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- Dupla vítima de aborto: "consegui me perdoar graças à fé"
MADRI, 16 Mar. 07 (ACI) .- Uma artista italiana, ex-atéia, narrou ao semanário Alba à dramática história de sua vida: Sobreviveu às tentativas de aborto de sua mãe, aos 20 anos de idade abortou seu próprio filho, superou a mais profunda depressão e hoje ajuda a outras mulheres vítimas do aborto com a convicção de que só a fé ajuda a sanar as feridas desta praga. Edi Liccioli vive em Murcia mas nasceu e cresceu em Florência, Itália, no seio de uma família atéia. Ainda muito jovem, sua mãe –que padecia de severas depressões- contou-lhe que tentou abortá-la várias vezes com os métodos da época, banhos quentes, paus de ferro, etc. “Algumas mulheres descobrem a maternidade quando nasce a criança e se tornam leoas protetoras; a minha mãe não passou”, recorda Edi e sustenta que “de algum jeito fui mal educada percebendo a maternidade como uma ameaça, um mal, uma condenação”. Em sua adolescência esteve a ponto de ligar as trombas. “Fui a uma clínica para ligar as trombas, mas felizmente me questionaram e me disseram que pensasse melhor nisso”, relatou Alba. Em 1983, aos 20 anos de idade, acabou grávida de seu noivo de 21 anos e decidiram abortar seu bebê. “Era uma catástrofe; acabavam-se os estudos, as possibilidades de trabalho, tudo; nem nos expomos ter a nosso filho“, sustenta Edi e assegura que contou com o apoio de sua mãe. “Fui ao hospital de Florência; ali ninguém me disse nada, ninguém me perguntou nada que não fora a mera praxe para abortar; ninguém me explicou as conseqüências do aborto. (…) Pensei que tinha tirado um problema de cima de mim”, adiciona. Entretanto, alguns meses depois começou a dor. “Fechei-me em meu quarto, chorava muito, lia e pensei seriamente em suicidar-me; tinha uma depressão profunda”, relata Edi e narra que sofria de pesadelos pelas noites e incapacidade para ver bebês, sobreviveu, diz, por amor a sua profissão, a arte. Mudou-se para Murcia com seu atual marido e ficou grávida de novo. “Então é quando tomei consciência de tudo, dava-me conta de onde estava meu problema“, recorda. “Havia perdoado meu pai, minha mãe, meu marido e até meu filho, mas eu não tinha me perdoado; consegui me perdoar graças à fé”, sustenta e assegura que por isso se revolve quando escuta que o sentimento de culpa é próprio de fiéis. “Algumas tratam de evitá-lo, como mecanismo de defesa. Mas eu não era fiel e tive sentimento de culpa; e o mesmo acontece com todas minhas amigas que abortaram e não são fiéis”, sustenta. Agora, Edi proclama que o aborto não é uma opção digna para as mulheres. “Há que informar corretamente; eu quero dar utilidade ao sofrimento tão enorme que tive; como em outros problemas graves que podem afetar uma pessoa: nada melhor que um que já passou por isso para entendê-lo e acompanhar; eu quero fazer o mesmo”. Edi colabora há um ano e meio com a Associação de Vítimas do Aborto (AVA) ajudando a outras mulheres que se encontrem em uma situação de risco. #Fé #adolescência #Aborto #Vítima #Filho #Amor #mãe #perdoar
- Ato Público pretende sensibilizar a população em defesa da vida na Praça da Sé
No dia 24 de março, será realizado o Movimento Nacional em Defesa da Vida, que contará com a presença de expressivas lideranças da sociedade civil e artistas. Entre eles, o Padre Marcelo Rossi, Cícero Harada, Presidente da Comissão em Defesa da República e Democracia da OAB de São Paulo, Dr. Ives Gandra, Jurista, Durval Rezende, da Associação Brasileira dos Magistrados Espíritas, Dra. Marlene Nobre e o Arcebispo Dom Cláudio Hummes. O movimento acontecerá na Praça da Sé às 10h30. A expectativa é receber cerca de 15 mil pessoas no dia. O objetivo do movimento de cidadania, suprapartidário e ecumênico, é sensibilizar a população brasileira, os governantes e o Congresso Nacional para uma rejeição efetiva ao Projeto de Lei nº 1135/91, em trâmite na Câmara dos Deputados, que determina que a vida possa ser eliminada até o nono mês de gravidez, procedimento este que poderá ser aplicado sem qualquer restrição. “Devemos alertar e mobilizar a sociedade quanto ao Projeto de Lei que ainda é desconhecido por grande parte da população. Por isso, queremos colocar publicamente a discussão que defende o valor da vida, desde o momento da concepção até o 9º mês de gravidez”, afirma a advogada Dra. Marília de Castro e coordenadora do Comitê Estadual da Campanha Nacional em Defesa da Vida. Em Brasília, foi realizado, pela Frente Parlamentar em Defesa da Vida , o 1º Simpósio Nacional Em Defesa da Vida na Câmara dos Deputados quando foi criado o Movimento Nacional em Defesa da Vida, contra a legalização do aborto com comitês nos Estados da Federação, compromissados em defender a inviolabilidade do Direito à Vida. “A vida humana é um direito natural anterior ao Estado, que o mesmo deve reconhecer como direito fundamental. Por isso, sua garantia é a consagração da própria democracia. Não se trata de direito constituído pelo Estado e, portanto, nenhum grupo social poderá decidir quando outros devem morrer. É ainda um direito inquestionável conforme preceitua o art. 5º da Constituição Federal e o art. 2º do Código Civil Brasileiro”, finaliza a advogada. Além da Dra. Marília, fazem parte do Comitê Central, Dra. Nadir Pazin, Dra. Marília Dolly Guimarães e Wanderley Pinto. Milhares de entidades se uniram para lutar a favor da vida e estarão reunidas no dia. Dentre elas a Rebraf, Rede Brasileira de Entidades Sociais Filantrópicas. Serviço: Movimento Nacional em Defesa da Vida Dia: 24 de março Horário: às 10h30 Local: Praça da Sé Contato: Assessoria: Deise Martins Lima / Rodney Gontijo – tel.: 3138-3000 Coord. Comitê Estadual da Campanha Nacional em Defesa da Vida: Dra. Marília de Castro Rebraf – Rede Brasileira de Entidades Sociais Filantrópicas Tel.: 3244-3660 #Praça #população #Direito #Aborto #Comitê #Vida #Nacional #advogada #defesa #Movimento
- Central de Obras do Cristianismo Primitivo
Navegando pela Internet, verificamos, dispersas em várias línguas, a existência de inúmeras obras e textos escritos entre os séculos I e IX depois de Cristo. Todos eles, evidentemente, são de essencial importância para a compreensão da fé cristã, bem como da sociedade daquele tempo. Contudo, além de ser extremamente difícil encontrar em nossa língua tais obras, inexiste também um repositório central, na Internet, dedicado exclusivamente a essa matéria. O COCP quer então atingir três objetivos: Centralizar obras e textos eclesiásticos oriundos dos primeiros nove séculos da Era Cristã. Disponibilizar gratuitamente na Internet, em língua portuguesa, todos esses textos e obras. Permitir que todos os visitantes do Site conheçam a fé e a prática da Igreja Primitiva, bem como as circunstâncias da vida social daqueles dias. Considerando que não se acham disponíveis todos esses textos em língua portuguesa, visando a centralização e o incentivo à sua leitura e, quiçá, tradução pelos próprios leitores, TODOS os textos e obras encontrados na Internet serão publicados, na seguinte ordem de preferência: Português; Espanhol; Inglês; Italiano / Francês / Alemão; Latim / Grego; Outras línguas. Conforme os textos em outras línguas forem sendo traduzidos para o português e remetidos ao COCP ou localizados na Internet, serão disponibilizaremos em substituição aos seus respectivos correspondentes em língua estrangeira. Se você concorda com os objetivos do COCP, tem conhecimento de pelo menos uma dessas línguas e conta com alguma disponibilidade de tempo, que tal colaborar com este grande projeto? Que se unam para trazer à luz todo esse conhecimento ligado à Era de Ouro do Cristianismo!!! Clque aqui e acesse já! #portuguesa #cristã #Cristianismo #Primitivo #língua #Internet #Central #conhecimento #Obras #alemão
- Papa quer que católicos redescubram a Eucaristia como sacramento do amor
Publica a exortação «Sacramentum caritatis», surgida do Sínodo de 2005 CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 13 de março de 2007 (ZENIT.org).- «Sacramento do amor» («Sacramentum caritatis») é o título do segundo documento mais importante do pontificado de Bento XVI, depois de sua encíclica «Deus caritas est», no qual recolhe as conclusões do Sínodo de Bispos do mundo celebrado em outubro de 2005 sobre a Eucaristia. No sacramento da presença real de Jesus, explica a exortação apostólica pós-sinodal, «manifesta-se o amor “maior”, aquele que impulsiona a “dar a vida pelos próprios amigos”», afirma o Papa. O documento, como o Sínodo celebrado no Vaticano, busca que os fiéis católicos de todo o mundo redescubram que «no Sacramento do altar, o Senhor vai ao encontro do homem, criado à imagem e semelhança de Deus, acompanhando-o em seu caminho». «Neste Sacramento o Senhor se faz comida para o homem faminto de verdade e liberdade. Visto que só a verdade nos faz autenticamente livres, Cristo converte-se para nós em alimento da Verdade», declara. Ao reunir as propostas surgidas no Sínodo da Eucaristia, no qual o novo Papa introduziu intervenções livres, o texto começa reafirmando «o influxo benéfico que teve para a vida da Igreja a reforma litúrgica posta em andamento a partir do Concílio Ecumênico Vaticano II». «Os juízos positivos foram muito numerosos — recorda o pontífice –. Se constataram também as dificuldades e alguns abusos cometidos, mas não obscurecem o valor e a validade da renovação litúrgica, a qual tem ainda riquezas não descobertas do todo». O documento apresenta meditações sobre o mistério da Eucaristia e as compagina com indicações de caráter prático que buscam renovar o amor e a veneração dos católicos pelo sacramento. Foi apresentado na manhã desta terça-feira na Sala de Imprensa da Santa Sé pelo cardeal Angelo Scola, Patriarca de Veneza, que foi o relator geral do Sínodo sobre a Eucaristia, e pelo arcebispo Nikola Eterovic, secretário geral do Sínodo dos Bispos. Celibato sacerdotal; comunhão a divorciados que se casaram novamente «Sacramentum caritatis» recorda que o acesso à comunhão na missa celebrada na Igreja Católica está reservada às pessoas em plena comunhão com a Igreja Católica. Ao mesmo tempo, vê no desejo de poder concelebrar um dia a Eucaristia com os irmãos ortodoxos e com os filhos da Reforma um importante impulso para conseguir a unidade plena. O documento confirma o «sentido profundo do celibato sacerdotal, considerado justamente como uma riqueza inestimável». Ante a escassez de sacerdotes, pede «ter a valentia de propor aos jovens a radicalidade do seguimento de Cristo, mostrando seu atrativo». A exortação ratifica a indissolubilidade do matrimônio, recorda que não podem aceder à comunhão os que se divorciaram e contraíram novas núpcias, mas assegura que a Igreja acompanha estas pessoas «com especial atenção». Boa parte do texto está dedicada a propor aspectos para viver mais intensamente a Eucaristia ou para refletir sua beleza. Oferece indicações para a homilia, para o rito da paz, ou para a despedida da assembléia. Catequese Para que possa acontecer esta renovação do amor dos católicos pela Eucaristia, o bispo de Roma considera de vital importância aplicar uma «catequese mistagógica», que introduza «no significado dos sinais contidos nos ritos». «Este imperativo é particularmente urgente em uma época como a atual, tão imbuída pela tecnologia, na qual se corre o risco de perder a capacidade perceptiva dos sinais e símbolos. Mais que informar, a catequese mistagógica deve despertar e educar a sensibilidade dos fiéis ante a linguagem dos sinais e gestos que, unidos à palavra, constituem o rito», declara. Adoração eucarística Outro elemento chave necessário para que cresça o amor pela Eucaristia, segundo o Papa, é a adoração do Sacramento. «A adoração fora da Santa Missa prolonga e intensifica o acontecido na própria celebração litúrgica». «Neste ato pessoal de encontro com o Senhor amadurece logo também a missão social contida na Eucaristia e que quer romper as barreiras não só entre o Senhor e nós, mas também e sobretudo as barreiras que nos separam uns aos outros». Doutrina Social da Igreja «A oração que repetimos em cada Santa Missa: “Dá-nos hoje nosso pão de cada dia”, nos obriga a fazer todo o possível, em colaboração com as instituições internacionais, públicas ou privadas, para que cesse ou ao menos diminua no mundo o escândalo da fome e da desnutrição que sofrem tantos milhões de pessoas, especialmente nos países em vias de desenvolvimento», afirma. «O cristão leigo em particular, formado na escola da Eucaristia, está chamado a assumir diretamente a própria responsabilidade política e social», declara. Para conseguir este objetivo, «é necessário promover a Doutrina Social da Igreja e dá-la a conhecer nas dioceses e nas comunidades cristãs». A conclusão constata: «Quantos santos fizeram autêntica a própria vida graças a sua piedade eucarística!». Entre estes, menciona três beatos, Madre Teresa de Calcutá, o jovem desportista e engenheiro italiano Piergiorgio Frassati (1901-1925) e o jovem professor croata Ivan Mertz (1896-1928). «A santidade teve sempre seu centro no sacramento da Eucaristia», conclui a exortação. Pode-se ler o documento na seção de documentos de Zenit www.zenit.org. #sacramento #Verdade #AdoraçãoEucarística #veneração #comunhão #Senhor #Sínodo #Eucaristia #Alimento #exortação #documento #Igreja #Amor #adoração #Jesus
- Bento XVI sonha com uma Igreja que sintetize unidade e anúncio do Evangelho
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 14 de março de 2007 (ZENIT.org).- A Igreja deve conseguir sintetizar em si mesma a unidade interna e o anúncio generoso do Evangelho ao mundo, considera Bento XVI. Assim explicou nesta quarta-feira durante a audiência geral concedida em uma ensolarada praça de São Pedro, no Vaticano, que acolhia quarenta mil peregrinos. Continuando com o ciclo de catequeses sobre os Padres Apostólicos da Igreja, o Papa apresentou a figura de Santo Inácio de Antioquia, terceiro bispo dessa cidade (que hoje faz parte da Turquia) do ano 70 a 107, data de seu martírio em Roma, onde foi devorado pelas feras. O Papa repassou o legado espiritual que esse mártir deixou aos cristãos de todos os tempos, comentando suas sete cartas, nas quais «se sente o frescor da fé da geração que ainda havia conhecido os apóstolos» e «o amor ardente de um santo». «Nenhum Padre da Igreja expressou com a intensidade de Inácio o anseio pela ‘união’ com Cristo e pela ‘vida’ n’Ele», constatou. Para Inácio, explicou o Santo Padre, «a unidade é antes de tudo uma prerrogativa de Deus, que existindo em três Pessoas é Um em uma absoluta unidade». Deste modo, o bispo mártir elaborou uma particular visão da Igreja, segundo a qual «a unidade que os cristãos têm de realizar sobre esta terra não é mais que uma imitação, o mais conforme possível, do modelo divino». «Em seu conjunto, pode-se perceber nas Cartas de Inácio uma espécie de dialética constante e fecunda entre dois aspectos característicos da vida cristã: por um lado, a estrutura hierárquica da comunhão eclesial, e por outro, a unidade fundamental que liga entre si todos os fiéis em Cristo», indicou o bispo de Roma. «Portanto, os papéis não se podem contrapor — advertiu. Ao contrário, a insistência da comunhão dos crentes entre si e com seus pastores se reforça constantemente mediante imagens eloqüentes e analogias: a cítara, os instrumentos de corda, a entoação, o concerto, a sinfonia.» «É evidente, de peculiar responsabilidade dos bispos, dos presbíteros e os diáconos na edificação da comunidade. A eles se dirige, antes de tudo, o chamado ao amor e à unidade», sublinhou. O sucessor de Pedro apresentou Inácio como «doutor da unidade»: «unidade de Deus e unidade de Cristo (em oposição às diferentes heresias que começavam a circular e que dividiam o homem e Deus em Cristo), unidade da Igreja, unidade dos fiéis, ‘na fé e na caridade, pois não há nada mais excelente que ela’». «Em definitivo, o ‘realismo’ de Inácio é um convite para os fiéis de ontem e de hoje, é um convite para todos nós a alcançar uma síntese progressiva entre ‘configuração com Cristo’ (união com Ele, vida n’Ele) e ‘entrega à sua Igreja’ (unidade com o bispo, serviço generoso à comunidade e ao mundo).» «É necessário — concluiu o Santo Padre — conseguir uma síntese entre ‘comunhão’ da Igreja em seu interior e ‘missão’, proclamação do Evangelho aos outros, até que uma dimensão fale através da outra.» #Cristo #Evangelho #Deus #Ele #comunhão #Inácio #Padre #anúncio #Santo #advertiu #Unidade #Igreja #Bispo #Amor
- Basílica Vaticana permite viver uma experiência espiritual aos que a visitam, diz o Papa
VATICANO, 14 Mar. 07 (ACI) .- O Papa Bento XVI visitou nesta manhã a Fábrica de São Pedro por ocasião do quinto centenário da Basílica Vaticana, e afirmou que é um órgão espiritual que concede aos que a visitam a oportunidade de encontrar-se com Cristo. “Passaram 500 anos desde que se colocou a primeira pedra da segunda Basílica Vaticana: e entretanto, ela está sempre viva e jovem”, disse o Santo Padre ao iniciar seu discurso. Deste modo ressaltou que “não é um museu, é um órgão espiritual. Vós que trabalhais aqui, sois ‘pedras vivas’, pedras vivas do edifício espiritual que é a Igreja” Também destacou como “este ‘coração da Igreja pode continuar a dar perene vitalidade: atraindo para si homens e mulheres do mundo inteiro e ajudando-os a realizar uma experiência espiritual que marque sua existência”. “Graças a sua contribuição –disse o Papa dirigindo-se a todos que trabalham na Basílica- peregrinos de todas as partes do mundo podem viver com fruto sua peregrinação, e levar consigo, no coração, uma mensagem de fé e esperança, a certeza de ter visto não só grandes obras de arte, mas também de ter se encontrado com a Igreja viva, com o Apóstolo Pedro, e finalmente com Cristo”. #coração #Cristo #Vaticana #Basílica #Pedro #experiência #Igreja
- Ouça agora a Homilia do dia
Agora no portal da Bíblia Católica Online, você poderá, além de ler as Leituras do dia, ouvir a Homilia do dia. É isso mesmo. Todos os dias você poderá ouvir a homilia feita por um padre para dessa forma aprofundar o seu aprendizado da Palavra de Deus. Acesse agora mesmo e experimente: http://www.bibliacatolica.com.br/leituras.php No final da pagina, logo após as leituras você vai encontrar as últimas homilias. Clique em qualquer player e bons estudos! 😉 #Online #Homilia #ler #Catolica #Bíblia #Ouça #ouvir #Leituras
- Houve um complô da KGB contra Pio XII?
