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  • A veneração a São Pedro e a pertença ao Corpo Místico de Cristo

    Venerar São Pedro é fazer memória de nossa pertença à única Igreja por Cristo fundada. O mistério da Igreja é inseparável do mistério de Cristo. Os dois não formam mais do que uma só realidade. A Igreja é Seu Corpo, Sua Esposa mística. A Igreja é uma sociedade fundada por Cristo sobre os Apóstolos. Nela está depositada a doutrina e a autoridade de Jesus. Não é o Papa dono da verdade, mas seu servo, seu protetor. E por isso é que não pode ele mudá-la, e sim pregá-la e defende-la. A Igreja também é a dispensadora dos sacramentos e continuadora da religião de Cristo. Não se vai, portanto, a Cristo sem ser pela Igreja. Até os que se salvam fora das estruturas visíveis da Igreja, em verdade salvam-se pela Igreja, como seus membros invisíveis, ainda que não o saibam. Deus nos quer governar por homens, e isto é importante para a economia sobrenatural resultante da Encarnação. Não nos salvou Cristo apenas como Deus. Pelo contrário, fez-Se homem. Sua humanidade foi como que um instrumento para a nossa redenção. Assim, do mesmo modo, nos governa Jesus Cristo, Nosso Senhor, Rei e Salvador, através dos homens: dos Bispos e do Papa. Eis porque a Igreja é necessariamente visível. Por ela Jesus é glorificado e exercita-se nossa fé. Temos, pois, deveres para com a Igreja: obedecer às suas ordens legítimas, segundo o Direito; crer no que ela prega, especialmente quando definido infalivelmente; respeitar seus pastores e seus membros; amá-la, defendê-la, protegê-la. A Igreja é, outrossim, o Corpo Místico de Cristo, que é Sua Cabeça invisível, como Pedro e seu sucessor a visível. Somos, então, um com Ele, pois somos os membros do Corpo, da Igreja. Tal união é profundíssima, porque tomamos parte no próprio Cristo Jesus, sendo uma só realidade com Ele. Permanecemos unidos a Nosso Senhor e aos demais membros, nossos irmãos, pela caridade. Autor: Dr. Rafael Vitola Brodbeck Fonte: Veritatis Splendor #religião #Cristo #realidade #Verdade #Apóstolos #Deus #mística #veneração #Senhor #Pedro #Doutrina #corpo #Venerar #Igreja #Esposa #Jesus

  • Bombas calam rádio cristã no Líbano

    Transmitia 14 horas de oração por dia e a Eucaristia em árabe há 12 anos BEIRUTE, sexta-feira, 28 de julho de 2006 (ZENIT.org).- A «Rádio MBS», emissora católica que emitia quatorze horas de oração por dia, e também a missa em árabe, foi parcialmente destruída pelos bombardeios israelenses na noite do último domingo, como inúmeros meios de comunicação libaneses. A rádio tem por presidente o arcebispo greco-melquita de Beirute e Jbeil, D. Joseph Kallas e conta com a aprovação da Assembléia de Patriarcas e Bispos Católicos do Líbano. Em declarações concedidas a Zenit, a fundadora da Rádio, Marie-Sylvie Buisson, membro da Comunidade Emmanuel, explica que a emissora «cobria o Líbano, Síria, sul da Turquia, Leste do Iraque, norte da Palestina e Jordânia». «A emissora funcionava sem interrupção desde sua criação, há doze anos, mas agora foi calada», constata com tristeza. A fundadora espera que, após a crise no Líbano, a rádio possa encontrar apoio econômico «para voltar a iniciar seu apostolado, que faz presente a Palavra de Cristo nesta delicada região do mundo». As rádios católicas no Líbano foram também vitimas de militantes islâmicos próximos a Síria. Em maio de 2005, por exemplo, uma bomba destruiu a rádio católica do Patriarcado dos Maronitas, «A Voz da Caridade». O atentado provocou duas mortes e mais de trinta feridos». #Bomba #Emmanuel #rádio #Jordânia #católicos #Eucaristia #Síria #Iraque #Catolica #bispos #emissora #Turquia #Palestina #Assembléia #Arcebispo

  • Pregador do Papa recorda lição de Jesus sobre o desperdício

    Comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap., sobre a liturgia do próximo domingo (30/07) ROMA, sexta-feira, 28 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap. — pregador da Casa Pontifícia — sobre a liturgia do próximo domingo, XVII do tempo comum. * * * Recolhei os pedaços que sobraram XVII Domingo do tempo comum (B) 2 Reis 4, 42-44; Efésios 4, 1-6; João 6, 1-15 Durante vários domingos, o Evangelho está tomado do discurso que Jesus pronunciou sobre o pão da vida na sinagoga de Cafarnaum, e que o evangelista João refere. A passagem deste domingo vem do episódio da multiplicação dos pães de dos peixes, que se torna uma introdução ao discurso eucarístico. Não é por acaso que a apresentação da Eucaristia começa com o relato da multiplicação dos pães. Com isso, o que se quer dizer é que não se pode separar, no homem, a dimensão religiosa da material; não é possível prover suas necessidades espirituais e eternas, sem preocupar-se, ao mesmo tempo, por suas necessidades terrenas e materiais. Foi precisamente esta, por um motivo, a tentação dos apóstolos. Em outra passagem do Evangelho, se lê que eles sugeriram a Jesus que despedisse a multidão para que fosse aos povoados vizinhos para buscar o que comer. Mas Jesus respondeu: «Dai-lhes vós mesmos de comer!» (Mateus 14, 16). Com isso, Jesus não pede aos seus discípulos que façam milagres. Pede que façam o que puderem. Pôr em comum e compartilhar o que cada um tem. Na aritmética, multiplicação e divisão são duas operações opostas, mas neste caso são a mesma coisa. Não existe «multiplicação» sem «partição» (ou compartilhar)! Este vínculo entre o pão material e o espiritual era visível na forma em que se celebrava a Eucaristia nos primeiros tempos da Igreja. A Ceia do Senhor, chamada então de ágape, acontecia no marco de uma refeição fraterna, na que se compartilhava tanto pão comum como o eucarístico. Isso fazia com que fossem consideradas escandalosas e intoleráveis as diferenças entre quem não tinha nada para comer e quem se «embriagava» (1 Cor 11, 20-22). Hoje, a Eucaristia já não se celebra no contexto da refeição comum, mas o contraste entre quem tem o supérfluo e quem carece do necessário não diminuiu, pelo contrário, assumiu dimensões planetárias. Sobre este ponto, o final do relato também tem algo a nos dizer. Quando todos se saciaram, Jesus ordenou: «Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca». Nós vivemos em uma sociedade onde o desperdício é habitual. Passamos, em cinqüenta anos, de uma situação na que as pessoas iam ao colégio ou à Missa dominical levando, até a porta, os sapatos na mão para não gastá-los, a uma situação na que se joga fora o calçado quase novo para adaptar-se à moda mutante. O desperdício mais escandaloso acontece no setor da alimentação. Uma pesquisa do Ministério de Agricultura dos Estados Unidos revela que um quarto dos produtos alimentícios acaba cada dia no lixo, isso sem falar do que se destrói deliberadamente antes que chegue ao mercado. Jesus não disse aquele dia: «Destruam os pedaços que sobraram, para que o preço do pão e do peixe não baixe no mercado». Mas é precisamente o que se faz hoje em dia. Sob o efeito de uma publicidade maçante, «gastar, não economizar» é atualmente a senha na economia. Certo: não basta economizar. O ato de economizar deve permitir que os indivíduos e as sociedades dos países ricos sejam mais generosos na ajuda aos países pobres. Se não, é mais avareza do que economia. [Traduzido por Zenit] #RanieroCantalamessa #Evangelho #Pregador #eucarístico #Eucaristia #Cantalamessa #economia #Pontifícia #Raniero #alimentação #Jesus #multiplicação #compartilhar

  • Arcebispo Lajolo: "o Papa chora" com cada pessoa que sofre no Líbano

    VATICANO, 27 Jul. 06 (ACI) .- Durante uma entrevista concedida a Rádio Vaticano por ocasião da recente cúpula sobre o Líbano realizada em Roma, o Arcebispo Giovanni Lajolo, Secretário para as Relações com os Estados do Vaticano, expressou a profunda dor do Papa Bento XVI pela tragédia no Oriente Médio. “O Papa está muito próximo das populações, vítimas de contraposições e de um conflito que lhes resulta alheio”, disse o Arcebispo. “Bento XVI reza, e com ele toda a Igreja, para que o dia da paz seja hoje mesmo e não amanhã. Pede a Deus e suplica aos responsáveis políticos”, acrescentou. “O Papa chora com cada mãe que chora seus filhos, com cada pessoa que chora seus seres queridos. É possível uma suspensão imediata das hostilidades, e portanto é um dever”, concluiu. #Deus #rádio #Relações #cúpula #secretário #Giovanni #Igreja #conflito #Arcebispo

  • Papa exige "resultados concretos" da cúpula em Roma sobre o Líbano

    VATICANO, 26 Jul. 06 (ACI). – Durante um encontro informal com os jornalistas na região de Les Combes, o Papa Bento XVI ofereceu suas orações pelos frutos da conferência que começou hoje em Roma para a paz no Líbano, e desejou que esta termine com “resultados concretos“. “Acredito que neste momento, algo se move… acredito que as orações não são em vão“, disse o Santo Padre. “Agora rezemos fervorosamente para que esta conferência em Roma possa dar seus frutos e oferecer resultados concretos para a paz e para uma solução dos problemas que vão às raízes e alcance uma paz duradoura e estável”, acrescentou. A reunião, impulsionada pela Itália e Estados Unidos e alentada intensamente pela Santa Sé, conta com os ministros de Assuntos Exteriores e os principais representantes de 15 países, incluindo a Rússia e os principais países árabes; assim como organizações internacionais como a União Européia, as Nações Unidas e o Banco Mundial. A Santa Sé participa como Observador através do Secretário para as Relações com os Estados, o Arcebispo Giovanni Lajolo. #Santa #União #Conferência #Padre #Itália #Santo #Rússia #região

  • «Moralmente inaceitável» o programa europeu de financiamento de células-tronco

    Segundo comunicado da Conferência Episcopal Italiana ROMA, quarta-feira, 26 de julho de 2006 (ZENIT.org).- A Conferência Episcopal Italiana definiu como «moralmente inaceitável» a decisão do Conselho de Ministros da União Européia (UE) de financiar a pesquisa com células-tronco de embriões, cuja produção «comporta e seguirá comportando» a eliminação dos mesmos. Um comunicado assinado pela presidência da Conferência e difundido em 26 de julho analisa a aprovação do sétimo Programa-quadro de Pesquisa da UE, correspondente ao período de 2007-2013, dotado de 50.521 milhões de euros, que prevê, sob certas condições, experiência com embriões humanos e a eliminação destas vidas humanas em estado incipiente. Toda pesquisa que implica a eliminação de embriões humanos, afirma este comunicado, «marca-se como uma inadmissível visão antropológica que não considera a existência como um fim, mas como um meio, para alcançar outros objetivos, por mais nobres que sejam, como a cura de enfermidades e o próprio conhecimento científico». «A ciência tem que servir ao homem e não servir-se dele – sublinha o comunicado – sobretudo, quando está na condição de sua máxima fragilidade, um embrião nos primeiros dias de sua vida». A Conferência Episcopal, cujo presidente é o cardeal Camilo Ruini, bispo vigário do Papa para a diocese de Roma, faz um chamado aos políticos e «a quantos ainda podem deter esta marcha à deriva, que reduz o embrião humano a possível material biológico». Também «pede que a União Européia não financie este grave atentado contra a dignidade do homem, que trai o valor fundamental da vida humana, sem a qual qualquer outro valor individual e social perde sua própria consistência». Os bispos italianos lembram também que «Bento XVI nos recordou que a “defesa da vida, em todas suas fases, desde o primeiro momento da concepção até a morte natural” faz parte dos “princípios que não são negociáveis”» #eliminação #Homem #Episcopal #aprovação #Moral #Conferência #Ministros

  • Bispo americano pede ao Congresso ajudar o Oriente Médio

    WASHINGTON, quarta-feira, 26 de julho de 2006 (ZENIT.org).- O presidente da Comissão de Política Internacional da Conferência Episcopal dos Estados Unidos enviou uma carta a senadores e congressistas, fazendo um apelo para que ajudem a acabar com a escalada de violência no Oriente Médio. «O terrível ciclo de violência no Oriente Médio está destruindo a vida de gente inocente em todas as partes do conflito – escreve o bispo Thomas Wenski, de Orlando –. Está também destruindo as esperanças de negociações e soluções que poderiam levar a uma justa paz que ofereça uma autêntica segurança aos israelitas, um estado viável aos palestinos e independência real ao povo libanês». «A comunidade católica está profunda e urgentemente preocupada pelo custo humano, as implicações morais e as futuras conseqüências deste desenrolar dos acontecimentos». O bispo Wenski, de 55 anos, escreve também: «Esperamos e rezamos para que os senhores tenham a vontade de fazer o que podem para acabar com este terrível ciclo de violência e protejam as vidas e a dignidade dos israelitas, palestinos e libaneses». «Estamos dispostos a trabalhar com aqueles que trabalham por uma paz justa e duradoura na Terra à qual três religiões chamam santa», conclui. #Episcopal #Conferência #Comissão #Catolica #comunidade #Congresso #política #violência #conflito #OrienteMédio

  • Congresso Teológico em preparação da Conferência do episcopado latino-americano

    BOGOTÁ, quarta-feira, 26 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Por ocasião da preparação da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, será realizado na cidade colombiana de Medellín, de 8 a 11 de agosto, o 3º Congresso Internacional de Teologia. O congresso é organizado pela Faculdade de Filosofia e Teologia da Fundação Universitária Luis Amigo e pela Universidade Pontifícia Xaveriana e é dirigido a sacerdotes, religiosas e religiosos, comunidades paroquiais e diocesanas, e a todas as pessoas interessadas na reflexão teológica. Os principais conferencistas são o secretario geral do Conselho Epicospal Latino-americano (CELAM), D. Andrés Stanovnik, bispo de Reconquista (Argentina); o secretario geral adjunto do CELAM, Padre Sydney Fones; o licenciado em filosofia pela Pontifícia Universidad Xaveriana de Bogotá, Padre Alberto Parra Mora, entre outros. Para inscrições, escrever para filosofia_teologia@funlam.edu.com, ngonzale@funlam.edu.com ou teoeduco@javeriana.edu.co #Episcopal #Universitária #Conferência #fundação #Conselho #Sydney #Episcopado #Teológica #teologia #Latinoamericano #Congresso #Pontifícia #universidade #Bogotá

  • Reflexão de Bento XVI sobre a paz

    No ato de oração pelo Oriente Médio, presidido por ele no domingo RHÊMES-SAINT GEORGES, terça-feira, 25 de julho de 2006 ( ZENIT.org).- Publicamos as palavras que Bento dirigiu, sem papéis, na tarde deste domingo, no ato de oração pela paz no Oriente Médio que ele presidiu na igreja paroquial de Rhêmes Saint-Georges, no Vale de Aosta. * * * Eu gostaria somente de oferecer umas breves palavras de meditação sobre a leitura que acabamos de escutar. Com o fundo da dramática situação do Oriente Médio, impressiona-nos a beleza da visão ilustrada pelo apóstolo Paulo (cf. Efésios 2, 13-18): Cristo é a nossa paz. Ele reconciliou uns e outros, judeus e pagãos, unindo-os em seu Corpo. Ele superou a inimizade com o seu Corpo, na Cruz. Com sua morte, superou a inimizade e uniu todos em sua paz. No entanto, mais que a beleza dessa visão, o que nos impressiona é o contraste com a realidade que vivemos e vemos. E, em um primeiro momento, não podemos fazer outra coisa senão perguntar ao Senhor: «Mas, Senhor, o que é que teu apóstolo está nos dizendo: “Foram reconciliados”?» Na verdade, nós vemos que não estão reconciliados… Ainda há guerras entre cristãos, muçulmanos, judeus; e outros fomentam a guerra, e tudo continua repleto de inimizade, de violência. Onde está a eficácia do teu sacrifício? Onde está, na história, esta paz da qual o teu apóstolo nos fala? Nós, os homens, não podemos resolver o mistério da história, o mistério da liberdade humana que diz «não» à paz de Deus. Não podemos resolver todo o mistério da relação entre Deus e o homem, de sua ação e de nossa resposta. Temos de aceitar o mistério. No entanto, há elementos de resposta que o Senhor nos oferece. Um primeiro elemento é que essa reconciliação do Senhor, esse sacrifício seu, não foi ineficaz. Existe a grande realidade da comunhão da Igreja universal, de todos os povos, da rede da Comunhão eucarística, que transcende as fronteiras de culturas, de civilizações, de povos, de tempos. Existe essa comunhão, existem essas «ilhas de paz» no Corpo de Cristo. Existem. E existem forças de paz no mundo. Se contemplarmos a história, podemos ver os grandes santos da caridade que criaram «oásis» dessa paz de Deus no mundo, que acenderam novamente sua luz, e foram capazes de reconciliar e de criar de novo a paz. Existem os mártires que sofreram com Cristo, que deram esse testemunho da paz, do amor, que coloca um limite à violência. E vendo que a realidade da paz existe, ainda que a outra realidade tenha permanecido, podemos aprofundar ainda mais na mensagem desta carta de São Paulo aos Efésios. O Senhor venceu na cruz. Ele não venceu com um novo império, com uma força mais poderosa que as outras, capaz de destruí-las; não venceu de uma maneira humana, como imaginamos, com um império mais forte que o outro. Ele venceu com um amor capaz de chegar até a morte. Esta é a nova maneira de vencer de Deus: à violência não opõe uma violência mais forte. À violência opõe precisamente o contrário: o amor até o final, sua Cruz. Esta é a maneira humilde de vencer de Deus: com seu amor — e só assim é possível — põe um limite à violência. Esta é uma maneira de vencer que nos parece muito lenta, mas é a verdadeira forma de vencer o mal, de vencer a violência, e temos que confiar nesta forma divina de vencer. Confiar quer dizer entrar ativamente nesse amor divino, participar desse trabalho de pacificação, para estar em linha com o que o Senhor diz: «Bem-aventurados os pacificadores, os agentes de paz, porque eles são os filhos de Deus». Temos de levar, na medida das nossas possibilidades, nosso amor a todos os que sofrem, sabendo que o Juiz do Juízo Final se identifica com os que sofrem. Portanto, o que fazemos aos que sofrem, estamos fazendo ao Juiz Último da nossa vida. Isso é importante: neste momento, podemos levar sua vitória ao mundo, participando ativamente de sua caridade. Hoje, em um mundo multicultural e multirreligioso, muitos têm a tentação de dizer: «É melhor para a paz do mundo, entre as religiões, entre as culturas, não falar demais do específico do cristianismo, isto é, de Jesus, da Igreja, dos Sacramentos. Contentemo-nos com o que pode ser mais ou menos comum…». Mas não é verdade. Precisamente neste momento, momento de um grande abuso em nome de Deus, temos necessidade do Deus que vence na cruz, que não vence com a violência, senão com seu amor. Precisamente neste momento, temos necessidade do Rosto de Cristo para conhecer o verdadeiro rosto de Deus e para poder levar assim a reconciliação e a luz a este mundo. Por este motivo, junto com o amor, temos que levar também o testemunho desse Deus, da vitória de Deus, precisamente mediante a não-violência de sua Cruz. Desta forma, voltamos ao ponto de partida. O que podemos fazer é dar testemunho do amor, testemunho da fé; e, sobretudo, elevar um grito a Deus: podemos rezar! Estamos certos de que nosso Pai escuta o grito de seus filhos. Na missa, ao preparar-nos para a santa Comunhão, para receber o Corpo de Cristo que nos une, pedimos com a Igreja: «Livrai-nos, Senhor, de todos os males, e concedei a paz em nossos dias». Que esta seja a nossa oração neste momento: «Livrai-nos de todos os males e dai-nos a paz». Não amanhã, ou depois de amanhã: dai-nos, Senhor, a paz hoje! Amém. [Traduzido por Zenit © Copyright 2006 – Libreria Editrice Vaticana] #paz #Cristo #Deus #Médio #apostolo #comunhão #Senhor #Oriente #mistério #corpo #beleza #sacrifício #Igreja #Paulo #violência #Cruz #Amor #Jesus

  • 100 mil famílias atingidas pela crise no Líbano, informa AIS

    KONIGSTEIN, 25 Jul. 06 (ACI) .- A agência caritativa católica Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) anunciou hoje que o número de famílias afetadas pelo conflito armado no Líbano ultrapassa as 100 mil; a maioria delas cristãs. “O número de mortes passa dos 300 e de 900 o número de feridos”, diz o comunicado de imprensa urgente de AIS; que informa além disso muitas das 100 mil famílias atingidas estão buscando refúgio nas escolas públicas e particulares, “assim como em conventos e edifícios da Igreja“. “Neste momento, alimentos enlatados, leite para as crianças, detergentes, sabão, e remédios sãos os produtos mais ncessitados”, acrescenta o informe. O AIS, respondendo a um chamado de urgência lançado por Issam Bishara, Diretor regional da Missão Pontifícia, enviou 20 mil euros como assistência de emergência. O Pe. Joaquín Alliende, Assistente eclesiástico do AIS, lançou um enérgico chamado aos católicos do mundo para seguir “o chamado à oração feito pelo Santo Padre pela paz no Oriente Médio“. #Konigstein #regional #AIS #comunicado #emergência #Alimentos #Catolica #Pontifícia #Alliende #Imprensa

