top of page

Buscar neste site

12408 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Filme sobre ‘São Miguel Arcanjo’ chega hoje aos cinemas

    ‘São Miguel Arcanjo’ chega aos cinemas a partir desta quinta-feira (10) São Paulo, 9 de agosto de 2023. Com exibições confirmadas em mais de 170 salas no Brasil, pode-se dizer que ‘São Miguel Arcanjo – O Anjo Maior’ está superando as expectativas. Previsto para estrear apenas no sábado (12), o documentário chamou a atenção das redes de cinema, que liberaram sessões já para esta quinta-feira (10) em algumas cidades. “A procura tem sido tão boa que alguns exibidores decidiram adiantar essa estreia, trazendo as primeiras sessões já para o dia 10 de agosto, que é o início da semana do cinema. Isso é muito bom para o filme e para o público também”, afirma Angela Morais, fundadora da Kolbe Arte, responsável por distribuir a produção no país. A diretora executiva explica que existe uma dinâmica que favorece o bom desempenho e permanência do filme nos cinemas e que “depende muito da resposta do público já nos primeiros dias de exibição. Ou seja, para que o conteúdo fique mais tempo em cartaz é de suma importância mostrar que existe uma demanda de público, que há interesse, que há venda de ingressos. Enfim, que há elementos que justificam o fato de o cinema manter um horário exclusivo para este filme”. Outra iniciativa que ajuda muito é a formação de grupos a partir de 20 pessoas. “Esta é uma ação voluntária e que sempre dá muito certo. O padre, uma liderança de uma pastoral ou simplesmente alguém que se sentiu motivado, pode reunir um grupo para ir ao cinema e ainda conseguir desconto de até 50% em todos os ingressos”. Confira algumas das cidades do circuito Ananindeua • Aracaju • Arapiraca • Balneário Camboriú • Barretos • Barueri • Bauru • Belém • Belo Horizonte • Betim • Bragança Paulista • Brasília • Campinas • Campo Grande • Canoas • Caraguatatuba • Caruaru • Contagem • Cuiabá • Curitiba • Florianópolis • Fortaleza • Foz do Iguaçu • Goiânia • Guarulhos • Hortolândia • Imperatriz • Itabuna • Jaboatão dos Guararapes • Jacareí • João Pessoa • Juazeiro • Jundiaí • Lages • Londrina • Macapá • Maceió • Manaus • Marília • Mogi das Cruzes • Montes Claros • Mossoró • Natal • Niterói • Nova Iguaçu • Olinda • Osasco • Palmas • Porto Alegre • Praia Grande • Recife • Ribeirão Preto • Rio de Janeiro • Salvador • Santarém • Santo André • São Bernardo do Campo • São Caetano do Sul • São Gonçalo • São José do Rio Preto • São José dos Campos • São José dos Pinhais • São Luís • São Paulo • Sobral • Sorocaba • Taguatinga • Taubaté • Teresina • Uberaba • Uberlândia • Varginha • Vila Velha • Vitória • Vitória da Conquista A Kolbe Arte em parceria com a Cinetickets disponibilizou uma plataforma online com informações sobre locais, datas e horários das sessões. Além disso, através deste portal, o usuário poderá ser redirecionado para a rede de cinema de preferência para comprar o ingresso com facilidade e segurança. Basta acessar: cinetks.com.br/sao-miguel SINOPSE Um documentário inspirador sobre o papel de São Miguel nas Escrituras e em nossas vidas. Especialistas religiosos, de diferentes partes do mundo, discutem sobre o Arcanjo de um ângulo religioso, histórico e cultural, apresentando as igrejas e santuários mais sagrados associados a ele. O público experimentará poderosos testemunhos de fé, fascinante história da Igreja Católica e bela arquitetura e arte na cultura cristã que aproximarão todos da figura extraordinária deste amigo e guerreiro dos nossos dias. Confira o trailer: #SãoMiguel

  • Filme sobre ‘São Miguel Arcanjo’ chega hoje aos cinemas

    ‘São Miguel Arcanjo’ chega aos cinemas a partir desta quinta-feira (10) São Paulo, 9 de agosto de 2023. Com exibições confirmadas em mais de 170 salas no Brasil, pode-se dizer que ‘São Miguel Arcanjo – O Anjo Maior’ está superando as expectativas. Previsto para estrear apenas no sábado (12), o documentário chamou a atenção das redes de cinema, que liberaram sessões já para esta quinta-feira (10) em algumas cidades. “A procura tem sido tão boa que alguns exibidores decidiram adiantar essa estreia, trazendo as primeiras sessões já para o dia 10 de agosto, que é o início da semana do cinema. Isso é muito bom para o filme e para o público também”, afirma Angela Morais, fundadora da Kolbe Arte, responsável por distribuir a produção no país. A diretora executiva explica que existe uma dinâmica que favorece o bom desempenho e permanência do filme nos cinemas e que “depende muito da resposta do público já nos primeiros dias de exibição. Ou seja, para que o conteúdo fique mais tempo em cartaz é de suma importância mostrar que existe uma demanda de público, que há interesse, que há venda de ingressos. Enfim, que há elementos que justificam o fato de o cinema manter um horário exclusivo para este filme”. Outra iniciativa que ajuda muito é a formação de grupos a partir de 20 pessoas. “Esta é uma ação voluntária e que sempre dá muito certo. O padre, uma liderança de uma pastoral ou simplesmente alguém que se sentiu motivado, pode reunir um grupo para ir ao cinema e ainda conseguir desconto de até 50% em todos os ingressos”. Confira algumas das cidades do circuito Ananindeua • Aracaju • Arapiraca • Balneário Camboriú • Barretos • Barueri • Bauru • Belém • Belo Horizonte • Betim • Bragança Paulista • Brasília • Campinas • Campo Grande • Canoas • Caraguatatuba • Caruaru • Contagem • Cuiabá • Curitiba • Florianópolis • Fortaleza • Foz do Iguaçu • Goiânia • Guarulhos • Hortolândia • Imperatriz • Itabuna • Jaboatão dos Guararapes • Jacareí • João Pessoa • Juazeiro • Jundiaí • Lages • Londrina • Macapá • Maceió • Manaus • Marília • Mogi das Cruzes • Montes Claros • Mossoró • Natal • Niterói • Nova Iguaçu • Olinda • Osasco • Palmas • Porto Alegre • Praia Grande • Recife • Ribeirão Preto • Rio de Janeiro • Salvador • Santarém • Santo André • São Bernardo do Campo • São Caetano do Sul • São Gonçalo • São José do Rio Preto • São José dos Campos • São José dos Pinhais • São Luís • São Paulo • Sobral • Sorocaba • Taguatinga • Taubaté • Teresina • Uberaba • Uberlândia • Varginha • Vila Velha • Vitória • Vitória da Conquista A Kolbe Arte em parceria com a Cinetickets disponibilizou uma plataforma online com informações sobre locais, datas e horários das sessões. Além disso, através deste portal, o usuário poderá ser redirecionado para a rede de cinema de preferência para comprar o ingresso com facilidade e segurança. Basta acessar: cinetks.com.br/sao-miguel SINOPSE Um documentário inspirador sobre o papel de São Miguel nas Escrituras e em nossas vidas. Especialistas religiosos, de diferentes partes do mundo, discutem sobre o Arcanjo de um ângulo religioso, histórico e cultural, apresentando as igrejas e santuários mais sagrados associados a ele. O público experimentará poderosos testemunhos de fé, fascinante história da Igreja Católica e bela arquitetura e arte na cultura cristã que aproximarão todos da figura extraordinária deste amigo e guerreiro dos nossos dias. Confira o trailer: #SãoMiguel

  • Homilia Diária | O santo que foi grelhado vivo

    (Festa de São Lourenço, Diácono e Mártir) A lgreja celebra hoje com especial alegria a festa de São Lourenço, diácono martirizado em 258 durante as perseguições do imperador Valeriano. Consagrado aos serviços da caridade e fiel ajudante de São Sisto ll, o então bispo de Roma, Lourenço encontrou força e alívio na graça divina para entregar-se em sacrifício a Deus, afim de manter-se fiel à sua vocação de servidor do Crucificado. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 10 de agosto e confiemo-nos juntos ao patrocínio deste mártir admirável, modelo de constância e virtude para todos os diáconos! Leia também: Conheça mais sobre a vida deste grande Santo nesta formação especial Evangelho (Jo 12,24-26) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida. (Jo 8,12bc) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos: 24 “Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morre, então produz muito fruto. 25 Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. 26 Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | O santo que foi grelhado vivo

    (Festa de São Lourenço, Diácono e Mártir) A lgreja celebra hoje com especial alegria a festa de São Lourenço, diácono martirizado em 258 durante as perseguições do imperador Valeriano. Consagrado aos serviços da caridade e fiel ajudante de São Sisto ll, o então bispo de Roma, Lourenço encontrou força e alívio na graça divina para entregar-se em sacrifício a Deus, afim de manter-se fiel à sua vocação de servidor do Crucificado. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 10 de agosto e confiemo-nos juntos ao patrocínio deste mártir admirável, modelo de constância e virtude para todos os diáconos! Leia também: Conheça mais sobre a vida deste grande Santo nesta formação especial Evangelho (Jo 12,24-26) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida. (Jo 8,12bc) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos: 24 “Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morre, então produz muito fruto. 25 Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. 26 Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Santo do Dia – 10 de Agosto – São Lourenço

    SANTO DO DIA – 10 DE AGOSTO – SÃO LOURENÇO Diácono e mártir (+258) A história do martírio do diácono romano São Lourenço, cuja festa a Igreja celebra neste dia, revela-nos uma das notas distintivas da verdadeira santidade: a virtude heróica, indício claro de que já não é mais o santo quem atua e ama, mas o Cristo que nele habita e age, acima de nossas forças naturais, pelos dons do Espírito Santo. Seu martírio, diz o poeta Prudêncio, assinalou o declínio dos deuses de Roma. Sinal, portanto, de que a morte do jovem diácono Lourenço provocara na cidade uma grande impressão, a ponto dos pagãos — vendo tão serena coragem diante da tortura — começarem a se interrogar sobre a religião professada pelo heroico mártir. Sua imagem, cingida de lenda (o relato da paixão de São Lourenço, que data de um século após sua morte, é pouco confiável) já na obra dos escritores próximos a sua época, como Prudêncio, Dâmaso e Ambrósio, está ligada à sua tortura. O mártir, posto em uma grelha sobre carvões ardentes, encontra um modo de gracejar: ‘Vede, deste lado já estou bem cozido; virai-me do outro’. Mas a maioria dos escritores modernos julga que Lourenço tenha sido decapitado como o papa Sisto II — do qual era diácono e o havia precedido por três dias no martírio. O papa Dâmaso, por outro lado, parece convalidar a tradição dos carvões ardentes e recorda o heroico testemunho de fé com eficaz síntese: ‘Verbera, carnífices, flammas, tormenta, catenas…’- açoites, carrascos, chamas, tormentos, cadeias, nada prevaleceu contra sua fidelidade a Cristo. Mas ao lado desta imagem de sofrimento aceito, há outra, de modo algum lendária, referente ao diácono encarregado de distribuir aos pobres a coleta dos cristãos de Roma. Ele fora, de fato, encarregado de dirigir outros diáconos de Roma. Pode-se, pois, julgar que, na iminência da prisão, o papa o tenha encarregado de distribuir aos pobres o pouco que a Igreja possuía. Quando o imperador Valeriano — lê-se na paixão — impôs-lhe a entrega do tesouro do qual ouvira falar, Lourenço teria reunido diante dele um grupo de mendigos: ‘Eis o nosso tesouro’, disse-lhe, ‘podeis encontrá-lo por toda a parte’. Foi sepultado na via Tiburtina, no Campus Veranus — Verano —,e sobre seu sepulcro foi erigida a basílica que leva seu nome, a primeira das igrejas que Roma dedicou ao seu popular mártir. Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Colocado sobre uma grelha e assado vivo, São Lourenço passou para a História como exemplo para os séculos futuros… Conheça mais sobre São Lourenço, Mártir. A perseguição de Valeriano intensificou-se sobremaneira no ano de 258. O Papa São Sisto foi preso com alguns membros do seu clero, quando estava no cemitério de Calisto para celebrar os Santos Mistérios. Quando o levavam ao suplício, Lourenço, o primeiro dos diáconos da Igreja Romana, seguia-o chorando e dizendo: “Aonde ides, pai, sem vosso filho? Aonde ides, Santo Pontífice, sem vosso Diácono? Não estais acostumado a oferecer o sacrifício sem ministro. No que vos desagradei? Experimentai se sou digno da escolha que fizestes de mim, para me confiar a dispensa do Sangue de Nosso Senhor.” Sisto respondeu-lhe: “Não sou eu que te deixo, meu filho, mas um combate maior te está reservado. Poupam-nos, a nós velhos, mas tu me seguirás dentro de três dias.” Entretanto, o prefeito de Roma, julgando que os cristãos tinham grandes tesouros escondidos e querendo disso certificar-se, mandou chamar Lourenço, que como primeiro Diácono da Igreja Romana era custódio. Pediu-lhe que lhe entregasse os tesouros dos cristãos e Lourenço respondeu-lhe que lhe entregaria, após fazer o cômputo total do que possuíam. Reuniu todos os pobres e doentes de Roma, mostrando-os ao prefeito como únicos tesouros e os maiores da Igreja. Os pobres eram ouro, as virgens e viúvas, as pérolas e demais pedras preciosas. Furioso, o prefeito ordenou a morte do Diácono, mas exigiu que fosse lenta e cruel. Despiram-no e deitaram-no sobre uma grelha, tendo embaixo brasas semiacesas. Os que assistiam ao suplício viram o rosto do mártir rodeado de esplendor extraordinário. Depois de muito tempo, disse o supliciado ao algoz: “Fazei-me virar. Já estou bastante assado desse lado.” Depois que o viraram, disse ainda: “Está assado, podeis comer.” Olhando então ao céu, rogou a Deus pela conversão de Roma e expirou. Senadores, convertidos pelo exemplo de sua constância, carregaram-lhe o corpo nas costas e o enterraram no Campo Verano, perto de Tivoli, numa gruta. O sacrifício de um mártir Há um grande número de dados preciosos nesse texto. O primeiro deles é o diálogo de São Lourenço com o Papa São Sisto. O santo sacrifício da Missa é a repetição incruenta do Santo Sacrifício da Cruz. De sorte que oferecer o Sacrifício da Cruz e oferecer o sacrifício da Missa é uma mesma coisa. O mártir, por outro lado, quando se oferece em holocausto, de algum modo oferece um sacrifício que é o dele e, sem renovar o Sacrifício da Cruz, entretanto imita a Nosso Senhor Jesus Cristo, que se imolou a Si próprio. Há, portanto, um conjunto de correlações entre o Sacrifício do Calvário, a Missa e o martírio. E foi em torno dessas correlações que girou o diálogo, entre todos admirável, do Papa São Sisto com seu Diácono. O Papa foi preso e conduzido para a morte. E o Diácono dele, São Lourenço, lhe dizia: “Vós oferecestes tantas vezes o sacrifício comigo — era o papel do Diácono ajudar o Papa na celebração da Missa. Agora, vós não o quereis oferecer? Ireis me deixar nesta Terra, no momento em que vosso sacrifício vai ser feito? É como que a vossa Missa. Eu não sou vosso Diácono? Levai-me para eu ser morto convosco; uma vez que eu vos servi a vida inteira ao pé do altar, quero servir-vos também ao pé da morte.” Depois dessa maravilha de diálogo, São Sisto profetizou: “Eu vou ter uma morte suave em comparação com a tua. Os moços vão ser menos poupados do que nós, velhos. Daqui a três dias chegará tua ocasião e serás morto.” Prenúncio do vínculo feudal Realmente, essa fidelidade de São Lourenço a São Sisto traz consigo um primeiro lampejo de Idade Média. Trata-se de uma fidelidade que gira em torno de relações de caráter eclesiástico, mas é uma fidelidade feudal. O servidor se une àquele a quem serve, por um vínculo muito maior do que um contrato de locação de serviço; é um vínculo de amor e de dedicação de toda a alma, de consagração da vida inteira, de tal maneira que ele sente que não tem razão de existir a não ser em função daquele a quem serve. Na força desse vínculo vemos prenunciado o feudalismo, em que há os vínculos de fidelidade, já então de ordem temporal, mas concebidos religiosamente, porque a fidelidade é uma virtude religiosa, ainda quando praticada no âmbito temporal. Nesse vínculo que ligava o Diácono ao Papa, vemos desabrochar a alma feudal, feita do senso do serviço, do senso da alienação e do senso de honra, pois aquele que serve coloca a sua honra em servir de fato àquele a quem se vinculou. Vemos nisso uma admirável alienação, o contrário da desalienação miserável que os revolucionários desejam. E um antessabor da Idade Média, onde as articulações das pessoas que constituíam a sociedade eram todas na base de uma alienação, de uma entrega, de uma proteção. Todo o perfume da Idade Média começa a evolar-se nessa lealdade, nessa dedicação, nesse senso de honra, nessa entrega, nessa alienação de São Lourenço para com o Papa São Sisto. Os tesouros da Igreja… De outro lado, temos o episódio admirável com os pobres. Tendo ouvido dizer que os cristãos eram riquíssimos, o prefeito mandou chamar São Lourenço, ao qual, de acordo com a organização da Igreja naquele tempo, como Diácono, cabia a guarda dos objetos que constituíam o tesouro da Igreja romana. Pobre tesouro primitivo: alguns objetos doados pela nobreza romana, ou pelas pessoas ricas de Roma, para o culto. Era uma coisa que não tinha comparação com os tesouros hodiernos da Igreja. Exigiu, então, que São Lourenço os entregasse. O santo Diácono disse-lhe: “Não tem dúvida. Eu vou trazê-los. Preciso de certo tempo para reuni-los todos para ver quantos são; depois eu os trago.” O prefeito respondeu: “Está bem. Então faça isso.” No dia marcado aparece grande número de pobres de Roma, viúvas, estropiados, aos quais os romanos pagãos tinham um desprezo soberano; o pouco-caso dos romanos em relação ao pobre era uma coisa incomparável. São Lourenço afirmou: “Aqui estão os tesouros da Igreja.” É uma admirável lição de espírito sobrenatural. Por que o pobre é um tesouro? Antes de tudo, porque ele é homem, é cristão, batizado, filho da Igreja Católica. E o que vale no homem não é o que ele tem, sabe, pode ou faz; mas sim o fato de ele ser, acima de tudo, uma criatura de Deus. Em segundo lugar, que ele foi remido pelo Sangue infinitamente precioso de Nosso Senhor Jesus Cristo. Em terceiro lugar, que ele custou as lágrimas indizivelmente preciosas de Nossa Senhora. Esses títulos fazem de qualquer homem, mesmo que seja um molambo, um verdadeiro tesouro, porque Nosso Senhor Jesus Cristo ter-se-ia encarnado e morrido na Cruz ainda que fosse só por causa dele. Ora, duas quantidades iguais a uma terceira são iguais entre si. Se aquele homem vale o Sangue de Cristo, como o Sangue de Cristo tem um valor infinito, aquele homem tem de algum modo um valor infinito. Então, por ser homem, por ser filho da Igreja, um pobre tem um valor incomensurável. Mas ele tem um valor ainda maior, não simplesmente pelo fato de ser homem, mas de ser pobre. Não no sentido revolucionário de que só o pobre tem valor. Aos olhos de Deus, há uma série de predicados humanos, até opostos entre si, se bem que não contraditórios, os quais tornam o homem digno de um amor especial de Deus, debaixo de certo título. O sofrimento: uma forma de predileção! Por exemplo, “simples de espírito”, no sentido corrente, atual da expressão — não no sentido antigo — quer dizer pessoas pouco inteligentes. Deus ama os simples de espírito de um modo especial; os ama na sua fragilidade porque são desnudados intelectualmente dos recursos necessários para viver, e a Providência Divina pousa sobre eles e os protege. Isso não quer dizer que Deus não ame o sábio. O fato de Deus amar com uma proteção especial aquele que é carente do ponto de vista intelectual não exclui que Ele, por outro título, ame imensamente um São Tomás de Aquino, ou Nossa Senhora, cujo conhecimento de todas as coisas deixava o de São Tomás de Aquino mais longe do que o de São Tomás dista de nós. São títulos diversos, segundo os quais Deus ama cada coisa. De certa forma, isso ocorre com o homem que se encanta com a rosa, a rainha das flores, porque ela se abre lindíssima e se mostra no seu esplendor. Entretanto, o homem não se maravilha com a violeta pela razão oposta? Porque ela se esconde, é apagada, delicada, pequenina. Dizer que Deus ama o pobre não significa que Ele não ama o rico. Na pobreza há um título especial para o Criador amar quem é pobre. E qual é esse título? Esse título é: Deus ama os que sofrem; bem entendido, os que padecem com resignação, em união com Ele; o sofrimento é uma prova de predileção. De maneira que quem vê um pobre porque sofre, vê no pobre um tesouro. O que significa que se eu devo amar a pobreza de um pobre, o pobre também precisa amar sua pobreza. É evidente. Isso não quer dizer que o pobre não deva trabalhar, para deixar de ser pobre. Mas enquanto não consegue sair da pobreza, ele precisa, ao mesmo tempo, ver nela um sofrimento, mas deve carregá-la com resignação. E nós, vendo um pobre, devemos lamentar que ele seja pobre e, na medida em que podemos e tem propósito, precisamos ajudá-lo; mas devemos dar graças a Deus que não só criou os ricos, mas também os pobres. Porque há uma excelência especial da alma humana na aceitação da pobreza. É como, por exemplo, a doença. Não se pode imaginar a que grau de degradação teria descido o mundo se não houvesse doenças. Que cúmulo de imoralidades haveria na Terra, se elas não existissem! A Igreja é quem mais faz para acabar com as doenças, mas Ela dá graças a Deus por haver doenças invencíveis, porque é necessário para o homem que haja doenças. Assim, com esse equilíbrio muito grande das coisas, pode-se e deve-se dizer que o pobre, a viúva, o órfão, são verdadeiros tesouros reais dentro da Igreja Católica. São Lourenço deu uma admirável lição ao prefeito de Roma. Lição para todos os séculos A última lição ele a deu para todos os séculos: foi o seu martírio. Não se pode compreender sem um milagre, mas um milagre de primeira classe, que um homem aguente o que ele suportou. São Lourenço foi colocado sobre uma grelha, debaixo da qual foram postas brasas. E ele foi assando aos poucos. Podemos imaginar o que representa a dor de ser assado por essa forma. E São Lourenço, com placidez e o rosto translúcido de alegria, quando percebeu que uma parte de seu corpo estava queimada — é um outro milagre ele não ter morrido com isso —, disse: “Um lado está assado, podem assar o outro lado.” Ele foi virado e na hora de expirar pediu a conversão de Roma; e foi atendido. Vários senadores que assistiram o seu martírio carregaram o seu corpo até a sepultura. Quer dizer, ele, um mero Diácono da Igreja, que vivia como perseguido nas catacumbas, é carregado por componentes do mais alto órgão legislativo da Terra naquele tempo, que era o Senado romano, levado aos ombros por aqueles que ele converteu com seu sofrimento. Qual o resultado da humildade? Isso foi o resultado de sua humildade. No Magnificat, disse Nossa Senhora: “Deposuit potentes de sede, et exaltavit humiles — Deus destituiu de suas cátedras os poderosos e exaltou aqueles que são humildes.” Vimos o que aconteceu com São Lourenço. Quem hoje houve falar do Imperador Valeriano? Está desfeito em poeira, apontado ao horror de todos os séculos, quando não, no esquecimento. Um dos mais célebres palácios do mundo comemora a glória de São Lourenço: o Escorial, construído por Felipe II. Era festa de São Lourenço e Felipe II teria contra os protestantes franceses uma batalha muito árdua. Então, o rei propôs a Deus que ele faria construir uma Basílica magnífica em louvor de São Lourenço, se ganhasse aquela batalha. Ele desbaratou os hereges e mandou construir uma grande obra de arte, o Escorial, que tem exatamente a forma de uma grelha, para celebrar o instrumento do martírio de São Lourenço. E todos os turistas e peregrinos do mundo inteiro, que vão ao Escorial, ficam sabendo das glórias de São Lourenço. Sem falar, naturalmente, no culto que lhe presta a Igreja Universal. O mártir sacrossanto está no mais alto do Céu, louvado por Nossa Senhora, pelos anjos, objeto de predileção de Deus; até o fim do mundo se celebrará a memória dele e por toda a eternidade os anjos vão cantar sua glória no Paraíso. E os poderosos, que eram filhos da iniquidade e se orgulhavam do seu poder, foram jogados no chão. Valeriano onde estará? Conheça alguns dados interessantes sobre São Lourenço: 1. É padroeiro dos cozinheiros São Lourenço de Roma é o santo padroeiro dos cozinheiros. O santo foi condenado a morrer queimado em uma fogueira, especificamente em uma grelha de ferro. Segundo a tradição, despois de estar queimando um tempo na grelha, disse ao juiz: “Vira-me, que já estou bem assado deste lado”. O carrasco mandou que o virassem e assim se queimou por completo. 2. Uma Basílica de Roma é dedicada a ele A Basílica de São Lourenço Extramuros, onde se encontra o túmulo do santo, é uma das cinco basílicas patriarcais ou papais. No interior do templo está uma pedra de mármore onde, segundo a tradição, foi colocado o corpo de São Lourenço imediatamente depois de seu martírio, ficando impressa parte de sua silhueta. Todos os anos é realizada uma peregrinação no bairro de São Lourenço precedida por uma Santa Missa. A romaria é acompanhada por uma relíquia do santo levada em uma pequena custódia. 3. Em Roma é o santo mais importante, depois de Pedro e Paulo Com uma tranquilidade que ninguém imaginaria, durante seu martírio, rezou pela conversão de Roma e a difusão da religião de Cristo em todo o mundo, até o seu último suspiro. O professo de teologia sistemática, Dom Francesco Moraglia, explica em um artigo que “a cidade, que lhe atribuía a vitória sobre o paganismo, o elegeu como seu terceiro padroeiro e celebra sua festa desde o século IV, como segunda festa em grau de importância depois da dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo”. Do mesmo modo, foram erguidas em sua honra “34 igrejas e capelas, sinal tangível de gratidão àquele que, fiel ao seu ministério, tinha sido entre eles um verdadeiro ministro e servidor da caridade”. 4. Seu martírio foi prenunciado pelo Papa São Sisto II São Lourenço era um dos diáconos que ajudava o Papa Sisto II, o qual foi assassinado pela polícia do imperador enquanto celebrava Missa em um cemitério de Roma. A antiga tradição diz que, quando Lourenço viu que iam matar o Sumo Pontífice, este lhe disse: “A nós, porque somos velhos, nos foi designado o percurso de um caminho mais fácil; a ti, porque és jovem, corresponde um triunfo mais glorioso sobre o tirano. Logo virá, deixe de chorar: dentro de três dias me seguirás. Entre um bispo e um levita, é conveniente que exista este intervalo” (Santo Ambrósio, De Officiis, n. 206). 5. O Papa São Leão Magno lhe dedicou uma bela homilia No século V, o Doutor da Igreja e Papa São Leão Magno disse sobre São Lourenço que “as chamas não puderam vencer a caridade de Cristo; e o fogo que o queimava fora era mais débil do que aquele que ardia dentro dele”. Acrescentou: “O Senhor quis exaltar a tal ponto o seu glorioso nome em todo o mundo que do Oriente ao Ocidente, no esplendor vivíssimo da luz que irradiou dos maiores diáconos, a mesma glória concedida a Jerusalém por Estêvão também foi dada a Roma por mérito de Lourenço” (Homilia 85, 4: PL 54, 486). 6. Um fenômeno astronômico leva o seu nome “Lágrimas de São Lourenço” é o nome popular com o qual se conhece uma chuva de meteoros (as Perseidas) visíveis todos os anos por volta dos dias 11 e 12 ou 12 e 13 de agosto. O nome começou a ser usado em memória ao diácono martirizado muito tempo depois na Europa medieval. 7. Um time de futebol leva o seu nome O nome do time de futebol favorito do Papa Francisco, o ‘Club Atlético San Lorenzo de Almagro’, é em honra ao diácono mártir, como foi o desejo do salesiano Pe. Lorenzo Massa, na fundação da equipe. #Mártir #SantodoDia

  • Santo do Dia – 10 de Agosto – São Lourenço

    SANTO DO DIA – 10 DE AGOSTO – SÃO LOURENÇO Diácono e mártir (+258) A história do martírio do diácono romano São Lourenço, cuja festa a Igreja celebra neste dia, revela-nos uma das notas distintivas da verdadeira santidade: a virtude heróica, indício claro de que já não é mais o santo quem atua e ama, mas o Cristo que nele habita e age, acima de nossas forças naturais, pelos dons do Espírito Santo. Seu martírio, diz o poeta Prudêncio, assinalou o declínio dos deuses de Roma. Sinal, portanto, de que a morte do jovem diácono Lourenço provocara na cidade uma grande impressão, a ponto dos pagãos — vendo tão serena coragem diante da tortura — começarem a se interrogar sobre a religião professada pelo heroico mártir. Sua imagem, cingida de lenda (o relato da paixão de São Lourenço, que data de um século após sua morte, é pouco confiável) já na obra dos escritores próximos a sua época, como Prudêncio, Dâmaso e Ambrósio, está ligada à sua tortura. O mártir, posto em uma grelha sobre carvões ardentes, encontra um modo de gracejar: ‘Vede, deste lado já estou bem cozido; virai-me do outro’. Mas a maioria dos escritores modernos julga que Lourenço tenha sido decapitado como o papa Sisto II — do qual era diácono e o havia precedido por três dias no martírio. O papa Dâmaso, por outro lado, parece convalidar a tradição dos carvões ardentes e recorda o heroico testemunho de fé com eficaz síntese: ‘Verbera, carnífices, flammas, tormenta, catenas…’- açoites, carrascos, chamas, tormentos, cadeias, nada prevaleceu contra sua fidelidade a Cristo. Mas ao lado desta imagem de sofrimento aceito, há outra, de modo algum lendária, referente ao diácono encarregado de distribuir aos pobres a coleta dos cristãos de Roma. Ele fora, de fato, encarregado de dirigir outros diáconos de Roma. Pode-se, pois, julgar que, na iminência da prisão, o papa o tenha encarregado de distribuir aos pobres o pouco que a Igreja possuía. Quando o imperador Valeriano — lê-se na paixão — impôs-lhe a entrega do tesouro do qual ouvira falar, Lourenço teria reunido diante dele um grupo de mendigos: ‘Eis o nosso tesouro’, disse-lhe, ‘podeis encontrá-lo por toda a parte’. Foi sepultado na via Tiburtina, no Campus Veranus — Verano —,e sobre seu sepulcro foi erigida a basílica que leva seu nome, a primeira das igrejas que Roma dedicou ao seu popular mártir. Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Colocado sobre uma grelha e assado vivo, São Lourenço passou para a História como exemplo para os séculos futuros… Conheça mais sobre São Lourenço, Mártir. A perseguição de Valeriano intensificou-se sobremaneira no ano de 258. O Papa São Sisto foi preso com alguns membros do seu clero, quando estava no cemitério de Calisto para celebrar os Santos Mistérios. Quando o levavam ao suplício, Lourenço, o primeiro dos diáconos da Igreja Romana, seguia-o chorando e dizendo: “Aonde ides, pai, sem vosso filho? Aonde ides, Santo Pontífice, sem vosso Diácono? Não estais acostumado a oferecer o sacrifício sem ministro. No que vos desagradei? Experimentai se sou digno da escolha que fizestes de mim, para me confiar a dispensa do Sangue de Nosso Senhor.” Sisto respondeu-lhe: “Não sou eu que te deixo, meu filho, mas um combate maior te está reservado. Poupam-nos, a nós velhos, mas tu me seguirás dentro de três dias.” Entretanto, o prefeito de Roma, julgando que os cristãos tinham grandes tesouros escondidos e querendo disso certificar-se, mandou chamar Lourenço, que como primeiro Diácono da Igreja Romana era custódio. Pediu-lhe que lhe entregasse os tesouros dos cristãos e Lourenço respondeu-lhe que lhe entregaria, após fazer o cômputo total do que possuíam. Reuniu todos os pobres e doentes de Roma, mostrando-os ao prefeito como únicos tesouros e os maiores da Igreja. Os pobres eram ouro, as virgens e viúvas, as pérolas e demais pedras preciosas. Furioso, o prefeito ordenou a morte do Diácono, mas exigiu que fosse lenta e cruel. Despiram-no e deitaram-no sobre uma grelha, tendo embaixo brasas semiacesas. Os que assistiam ao suplício viram o rosto do mártir rodeado de esplendor extraordinário. Depois de muito tempo, disse o supliciado ao algoz: “Fazei-me virar. Já estou bastante assado desse lado.” Depois que o viraram, disse ainda: “Está assado, podeis comer.” Olhando então ao céu, rogou a Deus pela conversão de Roma e expirou. Senadores, convertidos pelo exemplo de sua constância, carregaram-lhe o corpo nas costas e o enterraram no Campo Verano, perto de Tivoli, numa gruta. O sacrifício de um mártir Há um grande número de dados preciosos nesse texto. O primeiro deles é o diálogo de São Lourenço com o Papa São Sisto. O santo sacrifício da Missa é a repetição incruenta do Santo Sacrifício da Cruz. De sorte que oferecer o Sacrifício da Cruz e oferecer o sacrifício da Missa é uma mesma coisa. O mártir, por outro lado, quando se oferece em holocausto, de algum modo oferece um sacrifício que é o dele e, sem renovar o Sacrifício da Cruz, entretanto imita a Nosso Senhor Jesus Cristo, que se imolou a Si próprio. Há, portanto, um conjunto de correlações entre o Sacrifício do Calvário, a Missa e o martírio. E foi em torno dessas correlações que girou o diálogo, entre todos admirável, do Papa São Sisto com seu Diácono. O Papa foi preso e conduzido para a morte. E o Diácono dele, São Lourenço, lhe dizia: “Vós oferecestes tantas vezes o sacrifício comigo — era o papel do Diácono ajudar o Papa na celebração da Missa. Agora, vós não o quereis oferecer? Ireis me deixar nesta Terra, no momento em que vosso sacrifício vai ser feito? É como que a vossa Missa. Eu não sou vosso Diácono? Levai-me para eu ser morto convosco; uma vez que eu vos servi a vida inteira ao pé do altar, quero servir-vos também ao pé da morte.” Depois dessa maravilha de diálogo, São Sisto profetizou: “Eu vou ter uma morte suave em comparação com a tua. Os moços vão ser menos poupados do que nós, velhos. Daqui a três dias chegará tua ocasião e serás morto.” Prenúncio do vínculo feudal Realmente, essa fidelidade de São Lourenço a São Sisto traz consigo um primeiro lampejo de Idade Média. Trata-se de uma fidelidade que gira em torno de relações de caráter eclesiástico, mas é uma fidelidade feudal. O servidor se une àquele a quem serve, por um vínculo muito maior do que um contrato de locação de serviço; é um vínculo de amor e de dedicação de toda a alma, de consagração da vida inteira, de tal maneira que ele sente que não tem razão de existir a não ser em função daquele a quem serve. Na força desse vínculo vemos prenunciado o feudalismo, em que há os vínculos de fidelidade, já então de ordem temporal, mas concebidos religiosamente, porque a fidelidade é uma virtude religiosa, ainda quando praticada no âmbito temporal. Nesse vínculo que ligava o Diácono ao Papa, vemos desabrochar a alma feudal, feita do senso do serviço, do senso da alienação e do senso de honra, pois aquele que serve coloca a sua honra em servir de fato àquele a quem se vinculou. Vemos nisso uma admirável alienação, o contrário da desalienação miserável que os revolucionários desejam. E um antessabor da Idade Média, onde as articulações das pessoas que constituíam a sociedade eram todas na base de uma alienação, de uma entrega, de uma proteção. Todo o perfume da Idade Média começa a evolar-se nessa lealdade, nessa dedicação, nesse senso de honra, nessa entrega, nessa alienação de São Lourenço para com o Papa São Sisto. Os tesouros da Igreja… De outro lado, temos o episódio admirável com os pobres. Tendo ouvido dizer que os cristãos eram riquíssimos, o prefeito mandou chamar São Lourenço, ao qual, de acordo com a organização da Igreja naquele tempo, como Diácono, cabia a guarda dos objetos que constituíam o tesouro da Igreja romana. Pobre tesouro primitivo: alguns objetos doados pela nobreza romana, ou pelas pessoas ricas de Roma, para o culto. Era uma coisa que não tinha comparação com os tesouros hodiernos da Igreja. Exigiu, então, que São Lourenço os entregasse. O santo Diácono disse-lhe: “Não tem dúvida. Eu vou trazê-los. Preciso de certo tempo para reuni-los todos para ver quantos são; depois eu os trago.” O prefeito respondeu: “Está bem. Então faça isso.” No dia marcado aparece grande número de pobres de Roma, viúvas, estropiados, aos quais os romanos pagãos tinham um desprezo soberano; o pouco-caso dos romanos em relação ao pobre era uma coisa incomparável. São Lourenço afirmou: “Aqui estão os tesouros da Igreja.” É uma admirável lição de espírito sobrenatural. Por que o pobre é um tesouro? Antes de tudo, porque ele é homem, é cristão, batizado, filho da Igreja Católica. E o que vale no homem não é o que ele tem, sabe, pode ou faz; mas sim o fato de ele ser, acima de tudo, uma criatura de Deus. Em segundo lugar, que ele foi remido pelo Sangue infinitamente precioso de Nosso Senhor Jesus Cristo. Em terceiro lugar, que ele custou as lágrimas indizivelmente preciosas de Nossa Senhora. Esses títulos fazem de qualquer homem, mesmo que seja um molambo, um verdadeiro tesouro, porque Nosso Senhor Jesus Cristo ter-se-ia encarnado e morrido na Cruz ainda que fosse só por causa dele. Ora, duas quantidades iguais a uma terceira são iguais entre si. Se aquele homem vale o Sangue de Cristo, como o Sangue de Cristo tem um valor infinito, aquele homem tem de algum modo um valor infinito. Então, por ser homem, por ser filho da Igreja, um pobre tem um valor incomensurável. Mas ele tem um valor ainda maior, não simplesmente pelo fato de ser homem, mas de ser pobre. Não no sentido revolucionário de que só o pobre tem valor. Aos olhos de Deus, há uma série de predicados humanos, até opostos entre si, se bem que não contraditórios, os quais tornam o homem digno de um amor especial de Deus, debaixo de certo título. O sofrimento: uma forma de predileção! Por exemplo, “simples de espírito”, no sentido corrente, atual da expressão — não no sentido antigo — quer dizer pessoas pouco inteligentes. Deus ama os simples de espírito de um modo especial; os ama na sua fragilidade porque são desnudados intelectualmente dos recursos necessários para viver, e a Providência Divina pousa sobre eles e os protege. Isso não quer dizer que Deus não ame o sábio. O fato de Deus amar com uma proteção especial aquele que é carente do ponto de vista intelectual não exclui que Ele, por outro título, ame imensamente um São Tomás de Aquino, ou Nossa Senhora, cujo conhecimento de todas as coisas deixava o de São Tomás de Aquino mais longe do que o de São Tomás dista de nós. São títulos diversos, segundo os quais Deus ama cada coisa. De certa forma, isso ocorre com o homem que se encanta com a rosa, a rainha das flores, porque ela se abre lindíssima e se mostra no seu esplendor. Entretanto, o homem não se maravilha com a violeta pela razão oposta? Porque ela se esconde, é apagada, delicada, pequenina. Dizer que Deus ama o pobre não significa que Ele não ama o rico. Na pobreza há um título especial para o Criador amar quem é pobre. E qual é esse título? Esse título é: Deus ama os que sofrem; bem entendido, os que padecem com resignação, em união com Ele; o sofrimento é uma prova de predileção. De maneira que quem vê um pobre porque sofre, vê no pobre um tesouro. O que significa que se eu devo amar a pobreza de um pobre, o pobre também precisa amar sua pobreza. É evidente. Isso não quer dizer que o pobre não deva trabalhar, para deixar de ser pobre. Mas enquanto não consegue sair da pobreza, ele precisa, ao mesmo tempo, ver nela um sofrimento, mas deve carregá-la com resignação. E nós, vendo um pobre, devemos lamentar que ele seja pobre e, na medida em que podemos e tem propósito, precisamos ajudá-lo; mas devemos dar graças a Deus que não só criou os ricos, mas também os pobres. Porque há uma excelência especial da alma humana na aceitação da pobreza. É como, por exemplo, a doença. Não se pode imaginar a que grau de degradação teria descido o mundo se não houvesse doenças. Que cúmulo de imoralidades haveria na Terra, se elas não existissem! A Igreja é quem mais faz para acabar com as doenças, mas Ela dá graças a Deus por haver doenças invencíveis, porque é necessário para o homem que haja doenças. Assim, com esse equilíbrio muito grande das coisas, pode-se e deve-se dizer que o pobre, a viúva, o órfão, são verdadeiros tesouros reais dentro da Igreja Católica. São Lourenço deu uma admirável lição ao prefeito de Roma. Lição para todos os séculos A última lição ele a deu para todos os séculos: foi o seu martírio. Não se pode compreender sem um milagre, mas um milagre de primeira classe, que um homem aguente o que ele suportou. São Lourenço foi colocado sobre uma grelha, debaixo da qual foram postas brasas. E ele foi assando aos poucos. Podemos imaginar o que representa a dor de ser assado por essa forma. E São Lourenço, com placidez e o rosto translúcido de alegria, quando percebeu que uma parte de seu corpo estava queimada — é um outro milagre ele não ter morrido com isso —, disse: “Um lado está assado, podem assar o outro lado.” Ele foi virado e na hora de expirar pediu a conversão de Roma; e foi atendido. Vários senadores que assistiram o seu martírio carregaram o seu corpo até a sepultura. Quer dizer, ele, um mero Diácono da Igreja, que vivia como perseguido nas catacumbas, é carregado por componentes do mais alto órgão legislativo da Terra naquele tempo, que era o Senado romano, levado aos ombros por aqueles que ele converteu com seu sofrimento. Qual o resultado da humildade? Isso foi o resultado de sua humildade. No Magnificat, disse Nossa Senhora: “Deposuit potentes de sede, et exaltavit humiles — Deus destituiu de suas cátedras os poderosos e exaltou aqueles que são humildes.” Vimos o que aconteceu com São Lourenço. Quem hoje houve falar do Imperador Valeriano? Está desfeito em poeira, apontado ao horror de todos os séculos, quando não, no esquecimento. Um dos mais célebres palácios do mundo comemora a glória de São Lourenço: o Escorial, construído por Felipe II. Era festa de São Lourenço e Felipe II teria contra os protestantes franceses uma batalha muito árdua. Então, o rei propôs a Deus que ele faria construir uma Basílica magnífica em louvor de São Lourenço, se ganhasse aquela batalha. Ele desbaratou os hereges e mandou construir uma grande obra de arte, o Escorial, que tem exatamente a forma de uma grelha, para celebrar o instrumento do martírio de São Lourenço. E todos os turistas e peregrinos do mundo inteiro, que vão ao Escorial, ficam sabendo das glórias de São Lourenço. Sem falar, naturalmente, no culto que lhe presta a Igreja Universal. O mártir sacrossanto está no mais alto do Céu, louvado por Nossa Senhora, pelos anjos, objeto de predileção de Deus; até o fim do mundo se celebrará a memória dele e por toda a eternidade os anjos vão cantar sua glória no Paraíso. E os poderosos, que eram filhos da iniquidade e se orgulhavam do seu poder, foram jogados no chão. Valeriano onde estará? Conheça alguns dados interessantes sobre São Lourenço: 1. É padroeiro dos cozinheiros São Lourenço de Roma é o santo padroeiro dos cozinheiros. O santo foi condenado a morrer queimado em uma fogueira, especificamente em uma grelha de ferro. Segundo a tradição, despois de estar queimando um tempo na grelha, disse ao juiz: “Vira-me, que já estou bem assado deste lado”. O carrasco mandou que o virassem e assim se queimou por completo. 2. Uma Basílica de Roma é dedicada a ele A Basílica de São Lourenço Extramuros, onde se encontra o túmulo do santo, é uma das cinco basílicas patriarcais ou papais. No interior do templo está uma pedra de mármore onde, segundo a tradição, foi colocado o corpo de São Lourenço imediatamente depois de seu martírio, ficando impressa parte de sua silhueta. Todos os anos é realizada uma peregrinação no bairro de São Lourenço precedida por uma Santa Missa. A romaria é acompanhada por uma relíquia do santo levada em uma pequena custódia. 3. Em Roma é o santo mais importante, depois de Pedro e Paulo Com uma tranquilidade que ninguém imaginaria, durante seu martírio, rezou pela conversão de Roma e a difusão da religião de Cristo em todo o mundo, até o seu último suspiro. O professo de teologia sistemática, Dom Francesco Moraglia, explica em um artigo que “a cidade, que lhe atribuía a vitória sobre o paganismo, o elegeu como seu terceiro padroeiro e celebra sua festa desde o século IV, como segunda festa em grau de importância depois da dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo”. Do mesmo modo, foram erguidas em sua honra “34 igrejas e capelas, sinal tangível de gratidão àquele que, fiel ao seu ministério, tinha sido entre eles um verdadeiro ministro e servidor da caridade”. 4. Seu martírio foi prenunciado pelo Papa São Sisto II São Lourenço era um dos diáconos que ajudava o Papa Sisto II, o qual foi assassinado pela polícia do imperador enquanto celebrava Missa em um cemitério de Roma. A antiga tradição diz que, quando Lourenço viu que iam matar o Sumo Pontífice, este lhe disse: “A nós, porque somos velhos, nos foi designado o percurso de um caminho mais fácil; a ti, porque és jovem, corresponde um triunfo mais glorioso sobre o tirano. Logo virá, deixe de chorar: dentro de três dias me seguirás. Entre um bispo e um levita, é conveniente que exista este intervalo” (Santo Ambrósio, De Officiis, n. 206). 5. O Papa São Leão Magno lhe dedicou uma bela homilia No século V, o Doutor da Igreja e Papa São Leão Magno disse sobre São Lourenço que “as chamas não puderam vencer a caridade de Cristo; e o fogo que o queimava fora era mais débil do que aquele que ardia dentro dele”. Acrescentou: “O Senhor quis exaltar a tal ponto o seu glorioso nome em todo o mundo que do Oriente ao Ocidente, no esplendor vivíssimo da luz que irradiou dos maiores diáconos, a mesma glória concedida a Jerusalém por Estêvão também foi dada a Roma por mérito de Lourenço” (Homilia 85, 4: PL 54, 486). 6. Um fenômeno astronômico leva o seu nome “Lágrimas de São Lourenço” é o nome popular com o qual se conhece uma chuva de meteoros (as Perseidas) visíveis todos os anos por volta dos dias 11 e 12 ou 12 e 13 de agosto. O nome começou a ser usado em memória ao diácono martirizado muito tempo depois na Europa medieval. 7. Um time de futebol leva o seu nome O nome do time de futebol favorito do Papa Francisco, o ‘Club Atlético San Lorenzo de Almagro’, é em honra ao diácono mártir, como foi o desejo do salesiano Pe. Lorenzo Massa, na fundação da equipe. #Mártir #SantodoDia

