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- A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 9
Autor: Pe. Juan Carlos Sack Fonte: http://www.apologetica.org Tradução: Carlos Martins Nabeto – “[Durante a Santa Ceia,] a igreja (=corpo de fiéis) em que o Senhor está presente (cf. Mateus 18,20), participa – recordando através do pão e vinho, que simbolizam o corpo e sangue de Cristo – do sacrifício perfeito de Jesus na cruz do Calvário” (Guillermo Hernández Agüero, evangélico). – “Assim, com absoluta segurança, participamos do corpo e do sangue de Cristo, porque na figura do pão te é dado o Corpo, e na figura do vinho te é dado o sangue, para que, participando do corpo e do sangue de Cristo, sejas feito concorpóreo e consanguíneo de Cristo” (São Cirilo de Jerusalén, Bispo, Século IV). [Dando continuidade a esta Série, abordaremos hoje, Cirilo de Jerusalém, Dídimo o Cego e Ambrósio de Milão]. CIRILO DE JERUSALÉM Testemunha insígne da fé da Igreja de Jerusalém no século IV, em particular através de suas “Catequeses Mistagógicas”. Instruindo os recém-batizados, ensinando a fé e a vida da Igreja, comenta o relato paulino da instituição da Eucaristia; e recitando as palavras de Jesus durante a instituição, as comenta desta maneira: – “Quando Ele mesmo declarou e disse do pão: ‘Isto é Meu corpo”, quem se atreverá a duvidar? E quando Ele mesmo garantiu e disse: ‘Isto é Meu sangue’, quem duvidará, afirmando que não é Seu sangue?” (Catequese Mistagógica 4,1). – “Em certa ocasião, por um mero desejo Seu, converteu água em vinho durante as bodas de Caná, na Galileia. Não é digno de se crer então que Ele converte o vinho em Seu sangue?” (Catequese Mistagógica 4,2). – “Portanto, com absoluta segurança participamos do corpo e do sangue de Cristo, porque na figura do pão se te é dado o corpo, e na figura do vinho se te é dado o sangue, para que, participando do corpo e do sangue de Cristo, sejas feito concorpóreo e consanguíneo de Cristo; pois assim somos também portadores de Cristo: tendo Seu corpo e Seu sangue distribuídos por nossos membros. Logo, segundo São Pedro, somos consortes da natureza divina” (Catequese Mistagógica 4,3). – “Não vejas, portanto, o pão e o vinho como coisas comuns, porque são – segundo a declaração do Senhor – corpo e sangue. Pois ainda que os sentidos te sugiram isso, a Fé te assegura o contrário. Não os julgues pelo gosto, mas pelo o que a Fé te assegura indubitavelmente, tu que foste digno do corpo e do sangue de Cristo” (Catequese Mistagógica 4,6). – “Com a certeza de que o aparente pão não é pão – ainda que o seja segundo o paladar – mas corpo de Cristo; e que o aparente vinho não é vinho – ainda que o paladar o aponte – mas sangue de Cristo (…), fortifica o teu coração, participando Dele como de um pão espiritual, rejuvenecendo a face da tua alma” (Catequese Mistagógica 4,9). – “Após nos termos santificado através desses hinos espirituais, invocamos ao bom Deus para que faça descer o Espírito Santo sobre os dons presentes, para que o pão venha a ser o corpo de Cristo e o vinho, o sangue de Cristo” (Catequese Mistagógica 5,7). – “Não deixeis o juízo à vossa garganta corporal, mas à Fé indubitável, porque quando [ao ter recebido a sagrada comunhão] a estais ingerindo, não é pão e vinho o que ingeris, mas o antítipo do corpo e sangue de Cristo” (Catequese Mistagógica 5,20). As passagens acima citadas tornam totalmente impossível qualquer dúvida acerca do realismo eucarístico de Cirilo de Jerusalém. Por isso, as últimas palavras somente podem ser entendidas assim: as espécies eucarísticas (o que aparece como pão e vinho) são símbolos que nos levam à realidade que nos é dada, isto é, o corpo e o sangue do Senhor; é o que afirma um texto anteriormente citado: “na figura de pão se dá o corpo”. Esta passagem confirma a interpretação “realista” que fornecemos em outra ocasião, ao tratar dos textos que contêm a difícil expressão grega “antítipo”. DÍDIMO O CEGO Monge de Alexandria, mestre dos mestres. Nasceu em 313 e morreu por volta de 398. Apesar de ter perdido a visão aos 4 anos de idade, converteu-se em um dos homens mais sábios do seu tempo. Foi colocado à frente da Escola de Alexandria por Santo Atanásio. Viveu sempre como leigo na periferia de Alexandria. Em um escrito seu, recentemente encontrado, lemos: – “Mais condenável e abertamente prejudicial é o jejum praticado por aqueles que se afastam do pão da vida e da carne de Jesus, que são o pão da vida, o pão da verdade descido do céu. Sendo alimento da vida, não convém de maneira nenhuma abster-se dele” (Sobre Zacarias 2,121). AMBRÓSIO DE MILÃO Um dos mais importante Padres do Ocidente. Nasceu por volta de 339 e morreu em 397. Tendo recebido uma boa educação, chegou a ser cônsul da região italiana de Ligúria e Emília, tendo estabelecido sua residência em Milão. Quando ainda era catecúmeno, foi eleito para a sé episcopal de Milão, cargo que aceitou em razão do pedido quase que unânime dos fiéis da Diocese. Foi então batizado e ordenado sacerdote e bispo. De vida exemplar, soube conduzir os civis e os governantes segundo o Evangelho. Escreveu numerosos hinos para a celebração da liturgia. Seus sermões e seu exemplo de vida foram responsáveis pela conversão de Agostinho à Fé cristã. São conservadas muitas expressões acerca da doutrina de Ambrósio sobre a real presença de Cristo na Eucaristia. Proponho aqui apenas algumas: – “‘Minha carne verdadeiramente é comida e meu sangue, bebida’: Ouvís carne; ouvís sangue; conheceis os mistérios da morte do Senhor e caluniais a divindade? (…) Sempre que nós recebemos os mistérios [na celebração eucarística], que pelo mistério da sagrada oração [eucarística] se transfiguram em carne e sangue, anunciamos a morte do Senhor” (Da Fé 4,10,124). – “Cristo é alimento para mim; Cristo é bebida; a carne de Deus é comida para mim e o sangue de Deus é bebida. Já não espero as colheitas anuais para saciar-me; Cristo me é servido todos os dias” (Exposição ao Salmo 118,15,28). A alguém a quem poderia parecer que o milagre do maná não era superado por nada na Igreja, e que ainda poderia imaginar que na celebração eucarística o pão é um pão comum, responde: – “Porém, esse pão é pão antes das palavras dos mistérios; quando sobrevém a consagração, do pão se faz carne de Cristo. Vamos prová-lo: como é que o pão pode ser corpo de Cristo? Pois, na consagração, com quais palavras e de quem são essas palavras? Do Senhor Jesus (…) É a palavra de Cristo que produz este sacramento” (Dos Sacramentos 4,4,14). E oferece ainda uma resposta final: – “Não era corpo de Cristo antes da consagração; mas depois da consagração, te digo que já é o corpo de Cristo. Ele o disse e assim Se fez; ordenou isto e Se criou” (Dos Sacramentos 4,4,16). Prova com vários exemplos a eficácia da palavra divina e conclui: – “Sabeis, pois, que do pão se faz o corpo de Cristo e que do vinho, que se encontra com água no cálice, se faz sangue pela consagração celeste. Direis, talvez: ‘Eu não enxergo aparência de sangue’. Mas se assemelha, pois como recebestes o símbolo da morte [mediante o Batismo], assim também bebeis o símbolo do precioso sangue, para que não tenhais horror [ao ver] sangue e, deste modo, seu efeito produza o preço da redenção. Sabeis, pois, que o que recebeis é o corpo de Cristo” (Dos Sacramentos 4,4,19-20). Ao inegável realismo do corpo e sangue do Senhor é acrescentado aqui uma palavra de terminologia simbólica: “similitudo”, “símbolo”. Partindo da semelhança natural do vinho com o sangue, ao vinho consagrado chama “símbolo do sangue de Cristo”, não porque Ele não esteja ali realmente (não se esqueça que essa bebida, segundo Santo Ambrósio, produz efeitos redentores), mas para que a aparência do vinho evite a repugnância natural que qualquer pessoa teria de beber sangue (a objeção do catecúmeno era: “Eu não enxergo aparência de sangue”). Mais adiante, alude às palavras da anáfora eucarística e torna a insistir: – “Antes de consagrá-lo, é pão; mas quando sobrevêm as palavras de Cristo, é o corpo de Cristo (…) Também antes das palavras de Cristo, o cálice está cheio de vinho e água; mas quando atuaram as palavras de Cristo, ali se encontra o sangue Daquele que redimiu o povo. Vede, pois, de quantas formas a palavra de Cristo pode mudar tudo. Finalmente, o próprio Senhor nos atestou que o que recebemos é o Seu corpo e o Seu sangue. Devemos duvidar da autoridade do Seu testemunho?” (Dos Sacramentos 4,5,23). Em vários de seus sermões Ambrósio nos oferece um exemplo claro de outro aspecto que é importante considerar na hora de compreender os escritos dos antigos Padres da Igreja e, assim, poder deduzir no que realmente acreditavam. Refiro-me à “disciplina do arcano”. O Pe. Ott assim a explica: “Existia então a ‘disciplina arcani’, que era um lei que obrigava os fiéis dos primeiros tempos da Igreja a guardar segredo acerca dos mistérios da fé, e de maneira particular, da Eucaristia. Era uma precaução lógica que tinha por objetivo evitar as calúnias dos pagãos, que podiam tergiversar o sentido da nova doutrina (=a Fé cristã); cf. Orígenes, Sobre Levítico, Homilia 9,10”. Em outras palavras: os cristãos dos primeiros séculos tentavam não tornar pública a doutrina eucarística exatamente porque acreditavam na presença real de Cristo, coisa que, se fosse conhecida dos pagãos, seria objeto de ironia ou perseguição. Um texto de Ambrósio ilustra isso muito bem; falando aos que tinham recebido recentemente o Batismo, após uma longa e consciente instrução, lhes diz: – “Agora já é tempo de falar dos sagrados mistérios (=a Eucaristia) e explicar-vos o significado dos Sacramentos, coisa que, se o tivéssemos feito antes do Batismo, seria mais apropriadamente uma violação à disciplina do arcano do que uma instrução” (Dos Mistérios 1,7; SC 25bis,156-158). Em sua explicação dos sacramentos cristãos, tratando da Eucaristia, propõe novamente a objeção: “Talvez direis: ‘Eu enxergo outra coisa. Como me dizes que estou recebendo o corpo de Cristo?’ É isso o que nos resta provar”. Depois de acumular exemplos onde a natureza das coisas foi alterada mediante a intercessão dos santos, responde à objeção: – “Pois se tanto poder teve a bênção humana que mudou a natureza, o que diremos da própria consagração divina, quando o que age são as próprias palavras de Nosso Salvador? Porque o sacramento que recebeis é feito com as palavras de Cristo. E se a palavra de Elias teve tanto poder para fazer descer fogo do céu, não teria poder a palavra de Cristo para alterar a natureza dos elementos? (…) A palavra de Cristo que pôde fazer do nada o que não existia, não poderá alterar o que existe naquilo que não era [isto é, converter o pão em corpo de Cristo]? É óbvio que a Virgem deu à luz fora da ordem natural; pois também aquilo que consagramos é o corpo nascido da Virgem (…) Sem dúvida nenhuma, foi a verdadeira carne de Cristo que foi crucificada e sepultada; portanto, [a Eucaristia] é verdadeiramente o sacramento da Sua carne” (Dos Mistérios 9,50-53)[39]. E, no final de seu discurso: – “É o próprio Senhor Jesus quem clama: ‘Isto é Meu corpo’. Antes da bênção com as palavras celestes, chama-se outra coisa [=”pão”]; após a consagração, temos o corpo. Ele mesmo disse que é Seu sangue. Antes da consagração, chama-se outra coisa [=”vinho”]; após a consagração, chama-se “sangue”. E tu dizes: “Amém”, ou seja, “É verdade”. O que a tua boca diz, confesse também o teu espírito. O que soam as palavras, sinta também o afeto” (Dos Mistérios 9,54). Este impressionante realismo eucarístico não apenas foi expresso constantemente pelo Bispo de Milão, como também ensinado, provado e exigido por ele aos seus fiéis, como pertencente à Fé Cristã. Logo, não há razão para ser obscurecido por uma frase como esta: “Que esta oferenda Te seja agradável, porque é figura do corpo e do sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Dos Sacramentos 4,5,21). Isto porque: 1º) Parece que se trata de uma citação extraída por Santo Ambrósio de uma outra obra; 2º) Ambrósio nunca emprega a palavra “figura” para designar os ritos sagrados, preferindo “similitudo” ou “semelhança” e “símbolo”, deixando a palavra “mistério” para a realidade profunda que encerram essas “similitudo” do pão e do vinho, ou da água e do azeite etc. Recorde-se aqui o que dissemos sobre Cirilo de Jerusalém e outros Padres acerca do emprego das palavras “tipo”, “antítipo” etc. Uma última citação: – “É por isso também que a Igreja, tendo em suas mãos tão imensa graça, exorta os seus filhos e amigos a reunirem-se para receber os Sacramentos, dizendo: ‘Comam, meus amigos. Bebam e embriaguem-se, irmãos’ (…) Nesse sacramento [da Eucaristia] Cristo está [presente], pois é o corpo de Cristo; não é, portanto, comida corporal, mas espiritual (…) porque o corpo de Cristo é o corpo do Espírito divino (…) E, finalmente, essa comida fortalece o nosso coração; essa bebida alegra o coração do homem, como anunciou o Profeta” (Dos Mistérios 9,58). Sirvam estas explicações do século IV também a aqueles que em pleno século XXI interpretam a Eucaristia católica como “canibalismo”, ou como um convite para comer “fibras, músculos, derme (…) plaquetas, plasma, glóbulos”, ou que creem possuir licença para supor que o convite à recepção frequente da Eucaristia – como, p.ex., o de Ambrósio de Milão, no séc. IV – é “mecanismo” para “um truque”[40]. Deve-se manter os dois extremos do mistério, sem destruir nenhum: a presença do corpo de Jesus na Eucaristia é real (não simbólica), ainda que seja dado de comer de maneira espiritual. (…) NOTAS: [39] Em seu artigo sobre “a teoria da transubstanciação”, Daniel Sapia menciona as palavras de um sacerdote argentino que, ao mostrar a hóstia consagrada, antes da comunhão, disse: “Este É o corpo de Jesus, O MESMO que nasceu da Santa Virgem Maria (…) Felizes os convidados para o banquete celestial”. O autor batista fica escandalizado com estas palavras, escritas sobre um momento especial, inclusive acrescentando uma breve filmagem desse instante, em que é possível ver e ouvir o referido sacerdote. Curiosamente, Ambrósio de Milão, testemunha indiscutível da Igreja primitiva, não inventou nada (está apenas transmitindo a fé recebida) e diz, dezesseis séculos antes: “[Na Eucaristia] o que consagramos é o corpo nascido da Virgem”. E se Ambrósio for considerado testemunho tardio, vamos regredir então ao século II e interpelar um discípulo dos Apóstolos: Inácio de Antioquia ensinava que a Eucaristia “é a carne de Nosso Salvador Jesus Cristo, aquela que padeceu por nossos pecados”. É claro que a expressão do sacerdote argentino está em perfeita sintonia com o que a Igreja primitiva sempre acreditou, enquanto que o autor batista está em sintonia não com a Fé da Igreja primitiva, mas com a heresia doceta, contra a qual São João Evangelista tanto lutou em suas cartas. Inácio de Antioquia nos afirma claramente: “Da Eucaristia e da oração [os docetas] se afastam, porque não confessam que a Eucaristia é a carne de Nosso Salvador Jesus Cristo, aquela que padeceu pelos nossos pecados; aquela que, por Sua bondade, o Pai ressuscitou”. [40] As expressões entre aspas são de Daniel Sapia. Segundo a doutrina católica, o corpo que se recebe na Eucaristia é o corpo glorioso de Cristo, o corpo que se levantou no sepulcro. Trata-se do próprio corpo de Cristo, embora transformado, glorificado, que adquire dimensões que o nosso corpo atualmente não possui, mas que virá a ter por ocasião da ressurreição da carne. Tentando evitar possíveis incongruências, Sapia chega ao extremo de negar que o corpo do Cristo Ressuscitado tivesse sangue. Suas palavras são estas: “O novo corpo de Cristo, no qual Ele agora reside à direita do Pai no céu, não possui sangue”. Acredito que este “ex abrupto” teológico tenha surgido para explicar, entre outras coisas, como as “fibras, músculos, derme (…) plaquetas, plasma, glóbulos” fizeram para ingressar na casa onde estavam os discípulos com as portas fechadas. Porém, levantamos esta questão: É possível sustentar que o Ressuscitado era o próprio corpo de Cristo se, por outro lado, não possuía sangue? O que teria este “corpo” para ser realmente o corpo de Cristo? Ou por acaso o Corpo Ressuscitado foi uma simples ilusão de ótica dos Seus discípulos? Isto não é realmente negar a realidade? Ou teria mesmo sido uma farsa? O que Tomé tocou na segunda aparição aos Apóstolos? Se o que viu e tocou não era um fantasma, isto se deve ao fato de ter tocado um corpo real, com sangue e tudo o mais que um corpo possui, ainda que sob nova dimensão: a dimensão do Ressuscitado. Quem comeu diante dos Apóstolos não foi a alma de Cristo, mas Seu corpo real (Lucas 24,39 e seguintes não dá margem a fantasias). Comeu mesmo Jesus com seus discípulos após Sua ressurreição? Aceitará também o “cristianismo evangélico” – do qual Sapia se autocoloca implicitamente como porta-voz nesta questão que agora nos ocupamos – esta doutrina da não-identidade real do corpo de Cristo antes e depois da ressurreição? Leia também as outras partes da série especial sobre a Eucaristia A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 1 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 2 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 3 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 4 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 5 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 6 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 7 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 8 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 9 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 10 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 11 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 12 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 13 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 14 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 15 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 16 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 17 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 18 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 19 #OpãodoSenhor #Cristo #AcarnedeCristo #Omistériodocálice #AdoraçãoaoSantíssimo #OsanguedeCristo #AbebidadoSenhor #Eucaristia #OsanguedoSenhor #Oalimentoceleste #OcorpodoSenhor #Agraçasaudável #OsantocorpodoSenhor #Abebidasaudável #Acomidaceleste #OsantodoSenhor #EusouoPãodaVida #OalimentodeCristo #OcálicedoSenhor #OcorpodeCristo
- O alerta de Maria para o Brasil
Versão áudio A Mãe do Senhor, sob o título de Nossa Senhora das Graças, visitou o Brasil no ano de 1930, aparecendo para duas jovenzinhas num sítio no interior do Recife. Uma das videntes, a Irmã Adélia, faleceu no dia 13 de outubro p.p., contudo, a mensagem a ela transmitida pela Virgem Santíssima continua atual e oportuna. Em perfeita consonância com as suas demais aparições, a Senhora das Graças preveniu as jovens de que três castigos se abateriam sobre o Brasil e que o país seria tomado pelo comunismo. Ora, a situação da sociedade brasileira não deixa margem para dúvida de que a Senhora estava certa. O país está cada mais mergulhado no ideal socialista e no marxismo cultural. Felizmente, além de alertar para o perigo, a Virgem Santíssima ofereceu também o remédio: oração e penitência. Portanto, que todos A obedeçam intensificando as súplicas e os atos de reparação para evitar que a chaga do comunismo se abata definitivamente nesta Terra de Santa Cruz. Nossa Senhora das Graças, rogai por nós. #Brasil #Comunismo #Maria #NossaSenhora
- Frei Cantalamessa na 2ª pregação do Advento: São Francisco leve a Igreja a ser humilde, a servir por
Cidade do Vaticano (RV) – A humildade de São Francisco de Assis esteve no centro da segunda pregação do Advento, na manhã desta sexta-feira na Capela Redemptopris Mater, no Vaticano, oferecida para o Papa e a Cúria Romana pelo pregador da Casa Pontifícia, o frade capuchinho Pe. Raniero Cantalamessa. “Verdade diante de Deus” e “exemplo de Cristo”: na reflexão do religioso, essas foram as duas fontes da iluminação e da humildade de São Francisco de Assis: “O mundo vai atrás de Francisco porque vê realizar-se nele aqueles valores aos quais cada um anseia: a liberdade, a paz, a paz consigo mesmo e com a Criação, a irmandade e a alegria. Nós, porém, falaremos de um dote de Francisco ao qual o mundo efetivamente não aspira, são pouquíssimos os que o aspiram, mas que, ao invés, é a raiz de todos aqueles valores que proferimos: é a humildade.” Uma humildade que deve ser compreendida olhando para o exemplo de Maria, que tinha a virtude da humildade – “e em grau máximo” – disse o Frei Cantalamessa –, mas não o sabia. E esse é o valor da virtude: “é um perfume que não sente quem o emana, mas quem o recebe”, acrescentou. No caso de São Francisco, “estamos diante da humildade essencial, a da criatura que toma consciência de si diante de Deus”: “Na medida em que a pessoa se mede somente consigo mesma ou com os outros ou com a sociedade, jamais se conhece: falta a medida exata. Francisco teve exatamente este tipo de humildade teológica. Dizia: ‘Aquilo que um homem é diante de Deus, aquilo é e nada mais’.” Ser humilde, explicou Frei Cantalamessa, “é olhar para Deus antes que a si mesmo”. O que impressiona São Francisco é a humildade de Deus: “Francisco colheu uma verdade profundíssima sobre Deus, que deveria encher-nos de estupor, veneráveis Padres e irmãos – também a nós: Deus é humildade, porque é amor.” O amor por sua natureza, refletiu o pregador da Casa Pontifícia, cria “dependência e a dependência é humildade: por isso – acrescentou –, Deus é humildade, porque é amor”. “A manifestação visível da humildade de Deus tem-se contemplando Cristo, que se coloca de joelhos diante de seus discípulos para lavar os pés deles. E podemos imaginar também que eram pés sujos! E tem-se ainda mais quando, reduzido à radical impotência na Cruz, continua amando, sem jamais condenar.” Francisco colheu o nexo entre a humildade de Deus e a encarnação. Desse modo, acrescentou, descobrimos que a humildade “não consiste principalmente no ser ‘pequenos’, porque se pode ser ‘pequenos’ sem ser humildes”: “É no fazer-se pequenos, e não por alguma necessidade, mas por amor, para elevar os outros.” Assim fez Jesus, que “se fez humilde, como se fez carne”, explicou o religioso franciscano. Portanto, um rosto novo da humildade, que se resume com uma palavra: “serviço”. Para tornar-se “o primeiro” é preciso “fazer-se último”, recordou o pregador, acrescentando que “se Deus é humildade também a Igreja deve ser humildade, se Cristo serviu, também a Igreja deve servir, por amor”: “Creio que por muito tempo a Igreja, em seu conjunto, tenha mostrado ao mundo a verdade de Cristo, mas não o suficiente e com a mesma clareza, a humildade de Cristo.” É com ela, com a humildade de Cristo, “que se aplacam as hostilidades, se desfazem os preconceitos e se abre o caminho para o acolhimento do Evangelho”. (RL) #humilde #Advento #Francisco #Cantalamessa #prega #Igreja
- A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 8
Autor: Pe. Juan Carlos Sack Fonte: http://www.apologetica.org Tradução: Carlos Martins Nabeto – “Jesus jamais ensinou a transubstanciação aos seus discípulos, isto é, que o pão literalmente se converteria no Seu corpo” (Guillermo Hernández Agüero, evangélico). – “Não se trata – como ensina a doutrina da transubstanciação – que o pão se converta em Cristo, mas que Ele é como um pão que dá a vida eterna” (Fernando Saraví, evangélico). – “Contudo, esse pão é pão antes das palavras dos mistérios; quando ocorre a consagração, do pão se faz a carne de Cristo” (Santo Ambrósio, Bispo, Século IV). [Dando continuidade a esta Série, abordaremos hoje, os quatro grandes doutores da Igreja Oriental: Atanásio de Alexandria, Basílio de Cesareia, Gregório de Nanzianzo e Gregório de Nissa]. ATANÁSIO A grande figura de Santo Atanásio (295-373) preenche uma boa parte do século IV. Como diácono e secretário de seu Bispo, Alexandre, participou do Concílio de Niceia. Foi nomeado Bispo de Alexandria. Por defender a doutrina de Niceia, foi exilado cinco vezes pelas autoridades do Império. Contrapondo a antiga Pácoa com a celebração pascal cristã, diz: – “Então (=nos dias do Antigo Testamento) celebravam a festa comendo um cordeiro irracional e afugentavam o [Anjo] exterminador untando os dentes com seu sangue. Mas agora, quando comemos o Verbo do Pai e assinalamos os lábios de nossos corações com o sangue do Novo Testamento, conhecemos a graça que o Salvador nos deu” (Cartal Festal 4,3). – “O próprio Salvador nosso, passando do figurado para o espiritual, lhes prometeu que de então em diante não comeriam a carne do cordeiro, mas a sua própria [carne], dizendo: ‘Tomai e comei; isto é o Meu corpo e o Meu sangue” (Carta Festal 4,4). – “Verás os levitas (=os sacerdotes cristãos), que levam os pães e o cálice com o vinho, e os põem sobre o altar. E enquanto não são feitas as orações e invocações, é apenas pão e vinho; mas quando terminam as magníficas e admiráveis preces, então o pão se faz corpo e o cálice [se faz] sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. E novamente: ocorre a realização dos mistérios. Este pão e este cálice, antes das orações e invocações, são puros [pão e vinho]; mas quando sobrevêm as magníficas preces e as magníficas invocações, o Verbo desce ao pão e ao cálice, e se faz o seu corpo” (Sermão aos Batizandos [fragmento]; PG 26,1325)[37]. Tratando dos frutos da comunhão eucarística, escreve: – “Nos divinizamos, não participando do corpo de um homem qualquer, mas tomando o corpo do próprio Verbo” (Carta a Máximo 2; PG 26,1088). BASÍLIO Um dos líderes mais importantes da Igreja da Capadócia. Nasceu por volta de 330. Contam-se em sua família diversos mártires e santos. É considerado um dos fundadores do monaquismo oriental. Escrevendo a um cristão acerca do proveito da comunhão frequente, diz: – “É certamente bom e proveitoso receber diariamente a Eucaristia e, assim, participar do corpo e sangue de Cristo, porque Ele diz com toda a clareza: ‘Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue possui a vida eterna’. E quem pode duvidar que participar frequentemente da Vida é a mesma coisa que possuir vida em abundância? Eu comungo quatro vezes por semana: no Dia do Senhor (=Domingo), na 4ª-Feira, na 6ª-Feira e no Sábado; e também em qualquer outro dia, se acontecer a comemoração de algum santo” (Carta 93)[38]. Em outros lugares, fala de “receber o corpo e o sangue de Cristo” e de “participar do santo corpo e sangue de Cristo” (Regra Moral 21,1-2; Regra Breve, Tratado 172). GREGÓRIO NANZIANZENO Outro dos grandes Padres Capadócios. Nasceu em 330 e morreu em 389. Trabalhou em grande sintonia com São Basílio e o irmão de Basílio, São Gregório de Nissa. Seu pai foi Bispo de Nanzianzo. Foi ordenado sacerdote em 362. Nomeado Bispo de Niceia, renunciou à esta sé por problemas canônicos. Foi Bispo de Nanzianzo por alguns anos, até que se aposentou, e passou a viver em solidão e oração até sua morte. Seus escritos são de imensa profundidade teológica. Tratando da celebração eucarística, exorta aos fiéis: – “Se desejais a Vida, comei o Corpo e bebei o Sangue sem temor e sem dúvidas” (Discurso 45, na Santa Páscoa 19). E em uma carta: – “Ó piedosíssimo: não te canses de pedir e advogar por nós, quando por tua palavra fizeres baixar o Verbo; quando pelo fracionamento incruento, usando a voz no lugar da espada, cortares o Corpo e o Sangue do Senhor (=exato momento da fração do pão eucarístico na Missa)” (Carta 171, a Anfilóquio 3). GREGÓRIO DE NISSA Irmão de São Basílio e amigo de São Gregório Nanzianzeno. Nasceu em 335 e morreu em 394. Grande místico, teólogo e escritor. Foi consagrado Bispo de Nissa, na Capadócia. Ensinando aos seguidores de Cristo como se deve entender as Escrituras, diz-lhes: – “Cremos que também agora o pão santificado pela palavra de Deus se transforma no corpo do Verbo de Deus” (Discurso Catequético 37). E em outro lugar: – “Inicialmente, o pão é comum; mas quando o mistério o consagrou, chama-se e se faz corpo de Cristo” (In Diem Luminum; PG 46,581). Afirma também que Cristo Se ofereceu em sacrifício antes mesmo do Calvário, e diz: – “Quando se deu isso? Quando aos que estavam com Ele lhes fez Seu corpo ao pão e, à bebida, Seu sangue. Porque é totalmente manifesto que os homens não podem comer um cordeiro se anteriormente não se dá a morte disto que comem. Ele, que deu Seu corpo como comida aos Seus discípulos, manifestou abertamente que já se tinha cumprido o sacrifício do cordeiro” (Discurso 1, na Santa Páscoa; PG 46,612). NOTAS: [37] Alguns colocam este texto em dúvida, não obstante a maioria dos críticos hoje o tenham como um escrito autêntico de Atanásio. [38] Compare-se o escrito de São Basílio Magno com estas expressões de Sapia no artigo já citado (com as ênfases do original): “Este sacerdote [católico] disse [ao terminar uma Missa]: ‘Queridos irmãos: vos convido a retornar todo domingo para receber Cristo, que por sua grande humildade Se transforma em hóstia por amor a nós…’ Pergunto: Receber Cristo todo domingo? É claro que somente podemos receber algo quando NÃO TEMOS esse algo (o que me parece óbvio). Significa, então, segundo se depreende das palavras do sacerdote, que Cristo ‘abandona’ o católico em algum momento da semana, já que no domingo [seguinte] deverá assistir à Missa para novamente recebê-Lo… e assim sucessivamente ao longo de toda a sua vida… Isto não apenas é antibíblico como também ilógico. No entanto, os fiéis católicos aceitam, creem e obedecem a isto… Eles creem na Igreja Católica Romana e isso os conforma para supor que estão cumprindo [seus deveres para] com Deus. O verdadeiro cristão recebe Cristo UMA ÚNICA VEZ em sua vida: no instante de reconhecê-Lo como seu único e suficiente Salvador, entregando-Lhe seu coração e todo o seu ser; o que a Bíblia chama de “nascer de novo” (algo que dificilmente ocorre com quem supõe receber Cristo pela ingestão de uma hóstia)”. É claro que cada um tem uma visão diferente do que significa “receber Jesus” e não necessariamente coincidirá com a definição de tipo dogmático expressa por Sapia, sobre como “o verdadeiro cristão” recebe a Cristo (leia-se: ele e os que pensam como ele); como se existisse uma única forma de “receber” Jesus! Entretanto, o que eu quero apontar aqui é que a fé do evangélico batista é diferente da Fé da Igreja primitiva, daquela Fé que coincide com a daquele sacerdote católico que convida os fiéis a regressarem à Igreja todo domingo para “receber a Cristo”. Vemos então que São Basílio Magno, na distante Capadócia, naquele já distante século IV, “cria na Igreja Católica Romana” e isso “o conformava para supor que estava cumprindo [seus deveres para] com Deus”. Há outros testemunhos neste artigo onde os Padres recomendam ou louvam a recepção diária da Eucaristia. Leia também as outras partes da série especial sobre a Eucaristia A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 1 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 2 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 3 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 4 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 5 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 6 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 7 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 8 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 9 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 10 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 11 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 12 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 13 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 14 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 15 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 16 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 17 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 18 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 19 #OpãodoSenhor #Cristo #AcarnedeCristo #Omistériodocálice #AdoraçãoaoSantíssimo #OsanguedeCristo #AbebidadoSenhor #Eucaristia #OsanguedoSenhor #Oalimentoceleste #OcorpodoSenhor #Agraçasaudável #OsantocorpodoSenhor #Abebidasaudável #Acomidaceleste #OsantodoSenhor #EusouoPãodaVida #OalimentodeCristo #OcálicedoSenhor #OcorpodeCristo
- Sem-teto morre nas proximidades do Vaticano. A tristeza do Papa
O homem era um dos muitos, italianos e estrangeiros, que circulam nas proximidades do Vaticano e dormem sob os pórticos da Praça Pio XI, diante da Praça São Pedro. Foi encontrado morto no estacionamento do Gianicolo, onde cotidianamente dezenas de ônibus de turismo deixam turistas e visitantes do Vaticano. O homem teve morte natural e seu corpo foi encontrado pela polícia. A notícia ficou na sombra; nenhum dos cotidianos da cidade fala desta morte ‘do inverno’. Justamente estas circunstâncias entristeceram mais ainda o Papa, que tantas vezes lamentou o fato que não se preste mais atenção nestes pequenos dramas ‘grandes’, como diz. A primeira exortação de Francisco, “A Alegria do Evangelho”, denuncia esta indignação com palavras simples, mas vibrantes: “Não é possível que a morte por congelamento de um idoso sem abrigo não seja notícia, enquanto o é a descida de dois pontos na Bolsa”. Para o Papa, “isto é exclusão”. O Bispo de Roma não ficou indiferente diante desta morte, ocorrida a poucos metros de sua casa, naquela área onde recentemente mandou o seu elemosineiro, o polonês Dom Konrad Krajewski, como seu “braço da caridade”. É a região onde os pobres da cidade se abrigam à noite, e aonde ele próprio gostaria de ir pessoalmente levar ajuda e conforto. (CM) #morre #proximidades #tristeza #Vaticano
- Aliança política entre católicos e evangélicos
Versão áudio Hoje, não é possível contribuir para o bem do Brasil sem que haja uma sólida aliança política entre os católicos e os protestantes, embora existam muitas pessoas trabalhando contra isto. Antes de explicar por que esta aliança é importante, urge que se explique o que é política. O Papa Francisco, durante sua visita ao Brasil, disse: “O futuro exige hoje o trabalho de reabilitar a política (…), que é uma das formas mais altas da caridade”01. Esta frase tem sido recorrente nos discursos do Santo Padre: a política é uma elevada forma de caridade. Trata-se de um esforço, um trabalho sistemático em prol do bem comum. E justamente por isto ela é uma forma de caridade: para buscar o bem comum, é preciso renunciar a algo que nos é próprio. Encontramo-nos na seguinte situação: uma ideologia internacional, bem financiada e determinada, está cooptando milhares de pessoas para trabalhar pela destruição do patrimônio moral multissecular do Ocidente. Um antro de criminosos pôs na cabeça que precisa acabar não só com a moralidade judaico-cristã, mas com a própria família. Como eles têm consciência de que a população como um todo é contrária aos seus anseios, eles manipulam a linguagem para destruir essas instituições sem que ninguém perceba. “Mudar o significado e o conteúdo das palavras é uma artimanha para que a reengenharia social seja aceita por todos sem protestos”02. Para combater esta investida perversa contra os próprios fundamentos da civilização, é necessária uma coalizão conservadora de católicos, protestantes, espíritas, judeus e todos os homens de boa vontade que querem verdadeiramente conservar o patrimônio espiritual, moral e jurídico que forjou o Ocidente. É evidente que, na prática religiosa do dia a dia, todo bom católico continuará acolhendo o chamado à missão e procurando a conversão dos outros. A mesma coisa acontecerá do lado dos protestantes. Ou seja, para um bom católico, o protestante continuará sendo um herege e, para um protestante convicto, um católico permanecerá sendo um idólatra. Onde há liberdade religiosa, é normal que as pessoas empreendam o diálogo entre si, tentando convencer as outras. Não é preciso, pois, revirar o passado para procurar alguma forma de desunir os cristãos. Os católicos e os evangélicos estão perfeitamente de acordo que, no plano religioso, não há acordo nenhum. É em outro campo que se quer firmar um acordo: o campo político. Para firmar este acordo, é preciso deixar de lado as diferenças para trabalhar juntos. Nesta coalizão, é preciso travar uma luta para salvar a família, a moralidade e a própria civilização, que estão sendo atacadas por uma horda de bárbaros. Esses “novos bárbaros” não vêm com a guerra, cruzando os limites geográficos de nossos territórios; mas vêm com uma ideologia, como serpentes, com a língua bifurcada: com as palavras, dizem uma coisa; mas, no fundo, querem insinuar outra. Encapam seus propósitos sórdidos com termos sofisticados, como “discriminação” e “identidade de gênero”; mas, na verdade, desejam destruir os papéis familiares de pai, mãe, esposo, esposa e filhos, e implantar suas estratégias nos currículos escolares de nossas crianças. Aplicam-se a eles as palavras do salmista: “Enquanto eles bendizem com os lábios, no coração, bem lá do fundo, amaldiçoam”03. Ninguém discute que é preciso respeitar as minorias, mas não se pode tolerar que as nossas escolas se tornem fábricas de destruição do patrimônio moral judaico-cristão. Por isso, católicos e evangélicos devem deixar de lado as suas diferenças para trabalhar juntos pelo bem comum e pelas nossas famílias, antes que seja tarde demais. Referências Papa Francisco, Encontro com a classe dirigente no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, 27.07.2013 Juan Claudio Sanahuja. Poder Global e Religião Universal. 1. Ed. Katechesis/Ecclesiae: Campinas, 2012. p. 39 Sl 61, 5 #entre #católicos #alian #Evangélicos #política
- A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 7
Autor: Pe. Juan Carlos Sack Fonte: http://www.apologetica.org Tradução: Carlos Martins Nabeto – “No caso do suposto milagre da hóstia, nosso sentido nos diz que esse elemento continha sendo o mesmo pão, de modo que a nossa vista e qualquer um dos nossos sentidos não percebem o suposto milagre na substância. Nossa fé não é cega” (Guillermo Hernández Agüero, evangélico). – “O aparente pão não é pão (ainda que o seja para o paladar), mas corpo de Cristo; e o aparente vinho não é vinho (ainda que o paladar o queira), mas sangue de Cristo” (São Cirilo de Alexandria, Bispo, Século IV). – “O que vedes é o pão e o cálice, que é também o que dizem os vossos olhos; porém, naquilo que vossa fé pede para ser instruída, o pão é o corpo de Cristo e o cálice, o sangue de Cristo (Santo Agostinho, Bispo, Século IV). [Dando continuidade a esta Série, abordaremos hoje, brevemente, os testemunhos dos Papas Dâmaso I e Sirício I, e também o antigo documento conhecido como Ambrosiaster]. DÂMASO Papa, ocupou a sé de Pedro de 366 a 384. Encomendou a São Jerônimo a tradução [latina] das Escrituras. Poeta, são conservados numerosos epitáfios que compôs para os túmulos dos mártires. Para o túmulo do jovem mártir da Eucaristia, São Tarcísio, mandou escrever estas palavras: – “Quando uma mão insana oprimia São Tarcísio, / portador dos sacramentos de Cristo, / para que os expusesse ao profano, / ele preferiu dar a sua vida em meio aos ferimentos / do que entregar aos cães raivosos os membros celestes” (Epigrammata Damasiana, ed. A. Ferrua, 15, PL 13,392). SIRÍCIO Eleito papa em 384. Grande amigo de Santo Ambrósio. Consagrou a basílica de São Paulo em Roma. No ano 385 proibiu os apóstatas de se aproximarem dos sacramentos eucarísticos, dizendo-o desta forma: – “Ordenamos que estes (=os apóstatas) se afastem do corpo e do sangue de Cristo, pelos quais, em outro tempo, ao renascerem, tinham sido redimidos” (Epístola a Himério 3,4). AMBROSIASTER Assim é conhecido um autor cujo nome autêntico é para nós desconhecido. Comentou todas as cartas de São Paulo, com exceção a dos Hebreus. É considerado um dos melhores comentários até a época do Renascimento. Sua doutrina, salvo as inclinações milenaristas, sempre foi tida por ortodoxa por toda a Igreja. Comentando o texto de Paulo sobre a Eucaristia, escreveu: – “Já que fomos libertados pela morte do Senhor, recordando esta realidade, ao comermos e bebermos a carne e o sangue que foram oferecidos por nós, queremos significar que neles adquirimos o Novo Testamento” (Sobre 1Coríntios 11,26,1). – “Recebemos o místico cálice de sangue para a defesa do nosso corpo e alma, pois o sangue do Senhor redimiu o nosso sangue, isto é, salvou o homem inteiro; pois a carne do Salvador para a salvação do corpo e do sangue foi derramado pela nossa alma” (Sobre 1Coríntios 2). Leia também as outras partes da série especial sobre a Eucaristia A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 1 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 2 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 3 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 4 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 5 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 6 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 7 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 8 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 9 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 10 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 11 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 12 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 13 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 14 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 15 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 16 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 17 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 18 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 19 #OpãodoSenhor #Cristo #AcarnedeCristo #Omistériodocálice #AdoraçãoaoSantíssimo #OsanguedeCristo #AbebidadoSenhor #Eucaristia #OsanguedoSenhor #Oalimentoceleste #OcorpodoSenhor #Agraçasaudável #OsantocorpodoSenhor #Abebidasaudável #Acomidaceleste #OsantodoSenhor #EusouoPãodaVida #OalimentodeCristo #OcálicedoSenhor #OcorpodeCristo
- Pronunciamento do Papa – Campanha mundial contra a fome
No dia 10 de dezembro de 2013, Dia Internacional dos Direitos Humanos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Cáritas Brasileira lançaram uma campanha mundial contra a fome, a pobreza e as desigualdades. Com o tema “Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas”, a campanha faz parte de uma mobilização mundial da Caritas Internationalis que articulou as 164 organizações membro para esse grande movimento em favor da vida, dos direitos humanos e da justiça social. #campanha #contra #Mundial #pronunciamento
- Nota pastoral de Dom Antonio Carlos Rossi Keller sobre o Plano Nacional de Educação
“Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus os criou, homem e mulher os criou” (Genesis 1,27) NOTA PASTORAL A respeito do PLC 103/2012 “Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus os criou, homem e mulher os criou” (Genesis 1,27) Irmãos e irmãs da Diocese de Frederico Westphalen, e homens e mulheres de boa vontade. A todos envio minha saudação no Senhor a quem ansiosamente esperamos, celebrando o Advento. No próximo dia 11 de dezembro, quarta-feira, o Senado Federal votará o PL 103/2012, o Plano Nacional de Educação, que será o parâmetro educacional para todas as escolas em nosso país. Mediante um esforço conjunto entre membros da Igreja Católica e das Comunidades de confissão Evangélica, o Sen. Álvaro Dias (PSDB – PR) apresentou um relatório que conseguiu excluir o termo “ideologia de gênero” que constava no projeto original proposto pelo MEC. No entanto, o Sen. Vital do Rëgo (PMDB – PA), da base governista, reintroduziu o mesmo conceito no projeto substitutivo, como se lê em seu próprio texto: Art. 2o – São diretrizes do Plano Nacional de Educação: “III – A superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”. Segundo os teóricos da “ideologia de gênero”, os indivíduos não se devem submeter àquilo que chamam de “ditadura do próprio corpo”, ou seja, à sua própria identidade biofísico-sexual (que eles denominam de sexismo), mas precisam se libertar, inventando seu próprio GÊNERO, o próprio papel social que se queira assumir (masculino, feminino, andrógino, transgênero ou algum outro que se possa conceber). Analisando a trajetória de países como a Suécia, este pode ser o primeiro passo da construção de todo um sistema dissolvente da identidade sexual das próximas gerações. As consequências desta teoria são funestas para uma autêntica visão antropológica do ser humano. Além disso, tal teoria, que então seria a base do ensino em nossas escolas sobre a identidade sexual, propõe um novo modelo de família, não mais fundada na união entre homem e mulher, mas legitima outras formas de famílias, consequentemente reconhecendo o chamado “casamento homossexual”. Na vigência deste princípio, a sociedade não mais se organiza a partir das diferenças patentes existentes entre homem e mulher, mas sim nas diversas possibilidades de sexualidade… Ora, tal visão é incompatível com a fé cristã, porque “subestima a realidade biológica do ser humano. Reducionista, supervaloriza a construção sociocultural da identidade sexual, opondo-a à natureza”. (Keys to bioethics, da Fundação Jerôme Lejeune, pg. 68). Tratando-se de um Projeto de Lei, todas as escolas (mesmo as confessionais) precisariam se adequar, caso fosse sancionado, sob pena de serem acusadas de promoverem a desigualdade e a discriminação. Por isso, precisamos reagir como cidadãos que vivem a fé cristã, e solicitar de nossos representantes que atendam ao pedido do povo brasileiro, profundamente avesso a estas práticas, não aprovando este Projeto de lei da forma como está sendo apresentado. Seria importante que cada diocesano e cada pessoa de boa vontade, cidadão com direito de se manifestar, entrasse em contato com os senadores de nosso estado, e o fizesse imediatamente. Resta-nos pouco tempo. As famílias brasileiras contam com a nossa prontidão. Abaixo, coloco os nomes, telefones e endereços eletrônicos dos senadores gaúchos em exercício, para que aqueles que puderem, possam manifestar sua opinião contrária à aprovação deste Projeto de Lei Complementar. Ana Amélia de Lemos telefone: (61) 3303 6083 FAX: (61) 3303.6091 correio eletrônico: ana.amelia@senadora.leg.br Paulo Renato Paim telefone: (61) 3303-5227/5232 FAX: (61) 3303-5235 correio eletrônico: paulopaim@senador.leg.br Pedro Jorge Simon telefone: (61) 3303-3232 FAX: (61) 3303-1304 correio eletrônico: simon@senador.leg.br Desejando a todos, já antecipadamente, um Feliz e Santo Natal do Senhor, abençoo-os, + Antonio Carlos Rossi Keller Bispo de Frederico Westphalen #rossi #keller #sobre #Carlos #Pastoral #Antônio
- A educação religiosa dos filhos começa nos joelhos dobrados da mãe!
