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- Bento XVI ante sarcófago reencontrado de São Paulo
Nas vésperas ecumênicas da Basílica romana dedicada ao apóstolo CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 26 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI pôde contemplar e deter-se em meditação, na tarde desta quinta-feira, ante o reencontrado sarcófago atribuído ao apóstolo São Paulo, que há pouco tempo começou a ser exposto aos peregrinos. Este momento esperado pelo pontífice, que havia sido pontualmente informado em meses passados sobre os descobrimentos, foi compartilhado com o cardeal Cordero Lanza di Montezemolo, arcipreste da Basílica de São Paulo Fora dos Muros, nesse templo de Roma, ao concluir a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. O pontífice, que havia deixado os muros vaticanos para participar das vésperas ecumênicas junto aos representantes na Itália das demais confissões cristãs, deteve-se ao final do encontro de oração ante o altar maior para contemplar de perto esse sarcófago que já era visitado pelos cristãos dos primeiros séculos, segundo fontes arqueológicas. Obras de restauração da Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, acabadas em 22 de setembro de 2006, permitiram redescobri-lo, depois de ter sido fechado entre muros de cimento, junto a outros vestígios, nas obras de reconstrução da basílica, após o incêndio que aconteceu em julho de 1823. Trata-se de um sarcófago de uma longitude de 2,55 metros, de uma largura de 1,25 metro e de uma altura de 0,97 metro. A cobertura é de 0,30 metro de altura. Durante a homilia das vésperas ecumênicas, o Santo Padre confessou: «Alegro-me em sublinhar que o sepulcro do apóstolo dos povos, ante o qual nos encontramos, foi recentemente objeto de investigações e estudos, após os quais se quis expor aos peregrinos, com uma adequada obra sob o altar maior». «Quero manifestar minha felicitação por esta importante iniciativa», afirmou. «Confio à intercessão de São Paulo, incansável construtor da unidade da Igreja, os frutos da escuta e do testemunho comum que pudemos experimentar nos numerosos encontros fraternos e diálogos que aconteceram em 2006, tanto com as igrejas do Oriente como com as comunidades eclesiais no Ocidente», afirmou. Em uma coletiva, de imprensa concedida em 11 de dezembro de 2006 o cardeal Cordero Lanza di Montezemolo afirmou: «Há vinte séculos se dá uma absoluta concordância no fato de que o túmulo de São Paulo se encontra ali. Ninguém o pôs em dúvida e ninguém o contradisse». «Este sarcófago nunca se abriu nem estudou, pois se encontrava fechado em um bloco de cimento, construído nos anos 1838-1840», acrescentou o purpurado, de 81 anos, antigo núncio apostólico na Itália e delegado apostólico em Jerusalém. «Poderia prever-se um estudo de seu interior para satisfazer a curiosidade de quem se pergunta se dentro se encontram os restos do apóstolo. Mas são necessárias as autorizações correspondentes», concluiu o purpurado italiano na coletiva de imprensa. Em última instância, é uma decisão que corresponde ao Papa. #sarcófago #apostolo #SãoPaulo #Basílica #adequada #pontífice #BentoXVI #Paulo #Cardeal
- A ciência não nega Deus
Temos visto ultimamente uma empreitada de cientistas ateus que querem usar a Ciência para negar Deus, como se pudessem explicar o mundo e o homem, estão longe disso. A Edição 443 – 13/11/2006 – da revista Época trouxe uma reportagem (A Igreja dos novos ateus) sobre um grupo de cientistas ateus que partiram para uma “cruzada contra a fé” no mundo, entre eles o filósofo americano Daniel Dennett, Richard Dawkins, Sam Harris, e outros. Em contraponto a essa onde de ateísmo, o renomado cientista americano Francis Collins, desmente os seus colegas ateus de que a Ciência exclui Deus. Ele é um dos cientistas mais respeitados do mundo; é o biólogo que desvendou o genoma humano, Diretor do “Projeto Genoma Humano”, patrocinado pelo governo dos EUA. Em 2001, Dr. Collins foi responsável pelo mapeamento do DNA humano. É o cientista que mais rastreou genes com vistas ao tratamento de doenças em todo o mundo, Ele explica porque é possível aceitar a teoria da evolução sem desprezar a Deus e a Sua ação na Criação. (Veja, Edição n. 1992 de 24 jan 07) Dr. Collins lançou recentemente nos Estados Unidos o livro “The Language of God” (A Linguagem de Deus), com 300 páginas onde conta como deixou de ser “ateu insolente” para se tornar cristão aos 27 anos e narra as dificuldades que enfrentou no meio acadêmico ao revelar sua fé. Ele afirma: “As sociedades precisam tanto da ciência como da religião. Elas não são incompatíveis, mas complementares”. Veja algumas de suas afirmações mais importantes: Sobre a sua conversão aos 27 anos ele diz: “Houve um período em minha vida em que era conveniente não acreditar em Deus. Eu era jovem, e a física, a química e a matemática pareciam ter todas as respostas para os mistérios da vida. Reduzir tudo a equações era uma forma de exercer total controle sobre meu mundo. Percebi que a ciência não substitui a religião quando ingressei na faculdade de medicina. Vi pessoas sofrendo de males terríveis. Uma delas, depois de me contar sobre sua fé e como conseguia forças para lutar contra a doença, perguntou-me em que eu acreditava. Disse a ela que não acreditava em nada. Pareceu-me uma resposta vaga, uma frase feita de um cientista ingênuo que se achava capaz de tirar conclusões sobre um assunto tão profundo e negar a evidência de que existe algo maior do que equações. Eu tinha 27 anos. Não passava de um rapaz insolente. Estava negando a possibilidade de haver algo capaz de explicar questões para as quais nunca encontramos respostas, mas que movem o mundo e fazem as pessoas superar desafios.” “Falo de questões filosóficas que transcendem a ciência, que fazem parte da existência humana. Os cientistas que se dizem ateus têm uma visão empobrecida sobre perguntas que todos nós, seres humanos, nos fazemos todos os dias. “O que acontece depois da morte?” ou “Qual é o motivo de eu estar aqui?”. Não é certo negar aos seres humanos o direito de acreditar que a vida não é um simples episódio da natureza, explicado cientificamente e sem um sentido maior. Esse lado filosófico da fé, na minha opinião, é uma das facetas mais importantes da religião. A busca por Deus sempre esteve presente na história e foi necessária para o progresso. Civilizações que tentaram suprimir a fé e justificar a vida exclusivamente por meio da ciência – como, recentemente, a União Soviética de Stalin e a China de Mao – falharam. Precisamos da ciência para entender o mundo e usar esse conhecimento para melhorar as condições humanas. Mas a ciência deve permanecer em silêncio nos assuntos espirituais.” Sobre a posição dos cientistas ateus, como Richard Dawkins: “Essa perspectiva de Dawkins é cheia de presunção. Eu acredito que o ateísmo é a mais irracional das escolhas. Os cientistas ateus, que acreditam apenas na teoria da evolução e negam todo o resto, sofrem de excesso de confiança. Na visão desses cientistas, hoje adquirimos tanta sabedoria a respeito da evolução e de como a vida se formou que simplesmente não precisamos mais de Deus. O que deve ficar claro é que as sociedades necessitam tanto da religião como da ciência. Elas não são incompatíveis, mas sim complementares. A ciência investiga o mundo natural. Deus pertence a outra esfera. Deus está fora do mundo natural. Usar as ferramentas da ciência para discutir religião é uma atitude imprópria e equivocada. No ano passado foram lançados vários livros de cientistas renomados, como Dawkins, Daniel Dennett e Sam Harris, que atacam a religião sem nenhum propósito. É uma ofensa àqueles que têm fé e respeitam a ciência. Em vez de blasfemarem, esses cientistas deveriam trabalhar para elucidar os mistérios que ainda existem. É o que nos cabe.” Sobre os erros das religiões: “Apesar de tudo o que já aconteceu, coisas maravilhosas foram feitas em nome da religião. Pense em Madre Teresa de Calcutá ou em William Wilberforce, o cristão inglês que passou a vida lutando contra a escravatura. O problema é que a água pura da fé religiosa circula nas veias defeituosas e enferrujadas dos seres humanos, o que às vezes a torna turva. Isso não significa que os princípios estejam errados, apenas que determinadas pessoas usam esses princípios de forma inadequada para justificar suas ações. A religião é um veículo da fé – essa, sim, imprescindível para a humanidade.” Sobre o “design inteligente”: “Essa abordagem é um grande erro. Os cientistas não podem cair na armadilha a que chamo de “lacuna divina”. Lamento que o movimento do design inteligente tenha caído nessa cilada ao usar o argumento de que a evolução não explica estruturas tão complicadas como as células ou o olho humano. É dever de todos os cientistas, inclusive dos que têm fé, tentar encontrar explicações racionais para tudo o que existe. Todos os sistemas complexos citados pelo design inteligente – o mais citado é o “bacterial flagellum”, um pequeno motor externo que permite à bactéria se mover nos líquidos – são um conjunto de trinta proteínas. Podemos juntar artificialmente essas trinta proteínas, que nada vai acontecer. Isso porque esses mecanismos se formaram gradualmente através do recrutamento de outros componentes. No curso de longos períodos de tempo, as máquinas moleculares se desenvolveram por meio do processo que Darwin vislumbrou, ou seja, a evolução.” Sobre a compatibilidade da teoria da Evolução e Deus: “Se no começo dos tempos Deus escolheu usar o mecanismo da evolução para criar a diversidade de vida que existe no planeta, para produzir criaturas que à sua imagem tenham livre-arbítrio, alma e capacidade de discernir entre o bem e o mal, quem somos nós para dizer que ele não deveria ter criado o mundo dessa forma?” Sobre a Biblia: “Santo Agostinho, no ano 400, alertou para o perigo de se achar que a interpretação que cada um de nós dá à Bíblia é a única correta, mas a advertência foi logo esquecida. Agostinho já dizia que não há como saber exatamente o que significam os seis dias da criação. Um exemplo de que uma interpretação unilateral da Bíblia é equivocada é que há duas histórias sobre a criação no livro do Gênesis, 1 e 2 – e elas são discordantes. Isso deixa claro que esses textos não foram concebidos como um livro científico, mas para nos ensinar sobre a natureza divina e nossa relação com Ele. Muitas pessoas que crêem em Deus foram levadas a acreditar que, se não levarmos ao pé da letra todas as passagens da Bíblia, perderemos nossa fé e deixaremos de acreditar que Cristo morreu e ressuscitou. Mas ninguém pode afirmar que a Terra tem menos de 10 000 anos a não ser que se rejeitem todas as descobertas fundamentais da geologia, da cosmologia, da física, da química e da biologia.” Sobre a ressurreição, milagres, etc.: “Eu acredito na Ressurreição. Também acredito na Virgem Maria e em milagres. A questão dos milagres está relacionada à forma como se acredita em Deus. Se uma pessoa crê e reconhece que Ele estabeleceu as leis da natureza e está pelo menos em parte fora dessa natureza, então é totalmente aceitável que esse Deus seja capaz de intervir no mundo natural. Isso pode aparecer como um milagre, que seria uma suspensão temporária ou um adiamento das leis que Deus criou. Eu não acredito que Deus faça isso com freqüência – nunca testemunhei algo que possa classificar como um milagre. Se Deus quis mandar uma mensagem para este mundo na figura de seu filho, por meio da Ressurreição e da Virgem Maria, e a isso chamam milagre, não vejo motivo para colocar esses dogmas como um desafio para a ciência. Quem é cristão acredita nesses dogmas – ou então não é cristão. Faz parte do jogo.” Sobre a genética comportamental: “Esses argumentos podem parecer plausíveis, mas não há provas de que o altruísmo seja uma característica do ser humano que permite sua sobrevivência e seu progresso, como sugerem os evolucionistas. Eles querem justificar tudo por meio da ciência, e isso acaba sendo usado para difundir o ateísmo. Há muitas teorias interessantes nessa área, mas são insuficientes para explicar os nobres atos altruístas que admiramos. O recado da evolução para cada um de nós é propagar o nosso DNA e tudo o que está contido nele. É a nossa missão no planeta. Mas não é assim, de forma tão lógica, que entendo o mundo, muito menos o altruísmo e a religiosidade. Penso em Oskar Schindler, que se sacrificou por um longo período para salvar judeus, e não pessoas de sua própria fé. Por que coisas desse tipo acontecem? Se estou caminhando à beira de um rio, vejo uma pessoa se afogar e decido ajudá-la mesmo pondo em risco a minha vida, de onde vem esse impulso? Nada na teoria da evolução pode explicar a noção de certo e errado, a moral, que parece ser exclusiva da espécie humana.” Fonte: http://www.cleofas.com.br/ Autor: Prof. Felipe Aquino Data Publicação: 23/01/2007 #evolução #religião #cientista #Deus #advertência #Dawkins #acreditar #ciência #Alma #Agostinho
- Papa pede difusão, entre leigos e religiosos, do desejo ativo de unidade entre cristãos
Durante sua intervenção antes de rezar a oração mariana do Angelus CIDADE DO VATICANO, domingo, 21 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI pede que o anseio – feito de oração e colaboração caritativa – pela unidade dos cristãos «difunda-se cada vez mais nas paróquias e nos movimentos eclesiais e entre os Institutos religiosos». Perante milhares de fiéis e peregrinos na Praça de São Pedro, no Vaticano, e milhões de pessoas que acompanham a transmissão do Angelus dominical através dos meios de comunicação, o Santo Padre afirmou a importância da oração no itinerário ecumênico, um tema que também considera prioritário em seu pontificado. Entre 18 e 25 de janeiro celebra-se a «Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos», cujo tema, este ano, apresenta o entusiasmo das pessoas – recolhido no Evangelho de Marcos – pela cura do surdo mudo por Jesus: «Faz ouvir os surdos e falar os mudos!». A isso aludiu este domingo Bento XVI: «Cristo pode tudo», «é capaz de infundir nos cristãos o desejo ardente de escutar o outro, de comunicar-se com o outro e de encontrar junto a ele a linguagem do amor recíproco». Definia assim em que consiste o ecumenismo: «Uma experiência dialógica profunda, um escutar-se e falar-se, um conhecer-se melhor». «É uma tarefa que todos podem realizar –exortou–, especialmente no relativo ao ecumenismo espiritual, baseado na oração e em compartilhar o que é possível por agora entre os cristãos». Neste contexto, expressou seu desejo de que «o anseio pela unidade, traduzido em oração e fraterna colaboração para aliviar os sofrimentos do homem, difunda-se cada vez mais nas paróquias e nos movimentos eclesiais e entre os Institutos religiosos». Este ano o tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos se inspirou nas comunidades cristãs de Umlazi (África do Sul), uma região açoitada pela pobreza e a Aids. Os materiais de oração e reflexão para a Semana se preparam conjuntamente, se traduzem e se publicam pelo Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos (em representação vaticana) e pela Comissão de Fé e Constituição do Conselho Mundial de Igrejas (CMI). Cada ano, um grupo ecumênico local prepara o material original. Estão disponíveis, tais materiais, no link www.vatican.va. A Semana é um tempo forte de oração no qual as Igrejas de todo o mundo expressam sua aspiração e sua vontade de caminhar para a unidade dos cristãos, que são cerca de dois bilhões. Em Roma, a Semana concluirá na próxima quinta-feira, às 17h30, com a celebração das Vésperas na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, no dia da festa litúrgica da conversão do Apóstolo dos povos. Bento XVI presidirá a celebração. «Espero-vos numerosos em tal encontro litúrgico, já que a unidade se faz sobretudo orando, e quanto mais coral é a oração, mais agradável é ao Senhor», despediu-se o Papa este domingo. #Angelus #agradável #AIDS #Cristãos #oração #desejo #mariana #Unidade #BentoXVI #Amor #Jesus
- Conferência de Aparecida tentará responder a questões que ferem a América Latina
A injustiça, falta de solidariedade social, pobreza, os “sinais de morte”, adverte bispo BRASÍLIA, segunda-feira, 22 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- Os bispos reunidos na Conferência de Aparecida tentarão entender e também responder a «questões intrigantes» que assolam a América Latina há muito tempo, afirma o secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Segundo Dom Odilo Scherer escreve em mensagem esta segunda-feira, o subdesenvolvimento e os problemas estruturais verificados no continente constarão nos debates e reflexões que se darão de 13 a 31 de maio em Aparecida (Brasil). «Por que, apesar do trabalho e do sangue de muitos missionários e da acolhida simpática dos povos latino-americanos à fé católica, não vingaram melhor na vida e na organização desses povos alguns valores essenciais do Evangelho de Cristo, como a justiça, a solidariedade social, o respeito profundo por toda pessoa e sua efetiva valorização no convívio social?», questiona o bispo. «Por que certos pecados contra a humanidade e contra Deus, como escravidões, violências, discriminações e exclusões sociais, as estruturas econômicas e políticas que criam ou perenizam situações de dependência, concentração de poder e riqueza, a miséria, a fome e a destruição da natureza continuam a marcar com a morte a vida de nossos povos?», enfatiza. Qual será a via de solução que a Conferência de Aparecida irá apontar? O próprio Papa Bento XVI, acolhendo propostas do Episcopado latino-americano, escolheu o tema da V Conferência Geral: “Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que, nele, nossos povos tenham vida. Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, explica Dom Odilo. «Claramente, a primeira parte do tema refere-se à identidade dos cristãos, ponto de referência irrenunciável que precisa ser sempre retomado e aprofundado. Os cristãos são discípulos de Jesus Cristo. A Igreja é discípula de Jesus Cristo», afirma. Segundo o secretário-geral da CNBB, «a Conferência de Aparecida deverá recordar aos cristãos e à Igreja que sua referência religiosa objetiva e irrenunciável é Jesus Cristo; e seu Evangelho é a proposta para suas vidas e suas relações com o mundo». Dom Odilo Scherer explica ainda que um segundo aspecto contemplado no tema da Conferência de Aparecida é a atuação dessa identidade cristã no mundo, através do exercício da missão. «O Evangelho de Cristo, dom precioso para as pessoas e os povos, não deve ser desvirtuado nem escondido, mas partilhado generosamente com os outros», diz. Para o bispo, «só uma vigorosa renovação da atitude missionária poderá trazer vida nova para a Igreja e para cada católico. E terá, como efeito, vida nova para a sociedade e os nossos povos». A terceira parte do tema refere-se ao objetivo da vida e da missão da Igreja e dos católicos: para que, em Jesus Cristo, nossos povos tenham vida, refere Dom Odilo. A Igreja «deve ajudar nossos povos a conhecerem e valorizarem sua dignidade, a superar os “sinais de morte” que ainda os afligem», afirma. «Deve ajudar a sociedade a organizar sua vida na base do respeito, da justiça e da solidariedade, superando velhos vícios, prepotências e egoísmos. Jesus Cristo, de fato, veio ao mundo para ser o caminho, a verdade e a vida para a humanidade. E enviou seus discípulos e missionários para o meio dos povos latino-americanos para que também eles, por meio dele, tenham vida em abundância», diz Dom Odilo. #Cristo #acolhida #Evangelho #Conferência #américalatina #solidariedade #Odilo #Igreja #abundância #Aparecida #Jesus #América #morte #adverte
- Pregador do Papa explica verdade histórica dos Evangelhos
Comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap., sobre a liturgia do próximo domingo ROMA, sexta-feira, 19 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap. — pregador da Casa Pontifícia — sobre a liturgia do próximo domingo, III do Tempo Comum. * * * Os Evangelhos são relatos históricos? III Domingo do Tempo Comum Neemias 8, 2-4ª.5-6.8-10; I Coríntios 12, 12-31a; Lucas 1, 1-4; 4, 14-21 Antes de começar o relato da vida de Jesus, o evangelista Lucas explica os critérios que o guiaram. Assegura que refere fatos transmitidos por testemunhas oculares, verificados pelo mesmo com «comprovações exatas» para que quem lê possa perceber a solidez dos ensinamentos contidos no Evangelho. Isso nos oferece a ocasião de nos ocuparmos do problema da historicidade dos Evangelhos. Até pouco tempo atrás, não se mostrava entre as pessoas o sentido crítico. Tomava-se por historicamente ocorrido tudo o que era referido. Nos últimos dois ou três séculos nasceu o sentido histórico, pelo qual, antes de crer em um fato do passado, ele é submetido a um atento exame crítico para comprovar sua veracidade. Esta exigência foi aplicada também aos Evangelhos. Resumamos as diversas etapas pelas que a vida e o ensinamento de Jesus atravessaram antes de chegar a nós. Primeira fase: vida terrena de Jesus. Jesus não escreveu nada, mas em sua pregação utilizou alguns recursos comuns às culturas antigas, os quais facilitavam muito a retenção de um texto na memória: frases breves, paralelismo e antítese, repetições rítmicas, imagens, parábolas… Pensemos em frases do Evangelho como: «Os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos», «Larga é a entrada e espaçoso o caminho que leva à perdição…, estreita a entrada e o caminho que leva à Vida» (Mt 7, 13-14). Frases como estas, uma vez escutadas, até as pessoas de hoje dificilmente as esquecem. O fato, portanto, de que Jesus não tenha escrito Ele mesmo os Evangelhos não significa que as palavras neles referidas não sejam suas. Ao não poder imprimir as palavras no papel, os homens da antiguidade as fixavam na mente. Segunda fase: pregação oral dos apóstolos. Depois da ressurreição, os apóstolos começaram imediatamente a anunciar a todos a vida e as palavras de Cristo, levando em conta as necessidades e as circunstâncias dos diversos ouvintes. Seu objetivo não era o de fazer história, mas de levar as pessoas à fé. Com a compreensão mais clara que agora temos disso, eles foram capazes de transmitir aos outros o que Jesus havia dito e feito, adaptando-o às necessidades daqueles a quem se dirigem. Terceira fase: os Evangelhos escritos. Cerca de trinta anos após a morte de Jesus, alguns autores começaram a escrever esta pregação que lhes havia chegado por via oral. Nasceram assim os quatro Evangelhos que conhecemos. Das muitas coisas chegadas até eles, os evangelistas escolheram algumas, resumiram outras e explicaram finalmente outras, para adaptá-las às necessidades do momento das comunidades às quais escreviam. A necessidade de adaptar as palavras de Jesus a exigências novas e diferentes influiu na ordem com o que se relatam os fatos nos quatro Evangelhos, na diversa colocação e importância que revestem, mas não alterou a verdade fundamental deles. Que os evangelistas tenham tido, na medida do possível naquele tempo, uma preocupação histórica e não só edificante é demonstrado na precisão a que situam o acontecimento de Cristo no espaço e no tempo. Pouco mais adiante, Lucas nos proporciona todas as coordenadas políticas e geográficas do início do ministério público de Jesus (Lc 3, 1-2). Em conclusão, os Evangelhos não são livros históricos no sentido moderno de um relato o mais neutro possível dos fatos ocorridos. Mas são históricos no sentido de que o que nos transmitem reflete em substância o acontecimento. Mas o argumento mais convincente a favor da fundamental verdade histórica dos Evangelhos é o que experimentamos dentro de nós cada vez que somos tocados em profundidade por uma palavra de Cristo. Que outra palavra, antiga ou nova, teve o mesmo poder? [Traduzido por Zenit] #Evangelhos #Cristo #Verdade #pregação #Pregador #Lucas #Cantalamessa #adiante #histórica #Tempo #Raniero #Jesus
