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- Santa Sé publica nota sobre a validade dos sacramentos e sua correta celebração
Segundo o ACI Digital (04/02/2024), o Dicastério para a Doutrina da Fé publicou no sábado (3) a nota “Gestis Verbisque” que oferece “alguns elementos de caráter doutrinal em relação ao discernimento sobre a validade da celebração dos sacramentos, prestando atenção também a alguns aspectos disciplinares e pastorais”. Na apresentação do documento de 11 páginas assinado pelo papa Francisco e pelo prefeito do dicastério, cardeal Víctor Manuel Fernández, o cardeal falou que o documento teve origem na Assembleia Plenária do dicastério em janeiro de 2022, quando “os cardeais membros e bispos expressaram a sua preocupação pelo multiplicar-se de situações em que se era obrigado a constatar a invalidade dos sacramentos celebrados”. “As graves modificações na matéria ou na forma dos sacramentos, anulando a sua celebração, levaram à necessidade de rastrear as pessoas envolvidas para repetir o rito do batismo ou da crisma”, disse. Segundo o cardeal Fernández, esta nota não é “simplesmente uma questão técnica ou mesmo ‘rigorista’”, mas visa “expressar principalmente a prioridade da ação de Deus e salvaguardar humildemente a unidade do Corpo de Cristo, que é o Igreja, nos seus gestos mais sagrados”. Lembrou, neste sentido, que os ministros ordenados são chamados a “superar a tentação de se sentirem donos da Igreja”. “[Os sacramentos] não são nossos! E os fiéis têm o direito, por sua vez, de recebê-los como a Igreja prevê: desta forma, a sua celebração está de acordo com a intenção de Jesus e torna o evento da Páscoa atual e eficaz”, acrescenta. Sobre a nota Gestis Verbisque Na introdução do documento, o dicastério recorda que os sacramentos foram “instituídos por Cristo” e são, portanto, “ações que realizam, através de sinais sensíveis, a experiência viva do mistério da salvação, tornando possível a participação dos seres humanos na vida divina”. No entanto, diz que, “infelizmente, deve-se constatar que a celebração litúrgica, em particular a dos sacramentos, nem sempre se realiza em plena fidelidade aos ritos prescritos pela Igreja”. São citadas como exemplos as alterações na fórmula do batismo, tais como: “Eu te batizo em nome do Criador…” e “Em nome do pai e da mãe… nós te batizamos”. Estas circunstâncias também impactaram alguns sacerdotes que, “tendo sido batizados com fórmulas deste tipo, descobriram dolorosamente a invalidade da sua ordenação e dos sacramentos celebrados até então”. A nota do dicastério também diz que “para todos os sacramentos, em cada caso, sempre foi exigida a observância tanto da matéria como da forma para a validade da celebração”. A matéria do sacramento, continua a nota, “consiste na ação humana por meio da qual Cristo age. Nela, às vezes, está presente um elemento material (água, pão, vinho, óleo), outras vezes um gesto particularmente eloquente (sinal da cruz, imposição de mãos, imersão, infusão, consentimento, unção)”. Quanto à forma, o texto diz que “é constituída pela palavra, que confere um significado transcendente à matéria, transfigurando o significado ordinário do elemento material e o sentido puramente humano da ação realizada”. “Tanto a matéria como a forma, resumidas no Código de Direito Canônico, estão estabelecidas nos livros litúrgicos promulgados pela autoridade competente, que portanto devem ser observados fielmente, sem ‘acrescentar, retirar ou alterar nada’”, diz o texto. O documento acrescenta que modificações arbitrárias de matéria ou forma “comprometem a efetiva concessão da graça sacramental, com evidente dano aos fiéis” e que a “gravidade e força incapacitante” de tais mudanças “devem ser determinado caso a caso.” A nota também se referiu à intenção do ministro que distribui o sacramento. O documento diz que, embora este seja um “elemento interno e subjetivo”, dada a sua natureza tende “a manifestar-se exteriormente através da observância do rito estabelecido pela Igreja, de modo que a modificação grave dos elementos essenciais também introduz dúvidas sobre a real intenção do ministro, invalidando a validade do sacramento celebrado”. “A matéria, a forma e a intenção estão sempre inseridas no contexto da celebração litúrgica (…) A devida atenção aos elementos essenciais dos sacramentos, dos quais depende a sua validade, deve, portanto, concordar com o cuidado e o respeito de toda a celebração”, acrescenta a nota. Portanto, o dicastério recorda que, ao modificar por sua própria iniciativa a forma celebrativa de um sacramento, constitui tanto um “abuso litúrgico”, como também “uma ferida infligida tanto à comunhão eclesial como ao reconhecimento da ação de Cristo que nos casos mais graves, torna o próprio sacramento inválido”. Em outro ponto do documento, destaca-se a importância de o ministro compreender que a autêntica celebração litúrgica “é aquela que respeita e exalta o primado de Cristo e a ativa participatio de toda a assembleia, inclusive através da humilde obediência às normas litúrgicas”. “Cabe a eles, em primeiro lugar, garantir que ‘a beleza da celebração cristã’ permaneça viva e não seja ‘deteriorada por uma compreensão superficial e reducionista do seu valor ou, pior ainda, pela sua instrumentalização ao serviço de alguma visão ideológica, seja esta qual for’”, conclui a nota da Santa Sé. Fonte: https://www.acidigital.com/noticia/57301/santa-se-publica-nota-sobre-a-validade-dos-sacramentos-e-sua-correta-celebracao #sacramentos #Vaticano
- Santa Sé publica nota sobre a validade dos sacramentos e sua correta celebração
Segundo o ACI Digital (04/02/2024), o Dicastério para a Doutrina da Fé publicou no sábado (3) a nota “Gestis Verbisque” que oferece “alguns elementos de caráter doutrinal em relação ao discernimento sobre a validade da celebração dos sacramentos, prestando atenção também a alguns aspectos disciplinares e pastorais”. Na apresentação do documento de 11 páginas assinado pelo papa Francisco e pelo prefeito do dicastério, cardeal Víctor Manuel Fernández, o cardeal falou que o documento teve origem na Assembleia Plenária do dicastério em janeiro de 2022, quando “os cardeais membros e bispos expressaram a sua preocupação pelo multiplicar-se de situações em que se era obrigado a constatar a invalidade dos sacramentos celebrados”. “As graves modificações na matéria ou na forma dos sacramentos, anulando a sua celebração, levaram à necessidade de rastrear as pessoas envolvidas para repetir o rito do batismo ou da crisma”, disse. Segundo o cardeal Fernández, esta nota não é “simplesmente uma questão técnica ou mesmo ‘rigorista’”, mas visa “expressar principalmente a prioridade da ação de Deus e salvaguardar humildemente a unidade do Corpo de Cristo, que é o Igreja, nos seus gestos mais sagrados”. Lembrou, neste sentido, que os ministros ordenados são chamados a “superar a tentação de se sentirem donos da Igreja”. “[Os sacramentos] não são nossos! E os fiéis têm o direito, por sua vez, de recebê-los como a Igreja prevê: desta forma, a sua celebração está de acordo com a intenção de Jesus e torna o evento da Páscoa atual e eficaz”, acrescenta. Sobre a nota Gestis Verbisque Na introdução do documento, o dicastério recorda que os sacramentos foram “instituídos por Cristo” e são, portanto, “ações que realizam, através de sinais sensíveis, a experiência viva do mistério da salvação, tornando possível a participação dos seres humanos na vida divina”. No entanto, diz que, “infelizmente, deve-se constatar que a celebração litúrgica, em particular a dos sacramentos, nem sempre se realiza em plena fidelidade aos ritos prescritos pela Igreja”. São citadas como exemplos as alterações na fórmula do batismo, tais como: “Eu te batizo em nome do Criador…” e “Em nome do pai e da mãe… nós te batizamos”. Estas circunstâncias também impactaram alguns sacerdotes que, “tendo sido batizados com fórmulas deste tipo, descobriram dolorosamente a invalidade da sua ordenação e dos sacramentos celebrados até então”. A nota do dicastério também diz que “para todos os sacramentos, em cada caso, sempre foi exigida a observância tanto da matéria como da forma para a validade da celebração”. A matéria do sacramento, continua a nota, “consiste na ação humana por meio da qual Cristo age. Nela, às vezes, está presente um elemento material (água, pão, vinho, óleo), outras vezes um gesto particularmente eloquente (sinal da cruz, imposição de mãos, imersão, infusão, consentimento, unção)”. Quanto à forma, o texto diz que “é constituída pela palavra, que confere um significado transcendente à matéria, transfigurando o significado ordinário do elemento material e o sentido puramente humano da ação realizada”. “Tanto a matéria como a forma, resumidas no Código de Direito Canônico, estão estabelecidas nos livros litúrgicos promulgados pela autoridade competente, que portanto devem ser observados fielmente, sem ‘acrescentar, retirar ou alterar nada’”, diz o texto. O documento acrescenta que modificações arbitrárias de matéria ou forma “comprometem a efetiva concessão da graça sacramental, com evidente dano aos fiéis” e que a “gravidade e força incapacitante” de tais mudanças “devem ser determinado caso a caso.” A nota também se referiu à intenção do ministro que distribui o sacramento. O documento diz que, embora este seja um “elemento interno e subjetivo”, dada a sua natureza tende “a manifestar-se exteriormente através da observância do rito estabelecido pela Igreja, de modo que a modificação grave dos elementos essenciais também introduz dúvidas sobre a real intenção do ministro, invalidando a validade do sacramento celebrado”. “A matéria, a forma e a intenção estão sempre inseridas no contexto da celebração litúrgica (…) A devida atenção aos elementos essenciais dos sacramentos, dos quais depende a sua validade, deve, portanto, concordar com o cuidado e o respeito de toda a celebração”, acrescenta a nota. Portanto, o dicastério recorda que, ao modificar por sua própria iniciativa a forma celebrativa de um sacramento, constitui tanto um “abuso litúrgico”, como também “uma ferida infligida tanto à comunhão eclesial como ao reconhecimento da ação de Cristo que nos casos mais graves, torna o próprio sacramento inválido”. Em outro ponto do documento, destaca-se a importância de o ministro compreender que a autêntica celebração litúrgica “é aquela que respeita e exalta o primado de Cristo e a ativa participatio de toda a assembleia, inclusive através da humilde obediência às normas litúrgicas”. “Cabe a eles, em primeiro lugar, garantir que ‘a beleza da celebração cristã’ permaneça viva e não seja ‘deteriorada por uma compreensão superficial e reducionista do seu valor ou, pior ainda, pela sua instrumentalização ao serviço de alguma visão ideológica, seja esta qual for’”, conclui a nota da Santa Sé. Fonte: https://www.acidigital.com/noticia/57301/santa-se-publica-nota-sobre-a-validade-dos-sacramentos-e-sua-correta-celebracao #sacramentos #Vaticano
- Vereadores decidem hoje sobre CPI do padre Júlio Lancellotti
A Câmara Municipal de São Paulo (SP) deve decidir hoje (6) se abre uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pode envolver o padre Júlio Lancellotti. A CPI visa investigar organizações não governamentais (ONGs) que atuam na Cracolândia, região do centro de São Paulo (SP) que concentra os usuários de crack. Por ACIDigital O padre Júlio Lancellotti, pároco da igreja de São Miguel Arcanjo na Mooca, em São Paulo (SP), e vigário episcopal para o Povo da Rua da arquidiocese de São Paulo, também atua com esse público. O pedido foi feito pelo vereador de São Paulo Rubinho Nunes (União Brasil) em 6 de dezembro de 2023. Na ocasião, a arquidiocese publicou uma nota em defesa do padre Júlio Lancellotti. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o arcebispo de São Paulo, dom Odilo cardeal Scherer, também fizeram declarações em defesa do padre. Dom Odilo disse na rede social X no dia 5 de janeiro: “Pq mirar no trabalho do Pe Júlio, q ñ é ONG, ñ tem ONG e ñ recebe dinheiro público p/ seu trabalho? Pe Júlio faz seu trabalho em nome da arquidiocese de SP, q também ñ é ONG e ñ recebe $ público”. “Graças a Deus a gente tem figuras como o @pejulio, na capital de São Paulo, que há muitos e muitos anos dedica a sua vida para tentar dar um pouco de dignidade, respeito e cidadania às pessoas em situação de rua. Que dedica sua vida a seguir o exemplo de Jesus. Seu trabalho e da Diocese de São Paulo são essenciais para dar algum amparo a quem mais precisa”, disse Lula em publicação na rede social X em 4 de janeiro. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Templário de Maria (@templariodemaria) Assista também uma formação especial sobre o tema: Cardeal de São Paulo apoia Padre Comunista e causador de escândalos mas persegue Padre Fiel à Igreja
- Vereadores decidem hoje sobre CPI do padre Júlio Lancellotti
A Câmara Municipal de São Paulo (SP) deve decidir hoje (6) se abre uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pode envolver o padre Júlio Lancellotti. A CPI visa investigar organizações não governamentais (ONGs) que atuam na Cracolândia, região do centro de São Paulo (SP) que concentra os usuários de crack. Por ACIDigital O padre Júlio Lancellotti, pároco da igreja de São Miguel Arcanjo na Mooca, em São Paulo (SP), e vigário episcopal para o Povo da Rua da arquidiocese de São Paulo, também atua com esse público. O pedido foi feito pelo vereador de São Paulo Rubinho Nunes (União Brasil) em 6 de dezembro de 2023. Na ocasião, a arquidiocese publicou uma nota em defesa do padre Júlio Lancellotti. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o arcebispo de São Paulo, dom Odilo cardeal Scherer, também fizeram declarações em defesa do padre. Dom Odilo disse na rede social X no dia 5 de janeiro: “Pq mirar no trabalho do Pe Júlio, q ñ é ONG, ñ tem ONG e ñ recebe dinheiro público p/ seu trabalho? Pe Júlio faz seu trabalho em nome da arquidiocese de SP, q também ñ é ONG e ñ recebe $ público”. “Graças a Deus a gente tem figuras como o @pejulio, na capital de São Paulo, que há muitos e muitos anos dedica a sua vida para tentar dar um pouco de dignidade, respeito e cidadania às pessoas em situação de rua. Que dedica sua vida a seguir o exemplo de Jesus. Seu trabalho e da Diocese de São Paulo são essenciais para dar algum amparo a quem mais precisa”, disse Lula em publicação na rede social X em 4 de janeiro. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Templário de Maria (@templariodemaria) Assista também uma formação especial sobre o tema: Cardeal de São Paulo apoia Padre Comunista e causador de escândalos mas persegue Padre Fiel à Igreja
- São Paulo Miki e Companheiros Mártires – 06 de Fevereiro
SANTO DO DIA – 06 DE FEVEREIRO – SÃO PAULO MIKI E COMPANHEIROS Mártires (+1597) Foi através do trabalho evangelizador de São Francisco Xavier que o Japão tomou conhecimento do cristianismo, entre 1549 e 1551. A semente frutificou e, apenas algumas décadas depois, já havia pelo menos trezentos mil cristãos no Império do sol nascente. Mas se a catequese obteve êxito não foi somente pelo árduo, sério e respeitoso trabalho dos jesuítas em solo japonês. Foi também graças à coragem dos catequistas locais, como Paulo Miki e seus jovens companheiros. Miki nasceu em 1564, era filho de pais ricos e foi educado no colégio jesuíta em Anziquiama, no Japão. A convivência do colégio logo despertou em Paulo o desejo de se juntar à Companhia de Jesus e assim o fez, tornando-se um eloquente pregador. Ele porém, não pôde ser ordenado sacerdote no tempo correto porque não havia um bispo na região de Fusai. Mas isso não impediu que Paulo Miki continuasse sua pregação. Posteriormente tornou-se o primeiro sacerdote jesuíta em sua pátria, conquistando inúmeras conversões com humildade e paciência. Paciência, essa que não era virtude do imperador Toyotomi Hideyoshi. Ele era simpatizante do catolicismo mas, de uma hora para outra, se tornou seu feroz opositor. Por causa da conquista da Coreia, o Japão rompeu com a Espanha em particular e com o Ocidente em geral, motivando uma perseguição contra todos os cristãos. Inclusive perseguindo alguns missionários franciscanos espanhóis que tinham chegado ao Japão através das Filipinas e sido bem recebidos pelo Imperador. Os católicos foram expulsos do país, mas muitos resistiram e ficaram. Só que a repressão não demorou. Primeiro foram presos seis franciscanos, logo depois Paulo Miki com outros dois jesuítas e dezessete leigos terciários. Os vinte e seis cristãos sofreram terríveis humilhações e torturas públicas. Levados em cortejo de Meaco a Nagasaki foram alvo de violência e zombaria pelas ruas e estradas, enquanto seguiam para o local onde seria executada a pena de morte por crucificação. Alguns dos companheiros de Paulo Miki eram muito jovens, adolescentes ainda, mas enfrentaram a pena de morte com a mesma coragem do líder. Tomás Cozaki tinha, por exemplo, catorze anos; Antônio, treze anos e Luis Ibaraki tinha só onze anos de idade. A elevação sobre a qual os vinte e seis heróis de Jesus Cristo receberam o martírio pela crucificação em fevereiro de 1597 ficou conhecida como Monte dos Mártires. Paulo Miki e seus companheiros foram canonizados pelo Papa Pio IX, em 1862. Os crentes se dispersaram para escapar dos massacres e um bom número deles se estabeleceu ao longo do rio Urakami, nas proximidades de Nagasaki. Lá eles continuaram a viver sua fé, apesar da ausência de padres. A partir do momento em que o Japão se abriu novamente aos europeus, os missionários voltaram e as igrejas voltaram a ser construídas, inclusive em Nagasaki, a poucos quilômetros da comunidade cristã clandestina. Ela havia perdido todo contato com a Igreja Católica, mas guardava preciosamente três critérios de reconhecimento recebidos dos ancestrais: ‘Quando a Igreja voltar ao Japão, vocês a reconhecerão por três sinais: os padres não são casados, haverá uma imagem de Maria e esta Igreja obedecerá ao papa-sama, isto é, ao Bispo de Roma’. E foi assim que aconteceu dois séculos e meio depois, quando os cristãos do Império do sol nascente puderam se reencontrar com sua Santa Mãe, a Igreja. Assista a Homilia: Conheça mais sobre São Paulo Miki A palavra Nagasaki traz logo à memória a arrasadora bomba atômica lançada contra ela no final da Segunda Guerra Mundial. Poucos sabem, entretanto, que esta cidade foi também palco do heróico testemunho de numerosos mártires da Fé. A evangelização do Japão teve início em 15 de agosto de 1549, quando São Francisco Xavier pisou pela primeira vez o solo nipônico e começou a perfumá-lo com o odor de suas virtudes e dons admiráveis. Inicialmente os jesuítas, e, algumas décadas após, os franciscanos, empreenderam com vigor e coragem a obra da salvação dos gentios japoneses. Empolgantes lances e dolorosas decepções, a par de conversões espetaculares, acompanharam passo a passo esses valentes soldados de Cristo. Em menos de meio século, eram já cerca de 300 mil cristãos no Império do Sol Nascente, e esse número tendia a aumentar cada vez mais. Porém, a missão progredia em ambiente hostil à Fé, num país conturbado pela guerra civil. Sua reunificação, iniciada por um senhor feudal chamado Nobunaga, estava em processo de consolidação. Mas, com a súbita morte deste em 1582, seu sucessor, Hideyoshi, submeteu a nação a um despótico governo baseado na força das armas. De início, Hideyoshi não perseguiu os católicos. Com o passar do tempo, porém, percebeu que seus vassalos convertidos ao Catolicismo – muitos dos quais ocupavam postos de destaque no exército – constituíam um empecilho para a realização de seus desígnios ditatoriais; e que a Lei de Deus era um obstáculo para os seus desmandos morais. Em conseqüência, assinou em 1587 um decreto de expulsão dos missionários. Devido às medidas de prudência tomadas pelos jesuítas, essa iníqua decisão não foi executada. Não só permaneceram lá os filhos de Santo Inácio, mas, a partir de 1593, começaram a chegar missionários franciscanos provenientes das Filipinas, intensificando-se mais ainda a obra de evangelização. Ambição e intrigas fazem desencadear a perseguição Infelizmente, o ambiente político estava muito perturbado por intrigas, cobiças comerciais e maquinações dos inimigos da Religião cristã. E tudo pressagiava uma violenta perseguição do Governo imperial. Nessas delicadas circunstâncias, deu-se em 1596 o lamentável incidente do naufrágio do galeão espanhol San Felipe, no litoral japonês. Tendo ficado sem leme, devido à tempestade, a nau encalhou e começou a afundar. A tripulação e os passageiros, missionários franciscanos vindos das Filipinas, foram salvos em pequenos barcos. Houve tempo também para retirar toda a carga, constituída de preciosos tecidos de seda. Hideyoshi enviou um agente governamental, Masuda, para inspecionar e avaliar essas mercadorias. Este retornou com duas informações. A primeira, bem objetiva: o valor da carga era suficiente para revigorar as exauridas finanças do ditador. A segunda, de fonte bastante duvidosa: o piloto da nave lhe teria confidenciado que, nas conquistas espanholas, a pregação missionária precedia e preparava o terreno para a invasão militar. Isso serviu de pretexto para Hideyoshi, já predisposto pelas intrigas dos bonzos, mudar radicalmente sua atitude de contemporização. Mandou prender os franciscanos e confiscar as mercadorias do galeão. Pouco tempo depois, ordenou o cerco das casas dos missionários em Osaka e Kyoto. Humilhação transformada em triunfo A missão franciscana tinha como centro de irradiação a Igreja de Nossa Senhora dos Anjos, em Kyoto, então Capital imperial. Lá foram presos em 2 de janeiro de 1597 os missionários: o Superior, Frei Pedro Batista; os padres Martín Loynaz de la Ascensión e Francisco Blanco de Galicia; o clérigo Filipe de Jesús e os irmãos leigos Francisco de San Miguel e Gonçalo García. Junto com eles, quinze nipônicos convertidos, entre os quais vários catequistas e três coroinhas, chamados Luís Ibaraki, Antônio e Tomás Kozaki. Em Osaka foram encarcerados os catequistas João de Goto e Tiago Kisai, e um noviço jesuíta chamado Paulo Miki. De senhorial origem, este último nascera em 1568 e trabalhava com o Superior Provincial em Nagasaki. Pregador exímio, fazia intenso apostolado. Mais tarde, na prisão, os três tiveram o gáudio de serem oficialmente recebidos na Companhia de Jesus. Os 24 prisioneiros foram reunidos numa praça pública de Kyoto, onde os algozes cortaram a orelha esquerda de cada um deles. Em seguida, transportaram-nos, cobertos de sangue, em pequenas carroças, para serem escarnecidos pela população. Porém, as rudes carroças da ignomínia transformaram-se em tribuna de glória. No trajeto de Kyoto a Nagasaki, os mártires eram recebidos em triunfo pelos fiéis das aldeias católicas. Inumeráveis e comoventes conversões se deram ao longo dos caminhos e dos lugarejos por onde passaram. Um velho pai estimula o filho a morrer com alegria No dia 8 de janeiro de 1597, Hideyoshi assinou o decreto de condenação à morte desses 24 heróis da Fé, por motivos exclusivamente religiosos. A eles se juntaram mais tarde dois outros que os haviam acompanhado no trajeto. Hanzaburo Terazawa, irmão do governador de Nagoya, recebeu de Hideyoshi a ordem de executar todos os prisioneiros e foi encontrá-los num lugarejo próximo dessa cidade. Quando viu Luís Ibaraki, ficou em extremo embaraçado. Sentindo-se responsável pela morte de uma inocente criança, ofereceu-lhe a liberdade, se ele quisesse entrar a seu serviço. O menino deixou a decisão a cargo de Frei Pedro Batista. Este respondeu em sentido afirmativo, com a condição de que lhe fosse permitido viver como católico. Hanzaburo não contava com essa resposta. Após alguns instantes de perplexidade, replicou que, para continuar vivo, Luís deveria renegar a Fé católica. “Nessas condições, não vale a pena viver” – treplicou o decidido coroinha. Outra forte emoção apossou-se de Hanzaburo, ao descobrir entre os prisioneiros seu velho conhecido Paulo Miki. Nos antigos tempos, havia ele assistido a algumas de suas aulas de catecismo. Quantas recordações remoeram seu espírito! Vendo-o assim comovido, Paulo Miki aproveitou a oportunidade para lhe pedir três favores, os quais dificilmente poderiam ser negados: que a execução fosse na sexta-feira, e lhes permitisse antes confessar-se e assistir à Santa Missa. Hanzaburo consentiu, mas depois, receando a reação do tirânico Hideyoshi, voltou atrás. Por sua ordem, ergueram-se 26 cruzes numa colina perto de Nagasaki. Na manhã de 5 de fevereiro, a caminho do local do suplício, o catequista João de Goto viu aproximar-se seu venerável pai. Como despedida, vinha ele demonstrar ao filho como não há coisa mais importante do que a salvação da alma. Após estimular o jovem a ter muito ânimo e fortaleza de alma, exortando-o a morrer alegremente, pois morria a serviço de Deus, acrescentou que também ele e sua mãe estavam dispostos a derramar o sangue por amor de Cristo Jesus, se necessário fosse. A graça do martírio atrai os cristãos japoneses Chegando ao alto da colina, os 26 mártires foram fortemente amarrados nas cruzes preparadas com antecedência. Em torno deles aglomeravam-se cerca de quatro mil fiéis, muitos dos quais querendo ser também crucificados! Um problema inesperado para os embrutecidos soldados pagãos, que foram obrigados a usar de violência para… poupar a vida desses cristãos tão profundamente tocados pela graça do martírio. Frei Martín entoou então o Cântico de Zacarias, “Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque visitou e fez a redenção do seu povo”, enquanto Frei Gonçalo recitava o “Miserere”. Outros cantavam o “Te Deum”. Os padres jesuítas Francisco e Pásio, enviados pelo Provincial de Nagasaki, os exortavam a permanecer firmes na Fé. O menino Luís Ibaraki bradou alto e com voz firme: “Paraíso! Paraíso! Jesus, Maria!” Em um instante, todos os presentes gritavam a plenos pulmões: “Jesus, Maria! Jesus, Maria!” O primeiro a consumar o martírio foi Frei Filipe de Jesús. Seu corpo estremeceu ao receber os tremendos golpes de duas lançadas que lhe perfuraram o peito, do qual jorrou o sangue copiosamente. O pequeno coroinha Antônio pediu ao Pe. Batista para entoar o “Laudate pueri Dominum” (Louvai, meninos, ao Senhor). Este, porém, estando em profunda contemplação, nada ouvia. Antônio, então, iniciou sozinho o cântico, mas foi interrompido pelas lançadas que traspassaram seu coração infantil. Do alto da cruz, o Irmão Paulo Miki não cessava de encorajar, com divina eloqüência, os companheiros. Sua alma já prelibava o Céu. Os golpes mortais das lanças foram sucedendo-se, um após outro, abrindo as portas do Paraíso aos felizes mártires. O último a expirar foi o Padre Francisco Blanco. Na tarde desse mesmo dia, o Bispo de Nagasaki e os padres jesuítas, que não puderam assistir ao martírio devido à proibição de Hanzaburo, foram venerar os corpos dos santos mártires, cujo sangue havia sido piedosamente recolhido pelos católicos, como preciosa relíquia. Decorridos 30 anos, em 1627, o Papa Urbano VIII reconheceu oficialmente seu martírio. E o Bem-Aventurado Pio IX os canonizou em 8 de junhode 1862. A colina da execução ficou conhecida como Monte dos Mártires e tornouse centro de peregrinação. Nela, inumeráveis outros católicos foram degolados ou queimados vivos, durante a dura e cruel perseguição que se prolongou por quatro décadas, até culminar no levante de Shimabara, em 1638, onde morreram 37 mil cristãos. Com isto, ficou quase totalmente exterminado o Cristianismo em solo nipônico. Mas o sangue de tantos milhares de mártires não correu em vão. Unido ao Preciosíssimo Sangue de Jesus, ele fecunda, não apenas o solo do Japão, mas o de todas as nações onde incontáveis missionários anunciaram e anunciarão o Evangelho, ao longo dos séculos. E seu exemplo comove e anima até hoje quem lê a história de sua morte sublime. Formam eles uma esplendorosa coroa de glória sobre a fronte sacrossanta da Rainha dos Mártires. (Oscar Macoto Motitsuki; Revista Arautos do Evangelho, Fev/2004, n. 26, p. 20 à 22)
- São Paulo Miki e Companheiros Mártires – 06 de Fevereiro
SANTO DO DIA – 06 DE FEVEREIRO – SÃO PAULO MIKI E COMPANHEIROS Mártires (+1597) Foi através do trabalho evangelizador de São Francisco Xavier que o Japão tomou conhecimento do cristianismo, entre 1549 e 1551. A semente frutificou e, apenas algumas décadas depois, já havia pelo menos trezentos mil cristãos no Império do sol nascente. Mas se a catequese obteve êxito não foi somente pelo árduo, sério e respeitoso trabalho dos jesuítas em solo japonês. Foi também graças à coragem dos catequistas locais, como Paulo Miki e seus jovens companheiros. Miki nasceu em 1564, era filho de pais ricos e foi educado no colégio jesuíta em Anziquiama, no Japão. A convivência do colégio logo despertou em Paulo o desejo de se juntar à Companhia de Jesus e assim o fez, tornando-se um eloquente pregador. Ele porém, não pôde ser ordenado sacerdote no tempo correto porque não havia um bispo na região de Fusai. Mas isso não impediu que Paulo Miki continuasse sua pregação. Posteriormente tornou-se o primeiro sacerdote jesuíta em sua pátria, conquistando inúmeras conversões com humildade e paciência. Paciência, essa que não era virtude do imperador Toyotomi Hideyoshi. Ele era simpatizante do catolicismo mas, de uma hora para outra, se tornou seu feroz opositor. Por causa da conquista da Coreia, o Japão rompeu com a Espanha em particular e com o Ocidente em geral, motivando uma perseguição contra todos os cristãos. Inclusive perseguindo alguns missionários franciscanos espanhóis que tinham chegado ao Japão através das Filipinas e sido bem recebidos pelo Imperador. Os católicos foram expulsos do país, mas muitos resistiram e ficaram. Só que a repressão não demorou. Primeiro foram presos seis franciscanos, logo depois Paulo Miki com outros dois jesuítas e dezessete leigos terciários. Os vinte e seis cristãos sofreram terríveis humilhações e torturas públicas. Levados em cortejo de Meaco a Nagasaki foram alvo de violência e zombaria pelas ruas e estradas, enquanto seguiam para o local onde seria executada a pena de morte por crucificação. Alguns dos companheiros de Paulo Miki eram muito jovens, adolescentes ainda, mas enfrentaram a pena de morte com a mesma coragem do líder. Tomás Cozaki tinha, por exemplo, catorze anos; Antônio, treze anos e Luis Ibaraki tinha só onze anos de idade. A elevação sobre a qual os vinte e seis heróis de Jesus Cristo receberam o martírio pela crucificação em fevereiro de 1597 ficou conhecida como Monte dos Mártires. Paulo Miki e seus companheiros foram canonizados pelo Papa Pio IX, em 1862. Os crentes se dispersaram para escapar dos massacres e um bom número deles se estabeleceu ao longo do rio Urakami, nas proximidades de Nagasaki. Lá eles continuaram a viver sua fé, apesar da ausência de padres. A partir do momento em que o Japão se abriu novamente aos europeus, os missionários voltaram e as igrejas voltaram a ser construídas, inclusive em Nagasaki, a poucos quilômetros da comunidade cristã clandestina. Ela havia perdido todo contato com a Igreja Católica, mas guardava preciosamente três critérios de reconhecimento recebidos dos ancestrais: ‘Quando a Igreja voltar ao Japão, vocês a reconhecerão por três sinais: os padres não são casados, haverá uma imagem de Maria e esta Igreja obedecerá ao papa-sama, isto é, ao Bispo de Roma’. E foi assim que aconteceu dois séculos e meio depois, quando os cristãos do Império do sol nascente puderam se reencontrar com sua Santa Mãe, a Igreja. Assista a Homilia: Conheça mais sobre São Paulo Miki A palavra Nagasaki traz logo à memória a arrasadora bomba atômica lançada contra ela no final da Segunda Guerra Mundial. Poucos sabem, entretanto, que esta cidade foi também palco do heróico testemunho de numerosos mártires da Fé. A evangelização do Japão teve início em 15 de agosto de 1549, quando São Francisco Xavier pisou pela primeira vez o solo nipônico e começou a perfumá-lo com o odor de suas virtudes e dons admiráveis. Inicialmente os jesuítas, e, algumas décadas após, os franciscanos, empreenderam com vigor e coragem a obra da salvação dos gentios japoneses. Empolgantes lances e dolorosas decepções, a par de conversões espetaculares, acompanharam passo a passo esses valentes soldados de Cristo. Em menos de meio século, eram já cerca de 300 mil cristãos no Império do Sol Nascente, e esse número tendia a aumentar cada vez mais. Porém, a missão progredia em ambiente hostil à Fé, num país conturbado pela guerra civil. Sua reunificação, iniciada por um senhor feudal chamado Nobunaga, estava em processo de consolidação. Mas, com a súbita morte deste em 1582, seu sucessor, Hideyoshi, submeteu a nação a um despótico governo baseado na força das armas. De início, Hideyoshi não perseguiu os católicos. Com o passar do tempo, porém, percebeu que seus vassalos convertidos ao Catolicismo – muitos dos quais ocupavam postos de destaque no exército – constituíam um empecilho para a realização de seus desígnios ditatoriais; e que a Lei de Deus era um obstáculo para os seus desmandos morais. Em conseqüência, assinou em 1587 um decreto de expulsão dos missionários. Devido às medidas de prudência tomadas pelos jesuítas, essa iníqua decisão não foi executada. Não só permaneceram lá os filhos de Santo Inácio, mas, a partir de 1593, começaram a chegar missionários franciscanos provenientes das Filipinas, intensificando-se mais ainda a obra de evangelização. Ambição e intrigas fazem desencadear a perseguição Infelizmente, o ambiente político estava muito perturbado por intrigas, cobiças comerciais e maquinações dos inimigos da Religião cristã. E tudo pressagiava uma violenta perseguição do Governo imperial. Nessas delicadas circunstâncias, deu-se em 1596 o lamentável incidente do naufrágio do galeão espanhol San Felipe, no litoral japonês. Tendo ficado sem leme, devido à tempestade, a nau encalhou e começou a afundar. A tripulação e os passageiros, missionários franciscanos vindos das Filipinas, foram salvos em pequenos barcos. Houve tempo também para retirar toda a carga, constituída de preciosos tecidos de seda. Hideyoshi enviou um agente governamental, Masuda, para inspecionar e avaliar essas mercadorias. Este retornou com duas informações. A primeira, bem objetiva: o valor da carga era suficiente para revigorar as exauridas finanças do ditador. A segunda, de fonte bastante duvidosa: o piloto da nave lhe teria confidenciado que, nas conquistas espanholas, a pregação missionária precedia e preparava o terreno para a invasão militar. Isso serviu de pretexto para Hideyoshi, já predisposto pelas intrigas dos bonzos, mudar radicalmente sua atitude de contemporização. Mandou prender os franciscanos e confiscar as mercadorias do galeão. Pouco tempo depois, ordenou o cerco das casas dos missionários em Osaka e Kyoto. Humilhação transformada em triunfo A missão franciscana tinha como centro de irradiação a Igreja de Nossa Senhora dos Anjos, em Kyoto, então Capital imperial. Lá foram presos em 2 de janeiro de 1597 os missionários: o Superior, Frei Pedro Batista; os padres Martín Loynaz de la Ascensión e Francisco Blanco de Galicia; o clérigo Filipe de Jesús e os irmãos leigos Francisco de San Miguel e Gonçalo García. Junto com eles, quinze nipônicos convertidos, entre os quais vários catequistas e três coroinhas, chamados Luís Ibaraki, Antônio e Tomás Kozaki. Em Osaka foram encarcerados os catequistas João de Goto e Tiago Kisai, e um noviço jesuíta chamado Paulo Miki. De senhorial origem, este último nascera em 1568 e trabalhava com o Superior Provincial em Nagasaki. Pregador exímio, fazia intenso apostolado. Mais tarde, na prisão, os três tiveram o gáudio de serem oficialmente recebidos na Companhia de Jesus. Os 24 prisioneiros foram reunidos numa praça pública de Kyoto, onde os algozes cortaram a orelha esquerda de cada um deles. Em seguida, transportaram-nos, cobertos de sangue, em pequenas carroças, para serem escarnecidos pela população. Porém, as rudes carroças da ignomínia transformaram-se em tribuna de glória. No trajeto de Kyoto a Nagasaki, os mártires eram recebidos em triunfo pelos fiéis das aldeias católicas. Inumeráveis e comoventes conversões se deram ao longo dos caminhos e dos lugarejos por onde passaram. Um velho pai estimula o filho a morrer com alegria No dia 8 de janeiro de 1597, Hideyoshi assinou o decreto de condenação à morte desses 24 heróis da Fé, por motivos exclusivamente religiosos. A eles se juntaram mais tarde dois outros que os haviam acompanhado no trajeto. Hanzaburo Terazawa, irmão do governador de Nagoya, recebeu de Hideyoshi a ordem de executar todos os prisioneiros e foi encontrá-los num lugarejo próximo dessa cidade. Quando viu Luís Ibaraki, ficou em extremo embaraçado. Sentindo-se responsável pela morte de uma inocente criança, ofereceu-lhe a liberdade, se ele quisesse entrar a seu serviço. O menino deixou a decisão a cargo de Frei Pedro Batista. Este respondeu em sentido afirmativo, com a condição de que lhe fosse permitido viver como católico. Hanzaburo não contava com essa resposta. Após alguns instantes de perplexidade, replicou que, para continuar vivo, Luís deveria renegar a Fé católica. “Nessas condições, não vale a pena viver” – treplicou o decidido coroinha. Outra forte emoção apossou-se de Hanzaburo, ao descobrir entre os prisioneiros seu velho conhecido Paulo Miki. Nos antigos tempos, havia ele assistido a algumas de suas aulas de catecismo. Quantas recordações remoeram seu espírito! Vendo-o assim comovido, Paulo Miki aproveitou a oportunidade para lhe pedir três favores, os quais dificilmente poderiam ser negados: que a execução fosse na sexta-feira, e lhes permitisse antes confessar-se e assistir à Santa Missa. Hanzaburo consentiu, mas depois, receando a reação do tirânico Hideyoshi, voltou atrás. Por sua ordem, ergueram-se 26 cruzes numa colina perto de Nagasaki. Na manhã de 5 de fevereiro, a caminho do local do suplício, o catequista João de Goto viu aproximar-se seu venerável pai. Como despedida, vinha ele demonstrar ao filho como não há coisa mais importante do que a salvação da alma. Após estimular o jovem a ter muito ânimo e fortaleza de alma, exortando-o a morrer alegremente, pois morria a serviço de Deus, acrescentou que também ele e sua mãe estavam dispostos a derramar o sangue por amor de Cristo Jesus, se necessário fosse. A graça do martírio atrai os cristãos japoneses Chegando ao alto da colina, os 26 mártires foram fortemente amarrados nas cruzes preparadas com antecedência. Em torno deles aglomeravam-se cerca de quatro mil fiéis, muitos dos quais querendo ser também crucificados! Um problema inesperado para os embrutecidos soldados pagãos, que foram obrigados a usar de violência para… poupar a vida desses cristãos tão profundamente tocados pela graça do martírio. Frei Martín entoou então o Cântico de Zacarias, “Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque visitou e fez a redenção do seu povo”, enquanto Frei Gonçalo recitava o “Miserere”. Outros cantavam o “Te Deum”. Os padres jesuítas Francisco e Pásio, enviados pelo Provincial de Nagasaki, os exortavam a permanecer firmes na Fé. O menino Luís Ibaraki bradou alto e com voz firme: “Paraíso! Paraíso! Jesus, Maria!” Em um instante, todos os presentes gritavam a plenos pulmões: “Jesus, Maria! Jesus, Maria!” O primeiro a consumar o martírio foi Frei Filipe de Jesús. Seu corpo estremeceu ao receber os tremendos golpes de duas lançadas que lhe perfuraram o peito, do qual jorrou o sangue copiosamente. O pequeno coroinha Antônio pediu ao Pe. Batista para entoar o “Laudate pueri Dominum” (Louvai, meninos, ao Senhor). Este, porém, estando em profunda contemplação, nada ouvia. Antônio, então, iniciou sozinho o cântico, mas foi interrompido pelas lançadas que traspassaram seu coração infantil. Do alto da cruz, o Irmão Paulo Miki não cessava de encorajar, com divina eloqüência, os companheiros. Sua alma já prelibava o Céu. Os golpes mortais das lanças foram sucedendo-se, um após outro, abrindo as portas do Paraíso aos felizes mártires. O último a expirar foi o Padre Francisco Blanco. Na tarde desse mesmo dia, o Bispo de Nagasaki e os padres jesuítas, que não puderam assistir ao martírio devido à proibição de Hanzaburo, foram venerar os corpos dos santos mártires, cujo sangue havia sido piedosamente recolhido pelos católicos, como preciosa relíquia. Decorridos 30 anos, em 1627, o Papa Urbano VIII reconheceu oficialmente seu martírio. E o Bem-Aventurado Pio IX os canonizou em 8 de junhode 1862. A colina da execução ficou conhecida como Monte dos Mártires e tornouse centro de peregrinação. Nela, inumeráveis outros católicos foram degolados ou queimados vivos, durante a dura e cruel perseguição que se prolongou por quatro décadas, até culminar no levante de Shimabara, em 1638, onde morreram 37 mil cristãos. Com isto, ficou quase totalmente exterminado o Cristianismo em solo nipônico. Mas o sangue de tantos milhares de mártires não correu em vão. Unido ao Preciosíssimo Sangue de Jesus, ele fecunda, não apenas o solo do Japão, mas o de todas as nações onde incontáveis missionários anunciaram e anunciarão o Evangelho, ao longo dos séculos. E seu exemplo comove e anima até hoje quem lê a história de sua morte sublime. Formam eles uma esplendorosa coroa de glória sobre a fronte sacrossanta da Rainha dos Mártires. (Oscar Macoto Motitsuki; Revista Arautos do Evangelho, Fev/2004, n. 26, p. 20 à 22)
