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  • Homilia Diária | A revelação de Cristo a Bartolomeu

    Festa de São Bartolomeu, Apóstolo O Evangelho que a Igreja proclama hoje, na festa de São Bartolomeu, mostra-nos que Cristo, por sua divina humanidade, é o único Mediador perfeitíssimo entre Deus e os homens. Ele é aquela escada que Jacó contemplou em Betel, sobre a qual sobem os anjos e descem a nós as graças do Altíssimo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 24 de agosto, e peçamos juntos a São Bartolomeu, Apóstolo, a graça de sermos dóceis na Comunhão ao toque, real e verdadeiro, do Cristo Ressuscitado. Santo do Dia: São Bartolomeu, Apóstolo de Jesus Evangelho (Jo 1,45-51) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Mestre, tu és o filho de Deus, és rei de Israel! (Jo 1,49b) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. 45 Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse: “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e também os profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José”. 46 Natanael disse: “De Nazaré pode sair coisa boa?” Filipe respondeu: “Vem ver!” 47 Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48 Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49 Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. 50 Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” 51 E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade eu vos digo: vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | A revelação de Cristo a Bartolomeu

    Festa de São Bartolomeu, Apóstolo O Evangelho que a Igreja proclama hoje, na festa de São Bartolomeu, mostra-nos que Cristo, por sua divina humanidade, é o único Mediador perfeitíssimo entre Deus e os homens. Ele é aquela escada que Jacó contemplou em Betel, sobre a qual sobem os anjos e descem a nós as graças do Altíssimo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 24 de agosto, e peçamos juntos a São Bartolomeu, Apóstolo, a graça de sermos dóceis na Comunhão ao toque, real e verdadeiro, do Cristo Ressuscitado. Santo do Dia: São Bartolomeu, Apóstolo de Jesus Evangelho (Jo 1,45-51) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Mestre, tu és o filho de Deus, és rei de Israel! (Jo 1,49b) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. 45 Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse: “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e também os profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José”. 46 Natanael disse: “De Nazaré pode sair coisa boa?” Filipe respondeu: “Vem ver!” 47 Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48 Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49 Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. 50 Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” 51 E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade eu vos digo: vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Nono Dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade: Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

  • Nono Dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade: Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

  • São Bartolomeu, Apóstolo de Jesus – 24 de agosto

    SANTO DO DIA – 24 DE AGOSTO – SÃO BARTOLOMEU Apóstolo (século I) Bartolomeu, também chamado Natanael, foi um dos 12 primeiros apóstolos de Jesus. É assim descrito nos evangelhos de João, Mateus, Marcos e Lucas, e também nos Atos dos Apóstolos. Bartolomeu nasceu em Caná, na Galileia, uma pequena aldeia a 14 quilômetros de Nazaré. Era filho do agricultor Tholmai. No Evangelho, ele também é chamado de Natanael. Em hebraico, a palavra ‘bar’ que dizer ‘filho’ e ‘tholmai’ significa ‘agricultor’. Por isso os historiadores são unânimes em afirmar que Bartolomeu-Natanael trata-se de uma só pessoa. Seu melhor amigo era Filipe e ambos eram viajantes. Foi o apóstolo Filipe que o apresentou ao Messias. Até esse seu primeiro encontro com Jesus, Bartolomeu era cético e, às vezes, irônico com relação às coisas de Deus. Porém, depois de convertido, tornou-se um dos apóstolos mais ativos e presentes na vida pública de Jesus. Mas a melhor descrição que temos de Bartolomeu foi feita pelo próprio Mestre: ‘Aqui está um verdadeiro israelita, no qual não há fingimento’. Ele teve o privilégio de estar ao lado de Jesus durante quase toda a missão do Mestre na terra. Compartilhou seu cotidiano, presenciou seus milagres, ouviu seus ensinamentos, viu Cristo ressuscitado nas margens do lago de Tiberíades e, finalmente, assistiu sua ascensão ao céu. Depois do Pentecostes, Bartolomeu foi pregar a Boa-Nova. Encerradas essas narrativas dos evangelhos históricos, entram as narrativas dos apócrifos, isto é, das antigas tradições. A mais conhecida é da Armênia, que conta que Bartolomeu foi evangelizar as regiões da Índia, Armênia Menor e Mesopotâmia. Superou dificuldades incríveis, de idioma e cultura, e converteu muitas pessoas e várias cidades à fé do Cristo, pregando segundo o evangelho de são Mateus. Foi na Armênia, depois de converter o rei Polímio, a esposa e mais 12 cidades, que ele teria sofrido o martírio, motivado pela inveja dos sacerdotes pagãos, os quais insuflaram Astiages, irmão do rei, e conseguiram uma ordem para matar o apóstolo. Bartolomeu foi esfolado vivo e, como não morreu, foi decapitado. Era o dia 24 de agosto do ano 51. A Igreja comemora são Bartolomeu Apóstolo no dia de sua morte. Ele se tornou o modelo para quem se deixa conduzir pelo outro ao Senhor Jesus Cristo. Texto: Paulinas Internet Conheça mais sobre São Bartolomeu Seu nome vem do aramaico, com uma referência patronímica: Bar Talmay – filho de Talmay. Foi um dos apóstolos de Jesus Cristo. Nenhuma narração bíblica lhe enfoca especialmente e seu nome consta apenas nas listas dos doze. No entanto, segundo a tradição, ele é o Natanael de que falam outras passagens, e isso fica evidente através da comparação entre os quatro Evangelhos. Natanael significa “Deus deu” – o significado desse nome fica claro levando-se em conta que ele vinha de Caná, onde deve ter testemunhado a ação de Jesus nas Bodas de Caná (Jo 2, 1-11). Como narra a Bíblia, São Filipe comunicou a Natanael (São Bartolomeu) que havia encontrado o Messias, e que esse provinha de Nazaré, ao que Natanael responde dura e preconceituosamente: “De Nazaré pode vir alguma coisa boa?” (Jo 1, 46a). Essa observação é importante indicador das expectativas judaicais quanto à vinda do Messias, então tidas. No seu primeiro encontro com Jesus, recebe um elogio: “Aqui está um verdadeiro Israelita, em quem não há fingimento” (Jo 1, 47), ao qual o apóstolo responde: “Como me conheces?”. Jesus responde de forma que não podemos compreender claramente somente através das Escrituras: “Antes que Filipe te chamasse, eu te vi quando estavas sob a figueira”. Com certeza se tratava de um momento crítico e decisivo na vida de Natanael. Após essa revelação de Jesus, Natanael faz a sua adesão ao Mestre com a seguinte profissão de fé: “Rabi, tu és o filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. Segundo fontes históricas, São Bartolomeu teria pregado o cristianismo até na Índia. Outra tradição diz que o apóstolo morreu por esfolamento em Albanópolis, atual Derbent, Cáucaso, a mando do governador, tanto que na Capela Sistina ele é pintado segurando a própria pele na mão esquerda e na outra o instrumento de seu suplício, um alfange. Segundo a Igreja Católica, mais tarde suas relíquias foram levadas para a Europa e jazem em Roma, na Igreja a ele dedicada. O Santo Padre o Papa, na audiência do dia 4 de outubro de 2006, disse estas palavras que concluem o ensinamento da vida de São Bartolomeu: “Para concluir, podemos dizer que a figura de São Bartolomeu, mesmo sendo escassas as informações acerca dele, permanece contudo diante de nós para nos dizer que a adesão a Jesus pode ser vivida e testemunhada também sem cumprir obras sensacionais. Extraordinário é e permanece o próprio Jesus, ao qual cada um de nós está chamado a consagrar a própria vida e a própria morte”. Leia também: .: Santo do Dia – 23 de Agosto – Santa Rosa de Lima .: Santo do Dia – 25 de Agosto – São José Calasanz #SantodoDia

  • São Bartolomeu, Apóstolo de Jesus – 24 de agosto

    SANTO DO DIA – 24 DE AGOSTO – SÃO BARTOLOMEU Apóstolo (século I) Bartolomeu, também chamado Natanael, foi um dos 12 primeiros apóstolos de Jesus. É assim descrito nos evangelhos de João, Mateus, Marcos e Lucas, e também nos Atos dos Apóstolos. Bartolomeu nasceu em Caná, na Galileia, uma pequena aldeia a 14 quilômetros de Nazaré. Era filho do agricultor Tholmai. No Evangelho, ele também é chamado de Natanael. Em hebraico, a palavra ‘bar’ que dizer ‘filho’ e ‘tholmai’ significa ‘agricultor’. Por isso os historiadores são unânimes em afirmar que Bartolomeu-Natanael trata-se de uma só pessoa. Seu melhor amigo era Filipe e ambos eram viajantes. Foi o apóstolo Filipe que o apresentou ao Messias. Até esse seu primeiro encontro com Jesus, Bartolomeu era cético e, às vezes, irônico com relação às coisas de Deus. Porém, depois de convertido, tornou-se um dos apóstolos mais ativos e presentes na vida pública de Jesus. Mas a melhor descrição que temos de Bartolomeu foi feita pelo próprio Mestre: ‘Aqui está um verdadeiro israelita, no qual não há fingimento’. Ele teve o privilégio de estar ao lado de Jesus durante quase toda a missão do Mestre na terra. Compartilhou seu cotidiano, presenciou seus milagres, ouviu seus ensinamentos, viu Cristo ressuscitado nas margens do lago de Tiberíades e, finalmente, assistiu sua ascensão ao céu. Depois do Pentecostes, Bartolomeu foi pregar a Boa-Nova. Encerradas essas narrativas dos evangelhos históricos, entram as narrativas dos apócrifos, isto é, das antigas tradições. A mais conhecida é da Armênia, que conta que Bartolomeu foi evangelizar as regiões da Índia, Armênia Menor e Mesopotâmia. Superou dificuldades incríveis, de idioma e cultura, e converteu muitas pessoas e várias cidades à fé do Cristo, pregando segundo o evangelho de são Mateus. Foi na Armênia, depois de converter o rei Polímio, a esposa e mais 12 cidades, que ele teria sofrido o martírio, motivado pela inveja dos sacerdotes pagãos, os quais insuflaram Astiages, irmão do rei, e conseguiram uma ordem para matar o apóstolo. Bartolomeu foi esfolado vivo e, como não morreu, foi decapitado. Era o dia 24 de agosto do ano 51. A Igreja comemora são Bartolomeu Apóstolo no dia de sua morte. Ele se tornou o modelo para quem se deixa conduzir pelo outro ao Senhor Jesus Cristo. Texto: Paulinas Internet Conheça mais sobre São Bartolomeu Seu nome vem do aramaico, com uma referência patronímica: Bar Talmay – filho de Talmay. Foi um dos apóstolos de Jesus Cristo. Nenhuma narração bíblica lhe enfoca especialmente e seu nome consta apenas nas listas dos doze. No entanto, segundo a tradição, ele é o Natanael de que falam outras passagens, e isso fica evidente através da comparação entre os quatro Evangelhos. Natanael significa “Deus deu” – o significado desse nome fica claro levando-se em conta que ele vinha de Caná, onde deve ter testemunhado a ação de Jesus nas Bodas de Caná (Jo 2, 1-11). Como narra a Bíblia, São Filipe comunicou a Natanael (São Bartolomeu) que havia encontrado o Messias, e que esse provinha de Nazaré, ao que Natanael responde dura e preconceituosamente: “De Nazaré pode vir alguma coisa boa?” (Jo 1, 46a). Essa observação é importante indicador das expectativas judaicais quanto à vinda do Messias, então tidas. No seu primeiro encontro com Jesus, recebe um elogio: “Aqui está um verdadeiro Israelita, em quem não há fingimento” (Jo 1, 47), ao qual o apóstolo responde: “Como me conheces?”. Jesus responde de forma que não podemos compreender claramente somente através das Escrituras: “Antes que Filipe te chamasse, eu te vi quando estavas sob a figueira”. Com certeza se tratava de um momento crítico e decisivo na vida de Natanael. Após essa revelação de Jesus, Natanael faz a sua adesão ao Mestre com a seguinte profissão de fé: “Rabi, tu és o filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. Segundo fontes históricas, São Bartolomeu teria pregado o cristianismo até na Índia. Outra tradição diz que o apóstolo morreu por esfolamento em Albanópolis, atual Derbent, Cáucaso, a mando do governador, tanto que na Capela Sistina ele é pintado segurando a própria pele na mão esquerda e na outra o instrumento de seu suplício, um alfange. Segundo a Igreja Católica, mais tarde suas relíquias foram levadas para a Europa e jazem em Roma, na Igreja a ele dedicada. O Santo Padre o Papa, na audiência do dia 4 de outubro de 2006, disse estas palavras que concluem o ensinamento da vida de São Bartolomeu: “Para concluir, podemos dizer que a figura de São Bartolomeu, mesmo sendo escassas as informações acerca dele, permanece contudo diante de nós para nos dizer que a adesão a Jesus pode ser vivida e testemunhada também sem cumprir obras sensacionais. Extraordinário é e permanece o próprio Jesus, ao qual cada um de nós está chamado a consagrar a própria vida e a própria morte”. Leia também: .: Santo do Dia – 23 de Agosto – Santa Rosa de Lima .: Santo do Dia – 25 de Agosto – São José Calasanz #SantodoDia

  • Homilia Diária | Uma “rosa” consagrada ao Divino Esposo

    Festa de Santa Rosa de Lima, Virgem A Igreja celebra hoje a festa de Santa Rosa de Lima, a primeira mulher sul-americana a ser elevada à honra dos altares. Tendo participado da Ordem Terceira Dominicana e sendo uma mística de inigualável grandeza, Rosa de Lima foi agraciada por Deus com uma beleza sem igual, da qual ela soube tirar verdadeiro proveito, reservando-a para o nosso único e verdadeiro Amor: Jesus Cristo, Esposo das almas. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, 23 de agosto, e peçamos à padroeira da América Latina que nos ensine a estimar, mais do que a soma de todos os bens criados, o tesouro preciosíssimo da graça santificante. Santo do Dia: Rosa de Lima, padroeira da América Latina Evangelho (Mt 13,44-46) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Ficai em meu amor, assim fala o Senhor; quem em mim permanece e no qual permaneço, esse dá muito fruto! (Jo 15,9b.5b) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo disse Jesus à multidão: 44 “O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45 O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46 Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Uma “rosa” consagrada ao Divino Esposo

    Festa de Santa Rosa de Lima, Virgem A Igreja celebra hoje a festa de Santa Rosa de Lima, a primeira mulher sul-americana a ser elevada à honra dos altares. Tendo participado da Ordem Terceira Dominicana e sendo uma mística de inigualável grandeza, Rosa de Lima foi agraciada por Deus com uma beleza sem igual, da qual ela soube tirar verdadeiro proveito, reservando-a para o nosso único e verdadeiro Amor: Jesus Cristo, Esposo das almas. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, 23 de agosto, e peçamos à padroeira da América Latina que nos ensine a estimar, mais do que a soma de todos os bens criados, o tesouro preciosíssimo da graça santificante. Santo do Dia: Rosa de Lima, padroeira da América Latina Evangelho (Mt 13,44-46) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Ficai em meu amor, assim fala o Senhor; quem em mim permanece e no qual permaneço, esse dá muito fruto! (Jo 15,9b.5b) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo disse Jesus à multidão: 44 “O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45 O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46 Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Santa Rosa de Lima, padroeira da América Latina – 23 de agosto

    SANTO DO DIA – 23 DE AGOSTO – SANTA ROSA DE LIMA Terciária dominicana, padroeira da América Latina (1586-1617) Isabel Flores y de Oliva nasceu na cidade de Lima, capital do Peru, no dia 20 de abril de 1586. A décima dos 13 filhos de Gaspar Flores e Maria de Oliva. À medida que crescia com o rosto rosado e belo, recebeu dos familiares o apelido de Rosa, como ficou conhecida. Seus pais eram ricos espanhóis que se haviam mudado para a próspera colônia do Peru, mas os negócios declinaram e eles ficaram na miséria. Ainda criança, Rosa teve grande inclinação à oração e à meditação, sendo dotada de dons especiais de profecia. Já adolescente, enquanto rezava diante da imagem da Virgem Maria, decidiu entregar sua vida somente a Cristo. Apesar dos apelos da família, que contava com sua ajuda para o sustento, ela ingressou na Ordem Terceira Dominicana, tomando como exemplo de vida santa Catarina de Sena. Dedicou-se, então, ao jejum, às severas penitências e à oração contemplativa, aumentando seus dons de profecia e prodígios. E, para perder a vaidade, cortou os cabelos e engrossou as mãos, trabalhando na lavoura com os pais. Aos 20 anos, pediu e obteve licença para emitir os votos religiosos em casa e não no convento, como terciária dominicana. Quando vestiu o hábito e se consagrou, mudou o nome para Rosa e acrescentou Santa Maria, por causa de sua grande devoção à Virgem Maria, passando a ser chamada Rosa de Santa Maria. Construiu uma pequena cela no fundo do quintal da casa de seus pais, levando uma vida de austeridade, de mortificação e de abandono à vontade de Deus. A partir do hábito, ela imprimiu ainda mais rigor às penitências. Começou a usar, na cabeça, uma coroa de metal espinhento, disfarçada com botões de rosas. Aumentou os dias de jejum e dormia sobre uma tábua com pregos. Passou a sustentar a família com as rendas e bordados que fazia, pois seu confessor consentiu que ela não saísse mais de sua cela, exceto para receber a Eucaristia. Vivendo em contínuo contato com Deus, atingiu um alto grau de vida contemplativa e experiência mística, compreendendo em profundidade o mistério da Paixão e Morte de Jesus. Rosa cumpriu sua vocação, devotando-se à Eucaristia e à Virgem Maria, cuidando para afastar o pecado do seu coração, conforme a espiritualidade da época. Aos 31 anos de idade, foi acometida por uma grave doença, que lhe causou sofrimentos e danos físicos. Assim, retirou-se para a casa de sua benfeitora, Maria de Uzátegui, agora Mosteiro de Santa Rosa, para cumprir a profecia de sua morte. Todo ano, ela passava o Dia de São Bartolomeu em oração, pois dizia: ‘este é o dia das minhas núpcias eternas’. E assim foi, até morrer no dia 24 de agosto de 1617. O seu sepultamento parou toda a cidade de Lima. Muitos milagres aconteceram por sua intercessão após sua morte. Rosa foi beatificada em 1667 e tornou-se a primeira santa da América Latina ao ser canonizada, em 1671, pelo papa Clemente X. Dois anos depois, foi proclamada Padroeira da América Latina, das Filipinas e das Índias Orientais, com a festa litúrgica marcada para o dia 23 de agosto. A devoção a santa Rosa de Lima propagou-se rapidamente nos países latino-americanos, sendo venerada pelos fiéis como Padroeira dos Jardineiros e dos Floristas. Texto: Paulinas Internet Conheça mais sobre Santa Rosa de Lima “De certa forma, essa santa é uma personificação da Igreja da América Latina: imersa em sofrimentos, desprovida de meios materiais e de um poder significativos, porém, tomada pelo íntimo ardor e zelo causados pela proximidade de Jesus Cristo”(*). Quem conhece a frase: “Cristo é a minha força, a Oração é meu baluarte, a Fé é meu escudo” tem a tendencia de julgar que ela seja o dito de um cavaleiro medieval, o lema de um cruzado cheio de religiosidade ou ainda o testemunho de um guerreiro destemido e temente a Deus. E não há nenhum descabimento nesse julgamento. Porque esta afirmação fogosa faz parte de uma das orações preferidas por uma pessoa que, na realidade, foi uma lutadora na presença do Altíssimo, uma conquistadora de almas para Deus, uma batalhadora mística “tomada pelo íntimo ardor causado pela proximidade de Jesus Cristo”. – Então, quem fez esta proclamação tão destemida? Uma donzela! Donzela frágil, persistente, sofredora, obediente, pura. Uma jovem que, desde pequena, teve grande pendor para a oração, a meditação e o serviço junto aos mais necessitados. Uma jovem que, ainda menina, viu seu nome mudado por causa de sua grande beleza, fragilidade e meiguice. E quem foi ela? Isabel, que se tornou Rosa de Santa Maria… Seu nome de batismo era Isabel Mariana de Jesus Paredes Flores y Oliva…. Ela era descendente de conquistadores espanhóis, foi a terceira dos onze filhos do próspero casal Gaspar de Flores, um espanhol que prestava serviço ao Vice-Rei do Peru como arcabuzeiro, e de Maria de Oliva, uma distinta senhora que vivia em Lima. Isabel nasceu na Vila de Quives, na cidade de Lima, capital do Peru, no dia 30 de abril do ano de 1586. Na casa de seus pais vivia uma índia que se chamava Mariana. Como criada, ela ajudava Dona Maria de Oliva nos serviços domésticos e era muito prestativa. Num dia em que toda a família estava reunida, Mariana dirigiu-se a Isabel exclamando: “Você é bonita como uma rosa! A família inteira ouviu a afirmação e todos concordaram com a fiel índia. Dai surgiu o apelido de “Rosa”. A extraordinária beleza de Isabel motivou a mudança de seu nome. Sua mãe mesma, ao ver aquele rosto rosado e belo, começou a chamar a filha de “Rosa”. De Isabel ela passou a ser chamada de Rosa. E um dia a menina mesma mostrou como gostaria de ser chamada: Rosa de Santa Maria. Bem mais tarde ainda, Isabel Mariana de Jesus Paredes Flores y Oliva tornou-se conhecida no mundo todo pelo título que a Santa Igreja lhe deu: Rosa de Lima, ou melhor, Santa Rosa de Lima! “Dedique a mim todo seu amor…” Desde pequena Rosa teve grande tendência para a oração e a meditação. Procurava ver na beleza das coisas criadas os reflexos da sabedoria, da bondade de Deus. E bem cedo ela deu mostras de ser uma alma predestinada: tornou-se grande devota de Nossa Senhora. A cada instante recorria à proteção certa da Santa Virgem Mãe de Deus. Rosa, cresceu tendo o piedoso costume de rezar diante de uma imagem da Virgem Maria com o Menino Jesus em seus braços. Certo dia, estando absorta em suas orações, a jovenzinha ouviu uma voz que vinha da pequena imagem de Jesus: – “Rosa, dedique a mim todo o seu amor…” Ela não duvidou: aquele apelo vinha de Deus. Ouvindo-o, ela tomou a decisão de dedicar inteiramente a Nosso Senhor um amor excludente. Só a Ele ela dedicaria seu amor, seu amor seria somente de Jesus. E assim foi até fim de seus dias. Sua grande beleza, aliada à boa formação recebida e à fama de ser a moça mais virtuosa e prendada da cidade, levou jovens entre os mais ricos e distintos cavaleiros de Lima e arredores a se interessarem por ela e dela se aproximarem com o desejo legítimo e sincero de constituir uma família. Ela, porém, já havia se comprometido com o Esposo das Virgens. Levava isso muito a sério e encontrava sua felicidade nesse comprometimento. Por isso ela costumava dizer que “o prazer e a felicidade que o mundo pode me oferecer são simplesmente uma sombra em comparação com o que sinto”. A fim de evitar qualquer volta atrás em sua decisão de dedicar a Jesus todo seu amor, para que não fosse causa de tentação para rapazes que a vissem e também para que ela mesma não fosse alvo de tentações que a levassem a esquecer o pedido de Nosso Senhor, Rosa tomou uma decisão radical: cortou seus longos e bem tratados cabelos e passou a cobrir seu belo rosto com um véu. Pobre e sem revolta A família de Rosa tinha bons recursos econômicos. Apesar disso, o pai necessitava trabalhar, inclusive prestando serviços ao Vice-Rei, afim de manter sua posição econômica e social. Devido ao insucesso ocorrido numa empresa de mineração em que Gaspar de Flores estava empenhado, sua situação financeira comprometeu-se a tal ponto que a família ficou pobre, chegando à beira da miséria. Por isso, Rosa cresceu na pobreza e, ainda na adolescência, teve que trabalhar duramente para ajudar a família. Ela trabalhou como doméstica e, além disso, durante o dia, trabalhava no campo como lavradora e até altas horas da noite costurava, bordava, fazia rendas e brocardos para assim poder ajudar no sustento da casa. Rosa nunca deixava de fazer suas orações por causa dos trabalhos que tinha que exercer. Ainda encontrava tempo para visitar frequentemente os pobres e enfermos. Rosa nunca deixava de fazer suas orações por causa dos trabalhos que tinha que exercer. Ainda encontrava tempo para visitar frequentemente os pobres e enfermos. É por isso mesmo que dela se afirma ser alegre e ter sabido executar a harpa de forma graciosa e ainda cantar belas canções com uma voz doce e melodiosa. Milagres, sofrimentos e espírito missionário Aqueles que com ela conviveram ou escreveram sua biografia afirmam que, ainda em vida, era grande intercessora junto a Deus e por sua mediação foram atribuídos acontecimentos e fatos prodigiosos. Entre aqueles que atestam sua poderosa intercessão ainda em vida, encontramos Frei Juan de Lorenzana que, além de ter convivido com Rosa, foi confessor da Santa. Ela tinha dons e carismas especiais, afirma. A ela são atribuídos milagres de curas, de conversões, de propiciações de chuvas e amenizações do clima. Todos eles são unanimes em admitir que suas orações foram que impediram que Lima fosse invadida por piratas holandeses em 1615. Apesar de ter sido agraciada com experiencias místicas incomuns e com o dom dos milagres, nunca lhe faltou as dificuldades na vida. Em toda sua vida, a cruz foi sua companheira inseparável. Ela aproveitou-se de sua vida crucificada para, de certo modo, compartilhar com os sofrimentos do Divino Salvador. Eram sofrimentos provindos, muitas vezes de incompreensões gratuitas e perseguições descabidas, sem falar de sofrimentos físicos, das agudas dores causadas por uma prolongada doença que a acompanhou até o final de seus dias. Seus sofrimentos pareciam inexplicáveis. E ela tentava mostrar seus sentimentos e não sabia como: “Posso explicá-los só com o silêncio” e admitia: “eu não acreditava que uma criatura pudesse ser acometida de tão grandes sofrimentos”. Finalmente, as atitudes que tomava demonstravam que, por amor a Deus, ela tinha uma aceitação plena de tudo que lhe era oferecido pela Providencia Divina: —“Meu Deus, podes aumentar os sofrimentos, contanto que aumentes meu amor por ti”, dizia ela, enquanto rezava. Rosa era particularmente devota de Nossa Senhora e pedia insistentemente à Santa Mãe de Deus pelo crescimento da Igreja, sobretudo entre os indígenas americanos. Era tão grande seu amor apostólico pelos índios que em certa ocasião afirmou que, se não fosse mulher, seria um missionário entre esses seres que também foram redimidos pelo sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Como missionário, ela acreditava poder dedicar-se inteiramente à salvação de todos eles, poderia fazer por eles ainda mais do que já fazia. Uma borboleta nas cores branca e preta Tendo idade para casar-se, ela preferiu fazer voto particular de castidade. Isso, depois de lutar contra o desejo contrário de seus pais. Quis então, para satisfazer um desejo de sua alma, ingressar no convento de uma ordem religiosa para viver uma vida consagrada a Deus. Escolheu, então, a ordem em que gostaria de entrar. No dia de sua admissão, estando rezando diante de uma imagem de Nossa Senhora, sentiu que não conseguia levantar-se de onde estava, nem mesmo com a ajuda de seus irmãos. Nesse instante Rosa percebeu que aquilo só poderia tratar-se de um aviso dos céus: que ela não se dirigisse para aquele convento que estava prestes a ingressar. Foi, então, que ela fez uma prece a Nossa Senhora na qual submetia-se inteiramente à vontade divina. Ela iria para onde fosse da vontade de Deus. Isto foi suficiente para que a paralisia desaparecesse por completo e, imediatamente, ela recuperasse os movimentos, levantando-se e caminhando sem precisar do auxilia dos irmãos. A partir deste dia, Rosa, que se espelhava em Santa Catarina de Sena como modelo de vida a ser seguido, passou a pedir diariamente que, por intercessão da Santa, Nosso Senhor lhe indicasse em que ordem religiosa deveria ingressar. Todos os dias, enquanto rezava, ela percebeu que, assim que iniciava suas orações, aparecia uma pequena borboleta que tinha as cores branca e preta. Sem perturbar o recolhimento e a compenetração de Rosa, o pequeno animal voava de um lado para o outro, enquanto ela estivesse em oração. Para Rosa, isso era outro sinal de Deus. E foi suficiente para a jovem entender onde serviria melhor a Deus e aos irmãos: ela deveria ingressar na Ordem Terceira da Congregação de São Domingos, cujas vestimentas eram nas cores preto e o branco. As cores da pequena borboleta que a visitava diariamente eram as mesmas do hábito de Santa Catarina de Sena, a santa pela qual tinha tanta devoção e a quem deseja tanto imitar. Em 1606, aos vinte anos, ingressou na Ordem Terceira Dominicana. Pediu licença para emitir os votos religiosos em casa e não no convento. Sendo aceito seu pedido, ela fez os votos, passando, então, a pertencer oficialmente à Ordem de São Domingos. E ela escolheu também seu nome de religiosa que passou a ser oficialmente Rosa: Rosa de Santa Maria. No jardim e quintal da casa de seus pais, edificou um eremitério. Construiu para si uma pequena e estreita cela e passou a levar uma vida religiosa de austeridade, de mortificação e de abandono à vontade de Deus. Praticava a penitencia e castigava seu corpo com jejuns constantes consumindo o mínimo necessário de alimentos para sua sobrevivência. Quase não bebia água. Sua cama era um tábua coberta com um saco de estopa. Na simplicidade de vida de leiga que levava, foi modelo de vida de penitencia, de pureza ilibada, de oração perseverante e do contínuo serviço espiritual e material aos irmãos. Portava cilícios dolorosos e conta-se que utilizava muitas vezes um aro de prata semelhante a uma coroa de espinhos. Numa época em que isso não era comum, Rosa comungava diariamente. Ela conseguiu eliminar de sua vida todo orgulho, amor próprio e vaidade, tendo sido cumpridas nela as palavras de Cristo: “Quem se humilha será exaltado”. Meditava com frequência e ao olhar para o crucifixo dizia: – “Senhor, Vossa cruz é muito mais cruel que a minha”. Dentro da vida austera, pobre e alegre que levava, seu coração voava. E em seus voos contemplativos ela admirava a beleza das coisas criadas à imagem e semelhança do Criador e a Ele prestava louvor, honra e glória. Um verso de sua autoria e que ela costumava repetir em forma de oração mostra como era sua alma e em que cogitações vivia: – Meu querido Senhor, quanto é bom ver nas flores, e no verde sombrio da copada oliveira, toda vossa beleza. Como é doce saber que abençoar-me quereis, e meu coração de alegrias encher! De fato, dentro e sua vida simples e de abandono à vontade de Deus, alcançou um alto grau de vida contemplativa e de experiência mística. Compreendeu em profundidade o mistério da paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Suas orações e penitênciasconseguiram converter muitos pecadores. Rosa de Santa Maria foi extremamente bondosa e caridosa para com todos, especialmente para com os índios e negros, aos quais prestava os serviços mais humildes em caso de doença. Frequentemente visitava os enfermos e os pobres. Núpcias eternas e canonização Todos os anos, na festa de São Bartolomeu, Rosa passava o dia inteiro em oração. Quando lhe perguntavam por que aquela data adeixava tão contemplativa, mais orante e mais posta nas mãos de Deus, ela dava uma resposta que seus ouvintes não chegavam a compreender bem: – “É porque este é o dia das minhas núpcias eternas”, dizia. A cada 24 de agosto o fato se repetia. E os que a cercavam continuavam sem entender. Isso aconteceu até o ano de 1617. Rosa vinha suportando uma grave enfermidade que insistia em não abandoná-la. No dia de São Bartolomeu desse ano, ela morreu. Tinha apenas 31 anos. Como ela havia anunciado, aconteceu o que ela já previra: o dia 24 e agosto seria o dia de seu encontro eterno com Deus, seria o dia de suas “núpcias eternas” com Nosso Senhor Jesus Cristo! Suas últimas palavras foram: – Jesus está comigo! O Peru inteiro chorou sua morte. Seu sepultamento foi apoteótico. Seu túmulo, os locais onde viveu e trabalhou pela Igreja bem cedo tornaram-se locais de peregrinações. Muitos milagres começaram a acontecer. A beatificação de Rosa de Santa Maria deu-se no ano de 1667, logo no primeiro ano do pontificado do Papa Clemente IX. A concretização de sua canonização demorou um pouco mais para acontecer. O Papa Clemente X relutava em elevá-la à glória dos altares. Mas o Papa convenceu-se de que deveria canonizá-la depois que presenciou uma milagrosa chuva de pétalas de rosas que caiu sobre ele e que todos atribuíram à ação da Beata Rosa de Santa Maria. Clemente X a canonizou em 12 de abril de 1671. Rosa, a menina que um dia foi crismada por São Turíbio de Mongrovejo, passou a ser conhecida no mundo católico como Santa Rosa de Lima. Era a primeira mulher da América a receber essa honra tão excelsa. Santa Rosa de Lima é a padroeira da América Latina e das Filipinas. (JSG) Fontes: – (*) Joseph, Card. Ratzinger – santarosadelima-rj.com.br | radiovaticana.org Leia também: .: Santo do Dia – 22 de Agosto – Nossa Senhora Rainha .: Santo do Dia – 24 de Agosto – São Bartolomeu #SantodoDia

