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  • Quaresma e conversão em nossos dias

    Com alegria informamos que nosso canal do youtube foi desbloqueado para que possamos voltar a fazer formações ao vivo. Convidamos a todos para que participem conosco da formação especial de hoje sobre a quaresma. Para assistir, acesse: #Formaçõesaovivo #Quaresma

  • Quaresma e conversão em nossos dias

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  • Imagem de Nossa Senhora fica intacta após desabamento de catedral na Turquia

    Uma imagem de Nossa Senhora ficou intacta após o desabamento de uma catedral católica na Turquia, país que, assim como a Síria, foi afetado por vários terremotos, que já deixaram mais de 17 mil mortos e milhares de feridos. Por ACI DigitalA imagem mariana ficou intacta após o desabamento da ccatedral da Anunciação, na cidade de Alexandretta, na província turca de Hatay. Era a principal igreja do vicariato apostólico da Anatólia. Em sua conta no Facebook, o padre jesuíta turco Antuan Ilgit pediu para “rezar por nós e pelo povo. Foi um forte terremoto. Ainda não temos notícias precisas. No entanto, nossa catedral não existe mais”. “Graças a Deus nós, nossos irmãos e irmãs, estamos bem e procuramos acolher aqueles que vêm para ficar conosco”, acrescentou. Em uma publicação posterior, também no Facebook, o padre comentou que “o desabamento da catedral é impressionante”, considerou que no domingo (5) celebrou a missa. “Agora as pedras vivas que precisam de atenção estão aqui, e com a ajuda de Deus poderemos reconstruir tudo”, disse o padre Antuan. Depois de dizer que todos estão no refeitório da igreja por enquanto, o padre contou que “trouxe a imagem da Virgem da catedral, esta imagem será a nossa força e com ela enfrentaremos tudo”. “Continuamos confiando em Deus e na sua santa providência. Chove, faz frio e os tremores são fortes, mas sentimos a sua proximidade e contamos com vocês”, disse. Na madrugada de ontem (6), um terremoto de magnitude 7,8 sacudiu o sudeste da Turquia e o noroeste da Síria, deixando mais de 5 mil mortos e milhares de feridos. O número de feridos continua aumentando porque muitas pessoas estão presas nos escombros. A Turquia fica em uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo. O governo turco declarou nível de alarme 4 e pediu ajuda internacional depois que mais de mil prédios em várias províncias do sul da Turquia e do norte da Síria foram demolidos pelo terremoto. O governo turco decretou sete dias de luto pela tragédia.

  • Imagem de Nossa Senhora fica intacta após desabamento de catedral na Turquia

    Uma imagem de Nossa Senhora ficou intacta após o desabamento de uma catedral católica na Turquia, país que, assim como a Síria, foi afetado por vários terremotos, que já deixaram mais de 17 mil mortos e milhares de feridos. Por ACI DigitalA imagem mariana ficou intacta após o desabamento da ccatedral da Anunciação, na cidade de Alexandretta, na província turca de Hatay. Era a principal igreja do vicariato apostólico da Anatólia. Em sua conta no Facebook, o padre jesuíta turco Antuan Ilgit pediu para “rezar por nós e pelo povo. Foi um forte terremoto. Ainda não temos notícias precisas. No entanto, nossa catedral não existe mais”. “Graças a Deus nós, nossos irmãos e irmãs, estamos bem e procuramos acolher aqueles que vêm para ficar conosco”, acrescentou. Em uma publicação posterior, também no Facebook, o padre comentou que “o desabamento da catedral é impressionante”, considerou que no domingo (5) celebrou a missa. “Agora as pedras vivas que precisam de atenção estão aqui, e com a ajuda de Deus poderemos reconstruir tudo”, disse o padre Antuan. Depois de dizer que todos estão no refeitório da igreja por enquanto, o padre contou que “trouxe a imagem da Virgem da catedral, esta imagem será a nossa força e com ela enfrentaremos tudo”. “Continuamos confiando em Deus e na sua santa providência. Chove, faz frio e os tremores são fortes, mas sentimos a sua proximidade e contamos com vocês”, disse. Na madrugada de ontem (6), um terremoto de magnitude 7,8 sacudiu o sudeste da Turquia e o noroeste da Síria, deixando mais de 5 mil mortos e milhares de feridos. O número de feridos continua aumentando porque muitas pessoas estão presas nos escombros. A Turquia fica em uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo. O governo turco declarou nível de alarme 4 e pediu ajuda internacional depois que mais de mil prédios em várias províncias do sul da Turquia e do norte da Síria foram demolidos pelo terremoto. O governo turco decretou sete dias de luto pela tragédia.

  • Segunda-feira, dia dedicado às Benditas Almas do Purgatório.

    “Poupai vossas lagrimas pelos defuntos e dai-lhes mais orações.” São João Crisóstomo A segunda-feira foi escolhida pela igreja como o dia dedicado a rezar pelas almas do Purgatório, por isso, celebram-se missas e costuma-se entoar ladainhas e terço pelos falecidos, como também é muito comum rezar-se a Novena pelas almas do Purgatório. Veja algumas orações no final da matéria. Existe na Igreja a tradição de dedicar cada dia da semana a uma devoção diferente. Terça-feira é dos santos anjos; quarta , de São José; quinta , do Santíssimo Sacramento; sexta , da Paixão de Cristo; sábado , de Nossa Senhora; domingo , da ressurreição de Nosso Senhor, enquanto a segunda-feira é tradicionalmente dedicada às almas do Purgatório . Entendamos primeiro o que é o Purgatório. Quando se morre, existem duas alternativas, não três. Atenção: não são três alternativas, apenas duas. Quando alguém morre, ou está condenado para sempre ou salvo para sempre.  Non datur tertium quid , não há uma terceira alternativa. Ou é ou não é, ou está salvo ou não está. Ora, o que acontece é que as pessoas que se salvam, na sua esmagadora maioria, infelizmente, não morrem prontas para o céu, mas necessitadas de alguma purificação. Por isso elas precisam, de alguma forma, ser ajudadas a se purificar antes de entrar no céu. É o que nós chamamos de Purgatório. As pessoas que lá estão já estão salvas. No Purgatório só existe uma única porta, é a de saída para o céu. Quem está no Purgatório não corre o perigo de ir para o inferno. O Purgatório, por conseguinte, não é um “estágio intermediário” entre o céu e o inferno, mas a antecâmara do céu, uma preparação para o céu.  A primeira conclusão que se deve tirar disso é a seguinte: se quisermos ser salvos, tratemos de fazer boas obras ainda nesta vida. Por quê? Porque o julgamento se dá na hora da morte, e se morrermos em pecado mortal, seremos condenados ao inferno para sempre. Nós católicos não rezamos pelos mortos para que se salvem. Se queremos que alguém se salve, rezemos enquanto a pessoa está viva, porque o único jeito de ela salvar-se é fazendo alguma coisa ainda nesta vida para corresponder ao amor de Deus e de Cristo. Se ela morrer em pecado, estará condenada para sempre. Portanto, os fiéis mortos em estado de graça já estão salvos para sempre; mas a esmagadora maioria deles ainda não está pronta para entrar no céu. Por isso vão para o Purgatório, onde é necessária uma intervenção dos vivos para ajudá-los, porque essas almas benditas nada podem fazer por si mesmas. Elas poderiam ter feito algo aqui, mas no Purgatório já não têm a possibilidade de fazer nada para aliviar os próprios tormentos. Poderiam, por exemplo, ter feito penitência, orações, atos de caridade etc., mas não fizeram o suficiente, de sorte que somos nós agora que precisamos socorrê-las. Somos para elas, de alguma forma, uma espécie de Jairo que vai até Jesus e diz: “Olhai essas almas! Jesus, ponde tua mão sobre elas, e elas viverão”, quer dizer, “Jesus, pelos méritos do vosso Preciosíssimo Sangue, ide até as almas do Purgatório para aliviá-las de seus tormentos!”  Alguém pode perguntar-se: “Mas se Jesus é tão bondoso, por que Ele não faz isso sozinho? Por que precisamos rezar Missas e Terços, fazer penitências e jejum, visitar cemitérios e lucrar indulgências?” Porque Deus, que é Deus de amor, já fez tudo, já fez o principal, já derramou seu Precioso Sangue, já mereceu por e para nós. Mas Ele quer que os membros do seu Corpo participem da salvação dos outros, alcançando para eles os frutos que Ele mesmo já lhes mereceu abundantemente. O maravilhoso de Deus é exatamente isso, coisa que os protestantes não enxergam com a doutrina da “pura fé”: o Deus de amor quer que seus filhos amem também. Se somos filhos de Deus, precisamos ter no coração o que Deus tem no seu. Ora, se Ele ama as pessoas e quer que elas sejam salvas, precisamos fazer alguma coisa para salvá-las enquanto estão nesta vida; se Deus quer que as almas dos fiéis defuntos sejam purificadas, também nós precisamos cooperar e fazer parte desta obra divina de purificação, para que as almas benditas possam o quanto antes entrar no céu. Jesus, no Evangelho, poderia, mesmo sem o pedido do pai, curar a menina num simples estalar de dedos. Jesus, afinal, é Deus e bem sabia que a criança tinha morrido. Mas o Senhor quis “precisar” do pedido do pai, para que ele, por sua fé, participasse da cura da menina: “Eu creio, Jesus, Vós podeis impôr as mãos, e ela viverá”. Se pela participação do pai a menina ressuscitou, também nós, participando com nossas orações, fazemos as almas do Purgatório receber um toque da vida que as prepara para o céu. Façamos o firme propósito de fazer algo pelas almas do Purgatório não só às segundas-feiras, mas todos os dias, se for possível. Nossa Senhora, quando apareceu em Fátima, nos ensinou a fazer isso, acrescentando ao santo Terço aquela oração tão bonita:  Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno . Nessa parte se reza por quem? Pelos vivos, por aqueles que ainda podem ser salvos, para quem está nesse mundo;  Levai as almas todas para o céu : aqui se reza pelas almas do Purgatório, assim como no final:  e socorrei principalmente as que mais precisarem . Se Nossa Senhora nos ensina a rezar pela salvação dos vivos e pela purificação das almas do Purgatório, sigamos o conselho desta boa Mãe. São Jerônimo assegura que se a Santa Missa é oferecida por uma Alma do Purgatório, ela deixa de sofrer durante toda a celebração da mesma. Também garante que para cada Santa Missa haja muitas Almas que saem do Purgatório para subir ao Céu. Tende o olhar para as Bem-aventuradas Almas do Purgatório, a Igreja do Purgatório, que estendem a mão implorando esmola de misericórdia; Eles esperam a bondade de nós, mortais, para ajudá-los a aliviar sua dor e se libertar dessas terríveis prisões de tormento, onde eles purgam os pecados cometidos durante sua estada neste mundo. Nem sempre podemos praticar a caridade como o nosso coração gostaria, mas todos podemos ser grandes benfeitores das Almas do Purgatório: jovens e velhos, doentes e saudáveis, todos podemos ajudá-los com as nossas pequenas orações, Missas, comunhões, esmolas, indulgências e especialmente oferecendo nossas doenças. Lemos no Diário de Santa Gemma Galgani: “Seu anjo a estimulou nesse desejo de libertar essas almas. Um dia disse-lhe: “Há quanto tempo não rezas pelas almas do purgatório? Desde a manhã ele não havia implorado por eles. Ele me disse que gostaria que eu oferecesse tudo o que ele sofreu pelas almas do purgatório. Cada pequeno sofrimento os alivia, sim, filha, cada sacrifício, por menor que seja, os alivia.” Esperemos que a partir de hoje comeces a ser um fiel devoto das Almas do Purgatório, que, uma vez libertas das suas dores, serão levadas à presença de Deus, na companhia da Virgem e dos Santos, onde não há dúvida, eles vão se lembrar de você, que tanto os ajudou a alcançar a felicidade eterna. CIC 1032. Este ensinamento apoia-se também na prática da oração pelos defuntos, da qual já a sagrada escritura fala: Eis porque ele (Judas Macabeu) mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos do seu pecado (2Mc 12,46). Desde os primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em seu favor, em especial o sacrifício eucarístico (DS 856), a fim de que, purificados, eles possam chegar a visão beatifica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos. CIC 1030 Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade para entrarem na alegria do céu. CIC 1031 A igreja denomina purgatório, esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados. A Igreja formulou a doutrina da fé relativa ao purgatório sobretudo no Concílio de Florença (DS 1304) e de Trento (DS 1820;1580) Fazendo referência a certos textos da escritura, a Tradição da igreja fala de um fogo purificador. E explica: O fogo neste texto tem sentido metafórico e representa o juízo de Deus (cf. Sl 78, 5; 88, 47; 96,3) . O purgatório não é de fogo terreno, já que a alma, sendo espiritual, não pode ser atingida por esse fogo. No purgatório a alma vê com toda clareza a sua vida tíbia na terra, o seu amor insuficiente a Deus, e rejeita agora toda a incoerência a esse amor, vencendo assim as paixões que neste mundo se opuseram à vontade santa de Deus. Neste estado, a alma se arrepende até o extremo de suas negligências durante esta vida; e o amor a Deus extingue nela os afetos desregrados, de modo que ela se purifica. Desta forma, a alma sofre por ter sido negligente, e por atrasar assim, por culpa própria, o seu encontro definitivo com Deus. É um sofrimento nobre e espontâneo, inspirado pelo amor de Deus e horror ao pecado. Oração pelas almas do Purgatório. Ó DEUS de bondade e de Misericórdia, tende piedade das benditas almas dos fiéis, que estão sofrendo e que padecem no purgatório, aliviai as suas penas, dai-lhes, Senhor, o descanso Eterno, e Fazei nascer para elas a LUZ perpétua. Amém. Ó Maria, concebida sem pecado original, rogai por nós que recorremos a Vós. Ó Maria, concebida sem pecado original, rogai por nós que recorremos a Vós. Ó Maria, concebida sem pecado original, rogai por nós que recorremos a Vós. Oração de Santa Gertrudes pelas almas do Purgatório. Eterno Pai, Ofereço-Vos o Preciosíssimo Sangue de Vosso Divino Filho Jesus, em união com todas as Missas que hoje são celebradas em todo o mundo; por todas as Santas Almas do purgatório, pelos pecadores de todos os lugares, pelos pecadores de toda a Igreja, pelos de minha casa e de meus vizinhos. Amém. “Almas Aflitas” “Pai Eterno, eu vos ofereço o sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, intercedei pelas almas aflitas. E vós, almas aflitas, ide perante a Deus e pedi a graça que necessito (fazer o pedido)”. Rezar: Pai Nosso, Ave Maria e o Glória. “Dai Senhor as almas o descanso eterno e que a luz perpétua as ilumine. Descansem em paz. Amém”. Oração para fazer quando passar por um cemitério ℣. Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno. ℟. E que a luz perpétua às ilumine. ℣. Descansem em paz. ℟. Amém. Ave-Maria… Ladainha pelas almas do Purgatório Esta ladainha é uma das orações que a piedade dos fiéis suscitou em favor das almas que sofrem no Purgatório. Aproveitando este mês de novembro, particularmente dedicado aos Novíssimos, oferecemo-la a nossos leitores como uma possibilidade a mais para sufragarmos essas benditas almas. A oração foi retirada de um site em honra à Virgem de Fátima e levemente adaptada para esta publicação. Peçamos nesta ladainha a intercessão de todos os santos em favor das almas do Purgatório, a fim de que, pelos merecimentos de Jesus Cristo, sejam libertas de seus sofrimentos e admitidas sem demora na vida eterna. Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, tende piedade de nós . Senhor, tende piedade de nós . Jesus Cristo, ouvi-nos . Jesus Cristo, atendei-nos . Deus, Pai dos Céus, tende piedade de nós . Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós . Deus Espírito Santo, tende piedade de nós . Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós . Santa Maria, rogai pelas almas do Purgatório . Santa Mãe de Deus, rogai pelas almas do Purgatório . Santa Virgem das Virgens, rogai pelas almas do Purgatório . São Miguel, rogai pelas almas do Purgatório . Todos os Anjos e Arcanjos, rogai pelas almas do Purgatório . Todos os coros dos espíritos bem-aventurados, rogai pelas almas do Purgatório . Todos os Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelas almas do Purgatório . São João Batista, rogai pelas almas do Purgatório . São José, rogai pelas almas do Purgatório . São Pedro, rogai pelas almas do Purgatório . São João, rogai pelas almas do Purgatório . Todos os Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelas almas do Purgatório . Santo Estevão, rogai pelas almas do Purgatório . São Lourenço, rogai pelas almas do Purgatório . Todos os Santos Mártires, rogai pelas almas do Purgatório . São Gregório, rogai pelas almas do Purgatório . Santo Ambrósio, rogai pelas almas do Purgatório . Santo Agostinho, rogai pelas almas do Purgatório . São Jerônimo, rogai pelas almas do Purgatório . Todos os Santos Pontífices e Confessores, rogai pelas almas do Purgatório . Todos os Santos Doutores, rogai pelas almas do Purgatório . Todos os Santos Sacerdotes e Levitas, rogai pelas almas do Purgatório . Todos os Santos Monges e Eremitas, rogai pelas almas do Purgatório . Santa Maria Madalena, rogai pelas almas do Purgatório . Santa Catarina, rogai pelas almas do Purgatório . Santa Bárbara, rogai pelas almas do Purgatório . De vossa cólera, livrai-as, Senhor . Da severidade de vossa justiça, livrai-as, Senhor . Do verme roedor da consciência, livrai-as, Senhor . Das trevas espantosas, livrai-as, Senhor . Das lágrimas e gemidos, livrai-as, Senhor . Por vossa Encarnação, livrai-as, Senhor . Por vossa Santa Natividade, livrai-as, Senhor . Por vosso Nome dulcíssimo, livrai-as, Senhor . Por vosso Batismo e Santo Jejum, livrai-as, Senhor . Por vossa profunda humildade, livrai-as, Senhor . Por vossa grande obediência, livrai-as, Senhor . Por vosso infinito amor, livrai-as, Senhor . Por vossas angústias e sofrimentos, livrai-as, Senhor . Por vossa transpiração de sangue, livrai-as, Senhor . Por vossa Coroa de espinhos, livrai-as, Senhor . Por vossas Santas Chagas, livrai-as, Senhor . Por vossa Cruz e vossa Paixão, livrai-as, Senhor . Por vossa morte ignominiosa, livrai-as, Senhor . Por vossa Santa Ressurreição, livrai-as, Senhor . Por vossa admirável Ascensão, livrai-as, Senhor . Pela vinda do Espírito Santo consolador, livrai-as, Senhor . Ainda que pecadores, nós vos rogamos, ouvi-nos . Vós, que perdoastes a pecadora e ouvistes o bom ladrão, nós vos rogamos, ouvi-nos . Vós, que salvais por vossa graça, nós vos rogamos, ouvi-nos . Para que vos digneis libertar nossos parentes, amigos e benfeitores das chamas expiadoras, nós vos rogamos, ouvi-nos . Para que vos digneis libertar todos os fiéis defuntos de seus sofrimentos, nós vos rogamos, ouvi-nos . Para que vos digneis ter piedade daqueles que não têm neste mundo particulares intercessores, nós vos rogamos, ouvi-nos . Para que vos digneis perdoar a todos e libertá-los de suas penas, nós vos rogamos, ouvi-nos . Para que vos digneis atender os seus desejos, nós vos rogamos, ouvi-nos . Para que vos digneis admiti-los no Céu com os vossos eleitos, nós vos rogamos, ouvi-nos . Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,  dai-lhes o descanso eterno  (3x). Oremos: Ó Deus, Criador e Redentor do mundo, perdoai os pecados de vossos servos e servas que a negligência dos homens esquece no Purgatório. Possam as nossas satisfações obter para eles a libertação que tanto anseiam! Senhor, que com pesar nos castigais e nos ordenastes rezar por aqueles que amais, dignai-vos abrir o Céu para as almas que partiram deste mundo e concedei-lhes a posse do repouso e da felicidade eternas. Isto vos suplicamos pela intercessão de vossa Santa Mãe e de todos os Santos. Assim seja. 👉 Clique aqui e reze também a Novena pelas almas do Purgatório #Purgatório

  • Brasil está na lista dos países que menos frequentam a missa dominical

    Uma compilação de dados feita pelo Centro de Pesquisa Aplicada no Apostolado (CARA, na sigla em inglês), da Universidade de Georgetown, EUA, mostra que o Brasil, mesmo sendo o maior país católico do mundo, ocupa os últimos lugares na questão da fidelidade e frequência da Santa Missa aos Domingos, como é obrigação de todo católico. Por ACI Digital – Os dados vêm da World Values Survey (WVS), estudo internacional sobre crenças religiosas que se faz há décadas. Foram examinados pela CARA 36 países com grandes populações católicas. Os países foram classificados pela quantidade de católicos que dizem frequentar a missa uma vez por semana, como é obrigatório, ou, sem casamentos, funerais e batismos. Segundo a pesquisa , a Nigéria é o líder com 94% dos católicos nigerianos dizendo ir à missa uma vez por semana ou mais. No Quênia, a taxa é de 73% e no Líbano, 69%. Mais da metade de todos os católicos frequentam a missa uma ou mais vezes na semana nas Filipinas (56%), na Colômbia (54%), na Polônia (52%) e no Equador (50%). Com 8%, o Brasil tem uma das taxas mais baixas de católicos que cumprem o preceito entre os países pesquisados. Empata com a França e perde só da Holanda, com 7%. Leia também Católicos de aparência: um resultado alarmante Em 29 dos 36 países examinados, menos da metade dos que se declaram católicos vão à missa dominical. Os pesquisadores observam que o uso de declarações pessoais como critério pode inflar os números, que podem, na verdade, ser um pouco menores. Os dados da WVS não incluíram os EUA, mas os dados da pesquisa do CARA indicam que a porcentagem de católicos nos Estados Unidos que assistem à missa uma ou mais vezes na semana é de 17%, embora mais de três quartos dos católicos americanos se considerem uma “pessoa religiosa”. Abaixo disso, os níveis mais baixos de frequência semanal foram observados na Lituânia (16%), na Alemanha (14%), no Canadá (14%), na Letônia (11%) e na Suíça (11%). A Nigéria, campeã em católicos que vão à missa, é palco de ataques violentos contra cristãos por parte de terroristas muçulmanos. Ataques dentro de igrejas não são raros. Em junho do ano passado, homens armados que se acredita serem extremistas islâmicos abriram fogo contra fiéis católicos que participavam da missa de Pentecostes na Igreja Católica de São Francisco Xavier, no sudoeste da Nigéria, matando pelo menos 50 pessoas. Leia também Você sabia que a celebração da palavra NÃO substitui a Missa no Domingo? Brasil De acordo com a pesquisa, o Brasil está entre os países em que os adultos declaradamente católicos menos participam da Missa. Segundo o estudo, apenas 8% dos brasileiros entrevistados disseram que vão à Missa pelo menos uma vez na semana. Por outro lado, 82% dos brasileiros disseram que, independentemente de irem à igreja ou não, consideram-se pessoas “religiosas”. Correlação com riqueza A CARA também notou uma correlação entre fatores econômicos e comparecimento à Missa e concluiu que o catolicismo é mais forte no que costuma ser chamado de “mundo em desenvolvimento”, onde o PIB per capita é menor, e parece estar se contraindo nos países ‘desenvolvidos’ mais ricos. “Os mecanismos precisos associados ao desenvolvimento econômico e à riqueza que estão impactando a participação dos católicos na fé e a identificação como religiosos não são claros. O que quer que sejam, eles importam significativamente.”, diz o estudo. Sobre a queda dos católicos no Brasil A cada ano observamos estatísticas que mostram a diminuição dos católicos no Brasil, fazemos essa constatação não somente pelas estatísticas, mas principalmente pelo esvaziamento das filas de confissão e pela deterioração moral da sociedade com a qual convivemos diariamente. Mesmo com tantos sinais, pouco ouvimos falar sobre as principais razões da queda dos católicos no Brasil, nem mesmo a CNBB se preocupa, porém Dom Henrique Soares percebeu e neste breve comentário veio nos apresentar uma das principais causas! Para alguns, que participam de igrejas em grandes centros, pode parecer estranho falar na “queda de católicos” quando a igreja que frequentam está cheia, entretanto o número dos que não vão à Igreja é muito maior. São os chamados “Católicos de IBGE”. Uma pesquisa feita em 2018, sobre a situação religiosa e pastoral da Igreja na Arquidiocese de São Paulo, em preparação para o sínodo arquidiocesano de SP, mostrou que  apenas cerca de 5% (cinco por cento) dos católicos frequentam regularmente a Missa dominical ; outros cerca de 25% (vinte e cinco por cento) frequentam a Missa de vez em quando. E são cerca de 70% (setenta por cento) dos católicos paulistanos que não frequentam a Missa nunca, ou quase nunca. Antes de ler o comentário de Dom Henrique Soares, vamos entender o que são os católicos de IBGE e a realidade dos católicos no Brasil. CATÓLICOS DE IBGE Desde 1940, quando era estimado que quase 100% da população era católica (como vemos no gráfico do final da página), muita coisa mudou. A Igreja Católica perdeu espaço para protestantes, assim como outras denominações religiosas. Mesmo assim, atualmente mais de 60% dos brasileiros se declaram católicos. Porém, como poderemos ver mais abaixo, nem todo aquele que se diz católico, age realmente como católico. Vamos analisar algumas estimativas: No Brasil, aproximadamente 85% da população se diz cristã. Sendo aproximadamente 65% de católicos. Agora, se observarmos entre os católicos, apenas 5% dos que se declaram católicos frequentam a missa todos os domingos, como demonstrado na pesquisa realizada na Arquidiocese de São Paulo, o que é muito grave, pois frequentar a missa todos os domingos é um dos mais importantes mandamentos. Desses 5% que vão à missa todo domingo, muitos vivem de forma irregular, ou seja, fora da graça de Deus, o que significa que não podem receber a comunhão enquanto não regularizarem esta situação, muitas vezes sendo necessário uma drástica mudança de atitudes acompanhada da confissão sacramental. Alguns exemplos de irregularidades graves, frequentes entre católicos: Casais que vivem juntos sem serem casados, ou um casamento de segunda união… namoro indecente… filiação a partidos comunistas… defender o aborto ou ideologia de gênero… vivência da prática homossexual… Não se confessar periodicamente (a igreja recomenda que a confissão seja feita com frequência, ou seja, uma vez por mês), etc… Na pratica, fica abaixo de 1% o número daqueles que frequentam a missa todos os domingos e que buscam a confissão sacramental com frequência e vivem na graça de Deus, observando os mandamentos e a doutrina da santa Igreja. Com base nisso, é possível estimar que mais de 95% dos católicos no Brasil vivem em estado de pecado mortal sem se preocuparem com a própria salvação. Qualquer pecado grave nos faz perder a graça de Deus e nos torna merecedores do inferno. Por exemplo: – faltar missas dominicais ou de preceito por preguiça e/ou comodismo; – ter ódio do próximo; – frequentar falsas doutrinas; – viver em situação de adultério (amasiamento, segunda união), prática sexual fora do matrimônio, pornografia e masturbação, frequentar ambientes gravemente pecaminosos (boates, discotecas, carnavais, bailes funks, festas raves, etc.); – evitar filhos por meios artificiais; – abortar ou apoiar o aborto; – ingressar, apoiar ou votar em partidos ou organizações de cunho socialista/comunista ou que defendem o aborto e a ideologia de gênero; – prejudicar o próximo com calúnias e difamações; – etc, etc, etc… a lista é grande… (É sempre útil recordar que um pecado para ser grave, além da matéria grave, necessita que se tenha conhecimento de causa e vontade deliberada.  Para entender melhor sobre pecado mortal,  leia este artigo. ) Enfim, podemos chegar à conclusão que são muitos os que se declaram católicos, mas em muitos pontos não pensam e nem tem atitudes de católicos! Estes são os católicos de IBGE, que na teoria se declaram católicos mas que na prática acreditam que todas as religiões são boas… Que placa de igreja não salva ninguém… Que o que importa é o amor… Etc., o que difere daquilo que ensina a doutrina da Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Leia também: A TRANQUILIDADE DOS PECADORES DENTRO DE NOSSAS IGREJAS SOBRE A QUEDA DOS CATÓLICOS NO BRASIL Historicamente, nossa catequese deixou muito a desejar e nas últimas décadas piorou muito: é uma catequese de ideias vagas, mais ideológica que propositiva, ambígua, que não tem coragem de apresentar a fé com todas as letras… Ao invés, apresenta a opinião desse ou daquele teólogo… Assim, troca-se a clareza e simplicidade da fé católica (como o Catecismo a apresenta) por complicadas e inseguras explicações, fazendo a fé parecer uma questão de opinião e não uma certeza que vem de Deus; algo acessível a especialistas letrados e não aos simples mortais. Céu, inferno, anjos, diabo, purgatório, valor da missa, doutrina moral – cada padre diz uma coisa, cada um acha que pode construir sua verdade… Tudo tende a ser relativizado… Uma religião assim não segura ninguém e não atrai ninguém. Religião é lugar de experimentar a certeza que vem de Deus, não as dúvidas e vacilações dos tateamentos das opiniões humanas. É preciso que as opiniões cedam lugar à certeza da fé da Igreja! A Igreja não deve cair em falsas soluções de um cristianismo FROUXO e agradável ao mundo, de uma moral ao sabor da moda, de um ecumenismo compreendido de modo torto e de um diálogo inter-religioso que coloque Cristo no mesmo nível das outras tradições religiosas. Ecumenismo e diálogo religioso sim, mas de ACORDO COM A FÉ CATÓLICA! O remédio para a crise atual e o único verdadeiro futuro da Igreja é a fidelidade total e radical a Cristo, expressa na adesão total à fé católica. É imprescindível também melhorar e muito a formação dos nossos padres e religiosos. Como está, está ruim. Dom Henrique Soares Bispo da Diocese de Palmares – PE Leia também: O falso conceito de Caridade e a falsa confiança na Misericórdia é o que mais tem levado almas para o Inferno A VALORIZAÇÃO DA EUCARISTIA Arquidiocese de São Paulo, 20 de Junho de 2019 ( CNBB Reginal Sul 1 ) – Há dois anos, convocamos o primeiro sínodo arquidiocesano de São Paulo e, agora, já estamos no meio do caminho sinodal. A realização de um sínodo é uma experiência eclesial de grande importância e significado, cujos frutos confiamos à ação do Espírito Santo. Nosso sínodo é um “caminho de comunhão, conversão e renovação missionária” para toda a nossa Arquidiocese. Não existe conversão e renovação missionária, sem uma renovada valorização da Eucaristia na nossa Igreja. A celebração de hoje mostra-nos a estreita relação existente entre Eucaristia, Igreja e missão. A Eucaristia é o Sacramento do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, memorial de sua paixão, morte e ressurreição redentora. E a celebração da Eucaristia é o “Sacramento da Igreja”, que a torna visível, real e compreensível. A Igreja faz a Eucaristia mas, ainda mais, é a Eucaristia que faz a Igreja, comunidade dos discípulos reunidos com Jesus Cristo, alimentada, confortada e conduzida por Ele e sempre de novo enviada em missão. Por isso tudo, hoje desejo recordar a importância da celebração e da participação do Sacramento da Eucaristia e da Missa em nossas paróquias e comunidades. A participação na Missa dominical é um preceito da Igreja, que não foi abolido e deve ser levado bem a sério pelo povo católico. A pesquisa de 2018, sobre a situação religiosa e pastoral da nossa Igreja em São Paulo, mostrou que apenas cerca de 5% (cinco por cento) dos católicos frequentam regularmente a Missa dominical; outros cerca de 25% (vinte e cinco por cento) frequentam a Missa de vez em quando. E são cerca de 70% (setenta por cento) dos católicos paulistanos que não frequentam a Missa nunca, ou quase nunca. Isso é muito preocupante, pois a não participação regular na Santa Missa tem como consequências quase inevitáveis o distanciamento da Igreja, a não identificação com ela e com sua mensagem e missão, o desconhecimento de seu significado e de sua doutrina, a perda da fé católica e o indiferentismo religioso. A participação regular na Missa dominical é a melhor forma de “iniciação” à fé católica e à participação na vida da Igreja; ela oferece o alimento da fé, aprofunda a comunhão com Deus e com os irmãos, ajuda a sentir-se parte deste “povo de Deus” que crê, celebra, professa, espera e testemunha. Quem não participa regularmente da Missa dominical por onde alimenta sua fé católica? Caminha sozinho e se priva da força do testemunho da comunidade e não se alegra com essa comunidade. Com facilidade, perde o contato com a Igreja, vai se sentindo estranho a ela e tende a perder a fé católica. Portanto, nesta festa do Corpo e Sangue de Cristo, renovemos nossa fé neste sublime Mistério da fé. Peçamos o perdão, por não valorizarmos bastante esse presente de amor que Cristo nos deixou, para nos lembrarmos sempre dele, como ele nos recomendou: – “fazei isto em memória de mim”. E lhe agradeçamos por ter dado à sua Igreja este precioso dom. Cardeal Odilo Pedro Scherer Arcebispo Metropolitano de São Paulo

