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- A VIDA ETERNA É O ÚNICO TEMA DESTA VIDA – Entrevista com o escritor italiano Vittorio Messori
[Em comemoração dos oitenta anos do escritor católico Vittorio Messori, o jornal italiano Corriere della Sera entrevistou-o. Abaixo, algumas de suas respostas]. “Os anos da nossa vida são setenta, oitenta para os mais robustos”. Salmo 90. A vida eterna é o único tema desta vida. Mas a Igreja hoje é um braço da ONU, não fala mais nisso, o que significa uma rendição ao mundo. Mas Evangelho significa boa notícia, em grego. Jesus não tratou de política, em sua pregação (não condenou nem a escravidão). Veio para nos abrir as portas do céu. * Os santos nos ensinam que só vai ao inferno quem quer, quem nega a Deus conscientemente. * Depois da morte nos espera um tribunal. Os juízes infligem penalidades de acordo com a gravidade das faltas. * Hans Urs von Balthasar disse, ou o fizeram dizer, que “o inferno existe, mas está vazio”. Pode ser. No entanto, não pretendo ser o primeiro inquilino a inaugurá-lo. * Rezo para que a morte me encontre vivo e seja poupado de uma morte súbita: gostaria de despedir-me com o conforto dos sacramentos. * Fui o aluno preferido de Norberto Bobbio, Alessandro Galante Garrone e Luigi Firpo, os “trimúrti” do secularismo. Não tinha intenção de me tornar cristão, muito menos católico. Mas eu caí em uma espécie de buraco branco. Foi em 1964, o verão mais quente do século passado. Meus pais, ambos anticlericais, estavam de férias. Eu estava checando uma citação do Evangelho, que nunca havia aberto na minha vida. Eu não sei o que aconteceu comigo. Tentei resistir, mas não havia nada a ser feito. Quando minha mãe descobriu a conversão, queria que eu fosse ver um psiquiatra. Galante Garrone deserdou-me moralmente na primeira página do jornal La Stampa . Se hoje ele apontasse uma arma em minha cabeça e me pedisse para afirmar que o Evangelho é uma farsa, eu diria: pode atirar”. * O que me interessa é a fé, a própria possibilidade de acreditar, de apostar na verdade do Evangelho. O resto é apenas uma consequência. Ética, sociedade, trabalho, política … Tudo necessário, mas absurdo, se não se testa primeiro a existência e a resistência do prego que deve sustentar tudo. E esse prego é Jesus. https://www.corriere.it/cronache/21_marzo_02/vittorio-messori-adesso-scommetto-morte-perche-so-chi-ho-creduto-264501a6-7b93-11eb-a9cc-1eebe11a6a7c.shtml
- Mc 4, 26-34H
“A salvação dos justos vem do Senhor”. Mc 4, 26-34 Jesus gosta de ensinar no caminho, e passando entre os campos cobertos pelos trigais, fala do poder da semente. A Parábola da semente que “germina e cresce, sem que o semeador saiba como”, serve de alerta para a impaciência dos discípulos do Reino. Com facilidade caímos na tentação de querer impor ao Reino uma dinâmica contraria ao seu tempo e ao seu ritmo. Nós somos apressados, Deus tem paciência infinita. A semente traz em si esperança de vida. O Reino muitas vezes parece estar adormecido, sem vitalidade, sem brilho. Mas está em gestação, germinando em meio aos desafios, as oposições. Um dia ele triunfará! O bem e o amor vencerão. Um dia se tornará uma árvore frondosa, carregada de flores, frutos e beleza. Pensamos tantas vezes poder acelerar os processos ou, abreviar o tempo de maturação da Palavra no coração dos ouvintes. Podendo chegar ao desespero, e também, querer abandonar e romper com a missão recebida de Jesus, o Mestre e Senhor. Cabe aos discípulos a tarefa de semear. Semear a Palavra do Reino. Uma vez semeada, ela produzirá no coração do ouvinte uma dinâmica que foge do seu controle. Esta ação é Deus, e devemos saber respeitar o dinamismo sútil da ação divina no coração do homem. Por vezes parecemos muito pretenciosos ao dizer: “Vamos construir o Reino de Deus”. É mais correto dizer como rezamos na oração que o Senhor nos ensinou: “Venha a nós o vosso Reino”. O Reino seria muito pobre se dependesse só do nosso trabalho e de nossas virtudes. O Reino é graça, é gratuidade divina. Rezemos: Senhor, livra-me da impaciência, que me leva a tentação de querer impor ao Reino; as minhas preocupações e pressa, não respeitando a dinâmica e a vontade divina. Deus abençoe você e sua família. #2634 #Marcos42634 #homilia #AsalvaçãodosjustosvemdoSenhor #homiliadiária #Mc4 #homilias #homiliadoevangelhodehoje
- Lc 2, 22-40
“Levantai, ó portas para que entre o Rei da Glória!” Lc 2, 22-40 FESTA DA APRESENTAÇÃO DO SENHOR Em conformidade com a Lei de Moises (Ex 13, 1-2,11-16; Lv 12, 1-8), quarenta dias após o nascimento de Jesus, “Maria e Jose levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresenta-Lo ao Senhor” (Lc 2, 22). A Lei de Moises determinava a purificação da mãe e a apresentação do filho primogênito. Entregar publicamente o filho a Deus, e resgata-lo mediante uma oferta. Ofertaram em “sacrifício um par de rolas ou dois pombinhos”, porque eram pobres. Lucas não fala de resgate, mas de apresentação: Jesus é apresentado (entregue) publicamente a Deus. É a apresentação do Filho de Deus aos que esperavam a redenção de Israel. Simeão e a profetisa Ana representam o “resto de Israel”, aqueles que permanecem fiéis e não duvidam das promessas messiânicas e receberam a recompensa de sua fidelidade. Simeão tomou Jesus em seus braços e bendiz a Deus. Chama Jesus de “luz para iluminar as nações” (Lc 2, 32), expressão que gerou o costume de se realizar, neste dia, desde o século X, com velas bentas e acesas, uma procissão luminosa, antes da missa. E a festa recebeu outros títulos, como Nossa Senhora das Candeias ou Candelária, ou Nossa Senhora da Luz. Na procissão caminhamos, iluminados para iluminar, rumo ao encontro com o Senhor, que nos espera no altar; na Palavra e no Pão Eucarístico. A festa da Apresentação do Senhor foi um encontro de justos e encerra as celebrações Natalinas. Com a oferta da Virgem Mãe e a Profecia de Simeão, abre o caminho para a Páscoa, a contemplação do Mistério da Cruz. Rezemos: Senhor, Luz do mundo, nos dê a graça de sermos luz e irradiar o amor uns aos outros. Deus abençoe você e sua família. #Lc22240FESTADAAPRESENTAÇÃODOSENHOR #Levantai #óportasparaqueentreoReidaGlória
- Mc 6, 1-6
“O Senhor ouvirá a prece do desamparado”. Mc 6, 1-6 A Jesus é atribuído vários títulos, um do mais conhecidos é Mestre. Ele é Mestre de verdade; ensina na sinagoga, pelos caminhos, à beira do mar, nas praças… “percorre os vilarejos vizinhos, ensinando”. Ele ensina sempre com palavras e ações. Ele ensina com autoridade, unindo sempre a fé e a vida. A atribuição de títulos exige contrapartidas. Se falamos pai, admitimos o filho. Para chamar Jesus de Mestre, devemos assumir a condição de discípulos. A reação dos ouvintes parece seguir sempre o mesmo esquema: numeroso grupo adere a Jesus e a seus ensinamentos, e outra parte o rejeita. Em Nazaré, onde havia sido criado, encontra grande rejeição à sua presença libertadora. Experimenta a rejeição e o desprezo dos familiares. Experiência dolorosa, pois a incredulidade foi fruto do preconceito. Conheciam tão bem a Jesus, que preferiram não acreditar na sua sabedoria, perceptível em suas palavras e ações. Ficaram chocados ao verem alguém como eles, se mostrar superior aos rabinos do povoado e aqueles que eram famosos. Eles se recusaram a dar-lhe crédito. Jesus explode num desabafo: “Um profeta só é desprezado em sua terra, entre os seus parentes e os de sua casa”. A aversão ao Mestre chegou a tal ponto que entre eles não foi realizado nenhum milagre. Faltou naquela gente a fé e a abertura de coração, a boa vontade. A atitude do Mestre, serve de inspiração aos discípulos. Rejeitado pelos seus, Ele continua “percorrendo o caminho e ensinando”, sem se deixar abalar. O discípulo deve fazer o mesmo diante das dificuldades, incompreensões e críticas. O foco da ação será sempre fazer a vontade do Pai. Os percalços da caminhada não poderão ser motivos para desanimar, e sim, estímulo para seguir em frente com ardor sempre maior. Rezemos: Senhor, que eu não desanime diante das dificuldades, mas seja sempre fiel a missão de fazer o bem e anunciar a Boa Nova. São Brás, protetor da garganta rogai por nós. Por intercessão de São Brás, Bispo e Mártir, livra-te Deus de todos os males da garganta e de qualquer outra doença. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. #SÃOMARCOS #EvangelhosegundoSãoMarcos #homilia #OSenhorouviráaprecedodesamparado #saobras #protetordagarganta
- Bispo se pronuncia sobre caso do padre preso por assaltos em Passo Fundo
A Arquidiocese de Passo Fundo se manifestou oficialmente, na tarde desta quarta-feira, 03/03, sobre o fato envolvendo o padre Elizeu Moreira, preso pela polícia passofundense após ser apontado como responsável por pelo menos três roubos, praticados em estabelecimentos comerciais de Passo Fundo. O religioso foi preso no final da tarde desta terça-feira, 02/03, pela Brigada Militar, depois que a sala de operações tomou conhecimento dos crimes em dois mercados e em uma farmácia. As vítimas informaram que o assaltante estava trajando uma camiseta azul e um boné vermelho e que conduzia uma Hyundai IX35. Ele foi localizado durante as buscas e abordado na Rua Independência. Na ocasião, foi identificado que o veículo pertence à Arquidiocese de Passo Fundo. Em vídeo enviado pela assessoria de comunicação da Arquidiocese, Dom Rodolfo Luis Weber, arcebispo de Passo Fundo, revelou ter sido pego de surpresa com a prisão do padre Elizeu e disse entender o sentimento de perplexidade com que a comunidade católica recebeu o fato. Contou que o padre havia sido ordenado há cerca de um ano e meio e que exercia suas funções religiosas no município de Tapejara. De acordo com Dom Rodolfo, o religioso irá responder em duas esferas: a criminal – nos trâmites da justiça – e da própria instituição. Assista: Enquanto os processos estiverem tramitando, ele seguirá suspenso e não poderá exercer suas funções. Ainda de acordo com o arcebispo, o padre Eliseu terá reservado o seu direito à defesa, bem como a Arquidiocese estará à disposição das autoridades para colaborar com a elucidação dos fatos. Também, em vídeo enviado para a emissora pela assessoria de comunicação da Arquidiocese de Paso Fundo, a advogada do padre Elizeu, Maura Leitzke, explicou que o religioso faz tratamento psiquiátrico há um bom tempo e, inclusive, fazia uso de uma série de medicamentos. Porém, de umas três semanas para cá, ele havia suspendido o uso dos remédios. Ela revela que os atos ilícitos foram consequência de um surto, motivado pela ausência da medicação, e reforça que o padre não apresentava seu controle emocional na ocasião. A advogada reforçou que a situação envolve uma pessoa doente e critiou o linchamento virtual sofrido pelo religioso, nas redes sociais, por opiniões emitidas sem conhecimento de causa e com julgamento prévio. Ela enfatizou a afirmação de Dom Rodolfo de que o padre terá direito a defesa, assim como ocorre em qualquer processo e que a instituição religiosa mantém o interesse em esclarecer o ocorrido. Fonte: Tua Rádio Leia também Em Pernambuco atividades religiosas não são essenciais. Arcebispo diz que obedecerá. #Padre
- Bispo se pronuncia sobre caso do padre preso por assaltos em Passo Fundo
A Arquidiocese de Passo Fundo se manifestou oficialmente, na tarde desta quarta-feira, 03/03, sobre o fato envolvendo o padre Elizeu Moreira, preso pela polícia passofundense após ser apontado como responsável por pelo menos três roubos, praticados em estabelecimentos comerciais de Passo Fundo. O religioso foi preso no final da tarde desta terça-feira, 02/03, pela Brigada Militar, depois que a sala de operações tomou conhecimento dos crimes em dois mercados e em uma farmácia. As vítimas informaram que o assaltante estava trajando uma camiseta azul e um boné vermelho e que conduzia uma Hyundai IX35. Ele foi localizado durante as buscas e abordado na Rua Independência. Na ocasião, foi identificado que o veículo pertence à Arquidiocese de Passo Fundo. Em vídeo enviado pela assessoria de comunicação da Arquidiocese, Dom Rodolfo Luis Weber, arcebispo de Passo Fundo, revelou ter sido pego de surpresa com a prisão do padre Elizeu e disse entender o sentimento de perplexidade com que a comunidade católica recebeu o fato. Contou que o padre havia sido ordenado há cerca de um ano e meio e que exercia suas funções religiosas no município de Tapejara. De acordo com Dom Rodolfo, o religioso irá responder em duas esferas: a criminal – nos trâmites da justiça – e da própria instituição. Assista: Enquanto os processos estiverem tramitando, ele seguirá suspenso e não poderá exercer suas funções. Ainda de acordo com o arcebispo, o padre Eliseu terá reservado o seu direito à defesa, bem como a Arquidiocese estará à disposição das autoridades para colaborar com a elucidação dos fatos. Também, em vídeo enviado para a emissora pela assessoria de comunicação da Arquidiocese de Paso Fundo, a advogada do padre Elizeu, Maura Leitzke, explicou que o religioso faz tratamento psiquiátrico há um bom tempo e, inclusive, fazia uso de uma série de medicamentos. Porém, de umas três semanas para cá, ele havia suspendido o uso dos remédios. Ela revela que os atos ilícitos foram consequência de um surto, motivado pela ausência da medicação, e reforça que o padre não apresentava seu controle emocional na ocasião. A advogada reforçou que a situação envolve uma pessoa doente e critiou o linchamento virtual sofrido pelo religioso, nas redes sociais, por opiniões emitidas sem conhecimento de causa e com julgamento prévio. Ela enfatizou a afirmação de Dom Rodolfo de que o padre terá direito a defesa, assim como ocorre em qualquer processo e que a instituição religiosa mantém o interesse em esclarecer o ocorrido. Fonte: Tua Rádio Leia também Em Pernambuco atividades religiosas não são essenciais. Arcebispo diz que obedecerá. #Padre
- Em Pernambuco atividades religiosas não são essenciais. Arcebispo diz que obedecerá.
Em função das novas restrições adotadas pelo governo do pernambucano, as igrejas serão novamente fechadas para atividades presenciais. Arcebispo lamenta mas diz que obedecerá, enquanto fiéis organizam protestos. O Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Antônio Fernando Saburido, lamentou “profundamente” as novas restrições adotadas pelo governo de Pernambuco para conter a disseminação do coronavírus, as quais proíbem atividades não essenciais – entre as quais as religiosas – durante a semana das 20h às 5h e ao longo de todo o fim de semana. “Embora lamentando profundamente que as atividades religiosas não sejam consideradas atividades essenciais, sobretudo neste tempo de tanto sofrimento, obedeceremos ao Decreto do Governo do Estado, porque estamos sempre a favor da vida”, expressou o Arcebispo em um comunicado. Dom Saburido ressaltou ainda que, “ao mesmo tempo, preocupam-nos as aglomerações, sobretudo no transporte público e nas filas das agências bancárias”. Leia também Após protestos, Dória recua e reconhece religião como atividade essencial O governo de Pernambuco anunciou na segunda-feira, 1º de março, a proibição das atividades não essenciais das 20h às 5h, de segunda a sexta-feira, e durante todo o sábado e domingo. A medida entra em vigor nesta quarta-feira, 3 de março, e são válidas até o dia 17 deste mês. As atividades religiosas não são consideradas essenciais em Pernambuco. Conforme determina o decreto nº 50.346, de 1º de março, estão incluídas na lista de atividades essenciais apenas as “atividades de preparação, gravação e transmissão de missas, cultos e demais celebrações religiosas pela internet ou por outros meios de comunicação, realizadas em igrejas, templos ou outros locais apropriados”. Nesse sentido, o novo decreto do estado afeta diretamente o cumprimento do preceito dominical com a participação dos fiéis de forma presencial nas Santas Missas. Diante disso, Dom fenando Saburido determinou que “as celebrações eucarísticas dos próximos finais de semana, 06 e 07, 13 e 14 de março (3º e 4º domingos da Quaresma), acontecerão com transmissão por internet, sem a presença dos fiéis, exceto a equipe de celebração e a Pascom” (Pastoral da Comunicação). Também foram suspensas nesses dois fins de semana as celebrações dos demais sacramentos e atividades pastorais. E, em relação aos dias de semana, estabeleceu que “as celebrações eucarísticas, os outros sacramentos e as demais atividades pastorais” devem acontecer das 5h às 20h, “com a presença dos fiéis, observando as medidas de prevenção habituais”. Por fim, o Arcebispo afirmou em seu comunicado que, “em comunhão com a Igreja no Brasil, reiteramos a necessidade de tomar a vacina, do uso de máscaras, das medidas de distanciamento e higienização”. De acordo com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, a decisão foi tomada após análise do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, a qual constatou que “o cenário só se agravou”. “Estamos agora com 93% de ocupação em nossos leitos de terapia intensiva, e nada aponta para a melhora desse quadro. A contaminação e a hospitalização decorrentes da Covid-19 estão em aceleração, e precisamos reduzir o contato social para frear essa escalada dos números”, disse. Dados da Secretaria Estadual de Saúde divulgados na terça-feira, 2, apontam que Pernambuco contabiliza até o momento 301.434 casos confirmados de Covid-19 e 11.030 mortes em decorrência da doença. Fonte: ACI Digital #Coronavírus #Recife
- Em Pernambuco atividades religiosas não são essenciais. Arcebispo diz que obedecerá.
Em função das novas restrições adotadas pelo governo do pernambucano, as igrejas serão novamente fechadas para atividades presenciais. Arcebispo lamenta mas diz que obedecerá, enquanto fiéis organizam protestos. O Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Antônio Fernando Saburido, lamentou “profundamente” as novas restrições adotadas pelo governo de Pernambuco para conter a disseminação do coronavírus, as quais proíbem atividades não essenciais – entre as quais as religiosas – durante a semana das 20h às 5h e ao longo de todo o fim de semana. “Embora lamentando profundamente que as atividades religiosas não sejam consideradas atividades essenciais, sobretudo neste tempo de tanto sofrimento, obedeceremos ao Decreto do Governo do Estado, porque estamos sempre a favor da vida”, expressou o Arcebispo em um comunicado. Dom Saburido ressaltou ainda que, “ao mesmo tempo, preocupam-nos as aglomerações, sobretudo no transporte público e nas filas das agências bancárias”. Leia também Após protestos, Dória recua e reconhece religião como atividade essencial O governo de Pernambuco anunciou na segunda-feira, 1º de março, a proibição das atividades não essenciais das 20h às 5h, de segunda a sexta-feira, e durante todo o sábado e domingo. A medida entra em vigor nesta quarta-feira, 3 de março, e são válidas até o dia 17 deste mês. As atividades religiosas não são consideradas essenciais em Pernambuco. Conforme determina o decreto nº 50.346, de 1º de março, estão incluídas na lista de atividades essenciais apenas as “atividades de preparação, gravação e transmissão de missas, cultos e demais celebrações religiosas pela internet ou por outros meios de comunicação, realizadas em igrejas, templos ou outros locais apropriados”. Nesse sentido, o novo decreto do estado afeta diretamente o cumprimento do preceito dominical com a participação dos fiéis de forma presencial nas Santas Missas. Diante disso, Dom fenando Saburido determinou que “as celebrações eucarísticas dos próximos finais de semana, 06 e 07, 13 e 14 de março (3º e 4º domingos da Quaresma), acontecerão com transmissão por internet, sem a presença dos fiéis, exceto a equipe de celebração e a Pascom” (Pastoral da Comunicação). Também foram suspensas nesses dois fins de semana as celebrações dos demais sacramentos e atividades pastorais. E, em relação aos dias de semana, estabeleceu que “as celebrações eucarísticas, os outros sacramentos e as demais atividades pastorais” devem acontecer das 5h às 20h, “com a presença dos fiéis, observando as medidas de prevenção habituais”. Por fim, o Arcebispo afirmou em seu comunicado que, “em comunhão com a Igreja no Brasil, reiteramos a necessidade de tomar a vacina, do uso de máscaras, das medidas de distanciamento e higienização”. De acordo com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, a decisão foi tomada após análise do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, a qual constatou que “o cenário só se agravou”. “Estamos agora com 93% de ocupação em nossos leitos de terapia intensiva, e nada aponta para a melhora desse quadro. A contaminação e a hospitalização decorrentes da Covid-19 estão em aceleração, e precisamos reduzir o contato social para frear essa escalada dos números”, disse. Dados da Secretaria Estadual de Saúde divulgados na terça-feira, 2, apontam que Pernambuco contabiliza até o momento 301.434 casos confirmados de Covid-19 e 11.030 mortes em decorrência da doença. Fonte: ACI Digital #Coronavírus #Recife
- Freira se ajoelha e evita um massacre: “só atirem em mim”
Neste domingo, 28 de fevereiro, uma freira de Mianmar se ajoelhou diante das forças da ordem, implorou para não agirem com violência e assim evitou o massacre de uma centena de pessoas que finalmente se refugiaram em seu convento. Ann Nu Thawng , é religiosa dos Missionários de San Francisco Javier (SFX), e sua imagem está em todo o mundo. No domingo, 28 de fevereiro, a irmã Nu Thawng saiu à rua e, em lágrimas, se ajoelhou diante dos policiais para pedir-lhes que não atirassem nos manifestantes que exigiam democracia. Sua intervenção evitou um massacre. “Só atirem em mim se quiserem ” , disse a freira , “os manifestantes não têm armas e estão apenas mostrando seu desejo pacificamente.” Cem pessoas aproveitaram o momento para fugir, como confirmou o cardeal Charles Bo , arcebispo de Yangon, em sua conta no Twitter . Today, the riot has been severe nationwide. The police are arresting, beating and even shooting at the people. With full of tears, Sr. Ann Nu Thawng begs & halts the police to stop arresting the protestors. About 100 of protestors could escape from police because of the nun. pic.twitter.com/Hzo3xsrLAO — Cardinal Charles Bo (@CardinalMaungBo) February 28, 2021 Conforme relata a revista Ecclesia , os manifestantes foram presos e tudo pressagiava para o pior, pois as forças da ordem parecem já ter uma ordem para agir com força, como evidenciado pelo fato de pelo menos 18 pessoas terem sido mortas ontem. Os fatos ocorreram em Myitkina, no estado de Kachin, no norte, nas proximidades da casa das freiras, próximo ao bispado. Leia também Meninas cristãs estão sendo seqüestradas e forçadas a se converter, adverte o arcebispo do Paquistão «Corajosa, simples, dedicada e trabalhadora» Mas quem é a irmã Ann Nu Thawng? Ela é uma freira birmanesa de 40 anos, natural de Myitkina – uma cidade rural, mas o centro nevrálgico deste estado do norte, na fronteira com a China – que trabalha como enfermeira na clínica que sua congregação atende nas proximidades do bispado , onde também se encontram o seu convento, a catedral, a casa sacerdotal e o seminário menor. “Ela trabalha lá de segunda a sábado e depois cuida dos enfermos no campo de deslocados de Palana, onde a congregação tem um orfanato. Aos domingos, ela vai visitar as irmãs e os enfermos daquele campo ”, explica à Ecclesia uma pessoa que a conhece bem. Nossa fonte a descreve como “uma mulher corajosa, muito simples e dedicada, que está sempre trabalhando e cuidando dos enfermos. É para admirar. O que ele fez veio de seu coração. Esta manhã, na Eucaristia, a Irmã Nu Thawng recebeu os parabéns pela corajosa intervenção do Bispo da diocese, Monsenhor Francis Daw Tang . Os Missionários de São Francisco Xavier (SFX) são uma sociedade missionária fundada no final do século XIX em Goa (Índia) pelo padre José Mariano Bento Martins e hoje tem uma importante presença em Kachin. Este estado, uma das maiores presenças cristãs na Birmânia, com uma importante comunidade batista, é atormentado pela violência entre o Tatmadaw (exército nacional) e os guerrilheiros do Exército de Libertação de Kachin. As arbitrariedades, ultrajes e abusos dos militares entre a população civil estão na ordem do dia. Cardeal Bo: “Rezamos para que não haja violência” O cardeal Bo prometeu ontem que “o ódio” que “se infiltrou” nas marchas pacíficas (há poucos dias foi noticiado que as manifestações foram agora infiltradas por manifestantes ligados aos militares, que agiriam com violência para que pudessem posteriormente justificar a repressão) não resulta em derramamento de sangue inocente. “Somos todos filhos e filhas da mesma terra, da mesma mãe birmanesa, e devemos ter paciência e tolerância. (…) Repeti muitas vezes: o ódio nunca afasta o ódio: só o amor ”, disse o cardeal na homilia de ontem, coletada no site da arquidiocese. Após as leituras sobre o sacrifício que Deus pediu a Abraão e a Transfiguração, Monsenhor Bo disse que os verdadeiros líderes se sacrificam e servem ao povo obedecendo “à vontade da maioria”. Posteriormente, e após alertar sobre o perigo das redes sociais (“especialmente o Facebook”), que descreve como “um inferno virtual onde reina o ódio” e “gente boa se torna violenta”, o também presidente da Conferência Episcopal disse que a conquista de paz é o “primeiro dever” para os cristãos, e mais uma vez exortou o diálogo para superar o conflito. A Birmânia precisa da “transfiguração da nação”. E isso requer líderes que, como Jesus, “possam fazer um sacrifício supremo”, “grandes homens de paz e sabedoria”. Monsenhor Bo dirigiu no dia 3 de fevereiro, logo após o golpe, uma mensagem à nação com pedidos expressos ao povo, ao Exército, aos líderes democráticos e à comunidade internacional. Traduzido de InfoCatólica com informações de Ecclesia #Conflito
- Freira se ajoelha e evita um massacre: “só atirem em mim”
Neste domingo, 28 de fevereiro, uma freira de Mianmar se ajoelhou diante das forças da ordem, implorou para não agirem com violência e assim evitou o massacre de uma centena de pessoas que finalmente se refugiaram em seu convento. Ann Nu Thawng , é religiosa dos Missionários de San Francisco Javier (SFX), e sua imagem está em todo o mundo. No domingo, 28 de fevereiro, a irmã Nu Thawng saiu à rua e, em lágrimas, se ajoelhou diante dos policiais para pedir-lhes que não atirassem nos manifestantes que exigiam democracia. Sua intervenção evitou um massacre. “Só atirem em mim se quiserem ” , disse a freira , “os manifestantes não têm armas e estão apenas mostrando seu desejo pacificamente.” Cem pessoas aproveitaram o momento para fugir, como confirmou o cardeal Charles Bo , arcebispo de Yangon, em sua conta no Twitter . Today, the riot has been severe nationwide. The police are arresting, beating and even shooting at the people. With full of tears, Sr. Ann Nu Thawng begs & halts the police to stop arresting the protestors. About 100 of protestors could escape from police because of the nun. pic.twitter.com/Hzo3xsrLAO — Cardinal Charles Bo (@CardinalMaungBo) February 28, 2021 Conforme relata a revista Ecclesia , os manifestantes foram presos e tudo pressagiava para o pior, pois as forças da ordem parecem já ter uma ordem para agir com força, como evidenciado pelo fato de pelo menos 18 pessoas terem sido mortas ontem. Os fatos ocorreram em Myitkina, no estado de Kachin, no norte, nas proximidades da casa das freiras, próximo ao bispado. Leia também Meninas cristãs estão sendo seqüestradas e forçadas a se converter, adverte o arcebispo do Paquistão «Corajosa, simples, dedicada e trabalhadora» Mas quem é a irmã Ann Nu Thawng? Ela é uma freira birmanesa de 40 anos, natural de Myitkina – uma cidade rural, mas o centro nevrálgico deste estado do norte, na fronteira com a China – que trabalha como enfermeira na clínica que sua congregação atende nas proximidades do bispado , onde também se encontram o seu convento, a catedral, a casa sacerdotal e o seminário menor. “Ela trabalha lá de segunda a sábado e depois cuida dos enfermos no campo de deslocados de Palana, onde a congregação tem um orfanato. Aos domingos, ela vai visitar as irmãs e os enfermos daquele campo ”, explica à Ecclesia uma pessoa que a conhece bem. Nossa fonte a descreve como “uma mulher corajosa, muito simples e dedicada, que está sempre trabalhando e cuidando dos enfermos. É para admirar. O que ele fez veio de seu coração. Esta manhã, na Eucaristia, a Irmã Nu Thawng recebeu os parabéns pela corajosa intervenção do Bispo da diocese, Monsenhor Francis Daw Tang . Os Missionários de São Francisco Xavier (SFX) são uma sociedade missionária fundada no final do século XIX em Goa (Índia) pelo padre José Mariano Bento Martins e hoje tem uma importante presença em Kachin. Este estado, uma das maiores presenças cristãs na Birmânia, com uma importante comunidade batista, é atormentado pela violência entre o Tatmadaw (exército nacional) e os guerrilheiros do Exército de Libertação de Kachin. As arbitrariedades, ultrajes e abusos dos militares entre a população civil estão na ordem do dia. Cardeal Bo: “Rezamos para que não haja violência” O cardeal Bo prometeu ontem que “o ódio” que “se infiltrou” nas marchas pacíficas (há poucos dias foi noticiado que as manifestações foram agora infiltradas por manifestantes ligados aos militares, que agiriam com violência para que pudessem posteriormente justificar a repressão) não resulta em derramamento de sangue inocente. “Somos todos filhos e filhas da mesma terra, da mesma mãe birmanesa, e devemos ter paciência e tolerância. (…) Repeti muitas vezes: o ódio nunca afasta o ódio: só o amor ”, disse o cardeal na homilia de ontem, coletada no site da arquidiocese. Após as leituras sobre o sacrifício que Deus pediu a Abraão e a Transfiguração, Monsenhor Bo disse que os verdadeiros líderes se sacrificam e servem ao povo obedecendo “à vontade da maioria”. Posteriormente, e após alertar sobre o perigo das redes sociais (“especialmente o Facebook”), que descreve como “um inferno virtual onde reina o ódio” e “gente boa se torna violenta”, o também presidente da Conferência Episcopal disse que a conquista de paz é o “primeiro dever” para os cristãos, e mais uma vez exortou o diálogo para superar o conflito. A Birmânia precisa da “transfiguração da nação”. E isso requer líderes que, como Jesus, “possam fazer um sacrifício supremo”, “grandes homens de paz e sabedoria”. Monsenhor Bo dirigiu no dia 3 de fevereiro, logo após o golpe, uma mensagem à nação com pedidos expressos ao povo, ao Exército, aos líderes democráticos e à comunidade internacional. Traduzido de InfoCatólica com informações de Ecclesia #Conflito
- A Igreja permite a Confissão Comunitária?