  • Santa Rosa de Lima, padroeira da América Latina – 23 de agosto

    SANTO DO DIA – 23 DE AGOSTO – SANTA ROSA DE LIMA Terciária dominicana, padroeira da América Latina (1586-1617) Isabel Flores y de Oliva nasceu na cidade de Lima, capital do Peru, no dia 20 de abril de 1586. A décima dos 13 filhos de Gaspar Flores e Maria de Oliva. À medida que crescia com o rosto rosado e belo, recebeu dos familiares o apelido de Rosa, como ficou conhecida. Seus pais eram ricos espanhóis que se haviam mudado para a próspera colônia do Peru, mas os negócios declinaram e eles ficaram na miséria. Ainda criança, Rosa teve grande inclinação à oração e à meditação, sendo dotada de dons especiais de profecia. Já adolescente, enquanto rezava diante da imagem da Virgem Maria, decidiu entregar sua vida somente a Cristo. Apesar dos apelos da família, que contava com sua ajuda para o sustento, ela ingressou na Ordem Terceira Dominicana, tomando como exemplo de vida santa Catarina de Sena. Dedicou-se, então, ao jejum, às severas penitências e à oração contemplativa, aumentando seus dons de profecia e prodígios. E, para perder a vaidade, cortou os cabelos e engrossou as mãos, trabalhando na lavoura com os pais. Aos 20 anos, pediu e obteve licença para emitir os votos religiosos em casa e não no convento, como terciária dominicana. Quando vestiu o hábito e se consagrou, mudou o nome para Rosa e acrescentou Santa Maria, por causa de sua grande devoção à Virgem Maria, passando a ser chamada Rosa de Santa Maria. Construiu uma pequena cela no fundo do quintal da casa de seus pais, levando uma vida de austeridade, de mortificação e de abandono à vontade de Deus. A partir do hábito, ela imprimiu ainda mais rigor às penitências. Começou a usar, na cabeça, uma coroa de metal espinhento, disfarçada com botões de rosas. Aumentou os dias de jejum e dormia sobre uma tábua com pregos. Passou a sustentar a família com as rendas e bordados que fazia, pois seu confessor consentiu que ela não saísse mais de sua cela, exceto para receber a Eucaristia. Vivendo em contínuo contato com Deus, atingiu um alto grau de vida contemplativa e experiência mística, compreendendo em profundidade o mistério da Paixão e Morte de Jesus. Rosa cumpriu sua vocação, devotando-se à Eucaristia e à Virgem Maria, cuidando para afastar o pecado do seu coração, conforme a espiritualidade da época. Aos 31 anos de idade, foi acometida por uma grave doença, que lhe causou sofrimentos e danos físicos. Assim, retirou-se para a casa de sua benfeitora, Maria de Uzátegui, agora Mosteiro de Santa Rosa, para cumprir a profecia de sua morte. Todo ano, ela passava o Dia de São Bartolomeu em oração, pois dizia: ‘este é o dia das minhas núpcias eternas’. E assim foi, até morrer no dia 24 de agosto de 1617. O seu sepultamento parou toda a cidade de Lima. Muitos milagres aconteceram por sua intercessão após sua morte. Rosa foi beatificada em 1667 e tornou-se a primeira santa da América Latina ao ser canonizada, em 1671, pelo papa Clemente X. Dois anos depois, foi proclamada Padroeira da América Latina, das Filipinas e das Índias Orientais, com a festa litúrgica marcada para o dia 23 de agosto. A devoção a santa Rosa de Lima propagou-se rapidamente nos países latino-americanos, sendo venerada pelos fiéis como Padroeira dos Jardineiros e dos Floristas. Texto: Paulinas Internet Conheça mais sobre Santa Rosa de Lima “De certa forma, essa santa é uma personificação da Igreja da América Latina: imersa em sofrimentos, desprovida de meios materiais e de um poder significativos, porém, tomada pelo íntimo ardor e zelo causados pela proximidade de Jesus Cristo”(*). Quem conhece a frase: “Cristo é a minha força, a Oração é meu baluarte, a Fé é meu escudo” tem a tendencia de julgar que ela seja o dito de um cavaleiro medieval, o lema de um cruzado cheio de religiosidade ou ainda o testemunho de um guerreiro destemido e temente a Deus. E não há nenhum descabimento nesse julgamento. Porque esta afirmação fogosa faz parte de uma das orações preferidas por uma pessoa que, na realidade, foi uma lutadora na presença do Altíssimo, uma conquistadora de almas para Deus, uma batalhadora mística “tomada pelo íntimo ardor causado pela proximidade de Jesus Cristo”. – Então, quem fez esta proclamação tão destemida? Uma donzela! Donzela frágil, persistente, sofredora, obediente, pura. Uma jovem que, desde pequena, teve grande pendor para a oração, a meditação e o serviço junto aos mais necessitados. Uma jovem que, ainda menina, viu seu nome mudado por causa de sua grande beleza, fragilidade e meiguice. E quem foi ela? Isabel, que se tornou Rosa de Santa Maria… Seu nome de batismo era Isabel Mariana de Jesus Paredes Flores y Oliva…. Ela era descendente de conquistadores espanhóis, foi a terceira dos onze filhos do próspero casal Gaspar de Flores, um espanhol que prestava serviço ao Vice-Rei do Peru como arcabuzeiro, e de Maria de Oliva, uma distinta senhora que vivia em Lima. Isabel nasceu na Vila de Quives, na cidade de Lima, capital do Peru, no dia 30 de abril do ano de 1586. Na casa de seus pais vivia uma índia que se chamava Mariana. Como criada, ela ajudava Dona Maria de Oliva nos serviços domésticos e era muito prestativa. Num dia em que toda a família estava reunida, Mariana dirigiu-se a Isabel exclamando: “Você é bonita como uma rosa! A família inteira ouviu a afirmação e todos concordaram com a fiel índia. Dai surgiu o apelido de “Rosa”. A extraordinária beleza de Isabel motivou a mudança de seu nome. Sua mãe mesma, ao ver aquele rosto rosado e belo, começou a chamar a filha de “Rosa”. De Isabel ela passou a ser chamada de Rosa. E um dia a menina mesma mostrou como gostaria de ser chamada: Rosa de Santa Maria. Bem mais tarde ainda, Isabel Mariana de Jesus Paredes Flores y Oliva tornou-se conhecida no mundo todo pelo título que a Santa Igreja lhe deu: Rosa de Lima, ou melhor, Santa Rosa de Lima! “Dedique a mim todo seu amor…” Desde pequena Rosa teve grande tendência para a oração e a meditação. Procurava ver na beleza das coisas criadas os reflexos da sabedoria, da bondade de Deus. E bem cedo ela deu mostras de ser uma alma predestinada: tornou-se grande devota de Nossa Senhora. A cada instante recorria à proteção certa da Santa Virgem Mãe de Deus. Rosa, cresceu tendo o piedoso costume de rezar diante de uma imagem da Virgem Maria com o Menino Jesus em seus braços. Certo dia, estando absorta em suas orações, a jovenzinha ouviu uma voz que vinha da pequena imagem de Jesus: – “Rosa, dedique a mim todo o seu amor…” Ela não duvidou: aquele apelo vinha de Deus. Ouvindo-o, ela tomou a decisão de dedicar inteiramente a Nosso Senhor um amor excludente. Só a Ele ela dedicaria seu amor, seu amor seria somente de Jesus. E assim foi até fim de seus dias. Sua grande beleza, aliada à boa formação recebida e à fama de ser a moça mais virtuosa e prendada da cidade, levou jovens entre os mais ricos e distintos cavaleiros de Lima e arredores a se interessarem por ela e dela se aproximarem com o desejo legítimo e sincero de constituir uma família. Ela, porém, já havia se comprometido com o Esposo das Virgens. Levava isso muito a sério e encontrava sua felicidade nesse comprometimento. Por isso ela costumava dizer que “o prazer e a felicidade que o mundo pode me oferecer são simplesmente uma sombra em comparação com o que sinto”. A fim de evitar qualquer volta atrás em sua decisão de dedicar a Jesus todo seu amor, para que não fosse causa de tentação para rapazes que a vissem e também para que ela mesma não fosse alvo de tentações que a levassem a esquecer o pedido de Nosso Senhor, Rosa tomou uma decisão radical: cortou seus longos e bem tratados cabelos e passou a cobrir seu belo rosto com um véu. Pobre e sem revolta A família de Rosa tinha bons recursos econômicos. Apesar disso, o pai necessitava trabalhar, inclusive prestando serviços ao Vice-Rei, afim de manter sua posição econômica e social. Devido ao insucesso ocorrido numa empresa de mineração em que Gaspar de Flores estava empenhado, sua situação financeira comprometeu-se a tal ponto que a família ficou pobre, chegando à beira da miséria. Por isso, Rosa cresceu na pobreza e, ainda na adolescência, teve que trabalhar duramente para ajudar a família. Ela trabalhou como doméstica e, além disso, durante o dia, trabalhava no campo como lavradora e até altas horas da noite costurava, bordava, fazia rendas e brocardos para assim poder ajudar no sustento da casa. Rosa nunca deixava de fazer suas orações por causa dos trabalhos que tinha que exercer. Ainda encontrava tempo para visitar frequentemente os pobres e enfermos. Rosa nunca deixava de fazer suas orações por causa dos trabalhos que tinha que exercer. Ainda encontrava tempo para visitar frequentemente os pobres e enfermos. É por isso mesmo que dela se afirma ser alegre e ter sabido executar a harpa de forma graciosa e ainda cantar belas canções com uma voz doce e melodiosa. Milagres, sofrimentos e espírito missionário Aqueles que com ela conviveram ou escreveram sua biografia afirmam que, ainda em vida, era grande intercessora junto a Deus e por sua mediação foram atribuídos acontecimentos e fatos prodigiosos. Entre aqueles que atestam sua poderosa intercessão ainda em vida, encontramos Frei Juan de Lorenzana que, além de ter convivido com Rosa, foi confessor da Santa. Ela tinha dons e carismas especiais, afirma. A ela são atribuídos milagres de curas, de conversões, de propiciações de chuvas e amenizações do clima. Todos eles são unanimes em admitir que suas orações foram que impediram que Lima fosse invadida por piratas holandeses em 1615. Apesar de ter sido agraciada com experiencias místicas incomuns e com o dom dos milagres, nunca lhe faltou as dificuldades na vida. Em toda sua vida, a cruz foi sua companheira inseparável. Ela aproveitou-se de sua vida crucificada para, de certo modo, compartilhar com os sofrimentos do Divino Salvador. Eram sofrimentos provindos, muitas vezes de incompreensões gratuitas e perseguições descabidas, sem falar de sofrimentos físicos, das agudas dores causadas por uma prolongada doença que a acompanhou até o final de seus dias. Seus sofrimentos pareciam inexplicáveis. E ela tentava mostrar seus sentimentos e não sabia como: “Posso explicá-los só com o silêncio” e admitia: “eu não acreditava que uma criatura pudesse ser acometida de tão grandes sofrimentos”. Finalmente, as atitudes que tomava demonstravam que, por amor a Deus, ela tinha uma aceitação plena de tudo que lhe era oferecido pela Providencia Divina: —“Meu Deus, podes aumentar os sofrimentos, contanto que aumentes meu amor por ti”, dizia ela, enquanto rezava. Rosa era particularmente devota de Nossa Senhora e pedia insistentemente à Santa Mãe de Deus pelo crescimento da Igreja, sobretudo entre os indígenas americanos. Era tão grande seu amor apostólico pelos índios que em certa ocasião afirmou que, se não fosse mulher, seria um missionário entre esses seres que também foram redimidos pelo sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Como missionário, ela acreditava poder dedicar-se inteiramente à salvação de todos eles, poderia fazer por eles ainda mais do que já fazia. Uma borboleta nas cores branca e preta Tendo idade para casar-se, ela preferiu fazer voto particular de castidade. Isso, depois de lutar contra o desejo contrário de seus pais. Quis então, para satisfazer um desejo de sua alma, ingressar no convento de uma ordem religiosa para viver uma vida consagrada a Deus. Escolheu, então, a ordem em que gostaria de entrar. No dia de sua admissão, estando rezando diante de uma imagem de Nossa Senhora, sentiu que não conseguia levantar-se de onde estava, nem mesmo com a ajuda de seus irmãos. Nesse instante Rosa percebeu que aquilo só poderia tratar-se de um aviso dos céus: que ela não se dirigisse para aquele convento que estava prestes a ingressar. Foi, então, que ela fez uma prece a Nossa Senhora na qual submetia-se inteiramente à vontade divina. Ela iria para onde fosse da vontade de Deus. Isto foi suficiente para que a paralisia desaparecesse por completo e, imediatamente, ela recuperasse os movimentos, levantando-se e caminhando sem precisar do auxilia dos irmãos. A partir deste dia, Rosa, que se espelhava em Santa Catarina de Sena como modelo de vida a ser seguido, passou a pedir diariamente que, por intercessão da Santa, Nosso Senhor lhe indicasse em que ordem religiosa deveria ingressar. Todos os dias, enquanto rezava, ela percebeu que, assim que iniciava suas orações, aparecia uma pequena borboleta que tinha as cores branca e preta. Sem perturbar o recolhimento e a compenetração de Rosa, o pequeno animal voava de um lado para o outro, enquanto ela estivesse em oração. Para Rosa, isso era outro sinal de Deus. E foi suficiente para a jovem entender onde serviria melhor a Deus e aos irmãos: ela deveria ingressar na Ordem Terceira da Congregação de São Domingos, cujas vestimentas eram nas cores preto e o branco. As cores da pequena borboleta que a visitava diariamente eram as mesmas do hábito de Santa Catarina de Sena, a santa pela qual tinha tanta devoção e a quem deseja tanto imitar. Em 1606, aos vinte anos, ingressou na Ordem Terceira Dominicana. Pediu licença para emitir os votos religiosos em casa e não no convento. Sendo aceito seu pedido, ela fez os votos, passando, então, a pertencer oficialmente à Ordem de São Domingos. E ela escolheu também seu nome de religiosa que passou a ser oficialmente Rosa: Rosa de Santa Maria. No jardim e quintal da casa de seus pais, edificou um eremitério. Construiu para si uma pequena e estreita cela e passou a levar uma vida religiosa de austeridade, de mortificação e de abandono à vontade de Deus. Praticava a penitencia e castigava seu corpo com jejuns constantes consumindo o mínimo necessário de alimentos para sua sobrevivência. Quase não bebia água. Sua cama era um tábua coberta com um saco de estopa. Na simplicidade de vida de leiga que levava, foi modelo de vida de penitencia, de pureza ilibada, de oração perseverante e do contínuo serviço espiritual e material aos irmãos. Portava cilícios dolorosos e conta-se que utilizava muitas vezes um aro de prata semelhante a uma coroa de espinhos. Numa época em que isso não era comum, Rosa comungava diariamente. Ela conseguiu eliminar de sua vida todo orgulho, amor próprio e vaidade, tendo sido cumpridas nela as palavras de Cristo: “Quem se humilha será exaltado”. Meditava com frequência e ao olhar para o crucifixo dizia: – “Senhor, Vossa cruz é muito mais cruel que a minha”. Dentro da vida austera, pobre e alegre que levava, seu coração voava. E em seus voos contemplativos ela admirava a beleza das coisas criadas à imagem e semelhança do Criador e a Ele prestava louvor, honra e glória. Um verso de sua autoria e que ela costumava repetir em forma de oração mostra como era sua alma e em que cogitações vivia: – Meu querido Senhor, quanto é bom ver nas flores, e no verde sombrio da copada oliveira, toda vossa beleza. Como é doce saber que abençoar-me quereis, e meu coração de alegrias encher! De fato, dentro e sua vida simples e de abandono à vontade de Deus, alcançou um alto grau de vida contemplativa e de experiência mística. Compreendeu em profundidade o mistério da paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Suas orações e penitênciasconseguiram converter muitos pecadores. Rosa de Santa Maria foi extremamente bondosa e caridosa para com todos, especialmente para com os índios e negros, aos quais prestava os serviços mais humildes em caso de doença. Frequentemente visitava os enfermos e os pobres. Núpcias eternas e canonização Todos os anos, na festa de São Bartolomeu, Rosa passava o dia inteiro em oração. Quando lhe perguntavam por que aquela data adeixava tão contemplativa, mais orante e mais posta nas mãos de Deus, ela dava uma resposta que seus ouvintes não chegavam a compreender bem: – “É porque este é o dia das minhas núpcias eternas”, dizia. A cada 24 de agosto o fato se repetia. E os que a cercavam continuavam sem entender. Isso aconteceu até o ano de 1617. Rosa vinha suportando uma grave enfermidade que insistia em não abandoná-la. No dia de São Bartolomeu desse ano, ela morreu. Tinha apenas 31 anos. Como ela havia anunciado, aconteceu o que ela já previra: o dia 24 e agosto seria o dia de seu encontro eterno com Deus, seria o dia de suas “núpcias eternas” com Nosso Senhor Jesus Cristo! Suas últimas palavras foram: – Jesus está comigo! O Peru inteiro chorou sua morte. Seu sepultamento foi apoteótico. Seu túmulo, os locais onde viveu e trabalhou pela Igreja bem cedo tornaram-se locais de peregrinações. Muitos milagres começaram a acontecer. A beatificação de Rosa de Santa Maria deu-se no ano de 1667, logo no primeiro ano do pontificado do Papa Clemente IX. A concretização de sua canonização demorou um pouco mais para acontecer. O Papa Clemente X relutava em elevá-la à glória dos altares. Mas o Papa convenceu-se de que deveria canonizá-la depois que presenciou uma milagrosa chuva de pétalas de rosas que caiu sobre ele e que todos atribuíram à ação da Beata Rosa de Santa Maria. Clemente X a canonizou em 12 de abril de 1671. Rosa, a menina que um dia foi crismada por São Turíbio de Mongrovejo, passou a ser conhecida no mundo católico como Santa Rosa de Lima. Era a primeira mulher da América a receber essa honra tão excelsa. Santa Rosa de Lima é a padroeira da América Latina e das Filipinas. (JSG) Fontes: – (*) Joseph, Card. Ratzinger – santarosadelima-rj.com.br | radiovaticana.org Leia também: .: Santo do Dia – 22 de Agosto – Nossa Senhora Rainha .: Santo do Dia – 24 de Agosto – São Bartolomeu #SantodoDia

  • Oitavo Dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade: Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

  • Oitavo Dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade: Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

  • Urgente: Padre Gabriel Vila Verde denuncia roubo e profanação grave da Eucaristia

    Nesta segunda-feira (21) o Padre Gabriel Vila Verde utilizou suas redes sociais para alertar os Católicos através de um vídeo e um comunicado urgente sobre uma prática que está provocando o roubo e a profanação da Santíssima Eucaristia, e que acarreta a excomunhão em sua forma mais grave aos que cometem essa prática. No comunicado o sacerdote deixa claro que este pecado que leva à excomunhão automática é tão grave que não pode ser perdoada nem pelo padre, nem pelo bispo, ficando reservado apenas ao Vaticano a absolvição. É importante observar que com a popularização da comunhão na mão tornou-se muito mais fácil e frequente o roubo da Santíssima Eucaristia que são profanadas das mais diversas formas. Leia o comunicado e assista o vídeo com o alerta: COMUNICADO URGENTE!!! Estou fazendo essa publicação para alertar o povo católico em geral, sobre um grave pecado que está acontecendo entre os fiéis! Algum católico supersticioso e imprudente inventou de levar para casa a hóstia consagrada, e colocá-la numa parte enferma do corpo. Alegando estar curado, começou a divulgar o fato e agora muitas pessoas estão fazendo o mesmo. Falo isso porque uma pessoa conhecida também caiu nessa armadilha diabólica e agora não sabe o que fazer com a partícula guardada em casa. É urgente informar que isto é um gravíssimo pecado de SACRILÉGIO, ROUBO E PROFANAÇÃO do Santíssimo Sacramento! Quem realiza tal coisa, está automaticamente excomungado e não pode ser absolvido em confissão nem pelo Padre, nem pelo Bispo. O fato deve ser encaminhado para a Santa Sé (Vaticano) para que, de lá, venha a absolvição e a penitência. Espalhem essa notícia para que outros não caiam nesse grave delito contra a Santíssima Eucaristia! Rezemos em reparação!

  • Urgente: Padre Gabriel Vila Verde denuncia roubo e profanação grave da Eucaristia

    Nesta segunda-feira (21) o Padre Gabriel Vila Verde utilizou suas redes sociais para alertar os Católicos através de um vídeo e um comunicado urgente sobre uma prática que está provocando o roubo e a profanação da Santíssima Eucaristia, e que acarreta a excomunhão em sua forma mais grave aos que cometem essa prática. No comunicado o sacerdote deixa claro que este pecado que leva à excomunhão automática é tão grave que não pode ser perdoada nem pelo padre, nem pelo bispo, ficando reservado apenas ao Vaticano a absolvição. É importante observar que com a popularização da comunhão na mão tornou-se muito mais fácil e frequente o roubo da Santíssima Eucaristia que são profanadas das mais diversas formas. Leia o comunicado e assista o vídeo com o alerta: COMUNICADO URGENTE!!! Estou fazendo essa publicação para alertar o povo católico em geral, sobre um grave pecado que está acontecendo entre os fiéis! Algum católico supersticioso e imprudente inventou de levar para casa a hóstia consagrada, e colocá-la numa parte enferma do corpo. Alegando estar curado, começou a divulgar o fato e agora muitas pessoas estão fazendo o mesmo. Falo isso porque uma pessoa conhecida também caiu nessa armadilha diabólica e agora não sabe o que fazer com a partícula guardada em casa. É urgente informar que isto é um gravíssimo pecado de SACRILÉGIO, ROUBO E PROFANAÇÃO do Santíssimo Sacramento! Quem realiza tal coisa, está automaticamente excomungado e não pode ser absolvido em confissão nem pelo Padre, nem pelo Bispo. O fato deve ser encaminhado para a Santa Sé (Vaticano) para que, de lá, venha a absolvição e a penitência. Espalhem essa notícia para que outros não caiam nesse grave delito contra a Santíssima Eucaristia! Rezemos em reparação!

  • Homilia Diária | O que a Coroação de Nossa Senhora nos ensina?

    Memória de Nossa Senhora Rainha Maria Santíssima foi enriquecida, desde o primeiro instante de sua Imaculada Conceição, com uma plenitude de graça e com uma capacidade de amar imensamente superiores às de todos os anjos, santos e bem-aventurados juntos. Essa abundância de dons com que Deus cumulou a Mãe de seu Filho só poderia ter como consequência o coroamento de Maria como Soberana dos céus e da terra: ela, que se humilhou qual serva pobre e discreta, amou tanto a Deus que mereceu ser exaltada sobre as demais criaturas, à semelhança de seu Filho, de cuja realeza participa como Rainha da Igreja e das almas. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 22 de agosto, e celebre conosco a memória de Nossa Senhora Rainha! Santo do Dia: Festa da Coroação de Nossa Senhora, Rainha do Céu e da Terra – 22 de Agosto Evangelho (Lc 1,26-38) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra! (Cf. Lc 1,28) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 26 o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29 Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | O que a Coroação de Nossa Senhora nos ensina?

    Memória de Nossa Senhora Rainha Maria Santíssima foi enriquecida, desde o primeiro instante de sua Imaculada Conceição, com uma plenitude de graça e com uma capacidade de amar imensamente superiores às de todos os anjos, santos e bem-aventurados juntos. Essa abundância de dons com que Deus cumulou a Mãe de seu Filho só poderia ter como consequência o coroamento de Maria como Soberana dos céus e da terra: ela, que se humilhou qual serva pobre e discreta, amou tanto a Deus que mereceu ser exaltada sobre as demais criaturas, à semelhança de seu Filho, de cuja realeza participa como Rainha da Igreja e das almas. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 22 de agosto, e celebre conosco a memória de Nossa Senhora Rainha! Santo do Dia: Festa da Coroação de Nossa Senhora, Rainha do Céu e da Terra – 22 de Agosto Evangelho (Lc 1,26-38) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra! (Cf. Lc 1,28) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 26 o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29 Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Festa da Coroação de Nossa Senhora, Rainha do Céu e da Terra – 22 de Agosto

    SANTO DO DIA – 22 DE AGOSTO – NOSSA SENHORA RAINHA Maria Santíssima é Rainha do céu e da terra não em sentido figurado ou simbólico, mas com toda propriedade e verdade, já que seu Filho é Senhor de todas as coisas, sucessor definitivo e eterno do rei Davi. Dentro da Oitava da Assunção da Virgem Maria, a Igreja celebra a memória de Nossa Senhora, Rainha do céu e da terra, como contemplamos no quinto mistério glorioso do Rosário, e o Evangelho proposto para essa celebração nos apresenta o episódio da Anunciação. S. Gabriel Arcanjo adentra o recinto em que Maria se encontra e, após saudá-la cheio de encanto, diz-lhe: “Eis que conceberás e darás à luz um filho […]. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi”. Ora, sabemos já que , na tradição dinástica oriunda da casa de Davi — ou seja, a partir de Salomão (cf. 1R s 2, 19) —, o rei de Israel governava ao lado, não da esposa, mas da mãe, a quem se concedia um trono, além do título de gebirah , que quer dizer justamente “Rainha Mãe”. Daí que a Virgem SS. seja chamada com toda razão e verdade Rainha do céu e da terra, pois seu Filho, sucessor definitivo de Davi, tem poder sobre todas as criaturas, do céu, da terra e dos abismos. Tampouco se deve pôr em dúvida que ele, que tinha bem gravadas no coração a S. Escritura e a história do povo eleito, soubesse perfeitamente que, tornando-se Mãe do Filho de Davi, se tornaria também Rainha do novo Israel. É por isso que admira a profundíssima humildade com que ela responde às palavras do anjo, repletas de grandiosas promessas: “Eis aqui a serva do Senhor”; e mais tarde, na casa de Isabel: “Minha alma glorifica ao Senhor […], porque olhou para sua pobre serva […], realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo” ( Lc 1, 46.48s). Amada por Deus com especialíssima predileção, a Virgem mereceu, pela singular humildade com que transcorreram seus dias, ser proclamada bem-aventurada por todas as gerações e reconhecida como a “Mulher revestida do sol” vista por S. João, com “a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas” ( Ap 12, 1). Que nós, soldados do exército de Cristo, lembremos sempre que estamos sob o amparo desta Rainha poderosíssima, sob cujos pés já foi esmagada a serpente infernal, o inimigo que devemos todos os dias combater pela récita do Santo Rosário. Assista: Conheça mais sobre este importante título de nossa Mãe e Senhora São antiqüíssimas e sempre rezadas e cantadas pelo povo cristão as antífonas marianas que invocam Maria como Rainha do céu e da terra, dos anjos e das criaturas. Durante o tempo pascal, a mais conhecida antífona que celebra a ressurreição de Jesus começa com estas palavras: “Rainha do céu, alegrai-vos, porque o Senhor ressuscitou como disse!”. Uma das orações aprendidas em criança ao lado da Ave-Maria, é a “Salve Rainha, Mãe de misericórdia”, que a Liturgia das Horas canta na Oração da Noite e a piedade popular com ela encerra a oração do Rosário. Uma terceira antífona, também cantada na Oração da Noite, começa com estes versos: “Ave, Rainha do céu! Ave, dos anjos Senhora!”. Quantas vezes invocamos Maria como Rainha na Ladainha: Rainha dos Patriarcas e dos Profetas, Rainha dos Confessores, das Virgens e dos Mártires, Rainha dos Anjos e dos Santos! Também as liturgias bizantina, copta, armena e outras do Oriente celebram festivamente a realeza de Maria. Lemos, por exemplo, no longo hino “Akátistos”: “Vou elevar um hino à Rainha e Mãe, de quem, ao celebrar, me aproximarei com alegria, para cantar com exultação as suas glórias… Ó Senhora, a nossa língua não te pode louvar dignamente, porque tu, que deste à luz a Cristo nosso Rei, foste exaltada acima dos Serafins… Salve, Rainha do mundo, salve, Maria, Senhora de todos nós!”. Desde os primeiros séculos, a poesia cristã e a liturgia cantaram a dignidade régia da Mãe de Deus. Como a luz do dia vem do sol, a realeza de Maria vem de sua maternidade divina. Já na Anunciação o Arcanjo falava do reinado sem fim do menino que lhe nasceria por obra e graça do Espírito Santo (Lc 1,33). Para a piedade popular, há uma lógica: rei o filho, rainha a mãe. Por que não haveria de ser rainha aquela que o próprio Deus escolhera para ser a mãe do “Rei dos reis e senhor dos senhores” (Ap 19,16) e que, por isso mesmo, a preservara imaculada desde a conceição, a fizera “cheia de graça” (Lc 1,28) e a mantivera virgem durante e depois do parto? Com a proclamação do dogma da Assunção corporal de Maria ao céu, o título de Rainha e Senhora do universo, vem espontâneo aos teólogos, aos pregadores e aos papas. Para encerrar o Ano Santo de 1954, decretado pelo Papa Pio XII para celebrar o primeiro centenário do dogma da Imaculada Conceição, o Santo Padre escreveu a encíclica “Ad caeli Reginam” sobre a realeza de Maria e instituiu para toda a Igreja a festa de Nossa Senhora Rainha. Mais tarde, o Papa Paulo VI escreveria na excepcional Exortação Apostólica sobre o Culto à Virgem Maria: “A solenidade da Assunção tem um prolongamento festivo na celebração da Realeza da bem-aventurada Virgem Maria, que ocorre oito dias mais tarde, e na qual se contempla aquela que, sentada ao lado do Rei dos Séculos, resplandece como Rainha e intercede como Mãe” (n.6). Na encíclica, o Papa Pio XII cita, logo no início, ao menos doze Santos Padres que se referem à soberania da Mãe de Deus sobre toda a criação, com diferentes expressões, mas todas querendo dizer a plenitude de glória e poder de Maria: Senhora, Senhora de todos os que habitam os céus e a terra, Senhora de todas as criaturas, Senhora coroada com um diadema de ouro, Rainha, Rainha do gênero humano, Rainha eterna junto ao Filho do Rei, Rainha do mundo, Rainha do universo, mais eminente que todos os reis. Em seguida, o Santo Padre passa os olhos nas expressões usadas por seus antecessores, começando pelo Papa Martinho I (+654), que chamou Maria de “gloriosa Senhora nossa, sempre Virgem”. Numa de suas bulas, o Papa Xisto IV chamou Maria de “Rainha sempre vigilante, a interceder junto do Rei, que ela gerou”. Lembra ainda o Papa Bento XIV, que afirmou que o Sumo Rei confiou a Maria, em certo modo, seu próprio império. Depois, o Papa lembra alguns Santos, conhecidos por sua teologia mariana. Cito apenas Santo Afonso de Ligório (1787), que escreveu no clássico livro sobre as Glórias de Maria: “Porque a Virgem Maria foi elevada até ser a Mãe do Rei dos Reis, com justa razão a distingue a Igreja com o título de Rainha”. Escreveu Pio XII na mesma encíclica de 1954 que Maria é Rainha não só por ser a Mãe de Deus, mas também por ter sido associada, pela vontade de Deus, a Jesus Cristo na obra da salvação. Isenta de qualquer culpa pessoal ou hereditária, e sempre estreitissimamente unida ao Filho, ela o ofereceu no Calvário ao Eterno Pai, sacrificando seu amor de mãe em benefício de toda a humanidade manchada pelo pecado. Por isso, assim como Jesus é Rei não só por ser o Filho de Deus, mas também por ser o nosso Redentor, assim pode-se afirmar que Maria é Rainha não só por ser a Mãe de Deus, mas também porque associou-se a Cristo na redenção do gênero humano. “Maria participa da dignidade real – ensina Pio XII – porque desta união com Cristo Rei deriva para ela tão esplendente sublimidade, que supera a excelência de todas as coisas criadas. Desta mesma união com Cristo nasce aquele poder real, pelo qual ela pode dispor dos tesouros do Reino do Redentor divino”. O Reino de Maria é vasto como o de seu Filho, porque nada se exclui de seu domínio. Pio XII cita ainda uma belíssima passagem da bula “Ineffabilis Deus” da proclamação do dogma da Imaculada Conceição por Pio IX: “Deus fez a maravilha de a enriquecer, acima de todos os anjos e santos, de tal abundância de todas as graças celestiais hauridas dos tesouros da divindade, que ela – imune de toda a mancha do pecado e toda bela – apresenta tal plenitude de inocência e santidade, que não se pode conceber maior abaixo de Deus, nem ninguém a pode compreender plenamente senão Deus”. Ao instituir a festa da realeza de Maria, Pio XII, em boa hora, chamou a atenção para um possível mal-entendido, que poderia também acontecer com o Reinado de Cristo. A realeza de Maria não deve ser considerada em analogia com as realidades da vida política moderna. É verdade que não se podem representar as coisas do céu senão através das palavras e expressões da linguagem humana. Mas isso não significa que, para honrar Maria, se deva aderir a uma determinada forma de governo ou a uma particular estrutura política. Conclui o Papa: “Longe de ser fundado sobre as exigências dos seus direitos e a vontade de altivo domínio, o reino de Maria conhece uma só aspiração: o dom completo de si na sua mais alta e total generosidade”. A festa da realeza de Maria a princípio foi celebrada no dia 31 de maio, como conclusão do mês em muitos países dedicado a Maria, com suas belíssimas noites marianas e ladainhas cantadas. Introduziu-se o costume da coroação de Maria, carregado de muita ternura, porque eram quase sempre crianças que coroavam a Mãe do Céu. A introdução da Missa vespertina diminuiu o interesse pelas “novenas”. A reforma litúrgica introduzida pelo Concílio Vaticano II preferiu celebrar no dia 31 de maio o mistério da Visitação e passou a festa de Nossa Senhora Rainha para o dia 22 de agosto, dentro da oitava da solenidade da Assunção de Maria ao Céu. No dia 22 de agosto lemos na Liturgia das Horas, um trecho de uma homilia de Santo Amadeu, do século XII. O texto escolhido termina assim: “Ao ser levada aos céus a Virgem das virgens por Deus e seu Filho, o Rei dos reis, no meio da exultação dos anjos, da alegria dos arcanjos e das aclamações de todo o céu, cumpriu-se a profecia do Salmista que diz ao Senhor: Está à tua direita a rainha recoberta de vestes de ouro” (Sl 45,10.15). Na encíclica “Sobre a bem-aventurada Virgem Maria na vida da Igreja que está a caminho” (1987), o Papa João Paulo lembra que em Maria realizou-se plenamente a verdade que ‘servir ao Rei é reinar’. Maria, serva do Senhor, tem parte no Reinado do Filho. “A glória de servir não cessa de ser a sua exaltação real: elevada ao céu, não suspende aquele serviço salvífico em que se exprime sua mediação materna” (n. 41). De sorte que ser Rainha do céu e da terra não é apenas a posição mais alta conquistada por uma criatura humana. Mas é também para a humanidade a garantia de uma intercessora generosa, de uma medianeira das graças divinas, de uma advogada segura, de uma dispensadora dos tesouros divinos. A realeza de Maria é essencialmente materna, exclusivamente benéfica. Volto ao Papa Pio XII e escolho dois trechos da oração que ele escreveu ao anunciar a festa litúrgica de Nossa Senhora Rainha: “Queremos exaltar a vossa realeza com legítimo orgulho de filhos e reconhecê-la como devida à suma excelência de todo o vosso ser, ó suavíssima e verdadeira Mãe daquele que é Rei por direito próprio, por herança, por conquista. Reinai, ó Mãe e Senhora, mostrando-nos o caminho da santidade, dirigindo-nos e assistindo-nos para que dele nunca nos afastemos. Reinai sobre as inteligências, para que não procurem senão a verdade; sobre as vontades para que sigam somente o bem; sobre os corações para que amem unicamente o que vós mesma amais”.(Por Frei Clarêncio Neotti, O.F.M: site  www.franciscanos.org.br ) Leia também: .: Santo do Dia – 21 de Agosto – São Pio X .: Santo do Dia – 23 de Agosto – Santa Rosa de Lima