  • Chanceler boliviana difama a Igreja no Chile

    LA PAZ, 24 Jul. 06 (ACI) .- Em insólitas declarações, a Ministra de Governo e interina de Relações Exteriores da Bolívia, Alicia Muñoz, afirmou que os bispos católicos chilenos apoiaram “a quem matava e faziam desaparecer pessoas” depois do golpe de estado de 1973 contra Salvador Allende. Muñoz participou do foro “O estado e a religião na nova constituição política do estado” celebrado em Santiago do Chile. O jornal La Prensa publicou que recordando seus anos de estudante nos anos 70 na capital chilena, sem sustento algum a Ministra disse: “Eu me lembro de como os bispos da hierarquia da Igreja Católica davam seu apoio a quem matava e faziam desaparecer pessoas”. Reação Neste contexto, o Departamento de Imprensa do Episcopado Boliviano publicou hoje uma “elucidação pública” que reúne as declarações do Presidente da Conferência Episcopal do Chile e Bispo de Rancágua, Dom Alejandro Goic. Em alusão a este episódio, Dom Goic afirmou que “as expressões da Sra. Muñoz são totalmente alheias à verdade do ocorrido” e lamentou muito este “profundo e grave equívoco“. “O povo do Chile e a comunidade internacional são testemunhas do sacrificado trabalho de defesa e promoção dos direitos humanos que a Igreja realizou em nosso país”, acrescentou. O Bispo lembrou que “o comitê de Refugiados, dos dias seguintes a 11 de setembro (de 1973), a tarefa do Comitê pró Paz e então, quando este último teve que fechar a instâncias do governo militar, pela Pastoral da Solidariedade, permanecem na memória histórica como testemunhos do compromisso da Igreja no Chile com a defesa dos perseguidos“. Do mesmo modo, indicou que “são incontáveis os exemplos de pessoas que, sem discriminação, receberam ajuda destes organismos que lhes permitiram salvar suas vidas, proteger sua integridade física e psíquica, recuperar sua liberdade e encontrar um espaço para iniciar a incansável busca de seus familiares desaparecidos”. “Os numerosos reconhecimentos nacionais e internacionais de diversa índole e provenientes de amplos setores recebidos pela Pastoral da Solidariedade e outras instituições da Igreja, testemunham também o que assinalo”, precisou. #religião #Bolívia #Governo #Santiago #Chanceler #solidariedade #água #Difama #desaparecer #publicou #Pastoral #Igreja #Chile #Boliviana #Salvador #Muñoz

  • Maria Madalena, segundo Bento XVI

    O Papa apresenta as lições desta «discípula» de Jesus INTROD, domingo, 23 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Bento XVI expôs neste domingo as lições que deixou aos cristãos de todos os tempos Maria Madalena, «discípula» de Jesus, «testemunha do poder de seu amor misericordioso, que é mais forte que o pecado e a morte». O Papa recordou a figura desta mulher, «que nos Evangelhos desempenha um lugar de primeira ordem», um dia depois do qual a Igreja celebrara sua memória litúrgica. Escutavam suas palavras milhares de pessoas em Les Combes, localidade dos Alpes italianos na qual transcorre suas férias, ao rezar a oração mariana do Ângelus. A figura da Madalena foi motivo de debate com a publicação do livro «O Código da Vinci» de Dan Brown, e com a apresentação posterior do filme, onde aparece como mulher de Jesus e mãe de um suposto filho seu. O Evangelho de S. Lucas, recordou o Papa, «a apresenta entre as mulheres que seguiram Jesus depois de ter “sido curada de espíritos malignos e enfermidades”, precisando que dela “tinham saído sete demônios”». «Madalena estará presente sob a Cruz, junto a Mãe de Jesus e outras mulheres – continuou dizendo –. Ela descobrirá, na manhã do primeiro dia depois do sábado, o sepulcro vazio, junto ao qual permanecerá chorando até que lhe aparecesse Jesus ressuscitado». Segundo Bento XVI, «a história de Maria de Mágdala recorda a todos uma verdade fundamental: discípulo de Cristo é quem, na experiência da debilidade humana, teve a humildade de pedir-lhe ajuda, foi curado por ele, e lhe seguiu de perto, convertendo-se em testemunha do poder de seu amor misericordioso, que é mais forte que o pecado #Evangelhos #litúrgica #Madalena #CódigodaVinci #mariana #Igreja #Amor #Jesus #MariaMadalena

  • A Santa Sé envia ajuda para vítimas do conflito no Líbano e Israel

    O Conselho Pontifício «Cor Unum» mobiliza os católicos CIDADE DO VATICANO, domingo, 23 de julho de 2006 (ZENIT.org).- A Santa Sé fez um apelo aos bilhões de católicos para que ofereçam gestos de caridade evangélica aos afetados pelo conflito no Oriente Médio e lhes enviou ajuda concreta. Assim explica um comunicado publicado este sábado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, emitido pelo Conselho Pontifício «Cor Unum», dicastério vaticano que coordena as iniciativas de caridade do Papa. «Dada a permanência do conflito no Oriente Médio e os gravíssimos sofrimentos das populações afetadas, o Conselho Pontifício «Cor Unum» quer manifestar em nome do Santo Padre a proximidade a quantos sofrem, enviando uma primeira ajuda para apoiar a acolhida de milhares de desabrigados», se lê no comunicado. A nota não revela a quantia de dinheiro destinada, mas fontes de imprensa informaram que já se enviou cem mil dólares. «Esta ajuda se dirige a um projeto promovido por Caritas Líbano, a Custódia da Terra santa, a Fundação AVSI [organização não-governamental italiana, ndt.] e outras organizações presentes no território para oferecer materiais aos centro de acolhida (colchões, mantas, lençóis), água potável, alimentação, instrumentos higiênicos, medicamentos», declara o comunicado. Estas instituições se declararam dispostas a oferecer ajuda a 60.000 famílias no Líbano e, em Israel, particularmente em Nazaré, se dispõem a proporcionar material e serviços de primeira necessidade aos centros de residência ou assistência de anciãos e de crianças. O Conselho Pontifício «Cor Unum», cujo presidente é o arcebispo Paul Josef Cordes, publicou os dados de uma conta bancária na Itália a qual se podem enviar ajudas: Pontifício Conselho COR UNUM – causa: para o Líbano C/C Banca di Roma N. 101010 ABI 3002 CAB 5008 (do exterior: SWIFT: BROMIT) #evangélica #acolhida #Ajuda #Vítimas #SantaSé #Padre #Israel #conflito #alimentação #Pontifício

  • «Jesus teve compaixão» – Dom Walmor Oliveira de Azevedo

    Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte (Brasil) BELO HORIZONTE, domingo, 23 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos artigo de Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte (Minas Gerais), difundido essa semana pelo site de sua arquidiocese. * * * «Jesus teve compaixão» (Mc 6,34) Esta anotação do evangelista, ‘Jesus teve compaixão’, rasga e marca com outro tom o horizonte de egoísmo que sempre emoldura toda mesquinhez e a comum indiferença diante das dores e dos sofrimentos dos outros. Não é difícil ver tantas coisas, particularmente, aquelas que alimentam a perversidade ou ocasionam comentários que dão asas aos pensamentos que destroem. É preciso ver. Há muito para se ver. Só quem vê, de verdade, é capaz de ter compaixão. Deus vê de verdade. Deus vê tudo. Por isso, Ele tem compaixão. Em Deus, o ver é uma propriedade que o define na sua mais profunda significação. No coração humano, ver de verdade é um dom. Um dom de grande importância. Sua grande importância deve gerar no coração do discípulo o desejo de pedir e receber o dom de ver de verdade, fazendo nascer no seu peito um coração cheio de misericórdia e compaixão. Um sentimento que é mais do que um simples sentimento. Na verdade, é uma experiência de intimidade e semelhança com o coração do próprio Deus. E tudo muda quando se tem compaixão. O coração compassivo é autenticamente humano e se torna, por isso, fonte de grandes alegrias. É preciso ver Na medida em que se em que se consegue ver as dores e sofrimentos dos outros é que se conquista um coração novo. Esta capacidade de ver e sentir o outro gera o coração novo, porque provoca a generosidade que enche a vida de sentido pela medida da oferta de si para o bem de qualquer um outro, considerando a sua necessidade. Necessidade atendida como projeto de reconstrução e edificação da vida. Não se pode, pois, dispensar olhos que se tornam capazes de ver os mais pobres, aqueles que estão mais distantes e esquecidos pelos interesses outros de tantos outros. Só um coração íntimo de Deus é capaz de ver em profundidade, com a propriedade do ver de Deus. Esta propriedade gera no coração humano os sentimentos de profundidade divina. O divino sentir de Deus se manifesta no fundo do coração humano. O resultado é uma grande e verdadeira revolução. Uma revolução de amor derramado nos corações precisados, garantindo-lhes o cuidado do pastor, a certeza de sua recomposição e conquista da vida. Ele teve compaixão A compaixão de Deus nasce das vísceras do seu coração. O Mestre, muitas vezes, se deixou tocar no fundo do coração. Um toque de compaixão. Uma compaixão nascida desta capacidade, dom de Deus, de ver em profundidade a dor e a necessidade do outro. É uma experiência que toca o mais escondido dos afetos, produzindo mudanças, criando as condições da oferta de si. Um toque nos afetos humanos que inclui a capacidade de indignar-se na busca e na promoção do bem. Ver em profundidade gera compaixão. A compaixão cura toda impassibilidade tão comum nos corações interessados em si mesmos, tendentes a eleger o seu próprio bem como prioridade mais importante. A compaixão é, também, um misto de ternura com indignação, criando as condições e os mecanismos para desmascarar aqueles que se põem no lugar de Deus, e não raramente produzem o contrário de sua presença. Em lugar da vida a morte; em lugar da oferta a manipulação interesseira; em lugar da generosidade o interesse pelas próprias coisas. O segredo da missão A compaixão do Mestre é a desafiadora medida para o coração dos seus discípulos. É a garantia de sua identidade. Este é o verdadeiro sentido de assumir o lugar de discípulo. É quando o outro se torna a medida primeira de todos os atos nos quadros da vida. São incontáveis as necessidades. O tempo pra si é curto. Conta mais o tempo para se fazer oferta para o bem dos outros. É curto até mesmo o tempo para comer. A multidão é sempre grande. São aqueles que precisam mais. Um desafio que compromete e exige um sustento de qualidade superior. Uma qualidade que nasce do gosto de uma intimidade. Aquela intimidade que só Deus é capaz de oferecer e garantir. Uma intimidade que supõe cultivo, um tempo de deserto diante de Deus. Esta experiência traz a exigência de que é preciso ser íntimo de Deus, aprendendo dele a sua capacidade própria de ver. O ver que faz o coração humano hospedar as prerrogativas de Deus. Uma hospedagem que resulta na nobreza maior da pessoa humana que se torna capaz de ver o outro, especialmente os mais pobres, sob o impulso de agir segundo a vontade soberana e amorosa de Deus. Dom Walmor Oliveira de Azevedo Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte #revolução #Verdade #Deus #compaixão #Walmor #Metropolitano #Azevedo #profundidade #Amor #Jesus #generosidade

  • Mensagem dos bispos maronitas frente à tragédia vivida no Líbano

    BEIRUTE, domingo, 23 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos o texto integral da mensagem publicada nesta sexta-feira pela Assembléia Especial dos bispos maronitas, reunida sob a presidência do Cardeal Nasrallah Sfeir, para analisar a trágica situação que o Líbano vive. * * * 1. São totalmente injustificáveis e ilógicos os dolorosos acontecimentos que vivemos no Líbano desde há alguns dias, acontecimentos que paralisaram o país, desde o bombardeio de suas pistas de aterrissagem, da maioria das pontes de suas estradas, de algumas centrais elétricas e de seus serviços e centros de comunicação. O seqüestro dos soldados não justifica o desmembramento de um país inteiro, a morte de centenas de pessoas, e que se faça grande parte da população passar fome. 2. A situação dramática vivida pelos libaneses, em particular pelos que foram obrigados a abandonar seus lares e povoados, exige que todos esqueçam suas divergências políticas e que formem uma frente comum. Não é hora do acerto de contas políticas, senão a hora da solidariedade, do entendimento e da valentia para enfrentar a situação. 3. O bombardeio deliberado e intensivo das estradas provocou o isolamento da maioria das cidades e povoados, em particular no sul e em Bekaa. Impediu o envio de ajudas alimentícias e farmacêuticas a essas regiões. Por este motivo, os padres [participantes da Assembléia Episcopal, ndt.] exortam as organizações humanitárias, em particular o Comitê Internacional da Cruz vermelha (CICR) e a Cruz Vermelha libanesa, para que trabalhem para que essas populações possam receber alimentação, remédios e outros bens de necessidade primária. 4. A Assembléia exorta todos os libaneses a acolher, com amor e solidariedade, seus irmãos obrigados pela guerra a abandonarem seus lares e povoados, sem levar em conta a comunidade à qual eles pertencem. A tragédia deve unir-nos, não separar-nos. Tem que nos colocar frente às nossas responsabilidades e frente às conseqüências dos nossos atos, sem levar-nos a intercambiar acusações. Romper o ciclo da violência 5. A Assembléia exorta os membros do Conselho de Segurança da ONU a acabar de uma vez por todas com o ciclo de violência no Líbano, adotando sem dilação uma resolução que exija um cessar-fogo imediato, considerando os civis inocentes, e resolvendo a crise de forma radical, de maneira que se faça plenamente justiça a todas as partes envolvidas. 6. A Assembléia apóia os esforços do governo e do primeiro-ministro por acabar com a tragédia libanesa e por sentar as bases de um Estado justo e forte, que estenda sua autoridade sobre o conjunto do território, que recolha todos os filhos e preserve os componentes da sociedade libanesa. 7. Os padres instam os fiéis a responderem ao chamado lançado pelo Santo Padre, o Papa Bento XVI, a uma jornada de oração e penitência, no domingo, para implorar a paz. Convidam também a todos os fiéis, sem distinção da religião à qual pertençam, a elevarem seus corações a Deus, único Senhor da história e Juiz dos atos humanos, bons e maus. Pedimos a Ele que abrevie estes dias de provação e que expanda a paz nos corações e nos povos. 8. Os padres agradecem aos chefes das Igrejas irmãs, aos conselhos episcopais, aos bispos do mundo, que se solidarizaram com o Líbano nesta prova. Expressam seus sinceros pêsames às famílias das vítimas, desejam um rápido restabelecimento aos feridos, e pedem a Deus que acabe com esta terrível dor. [Traduzido por Zenit] #Deus #acolher #solidariedade #bispos #bombardeio #violência #Cruz #Amor #Assembléia #alimentação #Cardeal

  • A Sagrada Tradição é igual à Sagrada Escritura?

    Temos escritos vários artigos falando sobre a Sagrada Tradição, que é o veículo oral da Revelação de Cristo. Os Santos Apóstolos receberam a pregação do Senhor Jesus e depois foram difundindo esta pregação por todo o mundo conhecido. A pregação dos Apóstolos, foi transmitida na Igreja de Deus de duas formas: por via oral e por escrito. Temos também publicado vários testemunhos primitivos(1) que mostram que tanto a Sagrada Escritura quanto a Sagrada Tradição sempre foram guardados pela Igreja de Deus como verdadeira Palavra de Deus. No séc. XVI com o movimento da “Reforma Protestante”, os “reformadores” pregavam que a Palavra de Deus é somente a Sagrada Escritura, contrariando é claro a fé antiga que a Igreja recebeu dos apóstolos. Nossos artigos têm provacado verdadeiro tumulto no mundo protestante, pois a maioria das pessoas que estão em suas fileiras não sabiam da existência da Sagrada Tradição. Em contra-partida os apologistas protestantes têm afirmado que a Tradição a que se refere os primitivos cristãos não se refere a algo que está fora das Sagradas Escrituras. Dos muitos artigos que se encontram na Internet defendendo esta tese, transcrevo abaixo o trecho de um que muito bem apresenta tal argumento:A Tradição de Que Paulo Trata Não É Extra bíblica. Em Gálatas 1: 13 e 14 Paulo fala que perseguia os cristãos seguindo a tradição de seus pais pela qual tinha grande zelo. Em Colossenses 2:8 ele recomenda cuidar-se contra os que ensinavam ‘sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens’. E quando o apóstolo dos gentios refere-se à tradição cristã, ele de modo algum está falando de algo derivado do pensamento popular mas do que ele mesmo ensinou: ‘Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa’. Certos autores católicos citam esta passagem para dar a entender que além do texto escrito, haveria tradições relevantes não registradas nas páginas sagradas. Contudo, a própria passagem ressalta aos leitores primários do apóstolo a importância de se aterem ao que lhes fora ensinado, ‘seja por palavra, seja por epístola nossa’. Que o ‘seja por palavra’ não difere do que foi dado ‘por epístola’ é a conclusão mais lógica a se tirar. Ou será que algum tema fundamental, básico para a fé e prática cristãs, ficaria sem registro? Iria Paulo ser tão omisso em suas 13 ou 14 epístolas, deixando de fora de seu repertório de ensinos teológicos, práticos e admoestações individuais ou coletivas algum tema de fato vital para a comunidade cristã? O que ele expressou ‘por palavra’ certamente não destoaria do que fez ‘por epístola’.” (Artigo “A fonte de verdade e salvação: Sola Scriptura ou Bíblia e Tradição?“. Autor: Azenilto G. Brito. Fonte: http://www.azenilto.com/34dVERDSALVA.html) O autor das linhas acima conclui que quando São Paulo se refere ao que ele ensinou “seja por palavra” o Santo Apóstolo está se referindo ao que ele ensinou “por epístola nossa.”. Para ele essa “é a conclusão mais lógica a se tirar“, pois “Iria Paulo ser tão omisso em suas 13 ou 14 epístolas, deixando de fora de seu repertório de ensinos teológicos, práticos e admoestações individuais ou coletivas algum tema de fato vital para a comunidade cristã?“. Desta forma, o apologista protestante defende a Sola Scriptura alegando que o que São Paulo ensinou por palavra não vai além daquilo que ele ensinou por Escrito. E como ele chega a esta “conclusão mais lógica a se tirar”? Partindo do princípio de que o Apóstolo escreveu tuda a sua doutrina. Ora, mas não é exatamente isto que se quer provar? Como pode ele defender a Veracidade da Sola Scritpura assumindo como premissa exatamente aquilo que está sendo questionado? Aqui está o problema da “petição de princípio”. Ora, quando se quer provar a veracidade de um argumento, não se pode assumir como premissa aquilo que se quer provar. E esse é exatamente o recurso da “brilhante” apologética protestante que infelizmente consegue atrair para o erro os mais simples. O que ensina a Sagrada Escritura? A Sagrada Escritura dá testemunho de que os Apóstolos não deixaram por escrito toda a sua teologia. “Tenho muito a vos escrever, mas não quero fazê-lo com papel e tinta. Antes, espero ir ter convosco e falar face a face, para que nossa alegria seja completa” (2Jo 1,12). “Tenho muitas coisas que te escrever, mas não quero fazê-lo com tinta e pena. Espero, porém, ver-te brevemente, e falaremos face a face” (3Jo 1,13-14) Os dois trechos acima mostram que o Apóstolo São João não deixou por escrito tudo aquilo que comunicou aos crentes, tendo comunicado outras coisas somente de viva vóz. “[Jesus] depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias e falando do que respeita ao reino de Deus.” (At 1,3) Veja que o que o Senhor Ressucitado comunicou aos Apóstolos durante os 40 dias em que permaneceu ainda na terra antes de ir ao Céu, não foi colocado por escrito por nenhum dos Apóstolos. Outro fato interessante é que a grande maioria dos apóstolos nada escreveu, não deixou nada por escrito, tramitindo sua teologia somente por via oral. A Sagrada Escritura dá testemunho de instruções que foram transmitidas somente por via oral “E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.” (Tg 5,10). Aqui São Tiago faz referência a uma das instruções que não se encontram nos Evangelhos ou nas espístolas dos Apóstolos. “Em tudo vos tenho mostrado que assim, trabalhando, convém acudir os fracos e lembrar-se das palavras do Senhor Jesus, porquanto ele mesmo disse: É maior felicidade dar que receber!” (At 20,35). Aqui o Santo Apóstolo faz referência a palavras de Cristo que não se encontram em nenhum dos Evangelhos. Testemunhos dos Primitivos Cristãos Mostramos acima que a Sagrada Escritura dá testemunho da existência de outro “veículo” da Revelação Divina, que trasmitiu esta Revelação por via meramente oral. A este “veículo” os antigos chamavam de Sagrada Tradição, que ao contrário do que imagina a apologética protestante, é algo bem distinto da Sagrada Escritura. Transcreveremos abaixo alguns trechos de uma famosa e grandiosa obra do Período Patrístico, obra muito estimada na antiguidade Cristã e que serviu como referência para a Igreja Antiga definir no Concílio de Constantinopla o dogma da Divindade do Espírito Santo. Vejamos agora o testemunho que ela dá do pensamento primitivo quanto à Verdade Revelada que não constra na Sagrada Escritura: “Entre as verdades conservadas e anunciadas na Igreja, umas nós as recebemos por escrito e outras nos foram transmitidas nos mistérios, pela Tradição apostólica. Ambas as formas são igualmente válidas relativamente à piedade. Ninguém que tiver, por pouco que seja, experiência das instituições eclesiásticas, há de contradizer. De fato, se tentássemos rejeitar os costumes não escritos, como desprovidos de maior valor, prejudicaríamos imperceptivelmente o evangelho, em questões essenciais. Antes, transformaríamos o anúncio em palavras ocas. ” (Tratado sobre o Espírito Santo. Cap 66. São Basílio de Cesaréia (Bispo). 380 D.C.). “Um dia inteiro nao nos bastaria se quiséssemos expor os mistérios da Igreja que não constam das Escrituras. Deixando de lado tudo mais, pergunto de quais passagens retiramos a profissão de fé no Pai e no Filho e no Espírito Santo. Se a extraímos da tradição batismal, de acordo com a piedade (pois devemos crer segundo a maneira como fomos batizados), para entregarmos uma profissão batismal, essencial ao batismo, conseqüentemente nos seja permitido também glorificar conforme nossa fé. Mas, se esta forma de dar glória nos é recusada, por não constar das Escrituras, sejam-nos mostradas provas escritas da profissão de fé e de todo o restante, que enumeramos. Desde que há tantas coisas que não foram escritas, e coisas tão importantes para o mistério da piedade, ser-nos-á recusada uma só palavra, proveniente dos Pais, que nós vemos persistir por um uso espontâneo nas Igrejas isentas de desvios, uma palavra muito razoável, e que muito contribui para a força do mistério?” (Tratado sobre o Espírito Santo. Cap 67. São Basílio de Cesaréia (Bispo). 380 D.C.). Outra obra célebre da Antiga Igreja que é bem anterior a obra de São Basílio de Cesaréia, também dá testemunho da distinção que há entre a Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura: “Quando são [os gnósticos] vencidos pelos argumentos tirados das Escrituras retorcem a acusação contra as próprias Escrituras, (…) E quando, por nossa vez, os levamos à Tradição que vem dos apóstolos e que é conservada nas várias igrejas, pela sucessão dos presbíteros, então se opõem à tradição.” (Contra as Heresias 2,1-2 Livro III. Santo Ireneu de Lião (Bispo). 220 D.C). Portanto, o nosso argumento de que São Paulo ao se referir às tradições ensinadas “por palavra” refere-se a algo distinto daquilo que fora ensinado “por epístola”, não vem de nossa imaginação, mas da Antiga Fé que a Igreja recebeu dos Apóstolos. Se a Sagrada Tradição não fosse algo distinto da Sagrada Escritura, São Paulo em sua epístola aos Tessalonicenses não precisaria fazer referência “às tradições que foram transmitidas por palavra”. No entanto ele faz referência a ambas tradições, tanto as “ensinadas seja por palavra, seja epístola nossa”, exatamente por se tratar de algo distinto um do outro, conforme dá testemunho dos antigos Cristãos. Esta é a doutrina que está no ceio da Igreja Católica desde os tempos apostólicos. Tendo Ela recebido este Evangelho jamais poderá aliar-se a um Evangelho diferente daquele recebido dos Apóstolos (Gl 1,8). Mas infelizmente muitos por falta de conhecimento e fé no Magistério da Igreja (cf. 1Tm 3,15) acabam de bom grado acolhendo outro “evangelho” (cf. 1Cor 11,3-4). Já nos tempos mais remotos a Igreja combatia aqueles que incentivavam o esquecimento da Sagrada Tradição, conforme podemos a testar no testemunho de São Basílio de Cesaréia (o Magno): “Meta comum de todos os adversários, inimigos da sã doutrina, é abalar o fundamento da fé em Cristo, arrasando, fazendo desaparecer a Tradição apostólica. Por isso, eles, aparentando ser detentores de bons sentimentos, recorrem a provas extraídas das Escrituras, e lançam para bem longe, como se fossem objetos vis, os testemunhos orais dos Padres.” (Tratado sobre o Espírito Santo, Cap 25). Como vemos o incentivo de se esquecer a Sagrada Tradição de forma alguma é algo que surgiu com a Reforma Protestante. Na verdade os antigos erros surgidos na Cristantade cada qual em seu próprio tempo e que a Igreja de Deus tanto lutou para combater e enterrar; depois de muitos séculos esquecidos em suas tumbas, foram ressucitados de uma só vez com o movimento da Reforma Protestante. Este fato me parece ser o cumprimento da seguinte visão profética do Santo Apóstolo: “Vi, então, descer do céu um anjo que tinha na mão a chave do abismo e uma grande algema. Ele apanhou o Dragão, a primitiva Serpente, que é o Demônio e Satanás, e o acorrentou por mil anos. Atirou-o no abismo, que fechou e selou por cima, para que já não seduzisse as nações, até que se completassem mil anos. Depois disso, ele deve ser solto por um pouco de tempo.” (Ap 20,1-3) Autor: Prof. Alessandro Lima Fonte: Veritatis Splendor #SagradaTradição #bibliasagrada #Escritura #Apóstolos #apostolo #SolaScriptura #Senhor #Escrituras #bíbliavivaonline #Cesaréia #Espírito #SagradaEscritura #Alessandro #NovoTestamento #Tradição #acusação #Igreja #Paulo #alegria #Jesus

