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  • Por que é necessário fazer ação de graças após a comunhão?

    Há quem diga não ser necessário fazer ação de graças depois de ter recebido a comunhão. Se a celebração eucarística já é, como indica a palavra grega εὐχαριστία, uma “ação de graças”, não seria essa prática repetir o que já foi feito na Missa? O que está em questão, na verdade, mais do que um “jogo de palavras”, são a natureza do sacramento da Eucaristia e como ele age na alma dos que o recebem. Segundo Santo Tomás de Aquino, “este sacramento produz em relação à vida espiritual o efeito que a comida e a bebida materiais produzem a respeito da vida corporal” (S. Th., III, q. 79, a. 1). Leia também UM AVISO IMPORTANTE A TODOS OS CATÓLICOS QUE RECEBEM A SANTÍSSIMA EUCARISTIA NA MISSA Um dos pontos defendidos pela chamada “nutrição funcional” é que as pessoas não são simplesmente o que comem, mas o que conseguem absorver dos alimentos que ingerem. Assim, de nada adianta consumir produtos nutritivos, se não se aproveitam as substâncias que eles contêm. Analogamente, há muitas pessoas participando da mesa eucarística, sem todavia aproveitar de seus frutos: embora realmente recebam Jesus – porque é Ele quem está presente na hóstia consagrada, com Seu corpo, sangue, alma e divindade –, o divino hóspede passa por suas almas sem deixar rastro, porque elas não se abrem à Sua ação. Infeliz e desgraçadamente, são muitas as comunhões, mas poucas as almas comungantes; muitos que recebem Nosso Senhor, mas poucos que verdadeiramente se unem a Ele. A Teologia nos ensina que a presença de Cristo na Eucaristia “perdura enquanto subsistirem as espécies do pão e do vinho” (Papa São João Paulo II). Isso quer dizer que, nos poucos minutos em que as aparências do pão permanecem indigeridas, logo após a comunhão, Jesus Cristo está fisicamente unido a quem comunga, tocando todo o seu ser com a Sua divina humanidade. Essa ação acontece ex opere operato, isto é, por força do próprio sacramento: Deus verdadeiramente envia a Sua graça, bastando que nos disponhamos a recebê-la. Não é suficiente, portanto, que a pessoa se ponha em contato com Cristo, se não reconhece, com a fé, a grandeza de quem a visita, e não trata com amor este esposo que vem chamá-la à união Consigo. Assim como eram muitos os que circundavam Jesus, mas somente a hemorroíssa foi curada, porque tocou com confiança na fímbria de Seu manto (cf. Mc 5, 25-34). Se o problema de alguns é com a linguagem, se a expressão “ação de graças” gera incômodos, procure-se um outro termo ou mesmo que não se use nenhum, contanto que seja dada a devida atenção ao divino hóspede das almas. Ao receber o corpo puríssimo e mansuetíssimo de Cristo, peçamos a Ele que nos cure de nossa impureza e irascibilidade, e nos ajude a viver a castidade e a mansidão de coração. Ao ver a Sua sapientíssima e amorosíssima alma unida à nossa, supliquemo-Lhe que nos cure de nossa ignorância e de nossa má vontade, iluminando a nossa inteligência com a Sua luz e fortalecendo a nossa vontade com o Seu ardentíssimo amor. Só não desperdicemos esse tempo oportuno, em que Deus nos visita maravilhosamente na humanidade de Seu divino Filho. Via padrepauloricardo.org Leia também UM AVISO IMPORTANTE A TODOS OS CATÓLICOS QUE RECEBEM A SANTÍSSIMA EUCARISTIA NA MISSA #Comunhão

  • Por que é necessário fazer ação de graças após a comunhão?

    Há quem diga não ser necessário fazer ação de graças depois de ter recebido a comunhão. Se a celebração eucarística já é, como indica a palavra grega εὐχαριστία, uma “ação de graças”, não seria essa prática repetir o que já foi feito na Missa? O que está em questão, na verdade, mais do que um “jogo de palavras”, são a natureza do sacramento da Eucaristia e como ele age na alma dos que o recebem. Segundo Santo Tomás de Aquino, “este sacramento produz em relação à vida espiritual o efeito que a comida e a bebida materiais produzem a respeito da vida corporal” (S. Th., III, q. 79, a. 1). Leia também UM AVISO IMPORTANTE A TODOS OS CATÓLICOS QUE RECEBEM A SANTÍSSIMA EUCARISTIA NA MISSA Um dos pontos defendidos pela chamada “nutrição funcional” é que as pessoas não são simplesmente o que comem, mas o que conseguem absorver dos alimentos que ingerem. Assim, de nada adianta consumir produtos nutritivos, se não se aproveitam as substâncias que eles contêm. Analogamente, há muitas pessoas participando da mesa eucarística, sem todavia aproveitar de seus frutos: embora realmente recebam Jesus – porque é Ele quem está presente na hóstia consagrada, com Seu corpo, sangue, alma e divindade –, o divino hóspede passa por suas almas sem deixar rastro, porque elas não se abrem à Sua ação. Infeliz e desgraçadamente, são muitas as comunhões, mas poucas as almas comungantes; muitos que recebem Nosso Senhor, mas poucos que verdadeiramente se unem a Ele. A Teologia nos ensina que a presença de Cristo na Eucaristia “perdura enquanto subsistirem as espécies do pão e do vinho” (Papa São João Paulo II). Isso quer dizer que, nos poucos minutos em que as aparências do pão permanecem indigeridas, logo após a comunhão, Jesus Cristo está fisicamente unido a quem comunga, tocando todo o seu ser com a Sua divina humanidade. Essa ação acontece ex opere operato, isto é, por força do próprio sacramento: Deus verdadeiramente envia a Sua graça, bastando que nos disponhamos a recebê-la. Não é suficiente, portanto, que a pessoa se ponha em contato com Cristo, se não reconhece, com a fé, a grandeza de quem a visita, e não trata com amor este esposo que vem chamá-la à união Consigo. Assim como eram muitos os que circundavam Jesus, mas somente a hemorroíssa foi curada, porque tocou com confiança na fímbria de Seu manto (cf. Mc 5, 25-34). Se o problema de alguns é com a linguagem, se a expressão “ação de graças” gera incômodos, procure-se um outro termo ou mesmo que não se use nenhum, contanto que seja dada a devida atenção ao divino hóspede das almas. Ao receber o corpo puríssimo e mansuetíssimo de Cristo, peçamos a Ele que nos cure de nossa impureza e irascibilidade, e nos ajude a viver a castidade e a mansidão de coração. Ao ver a Sua sapientíssima e amorosíssima alma unida à nossa, supliquemo-Lhe que nos cure de nossa ignorância e de nossa má vontade, iluminando a nossa inteligência com a Sua luz e fortalecendo a nossa vontade com o Seu ardentíssimo amor. Só não desperdicemos esse tempo oportuno, em que Deus nos visita maravilhosamente na humanidade de Seu divino Filho. Via padrepauloricardo.org Leia também UM AVISO IMPORTANTE A TODOS OS CATÓLICOS QUE RECEBEM A SANTÍSSIMA EUCARISTIA NA MISSA #Comunhão

  • Homilia Diária | A transformação do “homem velho” em “homem novo”

    Sábado da 1.ª Semana da Quaresma Se Cristo, nossa Cabeça, tanto amou e perdoou aos que o odiavam e perseguiam, como é possível que nós, que somos membros seus, insistamos em ter um coração fechado e amargo, que não desculpa uma palavra mais dura nem perdoa um simples erro? Será possível que, por nossa falta de amor, faremos do Corpo de Cristo um organismo “desconjuntado” e “desconexo”, cujos membros rebeldes teimam em desobedecer ao que lhes ordena a Cabeça? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, 24 de fevereiro, e peçamos a Jesus a graça de termos um coração como o dele, capaz de amar como Deus ama e de perdoar como Ele mesmo perdoa. Santo do Dia: Nossa Senhora da Confiança Evangelho (Mt 5,20-26) — Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai! — Lançai para bem longe toda a vossa iniquidade! Criai em vós um novo espírito e um novo coração! (Ez 18,31) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20 “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21 Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22 Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão: ‘Patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de ‘tolo’ será condenado ao fogo do inferno. 23 Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. 25 Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26 Em verdade eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | A transformação do “homem velho” em “homem novo”

    Sábado da 1.ª Semana da Quaresma Se Cristo, nossa Cabeça, tanto amou e perdoou aos que o odiavam e perseguiam, como é possível que nós, que somos membros seus, insistamos em ter um coração fechado e amargo, que não desculpa uma palavra mais dura nem perdoa um simples erro? Será possível que, por nossa falta de amor, faremos do Corpo de Cristo um organismo “desconjuntado” e “desconexo”, cujos membros rebeldes teimam em desobedecer ao que lhes ordena a Cabeça? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, 24 de fevereiro, e peçamos a Jesus a graça de termos um coração como o dele, capaz de amar como Deus ama e de perdoar como Ele mesmo perdoa. Santo do Dia: Nossa Senhora da Confiança Evangelho (Mt 5,20-26) — Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai! — Lançai para bem longe toda a vossa iniquidade! Criai em vós um novo espírito e um novo coração! (Ez 18,31) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20 “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21 Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22 Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão: ‘Patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de ‘tolo’ será condenado ao fogo do inferno. 23 Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. 25 Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26 Em verdade eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Nossa Senhora da Confiança – 24 de Fevereiro

    Santo do Dia – 24 de Fevereiro – Nossa Senhora da Confiança Quando a palavra confiança era pronunciada por Nosso Senhor Jesus Cristo, operava nos corações uma profunda e maravilhosa transformação, diz um sábio escritor. A aridez das suas almas era umedecida por um orvalho celestial, as trevas de seus espíritos se transformavam em luz, a angústia era substituída por uma calma serenidade. O mesmo convite que Nosso Senhor fazia outrora aos seus ouvintes, repete hoje a nós. Confiança! Como essa virtude é necessária nos dias de hoje! Como estão equivocadas as almas que, sentindo suas deficiências e misérias, mal ousam aproximar-se do Divino Salvador, com receio de que um Deus tão puro, tão excelso não se inclinaria para elas, não perdoaria suas faltas! Deus é Misericórdia, e desde que desejemos sinceramente converter-nos, Ele tem pena de nossa miséria, e de nós se aproxima para salvar-nos, para nos colocar junto ao seu Sagrado Coração. Mais ainda: quis nos dar um meio de experimentarmos a bondade do modo mais eloquente possível em termos humanos, que é o carinho materno. Do alto da Cruz, no momento mesmo de entregar sua alma ao Pai, deu-nos sua própria Mãe para ser também nossa Mãe. .Mulher, eis aí o teu filho. (…) Filho, eis aí a tua Mãe!. (Jo 19, 26- 27). Como explica a Igreja desde seus primeiros séculos, em São João estava representada toda a humanidade. Esse dom inenarrável de sermos, também, filhos da Mãe do Céu, nos facilita igualmente a prática da virtude da confiança Essas reflexões nos trazem à lembrança uma belíssima pintura de Nossa Senhora da Confiança a Madonna della Fiducia . venerada na Cidade Eterna, na capela do Pontifício Seminário Romano , vizinho à famosa Basílica de São João de Latrão. A devoção a Nossa Senhora da Confiança surgiu na Itália há quase três séculos e está vinculada à venerável Irmã Clara Isabella Fornari, monja clarissa falecida em 1744, cujo processo de beatificação está em andamento. Ela foi privilegiada por Deus com graças místicas, entre as quais a de receber em seus membros os estigmas da Paixão. Nutrindo uma devoção muito particular à Mãe de Deus, portava sempre consigo um milagroso quadro que a representa com o Menino Jesus nos braços. A essa pintura foram atribuídas graças e curas numerosas, e já no século XVIII começaram a circular pela Itália cópias dela, dando origem à devoção a Santíssima Virgem sob o título de Mãe da Confiança. Uma das cópias acabou por se tornar mais célebre que a original, sendo levada para o Seminário Maior de Roma, o principal do mundo, por ser o seminário do Santo Padre, de onde ela se tornou padroeira. Todos os anos é venerada pelo próprio Pontífice, que vai visitá-la na festa da Madonna della Fiducia [em português: Nossa Senhora da Confiança], em 24 de fevereiro. Desde cedo, Nossa Senhora mostrou aos seminaristas que – sempre que recorressem a Ela sob a invocação de Nossa Senhora da Confiança, podiam contar com seu poderosos auxílio nas piores situações. Nesse sentido, entre os fatos prodigiosos mais insignes contam-se as duas vezes (1837 e 1867) em que uma epidemia de cólera atingiu a Cidade Eterna, mas o Seminário Romano foi milagrosamente poupado pela poderosa intercessão de sua Padroeira. Além disso, na Primeira Guerra Mundial, cerca de cem seminaristas foram enviados à frente de batalha e se colocaram sob a especial proteção da Madonna della Fiducia. Todos retornaram vivos, graça que atribuíram à proteção da Santíssima Virgem. Em agradecimento, entronizaram o venerável quadro numa nova capela de mármore e prata. Quando o famoso quadro do Seminário Romano ali chegou, vinha acompanhado de um antigo pergaminho, conservado intacto até nossos dias, o qual traz consoladoras palavras da Irmã Clara Isabel: “A divina Senhora dignou-Se conceder-me que toda alma que com confiança se apresentar ante este quadro, experimentará uma verdadeira contrição dos seus pecados, com verdadeira dor e arrependimento, e obterá de seu diviníssimo Filho o perdão geral de todos os pecados. Ademais, essa minha divina Senhora, com amor de verdadeira Mãe, se comprouve em assegurar-me que a toda alma que contemplar esta sua imagem, concederá uma particular ternura e devoção para com Ela”. A devoção a Madonna della Fiducia mostra-se particularmente benéfica quando se reza a jaculatória: minha Mãe, minha confiança! Muitos são aqueles que se fortalecem na confiança, ou a recuperam, apenas por contemplar essa bela pintura, sentindo-se inundados pelo olhar maternal, sereno, carinhoso, encorajador da Rainha do Céu. E o Divino Menino, também fitando o fiel, aponta decididamente o dedo indicador para a Santíssima Virgem, como a dizer: Coloque-se sob a proteção dela, recorra a Ela, seja inteiramente d’Ela, e você conseguirá chegar até Mim. No dia 5 de fevereiro de 2005, o Papa João Paulo II, falando aos seminaristas a respeito do gesto de Jesus presente no ícone de Nossa Senhora da Confiança disse que ao indicar a Mãe, parece que o menino Jesus, antecipa aquilo que falaria na cruz ao discípulo João: “eis a tua mãe”. Também eu hoje vos repito: eis a vossa Mãe, que deve ser amada e imitada com confiança total.” TERÇO DE NOSSA SENHORA DA CONFIANÇA Pai Nosso, Ave Maria e Glória. Nas contas do Pai Nosso: Ó Maria, em vossas mãos eu ponho esta súplica. Abençoai-a e depois apresentai-a a Jesus. Fazei valer o vosso amor de Mãe e o vosso poder de Rainha. Nas contas da Ave Maria: Ó Maria, eu conto com vosso auxílio, cofio em vosso poder. No final de cada mistério: Entrego-me à vossa vontade, tenho confiança em vossa misericórdia.  Ó Mãe de Deus e minha Mãe, rogai por mim. No final do terço: Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, vós sois o  nosso perpétuo socorro . Valei-nos; nós confiamos em vós. Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, vós sois a  consoladora dos aflitos . Valei-nos; nós confiamos em vós. Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, vós sois o  auxílio dos cristãos . Valei-nos; nós confiamos em vós. Oração à Nossa Senhora da Confiança Minha Mãe, uni-me cada vez mais a Vós, e uni-Vos cada vez mais a mim. Eu Vos agradeço a graça da confiança, mas Vos peço que a torneis cada vez mais intensa diante de cada fraqueza que eu sinta. Nossa Senhora da Confiança, dai-me forças! Peço-Vos, ó Mãe, que do alto do Céu desçam sobre vossos filhos, transpondo suave e vitoriosamente camadas espessas de poluição e de pecado, vossas bênçãos maternais. Como os discípulos de Emaús ao Divino Redentor, nós Vos pedimos que essas bênçãos fiquem conosco, porque se faz noite sobre o mundo. A cada instante, a cada angústia, a cada necessidade, ajudem-nos elas a manter a mais inteira e filial confiança em Vós. Nossa Senhora, rogai por nós. Amém! Fonte: Arautos do Evangelho #FestasdeNossaSenhora #NossaSenhora

  • Nossa Senhora da Confiança – 24 de Fevereiro

    Santo do Dia – 24 de Fevereiro – Nossa Senhora da Confiança Quando a palavra confiança era pronunciada por Nosso Senhor Jesus Cristo, operava nos corações uma profunda e maravilhosa transformação, diz um sábio escritor. A aridez das suas almas era umedecida por um orvalho celestial, as trevas de seus espíritos se transformavam em luz, a angústia era substituída por uma calma serenidade. O mesmo convite que Nosso Senhor fazia outrora aos seus ouvintes, repete hoje a nós. Confiança! Como essa virtude é necessária nos dias de hoje! Como estão equivocadas as almas que, sentindo suas deficiências e misérias, mal ousam aproximar-se do Divino Salvador, com receio de que um Deus tão puro, tão excelso não se inclinaria para elas, não perdoaria suas faltas! Deus é Misericórdia, e desde que desejemos sinceramente converter-nos, Ele tem pena de nossa miséria, e de nós se aproxima para salvar-nos, para nos colocar junto ao seu Sagrado Coração. Mais ainda: quis nos dar um meio de experimentarmos a bondade do modo mais eloquente possível em termos humanos, que é o carinho materno. Do alto da Cruz, no momento mesmo de entregar sua alma ao Pai, deu-nos sua própria Mãe para ser também nossa Mãe. .Mulher, eis aí o teu filho. (…) Filho, eis aí a tua Mãe!. (Jo 19, 26- 27). Como explica a Igreja desde seus primeiros séculos, em São João estava representada toda a humanidade. Esse dom inenarrável de sermos, também, filhos da Mãe do Céu, nos facilita igualmente a prática da virtude da confiança Essas reflexões nos trazem à lembrança uma belíssima pintura de Nossa Senhora da Confiança a Madonna della Fiducia . venerada na Cidade Eterna, na capela do Pontifício Seminário Romano , vizinho à famosa Basílica de São João de Latrão. A devoção a Nossa Senhora da Confiança surgiu na Itália há quase três séculos e está vinculada à venerável Irmã Clara Isabella Fornari, monja clarissa falecida em 1744, cujo processo de beatificação está em andamento. Ela foi privilegiada por Deus com graças místicas, entre as quais a de receber em seus membros os estigmas da Paixão. Nutrindo uma devoção muito particular à Mãe de Deus, portava sempre consigo um milagroso quadro que a representa com o Menino Jesus nos braços. A essa pintura foram atribuídas graças e curas numerosas, e já no século XVIII começaram a circular pela Itália cópias dela, dando origem à devoção a Santíssima Virgem sob o título de Mãe da Confiança. Uma das cópias acabou por se tornar mais célebre que a original, sendo levada para o Seminário Maior de Roma, o principal do mundo, por ser o seminário do Santo Padre, de onde ela se tornou padroeira. Todos os anos é venerada pelo próprio Pontífice, que vai visitá-la na festa da Madonna della Fiducia [em português: Nossa Senhora da Confiança], em 24 de fevereiro. Desde cedo, Nossa Senhora mostrou aos seminaristas que – sempre que recorressem a Ela sob a invocação de Nossa Senhora da Confiança, podiam contar com seu poderosos auxílio nas piores situações. Nesse sentido, entre os fatos prodigiosos mais insignes contam-se as duas vezes (1837 e 1867) em que uma epidemia de cólera atingiu a Cidade Eterna, mas o Seminário Romano foi milagrosamente poupado pela poderosa intercessão de sua Padroeira. Além disso, na Primeira Guerra Mundial, cerca de cem seminaristas foram enviados à frente de batalha e se colocaram sob a especial proteção da Madonna della Fiducia. Todos retornaram vivos, graça que atribuíram à proteção da Santíssima Virgem. Em agradecimento, entronizaram o venerável quadro numa nova capela de mármore e prata. Quando o famoso quadro do Seminário Romano ali chegou, vinha acompanhado de um antigo pergaminho, conservado intacto até nossos dias, o qual traz consoladoras palavras da Irmã Clara Isabel: “A divina Senhora dignou-Se conceder-me que toda alma que com confiança se apresentar ante este quadro, experimentará uma verdadeira contrição dos seus pecados, com verdadeira dor e arrependimento, e obterá de seu diviníssimo Filho o perdão geral de todos os pecados. Ademais, essa minha divina Senhora, com amor de verdadeira Mãe, se comprouve em assegurar-me que a toda alma que contemplar esta sua imagem, concederá uma particular ternura e devoção para com Ela”. A devoção a Madonna della Fiducia mostra-se particularmente benéfica quando se reza a jaculatória: minha Mãe, minha confiança! Muitos são aqueles que se fortalecem na confiança, ou a recuperam, apenas por contemplar essa bela pintura, sentindo-se inundados pelo olhar maternal, sereno, carinhoso, encorajador da Rainha do Céu. E o Divino Menino, também fitando o fiel, aponta decididamente o dedo indicador para a Santíssima Virgem, como a dizer: Coloque-se sob a proteção dela, recorra a Ela, seja inteiramente d’Ela, e você conseguirá chegar até Mim. No dia 5 de fevereiro de 2005, o Papa João Paulo II, falando aos seminaristas a respeito do gesto de Jesus presente no ícone de Nossa Senhora da Confiança disse que ao indicar a Mãe, parece que o menino Jesus, antecipa aquilo que falaria na cruz ao discípulo João: “eis a tua mãe”. Também eu hoje vos repito: eis a vossa Mãe, que deve ser amada e imitada com confiança total.” TERÇO DE NOSSA SENHORA DA CONFIANÇA Pai Nosso, Ave Maria e Glória. Nas contas do Pai Nosso: Ó Maria, em vossas mãos eu ponho esta súplica. Abençoai-a e depois apresentai-a a Jesus. Fazei valer o vosso amor de Mãe e o vosso poder de Rainha. Nas contas da Ave Maria: Ó Maria, eu conto com vosso auxílio, cofio em vosso poder. No final de cada mistério: Entrego-me à vossa vontade, tenho confiança em vossa misericórdia.  Ó Mãe de Deus e minha Mãe, rogai por mim. No final do terço: Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, vós sois o  nosso perpétuo socorro . Valei-nos; nós confiamos em vós. Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, vós sois a  consoladora dos aflitos . Valei-nos; nós confiamos em vós. Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, vós sois o  auxílio dos cristãos . Valei-nos; nós confiamos em vós. Oração à Nossa Senhora da Confiança Minha Mãe, uni-me cada vez mais a Vós, e uni-Vos cada vez mais a mim. Eu Vos agradeço a graça da confiança, mas Vos peço que a torneis cada vez mais intensa diante de cada fraqueza que eu sinta. Nossa Senhora da Confiança, dai-me forças! Peço-Vos, ó Mãe, que do alto do Céu desçam sobre vossos filhos, transpondo suave e vitoriosamente camadas espessas de poluição e de pecado, vossas bênçãos maternais. Como os discípulos de Emaús ao Divino Redentor, nós Vos pedimos que essas bênçãos fiquem conosco, porque se faz noite sobre o mundo. A cada instante, a cada angústia, a cada necessidade, ajudem-nos elas a manter a mais inteira e filial confiança em Vós. Nossa Senhora, rogai por nós. Amém! Fonte: Arautos do Evangelho #FestasdeNossaSenhora #NossaSenhora

  • Santo do Dia – 24 de Fevereiro – Beato Tomás Maria Fusco

    SANTO DO DIA – 24 DE FEVEREIRO – BEATO TOMÁS MARIA FUSCO Sacerdote, Fundou a Congregação das Filhas da Caridade do Preciosíssimo Sangue (1831-1891) Tomás Maria Fusco nasceu em Pagani, uma pequena cidade italiana do Vale do Sarno, no dia 1 de dezembro de 1831. Seus pais, íntegros na conduta moral e religiosa, formaram uma família de oito filhos educados na piedade cristã. Aos oito anos ficou órfão, encontrando o amparo do tio e do irmão, ambos sacerdotes, que cuidaram de sua formação e educação, direcionadas para a vida religiosa, conforme seu próprio desejo. Em 1847, entrou no seminário diocesano de Nocera, situado naquele mesmo Vale, onde completou os estudos teológicos e foi ordenado sacerdote. Desde o início do seu ministério abriu espaços e se dedicou à formação e aos cuidados das crianças, para as quais abriu em sua casa uma escola matinal. Com elas, padre Tomás Maria costumava passar em santa alegria os dias de festa. Na igreja da paróquia, restabeleceu a capela noturna para os jovens e adultos, a fim de promover sua formação humana e cristã. Foi admitido na congregação dos missionários de São Vicente de Paulo, em 1857, tendo percorrido um longo itinerário missionário, especialmente nas regiões da Itália meridional. Três anos depois, quando foi nomeado capelão do santuário de Nossa Senhora do Carmo, em Pagani, desenvolveu as associações católicas masculinas e femininas, ergueu um altar para o culto ao Crucificado e criou a Pia União ao Preciosíssimo Sangue de Jesus. Ele fundou, também na sua casa, em 1862, uma Escola de Teologia Moral para os sacerdotes destinada à sua habilitação para o ministério do confessionário, onde eram inflamados no amor ao Sangue de Cristo. Nesse mesmo ano, instituiu a ‘Companhia do Apostolado Católico’ para as missões populares. O amor a Deus e amor ao próximo despertavam nele outra urgência: criar uma nova família religiosa destinada a cuidar das crianças abandonadas, particularmente dos órfãos, a quem ele privilegiava com sua ternura paterna. Após uma longa preparação na oração e inspirado pela Virgem Santíssima, em 1873, ele fundou a congregação das ‘Filhas da Caridade do Preciosíssimo Sangue’. A obra iniciou com seu bispo, Dom Amirante, entregando o hábito para três religiosas e abençoando o orfanato, inaugurado com sete órfãs pobres. Neste momento da fundação, ele também foi advertido pelo seu bispo, que disse: ‘Você escolheu o título do Preciosíssimo Sangue? Pois bem, prepare-se para beber o cálice amargo’. De fato, o seu ministério bem realizado, sua vida de sacerdote exemplar, foi alvo de inveja e calúnia, lançada em 1880. Ele padeceu em silêncio com humilhações e perseguições, mas, foi com amor e sustentado pelo Senhor que carregou sua árdua cruz. Morreu no dia 24 de fevereiro de 1891, debilitado pela doença crônica no fígado, aos cinquenta e nove anos. Padre Tomás Maria Fusco foi Apóstolo da Caridade do Preciosíssimo Sangue, viveu amando os pobres e morreu perdoando os inimigos. Gozava da fama de santidade no meio do clero, do povo em geral e das suas filhas espirituais, hoje encontradas em várias regiões do mundo. O papa João Paulo II o beatificou em 2001 e o dia de sua morte determinado para a festa litúrgica. Conheça mais sobre Beato Tomás Maria Fusco Tomás Maria Fusco, sétimo de oito filhos, nasceu em Pagani (SA), na diocese de Nocera-Sarno (Itália), no dia 1 de dezembro de 1831. Seu pai chamava-se Antônio e era farmacêutico; sua mãe, Stella Giordano, era de família nobre; ambos tinham uma conduta moral e religiosa íntegra, e souberam formá-lo na piedade cristã e na caridade para com os pobres. Tomás foi batizado no mesmo dia em que nasceu, na Paróquia de São Félix e do Corpo de Cristo. Ainda em tenra idade ficou órfão de mãe, vítima de uma epidemia de cólera em 1837 e, poucos anos mais tarde, em 1841, também de pai. A partir de então, confiou-se a sua formação ao tio paterno, Pe. José, que foi o seu professor nos estudos primários. Já a partir de 1839, ano da canonização de Santo Afonso Maria de Ligório, o pequeno Tomás sonhava com a igreja e o altar e, finalmente, em 1847 entrou no Seminário diocesano de Nocera, de onde em 1849 o seu irmão Rafael sairá consagrado sacerdote. No dia 1 de abril de 1851, Tomás Maria recebeu o Sacramento da Crisma e, em 22 de dezembro de 1855, depois da formação seminarística, recebeu a Ordenação presbiteral das mãos do Bispo Angelo José D’Auria. Nesses anos de experiências dolorosas, em virtude da morte de algumas pessoas que lhe eram queridas, às quais se acrescentava a do seu tio (1847) e do jovem irmão Rafael (1852), desenvolveu-se em Tomás Maria uma devoção já alimentada por toda a família Fusco: a Cristo Paciente e à sua Santíssima Mãe das Dores, como no-lo recordam os seus biógrafos: «Era devotíssimo do Crucificado e sempre conservou esta devoção». Desde o início do seu ministério cuidou da formação das crianças, para as quais abriu em sua casa uma Escola Matutina e restabeleceu a Capela Noturna para os jovens e os adultos na Igreja paroquial de São Félix e do Corpo de Cristo, com a finalidade de promover a sua formação humana e cristã. Ela transformou-se num autêntico lugar de conversões e de oração, como se tinha verificado na experiência de Santo Afonso, venerado e honrado na localidade de Pagani pelo seu apostolado. Em 1857 foi admitido na Congregação dos Missionários de Nocera, com o título de São Vicente de Paulo, tendo sido introduzido num longo itinerário missionário, especialmente nas regiões da Itália meridional. Em 1860 foi nomeado Capelão do Santuário de Nossa Senhora do Carmo, chamada «das Galinhas» em Pagani, onde desenvolveu as associações católicas masculinas e femininas, erigiu um altar ao Crucificado e criou a piedosa União para o culto ao Preciosíssimo Sangue de Jesus. Em 1862 abriu em sua casa uma Escola de Teologia moral destinada à habilitação dos sacerdotes para o ministério do confessionário, inflamando-os no amor ao Sangue de Cristo; nesse mesmo ano, instituiu a «Companhia (sacerdotal) do Apostolado Católico» para as missões populares, e em 1874 obteve do Papa Pio IX, hoje Beato, a aprovação da mesma. Profundamente amargurado pela desgraça de uma órfã, no dia 6 de janeiro, Epifania do Senhor de 1873, depois de uma atenta preparação na oração de discernimento, Pe. Tomás Maria fundou a Congregação das «Filhas da Caridade do Preciosíssimo Sangue». A obra teve início na igreja de Nossa Senhora do Carmo, na presença do Bispo D. Rafael Ammirante que, com a entrega do hábito às primeiras três Religiosas, benzeu o primeiro Orfanato para sete pequenas órfãs pobres dessa localidade. Sobre a nascente Família religiosa e sobre o Orfanato, não tardou a descer também a bênção do Papa, que com esta finalidade fora invocado. Pe. Tomás Maria continuou a dedicar-se ao ministério sacerdotal com a pregação de exercícios espirituais e de Missões populares; e ao longo deste itinerário apostólico nasceram as numerosas fundações de Casas e Orfanatos, que assinalaram a sua caridade heróica, ainda mais intensa de forma especial nos últimos vinte anos da sua vida (1870-1891). Aos compromissos de Fundador e Missionário apostólico, ele associou também os trabalhos de Pároco (1874-1887) na igreja matriz de São Félix e do Corpo de Cristo, em Pagani; de Confessor extraordinário das Monjas de clausura nessa mesma localidade e em Nocera; e, nos últimos anos de vida, de Diretor espiritual da Congregação laical no Santuário de Nossa Senhora do Carmo. Tornando-se objeto de inveja pelo bem realizado com o seu ministério e pela vida de sacerdote exemplar, muito cedo Pe. Tomás Maria viria a padecer humilhações e perseguições até à infamante calúnia de 1880, que lhe fora lançada por um seu irmão no sacerdócio. Mas, sustentado pelo Senhor, foi com amor que ele carregou aquela cruz que o seu Bispo D. Ammirante lhe tinha preconizado no momento da fundação: «Você escolheu o título do Preciosíssimo Sangue? Pois bem, prepare-se para beber o cálice amargo». Nos momentos da provação, extremamente árdua mas suportada em silêncio, ele repetia: «O trabalho e o sofrimento por Deus sejam sempre a vossa glória, e das obras e das dores que padeceis, Deus seja a vossa consolação na terra e a vossa recompensa no céu. A paciência é como a salvaguarda e o sustentáculo de todas as virtudes». Debilitado por uma doença no fígado, Pe. Tomás Maria concluiu piedosamente a sua existência terrestre no dia 24 de fevereiro de 1891, com 59 anos de idade, rezando com o velho Simeão: «Nunc dimittis servum tuum, Domine, secundum verbum tuum, inpace» (Lc 2, 29). O testemunho evangélico da sua vida, conhecido por todos, foi resumido com estas expressões na comunicação promulgada pelo Município de Pagani em 25 de fevereiro de 1891: «Tomás Maria Fusco, Missionário apostólico, Fundador das Filhas da Caridade do Preciosíssimo Sangue, Sacerdote exemplar de fé invicta, de caridade ardente, trabalhou incansavelmente em nome do Sangue Redentor pela salvação das almas: viveu amando os pobres e morreu perdoando os inimigos». A vida sacerdotal intensamente vivida na meditação assídua do mistério do amor do Pai, contemplado no Filho crucificado, cujo Sangue constitui «expressão, medida e penhor» da caridade divina, a caridade heróica para com os pobres e os necessitados, em quem Tomás Maria via o próprio Rosto ensanguentado de Jesus, orientou a sua existência para o culto excelso das virtudes cristãs. Os escritos, a pregação e as missões populares assinalaram uma grande experiência de fé e uma luz de esperança cristã que transparecia na sua vocação e nas suas ações. A sua caridade para com Deus era viva e ardente; inflamava as suas palavras e o seu apostolado, que se tornou fecundo em virtude do seu amor a Deus e ao próximo; da sua união com Jesus crucificado; da sua confiança em Maria Imaculada, Nossa Senhora das Dores; e sobretudo da Eucaristia. Pe. Tomás Maria Fusco foi Apóstolo da Caridade do Preciosíssimo Sangue, amigo das crianças e dos jovens, atento a todas as pobrezas e misérias humanas e espirituais. Por todos estes motivos, gozava de fama de santidade no meio do presbitério diocesano, do povo em geral e das suas filhas espirituais, que receberam o seu carisma e hoje o testemunham nas várias regiões do mundo onde desempenham o próprio apostolado, em comunhão com a Igreja. O Processo de Beatificação teve início em 1955, e em 24 de abril de 2001 decretou-se o exercício heróico das suas virtudes cristãs, enquanto que no dia 7 de julho de 2001 foi reconhecido o aspecto milagroso da cura da sra. Maria Battaglia, cura esta que teve lugar na localidade de Sciacca, Agrigento (Itália) a 20 de agosto de 1964, por intercessão de Pe. Tomás Maria Fusco. Com a sua Beatificação, o Papa João Paulo II apresenta-o aos sacerdotes, ao povo de Deus, às suas filhas espirituais, as «Filhas da Caridade do Preciosíssimo Sangue», como exemplo e guia de santidade. #SantodoDia