  • Festa da Coroação de Nossa Senhora, Rainha do Céu e da Terra – 22 de Agosto

    SANTO DO DIA – 22 DE AGOSTO – NOSSA SENHORA RAINHA Maria Santíssima é Rainha do céu e da terra não em sentido figurado ou simbólico, mas com toda propriedade e verdade, já que seu Filho é Senhor de todas as coisas, sucessor definitivo e eterno do rei Davi. Dentro da Oitava da Assunção da Virgem Maria, a Igreja celebra a memória de Nossa Senhora, Rainha do céu e da terra, como contemplamos no quinto mistério glorioso do Rosário, e o Evangelho proposto para essa celebração nos apresenta o episódio da Anunciação. S. Gabriel Arcanjo adentra o recinto em que Maria se encontra e, após saudá-la cheio de encanto, diz-lhe: “Eis que conceberás e darás à luz um filho […]. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi”. Ora, sabemos já que , na tradição dinástica oriunda da casa de Davi — ou seja, a partir de Salomão (cf. 1R s 2, 19) —, o rei de Israel governava ao lado, não da esposa, mas da mãe, a quem se concedia um trono, além do título de gebirah , que quer dizer justamente “Rainha Mãe”. Daí que a Virgem SS. seja chamada com toda razão e verdade Rainha do céu e da terra, pois seu Filho, sucessor definitivo de Davi, tem poder sobre todas as criaturas, do céu, da terra e dos abismos. Tampouco se deve pôr em dúvida que ele, que tinha bem gravadas no coração a S. Escritura e a história do povo eleito, soubesse perfeitamente que, tornando-se Mãe do Filho de Davi, se tornaria também Rainha do novo Israel. É por isso que admira a profundíssima humildade com que ela responde às palavras do anjo, repletas de grandiosas promessas: “Eis aqui a serva do Senhor”; e mais tarde, na casa de Isabel: “Minha alma glorifica ao Senhor […], porque olhou para sua pobre serva […], realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo” ( Lc 1, 46.48s). Amada por Deus com especialíssima predileção, a Virgem mereceu, pela singular humildade com que transcorreram seus dias, ser proclamada bem-aventurada por todas as gerações e reconhecida como a “Mulher revestida do sol” vista por S. João, com “a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas” ( Ap 12, 1). Que nós, soldados do exército de Cristo, lembremos sempre que estamos sob o amparo desta Rainha poderosíssima, sob cujos pés já foi esmagada a serpente infernal, o inimigo que devemos todos os dias combater pela récita do Santo Rosário. Assista: Conheça mais sobre este importante título de nossa Mãe e Senhora São antiqüíssimas e sempre rezadas e cantadas pelo povo cristão as antífonas marianas que invocam Maria como Rainha do céu e da terra, dos anjos e das criaturas. Durante o tempo pascal, a mais conhecida antífona que celebra a ressurreição de Jesus começa com estas palavras: “Rainha do céu, alegrai-vos, porque o Senhor ressuscitou como disse!”. Uma das orações aprendidas em criança ao lado da Ave-Maria, é a “Salve Rainha, Mãe de misericórdia”, que a Liturgia das Horas canta na Oração da Noite e a piedade popular com ela encerra a oração do Rosário. Uma terceira antífona, também cantada na Oração da Noite, começa com estes versos: “Ave, Rainha do céu! Ave, dos anjos Senhora!”. Quantas vezes invocamos Maria como Rainha na Ladainha: Rainha dos Patriarcas e dos Profetas, Rainha dos Confessores, das Virgens e dos Mártires, Rainha dos Anjos e dos Santos! Também as liturgias bizantina, copta, armena e outras do Oriente celebram festivamente a realeza de Maria. Lemos, por exemplo, no longo hino “Akátistos”: “Vou elevar um hino à Rainha e Mãe, de quem, ao celebrar, me aproximarei com alegria, para cantar com exultação as suas glórias… Ó Senhora, a nossa língua não te pode louvar dignamente, porque tu, que deste à luz a Cristo nosso Rei, foste exaltada acima dos Serafins… Salve, Rainha do mundo, salve, Maria, Senhora de todos nós!”. Desde os primeiros séculos, a poesia cristã e a liturgia cantaram a dignidade régia da Mãe de Deus. Como a luz do dia vem do sol, a realeza de Maria vem de sua maternidade divina. Já na Anunciação o Arcanjo falava do reinado sem fim do menino que lhe nasceria por obra e graça do Espírito Santo (Lc 1,33). Para a piedade popular, há uma lógica: rei o filho, rainha a mãe. Por que não haveria de ser rainha aquela que o próprio Deus escolhera para ser a mãe do “Rei dos reis e senhor dos senhores” (Ap 19,16) e que, por isso mesmo, a preservara imaculada desde a conceição, a fizera “cheia de graça” (Lc 1,28) e a mantivera virgem durante e depois do parto? Com a proclamação do dogma da Assunção corporal de Maria ao céu, o título de Rainha e Senhora do universo, vem espontâneo aos teólogos, aos pregadores e aos papas. Para encerrar o Ano Santo de 1954, decretado pelo Papa Pio XII para celebrar o primeiro centenário do dogma da Imaculada Conceição, o Santo Padre escreveu a encíclica “Ad caeli Reginam” sobre a realeza de Maria e instituiu para toda a Igreja a festa de Nossa Senhora Rainha. Mais tarde, o Papa Paulo VI escreveria na excepcional Exortação Apostólica sobre o Culto à Virgem Maria: “A solenidade da Assunção tem um prolongamento festivo na celebração da Realeza da bem-aventurada Virgem Maria, que ocorre oito dias mais tarde, e na qual se contempla aquela que, sentada ao lado do Rei dos Séculos, resplandece como Rainha e intercede como Mãe” (n.6). Na encíclica, o Papa Pio XII cita, logo no início, ao menos doze Santos Padres que se referem à soberania da Mãe de Deus sobre toda a criação, com diferentes expressões, mas todas querendo dizer a plenitude de glória e poder de Maria: Senhora, Senhora de todos os que habitam os céus e a terra, Senhora de todas as criaturas, Senhora coroada com um diadema de ouro, Rainha, Rainha do gênero humano, Rainha eterna junto ao Filho do Rei, Rainha do mundo, Rainha do universo, mais eminente que todos os reis. Em seguida, o Santo Padre passa os olhos nas expressões usadas por seus antecessores, começando pelo Papa Martinho I (+654), que chamou Maria de “gloriosa Senhora nossa, sempre Virgem”. Numa de suas bulas, o Papa Xisto IV chamou Maria de “Rainha sempre vigilante, a interceder junto do Rei, que ela gerou”. Lembra ainda o Papa Bento XIV, que afirmou que o Sumo Rei confiou a Maria, em certo modo, seu próprio império. Depois, o Papa lembra alguns Santos, conhecidos por sua teologia mariana. Cito apenas Santo Afonso de Ligório (1787), que escreveu no clássico livro sobre as Glórias de Maria: “Porque a Virgem Maria foi elevada até ser a Mãe do Rei dos Reis, com justa razão a distingue a Igreja com o título de Rainha”. Escreveu Pio XII na mesma encíclica de 1954 que Maria é Rainha não só por ser a Mãe de Deus, mas também por ter sido associada, pela vontade de Deus, a Jesus Cristo na obra da salvação. Isenta de qualquer culpa pessoal ou hereditária, e sempre estreitissimamente unida ao Filho, ela o ofereceu no Calvário ao Eterno Pai, sacrificando seu amor de mãe em benefício de toda a humanidade manchada pelo pecado. Por isso, assim como Jesus é Rei não só por ser o Filho de Deus, mas também por ser o nosso Redentor, assim pode-se afirmar que Maria é Rainha não só por ser a Mãe de Deus, mas também porque associou-se a Cristo na redenção do gênero humano. “Maria participa da dignidade real – ensina Pio XII – porque desta união com Cristo Rei deriva para ela tão esplendente sublimidade, que supera a excelência de todas as coisas criadas. Desta mesma união com Cristo nasce aquele poder real, pelo qual ela pode dispor dos tesouros do Reino do Redentor divino”. O Reino de Maria é vasto como o de seu Filho, porque nada se exclui de seu domínio. Pio XII cita ainda uma belíssima passagem da bula “Ineffabilis Deus” da proclamação do dogma da Imaculada Conceição por Pio IX: “Deus fez a maravilha de a enriquecer, acima de todos os anjos e santos, de tal abundância de todas as graças celestiais hauridas dos tesouros da divindade, que ela – imune de toda a mancha do pecado e toda bela – apresenta tal plenitude de inocência e santidade, que não se pode conceber maior abaixo de Deus, nem ninguém a pode compreender plenamente senão Deus”. Ao instituir a festa da realeza de Maria, Pio XII, em boa hora, chamou a atenção para um possível mal-entendido, que poderia também acontecer com o Reinado de Cristo. A realeza de Maria não deve ser considerada em analogia com as realidades da vida política moderna. É verdade que não se podem representar as coisas do céu senão através das palavras e expressões da linguagem humana. Mas isso não significa que, para honrar Maria, se deva aderir a uma determinada forma de governo ou a uma particular estrutura política. Conclui o Papa: “Longe de ser fundado sobre as exigências dos seus direitos e a vontade de altivo domínio, o reino de Maria conhece uma só aspiração: o dom completo de si na sua mais alta e total generosidade”. A festa da realeza de Maria a princípio foi celebrada no dia 31 de maio, como conclusão do mês em muitos países dedicado a Maria, com suas belíssimas noites marianas e ladainhas cantadas. Introduziu-se o costume da coroação de Maria, carregado de muita ternura, porque eram quase sempre crianças que coroavam a Mãe do Céu. A introdução da Missa vespertina diminuiu o interesse pelas “novenas”. A reforma litúrgica introduzida pelo Concílio Vaticano II preferiu celebrar no dia 31 de maio o mistério da Visitação e passou a festa de Nossa Senhora Rainha para o dia 22 de agosto, dentro da oitava da solenidade da Assunção de Maria ao Céu. No dia 22 de agosto lemos na Liturgia das Horas, um trecho de uma homilia de Santo Amadeu, do século XII. O texto escolhido termina assim: “Ao ser levada aos céus a Virgem das virgens por Deus e seu Filho, o Rei dos reis, no meio da exultação dos anjos, da alegria dos arcanjos e das aclamações de todo o céu, cumpriu-se a profecia do Salmista que diz ao Senhor: Está à tua direita a rainha recoberta de vestes de ouro” (Sl 45,10.15). Na encíclica “Sobre a bem-aventurada Virgem Maria na vida da Igreja que está a caminho” (1987), o Papa João Paulo lembra que em Maria realizou-se plenamente a verdade que ‘servir ao Rei é reinar’. Maria, serva do Senhor, tem parte no Reinado do Filho. “A glória de servir não cessa de ser a sua exaltação real: elevada ao céu, não suspende aquele serviço salvífico em que se exprime sua mediação materna” (n. 41). De sorte que ser Rainha do céu e da terra não é apenas a posição mais alta conquistada por uma criatura humana. Mas é também para a humanidade a garantia de uma intercessora generosa, de uma medianeira das graças divinas, de uma advogada segura, de uma dispensadora dos tesouros divinos. A realeza de Maria é essencialmente materna, exclusivamente benéfica. Volto ao Papa Pio XII e escolho dois trechos da oração que ele escreveu ao anunciar a festa litúrgica de Nossa Senhora Rainha: “Queremos exaltar a vossa realeza com legítimo orgulho de filhos e reconhecê-la como devida à suma excelência de todo o vosso ser, ó suavíssima e verdadeira Mãe daquele que é Rei por direito próprio, por herança, por conquista. Reinai, ó Mãe e Senhora, mostrando-nos o caminho da santidade, dirigindo-nos e assistindo-nos para que dele nunca nos afastemos. Reinai sobre as inteligências, para que não procurem senão a verdade; sobre as vontades para que sigam somente o bem; sobre os corações para que amem unicamente o que vós mesma amais”.(Por Frei Clarêncio Neotti, O.F.M: site  www.franciscanos.org.br ) Leia também: .: Santo do Dia – 21 de Agosto – São Pio X .: Santo do Dia – 23 de Agosto – Santa Rosa de Lima

  • Sétimo Dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade: Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

  • Sétimo Dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade: Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

  • Dogma da Assunção: afinal, Maria morreu ou dormiu antes de ser elevada aos Céus?

    Existem as duas tradições: entenda o que é dito substancialmente por esse dogma fascinante Uma das dúvidas mais frequentes no tocante ao dogma da Assunção de Nossa Senhora é esta: afinal, ela morreu biologicamente, como todos nós, antes de ser elevada aos Céus, ou não passou pela experiência da morte do corpo? Vamos tentar entender por partes. Para começar, o que é um dogma? Na Igreja Católica, é entendida por “dogma” toda verdade de fé absoluta, definitiva, infalível, irrevogável e inquestionável, revelada por Deus mediante as Sagradas Escrituras ou a Sagrada Tradição, e que, uma vez proclamada como dogma pelo Magistério da Igreja, não pode mais ser revogada nem negada por quem quer que seja: nem sequer pelo Papa ou por um Concílio. Os dogmas, portanto, fazem parte indissociável da doutrina da Igreja. A respeito de Nossa Senhora, especificamente, há 4 dogmas: Leia nessa formação especial sobre os 4 Dogmas de Nossa Senhora O que diz o dogma da Assunção de Maria? Esta verdade da nossa fé nos afirma que Maria, Mãe de Jesus, foi glorificada em corpo e alma e levada ao Céu ao final da sua vida terrena. O dogma foi promulgado em 1º de novembro de 1950, mediante a constituição apostólica Munificentissimus Deus, do Papa Pio XII. O documento pontifício afirma, “ex cathedra“: “A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”. Assunção é a mesma coisa que Ascensão? Não. A palavra “assunção” quer dizer que Maria “foi assunta”, “foi assumida”, “foi tomada”, “foi levada” por Deus. Já a palavra “ascensão” refere exclusivamente a Jesus Cristo, pois significa “subida”: Ele ascendeu aos Céus, subiu aos Céus, por Si mesmo, como Deus. Mas, então: Maria morreu ou não morreu? O documento pontifício não especifica se Maria morreu do ponto de vista biológico. A esse respeito, entrevistado pela agência católica ACI Digital, o respeitado exorcista espanhol pe. José Antonio Fortea comenta que a ambiguidade na constituição apostólica é proposital: “Não foi coincidência; foi expressamente desejada“. O cerne deste dogma, afinal, “é somente a Assunção“: ou seja, o que é declarado como verdade de fé é que Maria foi assunta por Deus aos Céus. Se ela havia morrido previamente, é uma questão secundária que não afeta o dogma em si: não há demérito algum em morrer, dado que faz parte da natureza humana, nem haveria impedimento algum para que Deus poupasse Maria da morte física, dado que é Deus. De fato, as duas possibilidades eram levadas em conta pela tradição. Os cristãos orientais adotaram preponderantemente a interpretação chamada de “dormição da Virgem Maria“: para eles, Nossa Senhora havia dormido, não morrido, e assim foi assunta sem passar pela morte. Em paralelo, também havia a tradição segundo a qual Nossa Senhora tinha, sim, falecido fisicamente, conforme o fluxo natural da vida terrena. O pe. Fortea conclui: “Como não havia unanimidade nesse tema e o que os dogmas expressam é a fé, optaram por deixá-lo ambíguo. A Igreja não se opôs às pessoas que disseram uma coisa nem às que disseram outra, sem chegar nunca a esclarecer o tema”. São João Paulo II, por exemplo, considerava que Nossa Senhora morreu, sim, antes de ser assunta. Na catequese de 25 de junho de 1997, ele afirmou: “[O Papa Pio XII] não quis negar o fato da morte; apenas não julgou oportuno afirmar solenemente a morte da Mãe de Deus, como verdade que devesse ser admitida por todos os crentes. Refletindo sobre o destino de Maria e sobre a sua relação com o Filho divino, parece legítimo responder afirmativamente: dado que Cristo morreu, seria difícil afirmar o contrário no que concerne à Mãe”. A substância da Assunção é descrita assim pelo Catecismo da Igreja Católica, em seu número 966: “A Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos”. Assim sendo, tanto a tradição da dormição quanto a do falecimento coincidem na essência: por especial privilégio de Deus, Nossa Senhora não experimentou a corrupção do seu corpo, tendo sido assunta ao céu em corpo e alma para viver gloriosamente junto com Jesus. A vida eterna com Deus é oferecida a todos os que forem salvos, mas, em nosso caso, passaremos normalmente pela morte e pela corrupção física do nosso corpo. Nosso corpo, no entanto, será ressuscitado e tomará uma forma gloriosa, que não sabemos como será: trata-se de uma certeza de fé garantida por Deus, mas, nesta vida, o modo como ela se dará na eternidade permanece envolto no mistério. Fonte: Aleteia

  • Dogma da Assunção: afinal, Maria morreu ou dormiu antes de ser elevada aos Céus?

    Existem as duas tradições: entenda o que é dito substancialmente por esse dogma fascinante Uma das dúvidas mais frequentes no tocante ao dogma da Assunção de Nossa Senhora é esta: afinal, ela morreu biologicamente, como todos nós, antes de ser elevada aos Céus, ou não passou pela experiência da morte do corpo? Vamos tentar entender por partes. Para começar, o que é um dogma? Na Igreja Católica, é entendida por “dogma” toda verdade de fé absoluta, definitiva, infalível, irrevogável e inquestionável, revelada por Deus mediante as Sagradas Escrituras ou a Sagrada Tradição, e que, uma vez proclamada como dogma pelo Magistério da Igreja, não pode mais ser revogada nem negada por quem quer que seja: nem sequer pelo Papa ou por um Concílio. Os dogmas, portanto, fazem parte indissociável da doutrina da Igreja. A respeito de Nossa Senhora, especificamente, há 4 dogmas: Leia nessa formação especial sobre os 4 Dogmas de Nossa Senhora O que diz o dogma da Assunção de Maria? Esta verdade da nossa fé nos afirma que Maria, Mãe de Jesus, foi glorificada em corpo e alma e levada ao Céu ao final da sua vida terrena. O dogma foi promulgado em 1º de novembro de 1950, mediante a constituição apostólica Munificentissimus Deus, do Papa Pio XII. O documento pontifício afirma, “ex cathedra“: “A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”. Assunção é a mesma coisa que Ascensão? Não. A palavra “assunção” quer dizer que Maria “foi assunta”, “foi assumida”, “foi tomada”, “foi levada” por Deus. Já a palavra “ascensão” refere exclusivamente a Jesus Cristo, pois significa “subida”: Ele ascendeu aos Céus, subiu aos Céus, por Si mesmo, como Deus. Mas, então: Maria morreu ou não morreu? O documento pontifício não especifica se Maria morreu do ponto de vista biológico. A esse respeito, entrevistado pela agência católica ACI Digital, o respeitado exorcista espanhol pe. José Antonio Fortea comenta que a ambiguidade na constituição apostólica é proposital: “Não foi coincidência; foi expressamente desejada“. O cerne deste dogma, afinal, “é somente a Assunção“: ou seja, o que é declarado como verdade de fé é que Maria foi assunta por Deus aos Céus. Se ela havia morrido previamente, é uma questão secundária que não afeta o dogma em si: não há demérito algum em morrer, dado que faz parte da natureza humana, nem haveria impedimento algum para que Deus poupasse Maria da morte física, dado que é Deus. De fato, as duas possibilidades eram levadas em conta pela tradição. Os cristãos orientais adotaram preponderantemente a interpretação chamada de “dormição da Virgem Maria“: para eles, Nossa Senhora havia dormido, não morrido, e assim foi assunta sem passar pela morte. Em paralelo, também havia a tradição segundo a qual Nossa Senhora tinha, sim, falecido fisicamente, conforme o fluxo natural da vida terrena. O pe. Fortea conclui: “Como não havia unanimidade nesse tema e o que os dogmas expressam é a fé, optaram por deixá-lo ambíguo. A Igreja não se opôs às pessoas que disseram uma coisa nem às que disseram outra, sem chegar nunca a esclarecer o tema”. São João Paulo II, por exemplo, considerava que Nossa Senhora morreu, sim, antes de ser assunta. Na catequese de 25 de junho de 1997, ele afirmou: “[O Papa Pio XII] não quis negar o fato da morte; apenas não julgou oportuno afirmar solenemente a morte da Mãe de Deus, como verdade que devesse ser admitida por todos os crentes. Refletindo sobre o destino de Maria e sobre a sua relação com o Filho divino, parece legítimo responder afirmativamente: dado que Cristo morreu, seria difícil afirmar o contrário no que concerne à Mãe”. A substância da Assunção é descrita assim pelo Catecismo da Igreja Católica, em seu número 966: “A Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos”. Assim sendo, tanto a tradição da dormição quanto a do falecimento coincidem na essência: por especial privilégio de Deus, Nossa Senhora não experimentou a corrupção do seu corpo, tendo sido assunta ao céu em corpo e alma para viver gloriosamente junto com Jesus. A vida eterna com Deus é oferecida a todos os que forem salvos, mas, em nosso caso, passaremos normalmente pela morte e pela corrupção física do nosso corpo. Nosso corpo, no entanto, será ressuscitado e tomará uma forma gloriosa, que não sabemos como será: trata-se de uma certeza de fé garantida por Deus, mas, nesta vida, o modo como ela se dará na eternidade permanece envolto no mistério. Fonte: Aleteia

  • Os 4 Dogmas de Nossa Senhora

    Conheça tudo sobre os dogmas marianos: o que são, quais são, quando foram proclamados e a sua importância para a nossa fé. A Santíssima Virgem Maria é imaculada, é mãe de Deus, é perpetuamente virgem e foi assunta aos Céus. Essa frase, muito densa teologicamente, resume os quatro Dogmas Marianos, que são verdades de fé relacionadas à pessoa de Maria. Neste texto convidamos todos a mergulharem em realidades extraordinárias relacionadas à história da Salvação por Jesus Cristo. Entender esses dogmas é entender a fé católica e, apesar de carregar o nome “mariano”, apontam apenas para Nosso Senhor. O que é um dogma? O Catecismo da Igreja Católica diz: O Magistério da Igreja faz pleno uso da autoridade que recebeu de Cristo quando define dogmas, isto é, quando propõe, dum modo que obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé, verdades contidas na Revelação divina ou quando propõe, de modo definitivo, verdades que tenham com elas um nexo necessário[1]. Em resumo, um dogma é uma verdade de fé. É importante entendermos que o Papa proclamar um dogma não faz com que, a partir daquele momento, foi-se feita uma verdade. O que acontece é a confirmação de uma realidade que sempre existiu. Um exemplo prático: imaginem que dentro de uma caixa há um chocalho. No entanto, essa caixa está bem selada. Até o momento em que não se é revelado o que está dentro da caixa, qualquer pessoa pode tentar desvendar qual é o objeto: seja pelo peso, pelo barulho… Porém, a partir do momento em que se é revelado que é um chocalho, não há mais motivos para discussões. É assim com o dogma: aquela verdade sempre esteve ali, mas uma vez elevada ao “nível” de dogma, se cessa qualquer debate sobre sua procedência. No verdadeiro desenvolvimento do dogma, nada se inventa, tudo se descobre. Vai-se do implícito ao explícito. Surgem então novas perspectivas, não propriamente dados novos [2]. O que são dogmas marianos? Portanto, quando acrescentamos a subcategoria “marianos”, estamos tratando de verdades de fé que envolvem a pessoa da Virgem Santíssima. Afinal, Maria não é uma mulher qualquer. É a escolhida por Deus para receber em seu seio o Redentor da humanidade, Nosso Senhor Jesus Cristo. Ao pensarmos em Maria, pensamos em Jesus. Então, de maneira quase medular, é deduzível que ao redor de Nossa Senhora, tenham acontecimentos extraordinários fundamentais para que a história da Salvação fosse plenamente realizada. Durante a história da Igreja, esses acontecimentos foram sendo elevados ao status de dogma. Hoje, são quatro. Quatro verdades básicas que todo católico deve saber sobre a Imaculada e Sempre Virgem Mãe de Deus Assunta aos Céus Os dogmas sobre Maria são verdades de fé declaradas por um Concílio ou por um Papa e nas quais o fiel católico é obrigado a acreditar e professar. Eles foram enunciados em momentos importantes para a história da Igreja e tocam em pontos sensíveis relativos à doutrina. LEAD Technologies Inc. V1.01 Quais são os dogmas marianos? Peguem a frase do início do texto. Ela resume bem os dogmas marianos. A Maternidade Divina: Maria é Mãe de Deus A Virgindade Perpétua: Maria é virgem desde antes, durante e depois do parto de Nosso Senhor A Imaculada Conceição: Maria foi preservada da mancha do pecado original A Assunção: Maria foi assunta em corpo e alma ao Céu 1. Maternidade divina Cristo é pessoa divina e Maria é a Sua mãe. Foi declarado no Concílio de Éfeso, em 431. Na época a Igreja vivia uma profunda polêmica interna causada pelos nestorianos, corrente muito popular entre as comunidades cristãs do Oriente. Segundo eles, Jesus tinha duas naturezas, uma humana e outra divina, mas pouco ligadas. Maria seria mãe apenas de Cristo como homem. Para combater esse pensamento, a Igreja outorgou-lhe o título de Theotokos (Teótokos), expressão grega que significa “Mãe de Deus”. Pode parecer meio estranho essa afirmação que Maria é Mãe de Deus. Deus pode ter mãe? Não seria equivocado afirmar que Deus, que é, foi de alguma maneira “gerado” por uma mulher? Pois bem, esse tipo de questionamento que gerou debates acalorados (e de certa forma se mantém em boa parte das denominações protestantes). Tudo se resolve com uma expressão: união hipostática. Maria gerou a natureza humana de Nosso Senhor. No entanto, a natureza humana e a natureza divina estão unidas inseparavelmente desde o primeiro instante de sua concepção. Por isso podemos afirmar que Maria é Mãe de Deus. E isso foi bem definido no Concílio de Éfeso, em 431. Tamanha a importância desse dogma que o celebramos no dia primeiro de janeiro, na solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus. Inclusive, é missa de preceito, ou seja, obrigatória a todo fiel católico, salvo motivo grave. Lembra que comentamos que um dogma não é algo inventado, mas o reconhecimento formal de uma verdade de fé que sempre existiu? Antes mesmo da proclamação oficial do Dogma da Mãe de Deus, o povo já cultuava a Virgem Maria dessa forma, tanto que uma multidão reuniu-se em Éfeso à espera da confirmação da Igreja. Quem relata é o historiador Daniel Rops: A multidão da cidade , devota da Virgem Maria, organizava manifestações contra os adversários da Mãe de Deus e levava em triunfo, à luz de archotes, o legado papal, Cirilo, e os partidários da fé[3], vol. II. 2. Virgindade perpétua Maria foi virgem antes, durante e depois do parto. Foi declarado no segundo Concílio de Constantinopla, em 553. A virgindade de Maria é uma ideia tradicional, que remonta às origens do cristianismo, mas gerou bastante polêmica ao longo da história da Igreja. Foi questionada pelos pagãos, que não compreendiam como uma virgem poderia dar à luz. Já as tendências gnósticas dentro do cristianismo achavam que Jesus era filho de José. Num mundo cientificista como o que vivemos, uma voz que se levanta para dizer que Maria foi virgem antes do parto, durante o parto e após o parto encontra chacota e descrença. Mas ninguém explica Deus e seus caminhos. A nós, é pedido apenas que creiamos nesse lindo mistério de fé. E nada para Deus é por acaso. Maria já havia consagrado sua virgindade ao Senhor mesmo antes de receber o anúncio do Arcanjo Gabriel. Daí surgem algumas implicações místicas muito profundas: A virgindade perpétua tornou mais significativa a entrega que Jesus fez na Cruz ao discípulo amado: ali, Maria foi feita mãe da humanidade. A virgindade perpétua eleva a fecundidade que dela nasceu. A virgindade perpétua prefigura a própria Igreja, que é santa, imaculada e desposada apenas por Nosso Senhor. Esse dogma já havia sido citado no Concílio de Constantinopla, em 553, e proclamado em 649 no Concílio de Latrão. 3. Imaculada Conceição “Je suis l’Immaculée Conception”, Eu sou a Imaculada Conceição. Foi assim que a Virgem se apresentou para a camponesa Bernadette Soubirous, na pequena cidade de Lourdes em 1858. Essa apresentação é uma grande confirmação do dogma para um mundo imerso no ceticismo. Maria foi totalmente isenta de pecado, inclusive quando concebida por seus pais, Santa Ana e São Joaquim. Todo o resto da humanidade, desde os nossos primeiros pais, nasceu com pecado original – daí, aliás, a necessidade da Salvação. Proclamado pelo Papa Pio IX em 1854, o dogma da Imaculada Conceição teve como pano de fundo a luta que na época a Igreja travava contra o racionalismo enviesado e exacerbado. Essa corrente, com ares de “científica”, negava a possibilidade de forças sobrenaturais agirem no mundo. O dogma da Imaculada realça justamente a intervenção direta de Deus no mundo ao preservar Maria do pecado original. Nas aparições de Lourdes, a própria Nossa Senhora confirmou essa verdade de fé. E, em outro caso impressionante, durante um exorcismo na Itália em 1823, dois sacerdotes dominicanos fizeram o diabo reconhecer esse mesmo dogma 30 anos antes de que ele fosse promulgado!. Afinal: Essa verdade de fé tinha sido proclamada apenas quatro anos antes, em 1854. Santa Bernadette era iletrada e frequentemente faltava a escola por problemas de saúde, portanto não tinha conhecimento catequético básico. Interrogada diversas vezes pelas autoridades eclesiais, a professora de Bernadette (muito cética com relação a menina, diga-se de passagem) afirmava categoricamente que sequer mencionara esse dogma. Dizer que Maria foi concebida sem pecado significa dizer que ela foi preservada da mancha do pecado original para que, pura, pudesse gerar Jesus, também puro. E isso foi feito por Deus antecipando para a Santíssima Virgem a graça redentora que Nosso Senhor conquistaria pela Cruz. Como diz Santo Afonso Maria de Ligório, era conveniente às três pessoas da Trindade a Imaculada Conceição de Maria. A Deus Pai, porque se Maria iria mediar a vinda do Salvador, não poderia de maneira alguma ser “inimiga”, pelo pecado, de Quem iria redimir o mundo. A Deus Filho, porque a um rei é digna uma rainha e não uma escrava. A Deus Espírito Santo porque merecia uma perfeita esposa. Em honra da Santa e indivisível Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para a exaltação da fé católica e para o incremento da Religião Cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos santos Apóstolos Pedro e Paulo e com a Nossa, DECLARAMOS, PRONUNCIAMOS E DEFINIMOS, como doutrina revelada por Deus, o seguinte:A Beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua concepção, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, FOI PRESERVADA IMUNE DE TODA MANCHA DE PECADO ORIGINAL. Essa doutrina, pois, deve ser crida firmemente e inviolavelmente por todos os fiéis. Portanto, quem presumir deliberadamente (que Deus não o permita!) pensar em seu coração uma opinião contrária a essa definição, conheça e saiba que se condena a si mesmo por seu próprio juízo, que fez naufrágio na fé, que se separou da unidade da Igreja e que incorreu automaticamente nas penas estabelecidas pelo Direito 4. Assunção Após a morte, Maria subiu ao Céu em corpo e alma. Depois de Cristo, ela foi a única criatura que teve esta distinção. Foi declarado por Pio XII no pós-guerra, em 1950. Após a maciça mortandade da Segunda Guerra, o dogma fala da santidade da vida e da dignidade dos corpos humanos, ao lembrar que eles também estão destinados à Ressurreição. O último dos dogmas marianos a ser proclamado. Foi em 1950, pelo Papa Pio XII. A Assunção nos deixa uma reflexão belíssima de como é oposta a passagem de Maria para a Vida Eterna. Afinal, a morte, para qualquer pessoa, é acompanhada de três aflições (em maior ou menor grau, a depender da progressão espiritual de cada um): 1) A incerteza da salvação 2) O apego aos bens terrestres 3) O remorso dos pecados. Maria tinha certeza da salvação, nunca cometeu nenhum pecado e era completamente desapegada do mundo. Dessa maneira, sua passagem (há divergências se teria morrido ou apenas dormido, visto que não havia pecado) foi gloriosa, elevada aos Céus em corpo e alma pelo próprio Jesus, para ser coroada Rainha. Estando em corpo e alma junto de Deus, entendemos a grandiosidade de Maria frente a todos os outros santos. Sua união com a Santíssima Trindade chega ao nível mais elevado possível. Portanto, pedir a intercessão de Maria é confiar nessa união e entender que os pedidos que fazemos à Mãe chegam com carinho e piedade ao Filho. Confira este vídeo raro, onde o Papa Pio XII proclama o dogma da Assunção de Nossa Senhora: Extra: um possível quinto dogma? Há alguns movimentos espalhados pelo mundo que defendem a proclamação de um quinto dogma mariano: Maria como Corredentora/ Medianeira de Todas as Graças. Maria é a Medianeira porque intercedeu para trazer Cristo, fonte de todas as graças, ao mundo e Jesus ainda a entregou para esse fim na Cruz, no diálogo com o discípulo amado. Maria compartilhou de maneira única o sacrifício de Cristo para redimir a humanidade dando o Seu corpo e sofrendo com Cristo no Calvário. Por isso chamá-la de Corredentora (o que não significa ser igual). Saiba mais sobre o movimento em torno do quinto dogma neste site. Se isso irá acontecer, não devemos nos preocupar, pois Jesus conduz sua Igreja! Devemos manter a paz e a alegria de poder ver de perto o espetáculo que é a Fé Católica. Enquanto isso peçamos intercessão da Bem-Aventurada Sempre Virgem Maria, que é Mãe de Deus, imaculada e que está junto de Jesus em corpo e alma. Com informações de Aleteia e Minha Biblioteca Católica. #Dogmas #NossaSenhora

