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  • Pregador do Papa: Todos os Santos e fiéis defuntos

    CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 31 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap., pregador da Casa Pontifícia, por ocasião da solenidade de todos os santos e a comemoração dos fiéis defuntos. * * * XXXI Domingo Sabedoria 3, 1-9; Apocalipse 21, 1-5.6-7; Mateus 5, 1-12 A festa de todos os santos e a comemoração dos fiéis defuntos têm algo em comum e por este motivo foram colocadas uma logo após a outra. Inclusive a passagem evangélica é a mesma, a página das bem-aventuranças. Ambas as celebrações nos falam do mais além. Se não crêssemos em uma vida depois da morte, não valeria a pena celebrar a festa dos santos e menos ainda visitar o cemitério. A quem visitaríamos ou por que acenderíamos uma vela ou levaríamos uma flor? Portanto, tudo neste dia nos convida a uma sábia reflexão: “Ensina-nos a contar nossos dias – diz um salmo – e alcançaremos a sabedoria do coração”. “Vivemos como as folhas da árvore no outono” (G. Ungaretti). A árvore na primavera volta a florescer, mas com outras folhas; o mundo continuará depois de nós, mas com outros habitantes. As folhas não têm uma segunda vida, apodrecem onde caem. O mesmo acontece a nós? Aqui termina a analogia. Jesus prometeu: “Eu sou a ressurreição e a vida, quem vive e crê em mim, ainda que morra viverá”. É o grande desafio da fé, não só dos cristãos, mas também dos judeus e dos muçulmanos, de todos os que crêem em um Deus pessoal. Quem viu o filme “Doutor Jivago” recordará a famosa canção de Lara, a trilha sonora. Na versão italiana diz: “Não sei qual é, mas há um lugar do qual nunca regressaremos…”. A canção mostra o sentido da famosa novela de Psternac, na qual se baseia o filme: dois namorados que se encontram, se buscam, mas a quem o destino (encontramo-nos na tumultuosa época da revolução bolchevique) separa cruelmente, até a cena final, na qual seus caminhos voltam a cruzar-se, mas sem reconhecer-se. Cada vez que escuto as notas dessa canção, minha fé me leva quase a gritar em meu interior: sim, há um lugar do qual nunca regressamos e do qual não queremos regressar. Jesus foi prepará-lo para nós, nos abriu a vida com sua ressurreição e nos indicou o caminho para segui-lo com a passagem das bem-aventuranças. Um lugar no qual o tempo se deterá para dar passagem à eternidade; onde o amor será pleno e total. Não só o amor de Deus e por Deus, mas também todo amor honesto e santo vivido na terra. A fé não exime os crentes da angústia de ter de morrer, mas a alivia com a esperança. O prefácio da missa de amanhã diz: “aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola”. Neste sentido, há um testemunho comovente que também se encontra na Rússia. Em 1972, em uma revista clandestina se publicou uma oração encontrada no bolso da jaqueta do soldado Aleksander Zacepa, composta pouco antes da batalha na qual perdeu a vida na 2ª Guerra Mundial. Diz assim: Escuta, ó Deus! Em minha vida não falei nem uma só vez contigo, mas hoje tenho vontade de fazer festa. Desde pequeno me disseram sempre que Tu não existes… E eu, como um idiota, acreditei. Nunca contemplei tuas obras, mas esta noite vi desde a cratera de uma granada o céu cheio de estrelas e fiquei fascinado por seu resplendor. Nesse instante compreendi que terrível é o engano… Não sei, ó Deus, se me darás tua mão, mas te digo que Tu me entendes… Não é algo estranho que em meio a um espantoso inferno a luz tenha me aparecido e eu tenha descoberto a ti? Não tenho nada mais para dizer. Sinto-me feliz, pois te conheci. À meia-noite temos de atacar, mas não tenho medo, Tu nos vês. Deram o sinal! Tenho que ir. Que bem estava contigo! Quero te dizer, e Tu o sabes, que a batalha será dura: talvez esta noite vá bater à tua porta. E se até agora não fui teu amigo, quando eu chegar, Tu me deixarás entrar? Mas, o que acontece comigo? Estou chorando? Meu Deus, olha o que me aconteceu. Só agora comecei a ver com clareza… Meu Deus, vou-me… será difícil regressar. Que estranho, agora a morte não me dá medo. [Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri] #RanieroCantalamessa #Festa #Cristo #PapaBentoXVI #Pregador #Deus #Cantalamessa #noite #batalha #árvore #Santos #medo #Raniero #sabedoria #Amor #PregadordoPapa #canção #Jesus #morte #Ressurreição

  • Os lobos vestidos de cordeiros…

    Por Bob Stanley Tradução: n/c Fonte: Veritatis Splendor Vestimenta de Cordeiro (O Desenvolvimento da Doutrina: artigo recebido em 28 de junho de 1977). Foi o Próprio Deus, Nosso Senhor, Jesus Cristo, quem nos advertiu no “Sermão da Montanha”: “Guardai-vos dos falso profetas, que vêm a vós vestidos de cordeiros mas por dentro são lobos vorazes” (Mt. 7,15). Estas palavras ecoam através dos séculos para nós Católicos de agora, que estamos tanto quanto, ou até mais, necessitados de tal advertência. O que deveria nos motivar a prestar mais atenção nesta advertência e ter mais cuidado em nossas vidas diárias? O fato de que a pureza e a integridade da fé é um assunto sério. A Fé de uma pessoa pode ser facilmente corrompida. O Catecismo de Baltimore afirma que: “Uma pessoa que nega até mesmo um só artigo de nossa fé não poderia ser um Católico; pois a verdade é uma só e precisamos aceitá-la inteira, ou então não aceitar nada”. Isto meramente repete o ensinamento de Nosso Senhor, conforme escrito por São Tiago: “Pois quem guarda os preceitos da lei, mas faltar em um só ponto, tornar-se-á culpado de toda ela.” (Tiago 2,10) São Tomás de Aquino acrescenta: “Rejeitar um só artigo ensinado pela Igreja é suficiente para destruir a fé, do mesmo jeito que um pecado mortal é suficiente para destruir a caridade…” O Papa Leão XIII, em sua encíclica “Satis Cognitum”, ensina com todas as palavras: “Nada é mais perigoso do que os hereges que, enquanto conservam quase todo o remanescente do ensino da Igreja intacto, corrompem, com uma única palavra, como uma gota de veneno, a pureza e a simplicidade da fé que nós recebemos através da Tradição tanto de Deus quanto dos Apóstolos”. Não somente deveríamos prestar muita atenção ao aviso de Nosso Senhor por causa da FACILIDADE com que a Fé de uma pessoa pode ser corrompida, mas deveríamos também encontrar motivação no fato de que o perigo prevalece hoje em dia, mais do que o era na virada do século, há 87 anos atrás, quando o Papa São Pio X sentiu a necessidade de escrever: “Os partidários do erro não devem ser procurados apenas entre os que são abertamente inimigos da Igreja; mas… em seu próprio seio, e estes são mais nocivos por atuarem às escondidas.” “A Igreja não tem inimigos piores.” “Pois eles colocam em operação seus desígnios para a destruição dela não pelo lado de fora, mas pelo de dentro. Assim, o perigo está presente quase nas próprias veias e no coração da Igreja, e o dano é mais certo pelo próprio fato de que o conhecimento que eles têm dela é mais íntimo.” “Eles tomam o encargo de professores nos seminários e universidades e, gradualmente, fazem deles e delas cadeiras de pestilência”. Certamente não esperamos encontrar homens vestidos com pele de ovelhas. Não. O que nos é dito para “temer” é aquilo que na superfície soa agradável aos ouvidos; aquilo que parece “positivo” ou “benigno” à primeira vista. Mas por trás de tudo isso está um erro sutil que destrói a Fé. Qual é um dos melhores meios pelos quais um erro contra a fé pode ser ensinado a um Católico e fazer com que ele o aceite facilmente como verdade mesmo se, a princípio, ele questionava a sua novidade? O jeito que foi usado na virada do século foi dizer que a “doutrina evolui”, ou que “a verdade evolui com o homem”. Hoje em dia, entretanto, como a evolução não é geralmente olhada de maneira favorável pelos Católicos, eles vão, ao invés disso, dizer que temos que perceber que há um “desenvolvimento doutrinal” – esta é a “pele de cordeiro” da qual Nosso Senhor falou. Qual maneira seria melhor para que falsas doutrinas sejam aceitas pelos fiéis do que clamar que a doutrina só “parece diferente” porque são verdades do tempo antigo que “desenvolveram” e progrediram, ou avançaram? Este é um dos mais incidiosos e traiçoeiros métodos de corrupção da fé de um Católico. A palavra “desenvolvimento” soa benévola ou muito “teológica” aos ouvidos, e pode muito bem pegar as pessoas desprevenidas. É um termo muito geral que tem mais de um significado: tenha cuidado com palavreado ambíguo. O termo tem que ser entendido corretamente. Quando um carvalho cresce, amadurece e se desenvolve como qualquer coisa na natureza. O carvalho contém em perfeição o que a sua semente guardava. A semente do carvalho não poderia mais tarde tornar-se uma macieira. Com relação às verdades sobrenaturais de Revelação Divina vemos que isto é verdade. A Igreja não pode em certo tempo condenar algo como sendo pecado ou erro e mais tarde ensinar que é verdade ou uma virtude. Vamos examinar o caso de um jovem que viveu gerações atrás, digamos, Michael Ghislieri. Aos 10 anos, o menino aprende seu catecismo, recebe os sacramentos e professa sua Fé. Ele é um Católico puro e simples e sabe as verdades de sua fé. Conforme amadurece, assim acontece com sua fé e compreensão das verdades, que ele sempre soube que são verdadeiras. Mais tarde na vida, ele estuda filosofia e teologia e se torna um teólogo. Ele ainda é tão Católico quanto foi aos 10 anos, mas agora ao invés de simplesmente SABER que as coisas são verdade, ele agora sabe os PORQUÊS e COMOS dessas verdades. Ele adquiriu uma MELHOR compreensão conforme cresceu. Isso nada mais é do que um “desenvolvimento de doutrina” em seu VERDADEIRO SENTIDO. Aos 10 anos ele era Católico com BOA compreensão das Verdades da Fé. Sendo um teólogo e mais velho ele acredita e professa as MESMÍSSIMAS doutrinas com o MESMO SIGNIFICADO mas com uma MELHOR compreensão. (Atualmente conhecemos Michael Ghislieri por S. Papa Pio V.) Nosso Senhor deu à Igreja as Verdades da Fé. A Igreja ensina que a Revelação terminou com a morte do último apóstolo. Este “Depósito da Fé” tem sido preservado e ensinado infalivelmente desde o começo. Quando a Igreja era jovem, os Cristãos tinham um BOM conhecimento da Fé. Conforme a Igreja cresceu nós desenvolvemos um MELHOR entendimento do que o sagrado depósito contém. Um Católico no ano 94 D.C. é tão Católico como um teólogo ortodoxo do século XX, acreditando nas mesmas doutrinas – nada contrário. A Verdade é imutável. O que foi condenado uma vez pela Igreja no passado, não pode mais tarde ser aprovado por princípio, nem pode algo que uma vez foi declarado verdadeiro e bom pela Igreja tornar-se mais tarde falso e pecaminoso. Um verdadeiro desenvolvimento da doutrina “aumenta” sua compreensão de pontos delicados e sua relação com outras verdades. Nunca pode um MELHOR entendimento significar que o que foi entendido previamente era defeituoso. Era entendido com menos detalhes, mas NÃO era um erro, nem algo contrário. Um teólogo acredita nas mesmas verdades que um garoto de escola, com a diferença que aquele sabe com mais detalhes. Estes maiores detalhes não podem ser contrários ao que o garoto de escola sabe. Então, vemos Nosso Senhor nos alertando sobre homens que procurariam corromper nossa Fé. Hoje em dia tais homens muito frequentemente vestem a pele de cordeiro do “desenvolvimento doutrinal” para enganar Católicos incautos, a fim de que acreditem em doutrinas diferentes do que as que lhes foram ensinadas previamente pela Igreja. A pele de cordeiro que é tão traiçoeira e insidiosa é a da “posição eclesiástica”. A Igreja lidou com tais hereges no passado, e lidou de forma severa. Hereges que ocupam altos cargos na Igreja podem facilmente enganar o Católico mediano simplesmente permanecendo em seu posto de dignidade (como vemos na citação acima, de S. Papa Pio X). A história mostra que isso tem causado desastres na Igreja. O Bispo Ário é um bom exemplo. A heresia Ariana fez com que cerca de 80% do clero se afastasse da Fé. E muitos foram com eles, não porque tenham entendido aquela heresia, mas simplesmente porque seguiram seu clero. São Paulo parece ter nos advertido a respeito de doutrina diferente quando vêm de uma fonte com ofício ou dignidade especial: “Há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo. Mas, ainda que alguém – nós ou um anjo baixado do céu, vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema.” (Gl. 1,7-9) São Paulo nos dá um princípio para lembrarmos: “Irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa.” (2 Ts. 2,14) A Verdade imutável é encontrada na Tradição. Muitas pessoas hoje em dia reconhecem as heresias que estão infestando a Igreja e estão tentando prestar ouvidos às palavras de São Paulo. Um Católico comum, não há muito tempo atrás, mencionou o fato perturbante de que o seu pároco na Pennsylvania estava dizendo a seu rebanho que o batismo não era necessário! Se isso tivesse acontecido há centenas de anos atrás, mesmo considerando-se as comunicações e transportes lentos, ele seria hoje um herege infame como um Zwínglio, Donato ou Calvino! Hoje em dia, entretanto, [é normal que] este sacerdote vá casualmente seguindo seu caminho, destruindo almas. Muitos Católicos hoje em dia têm que estar extravigilantes porque esses hereges não estão [normalmente] sendo condenados, e podem ser encontrados em muitas paróquias. Alguns desses Católicos vigilantes se autodenominam “Católicos tradicionais” para se diferenciarem daqueles que não estão se apegando com força às Tradições. O termo, entretanto, é redundante: O Catolicismo, como temos visto, é essencialmente tradicional. Chamar um Católico de “tradicional” é como chamar um círculo de “redondo” ou dizer “um triângulo de três lados”. Mas o termo hoje em dia parece ser necessário para contra-atacar aqueles que quebraram com a Tradição mas ainda assim se chamam “Católicos”. Infelizmente, há inúmeros tipos diferentes desses “tradicionalistas”, mas a despeito de nossos sentimentos para com eles, temos que estar conscientes para NÃO deixar que nossos sentimentos diminuam o amor que todos nós deveríamos ter pela Tradição, que é a pedra de toque do Catolicismo. Ninguém está acima da Tradição. Nós lemos as fortes palavras de São Paulo: “Mesmo que nós, ou um anjo do céu” – Estas palavras incluem a advertência de que mesmo o ofício de um Papa pode ser usado para espalhar heresia. Obviamente, em tal caso, haveria um “antipapa” e não um Papa de verdade. A Pele de Cordeiro do “ofício eclesiástico” é tão eficaz em promover o erro que São Bernardo, Cardeal Newman, e outros, logicamente acreditavam que a única maneira pela qual o Anti-Cristo poderia ser tão eficaz ao criar uma “grande apostasia” entre Católicos seria tornando-se um “antipapa”, o qual a maior parte do mundo Católico pensaria ser um Papa válido. (veja o artigo ANTICRISTO na “Enciclopédia Católica”). Então vemos: 1) Como se pode facilmente cair em erro e cessar de ser Católico. 2) Como o erro prevalece hoje em dia. 3) Quão sério é o apego a Tradição. 4) O verdadeiro sentido de “Desenvolvimento Doutrinal” 5) A pele de cordeiro tanto do “ofício eclesiástico” quando da “evolução da verdade”. O princípio que está no coração de tudo isso: a Verdade Católica é imutável. Ela não mudou, não pode e não vai mudar. Seria bom ler citações da Igreja declarando esta verdade de importância crucial. O juramento Solene feito perante Deus e imposto a todos os sacerdotes de 1910 até 1968 é muito claro quanto ao significado de verdade imutável: “Eu aceito sinceramente a doutrina da fé transmitida pelos apóstolos através dos pais ortodoxos, sempre com o mesmo sentido e interpretação, mesmo para nós; e dessa forma rejeito a invenção herege da evolução dos dogmas, passando de um significado para outro diferente daquele que a Igreja tinha no princípio; …a absoluta e imutável verdade pregada pelos apóstolos desde o começo não pode nunca ser acreditada de outra forma, nunca pode ser entendida de outra forma…. Assim o prometo, assim eu juro, e que Deus, etc.”“Se alguém diz: pode acontecer que a respeito de doutrinas apresentadas pela Igreja, algumas vezes, conforme o conhecimento avança, elas deveriam receber um outro sentido diferente daquele que a Igreja entendeu e entende, que seja anátema” (Concílio Vaticano – 1870) S. Pio X, que chamou o “modernismo” de “supra sumo de toda heresia”, condenou o seguinte: “58. A verdade não é mais imutável do que o próprio homem, já que evolui com ele, nele e através dele””…o erro dos modernistas, que afirmam que a verdade dogmática não é absoluta mas sim relativa, quer dizer, que ela muda de acordo com as necessidades que variam de acordo com tempo e lugar e com as mutáveis tendências da mente; que ela não é contida numa tradição imutável, mas pode ser alterada para se adaptar às necessidades da vida humana.” Catecismo de Baltimore: P. 546. A Igreja pode mudar suas leis? A. A Igreja pode, quando necessário, mudar as leis que ela mesmo fez, mas não pode mudar as leis feitas por Cristo. A Igreja também não pode mudar nenhuma doutrina de fé ou de moral.P. 568. A Igreja, definindo certas verdades, faz dessa maneira novas doutrinas? A. A Igreja definindo, quer dizer, proclamando certas verdades, artigos de fé, não faz novas doutrinas, mas simplesmente ensina de maneira mais clara e com maior esforço verdades que sempre foram acreditadas e mantidas pela mesma. #bom #Eclesiástico #Verdade #compreensão #Apóstolos #Deus #revelação #católicos #advertência #agradável #Católico #desenvolvimento #Doutrina #melhor #advertiu #teólogo #lobos #Igreja #Paulo #Amor #verdadeiro #Jesus

  • Futuro sacerdote deve ter maturidade psicológica e equilíbrio afetivo

    A Santa Sé publica um documento com orientações para formadores e bispos Por Carmen Villa CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 30 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- A Sagrada Congregação para a Educação Católica divulgou hoje o documento «Orientações para o uso das competências da psicologia na admissão e na formação dos candidatos ao sacerdócio», apresentado numa coletiva de imprensa pelo prefeito, Cardeal Zenon Grocholewsky, e pelo secretário, Dom Jean-Louis Brugues. O texto ressalta a importância de que os bispos e formadores possam orientar os aspirantes em uma sólida maturidade psicológica e afetiva, assim como em uma rica vida espiritual, que lhes permitam enfrentar as exigências próprias da vocação ao sacerdócio, especialmente no que referente ao tema do celibato. O documento assegura que quem sente a vocação cristã ao sacerdócio, além de estar chamado a viver as virtudes morais e teologais, deve ter um «sólido equilíbrio humano e psíquico, particularmente no campo afetivo, de forma que permita ao sujeito estar predisposto de maneira adequada a uma doação verdadeiramente livre na relação com os fiéis, segundo a vida celibatária». Assinala também as qualidades que devem caracterizar todo sacerdote: «o sentido positivo e estável da própria identidade viril e a capacidade de relacionar-se de forma madura com outras pessoas ou grupos de pessoas; um sólido senso de pertença, fundamento da futura comunhão com o presbitério e de uma responsável colaboração com o ministério do bispo». Segundo o documento, o candidato poderá ter uma correta compreensão do significado de sua vocação se esta for cultivada em um «clima de fé, oração, meditação da Palavra de Deus, estudo da teologia e vida comunitária». Também adverte que quem aspira a entrar no seminário reflete em maior ou menor medida os males da sociedade atual como o materialismo, a instabilidade familiar, o relativismo moral, uma visão errada da sexualidade e uma influência negativa por parte dos meios de comunicação. O papel dos formadores O documento afirma que a pessoa que se encarrega da formação de seminaristas deve ser «um bom conhecedor da pessoa humana, de seus ritmos de crescimento, de suas potencialidades e fraquezas e de seu modo de viver a relação com Deus». Assegura que é necessário que se conheça prudentemente a história do candidato; este não deve ser o único critério decisivo, mas é necessário que o formador veja «a pessoa em sua globalidade e em seu progresso de desenvolvimento», para assim evitar que se cometam erros no discernimento, freqüentes na preparação dos candidatos para a vida sacerdotal. Indica também que é dever dos formadores conhecer com precisão «a personalidade, as potencialidades, as disposições e a diversidade dos prováveis tipos de feridas, avaliando sua natureza e intensidade». E adverte as tendências de alguns dos candidatos a «minimizar ou negar as próprias fraquezas, temendo a possibilidade de não serem entendidos e, por este motivo, não serem aceitos». Ajuda da psicologia A publicação assegura que, nos casos excepcionais que apresentem particulares dificuldades, o recurso ao psicólogo pode «ajudar o candidato na superação daquelas feridas, visando sempre a uma cada vez mais estável e profunda interiorização do estilo de vida de Jesus, Bom Pastor, Cabeça e Esposo da Igreja». Para isso, recomenda a realização de testes ou entrevistas com o «prévio, explícito, informado e livre consentimento do candidato» e, por sua vez, pede evitar «o uso de técnicas psicológicas e psicoterapêuticas especializadas por parte dos formadores». Os psicólogos que realizem este tipo de trabalho devem ter uma «sólida maturidade humana e espiritual» assim como uma «concepção cristã sobre a pessoa humana, a sexualidade, a vocação sacerdotal e o celibato». O documento deixa claro que o candidato deve fazer uma livre escolha sobre o psicólogo que for de seu agrado. E declara que «a direção espiritual não pode ser de forma alguma substituída por formas de análise ou de ajuda psicológica» e que a vida espiritual «por si mesma favorece um crescimento nas virtudes humanas, se não existem bloqueios de natureza psicológica». #sólido #cristã #equilíbrio #Deus #celibato #Santa #estável #formação #sacerdotal #adequada #sólida #maturidade #psicológica #Sacerdócio #psicólogo #sacerdote #Psicologia #Jesus #sexualidade #adverte #crescimento

  • Sínodo acolhe magistério de patriarca ortodoxo pela primeira vez

    Apresentada uma proposição ao Papa sobre a intervenção de Bartolomeu I CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 28 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- O Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus se converteu na primeira assembléia sinodal em acolher o magistério de um patriarca ortodoxo. A proposição 37 (das que o Sínodo adotou por pelo menos dois terços dos votos – o resultado exato da votação é secreto) recolhe o ensinamento que o patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, apresentou aos padres sinodais. Em sua proposta ao Papa, os padres sinodais começam dando graças «a Deus pela presença e pelas intervenções dos delegados fraternos, representantes das demais Igrejas e comunidades eclesiais». No total, foram 11 e representaram o patriarcado de Constantinopla, o da Rússia, o de Romênia, o da Sérvia, a Igreja Ortodoxa Grega, a Igreja Apostólica Armênia, a Comunhão Anglicana, a Federação Mundial Luterana, os Discípulos de Cristo e o Conselho Ecumênico das Igrejas. Os padres sinodais fazem referência particular à oração das Vésperas presidida pelo Papa Bento XVI junto a Sua Santidade Bartolomeu I na Capela Sistina, em 18 de outubro. «As palavras do patriarca ecumênico dirigidas aos padres sinodais permitiram experimentar uma profunda alegria espiritual e ter uma experiência viva de comunhão real e profunda, ainda que não seja perfeita; nelas experimentamos a beleza da Palavra de Deus, lida à luz da Sagrada Liturgia e dos Padres, uma leitura espiritual intensamente contextualizada em nosso tempo», diz a proposição aprovada pelo Sínodo. «Deste modo, vimos que recorrendo ao coração da Sagrada Escritura encontramos realmente a Palavra nas palavras; a Palavra abre os olhos dos fiéis para responder aos desafios do mundo atual», continuam dizendo os padres sinodais no enunciado. No total, aprovaram 55 proposições. «Também compartilhamos a experiência gozosa de ter padres comuns no Oriente e no Ocidente – acrescenta. Que este encontro se converta em estímulo para oferecer um ulterior testemunho de comunhão na escuta da Palavra de Deus e de súplica fervorosa ao único Senhor, para que se realize quanto antes a oração de Jesus: ‘Que todos sejam um’.» O Papa se baseia, entre outras coisas, nas proposições aprovadas pelo Sínodo para a redação da exortação apostólica pós-sinodal. Em caso de que seja incluída esta proposição no documento, será a primeira vez que o magistério de um patriarca ortodoxo é acolhido explicitamente por este tipo de documentos magistrais da Igreja Católica. #Intervenção #Constantinopla #Sagrada #Magistério #acolher #comunhão #Bartolomeu #Sínodo #Oriente #votação #Rússia #Igrejas #bispos #patriarca #Apostólica #Igreja #alegria #Assembléia #Ocidente #Jesus #ortodoxo #Palavra

  • Bento XVI reafirma importância da leitura espiritual da Bíblia

    Hoje durante a oração do Ângelus Por Inma Álvarez CIDADE DO VATICANO, domingo, 26 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI explicou, durante a saudação aos peregrinos na Praça de São Pedro por ocasião do Ângelus, a importância de unir a leitura espiritual com a exegese científica na hora de se aproximar da leitura da Bíblia. Este tema, explicou o Papa, foi um aspecto sobre o qual se refletiu durante o Sínodo, «a relação entre a Palavra e as palavras, isto é, entre o verbo divino e as escrituras que o expressam». «A Sagrada Escritura é Palavra de Deus em palavras humanas. Isso implica que todo o texto deve ser lido tendo presente a unidade de toda a Escritura, a viva tradição da Igreja e a luz da fé», afirmou o Papa. «Se é verdade que a Bíblia é também uma obra literária, ou mais ainda, o grande código da cultura universal, também é verdade que ela não deve se despojar do elemento divino, mas ser lida no mesmo Espírito em que foi composta.» Portanto, acrescentou, tanto a exegese científica como a lectio divina são importantes; «ambas são necessárias e complementárias para buscar, através do significado literal, o espiritual, que Deus quer nos comunicar hoje». Neste sentido, referindo-se aos ensinamentos da constituição Dei Verbum, do Concílio Vaticano II, recordou que «uma boa exegese bíblica exige tanto o método histórico-crítico como o teológico». O Papa se referiu também ao recentemente concluído Sínodo dos Bispos como «uma experiência forte de comunhão eclesial, mas esta ainda mais porque no centro da atenção foi colocado o que ilumina e guia a Igreja: a Palavra de Deus, que é Cristo em pessoa». «Vivemos cada dia em escuta religiosa, advertindo toda a graça e a beleza de ser seus discípulos e servidores – acrescentou – e experimentamos a alegria de ser convocados pela Palavra, e especialmente na liturgia encontramos o caminho dentro dela, como nossa terra prometida, que nos leva a antegozar o Reino dos céus.» #Sagrada #bibliasagrada #BíbliaCatólica #PapaBentoXVI #Escritura #Deus #bíbliavivaonline #Sínodo #saudação #Verbo #importância #Pedro #exegese #Bíblia #Unidade #NovoTestamento #Tradição #Igreja #alegria #científica #Palavra

  • Pregador do Papa: Amor faz ver outros como são realmente

    Comentário do Pe. Cantalamessa sobre a liturgia do próximo domingo ROMA, sexta-feira, 24 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap. – pregador da Casa Pontifícia – sobre a liturgia do domingo próximo, 24 de outubro. * * * XXX Domingo do Tempo Comum Êxodo 22, 20-26; 1 Tessalonicenses 1, 5c-10; Mateus 22, 34-40 Amarás o teu próximo como a ti mesmo «Amarás o teu próximo como a ti mesmo». Acrescentando as palavras «como a ti mesmo», Jesus nos pôs diante um espelho ao qual não podemos mentir: deu-nos uma medida infalível para descobrir se amamos ou não o próximo. Sabemos muito bem, em cada circunstância, o que significa amar a nós mesmos e o que queríamos que os demais fizessem por nós. Jesus não diz, note-se bem: «O que o outro te fizer, faze tu a ele». Isso seria a lei do Talião: «Olho por olho, dente por dente». Ele diz: o que tu queres que o outro te faça, faze tu a ele (cf. Mt 7, 12), que é muito diferente. Jesus considerava o amor ao próximo como «seu mandamento», no qual se resume toda a Lei. «Este é o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei» (Jo 15, 12). Muitos identificam o cristianismo inteiro com o preceito do amor ao próximo, e não estão totalmente desencaminhados. Mas temos de tentar ir um pouco mais além da superfície das coisas. Quando se fala do amor ao próximo, o pensamento se dirige imediatamente às «obras» de caridade, às coisas que é preciso fazer pelo próximo: dar-lhe de comer, de beber, de vestir; ou seja, ajudar o próximo. Mas isso é um efeito do amor, não é ainda o amor. Antes da beneficência vem a benevolência; antes de fazer o bem, vem o querer. A caridade deve ser «sem fingimentos», ou seja, sincera (literalmente, «sem hipocrisia») (Rm 12, 9); deve-se amar «verdadeiramente, de coração» (1 Pe 1, 22). Pode-se de fato fazer caridade ou dar esmola por muitos motivos que não têm nada a ver com o amor: por ficar bem, por parecer benfeitores, para ganhar o paraíso, inclusive por remorso de consciência. Muita caridade que fazemos aos países do terceiro mundo não está ditada pelo amor, mas pelo remorso. Percebemos a diferença escandalosa que existe entre nós e eles e nos sentimos em parte responsáveis por sua miséria. Pode-se ter pouca caridade também «fazendo caridade»! Está claro que seria um erro fatal contrapor o amor do coração à caridade dos fatos ou refugiar-se nas boas disposições interiores para com os demais, para encontrar uma desculpa para a própria falta de caridade atual e concreta. Se você encontra um pobre faminto e tremendo de frio, dizia São Tiago, «de que serve dizer «Pobre, vá, esquente-se, coma algo», mas não lhe dá nada do que precisa?». « Filhos meus, acrescenta o evangelista João, não amemos de palavra nem de boca, mas com obras e segundo a verdade» (1 Jo 3, 18). Não se trata, portanto, de subestimar as obras externas de caridade, mas de fazer que estas tenham seu fundamento em um genuíno sentimento de amor e benevolência. Esta caridade do coração ou interior é a caridade que todos e sempre podemos exercer, é universal. Não é uma caridade que alguns – os ricos e saudáveis – podem somente dar e outros – os pobres e enfermos – podem apenas receber. Todos nós podemos fazê-la e recebê-la. Também é muito concreta. Trata-se de começar a olhar com novos olhos as situações e as pessoas com as que vivemos. Com que olhos? É simples: os olhos com que quisermos que Deus nos olhe. Olhos de desculpa, de benevolência, de compreensão, de perdão… Quando isso acontece, todas as relações mudam. Caem, como por milagre, todos os motivos de prevenção e hostilidade que nos impediam de amar certa pessoa, e esta começa a parecer o que é realmente: uma pobre criatura humana que sofre por suas fraquezas e limites, como você, como todos. É como se a máscara que todos os homens e as coisas têm caíssem, e a pessoa aparecesse como é na realidade. #RanieroCantalamessa #Mateus #Amarás #Pregador #próximo #Cantalamessa #caridade #pessoa #Liturgia #Êxodo #Lei #Raniero #Amor #Jesus

  • Concepções Protestantes e a Bíblia Sagrada.

