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- POEMA – Augusto Frederico Schmidt
[Do livro Estrela solitária, 1940. Augusto F. Schmidt integra o grupo dos poetas católicos brasileiros, contemporâneos ao modernismo. Viveu entre 1906 e 1965. No final da vida, misteriosamente, distanciou-se da Igreja]. Meu Deus, eu te agradeço a alegria desta hora. Meu Deus, eu te agradeço esta música que estou ouvindo, Que está no meu ser, no meu coração e no meu espírito. Meu Deus, eu te agradeço este canto perfeito e claro, Que está saindo da minha alma nesta hora luminosa. Meu Deus, eu te agradeço esta alegria, Este ritmo fecundo, esta harmonia transfiguradora Que está revelando aos meus olhos a beleza sonora deste mundo. Ritmo, equilíbrio, tranquilidade de terra fecundada, De vergéis, de árvores, de frutos de ouro. Ritmo de brotos novos, harmonia de sombras e de fontes frias. Doçura de jardins, de flores simples, de rios correndo. Meu Deus, eu te agradeço a glória desta vida. Sinto a música da primavera E o esplendor da manhã inocente e lúcida. Sinto a bondade dos homens simples. Meu Deus, eu te agradeço me teres dado esta quieta alegria. Meu coração está cheio de sons de sinos. Ouço sinos cantando a glória, a beleza, o esplendor do mundo. Ouço sinos sonoros cantando a doce alegria da vida quieta. Meu Deus, eu te agradeço os sinais de que te encontrei Na piedade dos pobres ninhos macios, Na piedade dos pequeninos seres humildes, Na compreensão das delicadas flores. Meu Deus, eu te agradeço o nascimento desta mansa lua Nos céus tão frios deste princípio de noite.
- OS SEIS PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO
“Em verdade vos digo: “Todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, mesmo as suas blasfêmias; mas todo o que tiver blasfemado contra o Espírito Santo jamais terá perdão, mas será culpado de um pecado eterno.” (Mc 3, 28-29) Os pecados mortais (que são pecados graves) nos afastam de Deus e nos levam ao inferno. Somente através de uma boa e sincera confissão, é que somos perdoados. Para se fazer uma boa confissão é preciso ter fé que o padre tem o poder de absolver-te (poder esse dado pelo próprio Jesus Cristo: Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos (Jo 20, 23). É preciso também estar arrependido de ter pecado e prometer nunca mais faze-lo novamente. Os pecados veniais (que são pecados leves, como, por exemplo, uma pequena mentira, que não prejudique ninguém, uma gulodice que não traga prejuízos sérios à saúde, etc…) também nos afasta de Deus, mas não merecemos o inferno por causa deles, por que são culpas leves. Se morrermos com pecados veniais, iremos pagar nossas culpas no purgatório, e depois iremos ao céu. Sendo Deus puríssimo, inadmissível que se fique em Sua Divina presença com alguma mancha por menor que seja. Os pecados veniais são perdoados rezando-se um Ato de Contrição, ou com arrependimento praticando um outro ato de piedade. Mas no entanto, por causa do alto grau de malícia que existe em alguns tipos de pecados, recebem um outro tipo de qualificação. Como, por exemplo, “Pecados que Bradam aos Céus e clamam a Deus por vingança” (homicídio voluntário, por exemplo). Mas hoje, em especial, iremos tratar dos PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO, para os quais não há perdão. Segundo Santo Tomás de Aquino o pecado contra a bondade de Deus chama-se pecado contra o Espírito Santo porque das três pessoas divinas é o Espírito Santo a quem costumamos chamar de Amor. E Enquanto Deus Pai é o todo-poderoso (pecado por fraqueza) e o Filho é a Palavra-Sabedoria (pecado por ignorância). Sendo assim, o pecado contra o Espírito Santo seria como uma doença incurável, já que fecha as portas da alma para o próprio remédio que poderia lhe dar a salvação: a Misericórdia de Deus. Como Deus poderá perdoar alguém que não quer ser perdoado? Ora, a blasfêmia contra o espírito santo é o pecado cometido pelo homem, que reivindica seu pretenso ‘direito’ de perseverar no mal – em qualquer pecado – e recusa por isso mesmo a redenção. O homem fica fechado no seu pecado, tornando impossível da sua parte, a própria conversão, e também, consequentemente, a remissão dos pecados, que considera não essencial ou não importante para a sua vida. Santo Tomás de Aquino responde que se trata da um pecado “imperdoável por sua própria natureza, porque exclui aqueles elementos graças aos quais é concedida a remissão dos pecados”. Blasfemar contra o espírito santo é desprezar as inúmeras evidências bíblicas sobre sua obra e natureza. É se agarrar a conceitos pré-estabelecidos desprezando a luz que emana do Espírito Santo de Deus. A bíblia é clara sobre o pecado imperdoável: blasfemar contra o espírito santo é desprezar as abundantes evidências que temos à nossa disposição. Só blasfema contra o espírito santo quem resiste contra o poder de Deus revelado em suas palavras e obras e os atribui ao inimigo. “A condenação é esta: a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz porque as obras deles eram más” – (João 3:19). O pontificado do Papa São Pio X de 1903 a 1914 – em seu Catecismo Maior, ensinou que são seis os pecados contra o Espírito Santo. O pecado contra o Espírito Santo, consiste na rejeição da graça de Deus; é a recusa da salvação. Implica numa rejeição completa à ação, ao convite e à advertência do espírito santo. Vamos então à eles: 1º – Desespero de salvação 2º – Presunção de salvação sem merecimento 3º – Negar a verdade conhecida 4º – Inveja da graça fraterna 5º – A obstinação no pecado 6º – A Impenitência final Os pecados contra o Espírito Santo são seis, e chamam-se estes pecados particularmente pecados contra o Espírito Santo, porque se cometem por pura malícia, o que é contrário à bondade que se atribui ao Espírito Santo (Terceiro Catecismo da Doutrina Cristã de São Pio X): 1º – Desespero de salvação Ocorre quando a pessoa já pecou tanto que entra em desespero achando que não há mais salvação para ela. Fica convencida de que não há mais solução e que seu destino é o inferno. NOTE-SE QUE NESTE CASO A PESSOA NÃO SE CONFESSA POR QUE ACREDITA QUE NÃO ADIANTA, E QUE ESTÁ DEFINITIVAMENTE CONDENADA. 2º – Presunção de salvação sem merecimento Ocorre quando a pessoa se acha muito virtuosa que pensa que já está no céu e por isso por mais que possa ter feito algum pecado, Deus lhe perdoará. Implica num sentimento de orgulho achando de que está salva pelo que já fez na vida. NOTE-SE QUE NESTE CASO A PESSOA NÃO SE CONFESSA POR QUE ACHA DESNECESSÁRIO; ACREDITA QUE JÁ ESTÁ SALVA. 3º – Negar a verdade conhecida como tal Ocorre quando a pessoa se julga “dona da verdade” e por isso não aceita as verdades da fé por puro orgulho. NOTE-SE QUE NESTE CASO A PESSOA NÃO SE CONFESSA POR QUE ACHA QUE ESTÁ CERTA E QUE NÃO HÁ NADA A SE CONFESSAR. NEM CONSIDERA O PECADO DE DUVIDAR DAS VERDADES DA FÉ, OU MESMO NEGAR AS VERDADES DA FÉ. A PESSOA ACHA QUE ESTÁ CERTA E QUE ESSA CERTEZA É ABSOLUTA. CONSIDERA QUE SABE MAIS DO QUE A PRÓPRIA IGREJA E COM ISSO NEGA QUE O ESPÍRITO SANTO AUXILIA O SAGRADO MAGISTÉRIO DA IGREJA. 4º – Inveja da graça fraterna Ocorre quando a pessoa tem inveja da graça que Deus dá a outrem. O invejoso irrita-se por que o seu próximo conseguiu algo de bom e por isso revolta-se contra Deus. É o caso de Caim e Abel. Caim matou Abel por inveja. NOTE-SE QUE NESTE CASO A PESSOA NÃO SE CONFESSA POR QUE ESTÁ REVOLTADA CONTRA DEUS E NÃO HÁ ARREPENDIMENTO EM SEU CORAÇÃO. 5º – A obstinação no pecado É quem peca não por fraqueza, mas por malícia. Peca não por que simplesmente teve tentação, mas por que AMA pecar. ORA, SE AMA PECAR, NÃO SE CONFESSA, POR QUE QUER CONTINUAR NO PECADO. 6º – A Impenitência final Não é difícil de entender este pecado, pois uma pessoa que vem pecando a vida inteira, no final de sua existência continua sendo impenitente e não arrependido de tudo o que fez de mal. É a suprema e final rejeição à Deus. Mesmo estando no fim da vida e sabendo que vai morrer, a pessoa não quer mudar de vida. ESTA NÃO SE CONFESSA POR QUE REJEITA DEUS ATÉ NESTA HORA EXTREMA Deus não condena ninguém. Ao contrário, “Deus não quer que ninguém se perca, mas que todos cheguem a se converter”. No entanto, Deus não criou os seres humanos como irracionais, mas os criou à sua ‘imagem e semelhança”, que quer dizer: nos deu inteligência, para separar o bem do mal; liberdade, para escolher o bem ou o mal; e vontade, para vivenciar o bem ou o mal. A escolha é nossa, é de cada um. Assim, vivemos a nossa vida direcionados pelos três pilares da imagem e semelhança de Deus: inteligência, liberdade e vontade, para que assim decidamos o que queremos trilhar. No fim da vida terrena, a morte confirmará a nossa decisão, dando-nos aquilo que escolhemos. Por isso, a conclusão torna-se óbvia: só está no inferno aqueles que realmente querem estar lá, aqueles que não querem a presença de Deus que ilumina suas imundícies. Por outro lado, Deus, que “não quer que ninguém se perca”, continua a amar sua criatura, mesmo esta preferindo estar longe. Como já disse, o amor de Deus não impõe condições, assim, onde quer que a criatura esteja, Deus a amará sempre, embora respeitando aquilo que a faz ser uma pessoa: sua inteligência, sua liberdade e sua vontade. Em suma: o pecado contra o espírito santo consiste na rejeição consciente da graça de Deus; é a recusa da salvação que, consequentemente, impede Deus de agir, pois ele está à porta e bate, e a abre quem quiser. A persistência neste pecado, que é contra o espírito santo, pois este tem a missão de mostrar a verdade, levará o pecador para longe de Deus, para onde ele escolheu estar. Apesar disso, o senhor continuará a amá-lo com o mesmo amor de pai que tem para com todos, porém respeitando a decisão de seu filho que é inteligente e livre. A Igreja implora, que o perigoso pecado contra o espírito santo ceda o lugar a uma santa disponibilidade, para aceitar a missão do consolador, quando ele vier para convencer o mundo quanto ao pecado, quanto à justiça e quanto ao juízo. A blasfêmia não consiste propriamente em ofender o Espírito Santo com palavras; consiste, antes, na recusa de aceitar a salvação que Deus oferece ao homem, mediante o mesmo Espírito Santo, que age em virtude do sacrifício da Cruz. Se o homem rejeita este deixar-se convencer quanto ao pecado, que provém do Espírito Santo e tem caráter salvífico, rejeita contemporaneamente a vinda do Consolador: aquela vinda que se efetuou no mistério da Páscoa, em união com o poder redentor do Sangue de Cristo, o Sangue que purifica a consciência das obras mortas. Sabemos que o fruto desta purificação é a remissão dos pecados. Por conseguinte, quem rejeita o Espírito e o Sangue permanece nas obras mortas, no pecado. E a blasfêmia contra o Espírito Santo, consiste exatamente na recusa radical desta remissão de que Ele é o dispensador íntimo, e que pressupõe a conversão verdadeira, por Ele operada na consciência. Se Jesus diz que o pecado contra o Espírito Santo não pode ser perdoado, nem nesta vida nem na futura, é porque esta não-remissão está ligada, como à sua causa, à não-penitência, isto é, à recusa radical da conversão. A blasfémia contra o Espírito Santo é o pecado cometido pelo homem, que reivindica o seu pretenso direito de perseverar no mal – em qualquer pecado – e recusa por isso mesmo a Redenção. O homem fica fechado no pecado, tornando impossível da sua parte a própria conversão e também, consequentemente, a remissão dos pecados, que considera não essencial ou não importante para a sua vida. É uma situação de ruína espiritual, porque a blasfémia contra o Espírito Santo não permite ao homem sair da prisão em que ele próprio se fechou É terrível este pronunciamento do Senhor Jesus. São Mateus no seu Evangelho coloca em evidência as palavras de JESUS sobre o Pecado Imperdoável contra o ESPÍRITO SANTO: “Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO não será perdoada. Se alguém disser uma palavra contra o Filho do Homem (JESUS CRISTO) lhe será perdoado, porém se disser contra o ESPÍRITO SANTO, não lhe será perdoado, nem neste mundo e nem no futuro” – (Mt 12, 31-32). Esta é uma das frases mais terríveis pronunciadas pelo Divino Salvador. Santo Agostinho chegou a dizer que “talvez, ao longo da Sagrada Escritura, não se encontre nenhuma questão maior, nenhuma que seja mais difícil” – (Sermão 71 – Verbis Domini). Assim sendo, no cumprimento da Lei de DEUS, prevalece à tese da irremissibilidade dos pecados contra o ESPÍRITO SANTO, segundo o texto de São Mateus mencionado acima. E desse modo, a aparente contradição mostrada no texto, se resolve perfeitamente pela Absoluta Vontade do SENHOR. Quem peca por ignorância, ignora, embora culposamente, ser mal aquilo que faz. Quem peca por paixão, sabe perfeitamente que aquilo que está fazendo é mau, mas não se apercebe momentaneamente da malícia do pecado, ofuscada pelo ímpeto culposo da paixão. Quem peca por opção ou malícia, nem ignora nem deixa de ter consciência de que é mau aquilo que está fazendo. Peca por cálculo, com premeditação e pleno conhecimento de causa, perseguindo o prazer do pecado, não por ter sido vencido pela tentação, mas porque o escolheu. Num mundo que se afastou de DEUS por ignorância, movido pelas paixões ou por firme e decidida opção pelo mal (malícia certa), é sempre oportuno reavivar na memória e divulgar com plena disponibilidade a noção do pecado, a qual, como dizia o Papa Pio XII, o mundo havia perdido já em seu pontificado. A mensagem que nossa MÃE SANTÍSSIMA trouxe em Fátima, em 1917, para os três pequenos pastores divulgá-la para o mundo, era precisamente um alerta para essa perda da noção do pecado, com a advertência de que, se a humanidade não se emendasse, grandes castigos se abateriam sobre todos. Ninguém ousará dizer que, de lá para cá, a situação melhorou. Muito pelo contrário. Piorou, e piora de forma alarmante e generalizada O pecado contra o Espírito Santo, portanto, é um pecado que não tem perdão. Muitos, ao ouvirem essas palavras de Cristo ficam angustiados e aflitos. Não é raro pensarem assim: “Como pode existir um pecado sem perdão, já que Deus é infinitamente bom e cheio de misericórdia?” ou ” O que é esse pecado imperdoável? Será que eu mesmo o cometi? O que fazer?”. No primeiro momento, é preciso saber que o inferno e a condenação eterna existem; e lembrar que é possível que uma pessoa vá para esse lugar terrível. Deus é sim, bom e misericordioso. Entender o inferno é compreender que somos seres livres, Deus não nos força a fazer a Sua vontade. Somos livres para dizer “Sim” ao amor e projeto de Deus para a humanidade (tendo consciência de que é a graça Divina que nos conduz) ou de dizer “Não” a esse amor e desígnios Divinos através do pecado. No pecado imperdoável existe uma verdadeira rejeição e ódio ao Amor de Deus, que é atribuído ao Espírito Santo. Logo, pelo pecado, o homem se afasta de Deus. Se alguém manteve a alma distante do Criador durante a vida. Durante a sua existência, negou ao Senhor através de palavras, obras e omissões. O próprio condenado fez-se condenado. Oportunidade não faltou para que se arrependesse. Após a morte é tarde demais. Sabendo disso, o pecado contra o Espírito Santo é algo que devemos temer. Mas, é fundamental que confiemos na Bondade Divina, no seu Amor infinito por cada um de nós. Essa confiança no amor de Deus nos afastará desse terrível pecado. O arrependimento e o sincero desejo de pedir perdão a Deus pelos pecados cometidos, é um sinal de que não se cometeu o pecado contra o Espírito Santo. Peçamos a Maria Santíssima a sua proteção. Pois ao contrário de Satanás, Ela reconheceu o Amor de Deus e o fez transparecer em toda a sua vida. Ao ponto de alguns santos dizerem que Ela “morreu de amor”. Ensinai-nos ó Virgem a amar a Deus. Como pudemos ver, os pecados contra o Espírito Santo são pecados de pura malícia, não de fraqueza, ou seja, a vontade da pessoa está endurecida de uma tal forma que ela JAMAIS SE CONFESSARÁ por que NÃO QUER SE CONFESSAR. Deus dá a todos a chance de se salvar e ir ao céu, mas quem peca contra o Espírito Santo não quer sair da situação em que se encontra, então Deus não pode salvar quem não quer se salvar, Ele não pode exercer Sua misericórdia, a quem não quer receber Sua misericórdia, por isso mesmo não tem perdão. Equipe Templário de Maria #FormaçõesCatólicas #pecadomortal
- OS SEIS PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO
“Em verdade vos digo: “Todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, mesmo as suas blasfêmias; mas todo o que tiver blasfemado contra o Espírito Santo jamais terá perdão, mas será culpado de um pecado eterno.” (Mc 3, 28-29) Os pecados mortais (que são pecados graves) nos afastam de Deus e nos levam ao inferno. Somente através de uma boa e sincera confissão, é que somos perdoados. Para se fazer uma boa confissão é preciso ter fé que o padre tem o poder de absolver-te (poder esse dado pelo próprio Jesus Cristo: Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos (Jo 20, 23). É preciso também estar arrependido de ter pecado e prometer nunca mais faze-lo novamente. Os pecados veniais (que são pecados leves, como, por exemplo, uma pequena mentira, que não prejudique ninguém, uma gulodice que não traga prejuízos sérios à saúde, etc…) também nos afasta de Deus, mas não merecemos o inferno por causa deles, por que são culpas leves. Se morrermos com pecados veniais, iremos pagar nossas culpas no purgatório, e depois iremos ao céu. Sendo Deus puríssimo, inadmissível que se fique em Sua Divina presença com alguma mancha por menor que seja. Os pecados veniais são perdoados rezando-se um Ato de Contrição, ou com arrependimento praticando um outro ato de piedade. Mas no entanto, por causa do alto grau de malícia que existe em alguns tipos de pecados, recebem um outro tipo de qualificação. Como, por exemplo, “Pecados que Bradam aos Céus e clamam a Deus por vingança” (homicídio voluntário, por exemplo). Mas hoje, em especial, iremos tratar dos PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO, para os quais não há perdão. Segundo Santo Tomás de Aquino o pecado contra a bondade de Deus chama-se pecado contra o Espírito Santo porque das três pessoas divinas é o Espírito Santo a quem costumamos chamar de Amor. E Enquanto Deus Pai é o todo-poderoso (pecado por fraqueza) e o Filho é a Palavra-Sabedoria (pecado por ignorância). Sendo assim, o pecado contra o Espírito Santo seria como uma doença incurável, já que fecha as portas da alma para o próprio remédio que poderia lhe dar a salvação: a Misericórdia de Deus. Como Deus poderá perdoar alguém que não quer ser perdoado? Ora, a blasfêmia contra o espírito santo é o pecado cometido pelo homem, que reivindica seu pretenso ‘direito’ de perseverar no mal – em qualquer pecado – e recusa por isso mesmo a redenção. O homem fica fechado no seu pecado, tornando impossível da sua parte, a própria conversão, e também, consequentemente, a remissão dos pecados, que considera não essencial ou não importante para a sua vida. Santo Tomás de Aquino responde que se trata da um pecado “imperdoável por sua própria natureza, porque exclui aqueles elementos graças aos quais é concedida a remissão dos pecados”. Blasfemar contra o espírito santo é desprezar as inúmeras evidências bíblicas sobre sua obra e natureza. É se agarrar a conceitos pré-estabelecidos desprezando a luz que emana do Espírito Santo de Deus. A bíblia é clara sobre o pecado imperdoável: blasfemar contra o espírito santo é desprezar as abundantes evidências que temos à nossa disposição. Só blasfema contra o espírito santo quem resiste contra o poder de Deus revelado em suas palavras e obras e os atribui ao inimigo. “A condenação é esta: a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz porque as obras deles eram más” – (João 3:19). O pontificado do Papa São Pio X de 1903 a 1914 – em seu Catecismo Maior, ensinou que são seis os pecados contra o Espírito Santo. O pecado contra o Espírito Santo, consiste na rejeição da graça de Deus; é a recusa da salvação. Implica numa rejeição completa à ação, ao convite e à advertência do espírito santo. Vamos então à eles: 1º – Desespero de salvação 2º – Presunção de salvação sem merecimento 3º – Negar a verdade conhecida 4º – Inveja da graça fraterna 5º – A obstinação no pecado 6º – A Impenitência final Os pecados contra o Espírito Santo são seis, e chamam-se estes pecados particularmente pecados contra o Espírito Santo, porque se cometem por pura malícia, o que é contrário à bondade que se atribui ao Espírito Santo (Terceiro Catecismo da Doutrina Cristã de São Pio X): 1º – Desespero de salvação Ocorre quando a pessoa já pecou tanto que entra em desespero achando que não há mais salvação para ela. Fica convencida de que não há mais solução e que seu destino é o inferno. NOTE-SE QUE NESTE CASO A PESSOA NÃO SE CONFESSA POR QUE ACREDITA QUE NÃO ADIANTA, E QUE ESTÁ DEFINITIVAMENTE CONDENADA. 2º – Presunção de salvação sem merecimento Ocorre quando a pessoa se acha muito virtuosa que pensa que já está no céu e por isso por mais que possa ter feito algum pecado, Deus lhe perdoará. Implica num sentimento de orgulho achando de que está salva pelo que já fez na vida. NOTE-SE QUE NESTE CASO A PESSOA NÃO SE CONFESSA POR QUE ACHA DESNECESSÁRIO; ACREDITA QUE JÁ ESTÁ SALVA. 3º – Negar a verdade conhecida como tal Ocorre quando a pessoa se julga “dona da verdade” e por isso não aceita as verdades da fé por puro orgulho. NOTE-SE QUE NESTE CASO A PESSOA NÃO SE CONFESSA POR QUE ACHA QUE ESTÁ CERTA E QUE NÃO HÁ NADA A SE CONFESSAR. NEM CONSIDERA O PECADO DE DUVIDAR DAS VERDADES DA FÉ, OU MESMO NEGAR AS VERDADES DA FÉ. A PESSOA ACHA QUE ESTÁ CERTA E QUE ESSA CERTEZA É ABSOLUTA. CONSIDERA QUE SABE MAIS DO QUE A PRÓPRIA IGREJA E COM ISSO NEGA QUE O ESPÍRITO SANTO AUXILIA O SAGRADO MAGISTÉRIO DA IGREJA. 4º – Inveja da graça fraterna Ocorre quando a pessoa tem inveja da graça que Deus dá a outrem. O invejoso irrita-se por que o seu próximo conseguiu algo de bom e por isso revolta-se contra Deus. É o caso de Caim e Abel. Caim matou Abel por inveja. NOTE-SE QUE NESTE CASO A PESSOA NÃO SE CONFESSA POR QUE ESTÁ REVOLTADA CONTRA DEUS E NÃO HÁ ARREPENDIMENTO EM SEU CORAÇÃO. 5º – A obstinação no pecado É quem peca não por fraqueza, mas por malícia. Peca não por que simplesmente teve tentação, mas por que AMA pecar. ORA, SE AMA PECAR, NÃO SE CONFESSA, POR QUE QUER CONTINUAR NO PECADO. 6º – A Impenitência final Não é difícil de entender este pecado, pois uma pessoa que vem pecando a vida inteira, no final de sua existência continua sendo impenitente e não arrependido de tudo o que fez de mal. É a suprema e final rejeição à Deus. Mesmo estando no fim da vida e sabendo que vai morrer, a pessoa não quer mudar de vida. ESTA NÃO SE CONFESSA POR QUE REJEITA DEUS ATÉ NESTA HORA EXTREMA Deus não condena ninguém. Ao contrário, “Deus não quer que ninguém se perca, mas que todos cheguem a se converter”. No entanto, Deus não criou os seres humanos como irracionais, mas os criou à sua ‘imagem e semelhança”, que quer dizer: nos deu inteligência, para separar o bem do mal; liberdade, para escolher o bem ou o mal; e vontade, para vivenciar o bem ou o mal. A escolha é nossa, é de cada um. Assim, vivemos a nossa vida direcionados pelos três pilares da imagem e semelhança de Deus: inteligência, liberdade e vontade, para que assim decidamos o que queremos trilhar. No fim da vida terrena, a morte confirmará a nossa decisão, dando-nos aquilo que escolhemos. Por isso, a conclusão torna-se óbvia: só está no inferno aqueles que realmente querem estar lá, aqueles que não querem a presença de Deus que ilumina suas imundícies. Por outro lado, Deus, que “não quer que ninguém se perca”, continua a amar sua criatura, mesmo esta preferindo estar longe. Como já disse, o amor de Deus não impõe condições, assim, onde quer que a criatura esteja, Deus a amará sempre, embora respeitando aquilo que a faz ser uma pessoa: sua inteligência, sua liberdade e sua vontade. Em suma: o pecado contra o espírito santo consiste na rejeição consciente da graça de Deus; é a recusa da salvação que, consequentemente, impede Deus de agir, pois ele está à porta e bate, e a abre quem quiser. A persistência neste pecado, que é contra o espírito santo, pois este tem a missão de mostrar a verdade, levará o pecador para longe de Deus, para onde ele escolheu estar. Apesar disso, o senhor continuará a amá-lo com o mesmo amor de pai que tem para com todos, porém respeitando a decisão de seu filho que é inteligente e livre. A Igreja implora, que o perigoso pecado contra o espírito santo ceda o lugar a uma santa disponibilidade, para aceitar a missão do consolador, quando ele vier para convencer o mundo quanto ao pecado, quanto à justiça e quanto ao juízo. A blasfêmia não consiste propriamente em ofender o Espírito Santo com palavras; consiste, antes, na recusa de aceitar a salvação que Deus oferece ao homem, mediante o mesmo Espírito Santo, que age em virtude do sacrifício da Cruz. Se o homem rejeita este deixar-se convencer quanto ao pecado, que provém do Espírito Santo e tem caráter salvífico, rejeita contemporaneamente a vinda do Consolador: aquela vinda que se efetuou no mistério da Páscoa, em união com o poder redentor do Sangue de Cristo, o Sangue que purifica a consciência das obras mortas. Sabemos que o fruto desta purificação é a remissão dos pecados. Por conseguinte, quem rejeita o Espírito e o Sangue permanece nas obras mortas, no pecado. E a blasfêmia contra o Espírito Santo, consiste exatamente na recusa radical desta remissão de que Ele é o dispensador íntimo, e que pressupõe a conversão verdadeira, por Ele operada na consciência. Se Jesus diz que o pecado contra o Espírito Santo não pode ser perdoado, nem nesta vida nem na futura, é porque esta não-remissão está ligada, como à sua causa, à não-penitência, isto é, à recusa radical da conversão. A blasfémia contra o Espírito Santo é o pecado cometido pelo homem, que reivindica o seu pretenso direito de perseverar no mal – em qualquer pecado – e recusa por isso mesmo a Redenção. O homem fica fechado no pecado, tornando impossível da sua parte a própria conversão e também, consequentemente, a remissão dos pecados, que considera não essencial ou não importante para a sua vida. É uma situação de ruína espiritual, porque a blasfémia contra o Espírito Santo não permite ao homem sair da prisão em que ele próprio se fechou É terrível este pronunciamento do Senhor Jesus. São Mateus no seu Evangelho coloca em evidência as palavras de JESUS sobre o Pecado Imperdoável contra o ESPÍRITO SANTO: “Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO não será perdoada. Se alguém disser uma palavra contra o Filho do Homem (JESUS CRISTO) lhe será perdoado, porém se disser contra o ESPÍRITO SANTO, não lhe será perdoado, nem neste mundo e nem no futuro” – (Mt 12, 31-32). Esta é uma das frases mais terríveis pronunciadas pelo Divino Salvador. Santo Agostinho chegou a dizer que “talvez, ao longo da Sagrada Escritura, não se encontre nenhuma questão maior, nenhuma que seja mais difícil” – (Sermão 71 – Verbis Domini). Assim sendo, no cumprimento da Lei de DEUS, prevalece à tese da irremissibilidade dos pecados contra o ESPÍRITO SANTO, segundo o texto de São Mateus mencionado acima. E desse modo, a aparente contradição mostrada no texto, se resolve perfeitamente pela Absoluta Vontade do SENHOR. Quem peca por ignorância, ignora, embora culposamente, ser mal aquilo que faz. Quem peca por paixão, sabe perfeitamente que aquilo que está fazendo é mau, mas não se apercebe momentaneamente da malícia do pecado, ofuscada pelo ímpeto culposo da paixão. Quem peca por opção ou malícia, nem ignora nem deixa de ter consciência de que é mau aquilo que está fazendo. Peca por cálculo, com premeditação e pleno conhecimento de causa, perseguindo o prazer do pecado, não por ter sido vencido pela tentação, mas porque o escolheu. Num mundo que se afastou de DEUS por ignorância, movido pelas paixões ou por firme e decidida opção pelo mal (malícia certa), é sempre oportuno reavivar na memória e divulgar com plena disponibilidade a noção do pecado, a qual, como dizia o Papa Pio XII, o mundo havia perdido já em seu pontificado. A mensagem que nossa MÃE SANTÍSSIMA trouxe em Fátima, em 1917, para os três pequenos pastores divulgá-la para o mundo, era precisamente um alerta para essa perda da noção do pecado, com a advertência de que, se a humanidade não se emendasse, grandes castigos se abateriam sobre todos. Ninguém ousará dizer que, de lá para cá, a situação melhorou. Muito pelo contrário. Piorou, e piora de forma alarmante e generalizada O pecado contra o Espírito Santo, portanto, é um pecado que não tem perdão. Muitos, ao ouvirem essas palavras de Cristo ficam angustiados e aflitos. Não é raro pensarem assim: “Como pode existir um pecado sem perdão, já que Deus é infinitamente bom e cheio de misericórdia?” ou ” O que é esse pecado imperdoável? Será que eu mesmo o cometi? O que fazer?”. No primeiro momento, é preciso saber que o inferno e a condenação eterna existem; e lembrar que é possível que uma pessoa vá para esse lugar terrível. Deus é sim, bom e misericordioso. Entender o inferno é compreender que somos seres livres, Deus não nos força a fazer a Sua vontade. Somos livres para dizer “Sim” ao amor e projeto de Deus para a humanidade (tendo consciência de que é a graça Divina que nos conduz) ou de dizer “Não” a esse amor e desígnios Divinos através do pecado. No pecado imperdoável existe uma verdadeira rejeição e ódio ao Amor de Deus, que é atribuído ao Espírito Santo. Logo, pelo pecado, o homem se afasta de Deus. Se alguém manteve a alma distante do Criador durante a vida. Durante a sua existência, negou ao Senhor através de palavras, obras e omissões. O próprio condenado fez-se condenado. Oportunidade não faltou para que se arrependesse. Após a morte é tarde demais. Sabendo disso, o pecado contra o Espírito Santo é algo que devemos temer. Mas, é fundamental que confiemos na Bondade Divina, no seu Amor infinito por cada um de nós. Essa confiança no amor de Deus nos afastará desse terrível pecado. O arrependimento e o sincero desejo de pedir perdão a Deus pelos pecados cometidos, é um sinal de que não se cometeu o pecado contra o Espírito Santo. Peçamos a Maria Santíssima a sua proteção. Pois ao contrário de Satanás, Ela reconheceu o Amor de Deus e o fez transparecer em toda a sua vida. Ao ponto de alguns santos dizerem que Ela “morreu de amor”. Ensinai-nos ó Virgem a amar a Deus. Como pudemos ver, os pecados contra o Espírito Santo são pecados de pura malícia, não de fraqueza, ou seja, a vontade da pessoa está endurecida de uma tal forma que ela JAMAIS SE CONFESSARÁ por que NÃO QUER SE CONFESSAR. Deus dá a todos a chance de se salvar e ir ao céu, mas quem peca contra o Espírito Santo não quer sair da situação em que se encontra, então Deus não pode salvar quem não quer se salvar, Ele não pode exercer Sua misericórdia, a quem não quer receber Sua misericórdia, por isso mesmo não tem perdão. Equipe Templário de Maria #FormaçõesCatólicas #pecadomortal
- UM NOVO SOPRO – Scott Hahn medita sobre o Domingo de Pentecostes
A dádiva do Espírito ao novo povo de Deus coroa os atos poderosos do Pai na história da salvação. A festa judaica de Pentecostes convocava a Jerusalém todos os judeus devotos, onde iam celebrar seu nascimento como povo escolhido de Deus, a partir da Lei da aliança dada a Moisés no Sinai (ver Levítico 23: 15-21; Deuteronômio 16: 9-11). Na Primeira Leitura de hoje, os mistérios prefigurados naquela festa se cumprem no derramamento do Espírito sobre Maria e os Apóstolos (cf. At 1,14). O Espírito sela a nova lei e a nova aliança trazidas por Jesus, escritas não em tábuas de pedra, mas no coração dos fiéis, como os profetas prometeram (ver Jeremias 31: 31-34; 2 Coríntios 3: 2-8; Romanos 8: 2 ) O Espírito é revelado como sopro vivificante do Pai, a Sabedoria pela qual Ele fez todas as coisas, conforme cantamos no Salmo de hoje. O Espírito é revelado como sopro vivificante do Pai, a Sabedoria pela qual Ele fez todas as coisas, conforme cantamos no Salmo de hoje. No início, o Espírito veio como um “vento forte” varrendo a face da terra (ver Gênesis 1: 2). E na nova criação do Pentecostes, o Espírito veio novamente como “um vento forte e impetuoso” para renovar a face da terra. Como Deus formou o primeiro homem do pó e o encheu com Seu Espírito (ver Gênesis 2:7), no Evangelho de hoje vemos o Novo Adão se tornar um Espírito vivificante, dando uma nova vida aos apóstolos (ver 1 Coríntios 15: 45, 47). Como um rio de água viva, Ele derramará para sempre o Seu Espírito sobre a Igreja, que é o Seu corpo, como ouvimos na Epístola de hoje (ver também João 7: 37-39). Recebemos esse Espírito nos sacramentos; pelo Batismo, nos tornamos uma “nova criação” (ver 2 Coríntios 5:17; Gálatas 6:15). Bebendo do único Espírito pela Eucaristia (ver 1 Coríntios 10: 4), somos os primeiros frutos de uma nova humanidade, composta de todas as nações que há debaixo do céu, sem distinções de riqueza, língua ou raça: um povo nascido do Espírito. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/a-new-wind-scott-hahn-reflects-on-pentecost-sunday/
- ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO NO DIA DE PENTECOSTES
Watch this video on YouTube. ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO Espírito Santo Consolador, concedei-me o dom da fortaleza. Fortalecei minha alma para superar as dificuldades de cada dia, os tormentos das perseguições e as insídias do maligno. Ajudai-me a ser forte em meio às fraquezas espirituais, para que eu seja sinal de Teu amor e bondade. Espírito Santo de Luz, concedei-me o dom da sabedoria. Que eu tenha o discernimento necessário para distinguir o mal do bem, a mentira da verdade, a guerra da paz. Que Tua santa sabedoria ilumine os espaços confusos de minha alma. Espírito Santo Paráclito, concedei-me o dom do entendimento, para que eu compreenda corretamente a vontade do Pai Celestial para minha vida. Dai-me entender o próximo com amor, misericórdia e paz. Que eu compreenda, com todo meu ser, o amor de Cristo Jesus por mim e pela humanidade. Espírito Santo, Advogado Celestial, concedei-me o dom da ciência. Que, iluminado pela Tua luz divina, eu compreenda corretamente os planos de Deus para minha vida, e seja obediente aos ensinamentos divinos. Sendo assim, um sinal permanente da misericórdia do Mestre Jesus no mundo. Espírito Santo, Conselheiro Divino, concedei-me o dom do conselho. Ilumina meu entendimento, para que eu busque em Deus as respostas para minhas dúvidas e inquietações humanas e espirituais. Colocai em meus lábios palavras que restabeleçam a paz no mundo, e ajudai-me a levar sempre um conselho que devolva às almas aflitas a serenidade em Deus. Divino Espírito Santo, concedei-me o dom da piedade. Que minhas orações sejam pontes de amor, que unam meu coração ao coração de Deus Pai e do Cristo Senhor. Que meu fervor espiritual se renove sempre, para que minha alma frutifique na fé e na esperança. Espírito Santo, Consolador dos aflitos, concedei-me o dom do temor de Deus, para que eu tenha sempre frente meus olhos, a bondade divina, e que meus pensamentos, palavras e ações, não sejam uma ofensa ao amor misericordioso do Pai Celestial. Assim seja! Amém #oraçãodeféeconfiançaemdeus #oraçõesdeféeamor #setedons #oraçãoaoespíritosanto #espíritosantodedeus #diadepentecostes #oraçãodeféeproteção #oraçãoaodivinoespíritosanto #oraçãomuitoforte #espíritosantovindeoraremmim #oraçãoaoespíritosantoparaouvirdormindo #ORAÇÃOAOESPÍRITOSANTONODIADEPENTECOSTES #oraçãodeinvocaçãoaoespíritosanto #oraçãodefé #donsdoespíritosanto #espíritosantomeucontrolador #espíritosantoorepormim #oraçãoaoespíritosantodedeus #espiritosanto
- Sabia que pode tirar uma alma do Purgatório em Pentecostes?