- O Papa pede aos muçulmanos aceitar o subsídio católico
VATICANO, 19 Jan. 07 (ACI) .- Durante a recepção de boa-vinda ao novo Embaixador da Turquia na Santa Sé, Muammer Dogan Akdur, o Papa Bento XVI destacou o respeito da Igreja pelo Islã e pediu que o subsídio católico seja acolhido no âmbito muçulmano. Durante o encontro, o Santo Padre expressou acima de tudo sua gratidão às autoridades e à população turca pela acolhida que lhe dedicaram durante sua visita apostólica em dezembro. O Pontífice afirmou que durante sua viagem pôde “verificar as boas relações” entre a Turquia e a Santa Sé, e recordou que em seus encontros com as autoridades políticas turcas quis “reafirmar o arraigo da Igreja Católica na sociedade turca graças à herança prestigiosa das primeiras comunidades cristãs da Ásia Menor”, assim como “à existência das comunidades cristãs atuais, certamente minoritárias, mas ligadas ao país e ao bem comum de toda a sociedade, que desejam contribuir com a construção da nação”. “Ao gozar da liberdade religiosa que garante a todos os fiéis a Constituição turca, a Igreja Católica deseja poder beneficiar-se de um estatuto jurídico reconhecido e conseguir o estabelecimento de uma instância oficial de diálogo entre a Conferência Episcopal e as autoridades estatais para resolver os diversos problemas que possam existir e manter boas relações entre ambas as partes”, disse o Papa. “Não duvido que seu Governo fará tudo o que está em seu poder para avançar nesta direção”, acrescentou. O Santo Padre destacou em seguida que durante sua viagem a Turquia manifestou repetidas vezes “o respeito da Igreja Católica pelo Islã e a estima do Papa e dos fiéis pelos fiéis muçulmanos”. Bento XVI destacou que “no mundo atual, onde as tensões parecem exacerbar-se, a Santa Sé está convencida de que os fiéis das diferentes religiões devem esforçar-se por trabalhar a favor da paz, começando por denunciar a violência, que no passado se utilizou freqüentemente com o pretexto de motivações religiosas, e aprender a se conhecer e se respeitar mutuamente”. #acolhida #Santa #Católico #Catolica #sociedade #BentoXVI #Turquia #Igreja
- Presença cristã na Terra Santa é essencial para paz
Segundo constatam os bispos católicos do mundo que visitaram os Lugares Santos JERUSALÉM, quinta-feira, 18 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- Ao concluir uma visita à Terra Santa, bispos de países da Europa e da América constataram que a presença dos cristãos nos Lugares Santos é essencial para alcançar a paz, motivo pelo qual fazem um chamado a mostrar-lhes apoio com peregrinações. Ao mesmo tempo, os representantes dos católicos fizeram um chamado ao governo de Israel para que aplique o Acordo Fundamental que regulamenta suas relações com a Igreja Católica. Por sua parte, pedem aos palestinos a rejeição da violência e o reconhecimento do Estado de Israel. A peregrinação, acontecida de 12 a 18 de janeiro, contou com a participação de prelados procedentes do Canadá, Inglaterra e Gales, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Espanha, Suíça e Estados Unidos, além do Conselho das Conferências Episcopais Européias (CCEE) e da Comissão dos Episcopados da União Européia (COMECE). Na peregrinação, estavam também representadas diversas organizações: Cáritas Internationalis, Catholic Relief Services, Pax Christi International, Cavaleiros do Santo Sepulcro, Pontifícia Sociedade Missionária, Rádio Vaticano e a Fundação Cristã Ecumênica da Terra Santa. «A presença cristã é um fator de moderação e é essencial para a consecução da paz», afirmam os participantes em uma declaração final. «Os cristãos devem ser uma ajuda e um apoio para um futuro de paz e fraternidade», acrescentam. «Os cristãos são pequenos em número, mas são uma parte integrante de Israel e dos territórios palestinos.» «Seus direitos devem ser garantidos com o reconhecimento da igualdade e de uma melhor segurança, junto aos direitos religiosos reconhecidos por lei», declaram. «Vemos com clareza que é preciso alcançar a justiça e a paz, de modo que os israelenses possam superar o medo, que conduz a políticas ineficazes de segurança que oprimem os palestinos», declaram os prelados. «Deste modo, os palestinos poderão superar a cólera e o desespero, que conduzem à violência que aterroriza os israelenses», acrescentam. O documento conclui fazendo um «chamado aos católicos a rezar pela paz, a vir em peregrinação e a empreender outras atividades para apoiar a Igreja Mãe» de Jerusalém. #cristã #terra #Peregrinação #Santa #Alemanha #Chamado #apoio #Lugares #essencial #Igreja #violência #América #presença
- Unidade dos cristãos é caminho difícil, mas contamos com Cristo, diz o Papa
VATICANO, 17 Jan. 07 (ACI) .- Durante a catequese desta quarta-feira, coincidente com o início da Jornada de oração pela unidade dos cristãos, o Papa Bento XVI animou aos católicos a não desanimar-se no longo caminho para a unidade na fé, porque contam com Cristo. O Pontífice recordou que a unidade “é um dom de Deus e fruto da ação de seu Espírito. Por isso, é importante rezar. Quanto mais nos aproximamos de Cristo, nos convertendo a seu amor, mais nos aproximamos também os uns dos outros”. Bento XVI recordou que o tema deste ano para a Jornada são as palavras do Evangelho de São Marcos: “Faz ouvir os surdos e falar os mudos”, e explicou que essa frase, “destacando dois aspectos da missão de toda comunidade cristã –o anúncio do Evangelho e o testemunho da caridade–, sublinha também quão importante é traduzir a mensagem de Cristo em iniciativas concretas de solidariedade. Favorece-se assim o caminho da unidade, porque se pode dizer que a contribuição, embora muito pequena, que ofereçam os cristãos para aliviar o sofrimento do próximo, contribui também a fazer sua comunhão mais visível”. “O caminho da unidade dos cristãos é certamente longo e não fácil”; recordou o Santo Padre; “mas não devemos nos desanimar senão seguir percorrendo-o, contando com a ajuda de Cristo”. #Cristo #Evangelho #Jornada #Unidade #Amor #caminho
- Converso do islamismo exorta a católicos a defender sua fé com firmeza
WASHINGTON DC, 17 Jan. 07 (ACI) .- Um católico converso do islamismo afirmou que os muçulmanos respeitam uma defesa clara e bem argumentada em questão de fé, e desdenham a debilidade e a pouca firmeza na apologética da mesma. Durante sua exposição em um seminário no estado da Virginia titulado “O que todo católico deve saber sobre o Islã”, o converso da fé muçulmana em 1998 e de origem iraquiana, Daniel Ali, assinalou aos mais de 400 assistentes que “a primeira linha de defesa é conhecer a própria fé” e que quem está batizado deve estar disposto a sair na frente quando suas crenças está sendo atacadas. Quando os cristãos se encontram com muçulmanos, “não se pode eliminar a Jesus para levar-se bem com quem professa a fé islâmica. Não gostam de fracotes. Respeitam mais a quem defende suas convicções”, indicou Ali quem ressaltou assim a necessidade de lutar contra o relativismo da fé. “Cada oração de um muçulmano inclui um ‘mas’, curiosamente as questões de fé não”, precisou e comentou que é muito próprio dos americanos “defender o que alguém acredita, mas quando se trata da fé cristã, as pessoas têm medo de falar dela“. Do mesmo modo, o converso ao catolicismo indicou que há dois tipos de “jihad” para os muçulmanos: a “grande jihad” que é a luta cotidiana dos indivíduos para viver sua fé, e a “jihad menor” que é a luta contra os inimigos de Alá. Para Ali, o que deve preocupar aos cristãos e a quem professa um credo distinto ao islâmico é a segunda jihad. “É muito triste que a tragédia nos faça emprestar atenção ao momento mais desafiante do nosso tempo”, disse logo em referência aos ataques do 11-S. “Quando os muçulmanos dizem que querem tomar ocidente, não está brincando. Conheço suas mentes, acho que de verdade acreditam isso que afirmam”, precisou. Ali é co-autor, junto com Robert Spencer, do livro “Dentro do Islã: Uma guia para católicos” no que ambos precisam que os muçulmanos consideram Jesus como profeta, embora neguem sua morte na cruz e condenam a crença em sua natureza divina. #Católico #converso #respeitam #islamismo #jihad #Jesus
- Programa Mundial de Alimentos agradece compromisso do Papa
Em uma audiência concedida nesta segunda-feira CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 15 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI recebeu nesta segunda-feira, em audiência privada, James Morris, diretor executivo do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, que agradeceu ao Papa seu compromisso a favor dos mais necessitados. A audiência aconteceu depois de que no último dia 8 de janeiro Bento XVI fizesse um chamado à comunidade internacional, em seu discurso ao corpo diplomático, para pedir um maior compromisso na luta contra a fome, flagelo que voltou a aumentar após décadas de retrocesso. «Foi uma admoestação que reflete o trabalho diário do Programa Mundial de Alimentos, e alenta a comunidade internacional a continuar com políticas ativas para alcançar as Metas de Desenvolvimento do Milênio, para reduzir à metade a proporção de pessoas com fome para o ano 2015», afirma um comunicado do Programa Mundial de Alimentos. «Quero agradecer a Sua Santidade por seu contínuo compromisso pessoal, assim como o da Igreja Católica para com as pessoas pobres e desesperadas do mundo. O mundo desenvolvido deve fazer mais para ajudar os mais de 850 milhões que não têm comida suficiente», declarou Morris, que reconheceu a «extraordinária ajuda oferecida ao Programa Mundial de Alimentos em todo o mundo pelas organizações católicas». «O apoio espiritual, moral e material do Papa Bento XVI e da Igreja Católica representa uma esperança real para oferecer um futuro a milhões de crianças», afirmou Morris. «Estou sumamente agradecido por sua boa vontade, seu alento, sua fidelidade e especialmente pela especial preocupação do Santo Padre pelos vulneráveis no mundo. Seu espírito alenta a todos nós.» O Programa Mundial de Alimentos é a maior agência humanitária do mundo: cada dia oferece comida a cerca de 90 milhões de pessoas pobres, entre elas, 58 milhões de crianças, ao menos em 80 países do mundo. #Mundial #audiência #Alimentos #Papa #comunidade #BentoXVI #compromisso
- Falece aos 103 anos o bispo chinês Meng, incansável pastor de almas
NANNING/ROMA, domingo, 14 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- Morreu o bispo católico de Nanning (Guangxi, China), dom Joseph Meng Ziwen, um «pastor humilde e extraordinário que dedicou sua vida à comunidade na qual vivia com uma energia e uma vitalidade fora do comum». Aos 103 anos de idade, no domingo passado, o prelado faleceu vítima de um câncer no fígado. A notícia foi confirmada sexta-feira pela agência do Pontifício Instituto de Missões Exteriores (PIME), «AsiaNews.it». Dom Meng, bispo «não oficial» de Nanning, era o bispo mais velho de todo o país. O Governo chinês permite a prática religiosa em seu país só com pessoal reconhecido e em lugares registrados pelo Escritório de Assuntos Religiosos e sob o controle da «Associação Patriótica» (AP) – cujo estatuto prevê a criação de uma Igreja nacional separada da Santa Sé—. Por isso afirmam uma diferença entre uma Igreja «oficial» ou «patriótica» e os fiéis que saem do citado controle para colocar-se em obediência direta do Papa, formando a Igreja «não oficial» ou «clandestina». Grande especialista em China, o padre Giancarlo Politi, missionário do PIME, compartilhou à agência especializada no contexto asiático sua lembrança do bispo falecido: «Era uma pessoa que até três anos atrás, aos cem anos de idade, celebrava Missa cada domingo em três paróquias diferentes». Nasceu em 19 de março de 1903 em uma família não católica de Hengling. Foi batizado jovem. Aos 18 anos ingressou no seminário menor, onde permaneceu outros oito. Daí passou ao seminário maior de Penang, na Malásia, onde estudou Teologia e Filosofia durante 6 anos. Foi ordenado sacerdote em 1935, em Nanning. Após a revolução comunista foi acusado de colaboracionismo com o partido político «Kuomintang» e no início dos anos 50 foi enviado a um «laogai» («campo de trabalhos forçados») sendo libertado somente sete anos depois. Então abriu uma clínica aproveitando seus estudos de medicina, de seus tempos de juventude. Um ano depois, acusado de «atender aos inimigos da Revolução», foi novamente detido. Não saiu do campo de trabalhos forçados até 1970. Nos anos 80 conseguiu a restituição de alguns bens e propriedades da diocese; estruturou um grupo de religiosas e sacerdotes encarregados da evangelização. «Levar Cristo ao mundo» foi o objetivo principal de toda sua vida. Com a aprovação da Santa Sé, recebeu a consagração episcopal em 1984, mas o regime comunista nunca quis reconhecê-lo assim. Para evitar problemas a sua comunidade, dom Meng sempre assinou os documentos oficiais da diocese como sacerdote; seus fiéis o chamavam afetuosamente «lao shenfu» (sacerdote mais velho). O prelado chinês «sempre viveu com humildade», recorda o padre Politi; «ainda sem poder ser proclamado bispo, sempre se moveu com bastante liberdade por todo Guangxi, que conta com comunidades cristãs pequenas e vivas em um clima tranqüilo». «Ali nunca houve um conflito contra a Igreja como em outros lugares da China», observa. O coadjutor de dom Meng, monsenhor John Baptist Tan Yanchuan, celebrou os funerais por seu eterno descanso no sábado. #Bispo #comunidade #Igreja #sacerdote
- Vaticanista revela o prólogo do próximo livro do Papa
ROMA, 15 Jan. 07 (ACI) .- Em um artigo titulado “A próxima batalha a favor e contra Jesus se combaterá a golpes de livro”, o vaticanista do semanário L’Espresso, Sandro Magister apresentou em exclusiva o íntegro do novo livro do Papa Bento XVI sobre Jesus Cristo, que, conforme augura o perito, “será o best seller do ano”. O livro terá por título: “Jesus de Nazaré. Do batismo no Jordão até a Transfiguração”; e será o primeiro de dois volúmes previstos, com o segundo que abrangerá até a Ressurreição. “Seu livro sobre Jesus foi anunciado a fins de novembro e estará à venda na próxima primavera (boreal). Mas não há semana em que Bento XVI não pregue sobre o protagonista do livro: Jesus, ‘verdadeiro Deus e verdadeiro homem’”, explica Magister. Segundo o perito, “a alternativa que Bento XVI põe entre o falso e o verdadeiro Jesus é a mesma que ele vê em ato entre os livros que reduzem Jesus a um simples homem e os que pelo contrário o apresentam em sua verdade humano-divina”. Entre os livros contrários à verdadeira visão de Jesus, explica Magister se encontra um que na Itália vendeu meio milhão de cópias, titulado: “Inchiesta su Gesù. Chi era l’uomo che há cambiato il mondo” (Investigação sobre Jesus. Quem era o homem que mudou o mundo). Os autores do livro são o agnóstico Corrado Augias, jornalista e escritor, editorialista do jornal “A Repubblica”, e o católico Mauro Pesque, professor de história da Igreja da Universidade de Bolonha, especialista em textos do cristianismo primitivo. A tese deste livro é que é falso tudo o que a fé cristã professa respeito de Jesus. “O iminente livro de Joseph Ratzinger / Bento XVI – assinado assim porque foi escrito por ele antes e depois da eleição como Papa – pretende precisamente opor o Jesus autêntico ao falso Jesus ‘modernizado ou postmodernizado’”, explica Magister. Palavras do Papa No prefácio, cuja versão íntegra pode ler-se em espanhol na página Web de Magister, o Santo Padre escreve que “no tempo de minha juventude – nos anos trinta e quarenta – foram publicados uma série de livros sobre Jesus que entusiasmavam. Me lembro só o nome de alguns autores: Karl Adam, Romano Guardini, Franz Michel William, Giovanni Papini, Jean Daniel-Rops. Em todos estes livros a imagem de Jesus Cristo foi delineada a partir dos Evangelhos: como viveu sobre a terra e como, sendo inteiramente homem, levou-lhes a mesmo tempo a Deus aos homens, com o qual, por ser Filho, era uma só coisa”. O Papa assinala entretanto que, “ao início dos anos cinqüenta a situação mudou. A fenda entre o ‘Jesus histórico’ e o ‘Cristo da fé’ se fez sempre mais ampla; a simples vista um se afastou do outro”. Assim, “as reconstruções deste Jesus, que deveria ser procurado seguindo as tradições dos evangelistas e suas fontes, fizeram-se sempre mais contraditórias: do revolucionário inimigo dos romanos que se opõe ao poder constituído e naturalmente fracassa, ao manso moralista que tudo permite e inexplicavelmente termina por causar sua própria ruína”. Bento XVI assinala que estas obras “são muito mais fotografias dos autores e de seus ideais e não a exposição de uma icone que se tornou confusa”. “Uma situação assim –segue o Papa- é dramática para a fé porque torna incerto seu autêntico ponto de referência: a íntima amizade com Jesus, de quem tudo depende, ameaça com se esgotar inutilmente no vazio”. O Papa explica que “minha apresentação de Jesus significa acima de tudo que tenho confiança nos Evangelhos”. “Estou convencido, e espero que o leitor também possa perceber isso, que esta figura é muito mais lógica e também, do ponto de vista histórico, mais compreensível que as reconstruções com as quais nos devemos confrontar nos últimos decênios”, adiciona. O Papa adverte também que, embora “este livro não foi escrito contra a exegese moderna, procurei ir além da mera interpretação histórico-crítica aplicando os novos critérios metodológicos, que nos permitem uma interpretação propriamente teológica da Bíblia e que naturalmente requerem a fé, sem por isso querer e poder – de fato – renunciar à seriedade histórica”. #livro #Cristo #Homem #Jordão #batismo #JesusdeNazaré #BentoXVI #verdadeiro #Jesus #adverte #Transfiguração
- Papa quer que peregrinação a Roma seja encontro com Jesus
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 12 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI deseja que para os milhões de pessoas que vêm todos os anos a Roma, a peregrinação ao Vaticano se converta em um encontro com Cristo. A Basílica de São Pedro ou a colunata de Bernini, na praça, explicou o Papa, são «lugares com grandes tesouros da história e da arte, mas onde acontece, antes de tudo, por um mistério indecifrável, o encontro vivo dos peregrinos com o Senhor Jesus». Por este motivo, o Papa recebeu em audiência nesta sexta-feira, em gesto de «agradecimento» e no contexto do novo ano, os membros da Inspeção Geral de Segurança Pública do Vaticano. «Tendes a tarefa de custodiar e vigiar lugares que possuem um valor incalculável para a memória e a fé de milhões de peregrinos», recordou-lhes. «O povo de Deus, o peregrino, cada pessoa, compreende, passando a vosso lado, que goza de uma proteção especial e segura», reconheceu. «Esta é uma reflexão válida para cada um de nós: todos estamos chamados a ser custódios de nosso próximo», indicou. «O Senhor nos pedirá contas da responsabilidade que nos foi confiada, do bem ou do mal que tenhamos feito a nossos irmãos: se os acompanhamos com atenção no caminho diário, participando das preocupações e alegrias de seu coração; se estamos a seu lado, de forma discreta, mas constante em sua viagem, e se os ajudamos e servimos de apoio quando o caminho se torna mais difícil e fatigoso», concluiu. #encontro #Peregrinação #Senhor #Vaticano #Roma #caminho #Jesus
- Aumenta atividade das seitas e do satanismo na França
Segundo informe da Conferência Episcopal PARIS, quinta-feira, 11 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- A França recebeu um sinal de alerta ante o crescente satanismo enfrentado pelas estruturas cristãs. A denúncia, apoiada por números e estatísticas, é do Pe. Benoit Domergue, sacerdote da diocese de Burdeos, responsável pelo estudo deste fenômeno por encargo da Conferência Episcopal francesa. O Pe. Domergue fez público recentemente um informe no qual demonstra que no último ano, os fenômenos de profanação de igrejas, cemitérios e lugares de culto cristãos chegou a níveis recordes: em 2006, foram 214 casos deste tipo, 60% a mais que no ano anterior. Mas segundo os especialistas do setor, trata-se de um número aproximado, já que muitos dos atos anticristãos de sinal diabólico não são descobertos pelos investigadores. São principalmente os jovens os autores desses gestos: «O ressurgimento do satanismo se deve a duas causas concomitantes — explica o Pe. Domergue ao diário «Avvenire». Por um lado, uma sub-cultura coletiva, veiculada por certa música rock, alguns videogames e quadrinhos de tipo ‘gótico’; por outro, uma neurose individual, típica da condição adolescente». Justamente por isso, Domergue se encontrou, desde 2000 até hoje, com cerca de 50.000 rapazes e moças do ensino médio e superior em todo o país: «Internet, shows, rock: são estes os momentos nos quais os muitos jovens entram em contato com o mundo satânico. O fenômeno está muito mais estendido do que se crê», diz o Pe. Domergue. E Jean-Michel Roulet, presidente de Miviludes, a Agência ministerial de vigilância contra as seitas, aumenta o sinal de alerta: «5% dos suicídios de jovens com menos de 25 anos — cerca de cem por ano –, são atribuíveis ao satanismo», declarou à revista «L’Express», que em abril passado dedicou a este fenômeno uma pesquisa detalhada. E em seu informe sobre as seitas, feito público em março de 2006, a agência Miviludes considera «sensível» o aumento do fenômeno do satanismo, que encontra adeptos graças a «valores anticristãos e anti-republicanos», apoiando-se em «gostos musicais, práticas sexuais desviadas, atitudes pronunciadas com relação à magia e o vampirismo». As regiões francesas mais afetadas pela praga satânica em versão anticristã são a Alsácia e a Bretanha. Foi justamente em Alsácia onde David Oberdorf, um trabalhador da Peugeot, matou um sacerdote local com 33 punhaladas. E justamente em Bretanha, em 2006, verificou-se uma série de inquietantes acontecimentos, obra de dois rapazes muito jovens. No lapso de quinze dias, Amandone Tatin, de 20 anos, e Ronan Cariou, de 21, colecionaram uma série impressionante de ações satânicas contra lugares cristãos: dois cemitérios profanados, o incêndio de uma capela e uma cruz, a exumação de um cadáver. Uma vez presos, os dois declararam ter atuado sob o impulso de um «ódio absoluto contra todas as religiões». #satanismo #adolescente #Conferência #seitas #fenômeno #alerta #França #público #sacerdote
