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  • Homilia Dominical | Satanás nos escraviza, Cristo nos liberta!

    4.º Domingo do Tempo Comum – Ano B Dizer que o demônio não existe foi o meio encontrado pelos revolucionários para distorcer a pessoa e a missão de Cristo. Afinal, se o demônio não existe, fica muito mais fácil convencer as pessoas de que Jesus veio apenas para instaurar a justiça social e implantar um “reino” imanente, que só exige transformações sociais e não pede mudança de vida. No entanto, aqueles que, contrariando a própria Escritura e o ensinamento da Igreja, afirmam que o diabo não existe estão fazendo justamente aquilo que Satanás deseja: que baixemos a guarda, paremos de resistir às tentações e vivamos escravizados pelo pecado. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este domingo e entenda que o combate ao demônio deve ser constante, pois ele não desiste de nos levar ao caminho da perdição. Santo do Dia: Santo Tomás de Aquino Anúncio do Evangelho (Mc 1,21-28) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. 21 Na cidade de Cafarnaum, num dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22 Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. 23 Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24 “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25 Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” 26 Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27 E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28 E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Dominical | Satanás nos escraviza, Cristo nos liberta!

    4.º Domingo do Tempo Comum – Ano B Dizer que o demônio não existe foi o meio encontrado pelos revolucionários para distorcer a pessoa e a missão de Cristo. Afinal, se o demônio não existe, fica muito mais fácil convencer as pessoas de que Jesus veio apenas para instaurar a justiça social e implantar um “reino” imanente, que só exige transformações sociais e não pede mudança de vida. No entanto, aqueles que, contrariando a própria Escritura e o ensinamento da Igreja, afirmam que o diabo não existe estão fazendo justamente aquilo que Satanás deseja: que baixemos a guarda, paremos de resistir às tentações e vivamos escravizados pelo pecado. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este domingo e entenda que o combate ao demônio deve ser constante, pois ele não desiste de nos levar ao caminho da perdição. Santo do Dia: Santo Tomás de Aquino Anúncio do Evangelho (Mc 1,21-28) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. 21 Na cidade de Cafarnaum, num dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22 Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. 23 Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24 “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25 Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” 26 Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27 E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28 E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Santo Tomás de Aquino – 28 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 28 DE JANEIRO – SÃO TOMÁS DE AQUINO Sacerdote e doutor da Igreja (1225-1274) Doutor da Igreja, professor de teologia, filosofia e outras ciências nas principais universidades do mundo em seu tempo; frei caridoso, estudioso dos livros sagrados, sucessor na importância teórica de São Paulo e Santo Agostinho. Assim era Tomás d’Aquino, que não passou de um simples sacerdote. Muito se falou, se fala e se falará deste Santo, cuja obra perdura atualíssima ao longo dos séculos. São dezenas de escritos, poesias, cânticos e hinos até hoje lidos, recitados e cantados por cristãos de todo o mundo. Tomás nasceu em 1225, no castelo de Roccasecca, na Campânia, da família feudal italiana dos condes de Aquino. Possuía laços de sangue com as famílias reais da Itália, França, Sicília e Alemanha, esta ligada à casa de Aragão. Ingressou no mosteiro beneditino de Montecassino aos cinco anos de idade, dando início aos estudos que não pararia nunca mais. Depois, frequentou a Universidade de Nápoles, mas, quando decidiu entrar para a Ordem de São Domingos encontrou forte resistência da família. Seus irmãos chegaram a trancá-lo num castelo por um ano, para tentar mantê-lo afastado dos conventos, mas sua mãe acabou por libertá-lo e, finalmente, Tomás pôde se entregar à religião. Tinha então dezoito anos. Não sendo por acaso a sua escolha pela Ordem de São Domingos, que trabalha para unir Ciência e Fé em favor da humanidade. Este sempre foi seu objetivo maior. Foi para Colônia e Paris estudar com o grande Santo e doutor da Igreja, Alberto Magno. Por sua mansidão e silêncio foi apelidado de ‘boi mudo’. Depois se tornou conselheiro dos papas Urbano IV, Clemente IV e Gregório X, além do rei São Luiz da França. Também, lecionou em grandes universidades de Paris, Roma, Bologna e Nápoles e jamais se afastou da humildade de frei, da disciplina que cobrava tanto de si mesmo quanto dos outros e da caridade para com os pobres e doentes. Grande intelectual, vivia imerso nos estudos, chegando às vezes a perder a noção do tempo e do lugar onde estava. Sua norma de vida era: ‘oferecer aos outros os frutos da contemplação’. Sábios e políticos tentaram muitas vezes homenageá-lo com títulos, honras e dignidades, mas Tomás sempre recusou. Escrevia e publicava obras importantíssimas, frutos de seus estudos solitários desfrutados na humildade de sua cela, aliás seu local preferido. Seus escritos são um dos maiores monumentos de filosofia e teologia católica. Tomás d’Aquino morreu muito jovem, sem completar os quarenta e nove anos de idade, no mosteiro de Fossanova, a caminho do II Concílio de Lion, em 07 de março de 1274, para o qual fora convocado pelo papa Gregório X. Imediatamente, colégios e universidades lhe prestaram as mais honrosas homenagens. Suas obras, a principal, mais estudada e conhecida, a ‘Summa Teológica’, foram a causa de sua canonização, em 1323. Disse sobre ele, nessa ocasião, o papa João XXII: ‘Ele fez tantos milagres, quantas proposições teológicas escreveu’. É padroeiro das escolas públicas, dos estudantes e professores. No dia 28 de janeiro de 1567, o papa São Pio V lhe deu o título de ‘doutor da Igreja’, e logo passou a ser chamado de ‘doutor angélico’, pelos clérigos. Em toda a sua obra filosófica e teológica tem primazia à inteligência, estudo e oração; sendo ainda a base dos estudos na maioria dos Seminários. Para isso contou, mais recentemente, com o impulso dado pelo incentivo do papa Leão XIII, que fez reflorescer os estudos tomistas. A sua festa litúrgica é celebrada no dia 28 de janeiro ou no dia 07 de março. Seus restos mortais estão em Tolouse, na França, mas a relíquia de seu braço direito, com o qual escrevia, se encontra em Roma. Com grande alegria celebramos hoje a memória de S. Tomás de Aquino, Doutor da Igreja. Poucas pessoas são verdadeiramente devotas dele. Existe hoje muito preconceito em volta não só da imagem, mas também da personalidade histórica de Tomás, visto muitas vezes como um homem “frio”, “cerebral”, que transformou a teologia em jogos escolásticos de precisão matemática. Essa caricatura está muito longe do verdadeiro Tomás, cuja obra também está muito longe de ser um “joguinho” matemático. Quem foi, então, verdadeiramente, S. Tomás de Aquino? Para descrevê-lo, é preciso usar a palavra sábio. A sabedoria é diferente da inteligência. É inteligente quem vê a verdade, mas sábio é quem, amando-a, quer buscá-la cada vez mais. Isso é o que caracteriza a sabedoria e a verdadeira vida espiritual. De fato, o que devemos fazer ao rezar? Devemos buscar uma verdade para amá-la. Não é possível, na vida espiritual, partir do amor desde o início. O amor se dá na vontade, e a vontade é uma potência “cega”, ou seja, é preciso lançar luz sobre ela, e é da inteligência que vêm nossas luzes. Na oração, a inteligência deve buscar a verdade, não por curiosidade ou para aumentar a própria cultura, mas para apresentá-la à vontade e, deste modo, amá-la. Isso se vê desde o início da vida de S. Tomás, que, ainda pequenino, aluno na abadia de Montecassino, pergunta: “Quem é Deus?”, não por curiosidade de criança, mas por ter um coração abrasado. Ninguém ama o que não conhece. Tomás sabia, como lhe diziam, que era preciso amar a Deus; mas ele também sabia ser necessário conhecê-lo para poder amá-lo. É a resposta dessa pergunta — quem é Deus? — que ele dedicará toda a sua vida. Quantas vezes os biógrafos nos dizem que, ao escrever suas obras, Tomás se detinha em oração! Quando ditava a seus vários amanuenses suas muitas obras, se surgia alguma dificuldade, ele parava, ia até o crucifixo, abria os braços e rezava, buscando a luz sobrenatural para continuar seu magistério. Porque somente os sábios, ou seja, os que conhecem e amam, são capazes de ensinar. Atestam-se vários fenômenos sobrenaturais, êxtase místico, em que Tomás recebia de Deus luzes maravilhosas, e no entanto era o seu coração como o de uma criança, como disse uma vez seu secretário pessoal, frei Reginaldo, após atender uma de suas últimas confissões, quando o santo estava prestes a expirar na abadia cisterciense de Fossanova. “Se não fordes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus!” (Mt 18, 3). Com esse coração de criança, S. Tomás não tinha medo de, no meio de dúvidas, de perplexidades, parar o que estava fazendo, ir até a igreja, abrir o sacrário e pôr lá dentro a cabeça! Gesto de criança, de um homem que realmente crê na Encarnação do Verbo eterno, cujo toque físico, por sua presença no sacrário… como não iria iluminá-lo? Como aquela hemorroíssa, que queria tocar na orla do manto de Jesus, Tomás queria tocar no Verbo feito carne. Eis a grandeza do santo Doutor, um sábio que buscou a verdade para amá-lo, cumprindo assim a missão dos dominicanos: Contemplata tradere, transmitir a verdade contemplada, um dos maiores atos de caridade para com o próximo, caridade de tirá-lo das trevas da ignorância para, na verdade, unir-se a Deus. Porque se a nossa vocação é a união com Deus, como a esposa deseja e se une o esposo… como amar a quem não conhecemos? O serviço dos santos Doutores e sábios é esse! Conheçamos de perto a obra de Tomás. Não tenhamos preconceito, nem nos deixemos ludibriar por quem diz que Tomás é um homem “frio”. Não. Ele pode nos ensinar a amar mais Jesus, porque nos ensina a conhecê-lo melhor. Conheça mais sobre Santo Tomás de Aquino Ninguém se aproximou da teologia ou da filosofia tomista sem ter haurido nesta fonte a mais excelente doutrina. O nome de São Tomás de Aquino é um marco para todos aqueles que buscam a verdade. Entretanto, nos pormenores de sua vida e em sua extraordinária personalidade descobrimos mais do que um teólogo: um grande santo. A busca da verdade é tão antiga quanto o próprio homem, e não há um só entre os seres racionais que não deseje possuí-la. Por outro lado, a privação desse excelente bem acaba dando à coletividade humana uma face desfigurada, que se explica pela adesão a falsas doutrinas ou a meias verdades. Nossa sociedade ocidental é um exemplo dessa profunda carência que não encontra nos avanços da técnica nem na fugacidade dos vícios uma resposta satisfatória. Um menino que buscava o Absoluto Mas, afinal, o que é a verdade? Esta era uma das perguntas que o pequeno Tomás fazia em seus tenros cinco anos de idade. Segundo um costume da época, sua educação foi confiada aos beneditinos de Monte Cassino, onde ele passou a morar. Vendo um monge cruzar com gravidade e recolhimento os claustros e corredores, puxava sem hesitar a manga de seu hábito e lhe perguntava: “Quem é Deus?” Descontente com a resposta que, embora verdadeira, não satisfazia inteiramente seu desejo de saber, esperava passar outro filho de São Bento e indagava também a ele: “Irmão Mauro, pode me explicar quem é Deus?” Mas… que decepção! De ninguém conseguia a explicação desejada. Como as palavras dos monges eram inferiores à idéia de Deus que aquele menino trazia no fundo da alma! Foi nesse ambiente de oração e serenidade que transcorreu feliz a infância de São Tomás de Aquino. Nascido por volta de 1225, era o filho caçula dos condes de Aquino, Landolfo e Teodora. Entrevendo para o pequeno um futuro brilhante, seus pais lhe proporcionaram uma robusta formação. Mal podiam imaginar que ele seria um dos maiores teólogos da Santa Igreja Católica e a rocha fundamental do edifício da filosofia cristã, o ponto de convergência no qual se reuniriam todos os tesouros da teologia até então acumulados e do qual partiriam as luzes para as futuras explicitações. A vocação posta à prova Muito jovem ainda, São Tomás partiu para Nápoles a fim de estudar gramática, dialética, retórica e filosofia. As matérias mais árduas, que custam até aos espíritos robustos, não passavam de um simples joguete para ele. Entretanto, nesse período de sua vida não avançou menos em santidade do que em ciência. Seu entretenimento era rezar nas diversas igrejas e fazer o bem aos pobres. Ainda em Nápoles Deus lhe manifestou sua vocação. Seus pais desejavam vê-lo beneditino, abade em Monte Cassino ou Arcebispo de Nápoles, entretanto, o Senhor lhe traçara um caminho bem diverso. Era na Ordem dos Pregadores, recém fundada por São Domingos, que a graça haveria de tocar-lhe a alma. São Tomás descobriu nos dominicanos o carisma com o qual se identificou por completo. Após longas conversas com Frei João de São Julião, não duvidou em aderir à Ordem e fez-se dominicano aos catorze anos de idade. Costuma a Providência Divina solidificar no cadinho do sofrimento as almas às quais confere um chamado excepcional, e São Tomás não escapou à regra. Quando sua mãe soube de seu ingresso nos dominicanos, tomou-se de fúria e quis tirálo à força. Fugindo para Paris, com o objetivo de escapar da tirania materna, o santo doutor foi dominado por seus irmãos que o buscavam com todo empenho. Após teremno espancado brutalmente, procuraram despojá-lo de seu hábito religioso. “É uma coisa abominável – dirá depois São Tomás – querer repreender os Céus por um dom que de lá recebemos”. Assim capturado, levaram-no à mãe, a qual tentou fazê-lo abandonar seu propósito. Na incapacidade de convencê-lo, encarregou suas duas filhas de dissuadir a qualquer preço o irmão “rebelde”. Com palavras sedutoras, elas lhe mostraram as mil vantagens que o mundo lhe oferecia, até mesmo a de uma promissora carreira eclesiástica, desde que renunciasse à Ordem Dominicana. O resultado desta entrevista é assombroso: uma delas decidiu fazer-se religiosa e partiu para o convento de Santa Maria de Cápua, onde viveu santamente e foi abadessa. Eis a forçada convicção e o poder de persuasão deste homem de Deus! Confronto decisivo Farta de vãos esforços, a família tomou uma medida drástica: prendeuo na torre do castelo de Roccasecca, com o intuito de mantê-lo encarcerado enquanto não desistisse de sua vocação. Em completa solidão, o santo passou ali quase dois anos, os quais foram aproveitados para um aprofundamento nas vias da contemplação e do estudo. Os frades dominicanos o acompanhavam espiritualmente através de orações e enviavam com sagacidade livros e novos hábitos que lhe chegavam às mãos por intermédio de suas irmãs. Como passava o tempo sem o jovem detido esmorecer, seus irmãos – instigados por Satanás – montaram um plano execrável: enviaram à torre uma moça de maus costumes para fazê-lo cair em pecado. Contudo, São Tomás há muito se solidificara na prática de todas as virtudes, e não se deixaria arrastar. Vendo aquela perversa mulher aproximar-se, pegou na lareira um tição em chamas e com ele se defendeu da infame tentadora que fugiu apavorada para salvar a própria pele. Insigne vitória contra o inimigo da salvação! Reconhecendo nesse episódio a intervenção divina, São Tomás traçou com o mesmo tição em brasa uma cruz na parede, ajoelhou-se e renovou sua promessa de castidade. Comprazidos por tal gesto de fidelidade, o Senhor e sua Mãe lhe mandaram um sono durante o qual dois anjos o cingiram com um cordão celestial, dizendo: “Viemos da parte de Deus conferir- te o dom da virgindade perpétua, que a partir de agora será irrevogável”. Nunca mais São Tomás sofreu qualquer tentação de concupiscência ou de orgulho. O titulo de Doutor Angélico não lhe foi dado apenas por ter transmitido a mais alta doutrina, mas também por ter em tudo se assemelhado aos espíritos puríssimos que contemplam a face de Deus. O aluno supera o mestre Agora com o assentimento dos seus, São Tomás partiu para consolidar sua formação intelectual em Paris e Colônia. Falava-se muito da pregação que fazia nesta última cidade o bispo Santo Alberto Magno, o mais conceituado mestre da Ordem dos Pregadores. São Tomás rezou, pedindo para conhecê-lo e receber dele as maravilhas da fé, e, para sua alegria, foi atendido. O que Santo Alberto não podia imaginar era que aquele frade despretensioso, de poucas palavras e presença discreta, tivesse tamanha envergadura espiritual. Certo dia, caiu nas mãos do mestre um trecho escrito por seu aluno. Admirado pela profundidade do conteúdo, pediu a São Tomás para expor à toda a classe aquela temática. O resultado foi uma explanação em tudo surpreendente, na qual os demais alunos comprovaram quão temerário era o juízo pejorativo que faziam de seu companheiro: ele logrou explicitar com mais riqueza, expressividade e clareza que o próprio Santo Alberto. Daí em diante, a vida do Doutor Angélico foi uma seqüência de sublimes serviços prestados à sagrada teologia e à filosofia. Aos 22 anos de idade interpretou com genialidade a obra de Aristóteles; aos 25, juntamente com São Boaventura, obteve o doutorado na Universidade de Paris. Estes dois arquétipos doutrinários nutriam grande admiração recíproca, a ponto de disputarem afetuosamente, no dia de receberem o título máximo, quem seria nomeado primeiro, cada qual desejando ao outro a primazia. Obra portentosa Tão vasta é a obra tomista que a simples enumeração de seus escritos ocupa várias páginas. Formam um total de quase sessenta grandes obras – entre comentários, sumas, questões e opúsculos – das quais não está excluída nenhuma das principais preocupações do espírito humano. Sua prodigiosa faculdade de memória lhe permitia reter todas as leituras que fizera, entre elas a Bíblia, as obras dos filósofos antigos e dos Padres da Igreja. Todas as oitenta mil citações contidas em seus escritos brotaram espontaneamente de sua capacidade retentora. Nunca precisou ler duas vezes o mesmo trecho. Ao lhe ser perguntado qual era o maior favor sobrenatural que recebera, depois da graça santificante, respondeu: “Creio que o de ter entendido tudo quanto li”. Em suas obras vemos uma incrível acuidade de espírito, um raro dom de formulação e uma superior capacidade de expressão. Costumava resolver quatro ou cinco problemas ao mesmo tempo, ditando para diversos escreventes respostas definitivas às questões mais obscuras. Não sucumbiu ao peso de seus conhecimentos, mas, pelo contrário, os harmonizou num conjunto incomparável que tem na Suma Teológica a mais brilhante manifestação. Sabedoria e oração Falar das qualidades naturais do Doutor Angélico sem considerar a supremacia da graça que resplandecia em sua alma seria uma deturpação. Frei Reginaldo, seu fiel secretário, disse tê-lo visto passar mais tempo aos pés do crucifixo do que em meio aos livros. A fim de obter luzes para solucionar intrincados problemas, o santo doutor fazia freqüentes jejuns e penitências, e não raras vezes o Senhor o atendeu com revelações celestiais. Em certa ocasião, enquanto rezava fervorosamente, pedindo luzes para explicar uma passagem de Isaías, apareceram-lhe São Pedro e São Paulo e esclareceram todas as dúvidas.Recorria também a Jesus Sacramentado. Às vezes colocava a cabeça no sacrário e rezava longamente. Assegurou depois ter aprendido mais desta forma do que em todos os estudos que fizera. Por seu entranhado amor à Eucaristia, compôs o Pange Lingua e o Lauda Sion para a festa de Corpus Christi: obras-primas jamais superadas. Um dia, estando imerso em adoração a Jesus Crucificado, o Senhor dirigiu- Se a ele com estas palavras: – Escreveste bem sobre Mim, Tomás. Que recompensa queres? – Nada mais que a Vós, Senhor – respondeu ele. A recompensa demasiadamente grande Em 1274 São Tomás partiu para Lion a fim de participar do Concílio Ecumênico convocado pelo Papa Gregório X, mas no caminho adoeceu gravemente. Como não havia nenhuma casa dominicana próxima, foi levado para a abadia cisterciense de Fossanova, onde faleceu a 7 de março, antes de completar cinqüenta anos de idade. Suas relíquias foram transportadas para Toulouse em 28 de janeiro de 1369, data em que a Igreja Universal celebra sua memória. Ao receber por derradeira vez a Sagrada Eucaristia, disse ele: “Eu Vos recebo, preço do resgate de minha alma e Viático de minha peregrinação, por cujo amor estudei, vigiei, trabalhei, preguei e ensinei. Tenho escrito tanto, e tão freqüentemente tenho discutido sobre os mistérios da vossa Lei, ó meu Deus; sabeis que nada desejei ensinar que não tivesse aprendido de Vós. Se o que escrevi é verdade, aceitai-o como uma homenagem à vossa infinita majestade; se falso, perdoai a minha ignorância. Consagro tudo o que fiz e o submeto ao infalível julgamento da vossa Santa Igreja Romana, na obediência à qual estou prestes a partir desta vida.” Belo testamento de elevada santidade! A Igreja não tardou em glorificá- lo, elevando-o à honra dos altares em 1323. Na cerimônia de canonização, o Papa João XXII afirmou: “Tomás sozinho iluminou a Igreja mais do que todos os outros doutores. Tantos são os milagres que fez, quantas as questões que resolveu”. No Concílio de Trento, as três obras de referência postas sobre a mesa da assembléia foram: a Bíblia, os Atos Pontificais e a Suma Teológica. É difícil exprimir o que a Igreja deve a este seu filho ímpar. Da fé extraordinariamente vigorosa do Doutor Angélico brotava a convicção profunda de que a Verdade em essência não é senão o próprio Deus, e a partir do momento em que ela fosse proclamada em sua integridade, seria irrecusável e triunfante. Eis o grande mérito de sua doutrina imortal: ela continua ecoando ao longo dos séculos, pois nada pode abalar a supremacia de Cristo. Em São Tomás a Igreja contempla a realização plena da oração feita pelo Divino Mestre nos derradeiros momentos que passou nesta terra: “Santifica-os na verdade. A tua palavra é a verdade. Assim como Tu me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo. Por eles Eu santifico- Me a Mim mesmo, para que também sejam santificados na verdade” (Jo 17, 17-19). (Revista Arautos do Evangelho, Jan/2008, n. 73, p. 32 à 35)

  • Santo Tomás de Aquino – 28 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 28 DE JANEIRO – SÃO TOMÁS DE AQUINO Sacerdote e doutor da Igreja (1225-1274) Doutor da Igreja, professor de teologia, filosofia e outras ciências nas principais universidades do mundo em seu tempo; frei caridoso, estudioso dos livros sagrados, sucessor na importância teórica de São Paulo e Santo Agostinho. Assim era Tomás d’Aquino, que não passou de um simples sacerdote. Muito se falou, se fala e se falará deste Santo, cuja obra perdura atualíssima ao longo dos séculos. São dezenas de escritos, poesias, cânticos e hinos até hoje lidos, recitados e cantados por cristãos de todo o mundo. Tomás nasceu em 1225, no castelo de Roccasecca, na Campânia, da família feudal italiana dos condes de Aquino. Possuía laços de sangue com as famílias reais da Itália, França, Sicília e Alemanha, esta ligada à casa de Aragão. Ingressou no mosteiro beneditino de Montecassino aos cinco anos de idade, dando início aos estudos que não pararia nunca mais. Depois, frequentou a Universidade de Nápoles, mas, quando decidiu entrar para a Ordem de São Domingos encontrou forte resistência da família. Seus irmãos chegaram a trancá-lo num castelo por um ano, para tentar mantê-lo afastado dos conventos, mas sua mãe acabou por libertá-lo e, finalmente, Tomás pôde se entregar à religião. Tinha então dezoito anos. Não sendo por acaso a sua escolha pela Ordem de São Domingos, que trabalha para unir Ciência e Fé em favor da humanidade. Este sempre foi seu objetivo maior. Foi para Colônia e Paris estudar com o grande Santo e doutor da Igreja, Alberto Magno. Por sua mansidão e silêncio foi apelidado de ‘boi mudo’. Depois se tornou conselheiro dos papas Urbano IV, Clemente IV e Gregório X, além do rei São Luiz da França. Também, lecionou em grandes universidades de Paris, Roma, Bologna e Nápoles e jamais se afastou da humildade de frei, da disciplina que cobrava tanto de si mesmo quanto dos outros e da caridade para com os pobres e doentes. Grande intelectual, vivia imerso nos estudos, chegando às vezes a perder a noção do tempo e do lugar onde estava. Sua norma de vida era: ‘oferecer aos outros os frutos da contemplação’. Sábios e políticos tentaram muitas vezes homenageá-lo com títulos, honras e dignidades, mas Tomás sempre recusou. Escrevia e publicava obras importantíssimas, frutos de seus estudos solitários desfrutados na humildade de sua cela, aliás seu local preferido. Seus escritos são um dos maiores monumentos de filosofia e teologia católica. Tomás d’Aquino morreu muito jovem, sem completar os quarenta e nove anos de idade, no mosteiro de Fossanova, a caminho do II Concílio de Lion, em 07 de março de 1274, para o qual fora convocado pelo papa Gregório X. Imediatamente, colégios e universidades lhe prestaram as mais honrosas homenagens. Suas obras, a principal, mais estudada e conhecida, a ‘Summa Teológica’, foram a causa de sua canonização, em 1323. Disse sobre ele, nessa ocasião, o papa João XXII: ‘Ele fez tantos milagres, quantas proposições teológicas escreveu’. É padroeiro das escolas públicas, dos estudantes e professores. No dia 28 de janeiro de 1567, o papa São Pio V lhe deu o título de ‘doutor da Igreja’, e logo passou a ser chamado de ‘doutor angélico’, pelos clérigos. Em toda a sua obra filosófica e teológica tem primazia à inteligência, estudo e oração; sendo ainda a base dos estudos na maioria dos Seminários. Para isso contou, mais recentemente, com o impulso dado pelo incentivo do papa Leão XIII, que fez reflorescer os estudos tomistas. A sua festa litúrgica é celebrada no dia 28 de janeiro ou no dia 07 de março. Seus restos mortais estão em Tolouse, na França, mas a relíquia de seu braço direito, com o qual escrevia, se encontra em Roma. Com grande alegria celebramos hoje a memória de S. Tomás de Aquino, Doutor da Igreja. Poucas pessoas são verdadeiramente devotas dele. Existe hoje muito preconceito em volta não só da imagem, mas também da personalidade histórica de Tomás, visto muitas vezes como um homem “frio”, “cerebral”, que transformou a teologia em jogos escolásticos de precisão matemática. Essa caricatura está muito longe do verdadeiro Tomás, cuja obra também está muito longe de ser um “joguinho” matemático. Quem foi, então, verdadeiramente, S. Tomás de Aquino? Para descrevê-lo, é preciso usar a palavra sábio. A sabedoria é diferente da inteligência. É inteligente quem vê a verdade, mas sábio é quem, amando-a, quer buscá-la cada vez mais. Isso é o que caracteriza a sabedoria e a verdadeira vida espiritual. De fato, o que devemos fazer ao rezar? Devemos buscar uma verdade para amá-la. Não é possível, na vida espiritual, partir do amor desde o início. O amor se dá na vontade, e a vontade é uma potência “cega”, ou seja, é preciso lançar luz sobre ela, e é da inteligência que vêm nossas luzes. Na oração, a inteligência deve buscar a verdade, não por curiosidade ou para aumentar a própria cultura, mas para apresentá-la à vontade e, deste modo, amá-la. Isso se vê desde o início da vida de S. Tomás, que, ainda pequenino, aluno na abadia de Montecassino, pergunta: “Quem é Deus?”, não por curiosidade de criança, mas por ter um coração abrasado. Ninguém ama o que não conhece. Tomás sabia, como lhe diziam, que era preciso amar a Deus; mas ele também sabia ser necessário conhecê-lo para poder amá-lo. É a resposta dessa pergunta — quem é Deus? — que ele dedicará toda a sua vida. Quantas vezes os biógrafos nos dizem que, ao escrever suas obras, Tomás se detinha em oração! Quando ditava a seus vários amanuenses suas muitas obras, se surgia alguma dificuldade, ele parava, ia até o crucifixo, abria os braços e rezava, buscando a luz sobrenatural para continuar seu magistério. Porque somente os sábios, ou seja, os que conhecem e amam, são capazes de ensinar. Atestam-se vários fenômenos sobrenaturais, êxtase místico, em que Tomás recebia de Deus luzes maravilhosas, e no entanto era o seu coração como o de uma criança, como disse uma vez seu secretário pessoal, frei Reginaldo, após atender uma de suas últimas confissões, quando o santo estava prestes a expirar na abadia cisterciense de Fossanova. “Se não fordes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus!” (Mt 18, 3). Com esse coração de criança, S. Tomás não tinha medo de, no meio de dúvidas, de perplexidades, parar o que estava fazendo, ir até a igreja, abrir o sacrário e pôr lá dentro a cabeça! Gesto de criança, de um homem que realmente crê na Encarnação do Verbo eterno, cujo toque físico, por sua presença no sacrário… como não iria iluminá-lo? Como aquela hemorroíssa, que queria tocar na orla do manto de Jesus, Tomás queria tocar no Verbo feito carne. Eis a grandeza do santo Doutor, um sábio que buscou a verdade para amá-lo, cumprindo assim a missão dos dominicanos: Contemplata tradere, transmitir a verdade contemplada, um dos maiores atos de caridade para com o próximo, caridade de tirá-lo das trevas da ignorância para, na verdade, unir-se a Deus. Porque se a nossa vocação é a união com Deus, como a esposa deseja e se une o esposo… como amar a quem não conhecemos? O serviço dos santos Doutores e sábios é esse! Conheçamos de perto a obra de Tomás. Não tenhamos preconceito, nem nos deixemos ludibriar por quem diz que Tomás é um homem “frio”. Não. Ele pode nos ensinar a amar mais Jesus, porque nos ensina a conhecê-lo melhor. Conheça mais sobre Santo Tomás de Aquino Ninguém se aproximou da teologia ou da filosofia tomista sem ter haurido nesta fonte a mais excelente doutrina. O nome de São Tomás de Aquino é um marco para todos aqueles que buscam a verdade. Entretanto, nos pormenores de sua vida e em sua extraordinária personalidade descobrimos mais do que um teólogo: um grande santo. A busca da verdade é tão antiga quanto o próprio homem, e não há um só entre os seres racionais que não deseje possuí-la. Por outro lado, a privação desse excelente bem acaba dando à coletividade humana uma face desfigurada, que se explica pela adesão a falsas doutrinas ou a meias verdades. Nossa sociedade ocidental é um exemplo dessa profunda carência que não encontra nos avanços da técnica nem na fugacidade dos vícios uma resposta satisfatória. Um menino que buscava o Absoluto Mas, afinal, o que é a verdade? Esta era uma das perguntas que o pequeno Tomás fazia em seus tenros cinco anos de idade. Segundo um costume da época, sua educação foi confiada aos beneditinos de Monte Cassino, onde ele passou a morar. Vendo um monge cruzar com gravidade e recolhimento os claustros e corredores, puxava sem hesitar a manga de seu hábito e lhe perguntava: “Quem é Deus?” Descontente com a resposta que, embora verdadeira, não satisfazia inteiramente seu desejo de saber, esperava passar outro filho de São Bento e indagava também a ele: “Irmão Mauro, pode me explicar quem é Deus?” Mas… que decepção! De ninguém conseguia a explicação desejada. Como as palavras dos monges eram inferiores à idéia de Deus que aquele menino trazia no fundo da alma! Foi nesse ambiente de oração e serenidade que transcorreu feliz a infância de São Tomás de Aquino. Nascido por volta de 1225, era o filho caçula dos condes de Aquino, Landolfo e Teodora. Entrevendo para o pequeno um futuro brilhante, seus pais lhe proporcionaram uma robusta formação. Mal podiam imaginar que ele seria um dos maiores teólogos da Santa Igreja Católica e a rocha fundamental do edifício da filosofia cristã, o ponto de convergência no qual se reuniriam todos os tesouros da teologia até então acumulados e do qual partiriam as luzes para as futuras explicitações. A vocação posta à prova Muito jovem ainda, São Tomás partiu para Nápoles a fim de estudar gramática, dialética, retórica e filosofia. As matérias mais árduas, que custam até aos espíritos robustos, não passavam de um simples joguete para ele. Entretanto, nesse período de sua vida não avançou menos em santidade do que em ciência. Seu entretenimento era rezar nas diversas igrejas e fazer o bem aos pobres. Ainda em Nápoles Deus lhe manifestou sua vocação. Seus pais desejavam vê-lo beneditino, abade em Monte Cassino ou Arcebispo de Nápoles, entretanto, o Senhor lhe traçara um caminho bem diverso. Era na Ordem dos Pregadores, recém fundada por São Domingos, que a graça haveria de tocar-lhe a alma. São Tomás descobriu nos dominicanos o carisma com o qual se identificou por completo. Após longas conversas com Frei João de São Julião, não duvidou em aderir à Ordem e fez-se dominicano aos catorze anos de idade. Costuma a Providência Divina solidificar no cadinho do sofrimento as almas às quais confere um chamado excepcional, e São Tomás não escapou à regra. Quando sua mãe soube de seu ingresso nos dominicanos, tomou-se de fúria e quis tirálo à força. Fugindo para Paris, com o objetivo de escapar da tirania materna, o santo doutor foi dominado por seus irmãos que o buscavam com todo empenho. Após teremno espancado brutalmente, procuraram despojá-lo de seu hábito religioso. “É uma coisa abominável – dirá depois São Tomás – querer repreender os Céus por um dom que de lá recebemos”. Assim capturado, levaram-no à mãe, a qual tentou fazê-lo abandonar seu propósito. Na incapacidade de convencê-lo, encarregou suas duas filhas de dissuadir a qualquer preço o irmão “rebelde”. Com palavras sedutoras, elas lhe mostraram as mil vantagens que o mundo lhe oferecia, até mesmo a de uma promissora carreira eclesiástica, desde que renunciasse à Ordem Dominicana. O resultado desta entrevista é assombroso: uma delas decidiu fazer-se religiosa e partiu para o convento de Santa Maria de Cápua, onde viveu santamente e foi abadessa. Eis a forçada convicção e o poder de persuasão deste homem de Deus! Confronto decisivo Farta de vãos esforços, a família tomou uma medida drástica: prendeuo na torre do castelo de Roccasecca, com o intuito de mantê-lo encarcerado enquanto não desistisse de sua vocação. Em completa solidão, o santo passou ali quase dois anos, os quais foram aproveitados para um aprofundamento nas vias da contemplação e do estudo. Os frades dominicanos o acompanhavam espiritualmente através de orações e enviavam com sagacidade livros e novos hábitos que lhe chegavam às mãos por intermédio de suas irmãs. Como passava o tempo sem o jovem detido esmorecer, seus irmãos – instigados por Satanás – montaram um plano execrável: enviaram à torre uma moça de maus costumes para fazê-lo cair em pecado. Contudo, São Tomás há muito se solidificara na prática de todas as virtudes, e não se deixaria arrastar. Vendo aquela perversa mulher aproximar-se, pegou na lareira um tição em chamas e com ele se defendeu da infame tentadora que fugiu apavorada para salvar a própria pele. Insigne vitória contra o inimigo da salvação! Reconhecendo nesse episódio a intervenção divina, São Tomás traçou com o mesmo tição em brasa uma cruz na parede, ajoelhou-se e renovou sua promessa de castidade. Comprazidos por tal gesto de fidelidade, o Senhor e sua Mãe lhe mandaram um sono durante o qual dois anjos o cingiram com um cordão celestial, dizendo: “Viemos da parte de Deus conferir- te o dom da virgindade perpétua, que a partir de agora será irrevogável”. Nunca mais São Tomás sofreu qualquer tentação de concupiscência ou de orgulho. O titulo de Doutor Angélico não lhe foi dado apenas por ter transmitido a mais alta doutrina, mas também por ter em tudo se assemelhado aos espíritos puríssimos que contemplam a face de Deus. O aluno supera o mestre Agora com o assentimento dos seus, São Tomás partiu para consolidar sua formação intelectual em Paris e Colônia. Falava-se muito da pregação que fazia nesta última cidade o bispo Santo Alberto Magno, o mais conceituado mestre da Ordem dos Pregadores. São Tomás rezou, pedindo para conhecê-lo e receber dele as maravilhas da fé, e, para sua alegria, foi atendido. O que Santo Alberto não podia imaginar era que aquele frade despretensioso, de poucas palavras e presença discreta, tivesse tamanha envergadura espiritual. Certo dia, caiu nas mãos do mestre um trecho escrito por seu aluno. Admirado pela profundidade do conteúdo, pediu a São Tomás para expor à toda a classe aquela temática. O resultado foi uma explanação em tudo surpreendente, na qual os demais alunos comprovaram quão temerário era o juízo pejorativo que faziam de seu companheiro: ele logrou explicitar com mais riqueza, expressividade e clareza que o próprio Santo Alberto. Daí em diante, a vida do Doutor Angélico foi uma seqüência de sublimes serviços prestados à sagrada teologia e à filosofia. Aos 22 anos de idade interpretou com genialidade a obra de Aristóteles; aos 25, juntamente com São Boaventura, obteve o doutorado na Universidade de Paris. Estes dois arquétipos doutrinários nutriam grande admiração recíproca, a ponto de disputarem afetuosamente, no dia de receberem o título máximo, quem seria nomeado primeiro, cada qual desejando ao outro a primazia. Obra portentosa Tão vasta é a obra tomista que a simples enumeração de seus escritos ocupa várias páginas. Formam um total de quase sessenta grandes obras – entre comentários, sumas, questões e opúsculos – das quais não está excluída nenhuma das principais preocupações do espírito humano. Sua prodigiosa faculdade de memória lhe permitia reter todas as leituras que fizera, entre elas a Bíblia, as obras dos filósofos antigos e dos Padres da Igreja. Todas as oitenta mil citações contidas em seus escritos brotaram espontaneamente de sua capacidade retentora. Nunca precisou ler duas vezes o mesmo trecho. Ao lhe ser perguntado qual era o maior favor sobrenatural que recebera, depois da graça santificante, respondeu: “Creio que o de ter entendido tudo quanto li”. Em suas obras vemos uma incrível acuidade de espírito, um raro dom de formulação e uma superior capacidade de expressão. Costumava resolver quatro ou cinco problemas ao mesmo tempo, ditando para diversos escreventes respostas definitivas às questões mais obscuras. Não sucumbiu ao peso de seus conhecimentos, mas, pelo contrário, os harmonizou num conjunto incomparável que tem na Suma Teológica a mais brilhante manifestação. Sabedoria e oração Falar das qualidades naturais do Doutor Angélico sem considerar a supremacia da graça que resplandecia em sua alma seria uma deturpação. Frei Reginaldo, seu fiel secretário, disse tê-lo visto passar mais tempo aos pés do crucifixo do que em meio aos livros. A fim de obter luzes para solucionar intrincados problemas, o santo doutor fazia freqüentes jejuns e penitências, e não raras vezes o Senhor o atendeu com revelações celestiais. Em certa ocasião, enquanto rezava fervorosamente, pedindo luzes para explicar uma passagem de Isaías, apareceram-lhe São Pedro e São Paulo e esclareceram todas as dúvidas.Recorria também a Jesus Sacramentado. Às vezes colocava a cabeça no sacrário e rezava longamente. Assegurou depois ter aprendido mais desta forma do que em todos os estudos que fizera. Por seu entranhado amor à Eucaristia, compôs o Pange Lingua e o Lauda Sion para a festa de Corpus Christi: obras-primas jamais superadas. Um dia, estando imerso em adoração a Jesus Crucificado, o Senhor dirigiu- Se a ele com estas palavras: – Escreveste bem sobre Mim, Tomás. Que recompensa queres? – Nada mais que a Vós, Senhor – respondeu ele. A recompensa demasiadamente grande Em 1274 São Tomás partiu para Lion a fim de participar do Concílio Ecumênico convocado pelo Papa Gregório X, mas no caminho adoeceu gravemente. Como não havia nenhuma casa dominicana próxima, foi levado para a abadia cisterciense de Fossanova, onde faleceu a 7 de março, antes de completar cinqüenta anos de idade. Suas relíquias foram transportadas para Toulouse em 28 de janeiro de 1369, data em que a Igreja Universal celebra sua memória. Ao receber por derradeira vez a Sagrada Eucaristia, disse ele: “Eu Vos recebo, preço do resgate de minha alma e Viático de minha peregrinação, por cujo amor estudei, vigiei, trabalhei, preguei e ensinei. Tenho escrito tanto, e tão freqüentemente tenho discutido sobre os mistérios da vossa Lei, ó meu Deus; sabeis que nada desejei ensinar que não tivesse aprendido de Vós. Se o que escrevi é verdade, aceitai-o como uma homenagem à vossa infinita majestade; se falso, perdoai a minha ignorância. Consagro tudo o que fiz e o submeto ao infalível julgamento da vossa Santa Igreja Romana, na obediência à qual estou prestes a partir desta vida.” Belo testamento de elevada santidade! A Igreja não tardou em glorificá- lo, elevando-o à honra dos altares em 1323. Na cerimônia de canonização, o Papa João XXII afirmou: “Tomás sozinho iluminou a Igreja mais do que todos os outros doutores. Tantos são os milagres que fez, quantas as questões que resolveu”. No Concílio de Trento, as três obras de referência postas sobre a mesa da assembléia foram: a Bíblia, os Atos Pontificais e a Suma Teológica. É difícil exprimir o que a Igreja deve a este seu filho ímpar. Da fé extraordinariamente vigorosa do Doutor Angélico brotava a convicção profunda de que a Verdade em essência não é senão o próprio Deus, e a partir do momento em que ela fosse proclamada em sua integridade, seria irrecusável e triunfante. Eis o grande mérito de sua doutrina imortal: ela continua ecoando ao longo dos séculos, pois nada pode abalar a supremacia de Cristo. Em São Tomás a Igreja contempla a realização plena da oração feita pelo Divino Mestre nos derradeiros momentos que passou nesta terra: “Santifica-os na verdade. A tua palavra é a verdade. Assim como Tu me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo. Por eles Eu santifico- Me a Mim mesmo, para que também sejam santificados na verdade” (Jo 17, 17-19). (Revista Arautos do Evangelho, Jan/2008, n. 73, p. 32 à 35)