Fonte: Dominus Est Ó mães cristãs, ensinai a vossos filhos a amar a Deus, o Pai nosso bondosíssimo que está no céu… que nos criou …, que nos conserva em vida, que incessantemente nos dá novos benefícios. Infundi, em seus coraçõezinhos o santo temor de Deus, que sempre está presente, porque está em toda parte, que tudo vê, tudo ouve e a todos recompensa ou castiga. Oh! inspirai-lhes um grande horror ao pecado, que ofende a Deus, atrai os castigos e merece o inferno. O coração dos pequenos, como cera mole, receberá impressões salutares, que dificilmente se apagarão. A medida que crescem, continuai a subministrar-lhes uma educação religiosa mais sólida e completa. Habituai-os em tempo à oração, à freqüentar a Igreja, a prática dos Sacramentos. Enviai-os ao Catecismo*, às prédicas e instruções sobre religião. Ensinai-lhes a rezar e exigi que rezem bem: isto é, devagar, recolhidos, devotos, com todo o respeito que se deve a Deus, e ao lugar santo que é a Igreja. Observai bem: quando e como vossos filhos perdem o amor à Igreja, à oração e aos Sacramentos? Quando começam a rezar mal, a perder o respeito ao lugar santo, e a aproximar-se dos Sacramentos da Confissão e da Comunhão com indiferença e sem respeito. Vós também rezai cada dia com eles, para que o Bom Deus vo-los conserve sempre bons. Os filhos são vossas jóias as mais preciosas. Trecho do livro “Casai-vos bem” – Pe.Luís Chiavarino – pág 114-115. #Educação #EducaçãoCatólica #Filhos
- A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 6
Autor: Pe. Juan Carlos Sack Fonte: http://www.apologetica.org Tradução: Carlos Martins Nabeto – “Cristo nos deixou a sua carne [na Eucaristia] e também subiu [ao céu] com ela” (São João Crisóstomo, Bispo, séc. IV). – “A Fé diz que Deus pode muito bem e de algum modo, manter o corpo de Cristo no céu e fazer também, de outro modo, que esteja no pão” (Martinho Lutero; W26,414,4-6). – “Uma fantasia sugere que cada uma das milhões de hóstias é o corpo físico do Cristo completo, íntegro e inteiro, anterior à crucificação, enquanto, ao mesmo tempo, Cristo estaria no céu, com seu corpo ressuscitado” (Daniel Sapia, evangélico). [Dando continuidade a esta Série, abordaremos hoje os testemunhos de Cirilonas de Edessa, Juvenco da Espanha, Eusébio de Cesareia e Hilário de Poitiers]. CIRILONAS Temos poucos dados biográficos sobre este autor, embora vários de seus poemas sejam conservados. Suas obras foram escritas em Edessa, no final do século IV. Os textos que nos chegaram desta testemunha da fé cristã das igrejas que tinham sido fundadas pelos Apóstolos são de um forte realismo eucarístico. – “Pôs-se de pé [no Cenáculo], elevou-se a Si mesmo por amor e manteve Seu próprio corpo levantado em Suas mãos. Sua [mão] direita era um altar sagrado; Sua mão erguida, uma mesa de misericórdia” (Homilia sobre a Páscoa 1; in: BKV 6,33 [Ausgewählte Schriften der Syrischen Dichter]). Põe nos lábios de Jesus as seguintes palavras, incentivando Seus discípulos e fiéis a receberem a Eucaristia: – “Vinde, discípulos meus; recebei-Me. Quero pôr-Me em vossas mãos. Vede: estou aqui, de pé, em inteira verdade; porém, comei também [o Meu corpo] em inteira verdade” (Homilia sobre a Páscoa 1; in: BKV 6,37). – “Este memorial não deve cessar entre vós até o fim do mundo. Portanto, meus irmãos, deveis fazê-lo em todos os tempos e lembrar-vos de Mim. Comestes o Meu corpo; não Me esquecereis. Bebestes o Meu sangue; não me desprezareis” (Homilia sobre a Páscoa 1; in: BKV 6,38)[31]. JUVENCO Testemunha da fé da Igreja da Espanha no início do século IV. Chegaram até nós diversas obras poéticas cristãs escritas em latim. Suas obras datam de 330, aproximadamente. São Jerônimo o menciona em vários escritos. Narrando a instituição da Eucaristia, diz: – “Dizendo isto, começou a partir o pão com Suas mãos. E, depois de orar santamente, ensinou aos discípulos que dessa forma estariam comendo o Seu próprio corpo. A seguir, o Senhor tomou o cálice cheio de vinho e o santificou com ação de graças, e o deu a beber, ensinando que o que lhes tinha distribuído era o Seu sangue; e disse: ‘Este sangue redimiu os pecados do povo'” (Evangeliorium 4,4,447-453). EUSÉBIO DE CESAREIA Considerado o pai da historiografia eclesiástica. Nasceu na Cesareia da Palestina em 263. Discípulo do presbítero Pânfilo e, através deste, de Orígenes. Em 313 foi nomeado Bispo da Cesareia. Durante a disputa ariana, nem sempre se mostrou católico, por desejo de conciliar as duas partes e alcançar a paz. Chegou a ser excomungado pelo Sínodo da Antioquia de 325. Neste mesmo sentido, teve problemas com o Concílio de Niceia, porém finalmente assinou a declaração dogmática da grande Assembleia contra Ário. Sua obra mais importante, sem dúvida alguma, foi a “História Eclesiástica”, que escreveu entre os anos 300 e 325. Muito apreciado como historiador e acadêmico, menos porém como teólogo, por diversas de suas impressões doutrinárias. Eusébio possui expressões que podem muito bem ser tomadas como “simbólicas” em relação à presença de Jesus na Eucaristia. Falando dos pães da proposição, dizendo que eram “símbolo e imagem” do pão da vida, acrescenta: – “Por isso, sabendo Davi (Salmo 33,6) de quem era a imagem do pão da proposição, nos convida a aproximar-nos não daquele pão corpóreo, mas do pão que é representado no corpóreo. Assim, nós que estamos na terra, participamos do pão que desceu do céu e do Verbo que Se esvaziou a Si mesmo e Se abreviou”[32]. Retenhamos o vocabulário: os pães da proposição são “símbolo e imagem” do pão da vida, que é o Verbo que desceu do céu. No mesmo ambiente tipológico, Eusébio comenta Gênesis 49,11 (“Lavará suas vestes no vinho e seu manto no sangue da uva”); Eusébio enxerga aqui uma insinuação da Paixão: – “Através do vinho, que era símbolo do Seu sangue, purifica os que são batizados no Seu sangue”. Do versículo seguinte (“Seus olhos estão alegres pelo vinho e seus dentes são mais brancos que o leite”), pensa que expressa de maneira obscura os mistérios do Novo Testamento de Nosso Senhor e, em particular… – “…a alegria do vinho místico que Ele entregou aos Seus discípulos, dizendo-lhes: ‘Tomai e bebei: este é Meu sangue’ (…) e o esplendor e pureza do alimento místico, porque novamente Ele entregou aos Seus discípulos os símbolos da divina economia, ordenando que se fizesse a imagem do Seu próprio corpo”. O vinho que é “símbolo” do Seu sangue não é o vinho eucarístico, mas o vinho do texto que Eusébio está comentando. O corpo e o sangue do Senhor são a realização dos símbolos profetizados, que por isso mesmo são chamados de “imagem”, isto é, “reprodução do que foi profetizado”[33]. O mesmo se pode encontrar em outra passagem, onde o sacrifício de Cristo vem para cumprir as figuras dos antigos sacrifícios judaicos. Os cristãos receberam o mandato de celebrar sobre o altar a memória desse sacrifício… – “…através dos símbolos de Seu corpo e de Seu sangue salvador, segundo a instituição do Novo Testamento” (Demonstração Evangélica 1,10). O pão e o vinho têm aqui, como símbolos, uma função de memória em relação com o sacrifício de Cristo[34]. Por outro lado, se Eusébio tivesse tido um conceito simbólico da Eucaristia que excluísse a doutrina católica da presença real do Senhor, então jamais poderia ter dito o seguinte, ao tratar da celebração da Eucaristia: – “Nós, que pertencemos ao Novo Testamento, celebrando a nossa Páscoa a cada domingo, sempre nos saciamos com o corpo do Salvador; sempre participamos do sangue do Cordeiro” (Da Solenidade Pascal 7). Em relação a certas passagens patrísticas que podem dar margem a interpretações simbólicas, creio que seja oportuno observar o seguinte: a doutrina católica sobre a presença real de Jesus exclui toda espécie de apresentação grosseira do mistério eucarístico, como a chamada “cafarnaítica”, segundo a qual a carne literal de Jesus será dada de comer aos fiéis. Esta foi a interpretação que despertou escândalo entre os ouvintes de João 6. Esta interpretação é a que se pretende inculcar nos católicos quando se lhes perguntam, por exemplo: “[Jesus] estava realmente ensinando que devemos comer a Sua carne (fibras, músculos, derme) e beber o Seu sangue (plaquetas, plasma, glóbulos)?”[35]. Jesus tinha outra coisa em mente, segundo a qual daria a comer e a beber: sim, Seu próprio corpo e Seu próprio sangue (“Meu corpo é verdadeira comida e Meu sangue é verdadeira bebida” [João 6,55]), mas de tal maneira que seus discípulos simplesmente comeriam pão e beberiam vinho, evitando assim todas as ridicularizações a que recorrem até hoje os inimigos da presença real[36]. Neste sentido, visto que o pão continua sendo apresentado simples e empiricamente como pão e o vinho como vinho, é possível se referir a eles como “símbolos” do corpo e do sangue do Senhor, pois apesar de serem mostrados como pão e vinho, são indicadores de uma realidade invisível que os transcendem; no pão e no vinho eucarísticos, após o relato da instituição da Eucaristia pelo sacerdote, são verdadeiramente, realmente e substancialmente o corpo, sangue, alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, ainda que as aparências continuem sendo as do pão e vinho. E enquanto aparências, são símbolos de uma realidade diferente, a saber: de Jesus, o Pão da Vida. Isto explica o fato de que em alguns textos que vimos e ainda veremos, alguns Padres falem de certo simbolismo do pão e do vinho em relação ao corpo e sangue do Senhor e, a seguir, ensinem que na Eucaristia o próprio Jesus Cristo é recebido. HILÁRIO DE POITIERS O “Atanásio do Ocidente”, assim conhecido por sua defesa das doutrinas anti-arianas do Concílio de Niceia. Converteu-se à Fé cristã após o estudo do Antigo e do Novo Testamento. Embora casado, os sacerdotes e os fiéis de Poitiers, na França, o elegeram como seu Bispo em 350. Sofreu muito pela Fé verdadeira, sobretudo ao ser desterrado. Morreu em 367 e é considerado uma das colunas do triunfo da Fé Nicena contra o Arianismo. Foi proclamado “Doutor da Igreja” pelo Papa Pio IX, em 1851. Em pleno ambiente anti-ariano, Hilário arguiu a realidade da Eucaristia (indiscutivelemente vivida na Igreja) à verdade da natureza divina de Cristo e escreveu, ao comentar João 17,22-23: – “Como Cristo está hoje em nós: por verdade da natureza ou por concordância de vontade? Porque se o Verbo verdadeiramente Se fez carne e nós, no alimento do Senhor, verdadeiramente comemos o Verbo feito carne, como se concluirá que Ele não permanece naturalmente conosco? Ele que nasceu do homem, tomou a natureza da nossa carne, inseparável Dele, e, no mistério que nos comunica a Sua carne, uniu a natureza da Sua carne com a natureza da Sua divindade” (Da Trindade 8,13). – “Porque Ele mesmo disse: ‘Minha carne é verdadeiramente comida e Meu sangue é verdadeiramente bebida. Aquele que come a Minha carne e bebe o Meu sangue permanece em Mim e Eu nele’. Sobre a verdade da carne e do sangue, não há lugar para dúvidas, pois agora, pela profissão do Senhor e pela nossa fé, é verdadeiramente carne e verdadeiramente sangue. E quando essa carne é comida [para o fiel] e o sangue é bebida, então fazem com que permaneçamos em Cristo e Cristo em nós” (Da Trindade 8,14). – “Recordamos todas essas coisas porque os hereges, mentindo ao dizer que somente existe unidade de vontade entre o Pai e o Filho, empregavam o exemplo da nossa união com Deus, como se estivéssemos unidos ao Filho e pelo Filho ao Pai, apenas por nossa submissão e vontade religiosas e, assim, não se concedera qualquer propriedade de união natural ao sacramento da carne e do sangue. Sendo assim, que o mistério da verdadeira e natural unidade [entre Cristo e aqueles que recebem este sacramento] seja proclamado pela honra que supõe para nós a doação do Filho; e pela permanência segundo a carne do Filho em nós, já que estamos corporal e inseparavelmente unidos a Ele” (Da Trindade 8,17). NOTAS: [31] Os adversários da presença real costumam afirmar que Jesus pediu para que a Eucaristia fosse celebrada “em Minha memória”, como se essa “memória” fosse contrária à “presença” de Jesus. Nos Padres da Igreja, como também na doutrina católica, os conceitos de “memória” e “presença” não se opõem: em memória de Jesus celebramos “isto” (segundo as palavras do Senhor: “Fazei isto em Minha memória”) e “isto” faz também referência à oferta do Seu corpo e do Seu sangue (“Isto é o Meu corpo entregue por vós”). [32] Comentário ao Salmo 33,6. [33] Para maiores informações sobre o tema, veja-se Dufort, “Le Symbolisme Eucharistique aux Origines de l’Église”, pp. 33-35. [34] Veja-se a obra de J. Betz, “Die Eucharistie in der Zeit der Griechischen Väter”, tomo 1/1 (Freiburg 1955), que é fonte obrigatória para o estudo da linguagem eucarística dos Padres gregos. [35] Daniel Sapia, em seu artigo “A Teoria da Transubstanciação”. Esta ridícula apresentação que o Webmaster batista quer colocar na boca da Igreja nunca foi doutrina católica, como demostram, entre outros, Santo Agostinho, ao assinalar que “eles (=os ouvintes de Jesus em João 6) entenderam a carne como aquela que se solta de um cadáver, ou como aquela que é vendida no mercado, não a que se encontra animada pelo Espírito”; e: “entenderam-No carnalmente e imaginaram que o Senhor iria cortar algumas partes do Seu corpo para dar a eles”; ou São Cirilo de Alexandria, quando pregava que “quando ouviram [Jesus] dizer: ‘Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem, se não beberdes o Seu sangue, não tereis vida em vós’, imaginaram que estavam sendo convidados para algo cruel, próprio das feras: que desumanamente seriam obrigados a comer carne e a beber sangue; que seriam obrigados a fazer coisas que, só de ouvir, qualquer um já estremece”; ou o próprio Martinho Lutero, que afirmava: “Os judeus pensaram que deveriam comer Cristo, do mesmo modo que se come o pão e a carne do prato, ou como um leitãozinho assado”. A Igreja rejeita toda apresentação grosseira do mistério eucarístico e entende o comer a carne de Cristo no sentido real, porém sacramental e místico, não como que extraído de um cadáver ou como se fosse um leitãozinho assado. [36] A ridícula acusação de canibalismo, por exemplo. Leia também as outras partes da série especial sobre a Eucaristia A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 1 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 2 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 3 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 4 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 5 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 6 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 7 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 8 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 9 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 10 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 11 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 12 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 13 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 14 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 15 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 16 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 17 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 18 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 19 #OpãodoSenhor #Cristo #AcarnedeCristo #Omistériodocálice #AdoraçãoaoSantíssimo #OsanguedeCristo #AbebidadoSenhor #Eucaristia #OsanguedoSenhor #Oalimentoceleste #OcorpodoSenhor #Agraçasaudável #OsantocorpodoSenhor #Abebidasaudável #Acomidaceleste #OsantodoSenhor #EusouoPãodaVida #OalimentodeCristo #OcálicedoSenhor #OcorpodeCristo
- A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 5
Autor: Pe. Juan Carlos Sack Fonte: http://www.apologetica.org Tradução: Carlos Martins Nabeto – “[Jesus] estava realmente ensinando que devemos comer a Sua carne (fibras, músculos, derme) e beber o Seu sangue (plaquetas, plasma, glóbulos)?” (Daniel Sapia, evangélico). – “A tua opinião é que pelo consumo espiritual exclui-se o corporal. Os judeus [realmente] imaginaram que tinham que comer Cristo, do mesmo modo que o pão e a carne são colocados no prato, ou como um leitãozinho assado” (Martinho Lutero). [Dando continuidade a esta Série, abordaremos hoje os testemunhos de Firmiliano de Cesareia, Cipriano de Cartago, e Afraates e Efrem da Síria]. FIRMILIANO DE CESAREIA Era também discípulo de Orígenes. Bispo de Cesareia, na Capadócia. Grande amigo de São Cipriano. Morreu por volta de 268. Em uma carta a São Cipriano, tratando da reiteração do batismo nos hereges, escreveu também: – “Grande delito é o mesmo daqueles que são admitidos e o daqueles que permitem que o corpo e o sangue do Senhor sejam tocados, temerariamente usurpando a comunhão sem terem sido lavadas suas manchas pelo batismo da Igreja, nem terem sido expostos os seus pecados, uma vez que está escrito: ‘Quem come do pão ou bebe do cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor'”[28] (Epistolário de São Cpriano, Epístola 75,21). CIPRIANO DE CARTAGO Figura de grande importância na Igreja africana da primeira metade do século III. Nasceu entre os anos 200 e 210. Converteu-se à fé cristã por volta de 246. Foi sacerdote e, a seguir, Bispo de Cartago. Escreveu abundantemente, em particular aos seus sacerdotes. Foi martirizado no ano 258. O Pe. d’Ales[29] extraiu das obras de São Cipriano as seguintes expressões acerca do pão e do vinho eucarísticos: – O corpo do Senhor – O santo corpo do Senhor – O corpo de Cristo – A carne de Cristo – O santo do Senhor – O alimento de Cristo – O alimento celeste – O pão do Senhor – A graça saudável – A comida celeste – O sangue do Senhor – O sangue de Cristo – O mistério do cálice – O cálice do Senhor – A bebida do Senhor – A bebida saudável Comentando a Oração do Senhor (o Pai Nosso), ensina: – “Porque Cristo é o pão daqueles que tocam o seu corpo; e esse pão é aquele que pedimos que nos seja dado todos os dias, a não ser que nós, os que estamos em Cristo e recebemos todos os dias a Sua Eucaristia como alimento de salvação, nos abstenhamos – por apresentarmos algum pecado mais grave – e não comunguemos, de modo que deixamos de receber o pão celeste e nos separamos do corpo de Cristo, segundo a Sua palavra: ‘Eu sou o pão da vida’ (…) Quando Ele diz que aquele que come o Seu pão vive eternamente, do mesmo modo que é claro que vivem os que tocam o Seu corpo e recebem a Eucaristia por direito de comunhão, ao contrário, devem temer e pedir para que, separando-se do corpo de Cristo e não comungando, não sejam separados da salvação (…). É por isso que pedimos que todos os dias nos dê Ele o pão nosso, isto é, Cristo, para que permaneçamos e vivamos em Cristo, e não nos afastemos da Sua santificação e do Seu corpo” (Da Oração do Senhor 18). Diante das práticas de alguns, que usavam água na Eucaristia ao invés de vinho, contesta: – “Que no cálice que se oferece em Sua memória seja oferecida uma mistura de vinho [com um pouco de água], porque tendo dito Cristo: ‘Eu sou a verdadeira vinha’, o sangue de Cristo não é, indubidavelmente, água, mas vinho. Também não pode parecer que no cálice se encontra o Seu sangue – com o qual fomos redimidos e vivificados – se nesse cálice não há vinho, o qual é o sangue de Cristo, predito pelo mistério e testemunhado por todas as Escrituras” (Epístola 63,2). Nos tempos de perseguição – ensina Cipriano – deve-se dar a Eucaristia para os cristãos não irem desarmados para o combate, mas… – “…armados com a proteção do sangue e do corpo de Cristo”… …já que a Eucaristia é feita para isto: para ser defesa dos que a recebem: – “Se negamos o sangue de Cristo aos que partem para a luta, como podemos ensinar-lhes ou incitar-lhes a derramar seu sangue para confessar o nome [de Cristo]?” (Epístola 57,2)[30]. E no mesmo sentido: – “Aproxima-se agora uma luta mais difícil e feroz, para a qual os soldados de Cristo devem se preparar com uma fé incorrupta e uma robusta virtude, considerando que por isso bebem diariamente do cálice do Senhor, para que possam também eles derramar seu sangue por Cristo” (Epístola 58,1). Falando acerca daqueles cristãos que tinham apostatado, pelo menos materialmente, da sua fé e que agora tornavam a se aproximar para receber a Eucaristia sem anter fazer penitência e sem haver se reconciliado, diz: – “Violenta-se assim o corpo e o sangue [do Senhor] e agora com suas mãos e sua boca pecam ainda mais contra o Senhor do que antes, quando O negaram” (Dos Lapsos 16). AFRAATES Testemunha a fé eucarística da Igreja da Síria. Nascido por volta de 280, morreu pouco depois de 345. Estes dois textos nos servem: – “Quando alguém, abstendo-se de todo pecado, recebe o corpo e o sangue de Cristo, deve cuidar da sua boca com cuidado, eis que por ela entra o Filho do Rei” (Demonstração 3,2). – “O Senhor, por suas próprias mãos, deu o Seu corpo para ser comido; e antes da sua crucificação, deu o Seu sangue para que fosse bebido” (Demonstração 12,6). EFRÉM Eminente membro da Igreja da Síria. Nasceu em Nísibis por volta do ano 306. Foi ordenado diácono e assim permaneceu por toda a sua vida. Discípulo do Bispo de Nísibis, Tiago. Grande poeta, compôs um grande número de obras espirituais e artísticas, todas de conteúdo cristão. Conservam-se poemas e homilias. Cito alguns textos: – “Os sacerdotes dos tempos antigos desejaram ver a tua beleza e não a viram. / Os sacerdotes dos tempos médios odiaram a tua beleza e a rejeitaram / Os sacerdotes da Igreja Te tomaram em suas mãos, / Pão da Vida que desceu [à terra] e se uniu aos nossos sentidos” (Da Virgindade 35,12). – “Que nos santifiquemos pelo Teu corpo e pelo Teu sangue; e estejam entre os redimidos, nós, que comemos o Teu corpo e bebemos o Teu precioso sangue” (Sermão 1,655-657). – “O corpo que Ele tomara de Maria esta tornou a tomá-lo no pão e na oferenda” (Da Epifania 8,23). – “De um jeito novo o Seu corpo se uniu ao nosso e o Seu sangue puro foi derramado em nossas veias; Sua voz no ouvido, Sua luz nos olhos. Por sua piedade, uniu-Se totalmente a nós” (Da Virgindade 37,2). NOTAS: [28] Firmiliano cita as severas palavras do Apóstolo em 1Coríntios 11,27. Alguém poderia ser considerado “réu do corpo e do sangue do Senhor” se o pão que é consumido nas celebrações fosse um simples simbolismo? [29] “La Théologie de Saint Cyprien” (Paris 1922), pp. 263-264. Aí se encontram as referências para cada expressão. [30] Observe-se a força da expressão: a Eucaristia como presença real do sangue de Cristo é o fundamento para a fortaleza daqueles que irão derramar seu próprio sangue em testemunho da sua Fé. Leia também as outras partes da série especial sobre a Eucaristia A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 1 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 2 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 3 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 4 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 5 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 6 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 7 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 8 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 9 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 10 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 11 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 12 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 13 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 14 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 15 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 16 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 17 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 18 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 19 #OpãodoSenhor #Cristo #AcarnedeCristo #Omistériodocálice #AdoraçãoaoSantíssimo #OsanguedeCristo #AbebidadoSenhor #Eucaristia #CiprianodeCartago #OsanguedoSenhor #Oalimentoceleste #OcorpodoSenhor #Agraçasaudável #FirmilianodeCesareia #OsantocorpodoSenhor #Abebidasaudável #Acomidaceleste #OsantodoSenhor #EusouoPãodaVida #OalimentodeCristo #OcálicedoSenhor #OcorpodeCristo #Jesus
- Apelo em defesa da família brasileira
A ideologia de gênero está prestes a ser sacralizada em nosso país. Sua inserção no Plano Nacional de Educação representa um enorme ameaça àqueles a quem deveríamos proteger: nossos jovens e crianças. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=UXMSfF0_Foc[/youtube] Neste vídeo, Padre Paulo Ricardo faz um apelo urgente a todo aquele que se insere na imensa maioria de cidadãos brasileiros contrários à ideologia que vem sendo introduzida no país por um grupo de ideólogos, capitaneados pelo Partido dos Trabalhadores. Na próxima quarta feira, dia 11, será votada no Plenário do Congresso o Plano Nacional de Educação (PLC 103/2012) que pretende sacralizar pelos próximos 10 anos a ideologia de gênero nas escolas. Mas, o que é a ideologia de gênero? De maneira resumida, é possível dizer que é uma forma perversa de pensar segundo a qual todos nós nascemos com um SEXO (homem ou mulher), mas precisamos nos libertar da “ditadura de nosso corpo” (sexismo) e construir nossa própria identidade escolhendo: 1) Nosso próprio GÊNERO (masculino, feminino, andrógino, transgênero ou qualquer outro) 2) E nossa própria ORIENTAÇÃO SEXUAL (heterossexual, homossexual, bissexual, transexual, pedófilo, sado-masoquista, etc.) Ora, se essa lei for aprovada não haverá mais possibilidade de objeção de consciência por parte dos pais nem mesmo das escolas católicas, por exemplo. As crianças, que hoje têm 07 anos, ao fim da validade do Plano estarão com 17, às portas da universidade, portanto, já deformadas pela mentalidade de gênero. Não podemos deixar que isso aconteça. O Brasil é um país democrático e como tal deve ter os desejos da população respeitados. Por isso, leve aos representantes da nação a sua opinião sobre o tema. O que fazer? Entre em contato com todos os senadores (principalmente do seu estado!), se identifique como eleitor e explique porque você é contra a Ideologia de Gênero no Plano Nacional de Educação. Mas existem três senadores que são mais importantes estrategicamente. 1) Se você é da Paraíba, sua missão é urgente! Fale com os assessores do Senador Vital do Rego. SENADOR VITAL DO RÊGO (PMDB-PB) (61) 3303-6747 (61) 3303-6753 vital.rego@senador.leg.br 2) Se você é de Alagoas, entre então em contato urgente com o Senador Renan Calheiros (PMDB) presidente do senado. SENADOR RENAN CALHEIROS (PMDB-AL) (61) 3303-2261/2263 (61) 3303-1695 renan.calheiros@senador.leg.br 3) Se você é do Distrito Federal, entre em contato com o Senador Gim Argello. SENADOR GIM ARGELLO (PTB-DF) (61) 3303-1161/3303-1547 (61) 3303-1650 gim.argello@senador.leg.br 4) Se você é de outras partes do Brasil. Entre em contato com os seus Senadores E-mails dos senadores acir@senador.leg.br; aecio.neves@senador.leg.br;alfredo.nascimento@senador.leg.br; aloysionunes.ferreira@senador.leg.br;alvarodias@senador.leg.br; ana.amelia@senadora.leg.br;ana.rita@senadora.leg.br; angela.portela@senadora.leg.br;anibal.diniz@senador.leg.br; antonio.rodrigues@senador.leg.br; antoniocarlosvaladares@senador.leg.br;armando.monteiro@senador.leg.br; benedito.lira@senador.leg.br;blairomaggi@senador.leg.br; casildomaldaner@senador.leg.br;cassio@senador.leg.br; cicero.lucena@senador.leg.br;ciro.nogueira@senador.leg.br; clesio.andrade@senador.leg.br; cristovam@senador.leg.br; cyro.miranda@senador.leg.br;delcidio.amaral@senador.leg.br; eduardo.amorim@senador.leg.br;eduardo.braga@senador.leg.br; eduardo.lopes@senador.leg.br;eduardo.suplicy@senador.leg.br; ecafeteira@senador.leg.br;eunicio.oliveira@senador.leg.br; fernando.collor@senador.leg.br; flexaribeiro@senador.leg.br; francisco.dornelles@senador.leg.br;garibaldi@senador.leg.br; gim.argello@senador.leg.br;humberto.costa@senador.leg.br; inacioarruda@senador.leg.br;ivo.cassol@senador.leg.br; jader.barbalho@senador.leg.br;jarbas.vasconcelos@senador.leg.br; joao.alberto@senador.leg.br; capi@senador.leg.br; joaodurval@senador.leg.br; joaoribeiro@senador.leg.br;j.v.claudino@senador.leg.br; jorgeviana.acre@senador.leg.br;jose.agripino@senador.leg.br; gab.josepimentel@senado.leg.br;sarney@senador.leg.br; katia.abreu@senadora.leg.br;lidice.mata@senadora.leg.br; lindbergh.farias@senador.leg.br; lobaofilho@senador.leg.br;lucia.vania@senadora.leg.br; luizhenrique@senador.leg.br;magnomalta@senador.leg.br; maria.carmo@senadora.leg.br;mario.couto@senador.leg.br; mozarildo@senador.leg.br;osvaldo.sobrinho@senador.leg.br; paulobauer@senador.leg.br; paulodavim@senador.leg.br; paulopaim@senador.leg.br;simon@senador.leg.br; pedrotaques@senador.leg.br;randolfe.rodrigues@senador.leg.br; renan.calheiros@senador.leg.br;ricardoferraco@senador.leg.br; roberto.requiao@senador.leg.br;rollemberg@senador.leg.br; romero.juca@senador.leg.br; ruben.figueiro@senador.leg.br; sergiopetecao@senador.leg.br;sergiosouza@senado.leg.br; valdir.raupp@senador.leg.br;vanessa.grazziotin@senadora.leg.br; vicentinho.alves@senador.leg.br;vital.rego@senador.leg.br; waldemir.moka@senador.leg.br;pinheiro@senador.leg.br; wellington.dias@senador.leg.br; wilder.morais@senador.leg.br; zeze.perrella@senador.leg.br; Telefones e faxes das lideranças do Senado SENADOR RENAN CALHEIROS (PMDB-AL) (61) 3303-2261/2263 (61) 3303-1695 renan.calheiros@senador.leg.br SENADOR ALVARO DIAS (PSDB-PR) (61) 3303-4059/4060 (61) 3303-2941 alvarodias@senador.leg.br SENADOR GIM ARGELLO (PTB-DF) (61) 3303-1161/3303-1547 (61) 3303-1650 gim.argello@senador.leg.br SENADOR ALOYSIO NUNES FERREIRA (PSDB-SP) (61) 3303-6063/6064 (61) 3303-6071 aloysionunes.ferreira@senador.leg.br SENADOR EDUARDO BRAGA (PMDB-AM) (61) 3303-6230 (61) 3303-6233 eduardo.braga@senador.leg.br SENADOR JOSÉ PIMENTEL (PT-CE) (61) 3303-6390 /6391 (61) 3303-6394 gab.josepimentel@senado.leg.br SENADOR WELLINGTON DIAS (PT-PI) (61) 3303 9049/9050/9053 (61) 3303 9048 wellington.dias@senador.leg.br SENADOR JOSÉ AGRIPINO (DEM-RN) (61) 3303-2361 a 2366 (61) 3303-1816/1641 jose.agripino@senador.leg.br SENADOR RODRIGO ROLLEMBERG (PSB-DF) (61) 3303-6640 (61) 3303-6647 rollemberg@senador.leg.br SENADOR VITAL DO RÊGO (PMDB-PB) (61) 3303-6747 (61) 3303-6753 vital.rego@senador.leg.br SENADOR INÁCIO ARRUDA (PC DO B-CE) (61) 3303-5791 3303-5793 (61) 3303-5798 inacioarruda@senador.leg.br #Apelo #brasileira #defesa #família
- Ateia desde a infância se converte lendo C. S. Lewis
Há pouco mais de um mês o site de notícias católico, Religión en Libertad, publicou o testemunho de uma ateia que se converteu lendo C.S. Lewis. Seu nome é Sandra Snowden Elam. Cresceu numa família cuja mãe era católica e o pai ateu. Este não permitia que a palavra “Deus” fosse pronunciada dentro de casa, muito menos que sua esposa educasse os filhos segundo a moral cristã. Assim, pois, Sandra cresceu sem qualquer referência cristã. “A Igreja parecia ser chata e seus rituais vazios: suas palavras não significavam nada pra mim”. “PENSAVA QUE OS CRISTÃOS ERAM EXTREMISTAS FANÁTICOS” Como boa parte dos jovens educados sem uma referência religiosa por parte dos pais, Sandra Elam alimentava certa revolta contra a religião. “Pensava que os cristãos eram extremistas fanáticos. Minha alma estava tão escura que não podia entender porque algumas pessoas se opunham ao aborto e a eutanásia”. Sandra especializou-se em história grega, romana e medieval na universidade. E, certa vez até perguntou ao seu professor judeu: “Jesus viveu ou foi um mito?”, ao que ele respondeu: “Sim, Jesus realmente viveu, não existe dúvida disso. Por que você não lê o Evangelho de Mateus?”. Ela o fez, mas apenas com um olhar histórico e curioso, nada mais. Sandra casou-se e, com o passar do tempo, tornou-se uma anticristã feroz. Não permitia, inclusive, que seu marido católico colocasse crucifixo dentro de casa. Relatava: “sentia desprezo pelos que acreditavam em Deus. Cresci e me tornei uma mulher amargurada, sempre disposta a julgar os demais”. ATRAVÉS DA FONÉTICA SUA VIDA MUDOU DE DIREÇÃO Mas, tudo começou a mudar em 1995 quando ouviu um especialista falar que as crianças possuem uma certa incapacidade para ler e escrever rapidamente e sobre como a fonética poderia ajudá-los. Sandra Elam resolveu testar em seus filhos, ensinando-os fonética. Resultado: em seis meses estavam lendo. Percebeu que poderia “haver outras verdades por aí afora”. Através da busca de uma reforma educativa, Sandra conheceu muitos cristãos que tinham o mesmo interesse pelo ensino da fonética. Neste percurso Bob Sweet, presidente do The National Right to Read Foundation, teve um papel importantíssimo, sendo um verdadeiro testemunho para ela. Testemunhava Sandra Elam: “O primeiro grande passo na minha vida cristã foi quando meu esposo Tom e eu inscrevemos nossos filhos num colégio protestante baseado na fonética, em setembro de 1996. Era o único que poderíamos, economicamente. Estávamos preocupados com a sua educação e não queríamos que se convertessem em fanáticos religiosos, estudei, então, cuidadosamente o plano de estudos da escola e me senti aliviada ao descobrir que os livros eram rigorosos”. FOI PRESENTEADO COM UM LIVRO DE C.S. LEWIS Em 1997 começou a sentir vontade de ir à Igreja, mas resistia. Nesta altura, seu marido e filhos já frequentavam a igreja católica aos domingos. Então, no dia 06 de outubro de 1997, “decidi entrar na igreja protestante que estava junto ao colégio dos meus filhos. Pela primeira vez em minha vida, senti algo espiritual e edificante”, testemunhou Sandra. Depois de trinta anos como ateia, sente-se abalada pelas palavras do Evangelho de São João: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai, senão por mim. Se me conheceres, conhecereis também meu Pai; desde agora o conheceis e o viste”. Esta palavra lhe tocou tão profundamente que memorizou-a e, ao final da leitura do Evangelho de João “já estava convencida que Jesus Cristo era o Filho de Deus”. O PROBLEMA DA FÉ PROTESTANTE Sandra Elam havia conhecido intelectualmente a Deus, mas ainda faltava amá-lo; faltava-lhe também a fé. Mas, numa noite, após cansativas horas de estudo bíblico, rezou pela primeira vez, pedindo fé. E, a recebeu. “A fé foi o presente misericordioso de Deus para mim. Sem fé, como creria naquilo que não vejo?”. A recém-convertida ao cristianismo começava a ter problemas com a “livre interpretação” das Escrituras. Julgava que alguém deveria ter a autoridade universal sobre elas. “Só uma igreja existiu desde que Jesus pronunciou suas palavras proféticas a Pedro: a Igreja Católica… uma vez que me dei conta de que Jesus fez de Pedro (e dos seus sucessores) a Cabeça terrena da Sua Igreja, disse ao meu marido que tinha que me converter ao catolicismo”. A SANTA MISSA FOI O ÁPICE DA SUA CONVERSÃO Sandra aprofundou-se na apologética e teologia católica. E, assim com Scott Hahn, em “O Banquete do Cordeiro”, sentiu-se tocada no momento da Santa Missa. “Através do estudo estava começando a conhecer Deus e através da missa comecei a amá-lo”. Sandra Elam começou a mudar seus hábitos de vida, as músicas, livros, revistas, programas televisivos etc.. E, também suas convicções interiores, como a questão do aborto, que sempre considerou um mal necessário. Iniciou compreendendo que a vida começa na concepção. Até aí tudo bem, mas por que não era lícito utilizar anticoncepcionais não abortivos? “Por que a Igreja Católica era a única a se manter firme contra o controle de natalidade?”, se perguntava Sandra. Após assistir um vídeo chamado “Feminism and Femininity” (Feminismo e Feminidade), da professora católica, Alice von Hildebrand, convenceu-se da imoralidade da anticoncepção. “Descobri que o Papa Paulo VI já havia profetizado naHumanae Vitae: o controle de natalidade poderia conduzir à imoralidade sexual generalizada, à aceitação do aborto e à desintegração da família”. OPTOU PELA MORAL SEXUAL CATÓLICA Numa noite, inconformada com a situação, rezou e implorou a Deus mais um filho. Duas semanas depois estava grávida. Oito meses depois nasceu sua filha, que foi batizada com o nome de Teresa Benedita, em honra a Edith Stein e Teresa D’Ávila. Dois anos depois nasceu Ryan James. Sandra estudou durante dois anos História da Igreja e Bíblia e estava convencida de que a Igreja Católica Romana contém toda a verdade do cristianismo. E, assim, “na Vigília Pascal, no dia 03 de abril de 1999, fui recebida com alegria na Igreja una, santa, católica e apostólica”. #lendo #lewis #converte #desde #ateia #infancia
