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- Roma já expõe afresco restaurado do século XVII da «samaritana no poço»
De 8 de julho a 10 de setembro ROMA, segunda-feira, 17 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Após um delicado trabalho de restauração, o afresco anônimo do século XVII «A samaritana no poço» é exposto pela primeira vez ao público de 8 de julho a 10 de setembro, no Museu Palazzo Braschi de Roma (Itália). A obra corresponde à segunda metade do século XVII, entre 1654 e 1661. Sua origem está no refeitório do Mosteiro de Santa Eufêmia, na igreja de Santo Urbano, um mosteiro destruído durante os trabalhos de escavação dos Foros Imperiais na época do fascismo. O afresco representa o encontro entre Jesus e a Samaritana no poço de Sicar, narrado no Evangelho de João. Foi separado da parede na qual estava colocado antes que a igreja fosse derrubada. Desde 1993, o afresco se conserva no Museu de Roma — Palazzo Braschi. «A violenta retirada que a obra sofreu comprometeu seriamente seu estado de conservação, mas hoje a obra que reproduz o encontro entre Jesus e a mulher samaritana, a quem Ele reconduziu a um estilo de vida mais sóbrio, voltou a seu aspecto original», expressou Isabella Colucci, da Sala de Restauração, Exposições e Empréstimos de Roma, durante a coletiva de imprensa de apresentação. Por sua parte, Carla Tomasi, autora da restauração, ilustrou as condições do fragmento: «Quase 20% da superfície pictórica se havia perdido»; «a qualidade material era boa, apesar do dramático trato que sofreu na retirada em 1933». «É uma obra belíssima, restituída ao público depois de um trabalho atento» — declarou Gianni Borgna, assessor das Políticas Culturais da Prefeitura de Roma, na apresentação aos jornalistas –, «realizado com competência, paixão, generosidade e sensibilidade, graças também à Fundação Droghetti e à sua importante ajuda à Prefeitura». A iniciativa de restauração foi promovida pela Assessoria de Políticas Culturais e pela Superintendência de Bens Culturais municipal. #Braschi #Palazzo #Culturais #samaritana #destruído #Políticas #Urbano #fascismo #Igreja #restauração #Jesus #escavação #mosteiro #Eufêmia
- Prevista a adesão metodista à Declaração conjunta da Doutrina da Justificação
SEUL, segunda-feira, 17 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Está previsto que a Conferência Mundial Metodista — que se celebra em Seul (Coréia) de 20 a 24 de julho — adira à Declaração conjunta sobre a Doutrina da Justificação, firmada em 1999 pela Igreja Católica e pela Federação Luterana Mundial. Um comunicado do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos distribuído esta segunda-feira pela Sala de Imprensa vaticana confirma o momento desta adesão. O presidente do citado dicastério, o cardeal Walter Kasper, participará da Conferência Mundial Metodista. «Esta é convocada a intervalos de oito anos e reúne cristãos do mundo inteiro, pertencentes à tradição de Wesley», declara o comunicado do dicastério. O movimento metodista, de caráter evangélico, herdeiro da Reforma protestante do século XVI, teve sua origem na Inglaterra do século XVIII, como um movimento de renovação espiritual, missionário e social. Hoje, está presente em cerca de cem países. Foi o inglês John Wesley — nascido em 17 de junho de 1703–, fundador do movimento de pregação do Evangelho, quem deu origem aos metodistas. Durante a Conferência Mundial Metodista desta semana, o ato com o qual a Declaração se estenderá também ao metodismo acontecerá no curso de uma celebração solene da Palavra de Deus, em presença do cardeal Kasper e do reverendo doutor Ismael Noko, secretário-geral da Federação Luterana Mundial. A histórica firma da citada Declaração conjunta — na cidade alemã de Augsburgo em 31 de outubro de 1999 –, aprovada pela Igreja Católica e pela Federação Luterana Mundial, encontrou um consenso entre luteranos e católicos em uma matéria, a doutrina da justificação, que se converteu na causa da Reforma de Lutero. No final do ano passado, ao receber a uma delegação do Conselho Metodista Mundial — encabeçada por seu presidente, o bispo Sunday Mbang, da Nigéria –, Bento XVI manifestou seu reconhecimento pela intenção de tal Conselho de ratificar a Declaração Conjunta Sobre a Doutrina da Justificação. «Em caso de que o Conselho Metodista Mundial expresse sua intenção de associar-se à Declaração Conjunta, contribuiria para a reconciliação que desejamos ardentemente e seria um passo significativo rumo à meta da plena e visível unidade na fé», apontou então o Santo Padre (Zenit, 9 de dezembro de 2005). #comunicado #dicastério #Conferência #Justificação #Conselho #Catolica #declaração #Igreja #Imprensa
- Santa Sé condena ataques terroristas e represálias militares no Oriente Médio
VATICANO, 14 Jul. 06 (ACI) .- A Santa Sé condenou hoje tanto os ataques terroristas como as represálias militares que desde a quarta-feira passada têm como cenário o Oriente Médio, especialmente o ataque ao Líbano por parte do exército israelense que cobrou vítimas entre a população civil, e reiterou que a “única via digna de nossa civilização é a do diálogo sincero”. Em declarações oferecidas à Rádio Vaticano, o Secretário de Estado, Cardeal Angelo Sodano, indicou que “as notícias que nos chegam do Oriente Médio são realmente preocupantes”, referindo-se à escalada bélica iniciada nesta quarta-feira depois que Hizbulá seqüestrou dois soldados israelenses na fronteira. Segundo o Cardeal, o Papa Bento XVI e seus colaboradores “acompanham com particular atenção os últimos episódios dramáticos que correm o perigo de degenerar em um conflito com repercussões internacionais”. “A Santa Sé, como fez no passado, condena também tanto os ataques terroristas de uns como as represálias militares de outros. O direito à defesa por parte de um Estado não exime do respeito das normas do direito internacional, sobretudo pelo que concerne à proteção das populações civis”, assinalou o Cardeal. “Em concreto”, continuou o Cardeal, “a Santa Sé lamenta agora o ataque ao Líbano, uma nação livre e soberana, e assegura sua proximidade àqueles povos, que já sofreram tanto pela defesa da própria independência”. Os ataques israelenses contra diversos alvos na cidade de Beirut deixaram até agora um saldo de 55 mortos e mais de uma centena de feridos. Por sua vez, o Hizbulá libanês lançou como represália dezenas de mísseis sobre alvos civis e postos militares do norte do Israel causando dois mortos e 30 feridos. Por último, o Cardeal Sodano destacou a evidência de que “a única via digna de nossa civilização é a do diálogo sincero entre as partes em causa. #Terroristas #civilização #israelense #Oriente #condenou #Ataques #secretário #Angelo #diálogo #Cardeal
- Teologia na Universidade, iniciativa exitosa em Barcelona (Espanha)
Fala a professora Maria del Mar Galcerán BARCELONA, domingo, 16 de julho de 2006 (ZENIT.org).- A Teologia tem também seu lugar na Universidade: assim pensa um grupo de católicos da Catalunha (Espanha) ao criar o STU, Secretariado de Teologia na Universidade (teologiaalauniversitat.org). A professora e secretária Maria del Mar Galcerán conta que «sua origem se remonta ao Serviço de Assistência e Formação Religiosa nas Universidades (SAFOR)». Agora, impulsionado pelo Arcebispado de Barcelona, este Secretariado quer que nas salas, corredores e lugares de descanso e estudo das universidades se fale de Deus, e com critério. Para isso dão a possibilidade aos alunos de qualquer carreira (de Matemática a Direito, Veterinária ou Arquitetura) a seguir alguns cursos de Teologia cujos créditos são reconhecidos oficialmente. «A idéia central é enlaçar fé e cultura na universidade pública. O modo de fazê-lo é constituindo uma plataforma acadêmica sobre a presença da Teologia e o pensamento religioso na universidade», acrescenta esta docente de Barcelona. Professores de Teologia oferecem nestas universidades cursos teológicos específicos. O Secretariado propôs para este curso programas de 30 horas — equivalem a dois créditos de livre escolha. Entre os cursos oferecidos, foram muito solicitados: «De que falamos quando falamos de Deus», «A coragem de perdoar», «A vida e os ensinamentos de Jesus: os Evangelhos», «Islã e Ocidente, diálogo de civilizações» ou «Fundamentos e aplicações da Bioética». Vários institutos de Teologia dão suporte à iniciativa que, segundo Maria del Mar Galcerán, ajuda a paliar «o grande vazio de formação e de conteúdos teológicos nos estudantes atuais, lacuna que lhes dificulta a compreensão de nossa realidade sócio-cultural de tradição judaico-cristã». Esta professora de Educação Social acha que, ainda que «a sociedade espanhola e a européia majoritariamente se definam como leigas e deslocam a religião ao âmbito privado, é certo que a maioria da população civil se define como crente e existe uma parte da população juvenil com uma crescente sensibilidade pela busca de sentido». #Deus #Espanha #Arcebispado #teologia #universidade #Jesus #Religiosa
- Santo Padre faz um chamado a orar pelo Oriente Médio
Pede aos responsáveis políticos a volta ao caminho da razão, do diálogo e do acordo INTROD, domingo, 16 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Neste domingo, Bento XVI lançou um convite especial às Igrejas locais do mundo inteiro para que orem pela paz na Terra Santa e no Oriente Médio. O Papa acompanha diariamente a espiral de violência que parece crescer entre Israel e Líbano. Depois de rezar o Ângelus ante mais de cinco mil fiéis na esplanada de Les Combes (em Introd, Valle de Aosta), reconheceu: «Nestes últimos dias, as notícias da Terra Santa são para todos motivo de novas e graves preocupações, em particular pela expansão de ações bélicas também no Líbano, e pelas numerosas vítimas entre a população civil». «Na origem destas oposições sem piedade há, lamentavelmente, situações objetivas de violação do direito e da justiça», alertou. «Mas nem os atos terroristas nem as represálias, sobretudo quando existem trágicas conseqüências para a população civil, podem justificar-se», alertou. «Por caminhos assim — como a amarga experiência demonstra — não se chega a resultados positivos», recordou Bento XVI. Ele pôs nas mãos de Maria — neste domingo celebra-se Nossa Senhora do Carmo — a súplica pelo dom da paz. Elevou seu pensamento ao Monte Carmelo, da Terra Santa, a poucos quilômetros do Líbano; um monte santo que «domina a cidade israelense de Haifa, também recentemente golpeada», expressou. «Roguemos a Maria, Rainha da Paz, para que implore a Deus o dom fundamental da concórdia, devolvendo os responsáveis políticos ao caminho da razão e abrindo novas possibilidades de diálogo e de acordo», exortou. «Nesta perspectiva convido as Igrejas locais a elevarem especiais orações pela paz na Terra Santa e em todo Oriente Médio», disse ao concluir suas palavras. Este novo conflito na região se desatou desde que na quarta-feira passada o movimento armado [fundamentalista] xiita libanês de Hizbulá seqüestrou dois soldados israelenses e assassinou outros (Zenit, 13 de julho de 2006). Israel começou então a bombardear pontos estratégicos do Líbano, procurando seu isolamento e que os soldados seqüestrados não fossem tirados do país. A periferia sul de Beirute foi um de seus objetivos, pois lá reside o líder de Hizbullah, Hasan Nasrala. Por sua parte, Hizbullah responde lançando mísseis contra o norte de Israel. Às últimas notícias sobre o violento choque se acrescenta o ataque do Hizbullah sobre Haifa, a terceira cidade em importância de Israel, assim como novos ataques israelenses sobre Beirute. #terra #Angelus #Maria #Igrejas #diálogo
- «Jesus chamou os doze» – Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte (Brasil) BELO HORIZONTE, domingo, 16 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos artigo de Dom Walmor Oliveira Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte (Minas Gerais), difundido essa semana pelo site da Arquidiocese de Belo Horizonte. “Jesus chamou os doze” (Mc 6,7) ‘Jesus chamou os doze’. Este gesto sela o mais profundo vínculo do discípulo com o seu Mestre e Senhor. Só Deus pode chamar. Chamar é ato próprio do amor de Deus. Um ato de amor que se constitui em fonte sustentadora de toda a vida. O amor de Deus se revela, pois, no chamamento. A iniciativa nasce do coração de Deus e se derrama no coração de todo aquele que é chamado. Na verdade, o gesto amoroso de Deus ao chamar configura o núcleo mais profundo da consciência do discípulo. O discípulo não é por si. O que ele é nasce e se sustenta neste gesto amoroso de chamamento. Esta luz é que mantém acesa a consciência do discípulo em relação àquele que o chama. Só na medida em que esta consciência de chamado preside o dia a dia do discípulo é que ele consegue força e sabedoria para construir sua conduta e vivê-la com fidelidade. A consciência de ser chamado é a consciência de ser amado e de amar. A quem se ama, de verdade, o amor experimentado não permite esquecimento em momento algum. É uma força de presença que alimenta o vínculo e todo gesto, e cada momento se reporta àquele que se ama. Compreende-se assim que o gesto amoroso de Deus chamando é a base da consciência do discípulo. Uma consciência que se desdobra na compreensão da missão que ele recebe d’Aquele que o chama e o envia. E a vida se torna, em tudo e em cada circunstância, um ser e um fazer que expressa esta intimidade profunda com força de gerar a novidade da vida e o poder de transformação das suas condições. A força vem d’Aquele que chama. Aquele que é chamado ganha d’Ele a força de sua ação. A Missão A missão não é uma simples tarefa. Uma ocupação qualquer. A missão é conseqüência desta intimidade estabelecida e cultivada do coração daquele que chama ao coração daqueles que são chamados. Na verdade, a missão é a conseqüência de um modo de ser gerando um jeito de fazer para concretizar o modo de ser amoroso e redentor de Deus que chama. Compreende-se, então, como é possível que o discípulo receba do coração do seu Mestre o seu mesmo poder de ação. Esta possibilidade só se verifica na medida em que, profundamente, o discípulo, no seu dia a dia, cultiva a consciência de ser chamado diante d’Aquele que o chama. Um cultivo de amor e de pertença que alimenta a competência de atuar em nome d’Aquele que o chama e o envia. Cada gesto, em todas as circunstâncias, é comprovadamente a continuação da presença amorosa e redentora do Mestre que chama e envia. Não há outra dinâmica para explicar a possibilidade de o discípulo ser o Mestre continuado nas circunstâncias da vida. E o discípulo sabe que só esta intimidade nele constitui e alimenta o poder de agir em nome do seu Senhor e Mestre, sem pretensões, na alegria de saber a fonte verdadeira que o torna, no coração do mundo, na condição de discípulo, presença do seu Senhor. Um jeito novo de ser Esta intimidade profunda do discípulo com o seu Mestre e Senhor gera um jeito novo de ser. Um jeito novo de ser que se renova cada dia sob o impulso da inesgotável fonte de amor que é o coração do Mestre, encharcando o coração do discípulo. O discípulo não simplesmente faz o que o Mestre recomenda. Não é um repetidor de coisas. Ele é elevado, pela força do amor-intimidade, à condição de presença do seu próprio Senhor, no mundo, realizando, mesmo pelos limites de sua condição, a grandeza do que é próprio do Mestre que o chama e o envia. Compreende-se que a conseqüência é um novo jeito de ser, alimentando a ação do discípulo e criando as condições próprias de sua ação para realizar tudo aquilo que é próprio do seu Mestre e Senhor. E o discípulo se torna, sempre mais, a própria presença do seu Senhor, com a força de ação que vem do seu coração. E Jesus recomendou-lhes A eficácia da missão se liga, pois, ao cultivo permanente da intimidade com Aquele que chama enquanto núcleo central e ativador da consciência do discípulo. Os desdobramentos conseqüentes configuram o jeito de ser. Um jeito de ser recomendado pelo Mestre, com força de fecundação, para a ação missionária que o discípulo é enviado a realizar. Ao enviá-los dois a dois o Mestre marca no horizonte a dinâmica da partilha e o sentido da missão que é dada a todos, cultivada no coração e na singularidade de cada um. Uma missão dada a todos para ser realizada no vínculo que cada um há de estabelecer com cada outro alimentado por este vínculo o que o Senhor estabelece com cada um pelo gesto amoroso e único do chamamento. O sustento do vínculo amoroso e fraterno há de alimentar e impulsionar a dinâmica própria do exercício da missão que supõe daquele que é chamado e enviado a coragem e a disposição de estar sempre indo ao encontro para realizar, em nome do seu Senhor, a sua ação redentora. Indo e vindo, o discípulo compreende e realiza a obra do seu Mestre de estar presente e intervindo no mundo para dele expulsar os demônios. Isto é, estabelecer a dinâmica do amor de Deus. Um estabelecimento do amor alimentado pelo amor d’Aquele que chama e testemunha num jeito de ser marcado pela simplicidade, proximidade, desapego, e audácia de não se deixar corromper, na liberdade que nasce da compreensão do amor. E o discípulo é Jesus Mestre e Senhor na vida do mundo. Dom Walmor Oliveira de Azevedo Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte #coração #dinâmica #Verdade #Deus #chamamento #conseqüência #Senhor #intimidade #Chamado #Mestre #amado #Amor #alegria #Discípulo #Jesus #presença #Arcebispo
- Livre comércio deve seguir justiça social, lembra Santa Sé
VATICANO, 14 Jul. 06 (ACI) .- “O comércio livre pode só pode ser chamado de justo quando obedece as exigências da justiça social”, afirma o Pontifício Conselho Justiça e Paz em um comunicado emitido hoje sobre os resultados da Reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), celebrada em Doha (Qatar) em junho passado. O texto, assinado pelo Cardeal Renato Martino e Dom Giampaolo Crepaldi, Presidente e Secretário respectivamente desse dicastério, lamenta que a reunião tenha concluído deixando em suspense as questões principais, um fato que contrasta com “a intensidade do compromisso demonstrado pelos negociadores e o pessoal da OMC, de concluir Doha com um acordo geral”. Embora o Pontifício Conselho reconheça a complexidade desse compromisso “devido à dificuldade objetiva de mediar entre tantos estados com interesses diferentes e expectativas“, mas também as esperanças que encerra, pelas que manifesta sua avaliação. Para a Santa Sé, o tema principal de Doha, “a igualdade nas relações comerciais“, foi, e continua sendo, uma preocupação principal, e cita então as palavras de Paulo VI, que na Populorum progressio afirmava que “o comércio livre pode só pode ser chamado de justo quando obedece às exigências da justiça social”. O documento destaca a necessidade de retornar ao espírito que inspirou a Rodada de Doha de há cinco anos, quando se chegou a uma declaração conjunta “sobre o desenvolvimento e o alívio da pobreza e ao compromisso específico de melhorar a participação eficaz dos países menos desenvolvidos no sistema comercial multilateral”. “As semanas que os negociadores têm agora para alcançar um acordo de cara à conclusão positiva e eficaz da Rodada, são uma oportunidade única”, observa o comunicado, manifestando a esperança de que a próxima reunião do G8 que se celebrará em São Petersburgo “desemboque nas decisões políticas necessárias para transformar os pontos técnicos em pontos operativos”. Para terminar, o texto precisa que “a urgência particular desta tarefa não se pode tomar levianamente, sobretudo tendo em conta as sérias repercussões das relações comerciais nos seres humanos e em sua dignidade. Por isso, nas negociações comerciais deve-se considerar sempre o impacto que estas provocam na família humana”. #Mundial #comunicado #Presidente #dicastério #Conselho #secretário #Pontifício #Cardeal
- «Pureza está intimamente associada à dignidade do corpo humano», diz cardeal
Penitenciário-mor da Igreja Católica, James Stafford, presidiu peregrinação a Fátima FÁTIMA, quinta-feira, 13 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Segundo o penitenciário-mor da Igreja Católica, a «pureza está intimamente associada à dignidade do corpo humano». O cardeal James Francis Stafford abordou o tema da pureza e da castidade ao presidir esta quarta e quinta-feira a Peregrinação Internacional Aniversária a Fátima, celebrativa dos 89 anos da terceira aparição de Nossa Senhora em Fátima, a 13 de julho de 1917. No contexto do tema da peregrinação –«Crescei e multiplicai-vos»–, o cardeal explorou em sua homilia proferida durante a Eucaristia da vigília noturna de oração dessa quarta-feira «a mais misteriosa das virtudes», a pureza, na qual os «cristãos nunca teriam sequer pensado» «se não tivessem olhado em frente para a ressurreição do corpo». Segundo o penitenciário-mor da Igreja, «muitos daqueles que ainda se encontram influenciados pelas teorias mecanicistas do século XIX acham que os ensinamentos da Igreja no que respeita à virtude são horríveis e de modo especial rejeitam os seus ensinamentos no que toca às virtudes da castidade e da pureza». «Zombam da observância do sexto mandamento como sendo causa de perturbações emocionais, afirmando mesmo ser completamente repugnante e contra a natureza», afirma. Dom Stafford afirma que é fundamentalmente a lembrança do Mistério Pascal de Cristo e do batismo de cada um aquilo que fornece a fundação e a motivação para a prática da virtude da pureza e de todas as outras virtudes. «São Paulo –afirma o cardeal– ensinou exatamente a mesma norma quando escreveu: “Finalmente, irmãos, nós vos suplicamos e exortamos no Senhor Jesus que, do mesmo modo que aprendestes de nós como deveis viver e agradar a Deus, o que estais precisamente fazendo, assim também procurai fazê-lo cada dia mais e mais… Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação; que eviteis a impureza” (1 Tes.4-1,3)». E explica que «em todo o Novo Testamento a prática da virtude era baseada na manifestação do ‘escathon’, isto é, na obra de salvação de Jesus pela Sua Morte e Ressurreição». O cardeal confidenciou no decorrer de sua homilia o «quão profundamente» o afetou a canonização, no dia 24 de junho de 1950, da jovem virgem-mártir Maria Goretti. «Presentes na Praça de São Pedro naquela ocasião encontravam-se a mãe dela e o seu assassino, Alessandro Serenelli. Ao tempo do seu martírio em defesa de sua pureza, eu tinha 17 anos de idade. O seu testemunho de pureza e coragem tornou-se a estrela polar da minha geração», diz. O cardeal narra a história do martírio: «Começou a 5 de Julho de 1902. A família do seu atacante partilhava a mesma casa com a família Goretti. Situava-se por cima de um velho palheiro numa zona de pobres lavradores, os pântanos Pontine, a Sul de Roma». «O seu atacante, Alessandro, tinha vinte anos de idade na altura do ataque contra Maria de 12 anos. Ele testemunhou mais tarde que Maria apelou a que ele parasse com o ataque para salvação de sua alma e que não cometesse tão grave pecado. Antes de morrer no dia seguinte das facadas infligidas, ela perdoou-lhe e rezou para que Deus lhe perdoasse também». Segundo o cardeal Stafford, «como Flannery O’Connor, S. Maria Goretti, cuja memória a Igreja acaba de celebrar no dia 6 de julho, percebeu que a pureza está intimamente associada à dignidade do corpo humano». «Ela estava consciente de que a Igreja ensinava que não era a alma mas o corpo que havia de ressuscitar glorioso. Em união com a Igreja ela professava todos os domingos: “Eu creio na ressurreição da carne (do corpo)”. Ela deu testemunho deste mistério: que a Encarnação e Ressurreição de Jesus constituem as verdadeiras leis da natureza, da carne e do físico», afirma. #Stafford #Francis #salvação #Peregrinação #Deus #Maria #dignidade #Fátima #família #Homilia #pureza #Alessandro #Alma #Jesus #Ressurreição
- Somente a Bíblia?
