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- Santo Antão, Pai dos monges e eremitas – 17 de Janeiro
SANTO DO DIA – 17 DE JANEIRO – SANTO ANTÃO Eremita (251-356) Antonio do Deserto nasceu na cidade de Conam, no coração do antigo Egito, em 251, e batizado com o nome de Antão. Era o primogênito de uma família cristã de camponeses abastados e tinha apenas uma irmã. Aos vinte anos, com a morte dos pais, herdou todos os bens e a irmã para cuidar. Mas, numa missa, foi tocado pela mensagem do Evangelho em que Cristo ensina a quem quer ser perfeito: “Vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro nos céus. Depois, vem e me segue”. Foi exatamente o que ele fez. Distribuiu tudo o que tinha aos pobres, consagrou sua irmã ao estado de virgem cristã e se retirou para um deserto não muito longe de sua casa. Passou a viver na oração e na penitência, dedicado exclusivamente à Deus. Como, entretanto, não deixava de atender quem lhe pedia orientação e ajuda, começou a ser muito procurado. Por isto, decidiu se retirar ainda para mais longe, vivendo numa gruta abandonada, por dezoito anos. Assim surgiu Antonio do Deserto o único discípulo do santo mais singular da Igreja: São Paulo, o ermitão. Mas seus seguidores continuaram a procurar. Aos cinqüenta e cinco anos, atendeu o pedido de seus discípulos, abandonando o isolamento do deserto. Com isto, nasceu uma forma curiosa de eremitas, os discípulos viviam solitários, cada um em sua cabana, mas todos em contato e sob a direção espiritual de Santo Antão. A fama de sua extraordinária experiência de vida santa no deserto, correu o mundo. Passou a ser o modelo do monge recluso e chamado, até hoje, de “pai dos monges cristãos”. Santo Antão esteve em Alexandria duas vezes: em 311 e 335. A primeira para animar e confortar os cristãos perseguidos por Diocleciano. E a segunda, para defender seu discípulo Atanásio, que era o bispo, e estava sendo perseguido e caluniado pelos arianos e para exortar os cristãos a se manterem fiéis à doutrina do Concílio de Nicéia de 325. Santo Antão do Egito, foi colocado no Livro dos Santos para ser cultuado no dia de sua morte. Santo Atanásio foi o discípulo e amigo que escreveu sua biografia, registrando tudo sobre o caráter, costumes, obras e pensamento do monge mais ilustre da Igreja Católica antiga. As suas relíquias são conservadas na igreja de Santo Antonio de Viennois, na França, onde os seus discípulos construíram um hospital e numerosas casas para abrigar os doentes abandonados. Mais tarde, se tornaram uma congregação e receberam o nome de “Ordem dos Hospedeiros Antonianos”, que atravessou os séculos, vigorosa e prestigiada. Ele também profetizou sua morte, depois de uma última visão de Deus com seus santos, em 17 de janeiro de 356, falecendo aos 105 anos de idade. na cidade de Coltzum, Egito. Foi um luzeiro nos primórdios da vida ascético-monacal e, por sua constância e fidelidade, tornou-se um sólido rochedo sobre o qual a Igreja se apoiou para dissipar as pérfidas investidas da heresia. N o alto das montanhas ou na vastidão dos desertos, varões cheios de fervor descobriram formas heroicas de viver a solidão como meio de se unirem mais a Deus. Tal estilo de vida foi eleito por muitos cristãos dos primeiros séculos da Igreja e desenvolveu-se até dar origem às diversas formas de vida religiosa que hoje conhecemos. É neste primigênio contexto de isolamento e rigor ascético que encontramos a figura de Santo Antão. Abandono completo nas mãos da Providência A história deste Santo inicia-se por volta do ano 251, no Egito. Os poucos dados que nos chegaram sobre sua infância indicam que esta foi muita tranquila e piedosa. Sabe-se que seus pais eram cristãos, dispunham de boas condições financeiras e educaram os filhos no caminho da santidade. Com a morte dos pais, ocorrida quando Antão contava por volta de vinte anos de idade, ele ficou incumbido dos cuidados da irmã mais nova e da casa. Foi nesta época que tomou a decisão que mudaria o rumo de sua existência. Certo dia em que se dirigia para a igreja, pensava especialmente no modo de vida dos Apóstolos, que abandonaram tudo a fim de seguir Nosso Senhor Jesus Cristo. Tendo chegado ao templo, ali entrou no exato momento em que era lido um trecho do Evangelho de São Mateus: “Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me” (19, 21). Movido por uma graça, Antão compreendeu que tais palavras ditas outrora por Nosso Senhor ao jovem rico eram, naquele instante, dirigidas a ele. Resoluto e arrebatado de entusiasmo, imediatamente distribuiu a herança deixada por seus pais e vendeu seus bens. Parte da quantia recebida destinou aos pobres e o restante reservou para a irmã, fazendo-se assim executor exímio do conselho dado pelo Divino Mestre. Algum tempo depois, ouviu durante a Missa a seguinte passagem do Evangelho: “Não vos preocupeis com o dia de amanhã” (Mt 6, 34). Então, distribuiu decididamente o que lhe restava da fortuna e confiou a irmã a algumas virgens cristãs, para ser educada por elas. Deste modo, seguindo com fidelidade a voz da graça, começou a trilhar a via a que o Espírito Santo lhe destinara e abraçou exteriormente a vida ascética que de certa forma já habitava em seu coração. Santo Antão distribuindo seus bens aos pobres – National Gallery of Art, Washington (EUA) Busca pela perfeição Após renunciar ao mundo, Antão buscou os meios necessários para pôr em prática o seu ideal. Primeiro aconselhou-se com um ancião que morava perto de sua aldeia natal, o qual levava vida solitária e tinha fama de ser muito piedoso. Seguindo seu exemplo, o Santo procurou um lugar isolado para morar, fora do povoado. Nesse período procurava visitar homens de fervor, a fim de espelhar-se em suas obras e emular as virtudes que neles discernia. Por esse motivo, era conhecido como o “amigo de Deus”. Seu amor pelo Criador fazia-o ver em cada ato bom praticado pelos outros uma revelação do Senhor. Antão avançava resolutamente na vida ascética: renúncias, sacrifícios e orações preenchiam o seu dia, além do tempo que dedicava ao trabalho manual, confeccionando esteiras. Entretanto, grandes lutas ainda o aguardavam na via de penitência que abraçara. Primeiras batalhas contra o demônio O anjo das trevas, vendo suas práticas virtuosas, começou a tentá-lo de forma cada vez mais explícita. A fim de levá-lo a abandonar a vida solitária, lembrava-o dos bens que deixara, do cuidado de sua irmã e dos prazeres do mundo. Por outro lado, mostrava-lhe as dificuldades que há na prática da virtude, a fraqueza do corpo e as frequentes adversidades que o homem deve enfrentar devido às suas más tendências, fruto do pecado original. A esses assaltos do inimigo infernal ele resistiu energicamente, com o auxílio da graça, através da oração. Sofreu ainda inúmeras tentações contra a virtude angélica da pureza. O combate era ininterrupto: usando de artifícios maléficos, o pai da mentira o perturbava dia e noite com pensamentos e imaginações lascivas. Para vencer tais batalhas, Antão elevava suas cogitações para Nosso Senhor e a nobreza da alma humana criada por Deus. Além disso, redobrava sua fé, orações, jejuns e mortificações, convicto de que se tratava de uma luta sem fim, que ele deveria travar enquanto estivesse na terra. Isolado em um túmulo Sempre desejoso de aproximar-se mais de Deus e de novos embates contra o maligno, Antão decidiu isolar-se em dois lugares inusitados. Santo Antão atormentado pelos demônios – Museu Episcopal de Vic (Espanha) Primeiro tomou a resolução de morar em um sepulcro situado na orla do deserto. Certos autores dizem tratar-se de uma tumba egípcia, fazendo notar que tais locais eram tidos como habitação dos maus espíritos: “Reino dos mortos, reino dos espíritos malignos. Antão veio para este lugar por causa dos túmulos. Porque aí os poderes demoníacos sopram mais violentamente que as tempestades de areia, e são mais os demônios que as múmias escondidas nos sepulcros […] O asceta cristão encontra-se num terreno capaz de lhe oferecer a luta que deseja”.[1] Tendo recomendado a um amigo que lhe trouxesse alimento periodicamente, ele entrou no túmulo e o fechou. O inimigo, porém, “temendo que em pouco tempo o deserto se tornasse uma cidade de ascetas, certa noite entrou no sepulcro com uma multidão de demônios e o golpeou a ponto de deixá-lo estendido por terra”.[2] No dia seguinte seu amigo o encontrou desfalecido e, julgando-o morto, levou-o para a igreja da aldeia. Entretanto, ao recobrar os sentidos Antão rogou-lhe que o conduzisse de volta para o túmulo, onde ficou só. Redobrando o ataque, os espíritos malignos apareceram-lhe em forma de animais ferozes: leões, ursos, leopardos, touros, lobos, escorpiões e serpentes o atormentavam por meio de ruídos horríveis e agressões, por permissão divina. Antão “gemia de dor física, mas permanecia com a alma vigilante”[3] e zombava de seus algozes. Levantando os olhos, viu o teto abrir-se e uma luz penetrar o ambiente. Os demônios fugiram e o Santo sentiu-se reconfortado em suas penas ao reconhecer a presença de Nosso Senhor. Perguntou-Lhe então por que não viera socorrê-lo antes, ao que Ele respondeu: “Eu estava aqui, Antão. Esperava para ver-te combater. Como resististe e não te deixaste vencer, serei sempre teu socorro e tornarei teu nome célebre por toda parte”.[4] Tais enfrentamentos, longe de o abalarem, faziam aumentar seu desejo de progredir cada vez mais nas vias da perfeição. Com esse intuito decidiu adentrar-se no deserto, ambiente que remete a diversos simbolismos. É tido como um lugar de encontro com Deus, onde se contemplam as manifestações de seus prodígios, mas também como um local de provações, tentações e lutas. Era o que o Santo buscava. Aparição de Nosso Senhor – Museu Nacional de Arte da Catalunha, Barcelona (Espanha) Vida eremítica no deserto Já no início de sua viagem o inimigo quis tentá-lo, apresentando-lhe ouro e prata no solo desértico. Sem se deixar enganar por tal embuste, Antão proclamou em alta voz que nada seria capaz de desviá-lo de seu propósito, e seguiu o seu caminho, cheio de desprezo por satanás e confiança em Deus. Em determinado momento avistou as ruínas de um forte abandonado localizado próximo ao Rio Nilo, no alto do Monte Pispir, atualmente conhecido como Dayr al-Maymūn. Tendo estabelecido ali sua nova morada, Antão cerrou a entrada. Levara consigo alguns pães típicos da região, feitos para durar por longos meses, e duas vezes por ano recebia novas provisões que lhe lançavam por cima do muro. Não permitia a ninguém entrar. Antão passou cerca de vinte anos neste local, sem jamais sair. Do lado de fora podia-se ouvir os gritos que os demônios soltavam para atormentá-lo; ele, porém, não se abalava e continuava a rezar e praticar suas penitências. Mestre dos monges e consolo dos aflitos A vida de Antão, célebre pelos sacrifícios e renúncias, tornou-se conhecida de muitos que, cativados por sua fama de santidade, foram ter com ele no deserto. A partir de então, a via do isolamento converteu-se no ideal de muitos corações cristãos. Os mais fervorosos encontraram no ascetismo o caminho para a perfeição: recusa do mundo, despojamento de riquezas e purificação da alma. Em torno de Antão começou a se formar uma pequena colônia de ascetas. Embora habitassem separadamente, eles buscavam a santificação sob as orientações do santo eremita que, abandonando a solidão, tornou-se deles mestre e pai espiritual. Muitos outros o procuravam para receber conselho e pedir-lhe auxílio em suas dificuldades. “De um dia para o outro, vê-se atirado para a vida pública, vê-se saudado como mestre por uma multidão de todas as idades que procura dar-lhe e receber o ósculo da paz, tocar-lhe como a um segundo Cristo, cortar-lhe em segredo um pedaço da túnica. […] A multidão ruidosamente alegre reconhece em Antão o seu chefe e guia”.[5] O próprio Imperador Constantino, o Grande, chegou a enviar-lhe uma carta perguntando-lhe como devia fazer para governar no verdadeiro Espírito do Senhor. O monge do deserto, após ouvir a solene leitura da missiva, ditou uma pequena resposta: “Praticai a humildade e desprezai o mundo, e lembrai-vos de que no dia do Juízo, tereis de prestar contas de todos os vossos atos”.[6] Entre os prodígios que lhe são atribuídos, conta-se que em uma viagem feita com alguns discípulos Antão fez surgir água no meio do deserto para saciar a sede de todos, que estavam já por desfalecer. Ademais, curava os doentes, consolava os aflitos, reconciliava os inimigos e exorcizava demônios. Ele, que no isolamento vencera os ataques diabólicos, agora livrava muitas almas do poder do tentador. Alguns anos se passaram, e Antão ansiava por retomar sua vida de solidão… Contudo, os antigos locais habitados por ele haviam se convertido em pequenas comunidades de discípulos. Enquanto buscava uma solução, ouviu uma voz que lhe disse: “Vai ao deserto interior”. Deus inspirou-lhe então seguir uma caravana de sarracenos que partia para lá. Após três dias de viagem, ele avistou uma alta montanha e reconheceu-a como sendo o lugar desejado pelo Senhor: tratava-se do Monte Colzim, onde habitou até o fim de seus dias. Chamado a defender a verdadeira Fé Há ainda outro aspecto que chama a atenção na vida de Santo Antão: o notável papel que ele realizou para defender e fortalecer a Igreja em sua época. Santo Antão – Museu Episcopal de Vic (Espanha) Durante a perseguição de Maximino, o Santo dirigiu-se a Alexandria com o objetivo de fortalecer com sua presença e palavras todos aqueles que eram chamados a entregar suas vidas pelo nome de Cristo. Também ele desejava sofrer o martírio, mas jamais alguém ousou fazer-lhe mal, mesmo quando comparecia aos tribunais para exortar os cristãos a permanecerem fiéis, pois “o Senhor o guardava para o bem nosso e dos outros”.[7] Anos mais tarde, a pedido do Patriarca Santo Atanásio, Antão foi a Alexandria novamente, mas desta vez para defender a verdadeira Igreja contra o veneno da heresia. Tratava-se do arianismo, falsa doutrina já condenada pelo Concílio de Niceia, que negava a divindade do Verbo e ameaçava propagar-se por todo o orbe cristão. O monge do deserto, que em suas comunicações místicas contemplara a divindade de Nosso Senhor, era a testemunha que neste momento a Santa Igreja tanto necessitava. Logo após sua chegada, cristãos e hereges reuniram-se na basílica da cidade para escutá-lo. Assim que o Santo Patriarca iniciou seu discurso em louvor da natureza divina da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, um revoltoso rudemente o interrompeu com protestos, afirmando que o Senhor era apenas um homem criado por Deus. Quando Antão ouviu o que dizia, ergueu-se e bradou em alta voz: “Eu O vi!” Tal testemunho, dotado do timbre da verdade, arrebatou os presentes. “Mais que a bela e lógica doutrina exposta no Concílio, a imponente voz desse homem, para quem a verdade da natureza divina de Cristo se tornara quase uma evidência em virtude de uma visão sobrenatural, foi o maior golpe que a heresia recebeu”.[8] Últimos anos Depois de exortar o povo de Deus a ser fiel à verdadeira Religião e a combater as heresias e seus fautores, o monge do deserto retornou à sua morada no Monte Colzim. Seus últimos anos transcorreram na meditação e ascese. Cultivava trigo e preparava o próprio pão. De vez em quando visitavam-no alguns discípulos, que também cuidavam de lhe levar víveres. Permaneceu constante na vida de austeridade, entre penitências e orações, e num crescente convívio místico com Deus. Em um destes contatos sobrenaturais, o Salvador lhe revelou as dificuldades que a Santa Igreja teria de sofrer e seu futuro triunfo.[9] Já próximo da morte, e tendo mais de cem anos, Antão era auxiliado por dois discípulos. Segundo a tradição, entregou sua alma a Deus no dia 17 de janeiro, data em que a Igreja celebra sua memória. Rochedo de constância e ortodoxia Quão belo é contemplar o alvorecer da história da Cristandade! Nele reluzem damas e varões cheios de fé que, suscitados pela Providência, souberam glorificar a Deus cumprindo seus desígnios. Nesse sentido, Santo Antão constitui-se num luzeiro da vida ascético-monacal, abrindo caminho para uma miríade de almas que escolheriam abandonar o mundo para encontrar-se com seu Criador através de uma via de penitência. Por sua constância e fidelidade, o Senhor fez dele o rochedo sobre o qual a Igreja pôde apoiar-se para dissipar as pérfidas investidas da heresia. Que seu exemplo possa sustentar todos aqueles que, nos dias atuais, travam combates quiçá maiores contra os inimigos de Deus e sua Igreja, recordando-lhes a promessa infalível do Salvador: “As portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18). ◊ Caráter sossegado e pureza de alma O gozo de sua alma transparecia na alegria de seu rosto, e pela forma de expressão de seu corpo se sabia e conhecia a estabilidade de sua alma. Seu rosto tinha grande e indescritível encanto. E o Salvador lhe tinha dado por acréscimo este dom: se se achava presente numa reunião de monges e algum a quem não conhecia desejava vê-lo, esse tal, ao chegar, passava por alto os demais, como que atraído por seus olhos. Não eram nem sua estatura nem sua figura que o destacavam entre os demais, mas seu caráter sossegado e a pureza de sua alma. Ela era imperturbável e assim sua aparência externa era tranquila. O gozo de sua alma transparecia na alegria de seu rosto, e pela forma de expressão de seu corpo se sabia e conhecia a estabilidade de sua alma, como o diz a Escritura: “O coração contente alegra o semblante, o coração triste deprime o espírito” (Pr 15, 13). […] Nunca estava agitado, pois sua alma estava em paz; nunca estava triste porque havia alegria em sua alma.
- Santo Antão, Pai dos monges e eremitas – 17 de Janeiro
SANTO DO DIA – 17 DE JANEIRO – SANTO ANTÃO Eremita (251-356) Antonio do Deserto nasceu na cidade de Conam, no coração do antigo Egito, em 251, e batizado com o nome de Antão. Era o primogênito de uma família cristã de camponeses abastados e tinha apenas uma irmã. Aos vinte anos, com a morte dos pais, herdou todos os bens e a irmã para cuidar. Mas, numa missa, foi tocado pela mensagem do Evangelho em que Cristo ensina a quem quer ser perfeito: “Vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro nos céus. Depois, vem e me segue”. Foi exatamente o que ele fez. Distribuiu tudo o que tinha aos pobres, consagrou sua irmã ao estado de virgem cristã e se retirou para um deserto não muito longe de sua casa. Passou a viver na oração e na penitência, dedicado exclusivamente à Deus. Como, entretanto, não deixava de atender quem lhe pedia orientação e ajuda, começou a ser muito procurado. Por isto, decidiu se retirar ainda para mais longe, vivendo numa gruta abandonada, por dezoito anos. Assim surgiu Antonio do Deserto o único discípulo do santo mais singular da Igreja: São Paulo, o ermitão. Mas seus seguidores continuaram a procurar. Aos cinqüenta e cinco anos, atendeu o pedido de seus discípulos, abandonando o isolamento do deserto. Com isto, nasceu uma forma curiosa de eremitas, os discípulos viviam solitários, cada um em sua cabana, mas todos em contato e sob a direção espiritual de Santo Antão. A fama de sua extraordinária experiência de vida santa no deserto, correu o mundo. Passou a ser o modelo do monge recluso e chamado, até hoje, de “pai dos monges cristãos”. Santo Antão esteve em Alexandria duas vezes: em 311 e 335. A primeira para animar e confortar os cristãos perseguidos por Diocleciano. E a segunda, para defender seu discípulo Atanásio, que era o bispo, e estava sendo perseguido e caluniado pelos arianos e para exortar os cristãos a se manterem fiéis à doutrina do Concílio de Nicéia de 325. Santo Antão do Egito, foi colocado no Livro dos Santos para ser cultuado no dia de sua morte. Santo Atanásio foi o discípulo e amigo que escreveu sua biografia, registrando tudo sobre o caráter, costumes, obras e pensamento do monge mais ilustre da Igreja Católica antiga. As suas relíquias são conservadas na igreja de Santo Antonio de Viennois, na França, onde os seus discípulos construíram um hospital e numerosas casas para abrigar os doentes abandonados. Mais tarde, se tornaram uma congregação e receberam o nome de “Ordem dos Hospedeiros Antonianos”, que atravessou os séculos, vigorosa e prestigiada. Ele também profetizou sua morte, depois de uma última visão de Deus com seus santos, em 17 de janeiro de 356, falecendo aos 105 anos de idade. na cidade de Coltzum, Egito. Foi um luzeiro nos primórdios da vida ascético-monacal e, por sua constância e fidelidade, tornou-se um sólido rochedo sobre o qual a Igreja se apoiou para dissipar as pérfidas investidas da heresia. N o alto das montanhas ou na vastidão dos desertos, varões cheios de fervor descobriram formas heroicas de viver a solidão como meio de se unirem mais a Deus. Tal estilo de vida foi eleito por muitos cristãos dos primeiros séculos da Igreja e desenvolveu-se até dar origem às diversas formas de vida religiosa que hoje conhecemos. É neste primigênio contexto de isolamento e rigor ascético que encontramos a figura de Santo Antão. Abandono completo nas mãos da Providência A história deste Santo inicia-se por volta do ano 251, no Egito. Os poucos dados que nos chegaram sobre sua infância indicam que esta foi muita tranquila e piedosa. Sabe-se que seus pais eram cristãos, dispunham de boas condições financeiras e educaram os filhos no caminho da santidade. Com a morte dos pais, ocorrida quando Antão contava por volta de vinte anos de idade, ele ficou incumbido dos cuidados da irmã mais nova e da casa. Foi nesta época que tomou a decisão que mudaria o rumo de sua existência. Certo dia em que se dirigia para a igreja, pensava especialmente no modo de vida dos Apóstolos, que abandonaram tudo a fim de seguir Nosso Senhor Jesus Cristo. Tendo chegado ao templo, ali entrou no exato momento em que era lido um trecho do Evangelho de São Mateus: “Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me” (19, 21). Movido por uma graça, Antão compreendeu que tais palavras ditas outrora por Nosso Senhor ao jovem rico eram, naquele instante, dirigidas a ele. Resoluto e arrebatado de entusiasmo, imediatamente distribuiu a herança deixada por seus pais e vendeu seus bens. Parte da quantia recebida destinou aos pobres e o restante reservou para a irmã, fazendo-se assim executor exímio do conselho dado pelo Divino Mestre. Algum tempo depois, ouviu durante a Missa a seguinte passagem do Evangelho: “Não vos preocupeis com o dia de amanhã” (Mt 6, 34). Então, distribuiu decididamente o que lhe restava da fortuna e confiou a irmã a algumas virgens cristãs, para ser educada por elas. Deste modo, seguindo com fidelidade a voz da graça, começou a trilhar a via a que o Espírito Santo lhe destinara e abraçou exteriormente a vida ascética que de certa forma já habitava em seu coração. Santo Antão distribuindo seus bens aos pobres – National Gallery of Art, Washington (EUA) Busca pela perfeição Após renunciar ao mundo, Antão buscou os meios necessários para pôr em prática o seu ideal. Primeiro aconselhou-se com um ancião que morava perto de sua aldeia natal, o qual levava vida solitária e tinha fama de ser muito piedoso. Seguindo seu exemplo, o Santo procurou um lugar isolado para morar, fora do povoado. Nesse período procurava visitar homens de fervor, a fim de espelhar-se em suas obras e emular as virtudes que neles discernia. Por esse motivo, era conhecido como o “amigo de Deus”. Seu amor pelo Criador fazia-o ver em cada ato bom praticado pelos outros uma revelação do Senhor. Antão avançava resolutamente na vida ascética: renúncias, sacrifícios e orações preenchiam o seu dia, além do tempo que dedicava ao trabalho manual, confeccionando esteiras. Entretanto, grandes lutas ainda o aguardavam na via de penitência que abraçara. Primeiras batalhas contra o demônio O anjo das trevas, vendo suas práticas virtuosas, começou a tentá-lo de forma cada vez mais explícita. A fim de levá-lo a abandonar a vida solitária, lembrava-o dos bens que deixara, do cuidado de sua irmã e dos prazeres do mundo. Por outro lado, mostrava-lhe as dificuldades que há na prática da virtude, a fraqueza do corpo e as frequentes adversidades que o homem deve enfrentar devido às suas más tendências, fruto do pecado original. A esses assaltos do inimigo infernal ele resistiu energicamente, com o auxílio da graça, através da oração. Sofreu ainda inúmeras tentações contra a virtude angélica da pureza. O combate era ininterrupto: usando de artifícios maléficos, o pai da mentira o perturbava dia e noite com pensamentos e imaginações lascivas. Para vencer tais batalhas, Antão elevava suas cogitações para Nosso Senhor e a nobreza da alma humana criada por Deus. Além disso, redobrava sua fé, orações, jejuns e mortificações, convicto de que se tratava de uma luta sem fim, que ele deveria travar enquanto estivesse na terra. Isolado em um túmulo Sempre desejoso de aproximar-se mais de Deus e de novos embates contra o maligno, Antão decidiu isolar-se em dois lugares inusitados. Santo Antão atormentado pelos demônios – Museu Episcopal de Vic (Espanha) Primeiro tomou a resolução de morar em um sepulcro situado na orla do deserto. Certos autores dizem tratar-se de uma tumba egípcia, fazendo notar que tais locais eram tidos como habitação dos maus espíritos: “Reino dos mortos, reino dos espíritos malignos. Antão veio para este lugar por causa dos túmulos. Porque aí os poderes demoníacos sopram mais violentamente que as tempestades de areia, e são mais os demônios que as múmias escondidas nos sepulcros […] O asceta cristão encontra-se num terreno capaz de lhe oferecer a luta que deseja”.[1] Tendo recomendado a um amigo que lhe trouxesse alimento periodicamente, ele entrou no túmulo e o fechou. O inimigo, porém, “temendo que em pouco tempo o deserto se tornasse uma cidade de ascetas, certa noite entrou no sepulcro com uma multidão de demônios e o golpeou a ponto de deixá-lo estendido por terra”.[2] No dia seguinte seu amigo o encontrou desfalecido e, julgando-o morto, levou-o para a igreja da aldeia. Entretanto, ao recobrar os sentidos Antão rogou-lhe que o conduzisse de volta para o túmulo, onde ficou só. Redobrando o ataque, os espíritos malignos apareceram-lhe em forma de animais ferozes: leões, ursos, leopardos, touros, lobos, escorpiões e serpentes o atormentavam por meio de ruídos horríveis e agressões, por permissão divina. Antão “gemia de dor física, mas permanecia com a alma vigilante”[3] e zombava de seus algozes. Levantando os olhos, viu o teto abrir-se e uma luz penetrar o ambiente. Os demônios fugiram e o Santo sentiu-se reconfortado em suas penas ao reconhecer a presença de Nosso Senhor. Perguntou-Lhe então por que não viera socorrê-lo antes, ao que Ele respondeu: “Eu estava aqui, Antão. Esperava para ver-te combater. Como resististe e não te deixaste vencer, serei sempre teu socorro e tornarei teu nome célebre por toda parte”.