O que ensina a Igreja a respeito da chamada “confissão comunitária”? É lícita essa prática? Se sim, em quais casos pode ser aplicada? É provável que você já tenha ouvido falar – ou mesmo passado por essa experiência – de alguém que foi buscar a confissão em alguma paróquia e, para sua surpresa, não tenha encontrado a celebração ordinária do sacramento da penitência (com a confissão auricular e absolvição individual); senão, uma celebração comunitária com absolvição coletiva. O que dizer sobre isso? A atual legislação canônica, mais precisamente o cânon 960 do Código de Direito Canônico, destaca expressamente que a confissão individual e íntegra e a absolvição constituem o único modo ordinário, com o qual o fiel, consciente de pecado grave, reconcilia-se com Deus e com a Igreja. Isso quer dizer que modo o único modo de conseguir a absolvição dos pecados mortais é a confissão individual com o sacerdote. Como vamos ver abaixo, a confissão comunitária só é permitida em casos muito raros, principalmente quando há risco de morte, como por exemplo, um avião caindo, um barco afundando, ou uma guerra. Mesmo assim, para que haja validade, o penitente precisará ir, assim que possível, confessar-se individualmente com o sacerdote, quando não houver mais o risco de morte. Infelizmente, com a ascensão da teologia da libertação, a prática da Confissão Comunitária tornou-se muito popular ao ponto que em muitos lugares passou a integrar o próprio calendário paroquial, fazendo assim que muitos fiéis sejam absolvidos invalidamente e continuem em pecado mortal, cometendo gravíssimo sacrilégio ao receberem a Santíssima Eucaristia. Para a tristeza de nós católicos, os confessionários foram abolidos de nossas igrejas. Leia o que ensina a Santa Igreja e em seguida assista a aula do Padre Paulo Ricado. Leia também Exame de Consciência para uma boa confissão (Adultos) Casos em que é possível fazer confissão comunitária? A absolvição dada, ao mesmo tempo, a vários penitentes, sem a prévia confissão individual, constitui uma forma excepcional da administração do sacramento da penitência, que só pode ser empregada quando (cf. c. 961): Perigo de morte iminente 1) Haja iminente perigo de morte e não haja tempo para que o sacerdote ou os sacerdotes ouçam a confissão de cada um dos penitentes. Não há número suficiente de confessores 2) Haja grave necessidade, isto é, quando, por causa do número de penitentes, não há número suficiente de confessores para ouvirem as confissões de cada um, dentro de um espaço de tempo razoável, de tal modo que os penitentes, sem culpa própria, seriam forçados a ficar muito tempo (mais de um mês) sem a graça sacramental ou sem a sagrada comunhão. Leia também Exame de Consciência para Crianças Permitido em situações objetivamente extraordinárias O juízo para saber se, em determinado caso concreto, ocorre o que está prescrito no segundo item citado acima, não compete ao confessor, mas ao bispo diocesano, que só pode permitir a absolvição geral em situações objetivamente extraordinárias (cf. Motu Proprio Misericordia Dei, 4), previamente e por escrito. Não se considera, porém, necessidade suficiente quando não é possível ter os confessores necessários só pelo fato de grande concurso de penitentes, como pode acontecer numa grande festividade ou numa peregrinação (cfr. c. 961 §1, 2º). A absolvição geral coletiva, também conhecida como confissão comunitária, nos casos excepcionais previstos, deve ser precedida de uma adequada catequese que explique aos fiéis as condições para a sua validade, deixando claro que aqueles que recebem a absolvição coletiva deverão – para que o sacramento seja válido –, confessar, em tempo devido, individualmente, todos os pecados graves que, naquele momento, não puderam confessar e que devem receber a absolvição individual antes de receberem uma nova absolvição geral. Não é demais lembrar que todo aquele que, em razão do ofício, tem cura de almas, por exemplo o pároco, está obrigado a providenciar que sejam ouvidas as confissões dos fiéis que lhe estão confiados e que, de modo razoável, peçam para se confessar, a fim de que aos mesmos se ofereça a oportunidade de se confessarem individualmente em dias e horas que lhes sejam convenientes (cfr. c. 986 §1). Leia também Curso gratuito sobre os 10 mandamentos e como fazer uma boa confissão Assista a aula do Padre Paulo Ricardo: #confissão #SacramentodaConfissão
- A Igreja permite a Confissão Comunitária?
O que ensina a Igreja a respeito da chamada “confissão comunitária”? É lícita essa prática? Se sim, em quais casos pode ser aplicada? É provável que você já tenha ouvido falar – ou mesmo passado por essa experiência – de alguém que foi buscar a confissão em alguma paróquia e, para sua surpresa, não tenha encontrado a celebração ordinária do sacramento da penitência (com a confissão auricular e absolvição individual); senão, uma celebração comunitária com absolvição coletiva. O que dizer sobre isso? A atual legislação canônica, mais precisamente o cânon 960 do Código de Direito Canônico, destaca expressamente que a confissão individual e íntegra e a absolvição constituem o único modo ordinário, com o qual o fiel, consciente de pecado grave, reconcilia-se com Deus e com a Igreja. Isso quer dizer que modo o único modo de conseguir a absolvição dos pecados mortais é a confissão individual com o sacerdote. Como vamos ver abaixo, a confissão comunitária só é permitida em casos muito raros, principalmente quando há risco de morte, como por exemplo, um avião caindo, um barco afundando, ou uma guerra. Mesmo assim, para que haja validade, o penitente precisará ir, assim que possível, confessar-se individualmente com o sacerdote, quando não houver mais o risco de morte. Infelizmente, com a ascensão da teologia da libertação, a prática da Confissão Comunitária tornou-se muito popular ao ponto que em muitos lugares passou a integrar o próprio calendário paroquial, fazendo assim que muitos fiéis sejam absolvidos invalidamente e continuem em pecado mortal, cometendo gravíssimo sacrilégio ao receberem a Santíssima Eucaristia. Para a tristeza de nós católicos, os confessionários foram abolidos de nossas igrejas. Leia o que ensina a Santa Igreja e em seguida assista a aula do Padre Paulo Ricado. Leia também Exame de Consciência para uma boa confissão (Adultos) Casos em que é possível fazer confissão comunitária? A absolvição dada, ao mesmo tempo, a vários penitentes, sem a prévia confissão individual, constitui uma forma excepcional da administração do sacramento da penitência, que só pode ser empregada quando (cf. c. 961): Perigo de morte iminente 1) Haja iminente perigo de morte e não haja tempo para que o sacerdote ou os sacerdotes ouçam a confissão de cada um dos penitentes. Não há número suficiente de confessores 2) Haja grave necessidade, isto é, quando, por causa do número de penitentes, não há número suficiente de confessores para ouvirem as confissões de cada um, dentro de um espaço de tempo razoável, de tal modo que os penitentes, sem culpa própria, seriam forçados a ficar muito tempo (mais de um mês) sem a graça sacramental ou sem a sagrada comunhão. Leia também Exame de Consciência para Crianças Permitido em situações objetivamente extraordinárias O juízo para saber se, em determinado caso concreto, ocorre o que está prescrito no segundo item citado acima, não compete ao confessor, mas ao bispo diocesano, que só pode permitir a absolvição geral em situações objetivamente extraordinárias (cf. Motu Proprio Misericordia Dei, 4), previamente e por escrito. Não se considera, porém, necessidade suficiente quando não é possível ter os confessores necessários só pelo fato de grande concurso de penitentes, como pode acontecer numa grande festividade ou numa peregrinação (cfr. c. 961 §1, 2º). A absolvição geral coletiva, também conhecida como confissão comunitária, nos casos excepcionais previstos, deve ser precedida de uma adequada catequese que explique aos fiéis as condições para a sua validade, deixando claro que aqueles que recebem a absolvição coletiva deverão – para que o sacramento seja válido –, confessar, em tempo devido, individualmente, todos os pecados graves que, naquele momento, não puderam confessar e que devem receber a absolvição individual antes de receberem uma nova absolvição geral. Não é demais lembrar que todo aquele que, em razão do ofício, tem cura de almas, por exemplo o pároco, está obrigado a providenciar que sejam ouvidas as confissões dos fiéis que lhe estão confiados e que, de modo razoável, peçam para se confessar, a fim de que aos mesmos se ofereça a oportunidade de se confessarem individualmente em dias e horas que lhes sejam convenientes (cfr. c. 986 §1). Leia também Curso gratuito sobre os 10 mandamentos e como fazer uma boa confissão Assista a aula do Padre Paulo Ricardo: #confissão #SacramentodaConfissão
- OS SEGREDOS DE DEUS
— “Que Céu pode satisfazer Meu desejo de Céu?” — o poeta Manuel Bandeira quis saber. E a morte desejou completa, Do corpo enfermo e da alma inquieta, Como ninguém desejaria. Mas por que Deus satisfaria, Ó poeta, a tua fantasia, Teus caprichos do coração? O Céu será a satisfação De outras coisas — mas tão centrais, Que nem podemos saber quais. Somente Deus sabe quais são.
- Comunidade Colo de Deus comunica o desligamento de seu Fundador Hugo Santos
A comunidade Colo de Deus emitiu um comunicado dizendo que aceitou o pedido de desligamento do fundador Hugo Santos da instituição, deixando a partir de então de ser membro da consagrado da obra. Nesta segunda-feira (01) o presidente da Associação Privada de Fiéis “Colo de Deus e Santíssima Virgem”, Guilherme Martins, emitiu um comunicado que receberam o pedido público de desligamento de seu fundador, Hugo Moreira Santo, conhecido como “Hugo Santos de Maria” “Após apurado discernimento, escuta e ajuda por algumas pessoas de comprovada confiança e sabedoria, com muito pesar, aceitamos o seu pedido de desligamento.” O próprio Hugo já havia feito uma publicação através de suas redes sociais apresentando aos seus seguidores sua carta de desligamento, como podemos ler abaixo: Carta de desligamento A partir desta data me desligo da comunidade ao qual fundei. Tenho amor incondicional pela obra Colo de Deus. Ela e meu legado para esta geração. Com isso, deixo de ser membro consagrado pra ser apenas o fundador da obra. Continuo com minha vida missionaria, continuo sendo a mesma pessoa que sempre fui, com o acréscimo dos anos incontáveis de experiencia adquirida nesta comunidade e sempre estarei pronto pra atender vcs e ouvir vcs. Hoje tenho alguns projetos pessoais que são incompatíveis com a vida consagrada. As vezes Deus nos exige nosso Isaac e hoje entrego o meu. Serei sempre o Hugo Santos, de Maria, ao qual sou consagrado por toda a minha vida. Continuo com meus princípios inalterados e continuo meu caminho. Que Deus nos abençoe e nos guarde. Que Deus abençoe a Colo de Deus. Amém. Leia também Católicos criticam Colo de Deus por convidar pastores protestantes para evento católico Leia abaixo o comunicado na íntegra publicado pelos meios oficiais da Comunidade Colo de Deus: COMUNICADO OFICIAL Jandaia do Sul, 01 de Março de 2021. “Continuemos a afirmar a nossa esperança, sem esmorecer, pois aquele que fez a promessa é fiel. Estejamos atentos uns aos outros, para nos incentivar ao amor fraterno e às boas obras.” Hb 10, 23-24 Considerando o dom e a importância eclesial da Associação Privada de Fiéis “Colo de Deus e Santíssima Virgem”, no desejo de que ela continue a desempenhar o papel que lhe é reconhecido, superando quaisquer dificuldades e mal-entendidos que poderiam enfraquecê-la ou mesmo cancelá-la, venho por meio desta na função de presidente e em nome do Núcleo geral comunicar, que recebemos o pedido público de desligamento do nosso fundador, Hugo Moreira Santo, conhecido como “Hugo Santos de Maria” em 20 de fevereiro de 2021. Após apurado discernimento, escuta e ajuda por algumas pessoas de comprovada confiança e sabedoria, com muito pesar, aceitamos o seu pedido de desligamento. Reconhecemos e continuaremos a reconhecer no “Hugo Santos de Maria”, o fundador da nossa comunidade, e por isso, em nome de toda a comunidade expressamos a nossa profunda gratidão pelos quase 17 anos de entrega ao carisma “Colo de Deus” que do seu início tão simples veio à tomar-se uma missão significativa que favorece renovação e a vida de tantos jovens e famílias no Brasil e outros lugares do mundo. Um carisma interpretado como Evangelho vivido em tempos de “Nova Evangelização”. No seio desta corrente de graça, a nossa Comunidade distinguiu-se no compromisso pela busca da santidade, preparação do caminho da unidade dos cristãos, tomando-se lugar de oração, de encontro e celebração da vida nova em Cristo, numa comunhão de fé e de amor, pela qual Jesus rezou: “que todos sejam um” Jo 17,21. Sem dúvidas. “continuaremos a afirmar a nossa esperança, sem esmorecer, pois aquele que fez a promessa é Fiel. Temos a certeza de que o sopro da da vida, o Espirito Santo, que sempre guiou esta pequena barca que é a família “Colo de Deus”, permanecerá nos conduzindo para águas ainda mais profundas. Portanto, reiteramos a nossa obediência a Santa Igreja, como também a nossa gratidão aos Padres Salvador Aparecido dos Santos e Rinaldo de Peder Rosa da Arquidiocese de Maringá, que têm nos aconselhado e assistido neste caminho de orante confiança e humilde obediência. Rezemos pela vida do Hugo Santos de Maria, que nunca deixará de ser reconhecido como o primeiro que recebeu a inspiração do carisma em seu coração. Neste tempo litúrgico da Quaresma que nos prepara para a celebração da Páscoa do Senhor, invocamos uma renovada efusão do Espirito sobre cada coração, para que ele possa dobrar o que é rígido, aquecer o que é frio, endireitar o que é mal orientado, e ajudar a todos a deixar prevalecer a caridade que nunca falha. Em Cristo Jesus, Guilherme Martins de Sousa Ferreira Presidente Leia também Comunicado da Arquidiocese de Maringá sobre a Comunidade Colo de Deus
- Comunidade Colo de Deus comunica o desligamento de seu Fundador Hugo Santos
A comunidade Colo de Deus emitiu um comunicado dizendo que aceitou o pedido de desligamento do fundador Hugo Santos da instituição, deixando a partir de então de ser membro da consagrado da obra. Nesta segunda-feira (01) o presidente da Associação Privada de Fiéis “Colo de Deus e Santíssima Virgem”, Guilherme Martins, emitiu um comunicado que receberam o pedido público de desligamento de seu fundador, Hugo Moreira Santo, conhecido como “Hugo Santos de Maria” “Após apurado discernimento, escuta e ajuda por algumas pessoas de comprovada confiança e sabedoria, com muito pesar, aceitamos o seu pedido de desligamento.” O próprio Hugo já havia feito uma publicação através de suas redes sociais apresentando aos seus seguidores sua carta de desligamento, como podemos ler abaixo: Carta de desligamento A partir desta data me desligo da comunidade ao qual fundei. Tenho amor incondicional pela obra Colo de Deus. Ela e meu legado para esta geração. Com isso, deixo de ser membro consagrado pra ser apenas o fundador da obra. Continuo com minha vida missionaria, continuo sendo a mesma pessoa que sempre fui, com o acréscimo dos anos incontáveis de experiencia adquirida nesta comunidade e sempre estarei pronto pra atender vcs e ouvir vcs. Hoje tenho alguns projetos pessoais que são incompatíveis com a vida consagrada. As vezes Deus nos exige nosso Isaac e hoje entrego o meu. Serei sempre o Hugo Santos, de Maria, ao qual sou consagrado por toda a minha vida. Continuo com meus princípios inalterados e continuo meu caminho. Que Deus nos abençoe e nos guarde. Que Deus abençoe a Colo de Deus. Amém. Leia também Católicos criticam Colo de Deus por convidar pastores protestantes para evento católico Leia abaixo o comunicado na íntegra publicado pelos meios oficiais da Comunidade Colo de Deus: COMUNICADO OFICIAL Jandaia do Sul, 01 de Março de 2021. “Continuemos a afirmar a nossa esperança, sem esmorecer, pois aquele que fez a promessa é fiel. Estejamos atentos uns aos outros, para nos incentivar ao amor fraterno e às boas obras.” Hb 10, 23-24 Considerando o dom e a importância eclesial da Associação Privada de Fiéis “Colo de Deus e Santíssima Virgem”, no desejo de que ela continue a desempenhar o papel que lhe é reconhecido, superando quaisquer dificuldades e mal-entendidos que poderiam enfraquecê-la ou mesmo cancelá-la, venho por meio desta na função de presidente e em nome do Núcleo geral comunicar, que recebemos o pedido público de desligamento do nosso fundador, Hugo Moreira Santo, conhecido como “Hugo Santos de Maria” em 20 de fevereiro de 2021. Após apurado discernimento, escuta e ajuda por algumas pessoas de comprovada confiança e sabedoria, com muito pesar, aceitamos o seu pedido de desligamento. Reconhecemos e continuaremos a reconhecer no “Hugo Santos de Maria”, o fundador da nossa comunidade, e por isso, em nome de toda a comunidade expressamos a nossa profunda gratidão pelos quase 17 anos de entrega ao carisma “Colo de Deus” que do seu início tão simples veio à tomar-se uma missão significativa que favorece renovação e a vida de tantos jovens e famílias no Brasil e outros lugares do mundo. Um carisma interpretado como Evangelho vivido em tempos de “Nova Evangelização”. No seio desta corrente de graça, a nossa Comunidade distinguiu-se no compromisso pela busca da santidade, preparação do caminho da unidade dos cristãos, tomando-se lugar de oração, de encontro e celebração da vida nova em Cristo, numa comunhão de fé e de amor, pela qual Jesus rezou: “que todos sejam um” Jo 17,21. Sem dúvidas. “continuaremos a afirmar a nossa esperança, sem esmorecer, pois aquele que fez a promessa é Fiel. Temos a certeza de que o sopro da da vida, o Espirito Santo, que sempre guiou esta pequena barca que é a família “Colo de Deus”, permanecerá nos conduzindo para águas ainda mais profundas. Portanto, reiteramos a nossa obediência a Santa Igreja, como também a nossa gratidão aos Padres Salvador Aparecido dos Santos e Rinaldo de Peder Rosa da Arquidiocese de Maringá, que têm nos aconselhado e assistido neste caminho de orante confiança e humilde obediência. Rezemos pela vida do Hugo Santos de Maria, que nunca deixará de ser reconhecido como o primeiro que recebeu a inspiração do carisma em seu coração. Neste tempo litúrgico da Quaresma que nos prepara para a celebração da Páscoa do Senhor, invocamos uma renovada efusão do Espirito sobre cada coração, para que ele possa dobrar o que é rígido, aquecer o que é frio, endireitar o que é mal orientado, e ajudar a todos a deixar prevalecer a caridade que nunca falha. Em Cristo Jesus, Guilherme Martins de Sousa Ferreira Presidente Leia também Comunicado da Arquidiocese de Maringá sobre a Comunidade Colo de Deus
- DA PANDEMIA À “FOBOCRACIA” – Tommaso Scandroglio
Antes, de ruim, havia no mundo a morte e os impostos. Adicionemos, agora, também as pandemias… Quem o disse ao Financial Times foi a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen: “Estamos entrando numa era de pandemias. Se se olha para o que aconteceu nos últimos anos, com HIV, Ebola, Mers e Sars, diríamos que essas foram epidemias que podiam ser contidas, mas não podemos pensar que tudo terá acabado, quando a covid-19 for superada. O risco permanecerá”. A senhora Von der Leyen declara que “estamos entrando em uma era de pandemias”, mas na realidade nunca saímos dela. Lembremos, entre as mais letais, a espanhola (1918-1920) com 50 milhões de vítimas; a gripe asiática (1957) com dois milhões de mortos; a pandemia de 1968 [gripe de Hong Kong], que causou mais de um milhão de vítimas; o HIV, vírus ainda não desaparecido de nosso planeta, com 25 milhões de mortes; e o Ebola (o número de mortos, até 2016, gira em torno de 11 mil). Em suma, os vírus letais sempre acompanharam a nossa existência, sem no entanto perturbá-la, como vem acontecendo há um ano, embora tenhamos muito mais ferramentas do que no passado para combatê-los. Portanto, nada de pânico. Em vez disso o seu José, que ouviu atento as palavras da presidente da Comissão Europeia, é compreensivelmente dominado por um ataque de puro terror: “Entraremos numa era de pandemias de duração geológica”; “Depois da covid, não se retornará mais à normalidade .Permanecerá sempre o risco”. Em suma, o pesadelo viral permanecerá por gerações. Por que von der Leyen saiu-se com essa? Não, certamente, para motivar a implementação de pesquisas científicas na Europa. Na verdade, sua intenção parece ser precisamente a de semear o pânico. Depois de um ano de estresse emocional para meio planeta (o Sul do mundo tem outros problemas em que pensar, além da covid), que pessoa sensata poderia considerar razoável aumentar, ainda mais, o índice de ansiedade de alguns bilhões de pessoas? Ninguém, mas a figura principal da União Europeia, em um dos jornais de maior autoridade do mundo, decide conscientemente escrever um remake de Prelúdio Para Matar [filme italiano de terror de 1975], em que todos nós apareceremos como figurantes. Mas por que espalhar o pânico? A tese, que inicialmente cheirava a conspiracionismo, e que vê o medo como um instrumento para controlar as massas, parece cada vez mais convincente. A “fobocracia” [do grego phóbos , medo; kratía , governo] é o novo cenário que nos espera: comanda quem é capaz de aterrorizar as massas. O vírus do medo será a verdadeira pandemia do futuro, um vírus muito mais contagioso do que a Covid, porque se transmite por palavras e imagens, e suas vítimas podem ser jovens e velhos, pessoas simples e cultas. A covid vai acabar, seja por ele mesmo, devido às vacinas ou por imunidade natural adquirida (ou por todas essas três causas), mas o medo e a chantagem associados à doença não devem ter um fim: eis que aparecem com uma bola de cristal para prever um apocalipse indefinido… As pessoas sensatas se perguntam: mas como é possível que, até um ano atrás, as várias pandemias que ocorreram nunca perturbaram tanto nossas vidas e agora, do nada, as futuras serão tão devastadoras, que nos obrigarão a viver de máscaras e nos trancarmos em casa para sempre? Parece evidente que algo está errado. Mas isso não parece tem importância. Quem está sob pânico não pensa, mas obedece para salvar a própria pele. E não chamemos de “responsabilidade civil” a observância servil de medidas de segurança pessoal, porque, na maioria das vezes, quem se mascara, quem se desinfeta e se mantém à distância, o faz por si, não pelos outros. Se essa tão celebrada “responsabilidade civil” fosse algo tão difundido assim, ninguém sonegaria impostos, ao volante não tentaríamos imitar motoristas de Fórmula Um, não estacionaríamos em lugar proibido, não jogaríamos nosso velho colchão na matinha atrás de casa (e muito, muito mais coisas do tipo). Não, é o medo que nos move: o Eu é a pessoa a quem mais queremos bem neste mundo. Von der Leyen, e mais gente além dela, sabem disto muito bem e, assim, já que agora algum anseio de esperança foi injetado no coração das pessoas junto com as vacinas, imediatamente procura-se sufocar no nascedouro tão apressada confiança, advertindo-se que as pandemias obedecerão a um movimento perpétuo. É necessário, agora, aplicar uma estratégia de controle da consciência das massas através da difusão, de forma cíclica e ininterrupta, de dois estados de espírito coletivos: ansiedade seguida de esperança. Ameaçar e depois tranquilizar… Assim, é essencial manter o Sr. José e o Sr. João sempre na corda bamba, mas cuidando que a corda não se rompa. Quem possui o antídoto para o medo é o mesmo que o gerou. https://lanuovabq.it/it/era-delle-pandemie-no-fobocrazia
- Após protestos, Dória recua e reconhece religião como atividade essencial
Governador ressalta que os templos deverão respeitar as recomendações da Vigilância Sanitária; decreto será transformado em lei O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta segunda-feira, 1º, que as atividades religiosas foram incluídas na lista de serviços essenciais durante a pandemia do coronavírus. Assim como as outros serviços, os templos religiosos deverão respeitar as determinações da Vigilância Sanitária e os protocolos da Secretaria da Saúde. “Esperança, fé e oração”, disse o governador durante o anúncio. O decreto foi assinado por Doria nesta segunda e será publicado no Diário Oficial do Estado na terça-feira, 2. Durante a coletiva de imprensa, ele afirmou que o decreto irá virar uma Lei. “Eu entendo que as igrejas, de qualquer religião, tem um papel essencial, sim, evidentemente obedecendo os cuidados necessários e as recomendações feitas pela Vigilância Sanitária. Entendo que a oração ajuda muito você a aumentar sua resiliência, sua resistência e esperança em relação ao futuro”, justificou Doria. A fase vermelha do Plano São Paulo, no entanto, já permitia a realização de cultos e missas, desde que respeitado os protocolos de distanciamento social, uso de máscaras e aferição da temperatura. Assinei decreto que passa a considerar como essenciais as atividades religiosas de qualquer natureza, obedecidas as determinações sanitárias e protocolos de saúde. pic.twitter.com/R7vTXIQQkS — João Doria (@jdoriajr) March 1, 2021 Em dezembro do ano passado o plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) aprovou o Projeto de Lei 299/2020, que reconhece as atividades religiosas realizadas nos seus respectivos templos, e fora deles, como atividade essencial que deve ser mantida em tempos de crises ocasionadas por moléstias contagiosas, epidemias, pandemias ou catástrofes naturais. O projeto que aguardava sanção do governador foi vetado no início da semana. O autor, Gil Diniz (PSL), veio às redes sociais para comentar a mudança de posicionamento do governador. Veja o comentário: “E hoje, João Doria muda radicalmente seu discurso porque viu que pegou mal com os cristãos de todo o Brasil. Decretou que a “Atividade religiosa” é essencial. Aliás, amanhã mandará um Projeto de Lei para a Alesp em regime de urgência, com igual teor do Projeto do Deputado Gil Diniz, que ele vetou a menos de uma semana.” #Dória
- Após protestos, Dória recua e reconhece religião como atividade essencial
Governador ressalta que os templos deverão respeitar as recomendações da Vigilância Sanitária; decreto será transformado em lei O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta segunda-feira, 1º, que as atividades religiosas foram incluídas na lista de serviços essenciais durante a pandemia do coronavírus. Assim como as outros serviços, os templos religiosos deverão respeitar as determinações da Vigilância Sanitária e os protocolos da Secretaria da Saúde. “Esperança, fé e oração”, disse o governador durante o anúncio. O decreto foi assinado por Doria nesta segunda e será publicado no Diário Oficial do Estado na terça-feira, 2. Durante a coletiva de imprensa, ele afirmou que o decreto irá virar uma Lei. “Eu entendo que as igrejas, de qualquer religião, tem um papel essencial, sim, evidentemente obedecendo os cuidados necessários e as recomendações feitas pela Vigilância Sanitária. Entendo que a oração ajuda muito você a aumentar sua resiliência, sua resistência e esperança em relação ao futuro”, justificou Doria. A fase vermelha do Plano São Paulo, no entanto, já permitia a realização de cultos e missas, desde que respeitado os protocolos de distanciamento social, uso de máscaras e aferição da temperatura. Assinei decreto que passa a considerar como essenciais as atividades religiosas de qualquer natureza, obedecidas as determinações sanitárias e protocolos de saúde. pic.twitter.com/R7vTXIQQkS — João Doria (@jdoriajr) March 1, 2021 Em dezembro do ano passado o plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) aprovou o Projeto de Lei 299/2020, que reconhece as atividades religiosas realizadas nos seus respectivos templos, e fora deles, como atividade essencial que deve ser mantida em tempos de crises ocasionadas por moléstias contagiosas, epidemias, pandemias ou catástrofes naturais. O projeto que aguardava sanção do governador foi vetado no início da semana. O autor, Gil Diniz (PSL), veio às redes sociais para comentar a mudança de posicionamento do governador. Veja o comentário: “E hoje, João Doria muda radicalmente seu discurso porque viu que pegou mal com os cristãos de todo o Brasil. Decretou que a “Atividade religiosa” é essencial. Aliás, amanhã mandará um Projeto de Lei para a Alesp em regime de urgência, com igual teor do Projeto do Deputado Gil Diniz, que ele vetou a menos de uma semana.” #Dória
- Bento XVI: “Não existem dois papas, o Papa é um só”
Bento XVI esclarece isso em uma entrevista publicada pelo Il Corriere della Sera no aniversário de sua histórica renúncia. “Foi uma decisão difícil”, confessa o pontífice emérito, “mas levei-a a sério e acho que me saí bem.” “Alguns de meus amigos um tanto ‘fanáticos’ ainda estão zangados, eles não querem aceitar minha decisão”, disse Bento XVI oito anos depois de deixar o papado. “Penso nas teorias da conspiração que se seguiram: alguns disseram que foi por causa do escândalo Vatileaks, outros que foi uma conspiração do lobby gay, outros que foi o caso do teólogo conservador Lefebvrist Richard Williamson. Eles não querem acreditar em uma decisão consciente. Mas minha consciência está limpa ”, diz Ratzinger. Leia também Oito anos se passaram desde o fim do pontificado de Bento XVI Também falou sobre a viagem que o Papa fará ao Iraque dentro de alguns dias: “Acho que é uma viagem muito importante. Infelizmente, ele cai em um momento muito difícil que também o torna uma jornada perigosa: por razões de segurança e para o Covid. E depois há a situação instável do Iraque. Vou acompanhar o Francisco com a minha oração ”. Sobre Biden, o segundo presidente católico depois de Kennedy, Ratzinger expressa algumas reservas no nível religioso. “É verdade, ele é católico e praticante. E pessoalmente ele é contra o aborto ”, afirma. “Mas como presidente, ele tende a se apresentar em continuidade com a linha do Partido Democrata … E na política de gênero ainda não entendemos totalmente qual é a sua posição.” Leia também Em entrevista Papa Francisco diz que não descarta uma eventual renúncia #BentoXVI #PapaBentoXVI #papafrancisco
- Bento XVI: “Não existem dois papas, o Papa é um só”
Bento XVI esclarece isso em uma entrevista publicada pelo Il Corriere della Sera no aniversário de sua histórica renúncia. “Foi uma decisão difícil”, confessa o pontífice emérito, “mas levei-a a sério e acho que me saí bem.” “Alguns de meus amigos um tanto ‘fanáticos’ ainda estão zangados, eles não querem aceitar minha decisão”, disse Bento XVI oito anos depois de deixar o papado. “Penso nas teorias da conspiração que se seguiram: alguns disseram que foi por causa do escândalo Vatileaks, outros que foi uma conspiração do lobby gay, outros que foi o caso do teólogo conservador Lefebvrist Richard Williamson. Eles não querem acreditar em uma decisão consciente. Mas minha consciência está limpa ”, diz Ratzinger. Leia também Oito anos se passaram desde o fim do pontificado de Bento XVI Também falou sobre a viagem que o Papa fará ao Iraque dentro de alguns dias: “Acho que é uma viagem muito importante. Infelizmente, ele cai em um momento muito difícil que também o torna uma jornada perigosa: por razões de segurança e para o Covid. E depois há a situação instável do Iraque. Vou acompanhar o Francisco com a minha oração ”. Sobre Biden, o segundo presidente católico depois de Kennedy, Ratzinger expressa algumas reservas no nível religioso. “É verdade, ele é católico e praticante. E pessoalmente ele é contra o aborto ”, afirma. “Mas como presidente, ele tende a se apresentar em continuidade com a linha do Partido Democrata … E na política de gênero ainda não entendemos totalmente qual é a sua posição.” Leia também Em entrevista Papa Francisco diz que não descarta uma eventual renúncia #BentoXVI #PapaBentoXVI #papafrancisco
- CADA PESSOA É UMA JANELA AMBULANTE ABERTA PARA O INFINITO
Cada pessoa é uma janela ambulante aberta para o infinito. As almas passam o dia todo debruçadas nas janelas, e olham. É dali que, durante a maior parte do tempo, escolhem os caminhos de cada minuto ou de toda a vida. Olham, falam, decidem. Olham permanentemente, de preferência para o que está mais perto de si. Só fecham as janelas para dormir (e descansar, enfim, de tanto ver o que está mais próximo). Poucas almas se lembram de que as janelas, sobre as quais se debruçam, foram feitas para abrir-se, de folha em folha, para o infinito e a eternidade. As almas, porém, estão por demais presas ao círculo imediato da janela. Acaso as almas estarão míopes? O infinito e a eternidade continuam lá longe, no horizonte das janelas, à espera de que as almas voltem a preocupar-se com as coisas mais distantes e mais elevadas — razão de ser das almas humanas.