    1 — Protestantes: — Todas as verdades reveladas por Deus encontram-se na Bíblia. O que diz a Bíblia: “Há muitas outras coisas que Jesus fez e que, se fossem escritas uma por uma, creio que no mundo inteiro não caberiam todos os livros que teriam que ser escritos”. (Jô 21,25) “Embora tenham muitas coisas a vos escrever, não quis fazê-lo com papel e tinta. Mas quero ir ter convosco e vos falar de viva voz, para que a nossa alegria seja perfeita”. (3jo13) “Jesus fez, diante de seus discípulos, muitos outros sinais, que não se encontram escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome”. 2 — Protestantes: — Só a Bíblia contém as regras da fé, não a tradição. O que diz a Bíblia: Por conseguinte, irmãos ficai firmes: guardai as tradições que vos ensinamos oralmente ou por escrito. (2Ts 2,2) “O que de mim ouviste na presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para ensiná-los a outro” (2Tm 2,2). 3 — Protestantes: O único magistério é o da Bíblia. Somente nela se pode crer. O que diz a Bíblia: “Ele lhes disse de novo: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, também eu vos envio. Dizendo isto, soprou sobre eles e lhes disse: recebei o Espírito Santo”. (Jo 20 20,21) “… ide, pois, e fazei com que todas as nações se tornem minhas discípulas, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos!” (Mt 28, 19-20). “Quem vos ouve, a mim ouve, quem vos despreza, a mim despreza e também despreza aquele que me enviou”. (Lc 10, 16). “Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que vos disse”. (Jô 14,26) 4 — Protestantes: A Bíblia é fácil de se entender, quem a lê está livre de erro. O que diz a Bíblia: “Isto mesmo ele (Paulo) faz em todas as suas cartas, ao falar nelas desse assunto. Nelas existem pontos difíceis de se entender, que algumas pessoas ignorantes e sem firmeza deturpam, como fazem com as demais Escrituras, para a própria perdição”. (2Pd 3,16) “Disse então o Espírito a Filipe: Aproxima-te para bem perto do carro. Filipe acelerou o passo. Ouvindo que lia o profeta Isaías, disse-lhe: Porventura, entendes o que lês? Ele respondeu: Como posso entender se não há quem me explique? E convidou Filipe a subir e sentar-se ao lado dele”. (At 8,29-31) 5 — Protestantes: Jesus não estabeleceu autoridade alguma na sua Igreja; pastores e fiéis são todos iguais. O que diz a Bíblia: “Em verdade vos digo: Tudo que ligardes na terra, será ligado no céu; e tudo que desligardes na terra, será desligado no céu”. (Mt 18,18) “Olhai por vós e por todo rebanho, sobre o qual o Espírito Santo vos estabeleceu bispos para apascentar a Igreja de Deus, que ele adquiriu para si pelo sangue do seu próprio Filho”. (At 20,28) “Aos presbíteros que estão entre vós, exorto eu, que sou presbítero como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo e participante da glória que há de ser revelada. Apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, cuidando dele, não por coação, mas de livre vontade, como Deus quer, nem por torpe ganância, mas por devoção, nem como senhores daqueles que vos couberam por sorte, mas, antes, como modelos de rebanho. Assim, quando aparecer o supremo pastor, recebereis a coroa da glória que não murcha”. (1Pe 5,1-3) “Nós vos rogamos, irmãos, que tenhais consideração por aqueles que se afadigam no meio de vós, e presidem no Senhor e vos admoestam. Tende para com eles um amor por causa do trabalho que eles executam. Vivei em paz uns com os outros”. (1Ts 5,12-13) 6 — Protestantes: A Igreja Romana no inicio foi a Igreja de Cristo, mas com o passar do tempo vem caindo em erros, abusos e escândalos, demonstrando que ela não é mais a Igreja de Cristo. O que diz a Bíblia: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus, e o que ligares na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus”. (Mt 16, 18-19). “Se eu tardar, saberás como proceder na casa de Deus vivo: coluna e sustentáculo da verdade”. (1Tm 3,15) 7 — Protestantes: Jesus não constituiu Pedro cabeça da Igreja. Na Igreja não há outra cabeça senão Cristo. Logo não deve haver Papa. O que diz a Bíblia: “Depois de comerem, Jesus disse a Pedro: Simão Filho de João, tu me amas mais que estes? — Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo, respondeu Pedro. Acrescentou Jesus: Apascenta os meus cordeiros. Uma segunda vez lhe perguntou: Simão, filho de João, tu me amas? — Sim, tu sabes que eu te amo, confirmou Pedro. Repetiu Jesus: Apascenta as minhas ovelhas. Pela terceira vez lhe disse Jesus: Simão, filho de João, tu me amas? Pedro ficou triste por ter lhe perguntado pela terceira vez: Tu me amas? E lhe respondeu: Senhor, tu sabes que eu te amo. Jesus lhe disse: Apascenta as minhas ovelhas”. (Jô 21, 15-17) . “Simão, Simão, Satanás vos procurou para vos peneirar como trigo, mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça, e tu, uma vez convertido, confirma os irmãos”. (Lc 22 31-32) 8 — Protestantes: Jesus não constituiu bispos para governar a sua Igreja. Jesus não deu aos seus apóstolos o poder de ordenar sacerdotes; portanto, o chamado sacerdócio católico não foi instituído por Cristo. O que diz a Bíblia: “Olhai por vós e por todo o rebanho, sobre o qual o Espírito Santo vos constitui bispos, para apascentar a Igreja de Deus, que ele adquiriu para si pelo sangue do seu próprio Filho” (At 20, 28) “Certo dia, enquanto celebravam o culto do Senhor e jejuavam. Disse o Espírito Santo: Separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os destinei. Então, depois de terem jejuado e orado, impuseram-lhes as mãos e despediram-nos. Enviados, pois, pelo Espírito Santo, desceram eles a Selêucia, e dali navegaram para Chipre” (At 13, 2-4) “A ninguém imponhas apressadamente as mãos, não participes dos pecados de outrem. A ti mesmo conserva-te puro” (1Tm 5,22) “Eu te deixei em Creta para cuidares da organização e ao mesmo tempo para que constituas presbíteros em cada cidade, cada qual devendo ser como te prescrevi…”(Tt 1,5) 9 — Protestantes: Qualquer um que esteja cheio do espírito evangélico é verdadeiro sacerdote de Cristo e pode pregar seu Evangelho sem necessidade de passar por cerimônias chamadas “ordenações” nem ser enviado por bispo ou papa. O que diz a Bíblia: “Portanto todo sumo sacerdote, tirado do meio dos homens, é constituído em favor dos homens em suas relações com Deus. A função é oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. É capaz de ter compreensão por aqueles que ignoram e erram”. (Hb 5,1-2) “Mas como poderiam invocar aqueles que não creram? E como poderiam crer aqueles que não ouviram? E como poderiam ouvir sem pregador? E como poderiam pregar se não fossem enviados? Conforme está escrito [Is 57,7]: Quão belos são os pés que anunciam a paz”. (Rm 10, 14-15) “Portanto, consideram-nos os homens como servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus” (1Cor 3,9) “Alguém está doente? Mande chamar os presbíteros da Igreja, para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor”. (Tg 5,14) 10 — Protestantes: Quem crer em Jesus Cristo como salvador se salva, não é necessário fazer boas obras. O que diz a Bíblia: “E se possuir o dom da profecia e conhecer todos os mistérios e toda a ciência e alcançar tanta fé que chegue a transportar montanhas, mas, se não tiver caridade, nada sou”. (1Cor 13,2) “Não são os que ouvem a Lei que são justos perante Deus, mas os que cumprem a Lei é que serão justificados”. (Rm 2,13) “Meus irmãos, se alguém disser que tem fé, mas não tem obras, que lhe aproveitará isso? Acaso a fé pode salvá-lo? Se o irmão ou a irmã não tiver o que vestir e lhes faltar o necessário para a subsistência de cada dia, e alguém lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos, e não lhes der o necessário para a manutenção, que proveito haverá nisso? Assim também é a fé, se não houver obras, será morta em si mesma. De fato alguém poderá objetar-lhe: Tu tens fé e eu obras. Mostra-me a tua fé sem obras e eu te mostrarei a fé pelas obras. Tu crês que há um só Deus? Ótimo! Lembra-te, porém, de que também os demônios crêem, mas estremecem. Queres, porém, ó homem insensato, a prova de que a fé sem obras é vã? Abraão, nosso pai, não foi justificado pelas suas obras quando ofereceu sobre o altar Isaac, seu filho? Já vês que a fé concorreu para as suas obras e pelas obras é que a fé se realizou plenamente. E assim se cumpriu a Escritura que diz que Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado como justiça e ele foi chamado amigo de Deus. Estais vendo que o homem é justificado pelas obras e não simplesmente pela fé. Da mesma maneira também Raab, a meretriz, não foi justificada pelas obras, quando acolheu os mensageiros e os fez voltar por outro caminho? Com efeito, como o corpo sem o sopro da vida está morto, assim também é morta a fé sem obras”. (Tg 2,14-25) 11 — Protestantes: Jesus morreu pela salvação de todos; logo é fazer injuria a Cristo dizer que são necessárias nossas obras para a salvação, como se a redenção não fosse suficiente. A fé em Jesus é que nos merece o Reino do Céu, não as obras. O que diz a Bíblia: “O Filho do Homem há de vir na sua glória do seu Pai, com os anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com o seu comportamento”. (Mt 16,27) “ Aí alguém se aproximou dele e disse: Mestre, que farei de bom para ganhar a vida eterna? Respondeu: Por que perguntas sobre o que é bom? O Bom é um só. Mas, se queres entrar na vida, guarda os mandamentos. Aquele lhe perguntou: Quais? Jesus respondeu: Estes: Não matarás, não adulterarás, não roubarás, não levantarás falso testemunho; honra pai e mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe então o moço: Tudo isso tenho guardado, que me falta ainda? Jesus respondeu: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me” (Mt 19, 16-21) 12 — Protestantes: Jesus não está realmente na Eucaristia, nem quis ele dar-nos a sua carne e o seu sangue para comermos e bebermos. Isso é um absurdo forjado pela Igreja de Roma. Não há prova alguma na Bíblia de que Jesus haja estabelecido o que os católicos chamam sacrifício da missa, nem que os apóstolos hajam celebrado esta cerimônia. O que diz a Bíblia: “Em verdade, em verdade vos digo;aquele que crê, tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este é o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão, viverá eternamente. O pão que eu darei, é a minha carne para a vida do mundo. Discutiam entre si os judeus dizendo: Como pode este homem dar-nos a sua carne para comer? Jesus lhes respondeu então: Em verdade , em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberes o seu sangue, não tereis a vida em vós.Quem come a minhas carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. Quem come da minha carne e bebe do meu sangue, permanece em mim e eu nele” (Jô 6,47-56) “Com efeito, eu mesmo recebi do Senhor o que transmiti: na noite em que ia ser entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isso em memória de mim. Do mesmo modo, após a ceia, também tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da Nova Aliança em meu sangue; todas as vezes que dele beberdes, fazei-o em memória de mim”. (1Cor 11,27-29) “Assim, pois, quem come o pão e bebe do cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o corpo [do Senhor], come a própria condenação” (1Cor 11,27-29) “O cálice da benção que abençoamos, nãoi é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é o corpo de Cristo? Já que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, visto que todos participamos desse único pão”. (1Cor 10,16) “Trabalhei não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna na, alimento que o Filho do Homem vos dará, pois Deus, o Pai, o marco com seu selo”. (Jô 6, 27) “Assim lhes disse: Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá forme e o que crer em mim nunca mais terá sede”. (Jô 6, 35) “Assim como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo para o Pai, aquele que comer de mim viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Ele não é como o que os pais comeram e pereceram; quem come deste pão viverá para sempre”. (Jô 6, 57-58) 13 — Protestantes: A crença no purgatório não tem fundamentação bíblica. O que diz a Bíblia: “Assume logo uma atitude conciliadora com teu adversário, enquanto estas com ele no caminho, para que teu adversário não te entregue ao juiz e o juiz ao oficial de justiça, e assim sejas lançado na prisão. Em verdade te digo: Dali não sairás, enquanto não pagares até o último centavo”. ((Mt 5, 25-26) “Cada um veja como constrói. Quanto ao fundamento, ninguém pode pôr outro diverso do que foi posto: Jesus Cristo. Se alguém sobre esse fundamento constrói com ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha, a obra de cada um será posta em evidência. O Dia a tornará conhecida, pois ele se manifestará pelo fogo e o fogo provará o que vale a obra de cada um. Se a obra construída sobre o fundamento subsistir, o operário receberá uma recompensa. Ele mesmo, entretanto, será salvo, mas, como que através do fogo”. (1Cor 3,10-15) 14 — Protestante: Só Deus perdoa os pecados, ele não concedeu aos padres católicos o poder de perdoá-los. O que diz a Bíblia: “Dizendo isto, Jesus soprou sobre eles e lhes disse: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhe-ão perdoados, aqueles aos quais não os perdoardes, ser-lhe-ão retidos”. (Jô 20,22-23). “Em verdade vos digo: tudo o que ligardes na terra será ligado no céu e tudo quanto desligardes na terra será desligado no céu”. (Mt 18,18). “Tudo isto vem de Deus, que nos reconciliou consigo por Jesus e nos confiou o ministério da reconciliação”. (2Cor 5,18). “Muitos dos que receberam a fé, vinham confessar as suas práticas supersticiosas”. (At 19,10) “Vendo o ocorrido, isto é, perdão dos pecados do paralítico, as multidões…glorificaram a Deus que deu tal poder aos homens”. (Mt 9,8). 15 — Protestantes: Em nenhuma parte da Bíblia se encontra, como ensinamento divino, a lei do celibato no ministério pastoral. “A propósito das pessoas virgens não tenho preceito do Senhor; mas posso dar conselho, porque obtive do Senhor a misericórdia de ser digno de fé. Creio, pois, que, por causa das angustias do presente, é bom que o homem fique assim. Estás livre de mulher? Não procures mulher. Se te casares, não pecarás, se uma virgem se casa, não peca; mas essas pessoas sofrerão as tribulações da vida matrimonial, que eu quisera poupar-vos”. (1Cor 7,25-28). “Eu quisera que estivésseis isentos de preocupações. Quem não tem esposa cuida das coisas do Senhor e do modo de agradar ao Senhor. Quem tem esposa, cuida das coisas do mundo e de agradar à esposa, e fica dividido. Da mesma forma, a mulher não casada e a virgem cuidam das coisas do Senhor, a fim de serem santas de corpo e de espírito. Mas a mulher casada cuida das coisas do mundo; procura agradar o marido. Digo-vos isto pelo vosso interesse, não para armar ciladas, mas para que façais o que é mais nobre e possais permanecer junto ao Senhor sem distrações”. (1Cor 7,32-35). “Digo às pessoas solteiras e às viúvas que é bom ficarem como eu” (1Cor 7,8). “Jesus lhes disse: Em verdade eu vos digo, não há quem tenha deixado casa, mulher, irmãos, pais e filhos por causa do Reino de Deus, sem que receba muito mais neste tempo e, no mundo futuro, a vida eterna”. (Lc 18,29-30) “Ele acrescentou: Nem todos são capazes de compreender essas palavras, mas somente aquele a quem é concedido. Há eunucos que nasceram assim, desde o ventre materno. Há eunucos que foram feitos eunucos pelos homens. E há eunucos que se fizeram eunucos por causa do Reino dos Céus. Quem tiver capacidade para compreender, que compreenda”. (Mt 19,11-12). 16 — Protestantes: O matrimonio não é um sacramento instituído por Jesus. O que diz a Bíblia: “Alguns fariseus aproximaram-se dele, querendo pô-lo à prova. Perguntaram-lhe: è lícito repudiar a própria mulher por qualquer motivo que seja? Ele respondeu: Não lestes que desde o principio o Criador os fez homem e mulher? E disse: Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher e os dois serão uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne. Portanto não separe o homem que Deus uniu”. (Mt 19,3-6) ver também (Mc 10,2-12) “Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem me mulher. Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a”. (Gn 1, 27-28) “E, vós maridos, amai as vossas mulheres como Cristo amou a sua Igreja e se entregou por ela, … pois ninguém jamais quis mal a própria carne, antes a alimenta e cuida dela, como também fez Cristo com a sua Igreja, … É grande este mistério, refiro-me à relação entre Cristo e sua Igreja”. (Ef 5, 25-29) 17 — Protestantes: É um absurdo teológico ensinar ou crer que Deus tem mãe; logo Maria não pode ser chamada mãe de Deus. O culto que os católicos tributam a Maria, é contrária a Bíblia. O que diz a Bíblia: “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. Entrando onde ela estava, disse-lhe: Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo! Ela ficou intrigada com estas palavras, e pôs-se a pensar qual o significado daquela saudação. O anjo acrescentou: Não temas, Maria. Encontras-te graça junto de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e o chamarás com o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará na casa de Jacó para sempre, e o deu reino não terá fim. Maria, porém, disse ao anjo: Como pode acontecer isso, se eu não conheço homem algum? O anjo lhe respondeu: O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra; por isso o Santo que nascer será chamado Filho do Altíssimo. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice, e este é o sexto mês [de gestação] para aquela que chamavam de estéril. Para Deus, com efeito, nada é impossível. Disse então Maria: Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo retirou-se”. (Lc 1, 26-38) “Com grande grito exclamou [Isabel] : Bendita és tu entre as mulheres, bendito é o fruto do teu ventre! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite?”. (Lc 1,1-41). 18 – Protestantes: Deus proibiu terminantemente no decálogo esculpir estátuas ou imagens. O que diz a Bíblia: “Farás um propiciatório de ouro puro, 125 cm de comprimento e 75 cm de largura. Farás dois querubins de ouro polido, nas duas extremidades do propiciatório, um de um lado do outro lado, de modo que os querubins estejam nos dois extremos do propiciatório. Os querubins com as asas estendidas por cima estarão encobrindo o propiciatório, um de frente do outro, voltados para o propiciatório. Porás o propiciatório sobre a arca, e dentro da arca o documento da aliança que te darei. Ali me encontrarei contigo, e de cima do propiciatório, no meio dos dois querubins colocados sobre a arca da aliança, eu te comunicarei o que eu ordenar aos israelitas”. (Ex 25, 10-22). “O Senhor respondeu-lhe: “Esculpi uma serpente venenosa e colocai-a sobre um poste. Quem for mordido por uma víbora e contemplar a serpente esculpida viverá. Moises obedeceu, fez uma serpente de bronze e a colocou sobre um poste; se alguém era mordido por uma víbora, contemplava a serpente de bronze e vivia. (Nm. 21, 8-9) “ Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que seja levantado o Filho do Homem”. (Jô 3, 14). 19 — Protestantes: A invocação aos anjos e santos é contrária à Bíblia, não devemos invocá-los. O que diz a Bíblia: “… que o anjo que me salvou de todo mal abençoe estas crianças, nelas sobrevivam o meu nome e o de meus pais, Abraão, Isaac, que elas cresçam e se multipliquem sobre a terra!”. (Gn 48,16). “Pecamos contra o Senhor e contra ti. Intercede junto ao Senhor para que afaste de nós estas serpentes. Moisés intercedeu em favor do seu povo”. (Nm 21,7) “Eu vos peço, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo, e pelo amor do Espírito Santo, que luteis comigo nas orações que fazeis por mim a Deus”. (Rm 15, 30) “… orai uns pelos outros, para que sejais curados. A oração fervorosa do justo tem grande poder. Assim Elias, que era um homem semelhante a nós, orou com insistência para que não chovesse, e não choveu na terra durante três anos e seis meses. Em seguida tornou a orar e o céu enviuo sua chuva e a terra voltou a produzir fruto”. (Tg 5,16-18) 20 — Protestantes: Os santos do céu nada sabem sobre nós; por conseguinte, ignoram os nossos pedidos; é inútil invocá-los. O que diz a Bíblia: “Com orações e súplicas de toda sorte, orai por todo tempo, no Espírito, e para isso vigiai com absoluta perseverança e súplicas por todos os santos”. (Ef 6,18) Ao receber o livro, os quatro Seres vivos e os vinte e quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, cada qual com uma cítara e taças de ouro cheias de incenso, que são orações dos santos, …” (Ef 6,18) “Moises, porém, suplicou ao Senhor, seu Deus, e disse: Por que , ó Senhor, se acende a tua ira contra o teu povo, que fizeste sair do Egito com grande poder e mão forte? — O Senhor, então, desistiu de aplicar o castigo com o qual havia ameaçado o povo”. (Ex 32, 11-14). “No dia seguinte, Moisés disse ao seu povo: Vós cometestes um pecado grave. Todavia, eu vou subir ao Senhor; talvez consiga expiar o vosso pecado.”(Ex 32,30) “Os filhos de Israel tiveram medo dos filisteus. Não cesses de invocar o Senhor nosso Deus, para que ele nos livre das mãos dos filisteus”. (1Sm 7,7-8). “Irmãos, eu vos peço, por nosso Senhor Jesus Cristo, que luteis comigo nas orações que fazeis por mim.” (Rm 15,30). “Orai por nós, irmãos”. (1Ts 5,25) “ não desprezeis nenhum desses pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos no céu vêem continuamente a face do meu Pai que está nos céus”. (Mt 18,10). “Orai por nós, porque estamos convencidos de que possuímos uma boa consciência, e com a vontade de viver bem em tudo”. (Hb 13,18). 21 — Protestantes: Não temos garantia de que os anjos e santos no céu pedem por nós, ignorância invocá-los para que intercedam por nós. O que diz a Bíblia: “Então falou o anjo do Senhor dos exércitos: Até quando demorarás ainda a ter piedade de Jerusalém e das cidades de Judá, contra as quais estás irado há setenta anos”. (Zc 1,12) “Ao receber o livro, os vinte quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, cada um com uma cítara e taças cheias de incenso, que são as orações dos santos, …” (Ap 5,8) Remate: — Os protestantes, nas suas centenas de denominações, não aceitam a Igreja Católica como a única verdadeira, isto é, que ela não ensina a verdade: evidente. Os protestantes afirmam que base da sua fé se encontra a na Bíblia. Ora, se as Igrejas protestantes não dão credibilidade a Igreja Católica, por que então aceitam a Bíblia com fundamento da sua fé? Durante mil e quintos anos, quem preservou a Bíblia e de modo especial o Novo Testamento — porque os judeus preservaram o Velho Testamento — foi tão somente a Igreja Católica Apostólica Romana até a invenção da imprensa por Guttemberg. A Igreja Católica confiou aos monges beneditinos as cópias manuscritas das páginas da Bíblia durante séculos. A Igreja Católica se não fosse verdadeira, merecedora de confiança, poderia muito bem ter manipulado a Bíblia de acordo com o seu interesse, principalmente o Novo Testamento. Foi a Igreja Católica, iluminada pelo Espírito Santo, que separou nos primeiros séculos os Evangelhos autênticos dos apócrifos. Martinho Lutero, ex-frade agostiniano, o primeiro a se rebelar contra a Igreja Católica, uso da Bíblia Católica para fundamentar a sua reforma protestante. Se a Igreja Católica não merece credibilidade, então por coerência, a Bíblia que todos nós conhecemos também não merece. Jesus disse: “E eu te digo: tu és Pedro e sobre está pedra construirei a minha Igreja…”. Ele falou a minha Igreja e não as minhas Igrejas. “Há um só Senhor, uma só Fé, um só Batismo”. (Ef 4,5) Enviado por: José Carlos de Castro Rios — São Paulo — SP. #mulher #Cristo #Homem #Verdade #AIS #Altíssimo #Amarás #Fogo #sangue #Senhor #Protestantes #Aliança #Alimento #corpo #Bíblia #Amor #alegria #céu #Jesus #Cálice #Pai #viverá

  • Opera Omnia do Papa pretende superar polêmicas litúrgicas

    Propõe o primado de Deus, na apresentação do primeiro volume CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 23 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI espera que a publicação de sua Opera omnia sirva para superar as dificuldades dos últimos anos com relação às questões litúrgicas. Ele reconhece isso no prefácio do primeiro volume de seus escritos (serão 16), que vão desde as obras que escreveu na universidade até 2005, quando foi eleito bispo de Roma. «Eu ficaria muito feliz se a nova publicação de meus escritos litúrgicos pudesse contribuir para tornar visíveis as grandes perspectivas de nossa Liturgia, voltando a colocar em seu lugar as míseras e pequenas diatribes sobre as formas exteriores», escreve o Papa na apresentação do primeiro volume, dedicado precisamente à liturgia. Bento XVI sublinha que começar com a Liturgia, como aconteceu nas sessões de trabalho do Concílio Vaticano II, quer dizer afirmar o primado de Deus. A Liturgia, escreve, «desde a infância foi a realidade central da minha vida, capaz de responder à pergunta: ‘por que cremos?’». «Deus acima de tudo», proclama na introdução do prefácio, do qual a Rádio Vaticano publicou uma passagem em italiano. «Onde o olhar sobre Deus não é determinante, todo o demais perde sua orientação». O pontífice afirma que em um primeiro momento ele havia pensado em eliminar 9 páginas de seu livro «O Espírito da Liturgia. Uma introdução», publicado em 2000, para não voltar a criar polêmicas. Essa obra constitui a parte central do primeiro volume. Infelizmente, recorda, quase todas as resenhas se concentraram somente nessas páginas que falam sobre a orientação do sacerdote durante a Liturgia, como se quisesse voltar a introduzir a prática de que o sacerdote dê «as costas para a assembléia». Mas depois as manteve, considerando que fica clara sua intenção mais profunda. Constata com prazer que está abrindo caminho sua sugestão de «não modificar as estruturas, mas simplesmente pôr a Cruz no centro do altar, para que a vejam tanto o sacerdote como os fiéis, para deixar-se conduzir ao Senhor, a quem rezamos todos juntos». «O conceito pelo qual o sacerdote e a assembléia deveriam ver-se durante a oração se desenvolveu só na época moderna e é totalmente alheio à cristandade antiga», escreve. De fato, declara, «o sacerdote e a assembléia não rezavam um para o outro, mas dirigidos para o único Senhor». «Por este motivo, durante a oração, olham na mesma direção: ou para o Oriente, símbolo cósmico do Senhor que virá, ou – onde isso não for possível – para uma imagem de Cristo na abside, a uma Cruz, ou simplesmente todos juntos para o alto, como fez o Senhor durante a oração sacerdotal na noite anterior à sua Paixão.» O Santo Padre explica, portanto, muito além das «questões com freqüência pedantes sobre uma ou outra forma», a intenção essencial desta obra consiste em enquadrar a Liturgia na «grandeza do cosmos», que «abraça ao mesmo tempo Criação e História», em cujo centro está o Salvador, Jesus Cristo, a quem todos nos dirigimos em oração. Bento XVI reconhece que decidiu publicar sua Opera omnia depois de «alguns titubeios». Para isso, contou com a ajuda do bispo de Ratisbona, Dom Gerhard Ludwig Müller, que apresentou o primeiro volume à imprensa nesta quarta-feira. #Cristo #PapaBentoXVI #Deus #Opera #Senhor #Papa #oração #omnia #Liturgia #sacerdote #Primado #litúrgicas #Bispo #Cruz #polêmicas #Assembléia #Jesus #orientação #Bento