Aclarações de Peter Gumpel, relator da causa de beatificação ROMA, domingo, 11 de março de 2007 (ZENIT.org).- Tem tido grande repercussão as revelações do ex-general dos serviços secretos romenos, Ion Mihai Pacepa, segundo as quais a obra teatral «O Vigário» de Rolf Hochhuth, haveria sido confeccionada e utilizada pelo serviço de inteligência soviético, KGB, para desacreditar o Papa Pio XII. As revelações do general do Estado Maior Pacepa, ex-conselheiro do presidente Nicolae Ceausescu, refugiado nos Estados Unidos, foram publicadas pela «National Review Online», uma revista eletrônica norte-americana que se ocupa da história (cf. «Moscow’s Assault on the Vatican»). Nestas memórias, o ex-responsável dos serviços secretos romenos narra também as tentativas de infiltrar-se no Vaticano. Entrevistado por Zenit, o padre Peter Gumpel, relator da causa de beatificação de Pio XII, a respeito da obra teatral «O Vigário» de Rolf Hochhuth, que suscitou a campanha de calúnias e descrédito sobre o pontificado do Papa Eugenio Pacelli, recorda que a obra original durava oito horas, e que segundo os críticos teatrais havia sido «evidentemente escrita por um principiante». Para melhorar e tornar acessível sua obra saiu em ajuda de Hochhuth um hábil diretor e produtor, Erwin Piscator, que segundo o jesuíta «era declaradamente comunista. Refugiado na União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou na Alemanha e nos Estados Unidos em escritórios e universidades notoriamente filocomunistas». O padre Gumpel, perito conhecedor do período histórico e da política da Santa Sé nesses anos, sustenta que «não há dúvida de que a redução da obra a somente duas horas e o projeto do texto com as calúnias contra Pio XII são atribuíveis à influência de Piscator». Sobre a responsabilidade da União Soviética nesta operação, o padre Gumpel explica que «no Vaticano se sabia há muito que a Rússia bolchevique estava na origem desta campanha que buscava desacreditar Pio XII». «Isso era confirmado pelo fato de que nos países dos comunistas depois da Segunda Guerra Mundial, “O Vigário” de Hochhuth se representava de modo obrigatório ao menos uma vez ao ano em todas as grandes cidades», acrescenta. «Se se observam os jornais e revistas comunistas, como “Unità” na Itália e “Humanitè” na França –afirma–, é fácil constatar a grande propaganda que fizeram e fazem todavia à obra de Hochhuth. Portanto, sob esse ponto de vista, não há dúvidas a respeito da influência comunista». «Em suma –indica–, não posso sustentar que Hochhuth fora um agente dos russos, mas que sua obra estivesse em grande medida influenciada por aquele aparato é evidente». Segundo o padre Gumpel, graças a «O Vigário», Hochhuth tem gozado da propaganda dos comunistas, mas também dos inimigos da Igreja, e é interessante notar que sua representação foi recusada em Roma, mas também em Israel». Sobre a credibilidade do general Ion Mihai Pacepa, Gumpel diz que «há que levar em conta que é o mais alto funcionário dos serviços secretos dos países do Leste da Europa refugiado no Ocidente, ainda que sobre muitas das histórias por ele contadas há que fazer aclarações». Com relação aos intentos soviéticos de infiltrar agentes no Vaticano –que o ex-espião romeno diz haver alcançado com êxito–, o padre Gumpel recorda que em duas instituições da Companhia de Jesus, o Instituto Pontifício Oriental e o Colégio Pontifício «Russicum», os soviéticos «tentaram infiltrar seminaristas espiões». «Trata-se de um assunto que conheço diretamente –narra–. Foi fácil descobri-los porque seu comportamento suscitou tantas e tais suspeitas que no final foram expulsos. Estava claro que não tinham vocação». O padre Gumpel diz ter em contrapartida muitas dúvidas sobre os espiões soviéticos que segundo o general romeno haveriam penetrado no Arquivo Secreto Vaticano e coletado material para construir as calúnias contra Pio XII. O padre Sergio Pagano, prefeito do Arquivo Secreto Vaticano, escreveu ao padre Gumpel explicando que «no período de que fala o ex-espião romeno, os papéis de Pio XII não estavam ainda no Arquivo Secreto Vaticano. As atas que lhes interessavam se encontravam no Arquivo da Secretaria de Estado». Nesse sentido, Gumpel explica que «quem não está especialmente informado de como funcionam as coisas no Vaticano confunde facilmente o Arquivo Secreto Vaticano e o Arquivo da Secretaria de Estado». O padre Gumpel declara a Zenit que tais revelações «confirmam o que sabíamos há tempo». No entanto, acrescenta, «não tínhamos conhecimento do modo tão direto, explícito e concreto da maneira em que Hochhuth foi influenciado pelos soviéticos». Na segunda parte de suas revelações o general Pacepa sustenta que se encontrou em Genebra com o então monsenhor Agostino Casaroli, futuro secretário de Estado, para facilitar um «modus vivendi» entre a Santa Sé e a União Soviética, e haveria tido inclusive uma oferta de dinheiro. Para Gumpel, «toda esta parte é muito difícil de crer. Ainda que devo admitir que pessoalmente fui muito cético sobre a ‘Ospolitik’ e não somente pelo que sabia do mundo comunista, mas também pelo que diversos cardeais, que viviam na parte ocupada pelos russos, me haviam dito». «Graças aos contatos diretos que tinha com os cardeais Alfred Bengsch de Berlim, László Lékai e József Mindszenty da Hungria –sublinha–, posso dizer que os três eram muito contrários à ‘Ospolitik’. Não queriam ouvir falar dela». O padre Gumpel explica que «há que ser extremamente prudentes e tentar verificar os fatos. Há perguntas sobre as que não temos resposta. Por exemplo, quando se encontrou com Casaroli? Em que hotel? Por exemplo, ele diz que há documentos no Arquivo Secreto Vaticano, documentos escritos por quem? Dirigidos a quem? Datados quando? Que tipo de documentos?, etc.». «Definitivamente –conclui–, há que levar em conta que os espiões devem justificar sua existência e devem dar valor também a coisas de escassa ou nenhuma importância. Muitas vezes não são sérios e em alguns casos inventam coisas…». #Vigário #Alemanha #Arquivo #Jesus #KGB
- O Papa pede aos meios para promover a dignidade do homem, do matrimônio e da família
VATICANO, 09 Mar. 07 (ACI) .- Ao receber hoje no Vaticano os participantes da Assembléia Plenária do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, presidido pelo Arcebispo John P. Foley, o Papa Bento XVI destacou que para educar a juventude na verdade e na beleza é necessário que os meios de comunicação promovam “a dignidade fundamental do ser humano, o verdadeiro valor do matrimônio e da vida familiar, e os lucros e objetivos positivos da humanidade”. O Santo Padre destacou que “frente ao fenômeno da globalização, a influência dos meios de comunicação eletrônicos coincide com sua concentração crescente em mãos de poucas multinacionais cuja influência supera todas as fronteiras sociais e culturais”. Ao analisar os resultados desta situação, o Pontífice destacou as “grandes vantagens contribuídas à civilização pelos meios de comunicação”, como os debates, entrevistas e programas de qualidade, reconhecendo além disso que a Internet tem aberto as portas a “um mundo de conhecimentos cujo acesso até então tinha sido difícil, mas sim impossível, para muitas pessoas”. “Por outro lado –acrescentou–, é evidente que muito do transmitido em diversas formas a milhões de lares em todo mundo é destrutivo“. Por isso “a Igreja, iluminando essas sombras com a luz da verdade de Cristo, engendra esperança“. Ao final do discurso, Bento XVI recordou sua mensagem para a Jornada Mundial das Comunicações, dedicado este ano à relação entre os meios de comunicação e os jovens. “A grave responsabilidade de educar as crianças e jovens na beleza, na verdade e na qualidade –disse– pode ser compartilhada pelas grandes cadeias de comunicação só se promoverem a dignidade fundamental do ser humano, o verdadeiro valor do matrimônio e a vida familiar , e os lucros e objetivos positivos da humanidade”, e convidou os responsáveis pela indústria da informação a aconselhar neste sentido os produtores de programas. #Verdade #Comunicações #comunicação #dignidade #matrimônio #influência #qualidade #educar #beleza #BentoXVI #verdadeiro
- Missa ante túmulo de João Paulo II pela reconciliação da Igreja na Polônia
Presidida pelo cardeal Stanislaw Dziwisz, arcebispo de Cracóvia CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 8 de março de 2007 (ZENIT.org).- O cardeal Stanislaw Dziwisz, arcebispo de Cracóvia, celebrou nesta quinta-feira uma missa solene ante o túmulo de João Paulo II, como sinal de reconciliação para a Igreja e a nação polonesa. Junto ao purpurado, antigo secretário do Papa Karol Wojtyla, concelebraram cinqüenta sacerdotes, segundo informou a «Rádio Vaticano». Durante a missa, rezou-se pela beatificação do Servo de Deus João Paulo II e para que se difundam os sentimentos de perdão e reconciliação no povo polonês. «Trago os sofrimentos não só da Igreja da Cracóvia, mas de toda Igreja polonesa», afirmou o cardeal Dziwisz, em referência às tensões surgidas por causa de revelações, verdadeiras ou supostas, de colaboração de sacerdotes com o regime comunista. Por intercessão de João Paulo II, ele implorou a Deus «o espírito de perdão e de reconciliação», «espírito de clareza ante as dificuldades, para que ninguém sofra acusações injustas ou seja acusado falsamente de ter traído Cristo e a Igreja». O arcebispo de Cracóvia implorou por último «sabedoria» para quem, durante o comunismo, «sofreu injustiças, para que não se deixem levar pelas emoções, mas que contemplem Cristo, que perdoa desde a Cruz». Em particular, recordou o exemplo do Papa Wojtyla, que foi até a prisão para perdoar o terrorista que tentou acabar com a sua vida, «apesar de que seu perdão nem sequer havia sido pedido». #Stanislaw #Dziwisz #JoãoPauloII #reconciliação #túmulo #Wojtyla #Igreja #Cracóvia #Missa #perdão #Arcebispo #Cardeal
- Pregador do Papa: «Bem-aventurados os puros de coração porque verão Deus»
Primeira pregação da Quaresma ao Papa e à Cúria CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 9 de março de 2007 (ZENIT.org).- «Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus — As bem-aventuranças evangélicas» é o tema da primeira pregação da Quaresma que, ante Bento XVI e a Cúria, pronunciou nesta sexta-feira o Pe. Raniero Cantalamessa O.F.M. Cap, pregador da Casa Pontifícia. Oferecemos na íntegra o texto da pregação. * * * Pe. Raniero Cantalamessa “BEM-AVENTURADOS OS PUROS DE CORAÇÃO, PORQUE VERÃO A DEUS” Primeira pregação da Quaresma 1.Da pureza ritual à pureza de coração Continuando com a nossa reflexão sobre as bem-aventuranças evangélicas iniciada no Advento, nesta primeira meditação de Quaresma queremos refletir sobre a bem-aventurança dos limpos de coração. Qualquer um que lê ou ouve proclamar hoje: «Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus», pensa instintivamente na virtude da pureza, a bem-aventurança é quase o equivalente positivo e interiorizado do sexto mandamento: «Não cometerás atos impuros». Esta interpretação, proposta esporadicamente no curso da história da espiritualidade cristã, se fez predominante a partir do século XIX. Na verdade, a pureza de coração não indica, no pensamento de Cristo, uma virtude particular, mas uma qualidade que deve acompanhar todas as virtudes, a fim de que elas sejam de verdade virtudes e não, ao contrário, «esplêndidos vícios». Seu contrário mais direto não é a impureza, mas a hipocrisia. Um pouco de exegese e de história nos ajudará a compreender melhor. O que Jesus entende por «pureza de coração» se deduz claramente do contexto do Sermão da Montanha. Segundo o Evangelho, o que decide a pureza ou impureza de uma ação — seja esta a esmola, o jejum ou a oração — é a intenção: isto é, se realizada para ser vistos pelos homens ou por agradar a Deus: «Quando dês esmola, não vai tocando trompete adiante como fazem os hipócritas nas sinagogas e pelas ruas, com o fim de ser honrado pelos homens; em verdade vos digo que já recebem seu pagamento. Tu, ao contrário, quando dês esmola, que não saiba tua mão esquerda o que faz tua direita, assim tua esmola ficará em segredo; e teu Pai, que vê no segredo, te recompensará.» (Mt 6, 2-6) A hipocrisia é o pecado denunciado com mais força por Deus ao longo de toda a Bíblia e o motivo é claro. Com ela o homem rebaixa Deus, coloca-o no segundo lugar, situando no primeiro as criaturas, o público. «O homem olha a aparência, o Senhor vê o coração» (1 Salmo 16, 7): cultivar a aparência mais que o coração significa dar mais importância ao homem que a Deus. A hipocrisia é, portanto, essencialmente, falta de fé; mas é também falta de caridade para com o próximo, no sentido de que tende a reduzir as pessoas a admiradores. Não lhes reconhece uma dignidade própria, mas as vê só em função da própria imagem. O juízo de Cristo sobre a hipocrisia não tem volta de folha: Receperunt mercedem suam: já receberam sua recompensa! Uma recompensa, também, ilusória até no plano humano, porque a glória, sabemos, foge de quem a segue e segue a quem foge dela. Ajudam a entender o sentido da bem-aventurança dos limpos de coração também as palavras que Jesus pronuncia com relação aos escribas e fariseus, todas centradas na oposição entre «o de dentro» e «o de fora», o interior e o exterior do homem: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, pois sois semelhantes a sepulcros caiados, que por fora parecem bonitos mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda imundice! Assim também vós, por fora pareceis justos ante os homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e iniqüidade» (Mt 23, 27-28). A revolução levada a cabo neste campo por Jesus é de um alcance incalculável. Antes d’Ele, exceto alguma rara alusão nos profetas e nos salmos (Salmo 24, 3: «Quem subirá ao monte do Senhor? Quem tem mãos inocentes e coração puro»), a pureza se entendia em sentido ritual e cultural; consistia em manter-se afastado de coisas, animais, pessoas ou lugares considerados capazes de contagiar negativamente e de separar da santidade de Deus. Sobretudo aquilo que está ligado ao nascimento, à morte, à alimentação e à sexualidade entra neste âmbito. Em formas ou com pressupostos diferentes, o mesmo ocorria em outras religiões, fora da Bíblia. Jesus elimina todos estes tabus. Antes de tudo, com os gestos que realiza: come com os pecadores, toca aos leprosos, freqüenta os pagãos: todas coisas consideradas altamente contaminadoras: depois, com os ensinamentos que ministra. A solenidade com a qual introduz seu discurso sobre o puro e o impuro permite entender quão consciente Ele era mesmo da novidade de seu ensinamento. «Chamou outra vez as pessoas e lhes disse: ‘Ouvi-me todos e entendei. Nada há fora do homem que, entrando nele, possa contaminá-lo; mas o que sai do homem, isso é o que contamina o homem… Porque de dentro do coração dos homens saem as intenções más: fornicações, roubos, assassinatos, adultérios, avarezas, maldades, fraude, libertinagem, inveja, injúria, insolência, insensatez. Todas estas perversidades saem de dentro e contaminam o homem”» (Mc 7, 14-15. 21-23). «Assim declarava puros todos os alimentos», observa quase com estupor o evangelista (Mc 7, 19). Contra a tentativa de alguns judeu-cristãos de restabelecer a distinção entre puro e impuro nos alimentos e em outros setores da vida, a Igreja apostólica afirmará com força: «Tudo é puro para quem é puro», omnia munda mundis (Tt 1, 15; Rm 14, 20). A pureza, entendida no sentido de continência e castidade, não está ausente da bem-aventurança evangélica (entre as coisas que contaminam o coração Jesus situa também, ouvimos, «fornicações, adultérios, libertinagem»); mas ocupa um posto limitado e por assim dizer «secundário». É um âmbito junto a outros nos quais se põe de relevância o lugar decisivo que ocupa o «coração», como quando diz que «quem olha a uma mulher com desejo, já cometeu adultério com ela em seu coração» (Mt 5, 28). Na realidade, os termos «puro» e «pureza» (katharos, katharotes) nunca se utilizam no Novo Testamento para indicar o que com eles entendemos nós hoje, isto é, a ausência de pecados da carne. Para isso se usam outros termos domínio de si (enkrateia), temperança (sophrosyne), castidade (hagneia). Por quanto se disse, parece claro que o puro de coração por excelência é o próprio Jesus. D’Ele seus próprios adversários se vêem obrigados a dizer: «Sabemos que és veraz e que não te importas por ninguém, porque não olhas a condição das pessoas, mas ensinas com franqueza o caminho de Deus» (Mc 12, 14). Jesus podia dizer de si: «Eu não busco minha glória» (Jo 8, 50). 2. Um olhar à história Na exegese dos Padres, vemos delinear-se logo as três direções fundamentais nas quais a bem-aventurança dos puros de coração será recebida e interpretada na história da espiritualidade cristã: a moral, a mística e a ascética. A interpretação moral põe o acento na retidão de intenção, a interpretação mística, na visão de Deus, a ascética, na luta contra as paixões da carne. Nós as vemos exemplificadas, respectivamente, em Agostinho, Gregório de Nisa e João Crisóstomo. Atendendo-se fielmente ao contexto evangélico, Agostinho interpreta a bem-aventurança em chave moral, como rejeição a «praticar a justiça ante os homens para ser por eles admirados» (Mt 6, 1), portanto como simplicidade e fraqueza que se opõe à hipocrisia «Tem o coração simples, puro — escreve — só quem supera os louvores humanos e ao viver está atento e busca ser agradável só àquele que é o único que escruta a consciência» [1]. O fator que decide a pureza ou não do coração é aqui a intenção. «Todas as nossas ações são honestas e agradáveis na presença de Deus se as realizamos com o coração sincero, ou seja, com a intenção voltada para o alto na finalidade do amor… Portanto, não se deve considerar tanto a ação que se realiza, quanto a intenção com que se realiza» [2]. Este modelo interpretativo que fala sobre a intenção permanecerá ativo em toda a tradição espiritual posterior, especialmente inaciana [3]. A interpretação mística, que tem em Gregório de Nisa seu iniciador, explica a bem-aventurança em função da contemplação. É preciso purificar o próprio coração de todo vínculo com o mundo e com o mal; deste modo, o coração do homem voltará a ser aquela pura e límpida imagem de Deus que era o princípio e na própria alma, como em um espelho, a criatura poderá «ver Deus». «Se, com um teor de vida diligente e atenta, lavas as fealdades que se depositaram em teu coração, resplandecerá em ti a divina beleza… Contemplando-te a ti mesmo, verás em ti àquele que é o desejo de teu coração e serás santo» [4]. Aqui o peso está todo na apódose, no fruto prometido à bem-aventurança; ter o coração limpo é o meio; o fim é «ver Deus». Nota-se, no contexto da linguagem, uma influência da especulação de Plotino, que se faz ainda mais descoberta em São Basílio [5]. Também esta linha interpretativa terá continuidade em toda a história sucessiva da espiritualidade cristã que passa por São Bernardo, São Boaventura e os místicos renanos [6]. Em alguns ambientes monásticos se acrescenta, no entanto, uma idéia nova e interessante: a da pureza como unificação interior que se obtém desejando uma coisa só, quando esta «coisa» é Deus. Escreve São Bernardo: «Bem-aventurados os puros de coração porque verão Deus. Como se dissesse: purifica o coração, separa-te de tudo, sê monge, só, busca uma coisa só do Senhor e persegue-a (Salmo 27, 4), liberta-te de tudo e verás Deus (Salmo 46, 11)» [7]. Bastante isolada está, no entanto, nos Padres e nos autores medievais, a interpretação ascética em função da castidade que se converterá em predominante, dizia, desde o século XIX em diante. Crisóstomo dá o exemplo mais claro [8]. Situando-se nesta mesma linha, o místico Ruusbroec distingue uma castidade do espírito, uma castidade do coração e uma castidade do corpo. A bem-aventurança evangélica se refere à castidade do coração. Ela — escreve — «mantém reunidos e reforça os sentidos externos, enquanto, no interior, freia e domina os instintos brutais… Fecha o coração às coisas terrenas e às ilusões falazes, enquanto que o abre às coisas celestiais e à verdade» [9]. Com graus diversos de fidelidade, todas estas interpretações ortodoxas permanecem dentro do horizonte novo da revolução aperada por Jesus, que reconduz todo discurso moral ao coração. Paradoxalmente, os que traíram a bem-aventurança evangélica dos puros (katharoi) de coração são precisamente os que tomaram o nome dela: os cátaros com todos os movimentos afins que lhes precederam e seguiram na história do cristianismo. Estes caem na categoria dos que fazem a pureza consistir em estar separados, ritual e socialmente, de pessoas e coisas julgadas em si mesmas impuras, em uma pureza mais exterior que interior. São os herdeiros do radicalismo sectário dos fariseus e dos essênios, mais que do Evangelho de Cristo. 