- LIVRES DA DÍVIDA – Scott Hahn medita sobre o 2º Domingo da Quaresma
O Tempo da Quaresma continua com outra história de provações. No domingo passado, vimos as provações de Jesus no deserto. Na primeira leitura desta semana, vemos como Abraão foi posto à prova. A Igreja sempre interpretou essa história como um sinal do amor de Deus pelo mundo, ao oferecer o Seu filho unigênito. Na epístola de hoje, Paulo usa palavras perfeitas, extraídas dessa história, para descrever como Deus, diferentemente de Abraão, não poupou Seu único Filho, mas o entregou por nós na cruz (ver Romanos 8:32; Gênesis 22: 12,16) . No Evangelho de hoje, ouvimos mais um eco dessa história. Jesus é chamado de “Filho amado” de Deus, assim como Isaac é descrito como o filho amado de Abraão. Estas leituras nos são oferecidas, na Quaresma, para que se revele a identidade de Cristo e sejamos fortalecidos diante das aflições. Jesus é mostrado como o filho verdadeiro, visto por Abraão com alegria (“Abraão, vosso pai, exultou com o pensamento de ver o meu dia. Viu-o e ficou cheio de alegria”, João 8:56). Em Sua transfiguração, Ele é revelado como um profeta semelhante a Moisés, predito por Deus: criado por uma família humana, mas falando com a própria autoridade de Deus (ver Deuteronômio 18:15, 19). Como Moisés, Ele sobe a montanha com três amigos e contempla a glória de Deus em uma nuvem (ver Êxodo 24: 1, 9, 15). Ele é aquele profetizado que viria após o retorno de Elias (ver Sirach 48: 9–10; Malaquias 3: 1, 23–24). E, como Ele próprio revela aos Apóstolos, Ele é o Filho do Homem enviado para sofrer e morrer por nossos pecados (ver Isaías 53: 3). Como cantamos o Salmo de hoje, Jesus acreditou, mesmo em face de Suas aflições (“Guardei a minha fé, mesmo dizendo:/ É demais o sofrimento em minha vida!”) , e Deus O libertou dos grilhões da morte (ver Salmo 116: 3). Sua ressurreição deve nos dar coragem para enfrentar nossas provações, para nos oferecermos totalmente ao Pai, como Ele mesmo o fez, como Abraão e Isaac o fizeram. Libertos da morte por Sua morte, iremos a esta Missa para oferecer um sacrifício de ação de graças e para renovar nossos votos: como Seus servos e fiéis. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/bonds-loosed-scott-hahn-reflects-on-the-second-sunday-of-lent/
- Em entrevista Papa Francisco diz que não descarta uma eventual renúncia
Ansa – O papa Francisco admitiu que não tem medo da morte e imagina que acontecerá em Roma durante seu pontificado ou mesmo após uma eventual renúncia. Ele ainda afirmou que não voltará a viver na Argentina, seu país natal. As declarações foram dadas em entrevista incluída no livro “A Saúde dos Papas”, do jornalista e médico argentino Nelson Castro, em fevereiro de 2019, no Vaticano, mas trechos da publicação foram revelados neste sábado (27) ao jornal La Nácion. Na época, o argentino deixou em aberto a possibilidade de se tornar um Pontífice “emérito” e, portanto, de renunciar ao cargo. “Como Papa, em exercício ou emérito. E aqui em Roma. Não volto à Argentina”, respondeu Francisco, ao ser questionado sobre como imagina a sua morte, após referir que não tem medo da mesma, mas pensa nela. Leia também Oito anos se passaram desde o fim do pontificado de Bento XVI A fala do religioso é o último trecho da obra “A Saúde dos Papas. Medicina, Complôs e Fé. De Leão XIII a Francisco, que será lançado na próxima segunda-feira (1º), no território argentino. Durante a entrevista, o líder da Igreja Católica também afirmou que não sente saudades da Argentina, principalmente porque viveu lá por 76 anos, mas que se preocupa com os problemas que o país enfrenta. Além disso, Jorge Bergoglio deu explicações sobre a operação realizada em seu pulmão direito, a qual foi submetido em 1957, aos 21 anos de idade, para a extração do lóbulo superior devido a três cistos, a dolorosa recuperação, as consultas ao psiquiatra e a necessidade de encarar as “neuroses”. “Quando me recuperei da anestesia, a dor que senti foi muito intensa. Não é que eu não estivesse preocupado, mas sempre acreditei que seria curado”, revelou. O argentino ressaltou, porém, que a recuperação foi completa e nunca sentiu limitação em suas atividades. “Mesmo em várias viagens internacionais nunca tive que limitar ou cancelar nenhuma das atividades planejadas. Nunca senti cansaço ou falta de ar”. Leia também Filme “Dois Papas” não representa Francisco e Bento XVI, é uma afronta aos católicos Ao longo de sua conversa, o Papa contou que começou a consultar um psiquiatra após episódios ligados à ditadura militar argentina (1976-1983). Na ocasião, ele era membro dos jesuítas e precisou “levar gente escondida para tirá-las do país e salvar vidas”. O religioso explica que depois disso teve que “lidar com situações que não sabia lidar e foi visitar uma senhora – uma grande mulher -” que o ajudou a ler alguns testes psicológicos. “Durante seis meses, ela me ajudou a me orientar sobre como enfrentar os medos da época. Imagine como foi transportar uma pessoa escondida no carro e passar por três postos de controle militar na área do Campo de Mayo. A tensão que isso gerou em mim foi enorme”, lembrou. Francisco ainda recorda que a entrevista com a psiquiatra também o ajudou a aprender a controlar a ansiedade e evitar decisões precipitadas. Ele, inclusive, falou sobre a importância de um padre estudar psicologia. “Estou convencido de que todo o padre precisa saber psicologia humana”. Leia também O chefe do episcopado alemão diz que não nega a comunhão a nenhum protestante À Castro, Bergoglio comentou sobre suas neuroses, ressaltando a importância de “saber onde os ossos rangem, onde estão e quais são os nossos males espirituais”. O Santo Padre ainda as classificou como frutos da tristeza e ansiedade. “Com o tempo, você aprende sobre suas neuroses”. Em relação à ansiedade, o Papa cita Napoleão Bonaparte: “Vista-me devagar, pois estou com pressa”. A frase faz referência à necessidade de desacelerar. Entre seus métodos para se acalmar e ajudar a analisar melhor os problemas, ele revela que escuta música clássica. Fonte: Gazeta Brasil Leia também Papa Francisco expressa apoio a uniões civis homossexuais em novo documentário #papafrancisco
- Em entrevista Papa Francisco diz que não descarta uma eventual renúncia
Ansa – O papa Francisco admitiu que não tem medo da morte e imagina que acontecerá em Roma durante seu pontificado ou mesmo após uma eventual renúncia. Ele ainda afirmou que não voltará a viver na Argentina, seu país natal. As declarações foram dadas em entrevista incluída no livro “A Saúde dos Papas”, do jornalista e médico argentino Nelson Castro, em fevereiro de 2019, no Vaticano, mas trechos da publicação foram revelados neste sábado (27) ao jornal La Nácion. Na época, o argentino deixou em aberto a possibilidade de se tornar um Pontífice “emérito” e, portanto, de renunciar ao cargo. “Como Papa, em exercício ou emérito. E aqui em Roma. Não volto à Argentina”, respondeu Francisco, ao ser questionado sobre como imagina a sua morte, após referir que não tem medo da mesma, mas pensa nela. Leia também Oito anos se passaram desde o fim do pontificado de Bento XVI A fala do religioso é o último trecho da obra “A Saúde dos Papas. Medicina, Complôs e Fé. De Leão XIII a Francisco, que será lançado na próxima segunda-feira (1º), no território argentino. Durante a entrevista, o líder da Igreja Católica também afirmou que não sente saudades da Argentina, principalmente porque viveu lá por 76 anos, mas que se preocupa com os problemas que o país enfrenta. Além disso, Jorge Bergoglio deu explicações sobre a operação realizada em seu pulmão direito, a qual foi submetido em 1957, aos 21 anos de idade, para a extração do lóbulo superior devido a três cistos, a dolorosa recuperação, as consultas ao psiquiatra e a necessidade de encarar as “neuroses”. “Quando me recuperei da anestesia, a dor que senti foi muito intensa. Não é que eu não estivesse preocupado, mas sempre acreditei que seria curado”, revelou. O argentino ressaltou, porém, que a recuperação foi completa e nunca sentiu limitação em suas atividades. “Mesmo em várias viagens internacionais nunca tive que limitar ou cancelar nenhuma das atividades planejadas. Nunca senti cansaço ou falta de ar”. Leia também Filme “Dois Papas” não representa Francisco e Bento XVI, é uma afronta aos católicos Ao longo de sua conversa, o Papa contou que começou a consultar um psiquiatra após episódios ligados à ditadura militar argentina (1976-1983). Na ocasião, ele era membro dos jesuítas e precisou “levar gente escondida para tirá-las do país e salvar vidas”. O religioso explica que depois disso teve que “lidar com situações que não sabia lidar e foi visitar uma senhora – uma grande mulher -” que o ajudou a ler alguns testes psicológicos. “Durante seis meses, ela me ajudou a me orientar sobre como enfrentar os medos da época. Imagine como foi transportar uma pessoa escondida no carro e passar por três postos de controle militar na área do Campo de Mayo. A tensão que isso gerou em mim foi enorme”, lembrou. Francisco ainda recorda que a entrevista com a psiquiatra também o ajudou a aprender a controlar a ansiedade e evitar decisões precipitadas. Ele, inclusive, falou sobre a importância de um padre estudar psicologia. “Estou convencido de que todo o padre precisa saber psicologia humana”. Leia também O chefe do episcopado alemão diz que não nega a comunhão a nenhum protestante À Castro, Bergoglio comentou sobre suas neuroses, ressaltando a importância de “saber onde os ossos rangem, onde estão e quais são os nossos males espirituais”. O Santo Padre ainda as classificou como frutos da tristeza e ansiedade. “Com o tempo, você aprende sobre suas neuroses”. Em relação à ansiedade, o Papa cita Napoleão Bonaparte: “Vista-me devagar, pois estou com pressa”. A frase faz referência à necessidade de desacelerar. Entre seus métodos para se acalmar e ajudar a analisar melhor os problemas, ele revela que escuta música clássica. Fonte: Gazeta Brasil Leia também Papa Francisco expressa apoio a uniões civis homossexuais em novo documentário #papafrancisco
- Oito anos se passaram desde o fim do pontificado de Bento XVI
Em 28 de fevereiro de 2013, hoje o Papa Emérito Bento XVI deixou seu cargo de Sumo Pontífice. Hoje completa oito anos da renúncia de Bento XVI. Em 11 de fevereiro de 2013, o Papa Emérito anunciou hoje a renúncia de seu cargo de Sumo Pontífice. Foi no dia 28 de fevereiro daquele ano que a sua renúncia entrou em vigor e ele viajou de helicóptero a Castel Gandolfo, enquanto todos os sinos da Cidade Eterna soavam em despedida. Ao chegar a Castel Gandolfo, dirigiu-se às pessoas reunidas na praça e disse-lhes: “Sou simplesmente um peregrino que inicia a última etapa da sua peregrinação nesta terra”. Em entrevista ao teólogo Elio Guerrero, autor de uma biografia do próprio Ratzinger, o Papa Emérito explicou que um dos principais motivos de sua renúncia ao pontificado em fevereiro de 2013 foram suas limitações físicas e problemas de saúde, que o impediram de continuar. viajando e cumprindo seu dever de Sumo Pontífice. Leia também Em entrevista Papa Francisco não descarta uma eventual renúncia “Tive duas convicções muito precisas: depois da experiência da viagem ao México e Cuba, não me sentia mais capaz de fazer uma viagem tão cansativa”, disse Bento XVI, referindo-se à Jornada Mundial da Juventude que aconteceria naquele mesmo ano. No rio de janeiro. “Experimentei os limites da minha resistência física. Acima de tudo, percebi que não poderia enfrentar voos transoceânicos no futuro devido ao problema de fuso horário ”, explicou. Ratzinger garante que não se viu qualificado para participar da JMJ e que esse foi o principal motivo pelo qual decidiu renunciar ao cargo. “Além da estrutura que São João Paulo II deu a esses dias, a presença física de um Papa foi essencial. Você não conseguia pensar em uma conexão de televisão ou outras formas suportadas pela tecnologia “, disse ele na entrevista. Leia também Papa Bento XVI nos ensina os 10 Erros da Teologia da Libertação “Essa foi uma circunstância para a qual a renúncia era para mim um dever. Por fim, estava confiante de que, sem minha presença, o Ano da Fé teria chegado ao fim. A fé, de fato, é uma graça, um dom generoso de Deus aos crentes ”, disse Bento XVI. Ele também explicou que falou desses problemas com seu médico e que “a partir daí o que teve que ser decidido em um tempo relativamente curto a data de minha aposentadoria.” A decisão de renunciar tem sido acompanhada, nestes anos, de todo tipo de conspirações e hipóteses. Antonio Socci, no livro ‘O Segredo de Bento XVI’ (Homo Legens, 2019) analisa esta decisão histórica que mudou a história da Igreja. Leia também Papa Bento XVI diz que aborto e casamento gay são obra do anticristo Em duas cartas privadas vazadas pela mídia internacional, e que ecoamos graças ao Aciprensa , Bento XVI defendeu sua decisão de renunciar ao pontificado, bem como o título de papa emérito que assumiu desde então. Segundo as cartas, vazadas pelo diário alemão Bild , Bento XVI indicou que entendia “a profunda dor” que o fim de seu pontificado havia causado nos cardeais e outros católicos. Mas ele alertou que em alguns a dor se tornou “uma raiva que não é mais dirigida apenas a mim, mas à minha pessoa e ao meu pontificado como um todo”. Em suas cartas, Bento XVI se referiu às críticas que recebeu por usar o título de “Papa Emérito” e advertiu que “desta forma o próprio pontificado está sendo desvalorizado em combinação com a tristeza pela situação da Igreja hoje”. Bento XVI defendeu sua decisão escrevendo que se o cardeal a quem a carta foi endereçada conhecia “uma maneira melhor” de agir “e, portanto, acredita que pode julgar o que decidi, diga-me por favor”. Leia também Filme “Dois Papas” não representa Francisco e Bento XVI, é uma afronta aos católicos Ratzinger escreveu, de acordo com o Bild: “Você disse que com o ‘Papa Emérito’ criei uma figura que nunca existiu em toda a história da Igreja. Você sabe muito bem, é claro, que os papas abdicaram, embora muito raramente. O que eles foram depois? Batatas eméritas ou o que mais? Bento XVI propôs o exemplo do Papa Pio XII, que pensou em renunciar em 1944 devido à possibilidade de os nazistas o prenderem quando ocupassem a Itália. Eugenio Pacelli havia considerado retornar ao posto de cardeal se fosse capturado. Ao contrário da situação de Pio XII, ele teria escrito, “certamente não teria sido sensato” para ele se tornar um cardeal novamente, já que “eu teria sido constantemente exposto na mídia como um deles, ainda mais porque as pessoas iriam me veja como o ex-Papa ”. “De propósito ou não, isso poderia ter consequências difíceis, especialmente no contexto da situação atual”, acrescentou. Bento XVI também explicou que temia que seus comentários sobre o ministério e as decisões de seu eventual sucessor dessem a impressão de que há dois papas, quando não há. “Com o ‘Papa Emérito’ tentei criar uma situação em que não fosse de todo acessível aos meios de comunicação e em que ficasse totalmente claro quem é o único Papa”, afirmou. Traduzido de Infovaticana.com Leia também Santa Missa: “A Liturgia não é show, nem espetáculo” – Papa Bento XVI #BentoXVI #PapaBentoXVI
- Oito anos se passaram desde o fim do pontificado de Bento XVI
Em 28 de fevereiro de 2013, hoje o Papa Emérito Bento XVI deixou seu cargo de Sumo Pontífice. Hoje completa oito anos da renúncia de Bento XVI. Em 11 de fevereiro de 2013, o Papa Emérito anunciou hoje a renúncia de seu cargo de Sumo Pontífice. Foi no dia 28 de fevereiro daquele ano que a sua renúncia entrou em vigor e ele viajou de helicóptero a Castel Gandolfo, enquanto todos os sinos da Cidade Eterna soavam em despedida. Ao chegar a Castel Gandolfo, dirigiu-se às pessoas reunidas na praça e disse-lhes: “Sou simplesmente um peregrino que inicia a última etapa da sua peregrinação nesta terra”. Em entrevista ao teólogo Elio Guerrero, autor de uma biografia do próprio Ratzinger, o Papa Emérito explicou que um dos principais motivos de sua renúncia ao pontificado em fevereiro de 2013 foram suas limitações físicas e problemas de saúde, que o impediram de continuar. viajando e cumprindo seu dever de Sumo Pontífice. Leia também Em entrevista Papa Francisco não descarta uma eventual renúncia “Tive duas convicções muito precisas: depois da experiência da viagem ao México e Cuba, não me sentia mais capaz de fazer uma viagem tão cansativa”, disse Bento XVI, referindo-se à Jornada Mundial da Juventude que aconteceria naquele mesmo ano. No rio de janeiro. “Experimentei os limites da minha resistência física. Acima de tudo, percebi que não poderia enfrentar voos transoceânicos no futuro devido ao problema de fuso horário ”, explicou. Ratzinger garante que não se viu qualificado para participar da JMJ e que esse foi o principal motivo pelo qual decidiu renunciar ao cargo. “Além da estrutura que São João Paulo II deu a esses dias, a presença física de um Papa foi essencial. Você não conseguia pensar em uma conexão de televisão ou outras formas suportadas pela tecnologia “, disse ele na entrevista. Leia também Papa Bento XVI nos ensina os 10 Erros da Teologia da Libertação “Essa foi uma circunstância para a qual a renúncia era para mim um dever. Por fim, estava confiante de que, sem minha presença, o Ano da Fé teria chegado ao fim. A fé, de fato, é uma graça, um dom generoso de Deus aos crentes ”, disse Bento XVI. Ele também explicou que falou desses problemas com seu médico e que “a partir daí o que teve que ser decidido em um tempo relativamente curto a data de minha aposentadoria.” A decisão de renunciar tem sido acompanhada, nestes anos, de todo tipo de conspirações e hipóteses. Antonio Socci, no livro ‘O Segredo de Bento XVI’ (Homo Legens, 2019) analisa esta decisão histórica que mudou a história da Igreja. Leia também Papa Bento XVI diz que aborto e casamento gay são obra do anticristo Em duas cartas privadas vazadas pela mídia internacional, e que ecoamos graças ao Aciprensa , Bento XVI defendeu sua decisão de renunciar ao pontificado, bem como o título de papa emérito que assumiu desde então. Segundo as cartas, vazadas pelo diário alemão Bild , Bento XVI indicou que entendia “a profunda dor” que o fim de seu pontificado havia causado nos cardeais e outros católicos. Mas ele alertou que em alguns a dor se tornou “uma raiva que não é mais dirigida apenas a mim, mas à minha pessoa e ao meu pontificado como um todo”. Em suas cartas, Bento XVI se referiu às críticas que recebeu por usar o título de “Papa Emérito” e advertiu que “desta forma o próprio pontificado está sendo desvalorizado em combinação com a tristeza pela situação da Igreja hoje”. Bento XVI defendeu sua decisão escrevendo que se o cardeal a quem a carta foi endereçada conhecia “uma maneira melhor” de agir “e, portanto, acredita que pode julgar o que decidi, diga-me por favor”. Leia também Filme “Dois Papas” não representa Francisco e Bento XVI, é uma afronta aos católicos Ratzinger escreveu, de acordo com o Bild: “Você disse que com o ‘Papa Emérito’ criei uma figura que nunca existiu em toda a história da Igreja. Você sabe muito bem, é claro, que os papas abdicaram, embora muito raramente. O que eles foram depois? Batatas eméritas ou o que mais? Bento XVI propôs o exemplo do Papa Pio XII, que pensou em renunciar em 1944 devido à possibilidade de os nazistas o prenderem quando ocupassem a Itália. Eugenio Pacelli havia considerado retornar ao posto de cardeal se fosse capturado. Ao contrário da situação de Pio XII, ele teria escrito, “certamente não teria sido sensato” para ele se tornar um cardeal novamente, já que “eu teria sido constantemente exposto na mídia como um deles, ainda mais porque as pessoas iriam me veja como o ex-Papa ”. “De propósito ou não, isso poderia ter consequências difíceis, especialmente no contexto da situação atual”, acrescentou. Bento XVI também explicou que temia que seus comentários sobre o ministério e as decisões de seu eventual sucessor dessem a impressão de que há dois papas, quando não há. “Com o ‘Papa Emérito’ tentei criar uma situação em que não fosse de todo acessível aos meios de comunicação e em que ficasse totalmente claro quem é o único Papa”, afirmou. Traduzido de Infovaticana.com Leia também Santa Missa: “A Liturgia não é show, nem espetáculo” – Papa Bento XVI #BentoXVI #PapaBentoXVI
- O chefe do episcopado alemão diz que não nega a comunhão a nenhum protestante
O bispo Georg Bätzing, sucessor do cardeal Reinhard Marx à frente da Conferência Episcopal Alemã, afirmou que continuará a dar a comunhão a qualquer protestante que a peça. O que é necessário para verificar se a Igreja alemã está em rebelião aberta? Em entrevista coletiva, Bätzing confirmou sua intenção de não negar a comunhão a nenhum protestante – ou seja, a quem não acredita na Presença Real de Jesus na Eucaristia -, informa o CNA Deutsch, quando questionado sobre o polêmico tema da “intercomunhão”. Não é que o ‘caminho sinodal’ percorrido pelos alemães carece de abordagens doutrinárias potencialmente explosivas, mas este de oferecer a comunhão aos luteranos precede a iniciativa episcopal e já foi objeto de um irritante ping-pong entre Roma e os alemães. Bätzing é claro: é preciso respeitar a “decisão pessoal de consciência” de quem pede a comunhão. Leia também Um padre pode negar a comunhão? A proposta foi avançada pelo Grupo de Estudo Ecumênico de Teólogos Protestantes e Católicos (ÖAK) em um documento de 2019 intitulado ‘Juntos na Mesa do Senhor’. E Bätzing confirmou à imprensa que “Não tenho problemas com isso e me considero de acordo com os documentos papais”. Roma tem algo a dizer sobre isso? Bätzing reconhece que dar a comunhão aos luteranos tem sido uma prática comum na Alemanha, e que nenhum padre em sua diocese, Lüneburg, sofrerá qualquer retaliação se for denunciado por isso. O bispo traça o limite no ‘convite’: para estar na linha ortodoxa, ele acredita, é suficiente que o clero católico não “convide” os não católicos para comungar. Mas outra coisa é negar a comunhão a um protestante que a pede, algo que ele admite nunca ter feito. Traduzido de Infovaticana.com Leia também Padre Ricardo de Barros: “A situação da Igreja na Alemanha é muito séria” #AlemanhaProtestantismo #Alemanha #SínododaAlemanha #Crisenaigreja #Protestantismo
- O chefe do episcopado alemão diz que não nega a comunhão a nenhum protestante
O bispo Georg Bätzing, sucessor do cardeal Reinhard Marx à frente da Conferência Episcopal Alemã, afirmou que continuará a dar a comunhão a qualquer protestante que a peça. O que é necessário para verificar se a Igreja alemã está em rebelião aberta? Em entrevista coletiva, Bätzing confirmou sua intenção de não negar a comunhão a nenhum protestante – ou seja, a quem não acredita na Presença Real de Jesus na Eucaristia -, informa o CNA Deutsch, quando questionado sobre o polêmico tema da “intercomunhão”. Não é que o ‘caminho sinodal’ percorrido pelos alemães carece de abordagens doutrinárias potencialmente explosivas, mas este de oferecer a comunhão aos luteranos precede a iniciativa episcopal e já foi objeto de um irritante ping-pong entre Roma e os alemães. Bätzing é claro: é preciso respeitar a “decisão pessoal de consciência” de quem pede a comunhão. Leia também Um padre pode negar a comunhão? A proposta foi avançada pelo Grupo de Estudo Ecumênico de Teólogos Protestantes e Católicos (ÖAK) em um documento de 2019 intitulado ‘Juntos na Mesa do Senhor’. E Bätzing confirmou à imprensa que “Não tenho problemas com isso e me considero de acordo com os documentos papais”. Roma tem algo a dizer sobre isso? Bätzing reconhece que dar a comunhão aos luteranos tem sido uma prática comum na Alemanha, e que nenhum padre em sua diocese, Lüneburg, sofrerá qualquer retaliação se for denunciado por isso. O bispo traça o limite no ‘convite’: para estar na linha ortodoxa, ele acredita, é suficiente que o clero católico não “convide” os não católicos para comungar. Mas outra coisa é negar a comunhão a um protestante que a pede, algo que ele admite nunca ter feito. Traduzido de Infovaticana.com Leia também Padre Ricardo de Barros: “A situação da Igreja na Alemanha é muito séria” #AlemanhaProtestantismo #Alemanha #SínododaAlemanha #Crisenaigreja #Protestantismo
- LETRA “Z”
LETRA “Z” DICIONÁRIO DA DOUTRINA CATÓLICA DOM GERALDO SIGAUD ZELO é a chama do amor manifestando-se exteriormente pela ação. Quem ama a Deus procura em tudo a sua maior glória; quem ama o próximo procura contribuir o melhor que pode para a salvação da sua alma. Nisso consiste o zelo cristão. MORTALIUM ANIMOS O verdadeiro zelo é: a) sobrenatural, procurando em tudo a glória de Deus; b) prudente, evitando o ardor do temperamento e as atitudes irrefletidas; c) forte e corajoso, capaz de vencer os maiores obstáculos; d) paciente, suportando os defeitos do próximo; e) constante e perseverante, não se deixando dominar pelo desânimo; f) desprendido dos interesses próprios, sacrificando-os na medida do possível; g) generoso, fazendo apostolado por meio da palavra e do exemplo e auxiliando com trabalho ou com dinheiro, as várias obras de caridade aprovadas pela Igreja. MORTALIUM ANIMOS DIVINIS REDEMPTORIS #LETRAZ #DICIONÁRIODASPALAVRASCATÓLICAS #DICIONÁRIODOSVERNÁCULOSCATÓLICOS #LETRAZDICIONÁRIOCATÓLICO #DICIONÁRIODEPALAVRASCATÓLICAS #DICIONÁRIODADOUTRINACRISTÃ #DICIONÁRIOCATÓLICOLETRAP #DICIONÁRIO #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #dicionáriodafécatólica #DICIONÁRIOCATÓLICO
- LETRA “V”
V VAGABUNDO é aquele que não tem domicílio ou quase domicílio em parte alguma. O Pároco próprio de vagabundo é aquele em cujo lugar este se encontra. Quanto ao matrimônio dos vagabundos o Pároco, a não ser em caso de necessidade, não assista sem licença do Bispo do lugar (C. 91, 94, 1022). VANGLÓRIA é o desordenado apetite de manifestar a própria excelência, de ganhar a estima e os louvores dos homens. É filha da soberba. EXSURGE DOMINE VASO DE ABLUÇÕES é um pequenino vaso, de vidro ou de prata com água, que deve estar junto do sacrário para o sacerdote purificar os dedos, antes e depois da comunhão aos fiéis. Com esse vaso deve haver um manustérgio para enxugar os dedos. Deve estar coberto e a água deve ser renovada com alguma frequência, deitando se no sumidouro. DECET ROMANUM PONTIFICEM (Bula de excomunhão de Martinho Lutero) VASOS SAGRADOS são os que, consagrados pelo Bispo, só podem servir para os atos do culto divino. PARTE II – DOS OUTROS ATOS DO CULTO DIVINO VELAS Para os atos litúrgicos devem ser de cera de abelha, na sua máxima parte, e de cor branca, exceto nos ofícios da Semana Santa e nos Ofícios fúnebres, nos quais é usada a cera amarela. Nas Missas rezadas devem ser duas as velas acesas no altar, se o celebrante é um sacerdote de dignidade inferior ao Bispo, e não é lícito acender quatro velas (S. C. R.). Podem acender-se mais de duas velas nas Missas paroquiais e conventuais, mesmo rezadas. Nas Missas cantadas de «Réquiem» devem acender-se ao menos quatro velas. Desde o fim do Sanctus até depois da comunhão do Sacerdote, pode-se colocar uma vela acesa sobre o altar, com o fim de avivar nos fiéis a lembrança da presença real de Jesus no altar. Quando por falta de luz não se puder ler, é lícito ter junto do altar uma terceira vela em castiçal. Para acender as velas, começa-se ao lado da Epístola pela mais próxima da cruz; o mesmo se faz do lado do Evangelho. Para apagá-las começa-se pela mais afastada da Cruz, primeiro ao lado do Evangelho e depois ao lado da Epístola. VERBO DIVINO é o Filho de Deus, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Assim o ensina o Evangelho; «No princípio era o Verbo e o Verbo estava junto de Deus, e o Verbo era Deus. O Verbo fez-se homem e habitou entre nós e nós vimos a sua glória, glória como Filho unigênito do Pai (Ev. S. Jo. 1,1,14). O Verbo feito homem é Jesus Cristo. AD CATHOLICI SACERDOTII VERDADE é o objeto da inteligência; é por sua natureza um bem; o maior bem da inteligência, o melhor guia da vontade. Muitos homens têm perante a verdade religiosa uma atitude desconcertante. Se ela não os incomoda ficam indiferentes; se os incomoda reagem ou opõem-lhe os erros mais evidentes e procuram fazer calar, ou mesmo suprimir, quem a ensina. Não têm outra origem as perseguições religiosas, quer gerais quer pessoais. O Evangelista São João diz que a graça e a verdade foram trazidas por Jesus Cristo que disse: «Eu sou a verdade. Se vós permanecerdes na minha palavra sereis verdadeiramente meus discípulos e conhecereis a verdade e a verdade vos livrará» (Ev. S. Jo. XIV, 6; VIII, 31). Os homens vivem escravizados às suas paixões, que os levam por caminhos errados, porque não aceitam a verdade ensinada pela Religião de Jesus Cristo. A verdade de Jesus eleva os homens e os povos; os que depois caem são os que a desprezam, pois é sempre verdade que só Jesus Cristo é a Luz do mundo e o Sal da Terra. VÉSPERAS é o nome da quinta Hora do Ofício divino, que corresponde às seis horas da tarde, segundo o modo de contar dos antigos. VESTES LITÚRGICAS são as que, benzidas pelo Bispo ou pelo Sacerdote, só podem ser usadas nos atos do culto divino. VESTIDOS Excluam-se as mulheres da recepção dos Sacramentos se não se apresentarem modestamente vestidas. Não se admitam como madrinhas quer no Batismo quer na Confirmação, ou como testemunhas no matrimônio; sejam até repelidas da igreja, se isso se pode fazer sem escândalo (C. P.). VÉU DO CÁLICE é um pano de seda que serve para cobrir o cálice e que deve cobri-lo inteiramente pelo lado da frente, quando o Sacerdote leva-o para o altar. VÉU DE OMBROS é um pano de seda branca que o Sacerdote põe sobre os ombros, quando dá a bênção do Santíssimo Sacramento e que o Subdiácono põe também sobre os ombros, nas Missas cantadas desde o ofertório até ao fim do Pater Noster. Nunca se pode dar a bênção sem o véu de ombros, o qual deve ser sempre de cor branca, ainda que os paramentos sejam de cor diferente (S. C. R.). VIA SACRA é uma devoção que tem por objeto a contemplação dos sofrimentos, cruz e morte de Jesus Cristo. Costuma ser ereta nas igrejas e capelas em que é permitido dizer Missa. Só pode ser ereta por Sacerdote que tenha recebido essa faculdade da Santa Sé ou do Geral dos Franciscanos e a faculdade está sujeita a uma autorização do Bispo do lugar, dada por escrito para cada ereção. É essencial que haja 14 cruzes de madeira benzidas no lugar em que se faz a ereção, antes ou depois de estarem afixadas na parede; devem estar afixadas a alguma distância umas das outras. As cruzes podem ser afixadas na parede por qualquer pessoa, antes ou depois da bênção. Não é necessário colocar quadros ou pinturas relativas à Paixão e Morte de Jesus. Se todas as cruzes, ou ao menos metade delas, tiverem sido tiradas e substituídas, é preciso fazer nova ereção canônica; se menos de metade, não é necessária nova ereção. Faz-se a Via Sacra: visitando as 14 cruzes (estações), uma após outra, sem grande interrupção, e meditando em cada estação, ainda que por pouco tempo, sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. São estas as condições necessárias