  • Palavra de Deus ajuda a superar ruptura atual entre fé e razão

    VATICANO, 20 Out. 08 / 09:32 am (ACI).- O Presidente da Pontifícia Academia para a Vida e Reitor da Universidade Lateranense de Roma, Dom Rino Fisichella, precisa que a Palavra de Deus é capaz de superar a ruptura que fez que em um mundo secularizado a fé e a razão se separem e exista em muitos a idéia de que a verdade é inalcançável. Em sua conferência no Congresso que se celebra em Roma pelos 10 anos da Encíclica Fides et Ratio de João Paulo II, o Arcebispo assinala, lembrando que a encíclica de João Paulo II coloca no centro desta relação à Palavra de Deus, que “a criação, com o homem ao centro dela; o problema do mal e a liberdade, questionam o sentido das coisas de modo inevitável e exigem uma resposta. O cristianismo por sua parte coloca ao mistério da Encarnação como a chave interpretativa do enigma humano e da história”. Depois de lembrar que a encíclica critica a atual “crise de sentido” e a conseqüente “fragmentação do saber”, Dom Fisichella lembra que “a razão é capaz de conhecer a verdade e a dimensão metafísica do saber. Em outras palavras, a encíclica propõe a via pela que se pode alcançar a superação do conhecimento relegado à esfera da experimentação ou das ciências empíricas: ‘Desejo só afirmar que a realidade e a verdade transcendem o fato e o empírico, e quero reivindicar a capacidade que o homem tem de conhecer esta dimensão transcendente e metafísica de modo real e certo, embora imperfeito e analógico'”. Para o Arcebispo, cuja exposição foi publicada em L’Osservatore Romano, o desafio “que se deve cumprir é o de reencontrar a unidade do saber como condição não só para a filosofia e a teologia para que possam dialogar entre si sobre conteúdos autônomos e também recíprocos, senão sobre tudo para estar em capacidade de mostrar aos nossos contemporâneos a resposta da que têm necessidade insaciável: a do sentido”. “Sem este horizonte de sentido da própria existência, cada um dos tentáculos do puro conhecimento empírico, experimental, faz que o homem se converta em incapaz de compreender plenamente seu mistério, sua vocação e o projeto de sua existência pessoal neste mundo e nesta história”. Finalmente, o Reitor da Universidade Lateranense precisa então que “o sentido da existência se funda em uma unidade que abraça em si o que é peculiar do cristianismo: uma atenção a toda a pessoas, sem diminui-la em nada, em sua capacidade de poder-se abandonar a si mesmos em um ato de amor pleno e duradouro em quem é a fonte mesma do amor. O sentido de um percurso encontra seu fim na realização do que permitiu seu movimento inicial: o sentido para a luz do amor”. #Homem #Verdade #Fé #história #Lateranense #mistério #encíclica #Vida #razão #Pontifícia #PalavradeDeus #universidade #Amor #idéia #Palavra #Arcebispo #existência

  • Quando se encontra Jesus no cinema

    Reflexões de Dom Vigano, diretor de Ente dello Spettacolo Por Carmen Villa TRENTO, segunda-feira, 20 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Também se encontra Jesus no cinema, afirmou Dom Dario E Vigano, diretor de Ente dello Spettacolo e do instituto pastoral Redemptor Hominis, da Pontifícia Universidade Lateranense de Roma, em uma palestra dentro da Religion Today Filmfestival, que se leva a cabo de 16 a 31 de outubro na cidade de Trento (Itália) sobre o tema «A palavra se fez filme». Nesta análise, publicada pelo jornal L’Osservatore Romano em 17 de outubro passado, o autor realizou um percurso dos diferentes filmes que mostram a presença de Jesus nos telões, começando por A Paixão de Cristo (1905) de Ferdinand Zecca e El Christus, de Giulio Antamoro, até as mais recentes produções de Hollywood. Sobre as dificuldades que entranha a passagem do texto bíblico ao texto audiovisual, Dom Vigano assinalou a diferença entre «tradução interlingüística e intralingüística». A primeira consiste em transferir a uma língua um texto originalmente escrito em outro idioma. A segunda, que é a que ocorre quando se passa do texto original ao roteiro audiovisual, refere-se ao processo arriscado mas necessário do desenvolvimento, por causa da diacronia dos textos. O autor fez alusão ao lingüista russo Roman Jakobson: «a tradução intersemiótica, ou seja, a transmutação consiste na interação dos sinais lingüísticos por meio de sistema de sinais não-lingüísticos», para assim construir o mapa de critérios de avaliação de muitas adaptações audiovisuais do texto sagrado. «Quem traduz é principalmente um intérprete e o resultado, a tradução verdadeira e própria, não é nunca uma coisa idêntica ao original», diz Jakobson. E assegura que traduzir significa reinterpretar a mesma modalidade de representar a realidade, considerar a paisagem cultural na qual os diferentes textos, o original e o conclusivo, se geraram. Assim, diz Vigano, falar de fidelidade significa pôr o discurso sobretudo no interior de um processo dinâmico e complexo que se move continuamente entre dois pólos: o texto original e a novidade da adaptação. Com a adaptação da Bíblia ao cinema se deve «construir referências, ocasionar aberturas, desgarros que permitem manter a atenção do espectador, de ir além dos sinais» e criticou o sinal idolátrico pelo qual a adaptação textual se torna incapaz de fazer referência ao original, que é de Deus. O autor citou a Instrumentum laboris, da XII Assembléia geral ordinária do Sínodo dos Bispos: «Não se deve esquecer que o bom uso dos meios de comunicação requer um sério empenho e capacidade da parte dos operadores pastorais. É necessário integrar a própria mensagem na ‘nova cultura’ criada pela comunicação moderna, com novas linguagens, novas técnicas e novas atitudes psicológicas». O autor falou também de como os filmes bíblicos são o único ponto de contato com as Sagradas Escrituras que muitas pessoas têm, como os analfabetos ou quem não tem o costume de ler nem escutar a Palavra de Deus. #Carmen #Cinema #Spettacolo #comunicação #Jakobson #Diretor #intersemiótica #Religion #Palestra #Lateranense #Reflexões #Pastoral #Hominis #Instrumentumlaboris #Pontifícia #Vigano #universidade #audiovisual #Jesus #Filmfestival #Palavra #Redemptor #tradução

  • O Cientista e o Estudante

    Um senhor de 70 anos viajava de trem, tendo ao seu lado um jovem universitário que lia o seu livro de ciências. O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia, e estava aberta no livro de Marcos. Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou: – O senhor ainda acredita nesse livro cheio de fábulas e crendices? – Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado? – Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso. – É mesmo? É o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia? – Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência. O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário. Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo, sentindo-se pior que uma ameba. No cartão estava escrito: Professor Doutor Louis Pasteur – Diretor do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional da França. “Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima” (Pasteur). (Revista Pergunte e Responderemos n. 546, dezembro de 2007, pp. 537-538). #cientista #Cristo #Deus #Marcos #Bíblia #jovem #Velho #Jesus

  • Bento XVI: Igreja não é associação humana, é Deus quem convoca

    O Papa falou sobre o ensinamento de São Paulo sobre a Igreja CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 15 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Seguindo com a série de catequeses sobre São Paulo, o Papa Bento XVI dedicou a audiência geral de hoje a falar do ensinamento do Apóstolo sobre a Igreja. Em primeiro lugar, o Papa se referiu ao significado da própria palavra «Igreja», que em grego significa «assembléia». Esta palavra, assinalou, «procede do Antigo Testamento e significa a assembléia do povo de Israel, convocada por Deus». Em Paulo, que é o primeiro escritor cristão em utilizar este termo, passa a ser «nova comunidade dos crentes em Cristo que se sentem assembléia de Deus, a nova convocatória de todos os povos por parte de Deus e diante d’Ele». «É importante observar que quase sempre a palavra ‘Igreja’ aparece com o acréscimo do esclarecimento ‘de Deus’: não é uma associação humana, nascida de idéias ou interesses comuns, mas de uma convocação de Deus. Ele a convocou e por isso é una em todas as suas realizações», explicou. O Papa se referiu também a outro conceito paulino referido à Igreja, como «Povo de Deus», em continuidade com o sentido do termo no Antigo Testamento. A pertença a este povo de Israel se manifesta em uma série de sinais externos. «Após o encontro com Cristo ressuscitado, Paulo entendeu que os cristãos não eram traidores; ao contrário, na nova situação, o Deus de Israel, mediante Cristo, havia estendido seu chamado a todos os povos, convertendo-se no Deus de todos os povos. Desta forma se realizava a fidelidade ao único Deus; já não eram necessários os sinais distintivos constituídos pelas normas e observâncias particulares», acrescentou. O terceiro conceito utilizado por Paulo em suas cartas, acrescentou o Papa, é o de «Corpo de Cristo». «Trata-se de um conceito exclusivamente paulino», explicou, entendido tanto desde o ponto de vista humano como divino. «Paulo sustenta que a Igreja não é só um organismo, mas se converte realmente em Corpo de Cristo no sacramento da Eucaristia, onde todos recebem seu Corpo e chegam a ser realmente seu Corpo.» Por último, Paulo utiliza o termo «templo de Deus» para referir-se à comunidade dos crentes, oferecendo um aspecto novo, explica o Papa, «porque atribui a um tecido de relações interpessoais um termo que comumente servia para indicar um lugar físico, considerado sagrado». Isso, acrescenta, «nos ajuda a compreender cada vez mais o mistério da Igreja em suas distintas dimensões de assembléia de Deus no mundo. Esta é a grandeza da Igreja e a grandeza do nosso chamado: somos templo de Deus no mundo, lugar onde Deus habita realmente, e somos, ao mesmo tempo, comunidade, família de Deus, que é amor». «Como família e casa de Deus, devemos realizar no mundo a caridade de Deus e ser, assim, com a força que vem da fé, lugar e sinal de sua presença», concluiu. 182 grupos de peregrinos O Papa saudou os peregrinos de diferentes línguas: francês, alemão, espanhol, inglês, português, húngaro, polonês, eslovaco, croata e italiano. No total, cerca de 25 mil peregrinos se reuniram esta manhã na Praça de São Pedro para a audiência geral. Muitos saíram comovidos ao escutar as palavras do Papa. «Para mim é um sonho esta audiência. É a primeira vez que participo de uma. Só as havia visto na televisão. É a primeira vez que venho a Roma. Gostei muito do resumo que fez em espanhol sobre a Igreja viva que nos leva a esperar a vida eterna», assegurou Ana Cecilia Guevara, uma peregrina que veio com um grupo da Costa Rica, pertencentes ao Caminho Neocatecumenal. Por sua parte, Mônica Biffi viajou pela primeira vez a Roma desde o norte da Itália com a comunidade da Madonna della Neve: «Gostei muito da audiência. A escola organizou uma peregrinação para participar e conhecer o Santo Padre. Vim a Roma especialmente para encontrar-me com o Papa», testemunhou Mônica. Como um sinal da universalidade da Igreja, o peregrino Gonzalo Suárez, das Astúrias, esteve nesta audiência: «As palavras do Santo Padre nos convidam a viver a irmandade de todos os que cremos em Cristo e buscamos em Pedro um sinal de identidade e unidade». Era a primeira vez que Gonzalo participava de uma audiência com Bento XVI, da qual destacou sua profundidade. #Cristo #Deus #Testamento #Senhor #audiência #Padre #antigo #Pedro #família #Santo #corpo #explicou #catequese #Igreja #Amor #Assembléia #Mônica #Associação #Jesus #Bento #Palavra #alemão

  • Palavra de Deus é inspiração para vida

    Segundo bispo português, questão foi recorrente nas intervenções CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 15 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- O bispo auxiliar do Porto, D. António Bessa Taipa, afirmou que um dos temas recorrentes no Sínodo é a Palavra de Deus como fonte de inspiração para a vida dos fiéis. «Aquilo que vai preocupando mais é o fazermos todos da Palavra de Deus a inspiração da nossa vida, para que, de fato, inspire toda essa teia de relações com os outros, o próprio Deus, o cosmos», afirmou à Agência Ecclesia. De acordo com o bispo, é essencial «aproximar a Bíblia de nós próprios, fazer que a nossa vida seja toda inspirada na Palavra de Deus». D. António Taipa afirmou que os diferentes testemunhos que chegam da Igreja pelo mundo impressionam. Segundo o bispo, muitos católicos no mundo não têm a Sagrada Escritura porque em vários países não há dinheiro para editá-la. «Muitos não têm Bíblias porque não têm dinheiro para elas e usam outros meios», disse. O prelado afirmou também que o tema da qualidade das homilias tem sido recorrente nas intervenções dos membros da assembleia sinodal. D. António Taipa enfatizou que «a homilia é um dos momentos principais para o anúncio e a divulgação da Palavra». «Uma homilia de 7, 8 ou 10 minutos em que se diga alguma coisa é algo muito exigente, pede uma preparação muito forte.» Um outra questão muito apontada tem sido a «interação entre teólogos, exegetas e pastores» quanto à leitura da Bíblia. «Nós não podemos prescindir de uma exegese séria, do fato de o Verbo de Deus ter habitado num determinado tempo e espaço, de procurar entender o que as coisas quiseram dizer no seu tempo», considera, de modo a evitar «subjetivismos perigosos». Por outro lado, o bispo destacou que é necessária uma leitura orante, a lectio divina, «sob o risco de ficarmos de ficarmos com a exegese como um estudo arqueológico que não tem interesse». #leitura #inspiração #Deus #Bessa #Senhor #aproximar #Sínodo #Ecclesia #Homilia #exegese #Bíblia #Taipa #Antônio #Tempo #Bispo #Jesus #fato

  • Jornal do Vaticano responde a "lenda negra" de Pio XII

    ACI).- Mediante um artigo editorial, o jornal do Vaticano L’Osservatore Romano reafirmou o heróico e impetuoso trabalho do Papa Pio XII por salvar aos judeus durante a II Guerra Mundial e rechaçou novamente as acusações de que o Pontífice ignorou o Holocausto, as qualificando como uma “lenda negra” não respaldada pela história. O editorial do jornal do Vaticano viu a luz dois dias depois que o Rabino de Haifa, Shear-Yashuv Cohen, interviesse durante o Sínodo de Bispos para pedir a suspensão do processo de beatificação de Pio XII, e um dia antes de celebrar o 50º aniversário da partida à Casa do Pai do grande Papa da II Guerra Mundial. “Pio XII foi um homem da paz, que tratou de atuar o melhor possível, durante um dos períodos mais violentos da história”, diz o editorial; recordando que “ele confrontou a tragédia daquele tempo de guerra como nenhum outro líder o fez. Inclusive quando se enfrentou à monstruosa perseguição aos judeus trabalhou em um silêncio sofrido, o qual é compreensível e cujo objetivo era um eficiente esforço de caridade e inegável ajuda”. O editorial explica que Pio XII trabalhou silenciosamente detrás da cena para ajudar aos judeus, porque uma intervenção mais direta teria piorado a situação. Além disso, denuncia o que chama “uma lenda negra sobre o Papa, que foi insensível a Shoah (a palavra hebréia para o Holocausto) ou inclusive pró-nazista” e rechaçou tais acusações, dizendo que eram “sobre tudo inconsistentes do ponto de vista histórico”. No dia anterior, L’Osservatore Romano dedicou uma página inteira a celebrar a memória do Papa Pio XII, incluindo um artigo do Secretário de estado da Santa Sede, o Cardeal Tarcisio Bertone. “Foi precisamente graças a uma aproximação prudente que Pio XII protegeu aos judeus e os refugiados”, diz o Cardeal Bertone no artigo, reprodução de uma introdução escrita pelo Cardeal para uma nova biografia sobre o Papa da guerra. O Secretário de estado argumenta além que toda investigação histórica honesta mostrou que “Pio XII nunca permaneceu calado e muito menos foi anti-semita. Foi prudente”. “Se tivesse feito uma intervenção pública, teria posto em perigo a vida de milhares de judeus, que, por ordem dela, foram escondidos em 155 conventos e monastérios só em Roma”, adiciona o Cardeal Bertone. Por isso, conclui, “é profundamente injusto estender o véu do preconceito sobre o trabalho que Pio XII realizou durante a guerra”. O sacerdote jesuíta que lidera o processo de beatificação de Pio XII, o Pe. Paolo Molinari, assinalou a Rádio Vaticano na terça-feira que “Pacelli fez todo esforço possível para impedir a guerra”, e assinalou numerosos exemplos históricos de como o Papa tratou de impedir que a Itália se somasse ao conflito. Perguntado sobre o processo de beatificação, o Pe. Molinari assinalou que a Missa que esta quinta-feira presidiu Bento XVI na Basílica de São Pedro com ocasião do 50º Aniversário da morte de Pio XII é “altamente significativa” nesse caminho. #Intervenção #PapaPioXII #beatificação #Mundial #Bertone #esforço #Osservatore #pontífice #secretário #Vaticano #Roma #Romano #Guerra #Cardeal

  • Sínodo da Palavra, resposta às seitas

    A interpretação fundamentalista da Bíblia ganha adeptos CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 8 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- O Sínodo dedicado à Palavra quer converter-se em uma resposta aos fiéis católicos que deixam a Igreja para se unirem a seitas que oferecem uma pregação fundamentalista da Bíblia. As seitas, de fato, são um dos argumentos sobre os quais mais se falou nas discussões que tomaram conta da congregação geral entre terça e quarta-feira. O número 56 no Instrumentum Laboris (documento de trabalho) que os participantes na assembléia do Sínodo tomam por referência em suas intervenções considera que “especial atenção merecem as numerosas seitas, que atuam em diversos continentes e que se servem da Bíblia para fins impróprios e com métodos estranhos à Igreja”. O arcebispo de Kinshasa, Laurent Monsengwo Pasinya, presidente da Conferência Episcopal da República Democrática do Congo, constatou que na verdade o fenômeno das seitas não é novo. “Em sua primeira carta (escrita no ano 95 d.C.), João já mencionava alguns dissidentes que deixaram de crer em ‘Jesus Cristo vindo em carne mortal’ (1 Jo 4, 2-3), que saíram da comunidade e ficaram excluídos da fé apostólica (1 Jo 2, 19-24).” “Contudo, longe de apaziguar, a proliferação cancerosa de seitas de todo tipo e com as motivações mais diversas é motivo de inquietude para os pastores da Igreja, dado que sua doutrina se baseia em uma interpretação fundamentalista das Sagradas Escrituras”. “E, ainda, numerosos textos bíblicos dissuadem esta interpretação e incitam mais a recorrer a critérios estabelecidos”. “Ou seja, existem normas de interpretação das Escrituras, das quais Pedro e os apóstolos são garantidores (cf. 2 Pe 1,16-19). O próprio Pedro afirma que ‘nenhuma profecia da Escritura pode ser interpretada por conta própria’, porque ‘os homens, movidos pelo Espírito Santo, falaram da parte de Deus (2 Pe 1, 20-21).” E Pedro condena os “falsos doutores” e suas “heresias perniciosas”, acrescentou o arcebispo, considerado um dos maiores biblistas na África. “É preciso dizer que muitas das seitas atuais respondem ao perfil descrito aqui pelo Príncipe dos Apóstolos: libertinagem, difamação contra a verdade, cobiça, palavras artificiosas, tráfico de influências (2 Pe 2, 2-3), do que se deduz que o melhor caminho de diálogo com as seitas é uma saudável interpretação das Sagradas Escrituras”, garantiu. A África se converteu, neste sentido, no terreno de crescimento para as seitas, como reconheceu Dom John Olorunfemi Onaiyekan, arcebispo de Abuja (Nigéria), quem denunciou a proliferação de grupos que, além de “fundamentalistas, são anticatólicos declarados”. “A África, infelizmente, é a lixeira de outros continentes, que jogam nela todo tipo de idéias disparatadas, tais como que a nossa Igreja não respeita a Bíblia e que, portanto, não pode ser considerada verdadeiramente católica.” “Muitos membros nossos se sentem freqüentemente em dificuldade pelos ataques e pelos abusos destes grupos, sobretudo quando não estão adequadamente preparados para defender a própria posição católica”, confessou o prelado. “Por isso, muitos fiéis nossos viram a necessidade de aprofundar nas Escrituras, justamente para poder combater os ataques dirigidos a eles mesmos e à Igreja. Em geral, igualmente, acho que o contato com nossos irmãos protestantes vai se desenvolvendo gradativamente na direção apropriada”, constatou. Por sua parte, Dom Norbert Klemens Strotmann Hoppe, M.S.C., bispo de Chosica (Peru), explicou que “nos últimos 40 anos, a Igreja na América Latina perdeu cerca de 15% dos seus fiéis a favor de movimentos não-católicos que se baseiam em estratégias que impulsionam a Bíblia”. “A América Latina representa hoje 43% do catolicismo mundial que, por sua vez, diminuiu nos últimos 30 anos 14% com relação ao crescimento da população mundial. A deserção de 2,3% dos católicos na América Latina representa hoje para o catolicismo mundial uma perda de 1%.” O bispo pediu ao Sínodo “uma contra-estratégia pastoral que afine a ação bíblica a aqueles que possuem uma estratégia pastoral bíblica que torna difícil nossa ação pastoral”. “É urgente uma clara identidade no que concerne à função fundadora da Palavra de Deus para a Igreja. Mas seria preciso avaliá-la sem descuidar a perspectiva exterior no difícil mar atual da Igreja.” “Não há mais tempo – alertou: não o há, sobretudo, para as comparações com o atual clima geral da situação econômico-política.” Concluiu dizendo que “não deveríamos ficar somente no interior da barca, ocupando-nos das questões relativas à construção para melhorar a estabilidade da rota. Como os apóstolos, depois de ter recebido o Espírito em pentecostes, deveríamos perguntar: como fazemos para sair desta Sala, já que a Palavra de Deus e o Espírito de Deus querem chegar às pessoas, e fazê-lo através de nós”. O cardeal Péter Erdö, presidente do Conselho das Conferências Episcopais Européias, constatou neste sentido que as publicações “mais sensacionalistas que científicas podem criar uma confusão notável também no pensamento dos fiéis e às vezes até no dos próprios sacerdotes”. “O maior risco não é que alguém não saiba que crédito pode dar a um escrito apócrifo, como, por exemplo, o Evangelho de Judas, mas que muitos não têm a mais remota idéia sobre como distinguir as fontes críveis das não confiáveis da história de Jesus Cristo.” Dom Desiderius Rwoma, bispo de Singida (Tanzânia), considerou que, em parte, o progresso das seitas se deve “à falta de uma boa e adequada pregação por parte dos ministros”. O relator geral, cardeal Marc Ouellet, arcebispo de Québec, denunciou em sua intervenção de abertura “a insatisfação de numerosos fiéis com relação ao ministério da pregação”. “Esta insatisfação explica em parte a saída de muitos católicos a outros grupos religiosos”, disse. #África #Deus #catolicismo #Escrituras #américalatina #Sínodo #seitas #Espírito #Pedro #adequada #Catolica #Pastoral #Bíblia #difícil #Latina #Sagradas #interpretação #Igreja #Bispo #IgrejaCatólica #Jesus #América #Bíblica #Palavra #crescimento #Arcebispo

  • Sínodo esclarece mal-entendido: Palavra não é só Bíblia

    Um dos temas mais abordados até agora CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 7 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- A declaração de que «a Palavra é mais do que a Bíblia» assumiu um espaço fundamental na relação geral pronunciada nesta segunda-feira pelo cardeal Marc Ouellet, P.S.S., arcebispo de Québec, relator geral da assembléia, que elucidou um mal-entendido histórico: o cristianismo não é a religião do Livro. «A Palavra de Deus significa, antes de tudo, o próprio Deus que fala, que expressa em si mesmo o Verbo divino que pertence a seu mistério íntimo», declarou. Esta Palavra, disse em sua longa relação pronunciada em latim, sentado junto ao Papa na sala do Sínodo dos Bispos, fala de maneira particular e ao mesmo tempo dramática na história dos homens, em especial, da escolha de um povo, da lei de Moisés e dos profetas, assegurou. Acompanhando suas palavras com imagens tomadas da arte, que eram projetadas em telões no Sínodo, o purpurado canadense explicou que, depois de Deus ter falado de muitas maneiras, a Palavra «resume e coroa tudo de uma maneira única, perfeita e definitiva em Jesus Cristo». Assim, a Palavra não é um simples texto escrito, insistiu, é o amor de Deus feito homem em Cristo. Isto significa que a Palavra de Deus estabelece uma relação de amor, pois interpela diretamente o homem. O cardeal William Joseph Levada havia tomado a palavra um pouco antes para explicar que «existe uma inseparável unidade entre a Sagrada Escritura e a Tradição, já que ambas procedem de uma mesma fonte». «A Sagrada Escritura é a palavra de Deus enquanto se consigna por escrito sob a inspiração do Espírito Santo, e a Sagrada Tradição transmite na íntegra aos sucessores dos Apóstolos a palavra de Deus, a eles confiada por Cristo e pelo Espírito Santo para que, com a luz do Espírito da verdade, eles a guardem fielmente, exponham-na e a difundam com sua pregação», declarou o sucessor do cardeal Joseph Ratzinger, citando a Dei Verbum, do Concílio Vaticano (II, 9). As intervenções dos padres sinodais começaram nesta segunda-feira, com o cardeal Angelo Sodano, decano do Colégio Cardinalício, que pediu ao Sínodo que não reduzisse a Palavra à escrita, «contida na Bíblia, mas que também compreende a Palavra oral, contida na Tradição da Igreja». #Sagrada #Cristo #BíbliaCatólica #PapaBentoXVI #Escritura #Deus #JesusCristo #Senhor #JosephRatzinger #Sínodo #Verbo #ConcílioVaticano #Espírito #MarcOuellet #Santo #Papa #Bíblia #Tradição #Amor #Jesus #DeiVerbum #Palavra