  • Decodificando Maria Madalena

    Amy Welborn explica a verdade sobre a santa recordada em 22 de julho MADRI, quinta-feira, 20 de julho de 2006 (ZENIT.org).- A autora americana Amy Welborn expõe mitos e falsidades sobre Maria Madalena em um livro que agora foi traduzido ao espanhol, «Decodificando Maria Madalena» («Descondificando a María Magdalena») de Editorial Palabra. A obra também foi lançada em português, no Brasil, pela Editora Cultrix. Diversos livros e filmes popularizaram uma imagem falsa, tanto em seu sentido histórico como espiritual, de Maria Madalena, uma santa venerada pela Igreja ao longo dos séculos», explica a historiadora conhecida por ter escrito vários livros sobre as imprecisões contidas no «Código Da Vinci». Amy Welborn estuda todos os tópicos sobre Maria Madalena, desde a lenda segundo a qual se casou com Jesus e teve um filho com ele até a teoria que afirma que ela é o Santo Graal. Welborn apresenta a santa como «uma das primeiras discípulas de Jesus, que se converteu em um testemunho poderoso de sua morte e de sua ressurreição». A Igreja recorda a santa em 22 de julho. #Maria #venerada #Madalena #CódigodaVinci #Código #Jesus

  • Aborto: a quem interessa?

    Maria José Miranda Pereira, promotora de Justiça do Tribunal do Júri de Brasília (DF), membro da Associação Nacional Mulheres pela Vida BRASÍLIA, sexta-feira, 21 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos a seguir artigo de Maria José Miranda Pereira, promotora de Justiça do Tribunal do Júri de Brasília (DF), membro da Associação Nacional Mulheres pela Vida, intitulado «Aborto: a quem interessa?». O texto foi publicado originalmente site Jus Navigandi, nº 1090, 26 de junho de 2006 (Cf. http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=8562). * * * Aborto, a quem interessa? “Certos fatos sobre o aborto precisam ser entendidos: nenhum país já reduziu o crescimento de sua população sem recorrer ao aborto” (Relatório Kissinger, p. 182). Uma pesquisa da Sensus realizada em abril de 2005 a pedido da Confederação Nacional de Transportes (CNT) revelou que 85% dos brasileiros são contrários à prática do aborto. Mesmo em caso de violência sexual, 49,5% são contrários, enquanto 43,5% são favoráveis e 7% não responderam [1]. A Folha de S. Paulo recentemente mostrou sua admiração pela “queda abissal” (sic) da aprovação pública ao aborto: “Um dos aspectos que mais atraíram a atenção das pessoas ouvidas pela Folha a respeito dos resultados das chamadas ´questões morais´ da pesquisa Datafolha foi a queda abissal no índice de moradores de São Paulo que apóiam a legalização do aborto. Saiu de 43% em 1994, quando a maioria da população se declarava a favor da descriminalização, para 21% em 1997, já em segundo nas opções, para apenas 11% na pesquisa atual…” [2]. Paradoxalmente, estamos vendo parte do governo e de ONGs feministas numa busca frenética da liberação total do aborto. Por iniciativa do governo federal, foi instalada uma Comissão Tripartite para rever a legislação punitiva de tal crime. A Comissão foi composta por três partes: a primeira, abortistas do Poder Executivo; a segunda, abortistas do Poder Legislativo; a terceira, abortistas das ONGs financiadas com muitos dólares “representando” (?) a sociedade civil. Lamentavelmente, a Associação Nacional Mulheres pela Vida não foi convidada. O anteprojeto (ou “proposta normativa”) resultante do trabalho de tal Comissão dificilmente poderia ter saído pior. No dia 27 de setembro de 2005, a secretária especial de políticas para mulheres Nilcéia Freire, diretamente subordinada ao Presidente da República, entregou à Câmara dos Deputados a “proposta normativa” que “estabelece o direito à interrupção voluntária da gravidez, assegura a realização do procedimento no âmbito do sistema único de saúde, determina a sua cobertura pelos planos privados de assistência à saúde e dá outras providências” [3]. Segundo o texto da justificação, “a grande inovação da proposta […] diz respeito à consagração da interrupção voluntária da gravidez como um direito inalienável de toda mulher [grifo nosso], prevista no primeiro artigo da proposição”. Diz o mesmo texto que o anteprojeto “propõe ampla descriminalização do procedimento [grifamos], com exceção daquele provocado contra a vontade da mulher. Dessa forma, revoga os artigos 124 a 128 do Código Penal, exceto o art. 125…” Em outras palavras: o anteprojeto revoga todas as hipóteses de crime de aborto previstas no Código Penal, com apenas duas exceções: quando o aborto é praticado contra a vontade da gestante e quando do aborto resulta lesão corporal ou morte da gestante. De acordo com a proposta, a criança por nascer deixa de ter qualquer proteção penal. Só a gestante é considerada sujeito de direitos. O artigo 3° estabelece condições para que o aborto seja feito: até doze semanas de gestação (três meses) por simples deliberação da gestante; até vinte semanas de gestação (cinco meses) se a gravidez resultou de crime contra a liberdade sexual (entre os quais, o estupro); até nove meses, se houver “grave risco à saúde da gestante”; também até nove meses em caso de má-formação fetal. As previsões, portanto, são amplíssimas. E se alguém descumprir essas condições? Por exemplo: se uma gestante de oito meses decidir esquartejar seu bebê simplesmente porque não quer dar à luz, o que acontecerá? Nada. Absolutamente nada. Desde que o aborto seja feito com seu consentimento, nem ela nem o médico responderão criminalmente. Ou seja: as pouquíssimas restrições impostas pelo artigo 3° na verdade são nulas. Sabedores de que a população repudia com mais veemência o aborto quando feito contra um bebê no final da gestação, querem enganar a sociedade, deixando-a acreditar que o aborto por livre vontade da mãe só poderia ser feito até três meses, quando, em verdade, sua inobservância não trará qualquer sanção penal. Em outras palavras: o anteprojeto libera totalmente o aborto no País. A quem isso interessa? É de causar perplexidade o que está no artigo 4°: os planos privados de saúde serão obrigados a cobrir as despesas com aborto. Poderão eles excluir procedimentos obstétricos, mas não poderão excluir “os necessários à interrupção voluntária da gravidez realizada nos termos da lei” (sic). Pasmem! Para o governo, o aborto provocado é mais importante que o nascimento! A morte tem prioridade sobre a vida! A quem isso interessa? Mortes maternas Uma das fraudes mais utilizadas para defender a legalização do aborto é dizer que muitas gestantes morrem por causa de “abortos mal feitos”. A solução seria legalizar tal prática, que garantiria às grávidas o acesso ao “aborto seguro”. Raciocínio análogo levaria à conclusão de que seria necessário legalizar o roubo, a fim de evitar que ladrões inexperientes, atuando à margem da lei, acabassem morrendo em “roubos mal feitos”. Por uma questão de isonomia, todos teriam direito a um “roubo seguro”. Deixando de lado, porém, o mérito de tal argumento pró-aborto, examinemos quantas mulheres morrem a cada ano em decorrência de abortos. Centenas de milhares? Dezenas de milhares? Alguns milhares? Nada disso. Veja-se a tabela abaixo, extraída do Departamento de Informação e Informática do SUS – DATASUS [4]: Número de mulheres mortas em gravidez que terminou em aborto Ano: 1996 (146); 1997 (163); 1998 (119); 1999 (147); 2000 (128); 2001 (148); 2002 (115). Como se percebe, o número anual de mortes maternas em decorrência do aborto não chega a duzentos! E este número pode ser reduzido a zero se o governo, ao invés de incentivar, combater a prática do aborto. Uma outra fraude correlata é a afirmação de que, nos países em que o aborto é legal, a morte materna é bem menor do que nos outros, onde ele é proibido. Ora, “mais de 59% das mortes maternas do mundo ocorrem nos países que têm as leis menos restritivas. Na Índia, por exemplo, onde existe uma legislação que permite o aborto em quase todos os casos desde 1972, é onde mais mortes maternas ocorrem. A cada ano, registram-se cerca de 136.000 casos, equivalentes a 25% do total mundial, que para o ano 2000 se calculou em 529.000” [5]. “Nos países desenvolvidos também se pode ver que não há uma correlação entre a legalidade do aborto e os índices de mortalidade materna. A Rússia, com uma das legislações mais amplas, tem uma taxa de mortalidade materna alta (67 por 100.000 nascidos vivos), seis vezes superior à média. Em contraste, a Irlanda, onde o aborto é ilegal praticamente em todos os casos, possui uma das taxas de mortalidade materna mais baixas do mundo (5 por 100.000 nascidos vivos), três vezes inferior à do Reino Unido (13 por 100.000 NV) e à dos Estados Unidos (17 por 100.000 NV), países onde o aborto é amplamente permitido e os padrões de saúde são altos” [6]. A quem, portanto, interessa legalizar o aborto? Para esclarecer o que está por trás de tudo isso, convém que leiamos um documento, hoje não mais confidencial, de 10 de dezembro de 1974, de autoria do então secretário de Estado Henry Kissinger, intitulado National Security Study Memorandum 200 (abreviadamente NSSM 200): < .B>Implications of Worldwide Population Growth for US Security and Overseas Interests. Em bom português: Memorando de Estudo de Segurança Nacional 200: Implicações do Crescimento Populacional Mundial para a Segurança e os Interesses Ultramarinos dos Estados Unidos. O documento, conhecido como Relatório Kissinger, foi entregue pelo Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos ao presidente americano Gerald Ford. Somente em 1989 a Casa Branca desclassificou o documento, que agora é de domínio público. Nesse relatório afirma-se que o crescimento da população mundial é uma ameaça para os Estados Unidos, e que é preciso controlá-la por todos os meios: anticoncepcionais, esterilização em massa, criação de mentalidade contra a família numerosa, investimento maciço de milhões de dólares em todo o mundo. Henry Kissinger percebeu o que há quatro milênios o Faraó do Egito já percebera: a população é fator de poder. Seu simples crescimento numérico já é assustador: “Eis que o povo dos filhos de Israel tornou-se mais numeroso e mais poderoso do que nós. Vinde, tomemos sábias medidas para impedir que ele cresça´. […]. Então o Faraó ordenou a todo o seu povo: ´Jogai no Rio [o Nilo] todo menino que nascer. Mas deixai viver as meninas´” [7]. Para tentar impedir o crescimento demográfico dos países pobres, mantendo-os sob o domínio econômico e político dos países desenvolvidos, já se realizaram várias Conferências Mundiais: em Bucareste, Romênia (1974), na cidade do México (1984) e no Cairo (Egito, a terra do Faraó!) em 1994. O Relatório Kissinger concentra seu plano de controle demográfico em treze países-chave, entre os quais, o Brasil: “A assistência para o controle populacional deve ser empregada principalmente nos países em desenvolvimento de maior e mais rápido crescimento onde os EUA têm interesses políticos e estratégicos especiais. Estes países são: Índia, Bangladesh, Paquistão, Nigéria, México, Indonésia, Brasil, Filipinas, Tailândia, Egito, Turquia, Etiópia e Colômbia” [8]. O disfarce do controle demográfico foi cuidadosamente planejado: “Os EUA podem ajudar a diminuir as acusações de motivação imperialista por trás do seu apoio aos programas populacionais declarando reiteradamente que tal apoio vem da preocupação que os EUA têm com: a) o direito de cada casal escolher com liberdade e responsabilidade o número e o espaçamento de seus filhos e o direito de eles terem informações, educações e meios para realizar isso; e b) o desenvolvimento social e econômico fundamental dos países pobres nos quais o rápido crescimento populacional é uma das causas e consequência da pobreza generalizada” [9]. É forçoso reconhecer que a afirmação repetida de tais inverdades acabou penetrando nas mentes brasileiras, que não enxergam a torpe motivação imperialista das políticas antinatalistas. A instrumentalização das mulheres também está prevista no Relatório Kissinger, motivo pelo qual os grupos feministas são sobejamente financiados por instituições de controle demográfico: “A condição e a utilização das mulheres nas sociedades dos países subdesenvolvidos são de extrema importância na redução do tamanho da família. Para as mulheres, o emprego fora do lar oferece uma alternativa para o casamento e maternidade precoces, e incentiva a mulher a ter menos filhos após o casamento… As pesquisas mostram que a redução da fertilidade está relacionada com o trabalho da mulher fora do lar…” [10]. Na Conferência de Pequim (ou Beijing) sobre a Mulher, de 1995, investiu-se enormemente, em nível internacional, para compelir os países a legalizarem o aborto, reconhecendo-o como um “direito da mulher”. De fato, o Relatório Kissinger considera o aborto como crucial para o controle demográfico. Eis suas palavras textuais: “Certos fatos sobre o aborto precisam ser entendidos: nenhum país já reduziu o crescimento de sua população sem recorrer ao aborto“ [11]. Em Brasília, atua um eficiente “lobby” pró-aborto chamado CFEMEA (Centro Feminista de Estudos e Assessoria). Essa ONG monitora cuidadosamente as proposições legislativas do Congresso Nacional e está sempre alerta para as estratégias mais favoráveis para a aprovação de projetos pró-aborto. Vejamos o que o CFEMEA diz de si mesmo: “Desde 1992, o Centro Feminista desenvolve o Programa Direitos da Mulher na Lei e na Vida, […]. O Programa assumiu a feição de Implementação das Plataformas de Beijing´95 e Cairo´94 no Brasil em 1995. Para realizar este trabalho, o CFEMEA conta com o apoio de organizações da cooperação internacional“ [12] (grifo nosso). As organizações da cooperação internacional que financiam o CFEMEA – e também vários outros grupos pró-aborto – são, entre outras, a Fundação Ford, a Fundação Mac Arthur, o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) e o Fundo das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM). Isso explica porque as feministas, embora em número reduzidíssimo, conseguem tanto espaço nos meios de comunicação social, dando a entender que representam o pensamento “da mulher”. O imenso empenho do governo em favorecer o aborto pode ser explicado, em parte, pela submissão aos organismos multilaterais de crédito, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional. De fato, tais instituições financeiras “condicionam toda ajuda econômica externa ao cumprimento de metas demográficas pautadas em cada empréstimo” [13]. Está em julgamento perante o Supremo Tribunal Federal a famosa Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54 (ADPF 54), que pretende que a Suprema Corte declare, com eficácia contra todos e efeito vinculante, que o aborto de bebês anencéfalos não constitui aborto, mas mera “antecipação terapêutica de parto” (ATP, na linguagem dos abortistas). Convém lembrar que, em tal ação, o Instituto ANIS, uma ONG pró-aborto muito atuante, já na petição inicial, oferece-se para ser admitido no feito como “amicus curiae“. Por coincidência, o ANIS [14], dirigido pela antropóloga Débora Diniz, é financiado pelas Fundações Ford e Mac Arthur, que também financiam o CFEMEA. O plano de se obter a liberação do aborto eugênico (apelidado, eufemisticamente, de ATP) por via judicial não é novo. Periodicamente o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) publica um relatório (“inventory”) acerca dos projetos de população (“population projects”) em todo o mundo, Na edição de 1996, na seção relativa ao Brasil, tal documento relatava uma doação da Fundação Mac Arthur de US$ 72.000 para “promover a discussão e demonstrar, com base em julgamentos anteriores, que se pode obter decisão da Justiça para interromper a gravidez no caso de sérias anomalias do feto. Duração: três anos. 1996-1999” [15]. É impossível, nesse curto espaço, enunciar todas as estratégias e desmascarar todas as fraudes empregadas para obter o domínio político de nosso país, impedindo que o Brasil gere brasileiros. Aos interessados em aprofundar o tema, recomendo o excelente livro do jurista argentino Jorge Scala, intitulado “IPPF: a multinacional da morte”, recentemente traduzido para o português. A IPPF (Federação Internacional de Planejamento familiar) é a maior rede privada de controle de natalidade, com sede em Londres e filiais espalhadas em cerca de 180 países, entre os quais o Brasil, cuja filial chama-se BEMFAM. A IPPF dispõe no Brasil de um braço legislativo chamado Grupo Parlamentar de Estudos em População de Desenvolvimento (GPEPD), um poderoso – e bem financiado – lobby composto de parlamentares encarregados de transformar em lei os planos antinatalistas. De lege ferenda Na qualidade de mulher e de promotora de justiça, constato que, de todos os crimes contra a vida, o aborto é o mais paradoxal, o mais covarde de todos os assassinatos. Os meios empregados são insidiosos ou cruéis, Incluindo envenenamento, tortura ou asfixia (art. 121, §2°, III, CP). O ofendido sempre é absolutamente indefeso (art, 121, §2°, IV, CP). É praticado contra um descendente (art. 61, II, e, CP), contra uma criança (art. 61, II, h, CP) e, muitas vezes, por um médico que tem por ofício o dever de defender a vida (art. 61, II, g, CP). No entanto, a pena é ridiculamente pequena. Tão pequena que o autor pode beneficiar-se da suspensão condicional do processo (art. 89 da Lei 9099/1995). Embora o aborto seja a violação do mais precioso bem jurídico – a vida – praticado contra o mais inocente e indefeso dos entes humanos – a criança por nascer – ele não foi até hoje colocado na lista dos crimes considerados hediondos (Lei 8072/1990). Se as feministas, instruídas por seus financiadores, têm sua “proposta normativa” para a revisão da lei penal do aborto, eu também tenho a minha. É uma sugestão simples que, se acolhida, colocará o Brasil na vanguarda da defesa dos direitos humanos: Os artigos que incriminam o aborto (124 a 128) poderiam todos ser excluídos do Código Penal sem nenhum prejuízo para a tutela do nascituro, contanto que o caput do artigo 121 sofresse uma ligeira alteração: Art. 121- Matar alguém, fora ou dentro do organismo materno. Assim haveria total equiparação entre nascidos e nascituros quanto à violação do direito à vida, acabando-se, de uma vez por todas, com qualquer forma de preconceito de lugar (dentro ou fora do organismo materno). Essa nova redação incriminaria também quem concorresse, por ação ou omissão, para a morte do bebê. A modalidade culposa do aborto seria também punível, admitindo-se, porém, o perdão judicial (art. 121, §5°, CP). Obviamente qualquer aborto doloso seria, então, homicídio qualificado, o que desestimularia os matadores de criancinhas a abrir o lucrativo negócio de uma clínica de abortos. O que vem ocorrendo, entretanto, é uma extrema eficiência das estratégias dos aguerridos lutadores pelo “direito” ao aborto, que tão bem dissimulam o verdadeiro propósito, propagandeando a “nobre intenção de ajudar a mulher”. * * * Notas 1. Disponível em < http://www.sensus.com.br/doc/PN19042005.doc> 2. DÁVILA, Sérgio. MANIR, Mônica. Posições extremadas sobre aborto e maconha surpreendem estudiosos. Folha de S. Paulo. São Paulo, 25 jan. 2004, Folha Especial. 3. A íntegra do anteprojeto está disponível em < http://200.130.7.5/spmu/docs/proposta%20normativa.pdf> 4. Acessível a qualquer internauta em < http://www.datasus.gov.br> 5. Observatorio Regional para la Mujer de América Latina y el Caribe (ORMALC). Falsas creencias sobre el aborto y su relación con la salud de la mujer. Septiembre 2005. p. 3. Tradução nossa. Disponível em < http://www.lapop.org/pdf/dossieraborto.pdf> 6. Idem. 7. Êxodo 1,8-10.22. 8. NSSM 200, Implications of Worldwide Population Growth for US Security and Overseas Interests, páginas 14 e 15, parágrafo 30. Tradução nossa. 9. NSSM 200, p. 115. Tradução nossa. 10. NSSM 200, p. 151. Tradução nossa. 11. NSSM 200, p. 182. Tradução nossa. 12. Ver < http://www.cfemea.org.br/quemsomos/apresentacao.asp> 13. SCALA, Jorge. IPPF: a multinacional da morte. Anápolis: Múltipla Gráfica, 2004. p.16. 14. Ver < http://www.anis.org.br/parceiro/parceiro.cfm> 15. Fonte oficial: FNUAP – Inventory of Population Projects in Developing Countries Around the World – 1996. Tradução nossa. Informações bibliográficas: PEREIRA, Maria José Miranda. Aborto: a quem interessa?. Jus Navigandi, Teresina, ano 10, n. 1090, 26 jun. 2006. Disponível em: . Acesso em: 21 jul. 2006. #EUA #mulher #Henry #acolhida #população #Egito #Relatório #Índia #américalatina #Aborto #alerta #materna #acreditar #México #América #mortalidade #crescimento