- Homilia Diária | A verdadeira missionariedade da Igreja
(Mem. de São Paulo Miki e seus companheiros) Celebramos hoje a memória de São Paulo Miki e seus companheiros mártires, assassinados no Japão no século XVI. Ao contrário daqueles que propagam o indiferentismo religioso, esses homens forjados pela graça de Deus não aceitaram “crer em alguma coisa”, mas escolheram anunciar o Evangelho e ser fiéis a Jesus Cristo até às últimas consequências. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 6 de fevereiro, e medite conosco sobre a missionariedade da Igreja, que nos impele a proclamar a existência de um único Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Santo do Dia: São Paulo Miki e seus companheiros mártires. Evangelho (Mc 6,53-56) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Jesus pregava a Boa Nova, o Reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo. (cf. Mt 4,23) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 53 tendo Jesus e seus discípulos acabado de atravessar o mar da Galileia, chegaram a Genesaré e amarraram a barca. 54 Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente reconheceram Jesus. 55 Percorrendo toda aquela região, levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava. 56 E, nos povoados, cidades e campos onde chegavam, colocavam os doentes nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra de sua veste. E todos quantos o tocavam ficavam curados. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | A verdadeira missionariedade da Igreja
(Mem. de São Paulo Miki e seus companheiros) Celebramos hoje a memória de São Paulo Miki e seus companheiros mártires, assassinados no Japão no século XVI. Ao contrário daqueles que propagam o indiferentismo religioso, esses homens forjados pela graça de Deus não aceitaram “crer em alguma coisa”, mas escolheram anunciar o Evangelho e ser fiéis a Jesus Cristo até às últimas consequências. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 6 de fevereiro, e medite conosco sobre a missionariedade da Igreja, que nos impele a proclamar a existência de um único Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Santo do Dia: São Paulo Miki e seus companheiros mártires. Evangelho (Mc 6,53-56) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Jesus pregava a Boa Nova, o Reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo. (cf. Mt 4,23) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 53 tendo Jesus e seus discípulos acabado de atravessar o mar da Galileia, chegaram a Genesaré e amarraram a barca. 54 Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente reconheceram Jesus. 55 Percorrendo toda aquela região, levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava. 56 E, nos povoados, cidades e campos onde chegavam, colocavam os doentes nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra de sua veste. E todos quantos o tocavam ficavam curados. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Virgindade e fortaleza
Memória de Santa Águeda, Virgem e Mártir Celebramos hoje a memória de Santa Águeda, que viveu no século III, durante as perseguições do imperador Décio, e foi morta por volta de 250, com apenas 15 anos de idade, por sua fidelidade a Jesus Cristo. Tendo consagrado a Deus a sua virgindade, Santa Águeda preferiu sofrer o martírio a trair sua entrega total, em corpo e alma, a Nosso Senhor. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 5 de fevereiro, e peçamos a Deus que, pela intercessão da bem-aventurada Águeda, as lágrimas de fidelidade que semeamos neste mundo se convertam para nós em frutos de glória no Céu. Santo do Dia: Santa Águeda, virgem e mártir #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Virgindade e fortaleza
Memória de Santa Águeda, Virgem e Mártir Celebramos hoje a memória de Santa Águeda, que viveu no século III, durante as perseguições do imperador Décio, e foi morta por volta de 250, com apenas 15 anos de idade, por sua fidelidade a Jesus Cristo. Tendo consagrado a Deus a sua virgindade, Santa Águeda preferiu sofrer o martírio a trair sua entrega total, em corpo e alma, a Nosso Senhor. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 5 de fevereiro, e peçamos a Deus que, pela intercessão da bem-aventurada Águeda, as lágrimas de fidelidade que semeamos neste mundo se convertam para nós em frutos de glória no Céu. Santo do Dia: Santa Águeda, virgem e mártir #HomiliaDiária
- Santa Águeda, virgem e mártir – 05 de Fevereiro
SANTO DO DIA – 05 DE FEVEREIRO – SANTA ÁGUEDA (ÁGATA) Virgem e mártir (230-251) Pouco se sabe sobre a vida de Santa Águeda ou Ágata como também era chamada. Ela era italiana, nasceu por volta do ano 230 na Catânia, pertencia à uma família nobre e rica. Muito bela, ainda na infância prometeu se manter casta para servir a Deus, na pobreza e humildade. Não quebrar essa promessa lhe custou a vida, porque o governador da Sicília se interessou pela casta jovem e a pediu em casamento. Águeda, recusou o convite, expondo seus motivos religiosos. Enraivecido, o político a enviou ao tribunal que a entregou a uma mulher de má conduta para desviá-la de Deus. Como isso não aconteceu, ela foi entregue aos carrascos para que fosse morta, por ser cristã. As torturas narradas pelas quais passou a virgem são de arrepiar e estarrecer. Depois de esbofeteada e chicoteada, Águeda foi colocada sobre chapas de cobre em brasa e posteriormente mandada de volta à prisão. Neste retorno, ela teve a graça de ‘ver’ o Apóstolo São Pedro, o que a revitalizou na fé. Seus carrascos que esperavam vê-la fraquejar em suas convicções se surpreenderam com sua firmeza na fé, por isso a submeteram a outras cruéis torturas, desta vez com o desconjuntamento dos ossos e o dilaceramento dos seios. Foi arrastada por sobre cacos de vidros e carvões em brasa. Depois de passar por esses tormentos, foi conduzida ao cárcere e ali morreu, enquanto rezava pedindo a Deus para parar a erupção do vulcão Etna, que iniciara bem na hora do seu martírio. Assim que ela expirou o vulcão se aquietou e as lavas cessaram. Até hoje o povo costuma pedir a sua intercessão para protegê-lo contra a lava do vulcão Etna, sempre que este começa a ameaçá-los. Santa Águeda é invocada contra os perigos do incêndio. O martírio de Águeda aconteceu durante o império de Décio, no seu terceiro consulado, no ano de 251. Santa Águeda é uma das santas mais populares da Itália, e uma das mais conhecidas mártires do cristianismo dos primeiros séculos. Apenas Roma chegou a ter doze igrejas dedicadas à ela. Conheça mais sobre Santa Águeda Celebramos hoje a memória de S. Águeda, mencionada no Cânon Romano, ou Oração Eucarística I, santa da antiguidade cristã que derramou o sangue em defesa de sua pureza virginal. Águeda decidira consagrar-se a Jesus, isto é, guardar por amor a Ele sua virgindade, decisão que, evidentemente, não seria compreendida numa sociedade pagã. Forçada a aceitar matrimônio, Águeda resistiu, por isso foi acusada de seguir a “superstição” cristã. Aprisionada e interrogada, ela perseverou na fé, mostrando até o fim sua determinação de entregar-se a Jesus, seu único Esposo. Águeda então foi torturada de muitas formas. Chegaram a arrancar-lhe um dos seios, embora, de volta ao cárcere, chagada e moribunda, ela tenha sido curada por S. Pedro. Os pagãos, no entanto, persistiram. No fim, ela foi decapitada e martirizada: por amor a Cristo, entregou-se como esposa virginal. — No Evangelho de hoje, também João Batista derrama o sangue em defesa da pureza, não virginal, mas conjugal. O Batista dizia que era ilícito a Herodes seguir unido à esposa de seu irmão Filipe. Herodes não tinha coragem de pedir a cabeça de João, mas Herodíades tinha… São dois santos que derramaram o sangue para defender a pureza cristã: uma, a pureza virginal; outro, a do santo matrimônio. E nós? Que faremos para viver este ensinamento? Antes de tudo, é preciso saber o que nos é ensinado. A pureza não é um conceito abstrato, mas uma aliança de amor . Isso é a castidade cristã. Todos somos chamados a ter uma aliança de amor. Ninguém nasceu para viver “solto” nem, o que é pior, para viver o “sexo livre”, a “cultura do descartável”, na qual se acabam descartando não só as coisas, mas também as pessoas. Fala-se hoje do sexo como “amor”, daí expressões como “fazer amor” no sentido de “fazer sexo”, expressões horrorosas porque, se há algo que o sexo livre não é, é amor. O mundo hoje não se dá conta de que o contrário do amor não é, necessariamente, o ódio, mas o usar e jogar fora. Descartam-se as pessoas como se não tivessem dignidade! Mas como uma pessoa chega ao ponto de usar outra sexualmente e depois jogá-la fora? Como se chega a tal tipo de cultura? As coisas começam pequenas: começam, por exemplo, pela opinião de que é possível olhar para o outro como se fosse um “produto” à venda, um objeto de consumo, uma coisa na vitrine ou na prateleira do mercado; começam pela “seleção” de corpos e imagens, como muita gente faz nas mídias virtuais, usando os outros como objetos descartáveis de prazer… Isso leva a relacionamentos fúteis, em que já não há mais espaço para o “namoro que prepara o santo matrimônio”: existe só o “ficar”. Pessoas descartáveis, prazer momentâneo! Toda essa cultura torna descartável o ser humano. Precisamos resistir a isso, mas desde o início, já na primeira tentação de olhar o outro como objeto de consumo. Precisamos ver os outros como pessoas com quem Deus quer estabelecer uma aliança de amor, seja pela virgindade, seja pelo santo matrimônio. Nós nascemos para amar! Ninguém nasceu para ser egoísta! Precisamos viver nossa vocação, ainda que, como custou a S. Águeda e S. João Batista, nos custe o derramamento do nosso sangue. Às vezes, derramar o sangue não é morrer, mas sofrer rejeição social, sofrer chacota, sofrer “piadinhas”, perder amizades… Sim, precisamos pagar o preço . Façamos o possível para que todos compreendam que a pureza cristã nasce do amor, e que amar não é descartar. Assista:
- Santa Águeda, virgem e mártir – 05 de Fevereiro
SANTO DO DIA – 05 DE FEVEREIRO – SANTA ÁGUEDA (ÁGATA) Virgem e mártir (230-251) Pouco se sabe sobre a vida de Santa Águeda ou Ágata como também era chamada. Ela era italiana, nasceu por volta do ano 230 na Catânia, pertencia à uma família nobre e rica. Muito bela, ainda na infância prometeu se manter casta para servir a Deus, na pobreza e humildade. Não quebrar essa promessa lhe custou a vida, porque o governador da Sicília se interessou pela casta jovem e a pediu em casamento. Águeda, recusou o convite, expondo seus motivos religiosos. Enraivecido, o político a enviou ao tribunal que a entregou a uma mulher de má conduta para desviá-la de Deus. Como isso não aconteceu, ela foi entregue aos carrascos para que fosse morta, por ser cristã. As torturas narradas pelas quais passou a virgem são de arrepiar e estarrecer. Depois de esbofeteada e chicoteada, Águeda foi colocada sobre chapas de cobre em brasa e posteriormente mandada de volta à prisão. Neste retorno, ela teve a graça de ‘ver’ o Apóstolo São Pedro, o que a revitalizou na fé. Seus carrascos que esperavam vê-la fraquejar em suas convicções se surpreenderam com sua firmeza na fé, por isso a submeteram a outras cruéis torturas, desta vez com o desconjuntamento dos ossos e o dilaceramento dos seios. Foi arrastada por sobre cacos de vidros e carvões em brasa. Depois de passar por esses tormentos, foi conduzida ao cárcere e ali morreu, enquanto rezava pedindo a Deus para parar a erupção do vulcão Etna, que iniciara bem na hora do seu martírio. Assim que ela expirou o vulcão se aquietou e as lavas cessaram. Até hoje o povo costuma pedir a sua intercessão para protegê-lo contra a lava do vulcão Etna, sempre que este começa a ameaçá-los. Santa Águeda é invocada contra os perigos do incêndio. O martírio de Águeda aconteceu durante o império de Décio, no seu terceiro consulado, no ano de 251. Santa Águeda é uma das santas mais populares da Itália, e uma das mais conhecidas mártires do cristianismo dos primeiros séculos. Apenas Roma chegou a ter doze igrejas dedicadas à ela. Conheça mais sobre Santa Águeda Celebramos hoje a memória de S. Águeda, mencionada no Cânon Romano, ou Oração Eucarística I, santa da antiguidade cristã que derramou o sangue em defesa de sua pureza virginal. Águeda decidira consagrar-se a Jesus, isto é, guardar por amor a Ele sua virgindade, decisão que, evidentemente, não seria compreendida numa sociedade pagã. Forçada a aceitar matrimônio, Águeda resistiu, por isso foi acusada de seguir a “superstição” cristã. Aprisionada e interrogada, ela perseverou na fé, mostrando até o fim sua determinação de entregar-se a Jesus, seu único Esposo. Águeda então foi torturada de muitas formas. Chegaram a arrancar-lhe um dos seios, embora, de volta ao cárcere, chagada e moribunda, ela tenha sido curada por S. Pedro. Os pagãos, no entanto, persistiram. No fim, ela foi decapitada e martirizada: por amor a Cristo, entregou-se como esposa virginal. — No Evangelho de hoje, também João Batista derrama o sangue em defesa da pureza, não virginal, mas conjugal. O Batista dizia que era ilícito a Herodes seguir unido à esposa de seu irmão Filipe. Herodes não tinha coragem de pedir a cabeça de João, mas Herodíades tinha… São dois santos que derramaram o sangue para defender a pureza cristã: uma, a pureza virginal; outro, a do santo matrimônio. E nós? Que faremos para viver este ensinamento? Antes de tudo, é preciso saber o que nos é ensinado. A pureza não é um conceito abstrato, mas uma aliança de amor . Isso é a castidade cristã. Todos somos chamados a ter uma aliança de amor. Ninguém nasceu para viver “solto” nem, o que é pior, para viver o “sexo livre”, a “cultura do descartável”, na qual se acabam descartando não só as coisas, mas também as pessoas. Fala-se hoje do sexo como “amor”, daí expressões como “fazer amor” no sentido de “fazer sexo”, expressões horrorosas porque, se há algo que o sexo livre não é, é amor. O mundo hoje não se dá conta de que o contrário do amor não é, necessariamente, o ódio, mas o usar e jogar fora. Descartam-se as pessoas como se não tivessem dignidade! Mas como uma pessoa chega ao ponto de usar outra sexualmente e depois jogá-la fora? Como se chega a tal tipo de cultura? As coisas começam pequenas: começam, por exemplo, pela opinião de que é possível olhar para o outro como se fosse um “produto” à venda, um objeto de consumo, uma coisa na vitrine ou na prateleira do mercado; começam pela “seleção” de corpos e imagens, como muita gente faz nas mídias virtuais, usando os outros como objetos descartáveis de prazer… Isso leva a relacionamentos fúteis, em que já não há mais espaço para o “namoro que prepara o santo matrimônio”: existe só o “ficar”. Pessoas descartáveis, prazer momentâneo! Toda essa cultura torna descartável o ser humano. Precisamos resistir a isso, mas desde o início, já na primeira tentação de olhar o outro como objeto de consumo. Precisamos ver os outros como pessoas com quem Deus quer estabelecer uma aliança de amor, seja pela virgindade, seja pelo santo matrimônio. Nós nascemos para amar! Ninguém nasceu para ser egoísta! Precisamos viver nossa vocação, ainda que, como custou a S. Águeda e S. João Batista, nos custe o derramamento do nosso sangue. Às vezes, derramar o sangue não é morrer, mas sofrer rejeição social, sofrer chacota, sofrer “piadinhas”, perder amizades… Sim, precisamos pagar o preço . Façamos o possível para que todos compreendam que a pureza cristã nasce do amor, e que amar não é descartar. Assista:
- CRISTÃOS, SEJAM LUZ DO MUNDO
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- Homilia Dominical | Libertos do inimigo, podemos servir a Deus
5.º Domingo do Tempo Comum – Ano B Da mesma forma que a sogra de Pedro no Evangelho deste domingo, tão logo foi curada de sua febre, começou a servir a Cristo e aos Apóstolos, Deus também quer que, “libertos do inimigo, a Ele nós sirvamos sem temor, em santidade e em justiça diante dele, enquanto perdurarem nossos dias”. Ou seja, a liberdade que Jesus Cristo nos concede não é uma liberdade qualquer. Por sua graça, somos não apenas libertos “do” poder de Satanás, do mundo e da carne, mas também nos tornamos livres “para” servir a Deus e anunciar as maravilhas que Ele fez, faz e fará por cada um de nós. Anúncio do Evangelho (Mc 1,29-39) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Cristo tomou sobre si nossas dores, carregou em seu corpo as nossas fraquezas. (Mt 8,17) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 29 Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30 A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31 E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. 32 À tarde, depois do pôr do sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33 A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 34 Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. 35 De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 36 Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37 Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. 38 Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. 39 E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
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5.º Domingo do Tempo Comum – Ano B Da mesma forma que a sogra de Pedro no Evangelho deste domingo, tão logo foi curada de sua febre, começou a servir a Cristo e aos Apóstolos, Deus também quer que, “libertos do inimigo, a Ele nós sirvamos sem temor, em santidade e em justiça diante dele, enquanto perdurarem nossos dias”. Ou seja, a liberdade que Jesus Cristo nos concede não é uma liberdade qualquer. Por sua graça, somos não apenas libertos “do” poder de Satanás, do mundo e da carne, mas também nos tornamos livres “para” servir a Deus e anunciar as maravilhas que Ele fez, faz e fará por cada um de nós. Anúncio do Evangelho (Mc 1,29-39) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Cristo tomou sobre si nossas dores, carregou em seu corpo as nossas fraquezas. (Mt 8,17) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 29 Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30 A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31 E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. 32 À tarde, depois do pôr do sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33 A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 34 Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. 35 De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 36 Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37 Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. 38 Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. 39 E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Santo André Corsini, modelo para bispos e superiores – 04 de Fevereiro
SANTO DO DIA – 04 DE FEVEREIRO – SANTO ANDRÉ CORSINI Bispo (1301-1373) Um sonho anunciou o inicio da vida religiosa de Santo André Corsini, outro sonho anunciou seu fim. O primeiro quem o teve foi sua mãe. O outro, que lhe indicou a data da morte, sonhou ele próprio. André nasceu em Florença, na Itália, em 1301, filho de família nobre e famosa. Antes de o dar à luz, sua mãe sonhou que seu filho nascia lobo, mas se transformava em cordeiro ao entrar numa igreja carmelita. Até os dezessete anos André viveu sem preocupações morais ou espirituais, cercado de vícios e dando seguidos desgostos aos pais. Com essa idade, ao encontrar a mãe chorando por tudo que ele aprontava, André percebeu que estava no caminho errado. Ela lhe contou sobre o sonho e o rapaz, caindo em si, chorou com ela e prometeu se corrigir. Prometeu e cumpriu, procurou uma igreja carmelita, iniciou-se na Ordem e começou nova vida. Concluiu os estudos religiosos em Paris, ordenou-se sacerdote e, ainda em vida, operou vários prodígios, portador que era do dom da cura e da profecia. Curou um tumor maligno que ameaçava levar um primo para a morte e previu o destino de um menino, que batizou. Seus feitos o levaram a ser nomeado bispo de Fiesoli, em Florença, Itália. No entanto, ele recusou o cargo e se escondeu para não ter de assumi-lo. Mas, uma criança de apenas seis anos revelou seu esconderijo, dizendo ser a vontade de Deus que ele encabeçasse a diocese e, assim, o convenceu a aceitar essa tarefa apostólica. Durante os anos em que ali atuou, foi amado pelo povo e respeitado pelas autoridades. André conseguiu apaziguar divergências mortais entre inimigos e até aproximar a aristocracia e o povo, missão que recebeu do Papa Urbano V e desempenhou com louvor. Na noite de Natal de 1372 teve um desmaio e recebeu, em sonho, a notícia de que morreria em 6 de janeiro. A partir daí foi dominado por uma febre que não mais o deixou até que a profecia se cumpriu. Foi sepultado na igreja dos Carmelitas de Florença, onde suas relíquias podem ser veneradas, ainda hoje. Santo André Corsini é o padroeiro da cidade de Florença e a Igreja designou o dia 04 de fevereiro para a sua festa litúrgica. Santo André Corsini: O lobo se transformou em cordeiro… e mais tarde em Pastor Nicolau Corsini e sua esposa Pelerina ouviam atentamente o sermão na igreja dos carmelitas e tiveram ambos um sobressalto interior quando o pregador pronunciou estas palavras do Êxodo: “Não demorarás a oferecer a Deus os dízimos e as primícias”. A família Corsini era das mais nobres de Florença. A Nicolau e sua esposa não faltavam recursos financeiros, menos ainda virtude e piedade, para fazer generosas doações à Igreja. A que atribuir, pois, esse sobressalto a propósito do dízimo? Era a voz da graça em suas almas. Promessa recompensada Até então, o casal não tivera um filho sequer, e desejava ter muitos. Nos ouvidos de Pelerina, aquela frase do Êxodo soou como uma sugestão vinda do Céu, de consagrar a Deus o primeiro filho que Este lhe concedesse. E sem demora fez a promessa, diante da imagem de Nossa Senhora do Povo. Sem saber o que se passara com sua esposa, Nicolau foi objeto de igual moção sobrenatural e fez idêntica promessa, diante da mesma imagem da Santíssima Virgem. De retorno ao lar, não foi pequena a surpresa do piedoso casal quando um revelou ao outro o que havia acontecido e descobriram, assim, a feliz “coincidência”. Cheios de esperança, renovaram a promessa aos pés de uma imagem da Virgem Maria. Constatando meses depois que sua súplica fora atendida, Pelerina passou então a rezar com ardor para que o fruto de suas entranhas fosse agradável a Deus. Para seu espanto, na véspera do nascimento do menino, sonhou que ia dar à luz um lobo. No sonho, enquanto expunha à Virgem Imaculada sua grande aflição, viu o lobo entrar numa igreja e transformar-se em alvíssimo cordeiro. Sentiu-se aliviada ao despertar, mas não contou a ninguém o sucedido. No dia seguinte, 30 de novembro de 1302, festa de Santo André, deu à luz um belo menino, o qual recebeu o nome do Apóstolo. O sonho se torna realidade… André herdou a nobreza dos pais. Era bem apessoado e dotado de inteligência privilegiada. Porém, perto dos doze anos de idade, foi se tornando filho rebelde, provocava brigas e disputas na família, interessava- se apenas por jogos, armas e caçadas. Pouco se importava com a Igreja e a religião. Aumentava cada dia mais a preocupação dos pais pelo futuro desse mau filho. Tendo este mais de 15 anos, decidiram expor-lhe as circunstâncias milagrosas de seu nascimento e a promessa por eles feita naquela oportunidade. O rapaz, porém, com desprezo, recusouse a ouvi-los. Disse-lhe então a mãe, com voz suave e desgostosa: – Verdadeiramente, André, tu és o lobo com o qual sonhei na véspera de teu nascimento. – Que dizeis? Como posso ser um lobo? – retrucou-lhe ele com insolência. – Fica sabendo, meu filho, que teu pai e eu, sendo estéreis, fizemos uma promessa à gloriosa Virgem Maria, de lhe oferecer o primeiro de nossos filhos, que és tu! Sabe também que, na véspera de teu nascimento, sonhei que dava à luz um lobo, mas que entrando numa igreja ele se transformou em cordeiro. Assim, meu filho, tu pertences à Virgem Maria. Suplico-te, portanto, que não desdenhes servir a tão poderosa padroeira. Esta eloqüente exortação materna penetrou como um dardo no coração do jovem. Tocado por uma insigne graça, passou ele toda aquela noite em oração aos pés da Mãe de Deus. Prometeu- Lhe: “Ó Virgem Maria, já que Vos pertenço, Vos servirei de boa vontade, noite e dia. Rogai, porém, a vosso Filho que me perdoe os pecados da mocidade. Na mesma medida em que Vos desagradei, vivendo mal, me esforçarei por agradar a Vós e a Ele, mudando de vida”. Na manhã seguinte, foi à igreja dos Carmelitas onde, prostrado diante da imagem de Nossa Senhora do Povo, suplicou: “Ó Gloriosa Virgem Maria, eis aqui o lobo devorador e repleto de iniqüidades. Rogo- Vos humildemente que me purifiqueis e mudeis completamente, transformando-me em dócil cordeiro, para Vos servir na vossa santíssima Ordem”. Perseverou nesta prece até ao meiodia. Depois foi pedir ao provincial que o acolhesse na Ordem Carmelitana. Este lhe perguntou: – Dizei-me, meu filho, de onde vos vem tal desejo? – É obra de Deus e de meus pais, que neste lugar prometeram consagrar- me para sempre à Santa Virgem. – Esperai, dentro em pouco vos darei a resposta. Mandou logo chamar os pais do jovem. A mãe, ao ver o filho tão mudado, não pôde senão exclamar: “Eis o meu filho que de lobo se transformou em cordeiro!” Noviço fervoroso André recebeu o hábito do Carmo em 1318. Para experimentar a constância do jovem noviço, foram-lhe confiados os ofícios mais modestos, como varrer o convento, guardar o portão, servir à mesa, lavar pratos e utensílios de cozinha. Tal era seu fervor que considerava isso uma glória. Seus ex-companheiros de prazer, e até mesmo alguns parentes, o ridicularizavam por esse “rebaixamento”. Ele, porém, vivia já num mundo superior, o do silêncio e da oração. Um dia em que ele guardava a porta do Convento, o demônio lá compareceu para tentá-lo. Apresentando-se como um nobre personagem, bem trajado e acompanhado de vários criados, bateu com força à porta, ordenando imperiosamente: – Abre depressa! Sou teu parente e não quero que fiques aqui com esses frades maltrapilhos. Esta é também a vontade de teu pai e de tua mãe que te prometeram em casamento a uma linda jovem. – Foi-me ordenado que a ninguém abrisse a porta. Ademais, não te conheço. Se aqui sirvo esses humildes irmãos, imito Jesus Cristo que se fez homem para nos servir. Foram meus pais que me consagraram a Deus e à Virgem, serviço no qual me rejubilo. Mudando de tom, disse o importuno visitante: – Rogo-te, André, abre-me a porta por um instante só. Quero falar contigo de certas coisas… Teu superior nada verá! – Ainda que o prior nada visse, acima dele está Deus que perscruta os corações. É por amor a Ele que guardo esta porta, para que Ele me guarde e auxilie. Ainda falando, o noviço fez o sinalda- cruz, e o tentador desapareceu instantaneamente, deixando uma nuvem de fumaça negra e fétida. André deu graças a Deus pela vitória, tornandose, após vencer a tentação, ainda mais forte e perfeito. Voando nas vias da santidade Um ano mais tarde fez os votos solenes e redobrou o fervor na prática das virtudes, sobretudo da humildade. Seu maior prazer era servir aos outros, especialmente aos enfermos, tendo sempre presente a palavra do Senhor: “O que fizerdes ao menor destes pequeninos, é a Mim que o fazeis”. Frei André nunca faltava à liturgia das horas santas. Jamais resistia às ordens dos superiores. Quanto mais lhe ordenavam, maior era a alegria que pervadia sua alma. Tinha bem claro que o tempo é dom precioso de Deus, por isso empregava no estudo todos os minutos que lhe restavam do cumprimento das obrigações impostas pela obediência. Às sextas-feiras, com um cesto pendurado ao pescoço, saía mendigando pela rua principal de Florença. Imagine- se a reação indignada de alguns de seus parentes, todos personagens importantes na cidade! Incitavam os habitantes a escarnecê-lo e a insultá-lo. Ele, porém, após receber as piores injúrias, retirava-se contente, refletindo: “Jesus também foi gravemente injuriado, e, aniquilado pela dor, não se irritava”. As virtudes são todas irmãs, quando se progride em uma, adianta-se também nas outras. Assim, tendo subido tanto na virtude da humildade, nosso Santo era igualmente exímio na prática da pureza. Fugia de todas as ocasiões de tentação e não tolerava que em sua presença se pronunciassem palavras inconvenientes. Dom dos milagres Em várias ocasiões, exerceu em benefício do próximo o precioso dom dos milagres. Um de seus tios sofria de uma doença que lhe corroia as carnes da perna. Para se distrair do incômodo, transformou sua casa em lugar de jogatinas. Visando conquistar para Jesus essa alma, André foi visitá-lo e lhe perguntou: – Quereis ser curado? – Vai-te daqui, mendigo, queres zombar de mim! – Se desejais ser curado, aceitai ao menos um conselho. A mansidão do Santo abrandou a arrogância do ímpio, que disse: – Se for possível a minha cura, farei tudo quanto pretenderes. O frade lhe recomendou jejuar durante seis dias e, no sétimo, rezar sete Pai-Nossos, sete Ave-Marias e uma Salve Rainha. – Se fizerdes isto, prometo que a gloriosa Virgem obterá de seu Filho vossa cura. Embora incrédulo e sem devoção alguma, o doente assim fez. No sétimo dia estava curado. Exultante, procurou André para dizer-lhe: – Sois verdadeiramente um amigo de Deus, meu sobrinho! Nada mais sinto, posso caminhar como um jovem. Com efeito, suas carnes estavam renovadas. Desde então, mudou de vida, não mais cessando de dar graças a Deus e a sua Imaculada Mãe. Sacerdote e bispo Em 1328, André recebeu a ordenação sacerdotal. Os pais haviam preparado tudo para a celebração da sua primeira Missa, a qual pretendiam fosse soleníssima e contasse com a presença de todos os parentes. Sabendo desta pretensão familiar, o Santo retirou-se para um pequeno convento distante, onde ofereceu a Deus as primícias do sacerdócio, com grande recolhimento e devoção. Como prêmio, imediatamente após a Comunhão, a Santíssima Virgem lhe apareceu, dizendo: “És meu servo, escolhi- te, e em ti serei glorificada”. Estas palavras penetraram-lhe fundo no coração, tornando-o ainda mais humilde e puro. Após exercer o ministério da pregação em Florença, estudou três anos na Universidade de Paris e foi aprimorar os estudos com o Cardeal Corsini, seu tio, na cidade de Avignon, então Sede do Papado. Aí Deus operou por sua intercessão a cura de um cego. De retorno à pátria, foi eleito prior do convento de Florença. Pouco tempo permaneceu nesse cargo. Tendo falecido o Bispo de Fiésole, cidade próxima, o capítulo da Catedral o elegeu para sucessor. Mas o Santo, tomando conhecimento da eleição, ocultou-se num convento dos Cartuxos, na tentativa de fugir de tão perigoso fardo. Quando os cônegos já iam fazer nova eleição, Deus revelou a um menino o retiro do seu servo. Temeroso de resistir à vontade do Céu, Frei André consentiu então em receber a sagração episcopal, em 1360, aos 58 anos. Vida mais austera ainda A elevação à dignidade de Bispo da Santa Igreja produziu uma mudança em seu modo de viver: ele redobrou suas austeridades, acrescentando mais um cinto de ferro sobre o cilício que usava. Por leito, tinha apenas uns ramos de videira estendidos no chão. Recitava diariamente os salmos penitenciais e a ladainha dos santos, submetendo- se a uma rude disciplina. Todo o seu tempo era dividido entre a oração, as funções episcopais e a meditação das Sagradas Escrituras. Com mais rigor ainda, evitava toda ocasião de tentação contra a virtude angélica, e não suportava a presença de lisonjeadores nem murmuradores. Seus exemplos e sermões produziam tão maravilhosos frutos que logo foi considerado um dos grandes apóstolos da Itália. Multiplicou os pães Às quintas-feiras costumava lavar os pés dos pobres, imitando a humildade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Certa vez um deles recusava-se a lhe apresentar os pés, pois estavam cobertos de úlceras. O Santo venceu-lhe a resistência, lavou-os e estes ficaram completamente curados. Após a cerimônia do lava-pés, nunca despedia os pobres sem lhes amenizar a indigência com uma generosa distribuição de pães. Certa vez em que havia poucos, ele, com uma bênção, os multiplicou e assim pôde satisfazer a todos os necessitados. Possuía também uma singular aptidão para harmonizar os espíritos divididos, da qual se valeu para apaziguar todas as sedições tanto em sua Diocese quanto em Florença. Informado disto, o Papa Urbano V o enviou como legado a Bolonha, para conciliar as facções que excitavam a nobreza e o povo um contra outro. Santo André restabeleceu a paz nessa cidade, a qual durou enquanto ele viveu. Caminhou alegre para a morte Durante a Missa de Natal de 1372, o Santo Bispo sentiu-se acometido de uma febre que logo o dominou. Longe de se alarmar com a proximidade da morte, caminhou em direção a ela com tranqüilidade, e até com surpreendente alegria. Faleceu a 6 de janeiro de 1373, aos 72 anos de idade. “A fama de santidade que circundou sua vida, após a morte difundiu-se rapidamente na Itália e na Europa”, lembrou S.S. João Paulo II, no 7° centenário de nascimento de Santo André Corsini. Se Deus o honrou com muitos milagres em vida, a voz do povo o “canonizou” imediatamente após sua morte. O Papa Eugênio IV, posto a par dos efeitos que a intercessão do Santo produzia em toda a região de Florença, autorizou que seus restos mortais fossem expostos à veneração dos fiéis. E Urbano VIII o canonizou em 1629. (Revista Arautos do Evangelho, Fev/2005, n. 38, p. 22 à 25) #SantodoDia
- Santo André Corsini, modelo para bispos e superiores – 04 de Fevereiro