  • Brasil está na lista dos países que menos frequentam a missa dominical

    Uma compilação de dados feita pelo Centro de Pesquisa Aplicada no Apostolado (CARA, na sigla em inglês), da Universidade de Georgetown, EUA, mostra que o Brasil, mesmo sendo o maior país católico do mundo, ocupa os últimos lugares na questão da fidelidade e frequência da Santa Missa aos Domingos, como é obrigação de todo católico. Por ACI Digital – Os dados vêm da World Values Survey (WVS), estudo internacional sobre crenças religiosas que se faz há décadas. Foram examinados pela CARA 36 países com grandes populações católicas. Os países foram classificados pela quantidade de católicos que dizem frequentar a missa uma vez por semana, como é obrigatório, ou, sem casamentos, funerais e batismos. Segundo a pesquisa , a Nigéria é o líder com 94% dos católicos nigerianos dizendo ir à missa uma vez por semana ou mais. No Quênia, a taxa é de 73% e no Líbano, 69%. Mais da metade de todos os católicos frequentam a missa uma ou mais vezes na semana nas Filipinas (56%), na Colômbia (54%), na Polônia (52%) e no Equador (50%). Com 8%, o Brasil tem uma das taxas mais baixas de católicos que cumprem o preceito entre os países pesquisados. Empata com a França e perde só da Holanda, com 7%. Leia também Católicos de aparência: um resultado alarmante Em 29 dos 36 países examinados, menos da metade dos que se declaram católicos vão à missa dominical. Os pesquisadores observam que o uso de declarações pessoais como critério pode inflar os números, que podem, na verdade, ser um pouco menores. Os dados da WVS não incluíram os EUA, mas os dados da pesquisa do CARA indicam que a porcentagem de católicos nos Estados Unidos que assistem à missa uma ou mais vezes na semana é de 17%, embora mais de três quartos dos católicos americanos se considerem uma “pessoa religiosa”. Abaixo disso, os níveis mais baixos de frequência semanal foram observados na Lituânia (16%), na Alemanha (14%), no Canadá (14%), na Letônia (11%) e na Suíça (11%). A Nigéria, campeã em católicos que vão à missa, é palco de ataques violentos contra cristãos por parte de terroristas muçulmanos. Ataques dentro de igrejas não são raros. Em junho do ano passado, homens armados que se acredita serem extremistas islâmicos abriram fogo contra fiéis católicos que participavam da missa de Pentecostes na Igreja Católica de São Francisco Xavier, no sudoeste da Nigéria, matando pelo menos 50 pessoas. Leia também Você sabia que a celebração da palavra NÃO substitui a Missa no Domingo? Brasil De acordo com a pesquisa, o Brasil está entre os países em que os adultos declaradamente católicos menos participam da Missa. Segundo o estudo, apenas 8% dos brasileiros entrevistados disseram que vão à Missa pelo menos uma vez na semana. Por outro lado, 82% dos brasileiros disseram que, independentemente de irem à igreja ou não, consideram-se pessoas “religiosas”. Correlação com riqueza A CARA também notou uma correlação entre fatores econômicos e comparecimento à Missa e concluiu que o catolicismo é mais forte no que costuma ser chamado de “mundo em desenvolvimento”, onde o PIB per capita é menor, e parece estar se contraindo nos países ‘desenvolvidos’ mais ricos. “Os mecanismos precisos associados ao desenvolvimento econômico e à riqueza que estão impactando a participação dos católicos na fé e a identificação como religiosos não são claros. O que quer que sejam, eles importam significativamente.”, diz o estudo. Sobre a queda dos católicos no Brasil A cada ano observamos estatísticas que mostram a diminuição dos católicos no Brasil, fazemos essa constatação não somente pelas estatísticas, mas principalmente pelo esvaziamento das filas de confissão e pela deterioração moral da sociedade com a qual convivemos diariamente. Mesmo com tantos sinais, pouco ouvimos falar sobre as principais razões da queda dos católicos no Brasil, nem mesmo a CNBB se preocupa, porém Dom Henrique Soares percebeu e neste breve comentário veio nos apresentar uma das principais causas! Para alguns, que participam de igrejas em grandes centros, pode parecer estranho falar na “queda de católicos” quando a igreja que frequentam está cheia, entretanto o número dos que não vão à Igreja é muito maior. São os chamados “Católicos de IBGE”. Uma pesquisa feita em 2018, sobre a situação religiosa e pastoral da Igreja na Arquidiocese de São Paulo, em preparação para o sínodo arquidiocesano de SP, mostrou que  apenas cerca de 5% (cinco por cento) dos católicos frequentam regularmente a Missa dominical ; outros cerca de 25% (vinte e cinco por cento) frequentam a Missa de vez em quando. E são cerca de 70% (setenta por cento) dos católicos paulistanos que não frequentam a Missa nunca, ou quase nunca. Antes de ler o comentário de Dom Henrique Soares, vamos entender o que são os católicos de IBGE e a realidade dos católicos no Brasil. CATÓLICOS DE IBGE Desde 1940, quando era estimado que quase 100% da população era católica (como vemos no gráfico do final da página), muita coisa mudou. A Igreja Católica perdeu espaço para protestantes, assim como outras denominações religiosas. Mesmo assim, atualmente mais de 60% dos brasileiros se declaram católicos. Porém, como poderemos ver mais abaixo, nem todo aquele que se diz católico, age realmente como católico. Vamos analisar algumas estimativas: No Brasil, aproximadamente 85% da população se diz cristã. Sendo aproximadamente 65% de católicos. Agora, se observarmos entre os católicos, apenas 5% dos que se declaram católicos frequentam a missa todos os domingos, como demonstrado na pesquisa realizada na Arquidiocese de São Paulo, o que é muito grave, pois frequentar a missa todos os domingos é um dos mais importantes mandamentos. Desses 5% que vão à missa todo domingo, muitos vivem de forma irregular, ou seja, fora da graça de Deus, o que significa que não podem receber a comunhão enquanto não regularizarem esta situação, muitas vezes sendo necessário uma drástica mudança de atitudes acompanhada da confissão sacramental. Alguns exemplos de irregularidades graves, frequentes entre católicos: Casais que vivem juntos sem serem casados, ou um casamento de segunda união… namoro indecente… filiação a partidos comunistas… defender o aborto ou ideologia de gênero… vivência da prática homossexual… Não se confessar periodicamente (a igreja recomenda que a confissão seja feita com frequência, ou seja, uma vez por mês), etc… Na pratica, fica abaixo de 1% o número daqueles que frequentam a missa todos os domingos e que buscam a confissão sacramental com frequência e vivem na graça de Deus, observando os mandamentos e a doutrina da santa Igreja. Com base nisso, é possível estimar que mais de 95% dos católicos no Brasil vivem em estado de pecado mortal sem se preocuparem com a própria salvação. Qualquer pecado grave nos faz perder a graça de Deus e nos torna merecedores do inferno. Por exemplo: – faltar missas dominicais ou de preceito por preguiça e/ou comodismo; – ter ódio do próximo; – frequentar falsas doutrinas; – viver em situação de adultério (amasiamento, segunda união), prática sexual fora do matrimônio, pornografia e masturbação, frequentar ambientes gravemente pecaminosos (boates, discotecas, carnavais, bailes funks, festas raves, etc.); – evitar filhos por meios artificiais; – abortar ou apoiar o aborto; – ingressar, apoiar ou votar em partidos ou organizações de cunho socialista/comunista ou que defendem o aborto e a ideologia de gênero; – prejudicar o próximo com calúnias e difamações; – etc, etc, etc… a lista é grande… (É sempre útil recordar que um pecado para ser grave, além da matéria grave, necessita que se tenha conhecimento de causa e vontade deliberada.  Para entender melhor sobre pecado mortal,  leia este artigo. ) Enfim, podemos chegar à conclusão que são muitos os que se declaram católicos, mas em muitos pontos não pensam e nem tem atitudes de católicos! Estes são os católicos de IBGE, que na teoria se declaram católicos mas que na prática acreditam que todas as religiões são boas… Que placa de igreja não salva ninguém… Que o que importa é o amor… Etc., o que difere daquilo que ensina a doutrina da Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Leia também: A TRANQUILIDADE DOS PECADORES DENTRO DE NOSSAS IGREJAS SOBRE A QUEDA DOS CATÓLICOS NO BRASIL Historicamente, nossa catequese deixou muito a desejar e nas últimas décadas piorou muito: é uma catequese de ideias vagas, mais ideológica que propositiva, ambígua, que não tem coragem de apresentar a fé com todas as letras… Ao invés, apresenta a opinião desse ou daquele teólogo… Assim, troca-se a clareza e simplicidade da fé católica (como o Catecismo a apresenta) por complicadas e inseguras explicações, fazendo a fé parecer uma questão de opinião e não uma certeza que vem de Deus; algo acessível a especialistas letrados e não aos simples mortais. Céu, inferno, anjos, diabo, purgatório, valor da missa, doutrina moral – cada padre diz uma coisa, cada um acha que pode construir sua verdade… Tudo tende a ser relativizado… Uma religião assim não segura ninguém e não atrai ninguém. Religião é lugar de experimentar a certeza que vem de Deus, não as dúvidas e vacilações dos tateamentos das opiniões humanas. É preciso que as opiniões cedam lugar à certeza da fé da Igreja! A Igreja não deve cair em falsas soluções de um cristianismo FROUXO e agradável ao mundo, de uma moral ao sabor da moda, de um ecumenismo compreendido de modo torto e de um diálogo inter-religioso que coloque Cristo no mesmo nível das outras tradições religiosas. Ecumenismo e diálogo religioso sim, mas de ACORDO COM A FÉ CATÓLICA! O remédio para a crise atual e o único verdadeiro futuro da Igreja é a fidelidade total e radical a Cristo, expressa na adesão total à fé católica. É imprescindível também melhorar e muito a formação dos nossos padres e religiosos. Como está, está ruim. Dom Henrique Soares Bispo da Diocese de Palmares – PE Leia também: O falso conceito de Caridade e a falsa confiança na Misericórdia é o que mais tem levado almas para o Inferno A VALORIZAÇÃO DA EUCARISTIA Arquidiocese de São Paulo, 20 de Junho de 2019 ( CNBB Reginal Sul 1 ) – Há dois anos, convocamos o primeiro sínodo arquidiocesano de São Paulo e, agora, já estamos no meio do caminho sinodal. A realização de um sínodo é uma experiência eclesial de grande importância e significado, cujos frutos confiamos à ação do Espírito Santo. Nosso sínodo é um “caminho de comunhão, conversão e renovação missionária” para toda a nossa Arquidiocese. Não existe conversão e renovação missionária, sem uma renovada valorização da Eucaristia na nossa Igreja. A celebração de hoje mostra-nos a estreita relação existente entre Eucaristia, Igreja e missão. A Eucaristia é o Sacramento do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, memorial de sua paixão, morte e ressurreição redentora. E a celebração da Eucaristia é o “Sacramento da Igreja”, que a torna visível, real e compreensível. A Igreja faz a Eucaristia mas, ainda mais, é a Eucaristia que faz a Igreja, comunidade dos discípulos reunidos com Jesus Cristo, alimentada, confortada e conduzida por Ele e sempre de novo enviada em missão. Por isso tudo, hoje desejo recordar a importância da celebração e da participação do Sacramento da Eucaristia e da Missa em nossas paróquias e comunidades. A participação na Missa dominical é um preceito da Igreja, que não foi abolido e deve ser levado bem a sério pelo povo católico. A pesquisa de 2018, sobre a situação religiosa e pastoral da nossa Igreja em São Paulo, mostrou que apenas cerca de 5% (cinco por cento) dos católicos frequentam regularmente a Missa dominical; outros cerca de 25% (vinte e cinco por cento) frequentam a Missa de vez em quando. E são cerca de 70% (setenta por cento) dos católicos paulistanos que não frequentam a Missa nunca, ou quase nunca. Isso é muito preocupante, pois a não participação regular na Santa Missa tem como consequências quase inevitáveis o distanciamento da Igreja, a não identificação com ela e com sua mensagem e missão, o desconhecimento de seu significado e de sua doutrina, a perda da fé católica e o indiferentismo religioso. A participação regular na Missa dominical é a melhor forma de “iniciação” à fé católica e à participação na vida da Igreja; ela oferece o alimento da fé, aprofunda a comunhão com Deus e com os irmãos, ajuda a sentir-se parte deste “povo de Deus” que crê, celebra, professa, espera e testemunha. Quem não participa regularmente da Missa dominical por onde alimenta sua fé católica? Caminha sozinho e se priva da força do testemunho da comunidade e não se alegra com essa comunidade. Com facilidade, perde o contato com a Igreja, vai se sentindo estranho a ela e tende a perder a fé católica. Portanto, nesta festa do Corpo e Sangue de Cristo, renovemos nossa fé neste sublime Mistério da fé. Peçamos o perdão, por não valorizarmos bastante esse presente de amor que Cristo nos deixou, para nos lembrarmos sempre dele, como ele nos recomendou: – “fazei isto em memória de mim”. E lhe agradeçamos por ter dado à sua Igreja este precioso dom. Cardeal Odilo Pedro Scherer Arcebispo Metropolitano de São Paulo

  • Câmara de Cachoeira Paulista cria feriado em homenagem ao Monsenhor Jonas Abib

    O projeto foi aprovado por unanimidade durante sessão realizada nesta terça-feira (24). Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa ser sancionado pelo prefeito. A Câmara Municipal de Cachoeira Paulista aprovou um projeto de lei nesta terça-feira (24), que torna o dia 12 de dezembro feriado municipal, em homenagem ao Monsenhor Jonas Abib. O projeto foi votado durante uma sessão ordinária e foi aprovado por unanimidade. A data escolhida para o feriado é o dia em que o Monsenhor morreu. Apesar de aprovado na Câmara, o projeto ainda precisa ser sancionado para que entre em vigor. O prazo estimado é que em até 15 dias o projeto seja avaliado pelo prefeito da cidade, para decidir se a proposta será sancionada ou não. O projeto de lei tem autoria de três vereadores, Rogéria Lucas (PODE), Felipe Piscina (União) e Agenor do Todico (PL). Monsenhor Jonas Abib, fundador da Comunidade Católica Canção Nova, morreu aos 85 anos, em Cachoeira Paulista (SP), no dia 12 de dezembro. A causa da morte foi insuficiência respiratória por broncoaspiração e disfagia motora. Conheça mais e emocione-se assistindo este documentário especial em série sobre a vida do Padre Jonas Abib. Clique aqui. Com informações de G1

  • Câmara de Cachoeira Paulista cria feriado em homenagem ao Monsenhor Jonas Abib

    O projeto foi aprovado por unanimidade durante sessão realizada nesta terça-feira (24). Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa ser sancionado pelo prefeito. A Câmara Municipal de Cachoeira Paulista aprovou um projeto de lei nesta terça-feira (24), que torna o dia 12 de dezembro feriado municipal, em homenagem ao Monsenhor Jonas Abib. O projeto foi votado durante uma sessão ordinária e foi aprovado por unanimidade. A data escolhida para o feriado é o dia em que o Monsenhor morreu. Apesar de aprovado na Câmara, o projeto ainda precisa ser sancionado para que entre em vigor. O prazo estimado é que em até 15 dias o projeto seja avaliado pelo prefeito da cidade, para decidir se a proposta será sancionada ou não. O projeto de lei tem autoria de três vereadores, Rogéria Lucas (PODE), Felipe Piscina (União) e Agenor do Todico (PL). Monsenhor Jonas Abib, fundador da Comunidade Católica Canção Nova, morreu aos 85 anos, em Cachoeira Paulista (SP), no dia 12 de dezembro. A causa da morte foi insuficiência respiratória por broncoaspiração e disfagia motora. Conheça mais e emocione-se assistindo este documentário especial em série sobre a vida do Padre Jonas Abib. Clique aqui. Com informações de G1

  • Sacristão é morto e padre é ferido a facadas no sul da Espanha

    “Pouco antes das 20h, uma pessoa executou um ataque com arma branca”, informou, em nota o Ministério do Interior Um sacristão foi morto a facadas e várias pessoas ficaram feridas, incluindo um sacerdote, em um ataque executado nesta quarta-feira (25) em uma igreja de Algeciras, na Andaluzia, sul da Espanha, investigado como ato suspeito de “terrorismo”, informaram a polícia e a justiça à AFP. A investigação está a cargo de um juiz da Audiência Nacional, instância responsável pelos casos de terrorismo, informou o Ministério Público espanhol. Uma fonte policial informou que o morto era o sacristão de uma igreja e entre os feridos estava o sacerdote. “Pouco antes das 20h, uma pessoa executou um ataque com arma branca”, informou o MP em nota. “O ataque ocorreu na Igreja de San Isidro”, em Algeciras, na província de Cádiz, deixando “um ferido grave, enquanto a pessoa que morreu foi (assassinada) no exterior” do templo, acrescentou a pasta. “O agressor foi detido e está sob custódia da Polícia Nacional”, prosseguiu. Uma fonte da polícia informou à AFP que o agressor vestia uma jelaba, traje tradicional árabe, e “gritou alguma coisa” no momento do ataque. Segundo a imprensa local, baseada em relatos de testemunhas oculares, o agressor estava armado com um facão com o qual matou o sacristão. O presidente do governo andaluz, Juan Manuel Moreno, descreveu o ataque como “terrível e devastador”. “Assassinaram um sacristão e feriram, pelo menos, outro sacerdote em um ataque ocorrido em Algeciras”, explicou, antes de pedir que se evite tirar conclusões precipitadas e adotar reações intempestivas. “Prudência, os fatos estão sendo investigados”, recomendou. * AFP Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Templário de Maria (@templariodemaria)

  • Sacristão é morto e padre é ferido a facadas no sul da Espanha

    “Pouco antes das 20h, uma pessoa executou um ataque com arma branca”, informou, em nota o Ministério do Interior Um sacristão foi morto a facadas e várias pessoas ficaram feridas, incluindo um sacerdote, em um ataque executado nesta quarta-feira (25) em uma igreja de Algeciras, na Andaluzia, sul da Espanha, investigado como ato suspeito de “terrorismo”, informaram a polícia e a justiça à AFP. A investigação está a cargo de um juiz da Audiência Nacional, instância responsável pelos casos de terrorismo, informou o Ministério Público espanhol. Uma fonte policial informou que o morto era o sacristão de uma igreja e entre os feridos estava o sacerdote. “Pouco antes das 20h, uma pessoa executou um ataque com arma branca”, informou o MP em nota. “O ataque ocorreu na Igreja de San Isidro”, em Algeciras, na província de Cádiz, deixando “um ferido grave, enquanto a pessoa que morreu foi (assassinada) no exterior” do templo, acrescentou a pasta. “O agressor foi detido e está sob custódia da Polícia Nacional”, prosseguiu. Uma fonte da polícia informou à AFP que o agressor vestia uma jelaba, traje tradicional árabe, e “gritou alguma coisa” no momento do ataque. Segundo a imprensa local, baseada em relatos de testemunhas oculares, o agressor estava armado com um facão com o qual matou o sacristão. O presidente do governo andaluz, Juan Manuel Moreno, descreveu o ataque como “terrível e devastador”. “Assassinaram um sacristão e feriram, pelo menos, outro sacerdote em um ataque ocorrido em Algeciras”, explicou, antes de pedir que se evite tirar conclusões precipitadas e adotar reações intempestivas. “Prudência, os fatos estão sendo investigados”, recomendou. * AFP Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Templário de Maria (@templariodemaria)

  • Bento XVI denuncia a existência de ‘clubes gays’ em seminários

    Em seu livro póstumo denominado: “O que é o Cristianismo?”, Bento XVI faz uma dura revelação: seminários foram transformados em clubes homossexuais. Por Infovaticana – O recém-falecido Bento XVI continua a lutar, mesmo depois de sua morte. Em seu livro póstumo, lançado há poucos dias em Italiano – se chama “Che cos’è il cristianesimo” (“O que é o cristianismo”, em tradução literal), confirma o que tantas vezes foi denunciado e tantas vezes escondido: a existência de redes homossexuais no clero católico. Havia um elefante na sala, para usar o conhecido clichê, no contínuo e interminável escândalo de abuso sexual por parte do clero e seu acobertamento pela hierarquia, e o elefante é rosa. Quando, após a explosão do caso McCarrick, um minissínodo foi convocado em Roma para tratar dessa praga que aflige o clero católico há décadas, a reunião acabou identificando o culpado: o clericalismo. Para chegar a essa constatação desconcertante, foi preciso pisar no óbvio, contido em todos os relatórios sobre os casos de abuso, a saber: mais de 80% dos casos relatados eram homossexuais. Não eram, em sua maioria, casos de pedofilia a rigor, pois as vítimas menores não eram geralmente crianças, mas adolescentes e jovens, em sua maioria homens. Isso deveria significar alguma coisa, mas foi preferível ignorar. Ele calculou que monsenhor Viganò, arcebispo, o mais alto hierarca, foi o primeiro (e o único?) a denunciar pública e abertamente a existência de infiltração homossexual no clero católico que, logicamente, começou nos seminários. Mas Viganò é, no final das contas, um dissidente demonizado. Agora, porém, é um verdadeiro Papa, mesmo que seja um Papa falecido, que confirma o mal. Num dos textos do livro póstumo O que é o cristianismo, Ratzinger denuncia a existência de “clubes homossexuais” em vários seminários, referindo-se a grupos que “agiam mais ou menos abertamente e transformavam claramente o clima” nas escolas para padres. “Em um seminário no sul da Alemanha, os candidatos ao sacerdócio e os candidatos ao serviço leigo viviam juntos”, diz Bento XVI. “Durante as refeições conjuntas, os seminaristas ficavam juntos com representantes pastorais casados, acompanhados em parte por esposas e filhos e, em alguns casos, até por namoradas. O clima do seminário não ajudava na formação sacerdotal. Mais tarde, Bento XVI revela que um bispo até permitiu a exibição de “filmes pornográficos a seminaristas, presumivelmente com a intenção de capacitá-los a resistir a comportamentos contrários à fé”. O lançamento do volume acontece paralelamente à chegada às livrarias de um livro no qual o papa Francisco comenta a homossexualidade e afirma que “Deus não renega nenhum de seus filhos”, evidenciando a grande diferença entre conservadores e progressistas na Igreja. Na carta em que pedia a publicação desses textos apenas depois de sua morte, Bento 16 afirmou que não queria mais divulgar nada em vida devido à oposição que sofria em seu próprio país. “A fúria dos grupos contrários a mim na Alemanha é tão forte que o surgimento de qualquer palavra minha provoca imediatamente uma gritaria assassina”, disse. Rezemos pela Santa Igreja e pelas santas vocações. 🙏 #BentoXVI #PapaBentoXVI

  • Bento XVI denuncia a existência de ‘clubes gays’ em seminários

    Em seu livro póstumo denominado: “O que é o Cristianismo?”, Bento XVI faz uma dura revelação: seminários foram transformados em clubes homossexuais. Por Infovaticana – O recém-falecido Bento XVI continua a lutar, mesmo depois de sua morte. Em seu livro póstumo, lançado há poucos dias em Italiano – se chama “Che cos’è il cristianesimo” (“O que é o cristianismo”, em tradução literal), confirma o que tantas vezes foi denunciado e tantas vezes escondido: a existência de redes homossexuais no clero católico. Havia um elefante na sala, para usar o conhecido clichê, no contínuo e interminável escândalo de abuso sexual por parte do clero e seu acobertamento pela hierarquia, e o elefante é rosa. Quando, após a explosão do caso McCarrick, um minissínodo foi convocado em Roma para tratar dessa praga que aflige o clero católico há décadas, a reunião acabou identificando o culpado: o clericalismo. Para chegar a essa constatação desconcertante, foi preciso pisar no óbvio, contido em todos os relatórios sobre os casos de abuso, a saber: mais de 80% dos casos relatados eram homossexuais. Não eram, em sua maioria, casos de pedofilia a rigor, pois as vítimas menores não eram geralmente crianças, mas adolescentes e jovens, em sua maioria homens. Isso deveria significar alguma coisa, mas foi preferível ignorar. Ele calculou que monsenhor Viganò, arcebispo, o mais alto hierarca, foi o primeiro (e o único?) a denunciar pública e abertamente a existência de infiltração homossexual no clero católico que, logicamente, começou nos seminários. Mas Viganò é, no final das contas, um dissidente demonizado. Agora, porém, é um verdadeiro Papa, mesmo que seja um Papa falecido, que confirma o mal. Num dos textos do livro póstumo O que é o cristianismo, Ratzinger denuncia a existência de “clubes homossexuais” em vários seminários, referindo-se a grupos que “agiam mais ou menos abertamente e transformavam claramente o clima” nas escolas para padres. “Em um seminário no sul da Alemanha, os candidatos ao sacerdócio e os candidatos ao serviço leigo viviam juntos”, diz Bento XVI. “Durante as refeições conjuntas, os seminaristas ficavam juntos com representantes pastorais casados, acompanhados em parte por esposas e filhos e, em alguns casos, até por namoradas. O clima do seminário não ajudava na formação sacerdotal. Mais tarde, Bento XVI revela que um bispo até permitiu a exibição de “filmes pornográficos a seminaristas, presumivelmente com a intenção de capacitá-los a resistir a comportamentos contrários à fé”. O lançamento do volume acontece paralelamente à chegada às livrarias de um livro no qual o papa Francisco comenta a homossexualidade e afirma que “Deus não renega nenhum de seus filhos”, evidenciando a grande diferença entre conservadores e progressistas na Igreja. Na carta em que pedia a publicação desses textos apenas depois de sua morte, Bento 16 afirmou que não queria mais divulgar nada em vida devido à oposição que sofria em seu próprio país. “A fúria dos grupos contrários a mim na Alemanha é tão forte que o surgimento de qualquer palavra minha provoca imediatamente uma gritaria assassina”, disse. Rezemos pela Santa Igreja e pelas santas vocações. 🙏 #BentoXVI #PapaBentoXVI

  • Canal do Centro Dom Bosco é excluído do YouTube

    A Associação Centro Dom Bosco, organização leiga católica com sede no Rio de Janeiro, teve sua conta na plataforma Youtube encerrada “na madrugada” de ontem (19), depois de publicar um vídeo no dia 18 de janeiro, com o título: “CNBB coloca o governo Lula contra a parede!” Na chamada do vídeo que foi excluído pelo Youtube, o Centro Dom Bosco havia informado que “a CNBB” havia divulgado uma ‘nota em defesa da vida’ e que a Conferência disse que o atual governo “está contradizendo as suas promessas de campanha”. A Associação Centro Dom Bosco foi fundada em 2016 para “ajudar a resgatar” a “tradição da igreja Católica por meio de livros, aulas e iniciativas apologéticas”. Após o encerramento da conta no Youtube, Alvaro Mendes, vice-presidente do Centro Dom Bosco fez um pronunciamento ontem (19), às 20h: “o nosso Youtube foi deletado sem qualquer explicação ou possibilidade de defesa, de modo que ainda não sabemos a razão do ocorrido”. Para o CDB, “o país já vive em um estado de exceção” e acredita “que as profecias de Nossa Senhora em Cimbres e de Nossa Senhora das Lágrimas, em Campinas estão se concretizando”, disse Mendes. As aparições de Nossa Senhora em Cimbres, no distrito de Pesqueira (PE), aconteceu em 1930, onde a Virgem Maria, sob o título de Nossa Senhora das Graças apareceu para duas jovens, Maria da Luz (que se tornou a religiosa irmã Adélia) e Maria da Conceição, prevenindo elas no dia 15 de setembro de 1936, que “se não rezarem e não fizerem penitência, o comunismo virá ao Brasil”. A aparição de Nossa Senhora das Lágrimas e a Sua entrega da Coroa (ou Rosário) das Lágrimas ocorreu no dia 8 de março de 1930, a Irmã Amália de Jesus Flagelado, quando ela estava rezando na capela do convento. Nossa Senhora se apresentou a ela com uma túnica violeta, um manto azul e um véu branco que cobria seu peito e ombros. E sorrindo, se aproximou da religiosa e entregou um rosário e depois disse a ela: “Este é o rosário de Minhas lágrimas que foi prometido pelo Meu Filho ao nosso querido Instituto como uma parte de seu legado. Ele também já lhe deu as orações. Meu Filho quer me honrar especialmente com essas invocações e, além disso, Ele concederá todos os favores que forem pedidos pelos merecimentos de minhas lágrimas. Este rosário alcançará a conversão de muitos pecadores, especialmente dos possuídos pelo demônio. Uma especial graça está reservada para o Instituto de Jesus Crucificado, principalmente a conversão de vários membros de uma parte dissidente da Igreja. Por meio deste rosário o demônio será derrotado e o poder do inferno destruído. Arme-se para a grande batalha”. “Isto significa dizer que todos aqueles que defenderem a fé no Brasil sofrerão perseguições cada vez mais violentas”, disse Mendes. Pedro Luiz de Affonseca, presidente do Centro Dom Bosco, informou a ACI Digital que eles ainda não têm “certeza do que aconteceu”. “Nós ainda não sabemos se foi um ato de censura ou se foi um ataque cibernético. Os nossos advogados já foram acionados e esperamos ter informações mais concretas e definitivas, em breve”. Durante o pronunciamento, Mendes disse que, a partir de agora, o Centro Dom Bosco irá investir “em uma plataforma independente de todas as redes sociais”. “Graças ao trabalho sério que realizamos até o presente momento, foi possível construir uma relação sólida com os fiéis católicos de norte a sul do país, traduzida em mais de 410 mil inscritos em nosso canal de Youtube, sempre dispostos a acompanhar os vídeos publicados. Nosso alcance mensal atingiu milhões de pessoas, incontáveis almas que, todos os dias, mandam-nos mensagens de agradecimentos pelas aulas assistidas”, destacou o vice-presidente do CDB.

  • Canal do Centro Dom Bosco é excluído do YouTube

    A Associação Centro Dom Bosco, organização leiga católica com sede no Rio de Janeiro, teve sua conta na plataforma Youtube encerrada “na madrugada” de ontem (19), depois de publicar um vídeo no dia 18 de janeiro, com o título: “CNBB coloca o governo Lula contra a parede!” Na chamada do vídeo que foi excluído pelo Youtube, o Centro Dom Bosco havia informado que “a CNBB” havia divulgado uma ‘nota em defesa da vida’ e que a Conferência disse que o atual governo “está contradizendo as suas promessas de campanha”. A Associação Centro Dom Bosco foi fundada em 2016 para “ajudar a resgatar” a “tradição da igreja Católica por meio de livros, aulas e iniciativas apologéticas”. Após o encerramento da conta no Youtube, Alvaro Mendes, vice-presidente do Centro Dom Bosco fez um pronunciamento ontem (19), às 20h: “o nosso Youtube foi deletado sem qualquer explicação ou possibilidade de defesa, de modo que ainda não sabemos a razão do ocorrido”. Para o CDB, “o país já vive em um estado de exceção” e acredita “que as profecias de Nossa Senhora em Cimbres e de Nossa Senhora das Lágrimas, em Campinas estão se concretizando”, disse Mendes. As aparições de Nossa Senhora em Cimbres, no distrito de Pesqueira (PE), aconteceu em 1930, onde a Virgem Maria, sob o título de Nossa Senhora das Graças apareceu para duas jovens, Maria da Luz (que se tornou a religiosa irmã Adélia) e Maria da Conceição, prevenindo elas no dia 15 de setembro de 1936, que “se não rezarem e não fizerem penitência, o comunismo virá ao Brasil”. A aparição de Nossa Senhora das Lágrimas e a Sua entrega da Coroa (ou Rosário) das Lágrimas ocorreu no dia 8 de março de 1930, a Irmã Amália de Jesus Flagelado, quando ela estava rezando na capela do convento. Nossa Senhora se apresentou a ela com uma túnica violeta, um manto azul e um véu branco que cobria seu peito e ombros. E sorrindo, se aproximou da religiosa e entregou um rosário e depois disse a ela: “Este é o rosário de Minhas lágrimas que foi prometido pelo Meu Filho ao nosso querido Instituto como uma parte de seu legado. Ele também já lhe deu as orações. Meu Filho quer me honrar especialmente com essas invocações e, além disso, Ele concederá todos os favores que forem pedidos pelos merecimentos de minhas lágrimas. Este rosário alcançará a conversão de muitos pecadores, especialmente dos possuídos pelo demônio. Uma especial graça está reservada para o Instituto de Jesus Crucificado, principalmente a conversão de vários membros de uma parte dissidente da Igreja. Por meio deste rosário o demônio será derrotado e o poder do inferno destruído. Arme-se para a grande batalha”. “Isto significa dizer que todos aqueles que defenderem a fé no Brasil sofrerão perseguições cada vez mais violentas”, disse Mendes. Pedro Luiz de Affonseca, presidente do Centro Dom Bosco, informou a ACI Digital que eles ainda não têm “certeza do que aconteceu”. “Nós ainda não sabemos se foi um ato de censura ou se foi um ataque cibernético. Os nossos advogados já foram acionados e esperamos ter informações mais concretas e definitivas, em breve”. Durante o pronunciamento, Mendes disse que, a partir de agora, o Centro Dom Bosco irá investir “em uma plataforma independente de todas as redes sociais”. “Graças ao trabalho sério que realizamos até o presente momento, foi possível construir uma relação sólida com os fiéis católicos de norte a sul do país, traduzida em mais de 410 mil inscritos em nosso canal de Youtube, sempre dispostos a acompanhar os vídeos publicados. Nosso alcance mensal atingiu milhões de pessoas, incontáveis almas que, todos os dias, mandam-nos mensagens de agradecimentos pelas aulas assistidas”, destacou o vice-presidente do CDB.

  • EM NOTA, CNBB CONDENA POSTURA PRÓ ABORTO DO GOVERNO LULA

    Na mesma semana em que a CNBB finalmente emitiu uma nota contra o avanço do terrível mal do aborto no Brasil, também tivemos notas de bispos em apoio ao governo e ainda fizeram pouco caso do avanço do aborto, como pode ser visto nesta matéria. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou na manhã desta quarta-feira, 18 de janeiro, uma nota na qual manifesta reprovação a toda e qualquer iniciativa que sinalize para a flexibilização do aborto a exemplo das últimas medidas do Ministério da Saúde, constantes da Portaria GM/MS de nº 13, publicada no último dia 13. A portaria permitiu a desvinculação do Brasil com a Convenção de Genebra e a revogação de outra portaria que determina a comunicação do aborto por estupro às autoridades policiais. A Nota da CNBB pede esclarecimento do Governo Federal considerando que a defesa do nascituro foi compromisso assumido em campanha. No documento, a CNBB reitera que “a hora pede sensatez e equilíbrio para a efetiva busca da paz e reforça que é preciso lembrar que qualquer atentado contra a vida é também uma agressão ao Estado Democrático de Direito e configura ataques à dignidade e ao bem-estar social”. Confira, abaixo, a íntegra do documento. Em contraste à nota emitida pela CNBB, nesta semana tivemos também uma nota assinada pelo bispo da diocese de Governador Valadares – MG, na qual demonstra apoio ao governo, e ainda demonstrou desdém com relação à defesa da vida. É possível ler a nota do bispo da diocese de Valadares na íntegra, no final da matéria. Leia também: PT E CRISTIANISMO: CASAMENTO IMPOSSÍVEL A VIDA EM PRIMEIRO LUGAR Nota da CNBB “Diante de vós, a vida e a morte. Escolhe a vida!” (cf. Dt 30,19) A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) não concorda e manifesta sua reprovação a toda e qualquer iniciativa que sinalize para a flexibilização do aborto. Assim, as últimas medidas, a exemplo da desvinculação do Brasil com a Convenção de Genebra e a revogação da portaria que determina a comunicação do aborto por estupro às autoridades policiais, precisam ser esclarecidas pelo Governo Federal considerando que a defesa do nascituro foi compromisso assumido em campanha. A hora pede sensatez e equilíbrio para a efetiva busca da paz. É preciso lembrar que qualquer atentado contra a vida é também uma agressão ao Estado Democrático de Direito e configura ataques à dignidade e ao bem-estar social. A Igreja, sem vínculo com partido ou ideologia, fiel ao seu Mestre, clama para que todos se unam na defesa e na proteção da vida em todas as suas etapas – missão que exige compromisso com os pobres, com as gestantes e suas famílias, especialmente com a vida indefesa em gestação. Não, contundente, ao aborto! Possamos estar unidos na promoção da dignidade de todo ser humano. Brasília-DF, 18 de janeiro de 2023 Dom Walmor Oliveira de Azevedo Arcebispo de Belo Horizonte (MG) Presidente da CNBB Dom Jaime Spengler Arcebispo de Porto Alegre (RS) Primeiro Vice-Presidente da CNBB Dom Mário Antônio da Silva Arcebispo de Cuiabá (MT) Segundo Vice-Presidente da CNBB Dom Joel Portella Amado Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ) Secretário-geral da CNBB Leia também Padre Léo sobre Lula: “Se transformou em um instrumento do encardido!” BISPO DE GOVERNADOR VALADARES EMITE APOIO A LULA E DIZ: “ABORTA QUEM QUER” Em contraste à nota emitida pela CNBB, nesta semana tivemos também uma nota assinada pelo bispo da diocese de Governador Valadares – MG, na qual demonstra apoio ao governo, e ainda demonstrou desdém com relação à defesa da vida. Amados irmãos, amadas irmãs! Nos últimos tempos, o povo brasileiro tem convivido com muita tensão e agressividade por causa da polarização política. Passadas as Eleições e com a posse do novo Governo, é hora de reconstruirmos as relações que foram feridas ou desfeitas, inclusive entre cristãos e católicos. É hora de retomarmos a vida com esperança de dias melhores, sem medo do comunismo, mesmo porque o presidente eleito já esteve no poder por dois mandatos e o seu partido, por quatro mandatos, e nada disso aconteceu. Nada de medo! É hora de termos fé e confiança em Deus, que tem o comando de tudo. Não podemos nos esquecer de que todo extremismo é ruim, tanto o de esquerda como o de direita. Porém, temos que ter medo, não do comunismo, um movimento extremista de esquerda, que está quase extinto. Temos que ter medo é do fascismo, movimento de extrema direita, cujos defensores instrumentalizam a Pátria, a Família e a Religião a serviço dos seus interesses políticos, econômicos e ideológicos; pessoas que defendem a intervenção militar e o armamento da população; que invadem e destroem prédios e lugares públicos e incendeiam veículos; que promovem premeditadamente a desinformação; que agridem até fisicamente quem pensa diferente deles… Instrumentalizam a Pátria, porque não respeitam as suas instituições democráticas, questionam o sistema eleitoral e o resultado das eleições, sem prova alguma de que tenha havido, de fato, alguma irregularidade. Instrumentalizam a Família, porque dizem que são contra o aborto, mas muitas dessas pessoas já o praticaram. Muitos, por exemplo, são donos de farmácia e, sem nenhum peso de consciência, vendem a pílula do dia seguinte, que é abortiva. Isso é incoerência! Depois, a lei do aborto não obriga ninguém a abortar; aborta quem quiser . Os donos de farmácia também não são obrigados a vender a pílula do dia seguinte. Mas por que a vendem? Não será porque o lucro fala mais alto do que sua consciência! Instrumentalizam a Religião, porque a usam em benefício próprio ou do seu grupo, a fim de conseguirem os seus intentos maquiavélicos e desonestos. Deturpam de propósito o sentido da Palavra de Deus e fazem do templo um lugar para campanha eleitoral e para falar mal dos adversários – o que não condiz com a verdadeira Religião. Deixemos de dar ouvidos às falsas notícias, veiculadas nas redes sociais! Por que acreditarmos em mentiras oriundas de fontes duvidosas, se temos tantos meios para obtermos informações verídicas! Quem segue de fato a Jesus Cristo põe em prática o amor a Deus. Mas ao Deus Criador e Salvador, Deus da Vida e da Misericórdia, e não a um falso deus, que é contra o aborto, mas aprova o porte e uso de armas de fogo, que matam pessoas inocentes; e que fecha os olhos à destruição criminosa do meio ambiente para que empresas multinacionais possam obter lucros exorbitantes à custa do sofrimento do povo. Quem segue de verdade a Jesus Cristo põe em prática o amor ao próximo. Mas a todos, sobretudo os mais fracos e necessitados, inclusive os inimigos, assim como Jesus nos amou, doando a sua vida na Cruz por nós e pela salvação de toda a humanidade. Por isso, venho conclamar a todos a deixarmos de lado as diferenças e as divisões, a nos unirmos em vista do bem comum, sem preconceitos, discriminações, provocações e polarizações, mas com muita abertura ao perdão, ao diálogo, à solidariedade e à paz. Meu abraço amigo, minha bênção! Fiquem com Deus. Texto na íntegra em: www.diocesevaladares.com.br Leia também Palácio do Planalto é consagrado a Exú em ritual de candomblé #Aborto #Lula