  • SOS dos cristãos na Galiléia

    Apelo em meio à violência KÖNIGSTEIN, sexta-feira, 21 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Esta sexta-feira, em meio ao conflito entre os movimentos de resistência libaneses e as autoridades israelitas, o arcebispo melquita católico Elias Chacour de Akka, Haifa, Nazaré e toda Galiléia lançou um dramático grito de ajuda. «Toda a região da Galiléia ficou praticamente paralisada: não há trabalho, não há circulação e as pessoas permanecem em suas casas à espera de serem liberadas. Ao contrário, alguns recebem um tiro», afirma o bispo em uma mensagem distribuída através de Ajuda à Igreja que Sofre (AIS). «Este é o caso dos povoados de Jish, Buqei’a, Fasuta, Tharsheeha, Miilya e também Haifa e Shefar’am, onde a população é, direta ou indiretamente, vítima de tiros; alguns estão hospitalizados», afirma. «A maioria dos irmão judeus têm refúgios anti-bombas dos quais carecem os povos árabes, e os demais fugiram para Tel Aviv, algo que nós, árabes, não podemos fazer», acrescenta. O arcebispo pede ajuda para os diretamente atingidos, concretamente, para 30 famílias. Estes cristãos árabes não recebem nenhuma compensação do Estado de Israel. «Nunca imaginei que chegaria o dia em que teria que lançar uma espécie de SOS para os cristãos da Galiléia. Nós queremos enxugar as lágrimas de crianças e pais nestes tempos difíceis». Ajuda à Igreja que Sofre (http://www.kirche-in-not.org) prometeu enviar 15.000 euros para os mais necessitados. #melquita #Nazaré #AIS #Fasuta #Apelo #Católico #Tharsheeha #Chacour #Buqei #Galiléia #Shefar #Miilya #Igreja #violência #conflito #Resistência #SOS #Jish

  • Dramático apelo do Papa para Jornada pela Paz no Oriente Médio

    VATICANO, 20 Jul. 06 (ACI) .- A Sala de Imprensa da Santa Sé deu a conhecer esta quinta-feira o dramático chamado do Papa a todos os católicos a dedicar no próximo domingo uma jornada de oração e penitência pela paz no Oriente Médio. “O Santo Padre segue com grande preocupação a sorte de todas as populações interessadas e assinala para o próximo domingo, 23 de julho, uma especial jornada de oração e penitência, convidando aos Pastores e fiéis de todas as Igrejas particulares como a todos os fiéis do mundo a implorar a Deus o dom precioso da paz”, diz o comunicado. O Papa deseja que a oração se eleve ao Senhor “para que cesse imediatamente o fogo entre as partes, se instaurem imediatamente pontes humanitárias para poder levar ajuda às populações sofredoras e se iniciem logo negociações razoáveis e responsáveis, para pôr fim às situações objetivas de injustiça existentes na região”, adiciona o comunicado. O Papa, finalmente, “dirige um chamado às organizações de caridade, para que ajudem a todas as populações golpeadas por este desumano conflito”. A atual crise no Meio Oriente, que tem como cenário o território libanês, a zona de fronteira entre o Líbano e Israel, onde opera o grupo terrorista muçulmano “Hezbollah” e o território palestino autônomo de Gaza, desatou-se faz dez dias e escalou a nível de uma guerra convencional. Os ataques israelenses no Líbano, dirigidos a desarmar o Hezbollah, produziram 300 mortos, mais de 1,000 feridos e meio milhão de deslocados em sete dias de bombardeios. #penitência #Deus #preocupação #Pastores #Padre #Oriente #Santo #Igrejas #território #imediatamente #OrienteMédio #Imprensa

  • Bento XVI apóia posição do G-8 diante da violência no Oriente Médio

    E pede a oração dos fiéis pela paz INTROD, quarta-feira, 19 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Bento XVI apoiou o comunicado emitido pelo Grupo dos Oito países mais industrializados (G8) para acabar com o turbilhão de violência no Oriente Médio e pediu a todos os crentes que rezem pela paz. Ao regressar, nesta terça-feira, de uma visita ao Mosteiro que se encontra no monte Gran San Bernardo, nos Alpes, o Papa respondeu a uma pergunta dos jornalistas que o esperavam perto do chalé no qual reside. Um dos repórteres lhe perguntou: «O que a comunidade internacional deve fazer nesta situação cada vez mais dramática?». O Papa respondeu: «Estou totalmente de acordo com o comunicado do G-8. Parece-me que indica o caminho». «Não tenho nada a acrescentar, senão a importância da oração para que Deus nos ajude e nos outorgue a paz», disse o Papa, segundo refere um dos presentes, Salvatore Mazza, enviado especial do diário italiano «Avvenire». A declaração aprovada em 16 de julho pelos líderes do G8, reunidos em São Petersburgo (Rússia), pede a Israel, aos palestinos e à milícia Hizbullah que suspendam suas operações armadas e que liberem os sacerdotes capturados e os ministros e parlamentares palestinos detidos (http://en.g8russia.ru/docs/21.html). Ao rezar neste domingo o Ângelus, na localidade na qual passa estes dias de descanso, Les Combes (em Introd, Vale de Aosta), o Santo Padre considerou que «na origem destas oposições impiedosas há, lamentavelmente, situações objetivas de violação do direito e da justiça». «Mas nem os atos terroristas nem as represálias, sobretudo quando existem trágicas conseqüências para a população civil, podem justificar-se», assegurou. «Por caminhos assim — como a amarga experiência demonstra — não se chega a resultados positivos», recordou Bento XVI. #Oriente #Bernardo #violência #OrienteMédio #mosteiro

  • Reflexões acerca do primado do Papa e de sua infalibilidade

    “Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: ‘No dizer do povo, quem é o Filho do homem?’ Responderam: ‘Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas.’ Disse-lhes Jesus: ‘E vós quem dizeis que eu sou?’ Simão Pedro respondeu: ‘Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!’ Jesus então lhe disse: ‘Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.'” (Mt 16, 13-19) Cristo estabeleceu um verdadeiro primado em Sua Igreja, conferindo a São Pedro as chaves do Reino. A Bíblia mostra, na passagem acima, a promessa de Nosso Senhor ao Príncipe dos Apóstolos: estabelecerá sobre ele a Sua única Igreja. Mais tarde, antes de subir ao céu, irá conferir o primado a Pedro, cumprindo Suas santíssimas palavras. De fato, é preciso que na Igreja exista autoridade, e essa é a razão de ser do episcopado – o conjunto dos Bispos, sucessores dos Apóstolos. Todavia, para haver uma unidade nesse episcopado, Cristo instituiu, como vínculo indispensável entre seus detentores, o primado. O primado é a capacidade de São Pedro, e seus sucessores, de liderar a Igreja, como atesta a Escritura. Assim, vemos pelos textos dos Atos dos Apóstolos e mesmo pelos Evangelhos, escritos todos após Pedro ter recebido o primado, como este Apóstolo tem destaque sobre os demais, e como lhe é reservada uma nítida posição de liderança. Se os Apóstolos exercem autoridade sobre a Igreja Católica, São Pedro é a palavra final entre eles. Primado e episcopado derivam, portanto, da única autoridade conferida por Jesus Cristo à Igreja. Os testemunhos antigos dos mais venerandos escritores eclesiásticos, chamados apropriadamente de Padres da Igreja, confirmam o destaque dado a Pedro e, principalmente, que seu primado é uma instituição permanente: não cessa nele, mas deve ser transmitida. Morrendo Pedro, quem comandará a Igreja? Seu sucessor, o Bispo da Igreja por ele fundada na cidade de Roma. O Papa São Clemente Romano, terceiro na sucessão de São Pedro, tendo sido discípulo dos Apóstolos, prova-nos tal tese na prática, ao intervir em uma querela na Igreja de Corinto. Tal Igreja, fundada por São Paulo, era mais antiga que a de Roma, e, entretanto, vê-se julgada por esta! E mais: a teoria de que Roma interveio apenas motivada pela solidariedade entre as Igrejas é falsa, eis que outras Igrejas, vizinhas a Corinto, poderiam, então ter intervido. Por que só a de Roma? É uma prova cabal de que cabia à Igreja Romana, sede de São Pedro e seus sucessores, exercer o primado. Como São Pedro liderava a Igreja no tempo dos Apóstolos, seus sucessores, os Bispos de Roma, deveriam continuar fazendo, como o fizeram no decorrer da história – eis o exemplo de São Clemente –, o que prova a transmissibilidade do primado. Ora, ainda há um outro dado interessante. Na época da carta enviada por São Clemente à Igreja de Corinto, em que está consubstanciada a intervenção romana naquela comunidade, ainda era vivo o Apóstolo São João, residindo em Éfeso, “… cidade muito mais próxima a Corinto e com comunicações muito mais fáceis e freqüentes.” (Pe. Manoel Augusto Santos dos Santos. O Primado Pontifício. EDIPUCRS, Porto Alegre, 1997, p. 50) Consulta-se o Bispo de Roma e não um Apóstolo!! Qual a razão disso, senão a de que a autoridade suprema da Igreja estava confiada aos sucessores de São Pedro, Bispos de Roma, Papas, e não a qualquer outro, mesmo sendo ele Apóstolo? “Portanto, deduz-se que a questões com a Igreja de Roma e seu Bispo punham-se num plano diverso daquele com o apóstolo João que, mesmo sendo apóstolo, não ocupava o centro da unidade que era exclusivamente de Pedro e de seus sucessores.” (idem) Santo Atanásio de Alexandria e São João Crisóstomo, importantes Patriarcas de Sés da Igreja Oriental, também reconhecem o primado do sucessor de São Pedro, como também São Basílio Magno, Bispo de Cesaréia, todos num importante testemunho que, nos dias de hoje, poderia reconduzir tais dioceses à plena comunhão com Roma. Outros Padres da Igreja fundamentam a fé de que o primado dado a São Pedro foi transmitido aos seus sucessores, os Bispos de Roma, chamados mais tarde de Papas. Para exercer seu primado, conta o Papa com um carisma especial, o da infalibilidade. Não é tal prerrogativa dada em função da santidade pessoal do Romano Pontífice, mas como um dom para salvaguardar a comunidade dos fiéis a ele unidos. Tampouco se trata de uma impecabilidade: o Papa, como qualquer ser humano, peca. O Papa é infalível quando, usando de sua autoridade suprema, define como pertencente ao depósito da Fé um ponto de doutrina ou de moral. Não é, outrossim, a infalibilidade uma mera inerrância de fato, como adiante será explicado. “Quanto ao Magistério estabelecido por Jesus Cristo em Sua Igreja, é manifesto que a infalibilidade com a qual está ela divinamente provida não é uma simples inerrância de fato, mesmo que perpetuamente realizada; é uma inerrância de direito, em virtude da qual a autoridade docente na Igreja está preservada de todo erro.” (E. Dublanchy. Dictionnaire de Théologie Catholique. verbete Église, Letouzei et Ané, Paris, 1920) Dois renomados cardeais da Santa Igreja Romana ajudam a explicar a diferença: “Ela é mais que uma simples inerrância de fato, ela representa uma inerrência de direito, porque a Igreja pode, em todas as circunstâncias, contar com o socorro especial de Deus.” (Cardeal Charles Journet. A Igreja do Verbo Encarnado, vol. I) “A infalibilidade se distingue da simples inerrância. Há inerrância quando alguém está, de si, exposto ao erro, mas de fato possui a verdade. Há infalibilidade quando uma pessoa não se engana nem pode se enganar. Entretanto, a inerrância de direito, oposta à simples inerrância de fato, não se distinguiria da infalibilidade.” (Cardeal L. Billot, SJ. De Ecclesia Christi. Aedes Universitatis Gregorianae, Roma, 4ª ed., tomo I, p. 336) O Papa, sucessor de São Pedro, não goza, portanto, somente de uma inerrância de fato, senão de uma inerrância de direito, de uma verdadeira infalibilidade, que consiste, como bem foi definido pelos preclaros autores citados, como a incapacidade de falhar, de se enganar. O Papa, nestes termos, não erra quando define algum dogma, declarando ser determinado pensamento como contido na Revelação divina. E essa infalibilidade, vimos, é mais do que uma ausência de erro ou uma inerrância habitual que é fruto de quem é afeito ao bem e à sabedoria. O Papa é infalível não porque nunca tenha se enganado, em questões de fé e moral, mas porque lhe é impossível se enganar nestes assuntos. Exemplificando: posso ter certeza moral de que meu diretor espiritual, pois que é experimentado nas coisas de Deus, não praticará assassinato ou incesto; entretanto, mesmo tendo essa certeza moral, baseada na inerrância habitual de meu diretor, porque não é infalível, é possível, ainda que pouco provável, que ele cometa tais crimes; em vez do referido sacerdote, posso colocar o exemplo do próprio Papa, o qual é extremamente provável que não pratique os mesmos crimes, nem por isso, sendo impossível que não os faça, sendo assim que não é infalível nesse caso, ainda que na prática, por não ter sido criminoso, seja inerrante; bem diferente é o caso do Papa nos terrenos da fé e da moral, eis que não só é extremamente possível que acerte, como, mais, não poderá errar. Não digo que o Papa não erra quando proclama, ex cathedra, algo relativo à fé e à moral, pelo simples fato de confiar nele, mas que, independente de sua santidade pessoal, por especial proteção do Espírito Santo, não poderá errar, mesmo que queira. O Espírito Santo, protegendo o Papa do erro, com a capa da infalibilidade, está, na verdade, protegendo a Igreja, os fiéis católicos, pois dessa maneira sabemos que o ensino de Roma é seguro e não vem apenas de uma interpretação pessoal do Sumo Pontífice das Escrituras – como ocorre com as seitas protestantes que, pela absurda tese do livre-exame, vem se dividindo e se opondo umas às outras. Por exercer o primado de jurisdição sobre a Igreja, e ainda por cima ter o carisma da infalibilidade, temos de confiar no Papa e aderir firmemente às suas proposições. “Devemos procurar aderir pela fé à doutrina, aos princípios, à disciplina, aderir afetiva e efetivamente, falando sempre do Papa de forma construtiva (…). Se vocês não viverem e agirem assim, é inútil estarem dizendo que apreciam o Papa, que amam a Igreja, que têm uma grande fé, porque já estão começando a fazer as suas restrições; simplesmente estão se afastando. Temos de procurar aderir pessoalmente, e levar os outros a se somarem mediante uma grande fé, afeto, obediência ao Vigário de Cristo, sempre dispostos a defendê-lo de todos os ataques que ele puder sofrer, venham de onde vierem, de dentro da Igreja, de fora, de inimigos, de amigos, de quem for.” (Pe. Marcial Maciel, LC. Palestra em Monticchio, a 27 de agosto de 1971) Autor: Dr. Rafael Vitola Brodbeck Fonte: Veritatis Splendor #Cefas #Padres #Escritura #Apóstolos #Deus #apostolo #JesusCristo #Alexandria #Kepha #Palestra #Cesaréia #Petra #adiante #Jeremias #Igrejas #Episcopado #SãoPedro #bispos #Petros #sucessor #Primado #JoãoBatista #Inferno #Jesus #Pedra

  • Em suas férias, o Papa trabalha em um livro teológico e uma encíclica social

    VATICANO, 18 Jul. 06 (ACI) .- Segundo diversos vaticanistas que acompanham a viagem do Papa Bento XVI à região de Les Combes, no norte alpino da Itália, o Pontífice estaria trabalhando em um livro sobre Cristo, assim como em uma futura encíclica sobre o trabalho humano. No domingo passado, as imagens do Centro Televisivo Vaticano permitiram ver as atividades do Papa nestes dias, incluindo um momento de trabalho em seu escritório na residência dos salesianos em Les Combes. Segundo Salvatore Mazza, enviado especial do jornal Avvenire, “parece que, entre outras coisas, voltou a tomar em suas mãos o livro que estava escrevendo antes de ser eleito sucessor de João Paulo II“, “um texto de teologia”. O livro, segundo outras fontes próximas ao Vaticano, abordaria o tema de Cristo e sua relação com o gênero humano, assim como a relação entre o cristianismo e outras religiões no mundo. Outro dos trabalhos que ocuparão os dias de verão do Pontífice, antes de sua viagem a sua terra natal em setembro, seria o de uma nova encíclica social centrada no valor do trabalho humano. Como assinalaram outras fontes anteriormente, a encíclica levaria o nome de “Trabalho Domini”, “O Trabalho do Senhor”. A encíclica falaria da visão cristã do trabalho humano, a importância do trabalho na sociedade e o trabalho como necessidade e dever do ser humano. Segundo o Bispo de Aosta, Dom Giuseppe Anfossi, “a conversa com ele é extremamente singela, como é próprio de seu caráter. Além disso, quando fala está atento a todos”. O Prelado compartilhou com a Rádio Vaticano uma anedota “de natureza muito pessoal”: “Assim que subiu ao carro para o traslado do aeroporto à casa, a primeira palavra que o Papa Bento XVI me dirigiu foi me pedir notícias da saúde de minha mãe. Francamente não esperava tanta delicadeza”, relatou Dom Anfossi. #Domini #Cristo #Cristianismo #encíclica #Giuseppe #pontífice #teologia #Vaticano #aeroporto

  • Roma já expõe afresco restaurado do século XVII da «samaritana no poço»

    De 8 de julho a 10 de setembro ROMA, segunda-feira, 17 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Após um delicado trabalho de restauração, o afresco anônimo do século XVII «A samaritana no poço» é exposto pela primeira vez ao público de 8 de julho a 10 de setembro, no Museu Palazzo Braschi de Roma (Itália). A obra corresponde à segunda metade do século XVII, entre 1654 e 1661. Sua origem está no refeitório do Mosteiro de Santa Eufêmia, na igreja de Santo Urbano, um mosteiro destruído durante os trabalhos de escavação dos Foros Imperiais na época do fascismo. O afresco representa o encontro entre Jesus e a Samaritana no poço de Sicar, narrado no Evangelho de João. Foi separado da parede na qual estava colocado antes que a igreja fosse derrubada. Desde 1993, o afresco se conserva no Museu de Roma — Palazzo Braschi. «A violenta retirada que a obra sofreu comprometeu seriamente seu estado de conservação, mas hoje a obra que reproduz o encontro entre Jesus e a mulher samaritana, a quem Ele reconduziu a um estilo de vida mais sóbrio, voltou a seu aspecto original», expressou Isabella Colucci, da Sala de Restauração, Exposições e Empréstimos de Roma, durante a coletiva de imprensa de apresentação. Por sua parte, Carla Tomasi, autora da restauração, ilustrou as condições do fragmento: «Quase 20% da superfície pictórica se havia perdido»; «a qualidade material era boa, apesar do dramático trato que sofreu na retirada em 1933». «É uma obra belíssima, restituída ao público depois de um trabalho atento» — declarou Gianni Borgna, assessor das Políticas Culturais da Prefeitura de Roma, na apresentação aos jornalistas –, «realizado com competência, paixão, generosidade e sensibilidade, graças também à Fundação Droghetti e à sua importante ajuda à Prefeitura». A iniciativa de restauração foi promovida pela Assessoria de Políticas Culturais e pela Superintendência de Bens Culturais municipal. #Braschi #Palazzo #Culturais #samaritana #destruído #Políticas #Urbano #fascismo #Igreja #restauração #Jesus #escavação #mosteiro #Eufêmia

  • Prevista a adesão metodista à Declaração conjunta da Doutrina da Justificação

    SEUL, segunda-feira, 17 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Está previsto que a Conferência Mundial Metodista — que se celebra em Seul (Coréia) de 20 a 24 de julho — adira à Declaração conjunta sobre a Doutrina da Justificação, firmada em 1999 pela Igreja Católica e pela Federação Luterana Mundial. Um comunicado do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos distribuído esta segunda-feira pela Sala de Imprensa vaticana confirma o momento desta adesão. O presidente do citado dicastério, o cardeal Walter Kasper, participará da Conferência Mundial Metodista. «Esta é convocada a intervalos de oito anos e reúne cristãos do mundo inteiro, pertencentes à tradição de Wesley», declara o comunicado do dicastério. O movimento metodista, de caráter evangélico, herdeiro da Reforma protestante do século XVI, teve sua origem na Inglaterra do século XVIII, como um movimento de renovação espiritual, missionário e social. Hoje, está presente em cerca de cem países. Foi o inglês John Wesley — nascido em 17 de junho de 1703–, fundador do movimento de pregação do Evangelho, quem deu origem aos metodistas. Durante a Conferência Mundial Metodista desta semana, o ato com o qual a Declaração se estenderá também ao metodismo acontecerá no curso de uma celebração solene da Palavra de Deus, em presença do cardeal Kasper e do reverendo doutor Ismael Noko, secretário-geral da Federação Luterana Mundial. A histórica firma da citada Declaração conjunta — na cidade alemã de Augsburgo em 31 de outubro de 1999 –, aprovada pela Igreja Católica e pela Federação Luterana Mundial, encontrou um consenso entre luteranos e católicos em uma matéria, a doutrina da justificação, que se converteu na causa da Reforma de Lutero. No final do ano passado, ao receber a uma delegação do Conselho Metodista Mundial — encabeçada por seu presidente, o bispo Sunday Mbang, da Nigéria –, Bento XVI manifestou seu reconhecimento pela intenção de tal Conselho de ratificar a Declaração Conjunta Sobre a Doutrina da Justificação. «Em caso de que o Conselho Metodista Mundial expresse sua intenção de associar-se à Declaração Conjunta, contribuiria para a reconciliação que desejamos ardentemente e seria um passo significativo rumo à meta da plena e visível unidade na fé», apontou então o Santo Padre (Zenit, 9 de dezembro de 2005). #comunicado #dicastério #Conferência #Justificação #Conselho #Catolica #declaração #Igreja #Imprensa