SANTO DO DIA – 04 DE FEVEREIRO – SANTO ANDRÉ CORSINI Bispo (1301-1373) Um sonho anunciou o inicio da vida religiosa de Santo André Corsini, outro sonho anunciou seu fim. O primeiro quem o teve foi sua mãe. O outro, que lhe indicou a data da morte, sonhou ele próprio. André nasceu em Florença, na Itália, em 1301, filho de família nobre e famosa. Antes de o dar à luz, sua mãe sonhou que seu filho nascia lobo, mas se transformava em cordeiro ao entrar numa igreja carmelita. Até os dezessete anos André viveu sem preocupações morais ou espirituais, cercado de vícios e dando seguidos desgostos aos pais. Com essa idade, ao encontrar a mãe chorando por tudo que ele aprontava, André percebeu que estava no caminho errado. Ela lhe contou sobre o sonho e o rapaz, caindo em si, chorou com ela e prometeu se corrigir. Prometeu e cumpriu, procurou uma igreja carmelita, iniciou-se na Ordem e começou nova vida. Concluiu os estudos religiosos em Paris, ordenou-se sacerdote e, ainda em vida, operou vários prodígios, portador que era do dom da cura e da profecia. Curou um tumor maligno que ameaçava levar um primo para a morte e previu o destino de um menino, que batizou. Seus feitos o levaram a ser nomeado bispo de Fiesoli, em Florença, Itália. No entanto, ele recusou o cargo e se escondeu para não ter de assumi-lo. Mas, uma criança de apenas seis anos revelou seu esconderijo, dizendo ser a vontade de Deus que ele encabeçasse a diocese e, assim, o convenceu a aceitar essa tarefa apostólica. Durante os anos em que ali atuou, foi amado pelo povo e respeitado pelas autoridades. André conseguiu apaziguar divergências mortais entre inimigos e até aproximar a aristocracia e o povo, missão que recebeu do Papa Urbano V e desempenhou com louvor. Na noite de Natal de 1372 teve um desmaio e recebeu, em sonho, a notícia de que morreria em 6 de janeiro. A partir daí foi dominado por uma febre que não mais o deixou até que a profecia se cumpriu. Foi sepultado na igreja dos Carmelitas de Florença, onde suas relíquias podem ser veneradas, ainda hoje. Santo André Corsini é o padroeiro da cidade de Florença e a Igreja designou o dia 04 de fevereiro para a sua festa litúrgica. Santo André Corsini: O lobo se transformou em cordeiro… e mais tarde em Pastor Nicolau Corsini e sua esposa Pelerina ouviam atentamente o sermão na igreja dos carmelitas e tiveram ambos um sobressalto interior quando o pregador pronunciou estas palavras do Êxodo: “Não demorarás a oferecer a Deus os dízimos e as primícias”. A família Corsini era das mais nobres de Florença. A Nicolau e sua esposa não faltavam recursos financeiros, menos ainda virtude e piedade, para fazer generosas doações à Igreja. A que atribuir, pois, esse sobressalto a propósito do dízimo? Era a voz da graça em suas almas. Promessa recompensada Até então, o casal não tivera um filho sequer, e desejava ter muitos. Nos ouvidos de Pelerina, aquela frase do Êxodo soou como uma sugestão vinda do Céu, de consagrar a Deus o primeiro filho que Este lhe concedesse. E sem demora fez a promessa, diante da imagem de Nossa Senhora do Povo. Sem saber o que se passara com sua esposa, Nicolau foi objeto de igual moção sobrenatural e fez idêntica promessa, diante da mesma imagem da Santíssima Virgem. De retorno ao lar, não foi pequena a surpresa do piedoso casal quando um revelou ao outro o que havia acontecido e descobriram, assim, a feliz “coincidência”. Cheios de esperança, renovaram a promessa aos pés de uma imagem da Virgem Maria. Constatando meses depois que sua súplica fora atendida, Pelerina passou então a rezar com ardor para que o fruto de suas entranhas fosse agradável a Deus. Para seu espanto, na véspera do nascimento do menino, sonhou que ia dar à luz um lobo. No sonho, enquanto expunha à Virgem Imaculada sua grande aflição, viu o lobo entrar numa igreja e transformar-se em alvíssimo cordeiro. Sentiu-se aliviada ao despertar, mas não contou a ninguém o sucedido. No dia seguinte, 30 de novembro de 1302, festa de Santo André, deu à luz um belo menino, o qual recebeu o nome do Apóstolo. O sonho se torna realidade… André herdou a nobreza dos pais. Era bem apessoado e dotado de inteligência privilegiada. Porém, perto dos doze anos de idade, foi se tornando filho rebelde, provocava brigas e disputas na família, interessava- se apenas por jogos, armas e caçadas. Pouco se importava com a Igreja e a religião. Aumentava cada dia mais a preocupação dos pais pelo futuro desse mau filho. Tendo este mais de 15 anos, decidiram expor-lhe as circunstâncias milagrosas de seu nascimento e a promessa por eles feita naquela oportunidade. O rapaz, porém, com desprezo, recusouse a ouvi-los. Disse-lhe então a mãe, com voz suave e desgostosa: – Verdadeiramente, André, tu és o lobo com o qual sonhei na véspera de teu nascimento. – Que dizeis? Como posso ser um lobo? – retrucou-lhe ele com insolência. – Fica sabendo, meu filho, que teu pai e eu, sendo estéreis, fizemos uma promessa à gloriosa Virgem Maria, de lhe oferecer o primeiro de nossos filhos, que és tu! Sabe também que, na véspera de teu nascimento, sonhei que dava à luz um lobo, mas que entrando numa igreja ele se transformou em cordeiro. Assim, meu filho, tu pertences à Virgem Maria. Suplico-te, portanto, que não desdenhes servir a tão poderosa padroeira. Esta eloqüente exortação materna penetrou como um dardo no coração do jovem. Tocado por uma insigne graça, passou ele toda aquela noite em oração aos pés da Mãe de Deus. Prometeu- Lhe: “Ó Virgem Maria, já que Vos pertenço, Vos servirei de boa vontade, noite e dia. Rogai, porém, a vosso Filho que me perdoe os pecados da mocidade. Na mesma medida em que Vos desagradei, vivendo mal, me esforçarei por agradar a Vós e a Ele, mudando de vida”. Na manhã seguinte, foi à igreja dos Carmelitas onde, prostrado diante da imagem de Nossa Senhora do Povo, suplicou: “Ó Gloriosa Virgem Maria, eis aqui o lobo devorador e repleto de iniqüidades. Rogo- Vos humildemente que me purifiqueis e mudeis completamente, transformando-me em dócil cordeiro, para Vos servir na vossa santíssima Ordem”. Perseverou nesta prece até ao meiodia. Depois foi pedir ao provincial que o acolhesse na Ordem Carmelitana. Este lhe perguntou: – Dizei-me, meu filho, de onde vos vem tal desejo? – É obra de Deus e de meus pais, que neste lugar prometeram consagrar- me para sempre à Santa Virgem. – Esperai, dentro em pouco vos darei a resposta. Mandou logo chamar os pais do jovem. A mãe, ao ver o filho tão mudado, não pôde senão exclamar: “Eis o meu filho que de lobo se transformou em cordeiro!” Noviço fervoroso André recebeu o hábito do Carmo em 1318. Para experimentar a constância do jovem noviço, foram-lhe confiados os ofícios mais modestos, como varrer o convento, guardar o portão, servir à mesa, lavar pratos e utensílios de cozinha. Tal era seu fervor que considerava isso uma glória. Seus ex-companheiros de prazer, e até mesmo alguns parentes, o ridicularizavam por esse “rebaixamento”. Ele, porém, vivia já num mundo superior, o do silêncio e da oração. Um dia em que ele guardava a porta do Convento, o demônio lá compareceu para tentá-lo. Apresentando-se como um nobre personagem, bem trajado e acompanhado de vários criados, bateu com força à porta, ordenando imperiosamente: – Abre depressa! Sou teu parente e não quero que fiques aqui com esses frades maltrapilhos. Esta é também a vontade de teu pai e de tua mãe que te prometeram em casamento a uma linda jovem. – Foi-me ordenado que a ninguém abrisse a porta. Ademais, não te conheço. Se aqui sirvo esses humildes irmãos, imito Jesus Cristo que se fez homem para nos servir. Foram meus pais que me consagraram a Deus e à Virgem, serviço no qual me rejubilo. Mudando de tom, disse o importuno visitante: – Rogo-te, André, abre-me a porta por um instante só. Quero falar contigo de certas coisas… Teu superior nada verá! – Ainda que o prior nada visse, acima dele está Deus que perscruta os corações. É por amor a Ele que guardo esta porta, para que Ele me guarde e auxilie. Ainda falando, o noviço fez o sinalda- cruz, e o tentador desapareceu instantaneamente, deixando uma nuvem de fumaça negra e fétida. André deu graças a Deus pela vitória, tornandose, após vencer a tentação, ainda mais forte e perfeito. Voando nas vias da santidade Um ano mais tarde fez os votos solenes e redobrou o fervor na prática das virtudes, sobretudo da humildade. Seu maior prazer era servir aos outros, especialmente aos enfermos, tendo sempre presente a palavra do Senhor: “O que fizerdes ao menor destes pequeninos, é a Mim que o fazeis”. Frei André nunca faltava à liturgia das horas santas. Jamais resistia às ordens dos superiores. Quanto mais lhe ordenavam, maior era a alegria que pervadia sua alma. Tinha bem claro que o tempo é dom precioso de Deus, por isso empregava no estudo todos os minutos que lhe restavam do cumprimento das obrigações impostas pela obediência. Às sextas-feiras, com um cesto pendurado ao pescoço, saía mendigando pela rua principal de Florença. Imagine- se a reação indignada de alguns de seus parentes, todos personagens importantes na cidade! Incitavam os habitantes a escarnecê-lo e a insultá-lo. Ele, porém, após receber as piores injúrias, retirava-se contente, refletindo: “Jesus também foi gravemente injuriado, e, aniquilado pela dor, não se irritava”. As virtudes são todas irmãs, quando se progride em uma, adianta-se também nas outras. Assim, tendo subido tanto na virtude da humildade, nosso Santo era igualmente exímio na prática da pureza. Fugia de todas as ocasiões de tentação e não tolerava que em sua presença se pronunciassem palavras inconvenientes. Dom dos milagres Em várias ocasiões, exerceu em benefício do próximo o precioso dom dos milagres. Um de seus tios sofria de uma doença que lhe corroia as carnes da perna. Para se distrair do incômodo, transformou sua casa em lugar de jogatinas. Visando conquistar para Jesus essa alma, André foi visitá-lo e lhe perguntou: – Quereis ser curado? – Vai-te daqui, mendigo, queres zombar de mim! – Se desejais ser curado, aceitai ao menos um conselho. A mansidão do Santo abrandou a arrogância do ímpio, que disse: – Se for possível a minha cura, farei tudo quanto pretenderes. O frade lhe recomendou jejuar durante seis dias e, no sétimo, rezar sete Pai-Nossos, sete Ave-Marias e uma Salve Rainha. – Se fizerdes isto, prometo que a gloriosa Virgem obterá de seu Filho vossa cura. Embora incrédulo e sem devoção alguma, o doente assim fez. No sétimo dia estava curado. Exultante, procurou André para dizer-lhe: – Sois verdadeiramente um amigo de Deus, meu sobrinho! Nada mais sinto, posso caminhar como um jovem. Com efeito, suas carnes estavam renovadas. Desde então, mudou de vida, não mais cessando de dar graças a Deus e a sua Imaculada Mãe. Sacerdote e bispo Em 1328, André recebeu a ordenação sacerdotal. Os pais haviam preparado tudo para a celebração da sua primeira Missa, a qual pretendiam fosse soleníssima e contasse com a presença de todos os parentes. Sabendo desta pretensão familiar, o Santo retirou-se para um pequeno convento distante, onde ofereceu a Deus as primícias do sacerdócio, com grande recolhimento e devoção. Como prêmio, imediatamente após a Comunhão, a Santíssima Virgem lhe apareceu, dizendo: “És meu servo, escolhi- te, e em ti serei glorificada”. Estas palavras penetraram-lhe fundo no coração, tornando-o ainda mais humilde e puro. Após exercer o ministério da pregação em Florença, estudou três anos na Universidade de Paris e foi aprimorar os estudos com o Cardeal Corsini, seu tio, na cidade de Avignon, então Sede do Papado. Aí Deus operou por sua intercessão a cura de um cego. De retorno à pátria, foi eleito prior do convento de Florença. Pouco tempo permaneceu nesse cargo. Tendo falecido o Bispo de Fiésole, cidade próxima, o capítulo da Catedral o elegeu para sucessor. Mas o Santo, tomando conhecimento da eleição, ocultou-se num convento dos Cartuxos, na tentativa de fugir de tão perigoso fardo. Quando os cônegos já iam fazer nova eleição, Deus revelou a um menino o retiro do seu servo. Temeroso de resistir à vontade do Céu, Frei André consentiu então em receber a sagração episcopal, em 1360, aos 58 anos. Vida mais austera ainda A elevação à dignidade de Bispo da Santa Igreja produziu uma mudança em seu modo de viver: ele redobrou suas austeridades, acrescentando mais um cinto de ferro sobre o cilício que usava. Por leito, tinha apenas uns ramos de videira estendidos no chão. Recitava diariamente os salmos penitenciais e a ladainha dos santos, submetendo- se a uma rude disciplina. Todo o seu tempo era dividido entre a oração, as funções episcopais e a meditação das Sagradas Escrituras. Com mais rigor ainda, evitava toda ocasião de tentação contra a virtude angélica, e não suportava a presença de lisonjeadores nem murmuradores. Seus exemplos e sermões produziam tão maravilhosos frutos que logo foi considerado um dos grandes apóstolos da Itália. Multiplicou os pães Às quintas-feiras costumava lavar os pés dos pobres, imitando a humildade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Certa vez um deles recusava-se a lhe apresentar os pés, pois estavam cobertos de úlceras. O Santo venceu-lhe a resistência, lavou-os e estes ficaram completamente curados. Após a cerimônia do lava-pés, nunca despedia os pobres sem lhes amenizar a indigência com uma generosa distribuição de pães. Certa vez em que havia poucos, ele, com uma bênção, os multiplicou e assim pôde satisfazer a todos os necessitados. Possuía também uma singular aptidão para harmonizar os espíritos divididos, da qual se valeu para apaziguar todas as sedições tanto em sua Diocese quanto em Florença. Informado disto, o Papa Urbano V o enviou como legado a Bolonha, para conciliar as facções que excitavam a nobreza e o povo um contra outro. Santo André restabeleceu a paz nessa cidade, a qual durou enquanto ele viveu. Caminhou alegre para a morte Durante a Missa de Natal de 1372, o Santo Bispo sentiu-se acometido de uma febre que logo o dominou. Longe de se alarmar com a proximidade da morte, caminhou em direção a ela com tranqüilidade, e até com surpreendente alegria. Faleceu a 6 de janeiro de 1373, aos 72 anos de idade. “A fama de santidade que circundou sua vida, após a morte difundiu-se rapidamente na Itália e na Europa”, lembrou S.S. João Paulo II, no 7° centenário de nascimento de Santo André Corsini. Se Deus o honrou com muitos milagres em vida, a voz do povo o “canonizou” imediatamente após sua morte. O Papa Eugênio IV, posto a par dos efeitos que a intercessão do Santo produzia em toda a região de Florença, autorizou que seus restos mortais fossem expostos à veneração dos fiéis. E Urbano VIII o canonizou em 1629. (Revista Arautos do Evangelho, Fev/2005, n. 38, p. 22 à 25) #SantodoDia
- Homilia Diária | Nossa vida é para os outros!
(Sábado da 4ª Semana do Tempo Comum) Todos nós já sentimos o desconforto e — por que não dizer? — a raiva de ser incomodado bem no meio de um merecido descanso. A razão dessa impaciência é que não assumimos ainda a nossa verdadeira identidade de cristãos, de outros Cristos: nós não somos feitos para nós mesmos; nós fomos feitos para os outros, assim como o Senhor, esvaziado de si mesmo, esgotou-se até o extremo pelo nosso bem. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 3 de fevereiro, e peçamos a Maria Santíssima a graça de vivermos a fundo nossa entrega incansável a nossos irmãos. Santo do Dia: São Brás, protetor contra as doenças da garganta. Evangelho (Mc 6,30-34) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem. (Jo 10,27) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 30 os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31 Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. 32 Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33 Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. 34 Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Nossa vida é para os outros!
(Sábado da 4ª Semana do Tempo Comum) Todos nós já sentimos o desconforto e — por que não dizer? — a raiva de ser incomodado bem no meio de um merecido descanso. A razão dessa impaciência é que não assumimos ainda a nossa verdadeira identidade de cristãos, de outros Cristos: nós não somos feitos para nós mesmos; nós fomos feitos para os outros, assim como o Senhor, esvaziado de si mesmo, esgotou-se até o extremo pelo nosso bem. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 3 de fevereiro, e peçamos a Maria Santíssima a graça de vivermos a fundo nossa entrega incansável a nossos irmãos. Santo do Dia: São Brás, protetor contra as doenças da garganta. Evangelho (Mc 6,30-34) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem. (Jo 10,27) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 30 os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31 Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. 32 Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33 Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. 34 Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- São Brás, Padroeiro das Enfermidades da Garganta – 03 de Fevereiro
SANTO DO DIA – 03 DE FEVEREIRO – SÃO BRÁS Bispo e mártir (séculos III-IV) A vida e os feitos de São Brás atingem aquele ápice de alguns poucos, que atraem a profunda fé e a admiração popular. Ele é venerado no Oriente e Ocidente com a mesma intensidade ao logo de séculos, e até hoje, mães aflitas recorrem à sua intercessão quando um filho engasga ou apresenta problemas de garganta. A bênção de São Brás, procurada principalmente por quem tem problemas nesta parte do corpo, é ministrada nesta data em muitas igrejas do mundo cristão. O prodígio atribuído a ele quando era levado preso, para depois ser torturado, é dos mais conhecidos por pessoas de todo o planeta. Consta que uma mãe aflita jogou-se aos seus pés pedindo que socorresse o filho, que agonizava com uma espinha de peixe atravessada na garganta. O santo rezou, fez o sinal da cruz sobre o menino e este se levantou imediatamente como se nada lhe tivesse acontecido. Brás nasceu na Armênia, era médico, sacerdote e muito benevolente com os pobres e cristãos perseguidos e por essas virtudes foi nomeado bispo de Sebaste, isto no século três. Também sabemos que, apesar de aqueles anos marcarem os finais das grandes perseguições aos cristãos, muitos ainda foram torturados e mortos na mão dos poderosos pagãos. Brás abandonou o bispado e se protegeu na caverna de uma montanha isolada e mesmo assim, depois de descoberto e capturado, morreu em testemunho de sua fé sob as ordens do imperador Licínio, em 316. Muitas tradições envolvem seus prodígios, graças e seu suplício. Segundo elas, a fama de sua santidade rodou o mundo ainda enquanto vivia e sua morte foi impressionante. O bispo Brás teria sido terrivelmente flagelado e torturado, sendo por fim pendurado em um andaime para morrer. Como isso não acontecia, primeiro lhe descarnaram os ossos com pentes de ferro. Depois tentaram afogá-lo duas vezes e, frustrados, o degolaram para ter certeza de sua morte. O corpo do santo mártir ficou guardado na sua catedral de Sebaste da Armênia, mas no ano 732 uma parte de suas relíquias foram embarcadas por alguns cristãos armênios que seguiam para Roma. Nessa ocasião, uma repentina tempestade interrompe a viagem na altura da cidade de Maratea, em Potenza; e ali os fiéis acolhem as relíquias do santo numa pequena igreja, que depois se tornaria sua atual basílica e a localidade receberia o nome de Monte São Brás. Mais recentemente, em 1983, no local da igrejinha inicial foi erguida uma estátua de São Brás, com a altura de vinte e um metros. Como dissemos, do Oriente ao Ocidente, todo mundo cristão se curva à devoção de São Brás nomeando ainda hoje cidades e locais, para render-lhes homenagem e veneração. São Brás, rogai por nós! Conheça mais sobre São Brás Celebramos hoje a memória de S. Brás, bispo e mártir, dia em que recebemos a tradicional bênção da garganta. Todo o mundo sabe que ontem, festa da Apresentação do Senhor, foram abençoadas as velas — era festa de Nossa Senhora das Candeias. Em procissão com as velas bentas, entramos na igreja, e hoje, com as mesmas velas, o padre ou o diácono dá a bênção sobre a garganta dos fiéis, pedindo que, pela intercessão de S. Brás, o Senhor os livre do mal da garganta e de qualquer outra doença. Esta oração, que é um pedido claro de um milagre físico, isto é, de uma intervenção de Deus para nos libertar de males físicos, nos leva a perguntar: por que Deus realiza milagres? Parece coisa óbvia. Mas por que, afinal, Deus realiza milagres? “Ah!”, dizem alguns, “porque Ele é Deus”. Ora, no Evangelho de hoje, Jesus entra na cidade de Nazaré, na qual Ele cresceu e pela qual era conhecido — Jesus de Nazaré, ou o Nazareno —, mas não opera ali nenhum milagre, porque não tinham fé. Por que Jesus realizava milagres? Por que Deus ainda hoje faz milagres? É importante compreender que Jesus veio para nos salvar. Ele mesmo o disse: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância”. Mas a palavra “vida”, no original grego do evangelho de S. João, é ζωή ( zoé ), usada tecnicamente para descrever a vida eterna, a vida do céu, a Vida com “V” maiúsculo. Esta vida aqui, a vida biológica, que passa e perece, é descrita com outras palavras (por exemplo, βίος, bios ). Ora, ao operar um milagre, Deus intervém e nos dá mais vida, mas vida com “v” minúsculo, e o faz para suscitar a fé. Ou seja: quando as pessoas têm o coração aberto para a fé, Deus opera milagres, justamente para fazê-las, depois de recobrada a vida com “vê” minúsculo”, começar a crer na Vida com “V” maiúsculo e, assim, ir para o céu. É por isso que, em Nazaré, Jesus não opera milagres. Ele, Deus feito homem, vê perfeitamente o coração daquela gente, a cujos caprichos e necessidades não vai responder fazendo “milagrinhos”, enquanto os corações continuam empedernidos, fechados, sem querer crer. No fundo, os milagres de Nosso Senhor são como pregações, palavras, sinais que apontam para o alto. Jesus, ao operar milagres, faz crescer a fé e introduz o fiel no caminho da salvação. Deus não quer apenas resolver problemas fisiológicos, sanitários, biológicos etc. Alguém, no entanto, poderia perguntar: “Mas, padre, como o sr. conhece as intenções de Deus?” Não, não se trata de conhecer as intenções de Deus, quando o próprio Cristo Jesus disse que é melhor perder um olho e entrar sem ele no Reino dos Céus do que, tendo os dois, se perder no inferno. Com isso, Jesus não está, é claro, nos mandando arrancar os olhos, mas está ensinando que a saúde física, o bem do corpo, não é o mais importante: o que mais importa é a Vida, isto é, a vida eterna. — Hoje, com grande fé, aproximemo-nos dos sacerdotes e diáconos, para deles receber a bênção de S. Brás, confiantes de que o Senhor nos livrará, sim, do mal da garganta e de outras doenças, mas cientes de que tudo só tem serventia se nos puser no caminho do céu, da Vida com “V” maiúsculo. #SantodoDia
- São Brás, Padroeiro das Enfermidades da Garganta – 03 de Fevereiro
SANTO DO DIA – 03 DE FEVEREIRO – SÃO BRÁS Bispo e mártir (séculos III-IV) A vida e os feitos de São Brás atingem aquele ápice de alguns poucos, que atraem a profunda fé e a admiração popular. Ele é venerado no Oriente e Ocidente com a mesma intensidade ao logo de séculos, e até hoje, mães aflitas recorrem à sua intercessão quando um filho engasga ou apresenta problemas de garganta. A bênção de São Brás, procurada principalmente por quem tem problemas nesta parte do corpo, é ministrada nesta data em muitas igrejas do mundo cristão. O prodígio atribuído a ele quando era levado preso, para depois ser torturado, é dos mais conhecidos por pessoas de todo o planeta. Consta que uma mãe aflita jogou-se aos seus pés pedindo que socorresse o filho, que agonizava com uma espinha de peixe atravessada na garganta. O santo rezou, fez o sinal da cruz sobre o menino e este se levantou imediatamente como se nada lhe tivesse acontecido. Brás nasceu na Armênia, era médico, sacerdote e muito benevolente com os pobres e cristãos perseguidos e por essas virtudes foi nomeado bispo de Sebaste, isto no século três. Também sabemos que, apesar de aqueles anos marcarem os finais das grandes perseguições aos cristãos, muitos ainda foram torturados e mortos na mão dos poderosos pagãos. Brás abandonou o bispado e se protegeu na caverna de uma montanha isolada e mesmo assim, depois de descoberto e capturado, morreu em testemunho de sua fé sob as ordens do imperador Licínio, em 316. Muitas tradições envolvem seus prodígios, graças e seu suplício. Segundo elas, a fama de sua santidade rodou o mundo ainda enquanto vivia e sua morte foi impressionante. O bispo Brás teria sido terrivelmente flagelado e torturado, sendo por fim pendurado em um andaime para morrer. Como isso não acontecia, primeiro lhe descarnaram os ossos com pentes de ferro. Depois tentaram afogá-lo duas vezes e, frustrados, o degolaram para ter certeza de sua morte. O corpo do santo mártir ficou guardado na sua catedral de Sebaste da Armênia, mas no ano 732 uma parte de suas relíquias foram embarcadas por alguns cristãos armênios que seguiam para Roma. Nessa ocasião, uma repentina tempestade interrompe a viagem na altura da cidade de Maratea, em Potenza; e ali os fiéis acolhem as relíquias do santo numa pequena igreja, que depois se tornaria sua atual basílica e a localidade receberia o nome de Monte São Brás. Mais recentemente, em 1983, no local da igrejinha inicial foi erguida uma estátua de São Brás, com a altura de vinte e um metros. Como dissemos, do Oriente ao Ocidente, todo mundo cristão se curva à devoção de São Brás nomeando ainda hoje cidades e locais, para render-lhes homenagem e veneração. São Brás, rogai por nós! Conheça mais sobre São Brás Celebramos hoje a memória de S. Brás, bispo e mártir, dia em que recebemos a tradicional bênção da garganta. Todo o mundo sabe que ontem, festa da Apresentação do Senhor, foram abençoadas as velas — era festa de Nossa Senhora das Candeias. Em procissão com as velas bentas, entramos na igreja, e hoje, com as mesmas velas, o padre ou o diácono dá a bênção sobre a garganta dos fiéis, pedindo que, pela intercessão de S. Brás, o Senhor os livre do mal da garganta e de qualquer outra doença. Esta oração, que é um pedido claro de um milagre físico, isto é, de uma intervenção de Deus para nos libertar de males físicos, nos leva a perguntar: por que Deus realiza milagres? Parece coisa óbvia. Mas por que, afinal, Deus realiza milagres? “Ah!”, dizem alguns, “porque Ele é Deus”. Ora, no Evangelho de hoje, Jesus entra na cidade de Nazaré, na qual Ele cresceu e pela qual era conhecido — Jesus de Nazaré, ou o Nazareno —, mas não opera ali nenhum milagre, porque não tinham fé. Por que Jesus realizava milagres? Por que Deus ainda hoje faz milagres? É importante compreender que Jesus veio para nos salvar. Ele mesmo o disse: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância”. Mas a palavra “vida”, no original grego do evangelho de S. João, é ζωή ( zoé ), usada tecnicamente para descrever a vida eterna, a vida do céu, a Vida com “V” maiúsculo. Esta vida aqui, a vida biológica, que passa e perece, é descrita com outras palavras (por exemplo, βίος, bios ). Ora, ao operar um milagre, Deus intervém e nos dá mais vida, mas vida com “v” minúsculo, e o faz para suscitar a fé. Ou seja: quando as pessoas têm o coração aberto para a fé, Deus opera milagres, justamente para fazê-las, depois de recobrada a vida com “vê” minúsculo”, começar a crer na Vida com “V” maiúsculo e, assim, ir para o céu. É por isso que, em Nazaré, Jesus não opera milagres. Ele, Deus feito homem, vê perfeitamente o coração daquela gente, a cujos caprichos e necessidades não vai responder fazendo “milagrinhos”, enquanto os corações continuam empedernidos, fechados, sem querer crer. No fundo, os milagres de Nosso Senhor são como pregações, palavras, sinais que apontam para o alto. Jesus, ao operar milagres, faz crescer a fé e introduz o fiel no caminho da salvação. Deus não quer apenas resolver problemas fisiológicos, sanitários, biológicos etc. Alguém, no entanto, poderia perguntar: “Mas, padre, como o sr. conhece as intenções de Deus?” Não, não se trata de conhecer as intenções de Deus, quando o próprio Cristo Jesus disse que é melhor perder um olho e entrar sem ele no Reino dos Céus do que, tendo os dois, se perder no inferno. Com isso, Jesus não está, é claro, nos mandando arrancar os olhos, mas está ensinando que a saúde física, o bem do corpo, não é o mais importante: o que mais importa é a Vida, isto é, a vida eterna. — Hoje, com grande fé, aproximemo-nos dos sacerdotes e diáconos, para deles receber a bênção de S. Brás, confiantes de que o Senhor nos livrará, sim, do mal da garganta e de outras doenças, mas cientes de que tudo só tem serventia se nos puser no caminho do céu, da Vida com “V” maiúsculo. #SantodoDia
- Um dia sob as luzes de Nossa Senhora: 02 de fevereiro
Neste dia, a Igreja recorda ao menos dez títulos dedicados à Mãe de Deus e Nossa . Por Luciana Gianesini em A12 O dia 02 de fevereiro , depois das festas e solenidades de 08 de setembro (Natividade de Nossa Senhora), 08 de dezembro (Imaculada Conceição) e 01 de janeiro (Maria, Mãe de Deus), talvez seja um dos dias em que a espiritualidade mariana se mostra de maneira mais intensa para nós, católicos. Isto porque, neste dia, a Igreja recorda ao menos dez títulos dedicados à Mãe de Deus e Nossa . Conheça alguns desses títulos: 1. Nossa Senhora da Luz Origem: Portugal Sua história vem da ocasião em que um humilde cidadão português foi tomado como prisioneiro pelos mouros. Pedindo a intercessão de Nossa Senhora, o prisioneiro sonhou por 30 dias seguidos com Ela, até que, na última noite, Maria lhe pediu que construísse uma ermida em um local que seria indicado sob uma grande luz. Na manhã seguinte, o prisioneiro acordou livre, em sua terra natal. Correu prontamente em direção à luz e lá encontrou uma imagem de Nossa Senhora. Tal notícia se espalhou rapidamente entre o povo, onde Nossa Senhora ficou conhecida sob o título de Nossa Senhora da Luz. Clique aqui para saber mais sobre Nossa Senhora da Luz 2. Nossa Senhora das Candeias (Nossa Senhora da Purificação) Origem: Itália Este título remonta aos primórdios do cristianismo. Segundo o preceito da lei mosaica, todo filho varão (homem) deveria ser apresentado no Templo, quarenta dias após seu nascimento. A mãe, considerada impura após o parto, deveria ser purificada em uma cerimônia especial. Nossa Senhora, submetendo-se a esta determinação, apresentou-se com o Menino Jesus no recinto sagrado dos judeus. A procissão dos luzeiros provém de um antigo costume romano, tão arraigado que continuou mesmo entre os convertidos ao cristianismo. Como aquela festa sempre caia no dia 2 de fevereiro, data em que os cristãos celebravam a Purificação de Maria, o papa Gelásio (492-496) resolveu instituir um solene cortejo noturno em homenagem à Maria Santíssima, convidando o povo a comparecer com círios e velas acesas e cantar hinos em louvor de Nossa Senhora. Clique aqui para saber mais sobre Nossa Senhora das Candeias . 3. Nossa Senhora da Candelária Origem: Portugal e Espanha “Contam que, por volta de 1400, dois pastores guardavam seus animais perto de uma caverna na ilha de Tenerife, nas Canárias, e observaram, certo dia, que o gado se recusava a entrar na lapa, apesar de todos os seus esforços. Penetraram, então, na gruta e descobriram a imagem de uma Senhora com o filho ao colo. Estranhando o ocorrido, foram notificar o seu povo. Acudindo a população, inclusive o rei do país, ao local, observaram maravilhados a existência de numerosas candeias (velas) sustentadas por seres invisíveis, que com seus cânticos ‘ensinavam a maneira de render culto a Deus e à Virgem Maria. Começaram os nativos a honrar Aquela que amavam sem conhecer, até que um cristão espanhol casualmente ali desembarcou, nos fins do século XV, e explicou-lhes o mistério”. Clique aqui para saber mais sobre Nossa Senhora da Candelária . 4. Nossa Senhora do Bom Sucesso Origem: Bélgica e Equador O título é compartilhado por diversas imagens de Nossa Senhora ao redor do mundo. Uma das mais conhecidas e venerada até os dias de hoje se encontra na Bélgica e tem uma história um tanto quanto complexa. A imagem de Nossa Senhora carregando o Menino Jesus com seu braço direito, foi feita no estilo flamenco e data do final do século XV. Com a sua mão esquerda, Maria empunha um cetro de prata. Em Quito, no Equador, “Nossa Senhora do Bom Sucesso” apareceu a Mariana de Jesús Torres, no Convento Concepcionista no ano de 1584. A Mãe de Deus pediu à monja que uma estátua fosse feita retratando-a, e advertiu sobre uma severa crise da Igreja e da sociedade nos séculos XIX e XX. No dia 2 de Fevereiro de 1611, a imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus em seu braço direito foi oficialmente abençoada pelo Bispo e colocada acima da cadeira da Abadessa do Convento, e é conhecida como “Maria do Bom Sucesso da Purificação”. É reconhecida como a padroeira dos marinheiros, e de uma morte tranquila e pacífica, assim como do bem-estar e da segurança. Clique aqui para saber mais sobre Nossa Senhora do Bom Sucesso 5. Nossa Senhora dos Navegantes Origem: Portugal e Espanha Nossa Senhora dos Navegantes passa a receber muitos pedidos de intercessão na Idade Média, na época das Cruzadas, quando os portugueses e espanhóis cruzavam o mar Mediterrâneo rumo à Palestina, para protegerem os lugares sagrados dos infiéis. Nesta devoção, Maria é chamada também de Estrela do Mar, aquela que protege os navegantes mostrando-lhes sempre o melhor caminho e um porto seguro para a chegada. Antes das travessias, os navegantes participavam da Santa Missa pedindo proteção a Nossa Senhora dos Navegantes, para poderem ter mais coragem de enfrentar o mar e suas tempestades com aqueles pequenos barcos. Dependendo do costume do lugar, outros títulos de Maria são celebrados no dia 02 de fevereiro, talvez por associação de que a Virgem é aquela que trouxe a Luz do Mundo, deu à luz o Salvador e também é Aquela que ilumina o caminho que nos leva a Jesus. Clique aqui para saber mais sobre Nossa Senhora dos Navegantes Nossa Senhora da Luz Localização: Algarve (Portugal) Pedro Martins , português de origem humilde, nascido em Carnide, possuía no Algarve algumas terras herdadas por sua mulher, senhora de alguns haveres. Certa vez, quando para lá se dirigia a fim de cuidar de sua propriedade, foi aprisionado pelos mouros numa das incursões feitas pelos infiéis em território cristão, e levado para o norte da África. Naquela ocasião, por volta de 1453 , sobre a fonte do Machado, em Carnide, começou a aparecer uma luz misteriosa, cuja origem ninguém conseguia descobrir . Andava o povo alarmado e, de Lisboa e dos arredores, chegava muita gente para ver o fenômeno, começando o lugar a ser chamado: “A Luz”. Pedro Martins, no seu cativeiro, desanimado da intercessão dos homens para libertá-lo, recorreu Àquela que é o Socorro dos Aflitos e a Esperança dos Desesperados. Suas orações foram ouvidas pela Virgem Maria, que lhe apareceu trinta noites seguidas em sonho, procurando consolá-lo. Na ultima noite, Ela prometeu-lhe que, ao acordar, se encontraria em Carnide, mas que aí deveria procurar uma imagem sua escondida perto da fonte do Machado, em sítio que lhe seria indicado por estranha luz. Quando a encontrasse, deveria erguer no local uma ermida em sua homenagem. No dia seguinte, como a Virgem Maria lhe havia anunciado, Pedro Martins amanheceu em sua querida cidade natal. Em agradecimento por tão milagrosa libertação, o ex-cativo procurou logo realizar o desejo da Mãe Santíssima. Em companhia de um parente, saiu certa noite à procura da imagem. A luz cintilava sobre a fonte. Caminharam por entre o arvoredo e notaram que ela ia se deslocando até que, em determinado momento, parou. Limparam o local e, ao removerem algumas pedras, encontraram a efígie da Rainha do Céu. Assim que se espalhou a notícia do feliz achado, grande foi a afluência do povo ao lugar, e a Virgem Maria aí começou a ser invocada com o título de Nossa Senhora da Luz. Logo que pôde, Pedro Martins iniciou a construção da ermida com a permissão do bispo de Lisboa , que se prontificou a lançar a primeira pedra em solene cerimônia religiosa . Mais tarde, esta capela foi substituída por suntuoso templo , inaugurado em 1596. A festa de Nossa Senhora da Luz começou a ser celebrada todos os anos e as casas nobres portuguesas disputavam entre si a honra de se encarregarem das despesas. Este grandioso santuário, entretanto, foi quase totalmente destruído pelo terremoto que assolou Lisboa em 1755 , catástrofe que, segundo piedosa lenda, deu origem à construção de Nossa Senhora da Luz de Diamantina. A Devoção no Brasil Contam que a distinta dama D. Teresa de Jesus Corte Real , durante a imensa tragédia que destruiu Lisboa, suplicou a proteção da Senhora da Luz e conseguiu refugiar-se com seu esposo e empregados domésticos em uma capela dedicada à Mãe de Deus. Seu marido havia sido designado para o posto de funcionário do ‘Contrato de Diamantes’ em Minas Gerais e ela prometeu então que, se conseguisse chegar ao Brasil sã e salva, faria erigir na colônia uma capela à Virgem da Luz. Aqui chegando, fixou residência no Arraial do Tejuco e, alguns anos depois, mandou construir nos arredores da vila uma pequena igreja. Diz a tradição que ao lado do templo, em cumprimento a outra promessa feita por seu pai à Senhora da Luz durante o terrível terremoto, fez erguer um recolhimento para a educação de órfãs, preparando-as para a vida. Cada moça que se casava, após esmerada educação, recebia um faqueiro de prata e três mil cruzados, quantia que dava para construir uma boa casa. D. Teresa Corte Real faleceu em 1826 e seu corpo foi sepultado debaixo do coro da igreja que fundara , na qual também foi colocado um seu retrato a óleo feito pelo pintor Manuel Pereira. Nos fins do século passado, a igrejinha estava prestes a ruir, porém o seu vigário conseguiu angariar fundos para reconstruí-la . No dia 20 de maio de 1900, ela foi solenemente reaberta aos fiéis e a imagem da Padroeira recolocada em seu antigo altar após solene procissão, acompanhada de uma chuva de flores atiradas das sacadas pela senhoras de Diamantina. Todas as ruas estavam profusamente ornamentadas e iluminadas para homenagear aquela que, tendo gerado a Luz do Mundo, bem mereceu o título de Nossa Senhora da Luz. A Igreja mais antiga do Brasil Contudo, esta devoção em terras brasileiras não nasceu em Minas Gerais, pois a mais antiga igreja dedicada a Senhora da Luz em nosso pais foi a de São Paulo, fundada primeiramente no Ipiranga, por volta de 1580 , e depois transferida para o atual bairro da Luz , em 1603 . Foi na primeira capela, citada pelo Padre Anchieta em uma de suas cartas, que um frade franciscano, capelão da armada de Diogo Flores Valdez, foi assassinado por um soldado ao pedir esmolas para os pobres. O segundo templo da Virgem da Luz acompanhou toda a história da cidade de São Paulo, tendo sido instalado ao lado da Capela o famoso Recolhimento da Luz fundado por um grupo de religiosas. Atualmente, depois de reformados, tanto o templo como o convento deram lugar ao Museu de Arte Sacra da capital paulista, onde se encontram preciosidades históricas e artísticas do Estado bandeirante. A expansão da devoção O culto a Nossa Senhora da Luz , difundido pelos jesuítas e beneditinos , deu origem a diversos santuários no Rio de Janeiro e nos Estados do Sul do Brasi l, principalmente Paraná e Rio Grande do Sul. A cidade de Curitiba se iniciou em torno de uma capela onde a Mãe da Luz era venerada pelos seus inúmeros milagres . Sobre a sua fundação existe uma interessante lenda, que passaremos a narrar: Na segunda metade do século XVII, Gabriel de Lara, seguindo os faiscadores de ouro, cruzou a serra do Mar e encontrou uma pequena povoação no sítio dos Pinhais, onde em 1659 seria fundada a vila de Nossa Senhora da Luz. Dizem que seus primeiros habitantes foram membros da bandeira de Antônio Domingues, que em 1648 se dirigia ao sul do país. No entanto, segundo a lenda, os bandeirantes se haviam estabelecido um pouco além, nas margens do rio Atuba, onde ergueram uma ermida à Senhora da Luz. Com o andar do tempo, os rudes penetradores do sertão notaram que a imagem da Virgem tinha sempre os olhos voltados para os campos aos quais os índios denominavam Curitiba (Pinhais). Aquela região era dominada pelos ferozes cainguangues, ciosos de seus bosques de pinheiros. Contudo, Nossa Senhora insistia em mirá-la, pois todas as manhãs aparecia com os olhos luminosos voltados para o poente. Tal foi a insistência da Virgem, que os sertanejos resolveram sondar a possibilidade da conquista do sítio indicado pela Padroeira. Com seus aprestos de guerra, seguiram para a esplanada dominada pelos bárbaros caingangues, prontos para o combate. Em vez da luta prevista como certa, o que ocorreu foi a acolhida generosa e cordial. Do chefe indígena para o chefe branco partiu apenas um aceno acolhedor. Os arcos foram jogados no chão em sinal de paz e a cuia de mate, símbolo da hospitalidade, foi oferecida ao chefe índio, rodando depois pelos guerreiros brancos. Na Cidade de Luz , no Oeste de Minas Gerais , iniciada em 1790 em torno de uma capelinha dedicada a Nossa Senhora da Luz e, desde 1918, sede da Diocese, recebeu no dia 2 de fevereiro de 1995 preciosa escultura de sua Padroeira, que lhe foi doada pela Câmara Municipal de Lisboa . Esta imagem, abençoada no Santuário de Carnide, em Portugal, construído junto à fonte do Machado, onde em 1453 humilde Pedro Martins obteve da Mãe Santíssima um estupendo milagre, é toda em mármore branco e foi recebida com grandes festejos populares e comemorações cívicas na progressista cidade mineira e entronizada na bonita catedral. Existe ainda na Cidade de Luz interessante monumento erguido em 1993, para comemorar o 75º aniversário da criação do Bispado, no qual foi colocada uma efígie de bronze de Nossa Senhora da Luz, cópia daquela trazida pelos portugueses em 1503, que se encontra em exposição no Museu de Arte Sacra de São Paulo. A invocação de Nossa Senhora da Luz é bastante difundida no Brasil, pois existem 21 paróquias a Ela dedicadas. Sua festa litúrgica é celebrada em 2 de fevereiro. 