  • A intolerância Católica

    Fonte: Santo Tomas Cardeal Pio Sermão pregado na Catedral de Chartres (excertos); 1841. Meus irmãos (…), Nosso século clama: “tolerância, tolerância”. Tem-se como certo que um padre deve ser tolerante, que a religião deve ser tolerante. Meus irmãos, não há nada que valha mais que a franqueza, e eu aqui estou para vos dizer, sem disfarce, que no mundo inteiro só existe uma sociedade que possui a verdade e que esta sociedade deve ser necessariamente intolerante. Mas antes de entrar no mérito, distinguindo as coisas, convenhamos sobre o sentido das palavras para bem nos entendermos. Assim não nos confundiremos. A tolerância pode ser civil ou teológica. A primeira não nos diz respeito, e não darei senão uma pequena palavra sobre ela: se a lei tolerante quer dizer que a sociedade permite todas as religiões porque, a seus olhos, elas são todas igualmente boas ou porque as autoridades se consideram incompetentes para tomar partido neste assunto, tal lei é ímpia e atéia. Ela exprime não a tolerância civil como a seguir indicaremos, mas a tolerância dogmática que, por uma neutralidade criminosa, justifica nos indivíduos a mais absoluta indiferença religiosa. Ao contrário, se, reconhecendo que uma só religião é boa, a lei suporta e permite que as demais possam exercer-se por amor à tranqüilidade pública, esta lei poderá ser sábia e necessária se assim o pedirem as circunstâncias, como outros observaram antes de mim (…). Deixo porém este campo cheio de dificuldades, e volto-me para a questão propriamente religiosa e teológica, em que exponho estes dois princípios: primeiro, a religião que vem do céu é verdade, e é intolerante com relação às doutrinas errôneas; segundo, a religião que vem do céu é caridade, e é cheia de tolerância quanto às pessoas. Roguemos a Nossa Senhora vir em nossa ajuda e invocar para nós o Espírito de verdade e de caridade: Spiritum veritatis et pacis. Ave Maria. Faz parte da essência de toda a verdade não tolerar o princípio que a contradiz. A afirmação de uma coisa exclui a negação dessa mesma coisa, assim como a luz exclui as trevas. Onde nada é certo, onde nada é definido, podem-se partilhar os sentimentos, podem variar as opiniões. Compreendo e peço a liberdade de opinião nas coisas duvidosas: in dubiis, libertas. Mas, logo que a verdade se apresenta com as características certas que a distinguem, por isso mesmo que é verdade, ela é positiva, ela é necessária, e por conseguinte ela é una e intolerante: in necessariis, unitas. Condenar a verdade à tolerância é condená-la ao suicídio. A afirmação se aniquila se duvida de si mesma, e ela duvida de si mesma se admite com indiferença que se ponha a seu lado a sua própria negação. Para a verdade, a intolerância é o instinto de conservação, é o exercício legítimo do direito de propriedade. Quando se possui alguma coisa, é preciso defendê-la, sob pena de logo se ver despojado dela. Assim, meus irmãos, pela própria necessidade das coisas, a intolerância está em toda a parte, porque em toda parte existe o bem e o mal, o verdadeiro e o falso, a ordem e a desordem. Que há de mais intolerante do que esta proposição: 2 mais 2 fazem 4? Se vierdes dizer-me que 2 mais 2 fazem 3 ou fazem 5, eu vos respondo que 2 mais 2 fazem 4… Nada é tão exclusivo quanto a unidade. Ora, ouvi a palavra de São Paulo: “Unus Dominus, una fides, unum baptisma”. Há, no céu, um só Senhor: unus Dominus. Esse Deus, cuja unidade é seu grande atributo, deu à terra um só símbolo, uma só doutrina, uma só fé: una fides. E esta fé, esta doutrina, Ele confiou-as a uma só sociedade visível, uma só Igreja cujos filhos são, todos, marcados com o mesmo selo e regenerados pela mesma graça: unum baptisma. Assim, a unidade divina que esplende por todos os séculos na glória de Deus produziu-se sobre a terra pela unidade do dogma evangélico cujo depósito foi confiado por Nosso Senhor Jesus Cristo à unidade hierárquica do sacerdócio: um Deus, uma fé, uma Igreja: unus Dominus, una fides, unum baptisma. Um pastor inglês teve a coragem de escrever um livro sobre a tolerância de Jesus Cristo, e certo filósofo de Genebra disse, falando do Salvador dos homens: “Não vejo que meu divino Mestre tenha formulado sutilezas sobre o dogma”. Bem verdadeiro, meus irmãos. Jesus Cristo não formulou sutilezas sobre o dogma, mas trouxe aos homens a verdade e disse: se alguém não for batizado na água e no Espírito Santo, se alguém se recusa a comer a minha carne e a beber o meu sangue, não terá parte em meu reino. Confesso que nisso não há sutilezas; há intolerância, há exclusão, a mais positiva, a mais franca. E mais: Jesus Cristo enviou seus Apóstolos para pregar a todas as nações, isto é, derrubar todas as religiões existentes para estabelecer em toda a terra a única religião cristã e substituir todas as crenças dos diferentes povos pela unidade do dogma católico. E, prevendo os movimentos e as divisões que esta doutrina iria incitar sobre a terra, Ele não se deteve e declarou que tinha vindo para trazer não a paz, mas a espada, e para acender a guerra não somente entre os povos, mas no seio de uma mesma família e separar, pelo menos quanto às convicções, a esposa fiel do esposo incrédulo, o genro cristão do sogro idólatra. A afirmação é verdadeira e o filósofo tem razão: Jesus Cristo não formulou sutilezas sobre o dogma (…). Falam da tolerância dos primeiros séculos, da tolerância dos Apóstolos. Mas isso não é assim, meus irmãos. Ao contrário, o estabelecimento da religião cristã foi, por excelência, uma obra de intolerância religiosa. No momento da pregação dos apóstolos, quase todo o universo praticava essa tolerância dogmática tão louvada. Como todas as religiões eram igualmente falsas e igualmente desarrazoadas, elas não se guerreavam; como todos os deuses valiam a mesma coisa uns para os outros, eram todos demônios, não eram exclusivos, eles se toleravam uns aos outros: Satã não está dividido contra si mesmo. O Império Romano, multiplicando suas conquistas, multiplicava seus deuses, e o estudo de sua mitologia se complica na mesma proporção que o da sua geografia. O triunfador que subia ao Capitólio fazia marchar diante dele os deuses conquistados com mais orgulho ainda do que arrastava atrás de si os reis vencidos. O mais das vezes, em virtude de um Senatus-Consulto, os ídolos dos bárbaros se confundiam desde então com o domínio da pátria, e o Olimpo nacional crescia como o Império. Quando aparece o Cristianismo (prestem atenção a isso, meus irmãos, são dados históricos de valor com relação ao assunto presente), quando o Cristianismo surge pela primeira vez, não foi repelido imediatamente. O paganismo perguntou-se se, em vez de combater a nova religião, não devia dar-lhe acesso ao seu solo. A Judéia tinha-se tornado uma província romana. Roma, acostumada a receber e conciliar todas as religiões, recebeu a princípio, sem maiores dificuldades, o culto saído da Judéia. Um imperador colocou Jesus Cristo, como a Abraão, entre as divindades de seu oratório, assim como se viu mais tarde outro César propor prestar-lhe homenagens solenes. Mas a palavra do profeta não tardou a se verificar: as multidões de ídolos que viam, de ordinário sem ciúmes, deuses novos e estrangeiros ser colocados ao lado deles, com a chegada do deus dos cristãos, lançam um grito de terror, e, sacudindo sua tranqüila poeira, abalam-se sobre seus altares ameaçados: ecce Dominus ascendit, et commovebuntur simulacra a facie ejus. Roma estava atenta a esse espetáculo. E logo, quando se percebeu que esse Deus novo era irreconciliável inimigo dos outros deuses; quando se viu que os cristãos, cujo culto se havia admitido, não queriam admitir o culto da nação; em uma palavra, quando se constatou o espírito intolerante da fé cristã, foi então que começou a perseguição. Ouvi como os historiadores do tempo justificam as torturas dos cristãos. Eles não falam mal de sua religião, de seu Deus, de seu Cristo, de suas práticas; só mais tarde é que inventaram calúnias. Eles os censuram somente por não poderem suportar outra religião senão a deles. “Eu não tinha dúvidas”, diz Plínio, o Jovem, “apesar de seu dogma, de que não era preciso punir sua teimosia e sua obstinação inflexível”: pervicaciam et inflexibilem obstinationem. “Não são criminosos”, diz Tácito, “mas são intolerantes, misantropos, inimigos do gênero humano. Há neles uma fé teimosa em seus princípios, e uma fé exclusiva que condena as crenças de todos os povos”: apud ipsos fides obstinata, sed adversus omnes alios hostile odium. Os pagãos diziam geralmente dos cristãos o que Celso disse dos judeus, com os quais foram muito tempo confundidos, porque a doutrina cristã tinha nascido na Judéia. “Que esses homens adiram inviolavelmente às suas leis”, dizia este sofista, “nisto não os censuro; só censuro aqueles que abandonam a religião de seus pais para abraçar uma diferente! Mas, se os judeus ou os cristãos querem só dar ares de uma sabedoria mais sublime que aquela do resto do mundo, eu diria que não se deve crer que eles sejam mais agradáveis a Deus que os outros”. Assim, meus irmãos, o principal agravo contra os cristãos era a rigidez absoluta do seu símbolo, e, como se dizia, o humor insociável de sua teologia. Se só se tratasse de um Deus mais, não teria havido reclamações; mas era um Deus incompatível, que expulsava todos os outros: aí está o porquê da perseguição. Assim, o estabelecimento da Igreja foi obra de intolerância dogmática. Toda a história da Igreja não é senão a história dessa intolerância. Que são os mártires? Intolerantes em matéria de fé, que preferem os suplícios a professar o erro. Que são os símbolos? São fórmulas de intolerância, que determinam o que é preciso crer e que impõem à razão os mistérios necessários. Que é o Papado? Uma instituição de intolerância doutrinal, que pela unidade hierárquica mantém a unidade de fé. Por que os concílios? Para frear os desvios de pensamentos, condenar as falsas interpretações do dogma, anatematizar as proposições contrárias à fé. Nós somos então intolerantes, exclusivos em matéria de doutrina; disto fazemos profissão; orgulhamo-nos da nossa intolerância. Se não o fôssemos, não estaríamos com a verdade, pois que a verdade é uma, e conseqüentemente intolerante. Filha do céu, a religião cristã, descendo à terra, apresentou os títulos de sua origem; ofereceu ao exame da razão fatos incontestáveis, e que provam irrefutavelmente sua divindade. Ora, se ela vem de Deus, se Jesus Cristo, seu autor, pode dizer: Eu sou a verdade: Ego sum veritas, é necessário, por uma conseqüência inevitável, que a Igreja Cristã conserve incorruptivelmente esta verdade tal qual a recebeu do céu; é necessário que repila, que exclua tudo o que é contrário a esta verdade, tudo o que possa destruí-la. Recriminar à Igreja Católica sua intolerância dogmática, sua afirmação absoluta em matéria de doutrina, é dirigir-lhe uma recriminação muito honrosa. É recriminar à sentinela ser muito fiel e muito vigilante, é recriminar à esposa ser muito delicada e exclusiva. Nós ficamos muitas vezes confusos com o que ouvimos dizer sobre todas estas questões até por pessoas sensatas. Falta-lhes a lógica, desde que se trate de religião. É a paixão, é o preconceito que os cega? É um e outro. No fundo, as paixões sabem bem o que querem quando procuram abalar os fundamentos da fé, pondo a religião entre as coisas sem consistência. Elas não ignoram que, demolindo o dogma, preparam para si uma moral fácil. Diz-se com justeza perfeita: é antes o decálogo que o símbolo o que as faz incrédulas. Se todas as religiões podem ser postas num mesmo nível, é que se equivalem todas; se todas são verdadeiras, é porque todas são falsas; se todos os deuses se toleram, é porque não há Deus. E, se se pode aí chegar, já não sobra nenhuma moral incômoda. Quantas consciências estariam tranqüilas no dia em que a Igreja Católica desse o beijo fraternal a todas as seitas suas rivais! Jean-Jacques [Rousseau] foi entre nós o apologista e o propagador desse sistema de tolerância religiosa. A invenção não lhe pertence, se bem que ele tenha ido mais longe que o paganismo, que nunca chegou a levar a indiferença a tal ponto. Eis, com um curto comentário, o ponto principal desse catecismo, tornado infelizmente popular: todas as religiões são boas. Isto é, de outra forma, todas as religiões são ruins (…). A filosofia do século XIX se espalha por mil canais por toda a superfície da França. Esta filosofia é chamada eclética, sincrética, e, com uma pequena modificação, é também chamada progressiva. Esse belo sistema consiste em dizer que não existe nada falso; que todas as opiniões e todas as religiões podem conciliar-se; que o erro não é possível ao homem, a menos que ele se despoje da humanidade; que todo o erro dos homens consiste em julgar-se possuidores exclusivos de toda a verdade, quando cada um deles só tem dela um elo e quando, da reunião de todos esses elos, se deve formar a corrente inteira da verdade. Assim, segundo essa inacreditável teoria, não há religiões falsas, mas são todas incompletas umas sem as outras. A verdadeira seria a religião do ecletismo sincrético e progressivo, a qual ajuntaria todas as outras, passadas, presentes e futuras: todas as outras, isto é, a religião natural que reconhece um Deus; o ateísmo, que não conhece nenhum; o panteísmo, que o reconhece em tudo e por tudo; o espiritualismo, que crê na alma, e o materialismo, que só crê na carne, no sangue e nos humores; as sociedades evangélicas, que admitem uma revelação, e o deísmo racionalista, que a rejeita; o Cristianismo, que crê no Messias que veio, e o judaísmo, que o espera ainda; o Catolicismo, que obedece ao Papa, o protestantismo, que olha o Papa como o Anticristo. Tudo isto é conciliável. São diferentes aspectos da verdade. Da união desses cultos resultará um culto mais largo, mais vasto, o grande culto verdadeiramente católico, isto é, universal, pois que abrigará todas as outras no seu seio. Esta doutrina que qualificais de absurda não é de minha invenção; ela enche milhares de volumes e de publicações recentes; e, sem que seu fundo jamais varie, toma todos os dias novas formas sob a caneta e sobre os lábios dos homens em cujas mãos repousam os destinos da França. — A que ponto de loucura chegamos então? — Chegamos ao ponto a que deve logicamente chegar todo aquele que não admite o princípio incontestável que estabelecemos, a saber: que a verdade é uma, e por conseqüência intolerante, apartada de toda a doutrina que não é a sua. E, para resumir em poucas palavras toda a substância deste meu discurso, eu vos direi: Procurais a verdade sobre a terra? Procurai a Igreja intolerante. Todos os erros podem fazer-se concessões mútuas; eles são parentes próximos, pois que têm um pai comum: vos ex patre diabolo estis. A verdade, filha do céu, é a única que não capitula. Vós, pois, que quereis julgar esta grande causa, tomai para isto a sabedoria de Salomão. Entre essas diferentes sociedades para as quais a verdade é objeto de litígio, como era aquela criança entre as duas mães, quereis saber a quem adjudicá-la. Pedi que vos dêem uma espada, fingi cortar, e examinai as caras que farão os pretendentes. Haverá vários que se resignarão, que se contentarão da parte que vão ter. Dizei logo: Essas não são as mães! Há uma cara, ao contrário, que se recusará a toda composição, que dirá: a verdade me pertence, e devo conservá-la inteira, jamais tolerarei que seja diminuída, partida. Dizei: Esta aqui é a verdadeira mãe! Sim, Santa Igreja Católica, Vós tendes a verdade, porque tendes a unidade, e porque sois intolerante; não deixais decompor esta unidade. #religião #cristã #SantaIgrejaCatólica #Cristo #estabelecimento #Verdade #Deus #Intolerante #Cristianismo #crer #Judéia #Doutrina #Pio #dogma #Catolica #razão #Igreja #Alma #Amor #perseguição #Jesus #intolerância #CardealPio #império #Palavra #dogmática #afirmação

  • "Me inclua fora dessa"

    Por Eric Mondolo Fonte: Veritatis Splendor Dia 7 de Setembro, feriado nacional em que se comemora a Independência do Brasil, é dia de acordar cedo e ir assistir o desfile cívico da nossa cidade. As crianças balançam bandeirinhas, os adultos se emocionam com a passagem dos milicos aposentados, os bombeiros são aplaudidos, as fanfarras e bandas entoam marchas militares dando o tom da festa e despertando na população aquele sentimento saudosista patriótico, que apesar dos pesares, sempre vem à tona nessas datas. Ou mais gritante ainda em época de copa do mundo de futebol e jogos olímpicos. Porém um outro programa atrai também muita gente para ruas nesse mesmo dia, é o Grito dos Excluídos. Movimento que teve início no ano de 1994 aqui no Brasil liderado por alguns católicos, realizando sua primeira passeata em Setembro do ano seguinte com o lema “Vida em primeiro lugar”. Segundo a página na internet da organização desse movimento, a idéia inicial era aprofundar o tema da campanha da fraternidade de 1995 “Eras Tu Senhor” com uma marcha nas ruas, e passar alguns outros recadinhos. Entre eles, denunciar os abusos do modelo político e econômico brasileiro. De lá pra cá a marcha cresceu, se espalhou por muitas cidades brasileiras e outras organizações sociais foram se agrupando unindo suas vozes para soltar o brado em comum. Membros do clero, misturaram-se ao povo e militantes das entidades participantes caminhando, cantando e seguindo a canção. O problema é que essa música não demorou pra desafinar. Como ter unidade de ação com grupos que defendem idéias tão contrárias a fé católica? Em um vídeo na internet, é possível ver pessoas carregando a bandeira do movimento que defende o orgulho gay, em um desses eventos.Uma investida política disfarçada de reivindicações por liberdade sexual. O MST, claro, tem lugar de destaque no Grito dos Excluídos, organização que não está interessada só em conquistas de terras, mas de toda terra (inclusive as que estão debaixo das unhas alheias). “Tu não desejarás para ti a casa de teu próximo, nem seu campo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, qualquer coisa que pertença a teu próximo” (Dt. 5, 21).Nenhum líder desse movimento esconde o desejo de promover uma revolução para implantar o Socialismo custe o que custar, é o que diz a cartilha do MST “apenas ocupar a terra só pra trabalhar, já é uma posição superada”. Já que receberam milhões de hectares, já decidiram por as manguinhas de fora e mostrar realmente a que vieram. E o pior é que são essas mesmas bandeiras vermelhas, que fazem número nas passeatas pró-aborto, pró-pesquisa com células-tronco embrionárias, ou a outras aberrações morais. E esse ano a Campanha da Fraternidade, também teve o tema de defesa da vida. Para que lado vão gritar? E como falei das Olimpíadas, lembro que esse ano, os jogos acontecerão em um país que sofre as conseqüências de um regime comunista, e agora tenta esconder com banners e sorrisos, as amarguras que a população enfrenta no seu dia-a-dia, já que as câmeras de televisão estão voltadas pra lá. Muitas matérias de telejornais mostram as lojas chinesas que vendem produtos falsificados, e são fundamentais na economia pois além do mercado interno, são exportados para muitos países.O Brasil seguiu o exemplo, e também aprendeu a exportar porcaria, o Grito dos Excluídos já chegaram a quase todos os países da América Latina, além dos Estados Unidos. Nunca vejo as propostas da doutrina social da Igreja sendo defendida em meio a essas movimentações.Símbolos religiosos ou referências à espiritualidade católica nesse grito, ficam quase que escondidos.A Teologia da Libertação e suas distorções evangélicas ainda têm muito espaço na Igreja do Brasil. Mesmo o ex-frei, ex-Leonardo, Genésio Boff, ainda influencia o meio acadêmico filosófico/teológico. Ele que deixou bem claro que a Teologia da Libertação não veio trazer a fé no marxismo, mas o marxismo na fé.Alías, o irmão de Genésio, Clodovis Boff também teólogo dessa estirpe, tem um pensamento interessante sobre o sonho (para ele) do cristianismo perfeito “a oração, a missa e os sacramentos não são a parte mais importante… Um Cristianismo que não confere um sentido objetivo e sobrenatural à luta popular, mas é a luta popular que dá sentido à fé?” (cf. Clodovis Boff, Do político, pp. 102-107). Será que o tal Grito do Excluídos, realmente dá sentido à fé? Ou apenas é o sonho boffiniano ganhando espaço? Quem realmente grita pela exclusão de quem? Os marxistas excluem Deus do mundo e Antônio Gramsci pode comemorar o sucesso parcial de sua empreitada, pois defendia destruir a Igreja Católica por dentro, roendo seus alicerces espirituais, já que os ataques externos são mais difíceis de alcançar êxito. Eu que na minha infância nos anos 80, nem entendia direito o que havia de errado no discurso cheio de ódio do padre na paróquia que freqüentava, apenas sentia aquele forte cheiro de Boff. Quando o Grito do Excluídos foi criado, eu já estava rouco o suficiente, para não querer participar desse movimento. Hoje dou graças a Deus por conseguir me livrar dessas influências totalmente, e amar a verdadeira Igreja de Cristo, seu Vigário na Terra e viver as belezas que os sacramentos contém.Faço um apelo para todos os desavisados, que bem intencionados pretendem participar do Grito dos Excluídos, para divulgar suas pastorais, seus trabalhos paroquiais, entidades e comunidades sérias e comprometidas com o evangelho de Nosso Senhor, que quando for necessário ir as ruas para defender a vida pra valer, que também o façam.Pois apesar da “doença da Igreja do Brasil” como denomina Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, ainda temos muitos “glóbulos brancos” dispostos a enfrentar a “doença” com a ajuda e a graça de Deus. Ainda que pareça uma luta difícil, a garantia de sucesso e proteção para a Igreja de Pedro, vêm de gente de peso: “As portas do inferno, não prevalecerão contra ela” (Mat. 16,18). #marxismo #terra #população #américalatina #luta #MST #espaço #Catolica #teologia #Internet #campanha #Igreja #adultos #Fraternidade #América #Grito #Movimento #libertação #político

  • Processo Canônico, Processo Civil e Direito Processual Canônico

    O Instituto de direito Canônico Pe. Dr. Giuseppe Benito Pegoraro e a UNIFAI convidam para palestras sobre: Processo Canônico e Processo Civil breve estudo comparativo acerca de suas influências e contribuições recíprocas com o Prof. Dr. Pe. Manuel J. Arroba Conde e convidados: Profs. Drs. Antonio Carlos Marcato, Cândido Rangel Dinamarco, Josê Rogério Cruz e Tucci, Luiz Carlos de Azevedo, Maria Garcia e Maria Helena Diniz Dias 7 e 8 de outubro, às 19:30h Auditório da Unidade Vila Mariana do Centro Universitário Assunção – UNIFAI Rua Afonso Celso, 711 Vila Mariana Inscrição gratuita e obrigatória Tel: 11 3826-5143 | 3661-9133 – Sra. Rita Vagas limitadas E ainda no dia 8 de outubro, às 21:00h no mesmo local: autógrafos e lançamento do livro Direito Processual Canônico Prof. Dr. Pe. Manuel J. Arroba Conde doutor em “Utroque Iure”, professor titular e decano do Instituto “Utroque Iure” da Pontifícia Universidade Lateranense (PUL) de Roma Veja aqui o folheto sobre a Palestra de Direito Canônico #Canônico #Giuseppe #Palestra

  • Mais de 20 mil brasileiros se manifestam a favor de não nascidos

    ACI).- Mais de 20 mil brasileiros se manifestaram a favor da vida dos bebês não nascidos durante a 2º Marcha Nacional da Cidadania pela Vida, realizada na Esplanada dos Ministérios. Sob o lema “Como legalizar a morte se quisermos a vida”, o Movimento de Cidadania-o Brasil sem Aborto, congregou a milhares de crianças, jovens e adultos em momentos em que o Supremo Tribunal Federal estuda o pedido para descriminalizar o aborto de bebês anencefálicos. “A marcha se realiza todos os anos para sensibilizar às autoridades e as pessoas para que não aceitem a legalização do aborto“, declarou à imprensa a presidenta nacional do movimento, Lenise Garcia. Por sua parte, o advogado da Associação Pró-vida e Pró-familia, José Miranda de Siqueira, afirmou que a marcha na Esplanada dos Ministérios é única no que se refere a defesa da vida no país. “Este é o mais vivo, legítimo e verdadeiro ato da população brasileira em defesa da vida. Fica mais do que claro que o povo está em contra do aborto. Os brasileiros jamais aceitaram a morte”, expressou. #bebês #Próvida #Brasileiros #nãonascidos #Aborto #Prófamilia #Vida #manifestação #adultos #Advogado #morte

  • Crise financeira evidencia papel central da pessoa, adverte cardeal Martino

    O presidente do Conselho Pontifício «Justiça e Paz» visita o Chile SANTIAGO DO CHILE, terça-feira, 30 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- A crise financeira que se desencadeou nos Estados Unidos com repercussões em todos os continentes recorda que a pessoa humana deve ser colocada no centro da economia, advertiu o presidente do Conselho Pontifício «Justiça e Paz», cardeal Renato Martino, em uma coletiva de imprensa no Chile. O purpurado afirmou que «a crise econômica, que se manifesta no mundo inteiro, talvez seja um sinal que nos diz que o mundo não está feito somente de contas, de dinheiro, de economia». Segundo o cardeal italiano, trata-se de um fenômeno que «serve para nos lembrar de que a pessoa humana deve ser colocada no centro de toda economia mundial». Entre os maiores problemas que a humanidade enfrenta hoje, Martino mencionou a situação da mobilidade humana, e os 200 milhões de pessoas que se movem em busca de trabalho, refúgio ou uma situação econômica melhor. Também falou sobre o problema da água no mundo, que nos anos vindouros muito provavelmente se complicará mais: «o direito à água é um direito humano fundamental, é parte do direito à vida, que é composto de vários direitos, como o direito à alimentação, ao trabalho, à água. Por isso, a água não pode ser um elemento que se privatize, tem de estar à disposição de todos». Após a coletiva de imprensa, o cardeal Martino se encontrou com bispos do Chile e expôs algumas reflexões sobre a relação entre evangelização e doutrina social, «que não é algo periférico ou acidental na missão evangelizadora da Igreja». A «pastoral social é um direito-dever da Igreja que se fundamenta em motivos teológicos», indicou Martino. «É por isso que a visão integral da pessoa humana nunca deve faltar na práxis dos cristãos na sociedade, em nenhum de seus âmbitos: no âmbito do trabalho, da economia, da política, da cultura, dos esforços por construir a paz… Todos os âmbitos, todas as estruturas sociais, para terem um rumo e um programa dignos de serem realizados, devem considerar sempre a verdade sobre o homem que a Igreja – com toda sua doutrina – proclama, ensina e defende.» «Se o protagonismo na atividade direta para a transformação das realidades sociais, econômicas e políticas de acordo com o plano de Deus corresponde aos leigos – declarou –, aos pastores – bispos e sacerdotes – corresponde um compromisso muito delicado e não menos exigente, ou seja, satisfazer o direito que os leigos têm de serem formados e iluminados pela doutrina social da Igreja, de serem acompanhados na forja de uma sólida espiritualidade e de serem animados pela proximidade de seus pastores.» «Só assim eles poderão cumprir com eficácia evangélica seus compromissos cotidianos no mundo. Este acompanhamento é ainda insuficiente em muitos lugares», concluiu. O cardeal Martino, que foi durante quase 20 anos observador permanente da Santa Sé na Organização das Nações Unidas em Nova York, estará no Chile até 1º de outubro, ilustrando, através de conferências e encontros, a doutrina social da Igreja, recolhida no Compêndio publicado pelo Conselho que ele preside. #crise #purpurado #advertiu #Igreja #Chile #justiça #alimentação #econômica #adverte #Pontifício #Cardeal

  • Notas sobre os Mórmons e a Bíblia

    Autor: Emerson H. de Oliveira Fonte: http://www.centramormon.110mb.com O escritor mormón William A. Morton escreveu: “Queremos conhecimento quanto a Deus, seu Filho Jesus Cristo e o Espírito Santo? Podemos conseguí-lo no Livro de Mórmon. Queremos saber sobre a pré-existência dos espíritos, a queda do homem e a expiação, os princípios e ordenanças do evangelho de Cristo, o estado em que vivem os espíritos dos homens entre a hora da morte e ressurreição, podemos encontrar no Livro de Mórmon (Por que creio que o Livro de Mórmon é a Palavra de Deus, págs. 4-5). A Bíblia. O mormonismo diz que a Bíblia é insuficiente. Não contêm toda a verdade que Deus deseja dar a seu povo. Portanto, deu outras revelações a Joseph Smith e estas estão no mesmo nível que a Bíblia. Eles tem outras escrituras além da Bíblia: o Livro de Mórmon, a Pérola de Grande Valor e Doutrinas e Convênios. Além disso, dizem que Deus fala por meio dos “profetas vivos”, cuja palavra vale mais que todas as versões da Bíblia juntas. Bruce McConkie disse: “os membros da igreja dos Santos dos Últimos Dias crêem na Bíblia. A doutrina bíblica é doutrina mórmon e a doutrina mórmon é doutrina bíblica. São uma mesma coisa” (O que pensam os mórmons sobre Jesus Cristo? pág. 2). Tudo isso faz muitos pensarem que os mórmons vejam a Bíblia como os cristãos, mas este não é o caso. Na realidade, o mormonismo ataca a Bíblia como duas acusações: (1) está mal traduzida e (2) é incompleta. Eles sugerem, em seu Oitavo Artigo de Fé, que a Bíblia é mal traduzida. O escritor mormón Talmage explica: “Não há, nem pode haver, uma tradução absolutamente fidedigna destas ou outras Escrituras, a menos que se faça por meio do dom de tradução…leia-se pois a Bíblia reverentemente e com cuidado e oração, buscando o leitor a luz do Espírito sempre para poder distingüir entre a verdade e os erros dos homens” (Artículos de Fe, pág. 263). Outros também colocaram em dúvida as traduções da Bíblia, como Orson Pratt: “quem sabe se sequer um versículo da Bíblia tem ecapado da contaminação, para transmitir agora o mesmo sentido que transmitiu no original?” (Autenticidade divina do Livro de Mormón, págs. 45,47). Além de atacar as traduções da Bíblia, os mórmons alegam que doutrinas importantes e livros inteiros tem sido apagados ou modificados por homens corruptos. Passando alto a questão da crítica textual, apóstolos como Orson Pratt alegaram que copistas piedosos que nos deram as Bíblias que temos hoje fizeram alterações nos textos originais. Porém, acontece um fato curioso: ao compararmos a Bíblia atual com os escritos originais, vemos que há uma grande semelhança e harmonia, provando que nada “doutrinário” na Bíblia foi alterado (não me refiro a questões de ortografia e secundários). Mas ao fazermos testes com o Livro de Mórmon e a literatura mórmon, vemos que são eles que carecem de harmonia e veracidade. Ou seja, apesar de alegarem crer na Bíblia como palavra inspirada de Deus e tê-la em conta juntos com seus outros livros sagrados, não a consideram (as traduções que temos) seguras nem confiáveis e que as palavras de seus profetas atuais valem mais do que todas as versões juntas. #Mórmons #Cristo #Homem #Mormonismo #Evangelho #William #Deus #OrsonPratt #JosephSmith #Morton #BruceMcConkie #Espírito #Doutrina #mormón #Doutrinas #Bíblia #Talmage #insuficiente #Emerson #Jesus #Ressurreição #tradução