[4] Tais enfrentamentos, longe de o abalarem, faziam aumentar seu desejo de progredir cada vez mais nas vias da perfeição. Com esse intuito decidiu adentrar-se no deserto, ambiente que remete a diversos simbolismos. É tido como um lugar de encontro com Deus, onde se contemplam as manifestações de seus prodígios, mas também como um local de provações, tentações e lutas. Era o que o Santo buscava. Aparição de Nosso Senhor – Museu Nacional de Arte da Catalunha, Barcelona (Espanha) Vida eremítica no deserto Já no início de sua viagem o inimigo quis tentá-lo, apresentando-lhe ouro e prata no solo desértico. Sem se deixar enganar por tal embuste, Antão proclamou em alta voz que nada seria capaz de desviá-lo de seu propósito, e seguiu o seu caminho, cheio de desprezo por satanás e confiança em Deus. Em determinado momento avistou as ruínas de um forte abandonado localizado próximo ao Rio Nilo, no alto do Monte Pispir, atualmente conhecido como Dayr al-Maymūn. Tendo estabelecido ali sua nova morada, Antão cerrou a entrada. Levara consigo alguns pães típicos da região, feitos para durar por longos meses, e duas vezes por ano recebia novas provisões que lhe lançavam por cima do muro. Não permitia a ninguém entrar. Antão passou cerca de vinte anos neste local, sem jamais sair. Do lado de fora podia-se ouvir os gritos que os demônios soltavam para atormentá-lo; ele, porém, não se abalava e continuava a rezar e praticar suas penitências. Mestre dos monges e consolo dos aflitos A vida de Antão, célebre pelos sacrifícios e renúncias, tornou-se conhecida de muitos que, cativados por sua fama de santidade, foram ter com ele no deserto. A partir de então, a via do isolamento converteu-se no ideal de muitos corações cristãos. Os mais fervorosos encontraram no ascetismo o caminho para a perfeição: recusa do mundo, despojamento de riquezas e purificação da alma. Em torno de Antão começou a se formar uma pequena colônia de ascetas. Embora habitassem separadamente, eles buscavam a santificação sob as orientações do santo eremita que, abandonando a solidão, tornou-se deles mestre e pai espiritual. Muitos outros o procuravam para receber conselho e pedir-lhe auxílio em suas dificuldades. “De um dia para o outro, vê-se atirado para a vida pública, vê-se saudado como mestre por uma multidão de todas as idades que procura dar-lhe e receber o ósculo da paz, tocar-lhe como a um segundo Cristo, cortar-lhe em segredo um pedaço da túnica. […] A multidão ruidosamente alegre reconhece em Antão o seu chefe e guia”.[5] O próprio Imperador Constantino, o Grande, chegou a enviar-lhe uma carta perguntando-lhe como devia fazer para governar no verdadeiro Espírito do Senhor. O monge do deserto, após ouvir a solene leitura da missiva, ditou uma pequena resposta: “Praticai a humildade e desprezai o mundo, e lembrai-vos de que no dia do Juízo, tereis de prestar contas de todos os vossos atos”.[6] Entre os prodígios que lhe são atribuídos, conta-se que em uma viagem feita com alguns discípulos Antão fez surgir água no meio do deserto para saciar a sede de todos, que estavam já por desfalecer. Ademais, curava os doentes, consolava os aflitos, reconciliava os inimigos e exorcizava demônios. Ele, que no isolamento vencera os ataques diabólicos, agora livrava muitas almas do poder do tentador. Alguns anos se passaram, e Antão ansiava por retomar sua vida de solidão… Contudo, os antigos locais habitados por ele haviam se convertido em pequenas comunidades de discípulos. Enquanto buscava uma solução, ouviu uma voz que lhe disse: “Vai ao deserto interior”. Deus inspirou-lhe então seguir uma caravana de sarracenos que partia para lá. Após três dias de viagem, ele avistou uma alta montanha e reconheceu-a como sendo o lugar desejado pelo Senhor: tratava-se do Monte Colzim, onde habitou até o fim de seus dias. Chamado a defender a verdadeira Fé Há ainda outro aspecto que chama a atenção na vida de Santo Antão: o notável papel que ele realizou para defender e fortalecer a Igreja em sua época. Santo Antão – Museu Episcopal de Vic (Espanha) Durante a perseguição de Maximino, o Santo dirigiu-se a Alexandria com o objetivo de fortalecer com sua presença e palavras todos aqueles que eram chamados a entregar suas vidas pelo nome de Cristo. Também ele desejava sofrer o martírio, mas jamais alguém ousou fazer-lhe mal, mesmo quando comparecia aos tribunais para exortar os cristãos a permanecerem fiéis, pois “o Senhor o guardava para o bem nosso e dos outros”.[7] Anos mais tarde, a pedido do Patriarca Santo Atanásio, Antão foi a Alexandria novamente, mas desta vez para defender a verdadeira Igreja contra o veneno da heresia. Tratava-se do arianismo, falsa doutrina já condenada pelo Concílio de Niceia, que negava a divindade do Verbo e ameaçava propagar-se por todo o orbe cristão. O monge do deserto, que em suas comunicações místicas contemplara a divindade de Nosso Senhor, era a testemunha que neste momento a Santa Igreja tanto necessitava. Logo após sua chegada, cristãos e hereges reuniram-se na basílica da cidade para escutá-lo. Assim que o Santo Patriarca iniciou seu discurso em louvor da natureza divina da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, um revoltoso rudemente o interrompeu com protestos, afirmando que o Senhor era apenas um homem criado por Deus. Quando Antão ouviu o que dizia, ergueu-se e bradou em alta voz: “Eu O vi!” Tal testemunho, dotado do timbre da verdade, arrebatou os presentes. “Mais que a bela e lógica doutrina exposta no Concílio, a imponente voz desse homem, para quem a verdade da natureza divina de Cristo se tornara quase uma evidência em virtude de uma visão sobrenatural, foi o maior golpe que a heresia recebeu”.[8] Últimos anos Depois de exortar o povo de Deus a ser fiel à verdadeira Religião e a combater as heresias e seus fautores, o monge do deserto retornou à sua morada no Monte Colzim. Seus últimos anos transcorreram na meditação e ascese. Cultivava trigo e preparava o próprio pão. De vez em quando visitavam-no alguns discípulos, que também cuidavam de lhe levar víveres. Permaneceu constante na vida de austeridade, entre penitências e orações, e num crescente convívio místico com Deus. Em um destes contatos sobrenaturais, o Salvador lhe revelou as dificuldades que a Santa Igreja teria de sofrer e seu futuro triunfo.[9] Já próximo da morte, e tendo mais de cem anos, Antão era auxiliado por dois discípulos. Segundo a tradição, entregou sua alma a Deus no dia 17 de janeiro, data em que a Igreja celebra sua memória. Rochedo de constância e ortodoxia Quão belo é contemplar o alvorecer da história da Cristandade! Nele reluzem damas e varões cheios de fé que, suscitados pela Providência, souberam glorificar a Deus cumprindo seus desígnios. Nesse sentido, Santo Antão constitui-se num luzeiro da vida ascético-monacal, abrindo caminho para uma miríade de almas que escolheriam abandonar o mundo para encontrar-se com seu Criador através de uma via de penitência. Por sua constância e fidelidade, o Senhor fez dele o rochedo sobre o qual a Igreja pôde apoiar-se para dissipar as pérfidas investidas da heresia. Que seu exemplo possa sustentar todos aqueles que, nos dias atuais, travam combates quiçá maiores contra os inimigos de Deus e sua Igreja, recordando-lhes a promessa infalível do Salvador: “As portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18). ◊ Caráter sossegado e pureza de alma O gozo de sua alma transparecia na alegria de seu rosto, e pela forma de expressão de seu corpo se sabia e conhecia a estabilidade de sua alma. Seu rosto tinha grande e indescritível encanto. E o Salvador lhe tinha dado por acréscimo este dom: se se achava presente numa reunião de monges e algum a quem não conhecia desejava vê-lo, esse tal, ao chegar, passava por alto os demais, como que atraído por seus olhos. Não eram nem sua estatura nem sua figura que o destacavam entre os demais, mas seu caráter sossegado e a pureza de sua alma. Ela era imperturbável e assim sua aparência externa era tranquila. O gozo de sua alma transparecia na alegria de seu rosto, e pela forma de expressão de seu corpo se sabia e conhecia a estabilidade de sua alma, como o diz a Escritura: “O coração contente alegra o semblante, o coração triste deprime o espírito” (Pr 15, 13). […] Nunca estava agitado, pois sua alma estava em paz; nunca estava triste porque havia alegria em sua alma.
- São Marcelo I, papa e mártir – 16 de Janeiro
SANTO DO DIA – 16 DE JANEIRO – SÃO MARCELO I Papa e Mártir (+309) No início do ano 304 com a morte do Papa Marcelino, a Igreja viveu um longo e confuso período de sua história, recheado de incertezas e de perseguições, que a desorganizou, inclusive internamente. Neste quadro, apareceu a singela figura de Marcelo I, confundido por muitos anos com o próprio Marcelino, pois, alguns biógrafos acreditaram que eram a mesma pessoa e outros historiadores afirmaram, que ele havia sido apenas um padre. Vejamos como tudo se esclareceu e a relevância deste Papa e Santo, para a Igreja. Os anos trezentos, também para o Império Romano não foram nada agradáveis, pois já se delineava a sua queda histórica. O imperador Diocleciano que se mostrava um tirano insensato e insano, também já não governava por si mesmo, era comandado pelo vice Gelásio. Foi a mando dele, que Diocleciano decretou a mais feroz, cruel e sangrenta perseguição aos cristãos, estendida para todos dos domínios do Império. E continuou, após a sua morte, sob o patrocínio do novo imperador Maxêncio. A Cátedra de São Pedro vivia num período de ‘vicatio’, como é chamado o tempo de ausência entre a eleição legítima e a entrada de um novo pontífice. Foi uma época obscura e de solavancos para toda a Igreja, que agonizava com a confusão generalizada provocada pelas heresias e pelos ‘lapsis’, esta figura sombria que surgira em consequência das perseguições. Em 27 de maio de 308, foi eleito o Papa Marcelo I, um presbítero de origem romana, humilde, generoso, de caráter firme e fé inabalável. Ele assumiu a direção da Igreja, após quatro anos da morte do seu predecessor e se ocupou da difícil tarefa de sua reorganização. O seu pontificado, ao contrário do que se imaginava, ficou muito bem atestado pelas fontes da época. Nestes relatos se constatou o comportamento pós-perseguição que a Igreja teve com os ‘lapsis’ ou ‘renegados’, como eram chamados os cristãos que, por medo, haviam publicamente renunciado a fé em Cristo. A esse respeito, existe o registro de um elogio feito ao papa Marcelo I pelo papa Damásio I em 366, com muita justiça. Enquanto muitos bispos do Oriente pediam a excomunhão destes cristãos, especialmente para os que faziam parte do clero, ele se mostrou rigoroso mas menos radical. Severo, decidiu que a Igreja iria acolhê-los, depois de um período de penitência. Também, determinou que nenhum concílio podia ser convocado sem a prévia autorização do papa. Mas acabou sendo preso por ordem do imperador Maxêncio, que o exilou e obrigou a trabalhar na sua própria igreja, a qual fora transformada em estábulo. Morreu em consequência dos maus tratos recebidos, no dia 16 de janeiro de 309. A Igreja declarou Marcelo I santo e mártir da fé, para ser festejado nesta data. As suas relíquias estão guardadas na Cripta dos Papas no cemitério de Santa Priscila, em Roma. #SantodoDia
- São Marcelo I, papa e mártir – 16 de Janeiro
SANTO DO DIA – 16 DE JANEIRO – SÃO MARCELO I Papa e Mártir (+309) No início do ano 304 com a morte do Papa Marcelino, a Igreja viveu um longo e confuso período de sua história, recheado de incertezas e de perseguições, que a desorganizou, inclusive internamente. Neste quadro, apareceu a singela figura de Marcelo I, confundido por muitos anos com o próprio Marcelino, pois, alguns biógrafos acreditaram que eram a mesma pessoa e outros historiadores afirmaram, que ele havia sido apenas um padre. Vejamos como tudo se esclareceu e a relevância deste Papa e Santo, para a Igreja. Os anos trezentos, também para o Império Romano não foram nada agradáveis, pois já se delineava a sua queda histórica. O imperador Diocleciano que se mostrava um tirano insensato e insano, também já não governava por si mesmo, era comandado pelo vice Gelásio. Foi a mando dele, que Diocleciano decretou a mais feroz, cruel e sangrenta perseguição aos cristãos, estendida para todos dos domínios do Império. E continuou, após a sua morte, sob o patrocínio do novo imperador Maxêncio. A Cátedra de São Pedro vivia num período de ‘vicatio’, como é chamado o tempo de ausência entre a eleição legítima e a entrada de um novo pontífice. Foi uma época obscura e de solavancos para toda a Igreja, que agonizava com a confusão generalizada provocada pelas heresias e pelos ‘lapsis’, esta figura sombria que surgira em consequência das perseguições. Em 27 de maio de 308, foi eleito o Papa Marcelo I, um presbítero de origem romana, humilde, generoso, de caráter firme e fé inabalável. Ele assumiu a direção da Igreja, após quatro anos da morte do seu predecessor e se ocupou da difícil tarefa de sua reorganização. O seu pontificado, ao contrário do que se imaginava, ficou muito bem atestado pelas fontes da época. Nestes relatos se constatou o comportamento pós-perseguição que a Igreja teve com os ‘lapsis’ ou ‘renegados’, como eram chamados os cristãos que, por medo, haviam publicamente renunciado a fé em Cristo. A esse respeito, existe o registro de um elogio feito ao papa Marcelo I pelo papa Damásio I em 366, com muita justiça. Enquanto muitos bispos do Oriente pediam a excomunhão destes cristãos, especialmente para os que faziam parte do clero, ele se mostrou rigoroso mas menos radical. Severo, decidiu que a Igreja iria acolhê-los, depois de um período de penitência. Também, determinou que nenhum concílio podia ser convocado sem a prévia autorização do papa. Mas acabou sendo preso por ordem do imperador Maxêncio, que o exilou e obrigou a trabalhar na sua própria igreja, a qual fora transformada em estábulo. Morreu em consequência dos maus tratos recebidos, no dia 16 de janeiro de 309. A Igreja declarou Marcelo I santo e mártir da fé, para ser festejado nesta data. As suas relíquias estão guardadas na Cripta dos Papas no cemitério de Santa Priscila, em Roma. #SantodoDia
- Homilia Diária | A finalidade do sábado no Antigo Testamento
Terça-feira da 2.ª S. do Tempo Comum núcleo das controvérsias entre Jesus e os fariseus a respeito do descanso sabático está no fato de que estes, embora observassem externamente a Lei, tinham se esquecido da razão da Lei, de sua autêntica finalidade. Deus mandou-nos guardar o Dia do Senhor pois se trata de uma exigência da própria natureza: precisamos dedicar uma parte do nosso tempo à adoração e ao culto de que Ele é digno. Afinal, se o fim da nossa vida consiste em amar a Deus de todo o coração e sobre todas as coisas, como poderemos cumpri-lo se não tivermos um momento especial — ao menos um dia na semana — para estar a sós com Ele? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 16 de janeiro, e entenda o verdadeiro sentido de “guardar o sábado” no Antigo Testamento. Evangelho (Mc 2,18-22) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — A palavra do Senhor é viva e eficaz: ela julga os pensamentos e as intenções do coração. (Hb 4,12) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 18 os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?” 19 Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20 Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar. 21 Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22 Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | A finalidade do sábado no Antigo Testamento
Terça-feira da 2.ª S. do Tempo Comum núcleo das controvérsias entre Jesus e os fariseus a respeito do descanso sabático está no fato de que estes, embora observassem externamente a Lei, tinham se esquecido da razão da Lei, de sua autêntica finalidade. Deus mandou-nos guardar o Dia do Senhor pois se trata de uma exigência da própria natureza: precisamos dedicar uma parte do nosso tempo à adoração e ao culto de que Ele é digno. Afinal, se o fim da nossa vida consiste em amar a Deus de todo o coração e sobre todas as coisas, como poderemos cumpri-lo se não tivermos um momento especial — ao menos um dia na semana — para estar a sós com Ele? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 16 de janeiro, e entenda o verdadeiro sentido de “guardar o sábado” no Antigo Testamento. Evangelho (Mc 2,18-22) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — A palavra do Senhor é viva e eficaz: ela julga os pensamentos e as intenções do coração. (Hb 4,12) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 18 os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?” 19 Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20 Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar. 21 Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22 Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Conheça a história e origem do Santo Rosário
O costume de contar pequenas orações de repetição nos dedos da mão, por meio de pedrinhas, grãos ou ossinhos, soltos ou unidos por um barbante, é muito antigo e utilizado por fiéis de muitas religiões. O Islamismo, fundado por Maomé (que nasceu em torno de 570 e morreu em 632), usa o “subha”, feito de madeira, osso ou madrepérola, e consta de três grupos de trinta e três contas para recitar noventa e nove nomes de Deus. No cristianismo, isto se verificava entre os monges nos séculos IV e V (anos 300 e 400). Mas afinal qual a origem do Rosário? Esta devoção tão cara para nós católicos tardou séculos para ser plasmada. Antes de mais nada foi necessário surgir a oração da Ave-Maria para que o terço pudesse ser idealizado. Primeiramente, foi introduzido o costume de rezar determinado número de vezes o Pai Nosso. Isto se dava de modo especial nos mosteiros, sobretudo a partir do século X (depois do ano 900) onde muitos cristãos que faziam os votos de vida religiosa não tinham condições de participar das orações dos salmos (do saltério), com leituras e cânticos. Seus superiores estabeleciam para eles a recitação do Pai-Nosso determinado número de vezes. Até o século VII (depois do ano 600), a frase do anúncio do anjo a Maria era a antífona do ofertório do quarto domingo de Advento. É antiga também a recitação da parte da “Ave Maria” que recordava a mensagem do anjo e as palavras de Isabel a Nossa Senhora quando esta a visitou. O nome Jesus no final da primeira parte e a segunda parte foram introduzidos em torno do ano 1480. O surgimento da Ave-Maria foi, por sua vez, decorrência do desejo dos fiéis católicos de honrar de alguma maneira Nossa Senhora. A oração mais antiga que se conhece dirigida à Virgem Santíssima é o “Sub tuum praesidium Sancta Dei Genetrix”, “À vossa proteção nos recorremos, Santa Mãe de Deus”. Com relação à Ave-Maria, pelo que se sabe, por volta do ano 600 já era rezada a sua primeira parte. Posteriormente, entre os séculos X e XI foi acrescentado o nome de Jesus ao final da oração. A segunda parte da Ave-Maria surgirá no século XIII, juntamente com o terço, tendo um papel importante São Domingos de Gusmão 1170-1221). Este santo foi um sacerdote espanhol, fundador da ordem dos dominicanos ou pregadores. Num determinado momento da sua vida decidiu ir à França para lutar contra a heresia albigense. Esta heresia, entre outros erros, ensinava que havia dois deuses: um bom e um mau. São Domingos se empenhou no combate desta heresia, mas, no início, não conseguiu grandes frutos. Segundo uma antiga tradição, no ano de 1208, foi a um bosque chorar, rezar e suplicar a Nossa Senhora para que mostrasse uma arma espiritual eficaz para vencer aquela batalha. Depois do terceiro dia que estava em oração, Nossa Senhora apareceu-lhe acompanhada de três anjos e disse a São Domingos: – Querido Domingos, você sabe qual é a arma que a Santíssima Trindade quer usar para mudar o mundo? A resposta de São Domingos foi que ela sabia melhor que ele. Então Nossa Senhora lhe disse: – Quero que saiba que neste tipo de guerra a arma sempre foi o Saltério Angélico (palavras do Arcanjo Gabriel a Nossa Senhora na Anunciação), que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Portanto, se você quer converter estas almas endurecidas e ganhá-las para Deus, difunda o meu saltério. Conta-se que Nossa Senhora, então, mostrou o terço para São Domingos, com as 50 Ave-Marias, que passou a ser conhecido como Saltério da Bem-Aventurada Virgem Maria. A partir daí São Domingos começou a espalhar esta devoção, encontrando eco nos fiéis católicos que não sabiam ler e queriam de alguma maneira imitar os monges que recitavam os 150 Salmos da Bíblia. Passado um tempo, como esta devoção veio a languidescer, Nossa Senhora apareceu ao beato Alano de Rupe (1428-1475), também da ordem de São Domingos, e lhe pediu para avivá-la novamente. Nossa Senhora lhe disse que seriam necessários volumes imensos para registrar todos os milagres obtidos por meio do terço e reiterou as promessas feitas a São Domingos de Gusmão. Inspirado pela Mãe de Deus, Alano criou as agrupações de 50 Ave-Marias conhecidas como Mistérios Gozosos, Dolorosos e Gloriosos. Acrescentou também os Pai-Nossos no início de cada dezena. Surgia assim o Rosário como nós conhecemos hoje, com a diferença da inclusão recente dos Mistérios Luminosos pelo papa João Paulo II. Algumas mudanças Inicialmente, a recitação da Ave Maria era feita sem a inclusão de fatos – mistérios – da vida de Cristo. Entre 1410 e 1439, o monge cartuxo Domingo de Prusia, de Colônia, Alemanha, introduziu uma espécie de saltério mariano, com 50 Ave-Marias, mas cada uma era seguida de uma referência a uma passagem do Evangelho, como uma jaculatória. Assim, os salmos eram substituídos pelas Ave-Marias e as antífonas, pelas passagens evangélicas. A iniciativa do monge teve plena aceitação e popularização. Os ditos saltérios marianos se multiplicaram. Chegou-se a ter em torno de 300 referências ao Evangelho. O dominicano Alano de la Roche (1428-1475) empenhou-se muito na promoção do saltério mariano, que começou a se chamar “Rosário da Bem-Aventurada Virgem Maria”. Outro dominicano, Alberto de Castello, em 1521, simplificou o Rosário, escolhendo 15 passagens evangélicas para meditação a cada dez Ave-Marias. São Pio V, Papa de 1566 a 1572, época final e de implementação do Concílio de Trento, em que foram organizados os livros litúrgicos utilizados até o Concílio Vaticano II, estabeleceu a atual configuração do Rosário. Ele atribuiu à oração do Rosário a vitória naval de Lepanto, em 07 de outubro de 1571, que salvou o povo cristão da Europa de um grande perigo. Por causa disto, introduziu a festa de Nossa Senhora do Rosário. Origem do nome “rosário” Esta designação de “rosário” pode ter origem no costume de, em alguns lugares, o povo oferecer coroas (guirlandas) de rosas à sua rainha. Os cristãos transferiram isto a Maria, a rainha do céu e da terra: oferecer-lhe uma coroa de 150 rosas – Ave-Marias. Daí o rosário, mas dividido em três partes, resultando o terço. Cada dez Ave-Marias, um fato da vida de Jesus e de Maria: cinco fatos da infância: mistérios da alegria (gozosos); cinco fatos da dor, da paixão e morte (dolorosos); cinco da vitória de Cristo e da participação de Maria nela (gloriosos). Como ficava fora a pregação de Jesus, João Paulo II, em 16 de outubro de 2002, acrescentou cinco mistérios da luz (luminosos). Assim, o rosário passa a ter 200 Ave-Marias (duzentas rosas) e cada série de cinco mistérios passa a ser um quarto. Mas, pela tradição, continuar-se-á a falar em rezar um terço ou um rosário. Conforme outra fonte, viria de uma tradição popular, segundo a qual um monge rezava freqüentemente 50 Ave-Marias, as quais se deslocavam de seus lábios como rosas que iam pousar na cabeça da Virgem Maria. As 15 promessas do Santo Rosário Em suas parições a São Domingos de Gusmão e ao bem-aventurado Alan de La Roche, Nossa Senhora revelou 15 promessas para aqueles que rezarem fielmente o seu Santo Rosário todos os dias. “A prática do Santo Rosário é verdadeiramente grande, sublime, divina. Foi o Céu que vo-la deu para converter os pecadores mais endurecidos e os hereges mais obstinados”. São Luis Maria Grignion de Montfort As promessas de Nossa Senhora 1ª – Todos os que rezarem o meu Rosário, com constância, receberão graças especiais. 2ª – Aos que rezarem devotamente o meu Rosário, prometo minha especial proteção e as grandes graças. 3ª – Os devotos do meu Rosário serão dotados de uma armadura poderosa contra o inferno, pois conseguirão destruir o vício, o pecado e as heresias. 