  • Santo do Dia – 24 de Fevereiro – Beato Tomás Maria Fusco

    SANTO DO DIA – 24 DE FEVEREIRO – BEATO TOMÁS MARIA FUSCO Sacerdote, Fundou a Congregação das Filhas da Caridade do Preciosíssimo Sangue (1831-1891) Tomás Maria Fusco nasceu em Pagani, uma pequena cidade italiana do Vale do Sarno, no dia 1 de dezembro de 1831. Seus pais, íntegros na conduta moral e religiosa, formaram uma família de oito filhos educados na piedade cristã. Aos oito anos ficou órfão, encontrando o amparo do tio e do irmão, ambos sacerdotes, que cuidaram de sua formação e educação, direcionadas para a vida religiosa, conforme seu próprio desejo. Em 1847, entrou no seminário diocesano de Nocera, situado naquele mesmo Vale, onde completou os estudos teológicos e foi ordenado sacerdote. Desde o início do seu ministério abriu espaços e se dedicou à formação e aos cuidados das crianças, para as quais abriu em sua casa uma escola matinal. Com elas, padre Tomás Maria costumava passar em santa alegria os dias de festa. Na igreja da paróquia, restabeleceu a capela noturna para os jovens e adultos, a fim de promover sua formação humana e cristã. Foi admitido na congregação dos missionários de São Vicente de Paulo, em 1857, tendo percorrido um longo itinerário missionário, especialmente nas regiões da Itália meridional. Três anos depois, quando foi nomeado capelão do santuário de Nossa Senhora do Carmo, em Pagani, desenvolveu as associações católicas masculinas e femininas, ergueu um altar para o culto ao Crucificado e criou a Pia União ao Preciosíssimo Sangue de Jesus. Ele fundou, também na sua casa, em 1862, uma Escola de Teologia Moral para os sacerdotes destinada à sua habilitação para o ministério do confessionário, onde eram inflamados no amor ao Sangue de Cristo. Nesse mesmo ano, instituiu a ‘Companhia do Apostolado Católico’ para as missões populares. O amor a Deus e amor ao próximo despertavam nele outra urgência: criar uma nova família religiosa destinada a cuidar das crianças abandonadas, particularmente dos órfãos, a quem ele privilegiava com sua ternura paterna. Após uma longa preparação na oração e inspirado pela Virgem Santíssima, em 1873, ele fundou a congregação das ‘Filhas da Caridade do Preciosíssimo Sangue’. A obra iniciou com seu bispo, Dom Amirante, entregando o hábito para três religiosas e abençoando o orfanato, inaugurado com sete órfãs pobres. Neste momento da fundação, ele também foi advertido pelo seu bispo, que disse: ‘Você escolheu o título do Preciosíssimo Sangue? Pois bem, prepare-se para beber o cálice amargo’. De fato, o seu ministério bem realizado, sua vida de sacerdote exemplar, foi alvo de inveja e calúnia, lançada em 1880. Ele padeceu em silêncio com humilhações e perseguições, mas, foi com amor e sustentado pelo Senhor que carregou sua árdua cruz. Morreu no dia 24 de fevereiro de 1891, debilitado pela doença crônica no fígado, aos cinquenta e nove anos. Padre Tomás Maria Fusco foi Apóstolo da Caridade do Preciosíssimo Sangue, viveu amando os pobres e morreu perdoando os inimigos. Gozava da fama de santidade no meio do clero, do povo em geral e das suas filhas espirituais, hoje encontradas em várias regiões do mundo. O papa João Paulo II o beatificou em 2001 e o dia de sua morte determinado para a festa litúrgica. Conheça mais sobre Beato Tomás Maria Fusco Tomás Maria Fusco, sétimo de oito filhos, nasceu em Pagani (SA), na diocese de Nocera-Sarno (Itália), no dia 1 de dezembro de 1831. Seu pai chamava-se Antônio e era farmacêutico; sua mãe, Stella Giordano, era de família nobre; ambos tinham uma conduta moral e religiosa íntegra, e souberam formá-lo na piedade cristã e na caridade para com os pobres. Tomás foi batizado no mesmo dia em que nasceu, na Paróquia de São Félix e do Corpo de Cristo. Ainda em tenra idade ficou órfão de mãe, vítima de uma epidemia de cólera em 1837 e, poucos anos mais tarde, em 1841, também de pai. A partir de então, confiou-se a sua formação ao tio paterno, Pe. José, que foi o seu professor nos estudos primários. Já a partir de 1839, ano da canonização de Santo Afonso Maria de Ligório, o pequeno Tomás sonhava com a igreja e o altar e, finalmente, em 1847 entrou no Seminário diocesano de Nocera, de onde em 1849 o seu irmão Rafael sairá consagrado sacerdote. No dia 1 de abril de 1851, Tomás Maria recebeu o Sacramento da Crisma e, em 22 de dezembro de 1855, depois da formação seminarística, recebeu a Ordenação presbiteral das mãos do Bispo Angelo José D’Auria. Nesses anos de experiências dolorosas, em virtude da morte de algumas pessoas que lhe eram queridas, às quais se acrescentava a do seu tio (1847) e do jovem irmão Rafael (1852), desenvolveu-se em Tomás Maria uma devoção já alimentada por toda a família Fusco: a Cristo Paciente e à sua Santíssima Mãe das Dores, como no-lo recordam os seus biógrafos: «Era devotíssimo do Crucificado e sempre conservou esta devoção». Desde o início do seu ministério cuidou da formação das crianças, para as quais abriu em sua casa uma Escola Matutina e restabeleceu a Capela Noturna para os jovens e os adultos na Igreja paroquial de São Félix e do Corpo de Cristo, com a finalidade de promover a sua formação humana e cristã. Ela transformou-se num autêntico lugar de conversões e de oração, como se tinha verificado na experiência de Santo Afonso, venerado e honrado na localidade de Pagani pelo seu apostolado. Em 1857 foi admitido na Congregação dos Missionários de Nocera, com o título de São Vicente de Paulo, tendo sido introduzido num longo itinerário missionário, especialmente nas regiões da Itália meridional. Em 1860 foi nomeado Capelão do Santuário de Nossa Senhora do Carmo, chamada «das Galinhas» em Pagani, onde desenvolveu as associações católicas masculinas e femininas, erigiu um altar ao Crucificado e criou a piedosa União para o culto ao Preciosíssimo Sangue de Jesus. Em 1862 abriu em sua casa uma Escola de Teologia moral destinada à habilitação dos sacerdotes para o ministério do confessionário, inflamando-os no amor ao Sangue de Cristo; nesse mesmo ano, instituiu a «Companhia (sacerdotal) do Apostolado Católico» para as missões populares, e em 1874 obteve do Papa Pio IX, hoje Beato, a aprovação da mesma. Profundamente amargurado pela desgraça de uma órfã, no dia 6 de janeiro, Epifania do Senhor de 1873, depois de uma atenta preparação na oração de discernimento, Pe. Tomás Maria fundou a Congregação das «Filhas da Caridade do Preciosíssimo Sangue». A obra teve início na igreja de Nossa Senhora do Carmo, na presença do Bispo D. Rafael Ammirante que, com a entrega do hábito às primeiras três Religiosas, benzeu o primeiro Orfanato para sete pequenas órfãs pobres dessa localidade. Sobre a nascente Família religiosa e sobre o Orfanato, não tardou a descer também a bênção do Papa, que com esta finalidade fora invocado. Pe. Tomás Maria continuou a dedicar-se ao ministério sacerdotal com a pregação de exercícios espirituais e de Missões populares; e ao longo deste itinerário apostólico nasceram as numerosas fundações de Casas e Orfanatos, que assinalaram a sua caridade heróica, ainda mais intensa de forma especial nos últimos vinte anos da sua vida (1870-1891). Aos compromissos de Fundador e Missionário apostólico, ele associou também os trabalhos de Pároco (1874-1887) na igreja matriz de São Félix e do Corpo de Cristo, em Pagani; de Confessor extraordinário das Monjas de clausura nessa mesma localidade e em Nocera; e, nos últimos anos de vida, de Diretor espiritual da Congregação laical no Santuário de Nossa Senhora do Carmo. Tornando-se objeto de inveja pelo bem realizado com o seu ministério e pela vida de sacerdote exemplar, muito cedo Pe. Tomás Maria viria a padecer humilhações e perseguições até à infamante calúnia de 1880, que lhe fora lançada por um seu irmão no sacerdócio. Mas, sustentado pelo Senhor, foi com amor que ele carregou aquela cruz que o seu Bispo D. Ammirante lhe tinha preconizado no momento da fundação: «Você escolheu o título do Preciosíssimo Sangue? Pois bem, prepare-se para beber o cálice amargo». Nos momentos da provação, extremamente árdua mas suportada em silêncio, ele repetia: «O trabalho e o sofrimento por Deus sejam sempre a vossa glória, e das obras e das dores que padeceis, Deus seja a vossa consolação na terra e a vossa recompensa no céu. A paciência é como a salvaguarda e o sustentáculo de todas as virtudes». Debilitado por uma doença no fígado, Pe. Tomás Maria concluiu piedosamente a sua existência terrestre no dia 24 de fevereiro de 1891, com 59 anos de idade, rezando com o velho Simeão: «Nunc dimittis servum tuum, Domine, secundum verbum tuum, inpace» (Lc 2, 29). O testemunho evangélico da sua vida, conhecido por todos, foi resumido com estas expressões na comunicação promulgada pelo Município de Pagani em 25 de fevereiro de 1891: «Tomás Maria Fusco, Missionário apostólico, Fundador das Filhas da Caridade do Preciosíssimo Sangue, Sacerdote exemplar de fé invicta, de caridade ardente, trabalhou incansavelmente em nome do Sangue Redentor pela salvação das almas: viveu amando os pobres e morreu perdoando os inimigos». A vida sacerdotal intensamente vivida na meditação assídua do mistério do amor do Pai, contemplado no Filho crucificado, cujo Sangue constitui «expressão, medida e penhor» da caridade divina, a caridade heróica para com os pobres e os necessitados, em quem Tomás Maria via o próprio Rosto ensanguentado de Jesus, orientou a sua existência para o culto excelso das virtudes cristãs. Os escritos, a pregação e as missões populares assinalaram uma grande experiência de fé e uma luz de esperança cristã que transparecia na sua vocação e nas suas ações. A sua caridade para com Deus era viva e ardente; inflamava as suas palavras e o seu apostolado, que se tornou fecundo em virtude do seu amor a Deus e ao próximo; da sua união com Jesus crucificado; da sua confiança em Maria Imaculada, Nossa Senhora das Dores; e sobretudo da Eucaristia. Pe. Tomás Maria Fusco foi Apóstolo da Caridade do Preciosíssimo Sangue, amigo das crianças e dos jovens, atento a todas as pobrezas e misérias humanas e espirituais. Por todos estes motivos, gozava de fama de santidade no meio do presbitério diocesano, do povo em geral e das suas filhas espirituais, que receberam o seu carisma e hoje o testemunham nas várias regiões do mundo onde desempenham o próprio apostolado, em comunhão com a Igreja. O Processo de Beatificação teve início em 1955, e em 24 de abril de 2001 decretou-se o exercício heróico das suas virtudes cristãs, enquanto que no dia 7 de julho de 2001 foi reconhecido o aspecto milagroso da cura da sra. Maria Battaglia, cura esta que teve lugar na localidade de Sciacca, Agrigento (Itália) a 20 de agosto de 1964, por intercessão de Pe. Tomás Maria Fusco. Com a sua Beatificação, o Papa João Paulo II apresenta-o aos sacerdotes, ao povo de Deus, às suas filhas espirituais, as «Filhas da Caridade do Preciosíssimo Sangue», como exemplo e guia de santidade. #SantodoDia

  • Irmã Adélia, vidente de Cimbres, é declarada serva de Deus

    Irmã Adélia foi uma das videntes das aparições de Nossa Senhora em Cimbres (PE) e pode se tornar a primeira santa pernambucana. Por ACI Digital “É com imensa alegria e gratidão ao nosso bom Deus que nesta quinta-feira, 22 de fevereiro, recebemos o anúncio do dicastério para a Causa dos Santos que reconhece a nossa irmã Adélia serva de Deus, declarando assim que, pela Santa Sé, não há nada que impeça a realização da causa de beatificação e de canonização da religiosa”, anunciou a superiora provincial das Religiosas da Instrução Cristã, irmã Cleonice Aparecida dos Santos, em um vídeo publicada nas redes sociais da congregação. A irmã Cleonice disse que essa notícia era aguardada “com expectativa” pelas religiosas da Instrução Cristã e pela diocese de Pesqueira (PE). “Esse título é de fato o reconhecimento para aquela que buscou ser em toda a sua vida uma verdadeira serva do nosso Senhor, no amor sacrifical, oferecido a todas as pessoas que a ela se achegavam e também as que continuam recebendo graças após a sua partida para a casa do Pai”. “Nosso pedido é que continuemos rezando para que o clamor deste mundo possa alcançar o céu na proclamação de irmã Adélia santa, a primeira pernambucana, amada e admirada por muitos corações. Que o seu amor por Nossa Senhora também seja nossa inspiração”, completou. Irmã Adélia nasceu em 16 de dezembro de 1922, em Pesqueira. Seu nome de batismo era Maria da Luz Teixeira de Carvalho, filha de Arthur Teixeira de Carvalho e Auta Monteiro de Carvalho. Em 6 de agosto de 1936, Maria da Luz estava colhendo sementes de mamona na Aldeia Guarda, no povoado de Cimbres, com a amiga Maria da Conceição. Na época o cangaceiro Lampião e seu bando agiam na região com roubos e assassinatos. Maria da Luz, então, perguntou à amiga o que faria se Lampião aparecesse. Maria da Conceição respondeu: “Nossa Senhora haveria de dar um jeito de nos proteger”. Em seguida, elas viram no alto da serra a imagem de uma mulher com uma criança nos braços que acenava para que elas se aproximassem. Ao retornarem para casa, narra o site oficial da Irmã Adélia , as meninas contaram a história para os pais de Maria da Luz. “Inicialmente, os dois não acreditaram e Arthur foi com as meninas até o local da aparição, que era de difícil acesso. Chegando lá, as duas viram novamente a mulher. Sem conseguir enxergar e achando que era alucinação das garotas, o pai de Maria da Luz pediu que ela perguntasse para a moça quem era Ela e o que queria. ‘Eu sou a Graça’, respondeu. ‘Vim para avisar que hão de vir três castigos mandados por Deus. Diga ao povo que reze e faça penitência’”. A notícia logo se espalhou pela região e muitos passaram a ir ao local para rezar ou por curiosidade. “Muitos foram os sinais da presença de Nossa Senhora e relatos de milagres”, diz o site. Outras aparições aconteceram no mesmo local às duas crianças e foi nomeado na época um inquisidor das aparições, o padre José Kehler. Ele fazia perguntas para Nossa Senhora em alemão e latim e Maria da Luz e Maria da Conceição respondiam em português. Mais tarde, Maria da Luz entrou para o Instituto das Religiosas da Instrução Cristã e recebeu o nome de irmã Adélia. Fez seus votos perpétuos em 1946. Ela “optou pelo silêncio em relação às aparições até 1985, quando resolveu reunir as religiosas da congregação para partilhar a experiência que teve com Nossa Senhora”, diz o site de irmã Adélia. A decisão de dar o testemunho foi “porque estava com câncer, com metástase no fígado, e achava que tinha pouco tempo de vida”. “Nessa época, a vida dela passou a ser na enfermaria da comunidade, de onde continuou o sacrifício na oração e no silêncio, no despojamento e na oferta de sua vida”. Segundo o site, semanas depois de ter contado a história para as religiosas, irmã Adélia foi ao local das aparições com um grupo de irmãs. “Durante as orações, pediu que se fosse da vontade da Mãe do Céu que aquelas aparições fossem divulgadas, que Ela lhe desse, então, a cura. Foi o que ocorreu. Os novos exames realizados mostraram que não tinha mais câncer”. “Incansável em sua humildade e simplicidade” a irmã Adélia “dedicou sua vida a transmitir o Evangelho, ajudar os pobres e rezar pelos sacerdotes. Servir os empobrecidos foi a sua grande missão, deixando um belo legado na favela de Santa Luzia, no bairro da Torre, no Recife”. Ela morreu em 13 de outubro de 2013, em Recife, aos 90 anos. Em 2 de outubro de 2021, o bispo de Pesqueira (PE), dom José Luiz Ferreira Sales, publicou uma carta pastoral em que reconheceu as “presumíveis aparições de Nossa Senhora da Graça” a duas crianças na Vila de Cimbres, em 1936, e concedeu “a permissão para que os fiéis possam, nessas terras, continuar com a devoção e a veneração à Virgem Santíssima, Mãe de Deus, invocada com o título de ‘Nossa Senhora da Graça’”. Na carta pastoral, dom Salles também disse que já havia sido solicitado o nihil obstat (nada obsta) da então Congregação para a Causa dos Santos – atualmente dicastério – para a abertura do processo de beatificação e canonização de irmã Adélia. Segundo a arquidiocese de Olinda e Recife (PE), onde a religiosa morreu, no dia 10 de março será instaurado o Tribunal para as escutas das testemunhas que tiveram esse contato com a irmã Adélia, que vão dar prosseguimento ao processo. Esta celebração será no Colégio Damas, em Recife. Depois da instauração será celebrada missa presidida pelo bispo de Pesqueira, Dom Luís Sales. Para divulgar a vida de irmã Adélia, no dia 13 de cada mês acontece missa no Colégio Damas, data que relembra o dia de morte da religiosa. Leia também Revolução e guerra civil: Uma profecia para o Brasil #Cimbres

  • Irmã Adélia, vidente de Cimbres, é declarada serva de Deus

    Irmã Adélia foi uma das videntes das aparições de Nossa Senhora em Cimbres (PE) e pode se tornar a primeira santa pernambucana. Por ACI Digital “É com imensa alegria e gratidão ao nosso bom Deus que nesta quinta-feira, 22 de fevereiro, recebemos o anúncio do dicastério para a Causa dos Santos que reconhece a nossa irmã Adélia serva de Deus, declarando assim que, pela Santa Sé, não há nada que impeça a realização da causa de beatificação e de canonização da religiosa”, anunciou a superiora provincial das Religiosas da Instrução Cristã, irmã Cleonice Aparecida dos Santos, em um vídeo publicada nas redes sociais da congregação. A irmã Cleonice disse que essa notícia era aguardada “com expectativa” pelas religiosas da Instrução Cristã e pela diocese de Pesqueira (PE). “Esse título é de fato o reconhecimento para aquela que buscou ser em toda a sua vida uma verdadeira serva do nosso Senhor, no amor sacrifical, oferecido a todas as pessoas que a ela se achegavam e também as que continuam recebendo graças após a sua partida para a casa do Pai”. “Nosso pedido é que continuemos rezando para que o clamor deste mundo possa alcançar o céu na proclamação de irmã Adélia santa, a primeira pernambucana, amada e admirada por muitos corações. Que o seu amor por Nossa Senhora também seja nossa inspiração”, completou. Irmã Adélia nasceu em 16 de dezembro de 1922, em Pesqueira. Seu nome de batismo era Maria da Luz Teixeira de Carvalho, filha de Arthur Teixeira de Carvalho e Auta Monteiro de Carvalho. Em 6 de agosto de 1936, Maria da Luz estava colhendo sementes de mamona na Aldeia Guarda, no povoado de Cimbres, com a amiga Maria da Conceição. Na época o cangaceiro Lampião e seu bando agiam na região com roubos e assassinatos. Maria da Luz, então, perguntou à amiga o que faria se Lampião aparecesse. Maria da Conceição respondeu: “Nossa Senhora haveria de dar um jeito de nos proteger”. Em seguida, elas viram no alto da serra a imagem de uma mulher com uma criança nos braços que acenava para que elas se aproximassem. Ao retornarem para casa, narra o site oficial da Irmã Adélia , as meninas contaram a história para os pais de Maria da Luz. “Inicialmente, os dois não acreditaram e Arthur foi com as meninas até o local da aparição, que era de difícil acesso. Chegando lá, as duas viram novamente a mulher. Sem conseguir enxergar e achando que era alucinação das garotas, o pai de Maria da Luz pediu que ela perguntasse para a moça quem era Ela e o que queria. ‘Eu sou a Graça’, respondeu. ‘Vim para avisar que hão de vir três castigos mandados por Deus. Diga ao povo que reze e faça penitência’”. A notícia logo se espalhou pela região e muitos passaram a ir ao local para rezar ou por curiosidade. “Muitos foram os sinais da presença de Nossa Senhora e relatos de milagres”, diz o site. Outras aparições aconteceram no mesmo local às duas crianças e foi nomeado na época um inquisidor das aparições, o padre José Kehler. Ele fazia perguntas para Nossa Senhora em alemão e latim e Maria da Luz e Maria da Conceição respondiam em português. Mais tarde, Maria da Luz entrou para o Instituto das Religiosas da Instrução Cristã e recebeu o nome de irmã Adélia. Fez seus votos perpétuos em 1946. Ela “optou pelo silêncio em relação às aparições até 1985, quando resolveu reunir as religiosas da congregação para partilhar a experiência que teve com Nossa Senhora”, diz o site de irmã Adélia. A decisão de dar o testemunho foi “porque estava com câncer, com metástase no fígado, e achava que tinha pouco tempo de vida”. “Nessa época, a vida dela passou a ser na enfermaria da comunidade, de onde continuou o sacrifício na oração e no silêncio, no despojamento e na oferta de sua vida”. Segundo o site, semanas depois de ter contado a história para as religiosas, irmã Adélia foi ao local das aparições com um grupo de irmãs. “Durante as orações, pediu que se fosse da vontade da Mãe do Céu que aquelas aparições fossem divulgadas, que Ela lhe desse, então, a cura. Foi o que ocorreu. Os novos exames realizados mostraram que não tinha mais câncer”. “Incansável em sua humildade e simplicidade” a irmã Adélia “dedicou sua vida a transmitir o Evangelho, ajudar os pobres e rezar pelos sacerdotes. Servir os empobrecidos foi a sua grande missão, deixando um belo legado na favela de Santa Luzia, no bairro da Torre, no Recife”. Ela morreu em 13 de outubro de 2013, em Recife, aos 90 anos. Em 2 de outubro de 2021, o bispo de Pesqueira (PE), dom José Luiz Ferreira Sales, publicou uma carta pastoral em que reconheceu as “presumíveis aparições de Nossa Senhora da Graça” a duas crianças na Vila de Cimbres, em 1936, e concedeu “a permissão para que os fiéis possam, nessas terras, continuar com a devoção e a veneração à Virgem Santíssima, Mãe de Deus, invocada com o título de ‘Nossa Senhora da Graça’”. Na carta pastoral, dom Salles também disse que já havia sido solicitado o nihil obstat (nada obsta) da então Congregação para a Causa dos Santos – atualmente dicastério – para a abertura do processo de beatificação e canonização de irmã Adélia. Segundo a arquidiocese de Olinda e Recife (PE), onde a religiosa morreu, no dia 10 de março será instaurado o Tribunal para as escutas das testemunhas que tiveram esse contato com a irmã Adélia, que vão dar prosseguimento ao processo. Esta celebração será no Colégio Damas, em Recife. Depois da instauração será celebrada missa presidida pelo bispo de Pesqueira, Dom Luís Sales. Para divulgar a vida de irmã Adélia, no dia 13 de cada mês acontece missa no Colégio Damas, data que relembra o dia de morte da religiosa. Leia também Revolução e guerra civil: Uma profecia para o Brasil #Cimbres

  • Homilia Diária | O que significa querer o bem do irmão?