  • Introdução da eutanásia na Colômbia: «assassinato legal»

    Adverte o filósofo Ramón Lucas Lucas Por Jesús Colina ROMA, quarta-feira, 24 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- O projeto de lei sobre eutanásia e suicídio assistido na Colômbia busca introduzir o «assassinato legal», o que constitui uma «contradição jurídica», adverte um dos especialistas católicos em bioética de maior prestígio no âmbito internacional. O alerta é apresentado pelo sacerdote Ramón Lucas Lucas, L.C., catedrático de bioética na Universidade Européia de Roma e membro fundador do Observatório de bioética da Universidade Católica da Colômbia, ao intervir em dois cursos sobre bioética ministrados nesse país. Em 17 de setembro passado, a o Senado aprovou, no primeiro de quatro debates regulamentares, o projeto «pelo qual se regulamentam as práticas da eutanásia e a assistência ao suicídio na Colômbia». A proposta, que em um primeiro momento não havia recebido a atenção que merece por parte da opinião pública, passou a fazer parte do debate nacional nas últimas semanas com os pronunciamentos contrários dos representantes da Igreja Católica, e depois que o professor Lucas expôs os graves perigos que implica. Ele o fez ao intervir em um curso de bioética para o clero da Arquidiocese de Bogotá e dioceses vizinhas, de 8 a 10 de setembro, e em um curso para professores da Universidade Católica da Colômbia, de 10 a 12 de setembro. Contradição jurídica Segundo o filósofo, autor de manuais de bioética utilizados por várias universidades de diferentes continentes, o projeto de lei colombiano «é um assassinato legal e uma contradição jurídica» pois permite «eliminar idosos inúteis, pacientes terminais e, em determinados casos, apropriar-se de seus bens». Em uma reflexão compartilhada com ZENIT, Lucas Lucas explica que «ainda que se mascare com palavras bonitas: ‘morte digna’, ‘não sofrer’, ‘respeito da dignidade’, é um verdadeiro crime». «Não há nenhuma dúvida no âmbito científico, moral, político nem religioso sobre o fato de que quando a medicina não pode proporcionar a cura, o que tem de fazer é aliviar o sofrimento e a dor dos pacientes, não suprimi-los – explica o professor. O remédio de uma doença não é a morte do doente. Nem sequer se ele o pedir». Segundo o filósofo, «o doente não deseja a morte, o que deseja é deixar de sofrer. Por isso se podem e se devem administrar todo tipo de paliativos da dor, inclusive os que podem indiretamente acelerar a morte, mas sem intenção de matá-lo, como aqueles cuja ação primária é analgésica e o efeito secundário não querido é o de acelerar a morte; ao contrário, a eliminação voluntária e direta do enfermo é eutanásia». Evitar a obstinação terapêutica Continuando com sua análise, o doutor explica que «o que é lícito, e também um dever ético e social, é evitar a obstinação terapêutica, que se define como o uso de meios desproporcionados e já inúteis para o doente». «Ou seja – declara –, pode-se retirar ou não dar ao enfermo todos esses meios já desproporcionados a ele, inúteis e que prolongam sua agonia mais do que oferecer-lhe elementos de melhora. O que nunca se pode fazer, por respeito à sua dignidade de pessoa, é negar-lhe ou privá-lo dos meios a ele proporcionados segundo a situação e segundo o nível de saúde do país nesse momento.» Lucas Lucas, autor de um best-seller traduzido a quase 10 idiomas (inclusive ao coreano e ao ucraniano), «Bioética para todos», constata que «a eutanásia é um atentado mortal à dignidade da pessoa humana sobre a qual se funda o Estado colombiano, segundo expressa o pacto constitucional». «É sempre um crime, também quando se pratica com fins piedosos e a pedido do paciente – insiste. A principal expressão do respeito da dignidade da pessoa não é só o respeito de sua autonomia (a decisão feita por ela), mas o respeito do bem objetivo contido nesta decisão, ou o evitar o mal objetivo contido na decisão.» Os mais fracos, vítimas possíveis Segundo o catedrático, «um Estado democrático e social tem o dever de proteger os mais pobres e indigentes, como os deficientes, os idosos ou os doentes terminais. Quando o Estado, em vez de proteger os mais fracos, dá cobertura legal à sua morte, transforma-se automaticamente em um Estado totalitário, os fundamentos da convivência se quebram e surge uma sociedade da morte, uma autêntica ‘tanatocracia’». O professor recorda que a legalização da eutanásia na Holanda criou um forte problema social, porque se perdeu a confiança nos hospitais e isso motivou que os idosos não queiram ir ao hospital pelo temor de que se seja administrada uma injeção letal. Por isso, constata, fundou-se uma organização, a NPV, que tem cerca de 100 mil afiliados que têm uma carteira que diz que o portador não quer ser internado em um hospital. O «Projeto de lei estatutária» do Senado da Colômbia ampararia muitas «outras barbaridades, não só éticas, mas econômicas e sociais», segundo assegura o filósofo: «por exemplo, se poderia comprar um carro com o dinheiro do seguro do doente que recebeu a eutanásia». «Por trás do ‘para que não sofra’ pode esconder-se o ‘porque para mim é incômodo’, ‘tenho dó’, ‘quero escapar dessa responsabilidade’». «Também impulsionaria as políticas sociais a posturas extremas que violentam a consciência de muitos colombianos – acrescenta. A objeção de consciência por parte dos médicos pode ficar assim apagada da normativa vigente na hora de tomar a decisão sobre o final da vida. O ‘Projeto de lei estatutária’ não prevê tal objeção de consciência e os médicos se veriam penalizados se não obedecerem aos mandatos governamentais.» Morte indigna «A morte digna não é matar o doente, mas ajudá-lo nesse momento. Os enfermos precisam se sentir bem tratados, estimados, acompanhados. Nunca vi um paciente, em situação terminal, que não se agarrasse à vida com todas as suas forças. Seus olhos não me olharam jamais com desdém pelo trabalho terapêutico e de acompanhamento», confessa. O enfermo precisa, também e sobretudo, de motivação em sua dor, sublinha. «A aceitação da dor é uma atitude madura frente a uma doença que não se pode superar, ou a uma morte que vem inexoravelmente ao seu encontro. Também quem sofre deste modo pode se realizar e viver a própria dignidade de pessoa. Os sacrifícios motivados são feitos com prazer. Onde se ama não se sofre e, quando se sofre, se ama o sofrimento que o amor exige». Por isso, recorda Lucas Lucas, a Conferência Episcopal Espanhola redigiu um «modelo de testamento vital» que, entre outras coisas, diz: «O que subscreve pede que não se lhe pratique a eutanásia ativa, nem se lhe prolongue irracionalmente o momento de morrer, mas, em caso de mort,e deseja a companhia de seus entes queridos». «Chamar a eutanásia de morte digna é um engano – afirma o catedrático em sua reflexão compartilhada com ZENIT. Não pode haver dignidade na eliminação de uma vida humana. O digno é a vida, o amor, a acolhida, o sustento. A eliminação, a rejeição, o abandono, não são dignidade, mas egoísmo mascarado.» #acolhida #Lucas #Assassinato #alerta #Vítima #Bioética #Colômbia #Amor #adverte

  • Pregador do Papa: «Não se deve banalizar a tragédia da prostituição»

    Comentário do Pe. Cantalamessa sobre a Liturgia do próximo domingo ROMA, sexta-feira, 26 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap. – pregador da Casa Pontifícia – sobre a Liturgia da Palavra do próximo domingo, 28 de setembro. XXVI Domingo do Tempo Comum Ezequiel 18, 25-28; Filipenses 2, 1-11; Mateus 21, 28-32 «As prostitutas vos precederão no Reino dos céus» «Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse-lhe: – Meu filho, vai trabalhar hoje na vinha. Respondeu ele: – Não quero. Mas, em seguida, tocado de arrependimento, foi. Dirigindo-se depois ao outro, disse-lhe a mesma coisa. O filho respondeu: – Sim, pai! Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? O primeiro, responderam-lhe.». O filho da parábola que diz «sim» mas não faz representa aqueles que conheciam Deus e seguiam sua lei, mas depois, em sua atuação prática, quando se tratava de acolher Cristo, que era «o fim da lei», deram um passo atrás. O filho que diz «não» e faz representa aqueles que antes viviam fora da lei e da vontade de Deus, mas depois, com Jesus, se arrependeram e acolheram o Evangelho. Daqui a conclusão que Jesus põe diante «dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos do povo»: «Em verdade vos digo que os publicanos e as prostitutas vos precederão no Reino de Deus». Nenhuma frase de Cristo foi mais manipulada que esta. Acabaram criando às vezes uma espécie de aura evangélica em torno da categoria das prostitutas, idealizando-as e opondo-as a todos os demais, indistintamente, escribas e fariseus hipócritas. A literatura está cheia de prostitutas «boas». Basta pensar na Traviata, de Verdi, ou na humilde Sonia de Crime e castigo, de Dostoiévski! Mas isso é um terrível mal-entendido. Jesus apresenta um caso limite, como se estivesse dizendo: «inclusive as prostitutas – e é muito dizer – vos precederão no Reino de Deus». A prostituição é vista com toda sua seriedade, e tomada como termo de comparação para estabelecer a gravidade do pecado de quem rejeita obstinadamente a verdade. É preciso perceber também que idealizando a categoria das prostitutas se costuma idealizar também a dos publicanos, que sempre a acompanha no Evangelho. Se Jesus aproxima estas duas categorias não é sem um motivo: ambos puseram o dinheiro acima de tudo na vida. Seria trágico se esta palavra do Evangelho fizesse que os cristãos perdessem o empenho por combater o fenômeno degradante da prostituição, que assumiu hoje proporções alarmantes em nossas cidades. Jesus sentia muito respeito pela mulher para não sofrer, ele em primeiro lugar, pelo que esta chega a ser quando se reduz a esta situação. É por isso que ele valoriza a prostituição não por sua forma de viver, mas por sua capacidade de mudar e de pôr ao serviço do bem sua própria capacidade de amar. Como Madalena que, após converter-se, seguiu Cristo até a cruz e se converteu na primeira testemunha da ressurreição (supondo que foi uma delas). O que Jesus queria dizer com essa palavra aparece claramente no final: os publicanos e as prostitutas se converteram com a pregação de João o Batista; os príncipes dos sacerdotes e dos anciãos não. O Evangelho não nos impulsiona portanto a promover campanhas moralizadoras contra as prostitutas, mas tampouco a não levar a sério este fenômeno, como se não tivesse importância. Hoje, por outro lado, a prostituição se apresenta sob uma forma nova, pois consegue produzir muito dinheiro sem nem sequer correr os tremendos riscos que sempre correram as pobres mulheres condenadas à rua. Esta forma consiste em vender o próprio corpo, ficando tranqüilamente na frente de uma máquina fotográfica ou uma câmera de vídeo, sob a luz dos refletores. O que a mulher faz quando se submete à pornografia e a certos excessos da publicidade é vender seu próprio corpo aos olhares. É prostituição pura e dura, e pior que a tradicional, porque se impõe publicamente e não respeita a liberdade nem os sentimentos das pessoas. Mas feita esta necessária denúncia, trairíamos o espírito do Evangelho se não destacássemos também a esperança que esta palavra de Cristo oferece às mulheres que, por diversas circunstâncias da vida (com freqüência por desespero), se encontram na rua, a maioria das vezes, vítimas de exploradores sem escrúpulos. O Evangelho é «evangelho», ou seja, boa notícia, notícia de resgate, de esperança, também para as prostitutas. E mais, antes de tudo para elas. Jesus quis que fosse assim. [Tradução: Élison Santos; Revisão: Aline Banchieri] #RanieroCantalamessa #mulher #Evangelho #PapaBentoXVI #Pregador #Deus #acolher #próximo #Cantalamessa #Sacerdotes #capacidade #Liturgia #prostituição #Raniero #Jesus #Palavra

  • Católico Taro Aso deve ser novo primeiro-ministro do Japão

    TÓQUIO, terça-feira, 23 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- Taro Aso, de 68 anos, secretário-geral do Partido liberal democrata, deve ser o novo primeiro-ministro do Japão. Taro Aso é católico, ainda que não seja o primeiro desta religião que chega ao cargo de primeiro-ministro no país do Sol nascente. Após obter uma esmagadora vitória nas eleições internas de seu partido, que governa o país e tem maioria parlamentar, Aso, ex-ministro do exterior, foi designado por seu partido como novo primeiro-ministro, após a renúncia, há três semanas, de Yasuo Fukuda. O parlamento deverá aprovar amanhã a nomeação de Aso, considerada segura, visto que conta com a maioria suficiente. Segundo a agência Fides, o novo primeiro-ministro procede de uma família de longa tradição católica, em um país de 127 milhões de habitantes, dos quais um milhão é católico. A Agência Fides sublinha que sua presença à frente do país poderia dar à pequena mas qualificada minoria católica «novas oportunidades para se dar a conhecer e poder realizar sua missão». #Primeiroministro #democrata #Solnascente #Católico #agênciaFides #parlamento #IgrejaCatólica

  • Ex "rei do aborto" e agora defensor da vida urge a proteger a não nascidos no EUA

    ACI).- Até a primeira metade dos 70’s o médico Bernard Nathanson realizou mais de 60 mil abortos. Com a aparição do ultra-som, pôde perceber que esta prática era um assassinato. Agora, como parte de sua campanha em defesa da vida dos não nascidos, alenta aos americanos em Dakota do Sul a não votar por uma lei que tenta estabelecer este criminal procedimento. Nathanson aparece em um aviso televisivo em que explica que ele junto a outras pessoas fundaram a organização anti-vida NARAL para “exportar nossa mentalidade abortista por todo o país” e precisa além que “uma das nossas estratégias para confundir aos americanos era negar o que sabíamos era verdade, que um aborto mata a um ser humano”. “Este foi o maior engano de minha vida e o maior engano na história de nossa nação”, acrescenta. Este aviso é parte do esforço pro-vida do grupo VoteYesForLife.com para não votar por uma lei que permita o aborto em Dakota do Sul. Esta campanha exigia reunir pelo menos 18 mil assinaturas, mas conforme indica esta associação, chegaram-se a juntar 58 mil para poder inclui-la na cartilha de 4 de novembro nas eleições. Assista o vídeo (em inglês): [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=W-FpJMq_gAY[/youtube] #Assassinato #organização #engano #BernardNathanson #Aborto #Nathanson #NARAL #Lei #campanha #Bernard #Dakota #reidoaborto

  • Eduardo Verástegui difunde horror do aborto entre votantes hispanos nos EUA

    ACI).- O ator mexicano Eduardo Verástegui lançou um vídeo denominado “Dura Realidade” no que pede aos votantes hispanos pôr fim ao aborto nos Estados Unidos enquanto mostra a crueldade desta prática e expõe a postura abortista do candidato presidencial democrata Barack Obama. No vídeo, que recolhe imagens explícitas de abortos reais, Verástegui denuncia que os hispanos são os mais afetados pela indústria do aborto. Para o ator é desconcertante que a maioria dos centros de aborto se encontrem nos bairros habitados por hispanos e os meios de comunicação em espanhol estejam saturados de anúncios a favor do aborto. “O aborto não somente é um negócio muito lucrativo senão também é utilizado por pessoas racistas como um meio para eliminar a nossa gente já que eles pensam que somos uma ameaça para a democracia neste país”, sustenta Verástegui. Depois de lembrar que dos mais de três mil bebês abortados diariamente nos Estados Unidos, 650 são de origem hispana, o ator assinala que “o aborto é legal porque não há suficientes homens e mulheres que elevem sua voz em contra do aborto”. Verástegui assegura que “é necessário pôr fim ao aborto e os candidatos políticos jogam um papel muito importante neste tema”. O ator lembra que “Obama apóia os abortos realizados durante os últimos meses da gravidez”; “apóia os desumanos abortos por nascimento parcial”; e “quer financiar abortos com os impostos que pagamos você e eu”. Do mesmo modo, sustenta que “como legislador, Obama votou em diversas ocasiões contra uma lei que procurava proteger aos bebês que tinham sobrevivido a um aborto, que tinham nascido vivos”. “Obama se comprometeu em remover todas as leis pro-vida que atualmente em muitos estados oferecem proteção aos bebês ainda não nascidos e a suas mães”, adiciona. Verástegui questiona que Obama não esteja de acordo em que os pais de família sejam notificados antes de que uma menor de idade seja submetida a um aborto. “A Obama lhe interessa mais manter a legalidade do aborto que o bem-estar dos bebês, as crianças e as famílias deste país”, denuncia Verástegui e pede aos hispanos unir-se e fazer “algo para defender a vida em todo momento, desde sua concepção até sua morte natural”. Veja a versão editada do vídeo: [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=rx5A029sEPc[/youtube] #democrata #realidade #hispanos #comunicação #BarackObama #Verástegui #Youtube #crueldade #Aborto #votantes #Barack #horror #EduardoVerástegui #negócio #mexicano #Espanhol #Obama #lucrativo

  • Bento XVI refuta quem afirma que São Paulo inventou cristianismo

    Por Inma Álvarez CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 24 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- A importância que o Apóstolo dos Gentios concede, em suas cartas, à Tradição vida da Igreja «demonstra quão equivocada está a visão daqueles que atribuem a Paulo a invenção do cristianismo», explicou hoje Bento XVI durante a audiência geral. O Papa dedicou a catequese, pela 5ª vez, à figura do apóstolo São Paulo, nesta ocasião em relação com os Doze e com a Igreja de Jerusalém. A audiência aconteceu na Praça de São Pedro e dela participaram cerca de 15 mil peregrinos dos cinco continentes, entre eles vários grupos procedentes da Europa do Leste e da Oceania. Segundo explicou Bento XVI, a relação entre Paulo e os demais apóstolos «sempre esteve marcada por um profundo respeito e pela franqueza que em Paulo derivava da defesa da verdade do Evangelho». Ele destacou especialmente a relação com Pedro, a quem Paulo consultou durante 15 dias sobre a vida terrena de Jesus. Segundo o Papa, Paulo transmite fielmente em suas cartas as duas fórmulas fundamentais da tradição viva da Igreja, que são o anúncio da Ressurreição e a Eucaristia. Estas fórmulas, que contêm as palavras de Jesus na Última Ceia e a menção das aparições do Ressuscitado, «são elementos constitutivos e concernem à Eucaristia e à Ressurreição; trata-se de textos já formulados por volta do ano 30». «Ele as transmite verbalmente, assim como as havia recebido, com uma fórmula muito solene: ‘Eu vos transmito aquilo que recebi’. Ele insiste, portanto, na fidelidade a tudo o que ele mesmo recebeu e que fielmente transmite aos novos cristãos», acrescenta o Papa. Além disso, ambas as fórmulas constituem também o núcleo da teologia paulina, pois as palavras de Jesus na Última ceia «são realmente o centro da vida da Igreja». «Além desse centro eucarístico, do qual a Igreja volta sempre a nascer – também para toda a teologia de Paulo, para todo o seu pensamento –, estas palavras têm um notável impacto sobre a relação pessoal de Paulo com Jesus.» «O outro texto, sobre a Ressurreição, transmite-nos novamente a mesma fórmula de fidelidade. São Paulo escreve: ‘Eu vos transmiti primeiramente o que eu mesmo havia recebido: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado, e ressurgiu ao terceiro dia, segundo as Escrituras; apareceu a Cefas, e em seguida aos Doze’», comentou o Santo Padre. Ao incluir sua própria experiência no caminho de Damasco, Paulo sublinha «a identidade e a unicidade do anúncio do Evangelho: tanto eles como eu pregamos a mesma fé, o mesmo Evangelho de Jesus Cristo morto e ressuscitado que se entrega na Santíssima Eucaristia», acrescentou o Papa. Portanto, explicou, a importância que Paulo confere à Tradição viva da Igreja «demonstra quão equivocada está a visão daqueles que atribuem a Paulo a invenção do cristianismo: antes de proclamar o evangelho de Jesus Cristo, ele o encontrou no caminho de Damasco e o conheceu na Igreja». «Quanto mais procurarmos seguir os passos de Jesus de Nazaré pelos caminhos da Galiléia, mais poderemos compreender que Ele tomou sobre si a nossa humanidade, compartilhando-a em tudo, exceto no pecado. Nossa fé não nasce de um mito, nem de uma idéia, mas do encontro com o Ressuscitado, na vida da Igreja», concluiu o Papa. #Cristo #Evangelho #Ressuscitado #PapaBentoXVI #Cristianismo #apostolo #SãoPaulo #Escrituras #Eucaristia #Pedro #Papa #Cristãos #teologia #Tradição #Ceia #Igreja #IgrejaCatólica #Jesus #Ressurreição

  • A Bíblia dos Testemunhas de Jeová é confiável?

    Por José Carlos Sampedro Forner Tradução: Carlos Martins Nabeto Fonte: Veritatis Splendor Freqüentemente em suas visitas domiciliares, os Testemunhas de Jeová não acham inconveniente que se use uma Bíblia católica. Porém, insensivelmente, a vão deixando para recorrer a sua própria versão. É confiável esta versão? Poderíamos falar de duas versões: a inglesa “Tradução do Novo Mundo” e a espanhola “Tradução do Novo Mundo da Santas Escrituras”. Em inglês, quanto ao que se refere ao Novo Testamento, possuem uma edição especial intitulada “Tradução Interlinear das Escrituras Gregas”. Nela apresentam: O texto grego do Novo Testamento (segundo a edição crítica de Wescott e Hort, que é altamente aceitável, ainda que hoje em dia se prefira a de Nestlé-Aland); A tradução inglesa interlinear (ajustada ao grego, palavra por palavra); A tradução inglesa em coluna à parte (esta versão já não é fiel como a interlinear, encontrando-se abundantemente falsificada). A tradução espanhola, segundo se lê em sua introdução, depende da versão inglesa de 1961, ainda que se diga que foi consultado fielmente os antigos textos hebraicos e gregos. Lendo-a atentamente, logo se vê que depende mais do texto inglês que dos textos originais. Vamos apresentar alguns textos, de questões fundamentais, especialmente as relacionadas com a divindade de Cristo. Veremos, então, como esta versão está deturpada. João 1,1: Versão espanhola: “No princípio a Palavra era, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era um deus”.Na versão interlinear inglesa lemos: “and god was the Word” o que, traduzido literalmente seria: “e deus era a Palavra”. Na coluna da direita, ao contrário, foi introduzido o artigo indeterminado, lendo-se: “and the Word was a god”, ou seja, “e a Palavra era um deus”. No prólogo da edição se diz que, quando se sugerem interpolações no texto original serão assinaladas entre colchetes. Aqui, ao contrário, não há nada que sugira essa interpolação que eles realmente fazem. Atos 20,28: Versão espanhola: “Prestem atenção em vocês mesmos e em todo o rebanho, entre o qual o espírito santo vos nomeou superintendentes, para pastorear a congregação de Deus, que ele comprou com o sangue do seu próprio [Filho]“.O texto grego admitido na edição diz literalmente: “que ele comprou com seu próprio sangue”. Assim é traduzido na versão interlinear: “through the blood of the own (one)”. Na coluna da direita já se fala de Filho: “With the blood of his own (son)”, ou seja, “com o sangue de seu próprio [Filho]”. De qualquer forma, o sangue derramado para comprar o povo só pode se referir ao sangue de Cristo; porém, fica muito mais fortemente expressa a sua divindade quando diz que “Deus o adquiriu com seu próprio sangue”. Aí não cabe qualquer discussão sobre se é o Deus verdadeiro ou apenas o “Filho de Deus”.Outras advertências que fazemos a esta tradução é que a palavra “superintendentes” corresponde ao grego “episkopous” que, técnicamente, se traduce por “bispos”. Também a palavra “congregação” se refere ao grego “ekklesía”, que significa “igreja”. Paulo, pois, fala aos “bispos da Igreja”. Romanos 9,5: Versão espanhola: “A quem pertencem os antepassados e de quem [procedeu] o Cristo segundo a carne: Deus que está sobre todos, [seja] bendito para sempre. Amém”.No texto grego se diz: “…deles procede Cristo segundo a carne, o qual está acima de todas as coisas, Deus bendito por todos os séculos”. Assim o traduz corretamente a versão inglesa interlinear. Já na coluna da direita, se introduz a palavra “seja” entre colchetes, o que muda totalmente o sentido de “Deus bendito” que já não passa mais a se referir a Cristo, convertendo-se em um louvor a Deus: “Deus seja bendito. Deus que está acima de tudo, [seja] bendito para sempre”. Romanos 14,6-9: Versão espanhola: “Que observa o dia, observa-o para Jeová. Também o que come, come-o para Jeová, pois dá graças a Deus; e o que não o come, não come-o para Jeová, porém dá graças a Deus. Nenhum de nós, de fato, vive somente para si mesmo, e ninguém morre somente para si mesmo, pois se vivemos, vivemos para Jeová, assim como se morremos, morremos para Jeová. Conseqüentemente, quer vivamos quer morramos, pertencemos a Jeová. Pois com este fim morreu Cristo e voltou a viver para ser senhor tanto sobre os mortos como sobre os vivos“.Neste texto, a chave se encontra no versículo 9, onde se diz que a morte e ressurreição contituiu Cristo como “senhor dos vivos e dos mortos”. A última palavra (o verbo “kyrieuse”) deriva do substantivo “Kyrios”, que significa “Senhor”. São Paulo emprega constantemente esta palavra para se referir a Cristo: “Cristo é o Senhor”. Neste versículo, que é o mais importante, estão de acordo o texto grego, a versão interlinear, a versão da direita e a versão espanhola. Porém, devemos prestar atenção aos versículos anteriores…Aparece seis vezes a palavra “Kyrios”, que na versão interlinear se traduz corretamente por “lord”, isto é, “senhor”. À direita, porém, encontramos tal palavra traduzida por “Jeová”.No texto original encontramos uma sucessão lógica de idéias: “Comemos para o Senhor, vivemos para o Senhor, morremos para o Senhor, pertencemos totalmente ao Senhor porque Cristo morreu e ressuscitou para ser Senhor”. Essa lógica é interrompida se traduzimos que “Comemos para Jeová, vivemos para Jeová, morremos para Jeová, pertencemos totalmente a Jeová porque Cristo morreu e ressuscitou para ser Senhor”.A mesma deturpação encontramos em Lucas 1,43-46, quando lemos na Tradução do Novo Mundo: “‘Pois a quem se deve que eu tenha este [privilégio] de que me venha a Mãe de meu Senhor?… haverá uma completa realização das coisas que lhe foram faladas da parte de Jeová‘… Maria disse: ‘Minha alma engrandece Jeová‘”. As três palavras palavras grifadas correspondem, em grego, à palavra “Kyrios”, ou seja, “Señor”. Colossenses 1,15-17: Versão espanhola: “Ele é a imagem de Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois por meio dele todas as [outras] coisas foram criadas nos céus e sobre a terra, as coisas visíveis e as coisas invisíveis, não importando que sejam tronos ou senhorios, ou governos, ou autoridades. Todas as [outras] coisas foram criadas mediante ele e para ele. Também ele é antes de todas as [outras] coisas e por meio dele se fez com que todas as [outras] coisas existissem”.Na versão espanhola encontramos quatro vezes a palavra outras agregada ao texto original. Por quatro vezes também encontramos a palavra inglesa “other” (=outras), entre colchetes, na coluna da direita. Porém tal palavra não aparece nem no grego, nem na versão interlinear. Observe-se a diferença nestas expressões: Por meio dele todas as coisas foram criadas Por meio dele todas as outras coisas foram criadas. Todas as coisas foram criadas mediante ele Todas as outras coisas foram criadas mediante ele. Ele é antes de todas as coisas Ele é antes de todas as outras coisas. Por meio dele se fez com que todas as coisas existissem Por meio dele se fez com que todas as outras coisas existissem. Tito 2,13: Versão espanhola: “Ao passo que aguardamos a feliz esperança e a gloriosa manifestação do grande Deus e do salvador nosso, Cristo Jesus”.Esta versão espanhola da Tradução do Novo Mundo coincide com a tradução inglesa que encontramos na coluna da direita. Nestas versões, parece que esperamos a duas pessoas: o grande Deus E o nosso Salvador, Cristo Jesus. No texto grego, ao contrário, se fala de um único ser: “o grande Deus e Salvador, Cristo Jesus” (um só artigo unindo Deus e Salvador). Assim o encontramos também na versão interlinear. O segundo artigo “o” se introduz na versão inglesa da direita para estabelecer uma separação entre “grande Deus” e “Salvador Jesus Cristo”. Sempre que o Novo Testamento fala da manifestação ou da vinda (“Parusía”) refere-se sempre a Jesus Cristo; nunca fala assim de Deus Pai. João 10,38: Versão espanhola: “Afim de que cheguem a saber e continuem sabendo que o Pai está em união comigo e eu estou em união com o Pai”.A frase “em união com” não consta no texto grego nem na versão interlinear. Ali consta: “Em mim está o Pai e eu estou no Pai”. Assim se expressa uma profunda intimidade que é muito superior a “estar em união com”. Esta deturpação foi, entretanto, introduzida na coluna inglesa da esquerda: “in union with”. João 14,9-11: Versão espanhola: “Lhes disse Jesus: ‘Tenho estado convosco tanto tempo e, ainda assim, Felipe, não chegaste a me conhecer? Quem me viu, viu ao Pai [também]. Como podes dizer: ‘Mostra-nos ao Pai’? Não crês que eu estou em união com o Pai e o Pai está em união comigo? As coisas que lhes digo não as falo por mim, mas o Pai que permanece em união comigo é que faz suas obras. Creiam que eu estou em união com o Pai e o Pai está em união comigo; de outra forma, creiam em razão das obras mesmo'”.Também aqui, como no texto anterior, há a adição da frase “em união com”, repetidas cinco vezes. Em nenhum dos cinco casos a encontramos no texto grego, nem na tradução interlinear.Outra adição encontramos no versículo 9, com a palavra “[também]”. O texto grego e da tradução interlinear dizem: “Quem me viu, viu ao Pai”. Variás outras deturpações no estilo poderíamos apontar. Para isto, pode-se ver o livro “Análise da Bíblia dos Testemunhas de Jeová”, de Eugenio Danyans, da ed. Clie Literatura Evangélica. Tarrasa, 1971. Quando encontramos versões da Bíblia tão díspares, a ponto de afetar questões tão importantes quanto a divindade de Cristo, com qual versão devemos ficar? A maioria dos leitores da Bíblia não conhecem as línguas hebraica e grega, para poder ler os textos originais;nem têm a facilidade de possuir em suas mãos uma edição da Bíblia nestes idiomas. É, pois, necessário utilizar-se de pessoas que nos garantam que as versões que temos são corretas; apesar das diferenças lógicas existentes entre umas versões e outras, não se pode contradizer as verdades da fé. Devemos confiar em quem? Confiamos nos exegetas, nos teólogos, nos comentaristas da Bíblia cujos nomems conhecemos e cuja ciência e competência são reconhecidas. Confiamos no Magistério da Igreja, que recebeu de Cristo a tarefa de conservar e interpretar as Sagradas Escrituras. No caso específico dos Testemunhas de Jeová: Certamente Charles Taze Russell, seu fundador, não conhecia grego, como ele mesmo admitiu perante um tribunal. Se negam terminantemente a indicar os nomes dos tradutores de sua Bíblia; não podemos, pois, conhecer sua capacitação. Não dispõem de um “Magistério eclesiástico” com dependência apostólica. Sua autoridade suprema é a Sociedade do Brooklyn, que tem todos os poderes que se auto-atribuem. Charles Taze Russell nasceu em 1852. Suas atividades religiosas começaram em 1870. O nome “Testemunhas de Jeová” surgiu em 1931, bem após a morte de Russell em 1916. Diante destas datas tardias, queremos dizer a qualquer interrogante que uma das garantias de autenticidade que uma confissão cristã deve oferecer é o seu entroncamento com Cristo, por intermédio dos apóstolos e seus sucessores: é o caráter “apostólico” da Igreja. Podem os Testemunhas de Jeová oferecer testemunhos sólidos de que nos séculos anteriores haviam “fiéis” que acreditavam nas mesmas coisas que eles? #Cristo #bibliasagrada #TestemunhasdeJeová #Deus #Senhor #bíbliavivaonline #Bíblia #Kyrios #NovoTestamento #grego #Paulo #Bispo #Alma #Jesus #Salvador #tradução