“Assim, pois, irmãos, permanecei firmes, e conservai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.” (2 Ts 2,15) Para os protestantes, a Bíblia é a única regra de fé, ou melhor, a Bíblia é a autoridade máxima da igreja. Mas será que esta também era a fé dos primeiros cristãos? (Por Cristãos, entenda-se Católicos) A Doutrina da Igreja vem do ensino oral que Cristo deixou para os Apóstolos. Note que nos primeiros quatro séculos, muitos cristãos nasceram, viveram e morreram, sem mesmo saber quais eram os livros que deveriam compor a Bíblia. Nos primeiros quatro séculos a Igreja vivia somente da Tradição e do Magistério. Foi com base na Tradição Apostólica, é que o Magistério Católico definiu o catálogo sagrado. Isto mostra claramente que a Bíblia é filha da Igreja e não sua mãe. Como diz meu amigo Professor Carlos Ramalhete: “pode algo maior sair de algo menor?”, é claro que não. A própria Bíblia declara que “A Igreja é a Coluna e o Fundamento da Verdade” (1Tm 3,15).A Igreja é tão anterior à Bíblia que a própria Igreja é citada na Bíblia. A doutrina protestante “Sola Scriptura”, isto é, “Somente as Escrituras”, não encontra amparo na Tradição Apostólica, no Magistério da Igreja e nem nas próprias Escrituras. Vamos utilizar a própria Bíblia para desmentir tal doutrina: A Bíblia não contém toda revelação “Jesus fez muitas outras coisas. Se cada uma delas fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que seriam escritos.” (Jo 21,25) – o testemunho do apóstolo fala tudo, nem tudo que Jesus ensinou e realizou foi escrito, mas ficou mantido na Tradição Apostólica. “[Jesus] depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias e falando do que respeita ao reino de Deus.” (At 1,3) – o que Jesus ensinou aos apóstolos nestes quarenta dias após sua ressurreição não foi importante? Será que Jesus esteve com eles à toa? A Bíblia não nos relata o que Jesus ensinou neste período, mas a Tradição Apostólica sim. “Tenho muito a vos escrever, mas não quero fazê-lo com papel e tinta. Antes, espero ir ter convosco e falar face a face, para que nossa alegria seja completa” (2Jo 1,12).” Tenho muitas coisas que te escrever, mas não quero fazê-lo com tinta e pena. Espero, porém, ver-te brevemente, e falaremos face a face” (3Jo 1,13-14) – São João ensinou muitas coisas oralmente. “E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.” (Tg 5,10) – São Tiago Menor recebeu tal instrução da Tradição Apostólica, já que em nenhum lugar da Bíblia, Nosso Senhor Jesus Cristo ensina tal coisa. A Tradição Apostólica tem autoridade “Assim, pois irmãos, permanceis firmes, e conservai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.” (2Ts 2,15) “E o que de mim, através de muitas testemunhas ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para ensinarem outros.” (2Tm 2,2) “Ó Timóteo, guarda o depósito [a tradição] que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência [gnose].” (1Tm 6,20) “E [os cristãos] perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações.” (At 2,42) “E, quando [Paulo, Timóteo e Silas] iam passando pelas cidades, lhes entregavam, para serem observados, os decretos que haviam sido estabelecidos pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém.” (At 16,4) – forte testemunho da ação do Magistério da Igreja no cristianismo primitivo. Este é o testemunho da própria Bíblia sobre a doutrina protestante da “Sola Scriptura”. Autor: Alessandro Ricardo Lima Fonte: Veritatis Splendor #Cristo #bibliasagrada #autoridade #Magistério #SolaScriptura #Senhor #Escrituras #bíbliavivaonline #Doutrina #Cristãos #Bíblia #epístola #Timóteo #Alessandro #Apostólica #NovoTestamento #Tradição #Igreja #Sola #alegria #Jesus #Palavra
- A Eclesiologia Protestante
“Um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef 4,5) A palavra eclesiologia vem do grego eclesia (=igreja) e logia (=estudo), sendo assim eclesiologia o estudo da Igreja. Em debate com um pastor protestante, ele me afirmara que “A Igreja Coluna da Verdade é composta por todos os salvos pelo sangue de Jesus, independente das divisões doutrinárias”. O protestantismo prega uma Igreja invisível, que abriga várias doutrinas até mesmo contraditórias entre si; que o importante é “aceitar Jesus”. Mas será que há verdade na eclesiologia protestante? O Santo Apóstolo Paulo nos ensina que Deus ressucitou Cristo dos Mortos “pondo-o à sua direita nos céus” (Ef 1,20) e “o constituiu como cabeça da Igreja. Que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos” (Ef 1,22-23). E como uma Igreja invisível que abriga verdades até mesmo excludentes, pode ser “corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos”, o reflexo perfeito da verdade única (Jo 14,6) que é Cristo? A Igreja ensinada pelos protestantes é falsa, formada de baixo para cima, formada por homens, e não por Cristo; invisível, sem governo e hirarquia. E com é a Igreja verdadeira? É visível. Cristo fundou uma Igreja visível, “que não pode se esconder” e a compara a “uma cidade edificada sobre um monte” (Mt 5,14), portanto bem visível a todos. A visibilidade da Igreja não está em seus prédios, mas em seu governo, sua hierarquia. É única. A Igreja de Cristo confessa “Um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef 4,5). É Católica. Católica quer dizer universal. Ela é universal pois está no mundo inteiro, em todas as nações, como ordenou nosso Senhor: “Portanto, ide, ensinai a todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19). É Apostólica. Pois guarda a tradição dos apóstolos (At 2,42) e a sucessão regular dos bispos, dos apóstolos até os bispos atuais. É Romana. Foi necessário para o desenvolvimento do Cristianismo a transferência da sede de Jerusalém para Roma. São Pedro escreve sua primeira epístola como Bispo de Roma; o pseudônimo para Roma é Babilônia (1Pd 5,13). Autor: Prof. Alessandro Lima Fonte: Veritatis Splendor #Verdade #plenitude #Deus #Mortos #apostolo #sangue #Governo #Senhor #Eclesia #Eclesiologia #CabeçadaIgreja #SeuCorpo #Catolica #visível #Alessandro #grego #Igreja #DeCristo #Paulo #Protestantismo #Jesus #Pai #composta
- Papa apresenta os avós como «responsáveis» pela ternura de que todos necessitam
A única passagem do discurso da Vigília em que ele improvisa VALÊNCIA, terça-feira, 11 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Benedito XVI destacou o decisivo papel que os avós desempenham na família em seu discurso que pronunciou ao concluir a vigília do V Encontro Mundial das Famílias, celebrada no entorno da Cidade das Artes e das Ciências de Valência, esse sábado. Antes de concluir sua intervenção com uma oração, o pontífice reconheceu que os avós «podem ser –e são tantas vezes– os responsáveis pelo afeto e ternura que todo ser humano necessita dar e receber». «Eles dão aos pequenos a perspectiva do tempo, são memória e riqueza das famílias», seguiu dizendo. «Deus permita que, sob nenhum pretexto, sejam excluídos do círculo familiar», disse o pontífice. «São um tesouro que não podemos arrebatar das novas gerações, sobretudo quando dão testemunho de fé diante da proximidade da morte», ressaltou. Foi o único momento do discurso, lido em espanhol, em que o Papa improvisou com um enorme sorriso. Pouco antes, o ator Lino Banfi, explicou que quando dizem a ele que é ele «avô da Itália», responde dizendo que, «então, o Papa é o avô do mundo». Em seu discurso, o Papa disse que queria dedicar uma passagem particular de si mesmo aos avós «tão importantes nas famílias» e improvisando, acrescentou, «e eu sou o avô do mundo, conforme escutamos». #Intervenção #Vigília #Deus #avô #família #oração #pontífice #pronunciou #reconheceu #Famílias
- O Jesus Cristo histórico
“No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Ituréia e Traconites, e Lisânias tetrarca de Abilene…” (Lc 3,1) Algumas pessoas afirmam que Jesus Cristo nunca existiu. Alegam que a vida de Jesus e os evangelhos são mitos criados pela Igreja. Essa lamentável afirmação se baseia, principalmente, na crença de que não existem registros históricos de Jesus. Tal carência de registros seculares (isto é, não ligados à esfera religiosa) não deve surpreender os cristãos de hoje. Primeiro, porque apenas uma pequena fração dos registros escritos sobreviveram ao tempo (nada, nada, são 20 séculos!). Segundo, porque existiam poucos – se é que de fato realmente existiam – “jornalistas” na Palestina do tempo de Jesus. Terceiro, porque os romanos viam o povo judeu como apenas mais um dos grupos étnicas que precisavam tolerar; os romanos tinham pouquíssima consideração para com o povo judeu. Finalmente, porque os líderes judeus também anseiavam esquecer Jesus. Assim, os escritores seculares somente começaram a se referir sobre o Cristianismo quando este movimento religioso tornou-se popular e começou a incomodar o estilo de vida que tinham. Ainda que os testemunhos seculares sobre Jesus sejam raros, existem alguns poucos que sobreviveram ao tempo e faz referências a Ele. Não é de se surpreender que os registros não cristãos mais antigos tenham sido feitos por judeus. Flávio Josefo, que viveu até 98 dC, era um historiador judeu romanizado. Ele escreveu livros sobre a História dos Judeus para o povo romano. Em seu livro, “Antiguidades Judaicas”, ele faz algumas referências a Jesus. Em uma delas, ele escreve: “Por esse tempo apareceu Jesus, um homem sábio, que praticou boas obras e cujas virtudes eram reconhecidas. Muitos judeis e pessoas de outras nações tornaram-se seus discípulos. Pilatos o condenou a ser crucificado e morto. Porém, aqueles que se tornaram seus discípulos pregaram sua doutrina. Eles afirmam que Jesus apareceu a eles três dias após a sua crucificação e que está vivo. Talvez ele fosse o Messias previsto pelos maravilhosos prognósticos dos profetas”(Josefo, “Antiguidades Judaicas” XVIII,3,2). Muito embora diversas formas deste texto em particular tenham sobrevivido nestes vinte séculos, todas elas concordam com a versão citada acima. Tal versão é considerada a mais próxima do original – reduzindo as suspeitas de adulteração do texto por mãos cristãs. Em outros lugares de sua obra, Josefo também registra a execução de São João Batista (XVIII,5,2) e o martírio de São Tiago o Justo (XX,9,1), referindo-se a este como “o irmão de Jesus que era chamado Cristo”. Deve-se notar que o emprego do verbo “ser” no passado, na expressão “Jesus que ERA chamado Cristo” testemunha contra uma possível adulteração cristã já que um cristão certamente escreveria “Jesus que É chamado Cristo”. Uma outra fonte judaica, o Talmude, faz algumas referência históricas a Jesus. De acordo com o Dicionário da American Heritage, o Talmude é “a coleção de antigos escritos rabínicos que consiste da Mishná e da Gemara, e que constitui a base da autoridade religiosa para o Judaísmo tradicional”. Ainda que não faça referência explícita ao nome de Jesus, os rabinos identificam a pessoa em questão com Jesus. Essas referências a Jesus não são simpáticas nem a Ele nem à sua Igreja. Esses escritos também foram preservados através dos séculos pelos judeus, de maneira que os cristão não podem ser acusados de terem adulterado o texto. O Talmude registra os milagres de Jesus; não é feita nenhuma tentativa de negá-los, mas relaciona-os como frutos de artes mágicas do Egito. Também sua crucificação é datada como tendo “ocorrido na véspera da Festa da Páscoa”, em concordância com os evangelhos (Luc 22,1ss; Jo 19,31ss). Também de forma semelhante ao evangelho (Mat 27,51), o Talmude registra a ocorrência do terremoto e o véu do templo que se dividiu em dois durante a morte de Jesus. Josefo, em sua obra “A Guerra Judaica” também confirma esses eventos. No início do séc. II, os romanos começaram a escrever sobre os cristãos e Jesus. Plínio o Moço, procônsul na Ásia Menor, em 111 dC escreveu em uma carta dirigida ao imperador Trajano: “…[os cristãos] têm como hábito reunir-se em uma dia fixo, antes do nascer do sol, e dirigir palavras a Cristo como se este fosse um deus; eles mesmos fazem um juramento, de não cometer qualquer crime, nem cometer roubo ou saque, ou adultério, nem quebrar sua palavra, e nem negar um depósito quando exigido. Após fazerem isto, despedem-se e se encontram novamente para a refeição…”(Plínio, Epístola 97). Uma atenção especial deve ser dada à frase “a Cristo como se este fosse um deus”; trata-se de um testemunho secular primitivo atestando a crença na divindade de Cristo (Jo 20,28; Fil 2,6). Também é interessante comparar esta passagem com At 20,7-11, que é uma narração bíblica sobre a primitiva celebração cristã do domingo.Um outro historiador romano, Tácito, respeitado pelos modernos pesquisadores por causa de sua precisão histórica, escreveu em 115 dC sobre Cristo e sua Igreja: “O fundador da seita foi Crestus, executado no tempo de Tibério pelo procurador Pôncio Pilatos. Essa superstição perniciosa, controlada por certo tempo, brotou novamente, não apenas em toda a Judéia… mas também em toda a cidade de Roma…”(Tácito, “Anais” XV,44). Mesmo desprezando a fé cristã, Tácito tratou a execução de Cristo como fato histórico, fazendo relação com eventos e líderes romanos (cf. Luc 3,1ss). Outros testemunhos seculares ao Jesus histórico incluem Suetônio em sua “Biografia de Cláudio”, Phlegan (que registrou o eclipse do sol durante a morte de Jesus) e até mesmo Celso, um filósofo pagão. Precisamos manter em mente que a maioria dessas fontes não eram apenas seculares mas também anti-cristãs. Esses autores seculares, inclusive os escritores judeus, não desejavam ou intencionavam promover o Cristianismo. Eles não tinham motivação alguma para distorcer seus registros em favor do Cristianismo. Plínio realmente punia os cristãos pela sua fé. Se Jesus fosse um simples mito ou sua execução uma mentira, Tácito teria relatado tal fato; certamente, ele não teria ligado a execução de Jesus com líderes romanos. Esses escritos, portanto, apresentam Jesus como um personagem real e histórico. Negar a confiabilidade dessas fontes que citam Jesus seria negar todo o resto da história antiga. Não é intenção deste artigo provar que esses antigos escritos seculares testemunham que Jesus seja o Filho de Deus ou o Cristo. Porém, esses registros mostram que um homem virtuoso chamado Jesus viveu nesta Terra no início do séc. I dC e fundou um movimento religioso que perdura até os nossos dias. Esse Homem foi chamado de Cristo – o Messias. Os cristãos do primeiro século também O consideravam como Deus. Por fim, esses escritos suportam outros fatos encontrados na Bíblia a respeito da vida de Jesus. Logo, afirmar que Jesus nunca existiu e que sua vida é um mero mito compromete a confiabilidade de toda a história antiga. Fonte: Veritatis Splendor Tradução: Carlos Martins Nabeto #Herodes #cristão #Cristo #Cristianismo #JesusCristo #VidadeCristo #VidadeJesus #Messias #Antiguidades #Igreja #Pilatos #judeu #Davi #American #Jesus #Plínio #adultério #adulterado #Talmude
- Família! Viva e transmita a fé!
O Papa falou na Praça de São Pedro sobre a vida cristã na família. Preparava assim a sua participação no V Encontro Mundial da Família, que se celebra estes dias em Valência (Espanha). Reproduzimos também o telegrama de pêsames que enviou depois de um acidente ferroviário nessa cidade.04 de julho de 2006 Vatican Information Service (VIS) “É importante que também as famílias de hoje escutem o memorável chamado que João Paulo realizou há 25 anos na exortação apostólica “Familiaris consortio”: “Família, seja cada vez mais o que é!”. “O tema do próximo encontro de Valência – disse o Papa- é a transmissão da fé na família. É neste compromisso que se inspira o lema de minha visita apostólica a essa cidade: “Família! Viva e transmita a fé!”. “Em tantas comunidades, hoje secularizadas, o mais urgente – para os que crêem em Cristo – é renovar a fé dos adultos para que possam transmití-la às novas gerações”. “Por outro lado, o caminho da iniciação cristã das crianças e dos adolescentes pode oferecer, aos pais, a oportunidade para aproximar-se de novo da Igreja e para aprofundar na beleza e na verdade do Evangelho”. Ao saber do trágico acidente no metrô de Valência, o Papa foi à sua capela para rezar. Depois enviou uma mensagem de pêsames ao Arcebispo e às famílias das vítimas. O Santo Padre se retirou em oração para a sua capela após saber de um acidente de metrô no qual morreram várias pessoas em Valência. “A família é um organismo vivo, onde se intercambiam dons reciprocamente”. O importante é que nunca falte a Palavra de Deus, que mantém viva a chama da fé. Com um gesto muito significativo -explicou o Santo Padre -, durante o rito do Batismo o pai ou o padrinho acendem uma vela no grande círio pascal, símbolo de Cristo ressuscitado e depois o celebrante, dirigindo-se aos familiares, diz: “Cuidai de que este menino, iluminado por Cristo, viva sempre como filho da luz”. “Para que este gesto, que abarca todo o sentido da transmissão da fé na família, seja autêntico – concluiu Bento XVI-, tem que estar precedido e acompanhado pelo compromisso dos pais de aprofundar no conhecimento da própria fé, reavivando a chama com a oração e a prática assídua dos sacramentos da Confissão e da Eucaristia”. ORAÇÃO PELO ACIDENTE EM VALÊNCIA O Papa Bento XVI enviou uma mensagem ao arcebispo de Valência, Mons. Agustín García-Gasco, na qual transmite suas condolências às vítimas do acidente no metrô da cidade. A mensagem, remitida pelo Pontífice através da Secretaria de Estado do Vaticano, diz textualmente o seguinte: “Ao conhecer com profundo pesar a triste notícia do acidente no metrô de Valência, que deixou tantas famílias de luto, ofereço sufrágios pelo eterno descanso dos falecidos e peço ao Senhor que conceda consolo e serenidade a quem chora a perda de seus entes queridos. Assim mesmo, rogo a Vossa Excelência que transmita meus mais sentidos pêsames aos familiares das vítimas e expresse os sentimentos de minha paterna proximidade espiritual aos numerosos feridos, ao mesmo tempo em que envio a todos, com afeto, a confortante Bênção Apostólica como sinal de fé e esperança em Cristo ressuscitado. Bento PP. XVI”. Fonte: Opus Dei #celebra #cristã #Cristo #Ressuscitado #Mundial #acidente #Padre #Pedro #família #Santo #Apostólica #transmissão #Paulo #adultos #participação #Bento #Arcebispo
- Dom Castagna adverte argentinos de que substituir Deus é fechar-se para o progresso
BUENOS AIRES, 11 Jul. 06 (ACI) .- O Arcebispo de Corrientes, Dom Domingo Castagna, chamou os argentinos a agradecer ao Pai pelo dom de uma pátria livre”, ao mesmo tempo em que advertiu que negar Deus de maneira terminante e irrefletida é fechar “as portas para o progresso e o encontro com a verdade“. “Sem Deus o universo não tem sentido. Supor que tudo se deve ao azar constitui um verdadeiro contra-senso intelectual. A fé traz a segurança de que Deus é o sentido de todas as coisas e, obviamente, do homem e de sua história. Quando se substitui Deus, com uma negativa teimosa e irrefletida, produz-se o pessimismo existencial que fecha as portas para o progresso e o encontro com a verdade”, expressou o Prelado durante a Missa dominical, no dia do aniversário pátrio. Dom Castagna afirmou que “nossas origens cristãs nos dão a convicção de que Deus decidiu manifestar-se em Cristo”. Acrescentou que obter o amor solidário e fraterno na Argentina implica “excluir de nossos corações o ódio, que nos envolve perigosamente em táticas vingativas e que nos impede o passo para uma autêntica justiça, reparadora do bem comum e da paz verdadeira”. O Arcebispo também agradeceu “os exemplos de abnegação” e de espírito patriótico que “reaparecem em diversas e críticas circunstâncias”, porque “sem dúvida a Pátria é filha de homens e mulheres que amam o povo até renunciar a interesses pessoais e de setor“. Nesse sentido pediu manter a “qualidade moral e espiritual” dos que construíram a Argentina, porque do contrário “continuarão se produzindo as quedas mais lamentáveis, às quais não pudemos nem devemos nos acostumar”. Depor ódios e procurar a unidade Por sua vez, o Arcebispo de Mercedes-Luján, Dom Rubén Di Monte, chamou a não cansar-se de trabalhar pela grandeza e soberania da Argentina, e a não perder a paz, a depor ódios e procurar a unidade. Igual pedido fez o Arcebispo de Tucumán, Dom Luis Villalba, que expressou que diante dos “graves fenômenos de imoralidade”, deve-se retornar aos mandamentos de Deus, para “construir a casa, que é nosso país, sobre rocha firme e não sobre areia movediça”. “Os dez mandamentos são uma espécie de bússola para a consciência. Antes de ser escritos em tábuas de pedra, os dez mandamentos foram gravados por Deus na consciência e no coração do homem. Os dez mandamentos destacam os deveres essenciais e os direitos fundamentais inerentes à natureza humana”, explicou. #Verdade #Deus #advertiu #Amor #verdadeiro #adverte #Arcebispo
- Conclusões do Congresso Teológico-Pastoral sobre a Família
«A família está submetida a uma crise sem precedentes» VALÊNCIA, terça-feira, 11 de julho de 2006 (ZENIT.org).- «A família está submetida a uma crise sem precedentes», afirmam as conclusões do Congresso Teológico-Pastoral sobre a transmissão da fé em família, no contexto do V Encontro Mundial das Famílias. Com a leitura de um documento de oito páginas de conclusões, o cardeal Alfonso López Trujillo, presidente do Pontifício Conselho para a Família, encerrou sexta-feira passada este encontro que convocou em Valência cerca de dez mil pessoas. «O Congresso manifestou a existência na cultura contemporânea de uma situação paradoxal a respeito da família. Adverte-se sua importância, mas as grandes mudanças sociais, os avanços tecnológicos, os movimentos migratórios e as profundas mudanças culturais levam a uma mudança de civilização, o que requer homens formados para enfrentar estas mudanças», afirmam as conclusões provisórias deste Congresso. «Observa-se por sua vez que a família está submetida a uma crise sem precedentes na história. As razões encontram-se sobretudo nos fatores culturais e ideológicos. A mentalidade corrente tende a eliminar os valores. A ação persistente de um laicismo de raiz niilista e relativista leva a um modo de viver individualista», acrescenta o documento conclusivo. O Congresso denunciou com vigor «essa pressão ideológica convidando a tomar consciência da importância da família e contribuir a seu desenvolvimento». Os assistentes expressaram também sua «profunda alegria» porque este Congresso foi uma manifestação de riqueza, espiritualidade e vida». O Congresso reconhecer que «alguns dos valores que imperam em diversos países, sobretudo nos mais desenvolvidos, estão em contradição com os que facilitam a compreensão cristã da família». «Impõe-se –acrescenta o documento– o princípio de autonomia que leva ao consumismo, relativismo e subjetivismo, ignorando princípios transcendentais. Nessa mentalidade se apóia a crítica ao matrimônio que tenta substituí-lo com uniões livres». O Congresso chamou «as famílias cristãs a serem conscientes da importante missão que lhes cabe em serviço da Igreja e de toda a humanidade». Uma parte das conclusões foi dedicada aos problemas atuais e desafios à família nos campos da legislação civil, justiça social, economia, bioética e demografia. Quanto à transmissão da fé, o Congresso afirmou que «a família tem sido sempre lugar privilegiado, a unidade básica para a transmissão da fé». O Congresso assinalou a aparição de numerosas novas iniciativas para a difusão da fé: centros especiais de formação familiar, cursos de preparação ao matrimônio, centros de espiritualidade matrimonial, retiros especializados, cursos para pais, e outros. Também as dioceses criaram comissões para a família. Adverte-se a presença de uma preocupação constante por melhorar os conteúdos catequéticos relativos à família. Por último, o Congresso reconheceu o papel fundamental da educação e da disciplina de Religião, assim como a importância das associações de pais. #Espiritualidade #matrimônio #civilização #Conselho #importância #família #Pastoral #Congresso #Trujillo #alegria #Laicismo #adverte #Pontifício
- Quem foi Constantino?
