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  • Nossa Senhora das Lágrimas, que chora e intercede pelo mundo – 31 de agosto

    Hoje é celebrada Nossa Senhora das Lágrimas (Virgem das Lágrimas), uma devoção que surgiu em Siracusa (Itália), onde uma imagem do Imaculado Coração de Maria derramou lágrimas de “dor” e “esperança” pelo mundo, como destacou São João Paulo II. Também existe uma devoção a Nossa Senhora das Lágrimas relacionada a uma aparição que aconteceu no Brasil, sobre este assunto separamos um vídeo no final da matéria. O fato ocorreu em 1953, na casa do humilde do casal Angelo Lannuso e Antonina Lucia Giusti, que tinham a imagem mariana, de gesso, que ficava pendurada na parede sobre a cama do casal e que derramou lágrimas durante quatro dias, entre 29 de agosto e 1º de setembro. A imagem foi um presente de casamento e, quando chorou, a primeira pessoa que viu foi Antonina, que estava grávida do seu primeiro filho. O casal vidente do milagre das lágrimas. Foto: Santuário della Madonna delle lacrime Segundo assinala Famiglia Cristiana, as autoridades eclesiásticas foram muito cautelosas com o que aconteceu. O pároco Giuseppe Bruno chegou à casa do casal acompanhado por vários especialistas, entre os quais o Dr. Michele Cassola, abertamente ateu. No local, os especialistas, que mais tarde participariam da comissão investigativa, também testemunharam as lágrimas da Virgem. Depois disso, a imagem não derramou mais lágrimas. O líquido recolhido foi submetido a diversas análises que foram comparadas com lágrimas de um adulto e uma criança de dois anos e sete meses. Cassola, que liderava a comissão, não tinha explicação científica para o que os estudos revelaram: efetivamente, o líquido derramado pela imagem mariana era correspondente às lágrimas humanas. O relatório foi divulgado em 9 de setembro de 1953. Três meses depois, em 12 de dezembro de 1953, dia em que a Igreja celebra Nossa Senhora de Guadalupe, os bispos da região de Sicília declararam por unanimidade que a imagem da Mãe de Deus chorou. Em 17 de outubro de 1954, o Papa Pio XII se referiu a este evento prodigioso e, em uma mensgem de rádio ao congresso regional mariano de Sicília, disse: “Os homens compreenderão a linguagem misteriosas destas lágrimas? Oh, as lágrimas de Maria? No Gólgota foram lágrimas de dor por Jesus e tristeza pelo pecado do mundo. Ainda chora pelas novas chagas no Corpo Místico de Jesus?”. “Ou chora por tantos filhos nos quais o erro e a culpa extinguiram a vida da graça e ofendem gravemente a divina majestade? Ou são lágrimas de espera pela demora da volta dos outros filhos, que um dia foram fiéis e que agora são arrastados por falsas miragens entre as hostes dos inimigos de Deus? “. O grande número de fiéis que iam venerar a imagem milagrosa fez com que construíssem um santuário em 1968, que depois foi renovado em 1994. A consagração foi realizada naquele ano por São João Paulo II, em 6 de novembro. Durante a sua visita pastoral a Catania e a Siracusa, o Papa peregrino disse que as lágrimas da Virgem “testemunham a presença da Mãe Igreja no mundo”. “São lágrimas de dor por aqueles que rechaçam o amor de Deus, pelas famílias separadas ou que têm dificuldades, pela juventude ameaçada pela civilização de consumo e muitas vezes desorientada, pela violência que ainda provoca tanto derramamento de sangue, e por todas as incompreensões e pelos ódios que abrem abismos profundos entre os homens e os povos”, acrescentou. Em 5 de maio, 2016, o Papa Francisco presidiu a vigília de oração “para enxugar as lágrimas”, por ocasião do Jubileu da Misericórdia, quando o relicário da Virgem das Lágrimas foi levado ao Vaticano. Naquela ocasião, o Santo Padre ressaltou que “junto de cada cruz, está sempre a Mãe de Jesus. Com o seu manto, Ela enxuga as nossas lágrimas. Com a sua mão, faz-nos levantar e acompanha-nos pelo caminho da esperança”. Dois anos depois, em 25 de maio de 2018, Francisco presidiu novamente uma liturgia na presença do relicário com as lágrimas da Virgem. Na capela da Casa Santa Marta, onde reside, o Santo Padre afirmou: “Trouxeram de Siracusa a relíquia das lágrimas de Nossa Senhora. Hoje estão aqui, e rezemos a Nossa Senhora para que nos dê e também à humanidade necessitada o dom das lágrimas, que nós possamos chorar: pelos nossos pecados e por tantas calamidades que provocam sofrimento ao povo de Deus e aos filhos de Deus”. O Santuário Mariano de Siracusa recebe cerca de um milhão de pessoas que peregrinam até o local todos os anos. Fonte: ACI Virgem das Lágrimas: imagem do Imaculado Coração chorou “de dor e esperança” O milagre, reconhecido pela Igreja, ocorreu na casa do jovem casal Angelo Iannuso e Antonina Giusto, que esperavam então o primeiro filho. Entre os dias 29 de agosto e 1º de setembro de 1953, de uma imagem de gesso que representava o Imaculado Coração de Maria e que estava à cabeceira da cama do casal, brotaram “lágrimas humanas“, como foi confirmado pelas análises científicas. Angelo e Antonina teriam quatro filhos, dois meninos e duas meninas. É o segundo a nascer, Enzo, quem nos guia hoje pela casa da sua infância: “Quando Maria escolheu chorar dentro da nossa família, foi porque ela quis que a sua mensagem fosse dada dentro de uma família. Às vezes, a mamãe nos mostrava os lenços com que tinha enxugado as lágrimas que caíam da imagem”. Um gesto espontâneo de mãe. Hoje, alguns daqueles lenços são mantidos em um relicário, junto com lágrimas que desceram do quadrinho de gesso. Em Siracusa, na Sicília, o local onde os pais e um tio de Enzo viviam se tornou um oratório, lugar de peregrinação e oração. Ainda é preservada, em uma sala, a cama do casal. No quarto original, local do milagre, há hoje um altar em que todo dia é celebrada a missa. Voltar a esses lugares “de família” é motivo de gratidão para Enzo: “Parece quase impossível estar envolvido em uma história como esta, mas esta é a realidade, e o sentimento é de serenidade e gratidão (…) Não tivemos nenhum mérito para que isto acontecesse conosco. Não é vaidade. Recebemos a dádiva de ser instrumentos, e, depois disso, podemos ficar de lado”. Antonina contava aos filhos sobre aquela manhã de sábado em que tinha notado as lágrimas escorrendo pelo rosto de Maria. Poucas palavras, porque, mais que palavras, reflete Enzo, “…era um clima que se respirava dentro de casa. Um clima de serenidade. Havia também problemas, como em qualquer família, mas nós respirávamos serenidade”. Marinheiro profissional, ele se mudou de Siracusa para a Apúlia, se casou e teve três filhos. “Tive uma vida movimentada, mas isso não me impediu de viver e me envolver com a escolha de ser pai e marido”. Enzo e a esposa levam, em suas palavras, “uma vida normal, como a de qualquer casal, com momentos de lágrimas e risos, com sacrifícios, mas, quando se vive uma alegria dessas, dá para enfrentar tudo com paz interior”. Para viver bem, diz ele, “você tem que acordar todos os dias e decidir recomeçar. Temos um Pai e Nossa Senhora sempre perto; só precisamos ter um pouco de confiança”. E, tal como ele respirou a fé e a serenidade dos pais quando menino, também seus filhos foram criados imersos nesse ambiente: “Não é contando coisas que se transmite a fé, é vivendo. É uma riqueza que você tem e que você compartilha com naturalidade”. Quando o relicário com as lágrimas de Maria chega a alguma paróquia da Apúlia, ele vai até lá: “É como se viesse a minha mãe. E eu vou encontrá-la”. Com informações de Aleteia Nossa Senhora das Lágrimas no Brasil Nossa Senhora das Lágrimas é uma das invocações marianas atribuídas à Virgem Maria e que teve a sua origem nas aparições recebidas pela Irmã Amália de Jesus Flagelado na capela do convento do Instituto das Missionárias de Jesus Crucificado, situado na cidade de Campinas, no Estado de São Paulo, no Brasil. Conheça mais no vídeo: Leia também: .: Santo do Dia – 30 de Agosto – São Félix e Santo Adauto .: Santo do Dia – 31 de Agosto – São Raimundo Nonato .: Santo do Dia – 01 de Setembro – Santo Egídio #FestasdeNossaSenhora #NossaSenhora

  • Nossa Senhora das Lágrimas, que chora e intercede pelo mundo – 31 de agosto

    Hoje é celebrada Nossa Senhora das Lágrimas (Virgem das Lágrimas), uma devoção que surgiu em Siracusa (Itália), onde uma imagem do Imaculado Coração de Maria derramou lágrimas de “dor” e “esperança” pelo mundo, como destacou São João Paulo II. Também existe uma devoção a Nossa Senhora das Lágrimas relacionada a uma aparição que aconteceu no Brasil, sobre este assunto separamos um vídeo no final da matéria. O fato ocorreu em 1953, na casa do humilde do casal Angelo Lannuso e Antonina Lucia Giusti, que tinham a imagem mariana, de gesso, que ficava pendurada na parede sobre a cama do casal e que derramou lágrimas durante quatro dias, entre 29 de agosto e 1º de setembro. A imagem foi um presente de casamento e, quando chorou, a primeira pessoa que viu foi Antonina, que estava grávida do seu primeiro filho. O casal vidente do milagre das lágrimas. Foto: Santuário della Madonna delle lacrime Segundo assinala Famiglia Cristiana, as autoridades eclesiásticas foram muito cautelosas com o que aconteceu. O pároco Giuseppe Bruno chegou à casa do casal acompanhado por vários especialistas, entre os quais o Dr. Michele Cassola, abertamente ateu. No local, os especialistas, que mais tarde participariam da comissão investigativa, também testemunharam as lágrimas da Virgem. Depois disso, a imagem não derramou mais lágrimas. O líquido recolhido foi submetido a diversas análises que foram comparadas com lágrimas de um adulto e uma criança de dois anos e sete meses. Cassola, que liderava a comissão, não tinha explicação científica para o que os estudos revelaram: efetivamente, o líquido derramado pela imagem mariana era correspondente às lágrimas humanas. O relatório foi divulgado em 9 de setembro de 1953. Três meses depois, em 12 de dezembro de 1953, dia em que a Igreja celebra Nossa Senhora de Guadalupe, os bispos da região de Sicília declararam por unanimidade que a imagem da Mãe de Deus chorou. Em 17 de outubro de 1954, o Papa Pio XII se referiu a este evento prodigioso e, em uma mensgem de rádio ao congresso regional mariano de Sicília, disse: “Os homens compreenderão a linguagem misteriosas destas lágrimas? Oh, as lágrimas de Maria? No Gólgota foram lágrimas de dor por Jesus e tristeza pelo pecado do mundo. Ainda chora pelas novas chagas no Corpo Místico de Jesus?”. “Ou chora por tantos filhos nos quais o erro e a culpa extinguiram a vida da graça e ofendem gravemente a divina majestade? Ou são lágrimas de espera pela demora da volta dos outros filhos, que um dia foram fiéis e que agora são arrastados por falsas miragens entre as hostes dos inimigos de Deus? “. O grande número de fiéis que iam venerar a imagem milagrosa fez com que construíssem um santuário em 1968, que depois foi renovado em 1994. A consagração foi realizada naquele ano por São João Paulo II, em 6 de novembro. Durante a sua visita pastoral a Catania e a Siracusa, o Papa peregrino disse que as lágrimas da Virgem “testemunham a presença da Mãe Igreja no mundo”. “São lágrimas de dor por aqueles que rechaçam o amor de Deus, pelas famílias separadas ou que têm dificuldades, pela juventude ameaçada pela civilização de consumo e muitas vezes desorientada, pela violência que ainda provoca tanto derramamento de sangue, e por todas as incompreensões e pelos ódios que abrem abismos profundos entre os homens e os povos”, acrescentou. Em 5 de maio, 2016, o Papa Francisco presidiu a vigília de oração “para enxugar as lágrimas”, por ocasião do Jubileu da Misericórdia, quando o relicário da Virgem das Lágrimas foi levado ao Vaticano. Naquela ocasião, o Santo Padre ressaltou que “junto de cada cruz, está sempre a Mãe de Jesus. Com o seu manto, Ela enxuga as nossas lágrimas. Com a sua mão, faz-nos levantar e acompanha-nos pelo caminho da esperança”. Dois anos depois, em 25 de maio de 2018, Francisco presidiu novamente uma liturgia na presença do relicário com as lágrimas da Virgem. Na capela da Casa Santa Marta, onde reside, o Santo Padre afirmou: “Trouxeram de Siracusa a relíquia das lágrimas de Nossa Senhora. Hoje estão aqui, e rezemos a Nossa Senhora para que nos dê e também à humanidade necessitada o dom das lágrimas, que nós possamos chorar: pelos nossos pecados e por tantas calamidades que provocam sofrimento ao povo de Deus e aos filhos de Deus”. O Santuário Mariano de Siracusa recebe cerca de um milhão de pessoas que peregrinam até o local todos os anos. Fonte: ACI Virgem das Lágrimas: imagem do Imaculado Coração chorou “de dor e esperança” O milagre, reconhecido pela Igreja, ocorreu na casa do jovem casal Angelo Iannuso e Antonina Giusto, que esperavam então o primeiro filho. Entre os dias 29 de agosto e 1º de setembro de 1953, de uma imagem de gesso que representava o Imaculado Coração de Maria e que estava à cabeceira da cama do casal, brotaram “lágrimas humanas“, como foi confirmado pelas análises científicas. Angelo e Antonina teriam quatro filhos, dois meninos e duas meninas. É o segundo a nascer, Enzo, quem nos guia hoje pela casa da sua infância: “Quando Maria escolheu chorar dentro da nossa família, foi porque ela quis que a sua mensagem fosse dada dentro de uma família. Às vezes, a mamãe nos mostrava os lenços com que tinha enxugado as lágrimas que caíam da imagem”. Um gesto espontâneo de mãe. Hoje, alguns daqueles lenços são mantidos em um relicário, junto com lágrimas que desceram do quadrinho de gesso. Em Siracusa, na Sicília, o local onde os pais e um tio de Enzo viviam se tornou um oratório, lugar de peregrinação e oração. Ainda é preservada, em uma sala, a cama do casal. No quarto original, local do milagre, há hoje um altar em que todo dia é celebrada a missa. Voltar a esses lugares “de família” é motivo de gratidão para Enzo: “Parece quase impossível estar envolvido em uma história como esta, mas esta é a realidade, e o sentimento é de serenidade e gratidão (…) Não tivemos nenhum mérito para que isto acontecesse conosco. Não é vaidade. Recebemos a dádiva de ser instrumentos, e, depois disso, podemos ficar de lado”. Antonina contava aos filhos sobre aquela manhã de sábado em que tinha notado as lágrimas escorrendo pelo rosto de Maria. Poucas palavras, porque, mais que palavras, reflete Enzo, “…era um clima que se respirava dentro de casa. Um clima de serenidade. Havia também problemas, como em qualquer família, mas nós respirávamos serenidade”. Marinheiro profissional, ele se mudou de Siracusa para a Apúlia, se casou e teve três filhos. “Tive uma vida movimentada, mas isso não me impediu de viver e me envolver com a escolha de ser pai e marido”. Enzo e a esposa levam, em suas palavras, “uma vida normal, como a de qualquer casal, com momentos de lágrimas e risos, com sacrifícios, mas, quando se vive uma alegria dessas, dá para enfrentar tudo com paz interior”. Para viver bem, diz ele, “você tem que acordar todos os dias e decidir recomeçar. Temos um Pai e Nossa Senhora sempre perto; só precisamos ter um pouco de confiança”. E, tal como ele respirou a fé e a serenidade dos pais quando menino, também seus filhos foram criados imersos nesse ambiente: “Não é contando coisas que se transmite a fé, é vivendo. É uma riqueza que você tem e que você compartilha com naturalidade”. Quando o relicário com as lágrimas de Maria chega a alguma paróquia da Apúlia, ele vai até lá: “É como se viesse a minha mãe. E eu vou encontrá-la”. Com informações de Aleteia Nossa Senhora das Lágrimas no Brasil Nossa Senhora das Lágrimas é uma das invocações marianas atribuídas à Virgem Maria e que teve a sua origem nas aparições recebidas pela Irmã Amália de Jesus Flagelado na capela do convento do Instituto das Missionárias de Jesus Crucificado, situado na cidade de Campinas, no Estado de São Paulo, no Brasil. Conheça mais no vídeo: Leia também: .: Santo do Dia – 30 de Agosto – São Félix e Santo Adauto .: Santo do Dia – 31 de Agosto – São Raimundo Nonato .: Santo do Dia – 01 de Setembro – Santo Egídio #FestasdeNossaSenhora #NossaSenhora

  • São Raimundo Nonato, padroeiro das gestantes e parturientes – 31 de agosto

    SANTO DO DIA – 31 DE AGOSTO – SÃO RAIMUNDO NONATO Religioso mercedário (1200-1240) Raimundo nasceu em Portell, na Catalunha, Espanha, em 1200. Seus pais eram nobres, porém não tinham grandes fortunas. O seu nascimento aconteceu de modo trágico: sua mãe morreu durante os trabalhos de parto, antes de dar-lhe à luz. Por isso Raimundo recebeu o nome de Nonato, que significa não-nascido de mãe viva, ou seja, foi extraído vivo do corpo sem vida dela. Dotado de grande inteligência, fez com certa tranquilidade seus estudos primários. O pai, percebendo os dotes religiosos do filho, tratou de mandá-lo administrar uma pequena fazenda de propriedade da família. Com isso, queria demovê-lo da ideia de ingressar na vida religiosa. Porém as coisas aconteceram exatamente ao contrário. Raimundo, no silêncio e na solidão em que vivia, fortificou ainda mais sua vontade de dedicar-se unicamente à Ordem de Nossa Senhora das Mercês, fundada por seu amigo Pedro Nolasco, agora também santo. A Ordem tinha como principal finalidade libertar cristãos que caíam nas mãos dos mouros e eram por eles feitos escravos. Nessa missão, dedicou-se de coração e alma. Apesar da dificuldade, conseguiu o consentimento do pai e, finalmente, em 1224, ingressou na Ordem, recebendo o hábito das mãos do próprio fundador. Ordenou-se sacerdote, e seus dotes de missionário vieram à tona, dedicando-se de coração e alma. Por isso foi mandado em missão à Argélia, norte da África, para resgatar cristãos das mãos dos muçulmanos. Conseguiu libertar 150 escravos e devolvê-los às suas famílias. Quando se ofereceu como refém, sofreu no cativeiro verdadeiras torturas e humilhações. Mas mesmo assim não abandonou seu trabalho. Levava o conforto e a Palavra de Deus aos que sofriam mais do que ele e já estavam prestes a renunciar à fé em Jesus. Muitas foram as pessoas convertidas por ele, o que despertou a ira dos magistrados muçulmanos, os quais mandaram que lhe perfurassem a boca e colocassem cadeados, para que Raimundo nunca mais pudesse falar e pregar a doutrina de Cristo. Raimundo sofreu durante oito meses essa tortura até ser libertado, mas com a saúde abalada. Quando chegou à pátria, na Catalunha, em 1239, logo foi nomeado cardeal pelo papa Gregório IX, que o chamou para ser seu conselheiro em Roma. Empreendeu a viagem no ano seguinte, mas não conseguiu concluí-la. Próximo de Barcelona, na cidade de Cardona, já com a saúde debilitada pelos sofrimentos do cativeiro, Raimundo Nonato foi acometido de forte febre e acabou morrendo, em 31 de agosto de 1240, aos 40 anos de idade. Raimundo Nonato foi sepultado naquela cidade e o seu túmulo tornou-se local de peregrinação, sendo, então, erguida uma igreja para abrigar seus restos mortais. Seu culto propagou-se pela Espanha e pela Europa, sendo confirmado por Roma em 1681. São Raimundo Nonato, devido à condição difícil do seu nascimento, é venerado como Padroeiro das Parturientes, das Parteiras e dos Obstetras. Texto: Paulinas Internet Leia também: .: Santo do Dia – 30 de Agosto – São Félix e Santo Adauto .: Santo do Dia – 01 de Setembro – Santo Egídio #SantodoDia

  • São Raimundo Nonato, padroeiro das gestantes e parturientes – 31 de agosto

    SANTO DO DIA – 31 DE AGOSTO – SÃO RAIMUNDO NONATO Religioso mercedário (1200-1240) Raimundo nasceu em Portell, na Catalunha, Espanha, em 1200. Seus pais eram nobres, porém não tinham grandes fortunas. O seu nascimento aconteceu de modo trágico: sua mãe morreu durante os trabalhos de parto, antes de dar-lhe à luz. Por isso Raimundo recebeu o nome de Nonato, que significa não-nascido de mãe viva, ou seja, foi extraído vivo do corpo sem vida dela. Dotado de grande inteligência, fez com certa tranquilidade seus estudos primários. O pai, percebendo os dotes religiosos do filho, tratou de mandá-lo administrar uma pequena fazenda de propriedade da família. Com isso, queria demovê-lo da ideia de ingressar na vida religiosa. Porém as coisas aconteceram exatamente ao contrário. Raimundo, no silêncio e na solidão em que vivia, fortificou ainda mais sua vontade de dedicar-se unicamente à Ordem de Nossa Senhora das Mercês, fundada por seu amigo Pedro Nolasco, agora também santo. A Ordem tinha como principal finalidade libertar cristãos que caíam nas mãos dos mouros e eram por eles feitos escravos. Nessa missão, dedicou-se de coração e alma. Apesar da dificuldade, conseguiu o consentimento do pai e, finalmente, em 1224, ingressou na Ordem, recebendo o hábito das mãos do próprio fundador. Ordenou-se sacerdote, e seus dotes de missionário vieram à tona, dedicando-se de coração e alma. Por isso foi mandado em missão à Argélia, norte da África, para resgatar cristãos das mãos dos muçulmanos. Conseguiu libertar 150 escravos e devolvê-los às suas famílias. Quando se ofereceu como refém, sofreu no cativeiro verdadeiras torturas e humilhações. Mas mesmo assim não abandonou seu trabalho. Levava o conforto e a Palavra de Deus aos que sofriam mais do que ele e já estavam prestes a renunciar à fé em Jesus. Muitas foram as pessoas convertidas por ele, o que despertou a ira dos magistrados muçulmanos, os quais mandaram que lhe perfurassem a boca e colocassem cadeados, para que Raimundo nunca mais pudesse falar e pregar a doutrina de Cristo. Raimundo sofreu durante oito meses essa tortura até ser libertado, mas com a saúde abalada. Quando chegou à pátria, na Catalunha, em 1239, logo foi nomeado cardeal pelo papa Gregório IX, que o chamou para ser seu conselheiro em Roma. Empreendeu a viagem no ano seguinte, mas não conseguiu concluí-la. Próximo de Barcelona, na cidade de Cardona, já com a saúde debilitada pelos sofrimentos do cativeiro, Raimundo Nonato foi acometido de forte febre e acabou morrendo, em 31 de agosto de 1240, aos 40 anos de idade. Raimundo Nonato foi sepultado naquela cidade e o seu túmulo tornou-se local de peregrinação, sendo, então, erguida uma igreja para abrigar seus restos mortais. Seu culto propagou-se pela Espanha e pela Europa, sendo confirmado por Roma em 1681. São Raimundo Nonato, devido à condição difícil do seu nascimento, é venerado como Padroeiro das Parturientes, das Parteiras e dos Obstetras. Texto: Paulinas Internet Leia também: .: Santo do Dia – 30 de Agosto – São Félix e Santo Adauto .: Santo do Dia – 01 de Setembro – Santo Egídio #SantodoDia

  • Décimo quinto dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade: Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

  • Décimo quinto dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade: Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

  • Arcebispo de Londrina emite nota de esclarecimento por comunhão a um muçulmano

    Leia na íntegra a Nota de esclarecimento assinada por Dom Geremias Steinmetz. O arcebispo de Londrina (PR), dom Geremias Steinmetz, deu a comunhão a um muçulmano na missa de exéquias de dom Geraldo cardeal Majella Agnello, arcebispo de São Salvador da Bahia e primaz do Brasil entre 1999 e 2011, celebrada na segunda-feira (28) na catedral da cidade. Um vídeo divulgado em redes sociais mostra o xeque Ahmad Saleh Mahairi, fundador da mesquita Rei Faiçal em Londrina (PR), recebendo a comunhão e afastando-se sem consumi-la. O Código de Direito Canônico diz no cânon 842: Quem não tiver recebido o baptismo não pode ser admitido validamente aos demais sacramentos. Em nota publicada hoje (30), dom Steinmetz justifica seu ato dizendo que “o papa Francisco nos ensina no seu último documento sobre a Liturgia, Desiderio desideravi, de 2022. Ninguém havia conquistado um lugar para a última Ceia. Foram, antes, convidados, atraídos, pelo desejo ardente do próprio Jesus de comer aquela Páscoa com eles, cujo cordeiro é Ele próprio”. A nota do dom Steinmetz segue citando o papa: “Antes da nossa resposta ao convite – muito antes – está o seu desejo por nós: até podemos não ter consciência disso, mas de cada vez que vamos à Missa a razão primeira é porque somos atraídos pelo seu desejo de nós. Por nossa parte, a resposta possível, a ascese mais exigente é, como sempre, a de nos rendermos ao seu amor, de nos deixarmos atrair por Ele. O certo é que todas as nossas comunhões no Corpo e Sangue de Cristo foram por Ele desejadas na última Ceia’, escreveu o Papa Francisco. Segundo o arcebispo de Londrina, “a Eucaristia que se levanta, verdadeiro Corpo e Sangue de Jesus, é comungado pelo povo reunido em volta do altar também como sinal de caridade, desse amor irrepetível de Deus que se manifesta na Cruz de Jesus”. Depois, o arcebispo volta a citar o papa: “abandonemos as polêmicas para escutarmos juntos o que o Espírito diz à Igreja, conservemos a comunhão, continuemos a maravilhar-nos pela beleza da Liturgia. Foi-nos dada a Páscoa, deixemo-nos guardar pelo desejo que o Senhor continua a ter de a poder comer conosco. Sob o olhar de Maria, Mãe da Igreja”. (Papa Francisco – Desiderio Desideravi, n.65). Por fim, dom Steinmetz diz que “a celebração Eucarística nos ensina o exercício nobre da caridade, alimenta a mansidão, nos conduz à fraternidade e ao respeito a todos. A Eucaristia, mistério do amor, seja para todos fonte de graça e de luz que ilumina os caminhos da vida”. Clique aqui para assistir o vídeo que mostra arcebispo entregando comunhão para muçulmano que não comungou e levou consigo. NOTA DE ESCLARECIMENTO Prezados irmãos e irmãs, ainda enlutados pela morte do Cardeal Geraldo Majella Agnelo, arcebispo emérito de São Salvador e primaz do Brasil, ex-arcebispo de Londrina, vimos por meio desta nota nos pronunciar sobre a repercussão gerada pela comunhão ministrada por mim, dom Geremias Steinmetz, ao Sheiki Jeque Ahmad Saleh Mahairi. Vivemos nestes dias uma cerimônia muito bonita da nossa Igreja Católica Apostólica Romana, que celebra, não a morte, mas a fé na vida eterna através do Cristo vivo e ressuscitado. O funeral de dom Geraldo, homem entre os mais importantes da Igreja do Brasil e do mundo, envolveu mais de 24h de orações ininterruptas na Catedral Metropolitana de Londrina, com a presença de padres de todos os decanatos da Arquidiocese de Londrina, que engloba 16 municípios da região, e cerca de 20 bispos, entre eles três cardeais, padres e religiosos de todo país. Muito além de respeitada autoridade religiosa, dom Geraldo era amigo e ente querido de muitos, que se fizeram presentes nas celebrações, principalmente na última Santa Missa antes do sepultamento, às 10h, para prestar-lhe suas homenagens. Ali estavam, portanto, pessoas de diversas confissões religiosas, dentre elas, autoridades civis e religiosas, como o Sheiki Jeque Ahmad Saleh Mahairi, da Mesquita Rei Faiçal. Sheiki Mahairi conhecia dom Geraldo Majella desde a década de 1980 e estava no funeral do Cardeal Agnelo como um amigo, pesaroso pelo sepultamento de outro amigo. O Sheiki é um homem conhecido em vários âmbitos da sociedade e mantém respeitosa relação com a Igreja Católica. Foi também amigo de outro arcebispo de Londrina, o saudoso dom Albano Cavallin, com quem mantinha uma relação próxima. Como amigo participou da celebração eucarística e, adentrando à fila da comunhão, recebeu o corpo de Cristo. As imagens da transmissão da Santa Missa mostram Sheiki Mahairi recebendo a Eucaristia das minhas mãos, mas não o mostram a consumindo. Diante da repercussão dessas imagens, encarreguei o vigário geral da Arquidiocese de Londrina, padre Rafael Solano, de conversar com o Sheiki para esclarecer a situação. Lamentando profundamente o ocorrido, pois seu desejo não foi desrespeitar a Igreja Católica, Sheiki Mahairi falou ao vigário geral que recebeu Jesus, foi até o seu banco, sentou-se e consumiu a Eucaristia. Segundo ele, dom Albano há muitos anos havia explicado que a Eucaristia é o corpo de Jesus, considerado um profeta para o Islã. A Igreja olha também com estima para os muçulmanos. Adoram eles o Deus Único, vivo e subsistente, misericordioso e onipotente, criador do céu e da terra, que falou aos homens e a cujos decretos, mesmo ocultos, procuram submeter-se de todo o coração, como a Deus se submeteu Abraão, que a fé islâmica de bom grado evoca. Embora sem o reconhecerem como Deus, veneram Jesus como profeta, e honram Maria, sua mãe virginal, à qual por vezes invocam devotamente. Esperam pelo dia do juízo, no qual Deus retribuirá todos os homens, uma vez ressuscitados. Têm, por isso, em apreço à vida moral e prestam culto a Deus, sobretudo com a oração, a esmola e o jejum. (Declaração “Nostra aetate”, n.3) Esclarecidos esses pontos, por fim gostaríamos de considerar o que o Papa Francisco nos ensina no seu último documento sobre a Liturgia, Desiderio Desideravi, de 2022. Ninguém havia conquistado um lugar para a última Ceia. Foram, antes, convidados, atraídos, pelo desejo ardente do próprio Jesus de comer aquela Páscoa com eles, cujo cordeiro é Ele próprio. “Antes da nossa resposta ao convite – muito antes – está o seu desejo por nós: até podemos não ter consciência disso, mas de cada vez que vamos à Missa a razão primeira é porque somos atraídos pelo seu desejo de nós. Por nossa parte, a resposta possível, a ascese mais exigente é, como sempre, a de nos rendermos ao seu amor, de nos deixarmos atrair por Ele. O certo é que todas as nossas comunhões no Corpo e Sangue de Cristo foram por Ele desejadas na última Ceia”, escreveu o Papa Francisco. Toda criação é manifestação do amor de Deus. E desde que esse amor se manifestou na plenitude da Cruz de Jesus, “toda a criação é atraída por Ele. É toda a criação que é assumida para ser posta ao serviço do encontro com o Verbo encarnado, crucificado, morto, ressuscitado, que subiu ao Pai.”(n.42) A Eucaristia que se levanta, verdadeiro Corpo e Sangue de Jesus, é comungado pelo povo reunido em volta do altar também como sinal de caridade, desse amor irrepetível de Deus que se manifesta na Cruz de Jesus. Assim sendo, “abandonemos as polêmicas para escutarmos juntos o que o Espírito diz à Igreja, conservemos a comunhão, continuemos a maravilhar-nos pela beleza da Liturgia. Foi-nos dada a Páscoa, deixemo-nos guardar pelo desejo que o Senhor continua a ter de a poder comer conosco. Sob o olhar de Maria, Mãe da Igreja”. (Papa Francisco – Desiderio Desideravi, n.65). A Celebração Eucarística nos ensina o exercício nobre da caridade, alimenta a mansidão, nos conduz à fraternidade e ao respeito a todos. A Eucaristia, mistério do amor, seja para todos fonte de graça e de luz que ilumina os caminhos da vida. Londrina, 30 de agosto de 2023 Em Cristo Jesus. A minha bênção, Dom Geremias Steinmetz Arcebispo Metropolitano de Londrina Clique aqui para assistir o vídeo que mostra arcebispo entregando comunhão para muçulmano que não comungou e levou consigo. #CNBB