  • Santa Sé condena ataques terroristas e represálias militares no Oriente Médio

    VATICANO, 14 Jul. 06 (ACI) .- A Santa Sé condenou hoje tanto os ataques terroristas como as represálias militares que desde a quarta-feira passada têm como cenário o Oriente Médio, especialmente o ataque ao Líbano por parte do exército israelense que cobrou vítimas entre a população civil, e reiterou que a “única via digna de nossa civilização é a do diálogo sincero”. Em declarações oferecidas à Rádio Vaticano, o Secretário de Estado, Cardeal Angelo Sodano, indicou que “as notícias que nos chegam do Oriente Médio são realmente preocupantes”, referindo-se à escalada bélica iniciada nesta quarta-feira depois que Hizbulá seqüestrou dois soldados israelenses na fronteira. Segundo o Cardeal, o Papa Bento XVI e seus colaboradores “acompanham com particular atenção os últimos episódios dramáticos que correm o perigo de degenerar em um conflito com repercussões internacionais”. “A Santa Sé, como fez no passado, condena também tanto os ataques terroristas de uns como as represálias militares de outros. O direito à defesa por parte de um Estado não exime do respeito das normas do direito internacional, sobretudo pelo que concerne à proteção das populações civis”, assinalou o Cardeal. “Em concreto”, continuou o Cardeal, “a Santa Sé lamenta agora o ataque ao Líbano, uma nação livre e soberana, e assegura sua proximidade àqueles povos, que já sofreram tanto pela defesa da própria independência”. Os ataques israelenses contra diversos alvos na cidade de Beirut deixaram até agora um saldo de 55 mortos e mais de uma centena de feridos. Por sua vez, o Hizbulá libanês lançou como represália dezenas de mísseis sobre alvos civis e postos militares do norte do Israel causando dois mortos e 30 feridos. Por último, o Cardeal Sodano destacou a evidência de que “a única via digna de nossa civilização é a do diálogo sincero entre as partes em causa. #Terroristas #civilização #israelense #Oriente #condenou #Ataques #secretário #Angelo #diálogo #Cardeal

  • Teologia na Universidade, iniciativa exitosa em Barcelona (Espanha)

    Fala a professora Maria del Mar Galcerán BARCELONA, domingo, 16 de julho de 2006 (ZENIT.org).- A Teologia tem também seu lugar na Universidade: assim pensa um grupo de católicos da Catalunha (Espanha) ao criar o STU, Secretariado de Teologia na Universidade (teologiaalauniversitat.org). A professora e secretária Maria del Mar Galcerán conta que «sua origem se remonta ao Serviço de Assistência e Formação Religiosa nas Universidades (SAFOR)». Agora, impulsionado pelo Arcebispado de Barcelona, este Secretariado quer que nas salas, corredores e lugares de descanso e estudo das universidades se fale de Deus, e com critério. Para isso dão a possibilidade aos alunos de qualquer carreira (de Matemática a Direito, Veterinária ou Arquitetura) a seguir alguns cursos de Teologia cujos créditos são reconhecidos oficialmente. «A idéia central é enlaçar fé e cultura na universidade pública. O modo de fazê-lo é constituindo uma plataforma acadêmica sobre a presença da Teologia e o pensamento religioso na universidade», acrescenta esta docente de Barcelona. Professores de Teologia oferecem nestas universidades cursos teológicos específicos. O Secretariado propôs para este curso programas de 30 horas — equivalem a dois créditos de livre escolha. Entre os cursos oferecidos, foram muito solicitados: «De que falamos quando falamos de Deus», «A coragem de perdoar», «A vida e os ensinamentos de Jesus: os Evangelhos», «Islã e Ocidente, diálogo de civilizações» ou «Fundamentos e aplicações da Bioética». Vários institutos de Teologia dão suporte à iniciativa que, segundo Maria del Mar Galcerán, ajuda a paliar «o grande vazio de formação e de conteúdos teológicos nos estudantes atuais, lacuna que lhes dificulta a compreensão de nossa realidade sócio-cultural de tradição judaico-cristã». Esta professora de Educação Social acha que, ainda que «a sociedade espanhola e a européia majoritariamente se definam como leigas e deslocam a religião ao âmbito privado, é certo que a maioria da população civil se define como crente e existe uma parte da população juvenil com uma crescente sensibilidade pela busca de sentido». #Deus #Espanha #Arcebispado #teologia #universidade #Jesus #Religiosa

  • Santo Padre faz um chamado a orar pelo Oriente Médio

    Pede aos responsáveis políticos a volta ao caminho da razão, do diálogo e do acordo INTROD, domingo, 16 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Neste domingo, Bento XVI lançou um convite especial às Igrejas locais do mundo inteiro para que orem pela paz na Terra Santa e no Oriente Médio. O Papa acompanha diariamente a espiral de violência que parece crescer entre Israel e Líbano. Depois de rezar o Ângelus ante mais de cinco mil fiéis na esplanada de Les Combes (em Introd, Valle de Aosta), reconheceu: «Nestes últimos dias, as notícias da Terra Santa são para todos motivo de novas e graves preocupações, em particular pela expansão de ações bélicas também no Líbano, e pelas numerosas vítimas entre a população civil». «Na origem destas oposições sem piedade há, lamentavelmente, situações objetivas de violação do direito e da justiça», alertou. «Mas nem os atos terroristas nem as represálias, sobretudo quando existem trágicas conseqüências para a população civil, podem justificar-se», alertou. «Por caminhos assim — como a amarga experiência demonstra — não se chega a resultados positivos», recordou Bento XVI. Ele pôs nas mãos de Maria — neste domingo celebra-se Nossa Senhora do Carmo — a súplica pelo dom da paz. Elevou seu pensamento ao Monte Carmelo, da Terra Santa, a poucos quilômetros do Líbano; um monte santo que «domina a cidade israelense de Haifa, também recentemente golpeada», expressou. «Roguemos a Maria, Rainha da Paz, para que implore a Deus o dom fundamental da concórdia, devolvendo os responsáveis políticos ao caminho da razão e abrindo novas possibilidades de diálogo e de acordo», exortou. «Nesta perspectiva convido as Igrejas locais a elevarem especiais orações pela paz na Terra Santa e em todo Oriente Médio», disse ao concluir suas palavras. Este novo conflito na região se desatou desde que na quarta-feira passada o movimento armado [fundamentalista] xiita libanês de Hizbulá seqüestrou dois soldados israelenses e assassinou outros (Zenit, 13 de julho de 2006). Israel começou então a bombardear pontos estratégicos do Líbano, procurando seu isolamento e que os soldados seqüestrados não fossem tirados do país. A periferia sul de Beirute foi um de seus objetivos, pois lá reside o líder de Hizbullah, Hasan Nasrala. Por sua parte, Hizbullah responde lançando mísseis contra o norte de Israel. Às últimas notícias sobre o violento choque se acrescenta o ataque do Hizbullah sobre Haifa, a terceira cidade em importância de Israel, assim como novos ataques israelenses sobre Beirute. #terra #Angelus #Maria #Igrejas #diálogo

  • «Jesus chamou os doze» – Dom Walmor Oliveira de Azevedo

    Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte (Brasil) BELO HORIZONTE, domingo, 16 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos artigo de Dom Walmor Oliveira Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte (Minas Gerais), difundido essa semana pelo site da Arquidiocese de Belo Horizonte. “Jesus chamou os doze” (Mc 6,7) ‘Jesus chamou os doze’. Este gesto sela o mais profundo vínculo do discípulo com o seu Mestre e Senhor. Só Deus pode chamar. Chamar é ato próprio do amor de Deus. Um ato de amor que se constitui em fonte sustentadora de toda a vida. O amor de Deus se revela, pois, no chamamento. A iniciativa nasce do coração de Deus e se derrama no coração de todo aquele que é chamado. Na verdade, o gesto amoroso de Deus ao chamar configura o núcleo mais profundo da consciência do discípulo. O discípulo não é por si. O que ele é nasce e se sustenta neste gesto amoroso de chamamento. Esta luz é que mantém acesa a consciência do discípulo em relação àquele que o chama. Só na medida em que esta consciência de chamado preside o dia a dia do discípulo é que ele consegue força e sabedoria para construir sua conduta e vivê-la com fidelidade. A consciência de ser chamado é a consciência de ser amado e de amar. A quem se ama, de verdade, o amor experimentado não permite esquecimento em momento algum. É uma força de presença que alimenta o vínculo e todo gesto, e cada momento se reporta àquele que se ama. Compreende-se assim que o gesto amoroso de Deus chamando é a base da consciência do discípulo. Uma consciência que se desdobra na compreensão da missão que ele recebe d’Aquele que o chama e o envia. E a vida se torna, em tudo e em cada circunstância, um ser e um fazer que expressa esta intimidade profunda com força de gerar a novidade da vida e o poder de transformação das suas condições. A força vem d’Aquele que chama. Aquele que é chamado ganha d’Ele a força de sua ação. A Missão A missão não é uma simples tarefa. Uma ocupação qualquer. A missão é conseqüência desta intimidade estabelecida e cultivada do coração daquele que chama ao coração daqueles que são chamados. Na verdade, a missão é a conseqüência de um modo de ser gerando um jeito de fazer para concretizar o modo de ser amoroso e redentor de Deus que chama. Compreende-se, então, como é possível que o discípulo receba do coração do seu Mestre o seu mesmo poder de ação. Esta possibilidade só se verifica na medida em que, profundamente, o discípulo, no seu dia a dia, cultiva a consciência de ser chamado diante d’Aquele que o chama. Um cultivo de amor e de pertença que alimenta a competência de atuar em nome d’Aquele que o chama e o envia. Cada gesto, em todas as circunstâncias, é comprovadamente a continuação da presença amorosa e redentora do Mestre que chama e envia. Não há outra dinâmica para explicar a possibilidade de o discípulo ser o Mestre continuado nas circunstâncias da vida. E o discípulo sabe que só esta intimidade nele constitui e alimenta o poder de agir em nome do seu Senhor e Mestre, sem pretensões, na alegria de saber a fonte verdadeira que o torna, no coração do mundo, na condição de discípulo, presença do seu Senhor. Um jeito novo de ser Esta intimidade profunda do discípulo com o seu Mestre e Senhor gera um jeito novo de ser. Um jeito novo de ser que se renova cada dia sob o impulso da inesgotável fonte de amor que é o coração do Mestre, encharcando o coração do discípulo. O discípulo não simplesmente faz o que o Mestre recomenda. Não é um repetidor de coisas. Ele é elevado, pela força do amor-intimidade, à condição de presença do seu próprio Senhor, no mundo, realizando, mesmo pelos limites de sua condição, a grandeza do que é próprio do Mestre que o chama e o envia. Compreende-se que a conseqüência é um novo jeito de ser, alimentando a ação do discípulo e criando as condições próprias de sua ação para realizar tudo aquilo que é próprio do seu Mestre e Senhor. E o discípulo se torna, sempre mais, a própria presença do seu Senhor, com a força de ação que vem do seu coração. E Jesus recomendou-lhes A eficácia da missão se liga, pois, ao cultivo permanente da intimidade com Aquele que chama enquanto núcleo central e ativador da consciência do discípulo. Os desdobramentos conseqüentes configuram o jeito de ser. Um jeito de ser recomendado pelo Mestre, com força de fecundação, para a ação missionária que o discípulo é enviado a realizar. Ao enviá-los dois a dois o Mestre marca no horizonte a dinâmica da partilha e o sentido da missão que é dada a todos, cultivada no coração e na singularidade de cada um. Uma missão dada a todos para ser realizada no vínculo que cada um há de estabelecer com cada outro alimentado por este vínculo o que o Senhor estabelece com cada um pelo gesto amoroso e único do chamamento. O sustento do vínculo amoroso e fraterno há de alimentar e impulsionar a dinâmica própria do exercício da missão que supõe daquele que é chamado e enviado a coragem e a disposição de estar sempre indo ao encontro para realizar, em nome do seu Senhor, a sua ação redentora. Indo e vindo, o discípulo compreende e realiza a obra do seu Mestre de estar presente e intervindo no mundo para dele expulsar os demônios. Isto é, estabelecer a dinâmica do amor de Deus. Um estabelecimento do amor alimentado pelo amor d’Aquele que chama e testemunha num jeito de ser marcado pela simplicidade, proximidade, desapego, e audácia de não se deixar corromper, na liberdade que nasce da compreensão do amor. E o discípulo é Jesus Mestre e Senhor na vida do mundo. Dom Walmor Oliveira de Azevedo Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte #coração #dinâmica #Verdade #Deus #chamamento #conseqüência #Senhor #intimidade #Chamado #Mestre #amado #Amor #alegria #Discípulo #Jesus #presença #Arcebispo

  • Livre comércio deve seguir justiça social, lembra Santa Sé

    VATICANO, 14 Jul. 06 (ACI) .- “O comércio livre pode só pode ser chamado de justo quando obedece as exigências da justiça social”, afirma o Pontifício Conselho Justiça e Paz em um comunicado emitido hoje sobre os resultados da Reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), celebrada em Doha (Qatar) em junho passado. O texto, assinado pelo Cardeal Renato Martino e Dom Giampaolo Crepaldi, Presidente e Secretário respectivamente desse dicastério, lamenta que a reunião tenha concluído deixando em suspense as questões principais, um fato que contrasta com “a intensidade do compromisso demonstrado pelos negociadores e o pessoal da OMC, de concluir Doha com um acordo geral”. Embora o Pontifício Conselho reconheça a complexidade desse compromisso “devido à dificuldade objetiva de mediar entre tantos estados com interesses diferentes e expectativas“, mas também as esperanças que encerra, pelas que manifesta sua avaliação. Para a Santa Sé, o tema principal de Doha, “a igualdade nas relações comerciais“, foi, e continua sendo, uma preocupação principal, e cita então as palavras de Paulo VI, que na Populorum progressio afirmava que “o comércio livre pode só pode ser chamado de justo quando obedece às exigências da justiça social”. O documento destaca a necessidade de retornar ao espírito que inspirou a Rodada de Doha de há cinco anos, quando se chegou a uma declaração conjunta “sobre o desenvolvimento e o alívio da pobreza e ao compromisso específico de melhorar a participação eficaz dos países menos desenvolvidos no sistema comercial multilateral”. “As semanas que os negociadores têm agora para alcançar um acordo de cara à conclusão positiva e eficaz da Rodada, são uma oportunidade única”, observa o comunicado, manifestando a esperança de que a próxima reunião do G8 que se celebrará em São Petersburgo “desemboque nas decisões políticas necessárias para transformar os pontos técnicos em pontos operativos”. Para terminar, o texto precisa que “a urgência particular desta tarefa não se pode tomar levianamente, sobretudo tendo em conta as sérias repercussões das relações comerciais nos seres humanos e em sua dignidade. Por isso, nas negociações comerciais deve-se considerar sempre o impacto que estas provocam na família humana”. #Mundial #comunicado #Presidente #dicastério #Conselho #secretário #Pontifício #Cardeal

  • «Pureza está intimamente associada à dignidade do corpo humano», diz cardeal

    Penitenciário-mor da Igreja Católica, James Stafford, presidiu peregrinação a Fátima FÁTIMA, quinta-feira, 13 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Segundo o penitenciário-mor da Igreja Católica, a «pureza está intimamente associada à dignidade do corpo humano». O cardeal James Francis Stafford abordou o tema da pureza e da castidade ao presidir esta quarta e quinta-feira a Peregrinação Internacional Aniversária a Fátima, celebrativa dos 89 anos da terceira aparição de Nossa Senhora em Fátima, a 13 de julho de 1917. No contexto do tema da peregrinação –«Crescei e multiplicai-vos»–, o cardeal explorou em sua homilia proferida durante a Eucaristia da vigília noturna de oração dessa quarta-feira «a mais misteriosa das virtudes», a pureza, na qual os «cristãos nunca teriam sequer pensado» «se não tivessem olhado em frente para a ressurreição do corpo». Segundo o penitenciário-mor da Igreja, «muitos daqueles que ainda se encontram influenciados pelas teorias mecanicistas do século XIX acham que os ensinamentos da Igreja no que respeita à virtude são horríveis e de modo especial rejeitam os seus ensinamentos no que toca às virtudes da castidade e da pureza». «Zombam da observância do sexto mandamento como sendo causa de perturbações emocionais, afirmando mesmo ser completamente repugnante e contra a natureza», afirma. Dom Stafford afirma que é fundamentalmente a lembrança do Mistério Pascal de Cristo e do batismo de cada um aquilo que fornece a fundação e a motivação para a prática da virtude da pureza e de todas as outras virtudes. «São Paulo –afirma o cardeal– ensinou exatamente a mesma norma quando escreveu: “Finalmente, irmãos, nós vos suplicamos e exortamos no Senhor Jesus que, do mesmo modo que aprendestes de nós como deveis viver e agradar a Deus, o que estais precisamente fazendo, assim também procurai fazê-lo cada dia mais e mais… Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação; que eviteis a impureza” (1 Tes.4-1,3)». E explica que «em todo o Novo Testamento a prática da virtude era baseada na manifestação do ‘escathon’, isto é, na obra de salvação de Jesus pela Sua Morte e Ressurreição». O cardeal confidenciou no decorrer de sua homilia o «quão profundamente» o afetou a canonização, no dia 24 de junho de 1950, da jovem virgem-mártir Maria Goretti. «Presentes na Praça de São Pedro naquela ocasião encontravam-se a mãe dela e o seu assassino, Alessandro Serenelli. Ao tempo do seu martírio em defesa de sua pureza, eu tinha 17 anos de idade. O seu testemunho de pureza e coragem tornou-se a estrela polar da minha geração», diz. O cardeal narra a história do martírio: «Começou a 5 de Julho de 1902. A família do seu atacante partilhava a mesma casa com a família Goretti. Situava-se por cima de um velho palheiro numa zona de pobres lavradores, os pântanos Pontine, a Sul de Roma». «O seu atacante, Alessandro, tinha vinte anos de idade na altura do ataque contra Maria de 12 anos. Ele testemunhou mais tarde que Maria apelou a que ele parasse com o ataque para salvação de sua alma e que não cometesse tão grave pecado. Antes de morrer no dia seguinte das facadas infligidas, ela perdoou-lhe e rezou para que Deus lhe perdoasse também». Segundo o cardeal Stafford, «como Flannery O’Connor, S. Maria Goretti, cuja memória a Igreja acaba de celebrar no dia 6 de julho, percebeu que a pureza está intimamente associada à dignidade do corpo humano». «Ela estava consciente de que a Igreja ensinava que não era a alma mas o corpo que havia de ressuscitar glorioso. Em união com a Igreja ela professava todos os domingos: “Eu creio na ressurreição da carne (do corpo)”. Ela deu testemunho deste mistério: que a Encarnação e Ressurreição de Jesus constituem as verdadeiras leis da natureza, da carne e do físico», afirma. #Stafford #Francis #salvação #Peregrinação #Deus #Maria #dignidade #Fátima #família #Homilia #pureza #Alessandro #Alma #Jesus #Ressurreição

  • Somente a Bíblia?