  • Os 4 Dogmas de Nossa Senhora

    Conheça tudo sobre os dogmas marianos: o que são, quais são, quando foram proclamados e a sua importância para a nossa fé. A Santíssima Virgem Maria é imaculada, é mãe de Deus, é perpetuamente virgem e foi assunta aos Céus. Essa frase, muito densa teologicamente, resume os quatro Dogmas Marianos, que são verdades de fé relacionadas à pessoa de Maria. Neste texto convidamos todos a mergulharem em realidades extraordinárias relacionadas à história da Salvação por Jesus Cristo. Entender esses dogmas é entender a fé católica e, apesar de carregar o nome “mariano”, apontam apenas para Nosso Senhor. O que é um dogma? O Catecismo da Igreja Católica diz: O Magistério da Igreja faz pleno uso da autoridade que recebeu de Cristo quando define dogmas, isto é, quando propõe, dum modo que obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé, verdades contidas na Revelação divina ou quando propõe, de modo definitivo, verdades que tenham com elas um nexo necessário[1]. Em resumo, um dogma é uma verdade de fé. É importante entendermos que o Papa proclamar um dogma não faz com que, a partir daquele momento, foi-se feita uma verdade. O que acontece é a confirmação de uma realidade que sempre existiu. Um exemplo prático: imaginem que dentro de uma caixa há um chocalho. No entanto, essa caixa está bem selada. Até o momento em que não se é revelado o que está dentro da caixa, qualquer pessoa pode tentar desvendar qual é o objeto: seja pelo peso, pelo barulho… Porém, a partir do momento em que se é revelado que é um chocalho, não há mais motivos para discussões. É assim com o dogma: aquela verdade sempre esteve ali, mas uma vez elevada ao “nível” de dogma, se cessa qualquer debate sobre sua procedência. No verdadeiro desenvolvimento do dogma, nada se inventa, tudo se descobre. Vai-se do implícito ao explícito. Surgem então novas perspectivas, não propriamente dados novos [2]. O que são dogmas marianos? Portanto, quando acrescentamos a subcategoria “marianos”, estamos tratando de verdades de fé que envolvem a pessoa da Virgem Santíssima. Afinal, Maria não é uma mulher qualquer. É a escolhida por Deus para receber em seu seio o Redentor da humanidade, Nosso Senhor Jesus Cristo. Ao pensarmos em Maria, pensamos em Jesus. Então, de maneira quase medular, é deduzível que ao redor de Nossa Senhora, tenham acontecimentos extraordinários fundamentais para que a história da Salvação fosse plenamente realizada. Durante a história da Igreja, esses acontecimentos foram sendo elevados ao status de dogma. Hoje, são quatro. Quatro verdades básicas que todo católico deve saber sobre a Imaculada e Sempre Virgem Mãe de Deus Assunta aos Céus Os dogmas sobre Maria são verdades de fé declaradas por um Concílio ou por um Papa e nas quais o fiel católico é obrigado a acreditar e professar. Eles foram enunciados em momentos importantes para a história da Igreja e tocam em pontos sensíveis relativos à doutrina. LEAD Technologies Inc. V1.01 Quais são os dogmas marianos? Peguem a frase do início do texto. Ela resume bem os dogmas marianos. A Maternidade Divina: Maria é Mãe de Deus A Virgindade Perpétua: Maria é virgem desde antes, durante e depois do parto de Nosso Senhor A Imaculada Conceição: Maria foi preservada da mancha do pecado original A Assunção: Maria foi assunta em corpo e alma ao Céu 1. Maternidade divina Cristo é pessoa divina e Maria é a Sua mãe. Foi declarado no Concílio de Éfeso, em 431. Na época a Igreja vivia uma profunda polêmica interna causada pelos nestorianos, corrente muito popular entre as comunidades cristãs do Oriente. Segundo eles, Jesus tinha duas naturezas, uma humana e outra divina, mas pouco ligadas. Maria seria mãe apenas de Cristo como homem. Para combater esse pensamento, a Igreja outorgou-lhe o título de Theotokos (Teótokos), expressão grega que significa “Mãe de Deus”. Pode parecer meio estranho essa afirmação que Maria é Mãe de Deus. Deus pode ter mãe? Não seria equivocado afirmar que Deus, que é, foi de alguma maneira “gerado” por uma mulher? Pois bem, esse tipo de questionamento que gerou debates acalorados (e de certa forma se mantém em boa parte das denominações protestantes). Tudo se resolve com uma expressão: união hipostática. Maria gerou a natureza humana de Nosso Senhor. No entanto, a natureza humana e a natureza divina estão unidas inseparavelmente desde o primeiro instante de sua concepção. Por isso podemos afirmar que Maria é Mãe de Deus. E isso foi bem definido no Concílio de Éfeso, em 431. Tamanha a importância desse dogma que o celebramos no dia primeiro de janeiro, na solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus. Inclusive, é missa de preceito, ou seja, obrigatória a todo fiel católico, salvo motivo grave. Lembra que comentamos que um dogma não é algo inventado, mas o reconhecimento formal de uma verdade de fé que sempre existiu? Antes mesmo da proclamação oficial do Dogma da Mãe de Deus, o povo já cultuava a Virgem Maria dessa forma, tanto que uma multidão reuniu-se em Éfeso à espera da confirmação da Igreja. Quem relata é o historiador Daniel Rops: A multidão da cidade , devota da Virgem Maria, organizava manifestações contra os adversários da Mãe de Deus e levava em triunfo, à luz de archotes, o legado papal, Cirilo, e os partidários da fé[3], vol. II. 2. Virgindade perpétua Maria foi virgem antes, durante e depois do parto. Foi declarado no segundo Concílio de Constantinopla, em 553. A virgindade de Maria é uma ideia tradicional, que remonta às origens do cristianismo, mas gerou bastante polêmica ao longo da história da Igreja. Foi questionada pelos pagãos, que não compreendiam como uma virgem poderia dar à luz. Já as tendências gnósticas dentro do cristianismo achavam que Jesus era filho de José. Num mundo cientificista como o que vivemos, uma voz que se levanta para dizer que Maria foi virgem antes do parto, durante o parto e após o parto encontra chacota e descrença. Mas ninguém explica Deus e seus caminhos. A nós, é pedido apenas que creiamos nesse lindo mistério de fé. E nada para Deus é por acaso. Maria já havia consagrado sua virgindade ao Senhor mesmo antes de receber o anúncio do Arcanjo Gabriel. Daí surgem algumas implicações místicas muito profundas: A virgindade perpétua tornou mais significativa a entrega que Jesus fez na Cruz ao discípulo amado: ali, Maria foi feita mãe da humanidade. A virgindade perpétua eleva a fecundidade que dela nasceu. A virgindade perpétua prefigura a própria Igreja, que é santa, imaculada e desposada apenas por Nosso Senhor. Esse dogma já havia sido citado no Concílio de Constantinopla, em 553, e proclamado em 649 no Concílio de Latrão. 3. Imaculada Conceição “Je suis l’Immaculée Conception”, Eu sou a Imaculada Conceição. Foi assim que a Virgem se apresentou para a camponesa Bernadette Soubirous, na pequena cidade de Lourdes em 1858. Essa apresentação é uma grande confirmação do dogma para um mundo imerso no ceticismo. Maria foi totalmente isenta de pecado, inclusive quando concebida por seus pais, Santa Ana e São Joaquim. Todo o resto da humanidade, desde os nossos primeiros pais, nasceu com pecado original – daí, aliás, a necessidade da Salvação. Proclamado pelo Papa Pio IX em 1854, o dogma da Imaculada Conceição teve como pano de fundo a luta que na época a Igreja travava contra o racionalismo enviesado e exacerbado. Essa corrente, com ares de “científica”, negava a possibilidade de forças sobrenaturais agirem no mundo. O dogma da Imaculada realça justamente a intervenção direta de Deus no mundo ao preservar Maria do pecado original. Nas aparições de Lourdes, a própria Nossa Senhora confirmou essa verdade de fé. E, em outro caso impressionante, durante um exorcismo na Itália em 1823, dois sacerdotes dominicanos fizeram o diabo reconhecer esse mesmo dogma 30 anos antes de que ele fosse promulgado!. Afinal: Essa verdade de fé tinha sido proclamada apenas quatro anos antes, em 1854. Santa Bernadette era iletrada e frequentemente faltava a escola por problemas de saúde, portanto não tinha conhecimento catequético básico. Interrogada diversas vezes pelas autoridades eclesiais, a professora de Bernadette (muito cética com relação a menina, diga-se de passagem) afirmava categoricamente que sequer mencionara esse dogma. Dizer que Maria foi concebida sem pecado significa dizer que ela foi preservada da mancha do pecado original para que, pura, pudesse gerar Jesus, também puro. E isso foi feito por Deus antecipando para a Santíssima Virgem a graça redentora que Nosso Senhor conquistaria pela Cruz. Como diz Santo Afonso Maria de Ligório, era conveniente às três pessoas da Trindade a Imaculada Conceição de Maria. A Deus Pai, porque se Maria iria mediar a vinda do Salvador, não poderia de maneira alguma ser “inimiga”, pelo pecado, de Quem iria redimir o mundo. A Deus Filho, porque a um rei é digna uma rainha e não uma escrava. A Deus Espírito Santo porque merecia uma perfeita esposa. Em honra da Santa e indivisível Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para a exaltação da fé católica e para o incremento da Religião Cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos santos Apóstolos Pedro e Paulo e com a Nossa, DECLARAMOS, PRONUNCIAMOS E DEFINIMOS, como doutrina revelada por Deus, o seguinte:A Beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua concepção, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, FOI PRESERVADA IMUNE DE TODA MANCHA DE PECADO ORIGINAL. Essa doutrina, pois, deve ser crida firmemente e inviolavelmente por todos os fiéis. Portanto, quem presumir deliberadamente (que Deus não o permita!) pensar em seu coração uma opinião contrária a essa definição, conheça e saiba que se condena a si mesmo por seu próprio juízo, que fez naufrágio na fé, que se separou da unidade da Igreja e que incorreu automaticamente nas penas estabelecidas pelo Direito 4. Assunção Após a morte, Maria subiu ao Céu em corpo e alma. Depois de Cristo, ela foi a única criatura que teve esta distinção. Foi declarado por Pio XII no pós-guerra, em 1950. Após a maciça mortandade da Segunda Guerra, o dogma fala da santidade da vida e da dignidade dos corpos humanos, ao lembrar que eles também estão destinados à Ressurreição. O último dos dogmas marianos a ser proclamado. Foi em 1950, pelo Papa Pio XII. A Assunção nos deixa uma reflexão belíssima de como é oposta a passagem de Maria para a Vida Eterna. Afinal, a morte, para qualquer pessoa, é acompanhada de três aflições (em maior ou menor grau, a depender da progressão espiritual de cada um): 1) A incerteza da salvação 2) O apego aos bens terrestres 3) O remorso dos pecados. Maria tinha certeza da salvação, nunca cometeu nenhum pecado e era completamente desapegada do mundo. Dessa maneira, sua passagem (há divergências se teria morrido ou apenas dormido, visto que não havia pecado) foi gloriosa, elevada aos Céus em corpo e alma pelo próprio Jesus, para ser coroada Rainha. Estando em corpo e alma junto de Deus, entendemos a grandiosidade de Maria frente a todos os outros santos. Sua união com a Santíssima Trindade chega ao nível mais elevado possível. Portanto, pedir a intercessão de Maria é confiar nessa união e entender que os pedidos que fazemos à Mãe chegam com carinho e piedade ao Filho. Confira este vídeo raro, onde o Papa Pio XII proclama o dogma da Assunção de Nossa Senhora: Extra: um possível quinto dogma? Há alguns movimentos espalhados pelo mundo que defendem a proclamação de um quinto dogma mariano: Maria como Corredentora/ Medianeira de Todas as Graças. Maria é a Medianeira porque intercedeu para trazer Cristo, fonte de todas as graças, ao mundo e Jesus ainda a entregou para esse fim na Cruz, no diálogo com o discípulo amado. Maria compartilhou de maneira única o sacrifício de Cristo para redimir a humanidade dando o Seu corpo e sofrendo com Cristo no Calvário. Por isso chamá-la de Corredentora (o que não significa ser igual). Saiba mais sobre o movimento em torno do quinto dogma neste site. Se isso irá acontecer, não devemos nos preocupar, pois Jesus conduz sua Igreja! Devemos manter a paz e a alegria de poder ver de perto o espetáculo que é a Fé Católica. Enquanto isso peçamos intercessão da Bem-Aventurada Sempre Virgem Maria, que é Mãe de Deus, imaculada e que está junto de Jesus em corpo e alma. Com informações de Aleteia e Minha Biblioteca Católica. #Dogmas #NossaSenhora

  • The Chosen será exibida em cinemas brasileiros

    Se você já conhece a série, vai adorar a novidade, mas se ainda não conhece, é a melhor forma para ter o primeiro contato com essa série fantástica sobre a vida de Jesus. Rede Cinemark exibirá episódios da nova temporada de The Chosen: Os Escolhidos em 45 cidades brasileiras. Assista o trailer abaixo… Baseada na vida de Jesus Cristo, a série The Chosen: Os Escolhidos é um dos maiores fenômenos recentes do audiovisual. A produção, que ficou conhecida por um crowdfunding que arrecadou mais de US$ 10 milhões, chega agora aos cinemas brasileiros. Os dois primeiros episódios da terceira temporada serão exibidos na Rede Cinemark. A plataforma de streaming católica Lumine está apoiando a ação com a divulgação da série. O evento que inaugura a iniciativa ocorre na última semana de agosto — nos dias 24, em São Paulo, e 28, no Rio de Janeiro, apenas para convidados. As exibições contarão com a presença do diretor e criador Dallas Jenkins. Pela primeira vez nas telas grandes do país, os episódios serão exibidos dublados em português. O projeto ficou conhecido por sua forma bem-humorada e humana ao mostrar Jesus e cada um de seus apóstolos. Para o CEO da Lumine, Matheus Bazzo, essa parceria representa o compromisso da plataforma em ajudar a levar histórias que iluminem e inspirem a vida de cristãos em todo Brasil. “Queremos contribuir sempre para isso, seja construindo e promovendo nossas próprias histórias, seja auxiliando outros distribuidores e produtores.” A empresa será parceira da distribuidora 360 WayUp, levando convidados aos eventos e dando apoio institucional. Após os eventos de abertura, os episódios de The Chosen: Os Escolhidos serão exibidos a partir de 31 de agosto, em salas Cinemark em diversas cidades do Brasil. A programação pode ser conferida pelo online pelo aplicativo da Cinemark, bem como os ingressos para a atração. “The Chosen: Os Escolhidos” terá exibição nos cinemas em 45 cidades brasileiras Sucesso mundial com 110 milhões de espectadores em 175 países, o seriado terá dois capítulos de sua terceira temporada apresentados em sessões dubladas em 45 cidades do Brasil a partir de 31 de agosto. A produção americana, que conta a trajetória de Jesus Cristo a partir da visão de seus apóstolos, tem no país a sua segunda maior base de fãs e, com o lançamento, isso deve crescer ainda mais. Em outras exibições do tipo, principalmente nos Estados Unidos, The Chosen conseguiu levantar mais de US$ 35 milhões nas bilheterias. Febre mundial Como no mercado atual não existe outro produto tão bem realizado sobre a história de Jesus, era de se esperar todo esse sucesso de The Chosen. Antes mesmo de seu lançamento, quando seus criadores abriram uma campanha de vaquinha para financiar a produção, 16 mil pessoas de todo o mundo se juntaram e conseguiram doar cerca de US$10 milhões para a primeira temporada. Desde então, a Angel Studios, produtora do seriado e distribuidora do filme arrasa-quarteirão Sound of Freedom, vem realizando campanhas do tipo para que os episódios possam ser distribuídos gratuitamente em seu aplicativo próprio para celulares e tevês – além de ter temporadas exibidas em plataformas como Netflix, Globoplay e Apple TV+. “Acho que The Chosen dá a oportunidade do público se aproximar de Jesus não apenas como Deus, mas como homem. E não somente de seus discípulos, como de seus inimigos”, explicou Dallas Jenkins, o criador da série, em uma entrevista à Aceprensa no ano passado — disponível para leitura aqui. “Mesmo que você não seja um crente, é possível valorizar a verdade histórica de Jesus, seus seguidores e seu tempo.” Atualmente, o plano é expandir a presença da série, que já passa em todos os continentes, por meio da disponibilização dos episódios em mais de 600 idiomas. Esses eventos em tela grande são um bom termômetro para a Angel tomar decisões sobre seus produtos. Salas lotadas nas exibições de The Chosen reforçariam que o público brasileiro não vê a hora de correr para os cinemas no lançamento de  Sound of Freedom em setembro. Com informações de Gazeta do Povo. #Filmes #FilmesCatólicos

  • The Chosen será exibida em cinemas brasileiros

    Se você já conhece a série, vai adorar a novidade, mas se ainda não conhece, é a melhor forma para ter o primeiro contato com essa série fantástica sobre a vida de Jesus. Rede Cinemark exibirá episódios da nova temporada de The Chosen: Os Escolhidos em 45 cidades brasileiras. Assista o trailer abaixo… Baseada na vida de Jesus Cristo, a série The Chosen: Os Escolhidos é um dos maiores fenômenos recentes do audiovisual. A produção, que ficou conhecida por um crowdfunding que arrecadou mais de US$ 10 milhões, chega agora aos cinemas brasileiros. Os dois primeiros episódios da terceira temporada serão exibidos na Rede Cinemark. A plataforma de streaming católica Lumine está apoiando a ação com a divulgação da série. O evento que inaugura a iniciativa ocorre na última semana de agosto — nos dias 24, em São Paulo, e 28, no Rio de Janeiro, apenas para convidados. As exibições contarão com a presença do diretor e criador Dallas Jenkins. Pela primeira vez nas telas grandes do país, os episódios serão exibidos dublados em português. O projeto ficou conhecido por sua forma bem-humorada e humana ao mostrar Jesus e cada um de seus apóstolos. Para o CEO da Lumine, Matheus Bazzo, essa parceria representa o compromisso da plataforma em ajudar a levar histórias que iluminem e inspirem a vida de cristãos em todo Brasil. “Queremos contribuir sempre para isso, seja construindo e promovendo nossas próprias histórias, seja auxiliando outros distribuidores e produtores.” A empresa será parceira da distribuidora 360 WayUp, levando convidados aos eventos e dando apoio institucional. Após os eventos de abertura, os episódios de The Chosen: Os Escolhidos serão exibidos a partir de 31 de agosto, em salas Cinemark em diversas cidades do Brasil. A programação pode ser conferida pelo online pelo aplicativo da Cinemark, bem como os ingressos para a atração. “The Chosen: Os Escolhidos” terá exibição nos cinemas em 45 cidades brasileiras Sucesso mundial com 110 milhões de espectadores em 175 países, o seriado terá dois capítulos de sua terceira temporada apresentados em sessões dubladas em 45 cidades do Brasil a partir de 31 de agosto. A produção americana, que conta a trajetória de Jesus Cristo a partir da visão de seus apóstolos, tem no país a sua segunda maior base de fãs e, com o lançamento, isso deve crescer ainda mais. Em outras exibições do tipo, principalmente nos Estados Unidos, The Chosen conseguiu levantar mais de US$ 35 milhões nas bilheterias. Febre mundial Como no mercado atual não existe outro produto tão bem realizado sobre a história de Jesus, era de se esperar todo esse sucesso de The Chosen. Antes mesmo de seu lançamento, quando seus criadores abriram uma campanha de vaquinha para financiar a produção, 16 mil pessoas de todo o mundo se juntaram e conseguiram doar cerca de US$10 milhões para a primeira temporada. Desde então, a Angel Studios, produtora do seriado e distribuidora do filme arrasa-quarteirão Sound of Freedom, vem realizando campanhas do tipo para que os episódios possam ser distribuídos gratuitamente em seu aplicativo próprio para celulares e tevês – além de ter temporadas exibidas em plataformas como Netflix, Globoplay e Apple TV+. “Acho que The Chosen dá a oportunidade do público se aproximar de Jesus não apenas como Deus, mas como homem. E não somente de seus discípulos, como de seus inimigos”, explicou Dallas Jenkins, o criador da série, em uma entrevista à Aceprensa no ano passado — disponível para leitura aqui. “Mesmo que você não seja um crente, é possível valorizar a verdade histórica de Jesus, seus seguidores e seu tempo.” Atualmente, o plano é expandir a presença da série, que já passa em todos os continentes, por meio da disponibilização dos episódios em mais de 600 idiomas. Esses eventos em tela grande são um bom termômetro para a Angel tomar decisões sobre seus produtos. Salas lotadas nas exibições de The Chosen reforçariam que o público brasileiro não vê a hora de correr para os cinemas no lançamento de  Sound of Freedom em setembro. Com informações de Gazeta do Povo. #Filmes #FilmesCatólicos

  • Homilia Diária | Um grande intercessor nestes tempos de crise

    Memória de São Pio X, Papa Foi precisamente sua experiência como pároco e pastor de almas que levou Giuseppe Sarto, eleito Papa em 1903, a combater vigorosamente o modernismo, essa síntese de todas as heresias que, pervertendo o sentido profundo da doutrina cristã, pôs em risco a fé e a salvação eterna de inúmeras almas. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 21 de agosto, e peçamos juntos a intercessão de São Pio X, para que Deus envie à sua Igreja pastores que verdadeiramente se dediquem à salvação das almas. Santo do Dia: São Pio X, o Papa da Eucaristia Evangelho (Mt 19,16-22) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Felizes os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus. (Mt 5,3) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 16 alguém aproximou-se de Jesus e disse: “Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?” 17 Jesus respondeu: “Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é o Bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos”. 18 O homem perguntou: “Quais mandamentos?” Jesus respondeu: “Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, 19 honra teu pai e tua mãe, e ama o teu próximo como a ti mesmo”. 20 O jovem disse a Jesus: “Tenho observado todas essas coisas. Que ainda me falta?” 21 Jesus respondeu: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. 22 Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Um grande intercessor nestes tempos de crise

    Memória de São Pio X, Papa Foi precisamente sua experiência como pároco e pastor de almas que levou Giuseppe Sarto, eleito Papa em 1903, a combater vigorosamente o modernismo, essa síntese de todas as heresias que, pervertendo o sentido profundo da doutrina cristã, pôs em risco a fé e a salvação eterna de inúmeras almas. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 21 de agosto, e peçamos juntos a intercessão de São Pio X, para que Deus envie à sua Igreja pastores que verdadeiramente se dediquem à salvação das almas. Santo do Dia: São Pio X, o Papa da Eucaristia Evangelho (Mt 19,16-22) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Felizes os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus. (Mt 5,3) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 16 alguém aproximou-se de Jesus e disse: “Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?” 17 Jesus respondeu: “Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é o Bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos”. 18 O homem perguntou: “Quais mandamentos?” Jesus respondeu: “Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, 19 honra teu pai e tua mãe, e ama o teu próximo como a ti mesmo”. 20 O jovem disse a Jesus: “Tenho observado todas essas coisas. Que ainda me falta?” 21 Jesus respondeu: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. 22 Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Santo do Dia – 21 de Agosto – São Pio X, o Papa da Eucaristia

    SANTO DO DIA – 21 DE AGOSTO – SÃO PIO X Papa (1835-1914) ‘Um pobre pároco da roça’, assim se definia. Seu nome de batismo era José Melquior Sarto, oriundo de família humilde e numerosa, mas de vida no seguimento de Cristo. Nasceu numa pequena aldeia de Riese, na diocese de Treviso, no norte da Itália, no dia 2 de junho de 1835. Desde cedo, José demonstrava ser muito inteligente e, por causa disso, seus pais fizeram grande esforço para que ele estudasse. Todos os dias, durante quatro anos, o menino caminhava com os pés descalços por quilômetros a fio, tendo no bolso apenas um pedaço de pão para o almoço. E, desde criança, manifestou sua vontade de ser padre. Quando seu pai faleceu, sua mãe, Margarida, uma camponesa corajosa e piedosa, não permitiu que ele abandonasse o caminho escolhido para auxiliar no sustento da casa. Ficou no seminário e, aos 23 anos, recebeu a ordenação sacerdotal com mérito nos estudos. Teve uma rápida ascensão dentro da Igreja. Primeiro, foi vice-vigário em uma pequena aldeia. Depois vigário de uma importante paróquia, cônego da catedral de Treviso, bispo da diocese de Mântua, cardeal de Veneza e, após a morte do grande papa Leão XIII, foi eleito seu sucessor, com o nome de Pio X, em 1903. No Vaticano, José Sarto continuou sua vida no rigor da simplicidade, modéstia e pobreza. Surpreendeu o mundo católico quando adotou como lema de seu pontificado ‘restaurar as coisas em Cristo’. Tal meta traduziu-se em vigilante atenção à vida interna da Igreja. Realizou algumas renovações dentro da Igreja, criando bibliotecas eclesiásticas e efetuando reformas nos seminários. Pelo grande amor que dispensava à música sagrada, renovou-a. Reformou, também, o breviário. Sua intensa devoção à Eucaristia permitiu que os fiéis pudessem receber a comunhão diária, autorizando, também, que a primeira comunhão fosse ministrada às crianças a partir dos 7 anos de idade. Instituiu o ensino do catecismo em todas as paróquias e para todas as idades, como caminho para recuperar a fé, e impôs-se fortemente contra o modernismo. Outra importante característica de sua personalidade era a bondade suave e radiante que todos notavam e sentiam na sua presença. Pio X não foi apenas um teólogo. Foi um pastor dedicado e, sobretudo, extremamente devoto, que sentia satisfação em definir-se como ‘um simples pároco do campo’. Ficou muito amargurado quando previu a Primeira Guerra Mundial e sentiu a impotência de nada poder fazer para que ela não acontecesse. Possuindo o dom da cura, ainda em vida intercedeu em vários milagres. Consta dos relatos que as pessoas doentes que tinham contato com ele se curavam. Discorrendo sobre tal fato, ele mesmo explicava como sendo ‘o poder das chaves de são Pedro’. Quando alguém o chamava de ‘padre santo’, ele corrigia sorrindo: ‘Não se diz santo, mas Sarto’, numa alusão ao seu sobrenome de família. No dia 20 de agosto de 1914, aos 79 anos, Pio X morreu. O seu testamento assim se inicia:’Nasci pobre, vivi pobre e desejo morrer pobre’. O povo, de imediato, passou a venerá-lo como um santo. Mas só em 1954 ele foi oficialmente canonizado. No dia 21 de agosto de 1914 morria São Pio X. Cem anos se passaram, mas, em todo o mundo a Igreja o reverencia celebrando sua memória litúrgica. Conheça mais sobre São Pio X Era o segundo de dez filhos de uma família rural da província de Treviso. Ordenado em 1858, estudou direito canónico e a obra de São Tomás de Aquino. Em 10 de Novembro de 1884 foi elevado a Bispo de Mântua, e em 1896 a Patriarca de Veneza sendo eleito Papa em 4 de Agosto de 1903 com 55 dos 60 votos possíveis no conclave. O seu lema era “Renovar todas as coisas em Cristo”, expresso na sua encíclica Ad Diem Illum [1]. Por esta razão, foi um defensor intransigente da ortodoxia doutrinária e governou a Igreja Católica com mão firme numa época em que esta enfrentava um laicismo muito forte e diversas tendências do modernismo, encarado por ele como a síntese de todas as heresias nos campos dos estudos bíblicos e teologia. Pio X introduziu grandes reformas na liturgia e codificou a Doutrina da Igreja Católica, sempre num sentido tradicional e facilitou a participação popular na Eucaristia. Foi um Papa pastoral, encorajando estilos de vida que reflectissem os valores cristãos. Permitiu a prática da comunhão eucarística frequente e fomentou o acesso das crianças à Eucaristia quando da chegada à chamada idade da razão. Promoveu ainda o estudo do canto gregoriano e do catecismo (ele próprio foi autor de um catecismo, designado por Catecismo de São Pio X). Criou a Pontifícia Comissão Bíblica e colocou as bases do Código de Direito Canônico, promulgado em 1917 após a sua morte. Publicou 16 encíclicas. Pio X não receou provocar uma crise com a França quando condenou o presidente francês por visitar Victor Emmanuel III, Rei de Itália, com quem a Igreja estava de más relações desde a tomada dos Estados Papais na unificação italiana, em 1870. Entre as consequências deste embate cita-se a completa separação entre Igreja e Estado em França e a expulsão dos Jesuítas. Teve como secretário de Estado o famoso cardeal Merry del Val. Na lápide do seu túmulo na Basílica de São Pedro no Vaticano, lê-se: A sua tiara era formada por três coroas: pobreza, humildade e bondade. Foi beatificado em 1951 e canonizado em 3 de Setembro de 1954 por Pio XII. A Igreja celebra a sua memória litúrgica no dia 21 de Agosto. É actualmente o patrono dos peregrinos enfermos e é considerado um dos maiores dos Papas da Igreja. Foi o único Papa do século XX a ter tido extensa experiência pastoral ao nível da paróquia. Favoreceu o uso de termos vernaculares na catequese. O seu estilo directo e as denúncias de atropelos à dignidade humana não lhe trouxeram grande apoio por parte das sociedades aristocráticas europeias na época pré-Primeira Guerra Mundial. A evangelização, a catequese, estiveram muito presente em seu pontificado. Basta recordar que foi ele quem publicou e fez difundir por toda a Igreja o Catecismo que, inclusive leva seu nome: Catecismo de São Pio X. Mas, a divulgação da doutrina católica através da difusão do Catecismo não foi a única ação que deixou marcas na história da Igreja. São Pio X promoveu reformas pastorais quanto à participação dos fiéis no culto. Entre elas está a promoção do culto eucarístico. Ainda no começo do Século XX, ele via no Sacramento da Eucaristia um modo de os fiéis se aproximaremSao Pio X.jpgmais de Nosso Senhor Jesus Cristo. Antes dele a comunhão sacramental era uma prática pouco comum, raramente realizada. Foi São Pio X quem promoveu a devoção da comunhão frequente e reduziu a idade mínima para poder receber a Eucaristia. Isso facilitou a prática precoce da comunhão para as crianças: A partir dos sete anos já se poderia comungar. O fato de ter uma ação tão “pastoral” em seu pontificado pode ser fruto de sua anterior atuação como sacerdote. A pastoral, o contato direto com os fiéis, a evangelização eram um desejo constante em sua alma. São Pio X foi o único Papa dos tempos modernos que exerceu intensamente, por muitos anos, seu munus sacerdotal. Ele foi capelão e pároco em pequenas paróquias rurais. Tendo chegado à Cátedra de Pedro, ele espalhou pelo mundo sua experiência sacerdotal. Giuseppe Melchiorre Sarto Nasceu em Riese, na Província italiana de Treviso, de uma família modesta, sendo o segundo dos dez filhos de Giovanni Battista Sarto e de Margherita Sanson. Foi ordenado aos 23 anos, em 1858. Estudou direito canónico e a obra de São Tomás de Aquino. Como sacerdote, iniciou seu serviço para a Igreja como capelão em Tombolo, onde começou a correr sua fama de ser um inspirado pregador. Dedicava-se muito ao trabalho. Quando ainda moço, dormia somente 4 horas por noite e julgava que isso lhe era suficiente. Em 10 de Novembro de 1884 foi elevado a Bispo de Mântua, e em 1896 a Patriarca de Veneza sendo eleito Papa em 4 de Agosto de 1903 com 55 dos 60 votos possíveis no conclave. Ainda jovem sacerdote, ao lado de seu trabalho pastoral incansável, ele tinha uma paixão pitoresca pela construção das chamadas meridianas, um tipo muito simples de aparelho que indica as horas do dia. Com a característica especial de ter a precisão de um aparelho comandado pelo sol. Porém, esta curiosidade da vida de São Pio X foi deixada de lado com o surgimento de cargos que lhe absorviam cada vez mais: pároco em Salzano, os trabalhos no seminário e na cúria de Treviso, os encargos do episcopado e do patriarcado veneziano e o encargo maior que ele teve: dirigir a Barca de Pedro. Quando, em certa ocasião, considerou-se tão isolado que um dia lembrando o Profeta Isaías suspirou: “De gentibus non est vir mecum!”. O que, numa tradução livre poderia caracterizá-lo inteiramente: “Estou sozinho!”. O Papa Foi o primeiro Pontífice eleito no século passado. A história de São Pio X conta também com características do tempo em que viveu. Ele foi o último pontífice a ser eleito por causa do chamado “veto laical”. No conclave de agosto de 1903 era considerado também papável o Cardeal Rampolla, Secretário de Estado. Por causa de seus relacionamentos, sua eleição foi vetada pelo Cardeal Puzyna, Arcebispo de Cracóvia, em nome do imperador austro-húngaro. Assim, o Cardeal Giuseppe Sarto, Patriarca de Veneza, foi escolhido Papa e adotou o nome de Pio X. O seu lema era “Renovar todas as coisas em Cristo”, expresso na sua encíclica “Ad Diem Illum”. Foi um defensor intransigente da ortodoxia doutrinária e governou a Igreja Católica com mão firme numa época em que enfrentava um laicismo forte, além das diversas tendências do modernismo que ele considerava como síntese de todas as heresias nos campos dos estudos bíblicos e da teologia. São Pio X introduziu reformas na liturgia e codificou a Doutrina da Igreja Católica. Facilitou a participação dos fiéis na Eucaristia. Como um Papa pastoral, encorajou modos de vida que refletissem os valores cristãos. Ele foi o grande incentivador da prática da comunhão eucarística frequente e permitiu o acesso precoce das crianças à Eucaristia, quando da chegada à chamada idade da razão. Foi um promotor incansável do estudo do canto gregoriano e do catecismo. Criou a Pontifícia Comissão Bíblica e colocou as bases do Código de Direito Canônico, promulgado em 1917 após a sua morte. Publicou 16 encíclicas. Brasão e Lema Descrição: Escudo eclesiástico. Campo de blau, com uma âncora de três ganchos de sable, filetada de argente, encordada de goles, posta em banda, pescante num mar de blau ondado argente, posto em ponta. A âncora encimada por uma estrela de seis pontas de jalde. Em chefe, as armas patriarcais de São Marcos de Veneza, que é de argente com leão alado e nimbado, passante ao natural, sustentando um livro aberto que traz a legenda: PAX TIBI MARCE EVANGELISTA MEVS. O escudo está assente em tarja branca. O conjunto pousado sobre duas chaves decussadas, a primeira de jalde e a segunda de argente, atadas por um cordão de goles, com seus pingentes. Timbre: a tiara Papal de argente com três coroas de jalde. Sob o escudo, um listel de blau com o mote: INSTAVRARE OMNIA IN CHRISTO, em letras de jalde. Quando são postos suportes, estes são dois anjos de carnação, sustentando cada um, na mão livre, uma cruz trevolada tripla, de jalde. Interpretação: O escudo obedece ás regras heráldicas para os eclesiásticos. O campo de blau (azul) representa o firmamento celeste e ainda o manto de Nossa Senhora, sendo que este esmalte significa: justiça, serenidade, fortaleza, boa fama e nobreza. A âncora é símbolo de esperança, estabilidade e resistência, sendo de sable (preto), traduz sabedoria, ciência, honestidade e firmeza. A corda de goles (vermelho) simboliza: o fogo da caridade inflamada no coração do Soberano Pontífice pelo Divino Espírito Santo, que o inspira diretamente do governo supremo da Igreja, bem como valor e o socorro aos necessitados, que o Vigário de Cristo deve dispensar a todos os homens. O mar ondado representa as águas revoltas da vida, por onde o Soberano Pontífice tem que conduzir a Igreja, a Barca de Pedro; seus esmaltes são blau (azul) que tem o significado acima descrito, e argente (prata) que traduz inocência, castidade, pureza e eloqüência. A estrela representa a Virgem Maria, Estrela da Manhã, que orienta os navegantes nos mares bravios da vida, sendo de jalde, simboliza: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio. O chefe com as armas do Patriarcado de Veneza relembra o tempo feliz que o pontífice passou como seu patriarca; sendo que a expressão “ao natural” é um recurso para se colocar o leão, naturalmente dourado sobre o campo de argente (prata), sem ferir as leis da heráldica. Os elementos externos do brasão expressam a jurisdição suprema do papa. As duas chaves “decussadas”, uma de jalde (ouro) e a outra de argente (prata) são símbolos do poder espiritual e do poder temporal. E são uma referência do poder máximo do Sucessor de Pedro , relatado no Evangelho de São Mateus, que narra que Nosso Senhor Jesus Cristo disse a Pedro: “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu” (Mt 16, 19). Por conseguinte, as chaves são o símbolo típico do poder dado por Cristo a São Pedro e aos seus sucessores. A tiara papal usada como timbre, recorda, por sua simbologia, os três poderes papais: de Ordem, Jurisdição e Magistério, e sua unidade na mesma pessoa. No listel o lema “Renovar todas as coisas em Cristo” é uma expressão do propósito do pontificado de São Pio X, que empreendeu numerosas e admiráveis as obras para defender a Civilização Cristã, gravemente ameaçada. A lápide Na lápide do seu túmulo na Basílica de São Pedro no Vaticano, lê-se: A sua tiara era formada por três coroas: pobreza, humildade e bondade. Foi beatificado em 1951 e canonizado em 3 de Setembro de 1954 pelo Papa Pio XII. É considerado um dos maiores Papas da Igreja. (JSG) Leia também: .: Santo do Dia – 20 de Agosto – São Bernardo de Claraval .: Santo do Dia – 22 de Agosto – Nossa Senhora Rainha #SantodoDia