02 de abril de 2006 Juan Chapa Flavius Valerius Aurelius Constantinus (272-337), conhecido como Constantino I ou Constantino o Grande, foi imperador do Império Romano do ano 306 a 337. Na História, passou como o primeiro imperador cristão. Era filho de um oficial grego, Constâncio Cloro, que no ano 305 foi nomeado Augusto, em vez de Galério, e de uma mulher que tornou-se santa, Helena. Ao morrer Constâncio Cloro em 306, Constantino é aclamado imperador pelas tropas locais, em meio a uma difícil situação política, agravada pelas tensões com o antigo imperador Maximiano e seu filho Magêncio. Constantino derrotou primeiro Maximiano em 310 e logo depois Magêncio, na batalha de Ponte Mívio, em 28 de outubro de 312. Uma tradição afirma que Constantino antes dessa batalha teve uma visão. Olhando o sol, que era venerado pelos pagãos, viu uma cruz e ordenou a seus soldados que pusessem nos escudos o monograma de Cristo (as duas primeiras letras do nome grego sobrepostas). Embora continuasse praticando ritos pagãos, desde essa vitória mostrou-se favorável aos cristãos. Sendo Licínio o Imperador no oriente, promulgou o chamado “edito de Milão” (ver pergunta seguinte) favorecendo a liberdade de culto. Mais tarde os dois imperadores se enfrentaram e no ano 324 Constantino derrotou Licínio e se converteu no único Augusto do império. Constantino levou a cabo numerosas reformas de tipo administrativo, militar e econômico, porém destacou-se mais nas disposições político-religiosas, sobretudo nas que encaminhariam a cristianização do império. Promoveu estruturas adequadas para conservar a unidade da Igreja, preservar a unidade do estado e legitimar sua configuração monárquica, sem excluir outras motivações religiosas de tipo pessoal. Ao lado dessas disposições administrativas eclesiásticas, tomou medidas contra heresias e cismas. Para defender a unidade da Igreja, lutou contra o cisma causado pelos donatistas no norte da África e convocou o Concílio de Nicéia (ver pergunta: O que aconteceu no Concílio de Nicéia?) para resolver a controvérsia trinitária originada por Ário. Em 330 mudou a capital do império de Roma para Bizâncio, que chamou Constantinopla, o que supôs uma ruptura com a tradição, apesar de querer enfatizar o aspecto de capital cristã. Como então ocorria com freqüência, somente foi batizado pouco antes de morrer. Quem o batizou foi Eusébio de Nicomédia, bispo de tendência ariana. Entre as falhas de seu mandato — comuns no tempo em que viveu — não se podem negar, por exemplo, as referentes ao seu caráter caprichoso e violento; nem se pode negar também que tenha dado liberdade à Igreja e favorecido a sua unidade. Mas não é historicamente certo que, para consegui-lo, Constantino determinasse entre outras coisas o número de livros que devia ter a Bíblia. Nesse extenso processo que terminou muito mais tarde, os quatro evangelhos eram desde há muito tempo os únicos que a Igreja reconhecia como verdadeiros. Os outros “evangelhos” não foram suprimidos por Constantino, pois já tinham sido proscritos como heréticos dezenas de anos antes. BIBLIOGRAFIA: DE LA TOREE FERNÁNDEZ, J. e GARCÍA Y GARCÍA, A. “Constantino I, el Grande” in Gran Enciclopedia Rialp vol. VI ( 2ª ed.), Rialp, Madrid, pp. 309-312. FORLIN PATRUCO, M. “Constantino I” in Diccionario Patrístico y de la Antigüedad Cristiana (ed. Por A. di Berardino), Sígueme, Salamanca 1991, pp. 475-477. ADOLFI, A. Costantino tra paganesimo e cristianesimo, Laterza, Bari, 1976. Fonte: Opus Dei #cristão #Constantinus #Magêncio #Maximiano #imperador #Cloro #história #Nicéia #liberdade #Aurelius #Licínio #Grande #Flavius #Valerius #batalha #Galério #Constantino #Tradição #grego #Igreja #Constâncio #Helena #Romano #Concílio #império
- Como se explicam os milagres de Jesus?
02 de abril de 2006 Juan Chapa Entre as acusações mais antigas de judeus e pagãos contra Jesus está a de ser um ilusionista, um mágico. No século II, Orígenes contesta as imputações de magia que faz Celso a respeito do Mestre de Nazaré e daquelas a que se referem São Justino, Arnóbio e Lactâncio. Também, algumas tradições judáicas que remontam ao século II contêm acusações de feitiçaria. Em todos estes casos, não se afirma que ele não existiu nem que não realizou prodígios, mas que os motivos que o levaram a realizar estas coisas foram a busca de vantagens e de fama pessoais. Destas afirmações se depreende a existência histórica de Jesus e sua fama de taumaturgo, tal como mostram os evangelhos.Por isso, hoje em dia, entre as provasos dados que se apresentam como confirmadas confirmados sobre a vida de Jesus consta o fato de que realizou exorcismos e curas. Não obstante, em relação a outras personagens da época, conhecidas por realizar prodígios, Jesus é único.Distingue-se pelo grande número de milagres que realizou e pelo sentido que lhes deu, completamente diferente dos prodígios que puderam realizar algumas dessas personagens (se é que realmente os realizaram). O número de milagres atribuídos aos outros taumaturgos é bastante reduzido, enquanto que nos evangelhos temos 19 relatos de milagres em Mt; 18 em Mc; 20em Lc e 8 em Jo; além disso, há referências nos evangelhos sinóticos e em João a muitos outros milagres que Jesus realizou (cf Mc 1,32-34; 3,7-12; 6,53-56; Jo 20,30). O sentido também é diferente de qualquer outro taumaturgo: Jesus fez milagres que implicavam comprometiam os favorecidos no reconhecimento da bondade de Deus e numa mudança de vida. Sua resistência em realizá-los demonstra que não buscava a sua própria exaltação ou fama. Daí que tenham um significado especial. Os milagres de Jesus são compreendidos no contexto do anúncio do Reino de Deus: “Mas se é pelo Espírito de Deus que eu expulsos demônios, então o Reino de Deus já chegou a vós” (Mt 12,28). Jesus inaugura o Reino de Deus e os milagres são uma chamada a uma adesão pessoal a Deus.Isto é fundamental e característico nos milagres que Jesus realizou. Reino e milagres são realidades inseparáveis. Os milagres de Jesus não eram fruto de técnicas (como um médico) ou da atuação de demônios ou anjos (como um mago), mas o resultado do poder sobrenatural do Espírito de Deus. Portanto, Jesus fez milagres para confirmar que o Reino estava presente n’Ele, anunciar a derrota definitiva de Satanás e aumentar a fé em sua Pessoa. Não podem ser explicados como prodígios assombrosos mas e sim como atuações do próprio Deus, com um significado mais profundo que o próprio feito prodigioso.Os milagres sobre a Natureza são sinais de que o poder divino que atua em Jesus se esntende para muito além do mundo humano e se manifesta como poder de domínio também sobre as forças da natureza.Os milagres de cura e os exorcismos são sinais de que Jesus manifestou seu poder de salvar o homem do mal que ameaça a sua alma. Uns e outros são sinais de outras realidades espirituais: as curas do corpo – a libertação da escravidão da enfermidade – significam a cura da alma da escravidão do pecado; o poder de expulsar o demônio indica a vitória de Cristo sobre o mal; a multiplicação dos pães faz referência ao dom da Eucaristia; a tempestade acalmada é um convite para confiar em Cristo nos momentos tempestuosos e difíceis; a ressurreição de Lázaro anuncia que Cristo é a própria ressurreição e é a figura da ressurreição final, etc. BIBLIOGRAFIA Catecismo de la Iglesia Católica, nn. 541-550. BALAGUER, v. (ed), Comprender los evangelios, Eunsa, Pamplona 2005 LATOURELLE, R. Milagros de Jesús y teología del milagro, Sígueme, Salamanca 1990 (2ª ed.) Fonte: Opus Dei #Nazaré #Cristo #Lactâncio #JesusCristo #taumaturgo #Judeus #depreende #Mestre #Espírito #mágico #Arnóbio #ilusionista #Chapa #escravidão #Milagres #Alma #Orígenes #Jesus #século #Justino #Celso #Ressurreição #feitiçaria
- Papa celebra Eucaristia com o «Santo Graal»
Como João Paulo II em 1982 VALÊNCIA, domingo, 9 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Com um gesto sumamente significativo, Bento XVI celebrou a missa conclusiva do Encontro Mundial das Famílias, com a participação de mais de um milhão de pessoas, com o Santo Cálice, considerado o cálice que Jesus utilizou na Última Ceia. O também chamado «Santo Graal» havia sido transladado na madrugada à Cidade das Artes e das Ciências de Valência, onde o Papa presidiu a missa, pelo decano da Catedral de Valência, João Pérez Navarro. A relíquia, uma das mais antigas da cristandade documentada desde os primeiros séculos pelos historiadores, foi transladada em um veículo da Polícia local, escoltado por unidades motorizadas, segundo informa AVAN, agência de informação da arquidiocese de Valência. João Paulo II já empregou a relíquia para a consagração quando visitou Valência em 8 de novembro de 1982, na missa de ordenação sacerdotal de 141 jovens diáconos, que presidiu no Passeio da Alameda. Segundo as investigações realizadas por diferentes historiadores, recolhidas por AVAN, foi o próprio São Pedro que levou de Jerusalém a Antioquia, e depois a Roma, o cálice utilizado por Jesus Cristo em sua última ceia antes de sua paixão e morte. O Santo Graal foi utilizado desde então por 23 papas até a perseguição imperial contra os cristãos no ano 258, quando o papa Sisto II, antes de ser martirizado, ordenou enviar a relíquia a Huesca, custodiada pelo diácono Lorenzo. Diversas paragens e igrejas de Aragão foram cenários da passagem do Santo Cálice, como a gruta de Yebra, São Pedro de Siresa, São Adrián de Sasabe, Santa Maria de Sasabe, São Pedro da Sede Real de Balio, a própria Catedral de Jaca, até chegar no ano 1071 ao mosteiro de Huesca de São João da Pena. Em 1399, o rei Martín I levou a relíquia ao Palácio da Aljafería em Zaragoza, onde permaneceu 20 anos até que, depois de uma breve estadia em Barcelona, foi levada ao Palácio Real de Valência no ano 1424, por ordem de Alfonso o Magnânimo, que agradecia assim a Valência por sua ajuda nas lutas mediterrâneas. Finalmente, em 1437, o Santo Cálice foi entregue como doação ao cabido da Catedral de Valência. [Mais informação em Sentido do Santo Cálice da Última Ceia, que o Papa venerará em Valência] #Chamado #relíquia #Pedro #Santo #celebrou #Ceia #Paulo #Palácio #Ciências #Jesus #Huesca #Famílias #Cálice
- Pregador do Papa adverte ante tentação de não reconhecer Jesus que passa
Comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap., sobre a liturgia do próximo domingoROMA, sexta-feira, 7 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap. — pregador da Casa Pontifícia — sobre a liturgia do próximo domingo, XIV do tempo comum. * * * Saiu dali e viu sua pátria XIV Domingo do tempo comum (B) Ezequiel 1, 13-15-2, 23-25; 2 Coríntios 12, 7-10; Marcos 6, 1-6 Quando já se havia tornado popular e famoso por seus milagres e seu ensinamento, Jesus voltou um dia ao seu lugar de origem, Nazaré e, como de costume, se pôs a ensinar na sinagoga. Mas dessa vez não suscitou nenhum entusiasmo, nenhum hosana! Mais do que escutar o que dizia e julgá-lo segundo isso, as pessoas se puseram a fazer considerações alheias: «De onde tirou esta sabedoria? Não estudou; nós o conhecemos bem; é o carpinteiro, o filho de Maria!». «E se escandalizavam dEle», ou seja, encontravam um obstáculo para acreditar nEle no fato de que o conheciam bem. Jesus comentou amargamente: «Um profeta só em sua pátria, entre seus parentes e em sua casa carece de prestígio». Esta frase se converteu em provérbio na forma abreviada: Nemo propheta in pátria, ninguém é profeta em sua terra. Mas isso é só uma curiosidade. A passagem evangélica nos lança também uma advertência implícita que podemos resumir assim: cuidado para não cometer o mesmo erro que cometeram os nazarenos! Em certo sentido, Jesus volta a sua pátria cada vez que seu Evangelho é anunciado nos países que foram, em um tempo, o berço do cristianismo. Nossa Itália, e em geral a Europa, são, para o cristianismo, o que Nazaré era para Jesus: «o lugar onde foi criado» (o cristianismo nasceu na Ásia, mas cresceu na Europa, um pouco como Jesus havia nascido em Belém, mas foi criado em Nazaré!). Hoje correm o mesmo risco que os nazarenos: não reconhecer Jesus: A carta constitucional da nova Europa unida não é o único lugar do qual Ele é atualmente «expulso»… O episódio do Evangelho nos ensina algo importante. Jesus nos deixa livres, propõe, não impõe seus dons. Aquele dia, ante a rejeição de seus conterrâneos, Jesus não se abandonou a ameaças e invectivas. Não disse, indignado, como se conta que fez Publio Escipión, o africano, deixando Roma: «Ingrata pátria, não terás meus ossos!». Simplesmente foi para outro lugar. Uma vez não foi recebido em certo povoado; os discípulos lhe propuseram fazer baixar fogo do céu, mas Jesus se virou e os repreendeu (Lc 9, 54). Assim também hoje. «Deus é tímido». Tem muito mais respeito pela nossa liberdade do que temos nós mesmos uns dos outros. Isso cria uma grande responsabilidade. Santo Agostinho dizia: «Tenho medo de Jesus que passa» (Timeo Jesum transeuntem). Poderia, com efeito, passar sem que eu percebesse, passar sem que eu esteja disposto a acolhê-lo. Sua passagem é sempre uma passagem de graça. Marcos disse sinteticamente que, tendo chegado a Nazaré no sábado, Jesus «se pôs a ensinar na sinagoga». Mas o Evangelho de Lucas especifica também o que ensinou e o que disse naquele sábado. Disse que havia vindo «para anunciar aos pobres a Boa Nova, para proclamar a liberdade aos cativos e a vista aos cegos; para dar a liberdade aos oprimidos e proclamar um ano de graça do Senhor» (Lucas 4, 18-19). O que Jesus proclama na sinagoga de Nazaré era, portanto, o primeiro jubileu cristão da história, o primeiro grande «ano de graça», do qual todos os jubileus e «anos santos» são uma comemoração. #RanieroCantalamessa #Nazaré #sinagoga #africano #Evangelho #Pregador #Lucas #profeta #advertência #Marcos #liberdade #Cantalamessa #passagem #graça #acreditar #Raniero #Jesus #adverte #Agostinho
- Difundir o Evangelho no Mundo de Hoje
Bispo Gerald F. Kicanas Nós pensamos frequentemente que as questões e problemas que enfrentamos nos tornam únicos. Colocá-los em perspectiva, questionando-nos se outros no passado terão também sido desafiados por eles, ajuda-nos. No que diz respeito à difusão do Evangelho, o Senhor Jesus identificou desde o início os problemas que estavam e estarão sempre na base do desafio que enfrentam os comunicadores Cristãos. A Parábola do Semeador Ele fê-lo na parábola do semeador e na sua explicação, que encontramos no oitavo capítulo do evangelho de S. Lucas (também em Mt. 13.1-23 e Mc.4.1-20). Aí Jesus fala aos seus apóstolos de um semeador que deixa cair algumas sementes pelo caminho que são pisadas e comidas pelos pássaros. Outras caem em terreno rochoso e secam por não criarem raízes. Algumas caem no meio de espinhos e são abafadas. Finalmente algumas das sementes caem em solo fértil e dão fruto abundante. Quando os apóstolos pedem a Jesus para explicar esta parábola, Ele diz-lhes que a semente é a palavra de Deus. As que caem no caminho representam todos aqueles cujos corações o diabo consegue que esqueçam o que ouviram, ignorando a mensagem de Deus e não conseguindo a salvação. As que caem em solo rochoso são as pessoas cuja fé é superficial e que perante uma dificuldade, depressa lhes falta a coragem e perdem essa fé. As sementes caídas no meio dos espinhos são aquelas pessoas que são seduzidas pelos prazeres mundanos e cujo coração é sufocado pela ambição e pelo desejo de riqueza. Finalmente as sementes que caem em solo fértil são aqueles que escutam a Palavra de Deus com “um coração bom e generoso e dão fruto através da perseverança.” A exemplo da sua própria pregação, Jesus ensina-nos que há muitos adversários da Palavra de Deus e que nem todas as pessoas a aceitarão com generosidade. Meios de Comunicação de Massas Aplicando esta parábola aos nossos tempos, temos de ter em conta que Jesus não falou nem poderia falar dos imensos novos poderes aplicados ao próprio acto de comunicar. Jesus falou no máximo a alguns milhares de pessoas de uma só vez. Se estivesse nos tempos de hoje poderia falar ao mundo inteiro. Tal como o Papa João Paulo II apontou na sua Encíclica Redemptoris Missio de 1990, o desenvolvimento dos meios de comunicação social tem influído mais do que o modo como a informação é comunicada. O Santo Padre falou da “nova cultura” criada pelas comunicações modernas que “tem origem não só no conteúdo que é comunicado, mas no próprio facto de existirem novas formas de comunicação, com novas linguagens, novas técnicas e uma nova psicologia.” Assim enfrentamos uma nova situação na comunicação da mensagem do evangelho que resulta dos meios que agora existem para comunicar qualquer informação e – igualmente importante – qualquer desinformação, quase generalizadamente e em simultâneo. Contribuíram assim para um forte sentimento da parte das pessoas do direito de serem informados, o que é bom. No entanto, a própria informação massificada disponível torna difícil discernir com critério. Duas tentações contrárias surgem como resultado – ou o cepticismo acerca de toda a informação ou a aceitação incondicional e sem espírito crítico. Esta última atitude pode ser observada nas reacções a O Código Da Vinci. Um Desafio Ampliado Assim, os desafios que Jesus identificou estão ampliados por meio das comunicações em massa. Olhemos para eles de novo. O mal que se opõe ao bem, simplesmente porque é o bem, permanece um mistério para a maioria das pessoas, mas o problema existe. Isso ficou bem evidente nas ditaduras comunistas em todo o mundo que fizeram uso dos meios de comunicação de massas para enganar os seus povos. Essas tiranias pisavam a Palavra de Deus, identificando o Evangelho como um inimigo particular que tinha de ser exterminado ou pelo menos controlado. Nas notícias do dia a dia, somos lembrados constantemente de presença do mal entre nós – tanto o mal social como o mal pessoal. Ele despoja algumas pessoas da sua humanidade e faz com que outras que assistem aos seus efeitos percam a esperança em Deus e na própria raça humana. É nestas situações que a esperança inspirada pelo Evangelho precisa de ser especialmente comunicada. A massa de informação disponível hoje em dia é um incentivo adicional para que os “cristãos superficiais”, cuja fé é frágil, experimentem algo diferente se o Cristianismo não lhes oferece satisfação imediata ou funciona como um obstáculo às suas preferências pessoais. Se Mateus, Marcos, Lucas ou João não “servem”, então tentem O Código Da Vinci. E a Igreja poderá ter a sua quota de responsabilidade pela superficialidade dos nossos tempos. O Papa João Paulo II aponta para o facto na Redemptoris Missio, dizendo que a Igreja terá negligenciado o mundo dos meios de comunicação de massas numa altura, “em que a juventude, em particular, está a crescer num mundo condicionado” por eles. O Santo Padre acrescenta que o juízo do Papa Paulo VI de que “a cisão entre o Evangelho e a cultura é sem dúvida a tragédia dos nosso tempo” é confirmado na área das comunicações. E ainda temos os “espinhos” que são tanto as ansiedades como os prazeres da vida diária. Nós podemos ficar enredados no imediatismo e encontrar pouca disponibilidade de tempo para ouvir mensagens sobre o nosso destino eterno. Uma vez mais os meios de comunicação de massas têm sido instrumentais em dirigir a nossa atenção somente para as realidades terrenas. Por um lado aumentam a nossa ansiedade com notícias instantâneas de todo o mundo e por outro ajudam a anestesiar essa ansiedade com as suas ofertas de divertimento e acesso a cada vez mais sedutores bens de consumo. Sendo algo de bom por si próprio, estas coisas tornam-se más se substituem o Evangelho nas nossas vidas. Será que estes meios de comunicação ajudam as sementes que caíram em solo fértil a produzir abundante fruto? Certamente que sim, se dermos testemunho com uma generosa resposta para auxiliar as vítimas de desastres naturais em todo o globo cujo sofrimento não seria tão vivamente e rapidamente conhecido sem esses meios. Jesus identificou os desafios que enfrentaremos sempre para comunicar o Evangelho. A genialidade humana inventou meios que podem ao mesmo tempo ajudar e intervir com essa comunicação. É tarefa da Igreja fazer uso deles e ajudar para que sejam usados para serviço do bem. Fonte: Jesus Decoded #coração #Evangelho #comunicação #Deus #Lucas #Redemptoris #semeador #Padre #comunicar #Missio #parábola #Jesus #mensagem
- O Celibato de Jesus
O conceito teológico de um clero celibatário é baseado na crença da Igreja de que o modelo de celibato é o próprio Cristo. Alguns têm argumentado que o celibato voluntário era desconhecido entre os homens judeus do tempo de Jesus. Embora pudesse ser pouco comum, não era de todo desconhecido. Não será provável que João Baptista tenha sido casado, e provas quase contemporâneas indicam que pelo menos alguns membros da comunidade Judaica dos Essénios eram celibatários. Outra prova indirecta do estado celibatário de Jesus são as suas próprias palavras acerca dos que se mantém célibes. Depois de rejeitar o divórcio tal com era aceite na Lei de Moisés, os seus discípulos dizem-lhe que “será melhor não casar” (Mt.19:10). Jesus fala então daqueles incapazes de casar “porque nasceram assim do ventre de sua mãe” de outros “a quem os homens fizeram tais” e ainda daqueles que “renunciaram ao casamento por causa do reino dos céus. Quem puder compreender isto, compreenda”( Mt.19:12). São Paulo, que escreve aos Coríntios, “Imitem-me, como eu imito Cristo”( 1 Cor.11:1); e também escreve, “Digo isto aos solteiros e às viúvas: é bom ficarem como estão, tal como eu, mas se não conseguirem controlar-se deverão casar-se, pois é melhor casarem-se do que abrasarem-se”( 1 Cor7:8-9). Este chamamento ao celibato não diminui a importância do casamento. O Matrimónio, tal como a Ordem, é um sacramento, um dos sete sinais indeléveis através dos quais Cristo manifesta a sua presença permanente na Sua Igreja. No casamento, a relação espiritual e física entre marido e mulher torna-se um símbolo sagrado do amor de Cristo pela Igreja. (Efésios 5:25-33). Fonte: Jesus Decoded #Cristo #celibato #Clero #divórcio #casamento #casar #Baptista #teológico #Judaica #Igreja #João #Amor #crença #Jesus