para poder lucrar as Indulgências que se ganhariam visitando pessoalmente as Estações da Via Sacra em Jerusalém, as quais Indulgências são todas aplicáveis pelas almas do Purgatório. Na Via Sacra, feita em oratórios ou capelas domésticas, somente podem lucrar Indulgências os seus proprietários, os seus parentes e seus criados, que morarem nessa casa. Os doentes e as pessoas que se encontram numa real impossibilidade, mesmo moral, de ir à Igreja fazer a Via Sacra, podem lucrar as mesmas Indulgências, com a condição de terem na mão um crucifixo (não uma cruz somente), benzido expressamente para esse efeito por quem para isso tenha faculdade, e de recitarem com piedade e contrição 20 vezes o Pater Noster, Ave Maria e Gloria Patri; 14 vezes para recordar as 14 Estações, 5 em honra das cinco chagas de Jesus Cristo e a última pelo Sumo Pontífice. Quando muitas pessoas, legitimamente impedidas de visitar as Estações, recitam em comum os Pater Noster, as Ave Maria e os Gloria Patri, basta que uma só, de entre elas, tenha na mão um crucifixo devidamente benzido. VIÁTICO é a comunhão aos enfermos em perigo de morte. Em perigo de morte, seja qual for a causa, os fiéis são obrigados a receber a Sagrada Comunhão e não é necessário que o perigo seja certo; basta que seja provável. O Viático pode e deve ser dado às crianças perigosamente enfermas, que tenham chegado ao uso da razão. Para isso basta que saibam distinguir do alimento comum o Corpo de Cristo e adorál-O com reverência (C. 854). Ainda que o fiel tenha recebido a comunhão por devoção no mesmo dia, dando-se o perigo de morte, deve ser muito exortado a que comungue outra vez por Viático e, perdurando o mesmo perigo, é lícito e convém recebê-lo mais vezes, em dias distintos, segundo o prudente conselho do confessor (C. 864). VÍCIO é a tendência habitual para o mal. Os vícios podem ser tantos como o número dos deveres, porque a falta do cumprimento do dever é um mal. Um ato mau isolado é uma falta; a repetição habitual desse ato constitui o vício, que é coisa detestável e difícil de curar. VIDA Nascemos sem querer; morremos sem querer; vivemos ainda que não queiramos; a vida não é nossa. É Deus quem nos dá a vida, no-la conserva e nola tira. O fim da nossa vida sobre a terra só em Deus se encontra. Vivemos para Deus. É o que nos ensina o Apóstolo São Paulo, dizendo: «nenhum de nós vive para si, e nenhum para si morre. Mas, se vivemos, para o Senhor vivemos; e se morremos, para o Senhor morremos. Logo, ou vivamos ou morramos, do Senhor somos» (Ep. Rom. XIV, 7, 8). VIDA CRISTÃ O que deve ser a vida cristã diz-nos o Apóstolo São Paulo, em palavras que merecem a nossa maior atenção. «Não sabeis que sois templo de Deus e que o espírito de Deus habita em vós? (Ep. I Cor. III, 16). Andai segundo o espírito (de Deus) e não satisfareis os desejos da carne, porque a carne tem desejos contrários ao espírito (Ep. Galat. V, 16). Rogo-vos que andeis como convém à vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com paciência, suportando-vos uns aos outros em caridade, solícitos em conservar a unidade do espírito que é o vínculo da paz, sendo um só corpo e um só espírito, como fostes chamados numa só esperança da vossa vocação» (Ep. Efes. IV, 1, 4). E o Apóstolo São Pedro escreveu: «Vós, pois, aplicando todo o cuidado, ajuntai à vossa fé a virtude, à virtude a ciência, à ciência a temperança, à temperança a paciência, à paciência a piedade, à piedade o amor de vossos irmãos e ao amor de vossos irmãos a caridade» (ou o amor de Deus) (Ep. II, São Pedro I, 5, 6, 7). Admirável programa de vida cristã! Se os cristãos o seguissem, se quisessem respeitar a sua dignidade de cristãos, faziam uma vida tão perfeita que os distinguiria muito sensivelmente dos que não o são e edificá-los-iam até ao ponto de glorificarem a Deus e de se converterem. VIDA ETERNA é a felicidade do homem, é a sua aspiração suprema. Só a pode realizar depois da vida terrena, vendo Deus, amando-O, gozando-O eternamente. Para consegui-la é necessário crer e praticar o que Jesus Cristo ensinou. Assim o disse Ele: «Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna» (Ev. S. Jo. V, 21). Se queres entrar na vida eterna guarda os mandamentos» (Ev. S. Mat. XIX, 17). VIDA RELIGIOSA é um gênero de vida fundada sobre o Evangelho e aprovada pela Igreja, que tem por fim procurar a perfeição da vida cristã, pela prática dos três votos — pobreza, obediência, castidade — segundo Regras determinadas. Os três votos de Religião são os meios mais próprios para conseguir a perfeição, porque se opõem diretamente aos três grandes obstáculos da santidade. Pelo voto de pobreza afasta-se a cobiça das riquezas; pelo voto de obediência afasta-se o amor desordenado da vontade própria; pelo voto de castidade afasta-se o amor dos prazeres sensuais. VIDA SOBRENATURAL é a vida do cristão habitualmente na graça de Deus, procedendo sempre de harmonia com as virtudes teologais — Fé, Esperança, Caridade — e com as virtudes morais — Prudência, Justiça, Fortaleza, Temperança. VIGÁRIO GERAL é o eclesiástico que o Bispo escolhe para seu principal auxiliar no governo da Diocese. Confere-lhe por isso participação do Poder ordinário episcopal, mas não o Poder da Ordem se o Vigário não é Bispo. Os Poderes do Vigário cessam com a morte do Bispo. VIGÁRIO CAPITULAR é o eclesiástico que o Cabido elege para substituir o Bispo defunto, na administração da Diocese vaga. Deve ser eleito dentro de oito dias, após a morte do Bispo; os seus Poderes cessam com a posse do novo Bispo. Em alguns casos é o Papa quem nomeia o Vigário Capitular. VIGÁRIOS PAROQUIAIS São: a) Vigários substitutos, os que substituem o Pároco na sua ausência (entre nós chamam-se Encarregados). b) Vigários ecônomos, são entre nós chamados Encomendados, c) Vigários Coadjutores, são também chamados Encomendados, d) Vigários cooperadores, são os chamados Coadjutores. VIGÍLIAS Chamam-se assim às vésperas das grandes festas da Igreja — Natal, Páscoa, Pentecostes, Assunção, Todos os Santos. A Igreja prescreve o jejum e a abstinência nesses dias, com o fim de os fiéis se prepararem, pela mortificação dos sentidos, para a celebração mais piedosa e mais espiritual, dessas grandes solenidades. VÍNCULO MATRIMONIAL é um impedimento dirimente, que consiste em os cônjuges estarem ligados por Matrimônio não legitimamente dissolvido. (C 1069). VINGANÇA é um sentimento de revolta, que por vezes se traduz em ato contra aquele que nos ofende. Não é um sentimento cristão. O Apóstolo São Paulo escreveu: «Não torneis a ninguém mal por mal, procurando fazer bem a todos, não só diante de Deus, mas também diante dos homens. Não vos vingueis a vós mesmos. Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede dá-lhe de beber. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem» (Ep. Rom. XII. 17 e segs.). Fazer mal porque nos fazem mal nada remedeia, não alivia o mal que nos fazem. VINHO PARA A MISSA deve ser feito de uvas maduras e não substancialmente corrompido, ou azedo, nem com mistura de água ou de qualquer outra substância que o faça perder a sua qualidade de vinho. Pode receber uma adição de álcool, extraído do vinho, até chegar a 17 ou 18 graus, contanto que a mistura se faça quando o mosto começa a ferver. Muito convém que o vinho para a Missa seja preparado em casa dos Sacerdotes, ou por pessoas recomendáveis pela sua virtude e piedade. VIRGINDADE é a perfeita castidade, ou a abstenção de toda a deleitação venérea. Exclui todo o ato externo e todo o consentimento interno nos atos da imaginação. Escreve o Apóstolo São Paulo: «Quanto às virgens, não tenho mandamento do Senhor, mas dou conselho, como quem do Senhor alcançou misericórdia para ser fiel (ministro seu). O que está sem mulher está cauteloso das coisas que são do Senhor, de como há de agradar a Deus. Ao contrário, o que está com mulher, está cauteloso das coisas que são do mundo, de como há de dar gosto a sua mulher e (assim) está dividido. E a mulher solteira e a virgem cuida das coisas que são do Senhor, para ser santa no corpo e no espírito. Mas a que é casada cuida das coisas que são do mundo, de como agradará ao marido» (Ep. I. Cor. VII 25. 32, 34). A virgindade não é preceituada por Deus, mas, se alguém toma a resolução de ficar solteiro, não reparta os seus cuidados pelas coisas que são do mundo; aplique-se às coisas que diretamente são para louvar a Deus. Nem por isso será menos útil à família e à sociedade, porque sobre elas atrairá as bênçãos de Deus edificando-as com os exemplos da sua virtude e de vida santa. VIRTUDE é uma disposição estável das faculdades da nossa alma, inclinando-nos a fazer o bem. Há virtudes naturais ou adquiridas, as quais provêem de repetições de atos bons e dispõem as nossas faculdades a novos atos moralmente bons. Há virtudes sobrenaturais ou infusas, as quais são infundidas por Deus em nós, ao mesmo tempo que a graça santificante e nos dão o poder de fazer atos sobrenaturais. Há virtudes teologais, as quais têm por objeto imediato Deus, e são: fé, esperança, caridade. Há virtudes morais, as quais têm por objeto os bens criados e podem reduzir-se às quatro virtudes cardeais de — prudência, justiça, fortaleza, temperança. As virtudes morais podem ser adquiridas ou infusas e há entre elas relações tão estreitas que, quando falta uma, as outras só existem em estado imperfeito. O homem, sem as virtudes infusas ou em pecado mortal, pode conservar as virtudes adquiridas ou de ordem natural; por isso, mesmo vivendo em pecado mortal, pode praticar virtudes que o façam naturalmente honesto — honesto para o mundo mas não para Deus. VISÃO BEATÍFICA é a clara e intuitiva, mas não compreensiva, visão de Deus face a face. VISITA AD SACRA LÍMINA é a visita que o Bispo de cada Diocese tem obrigação de fazer periodicamente ao Papa, com o fim de informá-lo do estado da sua Diocese, no que diz respeito à disciplina eclesiástica, à vida religiosa do povo cristão e às relações da Igreja com o Estado. Por este meio o Papa assegura a unidade da Igreja na diversidade dos povos. VOCAÇÃO é a escolha que Deus faz de cada um de nós para contribuirmos, no estado em que nos quer, para Sua glória, para assegurarmos a nossa felicidade eterna e para ajudarmos à salvação do próximo. Há três espécies de vocação: ao estado matrimonial, que é o mais comum; ao estado religioso e sacerdotal; ao estado celibatário. São meios de conhecer a vocação: a) ter desejos e sentir atrativos para um determinado estado de vida (o que nem sempre constitui sinal certo de vocação); b) pedir conselho ao Diretor espiritual; c) fazer oração nesse sentido; d) estudar as obrigações do Estado que se deseja e se há as aptidões que esse Estado exige; e) consultar a família. VOCAÇÃO AO ESTADO SACERDOTAL é um ato da Providência sobrenatural, elegendo Deus alguns fiéis para o Sacerdócio e concedendo-lhes os dotes precisos para exercerem dignamente o seu sagrado Ofício. O Apóstolo São Paulo ensina que: «ninguém se intrometa no Ministério Sacerdotal, se antes não foi chamado por Deus, como Aarão, para Sacerdote da Lei antiga». (Ep. Hebr. V, 4). São meios ordinários de vocação: idoneidade para exercer os sagrados Ministérios; impulso sobrenatural, inclinando ao Estado eclesiástico; eleição feita pelos Superiores eclesiásticos. VOTO é uma promessa deliberada e livre, feita a Deus, de um bem possível e melhor. Nem todas as promessas que fazemos a Deus têm a natureza de voto. Se não temos intenção de nos obrigar a fazer o que prometemos, emitimos apenas um propósito de fazer alguma coisa em honra de Deus, mas não foi um voto o que fizemos. Há várias espécies de voto: a) público ou privado, conforme é ou não é aceite em nome da Igreja pelo legítimo Superior eclesiástico; b) solene ou simples, conforme é considerado pela Igreja; c) reservado, quando só a Sé Apostólica o pode dispensar; d) pessoal, quando o que se promete é uma ação do vovente (o jejum); e) real, quando se promete alguma coisa (a esmola); f) misto, quando o que se promete é ao mesmo tempo uma coisa e uma ação do vovente; g) temporário, perpétuo, condicional. O voto deve ser cumprido como se promete e sem demora. A Sagrada Escritura ensina: «Quando fizeres voto ao Senhor, não demores em cumpri-lo, porque o Senhor, teu Deus, o exigirá, e, se tardares, a demora te será imputada como pecado (Deut. XXIII, 21). Se o voto é condicional, só obriga depois de satisfeita a condição; se é pessoal, só obriga aquele que o fez; se é real e não foi cumprido em vida do vovente, a obrigação passa para os seus herdeiros, não obrigando mais do que a herança permite. Por vários motivos a obrigação do voto pode cessar. Entre os motivos está a dispensa dada em nome de Deus pela autoridade eclesiástica. O Papa pode dispensar de todos os votos. O Bispo pode dispensar dos votos não reservados ao Papa, que são: o voto privado de perfeita e perpétua castidade e o voto de entrar em Ordem religiosa de votos solenes, quando feito de modo absoluto e depois de completos 18 anos de idade. Os Confessores dos fiéis que tomam o Sumário Geral dos Indultos Pontifícios concedidos a Portugal, durante o ano da sua validade, podem comutar-lhes noutra obra pia todos os votos privados, exceto os reservados ao Papa, e os feitos em favor de terceiro e por este aceitos, mediante uma esmola entregue ao Executor Apostólico. O voto solene de castidade, feito em Ordem Religiosa e o voto simples a que se refere o Cânon 1073 são impedimentos dirimentes do Matrimônio. Os votos simples de castidade, mesmo em Congregação Religiosa onde se fazem somente votos simples, o de virgindade e o de receber Ordens Sacras, são impedimentos impedientes do Matrimônio (C. 1058). PARTE III – SEÇÃO I – TÍTULO II – DOS INSTITUTOS RELIGIOSOS VULGATA Chama se Vulgata à tradução latina da Bíblia, na sua maior parte obra de São Jerônimo, declarada autêntica pelo Concílio de Trento. (Decreto sobre a edição e uso dos Livros Sagrados, ses. IV). Na composição da Vulgata entraram elementos de três origens diferentes: Alguns provieram de antigas versões latinas que não foram revistas por São Jerônimo, são estes os elementos deuterocanônicos do Antigo Testamento com exceção dos livros de Tobias e Judite. Outros faziam parte de versões anteriormente revistas pelo Santo Doutor; tais são os livros do Novo Testamento e o Saltério chamado galicano. E, finalmente, também fazem parte da Vulgata versões feitas por São Jerônimo diretamente sobre o texto original (hebreu e caldeu); são deste grupo os livros protocanônicos do Antigo Testamento exceto o Saltério, os livros de Tobias e Judite e as partes deuterocanônicas de Daniel e de Ester. #LETRAvDICIONÁRIOCATÓLICO #DICIONÁRIODASPALAVRASCATÓLICAS #DICIONÁRIODOSVERNÁCULOSCATÓLICOS #DICIONÁRIODEPALAVRASCATÓLICAS #DICIONÁRIODADOUTRINACRISTÃ #DICIONÁRIOCATÓLICOLETRAP #DICIONÁRIO #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #dicionáriodafécatólica #DICIONÁRIOCATÓLICO #LETRAv
- LETRA “U”
LETRA “U” ULTRAJE é uma ação ou uma palavra pela qual se manifesta ou se provoca desprezo por alguém. O ultraje é maneira condenável de defesa ou de ataque. Quem se julga ofendido recorre aos meios que a caridade e a justiça lhe oferecem para se desagravar. UNIÃO HIPOSTÁTICA é a união misteriosa da natureza divina e da natureza humana, na Pessoa do Verbo divino com as duas naturezas distintas, conservando cada uma os atributos que lhe são próprios. CAPÍTULO III – A INSPIRAÇÃO DIVINA DA SAGRADA ESCRITURA E A SUA INTERPRETAÇÃO USURA é o lucro (juro) que provém de um empréstimo, só pelo fato do empréstimo. É lícito receber juro moderado, que legalmente é de 6°/O, não sendo proibido elevá-lo; mas a Igreja condena os juros imoderados, exigidos pela cobiça dos usurários. QUADRAGESIMO ANNO #DICIONÁRIODASPALAVRASCATÓLICAS #DICIONÁRIODOSVERNÁCULOSCATÓLICOS #DICIONÁRIODEPALAVRASCATÓLICAS #LETRAU #DICIONÁRIODADOUTRINACRISTÃ #LETRAUDICIONÁRIOCATÓLICO #DICIONÁRIOCATÓLICOLETRAP #DICIONÁRIO #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #dicionáriodafécatólica #DICIONÁRIOCATÓLICO
- LETRA “T”
T TABERNÁCULO – Ver a palavra SACRÁRIO. TALMUDE nome dado aos comentários do Antigo Testamento, que desenvolvem e completam os mais antigos comentários feitos pelos Rabinos e que são fundados sobre tradições orais. Há o Talmude de Jerusalém (3.° e 4.° séculos) e o de Babilônia (5.° e 6.° séculos). É a base da teologia judaica atual e contém odiosas calúnias contra Jesus Cristo e sua Mãe e contra os cristãos em geral. É o grande livro dos judeus, contém todas as suas tradições, é o seu compêndio de teologia moral. Dois grandes centros da influência judaica — Jerusalém e Babilônia, — deram origem a duas redações diferentes do Talmude. Nos séculos III e IV os doutores judeus da Palestina, de um modo particular os de Tiberíades, acrescentaram novos comentários jurídicos e casuísticos aos mais antigos comentários da Lei, formando assim o chamado Talmude de Jerusalém, que está redigido em arameu, mas, no entanto, as citações dos doutores mais antigos estão em hebreu. Outra redação do Talmude é a escrita em Babilônia, no século V e VI, em arameu babilônico, conservando também em hebreu as citações dos antigos doutores. O Talmude é uma obra de escassíssimo valor, quer na sua forma literária, quer no pensamento; é uma obra obscura e cheia de incoerências, carecendo, em suas páginas intermináveis, de estilo, de ordem e de talento. No Talmude é pouco o que se encontra útil para a boa compreensão da Sagrada Escritura. A respeito das passagens do Talmude que contêm calúnias contra Jesus Cristo, Maria Santíssima e os cristãos, um Sínodo judeu celebrado na Polônia em 1631, para não excitar a indignação dos cristãos, ordenou que tais passagens fossem suprimidas na impressão, indicando-as apenas por um sinal que chamaria a atenção dos doutores judeus que as deviam explicar oralmente. TEIMOSIA é o apego imprudente e exagerado às próprias ideias. Esta disposição do espírito pode nascer de entendimento acanhado ou de falta de prudência, que é virtude indispensável em todos os atos da vida humana. A teimosia ou obstinação do juízo impede de julgar razoavelmente, faz desprezar as advertências alheias e, em certos casos, chega a diminuir o vigor da fé. Em tudo devemos dar lugar à prudência, aceitando com docilidade os conselhos e os conhecimentos dos superiores e dos velhos, em quem o estudo, a experiência da vida e as graças de estado, formaram ideias mais largas e mais seguras. TEMOR DE DEUS não nos leva a fugir de Deus, mas a fugir de tudo o que pode ser-lhe desagradável. Deus quer que O temamos, pois disse-nos: «Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes ao que pode lançar no inferno tanto a alma como o corpo» (Ev. S. Mat. X, 28). Já antes de Jesus Cristo, havia dito: «Temei Deus e observai os seus Mandamentos» (Eccli. XII, 13). E o Apóstolo São Paulo escreveu: «Obrai a vossa salvação com receio e temor» (Ep. Filip. II, 12). Por isso, se estamos na graça de Deus, devemos fugir da ocasião do pecado, com medo de pecar; se caímos em pecado, devemos logo pedir sinceramente perdão a Deus, com medo da justiça divina ofendida. Em muitas circunstâncias da nossa vida, em muitas tentações que nos assaltam, só o temor de ofender a Deus pode impedir a nossa queda, o nosso pecado e a nossa desonra. Por isso o Apóstolo São Paulo nos manda estar firmes na fé e conservarmo-nos no temor (Ep. Rom. XI, 20). TEMPERAMENTO é o complexo das propensões que, ou próprias do organismo, ou herdadas, cada indivíduo tem, e que constituem a sua índole especial. Estas propensões nativas podem ser influenciadas pela educação ou por várias circunstâncias externas, ou pelo próprio esforço. TEMPERANÇA é uma das quatro virtudes cardeais, a qual nos dispõe a usar com moderação das coisas necessárias para a vida — comer, beber e uso do Matrimônio — unicamente para satisfazer à nossa conservação e para utilidade do próximo. Os prazeres sensíveis não são um mal; podem, todavia, arrastar à desordem dos sentidos. É a virtude da temperança que os modera, impedindo qualquer excesso. A temperança na comida chama-se abstinência; na bebida chama-se sobriedade; nos prazeres sensuais ou venéreos chama-se castidade. TEMPLO DOS HEREGES É lícito aos católicos entrar neles para vê-los, contanto que não pratiquem aí nenhum ato de culto nem ouçam a pregação dos hereges, nem haja escândalo. Também lhes é lícito, havendo graves motivos, assistir aos funerais e aos casamentos dos hereges e a outros atos civis, contanto que não manifestem adesão aos atos religiosos que eles praticam, nem haja perigo de escândalo ou de perversão. TÊMPORAS são três dias de jejum — Quarta, Sexta e Sábado — que a Igreja estabeleceu, quatro vezes por ano. O jejum das Quatro têmporas aparece em Roma, aí pelo século V. No princípio não eram mais que uma extensão do jejum da Quarta e Sexta-feira, através do Sábado, até às primeiras horas de Domingo. A Liturgia das Quatro têmporas conserva igualmente a estrutura das antigas missas estacionais. Chamam-se semanas das Quatro têmporas as que vêm imediatamente depois do III Domingo do Advento, do 1 Domingo da Quaresma, depois do Domingo de Pentecostes e da Festa da Exaltação da Santa Cruz (14 de Setembro) (D. Ant. Coelho O. S. B., C de Lit. Rom. ed. de 1941, vol. I, págs. 200 e 329). Estabelecendo estes dias de penitência, nas quatro Estações do ano, a Igreja tem em vista atrair as bênçãos de Deus sobre os frutos da terra e graças particulares sobre os Clérigos que recebem o Sacramento da Ordem nos sábados das Têmporas. Nos dias das Têmporas os fiéis são obrigados ao jejum e à abstinência, mas os que tiverem tomado a Bula e o Indulto, ficam obrigados somente à abstinência nas sextas-feiras das Têmporas. TENTAÇÃO é uma inclinação ou um incitamento ao pecado. Provém da nossa concupiscência ou natureza corrompida, do mundo e do diabo. «Cada um é tentado pela sua própria concupiscência, que atrai e alicia», escreveu o Apóstolo São Tiago (Ep. S. Tiag. I, 14). Senti-la não é pecado; é pecado consenti-la. A tentação incomoda as almas piedosas, mas tem utilidade apreciável. O Apóstolo São Paulo escreveu: «Deus não permitirá que sejais tentados mais do que podem as vossas forças; antes, fará que tireis ainda vantagem da mesma tentação para a poderdes suportar» (Ep. 1 Cor. X, 13). Com efeito, a tentação ensina a apreciarmos a nossa fraqueza e a necessidade que temos de recorrer ao auxílio de Deus; reanima a nossa vigilância, fortifica a nossa virtude, pelo seu exercício contínuo, faz-nos merecer diante de Deus e dos homens. São meios de vencer a tentação: a vigilância contínua contra as ciladas do demônio, as más inclinações dos nossos sentidos e as seduções do mundo; a oração para obter a graça de Deus, sem a qual não vencemos; a fuga das ocasiões do pecado, a frequência dos Sacramentos, a meditação, a boa leitura e o bom emprego do tempo. «Vigiai e orai para não entrardes em tentação», disse Jesus (Ev. S. Mat. XXVI, 41). TENTAÇÃO DE DEUS é uma palavra ou um fato pelos quais manifestamos esperar de Deus, sem justa causa, algum efeito extraordinário, com o fim de experimentar se Deus é onipotente, ou se tem alguma outra perfeição que se Lhe atribui, ou simplesmente para satisfazer a nossa vontade. A tentação de Deus, se procede da dúvida acerca das suas perfeições, é pecado grave e envolve incredulidade. Se não procede da dúvida, mas é feita por leviandade, pode ser pecado venial, como, por ex.: esperar de Deus um auxílio, sem causa suficiente e sem empregar os meios naturais para conseguir o que se espera. Não há tentação de Deus se, havendo causa justa e grave, se pede um milagre para utilidade nossa ou de outrem. TEOLOGIA Etimologicamente deriva de duas palavras gregas: «Teos + logos», que significam «palavra de Deus». Teologia é a ciência que trata de Deus. A Teologia pode ser natural (Teodicéia), se procede de princípios naturais; sobrenatural se procede de princípios revelados e tira conclusões a respeito de Deus e das coisas divinas. Neste último sentido a Teologia pode definir-se: «a ciência que dos princípios da fé, mediante raciocínio reto, tira conclusões acerca de Deus e das coisas que, de qualquer modo que seja, se relacionam com Ele». Sendo a Teologia uma ciência, é costume dividi-la em: a) Dogmática, que é o conjunto das verdades reveladas, que todo o cristão deve crer; b) Moral, que é o conjunto dos deveres que o cristão tem de cumprir para conseguir a vida eterna; c) Ascética e mística, que trata dos conselhos dados por Deus, para que o cristão chegue a atingir a perfeição da vida crista e expõe os caminhos por onde Deus conduz as almas à mais elevada santidade. TEOSOFISMO ressuscita erros grosseiros, tais como o panteísmo, a emanação dos seres da substância divina e a transmigração das almas, através dos corpos, mesmo dos animais, em expiação das culpas de uma vida anterior. A Igreja proíbe fazer parte das sociedades teosóficas, assistir às suas reuniões, ou ler os livros, periódicos e quaisquer outras publicações (C. P.). TERCEIROS SECULARES – Ver a palavra ORDEM TERCEIRA. TÉRCIA é uma das Horas Canônicas do Ofício Divino, que se segue à Hora de Prima e que corresponde às 9 horas da manhã; era a terceira hora do dia, segundo o modo de contar dos antigos. TERÇO DO ROSÁRIO – Ver a palavra ROSÁRIO. TESTAMENTO (ANTIGO) é o nome que se dá ao pacto ou aliança que Deus fez com os Patriarcas, antes da vinda de Jesus Cristo. Compreende 45 livros, inspirados e escritos antes da vinda do Messias, Nosso Senhor Jesus Cristo. O Antigo Testamento é como que uma preparação do mundo para a vinda de Jesus Cristo e para a vida da Igreja. TESTAMENTO (NOVO) é a segunda parte da Sagrada Escritura. Chama-se novo, porque compreende os livros inspirados e escritos depois da morte de Jesus Cristo e chama-se Testamento, porque é a aliança de Jesus Cristo com os homens que recebem o sacramento do Batismo e seguem a Religião cristã. Ver a palavra CANÔNICOS. TESTEMUNHAIS são documentos comprovativos de um aspirante ao Estado eclesiástico ou religioso, ter recebido o Batismo e a Confirmação. Também se dá aquele nome às informações do Bispo da Diocese de origem e às de outros em cujas Dioceses tivesse habitado durante um ano, depois dos 14 anos, assim como às dos Superiores de colégio ou Noviciado, em que tenha vivido. Tais informações são secretas e conservam se na posse de quem as recebe (C.544, 546). TIBIEZA Uma alma tíbia é a que cai com facilidade em pecado venial por não lhe dar importância; é a que reconhece ter hábitos viciosos e não se esforça por se corrigir; é a que, praticando a piedade, despreza os meios de progredir; é a que afrouxa no serviço de Deus, quando não sente consolação espiritual. São causas da tibieza: a facilidade em omitir os exercícios ordinários de piedade, o desprezo das pequenas faltas, a ausência aos atos do culto social, o gosto pelas reuniões mundanas e pelas leituras frívolas. Uma pessoa tíbia pratica muitos atos bons, mais por amor de si do que por amor de Deus; daí resulta a perda de méritos sobrenaturais e de graças correspondentes. TONSURA é uma cerimônia estabelecida pela Igreja, pela qual o homem batizado e Confirmado fica pertencendo ao Estado eclesiástico, para que se disponha a receber o Sacramento da Ordem. Chama-se Tonsura, porque a cerimônia consiste no corte de uma parte do cabelo, acompanhado de uma oração recitada pelo Bispo que faz a tonsura. A Igreja não dá nenhum poder espiritual ao tonsurado; somente o introduz na classe daqueles que são destinados ao serviço de Deus, no Estado Clerical. TRABALHO é o exercício da atividade humana ordenada, tendo em vista um fim útil. Não é trabalho o exercício físico que é simples movimento, ou que tem por fim apenas o passatempo e o prazer. O trabalho é necessário à humanidade, porque a natureza não satisfaz a todas as suas necessidades. Há várias espécies de Trabalho: a) Trabalho corporal, o que interessa principalmente ao corpo; b) intelectual, o que interessa principalmente ao espírito; c) lucrativo, o que se executa com remuneração; d) desinteressado, o que se executa sem remuneração; e) individual, o que aproveita diretamente ao indivíduo; f) social, o que aproveita diretamente à sociedade. O trabalho é ordenado: à alimentação, a evitar o ócio, a combater a concupiscência e à esmola. É útil contra o furto, contra a cobiça, contra os negócios torpes. TRADIÇÃO é a palavra de Deus não escrita, transmitida de viva voz à Igreja, e vinda de geração em geração até nós, pela voz da Igreja, nos seus ensinamentos, nas suas orações e na sua disciplina. A Tradição e a Sagrada Escritura são, para os católicos, as duas fontes da Revelação divina, os dois órgãos igualmente infalíveis da nossa Fé. Os escritores sagrados do novo Testamento não escreveram tudo o que ouviram a Jesus Cristo durante três anos, nem tudo o que eles mesmos pregaram durante dezenas de anos. O Apóstolo São Paulo escreveu: «Irmãos, estai firmes (na Fé) e conservai as tradições (ou doutrina) que aprendestes ou de palavra ou por escrita nossa (Ep. 2 Tessal, II, 15). O próprio Jesus Cristo não mandou escrever, mandou pregar. De sorte que a palavra de Deus pertence igualmente à Sagrada Escritura e à Tradição, a qual se conserva nos escritos dos Santos Padres e nas decisões dos Concílios. A Tradição, pois, merece a mesma Fé que a Bíblia, porque foi inspirada pelo mesmo Deus. TRANSUBSTANCIAÇÃO é a conversão de toda a substância do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo, permanecendo somente as espécies do pão e do vinho. A Transubstanciação opera-se no Sacrifício da Missa, no momento em que o Sacerdote, representando Jesus Cristo, investido do poder divino recebido no Sacramento da Ordem, pronuncia as palavras da Consagração, sobre o pão e sobre o vinho: «ISTO É O MEU CORPO», «ESTE É O MEU SANGUE». São as mesmas palavras que Jesus pronunciou e mandou pronunciar; é o mesmo poder, embora comunicado; são os mesmos os efeitos. Em consequência da Transubstanciação fica na hóstia consagrada o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, sob as mesmas espécies que continham o Pão; o Sangue, o Corpo, Alma e Divindade de Jesus Cristo, sob as espécies do vinho, não ficando nada da substância do pão e do vinho, como exprimem as palavras da consagração. A Transubstanciação é um mistério profundíssimo, mas diz São Gregório de Nissa: «Quando Jesus vivia na Palestina, o pão e o vinho eram o seu alimento; transformavam-se na sua Carne e no seu Sangue, pela ação e pelo poder dos sucos do estômago, exatamente como acontece com os alimentos que nós comemos. Não tenho pois nenhuma repugnância em admitir que o pão se mude hoje no Corpo de Jesus Cristo, em um ato instantâneo, como efeito da sua vontade». TRÍDUO é uma pregação solene, durante três dias, com o fim de instruir sobre determinado assunto religioso e de afervorar os fiéis em alguma devoção particular. TRINDADE DIVINA é o mistério da Santíssima Trindade: três Pessoas em um Deus. Isto quer dizer que há só uma natureza divina e que nessa única natureza há três Pessoas, de sorte que a unidade de natureza não impede a pluralidade de Pessoas. A primeira Pessoa chama-se Pai, a segunda chama-se Filho, a terceira chama-se Espírito Santo. A mesma natureza divina no Pai e no Filho e no Espírito Santo; três pessoas divinas distintas, não à maneira das pessoas humanas que são distintas porque separadas, mas distintas enquanto às relações próprias de cada uma a respeito das outras. Assim o Pai gera o Filho, como semelhantemente a nossa alma gera o pensamento; o Espírito Santo procede do Pai e do Filho, como semelhantemente da nossa alma e do nosso pensamento procede o amor com que amamos a nossa alma e o nosso pensamento. A alma, o pensamento e o amor são coisas distintas, têm a mesma natureza espiritual e são inseparáveis. A nossa fé na Trindade divina é fundada na Sagrada Escritura. Jesus Cristo mandou batizar, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Em nome de um Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, três Pessoas divinas (Ev. S. Mat. XXVIII, 19). São João na sua l.a Ep. V, 7, escreve: «três são os que dão testemunho no céu: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e estes três são uma só coisa». TRISTEZA é um sentimento penoso e desagradável, produzido pela presença de um mal físico ou moral. A tristeza, sendo imoderada e desordenada, pode tornar- se nociva ou pelo menos inútil. Da tristeza imoderada podem resultar: a perda da energia e do gosto para a investigação da verdade e para a prática da virtude, inquietações de espírito, temores que tornam a alma pusilânime, frieza no serviço de Deus e o desgosto de viver. Os principais meios de vencer a tristeza são: a) julgar as várias provações da vida à luz da razão e da fé e não pelas impressões desagradáveis que em nós produzem; b) afastar do espírito as recordações incômodas; c) recrear o espírito e o corpo em passatempos honestos e com pessoas doutas e alegres; d) recordar que os sofrimentos são ocasiões favoráveis à aquisição de grandes méritos; e) confiar inteiramente em Deus, nosso Pai infinitamente bom. TURÍBULO é um objeto de metal com correntes, que serve para fazer as incensações nos atos litúrgicos. TURIFERÁRIO é aquele que, nas funções litúrgicas, se ocupa do turíbulo. Nas procissões, o seu lugar é logo adiante da Cruz processional, quando na procissão não vai o Santíssimo Sacramento ou alguma relíquia da paixão, porque indo, o seu lugar é imediatamente diante do Santíssimo ou da relíquia. #DICIONÁRIODASPALAVRASCATÓLICAS #DICIONÁRIODOSVERNÁCULOSCATÓLICOS #DICIONÁRIODEPALAVRASCATÓLICAS #DICIONÁRIODADOUTRINACRISTÃ #LETRAT #LETRATDICIONÁRIOCATÓLICO #DICIONÁRIOCATÓLICOLETRAP #DICIONÁRIO #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #dicionáriodafécatólica #DICIONÁRIOCATÓLICO