- A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 4
Autor: Pe. Juan Carlos Sack Fonte: http://www.apologetica.org Tradução: Carlos Martins Nabeto – “Cristo apresentou ao Pai, de uma única vez para sempre, o sacrifício de Si mesmo (Hebreus 9:24-28) e não em cada Missa, como faz novamente o sacerdote ao apresentar ao Pai um novo sacrifício de Cristo” (Guillermo Hernández Agüero, evangélico). – “Cristo não foi imolado uma única vez em Si mesmo? No entanto, quanto ao Sacramento [da Eucaristia] – que se imola pelos povos não só em todas as solenidades da Páscoa, mas também todos os dias – não mente aquele que responde, caso lhe seja perguntado, que ‘há imolação'” (Santo Agostinho, Bispo, século IV). [Dando continuidade a esta Série, abordaremos hoje os testemunhos da obra anônima “Tradição Apostólica”, Orígenes e Dionísio de Alexandria]. TRADIÇÃO APOSTÓLICA Este é um documento de enorme importância para o conhecimento da liturgia celebrada na Igreja dos primeiros séculos. A obra é datada do início do século III (215, aproximadamente). Junto com a Didaqué, são os documentos mais importantes sobre a organização da Igreja primitiva. Tratando da celebração da Ceia do Senhor, o documento distingue entre “pão bento” (em grego, “eulogia”) e “pão eucarístico” (em grego, “eukaristia”), e insiste no cuidado que se deve ter para com este último[18]. – “Cada um tome cuidado para que nenhum infiel prove a Eucaristia, nem algum rato ou outro animal; porque é o corpo de Cristo, que deve ser comido pelos fiéis e não deve ser menosprezado”[19]. Há uma expressão na Tradição que pode, a primeira vista, parecer [nas traduções] apoiar a opinião simbolista: – “[O Bispo] dará graças sobre o pão para [que seja] o símbolo do corpo de Cristo; e sobre o cálice de vinho misturado para [que seja] a imagem do sangue que foi derramado por todos os que creram Nele”. A palavra grega original que se encontra sob as palavras “símbolo” e “imagem” no texto acima – trata-se de uma mesma palavra para ambos os casos – é “antítipo”[20]. A questão é saber o que este termo significa propriamente. “Tipo” designava, na língua helênica, o mesmo que o molde que modela uma imagem (sentido principal) ou a própria imagem já modelada (sentido secundário). Uma diferenciação posterior passou a ser usada para estes casos, apontando “tipo” para o molde e “antítipo” para a imagem; deste modo, o “antítipo” é algo que em sua própria razão de ser possui um caráter de referência essencial ao molde de onde procede. Para São Paulo, todos os acontecimentos do Antigo Testamento são “tipo” dos acontecimentos do Novo (Romanos 5,14; 1Coríntios 10,6); daí que, obviamente, o Novo Testamento é “antítipo” do Antigo. Com efeito, resta natural enxergar na Eucaristia um “antítipo” da morte de Cristo, que Ele mesmo ordenou comemorar nela. No texto acima citado, o pão e o vinho são chamados “antítipos” (imagem, semelhança) do corpo e do sangue de Cristo, porque esses elementos visíveis adquiriram, após a consagração, uma relação essencial com o corpo e o sangue de Cristo, que neles Ele Se nos dá realmente. Em outras palavras: os elementos eucarísticos são “antítipos” do corpo e do sangue de Cristo não em si mesmos – pois não o são de maneira nenhuma – mas enquanto foram feitos, sacramentalmente, o corpo e o sangue de Cristo. Longe de negar o realismo da presença real, essa expressão a supõe como fundamento da própria relação que afirma. Dava-se deste modo uma primeira resposta ao problema da persistência sensível do pão e do vinho apesar da transformação invisível que pela consagração se operou neles. Com a nova e real presença do corpo e do sangue de Cristo, os elementos do pão e do vinho adquiriram um novo sentido do sinal visível de uma nova realidade invisível, que é o corpo e o sangue do Senhor[21]. Existem outros monumentos litúrgicos em que a mesma expressão aparece. Cito alguns: – “Te damos graças também, Pai nosso, pelo sangue precioso de Jesus Cristo derramado por nós, e pelo precioso corpo, cujos ‘antítipos’ realizamos por Ele nos ter ordenado proclamar a Sua morte” (Constituições Apostólicas 7,25,4). – “Em lugar do sacrifício de animais, temos o [sacrifício] espiritual, incruento e místico, que é celebrado pelos ‘antítipos’ do corpo e do sangue do Senhor em memória da sua morte” (Constituições Apostólicas 6,23,5). – “A imagem e semelhança do corpo e sangue de Cristo se realizam na celebração dos mistérios” (Gelásio, Tractatus de Duabus Naturis Adv. Eutychen et Nestorium 14). – “Aceita, Pai, estes dons (=o pão e o vinho consagrados na Eucaristia) para a glória do teu Cristo e envia sobre este sacrifício o teu Santo Espírito, testemunha dos sofrimentos do Senhor Jesus, para que Ele mostre que este pão é o corpo de Cristo e este cálice é o sangue de Cristo, de tal modo que os que dele participam se fortaleçam para a santidade, alcancem a remissão dos seus pecados, sejam afastados do maligno e dos seus enganos, possam se encher do Santo Espírito, possam ser dignos do teu Cristo e possam obter a vida eterna, vida que cresce na reconciliaçao dos que fizeste partícipes” (Constituições Apostólicas 8,12,22). O sentido destes textos supõe a mudança que sofrem o pão e o vinho na consagração. Por ela, o que era pão e vinho são agora o corpo e o sangue do Senhor; contudo, ao permanecer igual em seu aspecto visível de pão e vinho, recebem uma nova relação com o corpo e o sangue de Cristo ali realmente presentes e é isso o que expressam os textos com palavras como “figura”, “imagem”, “semelhança”, “antítipo”: para os olhos naturais, continuam sendo vistos pão e vinho; estes são uma “imagem” do corpo e sangue de Cristo, porque sobre eles foi pronunciada a “eucaristia” e já não são apenas pão e vinho[23]. São João Damasceno (séc. VIII) entendeu o problema de modo diverso e oferecia esta solução: – “Se alguns chamaram o pão e o vinho de figuras [=”antítipos”] do corpo e do sangue do Senhor – como disse Basílio, o Portador de Deus (=Teóforo) – os chamaram assim não após a consagração, mas antes da consagração, dando este nome à oblação em si” (Da Fé Ortodoxa 4,13). Isto indica que a fé da Igreja universal era unânime em dar para a presença do corpo e do sangue do Senhor na Eucaristia um valor real e não meramente simbólico. Finalmente, note-se que os adversários da presença real nem sequer poderiam usar em suas homilias as expressões aqui citadas – que poderiam parecer indicar uma interpretação “simbólica” para o nosso tema – já que as mesmas incluem o conceito de “sacrifício” eucarístico, ou o de “celebração dos mistérios”, que jamais são aplicáveis aos cultos que giram em torno da pregação [como os cultos protestantes], sem a existência de um altar e do sacrifício eucarístico. ORÍGENES Nascido em 185, em Alexandria, de família cristã. Seu pai foi martirizado durante a perseguição de Septimio Severo. Conheceu Hipólito de Roma. Excelente pregador e catequista. Morreu em Cesareia, por volta do ano 253, em virtude dos maus tratos provocados pelos perseguidores da Fé. Suas obras foram abundantes. Algumas de suas doutrinas ultrapassaram as da Igreja, mas tratam-se de especulações pessoais sobre os mistérios, coisa que o próprio Orígenes se encarregou de assinalar. Seu desejo de interpretar os textos bíblicos com excesso de alegoria e simbolismo costuma provocar confusão em mais de um de seus ensinamentos. Apesar de tudo, é considerado como um dos melhores teólogos da Antiguidade. No caso de Orígenes, deve-se levar em conta o seu sistema interpretativo, para não retirar as expressões eucarísticas do seu contexto natural. Para compreender o pensamento sacramental de Orígenes, é necessário considerar três fatos: a) Sua concepção tipológica (as instituições do Antigo Testamento são figuras das realidades invisíveis do Novo). b) Sua preferência em insistir mais na pregação do que na liturgia. c) O interesse que, por influxo platônico, tem para ele os sinais visíveis do culto como sinais das realidades sobrenaturais. Tendo isto em vista, Orígenes jamais nega a realidade da Eucaristia e se é verdade que por essa concepção e preferência está ele inclinado a minimizá-la, seu testemunho – por isso mesmo – tem um valor muito maior[24]. Não se trata de uma antinomia entre realismo e simbolismo; afirma-se um simbolismo ulterior ao que previamente se admite como uma realidade. Há em Orígenes um perfeito paralelismo entre a realidade da Eucaristia e seu ulterior simbolismo em ordem a outras realidades, por um lado, e o sentido literal da Escritura e seu sentido tipológico, por outro. Ele não nega o sentido literal e nem o realismo eucarístico; estes dois são a base necessária para o simbolismo e a tipologia[25]. Há em Orígenes muitos textos em que alude a celebração eucarística; insiste especialmente nas disposições para se receber o corpo do Senhor. Indubitavelmente, ele entende esse corpo do Senhor no sentido literal: – “Se sobes com Ele para celebrar a Páscoa, te dará o cálice do Novo Testamento e também o pão da bênção; conceder-te-á Seu próprio corpo e Seu próprio sangue” (Sobre Jeremias, Homilia 19,13). – “Antes, como um enigma, o maná era um alimento; agora, realmente, a carne do Verbo de Deus é o verdadeiro alimento, como Ele diz: ‘Minha carne é verdadeira comida e Meu sangue é verdadeira bebida” (Sobre Números, Homilia 7,2). Porém, esse corpo e sangue do Senhor, que são algo real na Eucaristia, são ao mesmo tempo símbolo de algo diferente, que pode também ser chamado, em sentido espiritual, de corpo e sangue do Senhor. Por isso, Orígenes chama o corpo de Cristo na Eucaristia de “corpo típico e simbólico”; não porque não seja real, mas porque também é um sinal, um símbolo. Em outro lugar, Orígenes exorta: – “Vós que assistís habitualmente os divinos mistérios sabeis como, quando recebeis o corpo do Senhor, o guardais com cuidado e veneração, para que não caia nenhuma só partícula e não desapareça algo do dom consagrado. Porque se por negligência cai alguma coisa, credes ser réus – e com razão[26]. Porém, se dedicais tanto cuidado para conservar o corpo – e tens razão em fazê-lo – como podereis pensar que é algo menos ímpio descuidar da Palavra de Deus?” (Sobre Êxodo, Homilia 13,3). Em outro ponto, comenta Números 23,24, onde se lê: “Não dormirá até que coma a sua presa e beba do sangue dos feridos”. O próprio tom da frase – diz Orígenes – faz abandonar a letra [do texto] e buscar a alegoria: – “Que nos digam: que povo é esse que tem o costume de beber sangue? Isso foi o que, também no Evangelho, os judeus que seguiam o Senhor, ao ouvi-Lo, se escandalizaram (…) Porém, o povo cristão escuta e segue Aquele que diz: ‘Se não comerdes a Minha carne e não beberdes o Meu sangue, não tereis vida em vós, porque a Minha carne é verdadeiramente comida e Meu sangue é verdadeiramente bebida'”. E continua e conclui o alexandrino: – “Verdadeiramente Quem dizia isto foi ferido por nossos pecados, como disse Isaías (…) Porém, é dito que bebemos o sangue de Cristo não apenas no rito dos Sacramentos, como também quando recebemos as palavras de Cristo, em que se encontram a Vida” (Sobre Números, Homilia 16,9). Com efeito, Orígenes passa do real – que claramente afirma – para um sentido mais místico nas passagens que comenta[27]. DIONÍSIO DE ALEXANDRIA Discípulo de Orígenes. Chefe da escola catequética de Alexandria em 231; Bispo de Alexandria em 248. Morreu em 265. Dele restaram duas cartas inteiras e vários fragmentos citados por outros autores. Em uma carta ao Papa, em que explica o porquê de não reiterar o batismo dos hereges, diz: – “É precisamente isto o que não me atrevi a fazer, dizendo [a um ancião que me insistia para que lhe renovasse o batismo], que lhe bastava a comunhão [eucarística] em que era admitido há tanto tempo. Quem participou da Eucaristia e pronunciou o ‘Amém’ com os demais, tendo se aproximado do altar e estendido as suas mãos para receber o alimento sagrado, e o tendo recebido e participado do corpo e sangue de Nosso Senhor, a esse eu não me atreveria a refazê-lo desde o início [administrando-lhe novamente o batismo]” (Carta ao Papa Sisto II; cf. Eusébio de Cesareia, História Eclesiástica 7,9,4). NOTAS: [18] O “pão bento” é conservado nas celebrações do Rito Bizantino, mas não nas do Rito Romano. [19] Espero que esta afirmação da Igreja dos primeiros séculos aplaque o medo de Hernández Agüero, que propõe: “Pensemos agora: se por acaso um rato, por descuido, vier a comer uma hóstia consagrada, falando no bom sentido, poderíamos dizer então que ‘comeu Deus’?” Fiquemos apenas com a parte em que o rato não come o pão eucarístico, porque é o Corpo de Cristo e deve ser tratado como tal. Porém, o argumento do “rato comendo Deus” não parece ter debilitado a fé da Igreja primitiva na presença real. [20] Neste antigo documento ocorre em outras passagens o uso da palavra “antítipo”: o pão do ágape, segundo a Tradição, “é uma ‘eulogia’, não uma Eucaristia, ‘antítipo’ do corpo do Senhor” (distinção mais do que importante para não confundir o ágape fraterno com a Eucaristia propriamente dita); e também: “Recebeste o cálice em nome de Deus como o ‘antítipo’ do sangue de Cristo”. [21] O tema foi estudado detalhadamente por A. Wilmart, em seu artigo “Transfigurare”, Bulletin d’Ancienne Littérature et d’Archeologie Chrétiennes 1 (1911), pp. 285-288. [22] Avalie-se o peso desta afirmação: o pão e o vinho eucarísticos produzem nos que os recebem: fortaleza para a santidade, remissão dos pecados, afastamento do maligno, recepção do Espírito Santo em plenitude, o sermos dignos de Cristo e a obtenção da vida eterna. Poderia tudo isto ter por causa um símbolo? É claro que não. Portanto, a fé que representa este importante documento da Antiguidade cristã é uma fé na presença real do Corpo e Sangue de Cristo nos elementos eucarísticos. Quem são os que representam esta fé hoje? E quem são aqueles que a combatem? [23] Não se deve esquecer que a Teologia, isto é, a reflexão sobre os mistérios da fé, vai se desenvolvendo de maneira gradual: a Igreja recebe o mistério e reflete sobre ele, guiada pelo Espírito, sem eliminar os elementos que transcendem sua capacidade intelectiva – os mistérios propriamente ditos – ainda que busque obter deles um conhecimento e uma compreensão cada vez maiores. Neste processo secular, a Teologia avança também na expressão das verdades que recebeu e que transmite de geração a geração, atormentada precisamente por expressões que davam margem à dúvida ou confusão, ou somente imperfeitas em demasia. Assim ocorreu com todos os dogmas da Igreja, não apenas com a Eucaristia; pense-se, por exemplo, na evolução das expressões acerca da humanidade e divindade do Senhor: só com o passar dos séculos e após disputas que muitas vezes se tornaram violentas, a Igreja foi capaz de expressar o mistério de uma maneira mais perfeita, coisa que não exclui uma melhor expressão no futuro. Quando o Concílio Niceno-Constantinopolitano abordou a pessoa divina de Jesus e suas naturezas divina e humana, estava expressando com autoridade o que por séculos foi motivo de debates e lutas de não pequena monta, visto que as Escrituras pareciam dar razão para as duas partes em questão manter posições contrárias; e na pregação do mistério da Encarnação, aqui e acolá soavam expressões que a Igreja, iluminada pelo Espírito da Verdade, foi discernindo, esclarecendo e definindo. [24] Estes pensamentos não são ideias minhas. Podem consultar-se os melhores estudiosos de Orígenes e os Padres do seu tempo; p.ex.: H. U. von Balthasar, “Le Mysterion de Origène”, in: Recherches de Science Religieuse 26 (1936), pp. 513-562; 27 (1937), pp. 38-68; H. de Lubac, “Histoire et Esprit. L’intelligence de l’Écriture d’après Origène” (Paris 1950), pp. 355-358; H. Crouzel, “Origène et la structure du sacrement”, in: Bulletin de Littérature Ecclésiastique 63 (1962), pp. 81-104 ; L. Lies, “Wort und Eucharistie bei Origenes” [Innsbrucker theologishe Studien, 1] (Innsbruck-Wien-München 1978), pp. 97-148 ; J. Daniélou, “Origène” (Paris 1948), p. 74. Todos estes autores são as autoridades mais importantes no estudo de Orígenes em nosso tempo. [25] Sobre a antiga concepção de “símbolo” que não nega a realidade mas a afirma, projetando-a para uma outra realidade superior, veja-se A. von Harnack, “Lehrbuch der Dogmengeschichte”, t. 1 (Tübingen 1909), p. 476. [26] Neste espírito, a Igreja sempre protegeu os sagrados elementos eucarísticos contra toda espécie de profanação, maltrato ou roubo. Daniel Sapia, webmaster do Site batista “Conoceréis la Verdad”, quer desacreditar este interesse da Igreja, quando cita ironicamente a preocupação de Mons. Estanislao Karlic, então presidente da Conferência Episcopal Argentina, quando tomou conhecimento do roubo cometido contra uma senhora que levava consigo a eucaristia para um doente. Comentou o webmaster batista: “O Redentor da humanidade era carregado ‘na carteira da mulher…'”. [27] Esta última citação de Orígenes confirma o que sugerimos anteriormente: a fé na presença real de Jesus na Eucaristia não exclui um discurso mais amplo, simbólico, que podemos encontrar nos Padres (e também em pregadores católicos atuais); o texto citado, p.ex., nunca poderia ser pronunciado por um “evangélico”, pois ele não poderia dizer: “bebemos o sangue de Cristo no rito dos Sacramentos”, enquanto que um católico poderia, sem nenhum problema, pronunciar a frase inteira: “bebemos o sangue de Cristo não apenas no rito dos Sacramentos, como também quando recebemos as palavras de Cristo”. Leia também as outras partes da série especial sobre a Eucaristia A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 1 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 2 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 3 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 4 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 5 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 6 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 7 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 8 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 9 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 10 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 11 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 12 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 13 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 14 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 15 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 16 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 17 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 18 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 19 #OpãodoSenhor #Cristo #AcarnedeCristo #Omistériodocálice #AdoraçãoaoSantíssimo #TradiçãoApostólica #OsanguedeCristo #AbebidadoSenhor #Eucaristia #OsanguedoSenhor #Oalimentoceleste #OcorpodoSenhor #Agraçasaudável #OsantocorpodoSenhor #Abebidasaudável #Acomidaceleste #OsantodoSenhor #EusouoPãodaVida #OalimentodeCristo #OcálicedoSenhor #OcorpodeCristo #DionísiodeAlexandria #Orígenes
- A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 3
Autor: Pe. Juan Carlos Sack Fonte: http://www.apologetica.org Tradução: Carlos Martins Nabeto – “Deveríamos considerar isto: se Nosso Senhor é Santo, como Ele Se deixaria ser manejado, em um processo de transformação, por pessoas (=os sacerdotes) que são pecadoras por natureza?” (Guillermo Hernández Agüero, evangélico). – “Por esta palavra (=’Fazei isto’), Cristo faz com que a mão do sacerdote seja a Sua [própria mão]; a boca não é minha; a língua não é minha, mas de Cristo, ainda que eu seja um patife ou um malandro (…) Por pior que seja um sacerdote, o sacramento se concretiza” (Martinho Lutero). [Dando continuidade a esta Série, abordaremos hoje os testemunhos de uma antiquíssima Homilia, Clemente de Alexandria e Tertuliano de Cartago]. HOMILIA ANÔNIMA DO SÉCULO II OU III Trata-se de uma homilia sobre a Páscoa. Reflete a doutrina da Igreja de seu tempo. Pode ser lida em PG 59,735-746, sendo conhecida como “In Sanctum Pascha 6”. A segunda parte da homilia diz: – “Esta foi a Páscoa que Jesus desejou padecer por nós. Por sua Paixão nos libertou da paixão; e por sua morte venceu a morte; e através do alimento visível, sua vida imortal nos procurou [cf. João 6,54]. Este era o desejo salvífico de Jesus; este era o Seu amor espiritualíssimo, mostrando por um lado as figuras como figuras e, de outro lado, dando aos discípulos a correspondência com Seu sagrado corpo: ‘Tomai e comei; isto é Meu corpo’; ‘Tomai e bebei; isto é Meu sangue, a Nova Aliança, derramada por muitos, para a remissão dos pecados”. CLEMENTE DE ALEXANDRIA Contemporâneo de Ireneu, nasceu em torno de 150 e morreu por volta de 215. Oriundo da Grécia, de família pagã. Uma vez convertido, viajou buscando instrução cristã, o que acabou encontrando junto ao cristão Panteno de Alexandria, a quem sucedeu, após sua morte, no cargo de catequista dos novos cristãos. Perseguido pelo Imperador Septímio Severo, fugiu para o Egito e, finalmente, morreu na Capadócia. Uma homilia sua sobre Marcos 10,17-31 nos apresenta Jesus dizendo-nos: – “Eu te regenerei (…) Eu te mostrarei a face de Deus, o Bom Pai (…) Eu sou Aquele que te alimenta, que dou a Mim mesmo no pão [do qual quem provar não experimentará a morte] e dou diariamente a Mim mesmo na bebida da imortalidade” (Quis Dives Salvetur 23). É bastante claro o sentido realista da presença do Senhor: não é o símbolo que nos pode salvar da morte eterna, mas o próprio Senhor. E isto apesar de Clemente ser um claro representante da Escola Alegórica de interpretação. Este dado deve ser levado em conta sempre que estejamos considerando este ou outros autores alegoristas, como Tertuliano[14]. Creio que seja útil advertir, por ocasião deste texto, que as expressões simbólicas que eventualmente podem ocorrer em autores antigos ou modernos não implicam necessariamente no fato de autor negar a presença real do Senhor na Eucaristia. Por exemplo: Clemente, em sua homilia, faz o Senhor dizer: “Dou a Mim mesmo no pão”; e em nossos dias é comum ouvirmos dos lábios de pregadores católicos: “Jesus se fez pão na Eucaristia” ou expressões semelhantes. Tais expressões não significam que se está negando a presença real do Senhor, mas são na verdade expressões literárias perfeitamente compreensíveis no contexto em que são expressas: o que vemos na Eucaristia é precisamente pão e se os ouvintes ou leitores são fiéis, não é contrário à Fé Católica falar deste modo. Retornando à expressão de Clemente, não esqueçamos que Jesus diz “Dou a Mim mesmo” no pão; se quisermos ser mais exatos, diríamos: “Dou a Mim mesmo (=presença real) sob as aparências de um simples pão (=o que vemos, os acidentes, aquilo que nosso corpo consome empiricamente)”. TERTULIANO É a testemunha da Igreja de Cartago. Nascido de pais pagãos por volta de 155, chegou a ser advogado de excelente reputação. Converteu-se ao Senhor em 193. Autor prolífico, de enorme influência no pensamento cristão, excelente conhecedor das Escrituras, seus escritos apresentam um período católico; a seguir, um período de transição (semi-montanista, com tendências rigoristas); e, finalmente, rompe com a Igreja para professar o cisma montanista, que basicamente consistia em um Cristianismo extremamente rigorista. Morreu entre 240 e 250. O realismo eucarístico de Tertuliano é bastante conhecido. Para ele: – “A Eucaristia são as delícias do corpo do Senhor” (De Pudicitia 9,16). Por não atentar-se devidamente às peculiariedades da sua linguagem, tem sido possível o paradoxo de interpretar como simbolista um escritor que com esses mesmos textos está decididamente refutando o Docetismo de Marcião[15]. Vejamos alguns textos para termos uma melhor ideia sobre a mente de Tertuliano: – “Pelo qual já provamos com o Evangelho pelo mistério do pão e do vinho a verdade do corpo e do sangue do Senhor, ao contrário do fantasma de Marcião” (Contra Marcião 5,8,3). Aqui, a tradicional relação entre a Encarnação e a Eucaristia é empregada não para provar a realidade – já reconhecida e aceita – da Eucaristia, mas para comprovar a verdade da Encarnação! Isto é: assim como na Eucaristia temos realmente o corpo e o sangue do Senhor – coisa que não se discute – ‘a fortiori’ se deverá aceitar que o corpo do Senhor, pela Encarnação, foi real e não um fantasma: em ambos os casos, trata-se do mesmo corpo e do mesmo sangue do Senhor. Um texto que normalmente é citado como simbolista é o seguinte[16]: – “Após ter declarado que desejava muitíssimo comer a Sua Páscoa (=seria indigno que Deus desejasse algo desnecessário), tomando o pão e dando-o aos discípulos, o fez Seu corpo, dizendo: ‘Isto é Meu corpo’, isto é, a figura do Meu corpo. Porém, não seria figura se não fosse um corpo verdadeiro; afinal, algo que é vazio [como um fantasma] não poderia constituir uma figura” (Contra Marcião 4,40,3). Antes de mais nada, não devemos esquecer que o texto diz que Jesus, ao pão, “o fez Seu corpo”. Por outro lado, é certo que Tertuliano esclarece que trata-se da “figura do Meu corpo”. No entanto, este modo de falar não desvirtua em nada o realismo; ao contrário, o confirma, pois para que algo possa ser figura ou imagem de outra coisa, precisa ter em si mesmo uma realidade, não pode ser um fantasma. E o mais importante: qual é o contexto em que se encontra esta expressão de Tertuliano? Do que ele está falando? Arguindo a partir da hipótese doceta, diz-se: – “Se o pão se fez corpo precisamente porque Ele carecia de um corpo real (=coisa ensinada pelos docetas), então o que deveria ter sido entregue por nós era o pão [porém, na realidade o que foi entregue foi o corpo]” (Contra Marcião 4,40,3). Uma palavra sobre os “dois elementos, o terrestre e o celeste” de que é composto o pão sobre o qual foi invocado o Espírito santo: nos grosseiros e infames ataques que a Eucaristia recebeu da parte dos gnósticos de todos os tempos, encontra-se também algum tipo de acusação de canibalismo. Porém, isso é desconhecer que a Eucaristia, uma vez pronunciadas as palavras de consagração, continua com todos e cada um dos elementos sensíveis (ou “acidentes” ou “espécies”, na linguagem filosófica posterior) que tinha quando era “pão comum”, coisa que Ireneu define como “elemento terrestre” ou que Tertuliano chama “figura” do corpo do Senhor. Com efeito, não há nenhum canibalismo, pois a presença verdadeira, real e substancial do corpo e sangue do Senhor não se dá nas suas espécies próprias de corpo e sangue de Cristo, mas em espécies alheias, isto é, as do pão e vinho. Em outras palavras: a partir do ponto de vista empírico nada mudou, ainda que a Fé indique ao fiel que, pelo poder de Deus, a substância “já não é pão comum”. Assim, toda tentativa de apontar “canibalismo” às celebrações eucarísticas demonstra uma mentalidade totalmente truncada e fechada. Convido a qualquer gnóstico moderno a apresentar uma acusação de “canibalismo” contra a Igreja Católica diante dos tribunais de seu país e ver que tipo de aceitação terá. Ou seja: suposta a identidade do corpo físico de Jesus com Seu corpo eucarístico (identidade que para Tertuliano não é discutível porque ele não conhece senão um só e verdadeiro corpo do Senhor), esse corpo real e único cumpre precisamente na Eucaristia uma antiga “figura”: aquela que foi assinalada por Jeremias (11,19), que profetizou: “Coloquemos o lenho em seu pão”. Esta é exatamente a passagem que está sendo comentada por Tertuliano. Para ele, o Profeta Jeremias designa com “o lenho” a cruz e com “o pão” o corpo do Senhor. Como pode o pão designar o corpo do Senhor? Essa figura, cunhada pelo Profeta, é revelada por Jesus quando, com o pão nas mãos, disse: “Isto é Meu corpo”. Foi então que foi explicado o significado do pão naquela profecia. Esta doutrina de Tertuliano encontra-se em Contra Marcião 4,40,3-4 e em 3,19,3-4. Neste sentido, é compreensível também a expressão relativa ao sangue: – “Agora consagrou Seu sangue no vinho Aquele mesmo que então fez do vinho figura do sangue [Isaías 63,1; Gênesis 49,19]” (Contra Marcião 4,40,4-6). Notemos a força da seguinte expressão, onde Tertuliano defende a bondade do corpo humano contra o preconceito gnóstico, de que a carne é coisa má, e proclama, através das coisas sensíveis como instrumentos – os Sacramentos que tocam o corpo – de que Deus santifica a alma: – “Lava-se a carne [com o Batismo], para que a alma seja limpa. Unge-se a carne [pelo Batismo e Confirmação], para que a alma seja consagrada. Assinala-se a carne [pela Confirmação e Unção dos Enfermos], para que a alma seja protegida. Encobre-se a carne com a imposição das mãos [pela Confirmação e Ordem], para que a alma seja iluminada. Alimenta-se a carne com o corpo e o sangue de Cristo [pela Eucaristia] para que também a alma se sacie de Deus” (Da Ressurreição dos Mortos 8,3). À luz destas expressões é possível enxergar também estas outras coisas: – “Porém, é certo que Cristo até agora não reprovou a água do Criador [com a qual lava os seus fiéis], nem o óleo [com o que os unge], nem a mistura de mel e leite [com que os amamenta], nem o pão [que o tornou Seu corpo]. Até para os próprios Sacramentos é necessário mendigar ao Criador!” (Contra Marcião 1,14,3)[17]. – “Ainda que a expressão diga: ‘O pão nosso de cada dia nos dai hoje’, devemos entendê-la melhor espiritualmente, porque Cristo é o nosso pão, já que Cristo é a vida e a vida é o pão [Ele disse: ‘Eu sou o Pão da Vida’; e, um pouco antes: ‘O pão é a Palavra do Deus vivo que desceu do céu’]. Além disso, porque Seu corpo também é autoritativamente designado como ‘pão’: ‘Isto é Meu corpo'” (Da Oração 6,2). Isto é, o corpo do Senhor é dado na forma de pão, sob as aparências de pão. Porém, o que é consumido não é pão, mas o corpo de Cristo: “Isto é Meu corpo”. Esta é a substância que o fiel consome quando participa da Eucaristia. NOTAS: [14] Seria o caso deste outro texto de Clemente: “O Verbo é tudo para a criança: pai e mãe; e, por sua vez, pedagogo e alimentante. Ele disse: ‘Comei o Meu corpo e bebei o Meu sangue’. Estes são os alimentos, bem apropriados para nós, que o Senhor dá: oferece Sua carne e dá Seu sangue; nada falta às crianças para que cresçam” (Pedagogo 1,6,42,3). [15] A heresia docetista ensinava, substancialmente, que a Encarnação não fôra real, mas aparente, uma espécie de ilusão: nem o Verbo se fez carne realmente, nem morreu realmente na cruz, etc. [16] Citado em parte por Hernández Agüero no Site “Conoceréis la Verdad”. [17] É óbvio que Tertuliano acreditava que Jesus tinha Se convertido em pão… O contrário é que deve ser entendido, como já mencionamos em uma nota anterior, acerca do modo poético de se falar da Eucaristia. Certamente, nenhum “pão” pode nos dar nada no plano da salvação, salvo se esse “pão” agora for “o corpo do Senhor”. Nesta chave, todos os textos patrísticos podem ser compreendidos. Leia também as outras partes da série especial sobre a Eucaristia A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 1 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 2 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 3 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 4 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 5 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 6 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 7 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 8 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 9 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 10 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 11 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 12 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 13 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 14 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 15 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 16 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 17 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 18 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 19 #OpãodoSenhor #Cristo #AcarnedeCristo #Omistériodocálice #AdoraçãoaoSantíssimo #OsanguedeCristo #AbebidadoSenhor #Eucaristia #OsanguedoSenhor #Oalimentoceleste #OcorpodoSenhor #Agraçasaudável #OsantocorpodoSenhor #Abebidasaudável #Acomidaceleste #Tertuliano #OsantodoSenhor #EusouoPãodaVida #OalimentodeCristo #OcálicedoSenhor #OcorpodeCristo #IstoéMeucorpo #ClementedeAlexandria
- A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 2
