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  • Santa Sé rejeita técnica "ética" para obter células-tronco embrionárias

    VATICANO, 28 Ago. 06 (ACI) .- Um método supostamente “ético”, desenvolvido por uma empresa norte-americana para coletar células-tronco de embriões humanos sem destrui-los, foi rejeitado pela Santa Sé como moralmente reprovável. Na semana passada, o cientista Robert Lanza da empresa Advanced Cell Technology Inc. afirmou que tinha sido capaz de clonar vários embriões humanos, permitir seu desenvolvimento até a fase de entre 8 e 10 células, e extrair uma “célula tronco“, supostamente sem afetar o embrião; deixando-o supostamente preparado para poder ser implantado em uma mulher para completar seu desenvolvimento “Para a maior parte de pessoas racionais, isto elimina a última objeção racional para opor-se à pesquisa (com células tronco de embriões humanos)”, disse Lanza. Entretanto em uma entrevista concedida à agência Reuters, Dom Elio Sgreccia, da Pontifícia Academia para a Vida, afirmou que o método é incapaz de resolver “as várias objeções morais” que a Igreja aponta. Sgreccia explicou à agência inglesa que o método desenvolvido por Lanza “arranca com o pé errado desde o começo”; já que a própria experimentação com embriões, quer dizer, seres humanos, já é repreensível. Com efeito, os embriões de Lanza foram criados e em seguida destruídos simplesmente para comprovar sua teoria de que é possível extrair células-tronco de um embrião… sem necessidade de destrui-lo. Dom Sgreccia destacou na entrevista que Lanza não tem como garantir que um embrião que teve extraída uma célula-tronco poderá depois se desenvolver normalmente. “Inclusive se o procedimento (de Lanza) não danificar o embrião, continua sendo um assunto de operação invasora e injustificada de um ser humano… Estão entrando e tomando um pedaço do organismo de um embrião para usá-lo para seu benefício”, acrescentou. O Prelado finalmente urgiu os cientistas a “tentar outros caminhos promissores, incluindo a pesquisa com células-tronco de adultos, aceita pela Igreja”. #cientista #método #SantaSé #célulastronco #Igreja #Vaticano #célula #adultos

  • Papa propõe ajuda de Santa Mônica e Santo Agostinho às famílias de hoje

    Em sua intervenção deste domingo, antes de rezar o Ângelus CASTEL GANDOLFO, domingo, 27 de agosto de 2006 (ZENIT.org).- Fazendo-se próximo do sofrimento das mães pelo extravio de seus próprios filhos, Bento XVI propôs neste domingo, e tornou atual, o modelo de oração perseverante e de busca da verdade de duas grandes figuras da Igreja, mãe e filho: Santa Mônica e Santo Agostinho. Ambos viveram no século IV, mas «seus testemunhos podem ser de grande consolo e ajuda para muitas famílias também de nosso tempo», reconheceu o Papa, calorosamente acolhido pelos peregrinos que lotaram o pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo. De Santa Mônica, a quem a Igreja recorda no dia 27 de agosto, Bento XVI afirmou sua maneira exemplar de viver «sua missão de esposa e mãe»: por um lado, ajudando seu marido Patrício «a descobrir a beleza da fé em Cristo e a força do amor evangélico», e por outro, cuidando valentemente de seus filhos ao enviuvar precocemente. O próprio Santo Agostinho, que ao princípio fez a sua mãe sofrer com seu temperamento rebelde, reconhecia que ela lhe havia gerado duas vezes. «A segunda — afirmou o Papa – exigiu uma longa tribulação espiritual, feita de oração e de lágrimas, mas coroada ao final pela alegria de vê-lo não só abraçar a fé e receber o Batismo, mas também dedicar-se inteiramente ao serviço de Cristo.» «Quantas dificuldades existem também hoje nas relações familiares, e muitas mães estão angustiadas porque seus filhos se encaminham por sendas equivocadas!», lamentou Bento XVI. A todas essas mães, Santa Mônica convida «a não desanimar-se, mas a perseverar na missão de esposas e de mães — propõe o Santo Padre –, mantendo firme a confiança em Deus e entregando-se com perseverança à oração». Profundo conhecedor da figura e da espiritualidade de Santo Agostinho — do qual escreveu sua tese doutoral e a quem quis recordar em seu escudo pontifício –, Bento XVI sublinhou a «apaixonada busca da verdade» que traçou a existência de quem chegou a ser bispo de Hipona. Em sua adolescência, Agostinho «lançou-se» «à beleza terrena» «de maneira egoísta e possessiva, com comportamentos que criaram não pouca dor em sua piedosa mãe», apontou o Papa. Em um «fatigoso itinerário», e com ajuda da oração de sua mãe, «Agostinho abriu-se cada vez mais à plenitude da verdade e do amor», e ao final, «não sem uma longa tempestade interior, descobriu em Cristo o sentido último e pleno da própria vida e de toda a história humana», prosseguiu. Por isso Agostinho — cuja memória a Igreja celebra na segunda-feira — é «modelo do caminho para Deus, suprema Verdade e sumo Bem», descreveu o Papa. Expressou seu desejo de que Santo Agostinho obtenha também obtenha também para nós «o dom de um sincero e profundo encontro com Cristo», especialmente «para todos aqueles jovens que, sedentos de felicidade, a buscam percorrendo caminhos equivocados e se perdem em becos sem saída». Antes de iniciar a oração mariana, em meio a um impressionante silêncio, Bento XVI encomendou à Virgem Maria «os pais cristãos, para que, como Mônica, acompanhem com o exemplo e a oração o caminho de seus filhos», e a juventude, para que, «como Agostinho, tenda sempre à plenitude da Verdade e do Amor, que é Cristo». «Só Ele pode saciar os desejos profundos do coração humano», concluiu. #Cristo #plenitude #Deus #adolescência #missão #Santo #oração #beleza #Igreja #Amor #alegria #SantoAgostinho #agostinhobispodehipona #Bento #Agostinho

  • Celebração litúrgica liberta o coração e dá esperança cristã, assegura mensagem pontifícia

    Dirigida à 57ª Semana Litúrgica Nacional Italiana CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 23 de agosto de 2006 (ZENIT.org).- Em uma mensagem assinada pelo cardeal Angelo Sodano, secretário de Estado, Bento XVI assegura que a celebração litúrgica permite experimentar a bondade de Deus, reforçando assim a esperança cristã. A carta, publicada nesta quarta-feira pela Sala de Imprensa da Santa Sé, está dirigida aos participantes da 57ª Semana Litúrgica Nacional Italiana, que se celebra em Varese de 21 a 25 de agosto sobre o tema: «Celebramos Jesus, esperança do mundo». «Na liturgia da Igreja, em sua oração, na comunidade viva dos crentes, experimentamos o amor de Deus, percebemos sua presença e, deste modo, aprendemos também a reconhecê-la em nossa vida cotidiana», afirma a mensagem, citando o número 17 da encíclica «Deus caritas est». Deste modo, acrescenta o texto, «a experiência da bondade de Deus na liturgia se converte em renovação do dom da esperança». «Ao libertar o coração do homem das angústias cotidianas, a celebração litúrgica dá nova confiança; o momento da celebração comunica a alegria de esperar em um mundo melhor, de viver na Igreja, de ser amados por Deus e de poder voltar a amá-lo de novo, de ser perdoados e salvos». «Por este motivo — pediu aos liturgistas italianos –, é preciso ajudar o fiel a compreender que para custodiar, reavivar e comunicar a esperança, ele tem que voltar a celebrar, a contemplar Jesus, o Ressuscitado.» «Então, a oração abre nossa vida ao projeto de Deus nos leva a ser dóceis instrumentos em suas mãos para transformar a maneira de viver e, por conseguinte, a história de nosso ambiente», assegura a mensagem. «Deste modo — conclui –, a celebração litúrgica abarca vários aspectos da existência: o mundo dos afetos e das relações, da fragilidade e das fraquezas compartilhadas, a experiência do trabalho e do descanso, proclamando sempre a primazia do amor de Deus.» #coração #celebração #litúrgica #Deus #bondade #secretário #Angelo #Igreja #Amor #alegria #Jesus #Liberta #Cardeal

  • Médicos do mundo inteiro analisarão «o santo graal da vida» no Vaticano

    Fala o médico Simón Castellví, presidente da FIAMC BARCELONA, terça-feira, 22 de agosto de 2006 (ZENIT.org).- «Célula-tronco, que futuro terapêutico? Aspectos científicos e problemáticas bioéticas» é o título do congresso mundial que a Federação Internacional das Associações dos Médicos Católicos (FIAMC) e a Academia Pontifícia para a Vida organizam em Roma entre os dias 14 a 16 de setembro. O Dr. Josep Maria Simón Castellví, presidente desta federação que agrupa cerca de 40.000 entidades em todo o mundo, explica a Zenit o sentido deste encontro: que cientistas e em geral os fiéis adquiram uma idéia cabal sobre o que se chama «o santo graal da vida». Este cirurgião, casado e pai de três filhos, argumenta nesta entrevista por que a investigação com células-tronco embrionárias não é ética, e, por outro lado, explica as possibilidades terapêuticas com as células-tronco adultas. –Qual é o objetivo deste congresso sobre células-tronco? –Doutor Simón: Este congresso, fruto do trabalho de meu antecessor, o Dr. Gian Luigi Gigli, se celebra conjuntamente com a Academia Pontifícia para a Vida e quer dar luz para que os cientistas e em geral os fiéis adquiram uma idéia cabal sobre o que está sendo chamado de «o santo graal da vida». O ser humano está chamado a completar o mundo com seu trabalho, a povoar o planeta com outros seres humanos, com quem vive harmonicamente. Mas o ser humano não pode nem deve imitar Deus. Sempre sai muito caro. E é o dinheiro, junto com a soberba científica e às vezes com uma falsa sensação de fazer o bem à humanidade, pelo que se pesquisa com embriões humanos. –Em que casos as aplicações terapêuticas com células-tronco são moralmente aceitáveis? –Doutor Simón: As células-tronco embrionárias existem para configurar o embrião. As células-tronco adultas existem precisamente para regenerar os tecidos. Se confundimos isso, faremos má ciência. E hoje, só as células adultas dão resultados. Por exemplo, nos tratamentos de algumas leucemias, infartos de miocárdio, etc., outras células-tronco, como as do cordão umbilical, têm perspectivas positivas, ainda que isso esteja sendo estudado. –Além do «não» às terapias que usem as células-tronco embrionárias, há outros casos eticamente preocupantes? –Doutor Simón: A ciência não deve ser apocalíptica, no sentido de ver sempre os riscos dos avanços científicos. Contudo, deve ser realista e aceitar só o aceitável. Assim, a obtenção de células-tronco embrionárias requer a destruição do embrião e por isso não podemos aceitar seu uso nem sua pesquisa. Estas células também se coordenam por um mecanismo muito complexo que, se não se controla bem, gera crescimentos aberrantes, tumores, etc. Esta é a realidade. –O senhor foi eleito recentemente presidente da FIAMC. Quais são as prioridades que a Federação terá nestes próximos anos? –Doutor Simón: Minhas prioridades são as da Igreja, as do Papa, e umas prioridades próprias que são África e a opção preferencial pelas mães. Nem exclusiva nem excludente, mas preferencial. Milhares e milhares de mães morrem todos os anos no parto por falta de atenção médica. E milhares e milhares de famílias sofrem pelos sofrimentos das mães, antes, durante ou depois do parto. [Mais informação sobre o congresso de Roma sobre as células-tronco em: «Sem Cell Rome 2006» ] #Doutor #médico #Deus #católicos #Internacional #Academia #célulastronco #Bioética #Luigi #ciência #Pontifícia #terapêutico #Barcelona

  • Descende a 118 o número de cardeais eleitores

    Ao completar 80 anos o cardeal Marian Jaworski, arcebispo de Lvov dos Latinos CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 22 de agosto de 2006 (ZENIT.org).- Ao completar 80 anos neste 21 de agosto o cardeal Marian Jaworski, arcebispo de Lvov dos Latinos (Ucrânia), o número de cardeais eleitores em um possível conclave ficou reduzido a 118. Segundo o Motu Proprio «Ingravescentem aetatem», de 21 de novembro de 1970, Pablo VI dispôs — e mais tarde o confirmaria João Paulo II — que ao cumprir os 80 anos, os cardeais perdiam a condição de eleitores em caso de conclave. O próprio Papa Giovanni Battista Montini, no consistório secreto de 5 de março de 1973, estabeleceu que o número máximo de cardeais eleitores fosse de 120. O próximo cardeal eleitor que completará os oitenta anos será o antigo arcebispo de Paris, o cardeal Jean-Marie Lustiger, em 17 de setembro de 2006. Outros quatro cardeais completarão essa idade no ano 2006. Com o falecimento em 2 de agosto do cardeal holandês Johannes Willebrands, presidente emérito do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, aos 96 anos de idade, o colégio dos cardeais conta no total com 190 membros, 72 não eleitores. No primeiro consistório de nomeação de cardeais de seu pontificado, em 24 de março, Bento XVI nomeou 12 cardeais de menos de oitenta anos de idade, respeitando rigorosamente o número de 120 purpurados, estabelecido por Paulo VI. Antes desse consistório, o número de cardeais eleitores era de 108. Em caso de que não faleça nenhum cardeal eleitor, esse número deverá alcançar-se em 20 de maio de 2007, data na qual o cardeal Franciszek Macharski, arcebispo emérito de Cracóvia, completará oitenta anos. #conclave #Ucrânia #aetatem #giovannibattista #Montini #paulovi #Giovanni #Cardeal

  • Sim, existe um Inferno

    Certa vez um amigo que se diz católico me disse: “eu não acredito em inferno.” O senhor pode dar uma resposta a esta afirmação? A Escritura sagrada claramente atesta a um lugar de condenação eterna chamado inferno ou às vezes referido a como Gehenna. Os exemplos são os seguintes: Jesus disse que o homem que desprezar seu irmão “incorrerá os fogos da Gehenna” (Mt 5,22). Nosso Senhor advertiu, “não temais os que matam o corpo mas não podem matar a alma. Antes, temei quem pode destruir tanto corpo como alma na Gehenna” (Mt 10,28). Jesus disse, “Se tua mão te faz cair, corta-a. Melhor você entrar na vida com uma só mãos que manter ambas as mãos e ir para a Gehenna com seu fogo inextinguível” (Mc 9,43). Usando a parábola do joio e do trigo para descrever o julgamento final, Jesus disse, “os anjos lançarão [os malfeitores] na fornalha inflamável onde prantearão e moerão os seus dentes (Mt 13,42). Semelhantemente, quando Jesus falou do julgamento final onde a ovelha será separada dos lobos, Ele dirá ao mau, “afastai-vos de mim, malditos, para o fogo perpétuo preparado para o demônio e seus anjos (Mt 25,41). Finalmente, no Livro da Revelação, cada pessoa é julgada individualmente e os malfeitores são lançados em uma “fosso de fogo, a segunda morte” (20,13-14). Apenas para clarificação, Gehenna era um vale ao sul de Jerusalém que era utilizado para sacrifícios pagãos de crianças pelo fogo. O profeta Jeremias amaldiçoou o lugar e predisse que seriam um lugar de morte e corrupção. Na literatura rabínica tardia, o termo identificava o lugar de castigo eterno com torturas e fogo inextinguível para os maus. Dessa forma, a Igreja consistentemente ensinou que de fato o inferno existe. Que as almas que morrem num estado de pecado mortal imediatamente vão para o castigo eterno no inferno. O castigo do inferno é principalmente a separação eterna de Deus. Lá se sofre o sentido de perda?a perda do amor de Deus, a perda da vida com Deus, e a perda da felicidade. Amor verdadeiro, vida, e felicidade são relacionadas a Deus, e cada pessoa as deseja. Entretanto, só Nele o homem achará sua realização (cf. CCE 1035). A pessoa condenada também sofre dor. As descrições dadas sobre esse “fogo” pela Constituição Apostólica Benedictus Deus (1336) do Papa Benedito XII disseram que as almas “sofreriam a dor do inferno,” e o Concílio de Florença (1439) decretou que as almas “seriam punidas com castigos diferentes”. Alguns santos tiveram visões de inferno. Irmã Faustina descreveu o inferno como segue: “Hoje fui dirigida por um Anjo aos abismos do inferno. É um lugar de grande tortura; como terrivelmente grande e extenso é! As espécies de torturas eu vi: A primeira tortura que constitui o inferno é a perda de Deus; a segunda é o remorso perpétuo da consciência; a terceira é que aquela condição nunca mudará; a quarta é o fogo que penetrará na alma sem destruí-la?um sofrimento terrível, como é um fogo puramente espiritual, aceso pela ira de Deus; a quinta tortura é a escuridão ininterrupta e um terrível e sufocante odor. Apesar da escuridão, os demônios e as almas dos condenados vêem todos os males, os próprios e dos outros; a sexta tortura é a companhia constante de Satanás; a tortura sétima é o desespero horrível, aversão de Deus, palavras vis, maldições e blasfêmias. Estas são as torturas sofridas por todos os condenados, mas isto não é o fim dos sofrimentos. Há torturas especiais dos sentidos. Cada alma sofre sofrimentos indescritíveis, terríveis, relacionados à maneira com que se pecou. Há cavernas e fossas de tortura onde uma forma de agonia difere da outra. Teria morrido na mesma visão destas torturas se a onipotência de Deus não tivesse me apoiado. Escrevo isto no comando de Deus, de modo que nenhuma alma pode achar uma desculpa por dizer não há inferno, nem que ninguém jamais esteve lá e por isso não se pode dizer como ele é“. Devemos lembrar que Deus não predestina ninguém ao inferno nem deseja que alguém seja condenado. Deus nos confere a graça atual que ilumina o intelecto e fortalece a vontade de modo que podemos fazer o bem e desviar do mal. Entretanto, uma pessoa, com o consentimento do seu intelecto, pode escolher praticar o mal e com essa escolha, cometer pecado mortal, e assim rejeitar Deus. Se uma pessoa não se arrepende do pecado mortal, não tem qualquer remorso e persiste neste estado, então esta rejeição de Deus continuará para a eternidade. Em resumo: as pessoas se condenam ao inferno. O papa João Paulo II, em Cruzando o Limiar da Esperança (pp. 185-6) endereçou a pergunta, “Pode Deus, que amou tanto o homem, permitir que o homem que O rejeita seja condenado a tormento eterno?” Citando a Escritura Sagrada, o Santo Padre na sua resposta repete o ensino inequívoco de nosso Senhor. Ele também nos lembra que a Igreja nunca condenou uma pessoa particular ao inferno, nem mesmo Judas; antes, a Igreja deixa todo julgamento nas mãos de Deus. Entretanto, o Papa, por uma série de perguntas, afirma que o Deus de Amor é também o Deus de Justiça, que nos faz responsáveis por nossos pecados e assim nos pune. Devemos orar pela graça de resistir à tentação e seguir o caminho do Senhor e ao mesmo tempo procurando o perdão para qualquer queda que venhamos a cometer. Falando sobre a jornada da Igreja Peregrina, o Vaticano II na Constituição Dogmática sobre a Igreja (n. 48) escreve, “desde que não se sabe nem o dia nem a hora, devemos seguir o conselho do Senhor e vigiar constantemente de modo que, quando o único curso de nossa vida terrena for completada, possamos merecer entrar com Ele na festa das bodas e sermos numerados entre os abençoados e não como os serventes maus e preguiçosos, sermos enviados ao fogo eterno, na escuridão exterior onde ‘haverá prantos e ranger de dentes.'” Por esta mesma razão, nós oramos na primeira Oração Eucarística da Missa, “Pai aceita esta oferenda de toda sua família. Conceda-nos sua paz nesta vida, poupa-nos da condenação final, e conta-nos entre os escolhidos”. Autor: Fr. Willian O Saunders Fonte: Veritatis Splendor Tradução: Rondinelly Ribeiro #bibliasagrada #Escritura #Deus #Fogo #Católico #Senhor #bíbliavivaonline #Escuridão #advertiu #NovoTestamento #Igreja #Alma #Amor #Inferno #Jesus #morte

  • Nazismo e comunismo: o mal como distorção do bem

    Ao contrário do que pensam as várias correntes gnósticas, que sustentam um irreal maniqueísmo, o mal não é um oponente do bem com a mesma envergadura deste, tampouco surge do nada, com total e absoluta independência. Longe das definições dualísticas, o mal é, segundo Santo Tomás de Aquino, a distorção do bem, uma “ausência de um bem qualquer que deveria estar presente em determinado ser.” (Papa João Paulo II. Memória e identidade, p. 13) O diabo mesmo, para a tradição judaico-cristã, é um anjo que se revolta, é uma simples criatura, não um equivalente negativo de Deus, o Criador. Com isso, sem embargo, não se rejeita a existência de um mal objetivo a combater, nem se a relativiza ou a seus erros. Apenas ressalta-se que, mera expressão desvirtuada do bem, está fadado naturalmente ao fracasso. Quanto mais a mentira do mal se parece com a verdade do bem, mais ela é perigosa. O heroísmo, v.g., a evocação de tradições guerreiras, o patriotismo, são coisas boas que, desnaturadas, foram pontos básicos do horrendo programa nazista. A fraternidade e a justiça social, por sua vez, são bens que, modificados seus conceitos a serviço do mal, preenchem o discurso comunista. Vemos a realização histórica daquela sentença no pensamento iluminista, que varreu a Europa após a Idade Média, contribuindo para sua atual união política sem referência à fé cristã que a moldou. O Iluminismo, de fato, toma como carro-chefe de sua doutrina um grande valor, a liberdade. Ocorre que seu conceito de liberdade é equivocado, e dele surge a conclusão que tanto o bem quanto o mal tem os mesmos direitos, eis que a verdade iluminista é relativa. Intrínseco ao pensamento iluminista é o liberalismo, o qual não demoraria, em tese, a transformar-se em bagunça. Para evitar essa funesta conseqüência, estabelecem seus próceres outro mito obtido da deformação de um bem: a democracia. No liberalismo iluminista, é a maioria democrática quem escolhe o que é bem e o que é mal, em última instância, e o que é verdade e o que é mentira. Filósofos que se debruçaram detidamente sobre a crise do pensamento europeu nos séculos XVIII e XIX, como, por exemplo, Paul Hazard, e Ortega y Gasset, estão plenamente convencidos da afiliação doutrinária dos modernos comunismo e nazismo ao Iluminismo. Por mais que pareça contraditório, o totalitarismo tem origem filosófica no liberalismo: todos partem da idéia da relatividade da verdade, e tanto faz, por isso, que quem faz a escolha seja a maioria (liberalismo), o Estado (fascismo), o proletariado representado teoricamente pelo partido (comunismo), ou a raça “pura” (nazismo). Nesses sistemas, em que o mal é a deturpação do bem “o que é um grande fator de atração dos incautos seduzidos pelas migalhas de verdade”, o erro é a matriz essencial: a rejeição do absoluto, da verdade, do próprio Deus, no fim das contas. Autor: Dr. Rafael Vitola Brodbeck Fonte: Veritatis Splendor #embargo #criador #Aquino #Iluminismo #Deus #diabo #maniqueísmo #Memória #Tomás #combater #Paulo #João #iluminista #Anjo #oponente #existência

  • 2.300 desabrigados foram acolhidos pelos franciscanos no conflito entre Líbano e Israel

    Nas «Casas Novas» de Jerusalém e Belém JERUSALÉM/BELÉM, sexta-feira, 18 de agosto de 2006 (ZENIT.org).- Seguindo o espírito e o desejo de São Francisco de Assis, seus freis da Terra Santa chegaram a dar acolhida a 2.300 desabrigados pelo sangrento choque líbano-israelense das semanas passadas. A Custódia da Terra Santa confirma que, no recente conflito, as «Casas Novas» — hospedarias franciscanas para peregrinos — de Jerusalém e de Belém deram acolhida a quase 2.300 desabrigados, procedentes de pontos do norte da região, como Haifa, Nazaré, Acre, Safet ou Metula. «Durante mais de três semanas, desde 20 de julho até 16 de agosto, a “Casa Nova” de Belém, com quase 1.500 desabrigados da guerra, foi a que levou o peso maior na ajuda a tantos necessitados», explica o vigário da Custódia, o Pe. Artemio Vítores, ofm. Tratou-se da acolhida a muitas famílias, «especialmente a tantas crianças libanesas-maronitas residentes no norte de Israel, gregos, católicos, latinos e outros, que tinham tido de fugir de seus povos, de suas casas, que se haviam convertido em perigosas», declara. A ação permitiu «dar-lhes um alojamento, às vezes toda a família em um quarto, a preços insignificantes, para ajudá-los a superar — da maneira menos traumática possível — seu “exílio”», descreve o Pe. Vítores. E isso «pondo à disposição as instalações e sobretudo o carinho, e saber fazer dos trabalhadores — todos árabes cristãos, que viram neles a irmãos em dificuldade –, para que, sobretudo as crianças, se sentissem em sua própria casa». Buscou-se «trata-los como hóspedes importantes, porque o necessitavam de verdade», reconhece o franciscano. «É o que queria São Francisco que fossem seus freis — recorda. Já dizia João Paulo II: os franciscanos, “conscientes de sua vocação primeira, foram generosos no serviço aos irmãos, sustentando os mais pobres e frágeis… por amor d’Aquele que tanto nos amou”. Deste modo, continuava o [então] Papa, “professaram sua fé e sua esperança”.» «As palavras de agradecimento dos sacerdotes responsáveis que vinham com alguns grupos, e dos pais, a participação devota de tantos cristãos na Via Sacra pelas ruas de Jerusalém rezando pela paz, mas sobretudo o sorriso das crianças, tudo isso foi motivo de esperança para “uma paz duradoura”», reconhece. Com o regresso dos desabrigados-refugiados às suas casas, as «Casas Novas» estão agora vazias. «Esperam a chegada de tantos peregrinos, não importa o lugar de procedência nem a fé que os mova», para continuar oferecendo, como foi durante tantos séculos, «a calma do corpo e do espírito, a fim de poder recorrer, com o coração apaixonado, os Santos Lugares de nossa Redenção, seguindo assim “os passos de Jesus”», conclui o franciscano. Um dos aspectos mais característicos — faz parte de sua missão — da presença plurissecular dos franciscanos na Terra Santa é tudo o que está relacionado com os peregrinos que vão visitar o país de Jesus. Por isso, as «Casas Novas» são parte importante desse trabalho, explica a Custodia. Desde o século XIV até inícios do XX, eram praticamente os únicos lugares de alojamento para os fiéis cristãos que visitavam a Terra do Senhor. Mas tais hospedarias estiveram também, e continuam estando, a serviço dos habitantes da Terra Santa, especialmente dos cristãos. Isso ocorreu de um modo particular — como se voltou a constatar — nas épocas de guerras e de conflitos, «que, infelizmente, são tão freqüentes na Terra da Paz», lamenta a Custódia. #Nazaré #acolhida #Francisco #Assis #esperança #alojamento #Belém #Custódia #franciscano #Jerusalém #Amor #Jesus