  • Santa Filomena, padroeira do rosário e dos Filhos de Maria – 10 de agosto

    Santo do Dia – 10 de Agosto – Santa Filomena, padroeira dos Filhos de Maria Santa Filomena, virgem e mártir, padroeira do Rosário e dos Filhos de Maria – 10 de Agosto. Existia na Grécia, um pequeno Estado, no qual o Rei não tinha filhos, pois sua esposa a Rainha era estéril, e sentiam grande desgosto por não terem quem sucede-los no trono. Apesar de não serem cristãos, tinham na côrte um médico cristão, muito fervoroso, que os convenceu a fazerem um pedido a Jesus. Se Jesus lhes fizesse o milagre de lhes dar um filho, se tornariam cristãos; e obtiveram, nascendo uma linda menina no dia 10 de Janeiro e, lhe deram o nome de LUMENA, que quer dizer “LUZ DA FÉ”, e ao batizar acrescentaram a palavra FILO, que quer dizer “FILHO DA LUZ”, e assim ficou o nome de FILOMENA. Aos doze anos fez votos de virgindade, tornando-se assim esposa de Jesus. Quando tinha 13 anos o imperador Romano Deoclesiano declarou guerra a seu pai, injustamente. Este como não tinha possibilidade de enfrentá-lo foi a Roma com sua esposa e filha pedir ao imperador súplica pelo seu povo. O imperador,ao ver a beleza deslumbrante daquela linda menina lhe disse: “Não te assustes, eu não te faço mais guerra, mais porei os meu soldados a teu lado contanto que me dês tua linda filha em casamento”. Estes, com muita alegria, aceitaram tal proposta, ao que Santa Filomena contestou energicamente, dizendo que já estava comprometida com Jesus seu Divino Esposo. Seus pais e o imperador fizeram de tudo para convence-la, mais foi tudo inútil. Então, o tírano imperador vendo-se humilhado mandou prende-la e torturá-la horrivelmente, pensando assim philomenaconseguir o seu intuito, mas ela, quanto mais sofria, mais amava a Jesus; no fim de 37 dias de sofrimentos indiziveis, Nossa Senhora lhe apareceu na prisão, a curou de suas chagas e lhe restituiu a sua beleza, ficando mais formosa do que antes e lhe disse: “sofrerás mais três dias, depois, Eu e meu amado Filho te levaremos para o Céu”. O carrasco ao presenciar estes prodígios, se converteu e se tornou cristão com toda a sua família. O imperador, ao ver-se vencido, o amor que tinha por ela, transformou-se em ódio e por isso mandou flecha-la, mas não a acertaram; pensando ser os deuses dela que as desviavam, mandou aquecer as flechas no fogo e atirar nela, mas as flechas em fogo, no lugar de acertar voltaram para trás e mataram seis flecheiros, depois de derrotado com este prodígio, mandou jogá-la no rio Tibre com uma ancora ao pescoço; veio um anjo e cortou a corda ,a ancora foi para o fundo, onde se encontra até hoje, e Ela nem sequer molhou o vestido. A multidão que presenciava estes prodígios se converteu e glorificou a Deus. Então o tirano não suportando mais a sua cólera deu ordens para que fosse decapitada e assim sua alma voou gloriosamente para o céu, no dia 10 de agosto, numa sexta-feira, às três horas da tarde como seu Divino Esposo Jesus. Entretanto o corpo de santa Filomena só foi encontrado nas escavações das catacumbas de Priscila, em Roma, no dia 25 de maio de 1802. A sepultura estava intacta, fato realmente raríssimo, e foi aberta na presença de autoridades civis, religiosos da Igreja e peritos leigos. Durante as escavações, ainda encontraram: três placas de terracota, com as seguintes inscrições: “Paz te Cum Fi Lumena”, ou seja “A paz esteja contigo, Filomena”. O caixão tinha os entalhes de uma palma, três flechas, uma âncora, um chicote e um lírio, indicando a forma de seu martírio e morte. Dentro dele estavam as relíquias do corpo de uma jovem e um pequeno frasco com um líquido vermelho ressequido. Os peritos verificaram que o corpo era de uma jovem com cerca de treze anos, que tinha o crânio fraturado e que teria vivido no século IV. Assim, finalmente, foram encontradas as relíquias da jovem mártir santa Filomena, que ficaram sob os cuidados da Igreja Católica. Essas relíquias foram transferidas para a igreja de Nossa Senhora das Graças, em Nápoles, onde muitas graças e milagres foram alcançados por intercessão da santa, bem como ocorreram em muitas outras partes do mundo cristão. O seu santuário tornou-se um centro de intensa e freqüente peregrinação. Muitos pontífices declararam-se fiéis devotos de santa Filomena, entre eles o papa Leão XII, que a proclamou “a grande milagrosa do século XIX”. Foi o papa Gregório XVI que a nomeou “Padroeira do Rosário Vivente” e escolheu o dia 10 de agosto para a sua festa. Fonte: Santuário Santa Filomena Leia também: Conheça os santos devotos de Santa Filomena HISTÓRIA DE SANTA FILOMENA Santa Filomena viveu nos primeiros séculos, é uma das grandes mártires dos primeiros tempos do cristianismo! Mas mesmo vivendo na Idade Antiga, podemos saber de sua história. Santa Filomena é uma santa extraordinária em tudo! Inclusive na forma como podemos saber como foi sua santa vida. A própria Santa Filomena revelou sua vida à três pessoas diferentes, que viviam em lugares diferentes e que não se conheciam. As revelações que Santa Filomena fez para cada uma destas pessoas, quando mais tarde foram descobertas e comparadas, eram relatos idênticos! E mais, todas estas histórias reveladas, coincidem com os sinais encontrados em sua sepultura nas catacumbas de Santa Priscila. Ou seja, os símbolos que lá estão presentes: âncora, setas, lança, palma e lírio aparecem perfeitamente nas revelações de Santa Filomena para estas três pessoas. Também coincide com a pintura de Santa Filomena que foi solicitada pelo seu grande devoto São João Maria Vianney, o Cura de Ars. Esta pintura abaixo está conforme a aparência exata de Santa Filomena em suas aparições ao padre Vianney. Entre estes relatos da vida de Santa Filomena, a mais famosa é da Madre Maria Luísa, Superiora Geral da Congregação das Dores de Maria, que recebeu autorização oficial do Santo Ofício no dia 21 de dezembro de 1833. NASCIMENTO Santa Filomena nasceu durante a época do Império Romano Era filha do Rei de um pequeno Estado da Grécia e sua mãe também tinha sangue real, porém este casal real não conseguia ter filhos, durante anos sofreram com as tentativas frustradas por um filho. Um homem da corte chamado Públio, que vivia com o casal, falou-lhes da fé cristã e afirmou que se abraçassem a religião católica conseguiriam a tão esperada graça de um filho. O casal se converteu, recebeu o batismo e no dia 10 de janeiro nasce Lumena, que significa Luz, por que nasceu sob a luz da fé. Durante o batismo, Lumena recebeu o nome de Filomena, pois seria amiga da Luz, que tanto ajudara seus pais. ENCONTRO COM O IMPERADOR DIOCLECIANO Os seus pais tinham um carinho muito grande pela sua filha e estavam sempre juntos, inclusive os três partiram juntos em uma viagem para Roma, quando Santa Filomena tinha 13 anos. Esta viagem aconteceu por causa declaração de guerra que injustamente foi feita pelo soberbo e poderoso Imperador Romano Diocleciano. (Diocleciano foi imperador do ano 284 a 305 foi um dos maiores perseguidores do cristianismo, matou mais de 3000 cristãos, destruiu várias Igrejas e queimava tudo que fosse ligado à religião) A família partiu para Roma com o objetivo de tentar acalmar a situação com o Imperador e garantir a paz ao seu reino Durante o encontro com o imperador, o pai tentava apresentar todos os argumentos e soluções possíveis para resolver o conflito com o imperador. O imperador por sua vez disse que tinha encontrado uma solução: que havia se encantado por Santa Filomena e queria se casar com ela! Caso se casasse com ela, não só não o atacaria, mas também colocaria uma parte do seu exército ao dispor do Estado da Grécia. Os pais concordaram com a ideia, pois a filha se tornaria a Imperatriz de Roma; porém Santa Filomena recusou prontamente a proposta, pois aos 12 anos havia feito voto de castidade, com o objetivo de viver completamente para Cristo, além disso não aceitava o Imperador, que idolatrava falsos deuses e se considerava um. Quando o imperador descobriu a resposta chamou a pequena Santa Filomena para uma conversa, com o objetivo de convencê-la. Primeiro o imperador Diocleciano apresentou todos os benefícios que conseguiria se aceitasse o casamento, porém Santa Filomena rejeitou todas por amor a Jesus, depois o imperador começou uma série de ameaças, que também não abalaram sua santa decisão. MÁRTIRIO – PRISÃO Como punição, Santa Filomena foi para um cárcere, nos subterrâneos do palácio imperial. Lá amarraram os seus pés e as mãos com diversas cadeias Durante 40 dias ficou aprisionada, só comia pão e água e recebia longas torturas, neste período pedia constantemente forças à Nossa Senhora, que a socorria dando-lhe toda a força necessária. Neste longo martírio, teve uma visão de Nossa Senhora, que lhe disse: — “Coragem, querida filha! Querida acima de todas porque tens o meu nome e o nome de Meu Filho. Tu chamas-te Lumena ou Luz. Meu Filho, teu Esposo, chama-se Luz, Estrela, Sol. E eu também, não me chamo igualmente, Aurora, Estrela, Lua, Sol? Eu serei o teu amparo. Agora é o período transitório da fraqueza e da humilhação humana; porém, quando chegar a hora do julgamento, então receberás a graça da divina força. Além do teu Anjo da Guarda, terás a teu lado o Arcanjo Gabriel, cujo nome significa “A força do Senhor”. Quando eu estava na Terra, era ele o meu protetor: eu agora o mandarei àquela que é a minha mais querida filha”. O Imperador Diocleciano viu que estas torturas não eram suficientes, resolveu partir para atos ainda mais terríveis. MARTÍRIO – FLAGELAÇÃO Santa Filomena foi presa em uma coluna e lá foi cruelmente açoitada, ficando coberta de chagas e sangue, foi levada a prisão aonde deveria morrer, porém durante a noite apareceram-lhe dois anjos que derramaram um bálsamo celeste, que a fez ficar toda curada. No dia seguinte, o Imperador ficou assombrado ao ver a pequena Santa Filomena de 13 anos ainda mais forte, bela e recuperada, então deu ordens aos soldados para uma nova tortura. MARTÍRIO – ÂNCORA O pescoço de Santa Filomena foi preso a uma âncora de ferro e seria lançado ao rio Tibre Mas Jesus, para mostrar o seu poder e confundir os que acreditavam em falsos deuses, mais uma vez mandou seu auxílio : os seus dois anjos cortaram a corda que amarrava o seu pescoço ; e a âncora caiu no fundo do rio, onde ficou encravada no lodo. Levaram Santa Filomena para a margem, sem que uma gota de água tivesse tocado em suas roupas. Este milagre converteu um grande número dos que o presenciaram MARTÍRIO – FLECHAS O imperador Diocleciano ficou mais furioso ainda e ordenou que Filomena fosse morta a flechadas, que as flechas fossem aquecidas numa fornalha até ficarem rubras. De fato este procedimento ocorreu, porém quando estas setas eram disparadas, retornavam aos arqueiros, seis dos que dispararam as flechas foram mortos por suas próprias flechas. Este último milagre provocou outras inúmeras conversões. MARTÍRIO – DECAPITAÇÃO Receando mais sérias consequências, o tirano ordenou então que Filomena fosse decapitada. Enfim no dia 10 de agosto de 304, às 15 horas de uma sexta feira, Santa Filomena deixou a vida e entrou para o Céu, como mártir e virgem. O seu corpo foi levado e enterrado, permanecendo guardado durante séculos. DESCOBERTA DO CORPO DE SANTA FILOMENA Foi 24 de maio de 1802 que os escavadores descobriram nas catacumbas de Santa Priscila uma sepultura que nunca tinha sido violada, que se conservava exatamente como estava durante séculos. A aberturado sarcófago ocorreu no dia seguinte, 25 de maio. O erudito superintendente das escavações verificou que o tapavam três placas de terracota, onde se viam, pintados a vermelho, os símbolos do martírio; e, além destes, a seguinte inscrição: LUMENA – PAX TE –CUM FI (A paz seja contigo Filomena) SÍMBOLOS O primeiro dos símbolos era uma âncora, símbolo da esperança e emblema de martírio, porque âncoras eram presas ao pescoço de alguns dos cristãos confessos, quando os lançavam ao mar. O segundo símbolo eram duas setas, uma apontada para cima e outra para baixo. Espécie de morte sofrida pela mártir, porque alguns cristãos eram executados com setas O terceiro era uma lança, que deveria ter semelhante significação. O quarto era a palma, emblema do triunfo da mártir O quinto e último era um lírio, símbolo de pureza. AS RELÍQUIAS DE SANTA FILOMENA Ao abrir-se o túmulo encontraram as relíquias, com um vaso de vidro contendo uma porção do seu sangue inteiramente ressequido. O sangue seco foi sujeito a análises químicas, provando-se que era sangue genuíno. Ainda para confirmar sua veracidade, muitos prodigiosos fatos ocorreram com a relíquia, o que fornecem uma prova sobrenatural da legitimidade da relíquia. A ossada, os despojos e o sangue de Santa Filomena foram cuidadosamente colocados em um caixão de madeira. O seu conteúdo foi minuciosamente examinado por entidades competentes, entre as quais havia médicos, cirurgiões e teólogos Reconheceu-se que o crânio tinha sido fraturado. Os ossos aparentavam ser de uma menina, e os doutores presumiram que ela deveria ter doze a treze anos de idade PADRE FRANCISCO E AS RELÍQUIAS DE SANTA FILOMENA Depois de 3 anos da descoberta das relíquias, em 1805, o bispo de Potenza chegou a Roma acompanhado por padre Francisco di Lucia, um humilde padre de Mugnano. Depois do último exame, o caixão com as relíquias foi levado para a Capela do Tesouro, ondo os corpos dos santos e mártires eram depositados até vir a ordem do Papa para terem colocação em alguma Igreja. Este padre desejava muito a relíquia de alguma virgem e mártir para a sua Igreja. Com este objetivo obteve permissão de visitar o Tesouro das Relíquias. Ao aproximar-se do local onde estavam depositadas as relíquias de Santa Filomena, teve uma indescritível comoção, sentiu subitamente o mais ardente desejo de obter aquela relíquia Surgiram as dificuldades, primeiro pois era contra a praxe confiar tão grande tesouro a um simples sacerdote e o seu pedido foi negado. Um amigo sabendo da desolação do padre de Mugnano, conseguiu pela sua influencia pessoal, que lhe concedessem o corpo de outra santa. Porém o padre mostrou muita relutância, pois havia ficado encantado pelas relíquias, que eram de Santa Filomena. Durante as negociações, o Padre Francisco ardia em febre, perdeu por completo o apetite e caiu gravemente doente. O bispo de Poenza chegou a ter sérios receios pela sua vida O padre Francisco de Mugnano começou a meditar e teve uma súbita inspiração, fez a promessa de tomar Santa Filomena como sua especial padroeira e leva-la para Mugnano se ainda conseguisse a posse de suas relíquias. Instantaneamente sentiu-se curado. Tanto ele, quanto o bispo ficaram convencidos deque essa rápida cura foi um milagre da Santa. SANTA FILOMENA VAI PARA NÁPOLES O bispo e o padre Francisco ficaram profundamente gratos pela extraordinária cura e prometeram conduzir as sagradas relíquias na sua própria carruagem e dar-lhes o lugar de honra Ao chegar, porém, o dia da partida, com todos os afazeres e correria, esqueceram da promessa. Tiveram todo o cuidado com as relíquias de modo a ficar bem protegida, colocaram o caixãozinho debaixo do banco ocupado pelo bispo e amarraram com muita firmeza. O bispo tomou o seu lugar na carruagem e sentiu que alguma coisa lhe batia violentamente nas pernas. Achou que era preciso amarrar melhor o esquife, mas quando foram tentar amarrar melhor as relíquias, viram que não era possível amarrar mais firme, que nada poderia provocar o seu deslocamento. Tentaram continuar o caminho com as relíquias, mas as pancadas no bispo se repetiram com tal violência que mais uma vez foram obrigados a abandonar o lugar e descer do veículo. Quando foram verificar, o caixão das relíquias estava bem amarrado. Pela terceira vez, o bispo retomou o seu lugar, mas em vão. De novo, sentiu que lhe vibravam pancadas tão fortes como dolorosas. Então o bispo disse: “ Ainda mesmo que eu tenha de o levar nos braços todo o caminho” Então o caixãozinho da relíquia foi colocado no lugar de honra, no assento principal da carruagem e a jornada pode começar. Só então os viajantes se recordaram da promessa, a que haviam faltado, e reconheceram no extraordinário fenômeno dessas pancadas o desejo da Santa de que os seus direitos fossem respeitados. Cheios de reverência e temor, tiraram os chapéus e de lágrimas nos olhos, beijaram as sagradas relíquias. O resto da viagem para Nápoles decorreu com felicidade. Os viajantes hospedaram –se na casa de um bom amigo. Onde as relíquias foram depositadas dentro de uma estátua da Santa, propositadamente feita para este fim. A dona da casa sofria de uma doença crônica incurável e revestiu a estátua com luxuosas roupagens. Enquanto procedia esta operação, notaram que a imagem mudava de expressão repetidas vezes, e as relíquias exalavam delicioso perfume. Antes de irem embora, Santa Filomena restituiu à senhora a sua saúde perfeita. DE NÁPOLES A MUGNANO Depois de curta permanência em Nápoles, os viajantes continuaram a jornada a caminho de Mugnano, onde a notícia da chegada causou a mais viva comoção na população, que em multidão foi esperar para saudar a celestial padroeira. GRANDES PRODÍGIOS QUE OCORRERAM DURANTE A VIAGEM Vários prodígios ocorreram durante esta curta viagem, que foi a pé e de noite. 1)Vendo-se no meio de uma escuridão, que mal lhes permitia prosseguir no seu caminho e imploraram o auxílio de Santa Filomena Imediatamente se produziu nas nuvens um leve rasgão, permitindo à luz da Lua cair sobre a estrada e iluminar a pequena procissão, que assim pôde continuar a caminhar com máxima segurança. 2)Mais adiante, quando passava por Cimitile, as relíquias tornaram-se extraordinariamente pesadas, tendo os seus portadores a maior dificuldades em conduzir o caixão. Cimitile, tinha sido teatro de inúmeros martírios, e a Santa desejou demorar-se um pouco junto do glorioso campo de batalhas ensopado pelo sangue dos mártires de seus irmãos na fé 3)Toda aquela região estava sofrendo uma grande seca e a multidão dizia: “Se ela realmente nos quiser mostrar o seu poder, mande-nos vir a chuva que tanta falta nos faz” E logo, torrentes de chuva caíram sobre a terra. O grupo dos viajantes que transportavam as relíquias chegou a Mugnano quando a manha começava a clarear. 4)Nesta altura desencadeou-se um violentíssimo tufão, que varreu a encosta. A tempestade era assustadora e o povo suplicava: “Deus e Santa Filomena nos valham!” Um dos padres dizia a multidão para não ter receio, que o temporal era desencadeado pelos demônios, ao reconhecerem em Santa Filomena a mesma intrépida virgem que os vencera dezessete séculos antes e voltava agora para suplantá-lo e arrancar-lhes as suas vítimas. O vendaval se aproximava rapidamente do local onde as relíquias permaneciam. Diante destas, deteve-se de repente, como se o contivesse uma força invisível e em vez de prosseguir, deteve-se e subiu para o espaço e desapareceu. Muitas vezes ainda vieram ventos, mas todos estavam assombrados com a sua impotência pois não conseguiam apagar uma única das velas que ardiam junto das relíquias. Em breve se tornou evidente uma grande mudança em Mugano: milagres de todos os gêneros a fé da população aumentava; e o Santuário depressa foi conhecido em toda a parte. AS MARAVILHAS DE MUGNANO –Na noite anterior a chegada das relíquias a Mugano, um pobre homem, que estava doente, em cama fazia meses, absolutamente impossibilitado de trabalhar, soube da chegada das relíquias e suplicou a Santa Filomena ao menos poder ir ver e beijar as preciosas relíquias Quando os sinos anunciaram a chegada das relíquias, o enfermo, pulou da cama, mesmo com todo o sofrimento e saiu ao encontro da procissão. Quando regressou a casa, estava completamente curado. Durante 9 dias a multidão ia ininterruptamente à Igreja para venerar as relíquias, sendo o nono dia assinalado por notáveis milagres. –Uma pobre viúva pediu à Santa, durante a Missa, a cura de um filho aleijado. Durante a elevação da Sagrada Hóstia, o filho levantou-se rapidamente e correu para a urna de Santa Filomena para agradecer sua cura. Terminado o Santo Sacrifício da Missa, a criança percorreu a cidade, ante a admiração do povo, que tocou os sinos e tambores. A notícia deste milagre levou multidão ainda maior às devoções desta tarde. –Uma mãe molhou um dedo no azeite da lâmpada que iluminava Santa Filomena e com ele ungiu os olhos de um filho pequenino que era cego por causa da varíola, dito como incurável pelos médicos. No momento que a mãe lhe ungia as pálpebras, a criancinha instantaneamente recuperou a vista. –Alguns dias depois, uma senhora levou uma sua filha paralítica ao santuário e cortando os cabelos da criança, pendurou-os diante da urna de Santa Filomena, fazendo ao mesmo tempo uma generosa oferta ao Santuário. Ao regressar a sua residência, a criança abandonou o carro e percorreu a casa. Tinha readquirido o perfeito uso dos membros. –Um homem cego chegou a fazer a dádiva de um valioso anel na convicção de que seria curado. Ao regressar a casa, recuperou inteiramente o uso da vista. –Uma jovem cega de vinte anos de idade, para quem os médicos disseram que era impotente todos os recursos humanos, foi a Mugnano. Ao entrar na Igreja declarou que não a abandonaria enquanto não estivesse curada. A sua fé sofreu duras provas, todas suas preces pareciam sem resultado. Ela porem não desanimava, antes aumentava a persistência! Recusou-se a sair da Igreja para ir jantar, ao anoitecer, quando o Santuário tinha de ser fechado, viu-se obrigado a procurar alojamento. Ao deixar a Igreja, recebeu a graça de um ligeiro vislumbre de vista. No dia seguinte voltou e permaneceu o dia inteiro em oração. Novamente a noite, quando se retirou, via muito melhor. No terceiro dia, ao principio da tarde, já via com maior clareza e ao anoitecer tinha recuperado completamente a visão. CURAS ALÉM DE MUGNANO Desde então as curas de corpo e de espírito começaram a suceder-se continuamente não só no Santuário, mas também em longas distâncias. –Uma jovem mãe estava sofrendo violentes dores para dar á luz. Estava completamente só. De súbito, apareceu junto dela uma formosa menina e ofereceu-se para lhe prestar algum auxílio. A sua presença foi o bastante para aliviar todo aquele sofrimento. Quando ela se despediu, a pobre mulher perguntou: Qual o seu nome? E a jovem respondeu: “Sou Filomena; chamam-me Filomena de Mugnano” Falando a uma amiga da inesperada visita, soube que uma Santa daquele nome viera de Roma para Mugnano. Foi peregrinar ao Santuário e apenas viu a imagem da Santa exclamou “É ela! É ela! Foi ela, sim, a minha celestial visitante!” –Um advogado de Nápoles, Dr Alessandro Serio sofria de uma perigosa doença interior. Ele e a esposa foram a Mugano implorar a cura. Fizeram a novena. No oitavo dia, Dr Alessandro adoeceu de tal maneira, que teve de ser transportado para o seu alojamento, onde imediatamente caiu em uma absoluta inconsciência, que o tornava incapaz de confessar. Sua mulher muito aflita pegou um quadro com a imagem de Santa Filomena e implorou o seu auxílio, também prometeu um altar de mármore à Santa Filomena. Apenas acabada a prece, o Doutor Alessandro recuperou todos os sentidos e começou a sua confissão, durante qual lhe foi completamente restituída a saúde. Para que se cumprisse a promessa, foi construído o altar. -Um dos pedreiros quando dava os últimos retoques no tampo da ara, deu uma pancada que partiu a lage de mármore em dois pedaços, abrindo-lhe uma fenda enorme, da largura de um dedo O infeliz operário tentou remediar o desastre, tapando a racha com cimento; mas Santa Filomena acudiu em seu socorro e a pedra ficou perfeitamente unida. –Luiz de Mariconéoit era um francês casado com uma jovem inglesa. Depois de 6 meses do casamento, a pobre noiva caiu gravemente doente. Ela ainda desejava ser mãe; mas os médicos declararam que o seu estado de saúde tornava isto absolutamente impossível. O estado da jovem piorava rapidamente. Ouvindo falar nas maravilhosas curas ocorridas em Mugagano, ela fechou-se no se quarto e prostrando de joelho dirigiu esta fervorosa suplica a Santa Filomena : “Já que o meu estado se considera desesperado sob o ponto de vista humano, e uma vez que não posso ter nenhuma esperança terrena, coloco toda a minha confiança em vós, e tenho fé em que haveis de curar-me, porque sois poderosa para todos aqueles que vos pedem socorro. Apesar dos meus ferimentos irei amanha visitar-vos em Mugagano, e não só vos pedirei que me restituais a saúde, como também que me façais a graça de eu ainda vir a ser mãe: darei à minha filha o nome de Filomena. Além disto, prometo que todos os sentimentos do seu juvenil coração, os guiarei para Deus.” No dia seguinte visitou a sagrada relíquia e fez a sua prece com maior confiança. Um ano depois, voltava a Mugnano, com perfeita saúde, e mãe feliz de uma formosa criança. –Padre Vicente Redago estava em um grave estado de fraqueza e abatimento, tendo frequentes hemorragias. O seu estado era tão melindroso, que ele próprio se preparava para a morte. O Bispo de Lucera trouxe uma imagem de Santa Filomena e pediu para o padre se encomendar a Santa Filomena, que assim alcançaria a saúde. O padre tomou o quadrinho e colocou-o amorosamente no peito. Instantaneamente sentiu-se curado. –Um jovem escultor perdeu o uso da fala e do ouvido quando contava uns vinte anos. Fez uma novena e viu Santa Filomena rodeada de espíritos celestes a sorrir para ele. Delirante de alegria, gritou: estou curado! –Uma boa senhora, que teve quatro filhos que nasceram mortos, quando estava próxima do parto do quinto filho, pediu para a irmã, que era freira, rezar por ela. A religiosa aconselhou uma novena a Santa Filomena, que ela também faria. Pouco tempo depois nasceu uma criança perfeita, cheia de vida e saúde. E a mãe cumpriu a promessa, dando o nome da filha de Filomena. –A Baronesa de Lepore estava com a saúde precária e depois veio uma doença fatal. Não havia mais nada que a medicina podia fazer, a morte se aproximava. A Baronesa estava agonizante, uma amiga correu ao castelo com uma imagem de Santa Filomena. O barão tomou a imagem levou –a à moribunda e tocou-a com ela. E logo a enferma se viu curada! Dias depois, o barão e a baronesa foram a Mugnano agradecer a grande graça. A devoção de Santa Filomena rapidamente se espalhou por toda a Itália, passando velozmente de cidade para cidade, como de vila para vila, penetrando até nas menores e mais afastadas aldeias. As criancinhas recebiam seu nome , os mais pobres camponeses conservavam lâmpadas acessas diante de sua imagem, construíam-se capelas e erguiam-se estátuas em sua honra. Onde ela fosse venerada, sempre se realizavam extraordinários prodígios e curas maravilhosas e a condição moral dos habitantes tinha uma transformação radical. GRANDE MILAGRE DE MUGNANO: CURA DE PAULINA MARIA JARICOT O grande Milagre de Santa Filomena na Venerável Paulina Maria Jaricot. É chamado de o grande milagre, pois o Papa Gregório XVI declarou que este era um milagre de primeira classe, este foi o milagre que foi a causa imediata de ser instituído na Igreja o ofício e as festas de Santa Filomena, além de tornar a querida santinha conhecida por toda parte. Paulina Maria Jaricot era filha de pais, ricos e herdara uma grande fortuna. Tinha uma formosura surpreendente era alvo de admiração geral nos centros mais inteligentes. Era também inteligente, alegre e possuía um coração terno e bondoso. Ainda muito nova perdeu sua querida mãe e foi acometida por uma terrível enfermidade, que lhe atacou o corpo e o espírito. Esta provação foi demorada e dolorosa. Depois de uma trégua, logo veio uma doença ainda mais grave O relato de Paulina Maria Jaricot sobre sua doença: “A enfermidade atacava principalmente o coração, as palpitações, à medida que aumentava o mal, tornavam-se mais violentas, podendo ser ouvidas até a distância. Qualquer pequeno movimento ou mudança de posição era o bastante para me fazer afluir o sangue ao coração com precipitada violência, pondo-me em risco iminente de sufocação.” “Via-me obrigada a permanecer estendida e inteiramente imóvel, com receio de que a excessiva pressão do sangue nas artérias as fizesse rebentar. Na parte do peito onde as palpitações eram mais violentas, formou-se, gradualmente, uma cavidade, onde se alojavam os alimentos que eu tentava engolir, tornando-se assim, ainda muito maior o perigo de sufocação. Os médicos, então fizeram-me duas punções na ilharga, tentando retardar o progresso da doença.” “Tive alguns curtos intervalos de alívio. A mais apreciável destas tréguas foi no fim de uma novena feita a Santa Filomena. O corpo desta virgem mártir havia sido recentemente descoberto e os casos maravilhosos, sucedidos por influência das suas relíquias eram extraordinários. Invadia-me intensa alegria e o ardente desejo de ir ajoelhar junto da urna da excelsa virgem. ” “Tive a súbita inspiração de ir ao Santuário do Sagrado Coração de paray-le-Monial. O médico disse: Deixem-na lá, deixem-na ir, que não irá muito longe” “As poucas pessoas que souberam de minha partida diziam: “ Não chega com vida à primeira paragem da jornada” Chegou perfeitamente disposta ao fim de sua viagem e disse consigo: “ A primeira jornada não me matou, portanto vou a Roma para obter a benção do Santo Padre’ Uma viagem para Roma era muito difícil, se viajava de carruagem através dos Alpes, e se percorriam enormes extensões de território selvagem e deserto, infestado por bandoleiros. Para uma pessoa no estado de fraqueza em que se achava Paulina, e com tão fraca escolta, era um grande perigo a viagem. A sua fraqueza atingira o máximo grau, e ela perdeu completamente os sentidos, permanecendo inconsciente durante dois dias inteiros. As recolhidas do convento que havia na cidade fizeram uma novena a Santa Filomena, quando concluíram as preces, a doente estava muito melhor e a viagem continuou Ainda enfrentou uma camada de neve nos caminhos dos Alpes, em que o caminho era vagaroso e difícil.. “Eu nada receava, nem bandoleiros, nem os espíritos das trevas, porque estávamos sob a proteção de Nossa Senhora e Santa Filomena. Levávamos suspensas na carruagem, medalhas com as suas imagens e igualmente déramos uma aos condutores.” Novamente a doente teve uma recaída, teve alguns dias de descanso, continuou sua jornada. As crises foram frequentes e quando chegou a Roma, estava quase inconsciente. O Santo Padre Gregório XVI teve conhecimento de sua chegada e sabendo o estado de esgotamento foi visita-la. O Papa disse que estava grato por tudo que ela havia feito, louvou a sua grande coragem e ardente fé Paulina então disse ao Papa: “ Quando regressar de Mugano, vier boa e for caminhando com meus pés ao Vaticano, Vossa Santidade quererá dignar-se proceder sem demora a investigação final sobre o processo de Santa Filomena? Sim, minha filha, com certeza. Por que este fato seria, na verdade, um milagre de primeira classe. O Papa disse para a Superiora em italiano: Muito doente está nossa filha! Dá-me a impressão de que se levantou da sepultura para vir aqui. Nunca mais a tornamos a ver. Não torna a voltar.” Estava em agosto, e o calor era sufocante. O pequeno grupo partiu para Mugnano e chegaram no santuário na véspera da festa de Santa Filomena. As pessoas de Mugnano vendo a situação que se encontrava Paulina, tudo que havia passado e os milagres que tinha conseguido para chegar até ali diziam: “ Querida Santa Filomena, tendes de curar esta pobre senhora, que veio de tão longe para implorar vossa misericórdia. Ela já fez bastante pela causa de Deus e da Virgem, para vos merecer a sua cura.’ No dia da festa de Santa Filomena, Paulina, recebeu a Sagrada Comunhão junto da urna de Santa Filomena, foi atacada por tão horríveis dores em todo o corpo, começou a pulsar o coração tão violentamente, que desmaiou. Levaram Paulina para fora da Igreja, que recuperou os sentidos. De repente, brota-lhe dos olhos uma cascata de lágrimas ardentes, as faces se tornam rosadas e um doce e vivificante calor lhe percorreu os membros. Não era a morte que passara perto de Paulina, era a vida! Santa Filomena havia curado Paulina! O superior do Santuário sabendo o que tinha sucedido, ordenou que todos os sinos repicassem para anunciar o milagre. A multidão manifestou frenética alegria. Paulina ainda ficou um tempo em Mugnano, passava longas horas em conversa aos pés de sua celestial benfeitora. Chegou o dia da despedida, Paulina tomou consigo uma grande relíquia de Santa Filomena, colocou-a dentro de uma imagem da Santa, que revestiu com roupas reais e deu-lhe o lugar de honra na carruagem, sendo por todas aclamada como ‘Princesa do Paraíso’ Chegaram a Roma. Todos aqueles que tinham ouvido falar nela, ficaram assombrados. O Papa disse: “Mas é realmente a minha filha? É uma defunta que se ergueu da sepultura ou quis Deus manifestar em seu favor o poder da Virgem Mártir(Filomena)” “Sou eu mesma, Santíssimo Padre, sou eu, a quem Vossa Santidade viu, há tão pouco tempo verdadeiramente às portas da morte, e para quem Santa Filomena olhou com piedade. Uma vez que ela me restituiu a vida, peço-vos, Santo Padre, que vos digneis dar-me licença para eu construir uma capela em honra da minha benfeitora” O Papa disse: “ Mas sem dúvida alguma” O Santo Padre ainda pediu para Paulina ficasse mais um ano em Roma, para que o milagre pudesse ser confirmado com o maior rigor possível. O que de fato aconteceu! E a fama de Santa Filomena só se confirmou e espalhou ainda mais. Saiba mais sobre Santa Filomena O nome Filomena significa “filha da luz divina”. Santa Filomena faz jus a este nome. Era filha de um importante casal grego, seu pai foi um dos Reis da Grécia. Sua mãe não podia engravidar. Eles faziam todo tipo de orações e holocaustos para os falsos deuses gregos, sem nada conseguir. Um dia, conversando com um novo médico, que era Cristão, falaram de sua angustia. O médico, com muita fé e depois de muita oração, disse-lhes para se converterem ao cristianismo, mudarem de vida, pois seriam presenteados com um milagre de Deus. O casal obedeceu. No ano seguinte eles tiveram uma linda filha, a quem deram o nome de Lumena, luz. Quando foram batizá-la, deram-lhe o nome de Filomena, filha da luz divina. Ela trouxe luz para a fé dos dois. Aos 5 anos comungava pela primeira vez, e desde esse dia aumentava mais e mais a sua fé em Jesus Cristo, tanto que aos 11 anos fez votos de total entrega a Deus. A Grécia foi ameaçada pelo Imperador romano Dioclesiano. Então o Rei, pai de Santa Filomena, foi a Roma negociar. Ao ser recebido pelo Imperador, estava com sua mulher e sua filha Filomena. O Imperador se encantou com a beleza da menina e propôs a paz entre os dois países e ofereceu vantagens políticas se o Rei da Grécia lhe concedesse a mão de sua filha em casamento. O Rei aliviado concordou. Na volta para a Grécia, Santa Filomena, aos prantos, revelou os votos que tinha feito. Seus pais, com profunda tristeza, tentaram convencê-la a mudar de opinião, pois o Imperador iria matá-la se o casamento não se realizasse. Ela, porém, não cedeu. O Imperador sabendo da recusa de Filomena, ordenou que seu pai a levasse em Roma, pois considerou uma desonra para o império a recusa da Santa. Dioclesiano tentou de todas as maneiras fazer com que ela mudasse de opinião, mas como ela não cedeu. Então, ele mandou que a prendessem e torturassem. Foi muitas vezes à sua cela tentar dissuadi-la, sem resultado. Mandou, então, aumentar as torturas. Visão de Nossa Senhora e o Menino Jesus Após mais de um mês de torturas e sofrimentos no cárcere, enfraquecida, Santa Filomena um dia teve a visão de Nossa Senhora com o Menino Jesus em seu colo que lhe disse: “ Minha filha, tu me és mais querida acima de todas, porque trazes o meu nome e o do meu Filho. Tu te chamas Lumena. Meu Filho, teu Esposo, chama-se Luz, Estrela, Sol. E eu me chamo Aurora, Estrela, Luz, Sol. Serei o teu amparo. Agora é o momento transitório da fraqueza e da humilhação humanas; quando chegar, porém, a hora extrema do teu julgamento, da tua decisão ante os horríveis tormentos que te serão impostos, receberás a graça da divina força. Além do teu Anjo da Guarda, terás a teu lado o Arcanjo São Gabriel, cujo nome significa “a Força do Senhor”. Quando eu estava na terra era ele o meu protetor. Mandá-lo-ei agora àquela que é a minha mais querida filha.” Novo milagre O Imperador lhe fez um último pedido. Ela recusou. Então, ele mandou açoitá-la em praça pública, e joga-la num calabouço, pior que sua cela. Foi quando dois Anjos do Senhor apareceram, colocaram remédios sobre seu corpo dilacerado e ela milagrosamente ficou curada. Diocleciano mandou chamá-la dizendo que fora o deus Júpiter que a tinha curado para que ela se tornasse a Imperatriz de Roma. Santa Filomena respondeu dizendo que os deuses pagãos de Roma eram apenas estátuas, e que o Imperador deveria se converter ao verdadeiro Deus e Senhor de tudo, pois um dia estaria na presença Dele para responder por todos os pecados cometidos em Roma. O Imperador ficou furioso, mandou amarrarem uma ancora no pescoço de Santa Filomena e a atirassem no rio Tigre. Uma multidão foi para a beira do rio para assistir a morte da Santa, mas, novamente os dois anjos do Senhor apareceram, desamarraram a ancora de seu pescoço, e sem que ela se molhasse, a levaram para a outra margem do rio. Muitos romanos se converteram neste dia. O Imperador mandou que ela fosse arrastada por toda a cidade e a matassem com uma flecha. Jogada no calabouço para morrer os anjos do Senhor novamente a curaram. O Imperador então mandou fazer uma grande fogueira, mas o fogo não lhe fez mal algum. Mandou então os soldados lançarem flechas sem parar até que ela morresse. As flechas se voltaram contra os soldados, matando todos eles. A morte de Santa Filomena Após todas as tentativas contra a vida da Santa, Jesus então permitiu que sua vida fosse tirada, para que ela entrasse definitivamente no Reino do Céu. Mas antes disso milhares de romanos abandonaram seus deuses e se converteram ao cristianismo. O Imperador mandou que ela fosse decapitada. E ela, em oração, morreu. Era o dia 10 de agosto Nas escavações das catacumbas romanas, no ano de 1802, foi descoberto um tumulo com as seguintes inscrições: “A Paz seja contigo Filomena”. Junto, uma âncora, uma palma (símbolo do martírio), uma flecha e uma ânfora com um liquido dentro (sangue). O padre Francisco de Lucia, da cidade de Mugnano de La Cardinale, muito doente, rezou a Santa Filomena, prometendo que se ficasse curado, levaria suas relíquias para sua igreja. Com grande alegria ficou milagrosamente curado e foi pedir para o Papa Pio VII para levar as relíquias da Santa para Mugnano. Sendo permitido pelo Papa, levaram com todas as honras e pompas todas as relíquias da Santa. Muitos milagres Chegando à cidade, vários milagres começaram a acontecer. Todos vinham ver e rezar. Santa Filomena ficou conhecida em toda a Europa. Seus milagres e sua história são contados em todos ao lugares até os dias atuais. Vários Santos e Papas se tornaram devotos de Santa Filomena, como São João Maria Vianei, o Cura D’ars, Santa Madalena Sofia, São Pedro Eymard, São Pedro Chanel, o Papa Pio IX, o Papa Pio X, o Papa Leão XIII e a Venerável Pauline Jaricot. Esta, pediu ao Papa Gregório XVI que realizasse a Canonização de Santa Filomena. O papa a proclamou Santa e Padroeira do Rosário vivo e Padroeira dos Filhos de Maria. Sua relíquias ainda estão na igreja de Mugnano, na Itália. Oração a Santa Filomena “Ó gloriosa Virgem e Mártir Santa Filomena, que do Céu onde reinais vos comprazeis em fazer cair sobre a Terra benefícios sem conta, eis-me aqui prostrado a vossos pés para implorar-vos socorro para minhas necessidades que tanto me afligem, vós que sois tão poderosa, junto a Jesus, como provam os inumeráveis prodígios que se operam por toda parte onde sois invocada e honrada. Alegro-me ao ver-vos tão grande, tão pura, tão santa, tão gloriosamente recompensada no céu e na terra. Atraído por vossos exemplos à prática de sólidas virtudes e cheio de esperança à vista das recompensas concedidas aos vossos merecimentos, eu me proponho de vos imitar pela fuga do pecado e pelo perfeito cumprimento dos mandamentos do Senhor. Ajudai-me, pois, ó grande e poderosa Santinha, nesta hora tão angustiante em que me encontro, alcançando-me a graça … e sobretudo uma pureza inviolável, uma fortaleza capaz de resistir a todas as tentações, uma generosidade de que não recuse a Deus nenhum sacrifício e um amor forte como a morte pela fé em Jesus Cristo, uma grande devoção e amor a Maria Santíssima e ao Santo Padre, e ainda a graça de viver santamente a fé para um dia estar contigo no céu por toda a eternidade. Santa Filomena, rogai por nós. Amém.” Pai-Nosso… Ave-Maria… Glória… Fonte: cruzterrasanta.com.br Conheça a história de outros santos: Santo do Dia – 09 de Agosto – Santa Edith Stein, mártir de amor Santo do Dia – 10 de Agosto – São Lourenço Santo do Dia – 11 de Agosto – Santa Clara de Assis, Padroeira da Televisão #SantodoDia

  • Santa Filomena, padroeira do rosário e dos Filhos de Maria – 10 de agosto

    Santo do Dia – 10 de Agosto – Santa Filomena, padroeira dos Filhos de Maria Santa Filomena, virgem e mártir, padroeira do Rosário e dos Filhos de Maria – 10 de Agosto. Existia na Grécia, um pequeno Estado, no qual o Rei não tinha filhos, pois sua esposa a Rainha era estéril, e sentiam grande desgosto por não terem quem sucede-los no trono. Apesar de não serem cristãos, tinham na côrte um médico cristão, muito fervoroso, que os convenceu a fazerem um pedido a Jesus. Se Jesus lhes fizesse o milagre de lhes dar um filho, se tornariam cristãos; e obtiveram, nascendo uma linda menina no dia 10 de Janeiro e, lhe deram o nome de LUMENA, que quer dizer “LUZ DA FÉ”, e ao batizar acrescentaram a palavra FILO, que quer dizer “FILHO DA LUZ”, e assim ficou o nome de FILOMENA. Aos doze anos fez votos de virgindade, tornando-se assim esposa de Jesus. Quando tinha 13 anos o imperador Romano Deoclesiano declarou guerra a seu pai, injustamente. Este como não tinha possibilidade de enfrentá-lo foi a Roma com sua esposa e filha pedir ao imperador súplica pelo seu povo. O imperador,ao ver a beleza deslumbrante daquela linda menina lhe disse: “Não te assustes, eu não te faço mais guerra, mais porei os meu soldados a teu lado contanto que me dês tua linda filha em casamento”. Estes, com muita alegria, aceitaram tal proposta, ao que Santa Filomena contestou energicamente, dizendo que já estava comprometida com Jesus seu Divino Esposo. Seus pais e o imperador fizeram de tudo para convence-la, mais foi tudo inútil. Então, o tírano imperador vendo-se humilhado mandou prende-la e torturá-la horrivelmente, pensando assim philomenaconseguir o seu intuito, mas ela, quanto mais sofria, mais amava a Jesus; no fim de 37 dias de sofrimentos indiziveis, Nossa Senhora lhe apareceu na prisão, a curou de suas chagas e lhe restituiu a sua beleza, ficando mais formosa do que antes e lhe disse: “sofrerás mais três dias, depois, Eu e meu amado Filho te levaremos para o Céu”. O carrasco ao presenciar estes prodígios, se converteu e se tornou cristão com toda a sua família. O imperador, ao ver-se vencido, o amor que tinha por ela, transformou-se em ódio e por isso mandou flecha-la, mas não a acertaram; pensando ser os deuses dela que as desviavam, mandou aquecer as flechas no fogo e atirar nela, mas as flechas em fogo, no lugar de acertar voltaram para trás e mataram seis flecheiros, depois de derrotado com este prodígio, mandou jogá-la no rio Tibre com uma ancora ao pescoço; veio um anjo e cortou a corda ,a ancora foi para o fundo, onde se encontra até hoje, e Ela nem sequer molhou o vestido. A multidão que presenciava estes prodígios se converteu e glorificou a Deus. Então o tirano não suportando mais a sua cólera deu ordens para que fosse decapitada e assim sua alma voou gloriosamente para o céu, no dia 10 de agosto, numa sexta-feira, às três horas da tarde como seu Divino Esposo Jesus. Entretanto o corpo de santa Filomena só foi encontrado nas escavações das catacumbas de Priscila, em Roma, no dia 25 de maio de 1802. A sepultura estava intacta, fato realmente raríssimo, e foi aberta na presença de autoridades civis, religiosos da Igreja e peritos leigos. Durante as escavações, ainda encontraram: três placas de terracota, com as seguintes inscrições: “Paz te Cum Fi Lumena”, ou seja “A paz esteja contigo, Filomena”. O caixão tinha os entalhes de uma palma, três flechas, uma âncora, um chicote e um lírio, indicando a forma de seu martírio e morte. Dentro dele estavam as relíquias do corpo de uma jovem e um pequeno frasco com um líquido vermelho ressequido. Os peritos verificaram que o corpo era de uma jovem com cerca de treze anos, que tinha o crânio fraturado e que teria vivido no século IV. Assim, finalmente, foram encontradas as relíquias da jovem mártir santa Filomena, que ficaram sob os cuidados da Igreja Católica. Essas relíquias foram transferidas para a igreja de Nossa Senhora das Graças, em Nápoles, onde muitas graças e milagres foram alcançados por intercessão da santa, bem como ocorreram em muitas outras partes do mundo cristão. O seu santuário tornou-se um centro de intensa e freqüente peregrinação. Muitos pontífices declararam-se fiéis devotos de santa Filomena, entre eles o papa Leão XII, que a proclamou “a grande milagrosa do século XIX”. Foi o papa Gregório XVI que a nomeou “Padroeira do Rosário Vivente” e escolheu o dia 10 de agosto para a sua festa. Fonte: Santuário Santa Filomena Leia também: Conheça os santos devotos de Santa Filomena HISTÓRIA DE SANTA FILOMENA Santa Filomena viveu nos primeiros séculos, é uma das grandes mártires dos primeiros tempos do cristianismo! Mas mesmo vivendo na Idade Antiga, podemos saber de sua história. Santa Filomena é uma santa extraordinária em tudo! Inclusive na forma como podemos saber como foi sua santa vida. A própria Santa Filomena revelou sua vida à três pessoas diferentes, que viviam em lugares diferentes e que não se conheciam. As revelações que Santa Filomena fez para cada uma destas pessoas, quando mais tarde foram descobertas e comparadas, eram relatos idênticos! E mais, todas estas histórias reveladas, coincidem com os sinais encontrados em sua sepultura nas catacumbas de Santa Priscila. Ou seja, os símbolos que lá estão presentes: âncora, setas, lança, palma e lírio aparecem perfeitamente nas revelações de Santa Filomena para estas três pessoas. Também coincide com a pintura de Santa Filomena que foi solicitada pelo seu grande devoto São João Maria Vianney, o Cura de Ars. Esta pintura abaixo está conforme a aparência exata de Santa Filomena em suas aparições ao padre Vianney. Entre estes relatos da vida de Santa Filomena, a mais famosa é da Madre Maria Luísa, Superiora Geral da Congregação das Dores de Maria, que recebeu autorização oficial do Santo Ofício no dia 21 de dezembro de 1833. NASCIMENTO Santa Filomena nasceu durante a época do Império Romano Era filha do Rei de um pequeno Estado da Grécia e sua mãe também tinha sangue real, porém este casal real não conseguia ter filhos, durante anos sofreram com as tentativas frustradas por um filho. Um homem da corte chamado Públio, que vivia com o casal, falou-lhes da fé cristã e afirmou que se abraçassem a religião católica conseguiriam a tão esperada graça de um filho. O casal se converteu, recebeu o batismo e no dia 10 de janeiro nasce Lumena, que significa Luz, por que nasceu sob a luz da fé. Durante o batismo, Lumena recebeu o nome de Filomena, pois seria amiga da Luz, que tanto ajudara seus pais. ENCONTRO COM O IMPERADOR DIOCLECIANO Os seus pais tinham um carinho muito grande pela sua filha e estavam sempre juntos, inclusive os três partiram juntos em uma viagem para Roma, quando Santa Filomena tinha 13 anos. Esta viagem aconteceu por causa declaração de guerra que injustamente foi feita pelo soberbo e poderoso Imperador Romano Diocleciano. (Diocleciano foi imperador do ano 284 a 305 foi um dos maiores perseguidores do cristianismo, matou mais de 3000 cristãos, destruiu várias Igrejas e queimava tudo que fosse ligado à religião) A família partiu para Roma com o objetivo de tentar acalmar a situação com o Imperador e garantir a paz ao seu reino Durante o encontro com o imperador, o pai tentava apresentar todos os argumentos e soluções possíveis para resolver o conflito com o imperador. O imperador por sua vez disse que tinha encontrado uma solução: que havia se encantado por Santa Filomena e queria se casar com ela! Caso se casasse com ela, não só não o atacaria, mas também colocaria uma parte do seu exército ao dispor do Estado da Grécia. Os pais concordaram com a ideia, pois a filha se tornaria a Imperatriz de Roma; porém Santa Filomena recusou prontamente a proposta, pois aos 12 anos havia feito voto de castidade, com o objetivo de viver completamente para Cristo, além disso não aceitava o Imperador, que idolatrava falsos deuses e se considerava um. Quando o imperador descobriu a resposta chamou a pequena Santa Filomena para uma conversa, com o objetivo de convencê-la. Primeiro o imperador Diocleciano apresentou todos os benefícios que conseguiria se aceitasse o casamento, porém Santa Filomena rejeitou todas por amor a Jesus, depois o imperador começou uma série de ameaças, que também não abalaram sua santa decisão. MÁRTIRIO – PRISÃO Como punição, Santa Filomena foi para um cárcere, nos subterrâneos do palácio imperial. Lá amarraram os seus pés e as mãos com diversas cadeias Durante 40 dias ficou aprisionada, só comia pão e água e recebia longas torturas, neste período pedia constantemente forças à Nossa Senhora, que a socorria dando-lhe toda a força necessária. Neste longo martírio, teve uma visão de Nossa Senhora, que lhe disse: — “Coragem, querida filha! Querida acima de todas porque tens o meu nome e o nome de Meu Filho. Tu chamas-te Lumena ou Luz. Meu Filho, teu Esposo, chama-se Luz, Estrela, Sol. E eu também, não me chamo igualmente, Aurora, Estrela, Lua, Sol? Eu serei o teu amparo. Agora é o período transitório da fraqueza e da humilhação humana; porém, quando chegar a hora do julgamento, então receberás a graça da divina força. Além do teu Anjo da Guarda, terás a teu lado o Arcanjo Gabriel, cujo nome significa “A força do Senhor”. Quando eu estava na Terra, era ele o meu protetor: eu agora o mandarei àquela que é a minha mais querida filha”. O Imperador Diocleciano viu que estas torturas não eram suficientes, resolveu partir para atos ainda mais terríveis. MARTÍRIO – FLAGELAÇÃO Santa Filomena foi presa em uma coluna e lá foi cruelmente açoitada, ficando coberta de chagas e sangue, foi levada a prisão aonde deveria morrer, porém durante a noite apareceram-lhe dois anjos que derramaram um bálsamo celeste, que a fez ficar toda curada. No dia seguinte, o Imperador ficou assombrado ao ver a pequena Santa Filomena de 13 anos ainda mais forte, bela e recuperada, então deu ordens aos soldados para uma nova tortura. MARTÍRIO – ÂNCORA O pescoço de Santa Filomena foi preso a uma âncora de ferro e seria lançado ao rio Tibre Mas Jesus, para mostrar o seu poder e confundir os que acreditavam em falsos deuses, mais uma vez mandou seu auxílio : os seus dois anjos cortaram a corda que amarrava o seu pescoço ; e a âncora caiu no fundo do rio, onde ficou encravada no lodo. Levaram Santa Filomena para a margem, sem que uma gota de água tivesse tocado em suas roupas. Este milagre converteu um grande número dos que o presenciaram MARTÍRIO – FLECHAS O imperador Diocleciano ficou mais furioso ainda e ordenou que Filomena fosse morta a flechadas, que as flechas fossem aquecidas numa fornalha até ficarem rubras. De fato este procedimento ocorreu, porém quando estas setas eram disparadas, retornavam aos arqueiros, seis dos que dispararam as flechas foram mortos por suas próprias flechas. Este último milagre provocou outras inúmeras conversões. MARTÍRIO – DECAPITAÇÃO Receando mais sérias consequências, o tirano ordenou então que Filomena fosse decapitada. Enfim no dia 10 de agosto de 304, às 15 horas de uma sexta feira, Santa Filomena deixou a vida e entrou para o Céu, como mártir e virgem. O seu corpo foi levado e enterrado, permanecendo guardado durante séculos. DESCOBERTA DO CORPO DE SANTA FILOMENA Foi 24 de maio de 1802 que os escavadores descobriram nas catacumbas de Santa Priscila uma sepultura que nunca tinha sido violada, que se conservava exatamente como estava durante séculos. A aberturado sarcófago ocorreu no dia seguinte, 25 de maio. O erudito superintendente das escavações verificou que o tapavam três placas de terracota, onde se viam, pintados a vermelho, os símbolos do martírio; e, além destes, a seguinte inscrição: LUMENA – PAX TE –CUM FI (A paz seja contigo Filomena) SÍMBOLOS O primeiro dos símbolos era uma âncora, símbolo da esperança e emblema de martírio, porque âncoras eram presas ao pescoço de alguns dos cristãos confessos, quando os lançavam ao mar. O segundo símbolo eram duas setas, uma apontada para cima e outra para baixo. Espécie de morte sofrida pela mártir, porque alguns cristãos eram executados com setas O terceiro era uma lança, que deveria ter semelhante significação. O quarto era a palma, emblema do triunfo da mártir O quinto e último era um lírio, símbolo de pureza. AS RELÍQUIAS DE SANTA FILOMENA Ao abrir-se o túmulo encontraram as relíquias, com um vaso de vidro contendo uma porção do seu sangue inteiramente ressequido. O sangue seco foi sujeito a análises químicas, provando-se que era sangue genuíno. Ainda para confirmar sua veracidade, muitos prodigiosos fatos ocorreram com a relíquia, o que fornecem uma prova sobrenatural da legitimidade da relíquia. A ossada, os despojos e o sangue de Santa Filomena foram cuidadosamente colocados em um caixão de madeira. O seu conteúdo foi minuciosamente examinado por entidades competentes, entre as quais havia médicos, cirurgiões e teólogos Reconheceu-se que o crânio tinha sido fraturado. Os ossos aparentavam ser de uma menina, e os doutores presumiram que ela deveria ter doze a treze anos de idade PADRE FRANCISCO E AS RELÍQUIAS DE SANTA FILOMENA Depois de 3 anos da descoberta das relíquias, em 1805, o bispo de Potenza chegou a Roma acompanhado por padre Francisco di Lucia, um humilde padre de Mugnano. Depois do último exame, o caixão com as relíquias foi levado para a Capela do Tesouro, ondo os corpos dos santos e mártires eram depositados até vir a ordem do Papa para terem colocação em alguma Igreja. Este padre desejava muito a relíquia de alguma virgem e mártir para a sua Igreja. Com este objetivo obteve permissão de visitar o Tesouro das Relíquias. Ao aproximar-se do local onde estavam depositadas as relíquias de Santa Filomena, teve uma indescritível comoção, sentiu subitamente o mais ardente desejo de obter aquela relíquia Surgiram as dificuldades, primeiro pois era contra a praxe confiar tão grande tesouro a um simples sacerdote e o seu pedido foi negado. Um amigo sabendo da desolação do padre de Mugnano, conseguiu pela sua influencia pessoal, que lhe concedessem o corpo de outra santa. Porém o padre mostrou muita relutância, pois havia ficado encantado pelas relíquias, que eram de Santa Filomena. Durante as negociações, o Padre Francisco ardia em febre, perdeu por completo o apetite e caiu gravemente doente. O bispo de Poenza chegou a ter sérios receios pela sua vida O padre Francisco de Mugnano começou a meditar e teve uma súbita inspiração, fez a promessa de tomar Santa Filomena como sua especial padroeira e leva-la para Mugnano se ainda conseguisse a posse de suas relíquias. Instantaneamente sentiu-se curado. Tanto ele, quanto o bispo ficaram convencidos deque essa rápida cura foi um milagre da Santa. SANTA FILOMENA VAI PARA NÁPOLES O bispo e o padre Francisco ficaram profundamente gratos pela extraordinária cura e prometeram conduzir as sagradas relíquias na sua própria carruagem e dar-lhes o lugar de honra Ao chegar, porém, o dia da partida, com todos os afazeres e correria, esqueceram da promessa. Tiveram todo o cuidado com as relíquias de modo a ficar bem protegida, colocaram o caixãozinho debaixo do banco ocupado pelo bispo e amarraram com muita firmeza. O bispo tomou o seu lugar na carruagem e sentiu que alguma coisa lhe batia violentamente nas pernas. Achou que era preciso amarrar melhor o esquife, mas quando foram tentar amarrar melhor as relíquias, viram que não era possível amarrar mais firme, que nada poderia provocar o seu deslocamento. Tentaram continuar o caminho com as relíquias, mas as pancadas no bispo se repetiram com tal violência que mais uma vez foram obrigados a abandonar o lugar e descer do veículo. Quando foram verificar, o caixão das relíquias estava bem amarrado. Pela terceira vez, o bispo retomou o seu lugar, mas em vão. De novo, sentiu que lhe vibravam pancadas tão fortes como dolorosas. Então o bispo disse: “ Ainda mesmo que eu tenha de o levar nos braços todo o caminho” Então o caixãozinho da relíquia foi colocado no lugar de honra, no assento principal da carruagem e a jornada pode começar. Só então os viajantes se recordaram da promessa, a que haviam faltado, e reconheceram no extraordinário fenômeno dessas pancadas o desejo da Santa de que os seus direitos fossem respeitados. Cheios de reverência e temor, tiraram os chapéus e de lágrimas nos olhos, beijaram as sagradas relíquias. O resto da viagem para Nápoles decorreu com felicidade. Os viajantes hospedaram –se na casa de um bom amigo. Onde as relíquias foram depositadas dentro de uma estátua da Santa, propositadamente feita para este fim. A dona da casa sofria de uma doença crônica incurável e revestiu a estátua com luxuosas roupagens. Enquanto procedia esta operação, notaram que a imagem mudava de expressão repetidas vezes, e as relíquias exalavam delicioso perfume. Antes de irem embora, Santa Filomena restituiu à senhora a sua saúde perfeita. DE NÁPOLES A MUGNANO Depois de curta permanência em Nápoles, os viajantes continuaram a jornada a caminho de Mugnano, onde a notícia da chegada causou a mais viva comoção na população, que em multidão foi esperar para saudar a celestial padroeira. GRANDES PRODÍGIOS QUE OCORRERAM DURANTE A VIAGEM Vários prodígios ocorreram durante esta curta viagem, que foi a pé e de noite. 1)Vendo-se no meio de uma escuridão, que mal lhes permitia prosseguir no seu caminho e imploraram o auxílio de Santa Filomena Imediatamente se produziu nas nuvens um leve rasgão, permitindo à luz da Lua cair sobre a estrada e iluminar a pequena procissão, que assim pôde continuar a caminhar com máxima segurança. 2)Mais adiante, quando passava por Cimitile, as relíquias tornaram-se extraordinariamente pesadas, tendo os seus portadores a maior dificuldades em conduzir o caixão. Cimitile, tinha sido teatro de inúmeros martírios, e a Santa desejou demorar-se um pouco junto do glorioso campo de batalhas ensopado pelo sangue dos mártires de seus irmãos na fé 3)Toda aquela região estava sofrendo uma grande seca e a multidão dizia: “Se ela realmente nos quiser mostrar o seu poder, mande-nos vir a chuva que tanta falta nos faz” E logo, torrentes de chuva caíram sobre a terra. O grupo dos viajantes que transportavam as relíquias chegou a Mugnano quando a manha começava a clarear. 4)Nesta altura desencadeou-se um violentíssimo tufão, que varreu a encosta. A tempestade era assustadora e o povo suplicava: “Deus e Santa Filomena nos valham!” Um dos padres dizia a multidão para não ter receio, que o temporal era desencadeado pelos demônios, ao reconhecerem em Santa Filomena a mesma intrépida virgem que os vencera dezessete séculos antes e voltava agora para suplantá-lo e arrancar-lhes as suas vítimas. O vendaval se aproximava rapidamente do local onde as relíquias permaneciam. Diante destas, deteve-se de repente, como se o contivesse uma força invisível e em vez de prosseguir, deteve-se e subiu para o espaço e desapareceu. Muitas vezes ainda vieram ventos, mas todos estavam assombrados com a sua impotência pois não conseguiam apagar uma única das velas que ardiam junto das relíquias. Em breve se tornou evidente uma grande mudança em Mugano: milagres de todos os gêneros a fé da população aumentava; e o Santuário depressa foi conhecido em toda a parte. AS MARAVILHAS DE MUGNANO –Na noite anterior a chegada das relíquias a Mugano, um pobre homem, que estava doente, em cama fazia meses, absolutamente impossibilitado de trabalhar, soube da chegada das relíquias e suplicou a Santa Filomena ao menos poder ir ver e beijar as preciosas relíquias Quando os sinos anunciaram a chegada das relíquias, o enfermo, pulou da cama, mesmo com todo o sofrimento e saiu ao encontro da procissão. Quando regressou a casa, estava completamente curado. Durante 9 dias a multidão ia ininterruptamente à Igreja para venerar as relíquias, sendo o nono dia assinalado por notáveis milagres. –Uma pobre viúva pediu à Santa, durante a Missa, a cura de um filho aleijado. Durante a elevação da Sagrada Hóstia, o filho levantou-se rapidamente e correu para a urna de Santa Filomena para agradecer sua cura. Terminado o Santo Sacrifício da Missa, a criança percorreu a cidade, ante a admiração do povo, que tocou os sinos e tambores. A notícia deste milagre levou multidão ainda maior às devoções desta tarde. –Uma mãe molhou um dedo no azeite da lâmpada que iluminava Santa Filomena e com ele ungiu os olhos de um filho pequenino que era cego por causa da varíola, dito como incurável pelos médicos. No momento que a mãe lhe ungia as pálpebras, a criancinha instantaneamente recuperou a vista. –Alguns dias depois, uma senhora levou uma sua filha paralítica ao santuário e cortando os cabelos da criança, pendurou-os diante da urna de Santa Filomena, fazendo ao mesmo tempo uma generosa oferta ao Santuário. Ao regressar a sua residência, a criança abandonou o carro e percorreu a casa. Tinha readquirido o perfeito uso dos membros. –Um homem cego chegou a fazer a dádiva de um valioso anel na convicção de que seria curado. Ao regressar a casa, recuperou inteiramente o uso da vista. –Uma jovem cega de vinte anos de idade, para quem os médicos disseram que era impotente todos os recursos humanos, foi a Mugnano. Ao entrar na Igreja declarou que não a abandonaria enquanto não estivesse curada. A sua fé sofreu duras provas, todas suas preces pareciam sem resultado. Ela porem não desanimava, antes aumentava a persistência! Recusou-se a sair da Igreja para ir jantar, ao anoitecer, quando o Santuário tinha de ser fechado, viu-se obrigado a procurar alojamento. Ao deixar a Igreja, recebeu a graça de um ligeiro vislumbre de vista. No dia seguinte voltou e permaneceu o dia inteiro em oração. Novamente a noite, quando se retirou, via muito melhor. No terceiro dia, ao principio da tarde, já via com maior clareza e ao anoitecer tinha recuperado completamente a visão. CURAS ALÉM DE MUGNANO Desde então as curas de corpo e de espírito começaram a suceder-se continuamente não só no Santuário, mas também em longas distâncias. –Uma jovem mãe estava sofrendo violentes dores para dar á luz. Estava completamente só. De súbito, apareceu junto dela uma formosa menina e ofereceu-se para lhe prestar algum auxílio. A sua presença foi o bastante para aliviar todo aquele sofrimento. Quando ela se despediu, a pobre mulher perguntou: Qual o seu nome? E a jovem respondeu: “Sou Filomena; chamam-me Filomena de Mugnano” Falando a uma amiga da inesperada visita, soube que uma Santa daquele nome viera de Roma para Mugnano. Foi peregrinar ao Santuário e apenas viu a imagem da Santa exclamou “É ela! É ela! Foi ela, sim, a minha celestial visitante!” –Um advogado de Nápoles, Dr Alessandro Serio sofria de uma perigosa doença interior. Ele e a esposa foram a Mugano implorar a cura. Fizeram a novena. No oitavo dia, Dr Alessandro adoeceu de tal maneira, que teve de ser transportado para o seu alojamento, onde imediatamente caiu em uma absoluta inconsciência, que o tornava incapaz de confessar. Sua mulher muito aflita pegou um quadro com a imagem de Santa Filomena e implorou o seu auxílio, também prometeu um altar de mármore à Santa Filomena. Apenas acabada a prece, o Doutor Alessandro recuperou todos os sentidos e começou a sua confissão, durante qual lhe foi completamente restituída a saúde. Para que se cumprisse a promessa, foi construído o altar. -Um dos pedreiros quando dava os últimos retoques no tampo da ara, deu uma pancada que partiu a lage de mármore em dois pedaços, abrindo-lhe uma fenda enorme, da largura de um dedo O infeliz operário tentou remediar o desastre, tapando a racha com cimento; mas Santa Filomena acudiu em seu socorro e a pedra ficou perfeitamente unida. –Luiz de Mariconéoit era um francês casado com uma jovem inglesa. Depois de 6 meses do casamento, a pobre noiva caiu gravemente doente. Ela ainda desejava ser mãe; mas os médicos declararam que o seu estado de saúde tornava isto absolutamente impossível. O estado da jovem piorava rapidamente. Ouvindo falar nas maravilhosas curas ocorridas em Mugagano, ela fechou-se no se quarto e prostrando de joelho dirigiu esta fervorosa suplica a Santa Filomena : “Já que o meu estado se considera desesperado sob o ponto de vista humano, e uma vez que não posso ter nenhuma esperança terrena, coloco toda a minha confiança em vós, e tenho fé em que haveis de curar-me, porque sois poderosa para todos aqueles que vos pedem socorro. Apesar dos meus ferimentos irei amanha visitar-vos em Mugagano, e não só vos pedirei que me restituais a saúde, como também que me façais a graça de eu ainda vir a ser mãe: darei à minha filha o nome de Filomena. Além disto, prometo que todos os sentimentos do seu juvenil coração, os guiarei para Deus.” No dia seguinte visitou a sagrada relíquia e fez a sua prece com maior confiança. Um ano depois, voltava a Mugnano, com perfeita saúde, e mãe feliz de uma formosa criança. –Padre Vicente Redago estava em um grave estado de fraqueza e abatimento, tendo frequentes hemorragias. O seu estado era tão melindroso, que ele próprio se preparava para a morte. O Bispo de Lucera trouxe uma imagem de Santa Filomena e pediu para o padre se encomendar a Santa Filomena, que assim alcançaria a saúde. O padre tomou o quadrinho e colocou-o amorosamente no peito. Instantaneamente sentiu-se curado. –Um jovem escultor perdeu o uso da fala e do ouvido quando contava uns vinte anos. Fez uma novena e viu Santa Filomena rodeada de espíritos celestes a sorrir para ele. Delirante de alegria, gritou: estou curado! –Uma boa senhora, que teve quatro filhos que nasceram mortos, quando estava próxima do parto do quinto filho, pediu para a irmã, que era freira, rezar por ela. A religiosa aconselhou uma novena a Santa Filomena, que ela também faria. Pouco tempo depois nasceu uma criança perfeita, cheia de vida e saúde. E a mãe cumpriu a promessa, dando o nome da filha de Filomena. –A Baronesa de Lepore estava com a saúde precária e depois veio uma doença fatal. Não havia mais nada que a medicina podia fazer, a morte se aproximava. A Baronesa estava agonizante, uma amiga correu ao castelo com uma imagem de Santa Filomena. O barão tomou a imagem levou –a à moribunda e tocou-a com ela. E logo a enferma se viu curada! Dias depois, o barão e a baronesa foram a Mugnano agradecer a grande graça. A devoção de Santa Filomena rapidamente se espalhou por toda a Itália, passando velozmente de cidade para cidade, como de vila para vila, penetrando até nas menores e mais afastadas aldeias. As criancinhas recebiam seu nome , os mais pobres camponeses conservavam lâmpadas acessas diante de sua imagem, construíam-se capelas e erguiam-se estátuas em sua honra. Onde ela fosse venerada, sempre se realizavam extraordinários prodígios e curas maravilhosas e a condição moral dos habitantes tinha uma transformação radical. GRANDE MILAGRE DE MUGNANO: CURA DE PAULINA MARIA JARICOT O grande Milagre de Santa Filomena na Venerável Paulina Maria Jaricot. É chamado de o grande milagre, pois o Papa Gregório XVI declarou que este era um milagre de primeira classe, este foi o milagre que foi a causa imediata de ser instituído na Igreja o ofício e as festas de Santa Filomena, além de tornar a querida santinha conhecida por toda parte. Paulina Maria Jaricot era filha de pais, ricos e herdara uma grande fortuna. Tinha uma formosura surpreendente era alvo de admiração geral nos centros mais inteligentes. Era também inteligente, alegre e possuía um coração terno e bondoso. Ainda muito nova perdeu sua querida mãe e foi acometida por uma terrível enfermidade, que lhe atacou o corpo e o espírito. Esta provação foi demorada e dolorosa. Depois de uma trégua, logo veio uma doença ainda mais grave O relato de Paulina Maria Jaricot sobre sua doença: “A enfermidade atacava principalmente o coração, as palpitações, à medida que aumentava o mal, tornavam-se mais violentas, podendo ser ouvidas até a distância. Qualquer pequeno movimento ou mudança de posição era o bastante para me fazer afluir o sangue ao coração com precipitada violência, pondo-me em risco iminente de sufocação.” “Via-me obrigada a permanecer estendida e inteiramente imóvel, com receio de que a excessiva pressão do sangue nas artérias as fizesse rebentar. Na parte do peito onde as palpitações eram mais violentas, formou-se, gradualmente, uma cavidade, onde se alojavam os alimentos que eu tentava engolir, tornando-se assim, ainda muito maior o perigo de sufocação. Os médicos, então fizeram-me duas punções na ilharga, tentando retardar o progresso da doença.” “Tive alguns curtos intervalos de alívio. A mais apreciável destas tréguas foi no fim de uma novena feita a Santa Filomena. O corpo desta virgem mártir havia sido recentemente descoberto e os casos maravilhosos, sucedidos por influência das suas relíquias eram extraordinários. Invadia-me intensa alegria e o ardente desejo de ir ajoelhar junto da urna da excelsa virgem. ” “Tive a súbita inspiração de ir ao Santuário do Sagrado Coração de paray-le-Monial. O médico disse: Deixem-na lá, deixem-na ir, que não irá muito longe” “As poucas pessoas que souberam de minha partida diziam: “ Não chega com vida à primeira paragem da jornada” Chegou perfeitamente disposta ao fim de sua viagem e disse consigo: “ A primeira jornada não me matou, portanto vou a Roma para obter a benção do Santo Padre’ Uma viagem para Roma era muito difícil, se viajava de carruagem através dos Alpes, e se percorriam enormes extensões de território selvagem e deserto, infestado por bandoleiros. Para uma pessoa no estado de fraqueza em que se achava Paulina, e com tão fraca escolta, era um grande perigo a viagem. A sua fraqueza atingira o máximo grau, e ela perdeu completamente os sentidos, permanecendo inconsciente durante dois dias inteiros. As recolhidas do convento que havia na cidade fizeram uma novena a Santa Filomena, quando concluíram as preces, a doente estava muito melhor e a viagem continuou Ainda enfrentou uma camada de neve nos caminhos dos Alpes, em que o caminho era vagaroso e difícil.. “Eu nada receava, nem bandoleiros, nem os espíritos das trevas, porque estávamos sob a proteção de Nossa Senhora e Santa Filomena. Levávamos suspensas na carruagem, medalhas com as suas imagens e igualmente déramos uma aos condutores.” Novamente a doente teve uma recaída, teve alguns dias de descanso, continuou sua jornada. As crises foram frequentes e quando chegou a Roma, estava quase inconsciente. O Santo Padre Gregório XVI teve conhecimento de sua chegada e sabendo o estado de esgotamento foi visita-la. O Papa disse que estava grato por tudo que ela havia feito, louvou a sua grande coragem e ardente fé Paulina então disse ao Papa: “ Quando regressar de Mugano, vier boa e for caminhando com meus pés ao Vaticano, Vossa Santidade quererá dignar-se proceder sem demora a investigação final sobre o processo de Santa Filomena? Sim, minha filha, com certeza. Por que este fato seria, na verdade, um milagre de primeira classe. O Papa disse para a Superiora em italiano: Muito doente está nossa filha! Dá-me a impressão de que se levantou da sepultura para vir aqui. Nunca mais a tornamos a ver. Não torna a voltar.” Estava em agosto, e o calor era sufocante. O pequeno grupo partiu para Mugnano e chegaram no santuário na véspera da festa de Santa Filomena. As pessoas de Mugnano vendo a situação que se encontrava Paulina, tudo que havia passado e os milagres que tinha conseguido para chegar até ali diziam: “ Querida Santa Filomena, tendes de curar esta pobre senhora, que veio de tão longe para implorar vossa misericórdia. Ela já fez bastante pela causa de Deus e da Virgem, para vos merecer a sua cura.’ No dia da festa de Santa Filomena, Paulina, recebeu a Sagrada Comunhão junto da urna de Santa Filomena, foi atacada por tão horríveis dores em todo o corpo, começou a pulsar o coração tão violentamente, que desmaiou. Levaram Paulina para fora da Igreja, que recuperou os sentidos. De repente, brota-lhe dos olhos uma cascata de lágrimas ardentes, as faces se tornam rosadas e um doce e vivificante calor lhe percorreu os membros. Não era a morte que passara perto de Paulina, era a vida! Santa Filomena havia curado Paulina! O superior do Santuário sabendo o que tinha sucedido, ordenou que todos os sinos repicassem para anunciar o milagre. A multidão manifestou frenética alegria. Paulina ainda ficou um tempo em Mugnano, passava longas horas em conversa aos pés de sua celestial benfeitora. Chegou o dia da despedida, Paulina tomou consigo uma grande relíquia de Santa Filomena, colocou-a dentro de uma imagem da Santa, que revestiu com roupas reais e deu-lhe o lugar de honra na carruagem, sendo por todas aclamada como ‘Princesa do Paraíso’ Chegaram a Roma. Todos aqueles que tinham ouvido falar nela, ficaram assombrados. O Papa disse: “Mas é realmente a minha filha? É uma defunta que se ergueu da sepultura ou quis Deus manifestar em seu favor o poder da Virgem Mártir(Filomena)” “Sou eu mesma, Santíssimo Padre, sou eu, a quem Vossa Santidade viu, há tão pouco tempo verdadeiramente às portas da morte, e para quem Santa Filomena olhou com piedade. Uma vez que ela me restituiu a vida, peço-vos, Santo Padre, que vos digneis dar-me licença para eu construir uma capela em honra da minha benfeitora” O Papa disse: “ Mas sem dúvida alguma” O Santo Padre ainda pediu para Paulina ficasse mais um ano em Roma, para que o milagre pudesse ser confirmado com o maior rigor possível. O que de fato aconteceu! E a fama de Santa Filomena só se confirmou e espalhou ainda mais. Saiba mais sobre Santa Filomena O nome Filomena significa “filha da luz divina”. Santa Filomena faz jus a este nome. Era filha de um importante casal grego, seu pai foi um dos Reis da Grécia. Sua mãe não podia engravidar. Eles faziam todo tipo de orações e holocaustos para os falsos deuses gregos, sem nada conseguir. Um dia, conversando com um novo médico, que era Cristão, falaram de sua angustia. O médico, com muita fé e depois de muita oração, disse-lhes para se converterem ao cristianismo, mudarem de vida, pois seriam presenteados com um milagre de Deus. O casal obedeceu. No ano seguinte eles tiveram uma linda filha, a quem deram o nome de Lumena, luz. Quando foram batizá-la, deram-lhe o nome de Filomena, filha da luz divina. Ela trouxe luz para a fé dos dois. Aos 5 anos comungava pela primeira vez, e desde esse dia aumentava mais e mais a sua fé em Jesus Cristo, tanto que aos 11 anos fez votos de total entrega a Deus. A Grécia foi ameaçada pelo Imperador romano Dioclesiano. Então o Rei, pai de Santa Filomena, foi a Roma negociar. Ao ser recebido pelo Imperador, estava com sua mulher e sua filha Filomena. O Imperador se encantou com a beleza da menina e propôs a paz entre os dois países e ofereceu vantagens políticas se o Rei da Grécia lhe concedesse a mão de sua filha em casamento. O Rei aliviado concordou. Na volta para a Grécia, Santa Filomena, aos prantos, revelou os votos que tinha feito. Seus pais, com profunda tristeza, tentaram convencê-la a mudar de opinião, pois o Imperador iria matá-la se o casamento não se realizasse. Ela, porém, não cedeu. O Imperador sabendo da recusa de Filomena, ordenou que seu pai a levasse em Roma, pois considerou uma desonra para o império a recusa da Santa. Dioclesiano tentou de todas as maneiras fazer com que ela mudasse de opinião, mas como ela não cedeu. Então, ele mandou que a prendessem e torturassem. Foi muitas vezes à sua cela tentar dissuadi-la, sem resultado. Mandou, então, aumentar as torturas. Visão de Nossa Senhora e o Menino Jesus Após mais de um mês de torturas e sofrimentos no cárcere, enfraquecida, Santa Filomena um dia teve a visão de Nossa Senhora com o Menino Jesus em seu colo que lhe disse: “ Minha filha, tu me és mais querida acima de todas, porque trazes o meu nome e o do meu Filho. Tu te chamas Lumena. Meu Filho, teu Esposo, chama-se Luz, Estrela, Sol. E eu me chamo Aurora, Estrela, Luz, Sol. Serei o teu amparo. Agora é o momento transitório da fraqueza e da humilhação humanas; quando chegar, porém, a hora extrema do teu julgamento, da tua decisão ante os horríveis tormentos que te serão impostos, receberás a graça da divina força. Além do teu Anjo da Guarda, terás a teu lado o Arcanjo São Gabriel, cujo nome significa “a Força do Senhor”. Quando eu estava na terra era ele o meu protetor. Mandá-lo-ei agora àquela que é a minha mais querida filha.” Novo milagre O Imperador lhe fez um último pedido. Ela recusou. Então, ele mandou açoitá-la em praça pública, e joga-la num calabouço, pior que sua cela. Foi quando dois Anjos do Senhor apareceram, colocaram remédios sobre seu corpo dilacerado e ela milagrosamente ficou curada. Diocleciano mandou chamá-la dizendo que fora o deus Júpiter que a tinha curado para que ela se tornasse a Imperatriz de Roma. Santa Filomena respondeu dizendo que os deuses pagãos de Roma eram apenas estátuas, e que o Imperador deveria se converter ao verdadeiro Deus e Senhor de tudo, pois um dia estaria na presença Dele para responder por todos os pecados cometidos em Roma. O Imperador ficou furioso, mandou amarrarem uma ancora no pescoço de Santa Filomena e a atirassem no rio Tigre. Uma multidão foi para a beira do rio para assistir a morte da Santa, mas, novamente os dois anjos do Senhor apareceram, desamarraram a ancora de seu pescoço, e sem que ela se molhasse, a levaram para a outra margem do rio. Muitos romanos se converteram neste dia. O Imperador mandou que ela fosse arrastada por toda a cidade e a matassem com uma flecha. Jogada no calabouço para morrer os anjos do Senhor novamente a curaram. O Imperador então mandou fazer uma grande fogueira, mas o fogo não lhe fez mal algum. Mandou então os soldados lançarem flechas sem parar até que ela morresse. As flechas se voltaram contra os soldados, matando todos eles. A morte de Santa Filomena Após todas as tentativas contra a vida da Santa, Jesus então permitiu que sua vida fosse tirada, para que ela entrasse definitivamente no Reino do Céu. Mas antes disso milhares de romanos abandonaram seus deuses e se converteram ao cristianismo. O Imperador mandou que ela fosse decapitada. E ela, em oração, morreu. Era o dia 10 de agosto Nas escavações das catacumbas romanas, no ano de 1802, foi descoberto um tumulo com as seguintes inscrições: “A Paz seja contigo Filomena”. Junto, uma âncora, uma palma (símbolo do martírio), uma flecha e uma ânfora com um liquido dentro (sangue). O padre Francisco de Lucia, da cidade de Mugnano de La Cardinale, muito doente, rezou a Santa Filomena, prometendo que se ficasse curado, levaria suas relíquias para sua igreja. Com grande alegria ficou milagrosamente curado e foi pedir para o Papa Pio VII para levar as relíquias da Santa para Mugnano. Sendo permitido pelo Papa, levaram com todas as honras e pompas todas as relíquias da Santa. Muitos milagres Chegando à cidade, vários milagres começaram a acontecer. Todos vinham ver e rezar. Santa Filomena ficou conhecida em toda a Europa. Seus milagres e sua história são contados em todos ao lugares até os dias atuais. Vários Santos e Papas se tornaram devotos de Santa Filomena, como São João Maria Vianei, o Cura D’ars, Santa Madalena Sofia, São Pedro Eymard, São Pedro Chanel, o Papa Pio IX, o Papa Pio X, o Papa Leão XIII e a Venerável Pauline Jaricot. Esta, pediu ao Papa Gregório XVI que realizasse a Canonização de Santa Filomena. O papa a proclamou Santa e Padroeira do Rosário vivo e Padroeira dos Filhos de Maria. Sua relíquias ainda estão na igreja de Mugnano, na Itália. Oração a Santa Filomena “Ó gloriosa Virgem e Mártir Santa Filomena, que do Céu onde reinais vos comprazeis em fazer cair sobre a Terra benefícios sem conta, eis-me aqui prostrado a vossos pés para implorar-vos socorro para minhas necessidades que tanto me afligem, vós que sois tão poderosa, junto a Jesus, como provam os inumeráveis prodígios que se operam por toda parte onde sois invocada e honrada. Alegro-me ao ver-vos tão grande, tão pura, tão santa, tão gloriosamente recompensada no céu e na terra. Atraído por vossos exemplos à prática de sólidas virtudes e cheio de esperança à vista das recompensas concedidas aos vossos merecimentos, eu me proponho de vos imitar pela fuga do pecado e pelo perfeito cumprimento dos mandamentos do Senhor. Ajudai-me, pois, ó grande e poderosa Santinha, nesta hora tão angustiante em que me encontro, alcançando-me a graça … e sobretudo uma pureza inviolável, uma fortaleza capaz de resistir a todas as tentações, uma generosidade de que não recuse a Deus nenhum sacrifício e um amor forte como a morte pela fé em Jesus Cristo, uma grande devoção e amor a Maria Santíssima e ao Santo Padre, e ainda a graça de viver santamente a fé para um dia estar contigo no céu por toda a eternidade. Santa Filomena, rogai por nós. Amém.” Pai-Nosso… Ave-Maria… Glória… Fonte: cruzterrasanta.com.br Conheça a história de outros santos: Santo do Dia – 09 de Agosto – Santa Edith Stein, mártir de amor Santo do Dia – 10 de Agosto – São Lourenço Santo do Dia – 11 de Agosto – Santa Clara de Assis, Padroeira da Televisão #SantodoDia

