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  • Um mês com Maria – Padre Stefano Maria Manelli

    Mês de maio, mês de Maria, afetuosíssima Mãe dos fiéis católicos. Assim como o mês de outubro, maio é um mês dedicado a Santíssima Virgem; tendo como centro as orações dedicadas a Ela, em especial o Santo Rosário, que nos faz meditar os Mistérios de nossa Redenção. As meditações são do livro “Um mês com Maria”, do padre Stefano Maria Manelli, um franciscano da Imaculada, nascido em 1933 e filho de filhos espirituais de Padre Pio, do qual o menino recebeu a primeira comunhão. Uma meditação para cada dia, baseadas em escritos e histórias de santos, com pequenos votos ao final de cada uma. Os dias ficam mais leves de serem vividos quando entregamos tudo a Ela, pois Ela entrega tudo a Cristo, como São Luís Maria Grignon de Montfort escreveu em seu Tratado de Devoção: Maria, conhecendo Seu Filho, sabe como melhor entregar nossos pedidos e agradecimentos a Cristo. 1º Dia – O Mês de Maria 2º Dia – A Salvação da Alma 3º Dia – O Tempo para Salvar-me 4º Dia – A Morte 5º Dia – O Juízo de Deus 6º Dia – O Inferno 7º Dia – O Purgatório 8º Dia – O Paraíso 9º Dia – A Vida na Graça 10º Dia – O Pecado 11º Dia – O Grande Amigo Inimigo 12º Dia – O Ódio 13º Dia – O Escândalo 14º Dia – A Blasfêmia 15º Dia – A Mentira 16º Dia – A Ganância 17º Dia – O Respeito Humano 18º Dia – Erros e Desvios 19º Dia – O Vigário de Cristo 20º Dia – Santificar as Festas de Preceito e o Domingo 21º Dia – A Confissão 22º Dia – A Eucaristia 23º Dia – A Oração 24º Dia – A Penitência 25º Dia – A Paciência 26º Dia – A Obediência 27º Dia – A Humildade 28º Dia – A Pureza 29º Dia – A Caridade 30º Dia – A Devoção à Nossa Senhora 31º Dia – O Rosário #UmmêscomMaria

  • Um mês com Maria – Padre Stefano Maria Manelli

    Mês de maio, mês de Maria, afetuosíssima Mãe dos fiéis católicos. Assim como o mês de outubro, maio é um mês dedicado a Santíssima Virgem; tendo como centro as orações dedicadas a Ela, em especial o Santo Rosário, que nos faz meditar os Mistérios de nossa Redenção. As meditações são do livro “Um mês com Maria”, do padre Stefano Maria Manelli, um franciscano da Imaculada, nascido em 1933 e filho de filhos espirituais de Padre Pio, do qual o menino recebeu a primeira comunhão. Uma meditação para cada dia, baseadas em escritos e histórias de santos, com pequenos votos ao final de cada uma. Os dias ficam mais leves de serem vividos quando entregamos tudo a Ela, pois Ela entrega tudo a Cristo, como São Luís Maria Grignon de Montfort escreveu em seu Tratado de Devoção: Maria, conhecendo Seu Filho, sabe como melhor entregar nossos pedidos e agradecimentos a Cristo. 1º Dia – O Mês de Maria 2º Dia – A Salvação da Alma 3º Dia – O Tempo para Salvar-me 4º Dia – A Morte 5º Dia – O Juízo de Deus 6º Dia – O Inferno 7º Dia – O Purgatório 8º Dia – O Paraíso 9º Dia – A Vida na Graça 10º Dia – O Pecado 11º Dia – O Grande Amigo Inimigo 12º Dia – O Ódio 13º Dia – O Escândalo 14º Dia – A Blasfêmia 15º Dia – A Mentira 16º Dia – A Ganância 17º Dia – O Respeito Humano 18º Dia – Erros e Desvios 19º Dia – O Vigário de Cristo 20º Dia – Santificar as Festas de Preceito e o Domingo 21º Dia – A Confissão 22º Dia – A Eucaristia 23º Dia – A Oração 24º Dia – A Penitência 25º Dia – A Paciência 26º Dia – A Obediência 27º Dia – A Humildade 28º Dia – A Pureza 29º Dia – A Caridade 30º Dia – A Devoção à Nossa Senhora 31º Dia – O Rosário #UmmêscomMaria

  • Uma católica pode usar biquíni?

    Para alguns essa pergunta pode parecer um pouco óbvia, mas o contexto atual demonstra que 99% dos católicos não possuem a mesma visão que a Igreja sobre esse assunto. Hão de vir umas modas que hão de ofender muito a Nosso Senhor. As pessoas que servem a Deus não devem andar com a moda. A Igreja não tem modas. Afirmou Nossa Senhora Senhora em Fátima. Mas enfim, uma católica pode usar bikini? O pregador católico Jason Evert, responde se convém para uma moça católica o uso de biquínis… Apenas citando um estudo científico da Universidade de Princeton, que explica o comportamento do cérebro dos homens , Jason Evert responde se convém para uma moça católica o uso de biquínis. “Eu penso que quando uma moça cobre o corpo, ela está revelando mais dela pra gente, porque está nos mostrando que ela é muito mais do que um corpo.” (Jason Evert) Para reforçar ainda mais o que é dito no vídeo: (…) segue-se, pois, que às mulheres é lícito vestir-se e enfeitar-se com o fito de aumentar a própria beleza, desde que se evite todo escândalo e não se pretenda nenhum fim desonesto. A dificuldade a este respeito, porém, deve-se tanto ao fato de a aparência feminina provocar mais facilmente a lascívia no homem do que o contrário quanto à peculiar tendência que as mulheres têm para o uso desordenado da própria beleza e, por conseguinte, de tudo o que a possa manifestar ou acentuar. 📚lascivo = sensual, libertino, licencioso Por isto, sempre se discutiu em que circunstâncias podem as mulheres ornar-se a fim de agradar os homens. Apesar de certos rigorismos, a posição de muitos teólogos é a de que, embora possam, sim, enfeitar-se, apenas à mulher casada é lícito vestir-se de modo a seduzir ou agradar seu marido. Portanto, é contrário não só à reta razão, mas também à caridade usar qualquer tipo de vestido ou adereço que induza alguém a pecar contra a castidade. Leia também: Convém a um católico frequentar praias ou piscinas mistas? É pecado usar roupas curtas ou colantes? Para responder a essa questão, é preciso que entendamos primeiro em que consiste a moral cristã , resumida por Nosso Senhor em dois mandamentos principais (cf. Mt 22, 34-40; Mc 12, 28-31; Lc 10, 25-28): “Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento” ( Dt 6, 5) e “Amarás teu próximo como a ti mesmo” ( Lv 19, 18). O núcleo da mensagem cristã não é outro, portanto, senão o amor . Quem não tem isso constantemente diante dos olhos pode terminar interpretando a doutrina moral do Evangelho sob um viés errado, como se ela fosse um simples “código de leis” ou um exacerbamento dos “complexos de culpa” mal resolvidos do homem. Não se trata disso, absolutamente. Como gostava de lembrar o Papa Bento XVI, a fé cristã é sobretudo o encontro com uma Pessoa, mais que com “uma decisão ética ou uma grande ideia” [1], e é por causa desse encontro pessoal e transformador que se desenvolve todo o mais da vida cristã. Posto isso, é necessário considerarmos os três objetos do amor cristão [2], que são atingidos quando uma pessoa veste uma roupa sensual: O primeiro e mais evidente é o amor ao próximo , pois quem se veste indecentemente causa escândalo para as pessoas à sua volta, colocando-as em ocasião de pecado. Foi o próprio Cristo quem disse que “todo aquele que olhar para uma mulher com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela em seu coração” ( Mt 5, 28). É verdade que os maus olhares e pensamentos sujos são de iniciativa das outras pessoas, mas quem quer que se vista de modo “francamente provocativo ” atua como um chamariz, ainda que não tenha a intenção clara de “seduzir o próximo ou excitar as suas paixões”, coisa que seria ainda pior [3]. O segundo é o amor a si mesmo , pois a pessoa que se veste de modo sensual e provocante, ao mesmo tempo em que revela os traços de seu corpo, termina escondendo o que de mais importante há em si: sua alma [4]. Para comprovar essa verdade, basta olhar para o aviltante papel a que se prestam homens e mulheres sambando desnudos sobre os carros alegóricos carnavalescos, degradados como simples “pedaços de carne” à vista. O que se tem, por fim, é uma falta contra o amor a Deus , muitas vezes por temor mundano. Quando alguém sabe, por exemplo, que deve vestir-se dignamente, mas não o faz por medo do que pensarão ou dirão seus amigos ou familiares, é porque prefere o amor das criaturas ao de Deus. Note-se, portanto, como o uso de roupas curtas ou colantes constitui uma grande falta de caridade para com Deus, para com o próximo e para consigo mesmo. Por isso, o amor tem que estar em tudo, inclusive no modo como nos vestimos. Na próxima vez que for abrir o seu guarda-roupa para escolher o seu vestuário, lembre-se: você é uma pessoa que ama. Leia também: Assista também o vídeo em que o Padre Paulo Ricardo faz alerta às mulheres sobre a importância da modéstia #Modéstia

  • Uma católica pode usar biquíni?

    Para alguns essa pergunta pode parecer um pouco óbvia, mas o contexto atual demonstra que 99% dos católicos não possuem a mesma visão que a Igreja sobre esse assunto. Hão de vir umas modas que hão de ofender muito a Nosso Senhor. As pessoas que servem a Deus não devem andar com a moda. A Igreja não tem modas. Afirmou Nossa Senhora Senhora em Fátima. Mas enfim, uma católica pode usar bikini? O pregador católico Jason Evert, responde se convém para uma moça católica o uso de biquínis… Apenas citando um estudo científico da Universidade de Princeton, que explica o comportamento do cérebro dos homens , Jason Evert responde se convém para uma moça católica o uso de biquínis. “Eu penso que quando uma moça cobre o corpo, ela está revelando mais dela pra gente, porque está nos mostrando que ela é muito mais do que um corpo.” (Jason Evert) Para reforçar ainda mais o que é dito no vídeo: (…) segue-se, pois, que às mulheres é lícito vestir-se e enfeitar-se com o fito de aumentar a própria beleza, desde que se evite todo escândalo e não se pretenda nenhum fim desonesto. A dificuldade a este respeito, porém, deve-se tanto ao fato de a aparência feminina provocar mais facilmente a lascívia no homem do que o contrário quanto à peculiar tendência que as mulheres têm para o uso desordenado da própria beleza e, por conseguinte, de tudo o que a possa manifestar ou acentuar. 📚lascivo = sensual, libertino, licencioso Por isto, sempre se discutiu em que circunstâncias podem as mulheres ornar-se a fim de agradar os homens. Apesar de certos rigorismos, a posição de muitos teólogos é a de que, embora possam, sim, enfeitar-se, apenas à mulher casada é lícito vestir-se de modo a seduzir ou agradar seu marido. Portanto, é contrário não só à reta razão, mas também à caridade usar qualquer tipo de vestido ou adereço que induza alguém a pecar contra a castidade. Leia também: Convém a um católico frequentar praias ou piscinas mistas? É pecado usar roupas curtas ou colantes? Para responder a essa questão, é preciso que entendamos primeiro em que consiste a moral cristã , resumida por Nosso Senhor em dois mandamentos principais (cf. Mt 22, 34-40; Mc 12, 28-31; Lc 10, 25-28): “Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento” ( Dt 6, 5) e “Amarás teu próximo como a ti mesmo” ( Lv 19, 18). O núcleo da mensagem cristã não é outro, portanto, senão o amor . Quem não tem isso constantemente diante dos olhos pode terminar interpretando a doutrina moral do Evangelho sob um viés errado, como se ela fosse um simples “código de leis” ou um exacerbamento dos “complexos de culpa” mal resolvidos do homem. Não se trata disso, absolutamente. Como gostava de lembrar o Papa Bento XVI, a fé cristã é sobretudo o encontro com uma Pessoa, mais que com “uma decisão ética ou uma grande ideia” [1], e é por causa desse encontro pessoal e transformador que se desenvolve todo o mais da vida cristã. Posto isso, é necessário considerarmos os três objetos do amor cristão [2], que são atingidos quando uma pessoa veste uma roupa sensual: O primeiro e mais evidente é o amor ao próximo , pois quem se veste indecentemente causa escândalo para as pessoas à sua volta, colocando-as em ocasião de pecado. Foi o próprio Cristo quem disse que “todo aquele que olhar para uma mulher com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela em seu coração” ( Mt 5, 28). É verdade que os maus olhares e pensamentos sujos são de iniciativa das outras pessoas, mas quem quer que se vista de modo “francamente provocativo ” atua como um chamariz, ainda que não tenha a intenção clara de “seduzir o próximo ou excitar as suas paixões”, coisa que seria ainda pior [3]. O segundo é o amor a si mesmo , pois a pessoa que se veste de modo sensual e provocante, ao mesmo tempo em que revela os traços de seu corpo, termina escondendo o que de mais importante há em si: sua alma [4]. Para comprovar essa verdade, basta olhar para o aviltante papel a que se prestam homens e mulheres sambando desnudos sobre os carros alegóricos carnavalescos, degradados como simples “pedaços de carne” à vista. O que se tem, por fim, é uma falta contra o amor a Deus , muitas vezes por temor mundano. Quando alguém sabe, por exemplo, que deve vestir-se dignamente, mas não o faz por medo do que pensarão ou dirão seus amigos ou familiares, é porque prefere o amor das criaturas ao de Deus. Note-se, portanto, como o uso de roupas curtas ou colantes constitui uma grande falta de caridade para com Deus, para com o próximo e para consigo mesmo. Por isso, o amor tem que estar em tudo, inclusive no modo como nos vestimos. Na próxima vez que for abrir o seu guarda-roupa para escolher o seu vestuário, lembre-se: você é uma pessoa que ama. Leia também: Assista também o vídeo em que o Padre Paulo Ricardo faz alerta às mulheres sobre a importância da modéstia #Modéstia

  • Inicia-se a pré-venda para ‘O Último Chamado de Maria’ nos cinemas

    Quem pretende adquirir antecipadamente as entradas, pode acessar o portal exclusivo que contém informações de locais e horários das sessões. Redes de cinema do Brasil começaram a liberar, nesta quinta-feira (27), a pré-venda para assistir ao documentário ‘O Último Chamado de Maria’, que será exibido nos dias 6, 8 e 9 de maio de 2023 . A distribuidora Kolbe Arte disponibilizou um portal exclusivo, com informações sobre locais onde o filme estará disponível, assim como horários das sessões, com a possibilidade de comprar antecipadamente os ingressos. Basta acessar o link: https://www.cinetks.com.br/o-ultimo-chamado-de-maria Confira o trailer A produção, que trata dos eventos místicos relacionados às aparições de Nossa Senhora em Medjugorje, já ganhou o coração de muita gente, inclusive nas redes sociais. “Não vejo a hora de começar! Amo Medjugorje de paixão”, disse uma seguidora. Um perfil lembrou da experiência com ‘Coração de Pai’: “Fico emocionada só de ler o título. O filme com São José foi maravilhoso, então, fico imaginando com Nossa Senhora”. Outra comentou: “Na expectativa da estreia desse novo e maravilhoso filme. Obrigada por novamente nos oferecer esses belos momentos”. Quem adquire antecipadamente aos ingressos evita filas no momento da compra, tem a possibilidade de escolher um bom lugar na sala de exibição e claro, não corre o risco de encontrar sessões esgotadas. Além disso, tem a vantagem de ser uma das primeiras pessoas a assistir ao filme, evitando spoiler de quem já viu. Uma dica: vale muito à pena organizar grupos para ir ao cinema, as entradas podem sair pela metade do preço. Para isso, é preciso reunir pelo menos 20 pessoas e adquirir os ingressos diretamente no local escolhido para a sessão. ‘O Último Chamado de Maria’ é uma produção panamenha da Gospa Online e QuirofanoFilms. No Brasil é uma iniciativa do Apostolado Maria Rainha da Paz Brasil, distribuído pela Kolbe Arte e conta com o apoio do Secretariado Rainha da Paz, do Rio de Janeiro. No país, o filme tem ainda o objetivo de unir os devotos da Rainha da Paz, grupos de orações e associações que seguem a espiritualidade cristocêntrica de Medjugorje, através do Apostolado Maria Rainha da Paz/ Fundação Centro Medjugorje no Brasil que caminha sob orientação direta do Vaticano e franciscanos de Medjugorje, afim de manter a pureza e divulgação correta da espiritualidade. Sinopse Convencido dos acontecimentos sobrenaturais que se desenrolam numa pequena aldeia da Bósnia e Herzegovina (Medjugorje) desde 1981, e que atrai milhões de peregrinos todos os anos, um padre recolhe testemunhos conclusivos de vários países, ao mesmo tempo que explica os fundamentos daquela mensagem. Segundo os “videntes” que narram suas experiências com a Mãe de Deus, esta é a última vez que ela vem ao mundo, antes que comecem a acontecer os acontecimentos que lhes foram confiados e que constituem um apelo à conversão da humanidade. Ficha Técnica O Último Chamado de Maria Direção: Erik Cotrina País (de produção): Panamá Ano (de produção): 2022 Estreia: Maio/2023 Duração: 96 minutos Gênero: Religioso Produtora: QuirofanoFilms e Gospa Online Productions Narrador: Padre Francisco Angel Verar Hernandez Elenco: Marija Pavlovic , Vicka Ivankovic , Ivan Dragičević, Pbro. Jozo Zovko ofm. Pbro. Francisco Vera. Países de filmagem: Bósnia e Herzegovina, Israel, Itália, Brasil, Honduras, Peru, Colômbia, Equador, Panamá, México, Espanha. Sobre a Kolbe Arte Produções A Kolbe Arte Produções surgiu em 2010, a partir da percepção de que o meio cristão necessitava desenvolver estratégias para melhor se comunicar com seus fiéis e transmitir sua mensagem de forma eficaz e condizente com seus valores. Desde 2019, também atua na promoção e distribuição de filmes com temática religiosa, especialmente de produções de interesse do público católico brasileiro. #Filmes #FilmesCatólicos

  • Inicia-se a pré-venda para ‘O Último Chamado de Maria’ nos cinemas

    Quem pretende adquirir antecipadamente as entradas, pode acessar o portal exclusivo que contém informações de locais e horários das sessões. Redes de cinema do Brasil começaram a liberar, nesta quinta-feira (27), a pré-venda para assistir ao documentário ‘O Último Chamado de Maria’, que será exibido nos dias 6, 8 e 9 de maio de 2023 . A distribuidora Kolbe Arte disponibilizou um portal exclusivo, com informações sobre locais onde o filme estará disponível, assim como horários das sessões, com a possibilidade de comprar antecipadamente os ingressos. Basta acessar o link: https://www.cinetks.com.br/o-ultimo-chamado-de-maria Confira o trailer A produção, que trata dos eventos místicos relacionados às aparições de Nossa Senhora em Medjugorje, já ganhou o coração de muita gente, inclusive nas redes sociais. “Não vejo a hora de começar! Amo Medjugorje de paixão”, disse uma seguidora. Um perfil lembrou da experiência com ‘Coração de Pai’: “Fico emocionada só de ler o título. O filme com São José foi maravilhoso, então, fico imaginando com Nossa Senhora”. Outra comentou: “Na expectativa da estreia desse novo e maravilhoso filme. Obrigada por novamente nos oferecer esses belos momentos”. Quem adquire antecipadamente aos ingressos evita filas no momento da compra, tem a possibilidade de escolher um bom lugar na sala de exibição e claro, não corre o risco de encontrar sessões esgotadas. Além disso, tem a vantagem de ser uma das primeiras pessoas a assistir ao filme, evitando spoiler de quem já viu. Uma dica: vale muito à pena organizar grupos para ir ao cinema, as entradas podem sair pela metade do preço. Para isso, é preciso reunir pelo menos 20 pessoas e adquirir os ingressos diretamente no local escolhido para a sessão. ‘O Último Chamado de Maria’ é uma produção panamenha da Gospa Online e QuirofanoFilms. No Brasil é uma iniciativa do Apostolado Maria Rainha da Paz Brasil, distribuído pela Kolbe Arte e conta com o apoio do Secretariado Rainha da Paz, do Rio de Janeiro. No país, o filme tem ainda o objetivo de unir os devotos da Rainha da Paz, grupos de orações e associações que seguem a espiritualidade cristocêntrica de Medjugorje, através do Apostolado Maria Rainha da Paz/ Fundação Centro Medjugorje no Brasil que caminha sob orientação direta do Vaticano e franciscanos de Medjugorje, afim de manter a pureza e divulgação correta da espiritualidade. Sinopse Convencido dos acontecimentos sobrenaturais que se desenrolam numa pequena aldeia da Bósnia e Herzegovina (Medjugorje) desde 1981, e que atrai milhões de peregrinos todos os anos, um padre recolhe testemunhos conclusivos de vários países, ao mesmo tempo que explica os fundamentos daquela mensagem. Segundo os “videntes” que narram suas experiências com a Mãe de Deus, esta é a última vez que ela vem ao mundo, antes que comecem a acontecer os acontecimentos que lhes foram confiados e que constituem um apelo à conversão da humanidade. Ficha Técnica O Último Chamado de Maria Direção: Erik Cotrina País (de produção): Panamá Ano (de produção): 2022 Estreia: Maio/2023 Duração: 96 minutos Gênero: Religioso Produtora: QuirofanoFilms e Gospa Online Productions Narrador: Padre Francisco Angel Verar Hernandez Elenco: Marija Pavlovic , Vicka Ivankovic , Ivan Dragičević, Pbro. Jozo Zovko ofm. Pbro. Francisco Vera. Países de filmagem: Bósnia e Herzegovina, Israel, Itália, Brasil, Honduras, Peru, Colômbia, Equador, Panamá, México, Espanha. Sobre a Kolbe Arte Produções A Kolbe Arte Produções surgiu em 2010, a partir da percepção de que o meio cristão necessitava desenvolver estratégias para melhor se comunicar com seus fiéis e transmitir sua mensagem de forma eficaz e condizente com seus valores. Desde 2019, também atua na promoção e distribuição de filmes com temática religiosa, especialmente de produções de interesse do público católico brasileiro. #Filmes #FilmesCatólicos

  • Santa Zita, padroeira das empregadas domésticas – 27 de Abril

    SANTO DO DIA – 27 DE ABRIL – SANTA ZITA Padroeira das domésticas (1218-1278) Zita foi empregada doméstica durante trinta anos em Luca, na Itália. Hoje em dia, as comunidades de baixa renda sofrem grande injustiça social, principalmente quando trabalham em serviços domésticos, como ela, mas no século XIII as coisas eram bem piores. Zita nasceu em 1218, no povoado de Monsagrati, próximo a Luca, e, como tantas outras meninas, ela foi colocada para trabalhar em casa de nobres ricos. Era a única forma de uma moça não se tornar um peso para a família, pobre e numerosa. Ela não ganharia salário, trabalharia praticamente como uma escrava, mas teria comida, roupa e, quem sabe, até um dote para conseguir um bom casamento, se a família que lhe desse acolhida se afeiçoasse a ela e tivesse interesse em vê-la casada. Zita tinha apenas doze anos quando isso aconteceu. E a família para quem foi servir não costumava tratar bem seus criados. Ela sofreu muito, principalmente nos primeiros tempos. Era maltratada pelos patrões e pelos demais empregados. Porém aguentou tudo com humildade e fé, rezando muito e praticando muita caridade. Aliás, foi o que tornou Zita famosa entre os pobres: a caridade cristã. Tudo que ganhava dos patrões, um pouco de dinheiro, alimentos extras e roupas, dava aos necessitados. A consequência disso foi que, em pouco tempo, Zita dirigia a casa e comandava toda a criadagem. Conquistou a simpatia e a confiança dos patrões e a inveja de outros criados. Certa vez, Zita foi acusada de estar dando pertences da despensa da casa para os mendigos, por uma das criadas que invejavam sua posição junto aos donos da mansão. Talvez não fosse verdade, mas dificilmente a moça poderia provar isso aos patrões. Assim, quando o patriarca da casa perguntou o que levava escondido no avental, ela respondeu: ‘são flores’, e soltando o avental, uma chuva delas cobriu os seus pés. Esta é uma de suas tradições mais antigas citadas pelos seus fervorosos devotos. A sua vida foi uma obra de dedicação total aos pobres e doentes que durou até sua morte, no dia 27 de abril de 1278. Todavia, sua interferência a favor deles não terminou nesse dia. O seu túmulo, na basílica de São Frediano, conserva até hoje o seu corpo, que repousa intacto, como foi constatado na sua última exumação, em 1652, e se tornou um lugar de graças e de muitos milagres comprovados e aceitos. Acontecimentos que serviram para confirmar sua canonização em 1696, pelo papa Inocêncio XII. Apesar da condição social humilde e desrespeitada, a vida de santa Zita marcou de tal forma a história da cidade que ela foi elevada à condição de sua padroeira. E foi uma vida tão exemplar que até Dante Alighieria a cita na Divina Comédia. O papa Pio XII proclamou-a padroeira das empregadas domésticas. Conheça mais sobre Santa Zita Zita nasceu no ano 1218, no pequeno povoado chamado Monsagrati, que ficava perto da cidade de Luca. Sendo de família pobre e com muitos filhos, com apenas doze anos, Zita foi levada para trabalhar na casa de uma família rica e nobre da cidade de Luca. Esta era a única maneira de uma moça não passar a ser mais um peso para a família. Trabalhando para os nobres, Zita não tinha salário. Vivia quase como uma escrava. Em troca, recebia comida e vestimenta. Se a família gostasse dela e quisesse lhe dar um futuro mais seguro, era possível que lhe dessem um dote para poder se casar. Mas isso não era, de maneira alguma, uma obrigação. Muitas moças continuavam no regime de semiescravidão, sem conseguirem casamento, vivendo como eternas dependentes da família para a qual trabalhava. A família para a qual Zita foi trabalhar, não tinha o costume de tratar seus criados com dignidade. Por isso, Zita sofreu muito. Nos primeiros anos, principalmente. Ela foi maltratada por seus patrões e também pelos outros empregados da casa. Zita, porém, era cristã e buscava na oração a força para suportar todas as humilhações que sofria. E a história conta que ela conseguiu suportar tudo com fé e humildade. Destacava-se, no meio dos sofrimentos, pela oração e pela prática da caridade para com os menos favorecidos que ela. A caridade cristã fez com que Zita se tronasse bastante conhecida entre os mais pobres que viviam perto da casa ode trabalhava. Tudo aquilo que ela ganhava de seus patrões, a saber, roupas, alimentos a mais, e algum trocado, ela doava aos que mais precisavam. A caridade de Zita foi notada e considerada por seus patrões. Percebendo seu espírito cristão e sua eficiência no trabalho, eles passaram para as mãos da jovem Zita o comando da casa e de todos os criados. Os patrões ficaram satisfeitos com os resultados. Porém, os criados começaram a se morder de inveja e ciúme. Cheia de inveja e querendo assumir o posto de Zita, uma das criadas da casa acusou-a de distribuir alimentos da despensa da casa entre os mendigos sem autorização dos patrões. Isto seria uma falta bastante grave. Por sua vez, Zita teria muita dificuldade para provar que estava sendo vítima de uma falsa acusação. Quando Zita vinha carregando um grande volume de algo em seu avental, o grande patriarca da casa chegou e, influenciado pela criada invejosa, perguntou a Zita o que ela estava levando escondido no avental. Zita respondeu: “são flores”. Então, ela soltou o avental um grande volume de flores caiu e cobriu os pés da santa. Sua inocência ficou provada. Ela foi defendida por Deus. A vida de Santa Zita foi de uma linda dedicação aos mais pobres e aos doentes. Ela conseguiu manter essa dedicação até pouco antes de sua morte, que aconteceu em 27 de abril do ano 1278. Tinha ela, então, sessenta anos. Entretanto, o amor e intercessão de Santa Zita em favor dos pobres não terminou com sua morte. Pelo contrário, graças e mais graças começaram ser derramadas sobre todos os que invocavam sua intercessão com fé. Por causa dos milagres, o corpo de Santa Zita foi levado para a basílica de São Frediano, em Luca. Na última exumação, feita em 1652, foi constatado que seu corpo estava inteiro, incorrupto. Por isso, o local se tornou um lugar de peregrinação, bênçãos, graças e de vários milagres inexplicáveis pela ciência e aceitos pela Igreja. Sua canonização foi celebrada pelo Papa Inocêncio XII em 1696. A vida e o exemplo de Santa Zita marcaram tanto a cidade de Luca, que ela foi proclamada padroeira da cidade. Mais tarde, o Papa Pio XII proclamou-a como Padroeira dos empregados domésticos. Oração a Santa Zita “Ó Santa Zita, que no humilde trabalho doméstico soubestes ser solícita como foi Marta, quando servia a Jesus, em Betânia, e piedosa como Maria Madalena, aos pés do mesmo Jesus, ajudai-me a suportar com ânimo e paciência todos os sacrifícios que me impõem os meus trabalhos domésticos: ajudai-me a tratar as pessoas da família a que sirvo como se fossem meus irmãos. Oferecimento: Ó Deus, recebei o meu trabalho, o meu cansaço e as minhas tribulações, e pela intercessão de Santa Zita, dai-me forças para cumprir sempre meus deveres, para merecer o reconhecimento dos que sirvo e a recompensa eterna no céu. Santa Zita, ajudai-me. Santa Zita, rogai por nós.” #SantodoDia

  • Santa Zita, padroeira das empregadas domésticas – 27 de Abril

    SANTO DO DIA – 27 DE ABRIL – SANTA ZITA Padroeira das domésticas (1218-1278) Zita foi empregada doméstica durante trinta anos em Luca, na Itália. Hoje em dia, as comunidades de baixa renda sofrem grande injustiça social, principalmente quando trabalham em serviços domésticos, como ela, mas no século XIII as coisas eram bem piores. Zita nasceu em 1218, no povoado de Monsagrati, próximo a Luca, e, como tantas outras meninas, ela foi colocada para trabalhar em casa de nobres ricos. Era a única forma de uma moça não se tornar um peso para a família, pobre e numerosa. Ela não ganharia salário, trabalharia praticamente como uma escrava, mas teria comida, roupa e, quem sabe, até um dote para conseguir um bom casamento, se a família que lhe desse acolhida se afeiçoasse a ela e tivesse interesse em vê-la casada. Zita tinha apenas doze anos quando isso aconteceu. E a família para quem foi servir não costumava tratar bem seus criados. Ela sofreu muito, principalmente nos primeiros tempos. Era maltratada pelos patrões e pelos demais empregados. Porém aguentou tudo com humildade e fé, rezando muito e praticando muita caridade. Aliás, foi o que tornou Zita famosa entre os pobres: a caridade cristã. Tudo que ganhava dos patrões, um pouco de dinheiro, alimentos extras e roupas, dava aos necessitados. A consequência disso foi que, em pouco tempo, Zita dirigia a casa e comandava toda a criadagem. Conquistou a simpatia e a confiança dos patrões e a inveja de outros criados. Certa vez, Zita foi acusada de estar dando pertences da despensa da casa para os mendigos, por uma das criadas que invejavam sua posição junto aos donos da mansão. Talvez não fosse verdade, mas dificilmente a moça poderia provar isso aos patrões. Assim, quando o patriarca da casa perguntou o que levava escondido no avental, ela respondeu: ‘são flores’, e soltando o avental, uma chuva delas cobriu os seus pés. Esta é uma de suas tradições mais antigas citadas pelos seus fervorosos devotos. A sua vida foi uma obra de dedicação total aos pobres e doentes que durou até sua morte, no dia 27 de abril de 1278. Todavia, sua interferência a favor deles não terminou nesse dia. O seu túmulo, na basílica de São Frediano, conserva até hoje o seu corpo, que repousa intacto, como foi constatado na sua última exumação, em 1652, e se tornou um lugar de graças e de muitos milagres comprovados e aceitos. Acontecimentos que serviram para confirmar sua canonização em 1696, pelo papa Inocêncio XII. Apesar da condição social humilde e desrespeitada, a vida de santa Zita marcou de tal forma a história da cidade que ela foi elevada à condição de sua padroeira. E foi uma vida tão exemplar que até Dante Alighieria a cita na Divina Comédia. O papa Pio XII proclamou-a padroeira das empregadas domésticas. Conheça mais sobre Santa Zita Zita nasceu no ano 1218, no pequeno povoado chamado Monsagrati, que ficava perto da cidade de Luca. Sendo de família pobre e com muitos filhos, com apenas doze anos, Zita foi levada para trabalhar na casa de uma família rica e nobre da cidade de Luca. Esta era a única maneira de uma moça não passar a ser mais um peso para a família. Trabalhando para os nobres, Zita não tinha salário. Vivia quase como uma escrava. Em troca, recebia comida e vestimenta. Se a família gostasse dela e quisesse lhe dar um futuro mais seguro, era possível que lhe dessem um dote para poder se casar. Mas isso não era, de maneira alguma, uma obrigação. Muitas moças continuavam no regime de semiescravidão, sem conseguirem casamento, vivendo como eternas dependentes da família para a qual trabalhava. A família para a qual Zita foi trabalhar, não tinha o costume de tratar seus criados com dignidade. Por isso, Zita sofreu muito. Nos primeiros anos, principalmente. Ela foi maltratada por seus patrões e também pelos outros empregados da casa. Zita, porém, era cristã e buscava na oração a força para suportar todas as humilhações que sofria. E a história conta que ela conseguiu suportar tudo com fé e humildade. Destacava-se, no meio dos sofrimentos, pela oração e pela prática da caridade para com os menos favorecidos que ela. A caridade cristã fez com que Zita se tronasse bastante conhecida entre os mais pobres que viviam perto da casa ode trabalhava. Tudo aquilo que ela ganhava de seus patrões, a saber, roupas, alimentos a mais, e algum trocado, ela doava aos que mais precisavam. A caridade de Zita foi notada e considerada por seus patrões. Percebendo seu espírito cristão e sua eficiência no trabalho, eles passaram para as mãos da jovem Zita o comando da casa e de todos os criados. Os patrões ficaram satisfeitos com os resultados. Porém, os criados começaram a se morder de inveja e ciúme. Cheia de inveja e querendo assumir o posto de Zita, uma das criadas da casa acusou-a de distribuir alimentos da despensa da casa entre os mendigos sem autorização dos patrões. Isto seria uma falta bastante grave. Por sua vez, Zita teria muita dificuldade para provar que estava sendo vítima de uma falsa acusação. Quando Zita vinha carregando um grande volume de algo em seu avental, o grande patriarca da casa chegou e, influenciado pela criada invejosa, perguntou a Zita o que ela estava levando escondido no avental. Zita respondeu: “são flores”. Então, ela soltou o avental um grande volume de flores caiu e cobriu os pés da santa. Sua inocência ficou provada. Ela foi defendida por Deus. A vida de Santa Zita foi de uma linda dedicação aos mais pobres e aos doentes. Ela conseguiu manter essa dedicação até pouco antes de sua morte, que aconteceu em 27 de abril do ano 1278. Tinha ela, então, sessenta anos. Entretanto, o amor e intercessão de Santa Zita em favor dos pobres não terminou com sua morte. Pelo contrário, graças e mais graças começaram ser derramadas sobre todos os que invocavam sua intercessão com fé. Por causa dos milagres, o corpo de Santa Zita foi levado para a basílica de São Frediano, em Luca. Na última exumação, feita em 1652, foi constatado que seu corpo estava inteiro, incorrupto. Por isso, o local se tornou um lugar de peregrinação, bênçãos, graças e de vários milagres inexplicáveis pela ciência e aceitos pela Igreja. Sua canonização foi celebrada pelo Papa Inocêncio XII em 1696. A vida e o exemplo de Santa Zita marcaram tanto a cidade de Luca, que ela foi proclamada padroeira da cidade. Mais tarde, o Papa Pio XII proclamou-a como Padroeira dos empregados domésticos. Oração a Santa Zita “Ó Santa Zita, que no humilde trabalho doméstico soubestes ser solícita como foi Marta, quando servia a Jesus, em Betânia, e piedosa como Maria Madalena, aos pés do mesmo Jesus, ajudai-me a suportar com ânimo e paciência todos os sacrifícios que me impõem os meus trabalhos domésticos: ajudai-me a tratar as pessoas da família a que sirvo como se fossem meus irmãos. Oferecimento: Ó Deus, recebei o meu trabalho, o meu cansaço e as minhas tribulações, e pela intercessão de Santa Zita, dai-me forças para cumprir sempre meus deveres, para merecer o reconhecimento dos que sirvo e a recompensa eterna no céu. Santa Zita, ajudai-me. Santa Zita, rogai por nós.” #SantodoDia