👉 Clique aqui para voltar. Oração à Nossa Senhora da Luz Ó Senhora da Luz, dona de todas as graças, cobre-nos com o teu manto resplandecente, pois tu és a luz que nos guia pelas trevas e, pela tua imensa misericórdia, nos dás força e alento para seguir o nosso rumo, que nos leva até a ti, ó Cheia de Graça. Nossa Senhora, pelo Espírito Santo iluminada, Mãe de Nosso Senhor, nossa fonte de luz, tu és a nossa força e o nosso caminho e nos proteges por entre montanhas e vales, pelos desertos e ilhas, no sofrimento e na tortura, nas perseguições que sofremos. Ó Nossa Senhora da Luz, nossa Mãe, cobre-nos com a tua interminável glória e continue a iluminar o nosso caminho com a tua interminável e Divina Luz, que outra coisa não queremos ver, senão as maravilhas da tua presença. Ó Nossa Senhora da Luz, Mãe de Deus, ajuda-nos, com a tua bondade infinita, a enfrentar todos os perigos e tentações, para que com a tua preciosa ajuda, sigamos nosso caminho com a tua luz e longe da escuridão das trevas. Amém! Nossa Senhora das Candeias Padroeiro de: Alfaiates e Costureiras | Localização: Portugal A invocação de Nossa Senhora das Candeias ou Nossa Senhora da Purificação remonta aos primórdios do cristianismo. Segundo o preceito da lei mosaica, todo filho varão deveria ser apresentado no Templo quarenta dias após seu nascimento. A mãe , considerada impura após o parto, deveria ser purificada em uma cerimônia especial. Nossa Senhora, submetendo-se a esta determinação, apresentou-se com o Menino Jesus no recinto sagrado dos judeus. Esta festividade dos luzeiros foi denominada “das candeias” , porque comemorava-se o trajeto de Maria ao templo , com uma procissão, na qual acompanhantes levavam na mão velas acesas. A procissão dos luzeiros provém de um antigo costume romano , pelo qual o povo recordava a angústia da deusa Ceres, quando sua filha Prosérpina foi raptada por Plutão, deus dos infernos, para tomá-la como companheira do Império dos Mortos. Esta tradição estava tão arraigada, que continuou mesmo entre os convertidos ao cristianismo. Os primeiros padres da Igreja tentaram eliminá-la, mas não conseguiram. Como aquela festa sempre caia no dia 2 de fevereiro , data em que os cristãos celebravam a Purificação de Maria , o papa Gelásio (492-496) resolveu instituir um solene cortejo noturno , em homenagem à Maria Santíssima, convidando o povo a comparecer com círios e velas acesas e cantar hinos em louvor de Nossa Senhora . Esta celebração propagou-se por toda a Igreja Romana e, em 542, Justiniano I instituiu-a no Império do Oriente, após ter cessado uma peste. Na liturgia atual a solenidade denomina-se “Apresentação do Senhor” , mantendo-se antes da missa a tradicional bênção de velas com procissão. Em Portugal, a devoção à Virgem das Candeias ou da Purificação já existe desde o século XIII , quando uma imagem era venerada em Lisboa, na paróquia de São Julião. De lá veio para o Brasil , onde são inúmeras as igrejas dedicadas a esta invocação, merecendo destaque as da Bahia . Na ilha Madre de Deus, situada na Bahia de Todos os Santos, existe um templo lendário, cuja imagem foi encontrada por pescadores num rochedo junto ao mar. No dia 2 de fevereiro, grande multidão proveniente da capital baiana e das ilhas circunvizinhas acorre para assistir à festa das Candeias . Desde o amanhecer o mar se cobre de canoas , que cortam as águas da Baía e trazem milhares de devotos para as cerimônias da Purificação de Maria . O culto de Nossa Senhora das Candeias é muito desenvolvido na Bahia devido a sua sincretização com os cultos afro-brasileiros . Uma das festividades mais concorridas acontece na cidade de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano, que já era celebrada em 1720. Nossa Senhora das Candeias é a padroeira dos alfaiates e costureiras. Na Sé de Lisboa, no altar da Senhora das Candeias, esteve também a do alfaiate São Bom Homem, modelo da classe. Em Ouro Preto , na Capela dos Terceiros de São Francisco, existe também uma imagem desse santo, com o nome de Santo Homobono . Além da localidade “Senhora das Candeias”, no oeste de Minas, tem essa invocação uma imagem e um altar no arraial de São Bartolomeu, próximo de Ouro Preto. Nossa Senhora das Candeias, Rogai por nós que recorremos a vós! 👉 Clique aqui para voltar. Oração à Nossa Senhora das Candeias Virgem Santíssima das Candeias, vós que pelos merecimentos de vosso Filho Onipotente, tudo alcançais em benefício dos pecadores de quem sois igualmente Senhora e Mãe. Vós que não desprezais as súplicas humanas e nem a elas fechais o vosso coração compassivo e misericordioso. Iluminai-me, eu vos peço, na estrada da vida, encorajai-me e encaminhai os meus passos e as minhas orações para o verdadeiro bem. Livrai-me de todos os perigos a que está exposta à minha fraqueza. Defendei-me de meus inimigos, como defendeste o vosso amado Filho das perseguições que sofreu sendo menino. Não consintais que eu seja atingido por ferro, fogo e nem por peste alguma, e depois de todos estes benefícios de vossa clemência nesta vida, conduzi a minha alma para a morada dos anjos, onde com Jesus Cristo, vosso Filho e Nosso Senhor, viveis e reinais, pelos séculos. Que assim seja. Nossa Senhora da Candelária Padroeiro de: Ilhas Canárias | Localização: Portugal e Espanha “Contam que, por volta de 1400, dois pastores guardavam seus animais perto de uma caverna na ilha de Tenerife , nas Canárias, e observaram, certo dia, que o gado se recusava a entrar na lapa, apesar de todos os seus esforços. Penetraram, então, na gruta e descobriram a imagem de uma Senhora com o filho ao colo . Estranhando o ocorrido, foram notificar o seu povo. Acudindo a população, inclusive o rei do país, ao local, observaram maravilhados a existência de numerosas candeias (velas) sustentadas por seres invisíveis, que com seus cânticos ‘ensinavam a maneira de render culto a Deus e à Virgem Maria. Começaram os nativos a honrar Aquela que amavam sem conhecer, até que um cristão espanhol casualmente ali desembarcou, nos fins do século XV, e explicou-lhes o mistério”. A imagem original desapareceu no dia 17 de novembro de 1826 , devido a uma inundação provocada por uma forte chuva que carregou um barranco que circundava o Santuário. Era entalhada em madeira dourada e policromada . Sua altura era de um metro. O Menino se encontrava em seu braço direito e o esquerdo trazia uma candeia de cor verde. Várias representações em quadros permitem conhecer suas formas antes de seu desaparecimento. É provável que a imagem tenha chegado à Ilha na metade do século XV, trazida por missionários franciscanos. A imagem atualmente venerada é obra do artista Fernando Estevez, que a esculpiu em 1827. O primeiro Santuário, cuja construção foi concluída em 1672, foi atendido pela Ordem Dominicana . Possuía um belo retábulo, infelizmente destruído por um incêndio em fevereiro de 1789. Na metade do século XIX, tiveram início as obras do atual templo, que se deram de forma muito lenta. Recebem um novo impulso em 1930, com o projeto de Eladio Laredo , que foi sucedido pelo arquiteto Marrero Regalado . Hoje, contempla-se uma bela igreja de planta clássica com três naves, um cruzeiro e um campanário . A festa de Nossa Senhora da Candelária é celebrada anualmente no dia 15 de agosto . Nesse dia acorrem ao santuário peregrinos do todas as ilhas, que vêm prestar homenagem à sua padroeira. Em 1867, a pedido do bispo das Canárias, Lluch y Garriga, o papa Pio IX declarou Nossa Senhora da Candelária como padroeira de todo o arquipélago . A coroação da Virgem e seu Filho ocorreu no dia 13 de outubro de 1889, pelo bispo Dom Ramón Torrijos Gómez, privilégio concedido pelo papa Leão XIII através de decreto assinado no dia 14 de julho de 1889. A imagem de Nossa Senhora da Candelária é igual à de Nossa Senhora das Candeias, da qual é variante. A imagem de Nossa Senhora da Candelária tornou-se célebre por causa de seus milagres. Nossa Senhora da Candelária, Rogai por nós que recorremos a vós! 👉 Clique aqui para voltar. Nossa Senhora da Boa Sorte ou do Bom Sucesso Padroeiro de: Marinheiros |Localização: Bélgica O título é compartilhado por diversas imagens de Nossa Senhora ao redor do mundo . Uma das mais conhecidas e venerada até os dias de hoje se encontra na Bélgica e tem uma história um tanto quanto complexa. Em 1625 a imagem foi colocada aos cuidados do regente espanhol dos Países Baixos , que, por sua vez a enviou à Igreja Agostiniana de Bruxela s em 1626 . Quando expulsos da Igreja no ano de 1814 , os agostinianos levaram a imagem para uma capela especial , construída em 1852 na igreja paroquial de Finisterre, na Bélgica. Outros relatos localizam a imagem em Bruxelas já no ano de 1436 , desaparecendo por um lapso de tempo até o século XVII, quando trouxe a vitória ao exército belga-espanhol contra os protestantes holandeses no ano de 1631. Nesse mesmo ano a imagem teria chegado à Bélgica vinda de barco da Escócia. A imagem de Nossa Senhora, carregando o Menino Jesus com seu braço direito, foi feita no estilo flamenco e data do final do século XV . Com a sua mão esquerda Maria empunha um cetro de prata . Outros nomes da imagem são: “Our Lady of Good Success”; “Notre Dame du Bon Succès”; “Our Lady of Aberdeen”; “Our Lady of Good Succor”; “Our Lady of Good Events”; “Virgen de la Buena Suerte”; “Our Lady of Good Luck” e “Virgen del Buen Suceso”. É comemorada todos os anos no dia 9 de julho . É reconhecida como a padroeira dos marinheiros , e de uma morte tranquila e pacífica, assim como do bem-estar e da segurança. Em Quito, no Equador , “ Nossa Senhora do Bom Sucesso ” apareceu a Mariana de Jesús Torres no Convento Concepcionista no dia de 1584 . A Mãe de Deus pediu à monja que uma estátua fosse feita retratando-a e advertiu sobre uma severa crise da Igreja e da sociedade nos séculos XIX e XX . No dia 2 de Fevereiro de 1611 a imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus em seu braço direito foi oficialmente abençoada pelo Bispo e colocada acima da cadeira da Abadessa do Convento, e é conhecida como “Maria do Bom Sucesso da Purificação” . Mariana morreu no dia 16 de janeiro de 1635 . Em 1906, quando se empreendeu uma obra de remodelação do Convento, o túmulo da madre Mariana foi aberto. Seu corpo e seu hábito foram encontrados incorruptos . O Bispo Ribera de Quito consagrou a imagem de Nossa Senhora no dia 2 de fevereiro de 1610 . Essa data permaneceu, desde esse momento, como o dia oficial da sua festa . O título de “Nossa Senhora do Bom Sucesso” também foi muito importante na fundação e expansão do apostolado dos irmãos obregones ( Mínima Congregação dos Irmãos Enfermeiros Pobres), fundados por Bernardino de Obregón no ano de 1568 e aprovados pelo Núncio Papal Cardeal Décio Carafa no ano de 1569. 👉 Clique aqui para voltar. Oração a Nossa Senhora do Bom Sucesso Nossa Mãe e Senhora, vede como o mal invade tudo: corações, famílias, sociedade, nosso país. As crianças não caminham mais pelo caminho da inocência. Os jovens são cativados por passatempos mundanos, não se aproximam mais do Altar para pedir vossos auxílios de Mãe; ou as luzes que dissolvam as sombras da dúvida que o mundo semeia incessantemente. As mães esquecem que o lar é a primeira escola na qual o bem é ensinado, e que elas são as primeiras mestras. A vida familiar se encontra deteriorada, e a chamada para a oração é rara vez escutada. Nas escolas não há oração, nem os louvores são cantados. Nas casas poucos ainda acreditam na Divina Providência, que tem contados todos os cabelos da nossa cabeça e os sofrimentos dos nossos corações, e são pouquíssimos os que acodem ao misericordioso auxílio do vosso coração maternal. Nessas horas, nosso país é como o Samaritano do Evangelho, que caiu nas mãos dos ladrões, ferido de morte, sem o alívio da humana esperança. Doce Mãe, cuida das crianças abandonadas, que estão perdidas porque não têm nada na vida. Protegei os jovens para que não sejam absorvidos pelo veneno do vício. Ensina às mães o divino dom de serem mães e do seu dever de modelar os corações dos seus filhos à custa de qualquer sacrifício, salvando-os com a misteriosa súplica das suas lágrimas. Se Vós não vindes com a vossa assistência a esse país agonizante, os remanescentes de vida cristã que ainda nos restam desaparecerão. Vosso coração é um abismo de inefável ternura. Deixai que uma gota de bálsamo caia sobre as nossas feridas e viveremos… Amém. Nossa Senhora dos Navegantes: A estrela do mar Padroeiro de: Navegantes e dos viajantes Nossa Senhora dos Navegantes passa a receber muitos pedidos de intercessão na Idade Média, na época das Cruzadas, quando os portugueses e espanhóis cruzavam o mar Mediterrâneo rumo à Palestina para protegerem os lugares sagrados dos infiéis. Nesta devoção, Maria é chamada também de Estrela do Mar , aquela que protege os navegantes mostrando-lhes sempre o melhor caminho e um porto seguro para a chegada. Antes das travessias, os navegantes participavam da Santa Missa pedindo proteção a Nossa Senhora dos Navegantes , para poderem ter mais coragem de enfrentar o mar e suas tempestades com aqueles pequenos barcos. É a padroeira dos navegantes e dos viajantes. As grandes navegações Quando os portugueses e espanhóis deram início às grandes navegações, aos descobrimentos de novas rotas e novas terras pelo mundo, a devoção a Senhora dos Navegantes, Estrela do Mar, começou a ser difundida e nunca mais parou. As invocações a Nossa Senhora eram gravadas no próprio casco dos barcos. Quase todos os barcos traziam uma imagem de Nossa Senhora dos Navegantes entalhada na proa dos barcos, com uma lâmpada de fogo, que os marujos nunca deixavam se apagar. Nossa Senhora dos Navegantes no Brasil Quando os primeiros colonizadores portugueses chegaram ao Brasil, com eles também desembarcou a devoção a Nossa Senhora dos Mares, da Boa Viagem, a Estrela do Mar, a Nossa Senhora dos Navegantes. Pescadores simples e valentes, sempre faziam as orações a Nossa Senhora dos Navegantes antes de irem para o mar buscar o sustento para a família e o trabalho para sobreviverem. Prova disso é que a grande maioria das Igrejas e Capelas dedicadas a Nossa Senhora dos Navegantes estão situadas no litoral do Brasil . Em Fortaleza, Ceará, Penedo em Alagoas, Porto Alegre no Rio Grande do Sul, em Santos e Cananéia no litoral de São Paulo. Em Santa Catarina , são várias cidades que mantêm a devoção com Igrejas ou capelas dedicadas à Senhora dos Navegantes, como no Balneário Arroio do Silva , Balneário Barra do Su l, as cidades de Laguna, Mondai, Bombinhas e a principal, a cidade de Navegantes . Esta já tinha uma capela dedicada à Santa em 1896. No ano de 1996, o então Bispo Auxiliar de Florianópolis, Dom Murilo S. R. Krieger, scj, fez a dedicação do altar da Igreja . Por isso, ela foi elevada a Santuário Arquidiocesano , sob a invocação de Santuário de Nossa Senhora dos Navegantes . Em todos esses lugares, a festa de Nossa Senhora dos Navegantes é celebrada no começo do fevereiro , com missas e grandes procissões de barcos , no mar ou nos rios. A imagem de Nossa Senhora dos Navegantes é representada por Maria em pé, dentro de um barco, segurando o Menino Jesus no colo. 👉 Clique aqui para voltar. Oração a Nossa Senhora dos Navegantes Ó Nossa Senhora dos Navegantes, Santíssima filha de Deus, criador do céu, da terra, dos rios, lagos e mares; protegei-me em todas as minhas viagens. Que ventos, tempestades, raios ou ressacas não perturbem a minha embarcação, e que nenhuma criatura, nem incidentes imprevistos causem alteração e atraso na minha viagem, ou me desviem da rota traçada. Virgem Maria, Senhora dos Navegantes, minha vida é a travessia de um mar furioso. As tentações, os fracassos e as desilusões são ondas impetuosas que ameaçam afundar minha frágil embarcação n o abismo do desânimo e do desespero. Nossa Senhora dos Navegantes, nas horas de perigo eu penso em vós e o medo desaparece; o ânimo e a disposição de lutar e de vencer, torna a me fortalecer. Com vossa proteção e a benção de vosso Filho Jesus, a embarcação da minha vida, há de ancorar segura e tranquila no porto da eternidade. Amém. Nossa Senhora dos Navegantes, rogai por nós. #NossaSenhora
- Um dia sob as luzes de Nossa Senhora: 02 de fevereiro
Neste dia, a Igreja recorda ao menos dez títulos dedicados à Mãe de Deus e Nossa . Por Luciana Gianesini em A12 O dia 02 de fevereiro , depois das festas e solenidades de 08 de setembro (Natividade de Nossa Senhora), 08 de dezembro (Imaculada Conceição) e 01 de janeiro (Maria, Mãe de Deus), talvez seja um dos dias em que a espiritualidade mariana se mostra de maneira mais intensa para nós, católicos. Isto porque, neste dia, a Igreja recorda ao menos dez títulos dedicados à Mãe de Deus e Nossa . Conheça alguns desses títulos: 1. Nossa Senhora da Luz Origem: Portugal Sua história vem da ocasião em que um humilde cidadão português foi tomado como prisioneiro pelos mouros. Pedindo a intercessão de Nossa Senhora, o prisioneiro sonhou por 30 dias seguidos com Ela, até que, na última noite, Maria lhe pediu que construísse uma ermida em um local que seria indicado sob uma grande luz. Na manhã seguinte, o prisioneiro acordou livre, em sua terra natal. Correu prontamente em direção à luz e lá encontrou uma imagem de Nossa Senhora. Tal notícia se espalhou rapidamente entre o povo, onde Nossa Senhora ficou conhecida sob o título de Nossa Senhora da Luz. Clique aqui para saber mais sobre Nossa Senhora da Luz 2. Nossa Senhora das Candeias (Nossa Senhora da Purificação) Origem: Itália Este título remonta aos primórdios do cristianismo. Segundo o preceito da lei mosaica, todo filho varão (homem) deveria ser apresentado no Templo, quarenta dias após seu nascimento. A mãe, considerada impura após o parto, deveria ser purificada em uma cerimônia especial. Nossa Senhora, submetendo-se a esta determinação, apresentou-se com o Menino Jesus no recinto sagrado dos judeus. A procissão dos luzeiros provém de um antigo costume romano, tão arraigado que continuou mesmo entre os convertidos ao cristianismo. Como aquela festa sempre caia no dia 2 de fevereiro, data em que os cristãos celebravam a Purificação de Maria, o papa Gelásio (492-496) resolveu instituir um solene cortejo noturno em homenagem à Maria Santíssima, convidando o povo a comparecer com círios e velas acesas e cantar hinos em louvor de Nossa Senhora. Clique aqui para saber mais sobre Nossa Senhora das Candeias . 3. Nossa Senhora da Candelária Origem: Portugal e Espanha “Contam que, por volta de 1400, dois pastores guardavam seus animais perto de uma caverna na ilha de Tenerife, nas Canárias, e observaram, certo dia, que o gado se recusava a entrar na lapa, apesar de todos os seus esforços. Penetraram, então, na gruta e descobriram a imagem de uma Senhora com o filho ao colo. Estranhando o ocorrido, foram notificar o seu povo. Acudindo a população, inclusive o rei do país, ao local, observaram maravilhados a existência de numerosas candeias (velas) sustentadas por seres invisíveis, que com seus cânticos ‘ensinavam a maneira de render culto a Deus e à Virgem Maria. Começaram os nativos a honrar Aquela que amavam sem conhecer, até que um cristão espanhol casualmente ali desembarcou, nos fins do século XV, e explicou-lhes o mistério”. Clique aqui para saber mais sobre Nossa Senhora da Candelária . 4. Nossa Senhora do Bom Sucesso Origem: Bélgica e Equador O título é compartilhado por diversas imagens de Nossa Senhora ao redor do mundo. Uma das mais conhecidas e venerada até os dias de hoje se encontra na Bélgica e tem uma história um tanto quanto complexa. A imagem de Nossa Senhora carregando o Menino Jesus com seu braço direito, foi feita no estilo flamenco e data do final do século XV. Com a sua mão esquerda, Maria empunha um cetro de prata. Em Quito, no Equador, “Nossa Senhora do Bom Sucesso” apareceu a Mariana de Jesús Torres, no Convento Concepcionista no ano de 1584. A Mãe de Deus pediu à monja que uma estátua fosse feita retratando-a, e advertiu sobre uma severa crise da Igreja e da sociedade nos séculos XIX e XX. No dia 2 de Fevereiro de 1611, a imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus em seu braço direito foi oficialmente abençoada pelo Bispo e colocada acima da cadeira da Abadessa do Convento, e é conhecida como “Maria do Bom Sucesso da Purificação”. É reconhecida como a padroeira dos marinheiros, e de uma morte tranquila e pacífica, assim como do bem-estar e da segurança. Clique aqui para saber mais sobre Nossa Senhora do Bom Sucesso 5. Nossa Senhora dos Navegantes Origem: Portugal e Espanha Nossa Senhora dos Navegantes passa a receber muitos pedidos de intercessão na Idade Média, na época das Cruzadas, quando os portugueses e espanhóis cruzavam o mar Mediterrâneo rumo à Palestina, para protegerem os lugares sagrados dos infiéis. Nesta devoção, Maria é chamada também de Estrela do Mar, aquela que protege os navegantes mostrando-lhes sempre o melhor caminho e um porto seguro para a chegada. Antes das travessias, os navegantes participavam da Santa Missa pedindo proteção a Nossa Senhora dos Navegantes, para poderem ter mais coragem de enfrentar o mar e suas tempestades com aqueles pequenos barcos. Dependendo do costume do lugar, outros títulos de Maria são celebrados no dia 02 de fevereiro, talvez por associação de que a Virgem é aquela que trouxe a Luz do Mundo, deu à luz o Salvador e também é Aquela que ilumina o caminho que nos leva a Jesus. Clique aqui para saber mais sobre Nossa Senhora dos Navegantes Nossa Senhora da Luz Localização: Algarve (Portugal) Pedro Martins , português de origem humilde, nascido em Carnide, possuía no Algarve algumas terras herdadas por sua mulher, senhora de alguns haveres. Certa vez, quando para lá se dirigia a fim de cuidar de sua propriedade, foi aprisionado pelos mouros numa das incursões feitas pelos infiéis em território cristão, e levado para o norte da África. Naquela ocasião, por volta de 1453 , sobre a fonte do Machado, em Carnide, começou a aparecer uma luz misteriosa, cuja origem ninguém conseguia descobrir . Andava o povo alarmado e, de Lisboa e dos arredores, chegava muita gente para ver o fenômeno, começando o lugar a ser chamado: “A Luz”. Pedro Martins, no seu cativeiro, desanimado da intercessão dos homens para libertá-lo, recorreu Àquela que é o Socorro dos Aflitos e a Esperança dos Desesperados. Suas orações foram ouvidas pela Virgem Maria, que lhe apareceu trinta noites seguidas em sonho, procurando consolá-lo. Na ultima noite, Ela prometeu-lhe que, ao acordar, se encontraria em Carnide, mas que aí deveria procurar uma imagem sua escondida perto da fonte do Machado, em sítio que lhe seria indicado por estranha luz. Quando a encontrasse, deveria erguer no local uma ermida em sua homenagem. No dia seguinte, como a Virgem Maria lhe havia anunciado, Pedro Martins amanheceu em sua querida cidade natal. Em agradecimento por tão milagrosa libertação, o ex-cativo procurou logo realizar o desejo da Mãe Santíssima. Em companhia de um parente, saiu certa noite à procura da imagem. A luz cintilava sobre a fonte. Caminharam por entre o arvoredo e notaram que ela ia se deslocando até que, em determinado momento, parou. Limparam o local e, ao removerem algumas pedras, encontraram a efígie da Rainha do Céu. Assim que se espalhou a notícia do feliz achado, grande foi a afluência do povo ao lugar, e a Virgem Maria aí começou a ser invocada com o título de Nossa Senhora da Luz. Logo que pôde, Pedro Martins iniciou a construção da ermida com a permissão do bispo de Lisboa , que se prontificou a lançar a primeira pedra em solene cerimônia religiosa . Mais tarde, esta capela foi substituída por suntuoso templo , inaugurado em 1596. A festa de Nossa Senhora da Luz começou a ser celebrada todos os anos e as casas nobres portuguesas disputavam entre si a honra de se encarregarem das despesas. Este grandioso santuário, entretanto, foi quase totalmente destruído pelo terremoto que assolou Lisboa em 1755 , catástrofe que, segundo piedosa lenda, deu origem à construção de Nossa Senhora da Luz de Diamantina. A Devoção no Brasil Contam que a distinta dama D. Teresa de Jesus Corte Real , durante a imensa tragédia que destruiu Lisboa, suplicou a proteção da Senhora da Luz e conseguiu refugiar-se com seu esposo e empregados domésticos em uma capela dedicada à Mãe de Deus. Seu marido havia sido designado para o posto de funcionário do ‘Contrato de Diamantes’ em Minas Gerais e ela prometeu então que, se conseguisse chegar ao Brasil sã e salva, faria erigir na colônia uma capela à Virgem da Luz. Aqui chegando, fixou residência no Arraial do Tejuco e, alguns anos depois, mandou construir nos arredores da vila uma pequena igreja. Diz a tradição que ao lado do templo, em cumprimento a outra promessa feita por seu pai à Senhora da Luz durante o terrível terremoto, fez erguer um recolhimento para a educação de órfãs, preparando-as para a vida. Cada moça que se casava, após esmerada educação, recebia um faqueiro de prata e três mil cruzados, quantia que dava para construir uma boa casa. D. Teresa Corte Real faleceu em 1826 e seu corpo foi sepultado debaixo do coro da igreja que fundara , na qual também foi colocado um seu retrato a óleo feito pelo pintor Manuel Pereira. Nos fins do século passado, a igrejinha estava prestes a ruir, porém o seu vigário conseguiu angariar fundos para reconstruí-la . No dia 20 de maio de 1900, ela foi solenemente reaberta aos fiéis e a imagem da Padroeira recolocada em seu antigo altar após solene procissão, acompanhada de uma chuva de flores atiradas das sacadas pela senhoras de Diamantina. Todas as ruas estavam profusamente ornamentadas e iluminadas para homenagear aquela que, tendo gerado a Luz do Mundo, bem mereceu o título de Nossa Senhora da Luz. A Igreja mais antiga do Brasil Contudo, esta devoção em terras brasileiras não nasceu em Minas Gerais, pois a mais antiga igreja dedicada a Senhora da Luz em nosso pais foi a de São Paulo, fundada primeiramente no Ipiranga, por volta de 1580 , e depois transferida para o atual bairro da Luz , em 1603 . Foi na primeira capela, citada pelo Padre Anchieta em uma de suas cartas, que um frade franciscano, capelão da armada de Diogo Flores Valdez, foi assassinado por um soldado ao pedir esmolas para os pobres. O segundo templo da Virgem da Luz acompanhou toda a história da cidade de São Paulo, tendo sido instalado ao lado da Capela o famoso Recolhimento da Luz fundado por um grupo de religiosas. Atualmente, depois de reformados, tanto o templo como o convento deram lugar ao Museu de Arte Sacra da capital paulista, onde se encontram preciosidades históricas e artísticas do Estado bandeirante. A expansão da devoção O culto a Nossa Senhora da Luz , difundido pelos jesuítas e beneditinos , deu origem a diversos santuários no Rio de Janeiro e nos Estados do Sul do Brasi l, principalmente Paraná e Rio Grande do Sul. A cidade de Curitiba se iniciou em torno de uma capela onde a Mãe da Luz era venerada pelos seus inúmeros milagres . Sobre a sua fundação existe uma interessante lenda, que passaremos a narrar: Na segunda metade do século XVII, Gabriel de Lara, seguindo os faiscadores de ouro, cruzou a serra do Mar e encontrou uma pequena povoação no sítio dos Pinhais, onde em 1659 seria fundada a vila de Nossa Senhora da Luz. Dizem que seus primeiros habitantes foram membros da bandeira de Antônio Domingues, que em 1648 se dirigia ao sul do país. No entanto, segundo a lenda, os bandeirantes se haviam estabelecido um pouco além, nas margens do rio Atuba, onde ergueram uma ermida à Senhora da Luz. Com o andar do tempo, os rudes penetradores do sertão notaram que a imagem da Virgem tinha sempre os olhos voltados para os campos aos quais os índios denominavam Curitiba (Pinhais). Aquela região era dominada pelos ferozes cainguangues, ciosos de seus bosques de pinheiros. Contudo, Nossa Senhora insistia em mirá-la, pois todas as manhãs aparecia com os olhos luminosos voltados para o poente. Tal foi a insistência da Virgem, que os sertanejos resolveram sondar a possibilidade da conquista do sítio indicado pela Padroeira. Com seus aprestos de guerra, seguiram para a esplanada dominada pelos bárbaros caingangues, prontos para o combate. Em vez da luta prevista como certa, o que ocorreu foi a acolhida generosa e cordial. Do chefe indígena para o chefe branco partiu apenas um aceno acolhedor. Os arcos foram jogados no chão em sinal de paz e a cuia de mate, símbolo da hospitalidade, foi oferecida ao chefe índio, rodando depois pelos guerreiros brancos. Na Cidade de Luz , no Oeste de Minas Gerais , iniciada em 1790 em torno de uma capelinha dedicada a Nossa Senhora da Luz e, desde 1918, sede da Diocese, recebeu no dia 2 de fevereiro de 1995 preciosa escultura de sua Padroeira, que lhe foi doada pela Câmara Municipal de Lisboa . Esta imagem, abençoada no Santuário de Carnide, em Portugal, construído junto à fonte do Machado, onde em 1453 humilde Pedro Martins obteve da Mãe Santíssima um estupendo milagre, é toda em mármore branco e foi recebida com grandes festejos populares e comemorações cívicas na progressista cidade mineira e entronizada na bonita catedral. Existe ainda na Cidade de Luz interessante monumento erguido em 1993, para comemorar o 75º aniversário da criação do Bispado, no qual foi colocada uma efígie de bronze de Nossa Senhora da Luz, cópia daquela trazida pelos portugueses em 1503, que se encontra em exposição no Museu de Arte Sacra de São Paulo. A invocação de Nossa Senhora da Luz é bastante difundida no Brasil, pois existem 21 paróquias a Ela dedicadas. Sua festa litúrgica é celebrada em 2 de fevereiro. 👉 Clique aqui para voltar. Oração à Nossa Senhora da Luz Ó Senhora da Luz, dona de todas as graças, cobre-nos com o teu manto resplandecente, pois tu és a luz que nos guia pelas trevas e, pela tua imensa misericórdia, nos dás força e alento para seguir o nosso rumo, que nos leva até a ti, ó Cheia de Graça. Nossa Senhora, pelo Espírito Santo iluminada, Mãe de Nosso Senhor, nossa fonte de luz, tu és a nossa força e o nosso caminho e nos proteges por entre montanhas e vales, pelos desertos e ilhas, no sofrimento e na tortura, nas perseguições que sofremos. Ó Nossa Senhora da Luz, nossa Mãe, cobre-nos com a tua interminável glória e continue a iluminar o nosso caminho com a tua interminável e Divina Luz, que outra coisa não queremos ver, senão as maravilhas da tua presença. Ó Nossa Senhora da Luz, Mãe de Deus, ajuda-nos, com a tua bondade infinita, a enfrentar todos os perigos e tentações, para que com a tua preciosa ajuda, sigamos nosso caminho com a tua luz e longe da escuridão das trevas. Amém! Nossa Senhora das Candeias Padroeiro de: Alfaiates e Costureiras | Localização: Portugal A invocação de Nossa Senhora das Candeias ou Nossa Senhora da Purificação remonta aos primórdios do cristianismo. Segundo o preceito da lei mosaica, todo filho varão deveria ser apresentado no Templo quarenta dias após seu nascimento. A mãe , considerada impura após o parto, deveria ser purificada em uma cerimônia especial. Nossa Senhora, submetendo-se a esta determinação, apresentou-se com o Menino Jesus no recinto sagrado dos judeus. Esta festividade dos luzeiros foi denominada “das candeias” , porque comemorava-se o trajeto de Maria ao templo , com uma procissão, na qual acompanhantes levavam na mão velas acesas. A procissão dos luzeiros provém de um antigo costume romano , pelo qual o povo recordava a angústia da deusa Ceres, quando sua filha Prosérpina foi raptada por Plutão, deus dos infernos, para tomá-la como companheira do Império dos Mortos. Esta tradição estava tão arraigada, que continuou mesmo entre os convertidos ao cristianismo. Os primeiros padres da Igreja tentaram eliminá-la, mas não conseguiram. Como aquela festa sempre caia no dia 2 de fevereiro , data em que os cristãos celebravam a Purificação de Maria , o papa Gelásio (492-496) resolveu instituir um solene cortejo noturno , em homenagem à Maria Santíssima, convidando o povo a comparecer com círios e velas acesas e cantar hinos em louvor de Nossa Senhora . Esta celebração propagou-se por toda a Igreja Romana e, em 542, Justiniano I instituiu-a no Império do Oriente, após ter cessado uma peste. Na liturgia atual a solenidade denomina-se “Apresentação do Senhor” , mantendo-se antes da missa a tradicional bênção de velas com procissão. Em Portugal, a devoção à Virgem das Candeias ou da Purificação já existe desde o século XIII , quando uma imagem era venerada em Lisboa, na paróquia de São Julião. De lá veio para o Brasil , onde são inúmeras as igrejas dedicadas a esta invocação, merecendo destaque as da Bahia . Na ilha Madre de Deus, situada na Bahia de Todos os Santos, existe um templo lendário, cuja imagem foi encontrada por pescadores num rochedo junto ao mar. No dia 2 de fevereiro, grande multidão proveniente da capital baiana e das ilhas circunvizinhas acorre para assistir à festa das Candeias . Desde o amanhecer o mar se cobre de canoas , que cortam as águas da Baía e trazem milhares de devotos para as cerimônias da Purificação de Maria . O culto de Nossa Senhora das Candeias é muito desenvolvido na Bahia devido a sua sincretização com os cultos afro-brasileiros . Uma das festividades mais concorridas acontece na cidade de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano, que já era celebrada em 1720. Nossa Senhora das Candeias é a padroeira dos alfaiates e costureiras. Na Sé de Lisboa, no altar da Senhora das Candeias, esteve também a do alfaiate São Bom Homem, modelo da classe. Em Ouro Preto , na Capela dos Terceiros de São Francisco, existe também uma imagem desse santo, com o nome de Santo Homobono . Além da localidade “Senhora das Candeias”, no oeste de Minas, tem essa invocação uma imagem e um altar no arraial de São Bartolomeu, próximo de Ouro Preto. Nossa Senhora das Candeias, Rogai por nós que recorremos a vós! 👉 Clique aqui para voltar. Oração à Nossa Senhora das Candeias Virgem Santíssima das Candeias, vós que pelos merecimentos de vosso Filho Onipotente, tudo alcançais em benefício dos pecadores de quem sois igualmente Senhora e Mãe. Vós que não desprezais as súplicas humanas e nem a elas fechais o vosso coração compassivo e misericordioso. Iluminai-me, eu vos peço, na estrada da vida, encorajai-me e encaminhai os meus passos e as minhas orações para o verdadeiro bem. Livrai-me de todos os perigos a que está exposta à minha fraqueza. Defendei-me de meus inimigos, como defendeste o vosso amado Filho das perseguições que sofreu sendo menino. Não consintais que eu seja atingido por ferro, fogo e nem por peste alguma, e depois de todos estes benefícios de vossa clemência nesta vida, conduzi a minha alma para a morada dos anjos, onde com Jesus Cristo, vosso Filho e Nosso Senhor, viveis e reinais, pelos séculos. Que assim seja. Nossa Senhora da Candelária Padroeiro de: Ilhas Canárias | Localização: Portugal e Espanha “Contam que, por volta de 1400, dois pastores guardavam seus animais perto de uma caverna na ilha de Tenerife , nas Canárias, e observaram, certo dia, que o gado se recusava a entrar na lapa, apesar de todos os seus esforços. Penetraram, então, na gruta e descobriram a imagem de uma Senhora com o filho ao colo . Estranhando o ocorrido, foram notificar o seu povo. Acudindo a população, inclusive o rei do país, ao local, observaram maravilhados a existência de numerosas candeias (velas) sustentadas por seres invisíveis, que com seus cânticos ‘ensinavam a maneira de render culto a Deus e à Virgem Maria. Começaram os nativos a honrar Aquela que amavam sem conhecer, até que um cristão espanhol casualmente ali desembarcou, nos fins do século XV, e explicou-lhes o mistério”. A imagem original desapareceu no dia 17 de novembro de 1826 , devido a uma inundação provocada por uma forte chuva que carregou um barranco que circundava o Santuário. Era entalhada em madeira dourada e policromada . Sua altura era de um metro. O Menino se encontrava em seu braço direito e o esquerdo trazia uma candeia de cor verde. Várias representações em quadros permitem conhecer suas formas antes de seu desaparecimento. É provável que a imagem tenha chegado à Ilha na metade do século XV, trazida por missionários franciscanos. A imagem atualmente venerada é obra do artista Fernando Estevez, que a esculpiu em 1827. O primeiro Santuário, cuja construção foi concluída em 1672, foi atendido pela Ordem Dominicana . Possuía um belo retábulo, infelizmente destruído por um incêndio em fevereiro de 1789. Na metade do século XIX, tiveram início as obras do atual templo, que se deram de forma muito lenta. Recebem um novo impulso em 1930, com o projeto de Eladio Laredo , que foi sucedido pelo arquiteto Marrero Regalado . Hoje, contempla-se uma bela igreja de planta clássica com três naves, um cruzeiro e um campanário . A festa de Nossa Senhora da Candelária é celebrada anualmente no dia 15 de agosto . Nesse dia acorrem ao santuário peregrinos do todas as ilhas, que vêm prestar homenagem à sua padroeira. Em 1867, a pedido do bispo das Canárias, Lluch y Garriga, o papa Pio IX declarou Nossa Senhora da Candelária como padroeira de todo o arquipélago . A coroação da Virgem e seu Filho ocorreu no dia 13 de outubro de 1889, pelo bispo Dom Ramón Torrijos Gómez, privilégio concedido pelo papa Leão XIII através de decreto assinado no dia 14 de julho de 1889. A imagem de Nossa Senhora da Candelária é igual à de Nossa Senhora das Candeias, da qual é variante. A imagem de Nossa Senhora da Candelária tornou-se célebre por causa de seus milagres. Nossa Senhora da Candelária, Rogai por nós que recorremos a vós! 