Com o juízo pessoal ao final da vida terrena, Deus decidirá se a pessoa é merecedora do céu ou do inferno. Caso o destino eterno seja o céu, muitas almas deverão se purificar no Purgatório, mas pode ser que este processo demore muito tempo. Na Solenidade de Pentecostes, a Igreja concede a indulgência plenária a todos os católicos, seja para si mesmo ou para alguma alma do Purgatório, o que significaria a entrada direta ao céu neste último caso. Deseja saber como ajudar a alma de algum familiar ou amigo? ChurchPop apresenta os 5 passos que todo católico pode seguir para conseguir: Firme intenção de não voltar a cair em pecado, inclusive pecados veniais. Confessar sacramentalmente todos os pecados. Receber a Eucaristia. Rezar pelas intenções do Papa. Durante a Solenidade de Pentecostes, rezar ou cantar o hino Veni Creator Spiritus. Veni Creator Spiritus Veni Creator Spiritus, Mentes tuorum visita, Imple superna gratia, Quae tu creasti, pectora. Qui diceris Paraclitus, Altissimi donum Dei, Fons vivus, ignis, caritas, Et spiritalis unctio. Tu septiformis munere, Digitus Paternae dexterae, Tu rite promissum Patris, Sermone ditans guttura. Accende lumen sensibus, Infunde amorem cordibus, Infirma nostri corporis, Virtute firmans perpeti. Hostem repellas longius, Pacemque dones protinus; Ductore sic te praevio, Vitemus omne noxium. Per te sciamus da Patrem Noscamus atque Filium; Teque utriusque Spiritum Credamus omni tempore. Deo Patri sit gloria, Et Filio, qui a mortuis Surrexit, ac Paraclito In saecula saeculorum. Tradução: Vinde, Espírito Criador, visitai as almas dos vossos, enchei da graça do alto os corações que criastes. Sois chamado Paráclito (Consolador), dom do Deus Altíssimo, fonte viva, o fogo, a caridade e unção espiritual. Vós, que tendes sete dons, sois o dedo da direita de Deus, solene promessa do Pai a inspirar nossas palavras. Acendei a luz para os sentidos, infundi o amor nos corações, fortalecei a fragilidade do nosso corpo com virtude para sempre. Afastai para longe o inimigo, trazei-nos sem demora a paz; assim, guiados por Vós, evitaremos todo o mal. Concedei-nos que, por Vós, saibamos do Pai, conheçamos também o Filho, e, em Vós, Espírito de ambos, acreditemos em todo tempo. Glória seja dada a Deus Pai, ao Filho, que dos mortos ressuscitou, e também ao Paráclito (Consolador) por todos os séculos. Amém. FONTE: https://www.acidigital.com/noticias/sabia-que-pode-tirar-uma-alma-do-purgatorio-em-pentecostes-65809 #SabiaquepodetirarumaalmadoPurgatórioemPentecostes
- A importância da devoção à Maria para conseguir o Espírito Santo
A Virgem Maria é a Esposa do Espírito Santo! Quanto mais uma alma invoca Maria, mais descerá sobre ela o Espírito Santo. “Tendo-a encontrado numa alma, o Espírito Santo, seu Esposo, voa para lá, entra plenamente e comunica-se a essa alma abundantemente e na mesma medida em que ela dá lugar a Maria. Uma das grandes razões por que o Espírito Santo não opera agora maravilhas retumbantes nas almas é que não encontra nelas uma união bastante íntima com a sua fiel e indissolúvel esposa. Digo inseparável esposa porque desde que este Amor substancial do Pai e do Filho desposou Maria para produzir Jesus Cristo, Cabeça dos eleitos, e Jesus Cristo nos eleitos, nunca mais a repudiou, porque Ela foi sempre fiel e fecunda.” (São Luís Maria Grignion de Montfort) Quando o Espírito Santo vê Maria numa alma, escreveu São Luís, voa para ela. E a Santíssima Virgem, fecunda como é, faz produzir frutos maravilhosos de santidade. “Maria é o grande molde de Deus, feito pelo Espírito Santo, para formar ao natural um Deus-Homem, pela união hipostática, e para formar um Homem-Deus, pela graça.” Para isso nada mais oportuno do que essa consagração, uma vez que Maria Santíssima é o grande molde no qual foi formado Jesus. Assim, todo aquele que se lançar e desmanchar dentro desse molde sairá com as feições de Jesus. A consagração é a maneira pela qual nos lançamos nesse molde perfeito, e a vivência dessa devoção é a maneira pela qual nos desmanchamos no mesmo molde, ou seja, quando nos entregarmos totalmente a Maria, Ela nos ensina a ser, pensar e viver como Jesus. “Tendo o Espírito Santo desposado Maria Santíssima, e nela e por n’Ela produzido Jesus Cristo, o Verbo Encarnado, n’Ela e por Ela continua a produzir, diariamente, os predestinados. Isso de um modo misterioso, porém verdadeiro”. “Felizes, pois – conclui Montfort – mil vezes felizes as almas, as quais o Espírito Santo revela o Segredo de Maria e lho faz conhecer.” Fonte: Livro Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem (São Luís Maria Grignion de Montfort) Clique aqui para conhecer mais sobre a Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem #EspíritoSanto #FormaçõesCatólicas #NossaSenhora
- A importância da devoção à Maria para conseguir o Espírito Santo
A Virgem Maria é a Esposa do Espírito Santo! Quanto mais uma alma invoca Maria, mais descerá sobre ela o Espírito Santo. “Tendo-a encontrado numa alma, o Espírito Santo, seu Esposo, voa para lá, entra plenamente e comunica-se a essa alma abundantemente e na mesma medida em que ela dá lugar a Maria. Uma das grandes razões por que o Espírito Santo não opera agora maravilhas retumbantes nas almas é que não encontra nelas uma união bastante íntima com a sua fiel e indissolúvel esposa. Digo inseparável esposa porque desde que este Amor substancial do Pai e do Filho desposou Maria para produzir Jesus Cristo, Cabeça dos eleitos, e Jesus Cristo nos eleitos, nunca mais a repudiou, porque Ela foi sempre fiel e fecunda.” (São Luís Maria Grignion de Montfort) Quando o Espírito Santo vê Maria numa alma, escreveu São Luís, voa para ela. E a Santíssima Virgem, fecunda como é, faz produzir frutos maravilhosos de santidade. “Maria é o grande molde de Deus, feito pelo Espírito Santo, para formar ao natural um Deus-Homem, pela união hipostática, e para formar um Homem-Deus, pela graça.” Para isso nada mais oportuno do que essa consagração, uma vez que Maria Santíssima é o grande molde no qual foi formado Jesus. Assim, todo aquele que se lançar e desmanchar dentro desse molde sairá com as feições de Jesus. A consagração é a maneira pela qual nos lançamos nesse molde perfeito, e a vivência dessa devoção é a maneira pela qual nos desmanchamos no mesmo molde, ou seja, quando nos entregarmos totalmente a Maria, Ela nos ensina a ser, pensar e viver como Jesus. “Tendo o Espírito Santo desposado Maria Santíssima, e nela e por n’Ela produzido Jesus Cristo, o Verbo Encarnado, n’Ela e por Ela continua a produzir, diariamente, os predestinados. Isso de um modo misterioso, porém verdadeiro”. “Felizes, pois – conclui Montfort – mil vezes felizes as almas, as quais o Espírito Santo revela o Segredo de Maria e lho faz conhecer.” Fonte: Livro Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem (São Luís Maria Grignion de Montfort) Clique aqui para conhecer mais sobre a Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem #EspíritoSanto #FormaçõesCatólicas #NossaSenhora
- UM APELO CONTRA VACINAS COM FETOS ABORTADOS – Luisella Scrosati
[A teologia moral católica está dividida em relação à possibilidade de considerar moralmente lícito o uso de vacinas que utilizaram linhas celulares de bebês abortados. A Congregação para a Doutrina da Fé publicou, em dezembro de 2020, um documento magisterial (“Nota sobre a moralidade do uso de algumas vacinas anticovid-19”), afirmando que é remota, da parte de quem utiliza tais vacinas, a cooperação com o mal do aborto. O historiador italiano Roberto De Mattei, crítico do atual pontificado, publicou em abril de 2021 um pequeno livro em apoio ao documento da Santa Sé: Sobre a legalidade moral da vacinação (Edizioni Fiducia). O filósofo austríaco Josef Seifert, no artigo “A licitude moral das vacinas derivadas de abortos” (v. aqui ), procura mostrar como a argumentação de De Mattei é irrefutável. Mas há quem discorde. No dia 8 de março de 2021, quase 100 mulheres — entre médicas, religiosas, políticas e ativistas pró-vida de todo o mundo — publicaram um manifesto (intitulado A voz das mulheres em defesa dos bebês não nascidos e em oposição às vacinas contaminadas pelo aborto ) pedindo “a todas as pessoas de boa vontade para deixarem de justificar moralmente o uso de vacinas COVID-19 contaminadas pelo aborto”. A esse movimento não interessa, portanto, a “lógica” da isenção de culpa da parte dos tomam vacinas produzidas a partir de linhas celulares de bebês abortados. A esta “lógica” antepõe o “sentimento” de responsabilidade, alegando que a aceitação de tais vacinas concorreria para alimentar a cultura da morte do aborto, sempre em expansão, envolvendo cada vez mais experiências de laboratório com partes de bebês eliminados. É um debate que continua, como testemunha o recente artigo da jornalista italiana Luisella Scrosati]. Aos cem anos, no próximo dia 2 de novembro, a Dra. Wanda Półtawska, amiga e confidente de João Paulo II, milagrosamente curada pelo Padre Pio a pedido do então jovem sacerdote de Cracóvia, internada no campo de concentração de Ravensbrück, onde era cobaia para experimentos médicos sobre mutilação cirúrgica de membros, ela é a primeira signatária de um apelo de tantas mulheres, ativistas pró-vida, que exortam os cristãos ao redor do mundo e os homens de boa consciência a resistir às vacinas contaminadas pelo aborto. The Voice of Women in Defense of Unborn Babies and in Opposition to Abortion-tainted Vaccines é o título do extraordinário apelo pelo despertar das consciências entorpecidas nestes longos meses de pandemia e propaganda unilateral de vacinação. Wanda Półtawska, que foi docente do Pontifício Instituto João Paulo II, na Universidade Lateranense, e membro do Pontifício Instituto para a Família e da Pontifícia Academia para a Vida, não aceita em silêncio esta nova forma de colaboração com a cultura da morte: “Não seremos cúmplices do moderno massacre dos Santos Inocentes e por isso nos recusamos a aceitar qualquer vacina que use células derivadas de fetos humanos abortados.” Junto com ela, outro nome bem conhecido, o de Abby Johnson, ex-diretora de uma clínica da Planned Parenthood, que renunciou em 2009 e agora é uma proeminente ativista pró-vida. Com cerca de 40-50 milhões de abortos por ano (2,5 bilhões desde que o aborto foi legalizado), já se tornou uma prática sanitária comum: “Como não manter esse fato fixado em nossas mentes, enquanto refletimos minuciosamente sobre a moralidade das vacinas produzidas a partir de células derivadas do aborto fetos humanos? […] A maneira de matá-los ultrapassa qualquer imaginação “: desmembrados no ventre de suas mães, esmagados no crânio ou envenenados com solução salina. E depois os pedaços de seus corpos deixados nalgum lugar do hospital “sem ninguém que por eles chore ou lamente”. Esta é a versão do século 20 daquelas crianças doadas vivas pelos israelitas para serem queimadas na Geena em homenagem a Moloch. Mas para as crianças “selecionadas” para serem fornecedoras de tecidos, o destino é – parece impossível pensar – ainda mais trágico. De acordo com as contribuições fundamentais de Debra Vinnedge (veja aqui ), fundadora da associação Children of God for Life (Filhos de Deus pela Vida), que primeiro alertou a Pontifícia Academia para a Vida em 2005 para o problema das linhagens celulares de fetos abortados na produção de vacinas, o manifesto recorda que médicos abortistas admitiram que o procedimento desses abortos é alterado, a fim de preservar intactas e utilizáveis as partes do corpo da criança que possa interessar aos pesquisadores. Esses sacrifícios, mais do que aos praticados no mencionado Geena bíblico, se assemelham àqueles praticados pelos índios astecas, que extraíam do peito das vítimas o coração palpitante para oferecê-lo à “divindade”: a criança, extraída viva do útero “, sofria dores lancinantes, enquanto o abortista retirava-lhe o rim muito rapidamente, sem qualquer anestesia, para que esse órgão pudesse ser enviado ainda fresco, de um dia para o outro, ao pesquisador cúmplice do crime”. Aos que objetam que, no entanto, o acontecimento macabro já pertence a um passado distante e que o uso de vacinas feitas com essa técnica constitua uma cooperação remota com o fato, os signatários do apelo opõem que “o mal de usar linhagens celulares de fetos abortados inclui não apenas o assassinato original, mas também a contínua comercialização do corpo da criança, assim como também a recusa em enterrar seus restos mortais profanados”. Tampouco se deve pensar que essa modalidade de pesquisa ficou confinada ao passado e tenha sido, finalmente, abandonada. Basta pensar na linha celular mais recente (Walvax-2), que data de apenas 6 anos, feita do pulmão de um bebê de três meses (veja aqui ). Esta linha celular também se destina à produção de vacinas. A exploração de crianças assassinadas no ventre de suas mães não se limita apenas às vacinas. Graças à cuidadosa vigilância de Stacy Trasancos, pesquisador químico da DuPont e chefe de pesquisa do Children of God for Life, sabemos que o uso de corpos de bebês abortados na fabricação de vacinas é apenas um começo (veja aqui). Outras linhas de pesquisa já estão em andamento, sem que quase ninguém oponha a resistência necessária (veja aqui): “camundongos humanizados” com pele humana (mas também com timo, baço e fígado), extraídos de crianças entre a décima oitava e a vigésima semana de gestação, visando o estudo do comportamento do sistema imunológico quando a pele está infectada com patógenos (estudo publicado em 2 de setembro de 2020). Há ainda outro estudo (de 22 de julho de 2020) sobre os efeitos nocivos dos éteres de polibromodifenilo (PBDEs), para o qual 249 mulheres foram recrutadas para um aborto de segundo ou terceiro trimestre, que deram seu consentimento para a “doação” do sangue, da placenta e do fígado do bebê abortado. Ou a pesquisa (de 17 de julho de 2020) sobre o desenvolvimento da imunidade em recém-nascidos, que exigiu 15 fetos abortados no segundo trimestre. Quando, na década de 1970, a Merck [empresa farmacêutica alemã] lançou no mercado a vacina contra rubéola – para a qual foi exigida cerca de uma centena de abortos -, a estratégia proposta pelos pastores da Igreja para expressar sua dissidência, mas ao mesmo tempo admitindo o uso dessas vacinas, foi um fracasso: essa vacina ainda está em uso hoje. “A condescendência generalizada de vacinas contaminadas pelo aborto, principalmente da parte de cristãos, só pôde contribuir para a cultura da morte”, que agora considera o uso de fetos abortados uma normalidade para as pesquisas. “É tempo do clero e dos leigos enfrentarem com coragem este horror e defenderem com a “máxima determinação” o direito à vida dos mais vulneráveis. Esta ramificação maligna do aborto deve parar!” A linha assumida pelos bispos e pelo Vaticano, que chegou a recomendar a vacinação como um ato de caridade para com o próximo, “se baseia em uma avaliação incompleta da ciência da vacinação e da imunologia”; os peticionários do Apelo, portanto, imploram à hierarquia eclesiástica que reavalie sua posição, inclusive à luz das sérias incertezas sobre a eficácia e segurança efetiva dessas vacinas e de seu caráter experimental. Entre os signatários deste heróico grito em defesa da vida está a irmã Deirdre Byrne, que em 2020 discursou na Convenção Nacional Republicana, fortemente apoiada pelo ex-presidente Trump. Também ela, a freira das três divisas – além de freira, ela também é médica-cirurgiã e ex-coronela do exército dos Estados Unidos – clama à mobilização e à batalha, sem violências, com a consciência de que “Moloch nunca está saciado”. https://lanuovabq.it/it/no-ai-vaccini-da-feti-abortiti-un-appello-eroico-ai-cristiani
- A Divina Vontade transformou a minha família
A Divina Vontade transformou a minha família – o testemunho de Eliane Donaire #2 Por quê a Divina Vontade é importante para um núcleo familiar? Você sabia que a Sagrada Família, viveu em uma pequena casa em Nazaré, e trouxe à Terra um pedaço do céu? Nesse vídeo nós tivemos a honra e a oportunidade de conversar com Eliane Donaire, publicitária responsável pela revisão do livro As 24 Horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, publicado no Brasil pela Associação do Senhor Jesus. Nessa segunda parte da entrevista, ela conta detalhes de como a Divina Vontade se tornou parte integrante de sua família, e modificou completamente relacionamento familiar. Watch this video on YouTube. Site oficial: www.divinavontade.com #DivinaVontade #LuisaPiccarreta #As24HorasDaPaixao #PaixaoDeJesus #ReinoDeDeus #AmorDeDeus #AssociacaoDoSenhorJesus #RedeSeculo21 #LiturgiaCatolica #LiturgiaCatolicaPontoCom #ElianeDonaire #TestemunhoDeElianeDonaire #ElianeDonaireeaDivinaVontade ———————————————————- NOSSO SITE: https://www.liturgiacatolica.com INSTAGRAM: https://www.instagram.com/litcatolica TWITTER: https://twitter.com/litcatolica TELEGRAM: https://t.me/liturgiacatolicapontocom ———————————————————- #ElianeDonaire #divinavontade #ElianeDonaireeaDivinaVontade #paixãodejesus #RedeSeculo21 #AmordeDeus #associaçãodosenhorjesus #luisapiccarreta #LITURGIACATÓLICA #reinodedeus #TestemunhodeElianeDonaire #divinavontade24horasdapaixãodecristo #reinodadivinavontade #PorquêaDivinaVontadeOquêéaDivinaVontadeDivinaVontadenoBrasil #domdadivinavontade #As24HorasdaPaixãolivro #as24horasdapaixão
- Cardeal de Salvador celebra missa “em memória das vítimas da transfobia”.
Nós nunca pensamos que ele fosse disso… Inclusive, houve até quem duvidasse, que achou que fosse fake news, mas não era: com forte e forçado sotaque baiano, Dom Sérgio da Rocha, cardeal arcebispo primaz do Brasil, anterior presidente da CNBB, celebrou uma Missa “em memória das vítimas da transfobia”, como anunciou o G1 . Por fratresinunum A transmissão começou com a saudação de uma pessoa que disse: “Boa tarde a todos, a todas e a todes (sic!), eu sou Scarlette Sangalo, sou da comunicação do CPDD, além de transformista. Eu estou aqui, na Capela das Dorotéias, no Garcia, e já já vai começar a Missa em pról dos LGBTs assassinados, trans, lésbicas, gays, travestis, enfim, todas…” Na sequência, falou Renildo Barbosa, que disse: “vamos assistir este marco histórico, que é uma missa celebrada aqui na Igreja, pelo Cardeal”, o que demonstra bem a consciência profunda que os promotores da celebração tinham acerca do alcance deste fato. Cada palavra do sermão foi devidamente calibrada pelo cardeal, que teve o trabalho de redigi-lo (ou pedir para que alguém redigisse), a tal ponto que ele chegou ao requinte de evitar a letra Q (de Queer ) da sigla LGBTQI+. Mas, no cuidado das palavras, ele não ocultou os seus sentimentos. “Precisamos dizer ‘não’ à violência nas suas múltiplas faces. A violência contra a população LGBTI+ é um sinal triste de uma sociedade que convive com constantes violações da vida, da dignidade, dos direitos de tantas vítimas de morte brutal. A vida, a dignidade das pessoas, principalmente de grupos sociais mais vulneráveis, têm sido continuamente violadas em muitos lugares. Não se pode justificar nem reproduzir a violência disseminada na sociedade”. Ele também deu explicações estatísticas: “Dados divulgados este mês sobre as mortes violentas de LGBTQI+ ocorridas em 2020 apontaram que o Nordeste ocupa tristemente o primeiro lugar no número de mortes no país, seguido pelo Centro-oeste. E que as capitais mais violentas foram Salvador e São Paulo… Temos muito a fazer para transformar esta triste realidade e construir uma cultura de fraternidade e de paz, de respeito à vida e à dignidade de cada pessoa, especialmente as que vivem em situações de exclusão social”. Dom Sérgio valeu-se, na homilia, dos dados do Grupo Gay da Bahia, liderado por Luiz Mott (que, pelo contexto das palavras da Sra. Conceição, que falou ao final da Missa, estava presente na Cerimônia). Estes dados são há muito tempo questionados por checadores , que acusam o grupo de divulgar “casos de mortes por acidente, infarto, bala perdida, troca de tiros com a polícia, disputa de ponto de prostituição entre travestis, mortes ocorridas em outros países e até assassinatos de heterossexuais cometidos por homossexuais como se fossem ‘crimes motivados por homofobia no Brasil’”. Em todo o caso, considerando-se os dados do Grupo Gay da Bahia, o número de assassinatos de homossexuais no Brasil vem se reduzindo há três anos. A explicação dada por Luiz Mott ao Portal Aids chega a ser incrível: “a explicação mais plausível para a diminuição em 28% do número total de mortes violentas de LGBT em comparação com o ano anterior se deve ao persistente discurso homofóbico do Presidente da República e sobretudo às mensagens aterrorizantes de seus seguidores nas redes sociais no dia a dia , levando o segmento LGBT a se acautelar mais, evitando situações de risco de ser a próxima vítima, exatamente como ocorreu quando da epidemia da Aids e a adoção de sexo seguro por parte dessa mesma população”. Leia também Vaticano: A Igreja Católica não pode dar bênçãos às uniões homossexuais Como Dom Sérgio da Rocha tem coragem de emprestar a Igreja e a sua púrpura cardinalícia para isso? Como pode permitir-se usar como palanque para esse tipo de absurdo? Mas a louvação não para por aí. Na oração dos fieis, foi feita uma prece especial pelos mortos e familiares da Comunidade LGBTQIA+ (seja lá o que isso queira dizer, é a sigla do momento, até que se adicione outras letras). O cardeal, porém, não quis distribuir a Comunhão (possivelmente para evitar fotos), deixando aos padres que o fizessem. Vale notar que a Assembleia estava constituída por pastores, pais e mães-de-santo, além de militantes do movimento gay da Bahia. Ao final da Missa, uma transformista cantou “Ave Maria do Morro”. O Cardeal agradeceu emocionado a execução, dizendo, por fim: “espero que, cada vez mais, a Igreja seja misericordiosa, acolhedora e solidária”, sugerindo discretamente maior “abertura”… Leia também Qualquer falecido tem direito a missa das exéquias? O que está acontecendo na Igreja? Além das absurdidades vistas na Alemanha, aqui no Brasil, duas sedes cardinalícias, Rio de Janeiro e, agora, Salvador, tornam-se palcos para a ostentação e naturalização da homossexualidade… O que está acontecendo com os cardeais? O que se está preparando? Qual será o apogeu disso tudo? A eleição de um papa abertamente homossexual? A que nível chegamos! O Primaz do Brasil, que tradicionalmente é um arcebispo sensato, equilibrado, austero, agora se presta a este tipo de panfletagem… Precisamos rezar muito, pois, com pastores assim, o povo fiel ficará cada dia mais desorientado e a cólera divina será cada vez mais insultada. Eles estão provocando a ira de Deus e isso não pode terminar bem. Fonte: fratresinunum.com Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? Sabemos que as vítimas de violência, em qualquer circunstâncias, são dignas de proteção e no caso de morte, da nossa oração, mas permitir que o púlpito e o altar seja “palco” para promoção de ideologias, isso não condiz com a fé que professamos. Será que o prelado sabe da gravidade das ideologias homossexuais? Será que Dom Sérgio irá exortar aqueles que lá estão a abandonar o pecado? A romperem com ideologias que causam a destruição da vida e da família? Ou irá ser politicamente correto como os padres aos pés do Cristo Redentor? Ou silencioso como o Vaticano diante das heresias alemãs? Recordo aqui as palavras do Cardeal Sarah: “Não estamos lutando contra a carne e o sangue…” Precisamos ser inclusivos e acolhedores a tudo o que é humano; mas o que vem do Inimigo não pode e não deve ser assimilado. Não se pode unir Cristo e Belial! As ideologias homossexuais e abortistas ocidentais e o fanatismo islâmico são hoje em dia o que o Nazi-fascismo e o Comunismo foram no século XX” Lamentável! Não reclamem se em breve, além da “missa disso”, “missa daquilo”, tivermos elencado a “missa gay”. Via @educarparaoceu Leia também Missa de Paulo Gustavo promoveu narrativa contra Igreja e teve até comunhão do ‘companheiro’
- Cardeal de Salvador celebra missa “em memória das vítimas da transfobia”.