  • Homilia Diária | As crises da Igreja e a nossa confiança em Deus

    Sábado da 3.ª Sem. do Tempo Comum “Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?” Essa pergunta, que os Apóstolos fizeram a Jesus em meio a uma tempestade furiosa, também os fiéis de todos os tempos fazem ao Senhor. Por que, às vezes, Ele parece estar adormecido, enquanto a sua Igreja, chacoalhada pelas ondas de crises intermináveis, parece sempre estar prestes a naufragar? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 27 de janeiro, e peçamos juntos a Maria Santíssima, Mãe da Igreja, maior confiança no poder e na presença constante de seu Filho. Santo do Dia: Santa Ângela Meríci, Virgem e fundadora Evangelho (Lc 10,1-9) — Aleluia, aleluia, aleluia. — O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho. (Lc 4,18) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2 E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. 3 Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4 Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5 Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6 Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7 Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. 8 Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9 curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | As crises da Igreja e a nossa confiança em Deus

    Sábado da 3.ª Sem. do Tempo Comum “Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?” Essa pergunta, que os Apóstolos fizeram a Jesus em meio a uma tempestade furiosa, também os fiéis de todos os tempos fazem ao Senhor. Por que, às vezes, Ele parece estar adormecido, enquanto a sua Igreja, chacoalhada pelas ondas de crises intermináveis, parece sempre estar prestes a naufragar? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 27 de janeiro, e peçamos juntos a Maria Santíssima, Mãe da Igreja, maior confiança no poder e na presença constante de seu Filho. Santo do Dia: Santa Ângela Meríci, Virgem e fundadora Evangelho (Lc 10,1-9) — Aleluia, aleluia, aleluia. — O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho. (Lc 4,18) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2 E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. 3 Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4 Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5 Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6 Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7 Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. 8 Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9 curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Santa Ângela Meríci, Virgem e fundadora – 27 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 27 DE JANEIRO – SANTA ÂNGELA MERÍCI Virgem e fundadora das Irmãs Ursulinas (1470-1540) Ângela Mérici nasceu em 1470, na cidade de Desenzano, no norte da Itália. O período histórico era o do Renascimento e da Reforma da Igreja, provocada pela doutrina luterana. Os pais eram camponeses pobres e muito religiosos. E desde pequena, ela teve seu coração inclinado pela vida religiosa, preferindo a leitura da vida dos Santos. De fato, sua provação começou muito cedo, na infância, quando ficou órfã de pai. Logo em seguida perdeu a mãe e a irmãzinha, com quem se identificava muito. Assim, ela foi viver na casa de um tio, que a havia adotado, mas que também veio a falecer. Voltou à terra natal. Depois de passar dias e dias chorando, com apenas treze anos, pediu para ingressar num convento, entrando para a Ordem Terceira de São Francisco de Assis. Ângela tinha apenas o curso primário e chegou a ser ‘conselheira’ de governadores, bispos, doutores e sacerdotes. Os seus sofrimentos, sua entrega à Deus e a vida meditativa de penitência lhe trouxeram, através do Espírito Santo, o dom do conselho, que consiste em saber ponderar as soluções adequadas para todas as situação da vida. Ela também, percebeu que naquele momento histórico, as meninas não tinham quem as educassem e livrassem dos perigos morais, e que as novas teorias levavam as pessoas a querer organizar a vida como se Deus não existisse. Para lutar contra o paganismo, era preciso restaurar a célula familiar. Inspirada pela Virgem Maria, fundou a Comunidade das irmãs Ursulinas, em homenagem a santa Úrsula, a mártir do século IV, que dirigia o grupo das moças virgens, que morreram por defender sua religião e sua castidade. Ângela acabou se tornando a portadora de uma mensagem inovadora para sua época. Organizou um grupo de vinte e oito moças, para ensinar catecismo em cada bairro e vila da região. As ‘Ursulinas’ tinham como finalidade a formação das futuras mães, segundo os dogmas cristãos. Ângela teve uma concepção bastante revolucionária para sua época, quando se dizia que uma sólida educação cristã para as moças só seria possível dentro das grades de uma clausura. Decidiu que era a hora de fazer a comunidade se tornar uma Congregação religiosa. Consta, pela tradição, que antes de ir à Roma para dar início a esse projeto, quis fazer uma peregrinação em Jerusalém. Assim que chegou, ficou cega. Visitou os Lugares Sagrados e os viu com o espírito, não com os olhos. Só recobrou a visão, na volta, quando parou numa pequena cidade onde existia um crucifixo milagroso, foi até ele, rezou e se curou. Anos depois, foi recebida pelo papa Clemente VII, durante o Jubileu de 1525, que deu início ao processo de fundação da Congregação, que ela desejava. Ângela a implantou na Bréscia, dez anos depois, quando saiu a aprovação definitiva. E ali, a fundadora morreu aos setenta e cinco anos, em 27 de janeiro de 1540 e foi canonizada, em 1807. Santa Ângela de Mérici, atualmente, recebe as homenagens no dia de sua morte. [vc_separator style=”double”] [vc_empty_space] [vc_separator style=”double”] [vc_empty_space] Nasceu Santa Ângela, no começo do século dezesseis, em Decenzaro, perto do lago de Garda no território de Bréscia. Eram nobres seus pais, segundo uns, e, segundo outros pobres artesãos. Fossem quem fossem, educaram-na no temos de Deus; mas ela os perdeu bem cedo. Com uma irmã mais velha foi acolhida por um tio o qual, com grande piedade, teve para ambas coração de pai e de mãe. As duas crianças, embora tão jovens, só tinham um prazer e era o de se entreterem nas práticas de devoção, não em práticas comuns e ordinárias, mas em práticas mais fervorosas. De noite, descansavam um pouco sobre a terra nua ou sobre algumas pranchas; depois, levantavam-se para as orações. A tal mortificação, acrescentavam jejuns freqüentes e grandes austeridades. O desejo da solidão e do retiro causara-lhes tão forte impressão, achavam-nos tão favoráveis ao seu projeto de só se comunicarem com Deus, que um dia fugiram rumo a uma ermida; foram, todavia, dissuadidas pelo tio, que as seguiu e de novo as levou para casa. Santa Ângela não tinha outro consolo senão a de estar sempre com a irmã. Deus, porém, retirou-lha. Aquela morte muito a penalizou, tanto mais que considerava a irmã seu apoio e guia no caminho da virtude. Todavia, padeceu tão dolorosa separação com perfeita submissão à vontade de Deus. Pouco tempo depois, perdeu também o tio. Assim, duas e três vezes órfã, redobrou as orações e austeridades. Cada vez mais atraída pela graça divina a abandonar o mundo, entrou na ordem terceira de São Francisco, e, não se contentando com observar exatamente a regra, acrescentou novas austeridades às prescritas. A pobreza de São Francisco foi o principal objetivo de Santa Ângela; não quis nada no seu quarto, nem nos hábitos, nem nos móveis, que não fosse pobre e simples. Revestiu-se de um cilício que não deixava nem de dia nem de noite. O leito compunha-se de alguns ramos de árvores, sobre os quais estendia uma esteira. Por alimento, dispunha de pão, água, e alguns legumes. Não bebia vinho senão no Natal e na Páscoa. Durante a quaresma, comia apenas três vezes por semana. Fez a peregrinação a Jerusalém, a fim de visitar os lugares sagrados que Nosso Senhor Jesus Cristo honrou com a sua presença. No regresso, visitou os túmulos dos santos apóstolos e dos gloriosos mártires que se encontram em Roma. Quis, ainda, dar provas de piedade no monte de Varalle no Milanês, onde se representam vários mistérios, quer do Velho quer do Novo Testamento, em oratórios separados. Acabou por se fixar em Bréscia. Imediatamente, várias pessoas piedosas atraídas pela santidade de sua vida, quiseram viver em comunidade com ela; mas a santa lhes recomendou que continuassem no mundo, para edificar, mediante as virtudes, os outros, para instruir pobres e ignorantes, visitar hospitais e prisões, e socorrer os desgraçados de toda a espécie. De acordo com tais conselhos, as santas jovens se uniram, com efeito, para tal fim caritativo, sem ligar-se por nenhum voto. Empenharam-se somente, por uma simples promessa, e por tempo curtíssimo,a observar a regra geral da sociedade. Ângela valera-se das luzes de pessoas experimentadas para redigir tal regra, mas, prevendo que as mudanças que sobreviriam nos hábitos e costumes do mundo poderiam tornar necessárias, posteriormente, várias modificações, inseriu esta cláusula: Far-se-iam, de tempos em tempos, as correções exigidas pela força das circunstâncias. Os membros da associação escolheram-na unanimemente como superiora, cargo que ela não aceitou senão com pesar e com os sentimentos da mais profunda humildade; contudo, receando que dessem o seu nome à ordem. Colocou-a sob a invocação de Santa Úrsula e chamou-lhe sociedade das Ursulinas. A sociedade, em pouco tempo, produziu tão grande bem, que em Bréscia e nas regiões vizinhas, a chamavam de divina companhia; contudo, só foi admitida à categoria das ordens religiosas, mais tarde, quatro anos após a morte da santa fundadora. Durante o pontificado de Paulo V, foram as ursulinas clausuradas e autorizadas a fazer votos perpétuos. Desde então, as ordens não sofreu qualquer outra mudança nas regras. As santas jovens, particularmente votadas à educação da juventude, atraíram o respeito universal dos países católicos; divididas em várias congregações, como a ordem de São Francisco, à qual se prendem, estabeleceram-se por toda parte, com júbilo dos pais cristãos, que nelas encontraram instituidoras igualmente sábias e iluminadas para a formação das filhas no caminho da virtude, inculcando-lhes os primeiros conhecimentos. Ângela governou a congregação durante vários anos com rara prudência e morreu santamente em 27 de Janeiro de 1540. São Carlos Borromeu, que apreciava singularmente as ursulinas, ocupou-se da beatificação de Ângela; mas não teve consolo de obtê-la antes da morte. Ângela só foi declarada bem-aventurada em 30 de Abril de 1768, pelo Papa Clemente XIII, e Pio VII a canonizou solenemente em 24 de Maio de 1807.

  • Santa Ângela Meríci, Virgem e fundadora – 27 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 27 DE JANEIRO – SANTA ÂNGELA MERÍCI Virgem e fundadora das Irmãs Ursulinas (1470-1540) Ângela Mérici nasceu em 1470, na cidade de Desenzano, no norte da Itália. O período histórico era o do Renascimento e da Reforma da Igreja, provocada pela doutrina luterana. Os pais eram camponeses pobres e muito religiosos. E desde pequena, ela teve seu coração inclinado pela vida religiosa, preferindo a leitura da vida dos Santos. De fato, sua provação começou muito cedo, na infância, quando ficou órfã de pai. Logo em seguida perdeu a mãe e a irmãzinha, com quem se identificava muito. Assim, ela foi viver na casa de um tio, que a havia adotado, mas que também veio a falecer. Voltou à terra natal. Depois de passar dias e dias chorando, com apenas treze anos, pediu para ingressar num convento, entrando para a Ordem Terceira de São Francisco de Assis. Ângela tinha apenas o curso primário e chegou a ser ‘conselheira’ de governadores, bispos, doutores e sacerdotes. Os seus sofrimentos, sua entrega à Deus e a vida meditativa de penitência lhe trouxeram, através do Espírito Santo, o dom do conselho, que consiste em saber ponderar as soluções adequadas para todas as situação da vida. Ela também, percebeu que naquele momento histórico, as meninas não tinham quem as educassem e livrassem dos perigos morais, e que as novas teorias levavam as pessoas a querer organizar a vida como se Deus não existisse. Para lutar contra o paganismo, era preciso restaurar a célula familiar. Inspirada pela Virgem Maria, fundou a Comunidade das irmãs Ursulinas, em homenagem a santa Úrsula, a mártir do século IV, que dirigia o grupo das moças virgens, que morreram por defender sua religião e sua castidade. Ângela acabou se tornando a portadora de uma mensagem inovadora para sua época. Organizou um grupo de vinte e oito moças, para ensinar catecismo em cada bairro e vila da região. As ‘Ursulinas’ tinham como finalidade a formação das futuras mães, segundo os dogmas cristãos. Ângela teve uma concepção bastante revolucionária para sua época, quando se dizia que uma sólida educação cristã para as moças só seria possível dentro das grades de uma clausura. Decidiu que era a hora de fazer a comunidade se tornar uma Congregação religiosa. Consta, pela tradição, que antes de ir à Roma para dar início a esse projeto, quis fazer uma peregrinação em Jerusalém. Assim que chegou, ficou cega. Visitou os Lugares Sagrados e os viu com o espírito, não com os olhos. Só recobrou a visão, na volta, quando parou numa pequena cidade onde existia um crucifixo milagroso, foi até ele, rezou e se curou. Anos depois, foi recebida pelo papa Clemente VII, durante o Jubileu de 1525, que deu início ao processo de fundação da Congregação, que ela desejava. Ângela a implantou na Bréscia, dez anos depois, quando saiu a aprovação definitiva. E ali, a fundadora morreu aos setenta e cinco anos, em 27 de janeiro de 1540 e foi canonizada, em 1807. Santa Ângela de Mérici, atualmente, recebe as homenagens no dia de sua morte. [vc_separator style=”double”] [vc_empty_space] [vc_separator style=”double”] [vc_empty_space] Nasceu Santa Ângela, no começo do século dezesseis, em Decenzaro, perto do lago de Garda no território de Bréscia. Eram nobres seus pais, segundo uns, e, segundo outros pobres artesãos. Fossem quem fossem, educaram-na no temos de Deus; mas ela os perdeu bem cedo. Com uma irmã mais velha foi acolhida por um tio o qual, com grande piedade, teve para ambas coração de pai e de mãe. As duas crianças, embora tão jovens, só tinham um prazer e era o de se entreterem nas práticas de devoção, não em práticas comuns e ordinárias, mas em práticas mais fervorosas. De noite, descansavam um pouco sobre a terra nua ou sobre algumas pranchas; depois, levantavam-se para as orações. A tal mortificação, acrescentavam jejuns freqüentes e grandes austeridades. O desejo da solidão e do retiro causara-lhes tão forte impressão, achavam-nos tão favoráveis ao seu projeto de só se comunicarem com Deus, que um dia fugiram rumo a uma ermida; foram, todavia, dissuadidas pelo tio, que as seguiu e de novo as levou para casa. Santa Ângela não tinha outro consolo senão a de estar sempre com a irmã. Deus, porém, retirou-lha. Aquela morte muito a penalizou, tanto mais que considerava a irmã seu apoio e guia no caminho da virtude. Todavia, padeceu tão dolorosa separação com perfeita submissão à vontade de Deus. Pouco tempo depois, perdeu também o tio. Assim, duas e três vezes órfã, redobrou as orações e austeridades. Cada vez mais atraída pela graça divina a abandonar o mundo, entrou na ordem terceira de São Francisco, e, não se contentando com observar exatamente a regra, acrescentou novas austeridades às prescritas. A pobreza de São Francisco foi o principal objetivo de Santa Ângela; não quis nada no seu quarto, nem nos hábitos, nem nos móveis, que não fosse pobre e simples. Revestiu-se de um cilício que não deixava nem de dia nem de noite. O leito compunha-se de alguns ramos de árvores, sobre os quais estendia uma esteira. Por alimento, dispunha de pão, água, e alguns legumes. Não bebia vinho senão no Natal e na Páscoa. Durante a quaresma, comia apenas três vezes por semana. Fez a peregrinação a Jerusalém, a fim de visitar os lugares sagrados que Nosso Senhor Jesus Cristo honrou com a sua presença. No regresso, visitou os túmulos dos santos apóstolos e dos gloriosos mártires que se encontram em Roma. Quis, ainda, dar provas de piedade no monte de Varalle no Milanês, onde se representam vários mistérios, quer do Velho quer do Novo Testamento, em oratórios separados. Acabou por se fixar em Bréscia. Imediatamente, várias pessoas piedosas atraídas pela santidade de sua vida, quiseram viver em comunidade com ela; mas a santa lhes recomendou que continuassem no mundo, para edificar, mediante as virtudes, os outros, para instruir pobres e ignorantes, visitar hospitais e prisões, e socorrer os desgraçados de toda a espécie. De acordo com tais conselhos, as santas jovens se uniram, com efeito, para tal fim caritativo, sem ligar-se por nenhum voto. Empenharam-se somente, por uma simples promessa, e por tempo curtíssimo,a observar a regra geral da sociedade. Ângela valera-se das luzes de pessoas experimentadas para redigir tal regra, mas, prevendo que as mudanças que sobreviriam nos hábitos e costumes do mundo poderiam tornar necessárias, posteriormente, várias modificações, inseriu esta cláusula: Far-se-iam, de tempos em tempos, as correções exigidas pela força das circunstâncias. Os membros da associação escolheram-na unanimemente como superiora, cargo que ela não aceitou senão com pesar e com os sentimentos da mais profunda humildade; contudo, receando que dessem o seu nome à ordem. Colocou-a sob a invocação de Santa Úrsula e chamou-lhe sociedade das Ursulinas. A sociedade, em pouco tempo, produziu tão grande bem, que em Bréscia e nas regiões vizinhas, a chamavam de divina companhia; contudo, só foi admitida à categoria das ordens religiosas, mais tarde, quatro anos após a morte da santa fundadora. Durante o pontificado de Paulo V, foram as ursulinas clausuradas e autorizadas a fazer votos perpétuos. Desde então, as ordens não sofreu qualquer outra mudança nas regras. As santas jovens, particularmente votadas à educação da juventude, atraíram o respeito universal dos países católicos; divididas em várias congregações, como a ordem de São Francisco, à qual se prendem, estabeleceram-se por toda parte, com júbilo dos pais cristãos, que nelas encontraram instituidoras igualmente sábias e iluminadas para a formação das filhas no caminho da virtude, inculcando-lhes os primeiros conhecimentos. Ângela governou a congregação durante vários anos com rara prudência e morreu santamente em 27 de Janeiro de 1540. São Carlos Borromeu, que apreciava singularmente as ursulinas, ocupou-se da beatificação de Ângela; mas não teve consolo de obtê-la antes da morte. Ângela só foi declarada bem-aventurada em 30 de Abril de 1768, pelo Papa Clemente XIII, e Pio VII a canonizou solenemente em 24 de Maio de 1807.

  • Cardeal Zen pergunta se prefeito da Doutrina da Fé não deveria renunciar, depois de Fiducia supplica

    O bispo emérito de Hong Kong, cardeal Joseph Zen ze-kiun, criticou a declaração Fiducia supplicans, que permite a bênção de uniões do mesmo sexo e casais em situação irregular, e questionou se o prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, o cardeal argentino Víctor Manuel “Tucho” Fernández, deveria renunciar. Em um comentário publicado em seu site, o cardeal de 92 anos se referiu ao cardeal Fernández e questionou: “Se o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé não está cometendo heresia ao chamar um pecado grave de ‘bom’, ele não deveria renunciar ou ser demitido?”. A confusão gerada por Fiducia supplicans O cardeal Zen, um dos cinco signatários das dubia (perguntas) enviadas ao papa Francisco em 2023 no contexto do Sínodo da Sinodalidade sobre questões de doutrina e disciplina, lamentou que a Fiducia supplicans “enfatiza repetidamente a necessidade de evitar a confusão, mas as bênçãos encorajadas pela declaração na verdade criam confusão”. O bispo emérito de Hong Kong destacou que “a mídia secular, com certeza, vai intencionalmente criar confusão, mas por que a Santa Sé não desencoraja os pastores pró-LGBTQ na Igreja, como o padre James Martin, S.J. ou a irmã Jeannine Gramick de intencionalmente criar confusão ou observar algumas das normas descritas na declaração, como na Alemanha e em algumas outras dioceses? É coerente com os princípios pastorais criar confusão sobre esta importante questão?”. O jesuíta americano James Martin, consultor do Dicastério para Comunicações, é conhecido por seu ativismo pró-LGTB na Igreja Católica. No dia seguinte à publicação de Fiducia supplicans, foi divulgada uma foto dele abençoando uma união do mesmo sexo. A irmã Jeannine Grammick é uma religiosa co-fundadora da organização New Ways Ministry, que anos atrás foi acusada pela Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos e pela então Congregação – hoje Dicastério – para a Doutrina da Fé de causar “confusão” na moral sexual entre os fiéis católicos. Fiducia supplicans e as intenções das pessoas O cardeal Zen lembrou que o parágrafo 38 da declaração afirma que quem solicita uma bênção também podem pedir “a graça e a força de Deus para poder cumprir plenamente a vontade de Deus”. “Se isto fosse verdade, então seria fácil para o sacerdote introduzi-los na Vontade Divina. Mas aqui está o problema: a declaração diz que o sacerdote não deve examinar se eles têm tais intenções. Como o sacerdote pode dar uma bênção se ele não tem certeza de que eles têm tal intenção, ou se tem motivos para suspeitar que eles não têm tal intenção absoluta?”. “No Evangelho, há momentos em que as pessoas pedem a Jesus que as cure, mas Ele primeiro diz: ‘Seus pecados estão perdoados’. Sua principal preocupação era libertar as pessoas de seus pecados (e, por isso, Ele já lhes dava a graça de confessar seus pecados)”, continua. “Se o sacerdote não tem certeza de que o ‘casal’ com o qual está lidando tem a intenção de viver em plena observância do modo de vida de Deus, ou se tem certeza de que eles não reconhecem de forma alguma que estão vivendo em pecado, não deveria apresentá-los à vontade de Deus da forma mais amorosa possível?”, questionou. O mais grave em Fiducia supplicans para o cardeal Zen Para o cardeal Zen, “o mais grave é que a declaração da Congregação (Dicastério) para a Doutrina da Fé afirma que o comportamento sexual nas relações homossexuais tem sua bondade, que pode ‘progredir’ e ‘crescer’”. Da mesma forma, “o papa (ou mais provavelmente o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé), em sua resposta às perguntas dos cinco cardeais, também disse que o amor sexual entre pessoas do mesmo sexo é ‘semelhante’ ao amor conjugal”, continuou o cardeal chinês. Isso, enfatizou, “trata-se de um erro subjetivo absoluto. Segundo a verdade objetiva, esse comportamento é um pecado grave e nunca pode ser bom”. Parte da resposta a uma das perguntas apresentadas pelos cinco cardeais em 2023 diz o seguinte: “A Igreja tem uma compreensão muito clara sobre o matrimônio: uma união exclusiva, estável e indissolúvel entre um homem e uma mulher, naturalmente aberta à geração de filhos. Somente essa união é chamada de ‘matrimônio’. Outras formas de união são apenas ‘parcial e análoga’ (Amoris laetitia 292), e por isso não pode ser chamada estritamente de ‘matrimônio’”. Fonte: ACI Digital #Vaticano

  • Cardeal Zen pergunta se prefeito da Doutrina da Fé não deveria renunciar, depois de Fiducia supplica

    O bispo emérito de Hong Kong, cardeal Joseph Zen ze-kiun, criticou a declaração Fiducia supplicans, que permite a bênção de uniões do mesmo sexo e casais em situação irregular, e questionou se o prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, o cardeal argentino Víctor Manuel “Tucho” Fernández, deveria renunciar. Em um comentário publicado em seu site, o cardeal de 92 anos se referiu ao cardeal Fernández e questionou: “Se o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé não está cometendo heresia ao chamar um pecado grave de ‘bom’, ele não deveria renunciar ou ser demitido?”. A confusão gerada por Fiducia supplicans O cardeal Zen, um dos cinco signatários das dubia (perguntas) enviadas ao papa Francisco em 2023 no contexto do Sínodo da Sinodalidade sobre questões de doutrina e disciplina, lamentou que a Fiducia supplicans “enfatiza repetidamente a necessidade de evitar a confusão, mas as bênçãos encorajadas pela declaração na verdade criam confusão”. O bispo emérito de Hong Kong destacou que “a mídia secular, com certeza, vai intencionalmente criar confusão, mas por que a Santa Sé não desencoraja os pastores pró-LGBTQ na Igreja, como o padre James Martin, S.J. ou a irmã Jeannine Gramick de intencionalmente criar confusão ou observar algumas das normas descritas na declaração, como na Alemanha e em algumas outras dioceses? É coerente com os princípios pastorais criar confusão sobre esta importante questão?”. O jesuíta americano James Martin, consultor do Dicastério para Comunicações, é conhecido por seu ativismo pró-LGTB na Igreja Católica. No dia seguinte à publicação de Fiducia supplicans, foi divulgada uma foto dele abençoando uma união do mesmo sexo. A irmã Jeannine Grammick é uma religiosa co-fundadora da organização New Ways Ministry, que anos atrás foi acusada pela Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos e pela então Congregação – hoje Dicastério – para a Doutrina da Fé de causar “confusão” na moral sexual entre os fiéis católicos. Fiducia supplicans e as intenções das pessoas O cardeal Zen lembrou que o parágrafo 38 da declaração afirma que quem solicita uma bênção também podem pedir “a graça e a força de Deus para poder cumprir plenamente a vontade de Deus”. “Se isto fosse verdade, então seria fácil para o sacerdote introduzi-los na Vontade Divina. Mas aqui está o problema: a declaração diz que o sacerdote não deve examinar se eles têm tais intenções. Como o sacerdote pode dar uma bênção se ele não tem certeza de que eles têm tal intenção, ou se tem motivos para suspeitar que eles não têm tal intenção absoluta?”. “No Evangelho, há momentos em que as pessoas pedem a Jesus que as cure, mas Ele primeiro diz: ‘Seus pecados estão perdoados’. Sua principal preocupação era libertar as pessoas de seus pecados (e, por isso, Ele já lhes dava a graça de confessar seus pecados)”, continua. “Se o sacerdote não tem certeza de que o ‘casal’ com o qual está lidando tem a intenção de viver em plena observância do modo de vida de Deus, ou se tem certeza de que eles não reconhecem de forma alguma que estão vivendo em pecado, não deveria apresentá-los à vontade de Deus da forma mais amorosa possível?”, questionou. O mais grave em Fiducia supplicans para o cardeal Zen Para o cardeal Zen, “o mais grave é que a declaração da Congregação (Dicastério) para a Doutrina da Fé afirma que o comportamento sexual nas relações homossexuais tem sua bondade, que pode ‘progredir’ e ‘crescer’”. Da mesma forma, “o papa (ou mais provavelmente o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé), em sua resposta às perguntas dos cinco cardeais, também disse que o amor sexual entre pessoas do mesmo sexo é ‘semelhante’ ao amor conjugal”, continuou o cardeal chinês. Isso, enfatizou, “trata-se de um erro subjetivo absoluto. Segundo a verdade objetiva, esse comportamento é um pecado grave e nunca pode ser bom”. Parte da resposta a uma das perguntas apresentadas pelos cinco cardeais em 2023 diz o seguinte: “A Igreja tem uma compreensão muito clara sobre o matrimônio: uma união exclusiva, estável e indissolúvel entre um homem e uma mulher, naturalmente aberta à geração de filhos. Somente essa união é chamada de ‘matrimônio’. Outras formas de união são apenas ‘parcial e análoga’ (Amoris laetitia 292), e por isso não pode ser chamada estritamente de ‘matrimônio’”. Fonte: ACI Digital #Vaticano

  • Homilia Diária | Qual é a missão de um bispo?

    Memória de São Tito e São Timóteo, Bispos Com a morte dos Apóstolos, surge um drama no seio da Igreja: como manter-se fiel a Cristo e ao seu Evangelho se já não há mais quem tenha visto e testemunhado diretamente as obras do Senhor? Para remediar esse problema, Jesus mesmo deu a seus Apóstolos o direito e o poder de ordenar sucessores, os bispos, encarregados de continuar a missão apostólica e cumprir, como servos obedientes, a vontade divina de que a Igreja perdure neste mundo até a vinda gloriosa do nosso Redentor. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 26 de janeiro, e peçamos a Deus que santifique os nossos bispos, tornando-os cada dia mais fiéis ao ministério que lhes foi confiado. Santo do Dia: Santa Paula Romana, primeira monja Evangelho (Lc 10,1-9) — Aleluia, aleluia, aleluia. — O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho. (Lc 4,18) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2 E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. 3 Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4 Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5 Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6 Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7 Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. 8 Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9 curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Qual é a missão de um bispo?