Autor: Pe. Juan Carlos Sack Fonte: http://www.apologetica.org Tradução: Carlos Martins Nabeto – “Confesso que o corpo está no céu e confesso também que está no Sacramento. Se isto é ou não contrário à natureza, não me importa, contanto que não seja contrário à Fé” (Martinho Lutero). – “Um corpo físico ocupa espaço e, portanto, só pode estar em um só lugar em um determinado tempo” (Daniel Sapia, evangélico). [Dando continuidade a esta Série, abordaremos hoje os testemunhos de Inácio de Antioquia, Justino de Roma e Ireneu de Lião]. INÁCIO DE ANTIOQUIA Uma das testemunhas mais importantes da Igreja Pós-Apostólica. Nascido na Síria, por volta do ano 50, mártir em Roma entre os anos 98 e 117 (mais possivelmente por volta do ano 110, devorado pelas feras). Foi o terceiro Bispo de Antioquia, logo após o Apóstolo Pedro e Evódio. Recebeu a doutrina evangélica da boca dos sucessores imediatos dos Apóstolos, sendo que alguns afirmam que foi discípulo direto de São João Evangelista. Conservam-se várias cartas que escreveu às jovens igrejas enquanto era conduzido a Roma para ser martirizado. A ele se deve a mais antiga aplicação da palavra “Eucaristia” (em grego, “ação de graças”) à celebração da Ceia do Senhor. Nos textos aqui citados deve-se saber que Inácio precisou enfrentar, entre outras, a heresia chamada “Docetismo”, uma forma de Gnosticismo, segundo a qual Jesus Cristo não veio realmente em carne, mas apenas em aparência. Segundo esta heresia, Seu corpo não era real como o nosso, mas seria uma espécie de ilusão. Diziam, por exemplo, que a expressão “E o Verbo se fez carne” (João 1,14) devia ser entendida de modo simbólico, pois é “o espírito” que “vivifica; a carne para nada serve” (João 6,63)[10]. Santo Inácio fala acerca deles ao escrever para os cristãos de Esmirna, dizendo-lhes: – “Eles se mantêm distantes da Eucaristia e da oração porque não querem confessar que a Eucaristia é a carne de Nosso Salvador Jesus Cristo, carne que sofreu pelos nossos pecados e foi ressuscitada pela bondade do Pai” (Cartas aos Esminenses 7,1). Interessado em guardar a unidade da Igreja, escreveu também aos cristãos de Filadélfia: – “Tomai cuidado para não celebrar mais do que uma só Eucaristia, porque não há mais do que uma só carne de Nosso Senhor Jesus Cristo e não há mais do que um cálice para a reunião de Seu sangue. Há um só altar, assim como há um só Bispo com os seus Presbíteros e meus irmãos, os Diáconos” (Carta aos Filadelfos 4). Inácio reconhece na Eucaristia a única Carne e o único Sangue do Senhor, razão pela qual não pode ser aceita nenhuma celebração “paralela”, à margem da Igreja visível[11] Seguindo a prática da Igreja Apostólica, a Igreja Católica não admite como válidas as celebrações da Ceia do Senhor que não sejam presididas pelo Bispo ou por alguém por este designado, isto é, um Presbítero validamente ordenado[12]. JUSTINO MÁRTIR Nasceu em Nablos, Palestina, entre os anos 100 e 110, de família pagã. Na sua juventude dedicou-se à filosofia, passando por diversas escolas, até que conheceu o Cristianismo e abraçou a fé. Juntamente com outros companheiros, foi decapitado por professar a religião cristã por volta de 165. As obras que nos chegaram são de caráter apologético, em defesa do Cristianismo contra os que o impugnavam. Justino escreveu sua 1ª Apologia por volta do ano 155, onde explica ao Imperador Antonino Pio quais eram as verdadeiras práticas dos cristãos, já que sabia que o Imperador era frequentemente informado acerca desta nova religião através de testemunhos falsos ou grosseiras tergiversações, devidas à má vontade do informante ou sua ignorância sobre o culto cristão. – “Este alimento chama-se entre nós ‘Eucaristia’, do qual ninguém mais é lícito participar senão aquele que crê que a nossa doutrina é verdadeira e que foi purificado com o batismo para o perdão dos pecados e regeneração, além de viver como Cristo ensinou. Porque estas coisas (=o pão e o vinho durante a celebração da Eucaristia) não as recebemos como se fossem pão comum e bebida comum, mas do mesmo modo que Jesus Cristo nosso Salvador se fez carne pela Palavra de Deus e tomou carne e sangue para nos salvar, assim também nos foi ensinado que o alimento convertido em Eucaristia pelas palavras de uma oração procedente Dele (=de Jesus) – alimento com que são alimentados nosso sangue e nossa carne através de uma transmutação – é a carne e o sangue daquele Jesus que Se encarnou por nós. Pois os Apóstolos, nos Comentários por eles redigidos, chamados ‘Evangelhos’, nos transmitiram que assim lhes foi ordenado: que Jesus, tendo tomado o pão e dado graças, disse: ‘Fazei isto em memória de Mim; isto é Meu corpo’ [Lucas 22,19; 1Coríntios 11,24]; e tendo tomado do mesmo modo o cálice, e dado graças, disse: ‘Isto é Meu sangue’ [Mateus 26,28]. E somente eles (=os Apóstolos) foram feitos participantes [dessa Eucaristia]. No que diz respeito aos mistérios (=a refeição) de Mitra, quem ensinou tais coisas foram os malvados demônios, pois sabeis, ou podereis saber, que quando alguém é iniciado neles, oferece-se-lhe pão e um cálice de água, acrescentando certos versos” (1ª Apologia 66). Justino estabelece um paralelo entre a consagração da Eucaristia e o mistério da Encarnação. Como resultado, o que se tem na Eucaristia é o que se tem na Encarnação: é o corpo e o sangue de Jesus Cristo. E transmite isto com toda simplicidade, como algo aceito por toda a Igreja. Há uma circunstância em que o texto citado recebe uma força particular: Justino está explicando ao imperador pagão em que consiste uma celebração dominical cristã; entre outras coisas, explica a doutrina que certamente ninguém poderia compreender sem possuir fé, pois pareceria loucura. Apesar disto, Justino, homem prudente e inteligente, diz ao imperador que o alimento eucarístico é a carne e o sangue de Jesus, aquela mesma que foi assumida pelo Verbo de Deus para a nossa salvação. Se a Igreja Pós-Apostólica tivesse acreditado na interpretação simbólica das palavras de Jesus – ao modo “evangélico” moderno – sem dúvida alguma este seria o momento para explicar ao imperador pagão que não era necessário se preocupar com qualquer forma de “canibalismo”, pois o pão e o vinho consumidos nas celebrações cristãs [apenas] simbolizariam o corpo e o sangue de Jesus. No entanto, Justino afirma, sem recuar um passo da doutrina, que o pão e o vinho eucarísticos “é a carne e o sangue daquele Jesus que se encarnou por nós”. IRENEU DE LIÃO Segundo Bispo de Lião, na França, sucedeu a São Fotino. Nascido na Ásia Menor por volta de 140, morreu em torno de 202 em Lião, possivelmente martirizado. Em sua juventude foi discípulo do Bispo de Esmirna, Policarpo, que, por sua vez, fora discípulo de São João Evangelista. Sua principal – e importantíssima – obra é “Exposição e Refutação da Falsa Gnose”, melhor conhecida como “Adversus Haereses” (“Contra as Heresias”), que escreveu em grego e a completou por volta do ano 200. É o teólogo mais importante do século II, testemunha universalmente reconhecida da Fé Apostólica. Ireneu teve que enfrentar a primeira e mais importante heresia do início da Igreja, o Gnosticismo, que encerrava uma grande variedade de formas e erros, mas que segundo a qual havia um grupo de pessoas que, por iniciação secreta, pôde obter o autêntico conhecimento da Divindade e da Salvação. Entre outras coisas, os gnósticos desprezavam a Criação. Ireneu adverte que, agindo assim, desprezavam também o Senhor que tomou para Si mesmo carne e sangue e que, além disso, não seria possível crer na realidade de Eucaristia já que: – “…o pão sobre o qual é feita a ação de graças é o corpo do Senhor; e o cálice é o Seu sangue” (Contra as Heresias 4,18,4). E, na mesma obra, escreve de diversas maneiras sobre o mesmo fato: – “São completamente loucos aqueles que rejeitam toda a economia de Deus ao negar a salvação da carne e desprezar seu novo nascimento, pois dizem que ela não é capaz de ser incorruptível. Pois se esta [carne, nosso corpo] não se salva, então nem o Senhor nos redimiu com Seu sangue, nem o cálice da Eucaristia é comunhão com Seu sangue, e nem o pão que partimos é comunhão com Seu corpo [1Coríntios 10,16]; pois o sangue não pode provir senão das veias e da carne, e de tudo que compõe a substância do homem, pela qual, tendo sido verdadeiramente assumida pelo Verbo de Deus, nos redimiu com Seu sangue (…) Pois Ele mesmo confessou que o cálice, que é uma criatura, é Seu sangue [Lucas 22,20; 1Coríntios 11,25], com o qual faz crescer o nosso sangue; e o pão, que também é uma criatura, declarou que é Seu próprio corpo [Lucas 22,19; 1Coríntios 11,24], com o qual faz crescer os nossos corpos” (Contra as Heresias 5,2,2). Com efeito, a interpretação “simbólica” da celebração eucarística está em perfeita harmonia com a heresia gnóstica… E se essa tivesse sido a fé da Igreja do século II, todo o discurso de Ireneu não teria sentido nenhum. Pelo contrário, seu argumento está baseado na afirmação de duas realidades intimamente unidas: a realidade do corpo do Senhor na Encarnação e a realidade do corpo do Senhor na Eucaristia. Os gnósticos – concluiu Ireneu – devem forçosamente negar uma e outra se quiserem ser lógicos. Vejamos outros textos no mesmo sentido: – “Consequentemente, se o cálice misturado (=vinho+água) e o pão fabricado [pelo homem] recebem a Palavra de Deus [em grego, ‘epiklesis’] para converterem-se na Eucaristia do sangue e do corpo de Cristo, e através destes cresce e se desenvolve a carne de nosso ser, como podem eles negar que a carne é capaz de receber o dom de Deus, que é a vida eterna, já que foi nutrida com o sangue e o corpo de Cristo, e foi convertida em membro Seu? Quando o Apóstolo escreve em sua Carta aos Efésios: ‘Somos membros de Seu corpo’ [Efésios 5,30], de Sua carne e de Seus ossos, não fala sobre algum homem espiritual e invisível – pois ‘um espírito não tem carne nem ossos’ [Lucas 24,39] – mas sim daquele ser que é verdadeiro homem, que é formado de carne, ossos e nervos, o qual se nutre do sangue do Senhor e se desenvolve com o pão de Seu corpo” (Contra as Heresias 5,2,3). – “Como dizem que se corrompe e não pode participar da Vida a carne [de nossos corpos], alimentada com o corpo e o sangue do Senhor? Mudem, pois, de opinião ou deixem de oferecer estas coisas (=a ‘eucaristia’ celebrada pelos gnósticos). Pelo contrário, concordem com o que cremos e, quanto a Eucaristia, [concordem] com a firme Eucaristia em que cremos. Oferecemos o que Lhe pertence e proclamamos, de modo concorde, a união e a comum unidade entre a carne e o espírito, porque assim como o pão brota da terra, uma vez pronunciada sobre ele a invocação (=’epiklesin’) de Deus, já não é pão comum, mas a Eucaristia formada por dois elementos: o terrestre e o celestre; de modo semelhante, também os nossos corpos, ao participarem da Eucaristia, já não são corruptíveis, mas têm a esperança de ressuscitarem para sempre” (Contra as Heresias 4,18,5). Não quero encerrar as citações de Ireneu sem antes recordar um belo testemunho seu sobre a Eucaristia como Sacrifício: – “Aconselhando Seus discípulos a oferecer as primícias de Suas criaturas a Deus – não porque Este as necessitasse, mas para que não fossem infrutuosos e ingratos – tomou a criatura pão e, dando graças, disse: ‘Isto é Meu corpo’ [Mateus 26,26]. E, do mesmo modo, o cálice, também tomado entre as criaturas como nós, confessou ser Seu sangue; e ensinou que [este] era o Sacrifício do Novo Testamento. A Igreja, recebendo isto dos Apóstolos, em todo o mundo oferece a Deus, que nos dá o alimento, as primícias de Seus dons no Novo Testamento. Com estas palavras, um dos Doze Profetas, prenunciou: ‘Não me comprazo em vós – diz o Senhor onipotente – e não receberei o sacrifício de vossas mãos, porque desde o Oriente até o Ocidente Meu nome é glorificado nas nações e em todas as partes se oferece ao Meu nome incenso e um sacrifício puro: porque grande é Meu nome nas nações – diz o Senhor onipotente’ [Malaquias 1,10-11]. Com estas palavras, apontou claramente que o antigo povo deixaria de oferecer a Deus e que em todo lugar Lhe seria oferecido o Sacrifício Puro (=a Eucaristia); e Seu nome é glorificado nos povos” (Contra as Heresias 4,17,5)[13]. NOTAS: [10] Este mesmo raciocínio dos primeiros inimigos do Cristianismo nascente, visando negar a realidade da encarnação, se repete literalmente hoje em dia na exegese “evangélica” simbólica do discurso do Pão da Vida (João 6,25ss), visando agora negar a realidade da presença real de Cristo na Eucaristia. Isto merece a mais séria atenção (…). [11] Sobre isso, escreve na carta aos esmirnenses: “Que ninguém faça nada de importante para a Igreja sem o consentimento do Bispo. A Eucaristia válida é aquela celebrada pelo Bispo ou por quem ele designar (…) Nem lhe seja permitido, sem o consentimento do Bispo, batizar ou celebrar o ágape. Quem for aprovado pelo Bispo é agradável a Deus, de modo que o que fizer será seguro e válido” (8,1-2). Compare-se com o que ocorre hoje: enquanto nas igrejas católicas se continua celebrando o único Sacrifício eucarístico em torno do Bispo “ou de quem foi por ele designado” (=os sacerdotes), numerosas denominações “evangélicas” se reúnem por iniciativa própria à margem do Bispo e o que celebram não é, com certeza, a Eucaristia, ainda que muitas vezes a parodiem, repartindo – estes sim – pão e vinhos comuns. [12] Por outro lado, a Igreja reconhece a validade das ordenações episcopais das igrejas ortodoxas, razão pela qual a Eucaristia ali é validamente celebrada. [13] Neste artigo, não abordamos diretamente a Eucaristia como Sacrifício. Em todo caso, é bom lembrar que, assim como a presença real de Jesus nas celebrações eucarísticas válidas é uma verdade de Fé virtualmente testemunhada por todos os mais importantes Padres da Igreja, assim também podemos encontrar uma grande quantidade de textos patrísticos que testemunham a Fé da Igreja primitiva na realidade sacrificial da Eucaristia, sem que encontremos neles qualquer dificuldade em admitir a unicidade do sacrifício expiatório de Cristo na Cruz e sua celebração sacramental na Eucaristia até o fim dos tempos. Falam disto como sacrifício: Justino, Didaqué, Cipriano, Cirilo de Jerusalém, João Crisóstomo, Ambrósio, Agostinho, entre outros. Nenhum deles inventou nada, apenas transmitiram a Fé Apostólica. Será que estes homens não sabiam que Cristo Se ofereceu de uma vez por todos, como ensina Hebreus 7,27? Leia também as outras partes da série especial sobre a Eucaristia A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 1 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 2 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 3 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 4 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 5 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 6 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 7 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 8 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 9 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 10 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 11 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 12 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 13 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 14 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 15 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 16 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 17 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 18 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 19 #OpãodoSenhor #Cristo #AcarnedeCristo #Omistériodocálice #AdoraçãoaoSantíssimo #OsanguedeCristo #AbebidadoSenhor #Eucaristia #OsanguedoSenhor #Oalimentoceleste #OcorpodoSenhor #Agraçasaudável #OsantocorpodoSenhor #InáciodeAntioquia #Abebidasaudável #Acomidaceleste #OsantodoSenhor #EusouoPãodaVida #OalimentodeCristo #OcálicedoSenhor #OcorpodeCristo #SantoIrineu #Igreja #Esmirna #JustinoMartir
- A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 1
Autor: Pe. Juan Carlos Sack Fonte: http://www.apologetica.org Tradução: Carlos Martins Nabeto Os “primeiros cristãos”, os “reformadores protestantes” e os “modernos evangélicos” diante das palavras de Jesus sobre a Eucaristia… – “O Corpo e o Sangue do Senhor deveriam experimentar um contínuo aumento de massa à medida que, por tantos séculos, todos os dias, se tem ‘transubstanciado’ pão e vinho” (Jetônio, evangélico). – “Quanto ao fato de [o Corpo de Cristo] estar em um lugar [ou vários ao mesmo tempo, nas hóstias consagradas], já vos disse antes e vos intimo: não quero nada de matemáticas!” (Martinho Lutero). INTRODUÇÃO O presente trabalho tem por finalidade aproximar o leitor de fala portuguesa dos textos patrísticos mais importantes, bem como dos textos de outros escritores eclesiásticos antigos, sobre o modo da presença de Jesus Cristo na Eucaristia (real, simbólico, virtual, dinâmico etc.). Foram acrescentados também os textos de alguns “reformadores” do século XVI. Os textos de alguns “modernos evangélicos” são aqui expostos para compará-los com o pensamento da Igreja do primeiro milênio e com o pensamento dos “reformadores” protestantes. Neste artigo não tratamos diretamente dos textos bíblicos sobre a Eucaristia. Para estes, remetemos aos artigos publicados em outros pontos deste Site. (…) O que motivou este trabalho foi o surgimento na Internet de artigos que não apenas negam a realidade da presença de Jesus Cristo na Eucaristia, como também se atrevem a ironizá-la. Neste artigo esses autores – e também os nossos leitores – descobrirão se as suas palavras e doutrinas se assemelham àquelas dos antigos cristãos e até mesmo dos hereges de todos os tempos. É importante perceber nitidamente que a Igreja [Católica] não nasceu ontem; esquecer a História da Igreja é negar, na prática, a ação do Espírito Santo nestes últimos 2000 anos. Com efeito, visto que estes “cristãos evangélicos” se aproximam das Escrituras “sem a mediação de tradições humanas” – segundo nos afirmam com notável insistência – o resultado inevitável é que cada geração de “evangélicos” deve recomeçar sua interpretação das Escrituras, como se eles fossem os primeiros a descobrir as dificuldades apresentadas pela Revelação e o texto bíblico, ou como se fossem os únicos capazes de interpretar as Escrituras “mediante uma exegese adequada”. Deste modo, obtém-se uma situação que, em qualquer outra área do saber humano, se tornaria a maior das negligências, isto é: os problemas, questões e soluções que foram feitos e fixados sobre o Evangelho no decorrer dos séculos tornam a ser tratados como se nunca ninguém os tivessem considerado antes[1]. Sobre a doutrina eucarística, os exemplos são numerosos. O discurso de Jesus em João 6, as palavras de instituição nos Sinóticos e nos testemunhos de Paulo, cuja misteriosa realidade impactou a Igreja de Deus desde sempre e provocou tanta aversão entre os inimigos da Igreja, são agora tratados pelos modernos opositores do mistério eucarístico como nunca ninguém tivesse lido as Escrituras antes deles. E querem desde logo que a Igreja, ou pelo menos os católicos menos instruídos, aceitem essas novas interpretações, que depois certamente terão que abandonar para aceitar as próximas novidades interpretativas do “evangélico” seguinte que decida estudar os textos bíblicos como se fosse o primeiro a concluir e se convencer de que a sua interpretação é a autêntica “exegese adequada”[2]. Diante desta realidade, pareceu-me oportuno apresentar ao leitor o que outras pessoas pensaram e ensinaram acerca da Eucaristia, pessoas estas que conheciam as Escrituras muito melhor que qualquer um destes “evangélicos”, e que foram tidos em vida – e também depois de falecidos – como autênticos discípulos de Cristo, estando muito mais próximos da Igreja Apostólica e possuindo o Espírito Santo tanto ou até mais que qualquer um dos que hoje se apresentam quase que como Sua atual personificação. Citarei em primeiro lugar algumas expressões que o leitor pode encontrar nesses sites “evangélicos” e, a seguir, proporei os textos patrísticos e dos “reformadores” do século XVI: a contraposição de textos falará por si mesma. Apresentarei também os textos patrísticos que são extraídos desses Sites “evangélicos” como “simbólicos”, por serem lidos fora do contexto e sem o conhecimento das circunstâncias. OS “CRISTÃOS EVANGÉLICOS” Usarei textos do Site “evangélico” Conoceréis la Verdade, pertencente à denominação cristã evangélica batista. Há na Internet (…) outros artigos anti-eucarísticos, mas este Site batista apresenta as objeções mais comuns neste sentido. Aí é possível encontrar as seguintes doutrinas sobre a Eucaristia: – “O Cristianismo evangélico afirma que [a Eucaristia] é apenas uma comemoração do momento em que Jesus representa o sentido de Seu sacrifício expiatório aos Seus discípulos. Por consequência, por ser uma ‘recordação’, o resultado é que o pão continua sendo pão e o vinho continua sendo vinho”[3]. – “E o comer Seu corpo físico seria canibalismo, um ato que Ele não aprovaria e muito menos recomendaria”[4]. Comentando as palavras de Jesus na Última Ceia, diz também: – “Ninguém poderia ter interpretado literalmente essa declaração, pois Ele estava ali sentado, em seu corpo físico, e sujeitando o pão em suas mãos. É óbvio que o pão era simbólico”. E ainda: – “Podemos estar seguros de que nenhum dos discípulos de Cristo imaginou que o pão por Ele sustentado era Seu corpo literal. Que isto fosse o Seu corpo literal e, ao mesmo tempo, Cristo estar ali em seu corpo literal era impossível. Tal fantasia não ingressou na mente dos presentes e não foi inventada a não ser muito tempo depois. Certamente as palavras de Cristo não comunicaram tal coisa, nem temos qualquer razão para crer que os discípulos derivaram delas semelhante significado. Foi o Papa Pio III quem fez do ‘sacrifício’ da Missa um dogma oficial em 1215″[5]. Se lê também nesse Site expressões ofensivas e descaradas, como uma que afirma que a Eucaristia, como presença real de Jesus Cristo, seria parte de um “truque” para manter os católicos na Igreja, visto que fora da Igreja – conforme ensina a doutrina católica – não há celebração eucarística válida e, portanto, não há jeito de se receber o Corpo salvífico do Senhor a não ser participando das celebrações católicas: “O truque está aí”, conclui o apologista batista. Assim, ou seja, pela doutrina eucarística, “o Catolicismo está separado, por um abismo intransponível, de todas as outras religiões e, especialmente, do Cristianismo evangélico”. Em um artigo sobre a Ceia do Senhor assinado por Guillermo Hernández Agüero, publicado no Site “Conoceréis la Verdad”, se faz uma fugaz referência ao que “alguns Padres patrísticos” ensinam acerca do pão eucarístico. Não me causa espanto a magra apresentação “patrística” que ali se faz: uma das notas características do evangelismo fundamentalista é precisamente a atitude sectária de rejeitar na prática – e frequentemente também na teoria – a experiência e o pensamento dos cristãos, mártires e santos, pastores e simples fiéis que viveram antes de nós, sem excluir aquelas que são testemunhas valiosas da Igreja Apostólica e Pós-Apostólica. Digo “magra apresentação patrística” porque esse artigo traz só 2 (duas) citações dos “Padres patrísticos” para ilustrar aos (desprevenidos) leitores do Site batista: – “Podemos nos aprofundar mais nos Padres, mas nosso tema neste caso é sobre a Santa Ceia[6]. No entanto, há alguns Padres que podem nos dizer algo sobre o nosso tema[7]: ‘Cristo, tendo tomado o pão e o tendo distribuído aos seus discípulos, o tornou seu corpo, dizendo: «Este é meu corpo», isto é, «a figura do meu corpo»’ (Tertuliano, Contra Marcião 4:40). Tertuliano nos dá a entender que não ocorre uma transubstanciação com o pão; ao contrário, nos ensina que isso é símbolo. ‘O pão, depois da consagração, é digno de ser chamado «Corpo do Senhor», ainda que a natureza de pão permaneça nele’ (Crisóstomo, Epístola a Cesarium)[8]. O interessante disto tudo, é que nem nos próprios Padres existe uma clareza sobre a Santa Ceia e menos ainda sobre a transubstanciação”. Estas duas citações de dois Padres é todo o material patrístico que pode ser encontrado nos artigos “eucarísticos” do Site “Conoceréis la Verdad”. O leitor entenderá o porquê quando terminar de ler a presente [série de] artigo[s]. Hernández Agüero, depois de tentar desvirtuar o testemunho geral dos Padres (para que prevaleça o seu próprio testemunho, como é óbvio, e que ele afirmará ser “o que ensina a Bíblia”), pretende que seus leitores saibam “algo” do que “alguns Padres podem nos dizer acerca do nosso tema”, mas suas duas citações dificilmente podem ser tidas seriamente como “algo”, bem como seus dois Padres apenas podem cumprir o requisito mínimo para que se possa dizer “alguns Padres”. Pergunto então: pela mente destes “evangélicos”, o que terá ocorrido com o mar de citações onde podemos ver os “Padres patrísticos” ensinarem a doutrina da presença real? Não conhecem elas? Não querem conhecê-las? Não interessa para eles mostrar o que a Igreja pensava nos primeiros séculos? Pois se eles conhecem essas citações, estaríamos diante de uma desonestidade intelectual bastante grosseira. Mas, se pelo contrário, não as conhecem, por que falam do que não sabem, dando aos seus leitores uma visão totalmente falsa da realidade patrística? Bem além do palavreado de Hernández Agüero, em seu artigo o leitor não poderá encontrar virtualmente nada do que os “Padres patrísticos” ensinaram sobre esta matéria. Seja qual for a intenção desta indouta docência “evangélica”, a abandonamos ao juízo de Deus… A seguir, percorrermos a História da Igreja em seus melhores expoentes – os Santos Padres, os grandes escritores e testemunhas da Fé antiga – de modo que o leitor poderá depois reconhecer qual é a doutrina que está separada “por um abismo intransponível” do que a Igreja ininterruptamente crê desde as suas origens[9]. Apresentaremos também o que os Pais do Protestantismo ensinavam acerca desse tema. E para o benefício do leitor, acrescentaremos ainda uma breve resenha biográfica dos autores citados, que será mais detalhada naqueles mais antigos e mais resumida à medida que formos avançando nos séculos. NOTAS: [0] Trabalho dedicado a Silvana, Adrián, Carlos e Pablo, José Luis e Claudio, que ou já regressaram ao lar (=a Igreja Católica), ou então já estão a caminho… Perseverança! OBS.: [A] Os comentários que aqui são feitos têm por finalidade esclarecer o contexto histórico das citações ou ressaltar algum aspecto importante. As citações bíblicas que aparecem nos textos entre colchetes ou parêntesis são sempre acréscimos; o que segue entre colchetes nos textos patrísticos ou de outros autores são acréscimos feitos para se compreender o contexto. [B] O artigo [completo] contém textos de 80 autores patrísticos e ainda alguns outros. (…) [1] Devemos, no entanto, matizar esta afirmação, já que na verdade ninguém consegue se libertar de toda espécie de tradição na hora de ler as Escrituras, de modo que até os “evangélicos” “mais bíblicos” receberam, juntamente com as Escrituras, uma certa chave de interpretação. Tendo deixado isto bem claro, também é correto o que afirmamos, a saber: as correntes “evangélicas” fundamentalistas pretendem fazer uma leitura das Escrituras ignorando tudo o que os outros cristãos antes deles pensaram sobre as mesmas; costumam a chamar isso de “leitura sem preconceitos”. [2] A expressão “exegese adequada” aplicada aos textos eucarísticos encontra-se pelo menos no Site “Conoceréis la Verdad”, onde se afirma, no artigo “A Teoria da Transubstanciação”, que o crente deveria rejeitar a interpretação da Igreja Católica baseado no “senso comum” e numa “exegese adequada”. Resta averiguar com base em quê se poderia chamar “adequada” a exegese desse Site e “não adequada” ou “falta de senso comum” à exegese de Justino [de Roma] e Inácio de Antioquia (séculos I e II), ou a de Agostinho [de Hipona] e João Crisóstomo (séculos IV e V), ou a de Tomás de Aquinho (século XIII), para mencionar apenas alguns. [3] O autor dessas linhas se apresenta tacitamente como o portavoz do Cristianismo evangélico… Pode então ser comparado, por exemplo, com o que Lutero pensava sobre este tema (ver mais adiante, nesta série de artigos). [4] As acusações de canibalismo, repetidas aqui pelo “evangélico” batista, não são senão repetição das mesmas acusações feitas pelos pagãos anticristãos dos dois primeiros séculos. Uma coincidência que não deixa de causar surpresa! [5] A presença real de Cristo na Eucaristia e o aspecto sacrificial da celebração, ainda que intimamente ligadas, são dois aspectos diferentes do mistério eucarístico, que o autor batista aqui confunde. Quão errônea é a afirmação segundo a qual a interpretação realista das palavras da Última Ceia são tão tardias quanto o século XIII poder-se-á comprovar ao longo [desta série de artigos]. Além disso, o que é de 1215 (ou mais exatamente 1202) é o surgimento da palavra “transubstanciação” em um documento da Igreja. E, finalmente, o Papa Pio III reinou em 1503 e não em 1215. Logo, o Papa em questão é, na verdade, Inocêncio III. [6] O que até aqui Hernández Agüere fez em seu artigo não foi “aprofundar” nos Padres, mas tentar desautorizá-los por suas supostas “contradições”. [7] Há “alguns Padres que podem nos dizer algo sobre o nosso tema” – diz Hernández, citando [só] DOIS Padres. Espero que após ler este artigo, o sr. Hernández Agüero possa encontrar mais alguns que possam nos “dizer algo” sobre o nosso tema. [8] Retornaremos a estas citações de Tertuliano posteriormente. [9] Uma coleção mais ampla de textos em espanhol encontramos em “A Presença Real de Cristo na Eucaristia”, de José A. de Aldama, Edicep, Valência, 1993; empregarei este livro em muitas citações. [Em inglês, temos] também “The Faith of the Early Fathers”, em 3 volumes, de William A. Jurgens. A melhor coleção em espanhol é, sem dúvida, “Textos Eucarísticos Primitivos”, do Pe. Jesús Solano (sj), em 2 volumes. Uma coleção mais simples, porém com muitíssimo material apologético, temos em “Bíblia y Eucaristia”, de Ernesto Bravo (sj). O fato totalmente indiscutível é que qualquer cristão que queira saber o que ensinaram antes de nós todos os melhores líderes do Cristianismo primitivo acerca da presença de Cristo na Eucaristia terá que recorrer à literatura católica. Por que será? Leia também as outras partes da série especial sobre a Eucaristia A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 1 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 2 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 3 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 4 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 5 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 6 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 7 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 8 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 9 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 10 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 11 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 12 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 13 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 14 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 15 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 16 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 17 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 18 A Presença Real de Cristo na Eucaristia – Parte 19 #OpãodoSenhor #Cristo #Evangelho #AcarnedeCristo #Omistériodocálice #AdoraçãoaoSantíssimo #OsanguedeCristo #AbebidadoSenhor #Eucaristia #Reformadores #OsanguedoSenhor #Oalimentoceleste #OcorpodoSenhor #Agraçasaudável #OsantocorpodoSenhor #Abebidasaudável #Acomidaceleste #OsantodoSenhor #EusouoPãodaVida #OalimentodeCristo #OcálicedoSenhor #OcorpodeCristo
- Distorcendo o primeiro mandamento
O diabo pavimenta a estrada para o inferno “maquiando” o primeiro mandamento. Eis o grande perigo da idolatria. Quando se repete, nas aulas de catequese, que o primeiro mandamento é “Amar a Deus sobre todas as coisas”, seria bom que se sublinhasse a palavra “todas”. Desde as menores – nossas posses e propriedades – às mais valiosas – a família e a nossa própria vida –, nada deve figurar acima de Deus – já que é d’Ele tudo o que somos e recebemos. De fato, diz o Catecismo que “Deus amou primeiro”. Seguir os mandamentos é simplesmente “a resposta de amor que o homem é chamado a dar a seu Deus” (§ 2083). Quando o homem decide se entregar totalmente a Deus, adorando-O e sendo fiel à Sua vontade, não faz mais do que agir com generosidade diante de um amor muito maior que o que oferece. É o que testemunha São João Evangelista, quando escreve: “De tal modo Deus amou o mundo que lhe deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16). E ainda: “Amamos, porque Deus nos amou primeiro” (1 Jo 4, 19). No entanto, o risco que se corre é o de esquecer com que grande amor o homem foi amado e com que preço foi comprado – com o próprio sangue de Deus derramado no Calvário. Pior: se há quem ignore tamanha prova de amor, há quem a conheça e, ainda assim, resista em tributar honra, glória e adoração ao Senhor. Neste ponto, os cristãos precisam bater no peito – dizendo “mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa” – e reconhecer a sua grande dívida, pois não têm vivido de acordo com as máximas do Evangelho; não se têm ocupado “em primeiro lugar com o Reino de Deus e a sua justiça” (Mt 6, 33). Ao contrário, preocupando-se demasiadamente com o dia de amanhã, têm esquecido o Amanhã Eterno ao qual todos um dia chegarão. A tolice de ajuntar “tesouros na terra”, conduta contra a qual Jesus advertiu severamente – “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam” (Mt 6, 19) -, é uma tentação atraente. Porém, é o que é todo pecado: uma mentira, uma distorção das dimensões da realidade. Quem preferisse os bens terrestres às riquezas celestiais cometeria a sandice de uma noiva que ganha um anel de seu esposo, mas, apaixonando-se pelo presente, esquece-se do noivo. É a comparação que usa Santo Agostinho: “Irmãos, suponhamos que um esposo fizesse um anel para sua esposa e esta tivesse mais amor pelo anel recebido que pelo esposo que lho fabricou; não é verdade que com aquele presente se revelaria que a esposa tem um coração adúltero, embora ela ame algo que é presente do esposo? É claro que ela ama algo que foi feito pelo seu esposo, mas se ela dissesse: ‘Basta-me o seu anel, e não me interessa ver o seu rosto’, que tipo de esposa seria esta? Quem não abominaria esta loucura? Quem não condenaria este sentimento de adúltera?”01 É “este sentimento de adúltera” o pecado que se concebe como idolatria. Na leitura de todo o Antigo Testamento é possível notar como o povo de Israel precisa muitas vezes batalhar consigo mesmo para resistir à tentação de adorar deuses fabricados pelos homens ao invés de cultuar o próprio Deus. Hoje, a situação não é diferente. O cristão permanecerá toda a sua vida neste mundo lutando consigo mesmo para colocar em ordem a sua natureza corrompida e manchada pelo pecado. A luta contra a carne é a guerra contra o pior inimigo da alma, já que a concupiscência se trata de um “inimigo interno”, que habita em nossa própria casa. A vitória definitiva sobre esta realidade só acontecerá na ressurreição dos mortos, quando todos os santos reinarão diante de Deus em corpo glorioso. Até lá, no entanto, a batalha é quotidiana, não para um só minuto. Muitas vezes, as insídias perigosas do demônio soarão inofensivas… Não pense o homem que as tentações serão para que o homem traia explícita e diretamente a Deus, que serão sugestões de infidelidade aberta e escancarada. O diabo começa a pavimentar a estrada para o inferno “maquiando” o primeiro mandamento: se o homem cai na armadilha, continua “amando” a Deus, mas não sobre todas as coisas. E aqui começa sua perdição. Não se engane o homem: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza” (Mt 6, 24). Por Equipe Christo Nihil Praeponere Referências In Epistulam Iohannis ad Parthos tractatus decem, II, 11, in PL 35 #distorcendo #mandamento #primeiro
- Por que os dias úteis da semana têm “feira”?