    Sexta-feira da 1.ª Semana da Quaresma Amar o próximo é uma tarefa árdua, mas, ao mesmo tempo, bastante simples: para cumpri-la, basta alimentar, com constância e oração, a virtude da benevolência, ou seja, o hábito de a todos querer bem, pedindo ao Senhor que nos conceda um coração grande e um olhar compreensivo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, 23 de fevereiro, e peça a Virgem Santíssima que nos ajude a amar com o Coração de seu Filho, manso e muito humilde. Santo do Dia: São Policarpo de Esmirna, Bispo e Mártir Evangelho (Mt 5,20-26) — Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai! — Lançai para bem longe toda a vossa iniquidade! Criai em vós um novo espírito e um novo coração! (Ez 18,31) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20 “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21 Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22 Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão: ‘Patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de ‘tolo’ será condenado ao fogo do inferno. 23 Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. 25 Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26 Em verdade eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | O que significa querer o bem do irmão?

    Sexta-feira da 1.ª Semana da Quaresma Amar o próximo é uma tarefa árdua, mas, ao mesmo tempo, bastante simples: para cumpri-la, basta alimentar, com constância e oração, a virtude da benevolência, ou seja, o hábito de a todos querer bem, pedindo ao Senhor que nos conceda um coração grande e um olhar compreensivo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, 23 de fevereiro, e peça a Virgem Santíssima que nos ajude a amar com o Coração de seu Filho, manso e muito humilde. Santo do Dia: São Policarpo de Esmirna, Bispo e Mártir Evangelho (Mt 5,20-26) — Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai! — Lançai para bem longe toda a vossa iniquidade! Criai em vós um novo espírito e um novo coração! (Ez 18,31) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20 “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21 Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22 Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão: ‘Patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de ‘tolo’ será condenado ao fogo do inferno. 23 Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. 25 Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26 Em verdade eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São Policarpo de Esmirna, Bispo e Mártir – 23 de Fevereiro

    Assista o filme completo, logo abaixo no meio da matéria 👇 SANTO DO DIA – 23 DE FEVEREIRO – SÃO POLICARPO DE ESPIRNA Bispo e mártir (69-155) Nascido em uma família cristã da alta burguesia no ano 69, em Esmirna, Ásia Menor, atual Turquia. Os registros sobre sua vida nos foram transmitidos pelo seu biógrafo e discípulo predileto, Irineu, venerado como o ‘Apóstolo da França’ e sucessor de Timóteo em Lion. Policarpo foi discípulo do apóstolo João, e teve a oportunidade de conhecer outros apóstolos que conviveram com o Mestre. Ele se tornou um exemplo íntegro de fé e vida, sendo respeitado inclusive pelos adversários. Dezesseis anos depois, Policarpo foi escolhido e consagrado para ser o bispo de Esmirna para a Ásia Menor, pelo próprio apóstolo João, o Evangelista. Foi amigo de fé e pessoal de Inácio Antioquia, que esteve em sua casa durante seu trajeto para o martírio romano em 107. Este escreveu cartas para Policarpo e para a Igreja de Esmirna, antes de morrer, enaltecendo as qualidades do zeloso bispo. No governo do papa Aniceto, Policarpo visitou Roma, representando as igrejas da Ásia para discutirem sobre a mudança da festa da Páscoa, comemorada em dias diferentes no Oriente e Ocidente. Apesar de não chegarem a um acordo, se despediram celebrando juntos a liturgia, demonstrando união na fé, que não se abalou pela divergência nas questões disciplinares. Ao contrário de Inácio, Policarpo não estava interessado em administração eclesiástica, mas em fortalecer a fé do seu rebanho. Ele escreveu várias cartas, porém a única que se preservou até hoje foi a endereçada aos filipenses no ano 110. Nela, Policarpo exaltou a fé em Cristo, a ser confirmada no trabalho diário e na vida dos cristãos. Também citou a Carta de Paulo aos filipenses, o Evangelho, e repetiu as muitas informações que recebera dos apóstolos, especialmente de João. Por isto, a Igreja o considera ‘Padre Apostólico’, como foram classificados os primeiros discípulos dos apóstolos. Durante a perseguição de Marco Aurélio, Policarpo teve uma visão do martírio que o esperava, três dias antes de ser preso. Avisou aos amigos que seria morto pelo fogo. Estava em oração quando foi preso e levado ao tribunal. Diante da insistência do pro cônsul Estácio Quadrado para que renegasse a Cristo, Policarpo disse: ‘Eu tenho servido Cristo por 86 anos e ele nunca me fez nada de mal. Como posso blasfemar contra meu Redentor? Ouça bem claro: eu sou cristão’! Foi condenado e ele mesmo subiu na fogueira e testemunhou para o povo: ‘Sede bendito para sempre, ó Senhor; que o vosso nome adorável seja glorificado por todos os séculos’. Mas a profecia de Policarpo não se cumpriu: contam os escritos que, mesmo com a fogueira queimando sob ele e à sua volta, o fogo não o atingiu. Os carrascos foram obrigados a matá-lo à espada, depois quando o seu corpo foi queimado exalou um odor de pão cosido. Os discípulos recolheram o restante de seus ossos que colocaram numa sepultura apropriada. O martírio de Policarpo foi descrito um ano depois de sua morte, em uma carta datada de 23 de fevereiro de 156, enviada pela igreja de Esmirna à igreja de Filomélio. Trata-se do registro mais antigo do martirológio cristão existente. São Policarpo São Policarpo, converteu-se ao cristianismo no ano de 80, e teve a grande dita de ter sido discípulo do grande Apóstolo São João Evangelista, de quem recebeu o espírito e a doutrina de Jesus Cristo. Em 96 recebeu a sagração episcopal e foi-lhe confiada a diocese de Esmirna. É possível que São João Evangelista no livro Apocalipse tenha-se referido a Policarpo quando escreveu: “Sei tua tribulação e pobreza, porém, és rico”, e mais adiante: “Se fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida”. (Apoc. 2, 9.). O santo Bispo-mártir de Antioquia Inácio, alegrou-se muito com a visita de Policarpo, e escreveu duas epístolas importantes, uma a Policarpo e outra aos fiéis de Esmirna, em que lhe dá sábios ensinamentos sobre a santa doutrina. Policarpo administrou a diocese como verdadeiro Apóstolo, com firmeza e caridade, pela palavra e pelo exemplo. De sua autoria existe uma epístola preciosíssima aos Filipenses, cheia do mais belos ensinamentos e sábios conselhos. No tempo de São Jerônimo esta epístola costumava ser lida publicamente nas igrejas. Muitos infiéis converteram-se ao cristianismo, e para os fiéis Policarpo era verdadeiro Pastor. Já provecto em idade, fez uma viagem a Roma, para tratar com o Papa Aniceto sobre a célebre questão da Páscoa. Em Roma encontrou muitos cristãos, que se tinham deixado enganar pelos hereges Valentim e Marcion, e conduziu-os ao caminho da verdade. Por Marcion perguntado, se o conhecia, respondeu prontamente, que o conhecia, o filho mais velho de Satanás. De volta para a Ásia, encontrou na diocese o decreto de perseguição, publicado pelo imperador Marco Aurélio. Foi o princípio de horrores para a jovem Igreja. O governador de Smirna preludiou a perseguição, pela condenação de doze cristãos, que foram atirados às feras. Policarpo, vendo o rebanho em perigo, redobrou os esforços para conservá-lo na fé e confortá-lo na hora da tribulação. Os cristãos, por seu turno, inquietavam-se muito pela sorte do venerável Bispo. Para salvar-lhe a vida, levaram-no a um sítio fora da cidade, onde o esconderam aos olhos dos fiscais do governo. Três dias antes da sua prisão teve a revelação do martírio que o esperava. Em sonhos viu o travesseiro rodeado de fogo e disse aos amigos: “Meus irmãos, sei que serei condenado à morte pelo fogo. Deus seja bendito, porque se digna de dar-me a coroa do martírio”. Três dias depois se cumpriu o que tinha predito. A polícia do governador descobriu-lhe o esconderijo e Policarpo, embora lhe fosse fácil efetuar a fuga, entregou-se à autoridade. No caminho para a cidade se encontrou com Herodes, juiz de paz e com Nicetas, pai do mesmo. Estes homens, sem dúvida bem intencionados, insistiram com ele para que conservasse a vida e obedecesse à lei do imperador. Depois de muito discursar, o Bispo disse: “Não farei o que me aconselhais. Nem espada, nem fogo ou qualquer outra tortura, me fará renunciar a Cristo”. Apresentado ao governador, este lhe perguntou se era Policarpo e ordenou-lhe que abjurasse a religião e injuriasse a Cristo. Policarpo respondeu: “Sim, sou Policarpo. Oitenta e seis anos são que completo no serviço de Jesus Cristo e Ele nunca me fez mal algum; como poderia injuriá-lo?” O governador, porém, continuou a insistir com muito empenho e disse: “Tenho as feras à minha disposição; se não obedeceres, serás atirado a elas!” Policarpo: “Deixa-as vir! Persisto no meu intento e não mudarei!” O governador: “Se não tens medo das feras, temos ainda o fogo; este te porá manso!” Policarpo: “Ameaças com um fogo que arde por algum tempo, para depois se apagar e nada sabes daquele fogo eterno, que é preparado para os ímpios. Não percas tempo! Manda vir as feras ou faze o que quiseres. Sou cristão e não abandonarei a Cristo”. Em dizer isto, o rosto resplandecia-lhe de satisfação, tanto que todos se admiraram, sem poder compreender, como um homem tão avançado em idade pudesse apresentar tamanho heroísmo. O governador mandou apregoar em alta voz: “Policarpo é cristão, como ele mesmo confessou”. Os judeus e pagãos presentes unânimes exigiram sentença de morte e pediram que fosse queimado vivo. Em poucos minutos foi preparada a fogueira. Alguns queriam que o Santo fosse amarrado num pau, para impossibilitar a fuga. Policarpo, porém, tranqüilizou-os, dizendo: “Aquele que me dá a graça de sofrer a pena do fogo, há de dar-me também força para que fique imóvel no meio das labaredas”. Ataram-lhe então as mãos nas costas e puseram fogo. Antes que o fogo chegasse a queimar-lhe o corpo venerável, o ancião elevou os olhos ao céu e disse: “Deus todo-poderoso, Pai de Jesus Cristo, vosso Filho Unigênito, por quem recebemos a graça de conhecer-Vos; Deus dos Anjos e das Potestades celestiais, Deus de todas as criaturas e de todo o povo dos justos, que vivem em vossa presença: graças vos dou porque me conservastes a vida até esta hora, para ser associado aos vossos mártires e participar do cálice de amargura do vosso Ungido, e na virtude do Espírito Santo ser ressuscitado para a vida eterna. Aceitei propício, em união àquele sacrifício que para vós preparastes, este meu holocausto e a mim mesmo, para que se cumpra o que me revelastes, Vós que sois Deus verdadeiro. Eu vos louvo em todas as coisas: eu vos bendigo; eu vos glorifico, pelo eterno Sumo Pontífice, Jesus Cristo, vosso dileto Filho, que convosco e o Espírito Santo é louvado e honrado por todos os séculos. Amém”. Apenas tinha o Santo terminado a oração, quando subiram as labaredas com todo o vigor. Deus, porém, quis manifestar o seu poder e provar que não lhe faltavam os meios de proteger seu servo no meio do fogo. As chamas subiram de todos os lados, mas – ó maravilha! – formaram como que uma abóbada por cima do Santo, sem que lhe queimassem um só cabelo. Ao mesmo tempo se espalhou um cheiro suavíssimo como se fossem queimados doces perfumes. Pavor apoderou-se dos inimigos. Mas, como quisessem ver morto o servo de Cristo, recebeu o algoz a ordem de matá-lo com a espada. Assim terminou o curso glorioso do grande Bispo que, segundo a afirmação dos judeus e pagãos, tinha sido o primeiro mestre dos cristãos e o inimigo mais implacável dos deuses. Os judeus quiseram por todo o transe evitar que o corpo do mártir, fosse entregue aos cristãos. Para este fim, mandaram dizer ao Procônsul: “Se entregares aos cristãos o corpo de Policarpo, eles abandonarão o Crucificado, para prestar honras divinas a este”. “Não sabiam” – assim se exprimem os cristãos que escreveram as atas do martírio – “que não podemos abandonar Jesus Cristo, para adorar um outro. É verdade que veneramos os mártires, mas só porque são discípulos e imitadores de Jesus Cristo, e deram ao seu Rei as provas mais claras de amor”. Para terminar a contenda entre judeus e cristãos, o capitão romano mandou lançar o corpo do mártir ao fogo. Diz ainda o protocolo: “Tiramos das cinzas os ossos, para nós mais preciosos que ouro e pedrarias, e depositamos num lugar conveniente, onde esperamos poder, com a graça de Deus, reuní-los, para festejar o dia do seu aniversário, isto é, o dia dos seu martírio”, que foi o dia 26 de janeiro de 155 ou 156. O túmulo de São Policarpo acha-se numa capela em Esmirna. #SantodoDia

  • São Policarpo de Esmirna, Bispo e Mártir – 23 de Fevereiro

    Assista o filme completo, logo abaixo no meio da matéria 👇 SANTO DO DIA – 23 DE FEVEREIRO – SÃO POLICARPO DE ESPIRNA Bispo e mártir (69-155) Nascido em uma família cristã da alta burguesia no ano 69, em Esmirna, Ásia Menor, atual Turquia. Os registros sobre sua vida nos foram transmitidos pelo seu biógrafo e discípulo predileto, Irineu, venerado como o ‘Apóstolo da França’ e sucessor de Timóteo em Lion. Policarpo foi discípulo do apóstolo João, e teve a oportunidade de conhecer outros apóstolos que conviveram com o Mestre. Ele se tornou um exemplo íntegro de fé e vida, sendo respeitado inclusive pelos adversários. Dezesseis anos depois, Policarpo foi escolhido e consagrado para ser o bispo de Esmirna para a Ásia Menor, pelo próprio apóstolo João, o Evangelista. Foi amigo de fé e pessoal de Inácio Antioquia, que esteve em sua casa durante seu trajeto para o martírio romano em 107. Este escreveu cartas para Policarpo e para a Igreja de Esmirna, antes de morrer, enaltecendo as qualidades do zeloso bispo. No governo do papa Aniceto, Policarpo visitou Roma, representando as igrejas da Ásia para discutirem sobre a mudança da festa da Páscoa, comemorada em dias diferentes no Oriente e Ocidente. Apesar de não chegarem a um acordo, se despediram celebrando juntos a liturgia, demonstrando união na fé, que não se abalou pela divergência nas questões disciplinares. Ao contrário de Inácio, Policarpo não estava interessado em administração eclesiástica, mas em fortalecer a fé do seu rebanho. Ele escreveu várias cartas, porém a única que se preservou até hoje foi a endereçada aos filipenses no ano 110. Nela, Policarpo exaltou a fé em Cristo, a ser confirmada no trabalho diário e na vida dos cristãos. Também citou a Carta de Paulo aos filipenses, o Evangelho, e repetiu as muitas informações que recebera dos apóstolos, especialmente de João. Por isto, a Igreja o considera ‘Padre Apostólico’, como foram classificados os primeiros discípulos dos apóstolos. Durante a perseguição de Marco Aurélio, Policarpo teve uma visão do martírio que o esperava, três dias antes de ser preso. Avisou aos amigos que seria morto pelo fogo. Estava em oração quando foi preso e levado ao tribunal. Diante da insistência do pro cônsul Estácio Quadrado para que renegasse a Cristo, Policarpo disse: ‘Eu tenho servido Cristo por 86 anos e ele nunca me fez nada de mal. Como posso blasfemar contra meu Redentor? Ouça bem claro: eu sou cristão’! Foi condenado e ele mesmo subiu na fogueira e testemunhou para o povo: ‘Sede bendito para sempre, ó Senhor; que o vosso nome adorável seja glorificado por todos os séculos’. Mas a profecia de Policarpo não se cumpriu: contam os escritos que, mesmo com a fogueira queimando sob ele e à sua volta, o fogo não o atingiu. Os carrascos foram obrigados a matá-lo à espada, depois quando o seu corpo foi queimado exalou um odor de pão cosido. Os discípulos recolheram o restante de seus ossos que colocaram numa sepultura apropriada. O martírio de Policarpo foi descrito um ano depois de sua morte, em uma carta datada de 23 de fevereiro de 156, enviada pela igreja de Esmirna à igreja de Filomélio. Trata-se do registro mais antigo do martirológio cristão existente. São Policarpo São Policarpo, converteu-se ao cristianismo no ano de 80, e teve a grande dita de ter sido discípulo do grande Apóstolo São João Evangelista, de quem recebeu o espírito e a doutrina de Jesus Cristo. Em 96 recebeu a sagração episcopal e foi-lhe confiada a diocese de Esmirna. É possível que São João Evangelista no livro Apocalipse tenha-se referido a Policarpo quando escreveu: “Sei tua tribulação e pobreza, porém, és rico”, e mais adiante: “Se fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida”. (Apoc. 2, 9.). O santo Bispo-mártir de Antioquia Inácio, alegrou-se muito com a visita de Policarpo, e escreveu duas epístolas importantes, uma a Policarpo e outra aos fiéis de Esmirna, em que lhe dá sábios ensinamentos sobre a santa doutrina. Policarpo administrou a diocese como verdadeiro Apóstolo, com firmeza e caridade, pela palavra e pelo exemplo. De sua autoria existe uma epístola preciosíssima aos Filipenses, cheia do mais belos ensinamentos e sábios conselhos. No tempo de São Jerônimo esta epístola costumava ser lida publicamente nas igrejas. Muitos infiéis converteram-se ao cristianismo, e para os fiéis Policarpo era verdadeiro Pastor. Já provecto em idade, fez uma viagem a Roma, para tratar com o Papa Aniceto sobre a célebre questão da Páscoa. Em Roma encontrou muitos cristãos, que se tinham deixado enganar pelos hereges Valentim e Marcion, e conduziu-os ao caminho da verdade. Por Marcion perguntado, se o conhecia, respondeu prontamente, que o conhecia, o filho mais velho de Satanás. De volta para a Ásia, encontrou na diocese o decreto de perseguição, publicado pelo imperador Marco Aurélio. Foi o princípio de horrores para a jovem Igreja. O governador de Smirna preludiou a perseguição, pela condenação de doze cristãos, que foram atirados às feras. Policarpo, vendo o rebanho em perigo, redobrou os esforços para conservá-lo na fé e confortá-lo na hora da tribulação. Os cristãos, por seu turno, inquietavam-se muito pela sorte do venerável Bispo. Para salvar-lhe a vida, levaram-no a um sítio fora da cidade, onde o esconderam aos olhos dos fiscais do governo. Três dias antes da sua prisão teve a revelação do martírio que o esperava. Em sonhos viu o travesseiro rodeado de fogo e disse aos amigos: “Meus irmãos, sei que serei condenado à morte pelo fogo. Deus seja bendito, porque se digna de dar-me a coroa do martírio”. Três dias depois se cumpriu o que tinha predito. A polícia do governador descobriu-lhe o esconderijo e Policarpo, embora lhe fosse fácil efetuar a fuga, entregou-se à autoridade. No caminho para a cidade se encontrou com Herodes, juiz de paz e com Nicetas, pai do mesmo. Estes homens, sem dúvida bem intencionados, insistiram com ele para que conservasse a vida e obedecesse à lei do imperador. Depois de muito discursar, o Bispo disse: “Não farei o que me aconselhais. Nem espada, nem fogo ou qualquer outra tortura, me fará renunciar a Cristo”. Apresentado ao governador, este lhe perguntou se era Policarpo e ordenou-lhe que abjurasse a religião e injuriasse a Cristo. Policarpo respondeu: “Sim, sou Policarpo. Oitenta e seis anos são que completo no serviço de Jesus Cristo e Ele nunca me fez mal algum; como poderia injuriá-lo?” O governador, porém, continuou a insistir com muito empenho e disse: “Tenho as feras à minha disposição; se não obedeceres, serás atirado a elas!” Policarpo: “Deixa-as vir! Persisto no meu intento e não mudarei!” O governador: “Se não tens medo das feras, temos ainda o fogo; este te porá manso!” Policarpo: “Ameaças com um fogo que arde por algum tempo, para depois se apagar e nada sabes daquele fogo eterno, que é preparado para os ímpios. Não percas tempo! Manda vir as feras ou faze o que quiseres. Sou cristão e não abandonarei a Cristo”. Em dizer isto, o rosto resplandecia-lhe de satisfação, tanto que todos se admiraram, sem poder compreender, como um homem tão avançado em idade pudesse apresentar tamanho heroísmo. O governador mandou apregoar em alta voz: “Policarpo é cristão, como ele mesmo confessou”. Os judeus e pagãos presentes unânimes exigiram sentença de morte e pediram que fosse queimado vivo. Em poucos minutos foi preparada a fogueira. Alguns queriam que o Santo fosse amarrado num pau, para impossibilitar a fuga. Policarpo, porém, tranqüilizou-os, dizendo: “Aquele que me dá a graça de sofrer a pena do fogo, há de dar-me também força para que fique imóvel no meio das labaredas”. Ataram-lhe então as mãos nas costas e puseram fogo. Antes que o fogo chegasse a queimar-lhe o corpo venerável, o ancião elevou os olhos ao céu e disse: “Deus todo-poderoso, Pai de Jesus Cristo, vosso Filho Unigênito, por quem recebemos a graça de conhecer-Vos; Deus dos Anjos e das Potestades celestiais, Deus de todas as criaturas e de todo o povo dos justos, que vivem em vossa presença: graças vos dou porque me conservastes a vida até esta hora, para ser associado aos vossos mártires e participar do cálice de amargura do vosso Ungido, e na virtude do Espírito Santo ser ressuscitado para a vida eterna. Aceitei propício, em união àquele sacrifício que para vós preparastes, este meu holocausto e a mim mesmo, para que se cumpra o que me revelastes, Vós que sois Deus verdadeiro. Eu vos louvo em todas as coisas: eu vos bendigo; eu vos glorifico, pelo eterno Sumo Pontífice, Jesus Cristo, vosso dileto Filho, que convosco e o Espírito Santo é louvado e honrado por todos os séculos. Amém”. Apenas tinha o Santo terminado a oração, quando subiram as labaredas com todo o vigor. Deus, porém, quis manifestar o seu poder e provar que não lhe faltavam os meios de proteger seu servo no meio do fogo. As chamas subiram de todos os lados, mas – ó maravilha! – formaram como que uma abóbada por cima do Santo, sem que lhe queimassem um só cabelo. Ao mesmo tempo se espalhou um cheiro suavíssimo como se fossem queimados doces perfumes. Pavor apoderou-se dos inimigos. Mas, como quisessem ver morto o servo de Cristo, recebeu o algoz a ordem de matá-lo com a espada. Assim terminou o curso glorioso do grande Bispo que, segundo a afirmação dos judeus e pagãos, tinha sido o primeiro mestre dos cristãos e o inimigo mais implacável dos deuses. Os judeus quiseram por todo o transe evitar que o corpo do mártir, fosse entregue aos cristãos. Para este fim, mandaram dizer ao Procônsul: “Se entregares aos cristãos o corpo de Policarpo, eles abandonarão o Crucificado, para prestar honras divinas a este”. “Não sabiam” – assim se exprimem os cristãos que escreveram as atas do martírio – “que não podemos abandonar Jesus Cristo, para adorar um outro. É verdade que veneramos os mártires, mas só porque são discípulos e imitadores de Jesus Cristo, e deram ao seu Rei as provas mais claras de amor”. Para terminar a contenda entre judeus e cristãos, o capitão romano mandou lançar o corpo do mártir ao fogo. Diz ainda o protocolo: “Tiramos das cinzas os ossos, para nós mais preciosos que ouro e pedrarias, e depositamos num lugar conveniente, onde esperamos poder, com a graça de Deus, reuní-los, para festejar o dia do seu aniversário, isto é, o dia dos seu martírio”, que foi o dia 26 de janeiro de 155 ou 156. O túmulo de São Policarpo acha-se numa capela em Esmirna. #SantodoDia

  • O purgatório é uma invenção da Idade Média?

    Desde quando os católicos rezam pelas almas do purgatório? Essa realidade é uma mera invenção da Idade Média ou faz parte da fé recebida dos apóstolos? Assista a este vídeo e descubra, além disso, por que os protestantes não acreditam no purgatório. Clique aqui para assistir a resposta católica: Leia também: Cada pecado mortal acrescenta sete anos de Purgatório O purgatório é uma invenção da Idade Média? Infelizmente, muitos pregadores católicos e professores de teologia têm repetido essa afirmação absurda, ignorando que o purgatório é um dogma – estabelecido pelos Concílios Ecumênicos de Florença e de Trento – e que, portanto, está enraizado na própria fé dos apóstolos. Se é verdade que a existência do purgatório não está explicitamente consignada na Bíblia, é preciso recordar que esta não é a única fonte de fé da Igreja. Não é necessário, portanto, que todos os dogmas estejam claramente nas Escrituras, mas sim na fé apostólica, que é o fundamento da própria Bíblia. De fato, de muito cedo vem o costume de rezar pelos falecidos. Atesta-o o Segundo Livro dos Macabeus, que indica como os judeus piedosamente suplicavam por seus entes queridos [2]. Atestam-no as catacumbas dos primeiros cristãos, cheias de inscrições com orações pelas almas dos mortos. Atesta-o, enfim, o testemunho de todos os fiéis, de todos os séculos e de todos os lugares (quod semper, quod ubique, quod ab omnibus). Como afirma Santo Tomás de Aquino, é inútil rezar tanto pelas almas que estão no Céu, tanto pelas que estão no inferno, já que ambas estão em seu destino definitivo. Se a Igreja sempre rezou pelas almas dos mortos, então, é porque sempre creu que, após a morte, nem todas as pessoas salvas estão prontas para contemplar Deus face a face. Foi Martinho Lutero, no século XVI, quem, não querendo aceitar o purgatório, chegou a rejeitar os próprios Livros dos Macabeus do Cânon das Escrituras. É que o purgatório não cabe na religião protestante, cuja doutrina não aceita a santidade humana. Para eles, todos os homens são profundamente pecadores e irão entrar no Céu ainda profundamente pecadores, com Deus olhando tão somente para a sua fé. Com isso, o protestantismo “sacramentou” teologicamente a dificuldade piscológica de Lutero, um homem que, atormentado por seus escrúpulos, não conseguia viver a santidade. Na Igreja Católica, porém, existem numerosos exemplos de santos que, mesmo convertidos e livres dos pecados mortais, continuavam a fazer penitência, pois sabiam que precisavam purificar-se dos “resquícios” dos pecados cometidos (reliquie peccati) que ainda ficavam em sua alma. Para detectar isso, basta olhar para dentro de si mesmo e perceber que aí existe uma desordem. O que a Igreja diz – e que é bastante lógico – é que essa desordem não pode entrar no Céu. O fato de a reflexão teológica a respeito do purgatório se ter desenvolvido plenamente na Idade Média não quer dizer que o purgatório foi inventado nessa época. Se a palavra própria para designar o estado de purificação das almas depois da morte só veio em tempos medievais, isso não significa que só na Idade Média os cristãos começaram a crer nessa realidade. Assim como nós já existíamos, antes mesmos de os nossos pais nos darem um nome. Fonte: padrepauloticardo.org #Purgatório

  • O purgatório é uma invenção da Idade Média?

    Desde quando os católicos rezam pelas almas do purgatório? Essa realidade é uma mera invenção da Idade Média ou faz parte da fé recebida dos apóstolos? Assista a este vídeo e descubra, além disso, por que os protestantes não acreditam no purgatório. Clique aqui para assistir a resposta católica: Leia também: Cada pecado mortal acrescenta sete anos de Purgatório O purgatório é uma invenção da Idade Média? Infelizmente, muitos pregadores católicos e professores de teologia têm repetido essa afirmação absurda, ignorando que o purgatório é um dogma – estabelecido pelos Concílios Ecumênicos de Florença e de Trento – e que, portanto, está enraizado na própria fé dos apóstolos. Se é verdade que a existência do purgatório não está explicitamente consignada na Bíblia, é preciso recordar que esta não é a única fonte de fé da Igreja. Não é necessário, portanto, que todos os dogmas estejam claramente nas Escrituras, mas sim na fé apostólica, que é o fundamento da própria Bíblia. De fato, de muito cedo vem o costume de rezar pelos falecidos. Atesta-o o Segundo Livro dos Macabeus, que indica como os judeus piedosamente suplicavam por seus entes queridos [2]. Atestam-no as catacumbas dos primeiros cristãos, cheias de inscrições com orações pelas almas dos mortos. Atesta-o, enfim, o testemunho de todos os fiéis, de todos os séculos e de todos os lugares (quod semper, quod ubique, quod ab omnibus). Como afirma Santo Tomás de Aquino, é inútil rezar tanto pelas almas que estão no Céu, tanto pelas que estão no inferno, já que ambas estão em seu destino definitivo. Se a Igreja sempre rezou pelas almas dos mortos, então, é porque sempre creu que, após a morte, nem todas as pessoas salvas estão prontas para contemplar Deus face a face. Foi Martinho Lutero, no século XVI, quem, não querendo aceitar o purgatório, chegou a rejeitar os próprios Livros dos Macabeus do Cânon das Escrituras. É que o purgatório não cabe na religião protestante, cuja doutrina não aceita a santidade humana. Para eles, todos os homens são profundamente pecadores e irão entrar no Céu ainda profundamente pecadores, com Deus olhando tão somente para a sua fé. Com isso, o protestantismo “sacramentou” teologicamente a dificuldade piscológica de Lutero, um homem que, atormentado por seus escrúpulos, não conseguia viver a santidade. Na Igreja Católica, porém, existem numerosos exemplos de santos que, mesmo convertidos e livres dos pecados mortais, continuavam a fazer penitência, pois sabiam que precisavam purificar-se dos “resquícios” dos pecados cometidos (reliquie peccati) que ainda ficavam em sua alma. Para detectar isso, basta olhar para dentro de si mesmo e perceber que aí existe uma desordem. O que a Igreja diz – e que é bastante lógico – é que essa desordem não pode entrar no Céu. O fato de a reflexão teológica a respeito do purgatório se ter desenvolvido plenamente na Idade Média não quer dizer que o purgatório foi inventado nessa época. Se a palavra própria para designar o estado de purificação das almas depois da morte só veio em tempos medievais, isso não significa que só na Idade Média os cristãos começaram a crer nessa realidade. Assim como nós já existíamos, antes mesmos de os nossos pais nos darem um nome. Fonte: padrepauloticardo.org #Purgatório

  • Homilia Diária | O que é o Magistério autêntico da Igreja?