4ª – Aos que rezarem devotamente o meu Rosário, prometo minha especial proteção e as grandes graças. Jamais será condenado 5ª – Toda alma que recorre a mim, por meio da oração do Rosário, jamais será condenada; 6ª – Todo aquele que rezar devotamente o Rosário e aplicar-se na contemplação dos mistérios da redenção não será atingido por desgraças; não será objeto da justiça divina por meio de castigos e não morrerá impenitente. Se for justo, permanecerá como tal até a morte; 7ª – Os que realmente se devotarem à prática da oração do Rosário não morrerão sem receber os sacramentos; 8ª – Todos aqueles que rezarem com fidelidade o meu Rosário terão, durante a vida e no instante da morte, a plenitude das graças, e serão favorecidos com os méritos dos santos; 9ª – Os devotos do meu Santo Rosário, que forem para o Purgatório, eu os libertarei no mesmo dia. Glória no Céu 10ª – Os devotos do meu Rosário terão grande glória no céu; 11ª – Tudo o que os meus fiéis devotos pedirem, por meio do meu Rosário, será concedido a eles; 12ª – Aos missionários do meu Santo Rosário, prometo o meu auxílio em todas as suas necessidades; 13ª – Para todos os devotos do meu Rosário, consegui de meu Filho a intercessão de toda a corte celeste na vida e na morte; 14ª – Todos os que rezam o meu Rosário são meus filhos e irmãos de Jesus, meu Unigênito; 15ª – A devoção ao meu Rosário é grande sinal de predestinação (predestinados à salvação). Um marco importante na história do terço: a batalha de Lepanto A batalha de Lepanto deu-se no dia 7 de outubro de 1571 e teve como finalidade conter o avanço turco na Europa. Os cristãos, incentivados pelo Papa Pio V, estavam sob o comando de Juan de Áustria. A esquadra cristã, composta de aproximadamente 200 embarcações, teve de enfrentar-se com uma frota adversária ligeiramente superior. O papa esteve preparando esta batalha ao longo de vários anos, procurando formar uma união de católicos que se dispusessem a conter este avanço. No dia 14 de setembro de 1569 publicou um documento chamado Carta Breve Consueverunt, onde recomendava a oração do Rosário por parte dos católicos, vendo nela um presságio da vitória. Dois anos depois se travou o combate que durou apenas um dia, com a vitória dos católicos. No final da luta, Nossa Senhora apareceu diante do papa Pio V, que estava em Roma, para lhe comunicar a boa notícia. Com grande alegria o papa instituiu neste dia, 7 de outubro, a festa de Nossa Senhora do Rosário, com a certeza de que foi através da oração do Rosário recitada por tantos fiéis ao longo de dois anos que propiciou a vitória nesta batalha tão decisiva para a cristandade. A partir desta data o rosário passará a ser conhecido como “arma poderosa”, a arma por excelência dos católicos para vencerem todos os inimigos. Terço: é também remédio para a alma Um tempo atrás chegou-me às mãos uma caixinha de remédio chamada Tercium, onde encontrei um terço e uma bula. A bula dizia assim: Leia cuidadosamente esta bula antes de administrar o medicamento. Contém informações importantes para o seu tratamento. COMPOSIÇÃO Cada mistério contém: Pai-nosso – 1 Ave-Marias – 10 Glória ao Pai – 1 INDICAÇÕES: Tercium está indicado para o tratamento da alma com efeito seguro e prolongado. Protetor revigorante, alimenta-a poderosamente protegendo-a contra todos os vírus e bactérias que possam prejudicá-la. Foi comprovada ainda a sua ação não só na própria pessoa que o utiliza como nos membros da família e, dependendo da dose, até na sociedade. Fabricado especialmente para quem padece de doenças espirituais, tais como: fraqueza interior; tensão nervosa, ansiedade; tristeza ou depressão; estresse em geral; falta de fé; falta de amor no coração; falta de paz; falta de alegria; e também para quem necessita alcançar graças importantes e pretende fortalecer a família. CONTRA INDICAÇÕES: Não foram encontradas. POSOLOGIA: Doses recomendadas: Crianças: de um a dois mistérios diários. Adultos: cinco mistérios diários ou recitação do Santo Rosário completo. Não precisa de receita médica. Permitido o autoconsumo e a overdose. GRAVIDEZ E AMAMENTAÇÃO: Seu uso prolongado causa alegria e estabilidade emocional na mãe e traz bênçãos para o futuro filho. PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS: Seu consumo deve ser feito com piedade e devoção. De preferência, contemplando os mistérios. Não se recomenda o consumo deste medicamento com a ingestão de álcool, pois pode ocasionar enjoos, náuseas, fortes dores de consciência. Evite distrações. EFEITOS COLATERAIS E INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: não foram encontradas. Os mistérios do Rosário Um dos significados da palavra mistério é o de realidade de salvação, sinal de graça divina. Mistérios são as palavras, os gestos e sinais de Jesus; mistério é o Evangelho no seu conjunto; mistério, especialmente, é o próprio Cristo. Ele é o grande sinal revelador do Pai. “De tal modo amou Deus o mundo que lhe enviou seu próprio Filho, a fim de que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16). O Rosário se organizou tendo como referência os 150 salmos. A cada salmo, corresponde uma Ave-Maria, em série de dez. A cada dezena, intercalou-se um fato da vida de Jesus, um “mistério”. Assim, três séries de cinco mistérios (três terços) cobrem as 150 Ave-Marias, divididas em 15 dezenas. Mistérios da alegria, da dor e da glória, como se disse acima. Visando dar destaque à pregação de Cristo, à sua vida pública entre o batismo e a paixão, o Papa criou uma nova série de mistérios, os da luz ou luminosos. Cristo é a luz do mundo (Jo 8, 12). Tudo o que ele diz e faz irradia a luz salvadora. Mas o Papa quis indicar cinco momentos especialmente luminosos de seu ministério: seu batismo no Jordão, sua auto-revelação nas bodas de Caná, seu anúncio do Reino de Deus com o convite à conversão, sua Transfiguração e, enfim, a instituição da Eucaristia, expressão sacramental do mistério pascal. Os mistérios do Rosário sugerem compromissos muito abrangentes. Os gozosos contemplam a vida escondida do Menino Jesus e propõem aceitar e promover a vida. Os da luz ressaltam o anúncio do Reino de Cristo e exortam a viver as bem-aventuranças. Os dolorosos apresentam Cristo crucificado e exigem que nos inclinemos como cireneus sobre o ser humano que sofre. Os gloriosos contemplam Cristo ressuscitado, o que significa compromisso na renovação de todas as coisas. Mistérios Gozosos (segunda-feira e sábado) 1. A ANUNCIAÇÃO DO ARCANJO GABRIEL A NOSSA SENHORA – “O anjo Gabriel entrou no lugar onde Maria estava e disse: ‘Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo” (Lc 1,28). 2. A VISITA DE NOSSA SENHORA A SUA PRIMA SANTA ISABEL – “Maria foi à casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou de alegria em seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou: ‘bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre’” (Lc 1,41-42) . 3. O NASCIMENTO DE JESUS EM BELÉM – “Maria deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o em faixas e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2, 7). 4. A APRESENTAÇÃO DO MENINO JESUS NO TEMPLO – “José e Maria levaram o Menino a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor, conforme está escrito na Lei do Senhor: `Todo primogênito masculino será consagrado ao Senhor’” (Lc 2, 22 – 28). 5. REENCONTRO DE JESUS NO TEMPLO ENTRE OS DOUTORES DA LEI – “Depois de três dias, José e Maria encontraram o Menino Jesus no templo. Ele estava sentado entre os mestres, ouvindo-os e fazendo-lhes perguntas. Todos os que o ouviam ficavam maravilhados de sua sabedoria e de suas respostas” (Lc 2, 46). Mistérios Luminosos (quinta-feira) 1. O BATISMO DE JESUS NO JORDÃO – Aqui, enquanto Cristo desce à água do rio, como inocente que “Se faz pecado por nós” (cf. 2 Cor 5, 21), “o céu abre-se e a voz do Pai proclama-O Filho dileto” (cf. Mt 3, 17 par), “ao mesmo tempo em que o Espírito vem sobre Ele para investi-lO na missão que O espera”. 2. A AUTO-REVELAÇÃO DE JESUS NAS BODAS DE CANÁ – A Sua auto-revelação nas Bodas é o início dos sinais em Caná (cf. Jo 2, 1-12), quando Cristo, transformando a água em vinho, abre à fé o coração dos discípulos graças à intervenção de Maria, a primeira entre os crentes. 3. O ANÚNCIO DO REINO DE DEUS POR JESUS COM O CONVITE À CONVERSÃO – O Seu anúncio do Reino de Deus é a pregação com a qual Jesus anuncia o advento do Reino de Deus e convida à conversão (cf. Mc 1, 15), perdoando os pecados de quem a Ele se dirige com humilde confiança (cf.Mc 2, 3-13; Lc 7, 47-48), início do ministério de misericórdia que Ele prosseguirá exercendo até ao fim do mundo, especialmente através do sacramento da Reconciliação confiado à sua Igreja (cf. Jo 20, 22-23). 4. A TRANSFIGURAÇÃO DE JESUS – A Transfiguração é mistério de luz por excelência, que, segundo a tradição, se deu no Monte Tabor. A glória da Divindade reluz no rosto de Cristo, enquanto o Pai O acredita aos Apóstolos extasiados para que O “escutem” (cf. Lc 9, 35 par) e se disponham a viver com Ele o momento doloroso da Paixão, a fim de chegarem com Ele à glória da Ressurreição e a uma vida transfigurada pelo Espírito Santo. 5. A INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA, EXPRESSÃO SACRAMENTAL DO MISTÉRIO PASCAL – A instituição da Eucaristia, na qual Cristo Se faz alimento com o seu Corpo e o seu Sangue sob os sinais do pão e do vinho, testemunhando “até ao extremo” o seu amor pela humanidade (Jo 13, 1), por cuja salvação Se oferecerá em sacrifício. Mistérios Dolorosos (terça e sexta-feira) 1. A AGONIA DE JESUS NO HORTO DAS OLIVEIRAS – “No monte das Oliveiras, Jesus, de joelhos, começou a orar. ‘Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua’. … Entrando em agonia, Jesus orava com mais insistência. Seu suor tornou-se como gotas de sangue que caíam no chão” (Lc 22, 39-45). 2. A FLAGELAÇÃO DE JESUS – “Pilatos perguntou: ‘que quereis que eu faça com o Rei dos judeus?’ Eles gritaram: ‘crucifica-o’. Pilatos querendo satisfazer a multidão, soltou Barrabás, mandou açoitar Jesus e entregou-o para ser crucificado” (Jo 19, 17). 3. A COROAÇÃO DE ESPINHOS – “Os soldados do governador tiraram a roupa de Jesus e o vestiram com um manto vermelho; depois trançaram uma coroa de espinhos e puseram-na em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita” (Mt 27, 27-29). 4. A SUBIDA DOLOROSA DO CALVÁRIO – “Pilatos entregou Jesus para ser crucificado. E eles o levaram. Jesus, carregando ele mesmo a cruz, saiu para o lugar chamado Caveira (em hebraico: Gólgota)” (Jo 19, 16-17). 5. A CRUCIFIXÃO E MORTE DE JESUS – “Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram e os malfeitores. … mais ou menos ao meio-dia… Jesus deu um forte grito: ‘Pai , em tuas mãos entrego o meu espírito’. Dizendo isto, expirou” (Lc 23, 33-46). Mistérios Gloriosos (quarta-feira e domingo) 1. A RESSURREIÇÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO – “O anjo falou às mulheres: ‘Vós não precisais ter medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito! Vinde ver o lugar em que ele estava” (Mt 28, 5-7). 2. A ASCENSÃO ADMIRÁVEL DE JESUS CRISTO AO CÉU – “Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu e sentou-se à direita de Deus” (Mc 16, 19). 3. A VINDA DO ESPIRITO SANTO – Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. … Todos ficaram repletos de Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se” (At 2, 1-4). 4. A ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA AO CÉU – “Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida com o sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas” (Ap 12, 1). 5. A COROAÇÃO DE NOSSA SENHORA NO CÉU – “Tu és a glória de Jerusalém, a alegria de Israel, a honra de nosso povo. O Senhor te fortaleceu e por isso serás eternamente bendita” (Jdt 15, 10-11). Importância e valor do Rosário No dia 16 de outubro de 2001, ao iniciar seu vigésimo quinto ano de pontificado, João Paulo II promulgou a carta apostólica Rosarium Virginis Mariae (RVM, sobre o Rosário). Por este documento, o Papa quis fazer um relançamento desta devoção querida da piedade popular e proclamou o ano do Rosário de outubro de 2002 a outubro de 2003, desejando que fosse acolhido com generosidade e solicitude. Algumas circunstâncias históricas levaram João Paulo II a fazer este relançamento do Rosário: a crise do mundo atual com efeitos devastadores na família e nas relações entre os povos. O Rosário, formado no segundo milênio por inspiração do Espírito Santo, é oração de grande significado e destinado a produzir frutos de santidade. É oração cristológica, uma espécie de compêndio do Evangelho, que concentra a profundidade de toda a mensagem de Cristo. Nele ecoa a oração de Maria. Com ele, o povo cristão frequenta a escola de Maria para introduzir-se na contemplação do rosto de Cristo e na experiência do seu amor infinito. Uma oração cristológica Mesmo que seja devoção mariana, o Rosário é oração cristológica, ou seja, tem Cristo como centro. Torna-se verdadeiro caminho espiritual, no qual Maria se torna mãe, irmã, mestra, guia para o Deus trinitário, socorrendo-nos com sua intercessão sempre eficaz. O Rosário é oração contemplativa, bem de acordo com a figura de Maria que guardava e meditava no seu coração os mistérios de Cristo. Ele ajuda a Igreja a viver uma de suas características que é a da escuta de seu Mestre e Senhor. Pela contemplação a que ele conduz, favorece a assimilação do jeito de ser de Cristo, dos sentimentos e ensinamentos. O Rosário nos faz aprender Cristo de Maria; por ele, recordamos Cristo com Maria, nos conformamos a Cristo com Maria, pedimos a Cristo com Maria e anunciamos Cristo com Maria. Oferece o segredo para o cristão conhecer Cristo de forma profunda e envolvente. Por outro lado, o conhecimento de Cristo leva ao conhecimento do mistério do ser humano. Percorrendo os mistérios de Jesus, o discípulo de Cristo encontra a verdade profunda da existência humana. “Contemplando o seu nascimento aprende a sacralidade da vida, olhando para a casa de Nazaré aprende a verdade originária da família segundo o desígnio de Deus, escutando o Mestre nos mistérios da vida pública recebe a luz para entrar no Reino de Deus, e seguindo-O no caminho para o Calvário aprende o sentido da dor salvífica. Contemplando, enfim, a Cristo e sua Mãe na glória, vê a meta para a qual cada um de nós é chamado, se se deixa curar e transfigurar pelo Espírito Santo. Pode-se dizer, portanto, que cada mistério do Rosário, bem meditado, ilumina o mistério do homem” (Cfr Ângelo Amato, SDB, L’Osservatore Romano, 15/02/2003, p. 04). Por tudo o que significa, o Rosário é precioso exercício da piedade cristã e recurso a ser utilizado com zelo especial por todo o evangelizador. O simbolismo do terço Em 1992, Dom Valfredo Tepe, Bispo de Ilhéus (falecido no dia 14/02/2003, aos 84 anos), orientou o dia de retiro aos Bispos em sua Assembleia anual. Ofereceu a todos uma reflexão sobre o terço, com a sugestão de uma outra série de mistérios: os jubilosos – batismo de Jesus, bodas de Caná, evangelização de Jesus, sinais libertadores de Jesus e opção preferencial de Jesus pelos marginalizados. Segundo Dom Tepe, o próprio terço é um símbolo. Ele forma um círculo. Sua saída coincide com a chegada. Lembra o que Jesus falou: saí do Pai e volto ao Pai (Jo 16, 28). Nós também viemos do Pai e devemos voltar a Ele. A forma de fazê-lo é seguir Cristo, que se declarou nosso caminho (Jo 14, 8) e convida a cada um a segui-lo (Mt 19,21). Pelo terço, meditamos na volta que Jesus deu por este mundo. Com Ele, vamos desfiando as contas da própria vida – os fatos, os acontecimentos da vida, unidos pelo fio da fé. Sem a fé, os dias de nossa vida viram um amontoado de contas perdidas no chão, como acontece com as contas do terço quando se quebra o fio que as mantém unidas. O centro do terço é Cristo crucificado. Tendo-o nas mãos, recorda que nossa vida e nossa oração devem ter seu centro em Cristo. Como rezamos na grande elevação da Missa, por Cristo, com Cristo e em Cristo, pelo Espírito Santo, procuramos fazer a vontade do Pai e o bendizemos. Um grande devoto e incentivador do Rosário, o Beato Bartolo Longo, via no terço também uma suave “cadeia” a nos unir a Deus e a nos enlaçar com os irmãos, em união com Nossa Mãe, Maria Santíssima Cfr RVM, 36). A oração do Rosário pela paz e pela família Dois aspectos do mundo de hoje deram motivação especial ao Papa para relançar o Rosário e indicar-lhe duas intenções prioritárias: a crise no mundo com sempre novas situações de sangue e violência e a crise da família, continuamente ameaçada por forças destruidoras que fazem temer pelo seu futuro. Por isso, propõe a oração do Rosário pela paz e pela família, na tradição de confiar à sua eficácia as causas mais difíceis. Porque o Rosário faz contemplar Cristo, Príncipe da paz e “nossa paz” (Ef 2,14), o Rosário é uma oração orientada para a paz. É oração de paz também pelos frutos de caridade que produz, pois a paz é fruto da justiça e do amor, como dizia Pio XII; ou, como lembrava o Beato João XXIII na Pacem In Terris (166), ela é fruto da ordem fundada na verdade, construída segundo a justiça, alimentada e consumada na caridade, realizada sob os auspícios da liberdade. Como tal, só se pode alcançá-la com uma intervenção do alto (RVM, 40) e com uma nova orientação da mente e do coração das pessoas. Rezado com fervor, o rosário leva a encontrar Cristo contemplado nos mistérios e impulsiona a encontrá-lo nos irmãos. Contemplando-o criança nascida em Belém, sem lugar na hospedaria e perseguido por Herodes, como não pensar nas crianças que sofrem em todo o mundo? Contemplando-o na revelação do amor do Pai, como não empenhar-se em irradiar as bem-aventuranças no dia-a-dia? Contemplando-o nos mistérios da dor, como não viver a solidariedade com os sofredores? Mais ainda, fazendo-nos fixar o olhar em Cristo, o Rosário propõe agir como Ele, tornando-nos construtores de paz. A família, que reza unida o Rosário, reproduz em certa medida o clima da casa de Nazaré: põe-se Jesus no centro, partilham-se com Ele alegrias e sofrimentos, colocam-se nas suas mãos necessidades e projetos, e d’Ele se recebe a esperança e a força para o caminho” (RMV, 41). Rezando o Rosário pelos filhos e com eles, os pais estarão apresentando as etapas de crescimento de Jesus, desde a encarnação até a ressurreição como seu ideal de vida. Ao mesmo tempo, estarão realizando a catequese da oração. Por tudo isto, o Rosário permanece um tesouro a ser descoberto e vivido. Pe. Antonio Vanlentini Neto As promessas do rosário, foram reiteradas por Nossa Senhora nas aparições de Fátima, que neste ano está completando cem anos. Veja, por exemplo, o que a Virgem Santíssima disse à irmã Lúcia na primeira aparição: – Não tenhais medo, não farei nenhum dano! – De onde vem Vossa Mercê? – Venho do Céu. – E, o que queres de mim? – Venho pedir-te que durante 6 meses seguidos venhas aqui no dia 13 a esta mesma hora. Então te direi quem sou e o que quero. E, depois, voltarei aqui uma sétima vez. – E irei eu também ao Céu? – Sim, irás. – E Jacinta? – Também – E Francisco? – Também! Mas terá que rezar muitos terços!… Desejais oferecer-vos a Deus para suportar todo o sofrimento que Ele deseja enviar-vos, como ato de reparação pelos pecados pelos quais Ele é ofendido e para pedir pela conversão dos pecadores? – Sim, queremos. – Então tereis que sofrer muito. Mas a graça de Deus vos confortará. (Luz intensíssima que penetrou no mais profundo do coração e da alma) Nisto, se ajoelharam e fizeram um ato de adoração a Deus. A Virgem, em seguida disse: – Rezai o Rosário todos os dias para obter a paz do mundo e para terminar a guerra. Nossa Senhora, nestas palavras, mostra a força do terço para alcançar a salvação e como instrumento da paz do mundo. O terço nas palavras dos papas e dos santos Sendo o terço esta devoção tão especial, compreende-se que os papas e os santos tenham escrito palavras maravilhosas sobre ele. Vejam apenas algumas delas: Se quiserdes que a paz reine em vossas famílias e em vossa pátria, rezai todos os dias o Santo Rosário em família (Pio X). A família que reza unida, permanece unida. O Santo Rosário, por antiga tradição, presta-se de modo particular a ser uma oração onde a família se encontra. Os seus diversos membros, precisamente ao fixarem o olhar em Jesus, recuperam também a capacidade de se olharem sempre de novo olhos nos olhos para comunicarem, solidarizarem-se, perdoarem-se mutuamente, recomeçarem com um pacto de amor renovado pelo Espírito de Deus. Muitos problemas das famílias contemporâneas, sobretudo nas sociedades economicamente evoluídas, derivam do facto de ser cada vez mais difícil comunicar. Não conseguem estar juntos, e os raros momentos para isso acabam infelizmente absorvidos pelas imagens duma televisão. Retomar a recitação do Rosário em família significa inserir na vida diária imagens bem diferentes – as do mistério que salva: a imagem do Redentor, a imagem de sua Mãe Santíssima. A família que reza unida o Rosário, reproduz em certa medida o clima da casa de Nazaré: põe-se Jesus no centro, partilham-se com Ele alegrias e sofrimentos, colocam-se nas suas mãos necessidades e projetos, e d’Ele se recebe a esperança e a força para o caminho (João Paulo II, Rosarium Virginis Mariae, n. 41). O terço é a melhor maneira de rezar (Santa Teresa). Entre todas as homenagens que se devem a Mãe de Deus, não conheço nenhuma mais agradável que o terço; a esta devoção devo minha salvação eterna (Santo Afonso). Depois da missa, a devoção do terço faz cair sobre as almas mais graças que qualquer outra; e, pelas Ave-Marias, opera-se muitos mais milagres que qualquer outra oração (São Vicente de Paulo). O valor desta devoção é tão grande que a Igreja confere indulgência plenária a quem “rezar o terço numa igreja ou em família”. (Enchiridion de indulgências). Impressionante milagre do terço Como disse a própria Virgem Santíssima ao Beato Alano de Rupe, seriam necessários volumes imensos para registrar todos os milagres obtidos por meio do terço. Gostaria de citar apenas um para maravilhar-nos do seu poder. Já faz bastante tempo, na cidade de Cartago, Costa Rica, houve um terremoto tão violento que a destruiu quase completamente. A Revista “América”, narrando os pormenores da pavorosa catástrofe, chamou a atenção dos leitores para o seguinte fato: Sr. Ezequiel Gutierrez, ex-presidente daquele país, no momento do cataclismo achava-se em casa rezando o terço acompanhado de toda a sua família. Algumas pessoas quiseram interromper a oração e fugir para a rua, mas o ex-presidente obrigou-as a ficarem até o fim. Quando terminaram, saíram à rua e ficaram assombrados ao verem que todas as casas se tinham convertido em ruínas. Em toda a redondeza nenhum edifício ficou intacto, a desolação era completa; somente a casa do ex-presidente não sofrera nenhum dano, nem sequer um abalo. Além do seu poder inigualável o terço pode ser visto como um Evangelho para os doutos e para os simples É o que nos revela esta estória que pode ser perfeitamente verídica: Havia uma senhora muito simples que vendia verdura na vizinhança. Certo dia foi vender suas verduras na casa de um protestante e perdeu o terço no jardim da sua casa. Passados alguns dias, voltou novamente à sua casa. O protestante ao vê-la disse: Você perdeu o seu deus? Ela respondeu: Eu perder o meu Deus? Nunca! Então ele pegou o terço e disse: Não é este o seu deus? Ela disse: Graças a Deus o senhor encontrou o meu terço, muito obrigada. Ele disse: Por que você não troca este cordão com estas sementinhas pela Bíblia? Porque a Bíblia eu não sei ler, e com o terço eu medito toda a Palavra de Deus e a guardo no coração. Medita a palavra de Deus? Como assim? Poderia me dizer? Posso sim, respondeu ela. Quando eu pego a cruz, lembro-me que o filho de Deus derramou todo o seu sangue pregado numa cruz para salvar a humanidade. Esta primeira conta grossa me faz lembrar a oração que o Senhor nos ensinou, que é o Pai-Nosso. O terço tem 5 mistérios que fazem lembrar as cinco chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo cravado na cruz, e cada mistério tem 10 Ave-Marias, que me fazem lembrar os 10 Mandamentos que o Senhor mesmo escreveu na tábua de Moisés O Rosário de Nossa Senhora tem 15 mistérios, que são: os 5 gozosos, 5 dolorosos e 5 gloriosos. De manhã quando me levanto para iniciar a minha luta do dia eu rezo os gozosos lembrando-me do humilde lar de Nazaré. No meio do dia, no meu cansaço e na fadiga do trabalho eu rezo os mistérios dolorosos, que me fazem lembrar a dura caminhada de Jesus Cristo para o Calvário. Quando chega o fim do dia com as lutas vencidas eu rezo os mistérios gloriosos, que me fazem lembrar que Jesus venceu a morte para nos dar a salvação a toda a humanidade. E agora me diga onde está a idolatria? Depois de ouvir tudo isso, disse: Eu não sabia disso. Ensina-me a rezar o terço. Conclusão Que incorporemos o terço no nosso dia a dia, que o rezemos como for, pois como dizia o papa João XXIII, “o pior terço é aquele que não se reza”. Que também sejamos pregoeiros deste pedido do papa São João Paulo II: “que as famílias voltem a rezar o terço em família como antigamente”. Rezando com amor esta devoção, quando chegarmos ao Céu, com a graça de Deus, Nossa Senhora nos mostrará os benefícios alcançados através do terço: os milagres, as conversões, os bens físicos e espirituais concedidos, a salvação de tantas e tantas almas. Com informações de Comunidade Shalom e Opus Dei #NossaSenhora #Rosário #Terço
- Conheça a história e origem do Santo Rosário