  • Santo Anacleto, papa e mártir – 26 de Abril

    SANTO DO DIA – 26 DE ABRIL – SANTOS PAPAS ANACLETO E MARCELINO Papa mártir (século I) Eis uma curiosidade com relação ao santo venerado nesta data: seus dados biográficos se embaralharam ao serem transcritos século após século. Papa Anacleto teve sua vida contada como se ele ‘fosse dois’: papa Anacleto e papa Cleto, comemorados em datas diferentes, 26 de abril e 13 de julho. O engano, que passou também pelo cuidadoso Barônio, parece ter sido de um copista, que teria visto abreviado em alguma lista dos papas o nome de Anacleto por Cleto e julgou que deveria colocar novamente o nome apagado de Anacleto sem excluir a abreviação. Após a revisão dos anos 1960, como consequência dos estudos de Duchesne, verificou-se que se tratavam da mesma pessoa e a data de julho foi eliminada. Ele foi o segundo sucessor de são Pedro e foi o terceiro papa da Igreja de Roma, governou entre os anos 76 e 88. Anacleto nasceu em Roma e, durante o seu pontificado, o imperador Domiciano desencadeou a segunda perseguição contra os cristãos. Ele mandou construir uma memória, isto é, um pequeno templo na tumba de São Pedro. Morreu mártir no ano 88 e foi sepultado ao lado de São Pedro. Conheça mais sobre os Santos Anacleto e Marcelino Santo Anacleto teve destino singular: desdobrado em duas pessoas distintas. Cleto e Anacleto, havia duas festas no Martirológio Romano, respectivamente a 26 de abril e 13 de julho. O engano, que passou também pelo célebre cuidadoso Barônio, parece ter sido de copista que teria visto abreviado em alguma lista dos papas o nome de Anacleto por Cleto, julgou dever reinserir o nome apagado de Anacleto sem excluir a abreviatura. Baseando-se nos estudos do Duchesne, a orientação atual é que Anacleto e Cleto são uma só pessoa: por isso a Congregação dos Ritos em 1960 aboliu a festa de 13 de julho, deixando só a de 26 de abril. Mais severos ainda foram os compiladores do novo calendário: “A memória dos santos Cleto e Marcelino, introduzida no Calendário romano no século XIII, está cancelada. Ignora-se o dia da deposição de são Cleto, que não parece tenha sido mártir; igualmente discutida é a deposição de são Marcelino, que morreu no ano 304, quando a perseguição de Diocleciano estava no auge do seu rigor”. Embora não tenha sido mártir, Anacleto, de origem ateniense, foi papa de 79 a 90, tornou-se benemérito por ter edificado uma memória, isto é, um sepulcro, a são Pedro, junto ao qual ele mesmo foi sepultado. O caso de são Marcelino é exatamente o contrário, pois tentaram fazer dele e de são Marcelo uma única pessoa. Sobre são Marcelo já falamos no dia 16 de janeiro. O Martirológio Romano lembra são Marcelino, além de 26 de abril também em 25 de outubro, comemorando “o natal de são Marcelino, papa e mártir, o qual sob Maximiano, juntamente com Cláudio, Cirino e Antonino, pela fé em Cristo foi decapitado…”. Na realidade, parece que está fora de dúvida que a qualificação do martírio foi reconhecida a são Marcelino por finalidades apologéticas: no século V difundia-se uma lenda de origem donatista que caluniava a sua memória, dizendo que ele teria cedido à perseguição, “entregando” os livros sagrados, e tinha sido por isso “traidor”. Já santo Agostinho reagira contra a calúnia, mas como as fofocas continuavam, com recurso que está bem longe da nossa sensibilidade moderna, mas que então era perfeitamente compreensível, admitiu-se a “queda” de são Marcelino, que depois teria se redimido, enfrentando o martírio: efeitos da opinião pública! Nada mais sabemos ao certo nem de sua morte, nem de sua vida, senão que foi papa entre 296 e 304-305 e foi sepultado no cemitério de Priscila, perto do mártir Crescêncio. #SantodoDia

  • Santo Anacleto, papa e mártir – 26 de Abril

    SANTO DO DIA – 26 DE ABRIL – SANTOS PAPAS ANACLETO E MARCELINO Papa mártir (século I) Eis uma curiosidade com relação ao santo venerado nesta data: seus dados biográficos se embaralharam ao serem transcritos século após século. Papa Anacleto teve sua vida contada como se ele ‘fosse dois’: papa Anacleto e papa Cleto, comemorados em datas diferentes, 26 de abril e 13 de julho. O engano, que passou também pelo cuidadoso Barônio, parece ter sido de um copista, que teria visto abreviado em alguma lista dos papas o nome de Anacleto por Cleto e julgou que deveria colocar novamente o nome apagado de Anacleto sem excluir a abreviação. Após a revisão dos anos 1960, como consequência dos estudos de Duchesne, verificou-se que se tratavam da mesma pessoa e a data de julho foi eliminada. Ele foi o segundo sucessor de são Pedro e foi o terceiro papa da Igreja de Roma, governou entre os anos 76 e 88. Anacleto nasceu em Roma e, durante o seu pontificado, o imperador Domiciano desencadeou a segunda perseguição contra os cristãos. Ele mandou construir uma memória, isto é, um pequeno templo na tumba de São Pedro. Morreu mártir no ano 88 e foi sepultado ao lado de São Pedro. Conheça mais sobre os Santos Anacleto e Marcelino Santo Anacleto teve destino singular: desdobrado em duas pessoas distintas. Cleto e Anacleto, havia duas festas no Martirológio Romano, respectivamente a 26 de abril e 13 de julho. O engano, que passou também pelo célebre cuidadoso Barônio, parece ter sido de copista que teria visto abreviado em alguma lista dos papas o nome de Anacleto por Cleto, julgou dever reinserir o nome apagado de Anacleto sem excluir a abreviatura. Baseando-se nos estudos do Duchesne, a orientação atual é que Anacleto e Cleto são uma só pessoa: por isso a Congregação dos Ritos em 1960 aboliu a festa de 13 de julho, deixando só a de 26 de abril. Mais severos ainda foram os compiladores do novo calendário: “A memória dos santos Cleto e Marcelino, introduzida no Calendário romano no século XIII, está cancelada. Ignora-se o dia da deposição de são Cleto, que não parece tenha sido mártir; igualmente discutida é a deposição de são Marcelino, que morreu no ano 304, quando a perseguição de Diocleciano estava no auge do seu rigor”. Embora não tenha sido mártir, Anacleto, de origem ateniense, foi papa de 79 a 90, tornou-se benemérito por ter edificado uma memória, isto é, um sepulcro, a são Pedro, junto ao qual ele mesmo foi sepultado. O caso de são Marcelino é exatamente o contrário, pois tentaram fazer dele e de são Marcelo uma única pessoa. Sobre são Marcelo já falamos no dia 16 de janeiro. O Martirológio Romano lembra são Marcelino, além de 26 de abril também em 25 de outubro, comemorando “o natal de são Marcelino, papa e mártir, o qual sob Maximiano, juntamente com Cláudio, Cirino e Antonino, pela fé em Cristo foi decapitado…”. Na realidade, parece que está fora de dúvida que a qualificação do martírio foi reconhecida a são Marcelino por finalidades apologéticas: no século V difundia-se uma lenda de origem donatista que caluniava a sua memória, dizendo que ele teria cedido à perseguição, “entregando” os livros sagrados, e tinha sido por isso “traidor”. Já santo Agostinho reagira contra a calúnia, mas como as fofocas continuavam, com recurso que está bem longe da nossa sensibilidade moderna, mas que então era perfeitamente compreensível, admitiu-se a “queda” de são Marcelino, que depois teria se redimido, enfrentando o martírio: efeitos da opinião pública! Nada mais sabemos ao certo nem de sua morte, nem de sua vida, senão que foi papa entre 296 e 304-305 e foi sepultado no cemitério de Priscila, perto do mártir Crescêncio. #SantodoDia

  • O FIM DA IGREJA CATÓLICA NO BRASIL?

    O catolicismo corre o risco seríssimo de chegar ao fim no nosso país. E, se as coisas continuarem como estão, isso pode acontecer antes do previsto. Assista essa análise do jornalista católico Bernardo Küster sobre a conjuntura atual da Igreja Católica no Brasil e entenda o porque o catolicismo corre risco. Uma pesquisa feita em 2018, mostrou que apenas cerca de 5% dos católicos frequentam regularmente a Missa dominical e essa realidade se observa em todas as regiões do Brasil. Dom Henrique Soares já havia previsto e observado a queda constante no número dos Católicos no Brasil e escreveu este artigo no qual ele lista detalhes de como chegamos neste ponto e caminhos que devemos seguir… A situação da Igreja: uma ameaça, uma chance – I, II e III Caro Internauta, saiu o resultado do último censo no tocante à religião no Brasil. Diminuiu o número de católicos, como já era de se esperar. Por todos os lados aparecem análises desse resultado. Em maio de 2006 escrevi sobre este tema. Não mudo uma vírgula do que escrevi naquela época. Cada vez que sai uma nova pesquisa, republico o meu texto, porque é o que penso e me apraz compartilhar com outros esta análise… Aqui vai ela mais uma vez, toda inteira, tal como escrevi em maio de 2006, sem tirar nem pôr! Recente estudo, apresentado na PUC de São Paulo, dá conta que a cada ano, no Brasil, a Igreja católica perde 1% de seus fiéis. Há gente muitíssimo preocupada com isso. É bom mesmo! Gostaria de partilhar com você, alguns pensamentos sobre esta realidade. (1) É necessário, antes de tudo, compreender que parte deste fenômeno é típico de nossa época e, neste sentido, não podemos fazer nada para detê-lo. Pela primeira vez na história humana a população mundial é preponderantemente urbana, vivendo num intenso processo de massificação, desenraizamento cultural e despersonalização e pressionada por uma gama desumanizante de informação. Os meios de comunicação, com sua incrível força de penetração, e o excesso de ideias em circulação desestabilizam os valores das pessoas e das sociedades de modo nunca antes imaginado. Esse fenômeno faz com que se perca o sentido e o valor da tradição. Não faz muito tempo, cada pessoa era situada em relação à sua família à sua comunidade. O indivíduo sabia quem era, de onde vinha, quais seus valores, qual seu universo existencial… Agora, isso acabou: cada um se sente só, numa corrida louca para ser feliz a qualquer custo, iludido, pensando que os valores dos antepassados e do seu grupo só são valores se interessarem a si próprio, individualmente: é verdade o que é verdade para mim; é bom o que realiza meus desejos e expectativas; cada um é a medida do bem e do mal. É triste, mas cada pessoa acha que tem o direito e o dever de começar do zero e “redescobrir a roda”, de fabricar sua receita de felicidade, determinando de modo autônomo o que é certo e o que é errado, o que é bom e o que não é. Isto é pura loucura, mas é assim! E lá vamos nós, gritando: “Eu tenho o direito de ser feliz; a vida é minha e faço como eu quero. Eu decido o que é certo e o que é errado…” (2) No tocante à religião, o homem da sociedade consumista e hedonista do Ocidente não está à procura da verdade, mas sim do bem-estar. A sociedade ocidental já não crê que se possa atingir a Verdade e viver na Verdade. Agora há somente a verdadezinha de cada um, feita sob medida: é “verdade para mim” o que me faz sentir bem, o que resolve minhas necessidades imediatas. Religião não é mais questão de aderir à Verdade que dá sentido à existência, mas sim de entrar num grupo que resolva meus problemas afetivos, emocionais, de saúde e até materiais… Religião não é um modo de servir a Deus e nele me encontrar, mas um modo de me servir de Deus para resolver minhas coisas… Como diz o Edir Macedo, a Bíblia é uma ferramenta para se conseguir aquilo que se quer! Vivam RR Soares, Edir Macedo e companhia… (3) A urbanização violenta e massificante faz com que as pessoas busquem refúgio em pequenos grupos que lhes proporcionem aconchego e segurança. Por isso as seitas atraem tanto: elas criam um diferencial entre mim e o mundo cão; dão-me a sensação de estar livre do monstro da desumanização, do anonimato, da nadificação… Veja bem, meu Leitor, que contra esta realidade a Igreja não pode fazer muito. A multidão continuará presa das ideias desvairadas dos meios de comunicação; a busca do bem-estar egoístico continuará fazendo as pessoas buscarem a religião como um refúgio e um pronto socorro e, finalmente, a busca de se sentir alguém, fará as pessoas procurarem pequenos grupos nos quais se sintam acolhidas e valorizadas. Leia também Sobre a queda dos católicos no Brasil – os católicos de IBGE A situação da Igreja: uma ameaça, uma chance – II Mas, por que este fenômeno atinge sobretudo os católicos? Por vários motivos: a) Somos a massa da população brasileira e não temos como dar assistência pastoral personalizada a todos os fiéis. Isso seria praticamente impossível, mesmo que tivéssemos o triplo do número de padres e agentes de pastoral… b) Historicamente, nossa catequese deixou muito a desejar e nas últimas décadas piorou muito: é uma catequese de ideias vagas, mais ideológica que propositiva, ambígua, que não tem coragem de apresentar a fé com todas as letras… Ao invés, apresenta a opinião desse ou daquele teólogo… Assim, troca-se a clareza e simplicidade da fé católica (como o Catecismo a apresenta) por complicadas e inseguras explicações, fazendo a fé parecer uma questão de opinião e não uma certeza que vem de Deus; algo acessível a especialistas letrados e não aos simples mortais. Céu, inferno, anjos, diabo, purgatório, valor da missa, doutrina moral – cada padre diz uma coisa, cada um acha que pode construir sua verdade… Tudo tende a ser relativizado… Uma religião assim não segura ninguém e não atrai ninguém. Religião é lugar de experimentar a certeza que vem de Deus, não as dúvidas e vacilações dos tateamentos das opiniões humanas. É preciso que as opiniões cedam lugar à certeza da fé da Igreja! c) No Brasil há, desde os anos setenta, uma verdadeira anarquia litúrgica, ferindo de morte o núcleo da fé da Igreja. Bagunçou-se de tal modo a liturgia, inventou-se tanta moda, fez-se tanta arbitrariedade, que as pessoas saem da missa mais vazias que o que entraram. A missa virou o show do padre ou o show “criativo e maravilhoso” da comunidade. A missa tornou-se autocelebração… Mas, as pessoas não querem show, criatividade nem bom-mocismo: as pessoas querem encontrar Deus nos ritos sagrados! Hoje, infelizmente, celebra-se com mais respeito e seriedade um culto protestante ou um toque da umbanda que uma missa católica! No culto não se inventa, na umbanda não se inventa; na liturgia da Igreja do Brasil, o clero se sente no direito absurdo de inventar! Isso é um gravíssimo abuso e uma tirania sobre a fé do povo de Deus! É muita invenção, é muita criatividade fajuta. Bastaria abrir o missal e celebrar com devoção e unção, cumprindo as normas litúrgicas… d) A Igreja no Brasil, em nome de uma preocupação com o social (que em si é necessária e legítima) descuidou-se dos valores propriamente religiosos e muitas vezes fez pouco da religiosidade popular (quantas vezes se negou uma bênção, uma oração de cura, a administração de um sacramento, uma procissão com a presença do padre, o valor de uma novena e de uma romaria…). Ora, hoje o “mercado” de religião é diversificado: se o padre não sabe falar de Deus, o pastor sabe; se na homilia não se prega a palavra, mas se a instrumentaliza política e ideologicamente, o pastor prega a palavra; se o padre não dá uma bênção, o pastor dá… Infelizmente, às vezes, tem-se a impressão que a Igreja é uma grande ONG, preocupada com um monte de coisas e não muito atenta a pregar Jesus Cristo e a sua salvação… Não se vê muito nossos padres e freiras apaixonados por Cristo e pelo Evangelho. Fala-se muito em valores do Reino, compromisso cristão, etc… Isso não encanta! Quem encanta, atrai, comove, converte e dá sentido a vida é uma Pessoa: Jesus Cristo! e) Outra triste realidade é o processo de dessacralização. Parece que o clero e os religiosos perderam o sentido do sagrado. Adeus ao hábito religioso, adeus à batina, adeus ao clergyman, adeus à oração fiel e obediente da Liturgia das Horas, adeus ao terço diário (“para que terço?”), adeus ao ethos, isto é, àquele conjunto de realidades, de modo de ser e de viver que fazia com que o povo reconhecesse o padre como padre, o religioso como religioso, a freira como freira. Parece que se faz questão de transgredir, de chocar, de desnortear a expectativa do povo, de negar a identidade… Hoje tudo é ideologizado: a pobreza é “espiritual” e não real, material, concreta; assim também a obediência, a vida mística, a penitência e a mortificação e, muitas vezes, os votos e compromissos… Tem-se, portanto, uma religião cerebral e não encarnada na carne da vida, da existência concreta material… E nada mais anticristão que um cristianismo cerebral… f) Nossas comunidades são meio frias; nossos padres não têm muito tempo. Não temos leigos capacitados para uma pastoral da acolhida, que faça com que nossas igrejas estejam abertas e tenham pessoas para ouvir, aconselhar, consolar… Infelizmente, ainda que não queiramos, às vezes a Igreja parece uma grande repartição pública e impessoal… A paróquia somente terá futuro como cadeia de comunidades vivas e aconchegantes, nas quais se façam efetivamente a experiência da proximidade de Deus e dos irmãos… g) As homilias em nossas missas são chatas e moralizantes: só dizem que devemos ser bonzinhos, justos, honestos… A homilia deveria ser anúncio alegre da Palavra que comunica Jesus e sua salvação, tal como a Igreja sempre creu, celebrou e anunciou. A homilia deve ainda ser fruto de uma experiência de Deus; somente assim reflete um testemunho e não um exercício de propaganda. A fé que devemos anunciar é a fé da Igreja, não nossas teorias e nossas idéias estapafúrdias… Isso desnorteia e destrói a fé do povo de Deus. Por que alguém seria católico se nem os ministros da Igreja acreditam realmente na sua doutrina e na sua moral? Os padres nisso têm uma imensa responsabilidade e uma imensa parcela de culpa! Leia também Católicos de aparência: um resultado alarmante – Pesquisa realizada pela Arquidiocese de São Paulo A situação da Igreja: uma ameaça, uma chance – III Sinceramente, penso que o número de católicos diminuirá mais e drasticamente. Mas, não devemos nos assustar. Veja, e pense: 1. O cristianismo nunca deveria ser uma religião de massa. A fé cristã deve nascer de um encontro pessoal e envolvente com Cristo Jesus. Somente aí é que eu posso abraçar o ser cristão com todas as suas exigências de fé e de moral. Nós estamos vendo o fim do cristianismo de massa, que começou com o Edito de Milão, em 313, e com o batismo de Clóvis, rei dos francos, e de todo o seu povo, em 496, na Alta Idade Média. No Brasil, esse cristianismo de massa começou com a colonização e o sistema do padroado. Aí, ser brasileiro e ser católico eram a mesma coisa. Ora, será que no cristianismo pode mesmo haver conversão de massa? 2. A Igreja voltará a ser um pequeno rebanho, presente em todo o mundo, mas com cristãos de tal modo comprometidos com o Evangelho, de tal modo empolgados com Cristo, de tal modo formando comunidades de vida, oração, fé e amor fraterno, que serão um sinal, uma luz, uma opção de vida para todos os povos da terra. Era isso que os Padres da Igreja desejavam: não que todos fossem cristãos a qualquer custo, mas que os cristãos fossem, a qualquer custo, cristãos de verdade, sal da terra e luz do mundo, entusiasmados por Cristo e por sua Igreja católica. 3. O fato de sermos minoria e mais coerentes com o Evangelho, nos fará diferentes do mundo e redescobriremos a novidade e singularidade do ser cristão. Isso nos fará atraentes para aqueles que buscam com sinceridade a Luz e a Verdade. Por isso mesmo, a Igreja não deve cair em falsas soluções de um cristianismo frouxo e agradável ao mundo, de uma moral ao sabor da moda, de um ecumenismo compreendido de modo torto e de um diálogo inter-religioso que coloque Cristo no mesmo nível das outras tradições religiosas. Ecumenismo e diálogo religioso sim, mas de acordo com a fé católica! O remédio para a crise atual e o único verdadeiro futuro da Igreja é a fidelidade total e radical a Cristo, expressa na adesão total à fé católica. 4. É imprescindível também melhorar e muito a formação dos nossos padres e religiosos. Como está, está ruim. Precisamos de padres com modos de padres e religiosos com modos de religiosos; precisamos de padres e religiosos bem formados humana, afetiva, teológica e moralmente. O padre e o religioso são pessoas públicas e devem honrar a imagem da Igreja e o nome de cristãos; devem saber portar-se ante o mundo, as autoridades e a sociedade. Nisso tem havido grave deficiência no clero e nos religiosos do Brasil… É importante perceber que, apesar de diminuir o número de católicos, nunca as comunidades católicas foram tão vivas, nunca os leigos participaram tanto, nunca se sentiram tão Igreja, nunca houve tantas vocações. Muitas vezes, os leigos são até mais fervorosos e radicais (no bom sentido) que padres e religiosos. A Igreja está viva, a Igreja é jovem, a Igreja continua encantada por Cristo! O clero e os religiosos deveriam deixar de lado as ideologias, as teorias pouco cristãs e nada católicas defendidas em tantos cursos de teologia e livros muito doutos e pouco fiéis, e serem mais atentos ao clamor do povo de Deus e aos sinais dos tempos – sinais de verdade, que estão aí para quem quiser ver, e não os inventados por uma teologia ideologizada de esquerda! Além disso, é necessário considerar que a Igreja não é nossa: é de Cristo. Ele a está conduzindo, está purificando-a, está levando-a onde ele sabe ser o melhor para que seu testemunho seja mais límpido, coerente e puro. Nós temos os nossos caminhos, Deus tem os dele; temos os nossos planos e modos que, nem sempre, coincidem com os do Senhor. Pois bem, façamos a nossa parte. Deus fará o resto! Isso é o que eu penso, sinceramente, e com todo o meu coração. Dom Henrique Soares Bispo da Diocese de Palmares – PE Leia também Brasil está na lista dos países que menos frequentam a missa dominical

  • O FIM DA IGREJA CATÓLICA NO BRASIL?

    O catolicismo corre o risco seríssimo de chegar ao fim no nosso país. E, se as coisas continuarem como estão, isso pode acontecer antes do previsto. Assista essa análise do jornalista católico Bernardo Küster sobre a conjuntura atual da Igreja Católica no Brasil e entenda o porque o catolicismo corre risco. Uma pesquisa feita em 2018, mostrou que apenas cerca de 5% dos católicos frequentam regularmente a Missa dominical e essa realidade se observa em todas as regiões do Brasil. Dom Henrique Soares já havia previsto e observado a queda constante no número dos Católicos no Brasil e escreveu este artigo no qual ele lista detalhes de como chegamos neste ponto e caminhos que devemos seguir… A situação da Igreja: uma ameaça, uma chance – I, II e III Caro Internauta, saiu o resultado do último censo no tocante à religião no Brasil. Diminuiu o número de católicos, como já era de se esperar. Por todos os lados aparecem análises desse resultado. Em maio de 2006 escrevi sobre este tema. Não mudo uma vírgula do que escrevi naquela época. Cada vez que sai uma nova pesquisa, republico o meu texto, porque é o que penso e me apraz compartilhar com outros esta análise… Aqui vai ela mais uma vez, toda inteira, tal como escrevi em maio de 2006, sem tirar nem pôr! Recente estudo, apresentado na PUC de São Paulo, dá conta que a cada ano, no Brasil, a Igreja católica perde 1% de seus fiéis. Há gente muitíssimo preocupada com isso. É bom mesmo! Gostaria de partilhar com você, alguns pensamentos sobre esta realidade. (1) É necessário, antes de tudo, compreender que parte deste fenômeno é típico de nossa época e, neste sentido, não podemos fazer nada para detê-lo. Pela primeira vez na história humana a população mundial é preponderantemente urbana, vivendo num intenso processo de massificação, desenraizamento cultural e despersonalização e pressionada por uma gama desumanizante de informação. Os meios de comunicação, com sua incrível força de penetração, e o excesso de ideias em circulação desestabilizam os valores das pessoas e das sociedades de modo nunca antes imaginado. Esse fenômeno faz com que se perca o sentido e o valor da tradição. Não faz muito tempo, cada pessoa era situada em relação à sua família à sua comunidade. O indivíduo sabia quem era, de onde vinha, quais seus valores, qual seu universo existencial… Agora, isso acabou: cada um se sente só, numa corrida louca para ser feliz a qualquer custo, iludido, pensando que os valores dos antepassados e do seu grupo só são valores se interessarem a si próprio, individualmente: é verdade o que é verdade para mim; é bom o que realiza meus desejos e expectativas; cada um é a medida do bem e do mal. É triste, mas cada pessoa acha que tem o direito e o dever de começar do zero e “redescobrir a roda”, de fabricar sua receita de felicidade, determinando de modo autônomo o que é certo e o que é errado, o que é bom e o que não é. Isto é pura loucura, mas é assim! E lá vamos nós, gritando: “Eu tenho o direito de ser feliz; a vida é minha e faço como eu quero. Eu decido o que é certo e o que é errado…” (2) No tocante à religião, o homem da sociedade consumista e hedonista do Ocidente não está à procura da verdade, mas sim do bem-estar. A sociedade ocidental já não crê que se possa atingir a Verdade e viver na Verdade. Agora há somente a verdadezinha de cada um, feita sob medida: é “verdade para mim” o que me faz sentir bem, o que resolve minhas necessidades imediatas. Religião não é mais questão de aderir à Verdade que dá sentido à existência, mas sim de entrar num grupo que resolva meus problemas afetivos, emocionais, de saúde e até materiais… Religião não é um modo de servir a Deus e nele me encontrar, mas um modo de me servir de Deus para resolver minhas coisas… Como diz o Edir Macedo, a Bíblia é uma ferramenta para se conseguir aquilo que se quer! Vivam RR Soares, Edir Macedo e companhia… (3) A urbanização violenta e massificante faz com que as pessoas busquem refúgio em pequenos grupos que lhes proporcionem aconchego e segurança. Por isso as seitas atraem tanto: elas criam um diferencial entre mim e o mundo cão; dão-me a sensação de estar livre do monstro da desumanização, do anonimato, da nadificação… Veja bem, meu Leitor, que contra esta realidade a Igreja não pode fazer muito. A multidão continuará presa das ideias desvairadas dos meios de comunicação; a busca do bem-estar egoístico continuará fazendo as pessoas buscarem a religião como um refúgio e um pronto socorro e, finalmente, a busca de se sentir alguém, fará as pessoas procurarem pequenos grupos nos quais se sintam acolhidas e valorizadas. Leia também Sobre a queda dos católicos no Brasil – os católicos de IBGE A situação da Igreja: uma ameaça, uma chance – II Mas, por que este fenômeno atinge sobretudo os católicos? Por vários motivos: a) Somos a massa da população brasileira e não temos como dar assistência pastoral personalizada a todos os fiéis. Isso seria praticamente impossível, mesmo que tivéssemos o triplo do número de padres e agentes de pastoral… b) Historicamente, nossa catequese deixou muito a desejar e nas últimas décadas piorou muito: é uma catequese de ideias vagas, mais ideológica que propositiva, ambígua, que não tem coragem de apresentar a fé com todas as letras… Ao invés, apresenta a opinião desse ou daquele teólogo… Assim, troca-se a clareza e simplicidade da fé católica (como o Catecismo a apresenta) por complicadas e inseguras explicações, fazendo a fé parecer uma questão de opinião e não uma certeza que vem de Deus; algo acessível a especialistas letrados e não aos simples mortais. Céu, inferno, anjos, diabo, purgatório, valor da missa, doutrina moral – cada padre diz uma coisa, cada um acha que pode construir sua verdade… Tudo tende a ser relativizado… Uma religião assim não segura ninguém e não atrai ninguém. Religião é lugar de experimentar a certeza que vem de Deus, não as dúvidas e vacilações dos tateamentos das opiniões humanas. É preciso que as opiniões cedam lugar à certeza da fé da Igreja! c) No Brasil há, desde os anos setenta, uma verdadeira anarquia litúrgica, ferindo de morte o núcleo da fé da Igreja. Bagunçou-se de tal modo a liturgia, inventou-se tanta moda, fez-se tanta arbitrariedade, que as pessoas saem da missa mais vazias que o que entraram. A missa virou o show do padre ou o show “criativo e maravilhoso” da comunidade. A missa tornou-se autocelebração… Mas, as pessoas não querem show, criatividade nem bom-mocismo: as pessoas querem encontrar Deus nos ritos sagrados! Hoje, infelizmente, celebra-se com mais respeito e seriedade um culto protestante ou um toque da umbanda que uma missa católica! No culto não se inventa, na umbanda não se inventa; na liturgia da Igreja do Brasil, o clero se sente no direito absurdo de inventar! Isso é um gravíssimo abuso e uma tirania sobre a fé do povo de Deus! É muita invenção, é muita criatividade fajuta. Bastaria abrir o missal e celebrar com devoção e unção, cumprindo as normas litúrgicas… d) A Igreja no Brasil, em nome de uma preocupação com o social (que em si é necessária e legítima) descuidou-se dos valores propriamente religiosos e muitas vezes fez pouco da religiosidade popular (quantas vezes se negou uma bênção, uma oração de cura, a administração de um sacramento, uma procissão com a presença do padre, o valor de uma novena e de uma romaria…). Ora, hoje o “mercado” de religião é diversificado: se o padre não sabe falar de Deus, o pastor sabe; se na homilia não se prega a palavra, mas se a instrumentaliza política e ideologicamente, o pastor prega a palavra; se o padre não dá uma bênção, o pastor dá… Infelizmente, às vezes, tem-se a impressão que a Igreja é uma grande ONG, preocupada com um monte de coisas e não muito atenta a pregar Jesus Cristo e a sua salvação… Não se vê muito nossos padres e freiras apaixonados por Cristo e pelo Evangelho. Fala-se muito em valores do Reino, compromisso cristão, etc… Isso não encanta! Quem encanta, atrai, comove, converte e dá sentido a vida é uma Pessoa: Jesus Cristo! e) Outra triste realidade é o processo de dessacralização. Parece que o clero e os religiosos perderam o sentido do sagrado. Adeus ao hábito religioso, adeus à batina, adeus ao clergyman, adeus à oração fiel e obediente da Liturgia das Horas, adeus ao terço diário (“para que terço?”), adeus ao ethos, isto é, àquele conjunto de realidades, de modo de ser e de viver que fazia com que o povo reconhecesse o padre como padre, o religioso como religioso, a freira como freira. Parece que se faz questão de transgredir, de chocar, de desnortear a expectativa do povo, de negar a identidade… Hoje tudo é ideologizado: a pobreza é “espiritual” e não real, material, concreta; assim também a obediência, a vida mística, a penitência e a mortificação e, muitas vezes, os votos e compromissos… Tem-se, portanto, uma religião cerebral e não encarnada na carne da vida, da existência concreta material… E nada mais anticristão que um cristianismo cerebral… f) Nossas comunidades são meio frias; nossos padres não têm muito tempo. Não temos leigos capacitados para uma pastoral da acolhida, que faça com que nossas igrejas estejam abertas e tenham pessoas para ouvir, aconselhar, consolar… Infelizmente, ainda que não queiramos, às vezes a Igreja parece uma grande repartição pública e impessoal… A paróquia somente terá futuro como cadeia de comunidades vivas e aconchegantes, nas quais se façam efetivamente a experiência da proximidade de Deus e dos irmãos… g) As homilias em nossas missas são chatas e moralizantes: só dizem que devemos ser bonzinhos, justos, honestos… A homilia deveria ser anúncio alegre da Palavra que comunica Jesus e sua salvação, tal como a Igreja sempre creu, celebrou e anunciou. A homilia deve ainda ser fruto de uma experiência de Deus; somente assim reflete um testemunho e não um exercício de propaganda. A fé que devemos anunciar é a fé da Igreja, não nossas teorias e nossas idéias estapafúrdias… Isso desnorteia e destrói a fé do povo de Deus. Por que alguém seria católico se nem os ministros da Igreja acreditam realmente na sua doutrina e na sua moral? Os padres nisso têm uma imensa responsabilidade e uma imensa parcela de culpa! Leia também Católicos de aparência: um resultado alarmante – Pesquisa realizada pela Arquidiocese de São Paulo A situação da Igreja: uma ameaça, uma chance – III Sinceramente, penso que o número de católicos diminuirá mais e drasticamente. Mas, não devemos nos assustar. Veja, e pense: 1. O cristianismo nunca deveria ser uma religião de massa. A fé cristã deve nascer de um encontro pessoal e envolvente com Cristo Jesus. Somente aí é que eu posso abraçar o ser cristão com todas as suas exigências de fé e de moral. Nós estamos vendo o fim do cristianismo de massa, que começou com o Edito de Milão, em 313, e com o batismo de Clóvis, rei dos francos, e de todo o seu povo, em 496, na Alta Idade Média. No Brasil, esse cristianismo de massa começou com a colonização e o sistema do padroado. Aí, ser brasileiro e ser católico eram a mesma coisa. Ora, será que no cristianismo pode mesmo haver conversão de massa? 2. A Igreja voltará a ser um pequeno rebanho, presente em todo o mundo, mas com cristãos de tal modo comprometidos com o Evangelho, de tal modo empolgados com Cristo, de tal modo formando comunidades de vida, oração, fé e amor fraterno, que serão um sinal, uma luz, uma opção de vida para todos os povos da terra. Era isso que os Padres da Igreja desejavam: não que todos fossem cristãos a qualquer custo, mas que os cristãos fossem, a qualquer custo, cristãos de verdade, sal da terra e luz do mundo, entusiasmados por Cristo e por sua Igreja católica. 3. O fato de sermos minoria e mais coerentes com o Evangelho, nos fará diferentes do mundo e redescobriremos a novidade e singularidade do ser cristão. Isso nos fará atraentes para aqueles que buscam com sinceridade a Luz e a Verdade. Por isso mesmo, a Igreja não deve cair em falsas soluções de um cristianismo frouxo e agradável ao mundo, de uma moral ao sabor da moda, de um ecumenismo compreendido de modo torto e de um diálogo inter-religioso que coloque Cristo no mesmo nível das outras tradições religiosas. Ecumenismo e diálogo religioso sim, mas de acordo com a fé católica! O remédio para a crise atual e o único verdadeiro futuro da Igreja é a fidelidade total e radical a Cristo, expressa na adesão total à fé católica. 4. É imprescindível também melhorar e muito a formação dos nossos padres e religiosos. Como está, está ruim. Precisamos de padres com modos de padres e religiosos com modos de religiosos; precisamos de padres e religiosos bem formados humana, afetiva, teológica e moralmente. O padre e o religioso são pessoas públicas e devem honrar a imagem da Igreja e o nome de cristãos; devem saber portar-se ante o mundo, as autoridades e a sociedade. Nisso tem havido grave deficiência no clero e nos religiosos do Brasil… É importante perceber que, apesar de diminuir o número de católicos, nunca as comunidades católicas foram tão vivas, nunca os leigos participaram tanto, nunca se sentiram tão Igreja, nunca houve tantas vocações. Muitas vezes, os leigos são até mais fervorosos e radicais (no bom sentido) que padres e religiosos. A Igreja está viva, a Igreja é jovem, a Igreja continua encantada por Cristo! O clero e os religiosos deveriam deixar de lado as ideologias, as teorias pouco cristãs e nada católicas defendidas em tantos cursos de teologia e livros muito doutos e pouco fiéis, e serem mais atentos ao clamor do povo de Deus e aos sinais dos tempos – sinais de verdade, que estão aí para quem quiser ver, e não os inventados por uma teologia ideologizada de esquerda! Além disso, é necessário considerar que a Igreja não é nossa: é de Cristo. Ele a está conduzindo, está purificando-a, está levando-a onde ele sabe ser o melhor para que seu testemunho seja mais límpido, coerente e puro. Nós temos os nossos caminhos, Deus tem os dele; temos os nossos planos e modos que, nem sempre, coincidem com os do Senhor. Pois bem, façamos a nossa parte. Deus fará o resto! Isso é o que eu penso, sinceramente, e com todo o meu coração. Dom Henrique Soares Bispo da Diocese de Palmares – PE Leia também Brasil está na lista dos países que menos frequentam a missa dominical