  • Homilia | As virtudes fundamentais da vida espiritual

    Quarta-feira da 18.ª Semana do Tempo Comum Na nossa vida de oração, precisamos ter as mesmas disposições com que aquela mãe cananeia, sabendo-se menos do que um cachorrinho, se aproximou de Jesus: fé, em primeiro lugar, na sua palavra e no seu poder; humildade, em seguida, pois não passamos de pó da terra. Assim, com fé e humildade, precisamos também ser perseverantes, porque o Coração do Senhor muito se alegra com a persistência dos que o amam sem cansar. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira e medite conosco mais uma página do santo Evangelho. Evangelho (Mt 15,21-28) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia. (Lc 7,16) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 21 Jesus retirou-se para a região de Tiro e Sidônia. 22 Eis que uma mulher cananeia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: “Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!” 23 Mas, Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Então seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram: “Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós”. 24 Jesus respondeu: “Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel”. 25 Mas, a mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus, e começou a implorar: “Senhor, socorre-me!” 26 Jesus lhe disse: “Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-los aos cachorrinhos”. 27 A mulher insistiu: “É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!” 28 Diante disso, Jesus lhe disse: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!” E desde aquele momento sua filha ficou curada. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia | As virtudes fundamentais da vida espiritual

    Quarta-feira da 18.ª Semana do Tempo Comum Na nossa vida de oração, precisamos ter as mesmas disposições com que aquela mãe cananeia, sabendo-se menos do que um cachorrinho, se aproximou de Jesus: fé, em primeiro lugar, na sua palavra e no seu poder; humildade, em seguida, pois não passamos de pó da terra. Assim, com fé e humildade, precisamos também ser perseverantes, porque o Coração do Senhor muito se alegra com a persistência dos que o amam sem cansar. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira e medite conosco mais uma página do santo Evangelho. Evangelho (Mt 15,21-28) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia. (Lc 7,16) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 21 Jesus retirou-se para a região de Tiro e Sidônia. 22 Eis que uma mulher cananeia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: “Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!” 23 Mas, Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Então seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram: “Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós”. 24 Jesus respondeu: “Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel”. 25 Mas, a mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus, e começou a implorar: “Senhor, socorre-me!” 26 Jesus lhe disse: “Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-los aos cachorrinhos”. 27 A mulher insistiu: “É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!” 28 Diante disso, Jesus lhe disse: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!” E desde aquele momento sua filha ficou curada. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Santa Edith Stein, mártir de amor – 9 de Agosto

    Santa Edith Stein nasceu em Breslau, Alemanha, (hoje Broklaw, Polônia) em 12 de outubro de 1891. Ela foi a última de 11 irmãos de uma família judia devota. Passou por um profundo processo de conversão ao catolicismo. Ela morreu em uma câmara de gás em Auschwitz em 9 de agosto de 1942. (Assista o filme em alta resolução no final do artigo) SANTO DO DIA – 09 DE AGOSTO – SANTA EDITH STEIN (TEREZA BENEDITA DA CRUZ) Carmelita (1891-1942) Edith Stein nasceu na cidade de Breslau, Alemanha, no dia 12 de outubro de 1891, em uma próspera família de judeus. Aos 2 anos, ficou órfã do pai. A mãe e os irmãos mantiveram a situação financeira estável e a educaram dentro da religião judaica. Desde menina, Edith era brilhante nos estudos e mostrou forte determinação, caráter inabalável e muita obstinação. Na adolescência, viveu uma crise: abandonou a escola, as práticas religiosas e a crença consciente em Deus. Depois, terminou os estudos com graduação máxima, recebendo o título de doutora em fenomenologia, em 1916. A Alemanha só concedera esse título a 12 mulheres até a última metade do século XX. Em 1921, ela leu a autobiografia de santa Teresa d’Ávila. Tocada pela luz da fé, converteu-se e foi batizada em 1922. Mas a mãe e os irmãos nunca compreenderam ou aceitaram sua adesão ao catolicismo. A exceção foi sua irmã Rosa, que se converteu e foi batizada no seio da Igreja, após a morte da mãe, em 1936. Edith Stein começou a servir a Deus com seus talentos acadêmicos. Lecionou numa escola dominicana, foi conferencista em instituições católicas e finalizou como catedrática numa universidade alemã. Em 1933, chegavam ao poder Hitler e o partido nazista. Todos os professores não-arianos foram demitidos. Por recusar-se a sair do país, os superiores da Ordem do Carmelo a aceitaram como noviça. Em 1934, tomou o hábito das carmelitas e o nome religioso de Teresa Benedita da Cruz. A sua família não compareceu à cerimônia. Quatro anos depois, realizou sua profissão solene e perpétua, recebendo o definitivo hábito marrom das carmelitas. A perseguição nazista aos judeus alemães intensificou-se e Edith foi transferida para o Carmelo de Echt, na Holanda. Um ano depois, sua irmã Rosa foi juntar-se a ela nesse Carmelo holandês, pois desejava seguir a vida religiosa. Foi aceita no convento, mas permaneceu como irmã leiga carmelita, não podendo professar os votos religiosos. O momento era desfavorável aos judeus, mesmo para os convertidos cristãos. A Segunda Guerra Mundial começou e a expansão nazista alastrou-se pela Europa e pelo mundo. A Holanda foi invadida e anexada ao Reich Alemão em 1941. A família de Edith Stein dispersou-se, alguns emigraram e outros desapareceram nos campos de concentração. Os superiores do Carmelo de Echt tentaram transferir Edith e Rosa para um outro, na Suíça, mas as autoridades civis de lá não facilitaram e a burocracia arrastou-se indefinidamente. Em julho de 1942, publicamente, os bispos holandeses emitiram sua posição formal contra os nazistas e em favor dos judeus. Hitler considerou uma agressão da Igreja Católica local e revidou. Em agosto, dois oficiais nazistas levaram Edith e sua irmã do Carmelo de Echt. No mesmo dia, outros 242 judeus católicos foram deportados para os campos de concentração, como represália do regime nazista à mensagem dos bispos holandeses. As duas irmãs foram levadas em um comboio de carga, junto com outras centenas de judeus e dezenas de convertidos, ao norte da Holanda, para o campo de Westerbork. Lá, Edith Stein, ou a ‘freira alemã’, como a identificaram os sobreviventes, diferenciou-se muito dos outros prisioneiros que se entregaram ao desespero, lamentações ou prostração total. Ela procurava consolar os mais aflitos, levantar o ânimo dos abatidos e cuidar, do melhor modo possível, das crianças. Assim ela viveu alguns dias, suportando com doçura, paciência e conformidade a vontade de Deus, seu intenso sofrimento e o dos demais. No dia 7 de agosto de 1942, Edith Stein, Rosa e centenas de homens, mulheres e crianças foram de trem para o campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Dois dias depois, em 9 de agosto, foram mortas na câmara de gás e tiveram seus corpos queimados. A irmã carmelita Teresa Benedita da Cruz foi canonizada em Roma, em 1998, pelo papa João Paulo II, que indicou sua festa para o dia de sua morte. A solenidade contou com a presença de personalidades ilustres, civis e religiosas, da Alemanha e da Holanda, além de alguns sobreviventes dos campos de concentração que a conheceram e de vários membros da família Stein. No ano seguinte, o mesmo sumo pontífice declarou santa Edith Stein ‘co-Padroeira da Europa’, junto com santa Brígida e santa Catarina de Sena. Fonte: Paulinas Leia também: Heroísmo e sacrifício: a história católica de Auschwitz Edith Stein, mártir: feliz união da hebraicidade com a santidade cristã Santa Teresa Benedita da Cruz: esse é nome com o qual findou sua vida para entrar no Paraíso. Chamava-se, antes de ingressar na vida religiosa, Edith Theresa Hedwing Stein, sendo a última de uma série de onze irmãos gerados por Siegfried e Augusta Stein, judeus residentes na Silésia alemã. A família de Edith Sua família radicou-se em Breslau em 1890, e em 12 de outubro do ano seguinte Edith viria ao mundo. Seu pai era um comerciante de madeira, profundamente religioso e respeitador das tradições israelitas; sua mãe considerava um sinal de predileção do Senhor o fato de Edith ter nascido quando se comemorava a festividade da Expiação, dia de penitência conforme os preceitos judaicos. Ainda sem completar os dois anos Edit ficou órfã de pai, mas sua mãe, mesmo enfrentando a súbita pobreza que se abateu sobre a família, conseguiu assumir os negócios do marido, obtendo uma suficiente recuperação econômica para manter a família. Assim pôde encorajar os filhos a trilhar os caminhos do conhecimento e então se prepararem para a vida.de predileção do Senhor o fato de Edith ter nascido quando se comemorava a festividade da Expiação, dia de penitência conforme os preceitos judaicos. Os estudos e a religião Nos estudos, Edith manifestou especial inclinação para a história e os idiomas. Aprendeu a falar corretamente francês, inglês e espanhol, além de ler latim, grego e hebraico (e também, pouco antes de partir para a eternidade, começou a aprender holandês). Chegando aos estudos superiores matriculou-se nos cursos de história e filologia, o que lhe despertou o interesse pela psicologia experimental, ponte para chegar à filosofia. Os problemas sociais foram estímulo para que Edith defendesse os direitos das mulheres e dos grevistas. Quanto à religião, Edith era indiferente, tendo se tornado atéia, confessando que aos vinte e um anos não conseguia crer na existência de Deus. Apesar disso ia com a mãe à sinagoga, por delicadeza e não por devoção. Por vezes acompanhava uma amiga a um culto protestante. Filosofia, o amor à sabedoria O interesse pela filosofia levou-a a conhecer Edmund Husserl, o grande pensador fenomenologista de quem se tornou aluna, e depois assistente e secretária particular. Não fosse a ascensão do nazismo, Husserl teria sido sucedido por Edith na Universidade de Friburgo. O método de raciocínio da fenomenologia muito agradava a Edith, e a leitura de escritos de Santa Teresa de Ávila foi um caminho para ela chegar à Igreja Católica. Porém quando leu um livro cujo título era “A vida de Santa Teresa contada por ela mesma” (que retirou por acaso da estante da casa onde estava hospedada no verão de 1921), sentiu-se identificada com o catolicismo. Leu-o de uma só vez, e concluiu: “é a verdade”. Essa leitura fora feita durante a noite, e na manhã seguinte, com o auxílio de um missal e de um catecismo, começou sozinha a se instruir nas verdades da religião católica. Pelo batismo Edith passa a fazer parte da Igreja Católica A catequese de Edith foi feita de forma autodidática, e quando se julgou suficientemente instruída foi a uma igreja assistir à Missa. Ao fim, tendo esperado o celebrante (Pe. Eugenio Breitlig, vigário) concluir a ação de graças, após uma breve conversa pediu-lhe o batismo. O surpreso sacerdote disse-lhe ser necessário um catecumenato, e perguntou-lhe quanto tempo já tinha de instrução e quem lha dera, mas Edith humildemente pediu-lhe que a examinasse para ver se detinha suficientes conhecimentos. Na longa conversa que se seguiu o presbítero admirou-se pela ação da Graça sobre aquela alma, e o batismo foi marcado para o primeiro dia de janeiro seguinte, tendo ela recebido os nomes de Teresa e Edwiges (evidente alusão a Santa Teresa, sua mestra e modelo, e a Santa Edwiges, sua conterrânea da Silésia, e também nome da senhora que se tornava sua madrinha naquele momento). Batizada, Edith fez a primeira comunhão, tornando-se a Eucaristia o seu pão de cada dia. A crisma foi-lhe ministrada pelo bispo de Spira, na festa da Purificação (que ocorreu pouco depois). Para cumprir uma dolorosa obrigação Edith viajou à sua cidade natal, e sem rodeios ajoelhou-se junto à mãe para dizer de forma doce e firme: “mamãe, tornei-me católica”. As lágrimas de dona Augusta pouco depois se seguiram das que gotejaram dos olhos de Edith: a encruzilhada estava definida, e um profundo fosso as separava. Nunca mais a mãe respondeu às carinhosas cartas da filha, limitando-se certa vez a escrever lacônicas palavras em um bilhete. Descobre a vocação para a vida religiosa Continuando as leituras filosóficas, Edith chegou a São Tomás de Aquino e a São João da Cruz, o que lhe preparou a entrada para o Carmelo (religiosas carmelitas descalças). Em 15 de abril de 1934 passou a ser a Irmã Teresa Benedita da Cruz o.c.d., e em 21 de abril do ano seguinte proferiu os votos perpétuos. Por permissão superior continuou a escrever obras de caráter filosófico durante sua vida como religiosa. Edith então voltou as costas ao seu futuro, ao mundo cheio de amigos e admiradores, à família, e ingressou na solidão da vida religiosa contemplativa, escondida e sem exterioridades. As dificuldades quotidianas – não sabia costurar, por exemplo, e se embaraçava com a maior parte dos trabalhos manuais – eram enfrentadas com resolução e bom humor. A ascensão de Hitler fez com que Edith, não ariana e com pensamento contrário ao que grassava na Alemanha, se mudasse para a Holanda, mas a expansão do poderio totalitário chegou até esse país. Antes que se concluíssem os trâmites legais para a transferência de Edith para a Suíça, foi ela presa com sua irmã Rosa (também convertida), sendo ambas deportadas para a Polônia, ação motivada contra os judeus católicos pelas atitudes antinazistas das autoridades do clero holandês. Mesmo nos confinamentos dos deportados nos quais foi ela inserida, e também nos vagões dos trens que a levaram para Auschwitz (Polônia), portou Edith o hábito de sua família religiosa, mantendo-se serena e confiante em Deus, exercendo forte ação de presença junto aos demais deportados e consolando-os em meio às aflições. Nos bilhetes que remeteu a partir dos locais onde esteve presa ressaltava que estava rezando, admitindo estar “contente com tudo”. Ofereceu-se em sacrifício pela conversão de seu povo, sendo com sua irmã Rosa morta em uma câmara de gás em 9 de agosto de 1942. Irmã Teresa Benedita da Cruz foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 1 de maio de 1987, por ocasião de uma viagem desse Pontífice a Colônia, na Alemanha. O mesmo Papa a canonizou em 11 de outubro de 1998, o que foi motivo de grande alegria para toda a família carmelitana. Fonte: Edith Stein (Elisabeth de Miribel, Editora Santuário, 2001) Conheça mais sobre Santa Edith Stein Depois de procurar em vão a Verdade nos livros e nos raciocínios filosóficos, ela a encontrou na história palpitante de amor de Santa Teresa de Ávila. Quem foi Edith Stein? Edith Stein, a caçula de uma numerosa família hebraica, nasceu em 12 de outubro de 1891 em Breslau, Alemanha. Antes de completar dois anos ficou órfã de pai. A pequena Edith era de temperamento forte, vivaz e independente. Ademais, demonstrava uma inteligência muito precoce, que lhe proporcionou o primeiro lugar da classe durante toda a sua vida escolar. Crescendo numa família praticante da religião judaica, ela acreditava em Deus e a Ele dirigia suas preces. Jovem filósofa à procura da Verdade Porém, ao atingir a adolescência, perdeu a fé na existência de Deus, parou de rezar e abandonou os estudos. Ela própria relatou mais tarde: “Com plena consciência e por livre decisão, deixei de rezar. Meus anseios de conhecer a Verdade eram minha única oração.” Aos 14 anos, decidiu retomar os estudos colegiais, para ingressar na universidade. E em 1911 matriculou-se, não em um, mas em três cursos: Filosofia, Língua Alemã e História. Naquela época era pouco comum uma mulher cursar a universidade, menos ainda ver uma jovem de 20 anos seguir três cursos ao mesmo tempo! Todas as preferências de Edith eram para a Filosofia. Assim, mudou-se em 1913 para Göttingen a fim de assistir às aulas de Edmund Husserl, considerado o mais importante filósofo alemão da época. Essa jovem estudante parecia haver sucumbido de todo na crise da fé, pois até já se declarava atéia. Mas, por paradoxal que pareça, ela continuava como uma incansável peregrina à procura da Verdade. Descobre a oração do Pai-Nosso E a Divina Providência, por seu lado, a guiava por caminhos misteriosos cada vez para mais perto de Deus, a Verdade Absoluta. Afinal, Deus, o que é? Essa Verdade última, pela qual pautei minha vida, em que consiste? Qual o sentido do sofrimento? Como se explica o mal? Questões como essas povoavam a mente inquieta de Edith. Anos depois ela afirmou: “O estudo da filosofia é um contínuo caminhar à beira do abismo”. E acrescentou: “Eu vivia no ingênuo auto-engano de que tudo em mim estava correto, como é freqüente em pessoas sem fé, que vivem num tenso idealismo ético”. Encontrava-se ela nessa situação interior quando, por volta de 1914, fez uma análise do Pai-Nosso, não do ponto de vista religioso, mas estudando a etimologia alemã. Ficou muito impressionada com essa oração, e a repassou várias vezes. Nessa mesma época, Edith travou conhecimento com Adolf Reinach, judeu e discípulo de Husserl, como ela. Também ele buscava a Verdade com fervor e probidade. Logo se formou entre ambos uma sincera amizade, da qual participava também sua esposa Anna. Ora, o casal Reinach estava, por assim dizer, nas vésperas de sua conversão ao Catolicismo, e isso teria em breve uma especial repercussão sobre Edith. Enfermeira voluntária Nesse ano de 1914, as atividades intelectuais na Alemanha sofreram um forte abalo com o início da Primeira Guerra Mundial. Edith voltou para Breslau e alistou-se como enfermeira voluntária. “Agora não tenho vida própria – todas as minhas forças pertencem a esse grande acontecimento. Quando a guerra terminar, e se eu ainda continuar viva, poderei pensar em meus assuntos privados.” Fez um curso de Enfermagem e foi destacada para ser vir num hospital militar, onde, além de prestar assistência na sala de cirurgias, ficou encarregada dos doentes de tifo. Por sua disponibilidade em serviço e sua dedicação aos enfermos, especialmente os moribundos, recebeu a medalha de honra da Cruz Vermelha. Esse hospital foi fechado e ela mudou-se para Friburgo, onde fez o curso de doutorado em Filosofia, obtendo aprovação summa cum laude (máxima com louvor). A força do exemplo Pouco tempo depois, a Providência lhe pôs diante dos olhos dois episódios que, como flashes fotográficos, iluminaram a alma dessa jovem doutora a caminho da conversão. Certo dia, visitando a Catedral de Friburgo com objetivo meramente turístico, ela viu entrar uma mulher com sua cesta de compras e ajoelhar-se para fazer uma breve oração.”Isso era algo completamente novo par a mim, pois eu só entrava em sinagogas e em igrejas protestantes p ara o culto religioso comunitário. Ali , em contra partida, estava alguém que acudia a uma igreja vazia em meio às ocupações diárias, como que para um diálogo confidencial com Deus . Disso nunca me esqueci” – relatou ela. A outra cena deu-se na casa de um camponês católico onde ela se hospedara durante um passeio. Causou-lhe profunda impressão ver esse pai de família fazer pela manhã uma oração com os seus empregados, antes de irem para os trabalhos do campo. Enfim, a conversão Adolf Reinach – o amigo de Edith que, como ela, estava à busca da Verdade – faleceu em 1917. Visitando a viúva, Anna Reinach, surpreendeu-se ao vê-la cheia de paz e serenidade, com mais esperança que sofrimento! Ficou atônita e, ao mesmo tempo, maravilhada quando esta lhe comunicou sua conversão e lhe explicou o papel da Cruz de Cristo. “Esse foi o meu primeiro encontro com a Cruz e com a força divina que ela transmite aos que a carregam. Foi o momento em que a minha descrença desmoronou” – confidenciou mais tarde. Por volta de 1918, Edith leu os Exercícios Es pirituais de Santo Inácio de Loyola, por mero interesse acadêmico. Entretanto, ao perceber a densa espiritualidade contida nessa obra, fez os trinta dias de meditações, no fim dos quais desejou ardentemente se tornar católica. Todavia, precisou vencer ainda algumas batalhas interiores antes de chegar à conversão definitiva. Esta chegou no verão de 1921. Edith foi convidada a passar algumas semanas na casa de campo de uma amiga em Bergzabern, perto de Spira. Certo dia, estando só na casa, apanhou ao acaso um livro na estante. Deus lhe punha nas mãos a “Vida de Santa Teresa de Ávila, escrita por ela mesma”. “Comecei a ler e fiquei tão arrebatada que não consegui parar até terminá-lo. Quando o fechei, disse comigo mesma: ‘Esta é a Verdade!’” Depois de procurar em vão a Verdade nos livros e nos raciocínios filosóficos, ela a encontrou na história palpitante de amor da grande mística reformadora do Carmelo, cujo exemplo perfumava ainda as almas, cinco séculos após sua morte. No dia seguinte, ela comprou o Catecismo e o Missal e, depois de estudar meticulosamente o conteúdo desses livros, foi pela primeira vez assistir a uma Missa, após a qual procurou o Pároco e pediu o Batismo, que lhe foi conferido poucos meses depois, no dia 1º de janeiro de 1922. Professora apostólica Não foi por mero acaso que a Virgem Maria pôs nas mãos dessa alma de escol a autobiografia da grande Santa Teresa. Já no dia de sua conversão ela sentiu-se de tal forma chamada à vida contemplativa na Ordem do Carmo que logo relegou todas as ambições mundanas e passou a levar uma vida de carmelita, tanto quanto lhe permitiam as circunstâncias. Entretanto, seu diretor espiritual, Mons. Canon Schwind, julgou mais proveitoso para a Igreja que ela empregasse seus talentos no apostolado leigo, e convidou-a a lecionar Alemão e História no Instituto de Educação de Santa Maria Madalena, em Spira. Ela fez então in pectore os votos de pobreza, obediência e castidade e tornou- se professora. A Fräulein Doktor (Senhorita Doutora), como ficou conhecida, expressava-se com perfeição em seis idiomas. Conhecia e traduzia com facilidade as obras de São Tomás de Aquino. No entanto, mais do que lecionar, ela se empenhava em “ajudar as alunas a moldar a vida no espírito de Cristo”. E, persuadida de que “Frei Exemplo é o melhor pregador”, fazia seu apostolado principalmente através de uma autêntica vida de piedade: passava horas ajoelhada ante Jesus Sacramentado, como se nada mais existisse no mundo, e tinha uma profunda devoção ao Sagrado Coração de Jesus e à Virgem Maria. Conferencista e catedrática Entre 1928 e 1933, por iniciativa de um insigne sacerdote, percorreu a Europa, fazendo conferências sobre o papel da mulher católica na família e na sociedade, apresentando como modelo Maria, a Virgem Mãe. Em 1932 foi nomeada para a Cátedra de Antropologia no Instituto Alemão de Pedagogia Científica, de Münster. Nessa época, porém, sopravam já os maléficos ventos do nazismo, de modo que pouco tempo depois ela perdeu o posto, devido à sua ascendência judaica. Uma noviça a caminho da santidade Se para ela essa demissão arbitrária foi um bem ou um mal, não vem ao caso analisar neste artigo. O fato concreto é que no dia 14 de outubro de 1933 ela ingressou no Carmelo de Colônia. Em abril de 1934, recebeu o hábito carmelitano. Edith Stein estava morta para este mundo, nascia uma nova esposa de Cristo, Irmã Teresa Benedita da Cruz. Não lhe correu fácil o noviciado, tendo ela já 43 anos, e entre as freiras sua ciência filosófica pouco valia. Ademais, o trabalho manual era parte importante da vida monástica e Irmã Teresa era muito desajeitada… A mestra de noviças não deixava de repreendê-la nas ocasiões oportunas, e ela nunca se mostrou ressentida. Pelo contrário, sabia que esses pequenos sacrifícios faziam parte de sua caminhada rumo à santificação, e aceitava tudo com serenidade. O falecimento de sua mãe, em 1936, deixou sua irmã Rosa livre para receber o Batismo, que desejava ardentemente, e ser acolhida como terciária carmelita no mesmo mosteiro de Colônia. As duas irmãs permanecerão unidas até a morte. “Os judeus católicos, nossos piores inimigos” Na segunda metade da década de 1930, acentuava-se cada dia mais o antagonismo entre o partido nazista e o ensinamento da doutrina católica. O governo encabeçado por Hitler perseguia disfarçadamente a Igreja. Quando, em 1937, o Papa Pio XI condenou de maneira contundente o nacional- socialismo através da Encíclica Mit brennender Sorge (Com ardente preocupação), cresceu a animadversão dos hitleristas: acentuou-se a campanha anticlerical, muitos bispos foram agredidos em público e milhares de fiéis foram deportados para os campos de concentração. Para evitar que o Carmelo de Colônia corresse perigo por sua presença, Irmã Teresa Benedita pediu transferência para algum convento fora da Alemanha. Antes de ser atendido esse seu pedido, delegados do governo nazista violaram a clausura do mosteiro, à sua procura. À vista disso, ela foi transferida às pressas para o Carmelo de Echt, na Holanda. Um ano e meio depois, sua irmã Rosa foi se juntar a ela. Em julho de 1942, os Bispos holandeses tomaram posição formal contra os nazistas, em defesa dos judeus injustamente perseguidos. O revide do regime nazista não se fez esperar. No dia 2 de agosto, agentes da Gestapo arrancaram do convento as duas irmãs, que foram deportadas para o campo de concentração de Westerbork, norte da Holanda, juntamente com outros 242 judeus católicos. O comissário geral Schmidt, reconheceu de público que essa tirânica medida tinha sido tomada como retaliação à corajosa atitude do Episcopado: “Como o clero católico não se deixa dissuadir por nenhuma negociação, vemo-nos forçados a considerar os judeus católicos como os nossos piores inimigos e, por essa razão, a deportá-los para o Leste o mais depressa possível”. Parecia uma imagem da “Pietà” sem o Cristo Compreende-se facilmente o desânimo e mesmo o desespero desses infelizes, arrancados com brutalidade de seus lares e transportados em vagões de carga para um campo de concentração. Irmã Teresa, porém, não se deixou abater. Nos poucos dias em que ali permaneceu, manteve-se galhardamente trajada com seu hábito de carmelita, a todos impressionando pela sua fortaleza de ânimo, serenidade e recolhimento. Todo o tempo em que a “Freira Alemã”, como era chamada, não passava em oração, ela o empregava em consolar os aflitos, confortar as mulheres e cuidar das crianças. Ela era uma “Pietà sem Cristo” – declarou uma testemunha sobrevivente. Morta por ódio à Fé católica Em 7 de agosto, os esbirros do governo embarcaram Sor Teresa Benedita e sua irmã Rosa – juntamente com centenas de outros judeus – em um trem rumo ao campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Uma tétrica viagem de quase três dias, sem água e sem alimentos. Logo na chegada, no dia 9, foram mortas na câmara de gás e em seguida seus corpos foram cremados e as cinzas espalhadas pelos campos. Edith Stein morreu vítima do odium fidei do regime hitleriano. O Pe. Hopster, SVD, afirma isso claramente: “Após ter ouvido as explicações do comissário Schmidt, pode-se declarar que os religiosos presos nesta ocasião foram mortos em testemunho da Fé. Sua prisão foi efetuada por ódio às palavras de nossos bispos. Eram, pois, os bispos e a Igreja os visados e atingidos com a deportação dos religiosos e católicos de origem judaica”. Somente em 1947 as carmelitas de Echt e Colônia tiveram notícia segura a respeito da morte de Santa Teresa Benedita da Cruz, e puderam transmiti- la às demais casas da Ordem: “Não mais a procuremos sobre a terra, mas junto de Deus a quem foi agradável o seu sacrifício, fazendo-o frutificar em favor do povo pelo qual rezou, sofreu e morreu”. A conclusão do livro “A Ciência da Cruz” Todos os momentos livres de sua vida de carmelita, e também parte da noite, Sor Teresa Benedita os dedicava à redação da obra “A Ciência da Cruz”, que lhe tinha sido encomendada para assinalar o quarto centenário do nascimento de São João da Cruz. Contudo, não logrou terminá-la. Ou melhor, ela a concluiu sim, mas não por escrito: a conclusão se efetivou com a entrega de sua própria vida. Da mesma forma que a Verdade eterna se manifestou ao mundo plenamente num Homem, Jesus, e não escrita num livro. Dela se pode dizer o que afirmou de si próprio o Apóstolo dos Gentios: combateu o bom combate, recebeu a coroa de glória. Foi canonizada em 1998 e, no ano seguinte, proclamada co-padroeira da Europa, junto com Santa Brígida e Santa Catarina de Sena. (Revista Arautos do Evangelho , Agosto/2005, n. 44, p. 34 à 37) Assista o filme da fida de Santa Edith Stein: Se preferir assistir diretamente na plataforma, clique aqui. (Pode ser necessário fazer login ou criar uma conta) #SantodoDia