O costume de contar pequenas orações de repetição nos dedos da mão, por meio de pedrinhas, grãos ou ossinhos, soltos ou unidos por um barbante, é muito antigo e utilizado por fiéis de muitas religiões. O Islamismo, fundado por Maomé (que nasceu em torno de 570 e morreu em 632), usa o “subha”, feito de madeira, osso ou madrepérola, e consta de três grupos de trinta e três contas para recitar noventa e nove nomes de Deus. No cristianismo, isto se verificava entre os monges nos séculos IV e V (anos 300 e 400). Mas afinal qual a origem do Rosário? Esta devoção tão cara para nós católicos tardou séculos para ser plasmada. Antes de mais nada foi necessário surgir a oração da Ave-Maria para que o terço pudesse ser idealizado. Primeiramente, foi introduzido o costume de rezar determinado número de vezes o Pai Nosso. Isto se dava de modo especial nos mosteiros, sobretudo a partir do século X (depois do ano 900) onde muitos cristãos que faziam os votos de vida religiosa não tinham condições de participar das orações dos salmos (do saltério), com leituras e cânticos. Seus superiores estabeleciam para eles a recitação do Pai-Nosso determinado número de vezes. Até o século VII (depois do ano 600), a frase do anúncio do anjo a Maria era a antífona do ofertório do quarto domingo de Advento. É antiga também a recitação da parte da “Ave Maria” que recordava a mensagem do anjo e as palavras de Isabel a Nossa Senhora quando esta a visitou. O nome Jesus no final da primeira parte e a segunda parte foram introduzidos em torno do ano 1480. O surgimento da Ave-Maria foi, por sua vez, decorrência do desejo dos fiéis católicos de honrar de alguma maneira Nossa Senhora. A oração mais antiga que se conhece dirigida à Virgem Santíssima é o “Sub tuum praesidium Sancta Dei Genetrix”, “À vossa proteção nos recorremos, Santa Mãe de Deus”. Com relação à Ave-Maria, pelo que se sabe, por volta do ano 600 já era rezada a sua primeira parte. Posteriormente, entre os séculos X e XI foi acrescentado o nome de Jesus ao final da oração. A segunda parte da Ave-Maria surgirá no século XIII, juntamente com o terço, tendo um papel importante São Domingos de Gusmão 1170-1221). Este santo foi um sacerdote espanhol, fundador da ordem dos dominicanos ou pregadores. Num determinado momento da sua vida decidiu ir à França para lutar contra a heresia albigense. Esta heresia, entre outros erros, ensinava que havia dois deuses: um bom e um mau. São Domingos se empenhou no combate desta heresia, mas, no início, não conseguiu grandes frutos. Segundo uma antiga tradição, no ano de 1208, foi a um bosque chorar, rezar e suplicar a Nossa Senhora para que mostrasse uma arma espiritual eficaz para vencer aquela batalha. Depois do terceiro dia que estava em oração, Nossa Senhora apareceu-lhe acompanhada de três anjos e disse a São Domingos: – Querido Domingos, você sabe qual é a arma que a Santíssima Trindade quer usar para mudar o mundo? A resposta de São Domingos foi que ela sabia melhor que ele. Então Nossa Senhora lhe disse: – Quero que saiba que neste tipo de guerra a arma sempre foi o Saltério Angélico (palavras do Arcanjo Gabriel a Nossa Senhora na Anunciação), que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Portanto, se você quer converter estas almas endurecidas e ganhá-las para Deus, difunda o meu saltério. Conta-se que Nossa Senhora, então, mostrou o terço para São Domingos, com as 50 Ave-Marias, que passou a ser conhecido como Saltério da Bem-Aventurada Virgem Maria. A partir daí São Domingos começou a espalhar esta devoção, encontrando eco nos fiéis católicos que não sabiam ler e queriam de alguma maneira imitar os monges que recitavam os 150 Salmos da Bíblia. Passado um tempo, como esta devoção veio a languidescer, Nossa Senhora apareceu ao beato Alano de Rupe (1428-1475), também da ordem de São Domingos, e lhe pediu para avivá-la novamente. Nossa Senhora lhe disse que seriam necessários volumes imensos para registrar todos os milagres obtidos por meio do terço e reiterou as promessas feitas a São Domingos de Gusmão. Inspirado pela Mãe de Deus, Alano criou as agrupações de 50 Ave-Marias conhecidas como Mistérios Gozosos, Dolorosos e Gloriosos. Acrescentou também os Pai-Nossos no início de cada dezena. Surgia assim o Rosário como nós conhecemos hoje, com a diferença da inclusão recente dos Mistérios Luminosos pelo papa João Paulo II. Algumas mudanças Inicialmente, a recitação da Ave Maria era feita sem a inclusão de fatos – mistérios – da vida de Cristo. Entre 1410 e 1439, o monge cartuxo Domingo de Prusia, de Colônia, Alemanha, introduziu uma espécie de saltério mariano, com 50 Ave-Marias, mas cada uma era seguida de uma referência a uma passagem do Evangelho, como uma jaculatória. Assim, os salmos eram substituídos pelas Ave-Marias e as antífonas, pelas passagens evangélicas. A iniciativa do monge teve plena aceitação e popularização. Os ditos saltérios marianos se multiplicaram. Chegou-se a ter em torno de 300 referências ao Evangelho. O dominicano Alano de la Roche (1428-1475) empenhou-se muito na promoção do saltério mariano, que começou a se chamar “Rosário da Bem-Aventurada Virgem Maria”. Outro dominicano, Alberto de Castello, em 1521, simplificou o Rosário, escolhendo 15 passagens evangélicas para meditação a cada dez Ave-Marias. São Pio V, Papa de 1566 a 1572, época final e de implementação do Concílio de Trento, em que foram organizados os livros litúrgicos utilizados até o Concílio Vaticano II, estabeleceu a atual configuração do Rosário. Ele atribuiu à oração do Rosário a vitória naval de Lepanto, em 07 de outubro de 1571, que salvou o povo cristão da Europa de um grande perigo. Por causa disto, introduziu a festa de Nossa Senhora do Rosário. Origem do nome “rosário” Esta designação de “rosário” pode ter origem no costume de, em alguns lugares, o povo oferecer coroas (guirlandas) de rosas à sua rainha. Os cristãos transferiram isto a Maria, a rainha do céu e da terra: oferecer-lhe uma coroa de 150 rosas – Ave-Marias. Daí o rosário, mas dividido em três partes, resultando o terço. Cada dez Ave-Marias, um fato da vida de Jesus e de Maria: cinco fatos da infância: mistérios da alegria (gozosos); cinco fatos da dor, da paixão e morte (dolorosos); cinco da vitória de Cristo e da participação de Maria nela (gloriosos). Como ficava fora a pregação de Jesus, João Paulo II, em 16 de outubro de 2002, acrescentou cinco mistérios da luz (luminosos). Assim, o rosário passa a ter 200 Ave-Marias (duzentas rosas) e cada série de cinco mistérios passa a ser um quarto. Mas, pela tradição, continuar-se-á a falar em rezar um terço ou um rosário. Conforme outra fonte, viria de uma tradição popular, segundo a qual um monge rezava freqüentemente 50 Ave-Marias, as quais se deslocavam de seus lábios como rosas que iam pousar na cabeça da Virgem Maria. As 15 promessas do Santo Rosário Em suas parições a São Domingos de Gusmão e ao bem-aventurado Alan de La Roche, Nossa Senhora revelou 15 promessas para aqueles que rezarem fielmente o seu Santo Rosário todos os dias. “A prática do Santo Rosário é verdadeiramente grande, sublime, divina. Foi o Céu que vo-la deu para converter os pecadores mais endurecidos e os hereges mais obstinados”. São Luis Maria Grignion de Montfort As promessas de Nossa Senhora 1ª – Todos os que rezarem o meu Rosário, com constância, receberão graças especiais. 2ª – Aos que rezarem devotamente o meu Rosário, prometo minha especial proteção e as grandes graças. 3ª – Os devotos do meu Rosário serão dotados de uma armadura poderosa contra o inferno, pois conseguirão destruir o vício, o pecado e as heresias. 4ª – Aos que rezarem devotamente o meu Rosário, prometo minha especial proteção e as grandes graças. Jamais será condenado 5ª – Toda alma que recorre a mim, por meio da oração do Rosário, jamais será condenada; 6ª – Todo aquele que rezar devotamente o Rosário e aplicar-se na contemplação dos mistérios da redenção não será atingido por desgraças; não será objeto da justiça divina por meio de castigos e não morrerá impenitente. Se for justo, permanecerá como tal até a morte; 7ª – Os que realmente se devotarem à prática da oração do Rosário não morrerão sem receber os sacramentos; 8ª – Todos aqueles que rezarem com fidelidade o meu Rosário terão, durante a vida e no instante da morte, a plenitude das graças, e serão favorecidos com os méritos dos santos; 9ª – Os devotos do meu Santo Rosário, que forem para o Purgatório, eu os libertarei no mesmo dia. Glória no Céu 10ª – Os devotos do meu Rosário terão grande glória no céu; 11ª – Tudo o que os meus fiéis devotos pedirem, por meio do meu Rosário, será concedido a eles; 12ª – Aos missionários do meu Santo Rosário, prometo o meu auxílio em todas as suas necessidades; 13ª – Para todos os devotos do meu Rosário, consegui de meu Filho a intercessão de toda a corte celeste na vida e na morte; 14ª – Todos os que rezam o meu Rosário são meus filhos e irmãos de Jesus, meu Unigênito; 15ª – A devoção ao meu Rosário é grande sinal de predestinação (predestinados à salvação). Um marco importante na história do terço: a batalha de Lepanto A batalha de Lepanto deu-se no dia 7 de outubro de 1571 e teve como finalidade conter o avanço turco na Europa. Os cristãos, incentivados pelo Papa Pio V, estavam sob o comando de Juan de Áustria. A esquadra cristã, composta de aproximadamente 200 embarcações, teve de enfrentar-se com uma frota adversária ligeiramente superior. O papa esteve preparando esta batalha ao longo de vários anos, procurando formar uma união de católicos que se dispusessem a conter este avanço. No dia 14 de setembro de 1569 publicou um documento chamado Carta Breve Consueverunt, onde recomendava a oração do Rosário por parte dos católicos, vendo nela um presságio da vitória. Dois anos depois se travou o combate que durou apenas um dia, com a vitória dos católicos. No final da luta, Nossa Senhora apareceu diante do papa Pio V, que estava em Roma, para lhe comunicar a boa notícia. Com grande alegria o papa instituiu neste dia, 7 de outubro, a festa de Nossa Senhora do Rosário, com a certeza de que foi através da oração do Rosário recitada por tantos fiéis ao longo de dois anos que propiciou a vitória nesta batalha tão decisiva para a cristandade. A partir desta data o rosário passará a ser conhecido como “arma poderosa”, a arma por excelência dos católicos para vencerem todos os inimigos. Terço: é também remédio para a alma Um tempo atrás chegou-me às mãos uma caixinha de remédio chamada Tercium, onde encontrei um terço e uma bula. A bula dizia assim: Leia cuidadosamente esta bula antes de administrar o medicamento. Contém informações importantes para o seu tratamento. COMPOSIÇÃO Cada mistério contém: Pai-nosso – 1 Ave-Marias – 10 Glória ao Pai – 1 INDICAÇÕES: Tercium está indicado para o tratamento da alma com efeito seguro e prolongado. Protetor revigorante, alimenta-a poderosamente protegendo-a contra todos os vírus e bactérias que possam prejudicá-la. Foi comprovada ainda a sua ação não só na própria pessoa que o utiliza como nos membros da família e, dependendo da dose, até na sociedade. Fabricado especialmente para quem padece de doenças espirituais, tais como: fraqueza interior; tensão nervosa, ansiedade; tristeza ou depressão; estresse em geral; falta de fé; falta de amor no coração; falta de paz; falta de alegria; e também para quem necessita alcançar graças importantes e pretende fortalecer a família. CONTRA INDICAÇÕES: Não foram encontradas. POSOLOGIA: Doses recomendadas: Crianças: de um a dois mistérios diários. Adultos: cinco mistérios diários ou recitação do Santo Rosário completo. Não precisa de receita médica. Permitido o autoconsumo e a overdose. GRAVIDEZ E AMAMENTAÇÃO: Seu uso prolongado causa alegria e estabilidade emocional na mãe e traz bênçãos para o futuro filho. PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS: Seu consumo deve ser feito com piedade e devoção. De preferência, contemplando os mistérios. Não se recomenda o consumo deste medicamento com a ingestão de álcool, pois pode ocasionar enjoos, náuseas, fortes dores de consciência. Evite distrações. EFEITOS COLATERAIS E INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: não foram encontradas. Os mistérios do Rosário Um dos significados da palavra mistério é o de realidade de salvação, sinal de graça divina. Mistérios são as palavras, os gestos e sinais de Jesus; mistério é o Evangelho no seu conjunto; mistério, especialmente, é o próprio Cristo. Ele é o grande sinal revelador do Pai. “De tal modo amou Deus o mundo que lhe enviou seu próprio Filho, a fim de que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16). O Rosário se organizou tendo como referência os 150 salmos. A cada salmo, corresponde uma Ave-Maria, em série de dez. A cada dezena, intercalou-se um fato da vida de Jesus, um “mistério”. Assim, três séries de cinco mistérios (três terços) cobrem as 150 Ave-Marias, divididas em 15 dezenas. Mistérios da alegria, da dor e da glória, como se disse acima. Visando dar destaque à pregação de Cristo, à sua vida pública entre o batismo e a paixão, o Papa criou uma nova série de mistérios, os da luz ou luminosos. Cristo é a luz do mundo (Jo 8, 12). Tudo o que ele diz e faz irradia a luz salvadora. Mas o Papa quis indicar cinco momentos especialmente luminosos de seu ministério: seu batismo no Jordão, sua auto-revelação nas bodas de Caná, seu anúncio do Reino de Deus com o convite à conversão, sua Transfiguração e, enfim, a instituição da Eucaristia, expressão sacramental do mistério pascal. Os mistérios do Rosário sugerem compromissos muito abrangentes. Os gozosos contemplam a vida escondida do Menino Jesus e propõem aceitar e promover a vida. Os da luz ressaltam o anúncio do Reino de Cristo e exortam a viver as bem-aventuranças. Os dolorosos apresentam Cristo crucificado e exigem que nos inclinemos como cireneus sobre o ser humano que sofre. Os gloriosos contemplam Cristo ressuscitado, o que significa compromisso na renovação de todas as coisas. Mistérios Gozosos (segunda-feira e sábado) 1. A ANUNCIAÇÃO DO ARCANJO GABRIEL A NOSSA SENHORA – “O anjo Gabriel entrou no lugar onde Maria estava e disse: ‘Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo” (Lc 1,28). 2. A VISITA DE NOSSA SENHORA A SUA PRIMA SANTA ISABEL – “Maria foi à casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou de alegria em seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou: ‘bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre’” (Lc 1,41-42) . 3. O NASCIMENTO DE JESUS EM BELÉM – “Maria deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o em faixas e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2, 7). 4. A APRESENTAÇÃO DO MENINO JESUS NO TEMPLO – “José e Maria levaram o Menino a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor, conforme está escrito na Lei do Senhor: `Todo primogênito masculino será consagrado ao Senhor’” (Lc 2, 22 – 28). 5. REENCONTRO DE JESUS NO TEMPLO ENTRE OS DOUTORES DA LEI – “Depois de três dias, José e Maria encontraram o Menino Jesus no templo. Ele estava sentado entre os mestres, ouvindo-os e fazendo-lhes perguntas. Todos os que o ouviam ficavam maravilhados de sua sabedoria e de suas respostas” (Lc 2, 46). Mistérios Luminosos (quinta-feira) 1. O BATISMO DE JESUS NO JORDÃO – Aqui, enquanto Cristo desce à água do rio, como inocente que “Se faz pecado por nós” (cf. 2 Cor 5, 21), “o céu abre-se e a voz do Pai proclama-O Filho dileto” (cf. Mt 3, 17 par), “ao mesmo tempo em que o Espírito vem sobre Ele para investi-lO na missão que O espera”. 2. A AUTO-REVELAÇÃO DE JESUS NAS BODAS DE CANÁ – A Sua auto-revelação nas Bodas é o início dos sinais em Caná (cf. Jo 2, 1-12), quando Cristo, transformando a água em vinho, abre à fé o coração dos discípulos graças à intervenção de Maria, a primeira entre os crentes. 3. O ANÚNCIO DO REINO DE DEUS POR JESUS COM O CONVITE À CONVERSÃO – O Seu anúncio do Reino de Deus é a pregação com a qual Jesus anuncia o advento do Reino de Deus e convida à conversão (cf. Mc 1, 15), perdoando os pecados de quem a Ele se dirige com humilde confiança (cf.Mc 2, 3-13; Lc 7, 47-48), início do ministério de misericórdia que Ele prosseguirá exercendo até ao fim do mundo, especialmente através do sacramento da Reconciliação confiado à sua Igreja (cf. Jo 20, 22-23). 4. A TRANSFIGURAÇÃO DE JESUS – A Transfiguração é mistério de luz por excelência, que, segundo a tradição, se deu no Monte Tabor. A glória da Divindade reluz no rosto de Cristo, enquanto o Pai O acredita aos Apóstolos extasiados para que O “escutem” (cf. Lc 9, 35 par) e se disponham a viver com Ele o momento doloroso da Paixão, a fim de chegarem com Ele à glória da Ressurreição e a uma vida transfigurada pelo Espírito Santo. 5. A INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA, EXPRESSÃO SACRAMENTAL DO MISTÉRIO PASCAL – A instituição da Eucaristia, na qual Cristo Se faz alimento com o seu Corpo e o seu Sangue sob os sinais do pão e do vinho, testemunhando “até ao extremo” o seu amor pela humanidade (Jo 13, 1), por cuja salvação Se oferecerá em sacrifício. Mistérios Dolorosos (terça e sexta-feira) 1. A AGONIA DE JESUS NO HORTO DAS OLIVEIRAS – “No monte das Oliveiras, Jesus, de joelhos, começou a orar. ‘Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua’. … Entrando em agonia, Jesus orava com mais insistência. Seu suor tornou-se como gotas de sangue que caíam no chão” (Lc 22, 39-45). 2. A FLAGELAÇÃO DE JESUS – “Pilatos perguntou: ‘que quereis que eu faça com o Rei dos judeus?’ Eles gritaram: ‘crucifica-o’. Pilatos querendo satisfazer a multidão, soltou Barrabás, mandou açoitar Jesus e entregou-o para ser crucificado” (Jo 19, 17). 3. A COROAÇÃO DE ESPINHOS – “Os soldados do governador tiraram a roupa de Jesus e o vestiram com um manto vermelho; depois trançaram uma coroa de espinhos e puseram-na em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita” (Mt 27, 27-29). 4. A SUBIDA DOLOROSA DO CALVÁRIO – “Pilatos entregou Jesus para ser crucificado. E eles o levaram. Jesus, carregando ele mesmo a cruz, saiu para o lugar chamado Caveira (em hebraico: Gólgota)” (Jo 19, 16-17). 5. A CRUCIFIXÃO E MORTE DE JESUS – “Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram e os malfeitores. … mais ou menos ao meio-dia… Jesus deu um forte grito: ‘Pai , em tuas mãos entrego o meu espírito’. Dizendo isto, expirou” (Lc 23, 33-46). Mistérios Gloriosos (quarta-feira e domingo) 1. A RESSURREIÇÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO – “O anjo falou às mulheres: ‘Vós não precisais ter medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito! Vinde ver o lugar em que ele estava” (Mt 28, 5-7). 2. A ASCENSÃO ADMIRÁVEL DE JESUS CRISTO AO CÉU – “Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu e sentou-se à direita de Deus” (Mc 16, 19). 3. A VINDA DO ESPIRITO SANTO – Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. … Todos ficaram repletos de Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se” (At 2, 1-4). 4. A ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA AO CÉU – “Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida com o sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas” (Ap 12, 1). 5. A COROAÇÃO DE NOSSA SENHORA NO CÉU – “Tu és a glória de Jerusalém, a alegria de Israel, a honra de nosso povo. O Senhor te fortaleceu e por isso serás eternamente bendita” (Jdt 15, 10-11). Importância e valor do Rosário No dia 16 de outubro de 2001, ao iniciar seu vigésimo quinto ano de pontificado, João Paulo II promulgou a carta apostólica Rosarium Virginis Mariae (RVM, sobre o Rosário). Por este documento, o Papa quis fazer um relançamento desta devoção querida da piedade popular e proclamou o ano do Rosário de outubro de 2002 a outubro de 2003, desejando que fosse acolhido com generosidade e solicitude. Algumas circunstâncias históricas levaram João Paulo II a fazer este relançamento do Rosário: a crise do mundo atual com efeitos devastadores na família e nas relações entre os povos. O Rosário, formado no segundo milênio por inspiração do Espírito Santo, é oração de grande significado e destinado a produzir frutos de santidade. É oração cristológica, uma espécie de compêndio do Evangelho, que concentra a profundidade de toda a mensagem de Cristo. Nele ecoa a oração de Maria. Com ele, o povo cristão frequenta a escola de Maria para introduzir-se na contemplação do rosto de Cristo e na experiência do seu amor infinito. Uma oração cristológica Mesmo que seja devoção mariana, o Rosário é oração cristológica, ou seja, tem Cristo como centro. Torna-se verdadeiro caminho espiritual, no qual Maria se torna mãe, irmã, mestra, guia para o Deus trinitário, socorrendo-nos com sua intercessão sempre eficaz. O Rosário é oração contemplativa, bem de acordo com a figura de Maria que guardava e meditava no seu coração os mistérios de Cristo. Ele ajuda a Igreja a viver uma de suas características que é a da escuta de seu Mestre e Senhor. Pela contemplação a que ele conduz, favorece a assimilação do jeito de ser de Cristo, dos sentimentos e ensinamentos. O Rosário nos faz aprender Cristo de Maria; por ele, recordamos Cristo com Maria, nos conformamos a Cristo com Maria, pedimos a Cristo com Maria e anunciamos Cristo com Maria. Oferece o segredo para o cristão conhecer Cristo de forma profunda e envolvente. Por outro lado, o conhecimento de Cristo leva ao conhecimento do mistério do ser humano. Percorrendo os mistérios de Jesus, o discípulo de Cristo encontra a verdade profunda da existência humana. “Contemplando o seu nascimento aprende a sacralidade da vida, olhando para a casa de Nazaré aprende a verdade originária da família segundo o desígnio de Deus, escutando o Mestre nos mistérios da vida pública recebe a luz para entrar no Reino de Deus, e seguindo-O no caminho para o Calvário aprende o sentido da dor salvífica. Contemplando, enfim, a Cristo e sua Mãe na glória, vê a meta para a qual cada um de nós é chamado, se se deixa curar e transfigurar pelo Espírito Santo. Pode-se dizer, portanto, que cada mistério do Rosário, bem meditado, ilumina o mistério do homem” (Cfr Ângelo Amato, SDB, L’Osservatore Romano, 15/02/2003, p. 04). Por tudo o que significa, o Rosário é precioso exercício da piedade cristã e recurso a ser utilizado com zelo especial por todo o evangelizador. O simbolismo do terço Em 1992, Dom Valfredo Tepe, Bispo de Ilhéus (falecido no dia 14/02/2003, aos 84 anos), orientou o dia de retiro aos Bispos em sua Assembleia anual. Ofereceu a todos uma reflexão sobre o terço, com a sugestão de uma outra série de mistérios: os jubilosos – batismo de Jesus, bodas de Caná, evangelização de Jesus, sinais libertadores de Jesus e opção preferencial de Jesus pelos marginalizados. Segundo Dom Tepe, o próprio terço é um símbolo. Ele forma um círculo. Sua saída coincide com a chegada. Lembra o que Jesus falou: saí do Pai e volto ao Pai (Jo 16, 28). Nós também viemos do Pai e devemos voltar a Ele. A forma de fazê-lo é seguir Cristo, que se declarou nosso caminho (Jo 14, 8) e convida a cada um a segui-lo (Mt 19,21). Pelo terço, meditamos na volta que Jesus deu por este mundo. Com Ele, vamos desfiando as contas da própria vida – os fatos, os acontecimentos da vida, unidos pelo fio da fé. Sem a fé, os dias de nossa vida viram um amontoado de contas perdidas no chão, como acontece com as contas do terço quando se quebra o fio que as mantém unidas. O centro do terço é Cristo crucificado. Tendo-o nas mãos, recorda que nossa vida e nossa oração devem ter seu centro em Cristo. Como rezamos na grande elevação da Missa, por Cristo, com Cristo e em Cristo, pelo Espírito Santo, procuramos fazer a vontade do Pai e o bendizemos. Um grande devoto e incentivador do Rosário, o Beato Bartolo Longo, via no terço também uma suave “cadeia” a nos unir a Deus e a nos enlaçar com os irmãos, em união com Nossa Mãe, Maria Santíssima Cfr RVM, 36). A oração do Rosário pela paz e pela família Dois aspectos do mundo de hoje deram motivação especial ao Papa para relançar o Rosário e indicar-lhe duas intenções prioritárias: a crise no mundo com sempre novas situações de sangue e violência e a crise da família, continuamente ameaçada por forças destruidoras que fazem temer pelo seu futuro. Por isso, propõe a oração do Rosário pela paz e pela família, na tradição de confiar à sua eficácia as causas mais difíceis. Porque o Rosário faz contemplar Cristo, Príncipe da paz e “nossa paz” (Ef 2,14), o Rosário é uma oração orientada para a paz. É oração de paz também pelos frutos de caridade que produz, pois a paz é fruto da justiça e do amor, como dizia Pio XII; ou, como lembrava o Beato João XXIII na Pacem In Terris (166), ela é fruto da ordem fundada na verdade, construída segundo a justiça, alimentada e consumada na caridade, realizada sob os auspícios da liberdade. Como tal, só se pode alcançá-la com uma intervenção do alto (RVM, 40) e com uma nova orientação da mente e do coração das pessoas. Rezado com fervor, o rosário leva a encontrar Cristo contemplado nos mistérios e impulsiona a encontrá-lo nos irmãos. Contemplando-o criança nascida em Belém, sem lugar na hospedaria e perseguido por Herodes, como não pensar nas crianças que sofrem em todo o mundo? Contemplando-o na revelação do amor do Pai, como não empenhar-se em irradiar as bem-aventuranças no dia-a-dia? Contemplando-o nos mistérios da dor, como não viver a solidariedade com os sofredores? Mais ainda, fazendo-nos fixar o olhar em Cristo, o Rosário propõe agir como Ele, tornando-nos construtores de paz. A família, que reza unida o Rosário, reproduz em certa medida o clima da casa de Nazaré: põe-se Jesus no centro, partilham-se com Ele alegrias e sofrimentos, colocam-se nas suas mãos necessidades e projetos, e d’Ele se recebe a esperança e a força para o caminho” (RMV, 41). Rezando o Rosário pelos filhos e com eles, os pais estarão apresentando as etapas de crescimento de Jesus, desde a encarnação até a ressurreição como seu ideal de vida. Ao mesmo tempo, estarão realizando a catequese da oração. Por tudo isto, o Rosário permanece um tesouro a ser descoberto e vivido. Pe. Antonio Vanlentini Neto As promessas do rosário, foram reiteradas por Nossa Senhora nas aparições de Fátima, que neste ano está completando cem anos. Veja, por exemplo, o que a Virgem Santíssima disse à irmã Lúcia na primeira aparição: – Não tenhais medo, não farei nenhum dano! – De onde vem Vossa Mercê? – Venho do Céu. – E, o que queres de mim? – Venho pedir-te que durante 6 meses seguidos venhas aqui no dia 13 a esta mesma hora. Então te direi quem sou e o que quero. E, depois, voltarei aqui uma sétima vez. – E irei eu também ao Céu? – Sim, irás. – E Jacinta? – Também – E Francisco? – Também! Mas terá que rezar muitos terços!… Desejais oferecer-vos a Deus para suportar todo o sofrimento que Ele deseja enviar-vos, como ato de reparação pelos pecados pelos quais Ele é ofendido e para pedir pela conversão dos pecadores? – Sim, queremos. – Então tereis que sofrer muito. Mas a graça de Deus vos confortará. (Luz intensíssima que penetrou no mais profundo do coração e da alma) Nisto, se ajoelharam e fizeram um ato de adoração a Deus. A Virgem, em seguida disse: – Rezai o Rosário todos os dias para obter a paz do mundo e para terminar a guerra. Nossa Senhora, nestas palavras, mostra a força do terço para alcançar a salvação e como instrumento da paz do mundo. O terço nas palavras dos papas e dos santos Sendo o terço esta devoção tão especial, compreende-se que os papas e os santos tenham escrito palavras maravilhosas sobre ele. Vejam apenas algumas delas: Se quiserdes que a paz reine em vossas famílias e em vossa pátria, rezai todos os dias o Santo Rosário em família (Pio X). A família que reza unida, permanece unida. O Santo Rosário, por antiga tradição, presta-se de modo particular a ser uma oração onde a família se encontra. Os seus diversos membros, precisamente ao fixarem o olhar em Jesus, recuperam também a capacidade de se olharem sempre de novo olhos nos olhos para comunicarem, solidarizarem-se, perdoarem-se mutuamente, recomeçarem com um pacto de amor renovado pelo Espírito de Deus. Muitos problemas das famílias contemporâneas, sobretudo nas sociedades economicamente evoluídas, derivam do facto de ser cada vez mais difícil comunicar. Não conseguem estar juntos, e os raros momentos para isso acabam infelizmente absorvidos pelas imagens duma televisão. Retomar a recitação do Rosário em família significa inserir na vida diária imagens bem diferentes – as do mistério que salva: a imagem do Redentor, a imagem de sua Mãe Santíssima. A família que reza unida o Rosário, reproduz em certa medida o clima da casa de Nazaré: põe-se Jesus no centro, partilham-se com Ele alegrias e sofrimentos, colocam-se nas suas mãos necessidades e projetos, e d’Ele se recebe a esperança e a força para o caminho (João Paulo II, Rosarium Virginis Mariae, n. 41). O terço é a melhor maneira de rezar (Santa Teresa). Entre todas as homenagens que se devem a Mãe de Deus, não conheço nenhuma mais agradável que o terço; a esta devoção devo minha salvação eterna (Santo Afonso). Depois da missa, a devoção do terço faz cair sobre as almas mais graças que qualquer outra; e, pelas Ave-Marias, opera-se muitos mais milagres que qualquer outra oração (São Vicente de Paulo). O valor desta devoção é tão grande que a Igreja confere indulgência plenária a quem “rezar o terço numa igreja ou em família”. (Enchiridion de indulgências). Impressionante milagre do terço Como disse a própria Virgem Santíssima ao Beato Alano de Rupe, seriam necessários volumes imensos para registrar todos os milagres obtidos por meio do terço. Gostaria de citar apenas um para maravilhar-nos do seu poder. Já faz bastante tempo, na cidade de Cartago, Costa Rica, houve um terremoto tão violento que a destruiu quase completamente. A Revista “América”, narrando os pormenores da pavorosa catástrofe, chamou a atenção dos leitores para o seguinte fato: Sr. Ezequiel Gutierrez, ex-presidente daquele país, no momento do cataclismo achava-se em casa rezando o terço acompanhado de toda a sua família. Algumas pessoas quiseram interromper a oração e fugir para a rua, mas o ex-presidente obrigou-as a ficarem até o fim. Quando terminaram, saíram à rua e ficaram assombrados ao verem que todas as casas se tinham convertido em ruínas. Em toda a redondeza nenhum edifício ficou intacto, a desolação era completa; somente a casa do ex-presidente não sofrera nenhum dano, nem sequer um abalo. Além do seu poder inigualável o terço pode ser visto como um Evangelho para os doutos e para os simples É o que nos revela esta estória que pode ser perfeitamente verídica: Havia uma senhora muito simples que vendia verdura na vizinhança. Certo dia foi vender suas verduras na casa de um protestante e perdeu o terço no jardim da sua casa. Passados alguns dias, voltou novamente à sua casa. O protestante ao vê-la disse: Você perdeu o seu deus? Ela respondeu: Eu perder o meu Deus? Nunca! Então ele pegou o terço e disse: Não é este o seu deus? Ela disse: Graças a Deus o senhor encontrou o meu terço, muito obrigada. Ele disse: Por que você não troca este cordão com estas sementinhas pela Bíblia? Porque a Bíblia eu não sei ler, e com o terço eu medito toda a Palavra de Deus e a guardo no coração. Medita a palavra de Deus? Como assim? Poderia me dizer? Posso sim, respondeu ela. Quando eu pego a cruz, lembro-me que o filho de Deus derramou todo o seu sangue pregado numa cruz para salvar a humanidade. Esta primeira conta grossa me faz lembrar a oração que o Senhor nos ensinou, que é o Pai-Nosso. O terço tem 5 mistérios que fazem lembrar as cinco chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo cravado na cruz, e cada mistério tem 10 Ave-Marias, que me fazem lembrar os 10 Mandamentos que o Senhor mesmo escreveu na tábua de Moisés O Rosário de Nossa Senhora tem 15 mistérios, que são: os 5 gozosos, 5 dolorosos e 5 gloriosos. De manhã quando me levanto para iniciar a minha luta do dia eu rezo os gozosos lembrando-me do humilde lar de Nazaré. No meio do dia, no meu cansaço e na fadiga do trabalho eu rezo os mistérios dolorosos, que me fazem lembrar a dura caminhada de Jesus Cristo para o Calvário. Quando chega o fim do dia com as lutas vencidas eu rezo os mistérios gloriosos, que me fazem lembrar que Jesus venceu a morte para nos dar a salvação a toda a humanidade. E agora me diga onde está a idolatria? Depois de ouvir tudo isso, disse: Eu não sabia disso. Ensina-me a rezar o terço. Conclusão Que incorporemos o terço no nosso dia a dia, que o rezemos como for, pois como dizia o papa João XXIII, “o pior terço é aquele que não se reza”. Que também sejamos pregoeiros deste pedido do papa São João Paulo II: “que as famílias voltem a rezar o terço em família como antigamente”. Rezando com amor esta devoção, quando chegarmos ao Céu, com a graça de Deus, Nossa Senhora nos mostrará os benefícios alcançados através do terço: os milagres, as conversões, os bens físicos e espirituais concedidos, a salvação de tantas e tantas almas. Com informações de Comunidade Shalom e Opus Dei #NossaSenhora #Rosário #Terço