  • São Fidélis de Sigmaringen – 24 de Abril

    SANTO DO DIA – 24 DE ABRIL – SÃO FIDÉLIS DE SIGMARINGEN Mártir capuchinho (1577-1622) Ex-advogado que deixou a profissão para se tornar sacerdote franciscano capuchinho, São Fidelis de Sigmaringen tem sua memória litúrgica em 24 de abril. A vida de Fidelis foi uma ponte entre os séculos XVI e XVII, uma época de conflito religioso na Europa Ocidental. Ele morreu nas mãos de uma turba enquanto pregava na Suíça, onde foi lutar contra a heresia calvinista. O futuro “Fidelis” recebeu o nome de Mark Rey na altura do seu nascimento, durante 1577 na actual Alemanha. Mark estudou na Universidade de Freiburg e trabalhou por um tempo como professor particular. Por fim, ele voltou para a universidade e se formou em direito por volta de 1611. Embora já tivesse mostrado sinais de devoção a Deus e estudado direito canônico ao lado do direito civil, Mark optou por uma carreira secular como advogado. Em um ano, ele era conhecido como “o advogado do homem pobre” por causa de sua preocupação com os necessitados. Tão rapidamente, ele ficou enojado com seus métodos corruptos de seu campo escolhido. Deixando para trás sua prática jurídica, Marcos decidiu dedicar sua vida diretamente ao serviço de Cristo e da Igreja. Em pouco tempo recebeu a ordenação sacerdotal e juntou-se aos franciscanos capuchinhos em Friburgo. Com sua entrada na ordem, ele recebeu o nome de “Fidelis”, que significa “fiel” – de acordo com as palavras de Jesus Cristo no livro do Apocalipse, “Permanece fiel até a morte, e eu te darei a coroa da vida”. Ao abraçar a pobreza radical e a simplicidade, o advogado que se tornou franciscano deixou sua herança para um fundo de bolsas para seminaristas pobres, que também receberam seus livros. Fidelis demonstrou seu amor a Deus por meio da oração e do jejum, enquanto cuidava do próximo por meio da pregação, da escrita e da celebração dos sacramentos. Ele demonstrou cuidado especial com os pobres e doentes e era especialmente reverenciado por seu trabalho entre os soldados austríacos que estavam sofrendo de uma epidemia de peste. Durante 1614, um bispo católico suíço procurou a ajuda dos capuchinhos, para restaurar a fé e neutralizar a propagação do protestantismo calvinista. Em 1621, Fidelis foi enviado em missão. Ele trouxe apenas quatro itens: uma Bíblia, um livro de orações, um crucifixo e uma cópia da regra dos capuchinhos. O inverno de 1621-22 foi um período agitado de pregação, instrução e disputa teológica para o padre franciscano. Ele pregou não apenas nos púlpitos das igrejas católicas, mas também em lugares públicos, e até mesmo nos locais de reunião dos próprios calvinistas. Alguns protestantes suíços responderam com hostilidade, mas muitos outros também foram trazidos de volta para a Igreja. Como muitos casos de perseguição religiosa durante este tempo, o tratamento de Fidelis nas mãos dos calvinistas não resultou exclusivamente de desacordo doutrinário. Tensões nacionais e culturais também contribuíram, com muitos protestantes suíços suspeitando que a missão católica era parte de uma conspiração austríaca contra sua nação. Esta situação volátil explodiu em 24 de abril de 1622, quando a pregação de Fidelis provocou um motim em uma igreja na vila de Seewis. Alguns soldados austríacos foram mortos no tumulto, e um suposto assassino atirou no padre. Depois de recusar uma oferta de ajuda de um protestante, Fidelis foi confrontado fora da igreja por uma turba e disse-lhe para escolher entre suas crenças católicas e sua vida. Fidelis foi desafiador: “A religião católica é a fé de todas as idades. Não temo a morte. ” São Fidelis foi espancado e morto a facadas. Sua visão de seu martírio, no entanto, teria convertido um dos pregadores protestantes que lideravam a turba. Uma sucessão de milagres atestados levou à sua canonização em 1746. Conheça mais sobre São Fidélis de Sigmaringen São Fidélis, capuchinho e mártir, nasceu no ano de 1577, em Sigmaringa, pequena cidade da Alemanha, na Suábia. Seu pai chamava-se João Rey. Fez os primeiros estudos na universidade de Friburgo, na Suíça. Aplicou-se sobremaneira à jurisprudência e formou-se doutor em direito. Levou uma vida mortificada, não bebendo vinho e trazendo sempre o cilício. As virtudes que praticou, entre outras a modéstia e a doçura, valeram-lhe a estima e a veneração de todos os que o conheceram. Em 1604, partiu com três jovens gentis-homens, que foram enviados a viajar pelas diferentes partes da Europa. Fidélis procurou principalmente inspirar-lhes os mais vivos sentimentos de religião. Sem cessar, dava-lhes exemplo da piedade mais terna. Não deixava passar nenhuma grande festa sem se aproximar da santa comunhão. Em todas as cidades que se encontravam no caminho a ser por ele percorrido, visitava as igrejas e os hospitais e ajudava os pobres, segundo as possibilidades. Chegou até, algumas vezes, a se despojar das próprias roupas, para vestir os indigentes. Após essas viagens, obteve em Colmar, na Alsácia, um lugar na magistratura, cargo que exerceu com muito êxito. A justiça e a religião eram a regra invariável de todo o seu modo de agir. Interessava-se vivamente pelos indigentes, fato que lhe valeu o cognome de advogado dos pobres. Algumas injustiças que não pode impedir lhe inspiraram desgosto pelo cargo que ocupava. Temendo não ter forças para resistir às ocasiões de pecados, resolveu abandonar o mundo e retirar-se para o convento dos capuchinhos de Friburgo. Vestiu o hábito no ano de 1612 e recebeu do superior o nome de Fidélis. Deu os bens que possuía à biblioteca e ao seminário do bispo, a fim de poder ajudar os jovens clérigos, que não eram suficientemente favorecidos pela fortuna. Todos os outros bens foram distribuídos entre os pobres. Desde o momento em que se fez religioso, não sentiu ardor senão pelas humilhações e austeridades da penitência. Renunciou à própria vontade, para fazer apenas o que os superiores lhe ordenassem. As tentações que o assaltaram não conseguiram desencorajá-lo. Venceu-as, confiando-se ao diretor espiritual, cujos conselhos seguia com docilidade. As mortificações prescritas pela regra não eram suficientes ao fervor que o dominava. No advento, na quaresma e nas vigílias das festas, comia apenas pão, frutas secas e tomava água. Nada era capaz de interromper-lhe o recolhimento da alma. Nas orações, pedia sobretudo a graça de não cair nem no pecado nem na tibieza. Não havia ainda terminado o curso de teologia, e o encarregaram de pregar a palavra de Deus, e de ouvir as confissões dos fiéis. Desempenhou ambos os encargos com grande êxito. Superior do convento de Weltkirch, operou prodígios de conversão nessa cidade e nos lugares vizinhos, descerrando o véu que cobria os olhos aos calvinistas. A notícia dos frutos que acompanhavam seus trabalhos apostólicos chegou até Roma. A congregação da Propaganda, então, o nomeou para ir pregar aos grisões. Foi o primeiro missionário a ser enviado a esse povo, desde que abraçara o calvinismo.Associaram-lhe oito religiosos de sua ordem, os quais deviam trabalhar sob sua direção. Não se deixou bater nem pelas fadigas nem pelas ameaças que lhe fizeram de lhe tirar a vida. Converteu dois gentis-homens calvinistas, nas primeiras conferências. Em 1622, penetrou no cantão de Prétigout e converteu muitos hereges, fato que se atribui menos à palavra que pregou do que ao fervor e à continuidade das orações. Tantas conversões fizeram com que os calvinistas entrassem em estranho furor, chegando a tomar armas contra o imperador. Resolveram acabar com elas, desfazendo-se daquele que lhes era o principal causador. O santo missionário, informado das decisões, preparou-se para o que desse e viesse. No dia 24 de Abril de 1622, confessou-se a um dos companheiros, rezou missa e pregou na aldeia de Gruch. O sermão desse dia foi mais ardente do que os anteriores. Predisse sua morte a várias pessoas e, desde então, passou a assinar as cartas da seguinte forma: “Irmão Fidélis, que deve, em breve ser pasto dos vermes”. De Gruch foi pregar em Sevis, onde exortou com veemência os católicos a permanecerem firmemente presos à fé. Um calvinista procurou alvejá-lo na igreja. Inutilmente os fiéis lhe rogaram que se retirasse. Respondeu que não temia a morte, que estava pronto a sacrificar a vida pela causa de Deus. Enquanto o santo retornava a Gruch, caiu nas mãos de uma tropa de soldados calvinistas, que estavam sendo chefiados por um ministro. Trataram-no de sedutor e quiseram forçá-lo a abraçar o calvinismo. “Que me propondes? Disse Fidélis. Vim ao vosso meio para refutar erros e não para adotá-los. A doutrina católica é a fé de todos os séculos e não vejo por que renunciá-la. De resto, sabei que não temo em absoluto a morte”. Um do grupo o atirou por terra. Levantando-se, pôs-se, de joelhos e fez a seguinte oração: “Senhor, perdoai meus inimigos. Cegos pela paixão, não sabem o que fazem. Senhor Jesus, tende piedade de mim! Santa Maria, Mãe de Jesus, assisti-me!” Terminada essa oração, recebeu a segunda pancada que o atirou ao chão banhado em sangue. O furor dos soldados não se satisfez com isso. Furaram-lhe o corpo com punhaladas e cortaram-lhe a perna esquerda. A bem-aventurada morte aconteceu-lhe em 1622. Estava com quarenta e quatro anos de idade e dez de profissão. Os católicos o enterraram no dia seguinte. Algum tempo depois, os imperiais desfizeram os calvinistas, de acordo com uma profecia do santo. O ministro que se colocara à frente dos soldados ficou tão comovido com o fato, que se converteu e abjurou publicamente a heresia. O corpo do santo missionário se encontra na igreja dos capuchinhos de Weltkirch. A perna esquerda e a cabeça, que tinham sido separadas do tronco, estão na catedral de Coire. A transladação delas se fez com muita solenidade. Grande número de milagres foi operado por intercessão do servidor de Deus. Foi beatificado por Bento XIII, em 1729, e canonizado por Bento XIV, em 1746. Seu nome foi inscrito no Martirológio Romano, para ser celebrado no dia 24 de Abril. #SantodoDia

  • São Fidélis de Sigmaringen – 24 de Abril

    SANTO DO DIA – 24 DE ABRIL – SÃO FIDÉLIS DE SIGMARINGEN Mártir capuchinho (1577-1622) Ex-advogado que deixou a profissão para se tornar sacerdote franciscano capuchinho, São Fidelis de Sigmaringen tem sua memória litúrgica em 24 de abril. A vida de Fidelis foi uma ponte entre os séculos XVI e XVII, uma época de conflito religioso na Europa Ocidental. Ele morreu nas mãos de uma turba enquanto pregava na Suíça, onde foi lutar contra a heresia calvinista. O futuro “Fidelis” recebeu o nome de Mark Rey na altura do seu nascimento, durante 1577 na actual Alemanha. Mark estudou na Universidade de Freiburg e trabalhou por um tempo como professor particular. Por fim, ele voltou para a universidade e se formou em direito por volta de 1611. Embora já tivesse mostrado sinais de devoção a Deus e estudado direito canônico ao lado do direito civil, Mark optou por uma carreira secular como advogado. Em um ano, ele era conhecido como “o advogado do homem pobre” por causa de sua preocupação com os necessitados. Tão rapidamente, ele ficou enojado com seus métodos corruptos de seu campo escolhido. Deixando para trás sua prática jurídica, Marcos decidiu dedicar sua vida diretamente ao serviço de Cristo e da Igreja. Em pouco tempo recebeu a ordenação sacerdotal e juntou-se aos franciscanos capuchinhos em Friburgo. Com sua entrada na ordem, ele recebeu o nome de “Fidelis”, que significa “fiel” – de acordo com as palavras de Jesus Cristo no livro do Apocalipse, “Permanece fiel até a morte, e eu te darei a coroa da vida”. Ao abraçar a pobreza radical e a simplicidade, o advogado que se tornou franciscano deixou sua herança para um fundo de bolsas para seminaristas pobres, que também receberam seus livros. Fidelis demonstrou seu amor a Deus por meio da oração e do jejum, enquanto cuidava do próximo por meio da pregação, da escrita e da celebração dos sacramentos. Ele demonstrou cuidado especial com os pobres e doentes e era especialmente reverenciado por seu trabalho entre os soldados austríacos que estavam sofrendo de uma epidemia de peste. Durante 1614, um bispo católico suíço procurou a ajuda dos capuchinhos, para restaurar a fé e neutralizar a propagação do protestantismo calvinista. Em 1621, Fidelis foi enviado em missão. Ele trouxe apenas quatro itens: uma Bíblia, um livro de orações, um crucifixo e uma cópia da regra dos capuchinhos. O inverno de 1621-22 foi um período agitado de pregação, instrução e disputa teológica para o padre franciscano. Ele pregou não apenas nos púlpitos das igrejas católicas, mas também em lugares públicos, e até mesmo nos locais de reunião dos próprios calvinistas. Alguns protestantes suíços responderam com hostilidade, mas muitos outros também foram trazidos de volta para a Igreja. Como muitos casos de perseguição religiosa durante este tempo, o tratamento de Fidelis nas mãos dos calvinistas não resultou exclusivamente de desacordo doutrinário. Tensões nacionais e culturais também contribuíram, com muitos protestantes suíços suspeitando que a missão católica era parte de uma conspiração austríaca contra sua nação. Esta situação volátil explodiu em 24 de abril de 1622, quando a pregação de Fidelis provocou um motim em uma igreja na vila de Seewis. Alguns soldados austríacos foram mortos no tumulto, e um suposto assassino atirou no padre. Depois de recusar uma oferta de ajuda de um protestante, Fidelis foi confrontado fora da igreja por uma turba e disse-lhe para escolher entre suas crenças católicas e sua vida. Fidelis foi desafiador: “A religião católica é a fé de todas as idades. Não temo a morte. ” São Fidelis foi espancado e morto a facadas. Sua visão de seu martírio, no entanto, teria convertido um dos pregadores protestantes que lideravam a turba. Uma sucessão de milagres atestados levou à sua canonização em 1746. Conheça mais sobre São Fidélis de Sigmaringen São Fidélis, capuchinho e mártir, nasceu no ano de 1577, em Sigmaringa, pequena cidade da Alemanha, na Suábia. Seu pai chamava-se João Rey. Fez os primeiros estudos na universidade de Friburgo, na Suíça. Aplicou-se sobremaneira à jurisprudência e formou-se doutor em direito. Levou uma vida mortificada, não bebendo vinho e trazendo sempre o cilício. As virtudes que praticou, entre outras a modéstia e a doçura, valeram-lhe a estima e a veneração de todos os que o conheceram. Em 1604, partiu com três jovens gentis-homens, que foram enviados a viajar pelas diferentes partes da Europa. Fidélis procurou principalmente inspirar-lhes os mais vivos sentimentos de religião. Sem cessar, dava-lhes exemplo da piedade mais terna. Não deixava passar nenhuma grande festa sem se aproximar da santa comunhão. Em todas as cidades que se encontravam no caminho a ser por ele percorrido, visitava as igrejas e os hospitais e ajudava os pobres, segundo as possibilidades. Chegou até, algumas vezes, a se despojar das próprias roupas, para vestir os indigentes. Após essas viagens, obteve em Colmar, na Alsácia, um lugar na magistratura, cargo que exerceu com muito êxito. A justiça e a religião eram a regra invariável de todo o seu modo de agir. Interessava-se vivamente pelos indigentes, fato que lhe valeu o cognome de advogado dos pobres. Algumas injustiças que não pode impedir lhe inspiraram desgosto pelo cargo que ocupava. Temendo não ter forças para resistir às ocasiões de pecados, resolveu abandonar o mundo e retirar-se para o convento dos capuchinhos de Friburgo. Vestiu o hábito no ano de 1612 e recebeu do superior o nome de Fidélis. Deu os bens que possuía à biblioteca e ao seminário do bispo, a fim de poder ajudar os jovens clérigos, que não eram suficientemente favorecidos pela fortuna. Todos os outros bens foram distribuídos entre os pobres. Desde o momento em que se fez religioso, não sentiu ardor senão pelas humilhações e austeridades da penitência. Renunciou à própria vontade, para fazer apenas o que os superiores lhe ordenassem. As tentações que o assaltaram não conseguiram desencorajá-lo. Venceu-as, confiando-se ao diretor espiritual, cujos conselhos seguia com docilidade. As mortificações prescritas pela regra não eram suficientes ao fervor que o dominava. No advento, na quaresma e nas vigílias das festas, comia apenas pão, frutas secas e tomava água. Nada era capaz de interromper-lhe o recolhimento da alma. Nas orações, pedia sobretudo a graça de não cair nem no pecado nem na tibieza. Não havia ainda terminado o curso de teologia, e o encarregaram de pregar a palavra de Deus, e de ouvir as confissões dos fiéis. Desempenhou ambos os encargos com grande êxito. Superior do convento de Weltkirch, operou prodígios de conversão nessa cidade e nos lugares vizinhos, descerrando o véu que cobria os olhos aos calvinistas. A notícia dos frutos que acompanhavam seus trabalhos apostólicos chegou até Roma. A congregação da Propaganda, então, o nomeou para ir pregar aos grisões. Foi o primeiro missionário a ser enviado a esse povo, desde que abraçara o calvinismo.Associaram-lhe oito religiosos de sua ordem, os quais deviam trabalhar sob sua direção. Não se deixou bater nem pelas fadigas nem pelas ameaças que lhe fizeram de lhe tirar a vida. Converteu dois gentis-homens calvinistas, nas primeiras conferências. Em 1622, penetrou no cantão de Prétigout e converteu muitos hereges, fato que se atribui menos à palavra que pregou do que ao fervor e à continuidade das orações. Tantas conversões fizeram com que os calvinistas entrassem em estranho furor, chegando a tomar armas contra o imperador. Resolveram acabar com elas, desfazendo-se daquele que lhes era o principal causador. O santo missionário, informado das decisões, preparou-se para o que desse e viesse. No dia 24 de Abril de 1622, confessou-se a um dos companheiros, rezou missa e pregou na aldeia de Gruch. O sermão desse dia foi mais ardente do que os anteriores. Predisse sua morte a várias pessoas e, desde então, passou a assinar as cartas da seguinte forma: “Irmão Fidélis, que deve, em breve ser pasto dos vermes”. De Gruch foi pregar em Sevis, onde exortou com veemência os católicos a permanecerem firmemente presos à fé. Um calvinista procurou alvejá-lo na igreja. Inutilmente os fiéis lhe rogaram que se retirasse. Respondeu que não temia a morte, que estava pronto a sacrificar a vida pela causa de Deus. Enquanto o santo retornava a Gruch, caiu nas mãos de uma tropa de soldados calvinistas, que estavam sendo chefiados por um ministro. Trataram-no de sedutor e quiseram forçá-lo a abraçar o calvinismo. “Que me propondes? Disse Fidélis. Vim ao vosso meio para refutar erros e não para adotá-los. A doutrina católica é a fé de todos os séculos e não vejo por que renunciá-la. De resto, sabei que não temo em absoluto a morte”. Um do grupo o atirou por terra. Levantando-se, pôs-se, de joelhos e fez a seguinte oração: “Senhor, perdoai meus inimigos. Cegos pela paixão, não sabem o que fazem. Senhor Jesus, tende piedade de mim! Santa Maria, Mãe de Jesus, assisti-me!” Terminada essa oração, recebeu a segunda pancada que o atirou ao chão banhado em sangue. O furor dos soldados não se satisfez com isso. Furaram-lhe o corpo com punhaladas e cortaram-lhe a perna esquerda. A bem-aventurada morte aconteceu-lhe em 1622. Estava com quarenta e quatro anos de idade e dez de profissão. Os católicos o enterraram no dia seguinte. Algum tempo depois, os imperiais desfizeram os calvinistas, de acordo com uma profecia do santo. O ministro que se colocara à frente dos soldados ficou tão comovido com o fato, que se converteu e abjurou publicamente a heresia. O corpo do santo missionário se encontra na igreja dos capuchinhos de Weltkirch. A perna esquerda e a cabeça, que tinham sido separadas do tronco, estão na catedral de Coire. A transladação delas se fez com muita solenidade. Grande número de milagres foi operado por intercessão do servidor de Deus. Foi beatificado por Bento XIII, em 1729, e canonizado por Bento XIV, em 1746. Seu nome foi inscrito no Martirológio Romano, para ser celebrado no dia 24 de Abril. #SantodoDia

  • São Jorge, o guerreiro venceu o dragão – 23 de Abril

    Santo do dia – 23 de Abril – São Jorge, o guerreiro venceu o dragão Mártir (Século IV) A existência do popularíssimo são Jorge, por vezes, foi colocada em dúvida. Talvez porque sua história sempre tenha sido mistura entre as tradições cristãs e lendas, difundidas pelos próprios fiéis espalhados entre os quatro cantos do planeta. Contudo encontramos na Palestina os registros oficiais de seu testemunho de fé. O seu túmulo está situado na cidade de Lida, próxima de Tel Aviv, Israel, onde foi decapitado no século IV, e é local de peregrinação desde essa época, não sendo interrompida nem mesmo durante o período das cruzadas. Ele foi escolhido como o padroeiro de Gênova, de várias cidades da Espanha, Portugal, Lituânia e Inglaterra e um sem número de localidades no mundo todo. Até hoje, possui muitos devotos fervorosos em todos os países católicos, inclusive no Brasil. A sua imagem de jovem guerreiro, montado no cavalo branco e enfrentando um terrível dragão, obviamente reporta às várias lendas que narram esse feito extraordinário. A maioria delas diz que uma pequena cidade era atacada periodicamente pelo animal, que habitava um lago próximo e fazia dezenas de vítimas com seu hálito de fogo. Para que a população inteira não fosse destruída pelo dragão, a cidade lhe oferecia vítimas jovens, sorteadas a cada ataque. Certo dia, chegou a vez da filha do rei, que foi levada pelo soberano em prantos à margem do lago. De repente, apareceu o jovem guerreiro e matou o dragão, salvando a princesa. Ou melhor, não o matou, mas o transformou em dócil cordeirinho, que foi levado pela jovem numa corrente para dentro da cidade. Ali, o valoroso herói informou que vinha da Capadócia, chamava-se Jorge e acabara com o mal em nome de Jesus Cristo, levando a comunidade inteira à conversão. De fato, o que se sabe é que o soldado Jorge foi denunciado como cristão, preso, julgado e condenado à morte. Entretanto o momento do martírio também é cercado de muitas tradições. Conta a voz popular que ele foi cruelmente torturado, mas não sentiu dor. Foi então enterrado vivo, mas nada sofreu. Ainda teve de caminhar descalço sobre brasas, depois jogado e arrastado sobre elas, e mesmo assim nenhuma lesão danificou seu corpo, sendo então decapitado pelos assustados torturadores. Jorge teria levado centenas de pessoas à conversão pela resistência ao sofrimento e à morte. Até mesmo a mulher do então imperador romano. São Jorge virou um símbolo de força e fé no enfrentamento do mal através dos tempos e principalmente nos dias atuais, onde a violência impera em todas as situações de nossas vidas. Seu rito litúrgico é oficializado pela Igreja católica e nunca esteve suspenso, como erroneamente chegou a ser divulgado nos anos 1960, quando sua celebração passou a ser facultativa. A festa acontece no dia 23 de abril, tanto no Ocidente como no Oriente. Conheça mais sobre São Jorge São Jorge é um dos santos mais populares do Brasil. Mas você conhece a sua história? Por que ele apresentado com um dragão? Ele mora mesmo na lua? Leia a sua história completa. Dia 23 de abril é a sua festa. São Jorge nasceu na Capadócia (atual Turquia) segundo uma tradição ou em Lydda segundo outra. No cânon do Papa Gelásio (+496), São Jorge é mencionando entre aqueles que “foram justamente reverenciados pelos homens e cujos atos são conhecidos somente por Deus”. Com efeito, muito pouco se conhece a respeito da vida desse santo guerreiro. O único elemento histórico que temos acerca da vida do militar é o seu martírio, que provavelmente se deu em Nicomédia. A Legenda Áurea narra que o martírio de São Jorge teria se dado por ordem de Daciano. No Oriente, ele é conhecido como “megalomártir”, ou seja, “grande mártir”. Ele também é reconhecido como modelo de virgem masculino, ao lado de São João Evangelista e o próprio Jesus Cristo.[1] Sua memória se comemora no dia 23 de abril, por se crer que ele tenha sido martirizado nesse dia do ano 303. No Oriente a sua data é comemorada no dia 6 de maio, data do feriado em vários locais. Desde a Idade Média, tornou-se uma das maiores devoções populares na Igreja Católica. É também reverenciado na Igreja Ortodoxa. Os seus restos mortais se encontram em Lydda ou Lod, atual Israel. Quem foi São Jorge? Entre as inúmeras dúvidas que pairam sobre a vida de São Jorge estão o seu avanço rápido nas hostes militares, a sua organização de uma comunidade cristã em Urmiá (Irã) e a uma viagem empreendida às ilhas britânicas durante uma expedição militar. Conta-se que Jorge era membro da guarda pretoriana do imperador Diocleciano. Embora sem nomear de modo explícito, a tradição remonta ao santo guerreiro as palavras de Eusébio de Cesareia: “Assim, logo que foi afixado em Nicomédia o edito contra as Igrejas, sucedeu que um homem, de forma alguma obscuro, mas dos mais ilustres, um dignitário secular, impelido pelo zelo de Deus e movido pelo ardor da fé, retirou, como sendo ímpio e absolutamente irreligioso, o aviso colocado em evidência num lugar público e o rasgou, na ocasião em que dois imperadores, o mais antigo e o que ocupava o quarto lugar no governo, achavam-se presentes na cidade. Este, contudo, foi o primeiro dos habitantes do país a se destacar de tal maneira; e logo, como é óbvio, suportou as consequências de tamanha audácia, mas até o último suspiro conservou a tranquilidade e a calma”.[2] Contudo, não se sabe com certeza se Eusébio de Cesareia se referia com este trecho a São Jorge. Conforme a Catholic Encyclopedia (1913), não existe fundamentos para duvidar da existência de São Jorge e esta é opinião dos historiadores de hoje, contudo, é necessário estar atento a dar crédito irrestrito aos detalhes de sua vida.[3] Origem do nome “Jorge” De acordo com Legenda Áurea : “Jorge [Georgius] vem de geos , que quer dizer ‘terra’, e de orge, ‘cultivar’, de forma que o nome significa ‘cultivando a terra’, isto é, sua carne”. [ 4 ] Outras interpretações são inseridas a seguir por Jacopo de Varazze: “Jorge também pode vir de gerar, ‘sagrado’, e de gyon, ‘areia’, significando portanto ‘areia sagrada’. De fato, da mesma forma que a areia, Jorge foi pesado pela gravidade dos costumes, miúdo por sua humildade, seco pela isenção de volúpia carnal. O nome pode ainda derivar de gerar, ‘sagrado’, e gyon, ‘luta”, significando ‘lutador sagrado’ porque lutou contra o dragão e contra o carrasco. Jorge ainda pode resultar de gero , que quer dizer ‘peregrino’, de gír , ‘cortado’, e de ys , ‘conselheiro’, porque foi peregrino em seu desprezo pelo mundo, cortado em seu martírio e conselheiro na prédica do reino de Deus”.[5] Por que o dragão? A ligação entre o São Jorge e o dragão é conhecida sobretudo desde a Legenda Áurea de Jacopo de Varezze, cujas raízes remontam o sexto século. Foram popularizadas na região da Geórgia, no sul do Cáucaso. De fato, uma remonta legenda aponta que o santo guerreiro salvou uma princesa (e seu povo) do ataque de um dragão (que simboliza tradicionalmente o demônio ou o mal). Na mitologia o dragão também aparece como símbolo de inimizade. A figura do santo combatente lutando contra o dragão tornou-se uma das maiores referências iconográficas do ideal cavaleiresco na civilização cristã. O salmo 90 é com frequência referido a ele: “Sobre serpente e víbora andarás, calcarás aos pés o leão e o dragão” (Sl 90,13). A história de São Jorge e o dragão extraído da Legende dorée Dragão acalmado por duas ovelhas Jorge, tribuno nascido na Capadócia, foi certa vez a Silena, cidade da província da Líbia. Ali perto havia um lago, grande como um mar, no qual se escondia um pestífero e enorme dragão que muitas vezes afugentou o povo armado que tentara atacá-lo. Para acalmá-lo e impedir que se aproximasse das muralhas da cidade, que não protegiam de seu hálito empesteado que matava muita gente, os habitantes davam-lhe todos os dias duas ovelhas. A filha do rei no lugar das ovelhas Quando começou a não haver ovelhas em quantidade suficiente, o conselho municipal decidiu que se daria uma ovelha e um humano, sorteando-se para tanto rapazes e moças, sem excetuar ninguém. Depois de algum tempo também faltou gente, e o sorteio designou a filha única do rei para ser entregue ao dragão. Contristado, o rei propôs: “Peguem todo meu ouro e prata, a metade de meu reino, mas não deixem minha filha morrer assim”. Furioso, o povo respondeu: “Foi você, rei, que promulgou este edito, e agora que todos os nossos filhos estão mortos, quer salvar sua filha? Se não fizer com sua filha o que ordenou para os outros, queimaremos sua casa e você”. Ao ouvir essas palavras, o rei pôs-se a chorar sua filha, dizendo: “Ai, como sou infeliz! Ó minha meiga filha, o que posso fazer por você? O que posso dizer? Nunca poderei vê-la casada?” E, voltando-se para o povo: “Eu imploro a vocês, deem-me oito dias para chorar minha filha”. O povo aceitou, mas ao cabo de oito dias dirigiu-se, furioso, ao rei: “Prefere perder seu povo que sua filha? Estamos todos morrendo por causa do sopro do dragão”. Então o rei, vendo que não poderia livrar a filha, fez que ela vestisse trajes reais e beijou-a entre lágrimas, dizendo: “Ai, como sou infeliz! Minha doce filha, de seu ventre eu esperava netos de estirpe real, e agora você vai ser devorada pelo dragão. Ai, como sou infeliz! Minha doce filha, eu esperava convidar muitos príncipes para suas bodas, decorar seu palácio com pedras preciosas, ouvir música de vários instrumentos, e no entanto você vai ser devorada pelo dragão”. Ele a beijou e a deixou partir, dizendo: “Ó minha filha, queria ter morrido antes para não perdê-la assim!”. Ela então se jogou aos pés de seu pai para pedir a bênção, e depois de abençoada em lágrimas dirigiu-se para o lago. São Jorge encontra a filha do rei O bem-aventurado Jorge passava casualmente por lá, e vendo-a chorar perguntou a razão. Ela respondeu: “Bom rapaz, monte depressa em seu cavalo e fuja, se não quiser morrer como eu”. Jorge: “Não tenha medo, minha filha, e diga-me o que toda aquela gente está esperando ver”. Ela: “Vejo que você é bom rapaz, de coração generoso, mas quer morrer comigo? Fuja! Depressa!” Jorge replicou: “Não irei embora antes que me conte o que está acontecendo”. Depois que a moça explicou tudo, Jorge disse: “Minha filha, nada tema, porque, em nome de Cristo, vou ajudá-la”. Ela replicou: “Você é um bom cavaleiro, mas salve-se imediatamente, não pereça comigo! Basta que eu morra sozinha, porque você não poderia me livrar e pereceríamos juntos”. Enquanto conversavam, o dragão pôs a cabeça para fora do lago e foi se aproximando. Toda trêmula, a moça falou: “Fuja, meu bom senhor, fuja depressa”. A eficácia da oração de São Jorge Jorge montou imediatamente em seu cavalo, protegeu-se com o sinal-da-cruz, e com audácia atacou o dragão que avançava em sua direção. Brandindo a lança com vigor, recomendou-se a Deus, atingiu o monstro com força, jogando-o ao chão, e disse à moça: “Coloque sem medo seu cinto no pescoço do dragão, minha filha”. Ela assim o fez e o dragão seguiu-a como um cãozinho muito manso. Quando ela chegou à cidade, vendo aquilo todo o povo pôs-se a fugir gritando: “Ai de nós, logo todos vamos morrer!” Mas o beato Jorge disse-lhes: “Nada temam, o Senhor me enviou para que eu os libertasse das desgraças causadas por esse dragão. Creiam em Cristo e recebam o batismo, que eu matarei o dragão”. São Jorge mata o dragão Então o rei e todo o povo foram batizados e o bem-aventurado Jorge desembainhou a espada e matou o dragão, ordenando depois que o levassem para fora da cidade. Quatro pares de bois arrastaram-no para campo aberto. Nesse dia 20 mil homens foram batizados, sem contar crianças e mulheres. Igreja em honra a São Jorge Em homenagem à bem-aventurada Maria e ao beato Jorge, o rei mandou construir uma enorme igreja, sob cujo altar surgiu uma fonte de água curativa para todos os enfermos. O rei ofereceu ao bem-aventurado Jorge imensa quantidade de dinheiro, mas ele não aceitou e mandou doá-la aos pobres. Conselhos de São Jorge e outra versão de sua intercessão Jorge deu então ao rei quatro breves conselhos: cuidar das igrejas de Deus, honrar os padres, ouvir com atenção o ofício divino e nunca esquecer os pobres. A seguir beijou o rei e foi embora. Certos livros contam que quando o dragão ia devorar a moça. Jorge protegeu-se com o sinal-da-cruz, atacou-o e matou-o. Eram imperadores na época Diocleciano e Maximiano, e sob o governador Daciano houve uma perseguição tão violenta aos cristãos que em um mês 17 mil deles receberam a coroa do martírio, enquanto muitos outros fraquejaram e sacrificaram aos ídolos.[6] Conclusão Após aquele acontecimento o povo queria fugir da cidade, mas São Jorge os converteu (cerca de 45 mil pessoas) juntamente com o própria imperador.[7] São Jorge: um santo popular A história de São Jorge com o dragão ficou popularizada durante o tempo das cruzadas. O santo militar tinha muita fama no Oriente, de onde provinha, e os cruzados reviveram o culto a ele na Europa. Diversas ordens de cavalaria se encontram sob a égide de sua proteção ou tem algum símbolo que se refira a ele. Com efeito, ele é padroeiro de todos os combatentes e protetor contra as guerras. De fato, a vitória de São Jorge sobre o dragão é simbolizada como a vitória sobre as hostes islâmicas na época das Cruzadas. Ricardo Coração de Leão o invocava como protetor dos soldados. O Sínodo de Oxford ordenou em 1222 que sua festa se tornasse festa nacional. Eduardo III o fez padroeiro das ilhas britânicas, além de instituir a Ordem dos Cavaleiros de São Jorge. Padroeiro de muitos lugares São Jorge é padroeiro de Portugal, Etiópia, Catalunha, Aragão, Geórgia (pelo próprio nome), Lituânia e muitas cidades pelo mundo. O santo guerreiro também é padroeiro do estado do Rio de Janeiro, onde é feriado estadual. O santo militar também padroeiro dos cavaleiros, dos soldados, dos escoteiros, agricultores, ferreiros, etc. Por sua proteção contra o dragão, ele é invocado contra a peste, cobras venenosas e contra a lepra, além de outras doenças. São Jorge está na lua? Sim! Na realidade, São Jorge é o nome, adotado pela União Astronômica Internacional, de uma cratera na lua. Nesse sentido, portanto, a resposta é afirmativa. Contudo, isso nada tem a ver com a ideia difundida por religiões de matriz africana, segundo as quais ele “moraria dentro da lua”, o que não tem nenhuma base na doutrina cristã. Outras superstições invocam a lua como lugar de guerra. Assim, por sincretismo, religiões afro-brasileiras transpuseram mitos africanos (Ogum e Oxum) para a tradicional devoção a São Jorge (não é infrequente encontrar imagens do santo junto a oferecimentos de macumba). Já no plano astrológico, chegaram a identificá-lo ao signo de sagitário. Obviamente tudo isso nada tem a ver com religião católica. Na realidade, quando ele mesmo venceu o dragão, ele increpou o governador com as palavras da Bíblia (Salmo 95,5): “Todos os deuses dos gentios são demônios, foi o Senhor quem fez os Céus!” Irado, o governador mandou prendê-lo e queimá-lo vivo. Na realidade, ele mesmo foi o holocausto vivo diante de Deus contra o paganismo. São Jorge na liturgia católica: oração do dia (coleta) Até a reforma litúrgica de Paulo VI, São Jorge tinha grande proeminência na liturgia. A partir de então (1969) tornou-se apenas memória facultativa. A oração do dia é a seguinte: “Ó Deus, celebrando o vosso poder, nós vos pedimos que São Jorge seja tão pronto em socorrer-nos como o foi em imitar a paixão do Senhor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.” Oração popular a São Jorge “Ó São Jorge, meu guerreiro, invencível na Fé em Deus, que trazeis em vosso rosto a esperança e confiança abra os meus caminhos. Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer algum mal. “Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrar. Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, a Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos. “Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel cavalo meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. “Ajudai-me a superar todo o desanimo e alcançar a graça que tanto preciso: (fazei aqui o seu pedido). Dai-me coragem e esperança, fortalecei minha fé e auxiliai-me nesta necessidade. Com o poder de Deus, de Jesus Cristo e do Divino Espírito Santo. Amém!” Bibliografia ELDER, Isabel Hill. George of Lydda: Soldier, Saint and Martyr. London: Covenant, 1949. EUSÉBIO DE CESAREIA. História Eclesiástica . São Paulo: Paulus, Patrística, v. 15, 2000. HOADE, E. George, St. New Catholic Encyclopaedia , Gale: Washington, v. 6, p. 143-144. JACOPO DE VARAZZE. Legenda Áurea – vida de santos . São Paulo: Martins Fontes, 2003, p. 365-270. RICHES, Samantha J.E. St. George as a male virgin martyr. In: RICHES, Samantha J.E. SALIH, Sarah . Gender and Holiness: Men, women and saints in late medieval Europe . London-New York: Routledge, 2002, p. 65-85. THURSTON, Herbert. “St. George”. In HERBERMANN, Charles (ed.). Catholic Encyclopedia . New York: Robert Appleton Company, 1913 (online). WALTER, Christopher. The Origins of the Cult of Saint George. Revue des études byzantines , v. 53, 1995, p. 295-326. Por Pe. Felipe de Azevedo Ramos, EP [1] RICHES, Samantha J.E. St. George as a male virgin martyr. In: RICHES, Samantha J.E. SALIH, Sarah . Gender and Holiness: Men, women and saints in late medieval Europe . London-New York: Routledge, 2002, p. 65-85. [2] EUSÉBIO DE CESAREIA. História Eclesiástica , 8, 5. [3] THURSTON, Herbert. “St. George”. In HERBERMANN, Charles (ed.). Catholic Encyclopedia . New York: Robert Appleton Company, 1913 (online). [4] JACOPO DE VARAZZE. Legenda Áurea – vida de santos . São Paulo: Martins Fontes, 2003, p. 365 [5] Ibid. [6] Ibid., p. 366-367. [7] WALTER, Christopher. The Origins of the Cult of Saint George. Revue des études byzantines , v. 53, 1995, p. 321. #SantodoDia