- LETRA “S”
S SACERDOTE é o Clérigo que recebeu a Ordem do Presbiterato. Em Portugal é conhecido pela designação geral de Padre. Os Sacerdotes são os continuadores dos setenta discípulos que acompanharam Jesus Cristo e o próprio do seu Ofício é serem medianeiros entre Deus e o povo. O Sacerdote recebe, na Ordenação sacerdotal, o poder de celebrar o Sacrifício da Missa, de pregar e de administrar os Sacramentos. O Sacerdote faz os homens cristãos pelo Batismo, alimenta-os na Comunhão, reconcilia-os com Deus na Confissão, conforta-os na ExtremaUnção, instrui-os na Pregação, educa-os na Catequese, entrega as suas almas ao Criador na hora da morte, abrevia-lhes a entrada no Céu com os sufrágios litúrgicos, põe o fundamento da vida cristã no sacramento do Matrimônio, une a todos no Sacrifício da Missa; distribui ao povo cristão as graças de Deus e em nome do povo cristão oferece a Deus as honras que lhe são devidas; fala aos homens em nome de Deus e fala a Deus em nome dos homens. SACRAMENTAL é uma coisa ou uma ação de que a Igreja costuma servir-se para obter efeitos, principalmente espirituais. As coisas são os objetos benzidos: a água benta, os escapulários, medalhas, Agnus Dei, velas ou ramos bentos, etc. As ações são as bênçãos que os Ministros Sagrados fazem sobre as pessoas ou sobre as coisas que consagram ao culto divino. Os Sacramentais foram instituídos pela Igreja; são úteis mas não necessários; podem obter a graça de Deus, mas só por virtude da oração da Igreja e da piedade de quem a reza. Os seus principais efeitos são: o perdão dos pecados veniais, a colação da graça atual, a preservação de males de ordem temporal, a separação de coisas e de pessoas do uso profano, o afastamento do demônio para que não nos moleste. O Apóstolo São Paulo ensina que «toda a criatura é santificada pela palavra de Deus e pelas orações (Ep. 1 Tim. IV, 4, 5) e é precisamente a oração que acompanha as bênçãos da Igreja que atrai sobre os Sacramentais a virtude que têm de produzir os seus efeitos de santificação. SACRAMENTO é um sinal sensível que, por instituição divina, tem a virtude de significar e produzir a graça. Quem recebe um Sacramento recebe a graça de Deus, que faz Santo aquele que o recebe dignamente e produz nele o efeito próprio de cada Sacramento. Foi esse o fim porque Jesus Cristo os instituiu. São sete: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Extrema-Unção, Ordem e Matrimônio. Pelo Batismo, que apaga o pecado original, o homem nasce para a vida espiritual e sobrenatural; pela Confirmação robustece e cresce na vida sobrenatural; pela Comunhão alimenta a vida espiritual; pela Penitência recebe o perdão dos pecados; pela Extrema-Unção limpa os restos do pecado; pela Ordem é confiado a alguns fiéis o poder de reger e dirigir os outros na sociedade religiosa; o Matrimônio torna legítimos os atos da geração e santifica a propagação do gênero humano. Pelos sete Sacramentos providenciou Jesus Cristo acerca da vida sobrenatural do homem como ser individual e social. SACRÁRIO é o tabernáculo ou pequeno armário colocado sobre o altar, para nele se conservar a Sagrada Eucaristia. Deve ser de metal ou de madeira dourada e forrado por dentro de seda branca; dispensa-se, porém, o forro de seda, se for dourado interiormente (S. C. R). Dentro do sacrário está um pequeno vaso chamado cibório ou píxide, sobre um corporal, contendo a Sagrada Eucaristia e não pode estar mais nada. Deve estar sempre coberto com um pavilhão, que pode ser sempre de cor branca, sendo preferível da cor dos paramentos litúrgicos do dia. Diante do sacrário não se pode colocar a cruz, nem vasos de flores, nem quaisquer objetos. É também proibido sobrepor-lhe qualquer objeto (com exceção da cruz). Só pode haver um em cada igreja, e há de estar colocado de modo inamovível, no altar-mor ou principal, exceto nas igrejas em que haja Colegiada ou nas Sés episcopais, onde deve estar em altar lateral. Convém todavia que na igreja haja outro sacrário, que possa receber o Santíssimo em alguma circunstância inesperada. O sacrário deve ser benzido. SACRAS são três quadros em que estão impressas algumas orações fixas da Missa e que se colocam no altar para o Celebrante as rezar mais comodamente do que olhando para o Missal. SACRIFÍCIO é a oblação externa de uma coisa sensível com a sua destruição ou mudança, feita exclusivamente a Deus pelo legítimo Ministro, em reconhecimento do Seu supremo domínio sobre todas as criaturas. Há também um sacrifício interior, invisível, o qual consiste na oferta que fazemos a Deus de nós mesmos, para vivermos unidos a Ele e fazermos a sua vontade. O único Sacrifício da Religião Cristã é a oblação do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, debaixo das espécies do pão e do vinho consagrados na Missa, Sacrifício que fica completo com a comunhão do Sacerdote que, em nome de Jesus Cristo mesmo, o oferece. Pode entender-se por sacrifício qualquer ato em honra de Deus para o aplacar, assim como todos os obséquios feitos ao próximo enquanto se referem a Deus, e também qualquer mortificação. O homem precisa de fazer sacrifícios por causa da remissão dos pecados, da conservação da graça e da consecução da glória eterna. SACRILÉGIO é a profanação das coisas santas ou consagradas a Deus, ou a violação ou mau trato de pessoas ou coisas sagradas, enquanto sagradas. É pessoal, real ou local, segundo é praticado em pessoa, em coisa ou em lugar consagrados a Deus. É pecado mortal porque constitui grave irreverência às pessoas, coisas ou lugares consagrados ao culto divino. Porém, para se julgar da gravidade do pecado é preciso atender ao grau de santidade da pessoa, da coisa ou do lugar violados, ao grau de irreverência e à intenção do agente. SACRISTÃO desempenha o ofício de serventuário do Pároco no ministério paroquial e sacerdotal. Deve ser pessoa de costumes exemplares, de provada honradez e piedade, zeloso com a decência e esplendor da igreja, respeitoso para com as coisas santas, asseado na sua pessoa e de boas maneiras para com os fiéis e deve manter a ordem e o asseio na igreja, na sacristia e noutras dependências. Deve abrir e fechar a igreja às horas designadas; vigiar a lâmpada do Santíssimo para que esteja sempre acesa, de dia e de noite; zelar os paramentos e todas as alfaias da igreja, conservando-as sempre nos seus lugares e em boa ordem. Pode usar batina e sobrepeliz nos atos litúrgicos, ou pelo menos há de apresentar-se vestido convenientemente no serviço da igreja (C. 683). SACRISTIA é uma dependência da igreja, onde os Sacerdotes se paramentam para celebrarem os atos do culto. Não é propriamente um lugar santo, mas também não é um lugar completamente profano. É proibido fumar na sacristia (C. P.). Não só na igreja, mas também na sacristia, não se venderão estampas, mortalhas, cera, medalhas ou outros objetos, nem tão pouco se efetuarão rifas, leilões ou atos semelhantes, ainda que seja para auxiliar obras pias ou de caridade (C. 1178 e C. P.). A não ser que haja causa justa, os Párocos e Superiores das igrejas não permitirão que os leigos se demorem na sacristia e muito menos que nela conversem ou assistam daí aos atos do culto (C. P.). SAL é um elemento usado na liturgia, e que benzido, se mistura com a água, como símbolo de incorruptibilidade. É posto na língua do que se batiza, como símbolo de sabedoria e de alimento celeste. SALMOS DE DAVI formam um livro da Sagrada Escritura, no Antigo Testamento. São 150, e chamam-se de Davi porque foi este Rei quem compôs a maior parte deles. Os Salmos são a forma antiquíssima de orar publicamente, usada no tempo da sinagoga. Estão cheios da moral mais pura, respiram o espírito de piedade, despertam todos os sentimentos dignos dum coração cristão. Os Salmos formam a oração oficial da Igreja na recitação do Ofício divino e em muitas orações litúrgicas. SANTA SÉ OU SEDE APOSTÓLICA Por esta designação entende-se o Romano Pontífice, as Congregações Romanas, os Tribunais e Ofícios, pelos quais o Romano Pontífice costuma tratar os negócios da Igreja (C. 7). SANTIDADE é o mais elevado grau de perfeição a que podemos chegar, pelo cumprimento da Lei de Deus e pela obediência aos conselhos de Jesus Cristo. O Apóstolo São Pedro escreveu: «Como é santo Aquele que vos chamou (Jesus Cristo), sede vós também santos em todas as vossas ações». (Ep. I Ped. 7, 15). E São Paulo disse: «Procurai a paz com todos e a santidade (devida), sem a qual ninguém verá a Deus» (Ep. Hebr. XII, 14;) e ainda: «esta é a vontade de Deus, a vossa santificação» (Ep. I Tessal. IV, 3). Deus quer que sejamos santos e, para o sermos, havemos de fazer todas as nossas ações com a perfeição possível e com a intenção de Lhe sermos agradáveis. É esse o nosso maior interesse. SANTOS são os fiéis que gozam a felicidade eterna no Céu. Foram pessoas humanas como nós, fracas como nós, tentadas como nós, sujeitas às mesmas misérias que nós; mas seguiram a luz da fé divina, a mesma que nós temos; cumpriram os Mandamentos divinos, a que também nós somos obrigados; receberam os mesmos Sacramentos que nós podemos receber; esforçaram-se por santificar a sua vida, como nós podemos fazer. Façamos como eles e iremos gozar a felicidade que eles gozam no Céu. SATISFAÇÃO SACRAMENTAL é a reparação voluntária que o pecador faz a Deus, penitenciando-se, pela injúria que Lhe tem feito com os seus pecados. É uma parte do Sacramento da Penitência, não parte essencial, mas sem ela cumprida, o penitente fica privado de satisfazer a parte da pena temporal que merece, pelos pecados cometidos e que, não sendo satisfeita neste mundo, terá o de ser no Purgatório. É certo que a nossa satisfação só tem valor em virtude da satisfação de Jesus Cristo na Cruz, por isso havemos de estar em graça quando fazemos obras de satisfação. Também é certo que Jesus Cristo satisfez suficientemente por todos os homens, mas não eficazmente, isto é, torna-se necessário que os homens queiram aplicar a si mesmos os méritos da satisfação de Jesus Cristo, o que farão pelo arrependimento dos seus pecados e pelo amor a Jesus. SECULARIZAÇÃO é o indulto concedido pela Santa Sé aos religiosos de direito Pontifício, ou pelo Bispo aos de direito diocesano, o qual tem por efeito separar perpetuamente o religioso da Ordem ou da Congregação a que pertencia, voltando ao estado secular. SEGREDO é aquilo que não sendo público se deve guardar oculto, ou que não se deve comunicar a outro. Revelar um segredo sem causa justa e proporcionada à sua gravidade é um pecado ou contra a justiça, se é causa de algum dano, ou contra a fidelidade, se o segredo foi prometido. Se não é lícito, de modo geral, violar segredos também não é lícito explorá-los injusta e maliciosamente. Por isso pecam, não só os que revelam segredos, mas também os que os querem arrancar, os que escutam às portas, os que lêem cartas a outros dirigidas. Casos há, porém, em que é lícito revelar os segredos: quando o bem público da sociedade ou da Igreja assim o exigir, quando a caridade para com o próximo ou para conosco assim o reclamar. Também a autoridade legítima pode, por justas razões, procurar conhecer os segredos que digam respeito ao bem da sociedade, como seria a necessidade de descobrir um criminoso. SEMANA SANTA. Ver ENDOENÇAS. SEMINÁRIO é o estabelecimento de educação e ensino que tem por fim experimentar a vocação dos que pretendem entrar no estado eclesiástico, dirigindo-os e educando-os na prática de todas as virtudes cristãs, e instruindo-os em todos os conhecimentos necessários para o melhor desempenho das funções sacerdotais, sempre em conformidade com a doutrina da Santa Igreja Católica. A direção e governo, tanto espiritual como temporal do Seminário pertence ao Bispo (C. 1357), ao qual compete escolher: a) um Reitor para presidir à administração do mesmo Seminário; b) um Vice-Reitor e Prefeitos, que façam observar a disciplina e cuidem da educação dos seminaristas; c) um Diretor espiritual, cujo principal cuidado consiste em infundir e cultivar nos seminaristas a vida de piedade; d) Professores, que se ocupam da instrução dos alunos, ao mesmo tempo que concorrem para a sua formação moral e piedosa. SEMINARISTAS são os alunos que frequentam o Seminário. A sua admissão é reservada ao Bispo. Só em casos muito extraordinários poderá algum ficar externo. Somente podem ser alunos do Seminário os que se propuserem receber nele educação para o estado eclesiástico (C. 1363), e não podem ser admitidos os filhos ilegítimos, nem os filhos de país divorciados. Os estudos dos seminaristas abrangem cinco anos de Humanidades, três de Filosofia e quatro de Curso Teológico. Para a admissão no Seminário devem os pretendentes entender-se com os seus respectivos Párocos, os quais não aceitarão a proposta de nenhum que seja filho ilegítimo, filho de divorciados, ou de pais alcoólicos, ou de conduta imoral, e cujas intenções não sejam puras e retas. SENSUALIDADE é a busca dos prazeres dos sentidos fora das leis estabelecidas por Deus. Produz efeitos que são a vergonha da humanidade. A quantos crimes ela arrasta, a quantas baixezas faz descer, em que misérias morais e físicas faz cair! Ela cega os que a reprovam, vence os que a condenam, domina os que a detestam, escraviza mesmo aqueles a quem repugna. Cautela devemos ter, porque naquilo que censuramos aos outros podemos também cair, se não correspondemos à graça de Deus. SEPULTURA Todos podem, não lhes sendo isso expressamente proibido pelo direito, escolher a igreja do seu funeral ou o cemitério da sua sepultura, exceto os impúberes (C. 1223, 1224). Mas para se eleger sepultura em cemitério diverso do da paróquia própria do defunto, requer-se licença, concedida por aquele de quem depender o cemitério (C. 1228). A sepultura eclesiástica consiste na trasladação do cadáver para a igreja, nas exéquias perante ele celebradas e na sua deposição em lugar legitimamente destinado ao enterramento dos fiéis defuntos (C. 1204). São privados de sepultura eclesiástica os que morrem sem Batismo e também, a não ser que antes da morte tenham dado algum sinal de penitência: 1.° Os notórios apóstatas da Fé ou notoriamente filiados em seita herética ou cismática, ou seita maçônica, ou noutras associações da mesma natureza. 2. o Os excomungados ou interditos, depois da sentença condenatória ou declaratória. 3.° Os que deliberadamente se suicidaram. 4.° Os mortos em duelo ou em consequência de ferimento nele recebido. 5.° Os que tenham mandado que o seu corpo seja queimado. 6.° Outros pecadores públicos e manifestos (C. 1240). Devem considerar-se pecadores públicos manifestos os que vivem em público concubinato, estejam ou não registrados civilmente (C. P.). Aos que recusam os últimos Sacramentos será negada sepultura eclesiástica, se tal recusa tiver sido diante de várias pessoas, de maneira que a concessão de sepultura eclesiástica seja ocasião de escândalo. Ocorrendo dúvida sobre se pode ser dada sepultura eclesiástica aos que o Direito Canônico enumera como excluídos, consulte-se o Ordinário, se houver tempo; permanecendo a dúvida, dê-se sepultura eclesiástica, mas de sorte que se remova o escândalo (C. 1240). Nenhum corpo pode ser sepultado, principalmente se a morte for repentina, sem que passe o intervalo de tempo bastante (24 horas) para remover a dúvida sobre a certeza do óbito (C. 1213). Depois de dada a sepultura eclesiástica em qualquer lugar a um cadáver, não pode este ser exumado sem licença do Bispo (C. 1214). SEXTA é a hora canônica que se rezava ao meio dia, correspondendo à hora sexta do dia. SEXTA FEIRA SANTA — Ver a palavra ENDOENÇAS. SIGILO SACRAMENTAL é o absoluto segredo que o Confessor guarda, de tudo o que conhece por meio da Confissão sacramental e de cuja revelação pode resultar gravame ao penitente. Assim determina o Código de Direito Canônico: O sigilo sacramental é inviolável; por isso acautele-se diligentemente o Confessor, para que nem por palavra, nem por escrito, nem por sinal ou qualquer outro modo, nem por motivo nenhum denuncie o pecador. A mesma obrigação têm o intérprete e todos aqueles que de qualquer modo tiverem notícia da Confissão (C. 889). É inteiramente proibido ao Confessor o uso da ciência adquirida pela Confissão, com gravame do penitente, excluído mesmo o perigo de revelação (C. 890). Nem pode o Confessor ser testemunha, em tribunal, dos penitentes que confessa, ou do que soube pela Confissão sacramental (1757). SÍLABO é a coleção de 80 proposições que contêm os principais erros modernos condenados pelo Papa Pio IX e publicado em 1864. São erros em defesa do panteísmo, do socialismo, do naturalismo, do comunismo, das sociedades secretas e erros contra os direitos da Igreja sobre a sociedade civil, sobre o casamento civil e vários outros. Condenados como estão pela suprema Autoridade da Igreja, nenhum católico os pode defender nem admitir. SIMONIA é a deliberada vontade de comprar ou vender alguma coisa espiritual (como a graça e os Sacramentos,) ou coisa temporal anexa a coisa espiritual (como o cálice consagrado, por causa da consagração, um benefício eclesiástico, etc.). É pecado mortal, por falta de reverência para com as coisas divinas, tais como a consagração do cálice (C. 727). Mas não há simonia quando se dá alguma coisa espiritual, segundo legítimo costume reconhecido pela Igreja. Como não há simonia comprando, por exemplo, um cálice consagrado pelo preço do cálice, sem aumento por causa da consagração. (C. 730). SINCERIDADE é uma virtude natural que nos faz dizer sempre a verdade. É tão essencial na vida cristã que nenhuma prática de piedade a pode suprir ou compensar. É um laço social e a base das relações sociais. «Seja a vossa palavra sim, sim, não, não», disse Jesus Cristo, ensinando-nos que devemos falar com lealdade e sinceridade. Em todos os atos da nossa vida, pois, sejamos verdadeiramente sinceros, leais. SÍNODO DIOCESANO é a assembléia, presidida pelo Bispo, na qual tomam parte os sacerdotes que a isso têm direito. Deve ser celebrado em cada Diocese ao menos de dez em dez anos. No Sínodo são tratados assuntos que dizem respeito às necessidades particulares ou à utilidade do Clero e do povo dessa Diocese. É convocado e presidido pelo Bispo, que é o único legislador nos Sínodos, tendo somente voto consultivo os Sacerdotes convocados (C. 356, 357, 362). SINÓTICOS (Evangelhos) Dá-se este nome à narração evangélica dos três primeiros Evangelistas, porque, dispondo em três colunas os textos das partes comuns, obtém-se uma sinopse (vista de conjunto) concordando em muitos pontos. SINOS Por serem destinados ao culto divino, por meio de sagração ou bênção litúrgica, o seu uso está unicamente sob a dependência da autoridade eclesiástica; por isso, fora do caso de necessidade, não se devem tocar senão de harmonia com as prescrições litúrgicas e as determinações do Bispo. O seu uso seja moderado, principalmente de noite (C. P.), cada toque de sinos não deve prolongar-se por mais de três minutos. A chave da torre dos sinos esteja em poder do Pároco ou do Superior respectivo, ou, com licença destes, em poder de pessoa de confiança (C. P.). Nos dias em que, pela solenidade, não é permitido celebrar exéquias ou funerais com pompa e canto, também não se pode tocar a finados. Aos domingos e dias santificados, só depois de terminada a Missa paroquial se podem fazer toques fúnebres, e onde se fizer a Procissão pelos defuntos ao domingo, durante ela são proibidos os sinais fúnebres. De noite não se pode tocar a finados, exceto na véspera de fiéis defuntos. Não são permitidos dobres ou sinais fúnebres dos sinos por aqueles a quem é recusada sepultura eclesiástica. Os toques dos sinos anunciam aos fiéis os vários atos do culto religioso, convidando-os a recordar e a tomar parte na oração, nas alegrias e nas tristezas de que os toques dão sinal. SOBERBA é o primeiro dos sete pecados capitais. É a estima excessiva ou o amor desordenado que o homem tem de si mesmo e da própria excelência, a qual faz com que atribua tudo a si e não a Deus. De quatro modos podemos cair no pecado da soberba: a) gloriando-nos dos bens naturais e sobrenaturais que temos, como se os tivéssemos de nós mesmos; b) atribuindo só aos nossos méritos os benefícios que recebemos de Deus; c) jactando-nos de ter o que não temos ou mais do que temos; d) rebaixando ou desprezando os outros. A soberba é um pecado que dá origem a muitos outros pecados. De modo particular procedem da soberba: a presunção, a ambição, a vanglória, a jactância, a hipocrisia, a teimosia, a sobranceria, a insubmissão e a incredulidade. Jesus Cristo condena a soberba, dizendo: «Todo o que se exalta será humilhado» (Ev. S. Mat. XXIII, 12). SOBREPELIZ é uma veste litúrgica de tecido branco, que, entrando pela cabeça, desce dos ombros até aos joelhos, com mangas compridas e largas. Em Portugal, geralmente é curta e sem mangas. É conveniente que seja de linho ou de cânhamo. SOLITÁRIOS É o nome dado aos cristãos que no IV século se retiravam da sociedade, ainda, paganizada, para viverem nos desertos do Egito, em oração, jejum e outras penitências, com o fim de perpetuarem na Igreja a prática de todas as virtudes. SOFRIMENTO A causa do sofrimento no gênero humano é o pecado original; por isso todo o homem está sujeito à dor. A cada maldade voluntariamente praticada, corresponde algum castigo que faz sofrer. Mas o sofrimento é remédio que nos preserva de cair em pecado, oferece-nos ocasião de praticarmos grandes virtudes e é meio de expiarmos pelos nossos pecados. Para o sentirmos menos amargo e o tornarmos meritório, devemos suportá-lo com resignação, lembrando-nos de que Deus é nosso Pai, que nos castiga para nosso bem e de que as tribulações desta vida são nada em comparação com a glória eterna que o sofrimento nos ajuda a conseguir. SUBDIACONATO é a Ordem que confere o poder de preparar nos vasos sagrados a matéria do Sacrifício da Missa, de cantar a Epístola na Missa solene, de purificar os sanguíneos e os corporais e de oferecer o cálice com a patena ao Diácono nas Missas cantadas. O Subdiaconato só pode ser recebido depois do 3.° ano do curso teológico e com a idade de 21 anos completos (C. 975, 976). SUFRÁGIO é toda a obra feita com a intenção de prestar alívio às almas que sofrem no Purgatório. O livro 2.° dos Macabeus, XII, 43, ensina que é santo e salutar o pensamento de orar pelos defuntos, para que lhes sejam perdoados os pecados, isto é, para que sejam aliviados das penas que sofrem por causa dos seus pecados. As almas que estão no Purgatório permanecem em união de caridade com os que ficaram neste mundo; podemos por isso, e devemos, usar de caridade para com elas, pois são-lhes proveitosas as nossas boas obras. As principais, que têm o nome de sufrágios, são: a Missa, a Sagrada Comunhão, a oração, os atos de piedade, os sacrifícios próprios, a esmola e as indulgências. Para que as orações e boas obras dos fiéis aproveitem às almas do Purgatório, é necessário que quem as faz esteja na graça de Deus e tenha intenção de aplicálas a essas almas. SUICÍDIO é o ato pelo qual o homem se dá a morte a si mesmo, diretamente e por própria autoridade. Em nenhum caso é lícito o suicídio. Deus é o autor da vida; confia o uso desse bem a cada homem para este realizar um fim determinado durante o tempo que Deus lhe conceder. Aquele que se suicida usurpa os direitos de Deus, morrendo por sua vontade antes de ter realizado o fim para que foi chamado à vida. O suicídio é um pecado mortal; se não é um ato de loucura, é um ato de covardia. O suicida é privado de sepultura eclesiástica (C. 2360 e 1240). SUPÉRFLUO é o que sobeja dos bens materiais, tirado o necessário rara a vida e para a posição social, isto é, para a decente conservação da família, criados, hóspedes, honestas ofertas e moderadas recreações. Do supérfluo dá-se aos pobres, quer em dinheiro, quer noutros benefícios. SUPERSTIÇÃO Vulgarmente dá-se o nome de superstição a certas crenças ou preconceitos que não têm nenhum fundamento sério, como o número 13 à mesa, o cair azeite no chão e semelhantes. A superstição é uma espécie de culto prestado, direta ou indiretamente, ao demônio, com o fim de obter por meio de certas práticas uma coisa que se deseja. Praticam a superstição os feiticeiros, os adivinhos, os mágicos e os que a eles recorrem. Detestem os fiéis todas e quaisquer práticas supersticiosas. Desprezem as cartas ou escritos em que se propõem certas orações de piedade para serem distribuídas a certo número de pessoas para se conseguir algum bem ou evitar algum mal. Detestem especialmente a consulta de espíritos e as sessões de espiritismo, quer nas mesmas intervenha médium, quer não. Incorrem, ipso fato, em excomunhão os que tomarem parte ativa nas sessões de espiritismo, ou as promoverem, ou apenas assistirem a elas (C. P.). #DICIONÁRIODASPALAVRASCATÓLICAS #LETRASDICIONÁRIOCATÓLICO #DICIONÁRIODOSVERNÁCULOSCATÓLICOS #DICIONÁRIODEPALAVRASCATÓLICAS #DICIONÁRIODADOUTRINACRISTÃ #DICIONÁRIOCATÓLICOLETRAP #DICIONÁRIO #LETRAS #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #dicionáriodafécatólica #DICIONÁRIOCATÓLICO
- LETRA “R”