- São Mauro (Amaro), primeiro discípulo de São Bento – 15 de Janeiro
São Mauro foi o primeiro discípulo de São Bento de Núrsia. Ele é mencionado na biografia de São Gregório, o Grande. Amaro é o nome pelo qual santo Mauro também é conhecido e festejado. Ele nasceu na cidade de Roma, filho único do senador Eutíquio e de Júlia uma rica fidalga, no ano de 512. Aos doze anos, teve um sonho, onde uma voz lhe dizia para entregar sua vida a serviço de Cristo, e assim seria conduzido para o caminho da santidade. Interpretou como um chamado de Deus e comunicou aos pais seu desejo de ingressar num mosteiro. Eutíquio era amigo do abade Bento de Núrsia, venerado pela Igreja como o “pai dos monges ocidentais”, e conhecia o seu trabalho com os jovens que desejavam estudar e se aprofundar na fé, por isto decidiu que o filho iria para lá. Amaro foi confiado a são Bento, juntamente com seu primo Plácido, de sete anos, que também foi canonizado. Os meninos ingressaram no mosteiro de Subiaco, onde estudaram e aprofundaram sua fé em Deus. Certo dia, o santo abade estava rezando e Amaro executando suas tarefas diárias, quando São Bento teve uma visão do menino Plácido se afogando no riacho onde fôra buscar água. Imediatamente, São Bento chamou Amaro e o avisou que seu primo estava se afogando, mandou que ele corresse para lá e tentasse salvar Plácido, de qualquer forma. Amaro se concentrou de tal maneira agiu tão rapidamente, que nem percebeu que andava sobre as águas daquele riacho, depois puxou o primo pelos cabelos e o levou para a terra firme. Assim, foi que aconteceu o primeiro prodígio de Amaro, que salvou o primo, andando sobre as águas, como fez São Pedro para atender o chamado do Mestre Jesus, andando no mar da Galileia. Amaro se tornou o discípulo predileto de São Bento e o acompanhou para o mosteiro de Montecassino, quando lá se fixaram, sendo nomeado o primeiro superior e administrador. Sobre Amaro, os registros mostram que era um homem virtuoso, modelo de obediência, humildade e caridade. Em 535 quando São Bento recebeu o convite para abrir um mosteiro sob as suas Regras na Gália, atual França . O escolhido para a missão foi Amaro, que chefiou com outros quatro monges, inclusive Fausto, que escreveu a “Vida de Amaro, abade”. O trabalho frutificou tanto que o mosteiro francês deu origem a uma cidade com o seu nome. Muitos anos depois, ele também foi dado à Congregação Beneditina Francesa de Saint Maur, uma das mais importantes instituições católicas pela formação de seus monges, que se expandiu por toda a Europa. O monge Fausto, no seu livro, narrou que Amaro, aos setenta e dois anos, contraiu a peste, epidemia que havia se instalado no mosteiro, levando à morte uma centena de religiosos. Ele agonizou durante cinco meses, morrendo santamente em 15 de janeiro de 584. Foi sepultado na igreja de São Martinho, a mesma em que costumava ir rezar. Atualmente suas relíquias estão na Cripta de a Capela do mosteiro de Montecassino, na Itália. A Igreja o canonizou e a festa de Santo Amaro acontece no dia de sua morte. A partir de 1962, o seu primo passou a ser celebrado junto com ele. O culto de Santo Amaro é muito vigoroso em todo o mundo, principalmente na Europa e na França. Hoje também celebramos São Plácido, também discípulo de São Bento. São Plácido nasceu na cidade de Roma, no ano 514. Seus pais eram nobres e de boa situação financeira. Seu pai se chamava Tertulo e sua mãe, Faustina. Plácido tinha três irmãos: Vitório, Flávia e Eutíquio. A História de São Plácido está bastante ligada à história de um primo seu chamado Mauro, conhecido também como Santo Amaro . Com efeito, os dois primos e amigos, quando completaram sete anos, foram levados por seus pais a um grande amigo que esses pais tinham em comum: São Bento , o fundador da ordem dos Beneditinos. São Bentos os recebeu como filhos e fez deles verdadeiros discípulos, que seguiram os ensinamentos do mestre por toda a vida. Estando já os dois primos no mosteiro junto com São Bento, Amaro salvou a vida de São Plácido de uma maneira extraordinária. Isso aconteceu ainda na infância dos primos. São Bento teve uma visão quando estava em oração. Ele viu o menino Plácido afogando-se nas águas de um lago que ficava próximo. Por isso, enviou Amaro, mandando que este corresse para salva-lo nas águas do lago. Amaro obedeceu prontamente e chegou a tempo de salvar Plácido que realmente estava se afogando dentro do lago. Os primos seguiram a vida monástica como discípulos de São Bento. Depois que eles cresceram, tornaram-se membros da ordem e foram ordenados sacerdotes por causa de suas capacidades intelectuais. Após a ordenação, tiveram que se separar por razões missionárias. Cada um seguiu seu caminho obedecendo ao plano de Deus para suas vidas. São Plácido foi em missão para Messina, uma cidade italiana na região da Sicília, incumbido de construir um mosteiro beneditino. Ele conseguiu terminar sua missão após alguns anos. Plácido construiu também uma igreja contígua ao mosteiro, a qual dedicou a São João batista . Ele fez estas obras com tanta dedicação e eficiência, que todos o elegeram o abade do novo mosteiro. Os três irmãos de São Plácido decidiram certa vez irem até Messina para visitar o irmão, do qual estavam com saudades. Eles passaram um longo período ali, como hóspedes do mosteiro, podendo participar das missas e alguns momentos de oração dos monges. Até que chegou o mês de setembro do ano 541. Nesta época, os árabes muçulmanos chamados sarracenos invadiram Messina e chegaram até o mosteiro causando ali grande destruição. Os monges conseguiram fugir, mas São Plácido permaneceu até o fim, como o capitão de um navio, zelando pela vida de seus comandados. Os irmãos de Plácido decidiram ficar com ele neste momento decisivo. Os árabes, então, encontraram São Plácido junto com seus irmãos e disseram que eles seriam poupados da morte se renegassem a fé em Jesus Cristo. São Plácido, após uma troca de olhares com seus irmãos, falou em nome de todos: “Preferimos morrer a trairmos a fé em Jesus Cristo.” Por causa disso, eles foram amarrados e arrastados até uma praia que ficava ali perto. Lá, morreram decapitados. Os corpos desses mártires foram retirados dali por alguns monges que souberam do acontecido, e levados para a igreja do Mosteiro, que estava quase toda destruída. Ali eles foram sepultados. A região da Sicília sofreu várias vezes com as invasões dos árabes, de forma que o mosteiro e a igreja construídos por São Plácido foram reconstruídos muitas vezes. Somente depois do ano 1099 é que a paz se firmou na região, quando os árabes foram expulsos definitivamente dali. Então, o imperador católico chamado Rugero, deu ordens para a reconstrução de tudo. Quando terminaram a reconstrução do mosteiro, ele foi nomeado como Priorado Geral dos beneditinos. Mais tarde, no ano de 1588, o superior do mosteiro sentia-se incomodado ao ver que o interior da igreja não recebia a luz do sol nem mesmo ventilação. Por isso, ele mandou abrir ali, 3 enormes portas para resolver o problema. Para tanto, foi preciso fazer um deslocamento do altar principal. Quando fizeram isso, descobriram os restos mortais quatro irmãos mártires, confirmando a história. E no momento em que retiraram os corpos dos mártires, brotou ali uma fonte de água límpida, chamada por todos de milagrosa. As relíquias destes santos foram levadas posteriormente para o mosteiro de Montecassino e foram guardadas junto com as relíquias do primo Santo Amaro. Em 1918, um terrível fato aconteceu: um terremoto de proporções nunca vistas destruiu Messina, o mosteiro e a igreja construídos por São Plácido. Mas a devoção a ele permaneceu firme nos corações dos fiéis. Tanto que, apesar de a Igreja ter determinado que ele fosse comemorado no dia 15 de janeiro, junto com a festa de seu primo Santo Amaro, os fiéis da região de Messina continuaram celebrando a festa de São Plácido no dia 5 de outubro. A festa litúrgica de São Plácido, porém, acontece no dia 15 de janeiro. #SantodoDia
- São Mauro (Amaro), primeiro discípulo de São Bento – 15 de Janeiro
São Mauro foi o primeiro discípulo de São Bento de Núrsia. Ele é mencionado na biografia de São Gregório, o Grande. Amaro é o nome pelo qual santo Mauro também é conhecido e festejado. Ele nasceu na cidade de Roma, filho único do senador Eutíquio e de Júlia uma rica fidalga, no ano de 512. Aos doze anos, teve um sonho, onde uma voz lhe dizia para entregar sua vida a serviço de Cristo, e assim seria conduzido para o caminho da santidade. Interpretou como um chamado de Deus e comunicou aos pais seu desejo de ingressar num mosteiro. Eutíquio era amigo do abade Bento de Núrsia, venerado pela Igreja como o “pai dos monges ocidentais”, e conhecia o seu trabalho com os jovens que desejavam estudar e se aprofundar na fé, por isto decidiu que o filho iria para lá. Amaro foi confiado a são Bento, juntamente com seu primo Plácido, de sete anos, que também foi canonizado. Os meninos ingressaram no mosteiro de Subiaco, onde estudaram e aprofundaram sua fé em Deus. Certo dia, o santo abade estava rezando e Amaro executando suas tarefas diárias, quando São Bento teve uma visão do menino Plácido se afogando no riacho onde fôra buscar água. Imediatamente, São Bento chamou Amaro e o avisou que seu primo estava se afogando, mandou que ele corresse para lá e tentasse salvar Plácido, de qualquer forma. Amaro se concentrou de tal maneira agiu tão rapidamente, que nem percebeu que andava sobre as águas daquele riacho, depois puxou o primo pelos cabelos e o levou para a terra firme. Assim, foi que aconteceu o primeiro prodígio de Amaro, que salvou o primo, andando sobre as águas, como fez São Pedro para atender o chamado do Mestre Jesus, andando no mar da Galileia. Amaro se tornou o discípulo predileto de São Bento e o acompanhou para o mosteiro de Montecassino, quando lá se fixaram, sendo nomeado o primeiro superior e administrador. Sobre Amaro, os registros mostram que era um homem virtuoso, modelo de obediência, humildade e caridade. Em 535 quando São Bento recebeu o convite para abrir um mosteiro sob as suas Regras na Gália, atual França . O escolhido para a missão foi Amaro, que chefiou com outros quatro monges, inclusive Fausto, que escreveu a “Vida de Amaro, abade”. O trabalho frutificou tanto que o mosteiro francês deu origem a uma cidade com o seu nome. Muitos anos depois, ele também foi dado à Congregação Beneditina Francesa de Saint Maur, uma das mais importantes instituições católicas pela formação de seus monges, que se expandiu por toda a Europa. O monge Fausto, no seu livro, narrou que Amaro, aos setenta e dois anos, contraiu a peste, epidemia que havia se instalado no mosteiro, levando à morte uma centena de religiosos. Ele agonizou durante cinco meses, morrendo santamente em 15 de janeiro de 584. Foi sepultado na igreja de São Martinho, a mesma em que costumava ir rezar. Atualmente suas relíquias estão na Cripta de a Capela do mosteiro de Montecassino, na Itália. A Igreja o canonizou e a festa de Santo Amaro acontece no dia de sua morte. A partir de 1962, o seu primo passou a ser celebrado junto com ele. O culto de Santo Amaro é muito vigoroso em todo o mundo, principalmente na Europa e na França. Hoje também celebramos São Plácido, também discípulo de São Bento. São Plácido nasceu na cidade de Roma, no ano 514. Seus pais eram nobres e de boa situação financeira. Seu pai se chamava Tertulo e sua mãe, Faustina. Plácido tinha três irmãos: Vitório, Flávia e Eutíquio. A História de São Plácido está bastante ligada à história de um primo seu chamado Mauro, conhecido também como Santo Amaro . Com efeito, os dois primos e amigos, quando completaram sete anos, foram levados por seus pais a um grande amigo que esses pais tinham em comum: São Bento , o fundador da ordem dos Beneditinos. São Bentos os recebeu como filhos e fez deles verdadeiros discípulos, que seguiram os ensinamentos do mestre por toda a vida. Estando já os dois primos no mosteiro junto com São Bento, Amaro salvou a vida de São Plácido de uma maneira extraordinária. Isso aconteceu ainda na infância dos primos. São Bento teve uma visão quando estava em oração. Ele viu o menino Plácido afogando-se nas águas de um lago que ficava próximo. Por isso, enviou Amaro, mandando que este corresse para salva-lo nas águas do lago. Amaro obedeceu prontamente e chegou a tempo de salvar Plácido que realmente estava se afogando dentro do lago. Os primos seguiram a vida monástica como discípulos de São Bento. Depois que eles cresceram, tornaram-se membros da ordem e foram ordenados sacerdotes por causa de suas capacidades intelectuais. Após a ordenação, tiveram que se separar por razões missionárias. Cada um seguiu seu caminho obedecendo ao plano de Deus para suas vidas. São Plácido foi em missão para Messina, uma cidade italiana na região da Sicília, incumbido de construir um mosteiro beneditino. Ele conseguiu terminar sua missão após alguns anos. Plácido construiu também uma igreja contígua ao mosteiro, a qual dedicou a São João batista . Ele fez estas obras com tanta dedicação e eficiência, que todos o elegeram o abade do novo mosteiro. Os três irmãos de São Plácido decidiram certa vez irem até Messina para visitar o irmão, do qual estavam com saudades. Eles passaram um longo período ali, como hóspedes do mosteiro, podendo participar das missas e alguns momentos de oração dos monges. Até que chegou o mês de setembro do ano 541. Nesta época, os árabes muçulmanos chamados sarracenos invadiram Messina e chegaram até o mosteiro causando ali grande destruição. Os monges conseguiram fugir, mas São Plácido permaneceu até o fim, como o capitão de um navio, zelando pela vida de seus comandados. Os irmãos de Plácido decidiram ficar com ele neste momento decisivo. Os árabes, então, encontraram São Plácido junto com seus irmãos e disseram que eles seriam poupados da morte se renegassem a fé em Jesus Cristo. São Plácido, após uma troca de olhares com seus irmãos, falou em nome de todos: “Preferimos morrer a trairmos a fé em Jesus Cristo.” Por causa disso, eles foram amarrados e arrastados até uma praia que ficava ali perto. Lá, morreram decapitados. Os corpos desses mártires foram retirados dali por alguns monges que souberam do acontecido, e levados para a igreja do Mosteiro, que estava quase toda destruída. Ali eles foram sepultados. A região da Sicília sofreu várias vezes com as invasões dos árabes, de forma que o mosteiro e a igreja construídos por São Plácido foram reconstruídos muitas vezes. Somente depois do ano 1099 é que a paz se firmou na região, quando os árabes foram expulsos definitivamente dali. Então, o imperador católico chamado Rugero, deu ordens para a reconstrução de tudo. Quando terminaram a reconstrução do mosteiro, ele foi nomeado como Priorado Geral dos beneditinos. Mais tarde, no ano de 1588, o superior do mosteiro sentia-se incomodado ao ver que o interior da igreja não recebia a luz do sol nem mesmo ventilação. Por isso, ele mandou abrir ali, 3 enormes portas para resolver o problema. Para tanto, foi preciso fazer um deslocamento do altar principal. Quando fizeram isso, descobriram os restos mortais quatro irmãos mártires, confirmando a história. E no momento em que retiraram os corpos dos mártires, brotou ali uma fonte de água límpida, chamada por todos de milagrosa. As relíquias destes santos foram levadas posteriormente para o mosteiro de Montecassino e foram guardadas junto com as relíquias do primo Santo Amaro. Em 1918, um terrível fato aconteceu: um terremoto de proporções nunca vistas destruiu Messina, o mosteiro e a igreja construídos por São Plácido. Mas a devoção a ele permaneceu firme nos corações dos fiéis. Tanto que, apesar de a Igreja ter determinado que ele fosse comemorado no dia 15 de janeiro, junto com a festa de seu primo Santo Amaro, os fiéis da região de Messina continuaram celebrando a festa de São Plácido no dia 5 de outubro. A festa litúrgica de São Plácido, porém, acontece no dia 15 de janeiro. #SantodoDia
- Homilia Diária | O Esposo que nos amou primeiro
Segunda-feira da 2.ª Semana do Tempo Comum Um dos grandes perigos espirituais a que estamos expostos é cair no mesmo erro dos fariseus: achar que são os nossos esforços pessoais, em forma de penitências e jejuns, que nos tornarão limpos aos olhos de Deus e nos farão dignos de “merecer” o seu amor. Na verdade, foi Ele quem deu o primeiro passo e, antes mesmo de existirmos, nos amou com toda gratuidade. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 15 de janeiro, e peçamos à Virgem Maria que nos ensine a corresponder ao amor de seu Filho e a converter a nossa vida cristã, não em simples observância, mas em atos de verdadeira caridade. Santo do Dia: Santo Arnaldo Janssen Evangelho (Mc 2,18-22) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — A palavra do Senhor é viva e eficaz: ela julga os pensamentos e as intenções do coração. (Hb 4,12) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 18 os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?” 19 Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20 Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar. 21 Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22 Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | O Esposo que nos amou primeiro
Segunda-feira da 2.ª Semana do Tempo Comum Um dos grandes perigos espirituais a que estamos expostos é cair no mesmo erro dos fariseus: achar que são os nossos esforços pessoais, em forma de penitências e jejuns, que nos tornarão limpos aos olhos de Deus e nos farão dignos de “merecer” o seu amor. Na verdade, foi Ele quem deu o primeiro passo e, antes mesmo de existirmos, nos amou com toda gratuidade. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 15 de janeiro, e peçamos à Virgem Maria que nos ensine a corresponder ao amor de seu Filho e a converter a nossa vida cristã, não em simples observância, mas em atos de verdadeira caridade. Santo do Dia: Santo Arnaldo Janssen Evangelho (Mc 2,18-22) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — A palavra do Senhor é viva e eficaz: ela julga os pensamentos e as intenções do coração. (Hb 4,12) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 18 os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?” 19 Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20 Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar. 21 Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22 Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- A Máfia do Clergyman Cor-De-Rosa: O Avanço do Lobby Gay dentro da Igreja
Embora a Palavra de Deus e a moral católica condenem de modo claro e veemente a prática homossexual classificada no Catecismo como intrinsecamente má, é notório o avanço do discurso e de uma agenda que favorece a prática e a ideologia gay dentro da Igreja. Como esse avanço tem sido contínuo, especialmente durante o pontificado do Papa Francisco, precisamos nos perguntar como esse lobby está organizado e como conseguiram chegar aos mais altos escalões da Igreja influenciando os discursos, ações e mesmo documentos oficiais que não apenas relativisam a gravidade dos atos homossexuais mas tendem a reconhecê-los como legítimos. Uma vez que a disciplina da Igreja não admite entrar ou permanecer nos seminários candidatos ao sacerdócio que tenham qualquer inclinação homossexual, ainda que castos, como explicar que muitos homossexuais não apenas foram ordenados mas conseguiram altos cargos e muita influência no interior da Igreja? Para assistir, acesse: #Formaçõesaovivo
- A Máfia do Clergyman Cor-De-Rosa: O Avanço do Lobby Gay dentro da Igreja
Embora a Palavra de Deus e a moral católica condenem de modo claro e veemente a prática homossexual classificada no Catecismo como intrinsecamente má, é notório o avanço do discurso e de uma agenda que favorece a prática e a ideologia gay dentro da Igreja. Como esse avanço tem sido contínuo, especialmente durante o pontificado do Papa Francisco, precisamos nos perguntar como esse lobby está organizado e como conseguiram chegar aos mais altos escalões da Igreja influenciando os discursos, ações e mesmo documentos oficiais que não apenas relativisam a gravidade dos atos homossexuais mas tendem a reconhecê-los como legítimos. Uma vez que a disciplina da Igreja não admite entrar ou permanecer nos seminários candidatos ao sacerdócio que tenham qualquer inclinação homossexual, ainda que castos, como explicar que muitos homossexuais não apenas foram ordenados mas conseguiram altos cargos e muita influência no interior da Igreja? Para assistir, acesse: #Formaçõesaovivo
- Homilia Dominical | Por que e para que seguimos Jesus?
2.º Domingo do Tempo Comum Retomando os domingos do Tempo Comum, somos interpelados, assim como os discípulos de João Batista, pelo questionamento de Jesus: “O que estais procurando?”. Essa pergunta precisa ecoar no coração de todos os cristãos, sobretudo daqueles que, mesmo tendo caminhado com Cristo durante toda a vida, acabaram esmorecendo na fé diante da primeira dificuldade. Ouça a homilia deste domingo do Padre Paulo Ricardo e, meditando sobre questionamento do Senhor, busque compreender qual deve ser a causa Anúncio do Evangelho (Jo 1,35-42) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Encontramos o Messias, Jesus Cristo, de graça e verdade ele é pleno; de sua imensa riqueza graças, sem fim, recebemos. (Jo 1,41.17b) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 35 João estava de novo com dois de seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” 37 Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus. 38 Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: “O que estais procurando?” Eles disseram: “Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?” 39 Jesus respondeu: “Vinde ver”. Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde. 40 André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram a palavra de João e seguiram Jesus. 41 Ele foi encontrar primeiro seu irmão Simão e lhe disse: “Encontramos o Messias” (que quer dizer: Cristo). 42 Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas” (que quer dizer: Pedra) — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Dominical | Por que e para que seguimos Jesus?
2.º Domingo do Tempo Comum Retomando os domingos do Tempo Comum, somos interpelados, assim como os discípulos de João Batista, pelo questionamento de Jesus: “O que estais procurando?”. Essa pergunta precisa ecoar no coração de todos os cristãos, sobretudo daqueles que, mesmo tendo caminhado com Cristo durante toda a vida, acabaram esmorecendo na fé diante da primeira dificuldade. Ouça a homilia deste domingo do Padre Paulo Ricardo e, meditando sobre questionamento do Senhor, busque compreender qual deve ser a causa Anúncio do Evangelho (Jo 1,35-42) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Encontramos o Messias, Jesus Cristo, de graça e verdade ele é pleno; de sua imensa riqueza graças, sem fim, recebemos. (Jo 1,41.17b) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 35 João estava de novo com dois de seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” 37 Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus. 38 Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: “O que estais procurando?” Eles disseram: “Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?” 39 Jesus respondeu: “Vinde ver”. Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde. 40 André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram a palavra de João e seguiram Jesus. 41 Ele foi encontrar primeiro seu irmão Simão e lhe disse: “Encontramos o Messias” (que quer dizer: Cristo). 42 Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas” (que quer dizer: Pedra) — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Por que Jesus se senta com os pecadores?