    Memória de São Tito e São Timóteo, Bispos Com a morte dos Apóstolos, surge um drama no seio da Igreja: como manter-se fiel a Cristo e ao seu Evangelho se já não há mais quem tenha visto e testemunhado diretamente as obras do Senhor? Para remediar esse problema, Jesus mesmo deu a seus Apóstolos o direito e o poder de ordenar sucessores, os bispos, encarregados de continuar a missão apostólica e cumprir, como servos obedientes, a vontade divina de que a Igreja perdure neste mundo até a vinda gloriosa do nosso Redentor. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 26 de janeiro, e peçamos a Deus que santifique os nossos bispos, tornando-os cada dia mais fiéis ao ministério que lhes foi confiado. Santo do Dia: Santa Paula Romana, primeira monja Evangelho (Lc 10,1-9) — Aleluia, aleluia, aleluia. — O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho. (Lc 4,18) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2 E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. 3 Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4 Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5 Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6 Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7 Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. 8 Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9 curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | A conversão que nos trouxe a fé

    Festa da Conversão de São Paulo, Apóstolo A conversão de São Paulo não deve ser vista como uma conversão a mais ou um fato histórico de menor importância. Convertido à fé como um “aborto”, Paulo teve o privilégio de ver o Senhor ressuscitado, que dele se serviu para levar seu nome santo diante das nações, entre as quais, segundo os planos divinos, estava incluída também a nossa. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 25 de janeiro, e demos graças a Deus que, ao compadecer-se de Saulo, perseguidor dos cristãos, compadeceu-se de todos nós, gentios chamados à fé e à vida em Cristo Jesus. Santo do Dia: Festa da Conversão de São Paulo Evangelho (Mc 4,1-20) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 Jesus começou a ensinar de novo às margens do mar da Galileia. Uma multidão muito grande se reuniu em volta dele, de modo que Jesus entrou numa barca e se sentou, enquanto a multidão permanecia junto às margens, na praia. 2 Jesus ensinava-lhes muitas coisas em parábolas. E, em seu ensinamento, dizia-lhes: 3 “Escutai! O semeador saiu a semear. 4 Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram os pássaros e a comeram. 5 Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; brotou logo, porque a terra não era profunda, 6 mas, quando saiu o sol, ela foi queimada; e, como não tinha raiz, secou. 7 Outra parte caiu no meio dos espinhos; os espinhos cresceram, a sufocaram, e ela não deu fruto. 8 Outra parte caiu em terra boa e deu fruto, que foi crescendo e aumentando, chegando a render trinta, sessenta e até cem por um”. 9 E Jesus dizia: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. 10 Quando ficou sozinho, os que estavam com ele, junto com os Doze, perguntaram sobre as parábolas. 11 Jesus lhes disse: “A vós, foi dado o mistério do Reino de Deus; para os que estão fora, tudo acontece em parábolas, 12 para que olhem mas não enxerguem, escutem mas não compreendam, para que não se convertam e não sejam perdoados”. 13 E lhes disse: “Vós não compreendeis esta parábola? Então, como compreendereis todas as outras parábolas? 14 O semeador semeia a Palavra. 15 Os que estão na beira do caminho são aqueles nos quais a Palavra foi semeada; logo que a escutam, chega Satanás e tira a Palavra que neles foi semeada. 16 Do mesmo modo, os que receberam a semente em terreno pedregoso, são aqueles que ouvem a Palavra e logo a recebem com alegria, 17 mas não têm raiz em si mesmos, são inconstantes; quando chega uma tribulação ou perseguição, por causa da Palavra, logo desistem. 18 Outros recebem a semente entre os espinhos: são aqueles que ouvem a Palavra; 19 mas quando surgem as preocupações do mundo, a ilusão da riqueza e todos os outros desejos, sufocam a Palavra, e ela não produz fruto. 20 Por fim, aqueles que recebem a semente em terreno bom são os que ouvem a Palavra, a recebem e dão fruto; um dá trinta, outro sessenta e outro cem por um”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | A conversão que nos trouxe a fé

    Festa da Conversão de São Paulo, Apóstolo A conversão de São Paulo não deve ser vista como uma conversão a mais ou um fato histórico de menor importância. Convertido à fé como um “aborto”, Paulo teve o privilégio de ver o Senhor ressuscitado, que dele se serviu para levar seu nome santo diante das nações, entre as quais, segundo os planos divinos, estava incluída também a nossa. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 25 de janeiro, e demos graças a Deus que, ao compadecer-se de Saulo, perseguidor dos cristãos, compadeceu-se de todos nós, gentios chamados à fé e à vida em Cristo Jesus. Santo do Dia: Festa da Conversão de São Paulo Evangelho (Mc 4,1-20) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 Jesus começou a ensinar de novo às margens do mar da Galileia. Uma multidão muito grande se reuniu em volta dele, de modo que Jesus entrou numa barca e se sentou, enquanto a multidão permanecia junto às margens, na praia. 2 Jesus ensinava-lhes muitas coisas em parábolas. E, em seu ensinamento, dizia-lhes: 3 “Escutai! O semeador saiu a semear. 4 Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram os pássaros e a comeram. 5 Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; brotou logo, porque a terra não era profunda, 6 mas, quando saiu o sol, ela foi queimada; e, como não tinha raiz, secou. 7 Outra parte caiu no meio dos espinhos; os espinhos cresceram, a sufocaram, e ela não deu fruto. 8 Outra parte caiu em terra boa e deu fruto, que foi crescendo e aumentando, chegando a render trinta, sessenta e até cem por um”. 9 E Jesus dizia: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. 10 Quando ficou sozinho, os que estavam com ele, junto com os Doze, perguntaram sobre as parábolas. 11 Jesus lhes disse: “A vós, foi dado o mistério do Reino de Deus; para os que estão fora, tudo acontece em parábolas, 12 para que olhem mas não enxerguem, escutem mas não compreendam, para que não se convertam e não sejam perdoados”. 13 E lhes disse: “Vós não compreendeis esta parábola? Então, como compreendereis todas as outras parábolas? 14 O semeador semeia a Palavra. 15 Os que estão na beira do caminho são aqueles nos quais a Palavra foi semeada; logo que a escutam, chega Satanás e tira a Palavra que neles foi semeada. 16 Do mesmo modo, os que receberam a semente em terreno pedregoso, são aqueles que ouvem a Palavra e logo a recebem com alegria, 17 mas não têm raiz em si mesmos, são inconstantes; quando chega uma tribulação ou perseguição, por causa da Palavra, logo desistem. 18 Outros recebem a semente entre os espinhos: são aqueles que ouvem a Palavra; 19 mas quando surgem as preocupações do mundo, a ilusão da riqueza e todos os outros desejos, sufocam a Palavra, e ela não produz fruto. 20 Por fim, aqueles que recebem a semente em terreno bom são os que ouvem a Palavra, a recebem e dão fruto; um dá trinta, outro sessenta e outro cem por um”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Festa da Conversão de São Paulo – 25 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 25 DE JANEIRO – CONVERSÃO DE SÃO PAULO (Século I) Com sua conversão – que a Igreja latina, desde o século VI, comemora conjuntamente com a festa litúrgica deste dia – são Paulo recebeu diretamente de Cristo a missão de evangelizar os povos. O milagroso evento teve profunda repercussão na história da Igreja. Um de seus mais ativos perseguidores tornou-se o mais zeloso e incansável missionário. ‘Não sou digno de ser chamado apóstolo’, escreve sobre si mesmo, recordando à primeira comunidade cristã os tempos de hostilidade de sua juventude. Acrescenta, em seguida, com legítima ufania: ‘mais do que qualquer outro, lutei’. Eis suas credenciais de apóstolo: viu Jesus ressuscitado; pode, pois, testemunhá-lo; foi chamado e enviado para pregar o Evangelho, como o outros apóstolos. ‘Quem és, Senhor?’: está implícita na pergunta de Saulo – caído por terra, por causa da grande luz divina, a caminho de Damasco -, a prova de sua boa-fé. E a resposta é igualmente repleta de significado: ‘Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo’. Foi revelada a Paulo a misteriosa verdade do Corpo místico da Igreja. A sequencia também desvenda o segredo dessa alma generosa, intolerante àqueles que reputa traidores e hereges: ‘A ti é difícil recalcitrar contra o aguilhão’. Paulo, de fato, fora atingido pelo ‘aguilhão’ da graça, e aquela profusão de luz, que o deixou momentaneamente cego, abriu-lhe os olhos para a obra redentora de Cristo. O milagre da graça condensara naquele raio fulgurante toda a teologia paulina – pão substancioso a ser dividido com os irmãos, oralmente e por escrito. Cada uma das cartas dirigidas às várias comunidades desenvolve os grandes temas dessa mensagem divina. Em 36, Saulo estava presente quando foi lapidado o primeiro mártir cristão, Estêvão, mas ele não tomou parte nisso, pois era ainda ‘muito moço’, dizem os Atos dos Apóstolos. Em 62, Paulo escreve que já era ‘velho’. Daí se pode deduzir que tenha nascido entre os anos 6 e 10 e tenha sido decapitado em 69 – sua atividade apostólica desenvolve-se num período de vinte anos, seis dos quais transcorridos na prisão. Conheça mais sobre a Conversão de São Paulo Apóstolo O apóstolo Paulo de Tarso, cujo nome original era Sha’ul (“Saulo”) (Tarso, c. 3 – Roma, c. 66) é considerado por muitos cristãos como o mais importante discípulo de Jesus e, depois de Jesus, a figura mais importante no desenvolvimento do Cristianismo nascente. Paulo de Tarso foi um apóstolo diferente dos demais, por ter dado maior ênfase aos irmãos gentios, pois seu chamado era destinado a eles que estavam espalhados pelo mundo (Atos 13:47). Paulo, assim comos os outros Verdadeiros Apóstolos, também teria visto Jesus Cristo (Atos 9:17, I Coríntios 15:8, dentre outros textos). Paulo era um homem culto, freqüentou uma escola em Jerusalém (a Escola de Gamaliel), tinha feito uma carreira no Templo (era Fariseu), onde foi sacerdote. Destaca-se dos outros apóstolos pela sua cultura, considerando-se que em sua maioria era de pescadores. A língua materna de Paulo era o grego. É provavel que também dominasse o aramaico. Educado em duas culturas (grega e judaica), Paulo fez muito pela difusão do Cristianismo entre os gentios e é considerado uma das principais fontes da doutrina da Igreja. As suas Epístolas formam uma secção fundamental do Novo Testamento. Alguns afirmam que ele foi quem verdadeiramente transformou o cristianismo numa nova religião, e não mais uma seita do Judaísmo. Foi a mais destacada figura cristã a favorecer a abolição da necessidade da circuncisão e dos estritos hábitos alimentares tradicionais judaicos. Esta opção teve a princípio a oposição de outros líderes cristãos, mas, em consequência desta revolução, a adoção do cristianismo pelos povos gentios tornou-se mais viável, ao passo que os Judeus mais conservadores, muitos deles vivendo na Europa, permaneceram fiéis à sua tradição, que não tem um móbil missionário. Biografia – Infância Paulo nasceu em Tarso, na Cilícia, que atualmente pertence à Turquia, numa família judaica da Diáspora (dispersão) (na altura já havia uma diáspora de judeus que viviam espalhados pelo mundo, sobretudo na Pérsia, mas também em torno do mediterrâneo, em Alexandria e no norte de África, na Turquia, Grécia e outras partes do Império Romano, incluindo a atual Espanha). Nasceu numa data desconhecida mas “sem dúvida antes do ano 10 da nossa era” (Étienne Trocme). Seu pai, em circunstâncias que se desconhece, adquiriu a cidadania romana mantendo a fé judaica, educou-o na tradição judaica. Durante toda sua vida sua cidadania romana foi um meio de proteção física. Como ele próprio diz, foi circuncidado ao oitavo dia e mantém-se sempre na lei mosaica. Diz-se mesmo um Fariseu. A sua formação primária foi feita numa escola de cultura grega, como atestam as suas cartas. Mas ele afirma que recebeu também o ensino por parte de rabinos. Jerusalém Em determinada altura Paulo deve ter ido viver em Jerusalém. As cartas dos apóstolos afirmam que ele foi aluno do rabino Gamaliel em Jerusalém. Não há dúvida de que passou uma parte importante da juventude em Jerusalém. Foi em Jerusalém que Paulo participou no apedrejamento daquele que ficaria conhecido como Santo Estêvão, um líder de um grupo fervoroso dos seguidores de Jesus, nesta época não se chamava de Cristianismo ainda a doutrina do Cristo, mas sim de “Caminho”. Paulo foi um perseguidor destes seguidores de Jesus, núcleo de cristãos que procuravam difundir a nova fé entre os judeus de Jerusalém. O argumento de Paulo na sua perseguição aos seguidores do “Caminho” era a defesa da “tradição dos pais” e da leimosaica, que ele via como ameaçada pelos seguidores de Jesus. Alguns autores chegam mesmo a colocar a hipótese de Paulo ter sido um zelote, dado o seu fervor religioso. Também o fato de sua vida ter sido colocada em perigo após ter tomado partido pelos cristãos leva Étienne Trocmé a dizer que isso “corresponde bem ao pouco que sabemos sobre a organização do partido zelote”. Em determinado momento, Paulo de Tarso saiu do mundo judaico e foi para Atenas pregar. Os relatos contam que, na sua estada na Acrópole, ele consegue converter Dionísio Ariopaseta. Missão de Damasco Saulo, ferveroso defensor da tradição judaica (e por isso talvez mesmo um zelote), foi enviado a Damasco para fazer face à agitação dos seguidores do “Caminho”. Foi durante esta missão a Damasco que Saulo tomou o partido dos cristãos que perseguia anteriormente. Foi aqui que Saulo, indo no caminho de Damasco, já perto da cidade, viu um resplendor de luz no céu que o cercou, e caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, porque me persegues?”. (Atos 9.1-22) Saulo muda de lado. A esta mudança de partido ele fez corresponder uma mudança de nome. Abandonou o nome Saulo e, deste momento em diante, fez-se conhecer como Paulo. Viagens e apostolado Após muitos anos de atividade missionária, com três grandes viagens apostólicas descritas na Bíblia (incluindo Grécia, Macedônia e Ásia Menor nos itinerários), onde fundou diversas comunidades, foi preso em Jerusalém por volta do ano 61 d.C. sob a falsa acusação de estar infiltrando gentios no Templo de Jerusalém, o que era punido com a morte pelos judeus. Conseguindo se desvencilhar das mãos das autoridades do templo, apelou ao Imperador Romano, sendo enviado a Roma, onde, após um naufrágio e uma rápida parada na Ilha de Malta, teria sido julgado e, após cerca de dois anos encarcerado, foi libertado. Segundo a tradição e pelo que é descrito em suas cartas, reiniciou sua atividade missionária, sendo que, muito provavelmente, visitou a Espanha e retornou à Ásia Menor, onde, em Trôade, foi denunciado por um ferreiro de nome Alexandre, sendo repentinamente preso e, mais uma vez, enviado a Roma. Lá, ficou encarcerado no Segundo Subsolo do Cárcere Marmetino. Foi julgado e condenado à morte sob Nero que, naqueles tempos, estava perseguindo duramente os cristãos. Em face de ser cidadão romano, em vez de ser crucificado, Paulo teria sido decapitado em 67 d.C. em um lugar conhecido como Águas Salvias. Seu túmulo encontra-se na Basílica de São Paulo Extra-Muros, na Via Ostiense, local tadicionalmente aceito como sendo de seu martírio. Aspecto físico Não temos qualquer relato confiável do aspecto físico de Paulo. Os únicos relatos que possuímos são dos finais do século II e não são mais do que a projecção dos ideais estéticos a uma figura lendária. Dizia-se que Paulo era manco de uma perna, tinha problemas de vista e era calvo, tinha aproximadamente 1,50 metros de altura. Há indícios de que Paulo tinha problemas de saúde, padecendo de uma doença crónica e dolorosa, da qual ignoramos a natureza, mas que lhe terá sido um obstáculo à sua actividade normal. Por volta dos anos 58-60 ele descrevia-se a si próprio como um velho. Paulo escreveu várias epístolas para as comunidades que visitara, pregando e ensinando as máximas cristãs. As cartas relacionadas a seguir (conhecidas como Corpus Paulinum) são aquelas que, tradicionalmente, são atribuídas a Paulo: • Romanos • I Coríntios • II Coríntios • Gálatas • Efésios • Filipenses • Colossenses • I Tessalonicenses • II Tessalonicenses • I Timóteo • II Timóteo • Tito • Filémon • Hebreus, anônima, mas tradicionalmente atribuída a Paulo. Bibliografia: • Étienne Trocmé, “L’enfance du christianisme”, Edit. Hachette, 1999

  • Festa da Conversão de São Paulo – 25 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 25 DE JANEIRO – CONVERSÃO DE SÃO PAULO (Século I) Com sua conversão – que a Igreja latina, desde o século VI, comemora conjuntamente com a festa litúrgica deste dia – são Paulo recebeu diretamente de Cristo a missão de evangelizar os povos. O milagroso evento teve profunda repercussão na história da Igreja. Um de seus mais ativos perseguidores tornou-se o mais zeloso e incansável missionário. ‘Não sou digno de ser chamado apóstolo’, escreve sobre si mesmo, recordando à primeira comunidade cristã os tempos de hostilidade de sua juventude. Acrescenta, em seguida, com legítima ufania: ‘mais do que qualquer outro, lutei’. Eis suas credenciais de apóstolo: viu Jesus ressuscitado; pode, pois, testemunhá-lo; foi chamado e enviado para pregar o Evangelho, como o outros apóstolos. ‘Quem és, Senhor?’: está implícita na pergunta de Saulo – caído por terra, por causa da grande luz divina, a caminho de Damasco -, a prova de sua boa-fé. E a resposta é igualmente repleta de significado: ‘Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo’. Foi revelada a Paulo a misteriosa verdade do Corpo místico da Igreja. A sequencia também desvenda o segredo dessa alma generosa, intolerante àqueles que reputa traidores e hereges: ‘A ti é difícil recalcitrar contra o aguilhão’. Paulo, de fato, fora atingido pelo ‘aguilhão’ da graça, e aquela profusão de luz, que o deixou momentaneamente cego, abriu-lhe os olhos para a obra redentora de Cristo. O milagre da graça condensara naquele raio fulgurante toda a teologia paulina – pão substancioso a ser dividido com os irmãos, oralmente e por escrito. Cada uma das cartas dirigidas às várias comunidades desenvolve os grandes temas dessa mensagem divina. Em 36, Saulo estava presente quando foi lapidado o primeiro mártir cristão, Estêvão, mas ele não tomou parte nisso, pois era ainda ‘muito moço’, dizem os Atos dos Apóstolos. Em 62, Paulo escreve que já era ‘velho’. Daí se pode deduzir que tenha nascido entre os anos 6 e 10 e tenha sido decapitado em 69 – sua atividade apostólica desenvolve-se num período de vinte anos, seis dos quais transcorridos na prisão. Conheça mais sobre a Conversão de São Paulo Apóstolo O apóstolo Paulo de Tarso, cujo nome original era Sha’ul (“Saulo”) (Tarso, c. 3 – Roma, c. 66) é considerado por muitos cristãos como o mais importante discípulo de Jesus e, depois de Jesus, a figura mais importante no desenvolvimento do Cristianismo nascente. Paulo de Tarso foi um apóstolo diferente dos demais, por ter dado maior ênfase aos irmãos gentios, pois seu chamado era destinado a eles que estavam espalhados pelo mundo (Atos 13:47). Paulo, assim comos os outros Verdadeiros Apóstolos, também teria visto Jesus Cristo (Atos 9:17, I Coríntios 15:8, dentre outros textos). Paulo era um homem culto, freqüentou uma escola em Jerusalém (a Escola de Gamaliel), tinha feito uma carreira no Templo (era Fariseu), onde foi sacerdote. Destaca-se dos outros apóstolos pela sua cultura, considerando-se que em sua maioria era de pescadores. A língua materna de Paulo era o grego. É provavel que também dominasse o aramaico. Educado em duas culturas (grega e judaica), Paulo fez muito pela difusão do Cristianismo entre os gentios e é considerado uma das principais fontes da doutrina da Igreja. As suas Epístolas formam uma secção fundamental do Novo Testamento. Alguns afirmam que ele foi quem verdadeiramente transformou o cristianismo numa nova religião, e não mais uma seita do Judaísmo. Foi a mais destacada figura cristã a favorecer a abolição da necessidade da circuncisão e dos estritos hábitos alimentares tradicionais judaicos. Esta opção teve a princípio a oposição de outros líderes cristãos, mas, em consequência desta revolução, a adoção do cristianismo pelos povos gentios tornou-se mais viável, ao passo que os Judeus mais conservadores, muitos deles vivendo na Europa, permaneceram fiéis à sua tradição, que não tem um móbil missionário. Biografia – Infância Paulo nasceu em Tarso, na Cilícia, que atualmente pertence à Turquia, numa família judaica da Diáspora (dispersão) (na altura já havia uma diáspora de judeus que viviam espalhados pelo mundo, sobretudo na Pérsia, mas também em torno do mediterrâneo, em Alexandria e no norte de África, na Turquia, Grécia e outras partes do Império Romano, incluindo a atual Espanha). Nasceu numa data desconhecida mas “sem dúvida antes do ano 10 da nossa era” (Étienne Trocme). Seu pai, em circunstâncias que se desconhece, adquiriu a cidadania romana mantendo a fé judaica, educou-o na tradição judaica. Durante toda sua vida sua cidadania romana foi um meio de proteção física. Como ele próprio diz, foi circuncidado ao oitavo dia e mantém-se sempre na lei mosaica. Diz-se mesmo um Fariseu. A sua formação primária foi feita numa escola de cultura grega, como atestam as suas cartas. Mas ele afirma que recebeu também o ensino por parte de rabinos. Jerusalém Em determinada altura Paulo deve ter ido viver em Jerusalém. As cartas dos apóstolos afirmam que ele foi aluno do rabino Gamaliel em Jerusalém. Não há dúvida de que passou uma parte importante da juventude em Jerusalém. Foi em Jerusalém que Paulo participou no apedrejamento daquele que ficaria conhecido como Santo Estêvão, um líder de um grupo fervoroso dos seguidores de Jesus, nesta época não se chamava de Cristianismo ainda a doutrina do Cristo, mas sim de “Caminho”. Paulo foi um perseguidor destes seguidores de Jesus, núcleo de cristãos que procuravam difundir a nova fé entre os judeus de Jerusalém. O argumento de Paulo na sua perseguição aos seguidores do “Caminho” era a defesa da “tradição dos pais” e da leimosaica, que ele via como ameaçada pelos seguidores de Jesus. Alguns autores chegam mesmo a colocar a hipótese de Paulo ter sido um zelote, dado o seu fervor religioso. Também o fato de sua vida ter sido colocada em perigo após ter tomado partido pelos cristãos leva Étienne Trocmé a dizer que isso “corresponde bem ao pouco que sabemos sobre a organização do partido zelote”. Em determinado momento, Paulo de Tarso saiu do mundo judaico e foi para Atenas pregar. Os relatos contam que, na sua estada na Acrópole, ele consegue converter Dionísio Ariopaseta. Missão de Damasco Saulo, ferveroso defensor da tradição judaica (e por isso talvez mesmo um zelote), foi enviado a Damasco para fazer face à agitação dos seguidores do “Caminho”. Foi durante esta missão a Damasco que Saulo tomou o partido dos cristãos que perseguia anteriormente. Foi aqui que Saulo, indo no caminho de Damasco, já perto da cidade, viu um resplendor de luz no céu que o cercou, e caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, porque me persegues?”. (Atos 9.1-22) Saulo muda de lado. A esta mudança de partido ele fez corresponder uma mudança de nome. Abandonou o nome Saulo e, deste momento em diante, fez-se conhecer como Paulo. Viagens e apostolado Após muitos anos de atividade missionária, com três grandes viagens apostólicas descritas na Bíblia (incluindo Grécia, Macedônia e Ásia Menor nos itinerários), onde fundou diversas comunidades, foi preso em Jerusalém por volta do ano 61 d.C. sob a falsa acusação de estar infiltrando gentios no Templo de Jerusalém, o que era punido com a morte pelos judeus. Conseguindo se desvencilhar das mãos das autoridades do templo, apelou ao Imperador Romano, sendo enviado a Roma, onde, após um naufrágio e uma rápida parada na Ilha de Malta, teria sido julgado e, após cerca de dois anos encarcerado, foi libertado. Segundo a tradição e pelo que é descrito em suas cartas, reiniciou sua atividade missionária, sendo que, muito provavelmente, visitou a Espanha e retornou à Ásia Menor, onde, em Trôade, foi denunciado por um ferreiro de nome Alexandre, sendo repentinamente preso e, mais uma vez, enviado a Roma. Lá, ficou encarcerado no Segundo Subsolo do Cárcere Marmetino. Foi julgado e condenado à morte sob Nero que, naqueles tempos, estava perseguindo duramente os cristãos. Em face de ser cidadão romano, em vez de ser crucificado, Paulo teria sido decapitado em 67 d.C. em um lugar conhecido como Águas Salvias. Seu túmulo encontra-se na Basílica de São Paulo Extra-Muros, na Via Ostiense, local tadicionalmente aceito como sendo de seu martírio. Aspecto físico Não temos qualquer relato confiável do aspecto físico de Paulo. Os únicos relatos que possuímos são dos finais do século II e não são mais do que a projecção dos ideais estéticos a uma figura lendária. Dizia-se que Paulo era manco de uma perna, tinha problemas de vista e era calvo, tinha aproximadamente 1,50 metros de altura. Há indícios de que Paulo tinha problemas de saúde, padecendo de uma doença crónica e dolorosa, da qual ignoramos a natureza, mas que lhe terá sido um obstáculo à sua actividade normal. Por volta dos anos 58-60 ele descrevia-se a si próprio como um velho. Paulo escreveu várias epístolas para as comunidades que visitara, pregando e ensinando as máximas cristãs. As cartas relacionadas a seguir (conhecidas como Corpus Paulinum) são aquelas que, tradicionalmente, são atribuídas a Paulo: • Romanos • I Coríntios • II Coríntios • Gálatas • Efésios • Filipenses • Colossenses • I Tessalonicenses • II Tessalonicenses • I Timóteo • II Timóteo • Tito • Filémon • Hebreus, anônima, mas tradicionalmente atribuída a Paulo. Bibliografia: • Étienne Trocmé, “L’enfance du christianisme”, Edit. Hachette, 1999

  • Homilia Diária | São Francisco de Sales e a semente da santidade

    Memória de São Francisco de Sales Não há virtude mais agradável à Majestade divina do que a devoção sincera e profunda, acessível às pessoas de todos os estados de vida, casadas ou solteiras, leigas ou religiosas, porque uma só é a nossa vocação: a santidade e a perfeição no amor. É o que nos ensina o santo que hoje celebramos, São Francisco de Sales, Bispo e Doutor da Igreja. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 24 de janeiro, e peçamos juntos ao santo Bispo de Genebra que nos conduza por sua intercessão à salvação eterna e à glória do Céu. Santo do Dia: São Francisco Sales, padroeiro dos jornalistas e comunicadores Evangelho (Mc 4,1-20) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 Jesus começou a ensinar de novo às margens do mar da Galileia. Uma multidão muito grande se reuniu em volta dele, de modo que Jesus entrou numa barca e se sentou, enquanto a multidão permanecia junto às margens, na praia. 2 Jesus ensinava-lhes muitas coisas em parábolas. E, em seu ensinamento, dizia-lhes: 3 “Escutai! O semeador saiu a semear. 4 Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram os pássaros e a comeram. 5 Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; brotou logo, porque a terra não era profunda, 6 mas, quando saiu o sol, ela foi queimada; e, como não tinha raiz, secou. 7 Outra parte caiu no meio dos espinhos; os espinhos cresceram, a sufocaram, e ela não deu fruto. 8 Outra parte caiu em terra boa e deu fruto, que foi crescendo e aumentando, chegando a render trinta, sessenta e até cem por um”. 9 E Jesus dizia: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. 10 Quando ficou sozinho, os que estavam com ele, junto com os Doze, perguntaram sobre as parábolas. 11 Jesus lhes disse: “A vós, foi dado o mistério do Reino de Deus; para os que estão fora, tudo acontece em parábolas, 12 para que olhem mas não enxerguem, escutem mas não compreendam, para que não se convertam e não sejam perdoados”. 13 E lhes disse: “Vós não compreendeis esta parábola? Então, como compreendereis todas as outras parábolas? 14 O semeador semeia a Palavra. 15 Os que estão na beira do caminho são aqueles nos quais a Palavra foi semeada; logo que a escutam, chega Satanás e tira a Palavra que neles foi semeada. 16 Do mesmo modo, os que receberam a semente em terreno pedregoso, são aqueles que ouvem a Palavra e logo a recebem com alegria, 17 mas não têm raiz em si mesmos, são inconstantes; quando chega uma tribulação ou perseguição, por causa da Palavra, logo desistem. 18 Outros recebem a semente entre os espinhos: são aqueles que ouvem a Palavra; 19 mas quando surgem as preocupações do mundo, a ilusão da riqueza e todos os outros desejos, sufocam a Palavra, e ela não produz fruto. 20 Por fim, aqueles que recebem a semente em terreno bom são os que ouvem a Palavra, a recebem e dão fruto; um dá trinta, outro sessenta e outro cem por um”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | São Francisco de Sales e a semente da santidade