👉 Clique aqui para voltar. Nossa Senhora da Boa Sorte ou do Bom Sucesso Padroeiro de: Marinheiros |Localização: Bélgica O título é compartilhado por diversas imagens de Nossa Senhora ao redor do mundo . Uma das mais conhecidas e venerada até os dias de hoje se encontra na Bélgica e tem uma história um tanto quanto complexa. Em 1625 a imagem foi colocada aos cuidados do regente espanhol dos Países Baixos , que, por sua vez a enviou à Igreja Agostiniana de Bruxela s em 1626 . Quando expulsos da Igreja no ano de 1814 , os agostinianos levaram a imagem para uma capela especial , construída em 1852 na igreja paroquial de Finisterre, na Bélgica. Outros relatos localizam a imagem em Bruxelas já no ano de 1436 , desaparecendo por um lapso de tempo até o século XVII, quando trouxe a vitória ao exército belga-espanhol contra os protestantes holandeses no ano de 1631. Nesse mesmo ano a imagem teria chegado à Bélgica vinda de barco da Escócia. A imagem de Nossa Senhora, carregando o Menino Jesus com seu braço direito, foi feita no estilo flamenco e data do final do século XV . Com a sua mão esquerda Maria empunha um cetro de prata . Outros nomes da imagem são: “Our Lady of Good Success”; “Notre Dame du Bon Succès”; “Our Lady of Aberdeen”; “Our Lady of Good Succor”; “Our Lady of Good Events”; “Virgen de la Buena Suerte”; “Our Lady of Good Luck” e “Virgen del Buen Suceso”. É comemorada todos os anos no dia 9 de julho . É reconhecida como a padroeira dos marinheiros , e de uma morte tranquila e pacífica, assim como do bem-estar e da segurança. Em Quito, no Equador , “ Nossa Senhora do Bom Sucesso ” apareceu a Mariana de Jesús Torres no Convento Concepcionista no dia de 1584 . A Mãe de Deus pediu à monja que uma estátua fosse feita retratando-a e advertiu sobre uma severa crise da Igreja e da sociedade nos séculos XIX e XX . No dia 2 de Fevereiro de 1611 a imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus em seu braço direito foi oficialmente abençoada pelo Bispo e colocada acima da cadeira da Abadessa do Convento, e é conhecida como “Maria do Bom Sucesso da Purificação” . Mariana morreu no dia 16 de janeiro de 1635 . Em 1906, quando se empreendeu uma obra de remodelação do Convento, o túmulo da madre Mariana foi aberto. Seu corpo e seu hábito foram encontrados incorruptos . O Bispo Ribera de Quito consagrou a imagem de Nossa Senhora no dia 2 de fevereiro de 1610 . Essa data permaneceu, desde esse momento, como o dia oficial da sua festa . O título de “Nossa Senhora do Bom Sucesso” também foi muito importante na fundação e expansão do apostolado dos irmãos obregones ( Mínima Congregação dos Irmãos Enfermeiros Pobres), fundados por Bernardino de Obregón no ano de 1568 e aprovados pelo Núncio Papal Cardeal Décio Carafa no ano de 1569. 👉 Clique aqui para voltar. Oração a Nossa Senhora do Bom Sucesso Nossa Mãe e Senhora, vede como o mal invade tudo: corações, famílias, sociedade, nosso país. As crianças não caminham mais pelo caminho da inocência. Os jovens são cativados por passatempos mundanos, não se aproximam mais do Altar para pedir vossos auxílios de Mãe; ou as luzes que dissolvam as sombras da dúvida que o mundo semeia incessantemente. As mães esquecem que o lar é a primeira escola na qual o bem é ensinado, e que elas são as primeiras mestras. A vida familiar se encontra deteriorada, e a chamada para a oração é rara vez escutada. Nas escolas não há oração, nem os louvores são cantados. Nas casas poucos ainda acreditam na Divina Providência, que tem contados todos os cabelos da nossa cabeça e os sofrimentos dos nossos corações, e são pouquíssimos os que acodem ao misericordioso auxílio do vosso coração maternal. Nessas horas, nosso país é como o Samaritano do Evangelho, que caiu nas mãos dos ladrões, ferido de morte, sem o alívio da humana esperança. Doce Mãe, cuida das crianças abandonadas, que estão perdidas porque não têm nada na vida. Protegei os jovens para que não sejam absorvidos pelo veneno do vício. Ensina às mães o divino dom de serem mães e do seu dever de modelar os corações dos seus filhos à custa de qualquer sacrifício, salvando-os com a misteriosa súplica das suas lágrimas. Se Vós não vindes com a vossa assistência a esse país agonizante, os remanescentes de vida cristã que ainda nos restam desaparecerão. Vosso coração é um abismo de inefável ternura. Deixai que uma gota de bálsamo caia sobre as nossas feridas e viveremos… Amém. Nossa Senhora dos Navegantes: A estrela do mar Padroeiro de: Navegantes e dos viajantes Nossa Senhora dos Navegantes passa a receber muitos pedidos de intercessão na Idade Média, na época das Cruzadas, quando os portugueses e espanhóis cruzavam o mar Mediterrâneo rumo à Palestina para protegerem os lugares sagrados dos infiéis. Nesta devoção, Maria é chamada também de Estrela do Mar , aquela que protege os navegantes mostrando-lhes sempre o melhor caminho e um porto seguro para a chegada. Antes das travessias, os navegantes participavam da Santa Missa pedindo proteção a Nossa Senhora dos Navegantes , para poderem ter mais coragem de enfrentar o mar e suas tempestades com aqueles pequenos barcos. É a padroeira dos navegantes e dos viajantes. As grandes navegações Quando os portugueses e espanhóis deram início às grandes navegações, aos descobrimentos de novas rotas e novas terras pelo mundo, a devoção a Senhora dos Navegantes, Estrela do Mar, começou a ser difundida e nunca mais parou. As invocações a Nossa Senhora eram gravadas no próprio casco dos barcos. Quase todos os barcos traziam uma imagem de Nossa Senhora dos Navegantes entalhada na proa dos barcos, com uma lâmpada de fogo, que os marujos nunca deixavam se apagar. Nossa Senhora dos Navegantes no Brasil Quando os primeiros colonizadores portugueses chegaram ao Brasil, com eles também desembarcou a devoção a Nossa Senhora dos Mares, da Boa Viagem, a Estrela do Mar, a Nossa Senhora dos Navegantes. Pescadores simples e valentes, sempre faziam as orações a Nossa Senhora dos Navegantes antes de irem para o mar buscar o sustento para a família e o trabalho para sobreviverem. Prova disso é que a grande maioria das Igrejas e Capelas dedicadas a Nossa Senhora dos Navegantes estão situadas no litoral do Brasil . Em Fortaleza, Ceará, Penedo em Alagoas, Porto Alegre no Rio Grande do Sul, em Santos e Cananéia no litoral de São Paulo. Em Santa Catarina , são várias cidades que mantêm a devoção com Igrejas ou capelas dedicadas à Senhora dos Navegantes, como no Balneário Arroio do Silva , Balneário Barra do Su l, as cidades de Laguna, Mondai, Bombinhas e a principal, a cidade de Navegantes . Esta já tinha uma capela dedicada à Santa em 1896. No ano de 1996, o então Bispo Auxiliar de Florianópolis, Dom Murilo S. R. Krieger, scj, fez a dedicação do altar da Igreja . Por isso, ela foi elevada a Santuário Arquidiocesano , sob a invocação de Santuário de Nossa Senhora dos Navegantes . Em todos esses lugares, a festa de Nossa Senhora dos Navegantes é celebrada no começo do fevereiro , com missas e grandes procissões de barcos , no mar ou nos rios. A imagem de Nossa Senhora dos Navegantes é representada por Maria em pé, dentro de um barco, segurando o Menino Jesus no colo. 👉 Clique aqui para voltar. Oração a Nossa Senhora dos Navegantes Ó Nossa Senhora dos Navegantes, Santíssima filha de Deus, criador do céu, da terra, dos rios, lagos e mares; protegei-me em todas as minhas viagens. Que ventos, tempestades, raios ou ressacas não perturbem a minha embarcação, e que nenhuma criatura, nem incidentes imprevistos causem alteração e atraso na minha viagem, ou me desviem da rota traçada. Virgem Maria, Senhora dos Navegantes, minha vida é a travessia de um mar furioso. As tentações, os fracassos e as desilusões são ondas impetuosas que ameaçam afundar minha frágil embarcação n o abismo do desânimo e do desespero. Nossa Senhora dos Navegantes, nas horas de perigo eu penso em vós e o medo desaparece; o ânimo e a disposição de lutar e de vencer, torna a me fortalecer. Com vossa proteção e a benção de vosso Filho Jesus, a embarcação da minha vida, há de ancorar segura e tranquila no porto da eternidade. Amém. Nossa Senhora dos Navegantes, rogai por nós. #NossaSenhora
- Homilia Diária | A Luz do amor de Deus veio até nós
Festa da Apresentação do Senhor A Festa da Apresentação do Senhor situa-se entre duas grandes solenidades, com as quais guarda estreitas relações: de um lado, o Natal, em que comemoramos a Encarnação do Filho de Deus; de outro, a Páscoa, em que Cristo, entregue às mãos dos pecadores, oferece-se ao Pai em sacrifício de amor. Mas em que sentido a apresentação do Menino Jesus ao Templo de Jerusalém serve de ponte entre esses dois mistérios? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 2 de fevereiro, e descubra a resposta. Evangelho (Lc 2,22-40) — Aleluia, aleluia, aleluia! — Sois a luz que brilhará para os gentios, e para a glória de Israel, o vosso povo. (Lc 2,32) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 22 Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23 Conforme está escrito na lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. 24 Foram também oferecer o sacrifício — um par de rolas ou dois pombinhos — como está ordenado na Lei do Senhor. 25 Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele 26 e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. 27 Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28 Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29 “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30 porque meus olhos viram a tua salvação, 31 que preparaste diante de todos os povos: 32 luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”. 33 O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34 Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35 Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”. 36 Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. 37 Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38 Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39 Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. 40 O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor! Ou mais breve (escolhe-se um dos Evangelhos) Evangelho (Lc 2,22-32) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 22 Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23 Conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. 24 Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos – como está ordenado na Lei do Senhor. 25 Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele 26 e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. 27 Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28 Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29 “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30 porque meus olhos viram a tua salvação, 31 que preparaste diante de todos os povos: 32luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
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Festa da Apresentação do Senhor A Festa da Apresentação do Senhor situa-se entre duas grandes solenidades, com as quais guarda estreitas relações: de um lado, o Natal, em que comemoramos a Encarnação do Filho de Deus; de outro, a Páscoa, em que Cristo, entregue às mãos dos pecadores, oferece-se ao Pai em sacrifício de amor. Mas em que sentido a apresentação do Menino Jesus ao Templo de Jerusalém serve de ponte entre esses dois mistérios? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 2 de fevereiro, e descubra a resposta. Evangelho (Lc 2,22-40) — Aleluia, aleluia, aleluia! — Sois a luz que brilhará para os gentios, e para a glória de Israel, o vosso povo. (Lc 2,32) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 22 Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23 Conforme está escrito na lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. 24 Foram também oferecer o sacrifício — um par de rolas ou dois pombinhos — como está ordenado na Lei do Senhor. 25 Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele 26 e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. 27 Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28 Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29 “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30 porque meus olhos viram a tua salvação, 31 que preparaste diante de todos os povos: 32 luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”. 33 O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34 Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35 Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”. 36 Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. 37 Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38 Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39 Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. 40 O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor! Ou mais breve (escolhe-se um dos Evangelhos) Evangelho (Lc 2,22-32) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 22 Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23 Conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. 24 Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos – como está ordenado na Lei do Senhor. 25 Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele 26 e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. 27 Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28 Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29 “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30 porque meus olhos viram a tua salvação, 31 que preparaste diante de todos os povos: 32luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Festa da Apresentação do Senhor – 2 de Fevereiro
SANTO DO DIA – 02 DE FEVEREIRO – APRESENTAÇÃO DO SENHOR A data de hoje lembra o cumprimento, por Maria e José, de um preceito hebraico. Quarenta dias após dar à luz, a mãe deveria passar por um ritual de ‘purificação’ e apresentar o filho ao Senhor, no templo. Desde o século quatro essa festa era chamada de ‘Purificação de Maria’. Com a reforma litúrgica de 1960, passou-se a valorizar o sentido da ‘apresentação’, oferta de Jesus ao Pai, para que seu destino se cumprisse, marcando em consequência a aceitação por parte de Maria do que o Pai preparara para o fruto de sua gestação. A data passou a ser lembrada então como a da ‘Apresentação do Senhor’. No templo, a família foi recebida pelo profeta Simeão e pela profetiza Ana, num encontro descrito por São Lucas no seu evangelho, da seguinte maneira: ‘Assim que se completaram os dias da purificação conforme a Lei de Moisés, levaram o Menino a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor, segundo está escrito na Lei do Senhor, que ‘todo varão primogênito será consagrado ao Senhor’ e para oferecerem em sacrifício, segundo o que está prescrito na Lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos. Havia em Jerusalém um homem justo chamado Simeão, muito piedoso, que esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele. Pelo Espírito Santo foi-lhe revelado que não veria a morte antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito, veio ele ao templo e, ao entrarem os pais com o Menino Jesus, também ele tomou-o em seus braços, bendizendo a Deus, e disse: ‘Agora, Senhor, já podes deixar teu servo morrer em paz segundo a tua palavra, porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste ante a face de todos os povos, luz para iluminação das gentes e para a glória do teu povo, Israel’. José e Maria estavam maravilhados com as coisas que se diziam de Jesus. Simeão os abençoou e disse a Maria, sua Mãe: ‘Este Menino será um sinal de contradição, para ruína e salvação de muitos em Israel; e uma espada atravessará a tua alma para que se descubram os pensamentos de muitos corações’. (Lc 2,22-35). Ambos, Simeão e Ana, reconheceram em Jesus o esperado Messias e profetizaram o sofrimento e a glória que viriam para Ele e a família. É na tradição dessa profecia que se baseia também a outra festa comemorada nesta data, a de Nossa Senhora da Candelária, ou da Luz, ou ainda dos Navegantes. Aprenda mais sobre a Festa da Purificação de Maria e da Apresentação de Jesus Postquam impleti sunt dies purgationis eius… tulerunt illum in Ierusalem, ut sisterent eum Domino – “Tendo-se preenchido os dias da purificação de Maria… levaram-no a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor” (Lc 2, 22) Sumário. Imaginemos ver a Santíssima Virgem, que, chegado o tempo de sua purificação, leva consigo o santo Menino, e acompanhada de São José, vai ao templo para oferecê-Lo em nome de todo o gênero humano. Entre todos os sacrifícios que até então tinham sido oferecidos, foi este o que mais agradou a Deus. Mas se Jesus oferece sua vida ao Pai por nosso amor, é de justiça que nós nos consagremos a Ele. A fim de que a nossa oferta seja mais agradável a Deus, façamo-la pelas mãos de Maria. ************************** I. Tendo chegado o tempo em que Maria Santíssima, segundo a lei, devia ir ao templo para sua purificação e para apresentar seu Filho Jesus ao Pai divino, se põe logo a caminho em companhia de São José. José toma as duas rolas para a oferta, e Maria toma seu querido Filho; toma o Cordeirinho divino para o oferecer a Deus, prelúdio do grande sacrifício que esse Filho devia realizar um dia sobre a cruz. Contempla como a Virgenzinha entra no templo; faz em nome de todo o gênero humano a oblação de seu Filho e diz: Eis aqui, ó Eterno Pai, o vosso amado Unigênito que é vosso e também meu Filho; eu Vo-lo ofereço para vítima da vossa divina justiça, a fim de Vos reconciliar com os pecadores. Aceitai-O, ó Deus de misericórdia e apiedai-Vos das nossas misérias; pelo amor deste Cordeiro imaculado recebei os homens na vossa graça. A oferta de Maria uniu-se também a do próprio Jesus. Eis-me aqui, diz por sua vez o santo Menino, eis-me aqui, ó meu Pai; consagro-Vos toda a minha vida. Vós me enviastes ao mundo para o remir com o meu sangue; eis aqui o meu sangue e todo o meu ser: ofereço-me todo inteiro a Vós pela salvação do mundo. — Tradidit semetipsum hostiam et oblationem Deo (1) — “Ele se entregou a si mesmo em oblação e como hóstia para Deus” — Nunca sacrifício algum foi tão agradável a Deus, como o que então Lhe fez seu querido Filho, desde menino já vítima e sacerdote. Se todos os homens e todos os anjos tivessem sacrificado a vida, a sua oferta certamente não seria tão agradável a Deus, como o foi a de Jesus Cristo, porquanto naquela única oferta o Pai Eterno recebeu uma glória infinita e uma infinita satisfação. II. Se Jesus Cristo ofereceu por nosso amor a vida a seu Pai, é de justiça que nós Lhe ofereçamos também a nossa vida e todo o nosso ser. É o que Jesus de nós deseja, conforme à indicação feita à Bem-aventurada Angela de Foligno, quando lhe disse: “Eu me ofereci a mim mesmo por ti, a fim de que tu te ofereças toda a mim.” — Para que a nossa oferta Lhe seja agradável, roguemos ao Senhor com a santa Igreja que, “como seu Unigênito foi neste dia apresentado no templo na substância da nossa carne, assim nos faça dignos de Lhe sermos apresentados com o coração purificado” (2). Ó Eterno Pai, eu, miserável pecador, réu de mil infernos, apresento-me hoje diante de Vós, o Deus de majestade infinita, e Vos ofereço o meu pobre coração. Mas, meu Deus, qual é o coração que Vos ofereço? Um coração que Vos não soube amar e Vos tem ofendido tantas vezes. Mas Vo-lo ofereço arrependido e resolvido a amar-Vos, custe o que custar. Perdoai-me e atraí-me todo ao vosso amor. Não mereço ser atendido, mas merece-o vosso Filho que no templo se Vos ofereceu em sacrifício pela minha salvação. É esse Filho e esse sacrifício que Vos ofereço, e neles ponho todas as minhas esperanças. Graças Vos dou, meu Pai, por haverdes enviado vosso Filho à terra para se sacrificar por mim. Graças também Vos dou, ó Verbo incarnado, Cordeiro divino, que Vos oferecestes para morrer por minha alma. Amo-Vos, meu amado Redentor, e só a Vós quero amar, porque sacrificastes a vida somente por minha salvação. Lamento que como tantos outros Vos tenho sido ingrato, e que o tenho sido somente para convosco; mas Vós não quereis a minha morte, senão que me converta e viva. Sim, meu Jesus, volto a Vós e pesa-me de todo o coração de Vos ter ofendido. Vós me dais a vida, e a minha vida será amar-Vos, ó Bem supremo; fazei que Vos ame, e não Vos peço mais nada. — Maria, minha Mãe, vós oferecestes vosso Filho no templo também por mim; oferecei-o novamente e rogai ao Padre Eterno, que pelo amor de Jesus Cristo me aceite como sua propriedade. E vós, minha Rainha, aceitai-me também por vosso servo perpétuo. Se for servo vosso, serei também servo de vosso Filho. 1. Ef 5,2 2. Or. Festi. Meditações para todos os dias e festas do ano – Tomo I – Santo Afonso
- Festa da Apresentação do Senhor – 2 de Fevereiro
SANTO DO DIA – 02 DE FEVEREIRO – APRESENTAÇÃO DO SENHOR A data de hoje lembra o cumprimento, por Maria e José, de um preceito hebraico. Quarenta dias após dar à luz, a mãe deveria passar por um ritual de ‘purificação’ e apresentar o filho ao Senhor, no templo. Desde o século quatro essa festa era chamada de ‘Purificação de Maria’. Com a reforma litúrgica de 1960, passou-se a valorizar o sentido da ‘apresentação’, oferta de Jesus ao Pai, para que seu destino se cumprisse, marcando em consequência a aceitação por parte de Maria do que o Pai preparara para o fruto de sua gestação. A data passou a ser lembrada então como a da ‘Apresentação do Senhor’. No templo, a família foi recebida pelo profeta Simeão e pela profetiza Ana, num encontro descrito por São Lucas no seu evangelho, da seguinte maneira: ‘Assim que se completaram os dias da purificação conforme a Lei de Moisés, levaram o Menino a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor, segundo está escrito na Lei do Senhor, que ‘todo varão primogênito será consagrado ao Senhor’ e para oferecerem em sacrifício, segundo o que está prescrito na Lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos. Havia em Jerusalém um homem justo chamado Simeão, muito piedoso, que esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele. Pelo Espírito Santo foi-lhe revelado que não veria a morte antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito, veio ele ao templo e, ao entrarem os pais com o Menino Jesus, também ele tomou-o em seus braços, bendizendo a Deus, e disse: ‘Agora, Senhor, já podes deixar teu servo morrer em paz segundo a tua palavra, porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste ante a face de todos os povos, luz para iluminação das gentes e para a glória do teu povo, Israel’. José e Maria estavam maravilhados com as coisas que se diziam de Jesus. Simeão os abençoou e disse a Maria, sua Mãe: ‘Este Menino será um sinal de contradição, para ruína e salvação de muitos em Israel; e uma espada atravessará a tua alma para que se descubram os pensamentos de muitos corações’. (Lc 2,22-35). Ambos, Simeão e Ana, reconheceram em Jesus o esperado Messias e profetizaram o sofrimento e a glória que viriam para Ele e a família. É na tradição dessa profecia que se baseia também a outra festa comemorada nesta data, a de Nossa Senhora da Candelária, ou da Luz, ou ainda dos Navegantes. Aprenda mais sobre a Festa da Purificação de Maria e da Apresentação de Jesus Postquam impleti sunt dies purgationis eius… tulerunt illum in Ierusalem, ut sisterent eum Domino – “Tendo-se preenchido os dias da purificação de Maria… levaram-no a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor” (Lc 2, 22) Sumário. Imaginemos ver a Santíssima Virgem, que, chegado o tempo de sua purificação, leva consigo o santo Menino, e acompanhada de São José, vai ao templo para oferecê-Lo em nome de todo o gênero humano. Entre todos os sacrifícios que até então tinham sido oferecidos, foi este o que mais agradou a Deus. Mas se Jesus oferece sua vida ao Pai por nosso amor, é de justiça que nós nos consagremos a Ele. A fim de que a nossa oferta seja mais agradável a Deus, façamo-la pelas mãos de Maria. ************************** I. Tendo chegado o tempo em que Maria Santíssima, segundo a lei, devia ir ao templo para sua purificação e para apresentar seu Filho Jesus ao Pai divino, se põe logo a caminho em companhia de São José. José toma as duas rolas para a oferta, e Maria toma seu querido Filho; toma o Cordeirinho divino para o oferecer a Deus, prelúdio do grande sacrifício que esse Filho devia realizar um dia sobre a cruz. Contempla como a Virgenzinha entra no templo; faz em nome de todo o gênero humano a oblação de seu Filho e diz: Eis aqui, ó Eterno Pai, o vosso amado Unigênito que é vosso e também meu Filho; eu Vo-lo ofereço para vítima da vossa divina justiça, a fim de Vos reconciliar com os pecadores. Aceitai-O, ó Deus de misericórdia e apiedai-Vos das nossas misérias; pelo amor deste Cordeiro imaculado recebei os homens na vossa graça. A oferta de Maria uniu-se também a do próprio Jesus. Eis-me aqui, diz por sua vez o santo Menino, eis-me aqui, ó meu Pai; consagro-Vos toda a minha vida. Vós me enviastes ao mundo para o remir com o meu sangue; eis aqui o meu sangue e todo o meu ser: ofereço-me todo inteiro a Vós pela salvação do mundo. — Tradidit semetipsum hostiam et oblationem Deo (1) — “Ele se entregou a si mesmo em oblação e como hóstia para Deus” — Nunca sacrifício algum foi tão agradável a Deus, como o que então Lhe fez seu querido Filho, desde menino já vítima e sacerdote. Se todos os homens e todos os anjos tivessem sacrificado a vida, a sua oferta certamente não seria tão agradável a Deus, como o foi a de Jesus Cristo, porquanto naquela única oferta o Pai Eterno recebeu uma glória infinita e uma infinita satisfação. II. Se Jesus Cristo ofereceu por nosso amor a vida a seu Pai, é de justiça que nós Lhe ofereçamos também a nossa vida e todo o nosso ser. É o que Jesus de nós deseja, conforme à indicação feita à Bem-aventurada Angela de Foligno, quando lhe disse: “Eu me ofereci a mim mesmo por ti, a fim de que tu te ofereças toda a mim.” — Para que a nossa oferta Lhe seja agradável, roguemos ao Senhor com a santa Igreja que, “como seu Unigênito foi neste dia apresentado no templo na substância da nossa carne, assim nos faça dignos de Lhe sermos apresentados com o coração purificado” (2). Ó Eterno Pai, eu, miserável pecador, réu de mil infernos, apresento-me hoje diante de Vós, o Deus de majestade infinita, e Vos ofereço o meu pobre coração. Mas, meu Deus, qual é o coração que Vos ofereço? Um coração que Vos não soube amar e Vos tem ofendido tantas vezes. Mas Vo-lo ofereço arrependido e resolvido a amar-Vos, custe o que custar. Perdoai-me e atraí-me todo ao vosso amor. Não mereço ser atendido, mas merece-o vosso Filho que no templo se Vos ofereceu em sacrifício pela minha salvação. É esse Filho e esse sacrifício que Vos ofereço, e neles ponho todas as minhas esperanças. Graças Vos dou, meu Pai, por haverdes enviado vosso Filho à terra para se sacrificar por mim. Graças também Vos dou, ó Verbo incarnado, Cordeiro divino, que Vos oferecestes para morrer por minha alma. Amo-Vos, meu amado Redentor, e só a Vós quero amar, porque sacrificastes a vida somente por minha salvação. Lamento que como tantos outros Vos tenho sido ingrato, e que o tenho sido somente para convosco; mas Vós não quereis a minha morte, senão que me converta e viva. Sim, meu Jesus, volto a Vós e pesa-me de todo o coração de Vos ter ofendido. Vós me dais a vida, e a minha vida será amar-Vos, ó Bem supremo; fazei que Vos ame, e não Vos peço mais nada. — Maria, minha Mãe, vós oferecestes vosso Filho no templo também por mim; oferecei-o novamente e rogai ao Padre Eterno, que pelo amor de Jesus Cristo me aceite como sua propriedade. E vós, minha Rainha, aceitai-me também por vosso servo perpétuo. Se for servo vosso, serei também servo de vosso Filho. 1. Ef 5,2 2. Or. Festi. Meditações para todos os dias e festas do ano – Tomo I – Santo Afonso
- Homilia Diária | Entregar a vida para entregar Cristo aos homens
Quinta-feira da 4ª Semana do Tempo Comum O que caracteriza e distingue a vida de um apóstolo não é sair por aí, como um “marqueteiro” do Evangelho, mas, antes de tudo, conformar-se à vida do próprio Cristo, seguindo-o em sua obediência ao Pai, em sua pobreza de espírito, em sua pura e virginal castidade. Sem esse sacrifício de si mesmo, não há apostolado que possa dar bom fruto. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 1.º de fevereiro, e peçamos a Nosso Senhor que, por intercessão de Maria, Rainha dos Apóstolos, conceda a todos os sacerdotes da Igreja a graça de viverem com integridade e fidelidade uma vida verdadeiramente evangélica. Santo do Dia: Santa Brígida de Kildare Evangelho (Mc 6,7-13) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Convertei-vos e crede no Evangelho, pois, o Reino de Deus está chegado! (Mc 1,15) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 7 Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. 8 Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. 9 Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10 E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. 11 Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” 12 Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. 13 Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Entregar a vida para entregar Cristo aos homens
Quinta-feira da 4ª Semana do Tempo Comum O que caracteriza e distingue a vida de um apóstolo não é sair por aí, como um “marqueteiro” do Evangelho, mas, antes de tudo, conformar-se à vida do próprio Cristo, seguindo-o em sua obediência ao Pai, em sua pobreza de espírito, em sua pura e virginal castidade. Sem esse sacrifício de si mesmo, não há apostolado que possa dar bom fruto. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 1.º de fevereiro, e peçamos a Nosso Senhor que, por intercessão de Maria, Rainha dos Apóstolos, conceda a todos os sacerdotes da Igreja a graça de viverem com integridade e fidelidade uma vida verdadeiramente evangélica. Santo do Dia: Santa Brígida de Kildare Evangelho (Mc 6,7-13) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Convertei-vos e crede no Evangelho, pois, o Reino de Deus está chegado! (Mc 1,15) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 7 Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. 8 Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. 9 Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10 E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. 11 Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” 12 Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. 13 Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Santa Brígida de Kildare – 01 de Fevereiro
SANTO DO DIA – 01 DE FEVEREIRO – SANTA BRÍGIDA DE KILDARE Virgem (450-525) Em meio ao grande florescimento de santos irlandeses, entre os séculos IV e VIII, destaca-se essa mulher, venerada como a segunda padroeira da Irlanda, depois de são Patrício. Ela fundou o primeiro convento feminino na “ilha dos santos”, a partir do qual se originaram centenas de lendas e diversas comunidades femininas, todas inspiradas na regra ditada por essa santa, as quais enriqueceram o calendário de outros inúmeros santos. No centro da espiritualidade de Kildare se encontra o constante apelo à misericórdia divina e à caridade para com os pobres. Com efeito, a santa aparece habitualmente representada em companhia de uma vaca, visto ser venerada como padroeira dos leiteiros e (por que não?) dos pacíficos ruminantes, fonte de precioso alimento, pois o senso prático da excelente mulher encontrara meio de saciar a fome de muitos pobres que batiam às portas do convento. Conheça mais sobre Santa Brígida Provavelmente a mais antiga vida de Santa Brígida (Brighid ou Brigit em irlandês antigo) seja a escrita por São Broccan Cloen, que faleceu em 17 de setembro de 650. Ela é escrita em versos. No século VIII, um monge de Kildare, Cogitosus, reescreveu a vida de Santa Brígida em um bom latim. Este trabalho é conhecido como a “Segunda Vida”, e é um excelente exemplo da literatura irlandesa daquele século. Talvez a mais interessante informação do trabalho de Cogitosus seja a descrição da Catedral de Kildare em seu tempo. É extremamente difícil conciliar as informações dos biógrafos de Santa Brígida, mas as “Vidas” são unânimes em dizer que ela era filha de Brocca, uma escrava da corte de seu pai Dubtbach, um rei irlandês de Leinster. Brocca fora batizada por São Patrício, o Apóstolo da Irlanda. Brígida, que nasceu em 452 (ou 453), próximo de Dundalk, Louth, tinha ouvido ainda criança as pregações de São Patrício e nunca as esqueceu. Recusando muitos pedidos de casamento, ela resolveu se tornar monja e recebeu de São Macaille o véu de consagração. Ela se estabeleceu por algum tempo nas faldas do Monte Croghan com sete outras virgens, mas mudou-se para Druin Criadh, nas planícies de Magh Life, onde, sob um enorme carvalho, fez erigir o seu famoso Convento de Ciull-Dara, isto é, ‘a igreja do carvalho’. Embora Santa Brígida tivesse recebido o véu de São Macaille, é provável que ela tenha professado com São Mel de Ardagh, discípulo de São Patrício, que também conferiu a ela os poderes de abadessa. Isto ocorreu por volta do ano 468. O convento de Santa Brígida em Ciull-Dara tornou-se centro de religiosidade e aprendizado, e desenvolveu-se na importante cidade e diocese de Kildare. Ela fundou dois conventos – um para homens e outro para mulheres -, e designou São Conleth como diretor espiritual deles. Afirma-se que Santa Brígida deu jurisdição canônica a São Conleth, Bispo de Kildare, mas, como afirma o Arcebispo Healy, ela simplesmente “selecionou a pessoa a quem a Igreja deu tal jurisdição”. E seu biógrafo informa-nos que ela escolheu São Conleth “para governar a Igreja junto com ela”. Como resultado, durante séculos Kildare foi dirigida por uma dupla linhagem de bispos abades e de abadessas, e a abadessa de Kildare era tida como a superiora geral dos conventos da Irlanda. Santa Brígida fundou também uma escola de artes presidida por São Conleth, em que se executavam trabalhos em metal e iluminuras. Kildare foi o berço do “Livro dos Evangelhos”, ou o “Livro de Kildare”, que foi comentado por Giraldus Cambrensis. Infelizmente esta preciosidade desapareceu durante a Pseudo-Reforma Protestante. De acordo com os eclesiásticos do século XII, nada era comparável ao “Livro de Kildare”, cujas páginas repletas de iluminuras maravilhosas, cheias de harmonia e de cores, deixavam a impressão de que “todo o trabalho era de qualidades mais angélicas do que humanas”. Gerald Barry dizia ter a impressão de que o livro fora escrito noite após noite: enquanto Santa Brígida rezava, “um anjo fornecia os desenhos, copiados pelo copista”. Mesmo admitindo que os numerosos biógrafos de Santa Brígida exageravam nos detalhes, o que é certo é que ela ocupa um lugar de destaque entre as mais famosas mulheres irlandesas do século V, e é a Patrona da Irlanda. Santa Brígida morreu deixando uma diocese e uma escola que se tornaram famosas em toda a Europa. Em sua honra São Ultan escreveu um hino que começa assim: Na nossa ilha de Hibernia, Cristo tornou-se conhecido através dos grandes milagres que Ele realizou por meio da feliz virgem de vida celestial, famosa por seus méritos no mundo inteiro. Santa Brígida foi assistida por São Ninnidh em sua morte, que ocorreu em 1° de fevereiro de 525, em Kildare. Ela foi enterrada à direita do altar principal da Catedral de Kildare. Durante anos seu túmulo foi objeto da veneração dos peregrinos, especialmente no dia de sua festa, 1° de fevereiro. Por volta do ano 878, as relíquias de Santa Brígida foram levadas para Downpatrick, onde foram enterradas junto às de São Patrício e São Columbano. As relíquias dos três santos foram descobertas em 1185, e em 9 de junho do ano seguinte foram transladadas solenemente para a Catedral de Downpatrick, na presença do Cardeal Vivian, de quinze bispos, de numerosos abades e eclesiásticos. Vários breviários anteriores à Pseudo-Reforma comemoravam Santa Brígida e o seu nome foi incluído na ladainha do Missal de Stowe. Após 1500 anos, a memória de Santa Brígida continua tão venerada na Irlanda quanto antes, e Brígida é o nome muito usado pelas mulheres católicas irlandesas. Além disso, pelo país todo centenas de locais têm o nome em sua honra: Kilbride, Brideswel, Tubbersbride, Templebride, etc. A mão de Santa Brígida está preservada em Luminar, perto de Lisboa, Portugal, desde 1587, e há uma outra relíquia sua na Igreja de São Martinho, em Colônia, Alemanha. O antigo poço de Santa Brígida, próximo da igreja em ruínas, é um local dos mais venerados da Irlanda e ainda hoje atrai peregrinos. A amizade de Santa Brígida com São Patrício é atestada pelo seguinte parágrafo do “Livro de Armagh”, um precioso manuscrito do século VIII, cuja autenticidade é fora de questão: “Entre São Patrício e Santa Brígida, as colunas da Irlanda, havia tão grande amizade baseada na caridade, que eles tinham um só coração e uma só cogitação. Por meio dele e dela Cristo realizou muitos milagres”. Em Armagh havia um “Templum Brigidis”, pequena igreja abacial conhecida como “Regles Brigid”, que continha algumas relíquias da Santa, e que foi destruída em 1179, por William Fitz Aldelm. Os manuscritos originais da ‘Vida de Brígida’ de Cogitosus, ou a “Segunda Vida”, se encontra hoje com os frades dominicanos de Eichstätt, na Bavária.