“Dias úteis” é como são chamados aqueles dias da semana que são destinados ao trabalho, em oposição a “fim de semana”, que são os dias destinados ao descanso e ao lazer. Atualmente, a semana é dividida em 5 dias úteis e um fim de semana de 2 dias (sábado e domingo). Na língua portuguesa, o nome “sábado” tem origem judaica (do hebraico “shabāt”) e significa “dia do descanso”; ele geralmente é considerado o último dia da semana e tem seu fundamento na narrativa bíblica do Gênesis, em que Deus criou o mundo em 6 dias e descansou no último. O nome “domingo” tem origem romana (do latim “dies Dominicus”) e significa “dia do Senhor”; ele geralmente é considerado o primeiro dia da semana, aquele em que as pessoas se reúnem para cultuar a Deus (daí a tradição de ir à igreja aos domingos). Os demais dias (os “úteis”) foram nomeados pela sua ordem (segunda, terça, quarta…) acrescidos da palavra “feira”. Mas por quê? O nome “feira” acrescido aos dias úteis da semana na língua portuguesa vem do latim “feria“, que também significa “dia de descanso”, “folga”, ou ainda mais literalmente “férias”. O termo passou a ser empregado no ano 563, após um concílio da Igreja Católica na cidade portuguesa de Braga. Na ocasião, o bispo Martinho de Braga decidiu que os nomes dos dias da semana usados até então, em homenagem a deuses pagãos, deveriam mudar. Mas espera aí: se feria significa dia de descanso, folga e férias, por que se usa “feira” para nomear os dias úteis? Isso acontece porque, no início, a ordem do bispo valia apenas para os dias da Semana Santa (aquela que antecede o domingo de Páscoa), em que todo bom cristão deveria descansar. Somente depois é que ela acabou sendo adotada para o ano inteiro. A parte mais interessante dessa história é que tudo isso (os nomes dos dias e suas origens explicadas acima) é uma exclusividade dos países de língua portuguesa. No inglês, espanhol, francês, italiano, alemão e muitas outras línguas modernas, ao contrário do que queria o bispo Martinho de Braga, os deuses pagãos continuam sendo homenageados e batendo ponto dia após dia. Isso porque, na sua origem mais remota, os nomes dos dias da semana tinham influência na astrologia, e cada um representava um deus pagão, que por sua vez eram representados materialmente por um astro do nosso Sistema Solar: Sol (domingo), Lua (segunda), Marte (terça), Mercúrio (quarta), Júpiter (quinta), Vênus (sexta) e Saturno (sábado). Veja o exemplo do inglês: sunday (dia do Sol),monday (dia da Lua), tuesday (dia de Marte), wednesday (dia de Mercúrio),thursday (dia de Júpiter), friday (dia de Vênus) e saturday (dia de Saturno). Outro dado curioso: por ordenação de trabalho e lazer e pela normalização ISO 8601, a segunda-feira é considerada o primeiro dia da semana, sendo o domingo o último dia e o sábado o penúltimo. No entanto, desde o ano 321 os calendários ocidentais começam a semana pelo domingo. A regra foi imposta naquele ano pelo imperador romano Constantino, que, além disso, estabeleceu definitivamente que as semanas teriam 7 dias. A ordem não foi aleatória: embora na época os romanos adotassem semanas de 8 dias, a narrativa do Gênesis já dizia que Deus havia criado a Terra em 6 dias e descansado no sétimo e, ao que tudo indica, os babilônios também já dividiam o ano em conjuntos de 7 dias. Com informações de Wikipédia e revista Mundo Estranho. #Feira #Semana #uteis
- Mãe de 7 filhos e defensora dos valores cristãos: a ministra que revoluciona a Europa
Fonte: Religión en Libertad | Tradução: Ecclesia Una – Está revolucionando a política alemã. Faz sombra à poderosa Angela Merkel e seu nome foi até cotado para presidente do país ou futura chanceler. Trata-se da singular Úrsula Von der Leyen, uma política atípica que está rompendo moldes na Europa. Precisamente agora é ministra do Trabalho e Assuntos Sociais na Alemanha, e na Espanha é conhecida por chegar a oferecer emprego a 5 mil jovens espanhóis. Esta alemã de 55 anos é mais que política. Os alemães chamam-na “a mãe da nação”, pois tem sete filhos. Durante seus anos na política tem se empenhado em demonstrar a grandeza dos filhos, as enormes vantagens das crianças na sociedade e tem lutado para abrir caminho às famílias que querem ter filhos em uma Europa assolada por uma crise demográfica histórica. A importância de rezar com seus filhos Von der Leyen é, ademais, uma mulher de fortes convicções religiosas. É cristã e praticante. Conta orgulhosa o importante que é tomar café da manhã todos os dias com seus filhos e rezar com eles antes de cuidar de suas obrigações no Ministério. Faz do mesmo modo pela noite, antes de seus filhos irem dormir. É uma das principais responsáveis por recuperar e valorizar na Europa os valores cristãos que forjaram o continente há séculos. A família exerce neste ponto um papel essencial. Ela bem sabe. E não se importa em liderar esta revolução familiar. Não é de espantar, portanto, que as feministas radicais a tenham em seu “ponto de mira” e que ela esteja no alvo de suas críticas e insultos. “Essa mulher!” – assim se referem a ela, com desdém, as feministas. No entanto, ela replica que a Alemanha e a Europa iriam melhor com mais mulheres como ela, ou seja, como mães. Lutadora pela família Desde 2009 é ministra do Trabalho, mas sua incansável luta pela família vem de antes, pois previamente, de 2005 a 2009, foi ministra de Família, Mulher e Juventude. Desde esse ponto legislou a favor deste coletivo e ajudou as famílias a conciliar melhor o cuidado dos filhos e o trabalho. Algo básico hoje em dia. Úrsula também tem mostrado ao mundo a falácia de que não se pode ser mãe e progredir profissionalmente, sem que para isto se deva renunciar à família. Estudou Ciências Econômicas e mais tarde fez doutorado em Medicina, chegando a dedicar-se à investigação. Mais tarde se mudou para os Estados Unidos devido a compromissos laborais de seu marido. Ali, dedicou-se a cuidar de seus filhos e à investigação e viu a importância de ajudar a família. A partir daí entrou na CDU alemã (Christlich Demokratische Union, partido democrata-cristão da Alemanha) e começou sua meteórica carreira política. Sua carreira contra a corrente Ao chegar ao governo Merkel, ficou sabendo que suas cinco companheiras de Executivo, incluída Merkel, tinham renunciado à maternidade para se dedicar à política. Ela era o “bicho raro” e lamenta que em seu país “ter sete filhos seja algo mal visto, considerado quase uma provocação”. Como ministra da Família, preparou uma mini-revolução que foi mal vista até por seu próprio partido. Ainda assim, ela seguiu adiante. Propôs creches gratuitas e ajuda aos pais para o cuidado de seus filhos, bem como a licença para que os pais pudessem ficar em casa cuidando de suas crianças. Apesar das críticas, ela falava de suas experiências familiares e como conseguiu conciliar trabalho e família. “Chegaram a me perguntar se quero domesticar os pais a chicotadas e isso demonstra o desprezo a tudo o que tenha a ver com o cuidado das crianças”. A família, berço de valores Em uma entrevista a ABC.es, quando ainda era ministra de Família, Von der Leyen assegurava: “não sou uma superwoman, onde estou é o resultado de um longo caminho de altos-e-baixos e decisões com meu marido, e também de alguns erros”. “A família recobra sua importância, não só como fator de equilíbrio, mas como ferramenta para transmitir diretamente uns valores, uma interioridade e uma transcendência. Ademais, comprovamos que sem crianças uma país não pode seguir existindo, por razões econômicas e também emocionais”, afirmava. “As crianças não significam pobreza” Neste sentido, acrescentava que “estamos em uma situação muito crítica, sobretudo psicologicamente. Tem que se voltar a falar do pão que as crianças trazem debaixo do braço: chama-se alegria, força criadora, segurança futura… que as crianças não significam pobreza, mas perspectiva”. Do mesmo modo, Úrsula Von der Leyen afirma que se devem recuperar os valores de sempre, não existem os novos. “A família, a responsabilidade pelo outro, valores cristãos que devem ser traduzidos para outros tempos. A família não pode sobreviver olhando para o que foi, sua economia e a de todos já é global e a mulher é hoje muito importante. Mas seguem sendo importantes que hajam crianças nas ruas, a solidariedade geracional, a boa educação, a subsidiariedade, e deve-se perguntar como mantê-las no mundo moderno”. “Ter quatro filhos é dirigir uma pequena empresa” Em sua opinião, a família “recupera importância frente à globalização. A família é onde se aprende a responsabilidade entre filhos e pais, os valores que queremos para amanhã. A educação hoje ultrapassa fronteiras, mas também necessita de limites, pois quando crescerem as crianças encontrarão regras. As crianças seguem necessitando de tempo, e exemplo: e devem conhecer o valor do esforço para o êxito”. Apesar disso, vê mudanças no mundo atual. Já há empresas que preferem pessoas com família a solteiros. A ministra responde que é algo normal, pois “são as cabeças mais flexíveis, rápidas e maduras emocionalmente. Pense que ter quatro filhos já é dirigir uma pequena empresa”. Igualmente, conta sua experiência pessoal nos Estados Unidos quando se fixou aí com seu marido. “Quando me apresentava a trabalhos nos EUA sempre me perguntavam o que fazia além do trabalho, se criava filhos ou colaborava em alguma associação. Davam-me cargos por ter filhos… Na Europa me dariam por não tê-los!”. #revoluciona #ministra #Filhos #crist #defensora #valores
- Cientista diz ter encontrado evidências da existência de Deus: “O que chamávamos de casualidade não
A fé na Criação sempre foi rebatida por cientistas e ateus, que enxergam na busca pelo conhecimento a resposta para questões vistas como sobrenaturais. Um dos cientistas mais conceituados na atualidade, o físico teórico Michio Kaku afirmou numa entrevista à revista Scientific American que passou a acreditar que uma força “rege” o Universo. Kaku desenvolveu uma teoria a partir do uso de um “semi-raio primitivo de táquions”, que são partículas teóricas, desenvolvidas para permitir o estudo mais aprofundado da física, e capazes de fazer qualquer matéria ou vácuo que entrar em contato com elas se “desgrudarem” do Universo, tornando a matéria objeto do estudo livre de influências do que houver ao redor. A tecnologia do “semi-raio primitivo de táquions” foi criada em 2005 – na ciência, é considerada recente – e representa uma simulação dos verdadeiros táquions. Os cientistas afirmam que a tecnologia ainda está muito longe de alcançar os táquions, mas o “semi-raio” produz, em escala subatômica – um efeito idêntico ao verdadeiro. Em seu estudo, Kaku descobriu que toda matéria estudada no ambiente do “semi-raio primitivo de táquions” – ou seja, “fora” do Universo – protagoniza o que ele chamou de “caos”. “Cheguei à conclusão que estamos em um mundo feito por regras criadas por uma inteligência, não muito diferente do seu jogo preferido de computador, claro, impensavelmente mais complexa. Analisando o comportamento da matéria em escala subatômica, a parte afetada pelo semi-raio primitivo de táquions, um minúsculo ponto do espaço, pela primeira vez na história, totalmente livre de qualquer influência do universo, matéria, força ou lei, percebi de maneira inédita o caos absoluto. Acredite, tudo que nós chamávamos de casualidade até hoje, não fará mais sentido. Para mim está claro que estamos em um plano regido por regras criadas, e não moldadas pelo acaso universal”, declarou Michio Kaku à conceituada revista científica. Por Tiago Chagas, para o Gospel+ #cientista #casualidade #encontrado #chamavamos #evidencias #existência
- Com plebiscito a Croácia protege o matrimônio entre homem e mulher
“ ZAGREB, 03 Dez. 13 / 03:02 pm (ACI/Europa Press).- Os croatas aprovaram neste domingo em plebiscito com 66 por cento de aprovação, incluir em sua Constituição a definição de matrimônio como união de um homem e uma mulher, embora vários partidos do país tenham se expressado contra a iniciativa. Os dados oficiais preliminares difundidos na noite do domingo confirmam a clara vitória do grupo católico ‘Em Nome da Família’, promotor da proposta. A participação foi de 37 por cento. ‘Em Nome da Família’ reuniu mais de 740.000 assinaturas para promover esta iniciativa popular de reforma da Constituição e obrigou assim o Parlamento a aprovar a convocação do plebiscito apesar dos partidos de centro-esquerda que respaldam o Governo se mostrarem contrários à proposta. Entretanto, o resultado da consulta não é nenhuma surpresa tendo em conta a incorporação do catolicismo mais conservador como elemento da identidade nacional croata. 90 por cento dos 4,4 milhões de croatas se declaram católicos. Com esta reforma, o matrimônio não poderá ser legislado por lei, mas deverá haver uma maioria parlamentar de dois terços da câmara para modificar a Constituição. “Estou contente porque, a partir de agora, nenhum governo poderá legalizar o matrimônio homossexual”, explicou a líder de ‘Em Nome da Família’, Zeljka Markic. Uma bailarina, Sanja Grgic, argumentou que não está “contra os gays”, “mas votei a favor porque penso que os filhos deveriam crescer em umafamília que tenha uma mãe e uma família”. Com a reforma, Croácia se assimila a países como Bielorrússia, Polônia, Moldávia, Bulgária, Montenegro e Servia, onde também tem nível constitucional a definição do matrimônio como união de homem e mulher. #Matrimôniohomossexual #homossexuais #Lobbygay
- Dies irae: uma meditação sobre o fim dos tempos
Fonte: Padre Paulo Ricardo [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Wl9mm-dLlGY[/youtube] Versão áudio A partir da reforma ocorrida após o Concílio Vaticano II, a última semana do ano litúrgico tem como hino facultativo do Ofício das Leituras, das Laudes e das Vésperas um antigo hino medieval, de autoria atribuída a Tomás de Celano. Trata-se do famoso Dies Irae. Antes da reforma litúrgica, o hino fazia parte da Missa de Requiem: era a sequência que se meditava antes do Evangelho. Embora tenha sido retirada do Ofício dos Fiéis Defuntos pelo conselho de reforma litúrgica de Annibale Bugnini, o hino expressa com validade e profundidade riquíssima aquilo que as Sagradas Escrituras falam sobre o Juízo Final e as últimas realidades escatológicas. Este belo hino ganhou uma composição musical fantástica de Wolfgang Amadeus Mozart, que pautou boa parte de sua obra pela teologia católica. No decorrer desta aula ao vivo, é apresentada a execução do Dies Irae pelo maestro britânico John Eliot Gardiner01. A expressão Dies irae (“dia da ira”) é extraída da Bíblia: “Esse dia será um dia da ira, dia de angústia e de aflição, dia de ruína e de devastação; dia de trevas e escuridão, dia de nuvens e de névoas espessas, dia de trombeta e de alarme, contra as cidades fortes e as torres elevadas”02. A “ira” de Deus consiste em uma expressão do seu amor, em uma forma de recordar aos homens que suas ações têm consequências. Faz parte da pedagogia de Deus corrigir o homem, enquanto se encontra neste mundo, a fim de que se salve. Infelizmente, tem quem teime em encaixar a ira divina apenas no Antigo Testamento, acabando por cair no erro do heresiarca Marcião, cuja doutrina gnóstica distinguia o “deus” da lei judaica do “deus” do Novo Testamento. Ora, é evidente que, para os cristãos, que “veneram o Antigo Testamento como verdadeira Palavra de Deus”03, não há diferença alguma entre o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó e o Deus que se revelou em Jesus Cristo. “Por isso a sã doutrina cristã sempre recusou qualquer forma emergente de marcionismo, que tende de diversos modos a contrapor entre si o Antigo e o Novo Testamento”04. Canta o hino: “Dies irae, dies illa / solvet saeclum in favílla, / teste David cum Sibýlla – Dia da ira, dia aquele / O mundo se dissolve em cinza, / Como foi atestado por Davi e pela Sibila”. “Como foi atestado por Davi”, quer dizer, como foi confirmado pelo próprio Velho Testamento; “e pela Sibila”, isto é, até mesmo as religiões pagãs reconheceram a existência deste “dia final”. Ninguém ignora a existência do fim dos tempos. “Quantus tremor est futúrus, / quando iudex est ventúrus / cuncta stricte discussúrus! – Quanto tremor acontecerá, / Quando o juiz vier / Para tudo julgar estritamente!”. Narra o Evangelho que “os homens desmaiarão de medo e ansiedade, pelo que vai acontecer no universo”05. Nestes primeiros versos, o Dies Irae canta justamente este aspecto terrível do Juízo: o tremor das criaturas diante d’Aquele que é o Rei de todo o universo. Na peça de Mozart, neste momento, o barítono (aquele com a voz mais grave) imita o som da trombeta, da qual fala São Paulo a Tessalônica: “Quando for dado o sinal, à voz do arcanjo e ao som da trombeta de Deus, o mesmo Senhor descerá do céu…”06: “Tuba mirum spargens sonum / per sepúlcra regiónum, / coget omnes ante thronum – A trombeta espalhando o som admirável / Pela região dos sepulcros, / Leva todos diante do trono”. Segue-se, então, a ressurreição dos mortos07: “Mors stupébit et natúra, / cum resúrget creatúra / iudicánti responsúra – A morte e a natureza se espantarão, / Quando a criatura ressurgir / Respondendo ao que irá julgar”. Aqui, Tomás de Celano utiliza-se de uma prosopopeia: ele dá características humanas à morte e à natureza, que “se espantarão” diante da ressurreição dos mortos, diante da glorificação daquela matéria sobre a qual dominava a concupiscência. Iudicánti responsúra: os mortos levantar-se-ão à simples voz do Juiz, para respondê-Lo prontamente. “Liber scriptus proferétur, / in quo totum continétur / unde mundus iudicétur – Será trazido um livro escrito, / No qual tudo está contido / A partir do qual o mundo será julgado”. Trata-se, por assim dizer, da memória de Deus, o “livro da vida” do qual fala o livro do Apocalipse: “os mortos foram julgados conforme o que estava escrito nesse livro, segundo as suas obras”08. Este é o acusador diante do tribunal de Deus: os nossos atos e omissões. “Iudex ergo cum sedébit, / quicquid latet apparébit; / nil inúltum remanébit – Quando o juiz então se sentar, / Tudo o que está escondido aparecerá; / Nada permanecerá sem vingança”. Quando Deus se sentar em Seu trono, tudo aquilo que permanecia oculto será revelado. Tudo aquilo que de bom e ruim os homens realizaram será colocado às claras. Para os eleitos, isto será motivo de grande júbilo; para os condenados, porém, de grande vergonha. Deus fará justiça: a maldade e o pecado serão, enfim, derrotados. Isto deve ser motivo de grande consolação. O importante é que, na hora de condenação, quando a morte e o mal forem precipitados no inferno, nós não estejamos apegados a eles e venhamos também a ser lançados no fogo. Deus ama o homem, e é precisamente por amá-lo que virá com uma espada para separá-lo pecado, a fim de que ele possa entrar no Céu. “Quid sum miser tunc dictúrus, / quem patrónum rogatúrus, / cum vix iustus sit secúrus? – O que então eu miserável direi, / A quem clamarei como advogado, / Quando nem mesmo o justo estiver seguro?”. Naquele dia, “nem mesmo o justo” estará seguro. Isto não significa que quem já foi salvo, após o juízo particular, corre o risco de condenar-se. Este verso quer mostrar, antes, a condição miserável de todas as criaturas diante da majestade divina, a pequenez de todos os homens – até os mais santos – na presença de Deus. Surge, então, o advogado da humanidade, o “mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo”09: “Rex treméndae maiestátis, / qui salvándos salvas gratis, / salva me, fons pietátis – Rei de tremenda majestade, / Que salvar de graça os que devem ser salvos / Salva-me, ó fonte de piedade”. Mozart coloca, aqui, toda a potência do coro, para cantar a majestade de Deus. É uma entrada triunfal e majestosa para um “Rei de tremenda majestade”. Contrastando com esta ostentação surge o último verso: “Salve-me, ó fonte de piedade”. A voz humilde e contrita deste verso expõe a confiança que perpassa toda a letra e composição deste hino. O mesmo que virá julgar todos os povos é o advogado, aquele que os defenderá. Brota, então, do coração humano, uma profunda esperança: “Recordáre, Iesu pie, / quod sum causa tuae viae, / ne me perdas illa die – Recorda-te, ó Jesus piedoso / Que sou a causa de teu peregrinar, / Não me percais naquele dia”. “Quaerens me sedísti lassus, / redemísti crucem passus; / tantus labor non sit cassus – Ao me buscar sentaste cansado, / Redimiste sofrendo a cruz; / Tanto sofrimento não seja em vão”. Para implorar a misericórdia de Jesus, o réu recorre não aos méritos que ele porventura possua, mas aos méritos de Cristo Crucificado; ele pede que todo o Seu suplício neste mundo não seja desperdiçado. “Iuste iudex ultiónis, / donum fac remissiónis / ante diem ratiónis – Justo juiz de vingança, / Concede o dom da remissão / Antes do dia da prestação de contas”. Agora, a invocação tem como finalidade pedir a remissão dos pecados antes do dia do Juízo e, em última instância, antes da própria morte, já que, como ensina o Catecismo, “a morte é o fim (…) do tempo de graça e de misericórdia que Deus lhe oferece (…) para decidir seu destino último”10. O pedido é feito com confiança na misericórdia de Deus, à qual o homem entrega toda a sua miséria e indignidade: “Ingemísco tamquam reus, / culpa rubet vultus meus; / supplicánti parce, Deus – Eu gemo como um réu, / A culpa torna meu rosto vermelho; / Ó Deus, tem piedade do que suplica”. “Qui Mariam absolvisti / et latrónem exaudísti, / mihi quoque spem dedísti – Tu que absolveste Maria, / E ouviste o ladrão, / Também a mim deste esperança”. A reforma litúrgica trocou o verso Qui Mariam absolvisti por Peccatrícem qui solvísti (“Tu que absolveste a pecadora”) por uma questão simplesmente exegética, já que os estudiosos contemporâneos tendem a não identificar Maria Madalena como a mulher adúltera do Evangelho11. O pecador lembra ao Senhor a sua piedade para com esta mulher e para com o bom ladrão, tendo esperança que também ele seja absolvido, ainda que sua prece seja indigna: “Preces meae non sunt dignae, / sed tu, bonus, fac benígne / ne perénni cremer igne. / Inter oves locum praesta / et ab haedis me sequéstra, / státuens in parte dextra – Minhas preces não são dignas, / Mas tu, ó bondoso, age benignamente / Que eu não queime no fogo eterno. / Concede um lugar entre as ovelhas / Rapta-me do inferno, / Colocando-me do lado direito”. Os versos finais do hino Dies Irae retratam, por fim, a sentença do Juízo Final: “Confutátis maledíctis, / flammis ácribus addíctis, / voca me cum benedíctis – Refutados os malditos, / Entregues às chamas ardentes, / Chama-me com os benditos”. As palavras duras da letra só não são mais severas que as indicações do próprio Jesus: “Ele se voltará (…) para os da sua esquerda e lhes dirá: ‘Retirai-vos de mim, malditos, ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos'”12. Quem acoima este belo hino medieval de “quadrado” ou supersticioso, na verdade, perdeu de vista o próprio fio pelo qual Cristo conduz toda a pregação da boa nova: a salvação daqueles que fazem a Sua vontade e o eterno castigo daqueles que a rejeitam obstinadamente. “Oro supplex et acclínis, / cor contrítum quasi cinis, / gere curam mei finis – Suplicando e inclinado eu peço, / Com o coração contrito como cinza, / Cuida de meu fim”. O réu pede a Jesus que cuide do seu destino e fá-lo “com o coração contrito como cinza”, isto é, com o coração macerado, à semelhança de um vaso quebrado e pisoteado a ponto de tornar-se pó. Eis a bela figura que expressa a condição com a qual o homem deve apresentar-se diante de Deus. Enfim, chega-se à conclusão do canto, que finda com um lamento, com um luto: “Lacrimósa dies illa, / qua resúrget ex favílla / iudicándus homo reus. / Huic ergo parce, Deus. / Pie Iesu Domine, / dona eis requiem. Amen – Lacrimoso aquele dia, / No qual ressurgirá das cinzas / O homem réu a ser julgado. / Tem dele piedade, ó Deus, / Piedoso Senhor Jesus, / Dá-lhes o repouso. Amém”. Cantando este belo hino – acompanhado pela composição majestosa de Mozart –, o homem é colocado diante do Deus justo e misericordioso, tão bem representado no ícone do site Padre Paulo Ricardo. “Reúnem-se num só rosto, de forma paradoxal, as duas formas de Deus nos amar: a compaixão e a ira”13. “A misericórdia, porém, triunfa do juízo”14. Vídeo recomendado Trecho do filme “Amadeus” que ilustra a composição do Réquiem de Mozart Referências Mozart – Requiem & Mass in C Minor (1991) Sf 1, 15-16 Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 123 Papa Bento XVI, Exortação Apostólica Verbum Domini, n. 40 Lc 21, 26 1Ts 4, 16 Ibidem. Ap 20, 12 1Tm 2, 5 Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1013 Cf. Jo 8, 1-11 Mt 25, 41 Azevedo Jr., Paulo Ricardo de. Um olhar que cura. São Paulo: Editora Canção Nova, 2008. p. 15. Tg 2, 13 #medita #sobre #tempos
- Papa: “Natal é abrir o coração para receber Jesus”
Cidade do Vaticano (RV) – “Preparar-se para o Natal com a oração, a caridade e o louvor: com o coração aberto ao encontro com o Senhor, que tudo renova”: foram as palavras do Papa na missa presidida na Casa Santa Marta, nesta primeira segunda-feira de Advento. Comentando o trecho do Evangelho do dia, em que o centurião romano pede com fé a Jesus a cura de seu servo, o Papa recordou que nestes dias, “começamos um novo caminho… rumo ao Natal, que não é apenas uma data bonita, e nem a recordação de um fato bonito”: “O Natal é mais: vamos neste caminho para encontrar Jesus, Natal é um encontro com o coração com a vida, para encontrar o Senhor vivo, com fé. Não é fácil viver com fé. Na parábola do Evangelho, o Senhor se surpreende com a fé do centurião. Este, que tinha feito um caminho de fé, sentiu a alegria do encontro com o Senhor”. No entanto, Francisco fez uma ressalva: “Mais importante do que encontrarmos Jesus é deixar-nos encontrar por Ele”: “Quando é Ele que entra dentro de nós, é Ele que refaz tudo, porque isto é a chegada do Senhor. Ele refaz nosso coração, alma, vida, esperança e caminho… mas é preciso ter o coração aberto!”. “Assim Ele me diz o que quer me dizer, que nem sempre é o que quero ouvir, mas Ele é o Senhor e fala somente para mim!. Ele não nos vê como um conjunto, uma massa: Ele olha cada um nos olhos, no rosto, porque seu amor não é abstrato, mas concreto. O Senhor pessoa me vê como pessoa. Deixar-se encontrar pelo Senhor é justamente isso: deixar-se amar por Ele”. Neste caminho rumo ao Natal – concluiu o Papa – alguns comportamentos podem nos ajudar: “perseverar na oração, ser mais concretos na caridade fraterna, aproximar-se mais de quem precisa; e ter alegria ao louvar o Senhor”. (CM) Para ler o texto original em italiano, clique aqui: http://bit.ly/1gy2ih8 #abrir #Jesus #Natal #receber
- Preferir a morte para entrar na vida