R RACIONALISTA rejeita toda a sujeição da razão humana a Deus; proclama que a mesma razão é a fonte única de toda a verdade especulativa e prática; exclui toda a revelação; nega a ordem sobrenatural e despreza a autoridade da Igreja (C. P.). RAPTO é um impedimento dirimente do Matrimônio, que resulta do fato de o nubente haver raptado a noiva para casar com ela. Este impedimento dura enquanto a raptada estiver em poder do raptor. Se ela, porém, separada do raptor e posta em lugar seguro e livre, consentir em o receber por marido, cessa o impedimento. Para a nulidade do Matrimônio é equiparado ao rapto o fato de um homem, com o fim de casar com uma mulher, a reter violentamente no lugar onde ela mora ou em qualquer outro onde ela tenha ido livremente (C. 1074). RECIDIVO no sentido jurídico, é aquele que, depois de condenado, comete delito do mesmo gênero, deixando perceber, por várias circunstâncias, que cai com pertinácia da má vontade (C. 2208). RECOMPENSA prometida, é um estímulo para cumprirmos o nosso dever, ainda que penoso. Jesus Cristo estimula-nos à prática da virtude, dizendo: «Todo o que der a beber a um destes pequeninos, somente um copo de água fria por ser meu discípulo, não perderá a sua recompensa». E acrescenta: «O Filho do homem (o próprio Jesus Cristo) há de vir na glória de seu Pai com os seus Anjos (a julgar os homens), e então dará a cada um a paga, segundo as suas obras» (Ev. S. Mat. X, 42; XVI, 27). A recompensa, porém, não é prometida para o momento em que a obra meritória é praticada, e sim para o dia do nosso julgamento após a morte, para a gozarmos eternamente. REDENÇÃO DO GÊNERO HUMANO Por causa do pecado original em que todos os homens são concebidos, ninguém podia conseguir a salvação eterna por méritos próprios. O Filho de Deus fez-se Homem, padeceu e morreu por amor dos homens, oferecendo a seu eterno Pai a sua Vida, Paixão e Morte, como sacrifício para remir os homens do pecado e poderem entrar no Céu. Deste modo foi feita a redenção do gênero humano. RECONCILIAÇÃO é o ato pelo qual se une a amizade, que fora quebrada por qualquer motivo. Deve procurar a reconciliação, e sem demora, aquele que ofendeu, ou que ofendeu mais gravemente, ou que ofendeu primeiro. Pode ser procurada por intermédio de amigos, ou pedindo perdão, ou por aproximação em conversa. O ofendido é obrigado a perdoar a ofensa, logo que seja pedida a reconciliação. Disse Jesus: «Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; e se ele se arrepender, perdoa-lhe» (Ev. S. Luc. XVII, 3). RECONCILIAÇÃO de igreja violada deve ser feita o mais breve possível, segundo o rito aprovado nos livros litúrgicos. Havendo dúvida sobre se foi violada, pode ser reconciliada ad cautelam (C. 1174). O mesmo está disposto sobre reconciliação de cemitério (C. 1207). REGULARES são os religiosos que fizeram votos em alguma Ordem Religiosa, onde se fazem votos (C. 488). São obrigados à clausura papal (C. 697) e estão isentos da jurisdição episcopal, exceto nos casos expressos no Direito (C. 615). REINO DE DEUS na terra é a Igreja Católica, com a sua vida social, sob o regime espiritual da hierarquia, de que é Chefe visível universal o Romano Pontífice. A Igreja, reino de Deus exterior, está encarregada de manter e propagar o reino de Deus interior, ou reinado de Deus nas almas neste mundo. Na eternidade, o Reino de Deus é o Céu, onde entram os homens que na terra fizeram parte da Igreja Católica. Ao Reino de Deus na terra podem pertencer todos os homens, sem distinção de raça, de nacionalidade, de condição, mas não devem procurar nele bens materiais; encontrarão, porém, a paz, a justiça e a alegria de uma vida virtuosa. Assim escreveu o Apóstolo São Paulo: «O Reino de Deus não é comida nem bebida, mas é justiça, paz e alegria no Espírito Santo» (Ep. Rom. XIV, 17). REITORES DAS IGREJAS são os Sacerdotes aos quais é confiado o culto numa Igreja que não é paroquial, nem capitular, nem anexa a uma casa de Comunidade religiosa (C. 479). É livremente nomeado, ou aprovada a sua nomeação pelo Bispo, que o pode remover, havendo causa justa (C. 480, 486). Na sua igreja pode celebrar os Ofícios divinos, salvo os que pertencem ao ministério paroquial e de maneira que não prejudique as funções paroquiais (C. 482). Sem licença, ao menos presumida, do Reitor ou de outro Superior legítimo, a ninguém é lícito celebrar Missa, administrar Sacramentos e fazer outras funções sagradas na sua igreja. O Pároco, porém, pode levar da igreja do Reitor o Santíssimo Sacramento aos enfermos (C. 484). Pertence ao Reitor a administração dos bens destinados à reparação, ao decoro e ao culto divino na sua igreja, a não ser que outra coisa conste de título especial, ou de legítimo costume (C. 1182). RELIGIÃO é a virtude sobrenatural que nos inclina a prestar a Deus o culto que lhe é devido, por causa da sua infinita excelência e supremo domínio. Tudo aquilo que importa reverência a Deus pertence à Religião, a qual se pratica por atos interiores, que são os principais, os que elevam o nosso espírito até Deus, e por atos exteriores, manifestando pelos membros do corpo os sentimentos do nosso espírito. A Religião é constituída por um conjunto de verdades e de preceitos, pelos quais a nossa vida tem de ser ordenada a Deus. Essas verdades, como os preceitos, foram dados por Deus ao homem, para saber o que deve crer e praticar para viver como Deus quer e para que, vivendo assim, possa ir gozar a Deus na eternidade. A Religião é um fato universal; existiu sempre e existe em todos os povos. Revelou-a Deus no começo da Humanidade; conservou-a como foi revelada o povo de Israel; os outros povos afastaram-se do verdadeiro Deus, desconheceram-no, caíram em erros grosseiros acerca da divindade e criaram várias religiões, prestando culto a vários deuses, segundo os concebiam, porque sempre os homens consideraram a religião como uma coisa necessária. Jesus Cristo, Deus feito Homem, veio ao mundo há 19 séculos, chamar todos os homens à prática da Religião divina, que tomou o nome de Religião cristã. Mandou a seus Apóstolos que a ensinassem a todas as gentes. Mas há ainda muitos povos que não conhecem a Religião de Jesus Cristo e que continuam a seguir as religiões que receberam dos seus antepassados, religiões falsas porque humanas, pois a divina é uma só, como um só é o verdadeiro Deus. As religiões não cristãs que maior número do aderentes contam são as seguintes: Hinduísmo, com cerca de 25 milhões, nas índias, na Birmânia e nas Antilhas. Budismo, com 213 milhões, na China, nas Índias, na Indochina, no Japão e na Coréia. Xintoísmo, é a religião oficial do Japão. Confucionismo, com 350 milhões, é a religião oficial da China. Há ainda um grande número de religiões pagãs, espalhadas pela África, pela Oceania e por algumas regiões da América e da Ásia. E há o Judaísmo, com 16 milhões de judeus, espalhados por todos os povos do mundo. Os judeus adoram o verdadeiro Deus e têm os seus Mandamentos, mas negam Jesus Cristo e rejeitam a sua religião. Também se dá o nome de Religião, à Sociedade aprovada pela legítima Autoridade eclesiástica, cujos membros se ligam pelos três votos de: pobreza, castidade e obediência, com o fim de tenderem à perfeição evangélica, vivendo sob as leis próprias da Sociedade. A Sociedade religiosa chama-se Ordem, se nela se fazem votos solenes; Congregação religiosa, se se fazem somente votos simples, quer temporais ou perpétuos; de Direito Pontifício, se tem aprovação ou ao menos Decreto de louvor da Sé Apostólica; de Direito Diocesano, se é ereta pelo Bispo e não obteve aquele Decreto de louvor (C. 488). RELIGIÃO MISTA é um impedimento impediente do Matrimônio, que resulta do fato de um dos contraentes ser católico e o outro, posto que batizado, pertencer a alguma seita herética ou cismática. A Igreja proíbe tal casamento, por causa do perigo de perversão do cônjuge católico ou da prole. RELIGIOSOS (frades) são os cristãos que, por voto solene, se obrigam voluntariamente a seguir a vida monástica ou conventual, segundo a Regra da Ordem a que pertencem. Aos Religiosos dá-se o nome de frades, que quer dizer irmãos, porque se tratam como irmãos os que entram no Estado Religioso. Estado Religioso consiste essencialmente na observância dos três votos de: pobreza, castidade e obediência. A Regra particular de cada Ordem deve ser aprovada pela Igreja. Há quatro Regras principais: a de São Basílio, a de Santo Agostinho, a de São Bento e a de São Francisco; debaixo destas quatro Regras há diversas espécies de Ordens Religiosas. Há também muitas Congregações Religiosas que não pertencem a estas quatro Regras. Antes de o cristão se ligar para sempre a uma Ordem Religiosa ou a uma Congregação, faz o seu Noviciado, isto é, durante um determinado período de tempo, estuda a vida da Ordem ou da Congregação e examina as suas próprias forças físicas e morais, para saber se é adaptável ao espírito e às obras próprias da Ordem ou da Congregação. Decorrido o tempo do Noviciado, se quer abraçar a vida Religiosa e se o Superior o admite, faz a sua Profissão, isto é, emite os votos e não pode mais abandonar o Estado Religioso senão nas condições previstas na legislação Canônica. RELÍQUIAS DOS SANTOS são restos dos corpos dos Santos, ou objetos de que fizeram uso. São classificadas em duas categorias: Insignes ou grandes, e são o corpo, a cabeça, o braço, a perna, ou a parte do corpo em que o Santo sofreu o martírio, o antebraço, a mão, a língua e o coração. A segunda categoria é formada pelas relíquias pequenas (C. 1281). O Santo Lenho, ainda que seja uma pequenina parte, é sempre considerada como relíquia insigne, por ser uma parte da cruz em que Jesus Cristo morreu. A Igreja aprova e recomenda o culto das relíquias, mas um culto relativo à pessoa ou ao Santo a que as relíquias pertencem (C. 1255). A qualquer relíquia de Santo é devido o culto de veneração com uma inclinação de cabeça e é incensada com dois duetos. O Santo Lenho tem o culto de veneração de joelhos e é incensado com três duetos. As relíquias insignes não podem conservar-se em casas ou oratórios particulares, sem expressa licença do Bispo do lugar. As relíquias não insignes podem conservar-se em casas particulares, sendo tratadas com honra. Não podem as relíquias ser expostas ao culto público, sem estarem autenticadas em documentos por algum Cardeal, ou pelo Bispo do lugar, ou por algum Eclesiástico com faculdades especiais. As relíquias, quando são expostas, devem estar encerradas numa cápsula. A relíquia do santo Lenho nunca deve estar exposta à veneração pública na mesma cápsula com relíquias de Santos. As relíquias dos Beatos, sem Indulto especial, não devem ser levadas nas Procissões, nem expostas na igreja, a não ser naquela onde se celebra Ofício e Missa por concessão da Sé Apostólica. As santas relíquias não são objeto de comércio; não se podem vender (C. 1282 e segs.). REMISSÃO DOS PECADOS foi confiada à Igreja por Jesus Cristo, dizendo aos seus Apóstolos: «Àqueles a quem perdoardes os pecados serão perdoados» (Ev. S. Jo. XX, 23). A remissão dos pecados é fruto da Paixão e morte de Jesus Cristo, como se lê no Santo Evangelho: «Importava que Cristo padecesse e que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia e que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados em todas as Nações» (Ev. S. Luc. XXIV, 46, 47). Pela remissão dos pecados somos justificados, isto é, recebemos a graça de Deus e ficamos na sua amizade, capazes de viver virtuosamente e de gozar a bem-aventurança celeste. A remissão dos pecados faz-se por meio dos Sacramentos, particularmente pelo Batismo e pela Penitência ou Confissão sacramental. RESERVADOS são os pecados cuja absolvição o Papa ou o Bispo reservam para si próprios (C. 893). O único pecado ratione sui reservado à Santa Sé é a falsa denúncia, pela qual o Sacerdote inocente é acusado do crime de solicitação perante os juízes eclesiásticos (C. 894). Dos casos ipso jure, reservados ao Bispo, os Párocos podem absolver durante o tempo da Missão ao povo (C. 899). Toda a reserva cessa: a) quando se confessam os doentes que não podem sair de casa; b) os noivos por causa do casamento, quando, segundo juízo prudente do Confessor, este não pode pedir ao legítimo Superior as faculdades de absolver, sem grave incômodo do penitente ou sem perigo de violação do sigilo sacramental (C. 900). RESPEITO HUMANO é um sentimento produzido pelo temor de desagradar ao mundo, quando há um dever religioso a cumprir. É uma fraqueza na Fé, é uma covardia na ação. A Religião de Jesus Cristo não exige de nós coisa alguma de que tenhamos de nos envergonhar. Pelo contrário, todos os atos da Religião têm por fim levar-nos à prática da virtude, elevar-nos para Deus. Ter respeito humano é ter vergonha de servir a Deus, é preferir a estima dos homens à graça de Deus. Que nos importa o que digam de nós, se Deus aprova as nossas ações? E que dirá Deus e que fará Deus se nos envergonharmos de servi-Lo? A resposta é dada por Jesus Cristo, dizendo: «Se alguém se envergonhar de Mim e das minhas palavras, também o Filho do homem (que é Jesus Cristo mesmo) se envergonhará dele, quando vier na sua majestade e na de seu Pai e na dos Anjos» (Ev. S. Luc. IX, 26). RESSURREIÇÃO DA CARNE é a união da alma separada ao seu corpo, no fim do mundo, para nova vida, que será eterna. É uma verdade ensinada por Jesus, dizendo: «Todos os que se acham nos sepulcros ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que obraram bem neste mundo sairão para a ressurreição da vida (eterna), mas os que obraram mal sairão ressuscitados para a condenação» (Ev. S. Jo. V, 28, 29). E o Apóstolo São Paulo escreveu: «Todos ressuscitaremos num abrir e fechar de olhos; porquanto, é necessário que este corpo mortal se revista da imortalidade» (Ep. I Cor. XV. 51, 52, 53). A ressurreição não é natural, é miraculosa. Deus criou o homem, infundindo no pó da terra uma alma imortal e espiritual, que lhe deu a vida. Deus tira a vida ao homem separando a alma do seu corpo. Deus dá novamente vida ao homem, unindo novamente a alma ao pó que foi o seu corpo. A Deus nada é impossível. RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO é o fundamento da nossa Fé, como escreveu o Apóstolo São Paulo: «Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa Fé» (Ep. 1 Cor. XV, 17.). A ressurreição de Jesus Cristo foi profetizada por Ele mesmo, operada por Sua própria virtude, três dias após a sua morte, e reconhecida pelos Seus Apóstolos e discípulos, que O viram vivo, depois de ser sepultado, que Lhe falaram, que O ouviram, que com eles se sentou à mesa, o que tudo consta do santo Evangelho. RESTITUIÇÃO é o ato de justiça comutativa, que tem por fim reparar a lesão do direito alheio. A restituição dos bens alheios tem preferência sobre o socorro aos parentes, a não ser que estejam em extrema necessidade. Aquele que injustamente impede alguém de conseguir um rendimento é obrigado a restituir, ao arbítrio de pessoa conscienciosa. A restituição pode ser feita pelo Confessor, ou por outro meio, secretamente, para o crime não ser conhecido. Se aquele a quem é devida a restituição morreu, é feita aos herdeiros; se é desconhecido, dá-se aos pobres; se está muito distante, remete-se ou deposita-se à sua ordem. RESTRIÇÃO MENTAL consiste no uso de palavras que têm um sentido diferente daquele que naturalmente significam, quando não se quer dizer a verdade. Por ex.: a alguém que não foi a Lisboa pergunta-se se já viu aquela cidade; responde que sim, subentendendo em fotografia. Não é lícito usar de tal restrição mental. De outra maneira se faz a restrição mental, empregando palavras que, embora não exprimam a verdade, a deixam perceber pelo sentido da frase. Por ex.: a alguém a quem foi confiado um segredo perguntam se o conhece, e responde que não, subentendendo que não o conhece para o descobrir. Esta restrição mental é lícita. Mas não convém fazer uso da restrição mental, para evitar o caminho aberto à mentira, e para não diminuir a mútua confiança que deve haver na vida social. RETIRO ESPIRITUAL é a suspensão, por alguns dias, da vida habitual, para os consagrar a um trabalho interior mais intenso e preparar o futuro, estudando em melhores condições a vontade de Deus sobre nós e renovando o fervor da alma para uma vida mais cristã, mais sobrenatural. O isolamento durante o Retiro deve ser o mais completo possível, para que todo o tempo seja aplicado à meditação, aos exames de consciência, à oração, às resoluções, à organização da vida para o futuro. REVELAÇÃO é a manifestação de alguma verdade, feita por Deus iluminando sobrenaturalmente a nossa inteligência. Deus revelou as verdades da Religião aos Judeus, por meio dos Profetas; as verdades da Religião Cristã foram reveladas por Jesus Cristo, Deus Filho feito homem. A nossa Fé funda-se nas revelações feitas por Jesus Cristo e escritas no santo Evangelho, nas Epístolas dos Escritores Sagrados e na Tradição conservada na Igreja Católica. O Apóstolo São Paulo escreveu: «Deus, tendo falado (revelado) muitas vezes e de muitos modos, noutro tempo a nossos pais pelos Profetas, nestes dias nos falou pelo (seu) Filho (Jesus Cristo)» (Ep. Hebr. I, 1, 2). RIQUEZA por mais avultada que seja, não nobilita o homem nem o engrandece, porque o homem é maior que todos os bens do mundo e tudo lhe é inferior. Mas a riqueza não é um mal; pode servir para o mal como para o bem, segundo o uso que dela se fizer. O Apóstolo São Paulo escreve: «Os ricos deste mundo não sejam altivos, nem se fiem na incerteza das riquezas. Pratiquem o bem, façam-se ricos em boas obras, dêem e repartam com boa vontade» (Ep. I Tim. VI, 17, 18). Têm os ricos o direito de utilizar a riqueza na própria sustentação, segundo a condição de vida de cada um; e têm o dever de repartir com os pobres, mas de maneira que estes sintam o alívio da sua pobreza. RITO Chama-se rito ao conjunto de fórmulas e cerimônias que a Igreja usa para prestar a Deus o culto que lhe é devido. O rito pode ser de instituição divina e de instituição eclesiástica. O de instituição divina chama-se essencial porque constitui a essência mesma do Sacrifício e dos Sacramentos; o de instituição eclesiástica é chamado também acidental e tem como fim desenvolver e aclarar os ritos essenciais. Os ritos acidentais formaram-se sob a influência de fatores climatérios e históricos e podem até desaparecer; na Igreja são muitos e variados. Podemos dividi-los em dois grupos: orientais e ocidentais. Nos orientais, temos o rito grego, siríaco, maronita, russo, eslavo, búlgaro, romeno, copta e abissínio. Nos ocidentais podemos distinguir o romano, o milanês, o galicano, o mozárabe, o céltico e, em Portugal, o bracarense que foi restaurado pela bula de 14 de Maio de 1919. No ocidente, o rito predominante é o Romano. Dos outros ritos ocidentais nenhum existe na sua pureza primitiva; têm sofrido de tal modo a influência do rito romano que já pouco se encontra da sua primeira forma. Podem, no entanto, encontrarem-se vestígios da sua existência na liturgia de algumas Ordens religiosas e na de algumas regiões. ROGAÇÕES são orações públicas que se fazem na igreja, nos três dias anteriores à Quinta-feira da Ascensão. Estas orações foram ordenadas no século V, na cidade de Viena de França, pelo Bispo São Mamerto, com o fim de obter de Deus a cessação de calamidades que havia 50 anos se repetiam naquela região, afligindo os povos com grandes desgraças. Reza-se a Ladainha de Todos os Santos, pedindo a Deus o afastamento de todo o mal para a alma e para o corpo. ROMANO PONTÍFICE é o sucessor do Apóstolo São Pedro, o Vigário de Jesus Cristo na terra. Tem, não só o primado de honra, mas também supremo e pleno poder de jurisdição sobre toda a Igreja, tanto nas coisas que dizem respeito à Fé e aos costumes, como nas coisas que se referem à disciplina e regime da Igreja, espalhada por todo o mundo. Este Poder é independente de toda a autoridade humana (C. 218). Todos os fiéis devem obedecer ao Papa como ao próprio Jesus Cristo. É infalível quando ensina, como Chefe da Igreja, doutrina revelada sobre a Fé e a moral. ROQUETE é uma veste semelhante à sobrepeliz, mas distinguindo-se dela por ter as mangas compridas e estreitas. É antes uma insígnia prelatícia reservada a certos dignitários do que propriamente uma veste litúrgica. O roquete pode ter nos punhos um transparente da cor da batina da pessoa que tem direito a usá-lo. Não pode substituir a sobrepeliz na administração dos Sacramentos. ROSÁRIO é uma devoção composta de 150 Ave-Marias, divididas em 15 dezenas, sendo cada uma precedida de um Pai Nosso. Em cada dezena se medita um mistério da vida de Nosso Senhor. Divide-se o Rosário em três séries de 5 mistérios cada. A primeira lembra-nos a Encarnação e a infância do Salvador, são os mistérios Gozosos; a segunda recorda a Paixão e morte do Filho de Deus por nosso amor, são os mistérios Dolorosos e a terceira põe diante do nosso espírito o triunfo de Jesus e de sua Mãe Santíssima, são os mistérios Gloriosos. Entre as devoções à Virgem Maria, nenhuma há que leve vantagem à recitação do Rosário, ou do seu Terço (a terça parte do Rosário), com a respectiva Ladainha. No Rosário se resume tudo o que há de mais piedoso e devoto, de mais ascético e sublime na Religião Católica; nele se recitam as orações vocais mais excelentes; nele se encontram as meditações dos principais Mistérios do Cristianismo. A Igreja recomenda, com toda a insistência, a recitação do Rosário ou do seu Terço e preceitua que durante o mês de Outubro se recite publicamente nas igrejas e capelas. É muito recomendável o uso da reza do Terço, diariamente, em comum, no lar doméstico. RUBRICAS são indicações nos livros litúrgicos (escritas primitivamente a vermelho (rubro), para dirigirem os Clérigos na recitação das orações e cerimônias litúrgicas. Devem ser cuidadosamente observadas na administração dos Sacramentos e principalmente na celebração da Missa. Reprovado qualquer costume em contrário, o Sacerdote celebrante não acrescente por seu próprio arbítrio outras cerimônias ou preces às que estão designadas nas rubricas dos seus livros rituais (C. 818). #DICIONÁRIODASPALAVRASCATÓLICAS #DICIONÁRIODOSVERNÁCULOSCATÓLICOS #LETRAR #DICIONÁRIODEPALAVRASCATÓLICAS #DICIONÁRIODADOUTRINACRISTÃ #DICIONÁRIOCATÓLICOLETRAP #DICIONÁRIO #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #dicionáriodafécatólica #LETRARDICIONÁRIOCATÓLICO #DICIONÁRIOCATÓLICO
- LETRA “Q”
Q QUARENTA HORAS é uma devoção que consiste em passar 40 horas em oração diante do Santíssimo Sacramento exposto, desde domingo da Quinquagésima até terça-feira seguinte. Esta devoção, ordenada pela Igreja (C. 1275) tem por fim: a) aplacar a justiça divina, gravemente ofendida pelas desordens nos dias chamados de carnaval; b) desviar das loucuras e dos grosseiros e impuros divertimentos desses dias, aqueles que poderiam ser arrastados na corrente dos maus costumes; c) afervorar os fiéis no amor a Jesus, recordando as 40 horas que decorreram desde a sua condenação à morte até à sua ressurreição. Nas igrejas era que se faz a solenidade das Quarenta Horas, e durante ela, todos os altares são privilegiados (C. 917). QUARESMA é o período de 40 dias que precede a festa da Páscoa, e que a Igreja Católica consagra ao jejum e à abstinência. Foi instituída nos tempos apostólicos, com o fim de os fiéis imitarem o jejum de Jesus Cristo durante 40 dias e de se prepararem, pela mortificação, para a grande festa da Páscoa. Começa em quarta-feira de Cinzas e termina em sábado de Aleluia. É dentro deste período de tempo que os fiéis geralmente cumprem estes dois Mandamentos da Igreja: confessar-se o cristão, ao menos uma vez no ano, e comungar pela Páscoa da Ressurreição. QUARTA-FEIRA DE CINZAS é a Quarta-feira depois de Quinquagésima e o primeiro dia da Quaresma. Tem aquele nome porque nesse dia, antes da Missa, o Sacerdote benze uma pouca de cinza e faz com ela uma cruz na testa dos fiéis, para recordar-lhes que são pó e que em pó se hão de tornar. QUINTA-FEIRA SANTA é o dia em que a Igreja comemora solenemente a instituição da Sagrada Eucaristia. Em muitas igrejas faz-se de tarde a cerimônia do lava-pés, que consiste em o Sacerdote, devidamente paramentado, lavar os pés a doze homens, geralmente pobres, em memória do que Jesus Cristo fez aos seus discípulos, no cenáculo em Jerusalém. Desde a Missa desse dia, até à Missa de sábado seguinte, não se tocam os sinos, nem música na igreja, em sinal da tristeza que causa a lembrança da Paixão e morte de Jesus Cristo. Tendo de se administrar o Sagrado Viático desde a Missa de Quinta-feira Santa até Sábado de Aleluia, nada se canta nem na igreja nem pelo caminho. Mesmo na Sexta-feira Santa a estola a usar é de cor roxa (S. C. R.). Não pode tolerar-se o costume de levar o Santíssimo Sacramento pelas ruas na Quinta e Sexta-feira Santa (S. C. R.). Também não é lícito na Quinta-feira, estando o Santíssimo Sacramento exposto na urna, expor noutro lugar a imagem da Senhora das Dores e a de Jesus morto, mas é permitido na Sexta-feira. #DICIONÁRIODASPALAVRASCATÓLICAS #DICIONÁRIODOSVERNÁCULOSCATÓLICOS #DICIONÁRIODEPALAVRASCATÓLICAS #DICIONÁRIODADOUTRINACRISTÃ #LETRAQ #LETRAQDICIONÁRIOCATÓLICO #DICIONÁRIOCATÓLICOLETRAP #DICIONÁRIO #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #dicionáriodafécatólica #DICIONÁRIOCATÓLICO
- LETRA “P”
P PACIÊNCIA é a virtude pela qual suportamos com resignação as penas que nos molestam, não somente quando somos culpados mas também quando estamos inocentes. O homem paciente converte o fel em favo de mel; amansa o mau e fá-lo bom; muda o amargor do sofrimento em alegria de felicidade eterna. «A paciência aperfeiçoa as boas obras para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma», escreveu São Tiago, e acrescentou: «tende paciência, irmãos, até a vinda do Senhor (que é o dia da morte). Bem vedes que o lavrador, na expectativa de recolher o precioso fruto da terra, espera com paciência as chuvas têmporas e serôdias. Esperai também vós com paciência, e fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima» (Ep. São Tiago. V, 7 e 8). As contrariedades são inevitáveis; e a maior parte delas vêm de nós mesmos. Reconheçamos a inutilidade da impaciência e o mal que nos causa. Os sofrimentos que nos vêm nas contrariedades da vida são pouco ou nada em comparação dos nossos pecados. PADRE Ver a palavra SACERDOTE. PADRES DA IGREJA Chamam-se assim os escritores da Igreja, cujas obras e doutrina formam aquela autoridade que constitui a Tradição. A Igreja dá este título aos Doutores que floresceram nos doze primeiros séculos do Cristianismo, isto é, desde os Apóstolos até São Bernardo, que se reconhece geralmente como último dos Santos Padres. Para que um Escritor seja considerado «Padre da Igreja» são necessárias quatro condições: a) ortodoxia doutrinal; b) santidade de vida; c) antiguidade; d) aprovação da Igreja. Existem, todavia, alguns que embora não reúnam em si todas as condições antes indicadas, são, no entanto, chamados vulgarmente «Padres da Igreja», como por exemplo, Tertuliano, Orígenes, Fausto de Riez e outros; estes são chamados «Padres» pelos importantes serviços prestados à causa católica durante o tempo da sua ortodoxia. Ver a palavra DOUTORES. PADRINHOS Segundo um antiquíssimo costume que remonta pelo menos ao século III, ninguém deve ser batizado sem ser apresentado por um padrinho. No Batismo, ainda que privado, deve haver um padrinho e uma madrinha, que sejam batizados, que hajam atingido o uso da razão, e tenham a intenção de assumir tal encargo; que no ato do Batismo sustentem ou toquem fisicamente, por si ou por procurador, o batizando, ou imediatamente após aquele ato o tirem ou recebam da pia batismal ou das mãos do batizante (C. 765). Sejam afastados nominalmente do múnus de padrinho os concubinados públicos (quer ligados pelo contrato civil quer não), os duelistas, os que proíbem que seus filhos se batizem ou recebam a primeira Comunhão (C. P.). Pelo Batismo, o batizante e os padrinhos contraem parentesco espiritual com o batizado (C. 768). Em virtude do encargo que assumiram, os padrinhos têm obrigação de velar perpetuamente pelo seu filho espiritual (C. 769). Também na Confirmação deve haver um padrinho, que seja do mesmo sexo que o confirmando, que seja confirmado, que tenha 14 anos de idade e coloque a mão direita sobre o ombro direito do confirmando durante a imposição do crisma. Não podem ser padrinhos na Confirmação os que não o podem ser no Batismo. PADROEIRO (SANTO) é o Santo escolhido por uma Nação, Diocese Paróquia, Comunidade Religiosa, ou quaisquer lugares ou pessoas morais, como seu Protetor especial junto de Deus. PAGANISMO é o estado religioso era que vivem os povos que não conhecem o verdadeiro Deus. Adoram falsas divindades e seguem uma moral de harmonia com os erros grosseiros que às suas paixões agradam. Os homens tiveram sempre a ideia de um Deus; como não o conheciam, prestavam culto ao que eles julgavam ser Deus. Antes de Jesus Cristo só os Israelitas adoravam o verdadeiro Deus, porque só a eles Deus se tinha revelado. Os povos que não conhecem Jesus Cristo continuam a viver no paganismo. PAIS Unidos pelo Santo Sacramento do Matrimônio o homem e a mulher são chamados, pelo poder da procriação que recebem de Deus, à missão sublime de colaborar com Ele na obra da comunicação da vida. Devem tomar todas as precauções para que os filhos tenham um nascimento feliz, e devem fazê-los batizar o mais breve que possam, para os tornarem herdeiros do Céu. Devem prover suficientemente à conservação da sua saúde, instruí-los e educá-los, para que sejam homens prestantes e bons. Devem amá-los sem predileção por algum, e amá-los sobrenaturalmente. Devem corrigi-los, exercer vigilância sobre a sua conduta, habituá-los ao trabalho, segundo as aptidões e forças de cada um, dar-lhes bom exemplo, preveni-los a respeito dos perigos contra a virtude, a respeito das realidades da vida, dirigi-los e ampará-los na escolha da profissão e do estado de vida que hão de tomar. O Apóstolo São Paulo lhes diz: «Educai-os em disciplina e correção do Senhor» (Ep. Efes. VI, 4). Preparar os filhos para ganharem o sustento do corpo é um dever de que os pais não podem dispensar-se; mais importante e mais grave, porém, é o dever de prepará-los para ganharem a vida eterna. PAIXÃO (Etimologicamente deriva do verbo latino pati que significa sofrer). A paixão é definida por Aristóteles, «o movimento do apetite sensitivo procedente da imaginação do bem ou do mal, com uma certa transmutação corpórea». Neste sentido, as paixões, sendo inclinações próprias da natureza, não são nem boas nem más e existem em todos os homens. Seguindo o pensamento aristotélico, Santo Tomás (S. Teolog. I-II, q. 23, a. 4) distingue no homem onze paixões: amor, ódio, desejo, fuga, deleitação e tristeza, estas no apetite concupiscível; esperança, audácia, desesperação, temor e ira, no apetite irascível. A paixão é voluntária, quando excitada pela própria vontade; os atos a que conduz têm maior mérito se são bons, e maior culpabilidade se são maus. A paixão é involuntária, quando precede o ato da vontade, inclinando-a a operar; os atos de que é causa chegam a ser isentos de responsabilidade moral. As paixões moderadas pela reta razão podem e devem contribuir para a formação de sólidas e fecundas virtudes. Mas, em nosso modo habitual de falar, paixão significa simplesmente «o ato ou o hábito desordenado do apetite sensitivo. Neste sentido, a paixão seria mais propriamente chamada ‘vício’» (S. Teolog. I-II q. 45, a. 1, resp. à 1.