3. A hipocrisia leiga Freqüentemente se destaca o alcance social e cultural de algumas bem-aventuranças. Não é estranho ler «Bem-aventurados os que trabalham pela paz» nos cartazes que acompanham as manifestações dos pacifistas, e a bem-aventurança dos mansos que possuirão a terra é justamente invocada a favor do princípio da não-violência, isso sem falar depois da bem-aventurança dos pobres e dos perseguidos pela justiça. No entanto, jamais se fala da relevância social da bem-aventurança dos puros de coração, que parece estar reservada exclusivamente ao âmbito pessoal. Estou certo, no entanto, de que esta bem-aventurança pode exercer hoje uma função crítica entre as mais necessárias em nossa sociedade. Vimos que no pensamento de Cristo, a pureza de coração não se opõe primariamente à impureza, mas à hipocrisia, e a hipocrisia é o vício humano talvez mais difundido e menos confessado. Existem hipocrisias individuais e hipocrisias coletivas. O homem — escreveu Pascal — tem duas vidas: uma é a vida autêntica, a outra é a vida imaginária que vive na opinião, sua ou das pessoas. Trabalhamos sem descanso para enfeitar e conservar nosso ser imaginário e descuidamos o verdadeiro. Se possuímos alguma virtude ou mérito, corremos para dá-lo a conhecer, de uma forma ou de outra, para enriquecer de tal virtude o nosso ser imaginário, dispostos até a tirá-lo de nós, para acrescentar algo a ele, até consentir, às vezes, em ser covardes, com tal de parecer valentes e dar até a vida, para que as pessoas falem disso [10]. A tendência evidenciada por Pascal cresceu enormemente na cultura atual, dominada pelos meios de comunicação massivos, cinema, televisão e mundo do espetáculo em geral. Descartes disse: «Cogito, ergo sum», penso, logo existo; mas hoje se tende a substituí-lo com «aparento, logo existo». Originariamente, o termo «hipocrisia» estava reservado à arte teatral. Significava simplesmente recitar, representar no cenário. Santo Agostinho o recorda em seu comentário sobre a bem-aventurança dos puros de coração: «os hipócritas — escreve — são agentes de ficção, do mesmo estilo dos que apresentam a personalidade de outros nas representações teatrais» [11]. A origem do termo nos dá as dicas para descobrir a natureza da hipocrisia. É fazer da vida um teatro, no qual se recita para um público; é usar uma máscara, deixar de ser pessoa e passar a ser personagem. Eu li em algum lugar esta caracterização das duas coisas: «O personagem não é senão a corrupção da pessoa. A pessoa é um rosto, o personagem, uma careta. A pessoa é a nudez radical, o personagem é todo roupagem. A pessoa ama a autenticidade e a essencialidade, o personagem vive de ficção e de artifícios. A pessoa obedece às próprias convicções, o personagem obedece a um roteiro. A pessoa é humilde e suave, o personagem é pesado e ostentoso». Mas a ficção teatral é uma hipocrisia inocente porque mantém sempre a diferença entre o cenário e a vida. Ninguém que assiste a representação de Agamenon (é o exemplo citado por Agostinho) pensa que o ator seja de verdade Agamenon. O fato novo e inquietante de hoje é que se tende a anular também esta distância, transformando a própria vida em um espetáculo. É o que pretendem os chamados «reality show» que inundam já redes televisivas de todo o mundo. Segundo o filósofo francês Jean Baudrillard, falecido há três dias, tornou-se difícil distinguir os acontecimentos reais (11-S, ou a guerra do Golfo) de sua representação pelos meios. Realidade e virtualidade se confundem. O chamado à interioridade que caracteriza nossa bem-aventurança e todo o Sermão da Montanha é um convite a não se deixar enrolar por esta tendência que tende a esvaziar a pessoa, reduzindo-a a imagem, ou pior (segundo o termo usado por Baudrillard) a simulacro. Kierkegaard evidenciou a alienação que resulta de viver de pura exterioridade, sempre e só em presença dos homens, e nunca só em presença de Deus e do próprio eu. Um pastor — observa — pode ser um «eu» frente a suas vacas, se vivendo sempre com elas não tem mais que essas com as quais medir-se. Um rei pode ser um eu de frente aos súditos e se sentirá um «eu» importante. A criança se percebe como um «eu» em relação com os pais, um cidadão ante o Estado… Mas será sempre um «eu» imperfeito, porque falta a medida. «Que realidade infinita adquire ao contrário meu «eu», quando toma consciência de existir ante Deus, convertendo-se em um «eu» humano cuja medida é Deus… Que acento infinito cai sobre o «eu» no momento em que obtém Deus como medida!». Parece um comentário à fala de São Francisco de Assis: «O que o homem é ante Deus, isso é, e nada mais» [12]. 4. A hipocrisia religiosa A pior coisa que se pode fazer, falando de hipocrisia, é utiliza-la somente para julgar os outros, a sociedade, a cultura, o mundo. É justamente a esses a quem Jesus aplica o título de hipócritas: «Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e assim verás para tirar a palha do olho do teu irmão» (Mt 7, 5). Como crentes, devemos recordar a fala de um rabino judeu do tempo de Cristo, segundo o qual 90% da hipocrisia do mundo se encontrava então em Jerusalém [13]. O mártir Santo Inácio de Antioquia sentia a necessidade de prevenir seus irmãos na fé, escrevendo: «É melhor ser cristãos sem dizê-lo, que dizê-lo sem sê-lo». A hipocrisia afeta sobretudo as pessoas piedosas e religiosas; o motivo é simples: onde mais forte é a estima dos valores do espírito, da piedade e da virtude (ou da ortodoxia!), aí também é mais forte a tentação de ostentá-los para não parecer que se está faltando a isso. Às vezes, é a própria função que desempenhamos o que nos empurra a fazê-lo. «Certos compromissos do consórcio humano — escreve Santo Agostinho nas Confissões — nos obrigam a fazer-nos amar e temer pelos homens; portanto, o adversário de nossa verdadeira felicidade persegue e dissemina por todas as partes os laços do ‘Bravo, bravo’, para prender-nos por trás enquanto os recolhemos com avidez, a fim de separar nossa alegria de vossa verdade e uni-la à mentira dos homens, para fazer-nos saborear o amor e o temor não obtidos em vosso nome, mas em vosso lugar.» [15] A hipocrisia mais perniciosa é esconder… a própria hipocrisia. Em nenhum esquema de exame de consciência eu me lembro de ter encontrado a pergunta: «Fui hipócrita? Preocupei-me pelo olhar dos homens sobre mim, mais que pelo olhar de Deus?». Em certo momento da vida, eu tive de introduzir por minha própria conta essas perguntas em meu exame de consciência, e raramente pude passar incólume à pergunta seguinte… Um dia, a leitura do Evangelho da Missa era a parábola dos talentos. Escutando-o, entendi imediatamente uma coisa. Entre fazer render os talentos ou não, existe uma terceira possibilidade: a de colocá-los para renderem, sim, mas não por si mesmos, não pelo dono, mas pela própria glória ou pelo proveito pessoal, e isso é um pecado talvez maior que enterrá-los. Aquele dia, no momento da comunhão, tive de fazer como certos ladrões flagrados no momento do roubo, que, cheios de vergonha, esvaziam os bolsos e colocam nos pés do proprietário o que lhe haviam roubado. Jesus nos deixou um meio simples e insuperável para retificar várias vezes no dia as nossas intenções, as primeiras três petições do Pai Nosso: «Santificado seja o vosso nome. Venha a nós o vosso Reino. Seja feita a vossa vontade». Elas podem ser recitadas como orações, mas também como declaração de intenções: tudo o que faço, quero fazê-lo para que o vosso nome seja santificado, para que venha o vosso Reino e para que vossa vontade seja feita. Seria uma belíssima contribuição para a sociedade e para a comunidade cristã se a bem-aventurança dos puros de coração nos ajudasse a manter desperta em nós a nostalgia de um mundo limpo, verdadeiro, sincero, sem hipocrisia, nem religiosa nem leiga; um mundo em que as ações correspondessem às palavras, as palavras aos pensamentos, e os pensamentos do homem aos de Deus. Isso não acontecerá plenamente senão na Jerusalém celeste, toda de cristal, mas devemos pelo menos tender a isso. Uma escritora de fábulas redigiu «O país de cristal». Fala de uma jovem que termina, por magia, em um país todo de cristal: casas de cristal, pássaros de cristal, árvores de cristal, pessoas que se movem como delicadas estatuetas de cristal. Apesar de tudo, ninguém ainda havia se quebrado, porque todos aprenderam a mover-se no país com delicadeza para não causar danos. As pessoas, ao encontrar-se, respondem às perguntas antes de que estas sejam formuladas, porque até os pensamentos se tornaram abertos e transparentes; ninguém já busca mentir, sabendo que todos podem ler o que se tem na cabeça [16]. Dá arrepio só de pensar o que aconteceria se isso acontecesse entre nós; mas é sadio pelo menos tender a tal ideal. É o caminho que leva à bem-aventurança que tentamos comentar: «bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus». ———————————————————– [1] S. Agostinho, De sermone Domini in monte, II, 1,1 (CC 35, 92) [2] Ib. II, 13, 45-46. [3] Jean-François de Reims, La vraie perfection de cette vie, 2ª parte, Paris 1651, Instr. 4, p.160 s). [4] Gregório de Nisa, De beatitudinibus, 6 (PG 44, 1272). [5] S. Basílio, Sullo Spirito Santo, IX,23; XXII,53 (PG 32, 109.168). [6] Cf. Michel Dupuy, Pureté, purification, in DSpir. 12, coll,2637-2645. [7] S. Bernardo de Claraval, Sententiae, III, 2 (S. Bernardi Opera, ed. J. Leclerq – H. M. Rochais). [8] S. João Crisóstomo, Homiliae in Mattheum, 15,4. [9] Giovanni Ruusboec, Lo splendore delle nozze spirituali, Roma, Città Nuova 1992, pp.72 s. [10] Cf. B. Pascal, Pensieri, 147 Br. [11] S. Agostinho, De sermone Domini in monte, 2,5 (CC 35, p. 95). [12] S. Francisco de Assis, Ammonizioni, 19 (Fonti Francescane, n.169). [13] Cf. Strack-Billerbeck, I, 718. [14] S. Igácio de Antioquia, Efesini 15,1 («È meglio non dire ed essere che dire e non essere»: «É melhor não dizer e ser, que dizer e não ser») y Magnesiani, 4 («Bisogna non solo dirsi cristiani, ma esserlo»: «É necessário não somente dizer-se cristãos, mas sê-lo»). [15] Cf. S. Agostinho, Confessioni, X, 36, 59. [16] Lauretta, Il bosco dei lillà, Ancora, Milão, 2° ed. 1994, pp. 90 ss. #coração #Advento #Intenção #Pregador #Deus #agradável #hipocrisia #Cantalamessa #adiante #Alimentos #pureza #pessoa #Puros #personagem #Alma #Raniero #Amor #alegria #alimentação #Jesus #adultério #Agostinho
- «Sacramento do amor»: Exortação apostólica do Sínodo sobre a Eucaristia
Será publicado em 13 de março CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 6 de março de 2007 (ZENIT.org).- «Sacramentum caritatis» («Sacramento do amor») é o título da exortação apostólica pós-sinodal que Bento XVI escreveu e que será publicada no dia 13 de março, segundo informou esta terça-feira a Sala de Imprensa da Santa Sé. O documento recolhe as propostas da assembléia geral ordinária do Sínodo dos Bispos, celebrado no Vaticano, em outubro de 2005. O tema era «A Eucaristia: fonte e cume da vida e da missão da Igreja. Foi o primeiro Sínodo do pontificado de Bento XVI, que entre outras coisas introduziu uma novidade metodológica: espaços abertos na assembléia para tomar livremente a palavra. O documento será apresentado em uma coletiva de imprensa pelo cardeal Angelo Scola, patriarca de Veneza, relator geral da XI Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, e o arcebispo Nikola Eterovic, secretário-geral do Sínodo dos Bispos. #sacramento #Sínodo #Eucaristia #bispos #exortação #BentoXVI #Apostólica #documento #Amor #Assembléia #Imprensa
- Vigário do Vaticano convida jovens a serem «sinais da trilha da felicidade»
Missão que Dom Comastri confia aos jovens ROMA, segunda-feira, 6 de março de 2007 (ZENIT.org).- Ser «sinais da trilha da felicidade» no mundo foi a mensagem que o vigário geral do Santo Padre para a Cidade do Vaticano deixou aos jovens empenhados em obras de caridade, no curso de uma conferência organizada em Roma. O arcebispo Angelo Comastri se reuniu em 1º de março com centenas de jovens presentes, no auditório do instituto das religiosas Franciscanas Missionárias do Coração Imaculado de Maria, para recordar-lhes que a fé que receberam do Senhor «é para que muita gente não se desiluda conosco, discípulos de Cristo». Citando a Beata Teresa de Calcutá, de quem se considera filho espiritual, o prelado denunciou que se no sul do mundo as pessoas morrem por falta de pão, no norte morrem por falta de amor, «por falta de Deus». «Vós, com vossa obra, recriais um espaço para Deus, construís pequenos presépios, onde se pode encontrar o Senhor, porque Deus se encontra só no amor», explicou. O encontro com Deus, observou Dom Comastri, se dá «quando se sai do egoísmo». O desafio é o de «não voltar a entrar na jaula», levar adiante a opção de caridade que nos converte em «sinais da trilha da felicidade para muitos jovens que a buscam», «sinais justos» «para muitos jovens distraídos do caminho da alegria». É o dom que enriquece, declarou, e quando se deixa de pensar em si mesmo, encontra-se a Deus. Uma das maiores mentiras da sociedade de hoje, acrescentou o arcebispo, «é fazer os jovens acreditarem que a felicidade se encontra onde ela não está». Os jovens estão, portanto, «bravos, reagem com violência, estão desiludidos». No entanto, a caridade é que a que produz alegria, observou: «Quem dá se enriquece, torna-se um gigante, inclusive se estiver em uma cadeira de rodas ou em uma cama. Quantos gigantes existem sem pernas e sem saúde, e quantos, com pernas e com saúde, são pessoas que estão como em uma cadeira de rodas, porque não caminham!». O prelado, que foi colaborador da Beata Teresa de Calcutá, concluiu com um fato sobre ela. A um fotógrafo que lhe perguntava por que ela se via cheia de alegria, a beata lhe respondeu: «Meus olhos estão felizes porque minhas mãos enxugam lágrimas. Faça assim você também. Eu lhe garanto que funciona». #Vigário #Beata #Deus #felicidade #Jovens #adiante #caridade #Comastri #Vaticano #Amor #alegria
- Fiéis celebram novena preparatória para canonização de Frei Galvão
Bento XVI presidirá em maio cerimônia que fará do frade o primeiro santo brasileiro APARECIDA, quarta-feira, 7 de março de 2007 (ZENIT.org).- Os fiéis de Guaratinguetá, cidade natal de Frei Galvão, começam no próximo sábado, dia 10 de março, a novena preparatória à canonização do frade, na primeira igreja dedicada ao santo, que fica na comunidade São José na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Guaratinguetá (São Paulo). Na abertura da novena, às 14h30, estarão presentes as duas famílias que receberam os milagres aprovados pelo Vaticano e que renderam a Frei Galvão a beatificação e a canonização, segundo informa o departamento de imprensa do Santuário de Aparecida. A menina Daniella foi salva de uma hepatite tipo A aguda seguida de uma série de complicações como parada cardiorrespiratória e infecções hospitalares. O milagre aconteceu em 1990 quando a menina tinha apenas 4 anos. Este milagre foi aprovado e transformou Frei Galvão no primeiro beato brasileiro. Sandra de Almeida e seu filho Enzo foram os sujeitos do milagre aprovado para a canonização no último mês de dezembro. Sandra, hoje com 37 anos, sonhava em ser mãe, mas uma má-formação do útero havia feito que duas gestações anteriores terminassem em abortos espontâneos. Após tomar pílulas de Frei Galvão e pedir a intercessão do frade, sua terceira gravidez decorreu normalmente, e ela deu à luz Enzo, hoje com 7 anos. As duas famílias ainda não se conhecem e irão se encontrar pela primeira vez no sábado. Às 16h, Daniella, Sandra e seus familiares receberão a imprensa, juntamente com o Pároco, Padre Reginaldo da Trindade. A Igreja de Frei Galvão fica na Avenida José Pereira Cruz, 53 – Jardim do Vale I, em Guaratinguetá. #canonização #frade #Frei #milagre
- Falsidade do suposto túmulo de Jesus, segundo arcebispo Bruno Forte
Declaração do membro da Comissão Teológica Internacional ROMA, quinta-feira, 1º de março de 2007 (ZENIT.org).- O anúncio da descoberta do suposto túmulo de Jesus não só é rejeitado pela arqueologia, mas também pela história, considera um dos teólogos católicos de maior prestígio atualmente em vida. Dom Bruno Forte, arcebispo de Chieti-Vasto, membro da Comissão Teológica Internacional, analisou com Zenit as supostas revelações que promete o documentário «O túmulo perdido de Jesus», realizado pelos premiados cineastas James Cameron e Simcha Jacobovici. Para o presidente da Comissão da Doutrina da Fé da Conferência Episcopal Italiana, «o dado, de fato, é que se fala de túmulos antigos, alguns do século I, descobertos na região de Talpiot, a inícios dos anos oitenta, nos quais estão gravados alguns nomes como os de Jesus, Maria, José, Mateus… Este é o dado de fato». «Mas túmulos como esses existem em grande número no território da Terra Santa. Portanto, não há nada novo nesta revelação», constata o prelado, membro de vários dicastérios da Santa Sé. «Por que, então, tanto barulho?», pergunta-se, e responde: «Porque Hollywood quis lançá-lo. Dado o êxito de operações como ‘O Código da Vinci’, tentou-se provocar outro êxito análogo, tratando da autêntica questão que entra em jogo, ou seja, se Jesus verdadeiramente ressuscitou». «De fato, a tese lançada é que, se Jesus foi sepultado lá com sua família, então a ressurreição não seria mais que uma invenção de seus discípulos», reconhece. «Pois bem, deixando de lado a inconsistência da prova arqueológica, que foi totalmente rejeitada por arqueólogos israelenses, o dado de fato da ressurreição de Jesus é documentado rigorosamente no Novo Testamento pelas cinco narrações das aparições: quatro dos Evangelhos e a de São Paulo.» «Sabemos que estas narrações foram interpretadas também em um sentido reducionista pela crítica liberal do século XIX. Inclusive Renan chegou a dizer que a ressurreição se explicava como a paixão de uma alucinada, de uma exaltada, que havia ressuscitado um Deus no mundo, potência divina do amor.» «Agora, todos os estudos críticos nestes dois séculos demonstraram que na verdade profunda das narrações das aparições se dá uma historicidade incontestável», acrescenta. Segundo Forte, «há um vazio entre a Sexta-Feira Santa, quando os discípulos abandonaram Jesus, e o Domingo de Páscoa, quando se converteram em testemunhas d’Ele, ressuscitado, com um impulso e uma valentia tais que levaram esse anúncio a todos os confins da terra, até dar a vida por ele». «O que aconteceu?» pergunta o arcebispo. «O historiador profano não explica. Os Evangelhos nos dão a entender. Deu-se um encontro que mudou sua vida». «E este encontro, narrado nas passagens das aparições, caracteriza-se por um dado fundamental: a iniciativa não é dos discípulos, mas dele, que está vivo, como diz o livro dos Atos dos Apóstolos (1, 3).» «Isso significa que não é algo que acontece nos discípulos. A partir deste fato, ao longo da história, Cristo foi anunciado com um impulso que envolveu gênios do pensamento, não visionários, desde Agostinho de Hipona e Tomás de Aquino, até Teresa de Calcutá, por exemplo». O prelado, por último, pergunta: «Por que os meios de comunicação têm tanto interesse em ter Jesus como seu alvo?». «Evidentemente, porque Jesus, no profundo da cultura do Ocidente e não só do Ocidente, constitui um ponto de referência tão decisivo e importante que tudo o que o afeta nos afeta.» #suposto #Santa #Comissão #túmulo #Amor #Jesus #Ressurreição #Agostinho #Arcebispo
- Adorar imagens?