  • Santa Edith Stein, mártir de amor – 9 de Agosto

    Santa Edith Stein nasceu em Breslau, Alemanha, (hoje Broklaw, Polônia) em 12 de outubro de 1891. Ela foi a última de 11 irmãos de uma família judia devota. Passou por um profundo processo de conversão ao catolicismo. Ela morreu em uma câmara de gás em Auschwitz em 9 de agosto de 1942. (Assista o filme em alta resolução no final do artigo) SANTO DO DIA – 09 DE AGOSTO – SANTA EDITH STEIN (TEREZA BENEDITA DA CRUZ) Carmelita (1891-1942) Edith Stein nasceu na cidade de Breslau, Alemanha, no dia 12 de outubro de 1891, em uma próspera família de judeus. Aos 2 anos, ficou órfã do pai. A mãe e os irmãos mantiveram a situação financeira estável e a educaram dentro da religião judaica. Desde menina, Edith era brilhante nos estudos e mostrou forte determinação, caráter inabalável e muita obstinação. Na adolescência, viveu uma crise: abandonou a escola, as práticas religiosas e a crença consciente em Deus. Depois, terminou os estudos com graduação máxima, recebendo o título de doutora em fenomenologia, em 1916. A Alemanha só concedera esse título a 12 mulheres até a última metade do século XX. Em 1921, ela leu a autobiografia de santa Teresa d’Ávila. Tocada pela luz da fé, converteu-se e foi batizada em 1922. Mas a mãe e os irmãos nunca compreenderam ou aceitaram sua adesão ao catolicismo. A exceção foi sua irmã Rosa, que se converteu e foi batizada no seio da Igreja, após a morte da mãe, em 1936. Edith Stein começou a servir a Deus com seus talentos acadêmicos. Lecionou numa escola dominicana, foi conferencista em instituições católicas e finalizou como catedrática numa universidade alemã. Em 1933, chegavam ao poder Hitler e o partido nazista. Todos os professores não-arianos foram demitidos. Por recusar-se a sair do país, os superiores da Ordem do Carmelo a aceitaram como noviça. Em 1934, tomou o hábito das carmelitas e o nome religioso de Teresa Benedita da Cruz. A sua família não compareceu à cerimônia. Quatro anos depois, realizou sua profissão solene e perpétua, recebendo o definitivo hábito marrom das carmelitas. A perseguição nazista aos judeus alemães intensificou-se e Edith foi transferida para o Carmelo de Echt, na Holanda. Um ano depois, sua irmã Rosa foi juntar-se a ela nesse Carmelo holandês, pois desejava seguir a vida religiosa. Foi aceita no convento, mas permaneceu como irmã leiga carmelita, não podendo professar os votos religiosos. O momento era desfavorável aos judeus, mesmo para os convertidos cristãos. A Segunda Guerra Mundial começou e a expansão nazista alastrou-se pela Europa e pelo mundo. A Holanda foi invadida e anexada ao Reich Alemão em 1941. A família de Edith Stein dispersou-se, alguns emigraram e outros desapareceram nos campos de concentração. Os superiores do Carmelo de Echt tentaram transferir Edith e Rosa para um outro, na Suíça, mas as autoridades civis de lá não facilitaram e a burocracia arrastou-se indefinidamente. Em julho de 1942, publicamente, os bispos holandeses emitiram sua posição formal contra os nazistas e em favor dos judeus. Hitler considerou uma agressão da Igreja Católica local e revidou. Em agosto, dois oficiais nazistas levaram Edith e sua irmã do Carmelo de Echt. No mesmo dia, outros 242 judeus católicos foram deportados para os campos de concentração, como represália do regime nazista à mensagem dos bispos holandeses. As duas irmãs foram levadas em um comboio de carga, junto com outras centenas de judeus e dezenas de convertidos, ao norte da Holanda, para o campo de Westerbork. Lá, Edith Stein, ou a ‘freira alemã’, como a identificaram os sobreviventes, diferenciou-se muito dos outros prisioneiros que se entregaram ao desespero, lamentações ou prostração total. Ela procurava consolar os mais aflitos, levantar o ânimo dos abatidos e cuidar, do melhor modo possível, das crianças. Assim ela viveu alguns dias, suportando com doçura, paciência e conformidade a vontade de Deus, seu intenso sofrimento e o dos demais. No dia 7 de agosto de 1942, Edith Stein, Rosa e centenas de homens, mulheres e crianças foram de trem para o campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Dois dias depois, em 9 de agosto, foram mortas na câmara de gás e tiveram seus corpos queimados. A irmã carmelita Teresa Benedita da Cruz foi canonizada em Roma, em 1998, pelo papa João Paulo II, que indicou sua festa para o dia de sua morte. A solenidade contou com a presença de personalidades ilustres, civis e religiosas, da Alemanha e da Holanda, além de alguns sobreviventes dos campos de concentração que a conheceram e de vários membros da família Stein. No ano seguinte, o mesmo sumo pontífice declarou santa Edith Stein ‘co-Padroeira da Europa’, junto com santa Brígida e santa Catarina de Sena. Fonte: Paulinas Leia também: Heroísmo e sacrifício: a história católica de Auschwitz Edith Stein, mártir: feliz união da hebraicidade com a santidade cristã Santa Teresa Benedita da Cruz: esse é nome com o qual findou sua vida para entrar no Paraíso. Chamava-se, antes de ingressar na vida religiosa, Edith Theresa Hedwing Stein, sendo a última de uma série de onze irmãos gerados por Siegfried e Augusta Stein, judeus residentes na Silésia alemã. A família de Edith Sua família radicou-se em Breslau em 1890, e em 12 de outubro do ano seguinte Edith viria ao mundo. Seu pai era um comerciante de madeira, profundamente religioso e respeitador das tradições israelitas; sua mãe considerava um sinal de predileção do Senhor o fato de Edith ter nascido quando se comemorava a festividade da Expiação, dia de penitência conforme os preceitos judaicos. Ainda sem completar os dois anos Edit ficou órfã de pai, mas sua mãe, mesmo enfrentando a súbita pobreza que se abateu sobre a família, conseguiu assumir os negócios do marido, obtendo uma suficiente recuperação econômica para manter a família. Assim pôde encorajar os filhos a trilhar os caminhos do conhecimento e então se prepararem para a vida.de predileção do Senhor o fato de Edith ter nascido quando se comemorava a festividade da Expiação, dia de penitência conforme os preceitos judaicos. Os estudos e a religião Nos estudos, Edith manifestou especial inclinação para a história e os idiomas. Aprendeu a falar corretamente francês, inglês e espanhol, além de ler latim, grego e hebraico (e também, pouco antes de partir para a eternidade, começou a aprender holandês). Chegando aos estudos superiores matriculou-se nos cursos de história e filologia, o que lhe despertou o interesse pela psicologia experimental, ponte para chegar à filosofia. Os problemas sociais foram estímulo para que Edith defendesse os direitos das mulheres e dos grevistas. Quanto à religião, Edith era indiferente, tendo se tornado atéia, confessando que aos vinte e um anos não conseguia crer na existência de Deus. Apesar disso ia com a mãe à sinagoga, por delicadeza e não por devoção. Por vezes acompanhava uma amiga a um culto protestante. Filosofia, o amor à sabedoria O interesse pela filosofia levou-a a conhecer Edmund Husserl, o grande pensador fenomenologista de quem se tornou aluna, e depois assistente e secretária particular. Não fosse a ascensão do nazismo, Husserl teria sido sucedido por Edith na Universidade de Friburgo. O método de raciocínio da fenomenologia muito agradava a Edith, e a leitura de escritos de Santa Teresa de Ávila foi um caminho para ela chegar à Igreja Católica. Porém quando leu um livro cujo título era “A vida de Santa Teresa contada por ela mesma” (que retirou por acaso da estante da casa onde estava hospedada no verão de 1921), sentiu-se identificada com o catolicismo. Leu-o de uma só vez, e concluiu: “é a verdade”. Essa leitura fora feita durante a noite, e na manhã seguinte, com o auxílio de um missal e de um catecismo, começou sozinha a se instruir nas verdades da religião católica. Pelo batismo Edith passa a fazer parte da Igreja Católica A catequese de Edith foi feita de forma autodidática, e quando se julgou suficientemente instruída foi a uma igreja assistir à Missa. Ao fim, tendo esperado o celebrante (Pe. Eugenio Breitlig, vigário) concluir a ação de graças, após uma breve conversa pediu-lhe o batismo. O surpreso sacerdote disse-lhe ser necessário um catecumenato, e perguntou-lhe quanto tempo já tinha de instrução e quem lha dera, mas Edith humildemente pediu-lhe que a examinasse para ver se detinha suficientes conhecimentos. Na longa conversa que se seguiu o presbítero admirou-se pela ação da Graça sobre aquela alma, e o batismo foi marcado para o primeiro dia de janeiro seguinte, tendo ela recebido os nomes de Teresa e Edwiges (evidente alusão a Santa Teresa, sua mestra e modelo, e a Santa Edwiges, sua conterrânea da Silésia, e também nome da senhora que se tornava sua madrinha naquele momento). Batizada, Edith fez a primeira comunhão, tornando-se a Eucaristia o seu pão de cada dia. A crisma foi-lhe ministrada pelo bispo de Spira, na festa da Purificação (que ocorreu pouco depois). Para cumprir uma dolorosa obrigação Edith viajou à sua cidade natal, e sem rodeios ajoelhou-se junto à mãe para dizer de forma doce e firme: “mamãe, tornei-me católica”. As lágrimas de dona Augusta pouco depois se seguiram das que gotejaram dos olhos de Edith: a encruzilhada estava definida, e um profundo fosso as separava. Nunca mais a mãe respondeu às carinhosas cartas da filha, limitando-se certa vez a escrever lacônicas palavras em um bilhete. Descobre a vocação para a vida religiosa Continuando as leituras filosóficas, Edith chegou a São Tomás de Aquino e a São João da Cruz, o que lhe preparou a entrada para o Carmelo (religiosas carmelitas descalças). Em 15 de abril de 1934 passou a ser a Irmã Teresa Benedita da Cruz o.c.d., e em 21 de abril do ano seguinte proferiu os votos perpétuos. Por permissão superior continuou a escrever obras de caráter filosófico durante sua vida como religiosa. Edith então voltou as costas ao seu futuro, ao mundo cheio de amigos e admiradores, à família, e ingressou na solidão da vida religiosa contemplativa, escondida e sem exterioridades. As dificuldades quotidianas – não sabia costurar, por exemplo, e se embaraçava com a maior parte dos trabalhos manuais – eram enfrentadas com resolução e bom humor. A ascensão de Hitler fez com que Edith, não ariana e com pensamento contrário ao que grassava na Alemanha, se mudasse para a Holanda, mas a expansão do poderio totalitário chegou até esse país. Antes que se concluíssem os trâmites legais para a transferência de Edith para a Suíça, foi ela presa com sua irmã Rosa (também convertida), sendo ambas deportadas para a Polônia, ação motivada contra os judeus católicos pelas atitudes antinazistas das autoridades do clero holandês. Mesmo nos confinamentos dos deportados nos quais foi ela inserida, e também nos vagões dos trens que a levaram para Auschwitz (Polônia), portou Edith o hábito de sua família religiosa, mantendo-se serena e confiante em Deus, exercendo forte ação de presença junto aos demais deportados e consolando-os em meio às aflições. Nos bilhetes que remeteu a partir dos locais onde esteve presa ressaltava que estava rezando, admitindo estar “contente com tudo”. Ofereceu-se em sacrifício pela conversão de seu povo, sendo com sua irmã Rosa morta em uma câmara de gás em 9 de agosto de 1942. Irmã Teresa Benedita da Cruz foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 1 de maio de 1987, por ocasião de uma viagem desse Pontífice a Colônia, na Alemanha. O mesmo Papa a canonizou em 11 de outubro de 1998, o que foi motivo de grande alegria para toda a família carmelitana. Fonte: Edith Stein (Elisabeth de Miribel, Editora Santuário, 2001) Conheça mais sobre Santa Edith Stein Depois de procurar em vão a Verdade nos livros e nos raciocínios filosóficos, ela a encontrou na história palpitante de amor de Santa Teresa de Ávila. Quem foi Edith Stein? Edith Stein, a caçula de uma numerosa família hebraica, nasceu em 12 de outubro de 1891 em Breslau, Alemanha. Antes de completar dois anos ficou órfã de pai. A pequena Edith era de temperamento forte, vivaz e independente. Ademais, demonstrava uma inteligência muito precoce, que lhe proporcionou o primeiro lugar da classe durante toda a sua vida escolar. Crescendo numa família praticante da religião judaica, ela acreditava em Deus e a Ele dirigia suas preces. Jovem filósofa à procura da Verdade Porém, ao atingir a adolescência, perdeu a fé na existência de Deus, parou de rezar e abandonou os estudos. Ela própria relatou mais tarde: “Com plena consciência e por livre decisão, deixei de rezar. Meus anseios de conhecer a Verdade eram minha única oração.” Aos 14 anos, decidiu retomar os estudos colegiais, para ingressar na universidade. E em 1911 matriculou-se, não em um, mas em três cursos: Filosofia, Língua Alemã e História. Naquela época era pouco comum uma mulher cursar a universidade, menos ainda ver uma jovem de 20 anos seguir três cursos ao mesmo tempo! Todas as preferências de Edith eram para a Filosofia. Assim, mudou-se em 1913 para Göttingen a fim de assistir às aulas de Edmund Husserl, considerado o mais importante filósofo alemão da época. Essa jovem estudante parecia haver sucumbido de todo na crise da fé, pois até já se declarava atéia. Mas, por paradoxal que pareça, ela continuava como uma incansável peregrina à procura da Verdade. Descobre a oração do Pai-Nosso E a Divina Providência, por seu lado, a guiava por caminhos misteriosos cada vez para mais perto de Deus, a Verdade Absoluta. Afinal, Deus, o que é? Essa Verdade última, pela qual pautei minha vida, em que consiste? Qual o sentido do sofrimento? Como se explica o mal? Questões como essas povoavam a mente inquieta de Edith. Anos depois ela afirmou: “O estudo da filosofia é um contínuo caminhar à beira do abismo”. E acrescentou: “Eu vivia no ingênuo auto-engano de que tudo em mim estava correto, como é freqüente em pessoas sem fé, que vivem num tenso idealismo ético”. Encontrava-se ela nessa situação interior quando, por volta de 1914, fez uma análise do Pai-Nosso, não do ponto de vista religioso, mas estudando a etimologia alemã. Ficou muito impressionada com essa oração, e a repassou várias vezes. Nessa mesma época, Edith travou conhecimento com Adolf Reinach, judeu e discípulo de Husserl, como ela. Também ele buscava a Verdade com fervor e probidade. Logo se formou entre ambos uma sincera amizade, da qual participava também sua esposa Anna. Ora, o casal Reinach estava, por assim dizer, nas vésperas de sua conversão ao Catolicismo, e isso teria em breve uma especial repercussão sobre Edith. Enfermeira voluntária Nesse ano de 1914, as atividades intelectuais na Alemanha sofreram um forte abalo com o início da Primeira Guerra Mundial. Edith voltou para Breslau e alistou-se como enfermeira voluntária. “Agora não tenho vida própria – todas as minhas forças pertencem a esse grande acontecimento. Quando a guerra terminar, e se eu ainda continuar viva, poderei pensar em meus assuntos privados.” Fez um curso de Enfermagem e foi destacada para ser vir num hospital militar, onde, além de prestar assistência na sala de cirurgias, ficou encarregada dos doentes de tifo. Por sua disponibilidade em serviço e sua dedicação aos enfermos, especialmente os moribundos, recebeu a medalha de honra da Cruz Vermelha. Esse hospital foi fechado e ela mudou-se para Friburgo, onde fez o curso de doutorado em Filosofia, obtendo aprovação summa cum laude (máxima com louvor). A força do exemplo Pouco tempo depois, a Providência lhe pôs diante dos olhos dois episódios que, como flashes fotográficos, iluminaram a alma dessa jovem doutora a caminho da conversão. Certo dia, visitando a Catedral de Friburgo com objetivo meramente turístico, ela viu entrar uma mulher com sua cesta de compras e ajoelhar-se para fazer uma breve oração.”Isso era algo completamente novo par a mim, pois eu só entrava em sinagogas e em igrejas protestantes p ara o culto religioso comunitário. Ali , em contra partida, estava alguém que acudia a uma igreja vazia em meio às ocupações diárias, como que para um diálogo confidencial com Deus . Disso nunca me esqueci” – relatou ela. A outra cena deu-se na casa de um camponês católico onde ela se hospedara durante um passeio. Causou-lhe profunda impressão ver esse pai de família fazer pela manhã uma oração com os seus empregados, antes de irem para os trabalhos do campo. Enfim, a conversão Adolf Reinach – o amigo de Edith que, como ela, estava à busca da Verdade – faleceu em 1917. Visitando a viúva, Anna Reinach, surpreendeu-se ao vê-la cheia de paz e serenidade, com mais esperança que sofrimento! Ficou atônita e, ao mesmo tempo, maravilhada quando esta lhe comunicou sua conversão e lhe explicou o papel da Cruz de Cristo. “Esse foi o meu primeiro encontro com a Cruz e com a força divina que ela transmite aos que a carregam. Foi o momento em que a minha descrença desmoronou” – confidenciou mais tarde. Por volta de 1918, Edith leu os Exercícios Es pirituais de Santo Inácio de Loyola, por mero interesse acadêmico. Entretanto, ao perceber a densa espiritualidade contida nessa obra, fez os trinta dias de meditações, no fim dos quais desejou ardentemente se tornar católica. Todavia, precisou vencer ainda algumas batalhas interiores antes de chegar à conversão definitiva. Esta chegou no verão de 1921. Edith foi convidada a passar algumas semanas na casa de campo de uma amiga em Bergzabern, perto de Spira. Certo dia, estando só na casa, apanhou ao acaso um livro na estante. Deus lhe punha nas mãos a “Vida de Santa Teresa de Ávila, escrita por ela mesma”. “Comecei a ler e fiquei tão arrebatada que não consegui parar até terminá-lo. Quando o fechei, disse comigo mesma: ‘Esta é a Verdade!’” Depois de procurar em vão a Verdade nos livros e nos raciocínios filosóficos, ela a encontrou na história palpitante de amor da grande mística reformadora do Carmelo, cujo exemplo perfumava ainda as almas, cinco séculos após sua morte. No dia seguinte, ela comprou o Catecismo e o Missal e, depois de estudar meticulosamente o conteúdo desses livros, foi pela primeira vez assistir a uma Missa, após a qual procurou o Pároco e pediu o Batismo, que lhe foi conferido poucos meses depois, no dia 1º de janeiro de 1922. Professora apostólica Não foi por mero acaso que a Virgem Maria pôs nas mãos dessa alma de escol a autobiografia da grande Santa Teresa. Já no dia de sua conversão ela sentiu-se de tal forma chamada à vida contemplativa na Ordem do Carmo que logo relegou todas as ambições mundanas e passou a levar uma vida de carmelita, tanto quanto lhe permitiam as circunstâncias. Entretanto, seu diretor espiritual, Mons. Canon Schwind, julgou mais proveitoso para a Igreja que ela empregasse seus talentos no apostolado leigo, e convidou-a a lecionar Alemão e História no Instituto de Educação de Santa Maria Madalena, em Spira. Ela fez então in pectore os votos de pobreza, obediência e castidade e tornou- se professora. A Fräulein Doktor (Senhorita Doutora), como ficou conhecida, expressava-se com perfeição em seis idiomas. Conhecia e traduzia com facilidade as obras de São Tomás de Aquino. No entanto, mais do que lecionar, ela se empenhava em “ajudar as alunas a moldar a vida no espírito de Cristo”. E, persuadida de que “Frei Exemplo é o melhor pregador”, fazia seu apostolado principalmente através de uma autêntica vida de piedade: passava horas ajoelhada ante Jesus Sacramentado, como se nada mais existisse no mundo, e tinha uma profunda devoção ao Sagrado Coração de Jesus e à Virgem Maria. Conferencista e catedrática Entre 1928 e 1933, por iniciativa de um insigne sacerdote, percorreu a Europa, fazendo conferências sobre o papel da mulher católica na família e na sociedade, apresentando como modelo Maria, a Virgem Mãe. Em 1932 foi nomeada para a Cátedra de Antropologia no Instituto Alemão de Pedagogia Científica, de Münster. Nessa época, porém, sopravam já os maléficos ventos do nazismo, de modo que pouco tempo depois ela perdeu o posto, devido à sua ascendência judaica. Uma noviça a caminho da santidade Se para ela essa demissão arbitrária foi um bem ou um mal, não vem ao caso analisar neste artigo. O fato concreto é que no dia 14 de outubro de 1933 ela ingressou no Carmelo de Colônia. Em abril de 1934, recebeu o hábito carmelitano. Edith Stein estava morta para este mundo, nascia uma nova esposa de Cristo, Irmã Teresa Benedita da Cruz. Não lhe correu fácil o noviciado, tendo ela já 43 anos, e entre as freiras sua ciência filosófica pouco valia. Ademais, o trabalho manual era parte importante da vida monástica e Irmã Teresa era muito desajeitada… A mestra de noviças não deixava de repreendê-la nas ocasiões oportunas, e ela nunca se mostrou ressentida. Pelo contrário, sabia que esses pequenos sacrifícios faziam parte de sua caminhada rumo à santificação, e aceitava tudo com serenidade. O falecimento de sua mãe, em 1936, deixou sua irmã Rosa livre para receber o Batismo, que desejava ardentemente, e ser acolhida como terciária carmelita no mesmo mosteiro de Colônia. As duas irmãs permanecerão unidas até a morte. “Os judeus católicos, nossos piores inimigos” Na segunda metade da década de 1930, acentuava-se cada dia mais o antagonismo entre o partido nazista e o ensinamento da doutrina católica. O governo encabeçado por Hitler perseguia disfarçadamente a Igreja. Quando, em 1937, o Papa Pio XI condenou de maneira contundente o nacional- socialismo através da Encíclica Mit brennender Sorge (Com ardente preocupação), cresceu a animadversão dos hitleristas: acentuou-se a campanha anticlerical, muitos bispos foram agredidos em público e milhares de fiéis foram deportados para os campos de concentração. Para evitar que o Carmelo de Colônia corresse perigo por sua presença, Irmã Teresa Benedita pediu transferência para algum convento fora da Alemanha. Antes de ser atendido esse seu pedido, delegados do governo nazista violaram a clausura do mosteiro, à sua procura. À vista disso, ela foi transferida às pressas para o Carmelo de Echt, na Holanda. Um ano e meio depois, sua irmã Rosa foi se juntar a ela. Em julho de 1942, os Bispos holandeses tomaram posição formal contra os nazistas, em defesa dos judeus injustamente perseguidos. O revide do regime nazista não se fez esperar. No dia 2 de agosto, agentes da Gestapo arrancaram do convento as duas irmãs, que foram deportadas para o campo de concentração de Westerbork, norte da Holanda, juntamente com outros 242 judeus católicos. O comissário geral Schmidt, reconheceu de público que essa tirânica medida tinha sido tomada como retaliação à corajosa atitude do Episcopado: “Como o clero católico não se deixa dissuadir por nenhuma negociação, vemo-nos forçados a considerar os judeus católicos como os nossos piores inimigos e, por essa razão, a deportá-los para o Leste o mais depressa possível”. Parecia uma imagem da “Pietà” sem o Cristo Compreende-se facilmente o desânimo e mesmo o desespero desses infelizes, arrancados com brutalidade de seus lares e transportados em vagões de carga para um campo de concentração. Irmã Teresa, porém, não se deixou abater. Nos poucos dias em que ali permaneceu, manteve-se galhardamente trajada com seu hábito de carmelita, a todos impressionando pela sua fortaleza de ânimo, serenidade e recolhimento. Todo o tempo em que a “Freira Alemã”, como era chamada, não passava em oração, ela o empregava em consolar os aflitos, confortar as mulheres e cuidar das crianças. Ela era uma “Pietà sem Cristo” – declarou uma testemunha sobrevivente. Morta por ódio à Fé católica Em 7 de agosto, os esbirros do governo embarcaram Sor Teresa Benedita e sua irmã Rosa – juntamente com centenas de outros judeus – em um trem rumo ao campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Uma tétrica viagem de quase três dias, sem água e sem alimentos. Logo na chegada, no dia 9, foram mortas na câmara de gás e em seguida seus corpos foram cremados e as cinzas espalhadas pelos campos. Edith Stein morreu vítima do odium fidei do regime hitleriano. O Pe. Hopster, SVD, afirma isso claramente: “Após ter ouvido as explicações do comissário Schmidt, pode-se declarar que os religiosos presos nesta ocasião foram mortos em testemunho da Fé. Sua prisão foi efetuada por ódio às palavras de nossos bispos. Eram, pois, os bispos e a Igreja os visados e atingidos com a deportação dos religiosos e católicos de origem judaica”. Somente em 1947 as carmelitas de Echt e Colônia tiveram notícia segura a respeito da morte de Santa Teresa Benedita da Cruz, e puderam transmiti- la às demais casas da Ordem: “Não mais a procuremos sobre a terra, mas junto de Deus a quem foi agradável o seu sacrifício, fazendo-o frutificar em favor do povo pelo qual rezou, sofreu e morreu”. A conclusão do livro “A Ciência da Cruz” Todos os momentos livres de sua vida de carmelita, e também parte da noite, Sor Teresa Benedita os dedicava à redação da obra “A Ciência da Cruz”, que lhe tinha sido encomendada para assinalar o quarto centenário do nascimento de São João da Cruz. Contudo, não logrou terminá-la. Ou melhor, ela a concluiu sim, mas não por escrito: a conclusão se efetivou com a entrega de sua própria vida. Da mesma forma que a Verdade eterna se manifestou ao mundo plenamente num Homem, Jesus, e não escrita num livro. Dela se pode dizer o que afirmou de si próprio o Apóstolo dos Gentios: combateu o bom combate, recebeu a coroa de glória. Foi canonizada em 1998 e, no ano seguinte, proclamada co-padroeira da Europa, junto com Santa Brígida e Santa Catarina de Sena. (Revista Arautos do Evangelho , Agosto/2005, n. 44, p. 34 à 37) Assista o filme da fida de Santa Edith Stein: Se preferir assistir diretamente na plataforma, clique aqui. (Pode ser necessário fazer login ou criar uma conta) #SantodoDia

  • CNBB movimenta paróquias contra a legalização do Aborto

    “Estamos em um momento que requer muita atenção e oração.” A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma solicitação para todas as paróquias do Brasil se manifestarem em favor da vida e contra a ADPF 442, que visa descriminalizar o aborto até a 12ª semana de gestação. “A ADPF 442 vem aí. Pode não ser hoje nem amanhã, mas virá logo. Rosa Weber, presidente do Supremo Tribunal Federal e relatora da ação que pretende liberar o aborto de forma irrestrita no Brasil até a 12.ª semana de gestação, não pautou a ADPF ano passado para não dar munição aos conservadores no período eleitoral, mas agora é diferente. Como em outubro ela chega aos 75 anos e se aposenta compulsoriamente, deve colocar o tema na pauta do plenário da corte antes que ela deixe o STF, para que assim o seu voto fique registrado. Um julgamento que parte de um provável 4 a 1 contra a vida já começa bem difícil. Por isso a CNBB quer que todo o país se una em oração para que a ADPF 442 seja derrotada no Supremo.” A sugestão da CNBB é que, em todas as Santas Missas deste 2º Domingo do mês sejam rezadas “preces em favor da vida de milhares de pequeninos inocentes, rogando pela não aprovação da ADPF442 e que antes da benção final seja também rezada a Oração do Nascituro. E por fim solicita que cada Diocese e se possível, toda Paróquia, tenha uma Comissão de Serviço à Vida para promover, defender e cuidar da vida desde a concepção até o seu declínio natural. A CNBB afirma: “Em fidelidade ao Evangelho, cabe-nos defender a vida humana”. O momento é especialmente grave pois, além das articulações do governo Lula que são favoráveis ao aborto, a ministra do STF Rosa Weber afirmou ter interesse de pautar a questão do aborto (ADPF442) ainda este mês de Agosto, antes de sua aposentadoria. Leia a carta na íntegra: Aos Irmãos no Episcopado, a todas as lideranças da Pastoral Familiar e das equipes de liturgia em todo o Brasil. Pedimos encarecidamente que nas missas do segundo domingo do mês de agosto, que marca a abertura da Semana Nacional da Família, seja feita uma prece em favor da vida de milhares de pequeninos inocentes, rogando pela não aprovação da ADPF 442. Para enfatizar ainda mais a relevância desse momento, solicitamos também que seja rezada, antes da benção final, a Oração do Nascituro. Qual a razão deste pedido? Muitas são as investidas contra a vida dos mais vulneráveis. Porém, é na escuridão que a luz mais brilha. Deus, em seu olhar dirigido a Jeremias ainda in útero materno, é inspiração para que olhemos na direção dos mais vulneráveis dentre os vulneráveis, o nascituro. Estamos em uma situação que requer muita atenção e oração. Encontra-se em aguardo e em via de possível julgamento próximo a Arguição de escumprimento de Preceito Fundamental 442 (ADPF 442), que objetiva descriminalizar a interrupção voluntária da gestação no primeiro trimestre, ou seja, o aborto até 12 semanas. Em fidelidade ao Evangelho, cabe-nos defender a vida humana, opondo-se a toda discriminação e preconceito, em especial dos mais fortes sobre os mais fracos, dos maiores sobre os menores, dos grandes sobre os pequenos. Não o fazer é associar-se à cultura de morte, que tudo relativiza e mercantiliza, inclusive a vida humana inocente. Somos do Evangelho da vida e da vida em abundância, desde a concepção até à morte natural. Também solicitamos que cada Diocese – se possível paróquia – tenha a sua Comissão de Serviço à Vida, para que lá onde a vida humana, em qualquer fase do seu desenvolvimento, desde a concepção até a velhice, estiver ameaçada ou aviltada, possamos articuladamente promovê-la, defendê-la e cuidá-la. Oração do Nascituro Nós vos louvamos, Senhor Deus da Vida. Bendito sejais, porque nos criaste por amor. Vossas mãos nos moldaram desde o ventre materno. Nós vos agradecemos pelos nossos pais e todas as pessoas que cuidam da vida desde o seu início, até o fim. Em Vós somos, vivemos e existimos. Abençoai todos que zelam pela vida humana e a promovem. Abençoai as gestantes e todos os profissionais da saúde. Daí às pessoas e às famílias o pão de cada dia, a luz da fé e do amor fraterno. Nossa Senhora Aparecida, intercedei por nossos nascituros, nossas crianças, nossos jovens, nossos adultos e nossos idosos, para que tenham vida plena em Jesus, que ofereceu sua vida em favor de todos. Amém! Sugestão de preces: Está tramitando no STF – Supremo Tribunal Federal a ADPF 442 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) que tem como objetivo descriminalizar quem provoca ou consente com o aborto. Os deputados, representantes do povo, disseram não ao aborto, porém há uma força muito forte para que o STF paute este assunto para descriminalizar o aborto. Rezemos por aqueles que têm a missão de promover e defender a vida, para que não se deixem intimidar pelo poder da morte e por ideologias de exploração dos mais vulneráveis. Rezemos ao senhor. Sobre a ADPF-442: A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF é uma ação proposta ao Supremo Tribunal Federal com o objetivo de sanar lesão ou violação direta a preceito constitucional fundamental, com o objetivo de definir o sentido e o alcance deste, e não discutir mera violação reflexa ou indireta à Constituição Federal. Esta ação foi utilizada pelo Partido Socialismo e Liberdade – PSOL, em 08 de março de 2017, sob nº 442 (ADPF 442), após conhecimento de um caso envolvendo Jandira Magdalena dos Santos Cruz, de 27 anos, que desapareceu em 26 de agosto de 2014 após realizar um procedimento de aborto ilegal da gestação no quarto mês, em uma clínica clandestina do Rio de Janeiro. Ela morreu após passar pela cirurgia na clínica e seu corpo foi encontrado no dia seguinte, mutilado e carbonizado, dentro de um carro, sendo feito DNA para comprovação da identidade. Neste caso, 10 pessoas foram indiciadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, inclusive o ex-marido de Jandira, Leandro Brito Reis, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, fraude processual, destruição e ocultação de cadáver, formação de quadrilha e aborto; foram presos Rosemere Aparecida Ferreira, apontada pela polícia como a chefe do grupo, o falso médico responsável pelo aborto, Carlos Augusto Graça de Oliveira, e Luciano Luis Gouvêa Pacheco, suspeito de coordenar o plano para ocultar o corpo de Jandira. O Código Penal brasileiro criminaliza as hipóteses de aborto quando provocado pela gestante ou com seu consentimento (artigo 124); quando provocado por terceiro, sem o consentimento da gestante (artigo 125) ou, provocado por terceiro com o consentimento da gestante (artigo 126); e dispõe sobre a forma qualificada do delito que se configura quando, em consequência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave ou lhe sobrevém a morte (artigo 127). Nesses casos, as penas cominadas são aumentadas de um terço (em caso de lesão corporal) ou duplicadas (em caso de morte). A ADPF 442 busca que o Supremo Tribunal Federal exclua esses artigos 124 a 126 do Código Penal, a fim de autorizar a interrupção induzida e voluntária da gestação nas primeiras 12 semanas (ou seja, até o 3º mês de gestação), por alegar que a criminalização do aborto nestes casos fere o planejamento familiar e não garante às mulheres autonomia do direito de interromper a gestação sem necessidade de permissão do Estado, bem como garantir aos profissionais de saúde o “direito” de realizar o procedimento. Em 2016, ainda quanto ao caso de Jandira Magdalena, foi impetrado o Habeas Corpus 124.306, pedindo a soltura de Rosemere Aparecida e do marido Edilson dos Santos. No caso, este remédio constitucional, que tem por objetivo garantir a liberdade de alguém quando presa ilegalmente ou tiver a liberdade ameaçada por abuso de poder ou ato ilegal, foi julgado incabível, mas, em contrapartida, a prisão preventiva foi desconstituída de ofício pelos Ministros Marco Aurélio e Roberto Barroso, pelo fundamento de ser preciso interpretar conforme a Constituição os artigos 124 a 126 do Código Penal, que tipificam o crime de aborto, para excluir do seu âmbito de incidência a interrupção voluntária da gestação efetivada no primeiro trimestre. Tal fato equipararia plenamente homens e mulheres, já que os homens não engravidam e faria concretizar os direitos sexuais e reprodutivos da mulher, que, segundo os Ministros, não pode ser obrigada a manter uma gestação indesejada, na ação em debate e por enquanto pela tese do momento, até as primeiras 12 semanas (tese do momento porque, muito certamente, no futuro a demanda será a de permitir abortamento abrangendo outros momentos cronológicos do desenvolvimento de uma vida humana, como se deu em diversas outras nações que iniciaram pela permissão até 12 semanas e romperam depois este marco). Não permitir o abortamento seria uma violação às escolhas existenciais da mulher gestante, da sua integridade física e psíquica. Observe-se que em 1991 e em 1995, foram proposto ao Congresso Nacional os Projetos de Lei sob nº 1.135/1991 e nº 176/1995, e nesse sentido, visavam “atualizar” o Código Penal, sob a falseta de reconhecer às mulheres direitos de escolha, enquanto pessoa humana; e decretar a livre opção de ter ou não um filho, incluindo o direito de interromper a gravidez até 90 (noventa) dias, bastando, para a realização do aborto, a reivindicação da gestante. No entanto, o Plenário da Câmara rejeitou ambos. Por este motivo, colocou-se ao STF a função de legislador, que, diga-se de passagem, não lhe pertence, indo ao encontro do ativismo judicial prejudicial à relação entre os Poderes Legislativo e Judiciário, pois na Câmara dos Deputados e no Senado essa pauta nunca teve sucesso, o que revela que os legítimos representantes do povo não concordam com este descalabro. Houve, então, duas audiências públicas nas quais não foi respeitado o princípio da isonomia para o contraditório, isto é, não foram ouvidos os dois lados com igual medida, pois o número de instituições e grupos pró-aborto como amicus curiae foi maior do que o aceito como amicus curiae pró-vida, no qual a CNBB estava presente através de Dom Ricardo, atual Secretário Geral, e do Padre José Eduardo da Diocese de Osasco – SP. Neste ano de 2023, a Ministra Rosa Weber, que é a relatora da ADPF-442, se aposentará e há fortes indicativos de que pautará a votação da ADPF-442. Seria uma abertura para o avanço da pauta abortista e de uma escalada de morte. LEIA AS ÍNTEGRAS DOS DISCURSOS DA CNBB NO STF Assessor Político da CNBB, dom Ricardo e padre José Eduardo O bispo de Rio Grande (RS), dom Ricardo Hoepers, representou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na audiência pública que debate a descriminalização do aborto. Neste segundo dia de exposições, a CNBB foi uma das 26 entidades que puderam apresentar argumentos quanto à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, que discute a descriminalização da interrupção voluntária da gestação até a 12ª semana da gravidez. Em sua fala, dom Ricardo tomou como base a nota da CNBB “Pela vida, contra o aborto”, divulgada em abril de 2017. O bispo apresentou razões de ordem ética, moral e religiosa para manter a legislação como está, destacou a importância de considerar os reais sujeitos a serem tutelados e citou propostas alternativas à prática, como o apoio da Igreja. Também representou a entidade o padre José Eduardo de Oliveira, da diocese de Osasco (SP), que questionou a tramitação da ação e apresentou estatísticas reais em relação ao aborto no mundo. Leia na íntegra: Dom Ricardo Hoepers, bispo de Rio Grande/RS: SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 442 DISTRITO FEDERAL PELA VIDA, CONTRA O ABORTO “Não matarás, mediante o aborto, o fruto do seu seio” (Didaquê, século I) Exma. Sra. Ministra Carmen Lúcia, Presidente deste Supremo Tribunal Federal, Exma. Sra. Ministra Rosa Weber, relatora da ADPF 442, Sres. Ministros, Senhoras e Senhores, Razões de ordem ética, moral e religiosa Eu quero iniciar com um ato de agradecimento à Sra. Exma. Ministra Rosa Weber, que no primeiro dia dessa Audiência a Sra. reconheceu que: “trata-se de um tema jurídico delicado, sensível, altamente polêmico enquanto envolvem razões de ordem ética, moral e religiosa”. Diante disso é estranho, mas querem nos desqualificar como fanáticos e fundamentalistas religiosos impondo sobre Estado Laico uma visão religiosa. Onde está o fundamentalismo religioso em aderir aos dados da ciência que comprovam o início da vida desde a concepção? Onde está o fanatismo religioso, em acreditar que todo atentado contra a vida humana é crime? Onde está o fundamentalismo religioso em dizer que queremos políticas publicas que atendam saúde das mães e os filhos? Por isso, a “Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reitera sua posição em defesa da vida humana com toda a sua INTEGRALIDADE (dado científico), DIGNIDADE (Art. 1º da Const.) e INVIOLABILIDADE (Art. 5º da Const.), desde a sua concepção até a morte natural” (Nota CNBB, 11/04/2017). Isso é o mínimo de razoabilidade aceitável que nos permite estar aqui para discutirmos este tema com a recta ratio. Considerar os reais sujeitos a serem tutelados Não podemos tratar o assunto negando, deletando, ignorando a existência do bebê. Parece que estamos falando de uma vesícula biliar, de um rim, ou um adendo que precisamos extirpar, que está causando a morte das mulheres. O foco está errado!!! Se é um problema de saúde publica, deve ser tratado e solucionado como tal. Mas não foram poucas vezes que ouvi nesta Audiência a ideia de que é necessário que a mulher supere e transcenda a imposição do papel materno. A ideia do desengravidar as mulheres… isso Exma. Ministra, não tem nada a ver com os artigos 124 e 126 do Código Penal. Mas a questão jurídica dos números 124 e 126 do Código Penal foi recepcionada sim, por todas as mães que, pensaram em abortar, mas não o fizeram lembrando que é um atentado contra a vida. Se negarmos isso, negaremos a capacidade de discernimento de todas as mulheres que optaram por não abortar para salvaguardar seus filhos. O desacordo não é jurídico. Desabilitando os já referidos números do código penal, este STF estaria desacreditando na consciência reta que tutela a vida mais frágil e inocente que é a do bebê. O problema que ninguém quer nominar esse inocente. Ele foi apagado, deletado dos nossos discursos para justificar esse intento em nome da autonomia e liberdade da mulher. Mas, a criança em desenvolvimento na 12º semana é uma pessoa, uma existência, um indivíduo real, único e irrepetível e, provavelmente, neste momento, a mãe já escolheu um nome para seu filho. Nós, brasileiros e brasileiras vamos esperar ansiosamente essa resposta da Suprema Corte: afinal, atentar contra a vida de um ser humano inocente é crime ou não? Se a questão é de saúde, (Salus – salvar), a lei teria que proteger a mãe e o filho proporcionalmente. Como este STF vai explicar a permissão da pena capital a um ser humano inocente e indefeso para justificar nossa incapacidade de políticas publicas de proteção à sua saúde reprodutiva da mulher? É assim que o Supremo Tribunal Federal vai garantir a inviolabilidade do direito à vida? Dando uma arma chamada “autonomia” para que homens e mulheres ao seu bel prazer interrompam a vida das crianças até a 12º semana sem precisar dar nenhuma satisfação de seu ato predatório? Esperamos que não, pois, “O direito à vida é o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido. Ele é um direito intrínseco à condição humana e não uma concessão do Estado. Os Poderes da República têm obrigação de garanti-lo e defendê-lo. “Não compete a nenhuma autoridade pública reconhecer seletivamente o direito à vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros. Essa discriminação é iníqua e excludente. (Nota CNBB, 11/04/2017). Propostas alternativas Então poderíamos nos perguntar: o que fazer? Urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil” (Nota da CNBB 17/04/2017), e isto não é matéria para ser discutida nesta Suprema Corte e, sim no Legislativo. Mas, em todo caso, eu convido a Sra., Exma. Ministra Rosa Weber, que antes de tomar sua decisão, conheça pessoalmente ao menos uma, das casas Pró-vida que começam a se espalhar pelo Brasil. Nelas, a Sra. não vai encontrar só mulheres que recepcionaram os números 124 e 126 do Código Penal, não atentando contra a vida inocente, mas também encontrará os filhos que elas não abortaram dizendo: “obrigado porque me deixaram viver!!!”. A Sra. poderá mostrar ao mundo que nenhuma sociedade democrática está condenada e obrigada a legalizar o aborto por pressões externas. Poderá mostrar que nosso país não se rebaixa para interesses estrangeiros sobre nossa soberania. Nós também somos capazes de construir projetos sociais alternativos para ajudar as mães a gerar e cuidarem de seus filhos. Essas iniciativas já estão demonstrando que é muito mais eficaz, menos oneroso ao Estado e altamente salutar às mães (mulher), salvaguardar a criança (nascituro), do que dar a essas mulheres mais um trauma e um drama pelo resto de suas vidas. É uma pena que o Estado e muitas Instituições ficaram tão obcecados e limitados com a estreita visão do aborto e da sua legalização que, se pensássemos o uso dessas verbas para projetos alternativos de cuidado e acompanhamento das casas de acolhida, hoje estaríamos com uma visão diferenciada. Cito apenas algumas delas: Casa Pró-vida Mãe Imaculada (Curitiba – PR) Casa Luz (Fortaleza – CE) Casa mater Rainha da Paz (Canoinhas – SC) Associação Guadalupe (São José dos Campos – SP) Casa da Gestante Pró-Vida S Frei Galvão (Nilópolis – RJ) Pró-Vida de Anápolis (Anápolis – GO) Comunidade Santos Inocentes (Brasília – DF) Estamos aqui, porque fazemos parte da maioria dos brasileiros que são movidos pela fé em Deus, mas também pelo cuidado e defesa da vida. Por essa fé, não medimos esforços nos gestos de verdadeira solidariedade, de justiça e de fraternidade. Tem algo que Deus nos deu e ninguém pode nos roubar que é a esperança. Nossas comunidades, lá nas periferias do nosso país conhecem muito bem quem são as mulheres pobres, negras, sofridas… O que fazemos é mostrar outras saídas, outras alternativas para as mães desesperadas. São milhares de voluntários que, nas diversas pastorais, (gostaria de lembrar de quantas crianças nesse país Pastoral da Criança já salvou) acolhem, atendem, amam o que fazem e, isso não é fundamentalismo religioso, mas o fundamento da VIDA que é o AMOR, e quem ama cuida até o fim. Pedimos, como CNBB, que esta Suprema Corte não permita a descriminalização do atentado contra a vida nascente. O nome de muitas mulheres que infelizmente morreram por causa do aborto, aqui, foram lembrados… são perdas irreparáveis. Mas, nesse momento, a minha homenagem é para as crianças que morreram com suas mães, e que não sabemos seus nomes, mas com certeza, suas mães já o sabiam… Essas crianças anônimas que a sociedade não tem a coragem de nominá-las e as esconde nos seus discursos e retóricas como se não existissem…ELAS EXISTIRAM E EXISTEM, nenhuma sã consciência pode negar isso. Exma. Ministra Rosa Weber, um dia o grito silencioso desses inocentes calará fundo, pois a nossa nação, Pátria amada, mãe gentil, sentirá falta da alegria e do sorriso desses filhos que ela não deixou nascer. Permita-nos continuar cantando: “Dos filhos deste solo, és mãe gentil, Pátria amada Brasil” Dom Ricardo Hoepers – Bispo do Rio Grande – RS Expositor habilitado Discurso do padre José Eduardo de Oliveira, da Diocese de Osasco: Acerca do aborto, a CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL pronunciou-se de maneira absolutamente inequívoca por diversas ocasiões, reiterando “sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural” e condenando, assim, “todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”. Pela limitação do tempo, quero fazer apenas quatro breves colocações em meu pronunciamento. Primeira colocação. Esta audiência não se presta para o fim a que foi convocada. Presta-se apenas para legitimar o ativismo desta Corte. Está-se fingindo ouvir as partes, mas na realidade está-se apenas legitimando o ativismo que virá em seguida. A prova é que os que defendem o reconhecimento do aborto como direito tiveram bem mais do que o dobro do tempo e bem mais do que o dobro de representantes dos que defendem a posição contrária. Isto não respeita o princípio do contraditório que está expresso na Constituição. O artigo quinto inciso 55 da Magna Carta estabelece que aos litigantes em processo judicial ou administrativo são assegurados o contraditório, – a igualdade das partes no processo -, e ampla defesa. Esta audiência, ao contrário, é parcial. A própria maneira pela qual esta audiência pública está sendo conduzida viola a Constituição Federal. Segunda colocação. A ADPF 442 sequer deveria estar sendo processada. Deveria ter sido indeferida de plano e imediatamente. A petição inicial é inepta porque a Lei 9882/99, que é a lei que rege as ADPFs, estabelece como requisito essencial para o processamento que a petição inicial venha instruída por controvérsia. O artigo primeiro da Lei 9882 estabelece que “caberá argüição de descumprimento de preceito fundamental quando for relevante o fundamento da controvérsia constitucional sobre lei ou ato normativo”. O artigo terceiro estabelece que “a petição inicial deverá conter a comprovação de existência de controvérsia relevante sobre a aplicação do preceito fundamental que se considera violado”. Ora, é fato evidente que desde 1988 nunca houve controvérsia sobre a constitucionalidade da norma impugnada. A controvérsia foi artificialmente fabricada no voto do Habeas Corpus 124.306 redigido pelo Ministro Barroso, ex advogado de organizações que defendem a despenalização do aborto. Até o voto não havia, em qualquer obra de direito constitucional ou penal, nenhum registro de suspeita de inconstitucionalidade da norma. Terceira colocação. O Supremo Tribunal Federal não pode legislar. Mas no nosso caso já não estamos nem mais falando de legislar, mas de usurpar o Poder Constituinte Originário. O artigo quinto da Constituição estabelece que a inviolabilidade do direito à vida é cláusula pétrea, e seu parágrafo segundo estabelece que os direitos e garantias expressos na Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou seja, proíbe qualquer interpretação restritiva dos direitos consignados neste artigo, inclusive o direito à vida. A únicas restrições ao direito à vida são aquelas estabelecidas no próprio texto da Constituição. Portanto, nem o Congresso poderia diminuir estes direitos. Muito menos o Supremo Tribunal Federal. Por estes motivos, tanto esta audiência pública, quanto este processo não são legítimos. Quarta colocação. A Comissão Episcopal da Pastoral Familiar da CNBB, em artigo publicado na última sexta feira analisou os discordantes números aqui apresentados sobre as estatísticas do aborto. Estes números acabaram se tornando a base de quase todas as apresentações da audiência da sexta feira. Dezenas de representantes de organizações falaram de um milhão de abortos por ano e de quinhentos mil abortos por ano. A professora Débora Diniz disse explicitamente que o número anual de abortos calculados no Brasil é de 503 mil por ano. Disse também que as pesquisas constataram que metade destes abortos passam por internações na rede hospitalar. Isto daria cerca de 250 mil internações, o que conferiria com os dados do SUS. Ora, os dados do SUS são que há 200.000 internações por aborto por ano. A estimativa dos médicos experientes é que destes, no máximo 25% seriam por abortos provocados. Numerosas pesquisas apontam valores entre 12% e 25%. Em 2013 o IBGE estimou que o número de abortos naturais corresponde a 7 vezes o número de provocados. Tomando o valor mais conservador de 25%, deveríamos concluir que se houvesse no Brasil 250 mil internações por abortos provocados, deveria haver entre um milhão e um milhão e meio de internações totais de abortos, e não apenas 200 mil. Além disso, os livros de obstetrícia e patologia afirmam que o número de abortos naturais, ocorridos em sua maioria no final do primeiro trimestre, é cerca de 10% do números de gestações, a maioria dos quais passam pelo SUS. Se as internações por abortos fossem um milhão ou um milhão e meio, o número de nascimentos no Brasil deveria ser 10 vezes maior. Nasceriam no Brasil entre 10 a 15 milhões de crianças por ano. Mas só nascem 2.800.000. A realidade é que dos 200 mil abortos atendidos pelo SUS, no máximo 50 mil são abortos provocados. Provavelmente bem menos. Então no máximo há 100 mil abortos provocados por ano no Brasil. Os números que foram aqui apresentados são 10 ou mais vezes maiores do que a realidade. Toda esta inflação é para poder concluir que onde se legalizou a prática, realizam-se menos abortos do que no Brasil. Mas na Alemanha se praticam 120.000 abortos por ano. A Alemanha possui apenas 80 milhões de habitantes. Se a Alemanha tivesse 200 milhões como o Brasil, ali haveria 300 mil abortos por ano, três vezes os do Brasil. Na Espanha se praticam 100 mil abortos por ano. A Espanha tem apenas 45 milhões de habitantes. Se possuísse duzentos milhões, ali se praticariam 400 mil abortos por ano, quatro vezes mais que o Brasil. Os Estados Unidos tem 320 milhões habitantes, e 900 mil abortos por ano. Se tivessem 200 milhões de habitantes, praticariam 600 mil abortos por ano, seis vezes o Brasil. O Reino Unido tem 60 milhões de habitantes e 200 mil abortos por ano. Se tivesse 200 milhões de habitantes, praticaria 700 mil abortos por ano, sete vezes o número do Brasil. A Suécia tem 10 milhões de habitantes e pratica 40 mil abortos por ano. Se tivesse 200 milhões de habitantes, praticaria 800 mil abortos, oito vezes mais que o Brasil. A Romênia, de que tanto se falou aqui, possui 20 milhões habitantes e pratica 90 mil abortos por ano. Se tivesse 200 milhões, faria 900 mil abortos por ano, nove vezes os do Brasil. A China, com 1 bilhão e 300 milhões de habitantes e sete milhões e 400 mil abortos. Se tivesse a população do Brasil, faria um milhão e duzentos mil abortos por ano, mas isto é doze vezes o número do Brasil. A Rússia possui 140 milhões de habitantes e um milhão e meio de abortos por ano. Isto é 23 vezes mais do que no Brasil. Em todos estes países o aborto foi legalizado. Praticam entre três a 23 vezes mais abortos que o Brasil. Se examinarmos as estatísticas de outros países de que temos dados confiáveis e onde o aborto está legalizado, como Georgia, Casaquistão, Cuba, Estonia, Hungria, Ucrania, Islândia, Dinamarca, Noruega, Turcomenistão, Nova Zelândia, Coréia do Sul, França, Israel, Grécia, Portugal, Finlândia, África do Sul, Bélgica, Lituânia, Japão, Itália, Taiwan, Suiça, Uzbequistão, Canadá, Austrália, Holanda e outros, obteremos dados em tudo semelhantes. A conclusão é que, exatamente ao contrário do que foi sustentado aqui pelos que estão interessados em promover o aborto, quando se legaliza o aborto o número de abortos aumenta, e não diminui. É no primeiro mundo onde se praticam mais abortos, e não no Brasil. Por favor, não mintam para o povo brasileiro. Nós somos uma democracia. Como disse o Ministro Barroso, democracia não é somente voto. #Aborto