ª obj.). PAIXÃO DE JESUS CRISTO Chama-se assim ao conjunto dos sofrimentos do nosso Divino Salvador desde a sua prisão na noite de Quinta-feira Santa até à morte na Cruz; foi prognosticada pelos Profetas do Antigo Testamento, principalmente por Isaías, (cap. LIII), e foi realizada sob o poder de Pôncio Pilatos, na cidade de Jerusalém, terminando com a crucifixão no Calvário. A natureza humana de Jesus Cristo, posto que unida à natureza divina, conservou o que tinha de passível e mortal; por isso Jesus foi sensível às dores e à morte. Pela Paixão de Jesus Cristo foram tirados todos os impedimentos da nossa salvação, e foram-nos dados todos os bens, quanto ao mérito. Na remissão dos pecados ela é a causa universal, que é preciso, todavia, aplicar a cada um por meio dos Sacramentos, de sorte que nenhum pecado é perdoado, nem alguém obtém salvação sem que lhe sejam aplicados os méritos da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. PALA é um pequeno pano quadrado, de linho ou de cânhamo, que o Sacerdote leva dentro do corporal quando vai celebrar a Santa Missa. Não admite bordados, mas pode ter uma renda à volta. A pala serve para cobrir a patena e a hóstia até ao ofertório, e o cálice desde o ofertório até à comunhão, e de novo a patena depois da comunhão. É benzida com o corporal, dentro do qual se conserva. Depois de servir na Missa, não deve ser dada a lavar nem mesmo a religiosas, sem ter sido purificada por Clérigo de Ordens Maiores (C. 1306). PÁLIO é um dossel portátil, sustentado por varas, que obrigatoriamente serve nas procissões para cobrir o Sacerdote que leva a custódia com o Santíssimo Sacramento. É tolerado também que vão debaixo do Pálio as Relíquias da Verdadeira Cruz do Senhor e os Instrumentos da Paixão, contanto que não estejam reunidas a relíquias de Santos. É proibido levar nas procissões debaixo do pálio relíquias ou imagens dos Santos, ainda que sejam da Santíssima Virgem (S. C. R). Se houver costume, também pode ir debaixo do pálio a imagem do Senhor morto, na sexta-feira santa (S. C. R.). Também é recebido debaixo do pálio o Bispo, na visita pastoral (Pont. Rom.). Também se chama Pálio a um ornamento que o Arcebispo põe sobre os ombros depois de revestido de todos os outros ornamentos pontificais. O Palio era insígnia do imperador que foi concedida ao Papa ou no século IV ou no século V. No princípio era sinal do poder e missão do pastor passando também a ter o significado de uma relíquia de São Pedro e de um instrumento do poder arquiepiscopal. O Pálio é feito da lã de cordeirinhos, benzida no altar de Santa Inês e depositado depois sobre o altar da confissão de São Pedro. (Ver A. Coelho, C. de Lit. Rom., 1943, Vol. II, pág. 240). É formado por duas fitas de lã branca, da largura de dois dedos, que pendem sobre o peito e sobre as costas, com algumas cruzes pretas. Usam-no os Metropolitas como sinal de jurisdição sobre as igrejas da sua Província eclesiástica; antes de o receberem não podem licitamente exercer a sua jurisdição arquiepiscopal (C. 275, 276). A bênção do «Pálio» é reservada ao Sumo Pontífice. PAPA Esta palavra significa Pai espiritual. O Papa é o Vigário de Jesus Cristo na terra, o Bispo de Roma, o Chefe da Igreja Católica. (Ver Romano Pontífice). PARAÍSO TERRESTRE Dá-se este nome ao lugar onde Deus formou e colocou Adão e Eva. Conhecemos a sua existência pela narração da Sagrada Escritura, mas não sabemos em que lugar exato da Terra estava situado. PARAMENTOS são todos os ornamentos usados pelo Clero nas funções sagradas. Devem ser benzidos pelo Bispo ou por Sacerdote que tenha as necessárias faculdades, exceto os sanguíneos, os véus de cálice e as bolsas de corporais. Não podem servir para usos profanos (C. 1296). Acerca da matéria e forma dos ornamentos e outros objetos sagrados devem observar-se as normas litúrgicas, a tradição da Igreja e, do melhor modo possível, também as leis da Arte Sagrada (C 1296, § 3). As várias cores dos paramentos são a expressão de um simbolismo. A cor branca é símbolo de pureza e de alegria; a cor vermelha é símbolo de amor e de sacrifício; a verde é símbolo de esperança; a roxa é símbolo de penitência; a preta é símbolo de luto. Os paramentos não devem estar rasgados nem sujos. Quando já não podem ser remendados, queimam-se, assim como se queimam todas as vestes e utensílios litúrgicos benzidos, quando já não estão capazes de ser usados. PÁROCO é o Sacerdote a quem foi conferida, em título, alguma Paróquia com a cura de almas, que há de exercer sob a autoridade do Ordinário do lugar (C. 451). Só é propriamente Pároco aquele que é colado. Aos Párocos colados são equiparados os Encomendados, em tudo o que não seja contrário ao direito (C. 451). É da máxima importância na Igreja Católica o ofício dos Párocos. Da sua ciência, prudência e zelo depende, em grande parte, a salvação das almas. São eles os melhores cooperadores dos Bispos, aos quais compete o direito de nomeá-los em suas Dioceses (C, 455). Os direitos e as múltiplas obrigações dos Párocos estão determinados no Código do Direito Canônico. PARÓQUIA é uma parte do território de uma Diocese, com uma igreja e povo determinados, sob a direção dum Pároco como seu próprio Pastor, para cuidar das necessidades, das almas (C. 216). PÁSCOA é a principal festa dos cristãos, por comemorar a Ressurreição de Jesus, fundamento da nossa Religião. A Ressurreição de Jesus Cristo é o triunfo da vida sobre a morte e dá-nos a esperança da nossa futura ressurreição para irmos gozar com Jesus as alegrias do Céu. No Martirológio, antes de se anunciarem as Calendas e a lua, canta-se o elogio da Festa do dia, que todos escutam de pé. Neste dia, para a aspersão antes da Missa, emprega-se água tirada da Pia batismal, antes da infusão dos Santos Óleos. Neste Domingo e nos que se seguem, até ao Pentecostes inclusivamente, cantase à aspersão «Vidi aquam» em lugar do «Asperges» (ver A. Coelho, C. de Lit. Rom., 1941, Vol. I, pags. 728-729). PATENA é uma espécie de prato de ouro ou de prata dourada, onde se coloca a hóstia que vai ser consagrada na Missa. Deve ser sagrada pelo Bispo. PÁTRIA nossa, é a Nação a que pertencem nossos pais quando nascemos. Devemos-lhe amor, trabalho e defesa, a) O amor à nossa Pátria leva-nos a preferi-la às outras Nações, a aplaudir como nossas as empresas dos nossos compatriotas que procuram o bem comum, a pôr em relevo todo o bem que se faz na nossa Pátria, a sentir e a lamentar como mal nosso, todo o mal feito pelos nossos compatriotas, a nos sentirmos honrados pelos atos que honram os nossos compatriotas, b) Trabalho pela prosperidade material e moral da nossa Pátria, c) Defesa pela palavra, pela escrita, pelo capital, pelas armas, sempre que a Pátria tenha necessidade do nosso esforço e das nossas faculdades. PATRIARCA era o nome que se dava aos varões célebres de que a Sagrada Escritura faz menção e que viveram nos primeiros tempos do mundo e durante muitos séculos. Atualmente a palavra Patriarca, usada na Igreja, é apenas um título que, além da prerrogativa de honra e do direito de precedência sobre o Primaz e o Arcebispo, não tem jurisdição especial (C. 271, 280). PATRÕES paguem aos operários um salário justo; não lhes imponham trabalho excessivo; sejam com eles generosos quanto possível; não os exponham a ocasiões de pecado, antes procurem auxiliá-los no cumprimento dos seus deveres religiosos; e amem-nos como irmãos, filhos do mesmo Pai que é Deus (C. P.; C. 1524). Lembrem-se os patrões da rigorosa obrigação que lhes incumbe de manter completa moralidade nos seus estabelecimentos, evitando a promiscuidade dos sexos e o trabalho noturno das mulheres, que lhes é tão prejudicial para a alma como para o corpo. Os amos e patrões devem procurar que os jovens de um e outro sexo, que se ocupam no seu serviço doméstico, santifiquem os dias do Senhor, frequentem os Sacramentos, e fujam dos perigos contra a Fé e os bons costumes (C. P.). PAVILHÃO Ver a palavra SACRÁRIO. PAZ é a tranquilidade na ordem, principalmente na vontade. A paz procede da justiça, evitando ocasiões de litígios e tumultos. O mundo oferece paz aos seus, proporcionando gozos, prazeres, consolações, que, todavia, não acalmam as paixões, não unem os sentimentos, não confortam o coração, não abatem o orgulho, não desfazem as invejas, não nivelam as ideias. Por isso o mundo não dá paz aos homens. A paz vem do Céu. Cantaram-na os Anjos quando Jesus nasceu; deixou-a Jesus aos seus discípulos quando subiu ao Céu: «A paz vos deixo, a paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo» (Ev. S. Jo. XIV, 27). A paz de Jesus Cristo é uma graça que estabelece a harmonia entre as faculdades do homem e entre os homens que sujeitam a sua vontade à vontade de Deus. Aquele que Lhe for inteiramente submisso goza o doce prazer da paz no seu espírito, ainda que viva no meio de adversidades. PECADO é qualquer ação, palavra ou desejo contra a Lei eterna de Deus (Santo Agostinho). O Pecado é possível porque o homem é livre no exercício da sua vontade; deve determinar-se ao bem, mas pode determinar-se ao que é oposto ao bem, isto é, pode não querer conformar os seus atos com o que a Lei divina lhe prescreve. O pecado pode ser contra Deus, contra o próprio pecador, e contra o próximo, e pode ser de pensamento, de palavra, de ação e de omissão. A gravidade do pecado não se mede pelo prejuízo que causa, mas pela má vontade ou má intenção do pecador. São quatro os graus da gravidade do pecado, conforme resulta: da paixão, ou da ignorância, ou da malícia, ou da contumácia. O pecado original foi cometido por Adão, o primeiro homem, o qual preferiu agradar a sua mulher, desprezando ambos a Lei de Deus. Em consequência desse pecado, ficaram ambos privados da graça divina em que haviam sido criados, e ficaram sujeitos a todos os males que resultam da ignorância, da concupiscência e da fraqueza da vontade, e ficaram sujeitos à morte. Além disso, todos os descendentes de Adão e Eva estão sujeitos às mesmas privações e às mesmas penas, visto que o pecado original deteriorou a natureza humana, que passa de geração em geração privada da graça de Deus. Esta verdade é afirmada na Sagrada Escritura, dizendo São Paulo: «O pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte para todos os homens, porque todos tinham pecado…» (Ep. Rom. V, 12). O Sacramento do Batismo apaga o pecado original, porque infunde a graça divina na alma de quem o recebe; mas a natureza humana continua sujeita aos efeitos com que aquele pecado a infeccionou. Por isso o homem ainda cai em pecado e os seus pecados chamam-se pessoais, que podem ser mortais ou veniais. O pecado é venial quando não faz perder a graça de Deus, e isto sucede se deixamos de cumprir a Lei de Deus em coisa leve, ou em coisa grave, mas sem pleno conhecimento. Este pecado é impedimento de atos de virtude e atrai sobre o pecador alguma pena temporal a sofrer neste mundo ou no Purgatório. O pecado é mortal quando se transgride a lei divina por desprezo; mas nenhum pecado é mortal sem o pleno conhecimento da razão. O pecado mortal faz perder a graça de Deus e sujeita o pecador à condenação eterna. O pecado venial é comparado a uma doença, o pecado mortal é comparado à morte. É mais grave pecar por obras do que por palavras, e mais grave pecar por palavras do que por pensamentos. Os pecados carnais são menos graves, embora mais torpes do que os pecados espirituais. Todo o pecado contra o próximo é também contra Deus. Todos os pecados podem ser perdoados nesta vida, quanto à culpa e quanto à pena, mas para obter o perdão de qualquer pecado é preciso que se perca totalmente o afeto ao pecado. Nenhum pecado mortal pode ser perdoado sem que o sejam todos, porque todos os mortais são conexos na aversão a Deus. «Se dissermos que não temos pecado algum, nós mesmos nos enganamos e a verdade não está em nós» (Ep. I S. Jo. I, 8). O pecado é o máximo mal que o homem pode fazer a si mesmo. O homem que peca mortalmente fica de tal modo escravizado ao seu pecado que, enquanto está em pecado, nada faz que mereça recompensa celeste e, morrendo em pecado mortal, não pode ter vida eterna no Céu. Há sete pecados mortais, que são chamados capitais, porque são a cabeça ou a fonte de que procedem outros, e são: soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça Os principais meios de evitar o pecado são: a oração, a meditação e a consideração das consequências do pecado, a frequência dos sacramentos da Confissão e da Comunhão, os exercícios de piedade, o espírito e a prática da mortificação, a fuga das ocasiões do pecado, a vigilância sobre os sentidos e sobre a vontade, sem cujo consentimento não há pecado. PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO são os pecados nos quais, por uma obstinação no mal, se despreza a graça que o divino Espírito Santo nos oferece para a nossa santificação. Chamam-se pecados contra o Espírito Santo porque tudo o que dimana da bondade de Deus se atribui particularmente ao Espírito Santo. Tais pecados são: desesperação da salvação, — presunção de se salvar sem merecimentos, — contradizer a verdade conhecida como tal, — ter inveja das mercês que Deus faz a outrem, — obstinação no pecado — impenitência final. Jesus disse que o pecado contra o Espírito Santo não será perdoado neste mundo nem no outro (Ev. S. Mat. XII, 32), querendo significar que é muito difícil ao que comete tais pecados o arrepender-se e sem o arrependimento não recebe o perdão. PECADOS CONTRA A NATUREZA geralmente falando, são todos os pecados de impureza, cometidos contra a ordem da natureza estabelecida para a geração dos filhos. PECADOR é aquele que comete algum pecado. É pecador oculto se o seu pecado não é conhecido; é pecador público se o seu pecado é do conhecimento público. Os pecadores públicos — os excomungados, os interditos, os manifestamente infames e quaisquer outros — devem ser afastados da sagrada Comunhão, a não ser que conste da sua emenda e satisfaçam pelo escândalo público. Aos pecadores ocultos, se pedirem ocultamente a Comunhão e não constar da sua emenda, não se dê a Sagrada Comunhão; se a pedirem publicamente e houver escândalo em lha negar, deve ser-lhes dada (C. 855). Se o pecador público ou ligado por censura notória, pretender o Sacramento do Matrimônio e não se quiser confessar, ou se se recusar a reconciliar-se com a Igreja, o Pároco não pode assistir ao seu Matrimônio, a não ser que exija causa grave, e, podendo ser, depois de ter consultado o Bispo (C. 1066). Os pecadores públicos e manifestos não podem ser admitidos validamente nas Associações Pias (C. 693) e não podem ter sepultura eclesiástica (C. 1240). PEDRA D’ARA é a pedra sagrada pelo Bispo e colocada sobre uma mesa para a celebração do Sacrifício da Missa. Deve ter as dimensões suficientes para nela caberem a hóstia e o cálice. As proporções ordinárias são de 30 centímetros de comprimento por 26 de largura. Convém que sobressaia um pouco sobre a mesa, para que o celebrante conheça facilmente os seus limites. A pedra d’ara perde a sagração: recebendo uma fratura enorme, removendo-se as relíquias, ou levantando-se o opérculo do sepulcro onde estão as relíquias. Uma fratura leve, mesmo no opérculo, pode ser tapada por qualquer Sacerdote, cimentando a fenda (C. 1200). PENA ou castigo de Deus, é dupla: de sentido ou aflitiva, e de dano ou carência da visão de Deus. A primeira é devida ao pecador por causa da sua conversão desordenada às criaturas; a segunda por causa da aversão a Deus. Toda a pena, como pena, só se aplica ao culpado, mas como satisfação e medicina pode-se aplicar por culpa alheia. Com pena corporal se castiga o filho por culpa do pai e o servo por culpa do amo, enquanto que são alguma coisa deles; não porém com pena espiritual, a não ser que tenham sido participantes da sua culpa. Deus tarda em punir os pecadores, por duas razões: para que os predestinados se convertam, e para que os seus juízos sejam reconhecidos como justos. Os que morrem só com o pecado original não sofrem a pena de sentido. Ao pecado venial é devida a pena temporal; ao pecado mortal, a pena eterna. Perdoada a culpa do pecado mortal e a pena eterna, por vezes fica a pena temporal a sofrer nesta vida ou no Purgatório. PENA ECLESIÁSTICA é a privação de algum bem, imposta pela autoridade legítima da Igreja, para correção do delinquente e punição do delito (C. 2215). PENAS ESPIRITUAIS Ver a palavra CENSURA. PENITÊNCIA é um Sacramento pelo qual são perdoados os pecados cometidos depois do Batismo, àquele que os confessa com as devidas disposições. Foi instituído por Jesus Cristo quando disse aos seus Apóstolos: «Àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes serlhes-ão retidos» (Ev. S. Jo. XX, 23). Este poder conferido por Jesus aos seus Apóstolos, e que só eles podem transmitir e que transmitem somente aos Sacerdotes, estende os seus efeitos a todos os pecados, de sorte que não há nenhum pecado que não possa ser perdoado pelo Sacramento da Penitência. Para haver Sacramento é necessário que o penitente ou pecador faça a confissão dos seus pecados com verdadeira contrição e propósito de satisfazer, e que seja absolvido pelo Confessor. Este Sacramento é tão necessário para a salvação daqueles que pecam mortalmente após o Batismo, como o Batismo é necessário para os não batizados. Todavia os pecados seriam perdoados àquele pecador que, desejando o perdão e não se podendo confessar, morresse com verdadeira contrição. A contrição procede do amor a Deus, e quem morre no amor de Deus não é condenado. Todos os fiéis têm obrigação, por preceito da Igreja, de receber o Sacramento da Penitência, desde que chegam ao uso de razão, ao menos uma vez cada ano. PENITÊNCIA (virtude) é uma virtude sobrenatural e moral, inclinando o pecador à detestação do pecado por ser ofensa a Deus, com o firme propósito de emenda e de satisfação. Por força da justiça natural, o homem tem de reparar a ofensa feita a outrem. O homem que ofende a Deus fica obrigado, por preceito de justiça, a reparar a ofensa, e repara-a fazendo penitência. PENTECOSTES é o décimo dia após a Ascensão do Senhor. Chama-se dia de Pentecostes — palavra que quer dizer quinquagésimo — porque a festa se realiza 50 dias depois da Páscoa. Chama-se também Domingo do Espírito Santo, porque nesse dia, estando os Apóstolos reunidos numa casa da cidade de Jerusalém, em oração, desceu sobre eles o divino Espírito Santo, em forma de línguas de fogo, produzindo efeitos maravilhosos. PERDÃO É um dever cristão perdoar aos que nos ofendem; mas o perdão exige o arrependimento do ofensor, e por essa razão não facilita a disposição para nova ofensa. Disse Jesus Cristo: «Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o, e se ele se arrepender, perdoa-lhe» (Ev. S. Luc. XVII, 3). Quem se arrepende do mal que faz não fica com vontade de repetir a ação má. O perdão é uma consoladora esperança para os pecadores, pois disse o Evangelista S Lucas; «Arrependei-vos e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam perdoados» (Act. Ap. III, 19). Tal é o preço do perdão dos nossos pecados: arrependimento, acompanhado da conversão, e detestação do mal feito, começando a fazer o bem que lhe é contrário. PEREGRINAÇÕES são uma solene manifestação de Fé, um ato coletivo de Religião, de piedade e de penitência, que os cristãos costumam fazer, ordenados em grupos, aos mais célebres Santuários. Não devem ser promovidas sem o consentimento da Autoridade eclesiástica, a cuja aprovação há de ser submetido o respectivo programa. Convém que os fiéis sejam preparados para esse ato, por meio de pregação, e que se confessem e comunguem. PEREGRINO é aquele que está fora do domicílio e quase domicílio, que ainda conserva (C. 91). Não está sujeito às leis particulares do seu território, enquanto dele estiver ausente, exceto se as leis forem pessoais ou a sua transgressão causar prejuízo no seu território; e no território em que se encontra é obrigado somente às leis que dizem respeito à ordem pública. O peregrino deve ser batizado solenemente na sua paróquia pelo Pároco próprio, se isso for fácil e sem demora se se puder fazer; em caso contrário, qualquer Pároco no seu território pode batizar solenemente o peregrino (C. 738). Pode lucrar as Indulgências concedidas a todos pelo Bispo da diocese era que se encontra (C. 927). PERFEIÇÃO consiste na união permanente da alma com Deus, pois a última perfeição duma coisa consiste na consecução do fim último para que foi criada. O fim último do homem é este: conhecer e amar a Deus como Ele é e como merece. Isto só se consegue de modo completo e permanente no Céu. Ninguém é obrigado a ser perfeito enquanto viver neste mundo, mas todos são obrigados a tender à perfeição. Foi neste sentido que Jesus disse: «Sede perfeitos, como vosso Pai celeste é perfeito» (Ev. S. Mat. V, 48). É dever do cristão imitar as perfeições divinas, manifestadas na vida humana de Jesus Cristo. Aquela tendência à perfeição consiste, essencialmente, em cumprir os Mandamentos divinos, e, secundariamente, no cumprimento dos Conselhos evangélicos que também se ordenam ao amor de Deus (Sum. Teológ , II-II, q.184 a. 3). Embora seja necessário para o cristão observar os Conselhos que lhe são impostos pelos seus deveres de estado, no entanto a perfeição consiste antes de tudo no cumprimento dos Preceitos. Não cumprem a vontade de Deus, (e, portanto, não O amam), aqueles que, para dar grandes esmolas, retardam indefinidamente o pagamento das próprias dívidas; também não cumprem a vontade de Deus os que se dão a devoções e esquecem os seus deveres graves de estado, domésticos, profissionais e de cristão, como, por exemplo, a assistência obrigatória à Santa Missa, aos Domingos e dias Santos, o contribuir, na medida das suas possibilidades, para as despesas do culto, etc., etc. A verdadeira perfeição consiste em amar a Deus e ao próximo por Deus, distinguindo bem o principal do secundário, sem nunca esquecer aquela máxima de S. Bernardo: «a medida do amor de Deus é Amá-lo sem medida». PERIGOS A EVITAR Entre os perigos que se encontram no caminho da vida cristã, alguns merecem especial atenção, sobretudo aos jovens, a) A ociosidade: é preciso empregar bem o tempo e as nossas faculdades; b) As más companhias: falar a todos, acompanhar com os bons, escolher para amigos os melhores; c) As más leituras: deve-se por de parte toda a leitura que perturba a consciência; d) As amizades rápidas, o luxo, o respeito humano, os divertimentos mundanos. PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA Deus permite-a por vários motivos: a) para castigo dos pecadores; b) para fazer conhecer os verdadeiros cristãos e separar os lobos dos cordeiros; c) para provar a verdade da Religião católica pela prática de virtudes heróicas, pela abnegação e martírio de uns, por atos de caridade e de reparação de outros; d) para ser mais glorificado pelas almas que lhe ficam fiéis. PERSEVERANÇA OU CONSTÂNCIA é a virtude que firma o espírito contra o temor de males iminentes, e o fortalece para vencer as dificuldades que provêem do continuado exercício da virtude. A perseverança na Fé e nas obras da Fé é absolutamente necessária para ser bom cristão e para a salvação. Disse Jesus: «Se vós permanecerdes na minha palavra sereis verdadeiramente meus discípulos e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora como a vide (separada da videira) e secará e o enfeixarão, e meterão no fogo, e arderá» (Ev. S. Jo. VIII, 31, 32; XV, 6). E ainda são de Jesus estas palavras: «Aquele que perseverar até ao fim, esse é que será salvo». (Ev. S. Mat. X, 22). Para perseverarmos na vida cristã, ou vivermos isentos de pecado mortal, devemos andar vigilantes e lutar virilmente contra as desordens da consciência, e trabalhar sempre pela glória de Deus, que é o mesmo que trabalhar pela nossa felicidade. É o que manda São Paulo, dizendo: «Vigiai e perseverai, firmes na Fé; portai-vos varonilmente, e fortalecei-vos» (Ep. I. Cor. XVI, 13). PERSEVERANÇA FINAL é a conservação da graça divina no momento da morte. Todos os dias devemos pedir a Deus esta graça, porque dela depende a nossa salvação. O momento da morte é decisivo, e o demônio não deixa de empregar todos os esforços por nos fazer pecar, para sermos condenados como ele foi. Só a graça da perseverança no amor de Deus nos pode livrar de cair em tentação. PESSOA é um indivíduo dotado de razão e liberdade. Neste mundo é pessoa unicamente o homem, qualquer que seja a sua raça e a sua condição. Só ele é dotado de razão e de liberdade, tem um fim eterno a conseguir, com o direito de usar os meios aptos para conseguir esse fim. O elemento essencial da personalidade é a vontade livre que supõe a razão e a reflexão. Pela sua liberdade a pessoa sente-se verdadeiramente senhora de si mesma e das suas operações que lhe devem ser atribuídas por inteiro, contanto que as faça com conhecimento e livre vontade. A pessoa é um ser moral, quer dizer, é um ser submetido à lei do dever, susceptível de responsabilidade, de mérito ou demérito, de recompensa ou de castigo (Ver C. Lahr, Manual de Filosofia, pág. 264 e segs., ed. portuguesa, Porto 1931). À pessoa, embora lhe interesse o problema econômico, interessa-lhe, principalmente, o problema moral. Nisto se distingue do indivíduo. Os que vêem no homem apenas o indivíduo, só dão atenção ao que diz respeito ao corpo, e, se lhe reconhecem uma alma, desinteressam-se dela, só lhes interessando o problema econômico. PESSOA MORAL é a agregação de muitas pessoas, formando um corpo jurídico, com o direito de perpetuamente e coletivamente existirem e possuírem algum bem. Pode ser civil ou eclesiástica, segundo o bem pelo qual se congregam é temporal ou espiritual. Por ordenação divina, a Igreja Católica e a Sé Apostólica têm razão de pessoa moral. Outras pessoas morais inferiores existem na Igreja, ou por prescrição do Direito, ou por especial concessão do competente Superior eclesiástico, dada por decreto formal, para algum fim religioso ou caritativo (C. 100). A pessoa moral, por sua natureza, é perpétua; extingue se, porém, se a legítima Autoridade a suprimir, ou se faltar por espaço de cem anos (C. 102). PIA DE ÁGUA-BENTA é a que se encontra à entrada da Igreja, nas colunas ou nas paredes, com água benta para que os fiéis, tocando a devotamente, purifiquem-se dos pecados veniais, antes de entrarem no templo santo. Substitui a fonte que antigamente havia no adro, para os fiéis lavarem o rosto e as mãos antes de entrarem na Igreja. PIA BATISMAL (Ver a palavra BATISTÉRIO). PIAS UNIÕES são associações de fiéis, instituídas para o exercício de alguma obra de caridade ou de piedade. Não podem existir sem aprovação do Bispo. Não devem erigir-se senão em igrejas ou capelas públicas, ou ao menos semip-públicas. Estando eretas em igrejas que não sejam suas, podem exercer as funções eclesiásticas próprias, somente na capela ou no altar em que estão estabelecidas, conforme o Cânon 716, e os seus Estatutos (C. 717). PIEDADE é uma virtude moral, que nos faz reverenciar e prestar o devido auxílio aos autores da nossa vida, da sua conservação e desenvolvimento. Deve-se primeiramente aos nossos pais, de quem nascemos e por quem somos criados e, em segundo lugar, à Pátria, na qual vivem os nossos pais, nascemos e encontramos o ambiente propício à nossa formação física e espiritual. Esta piedade ou dedicação filial inclui também todos os parentes, isto é, todos os que nos estão ligados por algum laço de família; o amor da Pátria abrange igualmente todos os concidadãos que devem viver em boa harmonia, auxiliando se obsequiosamente, amando-se e respeitando-se uns aos outros. Sendo Deus o primeiro e principal autor e conservador da nossa vida a Ele se refere primeiramente a piedade, abrangida neste caso pela virtude da religião e que nos leva a reverenciar Deus e prestar-lhe o culto devido, como nosso Pai. É neste sentido que comumente se toma a virtude da piedade. Há uma falsa piedade, que se conhece por ser: exterior e formalista, pueril e às vezes ridícula, mundana e sentimentalista. A verdadeira piedade tem o seu fundamento na Fé viva e esclarecida; é humilde, amável, zelosa, racional, caritativa e modesta e é moderada pela prudência. O essencial no culto divino, ou na prática da Religião, é que tudo se faça com amor sobrenatural e sinceridade, com o desejo de aperfeiçoar a vida moral e de glorificar a Deus. «A piedade para tudo é útil, porque tem a promessa da vida presente (que se aperfeiçoa) e da futura (que é o Céu)» (Ep. I Tim. IV, 8). O dom de piedade reforça a virtude da piedade ou religião e pela moção do Espírito Santo faz-nos ir mais além, reverenciando a Deus, não já pelos benefícios d’Ele recebidos, mas por Ele mesmo, pela sua magnificência e bondade. PLUVIAL OU CAPA DE ASPERGES é uma veste aberta pela frente, que o Sacerdote, em certos atos litúrgicos, lança aos ombros, caindo até quase ao chão. Era antigamente uma capa que servia para as procissões, tendo um capuz para abrigar da chuva (donde lhe deram o nome de pluvial). Sendo antes igual à casula, foi perdendo a sua forma, até que, aberta por diante e coberta de bordados, começou a ser considerada, na Idade Média, como veste honorífica. O capuz foi perdendo a sua forma e uso, até se transformar no estofo liso, ornado duma franja, que atualmente se encontra ao meio das costas, na capa. A capa é uma veste litúrgica reservada ao Clero. O pluvial dos simples Presbíteros, não deve ser preso no pescoço com fecho ou broche de metal lavrado, o que é reservado aos Bispos, mas sim com colchetes ou coisa semelhante. Não é permitido haver um Presbítero assistente revestido de capa, numa missa que não seja de Pontifical, exceto na primeira missa dum novo sacerdote. POBREZA Ser pobre, segundo o senso cristão, não é uma desgraça, não é uma infelicidade; é não ter o espírito pegado aos bens do mundo e não ter a ambição de possuí-los. «Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus», disse Jesus Cristo (Ev. S Mat. V, 3). Pobres em espírito são aqueles que, não possuindo bens, não os ambicionam, e também aqueles que, possuindo-os, só fazem bom uso da sua riqueza e distribuem o supérfluo pelos que não possuem. O pobre em espírito não tem afeto aos bens que possui ou que são do seu uso, nem se entristece por nada possuir, nem apetece o que não é necessário à sua sustentação, nem desperdiça o que é aproveitável, nem gasta do que é supérfluo, nem se deleita do que lhe é dado, nem se desgosta do que lhe é negado. Espera, porém, que a pobreza, sofrida neste mundo, seja substituída pela bem-aventurança que Jesus lhe prometeu que gozaria no Céu. POBREZA VOLUNTÁRIA é um dos três Conselhos Evangélicos e consiste em renunciar à posse dos bens materiais. Geralmente este Conselho é seguido pelos fiéis que abraçam o Estado Religioso. Diz o Apóstolo São Paulo: «Nada trouxemos para este mundo e, sem dúvida, nada levaremos dele». Tendo, pois, com que nos sustentarmos e com que nos cobrirmos, vivamos contentes (Ep. I Tim. VI, 7, 8). POMPAS DO DEMÔNIO Dá-se este nome às vaidades criminosas do mundo, às quais todo o cristão se obrigou a renunciar quando recebeu o Sacramento do Batismo. Vaidades do mundo, ou pompas do demônio, são: a ambição, a arrogância, a vanglória, as superfluidades que trazem consigo a soberba, o luxo, a sensualidade. POSITIVISTA afirma, absurda e impiamente, que só conhecemos os fenômenos sensíveis, e que, por isso, não podemos de modo nenhum atingir a natureza das coisas, ou demonstrar a existência de Deus e da alma humana (C. P.). POSSESSÃO DO DEMÔNIO é a ação do demônio no corpo do homem, produzindo, por meio dos membros e dos sentidos do possesso, atos extraordinários. São sinais de possessão: o homem falar línguas desconhecidas ou entendê-las, manifestar coisas ocultas e distantes, produzir forças superiores à idade e às condições naturais da pessoa, etc. Embora seja de admitir a possessão diabólica, não devemos ser fáceis em acreditar nos casos que se contam a tal respeito. Os meios de combater a possessão são os indicados contra os obsessos. (Ver a palavra OBSESSÃO). PRÁTICAS DE PIEDADE (Algumas) I. Oração da manhã, para louvar a Deus e O suplicar desde o princípio do dia, e Oração da noite para agradecer e pedir perdão. II. Meditação, para aperfeiçoar a vida moral. III. Assistir à Missa, para tomar parte no único Sacrifício da Religião divina. IV. Comunhão diária, para alimentar a vida divina na alma. V. Trabalho e deveres de estado, bem cumpridos, para fazer a vontade de Deus. VI. Visita ao Santíssimo Sacramento e Comunhão espiritual, para alimentar o fervor. VII. Leitura espiritual, para refletir e bem dispor a vontade. VIII. Exame de consciência, para vencer hábitos maus e defeitos. IX. Regularidade em todas as ações ordinárias, para haver ordem na vida. X. Comemoração religiosa de aniversários, tais como: do Batismo, da Comunhão solene e de outros. PRAZER não é uma coisa condenável. O Apóstolo São Paulo convida-nos a estar sempre alegres: «Estai sempre alegres» (Ep. I Tessal. V, 16). Mas a alegria cristã é o prazer próprio de uma consciência isenta de remorsos. Há prazeres condenáveis: os que resultam de algum pecado; os que são prejudiciais à saúde, à dignidade, à economia e, sobretudo, os que impedem a felicidade eterna. Jesus condena esses prazeres, dizendo: «Ai de vós os que estais fartos, porque vireis a ter fome. Ai de vós os que agora rides, porque gemereis e chorareis» (Ev. S. Luc. VI, 25). Por isso não devemos procurar os prazeres que regalam desordenadamente os sentidos, e sim os que resultam do dever cumprido, ou da admiração das belezas criadas, ou da consideração da verdade. PRECEDÊNCIA é o direito que alguém tem de ocupar um lugar superior ao de outrem, em certas cerimônias oficiais. No Coro, existe também, entre os membros de Hierarquia, um direito de precedência. Começando pelas maiores dignidades, a ordem é a seguinte: 1 – Cardeal Legado, Cardeal não Legado, Núncio Legado Visitador Apostólico Bispo, Metropolita, Bispo Diocesano. 2 – Patriarca, Primaz, Arcebispo, Bispo Residencial e Titular. 