Uma das mais freqüentes acusações que nós, católicos, sofremos de nossos irmãos protestantes, é a de praticar a “idolatria”, porque, segundo eles, “adoramos” imagens. Trata-se de uma acusação absolutamente sem fundamento, que somente se explica pelo desconhecimento da Palavra de Deus. Com efeito, os protestantes falam esse tipo de coisa dos católicos, muitas vezes com violência e de modo agressivo, simplesmente porque não sabem o que é idolatria. Idolatria não é o uso de imagens no culto divino, mas prestar a uma criatura o culto de adoração que devemos exclusivamente a Deus. É por isso que São Paulo Apóstolo nos adverte que a avareza é uma idolatria (cf. Col 3,5), uma vez que o avarento coloca o dinheiro no lugar de Deus, como o valor supremo de sua vida. Todo o comportamento humano depende de valores: é em vista de um determinado valor que escolhemos agir de um modo ou de outro. Se, por exemplo, preferimos gastar nosso tempo dando catequese para crianças, é porque essa opção nos pareceu mais valiosa do que outras. Assim sendo, a forma como ordenamos as nossas ações vai depender de como hierarquizamos os valores que adotamos para reger nossas vidas. Se colocamos como valor supremo o prazer da vida corporal, certamente não poderemos levar uma vida de pureza e abnegação. Todavia, a forma como hierarquizamos esses valores, em nossa subjetividade, deve coincidir com a hierarquia objetiva dos valores presente no universo. Se isto não se der, haverá uma distorção entre a forma com que vemos o mundo e o próprio mundo. Repetindo: a nossa hierarquia subjetiva de valores deve coincidir com a ordem objetiva de valores presente no cosmos. Se não for assim, estaremos dando a certas coisas mais importância do que elas merecem, enquanto a outras não prestamos o devido valor. Isto é introduzir a desordem em nossa alma, é quebrar a harmonia que deve existir em nosso interior. Ora, o que há de mais importante no universo é Deus, pois é Ele quem o criou e sustenta no ser. Todo o cosmos depende de Deus para existir. Logo, também em nossa hierarquia de valores, Deus deve ocupar o primeiro lugar, como valor supremo. Todos os demais valores e ideais devem submeter-se a ele. Quando colocamos outro bem, valor ou ideal no lugar que é exclusivo de Deus, destoamos da ordem do cosmos e caímos na idolatria. Afinal de contas, todo o universo canta a glória de Deus (cf. Sl 18,2). Diz o salmista: “Louve a Deus tudo o que vive e que respira, / tudo cante os louvores do Senhor!” (Sl 150,5). Quem, portanto, não coloca a Deus como valor supremo de sua vida, não apenas nega a adoração exclusivamente a Ele devida, como também prejudica a si próprio. Por isso Deus ordenou no primeiro mandamento de sua Lei: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da escravidão. Não terás outros deuses diante de mim” (Ex 20,2-3). Do mesmo modo o Senhor Jesus, quando repeliu o demônio que o tentava, repetiu o preceito: “Adorarás o Senhor teu Deus, e só a Ele servirás” (Mt 4,10). Todavia, se devemos adorar somente a Deus, isso não significa que não devemos honrar e invocar seus santos e anjos. O mesmo Deus que ordenou que adorássemos só a Deus, também mandou honrar os pais (cf Ex 20,12), as autoridades públicas (cf. Rom 13) os nossos superiores e as pessoas mais idosas. Prestar honra a essas pessoas, simples criaturas, em nada prejudica a adoração devida exclusivamente ao Criador. Se devemos honrar os governantes deste mundo, quanto mais os anjos, de cujo ministério Deus se serve para governar não só a Igreja, como também todas as coisas criadas. Foi por isso que Abraão prostrou-se diante dos três anjos que lhe apareceram em forma humana, para anunciar o nascimento de seu filho Isaac (cf. Gen 18,2). Ensina a Igreja e a Sagrada Escritura que desde o início até a morte a vida humana é cercada pela proteção e intercessão do anjo da guarda: “Eis que eu enviarei o meu anjo, que vá adiante de ti, e te guarde pelo caminho” (Ex 23,20). Pela invisível assistência dos anjos, somos quotidianamente preservados dos maiores perigos, tanto da alma como do corpo. Com a maior boa vontade, patrocinam a nossa salvação e oferecem a Deus as nossas orações e nossas lágrimas. O Senhor Jesus advertiu que não se devia dar escândalo aos pequeninos, porque “seus anjos nos céus vêem incessantemente a face de seu Pai, que está nos céus” (cf. Mt 18,10). Se os anjos contemplam a Deus sem cessar, por que não seriam merecedores de grande honra? Também o culto aos santos, longe de diminuir a glória de Deus, lhe dá o maior incremento possível. Canta a Virgem Maria no Magníficat que “o Poderoso fez em mim maravilhas” (Lc 1,49). Quando honramos retamente um santo, proclamamos as maravilhas que a graça de Deus operou na vida dele. Como se diz no Prefácio dos Santos, “na assembléia dos santos vós sois glorificado e, coroando seus méritos, exaltai vossos próprios dons”. A santidade que veneramos nos homens santos é dom do único Santo. Honrando os santos, glorificamos a Deus que os santificou. Deus é um Pai amoroso, a quem muito agrada ver seus filhos intercedendo uns pelos outros. Ademais, quis associar suas criaturas na obtenção e distribuição de suas graças. Muitas coisas Deus não as concede, se não houver a intervenção de um intercessor. Para que os amigos de Jó fossem perdoados, por exemplo, foi necessária a sua intercessão: “O meu servo Jó orará por vós; admitirei propício a sua intercessão para que se não vos impute esta estultícia, porque vós não falastes de mim o que era reto” (Jó 42,8). Também não é sinal de falta de fé em Deus, recorrermos à intercessão dos santos em nossas orações. O centurião, por exemplo, recorreu à intercessão dos anciãos dos judeus (cf. Lc 7,3) para que Jesus curasse seu servo, mas nem por isso o Senhor deixou de enaltecer sua fé com os maiores elogios: “Em verdade vos digo que não encontrei tanta fé em Israel” (Lc 7,9). É verdade que temos um único Mediador na pessoa de Jesus Cristo Nosso Senhor. Só Ele nos reconciliou com o Pai pelo oferecimento de seu precioso sangue, entrando uma só vez no Santo dos Santos, consumou uma Redenção eterna (cf. Hebr 9,11-12) e não cessa de interceder por nós (cf. Hebr 7,25). Todavia, o fato de termos um único Mediador de Redenção, não significa que não podemos ter junto dele outros mediadores de intercessão. Se recorrer à intercessão dos santos prejudicasse a glória devida unicamente a Cristo Mediador, o Apóstolo Paulo não pediria, com tanta insistência, que seus irmãos rezassem por ele: “Rogo-vos, pois, irmãos, por Nosso Senhor Jesus Cristo e pela caridade do Espírito Santo, que me ajudeis com as vossas orações por mim a Deus” (Rom 15,30). “Se vós nos ajudardes também, orando por nós…” (2Cor 1,11). Se as orações dos que vivem nesta terra são úteis e eficazes para que sejamos ouvidos por Deus, quem dirá as orações daqueles que já estão em glória, contemplando a Deus face a face. No livro dos Atos dos Apóstolos, conta-se que “Deus fazia milagres não vulgares por mão de Paulo, de tal modo que até, sendo aplicados aos enfermos os lenços e aventais que tinham tocado no seu corpo, não só saiam deles as doenças, mas também os espíritos malignos se retiravam” (At 19,11-12). E também que “traziam os doentes para as ruas e punham-nos em leitos e enxergões, a fim de que, ao passar Pedro, cobrisse ao menos a sua sombra algum deles” (At 5,15). Se as vestes, os lenços e a sombra dos santos, já antes de sua morte, removiam doenças e expulsavam demônios, quem será louco de dizer que Deus não possa fazer os mesmos milagres por intermédio deles, depois de mortos? E também disso as Sagradas Escrituras dão testemunho, quando se narra o episódio do cadáver lançado na sepultura do profeta Eliseu: “Logo que o cadáver tocou os ossos de Eliseu, o homem ressuscitou e levantou-se sobre os seus pés” (2Rs 13,21). Todavia, se devemos honrar e venerar os santos e anjos como fiéis servidores do Senhor, é gravíssimo pecado colocá-los no lugar de Deus, prestando-lhes culto de adoração. Este abuso é estranho a verdadeira doutrina católica. Quanto às imagens, é verdade que o Antigo Testamento proibia que fossem feitas: “Não farás para ti imagem alguma do que há em cima no céu, e do que há embaixo na terra, nem do que há nas águas debaixo da terra” (Ex 20,4). Todavia, precisamos compreender a razão desta proibição. Os hebreus viviam no meio de povos idólatras, cujos deuses eram concebidos como tendo formas visíveis, muitas vezes com figura de animais. Para ressaltar a transcendência e a espiritualidade do Deus verdadeiro, este preceito proibia que os israelitas representassem a divindade com imagens. Com efeito, Deus em si mesmo não está ao alcance da nossa vista: é um ser puramente espiritual, não tem corpo, não cabe nos limites do espaço, nem pode ser representado por nenhuma figura. “Não vistes figura alguma no dia em que o Senhor vos falou sobre o Horeb do meio do fogo” (Dt 4,15). Todavia, a encarnação do Filho de Deus superou a proibição de se fazer imagens. Isso porque, quando “o Verbo se fez carne, / e habitou entre nós” (Jo 1,14), Ele se tornou visível a nós como homem. Invisível em sua divindade, Deus se tornou visível na humanidade de nossa carne. Como diz o Prefácio do Natal do Senhor, “reconhecendo a Jesus como Deus visível a nossos olhos, aprendemos a amar nele a divindade que não vemos”. A diferença do cristianismo com todas as outras as religiões é que o nosso Deus se fez homem. O centro da Fé cristã é o mistério de Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro. Perfeitamente homem, sem deixar de ser Deus. Mesmo depois da Ressurreição, o Cristo manteve a sua natureza humana na sua integridade e perfeição, como fez questão de sublinhar aos Apóstolos: “Olhai para as minhas mãos e pés, porque sou eu mesmo; apalpai, e vede, porque um espírito não tem carne, nem ossos, como vós vedes que eu tenho” (Lc 24,39). Até hoje, no Céu, dentro do peito de Jesus bate incessantemente um coração de carne, em suas veias corre sangue verdadeiramente humano. Jesus Cristo é “a imagem visível de Deus invisível” (cf. Col 1,15). Se antes eu não podia fazer imagens de Deus, pois enquanto tal Ele é invisível; após a Encarnação do Verbo eu não apenas posso como devo fazer imagens, para atestar que Deus se fez visível aos olhos dos homens. Ensina São João Damasceno: “Quando virmos aquele que não tem corpo tornar-se homem por nossa causa, então poderemos executar a representação de seu aspecto humano. Quando o Invisível, revestido de carne, torna-se visível, então representa a imagem daquele que apareceu…” Assim sendo, toda vez que honramos uma imagem sagrada, damos testemunho da nossa Fé no mistério da Encarnação do Filho de Deus. Portanto, quem renega as imagens, de certo modo atenta contra a fé nesse mistério. Este foi o critério que São João propôs para discernir o anticristo: “Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio na carne, é de Deus; todo espírito que divide Jesus, não é de Deus, mas é um anticristo, do qual vós ouvistes que vem, e agora está já no mundo” (1Jo 4,2-3). Rejeitar as imagens sagradas é voltar à Antiga Lei, quando Deus ainda não tinha se feito homem. Quem defende isso, para ser coerente, deve também praticar a circuncisão e guardar o sábado, como é prescrito na Lei de Moisés. Para essas pessoas, o Cristo não veio ainda. Portanto, beijar uma imagem ou acender diante dela uma vela não são práticas idolátricas, mas atos de piedade. Somente pessoas ignorantes, que não compreendem os dogmas da Fé em seu verdadeiro sentido, podem ter a audácia de chamar de idolatria essas práticas. Quem venera uma imagem, venera a pessoa que nela está representada. Aquilo que a Bíblia nos ensina com palavras, as imagens nos anunciam com figuras visíveis. A imagem re+presenta, ou seja, torna presente a pessoa simbolizada. Por isso podemos rezar diante das imagens como se estivéssemos diante das personagens que elas representam. Todavia, não podemos confundir essa presença, que é meramente uma presença simbólica, com a presença real de Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Na imagem Jesus está presente como em um símbolo, na Eucaristia como realidade substancial. Por isso, diante do Santíssimo Sacramento fazemos genuflexão, diante de uma imagem fazemos o sinal-da-cruz ou uma simples reverência de cabeça. Prefácio dos Santos, I (Missal Romano) Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso. Na assembléia dos santos vós sois glorificado e, coroando seus méritos, exaltai vossos próprios dons. Nos vossos santos ofereceis um exemplo para a nossa vida, a comunhão que nos une, a intercessão que nos ajuda. Assistidos por tão grandes testemunhas, possamos correr, com perseverança, no certame que nos é proposto e receber com eles a coroa imperecível, por Cristo, Senhor Nosso. Enquanto esperamos a glória eterna, com os anjos e todos os santos, nós vos aclamamos, cantando a uma só voz: Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo. O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas! Autor: Dr. Rodrigo Pedroso #Cristo #Homem #Deus #Senhor #intercessão #Culto #adiante #Imagens #advertiu #corpo #acusação #Alma #adoração #Criatura #Jesus #adverte
- Papa pede oração para que Palavra de Deus cada vez se escute, se ame e se viva mais
Intenções da oração para o mês de março ROMA, quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI pede oração para que «a Palavra de Deus seja cada vez mais escutada, contemplada, amada e vivida». Assim se desprende da intenção geral para o mês de março, contida na carta pontifícia, junto a todas as demais intenções que o Santo Padre confiou ao «Apostolado da oração» para este ano. O «Apostolado da oração» (AdP, http://www.adp.it) é uma iniciativa seguida por cerca de 50 milhões de pessoas dos cinco continentes. Graças a ela, leigos, religiosos, sacerdotes e bispos de todo o mundo oferecem suas orações e sacrifícios pelas intenções que o Papa, indicadas cada mês no mundo inteiro. Ao fazer da vivência da Palavra de Deus o eixo da oração do próximo mês, Bento XVI afirma novamente a importância que tem o tema, sobre o qual convocou o próximo Sínodo. Há um mês, ao receber os membros do Conselho Ordinário da Secretaria Geral do Sínodo dos bispos reunidos pela primeira vez para preparar essa assembléia de bispos do mundo, o Santo Padre sublinhou sua esperança de que tal encontro sirva para redescobrir «a importância da Palavra de Deus na vida de cada cristão». Acrescentou outro «desejo de coração»: que a assembléia episcopal ajude também a redescobrir «o dinamismo missionário que é intrínseco à Palavra de Deus». De 5 a 26 de outubro de 2008, bispos de todo o mundo participarão do Sínodo, que se celebrará no Vaticano sobre o tema escolhido por Bento XVI: «A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja». A intenção missionária de oração para o mês de março é a seguinte «Para que os responsáveis das Igrejas jovens se preocupem pela formação dos catequistas, dos animadores e dos leigos entregues ao serviço do Evangelho». Por Igrejas jovens nos territórios de missão se entendem «as dioceses ou vicariatos apostólicos de recente criação e outras realidades similares, ou lugares nos quais a evangelização ainda se encontra em uma fase incipiente», explica a Congregação vaticana para a Evangelização dos Povos — Dom Jerry Bitoon, oficial deste dicastério. É o caso das Igrejas em países da Ásia, como Mongólia, Nepal, Butão, ou do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Irã, Iraque ou do interior da África, da América do Sul, do sudeste asiático, da Oceania ou do subcontinente indiano. «Em todos estes lugares, há uma grande escassez de sacerdotes locais, às vezes uma ausência total»; em outros, sim, há missionários preparados, mas as leis específicas de algumas nações «proíbem ou tornam extremamente difícil» a evangelização, ou se registra a «resistência, às vezes violenta» e «ameaças de morte, por parte de alguns fiéis extremistas, fanáticos ou fundamentalistas», recorda Dom Bitoon. «As jovens Igrejas estão em primeira linha na evangelização», e é aí precisamente onde «o Senhor da grande messe chama inumeráveis catequistas e animadores, especialmente animadores missionários leigos, a colaborar com a Igreja local», constata. E «qual é o segredo de sua incansável dedicação à evangelização?»: «os bispos das jovens Igrejas respondem rapidamente que é a formação contínua desses catequistas e animadores leigos — não missionários; o segredo escondido de sua eficácia e dedicação ao mandato de Cristo de proclamar sua Boa Nova a todos, a todo custo, inclusive arriscando a própria vida!», confirma o oficial do dicastério vaticano. Daí a importância — adverte — de que os católicos de todo o mundo rezem «para que os responsáveis das jovens Igrejas possam ser constantemente conscientes da necessidade de formar bem seus catequistas e animadores missionários leigos». #Intenção #Deus #Sínodo #importância #Igrejas #oração #BentoXVI #evangelização #América #adverte #Palavra
- Cardeal Biffi apresenta anticristo ao Papa e à Cúria
Reduzir o cristianismo a uma ideologia esquecendo o encontro com Cristo salvador CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- O cardeal Giacomo Biffi apresentou a Bento XVI e à Cúria Romana «a advertência profética de Vladimir S. Soloviev» sobre o anticristo. O pregador dos exercícios espirituais fez referência ao filósofo e poeta russo, que viveu entre 1853 e 1900, para explicar que o anticristo, na verdade, consiste em reduzir o cristianismo a uma ideologia, em vez de ser um encontro pessoal com Cristo salvador. Citando a obra de Soloviev, «Três diálogos» (1899), o arcebispo emérito de Bolonha recordou que «o anticristo se apresenta como pacifista, ecologista e ecumenista». «Convocará um Concílio ecumênico e buscará o consenso de todas as confissões cristãs, concedendo algo a cada um. As massas o seguirão, menos alguns pequenos grupos de católicos, ortodoxos e protestantes», disse. Segundo a síntese de sua pregação desta terça-feira pela tarde, oferecida pela «Rádio Vaticano», o cardeal explicou que «o ensinamento que o grande filósofo russo nos deixou é que o cristianismo não pode ser reduzido a um conjunto de valores. No centro do ser cristão está, de fato, o encontro pessoal com Jesus Cristo». «Chegarão dias nos quais na cristandade se tratará de resolver o fato salvífico em uma mera série de valores», escreveu Soloviev nessa obra. Em seu «Relato sobre o anticristo» Soloviev prevê que um pequeno grupo de católicos, ortodoxos e filhos da Reforma, resistirá e responderá ao anticristo: «Tu nos dás tudo, menos o que nos interessa, Jesus Cristo». Para o cardeal Biffi,esta narração é uma advertência. «Hoje, de fato, corremos o risco de ter um cristianismo que põe entre parênteses Jesus com sua Cruz e Ressurreição», lamentou. O arcebispo explicou que, se os cristãos se «limitassem a falar de valores compartilháveis, seriam mais aceitos nos programas de televisão e nos grupos sociais. Mas desta maneira teriam renunciado a Jesus, à realidade surpreendente da Ressurreição». Para o purpurado italiano, este é «o perigo que os cristãos correm em nossos dias»: «o Filho de Deus não pode ser reduzido a uma série de bons projetos homologáveis com a mentalidade mundana dominante». Contudo, precisou o purpurado, «isso não significa uma condenação dos valores, mas que estes devem ser submetidos a um atento discernimento. Há valores absolutos, como o bem, a verdade, a beleza. Quem os percebe e os ama, ama também Cristo, ainda que não saiba, porque Ele é a verdade, a beleza, a justiça». O pregador dos exercícios precisou na capela «Redemptoris Mater», do Palácio Apostólico do Vaticano, que, por outro lado, «há valores relativos, como a solidariedade, o amor pela paz e o respeito pela natureza. Se estes se convertem em absolutos, desarraigando ou inclusive opondo-se ao anúncio do fato da salvação, então estes valores se convertem em instigação à idolatria e em obstáculos no caminho da salvação». Ao concluir, o cardeal Biffi afirmou que «se o cristão, para abrir-se ao mundo e dialogar com todos, dilui o fato salvífico, fecha-se à relação pessoal com Jesus e se coloca do lado do anticristo». Os exercícios espirituais concluirão na manhã do próximo sábado. Durante esta semana o Papa não está mantendo nem audiências públicas nem privadas. #Cristo #Verdade #anticristo #encontro #advertência #Amor #Jesus #Cardeal
- Liga Católica: "Tumba de Jesus é uma fraude titânica"
NOVA IORQUE, 27 Fev. 07 (ACI) .- A prestigiosa “Liga Católica” dos Estados Unidos, que defende os direitos dos católicos na América do Norte, divulgou um enérgico comunicado onde destaca que o documentário produzido pelo diretor do filme “Titanic” sobre o suposto achado da tumba de Jesus é “uma fraude titânica”. Bill Donohue, Presidente da Liga Católica, assinalou, depois da conferência de imprensa que apresentou o documentário que será exibido pela Discovery Channel, que ” não há tempo de Quaresma sem que um autor ou um canal de televisão procurem lançar dúvidas sobre a divindade de Jesus Cristo ou de sua Ressurreição.” Donohue recordou que no ano passado em Estados Unidos, o programa “Dateline” da Cadeia NBC transmitiu o desacreditado documentário anticristão de Michael Baigent, dois anos atrás foi a ABC com outro programa questionando a Ressurreição de Jesus, e este ano é o documentário de Cameron. O Presidente da Liga recordou “o arqueólogo israelense Amos Kloner esteve encarregado em 1980 das investigações das tumbas que Cameron filmou 27 anos depois para fazer suas afirmações. Donohue reproduziu em seu comunicado todas as afirmações de Amos Kloner que desacreditam completamente o documentário; mas explicou além disso que outro perito, Joe Zias, um prestigioso arqueólogo da Universidade Rockefeller em Jerusalém, assinala que o co-diretor do documentário, Simcha Jacobovici “carece de toda credibilidade” pois o controvertido cineasta israelense-canadense, segue sustentando a história que ele mesmo lançou o 2002 sobre uma ossada com a inscrição “Santiago, Filho de José, Irmão de Jesus”. Donohue recordou que em 18 de junho de 2003, os 15 membros da Autoridade de Antiguidades de Israel –conhecida por suas siglas em inglês IAA- demonstrou por cima de toda dúvida que a ossada “descoberta” por Jacobovici era uma falsificação moderna. Esta decisão foi respaldada pelo arqueólogo de Harvard Frank Cross e pelo professor da Universidade de Tel Aviv, Edward Greenstein. “A Discovery Channel difundiu a farsa de 2002 e agora volta com esta fraude titânica. É tempo da Discovery Channel para que descubra a ética e deixe de lado o sensacionalismo”, concluiu Donohue. #comunicado #Presidente #Catolica #documentário #Jesus #América
- África, motor do crescimento da Igreja no mundo