  • Santo do Dia – 21 de Agosto – São Pio X, o Papa da Eucaristia

    SANTO DO DIA – 21 DE AGOSTO – SÃO PIO X Papa (1835-1914) ‘Um pobre pároco da roça’, assim se definia. Seu nome de batismo era José Melquior Sarto, oriundo de família humilde e numerosa, mas de vida no seguimento de Cristo. Nasceu numa pequena aldeia de Riese, na diocese de Treviso, no norte da Itália, no dia 2 de junho de 1835. Desde cedo, José demonstrava ser muito inteligente e, por causa disso, seus pais fizeram grande esforço para que ele estudasse. Todos os dias, durante quatro anos, o menino caminhava com os pés descalços por quilômetros a fio, tendo no bolso apenas um pedaço de pão para o almoço. E, desde criança, manifestou sua vontade de ser padre. Quando seu pai faleceu, sua mãe, Margarida, uma camponesa corajosa e piedosa, não permitiu que ele abandonasse o caminho escolhido para auxiliar no sustento da casa. Ficou no seminário e, aos 23 anos, recebeu a ordenação sacerdotal com mérito nos estudos. Teve uma rápida ascensão dentro da Igreja. Primeiro, foi vice-vigário em uma pequena aldeia. Depois vigário de uma importante paróquia, cônego da catedral de Treviso, bispo da diocese de Mântua, cardeal de Veneza e, após a morte do grande papa Leão XIII, foi eleito seu sucessor, com o nome de Pio X, em 1903. No Vaticano, José Sarto continuou sua vida no rigor da simplicidade, modéstia e pobreza. Surpreendeu o mundo católico quando adotou como lema de seu pontificado ‘restaurar as coisas em Cristo’. Tal meta traduziu-se em vigilante atenção à vida interna da Igreja. Realizou algumas renovações dentro da Igreja, criando bibliotecas eclesiásticas e efetuando reformas nos seminários. Pelo grande amor que dispensava à música sagrada, renovou-a. Reformou, também, o breviário. Sua intensa devoção à Eucaristia permitiu que os fiéis pudessem receber a comunhão diária, autorizando, também, que a primeira comunhão fosse ministrada às crianças a partir dos 7 anos de idade. Instituiu o ensino do catecismo em todas as paróquias e para todas as idades, como caminho para recuperar a fé, e impôs-se fortemente contra o modernismo. Outra importante característica de sua personalidade era a bondade suave e radiante que todos notavam e sentiam na sua presença. Pio X não foi apenas um teólogo. Foi um pastor dedicado e, sobretudo, extremamente devoto, que sentia satisfação em definir-se como ‘um simples pároco do campo’. Ficou muito amargurado quando previu a Primeira Guerra Mundial e sentiu a impotência de nada poder fazer para que ela não acontecesse. Possuindo o dom da cura, ainda em vida intercedeu em vários milagres. Consta dos relatos que as pessoas doentes que tinham contato com ele se curavam. Discorrendo sobre tal fato, ele mesmo explicava como sendo ‘o poder das chaves de são Pedro’. Quando alguém o chamava de ‘padre santo’, ele corrigia sorrindo: ‘Não se diz santo, mas Sarto’, numa alusão ao seu sobrenome de família. No dia 20 de agosto de 1914, aos 79 anos, Pio X morreu. O seu testamento assim se inicia:’Nasci pobre, vivi pobre e desejo morrer pobre’. O povo, de imediato, passou a venerá-lo como um santo. Mas só em 1954 ele foi oficialmente canonizado. No dia 21 de agosto de 1914 morria São Pio X. Cem anos se passaram, mas, em todo o mundo a Igreja o reverencia celebrando sua memória litúrgica. Conheça mais sobre São Pio X Era o segundo de dez filhos de uma família rural da província de Treviso. Ordenado em 1858, estudou direito canónico e a obra de São Tomás de Aquino. Em 10 de Novembro de 1884 foi elevado a Bispo de Mântua, e em 1896 a Patriarca de Veneza sendo eleito Papa em 4 de Agosto de 1903 com 55 dos 60 votos possíveis no conclave. O seu lema era “Renovar todas as coisas em Cristo”, expresso na sua encíclica Ad Diem Illum [1]. Por esta razão, foi um defensor intransigente da ortodoxia doutrinária e governou a Igreja Católica com mão firme numa época em que esta enfrentava um laicismo muito forte e diversas tendências do modernismo, encarado por ele como a síntese de todas as heresias nos campos dos estudos bíblicos e teologia. Pio X introduziu grandes reformas na liturgia e codificou a Doutrina da Igreja Católica, sempre num sentido tradicional e facilitou a participação popular na Eucaristia. Foi um Papa pastoral, encorajando estilos de vida que reflectissem os valores cristãos. Permitiu a prática da comunhão eucarística frequente e fomentou o acesso das crianças à Eucaristia quando da chegada à chamada idade da razão. Promoveu ainda o estudo do canto gregoriano e do catecismo (ele próprio foi autor de um catecismo, designado por Catecismo de São Pio X). Criou a Pontifícia Comissão Bíblica e colocou as bases do Código de Direito Canônico, promulgado em 1917 após a sua morte. Publicou 16 encíclicas. Pio X não receou provocar uma crise com a França quando condenou o presidente francês por visitar Victor Emmanuel III, Rei de Itália, com quem a Igreja estava de más relações desde a tomada dos Estados Papais na unificação italiana, em 1870. Entre as consequências deste embate cita-se a completa separação entre Igreja e Estado em França e a expulsão dos Jesuítas. Teve como secretário de Estado o famoso cardeal Merry del Val. Na lápide do seu túmulo na Basílica de São Pedro no Vaticano, lê-se: A sua tiara era formada por três coroas: pobreza, humildade e bondade. Foi beatificado em 1951 e canonizado em 3 de Setembro de 1954 por Pio XII. A Igreja celebra a sua memória litúrgica no dia 21 de Agosto. É actualmente o patrono dos peregrinos enfermos e é considerado um dos maiores dos Papas da Igreja. Foi o único Papa do século XX a ter tido extensa experiência pastoral ao nível da paróquia. Favoreceu o uso de termos vernaculares na catequese. O seu estilo directo e as denúncias de atropelos à dignidade humana não lhe trouxeram grande apoio por parte das sociedades aristocráticas europeias na época pré-Primeira Guerra Mundial. A evangelização, a catequese, estiveram muito presente em seu pontificado. Basta recordar que foi ele quem publicou e fez difundir por toda a Igreja o Catecismo que, inclusive leva seu nome: Catecismo de São Pio X. Mas, a divulgação da doutrina católica através da difusão do Catecismo não foi a única ação que deixou marcas na história da Igreja. São Pio X promoveu reformas pastorais quanto à participação dos fiéis no culto. Entre elas está a promoção do culto eucarístico. Ainda no começo do Século XX, ele via no Sacramento da Eucaristia um modo de os fiéis se aproximaremSao Pio X.jpgmais de Nosso Senhor Jesus Cristo. Antes dele a comunhão sacramental era uma prática pouco comum, raramente realizada. Foi São Pio X quem promoveu a devoção da comunhão frequente e reduziu a idade mínima para poder receber a Eucaristia. Isso facilitou a prática precoce da comunhão para as crianças: A partir dos sete anos já se poderia comungar. O fato de ter uma ação tão “pastoral” em seu pontificado pode ser fruto de sua anterior atuação como sacerdote. A pastoral, o contato direto com os fiéis, a evangelização eram um desejo constante em sua alma. São Pio X foi o único Papa dos tempos modernos que exerceu intensamente, por muitos anos, seu munus sacerdotal. Ele foi capelão e pároco em pequenas paróquias rurais. Tendo chegado à Cátedra de Pedro, ele espalhou pelo mundo sua experiência sacerdotal. Giuseppe Melchiorre Sarto Nasceu em Riese, na Província italiana de Treviso, de uma família modesta, sendo o segundo dos dez filhos de Giovanni Battista Sarto e de Margherita Sanson. Foi ordenado aos 23 anos, em 1858. Estudou direito canónico e a obra de São Tomás de Aquino. Como sacerdote, iniciou seu serviço para a Igreja como capelão em Tombolo, onde começou a correr sua fama de ser um inspirado pregador. Dedicava-se muito ao trabalho. Quando ainda moço, dormia somente 4 horas por noite e julgava que isso lhe era suficiente. Em 10 de Novembro de 1884 foi elevado a Bispo de Mântua, e em 1896 a Patriarca de Veneza sendo eleito Papa em 4 de Agosto de 1903 com 55 dos 60 votos possíveis no conclave. Ainda jovem sacerdote, ao lado de seu trabalho pastoral incansável, ele tinha uma paixão pitoresca pela construção das chamadas meridianas, um tipo muito simples de aparelho que indica as horas do dia. Com a característica especial de ter a precisão de um aparelho comandado pelo sol. Porém, esta curiosidade da vida de São Pio X foi deixada de lado com o surgimento de cargos que lhe absorviam cada vez mais: pároco em Salzano, os trabalhos no seminário e na cúria de Treviso, os encargos do episcopado e do patriarcado veneziano e o encargo maior que ele teve: dirigir a Barca de Pedro. Quando, em certa ocasião, considerou-se tão isolado que um dia lembrando o Profeta Isaías suspirou: “De gentibus non est vir mecum!”. O que, numa tradução livre poderia caracterizá-lo inteiramente: “Estou sozinho!”. O Papa Foi o primeiro Pontífice eleito no século passado. A história de São Pio X conta também com características do tempo em que viveu. Ele foi o último pontífice a ser eleito por causa do chamado “veto laical”. No conclave de agosto de 1903 era considerado também papável o Cardeal Rampolla, Secretário de Estado. Por causa de seus relacionamentos, sua eleição foi vetada pelo Cardeal Puzyna, Arcebispo de Cracóvia, em nome do imperador austro-húngaro. Assim, o Cardeal Giuseppe Sarto, Patriarca de Veneza, foi escolhido Papa e adotou o nome de Pio X. O seu lema era “Renovar todas as coisas em Cristo”, expresso na sua encíclica “Ad Diem Illum”. Foi um defensor intransigente da ortodoxia doutrinária e governou a Igreja Católica com mão firme numa época em que enfrentava um laicismo forte, além das diversas tendências do modernismo que ele considerava como síntese de todas as heresias nos campos dos estudos bíblicos e da teologia. São Pio X introduziu reformas na liturgia e codificou a Doutrina da Igreja Católica. Facilitou a participação dos fiéis na Eucaristia. Como um Papa pastoral, encorajou modos de vida que refletissem os valores cristãos. Ele foi o grande incentivador da prática da comunhão eucarística frequente e permitiu o acesso precoce das crianças à Eucaristia, quando da chegada à chamada idade da razão. Foi um promotor incansável do estudo do canto gregoriano e do catecismo. Criou a Pontifícia Comissão Bíblica e colocou as bases do Código de Direito Canônico, promulgado em 1917 após a sua morte. Publicou 16 encíclicas. Brasão e Lema Descrição: Escudo eclesiástico. Campo de blau, com uma âncora de três ganchos de sable, filetada de argente, encordada de goles, posta em banda, pescante num mar de blau ondado argente, posto em ponta. A âncora encimada por uma estrela de seis pontas de jalde. Em chefe, as armas patriarcais de São Marcos de Veneza, que é de argente com leão alado e nimbado, passante ao natural, sustentando um livro aberto que traz a legenda: PAX TIBI MARCE EVANGELISTA MEVS. O escudo está assente em tarja branca. O conjunto pousado sobre duas chaves decussadas, a primeira de jalde e a segunda de argente, atadas por um cordão de goles, com seus pingentes. Timbre: a tiara Papal de argente com três coroas de jalde. Sob o escudo, um listel de blau com o mote: INSTAVRARE OMNIA IN CHRISTO, em letras de jalde. Quando são postos suportes, estes são dois anjos de carnação, sustentando cada um, na mão livre, uma cruz trevolada tripla, de jalde. Interpretação: O escudo obedece ás regras heráldicas para os eclesiásticos. O campo de blau (azul) representa o firmamento celeste e ainda o manto de Nossa Senhora, sendo que este esmalte significa: justiça, serenidade, fortaleza, boa fama e nobreza. A âncora é símbolo de esperança, estabilidade e resistência, sendo de sable (preto), traduz sabedoria, ciência, honestidade e firmeza. A corda de goles (vermelho) simboliza: o fogo da caridade inflamada no coração do Soberano Pontífice pelo Divino Espírito Santo, que o inspira diretamente do governo supremo da Igreja, bem como valor e o socorro aos necessitados, que o Vigário de Cristo deve dispensar a todos os homens. O mar ondado representa as águas revoltas da vida, por onde o Soberano Pontífice tem que conduzir a Igreja, a Barca de Pedro; seus esmaltes são blau (azul) que tem o significado acima descrito, e argente (prata) que traduz inocência, castidade, pureza e eloqüência. A estrela representa a Virgem Maria, Estrela da Manhã, que orienta os navegantes nos mares bravios da vida, sendo de jalde, simboliza: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio. O chefe com as armas do Patriarcado de Veneza relembra o tempo feliz que o pontífice passou como seu patriarca; sendo que a expressão “ao natural” é um recurso para se colocar o leão, naturalmente dourado sobre o campo de argente (prata), sem ferir as leis da heráldica. Os elementos externos do brasão expressam a jurisdição suprema do papa. As duas chaves “decussadas”, uma de jalde (ouro) e a outra de argente (prata) são símbolos do poder espiritual e do poder temporal. E são uma referência do poder máximo do Sucessor de Pedro , relatado no Evangelho de São Mateus, que narra que Nosso Senhor Jesus Cristo disse a Pedro: “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu” (Mt 16, 19). Por conseguinte, as chaves são o símbolo típico do poder dado por Cristo a São Pedro e aos seus sucessores. A tiara papal usada como timbre, recorda, por sua simbologia, os três poderes papais: de Ordem, Jurisdição e Magistério, e sua unidade na mesma pessoa. No listel o lema “Renovar todas as coisas em Cristo” é uma expressão do propósito do pontificado de São Pio X, que empreendeu numerosas e admiráveis as obras para defender a Civilização Cristã, gravemente ameaçada. A lápide Na lápide do seu túmulo na Basílica de São Pedro no Vaticano, lê-se: A sua tiara era formada por três coroas: pobreza, humildade e bondade. Foi beatificado em 1951 e canonizado em 3 de Setembro de 1954 pelo Papa Pio XII. É considerado um dos maiores Papas da Igreja. (JSG) Leia também: .: Santo do Dia – 20 de Agosto – São Bernardo de Claraval .: Santo do Dia – 22 de Agosto – Nossa Senhora Rainha #SantodoDia

  • A ação do Diabo dentro da Igreja e a Missão de Nossa Senhora nesses Últimos Tempos

    Na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora somos chamados a refletir sobre a contínua luta entre o bem e o mal e como batalha espiritual, Deus deu a Mulher e a sua descendência a missão de vencer vencer o inimigo e esmagar a cabeça da serpente diabólica. Na live de hoje vamos analisar como o mal vai se infiltrando dentro da Igreja de Deus para destruir a fé e desviar os fiéis. Veremos também como que, no cumprimento de sua missão, a Santíssima Virgem, por ordem de Deus se torna o antídoto contra o mal e neutraliza a ação do inimigo. Para assistir, acesse no horário marcado:

  • A ação do Diabo dentro da Igreja e a Missão de Nossa Senhora nesses Últimos Tempos

    Na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora somos chamados a refletir sobre a contínua luta entre o bem e o mal e como batalha espiritual, Deus deu a Mulher e a sua descendência a missão de vencer vencer o inimigo e esmagar a cabeça da serpente diabólica. Na live de hoje vamos analisar como o mal vai se infiltrando dentro da Igreja de Deus para destruir a fé e desviar os fiéis. Veremos também como que, no cumprimento de sua missão, a Santíssima Virgem, por ordem de Deus se torna o antídoto contra o mal e neutraliza a ação do inimigo. Para assistir, acesse no horário marcado:

  • Homilia Dominical | As duas virtudes que levaram Maria à Glória do Céu

    Solenidade da Assunção de Nossa Senhora Neste domingo, ao voltarmos os nossos olhos para a Bem-aventurada Virgem Maria, assunta de corpo e alma ao Céu, é importante meditarmos sobre as duas grandes virtudes que levaram Maria à Glória celeste: a humildade e a fé. Mas, além de refletirmos sobre as maravilhas que o Senhor realizou em sua humilde serva, precisamos perceber como essas duas virtudes são fundamentais para progredirmos na vida espiritual e, um dia, junto de nossa Mãe Santíssima, contemplarmos a Deus, face a face. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta Solenidade da Assunção de Nossa Senhora e entenda como podemos adquirir essas duas virtudes de Nossa Senhora. Santo do Dia: São Bernardo de Claraval, doutor da Igreja Anúncio do Evangelho (Lc 1,39-56) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Felizes aqueles que ouvem a palavra de Deus e a guardam! (Lc 11,28) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naqueles dias, 39 Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40 Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42 Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43 Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44 Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45 Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. 46 Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48 porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49 porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50 e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. 51 Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52 Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53 Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54 Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55 conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56 Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Dominical | As duas virtudes que levaram Maria à Glória do Céu

    Solenidade da Assunção de Nossa Senhora Neste domingo, ao voltarmos os nossos olhos para a Bem-aventurada Virgem Maria, assunta de corpo e alma ao Céu, é importante meditarmos sobre as duas grandes virtudes que levaram Maria à Glória celeste: a humildade e a fé. Mas, além de refletirmos sobre as maravilhas que o Senhor realizou em sua humilde serva, precisamos perceber como essas duas virtudes são fundamentais para progredirmos na vida espiritual e, um dia, junto de nossa Mãe Santíssima, contemplarmos a Deus, face a face. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta Solenidade da Assunção de Nossa Senhora e entenda como podemos adquirir essas duas virtudes de Nossa Senhora. Santo do Dia: São Bernardo de Claraval, doutor da Igreja Anúncio do Evangelho (Lc 1,39-56) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Felizes aqueles que ouvem a palavra de Deus e a guardam! (Lc 11,28) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naqueles dias, 39 Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40 Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42 Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43 Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44 Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45 Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. 46 Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48 porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49 porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50 e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. 51 Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52 Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53 Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54 Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55 conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56 Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Sexto Dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade: Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

  • Sexto Dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade: Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

  • São Bernardo de Claraval, doutor da Igreja – 20 de Agosto

    SANTO DO DIA – 20 DE AGOSTO – SÃO BERNARDO DE CLARAVAL Abade e doutor da Igreja (1090-1153) Bernardo nasceu na última década do século XI, no ano 1090, em Dijon, França. Era o terceiro dos sete filhos do cavaleiro Tecelim e de sua esposa Alícia. A sua família era cristã, rica, poderosa e nobre. Desde tenra idade, demonstrou uma inteligência aguçada. Tímido, tornou-se um jovem de boa aparência, educado, culto e de caráter reto e piedoso. Mas chamava a atenção pela sabedoria, prudência, poder de persuasão e profunda modéstia. Quando sua mãe morreu, seus irmãos quiseram seguir a carreira militar, enquanto ele preferiu a vida religiosa, ouvindo o chamado de Deus. Na ocasião, todos os familiares foram contra, principalmente seu pai. Porém, com uma determinação poucas vezes vista, além de convencê-los, trouxe consigo o pai, os irmãos, primos e vários amigos. Ao todo, 30 pessoas seguiram seus passos, sua confiança na fé em Cristo, e ingressaram no Mosteiro da Ordem de Cister, recém-fundada. A contribuição de Bernardo dentro da ordem foi de tão grande magnitude que ele passou a ser considerado o seu segundo fundador. No seu ingresso, em 1113, eram apenas vinte membros e um mosteiro. Dois anos depois, foi enviado para fundar outro na cidade de Claraval, do qual foi eleito abade, ficando na direção durante 38 anos. Foi um período de abundante florescimento da Ordem, que passou a contar com 165 mosteiros. Bernardo, sozinho, fundou 78 e, em suas mãos, mais de 700 religiosos professaram os votos. Quando Bernardo faleceu, havia 700 monges em Claraval. Bernardo viveu uma época muito conturbada na Igreja. Muitas vezes, teve de deixar a reclusão contemplativa do mosteiro para envolver-se em questões que agitavam a sociedade. Foi pregador, místico, escritor, fundador de mosteiros, abade, conselheiro de papas, reis, bispos e também polemista político e tenaz pacificador. Nada conseguia abater ou afetar sua fé, imprimindo sua marca na história da espiritualidade católica romana. Ao lado dessas atividades, nesse mesmo período, teve uma atividade literária muito expressiva, em quantidade de obras e qualidade de conteúdo. Tornou-se o maior escritor do seu tempo, apesar de sua saúde sempre estar comprometida. Isso porque Bernardo era um religioso de vida muito austera, dormia pouco, jejuava com frequência e impunha-se severa penitência. Em 1153, participando de uma missão em Lorena, adoeceu. Percebendo a gravidade do seu estado, pediu para ser conduzido para o seu Mosteiro de Claraval, onde pouco tempo depois morreu, no dia 20 de agosto do mesmo ano. Foi sepultado na igreja do mosteiro, mas teve suas relíquias dispersadas durante a Revolução Francesa. Depois, sua cabeça foi entregue para ser guardada na catedral de Troyes, França. Seus livros de teologia e de ascética são lidos ainda hoje. Recorde-se ‘Tratado do amor de Deus’ e ‘O Cântico dos Cânticos’, uma terna declaração de amor à Virgem. Um de seus pensamentos: ‘Amar a Deus é ter caridade. Procurar ser amado por Deus é servir à caridade’. São Bernardo de Claraval, canonizado em 1174,por Alexandre II, recebeu, com toda honra e justiça, o título de doutor da Igreja em 1830, por Pio VIII. Texto: Paulinas Internet Varão de fogo, conselheiro de papas e monarcas, denominado pelo Papa Inocêncio II de “muralha inexpugnável que sustenta a Igreja”, São Bernardo foi também admirável arauto da Virgem Maria e um dos primeiros apóstolos da mediação universal da Mãe de Deus. Conheça mais sobre São Bernardo de Claraval O ambiente era de expectativa e seriedade. A multidão comprimia- se, silenciosa, em torno de um homem ainda jovem, de fisionomia austera, que pregava à beira de um rio. Sua voz, grave e compassada, transmitia uma profunda paz de alma. “Arrependei-vos, porque está próximo o reino de Deus. (…) Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas” (Mt 3, 2-3), afirmava com severidade. Depois continuava suavemente, quase enternecido: “Vem depois de mim quem é mais forte do que eu, ao qual não sou digno de desatar, prostrado em terra, a correia das sandálias” (Mc 1, 7). João Batista, o último e maior dos profetas do Antigo Testamento, anunciava à nação eleita o próximo aparecimento do Salvador do gênero humano. E mais tarde, quando revelou a divindade do Messias ao proclamar: “Eis o Cordeiro de Deus, eis o que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29), a longa e grandiosa fileira dos profetas, que haviam predito o advento do Redentor e guiado o povo através dos séculos de espera, estava finalmente encerrada. Todas as profecias tinham-se cumprido. A Revelação está completa, mas Deus deseja servir-se das causas segundas para comunicar seus divinos desígnios à humanidade. Assim, sempre suscitará Ele alguns varões e mulheres que indiquem o Caminho, ensinem a Verdade e transmitam a Vida à maioria dos homens. Esta realidade no-la explica São Tomás, na Suma Teológica: “Em todas as épocas houve alguns que possuíam o espírito profético, não para dar a conhecer doutrinas novas, mas para dirigir a vida humana”. O profeta do século XII No século XII a Civilização Cristã havia atingido um auge que nenhum santo poderia ter imaginado nos albores duros e sangrentos da primeira época da Igreja: “ A filosofia do Evangelho governava os Estados; a influência da sabedoria cristã e sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil” – afirmou Leão XIII na Immortale Dei. O sustentáculo dessa sociedade sacral havia sido, durante mais de um século, a santidade emanada da abadia beneditina de Cluny. Tendo-se espalhado rapidamente por todo o Ocidente cristão, esses filhos de São Bento influenciavam e orientavam a espiritualidade e a cultura dos povos da Europa a partir do interior de seus imensos mosteiros, do alto dos púlpitos, desenvolvendo uma belíssima e aristocrática liturgia e encantando as multidões com o angélico canto gregoriano. Entretanto, após alcançar o píncaro, a grandeza de Cluny desvanecia-se lentamente, quiçá por não ter havido almas generosas que, no ápice do esplendor, quisessem partir para novos extremos de santidade. Surgiu então, não uma instituição, mas um homem que foi o reformador da disciplina eclesiástica, o modelo de todas as virtudes, a voz de Deus a indicar novos rumos àquela sociedade que começava a vacilar: Bernardo de Claraval. Um misterioso desígnio No ano de 1091 nascia num castelo da Borgonha o terceiro filho do senhor de Fontaines e da virtuosa dama Alet. Pouco antes de dar à luz o menino, teve ela um sonho tão nítido e expressivo que sua maternal intuição não deixou de ver nele um providencial aviso sobre o futuro do filho: tinha-lhe aparecido um cachorrinho de alvíssima pele que latia fortemente e sem cessar. Aflita, porém, por não alcançar uma clara interpretação que traduzisse seus pressentimentos, consultou um servo de Deus, o qual lhe respondeu: “O menino será um grande pregador e latirá continuamente para guardar a Casa de Deus, e curará as chagas de muitas almas”. Descendente de duas nobres famílias e pairando sobre ele esse misterioso vaticínio, criou-o sua mãe com especial esmero, e logo que foi possível o enviou a uma famosa escola na cidade de Châtillon-sur-Seine. Seu grande talento intelectual causava admiração aos mestres e prometia-lhe uma brilhante carreira. A índole afável e um tanto tímida de Bernardo possuía uma nota de nobreza e amenidade que atraía muitos a ele. Em pouco tempo, sentiu arder na alma o desejo da glória da ciência e de uma existência mundana vivida na opulência. O demônio, o mundo e a carne tentaram incontáveis vezes arrastá- lo para a perdição, mas, apesar desses assaltos, conservou sempre íntegra sua inocência batismal. Certa vez, sentindo especial atração por uma formosa e pouco virtuosa jovem, e querendo a qualquer preço evitar a menor falta, lançou-se num pequeno lago de água gelada (era inverno) e lá permaneceu, submergido até o pescoço, e dali o retiraram quase sem sentidos. O chamado do Senhor Contava Bernardo 21 anos de idade, e a graça divina havia muito batia às portas de seu coração ardente: “Para que vieste ao mundo?” Esta pergunta vinhalhe à mente com freqüência cada vez maior. A radicalidade da vida monástica atraía aquela alma feita para grandes atos de heroísmo: abandonar honras, riqueza e família, consagrar-se para sempre ao serviço do Rei Eterno, viver daquele amor sobrenatural cujas labaredas cresciam sem cessar em seu interior… Entretanto, não faltavam parentes e amigos que o exortavam a seguir uma estrada mais larga: grandes glórias mundanas prometiam as incomuns qualidades do jovem Bernardo; sua precária saúde e débil compleição não suportariam as austeridades da vida religiosa; pode-se também servir a Deus sem enterrar num claustro os talentos de tão gentil caráter… Afligido por esses pensamentos e combates, entrou certo dia numa igreja e implorou uma luz celeste que lhe desse a conhecer, sem sombra de dúvida, o desígnio de Deus a seu respeito. E o Senhor não tardou em socorrer seu escolhido que a Ele clamava. Levantou-se Bernardo fortalecido e cheio de sobrenatural certeza, e dirigiu- se para um mosteiro quase desconhecido, fundado não havia muito tempo pelo santo abade Roberto de Molesmes e situado num bosque não distante do castelo de sua família: Cister. Entretanto, não quis partir só para aquele austero claustro onde nascia, em meio a dificuldades sem conta, uma nova ordem religiosa: com inspirada eloqüência, arrastou consigo seu tio materno, quatro irmãos e mais trinta cavaleiros companheiros seus! O último irmão de Bernardo, por ser ainda muito novo, escutou as seguintes palavras: “Fica com Deus. Nós partimos para o mosteiro e te deixamos todos os nossos haveres”. Desolado, o menino respondeu: “Vós conquistais o Céu e me deixais a terra? Má partilha esta!” E poucos dias depois, bateu àquelas benditas portas que já tinham acolhido seus cinco irmãos mais velhos… O vale da luz Se exíguo tinha sido durante muitos anos o número de monges de Cister, logo ficaram estreitas, graças a Bernardo,suas rudes paredes de pedra. Por ordem de seu superior, agora Santo Estevão Harding, partiu ele, acompanhado de doze companheiros, a fundar uma nova abadia. Tinha apenas 25 anos. A paragem escolhida foi um isolado e sombrio vale, temido por causa dos ladrões que ali se refugiavam. Mas em pouco tempo a floresta cedeu lugar aos campos cultivados, os muros começaram a elevar-se, vozes puras e varonis fizeram ecoar a laus perenni naquelas vastidões, e a luz divina refletida por São Bernardo dissipou as obscuridades do lugar, que passou a chamar-se Clara Vallis – Claraval. Atraídos pela fama de santidade que logo aureolou esse mosteiro, acorreram numerosos jovens, nobres e plebeus, cultos e ignorantes, desejosos de seguir a Cristo na pobreza, obediência e castidade, sob a direção de jovem abade. Passou assim de 700 o número de monges que enchiam a abadia do vale da luz. Voz e braço de Deus Mas a luz não foi feita para ser escondida e sim para iluminar e brilhar aos olhos de todos (cfr. Mt 5, 15-16). Em vão procurava Bernardo a solidão e o silêncio de seu amado vale. Contra sua vontade, tornou-se o conselheiro de Papas, bispos e monarcas, o diretor espiritual da Europa medieval, o Moisés da Cristandade. Não havia pregador mais ardente nem personagem com maior prestígio do que ele. Venerado como santo pelas multidões e reconhecido como profeta e taumaturgo, sua mera presença, suas palavras e escritos despertavam um entusiasmo novo e combatiam vitoriosamente as heresias e os adversários da Igreja. Tendo-se levantado naquele tempo um perigoso cisma na Igreja de Deus, quase todos os fiéis vacilavam, desorientados, entre o legítimo Pontífice e um antipapa chamado Anacleto. Teólogos e doutores discutiam com denodo argumentos em favor de um ou de outro, sem chegar a resultados convincentes ou definitivos. Os olhos de muitos voltaram-se então para o santo abade de Claraval, à procura de uma palavra que resolvesse a espinhosa questão. Acudiu Bernardo ao Concílio de todos os bispos do reino da França, e com sua inspirada e ardente eloqüência decidiu o voto da assembléia em favor do legítimo Papa, Inocêncio II. Entretanto, o incêndio da divisão não se extinguiu imediatamente. Na província da Gasconha, o orgulho de um bispo sustentado pela ambição de um conde da região, ainda se levantava contra o verdadeiro pastor da Santa Igreja. O Papa enviou São Bernardo para pôr fim a esta triste situação, na expectativa de que a sabedoria do santo triunfaria onde os raciocínios dos teólogos haviam fracassado. Mas em vão tentou ele reduzir à justa obediência o agitado espírito do bispo revoltado. Procurou, então, convencer o despótico conde, demonstrando- lhe a loucura de sua posição. Ambos, porém, ébrios de orgulho, obstinavam- se no erro. Contristado ante tanta maldade, mas decidido a fazer prevalecer a autoridade do Sumo Pontífice, convocou Bernardo todo o povo à catedral da cidade e celebrou solenemente o Santo Sacrifício do altar. Após a Consagração, levando em suas mãos o Santíssimo Sacramento sobre uma patena, dirigiu- se à praça onde se encontrava o conde que, por estar excomungado, não podia entrar no templo. Olhando- o severamente, disse-lhe com voz ameaçadora: “Nós te rogamos e tu nos desprezaste; muitos servos de Deus suplicaram e tu de ninguém fizeste caso. Eis que o Filho da Virgem, Cabeça e Senhor da Igreja que tu persegues vem à tua presença! É o Juiz em cujas mãos um dia tua alma cairá. Vejamos se também a Ele viras as costas como a nós as tornaste!” Como outrora os vendilhões do Templo de Jerusalém haviam fugido diante do Mestre irado, o infeliz conde, ao escutar essas palavras, rolou por terra, aterrorizado. Levantou-se depois, tocado finalmente pela graça de Deus, prostrou-se cheio de arrependimento aos pés do santo abade e fez tudo quanto este lhe ordenou. Travou mais tarde tão estreita amizade com Bernardo que, seguindo seus santos conselhos, abandonou o mundo e acabou seus dias num convento. O bispo recalcitrante, porém, obstinado em sua malícia, foi um dia achado morto em sua cama, sem confissão nem viático. Arauto de Nossa Senhora Mas este varão de fogo, denominado pelo Papa Inocêncio II de “muralha inexpugnável que sustenta a Igreja”, passou para a História com o título de “Doutor Melífluo”, porque a unção de suas exortações levava todos a afirmar que seus lábios destilavam puríssimo mel. Quem, no mundo cristão, não conhece a incomparável e doce prece “Lembrai- vos”, a ele atribuída? Foi um dos primeiros a chamar de “Nossa Senhora” a Mãe de Deus. Conta a tradição que, escutando certa feita seus irmãos cantarem a Salve Regina, irrompeu de seu coração pervadido de enlevo a tríplice exclamação que hoje coroa esta oração: “Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria!” Foi também um dos primeiros apóstolos da mediação universal de Maria Santíssima, deixando esta doutrina claramente consignada em numerosos sermões: “Porque éramos indignos de receber qualquer coisa, foi-nos dada Maria para, por meio d’Ela, obtermos tudo quanto necessitamos. Quis Deus que nós nada recebamos sem haver passado antes pelas mãos de Maria. (…) Com o mais íntimo de nossa alma, com todos os afetos de nosso coração e todos os sentimentos e desejos de nossa vontade, veneremos a Maria, porque esta é a vontade d’Aquele Senhor que quis que tudo recebamos por Maria.” “Vinde, bendito de meu Pai” Retornando de uma missão apostólica, quando já estava com 63 anos de idade, curou uma mulher cega, na presença de uma enorme multidão que acorria para venerá-lo. Foi o último milagre realizado na sua existência terrena. Ao chegar a seu amado mosteiro de Claraval, sentia-se desfalecer. Mas transbordava de sua alma a serena confiança do navegante que finalmente avista o porto anelado Ele mesmo, numa carta, dá conta de sua derradeira moléstia, pouco antes de partir para a eternidade: “O sono foge de mim, para que a dor não se mitigue estando os sentidos adormecidos. Quase tudo o que padeço são dores no estômago. Para nada ocultar a um amigo que deseja conhecer o estado de seu amigo, e falando não como sábio, segundo o homem interior, digo-vos que o espírito está pronto, na carne fraca. Rogai ao Salvador, o qual não quer a morte do pecador, que não atrase mais o meu fim, mas o guarde e ampare”. Bispos, abades e monges circundavam o leito onde agonizava aquele profeta do Senhor. Choravam eles o superior que aconselhava, o doutor que ensinava, o pai que os amava, o varão de Deus que os santificava. Mas este até o último alento os animou e consolou, e com grande despretensão dizia que já era tempo de um servo inútil passar a outro aquele cargo, e uma árvore estéril ser arrancada… No dia 20 de agosto de 1153, às nove horas da manhã, entregou sua puríssima alma a seu Criador e Redentor. (Revista Arautos do Evangelho , Agosto/2006, n. 56, p. 22 à 25) Leia também: .: Santo do Dia – 19 de Agosto – São João Eudes .: Santo do Dia – 21 de Agosto – São Pio X #SantodoDia