    Memória de São Francisco de Sales Não há virtude mais agradável à Majestade divina do que a devoção sincera e profunda, acessível às pessoas de todos os estados de vida, casadas ou solteiras, leigas ou religiosas, porque uma só é a nossa vocação: a santidade e a perfeição no amor. É o que nos ensina o santo que hoje celebramos, São Francisco de Sales, Bispo e Doutor da Igreja. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 24 de janeiro, e peçamos juntos ao santo Bispo de Genebra que nos conduza por sua intercessão à salvação eterna e à glória do Céu. Santo do Dia: São Francisco Sales, padroeiro dos jornalistas e comunicadores Evangelho (Mc 4,1-20) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 Jesus começou a ensinar de novo às margens do mar da Galileia. Uma multidão muito grande se reuniu em volta dele, de modo que Jesus entrou numa barca e se sentou, enquanto a multidão permanecia junto às margens, na praia. 2 Jesus ensinava-lhes muitas coisas em parábolas. E, em seu ensinamento, dizia-lhes: 3 “Escutai! O semeador saiu a semear. 4 Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram os pássaros e a comeram. 5 Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; brotou logo, porque a terra não era profunda, 6 mas, quando saiu o sol, ela foi queimada; e, como não tinha raiz, secou. 7 Outra parte caiu no meio dos espinhos; os espinhos cresceram, a sufocaram, e ela não deu fruto. 8 Outra parte caiu em terra boa e deu fruto, que foi crescendo e aumentando, chegando a render trinta, sessenta e até cem por um”. 9 E Jesus dizia: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. 10 Quando ficou sozinho, os que estavam com ele, junto com os Doze, perguntaram sobre as parábolas. 11 Jesus lhes disse: “A vós, foi dado o mistério do Reino de Deus; para os que estão fora, tudo acontece em parábolas, 12 para que olhem mas não enxerguem, escutem mas não compreendam, para que não se convertam e não sejam perdoados”. 13 E lhes disse: “Vós não compreendeis esta parábola? Então, como compreendereis todas as outras parábolas? 14 O semeador semeia a Palavra. 15 Os que estão na beira do caminho são aqueles nos quais a Palavra foi semeada; logo que a escutam, chega Satanás e tira a Palavra que neles foi semeada. 16 Do mesmo modo, os que receberam a semente em terreno pedregoso, são aqueles que ouvem a Palavra e logo a recebem com alegria, 17 mas não têm raiz em si mesmos, são inconstantes; quando chega uma tribulação ou perseguição, por causa da Palavra, logo desistem. 18 Outros recebem a semente entre os espinhos: são aqueles que ouvem a Palavra; 19 mas quando surgem as preocupações do mundo, a ilusão da riqueza e todos os outros desejos, sufocam a Palavra, e ela não produz fruto. 20 Por fim, aqueles que recebem a semente em terreno bom são os que ouvem a Palavra, a recebem e dão fruto; um dá trinta, outro sessenta e outro cem por um”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São Francisco de Sales – 24 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 24 DE JANEIRO – SÃO FRANCISCO DE SALES Bispo, doutor da Igreja e fundador da Ordem da Visitação (1567-1622) Francisco de Sales, primogênito dos treze filhos dos Barões de Boisy, nasceu no castelo de Sales, na Sabóia, em 21 de agosto de 1567. A família devota de São Francisco de Assis, escolheu esse para ele, que posteriormente o assumiu como exemplo de vida. A mãe se ocupava pessoalmente da educação de seus filhos. Para cada um escolheu um preceptor. O de Francisco era o padre Deage, que o acompanhou até sua morte, inclusive em Paris, onde o jovem barão fez os estudos universitários no Colégio dos jesuítas. Francisco estudou retórica, filosofia e teologia que lhe permitiu ser depois o grande teólogo, pregador, polemista e diretor espiritual que caracterizaram seu trabalho apostólico. Por ser o herdeiro direto do nome e da tradição de sua família, recebeu também lições de esgrima, dança e equitação, para complementar sua já apurada formação. Mas se sentia chamado para servir inteiramente a Deus, por isso fez voto de castidade e se colocou sob a proteção da Virgem Maria. Aos 24 anos, Francisco, doutor em leis, voltou para junto da família, que já lhe havia escolhido uma jovem nobre e rica herdeira para noiva e conseguido um cargo de membro do Senado saboiano. Ao vê-lo recusar tudo, seu pai soube do seu desejo de ser sacerdote, através do tio, cônego da catedral de Genebra, com quem Francisco havia conversado antes. Nessa mesma ocasião faleceu o capelão da catedral de Chamberi, e, o cônego seu tio, imediatamente obteve do Papa a nomeação de seu sobrinho para esse posto. Só então seu pai, o Barão de Boisy, consentiu que seu primogênito se dedicasse inteiramente ao serviço de Deus. Sem poder prever que ele estava destinado a ser elevado à honra dos altares; e, muito mais, como Doutor da Igreja! Durante os cinco primeiros anos de sua ordenação, o então padre Francisco se ocupou com a evangelização do Chablais, cidade situada às margens do lago de Genebra, convertendo, com o risco da própria vida, os calvinistas. Para isso, divulgava folhetos nos quais refutava suas heresias, mediante as verdades católicas. Conseguindo reconduzir ao seio da verdadeira Igreja milhares de almas que seguiam o herege Calvino. O nome do padre Francisco começava a emergir como grande confessor e diretor espiritual. Em 1599, foi nomeado Bispo auxiliar de Genebra, e, três anos depois, assumiu a titularidade da diocese. Seu campo de ação aumentou muito. Assim, Dom Francisco de Sales fundou escolas, ensinou catecismo às crianças e adultos, dirigiu e conduziu à santidade grandes almas da nobreza, que desempenharam papel preponderante na reforma religiosa empreendida na época com madre Joana de Chantal, depois Santa, que se tornou sua cofundadora da Ordem da Visitação, em 1610. Todos queriam ouvir a palavra do Bispo, que era convidado a pregar em toda parte. Até a família real da Sabóia não resistia ao Bispo-Príncipe de Genebra, que era sempre convidado para pregar também na Corte. Publicou o livro que se tornaria imortal: ‘Introdução à vida devota’. Francisco de Sales também escreveu para suas filhas da Visitação, o célebre ‘Tratado do Amor de Deus’, onde desenvolveu o lema: ‘a medida de amar a Deus é amá-lo sem medida’. Os contemporâneos do Bispo-Príncipe de Genebra não tinham dúvidas a respeito de sua santidade, dentre eles Santa Joana de Chantal e São Vicente de Paulo, dos quais foi diretor espiritual. Francisco de Sales faleceu no dia 28 de dezembro de 1622, em Lion, França. O culto ao Santo começou no próprio momento de sua morte. Ele é celebrado no dia 24 de janeiro porque neste dia, do ano de 1623, as suas relíquias mortais foram trasladadas para a sepultura definitiva em Anneci. Sua beatificação, em 1661, foi a primeira a ocorrer na basílica de São Pedro em Roma. Foi canonizado quatro anos depois. Pio IX declarou-o Doutor da Igreja e Pio XI proclamou-o o Padroeiro dos jornalistas e dos escritores católicos. Dom Bosco admirava tanto São Francisco de Sales que deu o nome de Congregação Salesiana à Obra que fundou para a educação dos jovens. A infância de um menino inocente Primogênito do Barão de Boisy nasceu Francisco em 1567 no castelo de Sales, na Sabóia, naquele tempo um país independente que abarcava territórios hoje pertencentes à França, Itália e Suíça. Sua mãe, Dona Francisca de Boisy, senhora muito virtuosa, soube incutir-lhe desde a mais tenra infância o amor a Jesus e Maria. Quiçá também dela tenha recebido a salutar influência que lhe permitiu adquirir uma das virtudes que mais o caracterizaram: nunca perder a calma, nunca inquietar-se, ter inteiramente a alma nas mãos. Sua mãe ensinava-lhe o catecismo e narrava-lhe belos exemplos da vida dos santos. Isto fez nascer na alma do pequeno Francisco o desejo da santidade e o zelo pelas coisas de Deus. Desde criança sempre foi muito ativo e cheio de vida. Um fato pitoresco de sua infância denota seu caráter combativo, mas irascível. Bem pequeno ainda, ouvira falar dos calvinistas que haviam dominado a Suíça e boa parte da França. Um dia, soube que um desses hereges estava de visita no castelo de seus pais. Como não podia entrar na sala para protestar, pegou um pedaço de pau e, cheio de indignação, entrou no galinheiro e lançando-se contra as galinhas a pauladas gritava: Fora com os hereges! Não queremos hereges! As pobres galinhas fugiam cacarejando ante seu inesperado atacante. Foram salvas pelos criados que conseguiram tirar o menino dali a tempo. Francisco chegará a ter um gênio tão doce e bondoso que fez São Vicente de Paulo exclamar, quando teve a oportunidade e conviver com ele: Ó meu Deus, se Francisco de Sales é tão amável, como sereis Vós?. As batalhas da juventude Na juventude nasceu-lhe um grande desejo de consagrar-se inteiramente a Deus. Mas seu pai tinha outros planos. Foi mandado a Paris para estudar no colégio dos jesuítas, onde conheceu o bom Pe. Déage, que foi seu diretor espiritual. Mais tarde mudou- se para Pádua a fim de estudar Direito Civil, como queria seu pai, e Direito Canônico, como desejava o ardor religioso de seu coração. Também praticava esgrima, equitação e freqüentava bailes. Viver na graça de Deus naqueles ambientes não era nada fácil, mas Francisco soube fugir das ocasiões perigosas e de toda amizade que pudesse ofender a Deus. Na Universidade, alguns estudantes perversos, para humilhá-lo por ser tão piedoso, atacaram- no. Francisco, que era perito na arte da esgrima, tirou sua espada e derrotou a todos. Vendo-os desarmados e impotentes, retirou-se, dizendo: E agradeçam a Deus em quem creio, pois é por isso que não lhes faço mal. Quando, devido ao seu temperamento, o sangue lhe subia ante humilhações e burlas, ele se continha de tal maneira que muitos pensavam que nunca se encolerizava. O demônio, vendo ser impossível vencê-lo com as tentações mais comuns, atacou-o com violência num ponto muito sensível e difícil: a terrível tentação do desespero da salvação. Tinha 20 anos quando isso aconteceu. Conhecera a doutrina de Calvino sobre a predestinação, e não conseguia tirar da cabeça a idéia fixa de que ia se condenar. Perdeu o apetite e o sono. Sempre dizia a Nosso Senhor que, se por sua infinita justiça o condenasse ao inferno, concedesse-lhe a graça de continuar amando-O nesse lugar de tormentos. Essa oração lhe devolvia a paz de alma em parte, mas a tentação sempre voltava.O remédio definitivo veio quando,entrando numa igreja em Paris e ajoelhando-se diante de uma imagem da Santíssima Virgem, rezou a conhecidíssima oração de São Bernardo: .Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria…. Ao terminar, os pensamentos de tristeza e desespero o abandonaram para sempre e veio-lhe a segurança de que Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. (Jo. 3, 17). A vida religiosa e a conquista dos calvinistas De volta à casa paterna, aos 24 anos, recusou um casamento brilhante e um posto no Senado do Reino. Embora contra a vontade de seu pai, assumiu o cargo de deão da Catedral de Chambéry por influência de seu tio, Luís de Sales, cônego da Catedral de Genebra, que obteve tal nomeação do Papa e pouco tempo depois foi ordenado sacerdote. Pregou em Annecy e outras cidades. Embora dotado de grande cultura, suas práticas eram simples, atraindo enormemente todos os que o ouviam. Mas sua dura batalha começou quando se ofereceu para reconquistar Chablais, na costa sul do lago de Genebra. Esta região estava totalmente dominada pelos calvinistas, cujo exército não deixava os habitantes católicos viverem em paz. Em 14 de setembro de 1594, dia da exaltação da Santa Cruz, com a autorização do bispo Cláudio de Granier, partiu Francisco de Sales a pé para a grande missão. Provações não lhe faltaram. Muitas vezes teve de dormir ao relento. Em uma ocasião refugiou-se no alto de uma árvore durante toda a noite para escapar ao risco de ser devorado pelos lobos. Na manhã seguinte, foi salvo por um casal de camponeses calvinistas que adquiriram grande simpatia por ele. Posteriormente esses camponeses se converteram, dando início à grande transformação religiosa da região. A cada noite, São Francisco e seus companheiros católicos passavam de casa em casa, jogando debaixo das portas folhetos escritos à mão, nos quais eram refutados os falsos argumentos da heresia calvinista. Esse fato lhe valeu o título de patrono dos escritores e jornalistas católicos. Esses escritos foram posteriormente reunidos e publicados sob o nome de Controvérsias. Poucos anos mais tarde, depois de duras lutas e perseguições, Chablais se converteu totalmente, e o Pe. Francisco foi nomeado bispo coadjutor de Genebra. Para receber a sagração episcopal, dirigiu-se a Roma, onde o próprio Papa Clemente VIII o interrogou sobre 35 pontos difíceis de Teologia, em presença do Colégio cardinalício. Ninguém dos que examinamos mereceu nossa aprovação de maneira tão completa! exclamou o Papa ao descer de seu trono para abraçá-lo. Bispo príncipe de Genebra Com a morte de D. Garnier, São Francisco de Sales assumiu o cargo vacante. A generosidade e a caridade, a humildade e a clemência do santo eram inesgotáveis. Em seu trato com as almas foi sempre bondoso, sem cair na debilidade; sabia ser firme quando necessário. Fundou a Ordem da Visitação com sua dirigida espiritual, Santa Joana de Chantal, em 1604. Entre as obras por ele escritas destacam-se o Tratado do Amor de Deus, que lhe valeu o título de Doutor da Igreja, e Introdução à vida devota . Filotéia, nascida das anotações enviadas à sua prima, Senhora de Chamoisy. A medida de amar a Deus A medida de amar a Deus consiste em amá-Lo sem medida. Este ensinamento de São Francisco de Sales talvez possa resumir toda a sua existência, pois ele não foi senão um exemplo vivo de tudo o que ensinava. Estando ele ainda vivo, havia já pessoas devotas que guardavam como relíquias os objetos por ele usados. Vítima de uma paralisia perdeu a palavra e algo da sua lucidez, porém, recuperou-as em breve tempo. Os esforços médicos feitos para salvá-lo de nada adiantaram. Em seu leito repetia: .Pus toda a minha esperança no Senhor; Ele escutou minha súplica e me tirou do fosso da miséria e do pântano da iniqüidade. Faleceu aos 56 anos de idade, na festa dos Santos Inocentes, em 28 de dezembro de 1622. Seu fígado, devido ao constante esforço para controlar seus ímpetos de cólera, havia-se transformado em pedra. Seu corpo foi encontrado incorrupto 10 anos após seu falecimento. Ele soube viver inteiramente o conselho de Nosso Senhor no Evangelho:.Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para vossas almas. (Mt. 11, 29). São João Bosco de tal modo o admirou que o escolheu para patrono da sua congregação. E Santa Joana de Chantal dele dizia: Era uma imagem viva do Filho de Deus, porque verdadeiramente a ordem e a economia dessa santa alma era toda sobrenatural e divina (Revista Arautos do Evangelho, Jan/2003, n. 13, p. 34 a 37)

  • São Francisco de Sales – 24 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 24 DE JANEIRO – SÃO FRANCISCO DE SALES Bispo, doutor da Igreja e fundador da Ordem da Visitação (1567-1622) Francisco de Sales, primogênito dos treze filhos dos Barões de Boisy, nasceu no castelo de Sales, na Sabóia, em 21 de agosto de 1567. A família devota de São Francisco de Assis, escolheu esse para ele, que posteriormente o assumiu como exemplo de vida. A mãe se ocupava pessoalmente da educação de seus filhos. Para cada um escolheu um preceptor. O de Francisco era o padre Deage, que o acompanhou até sua morte, inclusive em Paris, onde o jovem barão fez os estudos universitários no Colégio dos jesuítas. Francisco estudou retórica, filosofia e teologia que lhe permitiu ser depois o grande teólogo, pregador, polemista e diretor espiritual que caracterizaram seu trabalho apostólico. Por ser o herdeiro direto do nome e da tradição de sua família, recebeu também lições de esgrima, dança e equitação, para complementar sua já apurada formação. Mas se sentia chamado para servir inteiramente a Deus, por isso fez voto de castidade e se colocou sob a proteção da Virgem Maria. Aos 24 anos, Francisco, doutor em leis, voltou para junto da família, que já lhe havia escolhido uma jovem nobre e rica herdeira para noiva e conseguido um cargo de membro do Senado saboiano. Ao vê-lo recusar tudo, seu pai soube do seu desejo de ser sacerdote, através do tio, cônego da catedral de Genebra, com quem Francisco havia conversado antes. Nessa mesma ocasião faleceu o capelão da catedral de Chamberi, e, o cônego seu tio, imediatamente obteve do Papa a nomeação de seu sobrinho para esse posto. Só então seu pai, o Barão de Boisy, consentiu que seu primogênito se dedicasse inteiramente ao serviço de Deus. Sem poder prever que ele estava destinado a ser elevado à honra dos altares; e, muito mais, como Doutor da Igreja! Durante os cinco primeiros anos de sua ordenação, o então padre Francisco se ocupou com a evangelização do Chablais, cidade situada às margens do lago de Genebra, convertendo, com o risco da própria vida, os calvinistas. Para isso, divulgava folhetos nos quais refutava suas heresias, mediante as verdades católicas. Conseguindo reconduzir ao seio da verdadeira Igreja milhares de almas que seguiam o herege Calvino. O nome do padre Francisco começava a emergir como grande confessor e diretor espiritual. Em 1599, foi nomeado Bispo auxiliar de Genebra, e, três anos depois, assumiu a titularidade da diocese. Seu campo de ação aumentou muito. Assim, Dom Francisco de Sales fundou escolas, ensinou catecismo às crianças e adultos, dirigiu e conduziu à santidade grandes almas da nobreza, que desempenharam papel preponderante na reforma religiosa empreendida na época com madre Joana de Chantal, depois Santa, que se tornou sua cofundadora da Ordem da Visitação, em 1610. Todos queriam ouvir a palavra do Bispo, que era convidado a pregar em toda parte. Até a família real da Sabóia não resistia ao Bispo-Príncipe de Genebra, que era sempre convidado para pregar também na Corte. Publicou o livro que se tornaria imortal: ‘Introdução à vida devota’. Francisco de Sales também escreveu para suas filhas da Visitação, o célebre ‘Tratado do Amor de Deus’, onde desenvolveu o lema: ‘a medida de amar a Deus é amá-lo sem medida’. Os contemporâneos do Bispo-Príncipe de Genebra não tinham dúvidas a respeito de sua santidade, dentre eles Santa Joana de Chantal e São Vicente de Paulo, dos quais foi diretor espiritual. Francisco de Sales faleceu no dia 28 de dezembro de 1622, em Lion, França. O culto ao Santo começou no próprio momento de sua morte. Ele é celebrado no dia 24 de janeiro porque neste dia, do ano de 1623, as suas relíquias mortais foram trasladadas para a sepultura definitiva em Anneci. Sua beatificação, em 1661, foi a primeira a ocorrer na basílica de São Pedro em Roma. Foi canonizado quatro anos depois. Pio IX declarou-o Doutor da Igreja e Pio XI proclamou-o o Padroeiro dos jornalistas e dos escritores católicos. Dom Bosco admirava tanto São Francisco de Sales que deu o nome de Congregação Salesiana à Obra que fundou para a educação dos jovens. A infância de um menino inocente Primogênito do Barão de Boisy nasceu Francisco em 1567 no castelo de Sales, na Sabóia, naquele tempo um país independente que abarcava territórios hoje pertencentes à França, Itália e Suíça. Sua mãe, Dona Francisca de Boisy, senhora muito virtuosa, soube incutir-lhe desde a mais tenra infância o amor a Jesus e Maria. Quiçá também dela tenha recebido a salutar influência que lhe permitiu adquirir uma das virtudes que mais o caracterizaram: nunca perder a calma, nunca inquietar-se, ter inteiramente a alma nas mãos. Sua mãe ensinava-lhe o catecismo e narrava-lhe belos exemplos da vida dos santos. Isto fez nascer na alma do pequeno Francisco o desejo da santidade e o zelo pelas coisas de Deus. Desde criança sempre foi muito ativo e cheio de vida. Um fato pitoresco de sua infância denota seu caráter combativo, mas irascível. Bem pequeno ainda, ouvira falar dos calvinistas que haviam dominado a Suíça e boa parte da França. Um dia, soube que um desses hereges estava de visita no castelo de seus pais. Como não podia entrar na sala para protestar, pegou um pedaço de pau e, cheio de indignação, entrou no galinheiro e lançando-se contra as galinhas a pauladas gritava: Fora com os hereges! Não queremos hereges! As pobres galinhas fugiam cacarejando ante seu inesperado atacante. Foram salvas pelos criados que conseguiram tirar o menino dali a tempo. Francisco chegará a ter um gênio tão doce e bondoso que fez São Vicente de Paulo exclamar, quando teve a oportunidade e conviver com ele: Ó meu Deus, se Francisco de Sales é tão amável, como sereis Vós?. As batalhas da juventude Na juventude nasceu-lhe um grande desejo de consagrar-se inteiramente a Deus. Mas seu pai tinha outros planos. Foi mandado a Paris para estudar no colégio dos jesuítas, onde conheceu o bom Pe. Déage, que foi seu diretor espiritual. Mais tarde mudou- se para Pádua a fim de estudar Direito Civil, como queria seu pai, e Direito Canônico, como desejava o ardor religioso de seu coração. Também praticava esgrima, equitação e freqüentava bailes. Viver na graça de Deus naqueles ambientes não era nada fácil, mas Francisco soube fugir das ocasiões perigosas e de toda amizade que pudesse ofender a Deus. Na Universidade, alguns estudantes perversos, para humilhá-lo por ser tão piedoso, atacaram- no. Francisco, que era perito na arte da esgrima, tirou sua espada e derrotou a todos. Vendo-os desarmados e impotentes, retirou-se, dizendo: E agradeçam a Deus em quem creio, pois é por isso que não lhes faço mal. Quando, devido ao seu temperamento, o sangue lhe subia ante humilhações e burlas, ele se continha de tal maneira que muitos pensavam que nunca se encolerizava. O demônio, vendo ser impossível vencê-lo com as tentações mais comuns, atacou-o com violência num ponto muito sensível e difícil: a terrível tentação do desespero da salvação. Tinha 20 anos quando isso aconteceu. Conhecera a doutrina de Calvino sobre a predestinação, e não conseguia tirar da cabeça a idéia fixa de que ia se condenar. Perdeu o apetite e o sono. Sempre dizia a Nosso Senhor que, se por sua infinita justiça o condenasse ao inferno, concedesse-lhe a graça de continuar amando-O nesse lugar de tormentos. Essa oração lhe devolvia a paz de alma em parte, mas a tentação sempre voltava.O remédio definitivo veio quando,entrando numa igreja em Paris e ajoelhando-se diante de uma imagem da Santíssima Virgem, rezou a conhecidíssima oração de São Bernardo: .Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria…. Ao terminar, os pensamentos de tristeza e desespero o abandonaram para sempre e veio-lhe a segurança de que Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. (Jo. 3, 17). A vida religiosa e a conquista dos calvinistas De volta à casa paterna, aos 24 anos, recusou um casamento brilhante e um posto no Senado do Reino. Embora contra a vontade de seu pai, assumiu o cargo de deão da Catedral de Chambéry por influência de seu tio, Luís de Sales, cônego da Catedral de Genebra, que obteve tal nomeação do Papa e pouco tempo depois foi ordenado sacerdote. Pregou em Annecy e outras cidades. Embora dotado de grande cultura, suas práticas eram simples, atraindo enormemente todos os que o ouviam. Mas sua dura batalha começou quando se ofereceu para reconquistar Chablais, na costa sul do lago de Genebra. Esta região estava totalmente dominada pelos calvinistas, cujo exército não deixava os habitantes católicos viverem em paz. Em 14 de setembro de 1594, dia da exaltação da Santa Cruz, com a autorização do bispo Cláudio de Granier, partiu Francisco de Sales a pé para a grande missão. Provações não lhe faltaram. Muitas vezes teve de dormir ao relento. Em uma ocasião refugiou-se no alto de uma árvore durante toda a noite para escapar ao risco de ser devorado pelos lobos. Na manhã seguinte, foi salvo por um casal de camponeses calvinistas que adquiriram grande simpatia por ele. Posteriormente esses camponeses se converteram, dando início à grande transformação religiosa da região. A cada noite, São Francisco e seus companheiros católicos passavam de casa em casa, jogando debaixo das portas folhetos escritos à mão, nos quais eram refutados os falsos argumentos da heresia calvinista. Esse fato lhe valeu o título de patrono dos escritores e jornalistas católicos. Esses escritos foram posteriormente reunidos e publicados sob o nome de Controvérsias. Poucos anos mais tarde, depois de duras lutas e perseguições, Chablais se converteu totalmente, e o Pe. Francisco foi nomeado bispo coadjutor de Genebra. Para receber a sagração episcopal, dirigiu-se a Roma, onde o próprio Papa Clemente VIII o interrogou sobre 35 pontos difíceis de Teologia, em presença do Colégio cardinalício. Ninguém dos que examinamos mereceu nossa aprovação de maneira tão completa! exclamou o Papa ao descer de seu trono para abraçá-lo. Bispo príncipe de Genebra Com a morte de D. Garnier, São Francisco de Sales assumiu o cargo vacante. A generosidade e a caridade, a humildade e a clemência do santo eram inesgotáveis. Em seu trato com as almas foi sempre bondoso, sem cair na debilidade; sabia ser firme quando necessário. Fundou a Ordem da Visitação com sua dirigida espiritual, Santa Joana de Chantal, em 1604. Entre as obras por ele escritas destacam-se o Tratado do Amor de Deus, que lhe valeu o título de Doutor da Igreja, e Introdução à vida devota . Filotéia, nascida das anotações enviadas à sua prima, Senhora de Chamoisy. A medida de amar a Deus A medida de amar a Deus consiste em amá-Lo sem medida. Este ensinamento de São Francisco de Sales talvez possa resumir toda a sua existência, pois ele não foi senão um exemplo vivo de tudo o que ensinava. Estando ele ainda vivo, havia já pessoas devotas que guardavam como relíquias os objetos por ele usados. Vítima de uma paralisia perdeu a palavra e algo da sua lucidez, porém, recuperou-as em breve tempo. Os esforços médicos feitos para salvá-lo de nada adiantaram. Em seu leito repetia: .Pus toda a minha esperança no Senhor; Ele escutou minha súplica e me tirou do fosso da miséria e do pântano da iniqüidade. Faleceu aos 56 anos de idade, na festa dos Santos Inocentes, em 28 de dezembro de 1622. Seu fígado, devido ao constante esforço para controlar seus ímpetos de cólera, havia-se transformado em pedra. Seu corpo foi encontrado incorrupto 10 anos após seu falecimento. Ele soube viver inteiramente o conselho de Nosso Senhor no Evangelho:.Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para vossas almas. (Mt. 11, 29). São João Bosco de tal modo o admirou que o escolheu para patrono da sua congregação. E Santa Joana de Chantal dele dizia: Era uma imagem viva do Filho de Deus, porque verdadeiramente a ordem e a economia dessa santa alma era toda sobrenatural e divina (Revista Arautos do Evangelho, Jan/2003, n. 13, p. 34 a 37)

  • Homilia Diária | A aliança de amor entre Maria e José

    Memória dos Esponsais de Maria e José Todos sabemos, pois esta é a fé da Igreja, que Maria Santíssima permaneceu virgem durante toda a sua vida. Mas, de acordo com uma antiga tradição e o parecer comum dos teólogos, essa virgindade, além de ser um dom concedido por Deus, foi também querida e escolhida expressamente por Maria, que se consagrou ao Senhor de corpo e alma muito antes de se casar com São José. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 23 de janeiro, e peçamos ao sagrado casal de Nazaré que abençoe a todas as famílias, ensinando-lhes a viver santa e castamente o amor conjugal. Santo do Dia: Santo Ildefonso, capelão e fiel notário da Virgem. Evangelho (Mc 3,31-35) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do seu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (cf. Mt 11,25) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 31 chegaram a mãe de Jesus e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. 32 Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. 33 Ele respondeu: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 34 E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. 35 Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | A aliança de amor entre Maria e José

    Memória dos Esponsais de Maria e José Todos sabemos, pois esta é a fé da Igreja, que Maria Santíssima permaneceu virgem durante toda a sua vida. Mas, de acordo com uma antiga tradição e o parecer comum dos teólogos, essa virgindade, além de ser um dom concedido por Deus, foi também querida e escolhida expressamente por Maria, que se consagrou ao Senhor de corpo e alma muito antes de se casar com São José. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 23 de janeiro, e peçamos ao sagrado casal de Nazaré que abençoe a todas as famílias, ensinando-lhes a viver santa e castamente o amor conjugal. Santo do Dia: Santo Ildefonso, capelão e fiel notário da Virgem. Evangelho (Mc 3,31-35) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do seu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (cf. Mt 11,25) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 31 chegaram a mãe de Jesus e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. 32 Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. 33 Ele respondeu: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 34 E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. 35 Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Santo Ildefonso, capelão e fiel notário da Virgem – 23 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 23 DE JANEIRO – SANTO ILDEFONSO Monge, Abade, Arcebispo (607-667) Segundo os escritos, foi por intercessão de Nossa Senhora, a pedido de seus pais, que Ildefonso nasceu. Assim, o culto mariano tomou grande parte de sua vida religiosa, ponteada por aparições e outras experiências de religiosidade. Ildefonso veio ao mundo no dia 08 de dezembro de 607, em Toledo, na Espanha. De família real, que resistiu aos romanos, mas, que se renderam politicamente aos visigodos, foi preparado muito bem para o futuro. Estudou com Santo Isidoro em Sevilha. Depois de fugir para o mosteiro de São Damião nos arredores de Toledo, Ildefonso conseguiu dos pais a aprovação para se tornar monge, o que aconteceu no mosteiro próximo de sua cidade natal. Pouco depois de tornar-se diácono, herdou enorme fortuna devido à morte dos pais. Empregou todas as posses em favor dos pobres e fundou um mosteiro para religiosas. Seu trabalho era tão reconhecido que após a morte do abade de seu mosteiro, foi eleito por unanimidade para sucedê-lo. Em 636 dirigiu o IV Sínodo de Toledo, sendo o responsável pela unificação da liturgia espanhola. Mais tarde, quando da morte de seu tio e bispo de Toledo, Eugênio II, contra sua vontade foi eleito para o cargo. Chegou a se esconder para não ter que aceitá-lo, sendo convencido pelo rei dos visigodos que o procurou pessoalmente. Depois disso, Ildefonso desempenhou a função com reconhecida e admirada disciplina nos preceitos do cristianismo, a mesma que exigia e obtinha de seus comandados. Nessa época, Ildefonso escreveu uma obra famosa contra os hereges que negavam a virgindade de Maria Santíssima, sustentando que a Mãe de Deus foi Virgem antes, durante e depois do Parto. Exerceu importante influência na Idade Média com seus livros exegéticos, dogmáticos, monásticos e litúrgicos. Entre suas experiências de religiosidade constam várias aparições. Além de ter visto Nossa Senhora rodeada de virgens, entoando hinos religiosos, recebeu também a ‘visita’ de Santa Leocádia, no dia de sua festa, 09 de dezembro. Ildefonso tentava localizar as relíquias da Santa e esta lhe indicou exatamente o lugar onde seu corpo fora sepultado. O sábio bispo morreu em 23 de janeiro de 667, sendo enterrado na igreja de Santa Leocádia. Mas, anos depois, com receio da influência que a presença de seus restos mortais representava, os mouros pagãos os transferiram para Zamora, onde ficaram até 888. Somente em 1400 seus despojos foram encontrados sob as ruínas do local e expostos à veneração novamente. Santo Ildefonso recebeu o título de doutor da Igreja e é tido pela Igreja como o último Padre do Ocidente. Dessa maneira são chamados os grandes homens da Igreja que entre os séculos dois e sete eram considerados como ‘Pais’ tanto no Oriente como no Ocidente, porque foram eles que firmaram os conceitos da nossa fé, enfrentando as heresias com o seu saber, carisma e iluminação. São aos responsáveis pela fixação das Tradições e Ritos da Igreja. Nasceu em Toledo. Bem cedo o confiaram os pais à disciplina de Santo Isidoro de Sevilha. Aprendeu a desprezar as vaidades do século, que abandonou realmente para encerrar-se no mosteiro de Agali, nos arredores de Toledo, e do qual foi, posteriormente, eleito abade. Tendo Santo Eugênio de Toledo morrido pelo fim do ano 657, substituiu-o Santo Ildefonso que governou aquela igreja durante nove anos e dois meses. A sua vida foi escrita por Zixilano e por Juliano, ambos seus sucessores. Observa o último que Santo Ildefonso dividira pessoalmente os seus escritos em quatro partes, a primeira das quais continha um livro em forma de prosopopéia sobre a própria fraqueza, um tratado da virgindade perpétua da Santa Virgem, um opúsculo sobre as propriedades das três pessoas divinas, outro que continha observações, um sobre o batismo em particular, um sobre os progressos no deserto espiritual. Continha a segunda parte as suas cartas, com as respostas dadas. Nem sempre as suas traziam o nome; algumas vezes, usava nomes estranhos ou envolvia o seu em diversos enigmas. Compusera a terceira parte de missas, hinos e sermões, a quarta de várias pequeninas obras em verso e prosa, entre as quais epitáfios e epigramas. Além das obras encerradas nessas quatro partes, começara outras, que as ocupações não lhe permitiam terminar. Dentre todos os seus escritos, só nos restam três. O principal é o livro da virgindade perpétua da Santa Virgem. Santo Ildefonso compô-lo a rogo de Quirício, Bispo de Barcelona, como se vê pelas cartas que esses dois Bispos escreveram um ao outro. Numa, Quirício admira a clareza com que o Santo Ildefonso desenvolvera os mistérios da encarnação e do nascimento do Senhor, esclarecendo os passos em que a Escritura fala com certa obscuridade sobre tal assunto, de modo que não teme dizer que confundira Joviniano, Helvídio e o Judeu pérfido e incrédulo. Eram os três infiéis contra os quais Juliano de Toledo disse que Santo Ildefonso compusera a obra. Começa-a por uma fervorosa prece à Santa Virgem, onde lhe faz todos os elogios que se podem fazer à Mãe de Deus. Em seguida, prova mediante vários passos da Escritura que era necessário fosse a sua virgindade perfeita, sendo a morada de Deus, e tendo sido Aquele que devia nascer de tais entranhas gerado por Deus antes da aurora, ou seja, de toda a eternidade; que atacar-lhe a virgindade, é atacar Aquele que dela nasceu; que seu Filho é Deus perfeito como homem perfeito; que foi tão fácil a Jesus Cristo conservar a virgindade de sua Mãe como nascer milagrosamente dela e realizar tão grande número de outros milagres; que os anjos renderam testemunho à virgindade de Maria, dizendo-lhe, quando Ela respondeu que não conhecia homem: “O Espírito Santo descerá em Vós, e a virtude do Altíssimo vos cobrirá com a sua sombra; é por isso que a santa coisa que de Vós nascer será chamada Filho de Deus.” Invoca, finalmente, a Santíssima Virgem, para que Ela lhe alcance a graça de bem servir ao Filho e a Ela; a Ele, como seu Criador, a Ela, como Mãe do Criador; a Ele como Senhor dos Exércitos, a Ela como Serva do Senhor de todos. A honra que presta à Mãe se liga ao Filho, sem terminar Nela; se serve a Maria, é para melhor servir a Jesus e unir-se-lhe de maneira mais íntima. “É assim, conclui, que a honra que se presta à Rainha é honra que se presta ao Rei (1)”. Todo esse tratado, de estilo cortado e sentencioso, respira a mais terna devoção. No seu livro do conhecimento do batismo, reúne o que os antigos disseram de melhor sobre as instruções que prepraram para tal sacramento, sobre as cerimônias que o acompanham, sobre as obrigações que com ele se contraem. Pelas renúncias que com ele se fazem ao demônio, às suas pompas e obras, nós nos empenhamos em viver no mundo como num deserto; é o assunto do seu livro Do deserto espiritual (2). Santo Ildefonso continuou assim o catálogo dos ilustres escritores, começado por São Jerônimo e continuado por Genade de Marselha e por Santo Isidoro de Sevilha. Começa por São Gregório, o Grande, não achando que Santo Isidoro tenha dito bastante, e termina por Santo Eugênio, seu predecessor, que sucedera o outro Eugênio. Santo Ildefonso morreu em 667, no dia 23 de Janeiro, dia em que a Igreja lhe honra a memória. (1) Biblioth. Max PP., t. XII (2) Baluz., Niscell. t. VI (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume II, p. 133 à 136)

  • Santo Ildefonso, capelão e fiel notário da Virgem – 23 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 23 DE JANEIRO – SANTO ILDEFONSO Monge, Abade, Arcebispo (607-667) Segundo os escritos, foi por intercessão de Nossa Senhora, a pedido de seus pais, que Ildefonso nasceu. Assim, o culto mariano tomou grande parte de sua vida religiosa, ponteada por aparições e outras experiências de religiosidade. Ildefonso veio ao mundo no dia 08 de dezembro de 607, em Toledo, na Espanha. De família real, que resistiu aos romanos, mas, que se renderam politicamente aos visigodos, foi preparado muito bem para o futuro. Estudou com Santo Isidoro em Sevilha. Depois de fugir para o mosteiro de São Damião nos arredores de Toledo, Ildefonso conseguiu dos pais a aprovação para se tornar monge, o que aconteceu no mosteiro próximo de sua cidade natal. Pouco depois de tornar-se diácono, herdou enorme fortuna devido à morte dos pais. Empregou todas as posses em favor dos pobres e fundou um mosteiro para religiosas. Seu trabalho era tão reconhecido que após a morte do abade de seu mosteiro, foi eleito por unanimidade para sucedê-lo. Em 636 dirigiu o IV Sínodo de Toledo, sendo o responsável pela unificação da liturgia espanhola. Mais tarde, quando da morte de seu tio e bispo de Toledo, Eugênio II, contra sua vontade foi eleito para o cargo. Chegou a se esconder para não ter que aceitá-lo, sendo convencido pelo rei dos visigodos que o procurou pessoalmente. Depois disso, Ildefonso desempenhou a função com reconhecida e admirada disciplina nos preceitos do cristianismo, a mesma que exigia e obtinha de seus comandados. Nessa época, Ildefonso escreveu uma obra famosa contra os hereges que negavam a virgindade de Maria Santíssima, sustentando que a Mãe de Deus foi Virgem antes, durante e depois do Parto. Exerceu importante influência na Idade Média com seus livros exegéticos, dogmáticos, monásticos e litúrgicos. Entre suas experiências de religiosidade constam várias aparições. Além de ter visto Nossa Senhora rodeada de virgens, entoando hinos religiosos, recebeu também a ‘visita’ de Santa Leocádia, no dia de sua festa, 09 de dezembro. Ildefonso tentava localizar as relíquias da Santa e esta lhe indicou exatamente o lugar onde seu corpo fora sepultado. O sábio bispo morreu em 23 de janeiro de 667, sendo enterrado na igreja de Santa Leocádia. Mas, anos depois, com receio da influência que a presença de seus restos mortais representava, os mouros pagãos os transferiram para Zamora, onde ficaram até 888. Somente em 1400 seus despojos foram encontrados sob as ruínas do local e expostos à veneração novamente. Santo Ildefonso recebeu o título de doutor da Igreja e é tido pela Igreja como o último Padre do Ocidente. Dessa maneira são chamados os grandes homens da Igreja que entre os séculos dois e sete eram considerados como ‘Pais’ tanto no Oriente como no Ocidente, porque foram eles que firmaram os conceitos da nossa fé, enfrentando as heresias com o seu saber, carisma e iluminação. São aos responsáveis pela fixação das Tradições e Ritos da Igreja. Nasceu em Toledo. Bem cedo o confiaram os pais à disciplina de Santo Isidoro de Sevilha. Aprendeu a desprezar as vaidades do século, que abandonou realmente para encerrar-se no mosteiro de Agali, nos arredores de Toledo, e do qual foi, posteriormente, eleito abade. Tendo Santo Eugênio de Toledo morrido pelo fim do ano 657, substituiu-o Santo Ildefonso que governou aquela igreja durante nove anos e dois meses. A sua vida foi escrita por Zixilano e por Juliano, ambos seus sucessores. Observa o último que Santo Ildefonso dividira pessoalmente os seus escritos em quatro partes, a primeira das quais continha um livro em forma de prosopopéia sobre a própria fraqueza, um tratado da virgindade perpétua da Santa Virgem, um opúsculo sobre as propriedades das três pessoas divinas, outro que continha observações, um sobre o batismo em particular, um sobre os progressos no deserto espiritual. Continha a segunda parte as suas cartas, com as respostas dadas. Nem sempre as suas traziam o nome; algumas vezes, usava nomes estranhos ou envolvia o seu em diversos enigmas. Compusera a terceira parte de missas, hinos e sermões, a quarta de várias pequeninas obras em verso e prosa, entre as quais epitáfios e epigramas. Além das obras encerradas nessas quatro partes, começara outras, que as ocupações não lhe permitiam terminar. Dentre todos os seus escritos, só nos restam três. O principal é o livro da virgindade perpétua da Santa Virgem. Santo Ildefonso compô-lo a rogo de Quirício, Bispo de Barcelona, como se vê pelas cartas que esses dois Bispos escreveram um ao outro. Numa, Quirício admira a clareza com que o Santo Ildefonso desenvolvera os mistérios da encarnação e do nascimento do Senhor, esclarecendo os passos em que a Escritura fala com certa obscuridade sobre tal assunto, de modo que não teme dizer que confundira Joviniano, Helvídio e o Judeu pérfido e incrédulo. Eram os três infiéis contra os quais Juliano de Toledo disse que Santo Ildefonso compusera a obra. Começa-a por uma fervorosa prece à Santa Virgem, onde lhe faz todos os elogios que se podem fazer à Mãe de Deus. Em seguida, prova mediante vários passos da Escritura que era necessário fosse a sua virgindade perfeita, sendo a morada de Deus, e tendo sido Aquele que devia nascer de tais entranhas gerado por Deus antes da aurora, ou seja, de toda a eternidade; que atacar-lhe a virgindade, é atacar Aquele que dela nasceu; que seu Filho é Deus perfeito como homem perfeito; que foi tão fácil a Jesus Cristo conservar a virgindade de sua Mãe como nascer milagrosamente dela e realizar tão grande número de outros milagres; que os anjos renderam testemunho à virgindade de Maria, dizendo-lhe, quando Ela respondeu que não conhecia homem: “O Espírito Santo descerá em Vós, e a virtude do Altíssimo vos cobrirá com a sua sombra; é por isso que a santa coisa que de Vós nascer será chamada Filho de Deus.” Invoca, finalmente, a Santíssima Virgem, para que Ela lhe alcance a graça de bem servir ao Filho e a Ela; a Ele, como seu Criador, a Ela, como Mãe do Criador; a Ele como Senhor dos Exércitos, a Ela como Serva do Senhor de todos. A honra que presta à Mãe se liga ao Filho, sem terminar Nela; se serve a Maria, é para melhor servir a Jesus e unir-se-lhe de maneira mais íntima. “É assim, conclui, que a honra que se presta à Rainha é honra que se presta ao Rei (1)”. Todo esse tratado, de estilo cortado e sentencioso, respira a mais terna devoção. No seu livro do conhecimento do batismo, reúne o que os antigos disseram de melhor sobre as instruções que prepraram para tal sacramento, sobre as cerimônias que o acompanham, sobre as obrigações que com ele se contraem. Pelas renúncias que com ele se fazem ao demônio, às suas pompas e obras, nós nos empenhamos em viver no mundo como num deserto; é o assunto do seu livro Do deserto espiritual (2). Santo Ildefonso continuou assim o catálogo dos ilustres escritores, começado por São Jerônimo e continuado por Genade de Marselha e por Santo Isidoro de Sevilha. Começa por São Gregório, o Grande, não achando que Santo Isidoro tenha dito bastante, e termina por Santo Eugênio, seu predecessor, que sucedera o outro Eugênio. Santo Ildefonso morreu em 667, no dia 23 de Janeiro, dia em que a Igreja lhe honra a memória. (1) Biblioth. Max PP., t. XII (2) Baluz., Niscell. t. VI (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume II, p. 133 à 136)