Prepara o próximo Sínodo continental CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 27 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- A África converteu-se no motor do crescimento numérico dos fiéis católicos no mundo, segundo constataram os bispos em uma reunião celebrada no Vaticano. Nesta terça-feira, a Sala de Imprensa da Santa Sé emitiu o comunicado com as conclusões do encontro do Conselho Especial para a África, da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, celebrado de 15 a 16 de fevereiro em Roma. A reunião buscava continuar com a preparação do segundo Sínodo de Bispos da África. Na reunião, presidida pelo arcebispo Nikola Eterovic, secretário-geral do Sínodo dos Bispos, participaram dois cardeais e seis arcebispos e bispos. Segundo o comunicado, os membros do conselho ressaltaram o grande dinamismo da Igreja: o aumento do número de católicos (3,1%) é maior que o da população (2,5%). O Sínodo dos Bispos, segundo os encarregados de sua organização, buscará «em particular, animar os leigos a comprometer-se em uma melhora das condições de vida de cada africano, desde o ponto de vista econômico, cultural, de saúde e sobretudo espiritual». «Também propôs a oportunidade de que nesse processo sinodal participem representantes de outras religiões para responder, se possível juntos, aos desafios do momento histórico no continente, que anseia por uma sociedade mais justa e pacífica e uma maior reconciliação», acrescenta o comunicado. O último Anuário Pontifício, apresentado em 11 de fevereiro a Bento XVI, revelava também que nos continentes asiático e americano se registrou um aumento de católicos superior ao da população (de 2,71% contra 1,18%, no caso da Ásia, e de 1,2% contra 0,9%, no caso da América). Na Europa, pelo contrário, percebe-se um aumento leve dos católicos e uma situação quase de estabilidade da população presente, constata-se nesse volume. Os sacerdotes, no último ano, aumentaram em 3,55% na África. #Reunião #Mundo #africano #África #comunicado #população #Sínodo #Conselho #bispos #maior #Igreja #América #crescimento
- Tema da Campanha da Fraternidade no Brasil, Amazônia, assume dimensão mundial
Diante da coincidência com as apreensões diante das mudanças climáticas, diz bispo BRASÍLIA, segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- A coincidência do lançamento da Campanha da Fraternidade no Brasil, que discute o tema da Amazônia, com a divulgação do mais importante documento sobre o aquecimento global fez com que o evento do episcopado brasileiro assumisse dimensões mundiais. A Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil para esta Quaresma discute «Fraternidade e Amazônia – Vida e missão neste chão». Foi lançada na Quarta-Feira de Cinzas. Dias antes, aos 2 de fevereiro, o IPCC (sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), da ONU (Organização das Nações Unidas), lançara um documento de 21 páginas que trazia conclusões alarmantes sobre as alterações do clima no planeta. Segundo o documento, a temperatura média do planeta subirá de 1,8ºC a 4ºC até 2100, provocando um aumento do nível dos oceanos de 18 a 59 cm, inundações e ondas de calor mais freqüentes. O comitê do IPCC, que engloba centenas de cientistas e representantes de 113 países, afirma que o aquecimento do planeta se deve, com 90% de probabilidade, às emissões de dióxido de carbono e outros gases que causam o efeito estufa, provocadas pela mão do homem. Diante desse contexto, Dom Demétrio Valentini, bispo de Jales, interior de São Paulo, afirma que o tema da Campanha da Fraternidade «assume uma clara dimensão mundial». Isso «pela coincidência com as apreensões diante das mudanças climáticas, que revelam sua indiscutível gravidade, e apontam para a urgência de sintonizar melhor com a natureza, se queremos assumir as responsabilidades que nos cabem com a vida em nosso planeta». O bispo enfatiza que a Amazônia merece «toda a nossa atenção, pela importância que ela possui, no contexto brasileiro e mundial». «Assim, a Campanha da Fraternidade nos convida a assumir melhor a Amazônia, com a riqueza que ela representa para o Brasil e para o mundo». «Mas nos convida também a rever nossa relação com o ambiente em que nos encontramos, nos reeducando para respeitar suas características, percebendo melhor sua sintonia, que se constitui em contexto vital que possibilita a manutenção de suas potencialidades junto com o seu crescimento harmonioso», refere o bispo. #dimensão #Amazônia #brasileiro #documento #campanha #Bispo #Fraternidade
- Um abade explica porquê "a Missa Tridentina é o elo que falta"
Quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007 O Papa restaurará a Missa Tridentina? Abade: A Missa Tridentina, a Missa de São Pio V, não pode ser considerada abolida pela assim denominada nova missa de Paulo VI. Nós nunca devemos esquecer que o Concílio Vaticano Segundo não foi uma ruptura com o passado, mas uma renovação em continuidade. Portanto, a pergunta que precisa ser feita é se o Indulto do Papa João Paulo II e a criação da Comissão Episcopal Ecclesia Dei, que deu permissão aos bispos para autorizar a celebração da Missa Tridentina, foi ou não implementado no espírito de justiça e compaixão. Bem, o Indulto do Papa João Paulo II foi ou não implementado no espírito de justiça e compaixão? Abade: Infelizmente, alguns Bispos não deram apoio ao Indulto. Quando tal realmente acontecia, as condições eram geralmente muito difíceis e quase impossíveis para sua implementação prática. Portanto, se houver um motu proprio, com relação a um indulto universal para Missa Antiga, significa que o atual indulto não está indo ao encontro das necessidades pastorais do mundo tradicionalista. Mas o mundo tradicionalista é tão importante que o Santo Padre arriscaria seu pontificado para conceder a ele um motu proprio? Abade: Jesus Cristo, ao falar sobre o Bom Pastor e a ovelha perdida, disse em deixar as noventa e nove a fim de buscar aquela que estava perdida. Estamos falando de um por cento. Mas também estamos falando sobre a própria vocação do Bom Pastor. É interessante notar que alguns Bispos falam dos Tradicionalistas como uma “gota no oceano”. Na verdade, o mundo tradicionalista constitui-se um pouco acima de um por cento da População Católica. A semelhança do próprio Cristo, seria oferecer um gesto de amor pastoral na forma de um motu proprio! Seria um motu proprio com a intenção de trazer de volta os lefrevistas para Roma? Abade: O motu proprio seria uma resposta de justiça e de compaixão, não apenas ao mundo tradicionalista, mas também para a Igreja como um todo. Nós nunca devemos pensar que o motu proprio seja escrito apenas para os lefevristas. Como o Arcebispo A. M. Ranjith, Secretário da Congregação para o Culto Divino declarou muito claramente, “A Missa Tridentina é um tesouro para o Povo de Deus como um todo e não uma propriedade privada da Sociedade São Pio X”. Mas estou muitíssimo seguro que os membros da Sociedade estão rezando e esperando com grande esperança por um motu proprio relativo a um indulto universal para a Missa Antiga. Qual é o seu relacionamento com o mundo lefrevistas? Abade: Encontrei com o Bispo Bernard Fellay, o Superior da Sociedade São Pio X, há mais de cinco anos atrás. Durante aquele período, eu vim a conhecer muitos outros padres, como também monges e religiosos que estão ligados à Sociedade. Fui convidado a falar no então recente Congresso do “Si, Si, No, No” em Paris. Lá eu falei sobre minha experienciam da Missa Tridentina como uma redescoberta da natureza sacrifical da Missa. O Rito Tradicional tem um papel muito importante a desempenhar na Igreja. Ele pode fortalecer a reverência e o senso de mistério e temor ante a ação de Deus. Eu me sinto honrado pela amizade deles e também pela confiança por eles em mim depositada. Fui capaz de ouvir e acolher profundamente não apenas suas preocupações e lágrimas, mas também seu imenso amor pela Igreja e pelo Santo Padre. Suas palavras, artigos e cartas podem parecer para alguns muito fortes e, assim, causar muito embaraço; entretanto, não deve ser negligenciado ou descartado o que eles dizem sobre a liturgia e a teologia. Estão, antes, plenos de unidade e caridade mútua e não podemos nos deixar escandalizar por alguma “intemperança verbal”. Mas alguns Bispos afirmam que os lefrevistas deveriam reconhecer a legitimidade do Papa. Abade: Infelizmente, mesmo nos mais altos níveis da Igreja, nem sempre há um conhecimento pleno sobre a Sociedade. A Sociedade sempre reconheceu a legitimidade do sucessor de São Pedro. Existem grupos tradicionalistas que não reconhecem os últimos papas que se seguiram a Pio XII. Esses são chamados de “sede vacantistas.”. Visitando algumas casas da Sociedade, fiquei maravilhado em ver a foto de Bento XVI e também em saber que eles rezam diariamente por ele e pela Igreja. O senhor acha que um possível motu proprio ajudaria no retorno dos lefevristas a Roma? Abade: Eu acredito que o motu proprio seria um primeiro passo para a comunhão plena. Contudo, uma simples restauração da Missa Antiga não é apenas o que a Sociedade procura. Eles estão colocando muitas questões teológicas e litúrgicas sérias, questões que devem ser tratadas. Caso contrário, reduziremos toda a questão do Monsenhor Fellay e dos membros da Sociedade a uma questão coreográfica e não a questões substanciais da fé. O motu proprio, portanto, é um começo. Mas também é o possível começo de uma reforma e renovação do caráter sacramental da liturgia; e com isso, o início de um movimento litúrgico que quer um novo despertar da fé para o Povo de Deus. Alguns Bispos, sacerdotes e teólogos dizem que um motu proprio permitindo um uso mais amplo do Rito Tridentino “arrastaria-nos de volta para uma vida litúrgica de uma outra era.” Qual sua opinião sobre isso? Abade: O tempo litúrgico é um tempo sagrado e santo. Eu creio que deveríamos chamá-lo de “atemporal”. E a razão é que a Missa tem a ver com a eternidade e não com dias, semanas, meses e anos. Há a necessidade de uma reforma litúrgica? Abade: Eu acredito que a Constituição Dogmática Sacrosanctum Concilium foi uma resposta a uma convicção difundida que a liturgia precisava de uma reforma. Os Padres Conciliares buscavam resgatar os aspectos comunitários da missa, bem como torná-la mais eficaz no ensino das verdades da Fé Católica. Infelizmente, a exigência teológica de uma continuidade na doutrina subjacente e na estrutura da celebração da Missa em suas formas pré- e pós-conciliares sofreram um ruptura ou quebra com a Tradição. É com isso que estamos lidando hoje. O Concílio Vaticano Segundo claramente convidava para fazer algumas reformas modestas na liturgia, mas pretendiam-nas como orgânicas e claramente em continuidade com o passado. O Rito Antigo torna-se um tesouro vivo da Igreja e também deve estabelecer um padrão de culto, de mistério e de catequese em direção aos quais as celebrações do Novus Ordo devem se mover. Em outras palavras, a Missa Tridentina é o elo que falta. A não ser que ele seja redescoberto, em toda a sua exata verdade e beleza, o Novus Ordo não responderá ao crescimento e mudança orgânicos que caracterizaram a liturgia desde seu início. Isso é o que deveria impelir muitos de nós para fundar um novo movimento litúrgico que seja capaz de devolver à liturgia seu caráter sacramental e sobrenatural, ao mesmo tempo em que desperte em nós um entendimento fiel da Liturgia Católica. Fonte: Associação Cultural Montfort #acolher #pontificado #abade #sociedade #Igreja #Amor #Roma #Jesus #Missa
- Jovens retirarão nas dioceses credenciais para encontro com Papa em São Paulo
30 mil jovens participarão do evento no Estádio do Pacaembu com o pontífice em maio SÃO PAULO, segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- Os jovens brasileiros que quiserem participar do encontro com o Papa no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, no dia 10 de maio, deverão garantir suas credenciais nas próprias dioceses. É que a CNBB distribuirá os 30 mil ingressos disponíveis para o evento entre as dioceses brasileiras. Assim, cada bispo repartirá sua quota com os jovens da Igreja local que desejarem ir ao encontro com o pontífice. Bento XVI se reunirá com os jovens brasileiros no fim de tarde (18h) do dia 10 de maio de 2007, no Estádio que fica na zona oeste de São Paulo. Os 30 mil jovens que se credenciarem antecipadamente serão acolhidos no Pacaembu. Mas também será possível acompanhar o evento na Praça Charles Muller, do lado externo do Estádio, sem prévio credenciamento, por meio de telões, segundo informa a arquidiocese de São Paulo. Cada diocese já recebeu a informação, através da CNBB, do número de jovens que poderá credenciar para participar do evento dentro do Pacaembu. Assim, cada bispo deverá confirmar até o dia 15 de março se sua diocese usará das credenciais que lhe foram reservadas. Uma vez confirmada a acolhida do número de credenciais oferecida a cada diocese, o bispo, ou a pessoa por ele designada receberá, via sedex, os cartões magnéticos com as indicações do portão de entrada no Pacaembu e do setor reservado aos jovens de sua diocese. Segundo enfatiza a arquidiocese de São Paulo, não será possível ter acesso ao Estádio sem este cartão de credenciamento. Os jovens deverão estar dentro do Pacaembu até as 17h, quando os portões serão fechados. As credenciais são gratuitas e cada diocese se responsabiliza pela distribuição dos lugares a ela reservados. #CNBB #acolhida #encontro #diocese #Jovens #Papa #pontífice #evento #Paulo #Bispo
- Bento XVI: a Quaresma não é “uma obrigação pesada”
O Papa explicou que a Quaresma é um período de renovação interior para aqueles que encontraram em Jesus o sentido da sua vida. Nesta quarta-feira, 1º de março, celebrou-se nas paróquias e Igrejas a cerimônia de imposição das cinzas aos fiéis. 01 de março de 2006. Em sua mensagem dominical de 26 de fevereiro, após a recitação da oração à Nossa Senhora – o ‘Angelus’ –, Bento XVI falou sobre a Quaresma: os 40 dias em que a Igreja nos convida a preparar a Semana Santa e a Páscoa da Ressurreição. O tempo da Quaresma, explicou, “não deve ser olhado com espírito ‘velho’, como se fosse uma obrigação pesada e enfadonha, mas com o espírito ‘novo’ de quem encontrou em Jesus e no seu mistério pascal o sentido da vida, e agora sente que tudo deve referir-se a Ele”. ”Não é costume cantar o Aleluia durante este período e a Igreja nos convida a praticar formas adequadas de renúncia penitencial”, como a abstinência – para os maiores de 14 anos –, o jejum – para os maiores de 18 anos – ou outros sacrifícios que cada um queira oferecer. Sobre o diálogo de Cristo com os fariseus que não compreendiam por que os Apóstolos não jejuavam, disse: “Não podem jejuar enquanto o esposo está com eles; jejuarão quando o esposo lhes for arrebatado”. Assim Cristo revelou a “sua identidade de Messias, de esposo de Israel que veio para os desponsórios com o seu povo”. “Os que o reconhecem e o acolhem com fé estão em festa. No entanto, ele terá que ser rejeitado e assassinado precisamente pelos seus: nesse momento, durante a sua paixão e morte, chegará a hora do luto e do jejum”, explicou. “No seu conjunto, constitui um grande memorial da paixão do Senhor, em preparação da Páscoa da Ressurreição”. Sob um céu ensolarado, o Papa concluiu a sua intervenção apresentando Maria como “guia e mestra” no caminho quaresmal. Fonte: Opus Dei #Quaresma #Abstinência #Vida #BentoXVI #Igreja #Jesus #Renovação
- Igreja ortodoxa convida católicos a jejuar juntos nesta Quaresma
Este ano todos os cristãos celebrarão a Páscoa na mesma data, em 8 de abril PARIS, domingo, 24 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- Por ocasião desta Quaresma, a Igreja Ortodoxa convida os católicos e todos os cristãos a «seguir juntos a santa tradição do jejum». O convite foi lançado pela Metropolia da Igreja Ortodoxa Romena da Europa Ocidental e Meridional, com sede em Paris, diocese da Igreja Ortodoxa romena. A Metropolia é dirigida por Sua Eminência Dom Joseph. Recordando que neste ano se dá a coincidência de que todos os cristãos celebrarão a Páscoa na mesma data (em 8 de abril), esta sede ortodoxa declara que, se os cristãos vivem juntos o jejum da Quaresma oferecem uma «contribuição à unidade cristã». #Quaresma #ortodoxa #convida #Igreja #Páscoa
- Diante do Crucificado compreende-se que Deus é amor, explica Papa
Propõe uma Quaresma centrada na contemplação de seu lado traspassado CIDADE DO VATICANO, domingo, 24 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- Perante o lado traspassado de Jesus na Cruz é possível compreender que «Deus é amor», explicou Bento XVI no primeiro domingo da Quaresma. Em pleno período de preparação à paixão, morte e ressurreição de Cristo, o Papa alentou todos os cristãos a fazer experiência deste amor através da contemplação do mistério dos mistérios da fé. Ao dirigir-se ao meio-dia aos milhares de peregrinos congregados na praça de São Pedro, no Vaticano, para rezar a oração mariana do Angelus, o pontífice recordou o tema que escolheu para esta Quaresma, «Olharão para aquele que traspassaram», inspirado na narração de São João, o único apóstolo que permaneceu aos pés da cruz. «O discípulo predileto, presente junto a Maria, a Mãe de Jesus, e as demais mulheres no Calvário, foi testemunha ocular do golpe de lança que traspassou o lado de Cristo, fazendo que saísse sangue e água», recordou o bispo de Roma. «Este gesto de um soldado anônimo romano, destinado a perder-se no esquecimento, ficou impresso nos olhos e no coração do apóstolo, que voltou a narrá-lo em seu Evangelho», acrescentou. «Através dos séculos, quantas conversões aconteceram precisamente graças à eloqüente mensagem de amor que recebe aquele que dirige o olhar para Jesus crucificado», exclamou o Santo Padre. Por este motivo, o Papa alentou os fiéis a avançar «no tempo da Quaresma, com o “olhar” posto no lado de Jesus». Citando sua primeira encíclica «Deus caritas est» (Cf. n. 12), sublinhou que, «só dirigindo o olhar para Jesus, morto na cruz por nós, pode-se conhecer e contemplar esta verdade fundamental: “Deus é amor”». «A partir deste olhar, o cristão encontra a orientação de seu viver e de seu amar», sublinhou falando desde a janela de seu apartamento. Por isso, seguiu declarando, «contemplando com os olhos da fé ao Crucificado, podemos compreender profundamente o que é o pecado, sua trágica gravidade, e ao mesmo tempo a incomensurável potência do perdão e da misericórdia do Senhor». «Durante estes dias de Quaresma, não afastemos o coração deste mistério de profunda humanidade e de elevada espiritualidade», aconselhou o Papa aos peregrinos. «Ao contemplar Cristo, sintamos que ao mesmo tempo somos contemplados por Ele — recordou –. Aquele a quem nós mesmos traspassamos com nossas culpas não se cansa de derramar sobre o mundo uma torrente inesgotável de amor misericordioso». Que a humanidade compreenda que só desta fonte é possível tirar a energia espiritual indispensável para construir esta paz e essa felicidade que todo ser humano está buscando sem descanso», concluiu. O Papa, como é tradição, dedicará esta semana, após o primeiro domingo da Quaresma, à oração. Os exercícios espirituais, nos quais participarão também seus colaboradores da Cúria Romana, serão pregados pelo cardeal Giacomo Biffi, arcebispo emérito de Bolonha. #Quaresma #Cristo #Deus #Crucificado #Amor #Jesus #contemplação
- «40 dias com os 40 últimos» na Quaresma
Campanha Marianista de solidariedade com os países mais pobres MADRI, domingo, 24 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- A Família Marianista fez uma original proposta para esta Quaresma. A campanha «40 dias com os 40 últimos» consiste em recordar, em cada um dos quarenta dias da preparação para Páscoa, um dos países com menor índice de desenvolvimento humano do planeta. A campanha quer ser, segundo seus organizadores, além de «tempo de conversão e de reconhecimento de nosso pecado, tempo de misericórdia e de praticar a misericórdia», também «tempo para revisar a situação concreta em que vive a sociedade e tomar uma posição ante as estruturas de injustiça, opressão e pecado que cercam os seres humanos, sobretudo os mais desfavorecidos». «Com este espírito — acrescentam — nos aproximamos dos povos que habitam os quarenta países com menor Índice de Desenvolvimento Humano, segundo o informe anual do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento». Os objetivos são, em primeiro lugar: «Mostrar nossa sensibilidade pelos que são os últimos em tudo e crescer nesta sensibilidade: os últimos da sociedade, os últimos da classe, os últimos do bairro… os preferidos de Deus; nossos preferidos, não por ser melhores que outros mas precisamente por ser ‘os últimos’». Em segundo lugar, «conhecer um pouco melhor a realidade destes países, especialmente este ano sua cultura e seus valores. E conhecer também melhor, por contraste, a realidade de nossa cultura e nossos valores». Em terceiro lugar, «perguntar-nos não só pelos mecanismos do desenvolvimento e do subdesenvolvimento, mas também por nosso próprio conceito ocidental do ‘desenvolvimento’, com o qual medimos todos os povos. Em virtude de que parâmetros decidimos quais são os povos mais ‘desenvolvidos’?». Em quarto lugar, «mudar em algo nossa vida — mesmo em gestos pequenos –, expressando assim que estamos dispostos a que nossa preocupação pelo Reino de Deus nos afete um pouco mais». Finalmente, «levar a nossa oração a estas pessoas e estes povos. Apresentar ao Senhor suas necessidades, dar graças pelos que trabalham diretamente em seu favor, pedir perdão pela parte de pecado coletivo que nos corresponde, suplicar a graça de estar disponíveis e atentos…». Na página da campanha se oferece a cada dia um resumo da situação de um destes países para motivar uma solidariedade consciente da realidade, começando pelo último da lista, a Nigéria, com um índice de desenvolvimento humano de 0,311. #Quaresma #realidade #quarenta #solidariedade #desenvolvimento #Tempo #índice #campanha
- Cardeal Ruini: o Magistério do Papa Bento transmite a alegria de crer
VATICANO, 22 Fev. 07 (ACI) .- Ao introduzir nesta manhã o encontro dos párocos de Roma com Bento XVI, o Cardeal Camillo Ruini, Vigário do Papa para a urbe romana, agradeceu ao Pontífice porque seus ensinamentos transmitem aos fiéis a alegria de crer. Introduzindo a sessão de perguntas com os párocos, o Cardeal Ruini agradeceu ao Santo Padre “por suas intervenções cheias de alegria, dirigidas ao mundo inteiro, mas especialmente a Roma e a Itália, que nos permitem acolher mais profundamente e com extraordinária clareza o mistério de nossa fé, em si e em suas múltiplas implicâncias para a realidade de nossa vida“. O Cardeal recordou ao Papa que o tema da pastoral diocesana de Roma se inspira em um conceito de seu Magistério: “a alegria da fé e a educação das novas gerações”. “Seguem assim com nosso compromisso de oração e de missão que está dirigido acima de tudo às famílias, e nos sentimos alentados a ajudar jovens e adolescentes a encontrar o Senhor Jesus, pois eles são os mais expostos aos processos de secularização e descristianização, mas sentem também uma forte necessidade de um sentido para sua vida“, concluiu o Cardeal. #introduzir #Magistério #acolher #crer #Vaticano #alegria #Jesus #Bento #Cardeal