    Festa da Cátedra de São Pedro O Magistério da Igreja, encarregado da missão de ensinar a mesma fé dos Apóstolos, é um dos maiores dons de Deus à humanidade. Graças a ele, descansa a nossa inteligência na posse segura das verdades mais importantes e encontra, na docilidade de sua obediência às palavras do Espírito Santo, o remédio contra a pretensão de erigir-se em mestra e juíza de sua “própria” verdade. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 22 de fevereiro, e medite conosco sobre o significado profundo da Cátedra de Pedro, sobre a qual se ergue, como sustentáculo da verdade, a Santa Igreja de Cristo. Santo do Dia: Santa Margarida de Cortona: exemplo de contrição e penitência Evangelho (Lc 11,29-32) — Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai! — Voltai ao Senhor, vosso Deus, ele é bom, compassivo e clemente. (Jl 2,12-13) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 29 quando as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas. 30 Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. 31 No dia do julgamento, a rainha do Sul se levantará juntamente com os homens desta geração, e os condenará. Porque ela veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior que Salomão. 32 No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se converteram quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | O que é o Magistério autêntico da Igreja?

    Festa da Cátedra de São Pedro O Magistério da Igreja, encarregado da missão de ensinar a mesma fé dos Apóstolos, é um dos maiores dons de Deus à humanidade. Graças a ele, descansa a nossa inteligência na posse segura das verdades mais importantes e encontra, na docilidade de sua obediência às palavras do Espírito Santo, o remédio contra a pretensão de erigir-se em mestra e juíza de sua “própria” verdade. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 22 de fevereiro, e medite conosco sobre o significado profundo da Cátedra de Pedro, sobre a qual se ergue, como sustentáculo da verdade, a Santa Igreja de Cristo. Santo do Dia: Santa Margarida de Cortona: exemplo de contrição e penitência Evangelho (Lc 11,29-32) — Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai! — Voltai ao Senhor, vosso Deus, ele é bom, compassivo e clemente. (Jl 2,12-13) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 29 quando as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas. 30 Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. 31 No dia do julgamento, a rainha do Sul se levantará juntamente com os homens desta geração, e os condenará. Porque ela veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior que Salomão. 32 No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se converteram quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Santa Margarida de Cortona: exemplo de contrição e penitência – 22 de Fevereiro

    SANTO DO DIA – 22 DE FEVEREIRO – SANTA MARGARIDA DE CORTONA Terceira franciscana (1247-1297) A penitência marcou a vida de Margarida que nasceu em 1247, em Alviano, Itália. Foi por causa de sua juventude, período em que experimentou todos os prazeres de uma vida voltada para as diversões mais irresponsáveis. Margarida ficou órfã de mãe, quando ainda era muito criança. O pai se casou de novo e a pequena menina passou a sofrer duramente nas mãos da madrasta. Sem apoio familiar, ela cresceu em meio a toda sorte de desordens, luxos e prazeres. No início da adolescência se tornou amante de um nobre muito rico e passou a desfrutar de sua fortuna e das diversões mundanas. Um dia, porém, o homem foi vistoriar alguns terrenos dos quais era proprietário e foi assassinado. Margarida só descobriu o corpo, alguns dias depois, levada misteriosamente até ele pela cachorrinha de estimação que acompanhara o nobre na viagem. Naquele momento, a moça teve o lampejo do arrependimento. Percebeu a inutilidade da vida que levava e voltou para a casa paterna, onde pretendia passar o resto da vida na penitência. Para mostrar publicamente sua mudança de vida, compareceu à missa com uma corda amarrada ao pescoço e pediu desculpas a todos pelos excessos da sua vida passada. Só que essa atitude encheu sua madrasta de inveja, que fez com que ela fosse expulsa da paróquia. Margarida sofreu muito com isso e chegou a pensar em retomar sua vida de luxuria e riqueza. No entanto, com firmeza conseguiu se manter dentro da decisão religiosa, procurando os franciscanos de Cortona e conseguindo ser aceita na Ordem Terceira. Para ser definitivamente incorporada à Ordem teria que passar por três anos de provação. Foi nesta época que ela se infligiu as mais severas penitências, que foram vistas como extravagantes, relatadas nos antigos escritos, onde se lê também que a atitude foi tomada para evitar as tentações do demônio. Seus superiores passaram a orienta-la e isso a impediu de cometer excessos nas penitências. Aos vinte e três anos, Margarida de Cortona como passou a ser chamada, foi premiada com várias experiências de religiosidade que foram presenciadas e comprovadas pelos seus orientadores espirituais franciscanos. Recebeu visitas do anjo da guarda, teve visões, revelações e mesmo aparições de Jesus, com quem conversava com frequência durante suas orações contemplativas. Ela percebeu que o momento de sua morte se aproximava e foi ao encontro de Jesus serenamente, no dia 22 de fevereiro de 1297. Margarida de Cortona foi canonizada pelo Papa Bento XIII em 1728 e o dia de sua morte indicado para a sua veneração litúrgica. Conheça mais sobre Santa Margarida de Cortona Margarida de Cortona foi, tal qual Madalena da Betânia, a princípio grande pecadora, depois ilustre penitente. Nasceu em Alviano, na Toscana; chama-se-lhe de Cortona, do nome do lugar em que foi sepultada. Desde a mocidade, a beleza a expôs a grandes desordens. Por nove anos permaneceu unida a um homem rico, o qual lhe ministrava com abundância com que satisfazer ao pendor pelo luxo e pelos prazeres.Teve dele um filho, que mais tarde entrou na ordem dos irmãos Menores. Entretanto, no meio de uma vida inteiramente culpada, era senhora de singular compaixão pelos pobres. Tinha acessos de devoção em que dizia, à vista de certos lugares: “Como seria bom orar aqui! Como é lindo este lugar para uma vida penitente e solitária!” De regresso ao quarto, muitas vezes deplorava a sua mísera condição, E quando os habitantes a saudavam, ela os censurava, afirmando que, conhecedores que eram da sua vida criminosa, não deviam sequer dirigir-lhe a palavra. Um dia em que as companheiras lhes censuravam o atavio, dizendo: ” Que será de ti, vaidosa Margarida? Respondeu-lhe: ” -Virá o tempo em que me chamareis santa, quando eu for verdadeiramente, e ireis visitar-me com um bordão de peregrino.” No ano de 1277, seu marido ou sedutor deixou um dia a casa, levando em sua companhia uma pequena cadela.. Alguns dias depois, a cadela voltou sozinha, ganindo, e, puxando Margarida pelas vestes, esforçava-se por arrastá-la para fora de casa. Margarida seguiu-a, assombrada, até um monte de lenha, onde o animal parou, olhando para a lenha e tocando-a, como para dizer à patroa que a tirasse. Margarida afastou alguns pedaços, e notou que o homem já estava morto e sobre o corpo lhe fervilhavam vermes. Sentiu-se de tal maneira impressionada com o espetáculo que, arrependendo-se da vida passada, foi, chorosa, atirar-se aos pés do pai, para lhe suplicar perdão. O pai, instigado por uma madrasta, expulsou-a de casa. Retirou-se a jovem desde então para Cortona, na companhia de algumas piedosas pessoas, e lá mudou inteiramente de vida. Em breve, aspirando a coisa mais perfeita, solicitou dos frades menores de Cortona lhe dessem o hábito de penitente da ordem terceira de São Francisco. Os frades hesitaram longamente. Margarida era ainda jovem, pois contava apenas vinte e cinco anos. Embora não mais usasse outro, nem pérolas, e se cobrisse de vestes muito pobres, e, embora, em vez de se ornar, procurasse tornar-se feia, continuava a ser bela. Os bons religiosos temiam, pois, pela perseverança dela. Todavia vendo que o seu fervor aumentava de dia para dia, aceitaram-lhe os rogos e lágrimas, e lhe concederam o hábito de penitente. A partir de então, O Espírito supremo a transformou em outra criança: o que, desde aquele momento, a dominou inteiramente foi o amor de Deus. Procurava, constantemente o lugar mais solitário, para conversar apenas com Deus, na meditação, na prece, nas lágrimas, nos jejuns e vigílias; o seu único leito era o chão nu; a sua morada uma pequenina cela. A atenção se lhe concentrava nos pobres. Transformou uma casa em enfermaria para os doentes; o fruto do seu trabalho, as esmolas que lhe davam ou que ela própria pedia, tudo era para eles. A meditação habitual eram os mistérios de Jesus Cristo, particularmente a meditação da sua dolorosa paixão; Margarida estava presa à cruz com ele, mediante os seus próprios sofrimentos. O Salvador revelou-lhe muitos segredos. Na véspera de Santa Clara, após a comunhão, ouviu-o dizer: “Abençoadas sejam todas as dores que padeci por tua alma, bem como a Encarnação; abençoados todos os trabalhos que suportei, e o amor que me uniu ao gênero humano. Hoje, tenho poucos bons filhos em comparação ao número dos maus; mas quando mesmo tivesse apenas um no mundo, continuaria a abençoar, por ele, as dores que padeci.” (…) O exemplo de sua vida santa e penitente, unido à eficácia das suas preces e austeridades sem fim, converteu grande número de pessoas, provenientes, às vezes, de países distantes, para lhe dar provas de reconhecimento, ou para se recomendar às suas preces. As próprias almas do purgatório, por permissão divina, entravam com ela na misteriosa correspondência divina, para lhe solicitar os piedosos sufrágios. Estando ela, um dia a orar por dois artesãos que lhe haviam aparecido, dizendo-lhe terem sido mortos por salteadores, sem que pudessem confessar-se, e sentirem, portanto, pesar pelos erros cometidos, respondeu-lhe o Salvador: “Dizei aos frades menores que se lembrem das almas dos mortos; são em número grande, que mal pode o espírito do homem imaginá-lo, e, entretanto, pouco socorridas são pelos amigos.” Soube Margarida, por revelação, que sua mãe fora libertada do purgatório, depois de dez anos; que seu pai de lá saíra, igualmente, mas após padecer castigos muito mais severos. Um dia, orava ela pela criada morta, disse-lhe o anjo da guarda: – “Ficará no purgatório durante um mês, mas lá padecerá leves punições, e isso pela cólera em que incindiu por excesso de zelo; depois, será levada para o meio dos querubins.” O Salvador disse-lhe um dia de Purificação da Santa Virgem: “Os três mortos pelos quais orastes esta manhã, segundo a opinião dos seus juízes, não estão absolutamente condenados, mas padecem tão extremados tormentos que, se não fossem visitados pelos bons anjos, se julgariam condenados, por estarem muito perto dos que são realmente condenados. Como entre os religiosos há celas distintas, o mesmo se dá para as penas do purgatório: uns são purificados em espessas trevas, outros em rápidas torrentes, outros no gelo, outros em fogos devoradores, etc.” Quanto a Margarida de Cortona, foi purificada já nesta vida pela penitência, pelos jejuns, austeridades, doenças, cruzes, e sobretudo por uma ardente caridade de Deus e do próximo. Faleceu em 22 de Fevereiro de 1297. O Papa Leão X, comprovando a verdade dos milagres que se haviam realizado por intercessão dela, permitiu à cidade de Cortona lhe celebrasse festa. Em 1623, Urbano VII estendeu tal permissão a toda a ordem de São Francisco. Finalmente, Bento XII canonizou a bem-aventurada Margarida em 1723. O corpo se conservou sem o menor sinal de corrupção; encontra-se em Cortona, na igreja das religiosas de São Francisco, que deixou o nome de São Basílio, para tomar o de Santa Margarida. #SantodoDia

  • Santa Margarida de Cortona: exemplo de contrição e penitência – 22 de Fevereiro

    SANTO DO DIA – 22 DE FEVEREIRO – SANTA MARGARIDA DE CORTONA Terceira franciscana (1247-1297) A penitência marcou a vida de Margarida que nasceu em 1247, em Alviano, Itália. Foi por causa de sua juventude, período em que experimentou todos os prazeres de uma vida voltada para as diversões mais irresponsáveis. Margarida ficou órfã de mãe, quando ainda era muito criança. O pai se casou de novo e a pequena menina passou a sofrer duramente nas mãos da madrasta. Sem apoio familiar, ela cresceu em meio a toda sorte de desordens, luxos e prazeres. No início da adolescência se tornou amante de um nobre muito rico e passou a desfrutar de sua fortuna e das diversões mundanas. Um dia, porém, o homem foi vistoriar alguns terrenos dos quais era proprietário e foi assassinado. Margarida só descobriu o corpo, alguns dias depois, levada misteriosamente até ele pela cachorrinha de estimação que acompanhara o nobre na viagem. Naquele momento, a moça teve o lampejo do arrependimento. Percebeu a inutilidade da vida que levava e voltou para a casa paterna, onde pretendia passar o resto da vida na penitência. Para mostrar publicamente sua mudança de vida, compareceu à missa com uma corda amarrada ao pescoço e pediu desculpas a todos pelos excessos da sua vida passada. Só que essa atitude encheu sua madrasta de inveja, que fez com que ela fosse expulsa da paróquia. Margarida sofreu muito com isso e chegou a pensar em retomar sua vida de luxuria e riqueza. No entanto, com firmeza conseguiu se manter dentro da decisão religiosa, procurando os franciscanos de Cortona e conseguindo ser aceita na Ordem Terceira. Para ser definitivamente incorporada à Ordem teria que passar por três anos de provação. Foi nesta época que ela se infligiu as mais severas penitências, que foram vistas como extravagantes, relatadas nos antigos escritos, onde se lê também que a atitude foi tomada para evitar as tentações do demônio. Seus superiores passaram a orienta-la e isso a impediu de cometer excessos nas penitências. Aos vinte e três anos, Margarida de Cortona como passou a ser chamada, foi premiada com várias experiências de religiosidade que foram presenciadas e comprovadas pelos seus orientadores espirituais franciscanos. Recebeu visitas do anjo da guarda, teve visões, revelações e mesmo aparições de Jesus, com quem conversava com frequência durante suas orações contemplativas. Ela percebeu que o momento de sua morte se aproximava e foi ao encontro de Jesus serenamente, no dia 22 de fevereiro de 1297. Margarida de Cortona foi canonizada pelo Papa Bento XIII em 1728 e o dia de sua morte indicado para a sua veneração litúrgica. Conheça mais sobre Santa Margarida de Cortona Margarida de Cortona foi, tal qual Madalena da Betânia, a princípio grande pecadora, depois ilustre penitente. Nasceu em Alviano, na Toscana; chama-se-lhe de Cortona, do nome do lugar em que foi sepultada. Desde a mocidade, a beleza a expôs a grandes desordens. Por nove anos permaneceu unida a um homem rico, o qual lhe ministrava com abundância com que satisfazer ao pendor pelo luxo e pelos prazeres.Teve dele um filho, que mais tarde entrou na ordem dos irmãos Menores. Entretanto, no meio de uma vida inteiramente culpada, era senhora de singular compaixão pelos pobres. Tinha acessos de devoção em que dizia, à vista de certos lugares: “Como seria bom orar aqui! Como é lindo este lugar para uma vida penitente e solitária!” De regresso ao quarto, muitas vezes deplorava a sua mísera condição, E quando os habitantes a saudavam, ela os censurava, afirmando que, conhecedores que eram da sua vida criminosa, não deviam sequer dirigir-lhe a palavra. Um dia em que as companheiras lhes censuravam o atavio, dizendo: ” Que será de ti, vaidosa Margarida? Respondeu-lhe: ” -Virá o tempo em que me chamareis santa, quando eu for verdadeiramente, e ireis visitar-me com um bordão de peregrino.” No ano de 1277, seu marido ou sedutor deixou um dia a casa, levando em sua companhia uma pequena cadela.. Alguns dias depois, a cadela voltou sozinha, ganindo, e, puxando Margarida pelas vestes, esforçava-se por arrastá-la para fora de casa. Margarida seguiu-a, assombrada, até um monte de lenha, onde o animal parou, olhando para a lenha e tocando-a, como para dizer à patroa que a tirasse. Margarida afastou alguns pedaços, e notou que o homem já estava morto e sobre o corpo lhe fervilhavam vermes. Sentiu-se de tal maneira impressionada com o espetáculo que, arrependendo-se da vida passada, foi, chorosa, atirar-se aos pés do pai, para lhe suplicar perdão. O pai, instigado por uma madrasta, expulsou-a de casa. Retirou-se a jovem desde então para Cortona, na companhia de algumas piedosas pessoas, e lá mudou inteiramente de vida. Em breve, aspirando a coisa mais perfeita, solicitou dos frades menores de Cortona lhe dessem o hábito de penitente da ordem terceira de São Francisco. Os frades hesitaram longamente. Margarida era ainda jovem, pois contava apenas vinte e cinco anos. Embora não mais usasse outro, nem pérolas, e se cobrisse de vestes muito pobres, e, embora, em vez de se ornar, procurasse tornar-se feia, continuava a ser bela. Os bons religiosos temiam, pois, pela perseverança dela. Todavia vendo que o seu fervor aumentava de dia para dia, aceitaram-lhe os rogos e lágrimas, e lhe concederam o hábito de penitente. A partir de então, O Espírito supremo a transformou em outra criança: o que, desde aquele momento, a dominou inteiramente foi o amor de Deus. Procurava, constantemente o lugar mais solitário, para conversar apenas com Deus, na meditação, na prece, nas lágrimas, nos jejuns e vigílias; o seu único leito era o chão nu; a sua morada uma pequenina cela. A atenção se lhe concentrava nos pobres. Transformou uma casa em enfermaria para os doentes; o fruto do seu trabalho, as esmolas que lhe davam ou que ela própria pedia, tudo era para eles. A meditação habitual eram os mistérios de Jesus Cristo, particularmente a meditação da sua dolorosa paixão; Margarida estava presa à cruz com ele, mediante os seus próprios sofrimentos. O Salvador revelou-lhe muitos segredos. Na véspera de Santa Clara, após a comunhão, ouviu-o dizer: “Abençoadas sejam todas as dores que padeci por tua alma, bem como a Encarnação; abençoados todos os trabalhos que suportei, e o amor que me uniu ao gênero humano. Hoje, tenho poucos bons filhos em comparação ao número dos maus; mas quando mesmo tivesse apenas um no mundo, continuaria a abençoar, por ele, as dores que padeci.” (…) O exemplo de sua vida santa e penitente, unido à eficácia das suas preces e austeridades sem fim, converteu grande número de pessoas, provenientes, às vezes, de países distantes, para lhe dar provas de reconhecimento, ou para se recomendar às suas preces. As próprias almas do purgatório, por permissão divina, entravam com ela na misteriosa correspondência divina, para lhe solicitar os piedosos sufrágios. Estando ela, um dia a orar por dois artesãos que lhe haviam aparecido, dizendo-lhe terem sido mortos por salteadores, sem que pudessem confessar-se, e sentirem, portanto, pesar pelos erros cometidos, respondeu-lhe o Salvador: “Dizei aos frades menores que se lembrem das almas dos mortos; são em número grande, que mal pode o espírito do homem imaginá-lo, e, entretanto, pouco socorridas são pelos amigos.” Soube Margarida, por revelação, que sua mãe fora libertada do purgatório, depois de dez anos; que seu pai de lá saíra, igualmente, mas após padecer castigos muito mais severos. Um dia, orava ela pela criada morta, disse-lhe o anjo da guarda: – “Ficará no purgatório durante um mês, mas lá padecerá leves punições, e isso pela cólera em que incindiu por excesso de zelo; depois, será levada para o meio dos querubins.” O Salvador disse-lhe um dia de Purificação da Santa Virgem: “Os três mortos pelos quais orastes esta manhã, segundo a opinião dos seus juízes, não estão absolutamente condenados, mas padecem tão extremados tormentos que, se não fossem visitados pelos bons anjos, se julgariam condenados, por estarem muito perto dos que são realmente condenados. Como entre os religiosos há celas distintas, o mesmo se dá para as penas do purgatório: uns são purificados em espessas trevas, outros em rápidas torrentes, outros no gelo, outros em fogos devoradores, etc.” Quanto a Margarida de Cortona, foi purificada já nesta vida pela penitência, pelos jejuns, austeridades, doenças, cruzes, e sobretudo por uma ardente caridade de Deus e do próximo. Faleceu em 22 de Fevereiro de 1297. O Papa Leão X, comprovando a verdade dos milagres que se haviam realizado por intercessão dela, permitiu à cidade de Cortona lhe celebrasse festa. Em 1623, Urbano VII estendeu tal permissão a toda a ordem de São Francisco. Finalmente, Bento XII canonizou a bem-aventurada Margarida em 1723. O corpo se conservou sem o menor sinal de corrupção; encontra-se em Cortona, na igreja das religiosas de São Francisco, que deixou o nome de São Basílio, para tomar o de Santa Margarida. #SantodoDia

  • Homilia Diária | Dois exemplos de mudança de vida

    Quarta-feira da 1.ª Semana da Quaresma Deus não está à disposição do capricho e da curiosidade humana. De nada adianta pedir provas e sinais, à espera de que Ele realize feitos grandiosos, pois sem mudança de vida, sem conversão, o maior dos milagres é como a luz para os cegos, e um grito para os surdos: nenhum efeito surte. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, 21 de fevereiro, e peçamos a Deus que crie em nós um coração novo e um espírito puro. Santo do Dia: São Pedro Damião, Bispo e Doutor da Igreja Evangelho (Mt 6,7-15) — Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor! — O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus. (Mt 4,4b) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7 “Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8 Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9 Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10 venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11 O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12 Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, 13 e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. 14 De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15 Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Dois exemplos de mudança de vida

    Quarta-feira da 1.ª Semana da Quaresma Deus não está à disposição do capricho e da curiosidade humana. De nada adianta pedir provas e sinais, à espera de que Ele realize feitos grandiosos, pois sem mudança de vida, sem conversão, o maior dos milagres é como a luz para os cegos, e um grito para os surdos: nenhum efeito surte. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, 21 de fevereiro, e peçamos a Deus que crie em nós um coração novo e um espírito puro. Santo do Dia: São Pedro Damião, Bispo e Doutor da Igreja Evangelho (Mt 6,7-15) — Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor! — O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus. (Mt 4,4b) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7 “Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8 Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9 Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10 venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11 O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12 Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, 13 e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. 14 De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15 Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | O objetivo da oração cristã

    Terça-feira da 1.ª Semana da Quaresma A oração cristã não é um exercício de oratória nem de convencimento. Deus sabe muito bem do que precisamos, de modo que não há razão para florear nossas necessidades, fazendo caras e bocas desnecessárias, a fim de tentar comover o coração de Deus ou mudar-lhe um pouco a vontade a nosso favor. Quem reza assim, age como pagão, e não como discípulo de Jesus Cristo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, 20 de fevereiro, e roguemos a Deus a graça de crescermos em oração ao longo de toda esta Santa Quaresma. Santo do Dia: Santos Francisco e Jacinta Marto, pastorinhos de Fátima Evangelho (Mt 6,7-15) — Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor! — O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus. (Mt 4,4b) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7 “Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8 Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9 Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10 venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11 O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12 Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, 13 e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. 14 De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15 Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | O objetivo da oração cristã

    Terça-feira da 1.ª Semana da Quaresma A oração cristã não é um exercício de oratória nem de convencimento. Deus sabe muito bem do que precisamos, de modo que não há razão para florear nossas necessidades, fazendo caras e bocas desnecessárias, a fim de tentar comover o coração de Deus ou mudar-lhe um pouco a vontade a nosso favor. Quem reza assim, age como pagão, e não como discípulo de Jesus Cristo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, 20 de fevereiro, e roguemos a Deus a graça de crescermos em oração ao longo de toda esta Santa Quaresma. Santo do Dia: Santos Francisco e Jacinta Marto, pastorinhos de Fátima Evangelho (Mt 6,7-15) — Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor! — O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus. (Mt 4,4b) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7 “Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8 Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9 Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10 venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11 O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12 Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, 13 e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. 14 De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15 Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Santos Francisco e Jacinta Marto, pastorinhos de Fátima – 20 de Fevereiro