  • EM NOTA, CNBB CONDENA POSTURA PRÓ ABORTO DO GOVERNO LULA

    Na mesma semana em que a CNBB finalmente emitiu uma nota contra o avanço do terrível mal do aborto no Brasil, também tivemos notas de bispos em apoio ao governo e ainda fizeram pouco caso do avanço do aborto, como pode ser visto nesta matéria. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou na manhã desta quarta-feira, 18 de janeiro, uma nota na qual manifesta reprovação a toda e qualquer iniciativa que sinalize para a flexibilização do aborto a exemplo das últimas medidas do Ministério da Saúde, constantes da Portaria GM/MS de nº 13, publicada no último dia 13. A portaria permitiu a desvinculação do Brasil com a Convenção de Genebra e a revogação de outra portaria que determina a comunicação do aborto por estupro às autoridades policiais. A Nota da CNBB pede esclarecimento do Governo Federal considerando que a defesa do nascituro foi compromisso assumido em campanha. No documento, a CNBB reitera que “a hora pede sensatez e equilíbrio para a efetiva busca da paz e reforça que é preciso lembrar que qualquer atentado contra a vida é também uma agressão ao Estado Democrático de Direito e configura ataques à dignidade e ao bem-estar social”. Confira, abaixo, a íntegra do documento. Em contraste à nota emitida pela CNBB, nesta semana tivemos também uma nota assinada pelo bispo da diocese de Governador Valadares – MG, na qual demonstra apoio ao governo, e ainda demonstrou desdém com relação à defesa da vida. É possível ler a nota do bispo da diocese de Valadares na íntegra, no final da matéria. Leia também: PT E CRISTIANISMO: CASAMENTO IMPOSSÍVEL A VIDA EM PRIMEIRO LUGAR Nota da CNBB “Diante de vós, a vida e a morte. Escolhe a vida!” (cf. Dt 30,19) A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) não concorda e manifesta sua reprovação a toda e qualquer iniciativa que sinalize para a flexibilização do aborto. Assim, as últimas medidas, a exemplo da desvinculação do Brasil com a Convenção de Genebra e a revogação da portaria que determina a comunicação do aborto por estupro às autoridades policiais, precisam ser esclarecidas pelo Governo Federal considerando que a defesa do nascituro foi compromisso assumido em campanha. A hora pede sensatez e equilíbrio para a efetiva busca da paz. É preciso lembrar que qualquer atentado contra a vida é também uma agressão ao Estado Democrático de Direito e configura ataques à dignidade e ao bem-estar social. A Igreja, sem vínculo com partido ou ideologia, fiel ao seu Mestre, clama para que todos se unam na defesa e na proteção da vida em todas as suas etapas – missão que exige compromisso com os pobres, com as gestantes e suas famílias, especialmente com a vida indefesa em gestação. Não, contundente, ao aborto! Possamos estar unidos na promoção da dignidade de todo ser humano. Brasília-DF, 18 de janeiro de 2023 Dom Walmor Oliveira de Azevedo Arcebispo de Belo Horizonte (MG) Presidente da CNBB Dom Jaime Spengler Arcebispo de Porto Alegre (RS) Primeiro Vice-Presidente da CNBB Dom Mário Antônio da Silva Arcebispo de Cuiabá (MT) Segundo Vice-Presidente da CNBB Dom Joel Portella Amado Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ) Secretário-geral da CNBB Leia também Padre Léo sobre Lula: “Se transformou em um instrumento do encardido!” BISPO DE GOVERNADOR VALADARES EMITE APOIO A LULA E DIZ: “ABORTA QUEM QUER” Em contraste à nota emitida pela CNBB, nesta semana tivemos também uma nota assinada pelo bispo da diocese de Governador Valadares – MG, na qual demonstra apoio ao governo, e ainda demonstrou desdém com relação à defesa da vida. Amados irmãos, amadas irmãs! Nos últimos tempos, o povo brasileiro tem convivido com muita tensão e agressividade por causa da polarização política. Passadas as Eleições e com a posse do novo Governo, é hora de reconstruirmos as relações que foram feridas ou desfeitas, inclusive entre cristãos e católicos. É hora de retomarmos a vida com esperança de dias melhores, sem medo do comunismo, mesmo porque o presidente eleito já esteve no poder por dois mandatos e o seu partido, por quatro mandatos, e nada disso aconteceu. Nada de medo! É hora de termos fé e confiança em Deus, que tem o comando de tudo. Não podemos nos esquecer de que todo extremismo é ruim, tanto o de esquerda como o de direita. Porém, temos que ter medo, não do comunismo, um movimento extremista de esquerda, que está quase extinto. Temos que ter medo é do fascismo, movimento de extrema direita, cujos defensores instrumentalizam a Pátria, a Família e a Religião a serviço dos seus interesses políticos, econômicos e ideológicos; pessoas que defendem a intervenção militar e o armamento da população; que invadem e destroem prédios e lugares públicos e incendeiam veículos; que promovem premeditadamente a desinformação; que agridem até fisicamente quem pensa diferente deles… Instrumentalizam a Pátria, porque não respeitam as suas instituições democráticas, questionam o sistema eleitoral e o resultado das eleições, sem prova alguma de que tenha havido, de fato, alguma irregularidade. Instrumentalizam a Família, porque dizem que são contra o aborto, mas muitas dessas pessoas já o praticaram. Muitos, por exemplo, são donos de farmácia e, sem nenhum peso de consciência, vendem a pílula do dia seguinte, que é abortiva. Isso é incoerência! Depois, a lei do aborto não obriga ninguém a abortar; aborta quem quiser . Os donos de farmácia também não são obrigados a vender a pílula do dia seguinte. Mas por que a vendem? Não será porque o lucro fala mais alto do que sua consciência! Instrumentalizam a Religião, porque a usam em benefício próprio ou do seu grupo, a fim de conseguirem os seus intentos maquiavélicos e desonestos. Deturpam de propósito o sentido da Palavra de Deus e fazem do templo um lugar para campanha eleitoral e para falar mal dos adversários – o que não condiz com a verdadeira Religião. Deixemos de dar ouvidos às falsas notícias, veiculadas nas redes sociais! Por que acreditarmos em mentiras oriundas de fontes duvidosas, se temos tantos meios para obtermos informações verídicas! Quem segue de fato a Jesus Cristo põe em prática o amor a Deus. Mas ao Deus Criador e Salvador, Deus da Vida e da Misericórdia, e não a um falso deus, que é contra o aborto, mas aprova o porte e uso de armas de fogo, que matam pessoas inocentes; e que fecha os olhos à destruição criminosa do meio ambiente para que empresas multinacionais possam obter lucros exorbitantes à custa do sofrimento do povo. Quem segue de verdade a Jesus Cristo põe em prática o amor ao próximo. Mas a todos, sobretudo os mais fracos e necessitados, inclusive os inimigos, assim como Jesus nos amou, doando a sua vida na Cruz por nós e pela salvação de toda a humanidade. Por isso, venho conclamar a todos a deixarmos de lado as diferenças e as divisões, a nos unirmos em vista do bem comum, sem preconceitos, discriminações, provocações e polarizações, mas com muita abertura ao perdão, ao diálogo, à solidariedade e à paz. Meu abraço amigo, minha bênção! Fiquem com Deus. Texto na íntegra em: www.diocesevaladares.com.br Leia também Palácio do Planalto é consagrado a Exú em ritual de candomblé #Aborto #Lula

  • As Tentações de Santo Antão

    O demônio atacou o jovem Antão molestando-o de noite e instigando-o de dia, de tal modo que até os que o viam podiam aperceber-se da luta que se travava entre os dois. Capítulo indispensável da vida dos santos, tema onipresente na história da arte, praticamente não existe quem desconheça ou não tenha ouvido falar das tentações de Santo Antão, aqui narradas por Santo Atanásio. Foi o próprio Senhor quem prometeu a Antão, afinal, que seus combates se tornariam célebres em todo o mundo: “Porque aguentaste sem te renderes, serei sempre teu auxílio e te tornarei famoso em toda parte”. As lutas do santo abade contra os demônios constituem, sem sombra de dúvida, uma das maiores razões para a popularidade dessa história. Sendo esses inimigos de Deus espíritos puros, como poderiam eles realmente agredir algumas pessoas, provocando nelas fortes dores físicas e deixando marcas visíveis em seus corpos? Por causa da complexidade do assunto, muitos homens de ciência preferiram relegar histórias como as que vão abaixo ao mundo das fantasias, das lendas e do “fundamentalismo” religioso. Até a nossa época ser providencialmente agraciada com o fenômeno do Padre Pio de Pietrelcina, o qual, tendo passado por todas essas experiências em pleno século XX, no auge do desenvolvimento científico e tecnológico da humanidade, sem que a ciência pudesse sondar-lhes a causa, terminou levantando uma relevante questão: se fatos tão extraordinários se passaram com um homem de nossa época, sem explicação natural, por que não poderiam ter acontecido, também, com os santos antigos e medievais? Evidentemente, essa não é a principal lição que devemos extrair desse relato. O que Deus quer nos ensinar com essa história tão bela, no fim das contas, é que Ele está sempre conosco, inclusive quando somos tentados, para combater ao nosso lado e afastar para longe de nós, no momento oportuno, o inimigo de nossas almas. “Assim, todos os que combatem seriamente podem dizer: ‘Não eu, mas a graça de Deus comigo’.” O inimigo, que pensara ser como Deus, fez-se louco ante a resistência de um homem. Antão foi egípcio de nascimento. Os seus pais eram de boa linhagem e abastados. Como eram cristãos, também o menino cresceu como cristão. Depois da morte dos seus pais ficou só com a sua única irmã, muito mais jovem. Tinha então uns dezoito a vinte anos, e tomou cuidado da casa e de sua irmã. Menos de seis meses depois da morte de seus pais, ia, como de costume, a caminho da igreja. Enquanto caminhava, ia meditando e refletia como os apóstolos deixaram tudo, e seguiram o Salvador (cf. Mt 4, 20; 19, 27); como, segundo se refere nos Atos (4, 35-37), os fiéis vendiam o que tinham e o punham aos pés dos Apóstolos para distribuição entre os necessitados, e quão grande é a esperança prometida nos céus para os que assim fazem (cf. Ef 1, 18; Col 1, 5). Pensando estas coisas, entrou na igreja. Aconteceu que nesse momento se estava lendo o evangelho, e ouviu a passagem em que o Senhor disse ao jovem rico: “Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres, depois vem, segue-me e terás um tesouro no céu” (Mt 19, 21). Como se Deus lhe houvera proposto a lembrança dos santos, e como se a leitura houvesse sido dirigida especialmente a ele, Antão saiu imediatamente da igreja e deu a propriedade que tinha de seus antepassados: trezentas “aruras”, terra muito fértil e formosa. Não quis que nem ele nem sua irmã tivessem algo que ver com ela. Vendeu tudo o mais, os bens móveis que possuía, e entregou aos pobres a considerável soma recebida, deixando só um pouco para sua irmã. De novo, porém, entrando na igreja, ouviu aquela palavra do Senhor no evangelho: “Não se preocupem do amanhã” (Mt 6, 34). Não pôde suportar maior espera, mas foi e distribuiu aos pobres também este pouco. Colocou sua irmã entre virgens conhecidas e de confiança, entregando-a para que a educassem. “Santo Antão, Abade”, por Francisco de Zurbarán. Então dedicou todo o seu tempo à vida ascética, atento a si mesmo e vivendo de renúncia a si mesmo, perto de sua própria casa. Ainda não existiam tantas celas monásticas no Egito, e nenhum monge conhecia sequer o longínquo deserto. Todo o que desejava enfrentar-se consigo mesmo, servindo a Cristo, praticava sozinho a vida ascética, não longe de sua aldeia. Naquele tempo havia na aldeia vizinha um ancião que desde sua juventude levava na solidão a vida ascética. Quando Antão o viu, “teve zelo pelo bem” (Gl 4, 18), e se estabeleceu imediatamente na vizinhança da cidade. Desde então, quando ouvia que em alguma parte havia uma alma esforçada, ia, como sábia abelha, buscá-la e não voltava sem havê-la visto; só depois de haver recebido, por assim dizer, provisões para sua jornada de virtude, regressava. Aí, pois, passou o tempo de sua iniciação, se afirmou sua determinação de não voltar à casa de seus pais nem de pensar em seus parentes, mas a dedicar todas as suas inclinações e energias à prática contínua da via ascética. Fazia trabalho manual pois tinha ouvido que “o que não quer trabalhar não tem direito de comer” (2Ts 3, 10). Do que recebia guardava algo para sua manutenção e o resto dava-o aos pobres. Orava constantemente, tendo aprendido que devemos orar em privado (cf. Mt 6, 6) sem cessar (cf. Lc 18, 1; 21, 36; 1Ts 5, 17). Além disso, estava tão atento à leitura da Sagrada Escritura, que nada se lhe escapava: retinha tudo, e assim a sua memória lhe servia de livro. Mas o demônio, que odeia e inveja o bem, não podia ver tal resolução num jovem, e pôs-se a empregar suas velhas táticas também contra ele. Primeiro tratou de fazê-lo desertar da vida ascética recordando-lhe sua propriedade, o cuidado da sua irmã, os apegos da parentela, o amor do dinheiro, o amor à glória, os inumeráveis prazeres da mesa e todas as demais coisas agradáveis da vida. Finalmente apresentou-lhe a austeridade e tudo o que se segue a essa virtude, sugerindo-lhe que o corpo é fraco e o tempo é longo. “A Tentação de Santo Antão”, por Salvator Rosa. Em resumo, despertou em sua mente toda uma nuvem de argumentos, procurando fazê-lo abandonar seu firme propósito. O inimigo viu, no entanto, que era impotente em face da determinação de Antão, e que antes era ele que estava sendo vencido pela firmeza do homem, derrotado por sua sólida fé e sua constante oração. Pôs então toda a sua confiança nas armas que estão “nos músculos de seu ventre” (Jó 40, 16). Jactando-se delas, pois são sua preferida artimanha contra os jovens, atacou o jovem molestando-o de noite e instigando-o de dia, de tal modo que até os que viam Antão podiam aperceber-se da luta que se travava entre os dois. O inimigo queria sugerir-lhe pensamentos baixos, mas ele os dissipava com orações; procurava incitá-lo ao prazer, mas Antão, envergonhado, cingia seu corpo com sua fé, orações e jejuns. Atreveu-se então o perverso demônio a disfarçar-se em mulher e fazer-se passar por ela em todas as formas possíveis durante a noite, só para enganar a Antão. Mas ele encheu seus pensamentos de Cristo, refletiu sobre a nobreza da alma criada por Ele, e sua espiritualidade, e assim apagou o carvão ardente da tentação. E quando de novo o inimigo lhe sugeriu o encanto sedutor do prazer, Antão, enfadado com razão, e entristecido, manteve seus propósitos com a ameaça do fogo e dos vermes (cf. Jd 16, 21; Sir 7, 19; Is 66, 24; Mc 9, 48). Sustentando isto no alto, como escudo, passou por tudo sem se dobrar. Toda essa experiência levou o inimigo a envergonhar-se. Em verdade, ele, que pensara ser como Deus, fez-se louco ante a resistência de um homem. Ele, que na sua presunção desdenhava carne e sangue, foi agora derrotado por um homem de carne em sua carne. Verdadeiramente o Senhor trabalhava com este homem, Ele que por nós tornou-se carne e deu ao seu corpo a vitória sobre o demônio. Assim, todos os que combatem seriamente podem dizer: “Não eu, mas a graça de Deus comigo” (1Cor 15, 10). O demônio atacou o jovem Antão molestando-o de noite e instigando-o de dia, de tal modo que até os que o viam podiam aperceber-se da luta que se travava entre os dois. Finalmente, quando o dragão não pôde conquistar Antão nem por estes últimos meios, mas viu-se arrojado de seu coração, rangendo os seus dentes, como diz a Escritura (cf. Mc 9, 17), mudou, por assim dizer, sua pessoa. Tal como é seu coração, assim lhe apareceu: como um moço preto; e como inclinando-se diante dele, já não o molestou com pensamentos — pois o impostor tinha sido lançado fora — mas usando voz humana disse-lhe: “A muitos enganei e venci; mas agora que te ataquei a ti e a teus esforços como o fiz com tantos outros, mostrei-me demasiadamente fraco”. “Quem és tu que me falas assim?”, perguntou-lhe Antão. Apressou-se o outro a replicar com a voz lastimosa: Sou o amante da fornicação. A minha missão é espreitar a juventude e seduzi-la; chamam-me o espírito de fornicação. A quantos eu enganei, decididos que estavam a cuidar de seus sentidos! A quantas pessoas castas seduzi com minhas lisonjas! Eu sou aquele por cuja causa o profeta censura os decaídos: “Foram enganados pelos espírito da fornicação” (Os 4, 12). Sim, fui eu que os levei à queda. Fui eu que tanto te molestei e tão a miúde fui vencido por ti. Antão deu, pois, graças ao Senhor e armando-se de coragem contra ele, disse: “És então inteiramente desprezível; és negro em tua alma e tão débil como um menino. Doravante já não me causas nenhuma preocupação, porque o Senhor está comigo e me auxilia: verei a derrota de meus adversários (cf. Sl 117, 7).” Ouvindo isto, o negro desapareceu imediatamente, inclinando-se a tais palavras e temendo acercar-se do homem. Todos os que combatem seriamente podem dizer: “Não eu, mas a graça de Deus comigo”. Assim dominou-se Antão a si mesmo. Decidiu então mudar-se para os sepulcros que se achavam a certa distância da aldeia. Pediu a um dos seus familiares que lhe levasse pão a longos intervalos. Entrou, pois, em uma das tumbas; o mencionado homem fechou a porta atrás dele, e assim ficou dentro sozinho. Isto era mais do que o inimigo podia suportar, pois em verdade temia que agora fosse encher também o deserto com a vida ascética. Assim chegou uma noite com um grande número de demônios e o açoitou tão implacavelmente que ficou lançado no chão, sem fala pela dor. Afirmava que a dor era tão forte que os golpes não podiam ter sido infligidos por homem algum para causar semelhante tormento. Pela Providência de Deus — porque o Senhor não abandona os que nele esperam — seu parente chegou no dia seguinte trazendo-lhe pão. Quando abriu a porta e o viu atirado no chão como morto, levantou-o e o levou até a igreja da aldeia e o depositou sobre o solo. Muitos de seus parentes e da gente da aldeia sentaram-se em volta de Antão como para velar um cadáver. Mas pela meia-noite Antão recobrou o conhecimento e despertou. Quando viu que todos estavam dormindo e só seu amigo se achava desperto, fez-lhe sinais para que se aproximasse e pediu-lhe que o levantasse e levasse de novo para os sepulcros, sem despertar ninguém. O homem levou-o de volta, a porta foi trancada como antes e de novo ficou dentro, sozinho. Pelos golpes recebidos estava demasiado fraco para manter-se de pé; orava então, estendido no solo. Terminada sua oração, gritou: “Aqui estou eu, Antão, que não me acovardei com teus golpes, e ainda que mais me dês, nada me separará do amor de Cristo (cf. Rm 8, 35).” E começou a cantar: “Se um exército se acampar contra mim, meu coração não temerá” (Sl 26, 3). Tais eram os pensamentos e palavras do asceta, mas o que odeia o bem, o inimigo assombrado de que depois de todos os golpes ainda tivesse valor para voltar, chamou seus cães e arrebatado de raiva disse: “Vêem vocês que não pudemos deter esse tipo nem com o espírito de fornicação nem com os golpes; ao contrário, chega até a desafiar-nos. Vamos proceder contra ele de outro modo”. A função de malfeitor não é difícil para o demônio. Os demônios, depois de haver intentado muitas argúcias, rangeram os dentes contra Antão, porque eram eles próprios que estavam ficando loucos e não ele. “Tentação de Santo Antão, Abade”, de Annibale Carracci. Essa noite, por isso, fizeram tal estrépito que o lugar parecia sacudido por um terremoto. Era como se os demônios abrissem passagens pelas quatro paredes do recinto, invadindo impetuosamente através delas em forma de bestas ferozes e répteis. De repente todo o lugar se encheu de imagens fantasmagóricas de leões, ursos, leopardos, touros, serpentes, víboras, escorpiões e lobos; cada qual se movia segundo o exemplar que havia assumido. O leão rugia, pronto a saltar sobre ele; o touro, quase a atravessá-lo com os chifres; a serpente retorcia-se sem o alcançar completamente; o lobo acometia-o de frente. E a gritaria armada simultaneamente por todas essas aparições era espantosa, e a fúria que mostravam, feroz. Antão, atormentado e pungido por eles, sentia aumentar a dor em seu corpo; no entanto, permanecia sem medo e com o espírito vigilante. Gemia, é verdade, pela dor que atormentava seu corpo, mas a mente era senhora da situação e, como por debique, dizia-lhes: “Se tivessem poder sobre mim, teria bastado que viesse um só de vocês; mas o Senhor lhes tirou a força e por isso se esforçam em fazer-me perder o juízo com seu número; é sinal de fraqueza terem de imitar animais ferozes.” De novo teve a valentia de dizer-lhes: “Se é que podem, se é que receberam poder sobre mim, não se demorem, venham ao ataque! E se nada podem, para que esforçar-se tanto sem nenhum fim? Porque a fé em Nosso Senhor é selo para nós e muro de salvação.” Assim, depois de haver intentado muitas argúcias, rangeram os dentes contra ele, porque eram eles próprios que estavam ficando loucos e não ele. Antão gemia pela dor que atormentava seu corpo, mas a sua mente era senhora da situação e ele ainda debochava dos demônios que o tentavam. De novo o Senhor não se esqueceu de Antão na sua luta, mas veio ajudá-lo. Quando olhou para cima, viu como se o teto se abrisse e um raio de luz baixasse até ele. Foram-se os demônios de repente, cessou-lhe a dor do corpo, e o edifício estava restaurado como antes. Notando que a ajuda chegara, Antão respirou livremente e sentiu-se aliviado das suas dores. E perguntou à visão: “Onde estavas tu? Por que não aparecestes no começo para deter minhas dores?” E uma voz lhe falou: “Antão, eu estava aqui, mas esperava ver-te enquanto agias. E agora, porque aguentaste sem te renderes, serei sempre teu auxílio e te tornarei famoso em toda parte.” Ouvindo isto, levantou-se e orou: e ficou tão fortalecido que sentiu o seu corpo mais vigoroso que antes. Tinha por aquele tempo uns trinta e cinco anos de idade. Fonte: padrepauloricardo.org

  • As Tentações de Santo Antão

    O demônio atacou o jovem Antão molestando-o de noite e instigando-o de dia, de tal modo que até os que o viam podiam aperceber-se da luta que se travava entre os dois. Capítulo indispensável da vida dos santos, tema onipresente na história da arte, praticamente não existe quem desconheça ou não tenha ouvido falar das tentações de Santo Antão, aqui narradas por Santo Atanásio. Foi o próprio Senhor quem prometeu a Antão, afinal, que seus combates se tornariam célebres em todo o mundo: “Porque aguentaste sem te renderes, serei sempre teu auxílio e te tornarei famoso em toda parte”. As lutas do santo abade contra os demônios constituem, sem sombra de dúvida, uma das maiores razões para a popularidade dessa história. Sendo esses inimigos de Deus espíritos puros, como poderiam eles realmente agredir algumas pessoas, provocando nelas fortes dores físicas e deixando marcas visíveis em seus corpos? Por causa da complexidade do assunto, muitos homens de ciência preferiram relegar histórias como as que vão abaixo ao mundo das fantasias, das lendas e do “fundamentalismo” religioso. Até a nossa época ser providencialmente agraciada com o fenômeno do Padre Pio de Pietrelcina, o qual, tendo passado por todas essas experiências em pleno século XX, no auge do desenvolvimento científico e tecnológico da humanidade, sem que a ciência pudesse sondar-lhes a causa, terminou levantando uma relevante questão: se fatos tão extraordinários se passaram com um homem de nossa época, sem explicação natural, por que não poderiam ter acontecido, também, com os santos antigos e medievais? Evidentemente, essa não é a principal lição que devemos extrair desse relato. O que Deus quer nos ensinar com essa história tão bela, no fim das contas, é que Ele está sempre conosco, inclusive quando somos tentados, para combater ao nosso lado e afastar para longe de nós, no momento oportuno, o inimigo de nossas almas. “Assim, todos os que combatem seriamente podem dizer: ‘Não eu, mas a graça de Deus comigo’.” O inimigo, que pensara ser como Deus, fez-se louco ante a resistência de um homem. Antão foi egípcio de nascimento. Os seus pais eram de boa linhagem e abastados. Como eram cristãos, também o menino cresceu como cristão. Depois da morte dos seus pais ficou só com a sua única irmã, muito mais jovem. Tinha então uns dezoito a vinte anos, e tomou cuidado da casa e de sua irmã. Menos de seis meses depois da morte de seus pais, ia, como de costume, a caminho da igreja. Enquanto caminhava, ia meditando e refletia como os apóstolos deixaram tudo, e seguiram o Salvador (cf. Mt 4, 20; 19, 27); como, segundo se refere nos Atos (4, 35-37), os fiéis vendiam o que tinham e o punham aos pés dos Apóstolos para distribuição entre os necessitados, e quão grande é a esperança prometida nos céus para os que assim fazem (cf. Ef 1, 18; Col 1, 5). Pensando estas coisas, entrou na igreja. Aconteceu que nesse momento se estava lendo o evangelho, e ouviu a passagem em que o Senhor disse ao jovem rico: “Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres, depois vem, segue-me e terás um tesouro no céu” (Mt 19, 21). Como se Deus lhe houvera proposto a lembrança dos santos, e como se a leitura houvesse sido dirigida especialmente a ele, Antão saiu imediatamente da igreja e deu a propriedade que tinha de seus antepassados: trezentas “aruras”, terra muito fértil e formosa. Não quis que nem ele nem sua irmã tivessem algo que ver com ela. Vendeu tudo o mais, os bens móveis que possuía, e entregou aos pobres a considerável soma recebida, deixando só um pouco para sua irmã. De novo, porém, entrando na igreja, ouviu aquela palavra do Senhor no evangelho: “Não se preocupem do amanhã” (Mt 6, 34). Não pôde suportar maior espera, mas foi e distribuiu aos pobres também este pouco. Colocou sua irmã entre virgens conhecidas e de confiança, entregando-a para que a educassem. “Santo Antão, Abade”, por Francisco de Zurbarán. Então dedicou todo o seu tempo à vida ascética, atento a si mesmo e vivendo de renúncia a si mesmo, perto de sua própria casa. Ainda não existiam tantas celas monásticas no Egito, e nenhum monge conhecia sequer o longínquo deserto. Todo o que desejava enfrentar-se consigo mesmo, servindo a Cristo, praticava sozinho a vida ascética, não longe de sua aldeia. Naquele tempo havia na aldeia vizinha um ancião que desde sua juventude levava na solidão a vida ascética. Quando Antão o viu, “teve zelo pelo bem” (Gl 4, 18), e se estabeleceu imediatamente na vizinhança da cidade. Desde então, quando ouvia que em alguma parte havia uma alma esforçada, ia, como sábia abelha, buscá-la e não voltava sem havê-la visto; só depois de haver recebido, por assim dizer, provisões para sua jornada de virtude, regressava. Aí, pois, passou o tempo de sua iniciação, se afirmou sua determinação de não voltar à casa de seus pais nem de pensar em seus parentes, mas a dedicar todas as suas inclinações e energias à prática contínua da via ascética. Fazia trabalho manual pois tinha ouvido que “o que não quer trabalhar não tem direito de comer” (2Ts 3, 10). Do que recebia guardava algo para sua manutenção e o resto dava-o aos pobres. Orava constantemente, tendo aprendido que devemos orar em privado (cf. Mt 6, 6) sem cessar (cf. Lc 18, 1; 21, 36; 1Ts 5, 17). Além disso, estava tão atento à leitura da Sagrada Escritura, que nada se lhe escapava: retinha tudo, e assim a sua memória lhe servia de livro. Mas o demônio, que odeia e inveja o bem, não podia ver tal resolução num jovem, e pôs-se a empregar suas velhas táticas também contra ele. Primeiro tratou de fazê-lo desertar da vida ascética recordando-lhe sua propriedade, o cuidado da sua irmã, os apegos da parentela, o amor do dinheiro, o amor à glória, os inumeráveis prazeres da mesa e todas as demais coisas agradáveis da vida. Finalmente apresentou-lhe a austeridade e tudo o que se segue a essa virtude, sugerindo-lhe que o corpo é fraco e o tempo é longo. “A Tentação de Santo Antão”, por Salvator Rosa. Em resumo, despertou em sua mente toda uma nuvem de argumentos, procurando fazê-lo abandonar seu firme propósito. O inimigo viu, no entanto, que era impotente em face da determinação de Antão, e que antes era ele que estava sendo vencido pela firmeza do homem, derrotado por sua sólida fé e sua constante oração. Pôs então toda a sua confiança nas armas que estão “nos músculos de seu ventre” (Jó 40, 16). Jactando-se delas, pois são sua preferida artimanha contra os jovens, atacou o jovem molestando-o de noite e instigando-o de dia, de tal modo que até os que viam Antão podiam aperceber-se da luta que se travava entre os dois. O inimigo queria sugerir-lhe pensamentos baixos, mas ele os dissipava com orações; procurava incitá-lo ao prazer, mas Antão, envergonhado, cingia seu corpo com sua fé, orações e jejuns. Atreveu-se então o perverso demônio a disfarçar-se em mulher e fazer-se passar por ela em todas as formas possíveis durante a noite, só para enganar a Antão. Mas ele encheu seus pensamentos de Cristo, refletiu sobre a nobreza da alma criada por Ele, e sua espiritualidade, e assim apagou o carvão ardente da tentação. E quando de novo o inimigo lhe sugeriu o encanto sedutor do prazer, Antão, enfadado com razão, e entristecido, manteve seus propósitos com a ameaça do fogo e dos vermes (cf. Jd 16, 21; Sir 7, 19; Is 66, 24; Mc 9, 48). Sustentando isto no alto, como escudo, passou por tudo sem se dobrar. Toda essa experiência levou o inimigo a envergonhar-se. Em verdade, ele, que pensara ser como Deus, fez-se louco ante a resistência de um homem. Ele, que na sua presunção desdenhava carne e sangue, foi agora derrotado por um homem de carne em sua carne. Verdadeiramente o Senhor trabalhava com este homem, Ele que por nós tornou-se carne e deu ao seu corpo a vitória sobre o demônio. Assim, todos os que combatem seriamente podem dizer: “Não eu, mas a graça de Deus comigo” (1Cor 15, 10). O demônio atacou o jovem Antão molestando-o de noite e instigando-o de dia, de tal modo que até os que o viam podiam aperceber-se da luta que se travava entre os dois. Finalmente, quando o dragão não pôde conquistar Antão nem por estes últimos meios, mas viu-se arrojado de seu coração, rangendo os seus dentes, como diz a Escritura (cf. Mc 9, 17), mudou, por assim dizer, sua pessoa. Tal como é seu coração, assim lhe apareceu: como um moço preto; e como inclinando-se diante dele, já não o molestou com pensamentos — pois o impostor tinha sido lançado fora — mas usando voz humana disse-lhe: “A muitos enganei e venci; mas agora que te ataquei a ti e a teus esforços como o fiz com tantos outros, mostrei-me demasiadamente fraco”. “Quem és tu que me falas assim?”, perguntou-lhe Antão. Apressou-se o outro a replicar com a voz lastimosa: Sou o amante da fornicação. A minha missão é espreitar a juventude e seduzi-la; chamam-me o espírito de fornicação. A quantos eu enganei, decididos que estavam a cuidar de seus sentidos! A quantas pessoas castas seduzi com minhas lisonjas! Eu sou aquele por cuja causa o profeta censura os decaídos: “Foram enganados pelos espírito da fornicação” (Os 4, 12). Sim, fui eu que os levei à queda. Fui eu que tanto te molestei e tão a miúde fui vencido por ti. Antão deu, pois, graças ao Senhor e armando-se de coragem contra ele, disse: “És então inteiramente desprezível; és negro em tua alma e tão débil como um menino. Doravante já não me causas nenhuma preocupação, porque o Senhor está comigo e me auxilia: verei a derrota de meus adversários (cf. Sl 117, 7).” Ouvindo isto, o negro desapareceu imediatamente, inclinando-se a tais palavras e temendo acercar-se do homem. Todos os que combatem seriamente podem dizer: “Não eu, mas a graça de Deus comigo”. Assim dominou-se Antão a si mesmo. Decidiu então mudar-se para os sepulcros que se achavam a certa distância da aldeia. Pediu a um dos seus familiares que lhe levasse pão a longos intervalos. Entrou, pois, em uma das tumbas; o mencionado homem fechou a porta atrás dele, e assim ficou dentro sozinho. Isto era mais do que o inimigo podia suportar, pois em verdade temia que agora fosse encher também o deserto com a vida ascética. Assim chegou uma noite com um grande número de demônios e o açoitou tão implacavelmente que ficou lançado no chão, sem fala pela dor. Afirmava que a dor era tão forte que os golpes não podiam ter sido infligidos por homem algum para causar semelhante tormento. Pela Providência de Deus — porque o Senhor não abandona os que nele esperam — seu parente chegou no dia seguinte trazendo-lhe pão. Quando abriu a porta e o viu atirado no chão como morto, levantou-o e o levou até a igreja da aldeia e o depositou sobre o solo. Muitos de seus parentes e da gente da aldeia sentaram-se em volta de Antão como para velar um cadáver. Mas pela meia-noite Antão recobrou o conhecimento e despertou. Quando viu que todos estavam dormindo e só seu amigo se achava desperto, fez-lhe sinais para que se aproximasse e pediu-lhe que o levantasse e levasse de novo para os sepulcros, sem despertar ninguém. O homem levou-o de volta, a porta foi trancada como antes e de novo ficou dentro, sozinho. Pelos golpes recebidos estava demasiado fraco para manter-se de pé; orava então, estendido no solo. Terminada sua oração, gritou: “Aqui estou eu, Antão, que não me acovardei com teus golpes, e ainda que mais me dês, nada me separará do amor de Cristo (cf. Rm 8, 35).” E começou a cantar: “Se um exército se acampar contra mim, meu coração não temerá” (Sl 26, 3). Tais eram os pensamentos e palavras do asceta, mas o que odeia o bem, o inimigo assombrado de que depois de todos os golpes ainda tivesse valor para voltar, chamou seus cães e arrebatado de raiva disse: “Vêem vocês que não pudemos deter esse tipo nem com o espírito de fornicação nem com os golpes; ao contrário, chega até a desafiar-nos. Vamos proceder contra ele de outro modo”. A função de malfeitor não é difícil para o demônio. Os demônios, depois de haver intentado muitas argúcias, rangeram os dentes contra Antão, porque eram eles próprios que estavam ficando loucos e não ele. “Tentação de Santo Antão, Abade”, de Annibale Carracci. Essa noite, por isso, fizeram tal estrépito que o lugar parecia sacudido por um terremoto. Era como se os demônios abrissem passagens pelas quatro paredes do recinto, invadindo impetuosamente através delas em forma de bestas ferozes e répteis. De repente todo o lugar se encheu de imagens fantasmagóricas de leões, ursos, leopardos, touros, serpentes, víboras, escorpiões e lobos; cada qual se movia segundo o exemplar que havia assumido. O leão rugia, pronto a saltar sobre ele; o touro, quase a atravessá-lo com os chifres; a serpente retorcia-se sem o alcançar completamente; o lobo acometia-o de frente. E a gritaria armada simultaneamente por todas essas aparições era espantosa, e a fúria que mostravam, feroz. Antão, atormentado e pungido por eles, sentia aumentar a dor em seu corpo; no entanto, permanecia sem medo e com o espírito vigilante. Gemia, é verdade, pela dor que atormentava seu corpo, mas a mente era senhora da situação e, como por debique, dizia-lhes: “Se tivessem poder sobre mim, teria bastado que viesse um só de vocês; mas o Senhor lhes tirou a força e por isso se esforçam em fazer-me perder o juízo com seu número; é sinal de fraqueza terem de imitar animais ferozes.” De novo teve a valentia de dizer-lhes: “Se é que podem, se é que receberam poder sobre mim, não se demorem, venham ao ataque! E se nada podem, para que esforçar-se tanto sem nenhum fim? Porque a fé em Nosso Senhor é selo para nós e muro de salvação.” Assim, depois de haver intentado muitas argúcias, rangeram os dentes contra ele, porque eram eles próprios que estavam ficando loucos e não ele. Antão gemia pela dor que atormentava seu corpo, mas a sua mente era senhora da situação e ele ainda debochava dos demônios que o tentavam. De novo o Senhor não se esqueceu de Antão na sua luta, mas veio ajudá-lo. Quando olhou para cima, viu como se o teto se abrisse e um raio de luz baixasse até ele. Foram-se os demônios de repente, cessou-lhe a dor do corpo, e o edifício estava restaurado como antes. Notando que a ajuda chegara, Antão respirou livremente e sentiu-se aliviado das suas dores. E perguntou à visão: “Onde estavas tu? Por que não aparecestes no começo para deter minhas dores?” E uma voz lhe falou: “Antão, eu estava aqui, mas esperava ver-te enquanto agias. E agora, porque aguentaste sem te renderes, serei sempre teu auxílio e te tornarei famoso em toda parte.” Ouvindo isto, levantou-se e orou: e ficou tão fortalecido que sentiu o seu corpo mais vigoroso que antes. Tinha por aquele tempo uns trinta e cinco anos de idade. Fonte: padrepauloricardo.org

  • Mel Gibson inicia produção de ‘A Paixão de Cristo 2’: A Ressureição

    A sequência está sendo preparada há 10 anos, e já teve aproximadamente 6 roteiros diferentes, fontes apontam que filmagens começam em 2023, com Jim Caviezel reprisando o papel de Jesus. Mel Gibson está prestes a fazer a continuação de seu filme ‘A Paixão de Cristo’ depois de 19 anos. Fontes próximas ao astro e diretor apontam para a imprensa especializada nos bastidores de Hollywood que as filmagens vão começar em breve e que Jim Caviezel irá reprisar seu papel de Jesus. O eventual título já havia sido revelado no ano passado e é ‘The Passion of the Christ: Resurrection’ (A Paixão de Cristo: Ressurreição’, em livre tradução). Ainda não se sabe exatamente a história do longa, mas possivelmente trará os episódios documentados no Novo Testamento que vão da crucificação até a aparição de Jesus ressuscitado aos apóstolos e a subida aos céus. O longa, segundo o jornalista Jordan Ruimy, destacará “as 24h que abrangem a paixão de Jesus, e os eventos que ocorreram três dias entre Sua crucificação e ressurreição” A tão esperada sequência de “A Paixão de Cristo”, sucesso de bilheteria em 2004, começará a ser gravada, em 2023, por Mel Gibson. O veterano jornalista de cinema Jordan Ruimy anunciou, na última semana, que o artista finalmente filmará “A Paixão de Cristo: Ressurreição” dentro de alguns meses. “Uma produção no final da primavera está sendo definida com Jim Caviezel para que retorne ao papel de Jesus”, escreveu Ruimy, que acrescentou: “Já faz muito tempo”. Segundo o jornalista, o longa “se concentraria nas 24h que abrangem a paixão de Jesus, e os eventos que ocorreram três dias entre Sua crucificação e ressurreição.” Assista o emocionante testemunho do ator Jim Caviezel que interpreta Jesus Cristo no filme: Já o site de entretenimento IMBD.com lista o novo filme com lançamento previsto para 2024. Uma sequência “está ruminando em desenvolvimento há cerca de dez anos”, postou Ruimy e emendou: “Gibson tem trabalhado arduamente com o roteirista de Coração Valente (Braveheart) Randall Wallace. Já houve seis rascunhos”. Gibson revelou que o filme lançado há 19 anos foi uma experiência espiritual. Ele compartilhou que se sentiu guiado por Deus para fazê-lo. “Alguns anos atrás”, contou o ator ao DTS Voice, em 2004, “eu estava olhando pela janela, me perguntando por que não deveria pular. A vida não tinha sentido. Era chata. Sem propósito. Foi quando me voltei para Ele. Foi quando meu relacionamento com Cristo realmente começou a crescer. Eu era um cara mau, um cara realmente horrível. Meus pecados foram os primeiros a pregá-lo na cruz. Queria contar a história Dele”. Veja o comentário do canal Linhagem Geek: O primeiro longa-metragem foi um gigantesco sucesso dos anos 2000 e arrecadou mais de 600 milhões de dólares em bilheteria, tendo um custo de apenas 30 milhões. É até hoje o filme com classificação para maiores de 18 anos de maior bilheteria nos cinemas dos Estados Unidos. A produção criou um grande alvoroço principalmente por conta da sua violência gráfica. Gibson já havia adiantado em 2016 seus planos para uma sequência de ‘A Paixão de Cristo’. “Claro, isso é um grande empreendimento, e você sabe, não é a ‘Paixão 2’. Chama-se ‘A Ressurreição’.”, afirmou. “Claro, esse é um assunto muito grande e precisa ser analisado porque não queremos apenas fazer uma simples representação dele – você sabe, leia o que aconteceu.” Ele continuou: “Mas, para lê-lo [as escrituras sagradas], experimente e explore provavelmente mais profundamente significados do que se trata, vai levar algum tempo e Randall Wallace (o roteirista de ‘Coração Valente’) está à altura da tarefa.” #Filmes #FilmesCatólicos