  • Conselho vaticano publica estudos sobre a complementaridade entre «homens e mulheres»

    Atas de um congresso, disponíveis em inglês CIDADE DO VATICANO, domingo, 20 de agosto de 2006 (ZENIT.org).- A identidade do homem e da mulher é o núcleo do livro «Homens e Mulheres. Diversidade e mútua complementariedade» («Men and Women. Diversity and Mutual Complementarity), publicado pela Livraria Editorial Vaticana e pelo Conselho Pontifício para os Leigos. O volume recolhe as palestras das sessões de estudo sobre o tema, que aconteceram no Vaticano nos dias 30 e 31 de janeiro de 2004. Na introdução, o arcebispo Stanislaw Rylko, presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, afirma que: «Em um clima de “pansexualismo” agressivo, com resultados desastrosos, a cultura contemporânea está propondo e impondo modelos de identidade sexual e de relações entre os sexos que não são só superficiais e redutivos, senão com freqüência desfigurados e auto-destrutivos». A jornalista Karna Swanson, redatora de Zenit, enfrenta no volume as ideologias feministas para constatar que «a Igreja Católica, com seu profundo conhecimento do ser humano, reconheceu a necessidade de articular um novo feminismo, ainda que até agora não o tenha feito de uma maneira propositiva e clara». O psiquiatra e membro do Conselho Pontifício para os Leigos, Manfred Lutz, se refere às mudanças e crises na relação entre homem e mulher, e o arcebispo irlandês Diarmuid Martin expõe as atividades da Santa Sé a propósito da dignidade, participação e igualdade da mulher. Neste sentido, Marguerite A. Peeters, fundadora e diretora do Instituto para as Dinâmicas do Diálogo Intercultural de Bruxelas, analisa instituições mundiais que se ocupam da mulher e expõe seus pontos de força e fragilidade. Maria Teresa Garutti Bellenzier, do «Projeto Mulher» («Progetto Donna») se refere, por outro lado, à identidade da mulher e do homem com relação aos ensinamentos da Igreja, e o cardeal Carlo Caffarra, arcebispo de Bolonha, fala de algumas questões problemáticas do debate atual sobre homem e mulher. O matrimônio formado por Giulia Paola Di Nicola e Attilio Danese, fundadores do Centro Internacional de Pesquisas Personalistas (Teramo, Itália) analisam os desafios que estas mudanças supõem para a família. Maria Eugênia Díaz de Pfennich e Guzmán Carriquiry, presidente da União Internacional de Organizações Católicas Femininas, e subsecretário do Conselho Pontifício para os Leigos, expõem experiências concretas de participação e colaboração entre homens e mulheres dentro da Igreja. O Pe. Denis Biju-Duval, reitor do Instituto Pontifício «Redemptor Hominis» da Universidade Pontifícia de Latrão, sugere algumas idéias para o diálogo e adverte que é necessário superar a «crise de identidade masculina na Igreja, que está afetando toda a sociedade». No apêndice do livro se inclui a carta aos bispos sobre a colaboração entre homens e mulheres na Igreja e no Mundo, da Congregação para a Doutrina da Fé, firmada pelo então cardeal Joseph Ratzinger em 31 de maio de 2004. O livro das atas em inglês, que custa 10 euros, e pode ser adquirido em: http://www.libreriaeditricevaticana.com #Women #Maria #Internacional #Homens #Palestra #Vaticana #Conselho #Congresso #Igreja #Mulheres #adverte #Pontifício #Cardeal

  • Santa Sé aplaude resolução da ONU sobre o Líbano, mas lamenta sua demora

    Decisão unânime do Conselho de Segurança permitiu que as armas se calem CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 17 de agosto de 2006 (ZENIT.org).- Uma nota publicada pelo jornal da Santa Sé aplaude a resolução aprovada por unanimidade pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas para deter a guerra no Líbano, mas ao mesmo tempo pergunta por que demorou tanto tempo para dar este passo. «Apesar de terem passado infelizmente muitos dias para conseguir uma solução capaz de acabar com a violência, deve-se expressar sentida complacência pelo resultado alcançado, graças ao qual a “força do direito” prevaleceu finalmente sobre o “direito à força”», afirma «L’Osservatore Romano. A nota foi publicada na capa da edição italiana de 17-18 de agosto de 2006 e sua ausência de assinatura indica que expõe uma posição representativa. A Resolução da Organização das Nações Unidas 1701, aprovada em 11 de agosto, constata o diário, não responde a alguns dos pedidos apresentados por Israel e pelo Líbano, «em particular à questão dos prisioneiros libaneses em Israel, a das fazendas de Sheba e a entrega dos dois soldados israelenses na mão do Hizbullah». Como elemento positivo, sublinha que o texto, «redigido conjuntamente pela França e pelos Estados Unidos, após dias de intensas negociações, alcançou o consenso unânime do Conselho de Segurança da ONU». Por este motivo, a nota vaticana expressa «sincera estima pelas diplomacias bilaterais e multilaterais, pelo papel desempenhado, pelos esforços orientados à solução da crise e pelos resultados alcançados». «Mas o aplauso e a gratidão vão acompanhados por interrogantes inquietantes — acrescenta «L’Osservatore Romano»: por que estes instrumentos não foram utilizados desde o início, permitindo o mesmo resultado, sem passar pela experiência estremecedora da guerra?» Recordando a entrevista concedida pelo Papa a alguns canais de televisão alemães e à «Rádio Vaticano» (efetuada em 5 de agosto e transmitida em 13 de agosto), a nota reconhece que a guerra é a «pior das soluções para todos», pois não «acrescenta nada de bom para ninguém, nem sequer para os vencedores aparentes». «A humanidade ainda não aprendeu a viver sem a guerra!», é a «amarga constatação» do diário vaticano. A nota conclui recordando pela vigésima vez a posição do Papa e da Santa Sé ante este conflito: «Os libaneses têm direito a que se respeite a integridade e a soberania de seu país, os israelenses têm direito a viver em paz em seu estado, e os palestinos têm direito a ter uma pátria livre e soberana». #segurança #Osservatore #Nações #aprovada #Decisão #violência #resolução #Romano

  • Fase diocesana da causa de beatificação de João Paulo I terminará este ano

    CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 17 de agosto de 2006 (ZENIT.org).- A fase diocesana da causa de beatificação de João Paulo I se concluirá este ano, anunciou nesta quinta-feira o vice-postulador do processo, Dom Giorgio Lise. O anúncio, recolhido também por «Rádio Vaticano», foi feito público com ocasião da apresentação das celebrações em honra do vigésimo oitavo aniversário da eleição como Papa do cardeal Albino Luciani, patriarca de Veneza, que acontecerá em 26 de agosto. Falando na localidade natal de João Paulo I, Canale D’Agordo, o vice-postulador revelou que «foram ouvidas 170 testemunhas em 190 sessões; faltam algumas em Roma e em Vittorio Veneto. A fase diocesana, portanto, está chegando ao seu fim e, em novembro, com motivo da festa patronal de São Martin, em 11 desse mês, talvez se consiga concluí-la». Segundo o vice-postulador, a atenção se concentrou em um suposto milagre ocorrido em Puglia, região do sul da Itália: um homem assegura ter sido curado de um tumor, sem explicação científica possível, após ter pedido a graça a Deus pela intercessão do pontífice. A fase diocesana começou em Belluno, no ano 2003. Após a fase diocesana, o processo passará à Congregação vaticana para as Causas dos Santos. Um caso com estas características pode levar uns dez anos, ainda que estes poderão reduzir-se. Albino Luciani, nascido em 17 de outubro de 1912, foi eleito bispo de Roma no segundo dia do conclave em 26 de agosto de 1978. Escolheu o nome de João Paulo I. Faleceu em 28 de setembro sucessivo. É conhecido entre os católicos como «o Papa do sorriso». #beatificação #Luciani #Veneto #diocesana #patriarca #Giorgio #João #Natal #eleição #JoãoPauloI

  • Palestra: O Direito à Vida e a Questão do Aborto

    Convidamos todos para a palestra cujo tema será: “O Direito à Vida e a Questão do Aborto”. A referida palestra tem como objetivo levar ao conhecimento da população em geral, independente de raça, cor, sexo, religião, convicção política ou filosófica, informações jurídicas e científicas acerca do aborto. O tema será abordado sob vários enfoques: médico, jurídico, filosófico, político e social, a fim de demonstrar que, de todos os ângulos, o aborto representa um retrocesso da humanidade mediante o sacrifício do bem mais caro do ser humano que é a Vida. O palestrante é o Dr. Aleksandro Clemente, advogado, Pós-graduando em Direito pela Universidade Mackenzie/SP e Membro da Comissão de Defesa da República e da Democracia da OAB/SP. Data: 19/08/06 às 9:00 horas Local: Universidade Mogi das Cruzes (UMC), situada na Av. Dr. Cândido Xavier de Almeida e Souza, 200 – Mogi das Cruzes – SP – Tel: (11) 4798-7000. Maiores informações: Tel: (11) 6205-3846 / 7362-6183 E-mail: aleksandro.clemente@uol.com.br #religião #filosófico #retrocesso #Direito #Palestra #filosófica #Aborto #Vida #sacrifício #OAB #Cruzes #política #Advogado #defesa #Humanidade

  • Pescadores mexicanos sobrevivem nove meses à deriva lendo a Bíblia

    SAN BLAS, quarta-feira, 16 de agosto de 2006 (ZENIT.org).- Três pescadores mexicanos que saíram no dia 28 de outubro de 2005 para capturar tubarões nas costas de Nayarit (ocidente do país) foram encontrados na terça-feira passada, 14 de agosto, a 8 mil quilômetros de seu ponto de partida, nas imediações das Ilhas Marshall, no extremo austral do Oceano Pacífico. As primeiras notícias surpreenderam todo o México e em especial os familiares de Lucio Rendón Becerra, Jesus Edmundo Vidaña e Salvador Ordóñez, a quem davam por mortos. Inclusive se havia celebrado já a novena dos falecidos, muito usada pela religiosidade popular mexicana. Foram resgatados com vida por um barco pesqueiro de atum de bandeira taiwanesa, cujo capitão disse que estavam muito magros, famintos, mas em condições físicas razoáveis, razão pela qual o pesqueiro continuará seus trabalhos e até dentro de duas semanas eles chegarão às Ilhas Marshall, que estão sob a administração dos Estados Unidos. Praticamente todos os jornais e rádios do México comentaram o incidente, qualificando-o como um «milagre» de sobrevivência. Os pescadores atribuíram o «milagre» a que, nos nove meses que ficaram à mercê das águas, leram «em todo momento da travessia» a Bíblia que levavam na pequena embarcação. «A primeira coisa que farei ao chegar no México — disse Jesus Edmundo Vidaña ao jornal Reforma — é visitar o templo de meu povoado (Las Arenitas, no estado de Sinaloa) para agradecer a Deus por ter me devolvido a vida, porque voltei a nascer.» O chanceler mexicano Luis Ernesto Derbez declarou em 15 de agosto que o governo mexicano vai fazer todo o possível para que — em duas semanas — os três pescadores voltem para casa, arcando com todos os gastos necessários. Em outra entrevista concedida a uma emissora de rádio mexicana, o pescador Vidaña disse que a sobrevivência tinha sido graças à ajuda de Deus Todo-Poderoso, que lhes deu forças para não perder a esperança. Nesses nove meses, enfrentaram períodos de até quinze dias sem comer. Alimentaram-se de peixes voadores, alguns peixes que podiam capturar com anzóis e de aves. Beberam a água da chuva. «Temos muitos planos, queremos continuar pescando e esperamos com a ajuda de Deus que possamos tornar isso realidade», concluiu dizendo Jesus Edmundo Vidaña. #Deus #milagre #mexicana #Bíblia #mexicano #México #Jesus #Salvador #religiosidade

  • Só Deus pode saciar a sede de verdade e de felicidade, assegura Papa

    Apresenta a Virgem Maria como sinal para um mundo que vive como se Deus não existisse CASTEL GANDOLFO, quarta-feira, 16 de agosto de 2006 (ZENIT.org).- Só Deus pode saciar a sede de verdade e de felicidade dos homens e mulheres de hoje, que em certas ocasiões dão a impressão de viver como se Ele não existisse, afirmou Bento XVI nesta quarta-feira. Na audiência geral que concedeu a vários milhares de peregrinos nesta quarta-feira, no pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo, o pontífice sintetizou nesta constatação a mensagem que lança ao mundo a solenidade da Assunção da Virgem Maria, celebrada pela liturgia no dia anterior. Como ele mesmo reconheceu, trata-se de uma festa «muito querida pelo povo cristão, desde os primeiros séculos do cristianismo», que celebra «a glorificação inclusive corporal dessa criatura à que Deus escolheu como sua Mãe e que Jesus na Cruz entregou como Mãe a toda a humanidade». Citando o Concílio Vaticano II, o Papa explicou que «a Assunção evoca um mistério» que afeta todos os crentes: «Maria antecede o Povo de Deus peregrino com sua luz, como sinal de esperança e de consolo». «Estamos tão submergidos nas vicissitudes de todos os dias que às vezes nos esquecemos desta consoladora realidade espiritual, que constitui uma importante verdade de fé», reconheceu o bispo de Roma. «Como é possível fazer que este sinal luminoso de esperança seja percebido cada vez mais pela sociedade atual?», perguntou. «Hoje há quem vive como se nunca devesse morrer ou como se tudo acabasse com a morte — continuou dizendo; alguns se comportam considerando o homem como o único artífice de seu destino, como se Deus não existisse, chegando a negar, em certas ocasiões, que haja espaço para Ele em nosso mundo.» «Só a abertura ao mistério de Deus, que é Amor — assegurou –, pode saciar a sede de verdade e de felicidade de nosso coração, só a perspectiva da eternidade pode dar autêntico valor aos acontecimentos históricos e, sobretudo, ao mistério da fragilidade humana, do sofrimento e da morte.» Deste modo, disse, a modo de conclusão, a contemplação de Maria no céu ajuda a compreender que «a terra não é nossa pátria definitiva e que, se vivemos constantemente orientados para os bens eternos, um dia compartilharemos sua própria glória». «Por este motivo, apesar das milhares de dificuldades cotidianas, não temos que perder a serenidade nem a paz — explicou. O sinal luminoso da Assunção ao céu resplandece ainda mais quando parece que no horizonte aparecem sombras tristes de dor e de violência.» «Estamos seguros – concluiu: desde o alto, Maria segue nossos passos com doce trepidação, nos dá serenidade na hora da escuridão e da tempestade, nos dá segurança com sua mão maternal. Apoiados nesta convicção, continuamos com confiança nosso caminho de compromisso cristão lá onde Providência nos conduz.» #serenidade #cristão #Verdade #Deus #Maria #virgem #felicidade #esperança #pontífice #Pontifícia #Sede #Amor #céu #Jesus #mãe

  • A Sagrada Tradição e os Protestantes

    Os protestantes que se dizem voltar ao cristianismo primitivo, que se dizem conhecedores da Palavra de Deus e seus fiéis seguidores, renegam duas parcelas importantíssimas da Palavra de Deus: A Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério. O escopo de nosso artigo está na Sagrada Tradição, em outra oportunidade trataremos do Sagrado Magistério. A Ordem Apostólica Os adeptos da “Sola Scriptura” (Somente as Escrituras), na verdade são adeptos da “Sola alguns versículos da Scriptura”. Negam verdades bem explícitas da Sagrada Escritura como a real presença do Senhor no pão e no vinho da Eucaristia (cf. Jo 6,51-56), negam também que a autoridade apostólica não se encerrou com a geração dos apóstolos, mas se perpetuou em seus legítimos sucessores (cf. At 1,15-26; 1Tm 5,1.19-20; Tt 1,5; 2,9-10.15), negam o preço que o Senhor e São Paulo possuiam pelos celibatários (cf.Mt 19,12; 1Cor 7,1.26-27) e entre outras coisas. Mas se tratando da Sagrada Tradição, fecham seus olhos para a seguinte instrução de São Paulo:“Assim, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavra, seja por carta nossa” (2Tes 2,15). Verter por escrito a Revelação era uma preocupação secundária Vejam que São Paulo nos manda guardar toda doutrina apostólica, seja ela oral ou escrita. A Sagrada Tradição é maior que a Escritura, pois foi ela que deu origem à Escritura. A ordem do Senhor foi: “Ide, e pregai o Evangelho a toda criatura” (cf. Mt 28,19-20) e não “Ide e imprimi as Escrituras”. A preocupação da Igreja era anunciar o Evangelho. E fizeram isto de viva voz. Somente em circunstância especiais é que os apóstolos se viram obrigados a colocar algo por escrito. Mas de forma alguma se preocuparam em colocar tudo por escrito (cf. Jo 21,25; 1Cor 11,12; 2Jo 1,12; 3; 3Jo 1,13-14). Veja o testemunho de Eusébio, Bispo de Cesaréia e historiador da Igreja nos tempos primitivos:“[Os Apóstolos] Anunciaram o reino dos céus a todo orbe habitado, sem a menor preocupação de escrever livros.Assim procediam porque lhes cabia prestar um serviço maior e sobre-humano. Até Paulo, o mais potente de todos na preparação dos discursos, o mais dotado relativamente aos conceitos, só transmitiu por escrito breves cartas, apesar de ter realidades inúmeras e inefáveis a contar […] Outros seguidores de nosso Salvador, os primeiros apóstolos, os setenta discípulos e mil outros mais não eram inexperientes das mesmas realidades. Entretanto, dentre eles todos, somente Mateus e João deixaram memória dos entretenimentos do Salvador. E a Tradição refere que estes escreveram forçados pela necessidade. […] Quanto a João [o Apóstolo], diz-se que sempre utilizava o anúncio oral. Por fim, também ele pôs-se a escrever pelo seguinte motivo. Quando os três evangelhos precedentes já se haviam propagado entre todos os fiéis e chegaram até ele, recebeu-os, atestando sua veracidade. Somente careciam da história das primeiras ações de Cristo e do anúncio primordial da palavra. E trata-se de verdadeiro motivo.” (História Eclesiástica Livro III, 24,3-7. Eusébio de Cesaréia, + ou – 317 d.C) Pois o Cristianismo não é baseado num manual de instruções, mas sim no Magistério Vivo da Igreja. E é disto que as Sagradas Escrituras (cf. 2Cor 3,6) e os antigos deram testemunho. Motivos que os protestantes alegam para abandonar a Sagrada Tradição Os protestantes normalmente apresentam 3 motivos para justificar seu abandono à Sagrada Tradição: 1) O que está na Bíblia é suficiente Normalmente citam 2Tm 3,16. Mas o referido versículo não diz que a Escritura é suficiente, diz apenas que é útil, para ensinar, e redargüir o homem para toda boa obra. Isto é claro pois na Sagrada Escritura só existe Verdade, mas nem toda Verdade está na Sagrada Escritura. 2) Que Jesus condenou o uso da Tradição Alguns protestantes alegam que as palavras do Senhor registradas em Mc 7,9 justificam o abandono à Sagrada Tradição. Se isto fosse verdade São Paulo não nos deixaria a ordem que também guardar o ensino oral dos apóstolos. O problema que é os Fariseus ensinavam informalmente sua própria tradição em vez da Tradição que foi comunicada desde Abraão até os Profetas. É isso mesmo que o leitor leu, ensinavam informalmente sua doutrina, pois ensino formal, isto é, o ministério da Palavra era feito nas Sinagogas aos Sábados. Se os Fariseus ensinassem sua doutrina formalmente, o Senhor não teria dito ao povo que os ouvisse quando estes estivessem ensinando da Cadeira de Moisés, isto é, ensinando formalmente como legítimos sucessores de Moisés (cf. Mt 23,2). É por isto que todo católico deve observar apenas o que a Igreja ensina oficialmente. A opinião do Padre Zezinho, do Frei Beto, do Padre Marcelo, ou até mesmo do Santo Padre João Paulo segundo, de forma alguma é norma de fé e prática para católico. 3) A Tradição pode ser muito bem deturpada com o tempo como a brincadeira do telefone-sem-fio Outro motivo apresentado pelos protestantes para negarem a Tradição Apostólica, é de que o ensino oral pode ser deturpado com o tempo. Se São Paulo não confiasse na fidelidade da Igreja em guardar toda doutrina apostólica, seja oral ou escrita, não teria dito a Timóteo: “E o que de mim, através de muitas testemunhas ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.” (2 Tm 2,2). São Paulo disse isto porque sabia que a Igreja é a Coluna e o Fundamento da Verdade (cf. 1Tm 3,15) e que ela guardaria fielmente a doutrina revelada (cf. Mt 16,18-19) Fora este fato, não só protestantes, mas o que muitos católicos também não sabem, é que a Sagrada Tradição não foi conservada pela Igreja apenas oralmente, mas também foi sendo vertida por escrito pelas gerações que sucederam os santos apóstolos. Mesmo durante a era apostólica, muitos já queriam se separar da Igreja, pregando um Evangelho diferente. Mas todas estas heresias caíram por terra, por causa do testemunho vivo dos Apóstolos. Coma morte dos Apóstolos, seus legítimos sucessores se preocuparam em escrever aquilo que os Apóstolos não deixaram por Escrito, para combater heresias nascentes, e para deixar para a posteridade a memória cristã. Vejam os testemunhos primitivos:“Em primeiro lugar [Inácio de Antioquia], acautelava-se a conservar firmemente a tradição dos apóstolos que, por segurança, julgou necessário fixar ainda por escrito. Estava já prestes a ser martirizado.” (História Eclesiástica Livro III, 36,4. Eusébio de Cesaréia, + ou – 317 d.C).“Em teu favor, não hesitarei em aditar às minhas explanações que aprendi outrora dos presbíteros e cuja lembrança guardei fielmente, a fim de corroborar a manifestação da verdade.” (Pápias Bispo de Hierápolis, – ou – 120 d.C). “Pápias, de quem nos ocupamos agora, reconhece ter recebido as palavras dos apóstolos por meio dos que com eles conviveram; declara, além disso, ter sido ele mesmo ouvinte de Aristion e do presbítero João. De fato, cita-os com freqüência nominalmente em seus escritos, referindo as palavras que transmitiram.Não foi ocioso ter dito tais coisas. É justo acrescentar às palavras supramencionadas de Pápias umas narrações ainda de fatos extraordinários e outras que chegaram até ele por meio da tradição.” (História Eclesiástica Livro III, 39,7-8. Eusébio de Cesaréia, + ou – 317 d.C). “Floresciam nesta época na Igreja [tempo do Imperador Vero, por volta de 140 d.C], Hegesipo, já conhecido pelas narrações precedentes; Dionísio, bispo de Corinto; Pintos, bispo de Creta. Além disso, Filipe, Apolinário, Melitão, Musano e Modesto, e sobretudo Ireneu. Através de todos eles, chegou até nós por escrito a ortodoxia da tradição apostólica, a verdadeira fé.” (História Eclesiástica Livro IV, 21. Eusébio de Cesaréia, + ou – 317 d.C). “Ora, sob [o episcopado de] Clemente, grave divergência surgiu entre os irmãos de Corinto. A Igreja de Roma enviou aos coríntios importante carta, exortando-os à paz e procurando reavivar-lhes a fé, assim como a tradição que, há pouco tempo, ela havia recebido dos apóstolos.” (História Eclesiástica Livro IV, 6,3. Eusébio de Cesaréia, + ou – 317 d.C). “Esses mestres [Policarpo, Ireneu, Pápias, Justino, Clemente de Roma, Clemente de Alexandria, entre outros pois a lista é grande], que guardaram a verdadeira tradição da feliz doutrina recebida, como que transmitida de pai a filho, oriunda imediatamente dos santos Apóstolos Pedro e Tiago, João e Paulo (poucos são, contudo os filhos semelhantes aos pais), chegaram até nossos dias, por dom de Deus, a fim de lançar as sementes de seus antepassados e dos apóstolos em nossos corações” (História Eclesiástica Livro V, 11,5. Eusébio de Cesaréia, + ou – 317 d.C). “Impossível enumerar nominalmente todos os que então, desde a primeira sucessão dos Apóstolos, tornaram-se pastores ou evangelistas nas Igrejas pelo mundo. Nominalmente confiamos a um escrito apenas a lembrança daqueles cujas obras ainda agora representam a tradição da doutrina apostólica” (História Eclesiástica Livro III, 37,4. Eusébio de Cesaréia, + ou – 317 d.C). Onde a verdadeira Tradição dos Apóstolos pode ser encontrada Eusébio não só é testemunha que os sucessores dos apóstolos deixaram por escrito a legítima Tradição Apostólica, como dá testemunho que a genuína Tradição Apostólica só pode ser encontrada na Igreja Apostólica, isto é, na Igreja que possui sua origem na legítima sucessão dos bispos. Para combater o erro de ontem e de hoje, os antigos sempre apontavam para as Igrejas Apostólicas, isto é, para aquelas que tinham bispos legitimamente instituídos pelos Apóstolos e seus sucessores, pois segundo eles eram elas que guardavam a legítima Tradição Cristã. Para eles somente na Igreja Apostólica é se pode encontrar a Verdade. Da mesma forma como a pregação paulina foi confiada a Timóteo (cf 2 Tm 1,13-14) e este confiou a seus sucessores, da mesma forma Tradição Apostólica foi conservada pela Igreja, através da legítima sucessão dos bispos. Veja os testemunhos primitivos:“Mas a Igreja de Éfeso, fundada por Paulo e onde João permaneceu até o tempo de Trajano, é também testemunha genuína da tradição dos apóstolos” (Contra as Heresias, Santo Ireneu Bispo de Lião, + ou – 202 d.C).“Nesta ocasião [tempo do Imperador Vero. Meados do segundo século e início do terceiro], muitos homens da Igreja lutaram em prol da verdade com eloqüência e defenderam as proposições apostólicas e eclesiásticas. Alguns até, com seus escritos, deixaram aos pósteros uma profilaxia contra as heresias que acabamos de citar” (História Eclesiástica Livro IV, 7,5. Eusébio de Cesaréia, + ou – 317 d.C). Depois Eusébio nos remete a uma imensa lista de autores e seus respectivos livros, pelos quais deixaram para a memória cristã a autêntica pregação Apostólica.“A Clemente [3º sucessor de São Pedro na Cáthedra de Roma] sucedeu Evaristo; a Evaristo, Alexandre, depois, em sexto lugar desde os apóstolos, foi estabelecido Xisto; logo, Telésforo, que prestou glorioso testemunho; em seguida, Higino; após este, Pio, e depois, Aniceto. Tendo sido Sotero o sucessor de Aniceto, agora detém o múnus espiscopal Eleutério, que ocupa o duodécimo lugar na sucessão apostólica. Em idêntica ordem e idêntico ensinamento na Igreja, a tradição proveniente dos apóstolos e o anúncio da verdade chegaram até nós.” (História Eclesiástica Livro V, 6,4-5. Eusébio de Cesaréia, + ou – 317 d.C).“E quando, por nossa vez, os levamos [os hereges] à Tradição que vem dos apóstolos e que é conservada nas várias igrejas, pela sucessão dos presbíteros, então se opõe à Tradição, dizendo que, sendo eles mais sábios do que os presbíteros, não somente, mas até dos apóstolos, foram os únicos capazes de encontrar a pura verdade.” (Contra as Heresias, III,2,1, Santo Ireneu Bispo de Lião, + ou – 202 d.C) “Portanto, a tradição dos apóstolos, que foi manifestada no mundo inteiro, pode ser descoberta e toda igreja por todos os que queiram ver a verdade. Poderíamos enumerar aqui os bispos que foram estabelecidos nas igrejas pelos apóstolos e seus sucessores até nós; e eles nunca ensinaram nem conheceram nada que se parecesse com o que essa gente [os hereges] vai delirando. […] Mas visto que seria coisa bastante longa elencar numa obrar como esta, as sucessões de todas as igrejas, limitar-nos-emos à maior e mais antiga e conhecida por todos, à igreja fundada e constituída em Roma, pelos dois gloriosíssimos apóstolos, Pedro e Paulo, e, indicando a sua tradição recebida dos apóstolos e a fé anunciada aos homens, que chegou até nós pelas sucessões dos bispos, refutaremos todos os que de alguma forma, quer por enfatuação ou vanglória, que por cegueira ou por doutrina errada, se reúnem prescindindo de qualquer legitimidade. Com efeito, deve necessariamente estar de acordo com ela, por causa da sua origem mais excelente, toda a igreja, isto é, os fiéis de todos os lugares, porque nela sempre foi conservada, de maneira especial, a tradição que deriva dos apóstolos.” (Contra as Heresias, III,3,1-2, Santo Ireneu Bispo de Lião, + ou – 202 d.C) Acho também interessante citar a observância de Eusébio quanto à degeneração doutrinária das seitas, assim como acontece no Protestantismo:“Extinguiram-se, pois rapidamente as maquinações dos inimigos, confundidas pela atuação da Verdade. As heresias, uma após outras, apresentavam inovações; as mais antigas continuamente desvaneciam e desvirtuavam-se, de diferentes modos, para dar lugar a idéias diversas e variadas. Ao invés, ia aumentando e crescendo o brilho da única verdadeira Igreja católica, sempre com a mesma identidade, e irradiando sobre gregos e bárbaros o que há de respeitável, puro, livre, sábio, casto em sua divina conduta e filosofia. […] Além do mais, na época de que tratamos, a verdade podia apresentar numerosos defensores, em luta contra as heresias atéias, não somente através de refutações orais, mas também por meio de demonstrações escritas.” (História Eclesiástica Livro IV, 7,13.15. Eusébio de Cesaréia, + ou – 317 d.C). Conclusão Pois é esta mesma memória cristã que nós Católicos Romanos, Gregos, Russos, Orientais, Coptas, Nestorianos e Maronitas, guardamos. E é por causa dela é que apesar de separados por um cisma de 1000 anos (com exceção dos Católicos Maronitas que até hoje estão em plena comunhão com a Igreja Católica Romana), possuímos praticamente a mesma fé e doutrina. Divergimos mais em questões disciplinares. E é esta mesma memória que um dia colocou por terra as heresias do passado, é que nós que congregamos nas legítimas Igrejas Apostólicas (aquelas que guardam a legítima sucessão dos bispos), trazemos à luz para combater as heresias de hoje também. E como se pode ver o Protestantismo ao se ao abandonar a Tradição Apostólica, berço das Sagradas Escrituras, comete o mesmo erro as primeiras seitas, e identificamos nele o mesmo diagnóstico delas. Acabam pregando sua própria tradição em vez da Tradição Divina, erro que Jesus condenou dos Fariseus. Com qual o quê você vai ficar? Com a Tradição dos Apóstolos ou com a tradição de Lutero, Calvino, John Knox, Ellen White, Tasse Russel, Edir Macedo, David Miranda, etc? Autor: Prof. Alessandro Lima Fonte: Veritatis Splendor #bibliasagrada #Verdade #Apóstolos #Católico #Alexandria #eclesiástica #história #bíbliavivaonline #Cesaréia #Padre #Doutrina #Santo #testemunho #Eusébio #combater #Timóteo #Alessandro #Apostólica #NovoTestamento #Igreja #Bispo #legítima #Alexandre #Jesus