Nós nunca pensamos que ele fosse disso… Inclusive, houve até quem duvidasse, que achou que fosse fake news, mas não era: com forte e forçado sotaque baiano, Dom Sérgio da Rocha, cardeal arcebispo primaz do Brasil, anterior presidente da CNBB, celebrou uma Missa “em memória das vítimas da transfobia”, como anunciou o G1 . Por fratresinunum A transmissão começou com a saudação de uma pessoa que disse: “Boa tarde a todos, a todas e a todes (sic!), eu sou Scarlette Sangalo, sou da comunicação do CPDD, além de transformista. Eu estou aqui, na Capela das Dorotéias, no Garcia, e já já vai começar a Missa em pról dos LGBTs assassinados, trans, lésbicas, gays, travestis, enfim, todas…” Na sequência, falou Renildo Barbosa, que disse: “vamos assistir este marco histórico, que é uma missa celebrada aqui na Igreja, pelo Cardeal”, o que demonstra bem a consciência profunda que os promotores da celebração tinham acerca do alcance deste fato. Cada palavra do sermão foi devidamente calibrada pelo cardeal, que teve o trabalho de redigi-lo (ou pedir para que alguém redigisse), a tal ponto que ele chegou ao requinte de evitar a letra Q (de Queer ) da sigla LGBTQI+. Mas, no cuidado das palavras, ele não ocultou os seus sentimentos. “Precisamos dizer ‘não’ à violência nas suas múltiplas faces. A violência contra a população LGBTI+ é um sinal triste de uma sociedade que convive com constantes violações da vida, da dignidade, dos direitos de tantas vítimas de morte brutal. A vida, a dignidade das pessoas, principalmente de grupos sociais mais vulneráveis, têm sido continuamente violadas em muitos lugares. Não se pode justificar nem reproduzir a violência disseminada na sociedade”. Ele também deu explicações estatísticas: “Dados divulgados este mês sobre as mortes violentas de LGBTQI+ ocorridas em 2020 apontaram que o Nordeste ocupa tristemente o primeiro lugar no número de mortes no país, seguido pelo Centro-oeste. E que as capitais mais violentas foram Salvador e São Paulo… Temos muito a fazer para transformar esta triste realidade e construir uma cultura de fraternidade e de paz, de respeito à vida e à dignidade de cada pessoa, especialmente as que vivem em situações de exclusão social”. Dom Sérgio valeu-se, na homilia, dos dados do Grupo Gay da Bahia, liderado por Luiz Mott (que, pelo contexto das palavras da Sra. Conceição, que falou ao final da Missa, estava presente na Cerimônia). Estes dados são há muito tempo questionados por checadores , que acusam o grupo de divulgar “casos de mortes por acidente, infarto, bala perdida, troca de tiros com a polícia, disputa de ponto de prostituição entre travestis, mortes ocorridas em outros países e até assassinatos de heterossexuais cometidos por homossexuais como se fossem ‘crimes motivados por homofobia no Brasil’”. Em todo o caso, considerando-se os dados do Grupo Gay da Bahia, o número de assassinatos de homossexuais no Brasil vem se reduzindo há três anos. A explicação dada por Luiz Mott ao Portal Aids chega a ser incrível: “a explicação mais plausível para a diminuição em 28% do número total de mortes violentas de LGBT em comparação com o ano anterior se deve ao persistente discurso homofóbico do Presidente da República e sobretudo às mensagens aterrorizantes de seus seguidores nas redes sociais no dia a dia , levando o segmento LGBT a se acautelar mais, evitando situações de risco de ser a próxima vítima, exatamente como ocorreu quando da epidemia da Aids e a adoção de sexo seguro por parte dessa mesma população”. Leia também Vaticano: A Igreja Católica não pode dar bênçãos às uniões homossexuais Como Dom Sérgio da Rocha tem coragem de emprestar a Igreja e a sua púrpura cardinalícia para isso? Como pode permitir-se usar como palanque para esse tipo de absurdo? Mas a louvação não para por aí. Na oração dos fieis, foi feita uma prece especial pelos mortos e familiares da Comunidade LGBTQIA+ (seja lá o que isso queira dizer, é a sigla do momento, até que se adicione outras letras). O cardeal, porém, não quis distribuir a Comunhão (possivelmente para evitar fotos), deixando aos padres que o fizessem. Vale notar que a Assembleia estava constituída por pastores, pais e mães-de-santo, além de militantes do movimento gay da Bahia. Ao final da Missa, uma transformista cantou “Ave Maria do Morro”. O Cardeal agradeceu emocionado a execução, dizendo, por fim: “espero que, cada vez mais, a Igreja seja misericordiosa, acolhedora e solidária”, sugerindo discretamente maior “abertura”… Leia também Qualquer falecido tem direito a missa das exéquias? O que está acontecendo na Igreja? Além das absurdidades vistas na Alemanha, aqui no Brasil, duas sedes cardinalícias, Rio de Janeiro e, agora, Salvador, tornam-se palcos para a ostentação e naturalização da homossexualidade… O que está acontecendo com os cardeais? O que se está preparando? Qual será o apogeu disso tudo? A eleição de um papa abertamente homossexual? A que nível chegamos! O Primaz do Brasil, que tradicionalmente é um arcebispo sensato, equilibrado, austero, agora se presta a este tipo de panfletagem… Precisamos rezar muito, pois, com pastores assim, o povo fiel ficará cada dia mais desorientado e a cólera divina será cada vez mais insultada. Eles estão provocando a ira de Deus e isso não pode terminar bem. Fonte: fratresinunum.com Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? Sabemos que as vítimas de violência, em qualquer circunstâncias, são dignas de proteção e no caso de morte, da nossa oração, mas permitir que o púlpito e o altar seja “palco” para promoção de ideologias, isso não condiz com a fé que professamos. Será que o prelado sabe da gravidade das ideologias homossexuais? Será que Dom Sérgio irá exortar aqueles que lá estão a abandonar o pecado? A romperem com ideologias que causam a destruição da vida e da família? Ou irá ser politicamente correto como os padres aos pés do Cristo Redentor? Ou silencioso como o Vaticano diante das heresias alemãs? Recordo aqui as palavras do Cardeal Sarah: “Não estamos lutando contra a carne e o sangue…” Precisamos ser inclusivos e acolhedores a tudo o que é humano; mas o que vem do Inimigo não pode e não deve ser assimilado. Não se pode unir Cristo e Belial! As ideologias homossexuais e abortistas ocidentais e o fanatismo islâmico são hoje em dia o que o Nazi-fascismo e o Comunismo foram no século XX” Lamentável! Não reclamem se em breve, além da “missa disso”, “missa daquilo”, tivermos elencado a “missa gay”. Via @educarparaoceu Leia também Missa de Paulo Gustavo promoveu narrativa contra Igreja e teve até comunhão do ‘companheiro’
- A Igreja é inimiga da ciência? 10 padres cientistas e suas importantes contribuições à cultura e à t
Eles ajudam a desmascarar, com fatos documentados, a mentira de que a Igreja seria “inimiga da ciência” Estes 10 padres cientistas e suas importantes contribuições à cultura e à tecnologia representam uma pequena porção dos clérigos católicos cujos estudos, pesquisas e descobertas em diversas áreas da ciência ajudam a desmascarar, com fatos documentados, a mentira de que a Igreja seria “inimiga da ciência”. Guido d’Arezzo MÚSICA – O sistema para representar as notas musicais foi criado por este monge que viveu na Idade Média, entre os anos de 992 e 1050. Gregor Mendel GENÉTICA – Ao estudar as ervilhas, este monge católico que viveu de 1822 a 1884 fez as descobertas científicas que deram origem à Genética moderna. Jean-Baptiste Carnoy CÉLULAS – Nascido na Bélgica em 1836 e ordenado sacerdote em 1861, ele se doutorou em Ciências Naturais em 1865. O padre botânico promoveu o uso do microscópio e foi pioneiro no estudo das células. É dele a criação da importante fórmula da medicina conhecida como “solução de Carnoy”. Georges Édouard Lemaître BIG BANG – A Agência Espacial Europeia homenageou este sacerdote e cientista dando o seu nome a uma missão espacial de abastecimento da Estação Espacial Internacional. O padre Lemaître (1894-1966) é um dos precursores da teoria do Big Bang. James B. Macelwane GEOFÍSICA – Todos os anos, a União Geofísica Americana concede a medalha James B. Macelwane a um cientista de até 36 anos de idade que tenha prestado contribuições significativas à Geofísica. O nome da medalha homenageia ao padre jesuíta que viveu entre 1833 e 1956 e que se dedicou com grande empenho ao ensino para jovens cientistas. Filho de um pescador, ele se ordenou padre e se doutorou em Física com uma relevante dissertação sobre sismologia em 1923. Benedetto Castelli MANCHAS SOLARES – O monge italiano era amigo e colaborador de Galileu Galilei. Foi ele quem desenvolveu o método para projetar a imagem do sol sem prejudicar a visão, ajudando assim nos estudos de Galileu sobre as manchas solares. Boaventura Thurlemann MEDIÇÃO ELETROMAGNÉTICA DE VAZÃO – O primeiro medidor eletromagnético de vazão, instrumento que permitiu avanços significativos na indústria, foi construído por este inventor e sacerdote suíço. Pierre Gassendi ÁTOMOS E MOLÉCULAS – Nascido na França em 1592 e ordenado em 1616, este sacerdote cientista recuperou as ideias dos antigos gregos sobre a existência dos átomos e fez a primeira distinção entre átomos e moléculas. Bartolomeu Lourenço de Gusmão AVIAÇÃO – Todos os anos, a Força Aérea Brasileira concede a Medalha Bartolomeu de Gusmão a pessoas que prestaram serviços importantes para a aeronáutica. A medalha tem o nome em homenagem a este padre, que viveu entre 1685 e 1724 e que é um dos precursores da aviação. Christian Mayer ESTRELAS BINÁRIAS – A importância desse padre astrônomo é tamanha que uma cratera da Lua foi nomeada em sua homenagem. Sacerdote jesuíta do século XVIII, ele ajudou a implantar observatórios na Alemanha, estudou o movimento das estrelas e elaborou um catálogo com dezenas de estrelas binárias observadas a partir de 1776. Não custa lembrar: “Não existem nem cem pessoas que odeiam a Igreja católica. Mas existem milhões de pessoas que odeiam o que eles pensam que é a Igreja católica” (Fulton Sheen). Fonte: Aleteia #Ciência
- A Igreja é inimiga da ciência? 10 padres cientistas e suas importantes contribuições à cultura e à t
Eles ajudam a desmascarar, com fatos documentados, a mentira de que a Igreja seria “inimiga da ciência” Estes 10 padres cientistas e suas importantes contribuições à cultura e à tecnologia representam uma pequena porção dos clérigos católicos cujos estudos, pesquisas e descobertas em diversas áreas da ciência ajudam a desmascarar, com fatos documentados, a mentira de que a Igreja seria “inimiga da ciência”. Guido d’Arezzo MÚSICA – O sistema para representar as notas musicais foi criado por este monge que viveu na Idade Média, entre os anos de 992 e 1050. Gregor Mendel GENÉTICA – Ao estudar as ervilhas, este monge católico que viveu de 1822 a 1884 fez as descobertas científicas que deram origem à Genética moderna. Jean-Baptiste Carnoy CÉLULAS – Nascido na Bélgica em 1836 e ordenado sacerdote em 1861, ele se doutorou em Ciências Naturais em 1865. O padre botânico promoveu o uso do microscópio e foi pioneiro no estudo das células. É dele a criação da importante fórmula da medicina conhecida como “solução de Carnoy”. Georges Édouard Lemaître BIG BANG – A Agência Espacial Europeia homenageou este sacerdote e cientista dando o seu nome a uma missão espacial de abastecimento da Estação Espacial Internacional. O padre Lemaître (1894-1966) é um dos precursores da teoria do Big Bang. James B. Macelwane GEOFÍSICA – Todos os anos, a União Geofísica Americana concede a medalha James B. Macelwane a um cientista de até 36 anos de idade que tenha prestado contribuições significativas à Geofísica. O nome da medalha homenageia ao padre jesuíta que viveu entre 1833 e 1956 e que se dedicou com grande empenho ao ensino para jovens cientistas. Filho de um pescador, ele se ordenou padre e se doutorou em Física com uma relevante dissertação sobre sismologia em 1923. Benedetto Castelli MANCHAS SOLARES – O monge italiano era amigo e colaborador de Galileu Galilei. Foi ele quem desenvolveu o método para projetar a imagem do sol sem prejudicar a visão, ajudando assim nos estudos de Galileu sobre as manchas solares. Boaventura Thurlemann MEDIÇÃO ELETROMAGNÉTICA DE VAZÃO – O primeiro medidor eletromagnético de vazão, instrumento que permitiu avanços significativos na indústria, foi construído por este inventor e sacerdote suíço. Pierre Gassendi ÁTOMOS E MOLÉCULAS – Nascido na França em 1592 e ordenado em 1616, este sacerdote cientista recuperou as ideias dos antigos gregos sobre a existência dos átomos e fez a primeira distinção entre átomos e moléculas. Bartolomeu Lourenço de Gusmão AVIAÇÃO – Todos os anos, a Força Aérea Brasileira concede a Medalha Bartolomeu de Gusmão a pessoas que prestaram serviços importantes para a aeronáutica. A medalha tem o nome em homenagem a este padre, que viveu entre 1685 e 1724 e que é um dos precursores da aviação. Christian Mayer ESTRELAS BINÁRIAS – A importância desse padre astrônomo é tamanha que uma cratera da Lua foi nomeada em sua homenagem. Sacerdote jesuíta do século XVIII, ele ajudou a implantar observatórios na Alemanha, estudou o movimento das estrelas e elaborou um catálogo com dezenas de estrelas binárias observadas a partir de 1776. Não custa lembrar: “Não existem nem cem pessoas que odeiam a Igreja católica. Mas existem milhões de pessoas que odeiam o que eles pensam que é a Igreja católica” (Fulton Sheen). Fonte: Aleteia #Ciência
- Emoção que não cabe no peito: Menino chora ao receber Jesus na Eucaristia pela primeira vez
Caio Henrique Nagel Vieira fez a primeira comunhão no último sábado, 15 de maio, na paróquia Santa Inês, em Balneário Camboriú (SC). Durante a celebração, ele se emocionou e chorou antes e depois de receber pela primeira vez Jesus Eucarístico. Vídeos e fotos do menino em lágrimas começaram a ser compartilhado e viralizaram nas redes sociais. Segundo relato publicado no site da paróquia, “enquanto Caio chorava, uma catequista, também com olhos marejados, chega, o abraça e da um beijo em sua cabeça. Ela é Patrícia Nagel Vieira que, além de catequista, também é mãe de Caio”. À mãe, Caio afirmou que “não sabe descrever ao certo o que sentiu”. Disse que no momento da consagração, “primeiro lembrou o filme ‘A Paixão de Cristo’ e pediu perdão pelos pecados da humanidade e por tudo o que Jesus sofreu por nós”. Além disso, agradeceu, “pois Deus poderia começar um mundo novo do zero, mas preferiu sacrificar Jesus por amor a nós”. Em seguida, quando foi comungar, o menino parou de chorar e seguiu sorrindo, com os olhos fixos no altar. Já tendo recebido Jesus na Eucaristia, colocou-se de joelhos e, novamente, chorou, sentindo que “Jesus o abraçava”.. Menino chora de emoção ao receber a primeira Eucaristia. Créditos: Patrícia Nagel Vieira pic.twitter.com/c41KDGZyL1 — ACI Digital (@acidigital) May 20, 2021 Em entrevista à ACI Digital, Patrícia Nagel disse que, para ela, testemunhar aquele momento “foi maravilhoso, como mãe e catequista”. “Fiquei muito feliz por ele e por Deus. É o que nós esperamos para todas as crianças, que amem Deus”, afirmou. A coordenadora de catequese da Paróquia, Eloise Cobra, disse que teve a sensação de “missão cumprida”. “É o que desejamos para todas as crianças, que tenham fé, amor a Deus e esse respeito com a Eucaristia. Toda a comunidade chorou junto ao ver o Caio”, contou. Segundo Patrícia, Caio vem de uma “família muito religiosa” que o acompanha na fé desde pequeno, com orações e leitura da Bíblia. Durante a Quaresma deste ano, o menino fez a sua preparação para a Páscoa junto com a mãe. “Nas Missas, ele prestava atenção no que o padre dizia e falava: ‘olha mamãe, é como aprendemos na catequese’. Então, dizia que queria se confessar e ficar limpo para receber a Eucaristia na Páscoa. Mas, eu falava para ele ter calma, pois o dia da primeira Eucaristia já ia chegar”, disse. Quando chegou o dia, Caio não conteve as lágrimas ao realizar seu grande sonho. Patrícia contou à ACI Digital que, ao conversar com o filho sobre o que aconteceu, mostrou os vídeos. “Antes da comunhão, ele ri, chora e fica com os olhos fixos no altar. Ele me falou que não se lembra de nada daquilo e eu disse que ele não lembra porque foi uma coisa do coração”, afirmou. Antes da comunhão, com os olhos fixos em Jesus, Caio se emociona, sorri e chora. Após receber Jesus Eucarístico, Caio chorou de emoção. Créditos: Patrícia Nagel Vieira. #Eucaristia pic.twitter.com/zjf5IyNImO — ACI Digital (@acidigital) May 20, 2021 Diante da repercussão do caso, Patrícia disse que, inicialmente, “ficava com vergonha de postar algo sobre o que aconteceu, até de colocar no grupo das catequistas, porque poderia parecer orgulho de mãe”. Entretanto, “depois que começaram a compartilhar e até padres, li alguns comentários e vi pessoas dizendo que olhariam de outro modo para a Eucaristia”. “O olhar dele tem tocado as pessoas, algumas que até já tinha se acostumado com a Eucaristia. Eu não esperava por isso. Mas, Jesus está chegando a algumas pessoas por meio dele”, disse a mãe. Agora, Caio segue sua vida, “ansioso para reencontrar Jesus Eucarístico na Missa do próximo fim de semana”. Fonte: ACI Digital
- Emoção que não cabe no peito: Menino chora ao receber Jesus na Eucaristia pela primeira vez
Caio Henrique Nagel Vieira fez a primeira comunhão no último sábado, 15 de maio, na paróquia Santa Inês, em Balneário Camboriú (SC). Durante a celebração, ele se emocionou e chorou antes e depois de receber pela primeira vez Jesus Eucarístico. Vídeos e fotos do menino em lágrimas começaram a ser compartilhado e viralizaram nas redes sociais. Segundo relato publicado no site da paróquia, “enquanto Caio chorava, uma catequista, também com olhos marejados, chega, o abraça e da um beijo em sua cabeça. Ela é Patrícia Nagel Vieira que, além de catequista, também é mãe de Caio”. À mãe, Caio afirmou que “não sabe descrever ao certo o que sentiu”. Disse que no momento da consagração, “primeiro lembrou o filme ‘A Paixão de Cristo’ e pediu perdão pelos pecados da humanidade e por tudo o que Jesus sofreu por nós”. Além disso, agradeceu, “pois Deus poderia começar um mundo novo do zero, mas preferiu sacrificar Jesus por amor a nós”. Em seguida, quando foi comungar, o menino parou de chorar e seguiu sorrindo, com os olhos fixos no altar. Já tendo recebido Jesus na Eucaristia, colocou-se de joelhos e, novamente, chorou, sentindo que “Jesus o abraçava”.. Menino chora de emoção ao receber a primeira Eucaristia. Créditos: Patrícia Nagel Vieira pic.twitter.com/c41KDGZyL1 — ACI Digital (@acidigital) May 20, 2021 Em entrevista à ACI Digital, Patrícia Nagel disse que, para ela, testemunhar aquele momento “foi maravilhoso, como mãe e catequista”. “Fiquei muito feliz por ele e por Deus. É o que nós esperamos para todas as crianças, que amem Deus”, afirmou. A coordenadora de catequese da Paróquia, Eloise Cobra, disse que teve a sensação de “missão cumprida”. “É o que desejamos para todas as crianças, que tenham fé, amor a Deus e esse respeito com a Eucaristia. Toda a comunidade chorou junto ao ver o Caio”, contou. Segundo Patrícia, Caio vem de uma “família muito religiosa” que o acompanha na fé desde pequeno, com orações e leitura da Bíblia. Durante a Quaresma deste ano, o menino fez a sua preparação para a Páscoa junto com a mãe. “Nas Missas, ele prestava atenção no que o padre dizia e falava: ‘olha mamãe, é como aprendemos na catequese’. Então, dizia que queria se confessar e ficar limpo para receber a Eucaristia na Páscoa. Mas, eu falava para ele ter calma, pois o dia da primeira Eucaristia já ia chegar”, disse. Quando chegou o dia, Caio não conteve as lágrimas ao realizar seu grande sonho. Patrícia contou à ACI Digital que, ao conversar com o filho sobre o que aconteceu, mostrou os vídeos. “Antes da comunhão, ele ri, chora e fica com os olhos fixos no altar. Ele me falou que não se lembra de nada daquilo e eu disse que ele não lembra porque foi uma coisa do coração”, afirmou. Antes da comunhão, com os olhos fixos em Jesus, Caio se emociona, sorri e chora. Após receber Jesus Eucarístico, Caio chorou de emoção. Créditos: Patrícia Nagel Vieira. #Eucaristia pic.twitter.com/zjf5IyNImO — ACI Digital (@acidigital) May 20, 2021 Diante da repercussão do caso, Patrícia disse que, inicialmente, “ficava com vergonha de postar algo sobre o que aconteceu, até de colocar no grupo das catequistas, porque poderia parecer orgulho de mãe”. Entretanto, “depois que começaram a compartilhar e até padres, li alguns comentários e vi pessoas dizendo que olhariam de outro modo para a Eucaristia”. “O olhar dele tem tocado as pessoas, algumas que até já tinha se acostumado com a Eucaristia. Eu não esperava por isso. Mas, Jesus está chegando a algumas pessoas por meio dele”, disse a mãe. Agora, Caio segue sua vida, “ansioso para reencontrar Jesus Eucarístico na Missa do próximo fim de semana”. Fonte: ACI Digital
- Bispo denuncia perseguição contra igreja: “contar fiéis durante a missa é o fim da picada!R
Na homilia de 20 de maio de 2021, Dom Adair José Guimarães faz um verdadeiro desabafo sobre os inúmeros empecilhos que as autoridades colocam contra a Igreja: “Tudo o que é para a Igreja é difícil de fazer… Vigilância Sanitária contando o povo dentro da igreja durante a Missa… É o fim da picada! Parece que igreja é o lugar da lepra!” Assista a homilia: #DomAdairJoséGuimarães
- Bispo denuncia perseguição contra igreja: “contar fiéis durante a missa é o fim da picada!R
Na homilia de 20 de maio de 2021, Dom Adair José Guimarães faz um verdadeiro desabafo sobre os inúmeros empecilhos que as autoridades colocam contra a Igreja: “Tudo o que é para a Igreja é difícil de fazer… Vigilância Sanitária contando o povo dentro da igreja durante a Missa… É o fim da picada! Parece que igreja é o lugar da lepra!” Assista a homilia: #DomAdairJoséGuimarães
- Eliane Donaire fala sobre a sua experiência com a Divina Vontade #1
Eliane Donaire, revisora do livro “As 24 horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo”, escrito por Luísa Piccarreta e publicado no Brasil pela Associação do Senhor Jesus, fala de sua experiência pessoal ao revisar e meditar as horas da Paixão. Nesse primeiro vídeo, ela nos conta como teve o primeiro contato com os textos da mística italiana em processo de beatificação. Watch this video on YouTube. Nesse vídeo nós tivemos a honra e a oportunidade de conversar com Eliane Donaire, publicitária responsável pela revisão do livro As 24 Horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, publicado no Brasil pela Associação do Senhor Jesus. Nessa primeira parte da entrevista, ela conta detalhes de como a Divina Vontade se tornou parte integrante de sua vida, e modificou completamente o seu modo de ver e amar a Deus. #DivinaVontade #LuisaPiccarreta #As24HorasDaPaixao #PaixaoDeJesus #ReinoDeDeus #AmorDeDeus #AssociacaoDoSenhorJesus #RedeSeculo21 #LiturgiaCatolica #LiturgiaCatolicaPontoCom #ElianeDonaire #TestemunhoDeElianeDonaire #ElianeDonaireeaDivinaVontade ———————————————————- NOSSO SITE: https://www.liturgiacatolica.com INSTAGRAM: https://www.instagram.com/litcatolica TWITTER: https://twitter.com/litcatolica TELEGRAM: https://t.me/liturgiacatolicapontocom ———————————————————- #ElianeDonaire #divinavontade #ElianeDonaireeaDivinaVontade #paixãodejesus #RedeSeculo21 #AmordeDeus #associaçãodosenhorjesus #luisapiccarreta #LITURGIACATÓLICA #reinodedeus #TestemunhodeElianeDonaire #reinodadivinavontade #PorquêaDivinaVontadeOquêéaDivinaVontadeDivinaVontadenoBrasil #LiturgiaCatólicaPontoCom #domdadivinavontade #As24HorasdaPaixãolivro #as24horasdapaixão
- DOM ADAIR: UMA VOZ DO INTERIOR DE GOIÁS QUE JÁ SE OUVE POR TODO O BRASIL
A entrevista com o bispo Dom Adair Guimarães, anteontem à noite (20 de maio) na TV Canção Nova, foi muito boa. Dom Adair nasceu em 1960 na cidade goiana de Amaro Leite, que logo depois adotaria o poético nome de Mara Rosa, pouco usual em topônimos. Ordenou-se padre em 1986, aos 26 anos, e esteve à frente da paróquia de Uruaçu (Goiás) por vinte anos, até 2008, quando Papa Bento nomeou-o bispo de Rubiataba-Mozarlândia (também em Goiás). Em 2019 foi comandar a diocese de Formosa (sempre em seu Goiás natal). Dom Adair é um sertanejo sem as afetações do homem cosmopolita. Euclides da Cunha dizia que o sertanejo é, antes de tudo, um forte. Esse bispo é um homem de muita fé e muita coragem, duas coisas de que a Igreja muito necessita hoje em dia. Os sectários da teologia da libertação, em especial seus colegas de episcopado que simpatizam com o esquerdismo lulista, devem estar com a pulga atrás da orelha com o santo verbo desse bispo que, inteligentemente, sabe dizer as verdades mais incômodas sem dar margem a enquadramentos legais. Quando a gente pensa que a Igreja está definhando, eis que renasce onde menos se espera: no Brasil profundo. “Pode vir coisa boa de Nazaré?”, perguntavam os incrédulos. E foi daquele oco-de-mundo de Nazaré que veio o Único Necessário. “É maravilhoso ver como floresce na Polônia o que está desaparecendo na Alemanha”, disse o Papa Bento XVI em carta enviada, no último dia 7 de maio, a um seminário menor da Polônia, na Arquidiocese de Czestochowa. Os vídeos, com as homilias de Dom Adair, já se espalham pela internet e ganham, a cada dia, milhares de novos ouvidos cristãos. É maravilhoso ver como a verdadeira fé católica floresce na pobre diocese de Formosa, capitaneada por esse bispo que é um autêntico discípulo do rude e corajoso Apóstolo Paulo, sertanejo também ele, a seu modo, daqueles ínvios sertões dos judeus e dos gentios.