  • Mel Gibson inicia produção de ‘A Paixão de Cristo 2’: A Ressureição

    A sequência está sendo preparada há 10 anos, e já teve aproximadamente 6 roteiros diferentes, fontes apontam que filmagens começam em 2023, com Jim Caviezel reprisando o papel de Jesus. Mel Gibson está prestes a fazer a continuação de seu filme ‘A Paixão de Cristo’ depois de 19 anos. Fontes próximas ao astro e diretor apontam para a imprensa especializada nos bastidores de Hollywood que as filmagens vão começar em breve e que Jim Caviezel irá reprisar seu papel de Jesus. O eventual título já havia sido revelado no ano passado e é ‘The Passion of the Christ: Resurrection’ (A Paixão de Cristo: Ressurreição’, em livre tradução). Ainda não se sabe exatamente a história do longa, mas possivelmente trará os episódios documentados no Novo Testamento que vão da crucificação até a aparição de Jesus ressuscitado aos apóstolos e a subida aos céus. O longa, segundo o jornalista Jordan Ruimy, destacará “as 24h que abrangem a paixão de Jesus, e os eventos que ocorreram três dias entre Sua crucificação e ressurreição” A tão esperada sequência de “A Paixão de Cristo”, sucesso de bilheteria em 2004, começará a ser gravada, em 2023, por Mel Gibson. O veterano jornalista de cinema Jordan Ruimy anunciou, na última semana, que o artista finalmente filmará “A Paixão de Cristo: Ressurreição” dentro de alguns meses. “Uma produção no final da primavera está sendo definida com Jim Caviezel para que retorne ao papel de Jesus”, escreveu Ruimy, que acrescentou: “Já faz muito tempo”. Segundo o jornalista, o longa “se concentraria nas 24h que abrangem a paixão de Jesus, e os eventos que ocorreram três dias entre Sua crucificação e ressurreição.” Assista o emocionante testemunho do ator Jim Caviezel que interpreta Jesus Cristo no filme: Já o site de entretenimento IMBD.com lista o novo filme com lançamento previsto para 2024. Uma sequência “está ruminando em desenvolvimento há cerca de dez anos”, postou Ruimy e emendou: “Gibson tem trabalhado arduamente com o roteirista de Coração Valente (Braveheart) Randall Wallace. Já houve seis rascunhos”. Gibson revelou que o filme lançado há 19 anos foi uma experiência espiritual. Ele compartilhou que se sentiu guiado por Deus para fazê-lo. “Alguns anos atrás”, contou o ator ao DTS Voice, em 2004, “eu estava olhando pela janela, me perguntando por que não deveria pular. A vida não tinha sentido. Era chata. Sem propósito. Foi quando me voltei para Ele. Foi quando meu relacionamento com Cristo realmente começou a crescer. Eu era um cara mau, um cara realmente horrível. Meus pecados foram os primeiros a pregá-lo na cruz. Queria contar a história Dele”. Veja o comentário do canal Linhagem Geek: O primeiro longa-metragem foi um gigantesco sucesso dos anos 2000 e arrecadou mais de 600 milhões de dólares em bilheteria, tendo um custo de apenas 30 milhões. É até hoje o filme com classificação para maiores de 18 anos de maior bilheteria nos cinemas dos Estados Unidos. A produção criou um grande alvoroço principalmente por conta da sua violência gráfica. Gibson já havia adiantado em 2016 seus planos para uma sequência de ‘A Paixão de Cristo’. “Claro, isso é um grande empreendimento, e você sabe, não é a ‘Paixão 2’. Chama-se ‘A Ressurreição’.”, afirmou. “Claro, esse é um assunto muito grande e precisa ser analisado porque não queremos apenas fazer uma simples representação dele – você sabe, leia o que aconteceu.” Ele continuou: “Mas, para lê-lo [as escrituras sagradas], experimente e explore provavelmente mais profundamente significados do que se trata, vai levar algum tempo e Randall Wallace (o roteirista de ‘Coração Valente’) está à altura da tarefa.” #Filmes #FilmesCatólicos

  • Padre é encontrado sem vida em Santo Antônio do Monte

    Ele estava em um sítio que pertence aos familiares. A causa da morte não foi informada. O óbito será apurado pela Polícia Civil. Morreu aos 42 anos, na tarde desta sexta-feira (13), o padre Marcelo Adriano Ribeiro. Ele foi encontrado sem vida em um sítio que pertence aos familiares, no município de Santo Antônio do Monte, cidade onde nasceu. A causa da morte não foi informada e a Polícia Civil apura o caso. A Diocese de Luz, da qual ele fazia parte, emitiu nota de pesar (veja abaixo). O velório ocorre desde às 7h deste sábado (14), na Igreja Matriz de São João Bosco, em Santo Antônio do Monte. Às 16h terá a Missa de Exéquias e o sepultamento está marcado para as 17h. Diocese de Luz A Diocese de Luz declarou que recebeu, com imenso pesar, a notícia do falecimento do padre Marcelo Adriano Ribeiro, pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Patrocínio de Abaeté. “A diocese de Luz se solidariza com os familiares e amigos de padre Marcelo Adriano, que o Senhor em sua infinita bondade e misericórdia, por intercessão de Nossa Senhora de Luz e São Rafael Arcanjo, conceda ao nosso irmão o descanso eterno e a recompensa pelos 15 anos de ministério sacerdotal vividos com muito amor e dedicação nos Campos da Messe de Luz” Padre Marcelo Adriano Ribeiro O padre nasceu no dia 23 de abril de 1980, em Santo Antônio de Monte. Filho de José Ribeiro e Helena Maria Ribeiro, ele iniciou como sacerdote em 15 de dezembro de 2007. Durante o seu ministério, o padre Marcelo Adriano Ribeiro trabalhou nas paróquias de São Carlos Borromeu, em Lagoa da Prata, São Vicente de Paulo, em Bom Despacho, Nossa Senhora do Rosário, em Pimenta, São Judas, em Formiga. Atualmente, além de pároco da paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, também era vigário de Abaeté, coordenador da comissão diocesana de Ouvidoria para Proteção e Tutela de Crianças, Adolescentes e Pessoas Vulneráveis, além de ser membro presbiteral do Colégio dos Consultores.

  • Padre é encontrado sem vida em Santo Antônio do Monte

    Ele estava em um sítio que pertence aos familiares. A causa da morte não foi informada. O óbito será apurado pela Polícia Civil. Morreu aos 42 anos, na tarde desta sexta-feira (13), o padre Marcelo Adriano Ribeiro. Ele foi encontrado sem vida em um sítio que pertence aos familiares, no município de Santo Antônio do Monte, cidade onde nasceu. A causa da morte não foi informada e a Polícia Civil apura o caso. A Diocese de Luz, da qual ele fazia parte, emitiu nota de pesar (veja abaixo). O velório ocorre desde às 7h deste sábado (14), na Igreja Matriz de São João Bosco, em Santo Antônio do Monte. Às 16h terá a Missa de Exéquias e o sepultamento está marcado para as 17h. Diocese de Luz A Diocese de Luz declarou que recebeu, com imenso pesar, a notícia do falecimento do padre Marcelo Adriano Ribeiro, pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Patrocínio de Abaeté. “A diocese de Luz se solidariza com os familiares e amigos de padre Marcelo Adriano, que o Senhor em sua infinita bondade e misericórdia, por intercessão de Nossa Senhora de Luz e São Rafael Arcanjo, conceda ao nosso irmão o descanso eterno e a recompensa pelos 15 anos de ministério sacerdotal vividos com muito amor e dedicação nos Campos da Messe de Luz” Padre Marcelo Adriano Ribeiro O padre nasceu no dia 23 de abril de 1980, em Santo Antônio de Monte. Filho de José Ribeiro e Helena Maria Ribeiro, ele iniciou como sacerdote em 15 de dezembro de 2007. Durante o seu ministério, o padre Marcelo Adriano Ribeiro trabalhou nas paróquias de São Carlos Borromeu, em Lagoa da Prata, São Vicente de Paulo, em Bom Despacho, Nossa Senhora do Rosário, em Pimenta, São Judas, em Formiga. Atualmente, além de pároco da paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, também era vigário de Abaeté, coordenador da comissão diocesana de Ouvidoria para Proteção e Tutela de Crianças, Adolescentes e Pessoas Vulneráveis, além de ser membro presbiteral do Colégio dos Consultores.

  • Santo Arnaldo Janssen – 15 de janeiro

    SANTO DO DIA – 15 DE JANEIRO – SANTO ARNALDO JANSSEN Fundador da Sociedade do Verbo Divino, Missionárias Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua (1837-1909) Arnaldo Janssen nasceu em Goch, na Baixa Renânia, Alemanha, em 05 de novembro de 1837. Ele era o segundo filho de uma família numerosa de cristãos fervorosos de classe média e se tornou um gigante por sua obra de fundador e pela atividade fecunda do seu apostolado, junto aos pobres, migrantes, clérigos e fiéis. Após concluir o estudo colegial na diocese de Gaesdonck em 1855, seguiu para Munster, ingressando na real academia da Prússia para estudar matemática, ciências naturais e filosofia. Dois anos depois seguiu para a universidade de Bonn, na Alemanha, onde se diplomou e obteve a habilitação para lecionar todas as matérias do colegial. Assim, tendo apenas 20 anos já era professor. Pouco depois, entrou no Seminário de Munster e se consagrou sacerdote em 05 de agosto de 1861. Por quase doze anos, se dedicou ao ensino na escola pública e ao Apostolado da Oração como diretor na diocese, em Munster. Neste período amadureceu a ideia de se dedicar exclusivamente a obra missionária. Decidiu e renunciou aos cargos de professor e diretor. Este foi o derradeiro passo para o início de sua atividade de fundador. Em 1873 fundou uma revista mensal chamada de ‘O pequeno mensageiro do Sagrado Coração’, com o objetivo de informar os fiéis da necessidade de missionários no país e no exterior. Em 1874, conheceu o bispo de Hong Kong, percebendo que suas angustias eram as mesmas, teve a inspiração de fundar uma congregação missionária, que pudesse suprir as necessidades dos clérigos e dos fiéis. No ano seguinte, instituiu na cidade de Steyl, Holanda, a primeira comunidade missionária de origem alemã, para a formação de sacerdotes e irmãos, que recebeu o nome de Sociedade do Verbo Divino. Padre Arnaldo resolveu que a base de formação sacerdotal teria a Regra da Terceira Ordem Dominicana. Nos anos que se sucederam, as obras e o apostolado se expandiram para o Extremo Oriente, América e África. Depois, fundou a Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo em 1889, e a das Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua em 1896, em Steyl. As três congregações foram fundadas na Holanda, porque ali os cristãos eram menos perseguidos e as chances de um possível fechamento das casas seria menor. Mais tarde, este foi o motivo que levou o Padre Arnaldo Janssen a se refugiar no território holandês, e naquela cidade, onde permaneceu, se dedicando à sua esplêndida obra de fundador e aos migrantes e pobres. Morreu em 15 de janeiro de 1909, consumido pelo trabalho. A Igreja o canonizou em 2003 e o proclamou pioneiro do movimento missionário moderno nos países de língua alemã, holandesa e eslava. Seu culto litúrgico foi indicado para o dia de sua morte. #SantodoDia

  • Santo Arnaldo Janssen – 15 de janeiro

    SANTO DO DIA – 15 DE JANEIRO – SANTO ARNALDO JANSSEN Fundador da Sociedade do Verbo Divino, Missionárias Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua (1837-1909) Arnaldo Janssen nasceu em Goch, na Baixa Renânia, Alemanha, em 05 de novembro de 1837. Ele era o segundo filho de uma família numerosa de cristãos fervorosos de classe média e se tornou um gigante por sua obra de fundador e pela atividade fecunda do seu apostolado, junto aos pobres, migrantes, clérigos e fiéis. Após concluir o estudo colegial na diocese de Gaesdonck em 1855, seguiu para Munster, ingressando na real academia da Prússia para estudar matemática, ciências naturais e filosofia. Dois anos depois seguiu para a universidade de Bonn, na Alemanha, onde se diplomou e obteve a habilitação para lecionar todas as matérias do colegial. Assim, tendo apenas 20 anos já era professor. Pouco depois, entrou no Seminário de Munster e se consagrou sacerdote em 05 de agosto de 1861. Por quase doze anos, se dedicou ao ensino na escola pública e ao Apostolado da Oração como diretor na diocese, em Munster. Neste período amadureceu a ideia de se dedicar exclusivamente a obra missionária. Decidiu e renunciou aos cargos de professor e diretor. Este foi o derradeiro passo para o início de sua atividade de fundador. Em 1873 fundou uma revista mensal chamada de ‘O pequeno mensageiro do Sagrado Coração’, com o objetivo de informar os fiéis da necessidade de missionários no país e no exterior. Em 1874, conheceu o bispo de Hong Kong, percebendo que suas angustias eram as mesmas, teve a inspiração de fundar uma congregação missionária, que pudesse suprir as necessidades dos clérigos e dos fiéis. No ano seguinte, instituiu na cidade de Steyl, Holanda, a primeira comunidade missionária de origem alemã, para a formação de sacerdotes e irmãos, que recebeu o nome de Sociedade do Verbo Divino. Padre Arnaldo resolveu que a base de formação sacerdotal teria a Regra da Terceira Ordem Dominicana. Nos anos que se sucederam, as obras e o apostolado se expandiram para o Extremo Oriente, América e África. Depois, fundou a Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo em 1889, e a das Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua em 1896, em Steyl. As três congregações foram fundadas na Holanda, porque ali os cristãos eram menos perseguidos e as chances de um possível fechamento das casas seria menor. Mais tarde, este foi o motivo que levou o Padre Arnaldo Janssen a se refugiar no território holandês, e naquela cidade, onde permaneceu, se dedicando à sua esplêndida obra de fundador e aos migrantes e pobres. Morreu em 15 de janeiro de 1909, consumido pelo trabalho. A Igreja o canonizou em 2003 e o proclamou pioneiro do movimento missionário moderno nos países de língua alemã, holandesa e eslava. Seu culto litúrgico foi indicado para o dia de sua morte. #SantodoDia

  • A Coroa de Nossa Senhora das Lágrimas e a profecia para o Brasil

    “Se todas as mães, com muita razão, choram ao perder os seus entes queridos, como negar que Maria haja chorado ao ver o seu Jesus, tão maltratado, morrendo como um criminoso na Cruz!” Nos anos 1930, a Virgem Maria e Jesus apareceram à uma Freira Estigmatizada chamada Amália Aguirre, no Instituto das Missionárias de Jesus Crucificado em Campinas – SP. Com o Título de Nossa Senhora das Lágrimas e Nosso Senhor intitulando-se: Jesus Manietado, trouxeram ao mundo a devoção às Lágrimas de Maria. O prof. Raphael Tonon conta tudo sobre a impressionante aparição de Nossa Senhora das Lágrimas em aula especial para você. Saiba tudo sobre a aparição mariana de Campinas SP e não deixe de compartilhar esta formação. Clique aqui para assistir a formação: APRENDA A REZAR A COROA DAS LÁGRIMAS DE NOSSA SENHORA Ensinado por Nossa Senhora nas Aparições à Irmã Amália Aguirre, em Campinas, Brasil, na década de 1930. ORAÇÃO INICIAL: “Eis-nos aos Vossos Pés, ó Dulcíssimo Jesus Crucificado, para Vos oferecer as Lágrimas d’Aquela que, com tanto amor, Vos acompanhou no caminho doloroso do calvário. Fazei, ó Bom Mestre, que nós saibamos aproveitar a lição que elas nos dão, para que realizando a Vossa Santíssima Vontade na Terra, possamos um dia, no Céus, Vos louvar por toda a eternidade. Amém! NAS CONTAS GRANDES: “Vede ó Jesus, que são as Lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na terra e que mais Vos ama nos Céus!” NAS CONTAS PEQUENAS (7x) ” Meu Jesus, ouvi os nossos rogos, pelas Lágrimas de Vossa Mãe Santíssima! “ NAS 3 CONTAS FINAIS: “Vede ó Jesus, que são as Lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na terra e que mais Vos ama nos Céus! “ ORAÇÃO FINAL: ” Virgem Santíssima e Mãe das Dores, nós Vos pedimos que junteis os Vossos pedidos aos nossos, a fim de que Jesus, Vosso Divino Filho, a quem nos dirigimos, em nome das Vossas Lágrimas de Mãe, ouça as nossas preces e nos conceda, com as graças que desejamos a Coroa da Vida Eterna. Amém! “ JACULATÓRIAS: “Ó Virgem Dolorosíssima, as Vossas Lágrimas derrubaram o império Infernal!” “Por Vossa mansidão divina, Ó Jesus Manietado, salvai o mundo, do erro de que se acha ameaçado.” Conheça mais sobre Nossa Senhora das Lágrimas Um fato maravilhoso, amplamente divulgado na Alemanha e nos EUA, permanecia quase esquecido aqui no Brasil. Autorizado pelo Bispo Diocesano desde o início, foi acrescido de novo Imprimatur em cada país em que se difundiu. No Instituto das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado, cujo fundador foi o Exmo. Sr. Dom Francisco de Campos Barreto, Bispo de Campinas, viveu a Irmã Amália de Jesus Flagelado. Assim como sua contemporânea Tereza Neumann, ela também foi distinguida com os Sagrados Estigmas de Cristo. Irmã Amália pertenceu ao grupo das oito primeiras irmãs e foi co-fundadora do Instituto, onde recebeu o hábito religioso em 3 de maio de 1928 e fez seus votos perpétuos em 8 de dezembro de 1931. A revelação dos merecimentos das Lágrimas de Maria A esposa de um parente da Madre Fundadora da nova Congregação adoeceu gravemente. Diversos médicos declararam não haver mais possibilidade de ajuda. Com lágrimas nos olhos o pobre marido queixou-se: “O que será das minhas crianças pequenas?” Os problemas do pai aflito foram diretamente ao coração da Irmã Amália. No mesmo instante ela pensou no Divino Salvador e sentiu então um impulso interior que a chamava para junto do Tabernáculo. Imediatamente foi para a Capela, ajoelhou-se com os braços estendidos e disse a Jesus: “Se existir alguma possibilidade de salvar a esposa de T., eu estou pronta para oferecer minha vida pela mãe de família. O que o Senhor quer que eu faça?” Jesus assim respondeu: Se deseja obter esta graça, peça-a a Mim pelos merecimentos das Lágrimas de Minha Mãe Irmã Amália continuou: “Como devo eu rezar?” Então Jesus ensinou-lhe as seguintes orações: Meu Jesus, ouvi os nossos rogos pelas Lágrimas de Vossa Mãe Santíssima. Vede, ó Jesus, que são as Lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na terra… E que mais Vos ama nos céus. Jesus então disse: Minha filha, o que os homens Me pedem pelas lágrimas de Minha Mãe, Eu amorosamente concedo. Mais tarde, Minha Mãe entregará este tesouro para o nosso querido Instituto, como um sinal de Sua Misericórdia. (08/11/1929) Coroa das Lágrimas Em 8 de março de 1930, Irmã Amália teve uma aparição de Nossa Senhora, que se apresentou com uma túnica violeta, um manto azul e um véu branco que cobria Seu peito e ombros. Deslizou em direção à Irmã, segurando em Suas Mãos um branco rosário brilhante, que lhe entregou dizendo: Este é o rosário de Minhas lágrimas, que foi prometido pelo Meu Filho ao nosso querido Instituto como uma parte de seu legado. Ele também já lhe deu as orações. Meu Filho quer Me honrar especialmente com essas invocações e, além disso, Ele concederá todos os favores que forem pedidos pelos merecimentos de Minhas lágrimas. Este rosário alcançará a conversão de muitos pecadores, especialmente dos possuídos pelo demônio. Uma especial graça está reservada para o Instituto de Jesus Crucificado, principalmente a conversão de vários membros de uma parte dissidente da Igreja. Por meio deste rosário o demônio será derrotado e o poder do inferno destruído. Arme-se para a grande batalha. A Coroa (ou Rosário) que a Mãe de Deus entregou à Irmã Amália tinha 49 contas brancas, divididas em grupos de 7, por sete contas igualmente brancas. É, portanto, semelhante à Coroa das Dores de Maria, embora de cor diferente. Tinha ainda mais três contas finais e uma medalha com a imagem de Nossa Senhora das Lágrimas – de um lado – e a imagem de Jesus Manietado – de outro lado. A medalha é uma parte essencial desta Coroa, devendo ser exatamente como aquela que a Mãe de Deus mostrou à Irmã Amália, em Campinas, a 8 de abril de 1930. A revelação da prodigiosa medalha de Nossa Senhora das Lágrimas e de Jesus Manietado Na aparição do dia 8 de abril de 1930, a Santíssima Virgem pediu à Irmã Amália que mandasse cunhar uma medalha de Nossa Senhora das Lágrimas e de Jesus Manietado, e disse que essa mesma medalha devia ser muito divulgada para que o poder de Satanás no Mundo fosse vencido. Nossa Senhora ainda acrescentou que todos os fiéis que a trouxessem com amor e devoção obteriam inúmeras graças. Por ordem da Santíssima Mãe de Deus, essa medalha traz cunhada na frente a imagem de Nossa Senhora das Lágrimas em atitude de entrega da Coroa das Lágrimas (exatamente como aconteceu na anterior aparição de 8 de março de 1930 à Irmã Amália) e rodeada pelas palavras: “Ó Virgem Dolorosíssima, as Vossas Lágrimas derrubaram o império infernal!”. No verso, traz cunhada a imagem de Jesus Manietado – ou seja, amarrado durante a Sua Dolorosa Paixão – e rodeada pelas palavras: “Por Vossa Mansidão Divina, ó Jesus Manietado, salvai o Mundo do erro que o ameaça!”. Aprovação de D. Francisco Trechos do prefácio de D. Francisco de Campos Barreto (foto), no livro Glórias e Poder de Nossa Senhora das Lágrimas, publicado em 1934: Se todas as mães, com muita razão, choram ao perder seus entes queridos, como negar que Maria haja chorado ao ver o seu Jesus, tão maltratado, morrendo como um criminoso na Cruz! Se Jesus, como obra divina, estava feito para amar e sofrer mais que os outros homens, o mesmo diremos do coração maternal de Maria, criado e afinado nas suas dores e no seu amor. É por isso que, dando a Maria o título de Nossa Senhora das Lágrimas, entendemos gravar, na coroa de seus grandes privilégios e de seus méritos sem fim, a mais preciosa jóia, como símbolo mais expressivo de sua dor e de seu amor por Jesus e pelos homens. Maria vendo Jesus morto e desprezado, chorou para merecer a conversão dos pecadores e lhes abrir as portas do céu. A dor e o amor de Maria não podiam ser uma fantasia, mas, sim, uma grande realidade, por isso todos os homens devem bendizer as lágrimas daquela que melhor ouviu, guardou e praticou a Palavra de Deus. Eis porque, com toda razão, somos obrigados a reconhecer mais esse título glorioso, com que honramos a criatura mais perfeita e mais santa que saiu das mãos de Deus. Nossa Senhora das Lágrimas quer dizer Mãe de Misericórdia, dos que gemem e choram, mãe amorosa que se compadece de todos que a Ela recorrem e que ainda hoje chora as loucuras dos pobres pecadores. Nossa Senhora das Lágrimas é ainda aquela mulher forte que soube aconselhar os discípulos, fortificando a Igreja nascente, dando ânimo e assistência aos apóstolos, para firmes na fé darem sua vida por Jesus. Esse novo nome, significando as virtudes, os méritos e a compaixão de Maria, em união com os méritos e a paixão de Jesus, vem apenas confirmar a devoção a Nossa Senhora das Dores, já secular e aprovada na Igreja, da qual as Lágrimas são a sua máxima expressão. Campinas, 20-2-34 + FRANCISCO, Bispo de Campinas O sentido da invocação de Nossa Senhora das Lágrimas Há diversas orações com aprovação eclesiástica que recorrem aos méritos das Lágrimas de Maria. Talvez a mais conhecida seja a novena da Medalha Milagrosa, na meditação do 2º dia. O Papa São João Paulo II, ao consagrar em 1994 o Santuário de Nossa Senhora das Lágrimas em Siracusa, Itália (onde se deu um fenômeno de lacrimação de imagem de Nossa Senhora) proferiu este ensinamento catequético sobre o sentido dessa invocação mariana: «Os relatos evangélicos não recordam o pranto da Virgem. Não escutamos seu choro nem na noite de Belém, quando chegou a hora de dar à luz ao Filho de Deus, nem no Gólgota, quando estava ao pé da cruz. Nem sequer sabemos de suas lágrimas de alegria, quando Cristo ressuscitou. Embora a Sagrada Escritura não faça alusão a esse fato, a instituição da fé fala em favor dele. Maria, que chora de tristeza ou de alegria, é a expressão da Igreja que se alegra na noite de Natal, sofre na Sexta-feira Santa ao pé da cruz e se alegra novamente na aurora da Ressurreição. Trata-se da Esposa do Cordeiro,… do livro do Apocalipse (cf. 21, 9). Conhecemos algumas lágrimas de Maria pelas aparições com as quais Ela de vez em quando acompanha a Igreja em sua peregrinação pelos caminhos do mundo. Maria chora em La Salette, em meados do século passado(1), antes das aparições de Lourdes, em um período no qual o cristianismo na França enfrentava crescente hostilidade. Chora também aqui, em Siracusa, ao final da segunda guerra mundial(2). Pode-se compreender tal pranto precisamente no marco desses fatos trágicos: a imensa hecatombe causada pelo conflito, o extermínio dos filhos e filhas de Israel; e a ameaça para a Europa, vinda do leste, constituída pelo comunismo declaradamente ateu. Também nesse período chora a imagem da Virgem de Czestochowa, em Lublín: este é um fato pouco conhecido fora da Polônia(3). As lágrimas da Virgem pertencem à ordem dos sinais; testemunham a presença da Mãe Igreja no mundo. Uma mãe chora quando vê seus filhos ameaçados por algum mal, espiritual ou físico. (…) Hoje, aqui em Siracusa, posso dedicar o Santuário da Virgem das Lágrimas. (…) Santuário da Virgem das Lágrimas, nasceste para recordar à Igreja o pranto da Mãe. (…) Vinde aqui, entre estas paredes acolhedoras, os que estais oprimidos pela consciência do pecado e experimentai aqui a riqueza da misericórdia de Deus e de seu perdão. Guiem-vos até aqui as lágrimas da Mãe. São lágrimas de dor pelos que recusam o amor de Deus (…). São lágrimas de oração: oração da Mãe que dá força a toda oração e se eleva suplicante também pelos que não rezam (…). São lágrimas de esperança, que abrandam a dureza dos corações e os abrem ao encontro com Cristo redentor (…). Virgem das Lágrimas, olhai com bondade materna a dor do mundo. Enxugai as lágrimas dos que sofrem, dos abandonados, dos desesperados, e das vítimas de toda violência. Alcançai-nos a todos, lágrimas de arrependimento e vida nova, que abram os corações ao dom regenerador do amor de Deus. Alcançai-nos a todos lágrimas de alegria, depois de ter visto a profunda ternura de vosso coração.» . . . . . . . (1) “Século passado”: século 19, em 1846. (2) Nossa Senhora das Lágrimas de Siracusa: fenômeno da pequena imagem chorosa, em 1953. (3) Podemos incluir nesta lista os fatos associados à imagem chorosa de Akita, em 1973 no Japão, reconhecidos pela Igreja em 1988. No Brasil há também em Caraá,RS, um Santuário dedicado a Nossa Senhora das Lágrimas, cuja devoção está associada a uma imagem lacrimosa de um convento em Trevilho, Itália, em 1522. #NossaSenhoradasLágrimas

  • A Coroa de Nossa Senhora das Lágrimas e a profecia para o Brasil

    “Se todas as mães, com muita razão, choram ao perder os seus entes queridos, como negar que Maria haja chorado ao ver o seu Jesus, tão maltratado, morrendo como um criminoso na Cruz!” Nos anos 1930, a Virgem Maria e Jesus apareceram à uma Freira Estigmatizada chamada Amália Aguirre, no Instituto das Missionárias de Jesus Crucificado em Campinas – SP. Com o Título de Nossa Senhora das Lágrimas e Nosso Senhor intitulando-se: Jesus Manietado, trouxeram ao mundo a devoção às Lágrimas de Maria. O prof. Raphael Tonon conta tudo sobre a impressionante aparição de Nossa Senhora das Lágrimas em aula especial para você. Saiba tudo sobre a aparição mariana de Campinas SP e não deixe de compartilhar esta formação. Clique aqui para assistir a formação: APRENDA A REZAR A COROA DAS LÁGRIMAS DE NOSSA SENHORA Ensinado por Nossa Senhora nas Aparições à Irmã Amália Aguirre, em Campinas, Brasil, na década de 1930. ORAÇÃO INICIAL: “Eis-nos aos Vossos Pés, ó Dulcíssimo Jesus Crucificado, para Vos oferecer as Lágrimas d’Aquela que, com tanto amor, Vos acompanhou no caminho doloroso do calvário. Fazei, ó Bom Mestre, que nós saibamos aproveitar a lição que elas nos dão, para que realizando a Vossa Santíssima Vontade na Terra, possamos um dia, no Céus, Vos louvar por toda a eternidade. Amém! NAS CONTAS GRANDES: “Vede ó Jesus, que são as Lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na terra e que mais Vos ama nos Céus!” NAS CONTAS PEQUENAS (7x) ” Meu Jesus, ouvi os nossos rogos, pelas Lágrimas de Vossa Mãe Santíssima! “ NAS 3 CONTAS FINAIS: “Vede ó Jesus, que são as Lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na terra e que mais Vos ama nos Céus! “ ORAÇÃO FINAL: ” Virgem Santíssima e Mãe das Dores, nós Vos pedimos que junteis os Vossos pedidos aos nossos, a fim de que Jesus, Vosso Divino Filho, a quem nos dirigimos, em nome das Vossas Lágrimas de Mãe, ouça as nossas preces e nos conceda, com as graças que desejamos a Coroa da Vida Eterna. Amém! “ JACULATÓRIAS: “Ó Virgem Dolorosíssima, as Vossas Lágrimas derrubaram o império Infernal!” “Por Vossa mansidão divina, Ó Jesus Manietado, salvai o mundo, do erro de que se acha ameaçado.” Conheça mais sobre Nossa Senhora das Lágrimas Um fato maravilhoso, amplamente divulgado na Alemanha e nos EUA, permanecia quase esquecido aqui no Brasil. Autorizado pelo Bispo Diocesano desde o início, foi acrescido de novo Imprimatur em cada país em que se difundiu. No Instituto das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado, cujo fundador foi o Exmo. Sr. Dom Francisco de Campos Barreto, Bispo de Campinas, viveu a Irmã Amália de Jesus Flagelado. Assim como sua contemporânea Tereza Neumann, ela também foi distinguida com os Sagrados Estigmas de Cristo. Irmã Amália pertenceu ao grupo das oito primeiras irmãs e foi co-fundadora do Instituto, onde recebeu o hábito religioso em 3 de maio de 1928 e fez seus votos perpétuos em 8 de dezembro de 1931. A revelação dos merecimentos das Lágrimas de Maria A esposa de um parente da Madre Fundadora da nova Congregação adoeceu gravemente. Diversos médicos declararam não haver mais possibilidade de ajuda. Com lágrimas nos olhos o pobre marido queixou-se: “O que será das minhas crianças pequenas?” Os problemas do pai aflito foram diretamente ao coração da Irmã Amália. No mesmo instante ela pensou no Divino Salvador e sentiu então um impulso interior que a chamava para junto do Tabernáculo. Imediatamente foi para a Capela, ajoelhou-se com os braços estendidos e disse a Jesus: “Se existir alguma possibilidade de salvar a esposa de T., eu estou pronta para oferecer minha vida pela mãe de família. O que o Senhor quer que eu faça?” Jesus assim respondeu: Se deseja obter esta graça, peça-a a Mim pelos merecimentos das Lágrimas de Minha Mãe Irmã Amália continuou: “Como devo eu rezar?” Então Jesus ensinou-lhe as seguintes orações: Meu Jesus, ouvi os nossos rogos pelas Lágrimas de Vossa Mãe Santíssima. Vede, ó Jesus, que são as Lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na terra… E que mais Vos ama nos céus. Jesus então disse: Minha filha, o que os homens Me pedem pelas lágrimas de Minha Mãe, Eu amorosamente concedo. Mais tarde, Minha Mãe entregará este tesouro para o nosso querido Instituto, como um sinal de Sua Misericórdia. (08/11/1929) Coroa das Lágrimas Em 8 de março de 1930, Irmã Amália teve uma aparição de Nossa Senhora, que se apresentou com uma túnica violeta, um manto azul e um véu branco que cobria Seu peito e ombros. Deslizou em direção à Irmã, segurando em Suas Mãos um branco rosário brilhante, que lhe entregou dizendo: Este é o rosário de Minhas lágrimas, que foi prometido pelo Meu Filho ao nosso querido Instituto como uma parte de seu legado. Ele também já lhe deu as orações. Meu Filho quer Me honrar especialmente com essas invocações e, além disso, Ele concederá todos os favores que forem pedidos pelos merecimentos de Minhas lágrimas. Este rosário alcançará a conversão de muitos pecadores, especialmente dos possuídos pelo demônio. Uma especial graça está reservada para o Instituto de Jesus Crucificado, principalmente a conversão de vários membros de uma parte dissidente da Igreja. Por meio deste rosário o demônio será derrotado e o poder do inferno destruído. Arme-se para a grande batalha. A Coroa (ou Rosário) que a Mãe de Deus entregou à Irmã Amália tinha 49 contas brancas, divididas em grupos de 7, por sete contas igualmente brancas. É, portanto, semelhante à Coroa das Dores de Maria, embora de cor diferente. Tinha ainda mais três contas finais e uma medalha com a imagem de Nossa Senhora das Lágrimas – de um lado – e a imagem de Jesus Manietado – de outro lado. A medalha é uma parte essencial desta Coroa, devendo ser exatamente como aquela que a Mãe de Deus mostrou à Irmã Amália, em Campinas, a 8 de abril de 1930. A revelação da prodigiosa medalha de Nossa Senhora das Lágrimas e de Jesus Manietado Na aparição do dia 8 de abril de 1930, a Santíssima Virgem pediu à Irmã Amália que mandasse cunhar uma medalha de Nossa Senhora das Lágrimas e de Jesus Manietado, e disse que essa mesma medalha devia ser muito divulgada para que o poder de Satanás no Mundo fosse vencido. Nossa Senhora ainda acrescentou que todos os fiéis que a trouxessem com amor e devoção obteriam inúmeras graças. Por ordem da Santíssima Mãe de Deus, essa medalha traz cunhada na frente a imagem de Nossa Senhora das Lágrimas em atitude de entrega da Coroa das Lágrimas (exatamente como aconteceu na anterior aparição de 8 de março de 1930 à Irmã Amália) e rodeada pelas palavras: “Ó Virgem Dolorosíssima, as Vossas Lágrimas derrubaram o império infernal!”. No verso, traz cunhada a imagem de Jesus Manietado – ou seja, amarrado durante a Sua Dolorosa Paixão – e rodeada pelas palavras: “Por Vossa Mansidão Divina, ó Jesus Manietado, salvai o Mundo do erro que o ameaça!”. Aprovação de D. Francisco Trechos do prefácio de D. Francisco de Campos Barreto (foto), no livro Glórias e Poder de Nossa Senhora das Lágrimas, publicado em 1934: Se todas as mães, com muita razão, choram ao perder seus entes queridos, como negar que Maria haja chorado ao ver o seu Jesus, tão maltratado, morrendo como um criminoso na Cruz! Se Jesus, como obra divina, estava feito para amar e sofrer mais que os outros homens, o mesmo diremos do coração maternal de Maria, criado e afinado nas suas dores e no seu amor. É por isso que, dando a Maria o título de Nossa Senhora das Lágrimas, entendemos gravar, na coroa de seus grandes privilégios e de seus méritos sem fim, a mais preciosa jóia, como símbolo mais expressivo de sua dor e de seu amor por Jesus e pelos homens. Maria vendo Jesus morto e desprezado, chorou para merecer a conversão dos pecadores e lhes abrir as portas do céu. A dor e o amor de Maria não podiam ser uma fantasia, mas, sim, uma grande realidade, por isso todos os homens devem bendizer as lágrimas daquela que melhor ouviu, guardou e praticou a Palavra de Deus. Eis porque, com toda razão, somos obrigados a reconhecer mais esse título glorioso, com que honramos a criatura mais perfeita e mais santa que saiu das mãos de Deus. Nossa Senhora das Lágrimas quer dizer Mãe de Misericórdia, dos que gemem e choram, mãe amorosa que se compadece de todos que a Ela recorrem e que ainda hoje chora as loucuras dos pobres pecadores. Nossa Senhora das Lágrimas é ainda aquela mulher forte que soube aconselhar os discípulos, fortificando a Igreja nascente, dando ânimo e assistência aos apóstolos, para firmes na fé darem sua vida por Jesus. Esse novo nome, significando as virtudes, os méritos e a compaixão de Maria, em união com os méritos e a paixão de Jesus, vem apenas confirmar a devoção a Nossa Senhora das Dores, já secular e aprovada na Igreja, da qual as Lágrimas são a sua máxima expressão. Campinas, 20-2-34 + FRANCISCO, Bispo de Campinas O sentido da invocação de Nossa Senhora das Lágrimas Há diversas orações com aprovação eclesiástica que recorrem aos méritos das Lágrimas de Maria. Talvez a mais conhecida seja a novena da Medalha Milagrosa, na meditação do 2º dia. O Papa São João Paulo II, ao consagrar em 1994 o Santuário de Nossa Senhora das Lágrimas em Siracusa, Itália (onde se deu um fenômeno de lacrimação de imagem de Nossa Senhora) proferiu este ensinamento catequético sobre o sentido dessa invocação mariana: «Os relatos evangélicos não recordam o pranto da Virgem. Não escutamos seu choro nem na noite de Belém, quando chegou a hora de dar à luz ao Filho de Deus, nem no Gólgota, quando estava ao pé da cruz. Nem sequer sabemos de suas lágrimas de alegria, quando Cristo ressuscitou. Embora a Sagrada Escritura não faça alusão a esse fato, a instituição da fé fala em favor dele. Maria, que chora de tristeza ou de alegria, é a expressão da Igreja que se alegra na noite de Natal, sofre na Sexta-feira Santa ao pé da cruz e se alegra novamente na aurora da Ressurreição. Trata-se da Esposa do Cordeiro,… do livro do Apocalipse (cf. 21, 9). Conhecemos algumas lágrimas de Maria pelas aparições com as quais Ela de vez em quando acompanha a Igreja em sua peregrinação pelos caminhos do mundo. Maria chora em La Salette, em meados do século passado(1), antes das aparições de Lourdes, em um período no qual o cristianismo na França enfrentava crescente hostilidade. Chora também aqui, em Siracusa, ao final da segunda guerra mundial(2). Pode-se compreender tal pranto precisamente no marco desses fatos trágicos: a imensa hecatombe causada pelo conflito, o extermínio dos filhos e filhas de Israel; e a ameaça para a Europa, vinda do leste, constituída pelo comunismo declaradamente ateu. Também nesse período chora a imagem da Virgem de Czestochowa, em Lublín: este é um fato pouco conhecido fora da Polônia(3). As lágrimas da Virgem pertencem à ordem dos sinais; testemunham a presença da Mãe Igreja no mundo. Uma mãe chora quando vê seus filhos ameaçados por algum mal, espiritual ou físico. (…) Hoje, aqui em Siracusa, posso dedicar o Santuário da Virgem das Lágrimas. (…) Santuário da Virgem das Lágrimas, nasceste para recordar à Igreja o pranto da Mãe. (…) Vinde aqui, entre estas paredes acolhedoras, os que estais oprimidos pela consciência do pecado e experimentai aqui a riqueza da misericórdia de Deus e de seu perdão. Guiem-vos até aqui as lágrimas da Mãe. São lágrimas de dor pelos que recusam o amor de Deus (…). São lágrimas de oração: oração da Mãe que dá força a toda oração e se eleva suplicante também pelos que não rezam (…). São lágrimas de esperança, que abrandam a dureza dos corações e os abrem ao encontro com Cristo redentor (…). Virgem das Lágrimas, olhai com bondade materna a dor do mundo. Enxugai as lágrimas dos que sofrem, dos abandonados, dos desesperados, e das vítimas de toda violência. Alcançai-nos a todos, lágrimas de arrependimento e vida nova, que abram os corações ao dom regenerador do amor de Deus. Alcançai-nos a todos lágrimas de alegria, depois de ter visto a profunda ternura de vosso coração.» . . . . . . . (1) “Século passado”: século 19, em 1846. (2) Nossa Senhora das Lágrimas de Siracusa: fenômeno da pequena imagem chorosa, em 1953. (3) Podemos incluir nesta lista os fatos associados à imagem chorosa de Akita, em 1973 no Japão, reconhecidos pela Igreja em 1988. No Brasil há também em Caraá,RS, um Santuário dedicado a Nossa Senhora das Lágrimas, cuja devoção está associada a uma imagem lacrimosa de um convento em Trevilho, Itália, em 1522. #NossaSenhoradasLágrimas