  • Homilia Diária | A única arma do demônio é a mentira

    Segunda-feira da 3.ª Semana do Tempo Comum Os fariseus são um caso paradigmático do abismo a que pode chegar a soberba humana, o mais diabólico dos pecados. Ainda que Deus mesmo desça dos céus e realize diante dos nossos olhos milagres e sinais fora de qualquer dúvida, somos capazes, não já de negá-lo, mas de atribuí-lo ao próprio diabo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 22 de janeiro, e peçamos a Deus que, abrindo nossos olhos à sua verdade, livre-nos das mentiras com que Satanás pretende lançar-nos consigo no fogo eterno. Evangelho (Mc 3,22-30) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis. (cf. 2Tm 1,10) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 22 os mestres da Lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Belzebu, e que pelo príncipe dos demônios ele expulsava os demônios. 23 Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: “Como é que Satanás pode expulsar a Satanás? 24 Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. 25 Se uma família se divide contra si mesma, não poderá manter-se. 26 Assim, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído. 27 Ninguém pode entrar na casa de um homem forte para roubar seus bens, sem antes o amarrar. Só depois poderá saquear sua casa. 28 Em verdade vos digo: tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados, como qualquer blasfêmia que tiverem dito. 29 Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca será perdoado, mas será culpado de um pecado eterno”. 30 Jesus falou isso, porque diziam: “Ele está possuído por um espírito mau”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | A única arma do demônio é a mentira

    Segunda-feira da 3.ª Semana do Tempo Comum Os fariseus são um caso paradigmático do abismo a que pode chegar a soberba humana, o mais diabólico dos pecados. Ainda que Deus mesmo desça dos céus e realize diante dos nossos olhos milagres e sinais fora de qualquer dúvida, somos capazes, não já de negá-lo, mas de atribuí-lo ao próprio diabo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 22 de janeiro, e peçamos a Deus que, abrindo nossos olhos à sua verdade, livre-nos das mentiras com que Satanás pretende lançar-nos consigo no fogo eterno. Evangelho (Mc 3,22-30) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis. (cf. 2Tm 1,10) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 22 os mestres da Lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Belzebu, e que pelo príncipe dos demônios ele expulsava os demônios. 23 Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: “Como é que Satanás pode expulsar a Satanás? 24 Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. 25 Se uma família se divide contra si mesma, não poderá manter-se. 26 Assim, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído. 27 Ninguém pode entrar na casa de um homem forte para roubar seus bens, sem antes o amarrar. Só depois poderá saquear sua casa. 28 Em verdade vos digo: tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados, como qualquer blasfêmia que tiverem dito. 29 Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca será perdoado, mas será culpado de um pecado eterno”. 30 Jesus falou isso, porque diziam: “Ele está possuído por um espírito mau”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Cardeal de São Paulo apoia Padre Comunista e causador de escândalos mas persegue Padre Fiel à Igreja

    Dom Odilo, cardeal de São Paulo, assusta os católicos com grave perseguição a padres tradicionais e à celebração da missa tradicional, mas ao mesmo tempo escandaliza a Igreja fazendo defesa e apoios a um padre declaradamente comunista. Assista a formação ao vivo de hoje para compreender mais sobre este contexto de Inversão de Valores que assombra a Santa Igreja desde a base até à cúpula, e descubra por que cada vez mais as pessoas estão se afastando da Igreja e buscando respostas em denominações protestantes e até mesmo abandonando a Santa Igreja. Para assistir, acesse: #Formaçõesaovivo

  • Cardeal de São Paulo apoia Padre Comunista e causador de escândalos mas persegue Padre Fiel à Igreja

    Dom Odilo, cardeal de São Paulo, assusta os católicos com grave perseguição a padres tradicionais e à celebração da missa tradicional, mas ao mesmo tempo escandaliza a Igreja fazendo defesa e apoios a um padre declaradamente comunista. Assista a formação ao vivo de hoje para compreender mais sobre este contexto de Inversão de Valores que assombra a Santa Igreja desde a base até à cúpula, e descubra por que cada vez mais as pessoas estão se afastando da Igreja e buscando respostas em denominações protestantes e até mesmo abandonando a Santa Igreja. Para assistir, acesse: #Formaçõesaovivo

  • Escravidão Digital, uma prisão sem grades

    Um vício cada vez mais presente: excesso de mídias sociais. As pessoas estão quase que 100% do tempo “livre” conectadas na internet e desconectadas das pessoas reais. Crianças, cada vez mais jovens, padecendo do mesmo mal. Menos telas, mais presença! Não chegamos a esse ponto “do nada”. Não foi do dia para a noite que nos tornamos um “zumbis” aficionados em telas. Quando começamos essa relação com as novas tecnologias, eramos livres e levávamos uma vida normal… Com o passar do tempo, porém, foi isto mesmo o que aconteceu: nos aprisionamos e, para completar, jogamos fora a chave dessa prisão que nos enfiamos. Mas — e é isto que o Padre Paulo Ricardo quer lhe explicar na formação de hoje — ainda é possível recuperar a chave e, com ela, a sua liberdade. Clique aqui para assistir: Assista também: Comunicação instantânea à distância, acesso fácil e rápido à informação, possibilidade de assistir às pregações do Padre Paulo Ricardo e às aulas da nossa plataforma : é possível citar uma gama de utilidades, inegáveis, para as novas tecnologias… Mas os efeitos colaterais de seu uso desordenado, especialmente por crianças e adolescentes, já se fazem sentir: presos ao mundo digital , temos nos tornado cada vez mais “antissociais”, inaptos e despreparados para enfrentar os desafios da vida real . O que está acontecendo conosco? É o que vamos procurar entender neste curso, cientes de que o primeiro passo para remediar um problema dessa gravidade é saber em que ele consiste. Pois não se pode combater o que, antes, não se conhece . Para tanto, Padre Paulo Ricardo partirá de uma abordagem integral do homem , enquanto ser dotado de “ corpo, alma e espírito ”, aliando às recentes descobertas no campo da neurociência uma reflexão filosófica e teológica profunda . Afinal de contas, de nada adianta “deixar” os prazeres virtuais se não for para  “abraçar” algo que realmente valha o investimento do nosso tempo e da nossa vida . É este, na verdade, o grande diferencial do conteúdo que você tem em mãos. Clique aqui para assistir o curso completo

  • Escravidão Digital, uma prisão sem grades

    Um vício cada vez mais presente: excesso de mídias sociais. As pessoas estão quase que 100% do tempo “livre” conectadas na internet e desconectadas das pessoas reais. Crianças, cada vez mais jovens, padecendo do mesmo mal. Menos telas, mais presença! Não chegamos a esse ponto “do nada”. Não foi do dia para a noite que nos tornamos um “zumbis” aficionados em telas. Quando começamos essa relação com as novas tecnologias, eramos livres e levávamos uma vida normal… Com o passar do tempo, porém, foi isto mesmo o que aconteceu: nos aprisionamos e, para completar, jogamos fora a chave dessa prisão que nos enfiamos. Mas — e é isto que o Padre Paulo Ricardo quer lhe explicar na formação de hoje — ainda é possível recuperar a chave e, com ela, a sua liberdade. Clique aqui para assistir: Assista também: Comunicação instantânea à distância, acesso fácil e rápido à informação, possibilidade de assistir às pregações do Padre Paulo Ricardo e às aulas da nossa plataforma : é possível citar uma gama de utilidades, inegáveis, para as novas tecnologias… Mas os efeitos colaterais de seu uso desordenado, especialmente por crianças e adolescentes, já se fazem sentir: presos ao mundo digital , temos nos tornado cada vez mais “antissociais”, inaptos e despreparados para enfrentar os desafios da vida real . O que está acontecendo conosco? É o que vamos procurar entender neste curso, cientes de que o primeiro passo para remediar um problema dessa gravidade é saber em que ele consiste. Pois não se pode combater o que, antes, não se conhece . Para tanto, Padre Paulo Ricardo partirá de uma abordagem integral do homem , enquanto ser dotado de “ corpo, alma e espírito ”, aliando às recentes descobertas no campo da neurociência uma reflexão filosófica e teológica profunda . Afinal de contas, de nada adianta “deixar” os prazeres virtuais se não for para  “abraçar” algo que realmente valha o investimento do nosso tempo e da nossa vida . É este, na verdade, o grande diferencial do conteúdo que você tem em mãos. Clique aqui para assistir o curso completo

  • Homilia Dominical | Já é hora de abandonar o pecado!

    3.º Domingo do Tempo Comum O processo de conversão depende de instrumentos exteriores (como pregadores, diretores espirituais, parentes e amigos), mas também da ação interior da graça divina, que a todo momento nos exorta e chama à conversão. No Evangelho deste domingo, Jesus adverte que o tempo já se completou, e que precisamos nos converter. Mas, de nada adianta o Senhor nos alertar, se não tomarmos a firme decisão de chorar as nossas misérias, abandonar o pecado e voltar para Deus. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este domingo, 21 de janeiro, e pare de adiar sua mudança de vida. Santo do Dia: Santa Inês, padroeira das jovens, das noivas e da pureza Anúncio do Evangelho (Mc 1,14-20) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — O Reino do Céu está perto! Convertei-vos, irmãos, é preciso! Crede todos no Evangelho! (Mc 1,15) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. 14 Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15 “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!” 16 E, passando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17 Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”. 18 E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus. 19 Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; 20 e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Dominical | Já é hora de abandonar o pecado!

    3.º Domingo do Tempo Comum O processo de conversão depende de instrumentos exteriores (como pregadores, diretores espirituais, parentes e amigos), mas também da ação interior da graça divina, que a todo momento nos exorta e chama à conversão. No Evangelho deste domingo, Jesus adverte que o tempo já se completou, e que precisamos nos converter. Mas, de nada adianta o Senhor nos alertar, se não tomarmos a firme decisão de chorar as nossas misérias, abandonar o pecado e voltar para Deus. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este domingo, 21 de janeiro, e pare de adiar sua mudança de vida. Santo do Dia: Santa Inês, padroeira das jovens, das noivas e da pureza Anúncio do Evangelho (Mc 1,14-20) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — O Reino do Céu está perto! Convertei-vos, irmãos, é preciso! Crede todos no Evangelho! (Mc 1,15) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. 14 Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15 “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!” 16 E, passando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17 Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”. 18 E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus. 19 Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; 20 e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Santa Inês, Virgem e Mártir – 21 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 21 DE JANEIRO – SANTA INÊS Virgem e Mártir (Séc. III) Celebramos hoje a memória de S. Inês. A memória dessa mártir tão jovem, morta com apenas 12 anos, é privilegiada pela Liturgia de rito romano, porque foi em Roma que a martirizaram, no circo da Praça Navona, um lugar muito visitado hoje por turistas. Alguns pontos importantes sobre o martírio de Inês. Ao comentar o martírio dela, S. Ambrósio vê um grande contraste entre, de um lado, a fragilidade física do corpo, tão franzino e de membros tão pequenos que não havia algemas estreitas o suficiente para prendê-lo, e, de outro, a fortaleza interior . Sabemos que a fortaleza é a grande virtude dos mártires, que enfrentam a morte e a crueldade por amor a Cristo. Mas o que é a fortaleza? É a virtude que governa os nossos esforços em busca do bem árduo. De fato, existem bens fáceis de obter — basta estender a mão —, como um sorvete, um picolé etc.; mas há bens que valem a pena por serem elevados e, geralmente, árduos, difíceis de alcançar. Os mártires não manifestam apenas as virtudes humana e infusa da fortaleza, mas também o dom do Espírito Santo de mesmo nome e por isso realizam em vida uma força que só pode ser divina. Quando lemos as atas do martírio de S. Inês, ficamos admirados de ver como o testemunho daquela menina chegou a abalar os próprios carrascos, que, diante das manifestações do poder de Deus nela, tão frágil, começaram a ter medo de executá-la. Cheia, porém, de fortaleza e do Espírito Santo, Inês mesma se apresenta e pede que lhe tirem logo a vida do corpo, que não poderia ser amado por alguém que não fosse o seu Esposo celeste, Jesus. Ambrósio acrescenta que nem uma noiva recém-casada correria para os braços do marido com o entusiasmo e o amor com que Inês correu para o martírio. Não só isso: Inês era frágil não apenas fisicamente, mas também moral e juridicamente, por ser mulher e menor de idade, incapaz pelo direito da época de fazer qualquer coisa. Ela não podia nem sequer comparecer nos tribunais para testemunhar em favor de ninguém, e no entanto Deus lhe concedeu pela graça a capacidade de testemunhar o seu amor a Cristo. São esses prodígios da ação divina que a Igreja cultua ao venerar os santos! A Igreja venera o fato de os santos agirem de forma divina. É importante ter claro o conceito de santidade. A heroicidade das virtudes dos santos não está no fato de que eles fazem coisas “admiráveis”. Não. Quando a Igreja olha para os santos, reconhece neles a operação dos dons do Espírito Santo, atos humanamente impossíveis e, por isso mesmo, divinos . Tão pequena fisicamente, tão desprezível juridicamente, Inês foi elevada pelo Espírito Santo à estatura de um gigante — a grande S. Inês, que, noiva de Cristo, corre para os braços do Esposo, com a fortaleza que supera a morte e a veracidade da testemunha mais fiel. Conheça mais sobre Santa Inês O nome ‘Agnes’, para nós Inês, em grego significa pura e casta, enquanto em latim significa cordeiro. Para a Igreja, Santa Inês é o próprio símbolo da inocência e da castidade, que ela defendeu com a própria vida. A ideia da virgindade casta foi estabelecida na Igreja justamente para se contrapor à devassidão e aos costumes imorais dos pagãos. Inês levou às últimas consequências a escolha que fez à esses valores. É uma das Santas mais antigas do cristianismo. Sua existência transcorreu entre os séculos três e quatro, sendo martirizada durante a décima perseguição ordenada contra os cristãos, desta vez imposta pelo terrível imperador Diocleciano, em 304. Inês pertencia à uma rica, nobre e cristã família romana. Isso lhe possibilitou receber uma educação dentro dos mais exatos preceitos religiosos, o que a fez tomar a decisão precoce de se tornar ‘esposa de Cristo’. Tinha apenas 13 anos quando foi denunciada como cristã. Dotada de uma beleza incomum, recebeu inúmeros pedidos de casamento, inclusive do filho do prefeito de Roma. Aliás, essa foi a causa que desencadeou seu suplício e uma violenta perseguição contra os cristãos. A narração que nos chegou conta que o rapaz, apesar das negativas da jovem, tentava corteja-la. Seu pai indignado com as constantes recusas que deixavam seu filho inconsolável, tentou forçar que Inês aceitasse seu filho como esposo, mas tudo em vão. Numa certa tarde de tempestade, o rapaz tentou toma-la nos braços, mas foi atingido por um raio e caiu morto aos seus pés. Quando o prefeito soube, procurou Inês com humildade e lhe implorou que pedisse a seu Deus pela vida de seu filho. Ela erguendo as mãos e voltando os olhos para o céu orou para que Nosso Senhor trouxesse o rapaz de volta à vida terrena, mostrando toda Sua misericórdia. O rapaz voltou e percebendo a santidade de Inês se converteu cristão. Porém, seu pai, o prefeito, viu aquela situação como um sinal de poder dos cristãos e resolveu aplicar a perseguição, decretada por Diocleciano, de modo implacável. Inês, segundo ele, fora denunciada e por isso teria de ser enviada para a prisão. Mesmo assim, ela nunca tentou se livrar da pena em troca do casamento que fora proposto em nome do filho do prefeito e muito menos negou sua fé em Cristo. Preferiu sofrer as terríveis humilhações de seus carrascos, que estavam decididos a fazê-la mudar de ideia através da força. Arrastada violentamente até a presença de um ídolo pagão, para que o adorasse, Inês se manteve firme em suas orações à Cristo. Depois foi levada à uma casa de prostituição, para que fosse possuída à força, mas ninguém ousou tocar sequer num fio de seu cabelo, saindo de lá na mesma condição de castidade que chegou. Cada vez mais a situação ficava fora do controle das autoridades romanas e o povo estava se convertendo em massa. Para aplacar os ânimos Inês foi levada ao Circo e condenada à fogueira, mas o fogo prodigiosamente se abriu e não a queimou. Assim, o prefeito decretou que fosse morta por decapitação a fio de espada, naquele exato momento. Foi dessa maneira que a jovem Inês testemunhou sua fé em Cristo. Seu enterro foi um verdadeiro triunfo da fé; seus pais, levaram o corpo de Inês, e o enterraram num prédio que possuíam na estrada que de Roma conduz a Nomento. Nesse local, por volta do ano de 354, uma Basílica foi erguida a pedido da filha do imperador Constantino, em honra à Santa. Trata-se de uma das mais antigas de Roma, na qual encontram-se suas relíquias e sepultura. Na arte, Santa Inês é comumente representada com uma ovelha, e uma palma, sendo que a ovelha sugere sua castidade e inocência. Sua pureza martirizada faz parte, até hoje, dos rituais da Igreja. Todo ano, no dia de sua veneração, em 21 de janeiro, é realizada na Basílica de Santa Inês, fora dos muros do Vaticano, uma Missa solene onde dois cordeirinhos brancos, ornados de flores e fitas são levados para o celebrante os benzer. Depois os mesmos são apresentados ao Papa, que os entrega a religiosas encarregadas de os guardar até a época da tosquia. Com sua lã são tecidos os pálios que, na vigília de São Pedro e São Paulo, são colocados sobre o altar da Basílica de São Pedro. Posteriormente esses pálios são enviados à todos os arcebispos do mundo católico ocidental e eles os recebem em sinal da obediência que devem à Santa Sé, como centro da autoridade religiosa. Não tinha Santa Inês mais do que doze ou treze anos, quando sofreu o martírio. Segundo velhos atos, voltava da escola, quando o filho do prefeito de Roma dela se enamorou. Após informar-se acerca dos pais da jovem, ofereceu-lhe vestidos mais esplendidos, valiosas pedrarias, e prometeu-lhe outras coisas, riqueza, casas, todas as delícias do mundo, no caso dela consentir em desposá-lo. Inês repeliu com desprezo os presentes, e disse ao jovem que estava noiva de um varão muito mais nobre que ele, o qual já lhe dera presentes muito mais inestimáveis. O filho do prefeito, desesperado, caiu doente. Os médicos descobriram-lhe a causa do mal e advertiram o pai, o prefeito Sinfrônio, que mandou renovar à virgem as ofertas e os pedidos. Respondeu-lhe Inês que nunca faltaria ao compromisso com o noivo. Achou o prefeito bastante estranho que houvesse outro preferido e tratou de indagar quem seria. Um dos seus parasitas disse-lhe, então, que a jovem era cristã desde a infância, e que, enfeitiçada por artes mágicas, chamava a Cristo seu esposo. Radiante com o descobrimento, mandou o prefeito a conduzissem, com aparato, ao seu tribunal. Inês foi igualmente insensível às lisonjas e às ameaças. Chamou o prefeito os pais da jovem, e não podendo maltratá-los, por serem nobres, apresentou a acusação do cristianismo. No dia seguinte, pois, em seguida a novos e inúteis esforços para a persuadir, disse-lhe: “- É a superstição dos cristãos, de quem te gabas de conhecer as artes mágicas, que te impede seguir bons conselhos. É preciso, portanto, que vás imediatamente para a deusa Vesta, a fim de que, se te apraz a virgindade perpétua, cuides noite e dia dos seus augustos sacrifícios.” Respondeu a santa: “- Se, por amor a Cristo, recusei vosso filho o qual, embora torturado por um amor sem regra, não deixa de ser homem vivo, capaz de raciocinar e de sentir, como poderei, ultrajando o Deus supremo, adorar ídolos mudos, surdos, insensíveis, inanimados, pedras inúteis numa palavra.” Retrucou o prefeito: “Escolhe de duas uma: ou sacrificarás à deusa Vesta com as suas virgens, ou te prostituirás, num péssimo lugar, com as filhas de má vida.” E disse-lhe Inês com segurança: ” Se soubésseis qual é o meu Deus, não falaríeis dessa maneira. Eu, que sei qual a força de meu Senhor Jesus Cristo, desprezo as vossas ameaças, certa de que me não poluirão as impurezas alheias, como não sacrificarei aos vossos ídolos; tenho comigo, como guarda do meu corpo, o anjo do Senhor.” Com efeito, tendo sido levada a um antro de prostituição, lá se lhe deparou a anjo do Senhor, que a circundou de uma luiz tão esplendorosa que ninguém a podia ver. Tendo começado a orar, percebeu na sua frente uma túnica branca com a qual se cobriu, abençoando a Deus. O lugar de infâmia tornou-se, assim, lugar de prece e piedade. Quem quer que lá entrasse, sentia-se tocado por um aspecto religioso à vista daquela luz inesperada, e saía mais puro do que quando entrava. O filho do prefeito, chamando a todos de covardes, atirou-se ao meio da luz, mais caiu cegado e até, segundo os atos, sem vida. Um dos seus companheiros, ao vê-lo morto, pô-se a gritar: “Socorro! Uma prostituta, por artes mágicas, matou o filho do prefeito!” O povo atirou-se ao recinto, gritando: – “É uma feiticeira! – É inocente! – É um sacrilégio!” O prefeito, sabedor da morte do filho, acorreu precipitadamente, aflito, dizendo à santa que era a mais cruel dentre todas as mulheres, e perguntando-lhe de que modo havia matado o filho. Respondeu ela que o rapaz fora sufocado pelo impuro demônio cujos desígnios tratava de levar a efeito. Era manifesta a prova, pois os que haviam respeitado a luminosa presença do anjo, tinha saído são e salvos. O prefeito respondeu-lhe que acreditaria nas suas palavras, se ela rogasse ao anjo devolver-lhe o filho. “Se bem que o não mereça a vossa fé, retrucou a jovem, sendo tempo de manifestar-se o poder de meu Senhor Jesus Cristo, saí todos, para que eu lhe ofereça a prece habitual.” Saíram todos,, e ela se prosternou, e rogou ao Senhor, com lágrimas, que ressuscitasse o jovem. O anjo, aparecendo, devolveu-lhe a vida. O jovem começou a bradar: “Só há um Deus no céu e na terra, e é o Deus dos cristãos.” Àquelas palavras, todos os arúspices e pontífices dos templos estremeceram, e instigaram o povo à sedição. Todos gritam: “Abaixo a feiticeira, que muda opiniões e transtorna!” O prefeito diante de tão grandes maravilhas, ficou estupefato. Mas temia a proscrição, no caso de agir contra os pontífices e defender Inês contra a sua própria sentença. Assim, tristemente, deixando no seu lugar o substituto, afastou-se. O substituto, chamado Aspásio, mandando que se acendesse uma grande fogueira, a ela atirou a santa. Mas as chamas, afastando-se para um lado e outro, queimaram vários dos espectadores. Inês, de braços estendidos, abençoava a Deus pelas suas maravilhas, quando o fogo se apagou de súbito. Os pagãos mais ainda bradavam contra a feitiçaria. O substituto, não encontrando outro meio para apaziguar os ânimos enfurecidos, deixou que a santa morresse pelo gládio. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume II, p. 73 à 77) #SantodoDia

  • Santa Inês, Virgem e Mártir – 21 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 21 DE JANEIRO – SANTA INÊS Virgem e Mártir (Séc. III) Celebramos hoje a memória de S. Inês. A memória dessa mártir tão jovem, morta com apenas 12 anos, é privilegiada pela Liturgia de rito romano, porque foi em Roma que a martirizaram, no circo da Praça Navona, um lugar muito visitado hoje por turistas. Alguns pontos importantes sobre o martírio de Inês. Ao comentar o martírio dela, S. Ambrósio vê um grande contraste entre, de um lado, a fragilidade física do corpo, tão franzino e de membros tão pequenos que não havia algemas estreitas o suficiente para prendê-lo, e, de outro, a fortaleza interior . Sabemos que a fortaleza é a grande virtude dos mártires, que enfrentam a morte e a crueldade por amor a Cristo. Mas o que é a fortaleza? É a virtude que governa os nossos esforços em busca do bem árduo. De fato, existem bens fáceis de obter — basta estender a mão —, como um sorvete, um picolé etc.; mas há bens que valem a pena por serem elevados e, geralmente, árduos, difíceis de alcançar. Os mártires não manifestam apenas as virtudes humana e infusa da fortaleza, mas também o dom do Espírito Santo de mesmo nome e por isso realizam em vida uma força que só pode ser divina. Quando lemos as atas do martírio de S. Inês, ficamos admirados de ver como o testemunho daquela menina chegou a abalar os próprios carrascos, que, diante das manifestações do poder de Deus nela, tão frágil, começaram a ter medo de executá-la. Cheia, porém, de fortaleza e do Espírito Santo, Inês mesma se apresenta e pede que lhe tirem logo a vida do corpo, que não poderia ser amado por alguém que não fosse o seu Esposo celeste, Jesus. Ambrósio acrescenta que nem uma noiva recém-casada correria para os braços do marido com o entusiasmo e o amor com que Inês correu para o martírio. Não só isso: Inês era frágil não apenas fisicamente, mas também moral e juridicamente, por ser mulher e menor de idade, incapaz pelo direito da época de fazer qualquer coisa. Ela não podia nem sequer comparecer nos tribunais para testemunhar em favor de ninguém, e no entanto Deus lhe concedeu pela graça a capacidade de testemunhar o seu amor a Cristo. São esses prodígios da ação divina que a Igreja cultua ao venerar os santos! A Igreja venera o fato de os santos agirem de forma divina. É importante ter claro o conceito de santidade. A heroicidade das virtudes dos santos não está no fato de que eles fazem coisas “admiráveis”. Não. Quando a Igreja olha para os santos, reconhece neles a operação dos dons do Espírito Santo, atos humanamente impossíveis e, por isso mesmo, divinos . Tão pequena fisicamente, tão desprezível juridicamente, Inês foi elevada pelo Espírito Santo à estatura de um gigante — a grande S. Inês, que, noiva de Cristo, corre para os braços do Esposo, com a fortaleza que supera a morte e a veracidade da testemunha mais fiel. Conheça mais sobre Santa Inês O nome ‘Agnes’, para nós Inês, em grego significa pura e casta, enquanto em latim significa cordeiro. Para a Igreja, Santa Inês é o próprio símbolo da inocência e da castidade, que ela defendeu com a própria vida. A ideia da virgindade casta foi estabelecida na Igreja justamente para se contrapor à devassidão e aos costumes imorais dos pagãos. Inês levou às últimas consequências a escolha que fez à esses valores. É uma das Santas mais antigas do cristianismo. Sua existência transcorreu entre os séculos três e quatro, sendo martirizada durante a décima perseguição ordenada contra os cristãos, desta vez imposta pelo terrível imperador Diocleciano, em 304. Inês pertencia à uma rica, nobre e cristã família romana. Isso lhe possibilitou receber uma educação dentro dos mais exatos preceitos religiosos, o que a fez tomar a decisão precoce de se tornar ‘esposa de Cristo’. Tinha apenas 13 anos quando foi denunciada como cristã. Dotada de uma beleza incomum, recebeu inúmeros pedidos de casamento, inclusive do filho do prefeito de Roma. Aliás, essa foi a causa que desencadeou seu suplício e uma violenta perseguição contra os cristãos. A narração que nos chegou conta que o rapaz, apesar das negativas da jovem, tentava corteja-la. Seu pai indignado com as constantes recusas que deixavam seu filho inconsolável, tentou forçar que Inês aceitasse seu filho como esposo, mas tudo em vão. Numa certa tarde de tempestade, o rapaz tentou toma-la nos braços, mas foi atingido por um raio e caiu morto aos seus pés. Quando o prefeito soube, procurou Inês com humildade e lhe implorou que pedisse a seu Deus pela vida de seu filho. Ela erguendo as mãos e voltando os olhos para o céu orou para que Nosso Senhor trouxesse o rapaz de volta à vida terrena, mostrando toda Sua misericórdia. O rapaz voltou e percebendo a santidade de Inês se converteu cristão. Porém, seu pai, o prefeito, viu aquela situação como um sinal de poder dos cristãos e resolveu aplicar a perseguição, decretada por Diocleciano, de modo implacável. Inês, segundo ele, fora denunciada e por isso teria de ser enviada para a prisão. Mesmo assim, ela nunca tentou se livrar da pena em troca do casamento que fora proposto em nome do filho do prefeito e muito menos negou sua fé em Cristo. Preferiu sofrer as terríveis humilhações de seus carrascos, que estavam decididos a fazê-la mudar de ideia através da força. Arrastada violentamente até a presença de um ídolo pagão, para que o adorasse, Inês se manteve firme em suas orações à Cristo. Depois foi levada à uma casa de prostituição, para que fosse possuída à força, mas ninguém ousou tocar sequer num fio de seu cabelo, saindo de lá na mesma condição de castidade que chegou. Cada vez mais a situação ficava fora do controle das autoridades romanas e o povo estava se convertendo em massa. Para aplacar os ânimos Inês foi levada ao Circo e condenada à fogueira, mas o fogo prodigiosamente se abriu e não a queimou. Assim, o prefeito decretou que fosse morta por decapitação a fio de espada, naquele exato momento. Foi dessa maneira que a jovem Inês testemunhou sua fé em Cristo. Seu enterro foi um verdadeiro triunfo da fé; seus pais, levaram o corpo de Inês, e o enterraram num prédio que possuíam na estrada que de Roma conduz a Nomento. Nesse local, por volta do ano de 354, uma Basílica foi erguida a pedido da filha do imperador Constantino, em honra à Santa. Trata-se de uma das mais antigas de Roma, na qual encontram-se suas relíquias e sepultura. Na arte, Santa Inês é comumente representada com uma ovelha, e uma palma, sendo que a ovelha sugere sua castidade e inocência. Sua pureza martirizada faz parte, até hoje, dos rituais da Igreja. Todo ano, no dia de sua veneração, em 21 de janeiro, é realizada na Basílica de Santa Inês, fora dos muros do Vaticano, uma Missa solene onde dois cordeirinhos brancos, ornados de flores e fitas são levados para o celebrante os benzer. Depois os mesmos são apresentados ao Papa, que os entrega a religiosas encarregadas de os guardar até a época da tosquia. Com sua lã são tecidos os pálios que, na vigília de São Pedro e São Paulo, são colocados sobre o altar da Basílica de São Pedro. Posteriormente esses pálios são enviados à todos os arcebispos do mundo católico ocidental e eles os recebem em sinal da obediência que devem à Santa Sé, como centro da autoridade religiosa. Não tinha Santa Inês mais do que doze ou treze anos, quando sofreu o martírio. Segundo velhos atos, voltava da escola, quando o filho do prefeito de Roma dela se enamorou. Após informar-se acerca dos pais da jovem, ofereceu-lhe vestidos mais esplendidos, valiosas pedrarias, e prometeu-lhe outras coisas, riqueza, casas, todas as delícias do mundo, no caso dela consentir em desposá-lo. Inês repeliu com desprezo os presentes, e disse ao jovem que estava noiva de um varão muito mais nobre que ele, o qual já lhe dera presentes muito mais inestimáveis. O filho do prefeito, desesperado, caiu doente. Os médicos descobriram-lhe a causa do mal e advertiram o pai, o prefeito Sinfrônio, que mandou renovar à virgem as ofertas e os pedidos. Respondeu-lhe Inês que nunca faltaria ao compromisso com o noivo. Achou o prefeito bastante estranho que houvesse outro preferido e tratou de indagar quem seria. Um dos seus parasitas disse-lhe, então, que a jovem era cristã desde a infância, e que, enfeitiçada por artes mágicas, chamava a Cristo seu esposo. Radiante com o descobrimento, mandou o prefeito a conduzissem, com aparato, ao seu tribunal. Inês foi igualmente insensível às lisonjas e às ameaças. Chamou o prefeito os pais da jovem, e não podendo maltratá-los, por serem nobres, apresentou a acusação do cristianismo. No dia seguinte, pois, em seguida a novos e inúteis esforços para a persuadir, disse-lhe: “- É a superstição dos cristãos, de quem te gabas de conhecer as artes mágicas, que te impede seguir bons conselhos. É preciso, portanto, que vás imediatamente para a deusa Vesta, a fim de que, se te apraz a virgindade perpétua, cuides noite e dia dos seus augustos sacrifícios.” Respondeu a santa: “- Se, por amor a Cristo, recusei vosso filho o qual, embora torturado por um amor sem regra, não deixa de ser homem vivo, capaz de raciocinar e de sentir, como poderei, ultrajando o Deus supremo, adorar ídolos mudos, surdos, insensíveis, inanimados, pedras inúteis numa palavra.” Retrucou o prefeito: “Escolhe de duas uma: ou sacrificarás à deusa Vesta com as suas virgens, ou te prostituirás, num péssimo lugar, com as filhas de má vida.” E disse-lhe Inês com segurança: ” Se soubésseis qual é o meu Deus, não falaríeis dessa maneira. Eu, que sei qual a força de meu Senhor Jesus Cristo, desprezo as vossas ameaças, certa de que me não poluirão as impurezas alheias, como não sacrificarei aos vossos ídolos; tenho comigo, como guarda do meu corpo, o anjo do Senhor.” Com efeito, tendo sido levada a um antro de prostituição, lá se lhe deparou a anjo do Senhor, que a circundou de uma luiz tão esplendorosa que ninguém a podia ver. Tendo começado a orar, percebeu na sua frente uma túnica branca com a qual se cobriu, abençoando a Deus. O lugar de infâmia tornou-se, assim, lugar de prece e piedade. Quem quer que lá entrasse, sentia-se tocado por um aspecto religioso à vista daquela luz inesperada, e saía mais puro do que quando entrava. O filho do prefeito, chamando a todos de covardes, atirou-se ao meio da luz, mais caiu cegado e até, segundo os atos, sem vida. Um dos seus companheiros, ao vê-lo morto, pô-se a gritar: “Socorro! Uma prostituta, por artes mágicas, matou o filho do prefeito!” O povo atirou-se ao recinto, gritando: – “É uma feiticeira! – É inocente! – É um sacrilégio!” O prefeito, sabedor da morte do filho, acorreu precipitadamente, aflito, dizendo à santa que era a mais cruel dentre todas as mulheres, e perguntando-lhe de que modo havia matado o filho. Respondeu ela que o rapaz fora sufocado pelo impuro demônio cujos desígnios tratava de levar a efeito. Era manifesta a prova, pois os que haviam respeitado a luminosa presença do anjo, tinha saído são e salvos. O prefeito respondeu-lhe que acreditaria nas suas palavras, se ela rogasse ao anjo devolver-lhe o filho. “Se bem que o não mereça a vossa fé, retrucou a jovem, sendo tempo de manifestar-se o poder de meu Senhor Jesus Cristo, saí todos, para que eu lhe ofereça a prece habitual.” Saíram todos,, e ela se prosternou, e rogou ao Senhor, com lágrimas, que ressuscitasse o jovem. O anjo, aparecendo, devolveu-lhe a vida. O jovem começou a bradar: “Só há um Deus no céu e na terra, e é o Deus dos cristãos.” Àquelas palavras, todos os arúspices e pontífices dos templos estremeceram, e instigaram o povo à sedição. Todos gritam: “Abaixo a feiticeira, que muda opiniões e transtorna!” O prefeito diante de tão grandes maravilhas, ficou estupefato. Mas temia a proscrição, no caso de agir contra os pontífices e defender Inês contra a sua própria sentença. Assim, tristemente, deixando no seu lugar o substituto, afastou-se. O substituto, chamado Aspásio, mandando que se acendesse uma grande fogueira, a ela atirou a santa. Mas as chamas, afastando-se para um lado e outro, queimaram vários dos espectadores. Inês, de braços estendidos, abençoava a Deus pelas suas maravilhas, quando o fogo se apagou de súbito. Os pagãos mais ainda bradavam contra a feitiçaria. O substituto, não encontrando outro meio para apaziguar os ânimos enfurecidos, deixou que a santa morresse pelo gládio. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume II, p. 73 à 77) #SantodoDia