  • O Papa lembra que o Paraíso é o verdadeiro fim do terreno peregrinar

    VATICANO, 15 Ago. 06 (ACI) .- Depois de celebrar a Missa pela Solenidade da Assunção da Virgem Maria, o Papa Bento XVI rezou o Ángelus do balcão do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo e em suas palavras introdutórias disse que o peregrinar terreno de todo ser humano deve ter como fim o Paraíso. Antes de iniciar a oração Mariana, o Santo Padre afirmou que a “liturgia nos chama hoje a esta consoladora verdade de fé: No céu apareceu um sinal grandioso: uma mulher vestida de sol, com a lua sob seus pés e sobre sua cabeça uma coroa de doze estrelas”. “Nesta mulher deslumbrante de luz –continuou o Pontífice– os Pais da Igreja reconheceram Maria. Em seu triunfo o povo cristão peregrino na história vê a realização de suas esperas e o sinal certo de sua esperança”. Em seguida o Pontífice lembrou que “Maria é exemplo e sustento para todos os fiéis: anima a não perder a confiança diante das dificuldades e aos inevitáveis problemas de todos os dias. Assegura-nos sua ajuda e nos lembra que o essencial é procurar e pensar nas coisas do alto e não naquelas da terra”. O Papa fez uma referência ao viver cotidiano, quando “tomados pelas preocupações arriscam o pensar que aqui, neste mundo no qual estamos só de passagem, seja o fim último da humana existência”. “Ao contrário, é o Paraíso a verdadeira meta de nosso peregrinar terreno. Quão diversas seriam nossas jornadas se fossem animadas por esta perspectiva”, disse. Ao referir-se aos Santos acrescentou que “suas existências testemunham que quando se vive com o coração constantemente dirigido ao céu, as realidades terrenas são vividas em seu justo valor porque o que as ilumina é a verdade eterna do amor divino”. Depois do Ângelus, o Papa se dirigiu aos peregrinos de língua espanhola, saudando especialmente os fiéis presentes das paróquias Assunção de Nossa Senhora, de Lliria, e de São Francisco Xavier, de Murcia, e ao grupo da Obra da Igreja. “A todos encomendo sob o constante amparo de nossa Mãe celestial e lhes dou com afeto minha Bênção”, disse. Deste modo Bento XVI invocou a Virgem Maria para que conceda a todos a paz, aludindo às dificuldades pelas que atravessam atualmente o Líbano, Sri Lanka e Iraque. Finalmente, e após saudar outros grupos presentes em diversas línguas, o Santo Padre deu sua Bênção Apostólica. #Maria #virgem #Padre #Gandolfo #Bênção #Paraíso #pontífice #Solenidade #Igreja #Apostólico #Palácio #Amor #Castel #Missa

  • O Papa em TV: Catolicismo é opção positiva e não amontoado de proibições

    VATICANO, 14 Ago. 06 (ACI) .- “O catolicismo não é um amontoado de proibições, mas uma opção positiva”, destacou o Papa Bento XVI em uma entrevista televisiva emitida ontem pela televisão alemã, em que expressou sua visão sobre o mundo ocidental, os jovens, a proposta moral cristã hoje, a família, o futuro do cristianismo na Europa, as mulheres na Igreja e seus planos de viagens próximas. A entrevista foi realizada há alguns dias no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo em preparação para sua próxima viagem à sua Baviera natal. O Santo Padre aproveitou uma pergunta sobre aspectos de sua próxima visita a terras bávaras, para ressaltar que “o assunto fundamental é que devemos redescobrir a Deus, não um Deus qualquer, mas o Deus com o rosto humano, porque quando vemos Jesus Cristo vemos Deus. E partindo disto devemos encontrar os caminhos para nos encontrar na família, entre as gerações e também entre as culturas e os povos, entre os caminhos da reconciliação e a convivência pacifica neste mundo, e os caminhos que conduzem para o futuro”. Na entrevista em preparação para sua viagem a München, Altötting e Regensburg entre 9 e 14 de setembro, o Santo Padre respondeu a perguntas sobre os temas que abordará em seu país natal, sua visão da Igreja ali e o mundo ocidental, os jovens, a atual situação de violência no Oriente Médio, o equilíbrio entre o primado do Papa e a colegialidade episcopal, o ecumenismo, a família, a moral, o futuro do cristianismo na Europa, o lugar e missão das mulheres na comunidade eclesiástica, o “novo fascínio” que o catolicismo exerce hoje, os planos respeito a suas próximas viagens e alguns aspectos de sua personalidade e ministério petrino. Ao ser perguntado a respeito da situação atual da Igreja em terras germanas, o Pontífice precisou que seu país forma parte do Ocidente e que “no mundo ocidental hoje vivemos uma onda de um novo iluminismo drástico ou laicidade”. “Acreditar se tornou mais difícil, porque o mundo no qual nos encontramos está feito completamente por nós mesmos e no que, por assim dizer Deus já não aparece diretamente. Já não se bebe diretamente da fonte, mas sim do recipiente que nos apresenta já cheio, etc. Os homens construíram o próprio mundo, e encontrá-Lo neste mundo se tornou algo muito difícil”. Entrevistado pelos jornalistas da rede televisiva Bayerischer Rundfunk (ARD); ZDF; Deutsche Welle e a Rádio Vaticano, o Papa manifestou seu desejo de apelar à generosidade dos jovens que, entretanto, “diante do risco de comprometer-se por toda a vida, quer seja no matrimônio ou no sacerdócio” experimentam medo. Diante do temor que se experimenta de “atar a liberdade” com uma decisão definitiva, o Santo Padre notou a urgência de “despertar o valor de ousar decisões definitivas, que na realidade são as únicas que fazem possível o crescimento, o caminho para frente e o alcançar algo importante na vida, as únicas que não destroem a liberdade, mas que lhe oferecerem a justa direção no espaço”. Como foi dado a conhecer há uma semana, Bento XVI se referiu ao atual conflito armado no Oriente Médio afirmando que “a guerra é a pior solução para todos. Não contribui em nada de bom para ninguém, nem sequer para os supostos ‘vencedores’” e que o que todos precisam é de paz. Família e moral Ao referir-se à família, em particular a sua mensagem em sua última viagem a Valência (Espanha), o Pontífice destacou que “o cristianismo, o catolicismo não é um amontoado de proibições, mas uma opção positiva”. Depois de notar que “hoje esta consciência desapareceu quase completamente”, o Papa disse que “ouvimos tanto falar do que não está permitido que agora é preciso dizer: Mas nós temos uma idéia positiva a propor; que o homem e a mulher são feitos um para o outro, que a escala –por assim dizer-: sexualidade, eros, ágape, indica as dimensões do amor e sobre este caminho cresce sempre o matrimônio, como encontro entre um homem e uma mulher, cume da felicidade e da bênção, e depois a família, que garante a continuidade entre gerações, em que as gerações se reconciliam entre elas e em que também as culturas podem se encontrar”. Ao responder a uma pergunta sobre a AIDS e a superpopulação e a insistência da Igreja Católica nos aspectos morais desta problemática, o Papa desprezou que essa ênfase fosse em demasia: “Insistimos realmente tanto sobre a moral? Eu diria –cada vez estou mais convencido após meu diálogo com os bispos africanos– que a questão fundamental, se queremos dar passos adiante neste sentido, chama-se educação, formação”. “O progresso só pode ser progresso real se servir a pessoa humana e se a própria pessoa humana crescer, não cresce só seu poder técnico, mas também sua capacidade moral. E acredito que o verdadeiro problema de nossa situação histórica seja o desequilíbrio entre o crescimento incrivelmente rápido de nosso poder técnico e o de nossa capacidade moral, que não cresce de forma proporcional”, apontou. #mulher #Homem #Deus #matrimônio #catolicismo #liberdade #Padre #Oriente #adiante #família #AIDS #acreditar #pontífice #Amor #preparação #Natal #Jesus #crescimento

  • Sim, Nossa Senhora também foi salva pela graça

    Nossa Senhora foi salva por Cristo, ao contrário do que os protestantes alardeiam ser a fé católica. Mas a maneira como a Santíssima Virgem foi salva é que pode ser chamada especial. A nós, que fomos concebidos com o pecado original, Jesus Cristo nos salvou removendo-nos do pecado. A Santíssima Virgem Maria, por sua vez, foi salva pelo mesmo Cristo, pelos mesmos méritos conquistados na Cruz, mas antes de ela cair no pecado. Nós fomos levantados após a queda, ao passo em que Nossa Senhora foi impedida de cair. Longe de diminuir a graça de Deus, a Imaculada Conceição da Mãe de Deus é um hino de louvor à misericórdia e ao poder do Senhor. “A Santíssima Virgem Maria foi, no primeiro instante da sua concepção, por um único dom da graça e privilégio do Deus Altíssimo, em vistas dos méritos de Jesus Cristo, o Redentor do gênero humano, preservada isenta de toda a mancha do pecado original.” (Bula Ineffabilis Deus, in Denz., 1641) O Intróito Gaudens Gadebo, do próprio da Missa da Solenidade da Imaculada Conceição, bem revela, pela boca do profeta Isaías (cf. 61,10), o estado de espírito da Santíssima Virgem ao ver-se preservada de todo pecado, desde sua concepção: “Com grande alegria rejubilo-me no Senhor, e minha alma exultará no meu Deus, pois me revestiu de justiça e salvação, como a noiva ornada de suas jóias.” (Missal Romano; Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora; Antífona da Entrada) A Virgem Maria alegra-se em Deus, por considerar o grande prodígio pelo Criador operado ao preservá-la do pecado, ao salvá-la por antecipação já no exato instante em que foi concebida por São Joaquim e Sant´Ana, em atenção à graça conquistada por Cristo na Cruz, mediante Seu sacrifício expiatório. Sim, Jesus é o Salvador de Nossa Senhora, pois foram Seus méritos, os mesmos que nos salvam estando nós vivendo no pecado, que a salvaram, impedindo-a de ser tocada pela mancha original. Para Deus não há limitação temporal que O impeça de agir no passado pela previsão de fatos futuros: logo a morte de Cristo, ocorrida historicamente anos mais tarde, foi ocasião de salvação não só para os que viveram depois dela, para os pósteros de Jesus, senão também para Sua Santíssima Mãe, redimida no tempo pretérito em relação àquela obra sacrifical no Calvário. O grande feito de Deus em Nossa Senhora é atestado pela palavra de Isaías, recolhida pelo Missal, que atribui profeticamente à Virgem a confissão de que foi revestida com justiça e com salvação. A justiça, estado perdido por nossos primeiros pais, Adão e Eva, quando, pecando, desobedecendo a Deus, foi ministrada à Mãe do Salvador. Nossa Senhora é justa pela graça de Cristo a ela imputada já na concepção – e esse é o sentido da solenidade que estamos a comemorar: festejar o dom de Maria ser preservada do pecado original. Antes que alguém refute essa preservação, conhecida teologicamente como Imaculada Conceição, alegando que ela coloca Nossa Senhora fora do redil dos salvos por Cristo, eis que, por tal privilégio, não teve ela pecado, logo não necessitando da salvação, defendemos: a Igreja nunca deixou de acreditar nessa proposição, ainda determinados contornos de sua explicitação não tenha sido por todos os teólogos percebidos e que só tenha sido declarada dogma pela fórmula solene do Papa Beato Pio IX, em 1854, o que demonstra a confirmação do adágio de São Vicente de Lérins, segundo o qual deve ser crido como verdade católica tudo aquilo que sempre foi crido, por todos e em todo lugar. Mais: a preservação de Maria, constante em que ela não tivesse pecados, nem mesmo o original, aquele recebido como herança adâmica, não a isenta da salvação merecida por Cristo para nós. É justamente pela graça de Cristo que Nossa Senhora recebe tal privilégio; a Santíssima Virgem foi salva por Jesus, seu filho; somente que essa redenção, em Maria, deu-se de maneira diferente de como operou-se em nós: fomos salvos após receber o pecado original, e Maria foi salva antes de ser contaminada com ele; fomos salvos por sermos tirados do pecado, e Maria foi salva antes de nele cair, por preservação. O texto do Evangelho da Missa de hoje é taxativo ao mostrar como o arcanjo São Gabriel saúda a Santíssima Virgem como a “cheia de graça” (Lc 1,28), a gratia plena da tradução latina de São Jerônimo, ou a kecharitômene do original grego (e essa plenitude da graça indica ausência total de mancha). A salvação de Maria, continua o Intróito, é como as jóias de uma noiva. A Santíssima Virgem, noiva do Espírito Santo, reveste-se de suas jóias – a justiça e a salvação, segundo o texto da antífona citada –, e apresenta-se a Deus e a nós como a perfeita realização da promessa do Criador à serpente: poria o Senhor inimizade entre Satanás e Nossa Senhora, entre os filhos do diabo e o filho de Maria, Nosso Senhor, Rei e Salvador, Jesus Cristo (cf. Gn 3,15) Autor: Dr. Rafael Vitola Brodbeck Fonte: Veritatis Splendor #concepção #Senhora #Cristo #criador #noiva #Altíssimo #Deus #Maria #Nossa #virgem #Senhor #Isaías #Espírito #graça #Adão #Catolica #acreditar #Solenidade #Alma #Cruz #alegria #Santíssima #Jesus #Salvador #Missa #mãe #Missal

  • Meios católicos devem transmitir verdade em resposta aos meios seculares, afirma autoridade vaticano

    VATICANO, 10 Ago. 06 (ACI) .- Os meios de comunicação católicos devem ser diferentes da mídia secular e devem procurar e transmitir a verdade da fé, assim afirmou o Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), Arcebispo Angelo Amato. Em recente entrevista concedida ao semanário polonês Niedziela, o Prelado indicou que os meios seculares com freqüência escolhem alguns ensinamentos da Igreja para manipular. “Os meios não publicam os textos completos do Magistério. Como regra, escolhem alguns pontos, geralmente secundários, que possam causar polêmica ou escândalo“, explicou Dom Amato. “Devemos admitir que com freqüência temos a impressão de que estamos vivendo em uma espécie de realidade virtual que é criada por quem trabalha nos meios de comunicação e que são formadores de correntes de opinião“, acrescentou. Entretanto, “o Evangelho não é uma criação da mente humana mas sim é a mensagem de Deus sobre a realidade do homem no universo”, disse o Arcebispo, portanto, demarcou, “os meios católicos têm o dever de informar sobre todo o ensinamento magisterial da Igreja”. Para o Secretário da CDF, um bom exemplo desta situação é a cobertura que deram ao documento Dominus Iesus. Em vez de centrar-se no tema central que é a “universalidade salvífica de Cristo e da Igreja”; muitos começaram a falar do fim do ecumenismo. Tudo com propósito de gerar polêmica e falar do “fim do ecumenismo”. “Em uma palavra, a apresentação de um documento da Igreja não deve ser tratado como um evento mediático com elementos sensacionalistas, mas sim como algo importante da Igreja que deve se constituir em uma ocasião especial para formar, evangelizar e catequizar as pessoas”, precisou Dom Amato. O Arcebispo então explicou que se pode concluir que “por um lado os meios se caracterizam por certa superficialidade e pelo outro exercem uma grande influência. E é verdade que quanto mais superficiais forem, mais capitalista será sua influência”. Por isso, “a imprensa católica deve debater com olhar crítico os assuntos que trata os meios seculares, investigando os ‘eventos religiosos’ artificialmente criados”, para que assim não exista “essa impressão de que o que estabelece o Magistério são apenas opiniões com as quais alguém pode ou não concordar”, destacou Dom Amato. “Para contribuir na formação dos fiéis, os meios católicos devem ser criativos, com grande sentido cultural; e acima de tudo, sensíveis à educação na fé. A tradição cristã tem dois mil anos, assim temos à nossa disposição uma grande quantidade de trabalhos que devem ser propostos aos leitores”, destacou o Secretário da CDF. “A civilização cristã não é um museu para visitar e admirar, mas sim uma realidade contínua viva, que inspira e sustenta, e que tem que ser apreciada hoje”, concluiu o Arcebispo. #Amato #Verdade #Magistério #Congregação #influência #Doutrina #secular #secretário #Angelo #Igreja #Prelado #ecumenismo #Arcebispo

  • Protagonista de filme sobre 11 de setembro diz que sua fé católica o salvou de morrer

    WASHINGTON DC, 10 Ago. 06 (ACI) .- “World Trade Center” é o título de um impressionante filme que estréia hoje nos Estados Unidos e narra a história de dois policiais que sobreviveram aos ataques de 11 de setembro de 2001. Um deles é o colombiano Will Jimeno que afirma que sua fé católica e uma inesperada visão o mantiveram com vida durante as longas horas que passou debaixo dos escombros das Torres Gêmeas. “O que me manteve foi a fé em Deus como católico, ensinada pela minha mamãe. E como disse o último Papa (João Paulo II), nós como latinos temos uma fé muito grande”, afirmou Jimeno à EFE em uma das tantas entrevistas que por estes dias concede a diversos meios de comunicação. Jimeno e John McLoughlin são os protagonistas reais de “World Trade Center”, o último filme do Oliver Stone. Ambos entraram na segunda Torre Gêmea quando a primeira já estava em chamas. O edifício desabou sobre eles e todos seus companheiros morreram esmagados, mas eles sobreviveram após passar doze horas imobilizados sob os escombros, conversando -sem se verem- para manter-se vivos. Só 20 pessoas sobreviveram ao desmoronamento das Torres Gêmeas. Jimeno foi o número 18 e McLoughlin o 19. “Quando nos aproximamos das Torres Gêmeas e vi as pessoas se jogarem no vazio me senti com as mãos atadas, isso é o pior que pode acontecer com um policial. Realmente queríamos ajudar a maior quantidade de pessoas possíveis”, lembrou Jimeno, que então tinha 33 anos de idade. Durante a horas que transcorreram sob os escombros, feridos e pensando que iriam morrer, recorreram a suas lembranças, ao amor de suas famílias e à fé para manter-se com vida. Jimeno pensava em sua filha e sua esposa, então grávida de sete meses. Em uma das cenas do filme, Jimeno tem uma visão do Jesus lhe oferecendo água. Em declarações ao Univisión, o colombiano garante que o viu. “Na maioria de entrevistas que tenho com os latinos, sempre me perguntam sobre isso. Mas eu sou católico, a fé me veio de minha mãe Emma, e o trabalho duro de meu pai, William. E a fé que minha mãe me deu, nessa noite eu precisava dela, porque nesse momento os dois edifícios caíram, fiquei queimado, o revólver (de seu companheiro) disparou. Eu estava preparado para morrer, fiz minha paz com Deus. Mas Deus me deu a vontade e a força para continuar lutando, porque se eu não visse Jesus, acredito que estaria morto”, indicou. Jimeno chegou aos Estados Unidos vindo de Barranquilla, Colômbia, quando tinha dois anos de idade. Durante toda sua vida quis ser policial e se graduou em janeiro de 2001. Nunca pensou viver uma tragédia como a de 11 de setembro no mesmo ano. “Para mim é a história de todos nós. Não a minha ou a de John (McLoughlin) mas de todos os heróis que morreram conosco, os que vieram nos salvar e a nossas espostas”, acrescentou Jimeno. Agora, afirma, “minha família é tudo para mim. Vou deixar a minhas filhas à escola e participo de todas as atividades possíveis. Minha família em primeiro lugar. Minhas filhas são belas e têm muita energia. Dou graças a Deus por tê-las todos os dias”. #Fé #Deus #Católico #história #Catolica #Amor #Jesus