- V Conferência anunciada oficialmente no Vaticano
ROMA, 12 Jan. 07 (ACI) .- A V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e o Caribe, que se celebrará em Aparecida (Brasil) de 13 a 31 de maio de 2007, e que será inaugurada pelo Papa Bento XVI, foi oficialmente apresentada hoje na Sala de Imprensa da Santa Sé. O Diretor do Escritório de Imprensa do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), Pe. David Gutiérrez, assinalou que o evento, que tem como tema: “Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nossos povos nele tenham vida” (“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”, Jo 14,6), será inaugurado por Bento XVI em 13 de maio com a celebração da Santa Missa, que será seguida por um Discurso na sessão de abertura. O Pe. Gutiérrez revelou que um grupo de peritos está selecionando os temas propostos pelas diferentes conferências episcopais e após fazer uma síntese, no fim de fevereiro, se publicará um documento-base da Conferência. No evento participarão os presidentes das 22 conferências episcopais da América Latina e o Caribe, assim como 176 Bispos delegados de cada conferência episcopal; incluindo convidados dos episcopados de Canadá, Estados Unidos, Espanha e Portugal. Também estarão presentes 24 sacerdotes, 23 religiosos e religiosas e 17 leigos e leigas, assim como 6 representantes ecumênicos. O diretor do Escritório de Imprensa do CELAM sublinhou que a novidade desta Conferência, respeito das quatro anteriores celebradas em 1955, 1968, 1979 e 1992, é que o dia da clausura, em que se publicará um documento final, se iniciará uma “grande missão continental”. #Episcopal #Escritório #Diretor #Santa #Conferência #américalatina #CELAM #evento #Latinoamericano #BentoXVI #Jesus #América #Imprensa
- Paz na Igreja e paz no mundo, prioridade do Papa, segundo cardeal Bertone
O secretário de Estado comenta o discurso de Bento XVI ao Corpo Diplomático CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 9 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- O desafio da paz — dentro da Igreja e no mundo em geral — constitui uma prioridade para Bento XVI, constata seu secretário de Estado, o cardeal Tarcisio Bertone. Em uma entrevista concedida à «Rádio Vaticano», o purpurado italiano comentou nesta terça-feira o discurso que o Papa pronunciou ontem ante os embaixadores dos países acreditados ante a Santa Sé, no qual ilustrou as luzes e sombras do planeta a inícios do ano 2007. «Como o Papa constatou, estes grandes desafios podem ser encontrados tanto dentro da Igreja como “ad extra”», ao exterior, explica o cardeal Bertone. «Dentro da Igreja sempre está vivo o problema da relação entre o particular e o universal. E, portanto, se dá a necessidade de reforçar a comunhão entre o centro da Igreja universal, que é a Santa Sé, que é a sede do Vigário de Cristo, com todas as indicações de seu Magistério tão claro, tão iluminador, com as realidades das Igrejas particulares», declara. Para o exterior, assinala, «a Igreja é promotora da paz, e vimos, experimentamos com quanta paixão e detalhe o Papa interveio sobre os conflitos locais em seu discurso ao Corpo Diplomático». Ao fazer seu balanço da paz no mundo, em seu discurso desta segunda-feira, o bispo de Roma afirmou: «Constatamos em primeiro lugar que a paz é com freqüência muito frágil e inclusive ridicularizada». «O Papa se atreveu a pronunciar estas palavras», explica o cardeal Bertone. «Apesar de todos os esforços da Igreja, das Igrejas locais, que em certas ocasiões se apresentam como mediadoras para a solução dos conflitos locais que ensangüentam sobretudo o continente africano, e apesar dos esforços das organizações internacionais, a paz é frágil.» «Portanto, o problema da paz é um problema pelo qual a Igreja não deixa de empregar suas energias e todos os caminhos possíveis: junto aos caminhos tipicamente diplomáticos com os representantes da Santa Sé, espalhados em todos os países do mundo, e ante as organizações internacionais, estão os caminhos culturais, os caminhos da oração, os caminhos da convivência, da amizade entre grupos, entre pessoas, entre famílias.» Por isso, o purpurado considera que é necessário «criar laços e caminhos de reconciliação para aumentar as possibilidades, as perspectivas de uma paz autêntica e duradoura». Neste contexto, para superar o escândalo da fome, o «Papa faz um chamado à solidariedade, a uma distribuição mais justa dos bens da terra, pois a terra tem uma grande riqueza de recursos, de bens, mas infelizmente muitas vezes eles são distribuídos de maneira injusta». «O Papa lança um chamado a renovar medidas econômicas de ajuste estrutural, pois certas estruturas são verdadeiramente nefastas — denuncia Bertone. Portanto, é necessário corrigir o comércio, a distribuição dos bens, o intercâmbio de matérias-primas com outros bens que favoreçam o desenvolvimento dos povos.» Neste contexto, o Papa recorda a importância do «direito à liberdade religiosa» como «pilar no qual se apóiam os demais direitos humanos. Se o direito à liberdade religiosa for violado, os demais direitos humanos também são prejudicados», conclui o cardeal. #paz #Mundo #africano #Santa #Bertone #corpo #secretário #BentoXVI #Igreja #Cardeal
- Em 2007, 25 milhões de cristãos perseguidos
Segundo a organização «Release International» LONDRES, terça-feira, 9 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- Em 2007, 250 milhões de cristãos enfrentarão a perseguição simplesmente por seguir Jesus Cristo, segundo a organização que vigia os casos de perseguição, «Release international» (RI), radicada no Reino Unido. Em especial, a organização revela que a perseguição está aumentando mais rapidamente no mundo islâmico. «Release International» comprovou que a maioria das perseguições se produz em quatro «zonas» diferentes: as do islã, comunismo, hinduísmo e budismo. Inclusive os governantes de países muçulmanos moderados com freqüência fracassam em proteger os direitos de suas minorias cristãs, explica RI. Os abusos sofridos pelos cristãos incluem seqüestro, conversão forçada, encarceramento, destruição de igrejas, tortura, estupro e execução. Um dos países que registra maiores abusos contra a liberdade de religião é a Arábia Saudita, guardiã dos lugares santos islâmicos da Meca e Medina. A Arábia Saudita proíbe todas as demais religiões. Um muçulmano declarado «culpado» de converter-se ao cristianismo pode enfrentar uma sentença de morte por apostasia. E qualquer pessoa que conduzir um muçulmano a Cristo enfrenta a prisão, expulsão ou execução. «Há uma conspiração de silêncio em torno dos sauditas — diz o diretor de RI, Andy Dipper –, provavelmente porque o Ocidente quer seu petróleo e seu dinheiro. Mas é um Governo que recorre à pena de morte para aqueles dentre seus próprios cidadãos que não desejam outra coisa que a liberdade de escolher sua própria fé. E enquanto os sauditas proíbem toda a literatura cristã, gastam bilhões de dólares a cada ano propagando o Islã em todo o mundo.» Mas a perseguição mais violenta no mundo islâmico vai muito além do controle do governo. Desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, o mundo se tornou dramaticamente consciente das redes globais extremistas islâmicas. Ainda que a mais conhecida é Al Qaeda, há outras que exploram as tensões religiosas para seus próprios fins políticos, disse RI a «Christian Today». «Um número crescente de extremistas interpreta o chamado à “yihad” como um chamado à violência. Parecem considerá-la como seu dever religioso para forçar os cristãos e os não muçulmanos a converter-se ao Islã. Quem refuta deve ser expulso ou morto», diz RI. A organização de vigilância da perseguição acrescenta: «Há um movimento crescente para impor a lei islâmica da “charia” que se converte em uma pressão crescente sobre os cristãos. Na Nigéria, militantes expulsaram cristãos de suas casas para eliminar a oposição política e preparar o caminho para a lei da “charia”». #Cristo #Islã #International #organização #liberdade #muçulmano #islâmico #perseguição #Jesus
- Sete chaves para ler e conhecer a Bíblia
Primeiro passo para conhecer a Bíblia é ler a própria Bíblia. Você tem Sete Chaves que abrem o seu coração para ler a Bíblia de forma libertadora, agradável e correta. Estas chaves são fáceis de se encontrar, pois elas estão simbolizadas em seu próprio corpo. Com as “Sete Chaves” você encontra a Palavra de Deus que está na Bíblia e na vida e entenderá melhor o sentido escondido atrás das palavras. Veja só: Pés: Bem plantados na realidade. Para ler bem a Bíblia é preciso ler bem a vida, conhecer a realidade pessoal, familiar e comunitária do país e do mundo. É preciso conhecer também a realidade na qual viveu o Povo da Bíblia. A Bíblia não caiu do céu prontinha. Ela nasceu das lutas, das alegrias, da esperança e da fé de um povo (Ex 3,7). Olhos: Bem abertos. Um olho deve estar sobre o texto da Bíblia e o outro sobre o texto da vida. O que fala o texto da Bíblia? O que fala o texto da vida? A Palavra de Deus está na Bíblia e está na vida. Precisamos ter olhos para enxergá-la. Ouvidos: Atentos, em alerta. Um ouvido deve escutar o chamado de Deus e o outro escutar o seu irmão. Coração: Livre para amar. Ler a Bíblia com sentimento, com a emoção que o texto provoca. Só quem ama a Deus e ao próximo pode entender o que Deus fala na Bíblia e na vida. Coração pronto para viver em conversão. Boca: Para anunciar e denunciar. Aquilo que os olhos viram, os ouvidos ouviram e o coração sentiu a palavra de Deus e a vida. Cabeça: Para pensar. Usar a inteligência para meditar, estudar e buscar respostas para nossas dúvidas. Ler a Bíblia e ler também outros livros que nos expliquem a Bíblia. Joelhos: Dobrados em oração. Só com muita fé e oração dá para entender a Bíblia e a vida. Pedir o dom da sabedoria ao Espíri to Santo para entender a Bíblia. Regras de ouro para ler a Bíblia Leia-a todos os dias. Quando tiver vontade e quando não tiver também. É como um remédio, com ou sem vontade tomamos porque é necessário. Tenha uma hora marcada para a leitura. Descobrir o melhor período do dia para você e fazer dele a sua hora com Deus. Marque a duração da leitura. O ideal é que seja de 30 a 40 minutos, no mínimo, por dia. Escolha um bom lugar. É bom que se leia no mesmo lugar todos os dias. Deve ser um lugar tranqüilo, silencioso que facilite a concentração e favoreça a criação de um clima de oração. Se, num determinado dia, não se puder fazer o trabalho na hora marcada e no lugar escolhido, não faz mal. Em qualquer lugar e em qualquer hora devemos ler. O importante é que se leia todos os dias. Leia com lápis ou caneta na mão. Sublinhe na sua Bíblia e anote no seu caderno as passagens mais importantes, tudo o que chamar a sua atenção, as coisas que Deus falou ao seu coração de modo especial. Isto facilita encontrar as passagens qua ndo precisar delas. Faça tudo em espírito de oração. Quando se lê a Bíblia faz-se um diálogo com Deus; você escuta, você se sensibiliza, você chora. É um encontro entre duas pessoas que se amam. “Quando oramos falamos a Deus. Quando lemos as Sagradas Escrituras é Deus quem nos fala.” Autor: Jaime Francisco de Moura Fonte: www.veritatis.com.br #conhecer #coração #realidade #vontade #leitura #Deus #agradável #Chaves #correta #escutar #alerta #Bíblia #povo #Palavra
- Fala a religiosa que afirma ter sido curada de Parkinson por intercessão de João Paulo II
O caso está sendo estudado pela Postulação da Causa de Beatificação CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 15 de maio de 2006 (ZENIT.org).- O testemunho da cura inexplicável que poderá facilitar a canonização de João Paulo II acaba de ser publicado no boletim «Totus Tuus», publicação de postulação da causa de beatificação do Papa anterior. O documento foi escrito por uma religiosa francesa da qual não se fez pública a identidade, que assegura ter sido curada, pela intercessão do Papa Karol Wojtyla, de Parkinson, doença que sofreu o bispo de Roma. «Parece que voltei a nascer ? confessa a religiosa ?. Hoje posso dizer que o amigo que deixou nossa terra está agora muito perto do meu coração. O que o Senhor me concedeu viver por intercessão de João Paulo II é um grande mistério, difícil de explicar com palavras… mas nada é impossível para Deus». O caso da religiosa francesa está sendo objeto de estudo por parte do postulador da causa de beatificação de João Paulo II. «A doença foi diagnosticada em 2001 ? relata a religiosa ? e os sintomas se agravavam progressivamente: acentuação das tremedeiras, rigidez, dores, insônia… Uma piora constante». Depois, outro «golpe» foi a sensação de um grande vazio pela morte de João Paulo II. «Eu tinha perdido o amigo que me compreendia e me dava a força para seguir adiante. Mas tinha também a certeza de sua presença viva», recorda. Pouco tempo depois, produziu-se o acontecimento prodigioso. No dia 13 de maio de 2005, a religiosa francesa escutou o anúncio de Bento XVI da dispensa especial para o início da causa de beatificação e canonização de Karol Wojtyla. A partir do dia seguinte, ativou-se uma corrente de oração de todas as comunidades francesas e africanas da congregação pedindo sua cura. Em um determinado momento, em que a religiosa refletia sobre a passagem: «Se crês, verás a glória de Deus», do evangelho de João, teve que lutar inclusive para manter-se em pé. Escreveu o nome de João Paulo II com dificuldade. Passadas umas horas, continua o relato, voltou a escrever, porém com mais facilidade. Passados dois meses da morte do Papa Wojtyla, no meio da noite, a religiosa se levantou e percebeu que não tinha nenhuma dor, nem rigidez. Sentiu um impulso irresistível de ir rezar diante o Santíssimo Sacramento e realizou uma longa adoração com uma profunda paz. Meditou sobre os mistérios do Rosário da luz, introduzidos pelo pontífice anterior. Experimentou uma agilidade de movimentos que não tinha há quatro anos. No dia da festa do Sagrado Coração, «ao sair da santa missa, eu tive a certeza de que estava curada ? escreve a religiosa francesa ?. Minha mão já não tremia. O neurologista se surpreendeu ao constatar o desaparecimento dos sintomas. A congregação iniciou uma novena a João Paulo II. Desde então, passaram dez meses». «Totus tuus» é uma publicação mensal, promovida pela Postulação do Vicariato de Roma, nascida com o objetivo de documentar, analisar e informar sobre o processo da causa de beatificação e canonização do servo de Deus João Paulo II, que tem como postulador o sacerdote polonês dom Slawomir Oder. Pode-se solicitar uma cópia em papel através da página web, clique aqui. #coração #inexplicável #beatificação #Cura #doença #Karol #sofreu #Deus #Congregação #canonização #JoãoPauloII #intercessão #adiante #testemunho #Wojtyla #Paulo #João #adoração #morte #Parkinson
- Violência em São Paulo: Cardeal expressa repúdio ao crime organizado que tenta fazer refém a socieda
SÃO PAULO, 15 Mai. 06 (ACI) .- Em nota de imprensa divulgada pela Arquidiocese de São Paulo nesta segunda-feira, 15 de maio, o Cardeal Cláudio Hummes, manifestou ?total repúdio a tanta brutalidade criminosa e à tentativa do crime organizado de fazer refém a sociedade?. A onda de ataques violentos no estado brasileiro, vem sendo perpetrada sob o comando da facção criminosa PCC ( Primeiro Comando da Capital), organização que comanda o crime de dentro e fora das prisões no estado de São Paulo, em reação à transferência de líderes da organização para penitenciárias de segurança máxima. A série de ações violentas teve início na noite de sexta-feira, atingindo inicialmente delegacias, e instituições ligadas à polícia, até agora contabilizou mais de 80 mortes entre policiais, bombeiros, criminosos e civis. Nos três dias de conflitos houve mais de 180 ataques contra prédios públicos, bases comunitárias da polícia e das corporações militares e civis estaduais, ônibus e agências bancárias, de acordo com o divulgado nesta tarde pela Secretaria de Segurança Pública do Estado. Dom Cláudio mostrou-se ?profundamente preocupado e chocado com a onda de violências e assassinatos brutais realizados pelo crime organizado neste último fim de semana? e reiterou energicamente que ?é preciso que a sociedade inteira não aceite ser refém dos criminosos?. O Cardeal insistiu ao poder público que tome iniciativas para melhorar o sistema penitenciário e coibir que ele continue sendo escola de criminalidade. Na mensagem Dom Hummes termina expressando o ?enorme pesar por tantas vítimas e nossa sentida solidariedade com as famílias das vítimas e com todas as pessoas que estão sofrendo agressões. Por todos rezamos a Deus, em especial pelos que foram mortos?. #Polícia #brasileiro #brutalidade #Arquidiocese #Imprensa #Cardeal
- Papa pede reciprocidade nas relações entre muçulmanos e cristãos
Ante o fenômeno das migrações «desde e para os países de maioria islâmica» CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 15 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Diante do crescente fenômeno das migrações «desde e para os países de maioria islâmica», Bento XVI insistiu esta segunda-feira na importância do princípio da reciprocidade. A reciprocidade, declarou, consiste em «uma relação fundada no respeito recíproco e, antes de tudo, de uma atitude do coração e do espírito». Segundo este princípio, os cristãos que estão chamados a acolher «com os braços abertos» imigrantes da religião islâmica esperam que também «os cristãos que migram para países de maioria islâmica encontrem acolhida e respeito de sua identidade religiosa». O pontífice enfrentou este debate de candente atualidade no discurso que dirigiu aos participantes na sessão plenária do Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes, que, sob a presidência do cardeal Renato Raffaele Martino, discute até esta terça-feira o tema da «Migração e mobilidade desde e para os países de maioria islâmica». Segundo reconheceu o bispo de Roma, «a mobilidade que afeta os países muçulmanos merece uma reflexão específica, não só pela importância quantitativa do fenômeno, mas sobretudo porque a islâmica é uma identidade característica, tanto desde o ponto de vista religioso como cultural». Neste contexto, sublinhou, «a Igreja Católica percebe com crescente consciência que o diálogo inter-religioso faz parte de seu compromisso ao serviço da humanidade no mundo contemporâneo». «Vivemos em tempos nos quais os cristãos estão chamados a cultivar um estilo de diálogo aberto sobre o problema religioso, sem renunciar a apresentar aos interlocutores a proposta cristã, coerentemente com nossa própria identidade». Ao explicar em que consiste o princípio da reciprocidade, o pontífice citou a instrução «Erga migrantes caritas Christi», firmada pelo Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes em maio de 2004. O documento define a reciprocidade «não como uma atitude meramente reivindicativa, mas como uma relação fundada no respeito mútuo e na justiça, nos tratamentos jurídico-religiosos». «A reciprocidade é também uma atitude do coração e do espírito que nos faz capazes de viver, todos juntos, em todas partes, com iguais direitos e deveres», declara esse texto no número 64. Neste contexto, o Papa recordou por uma parte aos cristãos o mandamento do amor que Cristo lhes deixou, segundo o qual «cada um dos crentes está chamado a abrir seus braços e seu coração a toda pessoa, qualquer que seja seu país de proveniência, deixando que as autoridades responsáveis pela vida pública estabeleçam a esse respeito as leis que considerem oportunas para uma sã convivência». «Os cristãos devem abrir seu coração em particular aos pequenos e aos pobres, nos que Cristo mesmo está presente de modo singular», insistiu. Agora, em virtude da reciprocidade, «é de esperar que também os cristãos que migram para os países de maioria islâmica encontrem acolhida e respeito de sua identidade religiosa». #coração #Cristo #acolhida #respeito #acolher #relação #importância #Espírito #reciprocidade #Pastoral #pontífice #princípio #Amor #diálogo #Pontifício
- Eucaristia, eixo do encontro dos episcopados da Ásia em 2008
HONG KONG, domingo, 14 de maio de 2006 (ZENIT.org).- A Eucaristia na Ásia é o tema que presidirá a IX Assembléia Plenária da Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FABC, em suas siglas em inglês), em 2008. A formulação da reflexão, assim como o lugar de celebração desta reunião, está pendente de decidir, aponta o organismo. Em todo caso, será a Eucaristia o eixo das deliberações dos episcopados asiáticos durante o encontro que se celebra a cada quatro anos. Dá-se assim continuidade ao Ano da Eucaristia que João Paulo II proclamou (2004/2005) e ao Sínodo que a Igreja celebrou sobre a Eucaristia, em outubro passado, em Roma. A Coréia acolheu a Assembléia Plenária anterior da FABC, então sobre o tema «A família asiática para uma cultura de vida integral». A Assembléia Plenária é o máximo órgão de decisão da FABC. Os preparativos da próxima arrancam este mês de maio com um encontro das distintas oficinas da Federação. O evento de 2008 organiza-se com o esforço conjunto destas nove oficinas sob a direção do arcebispo Orlando Quevedo –de Cotabato, Filipinas–, atual secretário-geral do organismo. Estabelecida com a aprovação da Santa Sé, a FABC é uma associação voluntária das conferências episcopais do Sul, Sudeste, Leste e Centro da Ásia. Seu objetivo é impulsionar entre seus membros a solidariedade e a co-responsabilidade para o bem-estar da Igreja e da sociedade no continente, assim como promover e defender tudo que encaminhe ao bem. São membros da FABC as conferências episcopais de Bangladesh, Índia, Japão, Coréia, Laos-Camboja, Malásia-Singapura-Brunei, Mianmar (antiga Birmânia), Paquistão, Filipinas, Sri Lanka, Taiwan, Tailândia e Vietnã. A Federação também conta com os seguintes membros associados: Hong Kong, Macau, Mongólia, Nepal, Cazaquistão, Quirguistão, Sibéria (Rússia), Tadjiquistão, Turcomenistão, Uzbequistão e Timor Leste. [Sua página web é www.fabc.org] #celebração #Coréia #Sínodo #Eucaristia #conferências #família #asiática #Ásia #celebrou #Federação #reflexão #Episcopais #Igreja #Assembléia