  • CNBB movimenta paróquias contra a legalização do Aborto

    “Estamos em um momento que requer muita atenção e oração.” A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma solicitação para todas as paróquias do Brasil se manifestarem em favor da vida e contra a ADPF 442, que visa descriminalizar o aborto até a 12ª semana de gestação. “A ADPF 442 vem aí. Pode não ser hoje nem amanhã, mas virá logo. Rosa Weber, presidente do Supremo Tribunal Federal e relatora da ação que pretende liberar o aborto de forma irrestrita no Brasil até a 12.ª semana de gestação, não pautou a ADPF ano passado para não dar munição aos conservadores no período eleitoral, mas agora é diferente. Como em outubro ela chega aos 75 anos e se aposenta compulsoriamente, deve colocar o tema na pauta do plenário da corte antes que ela deixe o STF, para que assim o seu voto fique registrado. Um julgamento que parte de um provável 4 a 1 contra a vida já começa bem difícil. Por isso a CNBB quer que todo o país se una em oração para que a ADPF 442 seja derrotada no Supremo.” A sugestão da CNBB é que, em todas as Santas Missas deste 2º Domingo do mês sejam rezadas “preces em favor da vida de milhares de pequeninos inocentes, rogando pela não aprovação da ADPF442 e que antes da benção final seja também rezada a Oração do Nascituro. E por fim solicita que cada Diocese e se possível, toda Paróquia, tenha uma Comissão de Serviço à Vida para promover, defender e cuidar da vida desde a concepção até o seu declínio natural. A CNBB afirma: “Em fidelidade ao Evangelho, cabe-nos defender a vida humana”. O momento é especialmente grave pois, além das articulações do governo Lula que são favoráveis ao aborto, a ministra do STF Rosa Weber afirmou ter interesse de pautar a questão do aborto (ADPF442) ainda este mês de Agosto, antes de sua aposentadoria. Leia a carta na íntegra: Aos Irmãos no Episcopado, a todas as lideranças da Pastoral Familiar e das equipes de liturgia em todo o Brasil. Pedimos encarecidamente que nas missas do segundo domingo do mês de agosto, que marca a abertura da Semana Nacional da Família, seja feita uma prece em favor da vida de milhares de pequeninos inocentes, rogando pela não aprovação da ADPF 442. Para enfatizar ainda mais a relevância desse momento, solicitamos também que seja rezada, antes da benção final, a Oração do Nascituro. Qual a razão deste pedido? Muitas são as investidas contra a vida dos mais vulneráveis. Porém, é na escuridão que a luz mais brilha. Deus, em seu olhar dirigido a Jeremias ainda in útero materno, é inspiração para que olhemos na direção dos mais vulneráveis dentre os vulneráveis, o nascituro. Estamos em uma situação que requer muita atenção e oração. Encontra-se em aguardo e em via de possível julgamento próximo a Arguição de escumprimento de Preceito Fundamental 442 (ADPF 442), que objetiva descriminalizar a interrupção voluntária da gestação no primeiro trimestre, ou seja, o aborto até 12 semanas. Em fidelidade ao Evangelho, cabe-nos defender a vida humana, opondo-se a toda discriminação e preconceito, em especial dos mais fortes sobre os mais fracos, dos maiores sobre os menores, dos grandes sobre os pequenos. Não o fazer é associar-se à cultura de morte, que tudo relativiza e mercantiliza, inclusive a vida humana inocente. Somos do Evangelho da vida e da vida em abundância, desde a concepção até à morte natural. Também solicitamos que cada Diocese – se possível paróquia – tenha a sua Comissão de Serviço à Vida, para que lá onde a vida humana, em qualquer fase do seu desenvolvimento, desde a concepção até a velhice, estiver ameaçada ou aviltada, possamos articuladamente promovê-la, defendê-la e cuidá-la. Oração do Nascituro Nós vos louvamos, Senhor Deus da Vida. Bendito sejais, porque nos criaste por amor. Vossas mãos nos moldaram desde o ventre materno. Nós vos agradecemos pelos nossos pais e todas as pessoas que cuidam da vida desde o seu início, até o fim. Em Vós somos, vivemos e existimos. Abençoai todos que zelam pela vida humana e a promovem. Abençoai as gestantes e todos os profissionais da saúde. Daí às pessoas e às famílias o pão de cada dia, a luz da fé e do amor fraterno. Nossa Senhora Aparecida, intercedei por nossos nascituros, nossas crianças, nossos jovens, nossos adultos e nossos idosos, para que tenham vida plena em Jesus, que ofereceu sua vida em favor de todos. Amém! Sugestão de preces: Está tramitando no STF – Supremo Tribunal Federal a ADPF 442 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) que tem como objetivo descriminalizar quem provoca ou consente com o aborto. Os deputados, representantes do povo, disseram não ao aborto, porém há uma força muito forte para que o STF paute este assunto para descriminalizar o aborto. Rezemos por aqueles que têm a missão de promover e defender a vida, para que não se deixem intimidar pelo poder da morte e por ideologias de exploração dos mais vulneráveis. Rezemos ao senhor. Sobre a ADPF-442: A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF é uma ação proposta ao Supremo Tribunal Federal com o objetivo de sanar lesão ou violação direta a preceito constitucional fundamental, com o objetivo de definir o sentido e o alcance deste, e não discutir mera violação reflexa ou indireta à Constituição Federal. Esta ação foi utilizada pelo Partido Socialismo e Liberdade – PSOL, em 08 de março de 2017, sob nº 442 (ADPF 442), após conhecimento de um caso envolvendo Jandira Magdalena dos Santos Cruz, de 27 anos, que desapareceu em 26 de agosto de 2014 após realizar um procedimento de aborto ilegal da gestação no quarto mês, em uma clínica clandestina do Rio de Janeiro. Ela morreu após passar pela cirurgia na clínica e seu corpo foi encontrado no dia seguinte, mutilado e carbonizado, dentro de um carro, sendo feito DNA para comprovação da identidade. Neste caso, 10 pessoas foram indiciadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, inclusive o ex-marido de Jandira, Leandro Brito Reis, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, fraude processual, destruição e ocultação de cadáver, formação de quadrilha e aborto; foram presos Rosemere Aparecida Ferreira, apontada pela polícia como a chefe do grupo, o falso médico responsável pelo aborto, Carlos Augusto Graça de Oliveira, e Luciano Luis Gouvêa Pacheco, suspeito de coordenar o plano para ocultar o corpo de Jandira. O Código Penal brasileiro criminaliza as hipóteses de aborto quando provocado pela gestante ou com seu consentimento (artigo 124); quando provocado por terceiro, sem o consentimento da gestante (artigo 125) ou, provocado por terceiro com o consentimento da gestante (artigo 126); e dispõe sobre a forma qualificada do delito que se configura quando, em consequência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave ou lhe sobrevém a morte (artigo 127). Nesses casos, as penas cominadas são aumentadas de um terço (em caso de lesão corporal) ou duplicadas (em caso de morte). A ADPF 442 busca que o Supremo Tribunal Federal exclua esses artigos 124 a 126 do Código Penal, a fim de autorizar a interrupção induzida e voluntária da gestação nas primeiras 12 semanas (ou seja, até o 3º mês de gestação), por alegar que a criminalização do aborto nestes casos fere o planejamento familiar e não garante às mulheres autonomia do direito de interromper a gestação sem necessidade de permissão do Estado, bem como garantir aos profissionais de saúde o “direito” de realizar o procedimento. Em 2016, ainda quanto ao caso de Jandira Magdalena, foi impetrado o Habeas Corpus 124.306, pedindo a soltura de Rosemere Aparecida e do marido Edilson dos Santos. No caso, este remédio constitucional, que tem por objetivo garantir a liberdade de alguém quando presa ilegalmente ou tiver a liberdade ameaçada por abuso de poder ou ato ilegal, foi julgado incabível, mas, em contrapartida, a prisão preventiva foi desconstituída de ofício pelos Ministros Marco Aurélio e Roberto Barroso, pelo fundamento de ser preciso interpretar conforme a Constituição os artigos 124 a 126 do Código Penal, que tipificam o crime de aborto, para excluir do seu âmbito de incidência a interrupção voluntária da gestação efetivada no primeiro trimestre. Tal fato equipararia plenamente homens e mulheres, já que os homens não engravidam e faria concretizar os direitos sexuais e reprodutivos da mulher, que, segundo os Ministros, não pode ser obrigada a manter uma gestação indesejada, na ação em debate e por enquanto pela tese do momento, até as primeiras 12 semanas (tese do momento porque, muito certamente, no futuro a demanda será a de permitir abortamento abrangendo outros momentos cronológicos do desenvolvimento de uma vida humana, como se deu em diversas outras nações que iniciaram pela permissão até 12 semanas e romperam depois este marco). Não permitir o abortamento seria uma violação às escolhas existenciais da mulher gestante, da sua integridade física e psíquica. Observe-se que em 1991 e em 1995, foram proposto ao Congresso Nacional os Projetos de Lei sob nº 1.135/1991 e nº 176/1995, e nesse sentido, visavam “atualizar” o Código Penal, sob a falseta de reconhecer às mulheres direitos de escolha, enquanto pessoa humana; e decretar a livre opção de ter ou não um filho, incluindo o direito de interromper a gravidez até 90 (noventa) dias, bastando, para a realização do aborto, a reivindicação da gestante. No entanto, o Plenário da Câmara rejeitou ambos. Por este motivo, colocou-se ao STF a função de legislador, que, diga-se de passagem, não lhe pertence, indo ao encontro do ativismo judicial prejudicial à relação entre os Poderes Legislativo e Judiciário, pois na Câmara dos Deputados e no Senado essa pauta nunca teve sucesso, o que revela que os legítimos representantes do povo não concordam com este descalabro. Houve, então, duas audiências públicas nas quais não foi respeitado o princípio da isonomia para o contraditório, isto é, não foram ouvidos os dois lados com igual medida, pois o número de instituições e grupos pró-aborto como amicus curiae foi maior do que o aceito como amicus curiae pró-vida, no qual a CNBB estava presente através de Dom Ricardo, atual Secretário Geral, e do Padre José Eduardo da Diocese de Osasco – SP. Neste ano de 2023, a Ministra Rosa Weber, que é a relatora da ADPF-442, se aposentará e há fortes indicativos de que pautará a votação da ADPF-442. Seria uma abertura para o avanço da pauta abortista e de uma escalada de morte. LEIA AS ÍNTEGRAS DOS DISCURSOS DA CNBB NO STF Assessor Político da CNBB, dom Ricardo e padre José Eduardo O bispo de Rio Grande (RS), dom Ricardo Hoepers, representou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na audiência pública que debate a descriminalização do aborto. Neste segundo dia de exposições, a CNBB foi uma das 26 entidades que puderam apresentar argumentos quanto à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, que discute a descriminalização da interrupção voluntária da gestação até a 12ª semana da gravidez. Em sua fala, dom Ricardo tomou como base a nota da CNBB “Pela vida, contra o aborto”, divulgada em abril de 2017. O bispo apresentou razões de ordem ética, moral e religiosa para manter a legislação como está, destacou a importância de considerar os reais sujeitos a serem tutelados e citou propostas alternativas à prática, como o apoio da Igreja. Também representou a entidade o padre José Eduardo de Oliveira, da diocese de Osasco (SP), que questionou a tramitação da ação e apresentou estatísticas reais em relação ao aborto no mundo. Leia na íntegra: Dom Ricardo Hoepers, bispo de Rio Grande/RS: SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 442 DISTRITO FEDERAL PELA VIDA, CONTRA O ABORTO “Não matarás, mediante o aborto, o fruto do seu seio” (Didaquê, século I) Exma. Sra. Ministra Carmen Lúcia, Presidente deste Supremo Tribunal Federal, Exma. Sra. Ministra Rosa Weber, relatora da ADPF 442, Sres. Ministros, Senhoras e Senhores, Razões de ordem ética, moral e religiosa Eu quero iniciar com um ato de agradecimento à Sra. Exma. Ministra Rosa Weber, que no primeiro dia dessa Audiência a Sra. reconheceu que: “trata-se de um tema jurídico delicado, sensível, altamente polêmico enquanto envolvem razões de ordem ética, moral e religiosa”. Diante disso é estranho, mas querem nos desqualificar como fanáticos e fundamentalistas religiosos impondo sobre Estado Laico uma visão religiosa. Onde está o fundamentalismo religioso em aderir aos dados da ciência que comprovam o início da vida desde a concepção? Onde está o fanatismo religioso, em acreditar que todo atentado contra a vida humana é crime? Onde está o fundamentalismo religioso em dizer que queremos políticas publicas que atendam saúde das mães e os filhos? Por isso, a “Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reitera sua posição em defesa da vida humana com toda a sua INTEGRALIDADE (dado científico), DIGNIDADE (Art. 1º da Const.) e INVIOLABILIDADE (Art. 5º da Const.), desde a sua concepção até a morte natural” (Nota CNBB, 11/04/2017). Isso é o mínimo de razoabilidade aceitável que nos permite estar aqui para discutirmos este tema com a recta ratio. Considerar os reais sujeitos a serem tutelados Não podemos tratar o assunto negando, deletando, ignorando a existência do bebê. Parece que estamos falando de uma vesícula biliar, de um rim, ou um adendo que precisamos extirpar, que está causando a morte das mulheres. O foco está errado!!! Se é um problema de saúde publica, deve ser tratado e solucionado como tal. Mas não foram poucas vezes que ouvi nesta Audiência a ideia de que é necessário que a mulher supere e transcenda a imposição do papel materno. A ideia do desengravidar as mulheres… isso Exma. Ministra, não tem nada a ver com os artigos 124 e 126 do Código Penal. Mas a questão jurídica dos números 124 e 126 do Código Penal foi recepcionada sim, por todas as mães que, pensaram em abortar, mas não o fizeram lembrando que é um atentado contra a vida. Se negarmos isso, negaremos a capacidade de discernimento de todas as mulheres que optaram por não abortar para salvaguardar seus filhos. O desacordo não é jurídico. Desabilitando os já referidos números do código penal, este STF estaria desacreditando na consciência reta que tutela a vida mais frágil e inocente que é a do bebê. O problema que ninguém quer nominar esse inocente. Ele foi apagado, deletado dos nossos discursos para justificar esse intento em nome da autonomia e liberdade da mulher. Mas, a criança em desenvolvimento na 12º semana é uma pessoa, uma existência, um indivíduo real, único e irrepetível e, provavelmente, neste momento, a mãe já escolheu um nome para seu filho. Nós, brasileiros e brasileiras vamos esperar ansiosamente essa resposta da Suprema Corte: afinal, atentar contra a vida de um ser humano inocente é crime ou não? Se a questão é de saúde, (Salus – salvar), a lei teria que proteger a mãe e o filho proporcionalmente. Como este STF vai explicar a permissão da pena capital a um ser humano inocente e indefeso para justificar nossa incapacidade de políticas publicas de proteção à sua saúde reprodutiva da mulher? É assim que o Supremo Tribunal Federal vai garantir a inviolabilidade do direito à vida? Dando uma arma chamada “autonomia” para que homens e mulheres ao seu bel prazer interrompam a vida das crianças até a 12º semana sem precisar dar nenhuma satisfação de seu ato predatório? Esperamos que não, pois, “O direito à vida é o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido. Ele é um direito intrínseco à condição humana e não uma concessão do Estado. Os Poderes da República têm obrigação de garanti-lo e defendê-lo. “Não compete a nenhuma autoridade pública reconhecer seletivamente o direito à vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros. Essa discriminação é iníqua e excludente. (Nota CNBB, 11/04/2017). Propostas alternativas Então poderíamos nos perguntar: o que fazer? Urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil” (Nota da CNBB 17/04/2017), e isto não é matéria para ser discutida nesta Suprema Corte e, sim no Legislativo. Mas, em todo caso, eu convido a Sra., Exma. Ministra Rosa Weber, que antes de tomar sua decisão, conheça pessoalmente ao menos uma, das casas Pró-vida que começam a se espalhar pelo Brasil. Nelas, a Sra. não vai encontrar só mulheres que recepcionaram os números 124 e 126 do Código Penal, não atentando contra a vida inocente, mas também encontrará os filhos que elas não abortaram dizendo: “obrigado porque me deixaram viver!!!”. A Sra. poderá mostrar ao mundo que nenhuma sociedade democrática está condenada e obrigada a legalizar o aborto por pressões externas. Poderá mostrar que nosso país não se rebaixa para interesses estrangeiros sobre nossa soberania. Nós também somos capazes de construir projetos sociais alternativos para ajudar as mães a gerar e cuidarem de seus filhos. Essas iniciativas já estão demonstrando que é muito mais eficaz, menos oneroso ao Estado e altamente salutar às mães (mulher), salvaguardar a criança (nascituro), do que dar a essas mulheres mais um trauma e um drama pelo resto de suas vidas. É uma pena que o Estado e muitas Instituições ficaram tão obcecados e limitados com a estreita visão do aborto e da sua legalização que, se pensássemos o uso dessas verbas para projetos alternativos de cuidado e acompanhamento das casas de acolhida, hoje estaríamos com uma visão diferenciada. Cito apenas algumas delas: Casa Pró-vida Mãe Imaculada (Curitiba – PR) Casa Luz (Fortaleza – CE) Casa mater Rainha da Paz (Canoinhas – SC) Associação Guadalupe (São José dos Campos – SP) Casa da Gestante Pró-Vida S Frei Galvão (Nilópolis – RJ) Pró-Vida de Anápolis (Anápolis – GO) Comunidade Santos Inocentes (Brasília – DF) Estamos aqui, porque fazemos parte da maioria dos brasileiros que são movidos pela fé em Deus, mas também pelo cuidado e defesa da vida. Por essa fé, não medimos esforços nos gestos de verdadeira solidariedade, de justiça e de fraternidade. Tem algo que Deus nos deu e ninguém pode nos roubar que é a esperança. Nossas comunidades, lá nas periferias do nosso país conhecem muito bem quem são as mulheres pobres, negras, sofridas… O que fazemos é mostrar outras saídas, outras alternativas para as mães desesperadas. São milhares de voluntários que, nas diversas pastorais, (gostaria de lembrar de quantas crianças nesse país Pastoral da Criança já salvou) acolhem, atendem, amam o que fazem e, isso não é fundamentalismo religioso, mas o fundamento da VIDA que é o AMOR, e quem ama cuida até o fim. Pedimos, como CNBB, que esta Suprema Corte não permita a descriminalização do atentado contra a vida nascente. O nome de muitas mulheres que infelizmente morreram por causa do aborto, aqui, foram lembrados… são perdas irreparáveis. Mas, nesse momento, a minha homenagem é para as crianças que morreram com suas mães, e que não sabemos seus nomes, mas com certeza, suas mães já o sabiam… Essas crianças anônimas que a sociedade não tem a coragem de nominá-las e as esconde nos seus discursos e retóricas como se não existissem…ELAS EXISTIRAM E EXISTEM, nenhuma sã consciência pode negar isso. Exma. Ministra Rosa Weber, um dia o grito silencioso desses inocentes calará fundo, pois a nossa nação, Pátria amada, mãe gentil, sentirá falta da alegria e do sorriso desses filhos que ela não deixou nascer. Permita-nos continuar cantando: “Dos filhos deste solo, és mãe gentil, Pátria amada Brasil” Dom Ricardo Hoepers – Bispo do Rio Grande – RS Expositor habilitado Discurso do padre José Eduardo de Oliveira, da Diocese de Osasco: Acerca do aborto, a CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL pronunciou-se de maneira absolutamente inequívoca por diversas ocasiões, reiterando “sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural” e condenando, assim, “todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”. Pela limitação do tempo, quero fazer apenas quatro breves colocações em meu pronunciamento. Primeira colocação. Esta audiência não se presta para o fim a que foi convocada. Presta-se apenas para legitimar o ativismo desta Corte. Está-se fingindo ouvir as partes, mas na realidade está-se apenas legitimando o ativismo que virá em seguida. A prova é que os que defendem o reconhecimento do aborto como direito tiveram bem mais do que o dobro do tempo e bem mais do que o dobro de representantes dos que defendem a posição contrária. Isto não respeita o princípio do contraditório que está expresso na Constituição. O artigo quinto inciso 55 da Magna Carta estabelece que aos litigantes em processo judicial ou administrativo são assegurados o contraditório, – a igualdade das partes no processo -, e ampla defesa. Esta audiência, ao contrário, é parcial. A própria maneira pela qual esta audiência pública está sendo conduzida viola a Constituição Federal. Segunda colocação. A ADPF 442 sequer deveria estar sendo processada. Deveria ter sido indeferida de plano e imediatamente. A petição inicial é inepta porque a Lei 9882/99, que é a lei que rege as ADPFs, estabelece como requisito essencial para o processamento que a petição inicial venha instruída por controvérsia. O artigo primeiro da Lei 9882 estabelece que “caberá argüição de descumprimento de preceito fundamental quando for relevante o fundamento da controvérsia constitucional sobre lei ou ato normativo”. O artigo terceiro estabelece que “a petição inicial deverá conter a comprovação de existência de controvérsia relevante sobre a aplicação do preceito fundamental que se considera violado”. Ora, é fato evidente que desde 1988 nunca houve controvérsia sobre a constitucionalidade da norma impugnada. A controvérsia foi artificialmente fabricada no voto do Habeas Corpus 124.306 redigido pelo Ministro Barroso, ex advogado de organizações que defendem a despenalização do aborto. Até o voto não havia, em qualquer obra de direito constitucional ou penal, nenhum registro de suspeita de inconstitucionalidade da norma. Terceira colocação. O Supremo Tribunal Federal não pode legislar. Mas no nosso caso já não estamos nem mais falando de legislar, mas de usurpar o Poder Constituinte Originário. O artigo quinto da Constituição estabelece que a inviolabilidade do direito à vida é cláusula pétrea, e seu parágrafo segundo estabelece que os direitos e garantias expressos na Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou seja, proíbe qualquer interpretação restritiva dos direitos consignados neste artigo, inclusive o direito à vida. A únicas restrições ao direito à vida são aquelas estabelecidas no próprio texto da Constituição. Portanto, nem o Congresso poderia diminuir estes direitos. Muito menos o Supremo Tribunal Federal. Por estes motivos, tanto esta audiência pública, quanto este processo não são legítimos. Quarta colocação. A Comissão Episcopal da Pastoral Familiar da CNBB, em artigo publicado na última sexta feira analisou os discordantes números aqui apresentados sobre as estatísticas do aborto. Estes números acabaram se tornando a base de quase todas as apresentações da audiência da sexta feira. Dezenas de representantes de organizações falaram de um milhão de abortos por ano e de quinhentos mil abortos por ano. A professora Débora Diniz disse explicitamente que o número anual de abortos calculados no Brasil é de 503 mil por ano. Disse também que as pesquisas constataram que metade destes abortos passam por internações na rede hospitalar. Isto daria cerca de 250 mil internações, o que conferiria com os dados do SUS. Ora, os dados do SUS são que há 200.000 internações por aborto por ano. A estimativa dos médicos experientes é que destes, no máximo 25% seriam por abortos provocados. Numerosas pesquisas apontam valores entre 12% e 25%. Em 2013 o IBGE estimou que o número de abortos naturais corresponde a 7 vezes o número de provocados. Tomando o valor mais conservador de 25%, deveríamos concluir que se houvesse no Brasil 250 mil internações por abortos provocados, deveria haver entre um milhão e um milhão e meio de internações totais de abortos, e não apenas 200 mil. Além disso, os livros de obstetrícia e patologia afirmam que o número de abortos naturais, ocorridos em sua maioria no final do primeiro trimestre, é cerca de 10% do números de gestações, a maioria dos quais passam pelo SUS. Se as internações por abortos fossem um milhão ou um milhão e meio, o número de nascimentos no Brasil deveria ser 10 vezes maior. Nasceriam no Brasil entre 10 a 15 milhões de crianças por ano. Mas só nascem 2.800.000. A realidade é que dos 200 mil abortos atendidos pelo SUS, no máximo 50 mil são abortos provocados. Provavelmente bem menos. Então no máximo há 100 mil abortos provocados por ano no Brasil. Os números que foram aqui apresentados são 10 ou mais vezes maiores do que a realidade. Toda esta inflação é para poder concluir que onde se legalizou a prática, realizam-se menos abortos do que no Brasil. Mas na Alemanha se praticam 120.000 abortos por ano. A Alemanha possui apenas 80 milhões de habitantes. Se a Alemanha tivesse 200 milhões como o Brasil, ali haveria 300 mil abortos por ano, três vezes os do Brasil. Na Espanha se praticam 100 mil abortos por ano. A Espanha tem apenas 45 milhões de habitantes. Se possuísse duzentos milhões, ali se praticariam 400 mil abortos por ano, quatro vezes mais que o Brasil. Os Estados Unidos tem 320 milhões habitantes, e 900 mil abortos por ano. Se tivessem 200 milhões de habitantes, praticariam 600 mil abortos por ano, seis vezes o Brasil. O Reino Unido tem 60 milhões de habitantes e 200 mil abortos por ano. Se tivesse 200 milhões de habitantes, praticaria 700 mil abortos por ano, sete vezes o número do Brasil. A Suécia tem 10 milhões de habitantes e pratica 40 mil abortos por ano. Se tivesse 200 milhões de habitantes, praticaria 800 mil abortos, oito vezes mais que o Brasil. A Romênia, de que tanto se falou aqui, possui 20 milhões habitantes e pratica 90 mil abortos por ano. Se tivesse 200 milhões, faria 900 mil abortos por ano, nove vezes os do Brasil. A China, com 1 bilhão e 300 milhões de habitantes e sete milhões e 400 mil abortos. Se tivesse a população do Brasil, faria um milhão e duzentos mil abortos por ano, mas isto é doze vezes o número do Brasil. A Rússia possui 140 milhões de habitantes e um milhão e meio de abortos por ano. Isto é 23 vezes mais do que no Brasil. Em todos estes países o aborto foi legalizado. Praticam entre três a 23 vezes mais abortos que o Brasil. Se examinarmos as estatísticas de outros países de que temos dados confiáveis e onde o aborto está legalizado, como Georgia, Casaquistão, Cuba, Estonia, Hungria, Ucrania, Islândia, Dinamarca, Noruega, Turcomenistão, Nova Zelândia, Coréia do Sul, França, Israel, Grécia, Portugal, Finlândia, África do Sul, Bélgica, Lituânia, Japão, Itália, Taiwan, Suiça, Uzbequistão, Canadá, Austrália, Holanda e outros, obteremos dados em tudo semelhantes. A conclusão é que, exatamente ao contrário do que foi sustentado aqui pelos que estão interessados em promover o aborto, quando se legaliza o aborto o número de abortos aumenta, e não diminui. É no primeiro mundo onde se praticam mais abortos, e não no Brasil. Por favor, não mintam para o povo brasileiro. Nós somos uma democracia. Como disse o Ministro Barroso, democracia não é somente voto. #Aborto

  • 7 bons motivos para um Sacerdote usar batina

    O poder de um padre certamente não vem de sua batina, mas com certeza ela é uma enorme vantagem para sua missão! 1 – RECORDAÇÃO CONSTANTE DO SACERDOTE A ordem sacerdotal, uma vez recebida, não se esquece facilmente. Porém um lembrete nunca fez mal a ninguém: algo visível, um símbolo constante, um despertador sem ruído, um sinal ou bandeira. O sacerdote que vai à paisana é um entre muitos, o que vai de batina, não. É um sacerdote e ele é o primeiro persuadido. Não pode permanecer neutro, o traje denuncia-o. Ou se faz um mártir ou um traidor, se chega a tal ocasião. O que não pode é ficar no anonimato, como um qualquer. E logo quando tanto se fala de compromisso! Não há compromisso quando exteriormente nada diz do que se é. Quando se despreza o uniforme, se se despreza a categoria ou classe que se representa. 2 – PRESENÇA DO SOBRENATURAL NO MUNDO Não resta dúvida de que os símbolos nos rodeiam por todas as partes: sinais, bandeiras, insígnias, uniformes… Um dos que mais influencia é o uniforme. Um polícia, um guardião, deve actutar, deter, passar multas, etc. Basta a sua presença para influenciar os outros: conforta, dá segurança, irrita ou deixa nervoso, segundo sejam as intenções e conduta dos cidadãos. Uma batina suscita sempre algo nos que nos rodeiam. Desperta o sentido do sobrenatural. Não faz falta pregar, nem sequer abrir a boca. Ao que está de bem com Deus dá ânimo, ao que tem a consciência pesada avisa, ao que vive longe de Deus produz arrependimento. As relações da alma com Deus não são exclusivas do templo. Muita, muitíssima gente não entra na Igreja. Para estas pessoas, que melhor maneira de lhes levar a mensagem de Cristo do que deixar-lhes ver um sacerdote consagrado vestido com a sua batina? Os fiéis lamentam a dessacralização e os seus devastadores efeitos. Os modernistas denunciam o suposto triunfalismo, tiram os hábitos, rechaçam a coroa pontifícia, as tradições de sempre e depois queixam-se de seminários vazios; de falta de vocações. Apagam o fogo e queixam-se do frio. Não há dúvidas: o “desbatinamento” ou “desembatinação” leva à dessacralização. 3 – É DE GRANDE UTILIDADE PARA OS FIÉIS O sacerdote o é não só quando está no templo administrando os sacramentos, mas nas vinte e quatro horas do dia. O sacerdócio não é uma profissão, com um horário marcado; é uma vida, uma entrega total e sem reservas a Deus. O povo de Deus tem direito a que o auxilie o sacerdote. Isto é facilitado se puderem reconhecer o sacerdote entre as demais pessoas, se aquele leva um sinal externo. O que deseja trabalhar como sacerdote de Cristo deve poder ser identificado como tal para o benefício dos fiéis e melhor desempenho da sua missão. 4 – SERVE PARA PRESERVAR DE MUITOS PERIGOS A quantas coisas se atreveriam os clérigos e religiosos se não fosse pelo hábito! Esta advertência, que era somente teórica quando a escrevia o exemplar religioso Pe. Eduardo F. Regatillo, SJ, é hoje uma terrível realidade. Primeiro, foram coisas de pouca monta: entrar em bares, lugares de recreio, diversão, conviver com os seculares, porém pouco a pouco se tem ido cada vez a mais. Os modernistas querem fazer-nos crer que a batina é um obstáculo para que a mensagem de Cristo entre no mundo. Porém, suprimindo-a, desapareceram as credenciais e a mesma mensagem. De tal modo que já muitos pensam que o primeiro que se deve salvar é o mesmo sacerdote que se despojou da batina supostamente para salvar os outros. Deve-se reconhecer que a batina fortalece a vocação e diminui as ocasiões de pecar para aquele que a veste e para os que o rodeiam. Dos milhares que abandonaram o sacerdócio depois do Concílio Vaticano II, praticamente nenhum abandonou a batina no dia anterior ao de ir embora: tinham-no feito muito antes. 5 – AJUDA DESINTERESSADA AOS DEMAIS O povo cristão vê no sacerdote o homem de Deus, que não busca o seu bem particular mas o dos seus paroquianos. O povo escancara as portas do coração para escutar o padre que é o mesmo para o pobre e para o poderoso. As portas das repartições, dos departamentos, dos escritórios, por mais altas que sejam, se abrem diante das batinas e dos hábitos religiosos. Quem nega a uma monja o pão que pede para os seus pobres ou idosos? Tudo isto está tradicionalmente ligado a alguns hábitos. Este prestígio da batina tem-se acumulado à base de tempo, de sacrifícios, de abnegação. E agora, desprendem-se dela como se se tratasse de um estorvo? 6 – IMPÕE A MODERAÇÃO NO VESTIR A Igreja preservou sempre os seus sacerdotes do vício de aparentar mais do que se é e da ostentação dando-lhes um hábito singelo em que não cabem os luxos. A batina é de uma peça (desde o pescoço até os pés), de uma cor (preta) e de uma forma (saco). Os arminhos e ornamentos ricos deixam-se para o templo, pois essas distinções não adornam a pessoa se não o ministro de Deus para que dê realce às cerimônias sagradas da Igreja. Porém, vestindo-se à paisana, a vaidade persegue o sacerdote como a qualquer mortal: as marcas, qualidades do pano, dos tecidos, cores, etc… Já não está todo coberto e justificado pelo humilde hábito religioso. Ao se colocar no nível do mundo, este o sacudirá, à mercê dos seus gostos e caprichos. Haverá de ir com a moda e sua voz já não se deixará ouvir como a do que clamava no deserto coberto pela veste do profeta vestido com pêlos de camelo. 7 – EXEMPLO DE OBEDIÊNCIA AO ESPÍRITO E LEGISLAÇÃO DA IGREJA Como alguém que tem parte no Santo Sacerdócio de Cristo, o sacerdote deve ser exemplo da humildade, da obediência e da abnegação do Salvador. A batina ajuda-o a praticar a pobreza, a humildade no vestiário, a obediência à disciplina da Igreja e o desprezo das coisas do mundo. Vestindo a batina, dificilmente se esquecerá o sacerdote do seu importante papel e da sua missão sagrada ou confundirá o seu traje e sua vida com a do mundo. Padre Jaime Tovar Patrón | Via Senza Pagare #Batina

  • 7 bons motivos para um Sacerdote usar batina

    O poder de um padre certamente não vem de sua batina, mas com certeza ela é uma enorme vantagem para sua missão! 1 – RECORDAÇÃO CONSTANTE DO SACERDOTE A ordem sacerdotal, uma vez recebida, não se esquece facilmente. Porém um lembrete nunca fez mal a ninguém: algo visível, um símbolo constante, um despertador sem ruído, um sinal ou bandeira. O sacerdote que vai à paisana é um entre muitos, o que vai de batina, não. É um sacerdote e ele é o primeiro persuadido. Não pode permanecer neutro, o traje denuncia-o. Ou se faz um mártir ou um traidor, se chega a tal ocasião. O que não pode é ficar no anonimato, como um qualquer. E logo quando tanto se fala de compromisso! Não há compromisso quando exteriormente nada diz do que se é. Quando se despreza o uniforme, se se despreza a categoria ou classe que se representa. 2 – PRESENÇA DO SOBRENATURAL NO MUNDO Não resta dúvida de que os símbolos nos rodeiam por todas as partes: sinais, bandeiras, insígnias, uniformes… Um dos que mais influencia é o uniforme. Um polícia, um guardião, deve actutar, deter, passar multas, etc. Basta a sua presença para influenciar os outros: conforta, dá segurança, irrita ou deixa nervoso, segundo sejam as intenções e conduta dos cidadãos. Uma batina suscita sempre algo nos que nos rodeiam. Desperta o sentido do sobrenatural. Não faz falta pregar, nem sequer abrir a boca. Ao que está de bem com Deus dá ânimo, ao que tem a consciência pesada avisa, ao que vive longe de Deus produz arrependimento. As relações da alma com Deus não são exclusivas do templo. Muita, muitíssima gente não entra na Igreja. Para estas pessoas, que melhor maneira de lhes levar a mensagem de Cristo do que deixar-lhes ver um sacerdote consagrado vestido com a sua batina? Os fiéis lamentam a dessacralização e os seus devastadores efeitos. Os modernistas denunciam o suposto triunfalismo, tiram os hábitos, rechaçam a coroa pontifícia, as tradições de sempre e depois queixam-se de seminários vazios; de falta de vocações. Apagam o fogo e queixam-se do frio. Não há dúvidas: o “desbatinamento” ou “desembatinação” leva à dessacralização. 3 – É DE GRANDE UTILIDADE PARA OS FIÉIS O sacerdote o é não só quando está no templo administrando os sacramentos, mas nas vinte e quatro horas do dia. O sacerdócio não é uma profissão, com um horário marcado; é uma vida, uma entrega total e sem reservas a Deus. O povo de Deus tem direito a que o auxilie o sacerdote. Isto é facilitado se puderem reconhecer o sacerdote entre as demais pessoas, se aquele leva um sinal externo. O que deseja trabalhar como sacerdote de Cristo deve poder ser identificado como tal para o benefício dos fiéis e melhor desempenho da sua missão. 4 – SERVE PARA PRESERVAR DE MUITOS PERIGOS A quantas coisas se atreveriam os clérigos e religiosos se não fosse pelo hábito! Esta advertência, que era somente teórica quando a escrevia o exemplar religioso Pe. Eduardo F. Regatillo, SJ, é hoje uma terrível realidade. Primeiro, foram coisas de pouca monta: entrar em bares, lugares de recreio, diversão, conviver com os seculares, porém pouco a pouco se tem ido cada vez a mais. Os modernistas querem fazer-nos crer que a batina é um obstáculo para que a mensagem de Cristo entre no mundo. Porém, suprimindo-a, desapareceram as credenciais e a mesma mensagem. De tal modo que já muitos pensam que o primeiro que se deve salvar é o mesmo sacerdote que se despojou da batina supostamente para salvar os outros. Deve-se reconhecer que a batina fortalece a vocação e diminui as ocasiões de pecar para aquele que a veste e para os que o rodeiam. Dos milhares que abandonaram o sacerdócio depois do Concílio Vaticano II, praticamente nenhum abandonou a batina no dia anterior ao de ir embora: tinham-no feito muito antes. 5 – AJUDA DESINTERESSADA AOS DEMAIS O povo cristão vê no sacerdote o homem de Deus, que não busca o seu bem particular mas o dos seus paroquianos. O povo escancara as portas do coração para escutar o padre que é o mesmo para o pobre e para o poderoso. As portas das repartições, dos departamentos, dos escritórios, por mais altas que sejam, se abrem diante das batinas e dos hábitos religiosos. Quem nega a uma monja o pão que pede para os seus pobres ou idosos? Tudo isto está tradicionalmente ligado a alguns hábitos. Este prestígio da batina tem-se acumulado à base de tempo, de sacrifícios, de abnegação. E agora, desprendem-se dela como se se tratasse de um estorvo? 6 – IMPÕE A MODERAÇÃO NO VESTIR A Igreja preservou sempre os seus sacerdotes do vício de aparentar mais do que se é e da ostentação dando-lhes um hábito singelo em que não cabem os luxos. A batina é de uma peça (desde o pescoço até os pés), de uma cor (preta) e de uma forma (saco). Os arminhos e ornamentos ricos deixam-se para o templo, pois essas distinções não adornam a pessoa se não o ministro de Deus para que dê realce às cerimônias sagradas da Igreja. Porém, vestindo-se à paisana, a vaidade persegue o sacerdote como a qualquer mortal: as marcas, qualidades do pano, dos tecidos, cores, etc… Já não está todo coberto e justificado pelo humilde hábito religioso. Ao se colocar no nível do mundo, este o sacudirá, à mercê dos seus gostos e caprichos. Haverá de ir com a moda e sua voz já não se deixará ouvir como a do que clamava no deserto coberto pela veste do profeta vestido com pêlos de camelo. 7 – EXEMPLO DE OBEDIÊNCIA AO ESPÍRITO E LEGISLAÇÃO DA IGREJA Como alguém que tem parte no Santo Sacerdócio de Cristo, o sacerdote deve ser exemplo da humildade, da obediência e da abnegação do Salvador. A batina ajuda-o a praticar a pobreza, a humildade no vestiário, a obediência à disciplina da Igreja e o desprezo das coisas do mundo. Vestindo a batina, dificilmente se esquecerá o sacerdote do seu importante papel e da sua missão sagrada ou confundirá o seu traje e sua vida com a do mundo. Padre Jaime Tovar Patrón | Via Senza Pagare #Batina

  • Homilia Diária | Contemplar e transmitir os mistérios da salvação

    Memória de São Domingos de Gusmão . A vida de São Domingos de Gusmão, de quem hoje fazemos memória, testemunha que o Santo Rosário é uma verdadeira arma espiritual na luta não apenas contra o demônio e a carne, mas sobretudo contra oserros e desvios que, em todos os tempos e lugares põem em perigo a nossa fé. Em cada Ave-Maria podemos contemplar os mistérios da nossa salvação e, impulsionados pela verdade, transmitir aos outros as realidades contempladas. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este 8 de agosto e peçamos juntos a poderosa intercessão de São Domingos para aprendermos a ensinar aos outros aquilo que, no estudo e na oração, tivermos contemplado. Evangelho (Mt 14,22-36) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Mestre, tu és o Filho de Deus, és Rei de Israel! (Jo 1,49b) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Depois que a multidão comera até saciar-se, 22 Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23 Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24 A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25 Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26 Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27 Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” 28 Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. 29 E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30 Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31 Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32 Assim que subiram na barca, o vento se acalmou. 33 Os que estavam na barca, prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!” 34 Após a travessia desembarcaram em Genesaré. 35 Os habitantes daquele lugar reconheceram Jesus e espalharam a notícia por toda a região. Então levaram a ele todos os doentes; 36 e pediam que pudessem, ao menos, tocar a barra de sua veste. E todos os que a tocaram, ficaram curados. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Contemplar e transmitir os mistérios da salvação

    Memória de São Domingos de Gusmão . A vida de São Domingos de Gusmão, de quem hoje fazemos memória, testemunha que o Santo Rosário é uma verdadeira arma espiritual na luta não apenas contra o demônio e a carne, mas sobretudo contra oserros e desvios que, em todos os tempos e lugares põem em perigo a nossa fé. Em cada Ave-Maria podemos contemplar os mistérios da nossa salvação e, impulsionados pela verdade, transmitir aos outros as realidades contempladas. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este 8 de agosto e peçamos juntos a poderosa intercessão de São Domingos para aprendermos a ensinar aos outros aquilo que, no estudo e na oração, tivermos contemplado. Evangelho (Mt 14,22-36) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Mestre, tu és o Filho de Deus, és Rei de Israel! (Jo 1,49b) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Depois que a multidão comera até saciar-se, 22 Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23 Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24 A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25 Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26 Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27 Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” 28 Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. 29 E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30 Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31 Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32 Assim que subiram na barca, o vento se acalmou. 33 Os que estavam na barca, prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!” 34 Após a travessia desembarcaram em Genesaré. 35 Os habitantes daquele lugar reconheceram Jesus e espalharam a notícia por toda a região. Então levaram a ele todos os doentes; 36 e pediam que pudessem, ao menos, tocar a barra de sua veste. E todos os que a tocaram, ficaram curados. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São Domingos e o milagre da cabeça

    Padre Eusébio Nierembergh relata que vivia na cidade de Aragona, na Sicília, uma menina chamada Alexandra. Sendo nobre e muito bonita, Alexandra era muito amada por dois jovens. Movidos pelo ciúme, esses jovens lutaram um dia e se mataram. Seus parentes enfurecidos, em troca, mataram a pobre jovem como a causa de tantos problemas. Cortaram a cabeça dela e jogaram seus restos mortais em um poço. Gritos e lamentos eram ouvidos vindos desse poço. Naquela época Santo Domingo De Gusmão estava pregando e teve um sonho. No sonho a Santíssima Virgem lhe disse: “Domingos, há uma serva que sempre me honrou com a saudação que libertou a humanidade do pecado. Sua cabeça está decapitada. Ela me honrou com as 150 Ave-Marias (Rosário).” E continuou: “Confesse-a e dê-lhe a Sagrada Comunhão. Prometi que ninguém morrerá sem receber os Santos Sacramentos se rezasse meu ofício” Alguns dias depois, São Domingos de Gusmão estava de passagem por aquele lugar e inspirado por Nosso Senhor, aproximou-se do poço e disse: “Alexandra, venha.”. Imediatamente a cabeça da falecida saiu, empoleirada na beira do poço, e pediu à santa para ouvir sua confissão. Talvez acostumado a fenômenos bizarros, São Domingos ouviu sua confissão e deu a comunhão, na presença de um grande grupo de curiosos que se reuniram para testemunhar o milagre. Então o santo pediu-lhe para dizer por que ela tinha recebido tal graça. Alexandra respondeu que quando foi decapitada, ela estava em um estado de pecado mortal e teria sido condenada ao inferno. Mas por causa do rosário que ela tinha o hábito de recitar, a Virgem Maria apareceu e preservou sua alma de tormentos intermináveis. Então aconteceu que por dois dias a cabeça de Alexandra manteve a vida e quando convocada foi fixada na borda do poço, na presença de todos, e então a alma foi para o purgatório. Mais tarde, Domingos pediu que enterrassem a cabeça da mulher com seus outros restos de seu corpo. Ela estava no purgatório e a virgem lhe prometeu sair de lá muito em breve. Domingos prometeu oferecer-lhe o santo sacrifício da missa para apressar sua partida. Quinze dias depois, a alma de Alexandra apareceu para São Domingos, linda e radiante como uma estrela. Ela então disse-lhe que uma das principais fontes de alívio para as almas no purgatório é o rosário que é recitado para eles; e que, assim que chegam ao paraíso, rezam por aqueles que lhes aplicam essas orações poderosas. Dito isto, São Domingos viu aquela alma feliz ascender em triunfo ao reino dos abençoados. Leia também São Domingos de Gusmão e os 15 mil demônios que expulsou através do rosário

  • São Domingos e o milagre da cabeça

    Padre Eusébio Nierembergh relata que vivia na cidade de Aragona, na Sicília, uma menina chamada Alexandra. Sendo nobre e muito bonita, Alexandra era muito amada por dois jovens. Movidos pelo ciúme, esses jovens lutaram um dia e se mataram. Seus parentes enfurecidos, em troca, mataram a pobre jovem como a causa de tantos problemas. Cortaram a cabeça dela e jogaram seus restos mortais em um poço. Gritos e lamentos eram ouvidos vindos desse poço. Naquela época Santo Domingo De Gusmão estava pregando e teve um sonho. No sonho a Santíssima Virgem lhe disse: “Domingos, há uma serva que sempre me honrou com a saudação que libertou a humanidade do pecado. Sua cabeça está decapitada. Ela me honrou com as 150 Ave-Marias (Rosário).” E continuou: “Confesse-a e dê-lhe a Sagrada Comunhão. Prometi que ninguém morrerá sem receber os Santos Sacramentos se rezasse meu ofício” Alguns dias depois, São Domingos de Gusmão estava de passagem por aquele lugar e inspirado por Nosso Senhor, aproximou-se do poço e disse: “Alexandra, venha.”. Imediatamente a cabeça da falecida saiu, empoleirada na beira do poço, e pediu à santa para ouvir sua confissão. Talvez acostumado a fenômenos bizarros, São Domingos ouviu sua confissão e deu a comunhão, na presença de um grande grupo de curiosos que se reuniram para testemunhar o milagre. Então o santo pediu-lhe para dizer por que ela tinha recebido tal graça. Alexandra respondeu que quando foi decapitada, ela estava em um estado de pecado mortal e teria sido condenada ao inferno. Mas por causa do rosário que ela tinha o hábito de recitar, a Virgem Maria apareceu e preservou sua alma de tormentos intermináveis. Então aconteceu que por dois dias a cabeça de Alexandra manteve a vida e quando convocada foi fixada na borda do poço, na presença de todos, e então a alma foi para o purgatório. Mais tarde, Domingos pediu que enterrassem a cabeça da mulher com seus outros restos de seu corpo. Ela estava no purgatório e a virgem lhe prometeu sair de lá muito em breve. Domingos prometeu oferecer-lhe o santo sacrifício da missa para apressar sua partida. Quinze dias depois, a alma de Alexandra apareceu para São Domingos, linda e radiante como uma estrela. Ela então disse-lhe que uma das principais fontes de alívio para as almas no purgatório é o rosário que é recitado para eles; e que, assim que chegam ao paraíso, rezam por aqueles que lhes aplicam essas orações poderosas. Dito isto, São Domingos viu aquela alma feliz ascender em triunfo ao reino dos abençoados. Leia também São Domingos de Gusmão e os 15 mil demônios que expulsou através do rosário

  • São Domingos de Gusmão e os 15 mil demônios que expulsou através do rosário

    Os demônios disseram ao santo que o Rosário levava o espanto a todo o inferno. Conta São Luís Maria Grignion de Montfort, em seu livro ‘O Segredo Admirável do Santíssimo Rosário’, que em uma ocasião, São Domingos de Gusmão estava pregando e levaram a ele um herege albigense possuído por demônios, a quem exorcizou na presença de uma grande multidão. O santo fez aos malignos várias perguntas e, por obrigação, disseram-lhe que eram 15.000 os que estavam no corpo desse homem, porque este tinha atacado os quinze mistérios do Rosário (os mistérios luminosos, que os aumentam para 20, foram introduzidos em 2012 por São João Paulo II). Durante o exorcismo, os demônios disseram ao santo que com o Rosário que pregava, levava o terror e o espanto a todo o inferno e que ele era o homem que mais odiavam no mundo por causa das almas que lhes tirava com esta devoção. São Domingos lançou seu Rosário ao pescoço do homem e perguntou-lhes qual dos santos do céu temiam mais e qual devia ser o mais amado e honrado pelos homens. Os inimigos, diante dessas perguntas, deram gritos tão espantosos que muitos dos que estavam ali presentes caíram em terra pelo susto. Os malignos, para não responder, choravam, lamentavam-se e pediam pela boca do homem a São Domingos que tivesse piedade deles. O santo, sem se alterar, disse que não pararia de atormentá-los até que respondessem o que lhes tinha perguntado. Então, eles disseram que o diriam, mas em segredo, ao ouvido e não diante de todos. O santo, ao contrário, ordenou-lhes que falassem alto, mas os diabos não quiseram dizer nenhuma palavra.Então, Pe. Domingos, de joelhos, fez a seguinte oração: “Oh excelentíssima Virgem Maria, pela virtude de teu saltério e Rosário, ordena a estes inimigos do gênero humano que respondam a pergunta”. Em seguida, uma chama ardente saiu das orelhas, nariz e boca do homem possuído. Os demônios rogaram a São Domingos que, pela paixão de Jesus Cristo e pelos mistérios de sua Santa Mãe e de todos os santos, os permitisse sair desse corpo sem dizer nada, porque os anjos o revelariam em qualquer momento que quisesse. Mais tarde, o santo voltou a se ajoelhar e elevou outra prece: “Oh digníssima Mãe de Sabedoria, sobre cuja saudação, de que forma se deve rezar, este povo já está instruído, peço-vos para a saúde dos fiéis aqui presentes, que obrigueis a esses vossos inimigos a abertamente confessar aqui a verdade completa e honesta”. Apenas terminou de pronunciar estas palavras, o santo viu perto dele uma multidão de anjos e a Virgem Maria que golpeava o demônio com uma vareta de ouro, enquanto lhe dizia: “Responda a pergunta de meu servidor Domingos”. Deve-se levar em consideração que o povo não via, nem ouvia a Virgem, somente São Domingos. Os demônios começaram a gritar: “Oh! inimiga nossa! Oh! ruína e confusão nossa! Por que viestes do céu para atormentar-nos de forma tão cruel? Será preciso que por vós, oh advogada dos pecadores, a quem livrais do inferno; oh caminho seguro do céu, sejamos abrigados – para nosso pesar – a confessar diante de todos o que é causa de nossa humilhação e ruína? Ai de nós! Maldição a nossos príncipes das trevas!”. “Ouçam, pois, cristãos! Esta Mãe de Deus é onipotente e pode impedir que seus servos caiam no inferno. Ela, como um sol, dissipa as trevas de nossas astutas maquinações. Descobre nossas intrigas, rompe nossas redes e reduz à inutilidade todas nossas tentações. Vemo-nos obrigados a confessar que ninguém que persevere em seu serviço se condena com nós”. Leia também: Santo do Dia – 08 de Agosto – São Domingos de Gusmão “Um só suspiro que ela apresente à Santíssima Trindade vale mais que todas as orações, votos e desejos de todos os santos. Temos mais medo dela do que de todos os bem-aventurados juntos e nada podemos contra seus fiéis seguidores”. Do mesmo modo, os malignos confessaram que muitos cristãos que a invocam ao morrer e que deveria ser condenados, segundo as leis ordinárias, se salvam graças à sua intercessão: “Ah, se esta Mariazinha – assim a chamaram em sua fúria – não houvesse oposto aos nossos desígnios e esforços, há tempos teríamos derrubado e destruído a Igreja, e levado ao erro e à infidelidade toda sua hierarquia!”. Em seguida, acrescentaram que “ninguém que persevere na reza do Rosário se condenará. Por que ela obtém para seus fiéis devotos a verdadeira contrição dos pecados, para que os confessem e alcancem o seu perdão”. Foi então que São Domingos fez todo o povo rezar o Rosário muito lenta e devotamente e, a cada Ave Maria que rezavam, saíam do corpo do homem possuído uma grande multidão de demônios em forma de carvões incendiados. Quando todos os inimigos saíram e o herege ficou livre, a Virgem Maria, de maneira invisível, deu sua bênção a todo o povo, que experimentou grande alegria. “Este milagre foi causa da conversão de grande número de hereges, que, aliás, se inscreveram na Confraria do Santo Rosário”, concluiu São Luís Maria Grignion de Montfort. Fonte: Aleteia.org #NossaSenhora #Rosário #Terço #TotusTuus

  • São Domingos de Gusmão e os 15 mil demônios que expulsou através do rosário

    Os demônios disseram ao santo que o Rosário levava o espanto a todo o inferno. Conta São Luís Maria Grignion de Montfort, em seu livro ‘O Segredo Admirável do Santíssimo Rosário’, que em uma ocasião, São Domingos de Gusmão estava pregando e levaram a ele um herege albigense possuído por demônios, a quem exorcizou na presença de uma grande multidão. O santo fez aos malignos várias perguntas e, por obrigação, disseram-lhe que eram 15.000 os que estavam no corpo desse homem, porque este tinha atacado os quinze mistérios do Rosário (os mistérios luminosos, que os aumentam para 20, foram introduzidos em 2012 por São João Paulo II). Durante o exorcismo, os demônios disseram ao santo que com o Rosário que pregava, levava o terror e o espanto a todo o inferno e que ele era o homem que mais odiavam no mundo por causa das almas que lhes tirava com esta devoção. São Domingos lançou seu Rosário ao pescoço do homem e perguntou-lhes qual dos santos do céu temiam mais e qual devia ser o mais amado e honrado pelos homens. Os inimigos, diante dessas perguntas, deram gritos tão espantosos que muitos dos que estavam ali presentes caíram em terra pelo susto. Os malignos, para não responder, choravam, lamentavam-se e pediam pela boca do homem a São Domingos que tivesse piedade deles. O santo, sem se alterar, disse que não pararia de atormentá-los até que respondessem o que lhes tinha perguntado. Então, eles disseram que o diriam, mas em segredo, ao ouvido e não diante de todos. O santo, ao contrário, ordenou-lhes que falassem alto, mas os diabos não quiseram dizer nenhuma palavra.Então, Pe. Domingos, de joelhos, fez a seguinte oração: “Oh excelentíssima Virgem Maria, pela virtude de teu saltério e Rosário, ordena a estes inimigos do gênero humano que respondam a pergunta”. Em seguida, uma chama ardente saiu das orelhas, nariz e boca do homem possuído. Os demônios rogaram a São Domingos que, pela paixão de Jesus Cristo e pelos mistérios de sua Santa Mãe e de todos os santos, os permitisse sair desse corpo sem dizer nada, porque os anjos o revelariam em qualquer momento que quisesse. Mais tarde, o santo voltou a se ajoelhar e elevou outra prece: “Oh digníssima Mãe de Sabedoria, sobre cuja saudação, de que forma se deve rezar, este povo já está instruído, peço-vos para a saúde dos fiéis aqui presentes, que obrigueis a esses vossos inimigos a abertamente confessar aqui a verdade completa e honesta”. Apenas terminou de pronunciar estas palavras, o santo viu perto dele uma multidão de anjos e a Virgem Maria que golpeava o demônio com uma vareta de ouro, enquanto lhe dizia: “Responda a pergunta de meu servidor Domingos”. Deve-se levar em consideração que o povo não via, nem ouvia a Virgem, somente São Domingos. Os demônios começaram a gritar: “Oh! inimiga nossa! Oh! ruína e confusão nossa! Por que viestes do céu para atormentar-nos de forma tão cruel? Será preciso que por vós, oh advogada dos pecadores, a quem livrais do inferno; oh caminho seguro do céu, sejamos abrigados – para nosso pesar – a confessar diante de todos o que é causa de nossa humilhação e ruína? Ai de nós! Maldição a nossos príncipes das trevas!”. “Ouçam, pois, cristãos! Esta Mãe de Deus é onipotente e pode impedir que seus servos caiam no inferno. Ela, como um sol, dissipa as trevas de nossas astutas maquinações. Descobre nossas intrigas, rompe nossas redes e reduz à inutilidade todas nossas tentações. Vemo-nos obrigados a confessar que ninguém que persevere em seu serviço se condena com nós”. Leia também: Santo do Dia – 08 de Agosto – São Domingos de Gusmão “Um só suspiro que ela apresente à Santíssima Trindade vale mais que todas as orações, votos e desejos de todos os santos. Temos mais medo dela do que de todos os bem-aventurados juntos e nada podemos contra seus fiéis seguidores”. Do mesmo modo, os malignos confessaram que muitos cristãos que a invocam ao morrer e que deveria ser condenados, segundo as leis ordinárias, se salvam graças à sua intercessão: “Ah, se esta Mariazinha – assim a chamaram em sua fúria – não houvesse oposto aos nossos desígnios e esforços, há tempos teríamos derrubado e destruído a Igreja, e levado ao erro e à infidelidade toda sua hierarquia!”. Em seguida, acrescentaram que “ninguém que persevere na reza do Rosário se condenará. Por que ela obtém para seus fiéis devotos a verdadeira contrição dos pecados, para que os confessem e alcancem o seu perdão”. Foi então que São Domingos fez todo o povo rezar o Rosário muito lenta e devotamente e, a cada Ave Maria que rezavam, saíam do corpo do homem possuído uma grande multidão de demônios em forma de carvões incendiados. Quando todos os inimigos saíram e o herege ficou livre, a Virgem Maria, de maneira invisível, deu sua bênção a todo o povo, que experimentou grande alegria. “Este milagre foi causa da conversão de grande número de hereges, que, aliás, se inscreveram na Confraria do Santo Rosário”, concluiu São Luís Maria Grignion de Montfort. Fonte: Aleteia.org #NossaSenhora #Rosário #Terço #TotusTuus

  • São Domingos de Gusmão, que recebeu o rosário das mãos de Nossa Senhora – 08 de Agosto