- "Casamento" homossexual rejeitado nas Filipinas com emenda constitucional
MADRI, 07 Jul. 06 (ACI) .- Depois de uma sentença que permitiu que um transexual se casasse, apresentou-se uma emenda constitucional no Congresso de Filipinas para evitar que através de novas ações judiciais se aprove o “casamento” homossexual no país. Segundo Análise Digital, a proposta legislativa, apresentada pelo senador Rodolfo Biazon, busca evitar que os juizes terminem por dar carta branca às uniões homossexuais e rebater a sentença que permite aos transexuais se casarem como pessoas do sexo oposto do que nasceram. “Estas ações judiciais além de ir contra às leis de Deus e às leis da natureza, vão contra ao matrimônio e o interesse geral da sociedade”, anotou Biazon. A iniciativa do congresso é apoiada pela Conferência Episcopal Filipina e outros congressistas e senadores. #Rodolfo #Episcopal #sentença #Deus #Filipinas #proposta #matrimônio #Conferência #homossexual #sociedade #casamento #Congresso #emenda
- João Paulo II, Papa da família e da vida, segundo cardeal Stanislaw Dziwisz
O antigo secretário de Karol Wojtyla em Valência VALÊNCIA, sexta-feira, 7 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Uma grande ovação saudou o cardeal Stanislaw Dziwisz, arcebispo de Cracóvia e fiel secretário de João Paulo II durante décadas, no começo e ao final de sua intervenção sobre «João Paulo II, o Papa da família e da vida», no Congresso Teológico-Pastoral que se celebra em Valência, Espanha. «Tendo em conta a história de sua vida sacerdotal, João Paulo II pode ser definido como um dos maiores pastores da família na história da Igreja Católica do século XX e começo do XXI», disse o cardeal Dziwisz. «Todo o seu pensamento teológico-filosófico — revelou –, como seu serviço pastoral à família e à vida, não teve seu começo com sua eleição ao Primado de Pedro, mas foi amadurecendo ao longo de sua vida e de seu serviço pastoral como sacerdote, bispo e, por fim, como Papa.» O cardeal Dziwisz assinalou que «a primeira característica» do trabalho pastoral do Papa Karol Wojtyla com a família foi «a profunda reflexão que sempre acompanhava o que ele realizava, propunha ou aconselhava às pessoas que, como sacerdote, tratava. Graças a isso, em sua atividade nunca prevaleceu o caos». Não era um «ativista», no mau sentido da palavra, declarou. O palestrante assinalou as linhas fundamentais da pastoral familiar do cardeal Karol Wojtyla. Em primeiro lugar contar com a participação dos leigos. Em segundo lugar, não se dirigir exclusivamente a um grupo determinado de pessoas escolhidas. Em terceiro, deve desenvolver-se com adequados instrumentos, inclusive programas de estudos teórico-práticos na matéria. E, por último tudo isso deve manifestar claramente sua relação com a fé e a moral cristã. Para João Paulo II, disse o cardeal, «a principal atividade na pastoral familiar é a oração», como pôs de manifesto em sua Carta às Filipinas. Destacou que Karol Wojtyla «sempre pensou que a pastoral familiar é um campo enorme e, portanto, sempre é possível realizá-la ainda que não se conte com meios para isso. Somente é necessário ter certa sensibilidade e clara convicção com relação ao importante papel que a família ocupa na Igreja: é o caminho da Igreja». «Karol Wojtyla estava certo de que o modelo de família depende da educação que os jovens receberem. Por este motivo, dedicou muito tempo à pastoral com a juventude. Explicava-lhes que o matrimônio não é questão de casualidade, mas é uma real» e «fundamental vocação à santidade», recordou o cardeal Dziwisz. Buscando apoiar o matrimônio e a família, o palestrante sublinhou que João Paulo II desde o início de seu pontificado começou a pôr em andamento o Pontifício Conselho para a Família. Entre os problemas que o afetavam de forma especial, recordou, estava «a questão da anticoncepção e do triste pecado, que clama ao céu, do infanticídio, ou seja, o aborto». Recordar os títulos de suas catequeses, disse o palestrante, dá a entender que «João Paulo II foi o grande apóstolo da vida na família. Serviu a estes valores com toda a sua inteligência e com todas as suas forças». Durante toda a intervenção do cardeal Dziwisz, pôde-se observar a atenção e a simpatia com que os congressistas seguiram as palavras testemunhais do secretário de João Paulo II, sublinhadas por um grande aplauso final em pé de todos os assistentes. #Intervenção #Valência #Karol #Stanislaw #Dziwisz #matrimônio #Palestra #KarolWojtyla #Pastoral #Wojtyla #Congresso #secretário #sacerdote #teológico #Igreja #Cracóvia #Cardeal
- «Na Espanha, quem diz que matrimônio é entre homem e mulher está à margem da lei»
Intervenção do secretário da Conferência Episcopal Espanhola em Valência VALÊNCIA, sexta-feira, 7 de julho de 2006 (ZENIT.org).- O secretário da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), o Pe. Juan Antonio Martínez Camino, S.I., manifestou que a aprovação da lei que equipara os matrimônios com as uniões de homossexuais na Espanha fez com que «quem diz que o matrimônio é a união entre homem e mulher não esteja protegido pela lei», mas «à margem» dela. Martínez Camino, que participou nesta sexta-feira da Feira Valência no Congresso dos Filhos do V Encontro Mundial das Famílias, afirmou que a legislação espanhola atual sobre o matrimônio «é injusta», já que «está feita só para uns poucos», que conseguiram que «o matrimônio não seja hoje contemplado pela lei». De fato, o secretário da CEE assegurou, segundo recolhe a agência AVAN, que «na Espanha se desfez juridicamente o matrimônio», já que com a modificação do Código Civil desapareceram os termos pai e mãe ou esposo e esposa. Este tipo de leis, «que são sectárias e que não são para todos, não favorecem a liberdade verdadeira nem o exercício da liberdade religiosa contemplada na Constituição». Por isso, qualificou de «inaudita» a atual legislação na Espanha. «Isso não acontece em nenhum país da Europa», lamentou Martínez Camino, que acrescentou que «em outros países se equiparou o matrimônio à união entre casais do mesmo sexo, mas não se desfez o matrimônio, como sucedeu na Espanha.» Em sua intervenção, centralizada na liberdade religiosa e na transmissão da fé, o secretário da CEE também se referiu à legislação em matéria educativa na Espanha. «A disciplina de Educação para a Cidadania, que vai ser obrigatória para todos os centros em todos os níveis de educação, vai ensinar que o matrimônio não é a união entre homem e mulher», precisou. Também, na mesma disciplina «se vai pedir às crianças, aos oito anos, que façam opção sexual, que digam se são homens ou mulheres ou qual vai ser sua orientação sexual». Para Martínez Camino, «se essa disciplina for obrigatória, será imposta uma concepção moral da vida humana aos filhos, ainda que os pais não a compartilhem» e, com isso, «será violado o direito à liberdade religiosa reconhecido pela Constituição». Isso gerará «dificuldades para transmitir a fé, mas não será um impedimento, porque nós estamos aqui para isso». «Ninguém impedirá os cristãos, nem os pais, nem os professores, de falar de Cristo», concluiu. #mulher #Intervenção #Homem #Valência #Episcopal #Constituição #União #legislação #matrimônio #Educação #Conferência #liberdade #Espanha #obrigatória #Congresso #secretário #Espanhola
- A Divindade de Jesus
Os Evangelhos atestam a divindade de Jesus. A Igreja, depois de examinar todas as coisas, com todo o rigor que lhe é peculiar, não tem dúvida de nos apresentar os Evangelhos como rigorosamente históricos. A Constituição apostólica Dei Verbum, do Vaticano II, diz: “A santa Mãe Igreja, segundo a fé apostólica, tem como sagrados e canônicos os livros completos tanto do Antigo como do Novo Testamento, com todas as suas partes, porque, escritos sob a inspiração do Espírito Santo, eles têm Deus como Autor e nesta sua qualidade foram confiados à Igreja” (DV,11). O Catecismo da Igreja afirma com toda a segurança: “A Igreja defende firmemente que os quatro Evangelhos, cuja historicidade afirma sem exitação, transmitem fielmente aquilo que Jesus, Filho de Deus, ao viver entre os homens, realmente fez e ensinou para a eterna salvação deles, até ao dia que foi elevado” (n° 126). Jesus impressionava as multidões por ser Deus, “ensinava como quem tinha autoridade e não como os escribas” (Mt. 7,29). Ele provou ser Deus; isto é, Senhor de tudo, onipotente, oniciente, onipresente: andou sobre as águas sem afundar (Mt 14,26), multiplicou os pães (Mt 15,36), curou leprosos (Mt 8,3), dominou a tempestade (Mt 8,26), expulsou os demônios (Mt. 8,32), curou os paralíticos (Mt 8,6), ressuscitou a filha de Jairo (Mt 9,25), o filho da viúva de Naim, chamou Lázaro do túmulo, já em estado de putrefação (Jo11, 43″44), transfigurou-se diante de Pedro, Tiago e João, no Monte Tabor (Mt 17,2) e ressuscitou triunfante dos mortos (Mt 28,6)… Os Evangelhos narram 37 grandes milagres de Jesus, sem contar os que não foram escritos. Provou que era Deus! Só Deus pode fazer essas obras! É por isso que São Paulo disse que: “Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Col 2,9). “Ele é a imagem do Deus invisível” (Col 1,15). S.Pedro diz, como testemunha: “Vimos a sua majestade com nossos próprios olhos” (2 Pe 1,16). Alguém poderia perguntar, mas quem pode provar a autenticidade dos Evangelhos? Pois bem, a crítica Racionalista dos últimos séculos empreendeu com grande ardor o estudo crítico dos Evangelhos, com a sede maldosa de destruí”los. A que conclusão chegaram esses racionalistas materialistas que empreenderam, com o mais profundo rigor da Ciência, cujo deus era a Razão, a análise sobre a autenticidade histórica dos Evangelhos? Empregando os “métodos das citações”, “das traduções”, “o método polêmico”, e outros, tentando desmascarar a “farsa” dos Evangelhos, chegaram à conclusão exatamente oposta a seus desejos e, por coerência científica, tiveram que afirmar como Renan, racionalista da França, na sua obra Vie de Jesus: “Em suma, admito como autênticos os quatro Evangelhos canônicos”. Harnack, racionalista alemão, foi obrigado a afirmar: “O caráter absolutamente único dos Evangelhos é, hoje em dia, universalmente reconhecido pela crítica” (Jesus Cristo é Deus ? José Antonio de Laburu, ed. Loyola, pág. 55). Streeter, grande crítico inglês afirmou que: “Os Evangelhos são, pela análise crítica, os que detém a mais privilegiada posição que existe”( idem). Os mais exigentes críticos do século XIX, Hort e Westcott, foram obrigados a afirmar: “As sete oitavas partes do conteúdo verbal do Novo Testamento não admitem dúvida alguma. A última parte consiste, preliminarmente, em modificações na ordem das palavras ou em variantes sem significação. De fato, as variantes que atingem a substância do texto são tão poucas, que podem ser avaliadas em menos da milésima parte do texto” (idem pág. 56). Finalmente os racionalistas tiveram que reconhecer a veracidade histórica, científica, dos Evangelhos: “Trabalhamos 50 anos febrilmente para extrair pedras da cantaria que sirvam de pedestal à Igreja Católica?” (ibidem). Enfim, os inimigos da fé, quiseram destruir os Evangelhos, e acabaram reconhecendo”os como os Livros mais autênticos, segundo a própria crítica racionalista. Santa Teresinha, doutora da Igreja, dizia: “É acima de tudo o Evangelho que me ocupa durante as minhas orações; nele encontro tudo que me é necessário para a minha pobre alma. Descubro nele sempre novas luzes, sentidos escondidos e misteriosos”. DO Livro: Escola da Fé IV (no prelo) do Prof. Felipe de Aquino Fonte: http://www.cleofas.com.br/ #DivindadedeJesus #Evangelhos #bibliasagrada #Racionalista #Deus #Testamento #bíbliavivaonline #Verbo #Pedro #SantíssimaTrindade #Filho #FilhodeDeus #Apostólica #NovoTestamento #VerbodeDeus #Trindade #Igreja #Alma #autenticidade #Divindade #EspíritoSanto #Jesus #alemão
- O Protestantismo e a lavagem cerebral
Para entender o método didático que é usado em muitas seitas e também pelos protestantes, temos que entender bem o que é “lavagem cerebral”. A lavagem cerebral, também dita “Estupro da Mente” ou “Reeducação Ideológica” professa em três etapas diferentes: 1) Colapso forçado ou “Descondicionamento”: Trata-se de romper os laços do indivíduo com seu passado ou de apagar tudo o que possa prender ao seu berço e as suas origens. 2) Submissão e identificação: Depois do colapso, estimula-se a simpatia da vítima com o pastor, o missionário etc. Este aparece como o seu grande benfeitor e libertador, que o emancipa de um passado tenebroso e lhe oferece a oportunidade de levar uma vida nova e autêntica. A vítima passa a adotar o modo de pensar e agir do mesmo; torna-se um aparelho pronto para funcionar segundo os desejos do seu manipulador. 3) Recondicionamento: Explorando a situação, o Reeducador “Reconstrói” a mente da vítima segundo a ideologia que ele professa. O homem assim “Reeducado” ou “Robotizado” se torna incapaz de distinguir seu modo de pensar original das concepções que lhe são impostas. Podemos dizer ainda que a programação do indivíduo incutida por muitos grupos consiste em enviar sugestões à mente dos seus adeptos de maneira constante, até aniquilar a capacidade de pensar dessas pessoas; apagam em suas vítimas a faculdade de discernir, tornam-lhes impossível as livres opções. As técnicas desses grupos religiosos são semelhantes às da juventude de Hitler e às dos Chineses dados à reeducação. Não podemos esquecer que a lavagem cerebral explora certos instintos espontâneos do psiquismo humano, canalizando-os na direção do objetivo visado. Assim: A) O instinto de conservação. A fim de conservar a sua própria existência, a vítima pode ceder a táticas totalmente estranhas à sua educação de berço. B) O instinto gregário. O senso social do ser humano é um valor, já que ninguém se realiza senão na sociedade. Todavia esse senso pode ser distorcido na direção da gregariedade, ou seja, de seguir o grupo incondicionalmente ou de agrupar-se de maneira cega para não parecer diferente. C) Instinto de predomínio. Há no ser humano uma tendência inata a dominar e comandar em posições de prestígio. Ora, essa tendência também é explorada pelos agentes da lavagem cerebral, que sabem desenvolvê-la como uma forma de condicionamento. D) Conflitos emocionais. O processo de “reeducação” também excita os brios do “reeducando”, convencendo-o de que cometeu culpas graves… Esta convicção leva a vítima a aviltar-se, castigar-se e aceitar a condenação; aqueles que condenam, vêm a ser os seus “verdadeiros amigos e mestres”. Além de explorar instintos naturais da pessoa humana, os agentes da lavagem cerebral recorrem a táticas que amedrontam, e a seu modo, condicionam a vítima. O pesquisador Italiano Michele C. Del RE realizou longos e aprofundados estudo. Em seu livro, põe em evidência as suas peculiaridades. Uma nota freqüente desse percurso é o uso de táticas de coação (sob rótulos piedosos) para fazer adeptos. A sociedade de hoje talvez não tenha noção exata de quanto esse procedimento está em voga. O livro apresenta numerosos casos de lavagem cerebral exercidos nos novos movimentos religiosos. O Protestantismo no Brasil Distingue-se, na multidão de denominações protestantes, o conjunto das igrejas ditas “históricas”, fundadas no século XVI (Luteranismo, Calvinismo, Anglicanismo…) e o grande número de correntes oriundas nos séculos XIX E XX (Mórmons Testemunhas de Jeová, e pentecostais diversos). Aquelas são mais tranqüilas, ao passo que estas são fortemente proselitistas e fanáticas. No Brasil, porém, observa que o protestantismo, em geral, em que se vai tornando popular, se torna cada vez mais agressivo em relação à Igreja Católica. Existe até um plano de estratégicas dito “Amanhecer” para tornar a América Latina um Continente Protestante dentro de poucos anos. Há a tentativa de tomar de assaltos as comunidades Católicas e seus membros incaucos; para tanto, são utilizados procedimentos semelhantes aos que caracterizam a lavagem cerebral “ideológica e a doutrinação sectária” , procedimentos atrás expostos. Com efeito, registra-se: 1) Forte campanha para desarraigar os Católicos das suas origens religiosas, levando-os a romper os vínculos com sua comunidade. Esta etapa compreende violentas campanhas de difamação do Catolicismo, campanhas de teor superficial, às vezes com base em mentiras, calúnias, notícias imprecisas… Tem-se a impressão de que os arautos do protestantismo repetem “chavões” sem saber justificar o que dizem; chavões interessam porque são agressivos, não porque sejam verídicos. Assim o Católico aprende a perder o amor á Santa Igreja Católica, a única que Cristo fundou. 2) Ao mesmo tempo os pregadores protestantes se apresentam como autênticos mestres, os únicos que conhecem a Bíblia e a podem explicar, São os “libertadores” da população Católica. As explicações da Bíblia que eles oferecem, são freqüentemente primárias, subjetivas, muito distante do sentido do texto Sagrado, que foi originariamente escrito em Hebraico, Aramaico ou Grego, e não em Português ou Inglês. Assim pretendem ganhar a simpatia e a amizade dos Católicos. Tocam fibras sentimentais e afetivas muito mais do que a inteligência, a lógica, a veracidade… Não raro cativam pela assistência que prestam no campo da saúde, da economia, do emprego…, atitudes estas que não raro atenuam ou apagam o senso crítico da pessoa beneficiada. 3) Aos poucos vai se modelando uma “reeducação” do crente, muito mais afetiva do que intelectual baseada em preconceitos não fundamentados. Certas palavras assumem enorme capacidade de impressionar e marcar… a veneração ( que maldosamente é dita “adoração” ) de imagens, Mariolatria, Papolatria… A desprogramação do crente fanático é muito difícil por causa dos preconceitos que lhes foram incutidos. Acontecem, porém, casos em que as pessoas verificam ser vítimas de abusos e manipulações e reagem, se conservam um pouco de senso crítico. As vezes, porém o esgotamento físico e moral dos crentes é tal que se deixam subjugar indefinidamente pelos seu “pastores carismáticos”; querem “acreditar” nestes mestres, porque não sabem mais em quem ou em que acreditar. Tal é a situação em que se vê a sociedade, no Brasil, do ponto de vista religioso. É uma alerta muito veemente aos fiéis Católicos para que tomem consciência do significado da verdade da fé, estudem o seu Credo (para tanto servirá, de modo excelente, o Catecismo da Igreja Católica) e procurem viver generosamente a sua vocação Cristã dentro da única Igreja que Jesus fundou e entregou a Pedro e seus sucessores. Autor: Jaime Francisco de Moura Fonte: Veritatis Splendor #lavagem #método #veneração #Lavagemcerebral #américalatina #Submissão #seitas #alerta #Vítima #acreditar #estupro #Amor #adoração #Protestantismo #Jesus #América
- Anúncio incansável do Evangelho é resposta a secularização e relativismo, diz o Papa
VATICANO, 06 Jul. 06 (ACI) .- Ao receber hoje aos prelados da Conferência Episcopal daCroácia, o Papa Bento XVI ressaltou a importância da afirmação do direito à vida e o respeito à liberdade religiosa na construção da Europa, reiterando ao mesmo tempo a necessidade de anunciar incansavelmente os valores evangélicos para rebater a secularização e o relativismo de hoje. Em seu discurso ante os bispos que acabam de realizar sua visita “ad limina”, o Santo Padre afirmou que para rebater a secularização e o relativismo “é necessário um anúncio incansável dos valores evangélicos” e os animou a “não ter medo de indicar aos fiéis o que ensina o Evangelho, colocando-os em guarda diante de tudo quanto é contrário a ele, para que suas comunidades sejam um estímulo para toda a sociedade na busca do bem comum e na atenção aos mais necessitados”. Depois de manifestar sua alegria pelos frutos em várias iniciativas pastorais dos prelados, o Pontífice salientou o desejo da Croácia de entrar na União Européia, assinalando que isso significará “uma contribuição de sua própria cultura e tradições, na busca compartilhada da verdade plena sobre o ser humano“. Sobre esta verdade é “essencial que se construa a casa comum européia”, cujo fundamento é a afirmação do direito à vida e o respeito à liberdade religiosa, apontou Bento XVI. “Sobre estes valores é possível achar o consenso também dos que não aderem à Igreja Católica, mas aceitam a voz da razão, sensível aos ditados da lei natural”, adicionou. Mais adiante, o Bispo de Roma lamentou a persistência no país balcânico das conseqüências do recente conflito, cujos efeitos negativos se refletem não só na economia, mas também no ânimo dos habitantes. Assim, pediu aos bispos ser sempre “anunciadores de reconciliação e agentes de paz” que alentem aos cidadãos croatas “no caminho da reconciliação cristã”, pois “o perdão libera sobre tudo a quem tem o valor de concedê-lo“. Por último, Bento XVI pediu aos bispos que fossem “generosos no serviço à Igreja e ao povo, seguindo atentamente a formação dos sacerdotes e as vocações sacerdotais, a guia das comunidades religiosas e os movimentos, a promoção das famílias e a presença dos católicos na vida pública e nos meios de comunicação. #relativismo #Episcopal #Verdade #Evangelho #adlimina #Conferência #liberdade #limina #anúncio #adiante #reconciliação #Européia #construção #alegria #incansável #secularização