  • São Jorge, o guerreiro venceu o dragão – 23 de Abril

    Santo do dia – 23 de Abril – São Jorge, o guerreiro venceu o dragão Mártir (Século IV) A existência do popularíssimo são Jorge, por vezes, foi colocada em dúvida. Talvez porque sua história sempre tenha sido mistura entre as tradições cristãs e lendas, difundidas pelos próprios fiéis espalhados entre os quatro cantos do planeta. Contudo encontramos na Palestina os registros oficiais de seu testemunho de fé. O seu túmulo está situado na cidade de Lida, próxima de Tel Aviv, Israel, onde foi decapitado no século IV, e é local de peregrinação desde essa época, não sendo interrompida nem mesmo durante o período das cruzadas. Ele foi escolhido como o padroeiro de Gênova, de várias cidades da Espanha, Portugal, Lituânia e Inglaterra e um sem número de localidades no mundo todo. Até hoje, possui muitos devotos fervorosos em todos os países católicos, inclusive no Brasil. A sua imagem de jovem guerreiro, montado no cavalo branco e enfrentando um terrível dragão, obviamente reporta às várias lendas que narram esse feito extraordinário. A maioria delas diz que uma pequena cidade era atacada periodicamente pelo animal, que habitava um lago próximo e fazia dezenas de vítimas com seu hálito de fogo. Para que a população inteira não fosse destruída pelo dragão, a cidade lhe oferecia vítimas jovens, sorteadas a cada ataque. Certo dia, chegou a vez da filha do rei, que foi levada pelo soberano em prantos à margem do lago. De repente, apareceu o jovem guerreiro e matou o dragão, salvando a princesa. Ou melhor, não o matou, mas o transformou em dócil cordeirinho, que foi levado pela jovem numa corrente para dentro da cidade. Ali, o valoroso herói informou que vinha da Capadócia, chamava-se Jorge e acabara com o mal em nome de Jesus Cristo, levando a comunidade inteira à conversão. De fato, o que se sabe é que o soldado Jorge foi denunciado como cristão, preso, julgado e condenado à morte. Entretanto o momento do martírio também é cercado de muitas tradições. Conta a voz popular que ele foi cruelmente torturado, mas não sentiu dor. Foi então enterrado vivo, mas nada sofreu. Ainda teve de caminhar descalço sobre brasas, depois jogado e arrastado sobre elas, e mesmo assim nenhuma lesão danificou seu corpo, sendo então decapitado pelos assustados torturadores. Jorge teria levado centenas de pessoas à conversão pela resistência ao sofrimento e à morte. Até mesmo a mulher do então imperador romano. São Jorge virou um símbolo de força e fé no enfrentamento do mal através dos tempos e principalmente nos dias atuais, onde a violência impera em todas as situações de nossas vidas. Seu rito litúrgico é oficializado pela Igreja católica e nunca esteve suspenso, como erroneamente chegou a ser divulgado nos anos 1960, quando sua celebração passou a ser facultativa. A festa acontece no dia 23 de abril, tanto no Ocidente como no Oriente. Conheça mais sobre São Jorge São Jorge é um dos santos mais populares do Brasil. Mas você conhece a sua história? Por que ele apresentado com um dragão? Ele mora mesmo na lua? Leia a sua história completa. Dia 23 de abril é a sua festa. São Jorge nasceu na Capadócia (atual Turquia) segundo uma tradição ou em Lydda segundo outra. No cânon do Papa Gelásio (+496), São Jorge é mencionando entre aqueles que “foram justamente reverenciados pelos homens e cujos atos são conhecidos somente por Deus”. Com efeito, muito pouco se conhece a respeito da vida desse santo guerreiro. O único elemento histórico que temos acerca da vida do militar é o seu martírio, que provavelmente se deu em Nicomédia. A Legenda Áurea narra que o martírio de São Jorge teria se dado por ordem de Daciano. No Oriente, ele é conhecido como “megalomártir”, ou seja, “grande mártir”. Ele também é reconhecido como modelo de virgem masculino, ao lado de São João Evangelista e o próprio Jesus Cristo.[1] Sua memória se comemora no dia 23 de abril, por se crer que ele tenha sido martirizado nesse dia do ano 303. No Oriente a sua data é comemorada no dia 6 de maio, data do feriado em vários locais. Desde a Idade Média, tornou-se uma das maiores devoções populares na Igreja Católica. É também reverenciado na Igreja Ortodoxa. Os seus restos mortais se encontram em Lydda ou Lod, atual Israel. Quem foi São Jorge? Entre as inúmeras dúvidas que pairam sobre a vida de São Jorge estão o seu avanço rápido nas hostes militares, a sua organização de uma comunidade cristã em Urmiá (Irã) e a uma viagem empreendida às ilhas britânicas durante uma expedição militar. Conta-se que Jorge era membro da guarda pretoriana do imperador Diocleciano. Embora sem nomear de modo explícito, a tradição remonta ao santo guerreiro as palavras de Eusébio de Cesareia: “Assim, logo que foi afixado em Nicomédia o edito contra as Igrejas, sucedeu que um homem, de forma alguma obscuro, mas dos mais ilustres, um dignitário secular, impelido pelo zelo de Deus e movido pelo ardor da fé, retirou, como sendo ímpio e absolutamente irreligioso, o aviso colocado em evidência num lugar público e o rasgou, na ocasião em que dois imperadores, o mais antigo e o que ocupava o quarto lugar no governo, achavam-se presentes na cidade. Este, contudo, foi o primeiro dos habitantes do país a se destacar de tal maneira; e logo, como é óbvio, suportou as consequências de tamanha audácia, mas até o último suspiro conservou a tranquilidade e a calma”.[2] Contudo, não se sabe com certeza se Eusébio de Cesareia se referia com este trecho a São Jorge. Conforme a Catholic Encyclopedia (1913), não existe fundamentos para duvidar da existência de São Jorge e esta é opinião dos historiadores de hoje, contudo, é necessário estar atento a dar crédito irrestrito aos detalhes de sua vida.[3] Origem do nome “Jorge” De acordo com Legenda Áurea : “Jorge [Georgius] vem de geos , que quer dizer ‘terra’, e de orge, ‘cultivar’, de forma que o nome significa ‘cultivando a terra’, isto é, sua carne”. [ 4 ] Outras interpretações são inseridas a seguir por Jacopo de Varazze: “Jorge também pode vir de gerar, ‘sagrado’, e de gyon, ‘areia’, significando portanto ‘areia sagrada’. De fato, da mesma forma que a areia, Jorge foi pesado pela gravidade dos costumes, miúdo por sua humildade, seco pela isenção de volúpia carnal. O nome pode ainda derivar de gerar, ‘sagrado’, e gyon, ‘luta”, significando ‘lutador sagrado’ porque lutou contra o dragão e contra o carrasco. Jorge ainda pode resultar de gero , que quer dizer ‘peregrino’, de gír , ‘cortado’, e de ys , ‘conselheiro’, porque foi peregrino em seu desprezo pelo mundo, cortado em seu martírio e conselheiro na prédica do reino de Deus”.[5] Por que o dragão? A ligação entre o São Jorge e o dragão é conhecida sobretudo desde a Legenda Áurea de Jacopo de Varezze, cujas raízes remontam o sexto século. Foram popularizadas na região da Geórgia, no sul do Cáucaso. De fato, uma remonta legenda aponta que o santo guerreiro salvou uma princesa (e seu povo) do ataque de um dragão (que simboliza tradicionalmente o demônio ou o mal). Na mitologia o dragão também aparece como símbolo de inimizade. A figura do santo combatente lutando contra o dragão tornou-se uma das maiores referências iconográficas do ideal cavaleiresco na civilização cristã. O salmo 90 é com frequência referido a ele: “Sobre serpente e víbora andarás, calcarás aos pés o leão e o dragão” (Sl 90,13). A história de São Jorge e o dragão extraído da Legende dorée Dragão acalmado por duas ovelhas Jorge, tribuno nascido na Capadócia, foi certa vez a Silena, cidade da província da Líbia. Ali perto havia um lago, grande como um mar, no qual se escondia um pestífero e enorme dragão que muitas vezes afugentou o povo armado que tentara atacá-lo. Para acalmá-lo e impedir que se aproximasse das muralhas da cidade, que não protegiam de seu hálito empesteado que matava muita gente, os habitantes davam-lhe todos os dias duas ovelhas. A filha do rei no lugar das ovelhas Quando começou a não haver ovelhas em quantidade suficiente, o conselho municipal decidiu que se daria uma ovelha e um humano, sorteando-se para tanto rapazes e moças, sem excetuar ninguém. Depois de algum tempo também faltou gente, e o sorteio designou a filha única do rei para ser entregue ao dragão. Contristado, o rei propôs: “Peguem todo meu ouro e prata, a metade de meu reino, mas não deixem minha filha morrer assim”. Furioso, o povo respondeu: “Foi você, rei, que promulgou este edito, e agora que todos os nossos filhos estão mortos, quer salvar sua filha? Se não fizer com sua filha o que ordenou para os outros, queimaremos sua casa e você”. Ao ouvir essas palavras, o rei pôs-se a chorar sua filha, dizendo: “Ai, como sou infeliz! Ó minha meiga filha, o que posso fazer por você? O que posso dizer? Nunca poderei vê-la casada?” E, voltando-se para o povo: “Eu imploro a vocês, deem-me oito dias para chorar minha filha”. O povo aceitou, mas ao cabo de oito dias dirigiu-se, furioso, ao rei: “Prefere perder seu povo que sua filha? Estamos todos morrendo por causa do sopro do dragão”. Então o rei, vendo que não poderia livrar a filha, fez que ela vestisse trajes reais e beijou-a entre lágrimas, dizendo: “Ai, como sou infeliz! Minha doce filha, de seu ventre eu esperava netos de estirpe real, e agora você vai ser devorada pelo dragão. Ai, como sou infeliz! Minha doce filha, eu esperava convidar muitos príncipes para suas bodas, decorar seu palácio com pedras preciosas, ouvir música de vários instrumentos, e no entanto você vai ser devorada pelo dragão”. Ele a beijou e a deixou partir, dizendo: “Ó minha filha, queria ter morrido antes para não perdê-la assim!”. Ela então se jogou aos pés de seu pai para pedir a bênção, e depois de abençoada em lágrimas dirigiu-se para o lago. São Jorge encontra a filha do rei O bem-aventurado Jorge passava casualmente por lá, e vendo-a chorar perguntou a razão. Ela respondeu: “Bom rapaz, monte depressa em seu cavalo e fuja, se não quiser morrer como eu”. Jorge: “Não tenha medo, minha filha, e diga-me o que toda aquela gente está esperando ver”. Ela: “Vejo que você é bom rapaz, de coração generoso, mas quer morrer comigo? Fuja! Depressa!” Jorge replicou: “Não irei embora antes que me conte o que está acontecendo”. Depois que a moça explicou tudo, Jorge disse: “Minha filha, nada tema, porque, em nome de Cristo, vou ajudá-la”. Ela replicou: “Você é um bom cavaleiro, mas salve-se imediatamente, não pereça comigo! Basta que eu morra sozinha, porque você não poderia me livrar e pereceríamos juntos”. Enquanto conversavam, o dragão pôs a cabeça para fora do lago e foi se aproximando. Toda trêmula, a moça falou: “Fuja, meu bom senhor, fuja depressa”. A eficácia da oração de São Jorge Jorge montou imediatamente em seu cavalo, protegeu-se com o sinal-da-cruz, e com audácia atacou o dragão que avançava em sua direção. Brandindo a lança com vigor, recomendou-se a Deus, atingiu o monstro com força, jogando-o ao chão, e disse à moça: “Coloque sem medo seu cinto no pescoço do dragão, minha filha”. Ela assim o fez e o dragão seguiu-a como um cãozinho muito manso. Quando ela chegou à cidade, vendo aquilo todo o povo pôs-se a fugir gritando: “Ai de nós, logo todos vamos morrer!” Mas o beato Jorge disse-lhes: “Nada temam, o Senhor me enviou para que eu os libertasse das desgraças causadas por esse dragão. Creiam em Cristo e recebam o batismo, que eu matarei o dragão”. São Jorge mata o dragão Então o rei e todo o povo foram batizados e o bem-aventurado Jorge desembainhou a espada e matou o dragão, ordenando depois que o levassem para fora da cidade. Quatro pares de bois arrastaram-no para campo aberto. Nesse dia 20 mil homens foram batizados, sem contar crianças e mulheres. Igreja em honra a São Jorge Em homenagem à bem-aventurada Maria e ao beato Jorge, o rei mandou construir uma enorme igreja, sob cujo altar surgiu uma fonte de água curativa para todos os enfermos. O rei ofereceu ao bem-aventurado Jorge imensa quantidade de dinheiro, mas ele não aceitou e mandou doá-la aos pobres. Conselhos de São Jorge e outra versão de sua intercessão Jorge deu então ao rei quatro breves conselhos: cuidar das igrejas de Deus, honrar os padres, ouvir com atenção o ofício divino e nunca esquecer os pobres. A seguir beijou o rei e foi embora. Certos livros contam que quando o dragão ia devorar a moça. Jorge protegeu-se com o sinal-da-cruz, atacou-o e matou-o. Eram imperadores na época Diocleciano e Maximiano, e sob o governador Daciano houve uma perseguição tão violenta aos cristãos que em um mês 17 mil deles receberam a coroa do martírio, enquanto muitos outros fraquejaram e sacrificaram aos ídolos.[6] Conclusão Após aquele acontecimento o povo queria fugir da cidade, mas São Jorge os converteu (cerca de 45 mil pessoas) juntamente com o própria imperador.[7] São Jorge: um santo popular A história de São Jorge com o dragão ficou popularizada durante o tempo das cruzadas. O santo militar tinha muita fama no Oriente, de onde provinha, e os cruzados reviveram o culto a ele na Europa. Diversas ordens de cavalaria se encontram sob a égide de sua proteção ou tem algum símbolo que se refira a ele. Com efeito, ele é padroeiro de todos os combatentes e protetor contra as guerras. De fato, a vitória de São Jorge sobre o dragão é simbolizada como a vitória sobre as hostes islâmicas na época das Cruzadas. Ricardo Coração de Leão o invocava como protetor dos soldados. O Sínodo de Oxford ordenou em 1222 que sua festa se tornasse festa nacional. Eduardo III o fez padroeiro das ilhas britânicas, além de instituir a Ordem dos Cavaleiros de São Jorge. Padroeiro de muitos lugares São Jorge é padroeiro de Portugal, Etiópia, Catalunha, Aragão, Geórgia (pelo próprio nome), Lituânia e muitas cidades pelo mundo. O santo guerreiro também é padroeiro do estado do Rio de Janeiro, onde é feriado estadual. O santo militar também padroeiro dos cavaleiros, dos soldados, dos escoteiros, agricultores, ferreiros, etc. Por sua proteção contra o dragão, ele é invocado contra a peste, cobras venenosas e contra a lepra, além de outras doenças. São Jorge está na lua? Sim! Na realidade, São Jorge é o nome, adotado pela União Astronômica Internacional, de uma cratera na lua. Nesse sentido, portanto, a resposta é afirmativa. Contudo, isso nada tem a ver com a ideia difundida por religiões de matriz africana, segundo as quais ele “moraria dentro da lua”, o que não tem nenhuma base na doutrina cristã. Outras superstições invocam a lua como lugar de guerra. Assim, por sincretismo, religiões afro-brasileiras transpuseram mitos africanos (Ogum e Oxum) para a tradicional devoção a São Jorge (não é infrequente encontrar imagens do santo junto a oferecimentos de macumba). Já no plano astrológico, chegaram a identificá-lo ao signo de sagitário. Obviamente tudo isso nada tem a ver com religião católica. Na realidade, quando ele mesmo venceu o dragão, ele increpou o governador com as palavras da Bíblia (Salmo 95,5): “Todos os deuses dos gentios são demônios, foi o Senhor quem fez os Céus!” Irado, o governador mandou prendê-lo e queimá-lo vivo. Na realidade, ele mesmo foi o holocausto vivo diante de Deus contra o paganismo. São Jorge na liturgia católica: oração do dia (coleta) Até a reforma litúrgica de Paulo VI, São Jorge tinha grande proeminência na liturgia. A partir de então (1969) tornou-se apenas memória facultativa. A oração do dia é a seguinte: “Ó Deus, celebrando o vosso poder, nós vos pedimos que São Jorge seja tão pronto em socorrer-nos como o foi em imitar a paixão do Senhor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.” Oração popular a São Jorge “Ó São Jorge, meu guerreiro, invencível na Fé em Deus, que trazeis em vosso rosto a esperança e confiança abra os meus caminhos. Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer algum mal. “Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrar. Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, a Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos. “Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel cavalo meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. “Ajudai-me a superar todo o desanimo e alcançar a graça que tanto preciso: (fazei aqui o seu pedido). Dai-me coragem e esperança, fortalecei minha fé e auxiliai-me nesta necessidade. Com o poder de Deus, de Jesus Cristo e do Divino Espírito Santo. Amém!” Bibliografia ELDER, Isabel Hill. George of Lydda: Soldier, Saint and Martyr. London: Covenant, 1949. EUSÉBIO DE CESAREIA. História Eclesiástica . São Paulo: Paulus, Patrística, v. 15, 2000. HOADE, E. George, St. New Catholic Encyclopaedia , Gale: Washington, v. 6, p. 143-144. JACOPO DE VARAZZE. Legenda Áurea – vida de santos . São Paulo: Martins Fontes, 2003, p. 365-270. RICHES, Samantha J.E. St. George as a male virgin martyr. In: RICHES, Samantha J.E. SALIH, Sarah . Gender and Holiness: Men, women and saints in late medieval Europe . London-New York: Routledge, 2002, p. 65-85. THURSTON, Herbert. “St. George”. In HERBERMANN, Charles (ed.). Catholic Encyclopedia . New York: Robert Appleton Company, 1913 (online). WALTER, Christopher. The Origins of the Cult of Saint George. Revue des études byzantines , v. 53, 1995, p. 295-326. Por Pe. Felipe de Azevedo Ramos, EP [1] RICHES, Samantha J.E. St. George as a male virgin martyr. In: RICHES, Samantha J.E. SALIH, Sarah . Gender and Holiness: Men, women and saints in late medieval Europe . London-New York: Routledge, 2002, p. 65-85. [2] EUSÉBIO DE CESAREIA. História Eclesiástica , 8, 5. [3] THURSTON, Herbert. “St. George”. In HERBERMANN, Charles (ed.). Catholic Encyclopedia . New York: Robert Appleton Company, 1913 (online). [4] JACOPO DE VARAZZE. Legenda Áurea – vida de santos . São Paulo: Martins Fontes, 2003, p. 365 [5] Ibid. [6] Ibid., p. 366-367. [7] WALTER, Christopher. The Origins of the Cult of Saint George. Revue des études byzantines , v. 53, 1995, p. 321. #SantodoDia

  • Cruzes são erguidas por toda a França

    A instituição de caridade ‘Sos Calvaires’ está a reparar e a erguer cruzes por toda a França com a mensagem: “Este é um país cristão”. TheTimes.co.uk relatou na Sexta-feira Santa que na aldeia de Argy, Vale do Loire, uma cruz de madeira de cinco metros foi erguida enquanto as pessoas cantavam hinos. Em Pic Saint-Loup, uma montanha perto de Montpellier, uma cruz de ferro de nove metros de altura, de uma tonelada no topo da montanha, foi gravemente danificada por detratores em 2020. Em poucos dias, os cristãos ergueram uma grande cruz de madeira no seu lugar. Três meses ti depois já tinham sido angariados 24 mil euros para restaurar a cruz de metal. Em 2022, a instituição de caridade ajudou a erguer mais de 200 cruzes na França. in gloria.tv | via Senza Pagare

  • Cruzes são erguidas por toda a França

    A instituição de caridade ‘Sos Calvaires’ está a reparar e a erguer cruzes por toda a França com a mensagem: “Este é um país cristão”. TheTimes.co.uk relatou na Sexta-feira Santa que na aldeia de Argy, Vale do Loire, uma cruz de madeira de cinco metros foi erguida enquanto as pessoas cantavam hinos. Em Pic Saint-Loup, uma montanha perto de Montpellier, uma cruz de ferro de nove metros de altura, de uma tonelada no topo da montanha, foi gravemente danificada por detratores em 2020. Em poucos dias, os cristãos ergueram uma grande cruz de madeira no seu lugar. Três meses ti depois já tinham sido angariados 24 mil euros para restaurar a cruz de metal. Em 2022, a instituição de caridade ajudou a erguer mais de 200 cruzes na França. in gloria.tv | via Senza Pagare

  • São Sotero, papa – 22 de Abril

    SANTO DO DIA – 22 DE ABRIL – SÃO SOTERO Papa (+175) Poucas são as informações biográficas de Sotero. Foi papa entre 166 e 175, período em que ser cristão era muito difícil e perigoso. Ele foi eleito o sucessor do papa Aniceto, que morreu em 165. Nasceu na cidade de Fondi, na Campânia, Itália, e seu pai se chamava Concórdio. Durante o seu pontificado, a Igreja ampliou-se bastante. Ele mesmo ordenou inúmeros diáconos, sacerdotes e bispos; e seu pontificado foi exemplar. Disciplinou, por meio das leis canônicas, a participação das mulheres na Igreja, que até então não tinham seu caminho muito bem definido. Mas, sobretudo, o papa Sotero combateu com grande valentia e coragem as heresias que pairavam sobre a Igreja dos tempos iniciais do cristianismo. No seu tempo, foi extinta a heresia de Montano, que propunha um exagerado rigor de costumes. Era uma doutrina de medo e de pessimismo, porque o fim do mundo sempre poderia acontecer a qualquer momento. Supondo isso, todos os cristãos deveriam viver numa santidade irreal, renunciando ao matrimônio e buscando o sofrimento da penitência constante, porque, segundo Montano, a Igreja não tinha faculdades para perdoar os pecados. Essa doutrina, que também era defendida por Tertuliano e, principalmente, Novaciano, foi condenada pela Igreja na época do papa Sotero. Ele defendeu a doutrina ensinada por Jesus Cristo e que a Igreja sempre continuou praticando, ou seja, que para o pecador verdadeiramente arrependido não existe pecado, por maior que seja, a que não se possa conceder o perdão. Assim, desapareceu o clima de rigor e pessimismo que tanto atormentava os cristãos, tão contrário ao da doutrina do Evangelho, que prega o amor, o perdão, a alegria e a esperança. Outra característica do papa Sotero foi sua ardente caridade para com os necessitados. Ele desejava que se vivesse como os primeiros cristãos, citados nos textos dos apóstolos, onde ‘tudo era comum entre eles’ e onde ‘todos eram um só coração e uma só alma…’ Papa Sotero pedia esmolas para as dioceses mais ricas, para que fossem distribuídas entre as mais pobres e esforçava-se ‘por tratar a todos com palavras e obras, como um pai trata os seus filhos’. Ele foi um eloquente defensor dos cristãos perseguidos e deixou isso registrado na carta que enviou especialmente para os de Corinto. Os vestígios dela foram encontrados quando Eusébio de Cesareia entregou a ele a eufórica resposta de Dionísio, em agradecimento pelo conforto que o valoroso papa levou aos corações aflitos pela morte iminente. Provavelmente, foi este corajoso apoio que levou ao martírio o papa Sotero, que morreu em 20 ou 22 de abril de 175, pela perseguição do imperador Marco Aurélio. Segundo uma antiga tradição, mantida pela Igreja, são Sotero é homenageado no dia 22 de abril. #SantodoDia

  • São Sotero, papa – 22 de Abril

    SANTO DO DIA – 22 DE ABRIL – SÃO SOTERO Papa (+175) Poucas são as informações biográficas de Sotero. Foi papa entre 166 e 175, período em que ser cristão era muito difícil e perigoso. Ele foi eleito o sucessor do papa Aniceto, que morreu em 165. Nasceu na cidade de Fondi, na Campânia, Itália, e seu pai se chamava Concórdio. Durante o seu pontificado, a Igreja ampliou-se bastante. Ele mesmo ordenou inúmeros diáconos, sacerdotes e bispos; e seu pontificado foi exemplar. Disciplinou, por meio das leis canônicas, a participação das mulheres na Igreja, que até então não tinham seu caminho muito bem definido. Mas, sobretudo, o papa Sotero combateu com grande valentia e coragem as heresias que pairavam sobre a Igreja dos tempos iniciais do cristianismo. No seu tempo, foi extinta a heresia de Montano, que propunha um exagerado rigor de costumes. Era uma doutrina de medo e de pessimismo, porque o fim do mundo sempre poderia acontecer a qualquer momento. Supondo isso, todos os cristãos deveriam viver numa santidade irreal, renunciando ao matrimônio e buscando o sofrimento da penitência constante, porque, segundo Montano, a Igreja não tinha faculdades para perdoar os pecados. Essa doutrina, que também era defendida por Tertuliano e, principalmente, Novaciano, foi condenada pela Igreja na época do papa Sotero. Ele defendeu a doutrina ensinada por Jesus Cristo e que a Igreja sempre continuou praticando, ou seja, que para o pecador verdadeiramente arrependido não existe pecado, por maior que seja, a que não se possa conceder o perdão. Assim, desapareceu o clima de rigor e pessimismo que tanto atormentava os cristãos, tão contrário ao da doutrina do Evangelho, que prega o amor, o perdão, a alegria e a esperança. Outra característica do papa Sotero foi sua ardente caridade para com os necessitados. Ele desejava que se vivesse como os primeiros cristãos, citados nos textos dos apóstolos, onde ‘tudo era comum entre eles’ e onde ‘todos eram um só coração e uma só alma…’ Papa Sotero pedia esmolas para as dioceses mais ricas, para que fossem distribuídas entre as mais pobres e esforçava-se ‘por tratar a todos com palavras e obras, como um pai trata os seus filhos’. Ele foi um eloquente defensor dos cristãos perseguidos e deixou isso registrado na carta que enviou especialmente para os de Corinto. Os vestígios dela foram encontrados quando Eusébio de Cesareia entregou a ele a eufórica resposta de Dionísio, em agradecimento pelo conforto que o valoroso papa levou aos corações aflitos pela morte iminente. Provavelmente, foi este corajoso apoio que levou ao martírio o papa Sotero, que morreu em 20 ou 22 de abril de 175, pela perseguição do imperador Marco Aurélio. Segundo uma antiga tradição, mantida pela Igreja, são Sotero é homenageado no dia 22 de abril. #SantodoDia