- Cristãos são as vítimas de «O Código da Vinci»; não os agressores
Resposta do Opus Dei ao diretor do filme ROMA, segunda-feira, 15 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos na íntegra o comunicado que enviou esta sexta-feira a Zenit a Sala de Informação do Opus Dei –Prelazia da Igreja Católica– em resposta a declarações do diretor do filme «O Código da Vinci», a poucos dias de sua estréia. * * * A imprensa italiana publicou esta quinta-feira algumas entrevistas com Ron Howard, diretor do filme «O Código da Vinci». Nas frases que se atribuem, Howard afirma que ?negar o direito de assistir ao filme é um ato fascista?, e também que ?dizer a alguém que não vá ver o filme é um ato de militância e a militância gera ódio e violência?. Nessas entrevistas menciona-se várias vezes o Opus Dei. As frases parecem se referir às recentes declarações de algumas autoridades da Igreja. Eu me atreveria a pedir a Ron Howard que mantenha a serenidade e se expresse com respeito. Não convém perder de vista a realidade da situação: este filme é ofensivo para os cristãos, Howard representa o agressor, e os católicos são vítima de uma ofensa. Não se pode tirar do agressor inclusive o último direito, o de expressar seu ponto de vista. Não são as declarações de alguns eclesiásticos ou o pedido respeitoso do Opus Dei de incluir uma advertência ao início do filme de que se trata de um trabalho de ficção as que geram violência: são mais bem os retratos odiosos, falsos e injustos os que alimentam o ódio. Em suas declarações, Howard repete também que é simplesmente um filme, uma história inventada, e que não há que tomá-la demasiado a sério. Mas não é possível negar a importância do cinema e da literatura. A ficção influi em nosso modo de ver o mundo, sobretudo entre os jovens. Não é sério não levar a sério. Certamente, a criatividade artística necessita de um clima de liberdade, mas a liberdade não se pode separar da responsabilidade. Imagine você um filme que conte que a Sony está por detrás dos atentados das Torres Gêmeas, que os promoveu porque queria desestabilizar os Estados Unidos. Ou ainda uma novela que revele que a Sony pagou o pistoleiro que atirou no Papa na Praça de São Pedro, em 1981, porque queria opor-se à liderança moral do Santo Padre. São só histórias inventadas. Suponho que a Sony, uma empresa respeitável e séria, não estaria contente de se ver retratada deste modo nas telas, e que não ficaria satisfeita com uma resposta do tipo: ?não se preocupe, é só ficção, não há que tomá-la demasiado a sério, a liberdade de expressão é sagrada?. Em todo caso, quem participou do projeto do filme não tem motivos para se preocupar. Os cristãos não reagirão com ódio nem violência, mas com respeito e caridade, sem insultos nem ameaças. Podem seguir calculando tranqüilos o dinheiro que o filme arrecadará. Porque a liberdade do lucro econômico parece a única liberdade sagrada de verdade, a única isenta de toda responsabilidade. É provável que arrecadem muito dinheiro, mas estão pagando um alto preço ao deteriorar seu prestígio e reputação. Espero que a polêmica destes meses não seja estéril, que sirva para que se reflita sobre o caráter relativo do lucro econômico quando estão em jogo valores mais altos; sobre a importância da ficção; sobre a responsabilidade que acompanha e protege sempre a liberdade.? O plano da comunicação da Sala de Informação ante este caso pode-se encontrar em www.opusdei.org. Ali se explica com detalhe a posição que manteve nestes meses. Manuel Sánchez Hurtado Encarregado de relações com a imprensa internacional Sala de Informação do Opus Dei em Roma #respeito #ódio #OCódigoDaVinci #Opus #advertência #liberdade #agressor #Prelazia #CódigodaVinci #Dei #Igreja #violência #ficção #Código #Roma #Imprensa #econômico
- Compromisso dos Cônjuges
Mateus (2,13-15.19-23) Depois dos Magos se retirarem, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e lhe disse: “Levanta-te, toma contigo a criança e sua mãe e foge para o Egito; e permanece ali até que eu te diga. Porque Herodes vai buscar a criança para matá-la”. José se levantou, tomou de noite a criança e sua mãe, e se retirou ao Egito; e esteve ali até a morte de Herodes; para que se cumprisse o oráculo do Senhor, por meio do profeta: “Do Egito chamei meu filho”. No domingo depois do Natal celebra-se a festa da Sagrada Família: Jesus, Maria e José. Na segunda leitura, São Paulo disse: “Mulheres, sede submissas a vossos maridos, como convém no Senhor. Maridos, amai vossas mulheres, e não sede ásperos com elas. Filhos, obedecei vossos pais, porque isto é do agrado de Deus no Senhor. Pais, não exasperai vossos filhos, não seja que se desalentem”. Neste texto, apresentam-se as duas relações fundamentais que constituem a família: a relação mulher-marido, e pais-filhos. Das duas relações, a mais importante é a primeira, a relação de casal, porque dela depende em grande parte também a segunda, aquela com os filhos. Lendo com olhos modernos as palavras de São Paulo, salta imediatamente uma dificuldade. São Paulo recomenda ao marido “amar” a própria mulher (e isto está bem), mas logo recomenda à mulher que seja «submissa» ao marido, e isto, em uma sociedade fortemente (e justamente) consciente da igualdade dos sexos, parece inaceitável. Sobre este ponto, São Paulo está, ao menos em parte, condicionado pela mentalidade de seu tempo. No entanto, a solução não está em eliminar das relações entre marido e mulher a palavra “submissão”, está em todo caso em fazê-la recíproca, como recíproco deve ser também o amor. Em outras palavras, não só o marido deve amar a mulher, mas também a mulher o marido; não só a mulher deve estar submetida ao marido, mas o marido à mulher. A submissão não é então senão um aspecto e uma exigência do amor. Para quem ama, submeter-se ao objeto do próprio amor não humilha, ao contrário, faz feliz. Submeter-se significa, neste caso, ter em conta a vontade do cônjuge, seu parecer e sua sensibilidade… Dialogar, não decidir por si só; saber às vezes renunciar o próprio ponto de vista. Enfim, lembrar-se de que se converteram em “cônjuges”, isto é, literalmente, pessoas que estão debaixo do mesmo jugo. A Bíblia situa uma relação estreita entre o estar criados à “imagem de Deus” e o fato de ser “homem e mulher” (Cf. Gn 1,27). A semelhança consiste nisso. Deus é único e sozinho, mas não solitário. O amor exige comunhão, intercâmbio pessoal; requer que haja um «eu» e um “tu”. Por isso o Deus cristão é uno e trino. Nele coexistem unidade e distinção: unidade de natureza, de vontade, de intenção, e distinção de características e de pessoas. Precisamente nisso o casal humano é imagem de Deus, reflexo da Trindade. Marido e mulher são de fato uma só carne, um só coração, uma só alma, ainda na diversidade de sexo e de personalidade. Os esposos estão de frente, o um ao outro, como um “eu” e um “tu”, e estão frente a todo o resto do mundo, começando pelos próprios filhos, como um “nós”, como se se tratasse de uma só pessoa, mas já não singular, senão plural. “Nós”, isto é, “tua mãe e eu”, “teu pai e eu”. Assim falou Maria a Jesus depois de encontrá-lo no templo. Bem sabemos que este é o ideal e que, como em todas as coisas, a realidade é freqüentemente diferente, mais humilde e mais complexa, às vezes até trágica. Mas estamos tão bombardeados de casos de fracasso que talvez, por uma vez, não está mal voltar a propor o ideal do casal, primeiro no plano natural e humano, e depois no cristão. Os jovens têm direito a ver que se lhes transmite, pelos mais velhos, ideais e não só ceticismo. Nada tem a força da atração que o ideal possui. #mulher #Herodes #Mateus #cristão #Deus #Maria #Egito #Senhor #relação #Submissão #José #família #Paulo #Alma #Amor #Anjo #Jesus #criança #casal #Imagem #mãe
- Jesus é o único Mediador e Salvador
Jesus é o Messias e não devemos esperar outro! Nele cumpriram-se os sinais proféticos que identificam o Messias, Salvador do Mundo. Não há outro nome dado aos homens sobre a terra para serem salvos. Não existe outro Mediador entre Deus e os homens senão Jesus Cristo, o Senhor, que tem todo poder no céu e na terra e enviou sua Igreja a anunciar a Boa Nova da Salvação e instaurar o Reino de Deus. O Evangelho é o mesmo ontem, hoje e sempre, mostrando como Jesus Ressucitado continua dando provas de que está vivo e vivifica os que crêem em seu nome. O mundo de hoje não necessita de um novo Evangelho, mas de uma nova evangelização com o poder do Espírito Santo, que mostra a vitória de Cristo sobre o pecado, a enfermidade e a morte. Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Mantenhamos, pois, os olhos fixos em Jeus e somente em Jesus! Autor: Carlos Martins Nabeto #salvação #Cristo #anunciar #Cordeiro #Evangelho #Deus #Senhor #Espírito #Santo #Messias #Igreja #Jesus #evangelização #Salvador
- Impasse originado por obra ofensiva a católicos leva Banco do Brasil a cancelar mostra
Católicos e não católicos revoltaram-se contra obra que representa órgãos sexuais com ?terços? SÃO PAULO, domingo, 7 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Uma avalanche de e-mails e telefonemas levou o Banco do Brasil a cancelar a terceira etapa da exposição «Erotica ? Os Sentidos na Arte», que seria inaugurada em Brasília no próximo dia 15 de maio. A pressão ao Banco foi feita principalmente por católicos –mas também não católicos–, em referência à obra intitulada «Desenhando com Terços», que representa órgãos sexuais masculinos utilizando o ?terço?, instrumento de devoção dos católicos na oração do Rosário. O trabalho é da artista Márcia X (1959-2005) e foi retirado da mostra no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) do Rio de Janeiro, no dia 19 de abril, diante das pressões de católicos e fiéis de outras religiões. A primeira etapa de «Erotica» fora realizada no CCBB de São Paulo em 2005. Sob curadoria de Tadeu Chiarelli, a exposição, além do trabalho de Márcia X, exibiu no Rio de Janeiro, desde fevereiro, cerca de 110 obras, incluindo desenhos, fotos, gravuras, pinturas e instalações de mais de 50 artistas. Quando da retida da obra «Desenhando com Terços» do conjunto da exposição no Rio de Janeiro, a diretoria do Banco do Brasil explicou a atitude «em virtude das manifestações de repúdio de parcela da sociedade» e de «críticas recebidas de seus clientes, provenientes de várias cidades brasileiras». Já diante do impasse que levou ao cancelamento da exposição completa de Brasília, em contato com o boletim Cooperatores Veritatis, o diretor de Marketing e Comunicação do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, explicou que o Banco do Brasil tomou a decisão «mais correta, que foi tirar a peça. O Banco tomou a decisão que tinha que ser tomada». Segundo Caffarelli, tratou-se de uma decisão em que imperou o bom senso. «É uma peça que fere mesmo a questão religiosa. Estamos recebendo manifestações de não católicos inclusive, também defendendo a posição do Banco do Brasil», disse. Mantida a decisão de retirar a obra da exposição que seria montada em Brasília, colecionadores e artistas como Rosângela Rennó e Franklin Cassaro ameaçaram retirar seus trabalhos. Então o impasse causado levou ao cancelamento completo da exposição. Na ocasião da retirada da obra «Desenhando com Terços» da etapa do Rio de Janeiro, o ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil, repudiou esta decisão do Banco. Em nota divulgada à imprensa no dia 25 de abril passado, o ministro afirmou, citando a Constituição Federal brasileira, que «não pode haver mais em nosso país nenhum tipo de interdição a obras de arte e a outras formas de expressão». Consultado pelo boletim Cooperatores Veritatis, Paulo Adib Casseb, professor doutor em Direito Constitucional pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP) e professor de pós-graduação em Direito Constitucional na FMU, contestou a nota de Gilberto Gil. O professor Adib Casseb explicou que «a liberdade de expressão, assim como qualquer direito individual, não é ilimitada». Segundo ele, «a manifestação da expressão artística que afronta crença religiosa e os valores éticos sociais não pode ser considerada legítima nem juridicamente válida, afinal contraria os preceitos constitucionais que asseguram a inviolabilidade da liberdade de consciência e de crença (liberdade religiosa) e o respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família, nos termos do art. 5º, VI e art. 221, IV, da CF/88». Referindo-se à expressão empregada pelo ministro de que não pode haver «interdição a obras de arte», o professor explicou que não existem direitos absolutos no sistema jurídico pátrio, citando acórdão do Supremo Tribunal Federal (RTJ 173/805-810, 807-808 e decisão de 22/08/2005 cf. informativo 398 do STF). Casseb afirmou que a Constituição Federal não acolhe «ato que agrida os valores cultuados pelas várias religiões». «Todo ato que agride os valores cultuados pelas várias religiões não goza de amparo constitucional, pois caracteriza nítida ofensa a direitos consagrados pela Lei Maior», disse o professor. Esclareceu ainda que a «a vedação constitucional à censura refere-se apenas a restrições promovidas pelo Estado, imbuídas de caráter político, com o fim de promover perseguições ideológicas, partidárias, para perpetuar o domínio exercido pelo governante». #Desenhando #Veritatis #liberdade #Banco #Brasília #Fotos #mostra
- Renovação Carismática – junto aos movimentos – tem encontro com Papa em Pentecostes
As comunidades católicas surgidas desta corrente celebrarão seus 40 anos CIDADE DO VATICANO, domingo, 7 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Cerca de dez mil membros das comunidades da Renovação Carismática Católica (RCC) provenientes de setenta países estão se preparando para viver em Roma a espiritualidade de Pentecostes, com renovado empenho de oração, santidade, comunhão e anúncio. Bento XVI convidou a Renovação no Espírito, italiana (RNS), uma das expressões da RCC, e todos os movimentos eclesiais a celebrar a vigília de Pentecostes com ele na praça de São Pedro. A festa começará às 16h de 3 de junho próximo, com a animação dos principais movimentos para culminar com a chegada do Papa às 18h. Com ele, recitar-se-ão as Vésperas para concluir em torno às 20h. A Renovação Carismática Católica (RCC) nasceu em 1967, quando alguns alunos da Universidade de Duquesne, em Pittsburgh, Pensilvânia, Estados Unidos, participaram de um retiro em que tiveram a experiência da efusão dos dons do Espírito Santo, o que logo chamaram «batismo no Espírito», recordando os primeiros tempos do cristianismo, nos quais os apóstolos invocavam sua vinda, junto à manifestação de alguns carismas. Diante da semana de Pentecostes, Zenit falou com Oreste Pesare, diretor desde 1996 do Escritório do ICCRS no Vaticano. Pesare informa-nos sobre a celebração dos quarenta anos da RCC mundial. Segundo Pesare, no encontro com o Papa de 3 de junho, o ICCRS, «além de colaborar ativamente com o Conselho Pontifício para os Leigos para a realização da Vigília com o Papa, organiza uma série de eventos espirituais que certamente farão ainda mais rica e fecunda esta festa de Pentecostes». De 5 a 9 de junho, em Palatenda (pavilhão desportivo) de Fiuggi, irá se celebrar uma «conferência aberta» com mais de mil delegados de cerca de 70 países e com a que o ICCRS pretende iniciar a celebração dos 40 anos da RCC. De 9 a 11 de junho, também em Fiuggi, haverá um ato especial, um colóquio profético, com mais de 300 líderes convidados, «durante o qual o ICCRS deseja escutar em oração o Senhor, buscando sua visão e seus projetos para a RCC no mundo, no terceiro milênio, que temos pela frente», informou Oreste Pesare. Os que forem ao colóquio especial poderão também peregrinar a Assis. «Esta série de eventos será, por uma parte, um modo de traçar um balanço do caminho percorrido desde 1967 e dos frutos produzidos pelo Espírito Santo nestes 40 anos desde o encerramento do Concílio Vaticano II, e, por outra, um modo de renovar frente ao Santo Padre a intenção de prosseguir ao longo deste caminho de serviço», indica Pesare. [Mais informação em: http://www.iccrs.org] #celebração #santidade #Pentecostes #preparando #Vigília #comunhão #Espírito #oração #Catolica #Renovação
- «O Código da Vinci» visto desde Roma
Um documentário inclui comentários do cardeal Arinze ROMA, sexta-feira, 5 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Em um novo documentário, autoridades vaticanas, como o cardeal Francis Arinze, comentam publicamente a novela que afirma que Jesus teve filhos com Maria Madalena. «Há algumas outras religiões que, se tu insultas o seu fundador, não se limitariam a falar. Deixariam dolorosamente claro», constata o cardeal Arinze, ao comentar a novela de Dan Brown «O Código da Vinci». O purpurado nigeriano fez este comentário no documentátio «The Da Vinci Code: A Masterful Deception» («O Código da Vinci. Um engano espetacular»), realizado pelo premiado jornalista Mario Biasetti. O documentário, produzido pela agência de televisão «Rome Reports», trata das questões suscitadas pela novela e o filme a estrear baseado neste best-seller. Entre as questões estão: «Leonardo Da Vinci usou sua arte para revelar segredos sobre o Santo Graal?». «É o Opus Dei uma organização secreta que tem assassinos entre seus membros?». «O cristianismo é o maior enganador da história?». Biasetti realizou documentários sobre o Vaticano durante décadas. Sua obra inclui entre outros um documentário de uma hora sobre a história da Guarda Suíça, para o qual conseguiu uma entrada sem precedentes nas dependências vaticanas. Seu último documentário inclui pontos de vista de teólogos como o jesuíta Gerald O?Collins, da Universidade Pontifícia Gregoriana, o ministro da Cultura italiano Rocco Buttiglione e a historiadora de Arte Elizabeth Lev, cuja entrevista foi filmada ante a «Última Ceia» de Leonardo, na igreja de Santa Maria das Graças, em Milão. «A descrição que Dan Brown faz de Leonardo Da Vinci e sua arte é muito superficial –explica Lev, colaboradora de Zenit, assinalando a mundialmente famosa interpretação da última ceia de Jesus–. É um rápido olhar, um baralhar as cartas que tinha na mão para fazer uma história de êxito». O documentário examina criticamente o livro que vendeu 40 milhões de exemplares em todo o mundo. Está realizado desde uma perspectiva multiconfessional, com representantes do islã e um comentário acadêmico de Marc Ellis, professor de Estudos Judeus na Universidade de Baylor. O filme analisa também o impacto de um livro que, em poucos anos, desde sua publicação em 2003, revolucionou a cultura popular. [Para mais informações: http://www.romereports.com] #Francis #Maria #engano #jornalista #Mario #purpurado #Madalena #Ceia #universidade #Código #Jesus #Cardeal
- Pregador do Papa: «Cristo propõe-nos fazer com Ele uma experiência de libertação»
Comentário do padre Raniero Cantalamessa, ofm cap., ao Evangelho dominical ROMA, sexta-feira, 5 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário ao Evangelho do próximo domingo, o «Bom Pastor», IV de Páscoa, do padre Raniero Cantalamessa, ofm.cap, pregador da Casa Pontifícia. * * * IV Domingo de Páscoa ? B (Atos 4, 8-12; I João 3, 1-2; João 10, 11-18) Eu sou o Bom Pastor Chama-se o IV domingo do tempo pascal de «domingo do Bom Pastor». Para compreender a importância que tem na Bíblia o tema do pastor, há que se remontar à história. Os beduínos do deserto dão-nos hoje uma idéia da que foi, em um tempo passado, a vida das tribos de Israel. Nesta sociedade, a relação entre pastor e rebanho não é só de tipo econômico, baseada no interesse. Desenvolve-se uma relação quase pessoal entre o pastor e o rebanho. Passam dias e dias juntos em lugares solitários, sem ninguém mais ao redor. O pastor acaba conhecendo tudo de cada ovelha; a ovelha reconhece e distingue entre todas as vozes a voz do pastor, que freqüentemente fala com as ovelhas. Isto explica por que Deus serviu-se deste símbolo para expressar sua relação com a humanidade. Um dos salmos mais belos do saltério descreve a segurança do crente em ter Deus como pastor: «O Senhor é meu pastor, nada me faltará…». Posteriormente, dá-se o título de pastor, por extensão, também aos que fazem as vezes de Deus na terra: os reis, os sacerdotes, os chefes em geral. Mas, neste caso, o símbolo divide-se: já não evoca somente imagens de proteção, de segurança, mas também as de exploração e opressão. Junto à imagem do bom pastor faz sua aparição a do mau pastor, a do mercenário. No profeta Ezequiel encontramos uma terrível acusação contra os maus pastores, que apascentam só a si mesmos, e em seguida a promessa de Deus de ocupar-se Ele mesmo de seu rebanho (Ez 34, 1ss). Jesus no Evangelho retoma este esquema do bom e mau pastor, mas com uma novidade: «Eu –diz– sou o Bom Pastor!». A promessa de Deus fez-se realidade, superando qualquer expectativa. Cristo faz o que nenhum pastor, por bom que seja, estará disposto a fazer: «Eu dou minha vida pelas ovelhas». O homem de hoje rejeita com desdém o papel de ovelha e a idéia de rebanho, mas não nota que está completamente dentro. Um dos fenômenos mais evidentes de nossa sociedade é a massificação. Deixamo-nos guiar de maneira indiferente por todo tipo de manipulação e de persuasão oculta. Outros criam modelos de bem-estar e de comportamento, ideais e objetivos de progresso, e nós os seguimos; vamos detrás, temerosos de perder o passo, condicionados e seqüestrados pela publicidade. Comemos o que nos dizem, vestimos como nos ensinam, falamos como ouvimos falar, por slogan. O critério pelo que a maioria se deixa guiar nas próprias opções é o «Così fan tutti» («Todos são assim». Ndr) de mozartiana memória. Olhai como se desenvolve a vida da multidão em uma grande cidade moderna: é a triste imagem de um rebanho que sai junto, agita-se e se amontoa em hora fixa nos vagões do trem e do metrô, e depois, pela tarde, regressa, junto ao redil, vazio de si e de liberdade. Sorrimos divertidos quando vemos uma filmagem em câmera rápida com as pessoas que se movem aos saltos, velozmente, como marionetes, mas é a imagem que teríamos de nós mesmos se nos olhássemos com olhos menos superficiais. O Bom Pastor que é Cristo propõe-nos fazer com Ele uma experiência de libertação. Pertencer a seu rebanho não é cair na massificação, mas ser preservados dela. «Onde está o Espírito do Senhor, ali está a liberdade» (2 Coríntios 3, 17), diz São Paulo. Ali surge a pessoa com sua irrepetível riqueza e com seu verdadeiro destino. Surge o filho de Deus ainda escondido, do que fala a segunda carta deste domingo: «Queridos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que seremos». [Traduzido por Zenit] #RanieroCantalamessa #Evangelho #Pregador #segurança #Senhor #liberdade #Símbolo #Cantalamessa #promessa #Pastor #sociedade #rebanho #acusação #experiência #Raniero #João #Jesus #Páscoa #Imagem #libertação