  • Bento XVI visitará túmulo do Padre Pio no ano que vem

    Anunciou hoje o secretário de Estado Vaticano SAN GIOVANNI ROTONDO, terça-feira, 23 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI visitará a localidade italiana de San Giovanni Rotondo, lugar onde está enterrado São Pio de Pietrelcina. Foi o que anunciou hoje o secretário de Estado Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, durante a homilia da missa que presidiu em San Giovanni Rotondo, quando se completam 40 anos da morte do santo e 90 de sua milagrosa estigmatização. «Bento XVI me pediu que anunciasse que tudo está preparado – anunciou o cardeal Bertone aos milhares de fiéis congregados na Missa. O Papa virá a San Giovanni Rotondo em 2009.» Durante a homilia, o purpurado recordou a figura de Padre Pio, de quem disse que «foi um discípulo de Cristo que não buscou outra glória que a de amar e sofrer por Ele. Foi um sacerdote que não quis outra coisa senão consumir-se no amor a Deus e aos irmãos». «Foi filho sincero da Igreja, e preferiu não se defender, inclusive nas ocasiões mais dolorosas, morrendo no silêncio dócil da obediência difícil, mas fecunda», acrescentou. «Quarenta anos após a sua morte, acrescentou o cardeal Bertone, São Pio é como um canal de água que brota, rico, e de cuja fonte podem beber a água fresca da verdade e do amor que o Senhor oferece a todos em abundância.» São Pio de Pietrelcina, mais conhecido como o Padre Pio, é um dos santos mais venerados da Itália. Frade capuchinho, recebeu milagrosamente os estigmas da Paixão em 1918 e morreu em 1968. Foi canonizado por João Paulo II em 16 de junho de 2002. Desde o mês de abril passado, seus restos mortais foram exumados e expostos à veneração dos fiéis, em uma urna da cripta do santuário de Santa Maria da Graça, em San Giovanni Rotondo. A exposição durará até 23 de setembro de 2009. #Cristo #PapaBentoXVI #glória #Bertone #veneração #Pietrelcina #Padre #SanGiovanniRotondo #Santuário #Homilia #Tarcisio #purpurado #cripta #Giovanni #PadrePio #Vaticano #Amor #abundância #PiodePietrelcina #SãoPiodePietrelcina

  • Lógica de Deus é diversa à lógica do mundo, lembra o Papa

    ACI).- Milhares de fiéis e peregrinos assistiram na Praça de São Pedro para rezar o Ângelus dominical com o Papa Bento XVI quem ao introduzir a oração lembrou que a vocação à vida cristã é já uma primeira recompensa que Deus nos faz para viver em plenitude na terra. Ante deles lembrou que “por fortuna, a lógica de Deus não é a mesma que a do homem”. “O já ser chamados por Deus é a primeira recompensa: o poder trabalhar na vinha do Senhor, ficar a seu serviço, colaborar com sua obra, constitui de por si um prêmio inestimável que paga toda fadiga”, afirmou o Papa ao meditar o Evangelho do dia de hoje. O Papa ressaltou além que isto solo o entende “quem ama ao Senhor e a seu Reino; quem pelo contrário trabalha somente pelo dinheiro nunca perceberá o valor deste inestimável tesouro”. Assim mesmo o Santo Padre lembrou que Mateus, a quem a Igreja lembra hoje, viveu a experiência mencionada. “Em efeito antes que Jesus o chamasse, era um publicano e por isso um público pecador, um excluido da ‘vinha do Senhor’. Tudo muda quando Jesus, passando junto a onde ele se encontrava, o olha e lhe diz: ‘Siga-me’. Mateus se levantou e o seguiu”. “De ser um publicano se converteu imediatamente em discípulo de Cristo. De ser o ‘último’ se encontrou sendo o ‘primeiro’, todo graças à lógica de Deus que é totalmente diversa da lógica do mundo”, continuou. Mais adiante lembrou também a figura de São Paulo, quem em suas cartas afirma que “foi a graça de Deus a que obrou nele, aquela graça que de perseguidor da Igreja o transformou em apóstolo de gente. Ao ponto de lhe fazer dizer: ‘Para mim a vida é Cristo e a morte um ganho’”. “Que a Virgem Maria nos ajude a responder sempre e com alegria à chamada do Senhor, e a encontrar nossa felicidade no poder fatigar pelo Reino dos céus”. Seguidamente o Papa rezou o Ângelus, saudou em diversas línguas e distribuiu sua Bênção Apostólica. #Mateus #Cristo #Mundo #Evangelho #PapaBentoXVI #plenitude #Deus #Senhor #Pedro #adiante #oração #Lógica #recompensa #Igreja #Vaticano #alegria #Jesus #meditar

  • Não existe a priori incompatibilidade entre Darwin e Bíblia

    Declaração do presidente do Conselho Pontifício para a Cultura CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 17 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- Não existe «a priori» incompatibilidade entre as teses de Charles Darwin e a Bíblia, assegura o presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, arcebispo Gianfranco Ravasi. O prelado italiano, que é também presidente da Comissão Pontifícia para os Bens Culturais da Igreja, falou da figura do biólogo britânico que enunciou a teoria da evolução, ao apresentar um congresso internacional que será realizado em Roma de 3 a 7 de março. O simpósio, que terá como tema «Evolução biológica: fatos e teorias. Uma avaliação crítica 150 anos depois de ‘A origem das espécies’», reunirá em Roma filósofos, teólogos e cientistas de renome internacional. No encontro com os jornalistas ontem, Dom Ravasi quis «confirmar que não existe incompatibilidade a priori entre as teorias da evolução e a mensagem da Bíblia e da teologia». Segundo recordou, Darwin «nunca foi condenado, ‘A origem das espécies’ não está no Índice (de livros proibidos, N. do T.), mas sobretudo há pronunciamentos muito significativos com relação à evolução por parte do próprio Magistério eclesial». O congresso, segundo disse Ravasi, será interessante porque busca criar um diálogo entre filosofia, teologia e ciência. Foi apresentado na Sala de Informação da Santa Sé e faz parte do projeto STOQ (Science, Theology and the Ontological Quest – Ciência, Teologia e Pesquisa Ontológica). O Congresso foi organizado conjuntamente pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma) e pela Universidade de Notre-Dame (Indiana, EUA), sob o patrocínio do Conselho Pontifício para a Cultura, no âmbito do projeto STOQ. Este projeto busca criar uma ponte filosófica entre ciência e teologia através de programas de estudo, cursos universitários, ciclos de conferências, publicações científicas, etc. Fazem parte do mesmo universidades pontifícias de Roma e alguns dos maiores cientistas do mundo. O congresso sobre a evolução, em concreto, é organizado pela Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma e pela Notre-Dame University dos Estados Unidos, com o patrocínio do Conselho Pontifício para a Cultura. Dom Ravasi recordou dois pronunciamentos históricos sobre a evolução do Magistério pontifício: a encíclica Humani Generis, de Pio XII, de 12 de agosto de 1950, e a Mensagem de João Paulo II à Plenária da Academia Pontifícia de Ciências, de 22 de outubro de 1996. Dom Ravasi explicou que o congresso busca enfrentar o debate com três atitudes básicas: antes de tudo, pesquisa séria – que supere os lugares comuns –, humildade e otimismo. O arcebispo explicou que teólogos, filósofos e cientistas se movem em «terrenos diferentes», mas «o importante é que a linha de demarcação não se converta em uma ‘muralha chinesa’ em uma ‘cortina de ferro’, desde o qual se vê o outro com desprezo». «A distinção – advertiu – não é separação. A distinção é necessária!» «Portanto – declarou –, é necessário um ato de humildade também por parte do teólogo, que deve escutar e aprender; por outro lado, é necessário superar a arrogância de alguns cientistas que esbofeteiam quem tem fé e que consideram a fé e a teologia como uma herança de um paleolítico intelectual.» Na coletiva de imprensa interveio também o Pe. Marc Leclerc, S.J., professor de Filosofia da Naturezana Pontifícia Universidade Gregoriana; Gennaro Auletta, diretor cientista do projeto STOQ e professor de Filosofia da Ciência na Pontifícia Universidade Gregoriana; e Alessandro Minelli, professor de Zoologia na Universidade de Pádua (Itália). O Pe. Leclerc constatou que «o debate sobre a teoria da evolução é cada vez mais forte, tanto no âmbito cristão como no estritamente evolucionista». O sacerdote jesuíta, ao explicar os motivos que levaram à convocação do congresso, neste contexto, afirma: «Pensamos que nosso dever é procurar esclarecer alguns pontos, já que cientistas, filósofos e teólogos cristãos estão diretamente envolvidos no debate, junto com colegas de outras confissões ou não-confessionais». «Trata-se de suscitar um amplo intercâmbio de opiniões desde o ponto de vista racional, para favorecer um diálogo fecundo entre especialistas de âmbitos diferentes; a Igreja está profundamente interessada neste diálogo, respeitando plenamente o campo de cada um», concluiu. #Magistério #Cultura #GianfrancoRavasi #filosofia #advertiu #Bíblia #teologia #Congresso #Alessandro #Pontifícia #Igreja #universidade #Ravasi #NotreDame #Gianfranco #Arcebispo

  • A Exaltação da Santa Cruz

    Fr. Raniero Cantalamessa, ofmcap Atualmente a cruz já não se apresenta aos fiéis em seu aspecto de sofrimento, de dura necessidade da vida ou inclusive como um caminho para seguir a Cristo, mas em seu aspecto glorioso, como motivo de honra, não de pranto. Antes de tudo, digamos algo sobre a origem desta festa. Ela recorda dois acontecimentos distantes no tempo. O primeiro é a inauguração, por parte do imperador Constantino, de duas basílicas, uma no Gólgota, outra no sepulcro de Cristo, no ano 325. O outro acontecimento, no século VII, é a vitória cristã contra os persas, que levou à recuperação das relíquias da cruz e sua devolução triunfal a Jerusalém. Contudo, com o passar do tempo, a festa adquiriu um significado autônomo. Converteu-se em uma celebração gloriosa do mistério da cruz, que, sendo instrumento de ignomínia e de suplício, Cristo transformou em instrumento de salvação. As leituras refletem esta perspectiva. A segunda leitura volta a propor o célebre hino da Carta aos Filipenses, onde se contempla a cruz como o motivo da maior «exaltação» de Cristo: «aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor». Também o Evangelho fala da cruz como do momento no qual «o Filho do homem foi levantado para que todo o que creia tenha por Ele vida eterna». Houve, na história, dois modos fundamentais de representar a cruz e o crucifixo. Os chamamos, por comodidade, de o modo antigo e o moderno. O modo antigo, que se pode admirar nos mosaicos das antigas basílicas e nos crucifixos da arte romântica, é glorioso, festivo, cheio de majestade. A cruz, frequentemente sozinha, sem crucifixo, aparece projetada em um céu estrelado, e sob ela a inscrição: «Salvação do mundo, salus mundi», como em um célebre mosaico de Ravena. Nos crucifixos de madeira da arte românica, este tipo de representação se expressa no Cristo que reina com vestes reais e sacerdotais a partir da cruz, com os olhos abertos, o olhar para a frente, sem sombra de sofrimento, mas radiante de majestade e vitória, já não coroado de espinhos, mas de pedras preciosas. É a tradução do versículo do salmo: «Deus reinou do madeiro» (regnavit a ligno Deus). Jesus falava de sua cruz nestes mesmos termos: como o momento de sua «exaltação»: «E quando eu for levantado da terra, atrairei todos para mim» (Jo 12, 32). A forma moderna começa com a arte gótica e se acentua cada vez mais, até converter-se no modo ordinário de representar o crucifixo. Um exemplo é a crucifixão de Matthias Grunewald no altar de Isenheim. As mãos de os pés se retorcem como arbustos ao redor dos cravos, a cabeça agoniza sob um feixe de espinhos, o corpo coberto de chagas. Igualmente, os crucifixos de Velázquez e de Dali e de muitos outros pertencem a este tipo. Os dois modos evidenciam um aspecto verdadeiro do mistério. A forma moderna-dramática, realista, pungente – representa a cruz vista, por assim dizer, por diante, «de cara», em sua crua realidade, no momento em que se morre nela. A cruz como símbolo do mal, do sofrimento do mundo e da tremenda realidade da morte. A cruz se representa aqui «em suas causas», isto é, naquilo que, habitualmente, a ocasiona: o ódio, a maldade, a injustiça, o pecado. O mundo antigo evidenciava não as causas, mas os efeitos da cruz; não aquilo que produz a cruz, mas o que é produzido pela cruz: reconciliação, paz, glória, segurança, vida eterna. A cruz que Paulo define como «glória» ou «honra» do crente. A festividade de 14 de setembro chama-se «exaltação» da cruz porque celebra precisamente este aspecto «exaltante» da cruz. Deve-se unir à forma moderna de considerar a cruz, a antiga: redescobrir a cruz gloriosa. Se no momento em que se experimentava a provação, podia ser útil pensar em Jesus cravado na cruz entre dores e espasmos, porque isto fazia que o sentíssemos próximo a nossa dor, agora há que pensar na cruz de outro modo. Explico com um exemplo. Perdemos recentemente uma pessoa querida, talvez depois de meses de grande sofrimento. Pois bem: não há que continuar pensando nela como estava em seu leito, em tal circunstância, em tal outra, a que ponto se havia reduzido no final, o que fazia, o que dizia, talvez torturando a mente e o coração, alimentando inúteis sentimentos de culpa. Tudo isto terminou, já não existe, é irreal; atuando assim não fazemos mais que prolongar o sofrimento e conservá-la artificialmente com vida. Há mães (não digo para julgá-las, mas para ajudá-las) que depois de terem acompanhado durante anos um filho em seu calvário, quando o Senhor o chama para Si, rechaçam viver de outra forma. Em casa, tudo deve permanecer como estava no momento da morte do filho; tudo deve falar dele; visitas contínuas ao cemitério. Se há outras crianças na família, devem adaptar-se a viver também neste clima permeado de morte, com grave dano psicológico. Estas pessoas são as que mais necessitam descobrir o sentido da festa de 14 de setembro: a exaltação da cruz. Já não és tu que leva a cruz, mas a cruz que te leva; a cruz que não te arrebata, mas que te ergue. Há que pensar na pessoa querida como é agora que “tudo terminou”. Assim faziam com Jesus os artistas antigos. Contemplavam-no como é agora, como está: ressuscitado, glorioso, feliz, sereno, sentado no trono de Deus, com o Pai que “enxugou toda lágrima de seus olhos” e lhe deu “todo poder nos céus e na terra”. Já não entre os espasmos da agonia e da morte. Não digo que se possa sempre dominar o próprio coração e impedir que sangue com a recordação do sucedido, mas há que procurar que impere a consideração de fé. Senão, para que serve a fé? [Traduzido por Zenit] #RanieroCantalamessa #salvação #Cristo #Homem #realidade #Deus #glória #Santa #Senhor #Cantalamessa #célebre #mistério #crucifixo #Filho #vitória #SantaCruz #Raniero #Cruz #Exaltação #Jesus #sofrimento

  • Ortodoxos e católicos refletirão juntos sobre figura do «pai espiritual»

    O Mosteiro de Bose acolhe um congresso mundial sobre espiritualidade ortodoxa Por Inma Álvarez MAGNANO, quinta-feira, 18 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- O Mosteiro de Bose (Itália) acolhe, de hoje até o próximo domingo, um congresso ecumênico internacional de espiritualidade ortodoxa. Dele participarão especialistas do mundo acadêmico, cultural e religioso procedentes de mais de 20 países. O congresso, com o título «Paternidade espiritual na tradição ortodoxa», é patrocinado pelo Patriarcado Ecumênico de Constantinopla e pelo Patriarcado de Moscou, que enviaram mensagens de reconhecimento aos trabalhos do encontro. O objetivo é, segundo os organizadores, «oferecer uma oportunidade de intercâmbio fraterno e de reflexão compartilhada sobre temas essenciais da vida espiritual, onde as tradições do Oriente e do Ocidente cristão encontram os profundos interrogantes do homem moderno». O prior e fundador da comunidade monástica de Bose, Enzo Bianchi, explicava ontem à Rádio Vaticano que o tema do encontro – a paternidade espiritual – está ressurgindo com força, tanto na Igreja Católica como na Ortodoxa. Trata-se, explicou, de «um ministério muito necessário na vida eclesial, do qual hoje inclusive se percebe um renascimento, após a reação das gerações precedentes de ‘rebelião’ contra ‘o pai’. Hoje os jovens sentem a necessidade de alguém mais especializado que os acompanhe no seguimento do Senhor». Bianchi disse compartilhar a afirmação de Bento XVI na França de que os tempos atuais «são favoráveis para uma volta a Deus». «Neste momento se começa a sentir uma verdadeira sede de algo que vai além do visível e do efêmero. As novas gerações foram feridas por esta revolução contra o ‘pai’, porque, de alguma forma, deixou-as órfãs.» Segundo Bianchi, os jovens de hoje «sentem a necessidade de voltar para Deus, de sentir a paternidade espiritual. Não esqueçamos que o termo com que Jesus chamava Deus era precisamente “Abbá’, ‘papai querido’. E esta confiança, creio eu, os jovens a sentem como uma saudade». A Comunidade de Bose nasceu em 1965, fundada por seu atual prior, Enzo Bianchi, como uma comunidade cenobítica de homens e mulheres de várias confissões cristãs, segundo os ensinamentos dos santos Pacômio, Eleutério e Basílio. Os irmãos vivem em castidade e oração, dedicando-se trabalho manual e à oração. Especialmente se dedicam aos trabalhos do campo, à produção de ícones e ao estudo da Sagrada Escritura. O prior, Enzo Bianchi, foi nomeado pelo Papa como especialista para a próxima Assembléia Geral do Sínodo, que acontecerá em outubro. Mais informação: www.monasterodibose.it #Alvarez #Constantinopla #Espiritualidade #Deus #católicos #ortodoxos #ortodoxa #Oriente #Catolica #comunidade #Tradição #Paternidade #oportunidade #Ocidente #Jesus #mosteiro

  • Bento XVI: Motu Proprio sobre rito extraordinário em Latim busca unidade

    «Ninguém está sobrando na Igreja», diz aos bispos da França LOURDES, segunda-feira, 15 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI esclareceu neste domingo em seu discurso aos bispos da França que a finalidade da publicação do motu proprio Summorum Pontificum é assegurar a unidade na Igreja, pois nela «ninguém está sobrando». O pontífice abordou o tema no dia em que se comemorava exatamente um ano da aplicação desse documento, por ocasião da festa da Exaltação da Santa Cruz, em suas palavras aos prelados reunidos no hemiciclo de «Santa Bernadete», em Lourdes. O Santo Padre recordou que esse documento busca precisar «a possibilidade de utilizar tanto o missal do Beato João XXIII (1962) como o do Papa Paulo VI (1970)». «Já é possível ver os frutos destas novas disposições, e espero o necessário apaziguamento dos espíritos que, graças a Deus, está acontecendo», considerou. Ao mesmo tempo, reconheceu, «levo em conta as dificuldades que encontrais, mas não me resta a menor dúvida de que podeis chegar, em um tempo razoável, a soluções satisfatórias para todos, para que a túnica inconsútil de Cristo não se desgarre ainda mais». Explicando o espírito que o moveu à redação do texto, o Santo Padre declarou: «Ninguém está sobrando na Igreja. Todos, sem exceção, poderão sentir-se nela ‘como em sua casa’, e nunca rejeitados». «Deus, que ama todos os homens e não quer que nenhum se perca, confia-nos esta missão, fazendo-nos Pastores de seu rebanho. Só nos resta agradecer-lhe pela honra e pela confiança que Ele nos outorga. Portanto, esforcemo-nos por ser sempre servidores da unidade», concluiu. #Deus #França #pontífice #Unidade #Cruz #Exaltação #Latim #Missal

  • A Cruz lembra que o amor de Deus é mais forte do que a morte, diz o Papa

    ACI).- Hoje, domingo 14 de setembro, na Festa litúrgica da Exaltação da Santa Cruz, às 10h (hora local), o Papa Bento XVI celebrou a Santa Eucaristia pelo 150º aniversário das Aparições de Lourdes, e em sua homilia lembrou que a Cruz nos lembra que no mundo existe um amor, o de Deus, que é mais forte do que a morte e que as nossas fraquezas e pecados. “‘Que sorte ter a Cruz! Quem possui a Cruz possui um tesouro’. Neste dia em que a liturgia da Igreja celebra a festa da Exaltação da Santa Cruz, o Evangelho que acabamos de escutar, lembra-nos o significado deste grande mistério: Tanto amou Deus ao mundo, que entregou a seu Filho único para salvar aos homens. O Filho de Deus se fez vulnerável, tomando a condição de servo, obediente até a morte e uma morte de cruz. Por sua Cruz fomos salvos”, disse o Pontífice após ter cumprimentado e agradecido às autoridades civis e eclesiásticas pelo trabalho realizado durante sua visita pastoral a França. O Papa lembrou que na celebração hodierna, “a Igreja nos convida a levantar com orgulho a Cruz gloriosa para que o mundo veja até onde chegou o amor do Crucificado pelos homens. Convida-nos a dar graças a Deus porque de uma árvore portadora de morte, surgiu de novo a vida. Sobre esta árvore, Jesus nos revela sua majestade soberana, revela-nos que Ele é o exaltado na glória”. Seguidamente o Santo Padre relacionou a Festa da Cruz com as Aparições de Lourdes, mostrando quanto “é significativo que, na primeira aparição a Bernadette, Maria comece seu encontro com o sinal da Cruz. Mais do que um simples sinal, Bernadette recebe de Maria uma iniciação aos mistérios da fé”. “O sinal da Cruz é de alguma forma o compêndio de nossa fé, porque nos diz quanto nos amou Deus; diz-nos que, no mundo, há um amor mais forte do que a morte, mais forte que as nossas fraquezas e pecados. O poder do amor é mais forte que o mal que nos ameaça. Este mistério da universalidade do amor de Deus pelos homens, é o que Maria revelou aqui, em Lourdes”, continuou o Santo Padre. Mais adiante refletiu também sobre a missão de Maria e da Igreja no mundo, dizendo que “Maria sai a nosso encontro para nos indicar os caminhos da renovação da vida de nossas comunidades e de cada um de nós. Ao acolher a seu Filho, que Ela nos mostra, inundamo-nos em uma fonte viva em que a fé pode encontrar um renovado vigor, em que a Igreja pode fortalecer-se para proclamar cada vez com maior audácia o mistério de Cristo. Jesus, nascido de Maria, é o Filho de Deus, o único Salvador de todos os homens, vivo e operante em sua Igreja e no mundo. A Igreja foi enviada a todo mundo para proclamar esta única mensagem e convidar aos homens a acolhê-lo mediante uma conversão autêntica do coração. Esta missão, que foi confiada pelo Jesus a seus discípulos, recebe aqui, com ocasião deste jubileu, um novo impulso”. “A ‘Formosa Senhora’ revela seu nome a Bernadette: ‘Eu sou a Imaculada Concepção’. Maria lhe desvela deste modo a graça extraordinária que Ela recebeu de Deus, a de ser concebida sem pecado, porque ‘olhou a humilhação de sua pulseira’. Maria é a mulher de nossa terra que entregou por completo a Deus e que recebeu Dele o privilégio de dar a vida humana a seu eterno Filho. ‘Aqui está a pulseira do Senhor, faça-se em mim segundo sua palavra’”. “Ela é a formosura transfigurada, a imagem da nova humanidade. Desta forma, ao apresentar-se em uma dependência total de Deus, Maria expressa em realidade uma atitude de plena liberdade, cimentada no completo reconhecimento de sua genuína dignidade. Este privilégio nos concerne também , porque nos desvela nossa própria dignidade de homens e mulheres, marcados certamente pelo pecado, mas salvos na esperança, uma esperança que nos permite confrontar nossa vida cotidiana”. Bento XVI fez também uma breve reflexão sobre a missão do Santuário de Lourdes, falando de uma vocação a “ser um lugar de encontro com Deus na oração, e um lugar de serviço fraterno, especialmente pela acolhida aos doentes, aos pobres e a todos os que sofrem. Neste lugar, Maria sai ao nosso encontro como a Mãe, sempre disponível às necessidades de seus filhos. Mediante a luz que brota de seu rosto, se trasparenta a misericórdia de Deus. Deixemos que seu olhar nos acaricie e nos diga que Deus nos ama e nunca nos abandona”. Para o final de sua homilia Bento XVI assegurou que “Maria nos lembra aqui que a oração, intensa e humilde, confiada e perseverante deve ter um lugar central em nossa vida cristã. A oração é indispensável para acolher a força de Cristo. Deixar-se absorver pelas atividades entranha o risco de tirar à oração sua especificidade cristã e sua verdadeira eficácia”. #Festa #Cristo #Aparições #acolhida #Tesouro #PapaBentoXVI #Deus #Maria #Santa #acolher #Padre #adiante #Homilia #Santo #Crucificado #oração #Filho #Igreja #Cruz #Amor #forte #Jesus #morte

  • Santa Sé pede que se omita termo «Javé» na Liturgia

    Carta do cardeal Arinze às conferências episcopais sobre o nome de Deus CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 11 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos enviou uma carta às conferências episcopais do mundo sobre o nome de Deus, na qual pede que não se use o termo «Javé» nas liturgias, orações e cantos. A carta se refere ao uso do nome «YHWH», que se refere a Deus no Antigo Testamento e que em português se lê «Javé». O texto explica que este termo deve ser traduzido de acordo ao equivalente hebraico «Adonai» ou do grego «Kyrios»; e põe como exemplos traduções aceitáveis em cinco idiomas:Lord (inglês), Signore (italiano), Seigneur (francês), Herr (alemão) e Señor em espanhol. A carta está assinada pelo cardeal Francis Arinze e pelo arcebispo Albert Malcom Rajith, respectivamente prefeito e secretário da congregação vaticana, seguindo uma diretiva de Bento XVI. Após comentar que o nome de Deus exige dos tradutores um grande respeito, o cardeal explica que a palavra «YHWH» é «uma expressão da infinita grandeza e majestade de Deus», que se manteve «impronunciável e por isso foi substituída na leitura das Sagradas Escrituras com o uso da palavra alternativa ‘Adonai’, que significa ‘Senhor’». Esta tradição da tradução é importante para entender Cristo, assinala a carta vaticana, já que o título de «Senhor» torna-se «intercambiável entre o Deus de Israel e o Messias da fé cristã». «As palavras das Escrituras contidas no Antigo e Novo Testamento expressam a verdade que transcende os limites do tempo e do espaço; são a palavra de Deus expressada em palavras humanas, e por meio destas palavras de vida, o Espírito Santo introduz os fiéis no conhecimento da verdade total. Por isso, a palavra de Cristo aparece diante dos fiéis em toda a sua riqueza», explica a indicação da Santa Sé. #AntigoTestamento #Cristo #AlbertMalcomRajith #FrancisArinze #PapaBentoXVI #Deus #Senhor #Messias #Liturgia #Kyrios #BentoXVI #NovoTestamento #EspíritoSanto #Jesus #Javé #Adonai #alemão

  • Quem tem a autoridade? E quem não a tem!