  • São Bernardo de Claraval, doutor da Igreja – 20 de Agosto

    SANTO DO DIA – 20 DE AGOSTO – SÃO BERNARDO DE CLARAVAL Abade e doutor da Igreja (1090-1153) Bernardo nasceu na última década do século XI, no ano 1090, em Dijon, França. Era o terceiro dos sete filhos do cavaleiro Tecelim e de sua esposa Alícia. A sua família era cristã, rica, poderosa e nobre. Desde tenra idade, demonstrou uma inteligência aguçada. Tímido, tornou-se um jovem de boa aparência, educado, culto e de caráter reto e piedoso. Mas chamava a atenção pela sabedoria, prudência, poder de persuasão e profunda modéstia. Quando sua mãe morreu, seus irmãos quiseram seguir a carreira militar, enquanto ele preferiu a vida religiosa, ouvindo o chamado de Deus. Na ocasião, todos os familiares foram contra, principalmente seu pai. Porém, com uma determinação poucas vezes vista, além de convencê-los, trouxe consigo o pai, os irmãos, primos e vários amigos. Ao todo, 30 pessoas seguiram seus passos, sua confiança na fé em Cristo, e ingressaram no Mosteiro da Ordem de Cister, recém-fundada. A contribuição de Bernardo dentro da ordem foi de tão grande magnitude que ele passou a ser considerado o seu segundo fundador. No seu ingresso, em 1113, eram apenas vinte membros e um mosteiro. Dois anos depois, foi enviado para fundar outro na cidade de Claraval, do qual foi eleito abade, ficando na direção durante 38 anos. Foi um período de abundante florescimento da Ordem, que passou a contar com 165 mosteiros. Bernardo, sozinho, fundou 78 e, em suas mãos, mais de 700 religiosos professaram os votos. Quando Bernardo faleceu, havia 700 monges em Claraval. Bernardo viveu uma época muito conturbada na Igreja. Muitas vezes, teve de deixar a reclusão contemplativa do mosteiro para envolver-se em questões que agitavam a sociedade. Foi pregador, místico, escritor, fundador de mosteiros, abade, conselheiro de papas, reis, bispos e também polemista político e tenaz pacificador. Nada conseguia abater ou afetar sua fé, imprimindo sua marca na história da espiritualidade católica romana. Ao lado dessas atividades, nesse mesmo período, teve uma atividade literária muito expressiva, em quantidade de obras e qualidade de conteúdo. Tornou-se o maior escritor do seu tempo, apesar de sua saúde sempre estar comprometida. Isso porque Bernardo era um religioso de vida muito austera, dormia pouco, jejuava com frequência e impunha-se severa penitência. Em 1153, participando de uma missão em Lorena, adoeceu. Percebendo a gravidade do seu estado, pediu para ser conduzido para o seu Mosteiro de Claraval, onde pouco tempo depois morreu, no dia 20 de agosto do mesmo ano. Foi sepultado na igreja do mosteiro, mas teve suas relíquias dispersadas durante a Revolução Francesa. Depois, sua cabeça foi entregue para ser guardada na catedral de Troyes, França. Seus livros de teologia e de ascética são lidos ainda hoje. Recorde-se ‘Tratado do amor de Deus’ e ‘O Cântico dos Cânticos’, uma terna declaração de amor à Virgem. Um de seus pensamentos: ‘Amar a Deus é ter caridade. Procurar ser amado por Deus é servir à caridade’. São Bernardo de Claraval, canonizado em 1174,por Alexandre II, recebeu, com toda honra e justiça, o título de doutor da Igreja em 1830, por Pio VIII. Texto: Paulinas Internet Varão de fogo, conselheiro de papas e monarcas, denominado pelo Papa Inocêncio II de “muralha inexpugnável que sustenta a Igreja”, São Bernardo foi também admirável arauto da Virgem Maria e um dos primeiros apóstolos da mediação universal da Mãe de Deus. Conheça mais sobre São Bernardo de Claraval O ambiente era de expectativa e seriedade. A multidão comprimia- se, silenciosa, em torno de um homem ainda jovem, de fisionomia austera, que pregava à beira de um rio. Sua voz, grave e compassada, transmitia uma profunda paz de alma. “Arrependei-vos, porque está próximo o reino de Deus. (…) Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas” (Mt 3, 2-3), afirmava com severidade. Depois continuava suavemente, quase enternecido: “Vem depois de mim quem é mais forte do que eu, ao qual não sou digno de desatar, prostrado em terra, a correia das sandálias” (Mc 1, 7). João Batista, o último e maior dos profetas do Antigo Testamento, anunciava à nação eleita o próximo aparecimento do Salvador do gênero humano. E mais tarde, quando revelou a divindade do Messias ao proclamar: “Eis o Cordeiro de Deus, eis o que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29), a longa e grandiosa fileira dos profetas, que haviam predito o advento do Redentor e guiado o povo através dos séculos de espera, estava finalmente encerrada. Todas as profecias tinham-se cumprido. A Revelação está completa, mas Deus deseja servir-se das causas segundas para comunicar seus divinos desígnios à humanidade. Assim, sempre suscitará Ele alguns varões e mulheres que indiquem o Caminho, ensinem a Verdade e transmitam a Vida à maioria dos homens. Esta realidade no-la explica São Tomás, na Suma Teológica: “Em todas as épocas houve alguns que possuíam o espírito profético, não para dar a conhecer doutrinas novas, mas para dirigir a vida humana”. O profeta do século XII No século XII a Civilização Cristã havia atingido um auge que nenhum santo poderia ter imaginado nos albores duros e sangrentos da primeira época da Igreja: “ A filosofia do Evangelho governava os Estados; a influência da sabedoria cristã e sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil” – afirmou Leão XIII na Immortale Dei. O sustentáculo dessa sociedade sacral havia sido, durante mais de um século, a santidade emanada da abadia beneditina de Cluny. Tendo-se espalhado rapidamente por todo o Ocidente cristão, esses filhos de São Bento influenciavam e orientavam a espiritualidade e a cultura dos povos da Europa a partir do interior de seus imensos mosteiros, do alto dos púlpitos, desenvolvendo uma belíssima e aristocrática liturgia e encantando as multidões com o angélico canto gregoriano. Entretanto, após alcançar o píncaro, a grandeza de Cluny desvanecia-se lentamente, quiçá por não ter havido almas generosas que, no ápice do esplendor, quisessem partir para novos extremos de santidade. Surgiu então, não uma instituição, mas um homem que foi o reformador da disciplina eclesiástica, o modelo de todas as virtudes, a voz de Deus a indicar novos rumos àquela sociedade que começava a vacilar: Bernardo de Claraval. Um misterioso desígnio No ano de 1091 nascia num castelo da Borgonha o terceiro filho do senhor de Fontaines e da virtuosa dama Alet. Pouco antes de dar à luz o menino, teve ela um sonho tão nítido e expressivo que sua maternal intuição não deixou de ver nele um providencial aviso sobre o futuro do filho: tinha-lhe aparecido um cachorrinho de alvíssima pele que latia fortemente e sem cessar. Aflita, porém, por não alcançar uma clara interpretação que traduzisse seus pressentimentos, consultou um servo de Deus, o qual lhe respondeu: “O menino será um grande pregador e latirá continuamente para guardar a Casa de Deus, e curará as chagas de muitas almas”. Descendente de duas nobres famílias e pairando sobre ele esse misterioso vaticínio, criou-o sua mãe com especial esmero, e logo que foi possível o enviou a uma famosa escola na cidade de Châtillon-sur-Seine. Seu grande talento intelectual causava admiração aos mestres e prometia-lhe uma brilhante carreira. A índole afável e um tanto tímida de Bernardo possuía uma nota de nobreza e amenidade que atraía muitos a ele. Em pouco tempo, sentiu arder na alma o desejo da glória da ciência e de uma existência mundana vivida na opulência. O demônio, o mundo e a carne tentaram incontáveis vezes arrastá- lo para a perdição, mas, apesar desses assaltos, conservou sempre íntegra sua inocência batismal. Certa vez, sentindo especial atração por uma formosa e pouco virtuosa jovem, e querendo a qualquer preço evitar a menor falta, lançou-se num pequeno lago de água gelada (era inverno) e lá permaneceu, submergido até o pescoço, e dali o retiraram quase sem sentidos. O chamado do Senhor Contava Bernardo 21 anos de idade, e a graça divina havia muito batia às portas de seu coração ardente: “Para que vieste ao mundo?” Esta pergunta vinhalhe à mente com freqüência cada vez maior. A radicalidade da vida monástica atraía aquela alma feita para grandes atos de heroísmo: abandonar honras, riqueza e família, consagrar-se para sempre ao serviço do Rei Eterno, viver daquele amor sobrenatural cujas labaredas cresciam sem cessar em seu interior… Entretanto, não faltavam parentes e amigos que o exortavam a seguir uma estrada mais larga: grandes glórias mundanas prometiam as incomuns qualidades do jovem Bernardo; sua precária saúde e débil compleição não suportariam as austeridades da vida religiosa; pode-se também servir a Deus sem enterrar num claustro os talentos de tão gentil caráter… Afligido por esses pensamentos e combates, entrou certo dia numa igreja e implorou uma luz celeste que lhe desse a conhecer, sem sombra de dúvida, o desígnio de Deus a seu respeito. E o Senhor não tardou em socorrer seu escolhido que a Ele clamava. Levantou-se Bernardo fortalecido e cheio de sobrenatural certeza, e dirigiu- se para um mosteiro quase desconhecido, fundado não havia muito tempo pelo santo abade Roberto de Molesmes e situado num bosque não distante do castelo de sua família: Cister. Entretanto, não quis partir só para aquele austero claustro onde nascia, em meio a dificuldades sem conta, uma nova ordem religiosa: com inspirada eloqüência, arrastou consigo seu tio materno, quatro irmãos e mais trinta cavaleiros companheiros seus! O último irmão de Bernardo, por ser ainda muito novo, escutou as seguintes palavras: “Fica com Deus. Nós partimos para o mosteiro e te deixamos todos os nossos haveres”. Desolado, o menino respondeu: “Vós conquistais o Céu e me deixais a terra? Má partilha esta!” E poucos dias depois, bateu àquelas benditas portas que já tinham acolhido seus cinco irmãos mais velhos… O vale da luz Se exíguo tinha sido durante muitos anos o número de monges de Cister, logo ficaram estreitas, graças a Bernardo,suas rudes paredes de pedra. Por ordem de seu superior, agora Santo Estevão Harding, partiu ele, acompanhado de doze companheiros, a fundar uma nova abadia. Tinha apenas 25 anos. A paragem escolhida foi um isolado e sombrio vale, temido por causa dos ladrões que ali se refugiavam. Mas em pouco tempo a floresta cedeu lugar aos campos cultivados, os muros começaram a elevar-se, vozes puras e varonis fizeram ecoar a laus perenni naquelas vastidões, e a luz divina refletida por São Bernardo dissipou as obscuridades do lugar, que passou a chamar-se Clara Vallis – Claraval. Atraídos pela fama de santidade que logo aureolou esse mosteiro, acorreram numerosos jovens, nobres e plebeus, cultos e ignorantes, desejosos de seguir a Cristo na pobreza, obediência e castidade, sob a direção de jovem abade. Passou assim de 700 o número de monges que enchiam a abadia do vale da luz. Voz e braço de Deus Mas a luz não foi feita para ser escondida e sim para iluminar e brilhar aos olhos de todos (cfr. Mt 5, 15-16). Em vão procurava Bernardo a solidão e o silêncio de seu amado vale. Contra sua vontade, tornou-se o conselheiro de Papas, bispos e monarcas, o diretor espiritual da Europa medieval, o Moisés da Cristandade. Não havia pregador mais ardente nem personagem com maior prestígio do que ele. Venerado como santo pelas multidões e reconhecido como profeta e taumaturgo, sua mera presença, suas palavras e escritos despertavam um entusiasmo novo e combatiam vitoriosamente as heresias e os adversários da Igreja. Tendo-se levantado naquele tempo um perigoso cisma na Igreja de Deus, quase todos os fiéis vacilavam, desorientados, entre o legítimo Pontífice e um antipapa chamado Anacleto. Teólogos e doutores discutiam com denodo argumentos em favor de um ou de outro, sem chegar a resultados convincentes ou definitivos. Os olhos de muitos voltaram-se então para o santo abade de Claraval, à procura de uma palavra que resolvesse a espinhosa questão. Acudiu Bernardo ao Concílio de todos os bispos do reino da França, e com sua inspirada e ardente eloqüência decidiu o voto da assembléia em favor do legítimo Papa, Inocêncio II. Entretanto, o incêndio da divisão não se extinguiu imediatamente. Na província da Gasconha, o orgulho de um bispo sustentado pela ambição de um conde da região, ainda se levantava contra o verdadeiro pastor da Santa Igreja. O Papa enviou São Bernardo para pôr fim a esta triste situação, na expectativa de que a sabedoria do santo triunfaria onde os raciocínios dos teólogos haviam fracassado. Mas em vão tentou ele reduzir à justa obediência o agitado espírito do bispo revoltado. Procurou, então, convencer o despótico conde, demonstrando- lhe a loucura de sua posição. Ambos, porém, ébrios de orgulho, obstinavam- se no erro. Contristado ante tanta maldade, mas decidido a fazer prevalecer a autoridade do Sumo Pontífice, convocou Bernardo todo o povo à catedral da cidade e celebrou solenemente o Santo Sacrifício do altar. Após a Consagração, levando em suas mãos o Santíssimo Sacramento sobre uma patena, dirigiu- se à praça onde se encontrava o conde que, por estar excomungado, não podia entrar no templo. Olhando- o severamente, disse-lhe com voz ameaçadora: “Nós te rogamos e tu nos desprezaste; muitos servos de Deus suplicaram e tu de ninguém fizeste caso. Eis que o Filho da Virgem, Cabeça e Senhor da Igreja que tu persegues vem à tua presença! É o Juiz em cujas mãos um dia tua alma cairá. Vejamos se também a Ele viras as costas como a nós as tornaste!” Como outrora os vendilhões do Templo de Jerusalém haviam fugido diante do Mestre irado, o infeliz conde, ao escutar essas palavras, rolou por terra, aterrorizado. Levantou-se depois, tocado finalmente pela graça de Deus, prostrou-se cheio de arrependimento aos pés do santo abade e fez tudo quanto este lhe ordenou. Travou mais tarde tão estreita amizade com Bernardo que, seguindo seus santos conselhos, abandonou o mundo e acabou seus dias num convento. O bispo recalcitrante, porém, obstinado em sua malícia, foi um dia achado morto em sua cama, sem confissão nem viático. Arauto de Nossa Senhora Mas este varão de fogo, denominado pelo Papa Inocêncio II de “muralha inexpugnável que sustenta a Igreja”, passou para a História com o título de “Doutor Melífluo”, porque a unção de suas exortações levava todos a afirmar que seus lábios destilavam puríssimo mel. Quem, no mundo cristão, não conhece a incomparável e doce prece “Lembrai- vos”, a ele atribuída? Foi um dos primeiros a chamar de “Nossa Senhora” a Mãe de Deus. Conta a tradição que, escutando certa feita seus irmãos cantarem a Salve Regina, irrompeu de seu coração pervadido de enlevo a tríplice exclamação que hoje coroa esta oração: “Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria!” Foi também um dos primeiros apóstolos da mediação universal de Maria Santíssima, deixando esta doutrina claramente consignada em numerosos sermões: “Porque éramos indignos de receber qualquer coisa, foi-nos dada Maria para, por meio d’Ela, obtermos tudo quanto necessitamos. Quis Deus que nós nada recebamos sem haver passado antes pelas mãos de Maria. (…) Com o mais íntimo de nossa alma, com todos os afetos de nosso coração e todos os sentimentos e desejos de nossa vontade, veneremos a Maria, porque esta é a vontade d’Aquele Senhor que quis que tudo recebamos por Maria.” “Vinde, bendito de meu Pai” Retornando de uma missão apostólica, quando já estava com 63 anos de idade, curou uma mulher cega, na presença de uma enorme multidão que acorria para venerá-lo. Foi o último milagre realizado na sua existência terrena. Ao chegar a seu amado mosteiro de Claraval, sentia-se desfalecer. Mas transbordava de sua alma a serena confiança do navegante que finalmente avista o porto anelado Ele mesmo, numa carta, dá conta de sua derradeira moléstia, pouco antes de partir para a eternidade: “O sono foge de mim, para que a dor não se mitigue estando os sentidos adormecidos. Quase tudo o que padeço são dores no estômago. Para nada ocultar a um amigo que deseja conhecer o estado de seu amigo, e falando não como sábio, segundo o homem interior, digo-vos que o espírito está pronto, na carne fraca. Rogai ao Salvador, o qual não quer a morte do pecador, que não atrase mais o meu fim, mas o guarde e ampare”. Bispos, abades e monges circundavam o leito onde agonizava aquele profeta do Senhor. Choravam eles o superior que aconselhava, o doutor que ensinava, o pai que os amava, o varão de Deus que os santificava. Mas este até o último alento os animou e consolou, e com grande despretensão dizia que já era tempo de um servo inútil passar a outro aquele cargo, e uma árvore estéril ser arrancada… No dia 20 de agosto de 1153, às nove horas da manhã, entregou sua puríssima alma a seu Criador e Redentor. (Revista Arautos do Evangelho , Agosto/2006, n. 56, p. 22 à 25) Leia também: .: Santo do Dia – 19 de Agosto – São João Eudes .: Santo do Dia – 21 de Agosto – São Pio X #SantodoDia

  • Qual é a diferença entre a Ascensão de Jesus e a Assunção de Maria?

    Não é só a palavra que muda: o sentido é essencialmente diferente O calendário litúrgico da Igreja Católica apresenta duas celebrações de nomes parecidos e significados análogos, mas que são essencialmente diferentes: a Ascensão de Jesus, que celebramos 40 dias após a Páscoa, e a Assunção de Maria, que celebramos em 15 de agosto. A palavra “ascensão” se refere exclusivamente a Jesus Cristo, pois significa “subida”: Ele ascendeu ao Céu, subiu ao Céu, por Si mesmo, pelo Seu próprio poder como Deus. Já a palavra “assunção” quer dizer que Maria “foi assunta”, “foi assumida”, “foi tomada”, “foi levada” por Deus. Ela também foi levada ao Céu, mas não por seu próprio poder e sim pelo poder de Deus. O dogma da Assunção de Nossa Senhora afirma que Maria, Mãe de Jesus, foi glorificada em corpo e alma e levada ao Céu ao final da sua vida terrena. Promulgada em 1º de novembro de 1950 mediante a constituição apostólica Munificentissimus Deus, do Papa Pio XII, esta verdade da fé nos diz que “a Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial“. A Ascensão de Jesus A Ascensão do Senhor é celebrada 40 dias depois da Páscoa da Ressurreição, embora grande parte das Igrejas locais a estabeleçam no primeiro domingo após esses 40 dias, para que mais fiéis possam participar da respectiva missa. É o caso do Brasil. O que diz a Bíblia “Depois de dizer isto, Jesus foi elevado, à vista deles, e uma nuvem o retirou aos seus olhos. Continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apresentaram-se a eles então dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: ‘Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que, do meio de vós, foi elevado ao céu, virá assim, do mesmo modo como o vistes partir para o céu’” (At 1, 9-11). Leia também O menino que, guiado pela Virgem, revelou ao Papa o dogma da Assunção Sentido Na Ascensão, que se emoldura dentro do Tempo Pascal, Jesus se despede apóstolos, mas apenas no sentido visível: embora eles agora estejam prontos para levar a Igreja adiante, o Senhor continua, invisível, a agir na Igreja. Além disso, esta “separação” é temporária, porque Jesus voltará. Ao retornar ao Pai, Jesus encerra o ciclo da Sua existência humana, mas, ao mesmo tempo, supera a dicotomia entre os céus e a terra: Ele parte, mas, mais precisamente, nos precede no Paraíso, reiterando que o céu é o nosso destino a ser buscado. A natureza humana, encarnada pelo Verbo em toda a sua pobreza, é elevada aos céus por Ele e, assim, glorificada. Fontes históricas Os Evangelhos falam pouco da Ascensão: Mateus e João terminam suas narrações com a aparição de Jesus depois da Ressurreição; Marcos dedica-lhe a última frase do texto, enquanto que Lucas descreve muito mais, principalmente nos Atos dos Apóstolos. Nos Atos, Lucas detalha que 40 dias depois da Páscoa – um número muito simbólico em toda a Bíblia – Jesus conduz os apóstolos para Betânia e, ao chegar no Monte das Oliveiras, chamado por isso de Monte da Ascensão, os abençoa e lhes fala antes de subir ao céu. Neste discurso, Jesus confirma a promessa da vinda do Espírito, que não os deixará sós, e prefigura a Sua própria segunda vinda, no final dos tempos. Origens da solenidade A celebração da Ascensão já é testemunhada por Eusébio de Cesareia e pela peregrina Egéria nos primeiros tempos da Igreja. No início, era comemorada junto com a festa de Pentecostes, mas, entre os séculos V e VI, sabemos que ambas as celebrações já estavam separadas, pois existem homilias de São João Crisóstomo e de Santo Agostinho dedicadas especificamente à Ascensão. “À direita do Pai” Nos Evangelhos, há passagens em que Jesus prefigura o que acontecerá na Ascensão. Durante a Última Ceia, por exemplo, Ele anuncia: “Voltarei ao Pai”. A expressão “à direita do Pai” indica o lugar de honra do Filho de Deus que, junto d’Ele, tem a glória eterna. Se Jesus não retornasse ao Pai, não haveria redenção para o homem: é voltando ao Pai que Ele completa a Sua Ressurreição e, em seguida, envia ao mundo o Espírito Santo Consolador. Fonte: Aleteia Leia também O menino que, guiado pela Virgem, revelou ao Papa o dogma da Assunção #AscensãodeJesus #AssunçãodeNossaSenhora #FormaçõesCatólicas

  • Qual é a diferença entre a Ascensão de Jesus e a Assunção de Maria?

    Não é só a palavra que muda: o sentido é essencialmente diferente O calendário litúrgico da Igreja Católica apresenta duas celebrações de nomes parecidos e significados análogos, mas que são essencialmente diferentes: a Ascensão de Jesus, que celebramos 40 dias após a Páscoa, e a Assunção de Maria, que celebramos em 15 de agosto. A palavra “ascensão” se refere exclusivamente a Jesus Cristo, pois significa “subida”: Ele ascendeu ao Céu, subiu ao Céu, por Si mesmo, pelo Seu próprio poder como Deus. Já a palavra “assunção” quer dizer que Maria “foi assunta”, “foi assumida”, “foi tomada”, “foi levada” por Deus. Ela também foi levada ao Céu, mas não por seu próprio poder e sim pelo poder de Deus. O dogma da Assunção de Nossa Senhora afirma que Maria, Mãe de Jesus, foi glorificada em corpo e alma e levada ao Céu ao final da sua vida terrena. Promulgada em 1º de novembro de 1950 mediante a constituição apostólica Munificentissimus Deus, do Papa Pio XII, esta verdade da fé nos diz que “a Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial“. A Ascensão de Jesus A Ascensão do Senhor é celebrada 40 dias depois da Páscoa da Ressurreição, embora grande parte das Igrejas locais a estabeleçam no primeiro domingo após esses 40 dias, para que mais fiéis possam participar da respectiva missa. É o caso do Brasil. O que diz a Bíblia “Depois de dizer isto, Jesus foi elevado, à vista deles, e uma nuvem o retirou aos seus olhos. Continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apresentaram-se a eles então dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: ‘Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que, do meio de vós, foi elevado ao céu, virá assim, do mesmo modo como o vistes partir para o céu’” (At 1, 9-11). Leia também O menino que, guiado pela Virgem, revelou ao Papa o dogma da Assunção Sentido Na Ascensão, que se emoldura dentro do Tempo Pascal, Jesus se despede apóstolos, mas apenas no sentido visível: embora eles agora estejam prontos para levar a Igreja adiante, o Senhor continua, invisível, a agir na Igreja. Além disso, esta “separação” é temporária, porque Jesus voltará. Ao retornar ao Pai, Jesus encerra o ciclo da Sua existência humana, mas, ao mesmo tempo, supera a dicotomia entre os céus e a terra: Ele parte, mas, mais precisamente, nos precede no Paraíso, reiterando que o céu é o nosso destino a ser buscado. A natureza humana, encarnada pelo Verbo em toda a sua pobreza, é elevada aos céus por Ele e, assim, glorificada. Fontes históricas Os Evangelhos falam pouco da Ascensão: Mateus e João terminam suas narrações com a aparição de Jesus depois da Ressurreição; Marcos dedica-lhe a última frase do texto, enquanto que Lucas descreve muito mais, principalmente nos Atos dos Apóstolos. Nos Atos, Lucas detalha que 40 dias depois da Páscoa – um número muito simbólico em toda a Bíblia – Jesus conduz os apóstolos para Betânia e, ao chegar no Monte das Oliveiras, chamado por isso de Monte da Ascensão, os abençoa e lhes fala antes de subir ao céu. Neste discurso, Jesus confirma a promessa da vinda do Espírito, que não os deixará sós, e prefigura a Sua própria segunda vinda, no final dos tempos. Origens da solenidade A celebração da Ascensão já é testemunhada por Eusébio de Cesareia e pela peregrina Egéria nos primeiros tempos da Igreja. No início, era comemorada junto com a festa de Pentecostes, mas, entre os séculos V e VI, sabemos que ambas as celebrações já estavam separadas, pois existem homilias de São João Crisóstomo e de Santo Agostinho dedicadas especificamente à Ascensão. “À direita do Pai” Nos Evangelhos, há passagens em que Jesus prefigura o que acontecerá na Ascensão. Durante a Última Ceia, por exemplo, Ele anuncia: “Voltarei ao Pai”. A expressão “à direita do Pai” indica o lugar de honra do Filho de Deus que, junto d’Ele, tem a glória eterna. Se Jesus não retornasse ao Pai, não haveria redenção para o homem: é voltando ao Pai que Ele completa a Sua Ressurreição e, em seguida, envia ao mundo o Espírito Santo Consolador. Fonte: Aleteia Leia também O menino que, guiado pela Virgem, revelou ao Papa o dogma da Assunção #AscensãodeJesus #AssunçãodeNossaSenhora #FormaçõesCatólicas

  • Homilia Diária | Abandonemo-nos como crianças nos braços de Deus

    Sábado da 19ª Sem. do T. Comum Cada homem, por mais crescido que seja, traz dentro de si uma criancinha, e é apenas deixando-a ir livremente a Cristo que poderemos um dia entrar no Reino dos Céus. O problema é que, por causa da nossa soberba, do nosso desconcerto inquieto ante os problemas da vida, levantamos um muro entre Deus e a criança que Ele espera que sejamos. Como derrubar esse muro e deixar que o nosso coração se entregue confiadamente aos cuidados do Pai celestial? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 19 de agosto, e descubra a resposta! Santo do Dia: São João Eudes, que propagou a devoção ao Sagrado Coração de Jesus Evangelho (Mt 19,13-15) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois, revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (cf. Mt 11,25) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 13 levaram crianças a Jesus, para que impusesse as mãos sobre elas e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as repreendiam. 14 Então Jesus disse: “Deixai as crianças e não as proibais de vir a mim, porque delas é o Reino dos Céus”. 15 E depois de impor as mãos sobre elas, Jesus partiu dali. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Abandonemo-nos como crianças nos braços de Deus