- Católicos e ortodoxos devem colaborar para «dar uma alma à Europa»
Conclusões de um encontro sem precedentes organizado pelo patriarcado de Moscou e o Vaticano VIENA, sexta-feira, 5 de maio de 2006 (ZENIT.org).- A contribuição dos cristãos é indispensável para «dar uma alma à Europa», constataram em Viena católicos e ortodoxos, em um encontro cultural sem precedentes, celebrado entre 3 e 5 de maio. «Cremos que os cristãos, ao anunciar a esperança da ressurreição de Cristo, unidos a pessoas de outros credos e convicções, podem ajudar a viver em uma sociedade com base ética, justa e pacífica», afirmaram os participantes em sua mensagem final. Foi a primeira vez que um organismo da Santa Sé organizava um simpósio destas características em colaboração com o patriarcado ortodoxo de Moscou. O simpósio foi presidido pelo cardeal Paul Poupard, presidente Conselho Pontifício da Cultura, e pelo metropolita de Smolensk e Kaliningrado, Kirill, presidente do Departamento para as Relações Exteriores do Patriarcado de Moscou. Da iniciativa participaram especialistas de todo o velho continente, leigos e religiosos, escolhidos conjuntamente pelos dois organismos que convocaram a iniciativa. Nas conclusões do encontro, apresentadas esta sexta-feira pelo padre Bernard Ardura, secretário do Conselho Pontifício da Cultura, constata-se a crise atual que o processo de união européia vive por causa do fracasso na adoção do Tratado constitucional da União Européia. Agora, para os católicos e ortodoxos, «a crise que desgarra a Europa é de ordem cultural: sua identidade cristã está-se diluindo. A situação dos povos europeus caracteriza-se por uma dúvida profunda do homem sobre ele mesmo: sabe o que é que pode fazer, mas não sabe quem é». Esta crise, reconheceram os participantes, tem «conseqüências demográficas dramáticas: a rejeição dos filhos, as uniões sem futuro ou o matrimônio à prova, as uniões homossexuais, a rejeição a compartilhar a vida com uma pessoa no matrimônio». «Tudo isto é um autêntico suicídio demográfico europeu, em nome do egoísmo e do hedonismo», disse-se nas conclusões. Para responder a estes desafios, os participantes «decidiram dar um papel importante à entusiasta missão da educação e da formação». «Toda educação é descoberta de uma herança que suscita o amor e o reconhecimento. Deste modo, poderemos contribuir a redescobrir as raízes cristãs», explicam. Católicos e ortodoxos insistiram na formação dos cristãos «para apresentar os valores cristãos de maneira compreensível: disto depende a pastoral da cultura». «Não antepor nada ao amor de Cristo» é o lema que se propôs para «encontrar caminhos de sinergia, de testemunho comum da fé para uma generosa nova evangelização da Europa, esse gigante econômico, anão espiritual». Segundo os participantes, este «testemunho comum concerne especialmente aos campos afetados pela destruição da família, à bioética e aos domínios da doutrina social da Igreja». O encontro aconteceu graças à ajuda da Fundação «Pro Oriente», com sede em Viena, e à generosidade da Bradley Foundation, dos Estados Unidos. #colaboração #Cristo #anunciar #crise #católicos #simpósio #ortodoxos #matrimônio #Cultura #Educação #Européia #indispensável #testemunho #Alma #Amor #Cremos #Ressurreição #Pontifício
- Congresso «Europa pela vida» sai em defesa do embrião humano
MURCIA, sexta-feira, 5 de maio de 2006 (ZENIT.org–Veritas).- O congresso «Europa pela Vida», que se celebra de 4 a 7 de maio na Universidade Católica Santo Antonio de Murcia (UCAM), converteu-se em uma articulada defesa do embrião humano. O encontro foi inaugurado esta quinta-feira com uma conferência do cardeal Alfonso López Trujillo, presidente do Conselho Pontifício para a Família, na qual reconheceu que o homem «não pode se tornar objeto das aventuras da ciência, por muito arrogante que esta seja». Segundo o purpurado, a discussão sobre se o embrião é ou não pessoa é uma discussão que já havia encerrado há muitos anos, e indicou que a reabertura deste «dilema superado pela ciência» deve-se a uma série de interesses «que não têm nada de científico». «Não há um Estado que possa encomendar o direito sobre a vida de uma criança, porque o homem não é uma coisa, mas uma imagem que vem de Deus», acrescentou, constatando que a família e a defesa da vida humana são «um selo» do pontificado de Bento XVI. Neste sentido se expressou também o bispo de Cartagena e presidente da Subcomissão para a Família e a Vida da Conferência Episcopal Espanhola, Dom Juan Antonio Reig Pla, que afirmou que «a Igreja sempre ensinou que o ser humano deve ser tratado como pessoa desde o momento da concepção e, portanto, deve-se reconhecer a ele os mesmos direitos que a toda pessoa, especialmente o direito inviolável à vida». Direitos assassinos Em seu discurso inaugural, o presidente da UCAM e consultor do Conselho Pontifício para a Família, José Luis Mendoza, centrou a atenção do congresso «naqueles atentados que fazem referência à vida nascente e em fase terminal, que suscitam graves problemas pelo fato de que na consciência coletiva tendem a perder o caráter de ?delito?, para passar a ser um direito, até o ponto de obter seu reconhecimento por parte dos Estados, e sua execução mediante a intervenção gratuita dos próprios agentes sanitários». Mendoza criticou o «investimento de grandes somas para a obtenção de produtos farmacêuticos que fazem possível a morte do embrião no seio materno, sem necessidade de recorrer à ajuda do médico», assim como «a política antinatalista dirigida contra os países pobres». «Não menos graves são as ameaças que afetam também os enfermos incuráveis e os terminais, em um contexto social e cultural que, fazendo mais difícil suportar o sofrimento, aumenta a tentação de resolver o problema do sofrimento eliminando-o em sua raiz», acrescentou. Referiu-se também à aprovação do «matrimônio homossexual»: «Esta medida gerou uma grave desordem social e moral por parte dos governos que o impuseram de maneira ditatorial; fato que na Espanha foi rejeitado por milhões de espanhóis em diversas manifestações». Censura na imprensa Por sua parte, o sacerdote e jornalista Santiago Martín, consultor do Conselho Pontifício para a Família, denunciou que se dá uma censura nos meios de comunicação, baseada no silêncio, na humilhação ou ridicularização dos argumentos das instituições que defendem a vida e a família. A família, patrimônio da humanidade Por sua parte, o cardeal Ricardo Maria Carles, arcebispo emérito de Barcelona, afirmou esta sexta-feira que «se quer desestruturar uma sociedade, há que começar por desestruturar o matrimônio». Para o purpurado, «a decadência de estabilidade da vida familiar está intrinsecamente ligada à decadência da democracia, entendida no sentido filosófico, como um sistema de governo que reconhece o valor soberano do homem». Por este motivo, perguntou se chegou o momento de pedir que «o matrimônio seja patrimônio da humanidade». #Homem #matrimônio #Conselho #família #purpurado #patrimônio #Catolica #ciência #universidade #defesa #Humanidade #sofrimento #Pontifício #Cardeal
- Mensagem vaticana aos budistas por ocasião da festa do Vesakh
«Budistas e cristãos ao serviço da humanidade» CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 4 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos a mensagem que o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso enviou aos budistas por ocasião da festa de Vesakh, a mais importante para os seguidores desta religião. Nos países de tradição budista therevada, (Sri Lanka, Tailândia, Camboja, Laos e Mianmar), Vesakh é uma festividade que comemora importantes fatos da existência de Gautama Buda. Este ano, a festa cai em 12 de maio. Nos países de tradição budista mahayana (China, Japão e Coréia), estes fatos se celebram em dias diferentes. Budistas e cristãos ao serviço da humanidade Queridos amigos budistas: 1. Da parte do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, expresso a todas as comunidades budistas do mundo meus melhores desejos por ocasião do Vesakh. Espero que possais passar uma festa gozosa. 2. Como já é costume, quero aproveitar esta ocasião para compartilhar convosco alguns pensamentos que podem ajudar a reforçar as relações entre nossas comunidades. Neste ano, estas reflexões baseiam-se na primeira encíclica do Papa Bento XVI aos católicos de todo o mundo. Esta carta, «Deus é amor», ou, segundo o texto em latim, «Deus caritas est» (DCE), examina a natureza do amor. Sua Santidade o Papa está convencido de que este termo, que se usa com tanta freqüência, mas que muitas vezes se interpreta mal, deve encontrar novamente seu significado mais autêntico para se converter em farol para a vida de todos os dias. 3. O Papa Bento fala de dois tipos de amor: o primeiro, o «eros», o amor entre um homem e uma mulher, um amor que busca a própria satisfação pessoal; o segundo, o «ágape», um amor que busca o bem do outro, ainda que possa ser que o outro me desgoste ou inclusive eu não o conheça. Para os cristãos, este segundo tipo de amor só é possível se se fundamenta no amor por Deus, em resposta ao amor de Deus pelos seres humanos. Deste modo, o amor por Deus e o amor pelos semelhantes são inseparáveis e formam um único mandamento: «O amor cresce através do amor. O amor é ?divino? porque provém de Deus e a Deus nos une» (DCE, 18). 4. Nós, os cristãos, cremos que a perfeita manifestação do «ágape» fundamenta-se em Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, que passou toda sua vida pregando com palavras e obras a Boa Nova do amor de Deus. A máxima manifestação deste amor aconteceu quando Jesus deu sua vida por toda a humanidade. É mais, Jesus é a fonte do «ágape», em particular com o dom de si mesmo na Eucaristia. Acudindo a este manancial, os cristãos tentam seguir as marcas de Jesus manifestando amor para com seus irmãos e irmãs, especialmente para com os pobres e os que sofrem. 5. Por meio de nosso diálogo, podemos apreciar a importância que vós, os budistas, dais ao amor para com o próximo, que se expressa com o conceito de «metta», um amor desprendido do desejo de posse, orientado a ajudar os demais. É considerado como um amor que está disposto a sacrificar os próprios interesses pelo bem da humanidade. Deste modo, «metta», segundo o ensinamento budista, não se limita a um pensamento benévolo, mas implica o cumprimento de obras de caridade ao serviço de cada um e de todos. É verdadeiramente uma benevolência universal. Tampouco há que esquecer a outra virtude, «karuna», com a qual se manifesta compaixão amorosa para com cada um dos seres vivos. 6. Neste mundo, no qual se usa e se abusa tanto da palavra amor, não seria útil que os budistas e os cristãos redescobrissem seu significado original, baseando-se nas respectivas tradições próprias, e compartilhassem com os demais o que compreenderam? Alentaria os seguidores de ambas religiões a trabalharem juntos para construir relações baseadas no amor e na verdade, para promover o recíproco respeito, para avançar no diálogo e na colaboração ao serviço dos necessitados. 7. Estas considerações levam-me a expressar um desejo final: que a festa de Vesakh converta-se em um momento no qual a amizade entre budistas e cristãos se consolide, e que se reforce a colaboração com um espírito de «ágape» e de «metta». Com este espírito, desejo-vos uma feliz festa de Vesakn. Cidade do Vaticano, 14 de fevereiro de 2006. [Traduzido por Zenit] #religião #Lanka #Festa #therevada #Deus #budista #Sri #Espírito #Vesakh #Budistas #manifestação #Tradição #Amor #Jesus #Humanidade #Pontifício #Interreligioso
- Dor do Papa pelas ordenações episcopais ilegítimas na China
Supõem «uma grave violação da liberdade religiosa», denuncia seu porta-voz CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 4 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Com «profundo desgosto» Bento XVI recebeu as notícias das ordenações episcopais ilegítimas celebradas na China continental –fatos que levam a Santa Sé a «dar voz» ao sofrimento da comunidade católica do país–. «Um ato tão relevante para a vida da Igreja, como é uma ordenação episcopal, foi realizado» –duas vezes no espaço de três dias– «sem respeitar as exigências da comunhão com o Papa», expressou na manhã desta quinta-feira o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Joaquín Navarro-Valls. «Estou capacitado –iniciou sua declaração– para dar a conhecer a postura da Santa Sé acerca das ordenações episcopais dos sacerdotes Giuseppe Ma Yinglin e Giuseppe Liu Xinhong, que aconteceram, respectivamente, no domingo passado, 30 de abril, em Kunming (província de Yunnan), e na terça-feira, 2 de maio, em Wuhu (província de Anhui)». «Trata-se de uma grave ferida à unidade da Igreja», lamentou o porta-voz vaticano, recordando as «severas penas canônicas» previstas para estes casos. O Código de Direito Canônico, em seu cânon 1.382 –em sede da «usurpação de funções eclesiásticas e dos delitos no exercício das mesmas»– estabelece que «o bispo que confere a alguém a ordenação episcopal sem mandato pontifício, assim como o que recebe dele a ordenação, incorre em excomunhão latae sententiae, reservada à Sede Apostólica». Uma pena latae sententiae é aquela na qual se incorre ipso facto (cânon 1.314) («no ato», «imediatamente». Ndr). O porta-voz vaticano fez-se eco das informações segundo as quais «bispos e sacerdotes foram submetidos –por parte de organismos alheios à Igreja– a fortes pressões e ameaças, a fim de que tomassem parte nas ordenações episcopais que, estando privadas do mandato pontifício, são ilegítimas e, também, contrárias à consciência deles». «Vários prelados opuseram uma rejeição a tais pressões, enquanto que alguns não puderam fazer outra coisa que suportá-las com grande sofrimento interior», apontou. Por isso, denunciou que se está «frente a uma grave violação da liberdade religiosa, apesar de que se tenha tentado, com pretextos, apresentar as duas ordenações episcopais como um ato necessário para prover de pastor dioceses vacantes». Daí que a Santa Sé considere «seu preciso dever dar voz ao sofrimento de toda a Igreja católica, em particular da comunidade católica na China e especialmente dos bispos e sacerdotes –acrescentou–, que se vêem obrigados contra consciência a realizar ou participar de ordenações episcopais que nem os candidatos nem os bispos ordenantes querem realizar sem ter recebido o mandato pontifício. Origem das ordenações ilegítimas Segundo foi informado e analisado estes dias pela Agência do Pontifício Instituto de Missões Exteriores (PIME) «AsiaNews», detrás destas ordenações episcopais sem o consentimento do Papa está a «Associação Patriótica» chinesa (AP) (Zenit, 3 de maio de 2006). Na China, o governo permite a prática religiosa só com pessoas reconhecidas e em locais registrados no Departamento de Assuntos Religiosos e sob o controle da AP. Isso explica a diferença entre uma Igreja «oficial» e os fiéis que tentam sair do citado controle para pôr-se em obediência direta do Papa, formando a Igreja «não oficial», ou «clandestina». No contexto do anúncio da ordenação ilegítima do domingo passado, o diretor da agência do PIME, padre Bernardo Cervellera, explicou que «em tema de relações diplomáticas, tanto o governo (chinês) como o Vaticano desejam atuar sem a AP». «Nos últimos anos, o governo de Pequim e o Vaticano haviam chegado a um acordo que deixava a Roma a indicação do candidato ao episcopado. Desta maneira foram ordenados os bispos auxiliares de Xangai, Xian, Wanxian e o ordinário de Suzhou», recordava. Da análise do sacerdote desprendia-se que tal acordo «situava à margem a AP –«por décadas detentora das ordenações»–, «diminuindo seu poder sobre a Igreja oficial», algo com o qual aquela demonstrou não estar de acordo. Sublinhou que, «por parte vaticana, da Igreja oficial e clandestina, abre cada vez mais caminho a idéia de aceitar a inscrição das comunidades e dos bispos no Escritório de Governo de Assuntos Religiosos, mas sem se aderir à AP, que trabalha por uma Igreja nacional e independente de Roma». Navarro-Valls afirmou esta quinta-feira que «a Santa Sé segue com atenção o doloroso caminho da Igreja Católica na China e, ainda consciente de algumas peculiaridades de tal caminho, pensava e esperava que tais episódios deploráveis (as ordenações episcopais ilegítimas. Ndr) pertencessem já ao passado». Viveu-se uma situação similar em 2000: «Precisamente enquanto circulavam vozes de uma aproximação entre China e Vaticano, a AP programou para 6 de janeiro» desse ano «a ordenação de doze novos bispos», comentou recentemente o padre Cervellera. «Sete deles rejeitaram a designação, ao conhecer que não havia aprovação da Santa Sé –prosseguiu–; os cinco restantes foram isolados e enganados para aceitarem a ordenação», celebrada na catedral de Pequim com a participação «só de alguns prelados ?patrióticos?». «Sacerdotes, fiéis e outros bispos convidados ausentaram-se. Até os seminaristas do seminário nacional de Pequim desertaram da cerimônia » e em uma carta a seu reitor «expressaram seu desgosto pela ordenação celebrada sem o consentimento do Vaticano», recordou. «A Santa Sé afirma a necessidade do respeito da liberdade da Igreja e da autonomia de suas instituições de qualquer ingerência exterior», manifestou esta quinta-feira seu porta-voz ante a eventualidade de mais ordenações episcopais ilegítimas. Reiterada vontade eclesial de diálogo Em sua declaração, Navarro-Valls sublinhou a reiterada disponibilidade da Santa Sé «a um diálogo honesto e construtivo com as autoridades chinesas competentes, para encontrar soluções que satisfaçam as legítimas exigências de ambas partes». Mas iniciativas como estas ordenações episcopais ilegítimas «não só não favorecem tal diálogo –reconhece–, mas criam novos obstáculos contra o mesmo». #sententiae #Episcopal #Província #religiosos #China #liberdade #consciência #clandestina #latae #Giuseppe #Catolica #violação #Igreja #Canon #sofrimento #Pontifício
- Nossa Senhora, Mãe de Deus
Resumidamente, podemos dizer que Nossa Senhora é Mãe de Deus e não da divindade. Ou seja, Ela é Mãe de Deus por ser Mãe de Nosso Senhor, pois as duas naturezas (a divina e a humana) estão unidas em Nosso Senhor Jesus Cristo. A heresia de negar a maternidade divina de Nossa Senhora é muito anterior aos protestantes. Ela nasceu com Nestório, então bispo de Constantinopla. Os protestantes retomaram a heresia que havia sido sepultada pela Igreja de Cristo. Mas, afinal, por que Nossa Senhora é Mãe de Deus? Vamos provar pela razão, pela Sagrada Escritura e pela Tradição que Nossa Senhora é Mãe de Deus. A pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo Se perguntarmos a alguém se ele é filho de sua mãe, se esta verdadeiramente for a mãe dele, de certo nos lançará um olhar de espanto. E teria razão. O homem, como sabemos, é composto de corpo e alma, sendo esta a parte principal do seu ser, pois comunica ao corpo a vida e o movimento. A nossa mãe terrena, todavia, não nos comunica a alma, mas apenas o nosso corpo. A alma é criada diretamente por Deus. A mãe gera apenas a parte material deste composto, que é o seu ser. E como é que alguém pode, então, afirmar que a pessoa que nos dá à luz é nossa mãe? Se fizéssemos essa pergunta a um protestante sincero e instruído, ele mesmo responderia com tranqüilidade: “é certo, a minha mãe gera apenas o meu corpo e não a minha alma, mas a união da alma e do corpo forma este todo que é a minha pessoa; e a minha mãe é mãe de minha pessoa. Sendo ela mãe de minha pessoa, composta de corpo e alma, é realmente a minha mãe.” Apliquemos, agora, estas noções de bom senso ao caso da Maternidade divina de Maria Santíssima. Há em Jesus Cristo “duas naturezas”: a natureza divina e a natureza humana. Reunida, constituem elas uma única pessoa, a pessoa de Jesus Cristo. Nossa Senhora é Mãe deste única pessoa que possui ao mesmo tempo a natureza divina e a natureza humana, como a nossa mãe é a mãe de nossa pessoa. Ela deu a Jesus Cristo a natureza humana; não lhe deu, porém, a natureza divina, que vem unicamente do Padre Eterno. Maria deu, pois, à Pessoa de Jesus Cristo a parte inferior – a natureza humana, como a nossa mãe nos deu a parte inferior de nossa pessoa, o corpo. Apesar disso, nossa mãe é, certamente, a mãe da nossa pessoa, e Maria é a Mãe da pessoa de Jesus Cristo. Notemos que em Jesus Cristo há uma só pessoa, a pessoa divina, infinita, eterna, a pessoa do Verbo, do Filho de Deus, em tudo igual ao Padre Eterno e ao Espírito Santo. E Maria Santíssima é a Mãe desta pessoa divina. Logo, ela é a Mãe de Jesus, a Mãe do Verbo Eterno, a Mãe do Filho de Deus, a Mãe da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, a Mãe de Deus, pois tudo é a mesma e única pessoa, nascida do seu seio virginal. A alma de Jesus Cristo, criada por Deus, é realmente a alma da pessoa do Filho de Deus. A humanidade de Jesus Cristo, composta de corpo e alma, é realmente a humanidade do Filho de Deus. E a Virgem Maria é verdadeiramente a Mãe deste Deus, revestido desta humanidade; é a Mãe de Deus feito homem. Ela é a Mãe de Deus – “Maria de qua natus est Jesus”: “Maria de quem nasceu Jesus” (Mt 1, 16). Note-se que Ela não é a Mãe da divindade, como nossa mãe não é mãe de nossa alma; mas é a Mãe da pessoa de Jesus Cristo, como a nossa mãe é mãe de nossa pessoa. A pessoa de Nosso Senhor é divina, é a pessoa do Filho de Deus. Logo, por uma lógica irretorquível, Ela é a Mãe de Deus. A conseqüência da negação da maternidade divina é a negação da Redenção