Na batalha diária para fazer a vontade de Deus, os cristãos são chamados a imitar o testemunho dos mártires e trilhar o caminho do Céu Uma sentença do século III, de Orígenes, diz que “diante de uma tentação, um cristão sai mártir ou idólatra”. Todos os dias os homens são confrontados pela tentação demoníaca que oferece um caminho mais fácil, mais prazeroso. E não é diferente com os seguidores de Jesus: é-lhes comumente apresentada a sedutora proposta de abandonar a Deus e o caminho da Cruz, de adorar a criatura no lugar do Criador, de procurar a felicidade onde ela não se encontra: no dinheiro, na bebida, no sexo, na fama e em tantas outras coisas. Por outro lado, rejeitar essas criaturas que se arrogam o direito de tomar o lugar de Deus implica numa espécie de morte, de martírio. Para fortalecer a coragem cristã, poucas coisas são tão importantes quanto a leitura e a meditação assídua do Evangelho e da vida dos santos. “A santidade na Igreja representa uma hermenêutica da Escritura da qual ninguém pode prescindir”, indicava o Papa Bento XVI. “O Espírito Santo que inspirou os autores sagrados é o mesmo que anima os Santos a darem a vida pelo Evangelho. Entrar na sua escola constitui um caminho seguro para efetuar uma hermenêutica viva e eficaz da Palavra de Deus”01. Pode acontecer que as pessoas, ao se debruçar sobre a riqueza misteriosa das Escrituras, imaginem a santidade como algo muito distante, seja no tempo, seja na própria dimensão das possibilidades de vida humana. Ao ler a vida dos santos, no entanto, o cristão depara-se com o Verbo que novamente se encarna na história. A santidade deixa de ser uma realidade “do século I”, grafada em letras arcaicas ou “mortas”: é uma verdade palpável, que toca também os homens dos nossos dias. É especialmente no esbarrar-se com aqueles que viveram verdadeiramente a Palavra de Deus que o ser humano se encontra com a “Beleza tão antiga e tão nova” da qual fala Santo Agostinho em suas Confissões. A mensagem de Cristo nunca é velha, atrasada ou “inadequada” para os tempos modernos, como muitas leituras anticlericais sugerem; ao contrário, ela se rejuvenesce a cada testemunho vigoroso de amor, a cada mártir que se recusa a trair sua fé. Neste contexto, um relato forte retirado da Bíblia, embora aborde uma perseguição ocorrida aos judeus, ajuda os cristãos a inflamar em si mesmos o espírito de fortaleza e de coragem. O trecho em questão narra o destemor de uma mãe e de seus sete filhos, todos mortos pelo rei Antíoco IV Epifânio, durante uma perseguição violenta ocorrida em Jerusalém, no século II a. C. O Segundo Livro dos Macabeus afirma que os infantes “foram um dia presos com sua mãe” e instados a comer carne de porco, “por meio de golpes de azorrague e de nervos de boi” (7, 1). Um azorrague era uma espécie de açoite feito com tiras de couro e que possuía, em cada ponta, um instrumento cortante ou pedaços de articulações de carneiro. O espírito daquela família, no entanto, era resoluto. Nenhum dos terríveis golpes de azorrague diminuiu-lhes o fervor em cumprir a vontade de Deus: “Estamos prontos a morrer, antes de violar as leis de nossos pais”(v. 2), disse um deles, sem medo. As torturas se seguiam, como em um conto de terror. “O rei (…) ordenou que aquecessem até a brasa assadeiras e caldeirões (…) [e] que cortassem a língua do que falara por todos e, depois, que lhe arrancassem a pele da cabeça e lhe cortassem também as extremidades, tudo isso à vista de seus irmãos e de sua mãe” (v. 3-4). O que fizeram, então, aqueles rapazes, vendo seu irmão ser cruelmente torturado até o suplício? Não renunciavam a seu propósito, nem titubeavam, mas “exortavam-se mutuamente a morrer com coragem” (v. 6). Animados pela esperança na ressurreição dos mortos, eles entregavam bravamente sua vida a Deus, um por um. Chegando o momento de infligir a morte ao filho mais novo, Antíoco recuou, por um instante. Ele insistia com ele, “prometendo-lhe com juramente torná-lo rico e feliz, se abandonasse as tradições de seus antepassados, tratá-lo como amigo e confiar-lhe cargos” (v. 24). Mas, nem assim o jovem cedia. Então, o rei tentou conversar com sua mãe. Narra o autor sagrado que ele “mandou que a mãe se aproximasse e o exortasse (…) para que o adolescente salvasse sua vida” (v. 25). E o que fez aquela mulher, que tinha visto os outros seis filhos serem torturados e mortos diante de si? O que fez aquela mãe, cuja alma se encontrava dilacerada, à semelhança de Nossa Senhora, no Calvário? A Escritura diz que “ela consentiu em persuadir o filho” (v. 26), mas que, em seguida, exortou-lhe, falando na língua materna: “Meu filho, (…) não temas (…) este algoz, mas sê digno de teus irmãos e aceita a morte, para que no dia da misericórdia eu te encontre no meio deles” (v. 27.29). Esta santa mulher, mesmo acabrunhada pela dor de perder todos os seus filhos, estava consciente de que havia algo muito pior que a morte do corpo: a perdição da alma. “Seguindo as pegadas de todos os seus filhos, a mãe pereceu por último” (v. 41). Naquele dia, uma família inteira entregava-se em sacrifício a Deus. Eles preferiram morrer a violar as leis de seus pais, a abandonar as tradições de seus antepassados. Olhando para a história da Igreja, não é difícil encontrar dramas muito parecidos com este contado pelo Espírito Santo. De São Pedro a São Maximiliano Kolbe, de São Josafá aos mártires deste tempo, inúmeros são os exemplos de homens e mulheres que ofereceram a sua vida em holocausto, preferindo a morte a ofender a Deus. No dia a dia, todos os cristãos são chamados a testemunhar a mesma coragem destes grandes servos da fé, senão pelo sangue, pelo sacrifício quotidiano e pela prática da penitência. Este é o único caminho possível para o Céu. O outro é a idolatria – que, por sua vez, conduz à morte eterna. Por Equipe Christo Nihil Praeponere Referências Verbum Domini, Exortação Apostólica Pós-Sinodal, Papa Bento XVI, 30 de setembro de 2010 #entrar #morte #preferir
- Texto da Evangelii Gaudium do Papa Francisco lembra a forma que Pedro falava com Jesus
ROMA, 29 Nov. 13 / 09:54 am (ACI/EWTN Noticias).- O Presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli, considera que a primeira Exortação Apostólica do Papa Francisco Evangelii Gaudium (A alegria do Evangelho), lembra as conversas entre Jesus e São Pedro, o primeiro Pontífice da história. O Papa Francisco na Evangelii Gaudium “me recorda o episódio do Evangelho no qual Jesus diz a Pedro: ‘Pedro, eu, rezei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu, quando tiveres voltado para Mim, fortalece os teus irmãos’. Pois bem, a tarefa do Papa Francisco como a nossa, é confirmar os irmãos na fé”, explicou Dom Celli em 26 de novembro em uma entrevista concedida ao Grupo ACI no Vaticano. “Acho que esta Exortação Apostólica se situa na grande preocupação que hoje o Papa Francisco está dando à Igreja. O Papa Francisco convida a Igreja a assumir uma atitude de encontro, de ir ao encontro do homem e da mulher de hoje e demonstrar a estes homens e mulheres o amor do Pai, assim como se caracterizou na vida, nos ensinamentos, na morte e ressurreição de Jesus”, acrescentou. A autoridade vaticana assegurou que com o texto o Papa foge de todo proselitismo e busca ser exemplo para o homem com a ação e a palavra. “Nós não falamos de proselitismo, temos que ser missionários anunciando com o testemunho de vida, e se for necessário também usar as palavras e explicar quem é Jesus para nós”, e “o Papa convida a ter valor, a ter coragem, a ter este impulso missionário para isto”, acrescentou. Dom Celli considerou que com a Evangelii Gaudium o Papa devolve a alegria intrínseca que deve levar o anúncio do Evangelho: “Tem umas partes muito simpáticas na Evangelii Gaudium. Diz que muitos cristãos parecem ter escolhido viver uma Quaresma sem Páscoa, e que há muitos evangelizadores que têm cara de funeral. E isto não pode ser, é necessário redescobrir para todos a alegria de estar com Jesus, da profunda conversão, de sentir-nos amados pelo Pai e viver em plenitude esta conversão”. “A alegria é a primeira dimensão da Evangelii Gaudium que me parece a mais importante, a alegria do Evangelho, porque é indubitável que muitas vezes a vida, as dificuldades, as mil preocupações não ajudam o homem a experimentar a alegria de viver com Jesus e de ter recebido Jesus no próprio caminho existencial”, expressou. “Como sabem, na última ceia Jesus disse a seus discípulos: digo-lhes estas coisas para que minha alegria esteja em vós e minha alegria seja plena e o Papa recorda a todos que desde o começo, o anúncio de Jesus esteve marcado pela alegria”. O Arcebispo Celli resgatou do texto que a fé não se pode levar a meias ou com peso, mas tem que ser uma fé alegre, cheia de alegria por ter encontrado o Senhor. Além disso, também assinalou que com este texto o Santo Padre se mescla totalmente entre os fiéis para expressar seu coração de pastor: “o coração de um homem que caminha entre nós. Sim, é certo que é o Bispo de Roma, é o Sucessor de Pedro, mas compartilha conosco o caminho, é nosso pastor, nosso guia”, disse. “Acho que isso é um ponto fundamental, a Igreja existe para anunciar o Evangelho, para anunciar Jesus, e hoje é necessário fazê-lo sabendo em que cultura e situação de vida vive o homem de hoje, o Papa quer que a Igreja saiba dialogar, saiba caminhar, e saiba expressar sua simpatia pelo ser humano e estabelecer com ele um diálogo respeitoso para anunciar Jesus Cristo”, concluiu. A exortação apostólica Evangelii Gaudium do Papa Francisco em espanhol tem uma extensão de 142 páginas e está dividida em uma introdução e cinco capítulos: “A transformação missionária da Igreja”, “Na crise do compromisso comunitário”, “O anúncio do Evangelho”, “A dimensão social da Evangelização” e “Evangelizadores com espírito”. A Evangelii Gaudium foi apresentada na Sala de Imprensa do Vaticano por Dom Celli, Dom Rino Fisichella, Presidente do Pontifício Conselho para a promoção da Nova Evangelização, e pelo Secretário Geral do Sínodo dosBispos, Dom Lorenzo Baldisseri. #texto #Francisco #evangelii #forma #Gaudium #lembra
- Obama decide fechar a embaixada dos EUA no Vaticano: Mostra “antipatia” pelos católicos
WASHINGTON DC, 28 Nov. 13 / 12:26 pm (ACI/EWTN Noticias).- A decisão do governo dos Estados Unidos, encabeçado por Barack Obama, de fechar sua embaixada na Santa Sé, e transladar os escritórios respectivos a um anexo da embaixada na Itália, “é outra manifestação da antipatia deste governo tanto pelos católicos, como pelo Vaticano, e pelos cristãos no Oriente Médio”, disse o ex-embaixador desse país junto a Santa Sé, James Nicholson. Em declarações ao site Catholic Vote, Nicholson, que foi embaixador ante a Santa Sé entre 2001 e 2005, advertiu que a embaixada no Vaticano tem uma posição estratégica “para intermediações em tantas soberanias, mas particularmente no Oriente Médio”. Fazendo referência ao momento atual, ele diz que não é um “bom momento para diminuir o tamanho desta intermediação. Diminuir o tamanho deste posto é diminuir a sua influência”. De acordo ao informado pelo Departamento de Estado dos EUA à imprensa local em 25 de novembro, a decisão de fechar a embaixada no Vaticano se deve a razões econômicas, procurando economizar 1,4 milhões de dólares ao ano. Entretanto, James Nicholson assegurou que “o Departamento de Estado há muito tempo queria fazer isso. Surgiu quando eu era embaixador. Expliquei-lhes a loucura disto e deixaram de lado. Mas agora parecem determinados a fazê-lo”. A percepção com esta decisão, apontou, é “que os Estados Unidos estão mostrando uma falta de apreciação pela importância do Vaticano como parceiro diplomático”. Para o Catholic Vote, a decisão do governo de Obama se deve a que “os grupos anti-familia odeiam o Vaticano. No cenário internacional, o Vaticano é um feroz promotor da liberdade religiosa, da dignidade de toda vida humana e da família tradicional. E a Santa Sé se opôs vigorosamente ao imperialismo pró-aborto promovido pelo Planned Parenthood e outros durante décadas”. Planned Parenthood, a maior companhia abortista do mundo, apoiou com 15 milhões de dólares à campanha para a reeleição de Barack Obama, e assumiu o crédito por sua vitória em novembro de 2012. #embaixada #decide #mostra #Vaticano #fechar #Obama
- Papa Francisco afirma: Sacerdócio reservado aos homens “não se põe em discussão”
VATICANO, 26 Nov. 13 / 02:06 pm (ACI).- Em sua primeira exortação apostólica intitulada “Evangelii Gaudium” (O Gozo do Evangelho), o Papa Francisco ressalta que “o sacerdócio reservado aos homens, como sinal de Cristo Esposo que Se entrega na Eucaristia, é uma questão que não se põe em discussão”. No numeral 104 do capítulo 2, o Santo Padre afirma que “as reivindicações dos legítimos direitos das mulheres, a partir da firme convicção de que homens e mulheres têm a mesma dignidade, colocam à Igreja questões profundas que a desafiam e não se podem iludir superficialmente”. Seguidamente estabelece que “o sacerdócio reservado aos homens, como sinal de Cristo Esposo que Se entrega na Eucaristia, é uma questão que não se põe em discussão, mas pode tornar-se particularmente controversa se se identifica demasiado a potestade sacramental com o poder”. “Não se esqueça que, quando falamos da potestade sacerdotal, ‘estamos na esfera da função e não na da dignidade e da santidade’. O sacerdócio ministerial é um dos meios que Jesus utiliza ao serviço do seu povo, mas a grande dignidade vem do Batismo, que é acessível a todos. A configuração do sacerdote com Cristo Cabeça – isto é, como fonte principal da graça – não comporta uma exaltação que o coloque por cima dos demais”. Na Igreja, explica logo o Papa, “as funções ‘não dão justificação à superioridade de uns sobre os outros’. Com efeito, uma mulher, Maria, é mais importante do que os Bispos. Mesmo quando a função do sacerdócio ministerial é considerada ‘hierárquica’, há que ter bem presente que ‘se ordena integralmente à santidade dos membros do corpo místico de Cristo’”. Francisco assegura deste modo que “a sua pedra de fecho e o seu fulcro não são o poder entendido como domínio, mas a potestade de administrar o sacramento da Eucaristia; daqui deriva a sua autoridade, que é sempre um serviço ao povo”. Aqui, prossegue a reflexão, “está um grande desafio para os Pastores e para os teólogos, que poderiam ajudar a reconhecer melhor o que isto implica no que se refere ao possível lugar das mulheres onde se tomam decisões importantes, nos diferentes âmbitos da Igreja”. Logo depois de meditar sobre a urgência de uma adequada pastoral juvenil, especialmente quando em muitos lugares há uma escassez das vocações, o Papa recorda que é importante selecionar bem os candidatos ao sacerdócio. “Não se podem encher os seminários com qualquer tipo de motivações, e menos ainda se estas estão relacionadas com insegurança afetiva, busca de formas de poder, glória humana ou bem-estar económico”, precisa. #Francisco #Homens #Afirma #discuss #Sacerdócio #reservado
- O Papa na Evangelii Gaudium: A homilia não pode ser um espetáculo de divertimento
VATICANO, 27 Nov. 13 / 11:17 am (ACI).- Na primeira exortação apostólica do seu pontificado intitulada “Evangelii Gaudium”, o Papa Francisco ressaltou que “a homilia não pode ser um espetáculo de divertimento, não corresponde à lógica dos recursos mediáticos, mas deve dar fervor e significado à celebração”. Pela importância do tema, o Santo Padre dedica uma seção deste documento a explicar como deve ser a homilia: “é um gênero peculiar, já que se trata de uma pregação no quadro duma celebração litúrgica; por conseguinte, deve ser breve e evitar que se pareça com uma conferência ou uma lição”. No numeral 138, o Papa afirma que “o pregador pode até ser capaz de manter vivo o interesse das pessoas por uma hora, mas assim a sua palavra torna-se mais importante que a celebração da fé. Se a homilia se prolonga demasiado, lesa duas características da celebração litúrgica: a harmonia entre as suas partes e o seu ritmo.”. “Quando a pregação se realiza no contexto da Liturgia, incorpora-se como parte da oferenda que se entrega ao Pai e como mediação da graça que Cristo derrama na celebração. Este mesmo contexto exige que a pregação oriente a assembleia, e também o pregador, para uma comunhão com Cristo na Eucaristia, que transforme a vida. Isto requer que a palavra do pregador não ocupe um lugar excessivo, para que o Senhor brilhe mais que o ministro”. O Papa Francisco assegura também que “a homilia é o ponto de comparação para avaliar a proximidade e a capacidade de encontro de um Pastor com o seu povo. De fato, sabemos que os fiéis lhe dão muita importância; e, muitas vezes, tanto eles como os próprios ministros ordenados sofrem: uns a ouvir e os outros a pregar. É triste que assim seja. A homilia pode ser, realmente, uma experiência intensa e feliz do Espírito, um consolador encontro com a Palavra, uma fonte constante de renovação e crescimento”. Depois de colocar como exemplo a pregação de São Paulo, o Papa assinala que “a proclamação litúrgica da Palavra de Deus, principalmente no contexto da assembleia eucarística, não é tanto um momento de meditação e de catequese, como sobretudo o diálogo de Deus com o seu povo, no qual se proclamam as maravilhas da salvação e se propõem continuamente as exigências da Aliança”. “Reveste-se de um valor especial a homilia, derivado do seu contexto eucarístico, que supera toda a catequese por ser o momento mais alto do diálogo entre Deus e o seu povo, antes da comunhão sacramental. A homilia é um retomar este diálogo que já está estabelecido entre o Senhor e o seu povo”. Aquele que prega, prossegue, “deve conhecer o coração da sua comunidade para identificar onde está vivo e ardente o desejo de Deus e também onde é que este diálogo de amor foi sufocado ou não pôde dar fruto”. O Papa alerta logo que “a pregação puramente moralista ou doutrinadora e também a que se transforma numa lição de exegese reduzem esta comunicação entre os corações que se verifica na homilia e que deve ter um caráter quase sacramental: ‘A fé surge da pregação, e a pregação surge pela palavra de Cristo’”. “Na homilia, a verdade anda de mãos dadas com a beleza e o bem. Não se trata de verdades abstratas ou de silogismos frios, porque se comunica também a beleza das imagens que o Senhor utilizava para incentivar a prática do bem. A memória do povo fiel, como a de Maria, deve ficar transbordante das maravilhas de Deus. O seu coração, esperançado na prática alegre e possível do amor que lhe foi anunciado, sente que toda a palavra na Escritura, antes de ser exigência, é dom”. Para o Santo Padre, “falar com o coração implica mantê-lo não só ardente, mas também iluminado pela integridade da Revelação e pelo caminho que essa Palavra percorreu no coração da Igreja e do nosso povo fiel ao longo da sua história”. A identidade cristã, precisa, “que é aquele abraço batismal que o Pai nos deu em pequeninos, faz-nos anelar, como filhos pródigos – e prediletos em Maria –, pelo outro abraço, o do Pai misericordioso que nos espera na glória. Fazer com que o nosso povo se sinta, de certo modo, no meio destes dois abraços é a tarefa difícil, mas bela, de quem prega o Evangelho”. #divertimento #Homilia #evangelii #Gaudium #espetaculo
- Debate entre Clarence Darrow e G. K. Chesterton – Dramatização – Theater of The Word Inc
#entre #Chesterton #clarence #debate #darrow #dramatiza
- Filme documentário “Blood Money – O aborto legalizado” segue em exibição pelo Bras
Documentário americano mostra a realidade da indústria do aborto nos Estados Unidos Brasília, 22 de Novembro de 2013 (Zenit.org) Izabel Fidelis Estreou no último fim de semana em todo o Brasil o filme documentário Blood Money – Aborto Legalizado, uma produção norte-americana independente, produzida pelo diretor David Kyle. O filme retrata a indústria do aborto nos Estados Unidos, com depoimentos de médicos, cientistas e da ativista de movimentos negros dos EUA, Alveda King, sobrinha do pacifista Martin Luther King. O coordenador da estreia do filme em Brasília no último dia 15, Alan Araújo, membro da Associação Nacional de Cidadania pela Vida falou da importância do documentário: “É importante que a sociedade tenha acesso às informações desse filme, informações verídicas sobre a realidade de um país onde o aborto é legalizado.” Quem também esteve na estreia foi o diretor da Estação Luz FilmesLuís Eduardo Girão, responsável por trazer o documentário ao país. Ele afirma a necessidade das pessoas conhecerem o lado desconhecido do aborto. “Esse filme é um grande sonho, que tem uma sede de justiça em causa à defesa da vida. Foi feito por uma pessoa corajosa, pois fez esse filme com o governo e a mídia americana contra. Além disso, tivemos muitas dificuldades para colocar esse filme nos cinemas, mas batemos na porta de grandes distribuidoras. Nos disseram que ninguém assistiria o filme”, afirma Luís. Em Brasília, o documentário superou as expectativas e teve todas as sessões dos dias 15, 16 e 17 de novembro esgotadas. O estudante de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Vitor Augusto Guimarães assistiu ao documentário. Católico, ele disse a ZENIT que não imaginava o tamanho da indústria do aborto. “O filme superou minhas expectativas, eu imaginei que seria algo mais clichê, sem tanto embasamento científico, ou pautado somente em alguns pontos. Mas o filme abordou todos os pontos, desde os científicos aos psicológicos, e, a minha maior surpresa, os econômicos também. Em si, o filme fortaleceu minha opinião sobre o aborto, mostrando o quão horrível é”, afirma. Devido ao sucesso de público, o filme documentário Blood Money – Aborto Legalizadocontinuará em cartaz no Brasil até o dia 28 de novembro. Em Brasília, as sessões acontecem no Espaço Itaú de Cinema. (22 de Novembro de 2013) © Innovative Media Inc. #legalizado #Aborto #Blood #money #filme #documentário
- Vencendo a indiferença
O bispo americano Fulton Sheen (1895-1979) foi um dos mais atuantes e combativos homens da Igreja no século XX. Comunicador nato, serviu-se do rádio e da televisão como meios de catequese e evangelização, e, ainda, de denúncia dos males do comunismo. O seu programa de televisão Life is Worth Living foi ao ar de 1951 a 1968. Em 2002, foi aberto o processo de canonização do Padre Sheen. Parte 1 [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Y7Owz1t7FFM[/youtube] Parte 2 [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=1yE3v2bp4gg[/youtube] Parte 3 [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=HPaluU4pkmc[/youtube] #indiferen #vencendo
- Papa telefona ao jornalista que foi despedido por criticá-lo.
Fonte: Fratres in Unum Uma entrevista do Papa Francisco não agradou ao jornalista Mario Palmaro, de uma rádio italiana. Conservador, Palmaro discordou das ideias do sumo pontífice, reagindo num artigo de opinião que lhe custaria o emprego. O Papa soube desta história e ligou ao jornalista, afirmando que aceitou as críticas porque “foram feitas com amor”. E disse ainda que iria “rezar”. “Fiquei chocado, estupefacto”, reagiu Palmaro. PTJornal.com – O Papa Francisco concedeu uma entrevista ao jornal La Repubblica, onde manifestou a sua visão menos conservadora, que lhe é reconhecida. Mario Palmaro, um jornalista que não aprecia esta característica do líder da Igreja Católica, reagiu num artigo de opinião, onde criticou o Papa. Este artigo de opinião – que acabou por ser multiplicado na Internet, onde ganhou proporções inesperadas – acabou por custar-lhe o emprego. Palmaro foi despedido, sendo que a sua história chegou aos ouvidos de Francisco. O Papa telefonou ao jornalista e surpreendeu-o. Segundo afirmou, as posições divergentes do jornalista foram acatadas com “respeito”, porque “tinham sido feitas por amor”. O Papa Francisco disse ainda que “foi muito importante” ler as palavras de Mario Palmaro. O Papa Francisco soube também que Palmaro sofre de uma doença grave, pelo que lhe prometeu que iria “rezar” pela sua recuperação. Esta conversa ocorreu há cerca de 15 dias, mas só agora foi divulgada mais uma história que marca a personalidade do sumo pontífice: o respeito pela diferença e a aproximação com o povo. “Fiquei chocado, estupefacto. Esta era uma das experiências mais bonitas da minha vida, como católico que sou. O Papa Francisco revelou-me que estava muito preocupado comigo, porque soube do meu estado de saúde, da minha grave doença, e eu notei a sua profunda empatia”, revelou o jornalista, que destaca o contraste entre o julgamento público de que está a ser vítima e a “empatia” de alguém que está “acima de qualquer opinião”. * * * Francisco telefona para jornalista italiano que o criticou IHU – Estou certo de que nenhum dos dois interessados gostaria que se soubesse disso, e por nobres razões que eu respeito. Mas sou jornalista… e as notícias – se eu as tenho – eu as devo dar. Especialmente quando são notícias que honram ambos os protagonistas. A reportagem é de Roberto Beretta, publicada no sítio Vino Nuovo, 16-11-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto. O Papa Bergoglio telefonou para Mario Palmaro. Sabe-se que o Papa Francisco gosta de fazer essas surpresas telefônicas. Mas desta vez o evento tem um sabor um pouco diferente, porque Palmaro (juntamente com o coautorAlessandro Gnocchi com o qual ele faz dupla fixa) também é signatário do artigo “Esse papa não me agrada”, que, a partir da primeira página do jornal Il Foglio de algumas semanas atrás, provocou uma onda de reações um pouco por todas as partes – incluindo o site Vino Nuovo. Portanto, o papa que telefona para um dos seus críticos é, por si só, uma coisa bonita, muito evangélica. E algumas testemunhas asseguram que Palmaro – que é uma pessoa muito reta e devota, além dos tons que ele usa às vezes (como este que escreve também) – acusou o touché. Eu tenho certeza, além disso, que nem em uma nem em outra extremidade da linha, naquele tempo, se pensou em fazer ou em sofrer algum tipo de ato “midiático”, e imediatamente foi banida a tentação de pensar que se tratava de uma tentativa instrumental para suavizar a crítica sofrida ou reverter o ataque, e os dois interlocutores, ao invés, puderam saborear o gesto por aquilo que ele era: um ato paterno e fraterno de afeto, de proximidade, de solicitude cristã. Porque Palmaro, infelizmente, também está doente: é possível dizer isso, já que ele mesmo o revelou em uma recente e lúcida entrevista concedida à revista dehoniana Settimana. Gravemente doente. Jovem, com quatro filhos pequenos, desde sempre defensor da vida em todas as suas formas, a ponto de dedicar justamente à bioética grande parte da sua atividade de estudioso e escritor: portanto, é possível muito bem imaginar que angústias passam pela sua mente, para para além da serenidade e da fé que – dizem-me –, graças a Deus, continuam presidindo a sua existência. O telefonema do papa, portanto, não foi uma oportunidade para tentar um debate, mesmo que sempre intelectual, entre as razões de um e de outro. Também não foi apenas a demonstração prática do evangélico “se vocês amam somente aqueles que os amam, que mérito há nisso?” –, o que mesmo assim já seria um belo exemplo. Foi também a atenção a uma pessoa como tal, na sua dificuldade e para além de toda diferença de opinião. A distância se manteve, porque há respeito pelas posições alheias. Mas falarem entre si, trocou-se uma estima recíproca. Sejamos sinceros: quantas vezes gostaríamos que a Igreja fosse assim? E o paradoxo – muito católico – é que Mario Palmaro teve a consolação de provar a sua rara carícia justamente graças àquela invectiva. Ficamos realmente contentes por isso ter acontecido com ele. #critica #despedido #jornalista #telefona
- Ainda vale a pena ler “A Imitação de Cristo”?