    SANTO DO DIA – 08 DE AGOSTO – SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO Fundou a Ordem dos frades Predicadores ou Dominicanos (1170-1221) Domingos nasceu em 24 de junho de 1170, na pequena vila de Caleruega, na Velha Castela, atual Espanha. Pertencia a uma ilustre e nobre família, muito católica e rica: seus pais eram Félix de Gusmão e Joana d’Aza e seus irmãos, Antonio e Manes. O primeiro tornou-se sacerdote e morreu com odor de santidade. O segundo, junto com a mãe, foi beatificado pela Igreja. Nesse berço exemplar, o pequeno Domingos trilhou o mesmo caminho de servir a Deus. Até mesmo o seu nome foi escolhido para homenagear são Domingos de Silos, porque sua mãe, antes de Domingos nascer, fez uma novena no santuário do santo abade. E, como conta a tradição, no sétimo dia ele lhe teria aparecido para anunciar que seu futuro filho seria um santo para a Igreja Católica. Domingos dedicou-se aos estudos, tornando-se uma pessoa muito culta. Mas nunca deixou a caridade de lado. Em Valência, cidade onde se diplomou, surpreendeu a todos ao vender os objetos de seu quarto, inclusive os pergaminhos caros usados nos estudos, para ter um pequeno ‘fundo’ e, com ele, alimentar os pobres e doentes. Aos 24 anos, sentindo o chamado, recebeu a ordenação sacerdotal. Foi enviado para a diocese de Osma, onde se distinguiu pela competência e inteligência. Logo foi convidado para auxiliar o rei Afonso VII nos trabalhos diplomáticos do seu governo e também para representar a Santa Sé, em algumas de suas difíceis missões. Durante a Idade Média, período em que viveu, havia a heresia dos albigenses, ou cátaros, surgida no sul da França. O papa Inocêncio III enviou-o para lá, junto com Diego de Aceber, seu companheiro, a fim de combater os católicos reencarnacionistas. Mas, devido à morte repentina desse caro amigo, Domingos teve de enfrentar a missão francesa sozinho. E o fez com muita eficiência, usando apenas o seu exemplo de vida e a pregação da verdadeira Palavra de Deus. Em 1207, em Santa Maria de Prouille, Domingos fundou o primeiro mosteiro da Ordem Segunda, das monjas, destinado às jovens que, devido à carestia, estavam condenadas à vida do pecado. Os biógrafos narram que foi na igreja desse convento que Nossa Senhora apareceu para Domingos e disse-lhe para difundir a devoção do rosário, como princípio da conversão dos hereges e para a salvação dos fiéis. Por isso os dominicanos são tidos como os guardiões do rosário, cujo culto difundem no mundo cristão através dos tempos. A santidade de Domingos ganhava cada vez mais fama, atraindo as pessoas que desejavam seguir o seu modelo de apostolado. Foi assim que surgiu o pequeno grupo chamado ‘Irmãos Pregadores’, do qual fazia parte o seu irmão de sangue, o bem-aventurado Manes. Em 1215, a partir dessa irmandade, Domingos decidiu fundar uma Ordem, oferecendo uma nova proposta de evangelização cristã e vida apostólica. Ela foi apresentada ao papa Inocêncio III, que, no mesmo ano, durante o IV Concílio de Latrão, concedeu a primeira aprovação. No ano seguinte, seu sucessor, o papa Honório III, emitiu a aprovação definitiva, dando-lhe o nome de Ordem dos Frades Predicadores, ou Dominicanos. Eles passaram a ser conhecidos como homens sábios, pobres e austeros, tendo como características essenciais a ciência, a piedade e a pregação. Em 1217, para atrair a juventude acadêmica para dentro do clero, o fundador determinou que as Casas da Ordem fossem criadas nas principais cidades universitárias da Europa, que na época eram Bolonha e Paris. Ele se fixou na de Bolonha, na Itália, onde se dedicou ao esplêndido desenvolvimento da sua obra, presidindo, entre 1220 e 1221, os dois primeiros capítulos gerais, destinados à redação final da ‘carta magna’ da Ordem. No dia 8 de agosto de 1221, com apenas 51 anos de idade, ele morreu. Foi canonizado pelo papa Gregório IX, que lhe dedicava especial estima e amizade, em 1234. São Domingos de Gusmão foi sepultado na catedral de Bolonha e é venerado, no dia de sua morte, como Padroeiro Perpétuo e Defensor dessa cidade. Como o Santo Rosário chegou às mãos de São Domingos? Estava ele na capela do convento das monjas do primeiro mosteiro da Ordem Dominicana rezando pela redenção das almas. Foi aí que Nossa Senhora apareceu-lhe… Conheça mais sobre São Domingos de Gusmão Domingos nasceu em 24 de junho de 1170, na pequena vila de Caleruega, na Velha Castela, atual Espanha. Pertencia a uma ilustre e nobre família, muito católica e rica: seus pais eram Félix de Gusmão e Joana d\’Aza e seus irmãos, Antonio e Manes. O primeiro tornou-se sacerdote e morreu com odor de santidade. O segundo, junto com a mãe, foi beatificado pela Igreja. Nesse berço exemplar, o pequeno Domingos trilhou o mesmo caminho de servir a Deus. Até mesmo o seu nome foi escolhido para homenagear são Domingos de Silos, porque sua mãe, antes de Domingos nascer, fez uma novena no santuário do santo abade. E, como conta a tradição, no sétimo dia ele lhe teria aparecido para anunciar que seu futuro filho seria um santo para a Igreja Católica. Domingos dedicou-se aos estudos, tornando-se uma pessoa muito culta. Mas nunca deixou a caridade de lado. Em Calência, cidade onde se diplomou, surpreendeu a todos ao vender os objetos de seu quarto, inclusive os pergaminhos caros usados nos estudos, para ter um pequeno “fundo” e com ele alimentar os pobres e doentes. Aos vinte e quatro anos, sentindo o chamado, recebeu a ordenação sacerdotal. Foi enviado para a diocese de Osma, onde se distinguiu pela competência e inteligência. Logo foi convidado para auxiliar o rei Afonso VII nos trabalhos diplomáticos do seu governo e também para representar a Santa Sé, em algumas de suas difíceis missões. Durante a Idade Média, período em que viveu, havia a heresia dos albigenses, ou cátaros, surgida no sul da França. O papa Inocêncio III enviou-o para lá, junto com Diego de Aceber, seu companheiro, a fim de combater os católicos reencarnacionistas. Mas, devido à morte repentina desse caro amigo, Domingos teve de enfrentar a missão francesa sozinho. E o fez com muita eficiência, usando apenas o seu exemplo de vida e a pregação da verdadeira Palavra de Deus. Em 1207, em Santa Maria de Prouille, Domingos fundou o primeiro mosteiro da Ordem Segunda, das monjas, destinado às jovens que, devido à carestia, estavam condenadas à vida do pecado. A santidade de Domingos ganhava cada vez mais fama, atraindo as pessoas que desejavam seguir o seu modelo de apostolado. Foi assim que surgiu o pequeno grupo chamado “Irmãos Pregadores”, do qual fazia parte o seu irmão de sangue, o bem-aventurado Manes. Em 1215, a partir dessa irmandade, Domingos decidiu fundar uma Ordem, oferecendo uma nova proposta de evangelização cristã e vida apostólica. Ela foi apresentada ao papa Inocêncio III, que, no mesmo ano, durante o IV Concílio de Latrão, concedeu a primeira aprovação. No ano seguinte, seu sucessor, o papa Honório III, emitiu a aprovação definitiva, dando-lhe o nome de Ordem dos Frades Predicadores, ou Dominicanos. Eles passaram a ser conhecidos como homens sábios, pobres e austeros, tendo como características essenciais a ciência, a piedade e a pregação. Em 1217, para atrair a juventude acadêmica para dentro do clero, o fundador determinou que as Casas da Ordem fossem criadas nas principais cidades universitárias da Europa, que na época eram Bolonha e Paris. Ele se fixou na de Bolonha, na Itália, onde se dedicou ao esplêndido desenvolvimento da sua obra, presidindo, entre 1220 e 1221 os dois primeiros capítulos gerais, destinados à redação final da “carta magna” da Ordem. No dia 8 de agosto de 1221, com apenas cinqüenta e um anos de idade, ele morreu. Foi canonizado pelo papa Gregório IX, que lhe dedicava especial estima e amizade, em 1234. São Domingos de Gusmão foi sepultado na catedral de Bolonha e é venerado, no dia de sua morte, como Padroeiro Perpétuo e Defensor dessa cidade. O Santo homem que recebeu das mãos da Virgem o Rosário. O Rosário – uma grande fonte da Salvação Eterna Como o Santo Rosário chegou às mãos de São Domingos? São Domingos estava na capela do convento das monjas do primeiro mosteiro da Ordem Dominicana rezando pela redenção das almas. Foi aí então que Nossa Senhora apareceu-lhe e entregou-lhe o Rosário … Foi a partir de aí então que Domingos com seu zelo inflamado começou a pregar sobre o Rosário e converter milhares de hereges à fé católica. Os demônios revelam quem é o Santo mais temido por eles Eis que São Domingos estava a pregar o Rosário perto de Carcassona, trouxeram à sua presença um herege que, possesso pelo demônio, pregava contra o Santo Rosário. Havia mais de 12 mil pessoas presentes na pregação. Os demônios que possuíam esse infeliz foram obrigados a responder às perguntas de São Domingos, com muito constrangimento. 1 – Havia quinze mil deles no corpo desse pobre homem, porque ele atacou os quinze mistérios do Rosário – eis que o quarto mistério (Luminoso) foi adicionado ao rosário recentemente; 2 – Continuaram a testemunhar que, quando São Domingos pregava o Rosário ele impunha medo e horror nas profundezas do inferno e que ele era o homem que os demônios mais odiavam em todo o mundo, isto por causa das almas que ele arrancou deles através da devoção do Santo Rosário; revelaram ainda várias outras coisas. São Domingos colocou o seu Rosário em volta do pescoço do possuído e pediu que os demônios lhe dissessem quem, de todos os santos nos céus eles mais temiam, e quem deveria ser, portanto mais amado e reverenciado pelos homens. Nesse momento eles soltaram um gemido inexprimível no qual a maioria das pessoas caiu por terra desmaiando de medo… – devemos lembrar que o diabo é o pai da mentira e neste momente ele se faz de vítima de São Domingos – e eles disseram: – Domingos, nós te imploramos, pela paixão de Jesus Cristo e pelos méritos de sua Mãe e de todos os santos, deixe-nos sair desse corpo sem que falemos mais, pois os anjos responderão sua pergunta a qualquer momento… São Domingos ajoelhou-se e rezou a Nossa Senhora para que ela forçasse os inimigos a proclamarem a verdade completa e nada mais que a verdade. Mal tinha terminado de rezar viu a Santíssima Virgem perto de si, rodeada por uma multidão de anjos – apenas Domingos era capaz de vê-la. Ela bateu no homem possesso com um cajado de ouro que segurava e disse: – Responda ao meu servo Domingos imediatamente. Então os demônios começaram a gritar: – Oh, vós, que sois nossa inimiga, nossa ruína e nossa destruição, porque desceste dos céus só para nos torturar tão cruelmente? Oh, Advogada dos pecadores, vós que os tirais das presas do inferno, vós que sois o caminho certeiro para os céus, devemos nós, para o nosso próprio pesar, dizer toda a verdade e confessar diante de todos quem é que é a causa de nossa vergonha e nossa ruína? Oh, pobres de nós, príncipes da escuridão: então, ouçam bem, vocês cristãos: a Mãe de Jesus Cristo é todo-poderosa e ela pode salvar seus servos de caírem no Inferno. Ela é o Sol que destrói a escuridão de nossa astúcia e sutileza. É ela que descobre nossos planos ocultos, quebra nossas armadilhas e faz com que nossas tentações fiquem inúteis e sem efeito. Nós temos que dizer, porém de maneira relutante, que nem sequer uma alma que realmente perseverou no seu serviço foi condenada conosco; um simples suspiro que ela oferece à Santíssima Trindade é mais precioso que todas as orações, desejos e aspirações de todos os santos. E continuaram ainda: – Nós a tememos mais que todos os santos dos céus juntos e não temos nenhum sucesso com seus fiéis servos. Muitos cristãos que a invocam quando estão na hora da morte e que seriam condenados, de acordo com os nossos padrões ordinários, são salvos por sua intercessão. Oh, se pelo menos essa Maria (assim era na sua fúria como eles a chamaram) não tivesse se oposto aos nossos desígnios e esforços, teríamos conquistado a igreja e a teríamos destruído muito tempo atrás; e teríamos feito que todas as Ordens da Igreja caíssem no erro e na desordem. Agora, que somos forçados a falar, também lhe diremos isto: ninguém que persevera ao rezar o Rosário será condenado, porque ela obtém para seus servos a graça da verdadeira contrição por seus pecados e por meio dele, eles obtêm o perdão e a misericórdia de Deus. O Santo insistiu para que todos rezassem o Rosário em voz alta. A cada Ave Maria a Santíssima Virgem fazia sair 100 demônios do corpo desse herege, em forma de carvões acesos. Depois que foi curado, abjurou todos os seus erros e converteu-se, juntamente com outros amigos seus, tocados com a força do Rosário. A recompensa para aqueles que atraem outros a devoção do Santo Rosário é enorme O Rei Afonso, de Leão e Galícia, desejando que todos os criados louvassem a Santíssima Virgem Maria com esta devoção, usava ostensivamente o Rosário, porém ele mesmo não rezava. No entanto, todos os súditos rezavam. Ao cair em grave enfermidade, e quando todos o acreditavam morto, foi transportado em espírito ao tribunal de Cristo. Viu ali todos os demônios, que o acusavam de seus crimes e pecados. Quando já pensava estar condenado, apareceu-lhe a Virgem Maria em seu favor. Trouxeram então uma balança, onde de um lado foi colocado todo o peso de seus pecados. No entanto Nossa Senhora colocou no outro lado o enorme rosário que ele carregava na cintura de modo a incentivar a oração pelos fiéis, e este pesava bem mais do que os pecados. Nossa Senhora disse-lhe então: – Obtive isto de meu bom Filho. Como recompensa pelo pequeno serviço que fizeste, carregando na cintura o Rosário, a tua vida será por alguns anos prolongada. Emprega-os bem e faze penitências. O rei, voltando a si, disse: – Oh! Bendito o Rosário, que me livrou das penas eternas. Passou o resto da vida com grande devoção ao Rosário, rezando-o todos os dias. O poder do Rosário é visto claramente D. Pero, primo de São Domingos, levava uma vida muito devassa. Sabendo que muitos ouviam os sermões de seu santo primo, resolveu ouvi-lo também. Ao vê-lo, durante o sermão, S. Domingos empenhou-se para fazer ver ao primo o estado lamentável em que este se encontrava. Mergulhado no pecado, não se converteu. No dia seguinte, São Domingos vendo-o entrar novamente, para tocar seu coração endurecido resolveu fazer algo de extraordinário. E gritou em alta voz: – Senhor Jesus, fazei ver a todos desta igreja o estado em que se encontra este homem que acaba de entrar. Os fiéis, voltando-se para D. Pero, viram-no rodeado de uma multidão de demônios em formas de animais horríveis, que o prendiam a correntes de ferro. Horrorizados, tentaram fugir, mas, impedidos por S. Domingos, permaneceram na igreja. Ele então prosseguiu: – Conhece, desgraçado, o deplorável estado em que te encontras. Ajoelha-te aos pés da Santíssima Virgem, toma este Rosário e reza-o com arrependimento e devoção, e muda a tua vida. Ele se pôs de joelhos, rezou o Rosário e sentiu o desejo de confessar-se. O Santo o atendeu em confissão e instou-o a rezar o Rosário todos os dias. Na saída, da face assustadora com que antes entrara, nem resquícios havia. Pelo contrário, brilhava como a de um anjo. Qual a arma mais potente contra o diabo e para a remissão dos pecados? O Rosário! Em Roma havia uma fervorosa senhora cuja piedade edificava até os mais austeros monges. Certa vez foi confessar-se com S. Domingos, que lhe impôs como penitência rezar um Rosário, e depois aconselhou-a rezá-lo todos os dias de sua vida. Ela resmungou que rezava muitas outras orações, que não gostava do Rosário, e que já fazia muitas penitências; rezou então apenas uma vez. Um dia, estando em oração, ela foi arrebatada em êxtase, e sua alma foi obrigada a comparecer diante do supremo Juiz. São Miguel apresentou uma balança, onde de um lado colocou todas as suas penitências e outras orações, e de outro lado seus pecados e imperfeições. O prato das boas obras não conseguiu contrabalançar o outro. Alarmada, recorreu a Nossa Senhora, pedindo misericórdia. A Santíssima Virgem colocou sobre a balança das boas obras um único Rosário, o qual ela havia rezado por penitência. Foi tão grande o peso, que venceu o dos pecados. Foi repreendida por não haver seguido o conselho do servidor Domingos, de rezar o Santo Rosário todos os dias. Quando voltou a si, foi ajoelhar-se diante de S. Domingos, contou o ocorrido, pediu-lhe perdão pela sua incredulidade e prometeu rezar o Rosário todos os dias. Chegou por este meio à perfeição cristã, à glória eterna. O Rosário também se faz útil para realização de prodígios São Domingos, ao visitar Santa Branca de Castela, Rainha de França casada havia doze anos, mas ainda sem filhos, aconselhou-a a rezar o Rosário. Ela assim o fez, e nasceu Felipe, seu primogênito, que cedo morreu. Além de redobrar as orações, ela distribuiu rosários por todo o Reino. Deus a cumulou de graças, e no ano de 1215 veio ao mundo São Luís, glória da Cristandade e modelo dos reis católicos. #SantodoDia

  • São Domingos de Gusmão, que recebeu o rosário das mãos de Nossa Senhora – 08 de Agosto

    SANTO DO DIA – 08 DE AGOSTO – SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO Fundou a Ordem dos frades Predicadores ou Dominicanos (1170-1221) Domingos nasceu em 24 de junho de 1170, na pequena vila de Caleruega, na Velha Castela, atual Espanha. Pertencia a uma ilustre e nobre família, muito católica e rica: seus pais eram Félix de Gusmão e Joana d’Aza e seus irmãos, Antonio e Manes. O primeiro tornou-se sacerdote e morreu com odor de santidade. O segundo, junto com a mãe, foi beatificado pela Igreja. Nesse berço exemplar, o pequeno Domingos trilhou o mesmo caminho de servir a Deus. Até mesmo o seu nome foi escolhido para homenagear são Domingos de Silos, porque sua mãe, antes de Domingos nascer, fez uma novena no santuário do santo abade. E, como conta a tradição, no sétimo dia ele lhe teria aparecido para anunciar que seu futuro filho seria um santo para a Igreja Católica. Domingos dedicou-se aos estudos, tornando-se uma pessoa muito culta. Mas nunca deixou a caridade de lado. Em Valência, cidade onde se diplomou, surpreendeu a todos ao vender os objetos de seu quarto, inclusive os pergaminhos caros usados nos estudos, para ter um pequeno ‘fundo’ e, com ele, alimentar os pobres e doentes. Aos 24 anos, sentindo o chamado, recebeu a ordenação sacerdotal. Foi enviado para a diocese de Osma, onde se distinguiu pela competência e inteligência. Logo foi convidado para auxiliar o rei Afonso VII nos trabalhos diplomáticos do seu governo e também para representar a Santa Sé, em algumas de suas difíceis missões. Durante a Idade Média, período em que viveu, havia a heresia dos albigenses, ou cátaros, surgida no sul da França. O papa Inocêncio III enviou-o para lá, junto com Diego de Aceber, seu companheiro, a fim de combater os católicos reencarnacionistas. Mas, devido à morte repentina desse caro amigo, Domingos teve de enfrentar a missão francesa sozinho. E o fez com muita eficiência, usando apenas o seu exemplo de vida e a pregação da verdadeira Palavra de Deus. Em 1207, em Santa Maria de Prouille, Domingos fundou o primeiro mosteiro da Ordem Segunda, das monjas, destinado às jovens que, devido à carestia, estavam condenadas à vida do pecado. Os biógrafos narram que foi na igreja desse convento que Nossa Senhora apareceu para Domingos e disse-lhe para difundir a devoção do rosário, como princípio da conversão dos hereges e para a salvação dos fiéis. Por isso os dominicanos são tidos como os guardiões do rosário, cujo culto difundem no mundo cristão através dos tempos. A santidade de Domingos ganhava cada vez mais fama, atraindo as pessoas que desejavam seguir o seu modelo de apostolado. Foi assim que surgiu o pequeno grupo chamado ‘Irmãos Pregadores’, do qual fazia parte o seu irmão de sangue, o bem-aventurado Manes. Em 1215, a partir dessa irmandade, Domingos decidiu fundar uma Ordem, oferecendo uma nova proposta de evangelização cristã e vida apostólica. Ela foi apresentada ao papa Inocêncio III, que, no mesmo ano, durante o IV Concílio de Latrão, concedeu a primeira aprovação. No ano seguinte, seu sucessor, o papa Honório III, emitiu a aprovação definitiva, dando-lhe o nome de Ordem dos Frades Predicadores, ou Dominicanos. Eles passaram a ser conhecidos como homens sábios, pobres e austeros, tendo como características essenciais a ciência, a piedade e a pregação. Em 1217, para atrair a juventude acadêmica para dentro do clero, o fundador determinou que as Casas da Ordem fossem criadas nas principais cidades universitárias da Europa, que na época eram Bolonha e Paris. Ele se fixou na de Bolonha, na Itália, onde se dedicou ao esplêndido desenvolvimento da sua obra, presidindo, entre 1220 e 1221, os dois primeiros capítulos gerais, destinados à redação final da ‘carta magna’ da Ordem. No dia 8 de agosto de 1221, com apenas 51 anos de idade, ele morreu. Foi canonizado pelo papa Gregório IX, que lhe dedicava especial estima e amizade, em 1234. São Domingos de Gusmão foi sepultado na catedral de Bolonha e é venerado, no dia de sua morte, como Padroeiro Perpétuo e Defensor dessa cidade. Como o Santo Rosário chegou às mãos de São Domingos? Estava ele na capela do convento das monjas do primeiro mosteiro da Ordem Dominicana rezando pela redenção das almas. Foi aí que Nossa Senhora apareceu-lhe… Conheça mais sobre São Domingos de Gusmão Domingos nasceu em 24 de junho de 1170, na pequena vila de Caleruega, na Velha Castela, atual Espanha. Pertencia a uma ilustre e nobre família, muito católica e rica: seus pais eram Félix de Gusmão e Joana d\’Aza e seus irmãos, Antonio e Manes. O primeiro tornou-se sacerdote e morreu com odor de santidade. O segundo, junto com a mãe, foi beatificado pela Igreja. Nesse berço exemplar, o pequeno Domingos trilhou o mesmo caminho de servir a Deus. Até mesmo o seu nome foi escolhido para homenagear são Domingos de Silos, porque sua mãe, antes de Domingos nascer, fez uma novena no santuário do santo abade. E, como conta a tradição, no sétimo dia ele lhe teria aparecido para anunciar que seu futuro filho seria um santo para a Igreja Católica. Domingos dedicou-se aos estudos, tornando-se uma pessoa muito culta. Mas nunca deixou a caridade de lado. Em Calência, cidade onde se diplomou, surpreendeu a todos ao vender os objetos de seu quarto, inclusive os pergaminhos caros usados nos estudos, para ter um pequeno “fundo” e com ele alimentar os pobres e doentes. Aos vinte e quatro anos, sentindo o chamado, recebeu a ordenação sacerdotal. Foi enviado para a diocese de Osma, onde se distinguiu pela competência e inteligência. Logo foi convidado para auxiliar o rei Afonso VII nos trabalhos diplomáticos do seu governo e também para representar a Santa Sé, em algumas de suas difíceis missões. Durante a Idade Média, período em que viveu, havia a heresia dos albigenses, ou cátaros, surgida no sul da França. O papa Inocêncio III enviou-o para lá, junto com Diego de Aceber, seu companheiro, a fim de combater os católicos reencarnacionistas. Mas, devido à morte repentina desse caro amigo, Domingos teve de enfrentar a missão francesa sozinho. E o fez com muita eficiência, usando apenas o seu exemplo de vida e a pregação da verdadeira Palavra de Deus. Em 1207, em Santa Maria de Prouille, Domingos fundou o primeiro mosteiro da Ordem Segunda, das monjas, destinado às jovens que, devido à carestia, estavam condenadas à vida do pecado. A santidade de Domingos ganhava cada vez mais fama, atraindo as pessoas que desejavam seguir o seu modelo de apostolado. Foi assim que surgiu o pequeno grupo chamado “Irmãos Pregadores”, do qual fazia parte o seu irmão de sangue, o bem-aventurado Manes. Em 1215, a partir dessa irmandade, Domingos decidiu fundar uma Ordem, oferecendo uma nova proposta de evangelização cristã e vida apostólica. Ela foi apresentada ao papa Inocêncio III, que, no mesmo ano, durante o IV Concílio de Latrão, concedeu a primeira aprovação. No ano seguinte, seu sucessor, o papa Honório III, emitiu a aprovação definitiva, dando-lhe o nome de Ordem dos Frades Predicadores, ou Dominicanos. Eles passaram a ser conhecidos como homens sábios, pobres e austeros, tendo como características essenciais a ciência, a piedade e a pregação. Em 1217, para atrair a juventude acadêmica para dentro do clero, o fundador determinou que as Casas da Ordem fossem criadas nas principais cidades universitárias da Europa, que na época eram Bolonha e Paris. Ele se fixou na de Bolonha, na Itália, onde se dedicou ao esplêndido desenvolvimento da sua obra, presidindo, entre 1220 e 1221 os dois primeiros capítulos gerais, destinados à redação final da “carta magna” da Ordem. No dia 8 de agosto de 1221, com apenas cinqüenta e um anos de idade, ele morreu. Foi canonizado pelo papa Gregório IX, que lhe dedicava especial estima e amizade, em 1234. São Domingos de Gusmão foi sepultado na catedral de Bolonha e é venerado, no dia de sua morte, como Padroeiro Perpétuo e Defensor dessa cidade. O Santo homem que recebeu das mãos da Virgem o Rosário. O Rosário – uma grande fonte da Salvação Eterna Como o Santo Rosário chegou às mãos de São Domingos? São Domingos estava na capela do convento das monjas do primeiro mosteiro da Ordem Dominicana rezando pela redenção das almas. Foi aí então que Nossa Senhora apareceu-lhe e entregou-lhe o Rosário … Foi a partir de aí então que Domingos com seu zelo inflamado começou a pregar sobre o Rosário e converter milhares de hereges à fé católica. Os demônios revelam quem é o Santo mais temido por eles Eis que São Domingos estava a pregar o Rosário perto de Carcassona, trouxeram à sua presença um herege que, possesso pelo demônio, pregava contra o Santo Rosário. Havia mais de 12 mil pessoas presentes na pregação. Os demônios que possuíam esse infeliz foram obrigados a responder às perguntas de São Domingos, com muito constrangimento. 1 – Havia quinze mil deles no corpo desse pobre homem, porque ele atacou os quinze mistérios do Rosário – eis que o quarto mistério (Luminoso) foi adicionado ao rosário recentemente; 2 – Continuaram a testemunhar que, quando São Domingos pregava o Rosário ele impunha medo e horror nas profundezas do inferno e que ele era o homem que os demônios mais odiavam em todo o mundo, isto por causa das almas que ele arrancou deles através da devoção do Santo Rosário; revelaram ainda várias outras coisas. São Domingos colocou o seu Rosário em volta do pescoço do possuído e pediu que os demônios lhe dissessem quem, de todos os santos nos céus eles mais temiam, e quem deveria ser, portanto mais amado e reverenciado pelos homens. Nesse momento eles soltaram um gemido inexprimível no qual a maioria das pessoas caiu por terra desmaiando de medo… – devemos lembrar que o diabo é o pai da mentira e neste momente ele se faz de vítima de São Domingos – e eles disseram: – Domingos, nós te imploramos, pela paixão de Jesus Cristo e pelos méritos de sua Mãe e de todos os santos, deixe-nos sair desse corpo sem que falemos mais, pois os anjos responderão sua pergunta a qualquer momento… São Domingos ajoelhou-se e rezou a Nossa Senhora para que ela forçasse os inimigos a proclamarem a verdade completa e nada mais que a verdade. Mal tinha terminado de rezar viu a Santíssima Virgem perto de si, rodeada por uma multidão de anjos – apenas Domingos era capaz de vê-la. Ela bateu no homem possesso com um cajado de ouro que segurava e disse: – Responda ao meu servo Domingos imediatamente. Então os demônios começaram a gritar: – Oh, vós, que sois nossa inimiga, nossa ruína e nossa destruição, porque desceste dos céus só para nos torturar tão cruelmente? Oh, Advogada dos pecadores, vós que os tirais das presas do inferno, vós que sois o caminho certeiro para os céus, devemos nós, para o nosso próprio pesar, dizer toda a verdade e confessar diante de todos quem é que é a causa de nossa vergonha e nossa ruína? Oh, pobres de nós, príncipes da escuridão: então, ouçam bem, vocês cristãos: a Mãe de Jesus Cristo é todo-poderosa e ela pode salvar seus servos de caírem no Inferno. Ela é o Sol que destrói a escuridão de nossa astúcia e sutileza. É ela que descobre nossos planos ocultos, quebra nossas armadilhas e faz com que nossas tentações fiquem inúteis e sem efeito. Nós temos que dizer, porém de maneira relutante, que nem sequer uma alma que realmente perseverou no seu serviço foi condenada conosco; um simples suspiro que ela oferece à Santíssima Trindade é mais precioso que todas as orações, desejos e aspirações de todos os santos. E continuaram ainda: – Nós a tememos mais que todos os santos dos céus juntos e não temos nenhum sucesso com seus fiéis servos. Muitos cristãos que a invocam quando estão na hora da morte e que seriam condenados, de acordo com os nossos padrões ordinários, são salvos por sua intercessão. Oh, se pelo menos essa Maria (assim era na sua fúria como eles a chamaram) não tivesse se oposto aos nossos desígnios e esforços, teríamos conquistado a igreja e a teríamos destruído muito tempo atrás; e teríamos feito que todas as Ordens da Igreja caíssem no erro e na desordem. Agora, que somos forçados a falar, também lhe diremos isto: ninguém que persevera ao rezar o Rosário será condenado, porque ela obtém para seus servos a graça da verdadeira contrição por seus pecados e por meio dele, eles obtêm o perdão e a misericórdia de Deus. O Santo insistiu para que todos rezassem o Rosário em voz alta. A cada Ave Maria a Santíssima Virgem fazia sair 100 demônios do corpo desse herege, em forma de carvões acesos. Depois que foi curado, abjurou todos os seus erros e converteu-se, juntamente com outros amigos seus, tocados com a força do Rosário. A recompensa para aqueles que atraem outros a devoção do Santo Rosário é enorme O Rei Afonso, de Leão e Galícia, desejando que todos os criados louvassem a Santíssima Virgem Maria com esta devoção, usava ostensivamente o Rosário, porém ele mesmo não rezava. No entanto, todos os súditos rezavam. Ao cair em grave enfermidade, e quando todos o acreditavam morto, foi transportado em espírito ao tribunal de Cristo. Viu ali todos os demônios, que o acusavam de seus crimes e pecados. Quando já pensava estar condenado, apareceu-lhe a Virgem Maria em seu favor. Trouxeram então uma balança, onde de um lado foi colocado todo o peso de seus pecados. No entanto Nossa Senhora colocou no outro lado o enorme rosário que ele carregava na cintura de modo a incentivar a oração pelos fiéis, e este pesava bem mais do que os pecados. Nossa Senhora disse-lhe então: – Obtive isto de meu bom Filho. Como recompensa pelo pequeno serviço que fizeste, carregando na cintura o Rosário, a tua vida será por alguns anos prolongada. Emprega-os bem e faze penitências. O rei, voltando a si, disse: – Oh! Bendito o Rosário, que me livrou das penas eternas. Passou o resto da vida com grande devoção ao Rosário, rezando-o todos os dias. O poder do Rosário é visto claramente D. Pero, primo de São Domingos, levava uma vida muito devassa. Sabendo que muitos ouviam os sermões de seu santo primo, resolveu ouvi-lo também. Ao vê-lo, durante o sermão, S. Domingos empenhou-se para fazer ver ao primo o estado lamentável em que este se encontrava. Mergulhado no pecado, não se converteu. No dia seguinte, São Domingos vendo-o entrar novamente, para tocar seu coração endurecido resolveu fazer algo de extraordinário. E gritou em alta voz: – Senhor Jesus, fazei ver a todos desta igreja o estado em que se encontra este homem que acaba de entrar. Os fiéis, voltando-se para D. Pero, viram-no rodeado de uma multidão de demônios em formas de animais horríveis, que o prendiam a correntes de ferro. Horrorizados, tentaram fugir, mas, impedidos por S. Domingos, permaneceram na igreja. Ele então prosseguiu: – Conhece, desgraçado, o deplorável estado em que te encontras. Ajoelha-te aos pés da Santíssima Virgem, toma este Rosário e reza-o com arrependimento e devoção, e muda a tua vida. Ele se pôs de joelhos, rezou o Rosário e sentiu o desejo de confessar-se. O Santo o atendeu em confissão e instou-o a rezar o Rosário todos os dias. Na saída, da face assustadora com que antes entrara, nem resquícios havia. Pelo contrário, brilhava como a de um anjo. Qual a arma mais potente contra o diabo e para a remissão dos pecados? O Rosário! Em Roma havia uma fervorosa senhora cuja piedade edificava até os mais austeros monges. Certa vez foi confessar-se com S. Domingos, que lhe impôs como penitência rezar um Rosário, e depois aconselhou-a rezá-lo todos os dias de sua vida. Ela resmungou que rezava muitas outras orações, que não gostava do Rosário, e que já fazia muitas penitências; rezou então apenas uma vez. Um dia, estando em oração, ela foi arrebatada em êxtase, e sua alma foi obrigada a comparecer diante do supremo Juiz. São Miguel apresentou uma balança, onde de um lado colocou todas as suas penitências e outras orações, e de outro lado seus pecados e imperfeições. O prato das boas obras não conseguiu contrabalançar o outro. Alarmada, recorreu a Nossa Senhora, pedindo misericórdia. A Santíssima Virgem colocou sobre a balança das boas obras um único Rosário, o qual ela havia rezado por penitência. Foi tão grande o peso, que venceu o dos pecados. Foi repreendida por não haver seguido o conselho do servidor Domingos, de rezar o Santo Rosário todos os dias. Quando voltou a si, foi ajoelhar-se diante de S. Domingos, contou o ocorrido, pediu-lhe perdão pela sua incredulidade e prometeu rezar o Rosário todos os dias. Chegou por este meio à perfeição cristã, à glória eterna. O Rosário também se faz útil para realização de prodígios São Domingos, ao visitar Santa Branca de Castela, Rainha de França casada havia doze anos, mas ainda sem filhos, aconselhou-a a rezar o Rosário. Ela assim o fez, e nasceu Felipe, seu primogênito, que cedo morreu. Além de redobrar as orações, ela distribuiu rosários por todo o Reino. Deus a cumulou de graças, e no ano de 1215 veio ao mundo São Luís, glória da Cristandade e modelo dos reis católicos. #SantodoDia

  • Novena à Assunção de Nossa Senhora

    No Brasil a Solenidade da Assunção é transferida para o Domingo seguinte, que neste ano de 2023 cairá em 20 de agosto. Portanto aqueles que preferirem podem iniciar a novena a partir do dia 11 de agosto. O mistério da Assunção da Santíssima Virgem Maria ao Reino dos Céus deve ser para nós católicos fonte de alegria e esperança, pois se, aqui na Terra, ela já realizou maravilhas da graça por obra do Espírito Santo, muito mais ela realizará agora que goza da visão beatífica. Sejam todos muito bem-vindos para rezar conosco a novena em preparação à esta grande solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Oração Inicial Consciente da grande necessidade que paira sobre mim, sem esperança de conseguir por meios humanos o que desejo, uno-me aos anjos e santos para suplicar vosso auxílio. Agora que viveis em corpo e alma na glória celeste, digo com São Bernardo: Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria, que jamais se ouviu dizer de alguém que tivesse recorrido à vossa proteção, implorado vosso socorro, demandado o vosso auxílio, e fosse por vós desamparado. Animado(a), eu, pois, com igual confiança, a vós me dirijo, ó virgem Mãe do Filho de Deus feito homem, para alcançar o que vos peço. Assim seja. Oração do Dia 1º dia Ι 2º dia Ι 3º dia Ι 4º dia Ι 5º dia Ι 6º dia Ι 7º dia Ι 8º dia Ι 9º dia 1º dia: Ó Virgem Imaculada, Mãe de Jesus e nossa Mãe, nós acreditamos em vossa Assunção triunfante ao céu, onde os anjos e santos vos aclamam como Rainha do Céu e da terra. Nós nos unimos a eles para louvar ao Senhor que vos elevou acima de todas as criaturas.Com eles, oferecemos-vos nossa devoção e amor. Estamos confiantes de que vós vigiais nossos esforços diários e rogamos para que vós possais interceder por nós em nossas necessidades (mencionar o pedido). Confortamo-nos na fé na Ressurreição vindoura e olhamos para vós, nossa vida, nossa doçura e nossa esperança. Depois desta vida terrena, mostrai-nos Jesus, o bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria. Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém. Ave Maria… — Oração Final 2º dia: Ó Maria, Assunta ao Céu, nós vos veneramos como a Rainha do Céu e da terra. Vosso próprio Filho vos elevou a um trono de glória no Céu, ao lado d’Ele próprio. Por terdes experimentado a amargura da dor e da tristeza com Ele na terra, vós agora desfrutais da bem-aventurança eterna com Ele no Céu. Qual nossa Rainha amorosa, intercedei por nós em nossas necessidades (mencionar o pedido). Somos gratos a Jesus por ter colocado a mais belas das coroas em vossa cabeça, enquanto todos os Anjos e Santos vos aclamam como sua Rainha. Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém. Ave Maria… — Oração Final 3º dia: Ó Mãe, Assunta ao céu, porque estivestes em todos os mistérios da nossa Redenção aqui na terra, Jesus vos coroou não apenas com glória, mas com o poder. Pela vossa mais gloriosa e poderosa intercessão, ajudai-nos, ó Mãe amorosa e apresentai a Jesus o nosso pedido (mencionar o pedido). Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém. Ave Maria… — Oração Final 4º dia Ó Querida Mãe Maria, Deus vos colocou à Sua mão direita para que possais dispor dos tesouros da graça por um título singular, o de Mãe de Deus. No meio de todos os Santos, vós sois Rainha deles e nossa – mais cara para o Coração de Deus do que qualquer criatura no Reino d’Ele. Vós rezais por vossos filhos e distribui para nós toda a graça conquistada pelo nosso Amado Salvador na Cruz. Com o vosso mais sagrado título, intercedei por nós em nossas necessidades e solicitai a Jesus que nos conceda este favor, se for para o bem de nossas almas (mencionar o pedido). Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém. Ave Maria… — Oração Final 5º dia Ó Mãe misericordiosa e amorosa, possa a vossa beleza gloriosa encher nossos corações com um desgosto para as coisas terrenas e um desejo ardente pelas alegrias do céu. Que vosso olhar misericordioso olhe com compaixão para nossas lutas e nossa fraqueza neste vale de lágrimas. Ouvi, então, Mãe amorosa, a nossa súplica e rogai a Jesus por nós (mencionar o pedido). Cobri-nos com o puro manto da inocência e da graça aqui na terra, e com o da imortalidade e da glória no Céu. Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém. Ave Maria… — Oração Final 6º dia: Ó Maria, nossa querida Mãe e poderosa Rainha, tomai e recebei nossos pobres corações com toda sua liberdade e os seus desejos, todo amor, todas as virtudes e as graças com que podem ser adornados. Tudo o que somos e tudo o que podemos ser, tudo o que temos e tudo o que possuímos por natureza assim como por graça, nós recebemos de Deus através de vossa amorosa intercessão. Ajudai-nos, querida Mãe, a devolver a Deus tudo o que temos, incluindo nossos pedidos (mencionar o pedido). Ó Nossa Senhora e Rainha, em vossas mãos soberanas confiamos tudo que possa ser devolvido à sua nobre origem. Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém. Ave Maria… — Oração Final 7º dia Ó Maria, Rainha de todo coração, recebei tudo o que somos e que nos une a vós pelos laços do amor, para que possamos ser vossos para sempre e sejamos capazes de dizer com toda a verdade: “Eu pertenço a Jesus, por Maria”. Ó Nossa Mãe, Assunta ao Céu e Rainha do Universo, Sempre-Virgem Mãe de Deus, obtende-nos o que vós pedimos, se for para a glória de Deus e bem de nossas almas (mencionar o pedido). Ó Nossa Mãe, Assunta ao Céu, nós vos amamos, mas dê-nos um maior amor por Jesus e por vós. Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém. Ave Maria… — Oração Final 8º dia Ó Maria, Rainha Assunta ao céu, nós nos regozijamos com o vosso título de Rainha do Céu e da Terra. Vós destes vosso santo “Fiat” a Deus e vos tornaste a Mãe de nosso Salvador. Obtende-nos a paz e a salvação através de vossas orações, por terdes dado à luz a Cristo nosso Senhor, o Salvador da humanidade. Intercedei por nós e levai nossas petições diante do Trono de Deus (mencionar o pedido). Através de vossas orações, possam nossas almas ser preenchidas com um intenso desejo de ser como vós, um humilde vaso do Espírito Santo e uma serva de Deus Todo Poderoso. Rogai por nós, ó Rainha Assunta ao Céu, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém. Ave Maria… — Oração Final 9º dia Ó Mãe Santíssima Assunta ao Céu, depois de anos de martírio heroico na terra, nos alegramos que Vós fostes finalmente levada ao trono preparado para vós no Céu pela Santíssima Trindade. Elevai os nossos corações convosco na glória de vossa Assunção, acima do toque terrível do pecado e da impureza. Ensinai-nos como a terra se torna pequena quando vista do céu. Faça-nos perceber que a morte é a porta triunfal pela qual iremos passar até o vosso Filho, e que algum dia os nossos corpos irão se juntar às nossas almas na infinita felicidade do Céu. Desta terra, sobre a qual pisamos como peregrinos, nós olhamos para vós em busca de auxílio. Em honra da vossa Assunção ao Céu nós pedimos a graça de (mencionar o pedido). Quando a hora da nossa morte vier, levai-nos com segurança à presença de Jesus para contemplar a visão de Deus por toda a eternidade, junto convosco. Rogai por nós, ó Rainha Assunta ao Céu, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém. Ave Maria… — Oração Final Oração Final Ó Virgem Imaculada, Mãe de Deus e Mãe dos homens: Cremos, com todo o fervor de nossa fé, em vossa Assunção triunfal em corpo e alma ao céu, onde sois aclamada Rainha por todos os coros dos Anjos e todas as legiões de Santos, e a eles nos unimos para louvar e bendizer o Senhor, que vos exaltou sobre todas as demais criaturas, e para vos oferecer as expansões da nossa devoção e do nosso amor. Sabemos que o vosso olhar, que maternalmente acariciava a humilde e sofredora humanidade de Jesus na terra, se sacia no céu na contemplação da gloriosa humanidade da Sabedoria incriada, e que o gozo da vossa alma, ao contemplar face a face a Trindade adorável, vos faz palpitar o coração de beatífica ternura. E nós, pobres pecadores, a quem o corpo dificulta o voo da alma, vos suplicamos que purifiqueis os nossos sentidos, a fim de que aprendamos, já nesta terra, a deleitar-nos em Deus, somente em Deus, no encanto das criaturas. Temos a certeza de que os vossos olhos misericordiosos se volverão sobre as nossas misérias e angústias, sobre as nossas lutas e fraquezas; que os vossos lábios sorrirão às nossas alegrias e às nossas vitórias; que ouvireis Jesus dizer-vos de cada um de nós, como já o disse de seu discípulo amado: Eis ai teu filho. E nós que vos chamamos nossa Mãe, vos tomamos, como João, por nosso guia, força e consolo em nossa vida mortal. Temos a vivificante certeza de que os vossos olhos, que derramaram lágrimas sobre a terra irrigada pelo sangue de Jesus, se volverão ainda sobre este mundo, presa das guerras, perseguições e opressão dos justos e fracos. E nós, em meio às trevas deste vale de lágrimas, esperamos da vossa luz celestial e da vossa doce piedade consolo para as aflições dos nossos corações, para as provações da Igreja e da nossa Pátria. Cremos, finalmente, que na glória, onde reinais, revestida do sol e coroada de estreias, sois, depois de Jesus, a alegria e o júbilo de todos os Anjos e de todos os Santos. E nós, desta terra onde somos peregrinos, confortados pela fé numa futura ressurreição, volvemos nossos olhos para vós, nossa vida, nossa doçura e nossa esperança. Atrai-nos com a suavidade da vossa voz, para mostrar-nos um dia, depois do nosso exílio, Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria. ℣. Rogai por nós Rainha assunta ao céu. ℟. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Oremos: Onipotente e eterno Deus que elevastes à gloria do céu em corpo e alma, a Imaculada Virgem Maria; concedei-nos, vo-lo pedimos, que voltados sempre para as coisas do alto, mereçamos ser participantes de sua mesma gloria. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém. Aqueles que desejarem podem rezar/cantar também o Ofício da Imaculada Conceção disponível aqui.

  • Novena à Assunção de Nossa Senhora

    No Brasil a Solenidade da Assunção é transferida para o Domingo seguinte, que neste ano de 2023 cairá em 20 de agosto. Portanto aqueles que preferirem podem iniciar a novena a partir do dia 11 de agosto. O mistério da Assunção da Santíssima Virgem Maria ao Reino dos Céus deve ser para nós católicos fonte de alegria e esperança, pois se, aqui na Terra, ela já realizou maravilhas da graça por obra do Espírito Santo, muito mais ela realizará agora que goza da visão beatífica. Sejam todos muito bem-vindos para rezar conosco a novena em preparação à esta grande solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Oração Inicial Consciente da grande necessidade que paira sobre mim, sem esperança de conseguir por meios humanos o que desejo, uno-me aos anjos e santos para suplicar vosso auxílio. Agora que viveis em corpo e alma na glória celeste, digo com São Bernardo: Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria, que jamais se ouviu dizer de alguém que tivesse recorrido à vossa proteção, implorado vosso socorro, demandado o vosso auxílio, e fosse por vós desamparado. Animado(a), eu, pois, com igual confiança, a vós me dirijo, ó virgem Mãe do Filho de Deus feito homem, para alcançar o que vos peço. Assim seja. Oração do Dia 1º dia Ι 2º dia Ι 3º dia Ι 4º dia Ι 5º dia Ι 6º dia Ι 7º dia Ι 8º dia Ι 9º dia 1º dia: Ó Virgem Imaculada, Mãe de Jesus e nossa Mãe, nós acreditamos em vossa Assunção triunfante ao céu, onde os anjos e santos vos aclamam como Rainha do Céu e da terra. Nós nos unimos a eles para louvar ao Senhor que vos elevou acima de todas as criaturas.Com eles, oferecemos-vos nossa devoção e amor. Estamos confiantes de que vós vigiais nossos esforços diários e rogamos para que vós possais interceder por nós em nossas necessidades (mencionar o pedido). Confortamo-nos na fé na Ressurreição vindoura e olhamos para vós, nossa vida, nossa doçura e nossa esperança. Depois desta vida terrena, mostrai-nos Jesus, o bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria. Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém. Ave Maria… — Oração Final 2º dia: Ó Maria, Assunta ao Céu, nós vos veneramos como a Rainha do Céu e da terra. Vosso próprio Filho vos elevou a um trono de glória no Céu, ao lado d’Ele próprio. Por terdes experimentado a amargura da dor e da tristeza com Ele na terra, vós agora desfrutais da bem-aventurança eterna com Ele no Céu. Qual nossa Rainha amorosa, intercedei por nós em nossas necessidades (mencionar o pedido). Somos gratos a Jesus por ter colocado a mais belas das coroas em vossa cabeça, enquanto todos os Anjos e Santos vos aclamam como sua Rainha. Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém. Ave Maria… — Oração Final 3º dia: Ó Mãe, Assunta ao céu, porque estivestes em todos os mistérios da nossa Redenção aqui na terra, Jesus vos coroou não apenas com glória, mas com o poder. Pela vossa mais gloriosa e poderosa intercessão, ajudai-nos, ó Mãe amorosa e apresentai a Jesus o nosso pedido (mencionar o pedido). Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém. Ave Maria… — Oração Final 4º dia Ó Querida Mãe Maria, Deus vos colocou à Sua mão direita para que possais dispor dos tesouros da graça por um título singular, o de Mãe de Deus. No meio de todos os Santos, vós sois Rainha deles e nossa – mais cara para o Coração de Deus do que qualquer criatura no Reino d’Ele. Vós rezais por vossos filhos e distribui para nós toda a graça conquistada pelo nosso Amado Salvador na Cruz. Com o vosso mais sagrado título, intercedei por nós em nossas necessidades e solicitai a Jesus que nos conceda este favor, se for para o bem de nossas almas (mencionar o pedido). Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém. Ave Maria… — Oração Final 5º dia Ó Mãe misericordiosa e amorosa, possa a vossa beleza gloriosa encher nossos corações com um desgosto para as coisas terrenas e um desejo ardente pelas alegrias do céu. Que vosso olhar misericordioso olhe com compaixão para nossas lutas e nossa fraqueza neste vale de lágrimas. Ouvi, então, Mãe amorosa, a nossa súplica e rogai a Jesus por nós (mencionar o pedido). Cobri-nos com o puro manto da inocência e da graça aqui na terra, e com o da imortalidade e da glória no Céu. Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém. Ave Maria… — Oração Final 6º dia: Ó Maria, nossa querida Mãe e poderosa Rainha, tomai e recebei nossos pobres corações com toda sua liberdade e os seus desejos, todo amor, todas as virtudes e as graças com que podem ser adornados. Tudo o que somos e tudo o que podemos ser, tudo o que temos e tudo o que possuímos por natureza assim como por graça, nós recebemos de Deus através de vossa amorosa intercessão. Ajudai-nos, querida Mãe, a devolver a Deus tudo o que temos, incluindo nossos pedidos (mencionar o pedido). Ó Nossa Senhora e Rainha, em vossas mãos soberanas confiamos tudo que possa ser devolvido à sua nobre origem. Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém. Ave Maria… — Oração Final 7º dia Ó Maria, Rainha de todo coração, recebei tudo o que somos e que nos une a vós pelos laços do amor, para que possamos ser vossos para sempre e sejamos capazes de dizer com toda a verdade: “Eu pertenço a Jesus, por Maria”. Ó Nossa Mãe, Assunta ao Céu e Rainha do Universo, Sempre-Virgem Mãe de Deus, obtende-nos o que vós pedimos, se for para a glória de Deus e bem de nossas almas (mencionar o pedido). Ó Nossa Mãe, Assunta ao Céu, nós vos amamos, mas dê-nos um maior amor por Jesus e por vós. Ó Rainha Assunta ao Céu, rogai por nós. Amém. Ave Maria… — Oração Final 8º dia Ó Maria, Rainha Assunta ao céu, nós nos regozijamos com o vosso título de Rainha do Céu e da Terra. Vós destes vosso santo “Fiat” a Deus e vos tornaste a Mãe de nosso Salvador. Obtende-nos a paz e a salvação através de vossas orações, por terdes dado à luz a Cristo nosso Senhor, o Salvador da humanidade. Intercedei por nós e levai nossas petições diante do Trono de Deus (mencionar o pedido). Através de vossas orações, possam nossas almas ser preenchidas com um intenso desejo de ser como vós, um humilde vaso do Espírito Santo e uma serva de Deus Todo Poderoso. Rogai por nós, ó Rainha Assunta ao Céu, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém. Ave Maria… — Oração Final 9º dia Ó Mãe Santíssima Assunta ao Céu, depois de anos de martírio heroico na terra, nos alegramos que Vós fostes finalmente levada ao trono preparado para vós no Céu pela Santíssima Trindade. Elevai os nossos corações convosco na glória de vossa Assunção, acima do toque terrível do pecado e da impureza. Ensinai-nos como a terra se torna pequena quando vista do céu. Faça-nos perceber que a morte é a porta triunfal pela qual iremos passar até o vosso Filho, e que algum dia os nossos corpos irão se juntar às nossas almas na infinita felicidade do Céu. Desta terra, sobre a qual pisamos como peregrinos, nós olhamos para vós em busca de auxílio. Em honra da vossa Assunção ao Céu nós pedimos a graça de (mencionar o pedido). Quando a hora da nossa morte vier, levai-nos com segurança à presença de Jesus para contemplar a visão de Deus por toda a eternidade, junto convosco. Rogai por nós, ó Rainha Assunta ao Céu, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém. Ave Maria… — Oração Final Oração Final Ó Virgem Imaculada, Mãe de Deus e Mãe dos homens: Cremos, com todo o fervor de nossa fé, em vossa Assunção triunfal em corpo e alma ao céu, onde sois aclamada Rainha por todos os coros dos Anjos e todas as legiões de Santos, e a eles nos unimos para louvar e bendizer o Senhor, que vos exaltou sobre todas as demais criaturas, e para vos oferecer as expansões da nossa devoção e do nosso amor. Sabemos que o vosso olhar, que maternalmente acariciava a humilde e sofredora humanidade de Jesus na terra, se sacia no céu na contemplação da gloriosa humanidade da Sabedoria incriada, e que o gozo da vossa alma, ao contemplar face a face a Trindade adorável, vos faz palpitar o coração de beatífica ternura. E nós, pobres pecadores, a quem o corpo dificulta o voo da alma, vos suplicamos que purifiqueis os nossos sentidos, a fim de que aprendamos, já nesta terra, a deleitar-nos em Deus, somente em Deus, no encanto das criaturas. Temos a certeza de que os vossos olhos misericordiosos se volverão sobre as nossas misérias e angústias, sobre as nossas lutas e fraquezas; que os vossos lábios sorrirão às nossas alegrias e às nossas vitórias; que ouvireis Jesus dizer-vos de cada um de nós, como já o disse de seu discípulo amado: Eis ai teu filho. E nós que vos chamamos nossa Mãe, vos tomamos, como João, por nosso guia, força e consolo em nossa vida mortal. Temos a vivificante certeza de que os vossos olhos, que derramaram lágrimas sobre a terra irrigada pelo sangue de Jesus, se volverão ainda sobre este mundo, presa das guerras, perseguições e opressão dos justos e fracos. E nós, em meio às trevas deste vale de lágrimas, esperamos da vossa luz celestial e da vossa doce piedade consolo para as aflições dos nossos corações, para as provações da Igreja e da nossa Pátria. Cremos, finalmente, que na glória, onde reinais, revestida do sol e coroada de estreias, sois, depois de Jesus, a alegria e o júbilo de todos os Anjos e de todos os Santos. E nós, desta terra onde somos peregrinos, confortados pela fé numa futura ressurreição, volvemos nossos olhos para vós, nossa vida, nossa doçura e nossa esperança. Atrai-nos com a suavidade da vossa voz, para mostrar-nos um dia, depois do nosso exílio, Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria. ℣. Rogai por nós Rainha assunta ao céu. ℟. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Oremos: Onipotente e eterno Deus que elevastes à gloria do céu em corpo e alma, a Imaculada Virgem Maria; concedei-nos, vo-lo pedimos, que voltados sempre para as coisas do alto, mereçamos ser participantes de sua mesma gloria. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém. Aqueles que desejarem podem rezar/cantar também o Ofício da Imaculada Conceção disponível aqui.

  • Ofício da Imaculada Conceição

    É uma prece é tão poderosa, que, conforme uma antiga tradição, Nossa Senhora chega a se ajoelhar no céu quando alguém reza este ofício aqui na terra. Conheça um pouco da história do ofício da Imaculada conceição e vários motivos para rezá-lo. Clique aqui para rezar o Ofício da Imaculada Conceição conosco . O Ofício da Imaculada Conceição foi escrito originalmente em latim no século XV, pelo monge franciscano Bernardino de Bustis na Itália. Aprovado pelo Papa Inocêncio XI em 1678, sendo enriquecido pelo Papa Pio IX em 1876, anos depois dele ter definido como Dogma de fé a doutrina da Imaculada Conceição na Bula “Ineffabilis Deus”, em 8 de dezembro de 1854. Foi então trazido para o Brasil pelos portugueses se tornando quase um patrimônio de fé do povo brasileiro. Uma antiga tradição diz que Nossa Senhora se ajoelha no Céu quando alguém na terra reza o Ofício. Mesmo sendo uma oração considerada longa, muitas pessoas rezam diariamente e outras escolhem o dia de sábado para louvar Nossa Senhora. O certo é, que os textos e cada uma das louvações feitas a Mãe de Deus, são baseados nas referências da Sagrada Escritura. Cada uma das expressões encontradas como: “velo de Gedeão”, “estrela de Jacó”, “trono de Salomão”, “torre de Davi ” e tantas outras, fazem uma alegoria, uma comparação com Nossa Senhora. Reconhecendo a eficácia desta oração, apresentamos 8 motivos para que você também experimente desta graça, orando com Oficio da Imaculada Conceição: 1 – É um auxílio eficaz de nossa Mãe A Virgem Maria é a Rainha clemente que, conhecedora única da misericórdia de Deus, acolhe todos os que junto dela se refugiam. 2 – Somos chamados a santidade Muitos santos rezaram esta oração. Foram aquecidos na tibieza e desânimo, tornando-os fervorosos e ativos. 3- Vencemos os medos Foi ela “a mulher forte”, que conheceu a pobreza e o sofrimento, a fuga e o exílio, se tornando modelo para os que não aceitam passivamente as circunstâncias adversas da vida. 4 – Rezando o ofício da Imaculada Conceição somos defendidos no combate Nossa Senhora se coloca em combate por nós contra as tentações do inimigo, enfermidades e adversidades. Vencedora do demônio, Maria Santíssima é suportadora das angústias e sofrimentos de sua missão de Mãe do Redentor. 5 – O desejo pela obediência Maria é templo singular da glória de Deus pela obediência da fé e mistério da Encarnação. 6 – Nos tornamos intercessores Maria possui a plenitude da graça; daí sua valiosa intercessão junto a Deus para alcançar as graças que necessitamos. 7 – Maria nos aponta o Cristo Nós que muitas vezes erramos o caminho, cegos pelas ilusões do mundo, Nossa Senhora nos aponta aquele que é o “Caminho, a Verdade e a Vida” 8 – A firmeza na devoção Os que invocam o nome de Maria com confiança experimentam em sua vida que “a devoção à Virgem Santíssima é um auxílio poderoso para o homem em marcha para a conquista da sua própria plenitude” (Paulo VI) Como rezar? Os que invocam o nome de Maria com confiança experimentam em sua vida que “a devoção à Virgem Santíssima é um auxílio poderoso para o homem em marcha para a conquista da sua própria plenitude” (Paulo VI) Existem muitas formas de rezar a Nossa Senhora. Uma delas é o Ofício à Imaculada Conceição, que foi escrito originalmente em latim pelo franciscano Bernardino de Bustis no século XV. A oração teve a aprovação do Papa Inocêncio XI em 1678. Há várias maneiras de rezar esse poderoso ofício: a cada três horas, de uma vez só ou, inclusive, cantando. Ofício da Imaculada Conceição Aqueles que desejarem podem entoar junto com a Irmã Kelly Patrícia, clique aqui: Deus vos salve Virgem, Filha de Deus Pai! Deus vos salve Virgem, Mãe de Deus Filho! Deus vos salve Virgem, Esposa do Divino Espírito Santo! Deus vos salve Virgem, Templo e Sacrário da Santíssima Trindade! Agora, lábios meus, dizei e anunciai os grandes louvores da Virgem Mãe de Deus. Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com o vosso valor. Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em três Pessoas, agora e para sempre, e sem fim. Amém. Hino Deus vos salve, Virgem, Senhora do mundo, Rainha dos céus e das virgens, Virgem. Estrela da manhã, Deus vos salve, cheia de graça divina, formosa e louçã. Dai pressa Senhora, em favor do mundo, pois vos reconhece como defensora. Deus vos nomeou já desde toda a eternidade, para a Mãe do Verbo, com o qual criou, terra, mar e céus. E vos escolheu, quando Adão pecou, por esposa de Deus. Deus vos escolheu, e já muito dantes em seu tabernáculo morada lhe deu. Ouvi, Mãe de Deus, minha oração. Toque em Vosso peito os clamores meus. Oração Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento do Vosso bendito Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém. Prima Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com o vosso valor. Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em três Pessoas, agora e para sempre, e sem fim. Amém. Hino Deus vos salve, mesa para Deus ornada, coluna sagrada, de grande firmeza; Casa dedicada a Deus sempiterno, sempre preservada Virgem do pecado. Antes que nascida, foste, Virgem, santa, no ventre ditoso de Ana concebida. Sois Mãe criadora dos mortais viventes. Sois dos Santos porta, dos Anjos Senhora. Sois forte esquadrão contra o inimigo, estrela de Jacó, refúgio do cristão. A Virgem, a criou Deus no Espírito Santo, e todas as suas obras, com elas as ornou. Ouvi, Mãe de Deus, minha oração. Toque em Vosso peito os clamores meus. Oração Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento do Vosso bendito Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém. Terça Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com o vosso valor. Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em três Pessoas, agora e para sempre, e sem fim. Amém. Hino Deus Vos salve, trono do grão Salomão, arca de concerto, velo de Gedeão; Íris do céu clara, sarça de visão, favo de Sansão, florescente vara; a qual escolheu para ser Mãe sua, e de Vós nasceu o Filho de Deus. Assim Vos livrou da culpa original, nenhum pecado há em Vós sinal. Vós, que habitais lá nessas alturas, e tendes Vosso Trono sobre as nuvens puras. Ouvi, Mãe de Deus, minha oração. Toque em Vosso peito os clamores meus. Oração Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento do Vosso bendito Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém. Sexta Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com o vosso valor. Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em três Pessoas, agora e para sempre, e sem fim. Amém. Hino Deus Vos salve, Virgem de trindade templo, alegria dos anjos, da pureza exemplo; que alegrais os tristes, com vossa clemência, horto de deleite, palma da paciência. Sois terra bendita e sacerdotal. Sois de castidade símbolo real. Cidade do Altíssimo, porta oriental; sois a mesma graça, Virgem singular. Qual lírio cheiroso, entre espinhas duras, tal sois Vós, Senhora entre as criaturas. Ouvi, Mãe de Deus, minha oração. Toque em Vosso peito os clamores meus. Oração Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento do Vosso bendito Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém. Nona Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com o vosso valor. Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em três Pessoas, agora e para sempre, e sem fim. Amém. Hino Deus vos salve, cidade de torres guarnecida, de Davi, com armas bem fortalecida. De suma caridade sempre abrasada, do dragão a força foi por Vós prostrada. Oh! mulher tão forte! A invicta Judite! Que Vós alentastes o sumo Davi. Do Egito o curador, de Raquel nasceu: Do mundo o Salvador Maria no-Lo deu. Toda é formosa minha companheira, nela não há mácula da culpa primeira. Ouvi, Mãe de Deus, minha oração, toque em Vosso peito os clamores meus. Oração Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento do Vosso bendito Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém. Vésperas Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com o vosso valor. Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em três Pessoas, agora e para sempre, e sem fim. Amém. Hino Deus vos salve, relógio, que, andando atrasado, serviu de sinal ao Verbo Encarnado. Para que o homem suba às sumas alturas, desce Deus dos céus para as criaturas. Com os raios claros do Sol da Justiça, resplandece a Virgem, dando ao sol cobiça. Sois lírio formoso que cheiro respira entre os espinhos. Da serpente a ira Vós a quebrantais com o vosso poder. Os cegos errados Vós alumiais. Fizestes nascer Sol tão fecundo, e como com nuvens cobristes o mundo. Ouvi, Mãe de Deus, minha oração. Toque em Vosso peito os clamores meus. Oração Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento do Vosso bendito Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém. Completas Rogai a Deus, Vós, Virgem, nos converta, que a sua ira aparte de nós. Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com o vosso valor. Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em três Pessoas, agora e para sempre, e sem fim. Amém. Hino Deus Vos salve, Virgem Imaculada, Rainha de clemência, de estrelas coroada. Vós sobre os Anjos sois purificada; de Deus à mão direita estais de ouro ornada. Por Vós, Mãe de graça, mereçamos ver a Deus nas alturas, com todo prazer. Pois sois esperança dos pobres errantes, e seguro porto dos navegantes. Estrela do mar e saúde certa, e porta que estais para o céu aberta. É óleo derramado, Virgem, Vosso nome, e os vossos servos vos hão sempre amado. Ouvi, Mãe de Deus, minha oração. Toque em Vosso peito os clamores meus. Oração Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; Ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento do Vosso bendito Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém. Oferecimento Humildes oferecemos a Vós, Virgem pia, estas orações, porque, em Vossa guia, vades Vós adiante. E na agonia, Vós nos animeis, ó doce Virgem Maria. Amém. #ImaculadaConceição #OfíciodaImaculadaConceição