Agora, qual é o fundo do problema dessa heresia? Analisemos alguns pormenores e algumas conseqüências de se negar a maternidade divina de Nossa Senhora. Não foram os protestantes os primeiros a rejeitar o título de “Mãe de Deus” à Nossa Senhora. Foi Nestório, o indigno sucessor de S. João Crisóstomo, na sede de Constantinopla, o inventor da absurda negação. A subtilidade grega havia suscitado vários erros a respeito da pessoa de Jesus Cristo! Sabélio pretendeu aniquilar a personalidade do Verbo. Ario procurou arrebatar a esta personalidade a áureola divinal; negaram os docetas a realidade do corpo de Jesus Cristo e os Apolinaristas, a alma humana de Cristo. Tudo fora atacado pela heresia, na pessoa de Nosso Senhor; mas a cada heresia que surgia a Igreja infalível, sob a direção do Papa de Roma, saia em defesa da única e imperecível verdade: da pessoa do Verbo divino contra Sabélio; da divindade desta pessoa, contra Ário; da realidade do corpo humano de Jesus, contra os Apolinaristas. Bastava apenas um ponto central para suportar o ataque da parte dos hereges: era a união das duas naturezas, divina e humana, em Jesus Cristo. Caberia a Nestório levantar esta heresia, e aos filhos de Lutero continuarem a defender este erro grotesco. Foi em 428 que o indigno Patriarca Nestório começou a pregar que havia em Jesus Cristo duas pessoas: uma divina, como filho de Deus; outra humana, como filho de Maria. Por isso conclui o heresiarca, Maria não pode ser chamada Mãe de Deus, mas simplesmente Mãe de Cristo ou do homem. Concebe-se o alcance de uma tal negação. Se as duas naturezas, a divina e a humana, não são hipostaticamente unidas em Nosso Senhor Jesus Cristo, de modo a formar uma única pessoa, desaparece a Encarnação e a Redenção, porquanto o Filho de Deus, não se tendo revestido de nossa natureza, não pode ser o nosso Redentor. Somente o homem Jesus sofreu. Ora, o homem, como ser finito, só pode fazer obras finitas. Logo, a Redenção não é mais de um valor infinito; Jesus Cristo não pode mais ser adorado, pois é apenas um homem; o Salvador não é mais o Homem-Deus. Tal é o erro grotesco que Nestório, predecessor de Lutero, não temeu lançar ao mundo. Ora, os protestantes não querem levar às últimas conseqüências a negação da maternidade divina de Nossa Senhora. Admitem em Jesus Cristo duas naturezas e uma pessoa, mas lhes repugna a união pessoal (hipostática) das duas naturezas na única pessoa de Jesus Cristo. Basta um pequeno raciocínio para reconhecer como necessária a maternidade Divina da Santíssima Virgem: Nosso Senhor morreu como homem na Cruz (pois Deus não morre), mas nos redimiu como Deus, pelos seus méritos infinitos. Ora, a natureza humana de Nosso Senhor e a natureza divina não podem ser separadas, pois a Redenção não existiria se Nosso Senhor tivesse morrido apenas como homem. Logo, Nossa Senhora, Mãe de Nosso Senhor, mesmo não sendo mãe da divindade, é Mãe de Deus, pois Nosso Senhor é Deus. Se negarmos a maternidade de Nossa Senhora, negaremos a redenção do gênero humano ou cairíamos no absurdo de dizer que Deus é mortal! Os protestantes, admitindo que Jesus Cristo nasceu de Maria – e não podem negá-lo, pois está no Evangelho (Mt 1, 16) -, devem admitir: que a pessoa deste Jesus é divina; que Nossa Senhora é a Mãe desta pessoa; que ela é, portanto, Mãe de Deus! É um dilema sem saída do ponto de vista racional. O Concílio de Éfeso: Quando o heresiarca Ário divulgou o seu erro, negando a divindade da pessoa de Jesus Cristo, a Providência Divina fez aparecer o intrépido Santo Atanásio para confundi-lo, assim como fez surgir Santo Agostinho a suplantar o herege Pelágio, e S. Cirilo de Alexandria para refutar os erros de Nestório, que haviam semeado a perturbação e a indignação no Oriente. Em 430, o Papa São Celestino I, num concílio de Roma, examinou a doutrina de Nestório que lhe fora apresentada por S. Cirílo e condenou-a como errônea, anti-católica, herética. S. Cirilo formulou a condenação em doze proposições, chamadas os doze anátemas, em que resumia toda a doutrina católica a este respeito. Pode-se resumi-las em três pontos: 1) Em Jesus Cristo, o Filho do homem não é pessoalmente distinto do Filho de Deus; 2) A Virgem Santíssima é verdadeiramente a Mãe de Deus, por ser a Mãe de Jesus Cristo, que é Deus; 3) Em virtude da união hipostática, há comunicações de idiomas, isto é: denominações, propriedades e ações das duas naturezas em Jesus Cristo, que podem ser atribuídas à sua pessoa, de modo que se pode dizer: Deus morreu por nós, Deus salvou o mundo, Deus ressuscitou. Para exterminar completamente o erro, e restringir a unidade de doutrina ao mundo, o Papa resolveu reunir o concílio de Éfeso (na Ásia Menor), em 431, convidando todos os bispos do mundo. Perto de 200 bispos, vindos de todas as partes do orbe, reuniram-se em Éfeso. S. Cirilo presidiu a assembléia em nome do Papa. Nestório recusou comparecer perante os bispos reunidos. Desde a primeira sessão a heresia foi condenada. Sobre um trono, no centro da assembléia, os bispos colocaram o santo Evangelho, para representar a assistência de Jesus Cristo, que prometera estar com a sua Igreja até a consumação dos séculos, espetáculo santo e imponente que desde então foi adotado em todos os concílios. Os bispos cercando o Evangelho e o representante do Papa, pronunciaram unânime e simultaneamente a definição proclamando que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus. Nestório deixou de ser, desde então, bispo de Constantinopla. Quando a multidão ansiosa que rodeava a Igreja de Santa Maria Maior, onde se reunia o concílio, soube da definição que proclamava Maria “Mãe de Deus”, num imenso brado ecoou a exclamação: “Viva Maria, Mãe de Deus! Foi vencido o inimigo da Virgem! Viva a grande, a augusta, a gloriosa Mãe de Deus!” Em memória desta solene definição, o concílio juntou à saudação angélica estas palavras simples e expressivas: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte”. Provas da Santa Escritura Para iluminar com um raio divino esta verdade tão bela e fundamental, recorramos à Sagrada Escritura, mostrando como ali tudo proclama este título da Virgem Imaculada. Maria é verdadeiramente Mãe de Deus. Ela gerou um homem hipostaticamente unido à divindade; Deus nasceu verdadeiramente dela, revestido de um corpo mortal, formado do seu virginal e puríssimo sangue. Embora, no Evangelho, Ela não seja chamada expressamente “Mãe de Cristo” ou “Mãe de Deus”, esta dignidade deduz-se, com todo o rigor, do texto sagrado. O Arcanjo Gabriel, dizendo à Maria: “O santo que há de nascer de ti será chamado Filho de Deus” (Lc 1, 35), exprime claramente que ela será Mãe de Deus. O Arcanjo diz que o Santo que nascerá de Maria será chamado o Filho de Deus. Se o Filho de Maria é o Filho de Deus, é absolutamente certo que Maria é a Mãe de Deus. Repleta do Espírito Santo, Santa Isabel exclama: “Donde me vem a dita que a Mãe de meu Senhor venha visitar-me?” (Lc 1, 43). Que quer dizer isso senão que Maria é a Mãe de Deus? Mãe do Senhor ou “Mãe de Deus” são expressões idênticas. S. Paulo diz que Deus enviou seu Filho, feito da mulher, feito sob a lei (Galat. 4, 4). O profeta Isaías predisse que a Virgem conceberia e daria à luz um Filho que seria chamado Emanuel ou Deus conosco (Is 7, 14). Qual é este Deus? É necessariamente Aquele que, segundo o testemunho de S. Pedro, não é nem Jeremias, nem Elias, nem qualquer outro profeta, mas, sim, o Cristo, o Filho de Deus vivo. É aquele que, conforme a confissão dos demônios, é: o Santo de Deus. Tal é o Cristo que Maria deu à luz. Ela gerou, pois, um Deus-homem. Logo, é Mãe de Deus por ser Mãe de um homem que é Deus e que, sendo Deus, Redimiu o gênero humano. A Doutrina dos Santos Padres, a Tradição: Tal é a doutrina claramente expressa no Evangelho, e sempre seguida na Igreja Católica. Os Santos Padres, desde os tempos Apostólicos até hoje, foram sempre unânimes a respeito desta questão; seria uma página sublime se pudéssemos reproduzir as numerosas sentenças que eles nos legaram. Citemos pelo menos uns textos dos principais Apóstolos, tirados de suas “liturgias” e transmitidas por escritores dos primeiros séculos. Santo André diz: “Maria é Mãe de Deus, resplandecente de tanta pureza, e radiante de tanta beleza, que, abaixo de Deus, é impossível imaginar maior, na terra ou no céu.” (Sto Andreas Apost. in transitu B. V., apud Amad.). São João diz: “Maria é verdadeiramente Mãe de Deus, pois concebeu e gerou um verdadeiro Deus, deu à luz, não um simples homem como as outras mães, mas Deus unido à carne humana.” (S. João Apost. Ibid). S. Tiago: “Maria é a Santíssima, a Imaculada, a gloriosíssima Mãe de Deus” (S. Jac. in Liturgia). S. Dionísio Areopagita: “Maria é feita Mãe de Deus, para a salvação dos infelizes.” (S. Dion. in revel. S. Brigit.) Orígenes (Sec. II) escreve: “Maria é Mãe de Deus, unigênito do Rei e criador de tudo o que existe” (Orig. Hom. I, in divers.) Santo Atanásio diz: “Maria é Mãe de Deus, completamente intacta e impoluta.” (Sto. Ath. Or. in pur. B.V.). Santo Efrém: “Maria é Mãe de Deus sem culpa” (S. Ephre. in Thren. B.V.). S. Jerônimo: “Maria é verdadeiramente Mãe de Deus”. (S. Jerôn. in Serm. Ass. B. V.). Santo Agostinho: “Maria é Mãe de Deus, feita pela mão de Deus”. (S. Agost. in orat. ad heres.). E assim por diante. Todos os Santos Padres rivalizaram em amor e veneração, proclamando Maria: Santa e Imaculada Mãe de Deus. Terminemos estas citações, que podíamos prolongar por páginas afora, pela citação do argumento com que S. Cirilo refutou Nestório: “Maria Santíssima, diz o grande polemista, é Mãe de Cristo e Mãe de Deus. A carne de Cristo não foi primeiro concebida, depois animada, e enfim assumida pelo Verbo; mas no mesmo momento foi concebida e unida à alma do Verbo. Não houve, pois, intervalo de tempo entre o instante da Conceição da carne, que permitiria chamar Maria “Mãe de um homem”, e a vinda da majestade divina. No mesmo instante a carne de Cristo foi concebida e unida à alma e ao Verbo”. Vê-se, através destas citações, que nenhuma dúvida, nenhuma hesitação existe sobre este ponto no espírito dos Santos Padres. É uma verdade Evangélica, tradicional, universal, que todos aceitam e professam. Conclusão: Dever de culto à Mãe de Deus Maria é Mãe de Deus… é absolutamente certo. Esta dignidade supera todas as demais dignidades, pois representa o grau último a que pode ser elevada uma criatura. Oro, toda dignidade supõe um direito; e não há direito numa pessoa, sem que haja dever noutra. Se Deus elevou tão alto a sua Mãe, é porque Ele quer que ela seja por nós honrada e exaltada. Não estamos bastante convencidos desta verdade, porque, comparando Maria Santíssima com as outras mães, representamo-nos a qualidade de Mãe de Deus sob seu aspecto exterior e acidental, enquanto na realidade a base de sua excelência ela a possui em seu “próprio ser moral”, que influi em seu “ser físico”. Maria concebeu o Verbo divino em seu seio, porém esta Conceição foi efeito de uma plenitude de graças e de uma operação do Espírito Santo em sua alma. Pode-se dizer que a mãe não se torna mais recomendável por ter dado à luz um grande homem, pois isto não lhe traz nenhum aumento de virtude ou de perfeição; mas a dignidade de Mãe de Deus, em Maria Santíssima, é a obra de sua santificação, da graça que a eleva acima dos próprios anjos, da graça a que ela foi predestinada, e na qual foi concebida, para alcançar este fim sublime de ser “Mãe de Deus”: é a sua própria pessoa. Diante de tal maravilha, única no mundo e no céu, eu pergunto aos pobres protestantes: não é lógico, não é necessário, não é imperioso que os homens louvem e exaltem àquela que Deus louvou e exaltou acima de todas as criaturas? Se fosse proibido cultuar à Santíssima Virgem, como querem os protestantes, o primeiro violador foi o próprio Deus, que mandou saudar à Virgem Maria, pelo arcanjo S. Gabriel: “Ave, cheia de graça!” (Lc 1, 28). Santa Isabel: “Bendita sois vós entre as mulheres” (Lc 1, 42) Igualmente, a própria Nossa Senhora nos diz: “Doravante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada…” (Lc 1, 48). Todos esses atos indicam o culto à Nossa Senhora, a honra que lhe é devida. O Arcanjo é culpado, Santa Isabel é culpada, os evangelistas são culpados, os santos são culpados e 19 séculos de cristianismo também… Só os protestantes não… Desde os primórdios do Cristianismo, como já vimos, era comum o culto à Maria Santíssima. Em 340, S. Atanásio, resumindo os dizeres de seus antecessores nos primeiros séculos, S. Justino, S. Irineu, Tertuliano, e Orígenes, exclama: “Todas as hierarquias do céu vos exaltam, ó Maria, e nós, que somos vossos filhos da terra, ousamos invocar-vos e dizer-vos: Ó vós, que sois cheia de graça, ó Maria, rogai por nós!” Nas catacumbas encontram-se, em toda parte, imagens e estátuas da Virgem Maria. O culto de Nossa Senhora não é um adorno da religião, mas uma peça constitutiva, parte integral, e indissoluvelmente ligada a todas as verdades e mistérios evangélicos. Querer isolá-lo do conjunto da doutrina de Jesus Cristo é vibrar golpe mortal na religião inteira, fazê-la cair, e nada mais compreender da grandeza em que Deus vem unir-se às criaturas. Nossa Senhora é Mãe de Deus: “Maria de qua natus est Jesus!” Tudo está compendiado nesta frase. Maria, simples criatura; Jesus, Deus eterno; e a encarnação “de qua natus est”; afinal, a união indissolúvel que produz o nascimento, entre o Filho e a Mãe, a grande e incomparável obra-prima de Deus. Ele pode fazer mundos mais vastos, um céu mais esplêndido, mas não pode fazer uma Mãe maior que a Mãe de Deus! (S. Bernardo Spec. B.V. c 10). Aqui Ele se esgotou. É a última palavra de seu poder e de seu amor! #Cristo #Éfeso #Evangelho #Deus #Maria #Maternidade #virgem #veneração #Alexandria #Nestório #Senhor #NossaSenhora #hipostática #Doutrina #Filho #Redenção #Igreja #Alma #Amor #Divindade #Santíssima #Jesus #Concílio #mãe #verdadeiramente #Agostinho
- Campanha contra a prostituição no Mundial de Futebol da Alemanha
Calcula-se que cerca de 40 mil mulheres da Europa do Leste irão a esse país prostituir-se BERLIM, terça-feira, 2 de maio de 2006 (ZENIT.org).- A Coalizão contra o Tráfico de Mulheres (Coalition Against Trafficking in Women, CATW) lançou uma campanha de coleta de assinaturas para protestar contra o enorme mercado de prostituição que está se desenvolvendo com ocasião da Copa do Mundo de Futebol, que acontece de 9 de junho a 9 de julho em doze cidades alemãs. Em um comunicado enviado a Zenit que leva por título «Comprar sexo não é um desporto. Não à prostituição das mulheres durante o Campeonato do Mundo de Futebol em 2006», a Coalisão apresenta este fenômeno em números. «São esperados cerca de 3 milhões de espectadores, na sua maioria homens, e estima-se em 40 000 o número de mulheres ?importadas? da Europa Central e da Europa de Leste para ?servir sexualmente? os milhões de espectadores do sexo masculino». Por outro lado, acrescenta, «a Alemanha legalizou o proxenetismo e a indústria do sexo em 2002, contudo as zonas reservadas àquelas práticas não têm capacidade para os milhares de turistas desportivos/sexuais esperados». «Prevendo este afluxo, a indústria do sexo alemã erigiu um gigantesco complexo para a prática da prostituição prevendo o «boom comercial» durante o Campeonato do Mundo», informa o comunicado. «O futebol e o sexo estão como que lado a lado», declarou o advogado do novo mega-bordel de 3.000m2, estrutura que pode acolher 650 clientes, construída ao lado do principal estádio do Campeonato do Mundo, em Berlim. «Em zonas fechadas do tamanho de um estádio de futebol foram construídas ?cabanas do sexo? semelhantes a casas de banho designadas ?cabines de serviços?. Capas e estacionamento privativo são algumas das possibilidades oferecidas para proteger o ?anonimato? dos clientes». A Coalizão contra o Tráfico de Mulheres assegura que a prostituição «é uma forma de exploração sexual física e sobre as mulheres, que considera o seu corpo como uma mercadoria que pode ser comprada e vendida». «Tratar o corpo das mulheres como uma mercadoria viola as regras internacionais do desporto, as quais promovem a igualdade, o respeito mútuo e a não discriminação», acrescenta. O presidente da FIFA, J.F. Blatter, reconhece ?o importante papel do desporto, nomeadamente enquanto portador de mensagens claras contra os flagelos que corroem a sociedade a nível mundial?. «Como pode o Campeonato do Mundo do Futebol contribuir para erradicar o flagelo do tráfico e da exploração sexual?», perguntam os signatários do comunicado. A Coalizão pede que «os 32 países que participam no Campeonato do Mundo de Futebol que ratificaram as Convenções e/ou Protocolos contra a prostituição e o tráfico se oponham à promoção da prostituição pela Alemanha e dissociem publicamente sua equipe da indústria da prostituição». Dirige-se aos membros das equipas de futebol para exigir deles que se «declarem publicamente a sua oposição à exploração sexual das mulheres». Dirigindo-se ao Comitê da FIFA e o seu Presidente, no cumprimento dos seus deveres de responsabilidade social, pedem que «se oponham à relação estabelecida entre futebol e comércio do sexo». Ao governo alemão e em particular a sua chanceler, Angela Merkel, e junto da Federação Alemã de Futebol e do seu Presidente Gerhard Mayer-Vorfelder, convida a deter o «tráfico de mulheres para a prostituição, desencorajando a procura que a favorece». [Mais informações em http://catwinternational.org] #exploração #Mundo #Coalition #comunicado #Women #mercadoria #Trafficking #FIFA #acolher #Alemanha #futebol #prostituição #Coalizão #Mulheres #campeonato #Advogado #Tráfico #alemão
- O mês de maio, 31 dias para redescobrir o papel de Maria; propõe Papa
Em particular, no tempo de Páscoa CIDADE DO VATICANO, domingo, 30 de abril de 2006 (ZENIT.org).- Bento XVI propôs aos fiéis que façam deste mês de maio um período para redescobrir o papel da Virgem Maria, «mãe e mestra» na vida cristã. Recordando que após a ressurreição de Cristo os apóstolos reuniam-se junto à Mãe de Jesus, o Papa explicou ao meio-dia deste domingo, antes de rezar o «Regina Caeli», que Maria foi para eles «mãe e mestra, papel que continua desempenhando com os cristãos de todos os tempos». «A cada ano, no tempo pascal, vivemos mais intensamente esta experiência, e talvez precisamente por este motivo a tradição popular consagrou a Maria o mês de maio, que normalmente cai entre Páscoa e Pentecostes», considerou. Por este motivo, o bispo de Roma convidou a redescobrir neste mês «o papel maternal que ela desempenha em nossa vida para que sejamos discípulos dóceis e testemunhas valentes do Senhor ressuscitado». O Papa encomendou a Maria «as necessidades da Igreja e de todo o mundo, especialmente neste momento marcado por não poucas sombras». Por último, convidou os presentes a invocar a intercessão de São José, a quem a Igreja recordará amanhã como operário, em especial a favor do mundo do trabalho. Bento XVI começará esta segunda-feira o mês de maio visitando pela tarde o santuário do Amor Divino, situado perto de Roma, para rezar o Rosário (Cf. http://www.santuariodivinoamore.it). #Regina #Cristo #Pentecostes #Maria #virgem #Caeli #Senhor #maio #Tradição #mestra #Igreja #Amor #Jesus #Páscoa #mãe #Ressurreição
- Papa constata os repetidos intentos de negar a ressurreição de Jesus
Que têm por objetivo esvaziar de sentido o cristianismo, declara CIDADE DO VATICANO, domingo, 30 de abril de 2006 (ZENIT.org).- Bento XVI afirmou, ao rezar a oração mariana pascal «Regina Caeli» este domingo, que os contínuos intentos de negar a ressurreição de Cristo têm por objetivo esvaziar de sentido o cristianismo. «A ressurreição de Cristo é o dado central do cristianismo, verdade fundamental que há que reafirmar com vigor em todo tempo –constatou–, pois negá-la de diferentes maneiras, como se tentou e se tenta fazer, ou transformá-la em um acontecimento meramente espiritual, é fazer vã nossa própria fé». Recordando uma famosa expressão de São Paulo, o bispo de Roma explicou que «se Cristo não ressuscitou –afirma Paulo–, vazia é nossa pregação, vazia também vossa fé». Junto a milhares de fiéis congregados na praça de São Pedro, no Vaticano, o pontífice meditou em sua intervenção na passagem do Evangelho da liturgia deste domingo: a aparição de Jesus aos discípulos em Jerusalém. Hoje, como há mais de dois mil anos, reconheceu o bispo de Roma, os discípulos de Jesus «estão chamados a ser testemunhas precisamente deste acontecimento extraordinário», sua ressurreição. #Regina #Cristo #pregação #Caeli #pascal #Pedro #ressuscitou #pontífice #mariana #Paulo #Jesus #Ressurreição
- Sacerdócio celibatário é central para a Igreja, diz o Papa
VATICANO, 25 Abr. 06 (ACI) .- O Papa Bento XVI afirmou nesta manhã que o dom de si mesmo ao outro, no sacerdócio celibatário, é o coração do sacramento da ordem sacerdotal na Igreja e que “os que recebem este sacramento estão configurados de um modo particular a Cristo”. Ao receber nesta manhã os bispos de Ghana em visita ad limina, o Santo Padre animou os prelados a continuar assegurando que os candidatos ao sacerdócio correspondam às exigências de sua tarefa e dar-lhes uma formação adequada. Depois de lembrar que neste ano se comemora o centenário da chegada dos missionários ao norte de Ghana, desejou aos bispos africanos que “o valor missionário os impulsione, assim como a seu amado povo, reforçando seus esforços para difundir o Evangelho”. Também advertiu que a vida sacerdotal “nunca deve considerar um modo de melhorar a própria categoria social ou o nível de vida. Se assim for, a oferenda de si mesmo e a docilidade ao projeto de Deus cederão lugar aos desejos pessoais e o sacerdote será ineficaz”. Ao referir-se à tarefa da Igreja de ajudar as famílias cristãs a viver fiel e generosamente como verdadeiras Igrejas domésticas, o Papa fez suas as preocupações expressas pelos bispos em seus informes sobre “a correta celebração do matrimônio cristão” em seu país, e destacou que “o cristianismo busca respeitar sempre as veneráveis tradições das culturas e dos povos, mas procura ao mesmo tempo purificar as daquelas práticaas que são contrárias ao Evangelho”. “Por isso, é essencial que toda a comunidade católica acentue sempre a importância da união monógama e indissolúvel de homem e mulher, consagrados no matrimônio sagrado. Para os cristãos, as formas tradicionais de matrimônio nunca podem substituir o matrimônio sacramental”, destacou o Papa. Do mesmo modo, indicou que “os jovens constituem quase a metade da população” em Ghana e que nessa nação ali “a Igreja é jovem”. Por essa razão, é necessário reforçar a identidade católica da população, para o qual deve dar-se o os instrumentos necessários para enfrentar-se aos desafios de mudar a realidade econômica, e da globalização”, e ajudar “a responder aos argumentos das seitas religiosas”. Bento XVI elogiou os esforços recentes para “acabar com o mal da pobreza e reforçar a economia”, embora ainda reste muito por fazer, e acrescentou que “a pobreza extrema e difusa freqüentemente suporta um declive moral geral que conduz ao crime e à corrupção, aos ataques contra a santidade da vida humana e inclusive à volta às práticas supersticiosas do passado”. Nesta situação, continuou o Santo Padre, “a Igreja deve ser um farol de esperança para a vida dos cristãos, ajudando os fiéis a compreender melhor as promessas de Jesus” e “formando-os para que possam ocupar seu lugar legítimo tanto na Igreja de Cristo como na sociedade”. Também elogiou o trabalho dos catequistas e lamentou que sua tarefa se veja às vezes obstaculizada “pela escassez de recursos ou a hostilidade do ambiente”, e convidou os bispos a garantir-lhes seu “apoio espiritual, doutrinal, moral e material” para sua missão. #coração #Cristo #sacramento #Evangelho #adlimina #matrimônio #Padre #limina #sacerdotal #adequada #advertiu #Sacerdócio #Catolica #amado #Igreja #Jesus