  • Santo Anselmo de Cantuária, Bispo e Doutor da Igreja – 21 de Abril

    SANTO DO DIA – 21 DE ABRIL – SANTO ANSELMO DE CANTUÁRIA Bispo e doutor da Igreja (1033-1109) Anselmo fugiu de casa para poder tornar-se um religioso. Para ele o significado do ato ia além de abandonar a proteção paterna, significava esquecer toda a fortuna e influência que sua família possuía. Anselmo nasceu em Aosta, no norte da Itália, em 1033, e seu pai frequentava as rodas da nobreza reinante. Por isso projetou para o filho uma carreira que manteria e até aumentaria a fortuna do clã, razão pela qual se opunha rigidamente à vontade do filho de tornar-se sacerdote. Como Anselmo perdera a mãe muito cedo, e tinha um coração doce e manso, como registram os escritos, fez a vontade do pai até os vinte anos. Mas, dentro de si, a tristeza crescia. Anselmo queria dedicar-se de corpo e alma à sua fé, contrária à vida mundana de festas em meio ao luxo e à riqueza. Estudava com os beneditinos e sua vocação o chamava a todo instante. Assim, um dia não aguentou mais e fugiu de casa. Vagou pela Borgonha e pela França até chegar à Normandia, onde, então, se entregou aos estudos religiosos, sob a orientação do monge Lanfranco. Em pouco tempo, ordenou-se e formou-se teólogo. Tão rapidamente quanto sua alma desejava, viu-se eleito abade do mosteiro e professor. Passou, então, a pregar pelas redondezas e, como o cargo o permitia, a liderar a implantação de uma grande reforma monástica. Como seu trabalho lhe trouxe renome, passou a influenciar intelectualmente na sua época, tanto espiritual quanto materialmente, por meio do que escrevia. Foram tantos os escritos deixados por ele que é considerado o fundador da ciência teológica no Ocidente. Chegou a arcebispo-primaz da Inglaterra. Conta-se que enfrentou duras perseguições do rei Guilherme, o Vermelho, e de Henrique I. Mas tinha a fala tão mansa e argumentos tão pacíficos que com eles desarmava seus inimigos e virava o jogo a seu favor. Anselmo morreu em Canterbury, com setenta e seis anos, no dia 21 de abril de 1109, e foi declarado ‘doutor da Igreja’ pelo papa Clemente XI em 1720. Conheça mais sobre Santo Anselmo A força de um sonho Quanta força tem um sonho? Folheando as páginas da vida de Santo Anselmo, poder-se-ia dizer: muita força. Uma noite, quando Anselmo ainda era criança, sonhou que Deus que o convidava para ir sobre os cumes dos altos Alpes, onde lhe daria “um pão puríssimo” para comer. Desde então, a vida do futuro Santo foi toda voltada a “elevar a mente à contemplação de Deus”. Este objetivo foi levado adiante com absoluta abnegação, apesar das adversidades. Nascido em Aosta, em 1033, no seio de uma família nobre, Anselmo sofreu fortes contrastes com o pai, um homem rude e envolvido com os prazeres da vida, que o impediu, com todos os meios, de entrar para a Ordem Beneditina, para evitar a dispersão do patrimônio familiar. Diante da oposição paterna, Anselmo, com apenas 15 anos, adoeceu por tamanha decepção. Ao recuperar a saúde, decidiu partir para a França, onde se deixou levar pela dissipação moral, tornando-se surdo ao chamado de Deus. Um grande educador Após três anos, teve um encontro providencial com Lanfranco de Pavia, prior da Abadia Beneditina de Bec, na Normandia, que reanimou a sua vocação. Finalmente, aos 27 anos, Anselmo pôde entrar para a Ordem monacal e ser ordenado sacerdote. Em 1063, tornou-se prior do mesmo mosteiro de Bec, onde demonstrou ser um educador dócil, mas também determinado. Não gostava de métodos autoritários. Por isso, preferiu o princípio de persuasão, que fazia os estudantes crescer com sabedoria, ensinando-lhes o valor inviolável da retidão e a adesão livre e responsável da verdade e da bondade. Seu gênio educacional expressou-se com a “via discretionis”, que abrangia compreensão, misericórdia e firmeza. Os jovens, dizia Anselmo, são como pequenas plantas que florescem, não fechadas em uma estufa, mas graças a uma “liberdade saudável”. Em defesa da liberdade da Igreja No entanto, tornando-se arcebispo de Cantuária, Lanfranco de Pavia pediu ajuda ao seu discípulo para reformar a comunidade eclesial local, devastada pela passagem dos invasores Normandos. Assim, Anselmo transferiu-se para a Inglaterra, onde se dedicou, com paixão, à nova missão, tanto que – com a morte de Lanfranco – foi seu sucessor na sede de Cantuária, recebendo a ordenação episcopal em 1093. Precisamente naquele período, o futuro Santo trabalha, sem cessar, pela “libertas Ecclesiae”: apoiou, com inesgotável energia e intrépida coragem, a independência do poder espiritual do poder temporal, defendendo a Igreja das ingerências das autoridades políticas. Todavia, esta sua atitude custou-lhe dois exílios da sede de Cantuária, para a qual retorna, definitivamente, apenas em 1106, para dedicar os últimos anos da sua vida à formação moral dos sacerdotes e à pesquisa teológica. Anselmo faleceu em 21 de abril de 1109 e seus restos mortais foram sepultados na famosa Catedral de Cantuária. “Doutor Magnífico” Como fundador da teologia escolástica, a tradição cristã atribuiu-lhe o título de “Doutor Magnífico” porque foi magnífico seu desejo de aprofundar os mistérios divinos, através de três etapas: a fé, como dom gratuito de Deus; a experiência ou encarnação da Palavra na vida diária; e o conhecimento ou intuição contemplativa. De fato, Anselmo afirma: “Senhor, eu não tento penetrar na vossa profundeza, porque nem posso comparar meu intelecto com ela. Porém, queria entender, pelo menos até certo ponto, a vossa verdade, que meu coração acredita e ama. Eu não procuro entender para acreditar, mas acredito para entender”. Amor pela verdade e honestidade episcopal As principais obras de Anselmo – o Monologion (Monólogo) e o Proslogion (Colóquio), que demonstram a existência de Deus, respectivamente, a “posteriori” e a “priori” – pretendem reafirmar que Deus é “o Ser do qual não se pode imaginar um maior”. Por outro lado, a grande coleção de epístolas de Anselmo revela a sua atuação e o seu pensamento político, sempre inspirados no seu “amor pela verdade”, pela retidão e a honestidade episcopal, longe dos condicionamentos temporais e dos oportunismos. De fato, o Arcebispo de Cantuária escreve: “Prefiro discordar com homens que, de acordo com eles, discordam com Deus”, colocando em evidência os traços do governante justo, que visa o bem comum e não seu interesse pessoal. Em 1163, o Papa Alexandre III concedeu ao falecido Anselmo “a elevação do corpo”, um ato que, naquela época, correspondia à Canonização. Enfim, em 1720, o Papa Clemente XI o proclamou “Doutor da Igreja”. #SantodoDia

  • Santo Anselmo de Cantuária, Bispo e Doutor da Igreja – 21 de Abril

    SANTO DO DIA – 21 DE ABRIL – SANTO ANSELMO DE CANTUÁRIA Bispo e doutor da Igreja (1033-1109) Anselmo fugiu de casa para poder tornar-se um religioso. Para ele o significado do ato ia além de abandonar a proteção paterna, significava esquecer toda a fortuna e influência que sua família possuía. Anselmo nasceu em Aosta, no norte da Itália, em 1033, e seu pai frequentava as rodas da nobreza reinante. Por isso projetou para o filho uma carreira que manteria e até aumentaria a fortuna do clã, razão pela qual se opunha rigidamente à vontade do filho de tornar-se sacerdote. Como Anselmo perdera a mãe muito cedo, e tinha um coração doce e manso, como registram os escritos, fez a vontade do pai até os vinte anos. Mas, dentro de si, a tristeza crescia. Anselmo queria dedicar-se de corpo e alma à sua fé, contrária à vida mundana de festas em meio ao luxo e à riqueza. Estudava com os beneditinos e sua vocação o chamava a todo instante. Assim, um dia não aguentou mais e fugiu de casa. Vagou pela Borgonha e pela França até chegar à Normandia, onde, então, se entregou aos estudos religiosos, sob a orientação do monge Lanfranco. Em pouco tempo, ordenou-se e formou-se teólogo. Tão rapidamente quanto sua alma desejava, viu-se eleito abade do mosteiro e professor. Passou, então, a pregar pelas redondezas e, como o cargo o permitia, a liderar a implantação de uma grande reforma monástica. Como seu trabalho lhe trouxe renome, passou a influenciar intelectualmente na sua época, tanto espiritual quanto materialmente, por meio do que escrevia. Foram tantos os escritos deixados por ele que é considerado o fundador da ciência teológica no Ocidente. Chegou a arcebispo-primaz da Inglaterra. Conta-se que enfrentou duras perseguições do rei Guilherme, o Vermelho, e de Henrique I. Mas tinha a fala tão mansa e argumentos tão pacíficos que com eles desarmava seus inimigos e virava o jogo a seu favor. Anselmo morreu em Canterbury, com setenta e seis anos, no dia 21 de abril de 1109, e foi declarado ‘doutor da Igreja’ pelo papa Clemente XI em 1720. Conheça mais sobre Santo Anselmo A força de um sonho Quanta força tem um sonho? Folheando as páginas da vida de Santo Anselmo, poder-se-ia dizer: muita força. Uma noite, quando Anselmo ainda era criança, sonhou que Deus que o convidava para ir sobre os cumes dos altos Alpes, onde lhe daria “um pão puríssimo” para comer. Desde então, a vida do futuro Santo foi toda voltada a “elevar a mente à contemplação de Deus”. Este objetivo foi levado adiante com absoluta abnegação, apesar das adversidades. Nascido em Aosta, em 1033, no seio de uma família nobre, Anselmo sofreu fortes contrastes com o pai, um homem rude e envolvido com os prazeres da vida, que o impediu, com todos os meios, de entrar para a Ordem Beneditina, para evitar a dispersão do patrimônio familiar. Diante da oposição paterna, Anselmo, com apenas 15 anos, adoeceu por tamanha decepção. Ao recuperar a saúde, decidiu partir para a França, onde se deixou levar pela dissipação moral, tornando-se surdo ao chamado de Deus. Um grande educador Após três anos, teve um encontro providencial com Lanfranco de Pavia, prior da Abadia Beneditina de Bec, na Normandia, que reanimou a sua vocação. Finalmente, aos 27 anos, Anselmo pôde entrar para a Ordem monacal e ser ordenado sacerdote. Em 1063, tornou-se prior do mesmo mosteiro de Bec, onde demonstrou ser um educador dócil, mas também determinado. Não gostava de métodos autoritários. Por isso, preferiu o princípio de persuasão, que fazia os estudantes crescer com sabedoria, ensinando-lhes o valor inviolável da retidão e a adesão livre e responsável da verdade e da bondade. Seu gênio educacional expressou-se com a “via discretionis”, que abrangia compreensão, misericórdia e firmeza. Os jovens, dizia Anselmo, são como pequenas plantas que florescem, não fechadas em uma estufa, mas graças a uma “liberdade saudável”. Em defesa da liberdade da Igreja No entanto, tornando-se arcebispo de Cantuária, Lanfranco de Pavia pediu ajuda ao seu discípulo para reformar a comunidade eclesial local, devastada pela passagem dos invasores Normandos. Assim, Anselmo transferiu-se para a Inglaterra, onde se dedicou, com paixão, à nova missão, tanto que – com a morte de Lanfranco – foi seu sucessor na sede de Cantuária, recebendo a ordenação episcopal em 1093. Precisamente naquele período, o futuro Santo trabalha, sem cessar, pela “libertas Ecclesiae”: apoiou, com inesgotável energia e intrépida coragem, a independência do poder espiritual do poder temporal, defendendo a Igreja das ingerências das autoridades políticas. Todavia, esta sua atitude custou-lhe dois exílios da sede de Cantuária, para a qual retorna, definitivamente, apenas em 1106, para dedicar os últimos anos da sua vida à formação moral dos sacerdotes e à pesquisa teológica. Anselmo faleceu em 21 de abril de 1109 e seus restos mortais foram sepultados na famosa Catedral de Cantuária. “Doutor Magnífico” Como fundador da teologia escolástica, a tradição cristã atribuiu-lhe o título de “Doutor Magnífico” porque foi magnífico seu desejo de aprofundar os mistérios divinos, através de três etapas: a fé, como dom gratuito de Deus; a experiência ou encarnação da Palavra na vida diária; e o conhecimento ou intuição contemplativa. De fato, Anselmo afirma: “Senhor, eu não tento penetrar na vossa profundeza, porque nem posso comparar meu intelecto com ela. Porém, queria entender, pelo menos até certo ponto, a vossa verdade, que meu coração acredita e ama. Eu não procuro entender para acreditar, mas acredito para entender”. Amor pela verdade e honestidade episcopal As principais obras de Anselmo – o Monologion (Monólogo) e o Proslogion (Colóquio), que demonstram a existência de Deus, respectivamente, a “posteriori” e a “priori” – pretendem reafirmar que Deus é “o Ser do qual não se pode imaginar um maior”. Por outro lado, a grande coleção de epístolas de Anselmo revela a sua atuação e o seu pensamento político, sempre inspirados no seu “amor pela verdade”, pela retidão e a honestidade episcopal, longe dos condicionamentos temporais e dos oportunismos. De fato, o Arcebispo de Cantuária escreve: “Prefiro discordar com homens que, de acordo com eles, discordam com Deus”, colocando em evidência os traços do governante justo, que visa o bem comum e não seu interesse pessoal. Em 1163, o Papa Alexandre III concedeu ao falecido Anselmo “a elevação do corpo”, um ato que, naquela época, correspondia à Canonização. Enfim, em 1720, o Papa Clemente XI o proclamou “Doutor da Igreja”. #SantodoDia

  • O cardeal Burke pede oração pela Igreja “que é atacada especialmente de dentro da Igreja”

    O cardeal Burke voltou a alertar para o risco de cisma na homilia que proferiu em Florença no domingo de Páscoa. Falando sobre a Ressurreição do Senhor, o cardeal americano enfatizou que “de seu assento em glória à direita de Deus Pai, Nosso Senhor derrama sua vida sem cessar e sem medida por nós. Ele derrama a graça suficiente, santificadora e oportuna do Espírito Santo de Seu glorioso Coração trespassado em nossos corações. Assim, nós, vivendo em Cristo pelo derramamento do Espírito Santo, estamos destinados a desfrutar da vida eterna. Em nossa morte, nossas almas estão destinadas a descansar eternamente em Deus.” Raymond Burke afirmou na sua homilia que «vivemos agora na presença de Cristo ressuscitado, participando no próprio dom da sua vida, que é a vida eterna. Recebemos Dele, enquanto permanecemos fielmente em Sua companhia, a graça de viver cada momento da vida em antecipação ao seu cumprimento no Reino dos Céus.” Orações pela Igreja e pela paz No dia da Ressurreição, Burke pediu para rezar “por nossa santa Mãe Igreja, que é atacada por aqueles, especialmente de dentro da Igreja, que em rebelião separam sua vontade da vontade de Deus e, assim, caem em tanta confusão e erro com seus frutos mortais: divisão, heresia, apostasia e cisma“. Rezemos por um renovado conhecimento e amor pela Sagrada Tradição, por Cristo, o único que é a nossa salvação e o único, numa linha ininterrupta desde o tempo dos Apóstolos, que nos ensina a verdade divina, nos anima com o amor divino e nos dá a graça da obediência à vontade de Deus. portanto, de salvação eterna”, acrescentou o cardeal. Por outro lado, o Cardeal encorajou a rezar “pelos povos do mundo que sofrem violência e morte por causa da injustiça fruto de mentiras, corrupção e ódio, especialmente na Ucrânia, mas também em muitas outras nações, comunidades e famílias. Rezemos para que a graça que brota incessante e imensamente do Coração trespassado de Nosso Senhor ressuscitado chegue aos vossos corações para os curar e alcance os corações de todos para restaurar a ordem da justiça com o seu fruto que é a harmonia e a paz. Traduzido de InfoVaticana

  • O cardeal Burke pede oração pela Igreja “que é atacada especialmente de dentro da Igreja”

    O cardeal Burke voltou a alertar para o risco de cisma na homilia que proferiu em Florença no domingo de Páscoa. Falando sobre a Ressurreição do Senhor, o cardeal americano enfatizou que “de seu assento em glória à direita de Deus Pai, Nosso Senhor derrama sua vida sem cessar e sem medida por nós. Ele derrama a graça suficiente, santificadora e oportuna do Espírito Santo de Seu glorioso Coração trespassado em nossos corações. Assim, nós, vivendo em Cristo pelo derramamento do Espírito Santo, estamos destinados a desfrutar da vida eterna. Em nossa morte, nossas almas estão destinadas a descansar eternamente em Deus.” Raymond Burke afirmou na sua homilia que «vivemos agora na presença de Cristo ressuscitado, participando no próprio dom da sua vida, que é a vida eterna. Recebemos Dele, enquanto permanecemos fielmente em Sua companhia, a graça de viver cada momento da vida em antecipação ao seu cumprimento no Reino dos Céus.” Orações pela Igreja e pela paz No dia da Ressurreição, Burke pediu para rezar “por nossa santa Mãe Igreja, que é atacada por aqueles, especialmente de dentro da Igreja, que em rebelião separam sua vontade da vontade de Deus e, assim, caem em tanta confusão e erro com seus frutos mortais: divisão, heresia, apostasia e cisma“. Rezemos por um renovado conhecimento e amor pela Sagrada Tradição, por Cristo, o único que é a nossa salvação e o único, numa linha ininterrupta desde o tempo dos Apóstolos, que nos ensina a verdade divina, nos anima com o amor divino e nos dá a graça da obediência à vontade de Deus. portanto, de salvação eterna”, acrescentou o cardeal. Por outro lado, o Cardeal encorajou a rezar “pelos povos do mundo que sofrem violência e morte por causa da injustiça fruto de mentiras, corrupção e ódio, especialmente na Ucrânia, mas também em muitas outras nações, comunidades e famílias. Rezemos para que a graça que brota incessante e imensamente do Coração trespassado de Nosso Senhor ressuscitado chegue aos vossos corações para os curar e alcance os corações de todos para restaurar a ordem da justiça com o seu fruto que é a harmonia e a paz. Traduzido de InfoVaticana

  • Santo Expedito – 19 de Abril

    Santo Expedito – Mártir. Padroeiro: Das causas urgentes Santo Expedito não tem uma data de nascimento conhecida. Sabe-se que ele era Romano. Sabe-se também que foi Senador de Roma, Príncipe-Consul do Império Romano na Armênia, militar, Comandante da XII Legião Romana e, mesmo nessa condição, converteu-se ao cristianismo. • História de Santo Expedito: A XII Legião tinha o nome de Fulminata, nome que significa algo como Vem como um raio. A Fulminata tinha cerca de 8 mil homens contando soldados, escravos e cavaleiros. No tempo de Expedito, ela defendia as fronteiras orientais do Império Romano contra os bárbaros asiáticos. Expedito comandou a XII Legião de 296 a 303 d. C. Para ser comandante de uma Legião Romana era preciso muita competência e bravura. Tanto que, alguns anos antes, a mesma XII Legião tinha sido comandada por um Imperador romano, Marco Aurélio, numa campanha onde hoje é a Eslováquia. Sabe-se que Expedito era um líder competente. Seu cargo equivaleria hoje ao de um general. Ele se tornou famoso por manter a disciplina dos soldados e todos o respeitavam. Por outro lado, como a maioria dos soldados romanos, o Comandante Expedito tinha uma vida devassa, rodeada de luxo, prazeres e fama. • Conversão ao Cristianismo: O primeiro contato do Comandante Expedito com o Cristianismo aconteceu dentro da própria XII Legião. Com efeito, uma parte dos soldados da XII era formada de cristãos. Além disso, em suas andanças pelas fronteiras orientais do império, Expedito teve ainda mais contato com o cristianismo. E, para completar, a XII Legião teve um soldado chamado Polieucto de Melitene, que morreu mártir no ano 193. A semente do Cristianismo e do sangue dos mártires nunca cai na terra em vão. • A Procrastinação de Santo Expedito: Expedito era um líder competente na condução da XII Legião tanto nos tempos de paz quanto nas batalhas. Um comandante vitorioso na carreira militar. Porém, quanto à sua vida espiritual, tinha o vício da procrastinação, isto é, deixar para depois, adiar. Ele simpatizava com a mensagem de Jesus. Admirava os ensinamentos do Mestre de Nazaré e via no Evangelho palavras que ninguém jamais tinha dito antes na história humana. Por isso, ele pensava em um dia converter-se de verdade. Esse dia, porém, ficava sempre para mais tarde, era sempre adiado. • O toque de Deus: Depois de alguns anos procrastinando, Expedito foi tocado pela graça de Deus. Certa noite teve um sonho que mudou sua vida. No sonho, com um corvo representando o espírito do mal, grasnava diante dele a palavra cras, do latim, que significa amanhã, deixe sua conversão para amanhã. O corvo grasnava forte e parecia poderoso. Porém, de repente, Expedito decidiu e pisoteou o corvo dizendo: hodie, que significa hoje, em latim. O Comandante Expedito acordou do sonho decidido e confirmou sua conversão. Por isso ele é considerado o Santo das causas urgentes. Convertido, ele continuou por um tempo ainda chefe da sua legião, conseguindo converter seus soldados também ao cristianismo. • A ira contra Santo Expedito: Com a conversão de Expedito e da sua tropa, o imperador Diocleciano começou a perseguir o Santo e seus soldados. A importância de seu posto fazia dele uma influência muito forte a favor do Cristianismo dentro do Império Romano. Por isso, ele se tornou alvo especial do Imperador. • A Morte de Santo Expedito: Santo Expedito foi preso pela ordem de Diocleciano e foi forçado a renunciar à sua nova fé. Porém, ele não renunciou. Seus castigos começaram pela flagelação romana: 39 chicotadas com o flagrus, chicote que dilacera a pele e causa hemorragia. Expedito tinha aplicado este mesmo castigo a bandidos e indisciplinados. Agora, ele os recebia por causa de Jesus Cristo. E ele permaneceu firme e julgando-se indigno de sofrer o mesmo castigo que Jesus sofrera, aplicado por soldados romanos, como estava acontecendo com ele. Por fim, não renunciando à sua fé, Santo Expedito foi decapitado com espada, por ordem do Imperador Diocleciano, no dia 19 de abril de 303, em Melitene na Armênia. • Canonização: Como Santo Expedito foi morto por causa de Jesus Cristo, ele se tornou um mártir da Igreja e santo reconhecido oficialmente. Sua bravura diante dos sofrimentos por causa da fé serviu de exemplo para grande parte dos soldados de sua Legião, fazendo-os permanecer firmes em sua fé. O exemplo de Santo Expedito arrastou milhares de cristãos na Armênia e, logo, ele passou a ser venerado como santo, o santo das causas urgentes. Conheça mais sobre Santo Expedito Santo Expedito foi martirizado na Armênia, no século II. Ele era militar, foi decapitado no dia 19 de abril de 303, sob o imperador Dioclesiano, que subira ao trono de Roma em 284. Levava uma vida devassa; mas um dia, tocado pela graça de Deus, vendo uma grande luz, tudo mudou em sua vida. Foi então que lhe apareceu o Espírito do mal, em forma de corvo, e lhe segredou “cras….! cras….! cras….!” palavra latina que quer dizer: “Amanhã…! amanhã…! amanhã…!, isto é – Deixe para amanhã! Não tenha pressa! Adie sua conversão!”. Mas Santo Expedito, pisoteando o corvo, esmagou-o, gritando: HODIE! Quer dizer: HOJE! Nada de protelações! É pra já!” É por isto que o Santo Expedito é invocado nos casos que exige solução imediata, nos negócios em que qualquer demora poderia causar prejuízo. No Brasil, sobretudo, Santo Expedito é invocado nos negócios, o santo da “ultima hora”, num sim, sem adiamentos.Origem histórica: Mártir de Metilene, é pouco conhecido dos historiadores, mas sua existência é certa. Santo Expedito, segundo a tradição, era armênio, não se conhecendo o lugar de seu nascimento, mas parece provável que seja Metilene, localidade onde sofreu seu martírio. A Armênia é uma região da Ásia Ocidental, situada ao Sul do Cálcaso, entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, nas margens dos Rios Tigre e Eufrates. Essa região foi sempre considerada uma terra de predileção. Aliás, pelo testemunho da Sagrada Escritura, foi sobre as montanhas armênias do Ararat que a Arca de Noé pousou quando as águas do dilúvio baixaram (Gênesis, 8.5). A Armênia foi uma das primeiras regiões a receber a pregação dos apóstolos Judas Tadeu, Simão e Bartolomeu, mas também local de inúmeras perseguições aos cristãos. Essa região foi regada com o sangue de muitos mártires, entre eles Santo Expedito. Sua cidade natal (com toda probabilidade) não passa hoje de uma pequena localidade chamada Melatia, cidade construída no século II pelo imperador romano Trajano. A partir de Marco Antonio, tornou-se residência da 12ª Legião, conhecida como “Fulminante”, cuja missão era defender o império romano dos bárbaros asiáticos. Hoje Metilene é uma cidade mística e simples, onde sua população vive em calma, longe das agitações políticas. Além de Santo Expedito, que foi levado à morte a 19 de Abril de 303, sob o poder de Deocleciano, lá veneram-se outros Santos mártires, entre eles: São Polieucto, outro oficial do exército romano que foi martirizado no século III. Deocleciano subiu ao trono de Roma em 284. Por seu ambiente e por seu caráter, parecia oferecer aos cristãos garantias de benevolência, pois havia em seu palácio a liberdade de religião, sendo, inclusive, sua esposa Prisca e sua filha Valéria, cristãs, ou ao menos, catecúmenas. Sob influências de Galero, seu genro, pagão convicto, determinou a perseguição dos cristãos, ordenando a destruição de igrejas e livros sagrados, a cessação das assembléias cristãs e a abjuração de todos os cristãos. Galero, sempre incitado por sua mãe, também pagã, queria abolir para sempre o Cristianismo e através de insinuações maldosas e hábeis calúnias, fez crer a Deocleciano, que o cristianismo conspirava de várias formas contra a augusta pessoa do imperador. Deocleciano, então, empreendeu a exterminação sistemática dos cristãos, envolvendo, inclusive, os membros de sua própria família e os servidores de seu palácio. Foi uma hecatombe sangrenta: oficiais, magistrados, o bispo da Nicomédia (Antino), padres, diáconos, simples fiéis foram assassinados ou afogados em massa. Somente em 324, com a retomada da autoridade do imperador cristão Constantino, foi que tiveram fim as terríveis perseguições que durante três séculos tinham ensangüentado a Igreja. Para fazer a novena de Santo Expedito é necessário orar durante nove dias seguidos, sozinho ou em grupo. Deve-se rezar um credo, depois a oração a Santo Expedito, sem esquecer de pedir a benção desejada. Em seguida, um Pai Nosso e ascender uma vela. Para finalizar diga: “Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre pelos séculos Amém”. Durante os nove dias peça perdão a Deus por seus pecados e mantenha bons pensamentos. Depois resta apenas ter fé e esperar pela graça. Oração do Santo Expedito: Meu Santo Expedito, das causas justas e urgentes, interceda por mim junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo. Socorra-me nesta hora de aflição e desespero, meu Santo Expedito, Vós que sois um Santo guerreiro, Vós que sois o Santo dos aflitos, Vós que sois o Santos dos desesperados, Vós que sois o Santo das causas Urgentes, proteja-me; ajudam-me; dai-me forças, coragem e serenidade. Atendei ao meu pedido (faça o seu pedido) Meu Santo Expedito! Ajuda-me a superar estas horas difíceis, proteja-me de todos que possam me prejudicar. Proteja minha família, atenda ao meu pedido com urgência, devolvendo-me a paz e a tranqüilidade, ó meu Santo Expedito, vos serei grato pelo resto de minha Vida e levarei seu nome a todos que têm fé. #SantodoDia

  • Santo Expedito – 19 de Abril

    Santo Expedito – Mártir. Padroeiro: Das causas urgentes Santo Expedito não tem uma data de nascimento conhecida. Sabe-se que ele era Romano. Sabe-se também que foi Senador de Roma, Príncipe-Consul do Império Romano na Armênia, militar, Comandante da XII Legião Romana e, mesmo nessa condição, converteu-se ao cristianismo. • História de Santo Expedito: A XII Legião tinha o nome de Fulminata, nome que significa algo como Vem como um raio. A Fulminata tinha cerca de 8 mil homens contando soldados, escravos e cavaleiros. No tempo de Expedito, ela defendia as fronteiras orientais do Império Romano contra os bárbaros asiáticos. Expedito comandou a XII Legião de 296 a 303 d. C. Para ser comandante de uma Legião Romana era preciso muita competência e bravura. Tanto que, alguns anos antes, a mesma XII Legião tinha sido comandada por um Imperador romano, Marco Aurélio, numa campanha onde hoje é a Eslováquia. Sabe-se que Expedito era um líder competente. Seu cargo equivaleria hoje ao de um general. Ele se tornou famoso por manter a disciplina dos soldados e todos o respeitavam. Por outro lado, como a maioria dos soldados romanos, o Comandante Expedito tinha uma vida devassa, rodeada de luxo, prazeres e fama. • Conversão ao Cristianismo: O primeiro contato do Comandante Expedito com o Cristianismo aconteceu dentro da própria XII Legião. Com efeito, uma parte dos soldados da XII era formada de cristãos. Além disso, em suas andanças pelas fronteiras orientais do império, Expedito teve ainda mais contato com o cristianismo. E, para completar, a XII Legião teve um soldado chamado Polieucto de Melitene, que morreu mártir no ano 193. A semente do Cristianismo e do sangue dos mártires nunca cai na terra em vão. • A Procrastinação de Santo Expedito: Expedito era um líder competente na condução da XII Legião tanto nos tempos de paz quanto nas batalhas. Um comandante vitorioso na carreira militar. Porém, quanto à sua vida espiritual, tinha o vício da procrastinação, isto é, deixar para depois, adiar. Ele simpatizava com a mensagem de Jesus. Admirava os ensinamentos do Mestre de Nazaré e via no Evangelho palavras que ninguém jamais tinha dito antes na história humana. Por isso, ele pensava em um dia converter-se de verdade. Esse dia, porém, ficava sempre para mais tarde, era sempre adiado. • O toque de Deus: Depois de alguns anos procrastinando, Expedito foi tocado pela graça de Deus. Certa noite teve um sonho que mudou sua vida. No sonho, com um corvo representando o espírito do mal, grasnava diante dele a palavra cras, do latim, que significa amanhã, deixe sua conversão para amanhã. O corvo grasnava forte e parecia poderoso. Porém, de repente, Expedito decidiu e pisoteou o corvo dizendo: hodie, que significa hoje, em latim. O Comandante Expedito acordou do sonho decidido e confirmou sua conversão. Por isso ele é considerado o Santo das causas urgentes. Convertido, ele continuou por um tempo ainda chefe da sua legião, conseguindo converter seus soldados também ao cristianismo. • A ira contra Santo Expedito: Com a conversão de Expedito e da sua tropa, o imperador Diocleciano começou a perseguir o Santo e seus soldados. A importância de seu posto fazia dele uma influência muito forte a favor do Cristianismo dentro do Império Romano. Por isso, ele se tornou alvo especial do Imperador. • A Morte de Santo Expedito: Santo Expedito foi preso pela ordem de Diocleciano e foi forçado a renunciar à sua nova fé. Porém, ele não renunciou. Seus castigos começaram pela flagelação romana: 39 chicotadas com o flagrus, chicote que dilacera a pele e causa hemorragia. Expedito tinha aplicado este mesmo castigo a bandidos e indisciplinados. Agora, ele os recebia por causa de Jesus Cristo. E ele permaneceu firme e julgando-se indigno de sofrer o mesmo castigo que Jesus sofrera, aplicado por soldados romanos, como estava acontecendo com ele. Por fim, não renunciando à sua fé, Santo Expedito foi decapitado com espada, por ordem do Imperador Diocleciano, no dia 19 de abril de 303, em Melitene na Armênia. • Canonização: Como Santo Expedito foi morto por causa de Jesus Cristo, ele se tornou um mártir da Igreja e santo reconhecido oficialmente. Sua bravura diante dos sofrimentos por causa da fé serviu de exemplo para grande parte dos soldados de sua Legião, fazendo-os permanecer firmes em sua fé. O exemplo de Santo Expedito arrastou milhares de cristãos na Armênia e, logo, ele passou a ser venerado como santo, o santo das causas urgentes. Conheça mais sobre Santo Expedito Santo Expedito foi martirizado na Armênia, no século II. Ele era militar, foi decapitado no dia 19 de abril de 303, sob o imperador Dioclesiano, que subira ao trono de Roma em 284. Levava uma vida devassa; mas um dia, tocado pela graça de Deus, vendo uma grande luz, tudo mudou em sua vida. Foi então que lhe apareceu o Espírito do mal, em forma de corvo, e lhe segredou “cras….! cras….! cras….!” palavra latina que quer dizer: “Amanhã…! amanhã…! amanhã…!, isto é – Deixe para amanhã! Não tenha pressa! Adie sua conversão!”. Mas Santo Expedito, pisoteando o corvo, esmagou-o, gritando: HODIE! Quer dizer: HOJE! Nada de protelações! É pra já!” É por isto que o Santo Expedito é invocado nos casos que exige solução imediata, nos negócios em que qualquer demora poderia causar prejuízo. No Brasil, sobretudo, Santo Expedito é invocado nos negócios, o santo da “ultima hora”, num sim, sem adiamentos.Origem histórica: Mártir de Metilene, é pouco conhecido dos historiadores, mas sua existência é certa. Santo Expedito, segundo a tradição, era armênio, não se conhecendo o lugar de seu nascimento, mas parece provável que seja Metilene, localidade onde sofreu seu martírio. A Armênia é uma região da Ásia Ocidental, situada ao Sul do Cálcaso, entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, nas margens dos Rios Tigre e Eufrates. Essa região foi sempre considerada uma terra de predileção. Aliás, pelo testemunho da Sagrada Escritura, foi sobre as montanhas armênias do Ararat que a Arca de Noé pousou quando as águas do dilúvio baixaram (Gênesis, 8.5). A Armênia foi uma das primeiras regiões a receber a pregação dos apóstolos Judas Tadeu, Simão e Bartolomeu, mas também local de inúmeras perseguições aos cristãos. Essa região foi regada com o sangue de muitos mártires, entre eles Santo Expedito. Sua cidade natal (com toda probabilidade) não passa hoje de uma pequena localidade chamada Melatia, cidade construída no século II pelo imperador romano Trajano. A partir de Marco Antonio, tornou-se residência da 12ª Legião, conhecida como “Fulminante”, cuja missão era defender o império romano dos bárbaros asiáticos. Hoje Metilene é uma cidade mística e simples, onde sua população vive em calma, longe das agitações políticas. Além de Santo Expedito, que foi levado à morte a 19 de Abril de 303, sob o poder de Deocleciano, lá veneram-se outros Santos mártires, entre eles: São Polieucto, outro oficial do exército romano que foi martirizado no século III. Deocleciano subiu ao trono de Roma em 284. Por seu ambiente e por seu caráter, parecia oferecer aos cristãos garantias de benevolência, pois havia em seu palácio a liberdade de religião, sendo, inclusive, sua esposa Prisca e sua filha Valéria, cristãs, ou ao menos, catecúmenas. Sob influências de Galero, seu genro, pagão convicto, determinou a perseguição dos cristãos, ordenando a destruição de igrejas e livros sagrados, a cessação das assembléias cristãs e a abjuração de todos os cristãos. Galero, sempre incitado por sua mãe, também pagã, queria abolir para sempre o Cristianismo e através de insinuações maldosas e hábeis calúnias, fez crer a Deocleciano, que o cristianismo conspirava de várias formas contra a augusta pessoa do imperador. Deocleciano, então, empreendeu a exterminação sistemática dos cristãos, envolvendo, inclusive, os membros de sua própria família e os servidores de seu palácio. Foi uma hecatombe sangrenta: oficiais, magistrados, o bispo da Nicomédia (Antino), padres, diáconos, simples fiéis foram assassinados ou afogados em massa. Somente em 324, com a retomada da autoridade do imperador cristão Constantino, foi que tiveram fim as terríveis perseguições que durante três séculos tinham ensangüentado a Igreja. Para fazer a novena de Santo Expedito é necessário orar durante nove dias seguidos, sozinho ou em grupo. Deve-se rezar um credo, depois a oração a Santo Expedito, sem esquecer de pedir a benção desejada. Em seguida, um Pai Nosso e ascender uma vela. Para finalizar diga: “Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre pelos séculos Amém”. Durante os nove dias peça perdão a Deus por seus pecados e mantenha bons pensamentos. Depois resta apenas ter fé e esperar pela graça. Oração do Santo Expedito: Meu Santo Expedito, das causas justas e urgentes, interceda por mim junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo. Socorra-me nesta hora de aflição e desespero, meu Santo Expedito, Vós que sois um Santo guerreiro, Vós que sois o Santo dos aflitos, Vós que sois o Santos dos desesperados, Vós que sois o Santo das causas Urgentes, proteja-me; ajudam-me; dai-me forças, coragem e serenidade. Atendei ao meu pedido (faça o seu pedido) Meu Santo Expedito! Ajuda-me a superar estas horas difíceis, proteja-me de todos que possam me prejudicar. Proteja minha família, atenda ao meu pedido com urgência, devolvendo-me a paz e a tranqüilidade, ó meu Santo Expedito, vos serei grato pelo resto de minha Vida e levarei seu nome a todos que têm fé. #SantodoDia