  • Ofício da Imaculada Conceição

    É uma prece é tão poderosa, que, conforme uma antiga tradição, Nossa Senhora chega a se ajoelhar no céu quando alguém reza este ofício aqui na terra. Conheça um pouco da história do ofício da Imaculada conceição e vários motivos para rezá-lo. Clique aqui para rezar o Ofício da Imaculada Conceição conosco . O Ofício da Imaculada Conceição foi escrito originalmente em latim no século XV, pelo monge franciscano Bernardino de Bustis na Itália. Aprovado pelo Papa Inocêncio XI em 1678, sendo enriquecido pelo Papa Pio IX em 1876, anos depois dele ter definido como Dogma de fé a doutrina da Imaculada Conceição na Bula “Ineffabilis Deus”, em 8 de dezembro de 1854. Foi então trazido para o Brasil pelos portugueses se tornando quase um patrimônio de fé do povo brasileiro. Uma antiga tradição diz que Nossa Senhora se ajoelha no Céu quando alguém na terra reza o Ofício. Mesmo sendo uma oração considerada longa, muitas pessoas rezam diariamente e outras escolhem o dia de sábado para louvar Nossa Senhora. O certo é, que os textos e cada uma das louvações feitas a Mãe de Deus, são baseados nas referências da Sagrada Escritura. Cada uma das expressões encontradas como: “velo de Gedeão”, “estrela de Jacó”, “trono de Salomão”, “torre de Davi ” e tantas outras, fazem uma alegoria, uma comparação com Nossa Senhora. Reconhecendo a eficácia desta oração, apresentamos 8 motivos para que você também experimente desta graça, orando com Oficio da Imaculada Conceição: 1 – É um auxílio eficaz de nossa Mãe A Virgem Maria é a Rainha clemente que, conhecedora única da misericórdia de Deus, acolhe todos os que junto dela se refugiam. 2 – Somos chamados a santidade Muitos santos rezaram esta oração. Foram aquecidos na tibieza e desânimo, tornando-os fervorosos e ativos. 3- Vencemos os medos Foi ela “a mulher forte”, que conheceu a pobreza e o sofrimento, a fuga e o exílio, se tornando modelo para os que não aceitam passivamente as circunstâncias adversas da vida. 4 – Rezando o ofício da Imaculada Conceição somos defendidos no combate Nossa Senhora se coloca em combate por nós contra as tentações do inimigo, enfermidades e adversidades. Vencedora do demônio, Maria Santíssima é suportadora das angústias e sofrimentos de sua missão de Mãe do Redentor. 5 – O desejo pela obediência Maria é templo singular da glória de Deus pela obediência da fé e mistério da Encarnação. 6 – Nos tornamos intercessores Maria possui a plenitude da graça; daí sua valiosa intercessão junto a Deus para alcançar as graças que necessitamos. 7 – Maria nos aponta o Cristo Nós que muitas vezes erramos o caminho, cegos pelas ilusões do mundo, Nossa Senhora nos aponta aquele que é o “Caminho, a Verdade e a Vida” 8 – A firmeza na devoção Os que invocam o nome de Maria com confiança experimentam em sua vida que “a devoção à Virgem Santíssima é um auxílio poderoso para o homem em marcha para a conquista da sua própria plenitude” (Paulo VI) Como rezar? Os que invocam o nome de Maria com confiança experimentam em sua vida que “a devoção à Virgem Santíssima é um auxílio poderoso para o homem em marcha para a conquista da sua própria plenitude” (Paulo VI) Existem muitas formas de rezar a Nossa Senhora. Uma delas é o Ofício à Imaculada Conceição, que foi escrito originalmente em latim pelo franciscano Bernardino de Bustis no século XV. A oração teve a aprovação do Papa Inocêncio XI em 1678. Há várias maneiras de rezar esse poderoso ofício: a cada três horas, de uma vez só ou, inclusive, cantando. Ofício da Imaculada Conceição Aqueles que desejarem podem entoar junto com a Irmã Kelly Patrícia, clique aqui: Deus vos salve Virgem, Filha de Deus Pai! Deus vos salve Virgem, Mãe de Deus Filho! Deus vos salve Virgem, Esposa do Divino Espírito Santo! Deus vos salve Virgem, Templo e Sacrário da Santíssima Trindade! Agora, lábios meus, dizei e anunciai os grandes louvores da Virgem Mãe de Deus. Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com o vosso valor. Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em três Pessoas, agora e para sempre, e sem fim. Amém. Hino Deus vos salve, Virgem, Senhora do mundo, Rainha dos céus e das virgens, Virgem. Estrela da manhã, Deus vos salve, cheia de graça divina, formosa e louçã. Dai pressa Senhora, em favor do mundo, pois vos reconhece como defensora. Deus vos nomeou já desde toda a eternidade, para a Mãe do Verbo, com o qual criou, terra, mar e céus. E vos escolheu, quando Adão pecou, por esposa de Deus. Deus vos escolheu, e já muito dantes em seu tabernáculo morada lhe deu. Ouvi, Mãe de Deus, minha oração. Toque em Vosso peito os clamores meus. Oração Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento do Vosso bendito Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém. Prima Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com o vosso valor. Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em três Pessoas, agora e para sempre, e sem fim. Amém. Hino Deus vos salve, mesa para Deus ornada, coluna sagrada, de grande firmeza; Casa dedicada a Deus sempiterno, sempre preservada Virgem do pecado. Antes que nascida, foste, Virgem, santa, no ventre ditoso de Ana concebida. Sois Mãe criadora dos mortais viventes. Sois dos Santos porta, dos Anjos Senhora. Sois forte esquadrão contra o inimigo, estrela de Jacó, refúgio do cristão. A Virgem, a criou Deus no Espírito Santo, e todas as suas obras, com elas as ornou. Ouvi, Mãe de Deus, minha oração. Toque em Vosso peito os clamores meus. Oração Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento do Vosso bendito Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém. Terça Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com o vosso valor. Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em três Pessoas, agora e para sempre, e sem fim. Amém. Hino Deus Vos salve, trono do grão Salomão, arca de concerto, velo de Gedeão; Íris do céu clara, sarça de visão, favo de Sansão, florescente vara; a qual escolheu para ser Mãe sua, e de Vós nasceu o Filho de Deus. Assim Vos livrou da culpa original, nenhum pecado há em Vós sinal. Vós, que habitais lá nessas alturas, e tendes Vosso Trono sobre as nuvens puras. Ouvi, Mãe de Deus, minha oração. Toque em Vosso peito os clamores meus. Oração Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento do Vosso bendito Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém. Sexta Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com o vosso valor. Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em três Pessoas, agora e para sempre, e sem fim. Amém. Hino Deus Vos salve, Virgem de trindade templo, alegria dos anjos, da pureza exemplo; que alegrais os tristes, com vossa clemência, horto de deleite, palma da paciência. Sois terra bendita e sacerdotal. Sois de castidade símbolo real. Cidade do Altíssimo, porta oriental; sois a mesma graça, Virgem singular. Qual lírio cheiroso, entre espinhas duras, tal sois Vós, Senhora entre as criaturas. Ouvi, Mãe de Deus, minha oração. Toque em Vosso peito os clamores meus. Oração Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento do Vosso bendito Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém. Nona Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com o vosso valor. Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em três Pessoas, agora e para sempre, e sem fim. Amém. Hino Deus vos salve, cidade de torres guarnecida, de Davi, com armas bem fortalecida. De suma caridade sempre abrasada, do dragão a força foi por Vós prostrada. Oh! mulher tão forte! A invicta Judite! Que Vós alentastes o sumo Davi. Do Egito o curador, de Raquel nasceu: Do mundo o Salvador Maria no-Lo deu. Toda é formosa minha companheira, nela não há mácula da culpa primeira. Ouvi, Mãe de Deus, minha oração, toque em Vosso peito os clamores meus. Oração Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento do Vosso bendito Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém. Vésperas Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com o vosso valor. Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em três Pessoas, agora e para sempre, e sem fim. Amém. Hino Deus vos salve, relógio, que, andando atrasado, serviu de sinal ao Verbo Encarnado. Para que o homem suba às sumas alturas, desce Deus dos céus para as criaturas. Com os raios claros do Sol da Justiça, resplandece a Virgem, dando ao sol cobiça. Sois lírio formoso que cheiro respira entre os espinhos. Da serpente a ira Vós a quebrantais com o vosso poder. Os cegos errados Vós alumiais. Fizestes nascer Sol tão fecundo, e como com nuvens cobristes o mundo. Ouvi, Mãe de Deus, minha oração. Toque em Vosso peito os clamores meus. Oração Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento do Vosso bendito Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém. Completas Rogai a Deus, Vós, Virgem, nos converta, que a sua ira aparte de nós. Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com o vosso valor. Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em três Pessoas, agora e para sempre, e sem fim. Amém. Hino Deus Vos salve, Virgem Imaculada, Rainha de clemência, de estrelas coroada. Vós sobre os Anjos sois purificada; de Deus à mão direita estais de ouro ornada. Por Vós, Mãe de graça, mereçamos ver a Deus nas alturas, com todo prazer. Pois sois esperança dos pobres errantes, e seguro porto dos navegantes. Estrela do mar e saúde certa, e porta que estais para o céu aberta. É óleo derramado, Virgem, Vosso nome, e os vossos servos vos hão sempre amado. Ouvi, Mãe de Deus, minha oração. Toque em Vosso peito os clamores meus. Oração Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; Ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento do Vosso bendito Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém. Oferecimento Humildes oferecemos a Vós, Virgem pia, estas orações, porque, em Vossa guia, vades Vós adiante. E na agonia, Vós nos animeis, ó doce Virgem Maria. Amém. #ImaculadaConceição #OfíciodaImaculadaConceição

  • Milagre na JMJ: Após receber a comunhão Jovem recupera a visão em Fátima

    Uma jovem espanhola de 16 anos relata que foi curada após receber a Comunhão na manhã de 5 de agosto em Fátima “Eu abri os olhos e consegui enxergar perfeitamente”, diz Jimena, uma jovem espanhola de 16 anos que relata ter sido curada após receber a Comunhão em Fátima, na manhã de 5 de agosto, dia da visita do Papa. Há dois anos e meio, Jimena perdeu a maior parte da visão conforme ela mesmo explicou à rádio espanhola COPE. Ela viajou de Madrid para Portugal com um grupo do Opus Dei para participar da Jornada Mundial da Juventude. A família dela e os amigos organizaram uma novena para pedir a Nossa Senhora das Neves que curasse a menina. O último dia da novena foi, justamente, 5 de agosto, mas ela conta que acordou naquela manhã como nos últimos meses, “com tudo muito embaçado, sem ver quase nada”. Ansiosa pelo alívio desse sofrimento, e considerando que era o último dia da novena, festa de Nossa Senhora das Neves, Jimena chorou após a Comunhão e revelou: “Abri meus olhos e consegui enxergar perfeitamente… Eu vi o altar, o tabernáculo, meus amigos estavam lá e pude vê-los perfeitamente”. Na verdade, ela conseguiu até ler a oração da novena. “A Virgem me deu um grande presente que jamais esquecerei”, afirma Jimena. O cardeal Juan José Omella, presidente da Conferência Episcopal Espanhola, falou sobre a possível cura em coletiva de imprensa no encerramento da JMJ, dizendo que teve a oportunidade de falar com Jimena por videochamada. A ACI Prensa informou que o cardeal se referiu a isso como uma “graça de Deus” e observou que Jimena estava se esforçando para aprender braile desde que sua visão falhou. O cardeal refletiu ainda que, mais tarde, os médicos poderão avaliar a situação, mas no momento, para Jimena, este foi “um acontecimento incrível”. “Digamos, um milagre. Ela não enxergava, e agora enxerga. Depois, os médicos podem falar sobre o restante, mas ela vai voltar para casa já enxergando. Bendito seja Deus.” Por Aleteia

  • Milagre na JMJ: Após receber a comunhão Jovem recupera a visão em Fátima

    Uma jovem espanhola de 16 anos relata que foi curada após receber a Comunhão na manhã de 5 de agosto em Fátima “Eu abri os olhos e consegui enxergar perfeitamente”, diz Jimena, uma jovem espanhola de 16 anos que relata ter sido curada após receber a Comunhão em Fátima, na manhã de 5 de agosto, dia da visita do Papa. Há dois anos e meio, Jimena perdeu a maior parte da visão conforme ela mesmo explicou à rádio espanhola COPE. Ela viajou de Madrid para Portugal com um grupo do Opus Dei para participar da Jornada Mundial da Juventude. A família dela e os amigos organizaram uma novena para pedir a Nossa Senhora das Neves que curasse a menina. O último dia da novena foi, justamente, 5 de agosto, mas ela conta que acordou naquela manhã como nos últimos meses, “com tudo muito embaçado, sem ver quase nada”. Ansiosa pelo alívio desse sofrimento, e considerando que era o último dia da novena, festa de Nossa Senhora das Neves, Jimena chorou após a Comunhão e revelou: “Abri meus olhos e consegui enxergar perfeitamente… Eu vi o altar, o tabernáculo, meus amigos estavam lá e pude vê-los perfeitamente”. Na verdade, ela conseguiu até ler a oração da novena. “A Virgem me deu um grande presente que jamais esquecerei”, afirma Jimena. O cardeal Juan José Omella, presidente da Conferência Episcopal Espanhola, falou sobre a possível cura em coletiva de imprensa no encerramento da JMJ, dizendo que teve a oportunidade de falar com Jimena por videochamada. A ACI Prensa informou que o cardeal se referiu a isso como uma “graça de Deus” e observou que Jimena estava se esforçando para aprender braile desde que sua visão falhou. O cardeal refletiu ainda que, mais tarde, os médicos poderão avaliar a situação, mas no momento, para Jimena, este foi “um acontecimento incrível”. “Digamos, um milagre. Ela não enxergava, e agora enxerga. Depois, os médicos podem falar sobre o restante, mas ela vai voltar para casa já enxergando. Bendito seja Deus.” Por Aleteia

  • Homilia Diária | Como a Eucaristia é refeição espiritual?

    Segunda-feira da 18ª Sem. do Tempo Comum Assim como Deus alimentava, dia após dia, o povo de Israel com o maná descido do céu, assim também Ele continua alimentando agora os que peregrinam nestemundo com o pão vivo da Eucaristia, entregue ao povo cristão pelas mãos dos sacerdotes. Mas, para que esta refeição espiritual produza em nós todo o seu efeito, não basta recebê-la com a boca; é preciso digeri-la comum coração que creia e se saiba tocado pela carne do Ressuscitado. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, e entenda a importância de comungar bem, fazendo uma ação de graças depoisda comunhão. Evangelho (Mt 14,13-21) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — O homem não vive somente de pão mas de toda palavra da boca de Deus. (Mt 4,4b) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 13 quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14 Ao sair da barca, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15 Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” 16 Jesus porém lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” 17 Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. 18 Jesus disse: “Trazei-os aqui”. 19 Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20 Todos comeram e ficaram satisfeitos, e dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21 E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Como a Eucaristia é refeição espiritual?

    Segunda-feira da 18ª Sem. do Tempo Comum Assim como Deus alimentava, dia após dia, o povo de Israel com o maná descido do céu, assim também Ele continua alimentando agora os que peregrinam nestemundo com o pão vivo da Eucaristia, entregue ao povo cristão pelas mãos dos sacerdotes. Mas, para que esta refeição espiritual produza em nós todo o seu efeito, não basta recebê-la com a boca; é preciso digeri-la comum coração que creia e se saiba tocado pela carne do Ressuscitado. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, e entenda a importância de comungar bem, fazendo uma ação de graças depoisda comunhão. Evangelho (Mt 14,13-21) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — O homem não vive somente de pão mas de toda palavra da boca de Deus. (Mt 4,4b) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 13 quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14 Ao sair da barca, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15 Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” 16 Jesus porém lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” 17 Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. 18 Jesus disse: “Trazei-os aqui”. 19 Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20 Todos comeram e ficaram satisfeitos, e dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21 E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Santo do Dia – 07 de Agosto – São Caetano de Thiene

    SANTO DO DIA – 07 DE AGOSTO – SÃO CAETANO DE THIENE Sacerdote e fundador (1480-1547) Caetano nasceu em Vicenza, na Itália, em outubro de 1480. Filho do conde Gaspar de Thiene e de Maria do Porto, desde muito jovem mostrava grande preocupação e zelo pelos pobres, abrindo asilos para os idosos e muitos hospitais para os doentes, especialmente para os incuráveis. Estudou em Pádua, onde se diplomou nas matérias jurídicas, aos 24 anos de idade. Dedicava-se ao estado eclesiástico, mas sem ordenar-se, por considerar-se indigno. Nesse meio tempo, fundou, na propriedade da família, em Rampazzo, uma igreja dedicada a Santa Maria Madalena, que ainda hoje é a paróquia desta localidade. Em 1506, estava em Roma, exercendo a função de secretário particular do papa Júlio II. Na qualidade de escritor das cartas apostólicas, fez contato e conviveu com cardeais famosos, aprendendo muito com todos eles. Mas a principal virtude que Caetano cultivava era a humildade para observar muito bem antes de reprovar o mal alheio. Para melhor compreender, basta lembrar que ele viveu no período do esplendor renascentista, no qual o próprio Vaticano não primava pelo exemplo de moralidade e nem brilhava pela santidade dos costumes. Assim sendo, como homem inteligente e preparado, não se retirou para um ermo; ao contrário, encorajou-se para uma ação reformadora, começando por si mesmo. Costumava dizer que ‘Cristo espera e ninguém se mexe’. Participou do movimento laical Oratório do Divino Amor, que procurava estudar e praticar as Sagradas Escrituras. Só então, depois de muita reflexão, decidiu-se pela ordenação sacerdotal, em 1516. Tinha 36 anos de idade quando celebrou sua primeira missa na basílica de Santa Maria Maior. Nesta ocasião, ele mesmo relatou depois, Nossa Senhora apareceu-lhe e colocou-lhe nos braços o Menino Jesus. Foi para Veneza em 1520, onde colaborou na fundação do hospital dos incuráveis. Três anos depois, incansável, voltou para Roma, onde, na companhia dos companheiros do Oratório — Bonifácio Colli, Paulo Consiglieri e João Pedro Carafa, bispo de Chiete —, fundou a Ordem dos Teatinos Regulares, que tinha como objetivo a renovação do clero. Quando o papa Clemente VII aprovou a congregação, Caetano renunciou a todos os seus bens para dedicar-se única e exclusivamente à vida comum. O mesmo ocorreu com o bispo Carafa, que abdicou também da sua vida episcopal. Anos mais tarde, ele veio a tornar-se o papa Paulo IV, um dos grandes reformadores da Igreja. A nova congregação começou somente com os quatro, depois passaram para 12, e esse número aumentou bastante em pouco tempo. São os primeiros clérigos regulares. Não são monges, pois são de vida ativa, porém vivendo em obediência: sob uma regra de vida comum, como religiosos, cujos membros renunciam a todos os seus bens terrenos, devendo viver de seu trabalho apostólico e de ofertas espontâneas dadas pelos fiéis, contando apenas com a Providência divina. Carafa foi o primeiro superior geral, embora a ideia da fundação fosse de Caetano de Thiene, que, na sua humildade, sempre se manteve de lado. Caetano morreu de fadiga, após uma vida de muito trabalho e sofrimento, aos 66 anos de idade, em Nápoles, no dia 7 de agosto de 1547. Foi canonizado em 1671. O seu corpo é venerado no dia de sua morte, na belíssima basílica de São Paulo Maior, mas que é chamada por todos os fieis e peregrinos de basílica de São Caetano, localizada na praça principal da cidade. Conheça mais sobre São Caetano Nascido em outubro de 1480 em Vicenza, na Itália, Caetano perdeu prematuramente seu pai, morto em um conflito armado. Em sua formação teve ele o apoio de sua mãe, profundamente cristã, e que era terciária dominicana. Estudou Direito Civil e Direito Canônico, e recebeu a ordenação presbiteral em 30 de setembro de 1516. Em Roma tornou-se Protonotário do Papa Julio II, e já era conhecido pelo povo como o “padre santo”, mas a Cidade Eterna lhe causou espanto, a ponto de referir-se a ela, em uma carta, como “essa cidade que já foi santa, mas que agora tornou-se uma Babilônia”. Visando a reforma religiosa (contra-reforma, também chamada Reforma Católica), Caetano uniu-se ao bispo de Chieti (Theates, em latim) João Pedro Carafa (que futuramente seria elevado ao sumo pontificado com o nome de Paulo IV) e aospadres Bonifácio de Colle e Paulo Consiglieri, com eles fundando a Ordem dos Clérigos Regulares, que passou a ser conhecida como ordem dos Teatinos. Essa foi a primeira ordem religiosa da Reforma Católica, enfrentando os problemas religiosos que se alastraram na Europa no século XVI. “Nada pedir e nada possuir”: esse era o desejo de Caetano e que passou a fazer parte do carisma teatino. Essas palavras contrastavam com o nepotismo reinante na época, quando pessoas pouco virtuosas e pobres em conhecimentos eram alçadas a cargos de responsabilidade espiritual. O desapego dos teatinos aos bens terrenos evidenciava uma ostensiva prova de confiança na Providência: nada pediam, mas apenas aceitavam o que lhes era dado, e os alimentos recebidos e não consumidos no mesmo dia eram doados aos pobres (pois o dia seguinte seria outro dia com necessidades a serem supridas novamente por Deus). Ou seja: pobreza comunitária, além da pobreza individual; não se apoiar nas rendas ou entradas fixas, nem sequer na mendicância, vivendo apenas dos frutos do ministério pastoral e dos donativos espontaneamente oferecidos. Nascido em família rica, Caetano fez-se pobre por amor a Cristo. Ele mostrou, com seu estilo de vida, que a mudança na sociedade deve ser iniciada com a mudança no próprio indivíduo, ou seja, em si mesmo, contrastando assim com os numerosos “reformadores não-reformados” que freqüentemente surgiam na sociedade de então (e que continuam a surgir nos dias atuais). A Eucaristia era a fonte que supria Caetano com a necessária energia para a vida cristã, religiosa e sacerdotal: celebrava ele diariamente a Santa Missa, ao contrário do que ocorria com a maior parte dos membros do clero na época. Sua vida foi um testemunho de amor ao próximo. Disse ele: “servir e amar a Deus, renegar a si mesmo e sacrificar-se pelos outros; eis o segredo da vida cristã e sacerdotal”. Em uma carta aconselhou: “esqueça-se completamente de si e busque no próximo somente a face de Jesus crucificado”. Entre outros títulos, São Caetano é conhecido como o pacificador dos tumultos populares: morreu em Nápoles em 7 de agosto de 1547, oferecendo-se em holocausto pela paz nessa cidade, sendo o seu sacrifício imediatamente aceito, pois o conflito que se abatera sobre a cidade cessou. No centenário de sua morte os religiosos teatinos elegeram padroeira de sua ordem a Virgem Maria sob o título de Nossa Senhora da Pureza. Fontes: Humilité et grandeur spirituelle de Saint Gaétan de Thiene (Pasquale Di Pietro, 1998); Província dos Teatinos no Brasil (www.teatinosnobrasil.com.br).

  • Santo do Dia – 07 de Agosto – São Caetano de Thiene

    SANTO DO DIA – 07 DE AGOSTO – SÃO CAETANO DE THIENE Sacerdote e fundador (1480-1547) Caetano nasceu em Vicenza, na Itália, em outubro de 1480. Filho do conde Gaspar de Thiene e de Maria do Porto, desde muito jovem mostrava grande preocupação e zelo pelos pobres, abrindo asilos para os idosos e muitos hospitais para os doentes, especialmente para os incuráveis. Estudou em Pádua, onde se diplomou nas matérias jurídicas, aos 24 anos de idade. Dedicava-se ao estado eclesiástico, mas sem ordenar-se, por considerar-se indigno. Nesse meio tempo, fundou, na propriedade da família, em Rampazzo, uma igreja dedicada a Santa Maria Madalena, que ainda hoje é a paróquia desta localidade. Em 1506, estava em Roma, exercendo a função de secretário particular do papa Júlio II. Na qualidade de escritor das cartas apostólicas, fez contato e conviveu com cardeais famosos, aprendendo muito com todos eles. Mas a principal virtude que Caetano cultivava era a humildade para observar muito bem antes de reprovar o mal alheio. Para melhor compreender, basta lembrar que ele viveu no período do esplendor renascentista, no qual o próprio Vaticano não primava pelo exemplo de moralidade e nem brilhava pela santidade dos costumes. Assim sendo, como homem inteligente e preparado, não se retirou para um ermo; ao contrário, encorajou-se para uma ação reformadora, começando por si mesmo. Costumava dizer que ‘Cristo espera e ninguém se mexe’. Participou do movimento laical Oratório do Divino Amor, que procurava estudar e praticar as Sagradas Escrituras. Só então, depois de muita reflexão, decidiu-se pela ordenação sacerdotal, em 1516. Tinha 36 anos de idade quando celebrou sua primeira missa na basílica de Santa Maria Maior. Nesta ocasião, ele mesmo relatou depois, Nossa Senhora apareceu-lhe e colocou-lhe nos braços o Menino Jesus. Foi para Veneza em 1520, onde colaborou na fundação do hospital dos incuráveis. Três anos depois, incansável, voltou para Roma, onde, na companhia dos companheiros do Oratório — Bonifácio Colli, Paulo Consiglieri e João Pedro Carafa, bispo de Chiete —, fundou a Ordem dos Teatinos Regulares, que tinha como objetivo a renovação do clero. Quando o papa Clemente VII aprovou a congregação, Caetano renunciou a todos os seus bens para dedicar-se única e exclusivamente à vida comum. O mesmo ocorreu com o bispo Carafa, que abdicou também da sua vida episcopal. Anos mais tarde, ele veio a tornar-se o papa Paulo IV, um dos grandes reformadores da Igreja. A nova congregação começou somente com os quatro, depois passaram para 12, e esse número aumentou bastante em pouco tempo. São os primeiros clérigos regulares. Não são monges, pois são de vida ativa, porém vivendo em obediência: sob uma regra de vida comum, como religiosos, cujos membros renunciam a todos os seus bens terrenos, devendo viver de seu trabalho apostólico e de ofertas espontâneas dadas pelos fiéis, contando apenas com a Providência divina. Carafa foi o primeiro superior geral, embora a ideia da fundação fosse de Caetano de Thiene, que, na sua humildade, sempre se manteve de lado. Caetano morreu de fadiga, após uma vida de muito trabalho e sofrimento, aos 66 anos de idade, em Nápoles, no dia 7 de agosto de 1547. Foi canonizado em 1671. O seu corpo é venerado no dia de sua morte, na belíssima basílica de São Paulo Maior, mas que é chamada por todos os fieis e peregrinos de basílica de São Caetano, localizada na praça principal da cidade. Conheça mais sobre São Caetano Nascido em outubro de 1480 em Vicenza, na Itália, Caetano perdeu prematuramente seu pai, morto em um conflito armado. Em sua formação teve ele o apoio de sua mãe, profundamente cristã, e que era terciária dominicana. Estudou Direito Civil e Direito Canônico, e recebeu a ordenação presbiteral em 30 de setembro de 1516. Em Roma tornou-se Protonotário do Papa Julio II, e já era conhecido pelo povo como o “padre santo”, mas a Cidade Eterna lhe causou espanto, a ponto de referir-se a ela, em uma carta, como “essa cidade que já foi santa, mas que agora tornou-se uma Babilônia”. Visando a reforma religiosa (contra-reforma, também chamada Reforma Católica), Caetano uniu-se ao bispo de Chieti (Theates, em latim) João Pedro Carafa (que futuramente seria elevado ao sumo pontificado com o nome de Paulo IV) e aospadres Bonifácio de Colle e Paulo Consiglieri, com eles fundando a Ordem dos Clérigos Regulares, que passou a ser conhecida como ordem dos Teatinos. Essa foi a primeira ordem religiosa da Reforma Católica, enfrentando os problemas religiosos que se alastraram na Europa no século XVI. “Nada pedir e nada possuir”: esse era o desejo de Caetano e que passou a fazer parte do carisma teatino. Essas palavras contrastavam com o nepotismo reinante na época, quando pessoas pouco virtuosas e pobres em conhecimentos eram alçadas a cargos de responsabilidade espiritual. O desapego dos teatinos aos bens terrenos evidenciava uma ostensiva prova de confiança na Providência: nada pediam, mas apenas aceitavam o que lhes era dado, e os alimentos recebidos e não consumidos no mesmo dia eram doados aos pobres (pois o dia seguinte seria outro dia com necessidades a serem supridas novamente por Deus). Ou seja: pobreza comunitária, além da pobreza individual; não se apoiar nas rendas ou entradas fixas, nem sequer na mendicância, vivendo apenas dos frutos do ministério pastoral e dos donativos espontaneamente oferecidos. Nascido em família rica, Caetano fez-se pobre por amor a Cristo. Ele mostrou, com seu estilo de vida, que a mudança na sociedade deve ser iniciada com a mudança no próprio indivíduo, ou seja, em si mesmo, contrastando assim com os numerosos “reformadores não-reformados” que freqüentemente surgiam na sociedade de então (e que continuam a surgir nos dias atuais). A Eucaristia era a fonte que supria Caetano com a necessária energia para a vida cristã, religiosa e sacerdotal: celebrava ele diariamente a Santa Missa, ao contrário do que ocorria com a maior parte dos membros do clero na época. Sua vida foi um testemunho de amor ao próximo. Disse ele: “servir e amar a Deus, renegar a si mesmo e sacrificar-se pelos outros; eis o segredo da vida cristã e sacerdotal”. Em uma carta aconselhou: “esqueça-se completamente de si e busque no próximo somente a face de Jesus crucificado”. Entre outros títulos, São Caetano é conhecido como o pacificador dos tumultos populares: morreu em Nápoles em 7 de agosto de 1547, oferecendo-se em holocausto pela paz nessa cidade, sendo o seu sacrifício imediatamente aceito, pois o conflito que se abatera sobre a cidade cessou. No centenário de sua morte os religiosos teatinos elegeram padroeira de sua ordem a Virgem Maria sob o título de Nossa Senhora da Pureza. Fontes: Humilité et grandeur spirituelle de Saint Gaétan de Thiene (Pasquale Di Pietro, 1998); Província dos Teatinos no Brasil (www.teatinosnobrasil.com.br).

  • Jesus está no chão

    Em um exorcismo do padre Gabrielle Amorth, o demônio confessou que gosta da comunhão. Se o demônio gosta, nós não deveríamos gostar. (leia o relato completo no final do artigo ) Um dos grandes males, que mais ofendem a Deus em nossos tempos, é a indiferença e os sacrilégios contra o Jesus no Santíssimo Sacramento. Assista este vídeo que vem apresentar uma das formas mais recorrentes do ultraje à Sagrada Comunhão, que muitas vezes passa despercebida para a maioria dos católicos. Apresentamos este comovente vídeo como ilustração das partículas que realmente caem no chão ou ficam nas mãos do comungante que assim as recebe. O conselho é claro:  Receba a comunhão da boca, com o uso da patena, que foi criada justamente para esta finalidade. Caso você opte por comungar na mão ou não possa comungar na boca, ao menos verifique suas mãos. Assista: O próprio Diretório Litúrgico publicado pela CNBB recorda o seguinte a respeito da Comunhão recebida na mão: 13.7 Comunhão na mão No dia 03 de abril de 1995, a Congregação do Culto Divino enviou notificação sobre a Comunhão na mão (Prot. n. 720/85): 7) Jamais se obrigará algum fiel a adotar a prática da comunhão na mão. Deixar-se-á a liberdade de receber a comunhão na mão ou na boca, em pé ou de joelhos. INSTRUÇÃO REDEMPTIONIS SACRAMENTUM Antes de ler o relato do exorcismo, veja brevemente o que ensina a Instrução Redemptionis Sacramentum, documento que determina aspectos que se devem observar e evitar acerca da Santíssima Eucaristia. [90.] «Os fiéis comunguem de joelhos ou de pé, de acordo com o que estabelece a Conferência de Bispos», com a confirmação da Sé apostólica. «Quando comungarem de pé, recomenda-se fazer, antes de receber o Sacramento, a devida reverência, que devem estabelecer as mesmas normas».[176] [91.] Na distribuição da sagrada Comunhão se deve recordar que «os ministros sagrados não podem negar os sacramentos a quem os pedem de modo oportuno, e estejam bem dispostos e que não lhes seja proibido o direito de receber».[177] Por conseguinte, qualquer batizado católico, a quem o direito não o proíba, deve ser admitido à sagrada Comunhão. Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé. [92.] Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca[178] ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento. Nos lugares aonde Conferência de Bispos o haja permitido, com a confirmação da Sé apostólica, deve-se lhe administrar a sagrada hóstia. Sem dúvida, ponha-se especial cuidado em que o comungante consuma imediatamente a hóstia, na frente do ministro, e ninguém se desloque (retorne) tendo na mão as espécies eucarísticas. Se existe perigo de profanação, não se distribua aos fiéis a Comunhão na mão.[179] [93.] A bandeja para a Comunhão dos fiéis se deve manter, para evitar o perigo de que caia a hóstia sagrada ou algum fragmento.[180] NM [94.] Não está permitido que os fiéis tomem a hóstia consagrada nem o cálice sagrado «por si mesmos, nem muito menos que se passem entre si de mão em mão».[181] Nesta matéria, Além disso, deve-se suprimir o abuso de que os esposos, na Missa nupcial, administrem-se de modo recíproco a sagrada Comunhão. O que diz o demônio sobre receber a comunhão na mão? O padre Gabriele Amorth foi o exorcista oficial da Santa Sé por décadas, até seu falecimento em setembro deste ano. Pe. Amorth disse no ano de 2013 que teria realizado cerca de 160 mil exorcismos. E alguns de seus exorcismos ficaram conhecidos através do livro “Confissões do inferno ao exorcista Pe. Gabriele Amorth”. E queremos compartilhar uma conversa durante um exorcismo em 1975 que fala sobre a comunhão na mão. Exorcista (E) – Continua a dizer a verdade em Nome da SANTÍSSIMA TRINDADE! Tens de dizê-la em Nome (…) …a Comunhão na boca… Akabor, demônio do coro dos Tronos (A) – …Devem receber convenientemente os Sacramentos… Fazer uma confissão verdadeira, e não apenas participar nas cerimônias penitenciais e na Comunhão. A Comunhão, o celebrante deve dizer três vezes, “…Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei (…) , e não uma vez só. Devem receber a Comunhão na boca , e não na mão. Exorcista (E) – Diz só a verdade em Nome do Preciosíssimo SANGUE, da Santa Cruz, da Imaculada Conceição… Akabor, demônio do coro dos Tronos (A) – Nós trabalhamos durante muito tempo, lá em baixo (aponta p/ baixo) até conseguirmos que a Comunhão na mão fosse posta em prática. A Comunhão na mão é muito boa para nós, no inferno; acreditai! Exorcista (E) – Nós te ordenamos, em Nome (…) que digas somente o eu o Céu te ordena! Diz só a verdade, a verdade total. Tu não tens o direito de mentir. Sai desse corpo! Vai-te! Akabor, demônio do coro dos Tronos (A) – ELA (aponta p/ cima) quer que eu diga… Exorcista (E) – Diz a verdade, em Nome (…). Akabor, demônio do coro dos Tronos (A) – ELA quer que eu diga… que se ELA , a grande SENHORA , ainda vivesse, receberia a Comunhão na boca, mas de joelhos, e haveria de se inclinar profundamente assim (mostra como procederia a Santíssima Virgem) . Exorcista (E) – Em Nome da Santíssima Virgem (…) diz a verdade! Akabor, demônio do coro dos Tronos (A) – Tenho que dizer que não se deve receber a Comunhão na mão. O próprio Papa dá a Comunhão na boca. Não é da sua vontade que se dê a Comunhão na mão. Isso vem dos seus Cardeais. Exorcista (E) – Em Nome (…) diz a verdade! Akabor, demônio do coro dos Tronos (A) – Deles passou aos Bispos, e depois os Bispos pensaram que era matéria de obediência, que deviam obedecer aos Cardeais. Daí, a idéia passou aos Sacerdotes e também eles pensaram que tinham de se submeter, porque a obediência se escreve com maiúsculas. Exorcista (E) – Diz a verdade. Tu não tens o direito de mentir em Nome (…). Akabor, demônio do coro dos Tronos (A) – Não se é obrigado a obedecer aos maus. É ao Papa, a JESUS CRISTO e à Santíssima Virgem que é preciso obedecer. A comunhão na mão não é de modo algum querida por DEUS. Trechos retirados do livro “Confissões do inferno ao exorcista Pe. Gabriele Amorth”. Quatro GRAVÍSSIMAS consequências da comunhão na mão O Bispo Athanasius Schneider da uma simples e esclarecedora explicação sobre a comunhão na mão, e cita quatro GRAVÍSSIMAS consequências dessa forma de comungar. O vídeo dispensa explicações devido a clareza do bispo. Se o fiel está em estado de graça, sem pecados mortais, ele pode comungar, e na boca se quiser. “A comunhão na boca é direito verdadeiro e próprio do fiel, ao passo em que a comunhão na mão é mero indulto. É o que nos diz, ainda, o n. 92 da Redemptionis Sacramentum, cuja tradução para o português ficou truncada e incompreensível. Diz o texto na nossa língua: Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento.” [1] “Portanto, ninguém pode negar a Sagrada Comunhão a um fiel que A peça diretamente na boca — a não ser que ele esteja «impedido pelo direito», caso em que ele não pode comungar nem na mão e nem de jeito nenhum. Se um fiel católico pode comungar, então ele pode comungar na boca: é a lei da Igreja.” [1]

  • Jesus está no chão

    Em um exorcismo do padre Gabrielle Amorth, o demônio confessou que gosta da comunhão. Se o demônio gosta, nós não deveríamos gostar. (leia o relato completo no final do artigo ) Um dos grandes males, que mais ofendem a Deus em nossos tempos, é a indiferença e os sacrilégios contra o Jesus no Santíssimo Sacramento. Assista este vídeo que vem apresentar uma das formas mais recorrentes do ultraje à Sagrada Comunhão, que muitas vezes passa despercebida para a maioria dos católicos. Apresentamos este comovente vídeo como ilustração das partículas que realmente caem no chão ou ficam nas mãos do comungante que assim as recebe. O conselho é claro:  Receba a comunhão da boca, com o uso da patena, que foi criada justamente para esta finalidade. Caso você opte por comungar na mão ou não possa comungar na boca, ao menos verifique suas mãos. Assista: O próprio Diretório Litúrgico publicado pela CNBB recorda o seguinte a respeito da Comunhão recebida na mão: 13.7 Comunhão na mão No dia 03 de abril de 1995, a Congregação do Culto Divino enviou notificação sobre a Comunhão na mão (Prot. n. 720/85): 7) Jamais se obrigará algum fiel a adotar a prática da comunhão na mão. Deixar-se-á a liberdade de receber a comunhão na mão ou na boca, em pé ou de joelhos. INSTRUÇÃO REDEMPTIONIS SACRAMENTUM Antes de ler o relato do exorcismo, veja brevemente o que ensina a Instrução Redemptionis Sacramentum, documento que determina aspectos que se devem observar e evitar acerca da Santíssima Eucaristia. [90.] «Os fiéis comunguem de joelhos ou de pé, de acordo com o que estabelece a Conferência de Bispos», com a confirmação da Sé apostólica. «Quando comungarem de pé, recomenda-se fazer, antes de receber o Sacramento, a devida reverência, que devem estabelecer as mesmas normas».[176] [91.] Na distribuição da sagrada Comunhão se deve recordar que «os ministros sagrados não podem negar os sacramentos a quem os pedem de modo oportuno, e estejam bem dispostos e que não lhes seja proibido o direito de receber».[177] Por conseguinte, qualquer batizado católico, a quem o direito não o proíba, deve ser admitido à sagrada Comunhão. Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé. [92.] Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca[178] ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento. Nos lugares aonde Conferência de Bispos o haja permitido, com a confirmação da Sé apostólica, deve-se lhe administrar a sagrada hóstia. Sem dúvida, ponha-se especial cuidado em que o comungante consuma imediatamente a hóstia, na frente do ministro, e ninguém se desloque (retorne) tendo na mão as espécies eucarísticas. Se existe perigo de profanação, não se distribua aos fiéis a Comunhão na mão.[179] [93.] A bandeja para a Comunhão dos fiéis se deve manter, para evitar o perigo de que caia a hóstia sagrada ou algum fragmento.[180] NM [94.] Não está permitido que os fiéis tomem a hóstia consagrada nem o cálice sagrado «por si mesmos, nem muito menos que se passem entre si de mão em mão».[181] Nesta matéria, Além disso, deve-se suprimir o abuso de que os esposos, na Missa nupcial, administrem-se de modo recíproco a sagrada Comunhão. O que diz o demônio sobre receber a comunhão na mão? O padre Gabriele Amorth foi o exorcista oficial da Santa Sé por décadas, até seu falecimento em setembro deste ano. Pe. Amorth disse no ano de 2013 que teria realizado cerca de 160 mil exorcismos. E alguns de seus exorcismos ficaram conhecidos através do livro “Confissões do inferno ao exorcista Pe. Gabriele Amorth”. E queremos compartilhar uma conversa durante um exorcismo em 1975 que fala sobre a comunhão na mão. Exorcista (E) – Continua a dizer a verdade em Nome da SANTÍSSIMA TRINDADE! Tens de dizê-la em Nome (…) …a Comunhão na boca… Akabor, demônio do coro dos Tronos (A) – …Devem receber convenientemente os Sacramentos… Fazer uma confissão verdadeira, e não apenas participar nas cerimônias penitenciais e na Comunhão. A Comunhão, o celebrante deve dizer três vezes, “…Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei (…) , e não uma vez só. Devem receber a Comunhão na boca , e não na mão. Exorcista (E) – Diz só a verdade em Nome do Preciosíssimo SANGUE, da Santa Cruz, da Imaculada Conceição… Akabor, demônio do coro dos Tronos (A) – Nós trabalhamos durante muito tempo, lá em baixo (aponta p/ baixo) até conseguirmos que a Comunhão na mão fosse posta em prática. A Comunhão na mão é muito boa para nós, no inferno; acreditai! Exorcista (E) – Nós te ordenamos, em Nome (…) que digas somente o eu o Céu te ordena! Diz só a verdade, a verdade total. Tu não tens o direito de mentir. Sai desse corpo! Vai-te! Akabor, demônio do coro dos Tronos (A) – ELA (aponta p/ cima) quer que eu diga… Exorcista (E) – Diz a verdade, em Nome (…). Akabor, demônio do coro dos Tronos (A) – ELA quer que eu diga… que se ELA , a grande SENHORA , ainda vivesse, receberia a Comunhão na boca, mas de joelhos, e haveria de se inclinar profundamente assim (mostra como procederia a Santíssima Virgem) . Exorcista (E) – Em Nome da Santíssima Virgem (…) diz a verdade! Akabor, demônio do coro dos Tronos (A) – Tenho que dizer que não se deve receber a Comunhão na mão. O próprio Papa dá a Comunhão na boca. Não é da sua vontade que se dê a Comunhão na mão. Isso vem dos seus Cardeais. Exorcista (E) – Em Nome (…) diz a verdade! Akabor, demônio do coro dos Tronos (A) – Deles passou aos Bispos, e depois os Bispos pensaram que era matéria de obediência, que deviam obedecer aos Cardeais. Daí, a idéia passou aos Sacerdotes e também eles pensaram que tinham de se submeter, porque a obediência se escreve com maiúsculas. Exorcista (E) – Diz a verdade. Tu não tens o direito de mentir em Nome (…). Akabor, demônio do coro dos Tronos (A) – Não se é obrigado a obedecer aos maus. É ao Papa, a JESUS CRISTO e à Santíssima Virgem que é preciso obedecer. A comunhão na mão não é de modo algum querida por DEUS. Trechos retirados do livro “Confissões do inferno ao exorcista Pe. Gabriele Amorth”. Quatro GRAVÍSSIMAS consequências da comunhão na mão O Bispo Athanasius Schneider da uma simples e esclarecedora explicação sobre a comunhão na mão, e cita quatro GRAVÍSSIMAS consequências dessa forma de comungar. O vídeo dispensa explicações devido a clareza do bispo. Se o fiel está em estado de graça, sem pecados mortais, ele pode comungar, e na boca se quiser. “A comunhão na boca é direito verdadeiro e próprio do fiel, ao passo em que a comunhão na mão é mero indulto. É o que nos diz, ainda, o n. 92 da Redemptionis Sacramentum, cuja tradução para o português ficou truncada e incompreensível. Diz o texto na nossa língua: Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento.” [1] “Portanto, ninguém pode negar a Sagrada Comunhão a um fiel que A peça diretamente na boca — a não ser que ele esteja «impedido pelo direito», caso em que ele não pode comungar nem na mão e nem de jeito nenhum. Se um fiel católico pode comungar, então ele pode comungar na boca: é a lei da Igreja.” [1]

  • Bispo nega a comunhão a jovem que se ajoelhou: o Nefarius da vida real

    Neste sábado um vídeo do bispo auxiliar de BH, Dom Joaquim Mol viralizou nas redes sociais. No ele aparece negando a comunhão a uma jovem durante sua missa de Crisma pelo simples fato dela optar receber na boca e de joelhos. Percebe-se claramente que ela se sentou ofendida e humilhada. É importante lembrar que opção de comungar na boca e de joelhos é direito do fiel garantido pela Igreja Católica. Na formação ao vivo de hoje falaremos também sobre um filme recém lançado nos cinemas que está sendo considerado o melhor filme de exorcismo já feito por muitos sacerdotes, e como esse filme demonstra claramente a realidade em que vivemos, inclusive fazendo ligação com esse episódio de Dom Mol que deixou a maioria dos católicos das redes socias indignados. Para assistir o filme completo – com legendas – clique aqui Para assistir, acesse no horário marcado: Leia também:

  • Bispo nega a comunhão a jovem que se ajoelhou: o Nefarius da vida real

    Neste sábado um vídeo do bispo auxiliar de BH, Dom Joaquim Mol viralizou nas redes sociais. No ele aparece negando a comunhão a uma jovem durante sua missa de Crisma pelo simples fato dela optar receber na boca e de joelhos. Percebe-se claramente que ela se sentou ofendida e humilhada. É importante lembrar que opção de comungar na boca e de joelhos é direito do fiel garantido pela Igreja Católica. Na formação ao vivo de hoje falaremos também sobre um filme recém lançado nos cinemas que está sendo considerado o melhor filme de exorcismo já feito por muitos sacerdotes, e como esse filme demonstra claramente a realidade em que vivemos, inclusive fazendo ligação com esse episódio de Dom Mol que deixou a maioria dos católicos das redes socias indignados. Para assistir o filme completo – com legendas – clique aqui Para assistir, acesse no horário marcado: Leia também:

  • Nefarious, mais que um filme de terror, um filme de verdades

    Recomendamos fortemente o filme Nefarious, recém lançado e silenciado pelo establishment cinematográfico, como aconteceu com Unplanned , dos mesmos bons produtores católicos. Nefarious narra as últimas horas de um homem condenado à morte por homicídios múltiplos no estado de Oklahoma, onde, antes de passar pela cadeira elétrica, deve ser examinado por um psiquiatra ateu, com a única particularidade de que o condenado afirma ser possuído por um demônio. O Demônio conta para Psiquiatra todos seus planos para Humanidade: manipulação dos homens, como usa a Internet, Mídia, filmes etc., como faz para possuir uma pessoa e também fala sobre eutanásia, aborto, Escravidão sexual, etc… Um excelente filme que retrata exatamente a realidade de como o demônio age na sociedade de hoje. Para assistir o filme completo – com legendas – clique aqui Aqui uma outra opção para assistir. É uma hora e meia de um belo filme que, ao contrário do O Advogado do Diabo , não tem uma única cena de terror ou sexo : 95% do filme se passa em uma sala onde tudo é diálogo entre um homem possuído e um homem moderno que acaba acreditando no mundo sobrenatural. Veja mais nos vídeos abaixo… Veja a análise do Padre Francisco Amaral: Análise do canal Linhagem Geek: Análise com Spoilers por Guilherme Freire:

  • Nefarious, mais que um filme de terror, um filme de verdades

    Recomendamos fortemente o filme Nefarious, recém lançado e silenciado pelo establishment cinematográfico, como aconteceu com Unplanned , dos mesmos bons produtores católicos. Nefarious narra as últimas horas de um homem condenado à morte por homicídios múltiplos no estado de Oklahoma, onde, antes de passar pela cadeira elétrica, deve ser examinado por um psiquiatra ateu, com a única particularidade de que o condenado afirma ser possuído por um demônio. O Demônio conta para Psiquiatra todos seus planos para Humanidade: manipulação dos homens, como usa a Internet, Mídia, filmes etc., como faz para possuir uma pessoa e também fala sobre eutanásia, aborto, Escravidão sexual, etc… Um excelente filme que retrata exatamente a realidade de como o demônio age na sociedade de hoje. Para assistir o filme completo – com legendas – clique aqui Aqui uma outra opção para assistir. É uma hora e meia de um belo filme que, ao contrário do O Advogado do Diabo , não tem uma única cena de terror ou sexo : 95% do filme se passa em uma sala onde tudo é diálogo entre um homem possuído e um homem moderno que acaba acreditando no mundo sobrenatural. Veja mais nos vídeos abaixo… Veja a análise do Padre Francisco Amaral: Análise do canal Linhagem Geek: Análise com Spoilers por Guilherme Freire:

  • Festa da Transfiguração do Senhor – 6 de Agosto

    Ao se transfigurar diante dos três Apóstolos, Jesus fortaleceu nossa esperança sobre a vida eterna, animando-nos a suportar bem os sofrimentos e provações nesta terra. Sabendo nós a glória que nos aguarda, temos mais paciência em meio às atribulações. Será com esse mesmo fulgor nossa ressurreição no dia do Juízo. Leia o Evangelho e em seguida escute a bela homilia da Festa da Transfiguração do Senhor – 06 de Agosto. Evangelho (Mc 9,2-10) Naquele tempo, 2 Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e os levou sozinhos a um lugar à parte sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles. 3 Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar. 4 Apareceram-lhe Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus. 5 Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. 6 Pedro não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo. 7 Então desceu uma nuvem e os encobriu com uma sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu filho amado. Escutai o que ele diz!” 8 E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus com eles. 9 Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos. 10 Eles observaram esta ordem, mas comentavam entre si, o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”. Evangelho (Mt 17,1-9) Naquele tempo, 1 Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2 E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3 Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. 4 Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias”. 5 Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado. Escutai-o!” 6 Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7 Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos, e não tenhais medo”. 8 Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9 Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”. A transfiguração do Senhor não foi somente para fortalecer na fé os apóstolos, mas todos os fiéis – incluindo cada um de nós -, até o fim do mundo. A transfiguração do Senhor nos leva a refletir sobre um dos principais mistérios de nossa Fé: a encarnação do Verbo. Com efeito, quem poderia excogitar a possibilidade de uma das Pessoas da Santíssima Trindade unir sua natureza divina à humana, e – sem deixar de ser verdadeiro Deus – se tornar também verdadeiro Homem? Nunca, pelo simples raciocínio, nenhum homem – e nem mesmo algum Anjo – conceberia tal conúbio entre Criador e criatura. Para conhecermos esse belo e atraente mistério, era necessário que o próprio Deus no-lo revelasse. Ademais, são inúmeros os episódios do Evangelho nos quais transparece a natureza humana de Jesus: o ter de fugir para o Egito, levado por Maria e José, a fim de poupar-se da espada de Herodes; o trabalhar como humilde carpinteiro, até os 30 anos de idade, evitando chamar a atenção do povo; o fazer penitência durante 40 dias no deserto, suportando as agruras de um terrível jejum; o verter sangue no Jardim das Oliveiras, em meio ao temor e à angústia ante a Paixão; o externar fraqueza física durante sua flagelação e enquanto carregava a cruz ao alto do Calvário. Por fim, a sua morte, como a de qualquer ser humano, e no pior dos suplícios. Sem uma especial assistência da graça, seria inevitável para qualquer um, ao ouvir a narração desses fatos, concluir que Jesus não passava de uma mera criatura humana. Verdadeiro Deus Por isso, o Unigênito Filho de Deus, para sustentar nossa fé, tornou patente sua origem eterna e incriada em muitos outros fatos e circunstâncias: a anunciação à Santíssima Virgem por meio de um Arcanjo; o aviso a São José, em sonhos, da concepção virginal de Maria; a aparição de uma multidão de anjos aos pastores, perto da gruta de Belém, para lhes anunciar o nascimento de Jesus; a moção sobrenatural no interior dos Santos Reis Magos, sobre a providencialidade daquele Menino. Sobretudo foi categórica sua glorificação, efetuada pelo Pai e pelo Espírito Santo, no momento do batismo no Jordão. O próprio Salvador, ao afirmar “quem crê em Mim tem a vida eterna” (Jo 6, 47), não fazia referência à sua natureza humana, mas sim à sua divindade. A multiplicação dos milagres, cujo auge foi a ressurreição de Lázaro, tornou a todos evidente o pleno poder de Jesus sobre a natureza. Apesar dessas – e de tantas outras – manifestações serem mais que suficientes para levar os homens ao ato de fé na divindade de Nosso Senhor, apareceram heresiarcas a negá-la, já no começo do cristianismo. Aliás, uma das razões pelas quais São João, o discípulo amado, escreveu seu Evangelho, entre os anos 80 e 100 de nossa era, foi para reafirmar ser Jesus verdadeiro Deus. E o conjunto dos Evangelhos, procurando sublinhar a mesma verdade, por mais de cinqüenta vezes dá-Lhe o título de Filho de Deus. É necessário ter essas considerações em vista, para melhor analisarmos e compreendermos a Transfiguração do Senhor. Conveniência da Transfiguração do Senhor Jesus poderia ter descido à Terra acompanhado de legiões de anjos, e manifestado em todo o esplendor sua infinita grandeza divina. Contudo não agiu assim. Revelou-nos sua natureza incriada de forma progressiva, e aos poucos foi se tornando mais categórico. Um ensino puramente doutrinário não é capaz de, por si só, mover o homem a transformar sua vida. Um antigo adágio ilustra esta verdade de modo lapidar: “As palavras comovem, os exemplos arrastam”. Sobretudo quando o exemplo é íntegro e esplendoroso na verdade e no bem, tem ele uma força tal que age sobre as tendências da alma, convidando a um certo caminho – e às vezes impondo-o. Ao tratar da Transfiguração de Jesus, assim se exprime São Tomás de Aquino sobre essa necessidade muito própria à criatura humana: “Para trilharmos bem um caminho, é necessário termos um conhecimento prévio do fim. Assim, o arqueiro não lança com acerto a seta, senão mirando primeiro o alvo que deve alcançar. (…) E isso sobretudo é necessário, quando o caminho é difícil e áspero, a jornada laboriosa, mas belo o fim” (3, q.45, a.1, c). Fulgor transfiguração do Senhor para suportar as agruras do Calvário No mesmo tópico acima citado, São Tomás de Aquino continua a esclarecer, com sua genialidade habitual e sapiencial clareza: “O Senhor, depois de haver anunciado a sua Paixão aos discípulos, con­vidou-os a lhe imitarem o exemplo. (…) Ora, o fim de Cristo, na sua Paixão, era alcançar não somente a glória da alma, que tinha desde o princípio da sua concepção, mas também a do corpo (…). E a essa glória também conduz os que imitam seu exemplo da Paixão, segundo diz a Escritura: Por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus. Por isso era conveniente que manifestasse aos seus discípulos a sua claridade luminosa; e tal é a Transfiguração, que também concederá aos seus, segundo diz o Apóstolo (São Paulo): Reformará o nosso corpo abatido para o fazer conforme o seu corpo glorioso. Donde dizer (São) Beda: foi conseqüência de uma pia providência que, tendo gozado por breve tempo da contemplação da felicidade eterna, tolerassem mais fortemente as adversidades” (3, q. 45, a. 1, c). A Transfiguração do Senhor foi uma excepcional graça mística concedida aos três apóstolos escolhidos, no alto do Tabor. Sua recordação ficou como uma fonte de sólida confiança, que lhes permitiu suportar os maiores sofrimentos, pois, assistindo a ela, tiveram um vislumbre da luz plena e refulgente da eternidade. Graças místicas A Transfiguração de Jesus fortificou as virtudes da fé e da caridade nos Apóstolos. Enquanto a fé nos faz crer na divindade de Cristo e em suas promessas, a caridade nos conduz a uma entranhada união com Deus. São duas virtudes extremamente interdependentes. Sem a fé na esplendorosa vida eterna que nos espera, a caridade tende a desaparecer. Mas, se a fé e a caridade dos apóstolos tanto lucraram com a Transfiguração do Senhor, não haverá algo, nessa mesma linha, que poderá auxiliar a vida espiritual de cada um de nós? A resposta é inteiramente positiva. Deus derrama graças místicas sobre todos os que trilham as vias da salvação, em intensidade maior ou menor, segundo o caso. Mas ninguém está excluído de recebê-las. É claro que tais graças místicas não isentam ninguém de realizar os esforços próprios à prática das virtudes. Um transfiguração do Senhor em nossos corações É fora de dúvida, pois, que Deus concede “Tabores”, ou seja, graças místicas, a cada um de nós. Quem não terá sentido, alguma vez, uma alegria interior, um palpitar do coração, uma emoção calma mas profunda, ao assistir a uma bela cerimônia? Ao apreciar o canto gregoriano, por exemplo? Ou ao contemplar alguma imagem? Quiçá ao ver um lindo vitral banhado de luz, dentro de uma igreja silenciosa, que deixa lá fora os ruídos do mundo? São mil ocasiões em que a graça sensível nos visita, e nos concede contemplações interiores, prédegustações da felicidade perfeita que nos espera no Céu. Dois Doutores da Igreja, Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz, mestres da vida espiritual, dizem que a Providência costuma conceder aos principiantes graças místicas que depois irão experimentar novamente só no fim de suas vidas. Tal proceder divino visa for­talecer essas almas para atravessarem os períodos de aridez. É um modo comum de Deus agir: dá-nos consolações – o Tabor – para, quando vier a hora do Getsêmani, termos forças, sabendo que o fim será mais cheio de alegria e esperança. São graças que nos animam a enfrentar os sacrifícios desta vida. Trata-se de experiências místicas que nos tornam patente quanto Jesus nos ama e quer nossa eterna glória. Assim, ao longo de nossa existência terrena, já iremos experimentando um pouco das delícias eternas, e as tendas tão desejadas por São Pedro sobre o monte da transfiguração, Jesus as irá levantando no “Tabor” de nossos corações. Para tal, Ele exige de nós apenas uma condição: que não Lhe coloquemos obstáculos. (Revista Arautos do Evangelho, Agosto/2002, n. 8, p. 10) #FestasLitúrgicas #Transfiguração