- Importância da liturgia na Igreja convoca uma reflexão teológica internacional
Na Universidade de Navarra (Espanha) PAMPLONA, terça-feira, 25 de abril de 2006 (ZENIT.org).- A estreita relação entre liturgia e vida da Igreja será o eixo do Simpósio Internacional de Teologia que, de 26 a 28 de abril, será celebrado na Universidade de Navarra (www.unav.es). Esta XXVII edição do Simpósio tem por título «A liturgia na vida da Igreja», explica uma nota enviada esta terça-feira pela organização a Zenit. Quem o preside é o professor José Luis Gutiérrez, segundo o qual «a liturgia, como dizia o cardeal Ratzinger, não é de modo algum marginal na Igreja, mas se encontra no coração da fé cristã». «Todos os Papas do século XX, desde São Pio X, sublinham como a liturgia não é um aspecto periférico para a fé, mas nuclear», acrescenta. Irão se encontrar para a ocasião na Faculdade de Teologia da Universidade personalidades como Dom Egon Kapellari –bispo de Graz-Seckau (Áustria)– e Dom Marcello Semeraro –bispo de Albano (Itália). Com o Simpósio «pretende-se oferecer uma reflexão sobre a relação estreita entre a liturgia e a vida da Igreja a partir do estudo dos elementos teológicos centrais do culto cristão», explica o professor Gutiérrez. «Como manifestou João Paulo II, seguindo o Concílio, existe um vínculo estreito e orgânico entre a renovação da liturgia e a renovação de toda a vida da Igreja», observa. «Por sua vez, durante sua etapa de teólogo e prefeito da doutrina da fé, Bento XVI mostrou grande interesse pela liturgia; interesse perceptível pela publicação de trabalhos neste campo, como seu livro ?O espírito da liturgia?», recorda. Para o presidente do Simpósio, «o fruto mais interessante» desta iniciativa «deveria ser um renovado amor à liturgia da Igreja». Por sua parte, o decano da citada Faculdade de Teologia, o professor José Ramón Villar, comentou que se elegeu este tema porque «parecia oportuno tratar a Liturgia como um modo de celebrar e analisar os mais de quarenta anos passados desde a aprovação pelo Concílio Vaticano II da Constituição Sacrosanctum Concilium, sobre a liturgia». «Também –continuou– um dos frutos mais vistosos do Concílio foi a reforma litúrgica rapidamente empreendida após a aprovação desse documento. O que resulta compreensível, pois a celebração da liturgia tem uma importância decisiva para a vida cristã». #coração #cristã #professor #simpósio #importância #Liturgia #teologia #Igreja #universidade #Amor #Ratzinger #Faculdade #Concílio #Renovação
- Oficial do Vaticano esclarece: Doutrina sobre preservativo e a AIDS não mudará
VATICANO, 24 Abr. 06 (ACI) .- Um oficial do Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde, presidido pelo Cardeal Javier Lozano Barragán, esclareceu que da recente entrevista concedida pelo Cardeal mexicano a um jornal italiano não se desprende nenhuma mudança na doutrina da Igreja sobre o uso do preservativo e a AIDS. Vários jornais e agências de notícias difundiram nesta segunda-feira a entrevista concedida pelo Cardeal Lozano Barragán ao jornal italiano La Repubblica, em que, em relação ao tema do preservativo e a AIDS, declarou: “Este é um tema muito difícil e delicado que requer prudência… Meu dicastério está estudando isto muito de perto com cientistas e teólogos designados para emitir um documento que será publicado em breve”. As palavras do Cardeal deram pé a especulações a respeito de que a Santa Sé “poderia flexibilizar sua posição” sobre o uso do preservativo. Entretanto, Dom Antonio Soto Guerrero, Secretário pessoal do Cardeal Lozano Barragán e membro do Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde, esclareceu em diálogo com Imprensa que “a doutrina da Igreja continua firme em todos os princípios da moral católica. Para enfrentar a AIDS está a abstinência; e não podemos esquecer que se trata de um problema que em boa medida tem como origem uma desordem moral contra o sexto mandamento”. O Prelado do Vaticano assinalou à ACI Imprensa que, com efeito, a Congregação para a Doutrina da Fé, que preside o Cardeal William Joseph Llevada, está estudando a possibilidade de elaborar um documento sobre o tema, e para isso pediu a opinião de outros dicastérios do Vaticano. “Nosso dicastério já enviou estudos muito sérios e profissionais de membros e consultores que respondem às consultas propostas pela Congregação (para a Doutrina da Fé). A Congregação fará então um estudo mais amplo e demorará alguns meses antes de apresentar as conclusões ao Papa, que é quem finalmente decide se será ou não publicado um documento”. Dom Soto, entretanto, explicou que não existe nenhuma data nem cronograma e muito menos a iminência de um documento sobre o tema. “O princípio moral da Igreja é o mesmo; mas mudaram as situações que temos que enfrentar. trata-se, em outras palavras, de aplicar a doutrina de sempre a certas situações novas como o problema da AIDS”, disse Dom Soto. “Ponho o exemplo de um caso particular: o casal de esposo onde um deles tem AIDS e reclama o ato matrimonial, tem o cônjuge direito a defender sua saúde de alguma maneira?” “O princípio continua sendo a defesa da vida e a consciência de que tudo o que se refere ao quinto mandamento inclui o sexto, o não fornicar que implica defender a vida”, concluiu Dom Soto. #Abstinência #Congregação #dicastério #relação #Conselho #Saúde #AIDS #Doutrina #Pastoral #Igreja #prudência #Pontifício #Cardeal
- Comissão prepara parte litúrgica da V Conferência do Episcopado Latino-Americano e do Caribe
APARECIDA, segunda-feira, 24 de abril de 2006 (ZENIT.org).- A V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe acontece apenas em maio do ano que vem, mas os preparativos para o evento já mobilizam a Arquidiocese de Aparecida (170km de São Paulo, sudeste do Brasil, sede do evento) e os membros do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano). Na quarta-feira passada, bispos e padres reuniram-se na Cúria de Aparecida para começar a preparar a parte Litúrgica do evento. O arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, explicou que durante os trabalhos foram dadas orientações e critérios para as celebrações que serão realizadas durante a 5ª Conferência. «Nós indicamos alguns responsáveis que já vão começar a trabalhar na preparação das liturgias», disse. Como exemplo, Dom Damasceno citou as músicas usadas nas celebrações. «Terão de ser definidos critérios para se escolher os cantos, para que todos possam entender». Dom Damasceno ressaltou ainda que as celebrações terão de levar em conta as diversas línguas faladas na América Latina e Caribe. «Uma equipe vai preparar as celebrações e depois vai colocá-las num livro, que será distribuído para os delegados. Já os romeiros receberão a cada dia um folheto». Também são estudadas orientações para a imprensa mundial que vai acompanhar o evento, pois «será necessário orientar os câmaras e os repórteres durante as celebrações», afirmou o arcebispo. Todas as celebrações litúrgicas da 5ª Conferência serão realizadas no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, no altar principal, «isso porque o Santuário Nacional é um lugar de Romaria e não podemos fazer uma celebração à parte. Nós temos de permitir o acesso a essas celebrações», disse Dom Damasceno. Fazem parte da Comissão responsável pela preparação das Celebrações Litúrgicas da V Conferência Dom Geraldo Lyrio Rocha, vice-presidente do CELAM; Dom Manoel João Francisco, responsável pela Comissão Episcopal de Liturgia da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Também Dom Juan Francisco Sarazte, arcebispo de Cali, na Colômbia e presidente da Comissão de Liturgia do CELAM; Monsenhor Andrés Stanovik, secretário-geral do CELAM, e Pe. Efraim Martinez, secretário executivo da Comissão Episcopal de Liturgia do CELAM. Também participaram da reunião realizada em Aparecida na semana passada o reitor do Santuário Nacional, Padre Mauro Matiazzi e outros sacerdotes responsáveis pela liturgia do Santuário. #Damasceno #Episcopal #litúrgica #Francisco #Assis #Conferência #Raymundo #américalatina #Comissão #Episcopado #Liturgia #Arquidiocese #Latina #América #Arcebispo
- América Latina precisa de missionários como Santo Toribio de Mogrovejo, diz Bento XVI
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 24 de abril de 2006 (ZENIT.org).- A América Latina necessita de bispos e missionários como Santo Toribio de Mogrovejo, constata Bento XVI na mensagem que enviou aos participantes nas celebrações do quarto centenário de seu falecimento. Santo Toribio de Mogrovejo, arcebispo de Lima (Peru) desde 1581 até sua morte em 1606 (aos 68 anos de idade), foi declarado por João Paulo II patrono do episcopado da América Latina e Caribe. A mensagem papal foi lida esta segunda-feira no Auditório do Colégio Santo Agostinho, em Lima, ao inaugurar-se o Congresso Acadêmico Internacional «Santo Toribio de Mogrovejo: Missionário, Santo e Pastor» inaugurado pelo representante do Papa Bento XVI nestas celebrações, o cardeal Nicolas de Jesús López Rodríguez, arcebispo de Santo Domingo e primaz da América. O Papa, em sua mensagem, deseja que estas celebrações sejam «uma ocasião providencial para reavivar o caminho da Igreja nas diversas dioceses, inspirando-se na vida e obra de Santo Toribio», que «se distinguiu por sua abnegada entrega à edificação e consolidação das comunidades eclesiais de sua época». A carta destaca o profundo espírito missionário de Santo Toribio citando «alguns detalhes significativos», «como seu esforço por aprender diversas línguas, com a finalidade de pregar pessoalmente a todos os que estavam encomendados a seus cuidados pastorais». «Mas era também uma demonstração do respeito pela dignidade de toda pessoa humana, qualquer que fosse sua condição, na qual tratava de suscitar sempre a virtude de sentir-se verdadeiro filho de Deus», declara Bento XVI. Entre os marcos missionários do santo, cita em particular a convocação do III Concílio provincial de Lima (1582-1583), «que deixou um precioso acervo de doutrina e de normas pastorais», o chamado «Catecismo de Santo Toribio», «instrumento extraordinariamente eficaz para instruir na fé milhões de pessoas durante séculos» e a fundação do Seminário conciliar de Lima, que funciona até o dia de hoje. Milhares de fiéis foram nas últimas semanas à Catedral de Lima para ganhar a indulgência plenária que Bento XVI concedeu à arquidiocese por ocasião do Ano Jubilar. A arquidiocese primaz do Peru preparou estas celebrações com a «Grande Missão Mar Adentro», orientada a aprofundar na fé e renovar a evangelização da capital peruana, levada de porta em porta. As celebrações culminarão na quinta-feira, 27 de abril, pois nesse dia, segundo o calendário litúrgico peruano, celebra-se a solenidade de Santo Toribio. Pela tarde se efetuará uma procissão com relíquias de Santo Toribio de Mogrovejo desde o Convento de Santo Domingo até a Basílica Catedral de Lima. A Praça de Armas se fechará desde as 5h da manhã para que as diferentes irmandades possam colocar um total de 18 coroas florais. Ao longo do percurso processional haverá fogos de artifício e um projetor de luz iluminará o andor do Santo Turíbio de Mogrovejo. Na procissão participarão os bispos espanhóis de León, Julián López Martín e o arcebispo de Valladolid, Braulio Rodríguez (a terra de origem de Santo Toribio), o presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) e arcebispo de Santiago do Chile, cardeal Francisco Xavier Errázuriz Ossa; o enviado especial, o cardeal de Lima, todos os bispos do Peru e outros bispos americanos. Concluída a procissão, haverá uma celebração solene da festividade de Santo Toribio de Mogrovejo na catedral, presidida pelo enviado especial do Papa. Roma também se unirá a estas celebrações. Essa mesma quinta-feira, o cardeal Giovanni Battista Re, prefeito da Congregação para os Bispos e presidente da Pontifícia Comissão para América Latina, celebrará uma missa em honra a Santo Toribio de Mogrovejo, na Basílica Santa Maria a Maior. Pode-se consultar informação adicional sobre este centenário e a vida de santo Toribio de Mogrovejo em www.arzobispadodelima.org. #Falecimento #Rodríguez #Peru #américalatina #Domingo #Basílica #Catedral #Arquidiocese #Latina #Paulo #João #América #Agostinho #Cardeal
- «Sou consciente de que não estou só», confirma Papa após ano de sua eleição pontifícia
Constata o apoio de Deus; quatro milhões de fiéis vão aos encontros com o Santo Padre CIDADE DO VATICANO, domingo, 23 de abril de 2006 (ZENIT.org).- Bento XVI é consciente –admite– de que não está sozinho em sua missão petrina: conta com o «insubstituível apoio» de Deus e dos santos, e com a proximidade dos fiéis «em uma grande comunhão». No clima festivo da Oitava da Páscoa, o Papa celebrou na quarta-feira passada a audiência geral na Praça de São Pedro, à qual foram mais de sessenta mil fiéis na ensolarada manhã. Cumpria-se um ano de sua eleição como 264º sucessor de Pedro. Procedente da residência de Castel Gandolfo –onde passou uns dias de descanso–, o Papa dedicou a maior parte do seu encontro semanal a aprofundar no significado da Páscoa. Agradecendo pela alegria dos peregrinos e suas aclamações de felicitação, o Papa expressou: «Juntamente convosco quero dar graças ao Senhor, que, depois de ter-me chamado há exatamente um ano a servir à Igreja como Sucessor do apóstolo Pedro, não deixa de acompanhar-me com sua indispensável ajuda». «Que rápido passa o tempo!», exclamou. «Já transcorreu um ano desde que, de um modo para mim absolutamente inesperado e surpreendente, os cardeais reunidos em conclave decidiram eleger a minha pobre pessoa para suceder o amado servo de Deus o grande Papa João Paulo II», expressou ante a multidão. «Recordo com emoção o primeiro impacto que tive, desde o balcão central da basílica, imediatamente depois de minha eleição, com os fiéis reunidos nesta mesma praça», admitiu. «Ficou gravado na minha mente e no coração esse encontro, ao que seguiram muitos outros, que me permitiram experimentar a grande verdade do que disse durante a solene concelebração com a qual iniciei solenemente o exercício do ministério petrino –observou Bento XVI–: ?Sou consciente de que não estou só. Não tenho de levar sozinho o que, na realidade, eu nunca poderia levar só». «E cada vez me convenço mais de que por mim mesmo não poderia cumprir esta tarefa, esta missão», insistiu. «Mas sinto também que vós me ajudais a cumpri-la –confessou–. Assim estou em uma grande comunhão, e juntos podemos levar a diante a missão do Senhor». Igualmente, afirmou: «Conto com o insubstituível apoio da celestial proteção de Deus e dos santos, e me conforta vossa proximidade, queridos amigos, que me outorgais o dom de vossa indulgência e vosso amor». E agradeceu «de coração» a todos os que de diversas maneiras o «acompanham de perto» ou o seguem «de longe espiritualmente com seu afeto e sua oração». «A cada um peço que siga sustentando-me, pedindo a Deus que me conceda ser pastor manso e firme de sua Igreja», acrescentou. O Papa concluiu a audiência de quarta-feira com o canto do Pai Nosso e a Benção Apostólica, enviada junto aos bispos presentes. Desta forma, percorreu em um veículo descoberto a praça para poder saudar de perto os numerosos peregrinos. Da proximidade e do calor que cercam o Papa são expressão os números de participação de fiéis –difundidos na véspera deste primeiro aniversário pela sala de Imprensa da Santa Sé– nos encontros pontifícios. Neste primeiro ano de pontificado, mais de quatro milhões de fiéis e peregrinos foram à Roma para participar das audiências gerais ou especiais, da oração dominical do Ângelus ou das celebrações presididas por Bento XVI. Os dados da Prefeitura da Casa Pontifícia revelam em concreto a participação, nestes últimos doze meses, em Roma, de 1.121.500 pessoas nas audiências gerais. 384.900 nas audiências especiais, 697.200 nas celebrações litúrgicas e 1.875.000 no Ângelus dominical. #coração #PapaBentoXVI #comunhão #Senhor #Padre #Pedro #Santo #Papa #amado #sucessor #BentoXVI #Pontifícia #Igreja #Amor #alegria #participação #Páscoa #eleição
- «Quem se encontra com Jesus ressuscitado fica transformado», reconhece Papa
No domingo, «pequena Páscoa» da Ressurreição de cada semana CIDADE DO VATICANO, domingo, 23 de abril de 2006 (ZENIT.org).- «É fato que quem se encontra com Jesus ressuscitado fica transformado em seu interior», constata Bento XVI. Estes últimos dias o Santo Padre encarregou-se de explicar o momento, o lugar e o efeito de tal encontro. Na audiência geral de quarta-feira passada –na qual se uniu aos peregrinos na Praça de São Pedro em ação de graças pelo primeiro aniversário de seu pontificado– Bento XVI recordou que a alegria pascal destes dias «estende-se a todo o Ano Litúrgico e se renova de modo especial no domingo, dia dedicado à recordação da ressurreição do Senhor». Trata-se da «pequena Páscoa» de cada semana –disse–, um momento em que «a assembléia litúrgica reunida para a santa missa proclama no Credo que Jesus ressuscitou ao terceiro dia, acrescentando que esperamos ?a ressurreição dos mortos e a vida do mundo futuro?». «Assim se indica que o acontecimento da morte e ressurreição de Jesus constitui o centro de nossa fé, e sobre este anúncio funda-se e cresce a Igreja», sublinhou. Recordou o dia da ressurreição de Jesus e «o caso de Maria Madalena (Jo 20, 11-18), que descobre o sepulcro aberto e vazio e imediatamente teme que tenham levado o corpo do Senhor». Este «então a chama por seu nome, e nesse momento produz-se nela uma mudança profunda –prosseguiu–: o desconsolo e a desorientação transformam-se em alegria e entusiasmo. Com prontidão vai aonde os Apóstolos estão e lhes anuncia: ?Vi o Senhor?» (Jo 20, 18). «É um fato que quem se encontra com Jesus ressuscitado fica transformado em seu interior. Não se pode ?ver? o Ressuscitado sem ?crer? nele», expressou o Papa, convidando a rogar para que o Senhor «chame a cada um de nós por nosso nome e converta-nos, abrindo-nos à ?visão? da fé». Porque «a fé nasce do encontro pessoal com Cristo ressuscitado –advertiu– e se transforma em impulso de valentia e liberdade que nos leva a proclamar ao mundo: Jesus ressuscitou e vive para sempre». «Esta é a missão dos discípulos do Senhor de todas as épocas e também de nosso tempo», o qual não implica «desentender-se dos compromissos de cada dia» nem «das realidades terrenas» –apontou–, mas «impregnar todas nossas atividades humanas com uma dimensão sobrenatural», «converter-se em gozosos arautos e testemunhas da ressurreição de Cristo, que vive para sempre». Comentando o evangelho, este domingo Bento XVI recordou que «Jesus ressuscitado apareceu aos discípulos, reunidos no Cenáculo, na tarde do ?primeiro dia depois do sábado?, e que se mostrou a eles novamente no mesmo lugar ?oito dias depois?». «Desde o princípio, portanto, a comunidade cristã começou a viver um ritmo semanal, destacado pelo encontro com o Senhor ressuscitado», apontou. Daí que, como assinalou o Concílio Vaticano II, «a Igreja, por uma tradição apostólica, que traz sua origem do próprio dia da Ressurreição de Cristo, celebra o mistério pascal a cada oito dias, no dia que é chamado com razão de ?dia do Senhor?, ou domingo». O Papa colocou sob a intercessão de Maria que todos os cristãos vivam em plenitude o Domingo como «Páscoa da semana», «saboreando a beleza do encontro com o Senhor ressuscitado e bebendo na fonte de seu amor misericordioso, para ser apóstolos de sua paz». #Cristo #Ressuscitado #Maria #Senhor #pascal #Padre #advertiu #ressuscitou #AçãodeGraças #Igreja #Amor #alegria #Jesus #Páscoa #Ressurreição
- Pregador do Papa denuncia: Paixão de Jesus submetida a «rentável» manipulação