  • A validade do Batismo nas seitas protestantes

    É corrente a indagação quanto à validade do Batismo ministrado por protestantes. Para entendermos a questão, basta uma análise simples no tratado da teologia sacramental. Qualquer sacramento – qualquer um! – precisa ter quatro elementos: a forma, a matéria, o ministro e a intenção. No Batismo, a forma é o uso da fórmula trinitária associada às palavras que inequivocamente demonstrem estar o ministro batizando. A matéria é a água natural. O ministro é qualquer um, mesmo não batizado. Sim, para a validade do Batismo, não se exige ministro. Quando a Igreja manda que seja o sacerdote ou o diácono os ministros ordinários, está dando normas quanto à licitude, não quanto à validade. Tanto que, em casos urgentes, um leigo e mesmo um não-batizado podem batizar. Se podem licitamente em casos urgentes, podem validamente sempre, ainda que de modo ilícito fora de tais casos. Isso é ponto pacífico em doutrina. Não há discussão. A intenção é, segundo a fórmula genérica dos canonistas, “querer fazer o que a Igreja faz”. Chamamos isso de intenção virtual. Não é preciso ter em mente explicitamente “quero batizar para tornar o batizando filho de Deus e apagar seus pecados” – intenção real. Basta a virtual. Por isso um muçulmano que, em casos extremos, batiza seu amigo moribundo que queria ser batizado, mas que não achou um padre a tempo, ainda que nada saiba da doutrina católica (nem ao menos conhece para quê serve o Batismo), batiza validamente se quiser “fazer o que a Igreja faz”. No Batismo da maioria das igrejas protestantes estão presentes os quatro elementos. Por isso, são válidos. Tanto que não se re-batiza o protestante que pede ingresso na Igreja Católica, exceto quando há dúvidas em relação a um dos elementos (quando, então, se batizada “sob condição”), ou quando se sabe, de antemão, que um deles era defeituoso (caso das igrejas protestantes que batizam “em nome do Senhor Jesus”; entrando na Igreja Católica, esses fiéis devem ser batizados). O Guia Ecumênico da CNBB dá pistas acerca do reconhecimento de quais igrejas protestantes (e de outras confissões religiosas), no Brasil, utilizam os elementos capazes de tornar válido o Batismo. Diversas Igrejas batizam, sem dúvida, validamente; por essa razão, um cristão batizado numa delas não pode ser rebatizado, sem sequer sob condições. Essas Igrejas são: Igrejas Orientais : que não estão em plena comunhão com a Igreja Católico-romana, tanto as ‘pré-calcedonianas’ quanto as ‘ortodoxas’. Pelo menos seis dessas Igrejas estão estabelecidas no Brasil, com sacerdotes e templos próprios. Obs: Deve-se, porém, atender ao fato de que, entre nós, a palavra ‘Ortodoxo’ não é garantia de pertença a este grupo, pois é usada também indevidamente por alguns grupos derivados da ICAB. Igrejas Vétero-católicas, das quais houve outrora algumas paróquias , mas atualmente parece que não existe , em nosso pais , nenhum grupo organizado. Obs: Contudo , o adjetivo vétero-católica também é usado abusivamente por grupos destacados da ICAB. Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e todas as Igrejas que fazem parte da Comunhão Anglicana. Igreja Evangélica da Confisão Luterana do Brasil (IECLB) (Luteranismo) e todas as Igrejas que se integram na Federação Luterana Mundial. Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB). Igreja Metodista e todas as Igrejas que pertencem ao Conselho Metodista Mundial. Há Igrejas nas quais, embora não se justifique que nenhuma reserva quanto ao rito batismal prescrito, contudo, devido à concepção teológica que têm do batismo – por exemplo: que o batismo não justifica e, por isso, não é tão necessário, alguns de seus pastores, segundo parece, não manifestam sempre urgência em batizar seus fiéis ou em seguir exatamente o rito batismal prescrito; também nesses casos, quando há garantias de que a pessoa foi batizada segundo o rito prescrito por essas Igrejas, não se pode rebatizar, nem sob condição. Essas Igrejas são: Igrejas presbiterianas: Igreja Presbiteriana do Brasil; Igreja Presbiteriana independente; Igreja Presbiteriana conservadora; Igreja Presbiteriana Reformada; Igreja Presbiteriana Unida. Igrejas Batistas. Igrejas Congregacionais. Igrejas Adventistas. A maioria das Igrejas pentecostais (Lança-se pelo menos, dúvida sobre o batismo conferido num bom número de Igrejas Pentecostais, onde se admite também a fórmula ‘eu te batizo em nome do Senhor Jesus’. Por causa dessa dúvida, justifica-se, nesses casos, batizar de novo, sob condição). Exercito da Salvação: Esse grupo não costuma batizar, mas , quando o faz , realiza-o de modo válido quanto ao rito. Há Igreja de cujo batismo se pode prudentemente duvidar e, por essa razão, requer-se, como norma geral, a administração de um novo batismo, sob condição. Essas Igrejas são: Igrejas pentecostais que utilizam a fórmula “eu te batizo em nome do Senhor Jesus”. Como a: Igreja Pentecostal Unida do Brasil e a Congregação Cristã no Brasil (que permite como alternativa à tradicional fórmula trinitária). Igrejas Brasileiras, ou seja , o conjunto de grupos derivados do cisma provocado por Dom Duarte da Costa, fundador da Igreja Católica Apostólica Brasileira. Embora não se possa levantar nenhuma objeção quanto à matéria e à forma empregada por esses grupos, contudo, pode-se e deve-se duvidar da intenção de seus ministros. São os seguintes grupos que se enquadram dentro do conceito de ‘Igrejas Brasileiras’: Igreja Católica Apostólica Brasileira ( ICAB); Igreja Católica Apostólica Independente; Igreja Católica Apostólica Nacional; Igreja Católica Apostólica Cristã; Igreja Católica Apostólica Trinitária; Igreja Católica Livre do Brasil; Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Americana; Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Ocidental; Igreja Católica Apostólica Ortodoxa – Patriarcado do Brasil; Ordem dos Santos Padres Católicos Apostólicos Ortodoxos; Igreja dos Velhos Católicos do Brasil; Santa Igreja Velha Católica; Ordem de Santo André; Ordem dos Missionários de Cristo Sacerdote Eterno; Congregação dos Missionário de Cristo Sacerdote Eterno; Congregação dos Missionários de Jesus; Congregação de São José; Sociedade Missionária de São Marcos Evangelistas. Com certeza, batizam invalidamente: Mórmons : negam a divindade de Cristo e introduzem um conjunto de crenças que conflitam por inteiro com a fé cristã; Testemunha de Jeová: que mais dos que um grupo cristão deveriam ser considerados como um grupo neo-judaico; Ciência Cristã: o rito que pratica , sob o nome de batismo, possui matéria e forma certamente inválidas; Certos grupos não propriamente cristãos , como a Umbanda, que praticam ritos denominados de ‘Batismo’, mas que se afastam substancialmente da pratica católica.” Autor: Dr. Rafael Vitola Brodbeck Fonte: Veritatis Splendor #batizado #bibliasagrada #Presbiteriana #Senhor #batismo #bíbliavivaonline #Doutrina #Igrejas #Catolica #NovoTestamento #Igreja #Jesus

  • Mártires lembram que Cristo é Pessoa viva e concreta, afirma Bento XVI

    VATICANO, 07 Ago. 06 (ACI) .- Para os mártires, “Jesus Cristo não foi um símbolo de um vago valor abstrato, mas uma Pessoa viva e concreta, uma pessoa absolutamente singular”, afirmou o Papa Bento XVI em uma mensagem na qual destaca o amor pelo Senhor até a “efusão do sangue” destas insignes testemunhas da fé. Em sua missiva intitulada “Crer significa pertencer ao Senhor, comprometer-se a ser, com Ele e por Ele, luz e sal da terra, levedura da sociedade”, enviado aos participantes do Foro Internacional de Ação Católica (FIAC) que se realiza na cidade do Lugazi, Uganda até 9 de agosto, o Santo Padre convidou a lembrar-se de Carlos Lwanga e de seus companheiros mártires, para “confirmar a opção de caminhar sobre as pegadas destes leigos cristãos que testemunharam sua fé até a efusão do sangue pelo Evangelho”. O texto, assinado pelo Cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado Vaticano, exorta também a “mostrar com a vida de fé e de louvor a Deus que “todos os cristãos estão chamados à união mística“ com Cristo e convida a “cultivar a espiritualidade de comunhão” vivendo com humildade e gratidão na Santa Igreja, em sintonia com os Pastores e com todo o Povo de Deus. Do mesmo modo, o Papa anima a “testemunhar a beleza de uma fé ardente, que transforma a vida de todos os dias e se propõe de maneira atraente a quantos pedem razão da esperança que está em nós os crentes” e lembra que para os mártires, Cristo é “uma Pessoa absolutamente singular, da qual todo batizado pode dizer com o Apóstolo Paulo: ‘Amou-me e deu-se a si mesmo por mim’”. Finalmente, o Papa deu sua bênção apostólica aos participantes do encontro do FIAC, assegurando-lhes sua oração para que a Ação Católica cresça e se difunda nas comunidades eclesiais da África. #Cristo #Deus #Internacional #singular #JesusCristo #Senhor #crer #Símbolo #Padre #Catolica #Amor #Jesus

  • Hezbollah utiliza povos cristãos para encobrir operações militares

    WASHINGTON DC, 03 Ago. 06 (ACI) .- O grupo extremista muçulmano Hezbollah está utilizando alguns povos cristãos do sul do Líbano para lançar de ali seus ataques e encobrir suas operações militares com a população civil. Assim divulgou a organização Christian Solidarity International (CSI). Povos libaneses como Ain Ebel, Rmeish, Alma Alshaab, e outros mais, estão sendo usados pelo grupo fundamentalista islâmico para atacar dalí com mísseis Israel. “O Hezbollah está repetindo o mesmo padrão que seguiram contra Israel em 1996. Escondem-se entre a população civil e lançam seus ataques protegidos por um escudo humano”, afirma o ex-comandante do exército libanês da zona sul, Coronel Charbel Barkat. Do mesmo modo, um cristão de Ain Ebel, que permanece não identificado para evitar possíveis represálias do Hezbollah, contou que descobriu um grupo de guerrilheiros do grupo fundamentalista sobre o teto de sua casa enquanto se preparavam para lançar alguns mísseis Katyuska. Ignorando seus pedidos para que não os lançassem, os extremistas o fizeram. O homem teve apenas tempo de reunir a sua família e fugir do lugar que uns quinze minutos depois foi destruído por um ataque aéreo israelense. Além de utilizar as casas dos cristãos para os ataques, os membros do Hezbollah também evitam que estes fujam. No sábado 28 de julho, por exemplo, o Hezbollah atacou um grupo de cristãos que tentavam fugir de Rmeish com suas famílias, ferindo duas pessoas; conforme indicam certas fontes cristãs do sul do Líbano. Além disso, apesar dos cristãos pagarem impostos para ter serviços e estradas, não os recebem. Entretanto os grupos xiítas que apóiam o Hezbollah não pagam impostos e recebem toda classe de serviços e se beneficiam com construções residenciais. O CSI faz um chamado a ONU para estabelecer uma comissão política independente que investigue estes atos do Hezbollah pois violam a Convenção de Genebra para a Proteção de Vítimas de Conflitos Armados. Este protocolo precisa que não se podem utilizar civis como escudos militares. Por sua vez, o Presidente da União Maronita (católicos) Mundial, Sami O-Khoury, diz que os informes sobre o apoio dos cristãos ao Hezbollah estão equivocados. “A diferença dos informes da imprensa no ocidente, que mostram elevadas taxas de apoio dos cristãos ao Hezbollah, 90 por cento dos cristãos, 80 por cento de sunitas, 40 por cento de xiítas no Líbano se opõem a este grupo extremista”, explicou. #extremista #cristão #população #International #Alshaab #muçulmano #islâmico #Alma

  • A Intercessão dos Santos

    Introdução Desde os tempos apostólicos a Igreja ensina que os que morreram na amizade do Senhor, não só podem como estão orando pela salvação daqueles que ainda se encontram na terra. Tal conceito é conhecido como a intercessão dos santos. A Doutrina Sobre a doutrina da intercessão dos santos, o Catecismo da Igreja Católica ensina: “Pelo fato que os do céu estão mais intimamente unidos com Cristo, consolidam mais firmemente a toda a Igreja na santidade… Não deixam de interceder por nós ante o Pai. Apresentam por meio do único Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, os méritos que adquiriram na terra… Sua solicitude fraterna ajuda, pois, muito a nossa debilidade.” (CIC 956) Por tanto para a Igreja Católica, os santos intercedem por nós junto ao Pai, não pelos seus méritos, mas pelos méritos de Cristo Nosso Senhor, o único Mediador entre Deus e os homens. Objeções Os adeptos do fundamentalismo bíblico normalmente apresentam uma série de objeções à doutrina da intercessão dos santos. Neste artigo iremos confrontar as principais: 1a. objeção: Cristo é o único mediador entre Deus e os homens. Esta é a principal objeção à doutrina da intercessão dos Santos. Os adeptos desta objeção fundamentam sua posição em 1 Tim 2,5 onde lemos: “Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus”. Para eles, a Sagrada Escritura não deixa dúvidas de que só Jesus pode interceder pelos homens junto a Deus. Se isto é verdade, por que São Paulo ensinaria que nós cristãos devemos dirigir orações a Deus em favor de outras pessoas? Vejam 1Tim 2,1: “Acima de tudo, recomendo que se façam súplicas, pedidos e intercessões, ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade, para que possamos viver uma vida calma e tranqüila, com toda a piedade e honestidade.” No exposto acima não está São Paulo nos pedindo para que sejamos intercessores (mediadores) junto a Deus por todas as pessoas da terra? Estaria então o Santo apóstolo se contradizendo? É claro que não. A questão é que a natureza da mediação tratada no versículo 1 é diferente da do versículo 5. A mediação tratada em 1Tm 2,5 refere-se à Nova e Eterna Aliança. No AT a mediação entre Deus e os homens se dava através da prática da Lei. No NT, é Cristo que nos reconcilia com Deus, através de seu sacrifício na cruz. É neste sentido que Ele é nosso único mediador, pois foi somente através Dele que recuperamos para sempre a amizade com Deus, como bem foi exposto por São Paulo: “Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos.” (Rom 5,19) Por tanto, a exclusividade da medição de Cristo refere-se à justificação dos homens. A mediação da intercessão dos santos é de outra natureza, referindo-se à providência de Deus em favor do nosso semelhante. Desta forma, o texto de 1Tm 2,5 dentro de seu contexto não oferece qualquer obstáculo à doutrina da intercessão dos santos. 2a. objeção: os santos não podem interceder por que após a morte não há consciência Os defensores desta objeção usam como fundamento as palavras do Eclesiastes: “Com efeito, os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem mais nada; para eles não há mais recompensa, porque sua lembrança está esquecida.” (Ecl. 9,5) e ainda “Tudo que tua mão encontra para fazer, faze-o com todas as tuas faculdades, pois que na região dos mortos, para onde vais, não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria.” (Ecl. 9,10). Já que a Bíblia é um conjunto coeso de livros, não podemos aceitar a doutrina da “dormição” ou “inconsciência” dos mortos simplesmente pelo fato de que há versículos claros na Sagrada Escritura que mostram que os mortos não estão nem “dormindo” e nem “inconscientes” (cf. Is 14, 9-10; 1Pd 3,19; Mt 17,3; Ap 5,8; Ap 7,10; Ap 6,10); o que faria alguém pensar que há contradições na Bíblia. A questão é que os versículos citados do Eclesiastes não fazem referência a um estado mental dos mortos, mas sim ao infortúnio espiritual em que se encontram por causa do lugar onde estão. Os mortos os quais os textos se referem são aqueles que morreram na inimizade de Deus, e não a qualquer pessoa que morreu. Vejamos os versículos abaixo: “Ignora ele que ali há sombras e que os convidados [da senhora Loucura] jazem nas profundezas da região dos mortos.” (Prov 9,18) “O sábio escala o caminho da vida, para evitar a descida à morada dos mortos.” (Prov 15,24) Os versículos acima mostram que a região dos mortos é um lugar de desgraça, onde são encaminhados os inimigos de Deus. Isto é ainda mais evidente em Prov 15,24. O sábio é aquele que guarda a ciência de Deus, este quando morrer não vai para a “morada dos mortos”. As expressões “morada dos mortos” ou “região dos mortos” fazem alusão a um lugar de desgraça, onde os inimigos de Deus estão privados da Sua Graça. Voltando aos versículos do Eclesiastes, o escritor sagrado ao escrever que para os mortos “não há mais recompensa”, “não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria”, refere-se unicamente ao infortúnio que existe “na região dos mortos, para onde” eles vão. Eles quem? Os que estão mortos para Deus. Por tanto, dentro de seu contexto, os versículos do Eclesiastes também não oferecem qualquer imposição à doutrina da intercessão dos santos. 3a. objeção: os santos não podem ouvir as orações dos que estão na terra porque não são oniscientes e nem onipresentes São Paulo nos ensina que a Igreja é o corpo de Cristo . Desta forma, os que estão unidos a Cristo através de seu ingresso na Igreja, são membros do Seu corpo. Isso quer dizer que tantos nós que estamos na terra, como os que já morreram na amizade do Senhor, todos somos membros do Corpo Místico de Cristo, onde Ele é a cabeça. Vejam: São Paulo ensina que a Igreja é corpo de Cristo: “Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja.” (Col 1,24) São Paulo ensina que somos membros do corpo de Cristo e por isto os cristãos estamos ligados uns aos outros: “assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro.” (Rom 12,5) São Paulo ensina que Cristo é a cabeça do seu corpo que é a Igreja: “Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja.” (Col 1,18) Isso quer dizer que nós e os santos (que estão na presença de Deus) estamos ligados, pois somos membros de um mesmo corpo, o corpo de Cristo, que é a Igreja. Assim como minha mão direita não pode se comunicar com a esquerda sem que esse comando tenha sido coordenado pela minha cabeça (caso contrário seria um movimento involuntário), da mesma forma, no Corpo de Cristo os membros não podem se comunicar sem que essa comunicação aconteça através da cabeça que é Cristo. Desta forma, quando nós pedimos para que os santos intercedam por nós junto a Deus (comunicação de um membro com o outro no corpo de Cristo), isso acontece através de Cristo. Assim como a nossa cabeça pode coordenar movimentos simultâneos entre os vários membros de nosso corpo, Cristo que é a cabeça da Igreja e é onisciente e onipresente possibilita a comunicação entre os membros do Seu corpo. Por tanto, a falta de onipresença e onisciência dos santos não apresenta qualquer impedimento para que eles conheçam ou recebam nossos pedidos e então possam interceder por nós junto a Deus. 4a. objeção: nós não podemos dirigir nossa orações aos santos pois isto caracteriza evocação dos mortos que é severamente proibida na Bíblia. Esta objeção baseia-se principalmente nos versículos abaixo: “Não se ache no meio de ti quem pratique a adivinhação, o sortilégio, a magia, o espiritismo, a evocação dos mortos: porque todo homem que fizer tais coisas constitui uma abominação para o Senhor” (Dt 18, 9-14) (grifos nossos). “Se uma pessoa recorrer aos espíritos, adivinhos, para andar atrás deles, voltarei minha face contra essa pessoa e a exterminarei do meio do meu povo. (…) Qualquer mulher ou homem que evocar espíritos, será punido de morte” (Lev 20, 6 – 27). (grifos nossos). Conforme vimos, Deus abomina a evocação dos mortos. No entanto, há uma diferença tremenda entre evocar os mortos e dirigir nossos pedidos de orações aos santos. A evocação dos mortos é caracterizada pelo pedido de que o espírito do defunto se apresente e então se comunique com os vivos como se ainda estivesse na terra. Esta prática é condenada por Deus, pois em vez de confiarmos na Providência Divina quanto ao futuro e às coisas que necessitamos, deseja-se confiar nas instruções dos espíritos. Conforme a Sagrada Escritura dá testemunho em I Samuel 28. Na intercessão dos santos, não estamos pedindo que o santo se apresente para “bater um papo” a fim obter qualquer tipo de informação, mas sim, dirigimos a eles nossos pedidos de oração, como se estivéssemos enviando uma carta solicitando algo (o que é bem diferente de evocar mortos). Na intercessão dos santos continuamos confiando na Providência Divina, pois os santos são apenas mediadores. Quem atende aos nossos pedidos é Deus. Desta forma, as proibições divinas quanto à prática de espiritismo não se aplicam à doutrina da intercessão dos santos. 5a. objeção: não há sequer uma única referência bíblica em relação à intercessão dos santos Há diversos versículos bíblicos que mostram que os santos oram na presença de Deus. Vejamos: “Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários. E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra? Foi então dada a cada um deles uma veste branca, e foi-lhes dito que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que estavam com eles para ser mortos.” (Ap 6,9-11). No trecho acima, os santos estão clamando a Deus por Justiça. Alguém poderia dizer: “mas eles estão intercedendo por eles mesmos e não pelos que ficaram na terra”. Ora, e o que impede que o façam pelos que estão na terra? São Paulo mesmo não recomenda que oremos pelos outros? (cf. 1Tm 2,1). Por alguma razão estariam os santos incapazes de continuarem orando pelos que estão na terra? Ora, alguém que esteja no seu juízo perfeito, há de convir que, o fato dos santos estarem na presença de Deus, não é motivo impeditivo para que intercedam pelos outros, muito pelo contrário, não há melhor lugar e momento para fazê-lo. Veja ainda: “Os quatro viventes e os vinte e quatro anciões se prostraram diante do Cordeiro. Tinha cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos” (Ap 5,8). “A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus.” (Ap 8,4). Nos versículos acima os santos oram para Deus. Por que estariam orando, já que estão salvos e gozando da presença do Senhor? Oram em nosso favor, para que os que estão na terra também possam um dia estar com eles na presença do Senhor. No livro do profeta Jeremias lemos: “Disse-me, então, o Senhor: Mesmo que Moisés e Samuel se apresentassem diante de mim, meu coração não se voltaria para esse povo. Expulsai-o para longe de minha presença! Que se afaste de mim!” (Jr 15,1). No tempo do profeta, ambos Moisés e Samuel estavam mortos. Que sentido teria este versículo caso não fosse possível que os dois intercedessem por Israel? O Testemunho dos primeiros cristãos Vejamos agora o que professava os cristãos no tempo em que não havia divisão na Cristandade, em relação à doutrina da intercessão dos santos: “O Pontífice não é o único a se unir aos orantes. Os anjos e as almas dos juntos também se unem a eles na oração” (Orígenes, 185-254 d.C. Da Oração). “Se um de nós partir primeiro deste mundo, não cessem as nossa orações pelos irmãos” (Cipriano de Cartago, 200-258 d.C. Epístola 57) “Aos que fizeram tudo o que tiveram ao seu alcance para permanecer fiéis, não lhes faltará, nem a guarda dos anjos nem a proteção dos santos”. (Santo Hilário de Poitiers, 310-367 d.C). “Comemoramos os que adormeceram no Senhor antes de nós: patriarcas, profetas, Apóstolos e mártires, para que Deus, por suas intercessões e orações, se digne receber as nossas.” (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas). “Em seguida (na Oração Eucarística), mencionamos os que já partiram: primeiro os patricarcas, profetas, apóstolos e mártires, para que Deus, em virtude de suas preces e intercessões, receba nossa oração” (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas). “Se os Apóstolos e mártires, enquanto estavam em sua carne mortal, e ainda necessitados de cuidar de si, ainda podiam orar pelos outros, muito mais agora que já receberam a coroa de suas vitórias e triunfos. Moisés, um só homem, alcançou de Deus o perdão para 600 mil homens armados; e Estevão, para seus perseguidores. Serão menos poderosos agora que reinam com Cristo? São Paulo diz que com suas orações salvara a vida de 276 homens, que seguiam com ele no navio [naufrágio na ilha de Malta]. E depois de sua morte, cessará sua boca e não pronunciará uma só palavra em favor daqueles que no mundo, por seu intermédio, creram no Evangelho?” (São Jerônimo, 340-420 d.C, Adv. Vigil. 6). “Portanto, como bem sabem os fiéis, a disciplina eclesiástica prescreve que, quando se mencionam os mártires nesse lugar durante a celebração eucarística, não se reza por eles, mas pelos outros defuntos que também aí se comemoram. Não é conveniente orar por um mátir, pois somos nós que devemos encomendar suas orações” (Santo Agostinho, 391-430 d.C. Sermão 159,1) “Não deixemos parecer para nós pouca coisa; que sejamos membros do mesmo corpo que elas (Santa Perpétua e Santa Felicidade) (…) Nós nos maravilhamos com elas, elas sentem compaixão de nós. Nós nos alegramos por elas, elas oram por nós (…) Contudo, nós todos servimos um só Senhor, seguimos um só Mestre, atendemos um só Rei. Estamos unidos a uma Cabeça; nos dirigimos a uma Jerusalém; seguimos após um amor, envolvendo uma unidade” (Santo Agostinho, 391-430 d.C. Sermão 280,6) “Por vezes, é a intercessão dos santos que alcança o perdão das nossas faltas (1Jo 5,16; Tg 5,14-15) ou ainda a misericórdia e a fé” (São João Cassiano. 360-435 d.C. conferência 20). Conclusão Como pudemos ver, a doutrina da intercessão do santos, não é invenção do catolicismo (como pensam alguns), mas sim, uma legítima doutrina cristã, embasa tanto nas Sagradas Escrituras, quanto na Tradição Apostólica. Os primeiros cristãos jamais tiverem dúvidas quanto a ela (note que este tema jamais foi centro de disputas conciliares). Esta doutrina confirma o Amor de Deus para conosco e Seu plano de que sejamos uns para outros instrumentos deste Amor. Autor: Prof. Alessandro Lima. Fonte: Veritatis Splendor #bibliasagrada #Deus #Senhor #bíbliavivaonline #intercessão #adivinhos #Aliança #Doutrina #Catolica #Santos #Alessandro #NovoTestamento #Igreja #Paulo #Amor #Jesus #presença #Catecismo #Agostinho

  • O Papa pede a milhares de coroinhas abrir-se à possibilidade do chamado ao sacerdócio

    VATICANO, 02 Ago. 06 (ACI) .- Durante uma audiência geral particular, diante de mais de 40 mil coroinhas da Europa, o Papa Bento XVI pediu aos jovens servidores do altar estar abertos à possibilidade do chamado à vocação sacerdotal. O Pontífice iniciou recordando que “faz mais de 70 anos, em 1935, comecei como coroinha”; e explicou que é “o Espírito Santo quem sustenta a vossa relação com Jesus, de maneira que não seja só externa”. “Hoje, vendo-vos aqui diante de mim na Praça de São Pedro –continuou o Santo Padre–, penso nos Apóstolos e escuto a voz de Jesus que vos diz: ‘Não vos chamei servos, senão amigos: permanecei em meu amor, e dareis muito fruto”. “Vos convido: Escutai esta voz! Cristo não o disse só faz dois mil anos; Ele está vivo e vo-lo diz agora. Escutai esta voz com grande disponibilidade; tem algo para vos dizer a cada um”, adicionou. “Talvez –continuou– a algum de vós vos esteja dizendo: ‘quero que me sirva de maneira especial como sacerdote convertendo-se assim em minha testemunha, sendo meu amigo apresentando aos outros esta amizade’”. O Pontífice exclamou logo: “Queridos coroinhas, Vós sois já apóstolos de Jesus! Quando participais da Liturgia realizando o vosso serviço no altar, vós ofereceis um testemunho. A vossa atitude de recolhimento, vossa devoção que parte do coração e se expressa nos gestos, no canto, nas respostas: se o fizerdes de maneira correta e sem distrações, nem de qualquer jeito, então o vosso é um testemunho que comove aos homens”. Bento XVI assinalou depois que os coroinhas estão “muito perto de Jesus Eucaristia, e este é o maior sinal de sua amizade”. “Por isso vos peço: não vos habitueis a este dom, de tal forma que não se converta em uma sorte de rotina, sabendo como funciona e fazendo-o automaticamente, pelo contrário deveis descubrir cada dia novamente que acontece algo grande, que o Deus vivente está em meio de vós, e que podeis estar perto para ajudar a que vosso ministério seja celebrado e chegue às pessoas”. O Papa destacou que, desta forma “sereis verdadeiramente seus apóstolos e produzireis frutos de bondade e de serviço em cada âmbito de vossa vida: na família, na escola, no tempo livre”. “Queridos coroinhas, minhas últimas palavras são: sede sempre amigos e apóstolos de JesusCristo!“, concluiu. #possibilidade #audiência #Padre #Chamado #vocação #sacerdotal #Espírito #Pedro #Santo #testemunho #pontífice #Amor #amizade #Jesus