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O Milagre de Fátima (1952) Nossa Senhora Aparecida- Milagre das Águas Maria: em Nome da Fé (1999) José, Pai de Jesus Milagro em Megjugorje (Espanhol) Nossa Senhora de Guadalupe e São Juan Diego (Espanhol) Garabandal – Só Deus Sabe Papas O Papa João XXIII (2003) A História do Papa Pio XII – Parte 1 – Parte 2 João Paulo I. O Sorriso de Deus (2006) Karol, O Homem que se Tornou Papa (2005) A História Secreta do Papa João Paulo II (Documentário) Irmã Pascalina, a serva do Papa Ratzinger, o cooperador da Verdade | Documentário, 2005 São Pio X: Os Homens não olham para o Céu (1952) – Legendado O Conclave Vida dos Santos For Greater Glory: A Verdadeira História de Cristiada ⭐ O Jardineiro de Deus (2010) Santo Inácio de Loyola ⭐ São Francisco de Assis (2002) Francisco de Assis Irmão Sol, Irmã Lua (1972) – Legendado Santa Clara de Assis Clara e Francisco Parte 1 (2007) Clara e Francisco Parte 2 (2007) Francisco o arauto de Deus (1950) – Legendado Madre Paulina, Sofrimento, História e Milagres da Primeira Santa do Brasil Madre Paulina, Súdita de Deus Santa Faustina CN – 2022 Santa Bárbara Santa Bakhita (2009) Santa Maria Goretti (2003) – Gloria TV Santo Antônio, O Guerreiro de Deus (2006) Santo Antônio de Pádua (1931) Santa Teresinha do Menino Jesus (2004) Santa Faustina (1994) Irmãos de Fé (2004) – Nacional Dom Bosco Dom Bosco – Uma Vida para os Jovens (2004) São Maximiliano Maria Kolbe, Vida por Vida Duas Coroas – São Maximiliano Maria Kolbe (assinatura Lumine) Bernadette (1988) (sem legenda) Santa Bernadette Soubirous, A História de Lourdes A Canção de Bernadette (1943) Santo Agostinho, O Declínio do Império Romano (2010) São Josémaria Escrivá, Encontrarás Dragões – Legendado A Sétima Morada – Santa Edith Stein (1996) São Giuseppe Moscati – O Doutor Que Virou Santo – Parte 1 (2007) São Giuseppe Moscati – O Doutor Que Virou Santo – Parte 2 (2007) São João da Cruz – Noite Escura Maín, a Casa da Felicidade – Santa Maria Mazzarello (2012) O Maior Milagre (2012) – Disponível também no Netflix Irmã Dulce (2013) Vida de Hildegarda de Bingen – Legendado (2009) São Patrício, Padroeiro da Irlanda Espanhol A História de São Patrício (Desenho Bíblico) Vida de Santa Gemma Galgani São Padre Pio de Pietrelcina (Dublado) São Padre Pio (outra versão) – Parte1 | Parte 2 Madre Teresa de Calcutá (2003) – Parte 1 – Parte 2 O Grande Silêncio – Documentário (2007) (assinatura Lumine) Beata Laura Vicuña Dom Zeno Vida de Santa Teresa D’Ávila (Espanhol) Madalena: Liberta da Culpa (2008) São Damião de Molokai – A Ilha Maldita (Preto e Branco) Damião: O Santo De Molokai (1999) – Inglês sem legenda Santa Rita de Cássia Dublado – (Legendado) Santa Rita de Cássia – (Produção Brasileira) Joana D’Arc (1948) Santa Joana D’Arc Santa Joana D’Arc (1999) Beato Duns Scotto – O Defensor da Imaculada Conceição (2011) – Gloria TV Santa Jacinta Marto São Martinho de Lima (1974) – Espanhol Santa Rosa de Lima (1961) – Espanhol São José de Cupertino – O Santo Relutante (1962) – Legendado Pão Divino, a Vida de São Tarcísio São Vicente de Paulo – O Capelão das Galeras (1947) – Disponível para assinante Looke Bem Aventurado Pier Giorgio Frassati – Legendado Documentário Nhá Chica Paulo Apóstolo de Cristo São Policarpo de Esmirna Santa Catarina de Labouré São João Maria Vianney Santa Teresa dos Andes – Parte 1 | Parte 2 | Parte 3 | Parte 4 | Parte 5 Santo Thomas More – O homem que não vendeu a sua alma (versão legendada disponivel para alugar) Drama Filme 40 Dias, o Milagre da Vida – Também disponível para alugar Marcelino Pão e Vinho (1955) Os Sinos de Santa Maria (1945) – Legendado Cristiada (2002) A Travessia da Serra que Chora (2008) A Missão (1986) – muitos anúncios antes de reproduzir Ao Lado de Jesus – Desenho Bíblico Papa vs Hitler (Documentário) Documentário Igreja & Pandemia O Código da Bíblia O Diálogo das Carmelitas O Presente NEFARIOUS ⭐ – Disponível também na plataforma UniverVideo O Peregrino (Animação) Bíblicos O Apocalipse de São João A Paixão de Cristo (2004) – Mel Gibson O Evangelho Segundo João (2003) A História de Rute (1960) Davi e Batseba (1951) Barrabás (1961) Barrabás (2014) Pedro e Paulo, Coragem e Fé (1981) Pedro: A Redenção (2016) Pedro (2005) No Princípio Histórias da Bíblia (Desenho) O Evangelho de Mateus (1993) Jesus Segundo o Evangelho de Lucas (1979) Abraão, o Pai da Fé Jesus de Nazaré (1977) Davi e Golias A Batalha da Fé (2016) – Disponível para aluguel Os Dez Mandamentos (2006) Os Dez Mandamentos (1956) Davi e Golias (1960) Lia e Raquel Elias e Eliseu Em Busca da Terra Prometida Rei Ezequias Maria Madalena Daniel e Nabucodonosor Daniel na Cova dos Leões Tomé, Entre a Fé e a Dúvida O APÓSTOLO DE JESUS CRISTO – TOMÉ A Torre de Babel Sansão e Dalila O Velho Testamento Gedeão e os 300 Guerreiros Sodoma e Gomorra Irmãos de Fé (2004) – Nacional Judas Iscariotes Megido (2001) Paulo, Apóstolo de Cristo (2018) O Quarto Sábio (1985) FILME ÉPICO “NERO” O IMPERADOR ROMANO – 54 e 68. A.D Nero – Um império que acabou em chamas A História de Ester (2013) – Vimeo Esther, a Rainha da Pérsia (2013) Conquista de Reis – Rainha Ester (2006) Paulo, o Emissário (1997) Jaco – O Homem que Lutou com Deus (1963) Atos dos Apóstolos (1952) Salomão (2004) Jesus – A História do Nascimento (2006) Josué em Jericó O Rei dos Reis (1927) – Parte 1 O Rei dos Reis (1927) – Parte 2 A Maior Historia de todos os tempos (1965) A Maior Historia de todos os tempos (1999) A Vida De Jesus Cristo (1971) Jesus Cristo – O Filme O Rei dos reis (1961) O Menino Jesus Jesus – Nascimento a Ressurreição Jesus o Poder da Ressurreição O Jovem Messias (2016) No Início: Rumo à Terra Prometida. Abraão, Isaac e Jacó A Arca de Noé (1999) #Filmes #FilmesCatólicos #FormaçõesCatólicas

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  • Homilia Diária | Não ignore a voz de Cristo em seu interior!

    Sábado da 2.ª Semana do Tempo Comum O Evangelho deste sábado é, por assim dizer, “constrangedor”. Depois de pregar a Boa-nova e operar curas milagrosas, Jesus volta para casa e, para o nosso espanto, é não só rejeitado por seus parentes, mas também chamado de “louco”. Ora, como podem rejeitar a Cristo aqueles que com Ele conviveram, que o viram crescer, que lhe conheciam o caráter extremamente caridoso? Para entender o mistério dessa incredulidade empedernida, ouça a homilia de hoje, dia 20 de janeiro, e abra os olhos da fé para Aquele que restitui a vista aos cegos que desejam ver! Evangelho (Mc 3,20-21) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Abri-nos, ó Senhor, o coração, para ouvirmos a palavra de Jesus! (cf. At 16,14b) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 20 Jesus voltou para casa com os discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. 21 Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Não ignore a voz de Cristo em seu interior!

    Sábado da 2.ª Semana do Tempo Comum O Evangelho deste sábado é, por assim dizer, “constrangedor”. Depois de pregar a Boa-nova e operar curas milagrosas, Jesus volta para casa e, para o nosso espanto, é não só rejeitado por seus parentes, mas também chamado de “louco”. Ora, como podem rejeitar a Cristo aqueles que com Ele conviveram, que o viram crescer, que lhe conheciam o caráter extremamente caridoso? Para entender o mistério dessa incredulidade empedernida, ouça a homilia de hoje, dia 20 de janeiro, e abra os olhos da fé para Aquele que restitui a vista aos cegos que desejam ver! Evangelho (Mc 3,20-21) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Abri-nos, ó Senhor, o coração, para ouvirmos a palavra de Jesus! (cf. At 16,14b) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 20 Jesus voltou para casa com os discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. 21 Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São Sebastião, mártir e Soldado de Cristo – 20 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 20 DE JANEIRO – SÃO SEBASTIÃO Mártir (+288) O santo que a Igreja comemora hoje é o mártir Sebastião, que, sendo soldado romano e muito chegado da corte imperial, converteu inúmeros colegas à fé cristã e deu um ousado e valente testemunho de fidelidade à Igreja ante o imperador Diocleciano. O tirano, como nos conta a história, mandou que atassem o santo a uma coluna e o matassem a flechadas. Foram tantos os disparos que o corpo de Sebastião, coberto de arpões da cabeça aos pés, ficou parecido com um ouriço. Mas se enganou o imperador e agiu a Providência, “porque para os que dão a vida por Cristo”, escreve o Pe. Antônio Vieira em honra deste santo, “não há tormento que chegue a matar”. Sebastião, com efeito, que não tivera medo de encobrir a fé, foi coberto de flechas e tido por morto; mas ali mesmo, onde parecia expirar envolto de sangue, triunfava envolto de glória, tanto pela fé que conservara como pela vida que por milagre não perdera. Salvo assim do primeiro martírio, Sebastião voltou à corte para o segundo, convocando os que o condenaram à morte a que abraçassem a única fé que dá vida. Sentenciado outra vez, Sebastião foi finalmente martirizado por espancamento, deixando-nos um belíssimo exemplo de que por fidelidade a Cristo não devemos jamais encobrir nossa fé e, uma vez descobertos pelo ódio do mundo, hemos de perseverar nela até o fim, pois de nada nos vale estar vivos aos olhos dos homens e mortos aos de Deus. Que S. Sebastião, descoberto defensor da fé e intrépido soldado de Cristo, olhe por nós do alto do céu e nos alcance a graça de merecermos como ele a mesma bem-aventurança, se não pelo de sangue, ao menos pelo martírio branco da nossa honra, do nosso nome ante o mundo. Conheça mais sobre São Sebastião Até 1969 associado, no calendário litúrgico, à memória de são Fabiano, é hoje comemorado separadamente. Esse famoso mártir romano deve sua notoriedade a uma Paixão escrita no século V pelo monge Arnóbio, o Moço, que contém relatos fantasiosos, mas que exerce grande influência nas pessoas piedosas. Eis a narração: Sebastião, oficial do exército ­imperial e amigo do imperador Diocleciano, servira-se de sua posição para ajudar os cristãos perseguidos e fazer prosélitos até nas fileiras do exército. Tanto zelo acabou por indispor contra ele o imperador, que o exprobou nestes termos: ‘Eu te abri as portas de meu palácio e te aplainei os caminhos para um futuro promissor, enquanto tu atentaste contra minha salvação…’. Condenado à pena capital, foi amarrado a uma árvore, transformado em alvo dos arqueiros e por fim morto a golpes de maça. Em 367, o papa Dâmaso mandou construir uma igreja sobre sua sepultura, na via Ápia. O local, ainda hoje, é objeto de concorridas peregrinações. O imperador Carino vivia ainda, quando dois irmãos gêmeos, Marcos e Marceliano, foram aprisionados em Roma. Um cristão, criado nos cargos militares, ia frequentemente visitá-los. Era Sebastião, nascido em Narbona, na Gália, mas criado em Milão, de onde era originária a família. A princípio, resolvera não encetar a carreira das armas; o desejo de servir os irmãos nas perseguições que sofriam levara a melhor contra o pendor. Aceitou, portanto, um posto, e fez-se amar dos soldados e de todos. Sob as vestes militares, dedicava-se incessantemente às boas obras do cristão, conservando todo o segredo possível. Por Jesus Cristo não tinha medo de perder nem a vida nem os bens; mas o segredo lhe proporcionava mais meios de animar os cristãos que sucumbiam sob a violência dos tormentos, e de garantir para Deus as almas que o demônio pretendia raptar. Visitava todos os dias os dois irmãos Marcos e Marceliano, os quais padeceram com constância as vergastadas que os dilaceravam, e foram condenados a ter decepada a cabeça. Os dois irmãos pertenciam a mais ilustre família de senadores. Com o pai e a mãe, velhos e ainda pagãos, tinham mulheres e filhos. A família, vendo-os condenados à morte, obteve do prefeito de Roma, chamado Cromácio, um prazo de trinta dias para experimentar fazê-los mudar de resolução. Foram os dois postos na casa do primeiro escrivão da prefeitura, Nicóstrato, onde os conservavam de mãos acorrentadas. O pai, a mãe, as mulheres e os filhos ainda pequeninos, além dos amigos, tudo envidaram para os convencer; já começava a alma deles a curvar-se diante de tantas lágrimas, quando Sebastião, chegando, os reanimou com palavras cheias de fogo, que a todos impressionaram. O santo parecia envolto numa luz divina. Quando terminou de falar, Zoé, mulher de Nicóstrato, atirou-se-lhe aos pés, tentando dar-lhe a compreender, pelos gestos, o que dele desejava, pois havia seis anos que uma enfermidade lhe fizera perder a palavra. Sebastião fez o sinal da cruz sobre a boca da mulher, pedindo em voz alta a Jesus Cristo que se dignasse curá-la, se tudo quanto acabara de ouvir era verdade. O efeito seguiu-se à palavra, e Zoé pôs-se a louvar o santo e a declarar que acreditava no que ele acabava de dizer. Vira um anjo descido do céu, segurando um livro aberto diante dos olhos de Sebastião, no qual tudo quanto ele dissera estava escrito palavra por palavra. Nicóstrato, diante da cura da mulher, lançou-se igualmente aos pés do santo, pediu perdão por haver mantido os dois mártires aprisionados, tirou-lhes os grilhões e rogou-lhes que se fossem para onde mais lhes conviesse, declarando que se consideraria feliz por ser aprisionado e morto no lugar deles. Marcos e Marceliano louvaram tão perfeita fé, mas nem sequer pensaram em abandonar a luta para a ela expor outro. A graça não se deteve em Nicóstrato e sua mulher; espalhou-se sobre todos os presentes. Marcos e Marceliano firmaram-se na fé, e tiveram o consolo de ver os que tantos esforços tinham enviado para arrancá-los a Jesus Cristo tornar-se humildes discípulos. Marcos dirigiu-lhes palavras em que, dirigindo-se particularmente ao pai e à mãe, à mulher e à do irmão, os exortou a defender corajosamente a fé que pretendiam abraçar, e a não temer o que o demônio poderia fazer para impedi-lo; a desprezar, por uma ventura sem limites, uma vida que mil acidentes nos podem fazer perder, e que só acarreta aflições e crimes. Todos choraram, unindo o pesar da infidelidade passada às ações de graças que prestavam a Deus por os ter libertado. Nicóstrato afirmou que não beberia nem comeria, se não recebesse o santo batismo. Mas Sebastião, respondeu-lhe que, antes, devia mudar de dignidade, tornar-se oficial de Jesus Cristo, em vez de oficial do prefeito, e levar-lhe todos os presos que lhe tinham sido confiados, para que fossem catequizados. “Porque se o diabo, acrescentou, se esforça por raptar os que pertencem a Jesus Cristo, nós, pelo contrário, devemos esforçar-nos por restituir ao Criador aqueles que o inimigo injustamente usurpou”, e assegurou que se oferecesse tal presente a Jesus Cristo, logo no início da conversão, não tardaria em ser recompensados pelo martírio. Nicóstrato foi procurar o carcereiro, chamado Cláudio, para ordenar-lhe que lhe conduzisse todos os presos, sob o pretexto de que desejava tê-los prontos para a primeira sessão. Sebastião dirigiu-lhes uma exortação, após a qual, vendo que provavam a mudança de coração pelas lágrimas, mandou lhes fossem tiradas as correntes, indo então chamar um santo padre, de nome Policarpo, oculto em virtude da perseguição, para levá-lo à presença de Nicóstrato. Policarpo, depois de se congratular com os novos convertidos, e de lhes dizer que esperassem na misericórdia divina, prescreveu-lhes o jejum até o cair da noite. Entretanto, Cláudio disse a Nicóstrato que o prefeito ficara descontente com o fato da presença de todos aqueles presos, e que dele exigia satisfações. Nicóstrato rumou para lá imediatamente, e satisfez o prefeito, afirmando-lhe que tudo fizera para ainda mais espantar os cristãos postos sob sua vigilância, mediante o exemplo do suplício dos outros. Tratava-se de uma mentira, mas desculpável em pessoa ainda pouco instruída. Voltando, contou a Cláudio, que o acompanhava, tudo quanto sucedera em sua casa, particularmente a cura da mulher. Cláudio comoveu-se e foi procurar duas crianças que tinha, uma das quais era hidrópica, sendo a outra afligida por diversos males. Colocou-as diante dos santos, dizendo que deles esperava a saúde daqueles pequeninos entes, e que, quanto a ele, acreditava de todo coração em Jesus Cristo. Os santos garantiram-lhe que as crianças e os demais presentes seriam curados dos males, apenas se tornassem cristãos. Ao mesmo tempo, registraram-se os nomes dos que exigiam o batismo. Eram Tranquilino, pai dos dois mártires, com seis dos seus amigos; em seguida Nicóstrato; Castor, seu irmão; Cláudio, o carcereiro com seus dois filhos; Márcia, mulher de Tranquilino, com as mulheres e os filhos de São Marcos e São Marceliano; Sinforosa, mulher de Cláudio; Zoé, mulher de Nicóstrato; e toda a família de Nicóstrato, num total de trinta e três pessoas; por fim, os presos convertidos, dezesseis, o que totalizava sessenta e oito criaturas. Foram todos batizados por São Policarpo. Sebastião serviu de padrinho aos homens; Beatriz, depois mártir, e Lucina foram madrinhas das mulheres. Os dois filhos de Cláudio foram os primeiros batizados, e saíram tão são quanto os outros, não lhes restando o menor sinal de qualquer enfermidade. Depois deles, foi batizado Tranquilino. Havia onde anos que padecia de gota, e de tal maneira lhe doíam os pés e as mãos, que mal suportava que o carregassem. Nem sequer conseguia levar à mão à boca para comer; e sofreu tremendas dores, quando teve de despir-se para o batismo. São Policarpo perguntou-lhe se acreditava de todo coração que lhe Jesus Cristo, Filho único de Deus, seria capaz de perdoar-lhe todos os pecados, e o infeliz respondeu em voz alta que reconhecia ser Jesus Cristo filho de Deus, e poder devolver-lhe a saúde da alma e do corpo; mas pedia apenas a remissão dos pecados e, ainda que conservasse as dores após a santificação do batismo, não poderia duvidar da fé de Jesus Cristo. Aquelas palavras arrancaram lágrimas de alegria de todos os santos, os quais rogaram a Deus concedesse ao enfermo o efeito de tão pura fé. Policarpo, após ungi-lo com o crisma, perguntou-lhe pela segunda vez se acreditava no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Mal o enfermo respondeu que sim, curou-se-lhe a gora num momento, e ele exclamou: “Sois o Deus único e verdadeiro, que este mísero mundo não conhece”. Em seguida, foram batizados todos os outros, e durante os dez dias que sobravam dias trinta concedidos a Tranquiliano para os dois filhos, os novos cristãos somente se dedicaram a louvar a Deus e a se preparar para o combate, desejando todos ardentemente o martírio, inclusive as mulheres e as crianças. Findos os trinta dias, o prefeito Cromácio mandou buscar Tranquiliano, que lhe agradeceu o adiamento, por haver conservado os filhos ao pai e devolvido o pai aos filhos. Cromácio, não compreendendo o significado de tais palavras, disse-lhes ser preciso que os filhos fossem oferecer incenso aos deuses. Tranquilino, então, explicando-se mais claramente, declarou-lhe ser cristão, e que por tal meio se via curado da gota que tanto o afligira antes. O fato comoveu Cromácio, que sofria da mesma enfermidade. Todavia, impelido sem dúvida pela presença dos assistentes, mandou deter Tranquilino, dizendo que o levassem na primeira sessão. Contudo, ordenou que o levassem secretamente à sua presença durante a noite, e prometeu-lhe bastante dinheiro para que lhe indicasse o remédio que o havia curado. Tranquilino riu-se do dinheiro prometido e assegurou que outro remédio não havia senão a crença em Jesus Cristo; se Cromácio quisesse socorrer a Cristo, receberia indubitavelmente o mesmo alívio. Deixou-o Cromácio partir, pedindo-lhe que trouxesse quem o fizera cristão, para que, tal homem lhe prometesse curá-lo, pudesse abraçar a mesma religião. Tranquilino foi imediatamente ter com São Policarpo, e secretamente o conduziu ao prefeito, que lhe prometeu a metade dos seus bens, no caso de ser curado da gota. Respondeu-lhe Policarpo que aquela transação seria criminosa para um e para outro, mas que Jesus Cristo era capaz de lhe iluminar as trevas e curá-lo dos males, se nele acreditasse de todo o coração. Catequizou-o em seguida, e ordenou-lhe um jejum de três dias, de que ele se desincumbiu com Sebastião. No terceiro dia, voltaram juntos à presença de Cromácio, e valeram-se das dores causadas pela gota para lhe falar dos suplícios eternos. Cromácio deu imediatamente o seu nome e o de Tibúrcio, seu filho único, para se tornarem ambos cristãos. Sebastião, contudo, aconselhou-o a não desejar o batismo pelo desejo de ser curado, e sim por uma questão verdadeira fé, e pediu-lhe que, como sinal de perfeita conversão, permitisse a quebra de todos os seus ídolos, assegurando-lhe que não deixaria de ser imediatamente curado. Cromácio quis que o ato fosse realizado por homens seus; mas o santo deu-lhe a ver que o diabo poderia prejudicar em virtude da infidelidade deles, e todos haveriam de dizer que se trataria de um castigo por terem abatido os ídolos. Por conseguinte, o próprio Sebastião para lá rumou acompanhado de Policarpo; e após orarem, quebraram os dois mais de duzentas estátuas. No regresso, verificaram que Cromácio não estava curado. Disseram-lhe, então, que evidentemente restava alguma coisa por quebrar, ou que a sua fé não era ainda perfeita. Confessou-lhe Cromácio que tinha uma saleta repleta de aparelhos de cristal para a astrologia, a qual custara duzentas libras de ouro ao pai. Os santos deram-lhe a ver a inutilidade da astrologia e de todas as predições dela tiradas, e ele, por fim, concordou em que fizessem dos aparelhos o que mais lhes aprouvesse. Tibúrcio, filho de Cromácio, não se conformou com quererem despedaçar uma coleção tão preciosa e rara, não desejando, todavia, impedir a cura do pai, mandou acender dois fornos e garantiu que, se fosse despedaçada a saleta, sem que o pai se visse curado, mandaria a eles atirar Sebastião e Policarpo. Aceitaram os santos a condição, embora Cromácio se opusesse. Ao mesmo tempo em que despedaçavam os aparelhos, um jovem, aparecendo a Cromácio, disse-lhe ser enviado de Jesus Cristo para o curar. Curou-se na realidade, no mesmo instante, e pôs-se a correr atrás do jovem para lhe beijar os pés; mas o jovem se opôs, por não estar ainda Cromácio santificado pelo batismo. Cromácio lançou-se, então, aos pés de Sebastião, e Tibúrcio aos pés de Policarpo. Sebastião mostrou-lhe que na dignidade na qual se encontrava, não podia deixar de comparecer aos espetáculos profanos, sem falar do julgamento dos processos, onde era difícil se não misturasse com coisas contrárias à profissão do cristianismo. E era diante do prefeito de Roma que se perseguiam os cristãos. Assim, houve por bem aconselhar-se a pedir um sucessor, para libertar-se de todas aquelas ocupações do mundo, e cuidar apenas da salvação da alma. Cromácio pés em prática o conselho, e no mesmo dia solicitou dos amigos que tinha na corte o obséquio de o assistirem para tanto. Já próximo do batismo, perguntou-lhe Policarpo, entre outras coisas, se renunciava a todos os pecados. Respondeu ser um pouco tarde para tal pergunta, mas que preferia tornar a vestir-se e a adiar o batismo. Queria perdoar a todos os que lhe tinham dado motivos de cólera, esquecer o que lhe era devido, devolver tudo quanto tivesse tomado pela violência; tivera duas concubinas após a morte da mulher, e pretendia dar-lhes inteira liberdade e arranjar-lhes maridos. Policarpo aprovou-lhe o plano, e disse-lhe que era para a realização de tal renúncia que se prescreviam ordinariamente quarenta dias aos que pediam o batismo. Tibúrcio renunciou à barra da justiça, com a qual pretendia haver-se, depois de adquirir bastante erudição e eloqüência. Recebeu, então o batismo. Cromácio, depois de renunciar a todos os afazeres do mundo, recebeu-o poucos dias depois. Com ele, foram batizadas mil e quatrocentas pessoas de sua casa, às quais já dera, antes, a liberdade, dizendo que os que começavam a ter a Deus por pai não mais podiam ser escravos do homem. Diocleciano, que passara a ser o único senhor do mundo com a morte de Carino, foi a Roma em 285. Não somente conservou Sebastião no posto, assim como os outros oficiais, como também se lhe afeiçoou, de tal sorte que lhe deu o cargo de capitão da primeira companhia dos guardas pretorianos, que pretendia deixar em Roma; e enquanto permaneceu na grande cidade, quis que o santo sempre lhe estivesse ao lado. Maximiano procedeu da mesma maneira. Entretanto, sendo grande a perseguição contra os demais cristãos, Cromácio, a conselho do Papa, naquela época São Caio, chamou-o ao seu lado, ou melhor, chamou ao seu lado todos os que tinham sido convertidos havia pouco, e deles tão bem cuidou que não se viu obrigado a sacrificar nenhum. Sendo, todavia, difícil manter ocultada por mais tempo a sua mudança, pediu ao imperador licença para retirar-se à Campânia, onde possuía belas terras, fingindo estar desejoso de recobrar a saúde. Sabe-se, pela história, que os senadores eram obrigados a residir em Roma, a não ser que os dispensasse a idade ou um favor especial. Cromácio logrou obter a permissão, e ofereceu-se para conduzir em sua companhia rodos os cristãos que desejassem segui-lo. Nasceu então uma disputa entre Sebastião e Policarpo, para saber qual dos dois permaneceria na cidade ou acompanharia os novos fiéis à Campânia. Cada um deles pretendia ficar em Roma, para mais facilmente ir ao encontro do martírio. O Papa terminou a admirável disputa, achando que Policarpo, o qual tão dignamente exercia o sacerdócio e possuía a ciência de Deus, devia acompanhar os retirantes, a fim de animá-los e dar-lhes assistência. Chegado o domingo, o Papa celebrou os santos mistérios na casa de Cromácio e disse aos presentes: “Nosso Senhor Jesus Cristo, conh4cedor da fraqueza humana, estabeleceu dois graus entre os que nele acreditam, os confessores e os mártires, para que os que se não julgam suficientemente fortes para suportar o peso do martírio, conservem a graça da confissão, e, deixando o principal louvor aos soldados de Cristo, os quais vão combater pelo seu nome, deles cuidem com afinco. Logo, os que quiserem irão com nossos filhos Cromácio e Tibúrcio; e os que quiserem ficarão comigo na cidade. A distância na terra não separa absolutamente os que a graça de Cristo une; e os nossos olhos não sentirão a vossa ausência, porque vos contemplaremos com o olhar do homem interior.” Assim falou o Papa, e Tibúrcio bradou: “Conjuro-vos, ó Pai e Bispo dos bispos, não queirais que eu dê as costas aos perseguidores, pois a minha ventura e o meu desejo é morrer por Deus, mil vezes, se possível, contanto que obtenha a dignidade dessa vida que nenhum sucessor me arrebatará, e à qual nenhum tempo porá fim.” O santo Papa, chorando de alegria, pediu a Deus que todos os que com ele permanecessem obtivessem o triunfo do martírio. Vemos aqui, como em São Cipriano, que eram postos no lugar dos confessores, não apenas os que confessavam a fé diante dos tribunais, senão também os que, para a não negar, se também, o título de bispo dos bispos dado ao Papa, como no mesmo São Cipriano e, antes dele, em Tertuliano. O Papa São Caio sucedera, em 15 de dezembro de 283, ao Papa Santo Eutiquiano, morto no dia 7 do mesmo mês, e que, por sua vez, sucedera a São Félix, martirizado no império de Aureliano, em 22 de dezembro de 274. Ficou, portanto, Tibúrcio com o Papa, assim como Sebastião, Marceliano e Marcos, Tranquilino, pai deles; Nicóstrato, Zoé, sua mulher, e Castor, seu irmão; Cláudio e seu irmão Vitorino, com o filho Sinforiano, que se vira curado da hidropisia. Os demais retiraram-se com Cromácio. O Papa dez de Tranquilino sacerdote, e de seus filhos diáconos. Os outros foram ordenados, subdiáconos, exceto Sebastião que, servindo bastante aos fiéis sob as vestes de capitão, foi nomeado, dizem os atos, defensor da Igreja pelo Papa. Esse título assinalava, na época de São Gregório, aqueles que os Papas empregavam particularmente no auxílio e assistência dos pobres. Os santos que haviam permanecido em Roma, não conseguindo encontrar lugar seguro, retiraram-se com o Papa para o próprio palácio do imperador, para junto de um tal Cástulo, cristão com toda a família e adequadíssimo para os ocultar, uma vez que, vivendo no palácio onde era intendente dos banhos e das estufas, ninguém dele suspeitava. Lá ficavam os santos, dia e noite atarefados com as lágrimas, os jejuns e a prece para de Deus obterem a perseverança e a graça do martírio. Realizavam também grande número de milagres com os cristãos que lhes iam implorar a assistência. Tibúrcio, ao sair, certo dia, encontrou um jovem que, tendo caído de grande altura, de tal modo havia quebrado os membros que a única coisa de que se cuidava era sepultá-lo. Tibúrcio pediu aos pais debulhados em lágrimas que lhe permitissem dirigir-lhes algumas palavras, para Ver se o não curaria. Todos se afastaram. Tibúrcio proferiu sobre a vítima a oração dominical com o símbolo, e o jovem se viu imediatamente refeito, como se nada tivesse sofrido. Retirou-se, Tibúrcio, mas o pai e a mãe correram-lhe no encalço, detiveram-no, e disseram-lhe: ” Fazei dele vosso escravo e com ele vos daremos todos os nossos bens, pois era nosso filho único e, de morto que estava, vós o ressuscitastes.” Respondeu-lhes Tibúrcio: “Se fizerdes o que vos digo, considerar-me-ei muito bem pago pela cura.” Retrucaram os pais: “E se vós quiserdes ter também a nós por escravos, não nos operemos; pelo contrário, desejamos ser vossos escravos, se nos julgardes dignos”. Tibúrcio, pegando-os pela mão, conduziu-os a um lugar afastado da multidão, e ensinou-lhes a virtude do nome de Jesus Cristo. Ao vê-los firmes no temor de Deus, levou-os a Caio, e disse: “Venerável Papa e Pontífice da lei divina, eis aqueles que Cristo conquistou hoje, por meu intermédio; como novo arbusto, a minha fé produziu neles o primeiro fruto.” O Papa batizou o jovem e os pais. (…) Um ladino, chamado Torquato, fingindo-se ainda cristão, embora tivesse renunciado à fé, uniu-se ao grupo do santo Papa Caio. Tibúrcio não suportava vê-lo arrumar o cabelo, comer constantemente, beber com excesso, brincar nas refeições, ter gestos e maneiras efeminados, exibir-se por demais livremente às mulheres, evitar jejuns e preces, e dormir enquanto os outros vigiavam e passavam a noite a entoar louvores a Deus. Repreendia-o severamente, e Torquato fingia entristecer-se. Contudo, através de ardis, arranjou maneira de fazê-lo prender com ele e levar à presença do prefeito Fabiano, onde, interrogado, respondeu que era cristão, que Tibúrcio era seu amo, e que faria tudo quando o visse fazer. Tibúrcio confundiu-o com viva eloqüência e desmascarou-lhe a trama perante o juiz. Disse-lhe Fabiano: “Andareis melhor em cuidar da vossa salvação não desprezando as ordens dos príncipes. – Não posso garantir melhor a minha salvação, replicou Tibúrcio, que desprezando os vossos deuses e deusas, que confessando ser somente Jesus Cristo o meu Deus.” Disse-lhe ainda Fabiano: “Voltai para o seio de vossa família, sede o que vos manda ser a natureza, pois de nascimento tão nobre, caístes tão baixo que vos encontrais na conjectura de sofrer o suplício, a infâmia e a morte.” Retrucou-lhe Tibúrcio: “Oh, que sábio, que maravilhoso juiz possuem os romanos! Porque me recuso a adorar a prostituída Vênus, o incestuoso Júpiter, o finório Mercúrio, e Saturno, assassino de seus filhos, desonro a minha raça e recebo a marca da infâmia! E porque adoro o único Deus verdadeiro, ameaçais-me com a morte pelos suplícios!” Fabiano mandou imediatamente acender uma fogueira e ordenou-lhe que a ela atirasse incenso ou sobre ela caminhasse de pés descalços. Tibúrcio fez o sinal da cruz e caminhou sobre os carvões sem sofrer a menor dor; depois desafiou o juiz a colocar apenas a mão na água fervente, em nome de Júpiter. “Quem não sabe, disse o juiz confuso, que o vosso Cristo vos ensinou magia? – Calai-vos, desgraçado, replicou Tibúrcio, não me façais a injúria de proferir diante de mim com furiosos lábios tão sagrado nome”. Fabiano, encolerizado, o condenou imediatamente a perder a cabeça como blasfemo e culpado de haver proferido atrozes injúrias. Tibúrcio foi levado a um lugar da cidade, onde o executaram; mais tarde, Deus realizou no mesmo lugar grande número de milagres. O pérfido Torquato fez ainda enforcar Cástulo, o anfitrião dos cristãos. O santo foi interrogado e torturado três vezes e, não deixando nunca de persistir nas suas convicções, atiraram-no a um fosso sobre o qual lançaram um monte de areia. Os dois irmãos, Marcos e Marceliano, foram detidos em seguida e amarrados a um poste, com os pés furados pro pregos. Passaram um dia e uma noite em tal suplício, e finalmente morreram, atravessados por lanças, por ordem do juiz. Foram sepultados a duas milhas de Roma, num cemitério que deles recebeu o nome. Após haver Sebastião fortalecido tantos mártires contra o temos dos suplícios, e encorajado a combater heroicamente pela coroa da glória, deu finalmente a conhecer a todos o que ele próprio era. Dioclecino, a quem o prefeito narrou o sucedido, mandou-o chamar e censurou-o por se esquecer das obrigações que lhe devia. Respondeu o santo que, notando haver loucura em pedir favores e socorros a pedras, havia incessantemente adorado a Cristo e o Deus do céu, para a salvação do príncipe e de todo império. Tão sábia resposta não satisfez absolutamente Diocleciano, que entregou o santo às mãos dos arqueiros da Mauritânia, os quais, por ordem sua, o vararam de flechas. Deixaram-no, depois, por morto no lugar. Mas Irene, viúva de São Cástulo, tendo acorrido para sepultá-lo, encontrou-o ainda com vida e levou-o para casa, no próprio palácio do imperador, onde em pouco tempo o santo recobrou a saúde. Exortavam-no os cristãos a que se retirasse. Mas, após invocar a Deus, colocou-se numa escadaria pela qual passava Diocleciano, e censurou-o pela injustiça com a qual os seus pontífices o levavam a perseguir os cristãos, acusando-os de inimigos do estado, eles que oravam continuamente pelo império e pela prosperidade dos exércitos. Diocleciano surpreendeu-se bastante ao vê-lo, pois o julgava morto, segundo a ordem que dera. Disse-lhe o santo que Jesus Cristo lhe devolvera a vida, a fim de que protestasse diante de todo o povo ser extrema injustiça perseguir os servidores de Cristo. Diocleciano mandou imediatamente que o levassem ao hipódromo do palácio, onde o abaterem a bordoadas. De medo, porém, dizem os atos, de que os cristãos fizessem dele um mártir, lançaram-lhe de noite o corpo a uma cloaca. O santo apareceu a uma mulher chamada Lucina e mostrando-lhe o ponto em que estava o corpo, pediu-lhe o fosse enterrar nas catacumbas, na entrada da gruta dos apóstolos. Lucina executou religiosamente a ordem, e passou trinta dias ao pé do túmulo do santo. Isso se verificou, segundo parece, no ano de 228. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume II, p. 46 à 62) #SantodoDia