- A história não contada sobre a Santa Inquisição
O Tribunal da Inquisição nasceu com um único objetivo: proteger o réu das injustiças cometidas pelo poder estatal, dando uma oportunidade aos acusados de heresia de se defenderem e se redimirem dentro das normas jurídicas e eclesiásticas, antes de serem entregues ao Estado, direitos esses que estavam sendo negados pelo estado e era usado para atacar os inimigos. Conheça a história não contada da Santa Inquisição: Não, o seu professor anticlerical e marxista não contou a você a história real, documentada e objetiva Quando falamos das culpas passadas dos membros da Igreja Católica, a primeira coisa que nos vem à mente é a Inquisição, o tribunal eclesiástico instituído a partir do século XIII para julgar os casos de heresia. Apesar de estarmos séculos de distância dos acontecimentos, é natural que o tema suscite polêmicas e o afloramento das paixões, podendo as pessoas se identificarem com um ou outro lado dos conflitos de outrora. Julgando ser necessário colocar o dedo nessa “ferida” histórica, o papa João Paulo II apontou a necessidade de um juízo com objetividade crítica, motivo pelo qual o Vaticano organizou no ano de 1998 um simpósio com diversos pesquisadores e estudiosos, católicos e não-católicos, para que juntos debatessem questões históricas acerca da Inquisição. Aqueles que desejarem podem assistir este vídeo que apresenta um resumo sobre o assunto: O que pretendo nessas linhas é fazer uma síntese dos aspectos históricos da Inquisição. Não busco fazer uma apologia nem um revanchismo. Faz parte da maturidade de posicionamento reconhecer que aqueles com os quais nos identificamos em matéria de crenças e valores são também passíveis de erro. Aspectos históricos Primeiramente, é preciso estabelecer uma precisão de termos: seria mais correto falarmos de Inquisições, no plural, haja vista que, depois do século XV, havia na Europa três inquisições em funcionamento: a Inquisição Portuguesa, a Inquisição Espanhola e o Tribunal do Santo Ofício Romano. Esses três tribunais originam-se, contudo, de um tribunal eclesiástico instituído pelo papado no século XIII. Para entendermos melhor a questão toda, é preciso regressar aos tempos do Império Romano. Quando o imperador Constantino converteu-se ao cristianismo e deu liberdade de culto aos cristãos, no ano 313, sua política religiosa não diferia muito dos antecessores. Assim como os imperadores romanos precedentes haviam tolerado os cultos juridicamente lícitos, mas favorecido pessoalmente os cultos de suas preferências, Constantino tolerou os demais cultos, concedendo ao clero da Igreja cristã os mesmos privilégios que o Império já facultava aos sacerdotes pagãos. Contudo, a aproximação com o Império também introduziu querelas políticas no meio eclesiástico: grandes disputas doutrinais tornavam-se então conflitos que podiam desestabilizar a almejada unidade imperial. Dessa forma, os imperadores romanos passaram não só a convocar Concílios da Igreja, como também a exilar os líderes heréticos. Contudo, os Padres eram contrários à execução dos hereges, e as querelas doutrinais da época, por mais acaloradas que fossem, ainda não tinham o caráter tumultuoso que marcaria os grandes movimentos heréticos da época feudal. Por volta do século XI é que surgem nos reinos feudais da Europa os primeiros processos eclesiásticos para julgamento de heresias. Dirigidos pelos bispos locais, esses processos impunham somente penas espirituais aos processados: penitências, excomunhões etc. Nessa mesma época, temos notícia das primeiras execuções de hereges na fogueira pelo poder secular, a mando do rei Roberto I da França. É preciso, contudo, observar que, a partir desse período, os movimentos heréticos adquirem um caráter de maior contestação social, na medida em que se apresentam muitas vezes como adversários da hierarquia, seja do clero, seja dos reis e senhores feudais. Assim, a heresia tornava-se não mais um problema unicamente interno de disciplina eclesiástica, mas também um problema de ordem pública. O caso mais significativo desse novo tipo de movimento herético era o catarismo, surgido no sul da atual França. Pregando uma doutrina maniqueísta (haveria dois deuses: o bom, criador das coisas espirituais, e o mau, criador das coisas materiais), os cátaros conseguiram entre os séculos XII e XIII o apoio de alguns senhores feudais do Languedoc, agindo muitas vezes de forma violenta contra a hierarquia eclesiástica ou contra os que não seguiam as suas doutrinas. A primeira ação repressiva de parte do papado veio com a decretal Ad Abolendam, do papa Lúcio III, em 1184: o pontífice romano exortava os príncipes seculares a combaterem as heresias em seus territórios. Após o envio de monges da ordem cisterciense e de uma expedição militar de Cruzada contra os nobres do Sul da França, o papa Inocêncio III instituiu na passagem dos séculos XII e XIII os “inquisidores da fé”, isto é, indivíduos que representavam o papa na missão de investigar os casos de heresia. O crescimento do catarismo em outras regiões da Europa, bem como a confusão existente acerca das atribuições dos poderes eclesiástico e secular nos casos de heresia, acirrou-se no século XIII, tendo o imperador germânico Frederico II (na época em conflito com o papado por questões políticas acerca da Itália) estabelecido leis contra os hereges. Como forma de centralizar as questões jurídicas de heresia, o papa Gregório IX estabeleceu em 1231 o Tribunal da Santa Inquisição, regulamentando os inquisidores papais que haviam sido instituídos anteriormente por Inocêncio III. Assim, o papado afirmava que, embora a aplicação das penas coubesse ao poder secular, este não teria competência para julgar em matéria de doutrina, definindo o que era herético ou não. A Inquisição era um tribunal eclesiástico, formado por clérigos e religiosos (embora em alguns períodos também existissem inquisidores leigos) com jurisdição unicamente sobre os batizados católicos. Esse tribunal buscava investigar casos de heresia dentro da Igreja, principalmente os heresiarcas (hereges que difundiam e propagavam suas heresias). Tratava de impor as penas espirituais (penitências, excomunhões, interditos), enquanto, nos casos mais graves, entregava os réus ao braço secular, que aplicava as penas físicas e materiais (confisco de bens, demolição da casa ou morte). O esquema montado pelo tribunal era centrado na busca da confissão do réu e do seu arrependimento, contrário ao sistema mais comum nos meios seculares da época, onde havia o chamado “duelo judiciário” (as duas partes duelavam e a parte vencedora do duelo era automaticamente a vencedora da causa jurídica). Mesmo com a autorização do uso de castigo físico (aplicado pela autoridade secular) pelo papa Inocêncio IV na bula Ad Extirpanda, este era limitado em duração e formas (proibiam-se mutilações, fraturas e derramamento de sangue), além de ser obrigatória a presença de um médico nas sessões. O método mais utilizado para obter a confissão dos réus, no entanto, era o interrogatório (os manuais de inquisidores ensinavam a obter confissões apenas mediante o desenrolar da conversa com o réu). Alguns teólogos da época justificavam a utilização de penas físicas aos hereges não em virtude de suas crenças (pois a Igreja sempre considerou que não se pode converter à força), mas por causa do perigo de que eles levassem outros a crerem em suas heresias e das suas ações violentas de perturbação da ordem, o que dava ao poder secular pleno direito de agir (alguns grupos, como os cátaros, cometiam assassinatos em nome de suas crenças heréticas). Na Idade Média, a Inquisição não atuou em toda a Europa. Sua ação limitou-se mais à França, Itália, Sacro Império Romano (Alemanha, Áustria, Boêmia) e Aragão. No final do século XV, o rei Fernando II de Aragão (que havia unido seu reino aos de Castela e Leão mediante o matrimônio com a rainha castelhana Isabel I) conseguiu do papa Sixto IV a instituição de um Tribunal inquisitorial no restante da Espanha. Este era chefiado por um inquisidor-geral, nomeado geralmente pelo rei (lembrando que a Inquisição papal tinha seu próprio inquisidor-mor, nomeado pelo papa). Em Portugal, no século XVI, o rei D. João III também conseguiu semelhante instituição. Esses dois tribunais, mais tarde, acabaram se transformando em instrumentos de favorecimento do absolutismo de seus monarcas. O absolutismo monárquico concebia uma unidade do reino identificada com a unidade religiosa: assim, os monarcas ibéricos buscaram expulsar ou converter à força a população judaica e muçulmana de seus reinos. Batizados à força ou por pressão, estes indivíduos passavam a integrar juridicamente a Igreja, entrando, portanto, na alçada inquisitorial. Isto gerou uma grande perseguição – especialmente aos judeus – nos reinos ibéricos e em parte de suas colônias. Procedimentos semelhantes eram tomados por reinos, príncipes e autoridades citadinas das diferentes vertentes da Reforma protestante. É nesse sentido que alguns autores falam em “Inquisição protestante”, embora devamos atentar ao fato de que as configurações jurídicas e institucionais desses casos eram distintas das inquisições católicas. Com o Concílio de Trento, em fins do século XVI, o papado reorganizou a Inquisição papal, chamando-a de Tribunal do Santo Ofício. Mesmo após o abandono dos poderes seculares na ação inquisitorial – e a abolição das inquisições em Portugal e Espanha no século XIX -, o Santo Ofício continuou trabalhando nas questões doutrinais da Igreja, estabelecendo as sanções e penas espirituais, não mais como um tribunal eclesiástico, mas como um dicastério da Cúria Romana. O papa Paulo VI renomeou esse dicastério como Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé. Tendo se transformado na Idade Moderna em instrumento político, a Inquisição perdia a razão de ser com o desaparecimento dos movimentos heréticos conturbados do período feudal e com a estagnação do elemento cruento das contendas entre católicos e protestantes depois do século XVIII. É possível tecermos um juízo moral sobre os acontecimentos envolvendo a Inquisição? Penso que sim, guardadas as devidas proporções contextuais. Se, por um lado, é compreensível que a heresia fosse encarada como problema de ordem pública no medievo devido ao caráter violento de muitos movimentos heréticos e que os inquisidores se vissem como defensores de seu rebanho, por outro lado devemos admitir que, em muitos casos, os envolvidos nos processos inquisitoriais agiram de forma contrária aos princípios cristãos, desviando o processo para algo que, na prática, tornava-se tentativa de conversão forçada. O equilíbrio entre preservação da doutrina e disciplina eclesiástica e a tolerância no convívio social com a dissidência religiosa era difícil de mensurar em tempos nos quais questões religiosas e políticas se misturavam não só na esfera dos princípios, mas também em níveis institucionais. Olhar jurídico Para as concepções atuais de Direito e as sensibilidades do homem moderno, soam estranhos os métodos e penalidades da Inquisição. Para os medievais, contudo, os tribunais eclesiásticos eram muitas vezes vistos como mais brandos que os tribunais seculares – que impunham penas mais pesadas. Um caso curioso mencionado por João Bernardino Gonzaga em seu estudo jurídico-histórico sobre a Inquisição é o de dois ladrões que haviam tonsurado os cabelos (tonsura é o corte de cabelo que os monges e frades utilizam como sinal de sua consagração) para que, ao serem confundidos com membros do clero, fossem enviados para um tribunal da Igreja, de modo a escaparem do julgamento mais severo do tribunal secular. Exemplos dessa “brandura” podem ser os tipos de prisão utilizados pelos eclesiásticos (celas individuais inspiradas nos mosteiros, em contraposição às masmorras dos castelos onde ficavam os presos de alçada secular), as restrições às práticas de tortura, o uso de penitências em vez de punições físicas etc. Naturalmente, todas essas “branduras” também soam estranhas na atualidade, já que não só as atribuições das leis e punições mudaram, como ainda as ideias acerca das proporções entre penas e delitos. Numa época em que a falsificação de moeda era punida com a morte, não era de estranhar que a heresia, vista como falsificação das verdades sobre Deus, fosse punida de maneira semelhante. Atualmente, torna-se cada vez mais aceita a ideia das penas físicas como último recurso, de forma que é impossível entendermos o contexto medieval e pré-iluminista com as noções do Direito moderno. Assista também: O que foi o Tribunal da santa inquisição? O olhar da Igreja Católica Em uma das celebrações litúrgicas do Jubileu do Ano Santo de 2000, no dia 12 de março, o papa João Paulo II realizou um ato histórico que marcou o seu pontificado: o Sumo Pontífice, em nome de toda a Igreja, pediu perdão pelos pecados cometidos pelos filhos da Igreja no anúncio do Evangelho. Esse discurso foi, já na época, bastante distorcido e poucos conhecem a profundidade daquelas palavras e o contexto em que ele está inserido. Um dos objetivos do simpósio organizado no Vaticano para estudar a Inquisição, na ótica do papa, era o de amadurecer a consciência das autoridades da Igreja para o pedido de perdão feito no ano 2000. A questão era a busca de um juízo fundamentado na objetividade histórica: admitindo as falhas dos membros da Igreja, mas separando os fatos das propagandas ideológicas. No mesmo ano de 2000, a Comissão Teológica Internacional elaborou um documento chamado “Memória e Reconciliação: a Igreja e as culpas do passado”, que apresenta um estudo teológico da relação entre os pecados cometidos pelos católicos e a Igreja ao longo da História. No documento, a Igreja reconhece que muitos de seus membros ao longo da História recorreram à métodos e posturas contrários aos princípios cristãos, embora ressalte que o pecado sempre acarreta uma responsabilidade pessoal daquele que o cometeu e que a Igreja pede perdão em nome de seus filhos por essas imposturas, exortando seus fiéis à contínua penitência e purificação de suas faltas. Saiba mais: GONZAGA, João Bernardino. A Inquisição em seu mundo. São Paulo: Saraiva, 1993. Um resumo histórico da Inquisição, sob o ponto de vista da História do Direito. AQUINO, Felipe. Para entender a Inquisição. Lorena: Cléofas, 2010. De linguagem mais simples, o livro apresenta um resumo da Inquisição, reportando-se aos estudos do Simpósio realizado no Vaticano em 1998. FALBEL, Nachman. Heresias Medievais. São Paulo: Perspectiva, 2005. O livro apresenta a história e a doutrina dos principais movimentos heréticos da Europa entre os séculos XI e XIV. Texto de Rafael de Mesquita Diehl, professor e historiador formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestrando pela mesma universidade. Publicado pelo site Revista Vila Nova. Fonte: http://www.aleteia.org/pt/politica/artigo/inquisicao-uma-breve-historia-5818931033931776 Leia também: – A origem da Inquisição – História da Igreja: A Inquisição (Parte 1) – História da Igreja: A Inquisição (Parte 2) #FormaçõesCatólicas #inquisição
- A história não contada sobre a Santa Inquisição
O Tribunal da Inquisição nasceu com um único objetivo: proteger o réu das injustiças cometidas pelo poder estatal, dando uma oportunidade aos acusados de heresia de se defenderem e se redimirem dentro das normas jurídicas e eclesiásticas, antes de serem entregues ao Estado, direitos esses que estavam sendo negados pelo estado e era usado para atacar os inimigos. Conheça a história não contada da Santa Inquisição: Não, o seu professor anticlerical e marxista não contou a você a história real, documentada e objetiva Quando falamos das culpas passadas dos membros da Igreja Católica, a primeira coisa que nos vem à mente é a Inquisição, o tribunal eclesiástico instituído a partir do século XIII para julgar os casos de heresia. Apesar de estarmos séculos de distância dos acontecimentos, é natural que o tema suscite polêmicas e o afloramento das paixões, podendo as pessoas se identificarem com um ou outro lado dos conflitos de outrora. Julgando ser necessário colocar o dedo nessa “ferida” histórica, o papa João Paulo II apontou a necessidade de um juízo com objetividade crítica, motivo pelo qual o Vaticano organizou no ano de 1998 um simpósio com diversos pesquisadores e estudiosos, católicos e não-católicos, para que juntos debatessem questões históricas acerca da Inquisição. Aqueles que desejarem podem assistir este vídeo que apresenta um resumo sobre o assunto: O que pretendo nessas linhas é fazer uma síntese dos aspectos históricos da Inquisição. Não busco fazer uma apologia nem um revanchismo. Faz parte da maturidade de posicionamento reconhecer que aqueles com os quais nos identificamos em matéria de crenças e valores são também passíveis de erro. Aspectos históricos Primeiramente, é preciso estabelecer uma precisão de termos: seria mais correto falarmos de Inquisições, no plural, haja vista que, depois do século XV, havia na Europa três inquisições em funcionamento: a Inquisição Portuguesa, a Inquisição Espanhola e o Tribunal do Santo Ofício Romano. Esses três tribunais originam-se, contudo, de um tribunal eclesiástico instituído pelo papado no século XIII. Para entendermos melhor a questão toda, é preciso regressar aos tempos do Império Romano. Quando o imperador Constantino converteu-se ao cristianismo e deu liberdade de culto aos cristãos, no ano 313, sua política religiosa não diferia muito dos antecessores. Assim como os imperadores romanos precedentes haviam tolerado os cultos juridicamente lícitos, mas favorecido pessoalmente os cultos de suas preferências, Constantino tolerou os demais cultos, concedendo ao clero da Igreja cristã os mesmos privilégios que o Império já facultava aos sacerdotes pagãos. Contudo, a aproximação com o Império também introduziu querelas políticas no meio eclesiástico: grandes disputas doutrinais tornavam-se então conflitos que podiam desestabilizar a almejada unidade imperial. Dessa forma, os imperadores romanos passaram não só a convocar Concílios da Igreja, como também a exilar os líderes heréticos. Contudo, os Padres eram contrários à execução dos hereges, e as querelas doutrinais da época, por mais acaloradas que fossem, ainda não tinham o caráter tumultuoso que marcaria os grandes movimentos heréticos da época feudal. Por volta do século XI é que surgem nos reinos feudais da Europa os primeiros processos eclesiásticos para julgamento de heresias. Dirigidos pelos bispos locais, esses processos impunham somente penas espirituais aos processados: penitências, excomunhões etc. Nessa mesma época, temos notícia das primeiras execuções de hereges na fogueira pelo poder secular, a mando do rei Roberto I da França. É preciso, contudo, observar que, a partir desse período, os movimentos heréticos adquirem um caráter de maior contestação social, na medida em que se apresentam muitas vezes como adversários da hierarquia, seja do clero, seja dos reis e senhores feudais. Assim, a heresia tornava-se não mais um problema unicamente interno de disciplina eclesiástica, mas também um problema de ordem pública. O caso mais significativo desse novo tipo de movimento herético era o catarismo, surgido no sul da atual França. Pregando uma doutrina maniqueísta (haveria dois deuses: o bom, criador das coisas espirituais, e o mau, criador das coisas materiais), os cátaros conseguiram entre os séculos XII e XIII o apoio de alguns senhores feudais do Languedoc, agindo muitas vezes de forma violenta contra a hierarquia eclesiástica ou contra os que não seguiam as suas doutrinas. A primeira ação repressiva de parte do papado veio com a decretal Ad Abolendam, do papa Lúcio III, em 1184: o pontífice romano exortava os príncipes seculares a combaterem as heresias em seus territórios. Após o envio de monges da ordem cisterciense e de uma expedição militar de Cruzada contra os nobres do Sul da França, o papa Inocêncio III instituiu na passagem dos séculos XII e XIII os “inquisidores da fé”, isto é, indivíduos que representavam o papa na missão de investigar os casos de heresia. O crescimento do catarismo em outras regiões da Europa, bem como a confusão existente acerca das atribuições dos poderes eclesiástico e secular nos casos de heresia, acirrou-se no século XIII, tendo o imperador germânico Frederico II (na época em conflito com o papado por questões políticas acerca da Itália) estabelecido leis contra os hereges. Como forma de centralizar as questões jurídicas de heresia, o papa Gregório IX estabeleceu em 1231 o Tribunal da Santa Inquisição, regulamentando os inquisidores papais que haviam sido instituídos anteriormente por Inocêncio III. Assim, o papado afirmava que, embora a aplicação das penas coubesse ao poder secular, este não teria competência para julgar em matéria de doutrina, definindo o que era herético ou não. A Inquisição era um tribunal eclesiástico, formado por clérigos e religiosos (embora em alguns períodos também existissem inquisidores leigos) com jurisdição unicamente sobre os batizados católicos. Esse tribunal buscava investigar casos de heresia dentro da Igreja, principalmente os heresiarcas (hereges que difundiam e propagavam suas heresias). Tratava de impor as penas espirituais (penitências, excomunhões, interditos), enquanto, nos casos mais graves, entregava os réus ao braço secular, que aplicava as penas físicas e materiais (confisco de bens, demolição da casa ou morte). O esquema montado pelo tribunal era centrado na busca da confissão do réu e do seu arrependimento, contrário ao sistema mais comum nos meios seculares da época, onde havia o chamado “duelo judiciário” (as duas partes duelavam e a parte vencedora do duelo era automaticamente a vencedora da causa jurídica). Mesmo com a autorização do uso de castigo físico (aplicado pela autoridade secular) pelo papa Inocêncio IV na bula Ad Extirpanda, este era limitado em duração e formas (proibiam-se mutilações, fraturas e derramamento de sangue), além de ser obrigatória a presença de um médico nas sessões. O método mais utilizado para obter a confissão dos réus, no entanto, era o interrogatório (os manuais de inquisidores ensinavam a obter confissões apenas mediante o desenrolar da conversa com o réu). Alguns teólogos da época justificavam a utilização de penas físicas aos hereges não em virtude de suas crenças (pois a Igreja sempre considerou que não se pode converter à força), mas por causa do perigo de que eles levassem outros a crerem em suas heresias e das suas ações violentas de perturbação da ordem, o que dava ao poder secular pleno direito de agir (alguns grupos, como os cátaros, cometiam assassinatos em nome de suas crenças heréticas). Na Idade Média, a Inquisição não atuou em toda a Europa. Sua ação limitou-se mais à França, Itália, Sacro Império Romano (Alemanha, Áustria, Boêmia) e Aragão. No final do século XV, o rei Fernando II de Aragão (que havia unido seu reino aos de Castela e Leão mediante o matrimônio com a rainha castelhana Isabel I) conseguiu do papa Sixto IV a instituição de um Tribunal inquisitorial no restante da Espanha. Este era chefiado por um inquisidor-geral, nomeado geralmente pelo rei (lembrando que a Inquisição papal tinha seu próprio inquisidor-mor, nomeado pelo papa). Em Portugal, no século XVI, o rei D. João III também conseguiu semelhante instituição. Esses dois tribunais, mais tarde, acabaram se transformando em instrumentos de favorecimento do absolutismo de seus monarcas. O absolutismo monárquico concebia uma unidade do reino identificada com a unidade religiosa: assim, os monarcas ibéricos buscaram expulsar ou converter à força a população judaica e muçulmana de seus reinos. Batizados à força ou por pressão, estes indivíduos passavam a integrar juridicamente a Igreja, entrando, portanto, na alçada inquisitorial. Isto gerou uma grande perseguição – especialmente aos judeus – nos reinos ibéricos e em parte de suas colônias. Procedimentos semelhantes eram tomados por reinos, príncipes e autoridades citadinas das diferentes vertentes da Reforma protestante. É nesse sentido que alguns autores falam em “Inquisição protestante”, embora devamos atentar ao fato de que as configurações jurídicas e institucionais desses casos eram distintas das inquisições católicas. Com o Concílio de Trento, em fins do século XVI, o papado reorganizou a Inquisição papal, chamando-a de Tribunal do Santo Ofício. Mesmo após o abandono dos poderes seculares na ação inquisitorial – e a abolição das inquisições em Portugal e Espanha no século XIX -, o Santo Ofício continuou trabalhando nas questões doutrinais da Igreja, estabelecendo as sanções e penas espirituais, não mais como um tribunal eclesiástico, mas como um dicastério da Cúria Romana. O papa Paulo VI renomeou esse dicastério como Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé. Tendo se transformado na Idade Moderna em instrumento político, a Inquisição perdia a razão de ser com o desaparecimento dos movimentos heréticos conturbados do período feudal e com a estagnação do elemento cruento das contendas entre católicos e protestantes depois do século XVIII. É possível tecermos um juízo moral sobre os acontecimentos envolvendo a Inquisição? Penso que sim, guardadas as devidas proporções contextuais. Se, por um lado, é compreensível que a heresia fosse encarada como problema de ordem pública no medievo devido ao caráter violento de muitos movimentos heréticos e que os inquisidores se vissem como defensores de seu rebanho, por outro lado devemos admitir que, em muitos casos, os envolvidos nos processos inquisitoriais agiram de forma contrária aos princípios cristãos, desviando o processo para algo que, na prática, tornava-se tentativa de conversão forçada. O equilíbrio entre preservação da doutrina e disciplina eclesiástica e a tolerância no convívio social com a dissidência religiosa era difícil de mensurar em tempos nos quais questões religiosas e políticas se misturavam não só na esfera dos princípios, mas também em níveis institucionais. Olhar jurídico Para as concepções atuais de Direito e as sensibilidades do homem moderno, soam estranhos os métodos e penalidades da Inquisição. Para os medievais, contudo, os tribunais eclesiásticos eram muitas vezes vistos como mais brandos que os tribunais seculares – que impunham penas mais pesadas. Um caso curioso mencionado por João Bernardino Gonzaga em seu estudo jurídico-histórico sobre a Inquisição é o de dois ladrões que haviam tonsurado os cabelos (tonsura é o corte de cabelo que os monges e frades utilizam como sinal de sua consagração) para que, ao serem confundidos com membros do clero, fossem enviados para um tribunal da Igreja, de modo a escaparem do julgamento mais severo do tribunal secular. Exemplos dessa “brandura” podem ser os tipos de prisão utilizados pelos eclesiásticos (celas individuais inspiradas nos mosteiros, em contraposição às masmorras dos castelos onde ficavam os presos de alçada secular), as restrições às práticas de tortura, o uso de penitências em vez de punições físicas etc. Naturalmente, todas essas “branduras” também soam estranhas na atualidade, já que não só as atribuições das leis e punições mudaram, como ainda as ideias acerca das proporções entre penas e delitos. Numa época em que a falsificação de moeda era punida com a morte, não era de estranhar que a heresia, vista como falsificação das verdades sobre Deus, fosse punida de maneira semelhante. Atualmente, torna-se cada vez mais aceita a ideia das penas físicas como último recurso, de forma que é impossível entendermos o contexto medieval e pré-iluminista com as noções do Direito moderno. Assista também: O que foi o Tribunal da santa inquisição? O olhar da Igreja Católica Em uma das celebrações litúrgicas do Jubileu do Ano Santo de 2000, no dia 12 de março, o papa João Paulo II realizou um ato histórico que marcou o seu pontificado: o Sumo Pontífice, em nome de toda a Igreja, pediu perdão pelos pecados cometidos pelos filhos da Igreja no anúncio do Evangelho. Esse discurso foi, já na época, bastante distorcido e poucos conhecem a profundidade daquelas palavras e o contexto em que ele está inserido. Um dos objetivos do simpósio organizado no Vaticano para estudar a Inquisição, na ótica do papa, era o de amadurecer a consciência das autoridades da Igreja para o pedido de perdão feito no ano 2000. A questão era a busca de um juízo fundamentado na objetividade histórica: admitindo as falhas dos membros da Igreja, mas separando os fatos das propagandas ideológicas. No mesmo ano de 2000, a Comissão Teológica Internacional elaborou um documento chamado “Memória e Reconciliação: a Igreja e as culpas do passado”, que apresenta um estudo teológico da relação entre os pecados cometidos pelos católicos e a Igreja ao longo da História. No documento, a Igreja reconhece que muitos de seus membros ao longo da História recorreram à métodos e posturas contrários aos princípios cristãos, embora ressalte que o pecado sempre acarreta uma responsabilidade pessoal daquele que o cometeu e que a Igreja pede perdão em nome de seus filhos por essas imposturas, exortando seus fiéis à contínua penitência e purificação de suas faltas. Saiba mais: GONZAGA, João Bernardino. A Inquisição em seu mundo. São Paulo: Saraiva, 1993. Um resumo histórico da Inquisição, sob o ponto de vista da História do Direito. AQUINO, Felipe. Para entender a Inquisição. Lorena: Cléofas, 2010. De linguagem mais simples, o livro apresenta um resumo da Inquisição, reportando-se aos estudos do Simpósio realizado no Vaticano em 1998. FALBEL, Nachman. Heresias Medievais. São Paulo: Perspectiva, 2005. O livro apresenta a história e a doutrina dos principais movimentos heréticos da Europa entre os séculos XI e XIV. Texto de Rafael de Mesquita Diehl, professor e historiador formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestrando pela mesma universidade. Publicado pelo site Revista Vila Nova. Fonte: http://www.aleteia.org/pt/politica/artigo/inquisicao-uma-breve-historia-5818931033931776 Leia também: – A origem da Inquisição – História da Igreja: A Inquisição (Parte 1) – História da Igreja: A Inquisição (Parte 2) #FormaçõesCatólicas #inquisição
- Próximo sínodo contará com todos os bispos do mundo
Hoje, o Vaticano divulgou o itinerário para a preparação do próximo sínodo dos bispos, que acontecerá no Vaticano em outubro de 2023 e será sobre o tema: “Para uma Igreja Sinodal: Comunhão, Participação e Missão”. No próximo mês de outubro, o Papa iniciará uma jornada sinodal de três anos articulada em três fases (diocesana, continental e universal), composta por consultas e discernimento, culminando na Assembleia de Outubro de 2023 em Roma. Serão dois “Instrumentum laboris” em vez de um. O Sínodo dos Bispos sobre sinodalidade terá uma fase preparatória de dois anos que irá envolver todas as dioceses católicas do mundo. O sínodo sobre sinodalidade será oficialmente inaugurado com uma “fase diocesana” em outubro de 2021 e concluído com uma assembleia geral no Vaticano, em outubro de 2023. Um sínodo é uma reunião de bispos para discutir um tema teológico ou pastoral. O tema para o próximo Sínodo dos Bispos é “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. O cardeal Mario Grech, secretário geral do sínodo dos bispos, disse que o sínodo foi transformado “de um evento num processo”. Em entrevista a Vatican News publicada hoje 21, de maio o cardeal disse que o processo contará com uma fase continental e uma fase universal. “O Concílio Vaticano II ensina que o povo de Deus participa no ofício profético de Cristo. Portanto, temos de ouvir o povo de Deus, e isto significa ir às igrejas locais”, disse Grech. Durante a fase diocesana, cada bispo empreende um processo de consulta com a Igreja local de 17 de outubro de 2021, até abril de 2022. O Papa Francisco irá “inaugurar o caminho sinodal” oficialmente no dia 9 de outubro. As dioceses são convidadas a oferecer uma celebração de abertura no dia 17 de outubro. A Santa Sé lançará então um instrumentum laboris (documento de trabalho em latim) em setembro de 2022 para um período de “discernimento pré-sinodal nas assembleias continentais”. Um segundo esboço do documento de trabalho será publicado antes de junho de 2023. O processo culminará na reunião de bispos no Vaticano em outubro de 2023, que será realizada de acordo com as normas estabelecidas na Constituição Apostólica Episcopalis communio de 2018. A sinodalidade, tal como definida pela Comissão Teológica Internacional em 2018, é “a ação do Espírito na comunhão do Corpo de Cristo e na viagem missionária do Povo de Deus”. O termo se refere a um processo de discernimento que envolve bispos, sacerdotes, religiosos e leigos. O Sínodo dos Bispos foi estabelecido em 1965 pelo papa São Paulo VI para estreitar a união entre o papa e os bispos do mundo e assegurar “a prestação de informações diretas e reais sobre questões e situações que afetam a ação interna da Igreja e a sua necessária atividade no mundo de hoje”. Os sínodos ordinários acontecem de três em três anos sobre questões votadas pelos delegados sinodais de cada continente e alguns bispos nomeados diretamente pelo papa. Já houve 15 sínodos ordinários. Há também sínodos extraordinários e assembleias especiais do sínodo dos bispos. O sínodo que teve lugar em outubro de 2019 foi um sínodo especial de Bispos para a região Pan-Amazônica. Na sequência desse sínodo, o Papa sublinhou que “a sinodalidade é uma viagem eclesial que tem uma alma, o Espírito Santo”. Para este próximo sínodo, o Cardeal Grech disse que a Secretaria Geral quis “permitir que todos fizessem ouvir a sua voz, que ouvir é a verdadeira ‘conversão pastoral’ da Igreja”. “Se Deus quiser, um dos frutos do Sínodo é que todos possamos compreender que um processo de decisão na Igreja começa sempre com a escuta, porque só assim podemos compreender como e para onde o Espírito quer conduzir a Igreja”, concluiu. Fonte: ACI Digital #Sínodo
- Próximo sínodo contará com todos os bispos do mundo
Hoje, o Vaticano divulgou o itinerário para a preparação do próximo sínodo dos bispos, que acontecerá no Vaticano em outubro de 2023 e será sobre o tema: “Para uma Igreja Sinodal: Comunhão, Participação e Missão”. No próximo mês de outubro, o Papa iniciará uma jornada sinodal de três anos articulada em três fases (diocesana, continental e universal), composta por consultas e discernimento, culminando na Assembleia de Outubro de 2023 em Roma. Serão dois “Instrumentum laboris” em vez de um. O Sínodo dos Bispos sobre sinodalidade terá uma fase preparatória de dois anos que irá envolver todas as dioceses católicas do mundo. O sínodo sobre sinodalidade será oficialmente inaugurado com uma “fase diocesana” em outubro de 2021 e concluído com uma assembleia geral no Vaticano, em outubro de 2023. Um sínodo é uma reunião de bispos para discutir um tema teológico ou pastoral. O tema para o próximo Sínodo dos Bispos é “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. O cardeal Mario Grech, secretário geral do sínodo dos bispos, disse que o sínodo foi transformado “de um evento num processo”. Em entrevista a Vatican News publicada hoje 21, de maio o cardeal disse que o processo contará com uma fase continental e uma fase universal. “O Concílio Vaticano II ensina que o povo de Deus participa no ofício profético de Cristo. Portanto, temos de ouvir o povo de Deus, e isto significa ir às igrejas locais”, disse Grech. Durante a fase diocesana, cada bispo empreende um processo de consulta com a Igreja local de 17 de outubro de 2021, até abril de 2022. O Papa Francisco irá “inaugurar o caminho sinodal” oficialmente no dia 9 de outubro. As dioceses são convidadas a oferecer uma celebração de abertura no dia 17 de outubro. A Santa Sé lançará então um instrumentum laboris (documento de trabalho em latim) em setembro de 2022 para um período de “discernimento pré-sinodal nas assembleias continentais”. Um segundo esboço do documento de trabalho será publicado antes de junho de 2023. O processo culminará na reunião de bispos no Vaticano em outubro de 2023, que será realizada de acordo com as normas estabelecidas na Constituição Apostólica Episcopalis communio de 2018. A sinodalidade, tal como definida pela Comissão Teológica Internacional em 2018, é “a ação do Espírito na comunhão do Corpo de Cristo e na viagem missionária do Povo de Deus”. O termo se refere a um processo de discernimento que envolve bispos, sacerdotes, religiosos e leigos. O Sínodo dos Bispos foi estabelecido em 1965 pelo papa São Paulo VI para estreitar a união entre o papa e os bispos do mundo e assegurar “a prestação de informações diretas e reais sobre questões e situações que afetam a ação interna da Igreja e a sua necessária atividade no mundo de hoje”. Os sínodos ordinários acontecem de três em três anos sobre questões votadas pelos delegados sinodais de cada continente e alguns bispos nomeados diretamente pelo papa. Já houve 15 sínodos ordinários. Há também sínodos extraordinários e assembleias especiais do sínodo dos bispos. O sínodo que teve lugar em outubro de 2019 foi um sínodo especial de Bispos para a região Pan-Amazônica. Na sequência desse sínodo, o Papa sublinhou que “a sinodalidade é uma viagem eclesial que tem uma alma, o Espírito Santo”. Para este próximo sínodo, o Cardeal Grech disse que a Secretaria Geral quis “permitir que todos fizessem ouvir a sua voz, que ouvir é a verdadeira ‘conversão pastoral’ da Igreja”. “Se Deus quiser, um dos frutos do Sínodo é que todos possamos compreender que um processo de decisão na Igreja começa sempre com a escuta, porque só assim podemos compreender como e para onde o Espírito quer conduzir a Igreja”, concluiu. Fonte: ACI Digital #Sínodo
- VINDE, ESPÍRITO SANTO
[“Tudo o que está acontecendo na Igreja, a terrível crise em que nos encontramos, deve-se a uma falta de fé e, como consequência, a uma falta de confiança em Deus. Mas, se aqueles que profanam a Eucaristia talvez não saibam o que estão fazendo, aqueles de nós que sofrem com o que está acontecendo devem, a todo o custo, manter a fé de que nada escapa à Divina Providência. Ninguém ama a Igreja mais do que Deus. Ninguém. Nele devemos confiar cegamente e n’Ele devemos encontrar o nosso consolo nesta hora difícil. Com Maria, pedimos humildemente a Cristo que envie o seu Espírito e nos conforte, que nos dê força e, também, a humildade de aceitar a sua Divina Vontade em todos os momentos. No domingo celebraremos o Pentecostes. A sequência, que lemos antes do Evangelho e que tem sido usada nestes dias como um hino nas Vésperas, é uma oração do coração para pedir ajuda em tempos de aflição. Embora não haja um autor conhecido, alguns atribuem-no a um Arcebispo de Cantuária na Idade Média, contemporâneo de S. Francisco” – Pe. Santiago Martín]. Espírito de Deus, Enviai dos céus Um raio de luz! Vinde, Pai dos pobres, Dai aos corações Vossos sete dons. Consolo que acalma, Hóspede da alma, Doce alívio, vinde. No labor, descanso. Na aflição, remanso. No calor, aragem. Enchei, luz bendita, Chama que crepita O íntimo de nós. Sem a luz que acode, Nada o homem pode, Nenhum bem há nele. Ao sujo lavai, Ao seco regai, Curai o doente. Dobrai o que é duro, Guiai no escuro, O frio aquecei. Dai à vossa Igreja, Que espera e deseja, Vossos sete dons. Dai em prêmio ao forte Uma santa morte, Alegria eterna. Amém!