  • Reflexões sobre a História da Queda do Homem (Gn 3,1-24)

    Tanto hebreus como cristãos entendem que o paraíso foi fechado a todas as almas por causa do pecado de nossos primeiros pais. O paraíso somente seria aberto após o sacrifício perfeito oferecido pelo Messias. Enquanto isso, as almas de todos os mortos iam para a morada dos mortos (heb. Sheol; gr. Hades). Nesta reflexão iremos analisar o motivo deste fechamento, e seus efeitos. 3:1 A serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos que o Senhor Deus tinha formado… Alguns comentaristas sustentam que a palavra “astuto” em hebraico divide o mesmo significado que a palavra “despido, desprotegido”. O jogo de palavras alude para erumim (despido) e para arum (astuto). Este jogo de palavras, se intencional, é secundário na história em si. A serpente é uma criatura formada por Deus. A tradição diz que Satanás era um anjo caído, provavelmente um seraph, um serafim, o mais alto grau entre os anjos. Serafins aparecem no livro de Isaías 6,2 (Os serafins se mantinham junto dele…) como seres alados. São descritos como serpentes de fogo em Números 21,6 (o Senhor enviou contra o povo serpentes ardentes…). Satanás, em Apocalipse 12, é descrito como um dragão, uma serpente com asas. A que tiver cruzadas suas asas, ou as tiver perdido, parecerá com uma cobra.…Ela disse a mulher: É verdade que Deus vos proibiu comer do fruto de toda árvore do jardim? A pergunta da serpente é uma distorção do mandamento divino – faz parecer uma restrição sem justificativa que requer uma resposta se desejar que a conversa seja mantida.2 A mulher respondeu-lhe: Podemos comer do fruto das árvores do jardim. 3 Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: Vós não comereis dele, nem o tocareis, para que não morrais. A mulher corrige a distorção feita pela serpente, mas acrescenta uma outra de sua própria conta. O mandamento dado ao homem por Deus era simplesmente não comas do fruto da árvore (Gn 2,17). A lenda hebraica entende que isto demonstra o zelo do homem em tentar impedir que a mulher transgrida um mandamento de Deus. Este pecado original se iniciou com uma distorção da verdade da parte tanto da serpente como do gênero humano.4 Tornou a serpente ? vós não morrereis! Satanás faz referência à morte física em preferência à morte espiritual.5 Mas Deus bem sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão, e sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal Terão o conhecimento tanto do bem quanto do mal. Até este momento, somente experimentaram o bem.6 A mulher, vendo que o fruto da árvore era bom para comer, de agradável aspecto e mui apropriado para abrir a inteligência, tomou dele, comeu, e o apresentou também ao seu marido, que comeu igualmente Vemos que ela não precisou procurar por ele, pois ele estava bem próximo. Gn 2,15 nos mostra que Deus ordenou o homem a “cultivar e guardar” o jardim. A palavra hebraica shammar traduzida como “guardar” também pode ser traduzida como “manter seguro”. Se o homem deve guardar, então deve haver de quem ele deva guardar. Ele estava próximo à mulher mas falhou na sua missão de mantê-la segura. Não foi a mulher quem cometeu o pecado original, mas o homem que falhou no seu dever de guardá-la. Por isso, como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo o gênero humano, porque todos pecaram… (Rm 5,12 – ênfase nossa). O que o homem deveria ter feito? Ele deveria ter censurado a serpente, tê-la combatido para proteger sua família, uma batalha que poderia muito bem custar a vida física do homem. Como sabemos isto? Porque foi exatamente isto que Jesus, o segundo Adão, fez, Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos (Jo 15,13)7 Então os seus olhos abriram-se; e, vendo que estavam nus, tomaram folhas de figueira, ligaram-nas e fizeram cinturas para si Sua nudez tornou-se motivo de vergonha, algo inexistente antes do pecado. Pelo fato de eles estarem bem próximas à arvore, é bem provável que esta árvore do conhecimento do bem e do mal seja uma figueira – uma árvore usada tanto no Antigo quanto no Novo Testamento como símbolo de Israel e de Jerusalém. A lenda hebraica nos diz que o figo era o fruto proibido.8 E eis que ouviram o barulho (dos passos) do Senhor Deus que passeava no jardim, à hora da brisa da tarde. O homem e sua mulher esconderam-se da face do Senhor Deus, no meio das árvores do jardim 9 Mas o Senhor Deus chamou o homem, e disse-lhe: “Onde estás?” Deus não é onipotente? Ele não conhece todas as coisas? Sim, claro que conhece – o que Ele está fazendo é dizendo ao homem que Ele sabe que alguma coisa está errada e o convida a dizer por si mesmo. Ele não está questionando uma situação física, temporal, mas está perguntando ao homem “onde estás na tua relação comigo?” Está convidando o homem à oportunidade de arrependimento e obtenção do perdão divino. Sempre será Deus que nos convida a confessarmos nossos pecados com uma pequena ajuda de nossa consciência. Deus conhece todos os nossos pecados tão rápido quanto os cometemos, mas quer que nós os confessemos para que nós tenhamos certeza de que eles existiram.10 E ele respondeu: ?Ouvi o barulho dos vossos passos no jardim; tive medo… A Bíblia protestante King James (KJV) diz: Qual fora a voz que eles escutaram? O salmo 29,3-9 descreve a ‘voz’ do Senhor: “Ouve-se a voz do Senhor sobre as águas! O Deus de grandeza atroou: o Senhor trovejou sobre as águas imensas! A voz do Senhor faz-se ouvir com poder! A voz do Senhor faz-se ouvir com majestade! Fendem-se os cedros à voz do Senhor, quebra o Senhor os cedros do Líbano. Faz saltar o Líbano como um novilho, e o Sarion como um búfalo novo. A voz do Senhor despede relâmpagos, A voz do Senhor abala o deserto. O Senhor faz tremer o deserto de Cades. A voz do Senhor retorce os carvalhos, desnuda as florestas. E em seu templo todos bradam: glória!”. Eles não ouviram o sussurro das folhas, nem o gentil quebrar de galhos sob os pés, eles ouviram um grandioso e estrondoso bradar.…porque estou nu; e ocultei-me O homem se conscientizou de que precisava de alguma coisa. Não somente de roupas, pois haviam resolvido este problema amarrando folhas de figueira em seus corpos. Ele estava necessitado da graça de Deus.11 O Senhor Deus disse: ?Quem te revelou que estavas nu?… Sendo que haviam apenas dois seres humanos nos jardins, Deus estava dizendo que fora a consciência do homem quem o mostrou as conseqüências do seu pecado. Quando Deus, em sua misericórdia, deu o livre-arbítrio ao homem, também o deu consciência. O desejo de fazer o que é certo está gravado na alma. Um livre-arbítrio sem uma consciência resultaria em anarquia total.…Terias tu porventura comido do fruto da árvore que eu te havia proibido de comer Deus está colocando qual fora o resultado do pecado – ele havia comido da árvore do conhecimento do bem e do mal e agora sabia que havia feito o mal. Foi-lhe ensinado que por comer do fruto da árvore ele estaria apto a decidir por si mesmo o que seria bom e o que seria mal, mas o pecado é absoluto – e não relativo à situação e/ou ao participante.12 O homem respondeu: A mulher que pusestes ao meu lado apresentou-me deste fruto, e eu comi. O homem, apesar de conhecer o seu pecado, a desobediência a Deus, tenta transferir a culpa à mulher chegando a culpar o próprio Deus: Se Deus não tivesse dado a mulher a ele, provavelmente não cometeria tal falta. Porque será que Deus conversou primeiro com o homem? Afinal de contas, a mulher foi quem primeiro comeu o fruto. Antes de fazer a mulher, Deus colocou o homem no paraíso para cultivá-lo e guardá-lo. Então ordenou que o homem não comesse o fruto da árvore. O homem, porém, falhou na sua missão de manter sua mulher, e a si mesmo, protegidos. Eles tinham apenas um mandamento a cumprir: não comas do fruto da árvore.13 O Senhor Deus disse à mulher: Porque fizeste isso? A serpente enganou-me,? respondeu ela ? e eu comi. Não tendo aceitado o pecado do homem, Deus se volta para a mulher. Pergunta a ela porque havia feito tal coisa. O mandamento de não comer do fruto foi dado ao homem antes que a mulher fosse criada. O homem havia instruído a mulher, mas ela preferiu dar ouvidos à serpente. Preferiu a serpente ao seu esposo – um caso de adultério. Lembrem-se que a Bíblia inteira apresenta pactos familiares. Ela comeu com a serpente de preferência ao seu marido; tinha comunhão com a serpente, e não com seu marido. Tanto o homem com a mulher rejeitaram Deus como pai de sua família por desobedecer seu mandamento e comer o que fora proibido com a serpente.14 Então o Senhor Deus disse à serpente… Deus não faz nenhum questionamento à serpente ou lhe confere alguma oportunidade de defesa. O mal é sumariamente rejeitado.…Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais e feras dos campos… O demônio não tem influência sobre nenhuma criatura de Deus, com exceção do homem. O único caso de possessão demoníaca de um animal está descrita em Mt 8,32 (Mc 5,13; Lc 8,33 e textos paralelos) e os porcos preferiram cometer suicídio que permanecer possuídos.…andarás de rastos sobre o teu ventre e comerás o pó todos os dias de tua vida Existem duas imagens projetadas aqui: primeiro, comer poeira como sinal de submissão (como que comendo a poeira da sola das sandálias de alguém); segundo, sendo o homem feito do “barro da terra” (Gn 2,7), Satanás continuaria a atacar o homem. Estas imagens são apropriadas para demonstrar que o mal continuaria a perseguir o homem, mas não teria poder sobre ele, a menos que este lhe desse tal capacidade.15 Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela… Têm a mulher, ou homem que seja, total separação/rejeição entre si e satanás? Obviamente que não, mas a mulher era imaculada até este evento. Desde então ocorre uma disputa entre o demônio e o gênero humano. Inimizade total somente ocorrerá quando uma outra mulher surgir; uma mulher cujo filho iria se referir a ela justamente como “mulher”, em reconhecimento de sua natureza imaculada.…Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar Na forma masculina hebraica não ocorre necessariamente uma referência direta a Cristo, ainda que seja ele quem será o vencedor sobre Satanás, ocorrendo aqui que uma referência a todos os descendentes do primeiro casal, toda a humanidade. Toda a humanidade deverá suportar e vencer as tentações de Satanás, todos os dias, e não somente Cristo.16 Disse também à mulher: Multiplicarei os sofrimentos de teu parto; darás à luz com dores, teus desejos te impelirão para o teu marido e tu estarás sob o seu domínio Quando um pacto é violado, existem punições que recaem sobre quem viola. Neste caso, a punição é dada à mulher. O parto, um dom único dado à natureza feminina, será mediante dor, ainda que o desejo pelo homem seja forte, apesar das conseqüências, e a sua posição dentro da situação doméstica e social será menor que a do homem. Em Gn 1,28, Deus ordena ao homem a à mulher, frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a, mas porque cometeram o pecado da desobediência, a dor no momento do parto (frutificação/fertilidade) será como uma memória constante desta ordem divina. Da mesma forma, à mulher, que fora dada ao homem para ser sua ajudante (Gn 2,18), é dada a tarefa, não de comandar a batalha, mas de auxiliar seu companheiro em seus esforços de cumprir o desígnio de Deus para eles.17 E disse em seguida ao homem: Porque ouviste a voz de tua mulher e comeste do fruto da árvore que eu te havia proibido comer, maldita seja a terra por tua causa. Tirarás dela com trabalhos penosos o teu sustento todos os dias de tua vida Ao contrário da mulher e da serpente, o homem não é punido diretamente. Em preferência, a sua punição vem pela terra. Não mais a terra dará seus frutos abundantemente. O homem deverá trabalhar para que receba qualquer coisa (o homem será fértil não somente em produzir descendentes, mas em retirar da terra o necessário para o seu sustento e da sua família). O nome Adão se refere às suas origens, pois foi feito do barro da terra (heb. àdämäh).18 Ela te produzirá espinhos e abrolhos, e tu comerás a erva da terra Espinhos e abrolhos são características de terras difíceis de se cultivar, e espinhos geralmente enfatizam algo que é ruim. O homem deverá batalhar contra os obstáculos, suportar os maus resultados e esforçar-se para ser fértil.19 Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e pó te hás de tornar Nada mais será dado ao homem; ele deverá lutar desde agora para poder manter a sua família e a si próprio.20 Adão pôs à sua mulher o nome de Eva, porque ela era a mãe de todos os viventes Em Gn 2,23, Adão já havia denominado a sua “mulher” (o osso de meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher, porque foi tomada do homem), e agora altera o seu nome para “Eva” (mãe de todos os viventes). Os nomes na Sagrada Escritura são importantes porque descrevem as características e o destino de quem os recebe. A mudança de nome indica mudança de destino e este é o primeiro registro de alteração de nome.21 Senhor Deus fez para Adão e sua mulher umas vestes de peles, e os vestiu Como podemos ver, ainda que eles tenham transgredido a aliança e carregando as suas devidas punições, Deus ainda se importa com eles. Ele não os abandona, e os dá o suficiente para suas necessidades básicas, como um verdadeiro Pai.22 E o Senhor Deus disse: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal… Os anjos estavam presentes desde a criação, e Satanás, um anjo decaído, por si próprio rejeitou a Deus. O homem havia se tornado como Deus e experimentado ele mesmo uma rejeição, se bem que a rejeição de seu próprio gênero, e agora poderia reconhecer o mal tanto como bem ou como mal. O mal não é relativo para que o homem possa determinar o que é bom para si e o que não é, mas o homem é capaz de reconhecer o mal como algo bom ou algo ruim.…Agora, pois, cuidemos que ele não estenda a sua mão e tome também do fruto da árvore da vida, e o coma, e viva eternamente Gn 2,9 nos diz que havia duas árvores no centro dos jardins do Éden: a árvore do conhecimento do bem e do mal, que eles eram proibidos de comer, e a árvore da vida. Se o homem e a mulher foram criados imortais e sem pecado, para quê serventia haveria tal árvore da vida? Deus sabia que eles poderiam ser tentados, e lhes deu o livre-arbítrio. Quando foram tentados à desobedecer a Deus, poderiam comer da árvore da vida e receber as graças para resistir às tentações. A árvore da vida era o sinal dos sacramentos.23 O Senhor Deus expulsou-o do jardim do Éden, para que ele cultivasse a terra donde tinha sido tirado 24 E expulsou-o; e colocou ao oriente do jardim do Éden querubins armados de uma espada flamejante, para guardar o caminho da árvore da vida Como um sacramento, a árvore da vida sempre fora eficaz e por esse motivo Adão e Eva, que não mostraram nenhuma contrição pelo seu ato de desobediência, foram impedidos de desfrutar das graças advindas por ela (foram excomungados). O céu fora fechado por causa da rejeição de nossos primeiros pais e permaneceu fechado até a vinda do Messias, que ofereceria um sacrifício puro e perfeito. A árvore da vida não mais será mencionada na Sagrada Escritura (exceto em Provérbios, quando a sabedoria, o desejo realizado, o fruto do justo e a língua sã fazem referência a ela) até o livro do Apocalipse, onde vemos que todos os que estão no céu podem comer de seus frutos (Ap 22,14, felizes aqueles que lavam as suas vestes para ter direito à árvore da vida e poder entrar na cidade pelas portas). Fonte: Veritatis Splendor Tradução: Rondinelly Ribeiro #mulher #bibliasagrada #Homem #Satanás #Deus #agradável #proibido #Senhor #bíbliavivaonline #Aliança #consciência #Adão #Bíblia #árvore #serpente #NovoTestamento #ouvir #Alma #Amor #Jesus #adultério

  • Papa reza pela consciência missionária de todos os fiéis cristãos

    Em suas intenções para o mês de agosto ROMA, sexta-feira, 28 de julho de 2006 (ZENIT.org).- No mês de agosto, Bento XVI rezará especialmente «para que os fiéis cristãos sejam conscientes de sua vocação missionária em todos os ambientes e circunstâncias». É o que anuncia o Apostolado da Oração, uma iniciativa seguida por 50 milhões de pessoas nos cinco continentes, através da qual leigos, religiosos, religiosas, sacerdotes e bispos do mundo inteiro oferecem suas orações e sacrifícios pelas intenções que o Papa indica a cada mês. A Congregação vaticana para a Evangelização dos Povos encarregou o comentário desta intenção missionária a Irmã Elisabetta Adamiak, superiora geral das Irmãs Missionárias de São Pedro Claver (SSPC). A religiosa recorda que todos os fiéis, «por causa do batismo, são responsáveis da missão da Igreja», e que eles «estão chamados a contribuir para a santificação do mundo, principalmente com o testemunho de sua vida e com o fulgor da fé, da esperança e da caridade, iluminando e ordenando as realidades temporais segundo Deus». Daí que em seu «compromisso social e político, buscam promover a dignidade da pessoa humana, colocando o homem no centro da vida econômica e social; e se empenham em defender o inviolável direito à vida, à liberdade de consciência e à liberdade religiosa», exemplifica. Mas «o primeiro espaço de seu empenho social é a família e a alma de seu empenho apostólico é a caridade», afirma. Ponto de partida: o amor de Deus É que, como alude a religiosa, essa é a «formula sintética da existência cristã» –em palavras de Bento XVI–: «Nós temos reconhecido o amor de Deus por nós e nele acreditamos» (Deus caritas est, n.1). De forma que «reconhecer e acreditar no amor de Deus por cada um de nós» «estimula fortemente a compartilhá-lo, a comunicá-lo aos outros», afirma. No entanto, é consciente de que se pode apresentar a dificuldade de «acreditar que Deus nos ama, ou melhor, que foi o primeiro a nos amar», coisa que «explica, ao menos em parte, o enfraquecimento da consciência sobre a grandeza da vocação cristã». «Como reforçar tal consciência?», pergunta. E oferece uma indicação expressa do Papa: «Diante do ativismo e do oprimente secularismo de muitos cristãos, chegou o momento de reafirmar a importância da oração» (Deus caritas est, n.37). «Por conseguinte –acrescenta Irmã Elisabetta Adamiak–, todos nós, membros da Igreja – ministros ordenados, consagrados e leigos -, devemos apostar na oração, cultivando uma sempre mais profunda familiaridade com Deus e o abandono à sua vontade». «Somente assim, apesar de “pequeno rebanho”, nos tornaremos o fermento evangélico capaz de fermentar a grande massa da humanidade», conclui. O Papa reza também todos os meses por uma intenção geral, que para o mês de agosto diz assim: «Para que não faltem aos órfãos as devidas atenções para sua formação humana e cristã». #Deus #Congregação #liberdade #Vaticana #vocação #Missionárias #Apostolado #consciência #Pedro #acreditar #anuncia #missionária #Igreja #Alma #Amor #Roma #evangelização

  • A veneração a São Pedro e a pertença ao Corpo Místico de Cristo

    Venerar São Pedro é fazer memória de nossa pertença à única Igreja por Cristo fundada. O mistério da Igreja é inseparável do mistério de Cristo. Os dois não formam mais do que uma só realidade. A Igreja é Seu Corpo, Sua Esposa mística. A Igreja é uma sociedade fundada por Cristo sobre os Apóstolos. Nela está depositada a doutrina e a autoridade de Jesus. Não é o Papa dono da verdade, mas seu servo, seu protetor. E por isso é que não pode ele mudá-la, e sim pregá-la e defende-la. A Igreja também é a dispensadora dos sacramentos e continuadora da religião de Cristo. Não se vai, portanto, a Cristo sem ser pela Igreja. Até os que se salvam fora das estruturas visíveis da Igreja, em verdade salvam-se pela Igreja, como seus membros invisíveis, ainda que não o saibam. Deus nos quer governar por homens, e isto é importante para a economia sobrenatural resultante da Encarnação. Não nos salvou Cristo apenas como Deus. Pelo contrário, fez-Se homem. Sua humanidade foi como que um instrumento para a nossa redenção. Assim, do mesmo modo, nos governa Jesus Cristo, Nosso Senhor, Rei e Salvador, através dos homens: dos Bispos e do Papa. Eis porque a Igreja é necessariamente visível. Por ela Jesus é glorificado e exercita-se nossa fé. Temos, pois, deveres para com a Igreja: obedecer às suas ordens legítimas, segundo o Direito; crer no que ela prega, especialmente quando definido infalivelmente; respeitar seus pastores e seus membros; amá-la, defendê-la, protegê-la. A Igreja é, outrossim, o Corpo Místico de Cristo, que é Sua Cabeça invisível, como Pedro e seu sucessor a visível. Somos, então, um com Ele, pois somos os membros do Corpo, da Igreja. Tal união é profundíssima, porque tomamos parte no próprio Cristo Jesus, sendo uma só realidade com Ele. Permanecemos unidos a Nosso Senhor e aos demais membros, nossos irmãos, pela caridade. Autor: Dr. Rafael Vitola Brodbeck Fonte: Veritatis Splendor #religião #Cristo #realidade #Verdade #Apóstolos #Deus #mística #veneração #Senhor #Pedro #Doutrina #corpo #Venerar #Igreja #Esposa #Jesus

  • Bombas calam rádio cristã no Líbano

    Transmitia 14 horas de oração por dia e a Eucaristia em árabe há 12 anos BEIRUTE, sexta-feira, 28 de julho de 2006 (ZENIT.org).- A «Rádio MBS», emissora católica que emitia quatorze horas de oração por dia, e também a missa em árabe, foi parcialmente destruída pelos bombardeios israelenses na noite do último domingo, como inúmeros meios de comunicação libaneses. A rádio tem por presidente o arcebispo greco-melquita de Beirute e Jbeil, D. Joseph Kallas e conta com a aprovação da Assembléia de Patriarcas e Bispos Católicos do Líbano. Em declarações concedidas a Zenit, a fundadora da Rádio, Marie-Sylvie Buisson, membro da Comunidade Emmanuel, explica que a emissora «cobria o Líbano, Síria, sul da Turquia, Leste do Iraque, norte da Palestina e Jordânia». «A emissora funcionava sem interrupção desde sua criação, há doze anos, mas agora foi calada», constata com tristeza. A fundadora espera que, após a crise no Líbano, a rádio possa encontrar apoio econômico «para voltar a iniciar seu apostolado, que faz presente a Palavra de Cristo nesta delicada região do mundo». As rádios católicas no Líbano foram também vitimas de militantes islâmicos próximos a Síria. Em maio de 2005, por exemplo, uma bomba destruiu a rádio católica do Patriarcado dos Maronitas, «A Voz da Caridade». O atentado provocou duas mortes e mais de trinta feridos». #Bomba #Emmanuel #rádio #Jordânia #católicos #Eucaristia #Síria #Iraque #Catolica #bispos #emissora #Turquia #Palestina #Assembléia #Arcebispo

  • Pregador do Papa recorda lição de Jesus sobre o desperdício

    Comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap., sobre a liturgia do próximo domingo (30/07) ROMA, sexta-feira, 28 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap. — pregador da Casa Pontifícia — sobre a liturgia do próximo domingo, XVII do tempo comum. * * * Recolhei os pedaços que sobraram XVII Domingo do tempo comum (B) 2 Reis 4, 42-44; Efésios 4, 1-6; João 6, 1-15 Durante vários domingos, o Evangelho está tomado do discurso que Jesus pronunciou sobre o pão da vida na sinagoga de Cafarnaum, e que o evangelista João refere. A passagem deste domingo vem do episódio da multiplicação dos pães de dos peixes, que se torna uma introdução ao discurso eucarístico. Não é por acaso que a apresentação da Eucaristia começa com o relato da multiplicação dos pães. Com isso, o que se quer dizer é que não se pode separar, no homem, a dimensão religiosa da material; não é possível prover suas necessidades espirituais e eternas, sem preocupar-se, ao mesmo tempo, por suas necessidades terrenas e materiais. Foi precisamente esta, por um motivo, a tentação dos apóstolos. Em outra passagem do Evangelho, se lê que eles sugeriram a Jesus que despedisse a multidão para que fosse aos povoados vizinhos para buscar o que comer. Mas Jesus respondeu: «Dai-lhes vós mesmos de comer!» (Mateus 14, 16). Com isso, Jesus não pede aos seus discípulos que façam milagres. Pede que façam o que puderem. Pôr em comum e compartilhar o que cada um tem. Na aritmética, multiplicação e divisão são duas operações opostas, mas neste caso são a mesma coisa. Não existe «multiplicação» sem «partição» (ou compartilhar)! Este vínculo entre o pão material e o espiritual era visível na forma em que se celebrava a Eucaristia nos primeiros tempos da Igreja. A Ceia do Senhor, chamada então de ágape, acontecia no marco de uma refeição fraterna, na que se compartilhava tanto pão comum como o eucarístico. Isso fazia com que fossem consideradas escandalosas e intoleráveis as diferenças entre quem não tinha nada para comer e quem se «embriagava» (1 Cor 11, 20-22). Hoje, a Eucaristia já não se celebra no contexto da refeição comum, mas o contraste entre quem tem o supérfluo e quem carece do necessário não diminuiu, pelo contrário, assumiu dimensões planetárias. Sobre este ponto, o final do relato também tem algo a nos dizer. Quando todos se saciaram, Jesus ordenou: «Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca». Nós vivemos em uma sociedade onde o desperdício é habitual. Passamos, em cinqüenta anos, de uma situação na que as pessoas iam ao colégio ou à Missa dominical levando, até a porta, os sapatos na mão para não gastá-los, a uma situação na que se joga fora o calçado quase novo para adaptar-se à moda mutante. O desperdício mais escandaloso acontece no setor da alimentação. Uma pesquisa do Ministério de Agricultura dos Estados Unidos revela que um quarto dos produtos alimentícios acaba cada dia no lixo, isso sem falar do que se destrói deliberadamente antes que chegue ao mercado. Jesus não disse aquele dia: «Destruam os pedaços que sobraram, para que o preço do pão e do peixe não baixe no mercado». Mas é precisamente o que se faz hoje em dia. Sob o efeito de uma publicidade maçante, «gastar, não economizar» é atualmente a senha na economia. Certo: não basta economizar. O ato de economizar deve permitir que os indivíduos e as sociedades dos países ricos sejam mais generosos na ajuda aos países pobres. Se não, é mais avareza do que economia. [Traduzido por Zenit] #RanieroCantalamessa #Evangelho #Pregador #eucarístico #Eucaristia #Cantalamessa #economia #Pontifícia #Raniero #alimentação #Jesus #multiplicação #compartilhar