- Jovens: prioridade para sacerdotes, assegura Papa
Em uma conversa espontânea com presbíteros de sua diocese CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- Em uma conversa espontânea com os sacerdotes da diocese de Roma, Bento XVI os exortou, nesta quinta-feira, a fazer da atenção aos jovens uma prioridade. «A juventude tem de ser verdadeiramente uma prioridade de nosso trabalho pastoral, pois vive em um mundo afastado de Deus», reconheceu, ao responder espontaneamente às perguntas dos presbíteros. «Buscar, em nosso contexto cultural, o encontro com Cristo, a vida cristã e a vida da fé é muito difícil», sublinhou. E acrescentou: «Os jovens têm necessidade de muito acompanhamento para poder realmente encontrar esse caminho». Definitivamente, explicou, é necessário dar a entender aos jovens que Cristo não é um «grande profeta». Nele, vemos «o Rosto de Deus», o Rosto do perdão e do amor. Ao responder às perguntas de nove sacerdotes, o Papa falou sobre a importância das peregrinações, da oração litúrgica e da adoração eucarística; da transmissão da fé, do ecumenismo, dos movimentos eclesiais, do equilíbrio entre vida espiritual e pastoral, do valor da reparação eucarística ante os roubos sacrílegos e as seitas satânicas, da unidade da fé e do pluralismo na Teologia. Em resposta a uma das perguntas, confirmou que a Igreja é antes de tudo uma realidade espiritual. «A Igreja não é uma grande estrutura, uma dessas instituições supranacionais. A Igreja, ainda que seja corpo, é corpo de Cristo e, portanto, um corpo espiritual, como diz São Paulo.» «Não é um corpo administrativo, não é um corpo de poder — afirmou. Não é tampouco uma agência social, ainda que tenha um trabalho social, mas um corpo espiritual.» Não faltaram momentos de sorrisos e brincadeiras, como quando o Papa falou da necessidade de conseguir um equilíbrio pessoal entre a dimensão espiritual e pastoral do sacerdote. «Os evangelhos dizem: de dia trabalhava, de noite estava no monte com o Pai e rezava. Eu tenho de confessar minha fraqueza, pois de noite não posso rezar, eu gostaria de dormir à noite.» Os sacerdotes o interromperam com um sonoro aplauso. «Contudo — acrescentou o Papa –, é necessário realmente oferecer algo do tempo livre ao Senhor.» Na saudação introdutória, o cardeal Camillo Ruini, bispo vigário da diocese de Roma, sublinhou a importância desse encontro, tradicional neste pontificado, no qual os sacerdotes de Roma podem apresentar livremente ao Papa «suas perguntas, esperanças e dificuldades». Dado que as respostas do Papa foram amplas e espontâneas, posteriormente a Sala de Imprensa da Santa Sé publicará sua transcrição na íntegra. #Cristo #AdoraçãoEucarística #diocese #Jovens #Sacerdotes #Papa #corpo #trabalho #Pastoral #Igreja #Amor #adoração
- Arcebispo de Barcelona: "Ser humano é ‘insecularizável’"
Porque sempre será um «homo religiosus» BARCELONA, quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org–Veritas).- O arcebispo de Barcelona, Dom Luiz Martinez Sistach, referiu-se aos conceitos de «secularidade, laicidade e pluralidade», durante uma conferência organizada na cidade pelo Foro Nova Economia, e abordou depois outras questões de interesse em um diálogo mantido com os jornalistas. Dom Martinez Sistach afirmou que «o conceito secularização não é o mesmo que secularismo, como as instituições seculares não são o mesmo que as instituições religiosas» e acrescentou que atualmente «vivemos um processo de secularização desde 1969, através do analfabetismo religioso, a crise da família e as reformas educativas que criou novos sujeitos religiosos que provocaram a fratura da confiança». O prelado constatou que «a secularização não conseguiu o fim da religião como se havia predito», já que, segundo afirmou, «o ser humano é ‘insecularizável’, já que o homem sempre será um ‘homo religiosus’». Dom Sistach insistiu em que, ante o relativismo que se vive, «é necessário destacar a razão humana» e em que «o homem é composto de leis biológicas e leis humanas». O arcebispo metropolitano explicou que a Doutrina Social da Igreja já deixa constância de que «a laicidade é um valor que o cristianismo ofereceu à nossa sociedade, mas o laicismo não permite que o cristianismo se manifeste no âmbito privado das pessoas». Desta forma, reivindicou «o papel importante dos leigos na Igreja» já que «o caráter secular é o próprio dos leigos», que «compõem o tecido da existência do cristianismo». O prelado afirmou que «a Igreja não é muito escutada» e constatou que um problema é «não poder saber até que ponto o que a Igreja diz penetra nas pessoas». Também afirmou que, na atualidade, «a Igreja tem um papel de mãe e mestra, que deve combinar devido às necessidades das pessoas que precisam de carinho e ensinamento». Também apontou que «a Igreja trabalhou muito pela sociedade» e se perguntou «o que seria a sociedade sem a Igreja?». Neste sentido, pediu objetividade, porque a Igreja precisa de auto-estima objetiva e que se valorize seu trabalho e importância na sociedade». Dom Sistach lamentou que se tenha perdido «o espírito positivo da transição que esquecia o passado para construir o futuro. Atualmente a sociedade está muito politizada e é necessário o reconhecimento das raízes cristãs da Europa». Finalmente, opinou também sobre a Bioética, afirmando que «o risco que existe, segundo as práticas, é que podemos nos autodestruir, e essa não deve ser somente uma preocupação da Igreja, é obrigatoriamente uma preocupação humana». #sociedade #Igreja #secularização #Barcelona #Arcebispo
- "A Quaresma é um caminho para o grande encontro com Cristo", diz o Papa
VATICANO, 21 Fev. 07 (ACI) .- Milhares de peregrinos se reuniram na Sala Paulo VI para participar da Audiência Geral com o Papa Bento XVI, quem no dia em que a Igreja inicia a Quaresma com quarta-feira de Cinzas recordou que este tempo é “um caminho para o grande encontro com Cristo”. “A Quaresma é um renovado catecumenato no qual vamos novamente ao encontro de nosso Batismo para redescobri-lo e revivê-lo em sua profundidade, para ser realmente cristãos”, disse o Pontífice durante sua catequese. O Santo Padre recordou aos pressente que “a Quaresma é um caminho para o grande encontro com Cristo” assim como “ocasião para voltar a ser cristãos mediante um constante processo de conversão interior e de avançar no conhecimento e no amor de Cristo”. Sobre a conversão acrescentou que “não pode limitar-se a um período particular do ano: é um caminho de todos os dias, que deve abraçar todo o arco da existência, a cada dia de nossa vida“. “A Quaresma –continuou- é a estação espiritual propícia para treinar-se com maior tenacidade para procurar Deus, abrindo o coração a Cristo”. Mais adiante afirmou que “o sincero desejo de Deus nos leva a rechaçar o mal e a realizar o bem. Esta conversão do coração é sobre tudo dom gratuito de Deus que nos criou para si e em Jesus Cristo nos redimiu: nossa verdadeira felicidade consiste em permanecer nele”. “Converter-se é procurar Deus, ir com Deus, seguir docemente os ensinamentos de seu Filho, de Jesus Cristo; não é um esforço para auto realizar a nós mesmos, pois o ser humano não é o arquiteto do próprio destino eterno”, disse Bento XVI. Finalmente o Papa definiu a conversão como um “aceitar livremente e com amor depender em tudo de Deus, seguir com simplicidade e confiança ao Senhor”. Depois de sua catequese, o Papa saudou os peregrinos de língua espanhola, especialmente às Servas do Sagrado Coração de Jesus; aos fiéis de Albacete, Tenerife e Toledo; aos estudantes de Cáceres e San Sebastián, assim como aos peregrinos da Argentina, Chile e México. “O período quaresmal, que hoje começamos com o austero e significativo rito da imposição da Cinza, seja para todos uma experiência renovada do amor misericordioso de Cristo. Dele aprendamos a amar ao próximo, especialmente aos que sofrem. Que a Virgem Maria nos acompanhe nesta Quaresma para nos preparar a reviver o mistério da Páscoa, revelação suprema do amor de Deus. Boa Quaresma a todos!”, concluiu. #coração #Quaresma #conversão #Cristo #encontro #Deus #adiante #BentoXVI #Amor #caminho #Jesus
- Mensagem de Bento XVI à Igreja no Brasil pela Campanha da Fraternidade
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos a mensagem que Bento XVI enviou, por meio do secretário de Estado vaticano, cardeal Tarcísio Bertone, à Igreja no Brasil com ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade 2007, que tem como tema Fraternidade e Amazônia. * * * Ao iniciar o itinerário espiritual da Quaresma, a caminho da Páscoa da ressurreição do Senhor, desejo mais uma vez aderir à Campanha da Fraternidade que, neste ano de 2007, está subordinada ao tema “Fraternidade e Amazônia” e ao lema “Vida e Missão neste chão”. É um tempo em que cada cristão é convidado a refletir de modo particular sobre as várias situações sociais do povo brasileiro que requerem maior fraternidade. A proposta para este ano destina-se a promover a fraternidade efetiva com as populações amazônicas, defendendo e promovendo a vida que se manifesta com tanta exuberância na Amazônia. Por sua vez, esta mesma preocupação se insere no amplo tema da defesa do meio ambiente, para o qual este vasto território constitui um patrimônio comum que, por sua realidade humana, sócio-política, econômica e ambiental, requer especial atenção da Igreja e da sociedade brasileira. Neste contexto, insere-se, porém, de maneira determinante, a ação eclesial dirigida a fomentar um processo de ampla evangelização que estimule a missionariedade e crie condições favoráveis para a descoberta e o crescimento na fé de toda a população amazônica. Em continuidade com os meus Veneráveis predecessores, desejo fazer um preito de gratidão a todos aqueles corajosos missionários, que se consagraram e se consagram, à custa inclusive da própria vida, em levar a fé católica às cidades e aldeias da região; homens e mulheres que, por amor a Deus, entregaram-se de corpo e alma para a extensão do Reino de Deus nesta Terra de Santa Cruz. Com estes auspícios, invoco a proteção do Senhor, para que a sua mão benfazeja se estenda por todo o Brasil e, de modo especial, sobre a Amazônia e sua população espalhada pelas cidades, aldeias e florestas, derramando seus dons de paz e de prosperidade e que, com a sua graça, desperte em cada coração sentimentos de fraternidade e de viva cooperação. Com uma especial Bênção Apostólica. Papa Bento XVI Vaticano, 16 de janeiro de 2007 #ambiental #Senhor #Amazônia #desejo #BentoXVI #campanha #Igreja #Alma #Vaticano #Amor #Fraternidade #mensagem
- «A fé é amiga da inteligência»
O teólogo Ruiz Aldaz comenta a relação entre fé e razão PAMPLONA, domingo, 18 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- O encontro do cristianismo com o helenismo foi providencial. Destaca isso o teólogo Ruiz Aldaz nesta entrevista concedida a Zenit, na qual aborda os temas que Bento XVI colocou em sua conferência em Ratisbona, ou seja, a relação entre fé e razão sobre a base comum da busca da verdade. O professor Ruiz Aldaz discute este tema em seu livro «O conceito de Deus na teologia do século II. Reflexões de J. Ratzinger, W. Pannenberg e outros» (Eunsa). Ruiz Aldaz recorda que o Papa, em sua conferência em Ratisbona, sublinhava precisamente a «coincidência de fundo entre a revelação bíblica e a filosofia grega». Ruiz Aldaz (Pamplona, 1969) é sacerdote da diocese de Pamplona – Tudela e professor de Teologia na Universidade de Navarra. Entre seus estudos se destaca a reflexão sobre a Trindade e a teologia de São Gregório de Nisa. –Em Ratisbona o Papa aludiu ao encontro entre cristianismo e filosofia grega. Você em seu livro afirma que o encontro do cristianismo com o helenismo foi providencial. Por quê? –Ruiz Aldaz: Um dos permanentes centros de atenção do magistério de Bento XVI é a estreita relação que existe entre fé e razão. Em suas próprias palavras, a fé é «amiga da inteligência». Sua aula em Ratisbona em setembro do ano passado sublinhava precisamente a coincidência de fundo entre a revelação e a filosofia grega: o que não é conforme a razão é contrário à natureza de Deus. Aristóteles começa sua grande obra de metafísica afirmando que todos os homens desejam saber. A aspiração a conhecer a verdade do divino, do próprio homem e do mundo pertence à essência do espírito humano. Os filósofos da antiga Grécia tiveram o mérito de desenvolver uma ciência para conhecer a verdade exercitando as capacidades da inteligência humana. A grande questão que a inteligência humana se propõe é a questão da verdade. A fé cristã é uma mensagem verdadeira. Se nos interessa a fé é porque é verdade. Se limitasse a ser um relato fantástico, seria boa literatura, mas não chegaria a satisfazer a aspiração mais profunda do espírito humano: encontrar o Deus vivo e verdadeiro. Por isso, a fé precisa da razão: para mostrar o grau de seriedade de seu compromisso com a verdade e aprofundar em seu conhecimento. Fé e filosofia se encontram porque ambas buscam a verdade. Daí que possa afirmar-se que o encontro da fé cristã com a filosofia grega fora providencial. –Assim, o cristianismo se deveria «des-helenizar» do todo ou é bom que conserve este influxo grego? –Ruiz Aldaz: Os resultados a que conduz o projeto de «des-helenizar» o cristianismo estão patentes na história da teologia. Quando Bento XVI emprega a palavra «des-helenizar», quer dizer arrancar o cristianismo sua dimensão racional. Isto tem muitas conseqüências: significa privar o cristianismo de sua intrínseca relação com a verdade, impedir um autêntico diálogo da fé com os demais saberes, reduzi-lo a um puro fenômeno subjetivo e negar-lhe a legitimidade para entrar nos grandes debates filosóficos e éticos do mundo contemporâneo. –Que contribuem os teólogos W. Pannenberg, L. Scheffczyk e J Ratzinger ao debate sobre o conceito de Deus nos primeiros teólogos? –Ruiz Aldaz: Entre 1959 e 1999 se desenvolveu um interessante debate em torno à forma em que os primeiros teólogos empregaram alguns conceitos da filosofia grega para aprofundar no conceito cristão de Deus e propô-lo ao mundo greco-romano. Os teólogos do século II partiam da convicção de ter conhecido em Jesus Cristo a revelação suprema de Deus. Seu trabalho consistiu em selecionar que conceitos da filosofia grega eram mais apropriados para expressar o mistério do Deus cristão e defini-los de tal forma que não o desfigurassem. Neste debate participou um considerável número de teólogos de diversas confissões cristãs. Os mais importantes são, com efeito, Pannenberg, Scheffczyk e Ratzinger. Enquanto que Pannenberg, teólogo evangélico, aporta uma postura mais bem crítica deste trabalho, Ratzinger defende a lucidez dos primeiros teólogos ao tomar a filosofia como interlocutora privilegiada e Scheffczyk corrobora a idéia de que em seu esforço intelectual estes teólogos selecionaram com acerto que tipo de conceitos filosóficos eram mais adequados para expressar o conteúdo da fé. –Deus como «ser pessoal» supera as expectativas da filosofia grega. Que dizia o teólogo Ratzinger sobre isto? –Ruiz Aldaz: Ratzinger sustenta que na base do politeísmo está a idéia de que por cima das diversas divindades, existe uma lei universal impessoal que governa toda a realidade, inclusive aos deuses do Olimpo. Este é o espírito que impregna o mundo cultural greco-romano: a divindade mais alta não é um ser com o qual o homem possa se comunicar. Para os gregos, não cabe uma relação pessoal com a divindade primeira. É uma verdade sem religião. Uma das contribuições decisivas da revelação cristã é afirmar que o único Deus verdadeiro é o que criou tudo com sua inteligência e com seu amor. De acordo com este dado fundamental e com a fé na Encarnação, os primeiros teólogos afirmaram que Deus é um ser com quem o homem pode se comunicar. É um ser pessoal que estabelece com o ser humano uma relação pessoal de conhecimento e amor. Ou seja, a verdade e a religião guardam uma perfeita harmonia. #Verdade #Deus #relação #grega #inteligência #filosofia #teólogo #Amor #Ratzinger #Jesus
- Profanaram templo católico na Colômbia
BOGOTÁ, 16 Fev. 07 (ACI) .- Um grupo de homens armados, supostamente guerrilheiros, entrou esta semana em uma igreja católica na afastada região amazônica de Caquetá na Colômbia, onde profanaram a Eucaristia e, segundo os residentes, realizaram atos satânicos. Segundo os habitantes de São Vicente de Caguán, os guerrilheiros entraram no modesto templo de madeira, quebraram as imagens sagradas e realizaram “rituais” durante os quais beberam abundante licor. “Neste município não se conhecem antecedentes de ataques similares e eu nunca tinha visto uma coisa destas nos todos estes anos”, disse uma fiel, Virgelina Marín, em declarações a Radio Cadena Nacional (RCN). O Pároco do templo, o Pe. Gonzalo Montoya, assinalou que os homens armados jogaram as imagens de Cristo e dos Santos no chão, em seu lugar colocaram garrafas de rum e deixaram palavras escritas com areia sobre o altar. “O mais grave foi que ultrajaram a Sagrada Eucaristia, o que nos faz pensar que se tratou de um ato satânico deliberado”, disse o P. Montoya, ao assinalar que os dois cálices da igreja foram roubados. #Católico #Eucaristia #Catolica #Profanaram #Igreja #Colômbia #Bogotá
- É possível sair do satanismo e evitá-lo
«Família Cristã» publica uma monografia sobre o tema ROMA, quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- Existem sinais que permitem suspeitar da entrada de um jovem em meios satânicos, mas desses círculos é possível sair; de qualquer forma, a responsabilidade dos pais de família é crucial. São alertas dados em uma monografia publicada pela revista «Família Cristã» (semanário do grupo editorial São Paulo, com mais de um milhão de exemplares), cujas páginas de 4 de fevereiro fazem um percurso pelos aspectos médicos e religiosos do fenômeno, contribuindo com mais testemunhos. Psiquiatra e presidente da Associação de Psicólogos e Psiquiatras Católicos, o professor Tonino Cantelmi reconhece no semanário: «Em uma investigação de algum tempo atrás, descobrimos que um de cada dez adolescentes na Itália corre o risco de cair no fenômeno do satanismo». Em sua opinião, «é uma porcentagem terrível», mas «ainda mais dramático é outro dado: uma porcentagem enorme de jovens entrevistados declarou que se Satanás lhes der poder e riqueza, não teriam dificuldades em aliar-se a ele». O especialista é co-autor (com a psicoterapeuta Cristina Cacace) de «O livro negro do satanismo» («Il libro nero del satanismo», Ed. São Paulo). Não hesita em advertir, em «Família Cristã», sobre a invasão de reclamações à cultura satânica no mundo inteiro, em livros, revistas, sites da Internet ou no cinema; por exemplo, é o caso dos desenhos animados que se remetem explicitamente à violência, à conquista do poder e ao domínio sobre os outros. Afirma: o satanismo «não é ausência de valores — se fosse assim, nós o combateríamos com mais facilidade –, mas é um contra-valor, afirmação do valor moral do mal». Sintomas e soluções Fenômeno transversal e penetrante, o satanismo envolve a pessoa de qualquer estrato social, de famílias atéias ou religiosas, em cidades ou pequenas localidades. Daí a dificuldade em detectar, para os pais, se um filho está ligado a alguma seita ou grupo desse tipo, aponta «Família Cristã». O volume do professor Cantelmi traça alguns sintomas ante os que é preciso prestar atenção — ainda que não significam necessariamente que um jovem esteja em contextos satânicos: depressão de improviso, mudanças repentinas de humor, agressividade, inquietude, tendência à rebelião hostil, incapacidade de concentrar-se, desinteresse pela escola, tendência à solidão, rejeição excessiva dos valores religiosos da família, atração pelo oculto, magia, rituais, simbolismos, conteúdos violentos e sanguinários. De qualquer forma, assegura que é possível sair das seitas satânicas: «Desejaríamos que as famílias e os educadores compreendessem que existe uma terapia especializada, levada a cabo por figuras específicas de psicoterapeutas, a chamada ‘exit strategy therapy’», aponta. Voz da Igreja: atenção ao eclipse da fé em Deus Desde a perspectiva eclesial, frente ao fenômeno do satanismo, o semanário recolhe várias alertas: não negar a existência de Satanás e sua ação, cujo terreno propício é o eclipse da fé em Deus; e recordar que quem reza e vive unido a Ele não tem nada a temer. O cardeal Severino Poletto, arcebispo de Turim, falou do tema com «Família Cristã», dado que há poucos meses nomeou quatro novos exorcistas — simplesmente em substituição dos anteriores, porque este ministério «desgasta» — e também porque assim contribui a destruir — diz — «a lenda urbana que quer ver Turim com um dos vértices do triângulo mágico-esotérico, junto a Lyon e Praga, ou, pior ainda, como a capital italiana das missas negras». Desde 1999, isto é, desde sua tomada de posse como arcebispo local, nunca teve de intervir em atos deste tipo nem se lhe assinalaram roubos de formas sagradas. Confirma: «Não tenho nenhuma dúvida quanto à existência de Satanás e sua ação no coração das pessoas para induzi-las ao mal». «A prudência que a Igreja prega e exerce com relação a isso não deve ser entendida como tácita negação do demônio, que a verdade revelada nos diz que existe», aponta. Mas «casos que são problemáticos, difíceis de discernir, não devem ser julgados imediatamente como exemplos de posse ou de humilhação diabólica — adverte. Deve-se ir com cuidado». A quem pense que tem problemas com Satanás, o cardeal Poletto aconselha que se dirija antes de tudo a um sacerdote de sua confiança. «O primeiro discernimento pode ser perfeitamente realizado com o próprio pároco, tendo presente, como disse um teólogo, que na maioria dos casos se tem mais necessidade do confessor que de outra coisa. Será o sacerdote — prossegue — quem dirá se é oportuno dirigir-se a um psicólogo, a um psiquiatra ou ao exorcista.» Foi «Paulo VI, no discurso de 15 de novembro de 1972, em uma audiência geral de quarta-feira», que recordou «que quem não crê no demônio, situa-se fora da Igreja» –– explica o sacerdote à “Família Cristã”. Uma vez falei com João Paulo II sobre os bispos que não crêem no diabo. E ele me respondeu taxativamente: quem não crê no demônio, não crê no Evangelho». A presença palpável de Satanás se explica atualmente, para o Pe. Amorth, em que «caiu a fé e aumentou a superstição». «Seitas, ocultismo e cartomancia. Para o demônio, é um terreno fértil e vai direto a ele», adverte. Mas «se a pessoa reza e vive unida a Deus, não tem nada a temer», conclui. #semanário #cristã #satanismo #Satanás #possível #família #Paulo #sair #adverte
- Para quê serve a Wikipedia?