    Por Bob Stanley Tradução: n/c Fonte: Veritatis Splendor Autoridade: o que é isto? O que significa? Sua raiz está na palavra “autor”, que significa “criador” ou “originador”. Vem do latim “auctoritas”: “o poder do criador para comandar ou tomar decisões”. O dicionário define como: “o poder de executar a lei, exigir obediência, comandar, determinar ou julgar. Também significa: “aquele que foi investido de poder, especialmente um governador”. Então a palavra pode se aplicar tanto a uma forma de governo quanto a um indivíduo. O Senado tem a autoridade de fazer leis, a Suprema Corte tem a autoridade de interpretar aquelas leis e o Presidente tem a autoridade de executá-las. O que você acha que aconteceria se não houvesse autoridade? Haveria anarquia, tumulto, caos, todo mundo “fazendo o que bem quiser”. A civilização, do jeito que a conhecemos, iria se desmoronar rapidamente. Veja o caso da Albânia: poucos dias depois do colapso da autoridade, houve anarquia, com milhares tentando fugir para salvar suas vidas. A Escritura nos recorda que: “Por falta de direção cai um povo; onde há muitos conselheiros, ali haverá salvação.” (Pr 11,14; 24,6). A autoridade vem do “Autor da Vida”: At 3,15. Toda autoridade vem de DEUS: “Cada qual seja submisso às autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus. Assim, aquele que resiste à autoridade, opõe-se à ordem estabelecida por Deus; e os que a ela se opõem, atraem sobre si a condenação.” (Rm 13,1-2). Perceba que DEUS é seletivo com quem Ele dá justa autoridade. A Igreja Católica tem uma forma de governo chamada teocracia e opera com uma “Hierarquia”. Como qualquer outra forma de governo, tem que ter “autoridade” para funcionar. A Igreja recebeu sua autoridade de seu fundador, Jesus Cristo: “E Eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18). Jesus vai construir sua Igreja em rocha sólida. Ele é a “pedra angular” (Salmo 118,22; Ef 2,20-22), a “fundação” (pedra angular) (1Cr 3,11), e a “rocha” (1Cr 10,4). As “Portas do Inferno não prevalecerão contra ela”, significa: Ele a defenderá por dentro e por fora, contra todos os adversários, para sempre. Os Apóstolos são a fundação, Jesus Cristo é a “Pedra angular-chefe” (Ef 2,20). Jesus Cristo deu uma autoridade superior para resolver disputas entre pessoas, mesmo quando há duas ou mais testemunhas. Ele lhes disse para apelar para a Igreja em Mt 18,17: “Mas se recusa a ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano (um coletor de impostos para o Império Romano).” Aqui, Cristo deu autoridade total à Sua Igreja. Paulo adverte aqueles que se recusam a aceitar a autoridade dada à Igreja e diz o que acontecerá com eles se recusarem em Rm 13,1-2: “Cada qual seja submisso às autoridades constituídas, porque NÃO HÁ AUTORIDADE QUE NÃO VENHA DE DEUS; AS QUE EXISTEM FORAM INSTITUÍDAS POR DEUS. Assim, AQUELE QUE RESISTE À AUTORIDADE, OPÕE-SE À ORDEM ESTABELECIDA POR DEUS; E OS QUE A ELA SE OPÕEM, ATRAEM SOBRE SI A CONDENAÇÃO.” O Próprio Jesus Cristo é a cabeça da Igreja que Ele fundou, a “Cabeça de Seu Corpo” (Ef 1,22). Não pode haver maior autoridade do que esta. Jesus Cristo se certificou de que Sua Igreja era digna da autoridade que Ele lhe deu. Ele se certificou de que sua Igreja não tinha mancha: “Para apresentá-la a Si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível.” (Ef 5,27). Ele se certificou de que Sua Igreja era digna de ser chamada “Casa de DEUS”, e a “Coluna da Verdade”: …como deves comportar-te na Casa de DEUS, que é a Igreja de DEUS vivo, coluna e sustentáculo da verdade” (1Tm 3,15). Jesus Cristo ama a Igreja que Ele fundou (Ef 5,29). E você? DEUS disse que estará com Sua Igreja para sempre: “Não te deixarei nem te desampararei” (Hb 13,5). Em Mt 28,20, Jesus disse: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.” Isto significa que Ele estará com Sua Igreja todo dia, em cada século, até o fim dos tempos. Qual Igreja era a Igreja Dele quando estes versículos foram pronunciados? DEUS deu autoridade a inúmeras pessoas na Bíblia. Ele muda o nome da pessoa para significar que passou autoridade para ela. Alguns exemplos são: DEUS mudou o nome de Abrão para Abraão quando Ele o fez “Pai de uma Multidão de Nações”, em Gn 17,5. DEUS mudou o nome de Sarai para Sara quando a fez “Mãe de Nações”, em Gn 17,15-16. DEUS mudou o nome de Jacó para Israel, o nome da Nação Judaica, e ele se tornou o primeiro Israelita, em Gn 32,29. DEUS mudou o nome de Simão para Pedro quando o fez cabeça de Sua Igreja, em Mt 16,18. DEUS deu autoridade a Pedro e DEUS mudou o seu nome para enfatizar isto. Em Mt 16,19, Jesus Cristo deu a Pedro mais autoridade ainda. Ele lhe deu – e a nenhum outro – as “chaves do reino dos céus”, e lhe disse: “Tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” Muita autoridade foi dada nesses dois versículos a Simão – agora Pedro – uma mera criatura de DEUS. Há mais de 50 versículos na Bíblia que se referem à supremacia de Pedro sobre todos os Apóstolos. O nome de Pedro aparece mais frequentemente do que o nome de qualquer um dos outros Apóstolos no Novo Testamento. Quando os Apóstolos são nomeados, Pedro é sempre citado primeiro em todos os casos exceto em Gl 2,9. Em Mt 10,2, Pedro é até mesmo chamado “o primeiro”: “Eis os nomes dos doze Apóstolos: O PRIMEIRO, Simão, chamado Pedro…”. Em At 15,7, Pedro diz: “Irmãos, vós sabeis que já há muito tempo DEUS me escolheu dentre vós, para que da “MINHA BOCA” os pagãos ouvissem a palavra do Evangelho e cressem.” Pedro reafirmou sua supremacia, conforme DEUS lhe tinha dado em Mt 16,18-19. Em Lc 22,31-32, Jesus disse: “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como o trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua confiança não desfaleça; e tu, por tua vez, confirma teus irmãos.” Aqui Jesus apontou Pedro para fortalecer os outros, outro sinal claro de sua supremacia. Finalmente, em Jo 21,15-17, é a Pedro, e somente a Pedro, que o Senhor ordena três vezes que alimente seu rebanho. Pedro foi o Apóstolo supremo. O Bispo supremo no tempo presente, o Bispo de Roma, é o Papa. Sucessor direto de Pedro em uma longa série de Papas. Jesus Cristo deu autoridade total aos seus Apóstolos quando, em Lc 10,16, Ele diz: “Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.” Nós ouvimos Suas palavras através de Sua Igreja. Assim sendo, essas palavras se aplicam também à Sua Igreja “quem rejeita Minha Igreja, rejeita a Mim.”. Este versículo também impede o Papa de ensinar heresia; então, quando o Papa fala sobre assuntos de fé e moral, ele está falando como Cristo falaria e com a Sua autoridade. Paulo reconheceu a autoridade dada aos Apóstolos em 2Cor 10,8: “Ainda que eu me orgulhasse um pouco em demasia da autoridade que o Senhor nos deu, para vossa edificação e não para vossa ruína, não teria de que envergonhar-me.” Jesus deu autoridade a 72 outros discípulos em Lc 10,1-12, e lhes disse que Ele os enviaria como “cordeiros em meio aos lobos”. Ele disse a eles para sacudir a poeira de seus pés quando saíssem das cidades que não os recebessem. Nós somos ordenados a obedecer aos nossos superiores (sacerdotes, Bispos e o Papa) e de nos sujeitarmos a eles, pois eles têm que prestar contas de nossas almas (Hb 13,17). DEUS colocou também outros em Sua Igreja: “Na Igreja, DEUS constituiu primeiramente os Apóstolos, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois os que têm o dom dos milagres, o dom de curar, de socorrer, de governar, de falar diversas línguas” (1Cor 12,28). A sua Igreja tem todos estes? Sabendo, é claro, que os Apóstolos não viveriam para sempre, e que Sua Igreja continuaria até “o fim dos tempos” (Mt 28,20), Jesus Cristo tomou providências para passar a autoridade de geração a geração: “Segundo a graça que Deus me deu, como sábio arquiteto lancei o fundamento, ninguém pode pôr outro diverso daquele que já foi posto: Jesus Cristo.” (1Cor 3,10-11). Então haverá seguidores que irão construir sobre o fundamento. “Não fostes vós que Me escolhestes, mas Eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça…” (Jo 15,16). “…para acabares de organizar tudo e estabeleceres anciãos (sacerdotes) em cada cidade, de acordo com as normas que te tracei,” (Tito 1,5). Paulo ordena-lhes que designem novos sacerdotes. “Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu Bispos, para pastorear a Igreja de DEUS” (At 20,28). Aqui, o Espírito Santo dá autoridade aos Bispos de governarem a Igreja que Jesus Cristo fundou. A sua Igreja tem Bispos? “Agora eu vos encomendo a DEUS e à palavra da Sua graça, àquele que é poderoso para edificar e dar a herança com os santificados” (At 20,32). Passar a autoridade a seus herdeiros. O Papa e os Bispos são os legítimos sucessores dos Apóstolos. Se nós rejeitamos a autoridade deles, então rejeitamos a Cristo. É o Espírito Santo que guia e guarda a Igreja que Jesus Cristou fundou. Ele é a autoridade suprema e final: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós.” (Jo 14,16-17.26; 15,26; 16,13). O Espírito Santo habitará na Igreja que Jesus Cristo fundou e Ele estará para sempre com aquela Igreja. Nem tudo será revelado à Igreja de uma vez só porque não poderíamos suportar. Tudo será revelado no tempo. Esta é a autorização para a Igreja revelar doutrinas tais como a da Imaculada Conceição: “Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade,…e anunciar-vos-á as coisas que virão.” (Jo 16,12-15). “Eu vos dei leite a beber, e não alimento sólido que ainda não podíeis suportar…Eu plantei…mas só Deus é que faz crescer.” (1Cor 3,1-15). Ef 4,11-16: “…para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo de Cristo, até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de DEUS, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo… Para que não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus artifícios enganadores…” Fl 1,5-11: “…aquele que iniciou em vós esta obra excelente lhe dará o acabamento justo até o dia de Jesus Cristo… peço, na minha oração, que a vossa caridade se enriqueça cada vez mais de compreensão e critério.” DEUS está nos dizendo claramente que o conhecimento crescerá com o tempo. Agora para responder à importantíssima questão: “Quem tem a autoridade?” A fim de que haja uma só verdade, é necessário que haja uma só autoridade. A Igreja que Jesus Cristo fundou recebeu autoridade conforme mostrado nessa carta. A sua Igreja preenche todos os requisitos da Escritura fornecidos nesse texto? Você pode traçar sua Igreja para trás até Cristo? Se não pode, então sua Igreja não tem autoridade. Se sua Igreja não tem autoridade, então por que você está lá? A principal diferença entre a Igreja Católica e as outras Igrejas é que a Igreja Católica, e somente a Igreja Católica, tem autoridade… Eu sugeriria a todos que lessem Números 16: é sobre uma rebelião contra a autoridade de Moisés por parte de Coré e seus seguidores. Moisés fez tudo o que podia para tentar convencer Coré, argumentando que ele estava errado ao fazer isso, e mesmo assim Coré e seus seguidores rejeitaram suas súplicas. Leia o desenlace final da rebelião de Coré em Números 16,30-35. Não é nada bonito, mas Coré não ouviu a Moisés, que era o homem na terra a quem DEUS tinha escolhido para conduzir Seu povo. Agora leia sobre Martinho Lutero e sua rebelião contra a autoridade da Igreja Católica e você verá que a história de Números 16 se repete. Agora leia Números 16 novamente, mas desta vez substitua o nome de Coré pelo nome do fundador da sua igreja e o nome de Moisés pelo nome do Papa. Aqueles que não aproveitam nada da história estão fadados a repetir seus erros. “Nada há de novo debaixo do sol, e nenhum homem pode dizer: Eis que isso é novo; pois já existia em tempos passados.” (Eclesiastes 1,10). Você já leu o Salmo 127,1? “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem.” Agora mostre-me o versículo da Bíblia que dá autoridade a alguma criatura humana de fundar outra igreja além da ÚNICA IGREJA que Jesus Cristo fundou… Mostre-me o versículo (s) que autoriza alguém a simplesmente erguer uma Bíblia e proclamar: “Esta é a minha autoridade”. #Cefas #SantaIgrejaCatólica #Cristo #bibliasagrada #autoridade #Evangelho #Apóstolos #Kephas #Senhor #bíbliavivaonline #Kepha #Nações #Espírito #Petra #Pedro #Santo #Papa #Alimento #Simão #coluna #Bíblia #bispos #Petros #NovoTestamento #Igreja #IgrejaCatólica #Jesus #adverte #Petrus

  • Arcebispo de São José: Legalizar uniões homossexuais atenta contra o matrimônio

    ACI).- O Arcebispo de São José, Dom Hugo Barrantes Ureña, fez um chamado aos legisladores da Costa Rica que estudam a legalização das uniões entre pessoas do mesmo sexo, a defender a instituição matrimonial e não ir “contra a reta razão”. Dom Barrantes compareceu ante a Comissão de Internacionais da Assembléia Legislativa que tramita o projeto titulado “Lei de união civil entre pessoas do mesmo sexo”. Em seu discurso breve advertiu que “a legalização das uniões de pessoas homossexuais estaria destinada a obscurecer a percepção geral de valores morais fundamentais e provocaria a desvalorização da instituição matrimonial”. O Arcebispo propôs  “da doutrina da Igreja, alguns elementos que iluminem a discussão sobre o tema do reconhecimento jurídico das uniões entre pessoas homossexuais”. Neste sentido, precisou que “a Igreja Católica considera que toda pessoa humana, criada a imagem de Deus, é digna de todo respeito, e rechaça toda discriminação contrária à dignidade da pessoa. Assim, a Igreja distingue entre o respeito a toda pessoa, independentemente, de sua orientação sexual, e o rechaço ao ato sexual homossexual, como ato objetivamente contrário ao plano de Deus para o ser humano”. Também lembrou que “os legisladores civis não podem nem devem legislar contra a reta razão, pois de fazê-lo, a norma que emitem perderia a força de obrigar em consciência”. O Arcebispo esclareceu que “a Igreja valora favoravelmente o matrimônio instituição natural, além de qualquer simples união de pessoas, como fundamento da família. Esta instituição natural é reconhecida pelas grandes culturas da humanidade, como uma verdade posta em evidencia pela reta razão, apoiada na complementariedade antropológica dos sexos”. “Esta verdade natural, vê-se notavelmente enriquecida pela revelação cristã, a qual nos transmite o dado da dignidade da pessoa humana: homem e mulher, a sexualidade do ser humano além de somente sua esfera biológica, pois o ser humano é um ser com corpo e alma, e o matrimônio como forma de vida, em que se vive a comunhão pessoal”, indicou. Do mesmo modo, lembrou que a favor das uniões homossexuais “se invocam argumentos como o princípio de respeito e a não-discriminação das pessoas” mas precisou que “atribuir o reconhecimento de matrimônio a uma relação de pessoas homossexuais ou bem outorgar prerrogativas e direitos idênticos a este, é em si mesmo uma injustiça maior, pois se vulnera o bem comum da comunidade social”. O Arcebispo lembrou aos congressistas, particularmente aos católicos, que “como Igreja, vemos na família um valor muito importante, que tem que ser defendido de todo ataque orientado a diminuir sua solidez e a pôr em dúvida sua mesma existência. Por isso vos exorto a consagrar-se com sinceridade, retidão, com caridade e fortaleza à missão a vós confiada pelo Povo, ou seja, legislar sobre a base dos princípios éticos e em benefício do bem comum”. #respeito #Deus #dignidade #matrimônio #legalização #homossexuais #Comissão #família #instituição #Internacionais #advertiu #razão #Igreja #Alma #SãoJosé #Arcebispo

  • Pregador do Papa: ao corrigir, a primeira regra é o amor

    Comentário do Pe. Cantalamessa sobre a liturgia do próximo domingo ROMA, sexta-feira, 5 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap. – pregador da Casa Pontifícia – sobre a Liturgia da Palavra do próximo domingo. * * * XXIII Domingo do Tempo Comum Ezequiel 33, 7-9; Romanos 13, 8-10; Mateus 18, 15-20 Se teu irmão chegar a pecar… No Evangelho deste domingo lemos: «Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: ‘Se teu irmão chegar a pecar, vai e repreendê-o, a sós tu e ele. Se te escutar, terás ganhado um irmão’». Jesus fala de toda culpa; não restringe ao campo apenas do que se comete contra nós. Neste último caso, de fato, é praticamente impossível distinguir se o que nos move é o zelo pela verdade ou nosso amor próprio ferido. Em todo caso, seria mais uma autodefesa que uma correção fraterna. Quando a falta é contra nós, o primeiro dever não é a correção, mas o perdão. Por que Jesus diz: «repreende-o a sós»? Antes de tudo, por respeito ao bom nome do irmão, à sua dignidade. O pior seria pretender corrigir um homem na presença da sua esposa, ou uma mulher na presença do seu marido; um pai diante de seus filhos, um professor na presença dos seus alunos, um superior diante dos seus subordinados. Isto é, na presença das pessoas cujo respeito e estima para alguém importa mais. O assunto se converte imediatamente em um processo público. Será muito difícil que a pessoa aceite de bom grado a correção. Ele diz «a sós tu e ele» também para dar à pessoa a possibilidade de defender-se e explicar sua própria ação com toda liberdade. Muitas vezes, com efeito, aquilo que para um observador externo parece uma culpa, na intenção de quem a cometeu não o é. Uma explicação sincera dissipa muitos mal-entendidos. Mas isso deixa de ser possível quando o tema é conhecido por muitos. Quando por qualquer motivo não é possível corrigir fraternalmente, a sós, na presença da pessoa que errou, há algo que se deve evitar absolutamente: a divulgação, sem necessidade, da culpa do irmão, falar mal dele ou inclusive caluniá-lo, dando por provado aquilo que não o é ou exagerando a culpa. «Não faleis mal uns dos outros», diz a Escritura (Tiago 4, 11). A fofoca não é menos mal ou menos grave só porque agora é chamada de «gossip». Uma vez uma mulher foi se confessar com São Felipe Néri, acusando-o de ter falado mal de algumas pessoas. O santo a absolveu, mas lhe pôs uma estranha penitência. Disse-lhe que fosse para casa, pegasse uma galinha e voltasse onde ele estava, depenando-a pouco a pouco ao longo do caminho. Quando esteve novamente diante dele, ele lhe disse: «Agora volta para casa e recolhe uma por uma das penas que deixaste cair quando vinhas para cá». A mulher lhe mostrou a impossibilidade: o vento as havia dispersado. Aí é onde queria chegar São Felipe. «Vês – disse-lhe – que é impossível recolher as penas uma vez que o vento as levou? Da mesma forma é impossível retirar murmurações e calúnias, uma vez que saíram da boca.» Voltando ao tema da correção, deve-se dizer que nem sempre depende de nós o bom resultado ao fazer uma correção (apesar de nossas melhores disposições, o outro pode não aceitar, obstinar-se); contudo, depende sempre e exclusivamente de nós o bom resultado… ao receber uma correção. De fato, a pessoa que «cometeu a culpa» bem poderá ser eu e quem corrige ser o outro: o marido, a mulher, o amigo, o irmão de comunidade ou o padre superior. Em resumo, não existe só a correção ativa, mas também a passiva; não só o dever de corrigir, mas também o dever de deixar-se corrigir. Mais ainda: aqui é onde se vê se alguém amadureceu o bastante como para corrigir os demais. Quem quer corrigir o outro deve estar disposto também a deixar-se corrigir. Quando vês alguém receber uma observação e responder com simplicidade: «Tens razão, obrigado por ter me dito isso!», admira-o: estás diante de um autêntico homem ou de uma autêntica mulher. O ensinamento de Cristo sobre a correção fraterna deveria ser lido sempre junto ao que Ele disse em outra ocasião: «Como olhas o cisco no olho do teu irmão e não vês a trave que há em teu? Como podes dizer a teu irmão: ‘Irmão, deixa que tire o cisco que há em teu olho’, não vendo tu mesmo a trave que há no teu?» (Lc 6, 41s.). O que Jesus nos ensinou sobre a correção pode ser também muito útil quanto à educação dos filhos. A correção é um dos deveres fundamentais do progenitor: «Que filho há a quem seu pai não corrige?» (Hb 12, 7); e também: «Endereça a planta enquanto está terna, se não queres que cresça irremediavelmente torcida». A renúncia total a toda forma de correção é um dos piores serviços que se pode fazer aos filhos e hoje infelizmente isso é freqüentíssimo. Só se deve evitar que a própria correção se transforme em um ato de acusação ou em uma crítica. Ao corrigir, deve-se circunscrever a reprovação ao erro cometido, não generalizá-la, rejeitando toda a pessoa e sua conduta. Mais ainda: aproveitar a correção para pôr em primeiro plano todo o bem que se reconhece no jovem e o muito que se espera dele, de maneira que a correção se apresente mais como um estímulo que como uma desqualificação. Este era o método que São João Bosco usava com seus jovens. Não é fácil, em casos individuais, compreender se é melhor corrigir ou deixar passar, falar ou calar. Por isso, é importante levar em conta a regra de ouro, válida para todos os casos, que o Apóstolo dá na segunda leitura: «Com ninguém tenhais outra dívida que a do amor mútuo… O amor não faz mal ao próximo». Agostinho sintetizou tudo isso na máxima «Ama e faze o que queres». É preciso garantir antes de tudo que haja no coração uma disposição fundamental de acolhida para da pessoa. Depois, o que se decida fazer, seja corrigir ou calar, estará bem, porque o amor «jamais causa dano a ninguém». #RanieroCantalamessa #mulher #Cristo #Homem #acolhida #Deus #Irmão #Cantalamessa #acusação #Igreja #Raniero #Amor #PregadordoPapa #correção #Jesus #Agostinho

  • O Dom das Línguas

    Rm 3,20), no cenáculo em Jerusalém os primeiros fiéis receberam em tábuas de carne a Lei da Graça que era capaz de justificá-los. Sobre isso ensinou S.Paulo: “Não há dúvida de que vós sois uma carta de Cristo, redigida por nosso ministério e escrita, não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, em vossos corações” (2Cor 3,3). Especialmente nos últimos quarenta anos a Igreja inteira tem se voltado para este tema, principalmente por causa do crescimento dos movimentos pentecostais tanto fora quanto dentro da Igreja Católica. Nota-se claramente que tanto fiéis quanto clérigos possuem várias dúvidas quanto à autenticidade das manifestações ocorridas nestes movimentos. Muitos acreditam que os fenômenos lá ocorridos correspondem ao derramamento do Espírito Santo, como acontecera nos primeiros anos da Igreja. Sobre isso o que dizer? Por faltar-nos autoridade e pelo tema ser bastante complexo, não será objeto deste trabalho emitir qualquer opinião ou julgamento em relação aos movimentos ditos carismáticos ou pentecostais. Afinal, somente a autoridade da Santa Igreja Católica pode emitir qualquer juízo neste sentido; como também é verdade que todo juízo das legítimas autoridades eclesiásticas não pode contradizer o que a Igreja sempre ensinou. Apresentar e defender o ensinamento perene do Sagrado Magistério, além de ser um direito de todo fiel católico é um dever que o nosso batismo e crisma nos impõem. E é neste sentido que oferecemos a presente obra aos nossos leitores e aos pastores de almas. Cabe lembrar que este trabalho não tem a pretensão de esgotar o assunto que é complexo, mas tão somente colaborar no debate atual “até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo” (Ef 4,13). Solicite o seu gratuitamente aqui. #religião #Cristo #Pentecostes #autoridade #Sinai #juízo #ministério #relação #história #Espírito #Dom #graça #Cenáculo #Catolica #Igreja #Paulo #Jerusalém

  • Polêmico roteirista de Hollywood revela sua conversão ao Catolicismo

    ACI).- Joe Eszterhas é um roteirista de cinema conhecido em Hollywood como o criador do “thriller erótico”, um gênero composto por filmes escuros que combinam o sexo e a violência. Em uns dias publicará seu mais recente livro no que narra sua assombrosa conversão ao Catolicismo. Eszterhas se fez milionário por escrever os roteiros de filmes bem sucedidos como Basic Instinct, Showgirls e Jagged Edge, todas conhecidas por seu explícito conteúdo sexual. Além disso foi editor da revista Rolling Stone. O escritor, nascido em 1944, cresceu em campos de refugiados na Hungria depois da Segunda guerra mundial até que chegou com sua família a Cleveland. Estados Unidos.  Trabalhou como repórter de notícias policiais, cobrindo incontáveis tiroteios e brigas urbanas. Nesse tempo, conta que sua vida era muito escura, cheia de morte, assassinatos, crímes e caos, o que marcou sua posterior carreira de roteirista. No verão do ano 2001, Eszterhas foi diagnosticado com câncer de garganta. Deveu submeter-se a uma delicada cirurgia e recebeu a ordem médica de deixar o álcool e o tabaco. Eszterhas tinha 56 anos, sempre teve um estilo de vida meio louco e sabia que mudar seus hábitos não seria fácil. Um dia, que Eszterhas descreve como “infernalmente caloroso”, estava caminhando pela rua quando se deu conta que sua vida tinha tocado fundo. “Estava virando maluco. Estava muito nervoso. Tremia. Não tinha paciência para nada. Cada terminação nervosa demandava um gole e um cigarro”, recorda. Sentou-se no chão, começou a chorar e de repente começou a rezar. “Por favor, Deus, me ajude”, disse. Nesse momento, percebeu que não rezava desde menino. “Não podia acreditar o que dizia. Não soube por que o tinha dito. Nunca antes o fiz”, lembra. Imediatamente, Eszterhas se sentiu sobressaltado por um sentimento de paz e se acabaram seus tremores. Nesse momento, tal como aconteceu com  Saulo a caminho de Damasco, viu “uma luz brilhante, deslumbrante, quase me deixava cego e me fez cobrir meus olhos com as mãos”. Para Eszterhas, esta experiência foi determinante. Deixou de duvidar sobre poder viver sem tabaco nem álcool, ou seja que podia vencer-se a si mesmo e triunfar. Nesse momento começou seu caminho de volta à Igreja mas o escândalo sexual que afetou duramente aos católicos nos Estados Unidos se converteu em um escolho para terminar seu retorno. Por isso optou por assistir a serviços não denominacionais, mas finalmente se convenceu de que não podia deixar de ser católico. “A Eucaristia e a presença do corpo e sangue de Cristo está em minha mente e é uma experiência assustadora. A Comunhão é poderosa e é quase um sentimento celestial”, afirma. Ainda agora recebe ofertas para escrever roteiros sobre temas sinistros. Entretanto, assegura que gastou muita vida explorando o lado escuro da humanidade e não quero voltar a isso nunca mais”. “Minha vida mudou desde que Deus entrou em meu coração. Não me interessa a escuridão. Tenho quatro filhos formosos, uma esposa a quem adoro, adoro estar vivo e curto cada momento de minha vida. Minha visão se iluminou e não quero retornar a esse lugar escuro”. No último ano, os médicos lhe deram de alta  e assegura que venceu o câncer graças ao que ele considera um milagre. Este é o motivo pelo qual escreveu seu novo livro titulado “Crossbearer: A memoir of faith” (Portador de Cruz: Uma lembrança de fé), para dar graças a Deus e lhe contar ao mundo o que Ele fez em sua vida. #acreditar #catolicismo #conversão #Hollywood