  • Arcebispo Lajolo: "o Papa chora" com cada pessoa que sofre no Líbano

    VATICANO, 27 Jul. 06 (ACI) .- Durante uma entrevista concedida a Rádio Vaticano por ocasião da recente cúpula sobre o Líbano realizada em Roma, o Arcebispo Giovanni Lajolo, Secretário para as Relações com os Estados do Vaticano, expressou a profunda dor do Papa Bento XVI pela tragédia no Oriente Médio. “O Papa está muito próximo das populações, vítimas de contraposições e de um conflito que lhes resulta alheio”, disse o Arcebispo. “Bento XVI reza, e com ele toda a Igreja, para que o dia da paz seja hoje mesmo e não amanhã. Pede a Deus e suplica aos responsáveis políticos”, acrescentou. “O Papa chora com cada mãe que chora seus filhos, com cada pessoa que chora seus seres queridos. É possível uma suspensão imediata das hostilidades, e portanto é um dever”, concluiu. #Deus #rádio #Relações #cúpula #secretário #Giovanni #Igreja #conflito #Arcebispo

  • Papa exige "resultados concretos" da cúpula em Roma sobre o Líbano

    VATICANO, 26 Jul. 06 (ACI). – Durante um encontro informal com os jornalistas na região de Les Combes, o Papa Bento XVI ofereceu suas orações pelos frutos da conferência que começou hoje em Roma para a paz no Líbano, e desejou que esta termine com “resultados concretos“. “Acredito que neste momento, algo se move… acredito que as orações não são em vão“, disse o Santo Padre. “Agora rezemos fervorosamente para que esta conferência em Roma possa dar seus frutos e oferecer resultados concretos para a paz e para uma solução dos problemas que vão às raízes e alcance uma paz duradoura e estável”, acrescentou. A reunião, impulsionada pela Itália e Estados Unidos e alentada intensamente pela Santa Sé, conta com os ministros de Assuntos Exteriores e os principais representantes de 15 países, incluindo a Rússia e os principais países árabes; assim como organizações internacionais como a União Européia, as Nações Unidas e o Banco Mundial. A Santa Sé participa como Observador através do Secretário para as Relações com os Estados, o Arcebispo Giovanni Lajolo. #Santa #União #Conferência #Padre #Itália #Santo #Rússia #região

  • «Moralmente inaceitável» o programa europeu de financiamento de células-tronco

    Segundo comunicado da Conferência Episcopal Italiana ROMA, quarta-feira, 26 de julho de 2006 (ZENIT.org).- A Conferência Episcopal Italiana definiu como «moralmente inaceitável» a decisão do Conselho de Ministros da União Européia (UE) de financiar a pesquisa com células-tronco de embriões, cuja produção «comporta e seguirá comportando» a eliminação dos mesmos. Um comunicado assinado pela presidência da Conferência e difundido em 26 de julho analisa a aprovação do sétimo Programa-quadro de Pesquisa da UE, correspondente ao período de 2007-2013, dotado de 50.521 milhões de euros, que prevê, sob certas condições, experiência com embriões humanos e a eliminação destas vidas humanas em estado incipiente. Toda pesquisa que implica a eliminação de embriões humanos, afirma este comunicado, «marca-se como uma inadmissível visão antropológica que não considera a existência como um fim, mas como um meio, para alcançar outros objetivos, por mais nobres que sejam, como a cura de enfermidades e o próprio conhecimento científico». «A ciência tem que servir ao homem e não servir-se dele – sublinha o comunicado – sobretudo, quando está na condição de sua máxima fragilidade, um embrião nos primeiros dias de sua vida». A Conferência Episcopal, cujo presidente é o cardeal Camilo Ruini, bispo vigário do Papa para a diocese de Roma, faz um chamado aos políticos e «a quantos ainda podem deter esta marcha à deriva, que reduz o embrião humano a possível material biológico». Também «pede que a União Européia não financie este grave atentado contra a dignidade do homem, que trai o valor fundamental da vida humana, sem a qual qualquer outro valor individual e social perde sua própria consistência». Os bispos italianos lembram também que «Bento XVI nos recordou que a “defesa da vida, em todas suas fases, desde o primeiro momento da concepção até a morte natural” faz parte dos “princípios que não são negociáveis”» #eliminação #Homem #Episcopal #aprovação #Moral #Conferência #Ministros

  • Bispo americano pede ao Congresso ajudar o Oriente Médio

    WASHINGTON, quarta-feira, 26 de julho de 2006 (ZENIT.org).- O presidente da Comissão de Política Internacional da Conferência Episcopal dos Estados Unidos enviou uma carta a senadores e congressistas, fazendo um apelo para que ajudem a acabar com a escalada de violência no Oriente Médio. «O terrível ciclo de violência no Oriente Médio está destruindo a vida de gente inocente em todas as partes do conflito – escreve o bispo Thomas Wenski, de Orlando –. Está também destruindo as esperanças de negociações e soluções que poderiam levar a uma justa paz que ofereça uma autêntica segurança aos israelitas, um estado viável aos palestinos e independência real ao povo libanês». «A comunidade católica está profunda e urgentemente preocupada pelo custo humano, as implicações morais e as futuras conseqüências deste desenrolar dos acontecimentos». O bispo Wenski, de 55 anos, escreve também: «Esperamos e rezamos para que os senhores tenham a vontade de fazer o que podem para acabar com este terrível ciclo de violência e protejam as vidas e a dignidade dos israelitas, palestinos e libaneses». «Estamos dispostos a trabalhar com aqueles que trabalham por uma paz justa e duradoura na Terra à qual três religiões chamam santa», conclui. #Episcopal #Conferência #Comissão #Catolica #comunidade #Congresso #política #violência #conflito #OrienteMédio

  • Congresso Teológico em preparação da Conferência do episcopado latino-americano

    BOGOTÁ, quarta-feira, 26 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Por ocasião da preparação da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, será realizado na cidade colombiana de Medellín, de 8 a 11 de agosto, o 3º Congresso Internacional de Teologia. O congresso é organizado pela Faculdade de Filosofia e Teologia da Fundação Universitária Luis Amigo e pela Universidade Pontifícia Xaveriana e é dirigido a sacerdotes, religiosas e religiosos, comunidades paroquiais e diocesanas, e a todas as pessoas interessadas na reflexão teológica. Os principais conferencistas são o secretario geral do Conselho Epicospal Latino-americano (CELAM), D. Andrés Stanovnik, bispo de Reconquista (Argentina); o secretario geral adjunto do CELAM, Padre Sydney Fones; o licenciado em filosofia pela Pontifícia Universidad Xaveriana de Bogotá, Padre Alberto Parra Mora, entre outros. Para inscrições, escrever para filosofia_teologia@funlam.edu.com, ngonzale@funlam.edu.com ou teoeduco@javeriana.edu.co #Episcopal #Universitária #Conferência #fundação #Conselho #Sydney #Episcopado #Teológica #teologia #Latinoamericano #Congresso #Pontifícia #universidade #Bogotá

  • Reflexão de Bento XVI sobre a paz

    No ato de oração pelo Oriente Médio, presidido por ele no domingo RHÊMES-SAINT GEORGES, terça-feira, 25 de julho de 2006 ( ZENIT.org).- Publicamos as palavras que Bento dirigiu, sem papéis, na tarde deste domingo, no ato de oração pela paz no Oriente Médio que ele presidiu na igreja paroquial de Rhêmes Saint-Georges, no Vale de Aosta. * * * Eu gostaria somente de oferecer umas breves palavras de meditação sobre a leitura que acabamos de escutar. Com o fundo da dramática situação do Oriente Médio, impressiona-nos a beleza da visão ilustrada pelo apóstolo Paulo (cf. Efésios 2, 13-18): Cristo é a nossa paz. Ele reconciliou uns e outros, judeus e pagãos, unindo-os em seu Corpo. Ele superou a inimizade com o seu Corpo, na Cruz. Com sua morte, superou a inimizade e uniu todos em sua paz. No entanto, mais que a beleza dessa visão, o que nos impressiona é o contraste com a realidade que vivemos e vemos. E, em um primeiro momento, não podemos fazer outra coisa senão perguntar ao Senhor: «Mas, Senhor, o que é que teu apóstolo está nos dizendo: “Foram reconciliados”?» Na verdade, nós vemos que não estão reconciliados… Ainda há guerras entre cristãos, muçulmanos, judeus; e outros fomentam a guerra, e tudo continua repleto de inimizade, de violência. Onde está a eficácia do teu sacrifício? Onde está, na história, esta paz da qual o teu apóstolo nos fala? Nós, os homens, não podemos resolver o mistério da história, o mistério da liberdade humana que diz «não» à paz de Deus. Não podemos resolver todo o mistério da relação entre Deus e o homem, de sua ação e de nossa resposta. Temos de aceitar o mistério. No entanto, há elementos de resposta que o Senhor nos oferece. Um primeiro elemento é que essa reconciliação do Senhor, esse sacrifício seu, não foi ineficaz. Existe a grande realidade da comunhão da Igreja universal, de todos os povos, da rede da Comunhão eucarística, que transcende as fronteiras de culturas, de civilizações, de povos, de tempos. Existe essa comunhão, existem essas «ilhas de paz» no Corpo de Cristo. Existem. E existem forças de paz no mundo. Se contemplarmos a história, podemos ver os grandes santos da caridade que criaram «oásis» dessa paz de Deus no mundo, que acenderam novamente sua luz, e foram capazes de reconciliar e de criar de novo a paz. Existem os mártires que sofreram com Cristo, que deram esse testemunho da paz, do amor, que coloca um limite à violência. E vendo que a realidade da paz existe, ainda que a outra realidade tenha permanecido, podemos aprofundar ainda mais na mensagem desta carta de São Paulo aos Efésios. O Senhor venceu na cruz. Ele não venceu com um novo império, com uma força mais poderosa que as outras, capaz de destruí-las; não venceu de uma maneira humana, como imaginamos, com um império mais forte que o outro. Ele venceu com um amor capaz de chegar até a morte. Esta é a nova maneira de vencer de Deus: à violência não opõe uma violência mais forte. À violência opõe precisamente o contrário: o amor até o final, sua Cruz. Esta é a maneira humilde de vencer de Deus: com seu amor — e só assim é possível — põe um limite à violência. Esta é uma maneira de vencer que nos parece muito lenta, mas é a verdadeira forma de vencer o mal, de vencer a violência, e temos que confiar nesta forma divina de vencer. Confiar quer dizer entrar ativamente nesse amor divino, participar desse trabalho de pacificação, para estar em linha com o que o Senhor diz: «Bem-aventurados os pacificadores, os agentes de paz, porque eles são os filhos de Deus». Temos de levar, na medida das nossas possibilidades, nosso amor a todos os que sofrem, sabendo que o Juiz do Juízo Final se identifica com os que sofrem. Portanto, o que fazemos aos que sofrem, estamos fazendo ao Juiz Último da nossa vida. Isso é importante: neste momento, podemos levar sua vitória ao mundo, participando ativamente de sua caridade. Hoje, em um mundo multicultural e multirreligioso, muitos têm a tentação de dizer: «É melhor para a paz do mundo, entre as religiões, entre as culturas, não falar demais do específico do cristianismo, isto é, de Jesus, da Igreja, dos Sacramentos. Contentemo-nos com o que pode ser mais ou menos comum…». Mas não é verdade. Precisamente neste momento, momento de um grande abuso em nome de Deus, temos necessidade do Deus que vence na cruz, que não vence com a violência, senão com seu amor. Precisamente neste momento, temos necessidade do Rosto de Cristo para conhecer o verdadeiro rosto de Deus e para poder levar assim a reconciliação e a luz a este mundo. Por este motivo, junto com o amor, temos que levar também o testemunho desse Deus, da vitória de Deus, precisamente mediante a não-violência de sua Cruz. Desta forma, voltamos ao ponto de partida. O que podemos fazer é dar testemunho do amor, testemunho da fé; e, sobretudo, elevar um grito a Deus: podemos rezar! Estamos certos de que nosso Pai escuta o grito de seus filhos. Na missa, ao preparar-nos para a santa Comunhão, para receber o Corpo de Cristo que nos une, pedimos com a Igreja: «Livrai-nos, Senhor, de todos os males, e concedei a paz em nossos dias». Que esta seja a nossa oração neste momento: «Livrai-nos de todos os males e dai-nos a paz». Não amanhã, ou depois de amanhã: dai-nos, Senhor, a paz hoje! Amém. [Traduzido por Zenit © Copyright 2006 – Libreria Editrice Vaticana] #paz #Cristo #Deus #Médio #apostolo #comunhão #Senhor #Oriente #mistério #corpo #beleza #sacrifício #Igreja #Paulo #violência #Cruz #Amor #Jesus

  • 100 mil famílias atingidas pela crise no Líbano, informa AIS

    KONIGSTEIN, 25 Jul. 06 (ACI) .- A agência caritativa católica Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) anunciou hoje que o número de famílias afetadas pelo conflito armado no Líbano ultrapassa as 100 mil; a maioria delas cristãs. “O número de mortes passa dos 300 e de 900 o número de feridos”, diz o comunicado de imprensa urgente de AIS; que informa além disso muitas das 100 mil famílias atingidas estão buscando refúgio nas escolas públicas e particulares, “assim como em conventos e edifícios da Igreja“. “Neste momento, alimentos enlatados, leite para as crianças, detergentes, sabão, e remédios sãos os produtos mais ncessitados”, acrescenta o informe. O AIS, respondendo a um chamado de urgência lançado por Issam Bishara, Diretor regional da Missão Pontifícia, enviou 20 mil euros como assistência de emergência. O Pe. Joaquín Alliende, Assistente eclesiástico do AIS, lançou um enérgico chamado aos católicos do mundo para seguir “o chamado à oração feito pelo Santo Padre pela paz no Oriente Médio“. #Konigstein #regional #AIS #comunicado #emergência #Alimentos #Catolica #Pontifícia #Alliende #Imprensa

  • Chanceler boliviana difama a Igreja no Chile

    LA PAZ, 24 Jul. 06 (ACI) .- Em insólitas declarações, a Ministra de Governo e interina de Relações Exteriores da Bolívia, Alicia Muñoz, afirmou que os bispos católicos chilenos apoiaram “a quem matava e faziam desaparecer pessoas” depois do golpe de estado de 1973 contra Salvador Allende. Muñoz participou do foro “O estado e a religião na nova constituição política do estado” celebrado em Santiago do Chile. O jornal La Prensa publicou que recordando seus anos de estudante nos anos 70 na capital chilena, sem sustento algum a Ministra disse: “Eu me lembro de como os bispos da hierarquia da Igreja Católica davam seu apoio a quem matava e faziam desaparecer pessoas”. Reação Neste contexto, o Departamento de Imprensa do Episcopado Boliviano publicou hoje uma “elucidação pública” que reúne as declarações do Presidente da Conferência Episcopal do Chile e Bispo de Rancágua, Dom Alejandro Goic. Em alusão a este episódio, Dom Goic afirmou que “as expressões da Sra. Muñoz são totalmente alheias à verdade do ocorrido” e lamentou muito este “profundo e grave equívoco“. “O povo do Chile e a comunidade internacional são testemunhas do sacrificado trabalho de defesa e promoção dos direitos humanos que a Igreja realizou em nosso país”, acrescentou. O Bispo lembrou que “o comitê de Refugiados, dos dias seguintes a 11 de setembro (de 1973), a tarefa do Comitê pró Paz e então, quando este último teve que fechar a instâncias do governo militar, pela Pastoral da Solidariedade, permanecem na memória histórica como testemunhos do compromisso da Igreja no Chile com a defesa dos perseguidos“. Do mesmo modo, indicou que “são incontáveis os exemplos de pessoas que, sem discriminação, receberam ajuda destes organismos que lhes permitiram salvar suas vidas, proteger sua integridade física e psíquica, recuperar sua liberdade e encontrar um espaço para iniciar a incansável busca de seus familiares desaparecidos”. “Os numerosos reconhecimentos nacionais e internacionais de diversa índole e provenientes de amplos setores recebidos pela Pastoral da Solidariedade e outras instituições da Igreja, testemunham também o que assinalo”, precisou. #religião #Bolívia #Governo #Santiago #Chanceler #solidariedade #água #Difama #desaparecer #publicou #Pastoral #Igreja #Chile #Boliviana #Salvador #Muñoz

  • Maria Madalena, segundo Bento XVI

    O Papa apresenta as lições desta «discípula» de Jesus INTROD, domingo, 23 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Bento XVI expôs neste domingo as lições que deixou aos cristãos de todos os tempos Maria Madalena, «discípula» de Jesus, «testemunha do poder de seu amor misericordioso, que é mais forte que o pecado e a morte». O Papa recordou a figura desta mulher, «que nos Evangelhos desempenha um lugar de primeira ordem», um dia depois do qual a Igreja celebrara sua memória litúrgica. Escutavam suas palavras milhares de pessoas em Les Combes, localidade dos Alpes italianos na qual transcorre suas férias, ao rezar a oração mariana do Ângelus. A figura da Madalena foi motivo de debate com a publicação do livro «O Código da Vinci» de Dan Brown, e com a apresentação posterior do filme, onde aparece como mulher de Jesus e mãe de um suposto filho seu. O Evangelho de S. Lucas, recordou o Papa, «a apresenta entre as mulheres que seguiram Jesus depois de ter “sido curada de espíritos malignos e enfermidades”, precisando que dela “tinham saído sete demônios”». «Madalena estará presente sob a Cruz, junto a Mãe de Jesus e outras mulheres – continuou dizendo –. Ela descobrirá, na manhã do primeiro dia depois do sábado, o sepulcro vazio, junto ao qual permanecerá chorando até que lhe aparecesse Jesus ressuscitado». Segundo Bento XVI, «a história de Maria de Mágdala recorda a todos uma verdade fundamental: discípulo de Cristo é quem, na experiência da debilidade humana, teve a humildade de pedir-lhe ajuda, foi curado por ele, e lhe seguiu de perto, convertendo-se em testemunha do poder de seu amor misericordioso, que é mais forte que o pecado #Evangelhos #litúrgica #Madalena #CódigodaVinci #mariana #Igreja #Amor #Jesus #MariaMadalena

  • A Santa Sé envia ajuda para vítimas do conflito no Líbano e Israel

    O Conselho Pontifício «Cor Unum» mobiliza os católicos CIDADE DO VATICANO, domingo, 23 de julho de 2006 (ZENIT.org).- A Santa Sé fez um apelo aos bilhões de católicos para que ofereçam gestos de caridade evangélica aos afetados pelo conflito no Oriente Médio e lhes enviou ajuda concreta. Assim explica um comunicado publicado este sábado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, emitido pelo Conselho Pontifício «Cor Unum», dicastério vaticano que coordena as iniciativas de caridade do Papa. «Dada a permanência do conflito no Oriente Médio e os gravíssimos sofrimentos das populações afetadas, o Conselho Pontifício «Cor Unum» quer manifestar em nome do Santo Padre a proximidade a quantos sofrem, enviando uma primeira ajuda para apoiar a acolhida de milhares de desabrigados», se lê no comunicado. A nota não revela a quantia de dinheiro destinada, mas fontes de imprensa informaram que já se enviou cem mil dólares. «Esta ajuda se dirige a um projeto promovido por Caritas Líbano, a Custódia da Terra santa, a Fundação AVSI [organização não-governamental italiana, ndt.] e outras organizações presentes no território para oferecer materiais aos centro de acolhida (colchões, mantas, lençóis), água potável, alimentação, instrumentos higiênicos, medicamentos», declara o comunicado. Estas instituições se declararam dispostas a oferecer ajuda a 60.000 famílias no Líbano e, em Israel, particularmente em Nazaré, se dispõem a proporcionar material e serviços de primeira necessidade aos centros de residência ou assistência de anciãos e de crianças. O Conselho Pontifício «Cor Unum», cujo presidente é o arcebispo Paul Josef Cordes, publicou os dados de uma conta bancária na Itália a qual se podem enviar ajudas: Pontifício Conselho COR UNUM – causa: para o Líbano C/C Banca di Roma N. 101010 ABI 3002 CAB 5008 (do exterior: SWIFT: BROMIT) #evangélica #acolhida #Ajuda #Vítimas #SantaSé #Padre #Israel #conflito #alimentação #Pontifício

  • «Jesus teve compaixão» – Dom Walmor Oliveira de Azevedo

    Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte (Brasil) BELO HORIZONTE, domingo, 23 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos artigo de Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte (Minas Gerais), difundido essa semana pelo site de sua arquidiocese. * * * «Jesus teve compaixão» (Mc 6,34) Esta anotação do evangelista, ‘Jesus teve compaixão’, rasga e marca com outro tom o horizonte de egoísmo que sempre emoldura toda mesquinhez e a comum indiferença diante das dores e dos sofrimentos dos outros. Não é difícil ver tantas coisas, particularmente, aquelas que alimentam a perversidade ou ocasionam comentários que dão asas aos pensamentos que destroem. É preciso ver. Há muito para se ver. Só quem vê, de verdade, é capaz de ter compaixão. Deus vê de verdade. Deus vê tudo. Por isso, Ele tem compaixão. Em Deus, o ver é uma propriedade que o define na sua mais profunda significação. No coração humano, ver de verdade é um dom. Um dom de grande importância. Sua grande importância deve gerar no coração do discípulo o desejo de pedir e receber o dom de ver de verdade, fazendo nascer no seu peito um coração cheio de misericórdia e compaixão. Um sentimento que é mais do que um simples sentimento. Na verdade, é uma experiência de intimidade e semelhança com o coração do próprio Deus. E tudo muda quando se tem compaixão. O coração compassivo é autenticamente humano e se torna, por isso, fonte de grandes alegrias. É preciso ver Na medida em que se em que se consegue ver as dores e sofrimentos dos outros é que se conquista um coração novo. Esta capacidade de ver e sentir o outro gera o coração novo, porque provoca a generosidade que enche a vida de sentido pela medida da oferta de si para o bem de qualquer um outro, considerando a sua necessidade. Necessidade atendida como projeto de reconstrução e edificação da vida. Não se pode, pois, dispensar olhos que se tornam capazes de ver os mais pobres, aqueles que estão mais distantes e esquecidos pelos interesses outros de tantos outros. Só um coração íntimo de Deus é capaz de ver em profundidade, com a propriedade do ver de Deus. Esta propriedade gera no coração humano os sentimentos de profundidade divina. O divino sentir de Deus se manifesta no fundo do coração humano. O resultado é uma grande e verdadeira revolução. Uma revolução de amor derramado nos corações precisados, garantindo-lhes o cuidado do pastor, a certeza de sua recomposição e conquista da vida. Ele teve compaixão A compaixão de Deus nasce das vísceras do seu coração. O Mestre, muitas vezes, se deixou tocar no fundo do coração. Um toque de compaixão. Uma compaixão nascida desta capacidade, dom de Deus, de ver em profundidade a dor e a necessidade do outro. É uma experiência que toca o mais escondido dos afetos, produzindo mudanças, criando as condições da oferta de si. Um toque nos afetos humanos que inclui a capacidade de indignar-se na busca e na promoção do bem. Ver em profundidade gera compaixão. A compaixão cura toda impassibilidade tão comum nos corações interessados em si mesmos, tendentes a eleger o seu próprio bem como prioridade mais importante. A compaixão é, também, um misto de ternura com indignação, criando as condições e os mecanismos para desmascarar aqueles que se põem no lugar de Deus, e não raramente produzem o contrário de sua presença. Em lugar da vida a morte; em lugar da oferta a manipulação interesseira; em lugar da generosidade o interesse pelas próprias coisas. O segredo da missão A compaixão do Mestre é a desafiadora medida para o coração dos seus discípulos. É a garantia de sua identidade. Este é o verdadeiro sentido de assumir o lugar de discípulo. É quando o outro se torna a medida primeira de todos os atos nos quadros da vida. São incontáveis as necessidades. O tempo pra si é curto. Conta mais o tempo para se fazer oferta para o bem dos outros. É curto até mesmo o tempo para comer. A multidão é sempre grande. São aqueles que precisam mais. Um desafio que compromete e exige um sustento de qualidade superior. Uma qualidade que nasce do gosto de uma intimidade. Aquela intimidade que só Deus é capaz de oferecer e garantir. Uma intimidade que supõe cultivo, um tempo de deserto diante de Deus. Esta experiência traz a exigência de que é preciso ser íntimo de Deus, aprendendo dele a sua capacidade própria de ver. O ver que faz o coração humano hospedar as prerrogativas de Deus. Uma hospedagem que resulta na nobreza maior da pessoa humana que se torna capaz de ver o outro, especialmente os mais pobres, sob o impulso de agir segundo a vontade soberana e amorosa de Deus. Dom Walmor Oliveira de Azevedo Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte #revolução #Verdade #Deus #compaixão #Walmor #Metropolitano #Azevedo #profundidade #Amor #Jesus #generosidade

  • Mensagem dos bispos maronitas frente à tragédia vivida no Líbano

    BEIRUTE, domingo, 23 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos o texto integral da mensagem publicada nesta sexta-feira pela Assembléia Especial dos bispos maronitas, reunida sob a presidência do Cardeal Nasrallah Sfeir, para analisar a trágica situação que o Líbano vive. * * * 1. São totalmente injustificáveis e ilógicos os dolorosos acontecimentos que vivemos no Líbano desde há alguns dias, acontecimentos que paralisaram o país, desde o bombardeio de suas pistas de aterrissagem, da maioria das pontes de suas estradas, de algumas centrais elétricas e de seus serviços e centros de comunicação. O seqüestro dos soldados não justifica o desmembramento de um país inteiro, a morte de centenas de pessoas, e que se faça grande parte da população passar fome. 2. A situação dramática vivida pelos libaneses, em particular pelos que foram obrigados a abandonar seus lares e povoados, exige que todos esqueçam suas divergências políticas e que formem uma frente comum. Não é hora do acerto de contas políticas, senão a hora da solidariedade, do entendimento e da valentia para enfrentar a situação. 3. O bombardeio deliberado e intensivo das estradas provocou o isolamento da maioria das cidades e povoados, em particular no sul e em Bekaa. Impediu o envio de ajudas alimentícias e farmacêuticas a essas regiões. Por este motivo, os padres [participantes da Assembléia Episcopal, ndt.] exortam as organizações humanitárias, em particular o Comitê Internacional da Cruz vermelha (CICR) e a Cruz Vermelha libanesa, para que trabalhem para que essas populações possam receber alimentação, remédios e outros bens de necessidade primária. 4. A Assembléia exorta todos os libaneses a acolher, com amor e solidariedade, seus irmãos obrigados pela guerra a abandonarem seus lares e povoados, sem levar em conta a comunidade à qual eles pertencem. A tragédia deve unir-nos, não separar-nos. Tem que nos colocar frente às nossas responsabilidades e frente às conseqüências dos nossos atos, sem levar-nos a intercambiar acusações. Romper o ciclo da violência 5. A Assembléia exorta os membros do Conselho de Segurança da ONU a acabar de uma vez por todas com o ciclo de violência no Líbano, adotando sem dilação uma resolução que exija um cessar-fogo imediato, considerando os civis inocentes, e resolvendo a crise de forma radical, de maneira que se faça plenamente justiça a todas as partes envolvidas. 6. A Assembléia apóia os esforços do governo e do primeiro-ministro por acabar com a tragédia libanesa e por sentar as bases de um Estado justo e forte, que estenda sua autoridade sobre o conjunto do território, que recolha todos os filhos e preserve os componentes da sociedade libanesa. 7. Os padres instam os fiéis a responderem ao chamado lançado pelo Santo Padre, o Papa Bento XVI, a uma jornada de oração e penitência, no domingo, para implorar a paz. Convidam também a todos os fiéis, sem distinção da religião à qual pertençam, a elevarem seus corações a Deus, único Senhor da história e Juiz dos atos humanos, bons e maus. Pedimos a Ele que abrevie estes dias de provação e que expanda a paz nos corações e nos povos. 8. Os padres agradecem aos chefes das Igrejas irmãs, aos conselhos episcopais, aos bispos do mundo, que se solidarizaram com o Líbano nesta prova. Expressam seus sinceros pêsames às famílias das vítimas, desejam um rápido restabelecimento aos feridos, e pedem a Deus que acabe com esta terrível dor. [Traduzido por Zenit] #Deus #acolher #solidariedade #bispos #bombardeio #violência #Cruz #Amor #Assembléia #alimentação #Cardeal

  • A Sagrada Tradição é igual à Sagrada Escritura?