- «Transmissão da fé é o problema primordial da Igreja»
Disse o presidente dos bispos espanhóis no Congresso da Família VALÊNCIA, quinta-feira, 6 de julho de 2006 (ZENIT.org).- «A transmissão da fé é o problema primordial da Igreja na Espanha», afirmou Dom Ricardo Blázquez, presidente da Conferência Episcopal Espanhola, no Congresso Teológico-Pastoral sobre a Família, que se celebra em Valência, no marco do V Encontro Mundial das Famílias. O Congresso completou nesta quinta-feira sua terceira jornada em meio a uma organização eficiente, facilitada por milhares de voluntários, e uma atitude participativa, fiel e atenta das mais de seis mil pessoas que enchem a enorme sala de conferências. Dom Ricardo Blázquez abriu a jornada com uma palestra sobre «A transmissão da fé: aspectos teológicos». «Por natureza, a Igreja e cada fiel cristão, em virtude do batismo, são missionários», afirmou ao início Dom Blázquez, que dividiu sua palestra em três partes: O Evangelho, aquilo que desejamos transmitir; A Igreja recebe, conserva e transmite o Evangelho; Maria e a Igreja, a serviço da Palavra. «Este dinamismo de Evangelho recebido, conservado e anunciado — acrescentou — é vital para a Igreja; por isso, quando a corrente viva de recepção e transmissão se debilita seriamente, surgem profundas inquietudes. Por isso, é compreensível que vozes autorizadas nos recordem que “a transmissão da fé é a primeira tarefa e o problema primordial da Igreja na Espanha”». Em sua intervenção, Dom Blázquez foi muito crítico frente às tentativas manipuladoras de confundir os fiéis com notícias como a do evangelho apócrifo de Judas, cuja existência se conhecia desde o século II e portanto não é nenhuma novidade. Onde encontramos o Jesus autêntico? — perguntou-se o palestrante, para responder que «Jesus confiou seu Evangelho só à Igreja. O Jesus vivo se encontra na Igreja existente ao longo da história e atualmente viva; só ela está em conexão ininterrupta com Jesus Cristo, a quem reconhece como Filho de Deus e Salvador, em quem crê, e a quem ama, segue e anuncia». E concluiu afirmando que «sem Maria, não poderá surgir Jesus, Luz do mundo, em cada geração e em cada homem». #cristão #Episcopal #Evangelho #encontro #Mundial #Fé #Maria #Palestra #Conferência #família #Pastoral #Congresso #teológico #transmissão #Igreja #Jesus #Famílias
- Livro sobre as mensagens dos últimos pontífices aos avós
Cáritas, a rede Crescendo e Vida Ascendente publicam «O Papa e os idosos» VALÊNCIA, quinta-feira, 6 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Caritas Espanhola, a rede Crescendo e o movimento Vida Ascendente apresentaram esta quinta-feira o livro «O Papa e os idosos», no qual se recolhem as mensagens dirigidas por Bento XVI, João Paulo II e Paulo VI às pessoas de mais idade. O volume foi apresentado durante a Feira Internacional das Famílias, que se celebra no recinto ferial valenciano dentro do V Encontro Mundial das Famílias. A obra, editada por Cáritas Espanhola, pretende contribuir «para a defesa da dignidade» dos idosos e sensibilizar sobre a «necessidade de promover um envelhecimento cristão e humano», segundo assinalou Concha Guillén, diretora de Cáritas Diocesana de Valência, que apresentou o livro junto a Santiago Serrano, presidente nacional de Vida Ascendente, e José Maria Scals, presidente de Crescendo em Valência. Segundo recolhe a agência AVAN, os três apresentadores coincidiram em lamentar que na atualidade «prima a visão economista, na qual a pessoa que não produz não conta». Contudo, os mais velhos «têm muito que contribuir e transmitir na sociedade, em colaboração com a Igreja», apontaram. Por sua parte, o embaixador da Colômbia ante a Santa Sé e ante a Soberana Ordem de Malta, Guillermo León Escobar, afirmou que os avós são «a principal fonte de evangelização dos jovens». Durante a inauguração, nesta quarta-feira, do Congresso dos Avós que se celebra na Feira Valência, dentro do V Encontro Mundial das Famílias, Escobar assegurou que a proximidade dos avós aos netos agrega sempre «seu cúmulo de experiências e de sabedoria». O embaixador também destacou o papel «fundamental» dos idosos na educação dos jovens. #cristão #livro #Cáritas #dignidade #Ascendente #diocesana #Famílias
- Educar os jovens na fé
Há alguns dias, na Basílica de São João de Latrão, catedral de Roma, Bento XVI falou sobre o tema: “A alegria da fé e a educação das novas gerações”. 14 de junho de 2006 Vatican Information Service Em sua reflexão, o Papa afirmou que “educar as novas gerações na fé é uma grande e fundamental tarefa, a que toda a comunidade cristã está chamada”, e que, por ser “especialmente difícil, é mais urgente do que nunca”. “A certeza e a alegria de nos sabermos amados por Deus devem ser palpáveis e concretas para cada um de nós, sobretudo para as novas gerações que estão entrando no mundo da fé”. O Santo Padre referiu-se à importância de que as novas gerações experimentem que a Igreja “é como um grupo de amigos no qual pode-se confiar realmente, que está próximo de nós em todos os momentos e circunstâncias da vida, (…) que jamais nos abandonará, nem sequer na hora da morte, porque leva consigo a promessa da eternidade”. Os jovens e os adolescentes, continuou, “devem ser libertados do preconceito que se está difundindo de que o cristianismo, com os seus mandamentos e as suas proibições, põe muitos obstáculos à alegria do amor; de modo particular, impede que o homem e a mulher gozem com plenitude daquela felicidade que encontram no amor recíproco. (…) Os dez mandamentos não são um conjunto de “não”, mas um grande “sim” ao amor e à vida. O amor humano precisa ser purificado, amadurecer e ir mais além de si mesmo: somente assim pode ser totalmente humano e tornar-se o começo de uma alegria duradoura e verdadeira, para responder à exigência de eternidade que leva dentro de si, à qual não pode renunciar sem trair-se. Esse é o motivo substancial pelo qual o amor entre o homem e a mulher realiza-se plenamente somente no matrimônio”. Bento XVI sublinhou que o tema da verdade “deve ocupar um espaço central”. Com a fé, disse, “acolhemos e aceitamos aquela Verdade que a nossa mente não pode compreender totalmente e não pode possuir, (…) e permite-nos alcançar o Mistério em que estamos imersos e encontrar em Deus o sentido definitivo da nossa existência”. Outra dimensão da fé, continuou o Papa, “é a de confiar numa pessoa: não em qualquer pessoa, mas em Jesus Cristo”, que “preenche o nosso coração, dilata-o e enche-o de alegria, impulsiona a nossa inteligência para horizontes inexplorados, oferece à nossa liberdade seu ponto de referência decisivo, libertando-a das angústias do egoísmo e fazendo-a capaz do autêntico amor”. Mais tarde, fazendo referência ao progresso da ciência, o Papa disse que “freqüentemente apresenta-se em contraposição às afirmações da fé, provocando confusão e tornando mais difícil que a verdade cristã seja acolhida”. Nesse sentido, assinalou que “o diálogo entre a fé a razão, quando é feito com sinceridade e rigor, oferece a possibilidade de perceber de forma eficaz e convincente o caráter racional da fé em Deus – não em qualquer Deus, mas no Deus que foi revelado por Jesus Cristo – e, além do mais, mostra que em Jesus Cristo encontra-se o cumprimento de todas as autênticas aspirações humanas”. Depois de ressaltar que, além da experiência da fé, “existe um espaço privilegiado em que se realiza esse encontro de forma direta (…): a oração”, o Papa pediu a toda a Igreja de Roma, particularmente às almas consagradas, que sejam “assíduas na oração” e que adorem “a Cristo vivo na Eucaristia, enamorando-se cada vez mais d’Ele, que é o nosso irmão e amigo verdadeiro, o Esposo da Igreja, o Deus fiel e misericordioso que nos amou primeiro. Dessa maneira, os jovens estarão preparados e disponíveis para acolher o seu chamado, se os quiser totalmente para Ele, no sacerdócio ou na vida consagrada”. “Na medida em que nos alimentamos de Cristo e nos enamoramos dŽEle – finalizou -, sentiremos o estímulo de levá-Lo a outros: a alegria da fé não a podemos guardar só para nós, mas devemos transmiti-la. Isso é especialmente necessário e urgente perante o esquecimento tão estranho que hoje há de Deus, em tantas e tão amplas partes do mundo, e de certa forma também aqui em Roma. Fonte: Opus Dei #mulher #Latrão #Cristo #Homem #acolhida #SantoPadre #plenitude #Fé #Deus #acolher #Educação #Jovens #Basílica #educar #VaticanInformationService #Igreja #Amor #alegria #Jesus
- Ler em voz alta e escutar música com filhos ajuda entendimento familiar
Proposta surgida do Congresso Teológico-Pastoral das Famílias VALÊNCIA, quarta-feira, 5 de julho de 2006 (ZENIT.org).- O presidente do Instituto Teológico Internacional para os Estudos sobre o Matrimônio e a Família em Gaming (Áustria), Michael Waldstein, propôs nesta quarta-feira aos pais de família ler em voz alta e escutar música com seus filhos como elementos educativos frente a «uma indústria do entretenimento» que «ataca as paixões mais imaturas» dos menores, «sobretudo as eróticas e a ira». Waldstein, que pronunciou uma palestra no Congresso Teológico-Pastoral que se celebra na Feira Valência até a próxima sexta-feira, dentro do V Encontro Mundial das Famílias (EMF), sugeriu «não abandonar a educação das crianças à televisão, ao rádio ou à música», já que podem prejudicar os menores pelos antivalores que apresentam. Desta forma, segundo informa a agência AVAN, considerou que uma das principais causas de distanciamento entre pais e filhos é a «sociedade utilitarista atual, caracterizada por dar mais importância às coisas frente às pessoas». Waldstein destacou a necessidade «de que o coração dos pais se converta ao coração dos filhos e vice-versa». Para isso, os pais devem dedicar tempo à educação e formação de seus filhos, considerando que «o tempo é vida», concepção contrária «à premissa utilitarista “tempo é dinheiro”». O especialista austríaco também explicou que as crianças são «excelentes professores para os pais», já que são «especialistas na ciência e na prática do amor, afastados das metas adultas baseadas nas estruturas de poder e interesses utilitaristas». Os filhos «podem despertar o coração dos pais ao amor», acrescentou. Desta forma, ressaltou «a necessidade urgente» de que os pais recebam uma «formação sólida na ciência e na prática da paternidade», para o que «são necessários sacerdotes, professores e catequistas». #entretenimento #Pais #Internacional #Entendimento #matrimônio #Educação #Palestra #Instituto #família #Filhos #escutar #música #ler #Pastoral #Congresso #teológico #Amor #Famílias
- Que importância têm os manuscritos do Mar Morto?
02 de abril de 2006 Santiago Ausín No ano de 1947 no Wadi Qumran, junto ao Mar Morto, apareceram, em onze diferentes cavernas, algumas jarras de barro que continham muitos documentos escritos em hebreu, aramaico e grego. Sabe-se que foram escritos entre o século II a.C. e 70 d.C., ano em que teve lugar a destruição de Jerusalém. Foram recompostos 800 escritos dentre vários milhares de fragmentos, pois quase nenhum desses documentos estava completo. Há fragmentos de todos os livros do Antigo Testamento (exceto o de Ester), de outros livros judeus não canônicos (alguns já conhecidos, outros não), e um bom número de escritos próprios de um grupo sectário de essênios, que vivia retirado no deserto. Os documentos de maior importância, sem dúvida, eram os textos da Bíblia. Até o descobrimento dos textos do Qumran, os manuscritos mais antigos que se conhecia em língua hebraica eram dos séculos IX-X d.C. Mas havia a suspeita de que neles haviam sido cortadas, acrescentadas ou modificadas palavras ou frases dos originais, consideradas incomômodas. Com os novos descobrimentos comprovou-se que os textos encontrados coincidiam com os originais, ainda que fossem de mil anos antes, e que as poucas diferenças que apresentavam coincidiam, na sua maioria, com algumas já testemunhadas pela versão grega chamada ?dos Setenta? ou pelo Pentateuco Samaritano. Outros vários documentos contribuíram para demonstrar que havia uma maneira de interpretar as Escrituras (e as normas legais) diferente da que era habitual entre os saduceus e os fariseus. Entre os textos do Qumran não há nenhum texto do Novo Testamento, nem de nenhum escrito cristão. Houve uma época em que se discutiu se algumas palavras escritas em grego, que aparecem em dois dos pequenos fragmentos de papiro encontrados, pertenceriam ou não ao Novo Testamento, mas nada foi comprovado. Quanto aos outros documentos encontrados nas cavernas, nenhum apresenta indícios de ser cristão, nem demonstra ter havido influência alguma dos textos judaicos sobre o Novo Testamento. Hoje os especialistas concordam que os documentos do Qumran não influenciaram em nada as origens do cristianismo, já que o grupo do Mar Morto era sectário, minoritário e afastado da sociedade, enquanto Jesus e os primeiros cristãos viveram imersos na sociedade judia do seu tempo e dialogavam com eles. Os documentos somente serviram para esclarecer alguns termos e expressões habituais da época, hoje difíceis de entender, e para compreender melhor o ambiente judaico tão diversificado em que nasceu o Cristianismo. Na primeira metade dos anos noventa, foram espalhados dois mitos controversos, que hoje estão bastante diluídos. Um deles afirmava que os manuscritos continham doutrinas que contradiziam o judaísmo ou o cristianismo e que, como conseqüência, o Grande Rabino e o Vaticano tinham feito um acordo para impedir sua publicação. Agora aparecem publicados todos os documentos e ficou evidente que as dificuldades de publicação não foram de ordem religiosa, mas de ordem cientifica. O outro mito teve maior repercussão por se apresentar com cunho científico: Bárbara Thierung, professora de Sidnei, e Robert Eisenman, da State University de Califórnia, publicaram vários livros nos quais comparam os documentos do Qumran com o Novo Testamento e chegam à conclusão de que ambos estão escritos em código, que aquilo que está escrito não é o que querem dizer, e que seria preciso descobrir o seu significado oculto. Baseando-se na menção de personagens cujo significado não foi possível desvendar (Mestre de Justiça, Sacerdote Ímpio, Mentiroso, Leão furioso, Procuradores das interpretações fáceis, Filhos da luz e Filhos das trevas, Casa da abominação, etc.), sugeriram que o Mestre de Justiça, fundador do grupo de Qumran, foi João Batista e seu opositor, Jesus (segundo Thierung), ou que o Mestre de Justiça teria sido Tiago e seu opositor, Paulo. Atualmente nenhum especialista admite essas afirmações. O fato de não conhecemos a significação dessa terminologia não significa que contenham algum traço de doutrinas esotéricas. Fica evidente que os contemporâneos da seita do Qumran estavam familiarizados com essas expressões e que os documentos do Mar Morto, continham doutrinas ou normas diversas das que eram mantidas pelo judaísmo oficial, e que não continham nenhum código secreto, nem escondem teorias inconfessáveis. BIBLIOGRAFIA Jean POULLY, Los manuscritos del mar muerto y la comunidad de Qumrán, Verbo divino, Estella, 1980; Florentino GARCÍA MARTÍNEZ ? Julio TREBOLLE, Los hombres de Qumrán: literatura, estructura social y concepciones religiosas, Trotta, Madrid, 1993; R. RIESNER? H. D. BETZ, Jesús, Qumrán y el Vaticano, Herder, Barcelona, 1992. Fonte: Opus Dei #cristão #Testamento #Santiago #Mestre #MarMorto #grego #Código #judaísmo #Jesus #Qumrán
- João nos ensina a confessar nossa fé sem temor, diz o Papa
VATICANO, 05 Jul. 06 (ACI) .- Ao continuar nesta quarta-feira a catequese sobre Jesus Cristo e a sucessão apostólica, o Papa Bento XVI abordou a figura do Apóstolo João, e assinalou que o discípulo amado nos ensina a confessar nossa fé sem temor. “João é sempre parte do grupo que acompanha Jesus em determinadas ocasiões”, disse o Santo Padre, “e na Igreja de Jerusalém ocupou um lugar relevante. Para Paulo é uma das ?colunas? da comunidade. “No Sinédrio ?seguiu o Pontífice? afirma: ?Não podemos deixar de falar daquilo que vimos e ouvimos?. Esta franqueza ao confessar sua fé é um convite para todos nós a confessar decididamente nossa firme adesão a Cristo, antepondo a fé a todo interesse humano”. O Papa lembrou que segundo a tradição, “João é o discípulo predileto” que “está na Último Ceia”, assim como “aos pés da Cruz ao lado da Mãe de Jesus”; e é “testemunha da presença do Ressuscitado”. Por isso, continuou explicando o Pontífice, alguns exegetas o consideram “o protótipo do discípulo de Jesus“, que deseja “fazer de cada um de nós um discípulo que vive uma amizade pessoal com Ele. Para isso, não basta segui-lo e escutá-lo exteriormente, mas viver com Ele e como Ele. Isto é possível em um contexto de grande familiaridade, impregnado do calor de uma confiança total”. Bento XVI lembrou também que “a Igreja Oriental o chama simplesmente ?o Teólogo‘, quer dizer, aquele que é capaz de falar em termos acessíveis das coisas divinas, desvelando um oculto acesso a Deus mediante a adesão a Jesus”. João, que segundo a tradição, viveu em Éfeso, “goza no Oriente de uma grande veneração e na iconografia bizantina é representado como um ancião em atitude de contemplação intensa, quase convidando ao silêncio”. “Sem recolhimento adequado não é possível aproximar-se do mistério supremo de Deus e a sua revelação”, sublinhou o Papa, que concluiu citando as palavras do patriarca ortodoxo de Constantinopla, Atenágoras ?com quem o Papa Paulo VI orou em um histórico encontro?: “João está na origem de nossa espiritualidade mais elevada. Como ele, os ?silenciosos? conhecem esse misterioso intercâmbio de corações, invocam a presença de João e seu coração se inflama”. #Sinédrio #apostolo #veneração #Padre #amado #Apostólica #catequese #Tradição #Paulo #Jerusalém #João #Jesus
- Psicólogos da Universidade Católica de Valência ajudam vítimas do acidente de metrô
VALÊNCIA, terça-feira, 4 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Uma equipe de psicólogos especialistas em intervenções em catástrofes, pertencentes à Universidade Católica de Valência «São Vicente Mártir» (UCV) e à «Associação Viktor E. Frankl», criada em Valência para o apoio emocional ante a morte, iniciou a atenção às vítimas do acidente registrado ontem no metrô de Valência, no qual morreram 41 pessoas. Segundo explicou à agência AVAN um dos psicólogos da equipe, Francisco Gallego, coordenador da Clínica Universitária de Psicologia da UCV, que trata casos de terapia na dor, «os familiares e amigos das pessoas falecidas precisam de uma presença serena e sensata que os ajude a sentir-se apoiados nestes momentos tão intensos, nos quais só compartilhando-o se pode suportar a dor». O apoio deve permitir às vítimas «esvaziar e expressar todas suas emoções e que não se sintam sós em nenhum momento», segundo Gallego que advertiu que «mais que receber conselhos, os afetados devem sentir-se escutados». Desta forma, «se deve controlar que os familiares e alegados afetados não descuidem suas necessidades básicas como se alimentar e beber água, e ajudá-los em suas tarefas domésticas fundamentais, como o cuidado dos filhos». De igual forma, a psiquiatra Marisa Cirbán, da Associação «Viktor E. Frankl», assegurou que depois das atuações das autoridades ante a catástrofe, «é necessário o apoio psicológico após o choque emocional». Para isso, a especialista recomenda «buscar a ajuda de um profissional, transcorridas as quatro primeiras semanas após a catástrofe». A Clínica Universitária de Psicologia da UCV, composta por 19 psicólogos, engloba uma unidade de dor, especializada em «apoio a pessoas que perderam seus entes queridos de forma repentina», segundo Gallego. Atualmente, tanto a «Associação Viktor E. Frankl» como a clínica universitária da UCV se encontram colaborando junto aos serviços de proteção civil, no apoio aos familiares das vítimas, assim como no apoio «às pessoas não falecidas no acidente, mas que por ter visto a morte tão de perto, sofrem sintomas de estresse pós-traumático». Nestes momentos, os profissionais da clínica universitária da UCV trabalham apoiando os familiares e achegados de um dos alunos da Universidade Católica de Valência, falecido ontem no acidente. Tanto a «Associação Viktor E. Frankl» como a clínica universitária da UCV colocaram-se à disposição de todos os afetados que oferecem em suas sedes construídas, respectivamente, na rua Dom Juan de Áustria, 34, e no campus de Valencia-Santa Úrsula, na rua Guillem de Castro, 94. Desta forma, habilitaram os telefones (+34) 96 3 51 01 13 e 96 363 74 12. #Psicólogos #Valência #Frankl #Vítimas #Universitária #acidente #Clínica #UniversidadeCatólica #emocional #morreram #Viktor #advertiu #universidade #catástrofe #Gallego #Psicologia #coordenador