    Sábado da 19ª Sem. do T. Comum Cada homem, por mais crescido que seja, traz dentro de si uma criancinha, e é apenas deixando-a ir livremente a Cristo que poderemos um dia entrar no Reino dos Céus. O problema é que, por causa da nossa soberba, do nosso desconcerto inquieto ante os problemas da vida, levantamos um muro entre Deus e a criança que Ele espera que sejamos. Como derrubar esse muro e deixar que o nosso coração se entregue confiadamente aos cuidados do Pai celestial? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 19 de agosto, e descubra a resposta! Santo do Dia: São João Eudes, que propagou a devoção ao Sagrado Coração de Jesus Evangelho (Mt 19,13-15) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois, revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (cf. Mt 11,25) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 13 levaram crianças a Jesus, para que impusesse as mãos sobre elas e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as repreendiam. 14 Então Jesus disse: “Deixai as crianças e não as proibais de vir a mim, porque delas é o Reino dos Céus”. 15 E depois de impor as mãos sobre elas, Jesus partiu dali. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Quinto Dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade: Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel

  • Quinto Dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed , todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade: Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel

  • São João Eudes, que propagou a devoção ao Sagrado Coração de Jesus – 19 de agosto

    SANTO DO DIA – 19 DE AGOSTO – SÃO JOÃO EUDES Fundou a Congregação de Jesus e Maria e a Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor (1601-1680) João Eudes nasceu em 14 de novembro de 1601, na pequena vila de Ré, no norte da França. Era o primogênito de Isaac e Marta, que tiveram sete filhos. Cresceu num clima familiar profundamente religioso. Inicialmente, estudou no Colégio Real de Dumont, em Caen, dos padres jesuítas. Nos intervalos das aulas, costumava ir à capela rezar, deixando as brincadeiras para o segundo plano. Na adolescência, por sua grande devoção a Maria, secretamente consagrou-se a ela. Depois, sentindo sua vocação religiosa, foi aconselhado a terminar os estudos antes de ordenar-se sacerdote. Em 1623, com o consentimento dos pais, foi para Paris, onde ingressou no Oratório, sendo recebido pelo próprio fundador, o cardeal Pedro de Bérulle. Dois anos depois, recebeu sua ordenação, dedicando-se integralmente à pregação entre o povo. Pleno do carisma dos oratorianos, centrados no amor a Cristo, e de sua especial devoção a Maria, passou ao ministério de pregação entre o povo. Promoveu o culto litúrgico do Sagrado Coração. Visitou vilas e cidades de Ile de França, Bolonha, Bretanha e da sua própria região de origem, a Normandia. Nesta última, quando, em 1627, ocorreu a epidemia da peste, João percorreu quase todas, principalmente as vilas mais distantes e esquecidas. Como sensível pregador, levou a Palavra de Cristo, dando assistência aos doentes e suas famílias. Nunca temeu o contágio. Costumava dizer, em tom de brincadeira, que de sua pele até a peste tinha medo: ‘Desta carcaça até a peste tem medo’, dizia. Mas temia pela integridade daqueles que viviam à sua volta, que, ao seu contato, poderiam ser contagiados. Por isso não entrava em casa e, à noite, dormia dentro de um velho barril abandonado ao lado do paiol. Inconformado com o contexto social que evoluía perigosamente, no qual as elites dos intelectuais valorizavam a razão e desprezavam a fé, João Eudes, sabendo interpretar esses sinais dos tempos, fundou, em 1641, a Congregação de Jesus e Maria com um grupo de sacerdotes de Caen que se uniram a ele. A missão dos eudianos é a formação espiritual e doutrinal dos padres e seminaristas e a pregação evangélica inserida nas necessidades espirituais e materiais do povo. Além de difundir, por meio dessas missões, a devoção aos Sagrados Corações de Jesus e Maria. Seguindo esse pensamento, também fundou a Congregação Nossa Senhora da Caridade do Refúgio, para atender às jovens que de desviavam pelos caminhos da vida e às crianças abandonadas. A Ordem deu origem, no século XIX, à Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor, conhecida como as Irmãs do Bom Pastor. Com os seus missionários, João dedicou-se à pregação de missões populares, num ritmo de trabalho simplesmente espantoso. As regiões atingidas pelo esforço dos seus missionários foram aquelas que mais resistiram ao vendaval antirreligioso da Revolução Francesa. Coube a João Eudes a glória de ter sido o precursor do culto da devoção dos sagrados corações de Jesus e de Maria. Para isso, ele próprio compôs missas e ofícios, festejando, pela primeira vez, com um culto litúrgico do Coração de Maria em 1648, e do Coração de Jesus em 1672. Hoje, essas venerações fazem parte do calendário da Igreja. Morreu em Caen, norte da França, no dia 19 de agosto de 1680, deixando uma obra escrita de grande valor teológico pela clareza e profundidade. Foi canonizado pelo papa Pio XII em 1925. A festa de são João Eudes comemora-se no dia de sua morte. Conheça mais sobre São João Eudes Um Homem que arriscou na misericórdia. João Eudes nasceu em Ri (França), a 14 de novembro de 1601. Filho de um casal de bons normandos e fervorosos cristãos, recebeu desde criança a formação que um lar com esse grau de excelência podia dar então. Uma infância muito normal, uma etapa de estudos bem completa no colégio dos Jesuítas, e um processo de discernimento espiritual que o levará a optar pelo sacerdócio na recentemente fundada Congregação do Oratório, do Cardeal de Bérulle. A partir daí se iniciou uma fecunda vida de missionário que o levará por muitos caminhos da França, fazendo-o entrar em contato com a dolorosa realidade de um país cristão em crise de fé e permitindo-lhe se converter em missionário e profeta da misericórdia. João Eudes, discípulo tanto de Bérulle como de Francisco de Sales, abebera seu espírito em ambas correntes teológicas, e delas alimentou a coerente espiritualidade que dará sentido a sua vida inteira e nutrirá sua veia de escritor popular. Dessa dupla fonte se alimentou o riacho que começava a notar-se no jovem sacerdote oratoriano, que em breve se converterá em uma poderosa torrente espiritual. Ambas fundarão e estimularão seu espírito missionário. Pe. Eudes parte de um princípio unificador: o cuidado e ocupação principal de todo batizado consiste em formar e estabelecer Jesus em nós, e fazer que aí Ele viva e reine. Porque ser cristão e ser santo é uma mesma coisa. Mas coloca sempre, mesmo de modo latente, este “leitmotiv” espiritual sobre a tela de fundo de uma misericórdia comprometida e eficaz. Encontramos aqui uma coerência radical entre vida concreta e doutrina espiritual, uma engrenagem perfeito entre a própria experiência existencial, o apostolado missionário, as fundações, a doutrina da misericórdia e a espiritualidade do Coração de Jesus e Maria. Por isso, não é exagero afirmar que o eixo de todo seu projeto espiritual foi o conceito de misericórdia. Mesmo se explicitando de forma relativamente tardia em seus escritos, podemos dizer que ela marcou sua vida toda. Desde os inícios de seu ministério João Eudes sente, recebe e cumpre -afetiva, mas real e comprometidamente- esta misericórdia em sua própria vida e na dos demais. Ela dá unidade a sua ação apostólica, impulsiona-o constantemente para ir além da mera sensibilidade diante da desgraça e o encoraja a promover determinadas ações missionárias e fundações religiosas. Evangelizado e evangelizador Tinha aprendido a reconhecer em todas as partes a presença de Deus, inclusive na experiência concreta e em todos os acontecimento. Nessa época não se falava de sinais dos tempos, mas João Eudes os entendia e vivia plenamente. Para ele um desses sinais foi sem duvida aquela peste de Súez, em 1627. Então, o jovem sacerdote, que apenas acabava de superar uma longa e dolorosa enfermidade que praticamente o tinha inutilizado, decidiu ir em auxílio de quem mais o necessitava -os empestados, abandonados de todo recurso espiritual- para levar-lhes os sacramentos, sinais da misericórdia de Deus. Foi este seu primeiro encontro com os pobres, os pequenos, os abandonados. Três anos mais tarde, em Caen, repetir-se-á tão difícil experiência. Serão então mais fortes a caridade e o compromisso para com os irmãos sofredores que as razões de quem tentava dissuadi-lo do que parecia uma perigosa doidice. Estas primeiras atividades que realizou como sacerdote e como missionário eram gestos que falavam da misericórdia e faziam a misericórdia. Gestos significativos que já eram missão, uma pregação silenciosa daquelas que louvava Paulo VI na EN8. Gestos que o marcaram e o colocaram para sempre no caminho que desce de Jerusalém a Jericó. Dai em diante sua presença missionária ao lado de qualquer Jesus que sofre irá preenchendo de realismo sua espiritualidade e seu ministério. Todos os seus compromissos apostólicos terão relação profunda com essa experiência. O abismo de minhas misérias chama o abismo de suas misericórdias, exclama em seu Magnificat pessoal. Tendo experimentado, ele mesmo, a misericórdia de Deus em sua própria vida, quis agradecer por ela dedicando-se a pregá-la e transmiti-la. Os caminhos missionários da França conservam ainda a lembrança de seus passos. Desse fervor evangelizador, dessa paixão pelo Reino, surgiria aquele outro elemento chave de sua espiritualidade que foi a devoção ao Coração de Cristo, unido indissoluvelmente ao Coração de Maria. Como alguém tem escrito, João Eudes foi um homem de coração e um homem do Coração: nisto consiste sua máxima contribuição ao cristocentrismo da escola beruliana. O caminho da misericórdia Porque a história não fica na anedota. Apresentado-se um momento crítico em própria vida e história, João Eudes saberia arriscar definitivamente no caminho da misericórdia; e ao fazer assim, arriscaria pela santidade verdadeira. Pode ser dito que a misericórdia o fez missionário e o motivou a entregar sua vida inteira a um empenho que constituiu como que a coluna vertebral de seu ministério: desde 1627 a 1680, ano de sua morte, jamais soube o que é descanso. João Eudes seria, antes de tudo e por cima de tudo, um sacerdote missionário, como gostava de assinar suas cartas. Esse incansável caminhar missionário -o anúncio da Boa notícia que é a presença da misericórdia na história dos homens-, não era se não uma verbalização daquela experiência íntima, inicial e continuada, da máxima misericórdia divina: evangelizar -reitera a seus eudistas- é anunciar ao homem, especialmente ao mais cheio de misérias -miserável- a boa notícia de que Deus o ama, que o leva em seu coração de Pai e está disposto a jogar tudo para salvá-lo.. O trato com as pessoas lhe tinha permitido conhecer bem de perto não só os vícios morais que pululavam em todos os recantos da sociedade senão também os profundos males que abatiam o Povo de Deus. Ele sabia bem quais eram as misérias dos miseráveis. Tinha sentido a dolorosa miséria humana e social das multidões, a ignorância religiosa dos que se diziam crentes e seu afastamento do autêntico compromisso cristão; tinha experimentado também a situação do clero, abatido pela ignorância, a pobreza material e sua falta de espírito apostólico. Aguçado por esta realidade, Pe. Eudes foi descobrindo seu próprio caminho “de Jerusalém a Jericó”. A paixão pelo homem – “as almas”, diz ele, com a linguagem de sua época- o devora: “Se dependesse de mim, iria a Paris a gritar na Sorbone e demais colégios: “¡fogo, fogo!. Sim, o fogo do inferno está consumindo o universo. Venham senhores doutores, venham senhores bacharéis, venham senhores abades, venham todos os senhores eclesiásticos e ajudem a apagá-lo”. Quando o zelo aperta A partir desta perspectiva se entende melhor suas numerosas fundações. Porque ao estudar sua vida e sua obra descobrimos, cada vez melhor, como estas fundações constituíram, em quanto evangelização, autênticas obras de misericórdia, ou seja, maneiras concretas de expressar sua opção definitiva pela misericórdia divina. Apelando a uma categoria moderna, podemos dizer que João Eudes também se deixou evangelizar “pelos pobres”, vale dizer, pelas prostitutas e os incontáveis homens e mulheres que vegetavam na morte devido a ninguém lhes ter falado da Vida. Foi essa experiência que ativou seu carisma de fundador. Bastaria recordar aquele episódio citado pelo Pe. Emile Georges, que opera nas raízes da ordem de N.S. da Caridade. Pe. Eudes não era um fundador “profissional” mas um homem de Deus que ia respondendo, na medida de seus recursos, aos clamores da misericórdia, às necessidades concretas de sua época, que para ele representavam autênticas mensagens do Espírito. Era um homem que sabia ler a ação de Deus inclusive nos fracassos, que se deixava interpelar seriamente pelos sinais de seu tempo, e cujo maior desejo era fazer eficaz a misericórdia. Não existia em seus projetos nenhuma intenção moralizante: tinha de realizá-los, simplesmente, porque Deus misericordioso assim queria; eram uma conseqüência normal de seu seguimento de Cristo, e de sua atenção à misericórdia do Pai: para ele se tratava só de cristificar o ser humano, sobre tudo aqueles cuja imagem de Deus estava mais deteriorada pelo pecado ou pela miséria. É precisamente em 1644, ano em que se consolidava na França o rigorismo jansenista, quando João Eudes funda a Ordem de N.S. da Caridade, coincidindo com uma tomada de consciência cada vez mais viva do que é essa misericórdia divina. Tem feito a descoberta, de uma maneira concreta, que Deus ama e, porque ama, salva perdoa. Sente-se chamado a ser pessoalmente instrumento desse amor salvador em um dos campos mais dramaticamente esquecidos da pastoral da época: a prostituição. Também no nascimento da Congregação de Jesus e Maria (Eudistas) há uma experiência de misericórdia; lhe doía intensamente a Igreja, lhe doíam as pessoas que andavam “como ovelhas sem pastor”; e se deixou interpelar pelo amor de Deus que, em Jesus, vem “salvar o que estava perdido”. Expressão última e acabada da misericórdia do Pai. Se “uma pessoa vale mais que mil mundos”, é necessário que alguém se dedique de tempo completo a formar a quem deve salvá-la. Urgido por tão angustiantes convicções, decide abandonar o Oratório para fundar sua pequena congregação. Formar o clero era só uma maneira de colocar-se no caminho da misericórdia que salva e que necessita de canais dignos dessa tarefa. Em uma carta ao Pe. Manoury, primeiro formador dos novos eudistas, Pe. Eudes se expressava: “Cuide de formá-los no Espírito de Nosso Senhor, que é espírito de desprendimento e de renúncia a tudo e a si mesmo; espírito de submissão e abandono à divina vontade manifestada pelo evangelho e pelas regras da congregação…, espírito de puro amor a Deus…, espírito de devoção singular a Jesus e Maria…, espírito de amor à cruz de Jesus ou seja ao desprezo, à pobreza e ao sofrimento…, espírito de ódio e horror a todo pecado…, espírito de caridade fraterna e cordial ao próximo, aos da congregação, aos pobres…, espírito de amor, respeito e estima pela Igreja”. Mestre da misericórdia Porque nosso santo não se contenta com ser, ele mesmo, coerente; seu desejo é que todos os cristãos se deixem preencher por esse espírito da misericórdia divina, seu anseio é que todos os batizados, especialmente os sacerdotes, sejam também “missionários da misericórdia”. A paixão pelo reinado de Jesus nos corações dos homens, realmente o devora. Conhecendo bem a penosa situação, moral e espiritual, do clero e do povo cristão da época, percebe e sente em todo seu ser a urgência da evangelização e da formação de bons operários para levar adiante um serviço eficaz do evangelho. A essa dupla tarefa dedica o melhor de seus esforços. Naquele mesmo ano de 1644, quando, por um lado, se consolida o jansenismo e, por outro, ele funda N. S. de a Caridade, Pe. Eudes conclui seus Conselhos aos confessores; trata-se de um curto escrito que resume aquele delicado sentido de caridade pastoral que o Vaticano II e, mais recentemente, João Paulo II, retomando uma densa herança patrística, tem apresentado como nota constitutiva do verdadeiro pastor segundo o Coração de Cristo. Ali João Eudes nos deixa uma de suas escassas confidências pessoais: “Conheço muito bem alguém que tem sido escolhido pela divina misericórdia para trabalhar na conversão dos pecadores; encontrando-se perplexo sobre como devia conduzir-se com eles, se usar de bondade ou de rigor, se misturar os dois…, recorreu na oração à Santíssima Virgem, seu habitual refúgio. Antes que tivesse comunicado a alguém suas inquietações, a Mãe das Misericórdias lhe inspirou através de um mensageiro: quando pregares usa as armas poderosas e terríveis da Palavra de Deus para combater, destruir e esmagar o pecado nas pessoas, mas quando te encontrares com o pecador, fala-lhe com bondade, benignidade, paciência e caridade”. Por isso, recomenda aos confessores acolher e tratar o penitente “com um coração verdadeiramente paternal, quer dizer, com uma grande cordialidade, benignidade e compaixão”, e incitá-lo à confiança. E explica: “com entranhas de misericórdia e com o coração cheio de amor a quantos se apresentarem para a confissão, sem fazer acepção de pessoas nem agir com preferências, salvo quando se tratar de enfermos ou inválidos, de mulheres grávidas ou que estão criando seus filhos, daqueles que vêm de longe…”. “Se aparecer temeroso e com alguma desconfiança de obter o perdão de seus pecados, deve levantar-lhe o ânimo e fortalecê-lo, fazendo-lhe ver que Deus tem um grande desejo de perdoá-lo; que se alegra muito com a penitência dos grandes pecadores; que quanto maior é nossa miséria, mais glorificada é em nós a misericórdia de Deus; que Nosso Senhor tem orado a seu Pai pelos que o tem crucificado, para ensinar-nos que, mesmo sendo crucificado com nossas próprias mãos, perdoaria-nos muito espontaneamente se lhe pedíssemos”. Neste ponto a gente se sente bem longe do rigorismo agostiniano e jansenista. Apelando a um lugar comum podemos afirmar que o “zelo pela salvação das almas” realmente o devorava. Esta expressão -que hoje é pouco aceita pois se entende melhor que o ser humano não é só alma e que Deus salva a pessoa toda- traduz bem a qualidade apostólica de santos como João Eudes. Sem considerar que a importância dada por ele ao compromisso concreto nos permite captar em seu pensamento uma intuição do que na linguagem bíblica significava a “alma”: não a parte espiritual em confronto com o corpo -o material- mas a identidade total do homem, matéria e espírito, tal como tem saído das mãos de Deus. Encarnados com o Encarnado Está claro que existe uma significativa distância cultural entre o século XVII francês e nossa época, em quanto ao sentido da palavra misericórdia. Convém precisar esta diferença na hora de apresentar a mensagem eudiana se queremos que seja captada a plenitude pelos homens de nosso tempo. Hoje o seu significado se tem empobrecido até tal ponto que parece ser um simples sinônimo de pena ou de piedade para com o culpável. Para João Eudes, de modo diferente, misericórdia era mansidão, clemência, paciência e compreensão frente à falha do outro, mas sobretudo amor, piedade, generosidade. A misericórdia era zelo pela causa do homem, um intenso sentimento de piedade, generosidade; não mera comiseração ante o sofrimento do outro, mas expressão plena e comprometida de um amor que trata de levar a todos uma salvação eficaz, concreta, mas ao estilo de Deus. Assim o expressaria em um texto célebre, sobre o qual voltamos reiteradamente: “Três coisas se requerem para que haja misericórdia. A primeira é ter compaixão da miséria do outro, pois misericordioso é quem leva em seu coração as misérias dos miseráveis. A segunda consiste em ter uma vontade decidida de socorrê-los em suas misérias. A terceira é passar da vontade à ação”. Como veremos em detalhe depois, João Eudes apóia sua doutrina sobre a misericórdia naquele profundo sentido da encarnação de Deus tão caro aos mestres da espiritualidade beruliana. Exclama: “nosso Redentor se encarnou para exercer deste modo sua misericórdia conosco”, quer dizer, para passar da misericórdia do Coração de Deus à misericórdia das ações salvadoras. A mensagem resulta evidente: Jesus personifica a misericórdia divina, a misericórdia ativa e viva de um Deus que vem salvar os mal-feridos do caminho a Jericó. Na pessoa de Jesus, Deus se aproxima gratuitamente de quem está em desgraça e é incapaz de libertar-se a si mesmo. Jesus é o Coração humano de Deus – belo achado teológico eudiano – que tem assumido todas as nossas misérias para libertar-nos delas. É essa mesma atitude – “levar no coração” – que Deus nos pede diante do próximo. João Eudes reitera, sob diversas formas, ao longo de suas obras: não há outra forma de viver o amor misericordioso de Jesus. Ela traduz e resume uma experiência fundamental que testemunha tudo mais: ser cristão é ser capaz de abrir-se suficientemente, desde o mais profundo, para acolher na própria vida o “outro”: Deus, próximo, e, particularmente, quem experimenta qualquer tipo de miséria. Um coração autenticamente cristão é aquele que, sobretudo, sabe receber e acolher um Deus essencialmente gratuito, mas que, com Deus e como Deus, sabe acolher também as misérias dos demais de tal modo que o impressionem, o habitem no mais profundo de seu ser, e o dinamizem para uma ação comprometida e coerente. Nas mãos da Graça Por isso, a nível de meios, longe de todo delírio prometeico e de toda pretensão voluntarista, João Eudes entende que nessa tarefa, incômoda e difícil, o primeiro é a graça de Deus, pois tudo depende dele que é quem age em nós: “O que somos nós, meus irmãos, para que Deus nos empregue em tão sublimes ministérios? Para se dignar a escolher a nós, miseráveis pecadores como instrumentos de suas divinas misericórdias?”. Daí sua insistência na oração constante. Porém, longe de qualquer delírio pietista, sublinha também a necessidade de “pôr sempre toda a carne na grelha”: é necessário entregar-se à tarefa, trabalhando como se tudo dependesse de nós, trabalhando de todo coração, pelo exemplo -testemunho- e pela eficácia da ação. Temos de deixar que, diante dos problemas que abatem o próximo, nosso coração se estremeça de amor até o ponto de não restar outro remédio que passar à ação em busca de alívio. Trata-se de amar até a dor. Porque o dar da verdadeira misericórdia não é assunto de simples quantidade, mas de qualidade, de uma atitude vital com a qual partilha com os demais. O importante não é dar coisas mas dar a si mesmo. Para nosso homem esta é a forma privilegiada de glorificar a Deus. Como missionário, como formador de sacerdotes e como fundador de Institutos religiosos, soube sublinhar a união estreita que existe entre a misericórdia de Deus, nosso compromisso cristão e a virtude de religião: o autêntico culto deriva em zelo apostólico e este se expressa com sinais de misericórdia porque -afirma- anunciar o evangelho é simplesmente anunciar a misericórdia de Deus, e este anúncio tem de fazê-lo com palavras claras e obras coerentes. Evangelizar é anunciar aos “miseráveis” a boa notícia de que Deus os ama, que os “leva em seu coração”; para isto o missionário só tem um caminho: levá-los em seu próprio coração. Deste modo o Pai é glorificado. Por isso se atreve a exclamar: “Nada desejo pessoalmente, mas se Deus me exigisse expressar meu querer, escolheria seguir vivendo indefinidamente, para ajudar a salvar as almas”. A partir desta convicção, João Eudes o místico se faz ativo, o contemplativo se converte em missionário, testemunha e fundador. Porque se trata de “passar da vontade ao fato”. Não bastam os belos sentimentos e as formosas palavras. Deve-se passar do ‘levar as misérias alheias no coração”, aos efeitos concretos da misericórdia. Escutando-o evocamos Tiago: uma fé sem obras é uma fé morta. Ele entendia bem que estamos radicalmente a serviço da misericórdia de Deus, que somos os verdadeiros anjos de Deus: somos as mãos, os pés, o coração do Deus salvador, porque “Deus não tem mais mãos que as nossas”, como falara lindamente Teresa d’Ávila. Em resumo, evangelização, zelo e misericórdia, são as três dimensões, fundamentais e inter-relacionadas, de seu pensamento e de sua ação ministerial inteira. Nesta perspectiva orienta o ministério do missionário. Espiritualidade da encarnação Para tanto, não podemos acusar o pensamento eudiano de espiritualista, como se não lhe importassem senão as coisas espirituais, esquecendo as necessidades materiais do povo. De fato ele estava muito consciente destas misérias humanas e sociais, mas as via como uma expressão, um sintoma e uma conseqüência da miséria mais profunda e radical e a raiz de todas as demais misérias, que é o pecado. Por isso, a “mais divina de todas as coisas divinas é salvação das almas”. Como normando sensível, prático e eficiente, ensina que é a través de nós que o Cristo quer realizar sua misericórdia salvadora. Mesmo vivendo em um denso mundo espiritual, entendia que a misericórdia de Deus não é uma noção abstrata, mas a presença real, muito real, de Deus encarnado no mundo dos homens, nos acontecimentos cotidianos. André Pioger sublinha como seus contemporâneos se sentiam comovidos por esta atitude testemunhal do pequeno grande santo: “Inclusive fora de Caen, João Eudes se interessa vivamente pelos enfermos. Quando realiza a missão nas grandes cidades estabelece casas de refúgio para os pobres e os enfermos; acomoda os idosos e os que estão em má situação… Em Autun, em 1647, faz reparar o hospital Dos Transeuntes e decide aa construção de um novo para os enfermos e para alojar ali os pobres médicos… Onde não cria hospitais visita sempre os que já existiam… Porque não quer só socorrer materialmente mas dedicar-se a cultivar as almas…”. Obviamente, João Eudes vive as idéias de sua época. Por isso sua concepção da missão, que obedecia a uma mentalidade de nova cristandade, difere de outras mais modernas, nas que se enfatiza mais o compromisso estrutural que as “obras de misericórdia”. Não podemos pedir a um homem do s. XVII, por mais santo que fosse, que tivesse as idéias de um missionário post-Vaticano II. O importante é ver como ele, ao seu modo, não separava jamais aquelas quatro dimensões da missão, que citava Paulo VI na Evangelii Nuntiandi: o compromisso, o anúncio, o testemunho e a denúncia. Não fazia do trabalho pelos pobres um simples compromisso social, porque o dele era servir ao Reinado de Jesus nos homens, também não convertia sua pregação em um desencarnado anúncio de verdades abstratas ou de “eslogans” ideológicos. Por outra parte, aparece clara sua convicção de que não se tratava de mais um trabalho social, que podia favorecer a evangelização, de uma pre-evangelização como se diz às vezes, mas de uma verdadeira evangelização dado que sua finalidade era a conversão a Cristo. E quando tinha que enfrentar os responsáveis de qualquer sofrimento injusto, mesmo que fosse o rei ou a rainha, o fazia com clareza, valentia e misericórdia. Sua própria concepção da grandeza do ministério sacerdotal não obedecia a critérios de poder ou grandeza humana -esses que hoje tanto chocam à teologia moderna- mas à convicção de que o sacerdote, enquanto tal, tem, como tarefa quase exclusiva, ser missionário e tesoureiro do Pai das misericórdias. Por isso sentia a urgência de contagiar os irmãos sacerdotes com ardor inflamado de sua própria experiência missionária. Escreve, por exemplo, durante a missão de Vatesville: “São maravilhosos os frutos que recolhem os confessores. Mas o que nos aflige é que nem a quarta parte se poderá confessar. Estamos abrumados. (…) O que estão fazendo em Paris tantos doutores e bacharéis, enquanto as almas perecem por milhares, porque ninguém lhes estende uma mão para retirá-las da perdição?”. A dramática experiência de sua própria vida, somada à constatação dos ingentes problemas que viviam o mundo e a Igreja, alimentaram sem dúvida seu pessimismo diante das reais possibilidades do homem. Mesmo assim, soube propor e manter uma proposta de vida cristã sempre equilibrada e sã, ainda que exigente. Por isso, a João Eudes se pode aplicar o que ele mesmo escrevera de Maria: contemplou, amou e levou em seu coração o Coração de Cristo, até fazer-se um só coração com ele. Também ele se deixou habitar e dinamizar pelo Coração de Deus, que é Cristo. Foi este Coração que o conduziu até seus irmãos e irmãs necessitados; foi este Coração que o lançou, sem descanso, pelos caminhos da missão; e foi este mesmo coração que lhe permitiu posicionar seu carisma e sua missão entre a miséria do homem e a misericórdia do Deus-Amor que quer que todo homem se salve. O preço era a cruz Parecia inevitável que por essa opção devesse pagar um alto preço em lutas dolorosas, dentro daquele contexto histórico tão complexo; e o pagou com inteireza, galhardia e equanimidade: “Se temos de suportar alguma moléstia ou fadiga não é para desanimar-nos ou queixar-nos por tão pouca coisa. Inclusive se tivéssemos de enfrentar a morte, não deveríamos acaso considerar-nos imensamente afortunados?”. Seu abandono do Oratório lhe trouxe a censura de muitos de seus antigos irmãos, e sua luta contra o rigor desmedido do jansenismo lhe acarretou tormentas e horas muito difíceis. Mas ele não recusa a cruz, demonstrando assim até que ponto seu arriscar-se pela misericórdia era autêntico e comprometido: “A divina misericórdia me tem feito passar por numerosas tribulações, este tem sido um dos mais insignes favores que dela tenho recebido, porque me têm sido extremamente úteis, e Deus me tem livrado sempre delas”. Ainda mais, para ele essas perseguições não eram simples cruz mas o posicionavam no caminho da misericórdia divina: “Depois de uma desolação de seis anos, o Pai das misericórdias e Deus de todo consolo se tem dignado enxugar minhas lágrimas e mudar minha amargura em regozijo incrível. Seja por isso louvado e bendito eternamente”. Estava consciente, assim escreveria mais tarde, de que não há redenção sem sangue; por isso via no martírio “o ápice, a perfeição e culminância da vida cristã… o milagre mais insigne que Deus realiza nos cristãos…, o favor mais destacável que Cristo faz aos que ama… Nos mártires resplandece com preferência o poder admirável de seu divino amor…”. Coerentemente, pediria com insistência essa graça; testemunho disso é o formoso “Voto de Martírio” que nos legou. Não lhe foi concedida tal graça, mas recebeu outra talvez maior: tornar-se missionário e profeta da misericórdia de Deus. Por isso, no entardecer de sua vida pôde exclamar: “Mesmo estando já velho (74 anos), prego quase todos os dias, confesso, e atendo infinidade de assuntos. Todas estas fadigas nada custam quando se tem o consolo de ver como os povos correspondem ao que se faz por sua salvação”. Dessa maneira, João Eudes se revela como um autêntico profeta da misericórdia, em uma época em que se impunham tantas correntes rigoristas. A partir dessa paixão que o devorava delineou um caminho de santidade baseado na mística do amor comprometido. Nele, a missão e o ministério aparecem como as duas faces da existência cristã, um laço concreto e visível entre o amor de Deus e a miséria humana. Isso sintetiza todo seu projeto espiritual e missionário. Isso seria assim até aquela tarde do 19 de agosto de 1680, quando expirava repetindo uma outra vez: “Jesus é meu todo!” Fotos: santiebeati.it | Fonte: eudistes.org Leia também: .: Santo do Dia – 18 de Agosto – Santa Helena .: Santo do Dia – 20 de Agosto – São Bernardo de Claraval #SantodoDia

  • São João Eudes, que propagou a devoção ao Sagrado Coração de Jesus – 19 de agosto