  • São Sebastião, mártir e Soldado de Cristo – 20 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 20 DE JANEIRO – SÃO SEBASTIÃO Mártir (+288) O santo que a Igreja comemora hoje é o mártir Sebastião, que, sendo soldado romano e muito chegado da corte imperial, converteu inúmeros colegas à fé cristã e deu um ousado e valente testemunho de fidelidade à Igreja ante o imperador Diocleciano. O tirano, como nos conta a história, mandou que atassem o santo a uma coluna e o matassem a flechadas. Foram tantos os disparos que o corpo de Sebastião, coberto de arpões da cabeça aos pés, ficou parecido com um ouriço. Mas se enganou o imperador e agiu a Providência, “porque para os que dão a vida por Cristo”, escreve o Pe. Antônio Vieira em honra deste santo, “não há tormento que chegue a matar”. Sebastião, com efeito, que não tivera medo de encobrir a fé, foi coberto de flechas e tido por morto; mas ali mesmo, onde parecia expirar envolto de sangue, triunfava envolto de glória, tanto pela fé que conservara como pela vida que por milagre não perdera. Salvo assim do primeiro martírio, Sebastião voltou à corte para o segundo, convocando os que o condenaram à morte a que abraçassem a única fé que dá vida. Sentenciado outra vez, Sebastião foi finalmente martirizado por espancamento, deixando-nos um belíssimo exemplo de que por fidelidade a Cristo não devemos jamais encobrir nossa fé e, uma vez descobertos pelo ódio do mundo, hemos de perseverar nela até o fim, pois de nada nos vale estar vivos aos olhos dos homens e mortos aos de Deus. Que S. Sebastião, descoberto defensor da fé e intrépido soldado de Cristo, olhe por nós do alto do céu e nos alcance a graça de merecermos como ele a mesma bem-aventurança, se não pelo de sangue, ao menos pelo martírio branco da nossa honra, do nosso nome ante o mundo. Conheça mais sobre São Sebastião Até 1969 associado, no calendário litúrgico, à memória de são Fabiano, é hoje comemorado separadamente. Esse famoso mártir romano deve sua notoriedade a uma Paixão escrita no século V pelo monge Arnóbio, o Moço, que contém relatos fantasiosos, mas que exerce grande influência nas pessoas piedosas. Eis a narração: Sebastião, oficial do exército ­imperial e amigo do imperador Diocleciano, servira-se de sua posição para ajudar os cristãos perseguidos e fazer prosélitos até nas fileiras do exército. Tanto zelo acabou por indispor contra ele o imperador, que o exprobou nestes termos: ‘Eu te abri as portas de meu palácio e te aplainei os caminhos para um futuro promissor, enquanto tu atentaste contra minha salvação…’. Condenado à pena capital, foi amarrado a uma árvore, transformado em alvo dos arqueiros e por fim morto a golpes de maça. Em 367, o papa Dâmaso mandou construir uma igreja sobre sua sepultura, na via Ápia. O local, ainda hoje, é objeto de concorridas peregrinações. O imperador Carino vivia ainda, quando dois irmãos gêmeos, Marcos e Marceliano, foram aprisionados em Roma. Um cristão, criado nos cargos militares, ia frequentemente visitá-los. Era Sebastião, nascido em Narbona, na Gália, mas criado em Milão, de onde era originária a família. A princípio, resolvera não encetar a carreira das armas; o desejo de servir os irmãos nas perseguições que sofriam levara a melhor contra o pendor. Aceitou, portanto, um posto, e fez-se amar dos soldados e de todos. Sob as vestes militares, dedicava-se incessantemente às boas obras do cristão, conservando todo o segredo possível. Por Jesus Cristo não tinha medo de perder nem a vida nem os bens; mas o segredo lhe proporcionava mais meios de animar os cristãos que sucumbiam sob a violência dos tormentos, e de garantir para Deus as almas que o demônio pretendia raptar. Visitava todos os dias os dois irmãos Marcos e Marceliano, os quais padeceram com constância as vergastadas que os dilaceravam, e foram condenados a ter decepada a cabeça. Os dois irmãos pertenciam a mais ilustre família de senadores. Com o pai e a mãe, velhos e ainda pagãos, tinham mulheres e filhos. A família, vendo-os condenados à morte, obteve do prefeito de Roma, chamado Cromácio, um prazo de trinta dias para experimentar fazê-los mudar de resolução. Foram os dois postos na casa do primeiro escrivão da prefeitura, Nicóstrato, onde os conservavam de mãos acorrentadas. O pai, a mãe, as mulheres e os filhos ainda pequeninos, além dos amigos, tudo envidaram para os convencer; já começava a alma deles a curvar-se diante de tantas lágrimas, quando Sebastião, chegando, os reanimou com palavras cheias de fogo, que a todos impressionaram. O santo parecia envolto numa luz divina. Quando terminou de falar, Zoé, mulher de Nicóstrato, atirou-se-lhe aos pés, tentando dar-lhe a compreender, pelos gestos, o que dele desejava, pois havia seis anos que uma enfermidade lhe fizera perder a palavra. Sebastião fez o sinal da cruz sobre a boca da mulher, pedindo em voz alta a Jesus Cristo que se dignasse curá-la, se tudo quanto acabara de ouvir era verdade. O efeito seguiu-se à palavra, e Zoé pôs-se a louvar o santo e a declarar que acreditava no que ele acabava de dizer. Vira um anjo descido do céu, segurando um livro aberto diante dos olhos de Sebastião, no qual tudo quanto ele dissera estava escrito palavra por palavra. Nicóstrato, diante da cura da mulher, lançou-se igualmente aos pés do santo, pediu perdão por haver mantido os dois mártires aprisionados, tirou-lhes os grilhões e rogou-lhes que se fossem para onde mais lhes conviesse, declarando que se consideraria feliz por ser aprisionado e morto no lugar deles. Marcos e Marceliano louvaram tão perfeita fé, mas nem sequer pensaram em abandonar a luta para a ela expor outro. A graça não se deteve em Nicóstrato e sua mulher; espalhou-se sobre todos os presentes. Marcos e Marceliano firmaram-se na fé, e tiveram o consolo de ver os que tantos esforços tinham enviado para arrancá-los a Jesus Cristo tornar-se humildes discípulos. Marcos dirigiu-lhes palavras em que, dirigindo-se particularmente ao pai e à mãe, à mulher e à do irmão, os exortou a defender corajosamente a fé que pretendiam abraçar, e a não temer o que o demônio poderia fazer para impedi-lo; a desprezar, por uma ventura sem limites, uma vida que mil acidentes nos podem fazer perder, e que só acarreta aflições e crimes. Todos choraram, unindo o pesar da infidelidade passada às ações de graças que prestavam a Deus por os ter libertado. Nicóstrato afirmou que não beberia nem comeria, se não recebesse o santo batismo. Mas Sebastião, respondeu-lhe que, antes, devia mudar de dignidade, tornar-se oficial de Jesus Cristo, em vez de oficial do prefeito, e levar-lhe todos os presos que lhe tinham sido confiados, para que fossem catequizados. “Porque se o diabo, acrescentou, se esforça por raptar os que pertencem a Jesus Cristo, nós, pelo contrário, devemos esforçar-nos por restituir ao Criador aqueles que o inimigo injustamente usurpou”, e assegurou que se oferecesse tal presente a Jesus Cristo, logo no início da conversão, não tardaria em ser recompensados pelo martírio. Nicóstrato foi procurar o carcereiro, chamado Cláudio, para ordenar-lhe que lhe conduzisse todos os presos, sob o pretexto de que desejava tê-los prontos para a primeira sessão. Sebastião dirigiu-lhes uma exortação, após a qual, vendo que provavam a mudança de coração pelas lágrimas, mandou lhes fossem tiradas as correntes, indo então chamar um santo padre, de nome Policarpo, oculto em virtude da perseguição, para levá-lo à presença de Nicóstrato. Policarpo, depois de se congratular com os novos convertidos, e de lhes dizer que esperassem na misericórdia divina, prescreveu-lhes o jejum até o cair da noite. Entretanto, Cláudio disse a Nicóstrato que o prefeito ficara descontente com o fato da presença de todos aqueles presos, e que dele exigia satisfações. Nicóstrato rumou para lá imediatamente, e satisfez o prefeito, afirmando-lhe que tudo fizera para ainda mais espantar os cristãos postos sob sua vigilância, mediante o exemplo do suplício dos outros. Tratava-se de uma mentira, mas desculpável em pessoa ainda pouco instruída. Voltando, contou a Cláudio, que o acompanhava, tudo quanto sucedera em sua casa, particularmente a cura da mulher. Cláudio comoveu-se e foi procurar duas crianças que tinha, uma das quais era hidrópica, sendo a outra afligida por diversos males. Colocou-as diante dos santos, dizendo que deles esperava a saúde daqueles pequeninos entes, e que, quanto a ele, acreditava de todo coração em Jesus Cristo. Os santos garantiram-lhe que as crianças e os demais presentes seriam curados dos males, apenas se tornassem cristãos. Ao mesmo tempo, registraram-se os nomes dos que exigiam o batismo. Eram Tranquilino, pai dos dois mártires, com seis dos seus amigos; em seguida Nicóstrato; Castor, seu irmão; Cláudio, o carcereiro com seus dois filhos; Márcia, mulher de Tranquilino, com as mulheres e os filhos de São Marcos e São Marceliano; Sinforosa, mulher de Cláudio; Zoé, mulher de Nicóstrato; e toda a família de Nicóstrato, num total de trinta e três pessoas; por fim, os presos convertidos, dezesseis, o que totalizava sessenta e oito criaturas. Foram todos batizados por São Policarpo. Sebastião serviu de padrinho aos homens; Beatriz, depois mártir, e Lucina foram madrinhas das mulheres. Os dois filhos de Cláudio foram os primeiros batizados, e saíram tão são quanto os outros, não lhes restando o menor sinal de qualquer enfermidade. Depois deles, foi batizado Tranquilino. Havia onde anos que padecia de gota, e de tal maneira lhe doíam os pés e as mãos, que mal suportava que o carregassem. Nem sequer conseguia levar à mão à boca para comer; e sofreu tremendas dores, quando teve de despir-se para o batismo. São Policarpo perguntou-lhe se acreditava de todo coração que lhe Jesus Cristo, Filho único de Deus, seria capaz de perdoar-lhe todos os pecados, e o infeliz respondeu em voz alta que reconhecia ser Jesus Cristo filho de Deus, e poder devolver-lhe a saúde da alma e do corpo; mas pedia apenas a remissão dos pecados e, ainda que conservasse as dores após a santificação do batismo, não poderia duvidar da fé de Jesus Cristo. Aquelas palavras arrancaram lágrimas de alegria de todos os santos, os quais rogaram a Deus concedesse ao enfermo o efeito de tão pura fé. Policarpo, após ungi-lo com o crisma, perguntou-lhe pela segunda vez se acreditava no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Mal o enfermo respondeu que sim, curou-se-lhe a gora num momento, e ele exclamou: “Sois o Deus único e verdadeiro, que este mísero mundo não conhece”. Em seguida, foram batizados todos os outros, e durante os dez dias que sobravam dias trinta concedidos a Tranquiliano para os dois filhos, os novos cristãos somente se dedicaram a louvar a Deus e a se preparar para o combate, desejando todos ardentemente o martírio, inclusive as mulheres e as crianças. Findos os trinta dias, o prefeito Cromácio mandou buscar Tranquiliano, que lhe agradeceu o adiamento, por haver conservado os filhos ao pai e devolvido o pai aos filhos. Cromácio, não compreendendo o significado de tais palavras, disse-lhes ser preciso que os filhos fossem oferecer incenso aos deuses. Tranquilino, então, explicando-se mais claramente, declarou-lhe ser cristão, e que por tal meio se via curado da gota que tanto o afligira antes. O fato comoveu Cromácio, que sofria da mesma enfermidade. Todavia, impelido sem dúvida pela presença dos assistentes, mandou deter Tranquilino, dizendo que o levassem na primeira sessão. Contudo, ordenou que o levassem secretamente à sua presença durante a noite, e prometeu-lhe bastante dinheiro para que lhe indicasse o remédio que o havia curado. Tranquilino riu-se do dinheiro prometido e assegurou que outro remédio não havia senão a crença em Jesus Cristo; se Cromácio quisesse socorrer a Cristo, receberia indubitavelmente o mesmo alívio. Deixou-o Cromácio partir, pedindo-lhe que trouxesse quem o fizera cristão, para que, tal homem lhe prometesse curá-lo, pudesse abraçar a mesma religião. Tranquilino foi imediatamente ter com São Policarpo, e secretamente o conduziu ao prefeito, que lhe prometeu a metade dos seus bens, no caso de ser curado da gota. Respondeu-lhe Policarpo que aquela transação seria criminosa para um e para outro, mas que Jesus Cristo era capaz de lhe iluminar as trevas e curá-lo dos males, se nele acreditasse de todo o coração. Catequizou-o em seguida, e ordenou-lhe um jejum de três dias, de que ele se desincumbiu com Sebastião. No terceiro dia, voltaram juntos à presença de Cromácio, e valeram-se das dores causadas pela gota para lhe falar dos suplícios eternos. Cromácio deu imediatamente o seu nome e o de Tibúrcio, seu filho único, para se tornarem ambos cristãos. Sebastião, contudo, aconselhou-o a não desejar o batismo pelo desejo de ser curado, e sim por uma questão verdadeira fé, e pediu-lhe que, como sinal de perfeita conversão, permitisse a quebra de todos os seus ídolos, assegurando-lhe que não deixaria de ser imediatamente curado. Cromácio quis que o ato fosse realizado por homens seus; mas o santo deu-lhe a ver que o diabo poderia prejudicar em virtude da infidelidade deles, e todos haveriam de dizer que se trataria de um castigo por terem abatido os ídolos. Por conseguinte, o próprio Sebastião para lá rumou acompanhado de Policarpo; e após orarem, quebraram os dois mais de duzentas estátuas. No regresso, verificaram que Cromácio não estava curado. Disseram-lhe, então, que evidentemente restava alguma coisa por quebrar, ou que a sua fé não era ainda perfeita. Confessou-lhe Cromácio que tinha uma saleta repleta de aparelhos de cristal para a astrologia, a qual custara duzentas libras de ouro ao pai. Os santos deram-lhe a ver a inutilidade da astrologia e de todas as predições dela tiradas, e ele, por fim, concordou em que fizessem dos aparelhos o que mais lhes aprouvesse. Tibúrcio, filho de Cromácio, não se conformou com quererem despedaçar uma coleção tão preciosa e rara, não desejando, todavia, impedir a cura do pai, mandou acender dois fornos e garantiu que, se fosse despedaçada a saleta, sem que o pai se visse curado, mandaria a eles atirar Sebastião e Policarpo. Aceitaram os santos a condição, embora Cromácio se opusesse. Ao mesmo tempo em que despedaçavam os aparelhos, um jovem, aparecendo a Cromácio, disse-lhe ser enviado de Jesus Cristo para o curar. Curou-se na realidade, no mesmo instante, e pôs-se a correr atrás do jovem para lhe beijar os pés; mas o jovem se opôs, por não estar ainda Cromácio santificado pelo batismo. Cromácio lançou-se, então, aos pés de Sebastião, e Tibúrcio aos pés de Policarpo. Sebastião mostrou-lhe que na dignidade na qual se encontrava, não podia deixar de comparecer aos espetáculos profanos, sem falar do julgamento dos processos, onde era difícil se não misturasse com coisas contrárias à profissão do cristianismo. E era diante do prefeito de Roma que se perseguiam os cristãos. Assim, houve por bem aconselhar-se a pedir um sucessor, para libertar-se de todas aquelas ocupações do mundo, e cuidar apenas da salvação da alma. Cromácio pés em prática o conselho, e no mesmo dia solicitou dos amigos que tinha na corte o obséquio de o assistirem para tanto. Já próximo do batismo, perguntou-lhe Policarpo, entre outras coisas, se renunciava a todos os pecados. Respondeu ser um pouco tarde para tal pergunta, mas que preferia tornar a vestir-se e a adiar o batismo. Queria perdoar a todos os que lhe tinham dado motivos de cólera, esquecer o que lhe era devido, devolver tudo quanto tivesse tomado pela violência; tivera duas concubinas após a morte da mulher, e pretendia dar-lhes inteira liberdade e arranjar-lhes maridos. Policarpo aprovou-lhe o plano, e disse-lhe que era para a realização de tal renúncia que se prescreviam ordinariamente quarenta dias aos que pediam o batismo. Tibúrcio renunciou à barra da justiça, com a qual pretendia haver-se, depois de adquirir bastante erudição e eloqüência. Recebeu, então o batismo. Cromácio, depois de renunciar a todos os afazeres do mundo, recebeu-o poucos dias depois. Com ele, foram batizadas mil e quatrocentas pessoas de sua casa, às quais já dera, antes, a liberdade, dizendo que os que começavam a ter a Deus por pai não mais podiam ser escravos do homem. Diocleciano, que passara a ser o único senhor do mundo com a morte de Carino, foi a Roma em 285. Não somente conservou Sebastião no posto, assim como os outros oficiais, como também se lhe afeiçoou, de tal sorte que lhe deu o cargo de capitão da primeira companhia dos guardas pretorianos, que pretendia deixar em Roma; e enquanto permaneceu na grande cidade, quis que o santo sempre lhe estivesse ao lado. Maximiano procedeu da mesma maneira. Entretanto, sendo grande a perseguição contra os demais cristãos, Cromácio, a conselho do Papa, naquela época São Caio, chamou-o ao seu lado, ou melhor, chamou ao seu lado todos os que tinham sido convertidos havia pouco, e deles tão bem cuidou que não se viu obrigado a sacrificar nenhum. Sendo, todavia, difícil manter ocultada por mais tempo a sua mudança, pediu ao imperador licença para retirar-se à Campânia, onde possuía belas terras, fingindo estar desejoso de recobrar a saúde. Sabe-se, pela história, que os senadores eram obrigados a residir em Roma, a não ser que os dispensasse a idade ou um favor especial. Cromácio logrou obter a permissão, e ofereceu-se para conduzir em sua companhia rodos os cristãos que desejassem segui-lo. Nasceu então uma disputa entre Sebastião e Policarpo, para saber qual dos dois permaneceria na cidade ou acompanharia os novos fiéis à Campânia. Cada um deles pretendia ficar em Roma, para mais facilmente ir ao encontro do martírio. O Papa terminou a admirável disputa, achando que Policarpo, o qual tão dignamente exercia o sacerdócio e possuía a ciência de Deus, devia acompanhar os retirantes, a fim de animá-los e dar-lhes assistência. Chegado o domingo, o Papa celebrou os santos mistérios na casa de Cromácio e disse aos presentes: “Nosso Senhor Jesus Cristo, conh4cedor da fraqueza humana, estabeleceu dois graus entre os que nele acreditam, os confessores e os mártires, para que os que se não julgam suficientemente fortes para suportar o peso do martírio, conservem a graça da confissão, e, deixando o principal louvor aos soldados de Cristo, os quais vão combater pelo seu nome, deles cuidem com afinco. Logo, os que quiserem irão com nossos filhos Cromácio e Tibúrcio; e os que quiserem ficarão comigo na cidade. A distância na terra não separa absolutamente os que a graça de Cristo une; e os nossos olhos não sentirão a vossa ausência, porque vos contemplaremos com o olhar do homem interior.” Assim falou o Papa, e Tibúrcio bradou: “Conjuro-vos, ó Pai e Bispo dos bispos, não queirais que eu dê as costas aos perseguidores, pois a minha ventura e o meu desejo é morrer por Deus, mil vezes, se possível, contanto que obtenha a dignidade dessa vida que nenhum sucessor me arrebatará, e à qual nenhum tempo porá fim.” O santo Papa, chorando de alegria, pediu a Deus que todos os que com ele permanecessem obtivessem o triunfo do martírio. Vemos aqui, como em São Cipriano, que eram postos no lugar dos confessores, não apenas os que confessavam a fé diante dos tribunais, senão também os que, para a não negar, se também, o título de bispo dos bispos dado ao Papa, como no mesmo São Cipriano e, antes dele, em Tertuliano. O Papa São Caio sucedera, em 15 de dezembro de 283, ao Papa Santo Eutiquiano, morto no dia 7 do mesmo mês, e que, por sua vez, sucedera a São Félix, martirizado no império de Aureliano, em 22 de dezembro de 274. Ficou, portanto, Tibúrcio com o Papa, assim como Sebastião, Marceliano e Marcos, Tranquilino, pai deles; Nicóstrato, Zoé, sua mulher, e Castor, seu irmão; Cláudio e seu irmão Vitorino, com o filho Sinforiano, que se vira curado da hidropisia. Os demais retiraram-se com Cromácio. O Papa dez de Tranquilino sacerdote, e de seus filhos diáconos. Os outros foram ordenados, subdiáconos, exceto Sebastião que, servindo bastante aos fiéis sob as vestes de capitão, foi nomeado, dizem os atos, defensor da Igreja pelo Papa. Esse título assinalava, na época de São Gregório, aqueles que os Papas empregavam particularmente no auxílio e assistência dos pobres. Os santos que haviam permanecido em Roma, não conseguindo encontrar lugar seguro, retiraram-se com o Papa para o próprio palácio do imperador, para junto de um tal Cástulo, cristão com toda a família e adequadíssimo para os ocultar, uma vez que, vivendo no palácio onde era intendente dos banhos e das estufas, ninguém dele suspeitava. Lá ficavam os santos, dia e noite atarefados com as lágrimas, os jejuns e a prece para de Deus obterem a perseverança e a graça do martírio. Realizavam também grande número de milagres com os cristãos que lhes iam implorar a assistência. Tibúrcio, ao sair, certo dia, encontrou um jovem que, tendo caído de grande altura, de tal modo havia quebrado os membros que a única coisa de que se cuidava era sepultá-lo. Tibúrcio pediu aos pais debulhados em lágrimas que lhe permitissem dirigir-lhes algumas palavras, para Ver se o não curaria. Todos se afastaram. Tibúrcio proferiu sobre a vítima a oração dominical com o símbolo, e o jovem se viu imediatamente refeito, como se nada tivesse sofrido. Retirou-se, Tibúrcio, mas o pai e a mãe correram-lhe no encalço, detiveram-no, e disseram-lhe: ” Fazei dele vosso escravo e com ele vos daremos todos os nossos bens, pois era nosso filho único e, de morto que estava, vós o ressuscitastes.” Respondeu-lhes Tibúrcio: “Se fizerdes o que vos digo, considerar-me-ei muito bem pago pela cura.” Retrucaram os pais: “E se vós quiserdes ter também a nós por escravos, não nos operemos; pelo contrário, desejamos ser vossos escravos, se nos julgardes dignos”. Tibúrcio, pegando-os pela mão, conduziu-os a um lugar afastado da multidão, e ensinou-lhes a virtude do nome de Jesus Cristo. Ao vê-los firmes no temor de Deus, levou-os a Caio, e disse: “Venerável Papa e Pontífice da lei divina, eis aqueles que Cristo conquistou hoje, por meu intermédio; como novo arbusto, a minha fé produziu neles o primeiro fruto.” O Papa batizou o jovem e os pais. (…) Um ladino, chamado Torquato, fingindo-se ainda cristão, embora tivesse renunciado à fé, uniu-se ao grupo do santo Papa Caio. Tibúrcio não suportava vê-lo arrumar o cabelo, comer constantemente, beber com excesso, brincar nas refeições, ter gestos e maneiras efeminados, exibir-se por demais livremente às mulheres, evitar jejuns e preces, e dormir enquanto os outros vigiavam e passavam a noite a entoar louvores a Deus. Repreendia-o severamente, e Torquato fingia entristecer-se. Contudo, através de ardis, arranjou maneira de fazê-lo prender com ele e levar à presença do prefeito Fabiano, onde, interrogado, respondeu que era cristão, que Tibúrcio era seu amo, e que faria tudo quando o visse fazer. Tibúrcio confundiu-o com viva eloqüência e desmascarou-lhe a trama perante o juiz. Disse-lhe Fabiano: “Andareis melhor em cuidar da vossa salvação não desprezando as ordens dos príncipes. – Não posso garantir melhor a minha salvação, replicou Tibúrcio, que desprezando os vossos deuses e deusas, que confessando ser somente Jesus Cristo o meu Deus.” Disse-lhe ainda Fabiano: “Voltai para o seio de vossa família, sede o que vos manda ser a natureza, pois de nascimento tão nobre, caístes tão baixo que vos encontrais na conjectura de sofrer o suplício, a infâmia e a morte.” Retrucou-lhe Tibúrcio: “Oh, que sábio, que maravilhoso juiz possuem os romanos! Porque me recuso a adorar a prostituída Vênus, o incestuoso Júpiter, o finório Mercúrio, e Saturno, assassino de seus filhos, desonro a minha raça e recebo a marca da infâmia! E porque adoro o único Deus verdadeiro, ameaçais-me com a morte pelos suplícios!” Fabiano mandou imediatamente acender uma fogueira e ordenou-lhe que a ela atirasse incenso ou sobre ela caminhasse de pés descalços. Tibúrcio fez o sinal da cruz e caminhou sobre os carvões sem sofrer a menor dor; depois desafiou o juiz a colocar apenas a mão na água fervente, em nome de Júpiter. “Quem não sabe, disse o juiz confuso, que o vosso Cristo vos ensinou magia? – Calai-vos, desgraçado, replicou Tibúrcio, não me façais a injúria de proferir diante de mim com furiosos lábios tão sagrado nome”. Fabiano, encolerizado, o condenou imediatamente a perder a cabeça como blasfemo e culpado de haver proferido atrozes injúrias. Tibúrcio foi levado a um lugar da cidade, onde o executaram; mais tarde, Deus realizou no mesmo lugar grande número de milagres. O pérfido Torquato fez ainda enforcar Cástulo, o anfitrião dos cristãos. O santo foi interrogado e torturado três vezes e, não deixando nunca de persistir nas suas convicções, atiraram-no a um fosso sobre o qual lançaram um monte de areia. Os dois irmãos, Marcos e Marceliano, foram detidos em seguida e amarrados a um poste, com os pés furados pro pregos. Passaram um dia e uma noite em tal suplício, e finalmente morreram, atravessados por lanças, por ordem do juiz. Foram sepultados a duas milhas de Roma, num cemitério que deles recebeu o nome. Após haver Sebastião fortalecido tantos mártires contra o temos dos suplícios, e encorajado a combater heroicamente pela coroa da glória, deu finalmente a conhecer a todos o que ele próprio era. Dioclecino, a quem o prefeito narrou o sucedido, mandou-o chamar e censurou-o por se esquecer das obrigações que lhe devia. Respondeu o santo que, notando haver loucura em pedir favores e socorros a pedras, havia incessantemente adorado a Cristo e o Deus do céu, para a salvação do príncipe e de todo império. Tão sábia resposta não satisfez absolutamente Diocleciano, que entregou o santo às mãos dos arqueiros da Mauritânia, os quais, por ordem sua, o vararam de flechas. Deixaram-no, depois, por morto no lugar. Mas Irene, viúva de São Cástulo, tendo acorrido para sepultá-lo, encontrou-o ainda com vida e levou-o para casa, no próprio palácio do imperador, onde em pouco tempo o santo recobrou a saúde. Exortavam-no os cristãos a que se retirasse. Mas, após invocar a Deus, colocou-se numa escadaria pela qual passava Diocleciano, e censurou-o pela injustiça com a qual os seus pontífices o levavam a perseguir os cristãos, acusando-os de inimigos do estado, eles que oravam continuamente pelo império e pela prosperidade dos exércitos. Diocleciano surpreendeu-se bastante ao vê-lo, pois o julgava morto, segundo a ordem que dera. Disse-lhe o santo que Jesus Cristo lhe devolvera a vida, a fim de que protestasse diante de todo o povo ser extrema injustiça perseguir os servidores de Cristo. Diocleciano mandou imediatamente que o levassem ao hipódromo do palácio, onde o abaterem a bordoadas. De medo, porém, dizem os atos, de que os cristãos fizessem dele um mártir, lançaram-lhe de noite o corpo a uma cloaca. O santo apareceu a uma mulher chamada Lucina e mostrando-lhe o ponto em que estava o corpo, pediu-lhe o fosse enterrar nas catacumbas, na entrada da gruta dos apóstolos. Lucina executou religiosamente a ordem, e passou trinta dias ao pé do túmulo do santo. Isso se verificou, segundo parece, no ano de 228. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume II, p. 46 à 62) #SantodoDia

  • Homilia Diária | Apóstolos para evangelizar, não para se mundanizar

    Sexta-feira da 2.ª S. do T. C. Ao narrar a escolha dos Doze Apóstolos, São Marcos nos deixa uma pista muito significativa de como deve ser o nosso apostolado pessoal. Jesus, antes de enviá-los em missão, escolheu doze dentre os seus discípulos “para que ficassem com Ele”, pois somente quem conhece a Cristo intimamente, pela oração solitária e silenciosa, está em condições de anunciá-lo a este mundo tão necessitado de graça e redenção. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 19 de janeiro, e peçamos à Virgem Santíssima, Rainha dos Apóstolos, que nos ajude a estar com o seu Filho para melhor conhecê-lo. Santo do Dia: São Canuto, padroeiro da Dinamarca Evangelho (Mc 3,13-19) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou esta reconciliação. (2Cor 5,19) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 13 Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14 Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, 15 com autoridade para expulsar os demônios. 16 Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17 Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer “Filhos do trovão”; 18 André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, 19 e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Apóstolos para evangelizar, não para se mundanizar