  • Santo Hilário de Poitiers, Bispo e Doutor da Igreja – 13 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 13 DE JANEIRO – SANTO HILÁRIO DE POITIERS Bispo e Doutor da Igreja (315-368) Hilário era francês e teria nascido em 315. Sua família era rica e pagã. Ele recebeu uma boa educação e buscava, na filosofia, respostas para sua busca sobre a verdade, encontrando-as somente no Evangelho, o que o levou à conversão ao cristianismo. Seu batismo aconteceu aos 30 anos de idade. Com ele foram batizadas sua esposa e filha, Abrè. Desde então, hilário guiava sua família dentro dos ensinamentos cristãos. A Igreja vivia um tempo de paz externa depois de um período de perseguições, mas precisava de um fortalecimento interno. Entretanto, alguns problemas ainda precisavam ser combatidos, como, por exemplo, a doutrina ariana, considerada herética, que negava a divindade Jesus Cristo. Hilário era conhecido pela vida exemplar, bem como por seus conhecimentos espirituais e intelectuais. Por essa razão o clero queria o elegê-lo bispo. A decisão era difícil para ele, pois teria que abandonar parcialmente sua família. Mas ele aceitou o desafio. Ao ser sagrado bispo de Poitiers, impôs uma luta para acabar com o arianismo. Hilário debatia com os hereges e defendia sua fé, tornando-se conhecido e respeitado por suas convicções e argumentos. Por este motivo passou a ser chamado de “o Atanásio do Ocidente”. Sua valentia e coragem no combate aos hereges fez com que a comunidade aumentasse o respeito a ele. Uma frase de sua própria autoria passou a defini-lo perante a sociedade: “Enganam-se os que acreditam que me farão calar. Falarei pelos escritos, e a palavra de Deus, que ninguém pode aprisionar, voará livre”. Por causa de sua defesa do Evangelho, Hilário sofreu perseguição do imperadores e foi exilado para Oriente. Mas isso não o abalou. Ele aproveitava o tempo para estudar. Aprendeu o grego, conheceu as mais antigas comunidades cristãs e os ensinamentos dos sábios da Igreja. Assim, ele fortalecia sua missão a cada dia. Durante o exílio que durou cinco anos, Hilário escreveu livros, dois deles contra os imperadores Constâncio e Auxêncio. Escreveu sobre a Santíssima Trindade, comentários dos Salmos e outras obras de interpretação. Seus estudos e escritos contribuíram intensamente para o aprofundamento e desenvolvimento da teologia da revelação. Hilário se impressionou com a liturgia oriental. Porém, compôs alguns hinos litúrgicos que o ajudavam a se familiarizar com os fiéis, com a teologia, mantendo as pessoas mais unidas às celebrações. Ao retornar para a França e reassumir sua diocese, ofereceu aos fiéis tudo o que tinha aprendido no exílio. Hilário não abandonou sua família em nenhum momento da vida. Ele ministrou o sacramento do matrimônio à filha e sua esposa entrou para a vida monástica com a sua ajuda e aprovação. Hilário faleceu em 367 e os fiéis já começaram a venerá-lo com o santo. Ele foi canonizado pelo Papa Pio IX e honrado com o título de “Doutor da Igreja”. Sua festa é celebrada no dia 13 de janeiro. Santo Hilário é o padroeiro dos combatentes de heresias e o defensor da seriedade na vivência do santo evangelho. Oração “Ó Deus, que marcastes pela vossa doutrina a vida de Santo Hilário de Poitiers, concedei-nos, por sua intercessão, que sejamos fiéis à mesma doutrina, e a proclamarmos em nossas ações. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.” Conheça mais sobre Santo Hilário de Poitiers Queridos irmãos e irmãs: Hoje quero falar de um grande padre da Igreja do Ocidente, Santo Hilário de Poitiers, uma das grandes figuras de bispos do século IV. Ante os arianos, que consideravam o Filho de Deus como uma criatura, ainda que excelente, mas só uma criatura, Hilário consagrou toda sua vida à defesa da fé na divindade de Jesus Cristo, Filho de Deus e Deus como o Pai, que o gerou desde a eternidade. Não contamos com dados seguros sobre a maior parte da vida de Hilário. As fontes antigas dizem que nasceu em Poitiers, provavelmente por volta do ano 310. De família acomodada, recebeu uma formação literária, que pode reconhecer-se com clareza em seus escritos. Parece que não foi criado em um ambiente cristão. Ele mesmo nos fala de um caminho de busca da verdade, que o levou pouco a pouco ao reconhecimento do Deus criador e do Deus encarnado, morto para dar-nos a vida eterna. Batizado por volta do ano 345, foi eleito bispo de sua cidade natal em torno de 353-354. Nos anos seguintes, Hilário escreveu sua primeira obra, o «Comentário ao Evangelho de Mateus». Trata-se do comentário mais antigo em latim que nos chegou desse Evangelho. No ano 356, ele assistiu como bispo ao sínodo de Béziers, no sul da França, o «sínodo dos falsos apóstolos», como ele mesmo o chama, pois a assembléia estava Hilario_de_Poitiers_1.bmpdominada por bispos filoarianos, que negavam a divindade de Jesus Cristo. Estes «falsos apóstolos» pediram ao imperador Constâncio que condenasse ao exílio o bispo de Poitiers. Dessa forma, Hilário se viu obrigado a abandonar a Gália no verão do ano 356. Exilado na Frígia, na atual Turquia, Hilário entrou em contato com um contexto religioso totalmente dominado pelo arianismo. Também lá sua solicitude como pastor o levou a trabalhar sem descanso a favor do restabelecimento da unidade da Igreja, baseando-se na reta fé formulada pelo Concílio de Nicéia. Com este objetivo, empreendeu a redação de sua obra dogmática mais importante e conhecida: o «De Trinitate» (sobre a Trindade). Nela, Hilário expõe seu caminho pessoal para o conhecimento de Deus e se preocupa por mostrar que a Escritura testifica claramente a divindade do Filho e sua igualdade com o Pai não só no Novo Testamento, mas também em muitas páginas do Antigo Testamento, nas quais já se apresenta o mistério de Cristo. Ante os arianos, insiste na verdade dos nomes do Pai e do Filho e desenvolve toda sua teologia trinitária partindo da fórmula do Batismo que o próprio Senhor nos entregou: «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo». O Pai e o Filho são da mesma natureza. E ainda que algumas passagens do Novo Testamento poderiam levar a pensar que o Filho é inferior ao Pai, Hilário oferece regras precisas para evitar interpretações equívocas: alguns textos da Escritura falam de Jesus como Deus, outros sublinham sua humanidade. Alguns se referem a Ele em sua pré-existência junto ao Pai; outros levam em consideração o estado de abaixamento («kénosis»), sua descida até a morte; outros, por último, o contemplam na glória da ressurreição. Nos anos de seu exílio, Hilário escreveu também o «Livro dos Sínodos», no qual reproduz e comenta para os irmãos bispos da Gália as confissões de fé e outros documentos de sínodos reunidos no Oriente ao redor da metade do século IV. Sempre firme na oposição aos arianos radicais, Santo Hilário se assemelha ao Pai na essência, naturalmente tentando levá-los sempre para a plena fé, segundo a qual não se dá só uma semelhança, mas uma verdadeira igualdade entre o Pai e o Filho na divindade. Isso também nos parece característico: seu espírito de conciliação trata de compreender quem ainda não chegou à verdade plena e os ajuda, com grande inteligência teológica, a alcançar a plena fé na verdadeira divindade do Senhor Jesus Cristo. No ano 360 ou 361, Hilário pôde finalmente regressar do exílio à sua pátria e imediatamente voltou a empreender a atividade pastoral em sua Igreja, mas o influxo de seu magistério se estendeu, de fato, muito além dos confins da mesma. Um sínodo celebrado em Paris no ano 360 ou 361 retomou a linguagem do Concílio de Nicéia. Alguns autores antigos consideram que esta mudança antiariana do episcopado da Gália se deveu em boa parte à fortaleza e mansidão do bispo de Poitiers. Esta era precisamente sua qualidade: conjugar a fortaleza na fé com a mansidão na relação interpessoal. Nos últimos anos de sua vida, ele compôs os «Tratados sobre os Salmos», um comentário a 58 salmos, interpretados segundo o princípio sublinhado na introdução: «Não cabe dúvida de que todas as coisas que se dizem nos salmos devem ser entendidas segundo o anúncio evangélico, de forma que, independentemente da voz com a qual o espírito profético falou, tudo se refere ao conhecimento da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, encarnação, paixão e reino, e à glória e potência de nossa ressurreição» («Instructio Psalmorum» 5). Ele vê em todos os salmos esta transparência do mistério de Cristo e de seu Corpo, que é a Igreja. Em várias ocasiões, Hilário se encontrou com São Martinho: precisamente o futuro bispo de Tours fundou um mosteiro perto de Poitiers, que ainda existe hoje. Hilário faleceu no ano 367. Sua memória litúrgica é celebrada em 13 de janeiro. Em 1851, o beato Pio IX o proclamou doutor da Igreja. Para resumir o essencial de sua doutrina, quero dizer que o ponto de partida da reflexão teológica de Hilário é a fé batismal. Em «De Trinitate», Hilário escreve: Jesus «mandou batizar ‘em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo’ (cf. Mateus 28, 19), ou seja, confessando o Autor, o Unigênito e o Dom. Só há um Autor de todas as coisas, pois só há um Deus Pai, de quem tudo procede. E um só Senhor nosso, Jesus Cristo, por quem tudo foi feito (I Coríntios 8, 6), e um só Espírito (Efésios 4, 4), dom em todos… Não se pode encontrar nada que falte a uma plenitude tão grande, na qual convergem no Pai, no Filho e no Espírito Santo a imensidão no Eterno, a revelação na Imagem, a alegria no Dom» («De Trinitate» 2, 1). Deus Pai, sendo todo amor, é capaz de comunicar em plenitude sua divindade ao Filho. Considero particularmente bela esta formulação de Santo Hilário: «Deus só sabe ser amor, e só sabe ser Pai. E quem ama não é invejoso, e quem é Pai o é totalmente. Este nome não admite compromissos, como se Deus só fosse Pai em certos aspectos e em outros não» (ibidem 9, 61). Por este motivo, o Filho é plenamente Deus sem falta ou diminuição alguma: «Quem procede do perfeito é perfeito, porque quem tem tudo lhe deu tudo» (ibidem 2, 8). Só em Cristo, Filho de Deus e Filho do homem, a humanidade encontra a salvação. Assumindo a natureza humana, uniu consigo todo homem; Ele «se tornou a carne de todos nós» («Tractatus in Psalmos» 54, 9); «assumiu a natureza de toda carne e, convertido assim na videira verdadeira, é a raiz de todo ramo» (ibidem 51, 16). Precisamente por este motivo o caminho para Cristo está aberto a todos, porque Ele atraiu todos em seu ser homem, ainda que sempre seja necessária a conversão pessoal: «Através da relação com sua carne, o acesso a Cristo está aberto a todos, com a condição de que deixem para trás o homem velho (cf. Efésios 4, 22) e o encravem em sua cruz (cf. Colossenses 2, 14); com a condição de que abandonem as obras de antes e se convertam para ficar sepultados com Ele em seu batismo, frente à vida (cf. Colossenses 1, 12; Romanos 6, 4)» (Ibidem 91, 9). A fidelidade a Deus é um dom de sua graça. Por isso, Santo Hilário pede ao final de seu tratado sobre a Trindade poder manter-se sempre fiel à fé do batismo. É uma característica deste livro: a reflexão se transforma em oração e a oração se torna reflexão. Todo o livro é um diálogo com Deus. Quero concluir a catequese de hoje com uma dessas orações, que se converte também em oração nossa: «Fazei, Senhor – reza Hilário, movido pela inspiração – que me mantenha sempre fiel ao que professei no símbolo de minha regeneração, quando fui batizado no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Que eu vos adore, Pai nosso, e junto a vós, o vosso Filho; que seja merecedor do vosso Espírito Santo, que procede de vós através do vosso Unigênito… Amém» («De Trinitate» 12, 57). Por: Bento XVI Tradução: Zenit Fonte: Vaticano/Zenit

  • Santo Hilário de Poitiers, Bispo e Doutor da Igreja – 13 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 13 DE JANEIRO – SANTO HILÁRIO DE POITIERS Bispo e Doutor da Igreja (315-368) Hilário era francês e teria nascido em 315. Sua família era rica e pagã. Ele recebeu uma boa educação e buscava, na filosofia, respostas para sua busca sobre a verdade, encontrando-as somente no Evangelho, o que o levou à conversão ao cristianismo. Seu batismo aconteceu aos 30 anos de idade. Com ele foram batizadas sua esposa e filha, Abrè. Desde então, hilário guiava sua família dentro dos ensinamentos cristãos. A Igreja vivia um tempo de paz externa depois de um período de perseguições, mas precisava de um fortalecimento interno. Entretanto, alguns problemas ainda precisavam ser combatidos, como, por exemplo, a doutrina ariana, considerada herética, que negava a divindade Jesus Cristo. Hilário era conhecido pela vida exemplar, bem como por seus conhecimentos espirituais e intelectuais. Por essa razão o clero queria o elegê-lo bispo. A decisão era difícil para ele, pois teria que abandonar parcialmente sua família. Mas ele aceitou o desafio. Ao ser sagrado bispo de Poitiers, impôs uma luta para acabar com o arianismo. Hilário debatia com os hereges e defendia sua fé, tornando-se conhecido e respeitado por suas convicções e argumentos. Por este motivo passou a ser chamado de “o Atanásio do Ocidente”. Sua valentia e coragem no combate aos hereges fez com que a comunidade aumentasse o respeito a ele. Uma frase de sua própria autoria passou a defini-lo perante a sociedade: “Enganam-se os que acreditam que me farão calar. Falarei pelos escritos, e a palavra de Deus, que ninguém pode aprisionar, voará livre”. Por causa de sua defesa do Evangelho, Hilário sofreu perseguição do imperadores e foi exilado para Oriente. Mas isso não o abalou. Ele aproveitava o tempo para estudar. Aprendeu o grego, conheceu as mais antigas comunidades cristãs e os ensinamentos dos sábios da Igreja. Assim, ele fortalecia sua missão a cada dia. Durante o exílio que durou cinco anos, Hilário escreveu livros, dois deles contra os imperadores Constâncio e Auxêncio. Escreveu sobre a Santíssima Trindade, comentários dos Salmos e outras obras de interpretação. Seus estudos e escritos contribuíram intensamente para o aprofundamento e desenvolvimento da teologia da revelação. Hilário se impressionou com a liturgia oriental. Porém, compôs alguns hinos litúrgicos que o ajudavam a se familiarizar com os fiéis, com a teologia, mantendo as pessoas mais unidas às celebrações. Ao retornar para a França e reassumir sua diocese, ofereceu aos fiéis tudo o que tinha aprendido no exílio. Hilário não abandonou sua família em nenhum momento da vida. Ele ministrou o sacramento do matrimônio à filha e sua esposa entrou para a vida monástica com a sua ajuda e aprovação. Hilário faleceu em 367 e os fiéis já começaram a venerá-lo com o santo. Ele foi canonizado pelo Papa Pio IX e honrado com o título de “Doutor da Igreja”. Sua festa é celebrada no dia 13 de janeiro. Santo Hilário é o padroeiro dos combatentes de heresias e o defensor da seriedade na vivência do santo evangelho. Oração “Ó Deus, que marcastes pela vossa doutrina a vida de Santo Hilário de Poitiers, concedei-nos, por sua intercessão, que sejamos fiéis à mesma doutrina, e a proclamarmos em nossas ações. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.” Conheça mais sobre Santo Hilário de Poitiers Queridos irmãos e irmãs: Hoje quero falar de um grande padre da Igreja do Ocidente, Santo Hilário de Poitiers, uma das grandes figuras de bispos do século IV. Ante os arianos, que consideravam o Filho de Deus como uma criatura, ainda que excelente, mas só uma criatura, Hilário consagrou toda sua vida à defesa da fé na divindade de Jesus Cristo, Filho de Deus e Deus como o Pai, que o gerou desde a eternidade. Não contamos com dados seguros sobre a maior parte da vida de Hilário. As fontes antigas dizem que nasceu em Poitiers, provavelmente por volta do ano 310. De família acomodada, recebeu uma formação literária, que pode reconhecer-se com clareza em seus escritos. Parece que não foi criado em um ambiente cristão. Ele mesmo nos fala de um caminho de busca da verdade, que o levou pouco a pouco ao reconhecimento do Deus criador e do Deus encarnado, morto para dar-nos a vida eterna. Batizado por volta do ano 345, foi eleito bispo de sua cidade natal em torno de 353-354. Nos anos seguintes, Hilário escreveu sua primeira obra, o «Comentário ao Evangelho de Mateus». Trata-se do comentário mais antigo em latim que nos chegou desse Evangelho. No ano 356, ele assistiu como bispo ao sínodo de Béziers, no sul da França, o «sínodo dos falsos apóstolos», como ele mesmo o chama, pois a assembléia estava Hilario_de_Poitiers_1.bmpdominada por bispos filoarianos, que negavam a divindade de Jesus Cristo. Estes «falsos apóstolos» pediram ao imperador Constâncio que condenasse ao exílio o bispo de Poitiers. Dessa forma, Hilário se viu obrigado a abandonar a Gália no verão do ano 356. Exilado na Frígia, na atual Turquia, Hilário entrou em contato com um contexto religioso totalmente dominado pelo arianismo. Também lá sua solicitude como pastor o levou a trabalhar sem descanso a favor do restabelecimento da unidade da Igreja, baseando-se na reta fé formulada pelo Concílio de Nicéia. Com este objetivo, empreendeu a redação de sua obra dogmática mais importante e conhecida: o «De Trinitate» (sobre a Trindade). Nela, Hilário expõe seu caminho pessoal para o conhecimento de Deus e se preocupa por mostrar que a Escritura testifica claramente a divindade do Filho e sua igualdade com o Pai não só no Novo Testamento, mas também em muitas páginas do Antigo Testamento, nas quais já se apresenta o mistério de Cristo. Ante os arianos, insiste na verdade dos nomes do Pai e do Filho e desenvolve toda sua teologia trinitária partindo da fórmula do Batismo que o próprio Senhor nos entregou: «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo». O Pai e o Filho são da mesma natureza. E ainda que algumas passagens do Novo Testamento poderiam levar a pensar que o Filho é inferior ao Pai, Hilário oferece regras precisas para evitar interpretações equívocas: alguns textos da Escritura falam de Jesus como Deus, outros sublinham sua humanidade. Alguns se referem a Ele em sua pré-existência junto ao Pai; outros levam em consideração o estado de abaixamento («kénosis»), sua descida até a morte; outros, por último, o contemplam na glória da ressurreição. Nos anos de seu exílio, Hilário escreveu também o «Livro dos Sínodos», no qual reproduz e comenta para os irmãos bispos da Gália as confissões de fé e outros documentos de sínodos reunidos no Oriente ao redor da metade do século IV. Sempre firme na oposição aos arianos radicais, Santo Hilário se assemelha ao Pai na essência, naturalmente tentando levá-los sempre para a plena fé, segundo a qual não se dá só uma semelhança, mas uma verdadeira igualdade entre o Pai e o Filho na divindade. Isso também nos parece característico: seu espírito de conciliação trata de compreender quem ainda não chegou à verdade plena e os ajuda, com grande inteligência teológica, a alcançar a plena fé na verdadeira divindade do Senhor Jesus Cristo. No ano 360 ou 361, Hilário pôde finalmente regressar do exílio à sua pátria e imediatamente voltou a empreender a atividade pastoral em sua Igreja, mas o influxo de seu magistério se estendeu, de fato, muito além dos confins da mesma. Um sínodo celebrado em Paris no ano 360 ou 361 retomou a linguagem do Concílio de Nicéia. Alguns autores antigos consideram que esta mudança antiariana do episcopado da Gália se deveu em boa parte à fortaleza e mansidão do bispo de Poitiers. Esta era precisamente sua qualidade: conjugar a fortaleza na fé com a mansidão na relação interpessoal. Nos últimos anos de sua vida, ele compôs os «Tratados sobre os Salmos», um comentário a 58 salmos, interpretados segundo o princípio sublinhado na introdução: «Não cabe dúvida de que todas as coisas que se dizem nos salmos devem ser entendidas segundo o anúncio evangélico, de forma que, independentemente da voz com a qual o espírito profético falou, tudo se refere ao conhecimento da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, encarnação, paixão e reino, e à glória e potência de nossa ressurreição» («Instructio Psalmorum» 5). Ele vê em todos os salmos esta transparência do mistério de Cristo e de seu Corpo, que é a Igreja. Em várias ocasiões, Hilário se encontrou com São Martinho: precisamente o futuro bispo de Tours fundou um mosteiro perto de Poitiers, que ainda existe hoje. Hilário faleceu no ano 367. Sua memória litúrgica é celebrada em 13 de janeiro. Em 1851, o beato Pio IX o proclamou doutor da Igreja. Para resumir o essencial de sua doutrina, quero dizer que o ponto de partida da reflexão teológica de Hilário é a fé batismal. Em «De Trinitate», Hilário escreve: Jesus «mandou batizar ‘em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo’ (cf. Mateus 28, 19), ou seja, confessando o Autor, o Unigênito e o Dom. Só há um Autor de todas as coisas, pois só há um Deus Pai, de quem tudo procede. E um só Senhor nosso, Jesus Cristo, por quem tudo foi feito (I Coríntios 8, 6), e um só Espírito (Efésios 4, 4), dom em todos… Não se pode encontrar nada que falte a uma plenitude tão grande, na qual convergem no Pai, no Filho e no Espírito Santo a imensidão no Eterno, a revelação na Imagem, a alegria no Dom» («De Trinitate» 2, 1). Deus Pai, sendo todo amor, é capaz de comunicar em plenitude sua divindade ao Filho. Considero particularmente bela esta formulação de Santo Hilário: «Deus só sabe ser amor, e só sabe ser Pai. E quem ama não é invejoso, e quem é Pai o é totalmente. Este nome não admite compromissos, como se Deus só fosse Pai em certos aspectos e em outros não» (ibidem 9, 61). Por este motivo, o Filho é plenamente Deus sem falta ou diminuição alguma: «Quem procede do perfeito é perfeito, porque quem tem tudo lhe deu tudo» (ibidem 2, 8). Só em Cristo, Filho de Deus e Filho do homem, a humanidade encontra a salvação. Assumindo a natureza humana, uniu consigo todo homem; Ele «se tornou a carne de todos nós» («Tractatus in Psalmos» 54, 9); «assumiu a natureza de toda carne e, convertido assim na videira verdadeira, é a raiz de todo ramo» (ibidem 51, 16). Precisamente por este motivo o caminho para Cristo está aberto a todos, porque Ele atraiu todos em seu ser homem, ainda que sempre seja necessária a conversão pessoal: «Através da relação com sua carne, o acesso a Cristo está aberto a todos, com a condição de que deixem para trás o homem velho (cf. Efésios 4, 22) e o encravem em sua cruz (cf. Colossenses 2, 14); com a condição de que abandonem as obras de antes e se convertam para ficar sepultados com Ele em seu batismo, frente à vida (cf. Colossenses 1, 12; Romanos 6, 4)» (Ibidem 91, 9). A fidelidade a Deus é um dom de sua graça. Por isso, Santo Hilário pede ao final de seu tratado sobre a Trindade poder manter-se sempre fiel à fé do batismo. É uma característica deste livro: a reflexão se transforma em oração e a oração se torna reflexão. Todo o livro é um diálogo com Deus. Quero concluir a catequese de hoje com uma dessas orações, que se converte também em oração nossa: «Fazei, Senhor – reza Hilário, movido pela inspiração – que me mantenha sempre fiel ao que professei no símbolo de minha regeneração, quando fui batizado no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Que eu vos adore, Pai nosso, e junto a vós, o vosso Filho; que seja merecedor do vosso Espírito Santo, que procede de vós através do vosso Unigênito… Amém» («De Trinitate» 12, 57). Por: Bento XVI Tradução: Zenit Fonte: Vaticano/Zenit

  • O Sim de Maria: documentário trata da relação de cinco mulheres com fé e dificuldades da vid

    Produção teve mais de 300 mil visualizações em menos de uma semana e reúne depoimentos de Letícia Cazarré, Ziza Fernandes, Madre Suzana, Samia Marsili e Rebecca Athayde Como viver a dimensão do Natal todos os dias do ano, para muito além do dia 25 de dezembro? A mais nova produção original da Lumine — maior plataforma católica de streaming da América Latina — busca responder essa pergunta. O documentário “O Sim de Maria” é centrado no depoimento de cinco mulheres, que tratam sobre seu relacionamento com a fé e como enfrentam as dificuldades da vida. Em pouco menos de duas semanas, o filme — que está disponível gratuitamente no YouTube para todo o público, incluindo não-assinantes da plataforma — ultrapassa o patamar de 400 mil visualizações, superando as expectativas de seus realizadores. “Temos a tradição de fazer um especial de Natal a cada ano. Desta vez, decidimos abordar o ‘sim’ de Nossa Senhora, com todas suas implicações e sua vinculação com a cruz de Cristo. Escolhemos personalidades das mais diversas vocações para refletir sobre essa dimensão do sofrimento, e a repercussão foi incrível”, conta o fundador da Lumine, Matheus Bazzo. Assista o documentário: Segundo ele, cada uma das mulheres que integra o documentário agrega uma dimensão especial: a força interior de Letícia Cazarré, que tem uma bebê com uma grave doença congênita no coração; o apostolado na carreira musical de Ziza Fernandes; a visão sobrenatural de Rebecca Athayde, que, ainda durante a gravidez, soube que seu filho teria pouco tempo de vida; a vocação fecunda de Samia Marsili, mãe de sete meninos; e a entrega total de Madre Suzana, irmã carmelita. Bazzo destaca que o Natal não existe para ser vivido apenas no dia 25 de dezembro. “Todos os dias são uma oportunidade para deixar Cristo nascer em nossas vidas através do nosso ‘sim’. A história dessas cinco mulheres exemplifica isso de uma forma muito forte, concreta e inspiradora. Nos emocionamos durante a gravação, quando o filme ficou pronto e também na primeira exibição. E muitas pessoas estão relatando esse mesmo impacto. ‘O Sim de Maria’ tomou uma proporção que não imaginávamos que teria”, revela o fundador da plataforma de streaming. Sofrimento a partir da visão sobrenatural Diretor de Marketing da Lumine, Kevin Eger avalia que o filme está tendo uma recepção tão positiva por ter entrado na vida íntima das pessoas e por apresentar um Natal baseado na vida real. “Deus nasceu e não tinha um lugar para nascer, e Nossa Senhora passou por muitas dificuldades. As pessoas costumam enxergar essa data de uma maneira idealizada e até romântica, mas esse fato histórico só ganha real sentido quando vinculado à dimensão da cruz”, explica. Segundo ele, a intenção foi mostrar a realidade do Natal a partir do ‘sim’ diário de várias mulheres — que, assim como Maria, lidam com o sofrimento “a partir de uma visão de eternidade”. Exemplo disso é Letícia Cazarré. Ao lado do marido, o ator Juliano Cazarré, ela tem enfrentado um drama familiar: a filha Maria Guilhermina, de apenas seis meses, possui uma enfermidade rara e já passou por diversos procedimentos médicos. A Lumine foi a primeira produtora a ter acesso à UTI neonatal, onde foram gravadas diversas cenas do filme. “Trazemos uma nova visão sobre essa realidade dramática. Todas as emissoras enfatizam o aspecto natural, mas nós queremos mostrar aos brasileiros a dimensão sobrenatural disso tudo que eles estão vivendo”, afirma Kevin Eger. Com quase duas horas de duração, a produção original tem direção de Julia Sondermann e Gustavo Leite. O formato do documentário se soma à linguagem da ficção — com uma representação da Sagrada Família na jornada do nascimento de Jesus Cristo, tudo gravado no Rio Grande do Sul. Os assinantes da Lumine podem assistir a um material ampliado, com as entrevistas na íntegra das participantes, totalizando em torno de dez horas de conteúdo. #DocumentárioCatólico

  • O Sim de Maria: documentário trata da relação de cinco mulheres com fé e dificuldades da vid

    Produção teve mais de 300 mil visualizações em menos de uma semana e reúne depoimentos de Letícia Cazarré, Ziza Fernandes, Madre Suzana, Samia Marsili e Rebecca Athayde Como viver a dimensão do Natal todos os dias do ano, para muito além do dia 25 de dezembro? A mais nova produção original da Lumine — maior plataforma católica de streaming da América Latina — busca responder essa pergunta. O documentário “O Sim de Maria” é centrado no depoimento de cinco mulheres, que tratam sobre seu relacionamento com a fé e como enfrentam as dificuldades da vida. Em pouco menos de duas semanas, o filme — que está disponível gratuitamente no YouTube para todo o público, incluindo não-assinantes da plataforma — ultrapassa o patamar de 400 mil visualizações, superando as expectativas de seus realizadores. “Temos a tradição de fazer um especial de Natal a cada ano. Desta vez, decidimos abordar o ‘sim’ de Nossa Senhora, com todas suas implicações e sua vinculação com a cruz de Cristo. Escolhemos personalidades das mais diversas vocações para refletir sobre essa dimensão do sofrimento, e a repercussão foi incrível”, conta o fundador da Lumine, Matheus Bazzo. Assista o documentário: Segundo ele, cada uma das mulheres que integra o documentário agrega uma dimensão especial: a força interior de Letícia Cazarré, que tem uma bebê com uma grave doença congênita no coração; o apostolado na carreira musical de Ziza Fernandes; a visão sobrenatural de Rebecca Athayde, que, ainda durante a gravidez, soube que seu filho teria pouco tempo de vida; a vocação fecunda de Samia Marsili, mãe de sete meninos; e a entrega total de Madre Suzana, irmã carmelita. Bazzo destaca que o Natal não existe para ser vivido apenas no dia 25 de dezembro. “Todos os dias são uma oportunidade para deixar Cristo nascer em nossas vidas através do nosso ‘sim’. A história dessas cinco mulheres exemplifica isso de uma forma muito forte, concreta e inspiradora. Nos emocionamos durante a gravação, quando o filme ficou pronto e também na primeira exibição. E muitas pessoas estão relatando esse mesmo impacto. ‘O Sim de Maria’ tomou uma proporção que não imaginávamos que teria”, revela o fundador da plataforma de streaming. Sofrimento a partir da visão sobrenatural Diretor de Marketing da Lumine, Kevin Eger avalia que o filme está tendo uma recepção tão positiva por ter entrado na vida íntima das pessoas e por apresentar um Natal baseado na vida real. “Deus nasceu e não tinha um lugar para nascer, e Nossa Senhora passou por muitas dificuldades. As pessoas costumam enxergar essa data de uma maneira idealizada e até romântica, mas esse fato histórico só ganha real sentido quando vinculado à dimensão da cruz”, explica. Segundo ele, a intenção foi mostrar a realidade do Natal a partir do ‘sim’ diário de várias mulheres — que, assim como Maria, lidam com o sofrimento “a partir de uma visão de eternidade”. Exemplo disso é Letícia Cazarré. Ao lado do marido, o ator Juliano Cazarré, ela tem enfrentado um drama familiar: a filha Maria Guilhermina, de apenas seis meses, possui uma enfermidade rara e já passou por diversos procedimentos médicos. A Lumine foi a primeira produtora a ter acesso à UTI neonatal, onde foram gravadas diversas cenas do filme. “Trazemos uma nova visão sobre essa realidade dramática. Todas as emissoras enfatizam o aspecto natural, mas nós queremos mostrar aos brasileiros a dimensão sobrenatural disso tudo que eles estão vivendo”, afirma Kevin Eger. Com quase duas horas de duração, a produção original tem direção de Julia Sondermann e Gustavo Leite. O formato do documentário se soma à linguagem da ficção — com uma representação da Sagrada Família na jornada do nascimento de Jesus Cristo, tudo gravado no Rio Grande do Sul. Os assinantes da Lumine podem assistir a um material ampliado, com as entrevistas na íntegra das participantes, totalizando em torno de dez horas de conteúdo. #DocumentárioCatólico

  • Estão abertas as inscrições para o Terço dos Homens 2023

    Segundo os organizadores do Terço dos Homens no Brasil a missão desta iniciativa é “resgatar, para o seio da Igreja de Cristo, homens de todas as idades”. Por GaudiumPress – A 15ª edição da Romaria Nacional do Terço dos Homens, que desde o ano de 2009 ocorre no Santuário Nacional de Aparecida, será realizada entre os dias 10 a 12 de fevereiro de 2023. A participação nos últimos anos é expressivamente maior. A primeira edição do evento reuniu um grupo de 600 homens, já a edição de 2020, a última antes do início da pandemia, atraiu por volta de 85 mil participantes. Em 2021, o encontro foi virtual. O Tema deste ano será: Terço dos Homens: vocações para a Igreja! E o Lema Vocação acertada, vida feliz! (Santo Afonso). Missão do Terço dos Homens no Brasil Segundo os organizadores do Terço dos Homens no Brasil a missão desta iniciativa é “resgatar, para o seio da Igreja de Cristo, homens de todas as idades, pois a presença masculina na Igreja é imprescindível para a formação da família e da sociedade cristã. O Terço dos Homens é um exemplo de Fé e devoção”. “A oração do terço, além de nos conduzir para a oração, leva-nos a meditar sobre os principais mistérios da redenção que Cristo nos oferece. Com a meditação do mistério redentor, também lembramos Maria de Nazaré, que assumiu a maternidade divina fazendo a vontade de Deus, dando-nos o Salvador”, diz o site de inscrição. Origem do Terço dos Homens De acordo com o assessor nacional do Terço, Padre Vandemir Meister, apesar de existirem relatos de homens que, aqui no Brasil, desde o tempo da escravidão se reuniam para rezar, somente no ano de 1997 esses grupos se oficializaram. O surgimento ocorreu dentro do Movimento Apostólico de Schoenstatt, com um pequeno número de homens vinculados ao Santuário da Mãe e Rainha, em Olinda (PE). A partir daí, os grupos de Terço dos Homens começaram a se espalhar pelo país, chegando a mais de um milhão de integrantes. (EPC) Como montar um grupo de Terço? O Movimento Terço dos Homens e do Terço das Mulheres é um dom do Espírito Santo para toda a Igreja. É um presente de Nossa Senhora para seus filhos que desejam seguir Jesus Cristo. E quem participa desse movimento, torna-se dom e bênção para o mundo. Saiba como organizar um grupo de Terço em sua comunidade: Comunhão: O Grupo Terço dos Homens e das Mulheres deve caminhar integrado na comunidade eclesial. Por isso, é importante que tenha o apoio do pároco ou do responsável pela comunidade. A reza do terço é uma porta aberta para a evangelização. Os fiéis devem participar ativamente da comunidade, da Eucaristia dominical e de outros momentos da Igreja. Organização: Organize o grupo fazendo com que todos trabalhem com o mesmo objetivo. É preciso que todos saibam com antecedência o dia, a hora e o local do terço. Coordenação: O grupo deve ter um coordenador, um secretário e, ser for o caso, um tesoureiro. A coordenação deve favorecer a participação de todos e garantir a fraternidade no grupo. Distribuição: É importante distribuir as funções para uma maior e melhor participação dos presentes. Deve haver os encarregados para: “animar” os cânticos, contemplar os mistérios, rezar as Ave-Marias… No início ou no final do terço o grupo pode ler o Evangelho do dia e fazer breve reflexão do texto bíblico. Ambiente: Crie um ambiente propício para o momento de oração, como, por exemplo, um pequeno altar com uma imagem de Nossa Senhora, velas, flores, etc. Piedade: Piedade e confiança em Deus são elementos essenciais para o crescimento na fé e no amor. Esse momento de encontro para a oração é bonito e muito importante. Quem reza tem intimidade com o Senhor, com a família e com toda a Igreja. Tempo: O tempo deve ser previsto e jamais ser alongado. Dentro de aproximadamente 60 minutos é possível realizar todo o trabalho do grupo. A boa administração do tempo é o segredo para a perseverança dos homens e das mulheres na oração do santo terço. Oração para iniciar os encontros do Terço dos Homens Piedosa Mãe Maria Santíssima; A vós rogamos vossa maternal proteção neste terço que vamos rezar. Olhai por todos os presentes e por todas as famílias; Auxilia-nos a sermos intercessores orantes, Pelas vocações e por todas as pessoas que necessitam de ajuda. Ensina-nos, ó Mãe, A contemplarmos e aprender a vida de Vosso Filho Jesus E, assim, com nossa prática e testemunho de vida, Sermos instrumentos vossos, ó Mãe, Para a construção do Reino de Deus em um mundo melhor, Agora e sempre. Amém! Leia também Câmara dos Deputados aprova o Dia Nacional do Terço dos Homens no Brasil #TerçodosHomens