O site Veritatis Splendor tem sido vítima de uma campanha de perseguição na Wikipedia. O texto abaixo visa alucidar o leitor sobre este fato e incentivar a defesa da Fé Católica que esta sendo atacada com essa atitude dos moderadores da Wikipedia. *** Para quê serve a Wikipedia? Como Professor sou fascinado por iniciativas que visam o desenvolvimento cultural da sociedade, especialmente provendo acesso gratuito sobre as informações. O advento da Internet possibilitou a democratização da informação. Hoje muitíssimas pessoas no mundo possuem acesso a obras antigas e raras, artigos sobre os mais variados assuntos. Para isto baste estarem diante de um computador conectado à grande rede. Em 2001 é criada a Wikipedia por Jimmy Wales, que segundo ela mesma tem o objetivo “de desenvolver e manter projetos de conteúdo livre em diversos idiomas, desenvolvidos através do sistema colaborativo wiki, tendo seus conteúdos disponibilizados ao público livre de encargos financeiros. O conteúdo de seus projetos é desenvolvido por voluntários localizados em diversas partes do mundo, e os custos financeiros para manter os projetos são cobertos através de doações” (1). Uma enciclopédia é um compêndio de conhecimento, conhecimento gera informação, informação gera sabedoria. A Wikipedia se propõe a ser uma enciclopédia livre (conteúdo livre, não submetidos à lei de direitos autorais e colaboração livre, qualquer um pode colaborar com a iniciativa), mas não é isso que acontece na prática. Como muitos já constataram (2), usuários com privilégios especiais chamados administradores fazem valer suas opiniões, suas crenças e sua força, revertendo edições de outros usuários e até mesmo chegando a bloqueá-los. Para agirem desta forma citam as políticas da Wikipedia como justificativa, mas sem fazer uso das motivações e orientações que constam nas próprias regras. Um exemplo recente foi o bloqueio do editor Arlima (na Wikipedia os editores são identificados por login) e a remoção de TODAS as referências ao nosso site nos verbetes Catolicismo, Apologética Católica e Patrística. Acusaram Arlima de estar praticando SPAM. As orientações constantes na própria Wikipedia sobre a criação de ligações externas, assim dizem: “As ligações externas são uma breve lista de endereços (links) de páginas (websites, URL) que não fazem parte da Wikipédia e postos no fim de cada artigo. A função primordial das ligações externas é oferecer acesso a páginas que aprofundam o assunto tratado no artigo, mas não constituem seu conteúdo” (1). Será que o Veritatis Splendor com suas 30 seções e mais de 4.500 artigos não é um sítio que oferece “acesso a páginas que aprofundam o assunto tratado no artigo” sobre Catolicismo, Apologética Católica e Patrística? Qualquer editor que se atreva a colocar links para o Veritatis Splendor em verbetes relacionados ao Catolicismo e na devida seção (Ligações Externas) está sujeito a ter suas edições desfeitas e ser bloqueado se insistir, sob as acusações de vandalismo e SPAM e serem rotulados como meus seguidores! Lanço aqui um desafio e comprovem! A única coisa que é livre mesmo naquele espaço é a política de bairro que lá se impetrou e com a total conivência dos administradores mais antigos. Este comportamento indevido se fez notar de forma tão significativa que na Inglaterra foi criado o Wikitruth, sítio dedicado a questionar a conduta dos administradores da Wikipedia. Um outro agravante é o seu conteúdo que não é nada confiável. Enquanto todos os esforços dos administradores da Wikipedia estão na censura daqueles que pensam diferente deles, o conteúdo daquela enciclopédia “colaborativa” não é nada confiável. Não deveriam seus administradores zelar pela confiabilidade do conteúdo que lá está? O próprio Jimmy Wales, “afirmou que sua invenção pode prejudicar estudantes universitários. Isso porque, segundo diversos e-mails recebidos pelo executivo, os alunos usam informações do site –muitas vezes erradas– para fazer seus trabalhos”. (4). Aí fica a pergunta: Para quê serve a Wikipedia? Referências (1) http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikimedia, ver seção Objetivos. (2) http://www.cfgigolo.com/archives/2006/06/cuidado_com_os_wikipedistas.html (3) http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Liga%C3%A7%C3%B5es_externas. (4) http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20203.shtml. Autor: Prof. Alessandro Lima. #Wikipedia #Advento #Veritatis #conteúdo #Splendor #livre #Catolica #Alessandro #informação
- Aumenta número de católicos e de sacerdotes no mundo
Novos dados do Anuário Pontifício 2007 CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 11 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- Aumentou levemente no mundo o número de católicos e de sacerdotes, segundo revela a última edição do Anuário Pontifício 2007, apresentada nesta segunda-feira a Bento XVI. Segundo os últimos dados disponíveis que esse volumoso livro apresenta, de 2004 a 2005, os católicos no mundo passaram de algo mais de 1,098 bilhão a cerca de 1,115 bilhão, um aumento de 1,5%. Um comunicado de apresentação deste volume, emitido pela Sala de Imprensa da Santa Sé, explica que, «dado que este crescimento relativo é sumamente próximo ao da população mundial (1,2%), a presença dos católicos no mundo permanece essencialmente sem variação (17,20%)». Se estas mudanças forem analisadas geograficamente nesse período de tempo, pode-se constatar «um aumento de 3,1% dos católicos na África, que, contudo, aumentou sua população em algo menos de 2,5%», declara. «Também nos continentes asiático e americano se registrou um aumento de católicos superior ao da população (de 2,71% contra 1,18% no caso da Ásia, e de 1,2% contra 0,9% no caso da América)», segue explicando a nota vaticana. «Na Europa se assiste a um leve aumento dos católicos e uma situação de quase estabilidade da população presente», informa. Pelo que se refere ao número de sacerdotes, tanto diocesanos como religiosos, o Anuário Pontifício revela que se «passou, no biênio 2004-2005, de 405.891 a 406.411, com um aumento de 0,13%». «Ante os importantes aumentos no caso da Ásia e África, onde se registrou respectivamente um aumento de 3,80% e de 3,55%, opõe-se a situação da Europa e da América, onde se dá uma diminuição de 0,5%, e a da Oceania, com uma baixa de 1,8%», revela a fonte. A porcentagem de sacerdotes por continente revela poucas mudanças no biênio analisado. «A África e a Ásia contribuíam conjuntamente, no ano 2004, com 19,58% do total mundial; em 2005, sua porcentagem se elevou a 20,28%. A América mantém uma porcentagem de 29,8%, enquanto a Oceania permanece relativamente estável, com uma porcentagem superior a 1%.» «O único continente que experimentou uma diminuição nesta porcentagem foi a Europa: em 2004, seus 199.978 sacerdotes representavam quase 49,3% do total do mundo, enquanto um ano depois haviam diminuído para 48,8%», indica. «O número dos estudantes de filosofia e teologia nos seminários diocesanos ou nos religiosos passou de 113.044, em 2004, a 114.439, em 2005.» Isso implica, assinala o Vaticano, que «em seu conjunto, neste biênio, deu-se um aumento de 1,23%». «Esta variação relativa foi positiva na África (3,46%), na Ásia (2,90%) e na América (0,6%), enquanto a Europa registrou uma diminuição de 1,9%. O número de seminaristas na Oceania se estabilizou em torno das 950 unidades.» «Em 2005, de cada 100 candidatos ao sacerdócio de todo o mundo, 32 eram americanos, 26 asiáticos, 21 africanos, 20 europeus e 1 da Oceania», conclui a nota informativa vaticana. #número #Oceania #África #população #Ásia #porcentagem #revela #América #Anuário #Pontifício
- No rosto de cada enfermo brilha o rosto de Cristo, explica Papa
Encontro na Jornada Mundial do Enfermo CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 11 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- No rosto de cada enfermo brilha o rosto de Cristo, constatou Bento XVI nesse domingo, ao celebrar a Jornada Mundial do Enfermo. Esta é a mensagem que dirigiu à noite, no final da missa presidida pelo cardeal Camillo Ruini, bispo vigário de Roma, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, para os enfermos, muitos deles vindos graças à Obra Romana para as Peregrinações. «No rosto de todo ser humano, em particular se sofre ou está desfigurado pela enfermidade, brilha o rosto de Cristo, que disse: ‘o que fizestes a uns destes irmãos meus pequeninos, a mim o fizestes’ (Mateus 25, 40)», disse o Papa. O Santo Padre quis que esta Jornada servisse para «fazer experimentar a proximidade material e espiritual de toda a comunidade cristã» aos enfermos. «É importante não os deixar no abandono e na solidão, enquanto têm de enfrentar um momento tão delicado de sua vida», declarou. «Portanto, têm grande mérito aqueles que, com paciência e amor, põem a seu serviço as competências profissionais e o calor humano», acrescentou. «Penso nos médicos, nos enfermeiros, nos agentes de saúde, nos voluntários, nos religiosos e religiosas, nos sacerdotes que sem reservas se dedicam a eles, como o bom samaritano; que não prestam atenção em sua condição social, à cor da pele ou à pertença religiosa, mas só naquilo de que precisam», afirmou. Após a missa, houve uma procissão com tochas, que fez reviver na Praça de São Pedro o ambiente que se experimenta em Lourdes ao cair a noite. O pensamento do Papa, ao final de seu discurso, dirigiu-se precisamente «à gruta de Massabielle, onde se encontram a dor humana e a esperança, o medo e a confiança». «Quantos peregrinos, consolados pelo olhar da Mãe, encontram em Lourdes a força para cumprir mais facilmente a vontade de Deus, inclusive quando implica renúncia e dor», reconheceu. «Que a tocha que levais acesa entre as mãos seja o sinal de um sincero desejo de caminhar com Jesus, fulgor de paz que ilumina as trevas e nos leva a ser luz e apoio para quem vive junto a nós», disse-lhes o pontífice. «Que ninguém que se encontre em situações de duro sofrimento se sinta só ou abandonado», concluiu. #Cristo #encontro #Mundial #Pedro #Jornada #Amor #Jesus #Missa
- Bíblia Católica na pagina inicial do Google
Carissimos, Agora é possivel ter acesso às Escrituras também a partir do Google. A Bíblia Católica Online acaba de lançar o seu Gadget. Clique no botão ao lado para adicionar mais esse recurso ao Google e tornar mais facil a sua leitura Bíblica diária: #Online #Escrituras #Google #Catolica #Bíblia
- Pregador do Papa apresenta dois caminhos possíveis para toda vida
Comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap., sobre a liturgia do próximo domingo ROMA, sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap. — pregador da Casa Pontifícia — sobre a liturgia do próximo domingo, VI do Tempo Comum. * * * Bem-aventurados vós, os pobres! Ai de vós, os ricos! VI Domingo do Tempo Comum [C] Jeremias 17, 5-8; I Coríntios 15, 12. 16-20; Lucas 6, 17. 20-26 A página do Evangelho deste domingo, as bem-aventuranças, nos permite verificar algumas coisas que dissemos, com anterioridade, acerca da historicidade dos evangelhos [Zenit, 19 de janeiro de 2007, ndt]. Dizíamos naquela ocasião que, ao referir as palavras de Jesus, cada um dos quatro evangelistas, sem trair seu sentido fundamental, desenvolveu um aspecto ao invés de outro, adaptando-as às exigências da comunidade para a qual escrevia. Enquanto Mateus refere oito bem-aventuranças pronunciadas por Jesus, Lucas refere só quatro. Em compensação, contudo, Lucas reforça as quatro bem-aventuranças, opondo a cada uma delas uma maldição introduzida por um «ai!». Mais ainda: enquanto o discurso de Mateus é indireto: «Bem-aventurados os pobres!», o de Lucas é direto: «Bem-aventurados vós, os pobres!». Mateus acentua a pobreza espiritual («bem-aventurados os pobres de espírito), Lucas acentua a pobreza material («bem-aventurados vós, os pobres»). Mas são detalhes que não alteram no mais mínimo, como se vê, a substância das coisas. Cada um dos dois evangelistas, com seu modo particular de referir o ensinamento de Jesus, sublinha um aspecto novo, que de outra forma teria ficado na sombra. Lucas é menos completo no número das bem-aventuranças, mas recolhe perfeitamente seu significado de fundo. Quando se fala das bem-aventuranças, o pensamento vai direto à primeira delas: «Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus». Mas, na verdade, o horizonte é muito mais amplo. Jesus traça, nesta página, dois modos de conceber a vida: ou «pelo Reino de Deus» ou «pela própria consolação», isto é, ou em função exclusivamente desta vida ou em função da vida eterna. Isso é o que evidencia o esquema de Lucas: «Bem-aventurados vós — ai de vós»: «Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus… Ai de vós, os ricos, porque haveis recebido vosso consolo». Duas categorias, dois mundos. À categoria dos bem-aventurados pertencem os pobres, os famintos, os que agora choram e os que são perseguidos e proscritos por causa do Evangelho. À categoria dos desventurados pertencem os ricos, os saciados, os que agora riem e os que são tratados na palma da mão por todos. Jesus não canoniza simplesmente todos os pobres, os que padecem fome, os que choram e são perseguidos, como não depõe simplesmente todos os ricos, os saciados, os que riem e são aplaudidos. A distancia é mais profunda; trata-se de saber sobre que coisa se fundamenta sua própria segurança, sobre que terreno está construindo o edifício de sua vida: se sobre aquele que passa ou sobre aquele que não passa. A página de hoje do Evangelho é verdadeiramente uma espada de dois gumes: separa, traça dois destinos diametralmente opostos. É como o meridiano de Greenwich, que divide o leste do oeste do mundo. Mas, por sorte, com uma diferença essencial. O meridiano de Greenwich está fixo: as terras que estão ao leste não podem passar ao oeste, como está fixo o equador que divide o sul pobre do mundo rico e opulento. A linha que divide, em nosso Evangelho, os «bem-aventurados» dos «desventurados» não é assim; é uma barreira móvel, absolutamente possível de atravessar. Não só se pode passar de um setor ao outro, mas toda esta página do Evangelho foi pronunciada por Jesus para convidar-nos e animar-nos a passar de uma à outra esfera. O seu não é um convite a tornar-nos pobres, mas ricos! «Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus». Pensemos: pobres que possuem um reino, e o possuem já desde agora! Aqueles que decidem entrar neste reino são, com efeito, desde agora filhos de Deus, são livres, são irmãos, estão cheios de esperança de imortalidade. Quem não desejaria ser pobre desta forma? [Tradução realizada por Zenit] #Evangelho #Caminhos #Deus #Lucas #Cantalamessa #Raniero #Jesus #quatro
- O Cânon Bíblico – A Origem da Lista dos Livros Sagrados
Escrita por um dos maiores apologistas católicos da atualidade, Prof. Alessandro Lima, conhecido por sua firmeza e objetividade, esta obra é a primeira no mundo totalmente dedicada a um tema de suma importância para os cristãos: o Cânon Bíblico. Por esta razão ela vem preencher uma grande lacuna na História da Igreja e da Fé Cristã. Ao contrário do que muitos pensam, a Bíblia Cristã não caiu do céu organizada como um único livro. Para reunir os livros sagrados em um único volume, antes foi necessário saber quais eram eless. O discernimento da lista dos livros sagrados pela Igreja foi resultado de um longo e gradativo processo de amadurecimento teológico e espiritual sob a condução do Espírito Santo. Guiando o leitor pelos primórdios do Cristianismo, o autor apresenta o parecer dos homens mais célebres da antiguidade cristã como Ireneu, Orígines, Atanásio, Agostinho, Jerônimo, Eusébio entre outros, mostrando como fa Bíblia foi formada no seio da Igreja Nascente. Esta é uma obra recomendada a todos que amam e se interessam pelas Sagradas Escrituras. Faça o download da versão demo aqui aqui. Informações sobre o lançamento e pedidos em http://www.veritatis.com.br/article/4091. #cristã #Origem #Sagrados #atualidade #Lista #amadurecimento #Bíblia #único #Alessandro #Igreja #Bíblico #Canon #Livros #Agostinho
- O fim de uma longa farsa
Olavo de Carvalho Jornal do Brasil, 1o de fevereiro de 2007 O ex-chefe da espionagem romena, Ion Mihai Pacepa, confessou recentemente que a onda de acusações ao Papa Pio XII, que começou com a peça de Rolf Hochhuth, O Vigário (1963), e culminou no livro de John Cornwell, O Papa de Hitler (1999), foi de cabo a rabo uma criação da KGB. A operação foi desencadeada em 1960 por ordem pessoal de Nikita Kruschev. Pacepa foi um de seus participantes diretos. Entre 1960 e 1962 ele enviou a Moscou centenas de documentos sobre Pio XII. Na forma original, os papéis nada continham que pudesse incriminar o Papa. Maquiados pela KGB, fizeram dele um virtual colaborador de Hitler e cúmplice ao menos passivo do Holocausto (leiam a história inteira aqui). Foi nesses documentos forjados que Hochhuth se baseou para escrever sua peça, a qual acabou por se tornar o maior succès de scandale da história do teatro mundial. O dramaturgo talvez fosse apenas um idiota útil, mas Erwin Piscator, diretor do espetáculo e aliás prefaciador da edição brasileira (Grijalbo, 1965), era um comunista histórico com excelentes relações no Kremlin e na KGB. Muito provavelmente sabia da falsificação. Costa-Gavras, o diretor que em 2001 lançou a versão cinematográfica da peça, decerto cabe com Hochhuth na categoria dos idiotas úteis. Mas o mesmo não se pode dizer de John Cornwell, que mentiu um bocado a respeito das fontes da sua reportagem, dizendo que havia feito extensas investigações na Biblioteca do Vaticano, quando as fichas da instituição não registravam senão umas poucas e breves visitas dele. Cornwell é vigarista consciente. O conteúdo da sua denúncia já estava desmoralizado desde 2005, graças ao estudo do rabino David G. Dalin, The Myth of Hitler’s Pope, publicado pela Regnery, do qual o público brasileiro praticamente nada sabe até agora, pois o livro não foi traduzido nem mencionado na grande mídia. Com a revelação das fontes, nada sobra de confiável na lenda do “Papa de Hitler”, que, no Brasil, graças à omissão da mídia e das casas editoras, tem campo livre para continuar sendo alardeada como verdade pura. Da Grijalbo nada se pode esperar. É tradicionalmente pró-comunista e nem sei se ainda existe. Mas a Imago, editora de O Papa de Hitler, parece ser honesta o bastante para reconhecer sua obrigação moral de publicar o livro do rabino Dalin. Noto, de passagem, que eu mesmo, quando li a denúncia de Cornwell, acreditei em tudo e cheguei a citá-la em artigo. Que Deus me perdoe. #John #KGB #livro
- O Papa recorda aos jovens que o verdadeiro amor exige renúncia e sacrifício