    “Assim, pois, irmãos, permanecei firmes, e conservai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.” (2 Ts 2,15) Para os protestantes, a Bíblia é a única regra de fé, ou melhor, a Bíblia é a autoridade máxima da igreja. Mas será que esta também era a fé dos primeiros cristãos? (Por Cristãos, entenda-se Católicos) A Doutrina da Igreja vem do ensino oral que Cristo deixou para os Apóstolos. Note que nos primeiros quatro séculos, muitos cristãos nasceram, viveram e morreram, sem mesmo saber quais eram os livros que deveriam compor a Bíblia. Nos primeiros quatro séculos a Igreja vivia somente da Tradição e do Magistério. Foi com base na Tradição Apostólica, é que o Magistério Católico definiu o catálogo sagrado. Isto mostra claramente que a Bíblia é filha da Igreja e não sua mãe. Como diz meu amigo Professor Carlos Ramalhete: “pode algo maior sair de algo menor?”, é claro que não. A própria Bíblia declara que “A Igreja é a Coluna e o Fundamento da Verdade” (1Tm 3,15).A Igreja é tão anterior à Bíblia que a própria Igreja é citada na Bíblia. A doutrina protestante “Sola Scriptura”, isto é, “Somente as Escrituras”, não encontra amparo na Tradição Apostólica, no Magistério da Igreja e nem nas próprias Escrituras. Vamos utilizar a própria Bíblia para desmentir tal doutrina: A Bíblia não contém toda revelação “Jesus fez muitas outras coisas. Se cada uma delas fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que seriam escritos.” (Jo 21,25) – o testemunho do apóstolo fala tudo, nem tudo que Jesus ensinou e realizou foi escrito, mas ficou mantido na Tradição Apostólica. “[Jesus] depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias e falando do que respeita ao reino de Deus.” (At 1,3) – o que Jesus ensinou aos apóstolos nestes quarenta dias após sua ressurreição não foi importante? Será que Jesus esteve com eles à toa? A Bíblia não nos relata o que Jesus ensinou neste período, mas a Tradição Apostólica sim. “Tenho muito a vos escrever, mas não quero fazê-lo com papel e tinta. Antes, espero ir ter convosco e falar face a face, para que nossa alegria seja completa” (2Jo 1,12).” Tenho muitas coisas que te escrever, mas não quero fazê-lo com tinta e pena. Espero, porém, ver-te brevemente, e falaremos face a face” (3Jo 1,13-14) – São João ensinou muitas coisas oralmente. “E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.” (Tg 5,10) – São Tiago Menor recebeu tal instrução da Tradição Apostólica, já que em nenhum lugar da Bíblia, Nosso Senhor Jesus Cristo ensina tal coisa. A Tradição Apostólica tem autoridade “Assim, pois irmãos, permanceis firmes, e conservai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.” (2Ts 2,15) “E o que de mim, através de muitas testemunhas ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para ensinarem outros.” (2Tm 2,2) “Ó Timóteo, guarda o depósito [a tradição] que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência [gnose].” (1Tm 6,20) “E [os cristãos] perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações.” (At 2,42) “E, quando [Paulo, Timóteo e Silas] iam passando pelas cidades, lhes entregavam, para serem observados, os decretos que haviam sido estabelecidos pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém.” (At 16,4) – forte testemunho da ação do Magistério da Igreja no cristianismo primitivo. Este é o testemunho da própria Bíblia sobre a doutrina protestante da “Sola Scriptura”. Autor: Alessandro Ricardo Lima Fonte: Veritatis Splendor #Cristo #bibliasagrada #autoridade #Magistério #SolaScriptura #Senhor #Escrituras #bíbliavivaonline #Doutrina #Cristãos #Bíblia #epístola #Timóteo #Alessandro #Apostólica #NovoTestamento #Tradição #Igreja #Sola #alegria #Jesus #Palavra

  • A Eclesiologia Protestante

    “Um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef 4,5) A palavra eclesiologia vem do grego eclesia (=igreja) e logia (=estudo), sendo assim eclesiologia o estudo da Igreja. Em debate com um pastor protestante, ele me afirmara que “A Igreja Coluna da Verdade é composta por todos os salvos pelo sangue de Jesus, independente das divisões doutrinárias”. O protestantismo prega uma Igreja invisível, que abriga várias doutrinas até mesmo contraditórias entre si; que o importante é “aceitar Jesus”. Mas será que há verdade na eclesiologia protestante? O Santo Apóstolo Paulo nos ensina que Deus ressucitou Cristo dos Mortos “pondo-o à sua direita nos céus” (Ef 1,20) e “o constituiu como cabeça da Igreja. Que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos” (Ef 1,22-23). E como uma Igreja invisível que abriga verdades até mesmo excludentes, pode ser “corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos”, o reflexo perfeito da verdade única (Jo 14,6) que é Cristo? A Igreja ensinada pelos protestantes é falsa, formada de baixo para cima, formada por homens, e não por Cristo; invisível, sem governo e hirarquia. E com é a Igreja verdadeira? É visível. Cristo fundou uma Igreja visível, “que não pode se esconder” e a compara a “uma cidade edificada sobre um monte” (Mt 5,14), portanto bem visível a todos. A visibilidade da Igreja não está em seus prédios, mas em seu governo, sua hierarquia. É única. A Igreja de Cristo confessa “Um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef 4,5). É Católica. Católica quer dizer universal. Ela é universal pois está no mundo inteiro, em todas as nações, como ordenou nosso Senhor: “Portanto, ide, ensinai a todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19). É Apostólica. Pois guarda a tradição dos apóstolos (At 2,42) e a sucessão regular dos bispos, dos apóstolos até os bispos atuais. É Romana. Foi necessário para o desenvolvimento do Cristianismo a transferência da sede de Jerusalém para Roma. São Pedro escreve sua primeira epístola como Bispo de Roma; o pseudônimo para Roma é Babilônia (1Pd 5,13). Autor: Prof. Alessandro Lima Fonte: Veritatis Splendor #Verdade #plenitude #Deus #Mortos #apostolo #sangue #Governo #Senhor #Eclesia #Eclesiologia #CabeçadaIgreja #SeuCorpo #Catolica #visível #Alessandro #grego #Igreja #DeCristo #Paulo #Protestantismo #Jesus #Pai #composta

  • Papa apresenta os avós como «responsáveis» pela ternura de que todos necessitam

    A única passagem do discurso da Vigília em que ele improvisa VALÊNCIA, terça-feira, 11 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Benedito XVI destacou o decisivo papel que os avós desempenham na família em seu discurso que pronunciou ao concluir a vigília do V Encontro Mundial das Famílias, celebrada no entorno da Cidade das Artes e das Ciências de Valência, esse sábado. Antes de concluir sua intervenção com uma oração, o pontífice reconheceu que os avós «podem ser –e são tantas vezes– os responsáveis pelo afeto e ternura que todo ser humano necessita dar e receber». «Eles dão aos pequenos a perspectiva do tempo, são memória e riqueza das famílias», seguiu dizendo. «Deus permita que, sob nenhum pretexto, sejam excluídos do círculo familiar», disse o pontífice. «São um tesouro que não podemos arrebatar das novas gerações, sobretudo quando dão testemunho de fé diante da proximidade da morte», ressaltou. Foi o único momento do discurso, lido em espanhol, em que o Papa improvisou com um enorme sorriso. Pouco antes, o ator Lino Banfi, explicou que quando dizem a ele que é ele «avô da Itália», responde dizendo que, «então, o Papa é o avô do mundo». Em seu discurso, o Papa disse que queria dedicar uma passagem particular de si mesmo aos avós «tão importantes nas famílias» e improvisando, acrescentou, «e eu sou o avô do mundo, conforme escutamos». #Intervenção #Vigília #Deus #avô #família #oração #pontífice #pronunciou #reconheceu #Famílias

  • O Jesus Cristo histórico

    “No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Ituréia e Traconites, e Lisânias tetrarca de Abilene…” (Lc 3,1) Algumas pessoas afirmam que Jesus Cristo nunca existiu. Alegam que a vida de Jesus e os evangelhos são mitos criados pela Igreja. Essa lamentável afirmação se baseia, principalmente, na crença de que não existem registros históricos de Jesus. Tal carência de registros seculares (isto é, não ligados à esfera religiosa) não deve surpreender os cristãos de hoje. Primeiro, porque apenas uma pequena fração dos registros escritos sobreviveram ao tempo (nada, nada, são 20 séculos!). Segundo, porque existiam poucos – se é que de fato realmente existiam – “jornalistas” na Palestina do tempo de Jesus. Terceiro, porque os romanos viam o povo judeu como apenas mais um dos grupos étnicas que precisavam tolerar; os romanos tinham pouquíssima consideração para com o povo judeu. Finalmente, porque os líderes judeus também anseiavam esquecer Jesus. Assim, os escritores seculares somente começaram a se referir sobre o Cristianismo quando este movimento religioso tornou-se popular e começou a incomodar o estilo de vida que tinham. Ainda que os testemunhos seculares sobre Jesus sejam raros, existem alguns poucos que sobreviveram ao tempo e faz referências a Ele. Não é de se surpreender que os registros não cristãos mais antigos tenham sido feitos por judeus. Flávio Josefo, que viveu até 98 dC, era um historiador judeu romanizado. Ele escreveu livros sobre a História dos Judeus para o povo romano. Em seu livro, “Antiguidades Judaicas”, ele faz algumas referências a Jesus. Em uma delas, ele escreve: “Por esse tempo apareceu Jesus, um homem sábio, que praticou boas obras e cujas virtudes eram reconhecidas. Muitos judeis e pessoas de outras nações tornaram-se seus discípulos. Pilatos o condenou a ser crucificado e morto. Porém, aqueles que se tornaram seus discípulos pregaram sua doutrina. Eles afirmam que Jesus apareceu a eles três dias após a sua crucificação e que está vivo. Talvez ele fosse o Messias previsto pelos maravilhosos prognósticos dos profetas”(Josefo, “Antiguidades Judaicas” XVIII,3,2). Muito embora diversas formas deste texto em particular tenham sobrevivido nestes vinte séculos, todas elas concordam com a versão citada acima. Tal versão é considerada a mais próxima do original – reduzindo as suspeitas de adulteração do texto por mãos cristãs. Em outros lugares de sua obra, Josefo também registra a execução de São João Batista (XVIII,5,2) e o martírio de São Tiago o Justo (XX,9,1), referindo-se a este como “o irmão de Jesus que era chamado Cristo”. Deve-se notar que o emprego do verbo “ser” no passado, na expressão “Jesus que ERA chamado Cristo” testemunha contra uma possível adulteração cristã já que um cristão certamente escreveria “Jesus que É chamado Cristo”. Uma outra fonte judaica, o Talmude, faz algumas referência históricas a Jesus. De acordo com o Dicionário da American Heritage, o Talmude é “a coleção de antigos escritos rabínicos que consiste da Mishná e da Gemara, e que constitui a base da autoridade religiosa para o Judaísmo tradicional”. Ainda que não faça referência explícita ao nome de Jesus, os rabinos identificam a pessoa em questão com Jesus. Essas referências a Jesus não são simpáticas nem a Ele nem à sua Igreja. Esses escritos também foram preservados através dos séculos pelos judeus, de maneira que os cristão não podem ser acusados de terem adulterado o texto. O Talmude registra os milagres de Jesus; não é feita nenhuma tentativa de negá-los, mas relaciona-os como frutos de artes mágicas do Egito. Também sua crucificação é datada como tendo “ocorrido na véspera da Festa da Páscoa”, em concordância com os evangelhos (Luc 22,1ss; Jo 19,31ss). Também de forma semelhante ao evangelho (Mat 27,51), o Talmude registra a ocorrência do terremoto e o véu do templo que se dividiu em dois durante a morte de Jesus. Josefo, em sua obra “A Guerra Judaica” também confirma esses eventos. No início do séc. II, os romanos começaram a escrever sobre os cristãos e Jesus. Plínio o Moço, procônsul na Ásia Menor, em 111 dC escreveu em uma carta dirigida ao imperador Trajano: “…[os cristãos] têm como hábito reunir-se em uma dia fixo, antes do nascer do sol, e dirigir palavras a Cristo como se este fosse um deus; eles mesmos fazem um juramento, de não cometer qualquer crime, nem cometer roubo ou saque, ou adultério, nem quebrar sua palavra, e nem negar um depósito quando exigido. Após fazerem isto, despedem-se e se encontram novamente para a refeição…”(Plínio, Epístola 97). Uma atenção especial deve ser dada à frase “a Cristo como se este fosse um deus”; trata-se de um testemunho secular primitivo atestando a crença na divindade de Cristo (Jo 20,28; Fil 2,6). Também é interessante comparar esta passagem com At 20,7-11, que é uma narração bíblica sobre a primitiva celebração cristã do domingo.Um outro historiador romano, Tácito, respeitado pelos modernos pesquisadores por causa de sua precisão histórica, escreveu em 115 dC sobre Cristo e sua Igreja: “O fundador da seita foi Crestus, executado no tempo de Tibério pelo procurador Pôncio Pilatos. Essa superstição perniciosa, controlada por certo tempo, brotou novamente, não apenas em toda a Judéia… mas também em toda a cidade de Roma…”(Tácito, “Anais” XV,44). Mesmo desprezando a fé cristã, Tácito tratou a execução de Cristo como fato histórico, fazendo relação com eventos e líderes romanos (cf. Luc 3,1ss). Outros testemunhos seculares ao Jesus histórico incluem Suetônio em sua “Biografia de Cláudio”, Phlegan (que registrou o eclipse do sol durante a morte de Jesus) e até mesmo Celso, um filósofo pagão. Precisamos manter em mente que a maioria dessas fontes não eram apenas seculares mas também anti-cristãs. Esses autores seculares, inclusive os escritores judeus, não desejavam ou intencionavam promover o Cristianismo. Eles não tinham motivação alguma para distorcer seus registros em favor do Cristianismo. Plínio realmente punia os cristãos pela sua fé. Se Jesus fosse um simples mito ou sua execução uma mentira, Tácito teria relatado tal fato; certamente, ele não teria ligado a execução de Jesus com líderes romanos. Esses escritos, portanto, apresentam Jesus como um personagem real e histórico. Negar a confiabilidade dessas fontes que citam Jesus seria negar todo o resto da história antiga. Não é intenção deste artigo provar que esses antigos escritos seculares testemunham que Jesus seja o Filho de Deus ou o Cristo. Porém, esses registros mostram que um homem virtuoso chamado Jesus viveu nesta Terra no início do séc. I dC e fundou um movimento religioso que perdura até os nossos dias. Esse Homem foi chamado de Cristo – o Messias. Os cristãos do primeiro século também O consideravam como Deus. Por fim, esses escritos suportam outros fatos encontrados na Bíblia a respeito da vida de Jesus. Logo, afirmar que Jesus nunca existiu e que sua vida é um mero mito compromete a confiabilidade de toda a história antiga. Fonte: Veritatis Splendor Tradução: Carlos Martins Nabeto #Herodes #cristão #Cristo #Cristianismo #JesusCristo #VidadeCristo #VidadeJesus #Messias #Antiguidades #Igreja #Pilatos #judeu #Davi #American #Jesus #Plínio #adultério #adulterado #Talmude

  • Família! Viva e transmita a fé!

    O Papa falou na Praça de São Pedro sobre a vida cristã na família. Preparava assim a sua participação no V Encontro Mundial da Família, que se celebra estes dias em Valência (Espanha). Reproduzimos também o telegrama de pêsames que enviou depois de um acidente ferroviário nessa cidade.04 de julho de 2006 Vatican Information Service (VIS) “É importante que também as famílias de hoje escutem o memorável chamado que João Paulo realizou há 25 anos na exortação apostólica “Familiaris consortio”: “Família, seja cada vez mais o que é!”. “O tema do próximo encontro de Valência – disse o Papa- é a transmissão da fé na família. É neste compromisso que se inspira o lema de minha visita apostólica a essa cidade: “Família! Viva e transmita a fé!”. “Em tantas comunidades, hoje secularizadas, o mais urgente – para os que crêem em Cristo – é renovar a fé dos adultos para que possam transmití-la às novas gerações”. “Por outro lado, o caminho da iniciação cristã das crianças e dos adolescentes pode oferecer, aos pais, a oportunidade para aproximar-se de novo da Igreja e para aprofundar na beleza e na verdade do Evangelho”. Ao saber do trágico acidente no metrô de Valência, o Papa foi à sua capela para rezar. Depois enviou uma mensagem de pêsames ao Arcebispo e às famílias das vítimas. O Santo Padre se retirou em oração para a sua capela após saber de um acidente de metrô no qual morreram várias pessoas em Valência. “A família é um organismo vivo, onde se intercambiam dons reciprocamente”. O importante é que nunca falte a Palavra de Deus, que mantém viva a chama da fé. Com um gesto muito significativo -explicou o Santo Padre -, durante o rito do Batismo o pai ou o padrinho acendem uma vela no grande círio pascal, símbolo de Cristo ressuscitado e depois o celebrante, dirigindo-se aos familiares, diz: “Cuidai de que este menino, iluminado por Cristo, viva sempre como filho da luz”. “Para que este gesto, que abarca todo o sentido da transmissão da fé na família, seja autêntico – concluiu Bento XVI-, tem que estar precedido e acompanhado pelo compromisso dos pais de aprofundar no conhecimento da própria fé, reavivando a chama com a oração e a prática assídua dos sacramentos da Confissão e da Eucaristia”. ORAÇÃO PELO ACIDENTE EM VALÊNCIA O Papa Bento XVI enviou uma mensagem ao arcebispo de Valência, Mons. Agustín García-Gasco, na qual transmite suas condolências às vítimas do acidente no metrô da cidade. A mensagem, remitida pelo Pontífice através da Secretaria de Estado do Vaticano, diz textualmente o seguinte: “Ao conhecer com profundo pesar a triste notícia do acidente no metrô de Valência, que deixou tantas famílias de luto, ofereço sufrágios pelo eterno descanso dos falecidos e peço ao Senhor que conceda consolo e serenidade a quem chora a perda de seus entes queridos. Assim mesmo, rogo a Vossa Excelência que transmita meus mais sentidos pêsames aos familiares das vítimas e expresse os sentimentos de minha paterna proximidade espiritual aos numerosos feridos, ao mesmo tempo em que envio a todos, com afeto, a confortante Bênção Apostólica como sinal de fé e esperança em Cristo ressuscitado. Bento PP. XVI”. Fonte: Opus Dei #celebra #cristã #Cristo #Ressuscitado #Mundial #acidente #Padre #Pedro #família #Santo #Apostólica #transmissão #Paulo #adultos #participação #Bento #Arcebispo

  • Dom Castagna adverte argentinos de que substituir Deus é fechar-se para o progresso

    BUENOS AIRES, 11 Jul. 06 (ACI) .- O Arcebispo de Corrientes, Dom Domingo Castagna, chamou os argentinos a agradecer ao Pai pelo dom de uma pátria livre”, ao mesmo tempo em que advertiu que negar Deus de maneira terminante e irrefletida é fechar “as portas para o progresso e o encontro com a verdade“. “Sem Deus o universo não tem sentido. Supor que tudo se deve ao azar constitui um verdadeiro contra-senso intelectual. A fé traz a segurança de que Deus é o sentido de todas as coisas e, obviamente, do homem e de sua história. Quando se substitui Deus, com uma negativa teimosa e irrefletida, produz-se o pessimismo existencial que fecha as portas para o progresso e o encontro com a verdade”, expressou o Prelado durante a Missa dominical, no dia do aniversário pátrio. Dom Castagna afirmou que “nossas origens cristãs nos dão a convicção de que Deus decidiu manifestar-se em Cristo”. Acrescentou que obter o amor solidário e fraterno na Argentina implica “excluir de nossos corações o ódio, que nos envolve perigosamente em táticas vingativas e que nos impede o passo para uma autêntica justiça, reparadora do bem comum e da paz verdadeira”. O Arcebispo também agradeceu “os exemplos de abnegação” e de espírito patriótico que “reaparecem em diversas e críticas circunstâncias”, porque “sem dúvida a Pátria é filha de homens e mulheres que amam o povo até renunciar a interesses pessoais e de setor“. Nesse sentido pediu manter a “qualidade moral e espiritual” dos que construíram a Argentina, porque do contrário “continuarão se produzindo as quedas mais lamentáveis, às quais não pudemos nem devemos nos acostumar”. Depor ódios e procurar a unidade Por sua vez, o Arcebispo de Mercedes-Luján, Dom Rubén Di Monte, chamou a não cansar-se de trabalhar pela grandeza e soberania da Argentina, e a não perder a paz, a depor ódios e procurar a unidade. Igual pedido fez o Arcebispo de Tucumán, Dom Luis Villalba, que expressou que diante dos “graves fenômenos de imoralidade”, deve-se retornar aos mandamentos de Deus, para “construir a casa, que é nosso país, sobre rocha firme e não sobre areia movediça”. “Os dez mandamentos são uma espécie de bússola para a consciência. Antes de ser escritos em tábuas de pedra, os dez mandamentos foram gravados por Deus na consciência e no coração do homem. Os dez mandamentos destacam os deveres essenciais e os direitos fundamentais inerentes à natureza humana”, explicou. #Verdade #Deus #advertiu #Amor #verdadeiro #adverte #Arcebispo

  • Conclusões do Congresso Teológico-Pastoral sobre a Família

    «A família está submetida a uma crise sem precedentes» VALÊNCIA, terça-feira, 11 de julho de 2006 (ZENIT.org).- «A família está submetida a uma crise sem precedentes», afirmam as conclusões do Congresso Teológico-Pastoral sobre a transmissão da fé em família, no contexto do V Encontro Mundial das Famílias. Com a leitura de um documento de oito páginas de conclusões, o cardeal Alfonso López Trujillo, presidente do Pontifício Conselho para a Família, encerrou sexta-feira passada este encontro que convocou em Valência cerca de dez mil pessoas. «O Congresso manifestou a existência na cultura contemporânea de uma situação paradoxal a respeito da família. Adverte-se sua importância, mas as grandes mudanças sociais, os avanços tecnológicos, os movimentos migratórios e as profundas mudanças culturais levam a uma mudança de civilização, o que requer homens formados para enfrentar estas mudanças», afirmam as conclusões provisórias deste Congresso. «Observa-se por sua vez que a família está submetida a uma crise sem precedentes na história. As razões encontram-se sobretudo nos fatores culturais e ideológicos. A mentalidade corrente tende a eliminar os valores. A ação persistente de um laicismo de raiz niilista e relativista leva a um modo de viver individualista», acrescenta o documento conclusivo. O Congresso denunciou com vigor «essa pressão ideológica convidando a tomar consciência da importância da família e contribuir a seu desenvolvimento». Os assistentes expressaram também sua «profunda alegria» porque este Congresso foi uma manifestação de riqueza, espiritualidade e vida». O Congresso reconhecer que «alguns dos valores que imperam em diversos países, sobretudo nos mais desenvolvidos, estão em contradição com os que facilitam a compreensão cristã da família». «Impõe-se –acrescenta o documento– o princípio de autonomia que leva ao consumismo, relativismo e subjetivismo, ignorando princípios transcendentais. Nessa mentalidade se apóia a crítica ao matrimônio que tenta substituí-lo com uniões livres». O Congresso chamou «as famílias cristãs a serem conscientes da importante missão que lhes cabe em serviço da Igreja e de toda a humanidade». Uma parte das conclusões foi dedicada aos problemas atuais e desafios à família nos campos da legislação civil, justiça social, economia, bioética e demografia. Quanto à transmissão da fé, o Congresso afirmou que «a família tem sido sempre lugar privilegiado, a unidade básica para a transmissão da fé». O Congresso assinalou a aparição de numerosas novas iniciativas para a difusão da fé: centros especiais de formação familiar, cursos de preparação ao matrimônio, centros de espiritualidade matrimonial, retiros especializados, cursos para pais, e outros. Também as dioceses criaram comissões para a família. Adverte-se a presença de uma preocupação constante por melhorar os conteúdos catequéticos relativos à família. Por último, o Congresso reconheceu o papel fundamental da educação e da disciplina de Religião, assim como a importância das associações de pais. #Espiritualidade #matrimônio #civilização #Conselho #importância #família #Pastoral #Congresso #Trujillo #alegria #Laicismo #adverte #Pontifício

  • Quem foi Constantino?