Fonte: Padre Paulo Ricardo [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=JlVBddCr_ao[/youtube] Versão áudio O livro “A Imitação de Cristo” foi um dos mais traduzidos no mundo. Alguns dizem que entre os livros religiosos, depois da Bíblia, ele foi o mais traduzido. Escrito antes da invenção da imprensa, é de surpreender que milhares de cópias estavam espalhadas pelas bibliotecas da Europa. Apesar de sua popularidade, não se tinha conhecimento de quem o escrevera, de seu autor. Não é de se admirar, pois no Capítulo II lê-se: “estima ser ignorado e tido em nenhuma conta” ou no original em latim: “ama nesciri et pro nihilo reputari”. O Capítulo V adverte os leitores a não procurar quem disse, mas a prestarem atenção ao que foi dito: “non quaeras quis hoc dixerit: sed quid dicatur attende”, ou seja, não importa quem escreveu “A Imitação de Cristo”, mas tão somente a sua mensagem. Todavia, como a pergunta é se ainda vale a pena lê-lo, saber quem o escreveu pode ser de alguma valia. Conforme os estudos dão conta, foi escrito pelo padre Thomas Hemerken, nascido na cidade alemã de Kempen que, ao ser colocada na forma latina torna-se Kempis, assim diz-se que o livro foi escrito por “Thomas de Kempis”. Kempen ou Kempis estava localizada na região da fronteira com a Bélgica e a Alemanha atuais, na área de cultura conhecida como flamenga, ou seja, holandesa. Naquela área surgiu o movimento denominado devotio moderna para contrapor a devotio antiqua em voga. A devotio antiqua era praticada por um clero decadente, o qual não punha mais o próprio coração nas celebrações litúrgicas e nas práticas devocionais. Lembrando que se trata do século XV, pouco antes da Revolução Protestante. Além disso, apresentava uma mística intelectualizada, mais preocupada com questões abstratas que com as dificuldades cotidianas. Ela era praticada sobretudo na região do Rio Reno e seu representante mais ilustre foi o dominicano Mestre Eckhart, mais tarde acusado como herege e que teve parte de seus escritos condenados. Por fim, ela apresentava uma ascese inalcançável. As pessoas se propunham penitências dificílimas, iam em busca de heroísmo ascéticos tão terríveis que se tornava impossível cumpri-las. Nesse cenário, surgiu a devotio moderna propondo que sacerdotes e religiosos empenhassem o coração no culto a Deus, saindo do automatismo. Para fugir da intelectualidade exacerbada, centralizaram a devoção em Cristo. Ela rapidamente se tornou popular, pois, além de cristocêntrica, oferecia a todos práticas de penitência e de mortificação mais acessíveis. Assim, Thomas de Kempis encontrou campo fértil para escrever a belíssima obra “A Imitação de Cristo” que traz orientações práticas para a vida do fiel. O livro é divido em capítulos (ou fichas) independentes, ou seja, cada um possui começo, meio e fim, portanto, pode ser lido de modo autônomo. Isso justifica o tradicional costume de se fazer uma oração e abrir o livro aleatoriamente. Sua característica é colocar o fiel em contato com Cristo, ajudando-o em seu processo de conversão, o qual exige uma ruptura com o mundo. Justamente nesse ponto a obra é criticada, pois a separação do mundo que ele sugere faz com que seja tachado de individualista, ou seja, com uma espiritualidade desencarnada, fora do mundo real. No entanto, é possível superar esse obstáculo, esse efeito colateral de tão excelente remédio, recordando que o livro foi escrito para monges, ou seja, pessoas que já viviam apartadas do mundo. Para tanto, basta adaptá-lo ao dia a dia. Apesar disso, não deixa de ser um livro de extraordinária importância, posto que nesses tempos atuais em que muitos na própria Igreja abraça a mentalidade mundana, “A Imitação de Cristo” coloca as coisas em perspectiva cristocêntrica. A centralidade em Nosso Senhor Jesus Cristo, a ruptura com o mundo e com o pecado, numa espiritualidade que engaja a pessoa pelo coração e faz com que viva para o que realmente importa: o Céu. No Brasil, existem várias edições disponíveis, inclusive na internet. A Editora Paulus possui uma excelente tradução da obra, num português bastante refinado e requintado, feita pelo Padre Cabral. Depois de cada capítulo, breves reflexões acerca daquele conteúdo, escritas por um padre francês. Contudo, para quem tem dificuldade com o português talvez não seja a edição mais indicada. Uma versão mais fácil e tão fiel quanto pode escolher a edição da Editora Paulinas, cuja tradução foi feita por Francisco Catão, o qual conseguiu adaptar o texto para para uma linguagem mais corrente. Finalmente, a edição da Vozes que traz além de um português requintado, comentários de São Francisco de Sales. Ela é interessante pois coloca em língua portuguesa, um trabalho feito em 1989, por um padre francês que, ao estudar a obra daquele grande santo, relacionou-as aos temas abordados em “A Imitação de Cristo”. O livro está dividido em quatro grandes seções, sendo as duas primeiras introdução do leitor à vida espiritual. A terceira parte é um diálogo entre Cristo e a alma. Trata-se da parte devocional, meditativa. A quarta parte refere-se à Eucaristia, ensinando como recebê-la, adorá-la e a como aproximar-se dela de maneira adequada. “A Imitação de Cristo” deveria ser o livro de cabeceira de todo católico. Trata-se de uma espiritualidade válida, especialmente nesse tempo em que a Igreja, em vez de ser missionária e evangelizar o mundo, está sendo justamente “evangelizada” por ele. “A Imitação de Cristo” poderá, sem dúvida, ajudar a impedir a mundanização da Igreja e de cada um. #ainda #Cristo #imita
- Lista dos falsos cristos, confira
Jesus Cristo não é meramente uma pessoa importante que viveu e morreu há muitos anos atrás. De acordo com a Bíblia, ele é o Deus Criador, que viveu nesta Terra, como homem, para derramar seu sangue e nos dar vida, resgatando esta humanidade pecadora do poder do pecado, de Satanás e da morte. Ele está vivo hoje e dá vida eterna a todos quantos o buscam. Nos dias atuais aparecem a cada dia pessoas dizendo ser a reencarnação de Jesus. São Malucos, ou aproveitadores? Arrastam multidões com seus ensinamentos um tanto quanto inusitados. Abaixo listamos os principais. POLIGÂMICO – VISSARION (SIBÉRIA, RÚSSIA) No centro da Sibéria, Sergei Torop desbravou o inverno russo como Vissarion. Por 1 ano, difundiu os ensinamentos de seu livro O Último Testamento de Cristo. Arrebatou seguidores e, em 1992, eles instalaram sua terra prometida na vila de Petropavlovka. Torop era casado e trabalhava como guarda de trânsito. Com a crise após o fim da União Soviética, perdeu o emprego e despertou: era Jesus! Adotou o visual de messias e, aos poucos, os discípulos ergueram a comunidade, que produz a própria comida. As garotas são educadas para a vida doméstica. “As mulheres foram feitas para seguir o marido”, diz uma discípula no documentário Eu Sou Jesus, de Heloísa Sartorato e Valerie Gudenus. Vissarion, tratado como “O Professor”, orienta as esposas a, eventualmente, aceitar outra mulher na casa. Todo crente doa 10% dos ganhos à igreja… E eles são 10 mil espalhados pelo mundo. MODERNINHO – DAVID SHAPLER (INGLATERRA) David Shayler é uma figura atípica entre os pares. A começar pela descoberta da identidade. Foi numa viagem com cogumelos alucinógenos, em 2007. Um espírito apareceu e deu a notícia. Desde então anda com roupas brancas e sem sapatos. E não dispensa um cigarrinho de maconha. O inglês foi agente do MI5, o serviço secreto britânico. Abandonou o posto quando, segundo ele, a agência coordenava a criação da Al-Qaeda, com o objetivo de matar o líbio Muamar Kadaffi. Denunciou o esquema à mídia e acabou preso. Mas isso foi antes da revelação. Hoje, Shayler anunciava o fim do mundo para 2012 e critica o estilo de vida da sociedade. Acha que sua missão é mostrar o caminho do amor incondicional. Ele vive com alguns amigos numa comunidade seminômade, ocupando casas vazias em Londres ou no interior da Inglaterra. O grupo enfrenta problemas judiciais por invadir as casas (e se recusar a pagar pela moradia) e alimenta-se do lixo que recolhe de mercados. Shayler também curte ser mulher. Quando se monta, vira Delores Kane. Mas alega que isso nada tem a ver com homossexualidade. “É como balancear as coisas [os lados feminino e masculino], como se eu pudesse esquecer que sou David Shayler”, diz em Eu Sou Jesus. JESUS MÚLTIPLO – ERNEST L. NORMAN (CALIFÓRNIA, EUA) Fundou a Academia de Ciência Unarius, em 1954, junto com a mulher. Dizia que foi Jesus numa vida passada, além dos filósofos Confúcio e Sócrates, entre outras figuras. Promovia a “compreensão interdimensional da energia: a união entre ciência e espírito”. Norman morreu em 1971, mas a Unarius ainda se mantém e oferece terapia de vidas passadas para curar todo tipo de mal. JESUS RASTAFÁRI – HAILÉ SELASSIÉ 1º (ETIÓPIA E JAMAICA) Regente e depois imperador da Etiópia (até pouco antes de morrer, em 1975) ele nunca afirmou ser Jesus ou qualquer outro messias. No entanto, inspirou a criação da religião rastafári e seus discípulos (hoje cerca de 1 milhão de pessoas) o viam como a encarnação de Jah (Deus) ou a reencarnação de Jesus. BRASILEIRO – INRI CRISTO (“NOVA JERUSALÉM” (BRASÍLIA), BRASIL) Álvaro Thais obedece a uma voz que escuta desde os 5 anos. Aos 13, a pedido dela, saiu da casa dos pais adotivos em Santa Catarina e foi morar na rua. Viveu de bicos como astrólogo e garçom. Aos 31, jejuou por 4 dias. Foi quando Deus abriu o jogo. Ele era Jesus e deveria mudar o nome para Inri Cristo. Sua missão era pregar o amor, “ajudar a pessoa a pensar por si mesma sem ser escrava de uma religião”. Em 1982, juntou uma multidão numa praça em Belém e seguiu até uma igreja. Não chutou a santa, mas arrancou o boneco de Jesus da cruz e atirou-o no chão – passou 1 mês preso como desordeiro. Com a fama, Inri viajou dentro e fora do Brasil, ganhou adeptos e financiadores. Hoje, aos 63, tem agenda cheia e vive numa grande e confortável chácara em Brasília, onde está a sede da Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade. Lá, sexo e carne vermelha são proibidos. As 15 discípulas administram o lugar e gravam músicas de louvor a ele. Para distrair, um passeio de moto ou uma partida de sinuca. “A diferença entre mim e os falsos profetas é que eles só pensam em lucro por meio de benefícios materiais ou louvores egocêntricos”, diz. JESUS SUICIDA – JIM JONES (JONESTOWN, GUIANA) O americano tentou a carreira política, sem sucesso. Era adepto da miscigenação racial e do comunismo. Misturando seus ideais, criou a seita Peoples Temple (Templo das Pessoas). Com problemas nos EUA, levou a sede para a Guiana. Lá, em 1978, mais de 900 pessoas cometeram suicídio. Ele não ganhou fama como Jesus, mas no fim da seita já admitia ser Cristo reencarnado. JESUS VENENOSO – SHOKO ASAHARA (TÓQUIO, JAPÃO) Líder da seita Verdade Suprema, arquitetou o atentado terrorista no metrô de Tóquio, em 1995. Seus seguidores jogaram gás sarin nas estações, atingindo 6 mil pessoas (12 morreram). O plano era provocar uma guerra e aumentar sua influência no país. Ele dizia ser a reencarnação de Shiva, um deus hindu, Buda e Jesus. Acusado de 13 crimes, foi condenado à forca em 2004. E.T. – MARSHALL APPLEWHITE (SANTA FÉ, EUA) Ele afirma que o espírito de Jesus voltou a terra em seu corpo. Mas ele precisou ter um ataque cardíaco para se dar conta. Aos 39 anos, recém-divorciado, era professor e tinha talento para a música. Com o enfarte, numa experiência de quase morte, descobriu as ligações extraterrestres da alma. E concluiu: nosso corpo é só um contêiner para ela. As almas seriam espíritos de outro planeta que desencarnavam aqui, como humanos. Assim aconteceu há 2 mil anos, quando o espírito Do entrou no corpo de Jesus. E voltou em Applewhite. Ao sair do coma, ele começou a procurar as almas que teriam chegado na nave de Do e se dispersado ao pousar. Ele via seus seguidores na seita Heaven¿s Gate (Portão do Paraíso) como os membros daquela tripulação. O culto buscava a volta ao planeta original. Dizendo que seus espíritos seriam libertados, Applewhite orientou os discípulos reunidos na cidade de Santa Fé a cometer suicídio para encontrar a nave que os levaria de volta. Em março de 1997, quando o cometa Halle-Bop se aproximava da Terra, 39 pessoas (o líder entre elas) tomaram uma dose letal de barbitúricos com molho de maçã, pudim e vodca. ENCARCERADO – MICHEL TRAVESSER (NOVO MÉXICO, EUA) Wayne Bent, conhecido como Michael Travesser entre seus seguidores, previu o fim do mundo para 31 de outubro de 2007. Obviamente, não acertou. Sob o suposto comando de Deus, pediu que algumas discípulas tirassem a roupa e as tocou. Sob ordem da Justiça, acabou na prisão. Sua trajetória religiosa começou em 1989, quando convenceu alguns adventistas a abandonar a igreja e segui-lo numa vida sem pecados. Mas só em 2000 ouviu Deus dizer: “Você é o Messias!” Tempos depois, transou com 2 de suas fiéis por ordem divina. No mesmo ano, os discípulos o acompanharam até uma casa no Novo México. Lá, poderiam sobreviver ao fim do mundo. No período de reclusão e espera, Travesser era guiado pela voz dos céus. Em rituais de cura, a voz dizia a ele para despir algumas garotas e tocar o corpo delas. Mas elas acreditavam no poder do líder, “sentiam paz”. A calmaria só acabou com a exibição de um documentário sobre a seita. Ao ouvir os relatos sobre nudez, a polícia agiu. Em 30 de dezembro de 2008, ele foi condenado a 10 anos de prisão por tocar nos seios de uma garota de 16 anos, entre outras acusações. Por ora, vive sua própria via crucis numa cela. ANTICRISTO – JOSÉ LUIS DE JESUS MIRANDA (MIAMI, EUA) Nos 710 centros de culto em 25 países, José Luis de Jesus Miranda é chamado de “Papai” (Mateus 23:9). Ao fundar a igreja Creciendo en Gracia, há 25 anos, o porto-riquenho virou “Jesus Cristo Homem” e criou um império poderoso. A vida dele mudou em 1973, quando 2 espíritos avisaram que Deus entraria no seu corpo, assim como teria acontecido com Jesus, há 2 mil anos. Antes, uma voz lhe sugeriu sair de Porto Rico e ir para Miami, onde fundaria o ministério. Estudando a Bíblia, concluiu que Paulo, e não Pedro, seria o real porta-voz dos ensinamentos cristãos. Um dos seus papéis é corrigir esse erro. Outro deles: Miranda afirma ser o Anticristo – aquele que veio para “desfazer a apostasia que oprime, empobrece e entristece a igreja”. Para seus fiéis, o “666” vira tatuagem e tem significado positivo. Ele jura que o mundo vai acabar em 2012 e só os predestinados serão poupados, possivelmente seus seguidores. “Quem segue a palavra do Papai tem algo de especial”, diz a bispa Telma Soares, de um centro paulistano. Os discípulos pagam o dízimo e fazem ofertas de valor livre. “Mas é como Papai diz… `Se você planta 1 grão de milho vai ter 1 planta, se planta 2, vai ter 2” Leia abaixo o que o Senhor Jesus nos alerta a respeito de falsos messias: “Se alguém disser a vocês: ‘Aqui está o Messias’, ou: ‘Ele está ali’, não acreditem. Porque vão aparecer falsos messias e falsos profetas, que farão grandes sinais e prodígios, a ponto de enganar até mesmo os eleitos, se fosse possível. Vejam que eu estou falando isso para vocês, antes que aconteça. Se disserem a vocês: ‘O Messias está no deserto’, não saiam; ‘Ele está aqui no esconderijo’, não acreditem. Porque a vinda do Filho do Homem será como o relâmpago que sai do oriente e brilha até o ocidente.” (Mateus 24,23-27) Fonte: Jesus o Bom Pastor #confira #cristos #falsos #Lista
- Francisco aos filipinos: Rezem a “oração do por quê” para que o Pai do céu olhe por você
VATICANO, 22 Nov. 13 / 04:02 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco reuniu-se na tarde de ontem na Basílica de São Pedro com a comunidade filipina de Roma e os alentou a não deixarem a “oração do por quê” para atrair os olhos de Deus, o olhar do “Pai do céu” diante da dor e do sofrimento que provocou o tufão que atingiu faz uns dias ao país asiático e que provocou a morte de milhares de pessoas. O Santo Padre dirigiu umas sentidas palavras aos presentes e agradeceu ao Arcebispo de Manila, Cardeal Luis Antonio Tagle, pelo seu olhar de esperança. “Nestes dias, também eu estive muito próximo do vosso povo e senti que a provação era forte, muito forte! Mas também senti que o povo era forte! Aquilo que disse o Cardeal é verdade: a fé surge das ruínas. A solidariedade de todos no momento da provação”. “Por que acontecem estas coisas? Não se pode explicar. Há tantas coisas que nós não podemos compreender. Quando as crianças começam a crescer não entendem as coisas e começam a fazer perguntas ao pai ou à mãe: ‘Pai, por quê? Por quê? Por quê?’. Os psicólogos o chamam a idade dos ‘porquês’ porque a criança não entende… Mas se nós estivermos atentos, veremos que a criança não espera a resposta do seu pai ou da sua mãe: outro porquê e outro porquê”. O Papa Francisco disse logo que “a criança precisa naquela insegurança que o seu pai e a sua mãe olhem por ele. Precisa dos olhos dos seus pais, precisa do coração dos seus pais. Nestes momentos de tantos sofrimentos não se cansem de dizer: ‘Porquê?’, como as crianças. E assim atrairão os olhos do nosso Pai sobre o seu povo, atrairão a ternura do Pai do céu sobre vocês. Como a criança faz quando pergunta: ‘Por quê? Por quê?’”. “Nestes momentos de dor, que esta força seja a oração mais útil: a oração do ‘por quê’. Mas sem pedir explicação, somente pedir que nosso Pai olhe por nós. Também eu vos acompanho, com esta ‘oração do por quê’”, concluiu. O encontro do Santo Padre com os filipinos aconteceu por ocasião da bênção do mosaico que representa a São Pedro Calungsod (1654-1672), catequista católico filipino, mártir, proclamado santo por Bento XVI em 21 de outubro de 2012. Logo depois da cerimônia de bênção da imagem do mártir filipino, realizou-se uma Celebração eucarística presidida pelo Cardeal Luis Antonio Tagle, Arcebispo de Manila. #filipinos #Francisco #rezem #Vocês
- Reconhecido teólogo protestante quer ver o Papa como líder de todos os cristãos
O teólogo protestante Reinhard Frieling defende que o Papa seja nomeado líder honorário de todos os cristãos do mundo. “O sonho da comunhão entre todos os cristãos pode se tornar realidade se os protestantes oferecerem ao papa o papel de chefe honorário da cristandade”, declarou Reinhard, ex-líder do Institute Kundlichen, de Bensheim, que também é professor emérito da Universidade de Marburg. Para ele, o Papa poderia “falar em nome da cristandade em situações extraordinárias”. Ele argumentou que uma liderança comum daria mais crédito ao cristianismo como mensagem. Se a proposta se viabilizar, o aniversário de 500 anos da reforma protestante, em 2017, poderá ser a ocasião certa para concretizar a visão, baseada em sua opinião do Papa já ser o “porta-voz para todos os cristãos.” O teólogo protestante sugere que as igrejas da Reforma abandonem sua auto-suficiência e assumam as “corajosas consequências ecumênicas”. Essa proposta lembra uma outra que já foi feita há dez anos pelo bispo Johannes Friedrich, da Igreja Luterana da Baviera. Friedrich argumentava que o papa poderia ser aceito como porta-voz do cristianismo mundial, como serviço ecumênico de unidade.. #líder #teólogo #crist #Protestante #reconhecido #todos
- Não existe “reencarnação” depois da morte
Ao invés de sair à procura de um consolo aparente, os católicos devem estudar mais a sua fé. Só ela oferece um fundamento sólido de esperança. A celebração dos fiéis defuntos, ao começo deste mês, trouxe aos cristãos uma verdade importante: “memento mori – lembra-te que vais morrer”. Quando o homem nasce, ninguém pode dizer com certeza o que ele virá a ser: se será rico ou pobre, se seguirá uma ou outra carreira, sequer a duração de sua vida pode ser determinada. Uma coisa, no entanto, é certa para todas as pessoas: um dia, inevitavelmente, morrerão. Não há homem, por mais rico e poderoso, que possa se livrar de sua morte. “Ninguém se livra de sua morte por dinheiro, nem a Deus pode pagar o seu resgate”, canta o salmista. “A isenção da própria morte não tem preço; não há riqueza que a possa adquirir, nem (…) garantir-lhe uma existência imortal” (Sl 48, 8-10). Por este motivo, a Igreja não pode permanecer calada diante deste que é, segundo a constituição Gaudium et Spes, do Concílio Vaticano II, o ponto mais alto do enigma da condição humana. “Não é só a dor e a progressiva dissolução do corpo que atormentam o homem, mas também, e ainda mais, o temor de que tudo acabe para sempre”01, escreveram os padres conciliares. Diante deste temor, os homens podem caminhar para a estrada ilusória do materialismo, chegando à tenacidade de negar não só a existência da alma e das realidades eternas, mas o próprio sentido da vida humana. Afinal, se é só para esta vida repleta de sofrimentos e injustiças que o homem nasceu, então, definitivamente, toda a existência não passa de uma grande piada – e de muito mau gosto. Outra atitude de fuga diante da morte consiste em lançar mão de supostas “revelações” de espíritos que, no fim das contas, não passam de um embuste para enganar as pessoas e fazê-las recuar ao trabalho difícil de buscar a salvação. Geralmente, é o drama da perda de um ente querido que se transforma em ocasião para o indivíduo se aventurar em um terreno perigoso e contaminador. Em resposta ao espiritismo e à crença recorrente da reencarnação, a Sagrada Escritura é bem clara: “Está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo”(Hb 9, 27). E o Catecismo da Igreja Católica confirma: “Quando tiver terminado o único curso de nossa vida terrestre, não voltaremos mais a outras vidas terrestres. (…) Não existe ‘reencarnação’ depois da morte” (§ 1013). Ao invés de sair à procura de um consolo apenas aparente – esperando que um familiar emita supostas “mensagens do além” ou que “se reencarne” no corpo de outro ser humano –, os católicos devem estudar melhor a sua fé e, alegrando-se por terem recebido a verdade de Jesus e de Sua Igreja, perceber que ela oferece um fundamento sólido de esperança. Ao fim desta existência terrena, espera pelo cristão uma outra muito mais elevada e nobre do que esta. Com a morte, ele se reunirá diante “da montanha de Sião, da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celestial, das miríades de anjos, da assembleia festiva dos primeiros inscritos no livro dos céus, e de Deus, juiz universal, e das almas dos justos que chegaram à perfeição, enfim, de Jesus, o mediador da Nova Aliança, e do sangue da aspersão, que fala com mais eloquência que o sangue de Abel” (Hb 12, 22-24). Como deveria exultar a alma cristã ao ler estas palavras da Carta aos Hebreus! Ao fim de uma vida servindo quotidiana e persistentemente a Deus, espera-a uma eternidade não só ao lado daqueles familiares e amigos que morreram na fé, mas ao lado do próprio Senhor, de Sua Mãe Santíssima e de todos os santos e anjos do Céu! Quanta confiança não deveria brotar no coração humano, ao ler São Paulo dizer que “o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram, nem os ouvidos ouviram, nem coração algum jamais pressentiu” (1 Cor 2, 9)! À luz do mistério da Ressurreição, o cristão crê firmemente que a morte não tem a última palavra. Olhando para Cristo, ele sabe que todas as pelejas e batalhas desta vida, embora passem pela morte, não culminam nela. Afinal, Jesus subiu o monte Calvário, mas, três dias depois, voltou à vida – àquela vida que todos os bem-aventurados um dia gozarão, ao Seu lado, no Céu. Por Equipe Christo Nihil Praeponere Referências Constituição pastoral Gaudium et Spes, n. 18 #Depois #Existe #morte #reencarna
- A família no centro da política
Padre Paulo Ricardo em novo pronunciamento na Câmara dos Deputados, em Brasília, fala sobre a terrível ameaça que se avizinha perante a nação: a ideologia de gênero que, inexoravelmente, avança em todas as esferas [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=u_6oSGUpGD8[/youtube] É inegável que a sociedade ocidental como um todo vem passando por um inexorável processo de destruição do conceito de família. Apresentada com belas cores, como sendo uma realidade automática, os tempos modernos, ou ainda decorrente do processo de amadurecimento da sociedade, a ideia de que o conceito de família é retrógrado e obsoleto vem tomando corpo. As novas formulações de família tem sido marteladas nos ouvidos, em programas de televisão, em jornais, revistas e no cinema há pelo menos 30 anos, desde a década de 70, quando a sétima arte brindou o mundo com “Kramer x Kramer” (1979) e sua pregação de que existem diversos tipos de família, de que elas não precisam ser como as tradicionais etc. Desde então o que se vê é a reengenharia incidindo sobre a definição de família. Ora, isso não está ocorrendo ao acaso, naturalmente, como os seus ideólogos querem fazer crer, mas se trata de uma estratégia milimetricamente pensada, com objetivos e agentes claramente identificáveis. Também não se trata de teoria da conspiração, como iremos ver. O documento “Agenda de Gênero: redefinindo a igualdade” é um resumo de um livro escrito por Daily O´Leary, uma americana que participou pessoalmente da Conferência do Cairo (1994) e de Pequim (1995). Como militante na defesa da família, ao participar em Pequim, ela se assustou ao perceber que as grandes fundações e as ONGs financiadas por elas, estavam muitíssimo preocupadas em inserir nos registros da Conferência o termo “gênero”. Tanto que neles se lê o vocábulo nada menos que 211 vezes. Em inglês, a palavra ” gender” é sinônimo da palavra “sex” e, originalmente, não há diferença entre elas, porém, ideólogos como Judith Butler, introduziram na linguagem uma diferenciação entre elas. O “sexo” seria aquele com o qual a pessoa nasce. Biologicamente se pode ser homem ou mulher. Gênero, por sua vez, é uma construção social, a identidade que se constrói ao longo da vida e pode ser masculina, feminina, bissesexual, transexual, entre outros. É um construto social. As grandes fundações tem despejados rios de dinheiro em pesquisa e em financiamento de ONGS pelo mundo todo, cooptando pessoas para que militem a favor da chamada “ideologia de gênero”. Hoje em dia, quando se ouve a palavra gênero, parece ser mais polido e politicamente correto proferi-la em vez de se usar a palavra “sexo”, pois ela carregaria a conotação da relação sexual. É uma armadilha. Gênero não é sexo. É uma construção social. Os ideólogos sabem que quanto mais cedo inocularem nas mentes das pessoas o que pretendem, mais fácil implantarão esse conceito na sociedade. Para tanto, objetivam agora atingir o sistema educacional cooptando as crianças desde mais tenra idade, pois assim fica mais fácil moldá-las. Desejam educá-las para escolha do seu objeto de satisfação sexual, não importando qual, pois todos são possíveis. Querem, em última análise, formar uma sociedade sexualmente versátil. Pode parecer loucura, absurdo, mas é a realidade. Já está sendo implantada aqui mesmo no Brasil. Não se engane. Trata-se de uma estratégia demolidora, revolucionária cujo objetivo maior é destruir a família. No documento citado, na página 23, a resposta para a pergunta crucial: por que querem destruir a família? Trata-se de um trecho extraído da obra “A origem da família, da propriedade privada e do Estado”, assinado por Engels, mas cujo rascunho original foi escrito pelo próprio Karl Marx. Ele diz: A primeira luta de classes que aparece na história coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre o homem e a mulher no casamento monogâmico, e a primeira opressão de classe coincide com a submissão do sexo feminino pelo masculino. Para o marxismo, a origem das desigualdades sociais é a família, e a primeira propriedade privada que existiu não foi uma cerca, mas sim, a mulher. O homem toma posse da mulher, domina-a e este conceito de família patriarcal, em que o macho é o proprietário da mulher e dos filhos é o da família burguesa, portanto, deve ser destruída. Eles afirmam que não haverá igualdade social enquanto subsistir a família, pois é a raiz de todas as opressões, portanto, os papéis tradicionais de pai, mãe, esposo, esposa, pais e filhos, todos eles devem ser abolidos, posto que opressores. Não estamos, porém, diante de um grupo de pessoas que obedecem a ação do tempo, a maturação da história e que, diante disso, estão agindo para repensar a família. Não. Estamos diante de um grupo de pessoas que querem derrubar a família propositalmente porque, para eles, ela é fonte de desigualdade. E o instrumento utilizado para destruir a família, neste momento, é a abordagem de gênero. Não é curioso que feministas, ao invés de insistirem numa abordagem da mulher, sob a perspectiva da mulher, sob os direitos da mulher, martelem justamente a perspectiva de gênero? Isso ocorre porque o conceito de mulher ainda está ligado ao papel social tradicional de mãe, esposa. As feministas chamam tal situação de ditadura do biologismo. “Abaixo a biologia! É preciso reverter os papéis!”, bradam elas. Por tudo isso, quando se ouvir a palavra “gênero” a luz de alerta deve se acender. Embora, eles queiram assim encenar, não há nada ao acaso, tudo foi sistematicamente elaborado e vem sendo sistematicamente aplicado pelas grandes fundações e ONGs internacionais financiadas por elas, com o aval e usando a estrutura da ONU para impor aos países a agenda destruidora que visa tão somente abolir a família. Pode parecer que eles não vão conseguir, já que não têm o apoio da sociedade, contudo, eles têm estratégia e já testaram toda a metodologia, com sucesso, em um país especialmente escolhido, a Suécia. Na década de 60, os socialistas suecos elaboraram um plano pedagógico de como poderiam levar a sociedade a se tornar igualitária justamente pela destruição da família. O livro “A Caminho da Igualdade”, escrito por Alva Myrdal e também o trabalho que ela desenvolveu ao lado do marido, Gunnar Myrdal, apresentam com clareza a ideia de que é necessário pegar as crianças na mais tenra infância para moldá-las de acordo com os novos parâmetros de gênero. Assim, o primeiro passo dado naquele país foi tirar as crianças do convívio paterno. Segundo eles, aos sete anos, início da idade escolar, a identidade sexual já está definida, por isso, para montar a identidade de forma versátil, desde o primeiro ano de idade é preciso dar a elas educação integral. Ao abordarem, no Brasil, esse tipo de educação, o que se está dando início é à metodologia pensada pelos ideólogos de gênero, que pretende tornar as crianças sexualmente versáteis. Neste momento, somente uma atitude é exigida: parar, refletir e tomar as rédeas do problema. De nada adiantará continuar na mentalidade de avestruz, com a cabeça enfiada na areia sem encarar o problema. É urgente sair da zona de conforto, da sensação de anestesia que toma conta do país. Como se tudo fosse uma evolução natural da sociedade e não um plano orquestrado, com muitas vidas empenhadas para a implantação desse novo sistema. E eles contam justamente com o silêncio dos crédulos, daqueles que acreditam na família e acham que nada irá destrui-la. Além disso, a palavra e o conceito de “gênero” vem sendo inoculado no sistema jurídico do país. Existem inúmeros projetos de lei que se utilizam da terminologia e visam pouco a pouco implantá-la em todas as esferas da sociedade. Tudo isso está muito bem documentado. Basta ler os livros. Ler Simone de Beauvoir, feminista, que dizia que não se nasce mulher, mas se torna mulher. Ler Sulamita Firestone, marxista, que dizia que de nada adianta querer igualdade na sociedade e tratar as mulheres como escravas, e que a diferença entre a esposa e a prostituta é que a segunda faz sexo mediante pagamento, portanto, como um trabalhador assalariado, enquanto a esposa tem status de escravo, pois trabalha e nada recebe. Para ela, em termos de dignidade humana e hierarquia, a prostituta está em grau mais elevado que a esposa, mãe de família. Que eles queiram fazer isso, muito bem. Mas que o façam dentro da regra do jogo democrático, ou seja, avisando o que está se pretendendo fazer, pois o povo tem o direito de saber. Que ajam como um navio singrando os mares, de modo aberto, sob o sol, mas não como um submarino, sub-repticiamente. Nesse momento da história é preciso tomar uma decisão. Cada pessoa, cada brasileiro, cada cristão deve interromper o curso de suas próprias vidas para salvar o patrimônio da família, dedicando todo o tempo, a carreira, energia nessa luta, pois, ou colocamos tudo o que somos e temos nesse projeto ou eles obterão o que intentam. Ninguém haverá de detê-los. Eles estão decididos a implantar essa louca ideologia a qualquer curso e para isso não pouparam nem as próprias vidas. Ninguém escolheu o tempo que iria nascer nem a vida que iria viver. Se nascemos nesses tempos dramáticos, devemos fazer o que nos é devido. Deus nos pedirá contas desse tempo. É preciso coragem para interromper a própria vida para salvar algo maior. Se não o fizermos, se não lutarmos para salvar o patrimônio extraordinário da humanidade, da civilização que é a família, ela irá sucumbir. Material para estudo Agenda de Gênero – Redefinindo a igualdade Fonte: Padre Paulo Ricardo #Centro #família #política
- Bispo fará oração de exorcismo diante da aprovação do “matrimônio” gay nos EUA
SPRINGFIELD, 19 Nov. 13 / 03:27 pm (ACI/EWTN Noticias).- Sacerdotes, religiosos e leigos participarão nesta quarta-feira 20 de novembro na oraçãode súplica e exorcismo presidida pelo Bispo de Springfield, Illinois (Estados Unidos), Dom Thomas Paprocki, como ato de reparação pela aprovação do “matrimônio” gay que o Governador desse estado, Patt Quinn, assinará nesse mesmo dia. A Catedral da Imaculada Conceição em Illinois será cenário destas oraçõesque, conforme indica os Apêndices da Edição Latina de 2004 do Ritual de Exorcismos, podem ser utilizadas se um Bispo diocesano o “considera conveniente” em “circunstâncias especiais da Igreja“. Estas circunstâncias especiais se dão, assinala o comunicado, porque “a presença do diabo e outros demônios se manifesta não só quando tenta ou atormenta as pessoas, mas também pela intervenção de sua ação nas coisas e lugares, de alguma forma, assim como pelas diversas formas de oposição e perseguição contra a Igreja”. Dom Paprocki cuja diocese está conformada por 130 paróquias em 28 condados, assinalou através de um comunicado emitido na quinta-feira 14 de novembro que “o contexto para esta oração pode entender-se recordando as palavras do Papa Francisco quando teve que enfrentar uma situação parecida, como Arcebispo de Buenos Aires, (Argentina) em 2010”. Nessa oportunidade o então Cardeal Jorge Mario Bergoglio exortou a que “não sejamos ingênuos: não se trata de uma simples luta política; é a pretensão destrutiva ao plano de Deus. Não se trata de um mero projeto legislativo (este é só o instrumento) mas sim de uma armação do Pai da Mentira que pretende confundir e enganar os filhos de Deus”. O Prelado norte-americano explicou que as palavras do Cardeal Bergoglio fazem referência ao Evangelho de São João 8, 44, onde Jesus se refere ao demônio como “mentiroso e pai da mentira”. Do mesmo modo, o Papa Francisco diz que “o matrimônio do mesmo sexo vem do demônio e como tal deve ser condenado”. Dom Paprocki, enfatizou que “devemos orar para livrar-nos deste demônio que entrou no nosso estado e na nossa Igreja”, e indicou que “todos os políticos têm agora a obrigação moral de trabalhar para repelir esta legislação perversa e questionável”. O Bispo de Springfield também ressaltou que o Santo Padre fala do amor recordando “a expressão profunda da misericórdia de Deus que sussurrou Jesus enquanto expirava na Cruz para nos salvar dos nossos pecados: ‘Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem’ (Lc 23, 34)”. A respeito disso, a Conferência Episcopal de Illinois -a qual também pertence o Bispo de Peoria, Dom Daniel Jenky, que em abril de 2012 disse que a Igreja Católica sobreviveu ao nazismo e sobreviverá a Obama- emitiu no último dia 5 de novembro um comunicado expressando estar “profundamente decepcionada de que os membros da Assembleia Geral tenham eleito redefinir o que está fora de sua autoridade: uma instituição natural como o matrimônio”. Ressaltou também a sua preocupação “pelas ameaças, totalmente reais, contra a liberdade religiosa que estão em jogo com a aprovação deste projeto de lei”. #aprova #Exorcismo #matrimônio #diante #Bispo
- Porque não se deve bater palmas durante a celebração da Missa…
Razões pelas quais não se deve bater palmas para acompanhar cantos, etc.., na Missa Porque não se adequa a teologia da Missa que conforme a Carta Apostólica Domenica Caena de João Paulo II do 24/02/1980, exige respeito a sacralidade e sacrificialidade do mistério eucarístico: “0 mistério eucarístico disjunto da própria natureza sacrifical e sacramental deixa simplesmente de ser tal”. Superando as visões secularistas que reduzem a eucaristia a uma ceia fraterna ou uma festa profana. Nossa Senhora e São João ao pé da cruz no Calvário, certamente não estavam batendo palmas. Porque bater palmas é um gesto que dispersa e distrai das finalidades da missa gerando um clima emocional que faz passar a assembléia de povo sacerdotal orante a massa de torcedores, inviabilizando o recolhimento interior. Porque o gesto de bater palmas olvida duas importantes observações do então Cardeal Joseph Ratzinger sobre os desvios da liturgia : “A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém , terminou por dispersar o propium litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se : o que nela se manifesta e o absolutamente Outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável : discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão… Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio”. Finalmente porque sendo a liturgia um Bem de todos, temos o direito a encontrarmos a Deus nela, o direito a uma celebração harmoniosa, equilibrada e sóbria que nos revele a beleza eterna do Deus Santo, superando tentativas de reduzi-la à banalidade e à mediocridade de eventos de auditório. + Dom Roberto Francisco Ferrería Paz Bispo Auxiliar de Niterói #celebra #imagemsantamissa #baterpalmasnamissa #baterpalmas #palmas #baterpalmanamissa #podebaterpalmanamissa #bater #porquenaopodebaterpalmanamissa #ritomissa #leiturasdasantamissadehoje #Missa