VATICANO, 05 Fev. 07 (ACI) .- Na mensagem dirigida com ocasião da XXII Jornada Mundial da Juventude, que será celebrada em todas as dioceses no próximo Domingo do Ramos, 1º de abril, o Papa Bento XVI recordou aos jovens que o amor é o centro de nossa vida, e que requer fortaleza e sacrifício. Referindo-se ao tema da Jornada: “Como eu vos amei, assim amai-vos uns aos outros” (Jo 13,34), o Pontífice destaca que “o amor é possível e a finalidade de minha mensagem é contribuir para despertar em cada um de vós, que sois o futuro e a esperança da humanidade, a confiança no amor verdadeiro, fiel e forte; um amor que gera paz e alegria; um amor que une às pessoas, fazendo-as sentirem-se livres no respeito mútuo”. O Papa começa explicando que o Amor nos manifestou através de Cristo: “redimida por seu sangue, nenhuma vida humana é inútil ou de pouco valor, porque todos são amados pessoalmente por Ele com um amor apaixonado e fiel, com um amor sem limites”. “Na cruz Cristo grita: ‘Tenho sede’ (Jo 19,28): revela assim uma ardente sede de amar e de ser amado por cada um de nós. Apenas se chegarmos a perceber a profundidade e a intensidade de tal mistério, daremos conta da necessidade e da urgência de amá-lo por nossa parte ‘como’ Ele nos amou”, adiciona o Santo Padre na mensagem. Logo depois de expor os três âmbitos nos quais deseja ver o testemunho de amor dos jovens, o Papa convida a “ousar o amor, a não desejar outra coisa a não ser um amor forte e formoso, capaz de fazer de toda a existência uma realização gozosa do dom de vós mesmos a Deus e aos irmãos”; porque “o amor é a única força capaz de mudar o coração do homem e da humanidade inteira, fazendo proveitosas as relações entre homens e mulheres, entre ricos e pobres, entre culturas e civilizações. Disto dá testemunho a vida dos Santos”. O Pontífice cita em seguida o exemplo da Devota Madre Teresa de Calcutá: “O único desejo de sua vida se converteu em saciar a sede de amor de Cristo não com palavras, mas sim com atos concretos, reconhecendo o rosto desfigurado, sedento de amor, no rosto dos mais pobres entre os pobres”. Bento XVI advertiu que “só a ajuda do Senhor nos permite fugir da resignação frente à enormidade da tarefa que terá que levar a cabo e nos infunde o valor para realizar o que humanamente é impensável. O contato com o Senhor na oração nos mantém na humildade”. A carta recorda que “a Eucaristia é a grande escola de amor. Quando se participa de forma regular e com devoção na Santa Missa, quando se transcorrem em companhia de Jesus eucarístico, prolongadas pausas de adoração, é mais fácil compreender a largura, a longitude, a altura e a profundidade de seu amor que excede a todo conhecimento (cfr. Ef 3,17-18)”. Finalmente, o Papa recordou que a próxima Jornada Mundial da Juventude representará uma etapa importante para o encontro de Sydney, cujo tema será: “Receberão a força do Espírito Santo, que virá sobre vós, e serão minhas testemunhas” (Atos 1,8). Maria, Mãe de Cristo e da Igreja, ajude-lhes a fazer ressoar em todas as partes o brado que mudou o mundo: ‘Deus é amor!’”. “Acompanho-lhes com a oração e de coração lhes abençôo”, conclui o Papa. #Cristo #recorda #Papa #Jornada #advertiu #sacrifício #amado #pontífice #BentoXVI #juventude #Amor #alegria #adoração #verdadeiro #Jesus #mensagem #Humanidade
- Razões da visita do Papa devem ser buscadas num horizonte que vai além do Brasil
Afirma o secretário-geral da Conferência episcopal brasileira SÃO PAULO, segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- Segundo Dom Odilo Scherer, secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a visita do país a esse país transcende fronteiras, já que o pontífice lançará sua mensagem a todos os povos do continente e também do mundo inteiro. «As razões da visita do Papa devem ser buscadas num horizonte que vai além do nosso país», explica o bispo, em mensagem difundida aos fiéis esta segunda-feira por meio da CNBB. Dom Odilo recorda que esta primeira viagem do pontífice fora da Europa circunscreve-se «num evento latino-americano da maior importância», a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe (Aparecida, 13 a 31 de maio). «Vindo ao Brasil para dar início aos trabalhos da Conferência de Aparecida, o Papa destaca a importância dessa reunião eclesial», afirma o bispo. É que neste evento «quase 300 bispos e outros representantes da Igreja, vindos de todos os países americanos e também alguns convidados da Europa, Ásia e África, estarão reunidos no Santuário Nacional para fazer um diagnóstico das situações vividas pelos povos da América Latina e do Caribe e, evidentemente, da situação da Igreja», explica. Os bispos delegados «lançarão um olhar de discípulos e missionários de Jesus Cristo sobre os novos desafios postos à missão evangelizadora da Igreja, para “ouvir a voz de Deus na voz dos tempos”. De Aparecida devem sair diretrizes para a ação da Igreja nos próximos anos em nosso Continente», acrescenta Dom Odilo. O secretário-geral da CNBB recorda que a Conferência não tem a finalidade de discutir questões dogmáticas, mas terá um caráter eminentemente missionário e pastoral. «Mais que um privilégio para nosso País, a visita do Papa e a realização, aqui, da V Conferência Geral, representam uma tarefa e uma responsabilidade especial para o Brasil», afirma. Dom Odilo destaca que ao Brasil, sendo o maior país da América Latina, e com o maior número de católicos, também lhe cabe contribuir de maneira significativa para a missão da Igreja no continente e no mundo. «Depois de termos recebido muito, é hora de partilhar largamente com os outros o rico patrimônio da fé e da experiência de vida eclesial que nos foi legado. Talvez um dos motivos da visita do Papa ao Brasil seja, justamente, recordar-nos isso», refere o bispo. #CNBB #Conferência #américalatina #Odilo #Latina #Igreja #Bispo #Aparecida #Jesus #América
- Bispo mexicano pede a deputados que não aprovem uniões homossexuais
MEXICO D.F., 03 Fev. 07 (ACI) .- O Bispo de Veracruz, Dom. Luis Felipe Gallardo Martín del Campo, exortou aos deputados locais para não aprovarem uma Lei de Convivência para o estado de Veracruz, porque no fundo fazer isso é legalizar as uniões homossexuais e as equiparar ao matrimônio. Recentemente o grupo Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros anunciou a elaboração de uma iniciativa de Lei de Convivência que se apóia nas aprovadas no Distrito Federal e na Coahuila, para que seja apresentada e aprovada pelo Parlamento local, o que contaria com o apoio do deputado Miguel Rodríguez Cruz (PRI). Em declarações à imprensa, Dom Galhardo recordou que a Igreja defende a condição e natureza humana e o valor da família fundamentada no matrimônio entre um homem e uma mulher. “O grande problema é querer igualar com a condição familiar de matrimônio tudo isto que pudesse ser simplesmente convênios, contratos de reciprocidade e apoio mútuo sem a necessidade de chamá-lo família, matrimônio, bodas e, por conseguinte querer dar os mesmos direitos que tem o matrimônio heterossexual”, explicou. Nesse sentido, assinalou que “todo mundo pode associar-se para fins honestos, é um direito constitucional. O reprovável do ponto de vista, não só católico, mas também antropológico, básico e fundamental, é estar acima da natureza humana que todos compartilhamos”. #Convivência #condição #matrimônio #homossexuais #família #Veracruz #Lei #mexicano #Bispo #natureza
- Relatório destampa pressões internacionais para estender aborto na América Latina
MADRI, 03 Fev. 07 (ACI) .- A Equipe de Documentação e Análise da organização Faça-te Ouvir (FO) reeditou um revelador relatório que documenta as pressões das Nações Unidas e outros órgãos internacionais para estenderem o aborto legal na América Latina. FO publicou uma versão atualizada no final de 2006 do relatório “Perseguição e demolição à vida. Alucinante aposta da ONU pelo Aborto na América Latina”, publicado pela primeira vez em maio passado. Segundo FO, o relatório “analisa a estratégia protagonizada por diversos grupos internacionais para impulsionar o aborto no continente americano” e tem como objetivo que “a opinião pública conheça a realidade que se esconde atrás desta estratégia conjunta de organizações internacionais planejadas há mais uma década”. O relatório recorda que a “América Latina é a única moderada onde todos os países, exceto Cuba, reconhecem que matar uma criança não nascida é um crime. Em meio a isso se gera o plano de extensão do aborto livre na América Latina, que se iniciou em Nova Iorque em dezembro de 1996, embora antes já se acossava a esses países para que legalizassem o aborto”. As “Nações Unidas é somente um instrumento financiado por todos os países que formam a Organização. Detrás está uma rede de organizações internacionais, coordenadas pelo Centro de Direitos Reprodutivos de Nova Iorque e financiadas pelas fundações Rockefeller, McArthur, Packard, Ford, Merck entre outras, que perseguem meticulosamente seu objetivo abortista, mediante a manipulação consciente das Nações Unidas por meio de seu Comitê de Direitos humanos”, sustenta. Do mesmo modo, analisa os casos da Colômbia e Brasil. “É este último um grande caso chamativo na América Latina. Apesar de que 97% da população está contra o aborto, o governo de Luis Ignácio Lula da Silva já se comprometeu por escrito ante as Nações Unidas a abolir toda restrição legal que até a data impossibilita a prática do aborto livre no país. A tramitação do projeto do governo brasileiro está suspensa de forma provisória, por interesses táticos eleitorais, já que haverá eleições no segundo semestre deste ano”, indica. Entretanto, sustenta que “é na Colômbia aonde se veio liberando uma pressão especial: segundo a estratégia desenhada pelos instigadores da campanha abortista, se legalizar o aborto livre nesse país, a seguir acontecerão em cascata legalizações do aborto em toda América Latina. Daí a Colômbia se converteu no cavalo de batalha dos abortistas mascarados de Nações Unidas”. O relatório também se refere a Argentina, onde se pretende introduzir o aborto através do o polêmico Protocolo do Comitê para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher; Chile, com a insistência na administração da pílula do dia seguinte e as pressões ao Senado a favor do aborto; e México, onde o deputado do PRI para o México DF, Armando Tonatiuh González, anunciava a intenção da Assembléia Legislativa do Distrito Federal (ALDF) de submeter um referendum, em fevereiro de 2007, iniciativas legislativas sobre o aborto e a eutanásia. “A falta de penas para o aborto na Colômbia, com os conseguintes efeitos sobre o resto do continente, gerou-se pela pressão sem escrúpulos de numerosas organizações internacionais sobre a Corte Constitucional Colombiana, desenvolvendo ações de influência não só de lobby, mas também próprias de inteligência. Segundo uma pesquisa realizada em julho de 2005 pelo Instituto Gallup, 86,6% dos colombianos se manifestaram claramente contra a legalização do aborto. Entretanto, desde 1975 foram apresentados no país, discutidos e reprovados no Congresso, nada menos que cinco projetos para legalizar o aborto”, explica FO. Finalmente, relatório oferece “uma série de itens sobre o que podem fazer os cidadãos para rebater as pressões abortistas internacionais” como o envio de mensagens às autoridades e a criação de redes cidadãs. “Não se trata de fazer que pareça uma conspiração contra a vida. Simplesmente, o é”, adverte. #Relatório #organização #américalatina #livre #Aborto #Nações #estratégia #Latina #Colômbia #América #adverte
- Cardeal explica como será visita do Papa ao Brasil
Pontífice chega ao país dia 9 de maio e retorna a Roma no dia 13 BRASÍLIA, terça-feira, 30 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) explicou em mensagem enviada a Zenit essa segunda-feira como será a visita de Bento XVI ao Brasil, em maio próximo. O cardeal Geraldo Majella Agnelo, arcebispo de Salvador, recorda que a visita do Papa se dará no contexto da 5ª Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, que se celebrará de 13 a 31 de maio no Santuário de Aparecida (sudeste do Brasil). Segundo o cardeal, Bento XVI chegará a São Paulo na tarde do dia 9 de maio. No dia seguinte, quinta feira, dia 10, à tarde, terá o encontro com os jovens no Estádio do Pacaembu. Na sexta feira, pela manhã, presidirá a Santa Missa com os Bispos do Brasil, no Campo de Marte; à tarde, encontro com os Bispos na Catedral de São Paulo e, após, o Papa viajará para Aparecida. No sábado, dia 12, pela manhã, visitará a Fazenda da Esperança em Guaratinguetá. Às 18 horas, recitará o Rosário com o povo na Basílica de Nossa Senhora Aparecida. No domingo, dia 13, às 10 horas, presidirá a solene Santa Missa e, às 16 horas, a Sessão Inaugural dos trabalhos da 5ª Conferência. À noite, no Aeroporto de São Paulo, em Guarulhos, o pontífice parte de retorno a Roma. Dom Geraldo Agnelo informa que esteve em Roma, de 15 a 21 de janeiro, reunido com os outros dois presidentes da 5ª Conferência, o cardeal Giovanni Battista Re, prefeito da Congregação para os Bispos e presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina e o cardeal Francisco Javier Errázuriz Ossa, arcebispo de Santiago de Chile e presidente do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano). Em seguida, participou da reunião plenária da Pontifícia Comissão para a América Latina. Chamado à Evangelização Dom Geraldo Agnelo explica que a 5ª Conferência, em sintonia com as quatro grandes reuniões eclesiais anteriores, propõe um renovado impulso à Evangelização. «É necessário proclamar integralmente a mensagem de salvação que é o Evangelho, para que impregne as raízes da cultura e se encarne no momento histórico latino-americano atual, para responder melhor às suas necessidades e aspirações legítimas», escreve, citando palavras do Papa no discurso à Plenária da Pontifícia Comissão para a América Latina. «O verdadeiro discípulo cresce e amadurece na família, na comunidade paroquial e diocesana; converte-se em missionário quando anuncia a pessoa de Cristo e o seu Evangelho a todos os ambientes: a escola, a economia, a cultura, a política e os meios de comunicação social», dizia o Papa. «Os freqüentes fenômenos de exploração e injustiça, de corrupção e violência, são apelo urgente a que os cristãos vivam a sua fé com coerência, e por receber sólida formação doutrinal e espiritual, contribuindo assim para a construção de uma sociedade mais justa, mais humana e cristã», afirmava Bento XVI. #Geraldo #Conferência #américalatina #Comissão #bispos #Pontifícia #Latina #Paulo #Aparecida #aeroporto #América #Cardeal
- Santa Sé estuda publicar documento sobre bioética
Revelações do arcebispo Amato, secretário da Congregação para a Doutrina da Fé CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 30 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- A Santa Sé considera a possibilidade de publicar um documento sobre questões de bioética propostas pelas novas fronteiras da biotecnologia, revelou o secretário da Congregação para a Doutrina da Fé. O arcebispo Angelo Amato, salesiano, explicou que esse documento buscaria atualizar a instrução «Donum Vitae», «Sobre o respeito da vida humana nascente e a dignidade da procriação», assinada pelo cardeal Joseph Ratzinger, como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em 22 de fevereiro de 1987. «Essa ‘Donum Vitae 2’, por assim dizer, não está concebida para abolir a precedente, mas para enfrentar as diferentes questões bioéticas e biotecnológicas que se propõem hoje e que naquele momento ainda eram impensáveis», explicou Dom Amato ao jornalista Gianni Cardinale, na edição de 28 de janeiro do diário «Avvenire». «A ‘Donum Vitae’ conserva todo seu valor e, em certo sentido, é profética — acrescenta o arcebispo. O problema é que, apesar de ter vinte anos, ainda é pouco conhecida.» «A questão, portanto, não é, por exemplo, a revisão da doutrina moral sobre a licitude do preservativo, que não parece estar na ordem do dia, mas os novos desafios que por diferentes razões são mais graves e desagregadores para a identidade da pessoa humana, como a do concebido, que é considerado como um produto biológico e não como um ser humano.» «Como afirma a ‘Donum Vitae’, ‘o ser humano deve ser respeitado — como pessoa — desde o primeiro instante de sua existência’. E esta consideração devida ao embrião humano é um princípio antropológico que não se pode ser negociado.» O arcebispo reconhece que «não posso ter previsões» sobre a data de publicação desse novo documento vaticano sobre bioética. «O estudo de argumentos tão delicados é competência de nossa Congregação, que depois submete seus trabalhos ao Papa», declara. «E portanto — conclui — , as opiniões sobre esses temas que procedem de outras instituições ou personalidades eclesiásticas, por mais respeitáveis que sejam, não podem ter essa autoridade que os meios de comunicação em certas ocasiões parecem atribuir-lhes.» #Amato #Santa #Congregação #Doutrina #Bioética #secretário #documento #Vaticano #Arcebispo
- Lei natural não reconhece matrimônio entre pessoas do mesmo sexo
Explica o arcebispo Amato, secretário da Congregação para a Doutrina da Fé CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 30 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- Um católico não pode apoiar uma lei que introduz o matrimônio entre duas pessoas do mesmo sexo, explica o arcebispo Angelo Amato. O secretário da Congregação para a Doutrina da Fé declara que se trata de uma questão que não só faz parte do ensinamento da Bíblia, mas também da lei natural. «Um católico não pode dar seu apoio a uma legislação que, por exemplo, introduz o matrimônio entre duas pessoas do mesmo sexo, porque vai contra a Revelação bíblica e contra a própria lei natural», declarou em 28 de janeiro a «Avvenire». Dada a importância da lei natural, o prelado revela que sua Congregação está preparando algum tipo de declaração e que «com esse objetivo já consultou todas as universidades católicas do mundo», revela. «As respostas são muito alentadoras desde todas as partes do mundo, inclusive por parte das universidades que são consideradas como mais ‘difíceis’… A lei natural é importantíssima também porque, entre outros motivos, pode ser o único fundamento para um fecundo diálogo inter-religioso.» «Muitos políticos católicos pedem declarações sobre esse tipo de tema; o fato de que depois queiram ou consigam atuar coerentemente, é outra questão», afirma. «Os políticos católicos, de qualquer forma, deverão recordar sempre que não deverão jamais consentir com a introdução de leis que vão contra os princípios morais. No caso de que as leis desse tipo já estejam em vigor, então podem ‘limitar-se’ a tentar atenuar seu alcance», conclui. #Amato #Católico #matrimônio #Congregação #Doutrina #secretário #Lei #Arcebispo
- Os últimos momentos de Karol Wojtyla, segundo seu secretário
Testemunho do cardeal Dziwisz em seu livro recém-publicado na Polônia CIDADE DO VATICANO, domingo, 28 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- O secretário pessoal de João Paulo II, cardeal Stanislaw Dziwisz, arcebispo de Cracóvia, colaborador seu durante 40 anos, acaba de publicar um livro de suas memórias, a partir de uma série de entrevistas ao jornalista Gian Franco Svidercoschi, que se intitula «Uma vida com Karol». Adiantamos uma passagem do capítulo 35 sobre os últimos momentos do pontífice na terra. * * * Eram 21h37. Havíamos percebido que o Santo Padre deixara de respirar, mas só naquele momento vimos no monitor que seu grande coração, depois de haver batido por uns instantes, detivera-se. O doutor Buzzonetti inclinou-se sobre ele e, lançando apenas um olhar, murmurou: «Passou à casa do Senhor». Alguém deteve os ponteiros do relógio àquela hora. Nós, como se houvéssemos decidido todos de uma vez, começamos a cantar o Te Deum. Não o Réquiem, porque não era um luto, mas o Te Deum, como agradecimento ao Senhor pelo dom que nos havia dado, o dom da pessoa do Santo Padre Karol Wojtyla. Chorávamos. Como se podia não chorar! Eram, por sua vez, lágrimas de dor e de alegria. Foi então que se acenderam todas as luzes da casa. Depois, não recordo mais. Era como se, de repente, tivessem caído as trevas. As trevas sobre mim, dentro de mim. Sabia que aquilo havia acontecido, mas era como se, depois, negasse-me a aceitar, ou negasse a entender. Colocava-me nas mãos do Senhor, mas enquanto acreditava ter o coração sereno, retornava a escuridão. Até que chegou o momento da despedida. Estava toda aquela gente. Todas as pessoas importantes que tinham vindo de longe. Na Praça de São Pedro havia uma grande luz; e agora voltou também dentro de mim. Concluída a homilia, o cardeal Ratzinger fez aquela alusão na janela, e disse que ele estava seguramente ali, vendo-nos, abençoando-nos. Também eu me voltei, não pude menos que volver-me, mas não elevei meu olhar para ali. Ao final, quando chegamos às portas da Basílica, os que levavam o féretro o giraram lentamente, como para permitir-lhe um último olhar para sua Praça. A despedida definitiva dos homens, do mundo. Também sua despedida de mim? Não, de mim não. Naquele momento, não pensava em mim. Vivi esse momento junto a muitos outros, e todos estávamos abalados, turbados, mas para mim foi algo que nunca poderei esquecer. O cortejo estava entrando na Basílica; deviam levar o féretro à tumba. Então, justamente então, me veio pensar: acompanhei-o durante quase quarenta anos, primeiro em Cracóvia, depois vinte e sete anos em Roma. Sempre estive com ele, ao seu lado. Agora, no momento da morte, ele caminhava sozinho. E este fato, o não ter podido acompanhá-lo, doeu-me muito. Sim, tudo isso é verdade, mas ele não nos deixou. Sentimos sua presença, e também tantas graças obtidas através dele. [Passagem publicada com permissão de Rizzoli. Traduzido por Zenit] #Karol #Dziwisz #Senhor #JoãoPauloII #Papa #Polônia #KarolWojtyla #alegria #despedida #Cardeal