Sábado da 1.ª Semana do Tempo Comum No Evangelho de hoje, para escândalo dos fariseus, Jesus se senta à mesa com pecadores e cobradores de impostos. Qual o sentido desse gesto de Nosso Senhor? Por que Ele, a santidade feita visível e o mais perfeito cumpridor da Lei, se digna ir ao encontro justamente daqueles que, com sua vida e mau comportamento, tanto o ofendem? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 13 de janeiro, e que Nossa Senhora de Fátima interceda por todos nós, pobres pecadores. Santo do Dia: Santo Hilário de Poitiers, Bispo e Doutor da Igreja Evangelho (Mc 2,13-17) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho. (Lc 4,18) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 13 Jesus saiu de novo para a beira mar. Toda a multidão ia a seu encontro, e Jesus os ensinava. 14 Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Levi se levantou e o seguiu. 15 E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram muitos os que o seguiam. 16 Alguns doutores da Lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos. Então eles perguntaram aos discípulos: “Por que ele come com cobradores de impostos e pecadores?” 17 Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: “Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Por que Jesus se senta com os pecadores?
Sábado da 1.ª Semana do Tempo Comum No Evangelho de hoje, para escândalo dos fariseus, Jesus se senta à mesa com pecadores e cobradores de impostos. Qual o sentido desse gesto de Nosso Senhor? Por que Ele, a santidade feita visível e o mais perfeito cumpridor da Lei, se digna ir ao encontro justamente daqueles que, com sua vida e mau comportamento, tanto o ofendem? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 13 de janeiro, e que Nossa Senhora de Fátima interceda por todos nós, pobres pecadores. Santo do Dia: Santo Hilário de Poitiers, Bispo e Doutor da Igreja Evangelho (Mc 2,13-17) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho. (Lc 4,18) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 13 Jesus saiu de novo para a beira mar. Toda a multidão ia a seu encontro, e Jesus os ensinava. 14 Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Levi se levantou e o seguiu. 15 E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram muitos os que o seguiam. 16 Alguns doutores da Lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos. Então eles perguntaram aos discípulos: “Por que ele come com cobradores de impostos e pecadores?” 17 Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: “Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Perdoar é “criar de novo”
Sexta-feira da 1.ª Semana do Tempo Comum Se os olhos já têm dificuldade de crer nos milagres físicos que Deus, extraordinariamente, realiza nos corpos, que pensar então deste grande prodígio, tão frequente quanto são as confissões bem feitas, que é a conversão do pecador, a justificação do ímpio, a recriação de uma alma, restituída à vida divina da qual, pelo pecado, havia caído! Sim, há mais motivo de espanto e ação de graças nas palavras: “Teus pecados estão perdoados” do que na cura de paralíticos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 12 de janeiro, e medite conosco mais uma página do santo Evangelho! Santo do Dia: São Bento Biscop, Abade Evangelho (Mc 2,1-12) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia. (Lc 7,16) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. 1 Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 2 Reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar, nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra. 3 Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4 Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. 5 Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. 6 Ora, alguns mestres da Lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 7 “Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus”. 8 Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu íntimo, e disse: “Por que pensais assim em vossos corações? 9 O que é mais fácil: dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, pega a tua cama e anda’? 10 Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados, — disse ele ao paralítico: 11 eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama, e vai para tua casa!” 12 O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: “Nunca vimos uma coisa assim”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Perdoar é “criar de novo”
Sexta-feira da 1.ª Semana do Tempo Comum Se os olhos já têm dificuldade de crer nos milagres físicos que Deus, extraordinariamente, realiza nos corpos, que pensar então deste grande prodígio, tão frequente quanto são as confissões bem feitas, que é a conversão do pecador, a justificação do ímpio, a recriação de uma alma, restituída à vida divina da qual, pelo pecado, havia caído! Sim, há mais motivo de espanto e ação de graças nas palavras: “Teus pecados estão perdoados” do que na cura de paralíticos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 12 de janeiro, e medite conosco mais uma página do santo Evangelho! Santo do Dia: São Bento Biscop, Abade Evangelho (Mc 2,1-12) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia. (Lc 7,16) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. 1 Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 2 Reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar, nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra. 3 Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4 Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. 5 Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. 6 Ora, alguns mestres da Lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 7 “Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus”. 8 Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu íntimo, e disse: “Por que pensais assim em vossos corações? 9 O que é mais fácil: dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, pega a tua cama e anda’? 10 Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados, — disse ele ao paralítico: 11 eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama, e vai para tua casa!” 12 O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: “Nunca vimos uma coisa assim”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- São Bento Biscop, Abade – 12 de Janeiro
SANTO DO DIA – 12 DE JANEIRO – SÃO BENTO BISCOP Abade (628-690) “Bento pela graça e pelo nome” era este o jogo de palavras que são Gregório Magno usava para definir o amigo e irmão na fé, são Bento de Nórcia. E pela grande força do sentido que expressam, não puderam deixar de ser usadas, também, para louvar são Bento Biscop, no livro escrito por são Beda, Doutor da Igreja , sobre seu mestre e tutor. Ele que foi discípulo de Biscop, desde os sete anos, idade em que foi entregue pelos pais. Biscop nasceu em 628, na Nortúmbria, Irlanda. Era um nobre e se tornou um soldado de alta patente do exército do rei Oswiu, porém o chamado de Deus falou mais alto. Aos vinte e cinco anos decidiu renunciar aos favores da corte e abandonar a família, para se colocar a serviço do verdadeiro Rei, Jesus Cristo e do Evangelho, para alcançar a vida eterna. No ano de 653, após ter feito esta escolha, fez a primeira das seis viagens a Roma. Era um devoto incondicional dos santos apóstolos Pedro e Paulo e dos papas. Suas viagens tinham a finalidade da peregrinação e também o aprendizado de exemplos e instituições monásticas. A Santa Sé o designou para ir à Inglaterra, acompanhando o novo bispo de Cantuária, Teodósio. Assim, Biscop acabou sendo o responsável, em grande parte, pela evangelização da Inglaterra. De suas viagens a Roma, trazia consigo diversos livros sobre artes, ciências, e muitos outros de assuntos variados. Em Lerins, no percurso da segunda viagem a Roma, em 665, permaneceu cerca de dois anos. Era um perfeccionista, não procurava só encontrar modelos de vida como também numerosos livros, documentos iconográficos, relíquias dos santos, parâmetros e outros objetos que favorecessem um culto em perfeita sintonia com a Igreja de Roma. Na embocadura do rio Vire, fundou um mosteiro, dedicado a são Pedro, em 674, e outro, em honra a são Paulo, alguns anos mais tarde. Para isso, trouxe da França diversos pedreiros, artesãos, artífices, etc., para a construção de igrejas e, desta maneira, introduzir nos mosteiros ingleses os usos e costumes dos mosteiros romanos. Uma vez chegou a suplicar ao papa Agatão que enviasse o cantor da basílica de são Pedro, o abade João, para que a liturgia e o canto romano fossem assimilados por seus monges reunidos nos dois mosteiros de são Pedro e de são Paulo. Quando voltou da sexta viagem a Roma ficou surpreso com uma epidemia que destruíra grande parte de sua obra. Sobre o leito de morte pôde dizer com razão: “Meus filhos, não considerem invenção minha a constituição que lhes dei. Depois que visitei dezessete mosteiros, cujas regras e usos, me esforcei por conhecer e selecionar as que me pareceram melhores, dou-lhes o resultado desse trabalho. Este é o meu testamento.” Morreu no dia 12 de janeiro de 690, aos sessenta e dois anos de idade. A sua celebração foi determinada para esta data, durante a cerimônia de sua canonização, pela Igreja, em Roma. #SantodoDia
- São Bento Biscop, Abade – 12 de Janeiro
SANTO DO DIA – 12 DE JANEIRO – SÃO BENTO BISCOP Abade (628-690) “Bento pela graça e pelo nome” era este o jogo de palavras que são Gregório Magno usava para definir o amigo e irmão na fé, são Bento de Nórcia. E pela grande força do sentido que expressam, não puderam deixar de ser usadas, também, para louvar são Bento Biscop, no livro escrito por são Beda, Doutor da Igreja , sobre seu mestre e tutor. Ele que foi discípulo de Biscop, desde os sete anos, idade em que foi entregue pelos pais. Biscop nasceu em 628, na Nortúmbria, Irlanda. Era um nobre e se tornou um soldado de alta patente do exército do rei Oswiu, porém o chamado de Deus falou mais alto. Aos vinte e cinco anos decidiu renunciar aos favores da corte e abandonar a família, para se colocar a serviço do verdadeiro Rei, Jesus Cristo e do Evangelho, para alcançar a vida eterna. No ano de 653, após ter feito esta escolha, fez a primeira das seis viagens a Roma. Era um devoto incondicional dos santos apóstolos Pedro e Paulo e dos papas. Suas viagens tinham a finalidade da peregrinação e também o aprendizado de exemplos e instituições monásticas. A Santa Sé o designou para ir à Inglaterra, acompanhando o novo bispo de Cantuária, Teodósio. Assim, Biscop acabou sendo o responsável, em grande parte, pela evangelização da Inglaterra. De suas viagens a Roma, trazia consigo diversos livros sobre artes, ciências, e muitos outros de assuntos variados. Em Lerins, no percurso da segunda viagem a Roma, em 665, permaneceu cerca de dois anos. Era um perfeccionista, não procurava só encontrar modelos de vida como também numerosos livros, documentos iconográficos, relíquias dos santos, parâmetros e outros objetos que favorecessem um culto em perfeita sintonia com a Igreja de Roma. Na embocadura do rio Vire, fundou um mosteiro, dedicado a são Pedro, em 674, e outro, em honra a são Paulo, alguns anos mais tarde. Para isso, trouxe da França diversos pedreiros, artesãos, artífices, etc., para a construção de igrejas e, desta maneira, introduzir nos mosteiros ingleses os usos e costumes dos mosteiros romanos. Uma vez chegou a suplicar ao papa Agatão que enviasse o cantor da basílica de são Pedro, o abade João, para que a liturgia e o canto romano fossem assimilados por seus monges reunidos nos dois mosteiros de são Pedro e de são Paulo. Quando voltou da sexta viagem a Roma ficou surpreso com uma epidemia que destruíra grande parte de sua obra. Sobre o leito de morte pôde dizer com razão: “Meus filhos, não considerem invenção minha a constituição que lhes dei. Depois que visitei dezessete mosteiros, cujas regras e usos, me esforcei por conhecer e selecionar as que me pareceram melhores, dou-lhes o resultado desse trabalho. Este é o meu testamento.” Morreu no dia 12 de janeiro de 690, aos sessenta e dois anos de idade. A sua celebração foi determinada para esta data, durante a cerimônia de sua canonização, pela Igreja, em Roma. #SantodoDia
- Homilia Diária | Sacramentos, toques da graça
Quinta-feira da 1.ª Semana do Tempo Comum O toque com que Jesus cura um leproso no Evangelho de hoje e mesmo com que, neste tempo da Igreja, Ele quer nos curar da lepra de nossos pecados e imperfeições. Não são dois toques nem duas graças, mas o mesmo Cristo que, por sua divina humanidade, estende pelos sacramentos a mesma mão que estendera para tocar tantos leprosos e doentes. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 11 de janeiro, e medite conosco mais uma página do Evangelho. Santo do Dia: Santo Higino, Papa Evangelho (Mc 1,40-45) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Jesus pregava a Boa-Nova, o Reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo. (Mt 4,23) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 40 um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”. 41 Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero: fica curado!” 42 No mesmo instante, a lepra desapareceu, e ele ficou curado. 43 Então Jesus o mandou logo embora, 44 falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” 45 Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Sacramentos, toques da graça
Quinta-feira da 1.ª Semana do Tempo Comum O toque com que Jesus cura um leproso no Evangelho de hoje e mesmo com que, neste tempo da Igreja, Ele quer nos curar da lepra de nossos pecados e imperfeições. Não são dois toques nem duas graças, mas o mesmo Cristo que, por sua divina humanidade, estende pelos sacramentos a mesma mão que estendera para tocar tantos leprosos e doentes. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 11 de janeiro, e medite conosco mais uma página do Evangelho. Santo do Dia: Santo Higino, Papa Evangelho (Mc 1,40-45) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Jesus pregava a Boa-Nova, o Reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo. (Mt 4,23) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 40 um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”. 41 Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero: fica curado!” 42 No mesmo instante, a lepra desapareceu, e ele ficou curado. 43 Então Jesus o mandou logo embora, 44 falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” 45 Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Jesus se inclina sobre a nossa miséria
Quarta-feira da 1.ª Semana do Tempo Comum Através de Cristo, Deus mostrou aos homens a delicadeza de seu amor, que se inclina até a nossa miséria, sem medo de contaminar-se com nossas doenças. Jesus, que não foi insensível a nenhuma espécie de sofrimento humano, quer ainda hoje se aproximar de nós para nos livrar dos males que realmente nos destroem: o pecado, a febre do egoísmo e a incapacidade de amar. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 10 de janeiro, e peçamos à Virgem Maria que nos dê fé suficiente para nos abrirmos ao amor de seu Filho. Evangelho (Mc 1,29-39) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Minhas ovelhas escutam minha voz, e as conheço e elas me seguem. (Jo 10,27) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 29 Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30 A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31 E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. 32 À tarde, depois do pôr do sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33 A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 34 Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. 35 De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 36 Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37 Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. 38 Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. 39 E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Jesus se inclina sobre a nossa miséria
Quarta-feira da 1.ª Semana do Tempo Comum Através de Cristo, Deus mostrou aos homens a delicadeza de seu amor, que se inclina até a nossa miséria, sem medo de contaminar-se com nossas doenças. Jesus, que não foi insensível a nenhuma espécie de sofrimento humano, quer ainda hoje se aproximar de nós para nos livrar dos males que realmente nos destroem: o pecado, a febre do egoísmo e a incapacidade de amar. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 10 de janeiro, e peçamos à Virgem Maria que nos dê fé suficiente para nos abrirmos ao amor de seu Filho. Evangelho (Mc 1,29-39) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Minhas ovelhas escutam minha voz, e as conheço e elas me seguem. (Jo 10,27) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 29 Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30 A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31 E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. 32 À tarde, depois do pôr do sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33 A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 34 Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. 35 De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 36 Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37 Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. 38 Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. 39 E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Santo Aldo, eremita – 10 de Janeiro
SANTO DO DIA – 10 DE JANEIRO – SANTO ALDO Eremita (Século III) Muito interessante a trajetória deste singelo e tradicional santo de nome Aldo. Dele não se encontrou nada escrito no Calendário universal da Igreja, e em nenhum Martirológio local. Apenas os jesuítas belgas, que catalogaram a vida dos santos da Europa do Norte na obra publicada em 1.600, citaram neste dia o nome de santo Aldo, sozinho e solitário. Sozinho, porque é o único santo com este nome, e solitário, como foi e continua sendo difundido, porque era um devoto ermitão. Ele se tornou monge, do mosteiro fundado pelo irlandês são Columbano, na cidade de Bobbio, vizinha de Pavia, cidade que guarda as suas relíquias. Aldo foi sepultado primeiro na capela de são Columbano e depois transferido para a basílica de são Miguel, daquela cidade, na Itália Não sabemos a data e o lugar do seu nascimento. Parece que viveu no século VIII, mas foi num destes que a História definiu como “obscuros”. Conceito que, no caso de Aldo, se tornou verdadeiro, pois não deixou transparecer nada sobre a sua vida e sua pessoa, deixou apenas uma atmosfera de santidade. A tradição nos apresenta Aldo como um simples carvoeiro de Carbonária e um ermitão. Um monge de mãos calejadas e rosto enegrecido pela fuligem das carvoarias. Isto parece correto, porque os monges de sua comunidade construíam uma cabana para si, de madeira ou de pedra, onde se retiravam nas horas dedicadas à oração e à contemplação, e onde moravam. Depois saíam para o trabalho diário, onde ganhavam o pão com o suor do rosto. Não é por acaso que suas relíquias estão em Pávia, cidade que durante um período foi a capital do Reino da Europa do Norte, conhecido como Lombardo. Provavelmente corria nas veias deste santo ermitão o sangue deste povo, senão, pelo menos assim nos faz pensar a origem do seu nome. “Ald” é uma palavra da Europa do Norte que significa “velho”, e parente do nosso Aldo “ancião”, ou melhor “homem maduro”. Velhice e maturidade são, em geral, garantia de sabedoria, portanto podemos dizer que Aldo mereceu o próprio nome, quando escolheu a sabedoria mais sábia, a da santidade, alcançada através do caminho mais invisível, o da solidão e do silêncio, da quietude interior e exterior, da contemplação e da oração. Ele se afastava temporariamente das pessoas para dar mais espaço à oração e povoar a solidão exterior com a agradável presença de Deus. Não se evadia da comunidade mas contribuía para sua edificação com o exemplo de uma vida santa e uma caridade ativa. Santo Aldo é considerado um feliz exemplo do espírito beneditino. Um santo silencioso, mas que fala diretamente às almas sem precisar de palavras, com o exemplo de sua vida retirada do mundo e inserida em Deus. Foi canonizado e seu culto é muito vigoroso nos países da Europa do Norte, especialmente na Irlanda. A Igreja o declarou “Padroeiro dos Trabalhadores”, e o celebra neste dia, indicado como o da sua morte. #SantodoDia
- Santo Aldo, eremita – 10 de Janeiro
SANTO DO DIA – 10 DE JANEIRO – SANTO ALDO Eremita (Século III) Muito interessante a trajetória deste singelo e tradicional santo de nome Aldo. Dele não se encontrou nada escrito no Calendário universal da Igreja, e em nenhum Martirológio local. Apenas os jesuítas belgas, que catalogaram a vida dos santos da Europa do Norte na obra publicada em 1.600, citaram neste dia o nome de santo Aldo, sozinho e solitário. Sozinho, porque é o único santo com este nome, e solitário, como foi e continua sendo difundido, porque era um devoto ermitão. Ele se tornou monge, do mosteiro fundado pelo irlandês são Columbano, na cidade de Bobbio, vizinha de Pavia, cidade que guarda as suas relíquias. Aldo foi sepultado primeiro na capela de são Columbano e depois transferido para a basílica de são Miguel, daquela cidade, na Itália Não sabemos a data e o lugar do seu nascimento. Parece que viveu no século VIII, mas foi num destes que a História definiu como “obscuros”. Conceito que, no caso de Aldo, se tornou verdadeiro, pois não deixou transparecer nada sobre a sua vida e sua pessoa, deixou apenas uma atmosfera de santidade. A tradição nos apresenta Aldo como um simples carvoeiro de Carbonária e um ermitão. Um monge de mãos calejadas e rosto enegrecido pela fuligem das carvoarias. Isto parece correto, porque os monges de sua comunidade construíam uma cabana para si, de madeira ou de pedra, onde se retiravam nas horas dedicadas à oração e à contemplação, e onde moravam. Depois saíam para o trabalho diário, onde ganhavam o pão com o suor do rosto. Não é por acaso que suas relíquias estão em Pávia, cidade que durante um período foi a capital do Reino da Europa do Norte, conhecido como Lombardo. Provavelmente corria nas veias deste santo ermitão o sangue deste povo, senão, pelo menos assim nos faz pensar a origem do seu nome. “Ald” é uma palavra da Europa do Norte que significa “velho”, e parente do nosso Aldo “ancião”, ou melhor “homem maduro”. Velhice e maturidade são, em geral, garantia de sabedoria, portanto podemos dizer que Aldo mereceu o próprio nome, quando escolheu a sabedoria mais sábia, a da santidade, alcançada através do caminho mais invisível, o da solidão e do silêncio, da quietude interior e exterior, da contemplação e da oração. Ele se afastava temporariamente das pessoas para dar mais espaço à oração e povoar a solidão exterior com a agradável presença de Deus. Não se evadia da comunidade mas contribuía para sua edificação com o exemplo de uma vida santa e uma caridade ativa. Santo Aldo é considerado um feliz exemplo do espírito beneditino. Um santo silencioso, mas que fala diretamente às almas sem precisar de palavras, com o exemplo de sua vida retirada do mundo e inserida em Deus. Foi canonizado e seu culto é muito vigoroso nos países da Europa do Norte, especialmente na Irlanda. A Igreja o declarou “Padroeiro dos Trabalhadores”, e o celebra neste dia, indicado como o da sua morte. #SantodoDia
- Homilia Diária | A eficácia da Palavra de Cristo
Terça-feira da 1.ª Semana do Tempo Comum Deus, com só o pronunciar de sua palavra, faz e produz o que ela significa. Assim como no princípio foi pela palavra que o mundo veio à existência: “Faça-se”, assim também é pela palavra que Jesus, Verbo eterno do Pai, quer transformar nossas vidas, mostrando-nos a verdade e livrando-nos das mentiras e das falsas promessas do demônio. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 9 de janeiro, e peçamos a Nossa Senhora que nos dê a graça de termos os ouvidos sempre atentos às palavras de seu Filho, que ressoam através da doutrina perene da Igreja, Santa e Católica. Evangelho (Mc 1,21b-28) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Acolhei a palavra de Deus não como palavra humana, mas como mensagem de Deus, o que ela é, em verdade! (1Ts 2,13) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. 21b Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22 Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. 23 Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24 “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25 Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” 26 Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27 E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “Que é isso? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28 E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galileia. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | A eficácia da Palavra de Cristo
Terça-feira da 1.ª Semana do Tempo Comum Deus, com só o pronunciar de sua palavra, faz e produz o que ela significa. Assim como no princípio foi pela palavra que o mundo veio à existência: “Faça-se”, assim também é pela palavra que Jesus, Verbo eterno do Pai, quer transformar nossas vidas, mostrando-nos a verdade e livrando-nos das mentiras e das falsas promessas do demônio. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 9 de janeiro, e peçamos a Nossa Senhora que nos dê a graça de termos os ouvidos sempre atentos às palavras de seu Filho, que ressoam através da doutrina perene da Igreja, Santa e Católica. Evangelho (Mc 1,21b-28) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Acolhei a palavra de Deus não como palavra humana, mas como mensagem de Deus, o que ela é, em verdade! (1Ts 2,13) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. 21b Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22 Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. 23 Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24 “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25 Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” 26 Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27 E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “Que é isso? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28 E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galileia. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- São Julião e Santa Basilissa – 9 de Janeiro
SANTO DO DIA – 09 DE JANEIRO – SÃO JULIÃO E SANTA BASILISSA (Mártires Século III) É um casal para figurar na história da Igreja com louvores. Julião era filho de um casal cristão muito devoto e rico que lhe deu uma educação esmerada e requintada, desde a tenra idade. Depois, desejosos de ver o filho bem casado, para constituir uma sólida e cristã família, decidiram consolidar o seu matrimônio, aos dezoito anos, com a jovem Basilissa. Extremamente obediente, o rapaz que nunca havia mencionado seu voto de castidade à família, realizou o sonho dos pais e se casou com a bela e suave jovem, que como ele procedia de uma prospera e bem situada família seguidora dos mesmos preceitos cristãos que a de seu noivo. Uma vez casados, Julião com gentileza conversou com a esposa Basilissa e juntos fizeram um pacto de consagração a Deus, para se dedicarem a Seu serviço, apesar do sacramento matrimonial . Assim a união carnal não se concretizou e ambos permaneceram virgens. Somente, após a morte dos pais é que os dois puderam viver a vida espiritual na plenitude almejada. Usando seus bens, cada um fundou um mosteiro: Julião, o masculino e Basilissa, o feminino. Com o saldo do patrimônio mantinham várias obras de caridade e sustentavam os mosteiros que funcionavam também como hospitais, para atendimento dos mais necessitados. O de Basilissa atendia especialmente aos leprosos Nesse período o Cristianismo vivia os seus tempos mais trágicos, o das perseguições sanguinárias impostas em todo o Império pelos tiranos Diocleciano e Maximiano. Em auxílio aos cristãos surgiu Julião que abrigou em seu mosteiro dezenas deles, que procuravam refugio das implacáveis investidas. Porém foi denunciado e viu aos poucos todos serem “julgados” e condenados ao suplício e à morte pelo testemunho da fé. Até que chegou sua vez. Como se recusou a adorar os ídolos pagãos e renegar a fé em Cristo foi martirizado por um longo período. Segundo os registros dessa época arquivados pela Igreja, o período foi descrito como de muitas torturas e sofrimento, mas também de muitos prodígios e graças ocorridos através das mãos de Julião. Julião foi finalmente assassinado e pôde descansar em paz em 9 de janeiro de 302. Enquanto Basilissa, conseguiu ser poupada, vivendo junto aos mais miseráveis e pobres leprosos os quais tratava como filhos. Ela morreu algum tempo depois, dizem em 18 de novembro de 304, tendo promovido muitos prodígios de cura e graças. A Igreja reverencia a memória do casal, Santo Julião e Santa Basilissa, no dia 6 de janeiro, conforme o último ajuste oficial feito no Martirológio Romano. Nele também encontramos a correção de suas origens citada antes como sendo da Antioquia mas que se comprovou ser de Antinoe capital de Tebaide, no Egito. Entretanto, algumas regiões do Oriente ainda os celebram no dia 09 de janeiro. #SantodoDia