    Temos escritos vários artigos falando sobre a Sagrada Tradição, que é o veículo oral da Revelação de Cristo. Os Santos Apóstolos receberam a pregação do Senhor Jesus e depois foram difundindo esta pregação por todo o mundo conhecido. A pregação dos Apóstolos, foi transmitida na Igreja de Deus de duas formas: por via oral e por escrito. Temos também publicado vários testemunhos primitivos(1) que mostram que tanto a Sagrada Escritura quanto a Sagrada Tradição sempre foram guardados pela Igreja de Deus como verdadeira Palavra de Deus. No séc. XVI com o movimento da “Reforma Protestante”, os “reformadores” pregavam que a Palavra de Deus é somente a Sagrada Escritura, contrariando é claro a fé antiga que a Igreja recebeu dos apóstolos. Nossos artigos têm provacado verdadeiro tumulto no mundo protestante, pois a maioria das pessoas que estão em suas fileiras não sabiam da existência da Sagrada Tradição. Em contra-partida os apologistas protestantes têm afirmado que a Tradição a que se refere os primitivos cristãos não se refere a algo que está fora das Sagradas Escrituras. Dos muitos artigos que se encontram na Internet defendendo esta tese, transcrevo abaixo o trecho de um que muito bem apresenta tal argumento:A Tradição de Que Paulo Trata Não É Extra bíblica. Em Gálatas 1: 13 e 14 Paulo fala que perseguia os cristãos seguindo a tradição de seus pais pela qual tinha grande zelo. Em Colossenses 2:8 ele recomenda cuidar-se contra os que ensinavam ‘sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens’. E quando o apóstolo dos gentios refere-se à tradição cristã, ele de modo algum está falando de algo derivado do pensamento popular mas do que ele mesmo ensinou: ‘Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa’. Certos autores católicos citam esta passagem para dar a entender que além do texto escrito, haveria tradições relevantes não registradas nas páginas sagradas. Contudo, a própria passagem ressalta aos leitores primários do apóstolo a importância de se aterem ao que lhes fora ensinado, ‘seja por palavra, seja por epístola nossa’. Que o ‘seja por palavra’ não difere do que foi dado ‘por epístola’ é a conclusão mais lógica a se tirar. Ou será que algum tema fundamental, básico para a fé e prática cristãs, ficaria sem registro? Iria Paulo ser tão omisso em suas 13 ou 14 epístolas, deixando de fora de seu repertório de ensinos teológicos, práticos e admoestações individuais ou coletivas algum tema de fato vital para a comunidade cristã? O que ele expressou ‘por palavra’ certamente não destoaria do que fez ‘por epístola’.” (Artigo “A fonte de verdade e salvação: Sola Scriptura ou Bíblia e Tradição?“. Autor: Azenilto G. Brito. Fonte: http://www.azenilto.com/34dVERDSALVA.html) O autor das linhas acima conclui que quando São Paulo se refere ao que ele ensinou “seja por palavra” o Santo Apóstolo está se referindo ao que ele ensinou “por epístola nossa.”. Para ele essa “é a conclusão mais lógica a se tirar“, pois “Iria Paulo ser tão omisso em suas 13 ou 14 epístolas, deixando de fora de seu repertório de ensinos teológicos, práticos e admoestações individuais ou coletivas algum tema de fato vital para a comunidade cristã?“. Desta forma, o apologista protestante defende a Sola Scriptura alegando que o que São Paulo ensinou por palavra não vai além daquilo que ele ensinou por Escrito. E como ele chega a esta “conclusão mais lógica a se tirar”? Partindo do princípio de que o Apóstolo escreveu tuda a sua doutrina. Ora, mas não é exatamente isto que se quer provar? Como pode ele defender a Veracidade da Sola Scritpura assumindo como premissa exatamente aquilo que está sendo questionado? Aqui está o problema da “petição de princípio”. Ora, quando se quer provar a veracidade de um argumento, não se pode assumir como premissa aquilo que se quer provar. E esse é exatamente o recurso da “brilhante” apologética protestante que infelizmente consegue atrair para o erro os mais simples. O que ensina a Sagrada Escritura? A Sagrada Escritura dá testemunho de que os Apóstolos não deixaram por escrito toda a sua teologia. “Tenho muito a vos escrever, mas não quero fazê-lo com papel e tinta. Antes, espero ir ter convosco e falar face a face, para que nossa alegria seja completa” (2Jo 1,12). “Tenho muitas coisas que te escrever, mas não quero fazê-lo com tinta e pena. Espero, porém, ver-te brevemente, e falaremos face a face” (3Jo 1,13-14) Os dois trechos acima mostram que o Apóstolo São João não deixou por escrito tudo aquilo que comunicou aos crentes, tendo comunicado outras coisas somente de viva vóz. “[Jesus] depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias e falando do que respeita ao reino de Deus.” (At 1,3) Veja que o que o Senhor Ressucitado comunicou aos Apóstolos durante os 40 dias em que permaneceu ainda na terra antes de ir ao Céu, não foi colocado por escrito por nenhum dos Apóstolos. Outro fato interessante é que a grande maioria dos apóstolos nada escreveu, não deixou nada por escrito, tramitindo sua teologia somente por via oral. A Sagrada Escritura dá testemunho de instruções que foram transmitidas somente por via oral “E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.” (Tg 5,10). Aqui São Tiago faz referência a uma das instruções que não se encontram nos Evangelhos ou nas espístolas dos Apóstolos. “Em tudo vos tenho mostrado que assim, trabalhando, convém acudir os fracos e lembrar-se das palavras do Senhor Jesus, porquanto ele mesmo disse: É maior felicidade dar que receber!” (At 20,35). Aqui o Santo Apóstolo faz referência a palavras de Cristo que não se encontram em nenhum dos Evangelhos. Testemunhos dos Primitivos Cristãos Mostramos acima que a Sagrada Escritura dá testemunho da existência de outro “veículo” da Revelação Divina, que trasmitiu esta Revelação por via meramente oral. A este “veículo” os antigos chamavam de Sagrada Tradição, que ao contrário do que imagina a apologética protestante, é algo bem distinto da Sagrada Escritura. Transcreveremos abaixo alguns trechos de uma famosa e grandiosa obra do Período Patrístico, obra muito estimada na antiguidade Cristã e que serviu como referência para a Igreja Antiga definir no Concílio de Constantinopla o dogma da Divindade do Espírito Santo. Vejamos agora o testemunho que ela dá do pensamento primitivo quanto à Verdade Revelada que não constra na Sagrada Escritura: “Entre as verdades conservadas e anunciadas na Igreja, umas nós as recebemos por escrito e outras nos foram transmitidas nos mistérios, pela Tradição apostólica. Ambas as formas são igualmente válidas relativamente à piedade. Ninguém que tiver, por pouco que seja, experiência das instituições eclesiásticas, há de contradizer. De fato, se tentássemos rejeitar os costumes não escritos, como desprovidos de maior valor, prejudicaríamos imperceptivelmente o evangelho, em questões essenciais. Antes, transformaríamos o anúncio em palavras ocas. ” (Tratado sobre o Espírito Santo. Cap 66. São Basílio de Cesaréia (Bispo). 380 D.C.). “Um dia inteiro nao nos bastaria se quiséssemos expor os mistérios da Igreja que não constam das Escrituras. Deixando de lado tudo mais, pergunto de quais passagens retiramos a profissão de fé no Pai e no Filho e no Espírito Santo. Se a extraímos da tradição batismal, de acordo com a piedade (pois devemos crer segundo a maneira como fomos batizados), para entregarmos uma profissão batismal, essencial ao batismo, conseqüentemente nos seja permitido também glorificar conforme nossa fé. Mas, se esta forma de dar glória nos é recusada, por não constar das Escrituras, sejam-nos mostradas provas escritas da profissão de fé e de todo o restante, que enumeramos. Desde que há tantas coisas que não foram escritas, e coisas tão importantes para o mistério da piedade, ser-nos-á recusada uma só palavra, proveniente dos Pais, que nós vemos persistir por um uso espontâneo nas Igrejas isentas de desvios, uma palavra muito razoável, e que muito contribui para a força do mistério?” (Tratado sobre o Espírito Santo. Cap 67. São Basílio de Cesaréia (Bispo). 380 D.C.). Outra obra célebre da Antiga Igreja que é bem anterior a obra de São Basílio de Cesaréia, também dá testemunho da distinção que há entre a Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura: “Quando são [os gnósticos] vencidos pelos argumentos tirados das Escrituras retorcem a acusação contra as próprias Escrituras, (…) E quando, por nossa vez, os levamos à Tradição que vem dos apóstolos e que é conservada nas várias igrejas, pela sucessão dos presbíteros, então se opõem à tradição.” (Contra as Heresias 2,1-2 Livro III. Santo Ireneu de Lião (Bispo). 220 D.C). Portanto, o nosso argumento de que São Paulo ao se referir às tradições ensinadas “por palavra” refere-se a algo distinto daquilo que fora ensinado “por epístola”, não vem de nossa imaginação, mas da Antiga Fé que a Igreja recebeu dos Apóstolos. Se a Sagrada Tradição não fosse algo distinto da Sagrada Escritura, São Paulo em sua epístola aos Tessalonicenses não precisaria fazer referência “às tradições que foram transmitidas por palavra”. No entanto ele faz referência a ambas tradições, tanto as “ensinadas seja por palavra, seja epístola nossa”, exatamente por se tratar de algo distinto um do outro, conforme dá testemunho dos antigos Cristãos. Esta é a doutrina que está no ceio da Igreja Católica desde os tempos apostólicos. Tendo Ela recebido este Evangelho jamais poderá aliar-se a um Evangelho diferente daquele recebido dos Apóstolos (Gl 1,8). Mas infelizmente muitos por falta de conhecimento e fé no Magistério da Igreja (cf. 1Tm 3,15) acabam de bom grado acolhendo outro “evangelho” (cf. 1Cor 11,3-4). Já nos tempos mais remotos a Igreja combatia aqueles que incentivavam o esquecimento da Sagrada Tradição, conforme podemos a testar no testemunho de São Basílio de Cesaréia (o Magno): “Meta comum de todos os adversários, inimigos da sã doutrina, é abalar o fundamento da fé em Cristo, arrasando, fazendo desaparecer a Tradição apostólica. Por isso, eles, aparentando ser detentores de bons sentimentos, recorrem a provas extraídas das Escrituras, e lançam para bem longe, como se fossem objetos vis, os testemunhos orais dos Padres.” (Tratado sobre o Espírito Santo, Cap 25). Como vemos o incentivo de se esquecer a Sagrada Tradição de forma alguma é algo que surgiu com a Reforma Protestante. Na verdade os antigos erros surgidos na Cristantade cada qual em seu próprio tempo e que a Igreja de Deus tanto lutou para combater e enterrar; depois de muitos séculos esquecidos em suas tumbas, foram ressucitados de uma só vez com o movimento da Reforma Protestante. Este fato me parece ser o cumprimento da seguinte visão profética do Santo Apóstolo: “Vi, então, descer do céu um anjo que tinha na mão a chave do abismo e uma grande algema. Ele apanhou o Dragão, a primitiva Serpente, que é o Demônio e Satanás, e o acorrentou por mil anos. Atirou-o no abismo, que fechou e selou por cima, para que já não seduzisse as nações, até que se completassem mil anos. Depois disso, ele deve ser solto por um pouco de tempo.” (Ap 20,1-3) Autor: Prof. Alessandro Lima Fonte: Veritatis Splendor #SagradaTradição #bibliasagrada #Escritura #Apóstolos #apostolo #SolaScriptura #Senhor #Escrituras #bíbliavivaonline #Cesaréia #Espírito #SagradaEscritura #Alessandro #NovoTestamento #Tradição #acusação #Igreja #Paulo #alegria #Jesus

  • Decodificando Maria Madalena

    Amy Welborn explica a verdade sobre a santa recordada em 22 de julho MADRI, quinta-feira, 20 de julho de 2006 (ZENIT.org).- A autora americana Amy Welborn expõe mitos e falsidades sobre Maria Madalena em um livro que agora foi traduzido ao espanhol, «Decodificando Maria Madalena» («Descondificando a María Magdalena») de Editorial Palabra. A obra também foi lançada em português, no Brasil, pela Editora Cultrix. Diversos livros e filmes popularizaram uma imagem falsa, tanto em seu sentido histórico como espiritual, de Maria Madalena, uma santa venerada pela Igreja ao longo dos séculos», explica a historiadora conhecida por ter escrito vários livros sobre as imprecisões contidas no «Código Da Vinci». Amy Welborn estuda todos os tópicos sobre Maria Madalena, desde a lenda segundo a qual se casou com Jesus e teve um filho com ele até a teoria que afirma que ela é o Santo Graal. Welborn apresenta a santa como «uma das primeiras discípulas de Jesus, que se converteu em um testemunho poderoso de sua morte e de sua ressurreição». A Igreja recorda a santa em 22 de julho. #Maria #venerada #Madalena #CódigodaVinci #Código #Jesus

  • Aborto: a quem interessa?

    Maria José Miranda Pereira, promotora de Justiça do Tribunal do Júri de Brasília (DF), membro da Associação Nacional Mulheres pela Vida BRASÍLIA, sexta-feira, 21 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos a seguir artigo de Maria José Miranda Pereira, promotora de Justiça do Tribunal do Júri de Brasília (DF), membro da Associação Nacional Mulheres pela Vida, intitulado «Aborto: a quem interessa?». O texto foi publicado originalmente site Jus Navigandi, nº 1090, 26 de junho de 2006 (Cf. http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=8562). * * * Aborto, a quem interessa? “Certos fatos sobre o aborto precisam ser entendidos: nenhum país já reduziu o crescimento de sua população sem recorrer ao aborto” (Relatório Kissinger, p. 182). Uma pesquisa da Sensus realizada em abril de 2005 a pedido da Confederação Nacional de Transportes (CNT) revelou que 85% dos brasileiros são contrários à prática do aborto. Mesmo em caso de violência sexual, 49,5% são contrários, enquanto 43,5% são favoráveis e 7% não responderam [1]. A Folha de S. Paulo recentemente mostrou sua admiração pela “queda abissal” (sic) da aprovação pública ao aborto: “Um dos aspectos que mais atraíram a atenção das pessoas ouvidas pela Folha a respeito dos resultados das chamadas ´questões morais´ da pesquisa Datafolha foi a queda abissal no índice de moradores de São Paulo que apóiam a legalização do aborto. Saiu de 43% em 1994, quando a maioria da população se declarava a favor da descriminalização, para 21% em 1997, já em segundo nas opções, para apenas 11% na pesquisa atual…” [2]. Paradoxalmente, estamos vendo parte do governo e de ONGs feministas numa busca frenética da liberação total do aborto. Por iniciativa do governo federal, foi instalada uma Comissão Tripartite para rever a legislação punitiva de tal crime. A Comissão foi composta por três partes: a primeira, abortistas do Poder Executivo; a segunda, abortistas do Poder Legislativo; a terceira, abortistas das ONGs financiadas com muitos dólares “representando” (?) a sociedade civil. Lamentavelmente, a Associação Nacional Mulheres pela Vida não foi convidada. O anteprojeto (ou “proposta normativa”) resultante do trabalho de tal Comissão dificilmente poderia ter saído pior. No dia 27 de setembro de 2005, a secretária especial de políticas para mulheres Nilcéia Freire, diretamente subordinada ao Presidente da República, entregou à Câmara dos Deputados a “proposta normativa” que “estabelece o direito à interrupção voluntária da gravidez, assegura a realização do procedimento no âmbito do sistema único de saúde, determina a sua cobertura pelos planos privados de assistência à saúde e dá outras providências” [3]. Segundo o texto da justificação, “a grande inovação da proposta […] diz respeito à consagração da interrupção voluntária da gravidez como um direito inalienável de toda mulher [grifo nosso], prevista no primeiro artigo da proposição”. Diz o mesmo texto que o anteprojeto “propõe ampla descriminalização do procedimento [grifamos], com exceção daquele provocado contra a vontade da mulher. Dessa forma, revoga os artigos 124 a 128 do Código Penal, exceto o art. 125…” Em outras palavras: o anteprojeto revoga todas as hipóteses de crime de aborto previstas no Código Penal, com apenas duas exceções: quando o aborto é praticado contra a vontade da gestante e quando do aborto resulta lesão corporal ou morte da gestante. De acordo com a proposta, a criança por nascer deixa de ter qualquer proteção penal. Só a gestante é considerada sujeito de direitos. O artigo 3° estabelece condições para que o aborto seja feito: até doze semanas de gestação (três meses) por simples deliberação da gestante; até vinte semanas de gestação (cinco meses) se a gravidez resultou de crime contra a liberdade sexual (entre os quais, o estupro); até nove meses, se houver “grave risco à saúde da gestante”; também até nove meses em caso de má-formação fetal. As previsões, portanto, são amplíssimas. E se alguém descumprir essas condições? Por exemplo: se uma gestante de oito meses decidir esquartejar seu bebê simplesmente porque não quer dar à luz, o que acontecerá? Nada. Absolutamente nada. Desde que o aborto seja feito com seu consentimento, nem ela nem o médico responderão criminalmente. Ou seja: as pouquíssimas restrições impostas pelo artigo 3° na verdade são nulas. Sabedores de que a população repudia com mais veemência o aborto quando feito contra um bebê no final da gestação, querem enganar a sociedade, deixando-a acreditar que o aborto por livre vontade da mãe só poderia ser feito até três meses, quando, em verdade, sua inobservância não trará qualquer sanção penal. Em outras palavras: o anteprojeto libera totalmente o aborto no País. A quem isso interessa? É de causar perplexidade o que está no artigo 4°: os planos privados de saúde serão obrigados a cobrir as despesas com aborto. Poderão eles excluir procedimentos obstétricos, mas não poderão excluir “os necessários à interrupção voluntária da gravidez realizada nos termos da lei” (sic). Pasmem! Para o governo, o aborto provocado é mais importante que o nascimento! A morte tem prioridade sobre a vida! A quem isso interessa? Mortes maternas Uma das fraudes mais utilizadas para defender a legalização do aborto é dizer que muitas gestantes morrem por causa de “abortos mal feitos”. A solução seria legalizar tal prática, que garantiria às grávidas o acesso ao “aborto seguro”. Raciocínio análogo levaria à conclusão de que seria necessário legalizar o roubo, a fim de evitar que ladrões inexperientes, atuando à margem da lei, acabassem morrendo em “roubos mal feitos”. Por uma questão de isonomia, todos teriam direito a um “roubo seguro”. Deixando de lado, porém, o mérito de tal argumento pró-aborto, examinemos quantas mulheres morrem a cada ano em decorrência de abortos. Centenas de milhares? Dezenas de milhares? Alguns milhares? Nada disso. Veja-se a tabela abaixo, extraída do Departamento de Informação e Informática do SUS – DATASUS [4]: Número de mulheres mortas em gravidez que terminou em aborto Ano: 1996 (146); 1997 (163); 1998 (119); 1999 (147); 2000 (128); 2001 (148); 2002 (115). Como se percebe, o número anual de mortes maternas em decorrência do aborto não chega a duzentos! E este número pode ser reduzido a zero se o governo, ao invés de incentivar, combater a prática do aborto. Uma outra fraude correlata é a afirmação de que, nos países em que o aborto é legal, a morte materna é bem menor do que nos outros, onde ele é proibido. Ora, “mais de 59% das mortes maternas do mundo ocorrem nos países que têm as leis menos restritivas. Na Índia, por exemplo, onde existe uma legislação que permite o aborto em quase todos os casos desde 1972, é onde mais mortes maternas ocorrem. A cada ano, registram-se cerca de 136.000 casos, equivalentes a 25% do total mundial, que para o ano 2000 se calculou em 529.000” [5]. “Nos países desenvolvidos também se pode ver que não há uma correlação entre a legalidade do aborto e os índices de mortalidade materna. A Rússia, com uma das legislações mais amplas, tem uma taxa de mortalidade materna alta (67 por 100.000 nascidos vivos), seis vezes superior à média. Em contraste, a Irlanda, onde o aborto é ilegal praticamente em todos os casos, possui uma das taxas de mortalidade materna mais baixas do mundo (5 por 100.000 nascidos vivos), três vezes inferior à do Reino Unido (13 por 100.000 NV) e à dos Estados Unidos (17 por 100.000 NV), países onde o aborto é amplamente permitido e os padrões de saúde são altos” [6]. A quem, portanto, interessa legalizar o aborto? Para esclarecer o que está por trás de tudo isso, convém que leiamos um documento, hoje não mais confidencial, de 10 de dezembro de 1974, de autoria do então secretário de Estado Henry Kissinger, intitulado National Security Study Memorandum 200 (abreviadamente NSSM 200): < .B>Implications of Worldwide Population Growth for US Security and Overseas Interests. Em bom português: Memorando de Estudo de Segurança Nacional 200: Implicações do Crescimento Populacional Mundial para a Segurança e os Interesses Ultramarinos dos Estados Unidos. O documento, conhecido como Relatório Kissinger, foi entregue pelo Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos ao presidente americano Gerald Ford. Somente em 1989 a Casa Branca desclassificou o documento, que agora é de domínio público. Nesse relatório afirma-se que o crescimento da população mundial é uma ameaça para os Estados Unidos, e que é preciso controlá-la por todos os meios: anticoncepcionais, esterilização em massa, criação de mentalidade contra a família numerosa, investimento maciço de milhões de dólares em todo o mundo. Henry Kissinger percebeu o que há quatro milênios o Faraó do Egito já percebera: a população é fator de poder. Seu simples crescimento numérico já é assustador: “Eis que o povo dos filhos de Israel tornou-se mais numeroso e mais poderoso do que nós. Vinde, tomemos sábias medidas para impedir que ele cresça´. […]. Então o Faraó ordenou a todo o seu povo: ´Jogai no Rio [o Nilo] todo menino que nascer. Mas deixai viver as meninas´” [7]. Para tentar impedir o crescimento demográfico dos países pobres, mantendo-os sob o domínio econômico e político dos países desenvolvidos, já se realizaram várias Conferências Mundiais: em Bucareste, Romênia (1974), na cidade do México (1984) e no Cairo (Egito, a terra do Faraó!) em 1994. O Relatório Kissinger concentra seu plano de controle demográfico em treze países-chave, entre os quais, o Brasil: “A assistência para o controle populacional deve ser empregada principalmente nos países em desenvolvimento de maior e mais rápido crescimento onde os EUA têm interesses políticos e estratégicos especiais. Estes países são: Índia, Bangladesh, Paquistão, Nigéria, México, Indonésia, Brasil, Filipinas, Tailândia, Egito, Turquia, Etiópia e Colômbia” [8]. O disfarce do controle demográfico foi cuidadosamente planejado: “Os EUA podem ajudar a diminuir as acusações de motivação imperialista por trás do seu apoio aos programas populacionais declarando reiteradamente que tal apoio vem da preocupação que os EUA têm com: a) o direito de cada casal escolher com liberdade e responsabilidade o número e o espaçamento de seus filhos e o direito de eles terem informações, educações e meios para realizar isso; e b) o desenvolvimento social e econômico fundamental dos países pobres nos quais o rápido crescimento populacional é uma das causas e consequência da pobreza generalizada” [9]. É forçoso reconhecer que a afirmação repetida de tais inverdades acabou penetrando nas mentes brasileiras, que não enxergam a torpe motivação imperialista das políticas antinatalistas. A instrumentalização das mulheres também está prevista no Relatório Kissinger, motivo pelo qual os grupos feministas são sobejamente financiados por instituições de controle demográfico: “A condição e a utilização das mulheres nas sociedades dos países subdesenvolvidos são de extrema importância na redução do tamanho da família. Para as mulheres, o emprego fora do lar oferece uma alternativa para o casamento e maternidade precoces, e incentiva a mulher a ter menos filhos após o casamento… As pesquisas mostram que a redução da fertilidade está relacionada com o trabalho da mulher fora do lar…” [10]. Na Conferência de Pequim (ou Beijing) sobre a Mulher, de 1995, investiu-se enormemente, em nível internacional, para compelir os países a legalizarem o aborto, reconhecendo-o como um “direito da mulher”. De fato, o Relatório Kissinger considera o aborto como crucial para o controle demográfico. Eis suas palavras textuais: “Certos fatos sobre o aborto precisam ser entendidos: nenhum país já reduziu o crescimento de sua população sem recorrer ao aborto“ [11]. Em Brasília, atua um eficiente “lobby” pró-aborto chamado CFEMEA (Centro Feminista de Estudos e Assessoria). Essa ONG monitora cuidadosamente as proposições legislativas do Congresso Nacional e está sempre alerta para as estratégias mais favoráveis para a aprovação de projetos pró-aborto. Vejamos o que o CFEMEA diz de si mesmo: “Desde 1992, o Centro Feminista desenvolve o Programa Direitos da Mulher na Lei e na Vida, […]. O Programa assumiu a feição de Implementação das Plataformas de Beijing´95 e Cairo´94 no Brasil em 1995. Para realizar este trabalho, o CFEMEA conta com o apoio de organizações da cooperação internacional“ [12] (grifo nosso). As organizações da cooperação internacional que financiam o CFEMEA – e também vários outros grupos pró-aborto – são, entre outras, a Fundação Ford, a Fundação Mac Arthur, o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) e o Fundo das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM). Isso explica porque as feministas, embora em número reduzidíssimo, conseguem tanto espaço nos meios de comunicação social, dando a entender que representam o pensamento “da mulher”. O imenso empenho do governo em favorecer o aborto pode ser explicado, em parte, pela submissão aos organismos multilaterais de crédito, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional. De fato, tais instituições financeiras “condicionam toda ajuda econômica externa ao cumprimento de metas demográficas pautadas em cada empréstimo” [13]. Está em julgamento perante o Supremo Tribunal Federal a famosa Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54 (ADPF 54), que pretende que a Suprema Corte declare, com eficácia contra todos e efeito vinculante, que o aborto de bebês anencéfalos não constitui aborto, mas mera “antecipação terapêutica de parto” (ATP, na linguagem dos abortistas). Convém lembrar que, em tal ação, o Instituto ANIS, uma ONG pró-aborto muito atuante, já na petição inicial, oferece-se para ser admitido no feito como “amicus curiae“. Por coincidência, o ANIS [14], dirigido pela antropóloga Débora Diniz, é financiado pelas Fundações Ford e Mac Arthur, que também financiam o CFEMEA. O plano de se obter a liberação do aborto eugênico (apelidado, eufemisticamente, de ATP) por via judicial não é novo. Periodicamente o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) publica um relatório (“inventory”) acerca dos projetos de população (“population projects”) em todo o mundo, Na edição de 1996, na seção relativa ao Brasil, tal documento relatava uma doação da Fundação Mac Arthur de US$ 72.000 para “promover a discussão e demonstrar, com base em julgamentos anteriores, que se pode obter decisão da Justiça para interromper a gravidez no caso de sérias anomalias do feto. Duração: três anos. 1996-1999” [15]. É impossível, nesse curto espaço, enunciar todas as estratégias e desmascarar todas as fraudes empregadas para obter o domínio político de nosso país, impedindo que o Brasil gere brasileiros. Aos interessados em aprofundar o tema, recomendo o excelente livro do jurista argentino Jorge Scala, intitulado “IPPF: a multinacional da morte”, recentemente traduzido para o português. A IPPF (Federação Internacional de Planejamento familiar) é a maior rede privada de controle de natalidade, com sede em Londres e filiais espalhadas em cerca de 180 países, entre os quais o Brasil, cuja filial chama-se BEMFAM. A IPPF dispõe no Brasil de um braço legislativo chamado Grupo Parlamentar de Estudos em População de Desenvolvimento (GPEPD), um poderoso – e bem financiado – lobby composto de parlamentares encarregados de transformar em lei os planos antinatalistas. De lege ferenda Na qualidade de mulher e de promotora de justiça, constato que, de todos os crimes contra a vida, o aborto é o mais paradoxal, o mais covarde de todos os assassinatos. Os meios empregados são insidiosos ou cruéis, Incluindo envenenamento, tortura ou asfixia (art. 121, §2°, III, CP). O ofendido sempre é absolutamente indefeso (art, 121, §2°, IV, CP). É praticado contra um descendente (art. 61, II, e, CP), contra uma criança (art. 61, II, h, CP) e, muitas vezes, por um médico que tem por ofício o dever de defender a vida (art. 61, II, g, CP). No entanto, a pena é ridiculamente pequena. Tão pequena que o autor pode beneficiar-se da suspensão condicional do processo (art. 89 da Lei 9099/1995). Embora o aborto seja a violação do mais precioso bem jurídico – a vida – praticado contra o mais inocente e indefeso dos entes humanos – a criança por nascer – ele não foi até hoje colocado na lista dos crimes considerados hediondos (Lei 8072/1990). Se as feministas, instruídas por seus financiadores, têm sua “proposta normativa” para a revisão da lei penal do aborto, eu também tenho a minha. É uma sugestão simples que, se acolhida, colocará o Brasil na vanguarda da defesa dos direitos humanos: Os artigos que incriminam o aborto (124 a 128) poderiam todos ser excluídos do Código Penal sem nenhum prejuízo para a tutela do nascituro, contanto que o caput do artigo 121 sofresse uma ligeira alteração: Art. 121- Matar alguém, fora ou dentro do organismo materno. Assim haveria total equiparação entre nascidos e nascituros quanto à violação do direito à vida, acabando-se, de uma vez por todas, com qualquer forma de preconceito de lugar (dentro ou fora do organismo materno). Essa nova redação incriminaria também quem concorresse, por ação ou omissão, para a morte do bebê. A modalidade culposa do aborto seria também punível, admitindo-se, porém, o perdão judicial (art. 121, §5°, CP). Obviamente qualquer aborto doloso seria, então, homicídio qualificado, o que desestimularia os matadores de criancinhas a abrir o lucrativo negócio de uma clínica de abortos. O que vem ocorrendo, entretanto, é uma extrema eficiência das estratégias dos aguerridos lutadores pelo “direito” ao aborto, que tão bem dissimulam o verdadeiro propósito, propagandeando a “nobre intenção de ajudar a mulher”. * * * Notas 1. Disponível em < http://www.sensus.com.br/doc/PN19042005.doc> 2. DÁVILA, Sérgio. MANIR, Mônica. Posições extremadas sobre aborto e maconha surpreendem estudiosos. Folha de S. Paulo. São Paulo, 25 jan. 2004, Folha Especial. 3. A íntegra do anteprojeto está disponível em < http://200.130.7.5/spmu/docs/proposta%20normativa.pdf> 4. Acessível a qualquer internauta em < http://www.datasus.gov.br> 5. Observatorio Regional para la Mujer de América Latina y el Caribe (ORMALC). Falsas creencias sobre el aborto y su relación con la salud de la mujer. Septiembre 2005. p. 3. Tradução nossa. Disponível em < http://www.lapop.org/pdf/dossieraborto.pdf> 6. Idem. 7. Êxodo 1,8-10.22. 8. NSSM 200, Implications of Worldwide Population Growth for US Security and Overseas Interests, páginas 14 e 15, parágrafo 30. Tradução nossa. 9. NSSM 200, p. 115. Tradução nossa. 10. NSSM 200, p. 151. Tradução nossa. 11. NSSM 200, p. 182. Tradução nossa. 12. Ver < http://www.cfemea.org.br/quemsomos/apresentacao.asp> 13. SCALA, Jorge. IPPF: a multinacional da morte. Anápolis: Múltipla Gráfica, 2004. p.16. 14. Ver < http://www.anis.org.br/parceiro/parceiro.cfm> 15. Fonte oficial: FNUAP – Inventory of Population Projects in Developing Countries Around the World – 1996. Tradução nossa. Informações bibliográficas: PEREIRA, Maria José Miranda. Aborto: a quem interessa?. Jus Navigandi, Teresina, ano 10, n. 1090, 26 jun. 2006. Disponível em: . Acesso em: 21 jul. 2006. #EUA #mulher #Henry #acolhida #população #Egito #Relatório #Índia #américalatina #Aborto #alerta #materna #acreditar #México #América #mortalidade #crescimento