  • Arcebispo de Londrina emite nota de esclarecimento por comunhão a um muçulmano

    Leia na íntegra a Nota de esclarecimento assinada por Dom Geremias Steinmetz. O arcebispo de Londrina (PR), dom Geremias Steinmetz, deu a comunhão a um muçulmano na missa de exéquias de dom Geraldo cardeal Majella Agnello, arcebispo de São Salvador da Bahia e primaz do Brasil entre 1999 e 2011, celebrada na segunda-feira (28) na catedral da cidade. Um vídeo divulgado em redes sociais mostra o xeque Ahmad Saleh Mahairi, fundador da mesquita Rei Faiçal em Londrina (PR), recebendo a comunhão e afastando-se sem consumi-la. O Código de Direito Canônico diz no cânon 842: Quem não tiver recebido o baptismo não pode ser admitido validamente aos demais sacramentos. Em nota publicada hoje (30), dom Steinmetz justifica seu ato dizendo que “o papa Francisco nos ensina no seu último documento sobre a Liturgia, Desiderio desideravi, de 2022. Ninguém havia conquistado um lugar para a última Ceia. Foram, antes, convidados, atraídos, pelo desejo ardente do próprio Jesus de comer aquela Páscoa com eles, cujo cordeiro é Ele próprio”. A nota do dom Steinmetz segue citando o papa: “Antes da nossa resposta ao convite – muito antes – está o seu desejo por nós: até podemos não ter consciência disso, mas de cada vez que vamos à Missa a razão primeira é porque somos atraídos pelo seu desejo de nós. Por nossa parte, a resposta possível, a ascese mais exigente é, como sempre, a de nos rendermos ao seu amor, de nos deixarmos atrair por Ele. O certo é que todas as nossas comunhões no Corpo e Sangue de Cristo foram por Ele desejadas na última Ceia’, escreveu o Papa Francisco. Segundo o arcebispo de Londrina, “a Eucaristia que se levanta, verdadeiro Corpo e Sangue de Jesus, é comungado pelo povo reunido em volta do altar também como sinal de caridade, desse amor irrepetível de Deus que se manifesta na Cruz de Jesus”. Depois, o arcebispo volta a citar o papa: “abandonemos as polêmicas para escutarmos juntos o que o Espírito diz à Igreja, conservemos a comunhão, continuemos a maravilhar-nos pela beleza da Liturgia. Foi-nos dada a Páscoa, deixemo-nos guardar pelo desejo que o Senhor continua a ter de a poder comer conosco. Sob o olhar de Maria, Mãe da Igreja”. (Papa Francisco – Desiderio Desideravi, n.65). Por fim, dom Steinmetz diz que “a celebração Eucarística nos ensina o exercício nobre da caridade, alimenta a mansidão, nos conduz à fraternidade e ao respeito a todos. A Eucaristia, mistério do amor, seja para todos fonte de graça e de luz que ilumina os caminhos da vida”. Clique aqui para assistir o vídeo que mostra arcebispo entregando comunhão para muçulmano que não comungou e levou consigo. NOTA DE ESCLARECIMENTO Prezados irmãos e irmãs, ainda enlutados pela morte do Cardeal Geraldo Majella Agnelo, arcebispo emérito de São Salvador e primaz do Brasil, ex-arcebispo de Londrina, vimos por meio desta nota nos pronunciar sobre a repercussão gerada pela comunhão ministrada por mim, dom Geremias Steinmetz, ao Sheiki Jeque Ahmad Saleh Mahairi. Vivemos nestes dias uma cerimônia muito bonita da nossa Igreja Católica Apostólica Romana, que celebra, não a morte, mas a fé na vida eterna através do Cristo vivo e ressuscitado. O funeral de dom Geraldo, homem entre os mais importantes da Igreja do Brasil e do mundo, envolveu mais de 24h de orações ininterruptas na Catedral Metropolitana de Londrina, com a presença de padres de todos os decanatos da Arquidiocese de Londrina, que engloba 16 municípios da região, e cerca de 20 bispos, entre eles três cardeais, padres e religiosos de todo país. Muito além de respeitada autoridade religiosa, dom Geraldo era amigo e ente querido de muitos, que se fizeram presentes nas celebrações, principalmente na última Santa Missa antes do sepultamento, às 10h, para prestar-lhe suas homenagens. Ali estavam, portanto, pessoas de diversas confissões religiosas, dentre elas, autoridades civis e religiosas, como o Sheiki Jeque Ahmad Saleh Mahairi, da Mesquita Rei Faiçal. Sheiki Mahairi conhecia dom Geraldo Majella desde a década de 1980 e estava no funeral do Cardeal Agnelo como um amigo, pesaroso pelo sepultamento de outro amigo. O Sheiki é um homem conhecido em vários âmbitos da sociedade e mantém respeitosa relação com a Igreja Católica. Foi também amigo de outro arcebispo de Londrina, o saudoso dom Albano Cavallin, com quem mantinha uma relação próxima. Como amigo participou da celebração eucarística e, adentrando à fila da comunhão, recebeu o corpo de Cristo. As imagens da transmissão da Santa Missa mostram Sheiki Mahairi recebendo a Eucaristia das minhas mãos, mas não o mostram a consumindo. Diante da repercussão dessas imagens, encarreguei o vigário geral da Arquidiocese de Londrina, padre Rafael Solano, de conversar com o Sheiki para esclarecer a situação. Lamentando profundamente o ocorrido, pois seu desejo não foi desrespeitar a Igreja Católica, Sheiki Mahairi falou ao vigário geral que recebeu Jesus, foi até o seu banco, sentou-se e consumiu a Eucaristia. Segundo ele, dom Albano há muitos anos havia explicado que a Eucaristia é o corpo de Jesus, considerado um profeta para o Islã. A Igreja olha também com estima para os muçulmanos. Adoram eles o Deus Único, vivo e subsistente, misericordioso e onipotente, criador do céu e da terra, que falou aos homens e a cujos decretos, mesmo ocultos, procuram submeter-se de todo o coração, como a Deus se submeteu Abraão, que a fé islâmica de bom grado evoca. Embora sem o reconhecerem como Deus, veneram Jesus como profeta, e honram Maria, sua mãe virginal, à qual por vezes invocam devotamente. Esperam pelo dia do juízo, no qual Deus retribuirá todos os homens, uma vez ressuscitados. Têm, por isso, em apreço à vida moral e prestam culto a Deus, sobretudo com a oração, a esmola e o jejum. (Declaração “Nostra aetate”, n.3) Esclarecidos esses pontos, por fim gostaríamos de considerar o que o Papa Francisco nos ensina no seu último documento sobre a Liturgia, Desiderio Desideravi, de 2022. Ninguém havia conquistado um lugar para a última Ceia. Foram, antes, convidados, atraídos, pelo desejo ardente do próprio Jesus de comer aquela Páscoa com eles, cujo cordeiro é Ele próprio. “Antes da nossa resposta ao convite – muito antes – está o seu desejo por nós: até podemos não ter consciência disso, mas de cada vez que vamos à Missa a razão primeira é porque somos atraídos pelo seu desejo de nós. Por nossa parte, a resposta possível, a ascese mais exigente é, como sempre, a de nos rendermos ao seu amor, de nos deixarmos atrair por Ele. O certo é que todas as nossas comunhões no Corpo e Sangue de Cristo foram por Ele desejadas na última Ceia”, escreveu o Papa Francisco. Toda criação é manifestação do amor de Deus. E desde que esse amor se manifestou na plenitude da Cruz de Jesus, “toda a criação é atraída por Ele. É toda a criação que é assumida para ser posta ao serviço do encontro com o Verbo encarnado, crucificado, morto, ressuscitado, que subiu ao Pai.”(n.42) A Eucaristia que se levanta, verdadeiro Corpo e Sangue de Jesus, é comungado pelo povo reunido em volta do altar também como sinal de caridade, desse amor irrepetível de Deus que se manifesta na Cruz de Jesus. Assim sendo, “abandonemos as polêmicas para escutarmos juntos o que o Espírito diz à Igreja, conservemos a comunhão, continuemos a maravilhar-nos pela beleza da Liturgia. Foi-nos dada a Páscoa, deixemo-nos guardar pelo desejo que o Senhor continua a ter de a poder comer conosco. Sob o olhar de Maria, Mãe da Igreja”. (Papa Francisco – Desiderio Desideravi, n.65). A Celebração Eucarística nos ensina o exercício nobre da caridade, alimenta a mansidão, nos conduz à fraternidade e ao respeito a todos. A Eucaristia, mistério do amor, seja para todos fonte de graça e de luz que ilumina os caminhos da vida. Londrina, 30 de agosto de 2023 Em Cristo Jesus. A minha bênção, Dom Geremias Steinmetz Arcebispo Metropolitano de Londrina Clique aqui para assistir o vídeo que mostra arcebispo entregando comunhão para muçulmano que não comungou e levou consigo. #CNBB

  • Vídeo mostra arcebispo entregando comunhão para muçulmano que não comungou e levou consigo

    O fato se torna ainda mais grave pois, além de não professar fé católica, o referido Sheik fez o gesto mas não comungou, e levou a hóstia consigo. A comunhão entregue nas mãos facilita que casos assim aconteçam todos os dias. A arquidiocese prometeu publicar uma nota de esclarecimento, mas ainda não se pronunciou sobre o ocorrido. Assista o vídeo abaixo. Matéria de Rhuan C. Soletti do jornal Brasil Sem Medo Vídeo mostra o arcebispo de Londrina (PR), Dom Geremias Steinmetz, na missa de exéquias do falecido cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo, o segundo arcebispo da cidade, entregando a hóstia consagrada [Corpo de Cristo] nas mãos do Sheik Ahmad Saleh Mahairi, fundador da Mesquita Rei Faiçal, em Londrina, e maior autoridade para assuntos islâmicos no país. Nas imagens, Dom Geremias vê o árabe paramentado, que fura a fila da comunhão, e mesmo assim entrega a Eucaristia para ele. Mahairi, por sua vez, finge que vai comungar, mas em seguida abaixa a mão e não leva a Eucaristia até sua boca — este momento é filmado, mas em seguida o sheik sai do alcance da câmera e não é mais possível saber se ele de fato comeu a hóstia ou a levou para algum lugar. O vídeo que mostra esse momento viralizou. Vários fiéis católicos usaram as redes sociais para criticar Dom Geremias e os ministros da Eucaristia que participavam daquela missa e não impediram o ocorrido. Eles lembram que, além da comunhão do Corpo de Cristo ser expressamente restrita aos batizados na Santa Igreja, existem instruções para que os ministros, e até mesmo os bispos, recusem a hóstia consagrada para os não-católicos, assim como os não-ministros e os não-ordenados não podem distribuí-la. A missa na Catedral reuniu dezenas de padres, arcebispos, bispos e cardeais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por educarparaoceu (@educarparaoceu) A equipe do jornal Brasil Sem Medo tentou contato com o arcebispo e a arquidiocese de Londrina, buscando contextualizar a situação: o Sheik comungou do pão após sair de cena? Algum ministro da Eucaristia ou coroinha se movimentou para exigir a comunhão diante do altar – conforme legislação da própria Igreja? O arcebispo estava ciente de quem era o Sheik, e que ele, como não-batizado, não poderia comungar o Corpo de Cristo? A arquidiocese se esquivou de dar respostas, alegando que deixariam uma nota de esclarecimento – não publicada até agora. Há indícios de que o arcebispo Geremias, além de vários outros participantes da missa e integrantes da cúpula da CNBB, conheciam o Sheik Mahairi, já que ele próprio é um dos líderes “religiosos” da comarca. O que se discute com frequência é a intenção do arcebispo que, segundo internautas, ignorou a doutrina da própria instituição. Em um áudio gravado e compartilhado no WhatsApp, o padre Alexandre Alves, assessor eclesial dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão (MESC) da Arquidiocese de Londrina, e braço direito de Dom Geremias, tenta minimizar a repercussão, dizendo que “não há provas de que o líder religioso não tenha comungado o pão” – ignorando que o mesmo não poderia fazê-lo de qualquer forma. O braço direito do arcebispo alegou também que os acusadores dele é que não podem comungar o Corpo de Jesus. Alves ainda disse que todos deveriam aguardar o pronunciamento do próprio arcebispo, que até o momento não falou nada. Clique aqui e continue lendo a matéria completa no site do Jornal Brasil Sem Medo Nota de esclarecimento Mediante este contexto, Dom Geremias Steinmetz emitiu uma nota de esclarecimento. Clique aqui para ler a nota de esclarecimento na íntegra. #Profanação #sacrilégio

  • Vídeo mostra arcebispo entregando comunhão para muçulmano que não comungou e levou consigo

    O fato se torna ainda mais grave pois, além de não professar fé católica, o referido Sheik fez o gesto mas não comungou, e levou a hóstia consigo. A comunhão entregue nas mãos facilita que casos assim aconteçam todos os dias. A arquidiocese prometeu publicar uma nota de esclarecimento, mas ainda não se pronunciou sobre o ocorrido. Assista o vídeo abaixo. Matéria de Rhuan C. Soletti do jornal Brasil Sem Medo Vídeo mostra o arcebispo de Londrina (PR), Dom Geremias Steinmetz, na missa de exéquias do falecido cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo, o segundo arcebispo da cidade, entregando a hóstia consagrada [Corpo de Cristo] nas mãos do Sheik Ahmad Saleh Mahairi, fundador da Mesquita Rei Faiçal, em Londrina, e maior autoridade para assuntos islâmicos no país. Nas imagens, Dom Geremias vê o árabe paramentado, que fura a fila da comunhão, e mesmo assim entrega a Eucaristia para ele. Mahairi, por sua vez, finge que vai comungar, mas em seguida abaixa a mão e não leva a Eucaristia até sua boca — este momento é filmado, mas em seguida o sheik sai do alcance da câmera e não é mais possível saber se ele de fato comeu a hóstia ou a levou para algum lugar. O vídeo que mostra esse momento viralizou. Vários fiéis católicos usaram as redes sociais para criticar Dom Geremias e os ministros da Eucaristia que participavam daquela missa e não impediram o ocorrido. Eles lembram que, além da comunhão do Corpo de Cristo ser expressamente restrita aos batizados na Santa Igreja, existem instruções para que os ministros, e até mesmo os bispos, recusem a hóstia consagrada para os não-católicos, assim como os não-ministros e os não-ordenados não podem distribuí-la. A missa na Catedral reuniu dezenas de padres, arcebispos, bispos e cardeais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por educarparaoceu (@educarparaoceu) A equipe do jornal Brasil Sem Medo tentou contato com o arcebispo e a arquidiocese de Londrina, buscando contextualizar a situação: o Sheik comungou do pão após sair de cena? Algum ministro da Eucaristia ou coroinha se movimentou para exigir a comunhão diante do altar – conforme legislação da própria Igreja? O arcebispo estava ciente de quem era o Sheik, e que ele, como não-batizado, não poderia comungar o Corpo de Cristo? A arquidiocese se esquivou de dar respostas, alegando que deixariam uma nota de esclarecimento – não publicada até agora. Há indícios de que o arcebispo Geremias, além de vários outros participantes da missa e integrantes da cúpula da CNBB, conheciam o Sheik Mahairi, já que ele próprio é um dos líderes “religiosos” da comarca. O que se discute com frequência é a intenção do arcebispo que, segundo internautas, ignorou a doutrina da própria instituição. Em um áudio gravado e compartilhado no WhatsApp, o padre Alexandre Alves, assessor eclesial dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão (MESC) da Arquidiocese de Londrina, e braço direito de Dom Geremias, tenta minimizar a repercussão, dizendo que “não há provas de que o líder religioso não tenha comungado o pão” – ignorando que o mesmo não poderia fazê-lo de qualquer forma. O braço direito do arcebispo alegou também que os acusadores dele é que não podem comungar o Corpo de Jesus. Alves ainda disse que todos deveriam aguardar o pronunciamento do próprio arcebispo, que até o momento não falou nada. Clique aqui e continue lendo a matéria completa no site do Jornal Brasil Sem Medo Nota de esclarecimento Mediante este contexto, Dom Geremias Steinmetz emitiu uma nota de esclarecimento. Clique aqui para ler a nota de esclarecimento na íntegra. #Profanação #sacrilégio

  • Homilia Diária | Podemos corrigir o próximo em público?

    Quarta-feira da 21.ª Semana do Tempo Comum O Coração mansíssimo de Cristo repreende hoje, com inusual dureza, a hipocrisia dos escribas e fariseus, descobrindo aos olhos de todos a podridão daqueles sepulcros caiados. Não porque o Senhor goste de “polêmica” nem porque queira “humilhar” em público os que pecavam no segredo de seus corações, mas porque há dois amores que motivam e, em certos casos, até exigem que se corrija publicamente o pecador. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 30 de agosto, e medite conosco mais uma página do santo Evangelho. Santo do Dia: São Félix e Santo Adauto, mártires da igreja Evangelho (Mt 23,27-32) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — O amor de Deus se realiza em todo aquele que guarda sua palavra fielmente. (1Jo 2,5) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus: 27 “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! 28 Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça. 29 Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós construís sepulcros para os profetas e enfeitais os túmulos dos justos, 30 e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas’. 31 Com isso, confessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. 32 Completai, pois, a medida de vossos pais!” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Podemos corrigir o próximo em público?

    Quarta-feira da 21.ª Semana do Tempo Comum O Coração mansíssimo de Cristo repreende hoje, com inusual dureza, a hipocrisia dos escribas e fariseus, descobrindo aos olhos de todos a podridão daqueles sepulcros caiados. Não porque o Senhor goste de “polêmica” nem porque queira “humilhar” em público os que pecavam no segredo de seus corações, mas porque há dois amores que motivam e, em certos casos, até exigem que se corrija publicamente o pecador. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 30 de agosto, e medite conosco mais uma página do santo Evangelho. Santo do Dia: São Félix e Santo Adauto, mártires da igreja Evangelho (Mt 23,27-32) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — O amor de Deus se realiza em todo aquele que guarda sua palavra fielmente. (1Jo 2,5) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus: 27 “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! 28 Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça. 29 Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós construís sepulcros para os profetas e enfeitais os túmulos dos justos, 30 e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas’. 31 Com isso, confessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. 32 Completai, pois, a medida de vossos pais!” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São Félix e Santo Adauto, mártires da igreja – 30 de agosto

    SANTO DO DIA – 30 DE AGOSTO – SÃO FÉLIX E SANTO ADAUTO Mártires (+303) Poucos são os registros encontrados sobre Félix e Adauto, que são celebrados juntos no dia de hoje. As tradições mais antigas dos primeiros tempos do cristianismo narram-nos que eles foram perseguidos, martirizados e mortos pelo imperador Diocleciano no ano 303. A mais conhecida diz que Félix era um padre e tinha sido condenado à morte por aquele imperador. Mas quando caminhava para a execução, foi interpelado por um desconhecido. Afrontando os soldados do exército imperial, o estranho declarou-se, espontaneamente, cristão e pediu para ser sacrificado junto com ele. Os soldados não questionaram. Logo após decapitarem Félix, com a mesma espada decapitaram o homem que tinha tido a ousadia de desafiar o decreto do imperador Diocleciano. Nenhum dos presentes sabia dizer a identidade daquele homem. Por isso ele foi chamado somente de Adauto, que significa: adjunto, isto é ‘aquele que recebeu junto com Félix a coroa do martírio’. Ainda segundo as narrativas, eles foram sepultados numa cripta do cemitério de Comodila, próxima da Basílica de São Paulo Fora dos Muros. O papa Sirício transformou o lugar onde eles foram enterrados numa basílica, que se tornou lugar de grande peregrinação de devotos até depois da Idade Média, quando o culto dedicado a eles foi declinando. O cemitério de Comodila e o túmulo de Félix e Adauto foram encontrados no ano de 1720, mas vieram a ruir logo em seguida, sendo novamente esquecidos, e suas ruínas, abandonadas. Só em 1903 a pequena basílica foi definitivamente restaurada. Esses martírios permaneceram vivos na memória da Igreja Católica, que dedicou o mesmo dia a são Félix e santo Adauto para as comemorações litúrgicas. Algumas fontes, mesmo, dizem que os dois santos eram irmãos de sangue. Texto: Paulinas Internet Leia também: .: Santo do Dia – 29 de Agosto – Martírio de São João Batista .: Santo do Dia – 31 de Agosto – São Raimundo Nonato #SantodoDia

  • São Félix e Santo Adauto, mártires da igreja – 30 de agosto

    SANTO DO DIA – 30 DE AGOSTO – SÃO FÉLIX E SANTO ADAUTO Mártires (+303) Poucos são os registros encontrados sobre Félix e Adauto, que são celebrados juntos no dia de hoje. As tradições mais antigas dos primeiros tempos do cristianismo narram-nos que eles foram perseguidos, martirizados e mortos pelo imperador Diocleciano no ano 303. A mais conhecida diz que Félix era um padre e tinha sido condenado à morte por aquele imperador. Mas quando caminhava para a execução, foi interpelado por um desconhecido. Afrontando os soldados do exército imperial, o estranho declarou-se, espontaneamente, cristão e pediu para ser sacrificado junto com ele. Os soldados não questionaram. Logo após decapitarem Félix, com a mesma espada decapitaram o homem que tinha tido a ousadia de desafiar o decreto do imperador Diocleciano. Nenhum dos presentes sabia dizer a identidade daquele homem. Por isso ele foi chamado somente de Adauto, que significa: adjunto, isto é ‘aquele que recebeu junto com Félix a coroa do martírio’. Ainda segundo as narrativas, eles foram sepultados numa cripta do cemitério de Comodila, próxima da Basílica de São Paulo Fora dos Muros. O papa Sirício transformou o lugar onde eles foram enterrados numa basílica, que se tornou lugar de grande peregrinação de devotos até depois da Idade Média, quando o culto dedicado a eles foi declinando. O cemitério de Comodila e o túmulo de Félix e Adauto foram encontrados no ano de 1720, mas vieram a ruir logo em seguida, sendo novamente esquecidos, e suas ruínas, abandonadas. Só em 1903 a pequena basílica foi definitivamente restaurada. Esses martírios permaneceram vivos na memória da Igreja Católica, que dedicou o mesmo dia a são Félix e santo Adauto para as comemorações litúrgicas. Algumas fontes, mesmo, dizem que os dois santos eram irmãos de sangue. Texto: Paulinas Internet Leia também: .: Santo do Dia – 29 de Agosto – Martírio de São João Batista .: Santo do Dia – 31 de Agosto – São Raimundo Nonato #SantodoDia

  • Homilia Diária | Pagar o preço da Verdade

    Memória do Martírio de São João Batista A memória do martírio de São João Batista é uma ocasião especial para recordarmos não apenas o heróico testemunho de fidelidade à vontade de Deus que vemos no Precursor do Senhor, mas também a tragédia em que o pecado e os respeitos humanos mergulharam o coração do rei Herodes. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 29 de agosto, e imploremos juntos o auxílio de São João Batista. Santo do Dia: Martírio de São João Batista Evangelho (Mc 6,17-29) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Felizes os que são perseguidos, por causa da justiça do Senhor, porque o Reino dos Céus há de ser deles! (Mt 5,10) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 17 Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18 João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19 Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20 Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. 21 Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22 A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu te darei”. 23 E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24 Ela saiu e perguntou à mãe: “O que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25 E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26 O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27 Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28 trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29 Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Pagar o preço da Verdade

    Memória do Martírio de São João Batista A memória do martírio de São João Batista é uma ocasião especial para recordarmos não apenas o heróico testemunho de fidelidade à vontade de Deus que vemos no Precursor do Senhor, mas também a tragédia em que o pecado e os respeitos humanos mergulharam o coração do rei Herodes. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 29 de agosto, e imploremos juntos o auxílio de São João Batista. Santo do Dia: Martírio de São João Batista Evangelho (Mc 6,17-29) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Felizes os que são perseguidos, por causa da justiça do Senhor, porque o Reino dos Céus há de ser deles! (Mt 5,10) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 17 Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18 João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19 Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20 Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. 21 Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22 A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu te darei”. 23 E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24 Ela saiu e perguntou à mãe: “O que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25 E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26 O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27 Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28 trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29 Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Décimo quarto dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade: Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

  • Décimo quarto dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade: Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

  • Martírio de São João Batista – 29 de agosto

    SANTO DO DIA – 29 DE AGOSTO – MARTÍRIO DE SÃO JOÃO BATISTA Profeta precursor do Messias (século I) A festa da natividade de são João Batista ocorre no dia 24 de junho. Ela faz parte da tradição dos cristãos, assim como esta que celebramos hoje, do martírio de são João Batista. No calendário litúrgico da Igreja, esta comemoração iniciou na França, no século V, sendo introduzida em Roma no século seguinte. A origem da comemoração foi a construção de uma igreja em Sebaste, na Samaria, sobre o local indicado como o do túmulo de são João Batista. João era primo de Jesus e foi quem melhor soube levar ao povo a palavra do Mestre. Jesus dedicou-lhe uma grande simpatia e respeito, como está escrito no evangelho de são Lucas: ‘Na verdade vos digo, dentre os nascidos de mulher, nenhum foi maior que João Batista’. João Batista foi o precursor do Messias. Foi ele que batizou Jesus no rio Jordão e preparou-lhe o caminho para a pregação entre o povo. Não teve medo e denunciou o adultério do rei Herodes Antipas, que vivia na imoralidade com sua cunhada Herodíades. A ousadia do profeta despertou a ira do rei, que imediatamente mandou prendê-lo. João Batista permaneceu na prisão de Maqueronte, na margem oriental do mar Morto, por três meses. Até que, durante uma festa no palácio daquela cidade, a filha de Herodíades, Salomé, instigada pela ardilosa e perversa mãe, dançou para o rei e seus convidados. A bela moça era uma exímia dançarina e tinha a exuberância da juventude, o que proporcionou a todos um estonteante espetáculo. No final, ainda entusiasmado, o rei Herodes disse que ela poderia pedir o que quisesse como pagamento, porque nada lhe seria negado. Por conselho da mãe, ela pediu a cabeça de João Batista numa bandeja. Assim, a palavra do rei foi mantida. Algum tempo depois, o carrasco trazia a cabeça do profeta em um prato, entregando-a para Salomé e para sua maldosa mãe. O martírio por decapitação de são João Batista, que nos chegou narrado através do evangelho de são Marcos, ocorreu no dia 29 de agosto, um ano antes da Paixão de Jesus. Texto: Paulinas Internet João Batista tinha sentido sobre a terra o Verbo Encarnado, desde o seio de sua mãe; o pai tinha-lhe predito que ele seria o profeta e devia preparar-lhe o caminho. Conheça mais sobre o Martírio de São João Bastista João, cujo nascimento celebramos a 24 de Junho, deixa o mundo desde sua primeira infância; deixa mesmo a casa paterna que era todavia uma casa de santos e retira-se para o deserto, longe do bulício dos homens, para só conversar com Deus. Tem como veste apenas um rude cilício de pele de camelo, um cinto também tão espantoso sobre os rins; como alimento, gafanhotos e mel silvestre; e na sede, água pura. Exposto às intempéries e não tendo outro retiro que os rochedos, sem recurso, sem servidores, e sem outra manutenção; essa a vida que leva João Batista, desde a infância. Queixamo-nos ainda agora! Mas eis aqui uma privação bem mais surpreendente. João Batista tinha sentido sobre a terra o Verbo Encarnado, desde o seio de sua mãe; o pai tinha-lhe predito que ele seria o profeta e devia preparar-lhe o caminho. Entretanto, ele não deixa o deserto para o ir ver entre os homens; ele o conhece tão pouco, que será necessário que o Espírito Santo lhe dê um sinal, para o conhecer, quando chegar o tempo de o manifestar ao mundo. Todavia, ele ocupa-se sem cessar de Jesus, sem cessar ele medita em sua grandeza, sem cessar ele o adora em silêncio, sem cessar o escuta dentro de si. Ele não tem curiosidade de o ver com os olhos do corpo: é que ele sabe que Jesus opera invisivelmente, de longe como de perto. Eis quem deve servir e amar a Jesus, não mais como criança, que é preciso nutrir de leite, de consolações sensíveis, mas como homem feito, que se nutre de alimento sólido, que se nutre de privações e de sofrimentos. Somos assim? Morrei, delicadeza no beber e no comer, delicadeza nas vestes, delicadeza no dormir; morreu, orgulho humano; morrei, curiosidade, ambição, desejo de aparecer. Se, como João Batista, queremos preparar os caminhos para Jesus, introduzi-los nos nossos corações e nos corações dos outros, como João Batista, morramos a toda vista humana, a todo afeto da carne e do sangue. Há quinhentos anos não aparecia mais profeta. Mas uma grande novidade se espalha: um profeta veio do deserto e prega nas margens do Jordão. É o filho de Zacarias e de Isabel; seu nome é João; seu nascimento foi maravilhoso; sua vida é ainda mais maravilhosa. Não come, não bebe, por assim dizer; vive de gafanhotos e de mel silvestre. Seu vestuário é um rude cilício com um cinto de couro. Fazei frutos dignos de penitência, diz, porque o reino de Deus está próximo e o Messias vai aparecer. Toda a Judéia, toda Jerusalém para lá acorre e recebe o batismo de penitência, confessando os pecados. Corramos nós também à pregação desse admirável missionário; nós também confessemos os pecados e recebamos o batismo da penitência, para nos prepararmos à vinda de Jesus Cristo, a nossos corações. Que multidão de pecadores abraça a penitência! João dizia-lhes: Já o machado está posto à raiz das árvores; toda árvore que n]ao der bons frutos será cortada e atirada ao fogo. Que faremos então? Perguntava a multidão do povo. Mestre, que faremos? Perguntavam os publicanos. E nós também, perguntavam os soldados, que faremos? E ele dizia a cada um o que devia fazer, e todos o faziam. Os maiores pecadores, as mulheres de má vida, acreditavam na pregação, convertiam-se e ganhavam o céu. Os fariseus ao contrário, os escribas, aqueles que se consideravam sábios e justos, não acreditavam e não se convertiam. Temamos que, em nos ocupando de ciência, observando uma regularidade exterior, nos não enchamos de orgulho, como os escribas e os fariseus, e não percamos, como eles, o espírito de penitência e de compunção. Talvez os pecadores do mundo, cujos escândalos deploramos, se convertam e nos precedam no céu, ao passo que, árvores cheias de flores e de folhas, mas sem bons frutos, seremos cortados e atirados ao fogo. Deus nos livre de tal calamidade! A admiração que se teve pelo santo precursor foi logo tão grande, que o povo tinha o espírito suspenso e todos pensavam se João não seria Cristo. Mas João respondeu a todos: Eu vos batizo na água para a penitência; mas aquele que deve vir depois de mim é mais poderoso que eu e não sou digno de lhes desatar as correias das sandálias (como faria um escravo ao senhor). Não, não sou digno de me prostrar diante dele, para lhe desatar a correia da sandália. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. Tem o abano na mão e limpará a eira; ajuntará o trigo no celeiro e queimará a palha num fogo que jamais se extinguirá. Não somente o povo tinha de João tão alta idéia. A cidade de Jerusalém manda-lhe uma solene delegação de padres e de levitas, para lhe perguntar se era o Messias. Ele respondeu claramente: Não sou Cristo. – Como então? Sois Elias? – Não. – Sois um profeta? – Não. – Que sois, então? Que dizeis de vos mesmo? – Eu sou a voz daquele que clama no deserto: Endireitai os caminhos do Senhor, como disse o profeta Isaías. – Mas, se não sois nem Cristo, nem Elias, nem profeta, porque, então, batizais? – Eu vos batizo, respondeu ele, na água, mas há no meio de vós quem não conheceis; deve vir depois de mim; e não sou digno de lhes desatar os cordões das sandálias. – Esse era João Batista. Quanto mais o elevam, mais ele se abaixa, mais atribui a Jesus somente toda sua glória. Entretanto, como o Senhor mesmo nos afirma, João era Elias em espírito e em virtude, se não o era em pessoa, era profeta e mais que profeta, porque devia não somente anunciar o Cristo futuro, mas mostrá-lo já vindo, batizá-lo com suas mãos. E com isso se julga indigno de lhes prestar os mais humildes serviços, de desatar-lhe as sandálias. Ó minha alma, ousaremos ainda glorificarmo-nos de alguma coisa? Orgulhamo-nos de vãos louvores que se nos dão, cobiçar os que nos não dão! Quem somos, perto de João Batista? No meio dessa multidão de pecadores, que se apresentam a João para receber o batismo de penitência, há um que ele recusa receber e admitir ao mesmo. Quem é? É Jesus, que vem da Galiléia ao Jordão e se apresenta a João para ser batizado. O senhor apresenta-se ao servo, o criador à criatura. Deus ao homem? O Santo dos Santos, confunde-se entre os pecadores, o Juiz entre os culpados. João o tinha reconhecido e adorado desde o seio de sua mãe, reconhece-o de novo e o adora. Eu, diz ele, inclinando-se diante de Jesus, eu é que tenho necessidade de ser por vós batizado; e vós vindes a mim! – Ó bem-aventurado João, obtende-me de Jesus vossa humildade. Que vais fazer Jesus? Que dirá? Deixai-me agir agora, pois convém que cumpramos toda a justiça. Jesus, tendo tomado sobre si as iniqüidades de todos, era justo, era conveniente que se misturasse aos pecadores. Tendo vindo principalmente para nos curar do orgulho, da vaidade, da rebelião para com Deus, era conveniente que nos desse o exemplo de humildade, de abaixamento. Admiremos essa maravilhosa questão entre o senhor e o servo. Quem se colocará mais abaixo do outro? Ai! Nossas discussões são da mesma natureza? Entre nós não é quem mais se eleva acima do outro? Quão pouco nos assemelhamos a Jesus e a João Batista! Ó Divino Mestre, tende piedade de nós, tende piedade de mim! Dai-nos, dai-me ser doce e humilde de coração, como vós e vosso santo precursor. A humildade de João era sincera e ele obedeceu à ordem de Jesus. Ambos descem ao Jordão. O rio, que se tinha detido outrora diante da arca da aliança, para deixar passar o povo de Deus, sob o comando de Josué ou Jesus; o Jordão estremece de alegria desconhecida: suas águas rodeiam, com respeito, a carne adorável do Filho de Deus feito homem; correm com pesar; correm, santificadas por aquele contato a santificar todas as águas do universo e comunicar-lhes a virtude de apagar os pecados pelo batismo. Entretanto, o bem-aventurado João põe sobre a cabeça sagrada de Jesus uma mão agitada pelo respeito e pela alegria e batiza seu Senhor e seu Deus; Jesus está imerso nas águas; afoga os pecados do mundo e delas sai para criar um mundo novo, um homem novo. Ao sair do deserto, aonde tinha ido depois do batismo e triunfado do demônio, Jesus caminhava ao longo do Jordão. João viu-o vir para seu lado e disse: Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tora os pecados do mundo. Todos os dias, de manhã e de noite, imolava-se no templo um cordeiro e a isso se chamava o sacrifício perpétuo. Como se São João tivesse dito: Não acredites que esse cordeiro, que se oferece dia e noite, seja o verdadeiro cordeiro, a verdadeira vítima de Deus; eis aquele que se pôs, entrando no mundo, no lugar de todas as vítimas; também ele é a vítima pública do gênero humano, e somente pode expirar ou tirar aquele grande pecado que é a fonte de todos os outros e que por isso pode ser chamado de pecado do mundo, isto é, pecado de Adão, que é o pecado de todo o universo. Esse cordeiro já foi imolado em figura; e pode-se dizer, na verdade, que foi morto e posto à morte desde a origem do mundo. Foi massacrado em Abel, o Justo: quando Abrão quis sacrificar o filho, começou em figura o que devia ser terminado em Jesus Cristo. Vemos também cumprir-se nele o que começaram os irmãos de José, Jesus foi odiado, perseguido até à morte por seus irmãos; foi vendido na pessoa de José, atirado a uma cisterna, isto é, entregue à morte; esteve com Jeremias no lago profundo, com os moços na fornalha ardente, com Daniel na cova dos leões. Era imolado em espírito em todos os sacrifícios. Estaca no sacrifício de Noé, oferecido ao sair da arca, quando viu no céu o arco-íris como sacramento da paz; no que os patriarcas ofereceram nas montanhas , no que Moisés e toda a lei ofereciam no tabernáculo e depois, no templo; e não tendo jamais deixado de ser imolado em figura, vem agora, sê-lo em verdade. Cada dia, assistimos ao sacrifício adorável onde esse cordeiro de Deus, continua a se imolar pelos pecados do mundo. Cada dia mesmo, podemos aí comer a carne adorável dessa vítima. O padre diz-nos como outrora São João: – Ecce agnus Deu, ecce qui tollit peccata mundi; – eis o cordeiro de Deus, eis aquele que tora os pecados do mundo. Creiamos, adoremos; mas creiamos, adoremos com a fé dos patriarcas e dos profetas, com a fé de São João Batista. Um dia os discípulos de João lhe vieram dizer: Mestre, aquele que estava convosco além do Jordão e a quem destes testemunho, batiza e todos vão a ele. Julgavam que tendo ele também vindo a João, para ser por este batizado, não se devia abandonar a João por ele. Escutemos a resposta de João: “O homem nada pode receber, se não lhe for dado pelo céu. Vós me prestais testemunho de que eu disse: Aquele de quem é a esposa é o esposo; mas o amigo do esposo que assiste e escuta é transportado de alegria pela voz do esposo. E por isso minha alegria completa-se. É preciso que ele cresça e que eu diminua”. Meditemos bem nestas últimas palavras. Os discípulos de João viam, com uma espécie de inveja, que o mestre era abandonado para ir a Jesus. Seu mestre, ao contrário, estava no auge da alegria, por isso. Tinha vindo anunciar Filho de Deus feito homem, anunciá-lo como esposo da natureza humana, esposo da Igreja, esposo de nossas almas. Esse divino esposo tinha começado a fazer ouvir sua voz e João com isso ficou fora de si, pela alegria: está no auge de seus desejos. É preciso, diz, que cresça e que eu diminua. Palavras admiráveis! Quem nos dera imitá-lo? Quem nos dera procurar a glória de Jesus, às custas da nossa? Os discípulos de João ficaram com inveja por causa de seu mestre. Algo de semelhante nos pode acontecer. Pode acontecer que no mesmo bem sejamos invejosos uns dos outros, que vejamos com pesar que outro faça melhor que a nossa. Ah! Meus irmãos ou irmãs, sejamos invejosos pela glória de Jesus, nosso mestre único. Que todos nos abandonem para ir a Jesus; que a glória de Jesus aumente, sem cessar e que a nossa diminua: como São Jão deveremos por isso estar no auge da alegria. Quando João estava na prisão, soube dos discípulos as obras do Cristo;mandou dois deles dizer-lhe: “Sois vós quem deveis vir, ou devemos esperar outro?” O fim de João era curar os discípulos da má disposição em que estavam, com relação a Jesus e dar-lhe ocasião de reconhecer, por eles mesmos, que era verdadeiramente o Messias, que esperavam, segundo o testemunho que lhes tinha dado. Esses homens foram ter com Jesus e disseram-lhe: “João Batista mandou-nos . dizendo: sois o que deve vir ou devemos esperar outro?” No mesmo instante ele curou vários doentes de suas chagas, bem como libertou alguns possessos do demônio e grande número de pessoas e deu a vista aos cegos. E respondendo disse: “Ide, contai a João o que vistes e ouvistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e o Evangelho a boa nova, é anunciada aos pobres. E bem-aventurado o que não se escandalizar de mim”. Sua resposta mostrava a realização destas palavras de Isaías: Eis que deve vir Deus mesmo e ele vos salvará. Então serão abertos os olhos dos cegos, os ouvidos dos surdos; então curvar-se-á como um cervo coxo e será livre a língua dos mudos. Jeová enviou-me para pregar o Evangelho aos pobres. Acrescenta uma advertência para eles e para os judeus de não se escandalizarem, se se chocarem nele, pedra angular, fundamento de salvação para uns, mas pedra de escândalo para outros. Depois que os enviados partiram, Jesus se pôs a falar de João à multidão: “A quem fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Mas a quem fostes ver? Um homem molemente vestido? Eis que os que se cobrem de vestes preciosas e vivem nas delícias estão nos palácios dos reis. Mas a quem fostes ver? Um profeta? Sim, eu vos digo e mais que um profeta. Pois dele está escrito: eis que envio meu anjo, diante de tua face, o qual preparará a estrada por onde deves caminhar. Na verdade, eu vos digo, entre os que nasceram de mulher não há profeta maior do que João Batista; mas aquele que Oe menor no reino de Deus é maior do que ele. Era Jesus mesmo menor que João na idade, mas maior em tudo o mais. Ora, desde o tempo de João Batista até o presente, o reino dos céus sofre violência e os violentos o arrebatam. Pois até Jesus, todos os profetas e a lei profetizaram; mas ele mostrou a realização. E se o quereis ouvir, é ele, Elias, que deve vir. Quem tem ouvidos, para ouvir, ouça. Herodes, o Tetrarca, tinha mandado prender João e o acorrentar na prisão, por causa de Herodíades, mulher de Filipe, seu irmão, a quem tinha desposado; porque João disse a Herodes: Não vos é permitido ter a mulher de vosso irmão. Herodes queria fazê-lo morrer; mas temia o povo, porque se tinha a João por grande profeta. Entretanto, armava-lhe ciladas e o queria matar, mas não podia, porque Herodes, que temia João, sabendo que era homem justo e santo, fazia-o conservar, agindo mesmo em muitas coisas por seu conselho e escutando-o de boa vontade. Por fim, chegou um dia favorável: o do nascimento de Herodes, no qual ele deu um banquete aos príncipes, aos tribunos militares e aos principais da Galiléia. A filha de Herodíades dançou diante de Herodes e de tal modo lhe agradou e aos que estavam à mesa, que ele lhe disse: Pede-me o que quiseres, e eu to darei. E jurou: Eu te darei tudo o que me pedires, meso que seja a metade de meu reino. Ela saiu e foi falar com sua mãe. Que pedirei? Sua mãe respondeu-lhe: A cabeça de João Batista. Voltando imediatamente com grande ânsia para a sala, onde o rei estava, ela fez-lhe o pedido, dizendo: “Quero que me deis agora mesmo, numa bandeja, a cabeça de João Batista.” O rei ficou muito aflito; entretanto, por causa do juramento que tinha feito e daqueles que estavam à mesa, com ele, não aquis contristar, com uma recusa. Assim, tendo chamado um de seus guardas, ordenou-lhe que trouxesse a cabeça de João numa bandeja. E o guarda cortou-lhe a cabeça na prisão e a trouxe numa bandeja; deu-a à moça e a moça a entregou à mãe. Os Apóstolos viam na sorte de São João um comentário falante do que Jesus lhes acabava de dizer sobre os obstáculos que encontrariam no mundo. João tinha vindo anunciar a paz, reconciliar os pais com os filhos e prepará-los para a vinda de Cristo. O povo crê na sua palavra e o reverencia como a um profeta; mas os fariseus dizem que ele é possesso do demônio. O tetrarca da Galiléia Herodes Antigas, considera-o um justo e um santo, mas tem medo, porque aquele santo repreende-o de seus crimes, em particular de seu incesto. Herodes tinha desposado a filha de Aretas, rei dos árabes, mas tendo visto Herodíades, mulher de seu irmão. Herodes Filipe, concebeu por ela uma paixão criminosa e prometeu-lhes despedir a primeira mulher para desposá-la. A lei de Moisés ordenava ao irmão desposar a viúva do irmão falecido, sem filhos. Mas Herodíades não era viúva, o marido ainda vivia, e tinha, dentre outras, uma filha, Salomé a dançarina. Era então, sob todos os aspectos, um enorme escândalo. Ademais, uma guerra surgiu entre Arestas e Herodes, onde os judeus sofreram sangrenta derrota. João defendia a causa de Deus e a causa da humanidade, quando disse: Não vos é permitido ter a mulher de vosso irmão. O justo é posto na prisão pelo culpado. Herodes teria querido fazê-lo morrer imediatamente: uma coisa, porém, lhe impedia, o temor do povo. Chegou a festa de seu aniversário, dia de regozijo e de graças: estava sentado no banquete, entre prazeres; uma moça, a mesma cuja honra as censuras de João tendiam a vingar, recebeu a promessa de obter tudo o que lhe pedisse. Pedirá talvez a liberdade de João, seu vingador, seu benfeitor. Ela quer sua cabeça, entre outras iguarias da mesa. Ao público, teve-se o cuidado de dizer, como vemos no historiador Josefo, que isso se tinha feito por razões de estado, por medidas de alta política, para a segurança do reino, ao passo que era apenas um assassínio em favor do adultério e do incesto. E eis a história de todas as oposições, que o Evangelho ou a verdade encontram no mundo. Os discípulos de João, tendo sabido de sua morte, vieram buscar-lhe o corpo e o puseram num túmulo, Depois, foram contar a Jesus o que tinha acontecido. Por Padre Rohrbacher , Vida dos Santos, Volume XV, p. 324 à 335) Leia também: .: Santo do Dia – 28 de Agosto – Santo Agostinho .: Santo do Dia – 30 de Agosto – São Félix e Santo Adauto #FestasLitúrgicas #SãoJoãoBatista