- Papa canonizará quatro novos santos no dia 15 de outubro
CIDADE DO VATICANO, domingo, 2 de julho de 2006 (ZENIT.org).- No domingo 15 de outubro, Bento XVI canonizará quatro novos santos. A decisão foi tomada no consistório ordinário público para a canonização de beatos que Bento XVI presidiu neste sábado, na Sala do Consistório, no Palácio Apostólico do Vaticano. Os quatro novos santos serão os beatos: –Rafael Guízar Valencia, bispo mexicano de Veracruz (1878-1938), que se converterá no primeiro bispo santo nascido na América Latina. –Filippo Smaldone (1848-1923), sacerdote de Nápoles, fundador da congregação das Religiosas Salesianas dos Sagrados Corações. –Rosa Venerini (1656-1728), originária de Vieterbo (Itália), fundadora da Congregação dedicada à educação das Mestras Pias Venerini. –Theodore Guérin (Anne-Thérèse), religiosa francesa (1798-1856), que fundou nos Estados Unidos, país no qual faleceu, a congregação das Religiosas da Providência de Saint Mary of the Woods. #serão #convertera #presidiu #sábado #canonizará #Sala #Sagrados #Congregação #Educação #canonização #CIDADE #américalatina #originária #julho #XVI #outubro #Itália #Papa #Guízar #público #Pias #zenit #Venerini #Salesianas #Religiosas #Mestras #foi #Corações #Santos #rosavenerini #sacerdote #Decisão #Veracruz #primeiro #Filippo #consistório #fundador #Latina #mexicano #fundadora #Apostólico #Palácio #Bispo #Nápoles #neste #Vaticano #saintmaryofthewoods #Smaldone #org #filipposmaldone #Theodore #nascido #Vieterbo #América #quatro #Bento #ordinário
- Um ano do falecimento de S.S. Papa João Paulo II
Dois de abril de 2006, um ano do falecimento de S. S. Papa João Paulo II. Neste domingo, dois de abril de 2006, o Apostolado Veritatis Splendor relembra, com esta humilde homenagem, a morte de S. S. Papa João Paulo II, que governou a Santa Madre Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo por quase 27 anos, o 3º mais longo pontificado da história da Igreja, superado apenas pelo Apóstolo São Pedro, Sumo Pontífice por 31 anos, e do Bem-Aventurado Pio IX, com 31 anos e 8 meses. Suplicamos a Nosso Senhor Jesus Cristo, por intercessão da Bem-Aventurada Sempre Virgem Maria, que lhe conceda o descanso eterno. Nesta ocasião, os membros do Veritatis Splendor renovam seus votos de vassalagem a Sua Santidade o Bem-Aventurado Papa Bento XVI, 265º Pontífice regente da Igreja a se sentar na Cátedra de São Pedro, ?o doce Cristo na terra?, conforme as palavras de Santa Catarina de Siena, Doutora da Igreja. Clique aqui e copie no seu computador o arquivo mp3 com a oração da Salve Regina (Salve Rainha em Latim), cantada pelo Papa João Paulo II durante a Oração do Santo Rosário em Roma. Acompanhe com a letra abaixo: Salve, Regina, Mater misericordiæ, vita, dulcedo et spes nostra salve! Ad te clamamus, exsules filii Evæ. Ad te suspiramus gementes et flentes in hac lacrimarum valle. Eia ergo, advocata nostra, illos tuos misericordes oculos ad nos converte. Et Jesum, benedictum fructum ventris tui, nobis post hoc exsilium, ostende. O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria! Ora pro nobis, sancta Dei Genitrix, ut digni efficiamur promissionibus Christi. Amen Abaixo algumas fotos: Selo lançado na Europa em Homenagem a S. S. Papa João Paulo II. O pequeno ?Lolek?, ou ?Carlinhos? como era chamado por seus pais, aos nove anos de idade, quando ficara órfão. ?Introíbo ad altare Dei. Ad Deum qui Leatíficat Juventútem meam.? (Ordo Missae) ?Adentrar-me-ei ao altar do Senhor, ao Deus que é alegria da minha juventude? Assim como S. S. Papa Bento XVI e vários católicos (vide o caso de São Maximiliano Kolbe) foram perseguidos na Alemanha nazista. O jovem polonês Karol Wojtyla estudou às escondidas do regime comunista para ser ordenado Padre. Frase: ?Aprendi que um jovem cristão deixa de ser jovem, e há muito não é cristão, quando se deixa seduzir por doutrinas ou ideologias que pregam o ódio e a violência? Aprendi que um jovem começa perigosamente a envelhecer, quando se deixa enganar pelo princípio fácil e cômodo de que ?o fim justifica os meios?, quando passa a acreditar que a única esperança para melhorar a sociedade está em promover a luta e o ódio entre grupos sociais, na utopia de uma sociedade sem classes, que se revela bem cedo na criação de novas classes.? (S. S. Papa João Paulo II, em 1980) ?Deixai vir a mim os pequequinos e não os impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se lhes assemelham?. (Mc 10,14) Junto ao amigo e ?braço direito?, o então Cardeal Ratzinger, atual Papa Bento XVI. Sua Eminência Reverendíssima Cardeal Josef Ratzinger, à época Prefeito da Sagrada Congreção para a Doutrina Fé reverencia o Santo Padre. Descanse em Paz João de Deus. Autor: Rogério Amaral Silva #PapaJoãoPauloII #oclemens #homenagem #Regina #cristão #Cristo #dulcis #Salve #AIS #PapaBentoXVI #Deus #Amaral #Santa #Falecimento #Veritatis #virgem #JesusCristo #Alemanha #Splendor #Senhor #joãopaulo #JoãoPauloII #Padre #SantaCatarina #Apostolado #virgomaria #Pedro #spapa #Fotos #Papa #selo #SãoPedro #doisdeabril #acreditar #pontífice #reginasalve #descansoeterno #VeritatisSplendor #Madre #juventude #Igreja #salveregina #Ratzinger #alegria #SalveRainha #Jesus #morte #nestedomingo
- Pai Nosso
Pai Nosso,que estais no céu, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém. #quemnos #vontade #Deus #vossa #Santificado #Reino #cadadia #seja #PaiNosso #Ofensas #tentação #hoje #Pão #Jesus #nome #assim #Pai
- Convenção de Católicos da Ásia-Pacífico nos Estados Unidos discute imigração
WASHINGTON, domingo, 2 de julho de 2006 (ZENIT.org–El Observador).- Pela primeira vez na história, leva-se a cabo até a segunda-feira 3 de julho uma Convenção Nacional dos Católicos da Ásia-Pacífico nos Estados Unidos. Sob o título de «Harmonia na Fé», a reunião será celebrada na cidade de Alexandria, Estado de Virginia, e reúne pastores, religiosos e líderes leigos, assim como trabalhadores sociais, diretores diocesanos e educadores dos Estados Unidos descendentes ou com vínculos com os países da Ásia e do Pacífico. O encontro multicultural e multiétnico inclui celebrações litúrgicas com elementos próprios das culturas asiáticas e do Pacífico, assim como uma intensa discussão sobre a relação entre os Estados Unidos e Ásia-Pacífico, em particular, sobre a reforma migratória e o tráfico de seres humanos. A convocatória correu a cargo da Organização Nacional de Católicos da Ásia-Pacífico, em vinculação com a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, através do Escritório de Serviço aos Migrantes e Refugiados, que é parte da Pastoral para a Cidade dos Migrantes e Refugiados dos bispos americanos. O bispo auxiliar de Orange, Dom Dominic M. Luong, o primeiro bispo vietnamita-americano, disse que se trata de uma «reunião histórica que oferece a oportunidade de enriquecimento à Igreja e aos católicos de afirmar e estreitar laços e celebrar os dons da comunidade da Ásia-Pacífico, assim como de construir as direções futuras do ministério com os católicos da região», residentes nos Estados Unidos. Durante o encontro se celebram liturgias em indonésio, japonês, tongano, coreano, chinês, paquistanês, hindu, vietnamita e cambojano. #discussão #católicos #Convenção #Alexandria #história #Conferência #Refugiados #Pastoral #bispos #Harmonia
- «O valor de uma pessoa não depende dos outros»
Entrevista com a teóloga Jutta Burggraf PAMPLONA, domingo, 2 de julho de 2006 (ZENIT.org).- A teóloga alemã Jutta Burggraf recorda que o valor de cada pessoa não depende da aceitação ou rejeição dos demais. Ela o explica em seu novo livro, «Liberdade vivida com a força da fé», editado em Madri por Edições Rialp. Jutta Burggraf é professora de teologia dogmática na Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra e escreveu sobre o feminismo, ecumenismo e Santa Teresa d?Ávila. –Seu livro se titula «Liberdade vivida». Há liberdades não vividas? –Burggraf: Todos nós, homens, nascemos como originais, mas às vezes nos limitamos a ser nada mais que umas cópias iguais. Então, não correspondemos ao chamado pessoal e único que recebemos ao entrar neste mundo: «Sê tu mesmo. Sê como Deus te sonhou desde sempre». Cada homem pode oferecer muitas surpresas, agregar pensamentos novos, soluções originais, atuações únicas. É capaz de viver sua própria vida, e de ser fonte de inspiração e apoio para os demais. Se uma pessoa não utiliza suas pernas para caminhar, nós a consideramos «estranha» ou provavelmente doente; mas se não usa seu entendimento para pensar, nem sua vontade para decidir, quase não nos damos conta de seu estado perigoso, porque estamos acostumados a não viver à altura de nossas melhores possibilidades; com freqüência, não realizamos a capacidade mais rica e profunda que temos: nossa liberdade. Com efeito, ninguém deve converter-se em um «autômato», sem rosto nem originalidade. Às vezes, convém recobrar o olhar da criança, para abrir-nos à própria novidade — e a cada pessoa –, e assim descobrir o desafio que encerra cada situação. O mundo será o que nós fizermos dele. Ao menos nossa vida é o que fazemos dela. –A que se refere concretamente quando alude ao mundo «sutilmente tiranizante» no qual nos coube viver? –Burggraf: Em nossas sociedades há «correntes de ouro». Reina a tirania das massas e dos costumes. Não é difícil descobrir uma poderosa corrente coletivista que tende a despojar-nos dos mais recôndito de nosso ser, com o fim de igualar e massificar os homens, se não todos, pelo menos os que pertencem a um determinado partido, a uma associação concreta, uma comunidade, um site ou um clube de golfe. Está na moda cantar ao uníssono, vestir-se com a mesma roupa, recorrer aos mesmos argumentos pré-fabricados, com as mesmas palavras, o mesmo olhar e inclusive o mesmo sorriso. Há pessoas que nem se dão conta de suas correntes. Acomodam-se ao espírito que lhes parece óbvio. Mas o que elas sentem, pensam ou dizem não é coisa sua; são os sentimentos, pensamentos e frases feitas que foram publicadas em milhares de jornais e revistas, na rádio, na televisão e na internet. Enquanto alguém começa a pensar e a atuar por conta própria e mantém uma opinião divergente da geralmente aceita pelo «sistema» — que se voltou a fechar e não admite nada que seja incômodo — simplesmente se rejeita. Contudo, somos livres, apesar das circunstâncias adversas que podem nos rodear e influir. E não só temos o direito, mas também o dever de exercer nossa liberdade. Justamente hoje é mais necessário que nunca que tomemos consciência da grande riqueza de nossa vida e busquemos caminhos para chegar a ser «mais» homens, e não umas pessoas desanimadas, assustadas e enlutadas. –Como se aprende a ser livre? Qual é o primeiro passo? –Burggraf: Ao crescer, o homem descobre paulatinamente que tem um espaço interior, no qual está, de algum modo, à disposição de si mesmo. Ele percebe que, essencialmente, não depende nem dos pais, nem dos professores do colégio; não depende dos meios de comunicação, nem tampouco da opinião pública. Experimenta um espaço no qual está a sós consigo mesmo, onde é livre. Descobre seu mundo interior, sua própria intimidade. O íntimo é o que só a pessoa conhece: é o «santuário» do humano. Posso entrar dentro de mim, e aí ninguém pode me aprisionar. Quando «estou comigo», facilmente percebo quão desnecessário e inclusive ridículo é o buscar a confirmação e o aplauso dos demais. O valor de uma pessoa não depende dos outros, não depende dos aplausos ou gestos de confirmação que possa receber ou não. Somos mais do que vivemos no exterior. Há um espaço em nós ao qual os outros não têm acesso. É nossa «pátria interior», um espaço de silêncio e quietude. Enquanto não o descubramos, viveremos de um modo superficial e confuso, buscando consolo onde não há — no mundo exterior. O homem é livre, quando mora na própria casa. Infelizmente, há muitas pessoas que não «estão consigo», mas sempre com os outros. Não sabem descansar em si mesmas. –Obedecer a Deus é fonte de liberdade, afirma. Que quer dizer com isso? –Burggraf: O próprio Deus, a fonte de toda vida, quer habitar cada vez mais profundamente em nós. Desde nosso núcleo mais íntimo, quer dar-nos a vida em abundância. De uma forma ou de outra, cada homem está chamado a reviver o drama experimentado por Santo Agostinho: «Tu estavas dentro de mim e eu fora. E fora te andava buscando». Deus nos pede um mínimo de abertura, disponibilidade e acolhida de sua graça: «Se escutais hoje sua voz, não endureçais vosso coração». Para encontrar a Deus dentro de nós, é preciso — misteriosamente — «abrir-lhe as portas» de nossa casa. Em outras palavras, neste espaço íntimo do silêncio e da quietude que há em mim, onde ninguém pode entrar senão eu, não quero estar só. Convido Deus para entrar e estar comigo — e a conduzir minha vida. Então, minha autodeterminação consiste em fazer o que ele me disser. Quando Deus habita em mim, eu gosto de «estar comigo» e «entrar na própria casa». Nunca estarei só, mas acompanhado e protegido por quem mais me ama. Não é necessário que eu mesmo resolva os pequenos e grandes problemas de cada dia. A vida cristã é uma vida estritamente dialogal. Obediência quer dizer, em sua origem, que Cristo nos governa. É Ele quem toma o timão de nossa barca. Não se sobrepõe às nossas ações; está no próprio núcleo da liberdade. É o que nos diz o Evangelista: «Vede que o reino de Deus se encontra dentro de vós» (Lucas 17, 20). #fonte #vivida #Homem #acolhida #AIS #Deus #descobrir #liberdade #livre #teologia #viver #abundância #Agostinho
- Sumo Pontífice – Papa João Paulo II
Currículo de vida de Sua SantidadeNascido em Wadovice-Cracóvia (Polônia) – 18 de maio de 1920 1. Dados biográficos Data de nascimento: 18 de maio de 1920. Batizado Karol (Carlos) Joseph, em 20 de julho do mesmo ano. Chamado pelo diminutivo Lolek ou Lolus (Carlinhos). Família: O pai também se chamava Karol. Karol Wojtyla, nascido em 1879, foi oficial de intendência do exército austríaco até a recuperação da independência da Polônia, em 1918. Deixando o exército austríaco, ingressou no polonês e passou a exercer funções administrativas em Wadovice. Faleceu durante a segunda guerra mundial, em 18 de fevereiro de 1941, com 62 anos. A mãe chamava-se Emília Kaczorowska. Faleceu quando Karol tinha apenas 9 anos, em 1929. Teve um irmão e uma irmã, ambos mais velhos do que ele. O irmão, Edmond, formou-se em medicina. Morreu em 1932, vítima de epidemia de escarlatina. A irmã morreu com apenas alguns dias de vida, em 1914. Karol foi o único sobrevivente. Aos 21 anos, ficou sem pais e sem irmãos. A família era humilde e sofrida. Terra natal: Wadovice, a 30 Km de Cracóvia, considerada capital religiosa da Polônia, às margens do Skawa e no sopé dos Beskides. Tinha em torno de nove mil habitantes em 1920, dos quais, dois mil, mais ou menos, eram judeus. Um dos grandes amigos de Karol foi um judeu. Este amigo testemunha que Karol, ao contrário dos demais conterrâneos, nunca teve qualquer indelicadeza para com os judeus. Hoje, a cidade tem quinze mil habitantes. Infância e juventude: O amigo judeu registra que, com 13 ou 14 anos, Karol, ajudado por um dos seus professores, fundou um grupo de congregação mariana. Fundou também uma pequena companhia teatral. Em 1938, a fim de que Karol pudesse continuar os estudos, o pai mudou-se com ele para Cracóvia. Passaram a morar num apartamento pequeno e modesto, de apenas dois aposentos. Karol inscreveu-se na faculdade de letras da Universidade e também na “Escola de arte dramática”. Passou a freqüentar sua nova paróquia, dirigida pelos salesianos, que tinha Santo Estanislau Kostka como padroeiro. Foi em Cracóvia que Karol enfrentou as conseqüências da segunda guerra mundial. Abalada pelas múltiplas dificuldades da guerra, a saúde do pai declinou rapidamente, vindo a falecer em 1941. Encontrando-se sozinho na vida, Karol foi a Wadovice e convenceu um jovem amigo e seus pais a morarem com ele em Cracóvia. A mãe do amigo passou a cuidar da casa, o pai trabalhava de motorneiro, e os dois jovens estudavam e faziam teatro juntos. Em 26 de outubro de 1939, o governador ordenou serviço obrigatório para todos os poloneses de 18 a 60 anos. Quem não estivesse empregado, não teria a permissão alemã de livre circulação. Para fugir à perseguição do nazismo, Karol empregou-se na usina química Solvay. Inicialmente, o trabalho de Karol era numa pedreira, depois foi transferido para a usina propriamente dita. Pelo teatro e por outras articulações, Karol colaborou intensamente na resistência dos poloneses contra os invasores nazistas. Para despistar a polícia e não ser preso, precisou deslocar-se diversas vezes de um lugar para outro. Vocação e Preparação ao Sacerdócio: Deus sempre surpreende. No caso de Karol, serviu-se de um alfaiate do quarteirão onde morava para despertar nele a vocação sacerdotal. Era um homem simples, amigo dos pobres. Embora portador de uma doença que o fazia definhar lentamente, sempre se manifestava alegre e feliz. Karol repetia muitas vezes que nesse homem resplandecia a beleza de Deus. Em outubro de 1942, Karol entrou no seminário clandestino criado pelo Arcebispo de Cracóvia, Dom Adam Stefan Sapihea. Curiosamente, anos antes, Karol havia dito ao Arcebispo que não queria ser padre. O Arcebispo estava em visita a Wadovice. Foi visitar o colégio local. Karol foi escolhido para saudá-lo. Impressionado pelas palavras de Karol, Dom Sapihea perguntou se não havia pensado em tornar-se padre. Disse que não, pois desejava prosseguir seus estudos de língua e literatura polonesas na universidade. O Arcebispo concluiu: é pena. Este rapaz irá muito longe. Naturalmente, o estudo era clandestino e à noite. Quando, em 1944, Varsóvia se rebelou contra a invasão dos nazistas, estes acabaram concentrando todo seu furor contra Cracóvia. O bispo de Cracóvia acabou escondendo Karol no porão do Arcebispado, onde passou cinco meses sem ver o sol. Foi em 1944, no dia 12 de fevereiro, como operário e seminarista clandestino, que Karol sofreu um acidente que quase lhe roubou a vida. Ao retornar da Solvay, foi atropelado por um caminhão alemão. O diagnóstico médico acusou comoção cerebral com grandes ferimentos na cabeça. Mas, um mês depois, saiu curado do hospital. Ordenação e ministério presbiteral: O arcebispo de Cracóvia, Dom Sapieha, ordenou Karol presbítero no dia primeiro de novembro de 1946. Pe. Karol celebrou sua primeira missa na igreja de sua paróquia, junto ao altar de Maria Auxiliadora, onde, anos antes, rezando, amadurecera sua vocação. Como padre jovem, cheio de vida, estudava e pregava, organizava grupos de jovens e escrevia peças de teatro e poesias, passava horas no confessionário e cantava nos corais. Com os jovens também gostava de esquiar nos montes Tratas ou de navegar nas torrentes do Vístula. Em 1947, o Arcebispo Sapihea enviou Pe. Karol a Roma. Lá, por dois anos, estudou no Angelicum, universidade eclesiástica dirigida pelos dominicanos. Aí, em 1948, obteve seu doutorado em filosofia e moral, com tese sobre a ética em São João da Cruz. Durante este tempo, nos fins de semana, atuava numa paróquia de periferia, especialmente com os jovens. Durante este tempo, também, visitou a Bélgica, onde conheceu de perto o movimento Juventude Operária Católica (JOC), fundada pelo Pe. Cardijn. Visitou também a Holanda e a França, onde conheceu a experiência missionária de padres no meio operário e a participação dos leigos. Em 1949, Pe. Karol retornou a Cracóvia, onde continuou seus estudos para doutorar-se em teologia pela Universidade Estadual. Ao mesmo tempo, trabalhava numa paróquia, prontificando-se a substituir todos os padres que se encontrassem em dificuldades nas aldeias da montanha. Em 1951, doutorou-se e habilitou-se a lecionar na Universidade de Cracóvia. Em seguida, tornou-se professor no seminário. Em 1954, assumiu a cadeira de filosofia na Universidade Católica de Lublin. Passou a ser assistente dos estudantes e dos formados da Universidade de Cracóvia. Nomeação e ministério episcopal: No dia 04 de julho de 1958, quando tinha 12 anos de padre e 38 de idade, Pe. Karol foi nomeado bispo auxiliar de Cracóvia, sendo consagrado no dia 28 de setembro seguinte. Escolheu como lema “Totus Tuus”, em relação à Virgem Maria, de um santo francês, Louis-Marie Grignion de Montfort. No dia 13 de janeiro de 1964, foi nomeado Arcebispo de Cracóvia. Bispo conciliar, participou da comissão de redação do documento Gaudium et Spes (Alegria e Esperança) sobre a Igreja no mundo de hoje. Pronunciou-se com freqüência nos debates conciliares, acentuando a abertura e a prontidão da Igreja para o diálogo com os homens em qualquer situação, a dedicação permanente e prioritária à evangelização em linguagem própria dos tempos atuais. Em 26 de junho de 1967, foi nomeado Cardeal pelo Papa Paulo VI. Em outubro desse mesmo ano, deveria participar do Sínodo Mundial de Bispos em Roma. Porém, como o Cardeal Arcebispo de Varsóvia, Stefan Wyszynski, histórico opositor do regime comunista, não recebera passaporte para ir a Roma para participar também do Sínodo, em solidariedade, o Cardeal Wojtyla