  • SOS dos cristãos na Galiléia

    Apelo em meio à violência KÖNIGSTEIN, sexta-feira, 21 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Esta sexta-feira, em meio ao conflito entre os movimentos de resistência libaneses e as autoridades israelitas, o arcebispo melquita católico Elias Chacour de Akka, Haifa, Nazaré e toda Galiléia lançou um dramático grito de ajuda. «Toda a região da Galiléia ficou praticamente paralisada: não há trabalho, não há circulação e as pessoas permanecem em suas casas à espera de serem liberadas. Ao contrário, alguns recebem um tiro», afirma o bispo em uma mensagem distribuída através de Ajuda à Igreja que Sofre (AIS). «Este é o caso dos povoados de Jish, Buqei’a, Fasuta, Tharsheeha, Miilya e também Haifa e Shefar’am, onde a população é, direta ou indiretamente, vítima de tiros; alguns estão hospitalizados», afirma. «A maioria dos irmão judeus têm refúgios anti-bombas dos quais carecem os povos árabes, e os demais fugiram para Tel Aviv, algo que nós, árabes, não podemos fazer», acrescenta. O arcebispo pede ajuda para os diretamente atingidos, concretamente, para 30 famílias. Estes cristãos árabes não recebem nenhuma compensação do Estado de Israel. «Nunca imaginei que chegaria o dia em que teria que lançar uma espécie de SOS para os cristãos da Galiléia. Nós queremos enxugar as lágrimas de crianças e pais nestes tempos difíceis». Ajuda à Igreja que Sofre (http://www.kirche-in-not.org) prometeu enviar 15.000 euros para os mais necessitados. #melquita #Nazaré #AIS #Fasuta #Apelo #Católico #Tharsheeha #Chacour #Buqei #Galiléia #Shefar #Miilya #Igreja #violência #conflito #Resistência #SOS #Jish

  • Dramático apelo do Papa para Jornada pela Paz no Oriente Médio

    VATICANO, 20 Jul. 06 (ACI) .- A Sala de Imprensa da Santa Sé deu a conhecer esta quinta-feira o dramático chamado do Papa a todos os católicos a dedicar no próximo domingo uma jornada de oração e penitência pela paz no Oriente Médio. “O Santo Padre segue com grande preocupação a sorte de todas as populações interessadas e assinala para o próximo domingo, 23 de julho, uma especial jornada de oração e penitência, convidando aos Pastores e fiéis de todas as Igrejas particulares como a todos os fiéis do mundo a implorar a Deus o dom precioso da paz”, diz o comunicado. O Papa deseja que a oração se eleve ao Senhor “para que cesse imediatamente o fogo entre as partes, se instaurem imediatamente pontes humanitárias para poder levar ajuda às populações sofredoras e se iniciem logo negociações razoáveis e responsáveis, para pôr fim às situações objetivas de injustiça existentes na região”, adiciona o comunicado. O Papa, finalmente, “dirige um chamado às organizações de caridade, para que ajudem a todas as populações golpeadas por este desumano conflito”. A atual crise no Meio Oriente, que tem como cenário o território libanês, a zona de fronteira entre o Líbano e Israel, onde opera o grupo terrorista muçulmano “Hezbollah” e o território palestino autônomo de Gaza, desatou-se faz dez dias e escalou a nível de uma guerra convencional. Os ataques israelenses no Líbano, dirigidos a desarmar o Hezbollah, produziram 300 mortos, mais de 1,000 feridos e meio milhão de deslocados em sete dias de bombardeios. #penitência #Deus #preocupação #Pastores #Padre #Oriente #Santo #Igrejas #território #imediatamente #OrienteMédio #Imprensa

  • Bento XVI apóia posição do G-8 diante da violência no Oriente Médio

    E pede a oração dos fiéis pela paz INTROD, quarta-feira, 19 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Bento XVI apoiou o comunicado emitido pelo Grupo dos Oito países mais industrializados (G8) para acabar com o turbilhão de violência no Oriente Médio e pediu a todos os crentes que rezem pela paz. Ao regressar, nesta terça-feira, de uma visita ao Mosteiro que se encontra no monte Gran San Bernardo, nos Alpes, o Papa respondeu a uma pergunta dos jornalistas que o esperavam perto do chalé no qual reside. Um dos repórteres lhe perguntou: «O que a comunidade internacional deve fazer nesta situação cada vez mais dramática?». O Papa respondeu: «Estou totalmente de acordo com o comunicado do G-8. Parece-me que indica o caminho». «Não tenho nada a acrescentar, senão a importância da oração para que Deus nos ajude e nos outorgue a paz», disse o Papa, segundo refere um dos presentes, Salvatore Mazza, enviado especial do diário italiano «Avvenire». A declaração aprovada em 16 de julho pelos líderes do G8, reunidos em São Petersburgo (Rússia), pede a Israel, aos palestinos e à milícia Hizbullah que suspendam suas operações armadas e que liberem os sacerdotes capturados e os ministros e parlamentares palestinos detidos (http://en.g8russia.ru/docs/21.html). Ao rezar neste domingo o Ângelus, na localidade na qual passa estes dias de descanso, Les Combes (em Introd, Vale de Aosta), o Santo Padre considerou que «na origem destas oposições impiedosas há, lamentavelmente, situações objetivas de violação do direito e da justiça». «Mas nem os atos terroristas nem as represálias, sobretudo quando existem trágicas conseqüências para a população civil, podem justificar-se», assegurou. «Por caminhos assim — como a amarga experiência demonstra — não se chega a resultados positivos», recordou Bento XVI. #Oriente #Bernardo #violência #OrienteMédio #mosteiro

  • Reflexões acerca do primado do Papa e de sua infalibilidade

    “Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: ‘No dizer do povo, quem é o Filho do homem?’ Responderam: ‘Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas.’ Disse-lhes Jesus: ‘E vós quem dizeis que eu sou?’ Simão Pedro respondeu: ‘Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!’ Jesus então lhe disse: ‘Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.'” (Mt 16, 13-19) Cristo estabeleceu um verdadeiro primado em Sua Igreja, conferindo a São Pedro as chaves do Reino. A Bíblia mostra, na passagem acima, a promessa de Nosso Senhor ao Príncipe dos Apóstolos: estabelecerá sobre ele a Sua única Igreja. Mais tarde, antes de subir ao céu, irá conferir o primado a Pedro, cumprindo Suas santíssimas palavras. De fato, é preciso que na Igreja exista autoridade, e essa é a razão de ser do episcopado – o conjunto dos Bispos, sucessores dos Apóstolos. Todavia, para haver uma unidade nesse episcopado, Cristo instituiu, como vínculo indispensável entre seus detentores, o primado. O primado é a capacidade de São Pedro, e seus sucessores, de liderar a Igreja, como atesta a Escritura. Assim, vemos pelos textos dos Atos dos Apóstolos e mesmo pelos Evangelhos, escritos todos após Pedro ter recebido o primado, como este Apóstolo tem destaque sobre os demais, e como lhe é reservada uma nítida posição de liderança. Se os Apóstolos exercem autoridade sobre a Igreja Católica, São Pedro é a palavra final entre eles. Primado e episcopado derivam, portanto, da única autoridade conferida por Jesus Cristo à Igreja. Os testemunhos antigos dos mais venerandos escritores eclesiásticos, chamados apropriadamente de Padres da Igreja, confirmam o destaque dado a Pedro e, principalmente, que seu primado é uma instituição permanente: não cessa nele, mas deve ser transmitida. Morrendo Pedro, quem comandará a Igreja? Seu sucessor, o Bispo da Igreja por ele fundada na cidade de Roma. O Papa São Clemente Romano, terceiro na sucessão de São Pedro, tendo sido discípulo dos Apóstolos, prova-nos tal tese na prática, ao intervir em uma querela na Igreja de Corinto. Tal Igreja, fundada por São Paulo, era mais antiga que a de Roma, e, entretanto, vê-se julgada por esta! E mais: a teoria de que Roma interveio apenas motivada pela solidariedade entre as Igrejas é falsa, eis que outras Igrejas, vizinhas a Corinto, poderiam, então ter intervido. Por que só a de Roma? É uma prova cabal de que cabia à Igreja Romana, sede de São Pedro e seus sucessores, exercer o primado. Como São Pedro liderava a Igreja no tempo dos Apóstolos, seus sucessores, os Bispos de Roma, deveriam continuar fazendo, como o fizeram no decorrer da história – eis o exemplo de São Clemente –, o que prova a transmissibilidade do primado. Ora, ainda há um outro dado interessante. Na época da carta enviada por São Clemente à Igreja de Corinto, em que está consubstanciada a intervenção romana naquela comunidade, ainda era vivo o Apóstolo São João, residindo em Éfeso, “… cidade muito mais próxima a Corinto e com comunicações muito mais fáceis e freqüentes.” (Pe. Manoel Augusto Santos dos Santos. O Primado Pontifício. EDIPUCRS, Porto Alegre, 1997, p. 50) Consulta-se o Bispo de Roma e não um Apóstolo!! Qual a razão disso, senão a de que a autoridade suprema da Igreja estava confiada aos sucessores de São Pedro, Bispos de Roma, Papas, e não a qualquer outro, mesmo sendo ele Apóstolo? “Portanto, deduz-se que a questões com a Igreja de Roma e seu Bispo punham-se num plano diverso daquele com o apóstolo João que, mesmo sendo apóstolo, não ocupava o centro da unidade que era exclusivamente de Pedro e de seus sucessores.” (idem) Santo Atanásio de Alexandria e São João Crisóstomo, importantes Patriarcas de Sés da Igreja Oriental, também reconhecem o primado do sucessor de São Pedro, como também São Basílio Magno, Bispo de Cesaréia, todos num importante testemunho que, nos dias de hoje, poderia reconduzir tais dioceses à plena comunhão com Roma. Outros Padres da Igreja fundamentam a fé de que o primado dado a São Pedro foi transmitido aos seus sucessores, os Bispos de Roma, chamados mais tarde de Papas. Para exercer seu primado, conta o Papa com um carisma especial, o da infalibilidade. Não é tal prerrogativa dada em função da santidade pessoal do Romano Pontífice, mas como um dom para salvaguardar a comunidade dos fiéis a ele unidos. Tampouco se trata de uma impecabilidade: o Papa, como qualquer ser humano, peca. O Papa é infalível quando, usando de sua autoridade suprema, define como pertencente ao depósito da Fé um ponto de doutrina ou de moral. Não é, outrossim, a infalibilidade uma mera inerrância de fato, como adiante será explicado. “Quanto ao Magistério estabelecido por Jesus Cristo em Sua Igreja, é manifesto que a infalibilidade com a qual está ela divinamente provida não é uma simples inerrância de fato, mesmo que perpetuamente realizada; é uma inerrância de direito, em virtude da qual a autoridade docente na Igreja está preservada de todo erro.” (E. Dublanchy. Dictionnaire de Théologie Catholique. verbete Église, Letouzei et Ané, Paris, 1920) Dois renomados cardeais da Santa Igreja Romana ajudam a explicar a diferença: “Ela é mais que uma simples inerrância de fato, ela representa uma inerrência de direito, porque a Igreja pode, em todas as circunstâncias, contar com o socorro especial de Deus.” (Cardeal Charles Journet. A Igreja do Verbo Encarnado, vol. I) “A infalibilidade se distingue da simples inerrância. Há inerrância quando alguém está, de si, exposto ao erro, mas de fato possui a verdade. Há infalibilidade quando uma pessoa não se engana nem pode se enganar. Entretanto, a inerrância de direito, oposta à simples inerrância de fato, não se distinguiria da infalibilidade.” (Cardeal L. Billot, SJ. De Ecclesia Christi. Aedes Universitatis Gregorianae, Roma, 4ª ed., tomo I, p. 336) O Papa, sucessor de São Pedro, não goza, portanto, somente de uma inerrância de fato, senão de uma inerrância de direito, de uma verdadeira infalibilidade, que consiste, como bem foi definido pelos preclaros autores citados, como a incapacidade de falhar, de se enganar. O Papa, nestes termos, não erra quando define algum dogma, declarando ser determinado pensamento como contido na Revelação divina. E essa infalibilidade, vimos, é mais do que uma ausência de erro ou uma inerrância habitual que é fruto de quem é afeito ao bem e à sabedoria. O Papa é infalível não porque nunca tenha se enganado, em questões de fé e moral, mas porque lhe é impossível se enganar nestes assuntos. Exemplificando: posso ter certeza moral de que meu diretor espiritual, pois que é experimentado nas coisas de Deus, não praticará assassinato ou incesto; entretanto, mesmo tendo essa certeza moral, baseada na inerrância habitual de meu diretor, porque não é infalível, é possível, ainda que pouco provável, que ele cometa tais crimes; em vez do referido sacerdote, posso colocar o exemplo do próprio Papa, o qual é extremamente provável que não pratique os mesmos crimes, nem por isso, sendo impossível que não os faça, sendo assim que não é infalível nesse caso, ainda que na prática, por não ter sido criminoso, seja inerrante; bem diferente é o caso do Papa nos terrenos da fé e da moral, eis que não só é extremamente possível que acerte, como, mais, não poderá errar. Não digo que o Papa não erra quando proclama, ex cathedra, algo relativo à fé e à moral, pelo simples fato de confiar nele, mas que, independente de sua santidade pessoal, por especial proteção do Espírito Santo, não poderá errar, mesmo que queira. O Espírito Santo, protegendo o Papa do erro, com a capa da infalibilidade, está, na verdade, protegendo a Igreja, os fiéis católicos, pois dessa maneira sabemos que o ensino de Roma é seguro e não vem apenas de uma interpretação pessoal do Sumo Pontífice das Escrituras – como ocorre com as seitas protestantes que, pela absurda tese do livre-exame, vem se dividindo e se opondo umas às outras. Por exercer o primado de jurisdição sobre a Igreja, e ainda por cima ter o carisma da infalibilidade, temos de confiar no Papa e aderir firmemente às suas proposições. “Devemos procurar aderir pela fé à doutrina, aos princípios, à disciplina, aderir afetiva e efetivamente, falando sempre do Papa de forma construtiva (…). Se vocês não viverem e agirem assim, é inútil estarem dizendo que apreciam o Papa, que amam a Igreja, que têm uma grande fé, porque já estão começando a fazer as suas restrições; simplesmente estão se afastando. Temos de procurar aderir pessoalmente, e levar os outros a se somarem mediante uma grande fé, afeto, obediência ao Vigário de Cristo, sempre dispostos a defendê-lo de todos os ataques que ele puder sofrer, venham de onde vierem, de dentro da Igreja, de fora, de inimigos, de amigos, de quem for.” (Pe. Marcial Maciel, LC. Palestra em Monticchio, a 27 de agosto de 1971) Autor: Dr. Rafael Vitola Brodbeck Fonte: Veritatis Splendor #Cefas #Padres #Escritura #Apóstolos #Deus #apostolo #JesusCristo #Alexandria #Kepha #Palestra #Cesaréia #Petra #adiante #Jeremias #Igrejas #Episcopado #SãoPedro #bispos #Petros #sucessor #Primado #JoãoBatista #Inferno #Jesus #Pedra

  • Em suas férias, o Papa trabalha em um livro teológico e uma encíclica social

    VATICANO, 18 Jul. 06 (ACI) .- Segundo diversos vaticanistas que acompanham a viagem do Papa Bento XVI à região de Les Combes, no norte alpino da Itália, o Pontífice estaria trabalhando em um livro sobre Cristo, assim como em uma futura encíclica sobre o trabalho humano. No domingo passado, as imagens do Centro Televisivo Vaticano permitiram ver as atividades do Papa nestes dias, incluindo um momento de trabalho em seu escritório na residência dos salesianos em Les Combes. Segundo Salvatore Mazza, enviado especial do jornal Avvenire, “parece que, entre outras coisas, voltou a tomar em suas mãos o livro que estava escrevendo antes de ser eleito sucessor de João Paulo II“, “um texto de teologia”. O livro, segundo outras fontes próximas ao Vaticano, abordaria o tema de Cristo e sua relação com o gênero humano, assim como a relação entre o cristianismo e outras religiões no mundo. Outro dos trabalhos que ocuparão os dias de verão do Pontífice, antes de sua viagem a sua terra natal em setembro, seria o de uma nova encíclica social centrada no valor do trabalho humano. Como assinalaram outras fontes anteriormente, a encíclica levaria o nome de “Trabalho Domini”, “O Trabalho do Senhor”. A encíclica falaria da visão cristã do trabalho humano, a importância do trabalho na sociedade e o trabalho como necessidade e dever do ser humano. Segundo o Bispo de Aosta, Dom Giuseppe Anfossi, “a conversa com ele é extremamente singela, como é próprio de seu caráter. Além disso, quando fala está atento a todos”. O Prelado compartilhou com a Rádio Vaticano uma anedota “de natureza muito pessoal”: “Assim que subiu ao carro para o traslado do aeroporto à casa, a primeira palavra que o Papa Bento XVI me dirigiu foi me pedir notícias da saúde de minha mãe. Francamente não esperava tanta delicadeza”, relatou Dom Anfossi. #Domini #Cristo #Cristianismo #encíclica #Giuseppe #pontífice #teologia #Vaticano #aeroporto

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