    SANTO DO DIA – 20 DE FEVEREIRO – SANTOS FRANCISCO E JACINTA MARTO Videntes de Fátima (1910-1920) Penitência e oração. São as duas asas que levaram São Francisco e Santa Jacinta Marto, videntes de Fátima, a subir, sendo ainda tão pequenos, às alturas da santidade cristã. Estas santas crianças receberam as mensagens de Nossa Senhora de Fátima e souberam viver suas dores, oferecendo tudo a Virgem. No ano de 1908, nasceu Francisco Marto. Em 1910, Jacinta Marto. Filhos de Olímpia de Jesus e Manuel Marto. Eles pertenciam a uma grande família; e eram os mais novos de nove irmãos. A partir da primavera de 1916, a vida dos jovens santos portugueses sofreria uma grande transformação: as diversas aparições do Anjo de Portugal (o Anjo da Paz) na “Loca do Cabeço” e, depois, na “Cova da Iria”. A partir de 13 de maio de 1917, Nossa Senhora apareceria por 6 vezes a eles. O mistério da Santíssima Trindade, a Adoração ao Santíssimo Sacramento, a intercessão, o coração de Jesus e de Maria, a conversão, a penitência… Tudo isso e muito mais foi revelado a eles pelo Anjo e também por Nossa Senhora, a Virgem do Rosário. Na segunda aparição, no mês de junho, Lúcia (prima de Jacinta e Francisco) fez um pedido a Virgem do Rosário: que ela levasse os três para o Céu. Nossa Senhora respondeu-lhe: “Sim, mas Jacinta e Francisco levarei em breve”. Os bem-aventurados vivenciaram e comunicaram a mensagem de Fátima. Esse fato não demorou muito. Em 4 de abril de 1919, Francisco, atingido pela grave gripe espanhola, foi uma das primeiras vítimas em Aljustrel. Suas últimas palavras foram: “Sofro para consolar Nosso Senhor. Daqui, vou para o céu”. Jacinta Marto, modelo de amor que acolhe, acolheu a dor na grave enfermidade, tendo até mesmo que fazer uma cirurgia sem anestesia. Tudo aceitou e ofereceu, como Nossa Senhora havia lhe ensinado, por amor a Jesus, pela conversão dos pecadores e em reparação aos ultrajes cometidos contra o coração imaculado da Virgem Maria. Por conta da mesma enfermidade que atingira Francisco, em 20 de fevereiro de 1920, ela partiu para a Glória. No dia 13 de maio do ano 2000, o Papa João Paulo II esteve em Fátima, e do ‘Altar do Mundo’ beatificou Francisco e Jacinta, os mais jovens beatos cristãos não-mártires. Jacinta de Jesus Marto Jacinta de Jesus Marto nasceu em Aljustrel, Fátima, a 11 de março de 1910. Foi batizada uma semana depois. Á ela junto com o irmão Francisco e a prima Lúcia, três simples crianças pastoras analfabetas, foi dada a graça de presenciar as aparições de Nossa Senhora, na sua pequenina aldeia. Além das cinco aparições da Cova da Iria e uma dos Valinhos, Nossa Senhora apareceu à Jacinta mais quatro vezes em casa durante a doença, uma grave pneumonia que a acometeu juntamente com seu irmão Francisco. Nessa primeira aparição, quando ambos já estavam acamados, assim descreve a pequenina: “Nossa Senhora veio nos ver e diz que vem buscar o Francisco muito em breve. E a mim perguntou-me se queria ainda converter mais pecadores. Disse-lhe que sim”. De fato, logo depois Francisco morreu santamente. Nessa ocasião, ao aproximar-se o momento da partida de Francisco, Jacinta recomenda-lhe: “Leve muitas saudades minhas a Nosso Senhor e a Nossa Senhora e diz-lhes que sofro tudo quanto Eles quiserem para converter os pecadores”. Jacinta ficara tão impressionada com a visão do inferno durante uma das aparições da Virgem em Fátima, ocorrida em 13 de julho de 1917, que nenhuma mortificação e penitência era demais para salvar os pecadores. A vida da pequena Jacinta foi caracterizada por esse extremo espírito de sacrifício, o amor ao Coração de Maria, ao Santo Padre e aos pecadores. Sempre levada pela preocupação da salvação dos pecadores e do desagravo ao Coração Imaculado de Maria, de tudo oferecia um sacrifício a Deus, dizendo sempre a oração que Nossa Senhora lhes ensinara: “Ò Jesus, é por Vosso Amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”. Quase um ano depois da morte de Francisco, Jacinta faleceu, era 20 de fevereiro de 1920. O seu corpo foi enterrado no cemitério de Ourém, sendo transladado em 1935 para o cemitério de Fátima. Em 1951 foi finalmente transferida para a Basílica do Santuário. No dia 13 de maio de 2001, dia da festa de Nossa Senhora de Fátima, foi um dia muito especial não só para os portugueses, mas para a família católica inteira. O Papa João Paulo II, esteve na cidade portuguesa para beatificar Jacinta de Jesus Marto, marcando sua celebração para a data de sua morte. A cerimônia ocorreu na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, com a presença da Irmã Lúcia de Jesus. Os acontecimentos de Fátima e os pastorzinhos são porta-vozes do convite materno de Maria ao acolhimento, ao amor, à confiança, à pureza de vida e de coração e à entrega de si mesmo a Deus e aos outros, em atitude de solidariedade e de fé inquebrantável. A beatificação de Jacinta de Jesus Marto nos lembra a vocação última da Igreja e a comunhão dos santos. Beato Francisco: Heróica paciência na dor Nas primeiras duas semanas da doença, Francisco estava extremamente mal. Com o passar dos dias, porém, teve uma ligeira melhora, o que levou as pessoas a dizer-lhe que depressa ficaria bom. Mas ele apenas balançava a cabeça e respondia: – Eu nunca voltarei a ficar bom. Vou morrer. Sua madrinha, que muito o queria, procurava desviá-lo desse pensamento: – Tolice! Fiz uma promessa à Santíssima Virgem de que, se você ficar bom novamente, venderei o teu peso em trigo e darei o dinheiro para a capela da Cova da Iria. Ao que o pastorinho logo replicava: – A senhora não terá que cumprir essa promessa, madrinha. Eu bem o sei. Por aqueles dias, enquanto conversava com a irmã sobre como oferecer seu sacrifício pelos pecadores, apareceu-lhes a Senhora do Rosário. Olhava-os com grande bondade e doçura, fazendo com que os corações das duas crianças se enchessem de celeste alegria. Francisco estava certo de que Ela viera para buscá-lo. Entretanto, Nossa Senhora lhe disse, carinhosamente: – Ainda não, Francisco. Mas em breve virei buscar-te para o Céu, como prometi. Ficava-lhe ainda, portanto, um pouco de tempo para consolar com seu sofrimento Nosso Senhor e o Imaculado Coração de Maria. E para dar bom exemplo a todos quantos o visitavam. “Ficar no seu quarto era como se estivesse dentro de uma igreja”, comentou uma vizinha, depois de se encontrar com o pequeno. Apesar das muitas dores que sentia, Francisco sempre se mostrava alegre e contente, suportando tudo com uma paciência heróica, sem nunca deixar escapar um gemido, nem a mais leve queixa. Em diversas ocasiões, Lú­cia perguntou-lhe se sofria muito, ao que ele respondia, invariavelmente: – Sim, mas não importa. Sofro para consolar a Nosso Senhor, por amor d’Ele e de Nossa Senhora. E depois, daqui a pouco vou para o Céu! Sua única lamentação era por não ser mais capaz de rezar e consolar o Santíssimo Sacramento, na igreja paroquial. Às vezes, quando Lúcia o visitava antes de ir para a escola, Francisco lhe dizia: – Olhe! Vá à igreja, e dê muitas saudades minhas a Jesus escondido. O que me dá mais pena é não poder mais ficar algum tempo com Ele. Se percebia que a prima estava passeando com certos colegas, ainda acrescentava: – Não ande com eles, porque você pode aprender a cometer pecados. Quando sair da escola, vá ficar um pouco junto de Jesus escondido, e, depois, venha sozinha. À medida que a doença progredia, e as forças lhe iam faltando, o pastorinho se via obrigado a abandonar não só seus hábitos piedosos, como também, e sobretudo, suas antigas penitências. Assim, um dia chamou a prima e, sem que nin¬guém os visse, entregou-lhe a corda que usava para fazer sacrifício, dizendo-lhe: – Tome. Leve-a, antes que minha mãe veja. Já não consigo mais tê-la na cintura… Os últimos dias de Jacinta e Francisco Pouco mais de um ano, após as aparições na Cova da Iria, Francisco e Jacinta adoeceram gravemente, atacados de bronco-pneumonia. Continuavam com os sacrifícios e penitências, fervorosamente. E percebiam que aquela doença devia conduzi-los ao Céu. Foi, então, que lhes apareceu a Virgem e lhes declarou que, em breve, viria buscar pastorinhos_aFrancisco. E que não demoraria muito em vir buscar também Jacinta. Relatando a Lúcia, Jacinta contava: “Nossa Senhora veio-nos ver, e disse que vem buscar o Francisco muito breve para o Céu. E a mim perguntou-me se queria ainda converter mais pecadores. Disse-lhe que sim. Disse-me que ia para um Hospital, que lá sofreria muito. Que sofresse pela conversão dos pecadores, em reparação dos pecados contra o Imaculado Coração de Maria, e por amor de Jesus. Perguntei se tu ias comigo. Disse que não. Isso é o que me custa mais. Disse que ia minha mãe levar-me, e, depois, fico lá sozinha! Se tu fosses comigo! O que mais me custa é ir sem ti! Se calhar, o hospital é uma casa muito escura, onde não se vê nada, e eu estou ali a sofrer sozinha! Mas, não importa: sofro tudo por amor de Nosso Senhor, para reparar o Imaculado Coração de Maria, pela conversão dos pecadores e pelo Santo padre”. Deus nos concede as graças por meio do Coração Imaculado de Maria Jacinta se consumia e se sublimava no ardoroso desejo de reparar os Sagrados Corações de Jesus e de Maria. Antes de partir para o Hospital, ainda dirigiu a Lúcia outras edificantes palavras: “Já me falta pouco para ir para o Céu. Tu ficas cá para dizeres que Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Quando for para dizeres isso, não te escondas, dize a toda a gente que Deus nos concede as graças por meio do Coração Imaculado de Maria, que lhas peçam a Ela, que o Coração de Jesus quer que, a seu lado, se venere o Coração Imaculado de Maria. Que peçam a paz ao Imaculado Coração de Maria, que Deus lha entregou a Ela. Se eu pudesse meter no coração de toda a gente o lume que tenho cá dentro no peito a queimar-me e a fazer-me gostar tanto do Coração de Jesus e do Coração de Maria! Noutra ocasião, Jacinta disse: “Olha, sabes? Nosso Senhor está triste porque Nossa Senhora disse-nos para não o ofenderem mais, que já estava pastorinhosmuito ofendido e ninguém fez caso; continuam a fazer os mesmos pecados!” Em julho de 1919, Jacinta é levada para o Hospital de Vila Nova de Ourém. O agravamento da doença a retém aí por 2 meses. Em seguida, é transportada para Lisboa, para ser submetida a arriscada e dolorida cirurgia. Permanece algum tempo num orfanato e, depois, é levada para o Hospital Dona Estefânia. A Madre Maria da Purificação Godinho, diretora do orfanato, impressionada pela sabedoria e virtude da menina registrou suas últimas palavras. Jacinta fala sobre o pecado, sobre os sacerdotes e os governantes e sobre as virtudes cristãs, surpreendendo pelas análises acertadas e profeticamente tão reais para nossos dias. Nossa Senhora veio buscar Jacinta no dia 20 de fevereiro de 1920. Francisco partira para o Céu no dia 04 de abril de 1919. Jacinta foi sepultada três dias depois no cemitério de Vila Nova de Ourém. Em setembro de 1935, seus restos mortais foram depositados num sepulcro novo, de pedra branca, em Fátima, com o singelo epitáfio: “Aqui repousam os restos mortais de Francisco e Jacinta, a quem Nossa Senhora apareceu”. Em 1951, os veneráveis restos mortais de Jacinta foram para a Basílica de Fátima, onde atualmente repousam. Em 1952, para lá também foram os despojos de Francisco. A comunhão reparadora dos cinco primeiros sábados No dia 10 dezembro de 1925, a Santíssima Virgem apareceu à Irmã Lúcia, tendo a Seu lado numa nuvem luminosa, um Menino. Ela mostrou a Lúcia um Coração que tinha numa das mãos, cercado de espinhos. E o Menino lhe disse: “Tem pena do Coração de tua Santíssima Mãe, que está coberto de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Lhe cravam, sem haver quem faça um ato de reparação para os tirar”. Em seguida, a Santíssima Virgem falou: “Olha, minha filha, o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar, e dize que todos aqueles que durante cinco meses, no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço e Me fizerem quinze minutos de companhia meditando nos quinze mistérios do Rosário com o fim de Me desagravar, Eu prometo assisti-los na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas”. Em 15 de fevereiro de 1926, novamente, o Menino Jesus apareceu à Irmã Lúcia e lhe perguntou se já havia difundido a devoção à sua Santíssima Mãe. A Irmã Lúcia respondeu que sua Madre Superiora estava disposta a propagá-la, mas que o confessor desta afirmara que ela sozinha, nada podia. E Jesus afirmou: “É verdade que a tua Superiora, só, nada pode; mas, com a minha graça, pode tudo”. A Irmã Lúcia apresentou a dificuldade que algumas almas tinham para se confessarem no sábado, e pediu para ser válida a confissão de oito dias. Jesus respondeu: “Sim, pode ser de muitos mais [dias] ainda, contanto que, quando Me receberem, estejam em graça e tenham a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria”. E se a pessoas se esquecerem de formar essa intenção, perguntou a Irmã Lúcia. “Podem formá-la na outra confissão seguinte, aproveitando a primeira ocasião que tiverem de se confessar”. Quatro anos depois, na madrugada de 29 para 30 de maio de 1930, Nosso Senhor revelou interiormente à Irmã Lúcia outro pormenor a respeito das comunhões reparadoras dos cinco primeiros sábados. A Irmã Lúcia perguntou se quem não pudesse cumprir com todas as condições no sábado, poderia satisfazer com os domingos. Jesus respondeu: “Será igualmente aceita a prática desta devoção no domingo seguinte ao primeiro sábado, quando os meus Sacerdotes, por justos motivos, assim o concederem às almas”. A consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria Para o pedido de Nossa Senhora, na sua terceira aparição, houve também um complemento. Em 13 de junho de 1929, a Irmã Lúcia teve uma visão da Santíssima Trindade e do Imaculado Coração de Maria. Nossa Senhora dirigiu as seguintes palavras à Irmã Lúcia: “É chegado o momento em que Deus pede para o Santo Padre fazer, em união com todos os Bispos do mundo, a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração, prometendo salvá-la por este meio. São tantas as almas que a Justiça de Deus condena por pecados contra Mim cometidos, que venho pedir reparação: sacrifica-te por esta intenção e ora”. Diversas consagrações da Rússia e do mundo ao Imaculado Coração de Maria, foram feitas ao longo dos pontificados que se sucederam a partir de 1929. Nenhuma delas, porém, chegou a atender plenamente os requisitos manifestados por Nossa Senhora à Irmã Lúcia. Esta, entretanto, desde meados de 1989 vem reconhecendo a validade da Consagração feita pelo Papa João Paulo II em 25 de março de 1984. Reconhecimento este que a própria vidente apresenta como expressão de uma opinião particular, e não de uma revelação sobrenatural. #SantodoDia

  • Santos Francisco e Jacinta Marto, pastorinhos de Fátima – 20 de Fevereiro

    SANTO DO DIA – 20 DE FEVEREIRO – SANTOS FRANCISCO E JACINTA MARTO Videntes de Fátima (1910-1920) Penitência e oração. São as duas asas que levaram São Francisco e Santa Jacinta Marto, videntes de Fátima, a subir, sendo ainda tão pequenos, às alturas da santidade cristã. Estas santas crianças receberam as mensagens de Nossa Senhora de Fátima e souberam viver suas dores, oferecendo tudo a Virgem. No ano de 1908, nasceu Francisco Marto. Em 1910, Jacinta Marto. Filhos de Olímpia de Jesus e Manuel Marto. Eles pertenciam a uma grande família; e eram os mais novos de nove irmãos. A partir da primavera de 1916, a vida dos jovens santos portugueses sofreria uma grande transformação: as diversas aparições do Anjo de Portugal (o Anjo da Paz) na “Loca do Cabeço” e, depois, na “Cova da Iria”. A partir de 13 de maio de 1917, Nossa Senhora apareceria por 6 vezes a eles. O mistério da Santíssima Trindade, a Adoração ao Santíssimo Sacramento, a intercessão, o coração de Jesus e de Maria, a conversão, a penitência… Tudo isso e muito mais foi revelado a eles pelo Anjo e também por Nossa Senhora, a Virgem do Rosário. Na segunda aparição, no mês de junho, Lúcia (prima de Jacinta e Francisco) fez um pedido a Virgem do Rosário: que ela levasse os três para o Céu. Nossa Senhora respondeu-lhe: “Sim, mas Jacinta e Francisco levarei em breve”. Os bem-aventurados vivenciaram e comunicaram a mensagem de Fátima. Esse fato não demorou muito. Em 4 de abril de 1919, Francisco, atingido pela grave gripe espanhola, foi uma das primeiras vítimas em Aljustrel. Suas últimas palavras foram: “Sofro para consolar Nosso Senhor. Daqui, vou para o céu”. Jacinta Marto, modelo de amor que acolhe, acolheu a dor na grave enfermidade, tendo até mesmo que fazer uma cirurgia sem anestesia. Tudo aceitou e ofereceu, como Nossa Senhora havia lhe ensinado, por amor a Jesus, pela conversão dos pecadores e em reparação aos ultrajes cometidos contra o coração imaculado da Virgem Maria. Por conta da mesma enfermidade que atingira Francisco, em 20 de fevereiro de 1920, ela partiu para a Glória. No dia 13 de maio do ano 2000, o Papa João Paulo II esteve em Fátima, e do ‘Altar do Mundo’ beatificou Francisco e Jacinta, os mais jovens beatos cristãos não-mártires. Jacinta de Jesus Marto Jacinta de Jesus Marto nasceu em Aljustrel, Fátima, a 11 de março de 1910. Foi batizada uma semana depois. Á ela junto com o irmão Francisco e a prima Lúcia, três simples crianças pastoras analfabetas, foi dada a graça de presenciar as aparições de Nossa Senhora, na sua pequenina aldeia. Além das cinco aparições da Cova da Iria e uma dos Valinhos, Nossa Senhora apareceu à Jacinta mais quatro vezes em casa durante a doença, uma grave pneumonia que a acometeu juntamente com seu irmão Francisco. Nessa primeira aparição, quando ambos já estavam acamados, assim descreve a pequenina: “Nossa Senhora veio nos ver e diz que vem buscar o Francisco muito em breve. E a mim perguntou-me se queria ainda converter mais pecadores. Disse-lhe que sim”. De fato, logo depois Francisco morreu santamente. Nessa ocasião, ao aproximar-se o momento da partida de Francisco, Jacinta recomenda-lhe: “Leve muitas saudades minhas a Nosso Senhor e a Nossa Senhora e diz-lhes que sofro tudo quanto Eles quiserem para converter os pecadores”. Jacinta ficara tão impressionada com a visão do inferno durante uma das aparições da Virgem em Fátima, ocorrida em 13 de julho de 1917, que nenhuma mortificação e penitência era demais para salvar os pecadores. A vida da pequena Jacinta foi caracterizada por esse extremo espírito de sacrifício, o amor ao Coração de Maria, ao Santo Padre e aos pecadores. Sempre levada pela preocupação da salvação dos pecadores e do desagravo ao Coração Imaculado de Maria, de tudo oferecia um sacrifício a Deus, dizendo sempre a oração que Nossa Senhora lhes ensinara: “Ò Jesus, é por Vosso Amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”. Quase um ano depois da morte de Francisco, Jacinta faleceu, era 20 de fevereiro de 1920. O seu corpo foi enterrado no cemitério de Ourém, sendo transladado em 1935 para o cemitério de Fátima. Em 1951 foi finalmente transferida para a Basílica do Santuário. No dia 13 de maio de 2001, dia da festa de Nossa Senhora de Fátima, foi um dia muito especial não só para os portugueses, mas para a família católica inteira. O Papa João Paulo II, esteve na cidade portuguesa para beatificar Jacinta de Jesus Marto, marcando sua celebração para a data de sua morte. A cerimônia ocorreu na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, com a presença da Irmã Lúcia de Jesus. Os acontecimentos de Fátima e os pastorzinhos são porta-vozes do convite materno de Maria ao acolhimento, ao amor, à confiança, à pureza de vida e de coração e à entrega de si mesmo a Deus e aos outros, em atitude de solidariedade e de fé inquebrantável. A beatificação de Jacinta de Jesus Marto nos lembra a vocação última da Igreja e a comunhão dos santos. Beato Francisco: Heróica paciência na dor Nas primeiras duas semanas da doença, Francisco estava extremamente mal. Com o passar dos dias, porém, teve uma ligeira melhora, o que levou as pessoas a dizer-lhe que depressa ficaria bom. Mas ele apenas balançava a cabeça e respondia: – Eu nunca voltarei a ficar bom. Vou morrer. Sua madrinha, que muito o queria, procurava desviá-lo desse pensamento: – Tolice! Fiz uma promessa à Santíssima Virgem de que, se você ficar bom novamente, venderei o teu peso em trigo e darei o dinheiro para a capela da Cova da Iria. Ao que o pastorinho logo replicava: – A senhora não terá que cumprir essa promessa, madrinha. Eu bem o sei. Por aqueles dias, enquanto conversava com a irmã sobre como oferecer seu sacrifício pelos pecadores, apareceu-lhes a Senhora do Rosário. Olhava-os com grande bondade e doçura, fazendo com que os corações das duas crianças se enchessem de celeste alegria. Francisco estava certo de que Ela viera para buscá-lo. Entretanto, Nossa Senhora lhe disse, carinhosamente: – Ainda não, Francisco. Mas em breve virei buscar-te para o Céu, como prometi. Ficava-lhe ainda, portanto, um pouco de tempo para consolar com seu sofrimento Nosso Senhor e o Imaculado Coração de Maria. E para dar bom exemplo a todos quantos o visitavam. “Ficar no seu quarto era como se estivesse dentro de uma igreja”, comentou uma vizinha, depois de se encontrar com o pequeno. Apesar das muitas dores que sentia, Francisco sempre se mostrava alegre e contente, suportando tudo com uma paciência heróica, sem nunca deixar escapar um gemido, nem a mais leve queixa. Em diversas ocasiões, Lú­cia perguntou-lhe se sofria muito, ao que ele respondia, invariavelmente: – Sim, mas não importa. Sofro para consolar a Nosso Senhor, por amor d’Ele e de Nossa Senhora. E depois, daqui a pouco vou para o Céu! Sua única lamentação era por não ser mais capaz de rezar e consolar o Santíssimo Sacramento, na igreja paroquial. Às vezes, quando Lúcia o visitava antes de ir para a escola, Francisco lhe dizia: – Olhe! Vá à igreja, e dê muitas saudades minhas a Jesus escondido. O que me dá mais pena é não poder mais ficar algum tempo com Ele. Se percebia que a prima estava passeando com certos colegas, ainda acrescentava: – Não ande com eles, porque você pode aprender a cometer pecados. Quando sair da escola, vá ficar um pouco junto de Jesus escondido, e, depois, venha sozinha. À medida que a doença progredia, e as forças lhe iam faltando, o pastorinho se via obrigado a abandonar não só seus hábitos piedosos, como também, e sobretudo, suas antigas penitências. Assim, um dia chamou a prima e, sem que nin¬guém os visse, entregou-lhe a corda que usava para fazer sacrifício, dizendo-lhe: – Tome. Leve-a, antes que minha mãe veja. Já não consigo mais tê-la na cintura… Os últimos dias de Jacinta e Francisco Pouco mais de um ano, após as aparições na Cova da Iria, Francisco e Jacinta adoeceram gravemente, atacados de bronco-pneumonia. Continuavam com os sacrifícios e penitências, fervorosamente. E percebiam que aquela doença devia conduzi-los ao Céu. Foi, então, que lhes apareceu a Virgem e lhes declarou que, em breve, viria buscar pastorinhos_aFrancisco. E que não demoraria muito em vir buscar também Jacinta. Relatando a Lúcia, Jacinta contava: “Nossa Senhora veio-nos ver, e disse que vem buscar o Francisco muito breve para o Céu. E a mim perguntou-me se queria ainda converter mais pecadores. Disse-lhe que sim. Disse-me que ia para um Hospital, que lá sofreria muito. Que sofresse pela conversão dos pecadores, em reparação dos pecados contra o Imaculado Coração de Maria, e por amor de Jesus. Perguntei se tu ias comigo. Disse que não. Isso é o que me custa mais. Disse que ia minha mãe levar-me, e, depois, fico lá sozinha! Se tu fosses comigo! O que mais me custa é ir sem ti! Se calhar, o hospital é uma casa muito escura, onde não se vê nada, e eu estou ali a sofrer sozinha! Mas, não importa: sofro tudo por amor de Nosso Senhor, para reparar o Imaculado Coração de Maria, pela conversão dos pecadores e pelo Santo padre”. Deus nos concede as graças por meio do Coração Imaculado de Maria Jacinta se consumia e se sublimava no ardoroso desejo de reparar os Sagrados Corações de Jesus e de Maria. Antes de partir para o Hospital, ainda dirigiu a Lúcia outras edificantes palavras: “Já me falta pouco para ir para o Céu. Tu ficas cá para dizeres que Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Quando for para dizeres isso, não te escondas, dize a toda a gente que Deus nos concede as graças por meio do Coração Imaculado de Maria, que lhas peçam a Ela, que o Coração de Jesus quer que, a seu lado, se venere o Coração Imaculado de Maria. Que peçam a paz ao Imaculado Coração de Maria, que Deus lha entregou a Ela. Se eu pudesse meter no coração de toda a gente o lume que tenho cá dentro no peito a queimar-me e a fazer-me gostar tanto do Coração de Jesus e do Coração de Maria! Noutra ocasião, Jacinta disse: “Olha, sabes? Nosso Senhor está triste porque Nossa Senhora disse-nos para não o ofenderem mais, que já estava pastorinhosmuito ofendido e ninguém fez caso; continuam a fazer os mesmos pecados!” Em julho de 1919, Jacinta é levada para o Hospital de Vila Nova de Ourém. O agravamento da doença a retém aí por 2 meses. Em seguida, é transportada para Lisboa, para ser submetida a arriscada e dolorida cirurgia. Permanece algum tempo num orfanato e, depois, é levada para o Hospital Dona Estefânia. A Madre Maria da Purificação Godinho, diretora do orfanato, impressionada pela sabedoria e virtude da menina registrou suas últimas palavras. Jacinta fala sobre o pecado, sobre os sacerdotes e os governantes e sobre as virtudes cristãs, surpreendendo pelas análises acertadas e profeticamente tão reais para nossos dias. Nossa Senhora veio buscar Jacinta no dia 20 de fevereiro de 1920. Francisco partira para o Céu no dia 04 de abril de 1919. Jacinta foi sepultada três dias depois no cemitério de Vila Nova de Ourém. Em setembro de 1935, seus restos mortais foram depositados num sepulcro novo, de pedra branca, em Fátima, com o singelo epitáfio: “Aqui repousam os restos mortais de Francisco e Jacinta, a quem Nossa Senhora apareceu”. Em 1951, os veneráveis restos mortais de Jacinta foram para a Basílica de Fátima, onde atualmente repousam. Em 1952, para lá também foram os despojos de Francisco. A comunhão reparadora dos cinco primeiros sábados No dia 10 dezembro de 1925, a Santíssima Virgem apareceu à Irmã Lúcia, tendo a Seu lado numa nuvem luminosa, um Menino. Ela mostrou a Lúcia um Coração que tinha numa das mãos, cercado de espinhos. E o Menino lhe disse: “Tem pena do Coração de tua Santíssima Mãe, que está coberto de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Lhe cravam, sem haver quem faça um ato de reparação para os tirar”. Em seguida, a Santíssima Virgem falou: “Olha, minha filha, o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar, e dize que todos aqueles que durante cinco meses, no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço e Me fizerem quinze minutos de companhia meditando nos quinze mistérios do Rosário com o fim de Me desagravar, Eu prometo assisti-los na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas”. Em 15 de fevereiro de 1926, novamente, o Menino Jesus apareceu à Irmã Lúcia e lhe perguntou se já havia difundido a devoção à sua Santíssima Mãe. A Irmã Lúcia respondeu que sua Madre Superiora estava disposta a propagá-la, mas que o confessor desta afirmara que ela sozinha, nada podia. E Jesus afirmou: “É verdade que a tua Superiora, só, nada pode; mas, com a minha graça, pode tudo”. A Irmã Lúcia apresentou a dificuldade que algumas almas tinham para se confessarem no sábado, e pediu para ser válida a confissão de oito dias. Jesus respondeu: “Sim, pode ser de muitos mais [dias] ainda, contanto que, quando Me receberem, estejam em graça e tenham a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria”. E se a pessoas se esquecerem de formar essa intenção, perguntou a Irmã Lúcia. “Podem formá-la na outra confissão seguinte, aproveitando a primeira ocasião que tiverem de se confessar”. Quatro anos depois, na madrugada de 29 para 30 de maio de 1930, Nosso Senhor revelou interiormente à Irmã Lúcia outro pormenor a respeito das comunhões reparadoras dos cinco primeiros sábados. A Irmã Lúcia perguntou se quem não pudesse cumprir com todas as condições no sábado, poderia satisfazer com os domingos. Jesus respondeu: “Será igualmente aceita a prática desta devoção no domingo seguinte ao primeiro sábado, quando os meus Sacerdotes, por justos motivos, assim o concederem às almas”. A consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria Para o pedido de Nossa Senhora, na sua terceira aparição, houve também um complemento. Em 13 de junho de 1929, a Irmã Lúcia teve uma visão da Santíssima Trindade e do Imaculado Coração de Maria. Nossa Senhora dirigiu as seguintes palavras à Irmã Lúcia: “É chegado o momento em que Deus pede para o Santo Padre fazer, em união com todos os Bispos do mundo, a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração, prometendo salvá-la por este meio. São tantas as almas que a Justiça de Deus condena por pecados contra Mim cometidos, que venho pedir reparação: sacrifica-te por esta intenção e ora”. Diversas consagrações da Rússia e do mundo ao Imaculado Coração de Maria, foram feitas ao longo dos pontificados que se sucederam a partir de 1929. Nenhuma delas, porém, chegou a atender plenamente os requisitos manifestados por Nossa Senhora à Irmã Lúcia. Esta, entretanto, desde meados de 1989 vem reconhecendo a validade da Consagração feita pelo Papa João Paulo II em 25 de março de 1984. Reconhecimento este que a própria vidente apresenta como expressão de uma opinião particular, e não de uma revelação sobrenatural. #SantodoDia

  • Escapulário Verde: um sacramental pouco conhecido milagroso para cura e conversão