não foi. No Sínodo de 1969, o Cardeal Wyszynski foi novamente escolhido como delegado pelos Bispos poloneses. Desta vez, recebeu passaporte. Como o Cardeal Wojtyla fora convidado pessoal do Papa para o mesmo Sínodo, os dois foram juntos. Daí para frente, participou de todos os Sínodos (realizados de três em três anos), sendo que no de 1971 foi eleito Secretário-Geral do próprio Sínodo. O Pe. e Bispo Karol Wojtyla publicou cinco livros, escreveu mais de 500 artigos, algumas comédias e diversas poesias. Falava, além do polonês, latim, italiano, francês, inglês e alemão. Mais tarde, como Papa, exercitou-se em vários outros idiomas, especialmente para suas viagens apostólicas. Nas duas visitas ao Brasil, pronunciou-se em nossa língua. Nos encontros com os Bispos brasileiros nas visitas qüinqüenais a Roma (Visitas ad Limina), faz questão de falar em português. Eleição e ministério papal: No dia 16 de outubro de 1978, o Cardeal Karol Wojtyla foi eleito Papa, assumindo o nome de João Paulo II. Sucedeu a João Paulo I, falecido no dia 28 de setembro de 1978, que por apenas 33 dias dirigira a Igreja, sucedendo a Paulo VI, falecido no dia 06 de agosto do mesmo ano. Foi o primeiro Papa polonês da história da Igreja, o primeiro não italiano desde 1522 e o mais jovem (58 anos) desde 1846. Sua entronização solene no ministério petrino foi em 22 de outubro de 1978. João Paulo II caracteriza-se como pessoa de intensa oração e de grande atividade. Até maio de 1996, realizou 125 visitas a Dioceses da Itália e 245 a paróquias de Roma. Fez 71 viagens apostólicas internacionais, tendo estado em mais de cem países. Em alguns mais de uma vez. Escreveu numerosos documentos. Tudo como se verá adiante. Convocou e desenvolveu o Sínodo para os Bispos da Europa e da África. Tem em vista o Sínodo para os Bispos das Américas, da Ásia e da Oceania. Em seu pontificado foi concluída a redação do Código de Direito Canônico, reformulado com base no Concílio Vaticano II, cuja finalidade é “criar na sociedade eclesial uma ordem que, dando a primazia ao amor, à graça e aos carismas, facilite ao mesmo tempo seu desenvolvimento orgânico na vida seja da sociedade eclesial, seja de cada um de seus membros” (Constituição de promulgação). Foi redigido e promulgado o Catecismo da Igreja Católica, compêndio doutrinário, para servir de “texto de referência, seguro e autêntico para o ensino da doutrina católica, e de modo muito particular para a elaboração de catecismos locais. É oferecido também a todos os fiéis que desejam aprofundar o conhecimento das riquezas inexauríveis da salvação” (Cf. Jo 8,32). Pretende dar um apoio aos esforços ecumênicos animados pelo santo desejo da unidade de todos os cristãos, mostrando com exatidão o conteúdo e a harmoniosa coerência da fé católica…. é oferecido a todo o homem que nos pergunte a razão de nossa esperança (Cf. 1 Pd 3,15) e queira conhecer aquilo em que a Igreja Católica crê” (Constituição de promulgação). João Paulo II realizou seis consistórios com nomeação de novos Cardeais. Ao todo, nomeou 137, dos quais 123 estão vivos e 100 seriam votantes (não completaram ainda oitenta anos – em março de 1995) num conclave (reunião de cardeais para a eleição de um novo Papa). Dos 137 Cardeais nomeados por João Paulo II, 77 são da Europa (30 da Itália); 18 de América Latina; 15 da Ásia; 14 da América do Norte; 10 da África; 3 da Oceania. Ele promoveu alguns encontros marcantes no campo do ecumenismo e do diálogo inter-religioso. Entre eles, destaca-se o primeiro Dia Mundial de Oração pela Paz com representantes das Igrejas Cristãs e Comunidades Eclesiais e Religiões do Mundo, no dia 27 de outubro de 1986, em Assis, Itália. Tomou também a iniciativa de visitar a sinagoga de Roma, no dia 13 de abril de 1986. Manifesta um carinho especial pela juventude. Instituiu as Jornadas Mundiais da Juventude, com dez edições até agora. Já marcou a próxima para Paris, França, no verão de 1997. João Paulo II já realizou muitas canonizações (declaração de santidade de uma pessoa) e muitas beatificações. Entre as beatificações, está a de Madre Paulina, fundadora das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, no dia 18 de outubro de 1991, em Florianópolis-SC. Entre as canonizações, está a dos Mártires das Missões, Padres Roque Gonzales, Afonso Rodrigues e João de Castilho, em Assunción, Paraguai, em maio de 1988. João Paulo II foi também duramente provado pelo sofrimento. Em 13 de maio de 1981, foi vítima de um atentado em plena praça São Pedro. O tiro de que foi alvo submeteu-o a uma delicada cirurgia com extração de parte do intestino. Em julho de 1992, precisou de uma nova internação hospitalar. Desta vez para extirpar um pequeno tumor também no intestino. Em 1994, em conseqüência de uma queda, fraturou o fêmur. Em dezembro de 1994, a Revista Time elegeu João Paulo II “Homem do ano”. Justificou assim a escolha: “em um ano em que tantas pessoas lamentam a deterioração dos valores morais ou buscam pretextos diante de um mau comportamento, o Papa João Paulo II levou adiante, com determinação, sua visão de uma vida reta e convidou o mundo a fazer o mesmo. Por essa retidão, ele é o ?Homem do ano?”. Em matéria de 25 páginas, a revista apresenta a biografia do Papa, com destaque para suas alegrias e sofrimentos: sua angústia pela situação da Bósnia e por outras guerras no mundo, pela decadência dos valores morais e, sobretudo, sua preocupação com a santidade do ser humano para a qual, segundo o texto, “o Papa é uma força moral”. 2. Diretrizes de João Paulo II em seu Ministério Petrino No dia seguinte ao de sua eleição papal, na mensagem “urbi et orbi” (à cidade – de Roma – e ao mundo), pronunciada diante dos Cardeais que o elegeram, João Paulo II traçou algumas linhas básicas de seu Pontificado: – Permanente importância do Vaticano II: garantir-lhe a devida execução; estabelecer sintonia com ele para tornar explícito aquilo que nele está implícito; aprofundar particularmente a colegialidade que associa intimamente os Bispos ao sucessor de Pedro e eles entre si; implementar o exercício da colegialidade, através dos organismos, em parte novos e em parte atualizados, que podem garantir a união dos espíritos, das intenções e das iniciativas. Neste sentido, ocupe o primeiro lugar o Sínodo. – Fidelidade global à missão: conservar intacto o depósito da fé; confirmar os irmãos segundo a ordem especial de Jesus a Simão Pedro; apascentar, como prova de amor a Jesus, os cordeiros e as ovelhas do rebanho. – Fidelidade à grande disciplina da Igreja, que significa: adesão ao magistério de Pedro especialmente no campo doutrinal; respeito pelas normas litúrgicas vindas da autoridade eclesiástica; correspondência generosa às exigências da vocação sacerdotal e religiosa; autêntica vivência do ser cristão por parte de todos os fiéis, na obediência aos pastores sagrados e na colaboração às iniciativas e obras a que são chamados. – A causa ecumênica. – Liberdade religiosa e justiça no mundo: oferecer um contributo positivo para as causas permanentes e dominantes da paz, do progresso e da justiça internacional; trabalhar pela consolidação das bases espirituais sobre as quais deve apoiar-se a sociedade humana; estender as mãos e abrir o coração a todas as gentes e a todas as pessoas que se vêem oprimidas por alguma injustiça ou discriminação no que diz respeito, seja à economia e à vida social, seja à vida política, seja ainda à liberdade de consciência e à justa liberdade religiosa. #PapaJoãoPauloII #Karol #paróquia #Maria #eclesial #Wyszynski #adlimina #SumoPontífice #acidente #Joseph #JoãoPauloII #américalatina #Sínodo #adiante #filosofia #Lolek #Polônia #KarolWojtyla #Sacerdócio #Catolica #bispos #Igreja #Wadovice #Paulo #Cracóvia #João #Amor #alegria #Jesus #América #Cardeal #alemão
- Arquivos vaticanos abrem sua documentação de 1922 a 1939
Será mais bem compreendida a relação com o comunismo, o nazismo e o fascismo CIDADE DO VATICANO, domingo, 2 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Bento XVI deu indicações para que se abra toda a documentação que os arquivos vaticanos contêm, inclusive o Arquivo Secreto, sobre o pontificado de Pio XI, que envolve o complicado período que vai desde 6 de fevereiro de 1922 a 10 de fevereiro de 1939. Graças a esta decisão, anunciada pela Santa Sé em 30 de junho, os pesquisadores poderão consultar todas as fontes documentais relativas a esse período, «conservadas nas diversas séries dos arquivos da Santa Sé e principalmente no Arquivo Secreto Vaticano e no Arquivo da Segunda Seção da Secretaria de Estado (antigamente Congregação dos Assuntos Eclesiásticos Extraordinários)». O anúncio foi feito através de um comunicado assinado pelos padres Marcel Chappin, S.I., e Sergio Pagano, B., respectivamente responsável do Arquivo Histórico da Secretaria de Estado e prefeito do Arquivo Secreto Vaticano. Os pesquisadores credenciados poderão consultar toda a documentação no Arquivo Secreto Vaticano, segundo declara o anúncio. Trata-se de um anúncio sumamente esperado, já desejado por João Paulo II, pois o pontificado de Pio XI foi testemunha de alguns dos fatos mais dramáticos do século XX, caracterizados pelos totalitarismos: comunismo, nazismo e fascismo. Os arquivos permitirão compreender melhor a atitude do Papa ante estes totalitarismos, que levou à publicação de alguns de seus mais importantes documentos. –Será aclarada a relação entre a Igreja e o fascismo de Benito Mussolini na Itália. Na encíclica «Non abbiamo bisogno» (29 de junho de 1931), Pio XI qualificou o fascismo de «doutrina totalitária», «autêntica ?estatolatria?» (culto ao Estado). –Será analisada a relação entre a Igreja e a subida ao poder do nazismo na Alemanha. Em 14 de março de 1937, o Papa que havia afirmado: «todos somos semitas», publicou a encíclica «Mit Brennender Sorge» contra o nazismo, e em particular contra sua exaltação da raça. –Será ilustrada mais em detalhe a relação da Igreja com o comunismo, «intrinsecamente perverso», como afirmou na encíclica «Divini Redemptoris» (19 de março de 1937). –A relação da Igreja com a perseguição religiosa mexicana é outro dos dossiês desses anos. O Papa exaltou a fidelidade dos católicos mexicanos na carta «Firmissiamam constantiam» (28 de março de 1937). –Os arquivos mostrarão também os novos documentos da relação da Santa Sé com a Espanha antes e durante a guerra civil espanhola, e a chegada ao poder do general Francisco Franco. #pontificado #Alemanha #Congregação #Pio #encíclica #Comunismo #Secretaria #Arquivos #fascismo #Igreja #Vaticano
- Café cristão inaugurado em Portugal
Com a presença do bispo de Setúbal AMORA, quarta-feira, 28 de junho de 2006 (ZENIT.org).- Dar resposta aos desafios da Nova Evangelização é o motivo da abertura do primeiro «Café Cristão» em Amora (localidade de Setúbal, Portugal). A sua inauguração, no fim de semana passado, foi o bispo local, Dom Gilberto Canavarro dos Reis. Trata-se de um espaço para tomar um café «servido com amor», num espaço onde não são comercializadas bebidas alcoólicas, e com direito a uma mesa com Bíblia e um bloco de notas, ouvir música, presenciar um espetáculo teatral ou ler livros. Mas também é possível orar e se confessar. «O fim de semana foi de festa, com muita música, teatro e dança», comentou à Agência Ecclesia Lina Andrade, uma das impulsionadoras deste projeto que surge, segundo os responsáveis, «como resposta aos desafios da Nova Evangelização». Pelo que se conhece, o projeto é inédito na Península Ibérica; suscitou «reações positivas e de surpresa». Neste espaço, que a partir de agora passa a estar aberto ao público, (ainda em horário provisório) de quarta a sábado entre as 16h e as 23h, e ao domingo, até às 19horas, existe uma Banda residente, mas «o espaço está aberto a intercâmbios» com outras bandas e grupos de música cristã. «Queremos entrar em intercâmbio com outros grupos da Igreja para enriquecer esta forma de evangelizar», afirmou Lina Andrade. Numa área de cerca de 400 metros quadrados, é possível encontrar uma sala de atendimento «para casos mais problemáticos», um cantinho infantil «para que os casais jovens possam trazer as suas crianças», uma biblioteca e um salão grande onde se desenvolvem as várias atividades e, onde está situada, também, uma pequena capela. A partir do próximo sábado, o Café Cristão da Amora vai promover, semanalmente, um espaço de adoração ao Santíssimo Sacramento (16H-17:30H), e para o mês de setembro está programado o início da celebração mensal da Eucaristia. #cristão #música #inauguração #Bíblia #Bispo #Amor #adoração #evangelização #Setúbal
- Papa lembra rebelião operária que provocou a queda da Cortina de Ferro
VATICANO, 28 Jun. 06 (ACI) .- O Papa Bento XVI recordou o 50º aniversário da revolta da cidade polonesa de Poznan, que inspirou décadas depois ao movimento “Solidariedade”, decisivo na queda da Cortina de ferro. “O sangue derramado pelos operários, as mulheres e as crianças de Poznan não foi derramado em vão, foi a semente da liberdade cujo fruto foi anos depois a queda do sistema estalinista e a plena soberania da nação”, escreveu o Papa em sua mensagem, lida hoje nessa cidade polonesa pelo Arcebispo Stanislaw Gadecki. O Presidente polonês, Lech Kaczynski, lembrou, por sua vez, o significado da revolta dos operários há 50 anos, a primeira contra uma ditadura comunista em toda a Europa do Leste. Em 28 de junho de 1956, 100 mil operários de Poznan saíram pela primeira vez às ruas pedindo “pão e liberdade”. A intervenção violenta do exército e a polícia, ordenada de Moscou produziu a morte de 58 manifestantes e centenas de feridos, além de 700 prisões. #Stanislaw #Presidente #ferro #sangue #liberdade #solidariedade #Polícia #aniversário #revolta #semente #soberania #Arcebispo
- Fé não se expressa de maneira abstrata, mas com obras de amor, diz Papa
Ao meditar na Carta de São Tiago CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 28 de junho de 2006 (ZENIT.org).- Para Bento XVI, a fé, se é autêntica, não se expressa de maneira abstrata, mas com obras concretas de amor. Esta foi a conclusão à que chegou nesta quarta-feira, ao refletir na figura do apóstolo Tiago o Menor, cuja biografia é pouco conhecida, mas que deixou à cristandade uma carta que faz parte dos escritos do Novo Testamento. Nesse texto, declarou o Papa ao dirigir-se aos 25.000 peregrinos que suportaram um forte sol na praça de São Pedro do Vaticano, «insiste muito na necessidade de não reduzir a própria fé a uma declaração verbal ou abstrata, mas em expressá-la concretamente com boas obras». Segundo Bento XVI, São Tiago «nos convida à constância nas provas gozosamente aceitas e à oração confiada para obter de Deus o dom da sabedoria, graças à qual chegamos a compreender que os verdadeiros valores da vida não estão nas riquezas transitórias, mas em saber compartilhar as próprias capacidades com os pobres e necessitados». O que o bispo de Roma gosta da carta de São Tiago é que «mostra um cristianismo muito concreto e prático». «A fé deve ser realizada na vida, sobretudo no amor ao próximo e particularmente no compromisso com os pobres», declarou. «Este é o fundo com o qual se deve ler também a famosa frase: ?Assim como o corpo sem espírito está morto, assim também a fé sem obras está morta? (Tiago 2, 26)». Alguns, reconheceu, contrapuseram esta declaração a outra de São Paulo, na qual diz que não somos justificados ante Deus em virtude de nossas obras, mas graças à nossa fé (cf. Gálatas 2). «Contudo — assegurou o Papa –, as duas frases, que aparentemente são contraditórias, na realidade, se bem interpretadas, são complementares. São Paulo se opõe ao orgulho do homem, que pensa que não tem necessidade do amor de Deus», pois a graça é «doada e não merecida». São Tiago, indicou, «fala, pelo contrário, das obras como fruto da fé: ?A árvore boa dá frutos bons?, diz o Senhor. E São Tiago repete isso para nós». Por último, disse, «a carta de São Tiago nos exorta a colocar-nos nas mãos de Deus em tudo que fazemos, pronunciando sempre as palavras: ?Se Deus quiser? (Tiago 4, 15)». «Deste modo, ele nos ensina a não planejar nossa vida de maneira autônoma e interesseira, mas a deixar espaço à inescrutável vontade de Deus, que conhece o autêntico bem para nós. Assim, São Tiago continua sendo um mestre de vida para cada um de nós», concluiu. #Fé #Deus #apostolo #Testamento #necessidade #BentoXVI #declaração #abstrata #autêntica #Paulo #Amor #Tiago #cristandade #meditar #expressa
- Rússia: Igreja de São João Batista retorna aos católicos
ROMA, quarta-feira, 28 de junho de 2006 (ZENIT.org).- Uma das igrejas católicas construídas a princípios do século XIX, em um dos lugares de maior tradição histórica na Rússia, foi devolvida aos católicos mais de 50 anos depois de ter sido confiscada pelo poder soviético. Trata-se do templo de São João Batista que se localiza no povoado de Pushkin — ou Tsarskoe Selo, como era conhecido antigamente — no noroeste da Rússia, a poucos quilômetros de São Petersburgo. Em uma cerimônia celebrada em 24 de junho passado no portão do templo, foram firmados os documentos que registram o regresso à comunidade católica do lugar desta igreja, que havia sido fechada desde 1938 para converter-se em um lugar de práticas de educação física e posteriormente, em uma sala de concertos. «Preparai o caminho do Senhor!» disse, ao retomar o templo de São João Batista, Dom Tadeusz Kondrusiewicz, arcebispo da Arquidiocese da Mãe de Deus, em Moscou, durante a missa celebrada ante mais de 200 fiéis que se reuniram para a ocasião. Que «Cristo chegue a seus discípulos através do serviço da Igreja». Como símbolo da devolução do templo de são João Batista, foram entregues ao arcebispo Kondrusiewicz uma cruz, representando o templo, e as chaves do mesmo. «Espero que de agora em adiante, estas chaves na Rússia sejam utilizadas não para fechar igrejas como se fez por dezenas de anos durante a época soviética, mas para abrir santuários que sejam regressados aos fiéis», disse Dom Kondrusiewicz, ressaltando o significado do gesto das chaves. No ato, estiveram presentes também o deputado da Assembléia Legislativa de São Petersburgo, Igor Rimmer, o diretor do Museu Nacional Tsarskoe Selo, Ivan Sautov, assim como sacerdotes russos e protestantes. Durante a celebração da missa, Dom Kondrusiewicz abençoou um ícone da Virgem de Fátima, preparado especialmente para este tempo. Dados históricos A igreja de São João Batista começou a ser construída entre 1823 e 1825, por ordem do czar Alexandre I, depois de que o templo de madeira que existia em Tsarskoe Selo se tornasse pequeno para acolher os fiéis. Em 21 de novembro de 1826, a igreja foi abençoada e terminada em sua totalidade pelo arcebispo da diocese de Minsk, Lipski. Após a prisão posterior do pároco já em tempos da União Soviética, as pressões fizeram firmar a quem se encontrava a seu cargo, um documento onde se declaravam «impossibilitados para reparar o templo e pagar os impostos correspondentes do imóvel ao Estado». Desta forma, no ano de 1938 a igreja de São João Batista foi fechada ao culto até 1991, quando em 17 de março se voltou a realizar uma celebração religiosa. Cabe mencionar que durante dois séculos, o povoado de Tsarkoe Selo foi considerado como «a residência de gala» do czar durante o verão. De 1811 a 1843, construiu-se também o Liceu Imperial de Tsarskoe Selo, onde fora educado o poeta nacional da Rússia, Alexander Pushkin. Curiosamente, o regresso do templo de São João Batista à comunidade católica coincide com o percurso que realizam pela Rússia algumas relíquias que são consideradas, segundo a tradição, os restos da mão direita de quem precisamente batizara Jesus no Jordão. #celebração #SãoJoãoBatista #cerimônia #acolher #adiante #Rússia #histórica #Catolica #Batista #Tradição #Alexandre #João #abençoada #Jesus #Arcebispo
- Bíblia se difunde cada vez mais, mas permanece analfabetismo religioso