  • Martírio de São João Batista – 29 de agosto

    SANTO DO DIA – 29 DE AGOSTO – MARTÍRIO DE SÃO JOÃO BATISTA Profeta precursor do Messias (século I) A festa da natividade de são João Batista ocorre no dia 24 de junho. Ela faz parte da tradição dos cristãos, assim como esta que celebramos hoje, do martírio de são João Batista. No calendário litúrgico da Igreja, esta comemoração iniciou na França, no século V, sendo introduzida em Roma no século seguinte. A origem da comemoração foi a construção de uma igreja em Sebaste, na Samaria, sobre o local indicado como o do túmulo de são João Batista. João era primo de Jesus e foi quem melhor soube levar ao povo a palavra do Mestre. Jesus dedicou-lhe uma grande simpatia e respeito, como está escrito no evangelho de são Lucas: ‘Na verdade vos digo, dentre os nascidos de mulher, nenhum foi maior que João Batista’. João Batista foi o precursor do Messias. Foi ele que batizou Jesus no rio Jordão e preparou-lhe o caminho para a pregação entre o povo. Não teve medo e denunciou o adultério do rei Herodes Antipas, que vivia na imoralidade com sua cunhada Herodíades. A ousadia do profeta despertou a ira do rei, que imediatamente mandou prendê-lo. João Batista permaneceu na prisão de Maqueronte, na margem oriental do mar Morto, por três meses. Até que, durante uma festa no palácio daquela cidade, a filha de Herodíades, Salomé, instigada pela ardilosa e perversa mãe, dançou para o rei e seus convidados. A bela moça era uma exímia dançarina e tinha a exuberância da juventude, o que proporcionou a todos um estonteante espetáculo. No final, ainda entusiasmado, o rei Herodes disse que ela poderia pedir o que quisesse como pagamento, porque nada lhe seria negado. Por conselho da mãe, ela pediu a cabeça de João Batista numa bandeja. Assim, a palavra do rei foi mantida. Algum tempo depois, o carrasco trazia a cabeça do profeta em um prato, entregando-a para Salomé e para sua maldosa mãe. O martírio por decapitação de são João Batista, que nos chegou narrado através do evangelho de são Marcos, ocorreu no dia 29 de agosto, um ano antes da Paixão de Jesus. Texto: Paulinas Internet João Batista tinha sentido sobre a terra o Verbo Encarnado, desde o seio de sua mãe; o pai tinha-lhe predito que ele seria o profeta e devia preparar-lhe o caminho. Conheça mais sobre o Martírio de São João Bastista João, cujo nascimento celebramos a 24 de Junho, deixa o mundo desde sua primeira infância; deixa mesmo a casa paterna que era todavia uma casa de santos e retira-se para o deserto, longe do bulício dos homens, para só conversar com Deus. Tem como veste apenas um rude cilício de pele de camelo, um cinto também tão espantoso sobre os rins; como alimento, gafanhotos e mel silvestre; e na sede, água pura. Exposto às intempéries e não tendo outro retiro que os rochedos, sem recurso, sem servidores, e sem outra manutenção; essa a vida que leva João Batista, desde a infância. Queixamo-nos ainda agora! Mas eis aqui uma privação bem mais surpreendente. João Batista tinha sentido sobre a terra o Verbo Encarnado, desde o seio de sua mãe; o pai tinha-lhe predito que ele seria o profeta e devia preparar-lhe o caminho. Entretanto, ele não deixa o deserto para o ir ver entre os homens; ele o conhece tão pouco, que será necessário que o Espírito Santo lhe dê um sinal, para o conhecer, quando chegar o tempo de o manifestar ao mundo. Todavia, ele ocupa-se sem cessar de Jesus, sem cessar ele medita em sua grandeza, sem cessar ele o adora em silêncio, sem cessar o escuta dentro de si. Ele não tem curiosidade de o ver com os olhos do corpo: é que ele sabe que Jesus opera invisivelmente, de longe como de perto. Eis quem deve servir e amar a Jesus, não mais como criança, que é preciso nutrir de leite, de consolações sensíveis, mas como homem feito, que se nutre de alimento sólido, que se nutre de privações e de sofrimentos. Somos assim? Morrei, delicadeza no beber e no comer, delicadeza nas vestes, delicadeza no dormir; morreu, orgulho humano; morrei, curiosidade, ambição, desejo de aparecer. Se, como João Batista, queremos preparar os caminhos para Jesus, introduzi-los nos nossos corações e nos corações dos outros, como João Batista, morramos a toda vista humana, a todo afeto da carne e do sangue. Há quinhentos anos não aparecia mais profeta. Mas uma grande novidade se espalha: um profeta veio do deserto e prega nas margens do Jordão. É o filho de Zacarias e de Isabel; seu nome é João; seu nascimento foi maravilhoso; sua vida é ainda mais maravilhosa. Não come, não bebe, por assim dizer; vive de gafanhotos e de mel silvestre. Seu vestuário é um rude cilício com um cinto de couro. Fazei frutos dignos de penitência, diz, porque o reino de Deus está próximo e o Messias vai aparecer. Toda a Judéia, toda Jerusalém para lá acorre e recebe o batismo de penitência, confessando os pecados. Corramos nós também à pregação desse admirável missionário; nós também confessemos os pecados e recebamos o batismo da penitência, para nos prepararmos à vinda de Jesus Cristo, a nossos corações. Que multidão de pecadores abraça a penitência! João dizia-lhes: Já o machado está posto à raiz das árvores; toda árvore que n]ao der bons frutos será cortada e atirada ao fogo. Que faremos então? Perguntava a multidão do povo. Mestre, que faremos? Perguntavam os publicanos. E nós também, perguntavam os soldados, que faremos? E ele dizia a cada um o que devia fazer, e todos o faziam. Os maiores pecadores, as mulheres de má vida, acreditavam na pregação, convertiam-se e ganhavam o céu. Os fariseus ao contrário, os escribas, aqueles que se consideravam sábios e justos, não acreditavam e não se convertiam. Temamos que, em nos ocupando de ciência, observando uma regularidade exterior, nos não enchamos de orgulho, como os escribas e os fariseus, e não percamos, como eles, o espírito de penitência e de compunção. Talvez os pecadores do mundo, cujos escândalos deploramos, se convertam e nos precedam no céu, ao passo que, árvores cheias de flores e de folhas, mas sem bons frutos, seremos cortados e atirados ao fogo. Deus nos livre de tal calamidade! A admiração que se teve pelo santo precursor foi logo tão grande, que o povo tinha o espírito suspenso e todos pensavam se João não seria Cristo. Mas João respondeu a todos: Eu vos batizo na água para a penitência; mas aquele que deve vir depois de mim é mais poderoso que eu e não sou digno de lhes desatar as correias das sandálias (como faria um escravo ao senhor). Não, não sou digno de me prostrar diante dele, para lhe desatar a correia da sandália. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. Tem o abano na mão e limpará a eira; ajuntará o trigo no celeiro e queimará a palha num fogo que jamais se extinguirá. Não somente o povo tinha de João tão alta idéia. A cidade de Jerusalém manda-lhe uma solene delegação de padres e de levitas, para lhe perguntar se era o Messias. Ele respondeu claramente: Não sou Cristo. – Como então? Sois Elias? – Não. – Sois um profeta? – Não. – Que sois, então? Que dizeis de vos mesmo? – Eu sou a voz daquele que clama no deserto: Endireitai os caminhos do Senhor, como disse o profeta Isaías. – Mas, se não sois nem Cristo, nem Elias, nem profeta, porque, então, batizais? – Eu vos batizo, respondeu ele, na água, mas há no meio de vós quem não conheceis; deve vir depois de mim; e não sou digno de lhes desatar os cordões das sandálias. – Esse era João Batista. Quanto mais o elevam, mais ele se abaixa, mais atribui a Jesus somente toda sua glória. Entretanto, como o Senhor mesmo nos afirma, João era Elias em espírito e em virtude, se não o era em pessoa, era profeta e mais que profeta, porque devia não somente anunciar o Cristo futuro, mas mostrá-lo já vindo, batizá-lo com suas mãos. E com isso se julga indigno de lhes prestar os mais humildes serviços, de desatar-lhe as sandálias. Ó minha alma, ousaremos ainda glorificarmo-nos de alguma coisa? Orgulhamo-nos de vãos louvores que se nos dão, cobiçar os que nos não dão! Quem somos, perto de João Batista? No meio dessa multidão de pecadores, que se apresentam a João para receber o batismo de penitência, há um que ele recusa receber e admitir ao mesmo. Quem é? É Jesus, que vem da Galiléia ao Jordão e se apresenta a João para ser batizado. O senhor apresenta-se ao servo, o criador à criatura. Deus ao homem? O Santo dos Santos, confunde-se entre os pecadores, o Juiz entre os culpados. João o tinha reconhecido e adorado desde o seio de sua mãe, reconhece-o de novo e o adora. Eu, diz ele, inclinando-se diante de Jesus, eu é que tenho necessidade de ser por vós batizado; e vós vindes a mim! – Ó bem-aventurado João, obtende-me de Jesus vossa humildade. Que vais fazer Jesus? Que dirá? Deixai-me agir agora, pois convém que cumpramos toda a justiça. Jesus, tendo tomado sobre si as iniqüidades de todos, era justo, era conveniente que se misturasse aos pecadores. Tendo vindo principalmente para nos curar do orgulho, da vaidade, da rebelião para com Deus, era conveniente que nos desse o exemplo de humildade, de abaixamento. Admiremos essa maravilhosa questão entre o senhor e o servo. Quem se colocará mais abaixo do outro? Ai! Nossas discussões são da mesma natureza? Entre nós não é quem mais se eleva acima do outro? Quão pouco nos assemelhamos a Jesus e a João Batista! Ó Divino Mestre, tende piedade de nós, tende piedade de mim! Dai-nos, dai-me ser doce e humilde de coração, como vós e vosso santo precursor. A humildade de João era sincera e ele obedeceu à ordem de Jesus. Ambos descem ao Jordão. O rio, que se tinha detido outrora diante da arca da aliança, para deixar passar o povo de Deus, sob o comando de Josué ou Jesus; o Jordão estremece de alegria desconhecida: suas águas rodeiam, com respeito, a carne adorável do Filho de Deus feito homem; correm com pesar; correm, santificadas por aquele contato a santificar todas as águas do universo e comunicar-lhes a virtude de apagar os pecados pelo batismo. Entretanto, o bem-aventurado João põe sobre a cabeça sagrada de Jesus uma mão agitada pelo respeito e pela alegria e batiza seu Senhor e seu Deus; Jesus está imerso nas águas; afoga os pecados do mundo e delas sai para criar um mundo novo, um homem novo. Ao sair do deserto, aonde tinha ido depois do batismo e triunfado do demônio, Jesus caminhava ao longo do Jordão. João viu-o vir para seu lado e disse: Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tora os pecados do mundo. Todos os dias, de manhã e de noite, imolava-se no templo um cordeiro e a isso se chamava o sacrifício perpétuo. Como se São João tivesse dito: Não acredites que esse cordeiro, que se oferece dia e noite, seja o verdadeiro cordeiro, a verdadeira vítima de Deus; eis aquele que se pôs, entrando no mundo, no lugar de todas as vítimas; também ele é a vítima pública do gênero humano, e somente pode expirar ou tirar aquele grande pecado que é a fonte de todos os outros e que por isso pode ser chamado de pecado do mundo, isto é, pecado de Adão, que é o pecado de todo o universo. Esse cordeiro já foi imolado em figura; e pode-se dizer, na verdade, que foi morto e posto à morte desde a origem do mundo. Foi massacrado em Abel, o Justo: quando Abrão quis sacrificar o filho, começou em figura o que devia ser terminado em Jesus Cristo. Vemos também cumprir-se nele o que começaram os irmãos de José, Jesus foi odiado, perseguido até à morte por seus irmãos; foi vendido na pessoa de José, atirado a uma cisterna, isto é, entregue à morte; esteve com Jeremias no lago profundo, com os moços na fornalha ardente, com Daniel na cova dos leões. Era imolado em espírito em todos os sacrifícios. Estaca no sacrifício de Noé, oferecido ao sair da arca, quando viu no céu o arco-íris como sacramento da paz; no que os patriarcas ofereceram nas montanhas , no que Moisés e toda a lei ofereciam no tabernáculo e depois, no templo; e não tendo jamais deixado de ser imolado em figura, vem agora, sê-lo em verdade. Cada dia, assistimos ao sacrifício adorável onde esse cordeiro de Deus, continua a se imolar pelos pecados do mundo. Cada dia mesmo, podemos aí comer a carne adorável dessa vítima. O padre diz-nos como outrora São João: – Ecce agnus Deu, ecce qui tollit peccata mundi; – eis o cordeiro de Deus, eis aquele que tora os pecados do mundo. Creiamos, adoremos; mas creiamos, adoremos com a fé dos patriarcas e dos profetas, com a fé de São João Batista. Um dia os discípulos de João lhe vieram dizer: Mestre, aquele que estava convosco além do Jordão e a quem destes testemunho, batiza e todos vão a ele. Julgavam que tendo ele também vindo a João, para ser por este batizado, não se devia abandonar a João por ele. Escutemos a resposta de João: “O homem nada pode receber, se não lhe for dado pelo céu. Vós me prestais testemunho de que eu disse: Aquele de quem é a esposa é o esposo; mas o amigo do esposo que assiste e escuta é transportado de alegria pela voz do esposo. E por isso minha alegria completa-se. É preciso que ele cresça e que eu diminua”. Meditemos bem nestas últimas palavras. Os discípulos de João viam, com uma espécie de inveja, que o mestre era abandonado para ir a Jesus. Seu mestre, ao contrário, estava no auge da alegria, por isso. Tinha vindo anunciar Filho de Deus feito homem, anunciá-lo como esposo da natureza humana, esposo da Igreja, esposo de nossas almas. Esse divino esposo tinha começado a fazer ouvir sua voz e João com isso ficou fora de si, pela alegria: está no auge de seus desejos. É preciso, diz, que cresça e que eu diminua. Palavras admiráveis! Quem nos dera imitá-lo? Quem nos dera procurar a glória de Jesus, às custas da nossa? Os discípulos de João ficaram com inveja por causa de seu mestre. Algo de semelhante nos pode acontecer. Pode acontecer que no mesmo bem sejamos invejosos uns dos outros, que vejamos com pesar que outro faça melhor que a nossa. Ah! Meus irmãos ou irmãs, sejamos invejosos pela glória de Jesus, nosso mestre único. Que todos nos abandonem para ir a Jesus; que a glória de Jesus aumente, sem cessar e que a nossa diminua: como São Jão deveremos por isso estar no auge da alegria. Quando João estava na prisão, soube dos discípulos as obras do Cristo;mandou dois deles dizer-lhe: “Sois vós quem deveis vir, ou devemos esperar outro?” O fim de João era curar os discípulos da má disposição em que estavam, com relação a Jesus e dar-lhe ocasião de reconhecer, por eles mesmos, que era verdadeiramente o Messias, que esperavam, segundo o testemunho que lhes tinha dado. Esses homens foram ter com Jesus e disseram-lhe: “João Batista mandou-nos . dizendo: sois o que deve vir ou devemos esperar outro?” No mesmo instante ele curou vários doentes de suas chagas, bem como libertou alguns possessos do demônio e grande número de pessoas e deu a vista aos cegos. E respondendo disse: “Ide, contai a João o que vistes e ouvistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e o Evangelho a boa nova, é anunciada aos pobres. E bem-aventurado o que não se escandalizar de mim”. Sua resposta mostrava a realização destas palavras de Isaías: Eis que deve vir Deus mesmo e ele vos salvará. Então serão abertos os olhos dos cegos, os ouvidos dos surdos; então curvar-se-á como um cervo coxo e será livre a língua dos mudos. Jeová enviou-me para pregar o Evangelho aos pobres. Acrescenta uma advertência para eles e para os judeus de não se escandalizarem, se se chocarem nele, pedra angular, fundamento de salvação para uns, mas pedra de escândalo para outros. Depois que os enviados partiram, Jesus se pôs a falar de João à multidão: “A quem fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Mas a quem fostes ver? Um homem molemente vestido? Eis que os que se cobrem de vestes preciosas e vivem nas delícias estão nos palácios dos reis. Mas a quem fostes ver? Um profeta? Sim, eu vos digo e mais que um profeta. Pois dele está escrito: eis que envio meu anjo, diante de tua face, o qual preparará a estrada por onde deves caminhar. Na verdade, eu vos digo, entre os que nasceram de mulher não há profeta maior do que João Batista; mas aquele que Oe menor no reino de Deus é maior do que ele. Era Jesus mesmo menor que João na idade, mas maior em tudo o mais. Ora, desde o tempo de João Batista até o presente, o reino dos céus sofre violência e os violentos o arrebatam. Pois até Jesus, todos os profetas e a lei profetizaram; mas ele mostrou a realização. E se o quereis ouvir, é ele, Elias, que deve vir. Quem tem ouvidos, para ouvir, ouça. Herodes, o Tetrarca, tinha mandado prender João e o acorrentar na prisão, por causa de Herodíades, mulher de Filipe, seu irmão, a quem tinha desposado; porque João disse a Herodes: Não vos é permitido ter a mulher de vosso irmão. Herodes queria fazê-lo morrer; mas temia o povo, porque se tinha a João por grande profeta. Entretanto, armava-lhe ciladas e o queria matar, mas não podia, porque Herodes, que temia João, sabendo que era homem justo e santo, fazia-o conservar, agindo mesmo em muitas coisas por seu conselho e escutando-o de boa vontade. Por fim, chegou um dia favorável: o do nascimento de Herodes, no qual ele deu um banquete aos príncipes, aos tribunos militares e aos principais da Galiléia. A filha de Herodíades dançou diante de Herodes e de tal modo lhe agradou e aos que estavam à mesa, que ele lhe disse: Pede-me o que quiseres, e eu to darei. E jurou: Eu te darei tudo o que me pedires, meso que seja a metade de meu reino. Ela saiu e foi falar com sua mãe. Que pedirei? Sua mãe respondeu-lhe: A cabeça de João Batista. Voltando imediatamente com grande ânsia para a sala, onde o rei estava, ela fez-lhe o pedido, dizendo: “Quero que me deis agora mesmo, numa bandeja, a cabeça de João Batista.” O rei ficou muito aflito; entretanto, por causa do juramento que tinha feito e daqueles que estavam à mesa, com ele, não aquis contristar, com uma recusa. Assim, tendo chamado um de seus guardas, ordenou-lhe que trouxesse a cabeça de João numa bandeja. E o guarda cortou-lhe a cabeça na prisão e a trouxe numa bandeja; deu-a à moça e a moça a entregou à mãe. Os Apóstolos viam na sorte de São João um comentário falante do que Jesus lhes acabava de dizer sobre os obstáculos que encontrariam no mundo. João tinha vindo anunciar a paz, reconciliar os pais com os filhos e prepará-los para a vinda de Cristo. O povo crê na sua palavra e o reverencia como a um profeta; mas os fariseus dizem que ele é possesso do demônio. O tetrarca da Galiléia Herodes Antigas, considera-o um justo e um santo, mas tem medo, porque aquele santo repreende-o de seus crimes, em particular de seu incesto. Herodes tinha desposado a filha de Aretas, rei dos árabes, mas tendo visto Herodíades, mulher de seu irmão. Herodes Filipe, concebeu por ela uma paixão criminosa e prometeu-lhes despedir a primeira mulher para desposá-la. A lei de Moisés ordenava ao irmão desposar a viúva do irmão falecido, sem filhos. Mas Herodíades não era viúva, o marido ainda vivia, e tinha, dentre outras, uma filha, Salomé a dançarina. Era então, sob todos os aspectos, um enorme escândalo. Ademais, uma guerra surgiu entre Arestas e Herodes, onde os judeus sofreram sangrenta derrota. João defendia a causa de Deus e a causa da humanidade, quando disse: Não vos é permitido ter a mulher de vosso irmão. O justo é posto na prisão pelo culpado. Herodes teria querido fazê-lo morrer imediatamente: uma coisa, porém, lhe impedia, o temor do povo. Chegou a festa de seu aniversário, dia de regozijo e de graças: estava sentado no banquete, entre prazeres; uma moça, a mesma cuja honra as censuras de João tendiam a vingar, recebeu a promessa de obter tudo o que lhe pedisse. Pedirá talvez a liberdade de João, seu vingador, seu benfeitor. Ela quer sua cabeça, entre outras iguarias da mesa. Ao público, teve-se o cuidado de dizer, como vemos no historiador Josefo, que isso se tinha feito por razões de estado, por medidas de alta política, para a segurança do reino, ao passo que era apenas um assassínio em favor do adultério e do incesto. E eis a história de todas as oposições, que o Evangelho ou a verdade encontram no mundo. Os discípulos de João, tendo sabido de sua morte, vieram buscar-lhe o corpo e o puseram num túmulo, Depois, foram contar a Jesus o que tinha acontecido. Por Padre Rohrbacher , Vida dos Santos, Volume XV, p. 324 à 335) Leia também: .: Santo do Dia – 28 de Agosto – Santo Agostinho .: Santo do Dia – 30 de Agosto – São Félix e Santo Adauto #FestasLitúrgicas #SãoJoãoBatista

  • Décimo Terceiro Dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade: Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

  • Décimo Terceiro Dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade: Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

  • Homilia Diária | O processo de conversão de Santo Agostinho

    (Memória de Santo Agostinho) O testemunho de conversão de Santo Agostinho de Hipona, cuja memória hoje celebramos, mostra-nos que quem busca sinceramente a verdade acabará por encontrar, cedo ou tarde, aquele que é a própria Verdade, o Cristo vivo e ressuscitado, do qual devemos nos revestir, a fim de vivermos como filhos da luz, renascidos pelo Batismo para a vida da graça. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 28 de agosto, e recorramos juntos à intercessão de Santo Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja! #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | O processo de conversão de Santo Agostinho

    (Memória de Santo Agostinho) O testemunho de conversão de Santo Agostinho de Hipona, cuja memória hoje celebramos, mostra-nos que quem busca sinceramente a verdade acabará por encontrar, cedo ou tarde, aquele que é a própria Verdade, o Cristo vivo e ressuscitado, do qual devemos nos revestir, a fim de vivermos como filhos da luz, renascidos pelo Batismo para a vida da graça. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 28 de agosto, e recorramos juntos à intercessão de Santo Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja! #HomiliaDiária