  • Festa da Transfiguração do Senhor – 6 de Agosto

    Ao se transfigurar diante dos três Apóstolos, Jesus fortaleceu nossa esperança sobre a vida eterna, animando-nos a suportar bem os sofrimentos e provações nesta terra. Sabendo nós a glória que nos aguarda, temos mais paciência em meio às atribulações. Será com esse mesmo fulgor nossa ressurreição no dia do Juízo. Leia o Evangelho e em seguida escute a bela homilia da Festa da Transfiguração do Senhor – 06 de Agosto. Evangelho (Mc 9,2-10) Naquele tempo, 2 Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e os levou sozinhos a um lugar à parte sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles. 3 Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar. 4 Apareceram-lhe Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus. 5 Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. 6 Pedro não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo. 7 Então desceu uma nuvem e os encobriu com uma sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu filho amado. Escutai o que ele diz!” 8 E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus com eles. 9 Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos. 10 Eles observaram esta ordem, mas comentavam entre si, o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”. Evangelho (Mt 17,1-9) Naquele tempo, 1 Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2 E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3 Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. 4 Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias”. 5 Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado. Escutai-o!” 6 Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7 Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos, e não tenhais medo”. 8 Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9 Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”. A transfiguração do Senhor não foi somente para fortalecer na fé os apóstolos, mas todos os fiéis – incluindo cada um de nós -, até o fim do mundo. A transfiguração do Senhor nos leva a refletir sobre um dos principais mistérios de nossa Fé: a encarnação do Verbo. Com efeito, quem poderia excogitar a possibilidade de uma das Pessoas da Santíssima Trindade unir sua natureza divina à humana, e – sem deixar de ser verdadeiro Deus – se tornar também verdadeiro Homem? Nunca, pelo simples raciocínio, nenhum homem – e nem mesmo algum Anjo – conceberia tal conúbio entre Criador e criatura. Para conhecermos esse belo e atraente mistério, era necessário que o próprio Deus no-lo revelasse. Ademais, são inúmeros os episódios do Evangelho nos quais transparece a natureza humana de Jesus: o ter de fugir para o Egito, levado por Maria e José, a fim de poupar-se da espada de Herodes; o trabalhar como humilde carpinteiro, até os 30 anos de idade, evitando chamar a atenção do povo; o fazer penitência durante 40 dias no deserto, suportando as agruras de um terrível jejum; o verter sangue no Jardim das Oliveiras, em meio ao temor e à angústia ante a Paixão; o externar fraqueza física durante sua flagelação e enquanto carregava a cruz ao alto do Calvário. Por fim, a sua morte, como a de qualquer ser humano, e no pior dos suplícios. Sem uma especial assistência da graça, seria inevitável para qualquer um, ao ouvir a narração desses fatos, concluir que Jesus não passava de uma mera criatura humana. Verdadeiro Deus Por isso, o Unigênito Filho de Deus, para sustentar nossa fé, tornou patente sua origem eterna e incriada em muitos outros fatos e circunstâncias: a anunciação à Santíssima Virgem por meio de um Arcanjo; o aviso a São José, em sonhos, da concepção virginal de Maria; a aparição de uma multidão de anjos aos pastores, perto da gruta de Belém, para lhes anunciar o nascimento de Jesus; a moção sobrenatural no interior dos Santos Reis Magos, sobre a providencialidade daquele Menino. Sobretudo foi categórica sua glorificação, efetuada pelo Pai e pelo Espírito Santo, no momento do batismo no Jordão. O próprio Salvador, ao afirmar “quem crê em Mim tem a vida eterna” (Jo 6, 47), não fazia referência à sua natureza humana, mas sim à sua divindade. A multiplicação dos milagres, cujo auge foi a ressurreição de Lázaro, tornou a todos evidente o pleno poder de Jesus sobre a natureza. Apesar dessas – e de tantas outras – manifestações serem mais que suficientes para levar os homens ao ato de fé na divindade de Nosso Senhor, apareceram heresiarcas a negá-la, já no começo do cristianismo. Aliás, uma das razões pelas quais São João, o discípulo amado, escreveu seu Evangelho, entre os anos 80 e 100 de nossa era, foi para reafirmar ser Jesus verdadeiro Deus. E o conjunto dos Evangelhos, procurando sublinhar a mesma verdade, por mais de cinqüenta vezes dá-Lhe o título de Filho de Deus. É necessário ter essas considerações em vista, para melhor analisarmos e compreendermos a Transfiguração do Senhor. Conveniência da Transfiguração do Senhor Jesus poderia ter descido à Terra acompanhado de legiões de anjos, e manifestado em todo o esplendor sua infinita grandeza divina. Contudo não agiu assim. Revelou-nos sua natureza incriada de forma progressiva, e aos poucos foi se tornando mais categórico. Um ensino puramente doutrinário não é capaz de, por si só, mover o homem a transformar sua vida. Um antigo adágio ilustra esta verdade de modo lapidar: “As palavras comovem, os exemplos arrastam”. Sobretudo quando o exemplo é íntegro e esplendoroso na verdade e no bem, tem ele uma força tal que age sobre as tendências da alma, convidando a um certo caminho – e às vezes impondo-o. Ao tratar da Transfiguração de Jesus, assim se exprime São Tomás de Aquino sobre essa necessidade muito própria à criatura humana: “Para trilharmos bem um caminho, é necessário termos um conhecimento prévio do fim. Assim, o arqueiro não lança com acerto a seta, senão mirando primeiro o alvo que deve alcançar. (…) E isso sobretudo é necessário, quando o caminho é difícil e áspero, a jornada laboriosa, mas belo o fim” (3, q.45, a.1, c). Fulgor transfiguração do Senhor para suportar as agruras do Calvário No mesmo tópico acima citado, São Tomás de Aquino continua a esclarecer, com sua genialidade habitual e sapiencial clareza: “O Senhor, depois de haver anunciado a sua Paixão aos discípulos, con­vidou-os a lhe imitarem o exemplo. (…) Ora, o fim de Cristo, na sua Paixão, era alcançar não somente a glória da alma, que tinha desde o princípio da sua concepção, mas também a do corpo (…). E a essa glória também conduz os que imitam seu exemplo da Paixão, segundo diz a Escritura: Por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus. Por isso era conveniente que manifestasse aos seus discípulos a sua claridade luminosa; e tal é a Transfiguração, que também concederá aos seus, segundo diz o Apóstolo (São Paulo): Reformará o nosso corpo abatido para o fazer conforme o seu corpo glorioso. Donde dizer (São) Beda: foi conseqüência de uma pia providência que, tendo gozado por breve tempo da contemplação da felicidade eterna, tolerassem mais fortemente as adversidades” (3, q. 45, a. 1, c). A Transfiguração do Senhor foi uma excepcional graça mística concedida aos três apóstolos escolhidos, no alto do Tabor. Sua recordação ficou como uma fonte de sólida confiança, que lhes permitiu suportar os maiores sofrimentos, pois, assistindo a ela, tiveram um vislumbre da luz plena e refulgente da eternidade. Graças místicas A Transfiguração de Jesus fortificou as virtudes da fé e da caridade nos Apóstolos. Enquanto a fé nos faz crer na divindade de Cristo e em suas promessas, a caridade nos conduz a uma entranhada união com Deus. São duas virtudes extremamente interdependentes. Sem a fé na esplendorosa vida eterna que nos espera, a caridade tende a desaparecer. Mas, se a fé e a caridade dos apóstolos tanto lucraram com a Transfiguração do Senhor, não haverá algo, nessa mesma linha, que poderá auxiliar a vida espiritual de cada um de nós? A resposta é inteiramente positiva. Deus derrama graças místicas sobre todos os que trilham as vias da salvação, em intensidade maior ou menor, segundo o caso. Mas ninguém está excluído de recebê-las. É claro que tais graças místicas não isentam ninguém de realizar os esforços próprios à prática das virtudes. Um transfiguração do Senhor em nossos corações É fora de dúvida, pois, que Deus concede “Tabores”, ou seja, graças místicas, a cada um de nós. Quem não terá sentido, alguma vez, uma alegria interior, um palpitar do coração, uma emoção calma mas profunda, ao assistir a uma bela cerimônia? Ao apreciar o canto gregoriano, por exemplo? Ou ao contemplar alguma imagem? Quiçá ao ver um lindo vitral banhado de luz, dentro de uma igreja silenciosa, que deixa lá fora os ruídos do mundo? São mil ocasiões em que a graça sensível nos visita, e nos concede contemplações interiores, prédegustações da felicidade perfeita que nos espera no Céu. Dois Doutores da Igreja, Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz, mestres da vida espiritual, dizem que a Providência costuma conceder aos principiantes graças místicas que depois irão experimentar novamente só no fim de suas vidas. Tal proceder divino visa for­talecer essas almas para atravessarem os períodos de aridez. É um modo comum de Deus agir: dá-nos consolações – o Tabor – para, quando vier a hora do Getsêmani, termos forças, sabendo que o fim será mais cheio de alegria e esperança. São graças que nos animam a enfrentar os sacrifícios desta vida. Trata-se de experiências místicas que nos tornam patente quanto Jesus nos ama e quer nossa eterna glória. Assim, ao longo de nossa existência terrena, já iremos experimentando um pouco das delícias eternas, e as tendas tão desejadas por São Pedro sobre o monte da transfiguração, Jesus as irá levantando no “Tabor” de nossos corações. Para tal, Ele exige de nós apenas uma condição: que não Lhe coloquemos obstáculos. (Revista Arautos do Evangelho, Agosto/2002, n. 8, p. 10) #FestasLitúrgicas #Transfiguração

  • São Hormisda, papa – 06 de Agosto

    SANTO DO DIA – 06 DE AGOSTO – SÃO HORMISDA Papa (475 – 523) O Papa São Símaco morreu a 19 de julho de 514; deu-lhe por sucessor, a 26 do mesmo mês, o diácono Hormisda, filho de Justo, nascido em Frusione, na Campânia, que ocupou a Santa Sé, por nove anos. Apenas a eleição do novo Papa foi conhecida em Constantinopla, o imperador Anastácio implorou seu socorro para acalmar a tempestade que tinha suscitado, por sua imprudência. À sua coroação, tinha prometido, com juramento e por escrito, conservador intacta a fé católica e manter a autoridade do concílio de Calcedônia. Ora, a grande dificuldade de seu reino foi faltar ao juramento, subverter o concílio de Calcedônia e perseguir os católicos, exilar-lhes bispos, corromper-lhes fé. Por seus enganos, perjúrios, caprichos tirânicos, conseguiu introduzir a perturbação por toda parte, excitar colisões, muitas vezes sangrentas, em Constantinopla, Antioquia, Jerusalém, Alexandria e por levantar-se contra ele as populações da Trácia e das províncias vizinhas, que não poderia suportar mais seu governo de perseguição. O Papa Santo Hormisda mandou duas legações a Constantinopla restaurar a paz da Igreja e no império. Mas o imperador Anastácio, que só queria ganhar tempo, para zombar de todos, despediu essas legações sem resultado algum. Todavia, quarenta bispos da Ilíria e da Grécia, tendo-se reunido, escrevendoam a Roma, para abraçar o comunhão do Papa. (…) O Papa respondeu a João de Nicópolis e a seu concílio com grande afeto. Mostra-se perfeitamente satisfeito com a profissão de fé de João, mas, como os outros bispos tinham esquecido em sua carta a condenação expressa das hereges, lhes recomendando que o fazer por escrito, segundo o formulário que lhes enviava por meio de Pollion, subdiácono da igreja romana, ao qual deu também esta instrução: Quando chegar a Nicópolis e o bispo receber as vossas cartas, fazei que reúna os bispos de sua província e a fachada assinar o formulário, junto a estas cartas. Se disser que é difícil reunir-los, que mande convosco pessoas a cada bispo a fim de que assinem em vossa presença. Deveis fazer ler publicamente nossas cartas, ou se os bispos não ousarem fazer, que como leiam pelo menos ao clero. Deixai-lhes a escolha e trazei-nos suas assinaturas com a de João, seu metropolita, sem vos deterdes nos lugares, por causa dos artifícios dos inimigos. Essas cartas ao bispo do Epiro são do mês de novembro de 516. O santo Papa recebeu ainda do extremo Oriente, um pedido assinado por ais de duzentas pessoas. (…) O Papa respondeu-lhes por uma carta de 10 de Fevereiro de 518. Ela é dirigida não somente aos padres, aos diáconos e aos arquimandritas da segunda Síria, mas geral ente ainda a todos os ortodoxos do Oriente. Ele os encoraja à perseverança, em vista das recompensas eternas, pelo exemplo de Jesus Cristo, que, ainda, os sustenta com sua graça; pelo exemplo dos macabeus. Se sofreram tanto, por uma sombra da verdade, que não devemos sofrer nós pela verdade mesma? Os orientais devem mostrar-se tanto mais firmes quanto eles mais tarde tinham chegado à unidade. Era-lhes preciso para isso evitar todo contato com o erro, ater-se fielmente aos decretos de Calcedônia e às cartas de São Leão, condenar não somente os inventores das heresias mas também os que as abraçaram. Ele disse, fazendo alusão ao imperador Anastácio: é o poder dos homens, outro o ministério dos pontífices. O temerário que trouxe um fogo estranho ao santuário irritou antes o Senhor, que não o aplacou. Ozias teria conservado a administração do reino se se, tivesse aproveitado desse exemplo; mas, tendo querido, apesar das advertências dos ministros do templo, unir o sacerdócio à realeza, ele perdeu ao mesmo tempo um e outra, ferido que foi pela lepra. Por nosso lado, de nada nos descuidamos. Em duas embaixadas, empregamos tudo o que há de humilde na oração, de razoável nas alegações, de salutar nas ordens. Será preciso descuidar-se a via da justiça? A obstinação não deve ser confundida com a fraqueza. Pereçam, sem nos contaminar, os que não renunciam às suas impiedades, mesmo depois de, por isso, terem sido repreendidos. No mesmo ano de 518 morreu o imperador Anastácio, Na noite de 1 de Julho ele teve em redor de seu palácio, trovões e relâmpagos, que muito o assustaram; fugindo de um lugar para outro, ele foi por fim morto subitamente num pequeno quarto, e julga-se que ele tenha sido ferido pelo raio. Teve por sucessor o imperador Justino que era de um espírito reto, de coração generoso e sinceramente católico. Também, a 1 de Agosto, escreve ele ao Papa Santo Hormisda, para lhe comunicar sua elevação ao império e recomendar-se às suas orações. (…) O santo Papa Hormisda morreu a 6 de Agosto de 523. No mesmo ano de sua morte, teve ainda a consolação de ver cessar a perseguição das Igrejas da África e os bispos africanos, relegados à Sardenha, voltarem livremente às suas dioceses sob o novo rei Hilderico. Fotos: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIV, p. 171 à 173; 176-177 e 186) #SantodoDia

  • São Hormisda, papa – 06 de Agosto

    SANTO DO DIA – 06 DE AGOSTO – SÃO HORMISDA Papa (475 – 523) O Papa São Símaco morreu a 19 de julho de 514; deu-lhe por sucessor, a 26 do mesmo mês, o diácono Hormisda, filho de Justo, nascido em Frusione, na Campânia, que ocupou a Santa Sé, por nove anos. Apenas a eleição do novo Papa foi conhecida em Constantinopla, o imperador Anastácio implorou seu socorro para acalmar a tempestade que tinha suscitado, por sua imprudência. À sua coroação, tinha prometido, com juramento e por escrito, conservador intacta a fé católica e manter a autoridade do concílio de Calcedônia. Ora, a grande dificuldade de seu reino foi faltar ao juramento, subverter o concílio de Calcedônia e perseguir os católicos, exilar-lhes bispos, corromper-lhes fé. Por seus enganos, perjúrios, caprichos tirânicos, conseguiu introduzir a perturbação por toda parte, excitar colisões, muitas vezes sangrentas, em Constantinopla, Antioquia, Jerusalém, Alexandria e por levantar-se contra ele as populações da Trácia e das províncias vizinhas, que não poderia suportar mais seu governo de perseguição. O Papa Santo Hormisda mandou duas legações a Constantinopla restaurar a paz da Igreja e no império. Mas o imperador Anastácio, que só queria ganhar tempo, para zombar de todos, despediu essas legações sem resultado algum. Todavia, quarenta bispos da Ilíria e da Grécia, tendo-se reunido, escrevendoam a Roma, para abraçar o comunhão do Papa. (…) O Papa respondeu a João de Nicópolis e a seu concílio com grande afeto. Mostra-se perfeitamente satisfeito com a profissão de fé de João, mas, como os outros bispos tinham esquecido em sua carta a condenação expressa das hereges, lhes recomendando que o fazer por escrito, segundo o formulário que lhes enviava por meio de Pollion, subdiácono da igreja romana, ao qual deu também esta instrução: Quando chegar a Nicópolis e o bispo receber as vossas cartas, fazei que reúna os bispos de sua província e a fachada assinar o formulário, junto a estas cartas. Se disser que é difícil reunir-los, que mande convosco pessoas a cada bispo a fim de que assinem em vossa presença. Deveis fazer ler publicamente nossas cartas, ou se os bispos não ousarem fazer, que como leiam pelo menos ao clero. Deixai-lhes a escolha e trazei-nos suas assinaturas com a de João, seu metropolita, sem vos deterdes nos lugares, por causa dos artifícios dos inimigos. Essas cartas ao bispo do Epiro são do mês de novembro de 516. O santo Papa recebeu ainda do extremo Oriente, um pedido assinado por ais de duzentas pessoas. (…) O Papa respondeu-lhes por uma carta de 10 de Fevereiro de 518. Ela é dirigida não somente aos padres, aos diáconos e aos arquimandritas da segunda Síria, mas geral ente ainda a todos os ortodoxos do Oriente. Ele os encoraja à perseverança, em vista das recompensas eternas, pelo exemplo de Jesus Cristo, que, ainda, os sustenta com sua graça; pelo exemplo dos macabeus. Se sofreram tanto, por uma sombra da verdade, que não devemos sofrer nós pela verdade mesma? Os orientais devem mostrar-se tanto mais firmes quanto eles mais tarde tinham chegado à unidade. Era-lhes preciso para isso evitar todo contato com o erro, ater-se fielmente aos decretos de Calcedônia e às cartas de São Leão, condenar não somente os inventores das heresias mas também os que as abraçaram. Ele disse, fazendo alusão ao imperador Anastácio: é o poder dos homens, outro o ministério dos pontífices. O temerário que trouxe um fogo estranho ao santuário irritou antes o Senhor, que não o aplacou. Ozias teria conservado a administração do reino se se, tivesse aproveitado desse exemplo; mas, tendo querido, apesar das advertências dos ministros do templo, unir o sacerdócio à realeza, ele perdeu ao mesmo tempo um e outra, ferido que foi pela lepra. Por nosso lado, de nada nos descuidamos. Em duas embaixadas, empregamos tudo o que há de humilde na oração, de razoável nas alegações, de salutar nas ordens. Será preciso descuidar-se a via da justiça? A obstinação não deve ser confundida com a fraqueza. Pereçam, sem nos contaminar, os que não renunciam às suas impiedades, mesmo depois de, por isso, terem sido repreendidos. No mesmo ano de 518 morreu o imperador Anastácio, Na noite de 1 de Julho ele teve em redor de seu palácio, trovões e relâmpagos, que muito o assustaram; fugindo de um lugar para outro, ele foi por fim morto subitamente num pequeno quarto, e julga-se que ele tenha sido ferido pelo raio. Teve por sucessor o imperador Justino que era de um espírito reto, de coração generoso e sinceramente católico. Também, a 1 de Agosto, escreve ele ao Papa Santo Hormisda, para lhe comunicar sua elevação ao império e recomendar-se às suas orações. (…) O santo Papa Hormisda morreu a 6 de Agosto de 523. No mesmo ano de sua morte, teve ainda a consolação de ver cessar a perseguição das Igrejas da África e os bispos africanos, relegados à Sardenha, voltarem livremente às suas dioceses sob o novo rei Hilderico. Fotos: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIV, p. 171 à 173; 176-177 e 186) #SantodoDia

  • A devoção dos cinco primeiros sábados ao Imaculado Coração de Maria

    “Deus quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração” A devoção dos Cinco Primeiros Sábados Na terceira aparição, em Fátima, a 13/7/1917, a SSma. Virgem anunciou que viria pedir a comunhão reparadora nos primeiros sábados”. Mais tarde, a 10/12/1925, quando a Irmã Lúcia já estava na Casa das Dorotéias, em Pontevedra, na Espanha, Nossa Senhora apareceu-lhe de novo. A Seu lado via-se o Menino Jesus, em cima de uma nuvem luminosa: “Olha, minha filha – disse-lhe a Virgem Maria – o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar, e dize que todos aqueles que durante cinco meses, no primeiro sábado: – se confessarem, – receberem a Sagrada Comunhão, – rezarem um terço e – Me fizerem quinze minutos de companhia meditando nos mistérios do Rosário com o fim de Me desagravar PROMESSA: Eu prometo assisti-los na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas.” A Confissão No dia 15 de fevereiro de 1926, apareceu-lhe de novo o Menino Jesus. Perguntou-lhe se já tinha espalhado a devoção à sua Santíssima Mãe. A Irmã Lúcia apresentou a dificuldade que algumas almas tinham de se confessar ao sábado, e pediu para ser válida a confissão de oito dias. “Sim, pode ser de muitos mais ainda, contanto que, quando Me receberem, estejam em graça, e que tenham a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria” Por que cinco sábados Esta pergunta, levantada por muitos, também a fez a Irmã Lúcia a Nosso Senhor, que assim lhe respondeu: “Minha filha, o motivo é simples: são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria. 1ª. As blasfêmias contra a Imaculada Conceição; 2ª. Contra a sua virgindade; 3ª. Contra a maternidade divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens; 4ª. Os que procuram publicamente infundir, nos corações das crianças, a indiferença, o desprezo, e até o ódio para com esta Imaculada Mãe; 5ª. Os que A ultrajam diretamente nas Suas sagradas imagens”. (Cfr. Memórias e Cartas da Irmã Lúcia, Porto, 1973). Como praticar a devoção dos cinco primeiros sábados? Para realizar perfeitamente esta devoção reparadora devemos fazer, durante os cinco primeiros sábados de cinco meses seguidos, na intenção geral de reparar nossos próprios pecados e os de toda a humanidade contra o Coração Imaculado de Maria, quatro atos de piedade: 1 – A Confissão: pode ser feita no primeiro sábado ou antes, ainda que oito dias ou mais antes, se for impossível ou muito difícil se confessar no dia. No entanto, lembramos que é necessário estar em estado de graça no primeiro sábado do mês, a fim de fazer comunhão reparadora. Na Confissão, é muito importante a intenção de reparar o Coração Imaculado de Maria. Esta intenção reparadora não precisa ser dita ao confessor, mas apenas colocada mentalmente diante de Deus antes da Confissão. Nosso Senhor disse a Irmã Lúcia que se esquecermos da intenção reparadora, podemos colocar esta na Confissão seguinte, aproveitando a primeira ocasião que tivermos para nos confessar. 2 – O Terço: a tradicional oração mariana do Terço também faz parte da devoção dos cinco primeiros sábados, que deve ser rezado na intenção da reparação do Imaculado Coração de Maria. 3 – Os 15 minutos de meditação sobre os mistérios do Rosário: Nossa Senhora pediu que fizéssemos companhia a ela durante pelo menos 15 minutos, meditando sobre os 15 mistérios do Rosário, em espírito de reparação ao seu Imaculado Coração. Não precisamos meditar todo primeiro sábado sobre todos os 15 mistérios. Podemos meditar apenas um, dois, três ou mais mistérios, conforme a nossa escolha pessoal. Também é possível meditar os mistérios do Rosário conforme o Tempo Litúrgico. Por exemplo: no Tempo do Advento, podemos meditar os Mistérios Gozosos; no Tempo da Quaresma, os Mistérios Dolorosos; no Tempo Pascal, os Mistérios Gloriosos; no Tempo Comum, podemos meditar aqueles Mistérios que mais dizem respeito à Liturgia do dia. 4 – A comunhão: é o ato essencial desta devoção reparadora. Para compreender bem a sua importância, recordemos a devoção da comunhão das nove primeiras sextas-feiras, em reparação das ofensas contra o Sagrado Coração de Jesus, e a comunhão milagrosa dada aos três Pastorinhos de Fátima, pelo Anjo da Guarda de Portugal, no outono de 1916, de caráter eminentemente reparador, que evidencia-se na oração, repetida seis vezes, três vezes antes e três vezes depois da comunhão: “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos adoro profundamente e vos ofereço o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido; e pelos méritos infinitos de seu Sacratíssimo Coração e do Imaculado Coração de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores”. Nessas quatro práticas da devoção dos cinco primeiros sábados, a intenção reparadora é muito importante, especialmente na comunhão, porque as ofensas contra o Imaculado Coração de Maria também ofendem gravemente o Sacratíssimo Coração de Jesus. Esta prática da devoção reparadora como um todo pode ser também feita no domingo que segue o primeiro sábado, desde que seja, por motivos justos, autorizado por um Padre. #FormaçõesCatólicas #NossaSenhora #Oração

  • A devoção dos cinco primeiros sábados ao Imaculado Coração de Maria

    “Deus quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração” A devoção dos Cinco Primeiros Sábados Na terceira aparição, em Fátima, a 13/7/1917, a SSma. Virgem anunciou que viria pedir a comunhão reparadora nos primeiros sábados”. Mais tarde, a 10/12/1925, quando a Irmã Lúcia já estava na Casa das Dorotéias, em Pontevedra, na Espanha, Nossa Senhora apareceu-lhe de novo. A Seu lado via-se o Menino Jesus, em cima de uma nuvem luminosa: “Olha, minha filha – disse-lhe a Virgem Maria – o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar, e dize que todos aqueles que durante cinco meses, no primeiro sábado: – se confessarem, – receberem a Sagrada Comunhão, – rezarem um terço e – Me fizerem quinze minutos de companhia meditando nos mistérios do Rosário com o fim de Me desagravar PROMESSA: Eu prometo assisti-los na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas.” A Confissão No dia 15 de fevereiro de 1926, apareceu-lhe de novo o Menino Jesus. Perguntou-lhe se já tinha espalhado a devoção à sua Santíssima Mãe. A Irmã Lúcia apresentou a dificuldade que algumas almas tinham de se confessar ao sábado, e pediu para ser válida a confissão de oito dias. “Sim, pode ser de muitos mais ainda, contanto que, quando Me receberem, estejam em graça, e que tenham a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria” Por que cinco sábados Esta pergunta, levantada por muitos, também a fez a Irmã Lúcia a Nosso Senhor, que assim lhe respondeu: “Minha filha, o motivo é simples: são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria. 1ª. As blasfêmias contra a Imaculada Conceição; 2ª. Contra a sua virgindade; 3ª. Contra a maternidade divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens; 4ª. Os que procuram publicamente infundir, nos corações das crianças, a indiferença, o desprezo, e até o ódio para com esta Imaculada Mãe; 5ª. Os que A ultrajam diretamente nas Suas sagradas imagens”. (Cfr. Memórias e Cartas da Irmã Lúcia, Porto, 1973). Como praticar a devoção dos cinco primeiros sábados? Para realizar perfeitamente esta devoção reparadora devemos fazer, durante os cinco primeiros sábados de cinco meses seguidos, na intenção geral de reparar nossos próprios pecados e os de toda a humanidade contra o Coração Imaculado de Maria, quatro atos de piedade: 1 – A Confissão: pode ser feita no primeiro sábado ou antes, ainda que oito dias ou mais antes, se for impossível ou muito difícil se confessar no dia. No entanto, lembramos que é necessário estar em estado de graça no primeiro sábado do mês, a fim de fazer comunhão reparadora. Na Confissão, é muito importante a intenção de reparar o Coração Imaculado de Maria. Esta intenção reparadora não precisa ser dita ao confessor, mas apenas colocada mentalmente diante de Deus antes da Confissão. Nosso Senhor disse a Irmã Lúcia que se esquecermos da intenção reparadora, podemos colocar esta na Confissão seguinte, aproveitando a primeira ocasião que tivermos para nos confessar. 2 – O Terço: a tradicional oração mariana do Terço também faz parte da devoção dos cinco primeiros sábados, que deve ser rezado na intenção da reparação do Imaculado Coração de Maria. 3 – Os 15 minutos de meditação sobre os mistérios do Rosário: Nossa Senhora pediu que fizéssemos companhia a ela durante pelo menos 15 minutos, meditando sobre os 15 mistérios do Rosário, em espírito de reparação ao seu Imaculado Coração. Não precisamos meditar todo primeiro sábado sobre todos os 15 mistérios. Podemos meditar apenas um, dois, três ou mais mistérios, conforme a nossa escolha pessoal. Também é possível meditar os mistérios do Rosário conforme o Tempo Litúrgico. Por exemplo: no Tempo do Advento, podemos meditar os Mistérios Gozosos; no Tempo da Quaresma, os Mistérios Dolorosos; no Tempo Pascal, os Mistérios Gloriosos; no Tempo Comum, podemos meditar aqueles Mistérios que mais dizem respeito à Liturgia do dia. 4 – A comunhão: é o ato essencial desta devoção reparadora. Para compreender bem a sua importância, recordemos a devoção da comunhão das nove primeiras sextas-feiras, em reparação das ofensas contra o Sagrado Coração de Jesus, e a comunhão milagrosa dada aos três Pastorinhos de Fátima, pelo Anjo da Guarda de Portugal, no outono de 1916, de caráter eminentemente reparador, que evidencia-se na oração, repetida seis vezes, três vezes antes e três vezes depois da comunhão: “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos adoro profundamente e vos ofereço o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido; e pelos méritos infinitos de seu Sacratíssimo Coração e do Imaculado Coração de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores”. Nessas quatro práticas da devoção dos cinco primeiros sábados, a intenção reparadora é muito importante, especialmente na comunhão, porque as ofensas contra o Imaculado Coração de Maria também ofendem gravemente o Sacratíssimo Coração de Jesus. Esta prática da devoção reparadora como um todo pode ser também feita no domingo que segue o primeiro sábado, desde que seja, por motivos justos, autorizado por um Padre. #FormaçõesCatólicas #NossaSenhora #Oração

  • Homilia Diária | Chamados à excelência, ficamos na mediocridade!

    Sábado da 17ª Sem. do Tempo Comum Evangelho deste sábado nos relata o martírio de São João Batista sob a impiedade de Herodes. Os fatos hoje narrados por São Mateus, com efeito, nos mostram como o homem pode tornar-se grande e virtuoso quando se deixa guiar pela verdade, ou vil e pequeno quando se faz refém dos desejos da carne e das vanglórias deste mundo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado e medite sobre o fato de que, mesmo tendo sido chamados à excelência, muitas vezes nos contentamos com a mediocridade. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Chamados à excelência, ficamos na mediocridade!

    Sábado da 17ª Sem. do Tempo Comum Evangelho deste sábado nos relata o martírio de São João Batista sob a impiedade de Herodes. Os fatos hoje narrados por São Mateus, com efeito, nos mostram como o homem pode tornar-se grande e virtuoso quando se deixa guiar pela verdade, ou vil e pequeno quando se faz refém dos desejos da carne e das vanglórias deste mundo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado e medite sobre o fato de que, mesmo tendo sido chamados à excelência, muitas vezes nos contentamos com a mediocridade. #HomiliaDiária

  • Santo Osvaldo de Nortúmbria – 5 de agosto

    SANTO DO DIA – 05 DE AGOSTO – SANTO OSVALDO DE NORTÚMBRIA Rei da Nortúmbria (604-642) Osvaldo nasceu em 604. Era filho do rei pagão Etelfrit, da Nortúmbria, futura Inglaterra, e da princesa Acha. O reino foi invadido em 616, quando seu pai morreu na batalha contra o rei Edin, que assumiu o trono e depois fundou a cidade de Edimburgo. Acha e seus 11 filhos fugiram para a Corte do rei da Escócia, onde todos se converteram. As crianças foram entregues aos cuidados dos beneditinos do Mosteiro de Iona, fundado em 563 por são Columbano, famoso centro de formação e estudos. Lá receberam sólida formação acadêmica e religiosa, adequada aos fidalgos e no seguimento de Cristo. Osvaldo destacava-se pelo belo porte físico, pela inteligência e pela caridade cristã. Tinha um sorriso franco, era bom e generoso, não distinguindo ricos e pobres. Era um hábil e capacitado estrategista militar, treinado pelo pequeno, mas potente exército do rei da Escócia, que muito o apreciava. Curioso mesmo era o seu animal de estimação: um falcão que lhe obedecia e pousava-lhe na mão. Quando o rei Edin morreu, em 633, Osvaldo formou seu exército, pequeno e eficaz, e venceu a famosa batalha de Havenfield, em 634, com o usurpador tombando morto. Osvaldo assumiu o trono como legítimo rei da Nortúmbria. Contam os registros históricos que, antes desse combate, ele teve uma visão de são Columbano, que o orientou a rezar junto com seus soldados antes de partir para o combate. Ele obedeceu. Mandou erguer uma grande cruz no centro do campo onde estavam, ajoelhou-se diante dela, pedindo aos soldados, quase todos pagãos, que fizessem o mesmo. Assim postado, com fé e humildade, o futuro rei pediu a Deus proteção e liberdade para seu povo oprimido pelos inimigos. O rei Osvaldo sempre atribuiu essa vitória à intercessão de são Columbano e à proteção de Cristo. Depois de coroado, todo o exército converteu-se. Mandou chamar os monges escoceses do Mosteiro de Iona para pregarem o Evangelho no seu reino. Ele mesmo traduzia para o povo os sermões, conseguindo muitas conversões. Construiu igrejas, mosteiros, cemitérios, hospitais, asilos e creches, distribuiu riquezas e promoveu prosperidade e caridade ao povo. Casou-se com a princesa Cineburga, filha do rei pagão de Wessex, hoje também Inglaterra. Em seguida, convenceu o sogro a permitir uma missão evangelizadora de monges escoceses no seu reino, que acabaram convertendo também o rei. A Igreja deve à fé do rei Osvaldo o grande impulso para a evangelização do povo inglês e o estabelecimento da vida monástica na ilha britânica. O rei da Nortúmbria morreu em combate em 642, defendendo o seu povo de invasores pagãos. Amado e venerado como santo em vida, a fama de sua santidade ganhou destaque junto aos povos de língua inglesa graças à divulgação dos monges beneditinos. Depois, o venerável Beda, monge famoso pela santidade e sabedoria na doutrina, reivindicou o título de mártir a santo Osvaldo da Nortúmbria, por ter morrido em combate contra os pagãos. Sua festa é uma tradição antiga, e a Igreja manteve a celebração no dia 5 de agosto. Santo Osvaldo, rei do Northumbros Pelo ano 640, o Papa Honório mandou à Inglaterra São Birin, que prometia ir ao interior do país, onde ninguém ainda tinha pregado o Evangelho. Para esse fim foi sagrado bispo por Astério, Bispo de Gênova. Mas, tendo chegado à Bretanha, entre os Gevisses depois Saxões ou Saxões ocidentais, e encontrando-os todos ainda pagãos, julgou inútil ir procurar além outros infiéis. Converteu-lhes o rei chamado Cinegislo, e, depois de o ter instruído, batizou-o com seu povo. Santo Osvaldo, rei dos Northumbros estava presente e recebeu o rei, da fonte batismal, cuja filha depois, desposou. Os dois reis deram a São Birin a cidade de Dorcinque, hoje Dorcester, para, lá estabelecer a sé episcopal. Ele construiu várias igrejas e as consagrou, e também aí morreu, depois de ter convertido por seu trabalho muitos povos. A igreja honra-lhe a memória a 3 de Dezembro. No seu tempo, um piedoso sábio solitário, chamado Meidulfo, fundou o mosteiro famoso de Malmesbury. Santo Osvaldo, rei do Northumbros, era sobrinho do santo rei Edwin. Mas não o substituiu imediatamente. Primeiro o reino foi dividido entre dois reis, que, depois de terem recebido o batismo, recaíram na idolatria. Reinaram pouco, pois, no mesmo ano de sua apostasia, ano que os ingleses, por isso mesmo chamaram de funesto, foram derrotados e mortos por Cedwalla, rei dos bretões Santo Osvaldo, irmão de um desses reis, vingou-lhe a morte e, com um pequeno exército, derrotou as tropas imensas de Cedwalla, que também foi morto. Atribuiu-se essa vitória à piedade do rei Osvaldo, pois, para se preparar ao combate, fincou uma cruz e gritou a todo o exército: Ponhamo-nos de joelhos e roguemos a Deus, todos juntos, que nos defenda desse soberbo inimigo, pois que sabe que empreendemos esta guerra justa pela salvação de nossa pátria. Esse lugar chama-se Campo Celeste: aí, realizaram-se vários milagres e cortavam-se pedacinhos dessa cruz, que se punham na água, para curar homens e animais. Logo que Santo Osvaldo se estabeleceu em seu reino, pensou em tornar cristão todo o povo. Para esse fim, mandou aos anciãos dos escoceses, isto é, irlandeses, entre os quais tinha recebido o batismo, pedir um bispo para instruir os ingleses, seus súditos. Mandaram-lhe primeiro um homem austero que, tendo pregado algum tempo, sem resultado, voltou ao país e disse na assembléia dos anciãos que nada tinha podido fazer por que o tinham mandado a bárbaros, de um espírito duro e indomável. Reuniu-se então um conselho, com grande desejo de se cuidar da salvação daquela gente. Um dos presentes, chamado Aidano, disse ao padre que tinha sido mandado: – Parece-me, meu irmão, que fostes mais duro do que era preciso com aquele povo grosseiro e que não começastes, segundo a doutrina do apóstolo, por lhes dar o leito suave da instrução, até que fossem capazes de deveres mais perfeitos. Todos os presentes voltaram os olhos para Aidano e, depois de terem bem examinado suas palavras, resolveram mandá-lo para a instrução daquele povo, como excelente em discrição, que é a mãe das virtudes. Os escoceses, a quem o rei Osvaldo se dirigiu eram monges da ilha de Hi e do mosteiro fundado por São Colombo ou Colombano, o antigo, no século precedente. O padre Segeno, era-lhe então o abade e foi ele que mandou São Aidano ao rei Osvaldo, com outros monges, depois de o ter sagrado bispo. O santo bispo começou a pregar e a estabelecer a nova igreja. Viu-se então, muitas vezes, um espetáculo admirável. Enquanto o biospo pregava, como não sabia inglês, o rei servia-lhe de intérprete aos seus duques e oficiais, tendo aprendido perfeitamente a língua irlandesa em seu auxílio. Desde esse tempo, vários irlandeses vinham cada dia pregar a fé com grande zelo, nas províncias sujeitas ao rei Osvaldo e os que eram padres administravam o batismo. Construíram-se igrejas em diversos lugares e o réu dava liberalmente as terras para se fundarem mosteiros onde os jovens ingleses aprendiam as letras e a disciplina regular. Pois esses missionários irlandeses eram na maior parte dos monges, bem como Santo Aidano, seu Bispo. Ele praticava por primeiro o que ensinava. Desapegado de todos os bens do mundo, quando os reis ou os ricos davam alguma coisa, comprazia-se em o distribuir aos pobres, que encontrava. Ia ordinariamente a pé, não somente pelas cidades, mas pelos campos e detinha-se com os que encontrava, pobres ou ricos, para os convidar a receber o batismo, se eram infiéis, ou se eram cristãos, para os fortalecer na fé e os excitar à esmola e às boas obras. Queria que todos os que o acompanhavam, clérigos ou leigos, dedicassem um momento todos os dias à leitura das Sagradas Escrituras e a aprender os salmos. Se o rei convidava à sua mesa, o que era raro, entrava com um clérigo ou dois; e, depois de ter tomado um pouco de alimento, apressava-se em sair para se dar com os seus, à leitura e à oração. A seu exemplo, as pessoas piedosas deu e outro sexo, tomaram o costume de jejuar todo o ano, fora o tempo pascal, as quartas-feiras e as sextas-feiras, até à hora de nona. Nem o respeito,, nem o temos o impediam Santo Aidano de repreender com força as pessoas poderosas; e, quando ele as recebia em sua casa, não lhes dava presentes em dinheiro mas somente em víveres; se lhe davam dinheiro, com ele resgatava os escravos. Vários deles que tinham assim libertado foram seus discípulos e levou alguns até o episcopado. Havia apenas um ponto no qual o zelo de Santo Aidano não era muito esclarecido. É que, segundo a tradição dos irlandeses setentrionais, celebrava a Páscoa no dia da décima-quarta lua, contanto que fosse um domingo. Essa tradição, observa o venerável Beda, vinha originariamente de que os irlandeses, estando colocados fora do mundo, ninguém jamais lhes havia mandado cartas pascoais. Santo Osvaldo era o mais poderoso rei da Inglaterra e governava quatro nações que habitavam naquela ilha e que falavam cada qual sua língua: bretões, pictos, escoceses e ingleses. Todavia, aproveitou-se tão bem das instruções de Santo Aidano, que se tornou humilde, manso para com os pobres e estrangeiros e muito liberal. Num dia de Páscoa, quando estava à mesa com o santo bispo, e iam estender a mão para abençoar o pão, o oficial encarregado de receber os pobres entrou de repente e disse-lhe que de todos os lados tinham vindo uma grande multidão, que estava assentada nas ruas, esperando esmola. Osvaldo ordenou imediatamente que lhes levassem um prato de prata que se tinha servido diante dele e que o fizessem em pedaços para se lhes distribuir. Comovidos por tal caridade o bispo tomou-o pela mão direita e disse: Que jamais essa mão se altere! E realizou-se aquele voto.Pois alguns anos depois, o santo rei, tendo sucumbido numa batalha, a 5 de Agosto de 642, puseram sua mão numa caixa onde ela ainda se conservava incorrupta, no tempo do venerável Beda. Fotos: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIV, p. 162 à 166) #SantodoDia

  • Santo Osvaldo de Nortúmbria – 5 de agosto

    SANTO DO DIA – 05 DE AGOSTO – SANTO OSVALDO DE NORTÚMBRIA Rei da Nortúmbria (604-642) Osvaldo nasceu em 604. Era filho do rei pagão Etelfrit, da Nortúmbria, futura Inglaterra, e da princesa Acha. O reino foi invadido em 616, quando seu pai morreu na batalha contra o rei Edin, que assumiu o trono e depois fundou a cidade de Edimburgo. Acha e seus 11 filhos fugiram para a Corte do rei da Escócia, onde todos se converteram. As crianças foram entregues aos cuidados dos beneditinos do Mosteiro de Iona, fundado em 563 por são Columbano, famoso centro de formação e estudos. Lá receberam sólida formação acadêmica e religiosa, adequada aos fidalgos e no seguimento de Cristo. Osvaldo destacava-se pelo belo porte físico, pela inteligência e pela caridade cristã. Tinha um sorriso franco, era bom e generoso, não distinguindo ricos e pobres. Era um hábil e capacitado estrategista militar, treinado pelo pequeno, mas potente exército do rei da Escócia, que muito o apreciava. Curioso mesmo era o seu animal de estimação: um falcão que lhe obedecia e pousava-lhe na mão. Quando o rei Edin morreu, em 633, Osvaldo formou seu exército, pequeno e eficaz, e venceu a famosa batalha de Havenfield, em 634, com o usurpador tombando morto. Osvaldo assumiu o trono como legítimo rei da Nortúmbria. Contam os registros históricos que, antes desse combate, ele teve uma visão de são Columbano, que o orientou a rezar junto com seus soldados antes de partir para o combate. Ele obedeceu. Mandou erguer uma grande cruz no centro do campo onde estavam, ajoelhou-se diante dela, pedindo aos soldados, quase todos pagãos, que fizessem o mesmo. Assim postado, com fé e humildade, o futuro rei pediu a Deus proteção e liberdade para seu povo oprimido pelos inimigos. O rei Osvaldo sempre atribuiu essa vitória à intercessão de são Columbano e à proteção de Cristo. Depois de coroado, todo o exército converteu-se. Mandou chamar os monges escoceses do Mosteiro de Iona para pregarem o Evangelho no seu reino. Ele mesmo traduzia para o povo os sermões, conseguindo muitas conversões. Construiu igrejas, mosteiros, cemitérios, hospitais, asilos e creches, distribuiu riquezas e promoveu prosperidade e caridade ao povo. Casou-se com a princesa Cineburga, filha do rei pagão de Wessex, hoje também Inglaterra. Em seguida, convenceu o sogro a permitir uma missão evangelizadora de monges escoceses no seu reino, que acabaram convertendo também o rei. A Igreja deve à fé do rei Osvaldo o grande impulso para a evangelização do povo inglês e o estabelecimento da vida monástica na ilha britânica. O rei da Nortúmbria morreu em combate em 642, defendendo o seu povo de invasores pagãos. Amado e venerado como santo em vida, a fama de sua santidade ganhou destaque junto aos povos de língua inglesa graças à divulgação dos monges beneditinos. Depois, o venerável Beda, monge famoso pela santidade e sabedoria na doutrina, reivindicou o título de mártir a santo Osvaldo da Nortúmbria, por ter morrido em combate contra os pagãos. Sua festa é uma tradição antiga, e a Igreja manteve a celebração no dia 5 de agosto. Santo Osvaldo, rei do Northumbros Pelo ano 640, o Papa Honório mandou à Inglaterra São Birin, que prometia ir ao interior do país, onde ninguém ainda tinha pregado o Evangelho. Para esse fim foi sagrado bispo por Astério, Bispo de Gênova. Mas, tendo chegado à Bretanha, entre os Gevisses depois Saxões ou Saxões ocidentais, e encontrando-os todos ainda pagãos, julgou inútil ir procurar além outros infiéis. Converteu-lhes o rei chamado Cinegislo, e, depois de o ter instruído, batizou-o com seu povo. Santo Osvaldo, rei dos Northumbros estava presente e recebeu o rei, da fonte batismal, cuja filha depois, desposou. Os dois reis deram a São Birin a cidade de Dorcinque, hoje Dorcester, para, lá estabelecer a sé episcopal. Ele construiu várias igrejas e as consagrou, e também aí morreu, depois de ter convertido por seu trabalho muitos povos. A igreja honra-lhe a memória a 3 de Dezembro. No seu tempo, um piedoso sábio solitário, chamado Meidulfo, fundou o mosteiro famoso de Malmesbury. Santo Osvaldo, rei do Northumbros, era sobrinho do santo rei Edwin. Mas não o substituiu imediatamente. Primeiro o reino foi dividido entre dois reis, que, depois de terem recebido o batismo, recaíram na idolatria. Reinaram pouco, pois, no mesmo ano de sua apostasia, ano que os ingleses, por isso mesmo chamaram de funesto, foram derrotados e mortos por Cedwalla, rei dos bretões Santo Osvaldo, irmão de um desses reis, vingou-lhe a morte e, com um pequeno exército, derrotou as tropas imensas de Cedwalla, que também foi morto. Atribuiu-se essa vitória à piedade do rei Osvaldo, pois, para se preparar ao combate, fincou uma cruz e gritou a todo o exército: Ponhamo-nos de joelhos e roguemos a Deus, todos juntos, que nos defenda desse soberbo inimigo, pois que sabe que empreendemos esta guerra justa pela salvação de nossa pátria. Esse lugar chama-se Campo Celeste: aí, realizaram-se vários milagres e cortavam-se pedacinhos dessa cruz, que se punham na água, para curar homens e animais. Logo que Santo Osvaldo se estabeleceu em seu reino, pensou em tornar cristão todo o povo. Para esse fim, mandou aos anciãos dos escoceses, isto é, irlandeses, entre os quais tinha recebido o batismo, pedir um bispo para instruir os ingleses, seus súditos. Mandaram-lhe primeiro um homem austero que, tendo pregado algum tempo, sem resultado, voltou ao país e disse na assembléia dos anciãos que nada tinha podido fazer por que o tinham mandado a bárbaros, de um espírito duro e indomável. Reuniu-se então um conselho, com grande desejo de se cuidar da salvação daquela gente. Um dos presentes, chamado Aidano, disse ao padre que tinha sido mandado: – Parece-me, meu irmão, que fostes mais duro do que era preciso com aquele povo grosseiro e que não começastes, segundo a doutrina do apóstolo, por lhes dar o leito suave da instrução, até que fossem capazes de deveres mais perfeitos. Todos os presentes voltaram os olhos para Aidano e, depois de terem bem examinado suas palavras, resolveram mandá-lo para a instrução daquele povo, como excelente em discrição, que é a mãe das virtudes. Os escoceses, a quem o rei Osvaldo se dirigiu eram monges da ilha de Hi e do mosteiro fundado por São Colombo ou Colombano, o antigo, no século precedente. O padre Segeno, era-lhe então o abade e foi ele que mandou São Aidano ao rei Osvaldo, com outros monges, depois de o ter sagrado bispo. O santo bispo começou a pregar e a estabelecer a nova igreja. Viu-se então, muitas vezes, um espetáculo admirável. Enquanto o biospo pregava, como não sabia inglês, o rei servia-lhe de intérprete aos seus duques e oficiais, tendo aprendido perfeitamente a língua irlandesa em seu auxílio. Desde esse tempo, vários irlandeses vinham cada dia pregar a fé com grande zelo, nas províncias sujeitas ao rei Osvaldo e os que eram padres administravam o batismo. Construíram-se igrejas em diversos lugares e o réu dava liberalmente as terras para se fundarem mosteiros onde os jovens ingleses aprendiam as letras e a disciplina regular. Pois esses missionários irlandeses eram na maior parte dos monges, bem como Santo Aidano, seu Bispo. Ele praticava por primeiro o que ensinava. Desapegado de todos os bens do mundo, quando os reis ou os ricos davam alguma coisa, comprazia-se em o distribuir aos pobres, que encontrava. Ia ordinariamente a pé, não somente pelas cidades, mas pelos campos e detinha-se com os que encontrava, pobres ou ricos, para os convidar a receber o batismo, se eram infiéis, ou se eram cristãos, para os fortalecer na fé e os excitar à esmola e às boas obras. Queria que todos os que o acompanhavam, clérigos ou leigos, dedicassem um momento todos os dias à leitura das Sagradas Escrituras e a aprender os salmos. Se o rei convidava à sua mesa, o que era raro, entrava com um clérigo ou dois; e, depois de ter tomado um pouco de alimento, apressava-se em sair para se dar com os seus, à leitura e à oração. A seu exemplo, as pessoas piedosas deu e outro sexo, tomaram o costume de jejuar todo o ano, fora o tempo pascal, as quartas-feiras e as sextas-feiras, até à hora de nona. Nem o respeito,, nem o temos o impediam Santo Aidano de repreender com força as pessoas poderosas; e, quando ele as recebia em sua casa, não lhes dava presentes em dinheiro mas somente em víveres; se lhe davam dinheiro, com ele resgatava os escravos. Vários deles que tinham assim libertado foram seus discípulos e levou alguns até o episcopado. Havia apenas um ponto no qual o zelo de Santo Aidano não era muito esclarecido. É que, segundo a tradição dos irlandeses setentrionais, celebrava a Páscoa no dia da décima-quarta lua, contanto que fosse um domingo. Essa tradição, observa o venerável Beda, vinha originariamente de que os irlandeses, estando colocados fora do mundo, ninguém jamais lhes havia mandado cartas pascoais. Santo Osvaldo era o mais poderoso rei da Inglaterra e governava quatro nações que habitavam naquela ilha e que falavam cada qual sua língua: bretões, pictos, escoceses e ingleses. Todavia, aproveitou-se tão bem das instruções de Santo Aidano, que se tornou humilde, manso para com os pobres e estrangeiros e muito liberal. Num dia de Páscoa, quando estava à mesa com o santo bispo, e iam estender a mão para abençoar o pão, o oficial encarregado de receber os pobres entrou de repente e disse-lhe que de todos os lados tinham vindo uma grande multidão, que estava assentada nas ruas, esperando esmola. Osvaldo ordenou imediatamente que lhes levassem um prato de prata que se tinha servido diante dele e que o fizessem em pedaços para se lhes distribuir. Comovidos por tal caridade o bispo tomou-o pela mão direita e disse: Que jamais essa mão se altere! E realizou-se aquele voto.Pois alguns anos depois, o santo rei, tendo sucumbido numa batalha, a 5 de Agosto de 642, puseram sua mão numa caixa onde ela ainda se conservava incorrupta, no tempo do venerável Beda. Fotos: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIV, p. 162 à 166) #SantodoDia

CONTATO
Avalie-nosRuimNão muito bomBomMuito bomÓtimoAvalie-nos

Agradecemos pelo envio !

© 2019 - 2023. INTERVENÇÃO DIVINA - Criado por Divino Design.

Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

bottom of page
ConveyThis