  • Santo Álfego – 19 de Abril

    SANTO ÁLFEGO, Bispo e Mártir Álfego, também conhecido pelo nome de Godwine, nasceu no ano de 954. Jovem, sentindo-se chamado por Deus, deixou a mãe aflita, viúva de poucos dias, e se consagrou ao Senhor no mosteiro de Deerhurst, que ficava no condado de Gloucester. Sempre almejando vida mais e mais perfeita, achou que, retirando-se para a solidão, conseguiria maiorcantuária, são dunstan, abade, sucesso. E assim o fez. Construindo uma pequenina cabana nas vizinhanças de Hath, ali principiou como anacoreta. Pouco depois, bandos de homens e mulheres deram de procurá-lo para conselhos e para que os recomendassem nas orações a que dirigia a Deus. Logo, aqueles que se sentiam atraídos pela vida religiosa, colocaram-lhe sob a conduta. E Álfego, tanto crescia o número dos discípulos, viu-se obrigado a fundar um mosteiro, do qual, em 970, fez-se abade. Com trinta anos, o Santo era bispo: Ethelwold de Winchester morrera. E os monges, que amavam o Santo desmedidamente levaram-lhe o nome a São Dunstan, então bispo de Cantuária. Dunstan hesitou. Mas, tendo orado e jejuado, recebeu resposta do céu, por intermédio de Santo André. Disse-lhe o Apóstolo: – O eleito do Senhor é o abade Álfego! Para que o Santo aceitasse aquela dignidade foi mister arrancá-lo da solidão e usar de energia. Sagrado bispo de Winchester a 19 de Outubro de 984, no exercício do cargo, Álfego mostrou grande austeridade de vida, admirável caridade e afável doçura. Diz-se que, no seu tempo, mendigo algum havia na cidade, tanto fizera por socorrer a população menos protegida da sorte. O trabalho que desenvolveu para converter os ainda pagãos homens do Norte foi estupendo. Foi o santo bispo que, em 994, confirmou o rei Olaf da Noruega, convertido por missionários ingleses. Álfego era tido em grande estima por Dunstan. E tanto o amava, que o designou para lhe ser o sucessor, o que aconteceu, em 1006, depois da morte de Alfrich. Em Roma, das mãos do Papa, o Santo recebeu o pálio. Conta-se, aqui, o que lhe sucedeu, quando regressava. Atravessando os Alpes, Álfego passou por uma pequena cidade da Itália. Os habitantes roubaram-no e obrigaram a procurar um abrigo fora daquelas terras. Imediatamente depois daquele ato selvagem, um incêndio se alastrou pela cidade. E tal era o penhor do vento que, viram-no todos, o fogo logo devoraria todas as casas. Era castigo! Uma punição do céu! E, assim julgando, os moradores do lugar correram procurar o Santo, no coração levando o imenso desejo de pedir perdão ao prelado que tanto haviam maltratado, e injustamente. Descobriram-lhe o paradeiro e, com lágrimas, suplicaram-lhe que, com orações e rogos, pusesse fim ao sinistro. Pouco depois de orar a Deus, o incêndio cedeu. Quando os dinamarqueses invadiram o reino, Álfego saiu em socorro das populações violentadas nos seus direitos. E, enquanto trabalhava pelo rebanho, não se descuidava de lutar pela conversão dos invasores. Preso, foi morto como Santo Estêvão, o primeiro mártir: a pedradas, no dia 19 de Abril de 1012. O corpo, conquistado pelos dinamarqueses convertidos, foi levado para Londres e enterrado na catedral de São Paulo. Onde anos mais tarde, ou seja, em 1023, Canuto transferiu-se para Cantuária. #SantodoDia

  • Santo Álfego – 19 de Abril

    SANTO ÁLFEGO, Bispo e Mártir Álfego, também conhecido pelo nome de Godwine, nasceu no ano de 954. Jovem, sentindo-se chamado por Deus, deixou a mãe aflita, viúva de poucos dias, e se consagrou ao Senhor no mosteiro de Deerhurst, que ficava no condado de Gloucester. Sempre almejando vida mais e mais perfeita, achou que, retirando-se para a solidão, conseguiria maiorcantuária, são dunstan, abade, sucesso. E assim o fez. Construindo uma pequenina cabana nas vizinhanças de Hath, ali principiou como anacoreta. Pouco depois, bandos de homens e mulheres deram de procurá-lo para conselhos e para que os recomendassem nas orações a que dirigia a Deus. Logo, aqueles que se sentiam atraídos pela vida religiosa, colocaram-lhe sob a conduta. E Álfego, tanto crescia o número dos discípulos, viu-se obrigado a fundar um mosteiro, do qual, em 970, fez-se abade. Com trinta anos, o Santo era bispo: Ethelwold de Winchester morrera. E os monges, que amavam o Santo desmedidamente levaram-lhe o nome a São Dunstan, então bispo de Cantuária. Dunstan hesitou. Mas, tendo orado e jejuado, recebeu resposta do céu, por intermédio de Santo André. Disse-lhe o Apóstolo: – O eleito do Senhor é o abade Álfego! Para que o Santo aceitasse aquela dignidade foi mister arrancá-lo da solidão e usar de energia. Sagrado bispo de Winchester a 19 de Outubro de 984, no exercício do cargo, Álfego mostrou grande austeridade de vida, admirável caridade e afável doçura. Diz-se que, no seu tempo, mendigo algum havia na cidade, tanto fizera por socorrer a população menos protegida da sorte. O trabalho que desenvolveu para converter os ainda pagãos homens do Norte foi estupendo. Foi o santo bispo que, em 994, confirmou o rei Olaf da Noruega, convertido por missionários ingleses. Álfego era tido em grande estima por Dunstan. E tanto o amava, que o designou para lhe ser o sucessor, o que aconteceu, em 1006, depois da morte de Alfrich. Em Roma, das mãos do Papa, o Santo recebeu o pálio. Conta-se, aqui, o que lhe sucedeu, quando regressava. Atravessando os Alpes, Álfego passou por uma pequena cidade da Itália. Os habitantes roubaram-no e obrigaram a procurar um abrigo fora daquelas terras. Imediatamente depois daquele ato selvagem, um incêndio se alastrou pela cidade. E tal era o penhor do vento que, viram-no todos, o fogo logo devoraria todas as casas. Era castigo! Uma punição do céu! E, assim julgando, os moradores do lugar correram procurar o Santo, no coração levando o imenso desejo de pedir perdão ao prelado que tanto haviam maltratado, e injustamente. Descobriram-lhe o paradeiro e, com lágrimas, suplicaram-lhe que, com orações e rogos, pusesse fim ao sinistro. Pouco depois de orar a Deus, o incêndio cedeu. Quando os dinamarqueses invadiram o reino, Álfego saiu em socorro das populações violentadas nos seus direitos. E, enquanto trabalhava pelo rebanho, não se descuidava de lutar pela conversão dos invasores. Preso, foi morto como Santo Estêvão, o primeiro mártir: a pedradas, no dia 19 de Abril de 1012. O corpo, conquistado pelos dinamarqueses convertidos, foi levado para Londres e enterrado na catedral de São Paulo. Onde anos mais tarde, ou seja, em 1023, Canuto transferiu-se para Cantuária. #SantodoDia

  • Jornalista católico denuncia escândalo de aborto que chocou os EUA

    Conheça a assustadora história da campanha anti-aborto Justice For The Five – e entenda o que isso tudo tem a ver com VOCÊ. Assista a denúncia:

  • Jornalista católico denuncia escândalo de aborto que chocou os EUA

    Conheça a assustadora história da campanha anti-aborto Justice For The Five – e entenda o que isso tudo tem a ver com VOCÊ. Assista a denúncia:

  • São Galdino – 18 de Abril

    SANTO DO DIA – 18 DE ABRIL – SÃO GALDINO Bispo de Milão (1100-1176) Com santo Ambrósio e são Carlos Barromeu, o santo deste dia ocupa na sede milanesa em lugar de grande relevo. Chanceler e arcediago da diocese no período mais crucial da luta entre as comunidades do norte da Itália e o imperador Frederico Barbarroxa, Galdino, junto com seu bispo Oberto de Pirovano, teve de se subtrair à vingança de Barbarroxa, que arrasou a cidade de Milão. E uma vez que o papa Alexandre III tinha-se alinhado com as comunidades em luta, o imperador germânico lhe contrapôs sucessivamente três antipapas: Vítor IV, Pascoal III e Calisto III. Em 1165, o papa Alexandre convocou Galdino a Roma e o nomeou cardeal; depois da morte de Oberto de Pirovano, ele o nomeou arcebispo de Milão, que pela primeira vez na sua história teve um bispo cardeal. O novo arcebispo pôde voltar a Milão em 5 de setembro de 1167. De acordo com as diretrizes do papa, concedeu pleno apoio à liga lombarda, que se havia constituído com o juramento de Pontida, e favoreceu a fundação da cidade de Alexandria, assim chamada em honra do papa. A nova cidade tornou-se imediatamente centro de resistência a Barbarroxa. Em Milão, Galdino depôs os bispos lombardos que tinham aderido ao antipapa e acima de tudo se empenhou na reconstrução material e espiritual da cidade, com olhar particular aos pobres, instituindo o que será chamado por eles de “o pão de são Galdino”, uma espécie de cozinha móvel para saciar a fome dos indigentes e uma associação de mútuo socorro para tirar da prisão os que tinham sido encarcerados por dívida. Além da caridade para com os pobres, a são Galdino deve ser atribuído o mérito de ter lutado pela integridade da doutrina cristã contra as nascentes heresias cátaras. Morreu depois de haver terminado seu discurso no púlpito, como conta seu biógrafo, o monge milanês Hilarião, testemunha ocular do fato: “Subiu ao púlpito e pronunciou um belíssimo discurso contra os cátaros e seus sequazes. Depois que tinha terminado de falar na presença de muitas pessoas do clero e do povo, rendeu o espírito ao Senhor”. Leia também Santo do Dia – 17 de Abril – São Roberto de La-Chaise-Dieu Santo do Dia – 19 de Abril – Santo Álfego #SantodoDia

  • São Galdino – 18 de Abril

    SANTO DO DIA – 18 DE ABRIL – SÃO GALDINO Bispo de Milão (1100-1176) Com santo Ambrósio e são Carlos Barromeu, o santo deste dia ocupa na sede milanesa em lugar de grande relevo. Chanceler e arcediago da diocese no período mais crucial da luta entre as comunidades do norte da Itália e o imperador Frederico Barbarroxa, Galdino, junto com seu bispo Oberto de Pirovano, teve de se subtrair à vingança de Barbarroxa, que arrasou a cidade de Milão. E uma vez que o papa Alexandre III tinha-se alinhado com as comunidades em luta, o imperador germânico lhe contrapôs sucessivamente três antipapas: Vítor IV, Pascoal III e Calisto III. Em 1165, o papa Alexandre convocou Galdino a Roma e o nomeou cardeal; depois da morte de Oberto de Pirovano, ele o nomeou arcebispo de Milão, que pela primeira vez na sua história teve um bispo cardeal. O novo arcebispo pôde voltar a Milão em 5 de setembro de 1167. De acordo com as diretrizes do papa, concedeu pleno apoio à liga lombarda, que se havia constituído com o juramento de Pontida, e favoreceu a fundação da cidade de Alexandria, assim chamada em honra do papa. A nova cidade tornou-se imediatamente centro de resistência a Barbarroxa. Em Milão, Galdino depôs os bispos lombardos que tinham aderido ao antipapa e acima de tudo se empenhou na reconstrução material e espiritual da cidade, com olhar particular aos pobres, instituindo o que será chamado por eles de “o pão de são Galdino”, uma espécie de cozinha móvel para saciar a fome dos indigentes e uma associação de mútuo socorro para tirar da prisão os que tinham sido encarcerados por dívida. Além da caridade para com os pobres, a são Galdino deve ser atribuído o mérito de ter lutado pela integridade da doutrina cristã contra as nascentes heresias cátaras. Morreu depois de haver terminado seu discurso no púlpito, como conta seu biógrafo, o monge milanês Hilarião, testemunha ocular do fato: “Subiu ao púlpito e pronunciou um belíssimo discurso contra os cátaros e seus sequazes. Depois que tinha terminado de falar na presença de muitas pessoas do clero e do povo, rendeu o espírito ao Senhor”. Leia também Santo do Dia – 17 de Abril – São Roberto de La-Chaise-Dieu Santo do Dia – 19 de Abril – Santo Álfego #SantodoDia

  • Santa Bernadete, a vidente da Virgem de Lourdes – 16 de Abril

    SANTO DO DIA – 16 DE ABRIL – SANTA BERNADETE SOUBIROUS Religiosa (1844-1879) ‘Maria é tão bela que, quando a vejo, gostaria de morrer para vê-la novamente’, era a resposta da vidente de Lourdes a quantos a confortavam durante a longa enfermidade que por nove anos lhe causou sofrimentos indizíveis. A Virgem a tinha preparado para esta prova: ‘Não te prometo fazer-te feliz neste mundo, mas no outro’. O privilégio de ter sido escolhida pela Virgem, aos 14 anos, para confirmar a verdade dogmática da Imaculada Conceição, proclamada por Pio IX em 1854, valeu-lhe bem pouca glória humana. Concluído o ciclo das visões na gruta de Massabielle, iniciadas em 11 de fevereiro de 1858, Bernardete permaneceu o resto da vida na sombra. Foi acolhida no Instituto das Irmãs da Caridade de Nevers, onde passou seis anos, sempre na casa de Lourdes, para ser depois admitida ao noviciado de Nevers. E enquanto junto da milagrosa fonte ocorriam os primeiros prodígios e de toda a parte acorriam multidão de devotos, ela só pedia para permanecer escondida e esquecida de todos. Na profissão religiosa tinha assumido o nome de irmã Bernarda e durante 15 anos de vida conventual suportou em silêncio sofrimentos físicos e morais, como a indiferença das próprias irmãs, de acordo com o desígnio providencial que priva as almas escolhidas da compreensão e frequentemente também do respeito das almas medíocres. Em comunidade exerceu as funções de enfermeira e de sacristã, até que o agravamento de seu mal a obrigou a permanecer no leito durante todos os nove anos que precederam sua santa morte. Foi canonizada em 8 de dezembro de 1933. Conheaça mais sobre Santa Bernadete No dia 7 de Janeiro de 1844, nascia em Lourdes, na França, aquela que, 14 anos mais tarde, ia ser a confidente da Imaculada Conceição – Bernadete, “o maior e o mais estupendo milagre de Lourdes”, como disse alguém. A 11 de Fevereiro, vimos as aparições de Nossa Senhora de Lourdes. Aqui, pedimos licença para citar algumas passagens da obra de Mons. Ascânio Brandão (1), um dos mais carinhosos trabalhos sobre “a vidente de Lourdes, a pequena pastora tão inocente e encantadora dos Pirineus que a Santa Igreja elevou às honras dos altares.” No dia 7 de Janeiro de 1844, numa casa de gente muito pobre, na encosta dos Pirineus de Lourdes, nascia uma criança, primeira filha do casal Francisco Soubirous e Luísa Cartérot. Dois dias após, o pároco de Lourdes batizava a inocentinha. Deram-lhe o nome de Maria Bernarda. Em família, porém, em diminutivo carinhoso, chamavam-na Bernadete. Em Julho do mesmo ano, Luísa esperava outro anjo e, no estado de gravidez, resolveu confiar a sua primogênita a uma boa senhora de Bartres, vilarejo a dois quilômetros de Lourdes. E a pequenina lá se foi com a boa Dona Maria Lagnes, esposa do Senhor Aravant. Quinze meses passou ali Bernadetem tratada cin extremo carinho. A Senhora Aravant havia perdido um filhinho recém-nascido e sentiu-se bem feliz tendo um bebezinho para aliviá-la do leite materno e a consolar das saudades amargas do filhinho morto. Em Fevereiro de 1845, o segundo filho de Soubirous morria com apenas dois meses. Bernadete voltou à casa paterna em Outubro do mesmo ano. Havia ali ainda certa fartura e relativo conforto. O moinho dava algum lucro. Francisco Soubirous e Luísa eram, no entanto, maus administradores. Vendiam fiado a toda gente. Não tinham certo capricho na entrega das farinhas e perderam boa freguesia. Luísa era bondosa em extremo. As mulheres pobres da vizinhança a exploravam. E ninguém a visitava sem levar uma lembrancinha, isto é, um pacote de farinha. E todos ali tomavam alguma coisa, um doce, uma fruta antes de sair. Boa criatura, a mãe de Bernadete – doce, amável, laboriosa e ingênua. Francisco era bonachão e sossegado. Um pouco indolente. A família crescia, os negócios se atrapalhavam, e o homem sempre descuidado e imprevidente. Era fatal a miséria. E esta já se aproximava a passos de gigante. Em 1855, veio a crise. Os credores apertavam cada vez mais. O moinho já quase nada rendia. Mal chegava para matar a fome da família. O senhor da casa e do moinho exigiu seus direitos. Então, forçados a deixar tudo, alugaram um casebre miserável nos arredores, e foram ganhar o pão ora aqui, ora ali, onde achavam algum meio de vida. Faltava muita vez o trabalho. E era então a miséria, a mais negra miséria em casa. Não podiam pagar o aluguel das pobres choupanas e andavam errantes de casebre em casebre, os pobrezinhos, sempre envergonhados e humilhados. Afinal, um parente de Luísa, compadecido de tanta pobreza, deu-lhes um casebre miserável numa das vielas de Lourdes. Ali foi crescendo e vivendo a pobre Bernadete sabe Deus como! Sempre raquítica e fraquinha, começou desde então a sofrer de asma, que lhe foi o martírio de toda a vida. Caía sempre desfalecida e sufocada em crises dolorosas e repetidas. E não havia dinheiro para remédio e nem sequer para uma alimentação sadia. Faziam os pais, no entanto, o possível para tratá-la melhor. Bernadete comia pão e trigo em vez de pão duro de centeio. Às vezes mesmo davam-lhe uma garrafinha de bom vinho, que ela tomava com açúcar, para aliviá-la e fortalecê-la um pouco mais. Os outros irmãozinhos não compreendiam a necessidade daquelas exceções e o cuidado dos pais com a sua primogênita. Queriam também vinho e pão branco. Não era possível. Bernadete procurava convencê-los de que era doente e necessitava um regime mais forte. Qual! Os terríveis petizes continuavam obstinadamente as queixas, e já que nada conseguiam chegavam às vias de fato. Quase todo dia, além do suplício da asma, a pobre menina tinha os empurrões e os sopapos, e até alguma bordoada dos seus irmãozinhos. Choramingava pelos cantos, mas não se queixava. Perdoava logo seus pequenos algozes. No inverno de 1855, tão rigoroso nos Pirineus, a tia Bernarda, madrinha de Bernadete, levou para casa a afilhadinha e tratou-a carinhosamente durante sete ou oito meses. Em 1857, Maria Aravant pediu aos Soubirous a filhinha para servir de pajem das crianças. Entretanto, em Bartres, em vez de crianças, deu a Bernadete rebanhos para guardar. Sempre alegre e sorridente, ingênua e pura como um anjo, a nova pastorinha cantava feliz pelas montanhas, seguindo o rebanho. Como ela gostava dos cordeirinhos brancos! Para não perder o tempo, trazia consigo o terço e o recitava quase o dia todo. O Pai-Nosso, a Ave-Maria e o Credo, era só o que havia aprendido em casa. À hora do Angelus ela se punha de joelhos e rezava com muito fervor! Tecia coroas de flores para a imagem da Virgem. Brincava com os cordeirinhos e os amava porque eram brancos e pequeninos. O Padre Ader, vigário de Bartres, impressionou-se com a modéstia encantadora de Bernadete e o seu olhar tão angélico e doce. – Esta menina, disse ele, faz-me lembrar os videntes de La Sallete. Palavras proféticas! Aos quatorze anos, a pastorinha não sabia ler e escrever e nem havia feito a primeira comunhão. Maria Aravant, senhora piedosa, preocupava-se muito com a instrução religiosa dos seus domésticos. Começou a ensinar o catecismo a Bernadete. Que dificuldade! A menina era bem curta de inteligência e rústica demais. Tinha uma memória rebelde e apesar de mil e mil repetições das mesmas coisas, era como se nunca lhe tivessem ensinado coisa alguma. – Ó cabeça dura! Tola, ignorante! Não aprendes mesmo nada! E impaciente, Maria Aravant atirava toda irritada o livro à cabeça de Bernadete e se retirava a resmungar: – Menina estúpida, tola, ignorante! A pobre menina pedia perdão à patroa e se sentia tão humilhada, coitadinha! Desejava tanto receber a santa comunhão como as outras meninas! Era mister voltar para a vila. A patroa mandou entregá-la aos pais. Nos primeiros dias de 1858, os Soubirous receberam de novo em casa a sua filhinha. Estava já crescidinha e mais bem disposta. O casebre da Rua dês Petits-Fosses, que hoje é um relicário de Lourdes, foi o lugar sagrado em que viveu durante as aparições o anjo da Virgem. Bernadete recitava o terço todo o dia e os pais e irmãos a seguiam. Assistia a Santa Missa cada domingo. Naquele pobre e humilde casebre, onde a miséria batia sempre, havia um belo tesouro de fé. Nossa Senhora ia agora revelá-lo ao mundo, mostrando a sua predileção pelos humildes e pequeninos. Era chegado o tempo das aparições. #SantodoDia

  • Santa Bernadete, a vidente da Virgem de Lourdes – 16 de Abril

    SANTO DO DIA – 16 DE ABRIL – SANTA BERNADETE SOUBIROUS Religiosa (1844-1879) ‘Maria é tão bela que, quando a vejo, gostaria de morrer para vê-la novamente’, era a resposta da vidente de Lourdes a quantos a confortavam durante a longa enfermidade que por nove anos lhe causou sofrimentos indizíveis. A Virgem a tinha preparado para esta prova: ‘Não te prometo fazer-te feliz neste mundo, mas no outro’. O privilégio de ter sido escolhida pela Virgem, aos 14 anos, para confirmar a verdade dogmática da Imaculada Conceição, proclamada por Pio IX em 1854, valeu-lhe bem pouca glória humana. Concluído o ciclo das visões na gruta de Massabielle, iniciadas em 11 de fevereiro de 1858, Bernardete permaneceu o resto da vida na sombra. Foi acolhida no Instituto das Irmãs da Caridade de Nevers, onde passou seis anos, sempre na casa de Lourdes, para ser depois admitida ao noviciado de Nevers. E enquanto junto da milagrosa fonte ocorriam os primeiros prodígios e de toda a parte acorriam multidão de devotos, ela só pedia para permanecer escondida e esquecida de todos. Na profissão religiosa tinha assumido o nome de irmã Bernarda e durante 15 anos de vida conventual suportou em silêncio sofrimentos físicos e morais, como a indiferença das próprias irmãs, de acordo com o desígnio providencial que priva as almas escolhidas da compreensão e frequentemente também do respeito das almas medíocres. Em comunidade exerceu as funções de enfermeira e de sacristã, até que o agravamento de seu mal a obrigou a permanecer no leito durante todos os nove anos que precederam sua santa morte. Foi canonizada em 8 de dezembro de 1933. Conheaça mais sobre Santa Bernadete No dia 7 de Janeiro de 1844, nascia em Lourdes, na França, aquela que, 14 anos mais tarde, ia ser a confidente da Imaculada Conceição – Bernadete, “o maior e o mais estupendo milagre de Lourdes”, como disse alguém. A 11 de Fevereiro, vimos as aparições de Nossa Senhora de Lourdes. Aqui, pedimos licença para citar algumas passagens da obra de Mons. Ascânio Brandão (1), um dos mais carinhosos trabalhos sobre “a vidente de Lourdes, a pequena pastora tão inocente e encantadora dos Pirineus que a Santa Igreja elevou às honras dos altares.” No dia 7 de Janeiro de 1844, numa casa de gente muito pobre, na encosta dos Pirineus de Lourdes, nascia uma criança, primeira filha do casal Francisco Soubirous e Luísa Cartérot. Dois dias após, o pároco de Lourdes batizava a inocentinha. Deram-lhe o nome de Maria Bernarda. Em família, porém, em diminutivo carinhoso, chamavam-na Bernadete. Em Julho do mesmo ano, Luísa esperava outro anjo e, no estado de gravidez, resolveu confiar a sua primogênita a uma boa senhora de Bartres, vilarejo a dois quilômetros de Lourdes. E a pequenina lá se foi com a boa Dona Maria Lagnes, esposa do Senhor Aravant. Quinze meses passou ali Bernadetem tratada cin extremo carinho. A Senhora Aravant havia perdido um filhinho recém-nascido e sentiu-se bem feliz tendo um bebezinho para aliviá-la do leite materno e a consolar das saudades amargas do filhinho morto. Em Fevereiro de 1845, o segundo filho de Soubirous morria com apenas dois meses. Bernadete voltou à casa paterna em Outubro do mesmo ano. Havia ali ainda certa fartura e relativo conforto. O moinho dava algum lucro. Francisco Soubirous e Luísa eram, no entanto, maus administradores. Vendiam fiado a toda gente. Não tinham certo capricho na entrega das farinhas e perderam boa freguesia. Luísa era bondosa em extremo. As mulheres pobres da vizinhança a exploravam. E ninguém a visitava sem levar uma lembrancinha, isto é, um pacote de farinha. E todos ali tomavam alguma coisa, um doce, uma fruta antes de sair. Boa criatura, a mãe de Bernadete – doce, amável, laboriosa e ingênua. Francisco era bonachão e sossegado. Um pouco indolente. A família crescia, os negócios se atrapalhavam, e o homem sempre descuidado e imprevidente. Era fatal a miséria. E esta já se aproximava a passos de gigante. Em 1855, veio a crise. Os credores apertavam cada vez mais. O moinho já quase nada rendia. Mal chegava para matar a fome da família. O senhor da casa e do moinho exigiu seus direitos. Então, forçados a deixar tudo, alugaram um casebre miserável nos arredores, e foram ganhar o pão ora aqui, ora ali, onde achavam algum meio de vida. Faltava muita vez o trabalho. E era então a miséria, a mais negra miséria em casa. Não podiam pagar o aluguel das pobres choupanas e andavam errantes de casebre em casebre, os pobrezinhos, sempre envergonhados e humilhados. Afinal, um parente de Luísa, compadecido de tanta pobreza, deu-lhes um casebre miserável numa das vielas de Lourdes. Ali foi crescendo e vivendo a pobre Bernadete sabe Deus como! Sempre raquítica e fraquinha, começou desde então a sofrer de asma, que lhe foi o martírio de toda a vida. Caía sempre desfalecida e sufocada em crises dolorosas e repetidas. E não havia dinheiro para remédio e nem sequer para uma alimentação sadia. Faziam os pais, no entanto, o possível para tratá-la melhor. Bernadete comia pão e trigo em vez de pão duro de centeio. Às vezes mesmo davam-lhe uma garrafinha de bom vinho, que ela tomava com açúcar, para aliviá-la e fortalecê-la um pouco mais. Os outros irmãozinhos não compreendiam a necessidade daquelas exceções e o cuidado dos pais com a sua primogênita. Queriam também vinho e pão branco. Não era possível. Bernadete procurava convencê-los de que era doente e necessitava um regime mais forte. Qual! Os terríveis petizes continuavam obstinadamente as queixas, e já que nada conseguiam chegavam às vias de fato. Quase todo dia, além do suplício da asma, a pobre menina tinha os empurrões e os sopapos, e até alguma bordoada dos seus irmãozinhos. Choramingava pelos cantos, mas não se queixava. Perdoava logo seus pequenos algozes. No inverno de 1855, tão rigoroso nos Pirineus, a tia Bernarda, madrinha de Bernadete, levou para casa a afilhadinha e tratou-a carinhosamente durante sete ou oito meses. Em 1857, Maria Aravant pediu aos Soubirous a filhinha para servir de pajem das crianças. Entretanto, em Bartres, em vez de crianças, deu a Bernadete rebanhos para guardar. Sempre alegre e sorridente, ingênua e pura como um anjo, a nova pastorinha cantava feliz pelas montanhas, seguindo o rebanho. Como ela gostava dos cordeirinhos brancos! Para não perder o tempo, trazia consigo o terço e o recitava quase o dia todo. O Pai-Nosso, a Ave-Maria e o Credo, era só o que havia aprendido em casa. À hora do Angelus ela se punha de joelhos e rezava com muito fervor! Tecia coroas de flores para a imagem da Virgem. Brincava com os cordeirinhos e os amava porque eram brancos e pequeninos. O Padre Ader, vigário de Bartres, impressionou-se com a modéstia encantadora de Bernadete e o seu olhar tão angélico e doce. – Esta menina, disse ele, faz-me lembrar os videntes de La Sallete. Palavras proféticas! Aos quatorze anos, a pastorinha não sabia ler e escrever e nem havia feito a primeira comunhão. Maria Aravant, senhora piedosa, preocupava-se muito com a instrução religiosa dos seus domésticos. Começou a ensinar o catecismo a Bernadete. Que dificuldade! A menina era bem curta de inteligência e rústica demais. Tinha uma memória rebelde e apesar de mil e mil repetições das mesmas coisas, era como se nunca lhe tivessem ensinado coisa alguma. – Ó cabeça dura! Tola, ignorante! Não aprendes mesmo nada! E impaciente, Maria Aravant atirava toda irritada o livro à cabeça de Bernadete e se retirava a resmungar: – Menina estúpida, tola, ignorante! A pobre menina pedia perdão à patroa e se sentia tão humilhada, coitadinha! Desejava tanto receber a santa comunhão como as outras meninas! Era mister voltar para a vila. A patroa mandou entregá-la aos pais. Nos primeiros dias de 1858, os Soubirous receberam de novo em casa a sua filhinha. Estava já crescidinha e mais bem disposta. O casebre da Rua dês Petits-Fosses, que hoje é um relicário de Lourdes, foi o lugar sagrado em que viveu durante as aparições o anjo da Virgem. Bernadete recitava o terço todo o dia e os pais e irmãos a seguiam. Assistia a Santa Missa cada domingo. Naquele pobre e humilde casebre, onde a miséria batia sempre, havia um belo tesouro de fé. Nossa Senhora ia agora revelá-lo ao mundo, mostrando a sua predileção pelos humildes e pequeninos. Era chegado o tempo das aparições. #SantodoDia