  • Santo Agostinho, Doutor da Igreja – 28 de Agosto

    SANTO DO DIA – 28 DE AGOSTO – SANTO AGOSTINHO DE HIPONA Bispo e doutor da Igreja (354-430) Aurélio Agostinho nasceu no dia 13 de novembro de 354, na cidade de Tagaste, hoje região da Argélia, na África. Era o primogênito de Patrício, um pequeno proprietário de terras, pagão. Sua mãe, ao contrário, era uma devota cristã, que agora celebramos como santa Mônica, no dia 27 de agosto. Mônica procurou criar o filho no seguimento de Cristo. Não foi uma tarefa fácil. Aliás, ela até adiou o seu batismo, receando que ele o profanasse. Mas a exemplo do provérbio que diz que ‘a luz não pode ficar oculta’, ela entendeu que Agostinho era essa luz. Aos 16 anos de idade, na exuberância da adolescência, foi estudar fora de casa. Na oportunidade, envolveu-se com a heresia maniqueísta e também passou a conviver com uma moça cartaginense, que lhe deu, em 372, um filho, Adeodato. Assim era Agostinho, um rapaz inquieto, sempre envolvido em paixões e atitudes contrárias aos ensinamentos da mãe e dos cristãos. Possuidor de uma inteligência rara, depois da fase de desmandos da juventude, centrou-se nos estudos e formou-se, brilhantemente, em retórica. Excelente escritor, dedicava-se à poesia e à filosofia. Procurando maior sucesso, Agostinho foi para Roma, onde abriu uma escola de retórica. Foi convidado para ser professor dessa matéria e de gramática em Milão. O motivo que o levou a aceitar o trabalho em Milão era poder estar perto do agora santo bispo Ambrósio, poeta e orador, por quem Agostinho tinha enorme admiração. Assim, passou a assistir aos seus sermões. Primeiro, seu interesse era só pelo conteúdo literário da pregação; depois, pelo conteúdo filosófico e doutrinário. Aos poucos, a pregação de Ambrósio tocou seu coração e ele se converteu, passando a combater a heresia maniqueísta e outras que surgiram. Foi batizado, junto com o filho Adeodato, pelo próprio bispo Ambrósio, na Páscoa do ano de 387, com 33 e 15 anos de idade, respectivamente. Nessa época, Agostinho passou por uma grande provação: seu filho morreu. Era um menino muito inteligente, a quem dedicava muita atenção e afeto. Decidiu, pois, voltar com a mãe para sua terra natal, a África, mas Mônica também veio a falecer, no porto de Óstia, não muito distante de Roma. Depois do sepultamento da mãe, Agostinho prosseguiu a viagem, chegando a Tagaste em 388. Lá, decidiu-se pela vida religiosa e, ao lado de alguns amigos, fundou uma comunidade monástica, cujas Regras escritas por ele deram, depois, origem a várias Ordens, femininas e masculinas. Porém, o então bispo de Hipona decidiu que ‘a luz não devia ficar oculta’ e convidou Agostinho para acompanhá-lo em suas pregações, pois já estava velho e doente. Para tanto, ele consagrou Agostinho sacerdote e, logo após a sua morte, em 397, Agostinho foi aclamado pelo povo como novo bispo de Hipona. Por 34 anos, Agostinho foi bispo daquela diocese, considerado o pai dos pobres, um homem de alta espiritualidade e um grande defensor da doutrina de Cristo. Na verdade, foi definido como o mais profundo e importante filósofo e teólogo do seu tempo. Sua obra iluminou quase todos os pensadores dos séculos seguintes. Escreveu livros importantíssimos, entre eles sua autobiografia, ‘Confissões’, e ‘Cidade de Deus’. Depois de uma grave enfermidade, morreu aos 76 anos de idade, em 28 de agosto de 430, pois os bárbaros haviam invadido sua cidade episcopal. Em 725, o seu corpo foi transladado para Pavia, Itália, sendo guardado na igreja São Pedro do Céu de Ouro, próximo do local de sua conversão. Santo Agostinho recebeu o honroso título de ‘Doutor da Igreja’ e é celebrado no dia de sua morte. Texto: Paulinas Internet Quem não conhece Santo Agostinho? Quem não conhece as Confissões, onde deplora os desvarios da juventude? Quem não conhece sua mãe, Santa Mônica, chorando noite e dia aquele filho, seguindo-o por toda a parte e implorando sem cessar ao céu, em seu favor? Conheça mais sobre Santo Agostinho Nasceu a 13 de novembro de 354, na pequena cidade de Tagaste, perto de Madaura e de Hipona, na Numídia, a Argélia atual. Seus pais era, de condição honesta; o pai, membro do corpo municipal, chamava-se Patrício, a mãe Mônica. Tiveram grande cuidado em o fazer instruir nas letras humanas e todos notavam nele um espírito excelente e disposições maravilhosas para as ciências. Tendo caído doente na infância, em perigo de morte, pediu o batismo sendo logo catecúmeno, pelo sinal da cruz e pelo sal. Sua mãe, piedosa e fervorosa cristã, dispunha tudo para a cerimônia. Mas de repente ele melhorou e o batismo foi adiado. Estudou primeiro, em Madaura, gramática e retórica até a idade de dezesseis anos, quando o pai o fez voltar a Tagaste e aí ficou um ano, enquanto se preparavam as coisas necessárias para que fosse terminar os estudos em Cartago; a paixão de mandar esse filho estudar obrigava o pai a esforços superiores à sua fortuna, que era medíocre. Durante a permanência em Tagaste, o jovem Agostinho, desprezando os sábios conselhos de sua mãe, começou por se deixar levar a amores desonestos, convidado pela ociosidade e pela complacência do pai, que ainda não era cristão. Mas o foi antes da morte, que aconteceu pouco depois. Agostinho chegou a Cartago e afundou-se cada vez mais no amor das mulheres, que fomentava com espetáculos dos teatros. Não deixava de pedir a Deus a castidade, mas, acrescenta, que não seja agora. Entretanto caminhava com grande êxito nos estudos, que tinham por objetivo chegar a cargos e à magistratura, pois a eloquência lhes era então o caminho. Entre as obras de Cícero, que estudava, leu o Hortensius que não temos mais e que era uma exortação à filosofia. Ele ficou encantado e começou então, na idade de dezenove anos, a desprezar as vãs esperanças do mundo e a desejar a sabedoria e os bens imortais. Foi o primeiro movimento de sua conversão. A única coisa que o desgostava nos filósofos é que neles não encontrava o nome de Jesus Cristo que tinha recebido com o leite de mãe e que tinha causado profunda impressão em seu coração. Quis então ler as Sagradas Escrituras, mas a simplicidade do estilo desagradou-lhe, habituado como estava à elegância de Cícero. Depois, caiu nas mãos dos maniqueus que, falando somente de Jesus Cristo, do Espírito Santo e da verdade, o seduziram com seus discursos pomposos, deram-lhe o gosto por suas ilusões e aversão pelo Novo Testamento. Entretanto, sua mãe, mais aflita do que se tivesse visto morto, não queria mais comer com ele; veio consolá-la este sonho: Ela estava num bosque e um jovem resplandecente vinha a ela, sorrindo, perguntando-lhe a causa de seus penas; ela respondeu-lhe que chorava a perda do filho. Vede, disse ele, está convosco! De fato, viu-o junto de si, no mesmo lugar. Contou depois o sonho a Agostinho, que lhe disse: Vós vereis o que eu sou. Mas ela respondeu sem hesitar: Não! Porque não me disseram: Tu estarás onde ele está mas ele estará onde tu estás. Desde aquele tempo, viveu e comeu com ele, como antes. Dirigiu-se a um santo bispo e rogou-lhe falasse ao filho. O bispo respondeu: ainda é muito indócil e está muito cheio daquela heresia, que lhe é nova. Deixai-o, e contentai-vos de rogar por ele, ele verá, lendo, qual é seu erro. Eu que vos falo, na minha infância fui entregue aos maniqueus por minha mãe, que tinham seduzido; não somente li, mas transcrevi quase todos os seus livros e eu mesmo me enganei. A mãe não se contentou com as palavras do santo bispo; chorando abundantemente, continuou a insistir que falasse ao filho; o bispo respondeu com certo humor: Ide, é impossível que o filho de tantas lágrimas pereça! O que ela ouviu como um oráculo do céu. Seu filho, todavia, ficou nove anos maniqueu desde os dezenove anos até os vinte e oito. Tendo terminado os estudos, ensinou, na sua cidade de Tagaste, gramática e depois retórica. Um arúspice se ofereceu para fazê-lo ganhar o prêmio numa disputa de poesia, por meio de alguns sacrifícios de animais; mas ele rejeitou-o com horror não querendo ter relação alguma com demônios. Todavia, não fazia dificuldade em consultar os astrólogos e ler-lhes os livros. Mas disso foi dissuadido por um sábio ancião, chamado Vindiciano, médico famoso, que tinha reconhecido, por experiência, a vaidade desse estudo. Agostinho tinha então um amigo íntimo, que ele também fizera maniqueu, pois cuidava de seduzir os outros. O amigo caiu doente e ficou muito tempo fora de si: como se perdera a esperança de o salvar, deram-lhe o batismo. Quando voltou a si, Agostinho quis zombar do batismo que tinha recebido naquele estado: mas o doente repeliu as palavras com horror e disse-lhe, com inesperada liberdade, que, se queria ser seu amigo, não lhe devia nunca mais falar daquele modo. Morreu poucos dias depois, fiel à graça. Agostinho, que o amava como a si mesmo, ficou inconsolável com a morte. Tinha mais ou menos vinte e seis anos, quando escreveu dois ou três livros: – Da beleza e da Decência – que não chegaram até nós. Descobriu, nesse tempo, que sob a máscara de piedade os maniqueus, que se chamavam de santos e eleitos, ocultavam os costumes mais depravados. Cita vários escândalos públicos. Ao mesmo tempo começava a se aborrecer com as lendas que contavam, principalmente sobre o sistema do mundo, a natureza dos corpos e dos elementos. Tais conhecimentos, dizia, não são necessários à religião: é preciso não mentir e não se vangloriar de saber o que não se sabe, principalmente quando se quer passar, como Manés, por ser guiado pelo Espírito Santo. Gostava muito mais das razões que os matemáticos e os filósofos davam dos eclipses, dos solstícios e do curso de astros. Naquele tempo persuadiram-no a ensinar em Roma, onde os alunos eram mais razoáveis que em Cartago. Embarcou contra a vontade de sua mãe e a enganou sob o pretexto de acompanhar um amigo até o porto. Chegando a Roma, caiu doente de febre que o levou às últimas; mas não pediu o batismo. Morava em casa de um maniqueu e continuava a frequentá-los, preso pelos laços de amizade; não mais esperava encontrar a verdade entre eles e não se decidia a procurá-la na igreja católica, tanto tinha prevenções contra tal doutrina. Começou então, a pensar que os filósofos acadêmicos, que duvidavam de tudo, poderiam bem ser os mais sábios e repreendia o hospedeiro por sua excessiva fé nas fábulas dos maniqueus. Entretanto, a cidade de Milão mandou pedir a Símaco, prefeito de Roma, um professor de retórica e pelo prestígio dos maniqueus, Agostinho obteve lugar, depois de ter feito prova de sua capacidade, com um discurso. Assim veio a Milão, no ano 384, tendo trinta anos de idade. Santo Ambrósio, recebeu-o com tão paterna bondade, que começou por lhe ganhar o coração. Agostinho ouvia-lhe assiduamente os sermões, somente pela beleza do estilo e para ver se sua eloquência correspondia à fama. Estava encantado com a sua suavidade da linguagem, ma sábia que a de Fausto,, mas com menos graça na recitação. Não prestava, a princípio, atenção às coisas que dizia Santo Ambrósio; mas insensivelmente e sem que tomasse cuidado, as coisas entravam-lhe no espírito com as palavras e viu que a doutrina católica era pelo menos sustentável. Resolveu então, de repente, deixar os maniqueus e ficar na qualidade de catecúmeno, como era, na Igreja, que seus pais lhe tinham recomendado, isto é, na Igreja Católica, até que a verdade lhe aparecesse mais claramente. Santa Mônica tinha vindo procurá-lo com tal fé, que passando o mar consolava os marinheiros, mesmo nos maiores perigos, pela certeza que Deus lhe tinha dado de que muito em breve estaria junto do filho. Quando ele lhe disse que não era mais maniqueu, mas que ainda não era católico, ela não ficou admirada; respondeu tranquilamente que tinha certeza de o ver fiel católico antes de sair desta vida. Entretanto, continuava suas orações e ouvia os sermões de Santo Ambrósio que ela amava como um anjo de Deus, sabendo que tinha levado o filho àquele estado de dúvida, que devia ser a crise do mal. Santo Ambrósio, amava, por sua vez, Santa Mônica pela piedade e boas obras e muitas vezes felicitava Agostinho por ter tal mãe, pois toda sua vida tinha sido virtuosa. Ela tinha nascido numa família cristã, onde tivera boa educação. Tinha sido perfeitamente sujeita a seu marido, sofrendo mau proceder e mais tratos com paciência que servia de exemplo a outras mulheres e ela o ganhou a Deus, no fim da vida. Tinha um talento particular em reunir pessoas divididas. Depois que enviuvou, deu-se às obras de piedade; fazia grandes esmolas, servia os pobres, jamais deixava de levar sua oferta ao altar, nem de ir duas vezes a igreja, pela manhã e à noite, para ouvir a palavra de Deus e fazer as orações, que eram toda sua vida. Deus comunicava-se a ela por visões; sabia distinguir sonhos e pensamentos naturais. Assim era Santa Mônica, com relação a Santo Agostinho. (…) Santo Agostinho foi batizado por Santo Ambrósio com seu amigo Alípio e seu filho Adeodato, de mais ou menos quinze anos. Foram batizados na Vigília da Páscoa que naquele ano, 387, foi o dia 25 de abril, como Santo Ambrósio tinha determinado, sendo consultado pelos bispos da Província da Emília. Foi, como se crê, nessa ocasião que Santo Ambrósio fez aos recém-batizados a instrução que compõe seu livro – Dos mistérios, – ou daqueles que foram iniciados. Santo Agostinho, depois do batismo, tendo examinado em que lugar poderia servir a Deus mais utilmente, resolveu voltar à África com a mãe, o filho, o irmão e um jovem chamado Evódio. Este era também de Tagaste; sendo agente do imperador, converteu-se, recebeu o batismo, antes de Santo Agostinho e deixou o emprego para servir a Deus. Quando chegaram a Óstia, descansaram da longa viagem que tinham feito desde Milão e prepararam-se para embarcar. Um dia, Santo Agostinho e sua mãe, apoiados a uma janela com extrema doçura, esquecendo todo o passado e levando os pensamentos para o futuro, indagaram qual seria a vida eterna dos santos. Elevaram-se acima de todos os prazeres dos sentidos; percorreram por graus todos os corpos o céu mesmo e os astros. Chegaram até às almas e passando por todas as criaturas mesmo espirituais, chegaram às sabedoria eterna, pela qual existem e que existe sempre, sem diferença e tempo. Atingiram, por um momento, a ponta do espírito e sentiram ser obrigados a voltar ao rumor da voz, onde a palavra começa e termina. Então sua mãe disse: Meu filho! Quanto ao que me concerne, não tenho mais nenhum prazer nesta vida. Não sei o que ainda faço aqui agora, nem por que cá estou. A única coisa que me fazia desejar ficar aqui era ver-vos um cristão católico antes de morrer. Deus me concedeu mais do que isso, eu vos vejo consagrado a seu serviço, tendo desprezado a felicidade terrestre. Mais ou menos cinco dias depois, caiu doente de febre. Durante a enfermidade desfaleceu, um dia; quando voltou a si, olhou Agostinho, e seu irmão Navígio, e disse-lhes: Onde estava eu? Depois, vendo-os tomados de dor, acrescentou: Deixareis aqui vossa mãe. Navígio desejava que ela morresse em sua terra natal. Mas ela olhou severamente para ele, como para o repreender e disse a Agostinho: Vedes o que diz! Enfim, dirigindo-se a ambos: Ponde este corpo, disse ela, onde vos aprouver, não vos inquieteis. Rogo-vos somente que me lembreis no altar do Senhor, em qualquer parte onde estiverdes. Morreu no nono dia da doença, na idade de cinquenta e seis anos e aos trinta e três de Santo Agostinho, isto é, no mesmo ano de seu batismo, 387. Logo que passou à eternidade, Agostinho fechou-lhe os olhos. O jovem Adeodato soltava gritos de dor; mas todos os assistentes o fizeram calar, não vendo motivo algum de lágrimas naquela morte e Agostinho reteve as suas, fazendo-se muita violência. Evódio tomou o saltério e começou a cantar o salmo 100: Cantarei em vosso louvor, ó Senhor, a misericórdia e a justiça: Todos respondiam e logo se reuniu grande quantidade de pessoas piedosas de um e outro sexo. Levaram o corpo; ofereceu-se pela falecida o sacrifício de nossa Redenção; fizeram´se ainda orações junto do sepulcro, segundo o costume, na presença do corpo, antes de o enterrar. Santo Agostinho, não chorou durante toda a cerimônia, mas por fim, de noite, deixou correrem as lágrimas para aliviar a dor. Rogou por sua mãe, como fazia muito tempo depois, escrevendo todas as circunstâncias daquela morte no livro de suas – Confissões – ele roga aos leitores lembrarem-se no santo altar, de Mônica, sua mãe e sei pai, Patrício. Depois da morte de sua mãe, Santo Agostinho voltou de Óstia para Roma, onde ficou o resto do ano 387 e todo o ano 388. Seus primeiros trabalhos, depois do batismo, foram para a conversão dos maniqueus, cujos erros acabava de deixar. Não podia tolerar a insolência com a qual aqueles impostores elogiavam a pretensa continência e abstinências supersticiosas, para enganar os ignorantes e caluniar a Igreja. Compôs então dois livros: – Da Moral e dos Costumes, Da Igreja Católica, e Da Moral e dos Costumes dos maniqueus. (…) Sua aflição tornou-se ainda bem maior quando viu a cidade de Hipona sitiada. Entretanto, tinha a consolação de ver consigo vários bispos, entre outros Possídio de Cálamo, um dos mais ilustres de seus discípulos, o mesmo que nos deixou sua biografia. Uniam seus penares, seus gemidos e suas lágrimas. Santo Agostinho pedia a Deus, em particular, lhe aprouvesse libertar Hipona dos inimigos que a cercavam, ou que pelo menos, desse aos servos a força de suportar os males de que estavam ameaçados, ou enfim de os retirar do mundo e de os chamar a si. De fato caiu doente de febre no terceiro mês do cerco e viu-se logo que Deus não tinha rejeitado a oração de seu servo. Durante a doença mandou escrever e colocar junto da parede, perto de seu leito, os salmos Davi sobre a penitência; lia-os derramando lágrimas. Dez dias antes da morte, rogou aos amigos mais íntimos e aos mesmos bispos, que ninguém entrasse em seu quarto, senão quanto viesse o médico para o ver, ou lhe trouxessem o alimento; empregava todo o tempo em oração. Enfim, chegou seu último dia; Possídio e os outros amigos vieram juntar orações às suas, que ele só interrompeu, quando adormeceu em paz.. Até então, tinha conservado o uso de todos os membros e nem o ouvido, nem a vista se tinham debilitado. Como tinha abraçado a pobreza voluntária, não fez testamento; nada tinha a deixar, mas recomendou-se se conservasse com cuidado a biblioteca da igreja e todos os livros que podia ter em casa, para aqueles que viessem depois dele. Possídio conta que tendo sido a cidade de Hipona incendiada algum tempo depois, essa biblioteca foi conservada no meio do saque dos bárbaros. Põe-se a morte de Santo Agostinho a 28 de agosto de 430. Vivera setenta e seis anos, e servira a Igreja perto de quarenta na qualidade de padre e de bispo. Com Santo Agostinho morreu de algum modo a África cristã e civilizada. Depois desse tempo, até que espirou sob os ferros dos muçulmanos, sua existência foi somente uma longa agonia. Hoje pareceria que a Providência a quer ressuscitar e ressuscitá-la pela mesma província que Santo Agostinho ilustrou por sua vida e morte, o país da Argélia e de Bone. Quem não conhece Santo Agostinho? Quem não conhece as Confissões, onde deplora os desvarios da juventude? Quem não conhece sua mãe, Santa Mônica, chorando noite e dia aquele filho, seguindo-o por toda a parte e implorando sem cessar ao céu, em seu favor? Foi somente na idade de trinta e dois anos que esse filho de tantas lágrimas se livrou inteiramente da heresia maniquéia e da escravidão das paixões corrompidas e recebeu o batismo das mãos de Santo Ambrósio. Mas quem poderia dizer quanto sua conversão foi perfeita! Com que amarga trsiteza chorou faltas passadas, embora tivesse sido apagadas inteiramente pelo batismo; com que ardor amou a Deus; com que zelo trabalhou para sua glória! Ai de nós; se o imitamos mais ou menos nos seus desvarios, quando o imitaremos na santidade de vida? Mas que nos impede chorar nossas faltas como ele, amarmos a Deus como ele, sermos humildes como ele? Pois ele também, esse grande santo, foi religioso. Pouco depois da conversão, renunciou a tudo o que possuía de bens e viveu em comunidade religiosa, com os amigos. E quando foi feito bispo de Hipona, fez de sua casa episcopal um mosteiro, onde vivia em religião, com seus padres e diáconos. Como o exemplo desse grande santo, depois do de tantos outros nos deve fazer estimar e amar a vocação religiosa. Desejamos saber de Santo Agostinho mesmo qual é a verdadeira fonte de santidade? Escutemos o que diz: a primeira coisa para se chegar à verdadeira sabedoria é a humildade; a segunda é a humildade; a terceira é a humildade e tantas vezes quantas me fizésseis essa pergunta, tantas vezes vos daria a mesma resposta. Não, que não haja outros preceitos, mas se a humildade não preceder, não acompanhar e não seguir, o orgulho tirará de nossas mãos tudo o que fizermos de bem. (Vida dos Santos, Padre Rohbacher, Volume XV, p. 268 à 305) Leia também: .: Santo do Dia – 27 de Agosto – Santa Mônica .: Santo do Dia – 29 de Agosto – Martírio de São João Batista #SantoAgostinho #SantodoDia

  • Santo Agostinho, Doutor da Igreja – 28 de Agosto

    SANTO DO DIA – 28 DE AGOSTO – SANTO AGOSTINHO DE HIPONA Bispo e doutor da Igreja (354-430) Aurélio Agostinho nasceu no dia 13 de novembro de 354, na cidade de Tagaste, hoje região da Argélia, na África. Era o primogênito de Patrício, um pequeno proprietário de terras, pagão. Sua mãe, ao contrário, era uma devota cristã, que agora celebramos como santa Mônica, no dia 27 de agosto. Mônica procurou criar o filho no seguimento de Cristo. Não foi uma tarefa fácil. Aliás, ela até adiou o seu batismo, receando que ele o profanasse. Mas a exemplo do provérbio que diz que ‘a luz não pode ficar oculta’, ela entendeu que Agostinho era essa luz. Aos 16 anos de idade, na exuberância da adolescência, foi estudar fora de casa. Na oportunidade, envolveu-se com a heresia maniqueísta e também passou a conviver com uma moça cartaginense, que lhe deu, em 372, um filho, Adeodato. Assim era Agostinho, um rapaz inquieto, sempre envolvido em paixões e atitudes contrárias aos ensinamentos da mãe e dos cristãos. Possuidor de uma inteligência rara, depois da fase de desmandos da juventude, centrou-se nos estudos e formou-se, brilhantemente, em retórica. Excelente escritor, dedicava-se à poesia e à filosofia. Procurando maior sucesso, Agostinho foi para Roma, onde abriu uma escola de retórica. Foi convidado para ser professor dessa matéria e de gramática em Milão. O motivo que o levou a aceitar o trabalho em Milão era poder estar perto do agora santo bispo Ambrósio, poeta e orador, por quem Agostinho tinha enorme admiração. Assim, passou a assistir aos seus sermões. Primeiro, seu interesse era só pelo conteúdo literário da pregação; depois, pelo conteúdo filosófico e doutrinário. Aos poucos, a pregação de Ambrósio tocou seu coração e ele se converteu, passando a combater a heresia maniqueísta e outras que surgiram. Foi batizado, junto com o filho Adeodato, pelo próprio bispo Ambrósio, na Páscoa do ano de 387, com 33 e 15 anos de idade, respectivamente. Nessa época, Agostinho passou por uma grande provação: seu filho morreu. Era um menino muito inteligente, a quem dedicava muita atenção e afeto. Decidiu, pois, voltar com a mãe para sua terra natal, a África, mas Mônica também veio a falecer, no porto de Óstia, não muito distante de Roma. Depois do sepultamento da mãe, Agostinho prosseguiu a viagem, chegando a Tagaste em 388. Lá, decidiu-se pela vida religiosa e, ao lado de alguns amigos, fundou uma comunidade monástica, cujas Regras escritas por ele deram, depois, origem a várias Ordens, femininas e masculinas. Porém, o então bispo de Hipona decidiu que ‘a luz não devia ficar oculta’ e convidou Agostinho para acompanhá-lo em suas pregações, pois já estava velho e doente. Para tanto, ele consagrou Agostinho sacerdote e, logo após a sua morte, em 397, Agostinho foi aclamado pelo povo como novo bispo de Hipona. Por 34 anos, Agostinho foi bispo daquela diocese, considerado o pai dos pobres, um homem de alta espiritualidade e um grande defensor da doutrina de Cristo. Na verdade, foi definido como o mais profundo e importante filósofo e teólogo do seu tempo. Sua obra iluminou quase todos os pensadores dos séculos seguintes. Escreveu livros importantíssimos, entre eles sua autobiografia, ‘Confissões’, e ‘Cidade de Deus’. Depois de uma grave enfermidade, morreu aos 76 anos de idade, em 28 de agosto de 430, pois os bárbaros haviam invadido sua cidade episcopal. Em 725, o seu corpo foi transladado para Pavia, Itália, sendo guardado na igreja São Pedro do Céu de Ouro, próximo do local de sua conversão. Santo Agostinho recebeu o honroso título de ‘Doutor da Igreja’ e é celebrado no dia de sua morte. Texto: Paulinas Internet Quem não conhece Santo Agostinho? Quem não conhece as Confissões, onde deplora os desvarios da juventude? Quem não conhece sua mãe, Santa Mônica, chorando noite e dia aquele filho, seguindo-o por toda a parte e implorando sem cessar ao céu, em seu favor? Conheça mais sobre Santo Agostinho Nasceu a 13 de novembro de 354, na pequena cidade de Tagaste, perto de Madaura e de Hipona, na Numídia, a Argélia atual. Seus pais era, de condição honesta; o pai, membro do corpo municipal, chamava-se Patrício, a mãe Mônica. Tiveram grande cuidado em o fazer instruir nas letras humanas e todos notavam nele um espírito excelente e disposições maravilhosas para as ciências. Tendo caído doente na infância, em perigo de morte, pediu o batismo sendo logo catecúmeno, pelo sinal da cruz e pelo sal. Sua mãe, piedosa e fervorosa cristã, dispunha tudo para a cerimônia. Mas de repente ele melhorou e o batismo foi adiado. Estudou primeiro, em Madaura, gramática e retórica até a idade de dezesseis anos, quando o pai o fez voltar a Tagaste e aí ficou um ano, enquanto se preparavam as coisas necessárias para que fosse terminar os estudos em Cartago; a paixão de mandar esse filho estudar obrigava o pai a esforços superiores à sua fortuna, que era medíocre. Durante a permanência em Tagaste, o jovem Agostinho, desprezando os sábios conselhos de sua mãe, começou por se deixar levar a amores desonestos, convidado pela ociosidade e pela complacência do pai, que ainda não era cristão. Mas o foi antes da morte, que aconteceu pouco depois. Agostinho chegou a Cartago e afundou-se cada vez mais no amor das mulheres, que fomentava com espetáculos dos teatros. Não deixava de pedir a Deus a castidade, mas, acrescenta, que não seja agora. Entretanto caminhava com grande êxito nos estudos, que tinham por objetivo chegar a cargos e à magistratura, pois a eloquência lhes era então o caminho. Entre as obras de Cícero, que estudava, leu o Hortensius que não temos mais e que era uma exortação à filosofia. Ele ficou encantado e começou então, na idade de dezenove anos, a desprezar as vãs esperanças do mundo e a desejar a sabedoria e os bens imortais. Foi o primeiro movimento de sua conversão. A única coisa que o desgostava nos filósofos é que neles não encontrava o nome de Jesus Cristo que tinha recebido com o leite de mãe e que tinha causado profunda impressão em seu coração. Quis então ler as Sagradas Escrituras, mas a simplicidade do estilo desagradou-lhe, habituado como estava à elegância de Cícero. Depois, caiu nas mãos dos maniqueus que, falando somente de Jesus Cristo, do Espírito Santo e da verdade, o seduziram com seus discursos pomposos, deram-lhe o gosto por suas ilusões e aversão pelo Novo Testamento. Entretanto, sua mãe, mais aflita do que se tivesse visto morto, não queria mais comer com ele; veio consolá-la este sonho: Ela estava num bosque e um jovem resplandecente vinha a ela, sorrindo, perguntando-lhe a causa de seus penas; ela respondeu-lhe que chorava a perda do filho. Vede, disse ele, está convosco! De fato, viu-o junto de si, no mesmo lugar. Contou depois o sonho a Agostinho, que lhe disse: Vós vereis o que eu sou. Mas ela respondeu sem hesitar: Não! Porque não me disseram: Tu estarás onde ele está mas ele estará onde tu estás. Desde aquele tempo, viveu e comeu com ele, como antes. Dirigiu-se a um santo bispo e rogou-lhe falasse ao filho. O bispo respondeu: ainda é muito indócil e está muito cheio daquela heresia, que lhe é nova. Deixai-o, e contentai-vos de rogar por ele, ele verá, lendo, qual é seu erro. Eu que vos falo, na minha infância fui entregue aos maniqueus por minha mãe, que tinham seduzido; não somente li, mas transcrevi quase todos os seus livros e eu mesmo me enganei. A mãe não se contentou com as palavras do santo bispo; chorando abundantemente, continuou a insistir que falasse ao filho; o bispo respondeu com certo humor: Ide, é impossível que o filho de tantas lágrimas pereça! O que ela ouviu como um oráculo do céu. Seu filho, todavia, ficou nove anos maniqueu desde os dezenove anos até os vinte e oito. Tendo terminado os estudos, ensinou, na sua cidade de Tagaste, gramática e depois retórica. Um arúspice se ofereceu para fazê-lo ganhar o prêmio numa disputa de poesia, por meio de alguns sacrifícios de animais; mas ele rejeitou-o com horror não querendo ter relação alguma com demônios. Todavia, não fazia dificuldade em consultar os astrólogos e ler-lhes os livros. Mas disso foi dissuadido por um sábio ancião, chamado Vindiciano, médico famoso, que tinha reconhecido, por experiência, a vaidade desse estudo. Agostinho tinha então um amigo íntimo, que ele também fizera maniqueu, pois cuidava de seduzir os outros. O amigo caiu doente e ficou muito tempo fora de si: como se perdera a esperança de o salvar, deram-lhe o batismo. Quando voltou a si, Agostinho quis zombar do batismo que tinha recebido naquele estado: mas o doente repeliu as palavras com horror e disse-lhe, com inesperada liberdade, que, se queria ser seu amigo, não lhe devia nunca mais falar daquele modo. Morreu poucos dias depois, fiel à graça. Agostinho, que o amava como a si mesmo, ficou inconsolável com a morte. Tinha mais ou menos vinte e seis anos, quando escreveu dois ou três livros: – Da beleza e da Decência – que não chegaram até nós. Descobriu, nesse tempo, que sob a máscara de piedade os maniqueus, que se chamavam de santos e eleitos, ocultavam os costumes mais depravados. Cita vários escândalos públicos. Ao mesmo tempo começava a se aborrecer com as lendas que contavam, principalmente sobre o sistema do mundo, a natureza dos corpos e dos elementos. Tais conhecimentos, dizia, não são necessários à religião: é preciso não mentir e não se vangloriar de saber o que não se sabe, principalmente quando se quer passar, como Manés, por ser guiado pelo Espírito Santo. Gostava muito mais das razões que os matemáticos e os filósofos davam dos eclipses, dos solstícios e do curso de astros. Naquele tempo persuadiram-no a ensinar em Roma, onde os alunos eram mais razoáveis que em Cartago. Embarcou contra a vontade de sua mãe e a enganou sob o pretexto de acompanhar um amigo até o porto. Chegando a Roma, caiu doente de febre que o levou às últimas; mas não pediu o batismo. Morava em casa de um maniqueu e continuava a frequentá-los, preso pelos laços de amizade; não mais esperava encontrar a verdade entre eles e não se decidia a procurá-la na igreja católica, tanto tinha prevenções contra tal doutrina. Começou então, a pensar que os filósofos acadêmicos, que duvidavam de tudo, poderiam bem ser os mais sábios e repreendia o hospedeiro por sua excessiva fé nas fábulas dos maniqueus. Entretanto, a cidade de Milão mandou pedir a Símaco, prefeito de Roma, um professor de retórica e pelo prestígio dos maniqueus, Agostinho obteve lugar, depois de ter feito prova de sua capacidade, com um discurso. Assim veio a Milão, no ano 384, tendo trinta anos de idade. Santo Ambrósio, recebeu-o com tão paterna bondade, que começou por lhe ganhar o coração. Agostinho ouvia-lhe assiduamente os sermões, somente pela beleza do estilo e para ver se sua eloquência correspondia à fama. Estava encantado com a sua suavidade da linguagem, ma sábia que a de Fausto,, mas com menos graça na recitação. Não prestava, a princípio, atenção às coisas que dizia Santo Ambrósio; mas insensivelmente e sem que tomasse cuidado, as coisas entravam-lhe no espírito com as palavras e viu que a doutrina católica era pelo menos sustentável. Resolveu então, de repente, deixar os maniqueus e ficar na qualidade de catecúmeno, como era, na Igreja, que seus pais lhe tinham recomendado, isto é, na Igreja Católica, até que a verdade lhe aparecesse mais claramente. Santa Mônica tinha vindo procurá-lo com tal fé, que passando o mar consolava os marinheiros, mesmo nos maiores perigos, pela certeza que Deus lhe tinha dado de que muito em breve estaria junto do filho. Quando ele lhe disse que não era mais maniqueu, mas que ainda não era católico, ela não ficou admirada; respondeu tranquilamente que tinha certeza de o ver fiel católico antes de sair desta vida. Entretanto, continuava suas orações e ouvia os sermões de Santo Ambrósio que ela amava como um anjo de Deus, sabendo que tinha levado o filho àquele estado de dúvida, que devia ser a crise do mal. Santo Ambrósio, amava, por sua vez, Santa Mônica pela piedade e boas obras e muitas vezes felicitava Agostinho por ter tal mãe, pois toda sua vida tinha sido virtuosa. Ela tinha nascido numa família cristã, onde tivera boa educação. Tinha sido perfeitamente sujeita a seu marido, sofrendo mau proceder e mais tratos com paciência que servia de exemplo a outras mulheres e ela o ganhou a Deus, no fim da vida. Tinha um talento particular em reunir pessoas divididas. Depois que enviuvou, deu-se às obras de piedade; fazia grandes esmolas, servia os pobres, jamais deixava de levar sua oferta ao altar, nem de ir duas vezes a igreja, pela manhã e à noite, para ouvir a palavra de Deus e fazer as orações, que eram toda sua vida. Deus comunicava-se a ela por visões; sabia distinguir sonhos e pensamentos naturais. Assim era Santa Mônica, com relação a Santo Agostinho. (…) Santo Agostinho foi batizado por Santo Ambrósio com seu amigo Alípio e seu filho Adeodato, de mais ou menos quinze anos. Foram batizados na Vigília da Páscoa que naquele ano, 387, foi o dia 25 de abril, como Santo Ambrósio tinha determinado, sendo consultado pelos bispos da Província da Emília. Foi, como se crê, nessa ocasião que Santo Ambrósio fez aos recém-batizados a instrução que compõe seu livro – Dos mistérios, – ou daqueles que foram iniciados. Santo Agostinho, depois do batismo, tendo examinado em que lugar poderia servir a Deus mais utilmente, resolveu voltar à África com a mãe, o filho, o irmão e um jovem chamado Evódio. Este era também de Tagaste; sendo agente do imperador, converteu-se, recebeu o batismo, antes de Santo Agostinho e deixou o emprego para servir a Deus. Quando chegaram a Óstia, descansaram da longa viagem que tinham feito desde Milão e prepararam-se para embarcar. Um dia, Santo Agostinho e sua mãe, apoiados a uma janela com extrema doçura, esquecendo todo o passado e levando os pensamentos para o futuro, indagaram qual seria a vida eterna dos santos. Elevaram-se acima de todos os prazeres dos sentidos; percorreram por graus todos os corpos o céu mesmo e os astros. Chegaram até às almas e passando por todas as criaturas mesmo espirituais, chegaram às sabedoria eterna, pela qual existem e que existe sempre, sem diferença e tempo. Atingiram, por um momento, a ponta do espírito e sentiram ser obrigados a voltar ao rumor da voz, onde a palavra começa e termina. Então sua mãe disse: Meu filho! Quanto ao que me concerne, não tenho mais nenhum prazer nesta vida. Não sei o que ainda faço aqui agora, nem por que cá estou. A única coisa que me fazia desejar ficar aqui era ver-vos um cristão católico antes de morrer. Deus me concedeu mais do que isso, eu vos vejo consagrado a seu serviço, tendo desprezado a felicidade terrestre. Mais ou menos cinco dias depois, caiu doente de febre. Durante a enfermidade desfaleceu, um dia; quando voltou a si, olhou Agostinho, e seu irmão Navígio, e disse-lhes: Onde estava eu? Depois, vendo-os tomados de dor, acrescentou: Deixareis aqui vossa mãe. Navígio desejava que ela morresse em sua terra natal. Mas ela olhou severamente para ele, como para o repreender e disse a Agostinho: Vedes o que diz! Enfim, dirigindo-se a ambos: Ponde este corpo, disse ela, onde vos aprouver, não vos inquieteis. Rogo-vos somente que me lembreis no altar do Senhor, em qualquer parte onde estiverdes. Morreu no nono dia da doença, na idade de cinquenta e seis anos e aos trinta e três de Santo Agostinho, isto é, no mesmo ano de seu batismo, 387. Logo que passou à eternidade, Agostinho fechou-lhe os olhos. O jovem Adeodato soltava gritos de dor; mas todos os assistentes o fizeram calar, não vendo motivo algum de lágrimas naquela morte e Agostinho reteve as suas, fazendo-se muita violência. Evódio tomou o saltério e começou a cantar o salmo 100: Cantarei em vosso louvor, ó Senhor, a misericórdia e a justiça: Todos respondiam e logo se reuniu grande quantidade de pessoas piedosas de um e outro sexo. Levaram o corpo; ofereceu-se pela falecida o sacrifício de nossa Redenção; fizeram´se ainda orações junto do sepulcro, segundo o costume, na presença do corpo, antes de o enterrar. Santo Agostinho, não chorou durante toda a cerimônia, mas por fim, de noite, deixou correrem as lágrimas para aliviar a dor. Rogou por sua mãe, como fazia muito tempo depois, escrevendo todas as circunstâncias daquela morte no livro de suas – Confissões – ele roga aos leitores lembrarem-se no santo altar, de Mônica, sua mãe e sei pai, Patrício. Depois da morte de sua mãe, Santo Agostinho voltou de Óstia para Roma, onde ficou o resto do ano 387 e todo o ano 388. Seus primeiros trabalhos, depois do batismo, foram para a conversão dos maniqueus, cujos erros acabava de deixar. Não podia tolerar a insolência com a qual aqueles impostores elogiavam a pretensa continência e abstinências supersticiosas, para enganar os ignorantes e caluniar a Igreja. Compôs então dois livros: – Da Moral e dos Costumes, Da Igreja Católica, e Da Moral e dos Costumes dos maniqueus. (…) Sua aflição tornou-se ainda bem maior quando viu a cidade de Hipona sitiada. Entretanto, tinha a consolação de ver consigo vários bispos, entre outros Possídio de Cálamo, um dos mais ilustres de seus discípulos, o mesmo que nos deixou sua biografia. Uniam seus penares, seus gemidos e suas lágrimas. Santo Agostinho pedia a Deus, em particular, lhe aprouvesse libertar Hipona dos inimigos que a cercavam, ou que pelo menos, desse aos servos a força de suportar os males de que estavam ameaçados, ou enfim de os retirar do mundo e de os chamar a si. De fato caiu doente de febre no terceiro mês do cerco e viu-se logo que Deus não tinha rejeitado a oração de seu servo. Durante a doença mandou escrever e colocar junto da parede, perto de seu leito, os salmos Davi sobre a penitência; lia-os derramando lágrimas. Dez dias antes da morte, rogou aos amigos mais íntimos e aos mesmos bispos, que ninguém entrasse em seu quarto, senão quanto viesse o médico para o ver, ou lhe trouxessem o alimento; empregava todo o tempo em oração. Enfim, chegou seu último dia; Possídio e os outros amigos vieram juntar orações às suas, que ele só interrompeu, quando adormeceu em paz.. Até então, tinha conservado o uso de todos os membros e nem o ouvido, nem a vista se tinham debilitado. Como tinha abraçado a pobreza voluntária, não fez testamento; nada tinha a deixar, mas recomendou-se se conservasse com cuidado a biblioteca da igreja e todos os livros que podia ter em casa, para aqueles que viessem depois dele. Possídio conta que tendo sido a cidade de Hipona incendiada algum tempo depois, essa biblioteca foi conservada no meio do saque dos bárbaros. Põe-se a morte de Santo Agostinho a 28 de agosto de 430. Vivera setenta e seis anos, e servira a Igreja perto de quarenta na qualidade de padre e de bispo. Com Santo Agostinho morreu de algum modo a África cristã e civilizada. Depois desse tempo, até que espirou sob os ferros dos muçulmanos, sua existência foi somente uma longa agonia. Hoje pareceria que a Providência a quer ressuscitar e ressuscitá-la pela mesma província que Santo Agostinho ilustrou por sua vida e morte, o país da Argélia e de Bone. Quem não conhece Santo Agostinho? Quem não conhece as Confissões, onde deplora os desvarios da juventude? Quem não conhece sua mãe, Santa Mônica, chorando noite e dia aquele filho, seguindo-o por toda a parte e implorando sem cessar ao céu, em seu favor? Foi somente na idade de trinta e dois anos que esse filho de tantas lágrimas se livrou inteiramente da heresia maniquéia e da escravidão das paixões corrompidas e recebeu o batismo das mãos de Santo Ambrósio. Mas quem poderia dizer quanto sua conversão foi perfeita! Com que amarga trsiteza chorou faltas passadas, embora tivesse sido apagadas inteiramente pelo batismo; com que ardor amou a Deus; com que zelo trabalhou para sua glória! Ai de nós; se o imitamos mais ou menos nos seus desvarios, quando o imitaremos na santidade de vida? Mas que nos impede chorar nossas faltas como ele, amarmos a Deus como ele, sermos humildes como ele? Pois ele também, esse grande santo, foi religioso. Pouco depois da conversão, renunciou a tudo o que possuía de bens e viveu em comunidade religiosa, com os amigos. E quando foi feito bispo de Hipona, fez de sua casa episcopal um mosteiro, onde vivia em religião, com seus padres e diáconos. Como o exemplo desse grande santo, depois do de tantos outros nos deve fazer estimar e amar a vocação religiosa. Desejamos saber de Santo Agostinho mesmo qual é a verdadeira fonte de santidade? Escutemos o que diz: a primeira coisa para se chegar à verdadeira sabedoria é a humildade; a segunda é a humildade; a terceira é a humildade e tantas vezes quantas me fizésseis essa pergunta, tantas vezes vos daria a mesma resposta. Não, que não haja outros preceitos, mas se a humildade não preceder, não acompanhar e não seguir, o orgulho tirará de nossas mãos tudo o que fizermos de bem. (Vida dos Santos, Padre Rohbacher, Volume XV, p. 268 à 305) Leia também: .: Santo do Dia – 27 de Agosto – Santa Mônica .: Santo do Dia – 29 de Agosto – Martírio de São João Batista #SantoAgostinho #SantodoDia