  • Estão abertas as inscrições para o Terço dos Homens 2023

    Segundo os organizadores do Terço dos Homens no Brasil a missão desta iniciativa é “resgatar, para o seio da Igreja de Cristo, homens de todas as idades”. Por GaudiumPress – A 15ª edição da Romaria Nacional do Terço dos Homens, que desde o ano de 2009 ocorre no Santuário Nacional de Aparecida, será realizada entre os dias 10 a 12 de fevereiro de 2023. A participação nos últimos anos é expressivamente maior. A primeira edição do evento reuniu um grupo de 600 homens, já a edição de 2020, a última antes do início da pandemia, atraiu por volta de 85 mil participantes. Em 2021, o encontro foi virtual. O Tema deste ano será: Terço dos Homens: vocações para a Igreja! E o Lema Vocação acertada, vida feliz! (Santo Afonso). Missão do Terço dos Homens no Brasil Segundo os organizadores do Terço dos Homens no Brasil a missão desta iniciativa é “resgatar, para o seio da Igreja de Cristo, homens de todas as idades, pois a presença masculina na Igreja é imprescindível para a formação da família e da sociedade cristã. O Terço dos Homens é um exemplo de Fé e devoção”. “A oração do terço, além de nos conduzir para a oração, leva-nos a meditar sobre os principais mistérios da redenção que Cristo nos oferece. Com a meditação do mistério redentor, também lembramos Maria de Nazaré, que assumiu a maternidade divina fazendo a vontade de Deus, dando-nos o Salvador”, diz o site de inscrição. Origem do Terço dos Homens De acordo com o assessor nacional do Terço, Padre Vandemir Meister, apesar de existirem relatos de homens que, aqui no Brasil, desde o tempo da escravidão se reuniam para rezar, somente no ano de 1997 esses grupos se oficializaram. O surgimento ocorreu dentro do Movimento Apostólico de Schoenstatt, com um pequeno número de homens vinculados ao Santuário da Mãe e Rainha, em Olinda (PE). A partir daí, os grupos de Terço dos Homens começaram a se espalhar pelo país, chegando a mais de um milhão de integrantes. (EPC) Como montar um grupo de Terço? O Movimento Terço dos Homens e do Terço das Mulheres é um dom do Espírito Santo para toda a Igreja. É um presente de Nossa Senhora para seus filhos que desejam seguir Jesus Cristo. E quem participa desse movimento, torna-se dom e bênção para o mundo. Saiba como organizar um grupo de Terço em sua comunidade: Comunhão: O Grupo Terço dos Homens e das Mulheres deve caminhar integrado na comunidade eclesial. Por isso, é importante que tenha o apoio do pároco ou do responsável pela comunidade. A reza do terço é uma porta aberta para a evangelização. Os fiéis devem participar ativamente da comunidade, da Eucaristia dominical e de outros momentos da Igreja. Organização: Organize o grupo fazendo com que todos trabalhem com o mesmo objetivo. É preciso que todos saibam com antecedência o dia, a hora e o local do terço. Coordenação: O grupo deve ter um coordenador, um secretário e, ser for o caso, um tesoureiro. A coordenação deve favorecer a participação de todos e garantir a fraternidade no grupo. Distribuição: É importante distribuir as funções para uma maior e melhor participação dos presentes. Deve haver os encarregados para: “animar” os cânticos, contemplar os mistérios, rezar as Ave-Marias… No início ou no final do terço o grupo pode ler o Evangelho do dia e fazer breve reflexão do texto bíblico. Ambiente: Crie um ambiente propício para o momento de oração, como, por exemplo, um pequeno altar com uma imagem de Nossa Senhora, velas, flores, etc. Piedade: Piedade e confiança em Deus são elementos essenciais para o crescimento na fé e no amor. Esse momento de encontro para a oração é bonito e muito importante. Quem reza tem intimidade com o Senhor, com a família e com toda a Igreja. Tempo: O tempo deve ser previsto e jamais ser alongado. Dentro de aproximadamente 60 minutos é possível realizar todo o trabalho do grupo. A boa administração do tempo é o segredo para a perseverança dos homens e das mulheres na oração do santo terço. Oração para iniciar os encontros do Terço dos Homens Piedosa Mãe Maria Santíssima; A vós rogamos vossa maternal proteção neste terço que vamos rezar. Olhai por todos os presentes e por todas as famílias; Auxilia-nos a sermos intercessores orantes, Pelas vocações e por todas as pessoas que necessitam de ajuda. Ensina-nos, ó Mãe, A contemplarmos e aprender a vida de Vosso Filho Jesus E, assim, com nossa prática e testemunho de vida, Sermos instrumentos vossos, ó Mãe, Para a construção do Reino de Deus em um mundo melhor, Agora e sempre. Amém! Leia também Câmara dos Deputados aprova o Dia Nacional do Terço dos Homens no Brasil #TerçodosHomens

  • Assista o emocionante filme: “O Quarto Sábio”

    Todos conhecemos a história dos três reis magos que viajaram do Oriente para Belém para adorar a Jesus e lhe ofertar as dádivas de ouro, incenso e mirra. Este filme conta a história de um quarto rei mago que também viu a estrela e resolveu segui-la, e do seu grande desejo de adorar o Rei Menino e lhe oferecer os seus presentes. É a história de um homem em busca do verdadeiro sentido da vida, e encontra em Jesus o verdadeiro sentido. Consome sua vida em busca do Messias. Excelente meditação para que possamos encontrar motivação para continuar no seguimento de Jesus, mesmo quando pensamos não encontrá-lo como gostaríamos. Clique aqui para assistir: Assista também: Veja também uma lista com mais de 100 Filmes católicos para assistir online e crescer na vida espiritual #Filmes #FilmesCatólicos

  • Assista o emocionante filme: “O Quarto Sábio”

    Todos conhecemos a história dos três reis magos que viajaram do Oriente para Belém para adorar a Jesus e lhe ofertar as dádivas de ouro, incenso e mirra. Este filme conta a história de um quarto rei mago que também viu a estrela e resolveu segui-la, e do seu grande desejo de adorar o Rei Menino e lhe oferecer os seus presentes. É a história de um homem em busca do verdadeiro sentido da vida, e encontra em Jesus o verdadeiro sentido. Consome sua vida em busca do Messias. Excelente meditação para que possamos encontrar motivação para continuar no seguimento de Jesus, mesmo quando pensamos não encontrá-lo como gostaríamos. Clique aqui para assistir: Assista também: Veja também uma lista com mais de 100 Filmes católicos para assistir online e crescer na vida espiritual #Filmes #FilmesCatólicos

  • Solenidade da Epifania do Senhor – 06 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 06 DE JANEIRO – EPIFANIA DO SENHOR A origem oriental desta solenidade está implícita no seu nome: Epifania (revelação, manifestação). Os latinos usavam a denominação festividade da declaração ou aparição com o significado de revelação da divindade de Cristo ao mundo pagão através da adoração dos magos, aos judeus com o batismo nas águas do Jordão e aos discípulos com o milagre das bodas de Caná. O “Dia de Reis” é uma das festas tradicionais mais singelas celebrada em todo o mundo católico. Neste dia se comemora a visita de um grupo de reis magos (Mt 2 1 -12), vindos do Oriente, para adorar a “Epifania do Senhor”. Ou seja, o nascimento de Jesus, o Filho por Deus enviado, para a salvação da humanidade. O termo “mago” vem do antigo idioma persa e serviu para indicar o país de suas origens: a Pérsia. Eram reis, porque é um dos sinônimos daquela palavra, também usada para nomear os sábios discípulos de uma seita que cultuava um só Deus. Portanto, não eram astrólogos nem bruxos, ao contrário, eram inimigos destas enganosas artes mágicas e misteriosas. Esses soberanos corretos esperavam pelo Salvador, expectativa já presente mesmo entre os pagãos. Deus os recompensou pela retidão com a maravilhosa estrela, reconhecida pela sabedoria de suas mentes como o sinal a ser seguido, para orientação dos seus passos até onde se achava o Menino Deus. Foram eles que mostraram ao mundo o cumprimento da profecia de séculos, chegando no palácio do rei Herodes, de surpresa e perguntando “pelo Messias, o recém-nascido rei dos judeus”. Nesta época aquele tirano reprimia a população pelo medo, com ira sanguinária. Mas os magos não o temeram, prosseguiram sua busca e encontraram o Menino Deus. A Bíblia diz que os magos chegaram à casa e viram o Menino com sua Mãe. Isto porque José já tinha providenciado uma moradia muito pobre, mas mais apropriada, do que a gruta de Belém onde Jesus nascera. Ali, os reis magos, depois de adorar o Messias, entregaram os presentes: ouro, incenso e mirra. O ouro significa a realeza de Jesus; o incenso, sua essência divina e a mirra, sua essência humana. Prestada a homenagem, voltaram para suas nações, evitando novo contato com Herodes, como lhes indicou o anjo do Senhor. A tradição dos primeiros séculos, seguindo a verdade da fé, evidenciou que eram três os reis magos: Melquior, Gaspar e Baltazar. Até o ano 474 seus restos estiveram sepultados em Constantinopla, a capital cristã mais importante do Oriente, depois foram trasladados para a catedral de Milão, na Itália. Em 1164 foram transferidas para a cidade de Colônia, na Alemanha, onde foi erguida a belíssima Catedral dos Reis Magos, que os guarda até hoje. No século XII, com muita inspiração, São Beda, venerável doutor da Igreja, guiado por uma inspiração, descreveu o rosto dos três reis magos, assim: “O primeiro, diz, foi Melquior, velho, circunspecto, de barba e cabelos longos e grisalhos… O segundo tinha por nome Gaspar e era jovem, imberbe e louro… O terceiro, preto e totalmente barbado chamava-se Baltazar (cfr. “A Palavra de Cristo”, IX, p. 195)”. Deus revelou seu Filho ao mundo e ordenou que o acatassem e seguissem. Os reis magos fizeram isto com toda humildade, gesto que simboliza o reconhecimento do mundo pagão desta Verdade. Isso é o mais importante a ser festejado nesta data. A revelação, isto é, a Epifania, que confirma a divindade do Santo Filho de Deus feito homem, que no futuro sacrificaria a própria vida em nome da salvação de todos nós. Conheça mais sobre a Epifania do Senhor Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dEle, o adoraram. Depois, abriram seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra.” (Mt 2, 11). Introdução: Amanhã é a Epifania, dentro da oitava do Natal. Vamos então nos aproximar do Presépio e junto ao Menino Jesus, Maria Santíssima e S. José, meditarmos sobre um aspecto deste terceiro mistério gozoso. Contemplaremos o trecho do Evangelho que narra a vinda dos três Reis Magos do Oriente, para adorar ao Menino Jesus. Santo Agostinho comenta que Epifania é uma palavra grega que significa “manifestação”. Na pessoa dos Reis Magos, o Menino-Deus se revelou a todas as nações que, no futuro, seriam iluminadas pela luz da Fé. Vamos pedir graças especiais a Nossa Senhora. Estamos aqui para reparar seu Sapiencial e Imaculado Coração. Peçamos então que nos obtenha do Menino Jesus, que se encontra em seus braços, graças especialíssimas para bem fazermos esta meditação e que esta seja uma perfeita oração. Oração Inicial: Minha Mãe, aqui estamos diante de Vós para meditar sobre esta cena dos Reis Magos adorando o Menino Jesus, e junto com eles fazermos esta adoração, em união convosco. Vós quisestes oferecer aos santos Reis Magos, o mais belo espetáculo de toda História: apresentar vosso divino Filho para ser adorado. Santa Mãe de Cristo, nós queríamos durante esta meditação entregar todos os nossos pensamentos, todos os nossos movimentos de vontade, nossas virtudes, toda nossa sensibilidade, para que elas sirvam junto com o ouro, incenso e mirra, de louvor a Vós e de adoração ao Vosso divino Menino Jesus. Rogamos que nos obtenha graças superabundantes e eficazes, graças místicas, a fim de que possamos compreender a fundo todo o significado da visita dos Reis Magos à Vossa casa em Belém. Assim seja! Preparação: Jesus nasce pobre numa gruta em Belém; os Anjos do Céu, é verdade, reconheceram-No por seu Senhor, mas os homens da terra deixam-No abandonado. Vêm apenas uns poucos pastores para adorá-Lo. O divino Redentor, porém, já quer começar a nos comunicar a graça da Redenção, e por isso, começa a manifestar-Se aos gentios que não O conheciam. Manda uma estrela iluminar os santos Magos, para que venham conhecer e adorar o seu Salvador. Admiremos o chamado que o Menino Jesus, de Sua manjedoura, faz a todas as nações, ao enviar aos Reis Magos a sua Estrela e a sua Graça; uma para lhes iluminar os olhos e a outra para lhes falar aos corações. I- Significado de Epifania. A festa da Epifania – também denominada pelos gregos de Teofania, ou seja manifestação de Deus – era celebrada no Oriente já antes do século IV. É uma das mais antigas comemorações cristãs, tal como a Ressurreição de Nosso Senhor. Não podemos esquecer que a Encarnação do Verbo se tornou efetiva logo após a Anunciação do Anjo; entretanto, apenas Maria, Isabel, José e, provavelmente, Zacarias tiveram conhecimento do grande mistério operado pelo Espírito Santo. O restante da humanidade não se deu conta do que se passou no período de gestação do Filho de Deus humanado. Por fim, nasce o Redentor, como um simples bebê. Quem, estivesse, porém, tomado por um dom do Espírito Santo, discerniria naquela adorável criança os resplendores dos raios de sua fulgurante divindade. Não se tratava de um ente puramente humano; àquela natureza se unia a própria Divindade : Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Ali estava o Homem-Deus. 1 – Epifania: público reconhecimento da divindade do Menino Jesus Se, por assim dizer, no Natal Deus Se manifesta como Homem, na Epifania esse mesmo Homem se revela como Deus. Assim, nestas duas festas, quis Deus que o grande mistério da Encarnação fose revelado com todo o brilho, tanto aos judeus como aos gentios, dado o seu caráter universal. No Ocidente, desde o princípio, celebrava-se o Natal a 25 de dezembro, e no Oriente, a Epifania a 6 de janeiro. Foi a Igreja de Antioquia, na época de São João Crisóstomo, que passou a comemorar as duas datas. Só a partir do século V é que no Ocidente começou a se celebrar a segunda festividade. Em nossa atual fase histórica, a Liturgia comemora a Adoração dos Reis Magos ao Menino Jesus . Por outro lado, ainda permanecem alguns vestígios da antiga tradição oriental que incluía na Epifania, além da Adoração dos Reis, o milagre das Bodas de Caná e o Batismo do Senhor no Jordão. Hoje, em nossa Liturgia, as Bodas de Caná não são mais celebradas, e o Batismo do Senhor é festejado no domingo entre os dias 7 e 13 de janeiro. Em síntese, podemos afirmar que a Epifania, ou seja, a manifestação do Verbo Encarnado, não pode ser considerada desligada da adoração que Lhe prestaram os Reis do Oriente. Nesta cena está concernido um público reconhecimento da divindade do Menino Jesus unida à Sua humanidade. 2 – Um convite para sermos gratos ao Senhor Ora, o que movia o fundo da alma dos Reis Magos era o desejo de prestar culto de adoração Àquele que acabara de nascer. O significado da moção do Espírito Santo, levando-os a Belém, cifra-se no chamado universal de todas as nações à salvação e à participação nos bens da Redenção. Se aos Reis Magos Deus os chamou por meio da estrela, a nós Ele nos chama através de Sua Igreja, com sua pregação, doutrina, governo e Liturgia. Logo, a Epifania é a festa que nos convida a agradecermos ao Senhor, como também a Lhe implorar a graça de sermos guiados sempre a por toda parte através de Sua luz celeste, bem como de acolhermos com fé e vivermos com amor todos os dons que a Santa Igreja nos dá. II – Belém, os Magos e Herodes. “Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que os Magos vieram do Oriente a Jerusalém”. (Mt 2, 1). Mateus se cala sobre maiores detalhes a respeito dos Magos; daí a divergências entre os autores. Entretanto, podemos afirmar que o nome Magos não pode ser tomado com as conotações próprias aos nossos tempos. Naquela época, significava pessoas de certo poder e muito distintas, em especial pelos conhecimentos científicos, sobretudo de astronomia. Além disso, a tradição no-los apresenta como reis. É também por tradição que consta serem três, terem sido batizados mais tarde por São Tomé Apóstolo e, tempos depois, martirizados. As relíquias dos Reis Magos foram veneradas por Bento XVI, na Catedral de Colônia, em 18 ago.2005, por ocasião da XX Jornada Mundial da Juventude. O rei Herodes. não pertencia à raça dos judeus, pois era idumeu. Chegou ao trono por apoio dos romanos, era estrangeiro. Foi muito habilidoso, restaurando com esmero o Templo de Jerusalém, no intuito de que se esquecessem de suas origens. Porém, sua fama perpetuou-se pelas grandes máculas de seus costumes dissolutos e de sua crueldade. 1. Os Reis perante Herodes. “Perguntaram eles: ‘Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a Sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo”. Os Reis Magos demonstram possuir grande fé, e não pouca intrepidez, ao formularem uma pergunta tão incisiva, tanto mais que poderia ser interpretada por Herodes como sendo uma negação de seu título e de seu poder, conquistados com tantos esforços. “Ouvindo isto, o rei Herodes ficou perturbado e toda Jerusalém com ele”. É de fácil compreensão esse temor, dada a irrefreável ambição, inveja e crueldade. Sua esposa e seus três filhos puderam experimentar a violência de seu péssimo e impetuoso temperamento, pois foram mortos por uma determinação tirânica sua, nascida do medo de que o destronassem. Para um homem com essa moral desregrada e tão mau caráter, o anúncio do surgimento miraculoso de um novo rei só poderia causar perturbação … Herodes. maquina a morte do Messias com dolosa malícia; viu certamente o grande fervor dos Magos em relação a Cristo, e como não podia contar com a cumplicidade deles para matar o futuro rei, ocorreu-lhe enganá-los. Então, começou a tomas ares de devoção enquanto afiava a espada e pintava com cores de humildade a perversidade de seu coração. Assim procedem todos os perversos: quando querem causar ocultamente algum dano muito grave a alguém, mostram-se humildes e amigos em relação a ele. ‘E, enviando-os a Belém, disse: ‘Ide e informai-vos bem a respeito do Menino.Quando o tiverdes encontrado, comunicai-me, para que eu também vá adorá-lo”. Hipócrita, se faz de piedoso e suave para enganar a simplicidade, candura e inocência só Magos. 2 – Comovedora confiança dos Reis Magos …” Tendo eles ouvido as palavras do rei, partiram. E eis que a estrela, que tinham visto no Oriente, os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o Menino, e ali parou. A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria”. Assim sempre procede Deus, recompensando aqueles que são fiéis à Sua graça. É comovedora a confiança penetrada de coragem desses Reis Magos, diante de um tirano de tão má fama. Não há dúvida de estarem sustentados por especial moção do Espírito Santo. III – A Jesus por Maria. Emociona esta descrição de Mateus; … “Entrando na casa, acharam o Menino com Maria, sua mãe”. . ..Palavras proféticas, inspiradas pelo Espírito Santo, para deixar constando pelos séculos afora que não se pode encontrar Jesus sem Maria, e menos ainda, Maria sem Jesus. A História comprova – e muito mais o fará – o quanto a devoção à Mãe conduz à adoração ao Filho, e vice-versa. 1 – Os Reis Magos voltaram por outro caminho. “Avisados em sonho de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho”. (Mt 2, 12) Deus jamais deixa de proteger aqueles que O servem com amor e fidelidade. Se os Magos tivessem retornado a Herodes, eles mesmos poderiam ter precedido os Inocentes na morte. A todos nós, Deus nos faz retornar à Pátria “por outro caminho”, segundo nos ensina São Gregório Magno. Infelizmente, deixamos o Paraíso Terrestre pelo pecado de orgulho de nossos primeiros pais; mais ainda, dele nos afastamos pelo apego às coisas deste mundo e devido aos nossos próprios pecados. Deus, como bom Pai, nos oferece o Paraíso Eterno; mas, para nele entrar, o caminho é o oposto ao do orgulho e da sensualidade, ou seja, o do desprendimento, da obediência, da renúncia às nossas paixões. Ele nos oferece um caminho fácil e seguro:” Ad Jesum per Mariam!”. #FestasLitúrgicas

  • Solenidade da Epifania do Senhor – 06 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 06 DE JANEIRO – EPIFANIA DO SENHOR A origem oriental desta solenidade está implícita no seu nome: Epifania (revelação, manifestação). Os latinos usavam a denominação festividade da declaração ou aparição com o significado de revelação da divindade de Cristo ao mundo pagão através da adoração dos magos, aos judeus com o batismo nas águas do Jordão e aos discípulos com o milagre das bodas de Caná. O “Dia de Reis” é uma das festas tradicionais mais singelas celebrada em todo o mundo católico. Neste dia se comemora a visita de um grupo de reis magos (Mt 2 1 -12), vindos do Oriente, para adorar a “Epifania do Senhor”. Ou seja, o nascimento de Jesus, o Filho por Deus enviado, para a salvação da humanidade. O termo “mago” vem do antigo idioma persa e serviu para indicar o país de suas origens: a Pérsia. Eram reis, porque é um dos sinônimos daquela palavra, também usada para nomear os sábios discípulos de uma seita que cultuava um só Deus. Portanto, não eram astrólogos nem bruxos, ao contrário, eram inimigos destas enganosas artes mágicas e misteriosas. Esses soberanos corretos esperavam pelo Salvador, expectativa já presente mesmo entre os pagãos. Deus os recompensou pela retidão com a maravilhosa estrela, reconhecida pela sabedoria de suas mentes como o sinal a ser seguido, para orientação dos seus passos até onde se achava o Menino Deus. Foram eles que mostraram ao mundo o cumprimento da profecia de séculos, chegando no palácio do rei Herodes, de surpresa e perguntando “pelo Messias, o recém-nascido rei dos judeus”. Nesta época aquele tirano reprimia a população pelo medo, com ira sanguinária. Mas os magos não o temeram, prosseguiram sua busca e encontraram o Menino Deus. A Bíblia diz que os magos chegaram à casa e viram o Menino com sua Mãe. Isto porque José já tinha providenciado uma moradia muito pobre, mas mais apropriada, do que a gruta de Belém onde Jesus nascera. Ali, os reis magos, depois de adorar o Messias, entregaram os presentes: ouro, incenso e mirra. O ouro significa a realeza de Jesus; o incenso, sua essência divina e a mirra, sua essência humana. Prestada a homenagem, voltaram para suas nações, evitando novo contato com Herodes, como lhes indicou o anjo do Senhor. A tradição dos primeiros séculos, seguindo a verdade da fé, evidenciou que eram três os reis magos: Melquior, Gaspar e Baltazar. Até o ano 474 seus restos estiveram sepultados em Constantinopla, a capital cristã mais importante do Oriente, depois foram trasladados para a catedral de Milão, na Itália. Em 1164 foram transferidas para a cidade de Colônia, na Alemanha, onde foi erguida a belíssima Catedral dos Reis Magos, que os guarda até hoje. No século XII, com muita inspiração, São Beda, venerável doutor da Igreja, guiado por uma inspiração, descreveu o rosto dos três reis magos, assim: “O primeiro, diz, foi Melquior, velho, circunspecto, de barba e cabelos longos e grisalhos… O segundo tinha por nome Gaspar e era jovem, imberbe e louro… O terceiro, preto e totalmente barbado chamava-se Baltazar (cfr. “A Palavra de Cristo”, IX, p. 195)”. Deus revelou seu Filho ao mundo e ordenou que o acatassem e seguissem. Os reis magos fizeram isto com toda humildade, gesto que simboliza o reconhecimento do mundo pagão desta Verdade. Isso é o mais importante a ser festejado nesta data. A revelação, isto é, a Epifania, que confirma a divindade do Santo Filho de Deus feito homem, que no futuro sacrificaria a própria vida em nome da salvação de todos nós. Conheça mais sobre a Epifania do Senhor Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dEle, o adoraram. Depois, abriram seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra.” (Mt 2, 11). Introdução: Amanhã é a Epifania, dentro da oitava do Natal. Vamos então nos aproximar do Presépio e junto ao Menino Jesus, Maria Santíssima e S. José, meditarmos sobre um aspecto deste terceiro mistério gozoso. Contemplaremos o trecho do Evangelho que narra a vinda dos três Reis Magos do Oriente, para adorar ao Menino Jesus. Santo Agostinho comenta que Epifania é uma palavra grega que significa “manifestação”. Na pessoa dos Reis Magos, o Menino-Deus se revelou a todas as nações que, no futuro, seriam iluminadas pela luz da Fé. Vamos pedir graças especiais a Nossa Senhora. Estamos aqui para reparar seu Sapiencial e Imaculado Coração. Peçamos então que nos obtenha do Menino Jesus, que se encontra em seus braços, graças especialíssimas para bem fazermos esta meditação e que esta seja uma perfeita oração. Oração Inicial: Minha Mãe, aqui estamos diante de Vós para meditar sobre esta cena dos Reis Magos adorando o Menino Jesus, e junto com eles fazermos esta adoração, em união convosco. Vós quisestes oferecer aos santos Reis Magos, o mais belo espetáculo de toda História: apresentar vosso divino Filho para ser adorado. Santa Mãe de Cristo, nós queríamos durante esta meditação entregar todos os nossos pensamentos, todos os nossos movimentos de vontade, nossas virtudes, toda nossa sensibilidade, para que elas sirvam junto com o ouro, incenso e mirra, de louvor a Vós e de adoração ao Vosso divino Menino Jesus. Rogamos que nos obtenha graças superabundantes e eficazes, graças místicas, a fim de que possamos compreender a fundo todo o significado da visita dos Reis Magos à Vossa casa em Belém. Assim seja! Preparação: Jesus nasce pobre numa gruta em Belém; os Anjos do Céu, é verdade, reconheceram-No por seu Senhor, mas os homens da terra deixam-No abandonado. Vêm apenas uns poucos pastores para adorá-Lo. O divino Redentor, porém, já quer começar a nos comunicar a graça da Redenção, e por isso, começa a manifestar-Se aos gentios que não O conheciam. Manda uma estrela iluminar os santos Magos, para que venham conhecer e adorar o seu Salvador. Admiremos o chamado que o Menino Jesus, de Sua manjedoura, faz a todas as nações, ao enviar aos Reis Magos a sua Estrela e a sua Graça; uma para lhes iluminar os olhos e a outra para lhes falar aos corações. I- Significado de Epifania. A festa da Epifania – também denominada pelos gregos de Teofania, ou seja manifestação de Deus – era celebrada no Oriente já antes do século IV. É uma das mais antigas comemorações cristãs, tal como a Ressurreição de Nosso Senhor. Não podemos esquecer que a Encarnação do Verbo se tornou efetiva logo após a Anunciação do Anjo; entretanto, apenas Maria, Isabel, José e, provavelmente, Zacarias tiveram conhecimento do grande mistério operado pelo Espírito Santo. O restante da humanidade não se deu conta do que se passou no período de gestação do Filho de Deus humanado. Por fim, nasce o Redentor, como um simples bebê. Quem, estivesse, porém, tomado por um dom do Espírito Santo, discerniria naquela adorável criança os resplendores dos raios de sua fulgurante divindade. Não se tratava de um ente puramente humano; àquela natureza se unia a própria Divindade : Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Ali estava o Homem-Deus. 1 – Epifania: público reconhecimento da divindade do Menino Jesus Se, por assim dizer, no Natal Deus Se manifesta como Homem, na Epifania esse mesmo Homem se revela como Deus. Assim, nestas duas festas, quis Deus que o grande mistério da Encarnação fose revelado com todo o brilho, tanto aos judeus como aos gentios, dado o seu caráter universal. No Ocidente, desde o princípio, celebrava-se o Natal a 25 de dezembro, e no Oriente, a Epifania a 6 de janeiro. Foi a Igreja de Antioquia, na época de São João Crisóstomo, que passou a comemorar as duas datas. Só a partir do século V é que no Ocidente começou a se celebrar a segunda festividade. Em nossa atual fase histórica, a Liturgia comemora a Adoração dos Reis Magos ao Menino Jesus . Por outro lado, ainda permanecem alguns vestígios da antiga tradição oriental que incluía na Epifania, além da Adoração dos Reis, o milagre das Bodas de Caná e o Batismo do Senhor no Jordão. Hoje, em nossa Liturgia, as Bodas de Caná não são mais celebradas, e o Batismo do Senhor é festejado no domingo entre os dias 7 e 13 de janeiro. Em síntese, podemos afirmar que a Epifania, ou seja, a manifestação do Verbo Encarnado, não pode ser considerada desligada da adoração que Lhe prestaram os Reis do Oriente. Nesta cena está concernido um público reconhecimento da divindade do Menino Jesus unida à Sua humanidade. 2 – Um convite para sermos gratos ao Senhor Ora, o que movia o fundo da alma dos Reis Magos era o desejo de prestar culto de adoração Àquele que acabara de nascer. O significado da moção do Espírito Santo, levando-os a Belém, cifra-se no chamado universal de todas as nações à salvação e à participação nos bens da Redenção. Se aos Reis Magos Deus os chamou por meio da estrela, a nós Ele nos chama através de Sua Igreja, com sua pregação, doutrina, governo e Liturgia. Logo, a Epifania é a festa que nos convida a agradecermos ao Senhor, como também a Lhe implorar a graça de sermos guiados sempre a por toda parte através de Sua luz celeste, bem como de acolhermos com fé e vivermos com amor todos os dons que a Santa Igreja nos dá. II – Belém, os Magos e Herodes. “Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que os Magos vieram do Oriente a Jerusalém”. (Mt 2, 1). Mateus se cala sobre maiores detalhes a respeito dos Magos; daí a divergências entre os autores. Entretanto, podemos afirmar que o nome Magos não pode ser tomado com as conotações próprias aos nossos tempos. Naquela época, significava pessoas de certo poder e muito distintas, em especial pelos conhecimentos científicos, sobretudo de astronomia. Além disso, a tradição no-los apresenta como reis. É também por tradição que consta serem três, terem sido batizados mais tarde por São Tomé Apóstolo e, tempos depois, martirizados. As relíquias dos Reis Magos foram veneradas por Bento XVI, na Catedral de Colônia, em 18 ago.2005, por ocasião da XX Jornada Mundial da Juventude. O rei Herodes. não pertencia à raça dos judeus, pois era idumeu. Chegou ao trono por apoio dos romanos, era estrangeiro. Foi muito habilidoso, restaurando com esmero o Templo de Jerusalém, no intuito de que se esquecessem de suas origens. Porém, sua fama perpetuou-se pelas grandes máculas de seus costumes dissolutos e de sua crueldade. 1. Os Reis perante Herodes. “Perguntaram eles: ‘Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a Sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo”. Os Reis Magos demonstram possuir grande fé, e não pouca intrepidez, ao formularem uma pergunta tão incisiva, tanto mais que poderia ser interpretada por Herodes como sendo uma negação de seu título e de seu poder, conquistados com tantos esforços. “Ouvindo isto, o rei Herodes ficou perturbado e toda Jerusalém com ele”. É de fácil compreensão esse temor, dada a irrefreável ambição, inveja e crueldade. Sua esposa e seus três filhos puderam experimentar a violência de seu péssimo e impetuoso temperamento, pois foram mortos por uma determinação tirânica sua, nascida do medo de que o destronassem. Para um homem com essa moral desregrada e tão mau caráter, o anúncio do surgimento miraculoso de um novo rei só poderia causar perturbação … Herodes. maquina a morte do Messias com dolosa malícia; viu certamente o grande fervor dos Magos em relação a Cristo, e como não podia contar com a cumplicidade deles para matar o futuro rei, ocorreu-lhe enganá-los. Então, começou a tomas ares de devoção enquanto afiava a espada e pintava com cores de humildade a perversidade de seu coração. Assim procedem todos os perversos: quando querem causar ocultamente algum dano muito grave a alguém, mostram-se humildes e amigos em relação a ele. ‘E, enviando-os a Belém, disse: ‘Ide e informai-vos bem a respeito do Menino.Quando o tiverdes encontrado, comunicai-me, para que eu também vá adorá-lo”. Hipócrita, se faz de piedoso e suave para enganar a simplicidade, candura e inocência só Magos. 2 – Comovedora confiança dos Reis Magos …” Tendo eles ouvido as palavras do rei, partiram. E eis que a estrela, que tinham visto no Oriente, os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o Menino, e ali parou. A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria”. Assim sempre procede Deus, recompensando aqueles que são fiéis à Sua graça. É comovedora a confiança penetrada de coragem desses Reis Magos, diante de um tirano de tão má fama. Não há dúvida de estarem sustentados por especial moção do Espírito Santo. III – A Jesus por Maria. Emociona esta descrição de Mateus; … “Entrando na casa, acharam o Menino com Maria, sua mãe”. . ..Palavras proféticas, inspiradas pelo Espírito Santo, para deixar constando pelos séculos afora que não se pode encontrar Jesus sem Maria, e menos ainda, Maria sem Jesus. A História comprova – e muito mais o fará – o quanto a devoção à Mãe conduz à adoração ao Filho, e vice-versa. 1 – Os Reis Magos voltaram por outro caminho. “Avisados em sonho de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho”. (Mt 2, 12) Deus jamais deixa de proteger aqueles que O servem com amor e fidelidade. Se os Magos tivessem retornado a Herodes, eles mesmos poderiam ter precedido os Inocentes na morte. A todos nós, Deus nos faz retornar à Pátria “por outro caminho”, segundo nos ensina São Gregório Magno. Infelizmente, deixamos o Paraíso Terrestre pelo pecado de orgulho de nossos primeiros pais; mais ainda, dele nos afastamos pelo apego às coisas deste mundo e devido aos nossos próprios pecados. Deus, como bom Pai, nos oferece o Paraíso Eterno; mas, para nele entrar, o caminho é o oposto ao do orgulho e da sensualidade, ou seja, o do desprendimento, da obediência, da renúncia às nossas paixões. Ele nos oferece um caminho fácil e seguro:” Ad Jesum per Mariam!”. #FestasLitúrgicas

  • Dom Athanasius Schneider: O legado do pontificado do Papa Bento XVI

    Com o falecimento do Papa Bento XVI, muitos católicos sentiram que perderam um ponto de referência claro e seguro para sua fé. Pode-se ter a sensação de órfãs. Podemos dizer que o Papa Bento XVI foi um papa, que colocou no centro de sua vida pessoal e da vida da Igreja a visão sobrenatural da fé e da validade perene da Sagrada Tradição da Igreja, que constitui a fonte e a coluna da nossa fé juntamente com a Sagrada Escritura. Neste sentido, o maior e mais benéfico acto de seu pontificado foi o Motu Proprio Summorum Pontificum com a plena restauração da liturgia latina tradicional em toda a sua expressão: Santa Missa, sacramentos e todos os outros ritos sagrados. Este ato pontifício ficará na história como um marco histórico. O Papa Bento XVI afirma que o rito tradicional da Santa Missa nunca foi abrogado e deve permanecer sempre na Igreja, porque o que era sagrado para nossos antepassados ​​e para os santos deve ser sagrado para nós e para as gerações futuras também. Numa época, como foi a posterior ao Concílio Vaticano II, em que havia no seio da Igreja um movimento quase generalizado de rejeição radical do rito litúrgico milenar da Santa Missa e, portanto, de ruptura com o próprio princípio da Tradição, o pontificado de Bento XVI valeu a pena apenas por ter emitido o Motu Proprio Summorum Pontificum, com o qual começou a cura da ferida no Corpo da Igreja, ferida causada pela atitude de rejeição e ódio da venerável ​​e milenar regra da oração da Igreja. No seu testamento espiritual, o Papa Bento XVI deixou-nos, entre outras, esta breve e substancial frase, que considero a mais importante de todas: Permanecei firmes na fé! Não vos deixeis confundir! Assistimos hoje na vida da Igreja um processo de diluição da fé católica e de adaptação ao espírito dos hereges, incrédulos e apóstatas pelo nome ilusório e eufónico de sinodalidade e pelo abuso da instituição canônica de um sínodo. Tal situação é desmoralizante para todos os verdadeiros católicos. Portanto, o legado do Papa Bento XVI que se expressa nas palavras “Permanecei firmes na fé! Não vos deixeis confundir!” e no seu epocal Motu Proprio Summorum Pontificum permanece uma luz, um encorajamento e uma consolação. Este papa era forte na fé, um verdadeiro amante da beleza imperecível e da firmeza do rito tradicional da Santa Missa, deu primazia à oração, à visão sobrenatural e à eternidade. Este legado vencerá graças à intervenção da Divina Providência, que nunca abandona a Sua Igreja, a enorme confusão doutrinária atual, a apostasia rastejante, especialmente entre uma casta mundana e incrédula de teólogos, que são os novos escribas e entre uma apostasia rastejante de não poucos membros do alto clero, que são os novos saduceus. O Papa Bento XVI fez brilhar o seu lema episcopal “Cooperatores veritatis”, isto é, colaboradores da verdade. Com este lema ele quer dizer a cada fiel católico, a cada sacerdote, a cada bispo, a cada cardeal e também ao Papa Francisco: o que realmente conta é a fidelidade inabalável à verdade católica, à constante e venerável tradição litúrgica de a Igreja e o primado de Deus e da eternidade. Que Deus aceite as orações e sofrimentos espirituais, que o Papa Bento XVI ofereceu em sua vida retitada, e conceda para o futuro da Igreja bispos e papas totalmente católicos e totalmente apostólicos. Pois, como disse São Paulo: “Não podemos fazer nada contra a verdade, mas somente pela verdade” (2Cor 13, + Athanasius Schneider #BentoXVI #PapaBentoXVI