- São Julião e Santa Basilissa – 9 de Janeiro
SANTO DO DIA – 09 DE JANEIRO – SÃO JULIÃO E SANTA BASILISSA (Mártires Século III) É um casal para figurar na história da Igreja com louvores. Julião era filho de um casal cristão muito devoto e rico que lhe deu uma educação esmerada e requintada, desde a tenra idade. Depois, desejosos de ver o filho bem casado, para constituir uma sólida e cristã família, decidiram consolidar o seu matrimônio, aos dezoito anos, com a jovem Basilissa. Extremamente obediente, o rapaz que nunca havia mencionado seu voto de castidade à família, realizou o sonho dos pais e se casou com a bela e suave jovem, que como ele procedia de uma prospera e bem situada família seguidora dos mesmos preceitos cristãos que a de seu noivo. Uma vez casados, Julião com gentileza conversou com a esposa Basilissa e juntos fizeram um pacto de consagração a Deus, para se dedicarem a Seu serviço, apesar do sacramento matrimonial . Assim a união carnal não se concretizou e ambos permaneceram virgens. Somente, após a morte dos pais é que os dois puderam viver a vida espiritual na plenitude almejada. Usando seus bens, cada um fundou um mosteiro: Julião, o masculino e Basilissa, o feminino. Com o saldo do patrimônio mantinham várias obras de caridade e sustentavam os mosteiros que funcionavam também como hospitais, para atendimento dos mais necessitados. O de Basilissa atendia especialmente aos leprosos Nesse período o Cristianismo vivia os seus tempos mais trágicos, o das perseguições sanguinárias impostas em todo o Império pelos tiranos Diocleciano e Maximiano. Em auxílio aos cristãos surgiu Julião que abrigou em seu mosteiro dezenas deles, que procuravam refugio das implacáveis investidas. Porém foi denunciado e viu aos poucos todos serem “julgados” e condenados ao suplício e à morte pelo testemunho da fé. Até que chegou sua vez. Como se recusou a adorar os ídolos pagãos e renegar a fé em Cristo foi martirizado por um longo período. Segundo os registros dessa época arquivados pela Igreja, o período foi descrito como de muitas torturas e sofrimento, mas também de muitos prodígios e graças ocorridos através das mãos de Julião. Julião foi finalmente assassinado e pôde descansar em paz em 9 de janeiro de 302. Enquanto Basilissa, conseguiu ser poupada, vivendo junto aos mais miseráveis e pobres leprosos os quais tratava como filhos. Ela morreu algum tempo depois, dizem em 18 de novembro de 304, tendo promovido muitos prodígios de cura e graças. A Igreja reverencia a memória do casal, Santo Julião e Santa Basilissa, no dia 6 de janeiro, conforme o último ajuste oficial feito no Martirológio Romano. Nele também encontramos a correção de suas origens citada antes como sendo da Antioquia mas que se comprovou ser de Antinoe capital de Tebaide, no Egito. Entretanto, algumas regiões do Oriente ainda os celebram no dia 09 de janeiro. #SantodoDia
- Homilia Diária | Fiéis ao nosso Batismo, alegramos a Deus
Festa do Batismo do Senhor Somente em Cristo o Pai tem todo o seu bem-querer. No Coração de Jesus, Ele recebe o mesmo amor e encontra a mesma alegria que lhe proporciona, desde antes da Encarnação, o Filho eterno. É por isso que, fora de Cristo, é impossível dar a Deus aquela alegria, aquele amor, aquela adoração santa que, por direito, reclama o seu coração celeste e paterno. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 8 de janeiro, e renovemos juntos, como membros vivos da Igreja, as promessas do nosso Batismo. Conheça também o Santo do Dia: São Severino, Bispo e Confessor Anúncio do Evangelho (Mc 1,7-11) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Quando João viu Jesus, ele disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. (cf. Jo 1,29) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 7 João Batista pregava, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. 8 Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo”. 9 Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi batizado por João no rio Jordão. 10 E logo, ao sair da água, viu o céu se abrindo, e o Espírito, como pomba, descer sobre ele. 11 E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
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Festa do Batismo do Senhor Somente em Cristo o Pai tem todo o seu bem-querer. No Coração de Jesus, Ele recebe o mesmo amor e encontra a mesma alegria que lhe proporciona, desde antes da Encarnação, o Filho eterno. É por isso que, fora de Cristo, é impossível dar a Deus aquela alegria, aquele amor, aquela adoração santa que, por direito, reclama o seu coração celeste e paterno. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 8 de janeiro, e renovemos juntos, como membros vivos da Igreja, as promessas do nosso Batismo. Conheça também o Santo do Dia: São Severino, Bispo e Confessor Anúncio do Evangelho (Mc 1,7-11) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Quando João viu Jesus, ele disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. (cf. Jo 1,29) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 7 João Batista pregava, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. 8 Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo”. 9 Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi batizado por João no rio Jordão. 10 E logo, ao sair da água, viu o céu se abrindo, e o Espírito, como pomba, descer sobre ele. 11 E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Festa do Batismo do Senhor
Duas figuras máximas se encontram: o Precursor e o Messias. Quem foi o Batista e por que quis Jesus ser batizado? Com o Batismo do Senhor é concluído o tempo do Natal e a Igreja nos convida a olhar a humildade de Jesus que se converte em uma epifania (manifestação) da Santíssima Trindade. Grande comoção em Israel O Batismo do Senhor foi, sem dúvida, o mais simbólico de toda a história. Havia cerca de 400 anos que nenhum profeta fazia ouvir sua voz em Israel. Nada mais explicável, pois, do que o alvoroço causado por São João Batista. De todos os lados afluíam multidões para ouvi-lo. Vendo-as diante de si, ele as admoestava, e suas palavras calavam fundo nas almas, levando muitas ao arrependimento: “Dizia ele: Fazei penitência porque está próximo o Reino dos céus”. (Mt 3, 2). Símbolo da purificação da consciência, necessária para receber esse “reino dos céus” que estava “próximo”, o batismo conferido por São João confirmava as boas disposições de seus ouvintes. “Confessavam seus pecados e eram batizados por ele nas águas do Jordão” , conta São Mateus (3, 6). Inexorável para com os hipócritas e os soberbos, o profeta mostrava-se doce com os sinceros e os humildes. “ Preparai-vos!” repetia incansavelmente, “abri a via do Senhor!” Apareceram-lhe discípulos, que o assistiam em seu ministério, e que passaram a constituir um modelo de piedade mais fervorosa. Enfim, sua pregação produzia um grande movimento popular rumo à virtude, como nunca se vira na história de Israel. Encontro com o Messias e Batismo do Senhor A missão do Precursor era preparar os caminhos do Messias. Vivia, portanto, na expectativa do encontro com Ele. Não esperou muito tempo. Certo dia, notou a presença de Jesus no meio dos peregrinos. Tomado de sobrenatural emoção, inclinou-se para o recém-chegado, esquivando-se de Lhe dar o batismo: “Eu devo ser batizado por ti e tu vens a mim! ” Respondeu-lhe, porém, Jesus: “Deixa por agora, pois convém cumpramos a justiça completa”. Obediente, São João O imergiu no Jordão. Logo que saiu da água, Jesus se pôs a orar. Então o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Ele na forma de uma pomba. “E ouviu-se dos céus uma voz: Tu és o meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição”. Por que Jesus quis ser batizado? O batismo conferido por São João não era da mesma natureza que o Batismo sacramental, instituído posteriormente por Nosso Senhor Jesus Cristo. Provinha verdadeiramente de Deus, mas não tinha o poder de conferir a graça santificante. O próprio Batista pôs em realce a diferença: “Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.” (Lc 3, 16). O efeito do batismo de João consistia num incentivo ao arrependimento dos pecados, explica São Tomás de Aquino. Ora, em Jesus não havia sequer sombra de pecado, nem poderia haver, uma vez que Ele era o Homem-Deus. Não tinha, portanto, matéria para arrependimento e penitência. Mas, então, por que o batizado? Sujeitar-se à condição humana Várias são as razões dadas pelos Padres e Doutores da Igreja. Eis uma delas: quando o Verbo se fez Homem, Ele quis se sujeitar às leis que regem a vida humana. Por exemplo, obedeceu às leis que estavam em vigor entre os judeus, sendo apresentado no Templo após seu nascimento, sofrendo a circuncisão, e cumprindo os ritos da Páscoa judaica. Assim, quis também receber o batismo penitencial de João. Perdido no meio da multidão, Jesus — inocente — submeteu-se a um rito destinado ao pecador: “ Convém cumpramos a justiça completa” , justificou-se Ele perante o profeta. Comentando essas palavras, Santo Agostinho diz que Nosso Senhor “quis fazer o que ordenou que todos fizessem”. E Santo Ambrósio acrescenta: “A justiça exige que comecemos por fazer o que queremos que os outros façam, e exortemos os outros a nos imitarem pelo nosso exemplo”. Purificar as águas Entre as dez razões enumeradas na Suma Teológica para o batismo de Jesus, São Tomás de Aquino coloca em destaque o objetivo da purificação das águas. Citando Santo Ambrósio, diz o Doutor Angélico que “o Senhor foi batizado, não por querer purificar-se, mas para purificar as águas”. Desse modo, continua ele, as águas “purificadas pelo contato com o corpo de Jesus Cristo, que não conheceu o pecado, tivessem a virtude de batizar” . E conclui citando o mesmo argumento, de São João Crisóstomo, de que Jesus “deixou as águas santificadas para os que, depois, deveriam ser batizados”. Temos aqui um interessante problema teológico-metafísico: por que razão Deus escolheu a água como matéria para o Batismo? A água é um elemento rico em simbolismo. Por exemplo, é uma imagem da exuberância de Deus. Basta considerar que três quartas partes da superfície da Terra são constituídas por água. Também é símbolo de vida. É elemento essencial para a manutenção de todos os seres vivos. Quanto mais abunda a água numa região, maior é a quantidade de plantas e animais que ali se desenvolvem. Além disso, ela é o elemento preponderante da matéria viva, de modo tal que o próprio corpo humano é composto, na sua maior parte, de água. Podemos considerá-la também um símbolo da bondade, do carinho e da magnanimidade de Deus para com a humanidade. Agrada ao ser humano vê-la cair, em forma de chuva, cristalina, refrescante, tornando fértil o solo, favorecendo as plantações, limpando o ar. Nada mais conveniente, portanto, do que a água ser a matéria do Batismo. E nada mais adequado que Deus encarnado ter querido purificá-la pelo contato de seu sacratíssimo corpo. Incentivo ao Batismo A recepção do Batismo é necessária para a salvação, como demonstram as palavras de Jesus a Nicodemos: “ Quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus” (Jo 3, 5). Pelo tom categórico da afirmação, avalia-se a importância desse Sacramento. O batismo de João levava ao arrependimento dos pecados, mas não tinha o poder de perdoá-los. O Batismo sacramental, instituído por Jesus Cristo, tem efeitos infinitamente maiores. Adão transmitiu a todos os seus descendentes a culpa original. O Sacramento do Batismo limpa a alma da mancha desse pecado, confere a graça santificante, eleva o homem à condição de filho de Deus e abre-lhe as portas do Céu. Ele é a chave de todos os outros Sacramentos, indispensáveis para o homem cumprir com fidelidade a Lei de Deus. Tal é a grandeza e a eficácia do Sacramento do Batismo. (Revista Arautos do Evangelho, Janeiro/2003, n. 13, p. 7 à 11) Assista a Homilia: “João batiza e Jesus se aproxima; talvez para santificar igualmente aquele que o batiza e, sem dúvida, para sepultar nas águas o velho Adão. Antes de nós, e por nossa causa, ele que é Espírito e carne santificou as águas do Jordão, para assim nos iniciar nos sacramentos mediante o Espírito e a água”, manifestou São Gregório Nazianzeno em um de seus sermões. “O Espírito, acorrendo àquele que lhe é igual, dá testemunho da sua divindade. Vem do céu uma voz, pois também vinha do céu aquele de quem se dava testemunho”, acrescentou o santo. Evangelho: Mt 3,13-17 Naquele tempo,13Jesus veio da Galileia para o rio Jordão, a fim de se encontrar com João e ser batizado por ele. 14Mas João protestou, dizendo: “Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” 15Jesus, porém, respondeu-lhe: “Por enquanto deixa como está, porque nós devemos cumprir toda a justiça!” E João concordou. 16Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água. Então o céu se abriu e Jesus viu o Espírito de Deus, descendo como pomba e vindo pousar sobre ele. 17E do céu veio uma voz que dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado”. #FestasLitúrgicas
- Festa do Batismo do Senhor
Duas figuras máximas se encontram: o Precursor e o Messias. Quem foi o Batista e por que quis Jesus ser batizado? Com o Batismo do Senhor é concluído o tempo do Natal e a Igreja nos convida a olhar a humildade de Jesus que se converte em uma epifania (manifestação) da Santíssima Trindade. Grande comoção em Israel O Batismo do Senhor foi, sem dúvida, o mais simbólico de toda a história. Havia cerca de 400 anos que nenhum profeta fazia ouvir sua voz em Israel. Nada mais explicável, pois, do que o alvoroço causado por São João Batista. De todos os lados afluíam multidões para ouvi-lo. Vendo-as diante de si, ele as admoestava, e suas palavras calavam fundo nas almas, levando muitas ao arrependimento: “Dizia ele: Fazei penitência porque está próximo o Reino dos céus”. (Mt 3, 2). Símbolo da purificação da consciência, necessária para receber esse “reino dos céus” que estava “próximo”, o batismo conferido por São João confirmava as boas disposições de seus ouvintes. “Confessavam seus pecados e eram batizados por ele nas águas do Jordão” , conta São Mateus (3, 6). Inexorável para com os hipócritas e os soberbos, o profeta mostrava-se doce com os sinceros e os humildes. “ Preparai-vos!” repetia incansavelmente, “abri a via do Senhor!” Apareceram-lhe discípulos, que o assistiam em seu ministério, e que passaram a constituir um modelo de piedade mais fervorosa. Enfim, sua pregação produzia um grande movimento popular rumo à virtude, como nunca se vira na história de Israel. Encontro com o Messias e Batismo do Senhor A missão do Precursor era preparar os caminhos do Messias. Vivia, portanto, na expectativa do encontro com Ele. Não esperou muito tempo. Certo dia, notou a presença de Jesus no meio dos peregrinos. Tomado de sobrenatural emoção, inclinou-se para o recém-chegado, esquivando-se de Lhe dar o batismo: “Eu devo ser batizado por ti e tu vens a mim! ” Respondeu-lhe, porém, Jesus: “Deixa por agora, pois convém cumpramos a justiça completa”. Obediente, São João O imergiu no Jordão. Logo que saiu da água, Jesus se pôs a orar. Então o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Ele na forma de uma pomba. “E ouviu-se dos céus uma voz: Tu és o meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição”. Por que Jesus quis ser batizado? O batismo conferido por São João não era da mesma natureza que o Batismo sacramental, instituído posteriormente por Nosso Senhor Jesus Cristo. Provinha verdadeiramente de Deus, mas não tinha o poder de conferir a graça santificante. O próprio Batista pôs em realce a diferença: “Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.” (Lc 3, 16). O efeito do batismo de João consistia num incentivo ao arrependimento dos pecados, explica São Tomás de Aquino. Ora, em Jesus não havia sequer sombra de pecado, nem poderia haver, uma vez que Ele era o Homem-Deus. Não tinha, portanto, matéria para arrependimento e penitência. Mas, então, por que o batizado? Sujeitar-se à condição humana Várias são as razões dadas pelos Padres e Doutores da Igreja. Eis uma delas: quando o Verbo se fez Homem, Ele quis se sujeitar às leis que regem a vida humana. Por exemplo, obedeceu às leis que estavam em vigor entre os judeus, sendo apresentado no Templo após seu nascimento, sofrendo a circuncisão, e cumprindo os ritos da Páscoa judaica. Assim, quis também receber o batismo penitencial de João. Perdido no meio da multidão, Jesus — inocente — submeteu-se a um rito destinado ao pecador: “ Convém cumpramos a justiça completa” , justificou-se Ele perante o profeta. Comentando essas palavras, Santo Agostinho diz que Nosso Senhor “quis fazer o que ordenou que todos fizessem”. E Santo Ambrósio acrescenta: “A justiça exige que comecemos por fazer o que queremos que os outros façam, e exortemos os outros a nos imitarem pelo nosso exemplo”. Purificar as águas Entre as dez razões enumeradas na Suma Teológica para o batismo de Jesus, São Tomás de Aquino coloca em destaque o objetivo da purificação das águas. Citando Santo Ambrósio, diz o Doutor Angélico que “o Senhor foi batizado, não por querer purificar-se, mas para purificar as águas”. Desse modo, continua ele, as águas “purificadas pelo contato com o corpo de Jesus Cristo, que não conheceu o pecado, tivessem a virtude de batizar” . E conclui citando o mesmo argumento, de São João Crisóstomo, de que Jesus “deixou as águas santificadas para os que, depois, deveriam ser batizados”. Temos aqui um interessante problema teológico-metafísico: por que razão Deus escolheu a água como matéria para o Batismo? A água é um elemento rico em simbolismo. Por exemplo, é uma imagem da exuberância de Deus. Basta considerar que três quartas partes da superfície da Terra são constituídas por água. Também é símbolo de vida. É elemento essencial para a manutenção de todos os seres vivos. Quanto mais abunda a água numa região, maior é a quantidade de plantas e animais que ali se desenvolvem. Além disso, ela é o elemento preponderante da matéria viva, de modo tal que o próprio corpo humano é composto, na sua maior parte, de água. Podemos considerá-la também um símbolo da bondade, do carinho e da magnanimidade de Deus para com a humanidade. Agrada ao ser humano vê-la cair, em forma de chuva, cristalina, refrescante, tornando fértil o solo, favorecendo as plantações, limpando o ar. Nada mais conveniente, portanto, do que a água ser a matéria do Batismo. E nada mais adequado que Deus encarnado ter querido purificá-la pelo contato de seu sacratíssimo corpo. Incentivo ao Batismo A recepção do Batismo é necessária para a salvação, como demonstram as palavras de Jesus a Nicodemos: “ Quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus” (Jo 3, 5). Pelo tom categórico da afirmação, avalia-se a importância desse Sacramento. O batismo de João levava ao arrependimento dos pecados, mas não tinha o poder de perdoá-los. O Batismo sacramental, instituído por Jesus Cristo, tem efeitos infinitamente maiores. Adão transmitiu a todos os seus descendentes a culpa original. O Sacramento do Batismo limpa a alma da mancha desse pecado, confere a graça santificante, eleva o homem à condição de filho de Deus e abre-lhe as portas do Céu. Ele é a chave de todos os outros Sacramentos, indispensáveis para o homem cumprir com fidelidade a Lei de Deus. Tal é a grandeza e a eficácia do Sacramento do Batismo. (Revista Arautos do Evangelho, Janeiro/2003, n. 13, p. 7 à 11) Assista a Homilia: “João batiza e Jesus se aproxima; talvez para santificar igualmente aquele que o batiza e, sem dúvida, para sepultar nas águas o velho Adão. Antes de nós, e por nossa causa, ele que é Espírito e carne santificou as águas do Jordão, para assim nos iniciar nos sacramentos mediante o Espírito e a água”, manifestou São Gregório Nazianzeno em um de seus sermões. “O Espírito, acorrendo àquele que lhe é igual, dá testemunho da sua divindade. Vem do céu uma voz, pois também vinha do céu aquele de quem se dava testemunho”, acrescentou o santo. Evangelho: Mt 3,13-17 Naquele tempo,13Jesus veio da Galileia para o rio Jordão, a fim de se encontrar com João e ser batizado por ele. 14Mas João protestou, dizendo: “Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” 15Jesus, porém, respondeu-lhe: “Por enquanto deixa como está, porque nós devemos cumprir toda a justiça!” E João concordou. 16Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água. Então o céu se abriu e Jesus viu o Espírito de Deus, descendo como pomba e vindo pousar sobre ele. 17E do céu veio uma voz que dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado”. #FestasLitúrgicas
- São Severino, Bispo e Confessor – 8 de Janeiro
SANTO DO DIA – 08 DE JANEIRO – SÃO SEVERINO Abade (410-482) Severino viveu em pleno século V, quando o Ocidente era acometido por uma sequência de invasões dos godos, visigodos, ostrogodos, vândalos, burgúndios, enfim, de toda uma horda de bárbaros pagãos que pretendiam dominar o mundo. É nesse contexto de conflitos políticos e sociais que sua obra deve ser vista, porque esse foi justamente o motivo que a tornou ainda mais valorizada. Durante essas sucessivas guerras, as vítimas da violência achavam abrigo somente junto aos representantes da Igreja onde encontramos Severino como um evangelizador cristão dos mais destacados e atuantes. É muito fácil seguir os passos de Severino nesta trilha de destruição. Em 454, estava nos confins da Nórica e da Pomonia onde, estabelecido às margens do rio Danúbio, na Áustria, além de acolher a população ameaçada usava o local como ponto estratégico para pregar entre os bárbaros pagãos. Já no ano seguinte, estava em Melk e no mesmo ano em Ostembur, onde se fixou numa choupana para se entregar também à penitência. Esse seu ministério apostólico itinerante frutificou em várias cidades, com a fundação de inúmeros mosteiros. Como possuía o dom da profecia, avisou com antecedência várias comunidades sobre sua futura destruição, acertando as datas com exatidão. Temos, por exemplo, o caso dos habitantes de Asturis, aos quais profetizou a morte pelas mãos de Átila, o rei dos hunos que habitavam a Hungria. O povo além de não lhe dar ouvidos considerou o fato com ironia e gozação, mas tombou logo depois de Severino ter deixado o local. Sim, a cidade foi destruída e todos os habitantes assassinados. Dali ele partiu para Comagaris e, sem o menor receio de perder a vida, chegou até Comagene, já dominada pelos inimigos. Lá, acolheu e socorreu os aflitos, ganhando o respeito inclusive dos próprios invasores, a começar pelos chefes dos guerreiros. Sua história registra também incontáveis prodígios e graças operadas na humildade e na pobreza constantes. Severino predisse até a data exata da própria morte, avisando também sobre a futura expulsão de sua Ordem da região do Danúbio. Morreu no dia 08 de janeiro de 482 pronunciando a última frase do último salmo da Bíblia (Sl 150,6): “Todo ser que tem vida, a deve ao Senhor”. Segundo o seu biógrafo e discípulo Eugípio, Santo Severino teria nascido no ano 410, na capital do mundo de então, ou seja na cidade de Roma e pertencia a uma família nobre e rica. Era um homem de fino trato, que falava o latim com perfeição, profundamente humilde, pobre e caridoso. Também possuía os dons do conselho, da profecia e da cura, os quais garantiu e manteve até o final de sua vida graças às longas penitências e preces que fazia ao Santíssimo Espírito Santo e ao cumprimento estrito dos votos feitos ao seguir a vocação sacerdotal. Especialmente venerado na Áustria e Alemanha, hoje, a urna mortuária de Santo Severino se encontra na igreja dos beneditinos em Nápoles, na Itália.
- São Severino, Bispo e Confessor – 8 de Janeiro
SANTO DO DIA – 08 DE JANEIRO – SÃO SEVERINO Abade (410-482) Severino viveu em pleno século V, quando o Ocidente era acometido por uma sequência de invasões dos godos, visigodos, ostrogodos, vândalos, burgúndios, enfim, de toda uma horda de bárbaros pagãos que pretendiam dominar o mundo. É nesse contexto de conflitos políticos e sociais que sua obra deve ser vista, porque esse foi justamente o motivo que a tornou ainda mais valorizada. Durante essas sucessivas guerras, as vítimas da violência achavam abrigo somente junto aos representantes da Igreja onde encontramos Severino como um evangelizador cristão dos mais destacados e atuantes. É muito fácil seguir os passos de Severino nesta trilha de destruição. Em 454, estava nos confins da Nórica e da Pomonia onde, estabelecido às margens do rio Danúbio, na Áustria, além de acolher a população ameaçada usava o local como ponto estratégico para pregar entre os bárbaros pagãos. Já no ano seguinte, estava em Melk e no mesmo ano em Ostembur, onde se fixou numa choupana para se entregar também à penitência. Esse seu ministério apostólico itinerante frutificou em várias cidades, com a fundação de inúmeros mosteiros. Como possuía o dom da profecia, avisou com antecedência várias comunidades sobre sua futura destruição, acertando as datas com exatidão. Temos, por exemplo, o caso dos habitantes de Asturis, aos quais profetizou a morte pelas mãos de Átila, o rei dos hunos que habitavam a Hungria. O povo além de não lhe dar ouvidos considerou o fato com ironia e gozação, mas tombou logo depois de Severino ter deixado o local. Sim, a cidade foi destruída e todos os habitantes assassinados. Dali ele partiu para Comagaris e, sem o menor receio de perder a vida, chegou até Comagene, já dominada pelos inimigos. Lá, acolheu e socorreu os aflitos, ganhando o respeito inclusive dos próprios invasores, a começar pelos chefes dos guerreiros. Sua história registra também incontáveis prodígios e graças operadas na humildade e na pobreza constantes. Severino predisse até a data exata da própria morte, avisando também sobre a futura expulsão de sua Ordem da região do Danúbio. Morreu no dia 08 de janeiro de 482 pronunciando a última frase do último salmo da Bíblia (Sl 150,6): “Todo ser que tem vida, a deve ao Senhor”. Segundo o seu biógrafo e discípulo Eugípio, Santo Severino teria nascido no ano 410, na capital do mundo de então, ou seja na cidade de Roma e pertencia a uma família nobre e rica. Era um homem de fino trato, que falava o latim com perfeição, profundamente humilde, pobre e caridoso. Também possuía os dons do conselho, da profecia e da cura, os quais garantiu e manteve até o final de sua vida graças às longas penitências e preces que fazia ao Santíssimo Espírito Santo e ao cumprimento estrito dos votos feitos ao seguir a vocação sacerdotal. Especialmente venerado na Áustria e Alemanha, hoje, a urna mortuária de Santo Severino se encontra na igreja dos beneditinos em Nápoles, na Itália.
- Crise de Masculinidade: Onde estão os Homens da Igreja?