  • Décimo Segundo Dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade. Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

  • Décimo Segundo Dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade. Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

  • Frei Betto no Vaticano: Anatomia de um Herege

    Frei Betto, grande difusor da Teologia da Libertação e um dos pais fundadores do PT, esteve recentemente no Vaticano onde se encontrou com o Papa Francisco e deu entrevista à Rádio Vaticana, expondo suas ideias revolucionárias. Nesta fala a um órgão oficial de comunicação do Vaticano, o “semi” frei expõe uma parte de seu repertório de heresias e doutrinas heterodoxas, fazendo ver a que ponto chegou a infiltração dos revolucionários dentro da Igreja. Os inimigos de Cristo e da Santa Igreja estão a utilizar a estrutura da própria Igreja para combater os ensinamentos da Igreja, ensinar erros e heresias com o objetivo de destruir a fé dos fiéis de modo que se possa mais facilmente instrumentalizá-los… Confina na formação de hoje, acesse no horário marcado: ⚠️ Você é nosso convidado especial! A formação acontecerá hoje, domingo, 21h horário de Brasília. #Formaçõesaovivo

  • Frei Betto no Vaticano: Anatomia de um Herege

    Frei Betto, grande difusor da Teologia da Libertação e um dos pais fundadores do PT, esteve recentemente no Vaticano onde se encontrou com o Papa Francisco e deu entrevista à Rádio Vaticana, expondo suas ideias revolucionárias. Nesta fala a um órgão oficial de comunicação do Vaticano, o “semi” frei expõe uma parte de seu repertório de heresias e doutrinas heterodoxas, fazendo ver a que ponto chegou a infiltração dos revolucionários dentro da Igreja. Os inimigos de Cristo e da Santa Igreja estão a utilizar a estrutura da própria Igreja para combater os ensinamentos da Igreja, ensinar erros e heresias com o objetivo de destruir a fé dos fiéis de modo que se possa mais facilmente instrumentalizá-los… Confina na formação de hoje, acesse no horário marcado: ⚠️ Você é nosso convidado especial! A formação acontecerá hoje, domingo, 21h horário de Brasília. #Formaçõesaovivo

  • Homilia Dominical | As chaves que abrem as portas do Céu

    21º Domingo do Tempo Comum No Evangelho deste domingo, a Igreja proclama a célebre passagem da profissão de fé de São Pedro Apóstolo, após a qual Jesus Cristo lhe diz: “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. Mas o que são, afinal de contas, essas chaves que Nosso Senhor promete entregar a São Pedro? O que essas chaves tem a ver com a missão evangelizadora da Igreja? E qual sua relação com a nossa salvação? #HomiliaDiária

  • Homilia Dominical | As chaves que abrem as portas do Céu

    21º Domingo do Tempo Comum No Evangelho deste domingo, a Igreja proclama a célebre passagem da profissão de fé de São Pedro Apóstolo, após a qual Jesus Cristo lhe diz: “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. Mas o que são, afinal de contas, essas chaves que Nosso Senhor promete entregar a São Pedro? O que essas chaves tem a ver com a missão evangelizadora da Igreja? E qual sua relação com a nossa salvação? #HomiliaDiária

  • JÁ OUVIU FALAR EM “JOELHOFOBIA”?

    Como é triste perceber que tantos católicos perderam a fé na Eucaristia, ou por falta de uma boa catequese não dobram seus joelhos na presença de Jesus Sacramentado. Leia este artigo e no final assista o vídeo . No simbolismo litúrgico oficial da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, o ato de ajoelhar é o mais significativo gesto corporal de adoração à Nosso Senhor Jesus Cristo, Presente Verdadeiramente no Santíssimo Sacramento do Altar em Corpo, Sangue, Alma e Divindade (Catecismo da Igreja Católica, 1373-1381). Tenho escutado, entretanto, repetidos relatos de situações que fiéis católicos tem passado tanto aqui no Brasil como em outros países, diante de sacerdotes e ministros da comunhão eucarística que tem negado ministrar o Corpo de Nosso Senhor à quem deseja recebê-Lo ajoelhado, muitas vezes determinando que o fiel se levante em plena fila da Sagrada Comunhão, fazendo-o passar por uma situação humilhante e constrangedora e gerando um escândalo enorme. Mas o que diz a lei da Santa Igreja à respeito disso? A este respeito, a Sagrada Congregação para os Sacramentos e Culto Divino publicou, em Julho de 2002 um documento proibindo a atitude de sacerdotes que negam ministrar a Comunhão a quem deseja receber Nosso Senhor ajoelhado. Diz o documento: “A recusa da Comunhão a um fiel que esteja ajoelhado, é grave violação de um dos direitos básicos dos fiéis cristãos. (…) Mesmo naqueles países em que esta Congregação adotou a legislação local que reconhece o permanecer em pé como postura normal para receber a Sagrada Comunhão, ela o fez com a condição de que os comungantes desejosos de se ajoelhar não seria recusada a Sagrada Eucaristia. (…) A prática de ajoelhar-se para receber a Santa Comunhão tem em seu favor uma antiga tradição secular, e é um sinal particularmente expressivo de adoração, completamente apropriado, levando em conta a verdadeira, real e significativa presença de Nosso Senhor Jesus Cristo debaixo das espécies consagradas. (…) Os sacerdotes devem entender que a Congregação considerará qualquer queixa desse tipo com muita seriedade, e, caso sejam procedentes, atuará no plano disciplinar de acordo com a gravidade do abuso pastoral.” (Protocolo no 1322/02/L) Tal intervenção foi reiterada em 2003. Leia também Peça ao seu anjo para recolher as partículas consagradas perdidas durante a comunhão Também a instrução Redemptionis Sacramentum, instrução publicada pela mesma congregação em 2004, determina: “Qualquer batizado católico, a quem o direito não o proíba, deve ser admitido à sagrada Comunhão. Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé.” (RS, 91) Com efeito, a forma tradicional que a Santa Igreja tem de receber o Corpo de Nosso Senhor é de joelhos (e diretamente na boca), em sinal de adoração à Nosso Senhor. Se as normas litúrgicas atualmente permitem que se receba o Corpo de Nosso Senhor em pé, é preciso que tenhamos clareza que, se por um lado a concessão torna isso moralmente lícito, por outro lado isto é uma concessão à regra tradicional, e que aqueles que desejarem receber o Corpo de Nosso Senhor ajoelhados, em sinal de adoração, são livres para fazê-lo. Vejo ainda muitos afirmarem que também na Consagração Eucarística deve-se permanecer em pé e não ajoelhado, e muitos afirmam inclusive que aprenderam isso em Cursos de Liturgia (!). Mas também quanto à isso à lei da Santa Igreja é clara em afirmar na Instrução Geral no Missal Romano determina que os fiéis estejam “de joelhos durante a consagração, exceto se razões de saúde, a estreiteza do lugar, o grande número dos presentes ou outros motivos razoáveis a isso obstarem. Aqueles, porém, que não estão de joelhos durante a consagração, fazem uma inclinação profunda enquanto o sacerdote genuflecte após a consagração.” (IGMR, 43) Teriam as Conferências Episcopais autonomia para essa norma que diz respeito à postura corporal dos fiéis na Consagração? A própria Introdução do Missal responde: “Compete, todavia, às Conferências Episcopais, segundo as normas do direito, adaptar à mentalidade e tradições razoáveis dos povos os gestos e atitudes indicados no Ordinário da Missa.” (IGMR). Porém, compete às Conferências dos Bispos definir as adaptações, e introduzi-las no próprio Missal, com a aprovação da Sé Apostólica, pontos indicados nesta Instrução geral e no Ordinário da Missa, como: – gestos e posições do corpo dos fiéis (cf. acima, n. 43);” (IGMR, 390) Isto significa que, de fato, nem mesmo as Conferências Episcopais tem autonomia para alterar a lei litúrgica de os fiéis ajoelharem-se na Consagração, sem a autorização expressa de Roma. Assista também “Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação!” Temos então, nestas situações em que citamos, uma verdadeira “joelhofobia”, em desacordo com o senso litúrgico e em desobediência explícita à lei da Santa Igreja. E escuto para isso argumentações como: “Deve-se estar não de joelhos, mas em pé como sinal de prontidão”; ou “A Eucaristia é banquete e ninguém come ajoelhado”; ou ainda “A Eucaristia é para ser comida, não para ser adorada”. Ora, todas estas argumentações estão equivocadas! A Consagração e a Comunhão Eucarística são, antes de qualquer coisa, momentos sublimes de adoração, pois a Hóstia Consagrada é a Presença Real de Nosso Senhor; já dizia Santo Agostinho, Doutor da Santa Igreja: “Ninguém coma desta Carne se antes não A adorou.” A Santa Missa é a Renovação do Único e Eterno Sacrifício de Nosso Senhor, e embora tenha uma dimensão de banquete e ceia, é um banquete essencialmente sacrifical, que perde totalmente o sentido se não reconhecermos nele a dimensão de Sacrifício. Na Santa Missa não nos alimentamos de uma comida qualquer como em um banquete ou ceia comuns, mas sim da Carne e do Sangue de Nosso Senhor, escondidos sob a aparência do pão e do vinho. Por isso nos ensinou o saudoso Papa João Paulo II que não se pode esquecer que o “banquete eucarístico tem também um sentido primária e profundamente sacrifical” (Mane Nobiscum Domine, 15). Ocorre que, na atual crise doutrinária e litúrgica que vivemos, muitos “católicos” ditos “progressistas” negam ou obscurecem a Presença Real de Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento do Altar e o caráter sacrifical da Santa Missa, vivendo-a como se fosse um simples banquete, ceia, festa ou reunião social. Sobre isso, lamenta o saudoso Papa João Paulo II na sua fabulosa encíclica Ecclesia de Eucharistia: “As vezes transparece uma compreensão muito redutiva do mistério eucarístico. Despojado do seu valor sacrifical, é vivido como se em nada ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro fraterno ao redor da mesma. Além disso, a necessidade do sacerdócio ministerial, que se fundamenta na sucessão apostólica, fica às vezes obscurecida, e a sacramentalidade da Eucaristia é reduzida à simples eficácia do anúncio. (…) Como não manifestar profunda mágoa por tudo isto? A Eucaristia é um Dom demasiadamente grande para suportar ambiguidades e reduções.” (EE 10) Consequência natural disso é a desvalorização e o desaparecimento, em muitos lugares, do sinais e símbolos litúrgicos que expressam a fé católica no que diz respeito ao Santo Sacrifício da Missa, tais como: os paramentos litúrgicos, as velas, o incenso, a genuflexão, o dobrar os joelhos e assim por diante. É necessário uma nova tomada de consciência entre os católicos, para que, em obediência ao Sumo Pontífice Gloriosamente Reinante – o Papa Bento XVI -, o Santo Sacrifício da Missa seja conhecido e valorizado em sua essência, seus sinais e símbolos sejam também valorizados e as leis litúrgicas sejam, de fato, obedecidas, contrapondo-nos à esta “joelhofobia” e à todos os demais abusos litúrgicos, para a Glória de Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento. Assista também: Assista também AS TERRÍVEIS CONSEQUÊNCIAS DA COMUNHÃO NA MÃO #FormaçõesCatólicas #Liturgia

  • JÁ OUVIU FALAR EM “JOELHOFOBIA”?

    Como é triste perceber que tantos católicos perderam a fé na Eucaristia, ou por falta de uma boa catequese não dobram seus joelhos na presença de Jesus Sacramentado. Leia este artigo e no final assista o vídeo . No simbolismo litúrgico oficial da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, o ato de ajoelhar é o mais significativo gesto corporal de adoração à Nosso Senhor Jesus Cristo, Presente Verdadeiramente no Santíssimo Sacramento do Altar em Corpo, Sangue, Alma e Divindade (Catecismo da Igreja Católica, 1373-1381). Tenho escutado, entretanto, repetidos relatos de situações que fiéis católicos tem passado tanto aqui no Brasil como em outros países, diante de sacerdotes e ministros da comunhão eucarística que tem negado ministrar o Corpo de Nosso Senhor à quem deseja recebê-Lo ajoelhado, muitas vezes determinando que o fiel se levante em plena fila da Sagrada Comunhão, fazendo-o passar por uma situação humilhante e constrangedora e gerando um escândalo enorme. Mas o que diz a lei da Santa Igreja à respeito disso? A este respeito, a Sagrada Congregação para os Sacramentos e Culto Divino publicou, em Julho de 2002 um documento proibindo a atitude de sacerdotes que negam ministrar a Comunhão a quem deseja receber Nosso Senhor ajoelhado. Diz o documento: “A recusa da Comunhão a um fiel que esteja ajoelhado, é grave violação de um dos direitos básicos dos fiéis cristãos. (…) Mesmo naqueles países em que esta Congregação adotou a legislação local que reconhece o permanecer em pé como postura normal para receber a Sagrada Comunhão, ela o fez com a condição de que os comungantes desejosos de se ajoelhar não seria recusada a Sagrada Eucaristia. (…) A prática de ajoelhar-se para receber a Santa Comunhão tem em seu favor uma antiga tradição secular, e é um sinal particularmente expressivo de adoração, completamente apropriado, levando em conta a verdadeira, real e significativa presença de Nosso Senhor Jesus Cristo debaixo das espécies consagradas. (…) Os sacerdotes devem entender que a Congregação considerará qualquer queixa desse tipo com muita seriedade, e, caso sejam procedentes, atuará no plano disciplinar de acordo com a gravidade do abuso pastoral.” (Protocolo no 1322/02/L) Tal intervenção foi reiterada em 2003. Leia também Peça ao seu anjo para recolher as partículas consagradas perdidas durante a comunhão Também a instrução Redemptionis Sacramentum, instrução publicada pela mesma congregação em 2004, determina: “Qualquer batizado católico, a quem o direito não o proíba, deve ser admitido à sagrada Comunhão. Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé.” (RS, 91) Com efeito, a forma tradicional que a Santa Igreja tem de receber o Corpo de Nosso Senhor é de joelhos (e diretamente na boca), em sinal de adoração à Nosso Senhor. Se as normas litúrgicas atualmente permitem que se receba o Corpo de Nosso Senhor em pé, é preciso que tenhamos clareza que, se por um lado a concessão torna isso moralmente lícito, por outro lado isto é uma concessão à regra tradicional, e que aqueles que desejarem receber o Corpo de Nosso Senhor ajoelhados, em sinal de adoração, são livres para fazê-lo. Vejo ainda muitos afirmarem que também na Consagração Eucarística deve-se permanecer em pé e não ajoelhado, e muitos afirmam inclusive que aprenderam isso em Cursos de Liturgia (!). Mas também quanto à isso à lei da Santa Igreja é clara em afirmar na Instrução Geral no Missal Romano determina que os fiéis estejam “de joelhos durante a consagração, exceto se razões de saúde, a estreiteza do lugar, o grande número dos presentes ou outros motivos razoáveis a isso obstarem. Aqueles, porém, que não estão de joelhos durante a consagração, fazem uma inclinação profunda enquanto o sacerdote genuflecte após a consagração.” (IGMR, 43) Teriam as Conferências Episcopais autonomia para essa norma que diz respeito à postura corporal dos fiéis na Consagração? A própria Introdução do Missal responde: “Compete, todavia, às Conferências Episcopais, segundo as normas do direito, adaptar à mentalidade e tradições razoáveis dos povos os gestos e atitudes indicados no Ordinário da Missa.” (IGMR). Porém, compete às Conferências dos Bispos definir as adaptações, e introduzi-las no próprio Missal, com a aprovação da Sé Apostólica, pontos indicados nesta Instrução geral e no Ordinário da Missa, como: – gestos e posições do corpo dos fiéis (cf. acima, n. 43);” (IGMR, 390) Isto significa que, de fato, nem mesmo as Conferências Episcopais tem autonomia para alterar a lei litúrgica de os fiéis ajoelharem-se na Consagração, sem a autorização expressa de Roma. Assista também “Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação!” Temos então, nestas situações em que citamos, uma verdadeira “joelhofobia”, em desacordo com o senso litúrgico e em desobediência explícita à lei da Santa Igreja. E escuto para isso argumentações como: “Deve-se estar não de joelhos, mas em pé como sinal de prontidão”; ou “A Eucaristia é banquete e ninguém come ajoelhado”; ou ainda “A Eucaristia é para ser comida, não para ser adorada”. Ora, todas estas argumentações estão equivocadas! A Consagração e a Comunhão Eucarística são, antes de qualquer coisa, momentos sublimes de adoração, pois a Hóstia Consagrada é a Presença Real de Nosso Senhor; já dizia Santo Agostinho, Doutor da Santa Igreja: “Ninguém coma desta Carne se antes não A adorou.” A Santa Missa é a Renovação do Único e Eterno Sacrifício de Nosso Senhor, e embora tenha uma dimensão de banquete e ceia, é um banquete essencialmente sacrifical, que perde totalmente o sentido se não reconhecermos nele a dimensão de Sacrifício. Na Santa Missa não nos alimentamos de uma comida qualquer como em um banquete ou ceia comuns, mas sim da Carne e do Sangue de Nosso Senhor, escondidos sob a aparência do pão e do vinho. Por isso nos ensinou o saudoso Papa João Paulo II que não se pode esquecer que o “banquete eucarístico tem também um sentido primária e profundamente sacrifical” (Mane Nobiscum Domine, 15). Ocorre que, na atual crise doutrinária e litúrgica que vivemos, muitos “católicos” ditos “progressistas” negam ou obscurecem a Presença Real de Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento do Altar e o caráter sacrifical da Santa Missa, vivendo-a como se fosse um simples banquete, ceia, festa ou reunião social. Sobre isso, lamenta o saudoso Papa João Paulo II na sua fabulosa encíclica Ecclesia de Eucharistia: “As vezes transparece uma compreensão muito redutiva do mistério eucarístico. Despojado do seu valor sacrifical, é vivido como se em nada ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro fraterno ao redor da mesma. Além disso, a necessidade do sacerdócio ministerial, que se fundamenta na sucessão apostólica, fica às vezes obscurecida, e a sacramentalidade da Eucaristia é reduzida à simples eficácia do anúncio. (…) Como não manifestar profunda mágoa por tudo isto? A Eucaristia é um Dom demasiadamente grande para suportar ambiguidades e reduções.” (EE 10) Consequência natural disso é a desvalorização e o desaparecimento, em muitos lugares, do sinais e símbolos litúrgicos que expressam a fé católica no que diz respeito ao Santo Sacrifício da Missa, tais como: os paramentos litúrgicos, as velas, o incenso, a genuflexão, o dobrar os joelhos e assim por diante. É necessário uma nova tomada de consciência entre os católicos, para que, em obediência ao Sumo Pontífice Gloriosamente Reinante – o Papa Bento XVI -, o Santo Sacrifício da Missa seja conhecido e valorizado em sua essência, seus sinais e símbolos sejam também valorizados e as leis litúrgicas sejam, de fato, obedecidas, contrapondo-nos à esta “joelhofobia” e à todos os demais abusos litúrgicos, para a Glória de Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento. Assista também: Assista também AS TERRÍVEIS CONSEQUÊNCIAS DA COMUNHÃO NA MÃO #FormaçõesCatólicas #Liturgia

  • Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho – 27 de agosto

    SANTO DO DIA – 27 DE AGOSTO – SANTA MÔNICA Viúva (332-387) Mônica nasceu em Tagaste, atual Argélia, na África, no ano 332, no seio de uma família cristã. Desde muito cedo dedicou sua vida a ajudar os pobres, que visitava com frequência, levando o conforto por meio da Palavra de Deus. Teve uma vida muito difícil. O marido era um jovem pagão muito rude, de nome Patrício, que a maltratava. Mônica suportou tudo em silêncio e mansidão. Encontrava o consolo nas orações que elevava a Cristo e à Virgem Maria pela conversão do esposo. E Deus recompensou sua dedicação, pois ela pôde assistir ao batismo do marido, que se converteu sinceramente um ano antes de morrer. Tiveram dois filhos, Agostinho e Navígio, e uma filha, Perpétua, que se tornou religiosa. Porém Agostinho foi sua grande preocupação, motivo de amarguras e muitas lágrimas. Mesmo dando bons conselhos e educando o filho nos princípios da religião cristã, a vivacidade, inconstância e o espírito de insubordinação de Agostinho fizeram com que a sábia mãe adiasse o seu batismo, com receio de que ele profanasse o sacramento. E teria acontecido, porque Agostinho, aos 16 anos, saindo de casa para continuar os estudos, tomou o caminho dos vícios. O coração de Mônica sofria muito com as notícias dos desmandos do filho e por isso redobrava as orações e penitências. Certa vez, ela foi pedir os conselhos do bispo, que a consolou dizendo: ‘Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas’. Agostinho tornou-se um brilhante professor de retórica em Cartago. Mas, procurando fugir da vigilância da mãe aflita, às escondidas embarcou em um navio para Roma, e depois para Milão, onde conseguiu o cargo de professor oficial de retórica. Mônica, desejando a todo custo ver a recuperação do filho, viajou também para Milão, onde, aos poucos, terminou seu sofrimento. Isso porque Agostinho, no início por curiosidade e retórica, depois por interesse espiritual, tinha se tornado frequentador dos envolventes sermões de santo Ambrósio. Foi assim que Agostinho se converteu e recebeu o batismo, junto com seu filho Adeodato. Assim, Mônica colhia os frutos de suas orações e de suas lágrimas. Mãe e filho decidiram voltar para a terra natal, mas, chegando ao porto de Óstia, perto de Roma, Mônica adoeceu e logo depois faleceu. Era 27 de agosto de 387 e ela tinha 56 anos. O papa Alexandre III confirmou o tradicional culto a santa Mônica, em 1153, quando a proclamou Padroeira das Mães Cristãs. A sua festa é celebrada no dia de sua morte. O seu corpo, venerado durante séculos na igreja de Santa Áurea, em Óstia, em 1430 foi trasladado para Roma e depositado na Igreja de Santo Agostinho. Uma de suas frases: ‘Nada está longe de Deus’. Texto: Paulinas Internet Conheça mais sobre Santa Mônica Aquela mãe que tanto sofria e chorava por seu filho, recebeu estas palavras como vindas do Céu. Chamava- se Mônica; e o filho, Agostinho. Era uma cálida manhã africana, por volta do ano 375. Entrava uma distinta senhora numa das igrejas de Cartago. Pelo porte, denotava ser de nobre família, embora não se vestisse ricamente. Aparentava ter quarenta e poucos anos. Sua fisionomia estava marcada pelo sofrimento. O que faria exatamente ali? Tinha ido em busca do bispo do lugar, um douto ancião que crescera à sombra daquele santuário. Foi expor a ele toda a sua angústia por um filho transviado. Enquanto falava, as lágrimas corriam-lhe pelas faces com abundância. Pelo mero desejo de consolá-la, ou talvez por uma dessas premonições próprias aos homens de Deus, disse-lhe ele com voz grave e sonora estas palavras que passaram para a História: “Vai em paz e continua a viver assim, porque é impossível que pereça o filho de tantas lágrimas.” Aquela mãe que tanto sofria e chorava por seu filho, recebeu estas palavras como vindas do Céu. Chamava- se Mônica; e o filho, Agostinho. Santa Mônica, nasceu de uma família cristã, em Tagaste, África, no ano de 332. Desde que se casou com Patricio, aos 20 anos de idade, sempre teve uma grande preocupação: levar toda a família à santidade. Suportou com modéstia, suavidade e recato o mau gênio, o temperamento violento e até mesmo as traições de seu esposo, conseguindo assim que seconvertesse. Este faleceu um ano depois de receber as águas purificadoras do santo Batismo. Vida caprichosa e dissoluta A grande preocupação de sua vida era seu primogênito, Agostinho. Os dois filhos mais novos já se haviam feito católicos e seguiam o caminho da virtude. Mas Agostinho, extraordinariamente inteligente, era rebelde e caprichoso, não se preocupando com a prática do bem. O pai o havia mandado estudar filosofia, literatura e oratória em Cartago. Lá, só lhe interessava obter boas notas, brilhar em festas sociais e sobressair-se nos exercícios físicos. Quando morreu o pai, Agostinho tinha 17 anos e começaram a chegar a Mônica más notícias, cada vez mais graves, acerca de seu comportamento. O jovem havia se entregado ao jogo, à vida dissoluta e, pior de tudo, tinha se tornado membro da seita maniqueísta. A aflita mãe redobrou as orações e a vigilância para com aquele que não dava o menor sinal de arrependimento e ainda demoraria muitos anos para converter-se. Uma noite ela teve um sonho que lhe deu muito alento. Viu-se num bosque, chorando pela perda espiritual de seu filho, quando se aproximou dela um personagem luminoso e resplandecente, que lhe disse: “Teu filho voltará para ti”. Este sonho, reforçando em seu espírito as confortadoras palavras do bispo, deu-lhe grande ânimo na luta sem tréguas pela conversão do filho. Já doutor, aos 29 anos, Agostinho decidiu mudar-se para Roma, terra de seus sonhos, para lá exercer o magistério. Era pai de um menino, Adeodato, com cuja mãe vivia sem nenhuma intenção de casar-se. Santa Mônica se dispôs a acompanhá- lo, desejosa de ajudá-lo a livrar-se das desordens morais que retardavam cada dia mais sua conversão. Chegando ao porto, este utilizou-se de um estratagema para livrar-se de sua companhia. Enquanto a mãe rezava na Igreja de São Cipriano, ele disse que iria visitar um amigo e embarcou sem ela. Mais tarde, Santo Agostinho declarou em suas “Confissões” (V-8): “Nessa noite parti ocultamente enquanto ela ficou orando e derramando lágrimas por mim.” Luta interior, conversão e Batismo Mas Mônica não era mulher para deixar-se derrotar tão facilmente. Algum tempo depois, embarcou também para Roma, ao encalço do filho. Não o encontrou ali, pois ele havia ido a Milão. Chegando a esta cidade, teve a alegria de ouvir da boca do próprio Agostinho que este havia deixado a heresia maniqueísta. Todavia, ainda não tinha abraçado o Catolicismo. A santa mulher, com redobrada confiança, teve a certeza de que isso se daria antes de sua morte. E, cheia de gratidão, foi pedir conselho e auxílio a Santo Ambrósio, grande bispo de Milão, cujos sermões seu filho havia assistido e de quem havia se tornado grande admirador. Pouco tempo depois, Agostinho mandou a mãe de Adeodato de volta para a África, com a intenção de casar-se com uma moça romana. O futuro Doutor da Igreja travava forte luta interior para aceitar inteiramente a Religião Católica. Fizera uma análise de sua vida, olhando de frente para todas as suas misérias. Gemia sob o peso de seus pecados, chorava e perguntava-se: “Por quanto tempo, por quanto tempo andarei a clamar: Amanhã, amanhã? Por que não há de ser agora? Por que o termo das minhas torpezas não há de vir já, nesta hora?” (“Confissões” VIII-12). De repente começou a ouvir a voz de uma criança, vinda de uma casa próxima, que repetia sem cessar: “Toma e lê; toma e lê”. Julgou tratar-se de algum jogo infantil, mas nunca havia ouvido tal cantiga. Intrigado, lembrou-se de que Santo Antão havia se convertido lendo aleatoriamente um trecho do Evangelho que lhe valeu como uma advertência do Céu. Pressuroso, tomou o livro das Epístolas de São Paulo, decidido a ler o primeiro capítulo que encontrasse. Abriu ao acaso e leu: “Não caminheis em glutonarias e embriaguez, nem em desonestidades e dissoluções, nem em contendas e rixas; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não procureis a satisfação da carne com seus apetites.” (Rom. 13, 13). Nem quis ler mais. Aquelas palavras lhe penetraram no coração como uma luz que dissipava todas as trevas das dúvidas. Era o mês de agosto de 386. Contando com a valiosa ajuda de Santo Ambrósio e movendo os Céus com suas lágrimas e orações, Santa Mônica teve, afinal, a ventura de ver o filho convertido. Estavam coroados os heróicos esforços dessa mãe que nunca desanimou e seguiu os passos do filho rebelde por todos os cantos, até ver a graça de Deus vencer em sua alma. O próprio Santo Agostinho narra nas “Confissões” (VIII-12) a reação de sua mãe quando lhe contou a decisiva conversão: “Ela rejubila. Contamos-lhe como o caso se passou. Exulta e triunfa, bendizendo-Vos, Senhor, ‘que sois poderoso para fazer todas as coisas mais superabundantemente do que pedimos ou entendemos’. Bendizia-Vos porque via que, em mim, lhe tínheis concedido muito mais do que ela costumava pedir, com tristes e lastimosos gemidos.” Decidido a manter-se celibatário a partir de então, Santo Agostinho fez um retiro espiritual durante as férias da colheita, em Cassicíaco, preparando-se para receber o Batismo, juntamente com Adeodato, seu filho, e alguns amigos catecúmenos. Santa Mônica o acompanhou e participava das conversas espirituais e filosóficas com extraordinária penetração e um conhecimento da Sagrada Escritura pouco comum. Na Páscoa de 387, de volta a Milão, Santo Agostinho e seus amigos foram batizados por Santo Ambrósio, para júbilo e gáudio de Santa Mônica. O êxtase de Óstia Decidindo voltar para a África, dirigiu-se com sua mãe para o porto de Óstia, onde embarcariam. Estando mãe e filho sozinhos, conversavam apoiados a uma janela cuja vista dava para o jardim interior da casa onde se hospedavam,discorrendo sobre as mais altas cogitações, buscando a Verdade, a vida eterna dos santos, que nenhum olho humano viu, ou ouvido humano ouviu, ou nunca penetrou o coração do homem. Neste colóquio intensamente sobrenatural, entraram os dois em êxtase. Ao final dessa conversa, Santa Mônica disse asseguintes palavras, que Santo Agostinho eternizou em suas “Confissões” (IX-11) : “Meu filho, quanto a mim, já nenhuma coisa me dá gosto, nesta vida. Não sei o que faço ainda aqui, nem por que ainda cá esteja, esvanecidas já as esperanças deste mundo. Por um só motivo desejava prolongar um pouco mais a vida: ver-te católico antes de morrer. Deus concedeu-me esta graça superabundantemente, pois vejo que já desprezas a felicidade terrena para servires ao Senhor. Que faço eu, pois, aqui?” Era a despedida deste mundo daquela extremosa mãe. Cinco dias depois, acometeu-a uma febre que a levaria à morte. Totalmente desapegada de tudo e felizpor ver sua família inteira dentro da Igreja que tanto amava, Santa Mônica expressou assim seu último desejo aos seus filhos: “Enterrai este corpo em qualquer parte e não vos preocupeis com ele. Só vos peço que vos lembreis de mim diante do altar do Senhor, onde quer que estejais.” (Confissões; IX-11) Ao cabo de 9 dias, partiu para a eternidade, aos 55 anos de idade. Santo Agostinho conteve suas lágrimas durante os funerais, mas não as controlou depois que tudo havia passado. Chorou copiosamente por aquela que havia chorado por ele a vida inteira. Modelo de esposa e mãe cristã, proclamada pela Igreja padroeira das mulheres casadas, Santa Mônica, ao longo dos séculos, tem ajudado na conversão das famílias de milhares de mães e esposas que se encomendaram a ela. Fica para nós um modelo de mãe que soube estar junto de seu filho a cada momento, nunca deixando de pedir a Deus por ele. De seus sofrimentos e suas lágrimas dependeu a salvação do grande Doutor da Igreja. Este deixou para os séculos futuros as seguintes palavras de gratidão e reconhecimento a sua tão querida mãe: “Pela carne, me concebeu para a vida temporal, e pelo coração me fez nascer para a eterna.” (“Confissões” ; IX-8). (Os Santos comentados, por Monsenhor João Clá Dias, EP) Fonte: Arautos do Evangelho Leia também: .: Santo do Dia – 26 de Agosto – São Zeferino .: Santo do Dia – 28 de Agosto – Santo Agostinho #SantaMônica #SantoAgostinho #SantodoDia

  • Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho – 27 de agosto

    SANTO DO DIA – 27 DE AGOSTO – SANTA MÔNICA Viúva (332-387) Mônica nasceu em Tagaste, atual Argélia, na África, no ano 332, no seio de uma família cristã. Desde muito cedo dedicou sua vida a ajudar os pobres, que visitava com frequência, levando o conforto por meio da Palavra de Deus. Teve uma vida muito difícil. O marido era um jovem pagão muito rude, de nome Patrício, que a maltratava. Mônica suportou tudo em silêncio e mansidão. Encontrava o consolo nas orações que elevava a Cristo e à Virgem Maria pela conversão do esposo. E Deus recompensou sua dedicação, pois ela pôde assistir ao batismo do marido, que se converteu sinceramente um ano antes de morrer. Tiveram dois filhos, Agostinho e Navígio, e uma filha, Perpétua, que se tornou religiosa. Porém Agostinho foi sua grande preocupação, motivo de amarguras e muitas lágrimas. Mesmo dando bons conselhos e educando o filho nos princípios da religião cristã, a vivacidade, inconstância e o espírito de insubordinação de Agostinho fizeram com que a sábia mãe adiasse o seu batismo, com receio de que ele profanasse o sacramento. E teria acontecido, porque Agostinho, aos 16 anos, saindo de casa para continuar os estudos, tomou o caminho dos vícios. O coração de Mônica sofria muito com as notícias dos desmandos do filho e por isso redobrava as orações e penitências. Certa vez, ela foi pedir os conselhos do bispo, que a consolou dizendo: ‘Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas’. Agostinho tornou-se um brilhante professor de retórica em Cartago. Mas, procurando fugir da vigilância da mãe aflita, às escondidas embarcou em um navio para Roma, e depois para Milão, onde conseguiu o cargo de professor oficial de retórica. Mônica, desejando a todo custo ver a recuperação do filho, viajou também para Milão, onde, aos poucos, terminou seu sofrimento. Isso porque Agostinho, no início por curiosidade e retórica, depois por interesse espiritual, tinha se tornado frequentador dos envolventes sermões de santo Ambrósio. Foi assim que Agostinho se converteu e recebeu o batismo, junto com seu filho Adeodato. Assim, Mônica colhia os frutos de suas orações e de suas lágrimas. Mãe e filho decidiram voltar para a terra natal, mas, chegando ao porto de Óstia, perto de Roma, Mônica adoeceu e logo depois faleceu. Era 27 de agosto de 387 e ela tinha 56 anos. O papa Alexandre III confirmou o tradicional culto a santa Mônica, em 1153, quando a proclamou Padroeira das Mães Cristãs. A sua festa é celebrada no dia de sua morte. O seu corpo, venerado durante séculos na igreja de Santa Áurea, em Óstia, em 1430 foi trasladado para Roma e depositado na Igreja de Santo Agostinho. Uma de suas frases: ‘Nada está longe de Deus’. Texto: Paulinas Internet Conheça mais sobre Santa Mônica Aquela mãe que tanto sofria e chorava por seu filho, recebeu estas palavras como vindas do Céu. Chamava- se Mônica; e o filho, Agostinho. Era uma cálida manhã africana, por volta do ano 375. Entrava uma distinta senhora numa das igrejas de Cartago. Pelo porte, denotava ser de nobre família, embora não se vestisse ricamente. Aparentava ter quarenta e poucos anos. Sua fisionomia estava marcada pelo sofrimento. O que faria exatamente ali? Tinha ido em busca do bispo do lugar, um douto ancião que crescera à sombra daquele santuário. Foi expor a ele toda a sua angústia por um filho transviado. Enquanto falava, as lágrimas corriam-lhe pelas faces com abundância. Pelo mero desejo de consolá-la, ou talvez por uma dessas premonições próprias aos homens de Deus, disse-lhe ele com voz grave e sonora estas palavras que passaram para a História: “Vai em paz e continua a viver assim, porque é impossível que pereça o filho de tantas lágrimas.” Aquela mãe que tanto sofria e chorava por seu filho, recebeu estas palavras como vindas do Céu. Chamava- se Mônica; e o filho, Agostinho. Santa Mônica, nasceu de uma família cristã, em Tagaste, África, no ano de 332. Desde que se casou com Patricio, aos 20 anos de idade, sempre teve uma grande preocupação: levar toda a família à santidade. Suportou com modéstia, suavidade e recato o mau gênio, o temperamento violento e até mesmo as traições de seu esposo, conseguindo assim que seconvertesse. Este faleceu um ano depois de receber as águas purificadoras do santo Batismo. Vida caprichosa e dissoluta A grande preocupação de sua vida era seu primogênito, Agostinho. Os dois filhos mais novos já se haviam feito católicos e seguiam o caminho da virtude. Mas Agostinho, extraordinariamente inteligente, era rebelde e caprichoso, não se preocupando com a prática do bem. O pai o havia mandado estudar filosofia, literatura e oratória em Cartago. Lá, só lhe interessava obter boas notas, brilhar em festas sociais e sobressair-se nos exercícios físicos. Quando morreu o pai, Agostinho tinha 17 anos e começaram a chegar a Mônica más notícias, cada vez mais graves, acerca de seu comportamento. O jovem havia se entregado ao jogo, à vida dissoluta e, pior de tudo, tinha se tornado membro da seita maniqueísta. A aflita mãe redobrou as orações e a vigilância para com aquele que não dava o menor sinal de arrependimento e ainda demoraria muitos anos para converter-se. Uma noite ela teve um sonho que lhe deu muito alento. Viu-se num bosque, chorando pela perda espiritual de seu filho, quando se aproximou dela um personagem luminoso e resplandecente, que lhe disse: “Teu filho voltará para ti”. Este sonho, reforçando em seu espírito as confortadoras palavras do bispo, deu-lhe grande ânimo na luta sem tréguas pela conversão do filho. Já doutor, aos 29 anos, Agostinho decidiu mudar-se para Roma, terra de seus sonhos, para lá exercer o magistério. Era pai de um menino, Adeodato, com cuja mãe vivia sem nenhuma intenção de casar-se. Santa Mônica se dispôs a acompanhá- lo, desejosa de ajudá-lo a livrar-se das desordens morais que retardavam cada dia mais sua conversão. Chegando ao porto, este utilizou-se de um estratagema para livrar-se de sua companhia. Enquanto a mãe rezava na Igreja de São Cipriano, ele disse que iria visitar um amigo e embarcou sem ela. Mais tarde, Santo Agostinho declarou em suas “Confissões” (V-8): “Nessa noite parti ocultamente enquanto ela ficou orando e derramando lágrimas por mim.” Luta interior, conversão e Batismo Mas Mônica não era mulher para deixar-se derrotar tão facilmente. Algum tempo depois, embarcou também para Roma, ao encalço do filho. Não o encontrou ali, pois ele havia ido a Milão. Chegando a esta cidade, teve a alegria de ouvir da boca do próprio Agostinho que este havia deixado a heresia maniqueísta. Todavia, ainda não tinha abraçado o Catolicismo. A santa mulher, com redobrada confiança, teve a certeza de que isso se daria antes de sua morte. E, cheia de gratidão, foi pedir conselho e auxílio a Santo Ambrósio, grande bispo de Milão, cujos sermões seu filho havia assistido e de quem havia se tornado grande admirador. Pouco tempo depois, Agostinho mandou a mãe de Adeodato de volta para a África, com a intenção de casar-se com uma moça romana. O futuro Doutor da Igreja travava forte luta interior para aceitar inteiramente a Religião Católica. Fizera uma análise de sua vida, olhando de frente para todas as suas misérias. Gemia sob o peso de seus pecados, chorava e perguntava-se: “Por quanto tempo, por quanto tempo andarei a clamar: Amanhã, amanhã? Por que não há de ser agora? Por que o termo das minhas torpezas não há de vir já, nesta hora?” (“Confissões” VIII-12). De repente começou a ouvir a voz de uma criança, vinda de uma casa próxima, que repetia sem cessar: “Toma e lê; toma e lê”. Julgou tratar-se de algum jogo infantil, mas nunca havia ouvido tal cantiga. Intrigado, lembrou-se de que Santo Antão havia se convertido lendo aleatoriamente um trecho do Evangelho que lhe valeu como uma advertência do Céu. Pressuroso, tomou o livro das Epístolas de São Paulo, decidido a ler o primeiro capítulo que encontrasse. Abriu ao acaso e leu: “Não caminheis em glutonarias e embriaguez, nem em desonestidades e dissoluções, nem em contendas e rixas; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não procureis a satisfação da carne com seus apetites.” (Rom. 13, 13). Nem quis ler mais. Aquelas palavras lhe penetraram no coração como uma luz que dissipava todas as trevas das dúvidas. Era o mês de agosto de 386. Contando com a valiosa ajuda de Santo Ambrósio e movendo os Céus com suas lágrimas e orações, Santa Mônica teve, afinal, a ventura de ver o filho convertido. Estavam coroados os heróicos esforços dessa mãe que nunca desanimou e seguiu os passos do filho rebelde por todos os cantos, até ver a graça de Deus vencer em sua alma. O próprio Santo Agostinho narra nas “Confissões” (VIII-12) a reação de sua mãe quando lhe contou a decisiva conversão: “Ela rejubila. Contamos-lhe como o caso se passou. Exulta e triunfa, bendizendo-Vos, Senhor, ‘que sois poderoso para fazer todas as coisas mais superabundantemente do que pedimos ou entendemos’. Bendizia-Vos porque via que, em mim, lhe tínheis concedido muito mais do que ela costumava pedir, com tristes e lastimosos gemidos.” Decidido a manter-se celibatário a partir de então, Santo Agostinho fez um retiro espiritual durante as férias da colheita, em Cassicíaco, preparando-se para receber o Batismo, juntamente com Adeodato, seu filho, e alguns amigos catecúmenos. Santa Mônica o acompanhou e participava das conversas espirituais e filosóficas com extraordinária penetração e um conhecimento da Sagrada Escritura pouco comum. Na Páscoa de 387, de volta a Milão, Santo Agostinho e seus amigos foram batizados por Santo Ambrósio, para júbilo e gáudio de Santa Mônica. O êxtase de Óstia Decidindo voltar para a África, dirigiu-se com sua mãe para o porto de Óstia, onde embarcariam. Estando mãe e filho sozinhos, conversavam apoiados a uma janela cuja vista dava para o jardim interior da casa onde se hospedavam,discorrendo sobre as mais altas cogitações, buscando a Verdade, a vida eterna dos santos, que nenhum olho humano viu, ou ouvido humano ouviu, ou nunca penetrou o coração do homem. Neste colóquio intensamente sobrenatural, entraram os dois em êxtase. Ao final dessa conversa, Santa Mônica disse asseguintes palavras, que Santo Agostinho eternizou em suas “Confissões” (IX-11) : “Meu filho, quanto a mim, já nenhuma coisa me dá gosto, nesta vida. Não sei o que faço ainda aqui, nem por que ainda cá esteja, esvanecidas já as esperanças deste mundo. Por um só motivo desejava prolongar um pouco mais a vida: ver-te católico antes de morrer. Deus concedeu-me esta graça superabundantemente, pois vejo que já desprezas a felicidade terrena para servires ao Senhor. Que faço eu, pois, aqui?” Era a despedida deste mundo daquela extremosa mãe. Cinco dias depois, acometeu-a uma febre que a levaria à morte. Totalmente desapegada de tudo e felizpor ver sua família inteira dentro da Igreja que tanto amava, Santa Mônica expressou assim seu último desejo aos seus filhos: “Enterrai este corpo em qualquer parte e não vos preocupeis com ele. Só vos peço que vos lembreis de mim diante do altar do Senhor, onde quer que estejais.” (Confissões; IX-11) Ao cabo de 9 dias, partiu para a eternidade, aos 55 anos de idade. Santo Agostinho conteve suas lágrimas durante os funerais, mas não as controlou depois que tudo havia passado. Chorou copiosamente por aquela que havia chorado por ele a vida inteira. Modelo de esposa e mãe cristã, proclamada pela Igreja padroeira das mulheres casadas, Santa Mônica, ao longo dos séculos, tem ajudado na conversão das famílias de milhares de mães e esposas que se encomendaram a ela. Fica para nós um modelo de mãe que soube estar junto de seu filho a cada momento, nunca deixando de pedir a Deus por ele. De seus sofrimentos e suas lágrimas dependeu a salvação do grande Doutor da Igreja. Este deixou para os séculos futuros as seguintes palavras de gratidão e reconhecimento a sua tão querida mãe: “Pela carne, me concebeu para a vida temporal, e pelo coração me fez nascer para a eterna.” (“Confissões” ; IX-8). (Os Santos comentados, por Monsenhor João Clá Dias, EP) Fonte: Arautos do Evangelho Leia também: .: Santo do Dia – 26 de Agosto – São Zeferino .: Santo do Dia – 28 de Agosto – Santo Agostinho #SantaMônica #SantoAgostinho #SantodoDia

  • Décimo Primeiro Dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade. Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

  • Décimo Primeiro Dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade. Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

  • São Zeferino, o Papa que lutou contra heresias – 26 de Agosto

    SANTO DO DIA – 26 DE AGOSTO – SÃO ZEFERINO Papa (199-217) O papa Zeferino exerceu um dos pontificados mais longos da Igreja de Cristo, de 199 a 217. E os únicos dados de sua vida registrados declaram que, depois do papa Vitor, de origem africana, clero e povo elegeram para a cátedra de Pedro um romano, Zeferino, filho de um certo Abôndio. Zeferino foi o 14º papa a substituir são Pedro. Enfrentou um período difícil e tumultuado, com perseguições para os cristãos e de heresias entre eles próprios, que abalavam a Igreja mais do que os próprios martírios. As heresias residiam no desejo de alguns em elaborar só com dados filosóficos o nascimento, a vida e a morte de Jesus Cristo. A confusão era generalizada, uns negavam a divindade de Jesus Cristo, outros se apresentavam como a própria revelação do Espírito Santo, profetizando e pregando o fim do mundo. Mas o papa Zeferino, que não era teólogo, foi muito sensato e, amparado pelo poder do Espírito Santo, livrou-se dos hereges. Para isso, uniu-se aos grandes sábios da época, como santo Irineu, Hipólito e Tertuliano, dando um fim ao tumulto e livrando os cristãos da mentira e dos rigorismos. O papa Zeferino era dotado de inspiração e visão especial. Seu grande mérito foi ter valorizado a capacidade de Calisto, um pagão convertido e membro do clero romano, que depois foi seu sucessor. Ele determinou que Calisto organizasse cemitérios cristãos separados daqueles dos pagãos. Isso porque os cristãos não aceitavam cremar seus corpos e também queriam estar livres para tributarem o culto aos mártires. O papa Zeferino conseguiu que as nobres famílias cristãs, possuidoras de tumbas amplas e profundas, transferissem-nas para a Igreja. Assim, Calisto começou a fazer galerias subterrâneas ligando umas às outras e, nas laterais, foi abrindo túmulos para os cristãos e para os mártires. Todo esse complexo deu origem às catacumbas, mais tarde chamadas de catacumbas de Calisto. Esse foi o longo pontificado de Zeferino, encerrado pela intensificação às perseguições e pela proibição das atividades da Igreja, impostas pelo imperador Sétimo Severo. O papa são Zeferino foi martirizado junto com o bispo santo Irineu, em 217, e foi sepultado numa capela nas catacumbas que ele mandou construir em Roma, Itália. Texto: Paulinas Internet Leia também: .: Santo do Dia – 25 de Agosto – São José Calasanz .: Santo do Dia – 27 de Agosto – Santa Mônica

  • São Zeferino, o Papa que lutou contra heresias – 26 de Agosto

    SANTO DO DIA – 26 DE AGOSTO – SÃO ZEFERINO Papa (199-217) O papa Zeferino exerceu um dos pontificados mais longos da Igreja de Cristo, de 199 a 217. E os únicos dados de sua vida registrados declaram que, depois do papa Vitor, de origem africana, clero e povo elegeram para a cátedra de Pedro um romano, Zeferino, filho de um certo Abôndio. Zeferino foi o 14º papa a substituir são Pedro. Enfrentou um período difícil e tumultuado, com perseguições para os cristãos e de heresias entre eles próprios, que abalavam a Igreja mais do que os próprios martírios. As heresias residiam no desejo de alguns em elaborar só com dados filosóficos o nascimento, a vida e a morte de Jesus Cristo. A confusão era generalizada, uns negavam a divindade de Jesus Cristo, outros se apresentavam como a própria revelação do Espírito Santo, profetizando e pregando o fim do mundo. Mas o papa Zeferino, que não era teólogo, foi muito sensato e, amparado pelo poder do Espírito Santo, livrou-se dos hereges. Para isso, uniu-se aos grandes sábios da época, como santo Irineu, Hipólito e Tertuliano, dando um fim ao tumulto e livrando os cristãos da mentira e dos rigorismos. O papa Zeferino era dotado de inspiração e visão especial. Seu grande mérito foi ter valorizado a capacidade de Calisto, um pagão convertido e membro do clero romano, que depois foi seu sucessor. Ele determinou que Calisto organizasse cemitérios cristãos separados daqueles dos pagãos. Isso porque os cristãos não aceitavam cremar seus corpos e também queriam estar livres para tributarem o culto aos mártires. O papa Zeferino conseguiu que as nobres famílias cristãs, possuidoras de tumbas amplas e profundas, transferissem-nas para a Igreja. Assim, Calisto começou a fazer galerias subterrâneas ligando umas às outras e, nas laterais, foi abrindo túmulos para os cristãos e para os mártires. Todo esse complexo deu origem às catacumbas, mais tarde chamadas de catacumbas de Calisto. Esse foi o longo pontificado de Zeferino, encerrado pela intensificação às perseguições e pela proibição das atividades da Igreja, impostas pelo imperador Sétimo Severo. O papa são Zeferino foi martirizado junto com o bispo santo Irineu, em 217, e foi sepultado numa capela nas catacumbas que ele mandou construir em Roma, Itália. Texto: Paulinas Internet Leia também: .: Santo do Dia – 25 de Agosto – São José Calasanz .: Santo do Dia – 27 de Agosto – Santa Mônica

  • Homilia Diária | A importância da humildade na vida espiritual

    (Sábado da 20.ª Sem. do Tempo Comum) Deus resiste aos soberbos e dá sua graça aos humildes, não por ser “seletivo” na distribuição de seus bens, mas porque só um coração humilde está em condições de reconhecer que, sem a prévia moção da graça divina, somos absolutamente impotentes para realizar qualquer boa obra digna do Céu. Abandonados às nossas forças naturais, somos incapazes não só de realizar o menor ato de caridade, mas inclusive de produzir aquele piedoso afeto para com Deus que até os pagãos às vezes experimentam. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 26 de agosto, e supliquemos ao Senhor que sempre nos previna, acompanhe e sustente com sua graça. Evangelho (Mt 23,1-12) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Vós tendes um só Pai, que está no céu, vosso guia é um somente, é o Messias. (Mt 23,9b.10b) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 Jesus falou às multidões e aos seus discípulos: 2 “Os mestres da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. 3 Por isso, deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam. 4 Amarram pesados fardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los, nem sequer com um dedo. 5 Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros. Eles usam faixas largas, com trechos da Escritura, na testa e nos braços, e põem na roupa longas franjas. 6 Gostam de lugar de honra nos banquetes e dos primeiros lugares nas sinagogas. 7 Gostam de ser cumprimentados nas praças públicas e de serem chamados de Mestre. 8 Quanto a vós, nunca vos deixeis chamar de Mestre, pois um só é vosso Mestre e todos vós sois irmãos. 9 Na terra, não chameis a ninguém de pai, pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. 10 Não deixeis que vos chamem de guias, pois um só é o vosso Guia, Cristo. 11 Pelo contrário, o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. 12 Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | A importância da humildade na vida espiritual

    (Sábado da 20.ª Sem. do Tempo Comum) Deus resiste aos soberbos e dá sua graça aos humildes, não por ser “seletivo” na distribuição de seus bens, mas porque só um coração humilde está em condições de reconhecer que, sem a prévia moção da graça divina, somos absolutamente impotentes para realizar qualquer boa obra digna do Céu. Abandonados às nossas forças naturais, somos incapazes não só de realizar o menor ato de caridade, mas inclusive de produzir aquele piedoso afeto para com Deus que até os pagãos às vezes experimentam. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 26 de agosto, e supliquemos ao Senhor que sempre nos previna, acompanhe e sustente com sua graça. Evangelho (Mt 23,1-12) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Vós tendes um só Pai, que está no céu, vosso guia é um somente, é o Messias. (Mt 23,9b.10b) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 Jesus falou às multidões e aos seus discípulos: 2 “Os mestres da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. 3 Por isso, deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam. 4 Amarram pesados fardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los, nem sequer com um dedo. 5 Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros. Eles usam faixas largas, com trechos da Escritura, na testa e nos braços, e põem na roupa longas franjas. 6 Gostam de lugar de honra nos banquetes e dos primeiros lugares nas sinagogas. 7 Gostam de ser cumprimentados nas praças públicas e de serem chamados de Mestre. 8 Quanto a vós, nunca vos deixeis chamar de Mestre, pois um só é vosso Mestre e todos vós sois irmãos. 9 Na terra, não chameis a ninguém de pai, pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. 10 Não deixeis que vos chamem de guias, pois um só é o vosso Guia, Cristo. 11 Pelo contrário, o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. 12 Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São Luís, Rei da França, modelo ideal de governante – 25 de Agosto