  • Dom Athanasius Schneider: O legado do pontificado do Papa Bento XVI

    Com o falecimento do Papa Bento XVI, muitos católicos sentiram que perderam um ponto de referência claro e seguro para sua fé. Pode-se ter a sensação de órfãs. Podemos dizer que o Papa Bento XVI foi um papa, que colocou no centro de sua vida pessoal e da vida da Igreja a visão sobrenatural da fé e da validade perene da Sagrada Tradição da Igreja, que constitui a fonte e a coluna da nossa fé juntamente com a Sagrada Escritura. Neste sentido, o maior e mais benéfico acto de seu pontificado foi o Motu Proprio Summorum Pontificum com a plena restauração da liturgia latina tradicional em toda a sua expressão: Santa Missa, sacramentos e todos os outros ritos sagrados. Este ato pontifício ficará na história como um marco histórico. O Papa Bento XVI afirma que o rito tradicional da Santa Missa nunca foi abrogado e deve permanecer sempre na Igreja, porque o que era sagrado para nossos antepassados ​​e para os santos deve ser sagrado para nós e para as gerações futuras também. Numa época, como foi a posterior ao Concílio Vaticano II, em que havia no seio da Igreja um movimento quase generalizado de rejeição radical do rito litúrgico milenar da Santa Missa e, portanto, de ruptura com o próprio princípio da Tradição, o pontificado de Bento XVI valeu a pena apenas por ter emitido o Motu Proprio Summorum Pontificum, com o qual começou a cura da ferida no Corpo da Igreja, ferida causada pela atitude de rejeição e ódio da venerável ​​e milenar regra da oração da Igreja. No seu testamento espiritual, o Papa Bento XVI deixou-nos, entre outras, esta breve e substancial frase, que considero a mais importante de todas: Permanecei firmes na fé! Não vos deixeis confundir! Assistimos hoje na vida da Igreja um processo de diluição da fé católica e de adaptação ao espírito dos hereges, incrédulos e apóstatas pelo nome ilusório e eufónico de sinodalidade e pelo abuso da instituição canônica de um sínodo. Tal situação é desmoralizante para todos os verdadeiros católicos. Portanto, o legado do Papa Bento XVI que se expressa nas palavras “Permanecei firmes na fé! Não vos deixeis confundir!” e no seu epocal Motu Proprio Summorum Pontificum permanece uma luz, um encorajamento e uma consolação. Este papa era forte na fé, um verdadeiro amante da beleza imperecível e da firmeza do rito tradicional da Santa Missa, deu primazia à oração, à visão sobrenatural e à eternidade. Este legado vencerá graças à intervenção da Divina Providência, que nunca abandona a Sua Igreja, a enorme confusão doutrinária atual, a apostasia rastejante, especialmente entre uma casta mundana e incrédula de teólogos, que são os novos escribas e entre uma apostasia rastejante de não poucos membros do alto clero, que são os novos saduceus. O Papa Bento XVI fez brilhar o seu lema episcopal “Cooperatores veritatis”, isto é, colaboradores da verdade. Com este lema ele quer dizer a cada fiel católico, a cada sacerdote, a cada bispo, a cada cardeal e também ao Papa Francisco: o que realmente conta é a fidelidade inabalável à verdade católica, à constante e venerável tradição litúrgica de a Igreja e o primado de Deus e da eternidade. Que Deus aceite as orações e sofrimentos espirituais, que o Papa Bento XVI ofereceu em sua vida retitada, e conceda para o futuro da Igreja bispos e papas totalmente católicos e totalmente apostólicos. Pois, como disse São Paulo: “Não podemos fazer nada contra a verdade, mas somente pela verdade” (2Cor 13, + Athanasius Schneider #BentoXVI #PapaBentoXVI

  • Peregrinos se aglomeram na Praça de São Pedro para funeral de Bento XVI

    Faixas ‘Obrigado Papa Bento’ e ‘Santo Subito’ tremulam na Praça de São Pedro Por NCRegister – A névoa que havia chegado a Roma no início desta manhã, obscurecendo a cúpula da Basílica de São Pedro, começou a se levantar lentamente enquanto os carregadores de caixão carregavam o caixão de cipreste simples do Papa Bento XVI para a Praça de São Pedro para longos e comoventes aplausos. Estima-se que 100.000 pessoas se reuniram na praça, algumas acampando durante a noite, para dizer seu último adeus ao amado pontífice, que morreu aos 95 anos em 31 de dezembro, a festa do papa São Silvestre. Cardeais assistem à missa fúnebre do Papa Emérito Bento XVI. Bandeiras bávaras e alemãs com as palavras Danke Papst Benedikt! e Santo Subito tremulavam na névoa enquanto os sinos de luto de São Pedro tocavam. Os fiéis recitaram coletivamente o Rosário para a alma de Bento XVI em uma atmosfera de recolhimento, reverência e oração. Depois de ser solenemente levado para a praça através da frente da basílica, o caixão foi colocado para descansar em um tapete vermelho ao pé do altar e um livro dos Evangelhos colocado no topo. O secretário pessoal de longa data de Bento XVI, o arcebispo Georg Gänswein, então se curvou para beijar o caixão antes de tomar seu assento na primeira fila, junto com aqueles mais próximos de Bento, incluindo as leigas consagradas do Memores Domini que cuidaram dele por muitos anos. O arcebispo Georg Ganswein beija o caixão do Papa Emérito Bento XVI. Uma procissão de centenas de cardeais, bispos e cerca de 3.700 padres ocuparam seus assentos. Entre eles estava o cardeal Joseph Zen Ze-kiun, de 90 anos, de Hong Kong, um aliado próximo de Bento XVI na luta para salvaguardar as liberdades religiosas dos católicos na China comunista. Os cardeais Sean O’Malley, de Boston, Timothy Dolan, de Nova York, Robert McElroy, de San DiDiego, e Daniel DiNardo, de Galveston-Houston, estavam entre os prelados dos EUA para comparecer ao funeral solene, juntamente com vários patriarcas orientais, incluindo o cardeal Louis Raphael Sako, patriarca católico caldeu de Bagdá, e o cardeal Bechara Rai, patriarca maronita de Antioquia, no Líbano. Cardeais assistem à missa fúnebre do Papa Emérito Bento XVI. Entre os representantes oficiais do Estado estavam o presidente alemão Frank-Walter Steinmeier, o chanceler alemão Olaf Scholtz e uma grande delegação de dignitários italianos chefiada pelo presidente Sergio Mattarella e pela primeira-ministra Giorgia Meloni. Outras nações enviaram funcionários, realeza ou representantes diplomáticos, mas não como delegações oficiais. Os EUA foram representados pelo embaixador do presidente Joe Biden na Santa Sé, Joseph Donnelly. O Papa Francisco entrou no sagrato em frente à basílica pouco antes das 9h30 para se tornar o primeiro papa a celebrar o funeral de seu antecessor desde 1802, quando Pio VII teve os restos mortais de Pio VI trazidos a Roma para enterrá-lo novamente depois que ele morreu e foi enterrado alguns anos antes no exílio como prisioneiro de Napoleão. Cardeal Joseph Zen participa da missa fúnebre de Bento XVI (Foto: Diane Montagna) O Santo Padre presidiu o rito inicial, as orações de entrada e o Ato Penitencial. Três leituras foram então proclamadas aos fiéis: a primeira (Isaías 12, 16-19) lida em espanhol, o Salmo 22 em latim, a segunda leitura (1 Pedro 1, 3-9) em inglês e o Evangelho (Lucas 23:39-46) em italiano. A leitura do Evangelho foi do “Bom Ladrão” que se converte no crucifixo ao lado de Jesus e permite que o Senhor anuncie a Ressurreição com as palavras: “Em verdade vos digo: hoje estareis comigo no paraíso”. Um livreto da missa foi entregue aos fiéis para que pudessem participar melhor da liturgia. Com uma imagem da ressurreição de Cristo envolta na frente da basílica atrás dele, Francisco começou sua breve homilia com as palavras finais de Jesus na cruz: “Pai, em suas mãos entrego o meu espírito” (Lucas 12:46) – palavras, disse o Papa, que “resumiam” a “vida inteira” de Jesus: uma incessante entrega de si mesmo nas mãos de seu Pai”. Em contraste com a homilia de Bento XVI no funeral do Papa São João Paulo II em 2005, na qual ele mencionou explicitamente as muitas qualidades e realizações de seu amigo íntimo e colaborador, Francisco implicitamente prestou homenagem à vida de Joseph Ratzinger com essas palavras, associando-o a cumprir fielmente as exigências e a devoção orante da vida consagrada. “O povo fiel de Deus, aqui reunido, agora acompanha e confia a Ele a vida daquele que foi seu pastor”, disse ele. “Como as mulheres no túmulo, também nós viemos com a fragrância da gratidão e o bálsamo da esperança, para mostrar-lhe mais uma vez o amor que é imortal”, concluiu o Papa. “Queremos fazer isso com a mesma sabedoria, ternura e devoção que ele nos concedeu ao longo dos anos. Juntos, queremos dizer: ‘Pai, em Suas mãos nós confiamos o Seu espírito'”. O Santo Padre acrescentou: “Bento, fiel amigo do Noivo, que a sua alegria seja completa ao ouvir a sua voz, agora e para sempre!” No final da simples e solene Missa de réquiem, a primeira para um papa falecido não ter o Cânon Romano desde o século VI, o Papa Francisco presidiu a Comenda Final e a Valedônia, que foram seguidas por um momento de oração silenciosa. Longos aplausos e cânticos de Santo Subito! e Viva il Papa! foram ouvidos enquanto os cardeais reunidos voltavam para a basílica. Ao mesmo tempo, música solene de órgão foi tocada e sinos tocaram quando os portadores do caixão levantaram o caixão e o levaram para trás do altar, onde o Papa Francisco se curvou, colocou a mão na capa de madeira e o abençoou. Os portadores do caixão então carregaram o caixão envolto em cipreste pela porta principal da basílica, após o que Bento XVI foi enterrado nas grutas do Vaticano em uma cerimônia privada. Papa Francisco diz um último adeus a Bento XVI na missa fúnebre do Papa Emérito Bento XVI. Calorosas homenagens a Bento XVI têm chegado desde a sua morte na festa de São Silvestre. Em comentários ao Register, o cardeal Raymond Burke disse acreditar que o “maior legado de Joseph Ratzinger é seu ensino e seu cultivo e promoção do uso mais antigo do Rito Romano”. O cardeal americano, que Bento XVI nomeou prefeito da Assinatura Apostólica em 2008, disse que o falecido pontífice alemão será “lembrado pela profundidade do ensino e pela maneira completamente acessível com que o transmitiu”. Ambrogio Jonghyu Jeong, ex-embaixador da Coreia do Sul na Santa Sé (2016-2018), disse ao Register que, após a morte de Bento XVI, “o sentimento geral de perda entre os católicos coreanos é imenso”. O ex-diplomata, que traduziu sete livros de Joseph Ratzinger para o coreano, disse que há nove anos a eleição do Papa Francisco “foi bem-vinda” e ele “foi uma espécie de popstar na Coreia”. Enquanto isso, ele disse que o Papa Bento XVI foi “gradualmente esquecido; [mas] recentemente o papa abdicado, o Papa Bento XVI, foi redescoberto”. O autor alemão Paul Badde, que escreveu o livro de 2018 O Santo Véu de Manoppello e era próximo de Bento XVI, disse que o que mais o impressionou no funeral foi a leitura do Evangelho do “Bom Ladrão”. A leitura foi “a primeira canonização da história”, disse Badde, e isso não poderia ter representado uma indicação mais clara da futura canonização de Bento XVI no futuro. Depois disso, Badde observou que o Evangelho continua dizendo que “as trevas vieram sobre toda a terra”, mas em Roma hoje “foi o oposto”. “Embora tivesse estado nublado a manhã inteira”, continuou Badde, “de repente, como parte celestial da bela liturgia no chão, o sol se refletiu na esfera dourada no topo da cúpula de São Pedro nesta vigília da Epifania do Senhor, que será o verdadeiro legado de Bento XVI: fazendo com que a Face de Deus seja conhecida em todo o mundo”.

  • Peregrinos se aglomeram na Praça de São Pedro para funeral de Bento XVI

    Faixas ‘Obrigado Papa Bento’ e ‘Santo Subito’ tremulam na Praça de São Pedro Por NCRegister – A névoa que havia chegado a Roma no início desta manhã, obscurecendo a cúpula da Basílica de São Pedro, começou a se levantar lentamente enquanto os carregadores de caixão carregavam o caixão de cipreste simples do Papa Bento XVI para a Praça de São Pedro para longos e comoventes aplausos. Estima-se que 100.000 pessoas se reuniram na praça, algumas acampando durante a noite, para dizer seu último adeus ao amado pontífice, que morreu aos 95 anos em 31 de dezembro, a festa do papa São Silvestre. Cardeais assistem à missa fúnebre do Papa Emérito Bento XVI. Bandeiras bávaras e alemãs com as palavras Danke Papst Benedikt! e Santo Subito tremulavam na névoa enquanto os sinos de luto de São Pedro tocavam. Os fiéis recitaram coletivamente o Rosário para a alma de Bento XVI em uma atmosfera de recolhimento, reverência e oração. Depois de ser solenemente levado para a praça através da frente da basílica, o caixão foi colocado para descansar em um tapete vermelho ao pé do altar e um livro dos Evangelhos colocado no topo. O secretário pessoal de longa data de Bento XVI, o arcebispo Georg Gänswein, então se curvou para beijar o caixão antes de tomar seu assento na primeira fila, junto com aqueles mais próximos de Bento, incluindo as leigas consagradas do Memores Domini que cuidaram dele por muitos anos. O arcebispo Georg Ganswein beija o caixão do Papa Emérito Bento XVI. Uma procissão de centenas de cardeais, bispos e cerca de 3.700 padres ocuparam seus assentos. Entre eles estava o cardeal Joseph Zen Ze-kiun, de 90 anos, de Hong Kong, um aliado próximo de Bento XVI na luta para salvaguardar as liberdades religiosas dos católicos na China comunista. Os cardeais Sean O’Malley, de Boston, Timothy Dolan, de Nova York, Robert McElroy, de San DiDiego, e Daniel DiNardo, de Galveston-Houston, estavam entre os prelados dos EUA para comparecer ao funeral solene, juntamente com vários patriarcas orientais, incluindo o cardeal Louis Raphael Sako, patriarca católico caldeu de Bagdá, e o cardeal Bechara Rai, patriarca maronita de Antioquia, no Líbano. Cardeais assistem à missa fúnebre do Papa Emérito Bento XVI. Entre os representantes oficiais do Estado estavam o presidente alemão Frank-Walter Steinmeier, o chanceler alemão Olaf Scholtz e uma grande delegação de dignitários italianos chefiada pelo presidente Sergio Mattarella e pela primeira-ministra Giorgia Meloni. Outras nações enviaram funcionários, realeza ou representantes diplomáticos, mas não como delegações oficiais. Os EUA foram representados pelo embaixador do presidente Joe Biden na Santa Sé, Joseph Donnelly. O Papa Francisco entrou no sagrato em frente à basílica pouco antes das 9h30 para se tornar o primeiro papa a celebrar o funeral de seu antecessor desde 1802, quando Pio VII teve os restos mortais de Pio VI trazidos a Roma para enterrá-lo novamente depois que ele morreu e foi enterrado alguns anos antes no exílio como prisioneiro de Napoleão. Cardeal Joseph Zen participa da missa fúnebre de Bento XVI (Foto: Diane Montagna) O Santo Padre presidiu o rito inicial, as orações de entrada e o Ato Penitencial. Três leituras foram então proclamadas aos fiéis: a primeira (Isaías 12, 16-19) lida em espanhol, o Salmo 22 em latim, a segunda leitura (1 Pedro 1, 3-9) em inglês e o Evangelho (Lucas 23:39-46) em italiano. A leitura do Evangelho foi do “Bom Ladrão” que se converte no crucifixo ao lado de Jesus e permite que o Senhor anuncie a Ressurreição com as palavras: “Em verdade vos digo: hoje estareis comigo no paraíso”. Um livreto da missa foi entregue aos fiéis para que pudessem participar melhor da liturgia. Com uma imagem da ressurreição de Cristo envolta na frente da basílica atrás dele, Francisco começou sua breve homilia com as palavras finais de Jesus na cruz: “Pai, em suas mãos entrego o meu espírito” (Lucas 12:46) – palavras, disse o Papa, que “resumiam” a “vida inteira” de Jesus: uma incessante entrega de si mesmo nas mãos de seu Pai”. Em contraste com a homilia de Bento XVI no funeral do Papa São João Paulo II em 2005, na qual ele mencionou explicitamente as muitas qualidades e realizações de seu amigo íntimo e colaborador, Francisco implicitamente prestou homenagem à vida de Joseph Ratzinger com essas palavras, associando-o a cumprir fielmente as exigências e a devoção orante da vida consagrada. “O povo fiel de Deus, aqui reunido, agora acompanha e confia a Ele a vida daquele que foi seu pastor”, disse ele. “Como as mulheres no túmulo, também nós viemos com a fragrância da gratidão e o bálsamo da esperança, para mostrar-lhe mais uma vez o amor que é imortal”, concluiu o Papa. “Queremos fazer isso com a mesma sabedoria, ternura e devoção que ele nos concedeu ao longo dos anos. Juntos, queremos dizer: ‘Pai, em Suas mãos nós confiamos o Seu espírito'”. O Santo Padre acrescentou: “Bento, fiel amigo do Noivo, que a sua alegria seja completa ao ouvir a sua voz, agora e para sempre!” No final da simples e solene Missa de réquiem, a primeira para um papa falecido não ter o Cânon Romano desde o século VI, o Papa Francisco presidiu a Comenda Final e a Valedônia, que foram seguidas por um momento de oração silenciosa. Longos aplausos e cânticos de Santo Subito! e Viva il Papa! foram ouvidos enquanto os cardeais reunidos voltavam para a basílica. Ao mesmo tempo, música solene de órgão foi tocada e sinos tocaram quando os portadores do caixão levantaram o caixão e o levaram para trás do altar, onde o Papa Francisco se curvou, colocou a mão na capa de madeira e o abençoou. Os portadores do caixão então carregaram o caixão envolto em cipreste pela porta principal da basílica, após o que Bento XVI foi enterrado nas grutas do Vaticano em uma cerimônia privada. Papa Francisco diz um último adeus a Bento XVI na missa fúnebre do Papa Emérito Bento XVI. Calorosas homenagens a Bento XVI têm chegado desde a sua morte na festa de São Silvestre. Em comentários ao Register, o cardeal Raymond Burke disse acreditar que o “maior legado de Joseph Ratzinger é seu ensino e seu cultivo e promoção do uso mais antigo do Rito Romano”. O cardeal americano, que Bento XVI nomeou prefeito da Assinatura Apostólica em 2008, disse que o falecido pontífice alemão será “lembrado pela profundidade do ensino e pela maneira completamente acessível com que o transmitiu”. Ambrogio Jonghyu Jeong, ex-embaixador da Coreia do Sul na Santa Sé (2016-2018), disse ao Register que, após a morte de Bento XVI, “o sentimento geral de perda entre os católicos coreanos é imenso”. O ex-diplomata, que traduziu sete livros de Joseph Ratzinger para o coreano, disse que há nove anos a eleição do Papa Francisco “foi bem-vinda” e ele “foi uma espécie de popstar na Coreia”. Enquanto isso, ele disse que o Papa Bento XVI foi “gradualmente esquecido; [mas] recentemente o papa abdicado, o Papa Bento XVI, foi redescoberto”. O autor alemão Paul Badde, que escreveu o livro de 2018 O Santo Véu de Manoppello e era próximo de Bento XVI, disse que o que mais o impressionou no funeral foi a leitura do Evangelho do “Bom Ladrão”. A leitura foi “a primeira canonização da história”, disse Badde, e isso não poderia ter representado uma indicação mais clara da futura canonização de Bento XVI no futuro. Depois disso, Badde observou que o Evangelho continua dizendo que “as trevas vieram sobre toda a terra”, mas em Roma hoje “foi o oposto”. “Embora tivesse estado nublado a manhã inteira”, continuou Badde, “de repente, como parte celestial da bela liturgia no chão, o sol se refletiu na esfera dourada no topo da cúpula de São Pedro nesta vigília da Epifania do Senhor, que será o verdadeiro legado de Bento XVI: fazendo com que a Face de Deus seja conhecida em todo o mundo”.

  • Devoção das 6 primeiras quintas-feiras em reparação à Jesus na Eucaristia

    PEDIDOS E PROMESSAS DE JESUS À BEATA ALEXANDRINA DE BALASAR “Minha filha, minha esposa querida, faz com que Eu seja amado, consolado e reparado na minha Eucaristia. Diz em Meu Nome que todos aqueles que comungarem bem, com sincera humildade, fervor e amor em seis primeiras quintas-feiras seguidas e junto do Meu Sacrário passarem uma hora de adoração, e íntima união comigo lhes prometo o Céu. É para honrarem pela Eucaristia as Minhas santas Chagas, honrando primeiro a do Meu sagrado Ombro tão pouco lembrada. Quem isto fizer, quem às Santas Chagas juntar as dores da minha Bendita Mãe, e em nome delas nos pedirem graças, quer espirituais, quer corporais, Eu lhas prometo; a não ser que sejam de prejuízo à sua alma. No momento da morte trarei comigo Minha Mãe Santíssima para as defender”. CONDIÇÕES: – Receber Jesus sacramentado dignamente (em estado de graça); – Seis primeiras quintas-feiras de seis meses consecutivos; – Fazer uma hora de adoração diante do Sacrário; – Lembrar as Santas Chagas de Jesus e particularmente aquela do Ombro; – Lembrar as dores de Maria. Podemos dizer que é uma devoção fácil de pôr em prática! Quanto às promessas de Jesus para aqueles que fizerem dignamente esta devoção, elas são simplesmente maravilhosas e estimulantes: — Quem isto fizer, quem às Santas Chagas juntar as dores da minha Bendita Mãe, e em nome delas nos pedirem graças, quer espirituais, quer corporais, Eu lhas prometo; a não ser que sejam de prejuízo à sua alma. — No momento da morte trarei comigo Minha Mãe Santíssima para as defender. Oração: Ó Amantíssimo Jesus, manso Cordeiro de Deus, apesar de eu ser uma criatura miserável e pecadora, Vos adoro e venero a Chaga causada pelo peso da Vossa Cruz que, dilacerando Vossas carnes, desnudou os ossos do Vosso Ombro sagrado e da qual a Vossa Mãe Dolorosa tanto se compadeceu. Também eu ó Aflitíssimo Jesus me compadeço de Vós e do fundo do coração Vos louvo, Vos glorifico, Vos agradeço por propor esta chaga dolorosa de Vosso ombro em que quiseste carregar a Vossa Cruz, pela minha salvação e pelo sofrimento que padecestes, Vos rogo com muita humildade, tende piedade de mim, pobre criatura pecadora, perdoai os meus pecados, conduzindo-me ao céu, pelo caminho da Vossa Santa Cruz. Assim seja. Rezam-se 7 Ave Marias E acrescenta-se: «Minha Mãe Santíssima, imprimi no meu coração as chagas de Jesus crucificado.» “Ó dulcíssimo Jesus, não sejais meu Juiz, mas meu salvador”. Amém! Leia também Conheça mais sobre a Beata Alexandrina que se alimentou só com Eucaristia por 13 anos Conheça mais sobre essa devoção Para que este devoção revelada por Jesus à Beata Alexandrina Maria da Costa, seja bem compreendida, é importante coloca-la no contexto em que foi recebida. Nos “Sentimentos da alma” de 25 de Fevereiro de 1949, ela escreveu: “Ontem de manhã [24 de Janeiro], senti como se assumisse a mim toda a maldade humana. Tudo entrou para mim, e eu era o mundo. Causou-me tal tormento que não sabia como resistir. Lembrei-me que neste dia a ordem de alívio dada pelo meu Paizinho não teria lugar”. Esta ordem do bondoso Padre Mariano Pinho, tinha como fim, proteger, durante alguns momentos, a Beata Alexandrina, dos sofrimentos cada vez mais dolorosos. E, milagre da misericórdia divina, Jesus acatava, com amor e carinho, estes pedidos do santo sacerdote. Mas deixemos que a própria Alexandrina nos conte: “Enganei-me: sentia e via com os olhos da alma dentro em meu peito uma ovelha poisada sobre a terra, presa por grandes sebes de espinhos. Eu ia caminhando para o Horto, e ela sempre dentro de mim. Durante a tarde, desapareceu tudo isto, foi muito mais suave a dor. À noite voltei ao mesmo sofrimento pavoroso. Sobre o solo do Horto levantou-se um altar, altar de dor assediado por todos os martírios. Sobre ele estava não uma ovelha com sebes de espinhos, mas sim um cordeiro mansíssimo que tudo recebia sem dar sinal de vida, possuindo toda a vida. Daquele cordeiro saía tudo de bondade, e todo ele ardia em chamas que abrasavam o altar e todo o solo do Horto”. O brilho daquelas chamas que abrasavam sem nada consumirem, fez compreender à simples e humilde vítima que só Jesus poderia agir assim, que só o Esposo querido da sua alma podia mostrar-se a ela daquela maneira, talvez para melhor a fazer compreender o que depois viria. Compreendendo-o, ela não hesitou em gritar, no mais profundo da sua alma — porque tudo ali se passava — o que acabara de descobrir, o que acabara de compreender: “Era Jesus, era Jesus, senti que era. Oh! Como Ele amava, quando recebia toda a maldade e ingratidão! Nesta ocasião coisas houve que agravaram muito o meu sofrimento. O demónio tentador aproveitou a ocasião para me atormentar. Sem eu querer via tudo pelo pior; foi grande a minha agonia. Meu Deus, se é possível, afastai de mim este sofrimento. Assim me uni à agonia de Jesus. Mas logo acrescentei: não se faça a minha vontade, mas a Vossa divina vontade. Não desvieis de mim a Vossa Face, ó meu Jesus, não me deixeis sozinha um só momento, só esse basta para eu desesperar! Num mar de dores passei toda a noite. Logo de manhã, no meu mundo, se levantou o mesmo altar de dor rodeado de martírios com o mesmo cordeirinho em cima. E assim segui para o Calvário. A toda a dor este cordeiro mansinho pagava com doçura e amor. Ele ardia em chamas e por entre elas, por entre a alvura da sua graça, caía o Seu sangue em abundância a regar a terra. Aproximava-se o fim da montanha, e o inocente Cordeiro sempre sobre o altar do patíbulo; sabia que ia morrer e ansiava por dar a vida. Que amor, que amor! Só podia ser o amor de um Deus, o amor de Jesus! No alto do Calvário, em vez da cruz, continuou a ser o mesmo altar e o mesmo Cordeiro a arder em chamas e a derramar sangue. Quanto mais se aproximava a hora de Jesus expirar, mais a crueldade de debatia contra o Cordeiro inocente e mais as chamas do Seu amor se estendiam sobre tanta maldade e ingratidão. O Cordeiro ia morrer e nesse momento passou da noite para o dia, da morte para a vida no abraço mais íntimo ao Seu Coração toda a humanidade. Desapareceu de mim o altar, o Cordeiro, e eu fiquei como se não vivesse. Dentro em pouco veio Jesus, falou-me em meu coração; falava-me nele como d’uma janela”. De facto, Jesus vai falar à sua esposa, à sua amada, encorajá-la, falando-lhe amorosamente, mesmo se, com autoridade evidente. Ouçamos as Suas palavras: “— Minha filha, minha filha, vítima de Jesus, vítima da humanidade, vítima da tua Pátria, do teu Portugal. Minha filha, minha filha, louquinha da Eucaristia, ama-Me, ama-Me e faz-Me amado; é por ti que Eu quero ser amado, é por ti que Eu quero muitas orações a amarem-Me, é por ti que Eu quero ser reparado, é por ti que Eu exijo grande reparação; repara-Me de tantos sacrilégios, de tantos crimes e iniquidades. A tua dor atingiu o auge. Podia dizer que o Meu divino amor atingiu para contigo também o seu auge; não porque o Meu amor tenha limites, mas porque te amo com o amor com que pode ser amada uma criatura humana; amo-te com amor louco”. Depois, Jesus revela a nova devoção, uma devoção cuja prática é fácil, mas os seus resultados imensos, são promessas inauditas: de facto “Só podia ser o amor de um Deus, o amor de Jesus!” como dizia acima a Beata Alexandrina: “— Minha filha, minha esposa querida, faz com que Eu seja amado, consolado e reparado na minha Eucaristia. Diz em Meu Nome que todos aqueles que comungarem bem, com sincera humildade, fervor e amor em seis primeiras quintas-feiras seguidas e junto do Meu Sacrário passarem uma hora de adoração, e íntima união comigo lhes prometo o Céu. É para honrarem pela Eucaristia as Minhas santas Chagas, honrando primeiro a do Meu sagrado Ombro tão pouco lembrada. Quem isto fizer, quem às Santas Chagas juntar as dores da minha Bendita Mãe, e em nome delas nos pedirem graças, quer espirituais, quer corporais, Eu lhas prometo; a não ser que sejam de prejuízo à sua alma. No momento da morte trarei comigo Minha Mãe Santíssima para as defender”. – Receber Jesus sacramentado dignamente (em estado de graça); – Seis primeiras quintas-feiras de seis meses consecutivos; – Fazer uma hora de adoração diante do Sacrário; – Lembrar as Santas Chagas de Jesus e particularmente aquela do Ombro; – Lembrar as dores de Maria. Podemos dizer que é uma devoção fácil de pôr em prática! Quanto às promessas de Jesus para aqueles que fizerem dignamente esta devoção, elas são simplesmente maravilhosas e estimulantes: — Quem isto fizer, quem às Santas Chagas juntar as dores da minha Bendita Mãe, e em nome delas nos pedirem graças, quer espirituais, quer corporais, Eu lhas prometo; a não ser que sejam de prejuízo à sua alma. — No momento da morte trarei comigo Minha Mãe Santíssima para as defender. Vamos hesitar? Vamos fazer “ouvidos de mercador” a tão importantes e salutares promessas? Não, e não! Unidos como num só coração, vamos unir-nos aos Corações de Jesus e Maria e honrá-los dignamente, praticando com particular abnegação esta Santa devoção que Jesus nos ofereceu por intermédio da sua querida esposa de Balasar, aquela que nós tanto amamos e merece todo o nosso carinha e amor. Leia também Conheça mais sobre a Beata Alexandrina que se alimentou só com Eucaristia por 13 anos #AlexandrinadeBalasar #Devoção #Eucaristia #Reparação

  • Devoção das 6 primeiras quintas-feiras em reparação à Jesus na Eucaristia

    PEDIDOS E PROMESSAS DE JESUS À BEATA ALEXANDRINA DE BALASAR “Minha filha, minha esposa querida, faz com que Eu seja amado, consolado e reparado na minha Eucaristia. Diz em Meu Nome que todos aqueles que comungarem bem, com sincera humildade, fervor e amor em seis primeiras quintas-feiras seguidas e junto do Meu Sacrário passarem uma hora de adoração, e íntima união comigo lhes prometo o Céu. É para honrarem pela Eucaristia as Minhas santas Chagas, honrando primeiro a do Meu sagrado Ombro tão pouco lembrada. Quem isto fizer, quem às Santas Chagas juntar as dores da minha Bendita Mãe, e em nome delas nos pedirem graças, quer espirituais, quer corporais, Eu lhas prometo; a não ser que sejam de prejuízo à sua alma. No momento da morte trarei comigo Minha Mãe Santíssima para as defender”. CONDIÇÕES: – Receber Jesus sacramentado dignamente (em estado de graça); – Seis primeiras quintas-feiras de seis meses consecutivos; – Fazer uma hora de adoração diante do Sacrário; – Lembrar as Santas Chagas de Jesus e particularmente aquela do Ombro; – Lembrar as dores de Maria. Podemos dizer que é uma devoção fácil de pôr em prática! Quanto às promessas de Jesus para aqueles que fizerem dignamente esta devoção, elas são simplesmente maravilhosas e estimulantes: — Quem isto fizer, quem às Santas Chagas juntar as dores da minha Bendita Mãe, e em nome delas nos pedirem graças, quer espirituais, quer corporais, Eu lhas prometo; a não ser que sejam de prejuízo à sua alma. — No momento da morte trarei comigo Minha Mãe Santíssima para as defender. Oração: Ó Amantíssimo Jesus, manso Cordeiro de Deus, apesar de eu ser uma criatura miserável e pecadora, Vos adoro e venero a Chaga causada pelo peso da Vossa Cruz que, dilacerando Vossas carnes, desnudou os ossos do Vosso Ombro sagrado e da qual a Vossa Mãe Dolorosa tanto se compadeceu. Também eu ó Aflitíssimo Jesus me compadeço de Vós e do fundo do coração Vos louvo, Vos glorifico, Vos agradeço por propor esta chaga dolorosa de Vosso ombro em que quiseste carregar a Vossa Cruz, pela minha salvação e pelo sofrimento que padecestes, Vos rogo com muita humildade, tende piedade de mim, pobre criatura pecadora, perdoai os meus pecados, conduzindo-me ao céu, pelo caminho da Vossa Santa Cruz. Assim seja. Rezam-se 7 Ave Marias E acrescenta-se: «Minha Mãe Santíssima, imprimi no meu coração as chagas de Jesus crucificado.» “Ó dulcíssimo Jesus, não sejais meu Juiz, mas meu salvador”. Amém! Leia também Conheça mais sobre a Beata Alexandrina que se alimentou só com Eucaristia por 13 anos Conheça mais sobre essa devoção Para que este devoção revelada por Jesus à Beata Alexandrina Maria da Costa, seja bem compreendida, é importante coloca-la no contexto em que foi recebida. Nos “Sentimentos da alma” de 25 de Fevereiro de 1949, ela escreveu: “Ontem de manhã [24 de Janeiro], senti como se assumisse a mim toda a maldade humana. Tudo entrou para mim, e eu era o mundo. Causou-me tal tormento que não sabia como resistir. Lembrei-me que neste dia a ordem de alívio dada pelo meu Paizinho não teria lugar”. Esta ordem do bondoso Padre Mariano Pinho, tinha como fim, proteger, durante alguns momentos, a Beata Alexandrina, dos sofrimentos cada vez mais dolorosos. E, milagre da misericórdia divina, Jesus acatava, com amor e carinho, estes pedidos do santo sacerdote. Mas deixemos que a própria Alexandrina nos conte: “Enganei-me: sentia e via com os olhos da alma dentro em meu peito uma ovelha poisada sobre a terra, presa por grandes sebes de espinhos. Eu ia caminhando para o Horto, e ela sempre dentro de mim. Durante a tarde, desapareceu tudo isto, foi muito mais suave a dor. À noite voltei ao mesmo sofrimento pavoroso. Sobre o solo do Horto levantou-se um altar, altar de dor assediado por todos os martírios. Sobre ele estava não uma ovelha com sebes de espinhos, mas sim um cordeiro mansíssimo que tudo recebia sem dar sinal de vida, possuindo toda a vida. Daquele cordeiro saía tudo de bondade, e todo ele ardia em chamas que abrasavam o altar e todo o solo do Horto”. O brilho daquelas chamas que abrasavam sem nada consumirem, fez compreender à simples e humilde vítima que só Jesus poderia agir assim, que só o Esposo querido da sua alma podia mostrar-se a ela daquela maneira, talvez para melhor a fazer compreender o que depois viria. Compreendendo-o, ela não hesitou em gritar, no mais profundo da sua alma — porque tudo ali se passava — o que acabara de descobrir, o que acabara de compreender: “Era Jesus, era Jesus, senti que era. Oh! Como Ele amava, quando recebia toda a maldade e ingratidão! Nesta ocasião coisas houve que agravaram muito o meu sofrimento. O demónio tentador aproveitou a ocasião para me atormentar. Sem eu querer via tudo pelo pior; foi grande a minha agonia. Meu Deus, se é possível, afastai de mim este sofrimento. Assim me uni à agonia de Jesus. Mas logo acrescentei: não se faça a minha vontade, mas a Vossa divina vontade. Não desvieis de mim a Vossa Face, ó meu Jesus, não me deixeis sozinha um só momento, só esse basta para eu desesperar! Num mar de dores passei toda a noite. Logo de manhã, no meu mundo, se levantou o mesmo altar de dor rodeado de martírios com o mesmo cordeirinho em cima. E assim segui para o Calvário. A toda a dor este cordeiro mansinho pagava com doçura e amor. Ele ardia em chamas e por entre elas, por entre a alvura da sua graça, caía o Seu sangue em abundância a regar a terra. Aproximava-se o fim da montanha, e o inocente Cordeiro sempre sobre o altar do patíbulo; sabia que ia morrer e ansiava por dar a vida. Que amor, que amor! Só podia ser o amor de um Deus, o amor de Jesus! No alto do Calvário, em vez da cruz, continuou a ser o mesmo altar e o mesmo Cordeiro a arder em chamas e a derramar sangue. Quanto mais se aproximava a hora de Jesus expirar, mais a crueldade de debatia contra o Cordeiro inocente e mais as chamas do Seu amor se estendiam sobre tanta maldade e ingratidão. O Cordeiro ia morrer e nesse momento passou da noite para o dia, da morte para a vida no abraço mais íntimo ao Seu Coração toda a humanidade. Desapareceu de mim o altar, o Cordeiro, e eu fiquei como se não vivesse. Dentro em pouco veio Jesus, falou-me em meu coração; falava-me nele como d’uma janela”. De facto, Jesus vai falar à sua esposa, à sua amada, encorajá-la, falando-lhe amorosamente, mesmo se, com autoridade evidente. Ouçamos as Suas palavras: “— Minha filha, minha filha, vítima de Jesus, vítima da humanidade, vítima da tua Pátria, do teu Portugal. Minha filha, minha filha, louquinha da Eucaristia, ama-Me, ama-Me e faz-Me amado; é por ti que Eu quero ser amado, é por ti que Eu quero muitas orações a amarem-Me, é por ti que Eu quero ser reparado, é por ti que Eu exijo grande reparação; repara-Me de tantos sacrilégios, de tantos crimes e iniquidades. A tua dor atingiu o auge. Podia dizer que o Meu divino amor atingiu para contigo também o seu auge; não porque o Meu amor tenha limites, mas porque te amo com o amor com que pode ser amada uma criatura humana; amo-te com amor louco”. Depois, Jesus revela a nova devoção, uma devoção cuja prática é fácil, mas os seus resultados imensos, são promessas inauditas: de facto “Só podia ser o amor de um Deus, o amor de Jesus!” como dizia acima a Beata Alexandrina: “— Minha filha, minha esposa querida, faz com que Eu seja amado, consolado e reparado na minha Eucaristia. Diz em Meu Nome que todos aqueles que comungarem bem, com sincera humildade, fervor e amor em seis primeiras quintas-feiras seguidas e junto do Meu Sacrário passarem uma hora de adoração, e íntima união comigo lhes prometo o Céu. É para honrarem pela Eucaristia as Minhas santas Chagas, honrando primeiro a do Meu sagrado Ombro tão pouco lembrada. Quem isto fizer, quem às Santas Chagas juntar as dores da minha Bendita Mãe, e em nome delas nos pedirem graças, quer espirituais, quer corporais, Eu lhas prometo; a não ser que sejam de prejuízo à sua alma. No momento da morte trarei comigo Minha Mãe Santíssima para as defender”. – Receber Jesus sacramentado dignamente (em estado de graça); – Seis primeiras quintas-feiras de seis meses consecutivos; – Fazer uma hora de adoração diante do Sacrário; – Lembrar as Santas Chagas de Jesus e particularmente aquela do Ombro; – Lembrar as dores de Maria. Podemos dizer que é uma devoção fácil de pôr em prática! Quanto às promessas de Jesus para aqueles que fizerem dignamente esta devoção, elas são simplesmente maravilhosas e estimulantes: — Quem isto fizer, quem às Santas Chagas juntar as dores da minha Bendita Mãe, e em nome delas nos pedirem graças, quer espirituais, quer corporais, Eu lhas prometo; a não ser que sejam de prejuízo à sua alma. — No momento da morte trarei comigo Minha Mãe Santíssima para as defender. Vamos hesitar? Vamos fazer “ouvidos de mercador” a tão importantes e salutares promessas? Não, e não! Unidos como num só coração, vamos unir-nos aos Corações de Jesus e Maria e honrá-los dignamente, praticando com particular abnegação esta Santa devoção que Jesus nos ofereceu por intermédio da sua querida esposa de Balasar, aquela que nós tanto amamos e merece todo o nosso carinha e amor. Leia também Conheça mais sobre a Beata Alexandrina que se alimentou só com Eucaristia por 13 anos #AlexandrinadeBalasar #Devoção #Eucaristia #Reparação

  • Mais de 44 milhões de abortos ceifaram vidas antes de nascer em 2022

    Em 2022, mais seres humanos morreram de abortos do que de qualquer outra causa. As estatísticas compiladas pela Worldometers indicam que no ano que acaba de terminar houve mais de 44 milhões de abortos em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde coloca o número em 73 milhões. Por Lifenews/InfoCatólica – A Worlddometers é uma instituição independente que coleta dados de governos e outras organizações e, a partir deles, produz relatórios com estimativas e projeções. Ele baseia seus números diários de aborto em uma ficha da Organização Mundial da Saúde, que estima um número ainda maior de abortos por ano do que os Worldometers. “Todos os anos, ocorrem cerca de 73 milhões de abortos induzidos no mundo”, diz a OMS. Se os números de abortos forem comparados a outras causas de morte, como câncer, HIV/AIDS, acidentes de trânsito e suicídio, os abortos superam em muito todas as outras causas. Estima-se que em 2022, 9,6 milhões de pessoas morreram de câncer, 6 milhões de tabagismo, 16 milhões de várias doenças comuns e 2 milhões de HIV/AIDS. Mortes por malária e álcool também são registradas. Com 67,1 milhões de pessoas morrendo no ano passado de uma causa diferente do aborto e 111 milhões de pessoas no total de aborto e todas as causas, isso significa que os abortos representaram quase 40% de todas as mortes em todo o mundo no ano passado. E quando comparado ao COVID, o número de pessoas que morrem de aborto supera o número de mortes pela pandemia. Worldometers indica que aproximadamente 3,1 milhões de pessoas morreram de COVID em todo o mundo em 2022. Há muitas dúvidas se esses números são precisos, uma vez que uma porcentagem considerável de mortes por COVID não é realmente uma consequência direta do vírus em si, mas sim de pessoas que tinha o vírus no momento da morte por alguma outra causa.