O processo de afeminamento do homem moderno e o pacifismo enojante dos homens de geleia. Para assistir, acesse: #Formaçõesaovivo
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- Homilia Dominical | Das falsas crenças à verdadeira fé
Solenidade da Epifania do Senhor Quando viram o Menino Jesus nos braços de Maria, os três reis magos abandonaram as falsas crenças e tiveram a virtude da fé suscitada em seus corações. Isso ocorreu porque, antes mesmo de encontrarem o Salvador, Ele próprio já os havia encontrado e inspirou-lhes o desejo de conhecer o Messias. Assim como a estrela de Belém, a liturgia deste domingo quer conduzir-nos à manjedoura de Cristo, para que, colocando nossa vida diante da Verdade que se fez carne, sejamos libertos de todo erro e, pela virtude da fé, encontremos o único Deus verdadeiro. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta Solenidade da Epifania do Senhor e abra o coração para o dom extraordinário da fé católica. Anúncio do Evangelho (Mt 2,1-12) — Aleluia! Aleluia! Aleluia! — Vimos sua estrela no Oriente e viemos adorar o Senhor. (cf. Mt 2,2) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. 1 Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, 2 perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”. 3 Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém. 4 Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. 5 Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: 6 E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”. 7 Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. 8 Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”. 9 Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. 10 Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. 11 Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. 12 Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Dominical | Das falsas crenças à verdadeira fé
Solenidade da Epifania do Senhor Quando viram o Menino Jesus nos braços de Maria, os três reis magos abandonaram as falsas crenças e tiveram a virtude da fé suscitada em seus corações. Isso ocorreu porque, antes mesmo de encontrarem o Salvador, Ele próprio já os havia encontrado e inspirou-lhes o desejo de conhecer o Messias. Assim como a estrela de Belém, a liturgia deste domingo quer conduzir-nos à manjedoura de Cristo, para que, colocando nossa vida diante da Verdade que se fez carne, sejamos libertos de todo erro e, pela virtude da fé, encontremos o único Deus verdadeiro. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta Solenidade da Epifania do Senhor e abra o coração para o dom extraordinário da fé católica. Anúncio do Evangelho (Mt 2,1-12) — Aleluia! Aleluia! Aleluia! — Vimos sua estrela no Oriente e viemos adorar o Senhor. (cf. Mt 2,2) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. 1 Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, 2 perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”. 3 Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém. 4 Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. 5 Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: 6 E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”. 7 Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. 8 Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”. 9 Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. 10 Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. 11 Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. 12 Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Não há Jesus sem Maria nem Maria sem Jesus
Sábado antes da Epifania Hoje, primeiro sábado do ano, devemos voltar a atenção, ainda em clima de Natal, para o Imaculado Coração de Maria. Olhando para os nossos presépios, nos quais contemplamos o Menino Jesus no colo da Mãe, precisamos nos dar conta de que não há Jesus sem Maria nem Maria sem Jesus, porque esses dois Corações foram pensados um para o outro e queridos por Deus num único e mesmo decreto, no qual Cristo foi predestinado à filiação natural com o Pai, e Maria, à maternidade divina com o Filho. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 6 de janeiro, e peçamos à Virgem Mãe que nos ajude ao longo deste ano a ter com Jesus uma só alma, um só coração. Santo do Dia: Solenidade da Epifania Evangelho (Mc 1,7-11) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Abriram-se os céus, e fez-se ouvir a voz do Pai: Eis meu Filho muito amado, escutai-o, todos vós! (cf. Mc 9,7) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 7 João pregava, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. 8 Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo”. 9 Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia, e foi batizado por João no rio Jordão. 10 E logo, ao sair da água, viu o céu se abrindo, e o Espírito, como pomba, descer sobre ele. 11 E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Não há Jesus sem Maria nem Maria sem Jesus
Sábado antes da Epifania Hoje, primeiro sábado do ano, devemos voltar a atenção, ainda em clima de Natal, para o Imaculado Coração de Maria. Olhando para os nossos presépios, nos quais contemplamos o Menino Jesus no colo da Mãe, precisamos nos dar conta de que não há Jesus sem Maria nem Maria sem Jesus, porque esses dois Corações foram pensados um para o outro e queridos por Deus num único e mesmo decreto, no qual Cristo foi predestinado à filiação natural com o Pai, e Maria, à maternidade divina com o Filho. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 6 de janeiro, e peçamos à Virgem Mãe que nos ajude ao longo deste ano a ter com Jesus uma só alma, um só coração. Santo do Dia: Solenidade da Epifania Evangelho (Mc 1,7-11) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Abriram-se os céus, e fez-se ouvir a voz do Pai: Eis meu Filho muito amado, escutai-o, todos vós! (cf. Mc 9,7) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 7 João pregava, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. 8 Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo”. 9 Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia, e foi batizado por João no rio Jordão. 10 E logo, ao sair da água, viu o céu se abrindo, e o Espírito, como pomba, descer sobre ele. 11 E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Cruz da Sabedoria de São Luís Maria Grignion de Montfort
Conheça a Cruz da Sabedoria de Poitiers feita por São Luís Maria Grignion de Montfort A Cruz da Sabedoria de Poitiers é o programa de vida, criado por São Luís, para a congregação das filhas da sabedoria, da qual também é fundador. Este é um programa de vida espiritual centrado em Jesus Cristo, Sabedoria Encarnada e crucificado: renunciar a si mesmo, tomar a própria cruz e seguir Jesus, sob a guia de Maria. Veja a cruz original: Veja a tradução: *Use os dedos em pinça para dar zoom na imagem e facilitar a leitura. Aqueles que tiveram a chance de ler a Biografia de São Luís Maria sabem o quão despojado era durante sua vida. Sempre buscando os últimos lugares, se alegrando toda vez que era humilhado e rebaixado. Mesmo sendo sacerdote e digno de todas as honrarias, buscava sempre estar no meio dos pobres e necessitados, preferindo estar em hospitais ajudando os enfermos a ficar em hospedagens de luxo. Até mesmo sua batina era tão surrada que por vezes o confundiam com um mendigo. Conheça mais sobre a vida deste grande santo. Adquira, com desconto especial, a Biografia de São Luís: Um Apóstolo de Maria e da Cruz e conheça mais sobre este santo que ajudou tantos de nós a chegarmos mais perto da santidade através da Consagração à Santíssima Virgem. CLIQUE AQUI PARA ADQUIRIR. Clique aqui e adquira por apenas R$ 22,90. Leia também: Quando nos consagramos a Nossa Senhora, podemos rezar por outras pessoas? Conheça também a Ladainha da Humildade – mais que uma oração, um modelo de vida A humildade é a mãe de todas as virtudes. Reze conosco esta magnifica oração que nos relembra sobre os diversos aspectos em que podemos exercitar a humildade em nossas vidas. Esta oração foi composta pelo Cardeal Merry del Val, secretário do Estado do Vaticano durante o pontificado de São Pio X. Ladainha da Humildade Senhor, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus manso e humilde de coração: ouvi-nos. Jesus manso e humilde de coração: atendei-nos. Jesus manso e humilde de coração: fazei o nosso coração semelhante ao Vosso. Do desejo de ser estimado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser amado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser procurado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser louvado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser honrado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser preferido, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser consultado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser aprovado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser adulado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser humilhado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser desprezado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser rejeitado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser caluniado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser esquecido, livrai-me, Jesus! Do temor de ser ridicularizado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser escarnecido, livrai-me, Jesus! Do temor de ser injuriado, livrai-me, Jesus! Que os outros sejam mais amados do que eu – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo! Que os outros sejam mais estimados do que eu – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo! Que os outros possam crescer na opinião do mundo e que eu possa diminuir – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo! Que aos outros seja concedida mais confiança no seu trabalho e que eu seja deixado de lado – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo! Que os outros sejam louvados e eu esquecido – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo! Que os outros possam ser preferidos a mim em tudo – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo! Que os outros possam ser mais santos do que eu, contanto que eu pelo menos me torne santo como puder – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo! Ó Maria, Mãe dos humildes, rogai por nós! São José, protetor das almas humildes, rogai por nós! São Miguel, que fostes o primeiro a lutar contra o orgulho e o primeiro a abatê-lo, rogai por nós! Ó justos todos, santificados a partir do espírito de humildade, rogai por nós! Oremos: Ó Deus, que, por meio do ensinamento e do exemplo do Vosso Filho Jesus, apresentastes a humildade como chave que abre os tesouros da graça (cf. Tg 4,6) e como início de todas as outras virtudes – caminho certo para o Céu – concedei-nos, por intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, a mais humilde e mais santa de todas as criaturas, aceitar agradecendo todas as humilhações que a Vossa Divina Providência nos oferecer. Por Nosso Senhor Jesus Cristo que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. Amém. #SãoLuísMaria
- Cruz da Sabedoria de São Luís Maria Grignion de Montfort
Conheça a Cruz da Sabedoria de Poitiers feita por São Luís Maria Grignion de Montfort A Cruz da Sabedoria de Poitiers é o programa de vida, criado por São Luís, para a congregação das filhas da sabedoria, da qual também é fundador. Este é um programa de vida espiritual centrado em Jesus Cristo, Sabedoria Encarnada e crucificado: renunciar a si mesmo, tomar a própria cruz e seguir Jesus, sob a guia de Maria. Veja a cruz original: Veja a tradução: *Use os dedos em pinça para dar zoom na imagem e facilitar a leitura. Aqueles que tiveram a chance de ler a Biografia de São Luís Maria sabem o quão despojado era durante sua vida. Sempre buscando os últimos lugares, se alegrando toda vez que era humilhado e rebaixado. Mesmo sendo sacerdote e digno de todas as honrarias, buscava sempre estar no meio dos pobres e necessitados, preferindo estar em hospitais ajudando os enfermos a ficar em hospedagens de luxo. Até mesmo sua batina era tão surrada que por vezes o confundiam com um mendigo. Conheça mais sobre a vida deste grande santo. Adquira, com desconto especial, a Biografia de São Luís: Um Apóstolo de Maria e da Cruz e conheça mais sobre este santo que ajudou tantos de nós a chegarmos mais perto da santidade através da Consagração à Santíssima Virgem. CLIQUE AQUI PARA ADQUIRIR. Clique aqui e adquira por apenas R$ 22,90. Leia também: Quando nos consagramos a Nossa Senhora, podemos rezar por outras pessoas? Conheça também a Ladainha da Humildade – mais que uma oração, um modelo de vida A humildade é a mãe de todas as virtudes. Reze conosco esta magnifica oração que nos relembra sobre os diversos aspectos em que podemos exercitar a humildade em nossas vidas. Esta oração foi composta pelo Cardeal Merry del Val, secretário do Estado do Vaticano durante o pontificado de São Pio X. Ladainha da Humildade Senhor, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus manso e humilde de coração: ouvi-nos. Jesus manso e humilde de coração: atendei-nos. Jesus manso e humilde de coração: fazei o nosso coração semelhante ao Vosso. Do desejo de ser estimado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser amado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser procurado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser louvado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser honrado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser preferido, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser consultado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser aprovado, livrai-me, Jesus! Do desejo de ser adulado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser humilhado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser desprezado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser rejeitado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser caluniado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser esquecido, livrai-me, Jesus! Do temor de ser ridicularizado, livrai-me, Jesus! Do temor de ser escarnecido, livrai-me, Jesus! Do temor de ser injuriado, livrai-me, Jesus! Que os outros sejam mais amados do que eu – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo! Que os outros sejam mais estimados do que eu – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo! Que os outros possam crescer na opinião do mundo e que eu possa diminuir – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo! Que aos outros seja concedida mais confiança no seu trabalho e que eu seja deixado de lado – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo! Que os outros sejam louvados e eu esquecido – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo! Que os outros possam ser preferidos a mim em tudo – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo! Que os outros possam ser mais santos do que eu, contanto que eu pelo menos me torne santo como puder – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo! Ó Maria, Mãe dos humildes, rogai por nós! São José, protetor das almas humildes, rogai por nós! São Miguel, que fostes o primeiro a lutar contra o orgulho e o primeiro a abatê-lo, rogai por nós! Ó justos todos, santificados a partir do espírito de humildade, rogai por nós! Oremos: Ó Deus, que, por meio do ensinamento e do exemplo do Vosso Filho Jesus, apresentastes a humildade como chave que abre os tesouros da graça (cf. Tg 4,6) e como início de todas as outras virtudes – caminho certo para o Céu – concedei-nos, por intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, a mais humilde e mais santa de todas as criaturas, aceitar agradecendo todas as humilhações que a Vossa Divina Providência nos oferecer. Por Nosso Senhor Jesus Cristo que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. Amém. #SãoLuísMaria
- Cardeal Müller: “A reação negativa mundial de grande parte do episcopado deve dar aos responsá
O cardeal Müller reagiu ao novo “esclarecimento” da declaração dos suplicantes Fiducia emitida pelo Dicastério para a Doutrina da Fé há três semanas. Em declarações à imprensa alemã Kath.net, o cardeal alemão disse que “a reação negativa mundial de uma grande parte do episcopado mundial e de leigos proeminentes à ‘recomendação de ação’ emitida pelo Dicastério para a Doutrina da Fé ‘sobre a bênção privada de pessoas em relacionamentos pecaminosos’ deve dar aos responsáveis em Roma algo em que pensar”. O ex-prefeito para a Doutrina da Fé reconhece que, para ele, “a distinção entre bênçãos litúrgicas oficiais e bênçãos pastorais privadas de parceiros sexuais não conjugais” continua problemática. O cardeal alemão sublinha que “a bênção proposta de 15 segundos com o sinal da cruz e a invocação do nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo é descrita ali como uma oração privada pedindo a ajuda de Deus, que sempre quer que nos afastemos do pecado e da nossa salvação eterna”. Gerhard Müller defende que “o sacerdote deve ter cuidado para que sua bênção em nome da Igreja não seja explorada por grupos de pressão seculares-ideológicos e eclesiástico-heréticos que estão preocupados apenas em minar a verdade da fé revelada”. “Não me parece que o ponto mais problemático seja a (óbvia) preocupação pastoral com a salvação e a abertura a Deus das pessoas que se envolvem em relações sexuais irregulares ou daqueles que, corrompidos pela ideologia LGBT, difamam a teologia cristã do matrimônio como obsoleta e hostil ao corpo, mas sim a reivindicação de ‘um desenvolvimento real além do que foi dito sobre bênçãos no Magistério e no Evangelho do matrimônio. os textos oficiais da Igreja” (Declaração n. 4)”, acrescenta o cardeal Müller. O cardeal alemão defende que “não há nada que possa alterar a declaração definitiva do Vaticano II: “O Magistério não está acima da Palavra de Deus, mas serve-a ensinando nada além do que foi transmitido, porque ensina a Palavra de Deus por encomenda divina e com a ajuda de Deus. santifica-a e interpreta-a fielmente, e porque tudo o que apresenta à fé revelada por Deus é extraído deste único tesouro de fé”. (Dei verbum 10)”. Por fim, recorda que «há apenas um tesouro da Palavra de Deus, contido na Sagrada Escritura e plenamente guardado e fielmente interpretado no contexto da Tradição Apostólica por toda a Igreja, sob a orientação do Santo Magistério (cf. Dei Verbum 1-10; Lumen Gentium, 25)”. Víctor Manuel Fernández defende bênçãos a casais irregulares e a homossexuais de críticas feitas por bispos O Dicastério para a Doutrina da Fé da Santa Sé publicou hoje (4), um comunicado em resposta aos “compreensíveis pronunciamentos de algumas Conferências Episcopais sobre o documento Fiducia supplicans” que permite bênçãos informais a casais em situação irregular e uniões homossexuais. O objetivo declarado da nota é “ajudar a esclarecer a recepção de Fiducia supplicans, recomendando ao mesmo tempo uma leitura completa e atenta da citada Declaração para compreender melhor o significado de sua proposta”. O texto é do prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé (DDF), cardeal Víctor Manuel Fernández, e pelo secretário da Seção Doutrinária da mesma organização, monsenhor Armando Matteo. Estas são as seis mensagens principais contidas na nota: 1. Fiducia suppplicans não é sobre doutrina Quanto às advertências expressas pelas diferentes conferências episcopais relativas ao conteúdo doutrinal da declaração, a DDF considera que, embora “evidenciar a necessidade de um período mais longo de reflexão pastoral”, esta “não pode ser interpretado como uma oposição doutrinal, porque o documento é claro e clássico a respeito do matrimônio e da sexualidade”. A nota também acrescenta que “evidentemente, não há espaço para se tomar distância doutrinal desta Declaração ou para considerá-la herética, contrária à Tradição da Igreja ou blasfema”. 2. Os bispos não podem proibir as bênçãos pastorais A nota reconhece que Fiducia suplicans “nos seus aspectos práticos” pode necessitar de tempo “para a sua aplicação, segundo os contextos locais e o discernimento de cada Bispo diocesano com a sua Diocese”. Assim, reconhece que os bispos “têm sempre o poder do discernimento in loco, isto é, naquele lugar concreto que ele melhor que outros conhece, porque é o seu rebanho” “A prudência e a atenção ao contexto eclesial e à cultura local poderiam admitir diversas modalidades de aplicação, mas não uma negação total ou definitiva deste caminho que é proposto aos sacerdotes”, continua. 3. Países onde “uma bênção seria imprudente” A nota da DDF centra-se em particular na situação das nações nas quais o simples fato de declarar-se homossexual é penalizado com prisão “e em alguns casos com tortura e até morte”. Nesses casos, considera que “seria imprudente uma bênção”. “Permanece importante, porém, que estas Conferências Episcopais não sustentem uma doutrina diferente daquela da Declaração aprovada pelo Papa, enquanto é a doutrina de sempre, mas sobretudo que proponham a necessidade do estudo e do discernimento para agir com prudência pastoral em um tal contexto”, continua o texto. Em relação aos países que “em diversa medida condenam, proíbem e criminalizam a homossexualidade”, o Dicastério defende que “além da questão das bênçãos, existe uma tarefa pastoral de grande amplitude, que inclui formação, defesa da dignidade humana, ensinamento da Doutrina Social da Igreja e diversas estratégias que não admitem pressa”. 4. Distinguir entre bênçãos “litúrgicas” e bênçãos “pastorais” A nota assinada pelo cardeal Fernández convida a descobrir “a verdadeira novidade” da Fiducia suplicans, que requer “um esforço generoso de recepção”, e é “o convite a distinguir duas formas diferentes de bênção: ‘litúrgicas ou ritualizadas’ e ‘espontâneas ou pastorais’”. “Como pano de fundo, encontra-se a avaliação positiva da ‘pastoral popular’ que aparece em muitos textos do Santo Padre. Neste contexto, o Santo Padre nos convida a valorizar a fé do Povo de Deus, que mesmo em meio aos seus pecados sai da imanência e abre o seu coração para pedir a ajuda de Deus”. “Por esta razão, mais que pela bênção a casais irregulares, o texto do Dicastério adotou a elevada forma de uma “Declaração”, que representa muito mais que um responsum ou que uma carta”, diz o texto. Assim, defende-se que o tema central é “a compreensão mais ampla das bênçãos e a proposta de aumentar as bênçãos pastorais” e, consequentemente, “para além da polêmica, o texto requer um esforço de reflexão serena, feita com coração de pastor, livre de toda ideologia”. 5. Características das bênçãos pastorais A nota de resposta às reações à Fiducia supplicans dedica uma seção para responder à pergunta: “Como se apresentam concretamente estas “bênçãos pastorais”?”, da qual podem ser extraídas sete características: 1) Devem ser “muito breves”, o que implica que sejam feitas durante “poucos segundos, sem uso do Ritual de Bênçãos”. 2) “Se se aproximam juntas duas pessoas para pedi-la, simplesmente implora-se ao Senhor paz, saúde e outros bens para estas duas pessoas que as pedem”. #Vaticano
- Cardeal Müller: “A reação negativa mundial de grande parte do episcopado deve dar aos responsá
O cardeal Müller reagiu ao novo “esclarecimento” da declaração dos suplicantes Fiducia emitida pelo Dicastério para a Doutrina da Fé há três semanas. Em declarações à imprensa alemã Kath.net, o cardeal alemão disse que “a reação negativa mundial de uma grande parte do episcopado mundial e de leigos proeminentes à ‘recomendação de ação’ emitida pelo Dicastério para a Doutrina da Fé ‘sobre a bênção privada de pessoas em relacionamentos pecaminosos’ deve dar aos responsáveis em Roma algo em que pensar”. O ex-prefeito para a Doutrina da Fé reconhece que, para ele, “a distinção entre bênçãos litúrgicas oficiais e bênçãos pastorais privadas de parceiros sexuais não conjugais” continua problemática. O cardeal alemão sublinha que “a bênção proposta de 15 segundos com o sinal da cruz e a invocação do nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo é descrita ali como uma oração privada pedindo a ajuda de Deus, que sempre quer que nos afastemos do pecado e da nossa salvação eterna”. Gerhard Müller defende que “o sacerdote deve ter cuidado para que sua bênção em nome da Igreja não seja explorada por grupos de pressão seculares-ideológicos e eclesiástico-heréticos que estão preocupados apenas em minar a verdade da fé revelada”. “Não me parece que o ponto mais problemático seja a (óbvia) preocupação pastoral com a salvação e a abertura a Deus das pessoas que se envolvem em relações sexuais irregulares ou daqueles que, corrompidos pela ideologia LGBT, difamam a teologia cristã do matrimônio como obsoleta e hostil ao corpo, mas sim a reivindicação de ‘um desenvolvimento real além do que foi dito sobre bênçãos no Magistério e no Evangelho do matrimônio. os textos oficiais da Igreja” (Declaração n. 4)”, acrescenta o cardeal Müller. O cardeal alemão defende que “não há nada que possa alterar a declaração definitiva do Vaticano II: “O Magistério não está acima da Palavra de Deus, mas serve-a ensinando nada além do que foi transmitido, porque ensina a Palavra de Deus por encomenda divina e com a ajuda de Deus. santifica-a e interpreta-a fielmente, e porque tudo o que apresenta à fé revelada por Deus é extraído deste único tesouro de fé”. (Dei verbum 10)”. Por fim, recorda que «há apenas um tesouro da Palavra de Deus, contido na Sagrada Escritura e plenamente guardado e fielmente interpretado no contexto da Tradição Apostólica por toda a Igreja, sob a orientação do Santo Magistério (cf. Dei Verbum 1-10; Lumen Gentium, 25)”. Víctor Manuel Fernández defende bênçãos a casais irregulares e a homossexuais de críticas feitas por bispos O Dicastério para a Doutrina da Fé da Santa Sé publicou hoje (4), um comunicado em resposta aos “compreensíveis pronunciamentos de algumas Conferências Episcopais sobre o documento Fiducia supplicans” que permite bênçãos informais a casais em situação irregular e uniões homossexuais. O objetivo declarado da nota é “ajudar a esclarecer a recepção de Fiducia supplicans, recomendando ao mesmo tempo uma leitura completa e atenta da citada Declaração para compreender melhor o significado de sua proposta”. O texto é do prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé (DDF), cardeal Víctor Manuel Fernández, e pelo secretário da Seção Doutrinária da mesma organização, monsenhor Armando Matteo. Estas são as seis mensagens principais contidas na nota: 1. Fiducia suppplicans não é sobre doutrina Quanto às advertências expressas pelas diferentes conferências episcopais relativas ao conteúdo doutrinal da declaração, a DDF considera que, embora “evidenciar a necessidade de um período mais longo de reflexão pastoral”, esta “não pode ser interpretado como uma oposição doutrinal, porque o documento é claro e clássico a respeito do matrimônio e da sexualidade”. A nota também acrescenta que “evidentemente, não há espaço para se tomar distância doutrinal desta Declaração ou para considerá-la herética, contrária à Tradição da Igreja ou blasfema”. 2. Os bispos não podem proibir as bênçãos pastorais A nota reconhece que Fiducia suplicans “nos seus aspectos práticos” pode necessitar de tempo “para a sua aplicação, segundo os contextos locais e o discernimento de cada Bispo diocesano com a sua Diocese”. Assim, reconhece que os bispos “têm sempre o poder do discernimento in loco, isto é, naquele lugar concreto que ele melhor que outros conhece, porque é o seu rebanho” “A prudência e a atenção ao contexto eclesial e à cultura local poderiam admitir diversas modalidades de aplicação, mas não uma negação total ou definitiva deste caminho que é proposto aos sacerdotes”, continua. 3. Países onde “uma bênção seria imprudente” A nota da DDF centra-se em particular na situação das nações nas quais o simples fato de declarar-se homossexual é penalizado com prisão “e em alguns casos com tortura e até morte”. Nesses casos, considera que “seria imprudente uma bênção”. “Permanece importante, porém, que estas Conferências Episcopais não sustentem uma doutrina diferente daquela da Declaração aprovada pelo Papa, enquanto é a doutrina de sempre, mas sobretudo que proponham a necessidade do estudo e do discernimento para agir com prudência pastoral em um tal contexto”, continua o texto. Em relação aos países que “em diversa medida condenam, proíbem e criminalizam a homossexualidade”, o Dicastério defende que “além da questão das bênçãos, existe uma tarefa pastoral de grande amplitude, que inclui formação, defesa da dignidade humana, ensinamento da Doutrina Social da Igreja e diversas estratégias que não admitem pressa”. 4. Distinguir entre bênçãos “litúrgicas” e bênçãos “pastorais” A nota assinada pelo cardeal Fernández convida a descobrir “a verdadeira novidade” da Fiducia suplicans, que requer “um esforço generoso de recepção”, e é “o convite a distinguir duas formas diferentes de bênção: ‘litúrgicas ou ritualizadas’ e ‘espontâneas ou pastorais’”. “Como pano de fundo, encontra-se a avaliação positiva da ‘pastoral popular’ que aparece em muitos textos do Santo Padre. Neste contexto, o Santo Padre nos convida a valorizar a fé do Povo de Deus, que mesmo em meio aos seus pecados sai da imanência e abre o seu coração para pedir a ajuda de Deus”. “Por esta razão, mais que pela bênção a casais irregulares, o texto do Dicastério adotou a elevada forma de uma “Declaração”, que representa muito mais que um responsum ou que uma carta”, diz o texto. Assim, defende-se que o tema central é “a compreensão mais ampla das bênçãos e a proposta de aumentar as bênçãos pastorais” e, consequentemente, “para além da polêmica, o texto requer um esforço de reflexão serena, feita com coração de pastor, livre de toda ideologia”. 5. Características das bênçãos pastorais A nota de resposta às reações à Fiducia supplicans dedica uma seção para responder à pergunta: “Como se apresentam concretamente estas “bênçãos pastorais”?”, da qual podem ser extraídas sete características: 1) Devem ser “muito breves”, o que implica que sejam feitas durante “poucos segundos, sem uso do Ritual de Bênçãos”. 2) “Se se aproximam juntas duas pessoas para pedi-la, simplesmente implora-se ao Senhor paz, saúde e outros bens para estas duas pessoas que as pedem”. #Vaticano
- Homilia Diária | Em Cristo, o Céu e a terra se tocam
Sexta-feira antes da Epifania Ao encontrar-se pela primeira vez com o Apóstolo Natanael, Jesus se apresenta como o cumprimento do famoso sonho de Jacó. Em Cristo, com efeito, céu e terra se unem, porque Ele, sem deixar de ser Deus eterno e onipotente, assume no tempo uma humanidade passível como a nossa, a fim de que por seu rebaixamento fôssemos elevados à condição de amigos e filhos de Deus. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 5 de janeiro, e peçamos a Maria Santíssima, a graça de vermos gerado em nosso coração Aquele que não recusou nascer como verdadeiro Filho de seu ventre imaculado. Evangelho (Jo 1,43-51) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Um dia sagrado brilhou para nós: nações, vinde todas adorar o Senhor: pois hoje desceu grande luz sobre a terra. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 43 Jesus decidiu partir para a Galileia. Encontrou Filipe e disse: “Segue-me”. 44 Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. 45 Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse: “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e também os profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José”. 46 Natanael disse: “De Nazaré pode sair coisa boa?” Filipe respondeu: “Vem ver!” 47 Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48 Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49 Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. 50 Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” 51 E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
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Sexta-feira antes da Epifania Ao encontrar-se pela primeira vez com o Apóstolo Natanael, Jesus se apresenta como o cumprimento do famoso sonho de Jacó. Em Cristo, com efeito, céu e terra se unem, porque Ele, sem deixar de ser Deus eterno e onipotente, assume no tempo uma humanidade passível como a nossa, a fim de que por seu rebaixamento fôssemos elevados à condição de amigos e filhos de Deus. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 5 de janeiro, e peçamos a Maria Santíssima, a graça de vermos gerado em nosso coração Aquele que não recusou nascer como verdadeiro Filho de seu ventre imaculado. Evangelho (Jo 1,43-51) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Um dia sagrado brilhou para nós: nações, vinde todas adorar o Senhor: pois hoje desceu grande luz sobre a terra. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 43 Jesus decidiu partir para a Galileia. Encontrou Filipe e disse: “Segue-me”. 44 Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. 45 Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse: “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e também os profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José”. 46 Natanael disse: “De Nazaré pode sair coisa boa?” Filipe respondeu: “Vem ver!” 47 Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48 Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49 Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. 50 Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” 51 E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
















