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 14 de abril de 2006 (ZENIT.org).- Com a denúncia da especulação, da manipulação midiática e da negação à qual é submetida a Paixão e Morte de Cristo, o pregador da Casa Pontifícia iniciou sua homilia desta Sexta-Feira Santa ante Bento XVI. O tema é de extrema importância, pois, como recordou, «Deus é amor, e a cruz de Cristo é a prova suprema disso, a demonstração histórica». Na Basílica de São Pedro ressoaram as palavras do apóstolo Paulo pela boca do padre Raniero Cantalamessa, ofm cap.: «Pois virá algum tempo em que alguns não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, segundo os seus próprios desejos, como que sentido comichão nos ouvidos, rodear-se-ão de mestres. Desviarão os seus ouvidos da verdade, orientando-os para as fábulas». Esta palavra da Escritura –sobretudo a menção ao desejo de ouvir coisas novas– está-se realizando de modo novo e impressionante em nossos dias», lamentou o pregador do Papa. «Enquanto nós celebramos aqui a lembrança da Paixão e Morte do Salvador, milhões de pessoas são induzidas por hábeis contadores de lendas antigas a crer que Jesus de Nazaré nunca foi, na realidade, crucificado», advertiu. Citou por exemplo o «best-seller» do momento nos Estados Unidos, «uma edição do ?Evangelho de Tomé?, apresentado como o evangelho que ?nos evita a crucifixão, faz desnecessária a ressurreição e não nos obriga a crer em nenhum Deus chamado Jesus?». «Pessoas que não se dão ao trabalho de ler uma análise séria das tradições históricas sobre a paixão, morte e ressurreição de Jesus ficam fascinadas por toda nova teoria segundo a qual ele não foi crucificado e não morreu, especialmente se a seqüência da história compreende sua fuga com Maria Madalena para a Índia [ou para a França, segundo a versão mais atualizada]?», alertou o padre Cantalmessa, citando palavras do estudioso bíblico Raymond Brown. «Estas teorias demonstram que quando se trata da Paixão de Jesus, a despeito da máxima popular, a fantasia supera a realidade, e é, querendo ou não, também mais rentável», prossegue a citação do biblista. «Fala-se muito da traição de Judas, e não se percebe que se está repetindo –denunciou o padre Cantalamessa–. Cristo continua sendo vendido, já não aos chefes do Sinédrio por trinta moedas, mas a editores e livrarias por milhares de moedas». Igualmente alertou de que esta «onda especulativa» não tem freio e de que inclusive «registrará um crescer com o iminente lançamento de certo filme». Reconheceu –na Basílica vaticana, em plena celebração da Paixão e Morte do Senhor– que estes temas «não mereceriam ser tratados neste lugar e neste dia». «Mas não podemos permitir –manifestou– que o silêncio dos crentes seja tomado pela vergonha e que a boa fé (ou a ignorância?) de milhões de pessoas seja manipulada pelos meios de comunicação sem levantar um grito de protesto em nome não só da fé, mas também do sentido comum e da sã razão». As «fantasias» citadas têm, segundo disse o pregador da Casa Pontifícia, uma explicação: «Estamos na era dos meios de comunicação, e à mídia, mais que a verdade, interessa a novidade». Autor: Rogério Amaral Silva Fonte: Zenit.org #RanieroCantalamessa #Verdade #Evangelho #Pregador #paixão #Amaral #Manipulação #Denuncia #Cantalamessa #Basílica #Crucificado #advertiu #Raniero #Amor #Jesus #morte #Ressurreição
- Relação dos Milagres de Jesus
A transformação da água em vinho nas bodas de Caná: Jo 2,1-11. Jesus escapa de seus inimigos em Nazaré: Lc 4,28-30. Cura do filho do Governador em Cafarnaum: Jo 4,46-54. Cura de um possesso em Cafarnaum: Mc 1,23-28, Lc 4,33-37. Cura da sogra de Pedro: Mt 8,14-15, Mc 1,29-31, Lc 4,38-39. Milagres de Cafarnaum no sábado à noite: Mt 8,16-17, Mc 1,32-34, Lc 4,40-41. A primeira pesca miraculosa: Lc 5,1-9. Os vários milagres realizados na Galiléia: Mt 4,23-24, Mc 1,38-39. Cura do leproso: Mt 8,1-4, Mc 1,39-44, Lc 5,12-14. Cura de um homem paralítico: Mt 9,1-8, Mc 2,1-12, Lc 5,17-26. A cura de um doente na piscina de Betesda: Jo 5,1-9. Cura de um homem de mão seca: Mt 12,9-13, Mc 3,1-5, Lc 6,6-10. Os milagres aos sábados, dias de descanso: Mt 12,14-16, Mc 3,6-12, Lc 6,17-19. Cura do empregado do Centurião: Mt 8,5-8.13, Lc 7,1-10. Ressurreição do filho da viúva de Naim: Lc 7,11-16. Os milagres relatados a João Batista: Lc 7,19-22. Cura de um possesso cego e mudo: Mt 12,22-24. A primeira tempestade serenada (acalmada): Mt 8,23-27, Mc 4,35-40, Lc 8,22-25. Os possessos e os porcos em Gerasa: Mt 8,28-33, Mc 5,1-15, Lc 8,26-35. Cura da mulher com fluxo de sangue (hemorroíssa): Mt 9,2-22, Mc 5,25-34, Lc 8,43-48. A ressurreição da filha de Jairo: Mt 9,18.19.23-26, Mc 5,21-24.35-43, Lc 8,40-42.49-56. Os milagres em Nazaré: Mt 13,57-58, Mc 6,4-5. Os milagres realizados na Sua terceira viagem pelas cidades e vilas da Galiléia: Mt 9,35. Os milagres no deserto perto do lago de Genesaré: Mt 14,13-14, Lc 9,10-11, Jo 6,1-2. A primeira multiplicação de pães e peixes: Mt 14,14-21, Mc 6,34-44, Lc 9,11-17, Jo 6,3-14. A segunda tempestade acalmada: Mt 14,22-23, Mc 6,45-51, Jo 6,15-21. Os milagres realizados nas terras de Genesaré: Mt 14,34-36, Mc 6,53-56. Cura da filha da mulher de Caná: Mt 15,21-28, Mc 7,24-30. A cura do surdo e mudo: Mc 7,31-37. Os milagres realizados na montanha perto do mar de Tiberíades: Mt 15,29-31. A segunda multiplicação de pães e peixes: Mt 15,32-38, Mc 8,1-9. O cego de Betsaída: Mc 8,22-26. A transfiguração de Cristo: Mt 17,1-9, Mc 9,1-8, Lc 9,28-36. Cura do menino possuído pelo demônio: Mt 17,14-17, Mc 9,16-26, Lc 9,37-44. O dinheiro encontrado na boca do peixe: Mt 17,23-26. Cura do cego de nascença: Jo 9,1-7. Os dois homens cegos: Mt 9,27-31. Cura de um mudo possuído pelo demônio: Mt 9,32-34, Lc 11,14-15. A mulher enferma, inválida: Lc 13,10-13. Cura do homem que sofria de hidropisia: Lc 14,1-4. A ressurreição de Lázaro: Jo 11,11-15.38-45. Cura dos dez leprosos: Lc 17,11-19. Os dois homens cegos de Jericó: Mt 20,29-34, Mc 10,46-52, Lc 18,35-43. A figueira seca, amaldiçoada: Mt 21,17-20, Mc 11,12-14.20-21. Os milagres realizados no templo: Mt 21,14-15. O milagre na prisão de Cristo: Jo 18,3-6. A cura da orelha de Malco: Lc 22,49-51. Os milagres na hora da morte de Cristo: Mt 27,45.50-54, Mc 15,33-34.37-39, Lc 23,44-48. A ressurreição de Cristo: Mt 28,1-10, Mc 16,1-9, Lc 24,1-8, Jo 20,1-17. A segunda pesca milagrosa: Jo 21,1-6.10-11. A ascensão de Cristo ao céu: Mc 16,19, Lc 24,50-51, At1,9-11. Milagre realizado em tempo desconhecido: A cura de Madalena e das mulheres santas (Lc 8, 1-2). Milagres não Registrados: “Muitos outros sinais Jesus também fez à vista de seus discípulos que não estão escritos neste livro. Mas estes são escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus: e que assim crendo, possam ter vida em seu nome” (Jo 20, 30-31). “Mas há também muitas outras coisas que Jesus fez, que, se fossem escritas uma a uma, o próprio mundo, acredito, não seria capaz de conter os livros que deveriam ser escritos” (Jo 21,25). Fonte: Veritatis Splendor #possuído #Cafarnaum #leproso #Caná #demônio #transformação #Genesaré #Naim #Galiléia #milagre #possesso #tempestade #Batista #Governador #Centurião #Betesda #João #Jesus #paralítico #miraculosa #multiplicação #doente
- Igreja não pode calar quando se questionam direitos fundamentais
VATICANO, 21 Abr. 06 (ACI) .- Em uma entrevista publicada pela imprensa indonésia, o Secretário para as Relações com os Estados, Arcebispo Giovanni Lajolo, reiterou que seguindo o princípio da separação entre os âmbitos político e religioso, a Igreja não impõe leis civis mas sim intervém e não pode calar “quando está em questão a dignidade ou os direitos fundamentais dos seres humanos ou a liberdade religiosa”. Em diálogo com o jornal Kompas, o Prelado se referiu à reta compreensão da separação entre as competências da Igreja e do Estado, além da peculiaridade do Estado da Cidade do Vaticano, da atividade diplomática da Santa Sé e do diálogo inter-religioso. Em relação à separação de poderes entre Igreja e Estado civil, Dom Lajolo lembrou que “a Igreja não pretende impor lei civil alguma, se não o fizerem as mesmas forças políticas. É válido o princípio fundamental da separação entre a esfera política e a religiosa e a firme tutela da liberdade religiosa pela qual assim como o Estado não entra na atividade da Igreja, esta também não à suas ordens”. “A Igreja ?na prática os bispos dos países interessados?, querem iluminar os católicos e a opinião pública do país, explicando com declarações públicas a posição católica sobre questões morais propostas pela legislação ou pela atividade política, apoiando-se sobretudo em argumentos racionais, acessíveis também aos que não têm fé”, assinalou na entrevista publicada em 16 de abril passado. Sobre o assunto, o Arcebispo precisou que “no âmbito universal, a Santa Sé intervém sobre as grandes questões morais propostas pela política com documentos de vários tipos, como as encíclicas ou as exortações apostólicas do Papa ou as instruções da Congregação para a Doutrina da Fé. Os critérios para julgar se for oportuno intervir são diversos: a Igreja não pode calar, de todas formas, quando está em questão a dignidade ou os direitos fundamentais dos seres humanos ou a liberdade religiosa”. Não confundir Estado Vaticano e Santa Sé Na entrevista, o arcebispo precisou que o Estado da Cidade do Vaticano é um verdadeiro estado, mas de “minúscula realidade política, que tem somente a função de garantir a independência do Papa como autoridade suprema da Igreja Católica de qualquer poder civil”, enquanto a Santa Sé, quer dizer, “o Papa e a Cúria Romana, impropriamente chamados Vaticano, porque têm sede no Estado da Cidade do Vaticano, não são um órgão de governo civil nem têm portanto funções políticas”. portanto, “não há superposição entre a função política do estado e a função religiosa da Igreja”. Do mesmo modo, o Arcebispo precisou que tampouco se deve confundir o Estado da Cidade do Vaticano, que “tem relações, sobre tudo com a Itália, limitadas a sua modesta estrutura” com a Santa Sé, que conta por sua vez com uma “vasta rede de embaixadas em todo mundo”, quer dizer, as nunciaturas apostólicas. Estas últimas, continuou, “não se ocupam de política ou de interesses comerciais, mas sim de questões relativas à liberdade da Igreja e dos direitos humanos. Em geral, a Santa Sé intervém para defender o status jurídico da Igreja e, em alguns países, em defesa dos católicos oprimidos, submetidos a pressão ou discriminados, e o faz invocando os direitos sancionados na Declaração Universal dos Direitos do Homem e do International Covenant on Civil and Political Rights (ICCPR) ou dos estabelecidos na Constituição dos diversos Estados”. “Os critérios de intervenção trocam, segundo as situações, e se inspiram na vontade de ajudar da maneira mais eficaz, e portanto com a prudência e a reserva necessárias para evitar repercussões negativas”, acrescentou. Diálogo inter-religioso Por último, a respeito do diálogo inter-religioso, o Prelado afirmou que “Bento XVI continuará o compromisso do diálogo inter-religioso, segundo as diretrizes do Concílio Vaticano II, como seus antecessores”. Depois de advertir que “um conflito de culturas, ou pior ainda de religiões, dividiria os povos ainda mais do que já estão”, Dom Lajolo destacou que “o diálogo inter-religioso aponta a conhecer melhor a fé do interlocutor e a dar a conhecer melhor a própria, reforçando os vínculos de estima mútua” e que “não pretende fazer com que os que participam dele sejam menos fiéis às profundas convicções religiosas próprias, mas a abrir cada vez mais as mentes e os corações à vontade de Deus”. #dignidade #Relações #liberdade #Catolica #secretário #Giovanni #política #indonésia #Igreja #Imprensa #diálogo #Arcebispo
- Dez conselhos de Bento XVI aos jovens
Conversar diariamente com Deus, ler a Bíblia, ir à Missa aos Domingos, contar as alegrias e penas a Cristo, dar exemplo ou ser útil aos outros: são alguns dos conselhos que o Papa dá aos jovens. 1) Conversar com Deus ?Algum de vós poderia talvez identificar-se com a descrição que Edith Stein fez da sua própria adolescência, ela, que viveu depois no Carmelo de Colônia: “Tinha perdido consciente e deliberadamente o costume de rezar”. Durante estes dias podereis recuperar a experiência vibrante da oração como diálogo com Deus, porque sabemos que nos ama e, a quem, por sua vez, queremos amar?. 2) Contar-lhe as penas e alegrias ?Abri o vosso coração a Deus. Deixai-vos surpreender por Cristo. Dai-lhe o “direito de vos falar” durante estes dias. Abri as portas da vossa liberdade ao seu amor misericordioso. Apresentai as vossas alegrias e as vossas penas a Cristo, deixando que ele ilumine com a sua luz a vossa mente e toque com a sua graça o vosso coração. 3) Não desconfiar de Cristo ?Queridos jovens, a felicidade que buscais, a felicidade que tendes o direito de saborear, tem um nome, um rosto: o de Jesus de Nazaré, oculto na Eucaristia. Só ele dá plenitude de vida à humanidade. Dizei, com Maria, o vosso “sim” ao Deus que quer entregar-se a vós. Repito-vos hoje o que disse no princípio de meu pontificado: ?Quem deixa entrar Cristo na sua vida não perde nada, nada, absolutamente nada do que faz a vida livre, bela e grande. ¡Não! Só com esta amizade se abrem de par em par as portas da vida. Só com esta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos liberta?. Estai plenamente convencidos: Cristo não tira nada do que há de formoso e grande em vós, mas leva tudo à perfeição para a glória de Deus, a felicidade dos homens e a salvação do mundo?. 4) Estar alegres: querer ser santos ?Para além das vocações de consagração especial, está a vocação própria de todo o batizado: também é esta uma vocação que aponta para um ?alto grau? da vida cristã ordinária, expressa na santidade. Quando encontramos Jesus e acolhemos o seu Evangelho, a vida muda e somos impelidos a comunicar aos outros a experiência própria (…). A Igreja necessita de santos. Todos estamos chamados à santidade, e só os santos podem renovar a humanidade. Convido-vos a que vos esforceis nestes dias por servir sem reservas a Cristo, custe o que custar. O encontro com Jesus Cristo vos permitirá apreciar interiormente a alegria da sua presença viva e vivificante, para testemunhá-la depois no vosso ambiente?. 5) Deus: tema de conversa com os amigos ?São tantos os nossos companheiros que ainda não conhecem o amor de Deus, ou procuram encher o coração com sucedâneos insignificantes. Portanto, é urgente ser testemunhos do amor que se contempla em Cristo. Queridos jovens, a Igreja necessita autênticos testemunhos para a nova evangelização: homens e mulheres cuja vida tenha sido transformada pelo encontro com Jesus; homens e mulheres capazes de comunicar esta experiência aos outros?. 6) No Domingo, ir à Missa Não vos deixeis dissuadir de participar na Eucaristia dominical e ajudai também os outros a descobri-la. Certamente, para que dela emane a alegria que necessitamos, devemos aprender a compreendê-la cada vez mais profundamente, devemos aprender a amá-la. Comprometamo-nos com isso, vale a pena! Descubramos a íntima riqueza da liturgia da Igreja e a sua verdadeira grandeza: não somos os que fazemos uma festa para nós, mas, pelo contrário, é o próprio Deus vivo que prepara uma festa para nós. Com o amor à Eucaristia redescobrireis também o sacramento da Reconciliação, no qual a bondade misericordiosa de Deus permite sempre que a nossa vida comece novamente. 7) Demonstrar que Deus não é triste Quem descobriu Cristo deve levar os outros para ele. Uma grande alegria não se pode guardar para si mesmo. É necessário transmiti-la. Em numerosas partes do mundo existe hoje um estranho esquecimento de Deus. Parece que tudo anda igualmente sem ele. Mas ao mesmo tempo existe também um sentimento de frustração, de insatisfação de tudo e de todos. Dá vontade de exclamar: Não é possível que a vida seja assim! Verdadeiramente não. 8) Conhecer a fé Ajudai os homens a descobrir a verdadeira estrela que nos indica o caminho: Jesus Cristo. Tratemos, nós mesmos, de conhecê-lo cada vez melhor para poder conduzir também os outros, de modo convincente, a ele. Por isso é tão importante o amor à Sagrada Escritura e, em conseqüência, conhecer a fé da Igreja que nos mostra o sentido da Escritura. 9) Ajudar: ser útil Se pensarmos e vivermos inseridos na comunhão com Cristo, os nossos olhos se abrem. Não nos conformaremos mais em viver preocupados somente conosco mesmo, mas veremos como e onde somos necessários. Vivendo e atuando assim dar-nos-emos conta rapidamente que é muito mais belo ser úteis e estar à disposição dos outros do que preocupar-nos somente com as comodidades que nos são oferecidas. Eu sei que vós, como jovens, aspirais a coisas grandes, que quereis comprometer-vos com um mundo melhor. Demonstrai-o aos homens, demonstrai-o ao mundo, que espera exatamente este testemunho dos discípulos de Jesus Cristo. Um mundo que, sobretudo mediante o vosso amor, poderá descobrir a estrela que seguimos como crentes. 10) Ler a Bíblia O segredo para ter um “coração que entenda” é edificar um coração capaz de escutar. Isto é possível meditando sem cessar a palavra de Deus e permanecendo enraizados nela, mediante o esforço de conhecê-la sempre melhor. Queridos jovens, exorto-vos a adquirir intimidade com a Bíblia, a tê-la à mão, para que seja para vós como uma bússola que indica o caminho a seguir. Lendo-a, aprendereis a conhecer Cristo. São Jerônimo observa a este respeito: “O desconhecimento das Escrituras é o desconhecimento de Cristo” * * * Em resumo… Construir a vida sobre Cristo, acolhendo com alegria a palavra e pondo em prática a doutrina: eis aqui, jovens do terceiro milênio, o que deve ser o vosso programa! É urgente que surja uma nova geração de apóstolos enraizados na palavra de Cristo, capazes de responder aos desafios do nosso tempo e dispostos a difundir o Evangelho por toda a parte. Isto é o que o Senhor vos pede, a isto vos convida a Igreja, isto é o que o mundo ? ainda que não saiba ? espera de vós! E se Jesus vos chama, não tenhais medo de responder-lhe com generosidade, especialmente quando vos propõe segui-lo na vida consagrada ou na vida sacerdotal. Não tenhais medo; confiai n?Ele e não ficareis decepcionados. BENTO XVI Fonte: Opus Dei #Cristo #santidade #PapaBentoXVI #Escritura #Deus #adolescência #felicidade #Eucaristia #Jovens #Papa #Igreja #Amor #verdadeira #alegria #amizade #Jesus #Missa #Humanidade
- "Peçam a Deus para que eu continue sendo um pastor manso e firme de sua Igreja", diz o Pap
VATICANO, 19 Abr. 06 (ACI) .- Diante de mais de 60 mil pessoas reunidas na Praça de São Pedro pelo primeiro aniversário de sua eleição como Sumo Pontífice, o Papa Bento XVI pediu a todos os fiéis que o continuem apoiando e que peçam a Deus para que lhe conceda continuar sendo um pastor manso e firme de sua Igreja. Ao iniciar suas palavras, o Santo Padre lembro o dia de sua eleição, aquela terça-feira, 19 de abril de 2005, dizendo: ?Queria junto convosco agradecer ao Senhor que depois de ter me chamado há exatamente um ano para servir a Igreja como sucessor do apóstolo Pedro, não deixou de me assistir com sua indispensável ajuda?. ?Lembro com emoção ?acrescentou? o primeiro impacto que, do balcão central da Basílica, tive justamente depois de minha eleição com os fiéis reunidos nesta mesma praça?. “Permanece impresso em minha mente e no coração aquele encontro, ao qual seguiram muitos outros que me deram um modo de experimentar o quanto é verdade aquilo que disse no curso da solene concelebração com a qual iniciei solenemente o exercício do ministério petrino: ?Sinto viva a consciência de não dever levar por minha conta aquilo que na verdade não poderia levar por mim mesmo?. E cada vez mais, sinto que só não poderia levar adiante esta tarefa, esta missão, mas sinto também como vós me ajudais, e assim estou em uma grande comunhão e juntos podemos levar em frente a missão do Senhor?. Concluindo, Bento XVI agradeceu “de coração a todos aqueles que de diversas maneiras me estão próximos a mim e também aos que estão longe, mas próximos espiritualmente com seu afeto e oração: a cada um peço que continue me apoiando e pedindo a Deus para me conceda ser o pastor manso e firme de sua Igreja?. Ao final, o Papa saudou os visitanets da América Latina e da Espanha, de modo especial aos Religiosos Agostinianos, aos seminaristas de Madri e aos vários grupos paroquiais e estudantes espanhóis, assim como aos diversos peregrinos da Argentina, Costa Rica, El Salvador e México. “Que a Virgem Maria nos ajude a compreender este grande mistério de amor que transforma os corações e nos faz experimentar a alegria pascal. Muito obrigado por vossa atenção”, disse o Santo Padre. Participaram da audiência geral peregrinos vindos da Bósnia, Croácia, Ucrânia, Alemanha, França, Estados Unidos, Austrália, Canadá, México, Costa Rica, Argentina, Irã, entre outros. Finalizada a audiência, o Santo Padre voltou de helicóptero para sua residência de Castelgandolfo, onde permanecerá até a próxima sexta-feira. #coração #Deus #Alemanha #Senhor #audiência #américalatina #Padre #missão #Pedro #adiante #aniversário #Santo #pontífice #manso #Amor #alegria #Sumo #México #América #eleição
- Esclarecimentos sobre o "Código da Vinci"
A difusão do livro “O Código Da Vinci”, de Dan Brown, e do filme baseado sobre a obra, tem suscitado em muitas pessoas perplexidades, dúvidas e confusão a respeito de algumas verdades fundamentais da fé cristã referentes a Jesus Cristo e à Igreja. A CNBB, consciente de sua responsabilidade em relação à defesa da verdadeira fé da Igreja, vem a público para prestar alguns esclarecimentos. Não devemos esquecer que a obra em questão é de ficção e não retrata a história de Jesus, nem da Igreja. Não se pode atribuir verdade às afirmações claras ou veladas do autor. O que é fantasia deve ser lido e entendido como fantasia. As únicas fontes dignas de fé sobre a vida de Jesus e o início da Igreja são os textos do Novo Testamento, da Bíblia. A história da Igreja, depois dos apóstolos, está retratada em obras de caráter histórico, cujas afirmações são respaldadas pelo rigor do método histórico. Alertamos, portanto, que a obra, no seu gênero fantasioso, apresenta uma imagem profundamente distorcida de Jesus Cristo, que está em contraste com as pesquisas e afirmações de estudiosos de diversas áreas das ciências humanas, da teologia e dos estudos bíblicos, ao longo de dois mil anos de história do cristianismo. É lamentável que a obra, com roupagem pseudo-científica, se ponha a versar de maneira leviana e desrespeitosa sobre convicções tão sagradas para os cristãos. Muitos cristãos sentem-se feridos em sua fé e nas convicções que lhes são profundamente caras. Outras pessoas são induzidas à dúvida sobre verdades da fé pregadas pela Igreja, desde sua origem, e transmitidas de geração em geração, com zelosa fidelidade à doutrina dos apóstolos. Ainda outras são levadas, inclusive, a levantar suspeitas sobre a honestidade da Igreja nas afirmações de fé sobre Jesus Cristo, seu divino fundador. Diante disso, afirmamos, com toda convicção, que a Igreja, de forma alguma, ocultou no passado, nem oculta no presente, a verdade sobre Jesus Cristo e sobre a origem dela própria. A Igreja não pode deixar de afirmar o sagrado patrimônio das verdades a respeito de Jesus Cristo e sobre si mesma, que ela recebeu dos apóstolos. Convidamos todos a lerem os Evangelhos e demais textos do Novo Testamento da Bíblia, para encontrarem aí a imagem de Jesus Cristo, assim como é anunciada pela pregação da Igreja desde as suas origens. Por outro lado a leitura de algum bom livro de história da Igreja – e existem muitos! – poderá ajudar a conhecer a verdade histórica sobre a Igreja, que não é oculta nem subtraída ao conhecimento de quem quer que seja. Cardeal Geraldo Majella Agnelo Arcebispo de São Salvador da Bahia Presidente da CNBB #CNBB #cristã #Cristo #fantasia #OCódigoDaVinci #Testamento #história #histórico #confusão #CódigodaVinci #Bíblia #Igreja #ficção #Código #verdadeira #defesa #Jesus