    Sexta-feira da 2.ª S. do T. C. Ao narrar a escolha dos Doze Apóstolos, São Marcos nos deixa uma pista muito significativa de como deve ser o nosso apostolado pessoal. Jesus, antes de enviá-los em missão, escolheu doze dentre os seus discípulos “para que ficassem com Ele”, pois somente quem conhece a Cristo intimamente, pela oração solitária e silenciosa, está em condições de anunciá-lo a este mundo tão necessitado de graça e redenção. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 19 de janeiro, e peçamos à Virgem Santíssima, Rainha dos Apóstolos, que nos ajude a estar com o seu Filho para melhor conhecê-lo. Santo do Dia: São Canuto, padroeiro da Dinamarca Evangelho (Mc 3,13-19) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou esta reconciliação. (2Cor 5,19) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 13 Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14 Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, 15 com autoridade para expulsar os demônios. 16 Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17 Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer “Filhos do trovão”; 18 André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, 19 e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São Canuto, padroeiro da Dinamarca – 19 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 19 DE JANEIRO – SÃO CANUTO Rei e Mártir (1040-1086) Era filho natural de Sueno II e neto de Canuto o Grande, que subjugou a Inglaterra. O rei, seu pai, que não tinha filhos legítimos, tendo-se convertido ao bem, sob a guia de São Guilherme, Bispo de Rotschild, cuidou de o fazer educar por sábios preceptores. Canuto correspondeu perfeitamente, e em pouco tempo se aperfeiçoou nos exercícios do espírito e do corpo, que convinham ao seu nascimento. Desde a mocidade, habituou-se aos penosos trabalhos da guerra, e realizou grandes e ousados feitos numa idade em que os outros mal conseguem ser espectadores. Limpou o mar dos piratas que devastavam as costas, venceu os estonianos, que levavam a efeito atos de banditismo contra os vizinhos, e dominou os povos da província de Sêmbia ou Samogícia, posteriormente submetida à coroa da Dinamarca. Esses grandes êxitos, seguidos de outros ainda, lhe abriam caminho, sem dúvida, para o trono. Mas, após a morte do Rei Sueno, seu pai, os dinamarqueses lembrando-se dos perigos aos quais a coragem dele os havia exposto, quando ainda se achava apenas na segunda fileira, recearam que, se lhe pusessem a coroa na cabeça, o seu espírito guerreiro os faria correr novos e maiores perigos. Foi por tal motivo que lhe preferiram o irmão Haroldo, mais velho, porém, pouco capaz. Canuto, vendo-se expulso de um estado que lhe devia glória e grande parte do poder, retirou-se para a corte do rei Halstan, que o tratou de acordo com o seu valor. Haroldo, não logrando por muito tempo sustentar o peso de uma coroa, mandou que o chamassem o irmão de volta e ofereceu-lhe metade do reino. Mas Canuto, percebendo que se tratava de um ardil para perdê-lo, foi bastante prudente para, na má sorte, não confiar nas promessas de um varão que, quando ela fora melhor, não lhe regateara provas de má vontade. Canuto teve a generosidade de resistir às ocasiões que se lhe apresentaram de fazer com que o país sofresse o castigo merecido pela ingratidão. Longe de voltar as armas contra ele, mais uma vez empregou no seu serviço, e continuou, sempre com o mesmo êxito, a guerra iniciada contra os inimigos da Dinamarca, a leste da Escânia, a única província que se lhe mantinha ligada. Essa grandeza de alma, que o levava a vingar a injúria com os benefícios, não ficou longo tempo sem recompensa, pois, tendo Haroldo falecido após dois anos de reinado, Canuto foi chamado com honra e elevado ao trono, devido ao seu mérito, pelo próprio sufrágio do irmão preferido, num país em que a ordem do nascimento não tinha valor nenhum, quando a não acompanhavam outras qualidades. Os seus primeiros cuidados, após subir ao trono, foram empregar as forças do reino para terminar, contra os inimigos do estado, a guerra que ele iniciara muito jovem ainda, às ordens do rei seu pai, e que continuara durante o exílio. Acabou-a mais gloriosamente ainda pela religião do que pelo seu próprio renome ou pelo interesse da coroa: tendo inteiramente submetido as províncias da Curlândia, de Samogícia e Estônia, viram todos que, se delas se apossara, fora apenas para fazer reinar Jesus Cristo. Sem outros inimigos para combater, o santo e bravo rei Canuto cuidou de casar-se. Desposou Adélia, filha de Roberto, conde de Flandres, de quem teve Carlos, também conde de Flandres, e cognominado o Bom, cuja memória a Igreja honra no dia 2 de Março. São Canuto dedicou-se imediatamente a fazer reflorescer as leis e a justiça no seu reino, e a restabelecer a antiga disciplina, desleixada por toda parte em virtude da insolência e das proezas dos grandes. Sobre tal assunto, emitiu severos mas santos regulamentos, sem que a proximidade do sangue, nem a amizade, nem qualquer outra consideração de qualquer espécie pudesse arrancar-lhe a impunidade do crime e da desordem. Sempre fez tudo com bastante prudência e equidade. Mas o que devia fazer com que lhe estimassem a virtude, atraiu-lhe o ódio e o desprezo dos mais poderosos, os quais não logravam admitir lhes fosse reprimida a tirania exercida contra os inferiores. Canuto não houve por bem deter-se por causa dos murmúrios e descontentamentos deles. Sendo o seu principal objetivo a glória de Deus e o interesse da Igreja, concedeu várias graças aos que eram ministros do Todo-Poderoso no seu reino. E visto que a gente grosseira e rústica pouco habituada estava a prestar aos Bispos o respeito devido, e não podendo Canuto admitir que fossem tratados como homens comuns, ordenou, por expressa declaração, que precederiam os duques e teriam o posto de príncipes no estado, a fim de lhes dar autoridade e, com tais honras, elevá-los. Isentou até os eclesiásticos da jurisdição secular, querendo que somente devessem obediência aos seus Bispos. Envidou, outrossim, tudo quanto lhe foi possível para habituar o povo a pagar os dízimos à Igreja, mas não teve êxito. Foi verdadeiramente de magnificência real na construção e fundação de igrejas em numerosos lugares, e senhor de grande liberalidade ao orná-las e enriquecê-las. Chegou até a dar à de Rotschild, capital do reino, a coroa que usava nas grandes solenidades, e que era valiosíssima. Mas estando ela, por tal motivo, mais exposta ao sacrilégio dos ladrões que as demais riquezas do tesouro sagrado, mandou que os Bispos impusessem a pena da excomunhão aos que ousassem tal atentado. Publicou em édito para tornar invioláveis aquela oblação e os demais efeitos da sua piedade, e impedir se tirasse da Igreja aquilo de que ele próprio se privava para a enriquecer. Era tamanha a sua caridade em tais questões que, para livrar os súditos do incômodo que lhes causava a excessiva despesa dos seus jovens irmãos, incumbiu-se do sustento deles e deixou somente a Olaf a província de Slesvic, como que em apanágio. Nada contrariava mais o seu propósito de corrigir os vícios do povo que a ociosidade e a falta de cuidados. Aquilo o levava a procurar louváveis e úteis ocupações para a todos manter a ação. Não era bastante intenso o comércio, na Dinamarca, para produzir esse efeito; a esterilidade das terras não convidava à lavoura, e os exercícios do espírito ficavam restritos a um pequeníssimo número de pessoas. O rei, meditando nos meios de encontrar outro expediente, refletiu que a maior glória jamais adquirida pela Dinamarca fora a conquista da Inglaterra, realizada em 1016 por Canuto o Grande, e em seguida inutilizada pelos seus sucessores. Julgou que, se tentasse conquistá-la de novo, ocuparia suficientemente bem o povo. Comunicou, assim, o propósito a Olaf, o mais velho dos irmãos, e, ouvindo-lhe o conselho, anunciou-o ao povo. A morte de Santo Eduardo da Inglaterra tornava favorável a conjectura. Mas, o Santo Rei Canuto não imaginava que seu irmão Olaf, conquistado talvez pelo dinheiro de Guilherme da Normandia, o traía e de todos os meios se valia para fazer malograr a expedição, umas vezes fingindos atrasos, outras com palavras insidiosas espalhadas entre os grandes e os militares. Canuto, descobrindo a trama, rumou, à testa de uma tropa escolhida, para Slesvic, com tal diligência, que lá surpreendeu Olaf. Convenceu-o do crime cometido e ordenou o soldados o agrilhoassem. Recusaram-se estes, pela devoção que tinham para com os reis, e por acreditarem que os grilhões eram mais duros que a própria morte, visto que os laços constituem sinal de condição baixa e servil, ao passo que a morte é comum aos homens. Mas o príncipe Érico, outro irmão de Canuto, julgando-se obrigado a preferir a obediência devida ao rei, em coisa tão justa, ao afeto por um irmão traiçoeiro como Olaf, não se pejou de fazer o que não queriam fazer os soldados. Olaf foi agrilhoado e, por mar, enviado a Flandres, onde o encerraram numa cidadela. Os grandes que tinham participado da conspiração não tiveram outra vingança senão a de arranjar novas demoras para a expedição do rei. Mediante as secretas solicitações dos emissários deles, os soldados que ainda se encontravam no exército debandaram na quase totalidade. O rei, tendo sempre em mente o serviço de Deus, acreditou poder valer-se da oportunidade para tentar estabelecer o pagamento dos dízimos em favor da Igreja. Para tanto, propôs a todos satisfazer com tal tributo de piedade, ou pagar grande multa como castigo pela deserção geral das tropas. Todos escolheram a segunda alternativa, tamanho o horror que experimentavam pelos dízimos, considerados jugo insuportável, por serem perpétuos. Canuto, aborrecido com a escolha e desejando ainda tentar fazê-los preferir, a uma grande comodidade presente, uma leve imposição que só existiria verdadeiramente para os que viessem depois deles, nomeou comissários para arrecadarem as multas, pretendendo, dessarte, convencê-los a preferir a pagar os dízimos. O rigor empregado pelos comissários na execução das ordens irritou sobretudo os descontentes que da ocasião se valeram para erguer o povo contra a autoridade do rei. Os comissários foram chacinados, e o furor dos rebeldes chegou a tal ponto que Canuto, não se julgando seguro no palácio, fugiu para Slesvic com a mulher e os filhos, de onde se transferiu para a ilha de Fiônia, com quantos lhe permaneciam fiéis e que não eram em grande número. Ao mesmo tempo deu ordem de que se cuidasse do que era necessário para transportá-lo, com a mulher e filhos, às Flandres, em casa do cunhado. Entretanto, os rebeldes, orgulhosos com a retirada do soberano, por eles tida na conta de primeira vitória, resolveram atacá-lo, mediante auxílio de tropas, e tirar-lhe, com a coroa, a vida. Canuto, advertido de tal plano, quis ir de Fiônia à Zelândia, onde se achava principalmente o que lje restava de forças. Dissuadiu-se um oficial chamado Blacco, em quem depositara confiança. O traidor que se mantinha em contato com os rebeldes, querendo distraí-lo prometeu-lhe negociar de tal modo com o povo, que esse voltaria a cumprir o dever. Acreditou-lhe o rei, e deixou-o paritr. O pérfido, após muitas idas e vindas, deu-lhe a crer finalmente que tudo havia ficado resolvido, embora só se tivesse empenhado em perder o soberano e entregá-lo ao inimigo. Canuto, que à piedade unia a clemência, preferia combater a tormenta implorando a misericórdia de Deus, a ter de abrandá-la com o derramamento de sangue dos súditos; assim foi certa vez orar na igreja de Santo Albano. Lá cercou-o um bando de rebeldes instruídos por Blacco. Os soldados da guarda, chefiados pelos príncipes Erico e Bento, irmãos do rei, enfrentaram o inimigo, mais certos de morrerem com o amo do que defendê-lo contra tamanha multidão de gente armada. Bento foi abatido na porta da igreja, após disputar durante muito tempo a entrada aos rebeldes, com extraordinária coragem. Erico, vendo-se envolvido por um batalhão, abriu caminho a golpes de espada, mas não pode tornar a entrar na igreja. O rei, reconhecendo inevitável o perigo, abandonou o cuidado do próprio corpo para se ocupar exclusivamente da salvação da alma. Confessou-se com tranqüilidade, como se não estivesse correndo o menor perigo e, estando a orar ao pé do altar, foi atravessado por uma seta. Morreu no seu sangue, de braços estendidos, como vítima que se oferecia a Deus para expiação dos pecados do povo e dos seus, no lugar em que Jesus Cristo, tal qual hóstia imaculada, se oferecia ao Pai para a salvação de todos os homens. Era o dia 10 de julho de 1081. Saxão, o Gramático, autor de grande peso, que viveu no século seguinte, testemunha que Deus atestou a santidade de Canuto mediante diversos milagres, contra a insolência dos dinamarqueses, os quais pretendiam fazer passar tamanho parricídio como ato de piedade, libertador da tirania do país. Acrescenta que os miseráveis, não logrando ofuscar o brilho dos milagres, que ainda continuavam no seu tempo em favor do santo, preferiam dizer que Deus lhe havia perdoado as injustiças, concedendo-lhe a penitência na hora da morte. No entanto, os descendentes reconheceram a santidade do rei Canuto por um culto público prestado à sua memória. Para, de qualquer modo, expiarem o crime cometido pelos pais, ergueram altares e igrejas em honra de São Canuto e estabeleceram as festas em 10 de Julho, dia da sua morte, e em 19 de Abril, dia da sua translação. (1) (1) Acta SS., 10 de Julho. Elnot Et Saxo Gram. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume II, p. 26 à 33)

  • São Canuto, padroeiro da Dinamarca – 19 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 19 DE JANEIRO – SÃO CANUTO Rei e Mártir (1040-1086) Era filho natural de Sueno II e neto de Canuto o Grande, que subjugou a Inglaterra. O rei, seu pai, que não tinha filhos legítimos, tendo-se convertido ao bem, sob a guia de São Guilherme, Bispo de Rotschild, cuidou de o fazer educar por sábios preceptores. Canuto correspondeu perfeitamente, e em pouco tempo se aperfeiçoou nos exercícios do espírito e do corpo, que convinham ao seu nascimento. Desde a mocidade, habituou-se aos penosos trabalhos da guerra, e realizou grandes e ousados feitos numa idade em que os outros mal conseguem ser espectadores. Limpou o mar dos piratas que devastavam as costas, venceu os estonianos, que levavam a efeito atos de banditismo contra os vizinhos, e dominou os povos da província de Sêmbia ou Samogícia, posteriormente submetida à coroa da Dinamarca. Esses grandes êxitos, seguidos de outros ainda, lhe abriam caminho, sem dúvida, para o trono. Mas, após a morte do Rei Sueno, seu pai, os dinamarqueses lembrando-se dos perigos aos quais a coragem dele os havia exposto, quando ainda se achava apenas na segunda fileira, recearam que, se lhe pusessem a coroa na cabeça, o seu espírito guerreiro os faria correr novos e maiores perigos. Foi por tal motivo que lhe preferiram o irmão Haroldo, mais velho, porém, pouco capaz. Canuto, vendo-se expulso de um estado que lhe devia glória e grande parte do poder, retirou-se para a corte do rei Halstan, que o tratou de acordo com o seu valor. Haroldo, não logrando por muito tempo sustentar o peso de uma coroa, mandou que o chamassem o irmão de volta e ofereceu-lhe metade do reino. Mas Canuto, percebendo que se tratava de um ardil para perdê-lo, foi bastante prudente para, na má sorte, não confiar nas promessas de um varão que, quando ela fora melhor, não lhe regateara provas de má vontade. Canuto teve a generosidade de resistir às ocasiões que se lhe apresentaram de fazer com que o país sofresse o castigo merecido pela ingratidão. Longe de voltar as armas contra ele, mais uma vez empregou no seu serviço, e continuou, sempre com o mesmo êxito, a guerra iniciada contra os inimigos da Dinamarca, a leste da Escânia, a única província que se lhe mantinha ligada. Essa grandeza de alma, que o levava a vingar a injúria com os benefícios, não ficou longo tempo sem recompensa, pois, tendo Haroldo falecido após dois anos de reinado, Canuto foi chamado com honra e elevado ao trono, devido ao seu mérito, pelo próprio sufrágio do irmão preferido, num país em que a ordem do nascimento não tinha valor nenhum, quando a não acompanhavam outras qualidades. Os seus primeiros cuidados, após subir ao trono, foram empregar as forças do reino para terminar, contra os inimigos do estado, a guerra que ele iniciara muito jovem ainda, às ordens do rei seu pai, e que continuara durante o exílio. Acabou-a mais gloriosamente ainda pela religião do que pelo seu próprio renome ou pelo interesse da coroa: tendo inteiramente submetido as províncias da Curlândia, de Samogícia e Estônia, viram todos que, se delas se apossara, fora apenas para fazer reinar Jesus Cristo. Sem outros inimigos para combater, o santo e bravo rei Canuto cuidou de casar-se. Desposou Adélia, filha de Roberto, conde de Flandres, de quem teve Carlos, também conde de Flandres, e cognominado o Bom, cuja memória a Igreja honra no dia 2 de Março. São Canuto dedicou-se imediatamente a fazer reflorescer as leis e a justiça no seu reino, e a restabelecer a antiga disciplina, desleixada por toda parte em virtude da insolência e das proezas dos grandes. Sobre tal assunto, emitiu severos mas santos regulamentos, sem que a proximidade do sangue, nem a amizade, nem qualquer outra consideração de qualquer espécie pudesse arrancar-lhe a impunidade do crime e da desordem. Sempre fez tudo com bastante prudência e equidade. Mas o que devia fazer com que lhe estimassem a virtude, atraiu-lhe o ódio e o desprezo dos mais poderosos, os quais não logravam admitir lhes fosse reprimida a tirania exercida contra os inferiores. Canuto não houve por bem deter-se por causa dos murmúrios e descontentamentos deles. Sendo o seu principal objetivo a glória de Deus e o interesse da Igreja, concedeu várias graças aos que eram ministros do Todo-Poderoso no seu reino. E visto que a gente grosseira e rústica pouco habituada estava a prestar aos Bispos o respeito devido, e não podendo Canuto admitir que fossem tratados como homens comuns, ordenou, por expressa declaração, que precederiam os duques e teriam o posto de príncipes no estado, a fim de lhes dar autoridade e, com tais honras, elevá-los. Isentou até os eclesiásticos da jurisdição secular, querendo que somente devessem obediência aos seus Bispos. Envidou, outrossim, tudo quanto lhe foi possível para habituar o povo a pagar os dízimos à Igreja, mas não teve êxito. Foi verdadeiramente de magnificência real na construção e fundação de igrejas em numerosos lugares, e senhor de grande liberalidade ao orná-las e enriquecê-las. Chegou até a dar à de Rotschild, capital do reino, a coroa que usava nas grandes solenidades, e que era valiosíssima. Mas estando ela, por tal motivo, mais exposta ao sacrilégio dos ladrões que as demais riquezas do tesouro sagrado, mandou que os Bispos impusessem a pena da excomunhão aos que ousassem tal atentado. Publicou em édito para tornar invioláveis aquela oblação e os demais efeitos da sua piedade, e impedir se tirasse da Igreja aquilo de que ele próprio se privava para a enriquecer. Era tamanha a sua caridade em tais questões que, para livrar os súditos do incômodo que lhes causava a excessiva despesa dos seus jovens irmãos, incumbiu-se do sustento deles e deixou somente a Olaf a província de Slesvic, como que em apanágio. Nada contrariava mais o seu propósito de corrigir os vícios do povo que a ociosidade e a falta de cuidados. Aquilo o levava a procurar louváveis e úteis ocupações para a todos manter a ação. Não era bastante intenso o comércio, na Dinamarca, para produzir esse efeito; a esterilidade das terras não convidava à lavoura, e os exercícios do espírito ficavam restritos a um pequeníssimo número de pessoas. O rei, meditando nos meios de encontrar outro expediente, refletiu que a maior glória jamais adquirida pela Dinamarca fora a conquista da Inglaterra, realizada em 1016 por Canuto o Grande, e em seguida inutilizada pelos seus sucessores. Julgou que, se tentasse conquistá-la de novo, ocuparia suficientemente bem o povo. Comunicou, assim, o propósito a Olaf, o mais velho dos irmãos, e, ouvindo-lhe o conselho, anunciou-o ao povo. A morte de Santo Eduardo da Inglaterra tornava favorável a conjectura. Mas, o Santo Rei Canuto não imaginava que seu irmão Olaf, conquistado talvez pelo dinheiro de Guilherme da Normandia, o traía e de todos os meios se valia para fazer malograr a expedição, umas vezes fingindos atrasos, outras com palavras insidiosas espalhadas entre os grandes e os militares. Canuto, descobrindo a trama, rumou, à testa de uma tropa escolhida, para Slesvic, com tal diligência, que lá surpreendeu Olaf. Convenceu-o do crime cometido e ordenou o soldados o agrilhoassem. Recusaram-se estes, pela devoção que tinham para com os reis, e por acreditarem que os grilhões eram mais duros que a própria morte, visto que os laços constituem sinal de condição baixa e servil, ao passo que a morte é comum aos homens. Mas o príncipe Érico, outro irmão de Canuto, julgando-se obrigado a preferir a obediência devida ao rei, em coisa tão justa, ao afeto por um irmão traiçoeiro como Olaf, não se pejou de fazer o que não queriam fazer os soldados. Olaf foi agrilhoado e, por mar, enviado a Flandres, onde o encerraram numa cidadela. Os grandes que tinham participado da conspiração não tiveram outra vingança senão a de arranjar novas demoras para a expedição do rei. Mediante as secretas solicitações dos emissários deles, os soldados que ainda se encontravam no exército debandaram na quase totalidade. O rei, tendo sempre em mente o serviço de Deus, acreditou poder valer-se da oportunidade para tentar estabelecer o pagamento dos dízimos em favor da Igreja. Para tanto, propôs a todos satisfazer com tal tributo de piedade, ou pagar grande multa como castigo pela deserção geral das tropas. Todos escolheram a segunda alternativa, tamanho o horror que experimentavam pelos dízimos, considerados jugo insuportável, por serem perpétuos. Canuto, aborrecido com a escolha e desejando ainda tentar fazê-los preferir, a uma grande comodidade presente, uma leve imposição que só existiria verdadeiramente para os que viessem depois deles, nomeou comissários para arrecadarem as multas, pretendendo, dessarte, convencê-los a preferir a pagar os dízimos. O rigor empregado pelos comissários na execução das ordens irritou sobretudo os descontentes que da ocasião se valeram para erguer o povo contra a autoridade do rei. Os comissários foram chacinados, e o furor dos rebeldes chegou a tal ponto que Canuto, não se julgando seguro no palácio, fugiu para Slesvic com a mulher e os filhos, de onde se transferiu para a ilha de Fiônia, com quantos lhe permaneciam fiéis e que não eram em grande número. Ao mesmo tempo deu ordem de que se cuidasse do que era necessário para transportá-lo, com a mulher e filhos, às Flandres, em casa do cunhado. Entretanto, os rebeldes, orgulhosos com a retirada do soberano, por eles tida na conta de primeira vitória, resolveram atacá-lo, mediante auxílio de tropas, e tirar-lhe, com a coroa, a vida. Canuto, advertido de tal plano, quis ir de Fiônia à Zelândia, onde se achava principalmente o que lje restava de forças. Dissuadiu-se um oficial chamado Blacco, em quem depositara confiança. O traidor que se mantinha em contato com os rebeldes, querendo distraí-lo prometeu-lhe negociar de tal modo com o povo, que esse voltaria a cumprir o dever. Acreditou-lhe o rei, e deixou-o paritr. O pérfido, após muitas idas e vindas, deu-lhe a crer finalmente que tudo havia ficado resolvido, embora só se tivesse empenhado em perder o soberano e entregá-lo ao inimigo. Canuto, que à piedade unia a clemência, preferia combater a tormenta implorando a misericórdia de Deus, a ter de abrandá-la com o derramamento de sangue dos súditos; assim foi certa vez orar na igreja de Santo Albano. Lá cercou-o um bando de rebeldes instruídos por Blacco. Os soldados da guarda, chefiados pelos príncipes Erico e Bento, irmãos do rei, enfrentaram o inimigo, mais certos de morrerem com o amo do que defendê-lo contra tamanha multidão de gente armada. Bento foi abatido na porta da igreja, após disputar durante muito tempo a entrada aos rebeldes, com extraordinária coragem. Erico, vendo-se envolvido por um batalhão, abriu caminho a golpes de espada, mas não pode tornar a entrar na igreja. O rei, reconhecendo inevitável o perigo, abandonou o cuidado do próprio corpo para se ocupar exclusivamente da salvação da alma. Confessou-se com tranqüilidade, como se não estivesse correndo o menor perigo e, estando a orar ao pé do altar, foi atravessado por uma seta. Morreu no seu sangue, de braços estendidos, como vítima que se oferecia a Deus para expiação dos pecados do povo e dos seus, no lugar em que Jesus Cristo, tal qual hóstia imaculada, se oferecia ao Pai para a salvação de todos os homens. Era o dia 10 de julho de 1081. Saxão, o Gramático, autor de grande peso, que viveu no século seguinte, testemunha que Deus atestou a santidade de Canuto mediante diversos milagres, contra a insolência dos dinamarqueses, os quais pretendiam fazer passar tamanho parricídio como ato de piedade, libertador da tirania do país. Acrescenta que os miseráveis, não logrando ofuscar o brilho dos milagres, que ainda continuavam no seu tempo em favor do santo, preferiam dizer que Deus lhe havia perdoado as injustiças, concedendo-lhe a penitência na hora da morte. No entanto, os descendentes reconheceram a santidade do rei Canuto por um culto público prestado à sua memória. Para, de qualquer modo, expiarem o crime cometido pelos pais, ergueram altares e igrejas em honra de São Canuto e estabeleceram as festas em 10 de Julho, dia da sua morte, e em 19 de Abril, dia da sua translação. (1) (1) Acta SS., 10 de Julho. Elnot Et Saxo Gram. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume II, p. 26 à 33)

  • Homilia Diária | A barca da Igreja e a nossa salvação

    Quinta-feira da 2.ª Semana do Tempo Comum No Evangelho de hoje, Jesus sobe na barca de Pedro, símbolo da Igreja, e é a partir de sua pregação nesta barca que Ele quer conduzir-nos numa viagem extraordinária: numa viagem em direção ao Pai, para que sejamos todos unidos a Ele como membros à sua Cabeça, o Povo de Deus no Céu. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 18 de janeiro, e peçamos juntos a Maria Santíssima, Mãe da divina graça, que nos ajude a permanecer fiéis à Santa Igreja Católica até a hora de nossa morte. Santo do Dia: Santa Margarida da Hungria Evangelho (Mc 3,7-12) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis. (cf. 2Tm 1,10) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor . Naquele tempo, 7 Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia. 8 E também muito gente da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9 Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse. 10 Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11 Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!” 12 Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | A barca da Igreja e a nossa salvação

    Quinta-feira da 2.ª Semana do Tempo Comum No Evangelho de hoje, Jesus sobe na barca de Pedro, símbolo da Igreja, e é a partir de sua pregação nesta barca que Ele quer conduzir-nos numa viagem extraordinária: numa viagem em direção ao Pai, para que sejamos todos unidos a Ele como membros à sua Cabeça, o Povo de Deus no Céu. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 18 de janeiro, e peçamos juntos a Maria Santíssima, Mãe da divina graça, que nos ajude a permanecer fiéis à Santa Igreja Católica até a hora de nossa morte. Santo do Dia: Santa Margarida da Hungria Evangelho (Mc 3,7-12) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis. (cf. 2Tm 1,10) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor . Naquele tempo, 7 Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia. 8 E também muito gente da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9 Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse. 10 Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11 Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!” 12 Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Santa Margarida da Hungria – 18 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 18 DE JANEIRO – SANTA MARGARIDA DA HUNGRIA Religiosa (1242-1270) Margarida era uma princesa, filha do rei Bela IV, da Hungria e da rainha Maria, de origem bizantina. Ela nasceu no castelo de Turoc, em 1242, logo foi batizada, pois os reis eram fervorosos cristãos. Seus pais, que a tinham consagrado ao Senhor por um voto, desde o nascimento, mandaram-na, com a idade de três anos e meio, ao convento das dominicanas de Vesprin. Tendo, em seguida, o rei fundado um mosteiro da mesma ordem numa ilha do Danúbio, Margarida para lá foi transferida, e fez profissão dois anos mais tarde, isto é, com a idade de doze anos. O fervor substituiu nela o número de anos, e mereceu-lhe as íntimas comunicações do Espírito Santo, que se destinam apenas às almas perfeitas. Fazia da prática da mais completa abjeção as suas delícias. Tê-la-iam sensivelmente mortificado falando-lhe do seu nascimento, e houvera preferido dever a vida a pobres e não a reis. É assombroso a que ponto levava o amor à penitência; deitava-se sobre o piso do quarto, coberto simplesmente de uma pele bastante rude, e por cabeceira dispunha de uma pedra apenas. Quando via serem punidas as irmãs por uma transgressão qualquer da regra, invejava santamente a ventura que tinham de poder praticar a mortificação. Se Deus a fazia padecer uma doença, ocultava o seu estado com maior cuidado, para não ser obrigada a usar alívios concedidos aos enfermos. Era admirável a sua doçura, e qualquer receio de ter uma das irmãs o menor motivo de descontentamento a levava a lançar-se-lhe aos pés, para suplicar-lhe perdão. Teve Margarida, desde a infância, terna devoção por Jesus Crucificado. Trazia constantemente uma cruzinha feita de madeira da do Salvador, e muitas vezes a levava à boca, quer de noite, quer de dia. Observava-se que na igreja orava de preferência diante do altar da Cruz. Ouviam-na proferir com bastante freqüência o nome sagrado de Jesus da maneira mais afetuosa. As abundantes lágrimas que lhe rolavam dos olhos durante a celebração dos divinos mistérios e à aproximação da santa comunhão, diziam bem o que lhe ia no âmago do coração. Na véspera do dia em que devia unir-se a Jesus Cristo pela recepção da sua adorável carne, o seu único alimento era pão e água; passava também a noite em oração. No dia da comunhão, orava em jejum até o entardecer, e só comia o necessário para sustentar o corpo. O seu amor a Jesus Cristo a levava, outrossim, a honrar especialmente a criatura da qual desejou ele nascer no tempo; daí o júbilo que lhe iluminava o rosto quando se anunciavam as festas da Mãe de Deus. Celebrava-as com piedade e fervor pouquíssimo freqüentes. Alma tão santa como a de Margarida não podia ter apego às coisas terrenas. Morta para o mundo e para si própria, suspirava apenas pelo momento que se uniria ao Divino Esposo. Finalmente, viu satisfeito o desejo; adoeceu e morreu com a idade de vinte e oito anos, em 18 de Janeiro de 1271. A sua sepultura se tornou meta de peregrinação, pelas sucessivas graças e milagres atribuídos à sua intercessão. Um ano depois da sua morte, seu irmão, Estevão V, rei da Hungria, encaminhou um pedido de santidade, a Roma. Mas este processo desapareceu, bem como um outro, que foi enviado em 1276. Porém na sua pátria e em outros paises, Margarida já era venerada como Santa. Depois de muitos desencontros, em 1729 um processo chegou em Roma, completo e contendo dados de autenticidade inquestionável. Neste meio tempo as relíquias de Margarida tinham sido transferidas, por causa da invasão turca, do convento da Ilha das Lebres para o de Presburgo em 1618. Em 1804, mesmo sem o reconhecimento oficial, seu culto se estendia na Ordem Dominicana e na diocese da Transilvânia. No século XIX, sua festa se expandiu por todas as dioceses húngaras. A canonização de Santa Margarida da Hungria foi concedida pelo Papa Pio XII em 1943, em meio ao júbilo dos devotos e fiéis, de todo o mundo, especialmente pelos da comunidade cristã do Leste Europeu, onde sua veneração é muito intensa.

  • Santa Margarida da Hungria – 18 de Janeiro

    SANTO DO DIA – 18 DE JANEIRO – SANTA MARGARIDA DA HUNGRIA Religiosa (1242-1270) Margarida era uma princesa, filha do rei Bela IV, da Hungria e da rainha Maria, de origem bizantina. Ela nasceu no castelo de Turoc, em 1242, logo foi batizada, pois os reis eram fervorosos cristãos. Seus pais, que a tinham consagrado ao Senhor por um voto, desde o nascimento, mandaram-na, com a idade de três anos e meio, ao convento das dominicanas de Vesprin. Tendo, em seguida, o rei fundado um mosteiro da mesma ordem numa ilha do Danúbio, Margarida para lá foi transferida, e fez profissão dois anos mais tarde, isto é, com a idade de doze anos. O fervor substituiu nela o número de anos, e mereceu-lhe as íntimas comunicações do Espírito Santo, que se destinam apenas às almas perfeitas. Fazia da prática da mais completa abjeção as suas delícias. Tê-la-iam sensivelmente mortificado falando-lhe do seu nascimento, e houvera preferido dever a vida a pobres e não a reis. É assombroso a que ponto levava o amor à penitência; deitava-se sobre o piso do quarto, coberto simplesmente de uma pele bastante rude, e por cabeceira dispunha de uma pedra apenas. Quando via serem punidas as irmãs por uma transgressão qualquer da regra, invejava santamente a ventura que tinham de poder praticar a mortificação. Se Deus a fazia padecer uma doença, ocultava o seu estado com maior cuidado, para não ser obrigada a usar alívios concedidos aos enfermos. Era admirável a sua doçura, e qualquer receio de ter uma das irmãs o menor motivo de descontentamento a levava a lançar-se-lhe aos pés, para suplicar-lhe perdão. Teve Margarida, desde a infância, terna devoção por Jesus Crucificado. Trazia constantemente uma cruzinha feita de madeira da do Salvador, e muitas vezes a levava à boca, quer de noite, quer de dia. Observava-se que na igreja orava de preferência diante do altar da Cruz. Ouviam-na proferir com bastante freqüência o nome sagrado de Jesus da maneira mais afetuosa. As abundantes lágrimas que lhe rolavam dos olhos durante a celebração dos divinos mistérios e à aproximação da santa comunhão, diziam bem o que lhe ia no âmago do coração. Na véspera do dia em que devia unir-se a Jesus Cristo pela recepção da sua adorável carne, o seu único alimento era pão e água; passava também a noite em oração. No dia da comunhão, orava em jejum até o entardecer, e só comia o necessário para sustentar o corpo. O seu amor a Jesus Cristo a levava, outrossim, a honrar especialmente a criatura da qual desejou ele nascer no tempo; daí o júbilo que lhe iluminava o rosto quando se anunciavam as festas da Mãe de Deus. Celebrava-as com piedade e fervor pouquíssimo freqüentes. Alma tão santa como a de Margarida não podia ter apego às coisas terrenas. Morta para o mundo e para si própria, suspirava apenas pelo momento que se uniria ao Divino Esposo. Finalmente, viu satisfeito o desejo; adoeceu e morreu com a idade de vinte e oito anos, em 18 de Janeiro de 1271. A sua sepultura se tornou meta de peregrinação, pelas sucessivas graças e milagres atribuídos à sua intercessão. Um ano depois da sua morte, seu irmão, Estevão V, rei da Hungria, encaminhou um pedido de santidade, a Roma. Mas este processo desapareceu, bem como um outro, que foi enviado em 1276. Porém na sua pátria e em outros paises, Margarida já era venerada como Santa. Depois de muitos desencontros, em 1729 um processo chegou em Roma, completo e contendo dados de autenticidade inquestionável. Neste meio tempo as relíquias de Margarida tinham sido transferidas, por causa da invasão turca, do convento da Ilha das Lebres para o de Presburgo em 1618. Em 1804, mesmo sem o reconhecimento oficial, seu culto se estendia na Ordem Dominicana e na diocese da Transilvânia. No século XIX, sua festa se expandiu por todas as dioceses húngaras. A canonização de Santa Margarida da Hungria foi concedida pelo Papa Pio XII em 1943, em meio ao júbilo dos devotos e fiéis, de todo o mundo, especialmente pelos da comunidade cristã do Leste Europeu, onde sua veneração é muito intensa.

  • Homilia Diária | Uma obra maior do que a Criação

    Quarta-feira da 2.ª Semana do Tempo Comum Por que nós, cristãos, não observamos o descanso de sábado assim como os judeus? Afinal, não é isto o que a Bíblia nos manda fazer? Ora, se os judeus guardavam o sábado para comemorar a Criação do mundo e o descanso divino, os cristãos guardam o domingo por uma razão ainda mais importante, porque nele se realizou uma obra maior do que a Criação dos céus e da terra: a nossa Redenção pelo Filho de Deus. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 17 de janeiro, e entenda por que devemos guardar o domingo. Santo do Dia: Santo Antão, pai dos monges e eremitas Evangelho (Mc 3,1-6) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Jesus pregava a Boa-nova, o Reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo. (cf. Mt 4,23) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2 Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3 Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio!” 4 E perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram. 5 Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. 6 Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Uma obra maior do que a Criação

    Quarta-feira da 2.ª Semana do Tempo Comum Por que nós, cristãos, não observamos o descanso de sábado assim como os judeus? Afinal, não é isto o que a Bíblia nos manda fazer? Ora, se os judeus guardavam o sábado para comemorar a Criação do mundo e o descanso divino, os cristãos guardam o domingo por uma razão ainda mais importante, porque nele se realizou uma obra maior do que a Criação dos céus e da terra: a nossa Redenção pelo Filho de Deus. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 17 de janeiro, e entenda por que devemos guardar o domingo. Santo do Dia: Santo Antão, pai dos monges e eremitas Evangelho (Mc 3,1-6) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Jesus pregava a Boa-nova, o Reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo. (cf. Mt 4,23) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2 Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3 Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio!” 4 E perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram. 5 Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. 6 Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

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