    Cavaleiro e religioso, patriarca e rei, seu maior título de glória é o de ter vivido sempre sob o olhar de Deus e a serviço da Divina Majestade É difícil não se maravilhar contemplando a diversidade de figuras formadas num caleidoscópio pela luz ao atravessar alguns pedaços de vidro colorido, por ela como que transformados em cristais e pedras preciosas. Ora, essa forma de beleza, ao mesmo tempo una e multiforme, bem pode simbolizar a riqueza de certas almas bem-aventuradas, cujo peregrinar por esta Terra desvenda aspectos de espírito tão variegados quanto os policromos desenhos apresentados por esse singelo instrumento. São Luís IX, rei e patrono de França, é uma dessas almas fecundas em santidade sob as mais variadas facetas. A vastidão de seus empreendimentos e a diversidade de aspectos da sua vida inspiraram um famoso escritor francês a afirmar que nele “não se sabe o que mais admirar, se os atos do cavaleiro, do religioso, do patriarca, do rei ou do homem”. Ele pode ser considerado, antes de tudo, um homem que queria viver sob o olhar de Deus. Raramente se viu pessoa tão compenetrada de pertencer mais ao Céu que à Terra. Ao ponto de Joinville, seu fiel amigo ebiógrafo, resumir assim a sua vida: “Este santo homem amou a Deus de todo o seu coração, e O tomou como modelo em suas obras”. Rei aos 12 anos de idade Luís IX nasceu em 25 de abril de 1214, na cidade de Poissy, próxima de Paris. Era o quarto filho de Luís VIII, cognominado Leão, e de Branca de Castela. Foi, sobretudo, desta virtuosa princesa que o santo rei recebeu os principais ensinamentos da nossa Religião: o amor a Deus e à Santíssima Virgem, o apreço pela virtude e a aversão ao mal. Quando ela tomou em seus braços o menino logo após seu Batismo, osculou-o no peito, dizendo: “Filhinho, que agora és um templo do Espírito Santo, conserva-o sempre imaculado e jamais o manches por um pecado”. Esta boa mãe não hesitava em repetir-lhe, com muita sinceridade, que preferia vê-lo morto a sabê-lo manchado por um pecado mortal. Corriam serenamente os anos da educação de São Luís, quando em 8 de novembro de 1226, voltando de uma campanha vitoriosa contra os cátaros do sul da França, Luís VIII faleceu, aos 40 anos de idade. Além da grande dor pela perda do esposo e pai, esse acontecimento acarretava sérias consequências, pois o herdeiro do trono contava apenas 12 anos! Entretanto, o rei havia manifestado aos nobres cavaleiros, reunidos em torno de seu leito mortuário, suas últimas recomendações: “Que Luís, meu filho, seja prontamente conduzido a Reims, para lá ser coroado. Que ele esteja sob os cuidados e a tutela de Branca, minha querida esposa, e que o Condestável Montmorency seja para ela um bom conselheiro”.4A derradeira ordem de Luís VIII não tardou em ser cumprida: em 30 de novembro de 1226, São Luís foi coroado rei de França. O governo da família e do reino de São Luís Rei Branca de Castela assumiu a regência e enfrentou, com energia e sagacidade, as perigosas ameaças da Inglaterra, as orgulhosas pretensões da nobreza feudal e uma nova revolta dos hereges albigenses. Finalmente, em 1234, aos 20 anos de idade, São Luís assumiu o governo do Reino Cristianíssimo. Todavia, manteve a mãe a seu lado, numa posição de confiança e poder, continuando a mostrar-se filho obediente e respeitoso. Foi ela quem concertou o casamento do jovem rei com Margarida de Provença, celebrado em 27 de maio de 1234. Desta união nasceram-lhes 11 filhos, aos quais o próprio São Luís encarregava-se de dar cuidadosa e esmerada educação. Instruía-os, sobretudo, à noite, depois de recitar as Completas. Fazia-os entrar em seu quarto e os motivava a uma vida virtuosa, contando-lhes histórias de santos, bons reis e imperadores, e recomendando-lhes haurir deles os exemplos de virtudes. Ocupava-se de modo especial em transmitir aos filhos o hábito da oração, a assistência à Santa Missa, a recitação das Horas Litúrgicas e a devoção a Nossa Senhora; exortava-os a jamais se descuidar da vida espiritual e a desprezar os prazeres e as vaidades mundanas. Esse mesmo espírito de Fé marcou o seu longo reinado, durante o qual a bênção de Deus acompanhou-o visivelmente. Proporcionou como ninguém o bem-estar público, a paz e a prosperidade. Apoiou as corporações de ofício e regulou os costumes, dando estrutura e estabilidade às organizações da plebe. Foi um alentador de todas as formas de autonomia, mas soube ao mesmo tempo ser o centro enérgico e vivo do reino. Justiça sem demoras nem burocracias São Luís tornou-se célebre por seu proverbial espírito de justiça e equidade. Para coibir as transgressões e excessos dos juízes, oficiais e outros cargos públicos, nomeava juízes extraordinários a fim de examinar sua conduta e rever seus julgamentos. Premiava os que exerciam com honra e responsabilidade seus encargos. E aos que agiam mal, aplicava exemplar punição. E, coisa espantosa para os homens dos nossos dias, ele mesmo julgava, sem demoras nem burocracias, os pleitos que eram levados ao seu conhecimento sob o famoso carvalho de Vincennes. Ouçamos a Joinville, em sua linguagem singela e franca, nos traçar um esboço dessas sessões: “Acontecia com frequência de, após a Missa, ele ir sentar-se no bosque de Vincennes, debaixo de um carvalho, e nos fazer sentar ao seu redor. E todos quantos tinham alguma questão a resolver vinham falar-lhe, sem empecilhos de guardas nem nada do gênero. Ele então lhes perguntava: ‘Alguém quer apresentar uma queixa?’. Levantavam-se logo os que tinham reclamações a fazer. Dizia-lhes ele: ‘Calai-vos todos, sereis atendidos um após o outro’. Em seguida, designava Monseigneur Perronde Fonteinnes e Monseigneur Geffroy de Villete e dizia a um deles: ‘Resolva-me este litígio’. E quando percebia alguma coisa a corrigir nas palavras daqueles que falavam em seu nome, ou em nome de alguma das partes, ele mesmo fazia a retificação”. 6Perronde Fonteinnes e Geffroy de Villete eram juristas de reconhecida competência. São Luís Rei, vida privada de religioso Detentor dos mais altos títulos de nobreza, esse rei de França preferia assinar simplesmente “Luís de Poissy”, pois nessa cidade recebera o Batismo. Ele considerava sua maior dignidade o ter sido batizado. Em meio a todas as suas obrigações de soberano, recitava todos os dias as Horas Litúrgicas e lia com assiduidade a Sagrada Escritura e os Padres da Igreja. Confessava-se com frequência e exigia, como penitência, que o confessor o açoitasse com um flagelo trazido por ele mesmo. Segundo alguns autores, levava sua devoção a este Sacramento a ponto de não permitir ao sacerdote chamá-lo de “majestade”, pois no Tribunal da Reconciliação ele não era rei, mas filho, e o Ministro de Deus não era súdito seu, mas pai. Seu amor a Deus e aversão ao pecado tornavam-no capaz de suportar quaisquer males. Um dia perguntou a seu fiel amigo e conselheiro: — Joinville, o que preferes: contrair a lepra ou cometer um pecado mortal? — Prefiro cometer trinta pecados mortais a contrair a lepra! — Falas como um insensato — contestou o rei —, pois não há lepra tão vil como a de estar em pecado mortal.7 Seu amor ao próximo e sua solicitude para com os pobres eram reflexo do desvelo da Divina Providência. Conta-se que, numa abadia próxima a Paris, havia um monge no qual a lepra já devastara toda a face. O santo rei o visitava regularmente. Em certa ocasião, levou- lhe perdizes de sua cozinha para alimentá-lo melhor e ajudou-o a comer, colocando os pedaços de carne em sua boca. Um vencido admirado pelo vencedor A esta alma tão cheia de fé e convicta de sua filiação divina, era-lhe impossível não viver unida de modo radical à Cruz de Cristo. Assim, em agosto de 1248, partiu do porto de Aigues Mortes, ao som do Veni Creator Spiritus. Estando a seu comando a VII Cruzada, em junho do ano seguinte, conquistou a cidade de Damieta, no Egito. Após nove meses de penosas marchas, o exército cristão chegou a Mansurá em fevereiro de 1250. Um imprudente ataque a essa cidade, comandado pelo irmão do rei, Roberto de Artois, acarretou consequências desastrosas. Seguiu-se uma série de batalhas nas quais São Luís se distinguia por sua coragem, e os adversários eram repelidos. Em breve tempo, porém, os francos tiveram de enfrentar dois terríveis inimigos: primeiro a fome, depois a peste provocada pelo apodrecimento de grande quantidade de cadáveres. O próprio rei foi atingido pela enfermidade e feito prisioneiro em abril de 1250. Durante pouco mais de um mês de cativeiro sob o domínio do sultão do Cairo, a todos causava admiração por sua coragem, piedade e grandeza de alma. Depois do pagamento de um vultoso resgate e da entrega da cidade de Damieta,o santo rei e os demais cruzados foram libertados e embarcaram para São João de Acre. São Luís permaneceu no Oriente por mais quatro anos, que aproveitou para estabelecer vantajosas alianças e fortalecer as cidades cristãs da Síria. Morte da mãe e partida para Túnis Na primavera de 1252, chegou-lhe a notícia do falecimento de sua mãe, Regente do Reino. Após derramar uma torrente de lágrimas, rezou, ajoelhado diante de um altar: “Dou-vos graças, ó meu Deus, por me terdes dado tão boa mãe. […] Vós sabeis que eu a amava acima de todas as criaturas, mas como é preciso, antes de tudo, que se cumpram os vossos decretos, que vosso nome seja bendito nos séculos dos séculos”.8 A morte de Blanca de Castela impôs ao rei a obrigação de voltar à França, onde ele desembarcou em abril de 1254. Os anos subsequentes foram empregados na administração e organização do reino. Em 1258 consegue que Henrique III, da Inglaterra, assine um acordo de paz com o reino de França. Em julho de 1270, partiu para Túnis, na África. Enumeram-se várias razões para a escolha dessa cidade como primeiro objetivo da nova Cruzada. Todavia, para São Luís, a principal causa era sua esperança de converter à Fé Cristã o sultão daquelas terras. São Luís Rei entrega sua alma a Deus Após tomar facilmente a cidade de Cartago, o rei decidiu aguardar a chegada de Carlos d’Anjou com suas tropas. Mas logo a situação tornou-se insustentável para os cruzados. Reduzidos à inação sob o escaldante calor africano, com escassez de água potável e em precárias condições de higiene. Não tardou a alastrar-se uma epidemia que ceifou o exército. Coma saúde já muito debilitada, o rei foi um dos primeiros a ser prostrado pelo terrível mal. Durante um mês de sobrevida, empregou os últimos esforços para instruir seus filhos, em especial Filipe, o herdeiro. Nos últimos dias, quase não conseguia falar. Na véspera de sua morte, pediu a Sagrada Comunhão; em seguida, quis ser colocado no chão, sobre cinzas e com os braços em cruz, e ouviram-no murmurar: “Senhor! Entrarei em vossa casa e vos adorarei no vosso santo tabernáculo”. Ditas estas palavras, cerrou os olhos e “rendeu ao Criador o seu espírito, na mesma hora que o Filho de Deus morreu na Cruz para a salvação do mundo”. Era o dia 25 de agosto de 1270. Assim passou desta vida para a eternidade aquele que, vivendo sempre sob o olhar de Deus, dedicou toda a sua existência ao serviço e louvor da Divina Majestade. Conselhos reais de São Luís IX “Deves evitar tudo quanto sabes desagradar a Deus, de tal forma que prefiras ser atormentado por toda sorte de martírios a cometer um pecado mortal”. “Tempo houve onde a filosofia do Evangelho governava os Estados” A rainha Branca de Castela, mãe de São Luís IX, rei de França, repetia-lhe com frequência, quando ele era ainda criança: “Meu filho, prefiro ver-te morto do que em desgraça, por ter cometido um pecado mortal”. A História não registra a resposta do príncipe, mas relata como também ele, já poderoso monarca, não descurava seus deveres cristãos diante dos ministros e oficiais da corte, como quando, certo dia, perguntou ao Monseigneur de Joinville, cuja franqueza ele muito apreciava: – Meu senescal, o que preferes: cometer um pecado mortal ou ficar leproso? – Majestade!… Ficar leproso?!… Prefiro cometer trinta pecados mortais! Pouco tempo depois, São Luís o chamou e lhe fez esta advertência: – Falaste como homem insensato, pois não existe lepra tão horrorosa quanto o pecado mortal. A alma em pecado mortal se parece com o demônio, ente mais feio que todas as lepras. Além do mais, quando o leproso morre, fica curado, porque com ele se extingue a lepra corporal; porém, se falecer em estado de pecado mortal, a lepra da alma permanecerá aderida a ele, deixando-o totalmente enfermo por toda a eternidade. Testamento espiritual de São Luís IX Penetrado por tão piedoso espírito, São Luís IX deixou ao futuro rei Felipe III, seu filho, logo no início do seu testamento, esta preciosa recomendação: “Filho dileto, começo por querer ensinar-te a amar ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com todas as forças; pois sem isto não há salvação. Filho, deves evitar tudo quanto sabes desagradar a Deus, quer dizer, todo pecado mortal, de tal forma que prefiras ser atormentado por toda sorte de martírios a cometer um pecado mortal. […] “Por todos os benefícios que te foram dados por Deus, rende-Lhe graças para te tornares digno de receber maiores. Em relação a teus súditos, sê justo até ao extremo da justiça, sem te desviares nem para a direita nem para a esquerda; e põe-te sempre de preferência da parte do pobre mais do que do rico, até estares bem certo da verdade. Procura com empenho que todos os teus súditos sejam protegidos pela justiça e pela paz, principalmente as pessoas eclesiásticas e religiosas”. Não cometer pecado mortal, ser sempre justo, é o mesmo que cumprir com amor e fidelidade os Mandamentos de Deus e da Igreja. Disto deu exemplo São Luís IX durante seu longo reinado, de 1226 a 1270. Por sua reputação de virtude e integridade, conquistou a estima universal, a ponto de ser solicitado para arbitrar diversos conflitos no território europeu. Felizes os tempos em que mães, pais e governantes levavam a tal ponto o empenho em combater o pior mal da humanidade: o pecado mortal! Bem-aventurada a era histórica na qual a integridade e a virtude despertavam a confiança e a estima dos povos! Carta de São Luís, Rei da França ao seu filho, o futuro Rei Felipe III. “Filho dileto, começo por querer ensinar-te a amar o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com todas as tuas forças; pois sem isto não há salvação. Filho, deves evitar tudo quanto sabes desagradar a Deus, quer dizer, todo pecado mortal, de tal forma que prefiras ser atormentado por toda sorte de martírios a cometer um pecado mortal. Ademais, se o Senhor permitir que te advenha alguma tribulação, deves suportá-la com serenidade e ação de graças. Considera suceder tal coisa em teu proveito e que talvez a tenhas merecido. Além disto, se o Senhor te conceder a prosperidade, tens de agradecer-lhe humildemente, tomando cuidado para que nesta circunstância não te tornes pior, por vanglória ou outro modo qualquer, porque não deves ir contra Deus ou ofendê-lo valendo-te dos seus dons. Ouve com boa disposição e piedade o ofício da Igreja e enquanto estiveres no templo, cuides de não vagueares os olhos ao redor, de não falar sem necessidade; mas roga ao Senhor devotamente, quer pelos lábios, quer pela meditação do coração. Guarda o coração compassivo para com os pobres, infelizes e aflitos, e quando puderes, auxilia-os e consola-os. Por todos os benefícios que te foram dados por Deus, rende-lhe graças para te tornares digno de receber maiores. Em relação a teus súditos, sê justo até o extremo da justiça, sem te desviares nem para a direita nem para a esquerda; põe-te sempre de preferência da parte do pobre mais do que do rico, até estares bem certo da verdade. Procura com empenho que todos os teus súditos sejam protegidos pela justiça e pela paz, principalmente as pessoas eclesiásticas e religiosas. Sê dedicado e obediente à nossa mãe, a Igreja Romana, e ao Sumo Pontífice como pai espiritual. Esforça-te por remover de teu país todo pecado, sobretudo o de blasfêmia e a heresia. Ó filho muito amado, dou-te enfim toda a benção que um pai pode dar ao filho; e toda a Trindade e todos os santos te guardem do mal. Que o Senhor te conceda a graça de fazer sua vontade de forma a ser servido e honrado por ti. E assim, depois desta vida, iremos juntos vê-lo, amá-lo e louvá-lo sem fim. Amém.” #SantodoDia

  • São Luís, Rei da França, modelo ideal de governante – 25 de Agosto

    Cavaleiro e religioso, patriarca e rei, seu maior título de glória é o de ter vivido sempre sob o olhar de Deus e a serviço da Divina Majestade É difícil não se maravilhar contemplando a diversidade de figuras formadas num caleidoscópio pela luz ao atravessar alguns pedaços de vidro colorido, por ela como que transformados em cristais e pedras preciosas. Ora, essa forma de beleza, ao mesmo tempo una e multiforme, bem pode simbolizar a riqueza de certas almas bem-aventuradas, cujo peregrinar por esta Terra desvenda aspectos de espírito tão variegados quanto os policromos desenhos apresentados por esse singelo instrumento. São Luís IX, rei e patrono de França, é uma dessas almas fecundas em santidade sob as mais variadas facetas. A vastidão de seus empreendimentos e a diversidade de aspectos da sua vida inspiraram um famoso escritor francês a afirmar que nele “não se sabe o que mais admirar, se os atos do cavaleiro, do religioso, do patriarca, do rei ou do homem”. Ele pode ser considerado, antes de tudo, um homem que queria viver sob o olhar de Deus. Raramente se viu pessoa tão compenetrada de pertencer mais ao Céu que à Terra. Ao ponto de Joinville, seu fiel amigo ebiógrafo, resumir assim a sua vida: “Este santo homem amou a Deus de todo o seu coração, e O tomou como modelo em suas obras”. Rei aos 12 anos de idade Luís IX nasceu em 25 de abril de 1214, na cidade de Poissy, próxima de Paris. Era o quarto filho de Luís VIII, cognominado Leão, e de Branca de Castela. Foi, sobretudo, desta virtuosa princesa que o santo rei recebeu os principais ensinamentos da nossa Religião: o amor a Deus e à Santíssima Virgem, o apreço pela virtude e a aversão ao mal. Quando ela tomou em seus braços o menino logo após seu Batismo, osculou-o no peito, dizendo: “Filhinho, que agora és um templo do Espírito Santo, conserva-o sempre imaculado e jamais o manches por um pecado”. Esta boa mãe não hesitava em repetir-lhe, com muita sinceridade, que preferia vê-lo morto a sabê-lo manchado por um pecado mortal. Corriam serenamente os anos da educação de São Luís, quando em 8 de novembro de 1226, voltando de uma campanha vitoriosa contra os cátaros do sul da França, Luís VIII faleceu, aos 40 anos de idade. Além da grande dor pela perda do esposo e pai, esse acontecimento acarretava sérias consequências, pois o herdeiro do trono contava apenas 12 anos! Entretanto, o rei havia manifestado aos nobres cavaleiros, reunidos em torno de seu leito mortuário, suas últimas recomendações: “Que Luís, meu filho, seja prontamente conduzido a Reims, para lá ser coroado. Que ele esteja sob os cuidados e a tutela de Branca, minha querida esposa, e que o Condestável Montmorency seja para ela um bom conselheiro”.4A derradeira ordem de Luís VIII não tardou em ser cumprida: em 30 de novembro de 1226, São Luís foi coroado rei de França. O governo da família e do reino de São Luís Rei Branca de Castela assumiu a regência e enfrentou, com energia e sagacidade, as perigosas ameaças da Inglaterra, as orgulhosas pretensões da nobreza feudal e uma nova revolta dos hereges albigenses. Finalmente, em 1234, aos 20 anos de idade, São Luís assumiu o governo do Reino Cristianíssimo. Todavia, manteve a mãe a seu lado, numa posição de confiança e poder, continuando a mostrar-se filho obediente e respeitoso. Foi ela quem concertou o casamento do jovem rei com Margarida de Provença, celebrado em 27 de maio de 1234. Desta união nasceram-lhes 11 filhos, aos quais o próprio São Luís encarregava-se de dar cuidadosa e esmerada educação. Instruía-os, sobretudo, à noite, depois de recitar as Completas. Fazia-os entrar em seu quarto e os motivava a uma vida virtuosa, contando-lhes histórias de santos, bons reis e imperadores, e recomendando-lhes haurir deles os exemplos de virtudes. Ocupava-se de modo especial em transmitir aos filhos o hábito da oração, a assistência à Santa Missa, a recitação das Horas Litúrgicas e a devoção a Nossa Senhora; exortava-os a jamais se descuidar da vida espiritual e a desprezar os prazeres e as vaidades mundanas. Esse mesmo espírito de Fé marcou o seu longo reinado, durante o qual a bênção de Deus acompanhou-o visivelmente. Proporcionou como ninguém o bem-estar público, a paz e a prosperidade. Apoiou as corporações de ofício e regulou os costumes, dando estrutura e estabilidade às organizações da plebe. Foi um alentador de todas as formas de autonomia, mas soube ao mesmo tempo ser o centro enérgico e vivo do reino. Justiça sem demoras nem burocracias São Luís tornou-se célebre por seu proverbial espírito de justiça e equidade. Para coibir as transgressões e excessos dos juízes, oficiais e outros cargos públicos, nomeava juízes extraordinários a fim de examinar sua conduta e rever seus julgamentos. Premiava os que exerciam com honra e responsabilidade seus encargos. E aos que agiam mal, aplicava exemplar punição. E, coisa espantosa para os homens dos nossos dias, ele mesmo julgava, sem demoras nem burocracias, os pleitos que eram levados ao seu conhecimento sob o famoso carvalho de Vincennes. Ouçamos a Joinville, em sua linguagem singela e franca, nos traçar um esboço dessas sessões: “Acontecia com frequência de, após a Missa, ele ir sentar-se no bosque de Vincennes, debaixo de um carvalho, e nos fazer sentar ao seu redor. E todos quantos tinham alguma questão a resolver vinham falar-lhe, sem empecilhos de guardas nem nada do gênero. Ele então lhes perguntava: ‘Alguém quer apresentar uma queixa?’. Levantavam-se logo os que tinham reclamações a fazer. Dizia-lhes ele: ‘Calai-vos todos, sereis atendidos um após o outro’. Em seguida, designava Monseigneur Perronde Fonteinnes e Monseigneur Geffroy de Villete e dizia a um deles: ‘Resolva-me este litígio’. E quando percebia alguma coisa a corrigir nas palavras daqueles que falavam em seu nome, ou em nome de alguma das partes, ele mesmo fazia a retificação”. 6Perronde Fonteinnes e Geffroy de Villete eram juristas de reconhecida competência. São Luís Rei, vida privada de religioso Detentor dos mais altos títulos de nobreza, esse rei de França preferia assinar simplesmente “Luís de Poissy”, pois nessa cidade recebera o Batismo. Ele considerava sua maior dignidade o ter sido batizado. Em meio a todas as suas obrigações de soberano, recitava todos os dias as Horas Litúrgicas e lia com assiduidade a Sagrada Escritura e os Padres da Igreja. Confessava-se com frequência e exigia, como penitência, que o confessor o açoitasse com um flagelo trazido por ele mesmo. Segundo alguns autores, levava sua devoção a este Sacramento a ponto de não permitir ao sacerdote chamá-lo de “majestade”, pois no Tribunal da Reconciliação ele não era rei, mas filho, e o Ministro de Deus não era súdito seu, mas pai. Seu amor a Deus e aversão ao pecado tornavam-no capaz de suportar quaisquer males. Um dia perguntou a seu fiel amigo e conselheiro: — Joinville, o que preferes: contrair a lepra ou cometer um pecado mortal? — Prefiro cometer trinta pecados mortais a contrair a lepra! — Falas como um insensato — contestou o rei —, pois não há lepra tão vil como a de estar em pecado mortal.7 Seu amor ao próximo e sua solicitude para com os pobres eram reflexo do desvelo da Divina Providência. Conta-se que, numa abadia próxima a Paris, havia um monge no qual a lepra já devastara toda a face. O santo rei o visitava regularmente. Em certa ocasião, levou- lhe perdizes de sua cozinha para alimentá-lo melhor e ajudou-o a comer, colocando os pedaços de carne em sua boca. Um vencido admirado pelo vencedor A esta alma tão cheia de fé e convicta de sua filiação divina, era-lhe impossível não viver unida de modo radical à Cruz de Cristo. Assim, em agosto de 1248, partiu do porto de Aigues Mortes, ao som do Veni Creator Spiritus. Estando a seu comando a VII Cruzada, em junho do ano seguinte, conquistou a cidade de Damieta, no Egito. Após nove meses de penosas marchas, o exército cristão chegou a Mansurá em fevereiro de 1250. Um imprudente ataque a essa cidade, comandado pelo irmão do rei, Roberto de Artois, acarretou consequências desastrosas. Seguiu-se uma série de batalhas nas quais São Luís se distinguia por sua coragem, e os adversários eram repelidos. Em breve tempo, porém, os francos tiveram de enfrentar dois terríveis inimigos: primeiro a fome, depois a peste provocada pelo apodrecimento de grande quantidade de cadáveres. O próprio rei foi atingido pela enfermidade e feito prisioneiro em abril de 1250. Durante pouco mais de um mês de cativeiro sob o domínio do sultão do Cairo, a todos causava admiração por sua coragem, piedade e grandeza de alma. Depois do pagamento de um vultoso resgate e da entrega da cidade de Damieta,o santo rei e os demais cruzados foram libertados e embarcaram para São João de Acre. São Luís permaneceu no Oriente por mais quatro anos, que aproveitou para estabelecer vantajosas alianças e fortalecer as cidades cristãs da Síria. Morte da mãe e partida para Túnis Na primavera de 1252, chegou-lhe a notícia do falecimento de sua mãe, Regente do Reino. Após derramar uma torrente de lágrimas, rezou, ajoelhado diante de um altar: “Dou-vos graças, ó meu Deus, por me terdes dado tão boa mãe. […] Vós sabeis que eu a amava acima de todas as criaturas, mas como é preciso, antes de tudo, que se cumpram os vossos decretos, que vosso nome seja bendito nos séculos dos séculos”.8 A morte de Blanca de Castela impôs ao rei a obrigação de voltar à França, onde ele desembarcou em abril de 1254. Os anos subsequentes foram empregados na administração e organização do reino. Em 1258 consegue que Henrique III, da Inglaterra, assine um acordo de paz com o reino de França. Em julho de 1270, partiu para Túnis, na África. Enumeram-se várias razões para a escolha dessa cidade como primeiro objetivo da nova Cruzada. Todavia, para São Luís, a principal causa era sua esperança de converter à Fé Cristã o sultão daquelas terras. São Luís Rei entrega sua alma a Deus Após tomar facilmente a cidade de Cartago, o rei decidiu aguardar a chegada de Carlos d’Anjou com suas tropas. Mas logo a situação tornou-se insustentável para os cruzados. Reduzidos à inação sob o escaldante calor africano, com escassez de água potável e em precárias condições de higiene. Não tardou a alastrar-se uma epidemia que ceifou o exército. Coma saúde já muito debilitada, o rei foi um dos primeiros a ser prostrado pelo terrível mal. Durante um mês de sobrevida, empregou os últimos esforços para instruir seus filhos, em especial Filipe, o herdeiro. Nos últimos dias, quase não conseguia falar. Na véspera de sua morte, pediu a Sagrada Comunhão; em seguida, quis ser colocado no chão, sobre cinzas e com os braços em cruz, e ouviram-no murmurar: “Senhor! Entrarei em vossa casa e vos adorarei no vosso santo tabernáculo”. Ditas estas palavras, cerrou os olhos e “rendeu ao Criador o seu espírito, na mesma hora que o Filho de Deus morreu na Cruz para a salvação do mundo”. Era o dia 25 de agosto de 1270. Assim passou desta vida para a eternidade aquele que, vivendo sempre sob o olhar de Deus, dedicou toda a sua existência ao serviço e louvor da Divina Majestade. Conselhos reais de São Luís IX “Deves evitar tudo quanto sabes desagradar a Deus, de tal forma que prefiras ser atormentado por toda sorte de martírios a cometer um pecado mortal”. “Tempo houve onde a filosofia do Evangelho governava os Estados” A rainha Branca de Castela, mãe de São Luís IX, rei de França, repetia-lhe com frequência, quando ele era ainda criança: “Meu filho, prefiro ver-te morto do que em desgraça, por ter cometido um pecado mortal”. A História não registra a resposta do príncipe, mas relata como também ele, já poderoso monarca, não descurava seus deveres cristãos diante dos ministros e oficiais da corte, como quando, certo dia, perguntou ao Monseigneur de Joinville, cuja franqueza ele muito apreciava: – Meu senescal, o que preferes: cometer um pecado mortal ou ficar leproso? – Majestade!… Ficar leproso?!… Prefiro cometer trinta pecados mortais! Pouco tempo depois, São Luís o chamou e lhe fez esta advertência: – Falaste como homem insensato, pois não existe lepra tão horrorosa quanto o pecado mortal. A alma em pecado mortal se parece com o demônio, ente mais feio que todas as lepras. Além do mais, quando o leproso morre, fica curado, porque com ele se extingue a lepra corporal; porém, se falecer em estado de pecado mortal, a lepra da alma permanecerá aderida a ele, deixando-o totalmente enfermo por toda a eternidade. Testamento espiritual de São Luís IX Penetrado por tão piedoso espírito, São Luís IX deixou ao futuro rei Felipe III, seu filho, logo no início do seu testamento, esta preciosa recomendação: “Filho dileto, começo por querer ensinar-te a amar ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com todas as forças; pois sem isto não há salvação. Filho, deves evitar tudo quanto sabes desagradar a Deus, quer dizer, todo pecado mortal, de tal forma que prefiras ser atormentado por toda sorte de martírios a cometer um pecado mortal. […] “Por todos os benefícios que te foram dados por Deus, rende-Lhe graças para te tornares digno de receber maiores. Em relação a teus súditos, sê justo até ao extremo da justiça, sem te desviares nem para a direita nem para a esquerda; e põe-te sempre de preferência da parte do pobre mais do que do rico, até estares bem certo da verdade. Procura com empenho que todos os teus súditos sejam protegidos pela justiça e pela paz, principalmente as pessoas eclesiásticas e religiosas”. Não cometer pecado mortal, ser sempre justo, é o mesmo que cumprir com amor e fidelidade os Mandamentos de Deus e da Igreja. Disto deu exemplo São Luís IX durante seu longo reinado, de 1226 a 1270. Por sua reputação de virtude e integridade, conquistou a estima universal, a ponto de ser solicitado para arbitrar diversos conflitos no território europeu. Felizes os tempos em que mães, pais e governantes levavam a tal ponto o empenho em combater o pior mal da humanidade: o pecado mortal! Bem-aventurada a era histórica na qual a integridade e a virtude despertavam a confiança e a estima dos povos! Carta de São Luís, Rei da França ao seu filho, o futuro Rei Felipe III. “Filho dileto, começo por querer ensinar-te a amar o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com todas as tuas forças; pois sem isto não há salvação. Filho, deves evitar tudo quanto sabes desagradar a Deus, quer dizer, todo pecado mortal, de tal forma que prefiras ser atormentado por toda sorte de martírios a cometer um pecado mortal. Ademais, se o Senhor permitir que te advenha alguma tribulação, deves suportá-la com serenidade e ação de graças. Considera suceder tal coisa em teu proveito e que talvez a tenhas merecido. Além disto, se o Senhor te conceder a prosperidade, tens de agradecer-lhe humildemente, tomando cuidado para que nesta circunstância não te tornes pior, por vanglória ou outro modo qualquer, porque não deves ir contra Deus ou ofendê-lo valendo-te dos seus dons. Ouve com boa disposição e piedade o ofício da Igreja e enquanto estiveres no templo, cuides de não vagueares os olhos ao redor, de não falar sem necessidade; mas roga ao Senhor devotamente, quer pelos lábios, quer pela meditação do coração. Guarda o coração compassivo para com os pobres, infelizes e aflitos, e quando puderes, auxilia-os e consola-os. Por todos os benefícios que te foram dados por Deus, rende-lhe graças para te tornares digno de receber maiores. Em relação a teus súditos, sê justo até o extremo da justiça, sem te desviares nem para a direita nem para a esquerda; põe-te sempre de preferência da parte do pobre mais do que do rico, até estares bem certo da verdade. Procura com empenho que todos os teus súditos sejam protegidos pela justiça e pela paz, principalmente as pessoas eclesiásticas e religiosas. Sê dedicado e obediente à nossa mãe, a Igreja Romana, e ao Sumo Pontífice como pai espiritual. Esforça-te por remover de teu país todo pecado, sobretudo o de blasfêmia e a heresia. Ó filho muito amado, dou-te enfim toda a benção que um pai pode dar ao filho; e toda a Trindade e todos os santos te guardem do mal. Que o Senhor te conceda a graça de fazer sua vontade de forma a ser servido e honrado por ti. E assim, depois desta vida, iremos juntos vê-lo, amá-lo e louvá-lo sem fim. Amém.” #SantodoDia

  • Homilia Diária | Como é possível viver os Dez Mandamentos?

    Sexta-feira da 20.ª Sem. do Tempo Comum Na ordem da dignidade, o primeiro e o maior dos Mandamentos é este: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração”. Na ordem da execução, porém, é preciso amar primeiro ao próximo, por amor a Deus. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, diz o Apóstolo São João, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 25 de agosto, e entenda como, no amor a Deus e ao próximo, podemos observar todos os Dez Mandamentos. Santo do Dia: São Luís, Rei da França, modelo ideal de governante Evangelho (Mt 22,34-40) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Fazei-me conhecer vossa estrada, vossa verdade me oriente e me conduza! Sl 24(25),4b.5a — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 34 os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, 35 e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: 36 ”Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?” 37 Jesus respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!’ 38 Esse é o maior e o primeiro mandamento. 39 O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. 40 Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Como é possível viver os Dez Mandamentos?

    Sexta-feira da 20.ª Sem. do Tempo Comum Na ordem da dignidade, o primeiro e o maior dos Mandamentos é este: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração”. Na ordem da execução, porém, é preciso amar primeiro ao próximo, por amor a Deus. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, diz o Apóstolo São João, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 25 de agosto, e entenda como, no amor a Deus e ao próximo, podemos observar todos os Dez Mandamentos. Santo do Dia: São Luís, Rei da França, modelo ideal de governante Evangelho (Mt 22,34-40) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Fazei-me conhecer vossa estrada, vossa verdade me oriente e me conduza! Sl 24(25),4b.5a — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 34 os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, 35 e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: 36 ”Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?” 37 Jesus respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!’ 38 Esse é o maior e o primeiro mandamento. 39 O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. 40 Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São José Calasanz, padroeiro das Escolas – 25 de Agosto