- Santa Brígida de Kildare – 01 de Fevereiro
SANTO DO DIA – 01 DE FEVEREIRO – SANTA BRÍGIDA DE KILDARE Virgem (450-525) Em meio ao grande florescimento de santos irlandeses, entre os séculos IV e VIII, destaca-se essa mulher, venerada como a segunda padroeira da Irlanda, depois de são Patrício. Ela fundou o primeiro convento feminino na “ilha dos santos”, a partir do qual se originaram centenas de lendas e diversas comunidades femininas, todas inspiradas na regra ditada por essa santa, as quais enriqueceram o calendário de outros inúmeros santos. No centro da espiritualidade de Kildare se encontra o constante apelo à misericórdia divina e à caridade para com os pobres. Com efeito, a santa aparece habitualmente representada em companhia de uma vaca, visto ser venerada como padroeira dos leiteiros e (por que não?) dos pacíficos ruminantes, fonte de precioso alimento, pois o senso prático da excelente mulher encontrara meio de saciar a fome de muitos pobres que batiam às portas do convento. Conheça mais sobre Santa Brígida Provavelmente a mais antiga vida de Santa Brígida (Brighid ou Brigit em irlandês antigo) seja a escrita por São Broccan Cloen, que faleceu em 17 de setembro de 650. Ela é escrita em versos. No século VIII, um monge de Kildare, Cogitosus, reescreveu a vida de Santa Brígida em um bom latim. Este trabalho é conhecido como a “Segunda Vida”, e é um excelente exemplo da literatura irlandesa daquele século. Talvez a mais interessante informação do trabalho de Cogitosus seja a descrição da Catedral de Kildare em seu tempo. É extremamente difícil conciliar as informações dos biógrafos de Santa Brígida, mas as “Vidas” são unânimes em dizer que ela era filha de Brocca, uma escrava da corte de seu pai Dubtbach, um rei irlandês de Leinster. Brocca fora batizada por São Patrício, o Apóstolo da Irlanda. Brígida, que nasceu em 452 (ou 453), próximo de Dundalk, Louth, tinha ouvido ainda criança as pregações de São Patrício e nunca as esqueceu. Recusando muitos pedidos de casamento, ela resolveu se tornar monja e recebeu de São Macaille o véu de consagração. Ela se estabeleceu por algum tempo nas faldas do Monte Croghan com sete outras virgens, mas mudou-se para Druin Criadh, nas planícies de Magh Life, onde, sob um enorme carvalho, fez erigir o seu famoso Convento de Ciull-Dara, isto é, ‘a igreja do carvalho’. Embora Santa Brígida tivesse recebido o véu de São Macaille, é provável que ela tenha professado com São Mel de Ardagh, discípulo de São Patrício, que também conferiu a ela os poderes de abadessa. Isto ocorreu por volta do ano 468. O convento de Santa Brígida em Ciull-Dara tornou-se centro de religiosidade e aprendizado, e desenvolveu-se na importante cidade e diocese de Kildare. Ela fundou dois conventos – um para homens e outro para mulheres -, e designou São Conleth como diretor espiritual deles. Afirma-se que Santa Brígida deu jurisdição canônica a São Conleth, Bispo de Kildare, mas, como afirma o Arcebispo Healy, ela simplesmente “selecionou a pessoa a quem a Igreja deu tal jurisdição”. E seu biógrafo informa-nos que ela escolheu São Conleth “para governar a Igreja junto com ela”. Como resultado, durante séculos Kildare foi dirigida por uma dupla linhagem de bispos abades e de abadessas, e a abadessa de Kildare era tida como a superiora geral dos conventos da Irlanda. Santa Brígida fundou também uma escola de artes presidida por São Conleth, em que se executavam trabalhos em metal e iluminuras. Kildare foi o berço do “Livro dos Evangelhos”, ou o “Livro de Kildare”, que foi comentado por Giraldus Cambrensis. Infelizmente esta preciosidade desapareceu durante a Pseudo-Reforma Protestante. De acordo com os eclesiásticos do século XII, nada era comparável ao “Livro de Kildare”, cujas páginas repletas de iluminuras maravilhosas, cheias de harmonia e de cores, deixavam a impressão de que “todo o trabalho era de qualidades mais angélicas do que humanas”. Gerald Barry dizia ter a impressão de que o livro fora escrito noite após noite: enquanto Santa Brígida rezava, “um anjo fornecia os desenhos, copiados pelo copista”. Mesmo admitindo que os numerosos biógrafos de Santa Brígida exageravam nos detalhes, o que é certo é que ela ocupa um lugar de destaque entre as mais famosas mulheres irlandesas do século V, e é a Patrona da Irlanda. Santa Brígida morreu deixando uma diocese e uma escola que se tornaram famosas em toda a Europa. Em sua honra São Ultan escreveu um hino que começa assim: Na nossa ilha de Hibernia, Cristo tornou-se conhecido através dos grandes milagres que Ele realizou por meio da feliz virgem de vida celestial, famosa por seus méritos no mundo inteiro. Santa Brígida foi assistida por São Ninnidh em sua morte, que ocorreu em 1° de fevereiro de 525, em Kildare. Ela foi enterrada à direita do altar principal da Catedral de Kildare. Durante anos seu túmulo foi objeto da veneração dos peregrinos, especialmente no dia de sua festa, 1° de fevereiro. Por volta do ano 878, as relíquias de Santa Brígida foram levadas para Downpatrick, onde foram enterradas junto às de São Patrício e São Columbano. As relíquias dos três santos foram descobertas em 1185, e em 9 de junho do ano seguinte foram transladadas solenemente para a Catedral de Downpatrick, na presença do Cardeal Vivian, de quinze bispos, de numerosos abades e eclesiásticos. Vários breviários anteriores à Pseudo-Reforma comemoravam Santa Brígida e o seu nome foi incluído na ladainha do Missal de Stowe. Após 1500 anos, a memória de Santa Brígida continua tão venerada na Irlanda quanto antes, e Brígida é o nome muito usado pelas mulheres católicas irlandesas. Além disso, pelo país todo centenas de locais têm o nome em sua honra: Kilbride, Brideswel, Tubbersbride, Templebride, etc. A mão de Santa Brígida está preservada em Luminar, perto de Lisboa, Portugal, desde 1587, e há uma outra relíquia sua na Igreja de São Martinho, em Colônia, Alemanha. O antigo poço de Santa Brígida, próximo da igreja em ruínas, é um local dos mais venerados da Irlanda e ainda hoje atrai peregrinos. A amizade de Santa Brígida com São Patrício é atestada pelo seguinte parágrafo do “Livro de Armagh”, um precioso manuscrito do século VIII, cuja autenticidade é fora de questão: “Entre São Patrício e Santa Brígida, as colunas da Irlanda, havia tão grande amizade baseada na caridade, que eles tinham um só coração e uma só cogitação. Por meio dele e dela Cristo realizou muitos milagres”. Em Armagh havia um “Templum Brigidis”, pequena igreja abacial conhecida como “Regles Brigid”, que continha algumas relíquias da Santa, e que foi destruída em 1179, por William Fitz Aldelm. Os manuscritos originais da ‘Vida de Brígida’ de Cogitosus, ou a “Segunda Vida”, se encontra hoje com os frades dominicanos de Eichstätt, na Bavária.
- Homilia Diária | Pescar o jovem com amor e desafiá-lo a amar
(Memória de São João Bosco, Presbítero) Na figura de São João Bosco, cuja memória celebramos hoje, vemos cumprir-se aquelas palavras que a Carta aos Hebreus aplica a Nosso Senhor: “Temos um grande sacerdote constituído sobre a casa de Deus”, porque todo sacerdote não é mais do que a presença viva e contínua de Cristo entre os homens ao longo da história: Ele, que vive e reina para sempre no Céu, quer perpetuar nesta terra a sua fidelidade e compaixão através de seus ministros ordenados, chamados a sacrificar-se com Ele e por Ele em favor dos irmãos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 31 de janeiro, e recorramos juntos à intercessão de Dom Bosco, Padroeiro dos jovens! Santo do Dia: São João Bosco, padroeiro da Juventude Evangelho (Mc 6,1-6) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Minhas ovelhas escutam minha voz; eu as conheço e elas me seguem. (Jo 10,27) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2 Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3 Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele. 4 Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. 5 E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6 E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Pescar o jovem com amor e desafiá-lo a amar
(Memória de São João Bosco, Presbítero) Na figura de São João Bosco, cuja memória celebramos hoje, vemos cumprir-se aquelas palavras que a Carta aos Hebreus aplica a Nosso Senhor: “Temos um grande sacerdote constituído sobre a casa de Deus”, porque todo sacerdote não é mais do que a presença viva e contínua de Cristo entre os homens ao longo da história: Ele, que vive e reina para sempre no Céu, quer perpetuar nesta terra a sua fidelidade e compaixão através de seus ministros ordenados, chamados a sacrificar-se com Ele e por Ele em favor dos irmãos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 31 de janeiro, e recorramos juntos à intercessão de Dom Bosco, Padroeiro dos jovens! Santo do Dia: São João Bosco, padroeiro da Juventude Evangelho (Mc 6,1-6) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Minhas ovelhas escutam minha voz; eu as conheço e elas me seguem. (Jo 10,27) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2 Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3 Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele. 4 Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. 5 E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6 E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- São João Bosco, patrono dos jovens e estudantes – 31 de Janeiro
SANTO DO DIA – 31 DE JANEIRO – SÃO JOÃO BOSCO Fundou a Congregação dos Salesianos, o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e os Cooperadores Salesianos (1815-1888) João Melquior Bosco, nasceu no dia 16 de agosto de 1815, numa família católica de humildes camponeses em Castelnuovo d’Asti, no norte da Itália, perto de Turim. Órfão de pai aos dois de idade, cresceu cercado do carinho da mãe, Margarida, e amparo dos irmãos. Recebeu uma sólida formação humana e religiosa, mas a instrução básica ficou prejudicada, pois a família precisava de sua ajuda na lida do campo. Aos nove anos, teve um sonho que marcou a sua vida. Nossa Senhora o conduzia junto a um grupo de rapazes desordeiros que o destratava. João queria reagir, mas a Senhora lhe disse: ‘Não com pancadas e sim com amor. Torna-te forte, humilde e robusto. À seu tempo tudo compreenderás’. Nesta ocasião decidiu dedicar sua vida a Cristo e a Mãe Maria; quis se tornar padre. Com sacrifício, ajudado pelos vizinhos e orientado pela família, entrou no seminário de Chieri, daquela diocese. Inteligente e dedicado, João trabalhou como aprendiz de alfaiate, ferreiro, garçom, tipógrafo e assim, pôde se ordenar sacerdote, em 1841. Em meio à revolução industrial, aconselhado pelo seu diretor espiritual, padre Cafasso, desistiu de ser missionário na Índia. Ficou em Turim, dando início ao seu apostolado da educação de crianças e jovens carentes. Este ‘produto da era da industrialização’, se tornou a matéria prima de sua Obra e vida. Neste mesmo ano, criou o Oratório de Dom Bosco, onde os jovens recebiam instrução, formação religiosa, alimentação, tendo apoio e acompanhamento até a colocação em um emprego digno. Depois, sentiu necessidade de recolher os meninos em internatos-escola. Em seguida, implantou em toda a Obra as escolas profissionais, com as oficinas de alfaiate, encadernação, marcenaria, tipografia e mecânica, repostas às necessidades da época. Para mestres das oficinas, inventou um novo tipo de religioso: o coadjutor salesiano. Em 1859, ele reuniu esse primeiro grupo de jovens educadores no Oratório, fundando a Congregação dos Salesianos. Nos anos seguintes, Dom Bosco criou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e os Cooperadores Salesianos. Construiu, em Turim, a basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, e fundou sessenta casas salesianas em seis países. Abriu as missões na América Latina. Publicou as Leituras Católicas para o povo mais simples. Dom Bosco agia rápido, acompanhou a ação do seu tempo e viveu o modo de educar, que passou à humanidade como referência de ensino chamando-o de ‘Sistema Preventivo de Formação’. Não esqueceu do seu sonho de menino, mas, sobretudo compreendeu a missão que lhe investiu Nossa Senhora. Quando lhe recordavam tudo o que fizera, respondia com um sorriso sereno: ‘Eu não fiz nada. Foi Nossa Senhora quem tudo fez’. Morreu no dia 31 de janeiro de 1888. Foi beatificado em 1929 e canonizado por Pio XI em 1934. São João Bosco, foi proclamado ‘modelo por excelência’ para sacerdotes e educadores. Ecumênico, era amigo de todos os povos, estimado em todas as religiões, amado por pobres e ricos; escreveu: ‘Reprovemos os erros, mas respeitemos as pessoas’ e se fez, ele próprio, o exemplo perfeito desta máxima. Antes de continuar a leitura de aprofundamento sobre São João Bosco, assista a breve homilia: Os que desejarem podem assistir a aula completo do Padre Paulo Ricardo no final da página . SÃO JOÃO BOSCO São João Bosco é um dos Santos mais populares da Igreja e do mundo. Foi sua missão específica a educação cristã da juventude. Para o desempenho da sua missão salvadora, jamais o Céu lhe faltou com extraordinários dotes humanos e sobrenaturais. São João Bosco nasceu no Colle dos Becchi, no Piemonte, Itália, uma localidade junto de Castelnuovo de Asti (agora chama-se Castelnuovo Dom Bosco) a 16 de agosto de 1815. Era filho de humilde família de camponeses. Órfão de pai aos dois anos, viveu sua mocidade e fez os primeiros estudos no meio de inumeráveis trabalhos e dificuldades. Desde os mais tenros anos sentiu-se impelido para o apostolado entre os companheiros. Sua mãe, que era analfabeta, mas rica de sabedoria cristã, com a palavra e com o exemplo animava-o no seu desejo de crescer virtuoso aos olhos de Deus e dos homens. Mesmo diante de todas as dificuldades, João Bosco nunca desistiu. Durante um tempo foi obrigado a mendigar para manter os estudos. Prestou toda a espécie de serviços. Foi costureiro, sapateiro, ferreiro, carpinteiro e, ainda nos tempos livres, estudava música. Queria vivamente ser sacerdote. Dizia: “Quando crescer quero ser sacerdote para tomar conta dos meninos. Os meninos são bons; se há meninos maus é porque não há quem cuide deles”. A Divina Providência atendeu os seus anseios. Em 1835 entrou para o seminário de Chieri. Ordenado Sacerdote a 5 de junho de 1841, principiou logo a dar provas do seu zelo apostólico, sob a direção de São José Cafasso, seu confessor. No dia 8 de dezembro desse mesmo ano, iniciou o seu apostolado juvenil em Turim, catequizando um humilde rapaz de nome Bartolomeu Garelli. Começava assim a obra dos Oratórios Festivos, destinada, em tempos difíceis, a preservar da ignorância religiosa e da corrupção, especialmente os filhos do povo. Em 1846 estabeleceu-se definitivamente em Valdocco, bairro de Turim, onde fundou o Oratório de São Francisco de Sales. Ao Oratório juntou uma escola profissional, depois um ginásio, um internato etc. Em 1855 deu o nome de Salesianos aos seus colaboradores. Em 1859 fundou com os seus jovens salesianos a Sociedade ou Congregação Salesiana. Com a ajuda de Santa Maria Domingas Mazzarello, fundou em 1872 o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora para a educação da juventude feminina. Em 1875 enviou a primeira turma de seus missionários para a América do Sul. Foi ele quem mandou os salesianos para fundar o Colégio Santa Rosa em Niterói, primeira casa salesiana do Brasil, e o Liceu Coração de Jesus em São Paulo. Criou ainda a Associação dos Cooperadores Salesianos. Prodígio da Providência divina, a Obra de Dom Bosco é toda ela um poema de fé e caridade. Consumido pelo trabalho, fechou o ciclo de sua vida terrena aos 72 anos de idade, a 31 de janeiro de 1888, deixando a Congregação Religiosa Salesiana espalhada por diversos países da Europa e da América. Se em vida foi honrado e admirado, muito mais o foi depois da morte. O seu nome de taumaturgo, de renovador do Sistema Preventivo na educação da juventude, de defensor intrépido da Igreja Católica e de apóstolo da Virgem Auxiliadora se espalhou pelo mundo inteiro e ganhou o coração dos povos. Pio XI, que o conheceu e gozou da sua amizade, canonizou-o na Páscoa de 1934. Apesar dos anos que separam os dias de hoje do tempo em que viveu Dom Bosco, seu amor pelos jovens, sua dedicação e sua herança pedagógica vêm sendo transmitidos por homens e mulheres no mundo inteiro. Hoje Dom Bosco se destaca na história como o grande santo Mestre e Pai da Juventude. Embora tenha feito repercutir pelo mundo o seu carisma e o sistema preventivo de salesiano, que é baseado na Razão, na Religião e na Bondade, Dom Bosco permaneceu durante toda a sua vida em Turim, na Itália. Dedicou-se como ninguém pelo bem-estar de muitos jovens, na maioria órfãos, que vinham do campo para a cidade em busca de emprego e acabavam sendo explorados por empregadores interessados em mão-de-obra barata ou na rua passando fome e convivendo com o crime. Com atitudes audaciosas, pontuadas por diversas inovações, Dom Bosco revolucionou no seu tempo o modelo de ser padre, sempre contando com o apoio e a proteção de Nossa Senhora Auxiliadora. Aliás, o sacerdote sempre considerou como essencial na educação dos jovens a devoção à Maria. Dom Bosco ficou muito famoso pelas frases que usava com os meninos do oratório e com os padres e irmãs que o ajudavam. Embora tenham sido criadas no século passado, essas frases, ainda hoje, são atuais e ricas de sabedoria. Elas demonstram o imenso carinho que Dom Bosco tinha pelos jovens. Entre alguns exemplos, “Basta que sejam jovens para que eu vos ame.”, “Prometi a Deus que até meu último suspiro seria para os jovens.”, “O que somos é presente de Deus; no que nos transformamos é o nosso presente a Ele”, “Ganhai o coração dos jovens por meio do amor”, “A música dos jovens se escuta com o coração, não com os ouvidos.” O método de apostolado de Dom Bosco era o de partilhar em tudo a vida dos jovens; para isto no concreto abriu escolas de alfabetização, artesanato, casas de hospedagem, campos de diversão para os jovens com catequese e orientação profissional; foi por isso a Igreja reza: “Deus suscitou São João Bosco para dar à juventude um mestre e um pai”. De estatura atlética, memória incomum, inclinado à música e a arte, Dom Bosco tinha uma linguagem fácil, espírito de liderança e ótimo escritor. Este grande apóstolo da juventude foi elevado para o céu em 31 de janeiro de 1888 na cidade de Turim; a causa foi o outros, já que afirmava ter sido colocado neste mundo para os outros. * * * * * * * Educar não é só uma arte. Passou a ser um desafio, pois é cada vez mais difícil orientar a juventude num sentido contrário à mentalidade dominante. São João Bosco encontrou a chave que abre a alma do jovem à influência do bem. Manter a disciplina numa sala de aulas constituída de adolescentes é uma dificuldade que, com algumas variantes, mostra-se quase tão antiga como a civilização. Os mestres de Santo Agostinho poderiam dar um testemunho valioso a esse respeito. Em outros tempos, os métodos usados eram muito mais diretos que os atuais e davam resultados imediatos, proporcionais à energia e à força de personalidade do professor. Mas o problema de fundo não deixa de ser o mesmo, hoje como ontem. A educação não se restringe a conseguir manter, dentro do recinto de uma sala de aulas, todos os alunos em ordem e silêncio, para que o professor possa transmitir com eficácia seus ensinamentos. O bom educador deve saber moldar a personalidade de seus discípulos, corrigindo os defeitos, estimulando as qualidades, fazendo-os amar os princípios que orientarão a vida. Numa boa educação, a formação religiosa ocupa lugar principal, pois sem amor de Deus e auxílio da graça ninguém consegue vencer as más inclinações e praticar estavelmente a virtude. Da teoria à prática… Na teoria, tudo isso é muito fácil… Mas, como pô-la em prática no mundo de hoje, no qual são tão numerosas e atraentes as solicitações para o mal e os educadores sentem crescente dificuldade de exercer influência sobre os jovens? O problema já era candente na época de São João Bosco. A sociedade de então passava por grandes transformações, sobretudo de mentalidade. E a juventude, sempre ávida de novidades, afastava-se da religião e perdia o rumo. Dom Bosco fazia o “milagre” – muito maior do que todos os outros por ele realizados – de atrair e formar jovens que já não se deixavam moldar pelos antigos métodos educacionais e se subtraíam à ação da Igreja. Tentativas de penetrar o segredo do método preventivo Eram tão surpreendentes os resultados obtidos pelo fundador dos salesianos que muitos de seus coetâneos procuravam insistentemente arrancar dele o “segredo” de seu êxito. Essa mesma intenção teve o reitor do seminário maior de Montpellier, quando enviou uma carta a Dom Bosco, perguntando qual o segredo da pedagogia utilizada por ele. Imagine-se sua surpresa ao receber a seguinte resposta: “Consigo de meus meninos tudo o que desejo, graças ao temor de Deus infundido em seus corações”. Não satisfeito, o reitor enviou uma segunda carta, mas a esta o Santo não soube responder, pois nunca havia feito um estudo sobre a matéria. O livro do qual ele tirava seus ensinamentos era sua própria vida. Confiança: o instrumento do bom educador Discorrendo sobre o mesmo assunto com o cardeal Tosti, em Roma, numa manhã de 1858, disse-lhe São João Bosco: “Veja, Eminência, é impossível educar bem a juventude se não se lhe conquista a confiança”. Em seguida, para dar-lhe um exemplo concreto, ele o convidou a acompanhá-lo à Praça del Popolo, onde facilmente encontrariam grupos de jovens brincando, e poderia demonstrar a eficácia de seu método. Mas quando desceu da carruagem, a turma de meninos que brincava na praça fugiu correndo. Certamente julgaram que esse padre lhes ia fazer um pequeno sermão ou repreendê- los por alguma falta. O cardeal ficara dentro do veículo, assistindo à cena, e se divertia, julgando que aquele primeiro fracasso levaria Dom Bosco a desistir da experiência. Mas este não se deixou abater e, em poucos minutos, com sua vivacidade e irresistível bondade, tinha uma pequena multidão de jovenzinhos à sua volta se divertindo com seus jogos e entusiasmados com sua bondade. Chegado o momento de se retirar, eles formaram duas fileiras diante do coche, para aclamar o sorridente sacerdote enquanto este passava. O cardeal tinha dificuldade em acreditar no que estava vendo… Evitar o pecado: a essência do método preventivo Afinal, como fazia São João Bosco para cativar a juventude? Como primeiro objetivo, pretendia ele evitar todo e qualquer tipo de pecado, usando de grande vigilância, acompanhada de amorosa solicitude. Não de um modo esmagador e glacial, mas paternal e afetuoso. A essa tática de conduzir os jovens o santo educador deu o nome de “método preventivo”, em confronto com o outro então em voga, denominado “repressivo”, o qual tinha por base os castigos. Esse modelar formador da juventude não perdia ocasião de coarctar o avanço do mal. Mesmo nos recreios, seu olhar atento logo conseguia descobrir onde estava a rixa ou de onde provinham palavras reprováveis e, sem demora, desfazia a confusão com hábil jovialidade, pois ele era a alma dos divertimentos, como seus alunos testemunhavam. Não raras vezes, ele desafiava todos os meninos, de uma só vez, para uma corrida. Então erguia a batina, contava até três e deixava aquela turba de jovens para trás: Dom Bosco sempre chegava em primeiro lugar. Quando já tinha 53 anos, ele ainda deixava os espectadores estupefatos com sua agilidade, pois nunca perdia uma corrida com os alunos do Oratório. Suavidade na repreensã o São João Bosco jamais dava castigos corporais, na convicção de que isso só incitaria os corações à revolta e fecharia a alma do jovem para os conselhos salutares. A maneira pela qual ele repreendia era através de uma palavra fria, um olhar triste, uma mão retraída, ou qualquer outro sinal discreto de desagrado com alguma falta. Mas os resultados demonstravam ser extremamente eficaz essa forma de correção. Certa noite, logo após as orações, Dom Bosco queria dirigir aos meninos algumas palavras benfazejas, antes de irem dormir, mas tal era a algazarra que ele não conseguiu obter silêncio. Após alguns minutos de espera, comunicou- lhes: “Não estou contente com vocês! Vão dormir. Esta noite não lhes digo nada”. A partir desse dia nunca mais foi necessário usar uma sineta para que os rapazes fizessem silêncio. Poderia, porém, surgir uma dúvida a respeito de tal método. Essa vigilância para evitar o pecado não acabaria por tirar a liberdade ao jovem? A natureza humana é feita para o equilíbrio: não sufocar a liberdade nem, muito menos, permitir uma indisciplina desenfreada. Essa conjunção, São João Bosco soube fazê-la admiravelmente. Apesar de toda a vivacidade e afeto no trato com os jovens, estes sempre mantinham uma atitude de respeito e admiração para com seu mestre. Alegria, tempero indispensável O ambiente no refeitório do Oratório era uma comprovação desse relacionamento harmonioso, quando Dom Bosco demorava algum tempo mais para terminar sua refeição, à qual tinha chegado atrasado. Assim que os outros superiores saíam, uma multidão de jovens entrava correndo e ocupava todo o recinto, não deixando espaço vazio. Alguns se aproximavam tanto que quase encostavam suas cabeças nos ombros dele, outros se apoiavam no espaldar de sua cadeira e os mais pequeninos se enfiavam debaixo da mesa. Qual não era a surpresa comovida do Santo ao ver aquelas pequenas cabecinhas dali saírem, com o único fim de estarem mais perto de seu pai. A liberdade com que aqueles jovenzinhos dele se aproximavam e a veneração que lhe devotavam constituíam realmente um quadro comovedor. Uma ocasião como essa era uma excelente oportunidade de fazer o bem. O zeloso sacerdote aproveitava então para contar uma história, dar um bom conselho, fazer perguntas, até que o sino indicasse a hora da oração da noite, ou seja, o fim desse convívio enternecido. Como se vê, a alegria ocupava um grande papel no método educativo de Dom Bosco. Com ela, pretendia o Santo tornar a vida leve e criar disposições para os meninos abrirem a alma à influência dele e ao sobrenatural. Um dos meios que utilizava eram os jogos e diversões, dos quais o próprio educador participava. Num desses divertimentos, ele alinhava todos os meninos em uma única fila e lhes recomendava: “Atenção! Façam tudo como eu fizer. Quem não fizer como eu faço, sai da brincadeira”. Isso dito, começava seu percurso, ora correndo com os braços para o ar, ora fazendo gestos espetaculares, batia palmas, pulava com uma só perna, ameaçava parar numa árvore, mas logo depois saía correndo de novo. Desse modo, entretinha e criava um ambiente de alegria para aqueles jovens. Com tais recursos e, sobretudo, com a graça divina, São João Bosco conseguia levá-los a amar a Deus com alegria. Para esse efeito, a música era um instrumento valioso, a ponto de ele dizer que uma casa sem música é como um corpo sem alma. Freqüência aos sacramentos e devoção a Nossa Senhora A perseverança só é possível pela freqüência aos sacramentos e uma ardente devoção a Nossa Senhora. Na confissão, Dom Bosco pacificava as consciências, infundia confiança nas almas, conduzia seus juvenis penitentes a Deus. Bela descrição dessas confissões nos faz Huysmans, escritor católico do séc. XIX: “Nosso Santo, trazendo no semblante a bonomia de um velho vigário do interior, puxava para perto de si o menino que tinha terminado o exame de consciência e, tomando-o pelo pescoço, envolvia-o com o braço esquerdo e fazia o pequeno penitente apoiar a cabeça no seu coração. Não era mais o juiz. Era o pai que ajudava os filhos, na confissão tantas vezes penosa das faltas mais pequeninas.” Por meio da comunhão freqüente queria São João Bosco fortificar a alma dos jovens contra as investidas infernais. Para ele, a Primeira Comunhão deveria ser feita o mais cedo possível: “Quando um menino sabe distinguir entre o pão comum e o Pão Eucarístico, quando se acha suficientemente instruído, não é preciso olhar para a idade. Venha logo o Rei do Céu reinar nessa alma”. Seguindo os sábios conselhos maternos, Dom Bosco fez da devoção a Maria Santíssima, sob a bela invocação de Maria Auxiliadora, uma coluna da espiritualidade dos salesianos. “Se chegares a ser padre – repetia-lhe afetuosamente ‘mamma Margherita’ – propaga sem cessar a devoção a Nossa Senhora”. Método preventivo e graça divina Na realidade, o método preventivo de Dom Bosco é uma forma adaptada às novas gerações – e plenamente atual – de predispor os jovens para serem flexíveis à ação da graça divina. É ela a verdadeira causa do êxito surpreendente desse grande educador que marcou sua época, até nossos dias, com seu inovador método transmitido a seus seguidores, os sacerdotes salesianos e as filhas de Maria Auxiliadora.poca, até nossos dias, com seu inovador método transmitido a seus seguidores, os sacerdotes salesianos e as filhas de Maria Auxiliadora.