- Filme ‘Rogai por nós’: uma armadilha anticatólica
Para além dos cartazes representando a Mãe de Deus em várias formas malignas, o filme “Rogai por nós”, que estreia no Brasil neste dia 20 de maio, também está repleto de estereótipos anticatólicos. Este texto desmascara alguns deles. No dia 8 de março, a Sony anunciou que seu novo filme, The Unholy (“A profana”, traduzido no Brasil como “Rogai por nós”), seria lançado na Sexta-feira Santa [1]. A data foi escolhida de propósito para marcar um contraste direto com a sacralidade do Tríduo Pascal. [N.T.: O lançamento na Sexta-feira Santa foi nos Estados Unidos; no Brasil, a estreia do filme acontece no dia 20 de maio de 2021.] O próprio site do filme diz: “No fim de semana mais sagrado do ano: The Unholy” [2]. O enredo, como sabemos pelo trailer e pela sinopse divulgada, centra-se em uma jovem com surdez parcial que, depois de ser supostamente visitada pela Virgem Maria, passa a ouvir perfeitamente e a fazer milagres a torto e a direito. Por conta disso, ela arrebanha seguidores pelo mundo todo, e um jornalista aposentado, para tentar reviver a carreira, decide fazer uma reportagem sobre a garota. No entanto, eventos terríveis sucedem com cada vez mais frequência, e o jornalista começa a se perguntar se os fenômenos e milagres serão mesmo obra da Virgem Maria ou de algum poder macabro. O trailer repete a receita típica de um clássico de terror com temática católica: freiras sinistras, padres corruptos e infiéis, cruzes queimando e muito mais. O que se destaca como tema principal é a representação da Mãe de Deus em várias formas malignas. Há estátuas da Virgem a sangrar, imagens sacras de Maria disformes e a desintegrar-se, além do protagonismo de um demônio que assume a forma de uma Virgem Maria negra, em chamas e aterrorizante. No filme, encontramos os estereótipos anticatólicos mais comuns e um perigoso incentivo ao aumento do poder de Satanás e seus demônios. Neste artigo, desejo abordar esses falsos estereótipos sobre os católicos, as ideias perigosas e blasfemas apresentadas no filme e alertar de forma inteligente contra ele. No filme, encontramos os estereótipos anticatólicos mais comuns. Primeiro, parece circular em Hollywood a ideia de que os padres católicos são, em sua maioria, uns infiéis acovardados, prontos e dispostos a abandonar a fé a qualquer momento e a lançá-la pelos ares ao primeiro sinal do demônio. No trailer, vemos um padre cair rapidamente no feitiço da menina, tomar como fato que ela foi visitada pela Virgem Maria e recusar-se a mudar de opinião até ficar cara a cara com o demônio em pessoa. Esse retrato banal dos padres é um exagero grosseiro e é, em quase todos os casos, comprovadamente falso. Enquanto uma minoria de indignos, que renunciam publicamente à fé, causam grande escândalo à Igreja e geram má fama ao catolicismo, recebe toda a atenção da mídia, a vasta maioria dos padres é composta de católicos bons e fiéis, que dão glória a Deus todos os dias e, pela graça divina, pastoreiam seu rebanho. Representar o padre católico como infiel, pedófilo ou covarde não é novidade nos filmes de terror, e o fato de o estereótipo ainda ser usado e amplamente aceito faz parte da agenda anticatólica de Hollywood. Numa estatística do relatório John Jay sobre os escândalos de abuso sexual na Igreja, vemos que, apesar de toda a atenção midiática, apenas 4% de todo o clero dos Estados Unidos, entre os anos de 1950 a 2010, foram acusados de abuso sexual [3]. Embora, ainda assim, sejam padres demais, o número está longe das dimensões massivas sugeridas por Hollywood, segundo a qual, se você topar na rua com um padre, é quase certo que ele terá algum tipo de “problema”. Os padres são apenas homens e, como tais, não são perfeitos, e há ainda aqueles que nem deveriam ter passado pela rigorosa seleção do seminário. Mas isso não significa que possamos descrever todos os padres com que topamos como infiéis ou pedófilos, ou as duas coisas. O segundo estereótipo é o da paróquia católica de cidade pequena. Ela é supersticiosa, cheia de católicos frouxos e facilmente dominada pelos demônios. Vemos isso acontecer literalmente no trailer. Não sei por quê, mas Hollywood parece pensar que paróquias católicas isoladas são um prato cheio para demônios. O clichê de uma igreja infestada deles, com imagens sacra a queimar, pentagramas nas paredes e estátuas da Sagrada Família contorcidas e disformes, parece ser bastante comum se você for a uma igreja católica do interior. Mas esclareçamos as coisas: os demônios sabem mais sobre Cristo, a ressurreição e a Igreja do que nós jamais saberemos. Por terem pecado, eles se afastaram de Deus em todos os sentidos, de maneira que toda a Criação, como tal, é para eles um suplício, uma vez que tudo foi criado pelo Deus a quem traíram. No entanto, graças à Paixão e Morte de Jesus Cristo, o poder de Satanás e dos demônios está subjugado para sempre! As portas do inferno foram destruídas pela Ressurreição de Jesus. Nenhum demônio pode ficar de pé diante de Nosso Senhor! Graças à Paixão de Cristo, o poder de Satanás e dos demônios está subjugado para sempre. Além do mais, sabemos pelos exorcismos que a Eucaristia é um elemento-chave para expulsar o demônio de um corpo. Por isso, é uma completa burrice acreditar que algum demônio poderia tomar o controle de uma igreja, edifício consagrado a Deus, com a Sagrada Eucaristia no sacrário, o qual se torna, em cada Missa, uma representação do céu. Só pelo fato de a Eucaristia estar presente numa igreja, nenhum demônio pode suportar ficar em seu interior: a própria presença de Jesus lhe é repulsiva, quase como uma dor física. Para um demônio, não valeria a pena o esforço de tomar o controle de uma igreja, na qual ele só poderia entrar depois de tê-la reduzido, na prática, a um edifício como outro qualquer. O filme evidencia ao mesmo tempo um estereótipo muito comum e uma ideia altamente perigosa na forma como representa a Virgem Maria. É óbvio que o filme apela para a ideia de que os católicos “adoram” Maria. É uma opinião que muitas seitas cristãs, outras religiões e até o mundo secular têm em comum a respeito dos católicos. Eu poderia entrar agora em detalhes, dando todas as razões que demonstram que não adoramos Maria, mas vou tratar o assunto de forma simples. Quando a Igreja nos ensina a rezar à Virgem Maria, e quando santos como São Luís de Monfort dizem coisas assim: “Devemos fazer um sacrifício de nós mesmos, inteiramente (em corpo e alma, em nossos bens exteriores e em nossos bens espirituais interiores), a Nossa Senhora”, não estamos pondo a Deus e Maria em pé de igualdade nem dirigindo a ela um culto de adoração. Trata-se, fundamentalmente, de pedir a Maria que interceda por nós junto ao seu Filho Jesus. Como dizemos tantas vezes: Ad Jesum per Mariam, “A Jesus por Maria”. Não estamos apenas rezando a Maria; estamos, de certo modo, rezando a Deus com Maria e pedindo-lhe que nos ajude em nossas súplicas ao Senhor. Por suas palavras na Cruz ao apóstolo São João, Jesus nos deu de presente sua própria Mãe, Maria, como Mãe dos homens, e como tal lhe temos grande estima. Afinal, ela não só deu Nosso Senhor e Salvador à luz, mas é também nossa Mãe em todos os sentidos da palavra. Ora, é comum ao longo da história, em todas as civilizações, que a mãe seja objeto de honra e louvor. No trailer, vemos a garota convencer seus seguidores a “crer e adorar Maria”, e muitas pessoas, em todo o mundo, lhe obedecem, curvando-se às imagens da Virgem Maria. A meu ver, é uma tentativa de mostrar que “adorar” Maria é como uma segunda natureza para os católicos; por isso, vemos as pessoas apaixonar-se facilmente pela pregação da menina. Essa ideia, além de muito errada, é bastante perigosa, pois o estereótipo de que os católicos “adoram Maria” já tem muita força hoje em dia, razão por que vários católicos relaxados que eu mesmo conheci pessoalmente têm apelado à suposta “adoração a Maria” como “motivo” para abandonar a Igreja. É um esquema chamativo pelo qual os produtores atraem as seitas cristãs que acreditam que os católicos adoram Maria e, ao mesmo tempo, procuram abalar a fé dos católicos frouxos que vierem a assistir ao filme. Por fim, ao apresentar este demônio com a aparência de Maria, o filme está simplesmente alimentando um estereótipo já existente e, portanto, não está nos dando nada de novo ou estimulante. É apenas mais um filme de terror anticatólico que aproveita todas as velhas mentiras contra a fé. É uma completa burrice acreditar que algum demônio poderia tomar o controle de uma igreja, edifício consagrado a Deus. Na minha opinião, nenhum católico firme na fé assistirá ao filme, mas seus amigos cristãos e os católicos relaxados sim, e é por isso que estou dando a vocês algumas coisas para lhes dizer, a fim de expor as falácias teológicas do filme e convencê-los a não assistir a ele. Em primeiro lugar, o filme tenta mostrar que a suposta aparição mariana consegue popularizar-se em massa em muito pouco tempo. Explique ao seu amigo que já houve muitas aparições falsas no passado e que a Igreja tem critérios muito claros para julgar se uma aparição é real ou não. Não há como uma aparição ser capaz de ganhar tantos seguidores antes de o bispo local ou o Vaticano intervir e classificá-la como falsa ou de origem demoníaca. Em segundo lugar, o viés antimariano é forte e você precisará enfrentá-lo. Tudo o que disse acima ao falar sobre Maria é um bom ponto de partida; mas, se você quiser levá-lo a uma conversa mais profunda, pesquise sobre os Padres da Igreja, especialmente Santo Agostinho. Por último, mostre a ele quais são os clichês e estereótipos batidos usados no filme. Não se trata de um novo filme de terror; é a mesma salada de sempre, com todos os chavões anticatólicos de Hollywood que já vimos uma e outra vez. Em suma, não espero que seja um bom filme, mesmo em termos técnicos. Com uma pontuação de 33% no site Rotten Tomatoes, 5/10 no IGN e uma resenha intitulada Holy Crap, The Unholy is a bore (“Caramba, The Unholy é um tédio”), não me preocupa muito que o impacto do filme dure muito. No entanto, as discussões que ele vai inspirar vão durar muito mais do que a memória do filme e, como católicos, devemos fazer o que está ao nosso alcance para evangelizar e proteger tanto a nossa fé quanto Nossa Senhora das mensagens falsas que The Unholy nos apresenta. Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere
- Filme ‘Rogai por nós’: uma armadilha anticatólica
Para além dos cartazes representando a Mãe de Deus em várias formas malignas, o filme “Rogai por nós”, que estreia no Brasil neste dia 20 de maio, também está repleto de estereótipos anticatólicos. Este texto desmascara alguns deles. No dia 8 de março, a Sony anunciou que seu novo filme, The Unholy (“A profana”, traduzido no Brasil como “Rogai por nós”), seria lançado na Sexta-feira Santa [1]. A data foi escolhida de propósito para marcar um contraste direto com a sacralidade do Tríduo Pascal. [N.T.: O lançamento na Sexta-feira Santa foi nos Estados Unidos; no Brasil, a estreia do filme acontece no dia 20 de maio de 2021.] O próprio site do filme diz: “No fim de semana mais sagrado do ano: The Unholy” [2]. O enredo, como sabemos pelo trailer e pela sinopse divulgada, centra-se em uma jovem com surdez parcial que, depois de ser supostamente visitada pela Virgem Maria, passa a ouvir perfeitamente e a fazer milagres a torto e a direito. Por conta disso, ela arrebanha seguidores pelo mundo todo, e um jornalista aposentado, para tentar reviver a carreira, decide fazer uma reportagem sobre a garota. No entanto, eventos terríveis sucedem com cada vez mais frequência, e o jornalista começa a se perguntar se os fenômenos e milagres serão mesmo obra da Virgem Maria ou de algum poder macabro. O trailer repete a receita típica de um clássico de terror com temática católica: freiras sinistras, padres corruptos e infiéis, cruzes queimando e muito mais. O que se destaca como tema principal é a representação da Mãe de Deus em várias formas malignas. Há estátuas da Virgem a sangrar, imagens sacras de Maria disformes e a desintegrar-se, além do protagonismo de um demônio que assume a forma de uma Virgem Maria negra, em chamas e aterrorizante. No filme, encontramos os estereótipos anticatólicos mais comuns e um perigoso incentivo ao aumento do poder de Satanás e seus demônios. Neste artigo, desejo abordar esses falsos estereótipos sobre os católicos, as ideias perigosas e blasfemas apresentadas no filme e alertar de forma inteligente contra ele. No filme, encontramos os estereótipos anticatólicos mais comuns. Primeiro, parece circular em Hollywood a ideia de que os padres católicos são, em sua maioria, uns infiéis acovardados, prontos e dispostos a abandonar a fé a qualquer momento e a lançá-la pelos ares ao primeiro sinal do demônio. No trailer, vemos um padre cair rapidamente no feitiço da menina, tomar como fato que ela foi visitada pela Virgem Maria e recusar-se a mudar de opinião até ficar cara a cara com o demônio em pessoa. Esse retrato banal dos padres é um exagero grosseiro e é, em quase todos os casos, comprovadamente falso. Enquanto uma minoria de indignos, que renunciam publicamente à fé, causam grande escândalo à Igreja e geram má fama ao catolicismo, recebe toda a atenção da mídia, a vasta maioria dos padres é composta de católicos bons e fiéis, que dão glória a Deus todos os dias e, pela graça divina, pastoreiam seu rebanho. Representar o padre católico como infiel, pedófilo ou covarde não é novidade nos filmes de terror, e o fato de o estereótipo ainda ser usado e amplamente aceito faz parte da agenda anticatólica de Hollywood. Numa estatística do relatório John Jay sobre os escândalos de abuso sexual na Igreja, vemos que, apesar de toda a atenção midiática, apenas 4% de todo o clero dos Estados Unidos, entre os anos de 1950 a 2010, foram acusados de abuso sexual [3]. Embora, ainda assim, sejam padres demais, o número está longe das dimensões massivas sugeridas por Hollywood, segundo a qual, se você topar na rua com um padre, é quase certo que ele terá algum tipo de “problema”. Os padres são apenas homens e, como tais, não são perfeitos, e há ainda aqueles que nem deveriam ter passado pela rigorosa seleção do seminário. Mas isso não significa que possamos descrever todos os padres com que topamos como infiéis ou pedófilos, ou as duas coisas. O segundo estereótipo é o da paróquia católica de cidade pequena. Ela é supersticiosa, cheia de católicos frouxos e facilmente dominada pelos demônios. Vemos isso acontecer literalmente no trailer. Não sei por quê, mas Hollywood parece pensar que paróquias católicas isoladas são um prato cheio para demônios. O clichê de uma igreja infestada deles, com imagens sacra a queimar, pentagramas nas paredes e estátuas da Sagrada Família contorcidas e disformes, parece ser bastante comum se você for a uma igreja católica do interior. Mas esclareçamos as coisas: os demônios sabem mais sobre Cristo, a ressurreição e a Igreja do que nós jamais saberemos. Por terem pecado, eles se afastaram de Deus em todos os sentidos, de maneira que toda a Criação, como tal, é para eles um suplício, uma vez que tudo foi criado pelo Deus a quem traíram. No entanto, graças à Paixão e Morte de Jesus Cristo, o poder de Satanás e dos demônios está subjugado para sempre! As portas do inferno foram destruídas pela Ressurreição de Jesus. Nenhum demônio pode ficar de pé diante de Nosso Senhor! Graças à Paixão de Cristo, o poder de Satanás e dos demônios está subjugado para sempre. Além do mais, sabemos pelos exorcismos que a Eucaristia é um elemento-chave para expulsar o demônio de um corpo. Por isso, é uma completa burrice acreditar que algum demônio poderia tomar o controle de uma igreja, edifício consagrado a Deus, com a Sagrada Eucaristia no sacrário, o qual se torna, em cada Missa, uma representação do céu. Só pelo fato de a Eucaristia estar presente numa igreja, nenhum demônio pode suportar ficar em seu interior: a própria presença de Jesus lhe é repulsiva, quase como uma dor física. Para um demônio, não valeria a pena o esforço de tomar o controle de uma igreja, na qual ele só poderia entrar depois de tê-la reduzido, na prática, a um edifício como outro qualquer. O filme evidencia ao mesmo tempo um estereótipo muito comum e uma ideia altamente perigosa na forma como representa a Virgem Maria. É óbvio que o filme apela para a ideia de que os católicos “adoram” Maria. É uma opinião que muitas seitas cristãs, outras religiões e até o mundo secular têm em comum a respeito dos católicos. Eu poderia entrar agora em detalhes, dando todas as razões que demonstram que não adoramos Maria, mas vou tratar o assunto de forma simples. Quando a Igreja nos ensina a rezar à Virgem Maria, e quando santos como São Luís de Monfort dizem coisas assim: “Devemos fazer um sacrifício de nós mesmos, inteiramente (em corpo e alma, em nossos bens exteriores e em nossos bens espirituais interiores), a Nossa Senhora”, não estamos pondo a Deus e Maria em pé de igualdade nem dirigindo a ela um culto de adoração. Trata-se, fundamentalmente, de pedir a Maria que interceda por nós junto ao seu Filho Jesus. Como dizemos tantas vezes: Ad Jesum per Mariam, “A Jesus por Maria”. Não estamos apenas rezando a Maria; estamos, de certo modo, rezando a Deus com Maria e pedindo-lhe que nos ajude em nossas súplicas ao Senhor. Por suas palavras na Cruz ao apóstolo São João, Jesus nos deu de presente sua própria Mãe, Maria, como Mãe dos homens, e como tal lhe temos grande estima. Afinal, ela não só deu Nosso Senhor e Salvador à luz, mas é também nossa Mãe em todos os sentidos da palavra. Ora, é comum ao longo da história, em todas as civilizações, que a mãe seja objeto de honra e louvor. No trailer, vemos a garota convencer seus seguidores a “crer e adorar Maria”, e muitas pessoas, em todo o mundo, lhe obedecem, curvando-se às imagens da Virgem Maria. A meu ver, é uma tentativa de mostrar que “adorar” Maria é como uma segunda natureza para os católicos; por isso, vemos as pessoas apaixonar-se facilmente pela pregação da menina. Essa ideia, além de muito errada, é bastante perigosa, pois o estereótipo de que os católicos “adoram Maria” já tem muita força hoje em dia, razão por que vários católicos relaxados que eu mesmo conheci pessoalmente têm apelado à suposta “adoração a Maria” como “motivo” para abandonar a Igreja. É um esquema chamativo pelo qual os produtores atraem as seitas cristãs que acreditam que os católicos adoram Maria e, ao mesmo tempo, procuram abalar a fé dos católicos frouxos que vierem a assistir ao filme. Por fim, ao apresentar este demônio com a aparência de Maria, o filme está simplesmente alimentando um estereótipo já existente e, portanto, não está nos dando nada de novo ou estimulante. É apenas mais um filme de terror anticatólico que aproveita todas as velhas mentiras contra a fé. É uma completa burrice acreditar que algum demônio poderia tomar o controle de uma igreja, edifício consagrado a Deus. Na minha opinião, nenhum católico firme na fé assistirá ao filme, mas seus amigos cristãos e os católicos relaxados sim, e é por isso que estou dando a vocês algumas coisas para lhes dizer, a fim de expor as falácias teológicas do filme e convencê-los a não assistir a ele. Em primeiro lugar, o filme tenta mostrar que a suposta aparição mariana consegue popularizar-se em massa em muito pouco tempo. Explique ao seu amigo que já houve muitas aparições falsas no passado e que a Igreja tem critérios muito claros para julgar se uma aparição é real ou não. Não há como uma aparição ser capaz de ganhar tantos seguidores antes de o bispo local ou o Vaticano intervir e classificá-la como falsa ou de origem demoníaca. Em segundo lugar, o viés antimariano é forte e você precisará enfrentá-lo. Tudo o que disse acima ao falar sobre Maria é um bom ponto de partida; mas, se você quiser levá-lo a uma conversa mais profunda, pesquise sobre os Padres da Igreja, especialmente Santo Agostinho. Por último, mostre a ele quais são os clichês e estereótipos batidos usados no filme. Não se trata de um novo filme de terror; é a mesma salada de sempre, com todos os chavões anticatólicos de Hollywood que já vimos uma e outra vez. Em suma, não espero que seja um bom filme, mesmo em termos técnicos. Com uma pontuação de 33% no site Rotten Tomatoes, 5/10 no IGN e uma resenha intitulada Holy Crap, The Unholy is a bore (“Caramba, The Unholy é um tédio”), não me preocupa muito que o impacto do filme dure muito. No entanto, as discussões que ele vai inspirar vão durar muito mais do que a memória do filme e, como católicos, devemos fazer o que está ao nosso alcance para evangelizar e proteger tanto a nossa fé quanto Nossa Senhora das mensagens falsas que The Unholy nos apresenta. Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere
- Bispo persegue a Fé no Paraguai e atinge o Brasil
Desde que a Teologia da Libertação assumiu a hegemonia no Paraguai, os fiéis católicos têm sofrido com um verdadeiro expurgo de bons pastores. Primeiro, caiu um dos maiores bispos de nossa geração, Dom Rogelio Livieres de Ciudad del Este. Agora, o atual bispo de Ciudad del Este, dom Guillermo Steckling, acaba de cometer um ato de grande injustiça com impactos no Paraguai e no Brasil. Este é o mesmo bispo que forçou o Padre Rodrigo Maria a renunciar o exercício de seu ministério sacerdotal. Rezemos por sua conversão. Assista:
- Bispo persegue a Fé no Paraguai e atinge o Brasil
Desde que a Teologia da Libertação assumiu a hegemonia no Paraguai, os fiéis católicos têm sofrido com um verdadeiro expurgo de bons pastores. Primeiro, caiu um dos maiores bispos de nossa geração, Dom Rogelio Livieres de Ciudad del Este. Agora, o atual bispo de Ciudad del Este, dom Guillermo Steckling, acaba de cometer um ato de grande injustiça com impactos no Paraguai e no Brasil. Este é o mesmo bispo que forçou o Padre Rodrigo Maria a renunciar o exercício de seu ministério sacerdotal. Rezemos por sua conversão. Assista:
- A LICITUDE MORAL DAS VACINAS DERIVADAS DE ABORTOS – Josef Seifert
[Nascido em 1945, na cidade de Seekirchen, Áustria, Josef Seifert é um filósofo católico. Foi aluno de Dietrich von Hildebrand, Robert Spaemann, Gabriel Marcel e esteve próximo de João Paulo II. Filosoficamente, procura aliar o método fenomenológico, depurado do idealismo husserliano, à tradição realista ocidental. Ensinou na Universidade de Salzburgo (Àustria), na Universidade de Dallas (Texas), onde fundou a International Academy of Philosophy, hoje com sedes na Pontifícia Universidade Católica do Chile e no Principado de Liechtenstein, do qual é reitor e professor de Filosofia desde 2012. É também professor associado da Faculdade de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Chile, em Santiago. Em 2016, foi proibido de ensinar no Instituto de Filosofia “Edith Stein”, da Arquidiocese de Granada, Espanha, devido a um ensaio crítico à exortação apostólica Amoris Laetitia , do Papa Francisco]. Uma das razões pelas quais o debate sobre as vacinas Covid-19 se tornou tão acalorado é que a disputa política e ideológica ofusca a discussão científica e moral sobre o assunto. Por exemplo, a alegação de que a Covid-19 é, na verdade, um resfriado leve que pode ser tratado com sucesso com vitamina C e aspirina, ou a alegação de que a grande quantidade de mortes em todo o mundo, associadas a Covid-19, é na verdade uma grande mentira, não pode ser feita com base em razões políticas ou retóricas. Fazer tais afirmações, que contradizem os resultados de um exame rigoroso dos fatos, não contribui para a discussão científica, mas deturpa os próprios fatos. Da mesma forma, o aspecto moral da questão tem sido, por sua vez, distorcido, exceção feita ao estudo claro, sóbrio e conciso do professor Roberto de Mattei, intitulado Sobre a legalidade moral da vacinação (Edizioni Fiducia, abril de 2021, disponível em vários idiomas). Até o momento, ninguém o refutou. As únicas críticas de que tenho conhecimento (publicadas na LifeSiteNews ou por Christopher Ferrara, no Catholic Family News ) foram escritas, em grande parte, a partir de uma perspectiva política e controversa. Mas temo que tais críticas, ao emprestar uma voz moral inequívoca à discussão política e polêmica, irão apenas confundir e desinformar os leitores, bem como correr o risco de prejudicar a credibilidade do movimento pró-vida, que foi tão arduamente conquistado por tantos anos. Eu estava entre aqueles que inicialmente acreditavam que a vacinação contra o coronavírus era ilícita, porque todas as opções de vacinas atualmente disponíveis são, ou parecem ter sido, produzidas ou testadas com linhas celulares derivadas de células de fetos abortados há meio século. No entanto, graças à análise do Professor de Mattei sobre a legitimidade moral das vacinas, tive que mudar de ideia. O professor De Mattei examina minuciosamente, e de forma convincente, os tipos e graus de cooperação com o mal, chegando à conclusão de que é insustentável considerar o recebimento da vacina, hoje, como cooperação em um crime cometido anos atrás. O professor explica, também, que aceitar um bem derivado de um mal, para combater uma doença que atualmente nos aflige, não constitui qualquer aprovação do crime que está na sua origem. As inconsistências lógicas daqueles que, por um lado, rejeitam as vacinas contra a Covid-19 e, por outro, fazem uso de outras vacinas, que por sua vez são produzidas a partir de linhagens celulares provenientes de crianças abortadas, são por ele corretamente apontadas. Essas vacinas foram solicitadas por muitos Estados, ao longo de um século, e são aceitas por quase todos os críticos da vacina contra o coronavírus. Na verdade, as linhas de células fetais têm sido usadas para muitos medicamentos comumente usados, incluindo antibióticos, insulina ou terapias para controlar a hipertensão. Isso nos ajuda a colocar as vacinas contra a Covid-19 na perspectiva certa e a avaliar sua licitude. Logicamente, a rejeição dessas vacinas, com base em sua produção com linhagens de células fetais, só faz sentido se também rejeitarmos todos os medicamentos comumente usados produzidos dessa maneira. Acredito que a análise sólida de De Mattei, que explica que não é obrigatório nem possível evitar todas as formas de cooperação material com o mal, é essencial para quem tenta fazer a coisa certa, mas, ao mesmo tempo, está preso a exigências morais que nada têm a ver com a verdadeira ética ou com a autêntica teologia moral e o ensino da Igreja, pois contradizem tanto as sólidas intuições éticas quanto o atual Magistério, exercido pela Congregação para a Doutrina da Fé em união com o Papa, para não falar do Magistério de três papas anteriores que se declararam na mesma direção do atual. A falta de consistência também é evidente naqueles que assumem a posição de que é totalitária qualquer vacinação obrigatória contra a Covid-19, embora aceitem a vacinação obrigatória de crianças contra a poliomielite e outras doenças em muitos países ocidentais, incluindo Itália e Áustria, a qual, por mais de cem anos, tem evitado as mortes que, devido a estas doenças, assolaram a Europa no passado. Além disso, visto que Deus pode tirar o bem do mal, nós nos beneficiamos de muitos bens que surgiram a partir de males do passado. Aceitar esses bens é lícito, porque, como diz São Paulo, “todas as coisas concorrem para o bem dos que amam a Deus” (Romanos 8, 28). E Santo Agostinho explica: “Deus Todo-Poderoso (…), sendo sumamente bom, nunca permitiria que nenhum mal existisse em suas obras, se não fosse suficientemente poderoso e bom para tirar o bem do próprio mal” ( Enchiridion de fide, spe et charitate , 11, 3: PL 40, 236). Deus usou o adultério e o assassinato do Rei Davi para gerar a linhagem humana de Cristo; e ele usou o horrível pecado do assassinato do Homem-Deus para nos redimir. Não há crime maior do que matar Jesus Cristo, e não há maior benefício, para a humanidade, do que aquele que Sua paixão e morte fizeram por nós. A carne e o sangue de nosso Senhor crucificado trouxeram-nos o maior de todos os benefícios, ainda que obtido com o mais hediondo de todos os crimes. E, embora Cristo tenha morrido por nossos pecados, e o tenha feito voluntariamente, serviu-se de crimes atrozes para fazê-lo. Ao receber os sacramentos, não participamos do deicídio nem aprovamos Seu assassinato em Jerusalém. No momento em que Deus permite que o não-nascido assassinado seja um instrumento de benefício muito menor (comparado ao que adveio da morte de Cristo) para a humanidade, esse sacrifício se torna um pálido reflexo de Seu próprio sacrifício. E, quem associa a vacinação com o canibalismo, corre o risco de repetir uma das primeiras acusações contra os cristãos: a de antropofagia, por comerem a carne do divino Cordeiro na Sagrada Eucaristia (S. Justino, I Apologia , 26; Eusebio, Historia ecclesiastica V, 1, Tertuliano, Apologeticum 4, 9). As objeções que vi ao estudo do professor de Mattei referem-se, principalmente, a uma seção que trata do direito do Estado de impor a vacinação obrigatória para proteger o bem comum, ilustrado com exemplos históricos. Embora este seja um conceito compreensivelmente difícil para qualquer pessoa que já experimentou muitos exemplos de abusos da autoridade do Estado, com base, no entanto, nas evidências que ele fornece, acredito que o ponto de vista do Professor De Mattei é, em princípio, correto e amplamente aceitável em muitos outros casos. Se uma doença constitui uma séria ameaça ao bem comum, o Estado pode (e todos os Estados o fazem) instituir certas medidas para evitar (tanto quanto possível) danos aos seus cidadãos, sem que sejam por isto totalitários. Isso não significa que todas as medidas tomadas pelo Estado e pela Igreja contra o coronavírus tenham sido boas. Pelo contrário, algumas delas foram totalmente equivocadas, se não absolutamente criminosas. Refiro-me, em particular, às medidas que impediram os moribundos de receber os sacramentos, ou os familiares de os visitarem nos hospitais. Mas, se as autoridades ordenassem que os padres, que administram os sacramentos aos moribundos nos hospitais durante a pandemia, fossem vacinados, creio que eles teriam o dever de obedecer. Em princípio, o Estado tem o direito de legislar o que julgar ser do interesse do bem comum. Este direito pode ser corretamente exercido e não pode ser considerado totalitário, desde que não contradiga a lei natural ou a lei divina revelada. Da mesma forma, isto não significa que a vacinação forçada seja aceitável ou que o discernimento dos indivíduos, ao tomar a vacina, não deva ser respeitado. As conclusões a que cheguei são, portanto, as seguintes: 1. Valer-se dos bons efeitos de crimes ocorridos no passado distante não é cooperação formal nem material com esses crimes. No máximo, o que poderia ocorrer é a ausência de um protesto radical contra esses crimes do passado. No entanto, não somos obrigados nem somos capazes de protestar contra todos os crimes passados de forma tão radical (ver conclusão). 