  • Coroa das Sete Alegrias de Nossa Senhora

    Conhecida também como a Coroa Franciscana das Sete Alegrias da Santíssima Virgem, essa oração foi ensinada por Nossa Senhora a um jovem noviço. Recebe os nomes de Rosário Franciscano, Coroa Franciscana, Coroa Seráfica ou Coroa das Sete Alegrias de Nossa Senhora. Confira como rezá-la e, logo abaixo, a história dessa devoção mariana. Oferecimento Ó piedosíssima Virgem Maria, purificai nossos lábios e nossos corações, para que possamos, dignamente, recitar a coroa de vossas alegrias. Nós vo-la oferecemos, para gloriar-vos, para implorar vosso auxílio, pelas necessidades da Igreja e de nosso país para satisfazer em tudo, a justiça divina. Nós nos unimos a todas as intenções do Sagrado Coração de Jesus e do vosso Coração Imaculado. Rezemos o Creio, o Pai-Nosso e duas Ave-Marias (Segundo uma antiga tradição, Maria Santíssima teria vivido até completar 72 anos antes de sua assunção ao céu. Por isso, se rezam duas Ave-Marias no início, pois, unidas às próximas 70, somam-se 72 Ave-Marias, cada uma delas em honra a cada ano de vida terrena da Santa Mãe de Deus e nossa). Primeira Alegria de Maria: a Anunciação pelo Anjo Gabriel (Lc 1,26-38) No primeiro mistério, consideramos a alegria de Nossa Senhora ao ouvir do Arcanjo São Gabriel que fora escolhida por Deus para ser Mãe do Salvador: Saudamos-te como o Anjo Gabriel, “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor está contigo…”. E logo te disse: “… Conceberás em teu seio e darás a luz um filho a quem porás o nome Jesus”, seguida da tua aceitação: “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo vossa palavra”. Assim nos mostraste o caminho a seguir: Aceitar a nossa vida como Deus nos apresenta cada dia, vivendo com amor tanto as alegrias como as dificuldades. Como o fez São Francisco quando aceita docilmente sua missão, respondendo com todo seu ser ao chamamento de Jesus. Rezemos 1 Pai-nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória-ao-Pai (sem a jaculatória: “Ó meu Jesus…”) Segunda Alegria de Maria: a Visita a sua prima Isabel (Lc 1,39-56) No segundo mistério, consideramos a alegria da Santíssima Virgem em casa de sua prima Santa Isabel, quando foi pela primeira vez saudada como Mãe de Deus: Recordamos contigo quando em Judá, foste à casa de Zacarias e saudaste Isabel. Ela, ao ouvir-te, ficou cheia do Espírito Santo, e o menino saltou no seu ventre. Recebemos-te como o fez Santa Isabel: “Bendita sois vós, entre todas as mulheres e bendito é o fruto de vosso ventre Jesus”. Rogamos-te que venhas sempre a visitar-nos, para nos trazeres Jesus e o seu Santo Espírito. Como Francisco quem te nomeou Advogada da família Franciscana e assim realizar vossa missão de tutora, vos pedimos rogai por nós. Rezemos 1 Pai-nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória-ao-Pai (sem a jaculatória: “Ó meu Jesus…”) Terceira Alegria de Maria: o Nascimento de Jesus em Belém (Lc 2,1-19) No terceiro mistério, consideramos o inefável gozo de Nossa Senhora no estábulo de Belém, quando seu Filho divino nasceu milagrosamente: Contigo Maria e com São José, alegramo-nos por este presente que nos destes, nesta noite de paz e amor. Com os anjos e pastores digamos: “Glória a Deus nas alturas e na terra paz aos homens de boa vontade”. E como Francisco, revivamos a maravilhosa cena do nascimento de Jesus, enchamos nosso coração de alegria e amor, repartindo a todos. Rezemos 1 Pai-nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória-ao-Pai (sem a jaculatória: “Ó meu Jesus…”) Quarta Alegria de Maria: a Adoração dos Reis Magos (Mt 2,11 e Jo 1,14) No quarto mistério, consideramos a alegria de Nossa Senhora quando os três magos vieram de longe adorar o Menino Jesus e oferecer-lhe ouro, incenso e mirra: Vemos com alegria que três sábios acreditam, e com humildade adoram ao Menino Deus, oferecendo-lhe ouro, incenso e mirra, como homenagem e reconhecimento ao Rei, ao Deus e ao homem. Nós, junto aos reis, queremos adorar ao vosso Filho Divino, e render-lhe homenagem com nossas orações, como Francisco, queremos estar alegres, jubilosos e adorar a Deus que se fez carne e habitou entre nós! Rezemos 1 Pai-nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória-ao-Pai (sem a jaculatória: “Ó meu Jesus…”) Quinta Alegria de Maria: Maria e José encontram Jesus no templo (Lc 2,41-52) No quinto mistério, consideramos a alegria de Nossa Senhora quando achou o Divino Menino no Templo entre os doutores: Que alegria sentimos contigo ao encontrar a Jesus e poder abraçá-lo, como vós o encontraste no Templo! Queremos repetir como São Francisco, que regozijado dizia: “é isto mesmo que eu buscava, é isto o que deseja meu Coração “. Maria, quando nos sentirmos perdidos, longe de Jesus, ajudai-nos a encontrá-lo dentro de nós e em toda a criação, como o refletia Francisco no Cântico a Criaturas. Rezemos 1 Pai-nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória-ao-Pai (sem a jaculatória: “Ó meu Jesus…”) Sexta Alegria de Maria: Maria vê a Jesus Ressuscitado (Jo 20,20-21) No sexto mistério, consideramos a alegria e o júbilo da Santa Mãe de Deus, quando, na manhã de Páscoa, viu seu Filho divino ressuscitado e glorioso: Contigo Maria, nos alegramos por Cristo ressuscitado, luz: “que ilumina a todo homem que vem a este mundo”. Ele é o caminho, a verdade e a vida. Como Francisco queremos encher-nos de amor por vosso Filho e sempre dizer: “Senhor meu e Deus meu”. “Meu Deus e meu tudo!”. Rezemos 1 Pai-nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória-ao-Pai (sem a jaculatória: “Ó meu Jesus…”) Sétima Alegria de Maria: a Assunção de Maria e sua Coroação No sétimo mistério, consideramos a maior de todas as alegrias de Nossa Senhora, quando morreu santamente e foi levada aos céus, com corpo e alma, acima dos coros angélicos, à direita de seu Filho divino, que a coroou Rainha dos anjos e dos santos: Que alegria sentimos contigo Maria, porque elevada ao céu estás junto a vosso filho amado, sois Co-redentora, intercessora e auxiliadora nossa. Tu, humilde mortal, agora Rainha de céus e terra, mostras-nos, o caminho e vos dizemos: “Oh, Maria, Mãe minha, eu vos dou meu Coração “. Como Francisco, esperamos receber a coroa da Vida. Rezemos 1 Pai-nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória-ao-Pai (sem a jaculatória: “Ó meu Jesus…”) Oração Final (Lembrai-vos, de São Bernardo) Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que tenha recorrido à Vossa proteção, implorado a Vossa assistência e reclamado o Vosso socorro, fosse por Vós desamparado. Animado eu, pois, de igual confiança, a Vós, Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro, de Vós me valho, e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro aos Vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que Vos rogo. Amém. Origem da devoção das Sete Alegrias da Santíssima Virgem Maria No início do século XV na Itália, na época de São Bernardino de Sena (1380-1444), surge entre os franciscanos uma devoção, que recorda esses episódios felizes. É a chamada “Coroa Franciscana” ou as “Sete Alegrias da Santíssima Virgem Maria”. Em cada uma das ” Sete Alegrias” roga-se à Maria que se alegre, porque Deus a favoreceu de várias maneiras. A coroa fransciscana, o grande historiador franciscano, Pe. Luke Wadding, definiu como origem da devoção às alegrias de Maria e da coroa franciscana, o ano de 1422. Conta o renomado historiador, que, no referido ano, entrou na ordem um jovem muito piedoso, e já no noviciado aprendeu o que significa a santa obediência. O jovem noviço, devotissímo da Santíssima Virgem, enquanto estava na casa paterna, conservava a bela e piedosa devoção de oferecer, a cada manhã, uma coroa de rosas frescas e colocá-las aos pés da imagem de Nossa Senhora. Quando ingressou na ordem, não obteve autorização para cumprir com a sua devoção cotidiana, pois eram muitas às ocupações e os momentos de oração em comum. Sentindo em seu coração uma dor que, de forma alguma, era aliviada, pensou em deixar a ordem e já decidido, porém com os olhos cheios de lágrimas, dirigiu-se à capela e aos pés da Santíssima Virgem expôs sua dor e seu imenso desejo de se tornar sacerdote. Maria comove-se como afeto do jovem noviço e com um sorriso de mãe faz a seguinte revelação: – Não te entristeças, vou ensinar-te a confeccionar um coroa de flores que não murcham e que podes oferecer-me em qualquer época do ano, e, assim não terás necessidade de deixar a ordem franciscana e nela te tornares sacerdote! Assim o farás: no princípio professarás o credo de tua fé; em seguida rezarás um Pai-Nosso e três Ave-Marias, e meditarás em seguida as 7 maiores alegrias que tive enquanto estive na terra; e quando fui elevada ao Céu. *Sendo = 1 Pai-Nosso e 10 Ave-Marias, x 7 e em cada intervalo reza-se, além do Pai-Nosso, a Glória ao Pai e a meditação da ref. alegria. Começou o noviço a rezar todos os dias a coroa ensinada por Nossa Senhora e o fazia com devoção e piedade. O mestre dos noviços, em visita as celas dos jovens, percebeu algo diferente na cela de nosso jovem. Eis o que ele viu: – Vi um anjo que enfiava em fios de ouro, lindas rosas de prata, de dez em dez, e nos intervalos eram colocados lírios de ouro. Depois de fechada a coroa, o anjo, com grande alegria, colocou-a na cabeça do jovem noviço, e a visão desapareceu. O mestre, em estado de júbilo, chamou o jovem e quis saber o que representava aquela visão, e o noviço prontamente explicou como aprendera a rezar a coroa das alegrias de Nossa Senhora. Estava tão maravilhado o mestre que contou a todos os irmãos e em pouco tempo difundiu-se a devoção por toda a ordem Franciscana e para o mundo. Muitas indulgências são concedidas a todos os que com devoção recitarem a Coroa Franciscana. Existe um colar de contas apropriado para a devoção. Ele é composto de 76 contas fixadas em um círculo, que está conectado a uma medalha, e mais um prolongamento com cinco contas que termina com um crucifixo e uma medalha de São Francisco de Assis. O círculo contém sete dezenas de contas que representam as “Ave Maria.” Uma conta do “Pai Nosso” separa cada dezena com uma única exceção: a conta do “Pai Nosso” para a Primeira Alegria, que se encontra no prolongamento, junto à medalha conectora. O colar da Coroa Franciscana facilita a contagem na hora das orações, mas não é indispensável, podendo-se realiza-la usando qualquer outra forma de contagem.O Modo de se fazer as orações é o seguinte: reza-se um “Pai Nosso” e dez “Ave Maria” por cada uma das Sete Alegrias. Nas orações finais, mais duas “Ave Maria”, para totalizar 72; Para terminar mais um “Pai Nosso” e uma “Ave Maria”, pelas intenções do Papa. O número “72” tem um significado especial. Faz referência à tradição pela qual Nossa Senhora teria vivido 72 anos aqui na Terra. Muito já se falou e se falará ainda de Maria Santíssima. Seu Amor incondicional a Deus e à sua Obra, fez dela um exemplo a ser seguido por homens e mulheres de todas as gerações. O saudoso Papa João Paulo II escolheu para Lema de seu Pontificado, “Totus Tuus Maria”. Tendo se consagrado à Ela, o Papa viveu mergulhado em Ação de Graças à sua Senhora. A Virgem Maria é a amiga mais querida, mais íntima, mais amorosa que podemos pensar em ter. Se o próprio Deus a escolheu para ser mãe de seu filho, imagine os tesouros espirituais que podemos alcançar, ao meditarmos em Suas Alegrias. No Brasil a devoção à Nossa Senhora das alegrias e da Coroa Franciscana chegou ao Brasil com Frei Pedro Palácios, um espanhol de Medina do Rio Seco, que veio para Espírito Santo, em outubro de 1558 e trouxe consigo o painel de Nossa Senhora das Alegrias.

  • Coroa das Sete Alegrias de Nossa Senhora

    Conhecida também como a Coroa Franciscana das Sete Alegrias da Santíssima Virgem, essa oração foi ensinada por Nossa Senhora a um jovem noviço. Recebe os nomes de Rosário Franciscano, Coroa Franciscana, Coroa Seráfica ou Coroa das Sete Alegrias de Nossa Senhora. Confira como rezá-la e, logo abaixo, a história dessa devoção mariana. Oferecimento Ó piedosíssima Virgem Maria, purificai nossos lábios e nossos corações, para que possamos, dignamente, recitar a coroa de vossas alegrias. Nós vo-la oferecemos, para gloriar-vos, para implorar vosso auxílio, pelas necessidades da Igreja e de nosso país para satisfazer em tudo, a justiça divina. Nós nos unimos a todas as intenções do Sagrado Coração de Jesus e do vosso Coração Imaculado. Rezemos o Creio, o Pai-Nosso e duas Ave-Marias (Segundo uma antiga tradição, Maria Santíssima teria vivido até completar 72 anos antes de sua assunção ao céu. Por isso, se rezam duas Ave-Marias no início, pois, unidas às próximas 70, somam-se 72 Ave-Marias, cada uma delas em honra a cada ano de vida terrena da Santa Mãe de Deus e nossa). Primeira Alegria de Maria: a Anunciação pelo Anjo Gabriel (Lc 1,26-38) No primeiro mistério, consideramos a alegria de Nossa Senhora ao ouvir do Arcanjo São Gabriel que fora escolhida por Deus para ser Mãe do Salvador: Saudamos-te como o Anjo Gabriel, “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor está contigo…”. E logo te disse: “… Conceberás em teu seio e darás a luz um filho a quem porás o nome Jesus”, seguida da tua aceitação: “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo vossa palavra”. Assim nos mostraste o caminho a seguir: Aceitar a nossa vida como Deus nos apresenta cada dia, vivendo com amor tanto as alegrias como as dificuldades. Como o fez São Francisco quando aceita docilmente sua missão, respondendo com todo seu ser ao chamamento de Jesus. Rezemos 1 Pai-nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória-ao-Pai (sem a jaculatória: “Ó meu Jesus…”) Segunda Alegria de Maria: a Visita a sua prima Isabel (Lc 1,39-56) No segundo mistério, consideramos a alegria da Santíssima Virgem em casa de sua prima Santa Isabel, quando foi pela primeira vez saudada como Mãe de Deus: Recordamos contigo quando em Judá, foste à casa de Zacarias e saudaste Isabel. Ela, ao ouvir-te, ficou cheia do Espírito Santo, e o menino saltou no seu ventre. Recebemos-te como o fez Santa Isabel: “Bendita sois vós, entre todas as mulheres e bendito é o fruto de vosso ventre Jesus”. Rogamos-te que venhas sempre a visitar-nos, para nos trazeres Jesus e o seu Santo Espírito. Como Francisco quem te nomeou Advogada da família Franciscana e assim realizar vossa missão de tutora, vos pedimos rogai por nós. Rezemos 1 Pai-nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória-ao-Pai (sem a jaculatória: “Ó meu Jesus…”) Terceira Alegria de Maria: o Nascimento de Jesus em Belém (Lc 2,1-19) No terceiro mistério, consideramos o inefável gozo de Nossa Senhora no estábulo de Belém, quando seu Filho divino nasceu milagrosamente: Contigo Maria e com São José, alegramo-nos por este presente que nos destes, nesta noite de paz e amor. Com os anjos e pastores digamos: “Glória a Deus nas alturas e na terra paz aos homens de boa vontade”. E como Francisco, revivamos a maravilhosa cena do nascimento de Jesus, enchamos nosso coração de alegria e amor, repartindo a todos. Rezemos 1 Pai-nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória-ao-Pai (sem a jaculatória: “Ó meu Jesus…”) Quarta Alegria de Maria: a Adoração dos Reis Magos (Mt 2,11 e Jo 1,14) No quarto mistério, consideramos a alegria de Nossa Senhora quando os três magos vieram de longe adorar o Menino Jesus e oferecer-lhe ouro, incenso e mirra: Vemos com alegria que três sábios acreditam, e com humildade adoram ao Menino Deus, oferecendo-lhe ouro, incenso e mirra, como homenagem e reconhecimento ao Rei, ao Deus e ao homem. Nós, junto aos reis, queremos adorar ao vosso Filho Divino, e render-lhe homenagem com nossas orações, como Francisco, queremos estar alegres, jubilosos e adorar a Deus que se fez carne e habitou entre nós! Rezemos 1 Pai-nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória-ao-Pai (sem a jaculatória: “Ó meu Jesus…”) Quinta Alegria de Maria: Maria e José encontram Jesus no templo (Lc 2,41-52) No quinto mistério, consideramos a alegria de Nossa Senhora quando achou o Divino Menino no Templo entre os doutores: Que alegria sentimos contigo ao encontrar a Jesus e poder abraçá-lo, como vós o encontraste no Templo! Queremos repetir como São Francisco, que regozijado dizia: “é isto mesmo que eu buscava, é isto o que deseja meu Coração “. Maria, quando nos sentirmos perdidos, longe de Jesus, ajudai-nos a encontrá-lo dentro de nós e em toda a criação, como o refletia Francisco no Cântico a Criaturas. Rezemos 1 Pai-nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória-ao-Pai (sem a jaculatória: “Ó meu Jesus…”) Sexta Alegria de Maria: Maria vê a Jesus Ressuscitado (Jo 20,20-21) No sexto mistério, consideramos a alegria e o júbilo da Santa Mãe de Deus, quando, na manhã de Páscoa, viu seu Filho divino ressuscitado e glorioso: Contigo Maria, nos alegramos por Cristo ressuscitado, luz: “que ilumina a todo homem que vem a este mundo”. Ele é o caminho, a verdade e a vida. Como Francisco queremos encher-nos de amor por vosso Filho e sempre dizer: “Senhor meu e Deus meu”. “Meu Deus e meu tudo!”. Rezemos 1 Pai-nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória-ao-Pai (sem a jaculatória: “Ó meu Jesus…”) Sétima Alegria de Maria: a Assunção de Maria e sua Coroação No sétimo mistério, consideramos a maior de todas as alegrias de Nossa Senhora, quando morreu santamente e foi levada aos céus, com corpo e alma, acima dos coros angélicos, à direita de seu Filho divino, que a coroou Rainha dos anjos e dos santos: Que alegria sentimos contigo Maria, porque elevada ao céu estás junto a vosso filho amado, sois Co-redentora, intercessora e auxiliadora nossa. Tu, humilde mortal, agora Rainha de céus e terra, mostras-nos, o caminho e vos dizemos: “Oh, Maria, Mãe minha, eu vos dou meu Coração “. Como Francisco, esperamos receber a coroa da Vida. Rezemos 1 Pai-nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória-ao-Pai (sem a jaculatória: “Ó meu Jesus…”) Oração Final (Lembrai-vos, de São Bernardo) Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que tenha recorrido à Vossa proteção, implorado a Vossa assistência e reclamado o Vosso socorro, fosse por Vós desamparado. Animado eu, pois, de igual confiança, a Vós, Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro, de Vós me valho, e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro aos Vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que Vos rogo. Amém. Origem da devoção das Sete Alegrias da Santíssima Virgem Maria No início do século XV na Itália, na época de São Bernardino de Sena (1380-1444), surge entre os franciscanos uma devoção, que recorda esses episódios felizes. É a chamada “Coroa Franciscana” ou as “Sete Alegrias da Santíssima Virgem Maria”. Em cada uma das ” Sete Alegrias” roga-se à Maria que se alegre, porque Deus a favoreceu de várias maneiras. A coroa fransciscana, o grande historiador franciscano, Pe. Luke Wadding, definiu como origem da devoção às alegrias de Maria e da coroa franciscana, o ano de 1422. Conta o renomado historiador, que, no referido ano, entrou na ordem um jovem muito piedoso, e já no noviciado aprendeu o que significa a santa obediência. O jovem noviço, devotissímo da Santíssima Virgem, enquanto estava na casa paterna, conservava a bela e piedosa devoção de oferecer, a cada manhã, uma coroa de rosas frescas e colocá-las aos pés da imagem de Nossa Senhora. Quando ingressou na ordem, não obteve autorização para cumprir com a sua devoção cotidiana, pois eram muitas às ocupações e os momentos de oração em comum. Sentindo em seu coração uma dor que, de forma alguma, era aliviada, pensou em deixar a ordem e já decidido, porém com os olhos cheios de lágrimas, dirigiu-se à capela e aos pés da Santíssima Virgem expôs sua dor e seu imenso desejo de se tornar sacerdote. Maria comove-se como afeto do jovem noviço e com um sorriso de mãe faz a seguinte revelação: – Não te entristeças, vou ensinar-te a confeccionar um coroa de flores que não murcham e que podes oferecer-me em qualquer época do ano, e, assim não terás necessidade de deixar a ordem franciscana e nela te tornares sacerdote! Assim o farás: no princípio professarás o credo de tua fé; em seguida rezarás um Pai-Nosso e três Ave-Marias, e meditarás em seguida as 7 maiores alegrias que tive enquanto estive na terra; e quando fui elevada ao Céu. *Sendo = 1 Pai-Nosso e 10 Ave-Marias, x 7 e em cada intervalo reza-se, além do Pai-Nosso, a Glória ao Pai e a meditação da ref. alegria. Começou o noviço a rezar todos os dias a coroa ensinada por Nossa Senhora e o fazia com devoção e piedade. O mestre dos noviços, em visita as celas dos jovens, percebeu algo diferente na cela de nosso jovem. Eis o que ele viu: – Vi um anjo que enfiava em fios de ouro, lindas rosas de prata, de dez em dez, e nos intervalos eram colocados lírios de ouro. Depois de fechada a coroa, o anjo, com grande alegria, colocou-a na cabeça do jovem noviço, e a visão desapareceu. O mestre, em estado de júbilo, chamou o jovem e quis saber o que representava aquela visão, e o noviço prontamente explicou como aprendera a rezar a coroa das alegrias de Nossa Senhora. Estava tão maravilhado o mestre que contou a todos os irmãos e em pouco tempo difundiu-se a devoção por toda a ordem Franciscana e para o mundo. Muitas indulgências são concedidas a todos os que com devoção recitarem a Coroa Franciscana. Existe um colar de contas apropriado para a devoção. Ele é composto de 76 contas fixadas em um círculo, que está conectado a uma medalha, e mais um prolongamento com cinco contas que termina com um crucifixo e uma medalha de São Francisco de Assis. O círculo contém sete dezenas de contas que representam as “Ave Maria.” Uma conta do “Pai Nosso” separa cada dezena com uma única exceção: a conta do “Pai Nosso” para a Primeira Alegria, que se encontra no prolongamento, junto à medalha conectora. O colar da Coroa Franciscana facilita a contagem na hora das orações, mas não é indispensável, podendo-se realiza-la usando qualquer outra forma de contagem.O Modo de se fazer as orações é o seguinte: reza-se um “Pai Nosso” e dez “Ave Maria” por cada uma das Sete Alegrias. Nas orações finais, mais duas “Ave Maria”, para totalizar 72; Para terminar mais um “Pai Nosso” e uma “Ave Maria”, pelas intenções do Papa. O número “72” tem um significado especial. Faz referência à tradição pela qual Nossa Senhora teria vivido 72 anos aqui na Terra. Muito já se falou e se falará ainda de Maria Santíssima. Seu Amor incondicional a Deus e à sua Obra, fez dela um exemplo a ser seguido por homens e mulheres de todas as gerações. O saudoso Papa João Paulo II escolheu para Lema de seu Pontificado, “Totus Tuus Maria”. Tendo se consagrado à Ela, o Papa viveu mergulhado em Ação de Graças à sua Senhora. A Virgem Maria é a amiga mais querida, mais íntima, mais amorosa que podemos pensar em ter. Se o próprio Deus a escolheu para ser mãe de seu filho, imagine os tesouros espirituais que podemos alcançar, ao meditarmos em Suas Alegrias. No Brasil a devoção à Nossa Senhora das alegrias e da Coroa Franciscana chegou ao Brasil com Frei Pedro Palácios, um espanhol de Medina do Rio Seco, que veio para Espírito Santo, em outubro de 1558 e trouxe consigo o painel de Nossa Senhora das Alegrias.

  • Por que devemos batizar as crianças o mais cedo possível?

    “Por nascerem com uma natureza humana decaída e manchada pelo pecado original, também as crianças precisam do novo nascimento no Batismo, a fim de serem libertadas do poder das trevas e serem transferidas para o domínio da liberdade dos filhos de Deus, para a qual todos os homens são chamados.” (CIC 1250) A morte, a miséria, a opressão e a inclinação que todos os homens têm para o mal estão fora da compreensão humana, a não ser que sejam lidos como consequências do pecado de Adão (original). Elas são transmitidas a todos os homens sem distinção. Por causa dessa “certeza da fé, a Igreja ministra o batismo para a remissão dos pecados mesmo às crianças que não cometeram pecado pessoal.” (CIC 403). A fim de clarear ainda mais o tema, não deixando margem para qualquer dúvida, o Catecismo continua ensinando: Por nascerem com uma natureza humana decaída e manchada pelo pecado original, também as crianças precisam do novo nascimento no Batismo, a fim de serem libertadas do poder das trevas e serem transferidas para o domínio da liberdade dos filhos de Deus, para a qual todos os homens são chamados. A gratuidade pura da graça da salvação é particularmente manifesta no Batismo das crianças. A Igreja e os pais privariam então a criança da graça inestimável de tornar-se Filho de Deus se não lhe conferissem o Batismo pouco depois do nascimento. (CIC 1250) A Igreja Católica não é a religião de um livro, mas de uma Pessoa real, concreta: Jesus Cristo, o qual permanece vivo ao longo destes dois mil anos em sua Igreja, que é embasada também na Tradição e no Magistério. Desta forma, “a prática de batizar as crianças é uma tradição imemorial da Igreja. É atestada explicitamente desde o século II. Mas é bem possível que desde o início da pregação apostólica, quando ‘casas’ inteiras receberam o Batismo, também se tenha batizado as crianças” (CIC 1252) , é o que continua ensinando o Catecismo da Igreja Católica. Antes de continuar a leitura, assista a formação: O Batismo é o sacramento da iniciação cristã. Em 20 de outubro de 1980, o Papa João Paulo II publicou a Instrução da Congregação da Doutrina da Fé Pastoralis Actio, justamente sobre o batismo de crianças. Eis: As palavras… faladas por Jesus a Nicodemos, a Igreja sempre as entendeu assim: ‘as crianças não devem ser privadas do batismo’. Essas palavras têm, com efeito, uma forma tão geral e absoluta que os Padres as retiveram para estabelecer as necessidades do batismo, e o Magistério as aplicou expressamente ao batismo das crianças: também para elas , este sacramento é a entrada no povo de Deus e a porta da salvação pessoal. Por isso, mediante sua doutrina e práxis, a Igreja mostrou que não conhece outro meio senão o batismo para assegurar às crianças a entrada na eterna bem-aventurança… Que as crianças ainda não podem pessoalmente professar sua fé não impede que a Igreja lhes confira este sacramento, porque é na própria fé da Igreja que ela as batiza. Muito importa lembrar, antes de tudo que o batismo das crianças deve ser considerado uma incumbência grave. As perguntas que dela surgem para os pastores podem ser resolvidas somente com uma atenção fiel à doutrina e à prática constante da Igreja. Concretamente, a pastoral do batismo das crianças deverá inspirar-se em dois grandes princípios: 1- O batismo, necessário para a salvação, é sinal e instrumento do amor da parte de Deus, que nos liberta do pecado original e comunica a participação na vida divina: por si, o dom destes bens às crianças não deve ser adiado. 2- É preciso providenciar garantias para que este dom possa desenvolver-se mediante uma verdadeira educação da fé e da vida cristã, de modo que o sacramento alcance sua ‘verdade’ total. Estas garantias normalmente são proporcionadas pelos pais ou por parentes, ainda que sejam possíveis diversos modos de supri-las na comunidade cristã. Mas se estas garantias não são sérias, poderá haver uma razão para adiar o sacramento; se as garantias são certamente nulas, recuse-se o sacramento.” (DH 4670-4674) Os sacramentos são “sinais sensíveis (palavras e ações), acessíveis à humanidade atual”. Eles “realizam eficazmente a graça que significam em virtude da ação de Cristo e pelo poder do Espírito Santo” (CIC 1084). Ora, o batismo é um sacramento e como tal, imprime um caráter indelével, uma marca em quem o recebe. O Código de Direito Canônico em uníssono com a Igreja, o define como: Cân. 849: O batismo, porta dos sacramentos, necessário na realidade ou ao menos em desejo para a salvação, e pelo qual os homens se libertam do pecado, se regeneram tornando-se filhos de Deus e se incorporam à Igreja, configurados com Cristo mediante caráter indelével, só se administra validamente através da ablução com água verdadeira, usando-se a devida fórmula das palavras. Cân. 851: A celebração do batismo deve ser devidamente preparada: 2° – os pais da criança a ser batizada, e também os que vão assumir o encargo de padrinhos, sejam convenientemente instruídos sobre o significado desse sacramento e as obrigações dele decorrentes; o pároco, por si ou por outros, cuide que os pais sejam devidamente instruídos por meio de exortações pastorais, e também mediante a oração comunitária reunindo mais famílias e, quando possível, visitando-as.” Deste modo, a Igreja, que é mãe e mestra da verdade, entende a importância do sacramento do Batismo para a salvação da pessoa e procura garantir os meios necessários para que ele aconteça efetivamente, mesmo que ainda não se entenda a profundidade do que está ocorrendo, o que se dará numa etapa posterior, com a catequese. Aqueles que não foram batizados, ainda que sejam bebês, encontram-se sob o poder do Inimigo e fora da graça de Deus. A Igreja não poderia deixar de oferecer e ministrar o remédio – o Batismo – a eles garantindo que possam ser contados entre o número dos filhos de Deus. Os protestantes sempre querem saber onde está a determinação do Batismo das crianças na Bíblia, para eles, o batismo é apenas um símbolo, não muda nada e não arranca a pessoa das garras de Satanás. Para os católicos, porém, o batismo é a porta da salvação, como diz o Código de Direito Canônico, por isso é tratado com a máxima gravidade. Os pais católicos que entendem a dimensão e a profundidade desse ato cuidam para que seus filhos o recebam o quanto antes. Já para aqueles que acham que é somente mais uma ocasião de festa, esses podem esperar. Mas este, certamente, não é o entendimento católico.

  • Por que devemos batizar as crianças o mais cedo possível?

    “Por nascerem com uma natureza humana decaída e manchada pelo pecado original, também as crianças precisam do novo nascimento no Batismo, a fim de serem libertadas do poder das trevas e serem transferidas para o domínio da liberdade dos filhos de Deus, para a qual todos os homens são chamados.” (CIC 1250) A morte, a miséria, a opressão e a inclinação que todos os homens têm para o mal estão fora da compreensão humana, a não ser que sejam lidos como consequências do pecado de Adão (original). Elas são transmitidas a todos os homens sem distinção. Por causa dessa “certeza da fé, a Igreja ministra o batismo para a remissão dos pecados mesmo às crianças que não cometeram pecado pessoal.” (CIC 403). A fim de clarear ainda mais o tema, não deixando margem para qualquer dúvida, o Catecismo continua ensinando: Por nascerem com uma natureza humana decaída e manchada pelo pecado original, também as crianças precisam do novo nascimento no Batismo, a fim de serem libertadas do poder das trevas e serem transferidas para o domínio da liberdade dos filhos de Deus, para a qual todos os homens são chamados. A gratuidade pura da graça da salvação é particularmente manifesta no Batismo das crianças. A Igreja e os pais privariam então a criança da graça inestimável de tornar-se Filho de Deus se não lhe conferissem o Batismo pouco depois do nascimento. (CIC 1250) A Igreja Católica não é a religião de um livro, mas de uma Pessoa real, concreta: Jesus Cristo, o qual permanece vivo ao longo destes dois mil anos em sua Igreja, que é embasada também na Tradição e no Magistério. Desta forma, “a prática de batizar as crianças é uma tradição imemorial da Igreja. É atestada explicitamente desde o século II. Mas é bem possível que desde o início da pregação apostólica, quando ‘casas’ inteiras receberam o Batismo, também se tenha batizado as crianças” (CIC 1252) , é o que continua ensinando o Catecismo da Igreja Católica. Antes de continuar a leitura, assista a formação: O Batismo é o sacramento da iniciação cristã. Em 20 de outubro de 1980, o Papa João Paulo II publicou a Instrução da Congregação da Doutrina da Fé Pastoralis Actio, justamente sobre o batismo de crianças. Eis: As palavras… faladas por Jesus a Nicodemos, a Igreja sempre as entendeu assim: ‘as crianças não devem ser privadas do batismo’. Essas palavras têm, com efeito, uma forma tão geral e absoluta que os Padres as retiveram para estabelecer as necessidades do batismo, e o Magistério as aplicou expressamente ao batismo das crianças: também para elas , este sacramento é a entrada no povo de Deus e a porta da salvação pessoal. Por isso, mediante sua doutrina e práxis, a Igreja mostrou que não conhece outro meio senão o batismo para assegurar às crianças a entrada na eterna bem-aventurança… Que as crianças ainda não podem pessoalmente professar sua fé não impede que a Igreja lhes confira este sacramento, porque é na própria fé da Igreja que ela as batiza. Muito importa lembrar, antes de tudo que o batismo das crianças deve ser considerado uma incumbência grave. As perguntas que dela surgem para os pastores podem ser resolvidas somente com uma atenção fiel à doutrina e à prática constante da Igreja. Concretamente, a pastoral do batismo das crianças deverá inspirar-se em dois grandes princípios: 1- O batismo, necessário para a salvação, é sinal e instrumento do amor da parte de Deus, que nos liberta do pecado original e comunica a participação na vida divina: por si, o dom destes bens às crianças não deve ser adiado. 2- É preciso providenciar garantias para que este dom possa desenvolver-se mediante uma verdadeira educação da fé e da vida cristã, de modo que o sacramento alcance sua ‘verdade’ total. Estas garantias normalmente são proporcionadas pelos pais ou por parentes, ainda que sejam possíveis diversos modos de supri-las na comunidade cristã. Mas se estas garantias não são sérias, poderá haver uma razão para adiar o sacramento; se as garantias são certamente nulas, recuse-se o sacramento.” (DH 4670-4674) Os sacramentos são “sinais sensíveis (palavras e ações), acessíveis à humanidade atual”. Eles “realizam eficazmente a graça que significam em virtude da ação de Cristo e pelo poder do Espírito Santo” (CIC 1084). Ora, o batismo é um sacramento e como tal, imprime um caráter indelével, uma marca em quem o recebe. O Código de Direito Canônico em uníssono com a Igreja, o define como: Cân. 849: O batismo, porta dos sacramentos, necessário na realidade ou ao menos em desejo para a salvação, e pelo qual os homens se libertam do pecado, se regeneram tornando-se filhos de Deus e se incorporam à Igreja, configurados com Cristo mediante caráter indelével, só se administra validamente através da ablução com água verdadeira, usando-se a devida fórmula das palavras. Cân. 851: A celebração do batismo deve ser devidamente preparada: 2° – os pais da criança a ser batizada, e também os que vão assumir o encargo de padrinhos, sejam convenientemente instruídos sobre o significado desse sacramento e as obrigações dele decorrentes; o pároco, por si ou por outros, cuide que os pais sejam devidamente instruídos por meio de exortações pastorais, e também mediante a oração comunitária reunindo mais famílias e, quando possível, visitando-as.” Deste modo, a Igreja, que é mãe e mestra da verdade, entende a importância do sacramento do Batismo para a salvação da pessoa e procura garantir os meios necessários para que ele aconteça efetivamente, mesmo que ainda não se entenda a profundidade do que está ocorrendo, o que se dará numa etapa posterior, com a catequese. Aqueles que não foram batizados, ainda que sejam bebês, encontram-se sob o poder do Inimigo e fora da graça de Deus. A Igreja não poderia deixar de oferecer e ministrar o remédio – o Batismo – a eles garantindo que possam ser contados entre o número dos filhos de Deus. Os protestantes sempre querem saber onde está a determinação do Batismo das crianças na Bíblia, para eles, o batismo é apenas um símbolo, não muda nada e não arranca a pessoa das garras de Satanás. Para os católicos, porém, o batismo é a porta da salvação, como diz o Código de Direito Canônico, por isso é tratado com a máxima gravidade. Os pais católicos que entendem a dimensão e a profundidade desse ato cuidam para que seus filhos o recebam o quanto antes. Já para aqueles que acham que é somente mais uma ocasião de festa, esses podem esperar. Mas este, certamente, não é o entendimento católico.