    02 de abril de 2006 Juan Chapa Flavius Valerius Aurelius Constantinus (272-337), conhecido como Constantino I ou Constantino o Grande, foi imperador do Império Romano do ano 306 a 337. Na História, passou como o primeiro imperador cristão. Era filho de um oficial grego, Constâncio Cloro, que no ano 305 foi nomeado Augusto, em vez de Galério, e de uma mulher que tornou-se santa, Helena. Ao morrer Constâncio Cloro em 306, Constantino é aclamado imperador pelas tropas locais, em meio a uma difícil situação política, agravada pelas tensões com o antigo imperador Maximiano e seu filho Magêncio. Constantino derrotou primeiro Maximiano em 310 e logo depois Magêncio, na batalha de Ponte Mívio, em 28 de outubro de 312. Uma tradição afirma que Constantino antes dessa batalha teve uma visão. Olhando o sol, que era venerado pelos pagãos, viu uma cruz e ordenou a seus soldados que pusessem nos escudos o monograma de Cristo (as duas primeiras letras do nome grego sobrepostas). Embora continuasse praticando ritos pagãos, desde essa vitória mostrou-se favorável aos cristãos. Sendo Licínio o Imperador no oriente, promulgou o chamado “edito de Milão” (ver pergunta seguinte) favorecendo a liberdade de culto. Mais tarde os dois imperadores se enfrentaram e no ano 324 Constantino derrotou Licínio e se converteu no único Augusto do império. Constantino levou a cabo numerosas reformas de tipo administrativo, militar e econômico, porém destacou-se mais nas disposições político-religiosas, sobretudo nas que encaminhariam a cristianização do império. Promoveu estruturas adequadas para conservar a unidade da Igreja, preservar a unidade do estado e legitimar sua configuração monárquica, sem excluir outras motivações religiosas de tipo pessoal. Ao lado dessas disposições administrativas eclesiásticas, tomou medidas contra heresias e cismas. Para defender a unidade da Igreja, lutou contra o cisma causado pelos donatistas no norte da África e convocou o Concílio de Nicéia (ver pergunta: O que aconteceu no Concílio de Nicéia?) para resolver a controvérsia trinitária originada por Ário. Em 330 mudou a capital do império de Roma para Bizâncio, que chamou Constantinopla, o que supôs uma ruptura com a tradição, apesar de querer enfatizar o aspecto de capital cristã. Como então ocorria com freqüência, somente foi batizado pouco antes de morrer. Quem o batizou foi Eusébio de Nicomédia, bispo de tendência ariana. Entre as falhas de seu mandato — comuns no tempo em que viveu — não se podem negar, por exemplo, as referentes ao seu caráter caprichoso e violento; nem se pode negar também que tenha dado liberdade à Igreja e favorecido a sua unidade. Mas não é historicamente certo que, para consegui-lo, Constantino determinasse entre outras coisas o número de livros que devia ter a Bíblia. Nesse extenso processo que terminou muito mais tarde, os quatro evangelhos eram desde há muito tempo os únicos que a Igreja reconhecia como verdadeiros. Os outros “evangelhos” não foram suprimidos por Constantino, pois já tinham sido proscritos como heréticos dezenas de anos antes. BIBLIOGRAFIA: DE LA TOREE FERNÁNDEZ, J. e GARCÍA Y GARCÍA, A. “Constantino I, el Grande” in Gran Enciclopedia Rialp vol. VI ( 2ª ed.), Rialp, Madrid, pp. 309-312. FORLIN PATRUCO, M. “Constantino I” in Diccionario Patrístico y de la Antigüedad Cristiana (ed. Por A. di Berardino), Sígueme, Salamanca 1991, pp. 475-477. ADOLFI, A. Costantino tra paganesimo e cristianesimo, Laterza, Bari, 1976. Fonte: Opus Dei #cristão #Constantinus #Magêncio #Maximiano #imperador #Cloro #história #Nicéia #liberdade #Aurelius #Licínio #Grande #Flavius #Valerius #batalha #Galério #Constantino #Tradição #grego #Igreja #Constâncio #Helena #Romano #Concílio #império

  • Como se explicam os milagres de Jesus?

    02 de abril de 2006 Juan Chapa Entre as acusações mais antigas de judeus e pagãos contra Jesus está a de ser um ilusionista, um mágico. No século II, Orígenes contesta as imputações de magia que faz Celso a respeito do Mestre de Nazaré e daquelas a que se referem São Justino, Arnóbio e Lactâncio. Também, algumas tradições judáicas que remontam ao século II contêm acusações de feitiçaria. Em todos estes casos, não se afirma que ele não existiu nem que não realizou prodígios, mas que os motivos que o levaram a realizar estas coisas foram a busca de vantagens e de fama pessoais. Destas afirmações se depreende a existência histórica de Jesus e sua fama de taumaturgo, tal como mostram os evangelhos.Por isso, hoje em dia, entre as provasos dados que se apresentam como confirmadas confirmados sobre a vida de Jesus consta o fato de que realizou exorcismos e curas. Não obstante, em relação a outras personagens da época, conhecidas por realizar prodígios, Jesus é único.Distingue-se pelo grande número de milagres que realizou e pelo sentido que lhes deu, completamente diferente dos prodígios que puderam realizar algumas dessas personagens (se é que realmente os realizaram). O número de milagres atribuídos aos outros taumaturgos é bastante reduzido, enquanto que nos evangelhos temos 19 relatos de milagres em Mt; 18 em Mc; 20em Lc e 8 em Jo; além disso, há referências nos evangelhos sinóticos e em João a muitos outros milagres que Jesus realizou (cf Mc 1,32-34; 3,7-12; 6,53-56; Jo 20,30). O sentido também é diferente de qualquer outro taumaturgo: Jesus fez milagres que implicavam comprometiam os favorecidos no reconhecimento da bondade de Deus e numa mudança de vida. Sua resistência em realizá-los demonstra que não buscava a sua própria exaltação ou fama. Daí que tenham um significado especial. Os milagres de Jesus são compreendidos no contexto do anúncio do Reino de Deus: “Mas se é pelo Espírito de Deus que eu expulsos demônios, então o Reino de Deus já chegou a vós” (Mt 12,28). Jesus inaugura o Reino de Deus e os milagres são uma chamada a uma adesão pessoal a Deus.Isto é fundamental e característico nos milagres que Jesus realizou. Reino e milagres são realidades inseparáveis. Os milagres de Jesus não eram fruto de técnicas (como um médico) ou da atuação de demônios ou anjos (como um mago), mas o resultado do poder sobrenatural do Espírito de Deus. Portanto, Jesus fez milagres para confirmar que o Reino estava presente n’Ele, anunciar a derrota definitiva de Satanás e aumentar a fé em sua Pessoa. Não podem ser explicados como prodígios assombrosos mas e sim como atuações do próprio Deus, com um significado mais profundo que o próprio feito prodigioso.Os milagres sobre a Natureza são sinais de que o poder divino que atua em Jesus se esntende para muito além do mundo humano e se manifesta como poder de domínio também sobre as forças da natureza.Os milagres de cura e os exorcismos são sinais de que Jesus manifestou seu poder de salvar o homem do mal que ameaça a sua alma. Uns e outros são sinais de outras realidades espirituais: as curas do corpo – a libertação da escravidão da enfermidade – significam a cura da alma da escravidão do pecado; o poder de expulsar o demônio indica a vitória de Cristo sobre o mal; a multiplicação dos pães faz referência ao dom da Eucaristia; a tempestade acalmada é um convite para confiar em Cristo nos momentos tempestuosos e difíceis; a ressurreição de Lázaro anuncia que Cristo é a própria ressurreição e é a figura da ressurreição final, etc. BIBLIOGRAFIA Catecismo de la Iglesia Católica, nn. 541-550. BALAGUER, v. (ed), Comprender los evangelios, Eunsa, Pamplona 2005 LATOURELLE, R. Milagros de Jesús y teología del milagro, Sígueme, Salamanca 1990 (2ª ed.) Fonte: Opus Dei #Nazaré #Cristo #Lactâncio #JesusCristo #taumaturgo #Judeus #depreende #Mestre #Espírito #mágico #Arnóbio #ilusionista #Chapa #escravidão #Milagres #Alma #Orígenes #Jesus #século #Justino #Celso #Ressurreição #feitiçaria

  • Papa celebra Eucaristia com o «Santo Graal»

    Como João Paulo II em 1982 VALÊNCIA, domingo, 9 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Com um gesto sumamente significativo, Bento XVI celebrou a missa conclusiva do Encontro Mundial das Famílias, com a participação de mais de um milhão de pessoas, com o Santo Cálice, considerado o cálice que Jesus utilizou na Última Ceia. O também chamado «Santo Graal» havia sido transladado na madrugada à Cidade das Artes e das Ciências de Valência, onde o Papa presidiu a missa, pelo decano da Catedral de Valência, João Pérez Navarro. A relíquia, uma das mais antigas da cristandade documentada desde os primeiros séculos pelos historiadores, foi transladada em um veículo da Polícia local, escoltado por unidades motorizadas, segundo informa AVAN, agência de informação da arquidiocese de Valência. João Paulo II já empregou a relíquia para a consagração quando visitou Valência em 8 de novembro de 1982, na missa de ordenação sacerdotal de 141 jovens diáconos, que presidiu no Passeio da Alameda. Segundo as investigações realizadas por diferentes historiadores, recolhidas por AVAN, foi o próprio São Pedro que levou de Jerusalém a Antioquia, e depois a Roma, o cálice utilizado por Jesus Cristo em sua última ceia antes de sua paixão e morte. O Santo Graal foi utilizado desde então por 23 papas até a perseguição imperial contra os cristãos no ano 258, quando o papa Sisto II, antes de ser martirizado, ordenou enviar a relíquia a Huesca, custodiada pelo diácono Lorenzo. Diversas paragens e igrejas de Aragão foram cenários da passagem do Santo Cálice, como a gruta de Yebra, São Pedro de Siresa, São Adrián de Sasabe, Santa Maria de Sasabe, São Pedro da Sede Real de Balio, a própria Catedral de Jaca, até chegar no ano 1071 ao mosteiro de Huesca de São João da Pena. Em 1399, o rei Martín I levou a relíquia ao Palácio da Aljafería em Zaragoza, onde permaneceu 20 anos até que, depois de uma breve estadia em Barcelona, foi levada ao Palácio Real de Valência no ano 1424, por ordem de Alfonso o Magnânimo, que agradecia assim a Valência por sua ajuda nas lutas mediterrâneas. Finalmente, em 1437, o Santo Cálice foi entregue como doação ao cabido da Catedral de Valência. [Mais informação em Sentido do Santo Cálice da Última Ceia, que o Papa venerará em Valência] #Chamado #relíquia #Pedro #Santo #celebrou #Ceia #Paulo #Palácio #Ciências #Jesus #Huesca #Famílias #Cálice

  • Pregador do Papa adverte ante tentação de não reconhecer Jesus que passa

    Comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap., sobre a liturgia do próximo domingoROMA, sexta-feira, 7 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap. — pregador da Casa Pontifícia — sobre a liturgia do próximo domingo, XIV do tempo comum. * * * Saiu dali e viu sua pátria XIV Domingo do tempo comum (B) Ezequiel 1, 13-15-2, 23-25; 2 Coríntios 12, 7-10; Marcos 6, 1-6 Quando já se havia tornado popular e famoso por seus milagres e seu ensinamento, Jesus voltou um dia ao seu lugar de origem, Nazaré e, como de costume, se pôs a ensinar na sinagoga. Mas dessa vez não suscitou nenhum entusiasmo, nenhum hosana! Mais do que escutar o que dizia e julgá-lo segundo isso, as pessoas se puseram a fazer considerações alheias: «De onde tirou esta sabedoria? Não estudou; nós o conhecemos bem; é o carpinteiro, o filho de Maria!». «E se escandalizavam dEle», ou seja, encontravam um obstáculo para acreditar nEle no fato de que o conheciam bem. Jesus comentou amargamente: «Um profeta só em sua pátria, entre seus parentes e em sua casa carece de prestígio». Esta frase se converteu em provérbio na forma abreviada: Nemo propheta in pátria, ninguém é profeta em sua terra. Mas isso é só uma curiosidade. A passagem evangélica nos lança também uma advertência implícita que podemos resumir assim: cuidado para não cometer o mesmo erro que cometeram os nazarenos! Em certo sentido, Jesus volta a sua pátria cada vez que seu Evangelho é anunciado nos países que foram, em um tempo, o berço do cristianismo. Nossa Itália, e em geral a Europa, são, para o cristianismo, o que Nazaré era para Jesus: «o lugar onde foi criado» (o cristianismo nasceu na Ásia, mas cresceu na Europa, um pouco como Jesus havia nascido em Belém, mas foi criado em Nazaré!). Hoje correm o mesmo risco que os nazarenos: não reconhecer Jesus: A carta constitucional da nova Europa unida não é o único lugar do qual Ele é atualmente «expulso»… O episódio do Evangelho nos ensina algo importante. Jesus nos deixa livres, propõe, não impõe seus dons. Aquele dia, ante a rejeição de seus conterrâneos, Jesus não se abandonou a ameaças e invectivas. Não disse, indignado, como se conta que fez Publio Escipión, o africano, deixando Roma: «Ingrata pátria, não terás meus ossos!». Simplesmente foi para outro lugar. Uma vez não foi recebido em certo povoado; os discípulos lhe propuseram fazer baixar fogo do céu, mas Jesus se virou e os repreendeu (Lc 9, 54). Assim também hoje. «Deus é tímido». Tem muito mais respeito pela nossa liberdade do que temos nós mesmos uns dos outros. Isso cria uma grande responsabilidade. Santo Agostinho dizia: «Tenho medo de Jesus que passa» (Timeo Jesum transeuntem). Poderia, com efeito, passar sem que eu percebesse, passar sem que eu esteja disposto a acolhê-lo. Sua passagem é sempre uma passagem de graça. Marcos disse sinteticamente que, tendo chegado a Nazaré no sábado, Jesus «se pôs a ensinar na sinagoga». Mas o Evangelho de Lucas especifica também o que ensinou e o que disse naquele sábado. Disse que havia vindo «para anunciar aos pobres a Boa Nova, para proclamar a liberdade aos cativos e a vista aos cegos; para dar a liberdade aos oprimidos e proclamar um ano de graça do Senhor» (Lucas 4, 18-19). O que Jesus proclama na sinagoga de Nazaré era, portanto, o primeiro jubileu cristão da história, o primeiro grande «ano de graça», do qual todos os jubileus e «anos santos» são uma comemoração. #RanieroCantalamessa #Nazaré #sinagoga #africano #Evangelho #Pregador #Lucas #profeta #advertência #Marcos #liberdade #Cantalamessa #passagem #graça #acreditar #Raniero #Jesus #adverte #Agostinho

  • Difundir o Evangelho no Mundo de Hoje

    Bispo Gerald F. Kicanas Nós pensamos frequentemente que as questões e problemas que enfrentamos nos tornam únicos. Colocá-los em perspectiva, questionando-nos se outros no passado terão também sido desafiados por eles, ajuda-nos. No que diz respeito à difusão do Evangelho, o Senhor Jesus identificou desde o início os problemas que estavam e estarão sempre na base do desafio que enfrentam os comunicadores Cristãos. A Parábola do Semeador Ele fê-lo na parábola do semeador e na sua explicação, que encontramos no oitavo capítulo do evangelho de S. Lucas (também em Mt. 13.1-23 e Mc.4.1-20). Aí Jesus fala aos seus apóstolos de um semeador que deixa cair algumas sementes pelo caminho que são pisadas e comidas pelos pássaros. Outras caem em terreno rochoso e secam por não criarem raízes. Algumas caem no meio de espinhos e são abafadas. Finalmente algumas das sementes caem em solo fértil e dão fruto abundante. Quando os apóstolos pedem a Jesus para explicar esta parábola, Ele diz-lhes que a semente é a palavra de Deus. As que caem no caminho representam todos aqueles cujos corações o diabo consegue que esqueçam o que ouviram, ignorando a mensagem de Deus e não conseguindo a salvação. As que caem em solo rochoso são as pessoas cuja fé é superficial e que perante uma dificuldade, depressa lhes falta a coragem e perdem essa fé. As sementes caídas no meio dos espinhos são aquelas pessoas que são seduzidas pelos prazeres mundanos e cujo coração é sufocado pela ambição e pelo desejo de riqueza. Finalmente as sementes que caem em solo fértil são aqueles que escutam a Palavra de Deus com “um coração bom e generoso e dão fruto através da perseverança.” A exemplo da sua própria pregação, Jesus ensina-nos que há muitos adversários da Palavra de Deus e que nem todas as pessoas a aceitarão com generosidade. Meios de Comunicação de Massas Aplicando esta parábola aos nossos tempos, temos de ter em conta que Jesus não falou nem poderia falar dos imensos novos poderes aplicados ao próprio acto de comunicar. Jesus falou no máximo a alguns milhares de pessoas de uma só vez. Se estivesse nos tempos de hoje poderia falar ao mundo inteiro. Tal como o Papa João Paulo II apontou na sua Encíclica Redemptoris Missio de 1990, o desenvolvimento dos meios de comunicação social tem influído mais do que o modo como a informação é comunicada. O Santo Padre falou da “nova cultura” criada pelas comunicações modernas que “tem origem não só no conteúdo que é comunicado, mas no próprio facto de existirem novas formas de comunicação, com novas linguagens, novas técnicas e uma nova psicologia.” Assim enfrentamos uma nova situação na comunicação da mensagem do evangelho que resulta dos meios que agora existem para comunicar qualquer informação e – igualmente importante – qualquer desinformação, quase generalizadamente e em simultâneo. Contribuíram assim para um forte sentimento da parte das pessoas do direito de serem informados, o que é bom. No entanto, a própria informação massificada disponível torna difícil discernir com critério. Duas tentações contrárias surgem como resultado – ou o cepticismo acerca de toda a informação ou a aceitação incondicional e sem espírito crítico. Esta última atitude pode ser observada nas reacções a O Código Da Vinci. Um Desafio Ampliado Assim, os desafios que Jesus identificou estão ampliados por meio das comunicações em massa. Olhemos para eles de novo. O mal que se opõe ao bem, simplesmente porque é o bem, permanece um mistério para a maioria das pessoas, mas o problema existe. Isso ficou bem evidente nas ditaduras comunistas em todo o mundo que fizeram uso dos meios de comunicação de massas para enganar os seus povos. Essas tiranias pisavam a Palavra de Deus, identificando o Evangelho como um inimigo particular que tinha de ser exterminado ou pelo menos controlado. Nas notícias do dia a dia, somos lembrados constantemente de presença do mal entre nós – tanto o mal social como o mal pessoal. Ele despoja algumas pessoas da sua humanidade e faz com que outras que assistem aos seus efeitos percam a esperança em Deus e na própria raça humana. É nestas situações que a esperança inspirada pelo Evangelho precisa de ser especialmente comunicada. A massa de informação disponível hoje em dia é um incentivo adicional para que os “cristãos superficiais”, cuja fé é frágil, experimentem algo diferente se o Cristianismo não lhes oferece satisfação imediata ou funciona como um obstáculo às suas preferências pessoais. Se Mateus, Marcos, Lucas ou João não “servem”, então tentem O Código Da Vinci. E a Igreja poderá ter a sua quota de responsabilidade pela superficialidade dos nossos tempos. O Papa João Paulo II aponta para o facto na Redemptoris Missio, dizendo que a Igreja terá negligenciado o mundo dos meios de comunicação de massas numa altura, “em que a juventude, em particular, está a crescer num mundo condicionado” por eles. O Santo Padre acrescenta que o juízo do Papa Paulo VI de que “a cisão entre o Evangelho e a cultura é sem dúvida a tragédia dos nosso tempo” é confirmado na área das comunicações. E ainda temos os “espinhos” que são tanto as ansiedades como os prazeres da vida diária. Nós podemos ficar enredados no imediatismo e encontrar pouca disponibilidade de tempo para ouvir mensagens sobre o nosso destino eterno. Uma vez mais os meios de comunicação de massas têm sido instrumentais em dirigir a nossa atenção somente para as realidades terrenas. Por um lado aumentam a nossa ansiedade com notícias instantâneas de todo o mundo e por outro ajudam a anestesiar essa ansiedade com as suas ofertas de divertimento e acesso a cada vez mais sedutores bens de consumo. Sendo algo de bom por si próprio, estas coisas tornam-se más se substituem o Evangelho nas nossas vidas. Será que estes meios de comunicação ajudam as sementes que caíram em solo fértil a produzir abundante fruto? Certamente que sim, se dermos testemunho com uma generosa resposta para auxiliar as vítimas de desastres naturais em todo o globo cujo sofrimento não seria tão vivamente e rapidamente conhecido sem esses meios. Jesus identificou os desafios que enfrentaremos sempre para comunicar o Evangelho. A genialidade humana inventou meios que podem ao mesmo tempo ajudar e intervir com essa comunicação. É tarefa da Igreja fazer uso deles e ajudar para que sejam usados para serviço do bem. Fonte: Jesus Decoded #coração #Evangelho #comunicação #Deus #Lucas #Redemptoris #semeador #Padre #comunicar #Missio #parábola #Jesus #mensagem

  • O Celibato de Jesus

    O conceito teológico de um clero celibatário é baseado na crença da Igreja de que o modelo de celibato é o próprio Cristo. Alguns têm argumentado que o celibato voluntário era desconhecido entre os homens judeus do tempo de Jesus. Embora pudesse ser pouco comum, não era de todo desconhecido. Não será provável que João Baptista tenha sido casado, e provas quase contemporâneas indicam que pelo menos alguns membros da comunidade Judaica dos Essénios eram celibatários. Outra prova indirecta do estado celibatário de Jesus são as suas próprias palavras acerca dos que se mantém célibes. Depois de rejeitar o divórcio tal com era aceite na Lei de Moisés, os seus discípulos dizem-lhe que “será melhor não casar” (Mt.19:10). Jesus fala então daqueles incapazes de casar “porque nasceram assim do ventre de sua mãe” de outros “a quem os homens fizeram tais” e ainda daqueles que “renunciaram ao casamento por causa do reino dos céus. Quem puder compreender isto, compreenda”( Mt.19:12). São Paulo, que escreve aos Coríntios, “Imitem-me, como eu imito Cristo”( 1 Cor.11:1); e também escreve, “Digo isto aos solteiros e às viúvas: é bom ficarem como estão, tal como eu, mas se não conseguirem controlar-se deverão casar-se, pois é melhor casarem-se do que abrasarem-se”( 1 Cor7:8-9). Este chamamento ao celibato não diminui a importância do casamento. O Matrimónio, tal como a Ordem, é um sacramento, um dos sete sinais indeléveis através dos quais Cristo manifesta a sua presença permanente na Sua Igreja. No casamento, a relação espiritual e física entre marido e mulher torna-se um símbolo sagrado do amor de Cristo pela Igreja. (Efésios 5:25-33). Fonte: Jesus Decoded #Cristo #celibato #Clero #divórcio #casamento #casar #Baptista #teológico #Judaica #Igreja #João #Amor #crença #Jesus