  • Se se pode ir contra um bebê, pode ir contra qualquer, adverte Bispo mexicano

    MEXICO D.F., 31 Ago. 08 / 01:20 am (ACI).- O Bispo de Piedras Negras, Dom Alonso Garza Treviño, advertiu que se a Suprema Corte de Justiça da Nação (SCJN), disse que é constitucional ir contra o direito à vida, então também o é ir “contra qualquer direito”, porque com que argumento se pode dizer que não se acabe “com a vida de um jovem ou adulto, se se for contra a de um bebê”. O Bispo assinalou que a decisão tomada pela SCJN “fará que venham outras coisas negativas”. Indicou que “não é só uma ação, porém tudo o que significa no futuro”. Dom Garza advertiu que agora é válido lhe tirar a vida a uma criança não nascida, e logo seguirá “o ancião com a eutanásia”, porque se legalizou “um crime que não se conhece o fim que possa ter”. Em declarações à imprensa, o Prelado comparou esta resolução com o genocídio cometido por Adolfo Hitler contra judeus e doentes. lembrou que o líder nazista atuou desta maneira porque tão doentes como judeus estorvavam a seus fins. “O Governo faz o mesmo, pois estão estorvando estes que estão por nascer” assinalou. Dom Garza disse que tampouco se trata somente de dizer “não aborte”, porém de “ver que oferece o Governo e à Igreja”. #Suprema #Aborto #advertiu #Alonso #mexicano #adulto #Bispo #bebê #justiça #criança #adverte

  • A cruz não é facultativa senão uma missão que deve abraçar-se com amor, diz o Papa

    ACI).- Este meio-dia milhares de fiéis e peregrinos chegaram até Castelgandolfo para rezar o Ângelus dominical com o Papa Bento XVI, quem em suas palavras introdutórias à oração Mariana lembrou que diante do mal, a única resposta é a força do amor que vence ao ódio pelo que para todo cristão levar a Cruz não é algo facultativo a não ser uma missão que deve ser abraçada com amor. O Pontífice meditou sobre o Evangelho de hoje dirigindo-se à figura do Apóstolo Pedro, quem “enquanto no domingo passado admiramos por sua sincera fé em Jesus, proclamado Messias e Filho de Deus, esta vez mostra uma fé ainda imatura e muito apegada à ‘mentalidade deste mundo’”. “É evidente que o Mestre e o discípulo seguem dois modos de pensar opostos. Pedro, segundo uma lógica humana, está convencido que Deus não permitiria nunca que seu Filho termine sua missão morrendo na cruz. Jesus, pelo contrário, sabe que o Pai, em seu imenso amor pelos homens, enviou-o a dar a vida por eles, e que se isto implicar a paixão e a cruz, é justo que assim seja”, precisou o Papa. Do mesmo modo, o Santo Padre fez notar que Jesus “sabe que a última palavra será a ressurreição. O protesto de Pedro, embora é pronunciada de boa fé e por sincero amor para o Mestre, é vista por Jesus como uma tentação, um convite a salvar-se a si mesmo, quando somente perdendo sua vida poderá receber a nova e eterna vida para todos nós”. Continuando com sua meditação, Bento XVI lembrou que “se para nos salvar, o Filho de Deus teve que sofrer e morrer crucificado, não é certamente por um cruel desígnio do Pai celeste” mas sim se deve à “gravidade da enfermidade da que nos tinha que curar: um mal tão sério e mortal ao ponto de exigir todo o seu sangue”. “Em efeito –prosseguiu– é com sua morte e ressurreição que Jesus venceu ao pecado e à morte restabelecendo a senhoria de Deus. Mas a luta não terminou: o mal existe e resiste todas as gerações até nossos dias. O que são os horrores da guerra, a violência contra os inocentes, a miséria e a injustiça com os fracos, senão a oposição do mal ao reino de Deus? E como responder a tanta maldade se não ser com a força desarmada do amor que vence o ódio, da vida que não teme a morte?” Mais adiante o Papa destacou que para cumprir a obra de salvação o Redentor chama homens e mulheres a tomar a cruz e segui-lo e que “para os cristãos o levar a cruz não é algo facultativo, porém é uma missão que deve ser abraçada por amor. Cristo não cessa de fazer a todos um claro convite: quem quiser ser o meu discípulo, que renuncie ao próprio egoísmo e leve comigo a cruz”. Seguidamente, o Santo Padre rezou o Ângelus, saudou aos presentes em diversas línguas e deu a sua Bênção Apostólica. #Evangelho #PapaBentoXVI #apostolo #morreu #pecado #Pedro #adiante #pontífice #Redentor #FilhodeDeus #mariana #Cruz #Amor #Discípulo #Jesus #Castelgandolfo #Ressurreição

  • Atleta britânica optou pela vida de seu bebê e ganhou medalha olímpica em Pequim

    ACI).- Em 2004 a atleta Tasha Danvers-Smith ostentava sua melhor marca nos 400 metros com obstáculos e era uma das candidatas de força a tentar uma medalha nas Olimpíadas de Atenas. Entretanto, ficou grávida e embora seu entorno esperava que abortasse para competir, ela optou pela vida de seu bebê, a quem dedicou a medalha de bronze que ganhou faz uns dias em Pequim. Tasha sacrificou um tempo de glória em Atenas pelo pequeno Jaden, quem assegura foi sua inspiração para obter um lugar no pódio de ganhadores das olimpíadas de Pequim, encerradas no domingo passado. Conforme relata LifeSiteNews.com, depois de descobrir que estava grávida em 2004, Tasha decidiu junto a seu marido e treinador, Darrell, priorizar a vida do bebê antes que o sonho de competir nos jogos olímpicos de Atenas. Nesse momento, seus companheiros esportivos lhe pediram que abortasse ao bebê por considerá-la uma opção segura para obter a medalha de ouro. A imprensa também foi muito dura com ela porque decidiu defender a vida de seu filho. Várias organizações de defesa da vida se comoveram com o gesto de Danvers-Smith e a apoiaram sem reservas. A entidade Life Issues Institute (LII) concedeu-lhe o galardão “Hero At Heart” (Herói de Coração), concedido àqueles indivíduos que “demonstram um surpreendente valor ou compaixão a favor da vida humana inocente”. O diretor executivo do LII, Bradley Mattes, considerou a medalha de bronze obtida por Tasha como uma “vitória enorme” das mulheres e uma prova de que seus caluniadores estavam errados. “Tasha demonstrou às mulheres de todo o mundo que não têm que sacrificar a seus filhos não nascidos para conseguir seus sonhos. Seu filho de três anos, Jaden, foi sua inspiração para obter suas metas olímpicas”, indicou Mattes. “Tasha fez uma opção clara pela vida, embora significasse deixar de lado temporalmente seus sonhos de uma medalha olímpica. Agora é um membro do exclusivo clube de campeões olímpicos e tem um filho formoso. Não poderia ficar mais feliz por ela”, adicionou. #Danvers #inspiração #glória #Olimpíadas #medalha #Smith #Mattes #Atletabritânica #Bronze #Tasha #grávida #Pequim #bebê #Dedicou #sacrificou #decidiu

  • Testemunho de Paulo: Deus é o protagonista da ação apostólica

    Afirma o cardeal Geraldo Majella Agnelo SALVADOR, quinta-feira, 28 de agosto de 2008 (ZENIT.org).- O arcebispo de Salvador (Brasil), cardeal Geraldo Majella Agnelo, considera que «a liberdade e a coragem de Paulo nascem, antes de tudo, da convicção de que Deus, e somente Deus, é o verdadeiro protagonista de toda ação apostólica». É o que o arcebispo explica em artigo enviado a Zenit esta terça-feira. Segundo D. Geraldo Agnelo, Paulo «é sereno, sem demagogia, livre das decisões dos homens e de seus interesses». «Ele sabe que deverá dar contas a Deus e não aos homens. Sua única preocupação é de permanecer fiel a Cristo.» «Não se preocupa com sucesso, mas está a serviço dos homens: “Somos vossos servos por Jesus” (2 Cor 4,5). No coração do apóstolo o amor de Deus precede o amor do próximo», destaca. Segundo o arcebispo, Paulo ocupou-se da caridade desde a primeira de suas cartas, «mesmo se o tema venha a ser depois particularmente aprofundado e concretizado pelas exigências pastorais mais do que por exigências teóricas, nas grandes cartas aos Coríntios, aos Gálatas e aos Romanos». «Para ele, a fé é o trabalho, a obra, algo que não se reduz ao conhecimento nem ao puro desejo. A esperança é a perseverança e paciência, solidez; é a força de ânimo capaz de durar longo prazo sem deixar-se modificar por desmentidos nem pelo peso das adversidades. A caridade é fadiga, é dura fadiga.» De acordo com o cardeal Agnelo, para ler as cartas de Paulo é preciso ter diante dos olhos «a sua figura apostólica e missionária, o princípio norteador de sua teologia, sua relação com a tradição de Jesus e com a tradição apostólica, sua relação com as comunidades». «Aí podemos atingir o centro profundo, constante, que sustenta sua espiritualidade, sua teologia e sua atividade de incansável evangelizador.» «A figura de Paulo, em todos os seus escritos, aparece inteiramente recolhida na meditação de Cristo ressuscitado e no encargo de ser o guarda de sua memória. Pode-se observar como o desejo de estar ligado às origens é vivo em toda a sua atividade.» «Quer manter sempre viva, atual e fiel, a memória de Jesus, que para ele se concentra particularmente na cruz/ressurreição. Ele é antes de tudo o ministro da Palavra, que é Cristo», afirma o cardeal. #coração #Cristo #Deus #apostolo #sereno #Protagonista #coragem #Majella #caridade #teologia #Apostólica #Tradição #Paulo #Amor #Jesus #Arcebispo #Cardeal

  • Prof. Felipe Aquino explica: "Será Que Posso Comungar?"

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  • Os católicos adoram os santos?

    Por Alessandro Lima Fonte: Veritatis Splendor “Pela tarde chegaram os dois anjos a Sodoma. Lot, que estava assentado à porta da cidade, ao vê-los, levantou-se e foi-lhes ao encontro e prostrou-se com o rosto por terra” (Gn 19,1). Todo católico já deve ter sido interpelado por um protestante a respeito do uso das imagens na Igreja Católica. Suas perguntas nesta matéria sempre vêm com a acusação de que nós católicos somos idólatras porque fazemos uso das imagens. O mais interessante e também triste é que normalmente essas pessoas se dizem ex-católicas. E não me surpreendo em sempre verificar que foram “católicos” muito mal formados ou totalmente ignorantes da doutrina que dizem ter professado. Será que esses ex-“católicos” já leram no Catecismo da Igreja Católica o ensino da Igreja sobre o uso das imagens? Lá encontramos: 2131. Com base no mistério do Verbo encarnado, o sétimo Concílio ecuménico, de Niceia (ano de 787) justificou, contra os iconoclastas, o culto dos ícones: dos de Cristo, e também dos da Mãe de Deus, dos anjos e de todos os santos. Encarnando, o Filho de Deus inaugurou uma nova «economia» das imagens. 2132. O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. Com efeito, «a honra prestada a uma imagem remonta (63) ao modelo original» e «quem venera uma imagem venera nela a pessoa representada» (64). A honra prestada às santas imagens é uma «veneração respeitosa», e não uma adoração, que só a Deus se deve: «O culto da religião não se dirige às imagens em si mesmas como realidades, mas olha-as sob o seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não se detém nela, mas orienta-se para a realidade de que ela é imagem» (65).” (Catecismo da Igreja Católica, 2131-2132.) Será mesmo que católicos conhecedores da doutrina da Igreja tornam-se protestantes? Muito difícil que isso aconteça. A regra deste tipo de conversão se dá com católicos ignorantes e mal-formados. Na Sagrada Escritura há outras passagens que condenam a confecção de imagens como, por exemplo: Lv 26,1; Dt 7,25; Sl 97,7 e etc. Mas também há outras passagens que defendem sua confecção como: Ex 25,17-22; 37,7-9; 41,18; Nm 21,8-9; 1Rs 6,23-29.32; 7,26-29.36; 8,7; 1Cr 28,18-19; 2Cr 3,7,10-14; 5,8; 1Sm 4,4 e etc. Pode Deus infinitamente perfeito entrar em contradição consigo mesmo? É claro que não. E como podemos explicar esta aparente contradição na Bíblia? Isto é muito simples de ser explicado. Deus condena a idolatria e não a confecção de imagens. Quando o objetivo da imagem é representar um ídolo que vai roubar a adoração devida somente a Deus, ela é abominável. Porém quando é utilizada ao serviço de Deus, no auxílio à adoração a Deus, ela é uma benção. Estes são alguns dos exemplos em que Deus mandou fazer imagens para o reto uso religioso: “Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubin na extremidade de uma parte, e outro querubin na extremidade de outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele.” (Ex 25,18-19) “E disse o Senhor a Moisés: Faze uma serpente ardente e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo mordido que olhar para ela. E Moisés fez uma serpente de metal e pô-la sobre uma haste; e era que, mordendo alguma serpente a alguém, olhava para a serpente de metal e ficava vivo.” (Nm 21,8-9) “Este [Ezequias] tirou os altos, e quebrou as estátuas, e deitou abaixo os bosques e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera, porquanto até aquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso e lhe chamavam Neustã.”(2Rs 18,4). Embora a Bíblia mostre claramente em quais casos a confecção das imagens é permitida, os “leitores da bíblia” proíbem o uso das imagens em qualquer caso, desta forma extrapolando indevidamente o mandamento de Deus. Ajoelhar-se e prostar-se é sempre adoração ou idolatria? Dizem ainda que nós católicos somos idólatras porque nos ajoelhamos diante das imagens dos santos e lhe fazemos pedidos. Esta acusação demonstra uma tremenda ignorância por parte dos protestantes entre o culto de adoração (latria) e o culto de veneração (dulia). A própria Escritura que eles dizem conhecer e seguir dá testemunho da distinção entre as duas coisas. Ajoelhar-se também é um sinal de reverência e veneração. Os súbitos devem prestar veneração pelos Reis, ou por uma autoridade suprema. O filho pelos pais, os alunos pelos professores e os discípulos pelo mestre. Tudo isso está em conformidade com a ordem estabelecida por Deus. Vejamos alguns exemplos na Sagrada Escritura: “Pela terceira vez, mandou o rei [Ocozias da Samaria] um chefe com os seus cinqüenta homens, o qual, chegando aonde estava Elias, pôs-se de joelhos e suplicou-lhe, dizendo: Peço-te, ó homem de Deus, que a minha vida tenha algum valor aos teus olhos e a destes cinqüenta homens teus servos ” (2Rs 1,13). Na passagem acima um mensageiro do Rei Ocozias da Samaria põe-se de joelhos diante do Profeta Elias. Por que faz isso? Para suplicar-lhe que permita viver com seus cinqüenta companheiros de viagem, pois antes Elias mandou vir fogo do céu sobre duas equipes anteriores. O ato de súplica não é um ato de adoração, mas de humildade, de rebaixamento, onde se reconhece no outro sua superioridade ou seu poder de atender-lhe um pedido. Nós católicos quando nos ajoelhamos diante das imagens dos santos e lhe fazemos pedidos, não estamos adorando ídolos, mas dirigindo nossa súplica aos nossos irmãos na fé que representados por suas imagens já se encontram na presença de Deus. O ajoelhar-se do católico aí é um ato de súplica e não de adoração. Com efeito, ensina o Catecismo da Igreja Católica” 956. A intercessão do santos. “Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio” (Lumen Gentium 49) Será que os ex-“católicos” alguma vez leram este parágrafo do Catecismo? Sinceramente, eu duvido… Vejamos outro interessante testemunho da Escritura Sagrada: “Abraão levantou os olhos e viu três homens de pé diante dele. Levantou-se no mesmo instante da entrada de sua tenda, veio-lhes ao encontro e prostrou-se por terra” (Gn 18,2). O texto sagrado testemunha que Abraão prostra-se ao ver os três anjos do Senhor. Devemos acusar o Patriarca de idolatria? Obviamente que Abraão não estava adorando os anjos, pois se fosse este o caso eles o teriam repreendido, como fez o anjo que revelava o apocalipse a S. João (cf. Ap 22,8-9). Entretanto, Abraão estava prestando-lhes culto de reverência, reconhecendo a condição superior dos anjos de Deus. Alguém poderia objetar dizendo: “mas, os santos não são anjos são homens como nós”. Com efeito, são humanos como nós, mas além de estarem no céu podendo levar nossos pedidos a Deus, eles estão em condição superior à nossa, pois já gozam da Glória de Deus, já venceram as batalhas que ainda teremos que vencer. Nesta matéria lembremos de um importante ensinamento de Cristo: “Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus” (Mt 5,19). Ora, por acaso não são os santos exatamente aquelas pessoas que venceram na fé e que agora podem ser consideradas grandes no Reino dos Céus como ensinou Nosso Senhor? Cabe ainda lembrar que para o Senhor o menor no Reino do Céu é maior do que qualquer um que esteja vivendo na terra (cf. Mt 11,11). Embora os atos de veneração e súplica sejam externamente iguais à reverência que se deve somente a Deus, internamente são coisas bem distintas e a própria Escritura Sagrada distingue bem as duas coisas. Mais alguns exemplos interessantes: “Moisés saiu ao encontro de seu sogro, prostrou-se e beijou-o. Informaram-se mutuamente sobre a sua saúde e entraram na tenda” (Ex 18,7). “Quando Abigail avistou Davi, desceu prontamente do jumento e prostrou-se com o rosto por terra diante dele” (1Sm 25,23). Porém, alguém poderia levantar a seguinte objeção: “mas, os exemplos dados são de pessoas vivas venerando pessoas vivas e não mortas”. Primeiramente, isso não é totalmente verdade já que os anjos do Senhor não podem ser considerados “pessoas vivas”, mas seres espirituais. Em segundo lugar, os santos que estão no céu também são seres espirituais. Em terceiro, a Escritura dá testemunho da veneração do rei Saul ao profeta Samuel já falecido: “Qual é o seu aspecto? É um ancião, envolto num manto. Saul compreendeu que era Samuel, e prostrou-se com o rosto por terra” (1Sm 28,14). Mais sobre atos de veneração podem ser encontrados em Gn 23,12; Gn 33,3; Ex 18,7; 1Sm 25,41; 2Sm 9,6; 14,4. Adorar é reconhecer a divindade e oferecer sacrifício Deus condena a confecção de ídolos, pois o ídolo leva as pessoas a prestarem a ele o culto que só se deve a Deus: o culto de adoração. Adorar um ato de reconhecimento da divindade e oferecimento de sacrifício. Os pagãos realmente adoravam seus ídolos, pois lhes reconheciam a divindade e lhes ofereciam sacrifício: “Habitando os israelitas em Setim, entregaram-se à libertinagem com as filhas de Moab. Estas convidaram o povo aos sacrifícios de seus deuses, e o povo comeu e prostrou-se diante dos seus deuses” (Nm 25,1-2). “Em vão Acaz tinha despojado o templo do Senhor, o palácio real e os príncipes para fazer presentes ao rei da Assíria. Tudo isso de nada lhe valeu. Embora estivesse angustiado, o rei Acaz continuou seus crimes contra o Senhor. Oferecia sacrifícios aos deuses de Damasco, que o tinham derrotado: São, dizia ele, os deuses dos reis da Síria que lhes vêm em auxílio; oferecer-lhes-ei, portanto, sacrifícios para que me ajudem igualmente. Mas foram a causa de sua queda e de todo o Israel” (2Cr 28,21-23). No segundo livro dos Reis encontramos o conceito completo de idolatria por meio de sua condenação: “O Senhor tinha feito com eles uma aliança e lhes tinha dado a seguinte ordem: Não adorareis outros deuses, nem vos prostrareis diante deles; não lhes prestareis culto, e não lhes oferecereis sacrifícios” (2Rs 17,35). Os pagãos prostravam-se diante de seus ídolos não para reconhecerem neles instrumentos e servos de Deus de condição superior a nossa e que são capazes de interceder por nós junto a Deus, mas crendo que eram deuses verdadeiros e portanto capazes de eles mesmos realizarem milagres. Em 2Rs 17,35 Deus apresenta a doutrina em sentido negativo. No versículo seguinte encontramos o conceito da verdadeira adoração: “Mas temei ao Senhor que vos tirou do Egito com o poder de seu braço. A ele temereis, diante dele vos prostrareis e a ele oferecereis os vossos sacrifícios” (2Rs 17,36). Somente a Deus devemos nos prostrar reconhecendo-lhe a divindade e oferecendo-lhe o sacrifício devido. Os verdadeiros idólatras de nosso tempo são aqueles que oferecem sacrifício de animais (geralmente galinhas e carneiros) aos seus falsos deuses. Os protestantes não adoram a Deus, apenas o louvam. Seu culto é apenas um culto de louvor e não de adoração. Só no catolicismo se adora a Deus, pois na Santa Missa é oferecido a Deus o cordeiro imaculado que é Nosso Senhor Jesus Cristo, conforme sua própria prescrição (cf. Mt 14,22-25; Lc 22,17-20; 1Cor 11,23-29). #Ajoelharse #Sagrada #Cristo #Escritura #Deus #católicos #veneração #Adorar #Senhor #Elias #Aliança #Idolatria #reverência #súplica #Moisés #sacrifício #Bíblia #ajoelhar #Santos #Alessandro #serpente #Venerar #acusação #Abraão #Divindade #adoração #Jesus

  • Revelações do arquivo secreto vaticano: templários não foram hereges

    Ainda que tenham se corrompido, o processo foi manipulado pelo rei da França CASTEL GANDOLFO, sexta-feira, 22 de agosto de 2008 (ZENIT.org).- Os documentos originais do processo contra os templários, encontrados no Arquivo Secreto do Vaticano, demonstra que foram infundadas as acusações de heresia, ainda que constatem que eles viveram um processo de degradação, revelou «L’Osservatore Romano». O jornal da Santa Sé publicou em 21 de agosto um artigo de Bárbara Frale, pesquisadora da Biblioteca Vaticana e autora de vários livros sobre o tema, no qual enfoca a ordem militar mais poderosa da Idade Média. Em sua origem, os templários eram um grupo de voluntários que vivia no Santo Sepulcro, em Jerusalém, oferecendo suas capacidades como guerreiros para defender os peregrinos que viajavam para a Terra Santa. Graças à mediação de São Bernardo de Claraval, o Papa Honório II aprovou a fundação da Ordem Templária no Concílio de Troyes de 1129. «Em 50 anos, o Templo se converteu em uma espécie de rica multinacional ao serviço da cruzada», explica a autora. Apresentando a falsa acusação de heresia, o rei da França, Felipe o Belo, a ponto de falir, buscou apropriar-se dos bens da ordem. Para conseguir seu objetivo, o rei da França, em 1307, apoiou-se na Inquisição da França. «A acusação era de heresia», segundo a ordem de detenção emitida pelo rei. «Os templários praticavam em segredo ritos pagãos e haviam abandonado a fé cristã.» Segundo a pesquisadora, «graças a afortunados descobrimentos das atas conservadas no Arquivo Secreto Vaticano, hoje sabemos que a disciplina primitiva do Templo e seu espírito autêntico se haviam corrompido com o passar do tempo, caindo na decadência e deixando aberta a difusão dos maus costumes». «Mas de nenhum modo se haviam convertido em hereges e o processo foi em definitivo um meio para apropriar-se de seu patrimônio», afirma a autora do artigo. De fato, a detenção por parte de Felipe o Belo «era um ato totalmente ilegal, pois só o Papa tinha faculdade para investigar sobre uma ordem religiosa da Igreja de Roma, como era precisamente a do Templo», indica. O Papa Clemente V (Bertrand de Got, 1305-1314) foi submetido à chantagem do rei, que ameaçou começar um cisma caso não suprimisse a ordem. «O pontífice suprimiu a ordem sem pronunciar uma sentença – declara o jornal vaticano – e no Concílio de Viena de 1312 pediu que se declarasse nas atas que o processo não havia oferecido provas contrárias de heresia contra eles.» «Sobre a história dos templários ainda há verdadeiramente muito que investigar. E o estudo da espiritualidade desta antiga ordem religiosa dará à cultura contemporânea outros novos motivos de discussão», anuncia a pesquisadora. #Osservatore #Hereges #Vaticana #França #Templo #acusação #Vaticano #heresia #Romano #Concílio

  • Segredo de uma homilia: pregar «com muita clareza»

    «Deve-se poder ouvir Deus através da fala», segundo um artigo de L’Osservatore Romano CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 19 de agosto de 2008 (ZENIT.org).- Coerência na própria vida e a brevidade e concretização na mensagem são aspectos necessários para que uma homilia atinja seu propósito de comunicar: é o conselho que propõe o sacerdote especialista em comunicação Dario Edoardo Viganò, em um artigo publicado em 13 de agosto passado em L’Osservatore Romano. O autor fala da estruturação da homilia a partir do ponto de vista comunicativo, um tema «complexo», já que «não se trata de copiar ou adotar as formas discursivas mais difundidas no panorama da mídia». Não se trata, portanto, de realizar uma classificação de tipos de homilia desde o ponto de vista meramente comunicativo, «desde as homilias ‘spot’ às homilias ‘blog’ (tipo diário), das homilias ‘chakra’ (ou narrações ‘new age’ de sugestões fortes e significados vagos)». Na práxis homilética não estão em jogo aspectos meramente instrumentais, mas «o perfil de uma comunicação que é sacramental», e na qual «se deve poder ouvir Deus que fala». «Falar da homilia, portanto, significa ser conscientes de que ela está feita de complexidade e de beleza. Ainda que tenha sido marginalizada, maltratada, às vezes complicada ou clericalizada, ou às vezes sugestiva e acertada, a homilia representa um verdadeiro eixo essencial e irrenunciável da liturgia.» Viganò explica que a homilia é, antes de tudo, um jogo comunicativo de «complexidade fascinante» e ao mesmo tempo de «cativante excentricidade», sobre o qual seria excessivamente redutivo aplicar a típica tipologia da linguagem. «Não faltam estudos empenhados em desenvolver algo sistemático, quase uma metodologia da homilia», acrescenta. «Existem há muito tempo os dicionários de homilética, textos que sugerem métodos de preparação a partir de diferentes modelos de homilias, inclusive esquemas já preparados.» Apesar disso, não existe, segundo Viganò, um «modelo» de homilia, mas «o jogo da homilia deve ser concebido como a escuta comum e compartilhada da Revelação que chega através da Palavra e da história». «Ainda mais, trata-se de uma grande ocasião de recompor e reconhecer a memória, as identidades pessoais e coletivas e, por outro lado, de orientar os projetos e percursos de ação social.» Alguns conselhos Apesar dessa complexidade, Viganò assinala dois aspectos importantes para que a homilia alcance seu propósito comunicativo: a coerência de vida do pregador e a brevidade e concretização da mensagem. Tomando uma frase de São Bernardino de Sena, padroeiro dos publicitários, Viganò insiste em que a chave está na clareza da homilia: «Que o pregador fale com muita, muita clareza, para que quem escuta fique contente e iluminado, e não deslumbrado». Com relação à coerência, o autor recorda uma frase do filósofo Soren Kierkegaard, que advertia que «a diferença entre um pastor e um ator é precisamente o momento existencial; que o pastor seja pobre quando prega a pobreza, que seja escarnecido quando exorta a suportar o escárnio. Enquanto o ator tem a tarefa de enganar eliminando o momento existencial, o pregador tem precisamente o dever, no sentido mais profundo, de pregar com sua própria vida». Sobre a brevidade, Viganò explica que se trata de evitar tanto as «homilias inexistentes» como as «homilias sem fim». «São Francisco exortava seus frades a que na pregação usassem palavras ponderadas e castas, para utilidade e edificação do povo, anunciando aos fiéis os vícios e as virtudes, a pena e a glória, com discurso breve, porque o Senhor disse na terra palavras breves.» O sacerdote Dario Edoardo Viganò é diretor da revista especializada em cinema Il Cinematografo, presidente do Ente dello spettacolo, fundação italiana dedicada ao cinema, e presidente do Instituto Pontifício Redemptor Hominis, da Universidade Pontifícia Lateranense. #Cristo #Cinema #complexidade #Evangelho #comunicação #Pregador #Deus #Senhor #Osservatore #Homilia #pregar #sacerdote #Jesus #Romano

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