    Você já ouviu falar do Escapulário Verde do Imaculado Coração? O demônio tem muita raiva deste Escapulário porque é muito eficaz para a conversão. Preocupado com um amigo ou familiar? Experimente o escapulário verde. Ele é comumente usado para pedir a Deus a cura física ou a conversão de uma pessoa. O Escapulário Verde, aprovado pela Igreja, foi revelado pelo Imaculado Coração de Maria à Irmã Justina Bisqueyburu, religiosa das Irmãs da Caridade de S. Vicente de Paulo. O Papa Pio IX, vigário de Cristo na terra, abençoou-o e aprovou em 1863 e 1870. O escapulário verde não pertence ou nos faz pertencer a uma ordem religiosa ou confraria específica, portanto, nenhuma investidura é necessária, bastando a bênção de um padre. Nossa Senhora nos deu este sacramental pouco conhecido por meio da Ir. Justine Bisqueyburu, das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. Após várias visões, Nossa Senhora apresentou o Escapulário Verde em 8 de setembro de 1840. Nossa Senhora apareceu com o coração envolto em chamas em uma mão e o escapulário na outra. O escapulário consistia num tecido verde preso a uma corda verde. Um lado do escapulário mostrava sua aparição. O outro lado representava um coração incendiado e perfurado por uma espada, “com raios mais brilhantes que o sol e mais claros que o cristal”. Inscritas num formato oval ao redor do coração de Nossa Senhora estavam estas palavras: “Imaculado Coração de Maria, rogai por nós agora e na hora de nossa morte”. No momento da aparição, Ir. Justine ouviu interiormente que o escapulário “deve ser compartilhado com o mundo como um instrumento de conversão das almas”. O Papa Pio IX aprovou este sacramental em 1863 e novamente em 1870. Ele disse: “Escreva a estas boas irmãs que eu as autorizo a fazê-lo e distribuí-lo”. Um sacerdote deve abençoar o escapulário e o devoto deve usá-lo, fazendo a oração inscrita regularmente e com confiança. Para ajudar outra pessoa a obter graça, o devoto pode colocar secretamente o escapulário em uma casa, em sua carteira ou fronha do travesseiro, por exemplo, e fazer a oração inscrita com confiança. Condições para receber os benefícios deste Escapulário 1 – Carregar o escapulário verde devidamente benzido por qualquer Sacerdote (bênção simples) 2 – Rezar, pelo menos uma vez por dia, a oração: “Coração Imaculado de Maria, rogai por nós, agora e na hora de nossa morte“. 3 – Para obter os benefícios por doentes ou pecadores impenitentes, que não o aceitem, ou não queiram ou não possam rezar a oração, podemos deixá-lo em sua casa, esconder em seus pertences, quarto, cama, etc. Neste caso, a pessoa ou uma outra precisa rezar a mesma oração ao Coração Imaculado de Maria. 🛒 O Escapulário Verde está disponível em nossa Loja Virtual Clique aqui para adquirir o escapulário verde O Escapulário Verde está disponível em nossa loja virtual, assim como outros escapulários de Nossa Senhora do Carmo e de Nossa Senhora das Dores. Clique aqui para conhecer todos os modelos disponíveis. Assista a formação e aprenda mais: Breve história do escapulário A irmã Justina Bisqueyburu nasceu no sul da França, e entrou no noviciado de Paris em 27 de novembro de 1839. A revelação do escapulário veio no dia 8 de Setembro de 1840, festa da Natividade de Maria Santíssima, após sucessivas aparições para a irmã, nas quais Nossa Senhora nada dizia, mas aparecia como está na imagem do escapulário. Na revelação, Nossa Senhora apareceu como antes, só que segurando na mão esquerda o escapulário e na direita seu Coração Imaculado, e a irmã ouviu uma voz interior dizendo que a Virgem Maria queria que o escapulário fosse propagado largamente como instrumento pela conversão das almas. Após receber a revelação, a irmã passou por provações, e só depois de muita investigação e discernimento o bispo local aprovou as aparições e permitiu a divulgação deste sacramental. Nossa Senhora, por sua vez, não foi clara a respeito dos aspectos desta nova devoção. Então foi resolvido que a irmã Justina deveria perguntar para a própria Virgem Santíssima a vontade de Deus nisso. Obteve resposta através de uma aparição exatamente seis anos depois, 8 de Setembro de 1846 (Mesmo ano da aparição de Nossa Senhora em La Salette), festa da Natividade da Virgem Santíssima. Nossa Senhora respondeu que esse escapulário não é como os outros, mas consiste meramente em duas imagens sagradas em um único pedaço retangular de pano. Portanto, nenhuma fórmula especial é necessária para abençoar ou possibilitar seu uso. Basta que seja bento por um padre e utilizado por aquele que necessita do benefício da intercessão de Nossa Senhora. Se, por outro lado, a pessoa não é capaz ou não quer usar ou carregá-lo, o escapulário pode ser escondido nas suas roupas, pertences, quarto, cama, etc. Sentido místico, características e benefícios O escapulário é verde, cor da esperança, porque este sacramental tem maior eficácia na obtenção de curas e conversões, até mesmo nas consideradas impossíveis. Nele se vê a frase: “Coração Imaculado de Maria, rogai por nós, agora e na hora de nossa morte”. Tal devoção ao Sapientíssimo e Imaculado Coração de Maria é muito enfatizada por Nossa Senhora nas grandes aparições, como em Fátima, onde ela deu uma grande esperança, para que possamos ter confiança: “Por fim meu Imaculado Coração Triunfará !”. Naquela ocasião, Nossa Senhora tentava acabar com os pecados das nações, as ameaçando com grandes castigos se não se convertessem, e pedindo que rezássemos o rosário diário para o mundo obter paz. Já com o escapulário verde, Nossa Senhora visa acabar com os pecados particulares, recomendando-nos que exercemos a virtude da esperança e da caridade, e pedindo que sejamos devotos do Imaculado Coração de Maria para a conversão dos homens. Este sacramental consiste em um simples pedaço de pano verde, retangular, com ou sem cordão. Assim é por causa da utilidade quando se quer converter até mesmo aqueles que não o querem carregar, possibilitando melhor que ele seja escondido nos pertences, roupas, quarto ou casa do impenitente, como Nossa Senhora estipulou. Em um lado a imagem da Virgem Maria vestida com uma túnica chegando até os pés. Em cima, um manto azul. No entanto, a Mãe puríssima não usa véu algum. Ao invés disso, seu cabelo recai livremente sobre o seu Imaculado corpo, e suas mãos seguram o Coração Imaculado, de onde saem raios abundantes. Essa imagem mostra a liberalidade da Mãe de Deus em conceder as graças. Se víssemos Nossa Senhora com véu ficaríamos maravilhados e muito desejosos do céu, quanto mais se a víssemos com cabelos soltos, porque se a Virgem Santíssima faz brilhar seu véu, é por causa que seu corpo Imaculado brilha, incluindo seu cabelo, véu natural da mulher segundo São Paulo Apóstolo. No outro lado do escapulário se vê uma figura do Imaculado Coração, de onde sai raios, atravessado pela espada, com a chama do amor ardente por Deus em cima e uma cruz de ouro. Em volta do Coração de Maria, a oração própria do sacramental: “Coração Imaculado de Maria, rogai por nós, agora e na hora de nossa morte”. Para prender mais, assista às formações: Aqui está um poderoso testemunho de milagre pelo escapulário verde: “Deixe-me contar a história de como descobri o escapulário verde. Esta é a minha única forma de tentar espalhar um amor verdadeiro e terno ao Seu Imaculado Coração e de pagar a minha dívida para com Ela. Há alguns anos, antes do uso da penicilina, eu estava em um hospital com pneumonia. Comecei a ter hemorragia e os médicos decidiram operar como último recurso. Então, uma pequena freira entrou em meu quarto e disse: ‘Padre, você tem grande fé na Mãe de Deus, especialmente em Seu Imaculado Coração? Se sim, você pode ser curado’. ‘Como, Irmã?’ ‘Pelo escapulário verde.’ ‘O que é isso?’ ‘Há quatro anos, padre, fui operada de câncer. A situação era tão grave que eles simplesmente me mandaram embora para morrer. Então rezei a Nossa Senhora do Escapulário Verde; cansei de esperar pela morte e voltei a trabalhar. Estou curada, padre. Você quer que eu lhe dê um escapulário?’ ‘Por favor, irmã!’ Com isso ela colocou um na minha cabeça. Um sentimento de tremenda confiança se derramou em mim e o sangramento parou. Dois dias depois, na sala de raio-X, perguntaram-me quando a hemorragia havia cessado. Quando respondi que tinha sido há poucos dias, eles expressaram grande surpresa. ‘Você tem uma ferida que está curada há seis meses e não há outra marca’. Hoje até as cicatrizes sumiram. Não é de se espantar que eu fale de uma dívida impagável para com Seu Imaculado Coração. Desde então, tenho feito todo o possível para fomentar essa devoção. Para minha grande alegria e surpresa, aqueles a quem falei do Escapulário Verde tornaram-se mais zelosos do que eu. Nunca vi igual na fé e na confiança destes novos apóstolos de Maria”. (Testemunho do Pe. Robert A. Macdonald, C.Ss.R.) 🛒 O Escapulário Verde está disponível em nossa Loja Virtual Clique aqui para adquirir o escapulário verde O Escapulário Verde está disponível em nossa loja virtual, assim como outros escapulários de Nossa Senhora do Carmo e de Nossa Senhora das Dores. Clique aqui para conhecer todos os modelos disponíveis. Imaculado Coração de Maria, rogai por nós agora e na hora da nossa morte! #Escapulário #NossaSenhora

  • Escapulário Verde: um sacramental pouco conhecido milagroso para cura e conversão

    Você já ouviu falar do Escapulário Verde do Imaculado Coração? O demônio tem muita raiva deste Escapulário porque é muito eficaz para a conversão. Preocupado com um amigo ou familiar? Experimente o escapulário verde. Ele é comumente usado para pedir a Deus a cura física ou a conversão de uma pessoa. O Escapulário Verde, aprovado pela Igreja, foi revelado pelo Imaculado Coração de Maria à Irmã Justina Bisqueyburu, religiosa das Irmãs da Caridade de S. Vicente de Paulo. O Papa Pio IX, vigário de Cristo na terra, abençoou-o e aprovou em 1863 e 1870. O escapulário verde não pertence ou nos faz pertencer a uma ordem religiosa ou confraria específica, portanto, nenhuma investidura é necessária, bastando a bênção de um padre. Nossa Senhora nos deu este sacramental pouco conhecido por meio da Ir. Justine Bisqueyburu, das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. Após várias visões, Nossa Senhora apresentou o Escapulário Verde em 8 de setembro de 1840. Nossa Senhora apareceu com o coração envolto em chamas em uma mão e o escapulário na outra. O escapulário consistia num tecido verde preso a uma corda verde. Um lado do escapulário mostrava sua aparição. O outro lado representava um coração incendiado e perfurado por uma espada, “com raios mais brilhantes que o sol e mais claros que o cristal”. Inscritas num formato oval ao redor do coração de Nossa Senhora estavam estas palavras: “Imaculado Coração de Maria, rogai por nós agora e na hora de nossa morte”. No momento da aparição, Ir. Justine ouviu interiormente que o escapulário “deve ser compartilhado com o mundo como um instrumento de conversão das almas”. O Papa Pio IX aprovou este sacramental em 1863 e novamente em 1870. Ele disse: “Escreva a estas boas irmãs que eu as autorizo a fazê-lo e distribuí-lo”. Um sacerdote deve abençoar o escapulário e o devoto deve usá-lo, fazendo a oração inscrita regularmente e com confiança. Para ajudar outra pessoa a obter graça, o devoto pode colocar secretamente o escapulário em uma casa, em sua carteira ou fronha do travesseiro, por exemplo, e fazer a oração inscrita com confiança. Condições para receber os benefícios deste Escapulário 1 – Carregar o escapulário verde devidamente benzido por qualquer Sacerdote (bênção simples) 2 – Rezar, pelo menos uma vez por dia, a oração: “Coração Imaculado de Maria, rogai por nós, agora e na hora de nossa morte“. 3 – Para obter os benefícios por doentes ou pecadores impenitentes, que não o aceitem, ou não queiram ou não possam rezar a oração, podemos deixá-lo em sua casa, esconder em seus pertences, quarto, cama, etc. Neste caso, a pessoa ou uma outra precisa rezar a mesma oração ao Coração Imaculado de Maria. 🛒 O Escapulário Verde está disponível em nossa Loja Virtual Clique aqui para adquirir o escapulário verde O Escapulário Verde está disponível em nossa loja virtual, assim como outros escapulários de Nossa Senhora do Carmo e de Nossa Senhora das Dores. Clique aqui para conhecer todos os modelos disponíveis. Assista a formação e aprenda mais: Breve história do escapulário A irmã Justina Bisqueyburu nasceu no sul da França, e entrou no noviciado de Paris em 27 de novembro de 1839. A revelação do escapulário veio no dia 8 de Setembro de 1840, festa da Natividade de Maria Santíssima, após sucessivas aparições para a irmã, nas quais Nossa Senhora nada dizia, mas aparecia como está na imagem do escapulário. Na revelação, Nossa Senhora apareceu como antes, só que segurando na mão esquerda o escapulário e na direita seu Coração Imaculado, e a irmã ouviu uma voz interior dizendo que a Virgem Maria queria que o escapulário fosse propagado largamente como instrumento pela conversão das almas. Após receber a revelação, a irmã passou por provações, e só depois de muita investigação e discernimento o bispo local aprovou as aparições e permitiu a divulgação deste sacramental. Nossa Senhora, por sua vez, não foi clara a respeito dos aspectos desta nova devoção. Então foi resolvido que a irmã Justina deveria perguntar para a própria Virgem Santíssima a vontade de Deus nisso. Obteve resposta através de uma aparição exatamente seis anos depois, 8 de Setembro de 1846 (Mesmo ano da aparição de Nossa Senhora em La Salette), festa da Natividade da Virgem Santíssima. Nossa Senhora respondeu que esse escapulário não é como os outros, mas consiste meramente em duas imagens sagradas em um único pedaço retangular de pano. Portanto, nenhuma fórmula especial é necessária para abençoar ou possibilitar seu uso. Basta que seja bento por um padre e utilizado por aquele que necessita do benefício da intercessão de Nossa Senhora. Se, por outro lado, a pessoa não é capaz ou não quer usar ou carregá-lo, o escapulário pode ser escondido nas suas roupas, pertences, quarto, cama, etc. Sentido místico, características e benefícios O escapulário é verde, cor da esperança, porque este sacramental tem maior eficácia na obtenção de curas e conversões, até mesmo nas consideradas impossíveis. Nele se vê a frase: “Coração Imaculado de Maria, rogai por nós, agora e na hora de nossa morte”. Tal devoção ao Sapientíssimo e Imaculado Coração de Maria é muito enfatizada por Nossa Senhora nas grandes aparições, como em Fátima, onde ela deu uma grande esperança, para que possamos ter confiança: “Por fim meu Imaculado Coração Triunfará !”. Naquela ocasião, Nossa Senhora tentava acabar com os pecados das nações, as ameaçando com grandes castigos se não se convertessem, e pedindo que rezássemos o rosário diário para o mundo obter paz. Já com o escapulário verde, Nossa Senhora visa acabar com os pecados particulares, recomendando-nos que exercemos a virtude da esperança e da caridade, e pedindo que sejamos devotos do Imaculado Coração de Maria para a conversão dos homens. Este sacramental consiste em um simples pedaço de pano verde, retangular, com ou sem cordão. Assim é por causa da utilidade quando se quer converter até mesmo aqueles que não o querem carregar, possibilitando melhor que ele seja escondido nos pertences, roupas, quarto ou casa do impenitente, como Nossa Senhora estipulou. Em um lado a imagem da Virgem Maria vestida com uma túnica chegando até os pés. Em cima, um manto azul. No entanto, a Mãe puríssima não usa véu algum. Ao invés disso, seu cabelo recai livremente sobre o seu Imaculado corpo, e suas mãos seguram o Coração Imaculado, de onde saem raios abundantes. Essa imagem mostra a liberalidade da Mãe de Deus em conceder as graças. Se víssemos Nossa Senhora com véu ficaríamos maravilhados e muito desejosos do céu, quanto mais se a víssemos com cabelos soltos, porque se a Virgem Santíssima faz brilhar seu véu, é por causa que seu corpo Imaculado brilha, incluindo seu cabelo, véu natural da mulher segundo São Paulo Apóstolo. No outro lado do escapulário se vê uma figura do Imaculado Coração, de onde sai raios, atravessado pela espada, com a chama do amor ardente por Deus em cima e uma cruz de ouro. Em volta do Coração de Maria, a oração própria do sacramental: “Coração Imaculado de Maria, rogai por nós, agora e na hora de nossa morte”. Para prender mais, assista às formações: Aqui está um poderoso testemunho de milagre pelo escapulário verde: “Deixe-me contar a história de como descobri o escapulário verde. Esta é a minha única forma de tentar espalhar um amor verdadeiro e terno ao Seu Imaculado Coração e de pagar a minha dívida para com Ela. Há alguns anos, antes do uso da penicilina, eu estava em um hospital com pneumonia. Comecei a ter hemorragia e os médicos decidiram operar como último recurso. Então, uma pequena freira entrou em meu quarto e disse: ‘Padre, você tem grande fé na Mãe de Deus, especialmente em Seu Imaculado Coração? Se sim, você pode ser curado’. ‘Como, Irmã?’ ‘Pelo escapulário verde.’ ‘O que é isso?’ ‘Há quatro anos, padre, fui operada de câncer. A situação era tão grave que eles simplesmente me mandaram embora para morrer. Então rezei a Nossa Senhora do Escapulário Verde; cansei de esperar pela morte e voltei a trabalhar. Estou curada, padre. Você quer que eu lhe dê um escapulário?’ ‘Por favor, irmã!’ Com isso ela colocou um na minha cabeça. Um sentimento de tremenda confiança se derramou em mim e o sangramento parou. Dois dias depois, na sala de raio-X, perguntaram-me quando a hemorragia havia cessado. Quando respondi que tinha sido há poucos dias, eles expressaram grande surpresa. ‘Você tem uma ferida que está curada há seis meses e não há outra marca’. Hoje até as cicatrizes sumiram. Não é de se espantar que eu fale de uma dívida impagável para com Seu Imaculado Coração. Desde então, tenho feito todo o possível para fomentar essa devoção. Para minha grande alegria e surpresa, aqueles a quem falei do Escapulário Verde tornaram-se mais zelosos do que eu. Nunca vi igual na fé e na confiança destes novos apóstolos de Maria”. (Testemunho do Pe. Robert A. Macdonald, C.Ss.R.) 🛒 O Escapulário Verde está disponível em nossa Loja Virtual Clique aqui para adquirir o escapulário verde O Escapulário Verde está disponível em nossa loja virtual, assim como outros escapulários de Nossa Senhora do Carmo e de Nossa Senhora das Dores. Clique aqui para conhecer todos os modelos disponíveis. Imaculado Coração de Maria, rogai por nós agora e na hora da nossa morte! #Escapulário #NossaSenhora

  • Homilia Diária | “Foi a Mim que o fizestes”

    Segunda-feira da 1.ª Semana da Quaresma No Evangelho de hoje, somos confrontados com o Filho do Homem que virá para separar justos e pecadores, ovelhas e cabritos. E o grande distintivo dos primeiros é justamente a caridade manifestada para com os irmãos. Com isso, Nosso Senhor quer nos ensinar que o amor a Deus, embora seja a primeira coisa que devemos querer, só acontece concretamente através do amor ao próximo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, 19 de fevereiro, e imploremos à Virgem Maria a graça de, um dia, na bem-aventurança, ouvirmos de seu divino Filho: “Foi a Mim que o fizestes”! Santo do Dia: São Conrado Confalonieri de Placência, padroeiro para a cura das hérnias Evangelho (Mt 25,31-46) — Salve Cristo, Luz da vida, companheiro na partilha! — Eis o tempo de conversão, eis o dia da salvação. (2Cor 6,2b) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 31 “Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. 32 Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33 E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 34 Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! 35 Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; 36 eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar’. 37 Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede e te demos de beber? 38 Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? 39 Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?’ 40 Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’ 41 Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. 42 Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; 43 eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar’. 44 E responderão também eles: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?’ 45 Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!’ 46 Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | “Foi a Mim que o fizestes”

    Segunda-feira da 1.ª Semana da Quaresma No Evangelho de hoje, somos confrontados com o Filho do Homem que virá para separar justos e pecadores, ovelhas e cabritos. E o grande distintivo dos primeiros é justamente a caridade manifestada para com os irmãos. Com isso, Nosso Senhor quer nos ensinar que o amor a Deus, embora seja a primeira coisa que devemos querer, só acontece concretamente através do amor ao próximo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, 19 de fevereiro, e imploremos à Virgem Maria a graça de, um dia, na bem-aventurança, ouvirmos de seu divino Filho: “Foi a Mim que o fizestes”! Santo do Dia: São Conrado Confalonieri de Placência, padroeiro para a cura das hérnias Evangelho (Mt 25,31-46) — Salve Cristo, Luz da vida, companheiro na partilha! — Eis o tempo de conversão, eis o dia da salvação. (2Cor 6,2b) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 31 “Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. 32 Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33 E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 34 Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! 35 Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; 36 eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar’. 37 Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede e te demos de beber? 38 Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? 39 Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?’ 40 Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’ 41 Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. 42 Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; 43 eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar’. 44 E responderão também eles: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?’ 45 Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!’ 46 Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São Conrado Confalonieri de Placência, padroeiro para a cura das hérnias – 19 de Fevereiro

    SANTO DO DIA – 19 DE FEVEREIRO – SÃO CONRADO CONFALONIERI DE PLACÊNCIA Terceiro franciscano (1290-1354) O santo de hoje viveu em Placência, na Itália, lugar onde casou-se também. Um homem de muitos bens, dado aos divertimentos e à caça. Numa ocasião de caçada, acidentalmente provocou um incêndio, prejudicando a muitas pessoas. Então, ele então fugiu; e a polícia prendeu um inocente que, não sabendo se defender, estava prestes a ser condenado e executado. Quando Conrado soube disso, se apresentou como responsável pelo incêndio e se propôs a vender todos os bens para reconstruir tudo o que o incêndio destruiu. A partir daí, ele e sua esposa começaram a fazer uma caminhada séria e profunda no Cristianismo, buscando a vontade de Deus. No discernimento dessa vontade, o casal fez o ‘voto josefino’. Ambos se consagraram a Deus para viverem o celibato. Ela foi para um convento e ele retirou-se para um alto monte vivendo por quarenta anos como um eremita. Na oração e na intimidade com Deus, se ofertou a muitos que, ainda hoje, causam prejuízos para si e para os outros. Conheça mais sobre São Conrado De início a vida desse santo não foi consonante com o ideal franciscano de amor por todas as criaturas — inclusive as voadoras. Nobre, afeito aos torneios e às armas, era um soldado aventureiro que, entre uma e outra batalha, gostava de caçar lebre e javali na região. Certo dia, para emboscar a presa, não hesitou em provocar um incêndio num bosque inteiro e com isso queimou as colheitas dos campos vizinhos. O governador de Placência (cidade natal do irresponsável caçador), para acalmar a ira dos camponeses, condenou à morte o primeiro infeliz que encontrou nas imediações do bosque. Nessa ocasião, Conrado mostrou o melhor lado de sua natureza: apresentou-se espontaneamente ao governador para confessar sua culpa. Declarou-se disposto a ressarcir os danos; vendeu todos os seus haveres e ficou reduzido à pobreza. Daí até a vida de pobreza franciscana, o caminho foi curto; para concretizá-lo, contou com a colaboração da esposa Eufrosina, que o deixou livre para seguir a nova vocação franciscana, tornando-se ela também irmã clarissa. Mas mesmo sob a cinzenta túnica franciscana palpitava o coração do aventureiro. Pôs-se a caminho — desta vez com o bastão de peregrino em lugar da espada — e, de santuário em santuário, acampou no estreito de Messina. Ao alcançar a ilha, dirigiu-se mais ao sul, entre as terras áridas de Catânia e Siracusa. Uma pausa em Ávola, depois em Noto, onde parecia duradouramente estabelecido numa cela, próximo à igreja de São Miguel. A solidão durou pouco, porque a fama de sua santidade foi atraindo à sua cela os primeiros devotos. Por isso, procurou refúgio na gruta de Pizzonis, fora da cidade — ‘gruta de são Currau’, como é chamada até hoje —, onde pôde viver e morrer na solidão e na pobreza, como desejara. Os moradores da região, entretanto, quiseram honrar o ‘santo que veio do continente’ e sepultaram seus despojos na bela igreja de São Nicolau. #SantodoDia

  • São Conrado Confalonieri de Placência, padroeiro para a cura das hérnias – 19 de Fevereiro

    SANTO DO DIA – 19 DE FEVEREIRO – SÃO CONRADO CONFALONIERI DE PLACÊNCIA Terceiro franciscano (1290-1354) O santo de hoje viveu em Placência, na Itália, lugar onde casou-se também. Um homem de muitos bens, dado aos divertimentos e à caça. Numa ocasião de caçada, acidentalmente provocou um incêndio, prejudicando a muitas pessoas. Então, ele então fugiu; e a polícia prendeu um inocente que, não sabendo se defender, estava prestes a ser condenado e executado. Quando Conrado soube disso, se apresentou como responsável pelo incêndio e se propôs a vender todos os bens para reconstruir tudo o que o incêndio destruiu. A partir daí, ele e sua esposa começaram a fazer uma caminhada séria e profunda no Cristianismo, buscando a vontade de Deus. No discernimento dessa vontade, o casal fez o ‘voto josefino’. Ambos se consagraram a Deus para viverem o celibato. Ela foi para um convento e ele retirou-se para um alto monte vivendo por quarenta anos como um eremita. Na oração e na intimidade com Deus, se ofertou a muitos que, ainda hoje, causam prejuízos para si e para os outros. Conheça mais sobre São Conrado De início a vida desse santo não foi consonante com o ideal franciscano de amor por todas as criaturas — inclusive as voadoras. Nobre, afeito aos torneios e às armas, era um soldado aventureiro que, entre uma e outra batalha, gostava de caçar lebre e javali na região. Certo dia, para emboscar a presa, não hesitou em provocar um incêndio num bosque inteiro e com isso queimou as colheitas dos campos vizinhos. O governador de Placência (cidade natal do irresponsável caçador), para acalmar a ira dos camponeses, condenou à morte o primeiro infeliz que encontrou nas imediações do bosque. Nessa ocasião, Conrado mostrou o melhor lado de sua natureza: apresentou-se espontaneamente ao governador para confessar sua culpa. Declarou-se disposto a ressarcir os danos; vendeu todos os seus haveres e ficou reduzido à pobreza. Daí até a vida de pobreza franciscana, o caminho foi curto; para concretizá-lo, contou com a colaboração da esposa Eufrosina, que o deixou livre para seguir a nova vocação franciscana, tornando-se ela também irmã clarissa. Mas mesmo sob a cinzenta túnica franciscana palpitava o coração do aventureiro. Pôs-se a caminho — desta vez com o bastão de peregrino em lugar da espada — e, de santuário em santuário, acampou no estreito de Messina. Ao alcançar a ilha, dirigiu-se mais ao sul, entre as terras áridas de Catânia e Siracusa. Uma pausa em Ávola, depois em Noto, onde parecia duradouramente estabelecido numa cela, próximo à igreja de São Miguel. A solidão durou pouco, porque a fama de sua santidade foi atraindo à sua cela os primeiros devotos. Por isso, procurou refúgio na gruta de Pizzonis, fora da cidade — ‘gruta de são Currau’, como é chamada até hoje —, onde pôde viver e morrer na solidão e na pobreza, como desejara. Os moradores da região, entretanto, quiseram honrar o ‘santo que veio do continente’ e sepultaram seus despojos na bela igreja de São Nicolau. #SantodoDia

  • Meditações Quaresmais

    Estas meditações nos apresentam algumas dicas sobre como vivenciar melhor o tempo quaresmal. Durante algumas semanas da Quaresma será oferecido um roteiro de meditações e dicas de vida espiritual para que possamos tirar maior proveito deste tempo tão importante para a Santa Igreja. PRIMEIRA SEMANA Assista também as formações sobre os 10 mandamentos da Lei de Deus #Quaresma

  • Meditações Quaresmais

    Estas meditações nos apresentam algumas dicas sobre como vivenciar melhor o tempo quaresmal. Durante algumas semanas da Quaresma será oferecido um roteiro de meditações e dicas de vida espiritual para que possamos tirar maior proveito deste tempo tão importante para a Santa Igreja. PRIMEIRA SEMANA Assista também as formações sobre os 10 mandamentos da Lei de Deus #Quaresma

  • Homilia Dominical | A vitória de Cristo sobre os três inimigos da alma

    Primeiro Domingo da Quaresma Todos os anos, no 1º Domingo da Quaresma, a Igreja proclama o Evangelho das tentações de Jesus no deserto. Os Santos Padres sempre viram nesse episódio, os três inimigos da alma que precisamos combater diariamente: o mundo, a carne e o diabo. Indo para o deserto, Jesus venceu o mundo; jejuando, venceu a carne; e resistindo às tentações, venceu o demônio. Com essas três vitórias, Nosso Senhor deu-nos a graça de também nós enfrentarmos a “quaresma” desta vida e vencermos os inimigos de nossa salvação eterna. Ouça a homilia deste domingo do Padre Paulo Ricardo e entenda como o combate aos três inimigos da alma é importante não só para vivermos bem a Quaresma, mas também para trilharmos um caminho de configuração a Cristo Anúncio do Evangelho (Mc 1,12-15) — Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo, Palavra de Deus. — O homem não vive somente de pão, mas de toda a palavra da boca de Deus. (Mt 4,4b) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 12 o Espírito levou Jesus para o deserto. 13 E ele ficou no deserto durante quarenta dias, e aí foi tentado por Satanás. Vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam. 14 Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15 “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Dominical | A vitória de Cristo sobre os três inimigos da alma

    Primeiro Domingo da Quaresma Todos os anos, no 1º Domingo da Quaresma, a Igreja proclama o Evangelho das tentações de Jesus no deserto. Os Santos Padres sempre viram nesse episódio, os três inimigos da alma que precisamos combater diariamente: o mundo, a carne e o diabo. Indo para o deserto, Jesus venceu o mundo; jejuando, venceu a carne; e resistindo às tentações, venceu o demônio. Com essas três vitórias, Nosso Senhor deu-nos a graça de também nós enfrentarmos a “quaresma” desta vida e vencermos os inimigos de nossa salvação eterna. Ouça a homilia deste domingo do Padre Paulo Ricardo e entenda como o combate aos três inimigos da alma é importante não só para vivermos bem a Quaresma, mas também para trilharmos um caminho de configuração a Cristo Anúncio do Evangelho (Mc 1,12-15) — Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo, Palavra de Deus. — O homem não vive somente de pão, mas de toda a palavra da boca de Deus. (Mt 4,4b) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 12 o Espírito levou Jesus para o deserto. 13 E ele ficou no deserto durante quarenta dias, e aí foi tentado por Satanás. Vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam. 14 Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15 “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São Simeão, bispo e mártir – 18 de Fevereiro

    SANTO DO DIA – 18 DE FEVEREIRO – SÃO SIMEÃO Bispo mártir (século II) Simeão ou Simão, filho de Cléofas, não deve ser confundido com o apóstolo homônimo, denominado o cananeu. O santo de hoje é aquele parente de Jesus mencionado no Evangelho. Foi escolhido para suceder são Tiago Menor no bispado de Jerusalém, diocese que dirigiu durante 40 anos. Morreu de fato em 107, com 120 anos, e não de morte natural. Teve a fortuna de assistir ao cumprimento da profecia de Jesus sobre a trágica destruição de Jerusalém, no ano 70. Em face das primeiras escaramuças motivadas pela intervenção romana na cidade rebelde, e tendo presente a advertência do Mestre, o bispo Simeão acompanhou a comunidade cristã à Pela, retornando depois à sede episcopal devastada, numa cidade onde não ficara ‘pedra sobre pedra’. A difícil tarefa da reconstrução e consolidação do cristianismo em Jerusalém foi facilitada não só pelo cumprimento da profecia de Cristo — o que, após a destruição e dispersão, predispôs os judeus sobreviventes a refletir sobre a mensagem —, como também pela relativa paz que se seguiu à terrível punição de Roma. A perseguição que Nero desencadeou golpeara somente os cristãos de Roma, acusados pelo imperador de terem incendiado a cidade. O surto persecutório de Domiciano não se estendera até os limites do império. Tal se deu sob o governo do sábio Trajano, segundo o qual a mensagem evangélica constituiria um perigo para os destinos de Roma. Entre as vítimas dessa violenta perseguição, estava o velho bispo de Jerusalém — ‘o irmão de Jesus’, que teve o privilégio de com ele compartilhar o suplício da cruz. Submetido à tortura, a fim de induzi-lo a abjurar a fé, e visto se terem revelado inúteis todos os outros tormentos, o legado consular Tibério Cláudio Ático condenou-o à crucificação, a despeito de reconhecer sua grande coragem e a serenidade com que subiu ao patíbulo. #SantodoDia