- São João Bosco, patrono dos jovens e estudantes – 31 de Janeiro
SANTO DO DIA – 31 DE JANEIRO – SÃO JOÃO BOSCO Fundou a Congregação dos Salesianos, o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e os Cooperadores Salesianos (1815-1888) João Melquior Bosco, nasceu no dia 16 de agosto de 1815, numa família católica de humildes camponeses em Castelnuovo d’Asti, no norte da Itália, perto de Turim. Órfão de pai aos dois de idade, cresceu cercado do carinho da mãe, Margarida, e amparo dos irmãos. Recebeu uma sólida formação humana e religiosa, mas a instrução básica ficou prejudicada, pois a família precisava de sua ajuda na lida do campo. Aos nove anos, teve um sonho que marcou a sua vida. Nossa Senhora o conduzia junto a um grupo de rapazes desordeiros que o destratava. João queria reagir, mas a Senhora lhe disse: ‘Não com pancadas e sim com amor. Torna-te forte, humilde e robusto. À seu tempo tudo compreenderás’. Nesta ocasião decidiu dedicar sua vida a Cristo e a Mãe Maria; quis se tornar padre. Com sacrifício, ajudado pelos vizinhos e orientado pela família, entrou no seminário de Chieri, daquela diocese. Inteligente e dedicado, João trabalhou como aprendiz de alfaiate, ferreiro, garçom, tipógrafo e assim, pôde se ordenar sacerdote, em 1841. Em meio à revolução industrial, aconselhado pelo seu diretor espiritual, padre Cafasso, desistiu de ser missionário na Índia. Ficou em Turim, dando início ao seu apostolado da educação de crianças e jovens carentes. Este ‘produto da era da industrialização’, se tornou a matéria prima de sua Obra e vida. Neste mesmo ano, criou o Oratório de Dom Bosco, onde os jovens recebiam instrução, formação religiosa, alimentação, tendo apoio e acompanhamento até a colocação em um emprego digno. Depois, sentiu necessidade de recolher os meninos em internatos-escola. Em seguida, implantou em toda a Obra as escolas profissionais, com as oficinas de alfaiate, encadernação, marcenaria, tipografia e mecânica, repostas às necessidades da época. Para mestres das oficinas, inventou um novo tipo de religioso: o coadjutor salesiano. Em 1859, ele reuniu esse primeiro grupo de jovens educadores no Oratório, fundando a Congregação dos Salesianos. Nos anos seguintes, Dom Bosco criou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e os Cooperadores Salesianos. Construiu, em Turim, a basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, e fundou sessenta casas salesianas em seis países. Abriu as missões na América Latina. Publicou as Leituras Católicas para o povo mais simples. Dom Bosco agia rápido, acompanhou a ação do seu tempo e viveu o modo de educar, que passou à humanidade como referência de ensino chamando-o de ‘Sistema Preventivo de Formação’. Não esqueceu do seu sonho de menino, mas, sobretudo compreendeu a missão que lhe investiu Nossa Senhora. Quando lhe recordavam tudo o que fizera, respondia com um sorriso sereno: ‘Eu não fiz nada. Foi Nossa Senhora quem tudo fez’. Morreu no dia 31 de janeiro de 1888. Foi beatificado em 1929 e canonizado por Pio XI em 1934. São João Bosco, foi proclamado ‘modelo por excelência’ para sacerdotes e educadores. Ecumênico, era amigo de todos os povos, estimado em todas as religiões, amado por pobres e ricos; escreveu: ‘Reprovemos os erros, mas respeitemos as pessoas’ e se fez, ele próprio, o exemplo perfeito desta máxima. Antes de continuar a leitura de aprofundamento sobre São João Bosco, assista a breve homilia: Os que desejarem podem assistir a aula completo do Padre Paulo Ricardo no final da página . SÃO JOÃO BOSCO São João Bosco é um dos Santos mais populares da Igreja e do mundo. Foi sua missão específica a educação cristã da juventude. Para o desempenho da sua missão salvadora, jamais o Céu lhe faltou com extraordinários dotes humanos e sobrenaturais. São João Bosco nasceu no Colle dos Becchi, no Piemonte, Itália, uma localidade junto de Castelnuovo de Asti (agora chama-se Castelnuovo Dom Bosco) a 16 de agosto de 1815. Era filho de humilde família de camponeses. Órfão de pai aos dois anos, viveu sua mocidade e fez os primeiros estudos no meio de inumeráveis trabalhos e dificuldades. Desde os mais tenros anos sentiu-se impelido para o apostolado entre os companheiros. Sua mãe, que era analfabeta, mas rica de sabedoria cristã, com a palavra e com o exemplo animava-o no seu desejo de crescer virtuoso aos olhos de Deus e dos homens. Mesmo diante de todas as dificuldades, João Bosco nunca desistiu. Durante um tempo foi obrigado a mendigar para manter os estudos. Prestou toda a espécie de serviços. Foi costureiro, sapateiro, ferreiro, carpinteiro e, ainda nos tempos livres, estudava música. Queria vivamente ser sacerdote. Dizia: “Quando crescer quero ser sacerdote para tomar conta dos meninos. Os meninos são bons; se há meninos maus é porque não há quem cuide deles”. A Divina Providência atendeu os seus anseios. Em 1835 entrou para o seminário de Chieri. Ordenado Sacerdote a 5 de junho de 1841, principiou logo a dar provas do seu zelo apostólico, sob a direção de São José Cafasso, seu confessor. No dia 8 de dezembro desse mesmo ano, iniciou o seu apostolado juvenil em Turim, catequizando um humilde rapaz de nome Bartolomeu Garelli. Começava assim a obra dos Oratórios Festivos, destinada, em tempos difíceis, a preservar da ignorância religiosa e da corrupção, especialmente os filhos do povo. Em 1846 estabeleceu-se definitivamente em Valdocco, bairro de Turim, onde fundou o Oratório de São Francisco de Sales. Ao Oratório juntou uma escola profissional, depois um ginásio, um internato etc. Em 1855 deu o nome de Salesianos aos seus colaboradores. Em 1859 fundou com os seus jovens salesianos a Sociedade ou Congregação Salesiana. Com a ajuda de Santa Maria Domingas Mazzarello, fundou em 1872 o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora para a educação da juventude feminina. Em 1875 enviou a primeira turma de seus missionários para a América do Sul. Foi ele quem mandou os salesianos para fundar o Colégio Santa Rosa em Niterói, primeira casa salesiana do Brasil, e o Liceu Coração de Jesus em São Paulo. Criou ainda a Associação dos Cooperadores Salesianos. Prodígio da Providência divina, a Obra de Dom Bosco é toda ela um poema de fé e caridade. Consumido pelo trabalho, fechou o ciclo de sua vida terrena aos 72 anos de idade, a 31 de janeiro de 1888, deixando a Congregação Religiosa Salesiana espalhada por diversos países da Europa e da América. Se em vida foi honrado e admirado, muito mais o foi depois da morte. O seu nome de taumaturgo, de renovador do Sistema Preventivo na educação da juventude, de defensor intrépido da Igreja Católica e de apóstolo da Virgem Auxiliadora se espalhou pelo mundo inteiro e ganhou o coração dos povos. Pio XI, que o conheceu e gozou da sua amizade, canonizou-o na Páscoa de 1934. Apesar dos anos que separam os dias de hoje do tempo em que viveu Dom Bosco, seu amor pelos jovens, sua dedicação e sua herança pedagógica vêm sendo transmitidos por homens e mulheres no mundo inteiro. Hoje Dom Bosco se destaca na história como o grande santo Mestre e Pai da Juventude. Embora tenha feito repercutir pelo mundo o seu carisma e o sistema preventivo de salesiano, que é baseado na Razão, na Religião e na Bondade, Dom Bosco permaneceu durante toda a sua vida em Turim, na Itália. Dedicou-se como ninguém pelo bem-estar de muitos jovens, na maioria órfãos, que vinham do campo para a cidade em busca de emprego e acabavam sendo explorados por empregadores interessados em mão-de-obra barata ou na rua passando fome e convivendo com o crime. Com atitudes audaciosas, pontuadas por diversas inovações, Dom Bosco revolucionou no seu tempo o modelo de ser padre, sempre contando com o apoio e a proteção de Nossa Senhora Auxiliadora. Aliás, o sacerdote sempre considerou como essencial na educação dos jovens a devoção à Maria. Dom Bosco ficou muito famoso pelas frases que usava com os meninos do oratório e com os padres e irmãs que o ajudavam. Embora tenham sido criadas no século passado, essas frases, ainda hoje, são atuais e ricas de sabedoria. Elas demonstram o imenso carinho que Dom Bosco tinha pelos jovens. Entre alguns exemplos, “Basta que sejam jovens para que eu vos ame.”, “Prometi a Deus que até meu último suspiro seria para os jovens.”, “O que somos é presente de Deus; no que nos transformamos é o nosso presente a Ele”, “Ganhai o coração dos jovens por meio do amor”, “A música dos jovens se escuta com o coração, não com os ouvidos.” O método de apostolado de Dom Bosco era o de partilhar em tudo a vida dos jovens; para isto no concreto abriu escolas de alfabetização, artesanato, casas de hospedagem, campos de diversão para os jovens com catequese e orientação profissional; foi por isso a Igreja reza: “Deus suscitou São João Bosco para dar à juventude um mestre e um pai”. De estatura atlética, memória incomum, inclinado à música e a arte, Dom Bosco tinha uma linguagem fácil, espírito de liderança e ótimo escritor. Este grande apóstolo da juventude foi elevado para o céu em 31 de janeiro de 1888 na cidade de Turim; a causa foi o outros, já que afirmava ter sido colocado neste mundo para os outros. * * * * * * * Educar não é só uma arte. Passou a ser um desafio, pois é cada vez mais difícil orientar a juventude num sentido contrário à mentalidade dominante. São João Bosco encontrou a chave que abre a alma do jovem à influência do bem. Manter a disciplina numa sala de aulas constituída de adolescentes é uma dificuldade que, com algumas variantes, mostra-se quase tão antiga como a civilização. Os mestres de Santo Agostinho poderiam dar um testemunho valioso a esse respeito. Em outros tempos, os métodos usados eram muito mais diretos que os atuais e davam resultados imediatos, proporcionais à energia e à força de personalidade do professor. Mas o problema de fundo não deixa de ser o mesmo, hoje como ontem. A educação não se restringe a conseguir manter, dentro do recinto de uma sala de aulas, todos os alunos em ordem e silêncio, para que o professor possa transmitir com eficácia seus ensinamentos. O bom educador deve saber moldar a personalidade de seus discípulos, corrigindo os defeitos, estimulando as qualidades, fazendo-os amar os princípios que orientarão a vida. Numa boa educação, a formação religiosa ocupa lugar principal, pois sem amor de Deus e auxílio da graça ninguém consegue vencer as más inclinações e praticar estavelmente a virtude. Da teoria à prática… Na teoria, tudo isso é muito fácil… Mas, como pô-la em prática no mundo de hoje, no qual são tão numerosas e atraentes as solicitações para o mal e os educadores sentem crescente dificuldade de exercer influência sobre os jovens? O problema já era candente na época de São João Bosco. A sociedade de então passava por grandes transformações, sobretudo de mentalidade. E a juventude, sempre ávida de novidades, afastava-se da religião e perdia o rumo. Dom Bosco fazia o “milagre” – muito maior do que todos os outros por ele realizados – de atrair e formar jovens que já não se deixavam moldar pelos antigos métodos educacionais e se subtraíam à ação da Igreja. Tentativas de penetrar o segredo do método preventivo Eram tão surpreendentes os resultados obtidos pelo fundador dos salesianos que muitos de seus coetâneos procuravam insistentemente arrancar dele o “segredo” de seu êxito. Essa mesma intenção teve o reitor do seminário maior de Montpellier, quando enviou uma carta a Dom Bosco, perguntando qual o segredo da pedagogia utilizada por ele. Imagine-se sua surpresa ao receber a seguinte resposta: “Consigo de meus meninos tudo o que desejo, graças ao temor de Deus infundido em seus corações”. Não satisfeito, o reitor enviou uma segunda carta, mas a esta o Santo não soube responder, pois nunca havia feito um estudo sobre a matéria. O livro do qual ele tirava seus ensinamentos era sua própria vida. Confiança: o instrumento do bom educador Discorrendo sobre o mesmo assunto com o cardeal Tosti, em Roma, numa manhã de 1858, disse-lhe São João Bosco: “Veja, Eminência, é impossível educar bem a juventude se não se lhe conquista a confiança”. Em seguida, para dar-lhe um exemplo concreto, ele o convidou a acompanhá-lo à Praça del Popolo, onde facilmente encontrariam grupos de jovens brincando, e poderia demonstrar a eficácia de seu método. Mas quando desceu da carruagem, a turma de meninos que brincava na praça fugiu correndo. Certamente julgaram que esse padre lhes ia fazer um pequeno sermão ou repreendê- los por alguma falta. O cardeal ficara dentro do veículo, assistindo à cena, e se divertia, julgando que aquele primeiro fracasso levaria Dom Bosco a desistir da experiência. Mas este não se deixou abater e, em poucos minutos, com sua vivacidade e irresistível bondade, tinha uma pequena multidão de jovenzinhos à sua volta se divertindo com seus jogos e entusiasmados com sua bondade. Chegado o momento de se retirar, eles formaram duas fileiras diante do coche, para aclamar o sorridente sacerdote enquanto este passava. O cardeal tinha dificuldade em acreditar no que estava vendo… Evitar o pecado: a essência do método preventivo Afinal, como fazia São João Bosco para cativar a juventude? Como primeiro objetivo, pretendia ele evitar todo e qualquer tipo de pecado, usando de grande vigilância, acompanhada de amorosa solicitude. Não de um modo esmagador e glacial, mas paternal e afetuoso. A essa tática de conduzir os jovens o santo educador deu o nome de “método preventivo”, em confronto com o outro então em voga, denominado “repressivo”, o qual tinha por base os castigos. Esse modelar formador da juventude não perdia ocasião de coarctar o avanço do mal. Mesmo nos recreios, seu olhar atento logo conseguia descobrir onde estava a rixa ou de onde provinham palavras reprováveis e, sem demora, desfazia a confusão com hábil jovialidade, pois ele era a alma dos divertimentos, como seus alunos testemunhavam. Não raras vezes, ele desafiava todos os meninos, de uma só vez, para uma corrida. Então erguia a batina, contava até três e deixava aquela turba de jovens para trás: Dom Bosco sempre chegava em primeiro lugar. Quando já tinha 53 anos, ele ainda deixava os espectadores estupefatos com sua agilidade, pois nunca perdia uma corrida com os alunos do Oratório. Suavidade na repreensã o São João Bosco jamais dava castigos corporais, na convicção de que isso só incitaria os corações à revolta e fecharia a alma do jovem para os conselhos salutares. A maneira pela qual ele repreendia era através de uma palavra fria, um olhar triste, uma mão retraída, ou qualquer outro sinal discreto de desagrado com alguma falta. Mas os resultados demonstravam ser extremamente eficaz essa forma de correção. Certa noite, logo após as orações, Dom Bosco queria dirigir aos meninos algumas palavras benfazejas, antes de irem dormir, mas tal era a algazarra que ele não conseguiu obter silêncio. Após alguns minutos de espera, comunicou- lhes: “Não estou contente com vocês! Vão dormir. Esta noite não lhes digo nada”. A partir desse dia nunca mais foi necessário usar uma sineta para que os rapazes fizessem silêncio. Poderia, porém, surgir uma dúvida a respeito de tal método. Essa vigilância para evitar o pecado não acabaria por tirar a liberdade ao jovem? A natureza humana é feita para o equilíbrio: não sufocar a liberdade nem, muito menos, permitir uma indisciplina desenfreada. Essa conjunção, São João Bosco soube fazê-la admiravelmente. Apesar de toda a vivacidade e afeto no trato com os jovens, estes sempre mantinham uma atitude de respeito e admiração para com seu mestre. Alegria, tempero indispensável O ambiente no refeitório do Oratório era uma comprovação desse relacionamento harmonioso, quando Dom Bosco demorava algum tempo mais para terminar sua refeição, à qual tinha chegado atrasado. Assim que os outros superiores saíam, uma multidão de jovens entrava correndo e ocupava todo o recinto, não deixando espaço vazio. Alguns se aproximavam tanto que quase encostavam suas cabeças nos ombros dele, outros se apoiavam no espaldar de sua cadeira e os mais pequeninos se enfiavam debaixo da mesa. Qual não era a surpresa comovida do Santo ao ver aquelas pequenas cabecinhas dali saírem, com o único fim de estarem mais perto de seu pai. A liberdade com que aqueles jovenzinhos dele se aproximavam e a veneração que lhe devotavam constituíam realmente um quadro comovedor. Uma ocasião como essa era uma excelente oportunidade de fazer o bem. O zeloso sacerdote aproveitava então para contar uma história, dar um bom conselho, fazer perguntas, até que o sino indicasse a hora da oração da noite, ou seja, o fim desse convívio enternecido. Como se vê, a alegria ocupava um grande papel no método educativo de Dom Bosco. Com ela, pretendia o Santo tornar a vida leve e criar disposições para os meninos abrirem a alma à influência dele e ao sobrenatural. Um dos meios que utilizava eram os jogos e diversões, dos quais o próprio educador participava. Num desses divertimentos, ele alinhava todos os meninos em uma única fila e lhes recomendava: “Atenção! Façam tudo como eu fizer. Quem não fizer como eu faço, sai da brincadeira”. Isso dito, começava seu percurso, ora correndo com os braços para o ar, ora fazendo gestos espetaculares, batia palmas, pulava com uma só perna, ameaçava parar numa árvore, mas logo depois saía correndo de novo. Desse modo, entretinha e criava um ambiente de alegria para aqueles jovens. Com tais recursos e, sobretudo, com a graça divina, São João Bosco conseguia levá-los a amar a Deus com alegria. Para esse efeito, a música era um instrumento valioso, a ponto de ele dizer que uma casa sem música é como um corpo sem alma. Freqüência aos sacramentos e devoção a Nossa Senhora A perseverança só é possível pela freqüência aos sacramentos e uma ardente devoção a Nossa Senhora. Na confissão, Dom Bosco pacificava as consciências, infundia confiança nas almas, conduzia seus juvenis penitentes a Deus. Bela descrição dessas confissões nos faz Huysmans, escritor católico do séc. XIX: “Nosso Santo, trazendo no semblante a bonomia de um velho vigário do interior, puxava para perto de si o menino que tinha terminado o exame de consciência e, tomando-o pelo pescoço, envolvia-o com o braço esquerdo e fazia o pequeno penitente apoiar a cabeça no seu coração. Não era mais o juiz. Era o pai que ajudava os filhos, na confissão tantas vezes penosa das faltas mais pequeninas.” Por meio da comunhão freqüente queria São João Bosco fortificar a alma dos jovens contra as investidas infernais. Para ele, a Primeira Comunhão deveria ser feita o mais cedo possível: “Quando um menino sabe distinguir entre o pão comum e o Pão Eucarístico, quando se acha suficientemente instruído, não é preciso olhar para a idade. Venha logo o Rei do Céu reinar nessa alma”. Seguindo os sábios conselhos maternos, Dom Bosco fez da devoção a Maria Santíssima, sob a bela invocação de Maria Auxiliadora, uma coluna da espiritualidade dos salesianos. “Se chegares a ser padre – repetia-lhe afetuosamente ‘mamma Margherita’ – propaga sem cessar a devoção a Nossa Senhora”. Método preventivo e graça divina Na realidade, o método preventivo de Dom Bosco é uma forma adaptada às novas gerações – e plenamente atual – de predispor os jovens para serem flexíveis à ação da graça divina. É ela a verdadeira causa do êxito surpreendente desse grande educador que marcou sua época, até nossos dias, com seu inovador método transmitido a seus seguidores, os sacerdotes salesianos e as filhas de Maria Auxiliadora.poca, até nossos dias, com seu inovador método transmitido a seus seguidores, os sacerdotes salesianos e as filhas de Maria Auxiliadora.
- Homilia Diária | O Senhor se deixa tocar por nossa fé
Terça-feira da 4.ª Semana do Tempo Comum Muitos procuram Cristo por curiosidade e interesse. Ouvem dizer que Ele realiza grandes coisas: cura doenças, consegue empregos, acerta dívidas, arranja casamentos… Mas o que poucos fazem, e são estes os que realmente lhe tocam o Coração, é aproximar-se dele com fé e humildade, reconhecendo-o como Senhor, e não como servo de caprichos humanos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 30 de janeiro, e peçamos a Maria Santíssima a graça de termos a fé necessária para sermos dignos e verdadeiros servos de seu Filho. Santo do Dia: Santa Martinha — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Cristo tomou sobre si nossas dores, carregou em seu corpo as nossas fraquezas. (Mt 8,17) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 21 Jesus atravessou de novo, numa barca, para a outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia. 22 Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, 23 e pediu com insistência: “Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!” 24 Jesus então o acompanhou. Numerosa multidão o seguia e comprimia. 25 Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com hemorragia; 26 tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais. 27 Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. 28 Ela pensava: “Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada”. 29 A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. 30 Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: “Quem tocou na minha roupa?” 31 Os discípulos disseram: “Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: ‘Quem me tocou’?” 32 Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. 33 A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade. 34 Ele lhe disse: “Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença”. 35 Ele estava ainda falando, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e disseram a Jairo: “Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?” 36 Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: “Não tenhas medo. Basta ter fé!” 37 E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. 38 Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando. Então, ele entrou e disse: “Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo”. 40 Começaram então a caçoar dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança. 41 Jesus pegou na mão da menina e disse: “Talitá cum” — que quer dizer: “Menina, levanta-te!” 42 Ela levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43 Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
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Terça-feira da 4.ª Semana do Tempo Comum Muitos procuram Cristo por curiosidade e interesse. Ouvem dizer que Ele realiza grandes coisas: cura doenças, consegue empregos, acerta dívidas, arranja casamentos… Mas o que poucos fazem, e são estes os que realmente lhe tocam o Coração, é aproximar-se dele com fé e humildade, reconhecendo-o como Senhor, e não como servo de caprichos humanos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 30 de janeiro, e peçamos a Maria Santíssima a graça de termos a fé necessária para sermos dignos e verdadeiros servos de seu Filho. Santo do Dia: Santa Martinha — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Cristo tomou sobre si nossas dores, carregou em seu corpo as nossas fraquezas. (Mt 8,17) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 21 Jesus atravessou de novo, numa barca, para a outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia. 22 Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, 23 e pediu com insistência: “Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!” 24 Jesus então o acompanhou. Numerosa multidão o seguia e comprimia. 25 Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com hemorragia; 26 tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais. 27 Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. 28 Ela pensava: “Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada”. 29 A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. 30 Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: “Quem tocou na minha roupa?” 31 Os discípulos disseram: “Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: ‘Quem me tocou’?” 32 Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. 33 A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade. 34 Ele lhe disse: “Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença”. 35 Ele estava ainda falando, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e disseram a Jairo: “Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?” 36 Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: “Não tenhas medo. Basta ter fé!” 37 E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. 38 Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando. Então, ele entrou e disse: “Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo”. 40 Começaram então a caçoar dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança. 41 Jesus pegou na mão da menina e disse: “Talitá cum” — que quer dizer: “Menina, levanta-te!” 42 Ela levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43 Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Santa Martinha – 30 de Janeiro
SANTO DO DIA – 30 DE JANEIRO – SANTA MARTINHA Mártir (século III) O pai de Martinha era um homem público, eleito três vezes cônsul de Roma. Ele pertencia a nobreza, era muito rico e cristão. Quando a menina nasceu, no começo do século III, o acontecimento foi amplamente divulgado na corte, entre o povo e pelos cristãos, pois a pequena logo foi batizada. Martinha cresceu em meio à essa popularidade, muito caridosa, alegre e uma devota fiel ao amor de Jesus Cristo. Com a morte de seu pai, a jovem recebeu de herança duas fortunas: uma material, composta de bens valiosos e a outra espiritual, pois foi educada dentro dos preceitos do cristianismo. A primeira, ela dividiu com os necessitados assim que tomou posse da herança. A segunda, foi empregada com humildade e disciplina, na sua rotina diária de diácona da Igreja, na sua cidade natal. Desde o ano 222, o imperador romano era Alexandre Severo, que expediu um decreto mandando prender os cristãos para serem julgados e no caso de condenação seriam executados. Chamado para julgar o primeiro grupo de presos acusados de praticar o cristianismo, o imperador se surpreendeu ao ver que Martinha estava entre eles e tentou afastá-la dos seus irmãos em Cristo. Mas ela reafirmou sua posição de católica e exigiu ter o mesmo fim dos companheiros. A partir deste momento começaram os sucessivos fatos prodigiosos que culminaram com um grande tremor de terra. Primeiro, Alexandre mandou que fosse açoitada. Mas a pureza e a força com que rezou, ao se entregar à execução, comoveram seus carrascos e muitos foram tocados pela fé. Tanto que, ninguém teve coragem de flagelar a jovem. O imperador mandou então que ela fosse jogada às feras, mas os leões não a atacaram. Condenada à fogueira, as chamas não a queimaram. Martinha foi então decapitada. No exato instante de sua a execução, a tradição narra que um forte terremoto sacudiu toda cidade de Roma. O relato do seu testemunho correu rápido por todas as regiões do Império, que logo atribuiu à santidade de Martinha, todos os prodígios ocorridos durante a sua tortura, assim como o terremoto, ocasionando um cem número de conversões. No século IV, o papa Honório mandou erguer a conhecida igreja do Foro, em Roma, para ser dedicada à ela, dando novo impulso ao seu culto por mais quatrocentos anos. Depois, as relíquias de Santa Martinha ficaram soterradas e sua celebração um pouco abandonada, durante um certo período obscuro vivido pelo Cristianismo. Passados mais quinhentos anos, ou melhor, catorze séculos após seu martírio, quando era papa o dinâmico Urbano VIII, muito empenhado na grande contra-reforma católica e disposto a conduzir o projeto de reconstrução das igrejas. Começou pela igreja do Foro, onde as relíquias de Santa Martinha foram reencontradas. Nesta ocasião, proclamou Santa Martinha padroeira dos romanos e ainda compôs hinos em louvor à ela, inspirado na vida imaculada, da caridade exemplar e do seu corajoso testemunho a Cristo.
- Santa Martinha – 30 de Janeiro
SANTO DO DIA – 30 DE JANEIRO – SANTA MARTINHA Mártir (século III) O pai de Martinha era um homem público, eleito três vezes cônsul de Roma. Ele pertencia a nobreza, era muito rico e cristão. Quando a menina nasceu, no começo do século III, o acontecimento foi amplamente divulgado na corte, entre o povo e pelos cristãos, pois a pequena logo foi batizada. Martinha cresceu em meio à essa popularidade, muito caridosa, alegre e uma devota fiel ao amor de Jesus Cristo. Com a morte de seu pai, a jovem recebeu de herança duas fortunas: uma material, composta de bens valiosos e a outra espiritual, pois foi educada dentro dos preceitos do cristianismo. A primeira, ela dividiu com os necessitados assim que tomou posse da herança. A segunda, foi empregada com humildade e disciplina, na sua rotina diária de diácona da Igreja, na sua cidade natal. Desde o ano 222, o imperador romano era Alexandre Severo, que expediu um decreto mandando prender os cristãos para serem julgados e no caso de condenação seriam executados. Chamado para julgar o primeiro grupo de presos acusados de praticar o cristianismo, o imperador se surpreendeu ao ver que Martinha estava entre eles e tentou afastá-la dos seus irmãos em Cristo. Mas ela reafirmou sua posição de católica e exigiu ter o mesmo fim dos companheiros. A partir deste momento começaram os sucessivos fatos prodigiosos que culminaram com um grande tremor de terra. Primeiro, Alexandre mandou que fosse açoitada. Mas a pureza e a força com que rezou, ao se entregar à execução, comoveram seus carrascos e muitos foram tocados pela fé. Tanto que, ninguém teve coragem de flagelar a jovem. O imperador mandou então que ela fosse jogada às feras, mas os leões não a atacaram. Condenada à fogueira, as chamas não a queimaram. Martinha foi então decapitada. No exato instante de sua a execução, a tradição narra que um forte terremoto sacudiu toda cidade de Roma. O relato do seu testemunho correu rápido por todas as regiões do Império, que logo atribuiu à santidade de Martinha, todos os prodígios ocorridos durante a sua tortura, assim como o terremoto, ocasionando um cem número de conversões. No século IV, o papa Honório mandou erguer a conhecida igreja do Foro, em Roma, para ser dedicada à ela, dando novo impulso ao seu culto por mais quatrocentos anos. Depois, as relíquias de Santa Martinha ficaram soterradas e sua celebração um pouco abandonada, durante um certo período obscuro vivido pelo Cristianismo. Passados mais quinhentos anos, ou melhor, catorze séculos após seu martírio, quando era papa o dinâmico Urbano VIII, muito empenhado na grande contra-reforma católica e disposto a conduzir o projeto de reconstrução das igrejas. Começou pela igreja do Foro, onde as relíquias de Santa Martinha foram reencontradas. Nesta ocasião, proclamou Santa Martinha padroeira dos romanos e ainda compôs hinos em louvor à ela, inspirado na vida imaculada, da caridade exemplar e do seu corajoso testemunho a Cristo.
- Homilia Diária | A liberdade dos servos de Deus
(Segunda-feira da 4.ª Semana do Tempo Comum) Jesus, ao exorcizar hoje um pobre endemoniado, põe abaixo o reino de Satanás e, ao mesmo tempo, afirma o seu legítimo senhorio, já que só Ele, a quem todas as coisas estão submetidas, tem o direito de reinar sobre nós. Esse reinado, porém, não é como o do diabo, opressivo e dilacerante, mas fonte de liberdade, servidão de ordem e de amor. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 29 de janeiro, e sujeitemo-nos Àquele que, estando sentado à direita do Pai, quer associar-nos ao seu reino eterno de verdade e de vida, de santidade e de graça, de justiça e de paz. Santo do Dia: São Pedro Nolasco, a compaixão cristã elevada ao auge Evangelho (Mc 5,1-20) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia. (Lc 7,16) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 Jesus e seus discípulos chegaram à outra margem do mar, na região dos gerasenos. 2 Logo que saiu da barca, um homem possuído por um espírito impuro, saindo de um cemitério, foi a seu encontro. 3 Esse homem morava no meio dos túmulos e ninguém conseguia amarrá-lo, nem mesmo com correntes. 4 Muitas vezes tinha sido amarrado com algemas e correntes, mas ele arrebentava as correntes e quebrava as algemas. E ninguém era capaz de dominá-lo. 5 Dia e noite ele vagava entre os túmulos e pelos montes, gritando e ferindo-se com pedras. 6 Vendo Jesus de longe, o endemoniado correu, caiu de joelhos diante dele 7 e gritou bem alto: “Que tens a ver comigo, Jesus, Filho do Deus altíssimo? Eu te conjuro por Deus, não me atormentes!” 8 Com efeito, Jesus lhe dizia: “Espírito impuro, sai desse homem!” 9 Então Jesus perguntou: “Qual é o teu nome?” O homem respondeu: “Meu nome é ‘Legião’, porque somos muitos”. 10 E pedia com insistência para que Jesus não o expulsasse da região. 11 Havia aí perto uma grande manada de porcos, pastando na montanha. 12 O espírito impuro suplicou, então: “Manda-nos para os porcos, para que entremos neles”. 13 Jesus permitiu. Os espíritos impuros saíram do homem e entraram nos porcos. E toda a manada — mais ou menos uns dois mil porcos — atirou-se monte abaixo para dentro do mar, onde se afogou. 14 Os homens que guardavam os porcos saíram correndo e espalharam a notícia na cidade e nos campos. E as pessoas foram ver o que havia acontecido. 15 Elas foram até Jesus e viram o endemoniado sentado, vestido e no seu perfeito juízo, aquele mesmo que antes estava possuído por Legião. E ficaram com medo. 16 Os que tinham presenciado o fato explicaram-lhes o que havia acontecido com o endemoniado e com os porcos. 17 Então começaram a pedir que Jesus fosse embora da região deles. 18 Enquanto Jesus entrava de novo na barca, o homem que tinha sido endemoniado pediu-lhe que o deixasse ficar com ele. 19 Jesus, porém, não permitiu. Entretanto, lhe disse: “Vai para casa, para junto dos teus e anuncia-lhes tudo o que o Senhor, em sua misericórdia, fez por ti”. 20 E o homem foi embora e começou a pregar na Decápole tudo o que Jesus tinha feito por ele. E todos ficavam admirados. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | A liberdade dos servos de Deus
(Segunda-feira da 4.ª Semana do Tempo Comum) Jesus, ao exorcizar hoje um pobre endemoniado, põe abaixo o reino de Satanás e, ao mesmo tempo, afirma o seu legítimo senhorio, já que só Ele, a quem todas as coisas estão submetidas, tem o direito de reinar sobre nós. Esse reinado, porém, não é como o do diabo, opressivo e dilacerante, mas fonte de liberdade, servidão de ordem e de amor. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 29 de janeiro, e sujeitemo-nos Àquele que, estando sentado à direita do Pai, quer associar-nos ao seu reino eterno de verdade e de vida, de santidade e de graça, de justiça e de paz. Santo do Dia: São Pedro Nolasco, a compaixão cristã elevada ao auge Evangelho (Mc 5,1-20) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia. (Lc 7,16) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 Jesus e seus discípulos chegaram à outra margem do mar, na região dos gerasenos. 2 Logo que saiu da barca, um homem possuído por um espírito impuro, saindo de um cemitério, foi a seu encontro. 3 Esse homem morava no meio dos túmulos e ninguém conseguia amarrá-lo, nem mesmo com correntes. 4 Muitas vezes tinha sido amarrado com algemas e correntes, mas ele arrebentava as correntes e quebrava as algemas. E ninguém era capaz de dominá-lo. 5 Dia e noite ele vagava entre os túmulos e pelos montes, gritando e ferindo-se com pedras. 6 Vendo Jesus de longe, o endemoniado correu, caiu de joelhos diante dele 7 e gritou bem alto: “Que tens a ver comigo, Jesus, Filho do Deus altíssimo? Eu te conjuro por Deus, não me atormentes!” 8 Com efeito, Jesus lhe dizia: “Espírito impuro, sai desse homem!” 9 Então Jesus perguntou: “Qual é o teu nome?” O homem respondeu: “Meu nome é ‘Legião’, porque somos muitos”. 10 E pedia com insistência para que Jesus não o expulsasse da região. 11 Havia aí perto uma grande manada de porcos, pastando na montanha. 12 O espírito impuro suplicou, então: “Manda-nos para os porcos, para que entremos neles”. 13 Jesus permitiu. Os espíritos impuros saíram do homem e entraram nos porcos. E toda a manada — mais ou menos uns dois mil porcos — atirou-se monte abaixo para dentro do mar, onde se afogou. 14 Os homens que guardavam os porcos saíram correndo e espalharam a notícia na cidade e nos campos. E as pessoas foram ver o que havia acontecido. 15 Elas foram até Jesus e viram o endemoniado sentado, vestido e no seu perfeito juízo, aquele mesmo que antes estava possuído por Legião. E ficaram com medo. 16 Os que tinham presenciado o fato explicaram-lhes o que havia acontecido com o endemoniado e com os porcos. 17 Então começaram a pedir que Jesus fosse embora da região deles. 18 Enquanto Jesus entrava de novo na barca, o homem que tinha sido endemoniado pediu-lhe que o deixasse ficar com ele. 19 Jesus, porém, não permitiu. Entretanto, lhe disse: “Vai para casa, para junto dos teus e anuncia-lhes tudo o que o Senhor, em sua misericórdia, fez por ti”. 20 E o homem foi embora e começou a pregar na Decápole tudo o que Jesus tinha feito por ele. E todos ficavam admirados. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- São Pedro Nolasco: A compaixão cristã elevada ao auge – 29 de Janeiro