    SANTO DO DIA – 19 DE AGOSTO – SÃO JOÃO EUDES Fundou a Congregação de Jesus e Maria e a Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor (1601-1680) João Eudes nasceu em 14 de novembro de 1601, na pequena vila de Ré, no norte da França. Era o primogênito de Isaac e Marta, que tiveram sete filhos. Cresceu num clima familiar profundamente religioso. Inicialmente, estudou no Colégio Real de Dumont, em Caen, dos padres jesuítas. Nos intervalos das aulas, costumava ir à capela rezar, deixando as brincadeiras para o segundo plano. Na adolescência, por sua grande devoção a Maria, secretamente consagrou-se a ela. Depois, sentindo sua vocação religiosa, foi aconselhado a terminar os estudos antes de ordenar-se sacerdote. Em 1623, com o consentimento dos pais, foi para Paris, onde ingressou no Oratório, sendo recebido pelo próprio fundador, o cardeal Pedro de Bérulle. Dois anos depois, recebeu sua ordenação, dedicando-se integralmente à pregação entre o povo. Pleno do carisma dos oratorianos, centrados no amor a Cristo, e de sua especial devoção a Maria, passou ao ministério de pregação entre o povo. Promoveu o culto litúrgico do Sagrado Coração. Visitou vilas e cidades de Ile de França, Bolonha, Bretanha e da sua própria região de origem, a Normandia. Nesta última, quando, em 1627, ocorreu a epidemia da peste, João percorreu quase todas, principalmente as vilas mais distantes e esquecidas. Como sensível pregador, levou a Palavra de Cristo, dando assistência aos doentes e suas famílias. Nunca temeu o contágio. Costumava dizer, em tom de brincadeira, que de sua pele até a peste tinha medo: ‘Desta carcaça até a peste tem medo’, dizia. Mas temia pela integridade daqueles que viviam à sua volta, que, ao seu contato, poderiam ser contagiados. Por isso não entrava em casa e, à noite, dormia dentro de um velho barril abandonado ao lado do paiol. Inconformado com o contexto social que evoluía perigosamente, no qual as elites dos intelectuais valorizavam a razão e desprezavam a fé, João Eudes, sabendo interpretar esses sinais dos tempos, fundou, em 1641, a Congregação de Jesus e Maria com um grupo de sacerdotes de Caen que se uniram a ele. A missão dos eudianos é a formação espiritual e doutrinal dos padres e seminaristas e a pregação evangélica inserida nas necessidades espirituais e materiais do povo. Além de difundir, por meio dessas missões, a devoção aos Sagrados Corações de Jesus e Maria. Seguindo esse pensamento, também fundou a Congregação Nossa Senhora da Caridade do Refúgio, para atender às jovens que de desviavam pelos caminhos da vida e às crianças abandonadas. A Ordem deu origem, no século XIX, à Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor, conhecida como as Irmãs do Bom Pastor. Com os seus missionários, João dedicou-se à pregação de missões populares, num ritmo de trabalho simplesmente espantoso. As regiões atingidas pelo esforço dos seus missionários foram aquelas que mais resistiram ao vendaval antirreligioso da Revolução Francesa. Coube a João Eudes a glória de ter sido o precursor do culto da devoção dos sagrados corações de Jesus e de Maria. Para isso, ele próprio compôs missas e ofícios, festejando, pela primeira vez, com um culto litúrgico do Coração de Maria em 1648, e do Coração de Jesus em 1672. Hoje, essas venerações fazem parte do calendário da Igreja. Morreu em Caen, norte da França, no dia 19 de agosto de 1680, deixando uma obra escrita de grande valor teológico pela clareza e profundidade. Foi canonizado pelo papa Pio XII em 1925. A festa de são João Eudes comemora-se no dia de sua morte. Conheça mais sobre São João Eudes Um Homem que arriscou na misericórdia. João Eudes nasceu em Ri (França), a 14 de novembro de 1601. Filho de um casal de bons normandos e fervorosos cristãos, recebeu desde criança a formação que um lar com esse grau de excelência podia dar então. Uma infância muito normal, uma etapa de estudos bem completa no colégio dos Jesuítas, e um processo de discernimento espiritual que o levará a optar pelo sacerdócio na recentemente fundada Congregação do Oratório, do Cardeal de Bérulle. A partir daí se iniciou uma fecunda vida de missionário que o levará por muitos caminhos da França, fazendo-o entrar em contato com a dolorosa realidade de um país cristão em crise de fé e permitindo-lhe se converter em missionário e profeta da misericórdia. João Eudes, discípulo tanto de Bérulle como de Francisco de Sales, abebera seu espírito em ambas correntes teológicas, e delas alimentou a coerente espiritualidade que dará sentido a sua vida inteira e nutrirá sua veia de escritor popular. Dessa dupla fonte se alimentou o riacho que começava a notar-se no jovem sacerdote oratoriano, que em breve se converterá em uma poderosa torrente espiritual. Ambas fundarão e estimularão seu espírito missionário. Pe. Eudes parte de um princípio unificador: o cuidado e ocupação principal de todo batizado consiste em formar e estabelecer Jesus em nós, e fazer que aí Ele viva e reine. Porque ser cristão e ser santo é uma mesma coisa. Mas coloca sempre, mesmo de modo latente, este “leitmotiv” espiritual sobre a tela de fundo de uma misericórdia comprometida e eficaz. Encontramos aqui uma coerência radical entre vida concreta e doutrina espiritual, uma engrenagem perfeito entre a própria experiência existencial, o apostolado missionário, as fundações, a doutrina da misericórdia e a espiritualidade do Coração de Jesus e Maria. Por isso, não é exagero afirmar que o eixo de todo seu projeto espiritual foi o conceito de misericórdia. Mesmo se explicitando de forma relativamente tardia em seus escritos, podemos dizer que ela marcou sua vida toda. Desde os inícios de seu ministério João Eudes sente, recebe e cumpre -afetiva, mas real e comprometidamente- esta misericórdia em sua própria vida e na dos demais. Ela dá unidade a sua ação apostólica, impulsiona-o constantemente para ir além da mera sensibilidade diante da desgraça e o encoraja a promover determinadas ações missionárias e fundações religiosas. Evangelizado e evangelizador Tinha aprendido a reconhecer em todas as partes a presença de Deus, inclusive na experiência concreta e em todos os acontecimento. Nessa época não se falava de sinais dos tempos, mas João Eudes os entendia e vivia plenamente. Para ele um desses sinais foi sem duvida aquela peste de Súez, em 1627. Então, o jovem sacerdote, que apenas acabava de superar uma longa e dolorosa enfermidade que praticamente o tinha inutilizado, decidiu ir em auxílio de quem mais o necessitava -os empestados, abandonados de todo recurso espiritual- para levar-lhes os sacramentos, sinais da misericórdia de Deus. Foi este seu primeiro encontro com os pobres, os pequenos, os abandonados. Três anos mais tarde, em Caen, repetir-se-á tão difícil experiência. Serão então mais fortes a caridade e o compromisso para com os irmãos sofredores que as razões de quem tentava dissuadi-lo do que parecia uma perigosa doidice. Estas primeiras atividades que realizou como sacerdote e como missionário eram gestos que falavam da misericórdia e faziam a misericórdia. Gestos significativos que já eram missão, uma pregação silenciosa daquelas que louvava Paulo VI na EN8. Gestos que o marcaram e o colocaram para sempre no caminho que desce de Jerusalém a Jericó. Dai em diante sua presença missionária ao lado de qualquer Jesus que sofre irá preenchendo de realismo sua espiritualidade e seu ministério. Todos os seus compromissos apostólicos terão relação profunda com essa experiência. O abismo de minhas misérias chama o abismo de suas misericórdias, exclama em seu Magnificat pessoal. Tendo experimentado, ele mesmo, a misericórdia de Deus em sua própria vida, quis agradecer por ela dedicando-se a pregá-la e transmiti-la. Os caminhos missionários da França conservam ainda a lembrança de seus passos. Desse fervor evangelizador, dessa paixão pelo Reino, surgiria aquele outro elemento chave de sua espiritualidade que foi a devoção ao Coração de Cristo, unido indissoluvelmente ao Coração de Maria. Como alguém tem escrito, João Eudes foi um homem de coração e um homem do Coração: nisto consiste sua máxima contribuição ao cristocentrismo da escola beruliana. O caminho da misericórdia Porque a história não fica na anedota. Apresentado-se um momento crítico em própria vida e história, João Eudes saberia arriscar definitivamente no caminho da misericórdia; e ao fazer assim, arriscaria pela santidade verdadeira. Pode ser dito que a misericórdia o fez missionário e o motivou a entregar sua vida inteira a um empenho que constituiu como que a coluna vertebral de seu ministério: desde 1627 a 1680, ano de sua morte, jamais soube o que é descanso. João Eudes seria, antes de tudo e por cima de tudo, um sacerdote missionário, como gostava de assinar suas cartas. Esse incansável caminhar missionário -o anúncio da Boa notícia que é a presença da misericórdia na história dos homens-, não era se não uma verbalização daquela experiência íntima, inicial e continuada, da máxima misericórdia divina: evangelizar -reitera a seus eudistas- é anunciar ao homem, especialmente ao mais cheio de misérias -miserável- a boa notícia de que Deus o ama, que o leva em seu coração de Pai e está disposto a jogar tudo para salvá-lo.. O trato com as pessoas lhe tinha permitido conhecer bem de perto não só os vícios morais que pululavam em todos os recantos da sociedade senão também os profundos males que abatiam o Povo de Deus. Ele sabia bem quais eram as misérias dos miseráveis. Tinha sentido a dolorosa miséria humana e social das multidões, a ignorância religiosa dos que se diziam crentes e seu afastamento do autêntico compromisso cristão; tinha experimentado também a situação do clero, abatido pela ignorância, a pobreza material e sua falta de espírito apostólico. Aguçado por esta realidade, Pe. Eudes foi descobrindo seu próprio caminho “de Jerusalém a Jericó”. A paixão pelo homem – “as almas”, diz ele, com a linguagem de sua época- o devora: “Se dependesse de mim, iria a Paris a gritar na Sorbone e demais colégios: “¡fogo, fogo!. Sim, o fogo do inferno está consumindo o universo. Venham senhores doutores, venham senhores bacharéis, venham senhores abades, venham todos os senhores eclesiásticos e ajudem a apagá-lo”. Quando o zelo aperta A partir desta perspectiva se entende melhor suas numerosas fundações. Porque ao estudar sua vida e sua obra descobrimos, cada vez melhor, como estas fundações constituíram, em quanto evangelização, autênticas obras de misericórdia, ou seja, maneiras concretas de expressar sua opção definitiva pela misericórdia divina. Apelando a uma categoria moderna, podemos dizer que João Eudes também se deixou evangelizar “pelos pobres”, vale dizer, pelas prostitutas e os incontáveis homens e mulheres que vegetavam na morte devido a ninguém lhes ter falado da Vida. Foi essa experiência que ativou seu carisma de fundador. Bastaria recordar aquele episódio citado pelo Pe. Emile Georges, que opera nas raízes da ordem de N.S. da Caridade. Pe. Eudes não era um fundador “profissional” mas um homem de Deus que ia respondendo, na medida de seus recursos, aos clamores da misericórdia, às necessidades concretas de sua época, que para ele representavam autênticas mensagens do Espírito. Era um homem que sabia ler a ação de Deus inclusive nos fracassos, que se deixava interpelar seriamente pelos sinais de seu tempo, e cujo maior desejo era fazer eficaz a misericórdia. Não existia em seus projetos nenhuma intenção moralizante: tinha de realizá-los, simplesmente, porque Deus misericordioso assim queria; eram uma conseqüência normal de seu seguimento de Cristo, e de sua atenção à misericórdia do Pai: para ele se tratava só de cristificar o ser humano, sobre tudo aqueles cuja imagem de Deus estava mais deteriorada pelo pecado ou pela miséria. É precisamente em 1644, ano em que se consolidava na França o rigorismo jansenista, quando João Eudes funda a Ordem de N.S. da Caridade, coincidindo com uma tomada de consciência cada vez mais viva do que é essa misericórdia divina. Tem feito a descoberta, de uma maneira concreta, que Deus ama e, porque ama, salva perdoa. Sente-se chamado a ser pessoalmente instrumento desse amor salvador em um dos campos mais dramaticamente esquecidos da pastoral da época: a prostituição. Também no nascimento da Congregação de Jesus e Maria (Eudistas) há uma experiência de misericórdia; lhe doía intensamente a Igreja, lhe doíam as pessoas que andavam “como ovelhas sem pastor”; e se deixou interpelar pelo amor de Deus que, em Jesus, vem “salvar o que estava perdido”. Expressão última e acabada da misericórdia do Pai. Se “uma pessoa vale mais que mil mundos”, é necessário que alguém se dedique de tempo completo a formar a quem deve salvá-la. Urgido por tão angustiantes convicções, decide abandonar o Oratório para fundar sua pequena congregação. Formar o clero era só uma maneira de colocar-se no caminho da misericórdia que salva e que necessita de canais dignos dessa tarefa. Em uma carta ao Pe. Manoury, primeiro formador dos novos eudistas, Pe. Eudes se expressava: “Cuide de formá-los no Espírito de Nosso Senhor, que é espírito de desprendimento e de renúncia a tudo e a si mesmo; espírito de submissão e abandono à divina vontade manifestada pelo evangelho e pelas regras da congregação…, espírito de puro amor a Deus…, espírito de devoção singular a Jesus e Maria…, espírito de amor à cruz de Jesus ou seja ao desprezo, à pobreza e ao sofrimento…, espírito de ódio e horror a todo pecado…, espírito de caridade fraterna e cordial ao próximo, aos da congregação, aos pobres…, espírito de amor, respeito e estima pela Igreja”. Mestre da misericórdia Porque nosso santo não se contenta com ser, ele mesmo, coerente; seu desejo é que todos os cristãos se deixem preencher por esse espírito da misericórdia divina, seu anseio é que todos os batizados, especialmente os sacerdotes, sejam também “missionários da misericórdia”. A paixão pelo reinado de Jesus nos corações dos homens, realmente o devora. Conhecendo bem a penosa situação, moral e espiritual, do clero e do povo cristão da época, percebe e sente em todo seu ser a urgência da evangelização e da formação de bons operários para levar adiante um serviço eficaz do evangelho. A essa dupla tarefa dedica o melhor de seus esforços. Naquele mesmo ano de 1644, quando, por um lado, se consolida o jansenismo e, por outro, ele funda N. S. de a Caridade, Pe. Eudes conclui seus Conselhos aos confessores; trata-se de um curto escrito que resume aquele delicado sentido de caridade pastoral que o Vaticano II e, mais recentemente, João Paulo II, retomando uma densa herança patrística, tem apresentado como nota constitutiva do verdadeiro pastor segundo o Coração de Cristo. Ali João Eudes nos deixa uma de suas escassas confidências pessoais: “Conheço muito bem alguém que tem sido escolhido pela divina misericórdia para trabalhar na conversão dos pecadores; encontrando-se perplexo sobre como devia conduzir-se com eles, se usar de bondade ou de rigor, se misturar os dois…, recorreu na oração à Santíssima Virgem, seu habitual refúgio. Antes que tivesse comunicado a alguém suas inquietações, a Mãe das Misericórdias lhe inspirou através de um mensageiro: quando pregares usa as armas poderosas e terríveis da Palavra de Deus para combater, destruir e esmagar o pecado nas pessoas, mas quando te encontrares com o pecador, fala-lhe com bondade, benignidade, paciência e caridade”. Por isso, recomenda aos confessores acolher e tratar o penitente “com um coração verdadeiramente paternal, quer dizer, com uma grande cordialidade, benignidade e compaixão”, e incitá-lo à confiança. E explica: “com entranhas de misericórdia e com o coração cheio de amor a quantos se apresentarem para a confissão, sem fazer acepção de pessoas nem agir com preferências, salvo quando se tratar de enfermos ou inválidos, de mulheres grávidas ou que estão criando seus filhos, daqueles que vêm de longe…”. “Se aparecer temeroso e com alguma desconfiança de obter o perdão de seus pecados, deve levantar-lhe o ânimo e fortalecê-lo, fazendo-lhe ver que Deus tem um grande desejo de perdoá-lo; que se alegra muito com a penitência dos grandes pecadores; que quanto maior é nossa miséria, mais glorificada é em nós a misericórdia de Deus; que Nosso Senhor tem orado a seu Pai pelos que o tem crucificado, para ensinar-nos que, mesmo sendo crucificado com nossas próprias mãos, perdoaria-nos muito espontaneamente se lhe pedíssemos”. Neste ponto a gente se sente bem longe do rigorismo agostiniano e jansenista. Apelando a um lugar comum podemos afirmar que o “zelo pela salvação das almas” realmente o devorava. Esta expressão -que hoje é pouco aceita pois se entende melhor que o ser humano não é só alma e que Deus salva a pessoa toda- traduz bem a qualidade apostólica de santos como João Eudes. Sem considerar que a importância dada por ele ao compromisso concreto nos permite captar em seu pensamento uma intuição do que na linguagem bíblica significava a “alma”: não a parte espiritual em confronto com o corpo -o material- mas a identidade total do homem, matéria e espírito, tal como tem saído das mãos de Deus. Encarnados com o Encarnado Está claro que existe uma significativa distância cultural entre o século XVII francês e nossa época, em quanto ao sentido da palavra misericórdia. Convém precisar esta diferença na hora de apresentar a mensagem eudiana se queremos que seja captada a plenitude pelos homens de nosso tempo. Hoje o seu significado se tem empobrecido até tal ponto que parece ser um simples sinônimo de pena ou de piedade para com o culpável. Para João Eudes, de modo diferente, misericórdia era mansidão, clemência, paciência e compreensão frente à falha do outro, mas sobretudo amor, piedade, generosidade. A misericórdia era zelo pela causa do homem, um intenso sentimento de piedade, generosidade; não mera comiseração ante o sofrimento do outro, mas expressão plena e comprometida de um amor que trata de levar a todos uma salvação eficaz, concreta, mas ao estilo de Deus. Assim o expressaria em um texto célebre, sobre o qual voltamos reiteradamente: “Três coisas se requerem para que haja misericórdia. A primeira é ter compaixão da miséria do outro, pois misericordioso é quem leva em seu coração as misérias dos miseráveis. A segunda consiste em ter uma vontade decidida de socorrê-los em suas misérias. A terceira é passar da vontade à ação”. Como veremos em detalhe depois, João Eudes apóia sua doutrina sobre a misericórdia naquele profundo sentido da encarnação de Deus tão caro aos mestres da espiritualidade beruliana. Exclama: “nosso Redentor se encarnou para exercer deste modo sua misericórdia conosco”, quer dizer, para passar da misericórdia do Coração de Deus à misericórdia das ações salvadoras. A mensagem resulta evidente: Jesus personifica a misericórdia divina, a misericórdia ativa e viva de um Deus que vem salvar os mal-feridos do caminho a Jericó. Na pessoa de Jesus, Deus se aproxima gratuitamente de quem está em desgraça e é incapaz de libertar-se a si mesmo. Jesus é o Coração humano de Deus – belo achado teológico eudiano – que tem assumido todas as nossas misérias para libertar-nos delas. É essa mesma atitude – “levar no coração” – que Deus nos pede diante do próximo. João Eudes reitera, sob diversas formas, ao longo de suas obras: não há outra forma de viver o amor misericordioso de Jesus. Ela traduz e resume uma experiência fundamental que testemunha tudo mais: ser cristão é ser capaz de abrir-se suficientemente, desde o mais profundo, para acolher na própria vida o “outro”: Deus, próximo, e, particularmente, quem experimenta qualquer tipo de miséria. Um coração autenticamente cristão é aquele que, sobretudo, sabe receber e acolher um Deus essencialmente gratuito, mas que, com Deus e como Deus, sabe acolher também as misérias dos demais de tal modo que o impressionem, o habitem no mais profundo de seu ser, e o dinamizem para uma ação comprometida e coerente. Nas mãos da Graça Por isso, a nível de meios, longe de todo delírio prometeico e de toda pretensão voluntarista, João Eudes entende que nessa tarefa, incômoda e difícil, o primeiro é a graça de Deus, pois tudo depende dele que é quem age em nós: “O que somos nós, meus irmãos, para que Deus nos empregue em tão sublimes ministérios? Para se dignar a escolher a nós, miseráveis pecadores como instrumentos de suas divinas misericórdias?”. Daí sua insistência na oração constante. Porém, longe de qualquer delírio pietista, sublinha também a necessidade de “pôr sempre toda a carne na grelha”: é necessário entregar-se à tarefa, trabalhando como se tudo dependesse de nós, trabalhando de todo coração, pelo exemplo -testemunho- e pela eficácia da ação. Temos de deixar que, diante dos problemas que abatem o próximo, nosso coração se estremeça de amor até o ponto de não restar outro remédio que passar à ação em busca de alívio. Trata-se de amar até a dor. Porque o dar da verdadeira misericórdia não é assunto de simples quantidade, mas de qualidade, de uma atitude vital com a qual partilha com os demais. O importante não é dar coisas mas dar a si mesmo. Para nosso homem esta é a forma privilegiada de glorificar a Deus. Como missionário, como formador de sacerdotes e como fundador de Institutos religiosos, soube sublinhar a união estreita que existe entre a misericórdia de Deus, nosso compromisso cristão e a virtude de religião: o autêntico culto deriva em zelo apostólico e este se expressa com sinais de misericórdia porque -afirma- anunciar o evangelho é simplesmente anunciar a misericórdia de Deus, e este anúncio tem de fazê-lo com palavras claras e obras coerentes. Evangelizar é anunciar aos “miseráveis” a boa notícia de que Deus os ama, que os “leva em seu coração”; para isto o missionário só tem um caminho: levá-los em seu próprio coração. Deste modo o Pai é glorificado. Por isso se atreve a exclamar: “Nada desejo pessoalmente, mas se Deus me exigisse expressar meu querer, escolheria seguir vivendo indefinidamente, para ajudar a salvar as almas”. A partir desta convicção, João Eudes o místico se faz ativo, o contemplativo se converte em missionário, testemunha e fundador. Porque se trata de “passar da vontade ao fato”. Não bastam os belos sentimentos e as formosas palavras. Deve-se passar do ‘levar as misérias alheias no coração”, aos efeitos concretos da misericórdia. Escutando-o evocamos Tiago: uma fé sem obras é uma fé morta. Ele entendia bem que estamos radicalmente a serviço da misericórdia de Deus, que somos os verdadeiros anjos de Deus: somos as mãos, os pés, o coração do Deus salvador, porque “Deus não tem mais mãos que as nossas”, como falara lindamente Teresa d’Ávila. Em resumo, evangelização, zelo e misericórdia, são as três dimensões, fundamentais e inter-relacionadas, de seu pensamento e de sua ação ministerial inteira. Nesta perspectiva orienta o ministério do missionário. Espiritualidade da encarnação Para tanto, não podemos acusar o pensamento eudiano de espiritualista, como se não lhe importassem senão as coisas espirituais, esquecendo as necessidades materiais do povo. De fato ele estava muito consciente destas misérias humanas e sociais, mas as via como uma expressão, um sintoma e uma conseqüência da miséria mais profunda e radical e a raiz de todas as demais misérias, que é o pecado. Por isso, a “mais divina de todas as coisas divinas é salvação das almas”. Como normando sensível, prático e eficiente, ensina que é a través de nós que o Cristo quer realizar sua misericórdia salvadora. Mesmo vivendo em um denso mundo espiritual, entendia que a misericórdia de Deus não é uma noção abstrata, mas a presença real, muito real, de Deus encarnado no mundo dos homens, nos acontecimentos cotidianos. André Pioger sublinha como seus contemporâneos se sentiam comovidos por esta atitude testemunhal do pequeno grande santo: “Inclusive fora de Caen, João Eudes se interessa vivamente pelos enfermos. Quando realiza a missão nas grandes cidades estabelece casas de refúgio para os pobres e os enfermos; acomoda os idosos e os que estão em má situação… Em Autun, em 1647, faz reparar o hospital Dos Transeuntes e decide aa construção de um novo para os enfermos e para alojar ali os pobres médicos… Onde não cria hospitais visita sempre os que já existiam… Porque não quer só socorrer materialmente mas dedicar-se a cultivar as almas…”. Obviamente, João Eudes vive as idéias de sua época. Por isso sua concepção da missão, que obedecia a uma mentalidade de nova cristandade, difere de outras mais modernas, nas que se enfatiza mais o compromisso estrutural que as “obras de misericórdia”. Não podemos pedir a um homem do s. XVII, por mais santo que fosse, que tivesse as idéias de um missionário post-Vaticano II. O importante é ver como ele, ao seu modo, não separava jamais aquelas quatro dimensões da missão, que citava Paulo VI na Evangelii Nuntiandi: o compromisso, o anúncio, o testemunho e a denúncia. Não fazia do trabalho pelos pobres um simples compromisso social, porque o dele era servir ao Reinado de Jesus nos homens, também não convertia sua pregação em um desencarnado anúncio de verdades abstratas ou de “eslogans” ideológicos. Por outra parte, aparece clara sua convicção de que não se tratava de mais um trabalho social, que podia favorecer a evangelização, de uma pre-evangelização como se diz às vezes, mas de uma verdadeira evangelização dado que sua finalidade era a conversão a Cristo. E quando tinha que enfrentar os responsáveis de qualquer sofrimento injusto, mesmo que fosse o rei ou a rainha, o fazia com clareza, valentia e misericórdia. Sua própria concepção da grandeza do ministério sacerdotal não obedecia a critérios de poder ou grandeza humana -esses que hoje tanto chocam à teologia moderna- mas à convicção de que o sacerdote, enquanto tal, tem, como tarefa quase exclusiva, ser missionário e tesoureiro do Pai das misericórdias. Por isso sentia a urgência de contagiar os irmãos sacerdotes com ardor inflamado de sua própria experiência missionária. Escreve, por exemplo, durante a missão de Vatesville: “São maravilhosos os frutos que recolhem os confessores. Mas o que nos aflige é que nem a quarta parte se poderá confessar. Estamos abrumados. (…) O que estão fazendo em Paris tantos doutores e bacharéis, enquanto as almas perecem por milhares, porque ninguém lhes estende uma mão para retirá-las da perdição?”. A dramática experiência de sua própria vida, somada à constatação dos ingentes problemas que viviam o mundo e a Igreja, alimentaram sem dúvida seu pessimismo diante das reais possibilidades do homem. Mesmo assim, soube propor e manter uma proposta de vida cristã sempre equilibrada e sã, ainda que exigente. Por isso, a João Eudes se pode aplicar o que ele mesmo escrevera de Maria: contemplou, amou e levou em seu coração o Coração de Cristo, até fazer-se um só coração com ele. Também ele se deixou habitar e dinamizar pelo Coração de Deus, que é Cristo. Foi este Coração que o conduziu até seus irmãos e irmãs necessitados; foi este Coração que o lançou, sem descanso, pelos caminhos da missão; e foi este mesmo coração que lhe permitiu posicionar seu carisma e sua missão entre a miséria do homem e a misericórdia do Deus-Amor que quer que todo homem se salve. O preço era a cruz Parecia inevitável que por essa opção devesse pagar um alto preço em lutas dolorosas, dentro daquele contexto histórico tão complexo; e o pagou com inteireza, galhardia e equanimidade: “Se temos de suportar alguma moléstia ou fadiga não é para desanimar-nos ou queixar-nos por tão pouca coisa. Inclusive se tivéssemos de enfrentar a morte, não deveríamos acaso considerar-nos imensamente afortunados?”. Seu abandono do Oratório lhe trouxe a censura de muitos de seus antigos irmãos, e sua luta contra o rigor desmedido do jansenismo lhe acarretou tormentas e horas muito difíceis. Mas ele não recusa a cruz, demonstrando assim até que ponto seu arriscar-se pela misericórdia era autêntico e comprometido: “A divina misericórdia me tem feito passar por numerosas tribulações, este tem sido um dos mais insignes favores que dela tenho recebido, porque me têm sido extremamente úteis, e Deus me tem livrado sempre delas”. Ainda mais, para ele essas perseguições não eram simples cruz mas o posicionavam no caminho da misericórdia divina: “Depois de uma desolação de seis anos, o Pai das misericórdias e Deus de todo consolo se tem dignado enxugar minhas lágrimas e mudar minha amargura em regozijo incrível. Seja por isso louvado e bendito eternamente”. Estava consciente, assim escreveria mais tarde, de que não há redenção sem sangue; por isso via no martírio “o ápice, a perfeição e culminância da vida cristã… o milagre mais insigne que Deus realiza nos cristãos…, o favor mais destacável que Cristo faz aos que ama… Nos mártires resplandece com preferência o poder admirável de seu divino amor…”. Coerentemente, pediria com insistência essa graça; testemunho disso é o formoso “Voto de Martírio” que nos legou. Não lhe foi concedida tal graça, mas recebeu outra talvez maior: tornar-se missionário e profeta da misericórdia de Deus. Por isso, no entardecer de sua vida pôde exclamar: “Mesmo estando já velho (74 anos), prego quase todos os dias, confesso, e atendo infinidade de assuntos. Todas estas fadigas nada custam quando se tem o consolo de ver como os povos correspondem ao que se faz por sua salvação”. Dessa maneira, João Eudes se revela como um autêntico profeta da misericórdia, em uma época em que se impunham tantas correntes rigoristas. A partir dessa paixão que o devorava delineou um caminho de santidade baseado na mística do amor comprometido. Nele, a missão e o ministério aparecem como as duas faces da existência cristã, um laço concreto e visível entre o amor de Deus e a miséria humana. Isso sintetiza todo seu projeto espiritual e missionário. Isso seria assim até aquela tarde do 19 de agosto de 1680, quando expirava repetindo uma outra vez: “Jesus é meu todo!” Fotos: santiebeati.it | Fonte: eudistes.org Leia também: .: Santo do Dia – 18 de Agosto – Santa Helena .: Santo do Dia – 20 de Agosto – São Bernardo de Claraval #SantodoDia

  • Homilia Diária | O Evangelho da família nos dias atuais

    Sexta-feira da 19ª Semana do Tempo Comum Como os fariseus de outrora, também os homens de hoje endureceram o próprio coração e se tornaram incapazes de compreender que o matrimônio, por ser de origem divina e uma missão a amar como Cristo, é indissolúvel, sem nenhuma exceção, pois “o que Deus uniu, o homem não separe”. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 18 de agosto, e peçamos juntos à Virgem Mãe que proteja e guarde todas as famílias contra a peste do divórcio e da infidelidade. Santo do Dia: Santa Helena, protetora da Santa Cruz de Nosso Senhor Evangelho (Mt 19,3-12) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Acolhei a palavra de Deus, não como palavra humana, mas como mensagem de Deus, o que ela é, em verdade! (1Ts 2,13) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 3 alguns fariseus aproximaram-se de Jesus, e perguntaram, para o tentar: “É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?” 4 Jesus respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o início, os fez homem e mulher? 5 E disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’ 6 De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. 7 Os fariseus perguntaram: “Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?” 8 Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. 9 Por isso, eu vos digo: quem despedir a sua mulher – a não ser em caso de união ilegítima – e se casar com outra, comete adultério”. 10 Os discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se”. 11 Jesus respondeu: “Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. 12 Com efeito, existem homens incapazes para o casamento, porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do Reino dos Céus. Quem puder entender entenda”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | O Evangelho da família nos dias atuais

    Sexta-feira da 19ª Semana do Tempo Comum Como os fariseus de outrora, também os homens de hoje endureceram o próprio coração e se tornaram incapazes de compreender que o matrimônio, por ser de origem divina e uma missão a amar como Cristo, é indissolúvel, sem nenhuma exceção, pois “o que Deus uniu, o homem não separe”. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 18 de agosto, e peçamos juntos à Virgem Mãe que proteja e guarde todas as famílias contra a peste do divórcio e da infidelidade. Santo do Dia: Santa Helena, protetora da Santa Cruz de Nosso Senhor Evangelho (Mt 19,3-12) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Acolhei a palavra de Deus, não como palavra humana, mas como mensagem de Deus, o que ela é, em verdade! (1Ts 2,13) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 3 alguns fariseus aproximaram-se de Jesus, e perguntaram, para o tentar: “É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?” 4 Jesus respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o início, os fez homem e mulher? 5 E disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’ 6 De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. 7 Os fariseus perguntaram: “Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?” 8 Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. 9 Por isso, eu vos digo: quem despedir a sua mulher – a não ser em caso de união ilegítima – e se casar com outra, comete adultério”. 10 Os discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se”. 11 Jesus respondeu: “Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. 12 Com efeito, existem homens incapazes para o casamento, porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do Reino dos Céus. Quem puder entender entenda”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Quarto Dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed, todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade: Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

  • Quarto Dia da Quaresma de São Miguel

    Reze os 40 dias conosco! Como sugestão, além do roteiro que disponibilizamos abaixo, convidamos a todos para rezar o Rosário com o Frei Gilson ou Instituto Hesed, todos os dias às 4h da manhã ou no horário que tiver possibilidade: Aqueles que preferirem podem rezar a versão resumida: É costume que a Quaresma de São Miguel seja rezada diariamente, entre 15 de agosto e 29 de setembro , quando se celebra a festa deste Santo Arcanjo. Mas ela também pode ser feita em qualquer outra época do ano, por um período de 40 dias. Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis, que sempre fazia orações especiais a São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo (29 de Setembro). Foi difundida através dos seus discípulos, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E, até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar as nossas vidas a São Miguel. Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Por se tratar de uma devoção privada , os fiéis que a praticam são livres para adotar as orações de sua preferência. As preces a seguir são mais uma sugestão de roteiro do que um rito fixo e imóvel, e costumam ser rezadas em frente a uma escultura ou estampa de São Miguel, e com uma vela benta acesa em sua honra. Também é hábito que se una a essas orações a prática de alguma penitência especial ao longo de toda a quarentena. Aos que praticam essa devoção em família, talvez valha a pena baixar este arquivo em formato pdf , com as orações em latim e português, e fazer uma impressão dele para esses dias. No final do artigo é possível baixar outros arquivos que ajudarão a viver bem a Quaresma de São Miguel. Baixe o roteiro de oração em formato pdf Aos que desejarem conhecer mais e melhor essa prática, sua origem e seu significado espiritual, recomendamos que assistam aos seguintes programas “Ao vivo com Pe. Paulo”, sobre esse tema: O que é necessário? Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos, para isso faça um breve exame de consciência. Após esta breve análise da sua vida, faça um altar com uma imagem de São Miguel (pode ser estátua ou de papel), colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar. Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma Durante todos os dias da quaresma de São Miguel, faça o Sinal da Cruz, se possível acenda uma vela, diga a sua intenção particular – por si ou por alguém – e reze as orações abaixo, e no dia 29 de Setembro procure participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa. 1. Sinal da cruz . — Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 2. Pequeno exorcismo de Leão XIII . — São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém. 3. Ladainha de São Miguel Arcanjo ( versão latina aqui ): Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Cristo, ouvi-nos . Cristo, atendei-nos . Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós . Filho redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós . Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós . São Miguel, rogai por nós . São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai … São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, São Miguel, coroado de honra e de glória, São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, São Miguel, guardião do Paraíso, São Miguel, guia e consolador do povo israelita, São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, São Miguel, luz dos anjos, São Miguel, baluarte dos cristãos, São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, São Miguel, socorro muito certo, São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, São Miguel, arauto da sentença eterna, São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, São Miguel, nosso príncipe, São Miguel, nosso advogado, rogai por nós . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor . Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós . Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de suas promessas . Oremos : Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém. 4. Consagração a São Miguel Arcanjo . — Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. 5. Oração final . — Levanta-se Deus, pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes; sejam dispersos os seus inimigos e fujam de sua face todos os que o odeiam. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 6. Oração “Augusta Rainha” . — Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos, Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, nós vo-lo pedimos humildemente, enviai vossas legiões celestes para que, sob vossas ordens, e por vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó Mãe de bondade e ternura, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e guardai-nos. Amém. Notas Na liturgia atual, S. Gabriel e S. Rafael também são celebrados no dia 29 de setembro, quando se encerra essa devoção. Mas vale a pena recordar, aos amantes do rito tradicional, que no calendário antigo os três arcanjos eram festejados separadamente: Gabriel em 24 de março, véspera da Anunciação, e Rafael em 24 de outubro (ambas festas de 3.ª classe, o equivalente às nossas memórias ). São Miguel manteve o dia 29 de setembro, mas antes era honrado com uma festa de 1.ª classe (o equivalente às nossas solenidades ). Leia também Conheça a origem da Quaresma de São Miguel Arcanjo Outros arquivos para baixar : Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (preto e branco) Roteiro de orações para a Quaresma de São Miguel (colorido) Calendário da Quaresma de São Miguel Capelinha de São Miguel #QuaresmadeSãoMiguel

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