  • São Simeão, bispo e mártir – 18 de Fevereiro

    SANTO DO DIA – 18 DE FEVEREIRO – SÃO SIMEÃO Bispo mártir (século II) Simeão ou Simão, filho de Cléofas, não deve ser confundido com o apóstolo homônimo, denominado o cananeu. O santo de hoje é aquele parente de Jesus mencionado no Evangelho. Foi escolhido para suceder são Tiago Menor no bispado de Jerusalém, diocese que dirigiu durante 40 anos. Morreu de fato em 107, com 120 anos, e não de morte natural. Teve a fortuna de assistir ao cumprimento da profecia de Jesus sobre a trágica destruição de Jerusalém, no ano 70. Em face das primeiras escaramuças motivadas pela intervenção romana na cidade rebelde, e tendo presente a advertência do Mestre, o bispo Simeão acompanhou a comunidade cristã à Pela, retornando depois à sede episcopal devastada, numa cidade onde não ficara ‘pedra sobre pedra’. A difícil tarefa da reconstrução e consolidação do cristianismo em Jerusalém foi facilitada não só pelo cumprimento da profecia de Cristo — o que, após a destruição e dispersão, predispôs os judeus sobreviventes a refletir sobre a mensagem —, como também pela relativa paz que se seguiu à terrível punição de Roma. A perseguição que Nero desencadeou golpeara somente os cristãos de Roma, acusados pelo imperador de terem incendiado a cidade. O surto persecutório de Domiciano não se estendera até os limites do império. Tal se deu sob o governo do sábio Trajano, segundo o qual a mensagem evangélica constituiria um perigo para os destinos de Roma. Entre as vítimas dessa violenta perseguição, estava o velho bispo de Jerusalém — ‘o irmão de Jesus’, que teve o privilégio de com ele compartilhar o suplício da cruz. Submetido à tortura, a fim de induzi-lo a abjurar a fé, e visto se terem revelado inúteis todos os outros tormentos, o legado consular Tibério Cláudio Ático condenou-o à crucificação, a despeito de reconhecer sua grande coragem e a serenidade com que subiu ao patíbulo. #SantodoDia

  • Cora das Sete Dores de Maria Santíssima

    A Coroa das Sete Dores de Nossa Senhora relembra as principais dores que a Virgem Maria sofreu em sua vida terrena, culminando com a paixão, morte e sepultamento de Seu Divino Filho. E é junto à Cruz que a Mãe de Jesus torna-se Mãe de todos os homens e da Igreja. Unir-se às dores de Maria é unir-se também às dores de Nosso Senhor Jesus Cristo. Onde está a Mãe está também o Filho. A devoção, que precede a celebração litúrgica, fixou simbolicamente as sete dores da Co-redentora, correspondentes a outros tantos episódios narrados pelo Evangelho: a profecia do velho Simeão, a fuga para o Egito, a perda de Jesus aos doze anos durante a peregrinação à Cidade Santa, o caminho de Jesus para o Gólgata, a crucificação, a Deposição da cruz, a sepultura, portanto, somos convidados hoje a meditar estes episódios mais importantes que os evangelhos nos apresentam sobre a participação de Maria na paixão, morte e ressurreição de Jesus. Aprenda a rezar a Coroa de Nossa Senhora das Dores Sinal da Cruz Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém! Oração Introdutória: Ó Deus e Senhor meu, eu vos ofereço este Terço para a Vossa glória, para que sirva para honrar a Vossa Santa Mãe, a Virgem Maria, e para que eu a possa compartilhar e meditar os seus sofrimentos. Humildemente eu vos peço: concedei-me o arrependimento verdadeiro de meus pecados e dai-me a sabedoria e a humildade necessárias para que eu receba todas as indulgências concedidas por essas orações. Nós vos louvamos e vos bendizemos, Senhor. Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação. Contemplamos a vossa dor, ó Maria. Para seguir-vos no caminho da fé. Ato de Contrição: Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu: por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos ter ofendido; pesa-me também de ter perdido o Céu e merecido o Inferno; e proponho firmemente, ajudado com o auxílio da Vossa divina graça, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Reza-se o Creio, Pai-Nosso e três Ave-Marias: Creio em Deus-Pai, todo poderoso, Criador do céu e da Terra. E em Jesus Cristo seu único Filho, Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo. Nasceu da Virgem Maria. Padeceu sob Pôncio Pilatos. Foi crucificado, morto e sepultado. Desceu a mansão dos mortos. Ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus. Está sentado à direita de Deus Pai, Todo-poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém. Pai-Nosso… Ave-Maria… Ave-Maria… Ave-Maria… Contemplemos a Memória das Dores de Maria: 1ª Dor: Maria acolhe, com fé, a profecia de Simeão. Simeão os abençoou e disse a Maria, Sua mãe: “Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma” (Lc 2,34-35). Meditação da primeira dor por Santo Afonso. (aqueles que preferirem podem ler a meditação mais completa da primeira dor feita por Santo Afonso Maria de Ligório) Rezam-se 1 Pai-nosso e 7 Ave-Marias 2ª Dor:  Maria foge para o Egito com Jesus e José. O Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: “Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito” (Mt 2,13-14). Meditação da segunda dor por Santo Afonso. Rezam-se 1 Pai-nosso e 7 Ave-Marias 3ª Dor:  Maria procura Jesus perdido em Jerusalém. “Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o Menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele” (Lc 2,43b-45). Meditação da terceira dor por Santo Afonso. Rezam-se 1 Pai-nosso e 7 Ave-Marias 4ª Dor:  Maria encontra-se com Jesus no caminho do Calvário . “Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam” (Lc 23,26-27). Meditação da quarta dor por Santo Afonso. Rezam-se 1 Pai-nosso e 7 Ave-Marias 5ª Dor:  Maria permanece junto à cruz do seu Filho. “Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe!” (Jo 19,15-27a). Meditação da quinta dor por Santo Afonso. Rezam-se 1 Pai-Nosso e 7 Ave-Marias 6ª Dor:  Maria recebe nos braços o Corpo de Jesus deposto da cruz . “Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio José de Arimateia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o Corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o Corpo da cruz” (Mc 15,42). Meditação da sexta dor por Santo Afonso. Rezam-se 1 Pai-Nosso e 7 Ave-Marias 7ª Dor:  Maria leva ao sepulcro o Corpo de Jesus à espera da ressurreição . “Os discípulos tiraram o Corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus” (Jo 19,40-42a). Meditação da sétima dor por Santo Afonso. Rezam-se 1 Pai-Nosso e 7 Ave-Marias Oração Final:  Ó Rainha dos Mártires, vosso coração muito sofreu. Eu vos imploro pelo mérito das lágrimas que chorastes durante esses períodos tristes e terríveis, que concedeis a mim e a todos os pecadores do mundo a graça de nos arrependermos sincera e verdadeiramente. Amém. 3x: Ó Maria, que foi concebida sem pecado e sofreu por todos nós, rogai por nós! Ladainha de Nossa Senhora das Dores Senhor, tende piedade de nós! Senhor, tende piedade de nós! Cristo, tende piedade de nós! Cristo, tende piedade de nós! Jesus Cristo, ouvi-nos! Jesus Cristo, atendei-nos! Deus Pai, que estais no céu, tende piedade de nós! Deus Filho, redentor o mundo, tende piedade de nós! Espírito Santo Paráclito, tende piedade de nós! Trindade Santa, que sois um só Deus, tende piedade de nós! Mãe de Jesus crucificado, rogai por nós! Mãe do coração traspassado, rogai por nós! Mãe do Cristo redentor, rogai por nós! Mãe dos discípulos de Jesus, rogai por nós! Mãe dos redimidos, rogai por nós! Mãe dos viventes, rogai por nós! Virgem obediente, rogai por nós! Virgem oferente, rogai por nós! Virgem fiel, rogai por nós! Virgem do silêncio, rogai por nós! Virgem da espera, rogai por nós! Virgem da Páscoa, rogai por nós! Virgem da Ressurreição, rogai por nós! Mulher que sofreu o exílio, rogai por nós! Mulher forte, rogai por nós! Mulher corajosa, rogai por nós! Mulher do sofrimento, rogai por nós! Mulher da Nova Aliança, rogai por nós! Mulher da esperança, rogai por nós! Nova Eva, rogai por nós! Cooperadora na salvação, rogai por nós! Serva da reconciliação, rogai por nós! Defesa dos inocentes, rogai por nós! Coragem dos perseguidos, rogai por nós! Fortaleza dos oprimidos, rogai por nós! Esperança dos pecadores, rogai por nós! Consolação dos aflitos, rogai por nós! Refúgio dos marginalizados, rogai por nós! Conforto dos exilados, rogai por nós! Sustento dos fracos, rogai por nós! Alívio dos enfermos, rogai por nós! Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor! Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor! Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós! Oração: Ó Deus, quisestes que a vida da Virgem Maria fosse marcada pelo mistério da dor: concedei-nos, vos pedimos, percorrer a seu lado o caminho da fé e unir nossos sofrimentos à Paixão de Cristo, para nos tornarmos instrumentos de graça e salvação. Por Cristo Senhor nosso. Amém. Proteja-nos, Santa Maria, e, benigna, nos acompanhe pelos caminhos da vida. Amém! Louvado seja Nosso Senhora Jesus Cristo! Salve Maria Imaculada! As Promessas aos devotos de Nossa Senhora das Dores Estas são as promessas para aqueles que rezam o Terço das Sete Dores de Nossa Senhora, segundo as visões de Marie Claire : 1) Com a recitação do Terço das Sete Dores de Nossa Senhora, o mais duro dos corações mudará, se você rezar por si e pelos outros. 2) Pela recitação do Terço das Sete Dores de Nossa Senhora, você será liberto das obsessões e vícios. 3) Este terço, quando é rezado com o coração, obterá o verdadeiro arrependimento dos pecados e a libertação da alma da culpa e do remorso. 4) Para aqueles que rezarem com frequência, especialmente como recomendado por Nossa Senhora a Marie Claire, às terças e sextas, obterão um claro entendimento de suas fraquezas, falhas que os levam ao pecado e coisas na personalidade que na verdade não fazem parte da personalidade da pessoa para, assim, mudar. 5) Obterá o que pedir por este terço, rezando-o de coração. 6) Mais do que nunca, o mundo necessita do Terço das Sete Dores de Nossa Senhora. Santa Brígida diz-nos, nas suas revelações aprovadas pela Igreja Católica, que Nossa Senhora lhe prometeu conceder sete graças a quem rezar cada dia, sete Ave-Marias em honra de suas principais “Sete dores” e Lágrimas, meditando sobre as mesmas: 1ª – Porei a paz em suas famílias. 2ª – Serão iluminados sobre os Divinos Mistérios. 3ª – Consolá-los-ei em suas penas e acompanhá-los-ei nos seus trabalhos. 4ª – Conceder-lhes-ei tudo o que me pedirem, contanto que não se oponha à vontade de meu adorável Divino Filho e à santificação de suas almas. 5ª – Defendê-los-ei nos combates espirituais contra o inimigo infernal e protegê-los-ei em todos os instantes da vida. 6ª – Assistir-lhes-ei visivelmente no momento da morte e verão o rosto de Sua Mãe Santíssima. 7ª – Obtive de Meu Filho que, os que propagarem esta devoção (às minhas Lágrimas e Dores) sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois ser-lhe-ão apagados todos os seus pecados e o Meu filho e Eu seremos a sua eterna consolação e alegria. Santo Afonso Ligório nos diz que Nosso Senhor Jesus Cristo prometeu, aos devotos de Nossa Senhora das Dores as seguintes graças: 1ª – Que aquele devoto que invocar a divina Mãe pelos merecimentos de suas dores merecerá fazer antes de sua morte, verdadeira penitência de todos os seus pecados. 2ª – Nosso Senhor Jesus Cristo imprimirá nos seus corações a memória de Sua Paixão dando-lhes depois um competente prêmio no Céu. 3ª – Jesus Cristo guardá-los-á em todas as tribulações em que se acharem, especialmente na hora da morte. 4ª – Por fim os deixará nas mãos de sua Mãe para que deles disponha a seu agrado, e lhes obtenha todos e quaisquer favores. Meditações Por Santo Afonso Maria de Ligório No livro “Glórias de Maria”, Santo Afonso escreve que são grandes as graças que Jesus prometeu aos devotos de Nossa Senhora das Dores e ali deixa uma reflexão sobre as suas 7 dores. Nossa Senhora das Dores foi uma devoção cultivada por Santo Afonso , e isso se deve ao seu amor pela Paixão de Cristo e pela missão corredentora de Maria aos pés da Cruz. Tanto é o carinho por esta devoção que ele guardava em seu quarto uma pintura dessa imagem. A seguir, vamos trazer uma parte das meditações de Santo Afonso sobre as 7 dores de Maria , incluindo orações que ele escreveu e que indicam uma proposta de conversão. 1 – Profecias de Simeão (Lucas 2, 34-35) Na primeira dor, Santo Afonso lembra que Deus usa de misericórdia conosco “ocultando” as “cruzes vindouras” na nossa vida, porque ele deseja que vivamos o sofrimento somente na hora e no momento certos. Com a Virgem Maria Ele não teve a mesma atitude. Maria foi destinada a ser a Rainha dos Mártires e em tudo semelhante a seu Filho. “Devia por isso, sofrer continuamente e ter sempre diante dos olhos as penas que a esperavam”. Reze com Santo Afonso a oração para esta dor de Maria: Ó minha bendita Mãe, não só uma espada, porém tantas quantas foram os meus pecados, tenho eu acrescentado ao vosso coração. Não a vós, que sois inocente, minha Senhora, mas a mim, réu de tantos delitos, são devidas as penas. Já que contudo quisestes sofrer tanto por meu amor, impetrai-me pelos vossos merecimentos uma grande dor de minhas culpas, e a paciência necessária para sofrer os trabalhos desta vida. Por maiores que sejam, sempre serão leves em comparação dos castigos que tenho merecido, e de meus pecados, que me têm tornado tantas vezes digno do inferno. Amém. Clique aqui para continuar rezando a coroa das sete dores. 2 – A fuga da Sagrada Família para o Egito (Mateus 2, 13-21) Jesus e Maria passaram pelo mundo como fugitivos, e eles trazem uma lição para nós, diz Santo Afonso. “Temos de viver na terra como peregrinos, sem apegos aos bens que o mundo nos oferece” . Aprendamos com Jesus e Maria a abraçar as cruzes, porque sem elas não podemos viver neste mundo. Reze com Santo Afonso a oração para esta dor de Maria: Ó Maria, nem depois de vosso Filho ter sido imolado pelos homens, que o perseguiram até à morte, cessaram esses ingratos de persegui-lo com seus pecados, e de afligir-vos, ó Mãe dolorosa? E eu mesmo, ó meu Deus, não tenho sido um desses ingratos? Ah! minha Mãe dulcíssima, impetrai-me lágrimas para chorar tanta ingratidão. E pelas muitas penas que sofrestes na viagem para o Egito, assisti-me com vosso auxílio na viagem que estou fazendo para a eternidade, a fim de que possa um dia ir amar convosco meu Salvador perseguido, na pátria dos bem-aventurados. Amém. Clique aqui para continuar rezando a coroa das sete dores. 3 – A perda do Menino Jesus no templo (Lucas 2, 41-51) Uma das maiores dores de Maria foi esta: a perda de seu Filho no templo. Somente nesta dor é que ouvimos Maria queixar-se, diz Santo Afonso. “Filho, por que fizeste assim conosco? Olha que teu pai e eu te buscamos aflitos!” (Lc 2,48). Essas palavras, segundo Afonso, não indicam uma censura da parte de Nossa Senhora, mas revelam a intensa dor que experimentou na ausência do amado Filho. Santo Afonso então oferece uma reflexão: “Essas penas de nossa Mãe devem primeiramente servir de conforto às almas que se veem privadas das consolações e da suave presença do Senhor. (…) Chorem, se quiserem, mas chorem com paz e resignação, como Maria chorou a ausência de seu Filho. Cobrem ânimo e não temam por ter perdido a graça divina”. Reze com Santo Afonso a oração para esta dor de Maria: Ó Virgem bendita, por que assim vos afligis, buscando o vosso Filho, como se não soubésseis onde ele está? Não vos recordais que está em vosso coração? Não sabeis que ele se compraz entre os lírios? Vós mesma o dissestes: “O meu amado é para mim e eu sou para ele, que se apascenta entre as açucenas” (Ct 2,16). Vossos pensamentos e afetos, tão humildes, tão puros, tão santos, são outros lírios que convidam o Divino Esposo a habitar em vós. Ah! Maria, vós suspirais por Jesus, vós que não amais senão a Jesus! Eu é que devo suspirar, eu e tantos pecadores que o não amamos, e o temos perdido por nossas ofensas. Minha Mãe amabilíssima, se por minha culpa vosso Filho ainda não tornou à minha alma, fazei que eu o ache de novo. Bem sei que ele se faz achar por quem o busca. Mas fazei que eu o procure como devo. Vós sois a porta pela qual se chega a Jesus, fazei que também eu chegue a ele por meio de vós. Amém. Clique aqui para continuar rezando a coroa das sete dores. 4 – Encontro com Jesus caminhando para a morte (Lucas 23, 27-31) Maria Santíssima chora ao ver chegar o momento da Paixão e ao notar que faltava pouco tempo para perder o seu Filho. Santo Afonso recorda que Maria não quer abandonar Jesus , embora ver sua morte seja uma dor incalculável. “Adiante vai o Filho, e atrás segue a Mãe para ser crucificada com ele. (…) Não nos apiedaremos de Maria, que vai seguindo o Cordeiro Imaculado, levado ao suplício? Participemos, pois, de sua dor; com ela acompanharemos seu Divino Filho, levando pacientemente as cruzes que nos manda o Senhor. Reze com Santo Afonso a oração para esta dor de Maria: Ó minha Mãe dolorosa! Pelo merecimento da dor que sentistes, vendo vosso amado Jesus conduzido à morte, impetrai-me a graça de também levar com paciência as cruzes que Deus me envia. Feliz serei, se souber acompanhar-vos com minha cruz até à morte. Vós e Jesus, que eram inocentes, carregaram uma cruz tão pesada, e eu, pecador, que tenho merecido o inferno, recusarei carregar a minha? Ah! Virgem Imaculada, de vós espero socorro para sofrer com paciência todas as cruzes. Amém. Clique aqui para continuar rezando a coroa das sete dores. 5 – A morte de Jesus na Cruz (João 19, 25-27) Aqui temos que contemplar um grande martírio, indica Santo Afonso. Uma mãe é condenada a ver morrer diante de seus olhos o seu Filho inocente. “Estava em pé junto à cruz de Jesus, sua Mãe” (Jo 19,25). “A Virgem não cessava de oferecer à Divina Justiça a vida do Filho pela nossa salvação. Por aí vemos o quanto cooperava pelos seus sofrimentos para fazer-nos nascer à vida da graça. E se nesse mar de mágoas, que era o coração de Maria, entrou algum alívio, então este único consolo foi certamente o animador pensamento de que, por suas dores, cooperava para nossa eterna salvação” , relata Santo Afonso. Reze com Santo Afonso a oração para esta dor de Maria: Ó aflitíssima entre todas as mães, morreu, pois, vosso Filho tão amável e que tanto vos ama. Chorai, que bem razão tendes para chorar. Quem poderia vos consolar jamais? Só pode dar-vos algum alívio pensar que Jesus com sua morte venceu o inferno, abriu aos homens o paraíso, que lhes estava fechado, e fez a conquista de tantas almas. Do trono da cruz Ele reinará sobre tantos corações que, pelo amor vencidos, o servirão com amor. Dignai-vos, entretanto, ó minha Mãe, consentir que me conserve a vossos pés, chorando convosco, já que eu, pelos meus grandes pecados, tenho mais razão de chorar que vós. Ah! Mãe de Misericórdia, em primeiro lugar pela morte de meu Redentor, e depois pelo merecimento de vossas dores, espero o perdão e a salvação eterna. Amém. Clique aqui para continuar rezando a coroa das sete dores. 6 – Maria recebe o corpo do filho tirado da Cruz (Mateus 27, 55-61) Na sexta dor da pobre Mãe de Jesus, Santo Afonso convida a contemplar “com atenção e lágrimas de piedade” . As dores que até agora, uma a uma iam golpeando Maria, vem todas de uma única vez. Santo Afonso indica então uma frase de São Boaventura, dita por Maria. “Se meu Filho quis que lhe fosse aberto o lado para dar-te seu coração, é justo que lhe dês também o teu”. Maria reconhece em Jesus o plano completo da salvação de Deus. Reze com Santo Afonso a oração para esta dor de Maria: Ó Virgem dolorosa, ó alma grande pelas virtudes e também pelas dores, pois que ambas nascem do grande incêndio do amor que tendes a Deus, o único objeto amado por vosso coração. Ah! minha Mãe, tende piedade de mim, que não tenho amado a Deus e tanto o tenho ofendido. Vossas dores me enchem de grande confiança, e me fazem esperar o perdão. Mas isso não me basta; quero amar a meu Senhor. E quem me pode alcançar essa graça melhor que vós, que sois a Mãe do belo amor? Ah! Maria, a todos consolastes; consolai também a mim. Amém. Clique aqui para continuar rezando a coroa das sete dores. 7 – A sepultura de Jesus (Lucas 23, 55-56) A sétima e última dor que Santo Afonso medita é a que mostra o sofrimento de Maria ao ver-se obrigada a deixá-lo finalmente no sepulcro. “Compreenderemos melhor esta última dor da Senhora, se subirmos ao Calvário e aí contemplarmos a desolada Mãe, ainda abraçada com o Filho morto” , diz. Santo Afonso afirma ainda que Maria foi a primeira a adorar a cruz de Jesus. Reze com Santo Afonso a oração para esta dor de Maria: Ó minha Mãe dolorosa, não vos quero deixar chorando sozinha. Quero acompanhar-vos com minhas lágrimas. Esta graça hoje vos peço: obtende-me uma contínua memória com uma terna devoção à Paixão de Jesus e à vossa, para que os dias que me restam de vida me não sirvam senão para chorar vossas dores, ó minha Mãe, e as de meu Redentor. Essas vossas dores, espero eu, na hora de minha morte, me hão de dar coragem, força e confiança para não desesperar à vista do muito que ofendi ao meu Senhor. E elas me hão de impetrar o perdão, a perseverança e o paraíso, onde espero depois alegrar-me convosco, e cantar as misericórdias infinitas de meu Deus, por toda a eternidade. Assim o espero, assim seja. Amém. Clique aqui para continuar rezando a coroa das sete dores. Fonte: Glórias de Maria com adaptações.