Resultados de um estudo realizado na Itália, Espanha e França ROMA, quarta-feira, 28 de junho de 2006 (ZENIT.org).- A difusão da Bíblia e do Novo Testamento experimentam um grande crescimento, mas ao mesmo tempo persiste o fenômeno de uma cultura religiosa frágil. São estes os resultados de uma pesquisa encarregada pela Aliança Bíblica Universal (ABU), dirigida pelo professor Luca Diotallevi, da Universidade «Roma Tres». A pesquisa envolve um período de três anos e inclui a França, a Espanha e a Itália. A pesquisa, levada a cabo por Eurisko com uma mostra de 650 pessoas dos três países, inclui também entrevistas em profundidade com lideres da Igreja Católica, buscados a esse propósito, dos três países, com uma avaliação final dos dados recolhidos. O professor Diotallevi, sociólogo, diretor da investigação, explicou em uma coletiva de imprensa celebrada em Roma em 26 de junho que, nos 40 anos seguintes ao Concílio Vaticano II, a Bíblia «entrou massivamente nas famílias de muitos cristãos, em casas onde antes não estava. A pena é que em muitos casos fica fechada, é um objeto sagrado ao invés de um Livro sagrado». A pesquisa põe de manifesto que a difusão e conhecimento do texto bíblico se dá sobretudo através da missa dominical. O cumprimento do preceito festivo se vê em primeiro lugar na Espanha, com 49% dos fiéis. Segue a Itália com 29%, e a França, com 26%. Da pesquisa se deduz que, entre estes praticantes, 55% dos franceses lêem a Bíblia, 52% dos espanhóis e 42% dos italianos. Entre quem participa em leituras de grupo, 21% são franceses, 17% italianos e 12% espanhóis. Segundo os entrevistados, a homilia é o instrumento mais difundido para fazer conhecer a Bíblia. O conhecimento dos fatos bíblicos continua sendo muito parcial, reconhece o estudo. Nas entrevistas se fizeram perguntas nas quais se pedia para indicar quem entre os santos eram autores de um evangelho; 32% indicaram São Pedro e 49%, São Paulo, pondo de destaque a confusão entre evangelista, apóstolo e autor de epístolas. Segundo os entrevistados nos três países, «o aspecto mais positivo da Igreja» é a paróquia (46% espanhóis, 42% franceses, 39% italianos). Em segundo lugar se assinala o Papa (26% Espanha, 25% Itália e 17% França), e em terceiro lugar estão os grupos leigos (França 13%, Espanha 11%, Itália 8%). «Da pesquisa — sublinhou Diotallevi — emerge um conhecimento religioso frágil e nulo», com porcentagem de 56% na Espanha, 47% na Itália e 44% na França, e uma alfabetização bíblica baixa: 30% Itália, 22% Espanha, 21% França. Diotallevi concluiu precisando que «em geral se experimenta a importância da Bíblia, mas é necessário empreender iniciativas que promovam mais sua difusão e seu conhecimento profundo, e poderão ser mais eficazes se católicos, protestantes e ortodoxos sabem colaborar juntos». #bibliasagrada #Universal #Testamento #bíbliavivaonline #estudo #Aliança #fenômeno #Itália #Espanha #Catolica #Bíblia #profundidade #NovoTestamento #Igreja #universidade #propósito #Bíblica #crescimento
- A crucificação de Jesus Segundo o Talmud babilônico
O Talmud é uma fonte que contém antigas tradições judaicas e que foi concluído no século IV dC. Em comentário à lei do Mishná (séc. II) que prescreve a pena de morte logo após o julgamento do réu, o Talmud babilônico cita Jesus. Ainda que fale de Jesus com tom depreciativo, o texto reconhece que Jesus foi condenado pelo tribunal judaico e sua pena foi aplicada de fato. Deste modo, podemos comprovar que Jesus foi um personagem histórico e não uma lenda, uma vez que o referido texto não foi criado em ambientes cristãos, mas sim judaicos. ———————————————- […] Entretanto foi ensinado que, na vigília da festa da Páscoa, Jesus foi suspenso1. Porém, quarenta dias antes, o arauto havia proclamado que ele seria apedrejado por praticar a magia e por ter seduzido Israel para a apostasia. Poderia, quem quisesse, vir e falar algo em sua defesa, mas como nada foi feito em sua defesa, foi suspenso2 na véspera da Páscoa. Ula objetou: “Tu acreditas que algo poderia ser dito na defesa dele? Ele não era um sedutor, como fala a Escritura: ‘não o perdoarás, nem o defenderás’3?” Contudo, as coisas foram diferentes com Jesus porque estava em relação4 com o governo. 1Ou seja, foi crucificado. 2V. nota 1, acima. 3Cf. Dt 13,9. 4Isto é, era uma pessoa influente entre as autoridades civis. Autor: Carlos Martins Nabeto Fonte: www.veritatis.com.br #Mishná #Vigília #quarenta #Judeus #proclamado #Crucificado #personagem #judaico #defesa #Jesus #Páscoa #morte
- A perseguição dos católicos franceses por calvinistas
Os que persistirem nas superstições do anticristo romano… devem ser reprimidos pela espada (Harkness, Georgia, John Calvin: The Man and His Ethics, NY: Abingdon Press, NY, 1931). Na primavera de 1561 os calvinistas da França tomaram as armas sob Conde? e Coligny e marcharam pelo país para pontos específicos, sob a chefia de pregadores geralmente armados até os dentes. Enquanto estes homens bradavam contra a mulher escarlate da Babilônia e pregavam mais fervorosamente aos maometanos que aos que se chamavam cristãos…começaram a saquear as casas de bispos e igrejas, para destruir altares e imagens de santos, e a depor os católicos de suas armas. O ódio que há muito tempo havia rondando veio à tona com toda a sua fúria. Quase simultaneamente, como se organizados por um sinal, grupos organizados de calvinistas se lançaram contra as igrejas católicas, conventos, escolas e livrarias. Saquearam todas as sessenta igrejas e conventos em Montpellier, e trataram à espada 115 sacerdotes e monges.Em Nimes empilharam estátuas e relíquias e queimaram tudo em frente à catedral principal, dançando ao redor as chamas que cresciam, felizes por se terem livrado das missas e da idolatria, e por destruírem as igrejas. Em Montauban retiraram as clarissas de suas celas e as expuseram quase desnudas ao ridículo em frente à uma platéia, que as insultavam e propunham casamentos.Em Dezembro, em Castres, um consistório calvinista, ou Sanhedrin, ordenou levar todos os que estivessem andando nas ruas para ouvirem os sermões dos huguenotes. Padres eram arrastados para fora das igrejas, camponeses eram forçados a ver pastores entortando seus narizes contra a missa, a confissão, o papa. Os campos e cultivos dos moradores de vilas católicas que se recusavam a ouvir as pregações eram queimadas ou cortadas. Em um ano, segundo as estimativas dos próprios calvinistas, ?foram mortos cerca de 4000 padres, monges e freiras, 12000 freiras expulsas e maltratadas, 20000 igrejas saqueadas e 2000 mosteiros destruídos, com suas relíquias e obras de arte preciosas? (Novuvelle Collection de memoires relatif a l’histoire de France, Ch. XI, p. 512). Os raros manuscritos do mosteiro de Cluny foram perdidos, junto a muitos outros. Vasos sagrados eram usados para transportar dinheiro para pagar mercenários alemães. Coligny teve participação ativa nas atrocidades. Era tão cruel, principalmente com padres e freiras, que os católicos o chamavam de Holofernes. Em alguns lugares, as vísceras das vítimas eram recheadas com palha e dada aos cavalos dos huguenotes. Centenas de vilões e vilas foram saqueadas e queimadas. Lyon e seu comércio próspero estava em ruínas. Esta fúria, cultivada avidamente, não se esgotava a não ser com a morte, e às vezes nem com ela. Não somente o túmulo de William o Conquistador foi destruído, como os corpos de homens e mulheres santas, que em vida dedicaram seus esforços ao bem, eram retirados de seus jazigos e arrastados pelas ruas, queimados e suas cinzas lançadas ao rio.Um indivíduo jogou a imagem de São João de uma ponte em Orleans. Fanáticos jogaram os restos de Santo Irineu e São Martinho de Tours no Loire. Em Poiters, Destruíram as relíquias de Santo Hilário, e várias das obras escritas por ele. Ao profanar a tumba de São Francisco de Paula, em Plessisles-Tours, encontraram o corpo incorrupto após quase meio século de sua morte. Ao contrário de se surpreenderem com o sagrado fenômeno, arrastaram o corpo pelas ruas e o queimaram. Algumas das ossadas dos santos foram depois encontradas pelos católicos e guardadas em outras igrejas. Não somente os que puseram suas vidas ao serviço de Cristo, mas o próprio Cristo, parece ser alvo do ódio dos que se autoproclamam cristãos, e que ensinam a condenação dos infantes e a predestinação de almas ao inferno. Como em todas as revoltas anti-cristãs, imagens de Jesus foram depostas, quebradas e demolidas. O corpo de Cristo foi constantemente profanado no santo sacramento. Em Nimes, em Paris e em outros lugares, os sacrários eram abertos e as hóstias jogadas no chão, sendo pisadas pelos calvinistas e por seus cavalos. Apesar dessas atrocidades serem cometidas por uma minoria em um país com maioria católica, as forças nacionais pareceram paralisadas e impotentes. Os calvinistas possuíam amizades no parlamento de Paris e maioria nos governos dos Estados. Sempre haviam homens que podiam protegê-los de qualquer tentativa de punição. Catherine, inspirada por l?Hospital, redigiu um Edito em Janeiro de 1562 em que permitia aos calvinistas seu culto de adoração fora das cidades, com a condição de que as igrejas fossem restauradas e cessassem as violências. Não surtiu, contudo, efeito algum. Utilizando a vantagem da união do Estado com a igreja, destruíram a catedral na cidade de Beza, e expulsou o clero. Em Gascony, nenhum padre poderia ser encontrado há 4 milhas de distância. Mais freiras foram retiradas à força dos conventos, mais sacrários abertos e profanados. Em Fevereiro, logo após o início do Concílio de Trento (com delegados franceses presentes, graças à determinação do cardeal de Lorraine), setenta pregadores calvinistas se encontraram em um Sínodo em Nimes e planejaram destruir todas as igrejas católicas da cidade. Prontamente puseram a decisão em prática, queimando e destruindo igrejas, e expulsando todos os padres. O reino do terror não foi dirigido por pessoas ignorantes, mas um elaborado plano de destruição, espoliação e dor. Muitos católicos que haviam suportado a facção de Coligny por razões políticas, como os feudos dos Guises, agora reagiram. Anne de Montmorency agora fazia parte do círculo católico, Anthony of Navarre se converteu ao catolicismo, uniu-se ao duque Francis de Guise e propôs que se estabelecesse a inquisição para sanear a França. Mas era tarde para uma tentativa de paz. Em Vassy, os Guises foram ao encontro de cerca de 700 calvinistas, armados, propondo um encontro numa fazenda. Uma disputa surgiu entre alguns homens do duque e os calvinistas. Quando Guise tentou evitar a briga por vir, um calvinista o atingiu. Alguns dos homens de Guise atacaram e mataram cerca de 15 calvinistas, e feriram quarenta outros. Beza e outros vorazes propagandistas do calvinismo, usam este episódio inevitável ? considerando a situação em que se encontravam os católicos frente aos calvinistas em toda a França ? para alardear o que chamam de ?O Massacre de Vassy?, onde foram martirizados centenas de nobre s calvinistas. O que é mais interessante é que os historiadores modernos datam as guerras dos Huguenotes a partir deste episódio, e não a partir do tumulto de Ambroise. Beza propagava uma cruzada contra os católicos. Conde? fez outra tentativa de tirar vantagem do rei, mas falhou. Guise marchava para Paris, e foi recebido com alegria e delírio pelos cidadãos. Os mercadores lhe ofereceram 2.000.000 vidas para defender a verdadeira fé e restabelecer a paz na França. O duque recusou, dizendo que tinha vindo para se colocar a serviço do rei. De todas as figuras da primeira das oito sangrentas guerras huguenotes, este homem aparece em destaque, por sua calma, coragem, lealdade, patriotismo e devoção, um caráter heróico, um dos grandes homens da história da França. Autor: William Thomas Walsh Fonte: www.veritatis.com.br Tradução: Rondinelly Ribeiro #Coligny #Cristo #anticristo #ódio #marcharam #Nimes #católicos #Destruíram #calvinistas #Georgia #franceses #Tours #Paris #Harkness #Calvin #fúria #França #persistirem #alegria #adoração #queimaram #perseguição #Jesus #morte #Ethics
- Biografia de Santo Agostinho
Religioso e teólogo cristão. Doutor da Igreja, sistematizou a doutrina cristã com enfoque neoplatônico. “O último dos antigos” e o “primeiro dos modernos”, santo Agostinho foi o primeiro filósofo a refletir sobre o sentido da história, mas tornou-se acima de tudo o arquiteto do projeto intelectual da Igreja Católica. Aurélio Agostinho, em latim Aurelius Augustinus, nasceu em Tagaste, atualmente Suk Ahras, na Argélia, em 13 de novembro de 354, filho de Patrício, homem pagão e de posses, que no final da vida se converteu, e da cristã Mônica, mais tarde canonizada. Agostinho estudou retórica em Cartago, onde aos 17 anos passou a viver com uma concubina, da qual teve um filho, Adeodato. A leitura do Hortensius, de Cícero, despertou-o para a filosofia. Aderiu, nessa época, ao maniqueísmo, doutrina de que logo se afastou. Em 384 começou a ensinar retórica em Milão, onde conheceu santo Ambrósio, bispo da cidade. Cada vez mais interessado pelo cristianismo, Agostinho viveu longo conflito interior, voltou-se para o estudo dos filósofos neoplatônicos, renunciou aos prazeres físicos e em 387 foi batizado por santo Ambrósio, junto com o filho Adeodato. Tomado pelo ideal da ascese, decidiu fundar um mosteiro em Tagasta, onde nascera. Nessa época perdeu a mãe e, pouco depois, o filho. Ordenado padre em Hipona (391), pequeno porto do Mediterrâneo, também na atual Argélia, em 395 tornou-se bispo-coadjutor de Hipona, passando a titular com a morte do bispo diocesano Valério. Não tardou para que fundasse uma comunidade ascética nas dependências da catedral. Em sua vida e em sua obra, santo Agostinho testemunha acontecimentos decisivos da história universal, com o fim do Império Romano e da antiguidade clássica. O poderoso estado que durante meio milênio dominara a Europa estava a esfacelar-se em lutas internas e sob o ataque dos bárbaros. Em 410 santo Agostinho viu a invasão de Roma pelos visigodos e, pouco antes de morrer, presenciou o cerco de Hipona pelo rei dos vândalos, Genserico. Nesse clima, em que os cismas e as heresias eram das poucas coisas a prosperar, ele estudou, ensinou e escreveu suas obras. Pensamento. As obras mais importantes de santo Agostinho são De Trinitate (Da Trindade), sistematização da teologia e filosofia cristãs, divulgada de 400 a 416 em 15 volumes; De civitate Dei (Da cidade de Deus), divulgada de 413 a 426, em que são discutidas as questões do bem e do mal, da vida espiritual e material, e a teologia da história; Confessiones (Confissões), sua autobiografia, divulgada por volta de 400; e muitos trabalhos de polêmica (contra as heresias de seu tempo), de catequese e de uso didático, além dos sermões e cartas, em que interpreta minuciosamente passagens das Escrituras. No pensamento de santo Agostinho, o ponto de partida é a defesa dos dogmas (pontos de fé indiscutíveis) do cristianismo, principalmente na luta contra os pagãos, com as armas intelectuais disponíveis que provêm da filosofia helenístico-romana, em especial dos neoplatônicos como Plotino. Para pregar o novo Evangelho, é indispensável conhecer a fundo as Escrituras, que só podem ser bem interpretadas através da fé, pois apenas esta sabe ver ali a revelação de verdades divinas. Compreender para crer e crer para compreender, tal é a regra a seguir. Baseado em Plotino, santo Agostinho acha que o homem é uma alma que faz uso de um corpo. Até naquele conhecimento que se adquire pelos sentidos, a alma se mantém em atividade e ultrapassa o corpo. Os sentidos só mostram o imediato e particular, enquanto a alma chega ao universal e ao que é de pura compreensão, como os enunciados matemáticos. Mas se não é através dos sentidos, por qual via a alma consegue alcançar as verdades eternas? Será através do sujeito particular e contingente, ou seja, o homem que muda, adoece e morre? Tudo indica que, se o homem mutável, destrutível, é capaz de atingir verdades eternas, sua razão deve ter algo que vai além dela mesma, não se origina no homem nem no mundo externo, mas em Deus. Portanto, Deus faz parte do pensamento e o supera o tempo todo. Desse modo só pode ser achado e conhecido no fundo de cada um, no percurso que se faz de fora para dentro e das coisas inferiores para as coisas superiores. Ele não pode ser dito ou definido: é o que é, em todos os tempos e em qualquer lugar (é clara, nessa concepção, a influência de Platão, que santo Agostinho assume em vários pontos de sua obra). Outra contribuição decisiva é sua doutrina sobre a Santíssima Trindade. Para Agostinho a unidade das três pessoas é perfeita: não se podem separar, nem uma se subordina à outra, como defenderam Orígenes e Tertuliano, mas a natureza divina seria anterior ao aparecimento das três pessoas; estas se apresentam como os três modos de se revelar o mistério de Deus. A alma, para santo Agostinho, se confunde com o pensamento, e sua expressão, sua manifestação é o conhecimento: por meio deste a alma — ou o pensamento — se ama a si mesma. Assim, o homem recompõe nele próprio o mistério da Trindade e se vê feito à imagem e semelhança de Deus: se ele ama e se conhece dessa maneira, ele conhece e ama a Deus, conseqüentemente mais interior ao ser humano do que este mesmo. O famoso cogito de Descartes (“Penso, logo existo”), em que a evidência do eu resiste a toda dúvida, é genialmente antecipado por santo Agostinho em seu “Se me engano, sou; quem não é não pode enganar-se”. Ele valoriza, pois, a pessoa humana individual até quando erra (o que, neste aspecto, não a torna diferente da que acerta). Talvez por isso dê o mesmo peso à parte humana e à parte divina no que diz respeito à encarnação do Cristo. A salvação do homem, na teologia agostiniana, é algo completamente imerecido e que depende tão só da graça de Deus; graça que, no entanto, se manifesta aos homens por meio dos sacramentos da igreja visível, católica. Importantes para a salvação, esses sacramentos compreendem todos os símbolos sagrados, como o exorcismo e o incenso, embora a eucaristia e o batismo sejam os principais para ele. Da mesma forma que concebe a natureza divina, santo Agostinho concebe a criação, idéia pouco tratada pelos gregos e característica dos cristãos. As coisas se originaram em Deus, que a partir do nada as criou. Pois o que muda e se move, o que é relativo e passa ou desaparece requer o imutável e o absoluto, essência do próprio Deus, que criou as coisas segundo modelos eternos como ele mesmo. Assim, o que o platonismo chamava de lugar do céu passa a ser, no pensamento agostiniano, a presença de Deus. Tudo o que existe no mundo foi criado ao mesmo tempo, em estado de germe e de semente. Como estes existem desde o início, a história do mundo evolui continuamente, mas nada de novo se cria. Entre os seres da criação existe uma hierarquia, em que o homem ocupa o segundo lugar, depois dos anjos. Santo Agostinho afirma-se incapaz de solucionar a questão da origem da alma e, embora tão influenciado por Platão, não acha a matéria por si mesma condenável, assim como não encara como castigo a união da alma com o corpo. Não seria este, como se disse tanto, a prisão da alma: o que faz do homem prisioneiro da matéria é o pecado, do qual deve libertar-se pela vida moral, pelas virtudes cristãs. O pecado leva o corpo a dominar a alma; a religião, porém, é o contrário do pecado, é a dominação do corpo pela alma, que se orienta livremente para Deus, assistida pela graça. Uma das mais belas concepções de santo Agostinho é a da cidade de Deus. Amando-se uns aos outros no amor a Deus, os cristãos, embora vivam nas cidades temporais, constituem os habitantes da eterna cidade de Deus. Na aparência, ela se confunde com as outras, como o povo cristão com os outros povos, mas o sentido da história e sua razão de ser é a construção da cidade de Deus, em toda parte e todo tempo. A obra de santo Agostinho, em si mesma imensa, de extraordinária riqueza, antecipa, além disso, o cartesianismo e a filosofia da existência; funda a filosofia da história e domina todo o pensamento ocidental até o século XIII, quando dá lugar ao tomismo e à influência aristotélica. Voltando à cena com os teólogos protestantes (Lutero e, sobretudo, Calvino), hoje é um dos alicerces da teologia dialética. Santo Agostinho morreu em Hipona, em 28 de agosto de 430. E nessa data, 28 de agosto, é festejado como doutor da igreja. Fonte: www.veritatis.com.br #Adeodato #Deus #pensamento #Argélia #Doutrina #filosofia #teologia #Trindade #Igreja #Alma #Cartago #Ambrósio #Amor #SantoAgostinho #Mônica #agostinhobispodehipona #Agostinho
- O Papa concede indulgência plenária pelo Encontro Mundial das Famílias em Valência
VATICANO, 27 Jun. 06 (ACI) .- O Cardeal James Francis Stafford, Penitenciário Maior da Santa Sé, anunciou hoje que o Papa Bento XVI concedeu aos fiéis indulgência plenária por motivo do V Encontro Mundial das Famílias, que se celebrará em Valência (Espanha), de 1 a 9 de julho próximo. O decreto publicado pela Penitenciária Maior do Vaticano, indica que o Santo Padre que irá a Valência “e deseja que vão à cidade espanhola fiéis de todas as partes do mundo”, concede a indulgência a todos os participantes e àqueles que não puderem fazê-lo “mas estejam unidos com o espírito e o pensamento” aos fiéis presentes nos dias do encontro. No decreto, dado a conhecer hoje, mas assinado em 15 de Junho, Solenidade de Corpus Christi, recorda-se que João Paulo II estabeleceu que a cada três anos se celebrasse o Encontro Mundial da Família e que o Papa Bento XVI irá a Valência pedindo à Santíssima Trindade que o encontro traga “um grande benefício para a Igreja, especialmente em um tema, como é o da família, sede da vida e do amor, igreja doméstica, em que os pais transmitem aos filhos o dom inestimável da fé”. “O Papa ?segue o decreto?, aderindo-se de coração à convocatória mundial de Valência, estabeleceu com muito gosto a concessão da indulgência plenária aos fiéis nos termos indicados, expressando o vivo desejo de que acudam numerosos fiéis de todas as partes do mundo”. O documento assinado pelo Cardeal Stafford, recorda que a indulgência será aplicada nas condições que estabelece a Igreja: Confissão Comunhão Orar pelas intenções do Sumo Pontífice Se se participar de qualquer ato dos previstos em Valência durante o V Encontro Mundial da Família e em sua conclusão; ou “se estiverem unidos com o espírito e o pensamento”. Se rezarem em família o Pai Nosso, o Credo e outras orações para invocar a Misericórdia Divina. #Stafford #SumoPontífice #JoãoPauloII #decreto #SantíssimaTrindade #Espanha #Vida #pontífice #Solenidade #BentoXVI #Trindade #Igreja #Amor #Corpus #CorpusChristi