2. No caso da vacina contra a Covid-19, é impossível colaborar com um crime de aborto ocorrido no passado. Contudo, podemos expressar publicamente, e em particular, a nossa desaprovação por aquele aborto já realizado, além de muitos outros crimes, de várias naturezas, cometidos no passado (e, sem dúvida, o Professor De Mattei o faz de maneira exemplar, em seu estudo). Nem somos obrigados a evitar qualquer cooperação material, mais ou menos próxima, com crimes efetivos: se quiséssemos evitar qualquer cooperação material remota com o aborto e outros crimes, não poderíamos comprar produtos fabricados na China ou em países onde existe escravidão ou o aborto forçado; nem comprar medicamentos em uma farmácia que vende abortivos e anticoncepcionais; nem comprar livros em livrarias ou editoras que vendem pornografia. Nem é preciso dizer que esta lista é incomparavelmente mais longa. 3. Se aceitamos a vacinação obrigatória de crianças contra rubéola, poliomielite e outras doenças; ou tomamos uma vacina para viajar a países tropicais, onde se espalham ou poderiam se espalhar doenças perigosas, não poderíamos, em princípio, recusar ao Estado o direito de exigir vacinação contra a Covid-19, mesmo que tenhamos a possibilidade de refutar esta decisão com base nas informações empíricas e médicas de que dispomos. Quanto às medidas concretas anti-Covid, devem-se examinar quais delas sejam de fato úteis e razoáveis, ou infundadas, absurdas ou totalitárias. No entanto, sem esse exame, não se pode dizer que todas as medidas contra a Covid-19 sejam totalitárias e inadmissíveis (muitas das quais são semelhantes às praticadas em outros lugares, sem que tenham suscitado grandes reações). 4. Por fim, concluí que se pode, em sã consciência, para proteger a própria vida e a própria saúde, assim como a dos outros, concordar em tomar uma vacina que tenha 90% de possibilidades a mais de proteger a saúde e a vida de muitos, embora tenha sido produzida com os efeitos de crimes cometidos do passado. Estas são as conclusões mais significativas a que cheguei, graças à excelente e extremamente aprofundada análise de Roberto De Mattei. Espero que muitos outros cheguem às mesmas conclusões, não por serem partidários do Professor de Mattei ou meus, mas apenas pela verdade que o Professor De Mattei expõe de modo magistral. É exemplar a forma como este estudioso romano contribui, como historiador escrupuloso e moralista à maneira de Tácito, sine ira et studio , para lançar luz sobre este importante debate. Sem ataques injustos e insultos ad hominem , todos nós devemos perseguir o único propósito de encontrar a verdade científica, moral e religiosa sobre a vacina e sobre os fundamentos razoáveis das decisões, importantes e livres, que os Estados e indivíduos devem tomar neste tempo de crise. https://www.corrispondenzaromana.it/intervento-del-filosofo-josef-seifert-sulla-liceita-della-vaccinazione/
- Mais um passo rumo ao cisma: protestantes comungam e mulheres fazem homilia na Alemanha
Segundo o ACI (18/05/2021), protestantes receberam a comunhão em igrejas católicas de Frankfurt, Alemanha, no domingo, 16 de maio. No dia seguinte, mulheres fizeram a homilia da missa em diferentes partes do país. As duas ações são proibidas na Igreja Católica. O Código de Direito Canônico, lei que regulamenta a Igreja Católica, estabelece que “os ministros católicos só administram licitamente os sacramentos aos fiéis católicos, os quais de igual modo somente os recebem licitamente dos ministros católicos” (Cânon 844). Na Igreja Católica, o sermão na missa é reservado a um ministro ordenado: diácono, padre ou bispo. Leigos não podem fazer a homilia. Entre os dias 13 e 16 de maio, as igrejas cristãs da Alemanha realizaram seu Terceiro Encontro Ecumênico. O evento, que aconteceu principalmente de forma virtual, teve como dia principal o sábado, 15 de maio. De acordo com a KNA, a agência de notícias do episcopado alemão, o terceiro encontro ecumênico terminou no sábado com quatro serviços litúrgicos em que “a decisão consciente dos visitantes individuais” de “participar da ceia de outra denominação” determinou o cesso à eucaristia. Protestantes receberam a Sagrada Comunhão em missas católicas e católicos participaram do momento da ceia em celebrações protestantes. O presidente da conferência episcopal alemã, Georg Bätzing, bispo de Limburg, disse que o evento deveria ser “ecumenicamente sensível” quando se trata de dar o sacramento da Eucaristia aos protestantes. “Não se trata de uma intercomunhão no sentido de um convite recíproco geral para participar na Eucaristia e na Ceia do Senhor, mas de como tratamos a consciência pessoal de cada cristão católico ou protestante”, disse Bätzing à CNA Deutsch, agência de língua alemã do Grupo ACI. Em uma entrevista à KNA em abril, Bätzing disse que “daria a Comunhão a alguém que acredita no que nós católicos acreditamos e deseja receber o corpo do Senhor com fé na presença real de Jesus Cristo”. O bispo de Limburg instruiu os padres de sua diocese a dar a comunhão aos protestantes que a solicitassem desde que estes tivessem feito um exame de consciência. Na missa celebrada na catedral de Frankfurt, Bettina Limperg, luterana e presidente protestante do encontro ecumênico, recebeu a comunhão. O presidente católico do fórum, Thomas Stemberg, foi a um serviço protestante. Na conta de Twitter do encontro, Limperg foi questionada sobre “como era a Eucaristia”. Ela respondeu que se sentiu “muito bem-vinda” e naquele momento não “sentiu diferença alguma”. O reitor da catedral de Frankfurt, padre Johannes zu Eltz, pediu desculpas aos protestantes presentes na missa, porque frequentemente têm que lutar contra “a arrogância e a limitação do lado católico”. “Eu peço desculpas por isso e agradeço sua enorme paciência”. Em sua homilia, o sacerdote disse que se as igrejas e os cristãos “confiarem umas nas outras e em Deus, o mundo poderá experimentar um cristianismo mais convincente”. As homilias feitas por mulheres foram uma iniciativa da Federação das Católicas Alemãs (KFD na sigla em alemão), um grupo de mulheres católicas que participa do Caminho Sinodal. Membros da KFD assinalaram nesta segunda-feira 17 de maio o “Dia da Pregadora”, e como parte da iniciativa, 12 mulheres em 12 paróquias alemãs predicaram sobre o Evangelho no momento da homilia. O dia 17 de maio foi escolhido por ser a data em que a Igreja de Roma celebrava Andrônico e Júnia personagens do Novo Testamento citados por São Paulo na Epístola aos Romanos (6, 17): “Saudai Andrônico e Júnia, meus parentes e cativos comigo, os quais são ilustres entre os apóstolos e foram em Cristo antes de mim”, na tradução do padre Matos Soares. A KFD alega que a identidade de Júnia como mulher e como apóstola foi apagada na Igreja. Para a KFD o objetivo das homilias feitas por mulheres era incentivar “uma Igreja com igualdade de gênero” onde “as mulheres são chamadas a pregar”. “Ninguém tem o direito de negar-lhes este chamado só porque são mulheres”, diz a KDF. Fonte: ACI Digital Até agora nada aconteceu… No início da semana passada, mais de cem padres abençoaram casais gays por um desafio clara, esse era o objetivo, a responsabilidade da congregação pela Doutrina da Fé em 15 de março, na qual o dicastério doutrinário-garantidor afirmava claramente que casais do mesmo sexo não poderiam ser abençoados sob nenhuma circunstância; o documento, por sinal, foi endossado pelo Papa Francisco. Na Alemanha, houve muitos protestos sobre o documento e um grupo de padres os canalizou para o movimento liebegewinnt, vitórias amorosas, que anunciaram que ignorariam as diretrizes de Roma e, em um claro desafio, convocaram padres e paróquias a abençoar casais que pediram, incluindo, é claro, homossexuais, em 10 de maio. O Vaticano ficou em silêncio, os dias se passaram e, de fato, quando essa data chegou, alguns padres começaram a abençoar casais do mesmo sexo; na frente das câmeras, sem qualquer hesiting. Já estamos em 14 de maio e absolutamente nada aconteceu, nenhuma reação. O Cônego 751 do Código da Lei Canônica diz: “Chama-se heresia a negação pertinaz, depois de receber o batismo, de uma verdade a ser acreditada na fé divina e católica, ou dúvida pertinaz sobre ela; apostasia é a rejeição total da fé cristã; a rejeição da sujeição ao Sumo Pontífice ou comunhão com os membros da Igreja submetidos a ele. Podemos enfrentar um cisma? O padre Gero Weishaupt, advogado canônico e juiz do tribunal da Diocese de Colônia, respondeu a essas perguntas em um artigo que publicado na última sexta-feira. “A desobediência manifestada pela recusa em exercer a responsabilidade papal, portanto, rompe a unidade com o papa. É um ato de cisma, é claro com uma heresia subjacente, uma vez que a bênção das relações homossexuais expressa pelo menos a visão de que, além do casamento entre um homem e uma mulher, pode haver outras relações ordenadas à união sexual. Isso contradiz descaradamente a verdade revelada sobre o casamento (Gen 1:27: “Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homens e mulheres os criaram”) e a natureza essencial do ser humano, da qual o direito moral natural é derivado pela razão humana”, disse o padre alemão. Há as câmeras, os vídeos, os nomes dos padres – alguns fizeram declarações à imprensa, orgulhosos de sua façanha; houve o aviso feito, a data exata, em que as paróquias deveriam ser feitas; o Vaticano e os bispos locais poderiam ter feito avisos e preparado ações em caso de especificidades. Mas nada mesmo. silêncio. Por que ainda nada foi feito neste caso? Como é possível que os ministros de Cristo tenham desafiado o Vaticano abençoando o pecado diante das câmaras, descaradamente, e não há consequências? #Alemanha #AssembléiaSinodalAlemã #SínododaAlemanha
- Mais um passo rumo ao cisma: protestantes comungam e mulheres fazem homilia na Alemanha
Segundo o ACI (18/05/2021), protestantes receberam a comunhão em igrejas católicas de Frankfurt, Alemanha, no domingo, 16 de maio. No dia seguinte, mulheres fizeram a homilia da missa em diferentes partes do país. As duas ações são proibidas na Igreja Católica. O Código de Direito Canônico, lei que regulamenta a Igreja Católica, estabelece que “os ministros católicos só administram licitamente os sacramentos aos fiéis católicos, os quais de igual modo somente os recebem licitamente dos ministros católicos” (Cânon 844). Na Igreja Católica, o sermão na missa é reservado a um ministro ordenado: diácono, padre ou bispo. Leigos não podem fazer a homilia. Entre os dias 13 e 16 de maio, as igrejas cristãs da Alemanha realizaram seu Terceiro Encontro Ecumênico. O evento, que aconteceu principalmente de forma virtual, teve como dia principal o sábado, 15 de maio. De acordo com a KNA, a agência de notícias do episcopado alemão, o terceiro encontro ecumênico terminou no sábado com quatro serviços litúrgicos em que “a decisão consciente dos visitantes individuais” de “participar da ceia de outra denominação” determinou o cesso à eucaristia. Protestantes receberam a Sagrada Comunhão em missas católicas e católicos participaram do momento da ceia em celebrações protestantes. O presidente da conferência episcopal alemã, Georg Bätzing, bispo de Limburg, disse que o evento deveria ser “ecumenicamente sensível” quando se trata de dar o sacramento da Eucaristia aos protestantes. “Não se trata de uma intercomunhão no sentido de um convite recíproco geral para participar na Eucaristia e na Ceia do Senhor, mas de como tratamos a consciência pessoal de cada cristão católico ou protestante”, disse Bätzing à CNA Deutsch, agência de língua alemã do Grupo ACI. Em uma entrevista à KNA em abril, Bätzing disse que “daria a Comunhão a alguém que acredita no que nós católicos acreditamos e deseja receber o corpo do Senhor com fé na presença real de Jesus Cristo”. O bispo de Limburg instruiu os padres de sua diocese a dar a comunhão aos protestantes que a solicitassem desde que estes tivessem feito um exame de consciência. Na missa celebrada na catedral de Frankfurt, Bettina Limperg, luterana e presidente protestante do encontro ecumênico, recebeu a comunhão. O presidente católico do fórum, Thomas Stemberg, foi a um serviço protestante. Na conta de Twitter do encontro, Limperg foi questionada sobre “como era a Eucaristia”. Ela respondeu que se sentiu “muito bem-vinda” e naquele momento não “sentiu diferença alguma”. O reitor da catedral de Frankfurt, padre Johannes zu Eltz, pediu desculpas aos protestantes presentes na missa, porque frequentemente têm que lutar contra “a arrogância e a limitação do lado católico”. “Eu peço desculpas por isso e agradeço sua enorme paciência”. Em sua homilia, o sacerdote disse que se as igrejas e os cristãos “confiarem umas nas outras e em Deus, o mundo poderá experimentar um cristianismo mais convincente”. As homilias feitas por mulheres foram uma iniciativa da Federação das Católicas Alemãs (KFD na sigla em alemão), um grupo de mulheres católicas que participa do Caminho Sinodal. Membros da KFD assinalaram nesta segunda-feira 17 de maio o “Dia da Pregadora”, e como parte da iniciativa, 12 mulheres em 12 paróquias alemãs predicaram sobre o Evangelho no momento da homilia. O dia 17 de maio foi escolhido por ser a data em que a Igreja de Roma celebrava Andrônico e Júnia personagens do Novo Testamento citados por São Paulo na Epístola aos Romanos (6, 17): “Saudai Andrônico e Júnia, meus parentes e cativos comigo, os quais são ilustres entre os apóstolos e foram em Cristo antes de mim”, na tradução do padre Matos Soares. A KFD alega que a identidade de Júnia como mulher e como apóstola foi apagada na Igreja. Para a KFD o objetivo das homilias feitas por mulheres era incentivar “uma Igreja com igualdade de gênero” onde “as mulheres são chamadas a pregar”. “Ninguém tem o direito de negar-lhes este chamado só porque são mulheres”, diz a KDF. Fonte: ACI Digital Até agora nada aconteceu… No início da semana passada, mais de cem padres abençoaram casais gays por um desafio clara, esse era o objetivo, a responsabilidade da congregação pela Doutrina da Fé em 15 de março, na qual o dicastério doutrinário-garantidor afirmava claramente que casais do mesmo sexo não poderiam ser abençoados sob nenhuma circunstância; o documento, por sinal, foi endossado pelo Papa Francisco. Na Alemanha, houve muitos protestos sobre o documento e um grupo de padres os canalizou para o movimento liebegewinnt, vitórias amorosas, que anunciaram que ignorariam as diretrizes de Roma e, em um claro desafio, convocaram padres e paróquias a abençoar casais que pediram, incluindo, é claro, homossexuais, em 10 de maio. O Vaticano ficou em silêncio, os dias se passaram e, de fato, quando essa data chegou, alguns padres começaram a abençoar casais do mesmo sexo; na frente das câmeras, sem qualquer hesiting. Já estamos em 14 de maio e absolutamente nada aconteceu, nenhuma reação. O Cônego 751 do Código da Lei Canônica diz: “Chama-se heresia a negação pertinaz, depois de receber o batismo, de uma verdade a ser acreditada na fé divina e católica, ou dúvida pertinaz sobre ela; apostasia é a rejeição total da fé cristã; a rejeição da sujeição ao Sumo Pontífice ou comunhão com os membros da Igreja submetidos a ele. Podemos enfrentar um cisma? O padre Gero Weishaupt, advogado canônico e juiz do tribunal da Diocese de Colônia, respondeu a essas perguntas em um artigo que publicado na última sexta-feira. “A desobediência manifestada pela recusa em exercer a responsabilidade papal, portanto, rompe a unidade com o papa. É um ato de cisma, é claro com uma heresia subjacente, uma vez que a bênção das relações homossexuais expressa pelo menos a visão de que, além do casamento entre um homem e uma mulher, pode haver outras relações ordenadas à união sexual. Isso contradiz descaradamente a verdade revelada sobre o casamento (Gen 1:27: “Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homens e mulheres os criaram”) e a natureza essencial do ser humano, da qual o direito moral natural é derivado pela razão humana”, disse o padre alemão. Há as câmeras, os vídeos, os nomes dos padres – alguns fizeram declarações à imprensa, orgulhosos de sua façanha; houve o aviso feito, a data exata, em que as paróquias deveriam ser feitas; o Vaticano e os bispos locais poderiam ter feito avisos e preparado ações em caso de especificidades. Mas nada mesmo. silêncio. Por que ainda nada foi feito neste caso? Como é possível que os ministros de Cristo tenham desafiado o Vaticano abençoando o pecado diante das câmaras, descaradamente, e não há consequências? #Alemanha #AssembléiaSinodalAlemã #SínododaAlemanha
- Igreja histórica é roubada 3 vezes em menos de um mês e pároco pede ajuda
Sacerdote pede ajuda aos fiéis para poder adquirir materiais litúrgicos para retomada das celebrações religiosas. A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, patrimônio histórico cultural da cidade do Natal, foi alvo de arrombamento e roubo por três vezes em menos de um mês. O templo que fica localizado na Cidade Alta, foi invadido na última semana do mês de abril. Na primeira atuação, os suspeitos entraram pela porta lateral da igreja e levaram peças sacras utilizadas nos ritos das missas, batizados e casamentos. A porta da Igreja foi reforçada, mas ainda assim os ladrões retornaram no dia seguinte ao primeiro arrombamento, e dessa vez levaram mais castiçais usados nas celebrações, além de ventiladores, refletores de luz e um jato de água, objeto de limpeza dos utensílios. Uma semana depois da segunda invasão, aconteceu mais uma investida criminosa. Nesta última tentativa que aconteceu na sexta-feira (30), os criminosos forçaram a entrada no templo por outra porta, com uso de pé-de-cabra, e levaram o restante dos materiais litúrgicos da congregação e uma placa de ferro em comemoração à igreja que estava localizada na fachada. Na ação, os criminosos também roubaram objetos do Monsenhor Lucilio Machado, que foi reitor do Seminário de São Pedro (1958-1968), reitor da Catedral Metropolitana de Natal e também da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Ele faleceu ano passado em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral, aos 91 anos, e foi sepultado no local. Os objetos estavam dispostos dentro de um armário na igreja. Antes de saírem, os criminosos depredaram uma imagem de Nossa Senhora. Por ser um patrimônio histórico, o Pe. Valdir Cândido, que também é pároco no local, explicou que a maior dificuldade após os crimes é conseguir reformar os lugares que foram forçados no templo. “Como a estrutura da igreja é antiga, eu não posso chegar ali e mudar uma porta. Porque é tombado, é um patrimônio. Até para pintar eu preciso pedir autorização do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)”, relatou. Após as invasões, as portas apenas puderam ser reforçadas com ferrolhos e cadeados mais potentes. Depois do segundo atentado, o pároco, contratou uma empresa de segurança para monitorar a igreja. Como a companhia dá um prazo de cinco dias úteis para instalação dos equipamentos de vigilância, o recurso não estava ativo na noite do último arrombamento, ocorrido no dia 30. A instalação começou a ser feita na segunda-feira (3). Após o crime, a Igreja fez um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil, relatando os danos e listando os objetos perdidos. Alguns castiçais roubados foram encontrados pelo pároco em um site de vendas, com endereço no Ceará. A informação também foi repassada para a Polícia. Em contato com a assessoria da Polícia Civil, o órgão informou que o caso será investigado pela 2º Distrito Policial de Natal. O valor estimado com a perda dos materiais é de R$ 20 mil. A Arquidiocese de Natal lançou uma campanha entre os fiéis para arrecadação do dinheiro. No primeiro dia de campanha, já foi arrecadado mais de R$ 4 mil, notícia vista com muita alegria pelo administrador da Igreja. As pessoas podem contribuir tanto em oferta em conta, como encaminhando alguma ajuda material de material litúrgico. SERVIÇO Doações em dinheiro para compra dos itens roubados podem ser feitas através: Banco do Brasil Agência: 4194-7 Conta corrente: 10.553-8 CNPJ: 08.026.122/0066-04 ou Pix: 08.026.122/0066-04 O comprovante de depósito pode ser enviado para o WhatsApp da Arquidiocese de Natal: (84) 99624-0585.
- Igreja histórica é roubada 3 vezes em menos de um mês e pároco pede ajuda
Sacerdote pede ajuda aos fiéis para poder adquirir materiais litúrgicos para retomada das celebrações religiosas. A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, patrimônio histórico cultural da cidade do Natal, foi alvo de arrombamento e roubo por três vezes em menos de um mês. O templo que fica localizado na Cidade Alta, foi invadido na última semana do mês de abril. Na primeira atuação, os suspeitos entraram pela porta lateral da igreja e levaram peças sacras utilizadas nos ritos das missas, batizados e casamentos. A porta da Igreja foi reforçada, mas ainda assim os ladrões retornaram no dia seguinte ao primeiro arrombamento, e dessa vez levaram mais castiçais usados nas celebrações, além de ventiladores, refletores de luz e um jato de água, objeto de limpeza dos utensílios. Uma semana depois da segunda invasão, aconteceu mais uma investida criminosa. Nesta última tentativa que aconteceu na sexta-feira (30), os criminosos forçaram a entrada no templo por outra porta, com uso de pé-de-cabra, e levaram o restante dos materiais litúrgicos da congregação e uma placa de ferro em comemoração à igreja que estava localizada na fachada. Na ação, os criminosos também roubaram objetos do Monsenhor Lucilio Machado, que foi reitor do Seminário de São Pedro (1958-1968), reitor da Catedral Metropolitana de Natal e também da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Ele faleceu ano passado em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral, aos 91 anos, e foi sepultado no local. Os objetos estavam dispostos dentro de um armário na igreja. Antes de saírem, os criminosos depredaram uma imagem de Nossa Senhora. Por ser um patrimônio histórico, o Pe. Valdir Cândido, que também é pároco no local, explicou que a maior dificuldade após os crimes é conseguir reformar os lugares que foram forçados no templo. “Como a estrutura da igreja é antiga, eu não posso chegar ali e mudar uma porta. Porque é tombado, é um patrimônio. Até para pintar eu preciso pedir autorização do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)”, relatou. Após as invasões, as portas apenas puderam ser reforçadas com ferrolhos e cadeados mais potentes. Depois do segundo atentado, o pároco, contratou uma empresa de segurança para monitorar a igreja. Como a companhia dá um prazo de cinco dias úteis para instalação dos equipamentos de vigilância, o recurso não estava ativo na noite do último arrombamento, ocorrido no dia 30. A instalação começou a ser feita na segunda-feira (3). Após o crime, a Igreja fez um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil, relatando os danos e listando os objetos perdidos. Alguns castiçais roubados foram encontrados pelo pároco em um site de vendas, com endereço no Ceará. A informação também foi repassada para a Polícia. Em contato com a assessoria da Polícia Civil, o órgão informou que o caso será investigado pela 2º Distrito Policial de Natal. O valor estimado com a perda dos materiais é de R$ 20 mil. A Arquidiocese de Natal lançou uma campanha entre os fiéis para arrecadação do dinheiro. No primeiro dia de campanha, já foi arrecadado mais de R$ 4 mil, notícia vista com muita alegria pelo administrador da Igreja. As pessoas podem contribuir tanto em oferta em conta, como encaminhando alguma ajuda material de material litúrgico. SERVIÇO Doações em dinheiro para compra dos itens roubados podem ser feitas através: Banco do Brasil Agência: 4194-7 Conta corrente: 10.553-8 CNPJ: 08.026.122/0066-04 ou Pix: 08.026.122/0066-04 O comprovante de depósito pode ser enviado para o WhatsApp da Arquidiocese de Natal: (84) 99624-0585.