    SANTO DO DIA – 25 DE AGOSTO – SÃO JOSÉ CALASANZ Sacerdote e fundador (1556-1648) – Padroeiro das Escolas José Calasanz nasceu num castelo de Peralta de La Sal, em Aragão, na Espanha, em 31 de julho de 1558. De uma família nobre e muito religiosa, ele foi educado no rigor do respeito aos mandamentos de Deus. Desde cedo, mostrou sua vocação religiosa, mesmo contrariando seu pai, que o queria na carreira militar. José tanto insistiu, que foi enviado para estudar Teologia na Universidade de Valência, para concluir seu propósito de servir a Deus. Ao terminar os estudos, aplicou-se nos exercícios de piedade e práticas de penitência a fim para manter-se longe das tentações e no seguimento de Cristo. Recebeu a ordenação sacerdotal em 1583, embora sem a presença do pai, que ainda não cedera à sua vocação. Inicialmente, foi para um mosteiro, desejando uma vida de solidão. Mas seu bispo, percebendo nele um alto grau de inteligência, disse-lhe que sua missão era a pregação. Assim, dedicou-se à atividade pastoral, sendo muito querido por todos os fiéis e bispos, que lhe davam vários encargos importantes a serem executados junto à Santa Sé. Em 1592, José Calasanz encontrou o caminho para a sua vocação: a educação e formação de jovens pobres e abandonados. Inicialmente, como membro da Confraria da Doutrina Cristã, atuando junto aos jovens pobres da paróquia de Santa Doroteia, onde era vigário cooperador. Em 1597, fundou a primeira escola gratuita para crianças pobres, seguindo entusiasmado pelo grande número de voluntários que se agregavam à obra. Assim, em 1621 fundou a Congregação dos Clérigos Pobres Regulares da Mãe de Deus das Pias Escolas, clérigos regulares que têm um quarto voto: o comprometimento com a instrução dos jovens. O grande reconhecimento das escolas pias de Roma fez com que se espalhassem por toda a Itália, alcançando a Espanha, Alemanha, Polônia e Morávia. Mas, apesar do incontestável sucesso da nova Ordem, nos últimos anos de sua vida José teve de passar por uma terrível provação. Caluniado perante o Santo Ofício, foi julgado e deposto do cargo, e a nova Congregação ficou sem aprovação. Entretanto José, humildemente, aceitou tudo sem revoltar-se. Morreu no dia 25 de agosto de 1648, aos 90 anos de idade, animando os seus sacerdotes para não desistirem da Ordem. Passados somente oito anos da sua morte, o papa Alexandre VI reconheceu que ele era inocente e aprovou as regras da Ordem. Como o fundador previra, ela ressurgiu mais vigorosa do que antes. A ele foram atribuídas muitas intercessões em milagres e graças, sendo canonizado em 1767. O culto a são José Calasanz ocorre no dia de sua morte. Desde 1948, ele é celebrado em todo o mundo cristão como Padroeiro das Escolas Populares, conforme foi proclamado pelo papa Pio XII. Texto: Paulinas Internet Conheça mais sobre São José Calasanz Vendo nos acontecimentos de sua vida a vontade divina, a ela se abandonou. Ele era o semeador e, ao mesmo tempo, o grão de trigo lançado no sulco para morrer e germinar Militia est vita hominis super terram – A vida do homem sobre a Terra é uma luta” (Jó 7, 1). Quem poderia negar a grande verdade imortalizada nestas palavras do Santo Jó?Estamos neste mundo em estado de prova, num campo debatalha. Os trabalhos ou as penitências nos custam; nada, porém, é tão difícil quanto a luta. É no combate às dificuldades internas ou externas que se abatem sobre o homem, ameaçando fazê-lo sucumbir, que ele alcança a verdadeira humildade. E ao se reconhecer contingente e necessitado do auxílio divino, não desfalecendo, alcançará a promessa do DivinoRedentor: “Aovencedor concederei assentar-se comigo no meu trono, assim como Eu venci e Me assentei com meu Pai no seu trono” (Ap 3, 21). Tal foi a vida de São José de Calasanz: uma luta árdua e quase ininterrupta ao longo dos seus 92 anos de existência. Chamado à sublime vocação de santificar as crianças para, por este meio, resgatar cidades inteiras, sua vida foi uma contínua batalha, tão mais dolorosa “quanto as perseguições lhe advinham daqueles que mais obrigados estavam a apoiá-lo”.1 Prenúncio dos dotes futuros Nasceu ele no povoado espanhol de Peralta de la Sal, nos confins de Aragão e Catalunha – quiçá em 1556, diz antiga tradição -, no seio de piedosa família fidalga, cujo pai era o administrador da cidade. Sabendo ser o demônio o pior inimigo de Deus e dos homens, com apenas cinco anos decidiu exterminá-lo. Em sua mente infantil, julgava ter este malfeitor corpo visível. Armou-se de um punhal e, como não o encontrou em casa, resolveu procurá-lo campo afora. Um batalhão de crianças foi-se lhe juntando e detiveram-se todos num olival: diante daqueles olhinhos assustados, o maligno aparecera na forma de uma pavorosa sombra e aninhara-se no alto de uma oliveira. Com a arma entre os dentes, o pequeno herói subiu corajosamente pelo tronco, disposto a matá-lo. No entanto, o príncipe das trevas fez com que se quebrasse o grosso galho no qual se encontrava, para acabar com ele. A Virgem Santíssima, todavia, o protegeu e o menino se levantou ileso do chão. Era o primeiro encontro de um longo combate que haveria de durar toda a vida do Santo. “Mais tarde, ao exorcizar um possesso, confessará o demônio que naquele momento não tinha no mundo inimigo maior que José”.2 Alguns outros fatos de sua infância revelam os dons que recebera, tendo em vista sua futura missão. Previu profeticamente numerosos episódios ocorridos em família e, prenunciando o cerne de sua vocação religiosa, costumava reunir as crianças, subia numa cadeira como num púlpito improvisado e transmitia-lhes, com muita seriedade, as lições de catecismo que recebia. Depois rezavam o Rosário, com cânticos de hinos e salmos. Era o pedagogo que já pulsava em seu coração, atraindo os pequeninos para o seio da Igreja. Esmerada educação Recebeu as primeiras letras de seus zelosos pais e, por volta de dez anos, foi estudar gramática e humanidades em Estadilla. Ali jamais saiu de seus lábios uma palavra impertinente ou imodesta, permanecendo intacta sua inocência batismal. Alto e robusto, tinha a compleição perfeita para seguir a carreira das armas, desejada pelo pai. Mas José o convenceu a deixá-lo estudar filosofia, na Universidade de Lérida, cátedra então considerada como base de todas as carreiras. Sua vivacidade e inteligência levaram- no a brilhantes resultados. Isto agradou muito ao pai, que o incentivou a estudar direito civil e canônico. A proposta vinha ao encontro de seu grande anelo: ser sacerdote. Seguindo o costume da época, em 1575 recebeu a primeira tonsura das mãos do Bispo de Urgel, Diocese à qual pertencia sua terra natal, em cerimônia na Igreja do Santo Cristo, em Balaguer, e fez também um voto de virgindade perpétua aos pés de uma imagem de Nossa Senhora. Aos 20 anos foi estudar teologia na Universidade de Valência, onde enfrentou o primeiro combate em defesa de sua pureza. Para fugir do assédio de uma dama, se transferiu para a Universidade de Alcalá de Henares. Primeiros anos de sacerdócio A trágica morte de seu irmão mais velho fê-lo retornar para a casa paterna, onde teve de enfrentar novas batalhas. O pai, a quem muito respeitava e queria, desejava vê-lo perpetuar o nome da família e foi penoso para o Santo manter o voto que fizera. Nesse ínterim, faleceu também a mãe. Vencidas todas as dificuldades, foi por fim ordenado sacerdote em 17 de dezembro de 1583. Os primeiros anos de seu ministério estiveram cheios de importantes encargos que dizem muito acerca da excepcional maturidade, piedade e boa formação do jovem sacerdote. De Peralta de la Sal partiu para a Diocese de Barbastro, onde auxiliava o novo Bispo, o dominicano Felipe de Urries. Após sua morte, tornou-se secretário e confessor de Dom Gaspar de la Higuera, Bispo de Lérida; e falecido este voltou para Urgel, onde exerceu com exemplar dedicação os ofícios da secretaria capitular e era mestre de cerimônias. Em sua Diocese de origem, além de desempenhar com habilidade delicados encargos pastorais e diplomáticos, dedicou-se com afinco aos labores próprios da vida sacerdotal: atendia Confissões, pregava, ensinava o catecismo, visitava os hospitais e assistia os encarcerados. “Neste período espanhol da vida do Santo” – afirma um dos seus mais conhecidos biógrafos contemporâneos – “devemos encontrar, descobrir, pelo menos em gérmen, o grande Calasanz do período romano: santo, educador, apóstolo social”.3 “Vá para Roma” Estando a serviço do Bispo de Urgel, começou a ouvir em seu interior uma clara voz: – Vá para Roma. E, em sonhos, parecia-lhe estar na Cidade Eterna, rodeado de crianças que se assemelhavam aos Anjos; os ensinava a viver como bons cristãos, os abençoava e os acompanhava às suas casas. Para ajudá-lo naquela missão de caridade se unia a ele grande número de espíritos angélicos. Em Urgel, além de desempenhar com habilidade delicados encargos pastorais e diplomáticos, dedicou-se com afinco aos labores próprios da vida sacerdotal Contando com o apoio do seu diretor espiritual, partiu para Roma em fevereiro de 1592, sem saber muito bem o que Deus lhe reservava… Ali, o Cardeal Colonna o escolheu como teólogo e auditor, e o tomou como orientador e confessor de toda a sua família. Mudou- -se São José para o palácio Colonna, decidido a viver na mais estrita pobreza pessoal, respeitando, entretanto, as exigências da dignidade de suas funções e nascimento, as quais o obrigavam, por exemplo, a vestir-se de seda. Ademais, aumentou os jejuns e mortificações, o tempo das orações e reduziu as horas de sono. Começaram a se manifestar com mais brilho seus carismas. Liberava possessos, operava milagres e previa acontecimentos futuros por onde passava. Dos inúmeros casos registrados pelos cronistas, registramos aqui um dos mais belos, o qual se deu na Igreja de São João de Latrão, com uma possessa que força humana alguma podia mover. Conduzindo-a apenas com os dedos polegar e indicador, nosso Santo a fez entrar no templo e expulsou o demônio. Aos que se maravilhavam com tal prodígio disse: “É que não sabeis a virtude que possuem estes dedos pelo contato cotidiano com a Sagrada Eucaristia”.4 Delineia-se a vontade divina Cinco anos de trabalho pastoral em Roma o puseram em contato com a juventude pobre desta cidade, e ele via não somente seus vícios desenfreados, como também sua extraordinária ignorância. Aquelas crianças “não sabiam sequer as coisas necessárias para salvar-se”.5 Esta infância abandonada comprometia as gerações futuras. De meninos bem educados em sua tenra idade se espera homens bons todo o curso da vida: “Ensina à criança o caminho que ela deve seguir; mesmo quando envelhecer, dele não há de se afastar” (Pr 22, 6). Daí a extrema necessidade de uma educação católica gratuita aos desprovidos de meios econômicos. Procurou alguém que pudesse abraçar esta causa, mas as escolas estabelecidas não dispunham de recursos e os mestres de profissão não podiam trabalhar sem salário. Um dia, caminhando pelas ruas romanas, ouviu aquela mesma voz interior que o conduzira ao centro da Cristandade: – Olhe, José. Virando-se, viu um grupo de crianças do povo com brincadeiras imodestas. E a voz lhe repetiu esta frase do Salmo: “É a vós que se abandona o infortunado, sois vós o amparo do órfão” (Sl 9, 35). Estava delineada a vontade divina a seu respeito. Era lento para tomar decisões, porém, uma vez convencido dos desígnios de Deus tinha grande firmeza de caráter e indomável energia para vencer os obstáculos que encontrasse. Aconselhando-se com seus diretores e doutos amigos, e em meio às orações e mortificações, lembrou-se das sábias palavras de São Tomás: “Aqueles que foram eleitos por Deus para alguma coisa, Ele os prepara e dispõe de modo que sejam idôneos”.6 Não mais hesitou: toda a sua vida não havia sido senão uma preparação para esta obra. Era lento para tomar decisões, porém, uma vez convencido tinha caráter e indomável energia para vencer os obstáculos Nascem as Escolas Pias No outono de 1597, no Trastévere, bairro pobre de Roma, nasciam as Escolas Pias. Conseguiu a casa paroquial da Igreja de Santa Doroteia e, junto com mais três sacerdotes, começou a dar a instrução clássica – leitura, escritura, aritmética e gramática -, mas seu objetivo principal era a piedade e os bons costumes. Na primeira semana se apresentaram mais de 100 meninos. Passavam-se os anos e, atendendo a solicitações provenientes de várias cidades, as Escolas Pias se expandiam não só nos reinos da Península Itálica, como em outros países. Aumentavam as vocações para professores sacerdotes e o novo instituto religioso tomava corpo com o início da vida comunitária em sua nova Casa-Mãe, contígua à Igreja de São Pantaleão, cujo uso mais tarde lhes foi concedido. Em 1617, o Papa Paulo V erige a Congregação Paulina dos Clérigos Regulares Pobres da Mãe de Deus das Escolas Pias – logo conhecida como dos Escolápios -, com votos simples e tendo como hábito uma capa curta sobre a batina. Nomeado superior geral, o padre Calasanz fez os votos nas mãos do Cardeal Benedetto Giustiniani, representando o Santo Padre, e adotou o nome de José da Mãe de Deus. Ele mesmo recebeu os votos de seus 14 primeiros filhos espirituais e lhes impôs o hábito, numa cerimônia privada em São Pantaleão. No cadinho se purifica o ouro Com a morte de Paulo V, em 1621, viajava de Bologna para Roma, a fim de participar do conclave, o Cardeal Alessandro Ludovisi, e hospedou-se na casa das Escolas Pias de Narni. Ali se encontrava São José, escrevendo as Constituições do instituto, que previu a iminente elevação deste Cardeal ao Sólio Pontifício. Não errou o Santo: poucos dias depois ele foi eleito Papa sob o nome de Gregório XV. E em novembro deste mesmo ano aprovava as referidas Constituições, elevando a congregação a Ordem Religiosa, com votos solenes e perpétuos. Não obstante, surgiram calúnias e desejos de vingança da parte de uma minoria de religiosos que, por ambição e orgulho, não se enquadrava nas regras do instituto. Houve quem quisesse matar o fundador; apareceu um falso escolápio que roubou em vários países fazendo-se passar por membro da Ordem; mas o pior se deu quando apareceram os traidores dentro de seus santos muros, denegrindo-o de tal modo que levantaram desconfianças e suspeitas na Santa Sé. Apesar de sua longa e santa vida, coalhada de milagres conhecidos, José chegou a ser preso pelo Santo Ofício e constituiu-se uma comissão cardinalícia para estudar o caso. As cartas e conselhos do Santo a seus filhos espirituais em todo esse período dão um admirável testemunho da grandeza de ânimo com que enfrentava esta batalha tão dura e aviltante: “O inimigo do gênero humano persegue todos os homens em geral e a cada um em particular: isto se vê principalmente nas Ordens Religiosas e hoje nos cabe a nós. Tenta a todos quanto encontra débeis na virtude, sobretudo na da humildade”;7 “A perfeição da virtude […] consiste em suportar com paciência as calúnias e os ultrajes que nos vêm daqueles a quem fizemos o bem, e em fazer-lhes mais bem ainda, por amor a Deus”;8 “Não há mal tão grande que não tenha remédio, e estou certo de que suprirá Deus naquilo que faltaram os homens. Permita a Divina Misericórdia que todas as nossas coisas terminem para sua maior glória”.9 Os alunos das Escolas Pias em nada foram afetados pela perseguição que sofriam seus mestres, pois as atividades escolares continuaram em todas as casas, como se nada acontecesse. Em São Pantaleão, foco do litígio, dava São José exemplo de paz de alma e temperança, sem jamais se alterar ou deixar suas aulas. No meio das provações foi-lhe dado conhecer o porvir da Ordem, que seria destruída, mas renasceria mais pujante que nunca para continuar sua missão na Igreja: “Espero que tudo o que se fez se desfaça com a ajuda de Deus, e que triunfará a verdade sobre a inveja. Tende constância, como os que amam o instituto, porque chegará o dia em que renascerá mais glorioso do que nunca”.10 De fato, realizou-se uma Visita Apostólica totalmente manipulada por seus inimigos que, distorcendo a realidade, com falsos testemunhos e acusações, conseguiram a condenação pontifícia, em 16 de março de 1646. No dia seguinte, o secretário do Cardeal Vigário reuniu todos os padres no oratório de São Pantaleão e leu o breve de redução da Ordem a uma congregação sem votos, o que era “uma supressão camuflada, uma condenação à morte lenta, mas inexorável. […] Ao terminar a leitura, no silêncio embaraçoso e dramático do momento, se ouviu a voz do já definitivamente destituído superior geral, padre José de Calasanz, que repetia as palavras de Jó: ‘O Senhor deu, o Senhor tirou: bendito seja o nome do Senhor!’ [1, 21]. Era o final. A hecatombe”.11 Após sua morte, a “vox populi” já o exaltava, antecipando o que a Igreja declararia 100 anos depois Estava destruída uma obra de 50 anos! Não podia haver maior humilhação. No entanto, ele sabia que os homens passam, mas as obras de Deus permanecem e florescem quando depuradas pelas provas: é no cadinho que se purifica o ouro… Da cruz à glória Sua única “vingança” consistiu em rezar por seus inimigos. “Nas grandes desgraças que nos vieram, seria grande loucura determo-nos nas causas segundas, que são os homens, não vendo a Deus que as envia para nosso maior bem”,12 disse em confidência a um de seus sacerdotes. “Quanto mais nos humilhemos, mais nos exaltará Deus”,13 afirmou nas vésperas da morte. Em seu processo de beatificação, declarou o Cardeal Crescenzi: “Não posso deixar de dizer que seu maior milagre foi a paciência, e sem embargo era de temperamento fogoso e inclinado à cólera”.14 Em agosto de 1648, dois anos depois daqueles terríveis acontecimentos, chegou sua hora de despedir-se desta vida. A Providência o fazia beber o cálice das amarguras até o fim, pois lhe revelava todas as penúrias e dificuldades pelas quais passariam seus filhos espirituais nos próximos oito anos, até que a Ordem se restabelecesse. Contudo, Nossa Senhora o veio visitar, acompanhada de 250 escolápios falecidos até aquela data – todos tinham se salvado, à exceção de um. Consolando-o, prometeu auxiliá-lo em seu momento derradeiro, como o fizera em toda a sua vida. No dia 22, sentindo-se próximo do fim, recebeu o viático e passados três dias entregou sua alma ao Criador. Multidões acorriam a vê-lo pela última vez e milagres se operavam em quantidade. A vox populi já o exaltava, antecipando o que a Igreja declararia 100 anos depois, ao concluir um processo com documentos e provas indubitáveis: José de Calasanz praticou as virtudes em grau heroico. Atualmente, existem pelo menos outras 11 congregações religiosas dedicadas à educação que reconhecem ter encontrado sua fonte de inspiração na Ordem Escolápia. “A semente que ele semeou em Santa Doroteia do Trastévere, há 400 anos, frutificou e se estendeu por todo o mundo. As Escolas Pias hoje estão implantadas em 26 países de quatro continentes, e os conceitos de gratuidade e universalização do ensino que preconizam são aceitos em quase todos os sistemas educativos”.15 Com quanta razão afirmou Pio XII, ao comemorar o terceiro centenário de sua beatificação: “A Calasanz pode-se aplicar de modo super excelente a promessa do Salmo: Qui seminant in lacrimis, in exultationen metent (Ps 125, 5). […] O 25 de agosto de 1648 é ainda tempo da dolorosa semeadura, das lágrimas, da prova crucificante; ao mesmo tempo que semeador, ele era o grão de trigo lançado no sulco para morrer e germinar. Mas eis que o trigo nasce, cresce, amadurece, e o semeador, vivendo na eternidade de luz, vê, encoraja, abençoa os ceifeiros”.16 (Revista Arautos do Evangelho, Agosto/2014, n. 152, pp. 19 à 23) Leia também: .: Santo do Dia – 24 de Agosto – São Bartolomeu .: Santo do Dia – 26 de Agosto – São Zeferino #SantodoDia

  • São José Calasanz, padroeiro das Escolas – 25 de Agosto

    SANTO DO DIA – 25 DE AGOSTO – SÃO JOSÉ CALASANZ Sacerdote e fundador (1556-1648) – Padroeiro das Escolas José Calasanz nasceu num castelo de Peralta de La Sal, em Aragão, na Espanha, em 31 de julho de 1558. De uma família nobre e muito religiosa, ele foi educado no rigor do respeito aos mandamentos de Deus. Desde cedo, mostrou sua vocação religiosa, mesmo contrariando seu pai, que o queria na carreira militar. José tanto insistiu, que foi enviado para estudar Teologia na Universidade de Valência, para concluir seu propósito de servir a Deus. Ao terminar os estudos, aplicou-se nos exercícios de piedade e práticas de penitência a fim para manter-se longe das tentações e no seguimento de Cristo. Recebeu a ordenação sacerdotal em 1583, embora sem a presença do pai, que ainda não cedera à sua vocação. Inicialmente, foi para um mosteiro, desejando uma vida de solidão. Mas seu bispo, percebendo nele um alto grau de inteligência, disse-lhe que sua missão era a pregação. Assim, dedicou-se à atividade pastoral, sendo muito querido por todos os fiéis e bispos, que lhe davam vários encargos importantes a serem executados junto à Santa Sé. Em 1592, José Calasanz encontrou o caminho para a sua vocação: a educação e formação de jovens pobres e abandonados. Inicialmente, como membro da Confraria da Doutrina Cristã, atuando junto aos jovens pobres da paróquia de Santa Doroteia, onde era vigário cooperador. Em 1597, fundou a primeira escola gratuita para crianças pobres, seguindo entusiasmado pelo grande número de voluntários que se agregavam à obra. Assim, em 1621 fundou a Congregação dos Clérigos Pobres Regulares da Mãe de Deus das Pias Escolas, clérigos regulares que têm um quarto voto: o comprometimento com a instrução dos jovens. O grande reconhecimento das escolas pias de Roma fez com que se espalhassem por toda a Itália, alcançando a Espanha, Alemanha, Polônia e Morávia. Mas, apesar do incontestável sucesso da nova Ordem, nos últimos anos de sua vida José teve de passar por uma terrível provação. Caluniado perante o Santo Ofício, foi julgado e deposto do cargo, e a nova Congregação ficou sem aprovação. Entretanto José, humildemente, aceitou tudo sem revoltar-se. Morreu no dia 25 de agosto de 1648, aos 90 anos de idade, animando os seus sacerdotes para não desistirem da Ordem. Passados somente oito anos da sua morte, o papa Alexandre VI reconheceu que ele era inocente e aprovou as regras da Ordem. Como o fundador previra, ela ressurgiu mais vigorosa do que antes. A ele foram atribuídas muitas intercessões em milagres e graças, sendo canonizado em 1767. O culto a são José Calasanz ocorre no dia de sua morte. Desde 1948, ele é celebrado em todo o mundo cristão como Padroeiro das Escolas Populares, conforme foi proclamado pelo papa Pio XII. Texto: Paulinas Internet Conheça mais sobre São José Calasanz Vendo nos acontecimentos de sua vida a vontade divina, a ela se abandonou. Ele era o semeador e, ao mesmo tempo, o grão de trigo lançado no sulco para morrer e germinar Militia est vita hominis super terram – A vida do homem sobre a Terra é uma luta” (Jó 7, 1). Quem poderia negar a grande verdade imortalizada nestas palavras do Santo Jó?Estamos neste mundo em estado de prova, num campo debatalha. Os trabalhos ou as penitências nos custam; nada, porém, é tão difícil quanto a luta. É no combate às dificuldades internas ou externas que se abatem sobre o homem, ameaçando fazê-lo sucumbir, que ele alcança a verdadeira humildade. E ao se reconhecer contingente e necessitado do auxílio divino, não desfalecendo, alcançará a promessa do DivinoRedentor: “Aovencedor concederei assentar-se comigo no meu trono, assim como Eu venci e Me assentei com meu Pai no seu trono” (Ap 3, 21). Tal foi a vida de São José de Calasanz: uma luta árdua e quase ininterrupta ao longo dos seus 92 anos de existência. Chamado à sublime vocação de santificar as crianças para, por este meio, resgatar cidades inteiras, sua vida foi uma contínua batalha, tão mais dolorosa “quanto as perseguições lhe advinham daqueles que mais obrigados estavam a apoiá-lo”.1 Prenúncio dos dotes futuros Nasceu ele no povoado espanhol de Peralta de la Sal, nos confins de Aragão e Catalunha – quiçá em 1556, diz antiga tradição -, no seio de piedosa família fidalga, cujo pai era o administrador da cidade. Sabendo ser o demônio o pior inimigo de Deus e dos homens, com apenas cinco anos decidiu exterminá-lo. Em sua mente infantil, julgava ter este malfeitor corpo visível. Armou-se de um punhal e, como não o encontrou em casa, resolveu procurá-lo campo afora. Um batalhão de crianças foi-se lhe juntando e detiveram-se todos num olival: diante daqueles olhinhos assustados, o maligno aparecera na forma de uma pavorosa sombra e aninhara-se no alto de uma oliveira. Com a arma entre os dentes, o pequeno herói subiu corajosamente pelo tronco, disposto a matá-lo. No entanto, o príncipe das trevas fez com que se quebrasse o grosso galho no qual se encontrava, para acabar com ele. A Virgem Santíssima, todavia, o protegeu e o menino se levantou ileso do chão. Era o primeiro encontro de um longo combate que haveria de durar toda a vida do Santo. “Mais tarde, ao exorcizar um possesso, confessará o demônio que naquele momento não tinha no mundo inimigo maior que José”.2 Alguns outros fatos de sua infância revelam os dons que recebera, tendo em vista sua futura missão. Previu profeticamente numerosos episódios ocorridos em família e, prenunciando o cerne de sua vocação religiosa, costumava reunir as crianças, subia numa cadeira como num púlpito improvisado e transmitia-lhes, com muita seriedade, as lições de catecismo que recebia. Depois rezavam o Rosário, com cânticos de hinos e salmos. Era o pedagogo que já pulsava em seu coração, atraindo os pequeninos para o seio da Igreja. Esmerada educação Recebeu as primeiras letras de seus zelosos pais e, por volta de dez anos, foi estudar gramática e humanidades em Estadilla. Ali jamais saiu de seus lábios uma palavra impertinente ou imodesta, permanecendo intacta sua inocência batismal. Alto e robusto, tinha a compleição perfeita para seguir a carreira das armas, desejada pelo pai. Mas José o convenceu a deixá-lo estudar filosofia, na Universidade de Lérida, cátedra então considerada como base de todas as carreiras. Sua vivacidade e inteligência levaram- no a brilhantes resultados. Isto agradou muito ao pai, que o incentivou a estudar direito civil e canônico. A proposta vinha ao encontro de seu grande anelo: ser sacerdote. Seguindo o costume da época, em 1575 recebeu a primeira tonsura das mãos do Bispo de Urgel, Diocese à qual pertencia sua terra natal, em cerimônia na Igreja do Santo Cristo, em Balaguer, e fez também um voto de virgindade perpétua aos pés de uma imagem de Nossa Senhora. Aos 20 anos foi estudar teologia na Universidade de Valência, onde enfrentou o primeiro combate em defesa de sua pureza. Para fugir do assédio de uma dama, se transferiu para a Universidade de Alcalá de Henares. Primeiros anos de sacerdócio A trágica morte de seu irmão mais velho fê-lo retornar para a casa paterna, onde teve de enfrentar novas batalhas. O pai, a quem muito respeitava e queria, desejava vê-lo perpetuar o nome da família e foi penoso para o Santo manter o voto que fizera. Nesse ínterim, faleceu também a mãe. Vencidas todas as dificuldades, foi por fim ordenado sacerdote em 17 de dezembro de 1583. Os primeiros anos de seu ministério estiveram cheios de importantes encargos que dizem muito acerca da excepcional maturidade, piedade e boa formação do jovem sacerdote. De Peralta de la Sal partiu para a Diocese de Barbastro, onde auxiliava o novo Bispo, o dominicano Felipe de Urries. Após sua morte, tornou-se secretário e confessor de Dom Gaspar de la Higuera, Bispo de Lérida; e falecido este voltou para Urgel, onde exerceu com exemplar dedicação os ofícios da secretaria capitular e era mestre de cerimônias. Em sua Diocese de origem, além de desempenhar com habilidade delicados encargos pastorais e diplomáticos, dedicou-se com afinco aos labores próprios da vida sacerdotal: atendia Confissões, pregava, ensinava o catecismo, visitava os hospitais e assistia os encarcerados. “Neste período espanhol da vida do Santo” – afirma um dos seus mais conhecidos biógrafos contemporâneos – “devemos encontrar, descobrir, pelo menos em gérmen, o grande Calasanz do período romano: santo, educador, apóstolo social”.3 “Vá para Roma” Estando a serviço do Bispo de Urgel, começou a ouvir em seu interior uma clara voz: – Vá para Roma. E, em sonhos, parecia-lhe estar na Cidade Eterna, rodeado de crianças que se assemelhavam aos Anjos; os ensinava a viver como bons cristãos, os abençoava e os acompanhava às suas casas. Para ajudá-lo naquela missão de caridade se unia a ele grande número de espíritos angélicos. Em Urgel, além de desempenhar com habilidade delicados encargos pastorais e diplomáticos, dedicou-se com afinco aos labores próprios da vida sacerdotal Contando com o apoio do seu diretor espiritual, partiu para Roma em fevereiro de 1592, sem saber muito bem o que Deus lhe reservava… Ali, o Cardeal Colonna o escolheu como teólogo e auditor, e o tomou como orientador e confessor de toda a sua família. Mudou- -se São José para o palácio Colonna, decidido a viver na mais estrita pobreza pessoal, respeitando, entretanto, as exigências da dignidade de suas funções e nascimento, as quais o obrigavam, por exemplo, a vestir-se de seda. Ademais, aumentou os jejuns e mortificações, o tempo das orações e reduziu as horas de sono. Começaram a se manifestar com mais brilho seus carismas. Liberava possessos, operava milagres e previa acontecimentos futuros por onde passava. Dos inúmeros casos registrados pelos cronistas, registramos aqui um dos mais belos, o qual se deu na Igreja de São João de Latrão, com uma possessa que força humana alguma podia mover. Conduzindo-a apenas com os dedos polegar e indicador, nosso Santo a fez entrar no templo e expulsou o demônio. Aos que se maravilhavam com tal prodígio disse: “É que não sabeis a virtude que possuem estes dedos pelo contato cotidiano com a Sagrada Eucaristia”.4 Delineia-se a vontade divina Cinco anos de trabalho pastoral em Roma o puseram em contato com a juventude pobre desta cidade, e ele via não somente seus vícios desenfreados, como também sua extraordinária ignorância. Aquelas crianças “não sabiam sequer as coisas necessárias para salvar-se”.5 Esta infância abandonada comprometia as gerações futuras. De meninos bem educados em sua tenra idade se espera homens bons todo o curso da vida: “Ensina à criança o caminho que ela deve seguir; mesmo quando envelhecer, dele não há de se afastar” (Pr 22, 6). Daí a extrema necessidade de uma educação católica gratuita aos desprovidos de meios econômicos. Procurou alguém que pudesse abraçar esta causa, mas as escolas estabelecidas não dispunham de recursos e os mestres de profissão não podiam trabalhar sem salário. Um dia, caminhando pelas ruas romanas, ouviu aquela mesma voz interior que o conduzira ao centro da Cristandade: – Olhe, José. Virando-se, viu um grupo de crianças do povo com brincadeiras imodestas. E a voz lhe repetiu esta frase do Salmo: “É a vós que se abandona o infortunado, sois vós o amparo do órfão” (Sl 9, 35). Estava delineada a vontade divina a seu respeito. Era lento para tomar decisões, porém, uma vez convencido dos desígnios de Deus tinha grande firmeza de caráter e indomável energia para vencer os obstáculos que encontrasse. Aconselhando-se com seus diretores e doutos amigos, e em meio às orações e mortificações, lembrou-se das sábias palavras de São Tomás: “Aqueles que foram eleitos por Deus para alguma coisa, Ele os prepara e dispõe de modo que sejam idôneos”.6 Não mais hesitou: toda a sua vida não havia sido senão uma preparação para esta obra. Era lento para tomar decisões, porém, uma vez convencido tinha caráter e indomável energia para vencer os obstáculos Nascem as Escolas Pias No outono de 1597, no Trastévere, bairro pobre de Roma, nasciam as Escolas Pias. Conseguiu a casa paroquial da Igreja de Santa Doroteia e, junto com mais três sacerdotes, começou a dar a instrução clássica – leitura, escritura, aritmética e gramática -, mas seu objetivo principal era a piedade e os bons costumes. Na primeira semana se apresentaram mais de 100 meninos. Passavam-se os anos e, atendendo a solicitações provenientes de várias cidades, as Escolas Pias se expandiam não só nos reinos da Península Itálica, como em outros países. Aumentavam as vocações para professores sacerdotes e o novo instituto religioso tomava corpo com o início da vida comunitária em sua nova Casa-Mãe, contígua à Igreja de São Pantaleão, cujo uso mais tarde lhes foi concedido. Em 1617, o Papa Paulo V erige a Congregação Paulina dos Clérigos Regulares Pobres da Mãe de Deus das Escolas Pias – logo conhecida como dos Escolápios -, com votos simples e tendo como hábito uma capa curta sobre a batina. Nomeado superior geral, o padre Calasanz fez os votos nas mãos do Cardeal Benedetto Giustiniani, representando o Santo Padre, e adotou o nome de José da Mãe de Deus. Ele mesmo recebeu os votos de seus 14 primeiros filhos espirituais e lhes impôs o hábito, numa cerimônia privada em São Pantaleão. No cadinho se purifica o ouro Com a morte de Paulo V, em 1621, viajava de Bologna para Roma, a fim de participar do conclave, o Cardeal Alessandro Ludovisi, e hospedou-se na casa das Escolas Pias de Narni. Ali se encontrava São José, escrevendo as Constituições do instituto, que previu a iminente elevação deste Cardeal ao Sólio Pontifício. Não errou o Santo: poucos dias depois ele foi eleito Papa sob o nome de Gregório XV. E em novembro deste mesmo ano aprovava as referidas Constituições, elevando a congregação a Ordem Religiosa, com votos solenes e perpétuos. Não obstante, surgiram calúnias e desejos de vingança da parte de uma minoria de religiosos que, por ambição e orgulho, não se enquadrava nas regras do instituto. Houve quem quisesse matar o fundador; apareceu um falso escolápio que roubou em vários países fazendo-se passar por membro da Ordem; mas o pior se deu quando apareceram os traidores dentro de seus santos muros, denegrindo-o de tal modo que levantaram desconfianças e suspeitas na Santa Sé. Apesar de sua longa e santa vida, coalhada de milagres conhecidos, José chegou a ser preso pelo Santo Ofício e constituiu-se uma comissão cardinalícia para estudar o caso. As cartas e conselhos do Santo a seus filhos espirituais em todo esse período dão um admirável testemunho da grandeza de ânimo com que enfrentava esta batalha tão dura e aviltante: “O inimigo do gênero humano persegue todos os homens em geral e a cada um em particular: isto se vê principalmente nas Ordens Religiosas e hoje nos cabe a nós. Tenta a todos quanto encontra débeis na virtude, sobretudo na da humildade”;7 “A perfeição da virtude […] consiste em suportar com paciência as calúnias e os ultrajes que nos vêm daqueles a quem fizemos o bem, e em fazer-lhes mais bem ainda, por amor a Deus”;8 “Não há mal tão grande que não tenha remédio, e estou certo de que suprirá Deus naquilo que faltaram os homens. Permita a Divina Misericórdia que todas as nossas coisas terminem para sua maior glória”.9 Os alunos das Escolas Pias em nada foram afetados pela perseguição que sofriam seus mestres, pois as atividades escolares continuaram em todas as casas, como se nada acontecesse. Em São Pantaleão, foco do litígio, dava São José exemplo de paz de alma e temperança, sem jamais se alterar ou deixar suas aulas. No meio das provações foi-lhe dado conhecer o porvir da Ordem, que seria destruída, mas renasceria mais pujante que nunca para continuar sua missão na Igreja: “Espero que tudo o que se fez se desfaça com a ajuda de Deus, e que triunfará a verdade sobre a inveja. Tende constância, como os que amam o instituto, porque chegará o dia em que renascerá mais glorioso do que nunca”.10 De fato, realizou-se uma Visita Apostólica totalmente manipulada por seus inimigos que, distorcendo a realidade, com falsos testemunhos e acusações, conseguiram a condenação pontifícia, em 16 de março de 1646. No dia seguinte, o secretário do Cardeal Vigário reuniu todos os padres no oratório de São Pantaleão e leu o breve de redução da Ordem a uma congregação sem votos, o que era “uma supressão camuflada, uma condenação à morte lenta, mas inexorável. […] Ao terminar a leitura, no silêncio embaraçoso e dramático do momento, se ouviu a voz do já definitivamente destituído superior geral, padre José de Calasanz, que repetia as palavras de Jó: ‘O Senhor deu, o Senhor tirou: bendito seja o nome do Senhor!’ [1, 21]. Era o final. A hecatombe”.11 Após sua morte, a “vox populi” já o exaltava, antecipando o que a Igreja declararia 100 anos depois Estava destruída uma obra de 50 anos! Não podia haver maior humilhação. No entanto, ele sabia que os homens passam, mas as obras de Deus permanecem e florescem quando depuradas pelas provas: é no cadinho que se purifica o ouro… Da cruz à glória Sua única “vingança” consistiu em rezar por seus inimigos. “Nas grandes desgraças que nos vieram, seria grande loucura determo-nos nas causas segundas, que são os homens, não vendo a Deus que as envia para nosso maior bem”,12 disse em confidência a um de seus sacerdotes. “Quanto mais nos humilhemos, mais nos exaltará Deus”,13 afirmou nas vésperas da morte. Em seu processo de beatificação, declarou o Cardeal Crescenzi: “Não posso deixar de dizer que seu maior milagre foi a paciência, e sem embargo era de temperamento fogoso e inclinado à cólera”.14 Em agosto de 1648, dois anos depois daqueles terríveis acontecimentos, chegou sua hora de despedir-se desta vida. A Providência o fazia beber o cálice das amarguras até o fim, pois lhe revelava todas as penúrias e dificuldades pelas quais passariam seus filhos espirituais nos próximos oito anos, até que a Ordem se restabelecesse. Contudo, Nossa Senhora o veio visitar, acompanhada de 250 escolápios falecidos até aquela data – todos tinham se salvado, à exceção de um. Consolando-o, prometeu auxiliá-lo em seu momento derradeiro, como o fizera em toda a sua vida. No dia 22, sentindo-se próximo do fim, recebeu o viático e passados três dias entregou sua alma ao Criador. Multidões acorriam a vê-lo pela última vez e milagres se operavam em quantidade. A vox populi já o exaltava, antecipando o que a Igreja declararia 100 anos depois, ao concluir um processo com documentos e provas indubitáveis: José de Calasanz praticou as virtudes em grau heroico. Atualmente, existem pelo menos outras 11 congregações religiosas dedicadas à educação que reconhecem ter encontrado sua fonte de inspiração na Ordem Escolápia. “A semente que ele semeou em Santa Doroteia do Trastévere, há 400 anos, frutificou e se estendeu por todo o mundo. As Escolas Pias hoje estão implantadas em 26 países de quatro continentes, e os conceitos de gratuidade e universalização do ensino que preconizam são aceitos em quase todos os sistemas educativos”.15 Com quanta razão afirmou Pio XII, ao comemorar o terceiro centenário de sua beatificação: “A Calasanz pode-se aplicar de modo super excelente a promessa do Salmo: Qui seminant in lacrimis, in exultationen metent (Ps 125, 5). […] O 25 de agosto de 1648 é ainda tempo da dolorosa semeadura, das lágrimas, da prova crucificante; ao mesmo tempo que semeador, ele era o grão de trigo lançado no sulco para morrer e germinar. Mas eis que o trigo nasce, cresce, amadurece, e o semeador, vivendo na eternidade de luz, vê, encoraja, abençoa os ceifeiros”.16 (Revista Arautos do Evangelho, Agosto/2014, n. 152, pp. 19 à 23) Leia também: .: Santo do Dia – 24 de Agosto – São Bartolomeu .: Santo do Dia – 26 de Agosto – São Zeferino #SantodoDia

  • Décimo Dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade. Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

  • Décimo Dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade. Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

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