  • Santas Basilissa e Anastácia – 15 de Abril

    SANTO DO DIA – 15 DE ABRIL – SANTAS BASILISSA E ANASTÁCIA Mártires (século I) As duas mártires romanas, de acordo com a tradição, eram discípulas dos apóstolos Pedro e Paulo, e com Lucina, outra nobre matrona, teriam tido o mesmo papel que tiveram no seu tempo “as piedosas mulheres” que seguiram Jesus ao longo da via dolorosa, até o Calvário, para dar, finalmente, sepultura ao corpo do Redentor. Basilissa, Anastácia e Lucina (esta última comemorada a 30 de junho) confortaram, pois, com sua presença os últimos momentos do príncipe dos apóstolos e do apóstolo das gentes, dando depois sepultura aos seus corpos exangues e maltratados. Mas não só por isso são arroladas no livro dos santos. Aquele gesto de piedade as expôs à vingança dos perseguidores e, naquele mesmo ano de 68, pagaram com o martírio sua aberta profissão de fé. Junto com outras mulheres, tinham sepultado o apóstolo Pedro não longe do circo de Nero, aos pés do monte Janículo, onde hoje se encontra a basílica que traz seu nome. São Paulo foi enterrado na propriedade de Lucina, junto ao Tibre, na via Ostiense. Mais tarde os corpos dos dois apóstolos foram trazidos para o cemitério da via Ápia, nas catacumbas de São Sebastião. No lugar do sepulcro originário, onde anteriormente tinha sido erigido um memorial, o imperador Constantino ergueu a basílica de São Pedro, e os imperadores Valentiniano II, Arcádio e Honório, a de São Paulo, para nelas colocar as preciosas relíquias.

  • Santas Basilissa e Anastácia – 15 de Abril

    SANTO DO DIA – 15 DE ABRIL – SANTAS BASILISSA E ANASTÁCIA Mártires (século I) As duas mártires romanas, de acordo com a tradição, eram discípulas dos apóstolos Pedro e Paulo, e com Lucina, outra nobre matrona, teriam tido o mesmo papel que tiveram no seu tempo “as piedosas mulheres” que seguiram Jesus ao longo da via dolorosa, até o Calvário, para dar, finalmente, sepultura ao corpo do Redentor. Basilissa, Anastácia e Lucina (esta última comemorada a 30 de junho) confortaram, pois, com sua presença os últimos momentos do príncipe dos apóstolos e do apóstolo das gentes, dando depois sepultura aos seus corpos exangues e maltratados. Mas não só por isso são arroladas no livro dos santos. Aquele gesto de piedade as expôs à vingança dos perseguidores e, naquele mesmo ano de 68, pagaram com o martírio sua aberta profissão de fé. Junto com outras mulheres, tinham sepultado o apóstolo Pedro não longe do circo de Nero, aos pés do monte Janículo, onde hoje se encontra a basílica que traz seu nome. São Paulo foi enterrado na propriedade de Lucina, junto ao Tibre, na via Ostiense. Mais tarde os corpos dos dois apóstolos foram trazidos para o cemitério da via Ápia, nas catacumbas de São Sebastião. No lugar do sepulcro originário, onde anteriormente tinha sido erigido um memorial, o imperador Constantino ergueu a basílica de São Pedro, e os imperadores Valentiniano II, Arcádio e Honório, a de São Paulo, para nelas colocar as preciosas relíquias.

  • Santa Ludovina, que viveu 7 anos se alimentando apenas da Eucaristia – 14 de Abril

    SANTO DO DIA – 14 DE ABRIL – SANTA LUDOVINA (LIDVINA) DE SCHIEDAM (1380-1433) Ludovina, Lidvina ou Liduína, como costuma ser chamada por nós, nasceu em Schiedan, Holanda, em 1380, numa família humilde e caridosa. Ainda criança, recolhia alimentos e roupas para os pobres e doentes abandonados. Até os quinze anos, Liduína era uma menina como todas as demais. Porém, no inverno daquele ano, sua vida mudou completamente. Com um grupo de amigos foi patinar no gelo e, em plena descida da montanha, um deles se chocou violentamente contra ela. Estava quase morta com a coluna vertebral partida e com lesões internas. Imediatamente, foi levada para casa e colocada sobre a cama, de onde nunca mais saiu, até morrer. Depois do trágico acidente, apareceram complicações e outras doenças, numa sequência muito rápida. Apesar dos esforços, os médicos declararam que sua enfermidade não tinha cura e que o tratamento seria inútil, só empobrecendo ainda mais a família. Os anos se passavam e Liduína não melhorava, nem morria. Ficou a um passo do desespero total, quando chegou em seu socorro o padre João Pot, pároco da igreja. Com conversas serenas, o sacerdote recordou a ela que: ‘Deus só poda a árvore que mais gosta, para que produza mais frutos; e aos filhos que mais ama, mais os deixa sofrer’. E pendurou na frente da sua cama um crucifixo. Pediu que olhasse para ele e refletisse: se Jesus sofreu tanto, foi porque o sofrimento leva à glória da vida eterna. Liduína entendeu que sua situação não foi uma fatalidade sem sentido, ao contrário, foi uma bênção dada pelo Senhor. Do seu leito, podia colaborar com a redenção, ofertando seu martírio para a salvação das almas. E disse ao padre que gostaria de receber um sinal que confirmasse ser esse o seu caminho. E ela o obteve, naquela mesma hora. Na sua fronte apareceu uma resplandecente hóstia eucarística, vista por todos, inclusive pelo padre Pot. A partir daquele momento, Liduína nunca mais pediu que Deus lhe aliviasse os sofrimentos; pedia, sim, que lhe desse amor para sofrer pela conversão dos pecadores e pela salvação das almas. Do seu leito de enferma ela recebeu de Deus o dom da profecia e da cura pela oração aos enfermos. Após doze anos de enfermidade, também começou a ter êxtases espirituais, recebendo mensagens de Deus e da Virgem Maria. Em 1421, as autoridades civis publicaram um documento atestando que nos últimos sete anos Liduína só se alimentava da sagrada Eucaristia e das orações. Sua enfermidade a impossibilitava de comer e de beber, e nada podia explicar tal prodígio. Nos últimos sete meses de vida, seu sofrimento foi terrível. Ficou reduzida a uma sombra e uma voz que rezava incessantemente. No dia 14 de abril de 1433, após a Páscoa, Liduína morreu serena e em paz. Ao padre e ao médico que a assistiam, pediu que fizessem de sua casa um hospital para os pobres com doenças incuráveis. E assim foi feito. Em 1890, o papa Leão XII elevou santa Liduína ao altar e autorizou o seu culto para o dia da sua morte. A igreja de Schiedan, construída em sua homenagem, tornou-se um santuário, muito procurado pelos devotos que a consideram padroeira dos doentes incuráveis.

  • Santa Ludovina, que viveu 7 anos se alimentando apenas da Eucaristia – 14 de Abril

    SANTO DO DIA – 14 DE ABRIL – SANTA LUDOVINA (LIDVINA) DE SCHIEDAM (1380-1433) Ludovina, Lidvina ou Liduína, como costuma ser chamada por nós, nasceu em Schiedan, Holanda, em 1380, numa família humilde e caridosa. Ainda criança, recolhia alimentos e roupas para os pobres e doentes abandonados. Até os quinze anos, Liduína era uma menina como todas as demais. Porém, no inverno daquele ano, sua vida mudou completamente. Com um grupo de amigos foi patinar no gelo e, em plena descida da montanha, um deles se chocou violentamente contra ela. Estava quase morta com a coluna vertebral partida e com lesões internas. Imediatamente, foi levada para casa e colocada sobre a cama, de onde nunca mais saiu, até morrer. Depois do trágico acidente, apareceram complicações e outras doenças, numa sequência muito rápida. Apesar dos esforços, os médicos declararam que sua enfermidade não tinha cura e que o tratamento seria inútil, só empobrecendo ainda mais a família. Os anos se passavam e Liduína não melhorava, nem morria. Ficou a um passo do desespero total, quando chegou em seu socorro o padre João Pot, pároco da igreja. Com conversas serenas, o sacerdote recordou a ela que: ‘Deus só poda a árvore que mais gosta, para que produza mais frutos; e aos filhos que mais ama, mais os deixa sofrer’. E pendurou na frente da sua cama um crucifixo. Pediu que olhasse para ele e refletisse: se Jesus sofreu tanto, foi porque o sofrimento leva à glória da vida eterna. Liduína entendeu que sua situação não foi uma fatalidade sem sentido, ao contrário, foi uma bênção dada pelo Senhor. Do seu leito, podia colaborar com a redenção, ofertando seu martírio para a salvação das almas. E disse ao padre que gostaria de receber um sinal que confirmasse ser esse o seu caminho. E ela o obteve, naquela mesma hora. Na sua fronte apareceu uma resplandecente hóstia eucarística, vista por todos, inclusive pelo padre Pot. A partir daquele momento, Liduína nunca mais pediu que Deus lhe aliviasse os sofrimentos; pedia, sim, que lhe desse amor para sofrer pela conversão dos pecadores e pela salvação das almas. Do seu leito de enferma ela recebeu de Deus o dom da profecia e da cura pela oração aos enfermos. Após doze anos de enfermidade, também começou a ter êxtases espirituais, recebendo mensagens de Deus e da Virgem Maria. Em 1421, as autoridades civis publicaram um documento atestando que nos últimos sete anos Liduína só se alimentava da sagrada Eucaristia e das orações. Sua enfermidade a impossibilitava de comer e de beber, e nada podia explicar tal prodígio. Nos últimos sete meses de vida, seu sofrimento foi terrível. Ficou reduzida a uma sombra e uma voz que rezava incessantemente. No dia 14 de abril de 1433, após a Páscoa, Liduína morreu serena e em paz. Ao padre e ao médico que a assistiam, pediu que fizessem de sua casa um hospital para os pobres com doenças incuráveis. E assim foi feito. Em 1890, o papa Leão XII elevou santa Liduína ao altar e autorizou o seu culto para o dia da sua morte. A igreja de Schiedan, construída em sua homenagem, tornou-se um santuário, muito procurado pelos devotos que a consideram padroeira dos doentes incuráveis.

  • Opinião de um católico sincero sobre o filme O Exorcista do Papa

    O filme recém lançado nos cinemas “O Exorcista do Papa”, cujo personagem principal é o renomado Padre Gabriele Amorth, que durante muitos anos foi o exorcista chefe do vaticano, interpretado pelo premiado ator Russell Crowe, criou polêmicas quando seu trailer aparentou que este seria apenas mais um filme de terror. Entretanto um católico bem formado assistiu o filme, compartilhou sua experiência real nas redes sociais, e surpreendeu positivamente muitos católicos. Leia seu comentário divulgado pelas redes sociais: Por Danilo Ribeiro “Hoje assisti ao filme que estava ansioso para ver, pois tem como personagem principal o Padre Gabriele Amorth, que foi o exorcista chefe do Vaticano por muitos anos e faleceu em 2016. Eu fui sem ter nenhuma ideia sobre se eu veria um filme que difamaria a Santa Igreja Católica ou que a defendesse de alguma forma, e fiquei torcendo durante todo o filme para que nada difamatório ocorresse. Fiquei realmente surpreendido pelo filme, que não é um mero filme de terror, que faz você sair de lá com medo de ir dormir e ter pesadelos à noite. O filme é mais do que isso, ele critica e constrói um drama entre parte da igreja moderna e seus padres e cardeais que não acreditam mais no demônio e em questões espirituais e os padres fiéis, conservadores e crédulos nos poderes espirituais. O latim é exaltado como língua sagrada e poderosa contra o demônio nos exorcismos, a medalha de São Bento está presente o tempo todo e o crucifixo também. Existem várias referências de personagens do filme a membros reais do magistério, que qualquer católico bem avisado consegue sacar. Mesmo sem citar o nome do Papa João Paulo II e do Cardeal Sarah, fica bem claro que são personagens muito importantes no filme e que estão o tempo todo do lado do Padre Amorth. A Inquisição é bem explorada e os erros e excessos da Inquisição espanhola são todos atribuídos a Satanás e suas influências. Quem conhece um pouco dos dramas existentes dentro da Santa Igreja hoje consegue aproveitar muito bem o filme. Outra coisa que não poderia deixar de comentar é o que o filme deixa claro nas ações do demônio o quanto ele gosta e se aproveita dos pecados dos homens, principalmente os pecados da luxúria que estão muito ligados aos pecados de ordem sexual. Durante os exorcismos, o diabo usava muito da arte de lançar os pecados na face dos padres e se aproveitava de seu medo para usar os sentidos deles a seu favor. Padre Amorth sempre recorria ao fato de que estava absolvido de todos os pecados pelo próprio Jesus Cristo, e há também várias confissões e absolvições sacramentais durante o filme, o que dá muita importância para o sacramento da confissão. A oração perseverante se revela uma enorme arma do católico contra Satanás e seus demônios. O diabo, no filme, revela que sua maior ambição é destruir a Igreja de dentro para fora, o que nos obriga a fazer muitas conexões com os problemas enfrentados hoje e com a famosa “fumaça de Satanás” mencionada pelo Papa São Paulo VI. Minha sensação ao terminar o filme foi de grande surpresa e admiração pelas várias boas lições que o filme pode ensinar, dentre elas a de que o amor e oração são como já mencionei, armas poderosíssimas contra o reino das trevas, além do Sacramento da Confissão e do uso de símbolos sagrados. Rezemos pela Santa Igreja, pelo Papa, pelo clero e por todos os leigos, para que continuemos triunfantes sobre os poderes malignos!” Assista ao trailer do filme: Leia também Mel Gibson inicia produção de ‘A Paixão de Cristo 2’: A Ressureição #Filmes

  • Opinião de um católico sincero sobre o filme O Exorcista do Papa

    O filme recém lançado nos cinemas “O Exorcista do Papa”, cujo personagem principal é o renomado Padre Gabriele Amorth, que durante muitos anos foi o exorcista chefe do vaticano, interpretado pelo premiado ator Russell Crowe, criou polêmicas quando seu trailer aparentou que este seria apenas mais um filme de terror. Entretanto um católico bem formado assistiu o filme, compartilhou sua experiência real nas redes sociais, e surpreendeu positivamente muitos católicos. Leia seu comentário divulgado pelas redes sociais: Por Danilo Ribeiro “Hoje assisti ao filme que estava ansioso para ver, pois tem como personagem principal o Padre Gabriele Amorth, que foi o exorcista chefe do Vaticano por muitos anos e faleceu em 2016. Eu fui sem ter nenhuma ideia sobre se eu veria um filme que difamaria a Santa Igreja Católica ou que a defendesse de alguma forma, e fiquei torcendo durante todo o filme para que nada difamatório ocorresse. Fiquei realmente surpreendido pelo filme, que não é um mero filme de terror, que faz você sair de lá com medo de ir dormir e ter pesadelos à noite. O filme é mais do que isso, ele critica e constrói um drama entre parte da igreja moderna e seus padres e cardeais que não acreditam mais no demônio e em questões espirituais e os padres fiéis, conservadores e crédulos nos poderes espirituais. O latim é exaltado como língua sagrada e poderosa contra o demônio nos exorcismos, a medalha de São Bento está presente o tempo todo e o crucifixo também. Existem várias referências de personagens do filme a membros reais do magistério, que qualquer católico bem avisado consegue sacar. Mesmo sem citar o nome do Papa João Paulo II e do Cardeal Sarah, fica bem claro que são personagens muito importantes no filme e que estão o tempo todo do lado do Padre Amorth. A Inquisição é bem explorada e os erros e excessos da Inquisição espanhola são todos atribuídos a Satanás e suas influências. Quem conhece um pouco dos dramas existentes dentro da Santa Igreja hoje consegue aproveitar muito bem o filme. Outra coisa que não poderia deixar de comentar é o que o filme deixa claro nas ações do demônio o quanto ele gosta e se aproveita dos pecados dos homens, principalmente os pecados da luxúria que estão muito ligados aos pecados de ordem sexual. Durante os exorcismos, o diabo usava muito da arte de lançar os pecados na face dos padres e se aproveitava de seu medo para usar os sentidos deles a seu favor. Padre Amorth sempre recorria ao fato de que estava absolvido de todos os pecados pelo próprio Jesus Cristo, e há também várias confissões e absolvições sacramentais durante o filme, o que dá muita importância para o sacramento da confissão. A oração perseverante se revela uma enorme arma do católico contra Satanás e seus demônios. O diabo, no filme, revela que sua maior ambição é destruir a Igreja de dentro para fora, o que nos obriga a fazer muitas conexões com os problemas enfrentados hoje e com a famosa “fumaça de Satanás” mencionada pelo Papa São Paulo VI. Minha sensação ao terminar o filme foi de grande surpresa e admiração pelas várias boas lições que o filme pode ensinar, dentre elas a de que o amor e oração são como já mencionei, armas poderosíssimas contra o reino das trevas, além do Sacramento da Confissão e do uso de símbolos sagrados. Rezemos pela Santa Igreja, pelo Papa, pelo clero e por todos os leigos, para que continuemos triunfantes sobre os poderes malignos!” Assista ao trailer do filme: Leia também Mel Gibson inicia produção de ‘A Paixão de Cristo 2’: A Ressureição #Filmes

  • A mão incorrupta de Santa Maria Madalena está quente e viva

    No mosteiro Simonopetra no Monte Athos se encontra a mão esquerda de Santa Maria Madalena. Diz-se que a mão está incorrupta, se mantém quente e que dela se exala um belo perfume. A mão esquerda incorruptível de Santa Maria Madalena é o tesouro mais sagrado do Mosteiro de Simonos Petras. No jardim da Mãe de Deus, no pátio de Nossa Senhora, o Monte Athos, é uma das flores mais perfumadas! Riqueza e glória da comunidade atonita e da Igreja de Cristo. Verdadeiramente esta é a mão de Maria Madalena, mirófora, a primeira testemunha da Ressurreição de Cristo Salvador, e depois de dois mil anos, mantém uma temperatura natural ao toque. Essa mão serviu a dois grandes mistérios de nossa salvação: a Crucificação de Cristo e Sua Ressurreição. Ela tocou os pés do Ressuscitado. Esta santa mão não perdeu a seiva da vida. Permanece incorruptível, para além das leis da física. Está viva e transmite graça e santificação. Ela preenche o ambiente com um bom odor: “Exala uma boa fragrância, imaculada e agradável”. Está embebida pela graça do Ressuscitado. Traz alegria. Está quente. Esta mão realizou e está realizando muitos milagres à todos aqueles que buscam fielmente a graça através de Santa Maria Madalena. Hieromonge Theologos Simonopetritul, Santa Maria Madalena – O Santo Odor do Mosteiro de Simonos Petras, Editora Doxologia, traduzido por Laura Enache, 2015, p. 132 Relicário com a mão esquerda de Santa Maria Madalena Muitos milagres são atribuídos a esta relíquia, entre eles: – A mãe esquerda de Maria Madalena, milagrosamente, conserva sempre uma temperatura de 37ºC. No dia de sua morte, 22 de julho, os peregrinos que se aproximam para beijar a urna com sua relíquia sentem os o calor em seus lábios”, destacou Silúan Muci , Arcebispo da Igreja Ortodoxa, durante uma entrevista a LA GACETA. -Em 1945 houve um grande incêndio na floresta próxima ao Mosteiro de Iviron. Os Monges de Simonopetra levaram a relíquia de Santa Maria Madalena até ao lugar do fogo. Os dois monges que a levavam nas mãos se aproximaram do fogo, e quanto mais eles se aproximavam, mais o fogo diminuia. Os monges fizeram uma cerimônia de água benta e uma súplica, e, quando terminaram, o fogo tinha ido embora. – Em 1947, um milagre semelhante ocorreu na floresta de Simonopetra graças à relíquia. – Em 1911, em Galatista de Salónica, uma praga de vermes estava destruindo as plantas. O povo do local pediu que os monges trouxessem a relíquia de Santa Maria Madalena e fizeram uma santa cerimônia com água benta. Os vermes começaram a desaparecer imediatamente. – Em 1912 veio uma praga de gafanhotos na região de Epanomis em Thessaloniki. Os moradores pediram que os monges trouxessem a relíquia, e depois de uma cerimônia de água benta e súplicas a Deus pela intercessão de Maria Madalena, a praga cessou. Relicário com a mão esquerda de Santa Maria Madalena

  • A mão incorrupta de Santa Maria Madalena está quente e viva

    No mosteiro Simonopetra no Monte Athos se encontra a mão esquerda de Santa Maria Madalena. Diz-se que a mão está incorrupta, se mantém quente e que dela se exala um belo perfume. A mão esquerda incorruptível de Santa Maria Madalena é o tesouro mais sagrado do Mosteiro de Simonos Petras. No jardim da Mãe de Deus, no pátio de Nossa Senhora, o Monte Athos, é uma das flores mais perfumadas! Riqueza e glória da comunidade atonita e da Igreja de Cristo. Verdadeiramente esta é a mão de Maria Madalena, mirófora, a primeira testemunha da Ressurreição de Cristo Salvador, e depois de dois mil anos, mantém uma temperatura natural ao toque. Essa mão serviu a dois grandes mistérios de nossa salvação: a Crucificação de Cristo e Sua Ressurreição. Ela tocou os pés do Ressuscitado. Esta santa mão não perdeu a seiva da vida. Permanece incorruptível, para além das leis da física. Está viva e transmite graça e santificação. Ela preenche o ambiente com um bom odor: “Exala uma boa fragrância, imaculada e agradável”. Está embebida pela graça do Ressuscitado. Traz alegria. Está quente. Esta mão realizou e está realizando muitos milagres à todos aqueles que buscam fielmente a graça através de Santa Maria Madalena. Hieromonge Theologos Simonopetritul, Santa Maria Madalena – O Santo Odor do Mosteiro de Simonos Petras, Editora Doxologia, traduzido por Laura Enache, 2015, p. 132 Relicário com a mão esquerda de Santa Maria Madalena Muitos milagres são atribuídos a esta relíquia, entre eles: – A mãe esquerda de Maria Madalena, milagrosamente, conserva sempre uma temperatura de 37ºC. No dia de sua morte, 22 de julho, os peregrinos que se aproximam para beijar a urna com sua relíquia sentem os o calor em seus lábios”, destacou Silúan Muci , Arcebispo da Igreja Ortodoxa, durante uma entrevista a LA GACETA. -Em 1945 houve um grande incêndio na floresta próxima ao Mosteiro de Iviron. Os Monges de Simonopetra levaram a relíquia de Santa Maria Madalena até ao lugar do fogo. Os dois monges que a levavam nas mãos se aproximaram do fogo, e quanto mais eles se aproximavam, mais o fogo diminuia. Os monges fizeram uma cerimônia de água benta e uma súplica, e, quando terminaram, o fogo tinha ido embora. – Em 1947, um milagre semelhante ocorreu na floresta de Simonopetra graças à relíquia. – Em 1911, em Galatista de Salónica, uma praga de vermes estava destruindo as plantas. O povo do local pediu que os monges trouxessem a relíquia de Santa Maria Madalena e fizeram uma santa cerimônia com água benta. Os vermes começaram a desaparecer imediatamente. – Em 1912 veio uma praga de gafanhotos na região de Epanomis em Thessaloniki. Os moradores pediram que os monges trouxessem a relíquia, e depois de uma cerimônia de água benta e súplicas a Deus pela intercessão de Maria Madalena, a praga cessou. Relicário com a mão esquerda de Santa Maria Madalena

  • São Miguel dos Santos – 10 de Abril

    SANTO DO DIA – 10 DE ABRIL – SÃO MIGUEL DOS SANTOS Miguel dos Santos, apelidado o Extâtico, tão numerosos foram seus arrebatamentos, era da Catalunha, onde nasceu no dia 29 de Setembro de 1591. Grande devoto da Virgem Santíssima, já aos sete anos jejuava três vezes por semana, quando na quaresma. Desejoso de consagrar-se a Deus, fez voto de castidade, e, quando entrou nos doze anos, morrendo-lhe o pai, quis fazer-se religioso. A Família, porém, opondo-se, levou-o a contemporizar. Para maior mortificações, então, habituou-se a alimentar-se de verduras e legumes, tão somente. Em 1603, era admitido entre os Trinitários de Barcelona. Ali, recebendo o hábito, fez o noviciado. Aos dezesseis anos, a 30 de Setembro de 1607, principiou a professar. Estudando em Sevilha, depois na universidade de Salamanca, ordenado padre em Faro, Portugal, desincumbiu-se do ministério em Baeza. Em 1622, era o superior do convento de Valladolid. Conta-se, então, que daquela época em diante, os êxtases que o tomavam eram longos e freqüentes. Uma noite, era a de São Martinho, lia ele, no coro, a oitava lição do ofício, onde se acham as palavras: “Esta Jerusalém que está no céu e pela qual combatemos pela fé.” Eis senão quando, com um gemido, ficou absorto, arroubado, tão transmudado que se diria fosse um serafim quem ali estava. Os companheiros, surpresos, procuraram trazê-lo a realidade, inutilmente. De volta do êxtase, Miguel deixou o coro a correr, envergonhado e confuso. Doutra feita, estava então em Salamanca, onde pregava e exortava os fiéis à penitência, fez toda a prédica alevantado do chão, no ar. Com os assistentes gritando, tornou a si, e então, percebeu que gritavam porque, tendo a mão sobre a cama dum círio, não se queimava nem sequer nada sentia. Lia-se, uma vez no coro, a meditação sobre o paraíso, e a Miguel veio tal arrebatamento que, como se tivesse asas, deixou o coro e foi parar numa igreja, longe, onde se pôs a venerar o Santa Sacramento. Quando adoeceu, estava em Valladolid. Recebeu o sacramento da extrema-unção com grande fervor, e, quando sentiu o fim bem próximo, levantou os olhos para o céu e entregou a alma a deus, calmamente, enquanto o relógio, docemente, deixava soar as pancadas da meia-noite daquele 10 de Abril de 1625. Pio VI beatificou-o a 2 de Maio de 1779, e Pio IX, a 8 de Maio de 1862, canonizava-o. #SantodoDia

  • São Miguel dos Santos – 10 de Abril

    SANTO DO DIA – 10 DE ABRIL – SÃO MIGUEL DOS SANTOS Miguel dos Santos, apelidado o Extâtico, tão numerosos foram seus arrebatamentos, era da Catalunha, onde nasceu no dia 29 de Setembro de 1591. Grande devoto da Virgem Santíssima, já aos sete anos jejuava três vezes por semana, quando na quaresma. Desejoso de consagrar-se a Deus, fez voto de castidade, e, quando entrou nos doze anos, morrendo-lhe o pai, quis fazer-se religioso. A Família, porém, opondo-se, levou-o a contemporizar. Para maior mortificações, então, habituou-se a alimentar-se de verduras e legumes, tão somente. Em 1603, era admitido entre os Trinitários de Barcelona. Ali, recebendo o hábito, fez o noviciado. Aos dezesseis anos, a 30 de Setembro de 1607, principiou a professar. Estudando em Sevilha, depois na universidade de Salamanca, ordenado padre em Faro, Portugal, desincumbiu-se do ministério em Baeza. Em 1622, era o superior do convento de Valladolid. Conta-se, então, que daquela época em diante, os êxtases que o tomavam eram longos e freqüentes. Uma noite, era a de São Martinho, lia ele, no coro, a oitava lição do ofício, onde se acham as palavras: “Esta Jerusalém que está no céu e pela qual combatemos pela fé.” Eis senão quando, com um gemido, ficou absorto, arroubado, tão transmudado que se diria fosse um serafim quem ali estava. Os companheiros, surpresos, procuraram trazê-lo a realidade, inutilmente. De volta do êxtase, Miguel deixou o coro a correr, envergonhado e confuso. Doutra feita, estava então em Salamanca, onde pregava e exortava os fiéis à penitência, fez toda a prédica alevantado do chão, no ar. Com os assistentes gritando, tornou a si, e então, percebeu que gritavam porque, tendo a mão sobre a cama dum círio, não se queimava nem sequer nada sentia. Lia-se, uma vez no coro, a meditação sobre o paraíso, e a Miguel veio tal arrebatamento que, como se tivesse asas, deixou o coro e foi parar numa igreja, longe, onde se pôs a venerar o Santa Sacramento. Quando adoeceu, estava em Valladolid. Recebeu o sacramento da extrema-unção com grande fervor, e, quando sentiu o fim bem próximo, levantou os olhos para o céu e entregou a alma a deus, calmamente, enquanto o relógio, docemente, deixava soar as pancadas da meia-noite daquele 10 de Abril de 1625. Pio VI beatificou-o a 2 de Maio de 1779, e Pio IX, a 8 de Maio de 1862, canonizava-o. #SantodoDia

  • Santa Júlia Billiart – 08 de Abril

    SANTO DO DIA – 08 DE ABRIL – SANTA JÚLIA BILLIART Fundadora da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora (1751-1816) Na cidade de Cuvilly, França, em 12 de julho de 1751, nasceu Maria Rosa Júlia Billiart, filha de Francisco e Maria Antonieta, pobres e muito religiosos, que a batizaram no mesmo dia. Júlia fez a primeira comunhão aos sete anos. Desde então, Jesus foi o único alimento para sua vida. Aprendeu apenas a ler e a escrever, porque ajudava a sustentar a família. Aos treze anos, Júlia sofreu sérios problemas e, subnutrida, ficou, lentamente, paraplégica, por vinte e dois anos. Durante esse tempo aprendeu os mistérios da vida mística, do calvário, da glória e da luz. Sempre engajada na catequese da paróquia, preocupava-se com a educação dos pobres. Cultivava amizades na família, com os religiosos, com as carmelitas, com as damas da nobreza que lhe conseguiam os donativos. Nesta época, decidiu ingressar na vida religiosa, com uma meta estabelecida: fundar uma congregação destinada a educar os pobres e a formar bons educadores. Mesmo não sendo letrada, possuía uma pedagogia nata, aprendida na escola dos vinte e dois anos de paralisia, nos contatos com as autoridades civis e eclesiásticas e com os terrores da destruição da Revolução Francesa e de Napoleão Bonaparte. Assim, ainda paralítica, em 1804 fundou a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora. Assista para conhecer mais sobre Santa Júlia: Júlia foi incapaz de amarrar sua instituição aos limites das exigências das fundações de seu tempo. Sua devoção ao Sagrado Coração de Jesus a curou. Depois de trinta anos, voltou a caminhar. A Mãe de Deus era sua grande referência e modelo, e a Eucaristia era o centro de sua vida de fé inabalável. Mas viver com ela não era fácil. Era um desafio constante, devido à firmeza de metas foi considerada teimosa e temperamental. Principalmente por não aceitar que a congregação fosse só diocesana, ou seja, sem superiora geral. Custou muito para que tivesse tal direito, mas, por fim, foi eleita superiora geral. Júlia abriu, em Amiens, a primeira escola gratuita e depois não parou mais. Viajava pela França e pela Bélgica fundando pensionatos e escolas, pois naqueles tempos de miséria a necessidade era muito grande. Não aceitava qualquer donativo que pudesse tirar a independência da congregação. Para ter recursos, criava pensionatos e, ao lado deles, a escola para pobres. Perseguida e injustiçada pelo bispo de Amiens, foi por ele afastada da congregação. Todas as irmãs decidiram seguir com ela para a cidade de Namur, na Bélgica, onde se fixaram definitivamente. Júlia, incansável, continuou criando pensionatos, fundando escolas, formando crianças e educadores, ficando conhecidas como as ‘Irmãs da Nossa Senhora de Namur’. Ali a fundadora consolidou a diretriz pedagógica da congregação: a educação como o caminho da plenitude da vida. Morreu em paz no dia 8 de abril de 1816 na cidade de Namur. ‘Por meio do seu batismo, de sua consagração religiosa e por sua vida inteira de fé em Deus, que é dom, Júlia foi colocada na trilha da opção divina pelos pobres.’ Foram as palavras do papa Paulo VI para declarar santa, em 1969, Maria Rosa Júlia Billiart, que no dia 8 de abril deve receber as homenagens litúrgicas. #SantodoDia

  • Santa Júlia Billiart – 08 de Abril

    SANTO DO DIA – 08 DE ABRIL – SANTA JÚLIA BILLIART Fundadora da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora (1751-1816) Na cidade de Cuvilly, França, em 12 de julho de 1751, nasceu Maria Rosa Júlia Billiart, filha de Francisco e Maria Antonieta, pobres e muito religiosos, que a batizaram no mesmo dia. Júlia fez a primeira comunhão aos sete anos. Desde então, Jesus foi o único alimento para sua vida. Aprendeu apenas a ler e a escrever, porque ajudava a sustentar a família. Aos treze anos, Júlia sofreu sérios problemas e, subnutrida, ficou, lentamente, paraplégica, por vinte e dois anos. Durante esse tempo aprendeu os mistérios da vida mística, do calvário, da glória e da luz. Sempre engajada na catequese da paróquia, preocupava-se com a educação dos pobres. Cultivava amizades na família, com os religiosos, com as carmelitas, com as damas da nobreza que lhe conseguiam os donativos. Nesta época, decidiu ingressar na vida religiosa, com uma meta estabelecida: fundar uma congregação destinada a educar os pobres e a formar bons educadores. Mesmo não sendo letrada, possuía uma pedagogia nata, aprendida na escola dos vinte e dois anos de paralisia, nos contatos com as autoridades civis e eclesiásticas e com os terrores da destruição da Revolução Francesa e de Napoleão Bonaparte. Assim, ainda paralítica, em 1804 fundou a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora. Assista para conhecer mais sobre Santa Júlia: Júlia foi incapaz de amarrar sua instituição aos limites das exigências das fundações de seu tempo. Sua devoção ao Sagrado Coração de Jesus a curou. Depois de trinta anos, voltou a caminhar. A Mãe de Deus era sua grande referência e modelo, e a Eucaristia era o centro de sua vida de fé inabalável. Mas viver com ela não era fácil. Era um desafio constante, devido à firmeza de metas foi considerada teimosa e temperamental. Principalmente por não aceitar que a congregação fosse só diocesana, ou seja, sem superiora geral. Custou muito para que tivesse tal direito, mas, por fim, foi eleita superiora geral. Júlia abriu, em Amiens, a primeira escola gratuita e depois não parou mais. Viajava pela França e pela Bélgica fundando pensionatos e escolas, pois naqueles tempos de miséria a necessidade era muito grande. Não aceitava qualquer donativo que pudesse tirar a independência da congregação. Para ter recursos, criava pensionatos e, ao lado deles, a escola para pobres. Perseguida e injustiçada pelo bispo de Amiens, foi por ele afastada da congregação. Todas as irmãs decidiram seguir com ela para a cidade de Namur, na Bélgica, onde se fixaram definitivamente. Júlia, incansável, continuou criando pensionatos, fundando escolas, formando crianças e educadores, ficando conhecidas como as ‘Irmãs da Nossa Senhora de Namur’. Ali a fundadora consolidou a diretriz pedagógica da congregação: a educação como o caminho da plenitude da vida. Morreu em paz no dia 8 de abril de 1816 na cidade de Namur. ‘Por meio do seu batismo, de sua consagração religiosa e por sua vida inteira de fé em Deus, que é dom, Júlia foi colocada na trilha da opção divina pelos pobres.’ Foram as palavras do papa Paulo VI para declarar santa, em 1969, Maria Rosa Júlia Billiart, que no dia 8 de abril deve receber as homenagens litúrgicas. #SantodoDia

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