  • Cora das Sete Dores de Maria Santíssima

    A Coroa das Sete Dores de Nossa Senhora relembra as principais dores que a Virgem Maria sofreu em sua vida terrena, culminando com a paixão, morte e sepultamento de Seu Divino Filho. E é junto à Cruz que a Mãe de Jesus torna-se Mãe de todos os homens e da Igreja. Unir-se às dores de Maria é unir-se também às dores de Nosso Senhor Jesus Cristo. Onde está a Mãe está também o Filho. A devoção, que precede a celebração litúrgica, fixou simbolicamente as sete dores da Co-redentora, correspondentes a outros tantos episódios narrados pelo Evangelho: a profecia do velho Simeão, a fuga para o Egito, a perda de Jesus aos doze anos durante a peregrinação à Cidade Santa, o caminho de Jesus para o Gólgata, a crucificação, a Deposição da cruz, a sepultura, portanto, somos convidados hoje a meditar estes episódios mais importantes que os evangelhos nos apresentam sobre a participação de Maria na paixão, morte e ressurreição de Jesus. Aprenda a rezar a Coroa de Nossa Senhora das Dores Sinal da Cruz Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém! Oração Introdutória: Ó Deus e Senhor meu, eu vos ofereço este Terço para a Vossa glória, para que sirva para honrar a Vossa Santa Mãe, a Virgem Maria, e para que eu a possa compartilhar e meditar os seus sofrimentos. Humildemente eu vos peço: concedei-me o arrependimento verdadeiro de meus pecados e dai-me a sabedoria e a humildade necessárias para que eu receba todas as indulgências concedidas por essas orações. Nós vos louvamos e vos bendizemos, Senhor. Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação. Contemplamos a vossa dor, ó Maria. Para seguir-vos no caminho da fé. Ato de Contrição: Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu: por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos ter ofendido; pesa-me também de ter perdido o Céu e merecido o Inferno; e proponho firmemente, ajudado com o auxílio da Vossa divina graça, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Reza-se o Creio, Pai-Nosso e três Ave-Marias: Creio em Deus-Pai, todo poderoso, Criador do céu e da Terra. E em Jesus Cristo seu único Filho, Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo. Nasceu da Virgem Maria. Padeceu sob Pôncio Pilatos. Foi crucificado, morto e sepultado. Desceu a mansão dos mortos. Ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus. Está sentado à direita de Deus Pai, Todo-poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém. Pai-Nosso… Ave-Maria… Ave-Maria… Ave-Maria… Contemplemos a Memória das Dores de Maria: 1ª Dor: Maria acolhe, com fé, a profecia de Simeão. Simeão os abençoou e disse a Maria, Sua mãe: “Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma” (Lc 2,34-35). Meditação da primeira dor por Santo Afonso. (aqueles que preferirem podem ler a meditação mais completa da primeira dor feita por Santo Afonso Maria de Ligório) Rezam-se 1 Pai-nosso e 7 Ave-Marias 2ª Dor:  Maria foge para o Egito com Jesus e José. O Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: “Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito” (Mt 2,13-14). Meditação da segunda dor por Santo Afonso. Rezam-se 1 Pai-nosso e 7 Ave-Marias 3ª Dor:  Maria procura Jesus perdido em Jerusalém. “Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o Menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele” (Lc 2,43b-45). Meditação da terceira dor por Santo Afonso. Rezam-se 1 Pai-nosso e 7 Ave-Marias 4ª Dor:  Maria encontra-se com Jesus no caminho do Calvário . “Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam” (Lc 23,26-27). Meditação da quarta dor por Santo Afonso. Rezam-se 1 Pai-nosso e 7 Ave-Marias 5ª Dor:  Maria permanece junto à cruz do seu Filho. “Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe!” (Jo 19,15-27a). Meditação da quinta dor por Santo Afonso. Rezam-se 1 Pai-Nosso e 7 Ave-Marias 6ª Dor:  Maria recebe nos braços o Corpo de Jesus deposto da cruz . “Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio José de Arimateia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o Corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o Corpo da cruz” (Mc 15,42). Meditação da sexta dor por Santo Afonso. Rezam-se 1 Pai-Nosso e 7 Ave-Marias 7ª Dor:  Maria leva ao sepulcro o Corpo de Jesus à espera da ressurreição . “Os discípulos tiraram o Corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus” (Jo 19,40-42a). Meditação da sétima dor por Santo Afonso. Rezam-se 1 Pai-Nosso e 7 Ave-Marias Oração Final:  Ó Rainha dos Mártires, vosso coração muito sofreu. Eu vos imploro pelo mérito das lágrimas que chorastes durante esses períodos tristes e terríveis, que concedeis a mim e a todos os pecadores do mundo a graça de nos arrependermos sincera e verdadeiramente. Amém. 3x: Ó Maria, que foi concebida sem pecado e sofreu por todos nós, rogai por nós! Ladainha de Nossa Senhora das Dores Senhor, tende piedade de nós! Senhor, tende piedade de nós! Cristo, tende piedade de nós! Cristo, tende piedade de nós! Jesus Cristo, ouvi-nos! Jesus Cristo, atendei-nos! Deus Pai, que estais no céu, tende piedade de nós! Deus Filho, redentor o mundo, tende piedade de nós! Espírito Santo Paráclito, tende piedade de nós! Trindade Santa, que sois um só Deus, tende piedade de nós! Mãe de Jesus crucificado, rogai por nós! Mãe do coração traspassado, rogai por nós! Mãe do Cristo redentor, rogai por nós! Mãe dos discípulos de Jesus, rogai por nós! Mãe dos redimidos, rogai por nós! Mãe dos viventes, rogai por nós! Virgem obediente, rogai por nós! Virgem oferente, rogai por nós! Virgem fiel, rogai por nós! Virgem do silêncio, rogai por nós! Virgem da espera, rogai por nós! Virgem da Páscoa, rogai por nós! Virgem da Ressurreição, rogai por nós! Mulher que sofreu o exílio, rogai por nós! Mulher forte, rogai por nós! Mulher corajosa, rogai por nós! Mulher do sofrimento, rogai por nós! Mulher da Nova Aliança, rogai por nós! Mulher da esperança, rogai por nós! Nova Eva, rogai por nós! Cooperadora na salvação, rogai por nós! Serva da reconciliação, rogai por nós! Defesa dos inocentes, rogai por nós! Coragem dos perseguidos, rogai por nós! Fortaleza dos oprimidos, rogai por nós! Esperança dos pecadores, rogai por nós! Consolação dos aflitos, rogai por nós! Refúgio dos marginalizados, rogai por nós! Conforto dos exilados, rogai por nós! Sustento dos fracos, rogai por nós! Alívio dos enfermos, rogai por nós! Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor! Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor! Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós! Oração: Ó Deus, quisestes que a vida da Virgem Maria fosse marcada pelo mistério da dor: concedei-nos, vos pedimos, percorrer a seu lado o caminho da fé e unir nossos sofrimentos à Paixão de Cristo, para nos tornarmos instrumentos de graça e salvação. Por Cristo Senhor nosso. Amém. Proteja-nos, Santa Maria, e, benigna, nos acompanhe pelos caminhos da vida. Amém! Louvado seja Nosso Senhora Jesus Cristo! Salve Maria Imaculada! As Promessas aos devotos de Nossa Senhora das Dores Estas são as promessas para aqueles que rezam o Terço das Sete Dores de Nossa Senhora, segundo as visões de Marie Claire : 1) Com a recitação do Terço das Sete Dores de Nossa Senhora, o mais duro dos corações mudará, se você rezar por si e pelos outros. 2) Pela recitação do Terço das Sete Dores de Nossa Senhora, você será liberto das obsessões e vícios. 3) Este terço, quando é rezado com o coração, obterá o verdadeiro arrependimento dos pecados e a libertação da alma da culpa e do remorso. 4) Para aqueles que rezarem com frequência, especialmente como recomendado por Nossa Senhora a Marie Claire, às terças e sextas, obterão um claro entendimento de suas fraquezas, falhas que os levam ao pecado e coisas na personalidade que na verdade não fazem parte da personalidade da pessoa para, assim, mudar. 5) Obterá o que pedir por este terço, rezando-o de coração. 6) Mais do que nunca, o mundo necessita do Terço das Sete Dores de Nossa Senhora. Santa Brígida diz-nos, nas suas revelações aprovadas pela Igreja Católica, que Nossa Senhora lhe prometeu conceder sete graças a quem rezar cada dia, sete Ave-Marias em honra de suas principais “Sete dores” e Lágrimas, meditando sobre as mesmas: 1ª – Porei a paz em suas famílias. 2ª – Serão iluminados sobre os Divinos Mistérios. 3ª – Consolá-los-ei em suas penas e acompanhá-los-ei nos seus trabalhos. 4ª – Conceder-lhes-ei tudo o que me pedirem, contanto que não se oponha à vontade de meu adorável Divino Filho e à santificação de suas almas. 5ª – Defendê-los-ei nos combates espirituais contra o inimigo infernal e protegê-los-ei em todos os instantes da vida. 6ª – Assistir-lhes-ei visivelmente no momento da morte e verão o rosto de Sua Mãe Santíssima. 7ª – Obtive de Meu Filho que, os que propagarem esta devoção (às minhas Lágrimas e Dores) sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois ser-lhe-ão apagados todos os seus pecados e o Meu filho e Eu seremos a sua eterna consolação e alegria. Santo Afonso Ligório nos diz que Nosso Senhor Jesus Cristo prometeu, aos devotos de Nossa Senhora das Dores as seguintes graças: 1ª – Que aquele devoto que invocar a divina Mãe pelos merecimentos de suas dores merecerá fazer antes de sua morte, verdadeira penitência de todos os seus pecados. 2ª – Nosso Senhor Jesus Cristo imprimirá nos seus corações a memória de Sua Paixão dando-lhes depois um competente prêmio no Céu. 3ª – Jesus Cristo guardá-los-á em todas as tribulações em que se acharem, especialmente na hora da morte. 4ª – Por fim os deixará nas mãos de sua Mãe para que deles disponha a seu agrado, e lhes obtenha todos e quaisquer favores. Meditações Por Santo Afonso Maria de Ligório No livro “Glórias de Maria”, Santo Afonso escreve que são grandes as graças que Jesus prometeu aos devotos de Nossa Senhora das Dores e ali deixa uma reflexão sobre as suas 7 dores. Nossa Senhora das Dores foi uma devoção cultivada por Santo Afonso , e isso se deve ao seu amor pela Paixão de Cristo e pela missão corredentora de Maria aos pés da Cruz. Tanto é o carinho por esta devoção que ele guardava em seu quarto uma pintura dessa imagem. A seguir, vamos trazer uma parte das meditações de Santo Afonso sobre as 7 dores de Maria , incluindo orações que ele escreveu e que indicam uma proposta de conversão. 1 – Profecias de Simeão (Lucas 2, 34-35) Na primeira dor, Santo Afonso lembra que Deus usa de misericórdia conosco “ocultando” as “cruzes vindouras” na nossa vida, porque ele deseja que vivamos o sofrimento somente na hora e no momento certos. Com a Virgem Maria Ele não teve a mesma atitude. Maria foi destinada a ser a Rainha dos Mártires e em tudo semelhante a seu Filho. “Devia por isso, sofrer continuamente e ter sempre diante dos olhos as penas que a esperavam”. Reze com Santo Afonso a oração para esta dor de Maria: Ó minha bendita Mãe, não só uma espada, porém tantas quantas foram os meus pecados, tenho eu acrescentado ao vosso coração. Não a vós, que sois inocente, minha Senhora, mas a mim, réu de tantos delitos, são devidas as penas. Já que contudo quisestes sofrer tanto por meu amor, impetrai-me pelos vossos merecimentos uma grande dor de minhas culpas, e a paciência necessária para sofrer os trabalhos desta vida. Por maiores que sejam, sempre serão leves em comparação dos castigos que tenho merecido, e de meus pecados, que me têm tornado tantas vezes digno do inferno. Amém. Clique aqui para continuar rezando a coroa das sete dores. 2 – A fuga da Sagrada Família para o Egito (Mateus 2, 13-21) Jesus e Maria passaram pelo mundo como fugitivos, e eles trazem uma lição para nós, diz Santo Afonso. “Temos de viver na terra como peregrinos, sem apegos aos bens que o mundo nos oferece” . Aprendamos com Jesus e Maria a abraçar as cruzes, porque sem elas não podemos viver neste mundo. Reze com Santo Afonso a oração para esta dor de Maria: Ó Maria, nem depois de vosso Filho ter sido imolado pelos homens, que o perseguiram até à morte, cessaram esses ingratos de persegui-lo com seus pecados, e de afligir-vos, ó Mãe dolorosa? E eu mesmo, ó meu Deus, não tenho sido um desses ingratos? Ah! minha Mãe dulcíssima, impetrai-me lágrimas para chorar tanta ingratidão. E pelas muitas penas que sofrestes na viagem para o Egito, assisti-me com vosso auxílio na viagem que estou fazendo para a eternidade, a fim de que possa um dia ir amar convosco meu Salvador perseguido, na pátria dos bem-aventurados. Amém. Clique aqui para continuar rezando a coroa das sete dores. 3 – A perda do Menino Jesus no templo (Lucas 2, 41-51) Uma das maiores dores de Maria foi esta: a perda de seu Filho no templo. Somente nesta dor é que ouvimos Maria queixar-se, diz Santo Afonso. “Filho, por que fizeste assim conosco? Olha que teu pai e eu te buscamos aflitos!” (Lc 2,48). Essas palavras, segundo Afonso, não indicam uma censura da parte de Nossa Senhora, mas revelam a intensa dor que experimentou na ausência do amado Filho. Santo Afonso então oferece uma reflexão: “Essas penas de nossa Mãe devem primeiramente servir de conforto às almas que se veem privadas das consolações e da suave presença do Senhor. (…) Chorem, se quiserem, mas chorem com paz e resignação, como Maria chorou a ausência de seu Filho. Cobrem ânimo e não temam por ter perdido a graça divina”. Reze com Santo Afonso a oração para esta dor de Maria: Ó Virgem bendita, por que assim vos afligis, buscando o vosso Filho, como se não soubésseis onde ele está? Não vos recordais que está em vosso coração? Não sabeis que ele se compraz entre os lírios? Vós mesma o dissestes: “O meu amado é para mim e eu sou para ele, que se apascenta entre as açucenas” (Ct 2,16). Vossos pensamentos e afetos, tão humildes, tão puros, tão santos, são outros lírios que convidam o Divino Esposo a habitar em vós. Ah! Maria, vós suspirais por Jesus, vós que não amais senão a Jesus! Eu é que devo suspirar, eu e tantos pecadores que o não amamos, e o temos perdido por nossas ofensas. Minha Mãe amabilíssima, se por minha culpa vosso Filho ainda não tornou à minha alma, fazei que eu o ache de novo. Bem sei que ele se faz achar por quem o busca. Mas fazei que eu o procure como devo. Vós sois a porta pela qual se chega a Jesus, fazei que também eu chegue a ele por meio de vós. Amém. Clique aqui para continuar rezando a coroa das sete dores. 4 – Encontro com Jesus caminhando para a morte (Lucas 23, 27-31) Maria Santíssima chora ao ver chegar o momento da Paixão e ao notar que faltava pouco tempo para perder o seu Filho. Santo Afonso recorda que Maria não quer abandonar Jesus , embora ver sua morte seja uma dor incalculável. “Adiante vai o Filho, e atrás segue a Mãe para ser crucificada com ele. (…) Não nos apiedaremos de Maria, que vai seguindo o Cordeiro Imaculado, levado ao suplício? Participemos, pois, de sua dor; com ela acompanharemos seu Divino Filho, levando pacientemente as cruzes que nos manda o Senhor. Reze com Santo Afonso a oração para esta dor de Maria: Ó minha Mãe dolorosa! Pelo merecimento da dor que sentistes, vendo vosso amado Jesus conduzido à morte, impetrai-me a graça de também levar com paciência as cruzes que Deus me envia. Feliz serei, se souber acompanhar-vos com minha cruz até à morte. Vós e Jesus, que eram inocentes, carregaram uma cruz tão pesada, e eu, pecador, que tenho merecido o inferno, recusarei carregar a minha? Ah! Virgem Imaculada, de vós espero socorro para sofrer com paciência todas as cruzes. Amém. Clique aqui para continuar rezando a coroa das sete dores. 5 – A morte de Jesus na Cruz (João 19, 25-27) Aqui temos que contemplar um grande martírio, indica Santo Afonso. Uma mãe é condenada a ver morrer diante de seus olhos o seu Filho inocente. “Estava em pé junto à cruz de Jesus, sua Mãe” (Jo 19,25). “A Virgem não cessava de oferecer à Divina Justiça a vida do Filho pela nossa salvação. Por aí vemos o quanto cooperava pelos seus sofrimentos para fazer-nos nascer à vida da graça. E se nesse mar de mágoas, que era o coração de Maria, entrou algum alívio, então este único consolo foi certamente o animador pensamento de que, por suas dores, cooperava para nossa eterna salvação” , relata Santo Afonso. Reze com Santo Afonso a oração para esta dor de Maria: Ó aflitíssima entre todas as mães, morreu, pois, vosso Filho tão amável e que tanto vos ama. Chorai, que bem razão tendes para chorar. Quem poderia vos consolar jamais? Só pode dar-vos algum alívio pensar que Jesus com sua morte venceu o inferno, abriu aos homens o paraíso, que lhes estava fechado, e fez a conquista de tantas almas. Do trono da cruz Ele reinará sobre tantos corações que, pelo amor vencidos, o servirão com amor. Dignai-vos, entretanto, ó minha Mãe, consentir que me conserve a vossos pés, chorando convosco, já que eu, pelos meus grandes pecados, tenho mais razão de chorar que vós. Ah! Mãe de Misericórdia, em primeiro lugar pela morte de meu Redentor, e depois pelo merecimento de vossas dores, espero o perdão e a salvação eterna. Amém. Clique aqui para continuar rezando a coroa das sete dores. 6 – Maria recebe o corpo do filho tirado da Cruz (Mateus 27, 55-61) Na sexta dor da pobre Mãe de Jesus, Santo Afonso convida a contemplar “com atenção e lágrimas de piedade” . As dores que até agora, uma a uma iam golpeando Maria, vem todas de uma única vez. Santo Afonso indica então uma frase de São Boaventura, dita por Maria. “Se meu Filho quis que lhe fosse aberto o lado para dar-te seu coração, é justo que lhe dês também o teu”. Maria reconhece em Jesus o plano completo da salvação de Deus. Reze com Santo Afonso a oração para esta dor de Maria: Ó Virgem dolorosa, ó alma grande pelas virtudes e também pelas dores, pois que ambas nascem do grande incêndio do amor que tendes a Deus, o único objeto amado por vosso coração. Ah! minha Mãe, tende piedade de mim, que não tenho amado a Deus e tanto o tenho ofendido. Vossas dores me enchem de grande confiança, e me fazem esperar o perdão. Mas isso não me basta; quero amar a meu Senhor. E quem me pode alcançar essa graça melhor que vós, que sois a Mãe do belo amor? Ah! Maria, a todos consolastes; consolai também a mim. Amém. Clique aqui para continuar rezando a coroa das sete dores. 7 – A sepultura de Jesus (Lucas 23, 55-56) A sétima e última dor que Santo Afonso medita é a que mostra o sofrimento de Maria ao ver-se obrigada a deixá-lo finalmente no sepulcro. “Compreenderemos melhor esta última dor da Senhora, se subirmos ao Calvário e aí contemplarmos a desolada Mãe, ainda abraçada com o Filho morto” , diz. Santo Afonso afirma ainda que Maria foi a primeira a adorar a cruz de Jesus. Reze com Santo Afonso a oração para esta dor de Maria: Ó minha Mãe dolorosa, não vos quero deixar chorando sozinha. Quero acompanhar-vos com minhas lágrimas. Esta graça hoje vos peço: obtende-me uma contínua memória com uma terna devoção à Paixão de Jesus e à vossa, para que os dias que me restam de vida me não sirvam senão para chorar vossas dores, ó minha Mãe, e as de meu Redentor. Essas vossas dores, espero eu, na hora de minha morte, me hão de dar coragem, força e confiança para não desesperar à vista do muito que ofendi ao meu Senhor. E elas me hão de impetrar o perdão, a perseverança e o paraíso, onde espero depois alegrar-me convosco, e cantar as misericórdias infinitas de meu Deus, por toda a eternidade. Assim o espero, assim seja. Amém. Clique aqui para continuar rezando a coroa das sete dores. Fonte: Glórias de Maria com adaptações.

  • Homilia Diária | A Virgem compadecida e a nossa falta de compaixão

    Sábado depois das Cinzas A Quaresma é um tempo oportuno para meditarmos sobre a Paixão de Cristo. Mas, tragicamente, por causa do egoísmo e do pecado, nossos corações se encontram duros e insensíveis, incapazes de derramar uma lágrima de compaixão sequer por nosso Redentor. Aos pés da Cruz, porém, Nossa Senhora se compadece não só dos sofrimentos de seu divino Filho, mas também dos nossos, “crucificados” que estamos pelo pecado e pela grande miséria da falta de Deus. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, 17 de fevereiro, e peçamos à Virgem Compadecida que nos ajude a chorar com viva dor as nossas culpas! Evangelho (Lc 5,27-32) — Glória a vós, Senhor Jesus, Primogênito dentre os mortos! — Não quero a morte do pecador, diz o Senhor, mas que ele volte, se converta e tenha vida. (Ez 33,11) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 27 Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado na coletoria. Jesus lhe disse: “Segue-me”. 28 Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu. 29 Depois, Levi preparou em casa um grande banquete para Jesus. Estava aí grande número de cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles. 30 Os fariseus e seus mestres da Lei murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: “Por que vós comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?” 31 Jesus respondeu: “Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. 32 Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | A Virgem compadecida e a nossa falta de compaixão

    Sábado depois das Cinzas A Quaresma é um tempo oportuno para meditarmos sobre a Paixão de Cristo. Mas, tragicamente, por causa do egoísmo e do pecado, nossos corações se encontram duros e insensíveis, incapazes de derramar uma lágrima de compaixão sequer por nosso Redentor. Aos pés da Cruz, porém, Nossa Senhora se compadece não só dos sofrimentos de seu divino Filho, mas também dos nossos, “crucificados” que estamos pelo pecado e pela grande miséria da falta de Deus. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, 17 de fevereiro, e peçamos à Virgem Compadecida que nos ajude a chorar com viva dor as nossas culpas! Evangelho (Lc 5,27-32) — Glória a vós, Senhor Jesus, Primogênito dentre os mortos! — Não quero a morte do pecador, diz o Senhor, mas que ele volte, se converta e tenha vida. (Ez 33,11) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 27 Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado na coletoria. Jesus lhe disse: “Segue-me”. 28 Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu. 29 Depois, Levi preparou em casa um grande banquete para Jesus. Estava aí grande número de cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles. 30 Os fariseus e seus mestres da Lei murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: “Por que vós comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?” 31 Jesus respondeu: “Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. 32 Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | O jejum nas sextas-feiras da Quaresma

    Sexta-feira depois das Cinzas Se, como já aprendemos, todas as sextas-feiras do ano são dias penitenciais, as sextas da Quaresma o são ainda mais. Por isso, nesta homilia para o dia 16 de fevereiro, Padre Paulo Ricardo apresenta algumas dicas bem práticas de como viver bem o jejum nas sextas-feiras da Quaresma. Para jejuar, é preciso ficar sem comer em absoluto? Por que, quando nos abstemos de carne, está liberado comer peixe? Com que espírito se devem cumprir, enfim, as penitências e os propósitos da Quaresma? Ouça a homilia de hoje e descubra as respostas! Santo do Dia: Santo Onésimo, mártir – 16 de Fevereiro Evangelho (Lc 9,22-25) — Glória a vós, Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos! — Convertei-vos, nos diz o Senhor, está próximo o Reino de Deus! (Mt 4,17) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 22 “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. 23 Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me. 24 Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará. 25 Com efeito, de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro, se se perde e se destrói a si mesmo?” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | O jejum nas sextas-feiras da Quaresma

    Sexta-feira depois das Cinzas Se, como já aprendemos, todas as sextas-feiras do ano são dias penitenciais, as sextas da Quaresma o são ainda mais. Por isso, nesta homilia para o dia 16 de fevereiro, Padre Paulo Ricardo apresenta algumas dicas bem práticas de como viver bem o jejum nas sextas-feiras da Quaresma. Para jejuar, é preciso ficar sem comer em absoluto? Por que, quando nos abstemos de carne, está liberado comer peixe? Com que espírito se devem cumprir, enfim, as penitências e os propósitos da Quaresma? Ouça a homilia de hoje e descubra as respostas! Santo do Dia: Santo Onésimo, mártir – 16 de Fevereiro Evangelho (Lc 9,22-25) — Glória a vós, Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos! — Convertei-vos, nos diz o Senhor, está próximo o Reino de Deus! (Mt 4,17) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 22 “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. 23 Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me. 24 Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará. 25 Com efeito, de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro, se se perde e se destrói a si mesmo?” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Celebridades que não escondem sua fé postaram fotos com as cinzas recebidas

    Artistas brasileiros e internacionais publicaram suas fotos nas redes sociais após participarem da Santa Missa da Quarta-feira de cinzas A quarta-feira de cinzas marca o primeiro dia da Quaresma. Dessa forma, todos os anos, os católicos do mundo inteiro se preparam para receber a unção das cinzas na testa, que representa um sinal de renovação, fé e conversão dos fiéis em preparação para a Páscoa. Concedido uma vez por ano aos católicos, o rito é realizado por sacerdotes e também pelos ministros extraordinários da eucaristia. Com a imposição das mãos sobre a cabeça dos fiéis, são proferidas palavras que pedem a conversão, enquanto o sinal da santa Cruz é desenhado sob a testa dos cristãos. Geralmente a frase utilizada durante a unção é “convertei-vos e crede no Evangelho”. Sendo assim, somos convidados a passar pelo deserto assim como Cristo passou durante a sua passagem pela Terra. Para celebrar o rito das cinzas, alguns famosos brasileiros e internacionais participaram da Santa Missa e publicaram fotos com as cinzas em suas redes sociais, espaço onde puderam professar a sua fé católica. Leia também: Na quaresma, o Jejum e a Abstinência de carne são obrigatórios? Neste ano Mark Wahlberg e Jonathan Roumie se uniram ao aplicativo de católico Hallow em um comercial convidando todas pessoas a rezarem juntas nesta quaresma. O comercial foi transmitido no intervalo do Super Bowl, o evento com maior número de espectadores dos EUA, por volta de 100 milhões de pessoas. Assista: Confira: Clique aqui para assistir a entrevista dos dois para a FOX em inglês. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mark Wahlberg (@markwahlberg) Marcos Mion Lucas Lucco Jonathan Roumie David Henrie Mark Wahlberg e a esposa Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mark Wahlberg (@markwahlberg) Eduardo Verastegui Rosario Dawson Gwen Stefani Melissa Joanhart Isabella Fiorentino Via catholicus.org.br Leia também: Sugestões de penitências e mortificações na quaresma #Quaresma

  • Celebridades que não escondem sua fé postaram fotos com as cinzas recebidas

    Artistas brasileiros e internacionais publicaram suas fotos nas redes sociais após participarem da Santa Missa da Quarta-feira de cinzas A quarta-feira de cinzas marca o primeiro dia da Quaresma. Dessa forma, todos os anos, os católicos do mundo inteiro se preparam para receber a unção das cinzas na testa, que representa um sinal de renovação, fé e conversão dos fiéis em preparação para a Páscoa. Concedido uma vez por ano aos católicos, o rito é realizado por sacerdotes e também pelos ministros extraordinários da eucaristia. Com a imposição das mãos sobre a cabeça dos fiéis, são proferidas palavras que pedem a conversão, enquanto o sinal da santa Cruz é desenhado sob a testa dos cristãos. Geralmente a frase utilizada durante a unção é “convertei-vos e crede no Evangelho”. Sendo assim, somos convidados a passar pelo deserto assim como Cristo passou durante a sua passagem pela Terra. Para celebrar o rito das cinzas, alguns famosos brasileiros e internacionais participaram da Santa Missa e publicaram fotos com as cinzas em suas redes sociais, espaço onde puderam professar a sua fé católica. Leia também: Na quaresma, o Jejum e a Abstinência de carne são obrigatórios? Neste ano Mark Wahlberg e Jonathan Roumie se uniram ao aplicativo de católico Hallow em um comercial convidando todas pessoas a rezarem juntas nesta quaresma. O comercial foi transmitido no intervalo do Super Bowl, o evento com maior número de espectadores dos EUA, por volta de 100 milhões de pessoas. Assista: Confira: Clique aqui para assistir a entrevista dos dois para a FOX em inglês. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mark Wahlberg (@markwahlberg) Marcos Mion Lucas Lucco Jonathan Roumie David Henrie Mark Wahlberg e a esposa Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mark Wahlberg (@markwahlberg) Eduardo Verastegui Rosario Dawson Gwen Stefani Melissa Joanhart Isabella Fiorentino Via catholicus.org.br Leia também: Sugestões de penitências e mortificações na quaresma #Quaresma

  • Sugestões de penitências e mortificações na quaresma

    A Quaresma está chegando e muitos católicos ainda estão perdidos sobre quais penitências deve adotar neste tempo de reflexão e preparação para a Páscoa. Pensando nisso, o Padre José Eduardo separou algumas sugestões de mortificação: 1) Penitências gastronômicas: Trocar a carne por peixe, ovos ou queijo (ou mesmo comer puro) Comer menos arroz, feijão, pão, macarrão, para sair da mesa com um pouco de apetite Eliminar todos doces, refrigerantes, chocolate e demais guloseimas Nas refeições, acrescentar algo que seja desagradável, como diminuir a quantidade de sal ou colocar um condimento que quebre um pouco o sabor Comer algum legume ou verdura que não se goste muito Diminuir ou mesmo tirar as refeições intermediárias (como o lanche da tarde). Tomar café sem açúcar, ou água numa temperatura menos agradável Reservar algum dia para o jejum total ou parcial Leia também Quarta-Feira de Cinzas, dia de jejum e a abstinência 2) Penitências corporais: (apenas para ajudarem a não perdermos o sentido do sacrifício ao longo do dia, a não sermos relaxados, devendo ser pequenas e discretas). Dormir sem travesseiro Sentar-se apenas em cadeiras duras Rezar alguma oração mais prolongada de joelhos Não usar elevadores ou escadas rolantes Trabalhar sem se encostar na cadeira Cuidar da postura corporal Descer um ponto antes do ônibus e fazer uma parte do caminho à pé Deixar de usar o carro e pegar um transporte coletivo Leia também Dicas valiosas para viver bem o Tempo da Quaresma 3) Penitências Morais (são as mais importantes) : Não reclamar das contrariedades do dia, mas agradecer e louvar a Deus Sorrir sempre, mesmo quando haja um nervoso Moderar a frequência às redes sociais, celular e computador (reduzir a poucas vezes ao dia) Cancelar e Bloquear o acesso a redes sociais e sites que te levam a pecar. Desligar as notificações do celular Fazer os serviços mais incômodos na casa e no trabalho, ajudando os outros Acordar mais cedo para fazer oração Não ouvir música no carro Não assistir TV, mas dedicar este tempo à leitura Não usar jogos eletrônicos, caso seja viciado Fazer algum trabalho voluntário Rezar mais pelos outros, do que por si mesmo Reservar dinheiro para dar esmolas, mas sobretudo atenção aos mendigos Falar bem das pessoas que se gostaria de criticar Ouvir as pessoas incômodas sem as interromper Dormir no horário, mesmo sem vontade. Comece a Quaresma com o pé direito: Artigos para te ajudar a viver melhor o tempo da Quaresma Assista também: #jejum #Oração #penitência #Quaresma

  • Sugestões de penitências e mortificações na quaresma

    A Quaresma está chegando e muitos católicos ainda estão perdidos sobre quais penitências deve adotar neste tempo de reflexão e preparação para a Páscoa. Pensando nisso, o Padre José Eduardo separou algumas sugestões de mortificação: 1) Penitências gastronômicas: Trocar a carne por peixe, ovos ou queijo (ou mesmo comer puro) Comer menos arroz, feijão, pão, macarrão, para sair da mesa com um pouco de apetite Eliminar todos doces, refrigerantes, chocolate e demais guloseimas Nas refeições, acrescentar algo que seja desagradável, como diminuir a quantidade de sal ou colocar um condimento que quebre um pouco o sabor Comer algum legume ou verdura que não se goste muito Diminuir ou mesmo tirar as refeições intermediárias (como o lanche da tarde). Tomar café sem açúcar, ou água numa temperatura menos agradável Reservar algum dia para o jejum total ou parcial Leia também Quarta-Feira de Cinzas, dia de jejum e a abstinência 2) Penitências corporais: (apenas para ajudarem a não perdermos o sentido do sacrifício ao longo do dia, a não sermos relaxados, devendo ser pequenas e discretas). Dormir sem travesseiro Sentar-se apenas em cadeiras duras Rezar alguma oração mais prolongada de joelhos Não usar elevadores ou escadas rolantes Trabalhar sem se encostar na cadeira Cuidar da postura corporal Descer um ponto antes do ônibus e fazer uma parte do caminho à pé Deixar de usar o carro e pegar um transporte coletivo Leia também Dicas valiosas para viver bem o Tempo da Quaresma 3) Penitências Morais (são as mais importantes) : Não reclamar das contrariedades do dia, mas agradecer e louvar a Deus Sorrir sempre, mesmo quando haja um nervoso Moderar a frequência às redes sociais, celular e computador (reduzir a poucas vezes ao dia) Cancelar e Bloquear o acesso a redes sociais e sites que te levam a pecar. Desligar as notificações do celular Fazer os serviços mais incômodos na casa e no trabalho, ajudando os outros Acordar mais cedo para fazer oração Não ouvir música no carro Não assistir TV, mas dedicar este tempo à leitura Não usar jogos eletrônicos, caso seja viciado Fazer algum trabalho voluntário Rezar mais pelos outros, do que por si mesmo Reservar dinheiro para dar esmolas, mas sobretudo atenção aos mendigos Falar bem das pessoas que se gostaria de criticar Ouvir as pessoas incômodas sem as interromper Dormir no horário, mesmo sem vontade. Comece a Quaresma com o pé direito: Artigos para te ajudar a viver melhor o tempo da Quaresma Assista também: #jejum #Oração #penitência #Quaresma

  • Homilia Diária | O sentido das pequenas mortes do dia a dia

    Quinta-feira depois das Cinzas Afastado de Cristo, o caminho do homem, marcado por tantas dores e tristezas, é o caminho da depressão e do desespero. Mas quando nos aproximamos de Cristo e vemos que Ele morreu por nós, todas as nossas angústias se convertem em gratidão, em ocasião de amar de volta Aquele que tanto sofreu e se angustiou, para que fôssemos livres do poder da morte e da tristeza. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 15 de fevereiro, e peçamos a Nossa Senhora a graça de aceitarmos com amor todas as mortificações que a vida nos impuser. Evangelho (Lc 9,22-25) — Glória a vós, Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos! — Convertei-vos, nos diz o Senhor, está próximo o Reino de Deus! (Mt 4,17) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 22 “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. 23 Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me. 24 Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará. 25 Com efeito, de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro, se se perde e se destrói a si mesmo?” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | O sentido das pequenas mortes do dia a dia

    Quinta-feira depois das Cinzas Afastado de Cristo, o caminho do homem, marcado por tantas dores e tristezas, é o caminho da depressão e do desespero. Mas quando nos aproximamos de Cristo e vemos que Ele morreu por nós, todas as nossas angústias se convertem em gratidão, em ocasião de amar de volta Aquele que tanto sofreu e se angustiou, para que fôssemos livres do poder da morte e da tristeza. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 15 de fevereiro, e peçamos a Nossa Senhora a graça de aceitarmos com amor todas as mortificações que a vida nos impuser. Evangelho (Lc 9,22-25) — Glória a vós, Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos! — Convertei-vos, nos diz o Senhor, está próximo o Reino de Deus! (Mt 4,17) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 22 “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. 23 Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me. 24 Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará. 25 Com efeito, de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro, se se perde e se destrói a si mesmo?” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

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