  • Mais de 44 milhões de abortos ceifaram vidas antes de nascer em 2022

    Em 2022, mais seres humanos morreram de abortos do que de qualquer outra causa. As estatísticas compiladas pela Worldometers indicam que no ano que acaba de terminar houve mais de 44 milhões de abortos em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde coloca o número em 73 milhões. Por Lifenews/InfoCatólica – A Worlddometers é uma instituição independente que coleta dados de governos e outras organizações e, a partir deles, produz relatórios com estimativas e projeções. Ele baseia seus números diários de aborto em uma ficha da Organização Mundial da Saúde, que estima um número ainda maior de abortos por ano do que os Worldometers. “Todos os anos, ocorrem cerca de 73 milhões de abortos induzidos no mundo”, diz a OMS. Se os números de abortos forem comparados a outras causas de morte, como câncer, HIV/AIDS, acidentes de trânsito e suicídio, os abortos superam em muito todas as outras causas. Estima-se que em 2022, 9,6 milhões de pessoas morreram de câncer, 6 milhões de tabagismo, 16 milhões de várias doenças comuns e 2 milhões de HIV/AIDS. Mortes por malária e álcool também são registradas. Com 67,1 milhões de pessoas morrendo no ano passado de uma causa diferente do aborto e 111 milhões de pessoas no total de aborto e todas as causas, isso significa que os abortos representaram quase 40% de todas as mortes em todo o mundo no ano passado. E quando comparado ao COVID, o número de pessoas que morrem de aborto supera o número de mortes pela pandemia. Worldometers indica que aproximadamente 3,1 milhões de pessoas morreram de COVID em todo o mundo em 2022. Há muitas dúvidas se esses números são precisos, uma vez que uma porcentagem considerável de mortes por COVID não é realmente uma consequência direta do vírus em si, mas sim de pessoas que tinha o vírus no momento da morte por alguma outra causa.

  • A profecia de Bento XVI

    Já em 1968, logo após aquele concílio do qual se esperava uma ‘primavera eclesial’, quando ainda nem era bispo, Joseph Ratzinger partilhou sua surpreendente visão sobre o futuro da Igreja: “Teremos sacerdotes reduzidos à papel dos assistentes sociais e a mensagem de fé reduzida a uma visão política. Tudo parecerá perdido, mas na fase mais dramática da crise, a Igreja renascerá. Será menor, quase uma catacumba, mas mais sagrada.” É um processo que já estamos vivenciando, mesmo em seus estágios iniciais, em parte oculto pela inércia e gradualidade do fenômeno. O sonho da Maçonaria, do Iluminismo e do Marxismo está prestes a se tornar realidade. Mas o que vem, temo, será muito diferente do que muitos esperam. Nunca na história vivemos algo assim, impossibilitando o cálculo de suas consequências. O Ocidente foi pagão por milênios, depois cristão. Mas o cristianismo cultural e social não é um parêntese, o paganismo não voltará, mas o pós-cristianismo, que é um vazio. Em sua engenhosidade, quando Voltaire assinava com seu feroz “Ecrassez l’infame!”, os esclarecidos confiavam que o reino da fé seria sucedido pelo triunfo da razão. Nenhum deles, nenhum dos grandes nomes da época, chegou a ver uma atriz de variedades entronizada em Notre Dame como a Deusa da Razão ou o terrível banho de sangue trazido pelo ‘Iluminismo’. Hoje a influência social do cristianismo é pequena e diminui a toda velocidade, mas seria sarcástico concluir que o que governa nossas sociedades hoje é a ‘Razão’. A natureza abomina o vácuo e, ao se afastar dos princípios cristãos, outro dogma está acontecendo com ela, outro culto e a adoração mais nua do poder puro. Muitos querem ver nesta gradual redução dos cristãos a um ‘pusillus grex’, um rebanho minúsculo e insignificante, sem qualquer influência social, o anúncio do fim dos tempos. Claro que é perfeitamente possível. É sempre. Mas se Cristo insistiu que não sabemos “o dia nem a hora” e que o fim virá como um ladrão, isso deve significar que vamos errar a data muitas vezes. Pode muito bem ser, como parecem insinuar as palavras de Ratzinger, uma questão de recomeçar do zero, de um regresso às catacumbas, sim, mas lembrando que nas catacumbas se forjou uma fé que converteu todo um império. #BentoXVI

  • A profecia de Bento XVI

    Já em 1968, logo após aquele concílio do qual se esperava uma ‘primavera eclesial’, quando ainda nem era bispo, Joseph Ratzinger partilhou sua surpreendente visão sobre o futuro da Igreja: “Teremos sacerdotes reduzidos à papel dos assistentes sociais e a mensagem de fé reduzida a uma visão política. Tudo parecerá perdido, mas na fase mais dramática da crise, a Igreja renascerá. Será menor, quase uma catacumba, mas mais sagrada.” É um processo que já estamos vivenciando, mesmo em seus estágios iniciais, em parte oculto pela inércia e gradualidade do fenômeno. O sonho da Maçonaria, do Iluminismo e do Marxismo está prestes a se tornar realidade. Mas o que vem, temo, será muito diferente do que muitos esperam. Nunca na história vivemos algo assim, impossibilitando o cálculo de suas consequências. O Ocidente foi pagão por milênios, depois cristão. Mas o cristianismo cultural e social não é um parêntese, o paganismo não voltará, mas o pós-cristianismo, que é um vazio. Em sua engenhosidade, quando Voltaire assinava com seu feroz “Ecrassez l’infame!”, os esclarecidos confiavam que o reino da fé seria sucedido pelo triunfo da razão. Nenhum deles, nenhum dos grandes nomes da época, chegou a ver uma atriz de variedades entronizada em Notre Dame como a Deusa da Razão ou o terrível banho de sangue trazido pelo ‘Iluminismo’. Hoje a influência social do cristianismo é pequena e diminui a toda velocidade, mas seria sarcástico concluir que o que governa nossas sociedades hoje é a ‘Razão’. A natureza abomina o vácuo e, ao se afastar dos princípios cristãos, outro dogma está acontecendo com ela, outro culto e a adoração mais nua do poder puro. Muitos querem ver nesta gradual redução dos cristãos a um ‘pusillus grex’, um rebanho minúsculo e insignificante, sem qualquer influência social, o anúncio do fim dos tempos. Claro que é perfeitamente possível. É sempre. Mas se Cristo insistiu que não sabemos “o dia nem a hora” e que o fim virá como um ladrão, isso deve significar que vamos errar a data muitas vezes. Pode muito bem ser, como parecem insinuar as palavras de Ratzinger, uma questão de recomeçar do zero, de um regresso às catacumbas, sim, mas lembrando que nas catacumbas se forjou uma fé que converteu todo um império. #BentoXVI

  • Bento XVI é velado no Vaticano

    Os restos mortais de Bento XVI foram transferidos na manhã desta segunda-feira para a Basílica de São Pedro, onde o falecido papa ficará em estado até 4 de janeiro. Pela primeira vez na história da Igreja Católica, um papa enterrará outro papa. Veja também no final da matéria as últimas palavras de Bento XVI. “Segundo o desejo do papa emérito, o funeral será realizado com a maior simplicidade”, disse o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni. Pela primeira vez na história milenar da Igreja Católica, um papa enterrará outro papa. O corpo de Bento XVI ficará exposto a partir de segunda-feira (2) na Basílica de São Pedro para receber o último adeus dos fiéis. Uma das principais diferenças em relação aos enterros de outros papas é que não haverá o “assento vago” ou a convocação de um conclave. Pelas regras da Igreja Católica, o funeral de um papa precisa ocorrer entre 4 e 6 dias após a sua morte . A cerimônia, que será aberta ao público, está marcada para o dia 5 de janeiro , na Praça de São Pedro, às 9h30 no horário local. O funeral de Bento XVI será celebrado pelo papa Francisco na quinta-feira, 5 de janeiro de 2023, às 9h30 na praça de São Pedro. O papa emérito será enterrado em na cripta na Basílica de São Pedro, conforme informação divulgada pela assessoria de imprensa da Santa Sé. “O caixão do soberano pontífice emérito será levado para a Basílica de São Pedro e depois para as grutas do Vaticano [que abrigam os túmulos dos papas] para ser enterrado lá”, disse o Vaticano no comunicado. Milhares de pessoas se reúnem para prestar as últimas homenagens ao corpo de Bento XVI O cardeal Mauro Gambetti, arcipreste da Basílica de São Pedro, presidiu um breve ritual depois que o corpo do papa emérito Bento XVI foi carregado até o corredor central da basílica às 7h15 da manhã. O cardeal solenemente irritou o corpo e aspergiu-o com água benta enquanto um coro cantava orações oferecidas para o repouso de sua alma. Bento XVI está deitado em estado diretamente em frente ao altar-mor da Basílica de São Pedro, acima do túmulo do primeiro papa da Igreja, São Pedro. O ex-papa estava vestido com paramentos vermelhos e dourados e vestindo uma mitra de ouro. Os papas são tradicionalmente vestidos de vermelho para seus funerais. VIDEO | The mortal remains of Pope Emeritus Benedict XVI were moved early Monday morning to St. Peter’s Basilica, where the late pope is lying in state through Jan. 4. Thousands are entering the Vatican basilica to pray and pay their respects to Benedict XVI. pic.twitter.com/8Dk4Anl8S0 — EWTN News (@EWTNews) January 2, 2023 Bento XVI tinha o rosário nas mãos cruzadas. Ele estava usando sapatos clericais pretos comuns, não os sapatos vermelhos que ele famosamente usava durante seu reinado. Milhares de pessoas esperaram em uma longa fila em 2 de janeiro para entrar na basílica, algumas esperando antes do nascer do sol, para rezar e prestar suas homenagens a Bento XVI, que liderou a Igreja Católica de 2005 a 2013. O padre Alexander Lashuk, um padre católico bizantino de Toronto, estava na fila na manhã de segunda-feira. Ele disse à CNA que a fila para ver o falecido Papa “era o caos romano habitual, mas quando você entrou em São Pedro se transformou em um grande silêncio”. “Pessoas de todas as idades e de todo o mundo se aproximaram de um pai morto. Dava para ouvir sussurros do terço. Fui muito abençoado por estar em Roma esses dias”, disse ele. Padre Lashuk refletiu: “Eu sou parte daquela geração que foi realmente impactada por Bento XVI – certamente como pontífice, mas mesmo antes de sua eleição, através de seus escritos teológicos que realmente plantaram sementes de nossas vocações. Conheço muitas pessoas que foram atraídas para o seminário ou até se tornaram católicas depois de encontrar seus escritos”. Religiosas, padres e famílias tiveram tempo para fazer uma pausa e orar em frente ao corpo de Bento XVI durante todo o dia na segunda-feira. Alguns ficaram visivelmente comovidos ao derramar lágrimas. Outros permaneceram em silêncio ou silenciosamente rezaram o terço. Dois guardas suíços flanquearam o corpo de Bento XVI e alguns enlutados puderam se ajoelhar e rezar em ambos os lados do papa falecido. O público poderá ver seu corpo até as 19h nos dias que antecedem seu funeral em 5 de janeiro. Na terça e quarta-feira, a basílica abrirá mais cedo às 7h, permitindo 12 horas por dia para que os fiéis se despeçam definitivamente do amado ex-papa. A Basílica de São Pedro continua a realizar missas no Altar da Cátedra durante todo o dia, imediatamente atrás de onde Bento XVI está deitado em estado. Após o funeral de Bento XVI na Praça de São Pedro, os restos mortais do falecido papa serão sepultados na cripta do Vaticano sob a Basílica de São Pedro. As últimas palavras de Bento XVI Andrea Tornielli, diretor editorial do Vaticano, confirmou que eles estavam em italiano: “Signore, você ama!” (“Senhor, eu te amo”). As primeiras versões, que não haviam sido confirmadas oficialmente, circularam a versão da jornalista argentina Elisabetta Piqué no jornal La Nación , segundo a qual, as últimas palavras de Bento XVI antes de morrer foram: “Jesus, ich liebe dich” (“ Jesus, eu te amo”). Em seguida, relacione a sequência de uma maneira que não corresponda exatamente. Em um artigo publicado neste domingo, 1º de janeiro, no Vatican News em italiano , Andrea Tornielli, diretor editorial do Vaticano, conta como foi na madrugada de sábado, 31 de dezembro, dia em que Bento XVI morreu aos 95 anos. “As últimas palavras do Papa Emérito Bento XVI foram recebidas no coração da noite por uma enfermeira. Era cerca de 3h da madrugada do dia 31 de dezembro, poucas horas antes da morte”, disse Tornielli. As últimas palavras de Bento XVI foram pronunciadas em italiano : “Signore, você ama!” (“Senhor, eu te amo”). Tornielli explicou ainda que o Papa Emérito “ainda não havia entrado em agonia naquele momento e seus colaboradores e assistentes haviam se revezado”. “Com ele, naquele exato momento (das últimas palavras) havia apenas uma enfermeira que não fala alemão”, disse Andrea Tornielli. O secretário de Bento XVI, o arcebispo alemão Georg Gänswein, disse a Tornielli que no momento das últimas palavras do papa emérito “ele não estava lá, mas a enfermeira me contou sobre isso mais tarde”. “Senhor, eu te amo”, disse Dom Gänswein, foram as últimas palavras compreensíveis de Bento XVI “porque então ele não era mais capaz de se expressar”. Embora não haja confirmação oficial dos fatos. Com informações de NCRegister, Infocatolica e G1 #BentoXVI #PapaBentoXVI

  • Bento XVI é velado no Vaticano

    Os restos mortais de Bento XVI foram transferidos na manhã desta segunda-feira para a Basílica de São Pedro, onde o falecido papa ficará em estado até 4 de janeiro. Pela primeira vez na história da Igreja Católica, um papa enterrará outro papa. Veja também no final da matéria as últimas palavras de Bento XVI. “Segundo o desejo do papa emérito, o funeral será realizado com a maior simplicidade”, disse o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni. Pela primeira vez na história milenar da Igreja Católica, um papa enterrará outro papa. O corpo de Bento XVI ficará exposto a partir de segunda-feira (2) na Basílica de São Pedro para receber o último adeus dos fiéis. Uma das principais diferenças em relação aos enterros de outros papas é que não haverá o “assento vago” ou a convocação de um conclave. Pelas regras da Igreja Católica, o funeral de um papa precisa ocorrer entre 4 e 6 dias após a sua morte . A cerimônia, que será aberta ao público, está marcada para o dia 5 de janeiro , na Praça de São Pedro, às 9h30 no horário local. O funeral de Bento XVI será celebrado pelo papa Francisco na quinta-feira, 5 de janeiro de 2023, às 9h30 na praça de São Pedro. O papa emérito será enterrado em na cripta na Basílica de São Pedro, conforme informação divulgada pela assessoria de imprensa da Santa Sé. “O caixão do soberano pontífice emérito será levado para a Basílica de São Pedro e depois para as grutas do Vaticano [que abrigam os túmulos dos papas] para ser enterrado lá”, disse o Vaticano no comunicado. Milhares de pessoas se reúnem para prestar as últimas homenagens ao corpo de Bento XVI O cardeal Mauro Gambetti, arcipreste da Basílica de São Pedro, presidiu um breve ritual depois que o corpo do papa emérito Bento XVI foi carregado até o corredor central da basílica às 7h15 da manhã. O cardeal solenemente irritou o corpo e aspergiu-o com água benta enquanto um coro cantava orações oferecidas para o repouso de sua alma. Bento XVI está deitado em estado diretamente em frente ao altar-mor da Basílica de São Pedro, acima do túmulo do primeiro papa da Igreja, São Pedro. O ex-papa estava vestido com paramentos vermelhos e dourados e vestindo uma mitra de ouro. Os papas são tradicionalmente vestidos de vermelho para seus funerais. VIDEO | The mortal remains of Pope Emeritus Benedict XVI were moved early Monday morning to St. Peter’s Basilica, where the late pope is lying in state through Jan. 4. Thousands are entering the Vatican basilica to pray and pay their respects to Benedict XVI. pic.twitter.com/8Dk4Anl8S0 — EWTN News (@EWTNews) January 2, 2023 Bento XVI tinha o rosário nas mãos cruzadas. Ele estava usando sapatos clericais pretos comuns, não os sapatos vermelhos que ele famosamente usava durante seu reinado. Milhares de pessoas esperaram em uma longa fila em 2 de janeiro para entrar na basílica, algumas esperando antes do nascer do sol, para rezar e prestar suas homenagens a Bento XVI, que liderou a Igreja Católica de 2005 a 2013. O padre Alexander Lashuk, um padre católico bizantino de Toronto, estava na fila na manhã de segunda-feira. Ele disse à CNA que a fila para ver o falecido Papa “era o caos romano habitual, mas quando você entrou em São Pedro se transformou em um grande silêncio”. “Pessoas de todas as idades e de todo o mundo se aproximaram de um pai morto. Dava para ouvir sussurros do terço. Fui muito abençoado por estar em Roma esses dias”, disse ele. Padre Lashuk refletiu: “Eu sou parte daquela geração que foi realmente impactada por Bento XVI – certamente como pontífice, mas mesmo antes de sua eleição, através de seus escritos teológicos que realmente plantaram sementes de nossas vocações. Conheço muitas pessoas que foram atraídas para o seminário ou até se tornaram católicas depois de encontrar seus escritos”. Religiosas, padres e famílias tiveram tempo para fazer uma pausa e orar em frente ao corpo de Bento XVI durante todo o dia na segunda-feira. Alguns ficaram visivelmente comovidos ao derramar lágrimas. Outros permaneceram em silêncio ou silenciosamente rezaram o terço. Dois guardas suíços flanquearam o corpo de Bento XVI e alguns enlutados puderam se ajoelhar e rezar em ambos os lados do papa falecido. O público poderá ver seu corpo até as 19h nos dias que antecedem seu funeral em 5 de janeiro. Na terça e quarta-feira, a basílica abrirá mais cedo às 7h, permitindo 12 horas por dia para que os fiéis se despeçam definitivamente do amado ex-papa. A Basílica de São Pedro continua a realizar missas no Altar da Cátedra durante todo o dia, imediatamente atrás de onde Bento XVI está deitado em estado. Após o funeral de Bento XVI na Praça de São Pedro, os restos mortais do falecido papa serão sepultados na cripta do Vaticano sob a Basílica de São Pedro. As últimas palavras de Bento XVI Andrea Tornielli, diretor editorial do Vaticano, confirmou que eles estavam em italiano: “Signore, você ama!” (“Senhor, eu te amo”). As primeiras versões, que não haviam sido confirmadas oficialmente, circularam a versão da jornalista argentina Elisabetta Piqué no jornal La Nación , segundo a qual, as últimas palavras de Bento XVI antes de morrer foram: “Jesus, ich liebe dich” (“ Jesus, eu te amo”). Em seguida, relacione a sequência de uma maneira que não corresponda exatamente. Em um artigo publicado neste domingo, 1º de janeiro, no Vatican News em italiano , Andrea Tornielli, diretor editorial do Vaticano, conta como foi na madrugada de sábado, 31 de dezembro, dia em que Bento XVI morreu aos 95 anos. “As últimas palavras do Papa Emérito Bento XVI foram recebidas no coração da noite por uma enfermeira. Era cerca de 3h da madrugada do dia 31 de dezembro, poucas horas antes da morte”, disse Tornielli. As últimas palavras de Bento XVI foram pronunciadas em italiano : “Signore, você ama!” (“Senhor, eu te amo”). Tornielli explicou ainda que o Papa Emérito “ainda não havia entrado em agonia naquele momento e seus colaboradores e assistentes haviam se revezado”. “Com ele, naquele exato momento (das últimas palavras) havia apenas uma enfermeira que não fala alemão”, disse Andrea Tornielli. O secretário de Bento XVI, o arcebispo alemão Georg Gänswein, disse a Tornielli que no momento das últimas palavras do papa emérito “ele não estava lá, mas a enfermeira me contou sobre isso mais tarde”. “Senhor, eu te amo”, disse Dom Gänswein, foram as últimas palavras compreensíveis de Bento XVI “porque então ele não era mais capaz de se expressar”. Embora não haja confirmação oficial dos fatos. Com informações de NCRegister, Infocatolica e G1 #BentoXVI #PapaBentoXVI

  • Santo do Dia – 02 de Janeiro – São Basílio Magno

    Santo do Dia – 02 de Janeiro – São Basílio Magno Pai do monaquismo oriental, cognominado “o Grande” pelo exímio governo de sua diocese, São Basílio foi sobretudo chamado de “Magno” por sua defesa da Santíssima Trindade, perante a heresia ariana. Lucilia Lins Brandão Veas, EP O século IV da Era Cristã poderia ser descrito como um período de controvérsias teológicas. Não obstante, foi uma época áurea da Igreja, pois, justamente por isso, surgiram eminentes figuras na defesa da Fé, entre as quais se encontram três capadócios de truz, cujas vidas se entrelaçam nesta cadeia de ouro de fidelidade: São Gregório de Nazianzo, São Gregório de Nissa e seu irmão São Basílio Magno, a quem dedicamos este artigo. Uma família de Santos Nascido em Cesareia da Capadócia, por volta do ano 330, Basílio pertencia a uma rica e nobre família cristã. Poucos anos antes de seu nascimento, a Igreja recebera de Constantino a liberdade de culto, findando o período das grandes perseguições. Conta-se que seus avós paternos faziam parte dos cristãos que, sob o império de Diocleciano, tiveram de se refugiar durante muitos anos em alguns bosques da região, para sobreviver sem renegar a Fé. Seus pais eram exemplares na prática das virtudes e da caridade para com o próximo, chegando a consagrar parte de seus bens aos pobres, doentes e aos mais necessitados. Tiveram dez filhos, dentre eles, além de São Basílio, destacam-se Macrina, Gregório, Bispo de Nissa, e Pedro, Bispo de Sebaste, todos estes elevados à honra dos altares. Na infância recebeu de sua avó – também Santa e de nome Macrina – as primeiras instruções religiosas. Eis como ele mesmo descreve sua benéfica influência: “Que argumento seria mais convincente para provar a autenticidade de nossa fé, senão o fato de que fomos educados e guiados por aquela bem-aventurada senhora nascida entre vós? Refiro-me a Macrina, ilustre dama, de quem aprendemos as palavras do beatíssimo Gregório, o Taumaturgo, e tudo o que foi recebido de uma ininterrupta tradição oral, que ela fielmente guardava em seu coração. Forjava o nosso ânimo ainda tenro e o iniciava nas vias da piedade”. Desde criança Basílio revelava possuir uma alma de fogo e um temperamento vigoroso, mas unido à suavidade de trato, o que marcará sua trajetória terrena, em especial quando assumir a vida pastoral da Diocese de Cesareia. Contudo, sua forte têmpera não influenciava a saúde, sempre frágil, à qual teve de dedicar frequentes cuidados ao longo da vida. “Conosco as doenças sucedem às doenças”; “nossa má saúde, que data de mais longo tempo e que não nos deixou ainda…”,3 escrevia ele em cartas. Comunidade de jovens em Atenas Recebeu as primeiras letras em Cesareia, dirigindo-se depois para Constantinopla e Atenas, importantes centros acadêmicos de então. Estudou retórica e filosofia, sobressaindo-se entre os demais alunos, devido à sua rara capacidade intelectual e retidão moral. Em Atenas, Basílio encontrou um dos maiores tesouros de sua vida: Gregório de Nazianzo, de quem se fez amigo íntimo e fiel. Providencial foi este relacionamento, que os encorajou a viver íntegros em meio aos dissolutos costumes estudantis gregos, além de se manterem firmes na fé, porque não eram poucas as ocasiões em que hostilizavam a Religião, tanto os colegas quanto os professores. “Atenas é pestífera a quem deseja a salvação da alma”,4 comentaria São Gregório de Nazianzo ao relembrar aqueles anos. Ironias, sarcasmos, perguntas insidiosas eram os métodos usados para ridicularizar a verdadeira doutrina e, infelizmente, nem sempre os estudantes cristãos estavam à altura para refutar as inverdades e calúnias. Foi numa dessas disputas estudantis que Gregório conheceu Basílio. Incomodados com a presença deste último, alguns colegas, invejosos de seu talento e eloquência, aproximaram-se dele e o “atacaram com questões muito capciosas e sutis, com o intuito de derrubá-lo no primeiro assalto”,5 recorda-se São Gregório de Nazianzo. No entanto, admirável foi sua resposta. “Quando Quando me dei conta da prodigiosa eficácia da dialética de Basílio, me uni a ele… E, assim, entre nós se acendeu a chama da amizade, que não foi simplesmente uma faísca, mas farol alto e luminoso”. Unidos no mesmo ideal, traçaram ambos um plano de vida: abster-se dos banquetes, das festas e tantas outras coisas, ainda muito impregnadas de paganismo. Este exemplo não tardou a levar um significativo número de rapazes, que também aspiravam à perfeição, a juntar-se aos dois. “Em torno de nós se havia formado uma significativa comunidade de jovens, os quais tinham Basílio como orientador, o seguiam e eram partícipes de sua alegria”. Terminados os estudos em Atenas, resolveu voltar para a Capadócia. Levava consigo não só um importante cabedal de ciência, bem como um progresso na virtude. Seus horizontes haviam-se alargado, as disputas e os argumentos falaciosos que precisara refutar lhe fizeram conhecer melhor a mentalidade do mundo no qual vivia e que haveria de enfrentar em defesa da Fé. Nulidade do mundo que passa De volta a Cesareia, passou pela terrível tentação de levar uma vida mundana e tranquila. Sua fama se havia espalhado e seus concidadãos ofereceram-lhe uma cátedra de retórica, o que de bom grado aceitou. O pecado e a vida dissoluta longe estavam de atraí-lo, porém não era a uma vida fácil que a Providência o chamava. E o instrumento divino que lhe reavivou na alma os desejos de perfeição surgidos quando estava em Atenas foi sua irmã Macrina. Imbuída da firmeza das virgens, cujo véu recebera, não cessava de exortá-lo à vida consagrada, a almejar apenas o Reino dos Céus, a desapegar-se das efêmeras honras deste mundo e a ouvir a voz interior que o chamava a dedicar-se a Deus. “Macrina” – escreve seu irmão, São Gregório de Nissa – “o guiou com tal rapidez ao objeto da verdadeira filosofia, que ele, desviando-se daquela que o mundo adora, renunciou à glória da eloquência para consagrar-se inteiramente a uma vida de pobreza e trabalho”. Mais tarde, o próprio São Basílio escreverá que havia perdido quase toda a sua juventude no estudo da ciência mundana e parecia que as admoestações da irmã o haviam despertado de um sono profundo: “com os olhos bem abertos contemplava a luz admirável da verdade, que diante de mim emanava do Evangelho, como de um sol nascente. Reconheci a nulidade da sabedoria do mundo que passa e desaparece”. Após esta conversão, percorreu o Egito, a Palestina e a Síria, a fim de visitar e conhecer de perto os ascetas que ali viviam, desejando também ele levar uma vida retirada, para o que se dedicou mais à teologia e iniciou o estudo das Sagradas Escrituras. Nasce o monaquismo oriental De volta a Cesareia, pediu o Batismo – segundo o costume de então, de serem batizados adultos -, vendeu parte dos bens que possuía e iniciou uma vida de eremita nas proximidades do rio Íris, em Annesi, numa das propriedades da família. Logo o acompanhou Gregório de Nazianzo, seguido de muitos outros. Levavam não uma vida como a dos ascetas que visitara, pois o desejo de Basílio era de viver em comunidade, dividindo o dia em períodos de estudos, trabalho, oração e sacrifícios. Esta nova forma de vida comunitária religiosa deu origem à instituição dos monges basilianos, para os quais ele redigiu algumas prescrições ascéticas, hoje conhecidas como a Grande Regra e a Pequena Regra, base do monaquismo oriental, que, posteriormente, acabou tendo influência sobre os monges do Ocidente. Inspirado nos ensinamentos evangélicos, São Basílio fundamentou sua obra no amor a Deus e ao próximo. Em suas regras, depois de enumerar as obrigações da vida comum de todo cristão, exortava os que são chamados a um maior grau de perfeição: “Todo aquele que se apaixone pelo celeste ideal de uma vida angélica e deseje converter-se em companheiro de armas dos santos discípulos de Cristo, revista-se de forças para suportar as provas e entre com valentia na sociedade dos monges. Desde o início seja um homem que não se deixe levar pelos afetos dos parentes e tenha a coragem de trocar os bens terrenos pelos que não morrem”. Cinco anos passou São Basílio na vida contemplativa. Talvez pensasse que nela transcorreria toda a sua existência, porque o ideal monástico era o que mais almejava. Mas a Providência lhe tinha destinado outras vias, numa época conturbada pelas heresias. Bispo de Cesareia Chamado por Eusébio, Bispo de sua diocese natal, para auxiliá-lo, foi ordenado presbítero por ele, e com sua morte Basílio foi eleito Bispo de Cesareia para sucedê-lo. Era desde há muito conhecido por todos não só por sua probidade e obras caritativas, como por sua fidelidade à ortodoxia, algo especialmente valioso naquele contexto histórico, segundo período da crise ariana, a mais nefasta heresia do tempo. Amigos das fórmulas ambíguas, as quais poderiam ser interpretadas a seu bel-prazer, os discípulos de Ário seguiam arrastando com suas ideias grande parte dos fiéis. Divididos em três facções – hereges declarados, arianos moderados e semiarianos -, sua influência era tal que São Basílio escrevia a Santo Atanásio: “Toda a Igreja se dissolve, como numerosos navios em alto-mar vagando a esmo, batem-se uns contra os outros sob a violência das ondas. É um grande naufrágio cujo responsável é o mar em fúria e também a desordem dos navios, indo uns contra os outros, despedaçando-se mutuamente. Onde encontrar um piloto à altura da situação, que seja assaz digno de fé para despertar o Senhor, a fim de que Ele ordene aos ventos e ao mar?”. Vendo-os apoiados pelo imperador, que se julgava com o direito de intervir na esfera espiritual, muitos dos que eram fiéis à verdadeira doutrina da Igreja contemporizavam, por medo da perseguição e do exílio. O próprio São Basílio foi censurado pelas autoridades civis, mas não cedeu às suas solicitações, mantendo-se impávido na defesa da Fé. O imperador chegou a dividir a região de sua diocese, com o intuito de coarctar a ação do Santo. Este, entretanto, sagaz como era, aproveitou-se da situação para criar dois novos Bispados – Nissa e Sásima -, colocando à cabeça dos mesmos seu irmão Gregório e o amigo de mesmo nome. Uma só essência, em três Pessoas Divinas As controvérsias teológicas com os arianos giravam, sobretudo, em torno da divindade do Filho e do Espírito Santo. O Concílio de Niceia afirmava a divindade e a consubstancialidade da Segunda Pessoa da Trindade com o Pai, sustentava a verdadeira humanidade e divindade do Verbo Encarnado e proclamava a fé no Espírito Santo. Todavia, nada dizia a respeito da natureza e da substância da Terceira Pessoa, e não definia os termos substância, pessoa e natureza, usados para defender a divindade do Filho, termos estes que eram susceptíveis a diversas interpretações. Homem de um profundo espírito de piedade, contemplativo e varão de grande união com Deus, Basílio conseguiu definir a diferença entre os termos gregos usados, fazendo compreender que em Deus há uma só essência e três Pessoas. E que, portanto, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são um só Deus. Em seu Tratado sobre o Espírito Santo, proclamou a divindade da Terceira Pessoa e sua igualdade consubstancial com o Pai e o Filho; e mostrou que as fórmulas com, em quem, para quem, por quem, usadas ao se mencionar o Espírito Santo, não supõem que Ele tenha uma origem ou uma essência diferente do Pai e do Filho. Seu maior mérito constituiu, portanto, em esclarecer a terminologia teológica trinitária, completando o terreno da ortodoxia católica de Niceia, não deixando margem a posteriores interpretações heréticas e contribuindo para a futura definição do Símbolo Niceno-Constantinopolitano, promulgado no Concílio de Constantinopla, alguns anos após sua morte. Cognominado “o Grande”, ainda em vida São Basílio passou nove anos à testa da Igreja de Cesareia e, além de suas pugnas doutrinárias, seu labor de pastor foi infatigável, exercendo inúmeras obras de caridade: acolheu os pobres, exortou os ricos na caridade fraterna, continuou a promover a vida monástica, fundou um hospital conhecido por Basilíades, em tempo de carestia juntou todos os esforços para mitigar a situação penosa pelas quais passava sua diocese, além de muitas outras que, junto com toda a sua atividade apologética, lhe valeram o cognome “o Grande”, ainda em vida. “Para o resto dos homens se faz o elogio à força de exageros; mas, no que toca aos justos, a simples verdade de seus atos basta para mostrar a abundância de seus méritos”.13 Esta frase, pronunciada por São Basílio a respeito de São Górdio, mártir, perfeitamente lhe pode ser aplicada. Ele entregou sua alma justa a Deus no primeiro dia de janeiro de 379 e, sem embargo, de certo modo podemos dizer que não morreu e permanece vivo no firmamento da Igreja, iluminando-a como um sol de fidelidade, num perpétuo e fiel exemplo de amor à verdade e a Deus. (Revista Arautos do Evangelho, Janeiro/2015, n. 157, p. 32 a 35) Fonte: Arautos do Evangelho

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