- Centenas de milhares de costa-riquenhos marcharam a favor da vida humana e contra o aborto
SAN JOSÉ, 19 Nov. 13 / 09:22 am (ACI/EWTN Noticias).- As autoridades da Costa Rica estimam que pelo menos 300 mil pessoas participaram no dia 17 de novembro na Marcha pela Vida, com a qual os defensores do direito à vida atenderam o pedido de Aborto Zero das organizações Direito a Viver e HazteOír na Espanha. A convocatória foi realizada pelos Bispos do país que, ademais, ofereceram o dom da Indulgência Plenária para aqueles que participassem na manifestação a favor da vida e contra o aborto. Em declarações ao Grupo ACI, o Presidente da Associação Pela Vida na Costa Rica, Luis Fernando Calvo, assegurou que “graças à Caminhada pela Vida e pela Família, convocada pelo plenário dos Bispos da Conferência Episcopal da Costa Rica, vemos que a Costa Rica continua sendo uma nação amante da vida, de traços e identidade católica, com uma marca pró-vida, preocupada com a proteção dos inocentes e pelo futuro da família”. “Mais de 300 mil pessoas estivemos presentes, segundo dados oficiais, atendendo o chamado dos Senhores Bispos para celebrar o dom da vida, o Evangelho da Vida”, assegurou. Durante a celebração da caminhada pela vida, indicou Calvo, “não houve gritos nem ordens difamatórias, desrespeito ou discriminação por parte dos participantes”. “Houve acima de tudo respeito, alegria e celebração”, disse, assinalando que “famílias, movimentos e grupos eclesiais, paróquias, clérigos, religiosas, cristãos de outras denominações, enchemos a principal avenida do país, de extremo a extremo, para dizer que queremos que na Costa Rica a sociedade do futuro se construa a partir do respeito ao direito à vida de todo ser humano, e à família natural, fundada pelo homem e pela mulher, abertos ao dom da VIDA, ao dom de Deus”. Luis Fernando Calvo indicou que “como representante de uma associação da sociedade civil de cara às próximas eleições presidenciais, em fevereiro de 2014, vejo com particular importância o fato da caminhada não ter sido utilizada pelos candidatos presidenciais para promover sua imagem ou propostas”. Mas, além disso, destaco que com esta marcha “se enviou uma mensagem muito clara, de que queremos que na Costa Rica se governe a favor da vida e da família natural”. O Presidente da Associação Pela Vida pediu também, “junto com os senhores Bispos, que os candidatos presidenciais opinem abertamente sobre temas como o aborto, fertilização in-vitro, uniões entre pessoas do mesmo sexo, liberdade religiosa, entre outros”. #marcharam #centenas #riquenhos #Milhares #costa #favor
- O Papa Francisco escreve a sua primeira exortação apostólica Evangelii Gaudium
Vaticano, 18 Nov. 13 / 03:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- O diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, anunciou nesta manhã que no próximo dia 24 de novembro, dia de encerramento do Ano da Fé, o Papa Francisco entregará ao povo de Deus a sua primeira Exortação Apostólica intitulada: Evangelii Gaudium (O Gozo do Evangelho, tradução livre). O documento será apresentado à imprensa, no dia 26 na Sala João Paulo IIdo Vaticano, em uma conferência na qual participarão o Presidente do Conselho Pontifício para a promoção da Nova Evangelização, o Arcebispo Rino Fisichella; o Secretário Geral do Sínodo dos Bispos, Dom Lorenzo Baldisseri; e o Presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli. Em declarações ao grupo ACI nesta segunda-feira, Dom Fisichella explicou que o Papa Francisco fará a entrega do documento durante a Missa de clausura do Ano da Fé ao povo de Deus representado por “um Bispo, um sacerdote, um diácono, religiosos e religiosas, noviças, uma família, catequistas, artistas, jornalistas, jovens, idosos, doentes… quer dizer, de alguma maneira a entregará a todos aqueles que nos diversos momentos davida, sendo cristãos, estão chamados a ser evangelizadores”. O Ano da Fé, explicou o Arcebispo Fisichella, converte-se assim “em um compromisso que a Igreja assume mais uma vez como um dever de levar o Evangelho a toda criatura”. Serão, no total, 36 pessoas de 18 países dos cinco continentes os que receberão a primeira exortação apostólica escrita pelo Papa Francisco. O Vaticano anunciou que o Bispo, o sacerdote e o diácono aos que o Papa entregará a Exortação são oriundos da Letônia, Tanzânia e Austrália respectivamente. Por outro lado, os artistas que representarão a arte católica e receberão a Exortação serão o arquiteto japonês Etsuro Sotoo, que se converteu enquanto trabalhava na Basílica da Sagrada Família de Barcelona, e a pintora polonesa Anna Gulak. Neste grupo também haverá dois jornalistas, um é Joan Lewis, norte-americano do maior canal católico do mundo, EWTN. #Francisco #evangelii #Apostólica #escreve #exorta #primeira
- Descobriu o vírus da AIDS, ganhou o Nobel, é agnóstico e diz: Lourdes é “algo inexplicávelR
– O renomado bacteriólogo Luc Montagnier não podia ficar calado nem alheio às evidências explícitas – inexplicáveis para o cientista – que ocorrem em Lourdes. Um cientista agnóstico, que falando acerca das propriedades da água surpreenda ao apontar: “a água possui propriedades extraordinárias, talvez também a de Lourdes”, não passaria despercebido. Em 1983 ele revolucionou o mundo científico por ser um dos descobridores do vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), causador da AIDS. Por isso, em 2008 foi contemplado com o prêmio Nobel de Medicina e o Príncipe das Astúrias. Hoje, Luc Montagnier tornou a causar espanto ao admitir que nos milagres de Lourdes “existe algo inexplicável”. Sendo agnóstico, o bacteriólogo francês que conduzia uma elogiosa (por sua independência) pesquisa sobre os componentes da água do Santuário, não pôde resistir e dedicou um tempo extra para analisar os milagres que ali ocorrem, cuja intercessão para os fiéis provém da Santíssima Virgem Maria. Surpreso, acabou por apontar em uma entrevista para o Site católico francês “La Croix” que a ciência e a medicina têm percorrido um longo caminho para curar as pessoas, “no entanto sabemos muito pouco. As recuperações milagrosas de Lourdes são muito raras, mas são reconhecidas. Neste lugar, existe claramente um efeito do contato social, da mente e do corpo”. A ÁGUA DE LOURDES SOB O MICROSCÓPIO Consultada a sua opinião acerca das curas inexplicáveis ligadas a Lourdes, onde para ele se incorpora um elemento bastante distante, como é a devoção, Montagnier afirma não excluir nada, diferentemente de outros colegas seus. “Levo em conta o conhecimento científico, que é um pouco novo neste momento. Através de estudos com alguns colegas, deparei-me com o fato de a água possuir algumas propriedades extraordinárias (…) talvez também a de Lourdes. Neste momento, não disponho de dados específicos, mas sei que a água pode manter estruturas que ficarão impressas no DNA e pode transferir a informação genética. Tentarei adaptar os meus conhecimentos com o fenômeno de Lourdes”. O MAL DE PARKINSON DO BEATO JOÃO PAULO II Contrariamente ao que se possa pensar, a estima do agnóstico Montagnier pela Igreja é grande. Ele ajudou o beato João Paulo II a mitigar o avanço do mal de Parkinson de que sofria e, a partir desta experiência, emite a sua opinião sobre uma das causas pelas quais será elevado à glória dos altares: precisamente pela milagrosa recuperação de uma religiosa que estava acometida da mesma enfermidade de que padecia o beato Santo Padre. “Tento encontrar explicações racionais para a cura e sei que talvez não possa fazê-lo. As coisas continuam sem explicação até os nossos dias e provavelmente nunca encontrarão resposta”, conclui. LOURDES NO CORAÇÃO DA IGREJA O relato católico sobre Nossa Senhora de Lourdes faz referência a 18 aparições da Virgem Maria presenciadas por Bernadette Soubirous (1844-1879) na gruta de Massabielle, às margens do rio Gave de Pau, proximidades do povoado de Lourdes. A primeira destas aparições ocorreu em 11 de fevereiro de 1858 e a última em 7 de abril desse mesmo ano. O coração da mensagem de Lourdes comunicado pela Virgem Maria a Bernadete é que ela (a Virgem Maria) é a Imaculada Conceição; que todos somos convidados a ter fé na vida eterna e aceitar hoje viver a cruz, sustentados pela oração do rosário, realizando penitência e praticando a humildade. Uma multidão de católicos visita todos os anos o Santuário de Lourdes, na França, sabendo que as aparições da Virgem Maria são um veículo da graça de Deus. O Papa Pio IX autorizou o Bispo local para que permitisse a veneração da Virgem Maria em Lourdes em 1862, 17 anos antes da morte de Bernadette. Desde aquele momento foram registradas mais de 7.000 curas “inexplicáveis” em Lourdes, embora somente algumas dezenas se tenham sido considerado milagres. E isso em razão das rigorosas condições estabelecidas para o estudo destas curas. Entretanto, dos 69 milagres reconhecidos, 48 estão diretamente relacionados com a água de Lourdes. Trata-se da fonte que flui até a Gruta das Aparições, que a própria Bernadette Soubirous encontrou escavando a terra, seguindo as orientações da Santíssima Virgem Maria. Fonte: Jornal “La Croix” Divulgação: http://www.portaluz.org, em 08.11.2013 Tradução: Carlos Martins Nabeto #Lourdes #virus #agnóstico #descobriu #ganhou #Nobel
- O Senhor virá: trabalhemos sem descanso
Fonte: Encontro com o Bispo Malaquias, alguns séculos antes do nascimento de Jesus Cristo, fala-nos do dia do Senhor como um grande julgamento em que o bem e o mal serão definitivamente separados. Esta profecia, repetida noutros lugares da Sagrada Escritura, foi interpretada muitas vezes como uma vinda espetacular do Messias sobre as nuvens do Céu, para reduzir ao silêncio os seus inimigos. Alguns dos primeiros cristãos viveram também nesta expectativa e tiraram dela as consequências práticas. O Senhor, Sabedoria infinita, planeou as coisas de outro modo. Tal como a luz do sol, quando aparece, revela a verdade das coisas materiais, mostrando a beleza das coisas e denunciando os perigos, assim também Jesus Cristo – Luz sem ocaso – com a Sua vinda ao mundo, anunciando a Palavra do Pai que é ele mesmo, ensina-nos a distinguir o bem do mal, o vício da virtude. Houve, com certeza, uma revelação primitiva aos nossos primeiros pais que foi sendo deturpada ao longo dos séculos, pelos pecados dos homens. Quando não vivemos segundo a doutrina do Evangelho, acabamos por justificar tudo: aberrações sexuais, aborto, eutanásia, etc. Inventamos falsos direitos que justifiquem os vícios. Com a luz da Revelação que tem a palavra definitiva e última em Jesus Cristo, e que Ele confiou ao Magistério vivo da Igreja, dissipam-se as trevas do erro. Este julgamento de que fala o profeta prepara a verdade total do fim do mundo pelo julgamento universal, antecipado no encontro de cada um de nós com a própria consciência no juízo particular, a seguir à morte. O fogo, o queimar da palha, são figuras usadas pelo profeta, palavras simbólicas para nos explicar a caducidade das coisas. Quantas das nossas obras de cada dia resistem a um julgamento sério da parte de Deus? Que interesse pode ter para nós orientar toda a vida terrena para causar nos outros uma impressão favorável a nosso respeito? Não estamos na situação do aluno que espera o exame à porta da aula, já sem livros nem apontamentos, para recordar aquilo sobre que vai ser examinado. O Senhor quer encontrar-nos em pleno trabalho quando nos vier buscar inesperadamente. Quando se fala em trabalho, fazemos referência ao estado de alma que procura fazer em tudo a vontade de Deus. Na vida espiritual, nunca podemos viver dos rendimentos, como se pudéssemos dizer: «já rezei muito e pratiquei muitas obras boas! Agora é tempo de parar com as orações e de me desinteressar da salvação dos outros». Também não podemos sonhar com ir para o Céu «na boleia», à custa dos outros, só porque pertencemos a uma Paróquia ou a um Movimento; ou porque temos pessoas importantes na Igreja com as quais estamos bem relacionados; ou ainda porque temos um número razoável de Associações nas quais estamos inscritos. A santidade é obra da Graça de Deus e do esforço de colaboração com esta Graça, por parte de cada um. A salvação – a santidade pessoal – tem de ser fruto do trabalho de cada um, de mãos dadas com Deus. S. Paulo repreende os cristãos de Tessalônica, porque achavam que já não valia a pena trabalhar. Era tempo de descanso, de aguardar tranquilamente, sem nada fazer, a vinda do Senhor. Ao dizer quem não trabalha não tem direito a comer, S. Paulo quer ensinar que também aquele que não prepara a sua salvação eterna não merece gozar dos seus frutos. #descanso #Senhor #trabalhemos
- Manifeste-se contra o projeto de lei que abre as portas para a ditadura gay
Aqui faço um resumo do alerta emitido por Julio Severo, que tem estudado e acompanhado profundamente o assunto da ideologia de gênero, sobre o Projeto de Lei Complementar 122/2006 (Lei da Mordaça Gay) que é a uma lei gayzista que irá ser o precedente para uma série de outras leis que pretendem impor a homossexualidade/bissexualidade aos nossos filhos nas escolas e eliminar totalmente a família natural. A princípio poderia parecer uma conclusão tendenciosa ou uma implicância com o movimento gay, porém não se trata disso. Se trata apenas de uma coisa: nós como pais e mães queremos o direito de dar a educação moral sexual que nós quisermos aos nossos filhos e não que o Estado imponha uma educação moral exclusiva (afinal a criança não é propriedade do Estado). Apenas manifestamos o seguinte: que queremos o respeito pela pluralidade em nossa sociedade e que nenhum tipo de cultura sexual seja imposta na educação brasileira. Nem o Estado e nem nenhum outro mecanismo ou pessoa pode usurpar o direito dos pais à educação dos filhos e nem pode impor um ensinamento aos filhos que seja contrário ao desejo ou permissão dos pais, pois isso é usurpar o direito e discriminar a opção educacional dos pais. Talvez venha a pergunta: o que esta lei tem a ver com a educação de nossos filhos? A resposta é explicitada por Julio Severo ao demonstrar que essa lei é apenas a porta de entrada para a aprovação do PL 6010/2013 que imporá toda a questão de gênero na educação brasileira: Ora, bastará que o conceito de “GÊNERO” seja oficialmente reconhecido e imposto na legislação pelo PLC 122, para que não exista mais nenhum motivo que possa ser apresentado pelos legisladores como fundamento para que se recusem a aprovar o PL 6010/2013, que introduzirá e imporá a “IGUALDADE DE GÊNERO” nas metas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Com isso, todos os alunos serão obrigados a aprender nas escolas a ideologia de gênero, que apresenta como sexualidade toda a abundância de opções fora dos padrões relacionados com a construção de uma família tradicional, uma instituição que não têm qualquer sentido dentro da ideologia de gênero. Com a ideologia de gênero imposta pela lei na educação, os kits gays, bissexuais, transexuais, lésbicos, etc., serão obrigatórios para as crianças em idade escolar. Com isso é preocupante observar que já existe um projeto de lei que impõe um conceito de gênero e está no aguardo da aprovação do PLC 122. A Lei da Mordaça Gay, muito mais que um simples projeto que calaria quem discordasse do homossexualismo (parte que foi suavizada no projeto atual), é um projeto que visa ir além e criar a premissa para outros que já estão preparados esperando a aprovação deste. Quem ainda pensa que poderia ser um exagero essa ligação com a ideologia de gênero é importante ressaltar um trecho inicial do texto do PLC 122 que usa três termos para incluir gênero (mesmo que pela lógica apenas fosse necessário um): “Define e pune os crimes de ódio e intolerância resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, gênero, sexo, orientação sexual, identidade de gênero ou condição de pessoa idosa ou com deficiência. (NR)” (Trecho do atual texto do PLC 122/2006) Com isso vemos que se não houver ideologia de gênero, então nada explica esses três termos desnecessários. Para mais detalhes sobre o histórico do projeto acesse: alerta emitido por Julio Severo. Se você quer salvaguardar seus filhos de serem educados à serem bissexuais sem seu consentimento e proteger a pluralidade cultural e moral de nosso país então se manifeste! Não deixe que a educação moral sexual dos seus filhos seja ditada por um movimento! Temos apenas até quarta-feira! Julio Severo nos orienta como fazer essa manifestação de forma eficaz: Mande hoje mesmo um e-mail ao seu senador. Telefone para ele. Peça o arquivamento definitivo do PLC 122. A lista de e-mails dos políticos é esta (o telefone se encontra no link sobre o alerta): eduardo.lopes@senador.leg.br; gim.argello@senador.leg.br; capi@senador.leg.br; joaodurval@senador.leg.br; j.v.claudino@senador.leg.br; lidice.mata@senadora.leg.br; magnomalta@senador.leg.br; osvaldo.sobrinho@senador.leg.br;paulodavim@senador.leg.br; paulopaim@senador.leg.br;ricardoferraco@senador.leg.br; roberto.requiao@senador.leg.br; sergiopetecao@senador.leg.br; sergiosouza@senado.leg.br;wilder.morais@senador.leg.br; #manifeste #portas #projeto #ditadura #contra
- O Papa: Cristãos pecadores sim, corruptos não
VATICANO, 12 Nov. 13 / 01:13 pm (ACI/EWTN Noticias).- Quem não se arrepende e “faz de conta que é cristão” faz muito mal à Igreja, afirmou o Papa Francisco na Missa da manhã de ontem celebrada na capela da Casa Santa Marta. Disse que todos devemos reconhecer que somos “pecadores”, mas devemos estar atentos para não nos converter em “corruptos”. Quem é benfeitor da Igreja, mas rouba o Estado, acrescentou Francisco, é “um injusto” que leva uma “vida dupla”. Jesus “não se cansa de perdoar e nos aconselha” que façamos o mesmo. O Papa se deteve em sua homilia sobre a exortação do Senhor a perdoar o irmão arrependido, de que fala o Evangelho. Quando Jesus pede que se perdoe sete vezes ao dia, observou o Pontífice, “faz um retrato de si mesmo”. Jesus, prosseguiu, “perdoa”, mas neste trecho evangélico também diz: “Ai daquele que produz escândalos”. Não fala de pecado, mas sim de escândalo, que é outra coisa. E acrescenta que “Seria melhor para ele que lhe amarrassem uma pedra de moinho no pescoço e o jogassem no mar, do que escandalizar um desses pequeninos”. Daí que o Papa se perguntasse que diferença há entre “pecar e escandalizar”: “A diferença é que quem peca e se arrepende, pede perdão, se sente fraco, se sente filho de Deus, se humilha, e pede justamente a salvação de Jesus. Mas daquele outro que escandaliza, não se arrepende. Continua pecando, mas faz de conta que é cristão: uma vida dupla. E a vida dupla de um cristão faz muito mal, muito mal. ‘Mas, eu sou um benfeitor da Igreja! Coloco a mão no bolso e dou à Igreja. Mas com a outra mão, rouba: do Estado, dos pobres… rouba. É um injusto. Esta é a vida dupla. E isto merece –o diz Jesus, não o digo eu– que lhe amarrem no pescoço uma pedra de moinho e seja jogado ao mar. Não fala de perdão, aqui”. Isto, destacou o Pontífice, porque “esta pessoa engana”, e “onde está o engano, não está o Espírito de Deus. Esta é a diferença entre o pecador e o corrupto”. Quem “leva uma vida dupla– disse – é um corrupto”. Diferente é quem “peca e gostaria poder não pecar, mas é fraco” e “vai ao Senhor” e pede perdão: “o Senhor gosta desta pessoa! Acompanha-a, e está com ela”: “E nós devemos nos dizer pecadores, sim, todos, aqui, todos o somos. Corruptos, não. O corrupto está fixo em um estado de suficiência, não sabe o que é a humildade. Jesus, a estes corruptos, dizia-lhes: ‘A beleza de ser sepulcros caiados, que parecem belos, por fora, mas dentro estão cheios de ossos mortos e de podridão. E um cristão que se vangloria de ser cristão, mas que não faz vida de cristão, é um destes corruptos. Todos conhecemos alguém que está nesta situação, e quanto mal fazem à Igreja! Cristãos corruptos, sacerdotes corruptos… Quanto mal faz à Igreja! Porque não vivem no espírito do Evangelho, mas no espírito mundano”. O Santo Padre recordou que São Paulo o diz claramente em sua Carta aos cristãos de Roma: “Não vos conformeis com este mundo”. E ainda precisou que o “texto original é mais forte” porque afirma que não temos que “entrar nos esquemas deste mundo, nos parâmetros deste mundo”. Esquemas, reafirmou, que “são este mundismo que te leva à vida dupla”. “Uma podridão vernizada: esta é a vida do corrupto. E Jesus não lhes dizia simplesmente ‘pecadores’, dizia-lhes: ‘hipócritas’. E que belo, aquele outro, né? ‘Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes vier a ti, dizendo: ‘Estou arrependido’, tu deves perdoá-lo.’. É o que Ele faz com os pecadores. Ele não se cansa de perdoar, só com a condição de não querer fazer esta vida dupla, de ir a Ele arrependidos: ‘me perdoe, Senhor, sou pecador!’. Para concluir o Papa disse que “assim é o Senhor. Peçamos hoje a graça ao Espírito Santo que foge de todo engano, peçamos a graça de nos reconhecer pecadores: somos pecadores. Pecadores, sim. Corruptos, não”. #corruptos #crist #Pecadores
- Graças e louvores se deem a todo momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!
Eucaristia, mistério de uma presença! O Catecismo da Igreja Católica afirma: “Cristo Jesus, Aquele que morreu, ou melhor, ressuscitou, Aquele que está à direita de Deus e que intercede por nós (Rm 8,34), está presente de múltiplas maneiras em Sua Igreja: em Sua Palavra, na oração de Sua Igreja, lá ‘onde dois ou três estão reunidos em Meu nome’ (Mt 18,20), nos pobres, nos doentes, nos presos, em Seus sacramentos, dos quais Ele é o autor, no sacrifício da missa e na pessoa do ministro. Mas sobretudo está presente sob as espécies eucarísticas (n. 1373). É verdade que o Senhor Jesus, na força do Seu Espírito, está presente de modos variadíssimos na Sua Igreja, mas, sobretudo, de um modo eminente, Ele Se faz presente no pão e no vinho consagrados na Eucaristia. Ali, já não está presente simplesmente a graça do Cristo, mas, pessoalmente, o próprio Autor da graça! Ele, que na Última Ceia Se entregou no pão e no vinho, dizendo “isto é o Meu Corpo, isto é o Meu Sangue”, é Aquele mesmo que havia antes prevenido de modo solene: “Em verdade, em verdade, vos digo: ‘Aquele que crê tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida! A Minha carne é verdadeiramente uma comida e o Meu sangue é verdadeiramente uma bebida” (Jo 6,47s.55). Sendo assim, se em todos os sacramentos, Jesus Cristo atua através de sinais sensíveis que, sem mudarem de natureza, adquirem uma capacidade transitória de santificação, na Eucaristia, Ele está presente com o Seu corpo e sangue, alma e divindade, dando ao homem toda a Sua Pessoa e a Sua vida, tudo quanto viveu entre nós amorosamente, até o extremo da entrega na cruz. Tudo isso está presente no pão e no vinho consagrados. Na Eucaristia, realmente presente para estar em real comunhão conosco A Igreja sempre acreditou nesta maravilhosa realidade e insondável mistério da presença real do Senhor Jesus. Com a transformação ocorrida na consagração das espécies eucarísticas, o Senhor torna-Se presente no Seu Corpo e Sangue. Os Santos Padres, doutores da Igreja Antiga, para exprimir a mudança do pão e do vinho no Corpo e Sangue do Senhor, falavam de “metabolismo” do pão e do vinho em corpo e sangue. São Tomás de Aquino recordava que a Eucaristia é o sacramento da presença de Cristo. Isso a distingue dos outros sacramentos. O Santo Doutor dizia que ela “re-presenta” Cristo. “Re-presenta”, no sentido de tornar Cristo realmente presente, já que a Eucaristia não é uma devota recordação, mas a presença efetiva, real, verdadeira e eficaz, pascal, do Senhor morto e ressuscitado, que quer atingir todos os homens e com eles entrar em real e pessoal comunhão. E Ele explicava ainda que o significado do Sacramento é tríplice: “O primeiro diz respeito ao passado, enquanto comemora a paixão do Senhor, que foi um verdadeiro sacrifício… Por isso, é chamado sacrifício. O segundo diz respeito ao efeito presente, ou seja, à unidade da Igreja, em que os homens são reunidos por meio deste Sacramento. O terceiro significado diz respeito ao futuro: pois este Sacramento é prefigurativo da bem-aventurança divina, que se realizará na pátria”. Também São Boaventura contribuiu para a teologia da Eucaristia, insistindo no espírito de piedade necessário para comungar Cristo. Recorda-nos ele que, na Eucaristia, além das palavras da Última Ceia, realiza-se a promessa do Senhor: “Eu estou convosco todos os dias até ao fim do mundo” (Mt 28,20). Portanto, no Sacramento, Ele está real e verdadeiramente presente na Igreja. A presença real na Eucaristia: mysterium fidei! Foi o Concílio de Trento que, como Magistério da Igreja, melhor exprimiu o mistério da presença real do Senhor nas espécies eucarísticas. O Tridentino insistiu na presença verdadeira, real e substancial do Senhor Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, sob as espécies do pão e do vinho. Afirmou, do mesmo modo, que o Corpo do Senhor está presente não só no pão, mas também no vinho, e que o Seu Sangue está presente não só no vinho, mas também no pão. Em outras palavras: Jesus não está parte no vinho e parte no pão, mas Se encontra real e perfeitamente todo no vinho e todo no pão. Explicou também que, em ambas as espécies, o Senhor Jesus Cristo está presente com a Sua alma humana e com a Sua divindade. Portanto, Cristo, Verbo do Pai, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, está presente todo inteiro sob as duas espécies e em cada parte delas. O mesmo Concílio definiu ainda a “transubstanciação”, isto é a mudança real da substância do pão no Corpo de Cristo e da substância do vinho no Seu divino Sangue. Na sua Encíclica Ecclesia de Eucharistia, o Beato João Paulo II recorda: “A reprodução sacramental na Santa Missa do sacrifício de Cristo coroado pela Sua ressurreição implica uma presença muito especial, chama-se ‘real’, não a título exclusivo como se as outras presenças não fossem ‘reais’, mas por excelência, porque é substancial, e porque por ela se torna presente Cristo completo, Deus e homem. Reafirma-se assim a doutrina sempre válida do Concílio de Trento: ‘Pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do Seu sangue; a esta mudança, a Igreja católica chama, de modo conveniente e apropriado, transubstanciação’. Verdadeiramente a Eucaristia é mistério de fé, mistério que supera os nossos pensamentos e só pode ser aceita pela fé, como lembram frequentemente as catequeses patrísticas sobre este sacramento divino. ‘Não hás de ver – exorta São Cirilo de Jerusalém – o pão e o vinho [consagrados] simplesmente como elementos naturais, porque o Senhor disse expressamente que são o Seu corpo e o Seu sangue: a fé o assegura a ti, ainda que os sentidos possam sugerir-te outra coisa” (n. 15). Assim, segundo a fé católica, recebida dos apóstolos e conservada fielmente na Igreja de Cristo, a presença eucarística do Senhor Jesus morto e ressuscitado começa no momento da consagração e dura também enquanto subsistirem as espécies eucarísticas. Em outras palavras, enquanto houver o pão e o vinho consagrados, há realmente Corpo e Sangue do Senhor. João Paulo II, citando Paulo VI, afirmou claramente na sua Encíclica eucarística: “Permanece o limite apontado por Paulo VI: ‘Toda a explicação teológica que queira penetrar de algum modo neste mistério, para estar de acordo com a fé católica deve assegurar que na sua realidade objetiva, independentemente do nosso entendimento, o pão e o vinho deixaram de existir depois da consagração, de modo que a partir desse momento são o Corpo e o Sangue adoráveis do Senhor Jesus que estão realmente presentes diante de nós sob as espécies sacramentais do pão e do vinho’” (Ecclesia de Eucharistia, 15). Portanto, não basta afirmar que Cristo está no pão ou está no vinho; é necessário afirmar que Cristo é o pão e Cristo é o vinho e naquelas espécies consagradas já não há realmente pão e vinho; nada há que não seja o Cristo Senhor, morto e ressuscitado. Imenso mistério! Mistério de amor! Mysterium fidei – mistério da fé! Razões para estar tão presente de modo tão real Pode-se perguntar o motivo de o Senhor dar-Se assim, tão realisticamente, no pão e no vinho. Apontemos algumas razões: (1) A nossa união real e íntima com Ele que, na comunhão, não somente está conosco, mas também em nós, fazendo com que nós estejamos Nele. Nunca esqueçamos que isto é possível porque o Senhor que Se nos dá na Eucaristia é pleno de Espírito Santo, de modo que, em cada comunhão, recebemos o Seu Espírito Santo, que nos faz permanecer em Cristo e Cristo em nós. (2) A edificação da Igreja, já que comungando todos do mesmo Corpo e Sangue do Senhor, tornamo-nos Nele cada vez mais um só corpo, que é a Igreja, segundo a palavra do Apóstolo: “O cálice de bênção que abençoamos não é comunhão com o sangue de Cristo? O pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo? Já que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, visto que participamos deste único pão” (1Cor 10,16). Esta unidade não é simplesmente simbólica ou sentimental, mas real, pois é unidade no Corpo do Senhor, pleno do Espírito Santo. (3) A nossa divinização, pois, recebendo o Corpo e Sangue do Senhor, recebemos a própria vida divina, alimentando-nos com o próprio Cristo ressuscitado pleno do Espírito Santo que dá vida: “Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue permanece em Mim e Eu nele. Assim como o Pai, que vive, Me enviou e Eu vivo pelo Pai, também aquele que come de Mim viverá por Mim” (Jo 6,56s). (4) Finalmente, comungando do corpo e sangue Daquele que morreu e ressuscitou, recebemos como alimento a própria vida eterna, vida de ressurreição: “Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia. Quem come deste pão viverá eternamente” (Jo 6,54.58c). Graças e louvores ao Santíssimo Sacramento! Diante da Eucaristia, inestimável dom, nossa resposta é não somente a fé agradecida, mas também a viva sede da comunhão frequente e da adoração piedosa. São João Crisóstomo afirmava: “Quando estás para abeirar-te da sagrada mesa, acredita que nela está presente o Senhor de todos”. Por isso, a adoração é inseparável da comunhão. Neste sentido, a Igreja desde tempos remotos, recomenda aos seus filhos que se detenham frequentemente em adoração ao Senhor sacramentado. O Beato João Paulo quis renovar essa recomendação: “O culto prestado à Eucaristia fora da missa é de um valor inestimável na vida da Igreja, e está ligado intimamente com a celebração do Sacrifício eucarístico. A presença de Cristo nas hóstias consagradas que se conservam após a Missa – presença essa que perdura enquanto subsistirem as espécies do pão do vinho – resulta da celebração da Eucaristia e destina-se à comunhão, sacramental e espiritual. Compete aos Pastores, inclusive pelo testemunho pessoal, estimular o culto eucarístico, de modo particular as exposições do Santíssimo Sacramento e também as visitas de adoração a Cristo presente sob as espécies eucarísticas. É bom demorar-se com Ele e, inclinado sobre o Seu peito como o discípulo predileto (cf. Jo 13,25), deixar-se tocar pelo amor infinito do Seu coração. Se atualmente o cristianismo se deve caracterizar sobretudo pela arte da oração, como não sentir de novo a necessidade de permanecer longamente, em diálogo espiritual, adoração silenciosa, atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento? Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência, recebendo dela força, consolação, apoio! Desta prática, muitas vezes louvada e recomendada pelo Magistério, deram-nos o exemplo numerosos Santos. De modo particular, distinguiu-se nisto Santo Afonso Maria de Ligório, que escrevia: ‘A devoção de adorar Jesus sacramentado é, depois dos sacramentos, a primeira de todas as devoções, a mais agradável a Deus e a mais útil para nós’. A Eucaristia é um tesouro inestimável: não só a sua celebração, mas também o permanecer diante dela fora da missa permite-nos beber na própria fonte da graça. Uma comunidade cristã que queira contemplar melhor o rosto de Cristo… não pode deixar de desenvolver também este aspecto do culto eucarístico, no qual perduram e se multiplicam os frutos da comunhão do corpo e sangue do Senhor” (Ecclesia de Eucharistia, 15). Portanto, não tenhamos dúvidas: se as espécies eucarísticas destinam-se primeiramente a serem consumidas em comunhão fraterna durante a celebração da Santa Missa, também podem e devem ser adoradas não somente no momento mesmo da consagração – quando devemos todos nos ajoelhar de modo reverente a adorante -, mas também fora da missa, em adoração pessoal ou comunitária. Estas são as constantes consciência e doutrina da Igreja, da qual nenhum católico deve duvidar. Ninguém tem o direito de ensinar diversamente! Que fique claro de modo cristalino: as espécies eucarísticas, primariamente dadas à Igreja para a comunhão, devem ser adoradas por todos, seja durante a consagração, seja com um piedoso e reverente gesto antes da comunhão (um inclinação, uma genuflexão ou até mesmo ajoelhar-se), seja na adoração pessoal ou comunitária no culto eucarístico fora da celebração da santa Missa. Que ninguém se deixe iludir por falsos mestres, mestres de si próprios e doutores em próprio nome, que deturpam a fé, usurpam o mandato de ensinar aos fieis, que compete à Igreja, e confundem o rebanho com doutrinas exóticas e de própria autoria, que só levam à confusão dos fieis e ao esfriamento geral da fé! A Eucaristia é um mistério grande demais, sublime demais para ser manipulado por quem quer que seja! Graças e louvores se deem a todo momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento! Dom Henrique Soares – Bispo Auxiliar de Aracju/SE Fonte: Blog Visão Cristã #momento #Santíssimo #sacramento #divinissimo #louvores
- Nobel francês respalda milagres de Lourdes
Prêmio Nobel reconhece singularidade dos milagres de Lourdes: “há curas que não estão incluídas no estado atual da ciência”. A cura de um grave problema de hipertensão é a matéria do 69º milagre oficial ocorrido em Lourdes. Danila Castelli, italiana, esposa e mãe de família, viajou à França em 1989 e foi curada naquele mesmo ano, muito embora o milagre só tenha sido reconhecido por parte da Igreja em 2010. O Escritório de Constatações Médicas do Santuário de Lourdes concluiu, após várias análises, que “a senhora Castelli está curada, de maneira total e duradoura, desde a sua peregrinação a Lourdes em 1989, há 21 anos, da enfermidade que sofria, e isto sem ter relação alguma com as cirurgias ou os tratamentos”01. No mesmo lugar, em 1858, a Virgem Santíssima apareceu várias vezes à jovem – hoje santa – Bernadette Soubirous. Uma fonte de água na gruta das aparições tem sido instrumento da ação miraculosa de Deus até os dias de hoje. Embora mais de 7 mil curas “inexplicáveis” já tenham sido registradas, pouco menos de 70 delas foram devidamente reconhecidas pela Igreja – uma prova da prudência e da criteriosa investigação com que as autoridades eclesiásticas examinam os fatos que lhes são passados. Particularmente extraordinário foi o milagre oficial n. 68 ocorrido em Lourdes. Em 2002, o peregrino Serge François foi misteriosamente curado de uma paralisia na perna02. Para agradecer, ele decidiu fazer o caminho de Santiago de Compostela a pé: mais de 1.500 quilômetros em agradecimento à Virgem de Lourdes. Nada mal para quem sofria com uma hérnia de disco. Múltiplos são os relatos miraculosos acontecidos em Lourdes. No entanto, desde os primeiros fatos extraordinários que se passaram nesta pequena cidade francesa até os dias de hoje, o que não faltam são pessoas dogmaticamente céticas, acoimando os peregrinos e devotos de Nossa Senhora de “supersticiosos” e a Igreja, que deu seu aval às aparições da Virgem, de “inimiga da ciência”. As palavras de uma grande personalidade científica destes tempos, no entanto, testemunham a favor de Nossa Senhora de Lourdes. “Quando um fenômeno é inexplicável, se realmente existe, não há necessidade de negar nada” – é o parecer de Luc Montagnier, prêmio Nobel em Medicina e descobridor do vírus HIV. “Nos milagres de Lourdes, assegura, há algo inexplicável.” As declarações de Montagnier foram recolhidas no livro Le Nobel et le Moine03 [“O Nobel e o Monge”], no qual o cientista conduz um diálogo com Michel Niassaut, um monge cisterciense. Em determinado momento da conversa, Montagnier reconhecer ter estudado vários milagres acontecidos em Lourdes e, mesmo sendo agnóstico, crê “de verdade que é algo inexplicável”.“Reconheço que há curas que não estão incluídas no estado atual da ciência”, diz. Luc Montagnier não é o primeiro Nobel a dar crédito a Lourdes. O famoso biologista francês Alexis Carrel (1873-1944), enviado em 1903 à cidade das aparições, a fim de desmascarar a “farsa” dos milagres, acabou convertendo-se à Igreja, após presenciar a cura de uma tuberculosa. A moribunda – que, segundo os diagnósticos da época, sem dúvida morreria – saiu curada das piscinas. A conversão de Carrel, até então naturalista e ateu, provocou um enorme rebuliço nos ambientes céticos do século XX. As posições claramente imparciais de dois vencedores do prêmio Nobel derrubam o mito ateísta de que os milagres não são possíveis. E lembram a grande eficácia que tem, junto a Deus, a intercessão de Sua Mãe Santíssima. Por Equipe Christo Nihil Praepoenre Referências La curación de una mujer con grave hipertensión es el milagro oficial número 69 de Lourdes Se cura la pierna y camina hasta Santiago 1.570 kilómetros: Lourdes anuncia sua milagro oficial 68 Le Nobel et le Moine: Amazon.fr: Luc Montagnier, Michel Niaussat, Philippe Harrouard: Livres #frances #Lourdes #respalda #Milagres #Nobel

