  • "Casamento" homossexual rejeitado nas Filipinas com emenda constitucional

    MADRI, 07 Jul. 06 (ACI) .- Depois de uma sentença que permitiu que um transexual se casasse, apresentou-se uma emenda constitucional no Congresso de Filipinas para evitar que através de novas ações judiciais se aprove o “casamento” homossexual no país. Segundo Análise Digital, a proposta legislativa, apresentada pelo senador Rodolfo Biazon, busca evitar que os juizes terminem por dar carta branca às uniões homossexuais e rebater a sentença que permite aos transexuais se casarem como pessoas do sexo oposto do que nasceram. “Estas ações judiciais além de ir contra às leis de Deus e às leis da natureza, vão contra ao matrimônio e o interesse geral da sociedade”, anotou Biazon. A iniciativa do congresso é apoiada pela Conferência Episcopal Filipina e outros congressistas e senadores. #Rodolfo #Episcopal #sentença #Deus #Filipinas #proposta #matrimônio #Conferência #homossexual #sociedade #casamento #Congresso #emenda

  • João Paulo II, Papa da família e da vida, segundo cardeal Stanislaw Dziwisz

    O antigo secretário de Karol Wojtyla em Valência VALÊNCIA, sexta-feira, 7 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Uma grande ovação saudou o cardeal Stanislaw Dziwisz, arcebispo de Cracóvia e fiel secretário de João Paulo II durante décadas, no começo e ao final de sua intervenção sobre «João Paulo II, o Papa da família e da vida», no Congresso Teológico-Pastoral que se celebra em Valência, Espanha. «Tendo em conta a história de sua vida sacerdotal, João Paulo II pode ser definido como um dos maiores pastores da família na história da Igreja Católica do século XX e começo do XXI», disse o cardeal Dziwisz. «Todo o seu pensamento teológico-filosófico — revelou –, como seu serviço pastoral à família e à vida, não teve seu começo com sua eleição ao Primado de Pedro, mas foi amadurecendo ao longo de sua vida e de seu serviço pastoral como sacerdote, bispo e, por fim, como Papa.» O cardeal Dziwisz assinalou que «a primeira característica» do trabalho pastoral do Papa Karol Wojtyla com a família foi «a profunda reflexão que sempre acompanhava o que ele realizava, propunha ou aconselhava às pessoas que, como sacerdote, tratava. Graças a isso, em sua atividade nunca prevaleceu o caos». Não era um «ativista», no mau sentido da palavra, declarou. O palestrante assinalou as linhas fundamentais da pastoral familiar do cardeal Karol Wojtyla. Em primeiro lugar contar com a participação dos leigos. Em segundo lugar, não se dirigir exclusivamente a um grupo determinado de pessoas escolhidas. Em terceiro, deve desenvolver-se com adequados instrumentos, inclusive programas de estudos teórico-práticos na matéria. E, por último tudo isso deve manifestar claramente sua relação com a fé e a moral cristã. Para João Paulo II, disse o cardeal, «a principal atividade na pastoral familiar é a oração», como pôs de manifesto em sua Carta às Filipinas. Destacou que Karol Wojtyla «sempre pensou que a pastoral familiar é um campo enorme e, portanto, sempre é possível realizá-la ainda que não se conte com meios para isso. Somente é necessário ter certa sensibilidade e clara convicção com relação ao importante papel que a família ocupa na Igreja: é o caminho da Igreja». «Karol Wojtyla estava certo de que o modelo de família depende da educação que os jovens receberem. Por este motivo, dedicou muito tempo à pastoral com a juventude. Explicava-lhes que o matrimônio não é questão de casualidade, mas é uma real» e «fundamental vocação à santidade», recordou o cardeal Dziwisz. Buscando apoiar o matrimônio e a família, o palestrante sublinhou que João Paulo II desde o início de seu pontificado começou a pôr em andamento o Pontifício Conselho para a Família. Entre os problemas que o afetavam de forma especial, recordou, estava «a questão da anticoncepção e do triste pecado, que clama ao céu, do infanticídio, ou seja, o aborto». Recordar os títulos de suas catequeses, disse o palestrante, dá a entender que «João Paulo II foi o grande apóstolo da vida na família. Serviu a estes valores com toda a sua inteligência e com todas as suas forças». Durante toda a intervenção do cardeal Dziwisz, pôde-se observar a atenção e a simpatia com que os congressistas seguiram as palavras testemunhais do secretário de João Paulo II, sublinhadas por um grande aplauso final em pé de todos os assistentes. #Intervenção #Valência #Karol #Stanislaw #Dziwisz #matrimônio #Palestra #KarolWojtyla #Pastoral #Wojtyla #Congresso #secretário #sacerdote #teológico #Igreja #Cracóvia #Cardeal

  • «Na Espanha, quem diz que matrimônio é entre homem e mulher está à margem da lei»

    Intervenção do secretário da Conferência Episcopal Espanhola em Valência VALÊNCIA, sexta-feira, 7 de julho de 2006 (ZENIT.org).- O secretário da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), o Pe. Juan Antonio Martínez Camino, S.I., manifestou que a aprovação da lei que equipara os matrimônios com as uniões de homossexuais na Espanha fez com que «quem diz que o matrimônio é a união entre homem e mulher não esteja protegido pela lei», mas «à margem» dela. Martínez Camino, que participou nesta sexta-feira da Feira Valência no Congresso dos Filhos do V Encontro Mundial das Famílias, afirmou que a legislação espanhola atual sobre o matrimônio «é injusta», já que «está feita só para uns poucos», que conseguiram que «o matrimônio não seja hoje contemplado pela lei». De fato, o secretário da CEE assegurou, segundo recolhe a agência AVAN, que «na Espanha se desfez juridicamente o matrimônio», já que com a modificação do Código Civil desapareceram os termos pai e mãe ou esposo e esposa. Este tipo de leis, «que são sectárias e que não são para todos, não favorecem a liberdade verdadeira nem o exercício da liberdade religiosa contemplada na Constituição». Por isso, qualificou de «inaudita» a atual legislação na Espanha. «Isso não acontece em nenhum país da Europa», lamentou Martínez Camino, que acrescentou que «em outros países se equiparou o matrimônio à união entre casais do mesmo sexo, mas não se desfez o matrimônio, como sucedeu na Espanha.» Em sua intervenção, centralizada na liberdade religiosa e na transmissão da fé, o secretário da CEE também se referiu à legislação em matéria educativa na Espanha. «A disciplina de Educação para a Cidadania, que vai ser obrigatória para todos os centros em todos os níveis de educação, vai ensinar que o matrimônio não é a união entre homem e mulher», precisou. Também, na mesma disciplina «se vai pedir às crianças, aos oito anos, que façam opção sexual, que digam se são homens ou mulheres ou qual vai ser sua orientação sexual». Para Martínez Camino, «se essa disciplina for obrigatória, será imposta uma concepção moral da vida humana aos filhos, ainda que os pais não a compartilhem» e, com isso, «será violado o direito à liberdade religiosa reconhecido pela Constituição». Isso gerará «dificuldades para transmitir a fé, mas não será um impedimento, porque nós estamos aqui para isso». «Ninguém impedirá os cristãos, nem os pais, nem os professores, de falar de Cristo», concluiu. #mulher #Intervenção #Homem #Valência #Episcopal #Constituição #União #legislação #matrimônio #Educação #Conferência #liberdade #Espanha #obrigatória #Congresso #secretário #Espanhola

  • A Divindade de Jesus

    Os Evangelhos atestam a divindade de Jesus. A Igreja, depois de examinar todas as coisas, com todo o rigor que lhe é peculiar, não tem dúvida de nos apresentar os Evangelhos como rigorosamente históricos. A Constituição apostólica Dei Verbum, do Vaticano II, diz: “A santa Mãe Igreja, segundo a fé apostólica, tem como sagrados e canônicos os livros completos tanto do Antigo como do Novo Testamento, com todas as suas partes, porque, escritos sob a inspiração do Espírito Santo, eles têm Deus como Autor e nesta sua qualidade foram confiados à Igreja” (DV,11). O Catecismo da Igreja afirma com toda a segurança: “A Igreja defende firmemente que os quatro Evangelhos, cuja historicidade afirma sem exitação, transmitem fielmente aquilo que Jesus, Filho de Deus, ao viver entre os homens, realmente fez e ensinou para a eterna salvação deles, até ao dia que foi elevado” (n° 126). Jesus impressionava as multidões por ser Deus, “ensinava como quem tinha autoridade e não como os escribas” (Mt. 7,29). Ele provou ser Deus; isto é, Senhor de tudo, onipotente, oniciente, onipresente: andou sobre as águas sem afundar (Mt 14,26), multiplicou os pães (Mt 15,36), curou leprosos (Mt 8,3), dominou a tempestade (Mt 8,26), expulsou os demônios (Mt. 8,32), curou os paralíticos (Mt 8,6), ressuscitou a filha de Jairo (Mt 9,25), o filho da viúva de Naim, chamou Lázaro do túmulo, já em estado de putrefação (Jo11, 43″44), transfigurou-se diante de Pedro, Tiago e João, no Monte Tabor (Mt 17,2) e ressuscitou triunfante dos mortos (Mt 28,6)… Os Evangelhos narram 37 grandes milagres de Jesus, sem contar os que não foram escritos. Provou que era Deus! Só Deus pode fazer essas obras! É por isso que São Paulo disse que: “Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Col 2,9). “Ele é a imagem do Deus invisível” (Col 1,15). S.Pedro diz, como testemunha: “Vimos a sua majestade com nossos próprios olhos” (2 Pe 1,16). Alguém poderia perguntar, mas quem pode provar a autenticidade dos Evangelhos? Pois bem, a crítica Racionalista dos últimos séculos empreendeu com grande ardor o estudo crítico dos Evangelhos, com a sede maldosa de destruí”los. A que conclusão chegaram esses racionalistas materialistas que empreenderam, com o mais profundo rigor da Ciência, cujo deus era a Razão, a análise sobre a autenticidade histórica dos Evangelhos? Empregando os “métodos das citações”, “das traduções”, “o método polêmico”, e outros, tentando desmascarar a “farsa” dos Evangelhos, chegaram à conclusão exatamente oposta a seus desejos e, por coerência científica, tiveram que afirmar como Renan, racionalista da França, na sua obra Vie de Jesus: “Em suma, admito como autênticos os quatro Evangelhos canônicos”. Harnack, racionalista alemão, foi obrigado a afirmar: “O caráter absolutamente único dos Evangelhos é, hoje em dia, universalmente reconhecido pela crítica” (Jesus Cristo é Deus ? José Antonio de Laburu, ed. Loyola, pág. 55). Streeter, grande crítico inglês afirmou que: “Os Evangelhos são, pela análise crítica, os que detém a mais privilegiada posição que existe”( idem). Os mais exigentes críticos do século XIX, Hort e Westcott, foram obrigados a afirmar: “As sete oitavas partes do conteúdo verbal do Novo Testamento não admitem dúvida alguma. A última parte consiste, preliminarmente, em modificações na ordem das palavras ou em variantes sem significação. De fato, as variantes que atingem a substância do texto são tão poucas, que podem ser avaliadas em menos da milésima parte do texto” (idem pág. 56). Finalmente os racionalistas tiveram que reconhecer a veracidade histórica, científica, dos Evangelhos: “Trabalhamos 50 anos febrilmente para extrair pedras da cantaria que sirvam de pedestal à Igreja Católica?” (ibidem). Enfim, os inimigos da fé, quiseram destruir os Evangelhos, e acabaram reconhecendo”os como os Livros mais autênticos, segundo a própria crítica racionalista. Santa Teresinha, doutora da Igreja, dizia: “É acima de tudo o Evangelho que me ocupa durante as minhas orações; nele encontro tudo que me é necessário para a minha pobre alma. Descubro nele sempre novas luzes, sentidos escondidos e misteriosos”. DO Livro: Escola da Fé IV (no prelo) do Prof. Felipe de Aquino Fonte: http://www.cleofas.com.br/ #DivindadedeJesus #Evangelhos #bibliasagrada #Racionalista #Deus #Testamento #bíbliavivaonline #Verbo #Pedro #SantíssimaTrindade #Filho #FilhodeDeus #Apostólica #NovoTestamento #VerbodeDeus #Trindade #Igreja #Alma #autenticidade #Divindade #EspíritoSanto #Jesus #alemão

  • O Protestantismo e a lavagem cerebral

    Para entender o método didático que é usado em muitas seitas e também pelos protestantes, temos que entender bem o que é “lavagem cerebral”. A lavagem cerebral, também dita “Estupro da Mente” ou “Reeducação Ideológica” professa em três etapas diferentes: 1) Colapso forçado ou “Descondicionamento”: Trata-se de romper os laços do indivíduo com seu passado ou de apagar tudo o que possa prender ao seu berço e as suas origens. 2) Submissão e identificação: Depois do colapso, estimula-se a simpatia da vítima com o pastor, o missionário etc. Este aparece como o seu grande benfeitor e libertador, que o emancipa de um passado tenebroso e lhe oferece a oportunidade de levar uma vida nova e autêntica. A vítima passa a adotar o modo de pensar e agir do mesmo; torna-se um aparelho pronto para funcionar segundo os desejos do seu manipulador. 3) Recondicionamento: Explorando a situação, o Reeducador “Reconstrói” a mente da vítima segundo a ideologia que ele professa. O homem assim “Reeducado” ou “Robotizado” se torna incapaz de distinguir seu modo de pensar original das concepções que lhe são impostas. Podemos dizer ainda que a programação do indivíduo incutida por muitos grupos consiste em enviar sugestões à mente dos seus adeptos de maneira constante, até aniquilar a capacidade de pensar dessas pessoas; apagam em suas vítimas a faculdade de discernir, tornam-lhes impossível as livres opções. As técnicas desses grupos religiosos são semelhantes às da juventude de Hitler e às dos Chineses dados à reeducação. Não podemos esquecer que a lavagem cerebral explora certos instintos espontâneos do psiquismo humano, canalizando-os na direção do objetivo visado. Assim: A) O instinto de conservação. A fim de conservar a sua própria existência, a vítima pode ceder a táticas totalmente estranhas à sua educação de berço. B) O instinto gregário. O senso social do ser humano é um valor, já que ninguém se realiza senão na sociedade. Todavia esse senso pode ser distorcido na direção da gregariedade, ou seja, de seguir o grupo incondicionalmente ou de agrupar-se de maneira cega para não parecer diferente. C) Instinto de predomínio. Há no ser humano uma tendência inata a dominar e comandar em posições de prestígio. Ora, essa tendência também é explorada pelos agentes da lavagem cerebral, que sabem desenvolvê-la como uma forma de condicionamento. D) Conflitos emocionais. O processo de “reeducação” também excita os brios do “reeducando”, convencendo-o de que cometeu culpas graves… Esta convicção leva a vítima a aviltar-se, castigar-se e aceitar a condenação; aqueles que condenam, vêm a ser os seus “verdadeiros amigos e mestres”. Além de explorar instintos naturais da pessoa humana, os agentes da lavagem cerebral recorrem a táticas que amedrontam, e a seu modo, condicionam a vítima. O pesquisador Italiano Michele C. Del RE realizou longos e aprofundados estudo. Em seu livro, põe em evidência as suas peculiaridades. Uma nota freqüente desse percurso é o uso de táticas de coação (sob rótulos piedosos) para fazer adeptos. A sociedade de hoje talvez não tenha noção exata de quanto esse procedimento está em voga. O livro apresenta numerosos casos de lavagem cerebral exercidos nos novos movimentos religiosos. O Protestantismo no Brasil Distingue-se, na multidão de denominações protestantes, o conjunto das igrejas ditas “históricas”, fundadas no século XVI (Luteranismo, Calvinismo, Anglicanismo…) e o grande número de correntes oriundas nos séculos XIX E XX (Mórmons Testemunhas de Jeová, e pentecostais diversos). Aquelas são mais tranqüilas, ao passo que estas são fortemente proselitistas e fanáticas. No Brasil, porém, observa que o protestantismo, em geral, em que se vai tornando popular, se torna cada vez mais agressivo em relação à Igreja Católica. Existe até um plano de estratégicas dito “Amanhecer” para tornar a América Latina um Continente Protestante dentro de poucos anos. Há a tentativa de tomar de assaltos as comunidades Católicas e seus membros incaucos; para tanto, são utilizados procedimentos semelhantes aos que caracterizam a lavagem cerebral “ideológica e a doutrinação sectária” , procedimentos atrás expostos. Com efeito, registra-se: 1) Forte campanha para desarraigar os Católicos das suas origens religiosas, levando-os a romper os vínculos com sua comunidade. Esta etapa compreende violentas campanhas de difamação do Catolicismo, campanhas de teor superficial, às vezes com base em mentiras, calúnias, notícias imprecisas… Tem-se a impressão de que os arautos do protestantismo repetem “chavões” sem saber justificar o que dizem; chavões interessam porque são agressivos, não porque sejam verídicos. Assim o Católico aprende a perder o amor á Santa Igreja Católica, a única que Cristo fundou. 2) Ao mesmo tempo os pregadores protestantes se apresentam como autênticos mestres, os únicos que conhecem a Bíblia e a podem explicar, São os “libertadores” da população Católica. As explicações da Bíblia que eles oferecem, são freqüentemente primárias, subjetivas, muito distante do sentido do texto Sagrado, que foi originariamente escrito em Hebraico, Aramaico ou Grego, e não em Português ou Inglês. Assim pretendem ganhar a simpatia e a amizade dos Católicos. Tocam fibras sentimentais e afetivas muito mais do que a inteligência, a lógica, a veracidade… Não raro cativam pela assistência que prestam no campo da saúde, da economia, do emprego…, atitudes estas que não raro atenuam ou apagam o senso crítico da pessoa beneficiada. 3) Aos poucos vai se modelando uma “reeducação” do crente, muito mais afetiva do que intelectual baseada em preconceitos não fundamentados. Certas palavras assumem enorme capacidade de impressionar e marcar… a veneração ( que maldosamente é dita “adoração” ) de imagens, Mariolatria, Papolatria… A desprogramação do crente fanático é muito difícil por causa dos preconceitos que lhes foram incutidos. Acontecem, porém, casos em que as pessoas verificam ser vítimas de abusos e manipulações e reagem, se conservam um pouco de senso crítico. As vezes, porém o esgotamento físico e moral dos crentes é tal que se deixam subjugar indefinidamente pelos seu “pastores carismáticos”; querem “acreditar” nestes mestres, porque não sabem mais em quem ou em que acreditar. Tal é a situação em que se vê a sociedade, no Brasil, do ponto de vista religioso. É uma alerta muito veemente aos fiéis Católicos para que tomem consciência do significado da verdade da fé, estudem o seu Credo (para tanto servirá, de modo excelente, o Catecismo da Igreja Católica) e procurem viver generosamente a sua vocação Cristã dentro da única Igreja que Jesus fundou e entregou a Pedro e seus sucessores. Autor: Jaime Francisco de Moura Fonte: Veritatis Splendor #lavagem #método #veneração #Lavagemcerebral #américalatina #Submissão #seitas #alerta #Vítima #acreditar #estupro #Amor #adoração #Protestantismo #Jesus #América

  • Anúncio incansável do Evangelho é resposta a secularização e relativismo, diz o Papa

    VATICANO, 06 Jul. 06 (ACI) .- Ao receber hoje aos prelados da Conferência Episcopal daCroácia, o Papa Bento XVI ressaltou a importância da afirmação do direito à vida e o respeito à liberdade religiosa na construção da Europa, reiterando ao mesmo tempo a necessidade de anunciar incansavelmente os valores evangélicos para rebater a secularização e o relativismo de hoje. Em seu discurso ante os bispos que acabam de realizar sua visita “ad limina”, o Santo Padre afirmou que para rebater a secularização e o relativismo “é necessário um anúncio incansável dos valores evangélicos” e os animou a “não ter medo de indicar aos fiéis o que ensina o Evangelho, colocando-os em guarda diante de tudo quanto é contrário a ele, para que suas comunidades sejam um estímulo para toda a sociedade na busca do bem comum e na atenção aos mais necessitados”. Depois de manifestar sua alegria pelos frutos em várias iniciativas pastorais dos prelados, o Pontífice salientou o desejo da Croácia de entrar na União Européia, assinalando que isso significará “uma contribuição de sua própria cultura e tradições, na busca compartilhada da verdade plena sobre o ser humano“. Sobre esta verdade é “essencial que se construa a casa comum européia”, cujo fundamento é a afirmação do direito à vida e o respeito à liberdade religiosa, apontou Bento XVI. “Sobre estes valores é possível achar o consenso também dos que não aderem à Igreja Católica, mas aceitam a voz da razão, sensível aos ditados da lei natural”, adicionou. Mais adiante, o Bispo de Roma lamentou a persistência no país balcânico das conseqüências do recente conflito, cujos efeitos negativos se refletem não só na economia, mas também no ânimo dos habitantes. Assim, pediu aos bispos ser sempre “anunciadores de reconciliação e agentes de paz” que alentem aos cidadãos croatas “no caminho da reconciliação cristã”, pois “o perdão libera sobre tudo a quem tem o valor de concedê-lo“. Por último, Bento XVI pediu aos bispos que fossem “generosos no serviço à Igreja e ao povo, seguindo atentamente a formação dos sacerdotes e as vocações sacerdotais, a guia das comunidades religiosas e os movimentos, a promoção das famílias e a presença dos católicos na vida pública e nos meios de comunicação. #relativismo #Episcopal #Verdade #Evangelho #adlimina #Conferência #liberdade #limina #anúncio #adiante #reconciliação #Européia #construção #alegria #incansável #secularização

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