Escolhido pela Virgem das Mercês para ornar a Igreja com um carisma providencial, Pedro Nolasco suscitou no povo cristão atos de heroísmo que merecem ser contados entre os mais belos que o homem pode praticar. A Igreja Católica celebra no dia de hoje, 29 de janeiro, a memória de São Pedro Nolasco, fundador dos mercedários. De nobre linhagem, nascera ele entre os anos 1180 e 1182 na antiga região francesa do Languedoc, onde passou a infância na mansão senhorial de seus pais; ou, segundo outros estudos recentes, nas imediações de Barcelona. São Pedro Nolasco era generoso desde a infância Conta-se que o pequenino Pedro amava a oração, o silêncio e o recolhimento, ocupando-se satisfeito nestas práticas por horas seguidas, que para ele equivaliam ao mais entretido dos passatempos. Havendo recebido esmerada educação e por ser de índole generosa, era propenso a distribuir esmolas e sorrisos aos necessitados que batiam à porta ou encontrava em seus passeios. Se nada tinha para dar, irrompia em pranto até receber de algum adulto moedinhas para repartir. Acontecia muitas vezes de sair de casa bem agasalhado e voltar tiritando de frio, pois ao encontrar meninos humildes de sua idade despojava-se das próprias vestes para cobri-los. Eram indícios de sua vocação, pois os Santos destinados por Deus para serem exemplares em alguma grande virtude costumam demonstrá-la já na infância, do mesmo modo como nas árvores a raiz promete a abundância das flores e a doçura dos frutos. São Pedro Nolasco inicia sua missão de redenção dos cativos Conforme crescia em idade, Pedro avançava a passos largos na vida espiritual, sempre convicto de ter sido chamado a viver só para Deus. Quando a mãe veio propor-lhe um auspicioso casamento ele recusou de imediato, por ter já decidido consagrar sua perfeita castidade a Maria Santíssima. Com o falecimento dos pais, Pedro Nolasco, ainda na juventude, herdou uma considerável fortuna, na administração da qual mostrou-se bastante hábil, multiplicando os tesouros que logo passariam a alimentar suas ousadas obras de caridade. Entre as mil atividades de assistência espiritual e material por ele empreendidas, uma o atraía mais que todas: fazer tratativas para obter a liberdade dos presos cristãos, à época em número elevado, nos reinos árabes da Península e do norte da África. As palavras do Divino Mestre – “estava no cárcere, e fostes visitar-Me” (Mt 25, 36) e “o Espírito do Senhor está sobre Mim, porque Me ungiu; e enviou-Me […] para anunciar aos cativos a redenção” (Lc 4, 18-19) – encontraram especial ressonância na alma de Pedro, que as considerava como dirigidas a si. Entre os cristãos cativos contavam-se não apenas homens, mas também mulheres, crianças e idosos. Viviam em regime de trabalhos forçados, privados dos Sacramentos, sujeitos a constantes carências materiais e humilhantes padecimentos morais. Muitos perdiam a fé e se rendiam ao desespero ou à corrupção dos costumes; outros, todavia, tais como os antigos hebreus “que gemiam sob o peso da servidão, clamaram, e, do fundo de sua escravidão, subiu o seu clamor até Deus” (Ex 2, 23). Não terá sido a vocação de São Pedro Nolasco uma resposta a estas súplicas? Com sobrenatural coragem ele ouviu a voz da graça unida ao pranto dos infelizes e assumiu a arriscada empresa de libertá-los, contando com a benevolência do Céu. Lançou mão de seus bens, instrução, amizades na corte e ascendência sobre o rei para canalizar forças e recursos em benefício dos presos. Com surpreendente habilidade começou a estabelecer tratativas junto aos potentados do reino de Valência e levou a cabo, contando pouco mais de 20 anos de idade, aquela que viria a ser sua primeira missão, na qual libertou 300 cristãos mediante trabalhosas negociações e vultosos pagamentos. Soube-se logo da notícia em Barcelona, onde os resgatados foram recebidos com especiais manifestações de regozijo. Os campos encheram-se de gente, a nobreza acompanhou São Pedro Nolasco à frente do cortejo triunfal que, em meio a cânticos de ação de graças, louvava a Deus que Se inclinara “para escutar os gemidos dos cativos, para livrar da morte os condenados” (Sl 101, 21). Vocação de São Pedro Nolasco consolidada pela visão da oliveira Embora tenha sido alvissareira, esta primeira missão não passava de um tênue raio de luz em meio às densas trevas da escravidão na qual jaziam milhares de católicos, ou, segundo expressão de um biógrafo, “era tirar do mar uma gota”. Reforçado em sua disposição de seguir adiante, nosso Santo continuou a reunir esmolas em Barcelona e partiu repetidas vezes para Valência, Múrcia, Maiorca, Argel e Tunísia, com a finalidade de entabular negociações, o que supunha correr um grande risco de vida. Entretanto, Pedro Nolasco acabou por ganhar a simpatia de muitos dos soberanos muçulmanos destes reinos. Ao cabo de algum tempo este sentimento de tal modo se consolidou que, no juízo de muitos deles, Pedro passou a ser uma figura digna de veneração. Numa noite do ano de 1203, o Santo foi favorecido com uma visão profética que marcou para sempre a sua vida. Encontrava-se ele absorto em oração, quando lhe foi mostrada uma frondosa e verdejante oliveira, carregada de frutos maduros. Encantado com sua beleza, permaneceu alguns instantes a contemplá-la, enquanto descansava sob a ramagem. De repente, viu aproximarem-se alguns varões que lhe comunicaram: Deus o incumbia de cuidar daquela árvore, de guardá-la de todos os ataques. Retirando-se estes, acercou-se um grupo de homens violentos e logo se precipitaram sobre ela com fúria, no intuito de destruí-la. Pedro se interpôs e a defendeu valentemente, impedindo-os de lhe fazerem qualquer dano. Seu ardor foi maior que a sanha dos inimigos, os quais, por fim, se retiraram vencidos. Após esta cena mística, Pedro sentiu-se confirmado na missão de salvar os cativos, tendo por certo que o impulso interior que o movia a empreender o resgate dos cristãos cativos correspondia, de fato, à vontade de Deus. Pouco depois estabeleceu uma confraria de modestas proporções, com a finalidade de angariar auxílio, e prosseguiu resoluto em seus piedosos intentos, visando novas conquistas. A visita de Nossa Senhora das Mercês a São Pedro Nolasco As iniciativas de Deus, como a lâmpada do Evangelho, não são suscitadas para serem postas debaixo do alqueire (cf. Mt 5, 15). Outras confrarias semelhantes tinham sido fundadas pelos soberanos cristãos da Península, mas com resultados efêmeros, pois elas logo feneciam após a morte dos doadores ou patronos. No caso de São Pedro Nolasco, havia ele articulado valorosos cavaleiros, membros da alta nobreza, sacerdotes piedosos, doadores de todos os quadrantes; tudo isso, porém, corria risco de se desagregar se ele viesse a falecer. Haveria um desígnio mais alto sobre aquela obra redentora, premiada pela Providência com um chefe sem precedentes? A resposta veio do Céu, pelos lábios de Maria. Era a madrugada de 2 de agosto de 1218. Celebrou-se no dia anterior, de acordo com o calendário litúrgico medieval, a festa da libertação do Príncipe dos Apóstolos do cárcere (cf. At 5, 17-19), chamada São Pedro das Cadeias. Nesta evocativa comemoração, a Santíssima Virgem apareceu a São Pedro Nolasco, manifestando-Se com indizível bondade. Vinha Ela pedir a fundação de uma nova Ordem religiosa em honra de suas misericórdias –portanto, de suas mercês–, que tivesse por principal objetivo a libertação dos escravos cristãos e o louvor de sua imaculada pureza, simbolizada no branco hábito dos membros desta Ordem. Ela própria o portava, em sinal de inteira união com aqueles que fossem segui-La nas novas fileiras. Por inspiração da própria Santíssima Virgem Maria, como se lê nos mais antigos registros mercedários, o quarto voto que seus membros deveriam professar era: “todos os frades desta Ordem, como filhos da verdadeira obediência, estejam sempre alegremente dispostos a dar suas vidas, como Jesus Cristo a deu por nós”. Deveriam, assim, se oferecer e ficar no lugar de algum cativo, caso não obtivessem o dinheiro para o seu resgate. “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos” (Jo 15, 13). Magnífico exemplo da compaixão cristã levada a um auge! É este um dos mais belos e radicais atos de heroísmo que um homem pode fazer. Com efeito, “não se pode imaginar caridade que vá mais longe em abnegação”. Morte de São Pedro Nolasco A vida exemplar dos religiosos e os bons resultados de sua ação missionária tornaram famosa a nova Ordem. As naus de Colombo trouxeram, em sua segunda viagem, os padres mercedários para o Novo Mundo, e com eles a devoção à Virgem das Mercês. Vários países latino-americanos veneraram pela primeira vez a Mãe de Deus sob esta invocação, cuja presença perdura até hoje em nossas igrejas e santuários. São Pedro Nolasco prosseguiu com bravura o cumprimento de sua missão, sem tréguas nem esmorecimentos, até ser colhido pela morte no dia 6 de maio de 1256. Séculos mais tarde, o célebre Bossuet, ao dirigir-se aos religiosos mercedários, reconhecia com estas palavras a eficácia da caridade benfazeja do seu Fundador: “Se fosse visto reluzir na Igreja esta caridade desinteressada, toda a Terra se converteria. Pois o que haveria de mais eficaz para levar a adorar um Deus que Se entregou por todos, do que imitar seu exemplo?”. Nossa Senhora das Mercês e o cativeiro do século XXI Passaram-se mais de sete séculos desde a morte de São Pedro Nolasco e o cativeiro de guerra, tal como ele o conheceu, não existe mais. Não obstante, permanece no século XXI – e sempre existirá entre nós! – um cativeiro não menos grave e doloroso: o do pecador que se torna escravo do pecado (cf. Jo 8, 34). E tanto no longínquo século XIII quanto em nossos dias, ergue-se a soberana figura de Nossa Senhora das Mercês para resgatar-nos, com seu maternal auxílio, das mãos desta mais cruel das tiranias. Com maior amor ainda que os mercedários se propunham a dar a vida pelos cativos, Ela, em sua liberalidade, está “disposta, a todo momento, a nos dar coisas boas, a nos dar coisas excelentes, e a nos convidar a pedir estas coisas e a amá-La, por Ela ser tão boa assim”. Que esta invocação, tão cara a São Pedro Nolasco, abra nossa alma a um teor de relação muito filial e muito confiante com Maria Santíssima, para que Ela nos livre dos liames do pecado e da morte, obtendo-nos a graça para a prática da virtude, que é a suprema liberdade dos verdadeiros filhos de Deus. Fonte: Gaudium Press | Por Irmã Maria Tereza dos Santos Lubián, EP #SantodoDia
- São Pedro Nolasco: A compaixão cristã elevada ao auge – 29 de Janeiro
Escolhido pela Virgem das Mercês para ornar a Igreja com um carisma providencial, Pedro Nolasco suscitou no povo cristão atos de heroísmo que merecem ser contados entre os mais belos que o homem pode praticar. A Igreja Católica celebra no dia de hoje, 29 de janeiro, a memória de São Pedro Nolasco, fundador dos mercedários. De nobre linhagem, nascera ele entre os anos 1180 e 1182 na antiga região francesa do Languedoc, onde passou a infância na mansão senhorial de seus pais; ou, segundo outros estudos recentes, nas imediações de Barcelona. São Pedro Nolasco era generoso desde a infância Conta-se que o pequenino Pedro amava a oração, o silêncio e o recolhimento, ocupando-se satisfeito nestas práticas por horas seguidas, que para ele equivaliam ao mais entretido dos passatempos. Havendo recebido esmerada educação e por ser de índole generosa, era propenso a distribuir esmolas e sorrisos aos necessitados que batiam à porta ou encontrava em seus passeios. Se nada tinha para dar, irrompia em pranto até receber de algum adulto moedinhas para repartir. Acontecia muitas vezes de sair de casa bem agasalhado e voltar tiritando de frio, pois ao encontrar meninos humildes de sua idade despojava-se das próprias vestes para cobri-los. Eram indícios de sua vocação, pois os Santos destinados por Deus para serem exemplares em alguma grande virtude costumam demonstrá-la já na infância, do mesmo modo como nas árvores a raiz promete a abundância das flores e a doçura dos frutos. São Pedro Nolasco inicia sua missão de redenção dos cativos Conforme crescia em idade, Pedro avançava a passos largos na vida espiritual, sempre convicto de ter sido chamado a viver só para Deus. Quando a mãe veio propor-lhe um auspicioso casamento ele recusou de imediato, por ter já decidido consagrar sua perfeita castidade a Maria Santíssima. Com o falecimento dos pais, Pedro Nolasco, ainda na juventude, herdou uma considerável fortuna, na administração da qual mostrou-se bastante hábil, multiplicando os tesouros que logo passariam a alimentar suas ousadas obras de caridade. Entre as mil atividades de assistência espiritual e material por ele empreendidas, uma o atraía mais que todas: fazer tratativas para obter a liberdade dos presos cristãos, à época em número elevado, nos reinos árabes da Península e do norte da África. As palavras do Divino Mestre – “estava no cárcere, e fostes visitar-Me” (Mt 25, 36) e “o Espírito do Senhor está sobre Mim, porque Me ungiu; e enviou-Me […] para anunciar aos cativos a redenção” (Lc 4, 18-19) – encontraram especial ressonância na alma de Pedro, que as considerava como dirigidas a si. Entre os cristãos cativos contavam-se não apenas homens, mas também mulheres, crianças e idosos. Viviam em regime de trabalhos forçados, privados dos Sacramentos, sujeitos a constantes carências materiais e humilhantes padecimentos morais. Muitos perdiam a fé e se rendiam ao desespero ou à corrupção dos costumes; outros, todavia, tais como os antigos hebreus “que gemiam sob o peso da servidão, clamaram, e, do fundo de sua escravidão, subiu o seu clamor até Deus” (Ex 2, 23). Não terá sido a vocação de São Pedro Nolasco uma resposta a estas súplicas? Com sobrenatural coragem ele ouviu a voz da graça unida ao pranto dos infelizes e assumiu a arriscada empresa de libertá-los, contando com a benevolência do Céu. Lançou mão de seus bens, instrução, amizades na corte e ascendência sobre o rei para canalizar forças e recursos em benefício dos presos. Com surpreendente habilidade começou a estabelecer tratativas junto aos potentados do reino de Valência e levou a cabo, contando pouco mais de 20 anos de idade, aquela que viria a ser sua primeira missão, na qual libertou 300 cristãos mediante trabalhosas negociações e vultosos pagamentos. Soube-se logo da notícia em Barcelona, onde os resgatados foram recebidos com especiais manifestações de regozijo. Os campos encheram-se de gente, a nobreza acompanhou São Pedro Nolasco à frente do cortejo triunfal que, em meio a cânticos de ação de graças, louvava a Deus que Se inclinara “para escutar os gemidos dos cativos, para livrar da morte os condenados” (Sl 101, 21). Vocação de São Pedro Nolasco consolidada pela visão da oliveira Embora tenha sido alvissareira, esta primeira missão não passava de um tênue raio de luz em meio às densas trevas da escravidão na qual jaziam milhares de católicos, ou, segundo expressão de um biógrafo, “era tirar do mar uma gota”. Reforçado em sua disposição de seguir adiante, nosso Santo continuou a reunir esmolas em Barcelona e partiu repetidas vezes para Valência, Múrcia, Maiorca, Argel e Tunísia, com a finalidade de entabular negociações, o que supunha correr um grande risco de vida. Entretanto, Pedro Nolasco acabou por ganhar a simpatia de muitos dos soberanos muçulmanos destes reinos. Ao cabo de algum tempo este sentimento de tal modo se consolidou que, no juízo de muitos deles, Pedro passou a ser uma figura digna de veneração. Numa noite do ano de 1203, o Santo foi favorecido com uma visão profética que marcou para sempre a sua vida. Encontrava-se ele absorto em oração, quando lhe foi mostrada uma frondosa e verdejante oliveira, carregada de frutos maduros. Encantado com sua beleza, permaneceu alguns instantes a contemplá-la, enquanto descansava sob a ramagem. De repente, viu aproximarem-se alguns varões que lhe comunicaram: Deus o incumbia de cuidar daquela árvore, de guardá-la de todos os ataques. Retirando-se estes, acercou-se um grupo de homens violentos e logo se precipitaram sobre ela com fúria, no intuito de destruí-la. Pedro se interpôs e a defendeu valentemente, impedindo-os de lhe fazerem qualquer dano. Seu ardor foi maior que a sanha dos inimigos, os quais, por fim, se retiraram vencidos. Após esta cena mística, Pedro sentiu-se confirmado na missão de salvar os cativos, tendo por certo que o impulso interior que o movia a empreender o resgate dos cristãos cativos correspondia, de fato, à vontade de Deus. Pouco depois estabeleceu uma confraria de modestas proporções, com a finalidade de angariar auxílio, e prosseguiu resoluto em seus piedosos intentos, visando novas conquistas. A visita de Nossa Senhora das Mercês a São Pedro Nolasco As iniciativas de Deus, como a lâmpada do Evangelho, não são suscitadas para serem postas debaixo do alqueire (cf. Mt 5, 15). Outras confrarias semelhantes tinham sido fundadas pelos soberanos cristãos da Península, mas com resultados efêmeros, pois elas logo feneciam após a morte dos doadores ou patronos. No caso de São Pedro Nolasco, havia ele articulado valorosos cavaleiros, membros da alta nobreza, sacerdotes piedosos, doadores de todos os quadrantes; tudo isso, porém, corria risco de se desagregar se ele viesse a falecer. Haveria um desígnio mais alto sobre aquela obra redentora, premiada pela Providência com um chefe sem precedentes? A resposta veio do Céu, pelos lábios de Maria. Era a madrugada de 2 de agosto de 1218. Celebrou-se no dia anterior, de acordo com o calendário litúrgico medieval, a festa da libertação do Príncipe dos Apóstolos do cárcere (cf. At 5, 17-19), chamada São Pedro das Cadeias. Nesta evocativa comemoração, a Santíssima Virgem apareceu a São Pedro Nolasco, manifestando-Se com indizível bondade. Vinha Ela pedir a fundação de uma nova Ordem religiosa em honra de suas misericórdias –portanto, de suas mercês–, que tivesse por principal objetivo a libertação dos escravos cristãos e o louvor de sua imaculada pureza, simbolizada no branco hábito dos membros desta Ordem. Ela própria o portava, em sinal de inteira união com aqueles que fossem segui-La nas novas fileiras. Por inspiração da própria Santíssima Virgem Maria, como se lê nos mais antigos registros mercedários, o quarto voto que seus membros deveriam professar era: “todos os frades desta Ordem, como filhos da verdadeira obediência, estejam sempre alegremente dispostos a dar suas vidas, como Jesus Cristo a deu por nós”. Deveriam, assim, se oferecer e ficar no lugar de algum cativo, caso não obtivessem o dinheiro para o seu resgate. “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos” (Jo 15, 13). Magnífico exemplo da compaixão cristã levada a um auge! É este um dos mais belos e radicais atos de heroísmo que um homem pode fazer. Com efeito, “não se pode imaginar caridade que vá mais longe em abnegação”. Morte de São Pedro Nolasco A vida exemplar dos religiosos e os bons resultados de sua ação missionária tornaram famosa a nova Ordem. As naus de Colombo trouxeram, em sua segunda viagem, os padres mercedários para o Novo Mundo, e com eles a devoção à Virgem das Mercês. Vários países latino-americanos veneraram pela primeira vez a Mãe de Deus sob esta invocação, cuja presença perdura até hoje em nossas igrejas e santuários. São Pedro Nolasco prosseguiu com bravura o cumprimento de sua missão, sem tréguas nem esmorecimentos, até ser colhido pela morte no dia 6 de maio de 1256. Séculos mais tarde, o célebre Bossuet, ao dirigir-se aos religiosos mercedários, reconhecia com estas palavras a eficácia da caridade benfazeja do seu Fundador: “Se fosse visto reluzir na Igreja esta caridade desinteressada, toda a Terra se converteria. Pois o que haveria de mais eficaz para levar a adorar um Deus que Se entregou por todos, do que imitar seu exemplo?”. Nossa Senhora das Mercês e o cativeiro do século XXI Passaram-se mais de sete séculos desde a morte de São Pedro Nolasco e o cativeiro de guerra, tal como ele o conheceu, não existe mais. Não obstante, permanece no século XXI – e sempre existirá entre nós! – um cativeiro não menos grave e doloroso: o do pecador que se torna escravo do pecado (cf. Jo 8, 34). E tanto no longínquo século XIII quanto em nossos dias, ergue-se a soberana figura de Nossa Senhora das Mercês para resgatar-nos, com seu maternal auxílio, das mãos desta mais cruel das tiranias. Com maior amor ainda que os mercedários se propunham a dar a vida pelos cativos, Ela, em sua liberalidade, está “disposta, a todo momento, a nos dar coisas boas, a nos dar coisas excelentes, e a nos convidar a pedir estas coisas e a amá-La, por Ela ser tão boa assim”. Que esta invocação, tão cara a São Pedro Nolasco, abra nossa alma a um teor de relação muito filial e muito confiante com Maria Santíssima, para que Ela nos livre dos liames do pecado e da morte, obtendo-nos a graça para a prática da virtude, que é a suprema liberdade dos verdadeiros filhos de Deus. Fonte: Gaudium Press | Por Irmã Maria Tereza dos Santos Lubián, EP #SantodoDia
- São Valério de Treviri – 29 de Janeiro
SANTO DO DIA – 29 DE JANEIRO – SÃO VALÉRIO DE TREVIRI Bispo (+320) Nesta data, as homenagens da Igreja estão voltadas para dois santos com o mesmo nome, Valério e ambos bispos, mas viveram em séculos bem distantes. O primeiro a ser canonizado, foi o da diocese de Treviri. O segundo foi o de Ravena, que pode ser encontrado mais abaixo. Uma tradição muito antiga nos conta que o bispo de Treviri, chamado Valério, foi discípulo do apóstolo Pedro. Este o teria consagrado bispo e enviado para evangelizar a população da Alemanha. Mas, isto não ocorreu, São Pedro testemunhou a fé pelo menos dois séculos antes. Entretanto, Valério realmente foi o bispo de Treviri e prestou um relevante trabalho de evangelização para a Igreja de Roma. Primeiro auxiliando Eucario, que foi o primeiro bispo desta diocese e depois colaborando com Materno, seu contemporâneo; os quais foram incluídos no Livro dos Santos, como grandes apóstolos da Alemanha. Nos registros posteriores, revistos pelo Vaticano no final do primeiro milênio, onde foram narrados os motivos da santidade dos religiosos até então, encontramos o seguinte, sobre Valério: ‘converteu multidões de pagãos e operou milagres singelos e expressivos’. Talvez o mais significativo, tenha sido quando Valério, trouxe de volta a vida do companheiro Materno com o simples toque do seu bastão episcopal. Depois, o outro companheiro de missão, que já havia falecido, Eucario, o teria avisado em sonho que no dia 29 de janeiro ele seria recebido no Reino de Deus. Valério morreu neste dia de um ano ignorado, no início do século IV. A fama de sua santidade aumentou com a sua morte e os devotos procuravam a sua sepultura para agradecer ou pedir a sua intercessão. O culto se intensificou com a construção de muitas igrejas dedicadas a São Valério, principalmente entre os povos de língua germânica. Muitas cidades o elegeram como seu padroeiro. As suas relíquias, conservadas numa urna de prata, se encontram na basílica de São Matias, na cidade de Treviri, atualmente chamada de Tries, na Alemanha. A festa litúrgica ocorre no dia de sua morte. SANTO DO DIA – 29 DE JANEIRO – SÃO VALÉRIO DE RAVENA Bispo (+810) Recordamos hoje dois santos bispos com o mesmo nome, Valério. O primeiro, morreu cinco séculos antes, na sua sede episcopal em Treviri, na Alemanha, e pode ser lido na outra página. O segundo, faleceu no dia 15 de março de 810 e foi o bispo de Ravena, em Roma, na Itália. Este Valério, bispo de Ravena, que faleceu em março, passou a ser comemorado no dia 29 de janeiro, por ser confundido com o primeiro que faleceu neste dia, o qual já tinha um culto cristalizado entre os peregrinos e devotos. O erro partiu de um copista do Vaticano, em 1286, que acreditou se tratasse de um santo só. Excluiu a festa de março e manteve no calendário da Igreja a data da comemoração mais antiga, e assim ficou. Valério de Ravena, também sofreu fortes perseguições políticas dentro do próprio clero. Mas o pior foi que para agradar o imperador Carlos Magno, que não simpatizava com ele, o bispo foi vítima de uma sórdida intriga política. No dia 8 de abril de 808, dia de Palmas, dois nobres condes paladinos chegaram cedo na cúria, conversaram com Valério que os acolheu e deu hospedagem. Participaram de todas as celebrações pertinentes à data e depois de almoçarem com o bispo, partiram agradecidos. Depois, em troca de favores da corte, estes nobres mandaram uma carta ao papa Leão III, informando que durante a refeição, daquele dia, o bispo Valério, havia proferido palavras tão impróprias, que não poderiam ser repetidas nem por escrito. Mais tarde quando surgiram outras divergências políticas, o papa Leão III escreveu numa carta à Carlos Magno, que ele mesmo contestava a santidade do bispo e lhe contou sobre os dois condes. Outras fontes históricas da Santa Sé, entretanto, comprovaram que o arcebispo de Ravena era um pastor zeloso e batalhador pela causa do bem da doutrina cristã, especialmente na luta contra a heresia ariana. Valério administrou a diocese de Ravena entre 788 e 810. O arcebispo Simeão trasladou suas relíquias para a catedral, em 1222, concedendo uma indulgência especial à basílica de santo Apolinário, por ‘reverências ao bem-aventurado Valério’.
- São Valério de Treviri – 29 de Janeiro
SANTO DO DIA – 29 DE JANEIRO – SÃO VALÉRIO DE TREVIRI Bispo (+320) Nesta data, as homenagens da Igreja estão voltadas para dois santos com o mesmo nome, Valério e ambos bispos, mas viveram em séculos bem distantes. O primeiro a ser canonizado, foi o da diocese de Treviri. O segundo foi o de Ravena, que pode ser encontrado mais abaixo. Uma tradição muito antiga nos conta que o bispo de Treviri, chamado Valério, foi discípulo do apóstolo Pedro. Este o teria consagrado bispo e enviado para evangelizar a população da Alemanha. Mas, isto não ocorreu, São Pedro testemunhou a fé pelo menos dois séculos antes. Entretanto, Valério realmente foi o bispo de Treviri e prestou um relevante trabalho de evangelização para a Igreja de Roma. Primeiro auxiliando Eucario, que foi o primeiro bispo desta diocese e depois colaborando com Materno, seu contemporâneo; os quais foram incluídos no Livro dos Santos, como grandes apóstolos da Alemanha. Nos registros posteriores, revistos pelo Vaticano no final do primeiro milênio, onde foram narrados os motivos da santidade dos religiosos até então, encontramos o seguinte, sobre Valério: ‘converteu multidões de pagãos e operou milagres singelos e expressivos’. Talvez o mais significativo, tenha sido quando Valério, trouxe de volta a vida do companheiro Materno com o simples toque do seu bastão episcopal. Depois, o outro companheiro de missão, que já havia falecido, Eucario, o teria avisado em sonho que no dia 29 de janeiro ele seria recebido no Reino de Deus. Valério morreu neste dia de um ano ignorado, no início do século IV. A fama de sua santidade aumentou com a sua morte e os devotos procuravam a sua sepultura para agradecer ou pedir a sua intercessão. O culto se intensificou com a construção de muitas igrejas dedicadas a São Valério, principalmente entre os povos de língua germânica. Muitas cidades o elegeram como seu padroeiro. As suas relíquias, conservadas numa urna de prata, se encontram na basílica de São Matias, na cidade de Treviri, atualmente chamada de Tries, na Alemanha. A festa litúrgica ocorre no dia de sua morte. SANTO DO DIA – 29 DE JANEIRO – SÃO VALÉRIO DE RAVENA Bispo (+810) Recordamos hoje dois santos bispos com o mesmo nome, Valério. O primeiro, morreu cinco séculos antes, na sua sede episcopal em Treviri, na Alemanha, e pode ser lido na outra página. O segundo, faleceu no dia 15 de março de 810 e foi o bispo de Ravena, em Roma, na Itália. Este Valério, bispo de Ravena, que faleceu em março, passou a ser comemorado no dia 29 de janeiro, por ser confundido com o primeiro que faleceu neste dia, o qual já tinha um culto cristalizado entre os peregrinos e devotos. O erro partiu de um copista do Vaticano, em 1286, que acreditou se tratasse de um santo só. Excluiu a festa de março e manteve no calendário da Igreja a data da comemoração mais antiga, e assim ficou. Valério de Ravena, também sofreu fortes perseguições políticas dentro do próprio clero. Mas o pior foi que para agradar o imperador Carlos Magno, que não simpatizava com ele, o bispo foi vítima de uma sórdida intriga política. No dia 8 de abril de 808, dia de Palmas, dois nobres condes paladinos chegaram cedo na cúria, conversaram com Valério que os acolheu e deu hospedagem. Participaram de todas as celebrações pertinentes à data e depois de almoçarem com o bispo, partiram agradecidos. Depois, em troca de favores da corte, estes nobres mandaram uma carta ao papa Leão III, informando que durante a refeição, daquele dia, o bispo Valério, havia proferido palavras tão impróprias, que não poderiam ser repetidas nem por escrito. Mais tarde quando surgiram outras divergências políticas, o papa Leão III escreveu numa carta à Carlos Magno, que ele mesmo contestava a santidade do bispo e lhe contou sobre os dois condes. Outras fontes históricas da Santa Sé, entretanto, comprovaram que o arcebispo de Ravena era um pastor zeloso e batalhador pela causa do bem da doutrina cristã, especialmente na luta contra a heresia ariana. Valério administrou a diocese de Ravena entre 788 e 810. O arcebispo Simeão trasladou suas relíquias para a catedral, em 1222, concedendo uma indulgência especial à basílica de santo Apolinário, por ‘reverências ao bem-aventurado Valério’.
- Porque muitos que estão dentro da Igreja odeiam a Deus?
Em tempos que se dá não apenas um eclipse da fé mas também da razão, as pessoas usam cada vez menos o dom de sua inteligência para distinguir o certo do errado e a verdade da mentira. As pessoas, em geral, são cada vez mais sentimentais e subjetivas, abandonando os critérios objetivos e a própria lógica para tomar decisões e fazer o que é certo. A grande maioria dos cristãos, mesmos entre os católicos que frequentam a Igreja não aceitam a Lei de Deus e a pregação do Evangelho tal como Cristo e seus santos Apostólos pregaram, pois a retidão e radicalidade da Palavra de Deus ferem a sensibilidade sentimentaloide do homem moderno. Quando repudiam e odeiam a pregação de um sacerdote fiel a doutrina da Igreja, taxando-o de radical, conscientes ou não, o que esses cristãos, na verdade manifestam é seu ódio a Deus e a sua Palavra. Estão dentro da Igreja, mas não aceitam a doutrina de Deus. Querem os favores e bênçãos que Deus, mas não querem lhe obedecer. Para assistir, acesse: #Formaçõesaovivo
- Porque muitos que estão dentro da Igreja odeiam a Deus?
Em tempos que se dá não apenas um eclipse da fé mas também da razão, as pessoas usam cada vez menos o dom de sua inteligência para distinguir o certo do errado e a verdade da mentira. As pessoas, em geral, são cada vez mais sentimentais e subjetivas, abandonando os critérios objetivos e a própria lógica para tomar decisões e fazer o que é certo. A grande maioria dos cristãos, mesmos entre os católicos que frequentam a Igreja não aceitam a Lei de Deus e a pregação do Evangelho tal como Cristo e seus santos Apostólos pregaram, pois a retidão e radicalidade da Palavra de Deus ferem a sensibilidade sentimentaloide do homem moderno. Quando repudiam e odeiam a pregação de um sacerdote fiel a doutrina da Igreja, taxando-o de radical, conscientes ou não, o que esses cristãos, na verdade manifestam é seu ódio a Deus e a sua Palavra. Estão dentro da Igreja, mas não aceitam a doutrina de Deus. Querem os favores e bênçãos que Deus, mas não querem lhe obedecer. Para assistir, acesse: #Formaçõesaovivo
- Orações para antes e depois da Santa Missa
Disponibilizamos abaixo um roteiro de Orações para Santa Missa disponível no nosso livro de orações Devocionário. A preparação para a Santa Missa é importantíssima. Logo, a Santa Igreja ensina que devemos preparar não somente nosso corpo para o encontro com Jesus Eucarístico, mantendo jejum por pelo menos uma hora antes, mas também preparar nossa alma para recebê-Lo, através da confissão sacramental frequente e uma vida de oração constante. Após a comunhão, Jesus permanece fisicamente conosco por volta de 15 a 20 minutos, que é o período que leva para para consumir e digerir completamente a Eucaristia. Sendo assim, esse se torna o melhor momento para rezar e conversar com Ele. Muitos não dão importância para a ação de graças, mas é o momento mais importante da missa, e devemos fazer pelo menos 15 minutos de oração, bem feitos. Se por acaso o momento for curto e os avisos atrapalharem, é recomendado permanecer de joelhos e em oração mesmo durante os avisos, ou então fazer a ação de graças após a bênção final. Portanto, segue abaixo um roteiro com orações para a preparação da missa, preparação para comunhão, comunhão espiritual (para aqueles que não podem comungar) e oração de ação de graças (após a missa). 🔔 ORAÇÕES ANTES DA SANTA MISSA Invocação do Espírito Santo Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor. Enviai, Senhor, o Vosso Espírito, e tudo será criado, e renovareis a face da terra. Oremos: Ó Deus que instruístes os corações dos Vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas, segundo o mesmo Espírito, e gozemos sempre de Sua consolação, por Cristo, Senhor Nosso. Amém!” Invocação do Espírito Santo por Maria “Vinde, Espírito Santo, Vinde Por Meio Da Poderosa Intercessão Do Imaculado Coração De Maria, Vossa Amadíssima Esposa” ORAÇÃO Santo Espírito de Deus, humildemente me coloco em vossa Divina presença, por meio da intercessão de vossa esposa santíssima, e vos suplico todas as graças necessárias para participar mais perfeitamente do Santo Sacrifício do altar interiormente e exteriormente, de forma que adentrando mais profundamente neste mistério, possa eu Vos render maiores louvores, e melhor corresponder às Graças de que nos ofereceis no mesmo Santo sacrifício. Guardai meus sentimentos, minha mente e meu coração de todo mal, a fim de que tudo em mim e eu mesmo suba até vós. Por nosso Senhor Jesus Cristo que convosco e o Pai vive e reina para sempre. São José mestre da vida interior, Alcançai-nos o dom da perene concentração. 🙏 ORAÇÃO PARA ANTES DA COMUNHÃO Meu Deus, eu creio que estás verdadeiramente presente no Santíssimo Sacramento do Altar, eu não sou digno de receber vossa Majestade Infinita, mas eu Vos suplico, ó meu Deus, que vinde a habitar em minha alma, por meio do Coração Imaculado de Maria Santíssima. Mãe Santíssima, sabeis da minha indignidade para receber o Senhor na Eucaristia, por isso eu vos suplico que vem ao meu coração para receber e adorar a Deus como só a voz podeis fazer. Deus Pai dos Céus, não sou digno de que entreis em minha morada, pois tantas vezes ofendi a vossa Infinita Majestade com meus pecados. Não obedecia as vossas leis e vossos mandamentos não segui. Por isso não sou digno de ser chamado vosso filho, mas tende piedade de mim, Senhor, e vinde habitar no meu coração por meio do Coração Imaculado de vossa Filha Santíssima que sempre vos foi fiel e sempre cumpriu com o amor todas as vossas leis e mandamentos. Deus Filho Redentor do Mundo, eu não sou digno de que entreis em minha morada, porque tantas vezes, ó meu Jesus, eu amei mais o mundo do que a Vós, eu preferi a amizade do mundo do que a Vossa, que por mim morrestes, mas tende piedade de mim, ó meu Jesus e, apesar de toda a minha ingratidão e desamor, vinde habitar em meu coração por meio do Coração Imaculado de vossa Mãe Santíssima, que sempre vos amou sobre todas as coisas e que nunca vos deixou por nada neste mundo. Deus Espírito Santo, eu não sou digno de que entreis em minha morada, porque muitas vezes joguei fora Vossas Graças por causa dos prazeres do mundo, fui rebelde e indiferente as vossas inspirações, quisestes fazer-me santo e não me deixei educar por Vós. Mas, tende piedade de mim ó Santo Espírito e, apesar de toda minha rebeldia e indiferença, vinde habitar no meu coração, por meio do Coração Imaculado de Vossa Esposa Santíssima, que sempre correspondeu plenamente as vossas inspirações, se deixando educar por Vós. ⚠️ Para aqueles que estão impedidos de receber a Sagrada Comunhão, disponibilizamos a oração de Comunhão Espiritual no final da página. ❤️ ORAÇÕES NO ATO DA COMUNHÃO Mãe santíssima, recebei em vosso coração a Santíssima Trindade, pai, Filho e Espírito Santo, e dai graças e adoração por mim, como somente Vós sabeis fazer. Santo anjo da minha guarda, todos os Anjos e Santos, dai Graças por mim. Eu, por minha vez, me prostro, Senhor, diante de vossa Infinita Majestade e Vos louvo e agradeço de todo o coração por ter vindo habitar em minha alma. Orações Pessoais… ⚜️ ORAÇÕES DE AÇÃO DE GRAÇAS 🕯️Ato de Adoração, Amor e Reparação ensinada pelo Anjo de Portugal Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-vos profundamente e ofereço-vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em todos os Sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores. Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam. (3 vezes) 👼 Oração ao Santo Anjo Santo Anjo de minha guarda, e todos os Santos Anjos presentes neste Santo Sacrifício, recolhei todas as partículas consagradas que possam ter se perdido nesta celebração e em todas as celebrações realizadas hoje no mundo inteiro. 👑 Oração de união à Jesus Eucarístico por Maria Oh Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, permanecei em meu coração por meio do Coração Imaculado da Santíssima Virgem até a próxima comunhão. Ave-Maria, cheia de graça… ⚜️ Alma de Cristo Alma de Cristo, santificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Dentro das Vossas Chagas, escondei-me. Não permitais que de Vós me separe. Do espírito maligno, defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me ir para Vós, para que Vos louve com os Vossos Santos, por todos os séculos. Amém. 💌 Comunhão Espiritual (Para os que estão impedidos de receber Jesus na Eucaristia) Comunhão Espiritual por Santo Afonso Maria de Ligório Ó meu Jesus, eu creio que estás presente no Santíssimo Sacramento. Amo-Vos sobre todas as coisas e minha alma suspira por Vós. Mas como não posso receber-Vos agora, de maneira Sacramental, vinde ao menos espiritualmente ao meu coração. (pausa) Abraço-me convosco, uno-me a Vós inteiramente. Não permitais que eu me separe de Vós. Ó Jesus, sumo bem e doce amor meu, vulnerai e inflamai o meu coração, a fim de que esteja abrasado em Vosso amor para sempre. Comunhão Espiritual por Card. Rafael Merry del Val Aos vossos pés, ó meu Jesus, me prostro e vos ofereço o arrependimento do meu coração que mergulha no seu nada na Vossa santa presença Eu vos adoro no Sacramento do vosso amor, a inefável Eucaristia. Desejo receber-vos na pobre morada que meu coração vos oferece. À espera da felicidade da comunhão sacramental, quero possuir-vos em Espírito. Vinde a mim, ó meu Jesus, que eu venha a vós. Que o vosso amor Possa inflamar todo o meu ser, para a vida e para a morte. Creio em vós, espero em vós. Amo-vos. Assim seja. #Adoração #Missa #Orações #SantaMissa
- Orações para antes e depois da Santa Missa
Disponibilizamos abaixo um roteiro de Orações para Santa Missa disponível no nosso livro de orações Devocionário. A preparação para a Santa Missa é importantíssima. Logo, a Santa Igreja ensina que devemos preparar não somente nosso corpo para o encontro com Jesus Eucarístico, mantendo jejum por pelo menos uma hora antes, mas também preparar nossa alma para recebê-Lo, através da confissão sacramental frequente e uma vida de oração constante. Após a comunhão, Jesus permanece fisicamente conosco por volta de 15 a 20 minutos, que é o período que leva para para consumir e digerir completamente a Eucaristia. Sendo assim, esse se torna o melhor momento para rezar e conversar com Ele. Muitos não dão importância para a ação de graças, mas é o momento mais importante da missa, e devemos fazer pelo menos 15 minutos de oração, bem feitos. Se por acaso o momento for curto e os avisos atrapalharem, é recomendado permanecer de joelhos e em oração mesmo durante os avisos, ou então fazer a ação de graças após a bênção final. Portanto, segue abaixo um roteiro com orações para a preparação da missa, preparação para comunhão, comunhão espiritual (para aqueles que não podem comungar) e oração de ação de graças (após a missa). 🔔 ORAÇÕES ANTES DA SANTA MISSA Invocação do Espírito Santo Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor. Enviai, Senhor, o Vosso Espírito, e tudo será criado, e renovareis a face da terra. Oremos: Ó Deus que instruístes os corações dos Vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas, segundo o mesmo Espírito, e gozemos sempre de Sua consolação, por Cristo, Senhor Nosso. Amém!” Invocação do Espírito Santo por Maria “Vinde, Espírito Santo, Vinde Por Meio Da Poderosa Intercessão Do Imaculado Coração De Maria, Vossa Amadíssima Esposa” ORAÇÃO Santo Espírito de Deus, humildemente me coloco em vossa Divina presença, por meio da intercessão de vossa esposa santíssima, e vos suplico todas as graças necessárias para participar mais perfeitamente do Santo Sacrifício do altar interiormente e exteriormente, de forma que adentrando mais profundamente neste mistério, possa eu Vos render maiores louvores, e melhor corresponder às Graças de que nos ofereceis no mesmo Santo sacrifício. Guardai meus sentimentos, minha mente e meu coração de todo mal, a fim de que tudo em mim e eu mesmo suba até vós. Por nosso Senhor Jesus Cristo que convosco e o Pai vive e reina para sempre. São José mestre da vida interior, Alcançai-nos o dom da perene concentração. 🙏 ORAÇÃO PARA ANTES DA COMUNHÃO Meu Deus, eu creio que estás verdadeiramente presente no Santíssimo Sacramento do Altar, eu não sou digno de receber vossa Majestade Infinita, mas eu Vos suplico, ó meu Deus, que vinde a habitar em minha alma, por meio do Coração Imaculado de Maria Santíssima. Mãe Santíssima, sabeis da minha indignidade para receber o Senhor na Eucaristia, por isso eu vos suplico que vem ao meu coração para receber e adorar a Deus como só a voz podeis fazer. Deus Pai dos Céus, não sou digno de que entreis em minha morada, pois tantas vezes ofendi a vossa Infinita Majestade com meus pecados. Não obedecia as vossas leis e vossos mandamentos não segui. Por isso não sou digno de ser chamado vosso filho, mas tende piedade de mim, Senhor, e vinde habitar no meu coração por meio do Coração Imaculado de vossa Filha Santíssima que sempre vos foi fiel e sempre cumpriu com o amor todas as vossas leis e mandamentos. Deus Filho Redentor do Mundo, eu não sou digno de que entreis em minha morada, porque tantas vezes, ó meu Jesus, eu amei mais o mundo do que a Vós, eu preferi a amizade do mundo do que a Vossa, que por mim morrestes, mas tende piedade de mim, ó meu Jesus e, apesar de toda a minha ingratidão e desamor, vinde habitar em meu coração por meio do Coração Imaculado de vossa Mãe Santíssima, que sempre vos amou sobre todas as coisas e que nunca vos deixou por nada neste mundo. Deus Espírito Santo, eu não sou digno de que entreis em minha morada, porque muitas vezes joguei fora Vossas Graças por causa dos prazeres do mundo, fui rebelde e indiferente as vossas inspirações, quisestes fazer-me santo e não me deixei educar por Vós. Mas, tende piedade de mim ó Santo Espírito e, apesar de toda minha rebeldia e indiferença, vinde habitar no meu coração, por meio do Coração Imaculado de Vossa Esposa Santíssima, que sempre correspondeu plenamente as vossas inspirações, se deixando educar por Vós. ⚠️ Para aqueles que estão impedidos de receber a Sagrada Comunhão, disponibilizamos a oração de Comunhão Espiritual no final da página. ❤️ ORAÇÕES NO ATO DA COMUNHÃO Mãe santíssima, recebei em vosso coração a Santíssima Trindade, pai, Filho e Espírito Santo, e dai graças e adoração por mim, como somente Vós sabeis fazer. Santo anjo da minha guarda, todos os Anjos e Santos, dai Graças por mim. Eu, por minha vez, me prostro, Senhor, diante de vossa Infinita Majestade e Vos louvo e agradeço de todo o coração por ter vindo habitar em minha alma. Orações Pessoais… ⚜️ ORAÇÕES DE AÇÃO DE GRAÇAS 🕯️Ato de Adoração, Amor e Reparação ensinada pelo Anjo de Portugal Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-vos profundamente e ofereço-vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em todos os Sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores. Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam. (3 vezes) 👼 Oração ao Santo Anjo Santo Anjo de minha guarda, e todos os Santos Anjos presentes neste Santo Sacrifício, recolhei todas as partículas consagradas que possam ter se perdido nesta celebração e em todas as celebrações realizadas hoje no mundo inteiro. 👑 Oração de união à Jesus Eucarístico por Maria Oh Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, permanecei em meu coração por meio do Coração Imaculado da Santíssima Virgem até a próxima comunhão. Ave-Maria, cheia de graça… ⚜️ Alma de Cristo Alma de Cristo, santificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Dentro das Vossas Chagas, escondei-me. Não permitais que de Vós me separe. Do espírito maligno, defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me ir para Vós, para que Vos louve com os Vossos Santos, por todos os séculos. Amém. 💌 Comunhão Espiritual (Para os que estão impedidos de receber Jesus na Eucaristia) Comunhão Espiritual por Santo Afonso Maria de Ligório Ó meu Jesus, eu creio que estás presente no Santíssimo Sacramento. Amo-Vos sobre todas as coisas e minha alma suspira por Vós. Mas como não posso receber-Vos agora, de maneira Sacramental, vinde ao menos espiritualmente ao meu coração. (pausa) Abraço-me convosco, uno-me a Vós inteiramente. Não permitais que eu me separe de Vós. Ó Jesus, sumo bem e doce amor meu, vulnerai e inflamai o meu coração, a fim de que esteja abrasado em Vosso amor para sempre. Comunhão Espiritual por Card. Rafael Merry del Val Aos vossos pés, ó meu Jesus, me prostro e vos ofereço o arrependimento do meu coração que mergulha no seu nada na Vossa santa presença Eu vos adoro no Sacramento do vosso amor, a inefável Eucaristia. Desejo receber-vos na pobre morada que meu coração vos oferece. À espera da felicidade da comunhão sacramental, quero possuir-vos em Espírito. Vinde a mim, ó meu Jesus, que eu venha a vós. Que o vosso amor Possa inflamar todo o meu ser, para a vida e para a morte. Creio em vós, espero em vós. Amo-vos. Assim seja. #Adoração #Missa #Orações #SantaMissa

















