- O Dom de Línguas por São Tomás de Aquino
Os hereges pentecostais, defendem que a glossolalia praticada por eles constitui um reavivamento do miraculoso “falar em línguas” dos tempos apostólicos. Afetados por uma grave e profunda anestesia intelectual os pentecostais adoram enrolar a língua para impressionar as mentes incultas e impressionáveis. Histéricos e sentimentais, os pentecostais se gabam de manifestarem o dom do Espírito Santo, enrolando “epileticamente” a língua como sinal da presença da ação do Espírito. Enganam-se a si mesmos, senão enganados por um espírito diabólico. Santo Tomás de Aquino, ao comentar o Capítulo XIV da primeira carta de São Paulo aos Coríntios, escreveu: “Quanto ao dom de línguas, devemos saber que como na Igreja primitiva eram poucos os consagrados para pregar ao mundo a Fé em Cristo, a fim de que mais facilmente e a muitos se anunciasse a palavra de Deus, o Senhor lhes deu o dom de línguas” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pag 178.) Vê-se, portanto, que o dom de línguas foi dado aos primeiros cristãos para que anunciassem a religião verdadeira com mais facilidade. Os Coríntios, por sua vez, desvirtuaram o verdadeiro sentido do dom de línguas: “Porém, os coríntios, que eram de indiscreta curiosidade, prefeririam esse dom ao dom de profecia. E aqui, por ‘falar em línguas’ o Apóstolo entende que em língua desconhecida e não explicada: como se alguém falasse em língua teutônica a um galês, sem explicá-la; esse tal fala em línguas. E também é falar em línguas o falar de visões tão somente, sem explicá-las, de modo que toda locução não entendia, não explicada, qualquer quer seja, é propriamente falar em língua” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 178-179.). Temos aqui uma consideração importante. Para São Tomás, o “falar em línguas” pode ser entendido de duas formas: a) falar em uma língua desconhecida, mas existente, como no caso de Pentecostes, no qual pessoas de várias línguas compreendiam o que os apóstolos pregavam. b) a pregação ou oração sobre visões ou símbolos. E o doutor angélico confirma isso mais adiante: “ ‘suponhamos que eu vá até vós falando em línguas’ (I Co 14, 6). O qual pode entender-se de duas maneiras, isto é, ou em línguas desconhecidas, ou a letra com qualquer símbolos desconhecidos” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 183.) Haja vista que a primeira forma de falar em línguas é suficientemente clara – ou seja, que é um milagre pelo qual uma pessoa, que tem por ofício pregar às almas, fala numa língua existente sem nunca a ter estudado – consideremos a segunda forma de manifestação desse dom, segundo São Tomás. Neste caso, falar em línguas é uma simples predicação numa linguagem pouco clara, como, por exemplo, falar sobre símbolos, visões, em parábolas, etc: “(…) se se fala em línguas, ou seja, sobre visões, sonhos (…)” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 208.). E ainda: [lhes falarei] “ ‘Em línguas estranhas’, isto é, lhes falarei obscura e em forma de parábolas” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 200.) “(…) em línguas, isto é, por figuras e com lábios (…)” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 200.) Quem assim procede, isto é, usa de símbolos nas práticas espirituais, tem o mérito próprio da prática de um ato de piedade. Caso o indivíduo compreenda racionalmente o que diz, lucra, além do mérito, o fruto intelectual da ação. Quem reza o Pai-Nosso, por exemplo, mesmo sem compreender perfeitamente o valor de suas petições, tem o mérito próprio da boa ação de rezar. Por outro lado, quem reza o Pai-Nosso com o conhecimento de seu significado mais profundo, lucra, além do mérito, a consolação intelectual da compreensão de uma verdade espiritual. Por esse motivo, São Paulo exorta aos que “falam em línguas” – ou seja, que usam símbolos nos atos de piedade – para que peçam também o dom de “interpretar as línguas”, quer dizer, de compreender o que diz por meio simbólico, afim de que possa ganhar, além do mérito, a compreensão racional do ato. No que se refere ao uso público do dom de línguas, o Apóstolo determina que ele nunca deve ser usado sem que haja intérprete, ou seja, sem que haja quem explique os símbolos para os que não os compreendem. Comentado o versículo 27, no qual São Paulo exorta que não falem em línguas mais que dois ou três durante o culto público, diz São Tomas: “É de notar-se que este costume até agora (…) se conserva na Igreja. Por que as leituras, epístolas e evangelhos temos em lugar das línguas, e por isso na Missa falam dois (…) as coisas que pertencem ao dom de línguas, isto é, a Epístola e o Evangelho” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 208). Para São Tomás, a leitura da Epístola e do santo Evangelho, na Missa, são a forma de “falar em línguas” que a Igreja conservou dos tempos apostólicos! Nada mais contrário ao delírio pentecostal carismático! Ora, no que diz respeito a “interpretação das línguas”, na Missa, depois da Epístola e do Evangelho, o padre faz o sermão, pelo qual explica os símbolos dos textos sagrados que foram lidos. O sermão é, pois, a ‘interpretação das línguas’ (Epístola e Evangelho) que foram faladas na Missa. Fica, portanto, bastante claro o verdadeiro significado do dom de línguas, que nada mais é do que: 1 – o milagre de pregar o Evangelho numa língua sem a ter estudado ou 2 – o simples fato de usar uma linguagem simbólica na vida espiritual, seja na oração particular, seja na oração pública, sendo que nesta última é necessário alguém que “interprete as línguas”, ou seja, que explique o significado dos símbolos ao povo, função dos ministros da Igreja. Retirado do blog A Fé Explicada Leia também O que a Igreja Católica ensina sobre o Dom de Línguas?
- O Dom de Línguas por São Tomás de Aquino
Os hereges pentecostais, defendem que a glossolalia praticada por eles constitui um reavivamento do miraculoso “falar em línguas” dos tempos apostólicos. Afetados por uma grave e profunda anestesia intelectual os pentecostais adoram enrolar a língua para impressionar as mentes incultas e impressionáveis. Histéricos e sentimentais, os pentecostais se gabam de manifestarem o dom do Espírito Santo, enrolando “epileticamente” a língua como sinal da presença da ação do Espírito. Enganam-se a si mesmos, senão enganados por um espírito diabólico. Santo Tomás de Aquino, ao comentar o Capítulo XIV da primeira carta de São Paulo aos Coríntios, escreveu: “Quanto ao dom de línguas, devemos saber que como na Igreja primitiva eram poucos os consagrados para pregar ao mundo a Fé em Cristo, a fim de que mais facilmente e a muitos se anunciasse a palavra de Deus, o Senhor lhes deu o dom de línguas” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pag 178.) Vê-se, portanto, que o dom de línguas foi dado aos primeiros cristãos para que anunciassem a religião verdadeira com mais facilidade. Os Coríntios, por sua vez, desvirtuaram o verdadeiro sentido do dom de línguas: “Porém, os coríntios, que eram de indiscreta curiosidade, prefeririam esse dom ao dom de profecia. E aqui, por ‘falar em línguas’ o Apóstolo entende que em língua desconhecida e não explicada: como se alguém falasse em língua teutônica a um galês, sem explicá-la; esse tal fala em línguas. E também é falar em línguas o falar de visões tão somente, sem explicá-las, de modo que toda locução não entendia, não explicada, qualquer quer seja, é propriamente falar em língua” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 178-179.). Temos aqui uma consideração importante. Para São Tomás, o “falar em línguas” pode ser entendido de duas formas: a) falar em uma língua desconhecida, mas existente, como no caso de Pentecostes, no qual pessoas de várias línguas compreendiam o que os apóstolos pregavam. b) a pregação ou oração sobre visões ou símbolos. E o doutor angélico confirma isso mais adiante: “ ‘suponhamos que eu vá até vós falando em línguas’ (I Co 14, 6). O qual pode entender-se de duas maneiras, isto é, ou em línguas desconhecidas, ou a letra com qualquer símbolos desconhecidos” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 183.) Haja vista que a primeira forma de falar em línguas é suficientemente clara – ou seja, que é um milagre pelo qual uma pessoa, que tem por ofício pregar às almas, fala numa língua existente sem nunca a ter estudado – consideremos a segunda forma de manifestação desse dom, segundo São Tomás. Neste caso, falar em línguas é uma simples predicação numa linguagem pouco clara, como, por exemplo, falar sobre símbolos, visões, em parábolas, etc: “(…) se se fala em línguas, ou seja, sobre visões, sonhos (…)” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 208.). E ainda: [lhes falarei] “ ‘Em línguas estranhas’, isto é, lhes falarei obscura e em forma de parábolas” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 200.) “(…) em línguas, isto é, por figuras e com lábios (…)” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 200.) Quem assim procede, isto é, usa de símbolos nas práticas espirituais, tem o mérito próprio da prática de um ato de piedade. Caso o indivíduo compreenda racionalmente o que diz, lucra, além do mérito, o fruto intelectual da ação. Quem reza o Pai-Nosso, por exemplo, mesmo sem compreender perfeitamente o valor de suas petições, tem o mérito próprio da boa ação de rezar. Por outro lado, quem reza o Pai-Nosso com o conhecimento de seu significado mais profundo, lucra, além do mérito, a consolação intelectual da compreensão de uma verdade espiritual. Por esse motivo, São Paulo exorta aos que “falam em línguas” – ou seja, que usam símbolos nos atos de piedade – para que peçam também o dom de “interpretar as línguas”, quer dizer, de compreender o que diz por meio simbólico, afim de que possa ganhar, além do mérito, a compreensão racional do ato. No que se refere ao uso público do dom de línguas, o Apóstolo determina que ele nunca deve ser usado sem que haja intérprete, ou seja, sem que haja quem explique os símbolos para os que não os compreendem. Comentado o versículo 27, no qual São Paulo exorta que não falem em línguas mais que dois ou três durante o culto público, diz São Tomas: “É de notar-se que este costume até agora (…) se conserva na Igreja. Por que as leituras, epístolas e evangelhos temos em lugar das línguas, e por isso na Missa falam dois (…) as coisas que pertencem ao dom de línguas, isto é, a Epístola e o Evangelho” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 208). Para São Tomás, a leitura da Epístola e do santo Evangelho, na Missa, são a forma de “falar em línguas” que a Igreja conservou dos tempos apostólicos! Nada mais contrário ao delírio pentecostal carismático! Ora, no que diz respeito a “interpretação das línguas”, na Missa, depois da Epístola e do Evangelho, o padre faz o sermão, pelo qual explica os símbolos dos textos sagrados que foram lidos. O sermão é, pois, a ‘interpretação das línguas’ (Epístola e Evangelho) que foram faladas na Missa. Fica, portanto, bastante claro o verdadeiro significado do dom de línguas, que nada mais é do que: 1 – o milagre de pregar o Evangelho numa língua sem a ter estudado ou 2 – o simples fato de usar uma linguagem simbólica na vida espiritual, seja na oração particular, seja na oração pública, sendo que nesta última é necessário alguém que “interprete as línguas”, ou seja, que explique o significado dos símbolos ao povo, função dos ministros da Igreja. Retirado do blog A Fé Explicada Leia também O que a Igreja Católica ensina sobre o Dom de Línguas?
- Bispo militar do Peru pede ajuda de Deus para livrar seu país do comunismo
O ordinário militar do Peru, Dom Juan Carlos Vera Plascencia, pediu a Deus que libertasse o país da ameaça do comunismo. A nota foi feita pelo bispo peruano como uma opinião pessoal e informal, publicada nas redes sociais e no site da Federação de Jornalistas do Peru, em 17 de maio. ACI Prensa consultou uma autoridade militar que confirmou que se tratava de um comentário informal, mas o bispo Vera aceitou que a declaração fosse divulgada, considerando as circunstâncias extremas que o Peru atravessa. “Acredito que não podemos e nem devemos homenagear um comunista. Estaríamos assim sendo cúmplices da tragédia vivida com os grupos terroristas Sendero Luminoso e MRTA”, disse o bispo em seu comentário pessoal. Dom Vera fez seu comentário diante da situação eleitoral do Peru. No dia 6 de junho, será realizado o segundo turno das eleições que definirão o próximo presidente do país. Segundo a última pesquisa de intenção de voto da Ipsos, Pedro Castillo, candidato do partido comunista Perú Libre, teria 51,1% dos votos válidos. Castillo liderou a greve dos professores de 2017, que deixou os alunos das escolas públicas sem aulas por meses. A candidata oponente de Castillo é de direita e se chama Keiko Fujimori, do Partido Fuerza Popular. Investigada por suposta lavagem de dinheiro, Keiko Fujimori teria 48,9% dos votos válidos, segundo a Ipsos, com 14,7% de votos nulos ou em branco. “Eu sei o que é o Sendero. Vivi em Puquio, Ayacucho, de 1987 a 1990. Vi como eles matavam sem piedade as pessoas dos povoados, com pedras na cabeça… em uma emboscada, dinamitaram a 10 jovens do Exército. Meu Deus! Que tempos eu vivi, recolhendo os pedaços dos corpos dos jovens soldados peruanos”, afirmou o bispo. Depois, dom Vera lembrou algo que ocorreu em 1988, quando foi ordenado sacerdote. “O Sendero Luminoso quase me matou. O povo me abraçou antes do tiroteio e aquilo me salvou. A Igreja sempre esteve lá presente, através dos sacerdotes, e nunca foi embora de lá. Ficamos por decisão própria, porque o povo precisava de um acompanhamento espiritual”. No comentário pessoal e informal, dom Vera afirmou que “esta situação traz a lembrança de todo o meu passado. Keiko é a única opção. Ela terá a oportunidade de reparar o passado, como Alan García o fez em seu momento, e acredito que ela lutará por um Peru livre e independente. Castillo não! Porque tirará as opções de liberdade dos peruanos e seremos submetidos, como Cuba, Bolívia e Venezuela. Seremos terra de ninguém e um campo de batalha comunista”. “Nossa pátria corre um grande risco de perder a sua identidade e, principalmente, a sua religiosidade católica. Peçamos ao Senhor dos Milagres e à Bem-aventurada Virgem das Mercês que nos livre do comunismo”, conclui o Ordinário Militar em seu comentário pessoal. Há poucos dias, Castillo desafiou Fujimori para um debate que seria realizado na prisão feminina de Santa Mônica, onde a candidata foi mantida em prisão preventiva por mais de um ano. Fujimori aceitou o desafio e propôs que o debate ocorresse no sábado, 15 de maio, às 15h00. No entanto, Castillo, ignorando a sua própria proposta, disse que não compareceria ao debate e não compareceu mesmo. Castillo preferiu visitar a rua Gamarra, um empório de negócios localizado no distrito de La Victoria, enquanto Keiko Fujimori esperava por ele do lado de fora da prisão feminina. Como Castillo não apareceu, a candidata realizou um comício diante das pessoas que estavam presentes. Fonte: ACI Digital
- Bispo militar do Peru pede ajuda de Deus para livrar seu país do comunismo
O ordinário militar do Peru, Dom Juan Carlos Vera Plascencia, pediu a Deus que libertasse o país da ameaça do comunismo. A nota foi feita pelo bispo peruano como uma opinião pessoal e informal, publicada nas redes sociais e no site da Federação de Jornalistas do Peru, em 17 de maio. ACI Prensa consultou uma autoridade militar que confirmou que se tratava de um comentário informal, mas o bispo Vera aceitou que a declaração fosse divulgada, considerando as circunstâncias extremas que o Peru atravessa. “Acredito que não podemos e nem devemos homenagear um comunista. Estaríamos assim sendo cúmplices da tragédia vivida com os grupos terroristas Sendero Luminoso e MRTA”, disse o bispo em seu comentário pessoal. Dom Vera fez seu comentário diante da situação eleitoral do Peru. No dia 6 de junho, será realizado o segundo turno das eleições que definirão o próximo presidente do país. Segundo a última pesquisa de intenção de voto da Ipsos, Pedro Castillo, candidato do partido comunista Perú Libre, teria 51,1% dos votos válidos. Castillo liderou a greve dos professores de 2017, que deixou os alunos das escolas públicas sem aulas por meses. A candidata oponente de Castillo é de direita e se chama Keiko Fujimori, do Partido Fuerza Popular. Investigada por suposta lavagem de dinheiro, Keiko Fujimori teria 48,9% dos votos válidos, segundo a Ipsos, com 14,7% de votos nulos ou em branco. “Eu sei o que é o Sendero. Vivi em Puquio, Ayacucho, de 1987 a 1990. Vi como eles matavam sem piedade as pessoas dos povoados, com pedras na cabeça… em uma emboscada, dinamitaram a 10 jovens do Exército. Meu Deus! Que tempos eu vivi, recolhendo os pedaços dos corpos dos jovens soldados peruanos”, afirmou o bispo. Depois, dom Vera lembrou algo que ocorreu em 1988, quando foi ordenado sacerdote. “O Sendero Luminoso quase me matou. O povo me abraçou antes do tiroteio e aquilo me salvou. A Igreja sempre esteve lá presente, através dos sacerdotes, e nunca foi embora de lá. Ficamos por decisão própria, porque o povo precisava de um acompanhamento espiritual”. No comentário pessoal e informal, dom Vera afirmou que “esta situação traz a lembrança de todo o meu passado. Keiko é a única opção. Ela terá a oportunidade de reparar o passado, como Alan García o fez em seu momento, e acredito que ela lutará por um Peru livre e independente. Castillo não! Porque tirará as opções de liberdade dos peruanos e seremos submetidos, como Cuba, Bolívia e Venezuela. Seremos terra de ninguém e um campo de batalha comunista”. “Nossa pátria corre um grande risco de perder a sua identidade e, principalmente, a sua religiosidade católica. Peçamos ao Senhor dos Milagres e à Bem-aventurada Virgem das Mercês que nos livre do comunismo”, conclui o Ordinário Militar em seu comentário pessoal. Há poucos dias, Castillo desafiou Fujimori para um debate que seria realizado na prisão feminina de Santa Mônica, onde a candidata foi mantida em prisão preventiva por mais de um ano. Fujimori aceitou o desafio e propôs que o debate ocorresse no sábado, 15 de maio, às 15h00. No entanto, Castillo, ignorando a sua própria proposta, disse que não compareceria ao debate e não compareceu mesmo. Castillo preferiu visitar a rua Gamarra, um empório de negócios localizado no distrito de La Victoria, enquanto Keiko Fujimori esperava por ele do lado de fora da prisão feminina. Como Castillo não apareceu, a candidata realizou um comício diante das pessoas que estavam presentes. Fonte: ACI Digital
- A MORALIDADE DAS VACINAS QUE POSSUEM LIGAÇÃO COM ABORTOS VOLUNTÁRIOS
Quatro vacinas atualmente utilizadas contra a covid, na Europa, valeram-se, no processo de desenvolvimento e produção, de linhas celulares derivadas de tecidos humanos, obtidos de dois abortos voluntários ocorridos algumas décadas atrás, nos anos setenta e oitenta (o que não é novidade na indústria de remédios). A vacina da Astrazeneca (desenvolvida pela Universidade de Oxford e em utilização no Brasil) utilizou a linhagem celular HEK293 na fase de pesquisa e desenvolvimento. Além disso, utiliza-o, ainda, na fase de produção da vacina. (HEK, na sigla, significa “Rim embrionário humano”; e a cifra 293 indica que foi o experimento nº 293 do Dr. Frank Graham, no laboratório holandês de Alex van der Eb, proveniente de menina saudável abortada na Holanda, no início da década de 1970). A vacina da Johnson & Johnson também utilizou, em fase de pesquisa e desenvolvimento, e ainda utiliza, na fase de produção de vacinas, a linhagem celular fetal PER.C6, proveniente de bebê sadio, abortado em 1985 com 18 semanas de vida (já no quinto mês de gestação). Além da Astrazeneca e da Johnson & Johnson, também a vacina da Pfizer utilizou, na fase de pesquisa e desenvolvimento da vacina, bem como na fase de teste, a mesma linhagem fetal HEK293. O mesmo ocorreu com a vacina da Moderna, que usou a linhagem celular HEK293 na fase de pesquisa e desenvolvimento da vacina. Essas informações se encontram no site da Children of God for life , associação católica americana que trabalha contra a exploração dos restos mortais de crianças abortadas. Observe-se que não foram abortos praticados em vista da produção de vacinas, nem de células originais desses embriões, mas de “células descendentes” delas, conservadas com vida nos laboratórios. As células, retiradas desses embriões, podem se reproduzir indefinidamente — não existiriam, portanto, não fossem os dois bebês eliminados nos anos setenta e oitenta. Algumas perguntas são inevitáveis. Ao “imortalizar” essas células, os cientistas de algum modo mão “imortalizaram” o grave pecado cometido contra aqueles dois minúsculos seres humanos impedidos de viver? A gravidade do ato imoral diminui quando se sabe que a fabricação das vacinas anti-covid não exigiu o sacrifício aqueles dois abortos? Os cientistas, que se aproveitaram de uma realidade já pré-existente (as “células descendentes” dos abortos), estarão isentos de responsabilidade moral, uma vez que exploraram restos mortais de crianças abortadas? As respostas não são fáceis. Pode-se argumentar que uma coisa é valer-se de um órgão de uma pessoa falecida (seja por morte natural ou não) para pesquisas científicas, desde que com autorização dos parentes; e outra, bem diferente, é a torpe utilização de restos mortais de bebês que foram abortados voluntariamente como parte de um sórdido negócio — parece filme de terror, mas é real — em que, de um lado, entram mulheres que engravidam exclusivamente para esse fim e, de outro, laboratórios que compram os órgãos extraídos dessas crianças. Como saber quando se trata de uma coisa ou de outra, já que a proveniência das células jamais virá mencionada na bula do remédio? Independentemente, porém, da resposta, a verdade é que já se considera o uso de fetos abortados uma normalidade para pesquisas científicas (não só visando a produção de medicamentos, mas também de adoçantes, aromatizantes artificiais e até cosméticos), e é aqui que reside o problema: criar-se uma mentalidade bastante condescendente para com esse fato imoral, desde que o fim seja o mais desejável dos bens: a salvação de vidas humanas. Por causa de dúvidas e questionamentos dessa espécie, que não cessavam de chegar ao Vaticano, a Congregação para a Doutrina da Fé publicou, em dezembro de 2020, uma “Nota sobre a moralidade do uso de algumas vacinas anticovid-19”, que despertou suspiros de alívio ou reservas. Aqui pode ser lido o documento da Santa Sé que, em síntese, diz o seguinte: “…quando não estiverem disponíveis vacinas contra a Covid-19 eticamente inquestionáveis (por exemplo, em países onde não forem postas à disposição dos médicos e dos doentes vacinas desprovidas de problemas éticos, ou onde a sua distribuição for mais difícil por causa de particulares condições de conservação e transporte, ou quando forem distribuídos vários tipos de vacinas no mesmo país, mas as autoridades médicas não permitirem aos cidadãos escolher a vacina a inocular), é moralmente aceitável utilizar as vacinas anticovid-19 que tiverem utilizado linhas celulares de fetos abortados no seu processo de investigação e produção.” (§ 5º do documento “Nota sobre a moralidade do uso de algumas vacinas anticovid-19”, da Congregação para a Doutrina da Fé) Segundo o documento, a razão fundamental para considerar moralmente lícito o uso destas vacinas é que é remota, da parte de quem as utiliza, a cooperação com o mal do aborto. É uma “cooperação material passiva”, que não necessita ser evitada se houver um grave e incontornável perigo de propagação de um grave agente patogénico. Essa “cooperação material passiva” é diferente do que ocorre com as pessoas que, nas empresas farmacêuticas, participaram diretamente das experiências. E, mesmo entre esses, não é igual a responsabilidade, por exemplo, dos que decidem a orientação da produção e a dos que não têm nenhum poder de decisão. Afirma, ainda, o documento que “a vacinação não é uma obrigação moral e, por conseguinte, deve ser voluntária”, porém “quantos, por motivos de consciência, rejeitam as vacinas produzidas com linhas celulares derivadas de fetos abortados, devem esforçar-se para evitar, com outros meios profiláticos e comportamentos idóneos, de se tornar veículos de transmissão do agente contagioso”. Curiosamente, entre as vozes favoráveis ao documento encontra-se a do historiador italiano Roberto de Mattei, um tradicionalista que não tem poupado críticas ao Papa Francisco. Já o Bispo Athanasius Schneider, que pensa como de Mattei em relação ao atual pontificado, discorda do documento e acredita que o católico não deve utilizar tais vacinas.
- Você sabia que o “Respeito Humano” é pecado?
De certo ângulo, o “respeito humano” parece uma coisa boa. Afinal, devemos respeitar, honrar e valorizar-nos uns aos outros. O problema é quando nos preocupamos mais com o que as pessoas pensam de nós do que com a vontade de Deus a nosso respeito. De certo ângulo, o “respeito humano” parece uma coisa boa. Afinal, devemos respeitar, honrar e valorizar-nos uns aos outros. O que, então, significa o pecado do respeito humano? É aquele pecado em que tememos o homem mais do que a Deus ; estamos mais preocupados com o que as pessoas pensam de nós do que com o que Deus pensa de nós. Este é um medo profano e pecaminoso, que está na raiz de muitos de nossos pecados, tanto de obras quanto de omissão. Consideremos alguns exemplos: Um homem se dirige a um grupo de colegas de trabalho que estão falando sobre o chefe e também, de forma inadequada, sobre algumas mulheres do escritório. Ele sabe que os comentários depreciativos sobre o chefe são injustos ou até mesmo falsos. Ele também sabe que falar sobre as mulheres do escritório usando imagens sexuais grosseiras e referências lascivas é errado. Mas, por querer “se encaixar”, ele entra na conversa e participa do que sabe que está errado. Ele ri das piadas inapropriadas e não tenta dirigir a conversa em uma direção mais apropriada. Ele faz isso porque tem medo de ser rejeitado e está mais preocupado com o que seus colegas de trabalho pensam dele do que com o que Deus pensa dele . Ele teme o homem mais do que a Deus. O fato de Deus estar descontente com suas ações é menos importante do que qualquer colega. Uma jovem mulher sabe que sexo antes do casamento é errado e desagradável a Deus. No entanto, ela já namorou vários homens e dormiu com a maioria deles. Ela faz isso, em parte, porque teme ser rejeitada. Talvez, se ela não ceder aos desejos dos rapazes que namora, eles a rejeitem e ela fique sozinha. Ela acha que uma mulher “tem que fazer isso” para ser popular e desejável. Ela teme o homem mais do que a Deus. O que os outros pensam é mais importante para ela do que o que Deus pensa. Ela pode muito bem minimizar a importância de seu pecado dizendo a si mesma: “Bem, Deus entende”. Mas, ao mesmo tempo, maximiza a importância de acabar desagradando a homens fracos e falíveis, pensando que desagradá-los seria uma catástrofe . Ela respeita — isto é, teme — o homem mais do que a Deus. Um padre de uma paróquia tem um mandato de Deus e da Igreja para pregar em seu nome, mas ele reluta em pregar as coisas “difíceis”. Afinal, falar de coisas como aborto, fornicação, divórcio, contracepção, homossexualidade e eutanásia deixa algumas pessoas chateadas. Ele teme isso, tem medo de ofender as pessoas, tem medo de ser mal interpretado. Uma vez, quando falou sobre o aborto (porque o bispo mandara), alguns paroquianos vieram até ele e disseram que ele não deveria trazer política para o púlpito. Certa feita, quando pregou sobre o problema do divórcio (o tema do Evangelho daquele dia), uma mulher (divorciada) se aproximou dele após a Missa dizendo que se sentia magoada e “excluída”. Experiências como essas levaram o padre a “jogar com segurança”. Ele sempre começa a homilia com uma piada e as pessoas parecem amá-lo por isso. Ele escolhe pregar apenas sobre abstrações e generalidades. Ele exorta as pessoas a serem um pouco mais gentis, um pouco mais generosas, mas evita ser específico . Ele faz isso porque teme mais o homem do que a Deus. Que Deus possa ficar triste por seu povo não estar ouvindo a verdade sobre questões morais importantes ou recebendo instrução adequada é um medo vago e distante para esse sacerdote; mas uma pessoa levantando a sobrancelha ao que ele diz é o suficiente para lhe amargar a semana inteira . Por isso, ele fica em silêncio como profeta, e passa a agradar as pessoas. Ele respeita — teme — o homem mais do que a Deus. Uma mãe sabe que deve criar seus filhos no temor do Senhor e educá-los de maneira piedosa, mas, oh! os protestos quando ela os manda fazer as tarefas, ou ir para a cama, ou fazer o dever de casa! É ruim suportar a raiva e a decepção deles. Ela também se lembra de como seus pais foram severos e de como ela jurou que seria mais amigável com os próprios filhos. Então, aos poucos, ela vai deixando sua autoridade diminuir, e os filhos, na maioria das vezes, conseguem o que querem . O marido não tem pulso firme e quer ser visto como um “cara legal” pelos filhos e amigos. A insistência de Deus na oração, disciplina e respeito pelos mais velhos dá lugar ao que os filhos desejam. O mais velho, adolescente, não quer mais ir à Missa. Mas, afinal, “você não pode impor a religião às crianças”, pensam. Aqui também os pais temem mais os filhos do que a Deus. Têm mais respeito pelos filhos do que por Deus. Eis alguns exemplos do pecado do respeito humano. Isso está profundamente presente em nossa natureza ferida e leva a muitos outros pecados . Muitas pessoas estão desesperadas por atenção, respeito, aceitação e aprovação de outros. Muitas delas, porém (até mesmo religiosos praticantes), relutam em se preocupar com o que Deus pensa deles ou se Ele aprova seu comportamento. O pecado do respeito humano é aquele em que tememos o homem mais do que a Deus. Deus tem uma solução direta para isso: devemos temê-lo, e a ninguém mais. Há um velho ditado que diz: “Se eu me ajoelhar diante de Deus, poderei estar de pé diante de qualquer homem”. É mais fácil temer (respeitar) um só do que muitos. Quanto mais aprendemos a temer (respeitar) a Deus, menos nos preocupamos com o que os outros pensam . Este não é um convite para se tornar um sociopata, que não se importa com o que os outros pensam. Devemos ser educados, cuidar de nós mesmos e não provocar brigas intencionalmente. Mas, no fim das contas, somos instruídos pelo Senhor a nos libertar do terrível medo daquilo que os outros pensam. Dizer que essa é uma solução simples refere-se mais à sua descrição que à sua execução. Porque, com efeito, não é fácil livrar-se desse impulso tão profundo; na verdade, leva a vida toda. O primeiro passo para a cura é admitir que temos um problema . Então, começamos a vê-lo como realmente é, entender seus movimentos e permitir que o Senhor nos liberte continuamente. Sejamos também claros: o temor do Senhor aconselhado aqui não é um temor servil e acovardado. Se, porém, isso é tudo o que uma pessoa pode dar agora, é melhor do que não ter medo algum! A verdadeira finalidade é termos um temor filial de Deus, temendo ofendê-lo porque o amamos. Este tipo de medo do Senhor nos mantém deslumbrados. Trata-se de ter uma reverência a Ele, enraizada em um profundo amor e gratidão . Por causa desse amor e gratidão, tememos ofendê-lo mais do que ofender a qualquer outro [1]. Talvez algumas citações da Escritura, que tratam de vários aspectos do problema do respeito humano e do remédio do santo temor, sejam uma conclusão adequada para esta reflexão: “Pelo temor do Senhor evita-se o mal” ( Pr 16, 6). “Que teu coração não inveje os pecadores, mas permaneça sempre no temor do Senhor” ( Pr 23, 17). “ Vale mais o pouco com o temor do Senhor que um grande tesouro com a inquietação ” ( Pv 15, 16). “O seu temor, sempre presente aos vossos olhos, vos preserve de pecar” ( Ex 20, 20). “Terrível sois, quem vos poderá resistir, diante do furor de vossa cólera” ( Sl 75, 8). “Terrível é Deus na assembleia dos santos, maior e mais tremendo que todos os que o cercam” ( Sl 88, 8). “Eu, que me tinha deitado e adormecido, levanto-me, porque o Senhor me sustenta. Nada temo diante desta multidão de povo, que de todos os lados se dirige contra mim” ( Sl 3, 6s). “Eu lhes darei um só coração e um mesmo destino, a fim de que sempre me reverenciem, para o seu próprio bem e de seus descendentes” ( Jr 32, 39). “Aproximaram-se dele e disseram-lhe: ‘Mestre, sabemos que és sincero e que não lisonjeias a ninguém; porque não olhas para as aparências dos homens, mas ensinas o caminho de Deus segundo a verdade’” ( Mc 12, 14). “ Ai de vós, quando vos louvarem os homens, porque assim faziam os pais deles aos falsos profetas! ” ( Lc 6, 26). “Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na sua glória, na glória de seu Pai e dos santos anjos” ( Lc 9, 26). “Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena” ( Mt 10, 28). “ Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós . Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia” ( Jo 15, 18s). “A mim pouco se me dá ser julgado por vós ou por tribunal humano, pois nem eu me julgo a mim mesmo. De nada me acusa a consciência; contudo, nem por isso sou justificado. Meu juiz é o Senhor” ( 1Cor 4, 3s). “De ora em diante ninguém me moleste, porque trago em meu corpo as marcas de Jesus” ( Gl 6, 17). “Compenetrados do temor do Senhor, procuramos persuadir os homens. Estamos a descoberto aos olhos de Deus, e espero que o estejamos também ante as vossas consciências” ( 2Cor 5, 11).
- Você sabia que o “Respeito Humano” é pecado?
De certo ângulo, o “respeito humano” parece uma coisa boa. Afinal, devemos respeitar, honrar e valorizar-nos uns aos outros. O problema é quando nos preocupamos mais com o que as pessoas pensam de nós do que com a vontade de Deus a nosso respeito. De certo ângulo, o “respeito humano” parece uma coisa boa. Afinal, devemos respeitar, honrar e valorizar-nos uns aos outros. O que, então, significa o pecado do respeito humano? É aquele pecado em que tememos o homem mais do que a Deus ; estamos mais preocupados com o que as pessoas pensam de nós do que com o que Deus pensa de nós. Este é um medo profano e pecaminoso, que está na raiz de muitos de nossos pecados, tanto de obras quanto de omissão. Consideremos alguns exemplos: Um homem se dirige a um grupo de colegas de trabalho que estão falando sobre o chefe e também, de forma inadequada, sobre algumas mulheres do escritório. Ele sabe que os comentários depreciativos sobre o chefe são injustos ou até mesmo falsos. Ele também sabe que falar sobre as mulheres do escritório usando imagens sexuais grosseiras e referências lascivas é errado. Mas, por querer “se encaixar”, ele entra na conversa e participa do que sabe que está errado. Ele ri das piadas inapropriadas e não tenta dirigir a conversa em uma direção mais apropriada. Ele faz isso porque tem medo de ser rejeitado e está mais preocupado com o que seus colegas de trabalho pensam dele do que com o que Deus pensa dele . Ele teme o homem mais do que a Deus. O fato de Deus estar descontente com suas ações é menos importante do que qualquer colega. Uma jovem mulher sabe que sexo antes do casamento é errado e desagradável a Deus. No entanto, ela já namorou vários homens e dormiu com a maioria deles. Ela faz isso, em parte, porque teme ser rejeitada. Talvez, se ela não ceder aos desejos dos rapazes que namora, eles a rejeitem e ela fique sozinha. Ela acha que uma mulher “tem que fazer isso” para ser popular e desejável. Ela teme o homem mais do que a Deus. O que os outros pensam é mais importante para ela do que o que Deus pensa. Ela pode muito bem minimizar a importância de seu pecado dizendo a si mesma: “Bem, Deus entende”. Mas, ao mesmo tempo, maximiza a importância de acabar desagradando a homens fracos e falíveis, pensando que desagradá-los seria uma catástrofe . Ela respeita — isto é, teme — o homem mais do que a Deus. Um padre de uma paróquia tem um mandato de Deus e da Igreja para pregar em seu nome, mas ele reluta em pregar as coisas “difíceis”. Afinal, falar de coisas como aborto, fornicação, divórcio, contracepção, homossexualidade e eutanásia deixa algumas pessoas chateadas. Ele teme isso, tem medo de ofender as pessoas, tem medo de ser mal interpretado. Uma vez, quando falou sobre o aborto (porque o bispo mandara), alguns paroquianos vieram até ele e disseram que ele não deveria trazer política para o púlpito. Certa feita, quando pregou sobre o problema do divórcio (o tema do Evangelho daquele dia), uma mulher (divorciada) se aproximou dele após a Missa dizendo que se sentia magoada e “excluída”. Experiências como essas levaram o padre a “jogar com segurança”. Ele sempre começa a homilia com uma piada e as pessoas parecem amá-lo por isso. Ele escolhe pregar apenas sobre abstrações e generalidades. Ele exorta as pessoas a serem um pouco mais gentis, um pouco mais generosas, mas evita ser específico . Ele faz isso porque teme mais o homem do que a Deus. Que Deus possa ficar triste por seu povo não estar ouvindo a verdade sobre questões morais importantes ou recebendo instrução adequada é um medo vago e distante para esse sacerdote; mas uma pessoa levantando a sobrancelha ao que ele diz é o suficiente para lhe amargar a semana inteira . Por isso, ele fica em silêncio como profeta, e passa a agradar as pessoas. Ele respeita — teme — o homem mais do que a Deus. Uma mãe sabe que deve criar seus filhos no temor do Senhor e educá-los de maneira piedosa, mas, oh! os protestos quando ela os manda fazer as tarefas, ou ir para a cama, ou fazer o dever de casa! É ruim suportar a raiva e a decepção deles. Ela também se lembra de como seus pais foram severos e de como ela jurou que seria mais amigável com os próprios filhos. Então, aos poucos, ela vai deixando sua autoridade diminuir, e os filhos, na maioria das vezes, conseguem o que querem . O marido não tem pulso firme e quer ser visto como um “cara legal” pelos filhos e amigos. A insistência de Deus na oração, disciplina e respeito pelos mais velhos dá lugar ao que os filhos desejam. O mais velho, adolescente, não quer mais ir à Missa. Mas, afinal, “você não pode impor a religião às crianças”, pensam. Aqui também os pais temem mais os filhos do que a Deus. Têm mais respeito pelos filhos do que por Deus. Eis alguns exemplos do pecado do respeito humano. Isso está profundamente presente em nossa natureza ferida e leva a muitos outros pecados . Muitas pessoas estão desesperadas por atenção, respeito, aceitação e aprovação de outros. Muitas delas, porém (até mesmo religiosos praticantes), relutam em se preocupar com o que Deus pensa deles ou se Ele aprova seu comportamento. O pecado do respeito humano é aquele em que tememos o homem mais do que a Deus. Deus tem uma solução direta para isso: devemos temê-lo, e a ninguém mais. Há um velho ditado que diz: “Se eu me ajoelhar diante de Deus, poderei estar de pé diante de qualquer homem”. É mais fácil temer (respeitar) um só do que muitos. Quanto mais aprendemos a temer (respeitar) a Deus, menos nos preocupamos com o que os outros pensam . Este não é um convite para se tornar um sociopata, que não se importa com o que os outros pensam. Devemos ser educados, cuidar de nós mesmos e não provocar brigas intencionalmente. Mas, no fim das contas, somos instruídos pelo Senhor a nos libertar do terrível medo daquilo que os outros pensam. Dizer que essa é uma solução simples refere-se mais à sua descrição que à sua execução. Porque, com efeito, não é fácil livrar-se desse impulso tão profundo; na verdade, leva a vida toda. O primeiro passo para a cura é admitir que temos um problema . Então, começamos a vê-lo como realmente é, entender seus movimentos e permitir que o Senhor nos liberte continuamente. Sejamos também claros: o temor do Senhor aconselhado aqui não é um temor servil e acovardado. Se, porém, isso é tudo o que uma pessoa pode dar agora, é melhor do que não ter medo algum! A verdadeira finalidade é termos um temor filial de Deus, temendo ofendê-lo porque o amamos. Este tipo de medo do Senhor nos mantém deslumbrados. Trata-se de ter uma reverência a Ele, enraizada em um profundo amor e gratidão . Por causa desse amor e gratidão, tememos ofendê-lo mais do que ofender a qualquer outro [1]. Talvez algumas citações da Escritura, que tratam de vários aspectos do problema do respeito humano e do remédio do santo temor, sejam uma conclusão adequada para esta reflexão: “Pelo temor do Senhor evita-se o mal” ( Pr 16, 6). “Que teu coração não inveje os pecadores, mas permaneça sempre no temor do Senhor” ( Pr 23, 17). “ Vale mais o pouco com o temor do Senhor que um grande tesouro com a inquietação ” ( Pv 15, 16). “O seu temor, sempre presente aos vossos olhos, vos preserve de pecar” ( Ex 20, 20). “Terrível sois, quem vos poderá resistir, diante do furor de vossa cólera” ( Sl 75, 8). “Terrível é Deus na assembleia dos santos, maior e mais tremendo que todos os que o cercam” ( Sl 88, 8). “Eu, que me tinha deitado e adormecido, levanto-me, porque o Senhor me sustenta. Nada temo diante desta multidão de povo, que de todos os lados se dirige contra mim” ( Sl 3, 6s). “Eu lhes darei um só coração e um mesmo destino, a fim de que sempre me reverenciem, para o seu próprio bem e de seus descendentes” ( Jr 32, 39). “Aproximaram-se dele e disseram-lhe: ‘Mestre, sabemos que és sincero e que não lisonjeias a ninguém; porque não olhas para as aparências dos homens, mas ensinas o caminho de Deus segundo a verdade’” ( Mc 12, 14). “ Ai de vós, quando vos louvarem os homens, porque assim faziam os pais deles aos falsos profetas! ” ( Lc 6, 26). “Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na sua glória, na glória de seu Pai e dos santos anjos” ( Lc 9, 26). “Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena” ( Mt 10, 28). “ Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós . Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia” ( Jo 15, 18s). “A mim pouco se me dá ser julgado por vós ou por tribunal humano, pois nem eu me julgo a mim mesmo. De nada me acusa a consciência; contudo, nem por isso sou justificado. Meu juiz é o Senhor” ( 1Cor 4, 3s). “De ora em diante ninguém me moleste, porque trago em meu corpo as marcas de Jesus” ( Gl 6, 17). “Compenetrados do temor do Senhor, procuramos persuadir os homens. Estamos a descoberto aos olhos de Deus, e espero que o estejamos também ante as vossas consciências” ( 2Cor 5, 11).
- Cristo Redentor encontrou um “Novo Redentor”
“ No Senhor nós esperamos confiantes, porque Ele é nosso auxílio e proteção! “ O marco do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor, a estátua mais famosa de Cristo no mundo, foi iluminado no sábado com uma mensagem falsa promovendo as vacinas Covid-19. O slogan dizia: “ Vacina salva. Unidos pela vacina “ A verdade que todos ignoram é que, na vida real, é Cristo quem salva. Em 11 de maio, o governo suspendeu a vacinação de gestantes com a AstraZeneca, após uma mulher grávida do Rio de Janeiro e o bebê morrerem dias após a aplicação. De acordo com a especialista em vigilância em saúde, Melissa Palmieri, esta é uma decisão acertada. “É uma medida cautelar. Todas as agências regulatórias do mundo deveriam sempre tomar esse tipo de atitude”, defende. Assista esta análise, do ponto de vista católico, sobre o que pensar sobre as Vacinas contra o Covid-19: Leia também Missa de Paulo Gustavo promove narrativa contra Igreja e teve até comunhão do ‘companheiro’
- Cristo Redentor encontrou um “Novo Redentor”
“ No Senhor nós esperamos confiantes, porque Ele é nosso auxílio e proteção! “ O marco do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor, a estátua mais famosa de Cristo no mundo, foi iluminado no sábado com uma mensagem falsa promovendo as vacinas Covid-19. O slogan dizia: “ Vacina salva. Unidos pela vacina “ A verdade que todos ignoram é que, na vida real, é Cristo quem salva. Em 11 de maio, o governo suspendeu a vacinação de gestantes com a AstraZeneca, após uma mulher grávida do Rio de Janeiro e o bebê morrerem dias após a aplicação. De acordo com a especialista em vigilância em saúde, Melissa Palmieri, esta é uma decisão acertada. “É uma medida cautelar. Todas as agências regulatórias do mundo deveriam sempre tomar esse tipo de atitude”, defende. Assista esta análise, do ponto de vista católico, sobre o que pensar sobre as Vacinas contra o Covid-19: Leia também Missa de Paulo Gustavo promove narrativa contra Igreja e teve até comunhão do ‘companheiro’
- O MULTICULTURALISMO E A PERDA DO SENSO DE MÉRITO
Originado da mitificação do selvagem e do rústico, o multiculturalismo foi uma pequena onda que começou no século XVIII, alargou-se no romantismo, e hoje, facilitado pela diminuição eletrônica das distâncias mundiais, tem lugar garantido nas ciências humanas e na vida cultural. Rousseau talvez seja o principal patrono dessa tendência, que não se esgotou no século XIX e alcançou certas vanguardas primitivistas do início do século XX, fortalecendo-se com os movimentos contraculturais que se espalhariam pelo mundo ocidental, a partir dos anos sessenta, até instalar-se no próprio coração da universidade. O multiculturalismo, nas últimas décadas, tem procurado apoiar-se no discurso científico, recurso usual das ideologias em sua busca de legitimação. Um exemplo é a obra Estruturas da mente: a teoria das inteligências múltiplas , de Howard Gardner, que ofereceu a presumível base neuropsicológica ao multiculturalismo e ajudou a justificar a “progressão automática” das escolas brasileiras — ou seja, a institucionalização da barbárie. A ideologia multiculturalista — que coloca no mesmo nível todas as manifestações culturais — oferece preciosa munição aos planos da nova esquerda, que se disfarça sob a capa da democracia, do igualitarismo e da etiqueta politicamente correta para melhor construir as cadeias do novo totalitarismo que, segundo alguns autores, não será dolorido, mas prazeroso: a humanidade aprenderá a amar as coisas que irão destruí-la. Nada é mais destrutivo, para uma cultura, do que a perda do senso de mérito. Uma coisa é o obrigatório respeito das diferenças, outra é a recusa de valorizar as manifestações culturais pelos seus merecimentos intrínsecos. A homogeneização não valorativa das culturas, no contexto atual, só pode ter um propósito: contribuir para descrédito da cultura cristã-ocidental.
- Símbolo em escolas católicas é a cruz, diz arcebispo canadense sobre bandeira gay
“A cruz fora das escolas católicas e de qualquer igreja, hospital ou instituição católica indica nosso compromisso de que todos os que entram sejam bem-vindos e amados em sua beleza e singularidade como filhos de Deus”, disse a Arquidiocese de Toronto em comunicado oficial depois que o Conselho Escolar Católico proclamou junho como o mês do “orgulho gay” e ordenou hastear a bandeira do movimento LGBT nas escolas que administra. O sistema escolar católico na província de Ontário, da qual Toronto é a capital, é financiado por impostos e as escolas não são propriedade das dioceses em que operam. Embora os bispos estabeleçam currículos catequéticos e garantam o ministério sacramental em ambientes escolares, eles não exercem controle sobre os conselhos eleitos. Os governos regionais estabelecem regras básicas para o funcionamento das escolas. As decisões locais são tomadas pelos conselhos diretivos eleitos pelos católicos nas eleições municipais. No dia 6 de maio, o Conselho Escolar Católico de Toronto, eleito por voto popular, aprovou três moções: uma proclamando o “Mês do Orgulho LGBT” em junho de cada ano, outra permitindo que a bandeira gay fosse hasteada em todas as escolas e outra que permitia o hasteamento da bandeira gay na secretaria da escola. A assessoria “LGBTQ2S+” do conselho recomendou a aprovação das três moções. Antes da votação do conselho, a arcebispo de Toronto, dom Thoas Collins, afirmou que os pais fazem uma “escolha clara” quando mandam seus filhos para uma escola católica. “Eles, com razão, esperam que administradores, diretores, professores e todos os parceiros na educação garantam que o ensino católico seja apresentado, vivido e inserido em tudo o que fazemos”. “O símbolo apropriado que representa a nossa fé, a inclusão e aceitação dos outros, é a cruz, que é visível na entrada de cada escola católica. É o principal símbolo da nossa fé cristã: leva-nos a contemplar o amor generoso e sacrificado de Jesus, quando dá a vida por todos nós”. “Num mundo que crucificaria um homem inocente, Jesus responde ao ódio com o amor e diz: ‘Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que estão fazendo’ (Lucas 23, 34). O amor representado na cruz é aquele amor sacrificial, centrado não em si mesmo, mas nos outros”, disse Collins. O Conselho Escolar Católico de Toronto tem cerca de 92.000 alunos e 14.000 funcionários distribuídos em 196 escolas primárias e secundárias. Seu orçamento para o período de 2020-2021 foi de US $ 1,2 bilhão. FONTE: ACI DIGITAL (https://www.acidigital.com/noticias/simbolo-em-escolas-catolicas-e-a-cruz-diz-arcebispo-canadense-sobre-bandeira-gay-70812) #ativismoLGBT #BisposdoCanadá #LobbyLGBT
- Homilia da Festa da Ascensão do Senhor
Leia o Evangelho e em seguida escute a homilia da Festa da Ascensão do Senhor . Assista: Anúncio do Evangelho (Mt 28,16-20) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 16 os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. 17 Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram. 18 Então Jesus aproximou-se e falou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. 19 Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20 e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #homilia
- Homilia da Festa da Ascensão do Senhor
Leia o Evangelho e em seguida escute a homilia da Festa da Ascensão do Senhor . Assista: Anúncio do Evangelho (Mt 28,16-20) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 16 os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. 17 Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram. 18 Então Jesus aproximou-se e falou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. 19 Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20 e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #homilia
- A BOA NOTÍCIA – Scott Hahn medita sobre a Ascensão do Senhor
Na primeira leitura de hoje, São Lucas dá a surpreendente notícia de que há mais coisas a contar da história de Jesus, que não terminou com o túmulo vazio, ou com as Suas aparições aos apóstolos durante quarenta dias. A obra redentora de Jesus terá uma consumação litúrgica: Ele é o grande sumo sacerdote, e terá que ascender à Jerusalém celestial para ali celebrar a festa no verdadeiro Santo dos Santos. A verdade desta festa brilha também na Carta aos Hebreus, onde lemos sobre a entrada nos céus do grande Sumo Sacerdote, do intercessor sem pecado que se sacrificou em nosso favor (ver Hebreus 4: 14-15). De fato, pela Sua intercessão descerá o Espírito Santo em chamas sobre a Igreja. Lucas expõe essa promessa na Primeira Leitura da festa da Ascensão: “Sereis batizados com o Espírito Santo, dentro de poucos dias” (Atos 1: 5). A Ascensão é a festa preliminar que dirige a atenção da Igreja para Pentecostes. Neste dia, a salvação será completa; pois a salvação não é simplesmente expiação dos pecados (o que já seria bastante maravilhoso), mas é algo ainda maior do que isto. A própria expiação é uma pré-condição necessária para nossa adoção como filhos de Deus. Para viver essa vida divina, devemos receber o Espírito Santo. E, para receber o Espírito Santo, devemos ser purificados por meio do batismo. O Salmo Responsorial refere-se à Ascensão com palavras familiares ao culto do Templo de Jerusalém, nos dias do Rei Salomão: “Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta” (Salmo 47). O rei-sacerdote assume seu lugar à frente do povo, governando sobre as nações, estabelecendo a paz. A Epístola tem uma característica marcadamente pascal. Na Igreja primitiva, como hoje, a Páscoa era a época propícia para o batismo de convertidos adultos. O sacramento era frequentemente chamado de “iluminação” (ver, por exemplo, Hebreus 10:32), por causa da luz que veio com a graça salvadora de Deus. São Paulo, em sua carta aos Efésios, fala em termos de uma glória que leva a glórias ainda maiores, como a Ascensão conduz a Pentecostes: “Que os olhos dos vossos corações sejam iluminados”, escreve ele, pensando na divinização dos que creem. A “esperança” dos crentes é “sua herança entre os santos”, os santos que foram adotados na família de Deus e agora governam com Ele à direita do Pai. Estas são as “boas novas” que os Apóstolos foram incumbidos de espalhar para todo o mundo, para todas as nações, a começar por Jerusalém, na primeira Ascensão. É a boa notícia que devemos espalhar hoje. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/the-good-news-scott-hahn-reflects-on-the-ascension-of-the-lord-2/
- OS PAPAS, OS BISPOS, A ESCRAVIDÃO E NÓS – Randall Smith
Diz um velho ditado que “quem esquece o passado, está condenado a repeti-lo”. Em outras palavras, podemos e devemos aprender as lições da história. Mas a experiência de acontecimentos atuais também pode ajudar a lançar uma luz inesperada sobre coisas que podem nos ter intrigado em relação ao passado. Considere-se, por exemplo, a história das condenações papais da escravidão, começando com a bula Sicut Dudum do Papa Eugênio IV de 1435. Em seguida, houve a bula de 1537 do Papa Paulo III, Sublimis Deus , na qual condenou a escravidão como “instigada por aliados do inimigo da raça humana”, ou seja, Satanás. E, finalmente, a condenação do Papa Gregório XVI à escravidão em 1839, In Supremo , em que escreveu: “Certamente muitos Romanos Pontífices de gloriosa memória, Nossos Predecessores, não deixaram, de acordo com os deveres de seu cargo, de culpar tal forma de agir como perigosa para o conforto espiritual daqueles que fizeram essas coisas e uma vergonha para o cristianismo.” Ele menciona explicitamente documentos de Clemente I, Pio II, Paulo II, Bento XIV, Urbano VIII e Pio VII e termina com esta condenação decisiva: “ Portanto, desejando remover essa grande vergonha de todos os povos cristãos (…) e seguindo os passos de Nossos Predecessores, Nós, por autoridade apostólica, advertimos e exortamos fortemente, no Senhor, os cristãos fiéis de todas as condições para que ninguém, no futuro, ouse molestar injustamente os índios, os negros ou outros povos semelhantes, espoliando suas posses ou reduzindo-os à escravidão. Tampouco devem ajudar e favorecer aqueles que se entregam a essas práticas, ou exercem aquele tráfico desumano pelo qual os negros, como se não fossem humanos, mas meros animais, tendo sido levados à escravidão, são, sem distinção e contrários aos direitos da justiça e da humanidade, comprados, vendidos e por vezes entregues ao trabalho forçado.” Faz, depois, a seguinte advertência: “Proibimos, e advertiremos com rigor, todo eclesiástico ou leigo que presumir defender como permissível este comércio de negros sob qualquer pretexto ou desculpa, ou de publicar ou ensinar, de qualquer maneira que seja, em público ou privado, opiniões contrárias ao que for estabelecido nestas Cartas Apostólicas.” Pode-se perguntar, então: por que a escravidão não cessou entre os proprietários de escravos sulistas, que eram católicos? Como as condenações papais puderam ser tão frequentes e, ainda assim, os resultados tão decepcionantes? A resposta tem a ver com o comportamento de certos bispos americanos e membros de ordens religiosas. Os jesuítas, por exemplo, possuíam escravos e os venderam a um proprietário de escravos do Sul, em 1838, para pagar as dívidas da Universidade de Georgetown. (O nome do padre que intermediou o negócio permaneceu num prédio, no Holy Cross College, até 2020). O bispo John England, de Charleston, escreveu cartas detalhadas a John Forsythe, Secretário de Estado do presidente Martin Van Buren, explicando que ele e a maioria dos bispos americanos interpretaram In Supremo como condenação do comércio de escravos, mas não a escravidão em si. A atitude predominante entre os bispos, diz o estudioso Joel Panzer, parece ter sido esta: embora muitos aspectos da escravidão fossem malévolos, mudar a lei, em termos práticos, seria um grande mal”. (Para uma boa síntese do assunto, veja-se The Popes and Slavery , de Joel Panzer.) Certos clérigos, como o Bispo England, fizeram tudo o que puderam para dissociar os católicos dos abolicionistas, que eles consideravam “fanáticos”. A bula do Papa Gregório, condenando a escravidão, foi discutida pelos bispos no Conselho de Baltimore, em 1840. A interpretação do Bispo England sobre a bula de Gregório prevaleceu, e ele informou ao Secretário de Estado Forsythe o seguinte: “[meus colegas bispos] todos consideraram que a carta tratasse do “comércio de escravos”, e não da “escravidão doméstica”. Acredito, Senhor, que podemos considerar isto como uma evidência bastante conclusiva, enquanto luz com que esse documento pode ser visto pela Igreja Católica Romana.” É de se perguntar: ao interpretar o documento dessa forma, o que pensavam os bispos sobre o que estava acontecendo nos mercados de escravos do Sul? Aquilo não era “comércio de escravos”? Como eles não perceberam que estavam ocultando a clara condenação da escravidão pela Igreja com tolas distinções semânticas e ignorando os horrores óbvios que aconteciam diante de seus olhos? Por que essa atitude arrepiante? Eis uma razão, de acordo com o Bispo England: “Se este documento condenasse nossa escravidão doméstica como uma prática ilegal e, consequentemente, imoral, os bispos não poderiam tê-lo aceitado sem que se obrigassem a todos os proprietários de escravos a se absterem dos sacramentos, a menos que alforriassem seus escravos.” Que ideia mais descabida! Os bispos devem dizer, às pessoas que praticam um ato moralmente mau, que elas estão cometendo um ato moralmente mau. No entanto, como as pessoas dependiam dos escravos, seria por demais impopular dizer-lhes que deviam deixar de cometer essa falta moral. Onde estava o sensus fidelium ? Há muito que me pergunto sobre esse período da nossa história. Como os bispos puderam se enganar assim, pensando que estavam sendo fiéis ao seu cargo, ao permanente ensino dos papas e aos seus deveres morais perante Deus? Como os católicos de sã consciência continuavam a traficar escravos, sabendo que esse ato havia sido condenado por sua Igreja como um grave mal moral? Como isso acontecia? O mesmo ocorreu, por exemplo, com os soldados católicos da Alemanha, que puderam ouvir o mandamento “Não matarás”, mês após mês, ler as condenações do papa ao nazismo em Mit Brennender Sorge , ir à missa todos os domingos, rezar regularmente o Rosário e, em seguida, voltar ao trabalho com os demais soldados em Auschwitz? Nada disso faz sentido. Veja-se o complicado argumento de alguns bispos sobre a razão pela qual seria impensável “recusar o sacramento” a líderes políticos que fizeram tudo o que estava ao seu alcance para apoiar o assassinato de milhões de crianças ainda em gestação. É então que a gente percebe: foi assim que aconteceu com a escravidão. Agora dá para compreender bem… É certo que nossos bispos de hoje, provavelmente, não se veriam dessa forma: como pessoas ímpias e más. John England obviamente também não se via dessa forma, em seu tempo. Mas, sem dúvida, deve estar vendo a verdade agora. https://www.thecatholicthing.org/2021/05/15/popes-bishops-slavery-and-us/?utm_source=The+Catholic+Thing+Daily&utm_campaign=c427bbcdbd-EMAIL_CAMPAIGN_2018_12_07_01_02_COPY_14&utm_medium=email&utm_term=0_769a14e16a-c427bbcdbd-244070669
- Padre morre após cair de ribanceira com “gaiola cross”
Alexandre Paulo de Matos estava em um veículo que capotou e despencou em uma ribanceira de 15 metros de altura, segundo o corpo de bombeiros voluntários. Um padre de 46 anos morreu na manhã deste sábado (15) em um acidente durante uma trilha em Indaial, no Vale do Itajaí. Segundo o Corpo de Bombeiros voluntários, Alexandre Paulo de Matos estava em um bugue adaptado, de modelo conhecido como “gaiolacross”, quando o veículo capotou e despencou de uma ribanceira de 15 metros de altura. O acidente ocorreu por volta das 9h30 no Morro do Barão. Outras três pessoas estavam no veículo, mas elas tiveram ferimentos leves. Os socorristas foram chamados após uma equipe que fazia a segurança do evento que reunia os veículos adaptados foi acionada para uma saída de pista na localidade. Duas ambulâncias e dois quadrículos foram enviados para o local. Após a confirmação do acidente, o perfil da Paróquia Nossa Senhora da Glória, em Blumenau, lamentou a morte do padre ( veja a imagem acima ). Segundo a entidade, Alexandre foi ordenado na cidade há quase sete anos e estava trabalhando na cidade de Benedito Novo, na mesma região. “Faleceu na manhã deste sábado, dia 15, o padre Alexandre Paulo de Matos, vítima de acidente. Ele era natural de Blumenau e estava pároco em Benedito Novo. Rezemos pelo seu descanso eterno”, informava o comunicado. Leia também Missa de Paulo Gustavo promove narrativa contra Igreja e teve até comunhão do ‘companheiro’ Padre conhecido na região Atuante no Vale do Itajaí, o padre Alexandre trabalhava atualmente na Paróquia São Roque, em Benedito Novo. Em Indaial, ele já havia estado por anos na Paróquia Santa Inês. Também conhecido em Blumenau, morou no bairro da Velha, onde era muito querido pela comunidade. Nas redes sociais, colegas e amigos lamentaram a morte do sacerdote. “Que tristeza. Tão maravilhoso, amava sua alegria, era contagiante. Sem palavras”, comentou um conhecido. “Foi meu professor, uma ótima pessoa! Que triste”, disse uma aluna. Horário e local do velório e sepultamento do padre Alexandre ainda não foram divulgados. Em uma nota publicada pelo Movimento Lareira do Médio Vale, por meio de seu coordenador, Maicon Bittelbrunn, a instituição mostra o seu pesar pela perda deste grande amigo. Leia também Filmes católicos para assistir online durante a quarentena e crescer na vida espiritual “A sua carreira nesta terra terminou, mas o seu grande exemplo e os seus ensinamentos deixados até o seu último dia de vida permanecem, fazendo aquilo que o Senhor o chamou para fazer. A cada pessoa que conviveu com ele, mesmo que tenha sido por segundos, e a cada um de nós que pôde ouvir seus ensinamentos enquanto sacerdote, conhecer sobre a sua vida e dedicação à sua família e, também, o amor que sentia ao se colocar ao serviço de Cristo e de todas as comunidades onde passou, cabe desfrutar do consolo do Espírito Santo e continuar esta maravilhosa obra que ele começou. Que todos nós estejamos em oração por seus familiares e amigos”. Leia também Novo filme de Mark Wahlberg e Mel Gibson conta o testemunho de conversão de um sacerdote











