3 – Núncio não Legado, Visitador não Bispo (nos seus territórios), Protonotários Participantes, Núncios (fora dos seus territórios). 4 – Vigário Geral, Vigário Capitular, Cabidos das Catedrais, Dignitários, Cônegos Titulares: – Cônegos – presbíteros, Cônegos-diáconos, Cônegos subdiáconos, Cônegos honorários, Beneficiados (na Catedral ou quando intervêm em corpo, como representação oficial ou com o Bispo da diocese em qualquer igreja da mesma), Cabidos das Colegiadas (em idênticas condições). 5 – Abades mitrados. 6 – Protonotários supranumerários e «ad instar», Gerais das Ordens religiosas e Prelados domésticos. 7 – Párocos (colados, encomendados), Presbíteros diocesanos não párocos e Presbíteros dos Institutos Eclesiásticos. 8 – Presbíteros das Ordens regulares, Cônegos regulares, Clérigos regulares, Monges e os das Ordens chamadas Mendicantes, Presbíteros das Congregações religiosas. 9 – Clérigos diáconos, Subdiáconos, Acólitos, Exorcistas, Leitores, Ostiários e Tonsurados. (Para mais esclarecimentos, consultar os autores do gênero, por ex. D. A. Coelho, O. S. B., C. de Lit. Rom., ed. de 1941, vol. I, pág. 1. 399-400). A precedência entre as Associações de pessoas leigas é a seguinte: 1 – Ordens Terceiras. 2 – Arquiconfrarias. 3 – Confrarias ou Irmandades. 4 – Pias-Uniões Primárias. 5 – Outras Pias Uniões. Mas só gozam deste direito, quando incorporadas colegialmente sob a própria cruz ou bandeira e com hábito ou insígnias da Associação (C. 701). Nos funerais, a precedência é devida ao Pároco ou Superior que, com estola, acompanha o cadáver. Nas Procissões, os Clérigos precedem sempre as Associações ou Confrarias de leigos. Também no Ano litúrgico há certos Ofícios que, em caso de ocorrência, concorrência, transferência ou reposição, têm direito de precedência sobre outros. A razão desta precedência pode ser o rito, a solenidade extrínseca, a qualidade, a dignidade e a extensão. PRECEITO é a aplicação da lei àquilo que é regulado pela lei. Há preceitos afirmativos, e estes obrigam sempre, mas admitem exceções em certas circunstâncias, como por exemplo: o preceito de ouvir Missa, de que em certos casos alguém está isento; e há preceitos negativos, os quais nunca é lícito transgredir, como por exemplo: o preceito de não matar. Ninguém é obrigado ao preceito enquanto não o conhece. Aos Príncipes seculares compete preceituar, para utilidade comum, nas coisas temporais; aos Prelados compete preceituar nas coisas eclesiásticas. Na lei Evangélica ou no Cristianismo, há três gêneros de preceitos: os preceitos da Fé, que nos obrigam a crer firmemente todos os mistérios que Deus revelou à sua Igreja; os preceitos Sacramentais, que nos obrigam aos Sacramentos da Igreja, com as devidas disposições e em certos tempos; os preceitos morais, que estão contidos no Decálogo e no Santo Evangelho, particularmente no Sermão da montanha. Todos os preceitos morais pertencem à lei da natureza, por isso devem ser observados por todos os homens. Toda a lei é cumprida pelos preceitos da caridade, e os preceitos da caridade são somente dois: amor de Deus e amor do próximo. PRECES PÚBLICAS são orações ordinárias, preceituadas pelo Bispo, para obter de Deus alguma graça extraordinária. PREDESTINAÇÃO é um ato da vontade divina, determinando, desde toda a eternidade, conduzir certas criaturas para a vida eterna (Ep. Efés. I, 4, 5). Escrevendo aos Romanos, São Paulo afirma: «aos que Deus predestinou, a esses chamou e aos chamados justificou-os e aos justificados glorificou-os» (Rom. VIII, 30). E noutro lugar, escreve ainda o mesmo Apóstolo: «Deus elegeu-nos (em Cristo), antes da constituição do mundo… e predestinou-nos em caridade, para sermos seus filhos adotivos por Jesus Cristo, segundo o beneplácito da sua vontade» (Efes. I, 4, 5) O Concílio Valentino (ano 855, can. 3) ensina: «confessamos fielmente a existência da predestinação dos eleitos para a vida eterna». A predestinação nada põe no predestinado, senão os seus efeitos, que são a preparação para a glória e a preparação para a graça, que é o meio único para conseguir a glória. Os predestinados não estão certos da sua predestinação, a não ser que Deus lha faça conhecer. Ninguém, pois, pode ter a presunção de que é predestinado; todavia aquele que vive cristãmente, como a Igreja ensina, pode ter a esperança de ser chamado ao Céu, porque não pode viver virtuosamente sem um auxílio especial da graça divina. PREGAÇÃO é o ensino da doutrina cristã ou do Evangelho, feito solenemente. É múnus próprio do Bispo, e nenhum Clérigo pode pregar na Igreja, sem licença do Bispo a quem a Igreja pertence. Os leigos, mesmo religiosos, não podem pregar na Igreja (C. 1342). O convite para a pregação é feito pelo Bispo, ou pelo Pároco, ou pelo Superior eclesiástico da igreja ou capela em que deve ser feita a pregação. Para as igrejas paroquiais e capelas dependentes da Igreja paroquial, o convite deve ser feito pelo Pároco. Para as capelas ou igrejas independentes da paroquial, o convite deve ser feito pelo Sacerdote que preside à respectiva Mesa administrativa, ou Confraria. Nenhum Sacerdote pode aceitar convite para pregação feito por um leigo. Para que a pregação seja feita fora da igreja ou capela, é necessária licença do Bispo, por escrito. A ninguém é permitido recitar orações fúnebres sem explícito consentimento do Bispo, e é inteiramente proibido aos pregadores falar de coisas políticas. A simples licença de pregar não é suficiente para pregar Missões ou Exercícios Espirituais (C. P.). A pregação comunica aos homens a graça da Fé, dá aos justos a graça da perseverança, dá aos pecadores a graça da conversão, dá aos aflitos a graça da consolação espiritual. Mas para que a pregação produza tão salutares efeitos é necessário ouvi-la com atenção, meditá-la e praticá-la. «Bem-aventurados são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a guardam», disse Jesus (Ev. S. Luc. XI, 28). PREGUIÇA é a propensão para não trabalhar, ou para cumprir os deveres negligentemente. É um vício capital, que pode produzir consequências muito funestas, tais como a ociosidade, a fraqueza de espírito, a irritação, a pobreza, a divagação da imaginação, o desespero, que resulta do desgosto da vida. São remédios contra a preguiça: a lembrança de que o trabalho é uma lei divina, a lembrança dos males a que esse vício dá origem e a sujeição a um regulamento de vida. Nem por ser rico o homem está dispensado de trabalhar; porque é homem, está sujeito à lei divina do trabalho, como à lei do sofrimento e da morte. O servo inútil de que fala o Evangelho, foi condenado por não ter feito frutificar o talento recebido (Ev. S. Mat. XXV). São Paulo escreve: «Não sejais preguiçosos e cumpri o vosso dever» (Ep. Rom. XII, 11). O preguiçoso é um inútil e por vezes um prejudicial. Não só não produz, mas pesa sobre a família e sobre a sociedade. PRIMÍCIAS E DÍZIMOS devidos ao Clero são-lhe pagos segundo os particulares estatutos e costumes louváveis em cada Região (C. 1502). PRESBITERATO é a Ordem que confere o poder de consagrar o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, de administrar os Sacramentos, exceto o da Confirmação e o da Ordem, de pregar, de benzer os fiéis e as coisas que tenham a seu uso, e de presidir às suas assembléias nos atos do Culto religioso. Para receber a Ordem de Presbítero é necessário ter vinte e quatro anos completos (C. 975 e 976), e ter passado metade do quarto ano do curso teológico, a não ser que outra coisa seja permitida por legítimo privilégio. PRESENÇA DE DEUS Deus está em todas as criaturas, criando, conservando, governando, conhecendo tudo, mesmo os nossos pensamentos e os segredos do nosso coração. Esta verdade é luz e é força; lembrada que seja, evita o erro da inteligência e fortalece a vontade no desejo e na prática do bem. Guiados pelo pensamento da presença de Deus, vivemos sempre e em toda a parte, acompanhados ou sós, como um filho bem educado sob os olhares de seu pai, abstemo-nos de toda a ação má ou palavra repreensível, repelimos toda a ideia que possa despertar um mau desejo, vivemos alegremente e confiados na sua divina proteção. O Apóstolo São Paulo, falando da presença de Deus, escreveu: «Não há criatura alguma invisível à Sua vista; antes todas as coisas estão nuas e descobertas aos olhos d’Aquele (Deus) a quem havemos de dar contas» (Ep. Hebr. IV, 13). PRESÉPIO Dá-se este nome à gruta onde nasceu Jesus Cristo, em Belém. É uma gruta irregular, aberta na rocha, no campo, a pouca distância da pequena cidade. Está transformada em igreja, que não recebe luz do exterior e é iluminada por muitas lâmpadas. Também se dá o nome de presépio ao lugar que os fiéis preparam na igreja, ou em suas casas, para comemorarem, com imagens religiosas, o nascimento do Menino Jesus. PRESUNÇÃO é a temerária ingerência em coisas de que não se é capaz, ou, mais restritamente, é a temerária esperança de conseguir a salvação, contra a ordem da divina Providência. É pecado grave: a) quando se espera a salvação só pelas próprias forças; b) quando se espera só pela misericórdia de Deus; c) quando se espera o auxílio divino para coisas más; d) quando da misericórdia de Deus se toma pretexto para pecar. PRIMA é a primeira das Horas Canônicas que se segue a Laudes. Chama-se Prima porque devia ser recitada na primeira hora do dia, isto é, pelas seis horas da manhã. É, sem dúvida, a mais bela oração da manhã. PRIMAZ é um título dado a um Bispo, e que, além da prerrogativa de honra e direitos de precedência ao Arcebispo, não tem consigo alguma jurisdição especial (C. 271). PROCISSÕES SAGRADAS são súplicas feitas solenemente pelo povo fiel, sob a direção do Clero, caminhando ordenadamente de lugar sagrado para lugar sagrado, com o fim de excitar a piedade, de comemorar os benefícios de Deus, de Lhe render graças, ou de implorar o auxílio divino (C. 1290). Umas são ordinárias, as que se fazem em dias fixos: — Purificação, Ramos, Ladainhas, Corpo de Deus, Ressurreição; — outras são extraordinárias: as determinadas para outros dias por causas públicas, por ex.: por motivo de Penitência (C. 1290). O Bispo pode, ouvido o Cabido, determinar Procissões extraordinárias (C. 1292). Não podem fazer-se duas Procissões no mesmo dia e no mesmo lugar (S. C. R) O Pároco ou qualquer outra pessoa não pode, sem licença do Bispo do lugar, introduzir Procissões novas, ou transferir ou abolir as costumadas (C. 1294). É proibido levar nas Procissões, debaixo do pálio, relíquias ou imagens dos Santos (S. C. R.) É proibido ao Clero, nas Procissões do Santíssimo Sacramento, cantar alguma coisa em língua vulgar, alternadamente com hinos litúrgicos (S. C. R.). Fora da igreja, quando o Clero não canta, o povo pode cantar em língua vulgar (mas não os trechos litúrgicos), contanto que esses cânticos sejam aprovados pelo Bispo e a sua execução seja dirigida pelo Clero (S. C. R.). Se a Procissão se faz dentro da igreja, o cortejo desce pelo lado da Epístola, ou, se a igreja tiver três naves, desce pela nave central, sobe pela do Evangelho, desce pela da Epístola, e regressa pela nave central. Não podem tomar parte nas Procissões e figurar de Anjos e de personagens bíblicos ou mistérios, meninos ou meninas de idade superior a doze anos. É proibido irem mulheres debaixo dos andores nas Procissões; as mulheres amortalhadas devem ir atrás do pálio. A Cruz, nas Procissões, deve ir com o crucifixo voltado para a frente. Não é permitido levar, nas Procissões, Cruzes de igrejas ou Confrarias, quando o Clero dessas igrejas ou Confrarias não tome parte nessas Procissões. Fora da igreja pode o Bispo admitir bandas de música, e mesmo na frente da Procissão, tambores e trombetas. O itinerário das Procissões, sua composição e ordem, estão sujeitos às determinações do Pároco ou do Sacerdote que por direito preside às mesmas Procissões. Na Procissão do Corpo de Deus, não podem admitir-se rapazes ou moças representando mistérios, Santos ou Santas, nem relíquias nem imagens de Santos, nem instrumentos ou imagens da Paixão. O Bispo pode permitir crianças vestidas de Anjo levando flores, incenso, uvas ou espigas de trigo. Às varas do pálio vai o Clero, ou vão os irmãos do Santíssimo Sacramento, ou as pessoas de categoria superior na localidade. Nas Procissões os lugares de maior honra são os detrás. Começando em ordem crescente de dignidade, a Procissão deve organizar-se do seguinte modo: 1 — Trombetas e tambores, que devem tocar uma marcha religiosa e não impedir nunca o canto ou a reza da Procissão. 2 — Homens leigos, adultos ou crianças, que levam consigo alguma insígnia católica e velas nas mãos. 3 — As Associações Piedosas e as Pias Uniões Primárias masculinas, por ordem da Antiguidade. 4 — Os homens pertencentes a Irmandades ou Confrarias e Arquiconfrarias, segundo a ordem da sua instituição. (Segundo o C. 701, § 2, nas Procissões do Santíssimo Sacramento, a Confraria desse nome, tem direito de precedência sobre as demais Arquiconfrarias e Confrarias). 5 — Os irmãos das Ordens Terceiras, segundo a sua antiguidade, revestidos dos seus hábitos e presididos pelo próprio Capelão ou Comissário. 6 — Os Religiosos, pela ordem seguinte: de direito diocesano, de direito pontifício, Congregações, Regulares, Monges, Cônegos regulares. 7 — O clero diocesano, precedido de Crucifixo, na seguinte ordem: Seminaristas; Clérigos, segundo a sua ordem: primeiro os adventícios e a seguir os da igreja do lugar; Presbíteros: primeiro os não adscritos e depois os adscritos à igreja que faz a Procissão, segundo a ordem da ordenação sacerdotal; os Vigários cooperadores; os Vigários substitutos e coadjutores; os Párocos encomendados; os Párocos colados, segundo a antiguidade das suas freguesias, tendo o Arcipreste direito de precedência sobre os outros Párocos do seu distrito, e o Pároco da Catedral sobre todos os outros Párocos; o Clero das Colegiadas; o Cabido; o Sacerdote que preside à Procissão, com os seus Ministros, se forem paramentados; os Prelados, com as vestes prelatícias, se não presidirem à procissão; os Lentes, Magistrados e Autoridades; depois os restantes fiéis: primeiro os homens e depois as mulheres, as quais não podem levar a Cruz, nem outras insígnias processionais, nem ocupar outro lugar que não seja atrás dos homens que acompanham o Oficiante, ainda que levem velas. (Ver, para mais esclarecimentos, D. A. Coelho, C. da Lit. Rom.., ed. de 1941, vol. 1, pág. 395 e segs.). PROCLAMAS são os anúncios públicos de futuro matrimônio, feitos na igreja, principalmente com o fim de descobrir impedimentos, se os houver. Os nubentes devem ser proclamados nas paróquias do seu domicílio ou quase domicílio, se o tiverem, e na do Batismo, e naquelas em que tenham residido por mais de seis meses contínuos, depois da idade núbil. São dispensados da proclamação onde tenham residido unicamente por motivo de estudo. Os proclamas devem ser lidos na igreja em três domingos e dias Santos de guarda, à hora da Missa paroquial, ou a outra hora em que haja regular concurso de fiéis. Todos os fiéis são obrigados a revelar ao Pároco, ou ao Bispo do lugar, antes da celebração do Matrimônio, os impedimentos de que tiverem conhecimento. Só por motivo grave o Pároco pode assistir ao Matrimônio sem terem passado três dias depois da última proclamação, ou mediante licença do Bispo. Não se realizando o Matrimônio dentro de seis meses após a última proclamação, ou de obtida a dispensa da mesma, deve repetir-se a leitura dos proclamas. Havendo causa legítima, o Bispo pode dispensar das proclamações (C. 1028). PROFECIA é a predição certa e manifesta de um acontecimento futuro, contingente e livre, que realmente se realizou na época designada e cujo conhecimento, no momento da predição, não pôde ser adquirido por causas naturais. A profecia só pode ser feita por Deus, porque o homem não pode conhecer, com certeza, uma coisa futura, que depende da livre vontade de Deus ou de alguma criatura. Deus fez-se conhecer do seu povo escolhido — o povo de Israel — principalmente por meio das profecias, revelando-se a alguns homens de bom espírito que anunciavam acontecimentos futuros, acompanhando esses anúncios com milagres que Deus permitia que fizessem, para provar o caráter divino da revelação. Pelos milagres o povo conhecia ser verdade o que os profetas anunciavam e cria em Deus. Pela realização das profecias, os homens do tempo em que se realizavam, reconheciam-nas como verdadeiras e criam em Deus. Houve 4 profetas chamados maiores, por serem os seus escritos mais extensos: Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. Houve 12 profetas chamados menores, porque foram menos extensos no que escreveram. PROFISSÃO RELIGIOSA quer simples quer solene, é a consagração temporária ou perpétua que o religioso ou a religiosa faz da sua pessoa a Deus, prometendo viver segundo a Regra e o espírito da Ordem Religiosa a que pertence. Para fazer profissão perpétua é necessário ter 21 anos de idade, quer a profissão seja simples, quer seja solene (C. 573). PRÓXIMO O nosso próximo, são todas as criaturas racionais capazes de felicidade eterna. Por preceito divino, devemos amar o próximo como a nós mesmos (Ev. S. Mat. XXII, 39). O amor ao próximo, para ser verdadeiro, não é preciso ser sensível, porque o verdadeiro amor não procede da parte sensitiva da alma, mas da vontade; de sorte que pode existir, mesmo com um sentimento de antipatia natural e é assim que podemos amar os nossos inimigos. A caridade, ou amor ao próximo, exige: a) que desejemos a todos a salvação das suas almas e os bens necessários para a conservação da sua vida; b) que procuremos para eles, nas ocasiões oportunas, as mesmas vantagens que procuraríamos para nós e lhes poupemos, quanto pudermos, os males que não queremos para nós; c) que pratiquemos, em seu favor, as obras de misericórdia, corporais e espirituais, de que se virem necessitados. PROVIDÊNCIA é a ação pela qual Deus conserva e governa o mundo que criou, dirigindo todos os seres ao fim que se propôs. A existência da Providência é-nos revelada pela ordem que reina no mundo. À Providência divina não pertence evitar defeitos, corrupções e coisas más, nem mesmo os pecados dos homens; nem a imutabilidade de Deus exclui a necessidade da oração. Tudo o que acontece, quer por necessidade quer por vontade, está regulado pela divina Providência, embora misteriosamente para nós, em ordem ao fim do Universo, ao fim primário da criação, que é a glória de Deus. A este fim se vão encaminhando todos os seres, dirigidos, ou pelas leis naturais ou pela moção da graça. PRUDÊNCIA é uma virtude moral, cardeal, que nos ajuda a conhecer e praticar o bem que devemos fazer e a omitir o mal que devemos evitar. A virtude da Prudência regula e dirige os nossos atos, mantendo-os nos justos limites; modera o ardor dos nossos desejos, evitando todos os excessos; ordena os nossos pensamentos, para que não nos afastem de Deus, assim como os afetos para que não nos apeguemos demasiado às criaturas. É a prudência que purifica as intenções, que reforma os juízos, que previne as palavras e as ações, encaminhando tudo para um fim digno de nós e merecedor de Deus. PÚBLICA HONESTIDADE é um impedimento dirimente do matrimônio, que resulta: a) do Matrimônio inválido, quer consumado quer não; b) do concubinato público ou notório. Dirime o Matrimônio no 1.° e 2.° graus de linha reta entre o homem e as consanguíneas da mulher e reciprocamente (C. 1078). Enquanto não houver decisão em contrário, deve-se ter como certo que este impedimento também procede do casamento civil consumado. PUDICÍCIA é a virtude pela qual nos afastamos de tudo o que excita a atos vergonhosos ou ofensivos do pudor, tais como: o olhar e o tato com malícia, os ósculos, etc. PÚLPITO é uma tribuna que na igreja é destinada à pregação. Geralmente está colocado numa coluna ou na parede da igreja, do lado do Evangelho, à altura suficiente para que o pregador se possa fazer ouvir de todos os fiéis que assistem à pregação. Nas Igrejas Catedrais fica do lado da Epístola, para o pregador estar voltado para o Bispo. PURGATÓRIO é o lugar onde as almas dos que morrem na graça de Deus, mas com algum pecado venial ou sem estarem purificadas das penas temporais devidas aos pecados graves já perdoados, expiam pelo sofrimento as penas dos pecados cometidos neste mundo, até que satisfaçam à justiça divina, para poderem entrar no Céu. Os sofrimentos das almas do Purgatório consistem em estarem privadas da visão de Deus e estarem ligadas pelos tormentos do fogo. Não sofrem somente: gozam também, porque têm a certeza de ir para o Céu e estão na graça de Deus. Nós podemos socorrê-las com os nossos sufrágios — orações, esmolas, sacrifícios, e, principalmente, oferecendo por elas o Santo Sacrifício da Missa. A Sagrada Escritura assim nos ensina, dizendo que: «é santo e salutar o pensamento de orar pelos defuntos, para que sejam livres dos seus pecados» (II Macab. XII, 46). O Purgatório é apenas um lugar de expiação e durará só até ao fim do mundo. #DICIONÁRIODASPALAVRASCATÓLICAS #DICIONÁRIODOSVERNÁCULOSCATÓLICOS #DICIONÁRIODEPALAVRASCATÓLICAS #LETRAP #DICIONÁRIODADOUTRINACRISTÃ #DICIONÁRIOCATÓLICOLETRAP #DICIONÁRIO #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #dicionáriodafécatólica #DICIONÁRIOCATÓLICO
- LETRA “O”
O OBEDIÊNCIA é uma virtude que dispõe o súdito a fazer a vontade do seu superior, com respeito, piedade e amor. É preferível ao sacrifício. Os seculares são obrigados a obedecer aos superiores espirituais somente no que prometeram no Batismo. Os cristãos são obrigados e obedecer aos Príncipes seculares, se tiverem justo domínio, se preceituarem o que é lícito, e em coisas seculares. O militar é obrigado a obedecer ao seu Comandante só nas coisas militares; o servo ao seu amo nas coisas servis; o filho ao seu pai nas coisas domésticas e de disciplina; qualquer ao seu superior segundo a razão de superioridade. A obediência é um ato de acatamento à vontade de outrem como vinda de Deus. São Paulo escreve: «Obedecei aos vossos superiores e sêde-lhes sujeitos porque eles velam como quem há de dar contas (a Deus) das vossas almas» (Ep. Hebr. XIII, 17). O que, em geral, torna a obediência um jugo pesado é o nosso amor próprio. Devemos obedecer, não em atenção às qualidades pessoais de quem manda, ou às conveniências que descobrimos na ordem dada ou na lei imposta, mas sim por causa da autoridade de Deus, que quer que uns mandem e outros obedeçam, e isto para bem de todos. Devemos obedecer a todos os que estão constituídos em autoridade como ao próprio Deus, ainda que sejam pessoas más, pois Deus serve-se por vezes de homens maus para castigar os pecados dos bons, e lhes fazer merecer maior recompensa no Céu. São Pedro escreve: «sede obedientes aos vossos superiores com todo o temor, e não somente aos bons, mas também aos de dura condição. Porque é uma graça sofrer alguém tribulações por consideração para com Deus, padecendo injustamente» (Ep. I S. Ped. II, 18, 19). Todavia, quando os homens mandam em oposição com a lei de Deus, devemos antes obedecer a Deus, pois, em tal caso, eles não mandam com autoridade comunicada por Deus, mas impõem a sua vontade pessoal. «Importa obedecer primeiro a Deus do que aos homens» (Act. V, 29). OBRA DAS VOCAÇÕES SACERDOTAIS tem por fim favorecer as vocações para o estado eclesiástico, e procurar recursos para se poderem educar no Seminário alunos pobres, guiar e proteger os jovens seminaristas, especialmente durante as férias. Podem associar-se a esta obra todas as pessoas que queiram contribuir para a realização daqueles fins. PARTE II – SEÇÃO II – DAS IGREJAS PARTICULARES E DOS SEUS AGRUPAMENTOS OBRAS DA VIDA CRISTÃ são necessárias para termos a recompensa da vida eterna. Disse Jesus: «O Filho do homem (que é Jesus mesmo) há de vir na glória de seu Pai com os seus Anjos (a julgar os homens), e então dará a cada um a paga segundo as suas obras» (Ev. S. Mat. XVI, 27). E o Apóstolo São Tiago escreve: «Não vedes como pelas obras é justificado o homem, e não pela fé somente? Sede cumpridores da palavra (de Deus) e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos» (Ep. São Tiago II. 24; I, 22). Mas Jesus preveniu: «Tende cautela, não façais vossas boas obras diante dos homens para serdes vistos por eles; de outro modo não tereis a recompensa de vosso Pai que está nos Céus» (Ev. S. Mat. VI, 1). Não é, pois, só pela fé que nos salvaremos, mas também pelas boas obras que fizermos, não para que os homens nos louvem, mas sim para darmos glória a Deus, como diz o Apóstolo São Paulo: «ou comais, ou bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus» (Ep. I Cor. X, 31). OBSESSÃO DO DEMÔNIO é a ação do demônio, que exteriormente molesta o corpo do homem, causando-lhe enfermidades e vexando-o com graves tentações. Isto pode acontecer: a) ou por causa da impiedade daqueles que renunciam a Deus; b) ou porque Deus o permite para punir nos homens os pecados que fazem; c) ou porque Deus o permite para experimentar os seus servos e confundir a malícia do demônio. Os sinais pelos quais se conhece se alguém está possesso do demônio são: falar língua estrangeira que não aprendeu; não poder ver coisas santas ou não ouvir falar delas sem aborrecimento; padecer de grandes convulsões; falar palavras desonestas, etc. Os remédios que a Igreja prescreve são as orações, as boas obras, os exorcismos; e aconselha o uso de remédios naturais indicados pela ciência. ÓDIO é a aversão ou repugnância que sentimos em presença do mal, real ou suposto. O ódio nem sempre é uma paixão má; se o seu objeto é o mal, o ódio é uma paixão boa; odiar o pecado é ter um amor entranhado à virtude. Mas o ódio chega a causar grandes perturbações na vida moral; por isso é preciso obstar a que tal paixão se radique em nós, visto que tanto pode ter por objeto o mal, como o bem que apreende como sendo um mal. O melhor meio de conseguir dominar a paixão do ódio é praticar com perseverança todas as virtudes. OFÍCIO DIVINO é oração que por lei da Igreja (C. 135) os Clérigos de Ordens Sacras e alguns Religiosos e Religiosas têm obrigação grave de rezar diariamente pelo livro chamado Breviário. Consta de várias partes, cuja reza se distribui pelas horas do dia: Matinas com Laudes, Prima, Tercia, Sexta, Noa, Vésperas e Completas. A divisão da reza do Ofício por diversas horas do dia obedece ao desejo que a Igreja tem de que os Clérigos não passem muito tempo de cada dia sem ocuparem o seu espírito na oração. O Ofício Divino rezado em nome da Igreja em união com Jesus — o grande Religioso de Deus — é a continuação do louvor que o Salvador Divino veio entoar na terra ao Pai celeste. O Ofício Divino está profundamente relacionado com o Sacrifício eucarístico cujos fins pretende realizar, insistindo principalmente nestas duas modalidades de adoração — a admiração e o louvor. O Ofício Divino tem por origem a primeira parte da Missa, chamada Missa dos Catecúmenos; imita-a na sua estrutura e dela toma os principais elementos — Epístola, Evangelho e Coleta. O «Ofício» chama-se «divino» porque: a) tem por exemplar o Louvor eterno que ressoa no seio da Trindade Santíssima; b) Tem por origem Deus que inspira à Sua Igreja os afetos, as palavras e os gestos com que quer ser adorado; c) tem por objeto o próprio Deus cujas perfeições infinitas glorifica. O Ofício Divino é evidentemente uma oração vocal sendo também profundíssima oração mental, a meditação tradicional da Igreja (D. Antônio Coelho, Curso de Lit. Rom., ed. de 1941, vol. I, págs. 290-291). ÓLEOS SANTOS são aqueles de que usa a Igreja na administração dos Sacramentos do Batismo, da Confirmação, da Ordem e da Extrema-Unção. São benzidos pelo Bispo na Quinta-feira Santa, e não devem ser usados os antigos, a não ser em caso de urgente necessidade. Faltando o Óleo benzido, pode-se acrescentar outro, também de oliveira, não benzido, em menor quantidade (C. 734). O Pároco deve guardar os Santos óleos na igreja, em lugar decente e seguro, fechado à chave, e não os pode ter em sua casa, nem mesmo o óleo dos enfermos, a não ser por necessidade ou por outra causa razoável, e mediante licença do Bispo (C. 735). O óleo benzido é também empregado na bênção dos sinos, na consagração dos altares e dos cálices para a Missa. O óleo é símbolo da incorruptibilidade e da força. CAPÍTULO QUARTO (§ 1667-§ 1690) ORAÇÃO é uma piedosa elevação da alma a Deus, com o fim de Lhe prestarmos as nossas homenagens, e de Lhe pedirmos o que é necessário e útil a nós mesmos ou ao nosso próximo. A oração pode tomar várias formas: mental, a que se faz só com o pensamento; vocal, a que se faz exprimindo o pensamento por palavras; privada, a que é feita por uma só pessoa e em seu nome particular; comum, a que é feita por várias pessoas reunidas; pública, a que é feita, em nome e por autoridade da Igreja, pelos seus Ministros; litúrgica, a que a Igreja faz nas cerimônias litúrgicas. A oração é um dever que Jesus Cristo nos impôs, dizendo: «É preciso orar sempre e não desistir nunca» (Ev. S. Luc. XVIII, 1): «vigiai e orai, para não cairdes em tentação» (Ev. S. Mat. XXVI. 41); «vigiai orando em todo o tempo» (Ev. S. Luc. XXI, 36). Jesus Cristo mesmo orou e deixou-nos um modelo de oração: «Meu Pai, se é possível, passe de Mim este cálice, todavia não se faça a minha vontade, mas a vossa» (Ev. S. Mat. XXVI, 39), e ensinou-nos a oração do Pai nosso (Ev. S. Mat. VI, 9-13). Os Apóstolos ensinaram-nos por quem e para que se deve orar. Escreve o Apóstolo São Paulo: «Eu te rogo que se façam súplicas, orações, petições, ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão elevados em dignidade, para que vivamos uma vida sossegada e tranquila em toda a sorte de piedade e honestidade, porque isto é agradável diante de Deus nosso Senhor» (Ep. I. Timót. II, 1-3). Deus quer que façamos oração, não para Lhe darmos a conhecer as nossas necessidades, nem para que mude os seus desígnios a nosso respeito, mas porque quer realizar muitos atos da sua vontade a nosso respeito mediante as nossas orações, de outro modo não teria dito «pedi e recebereis». E, se as nossas orações não são sempre eficazes é porque, diz o Apóstolo São Tiago (IV, 3); «pedis e não recebeis, e isto porque pedis mal, para satisfazerdes as vossas paixões». Em qualquer oração deve haver: elevação da mente a Deus, confiança do impetrante, ação de graças e súplica. Podemos pedir coisas temporais como necessárias, e coisas espirituais como principais. Podemos pedir aos outros homens e aos Santos que orem por nós, para que alcancem de Deus, pelos seus méritos e orações, aquilo que desejamos. Assim o ensina São Tiago, (V, 16), dizendo: «Orai uns pelos outros para serdes salvos, porque muito vale a oração perseverante do justo». A oração dominical, ou o Pai nosso, é perfeitíssima, porque contém tudo o que se pode desejar, e por ordem; por isso devemos dizê-la muitas vezes. É preciso orar com frequência, principalmente de manhã, pedindo as graças necessárias para o dia; e à noite, agradecendo os benefícios recebidos, e pedindo perdão das faltas cometidas durante o dia. ORATÓRIO Ver a palavra CAPELA. TÍTULO III – DA SANTÍSSIMA EUCARISTIA ORDEM é um Sacramento pelo qual se constituem na Igreja os Bispos, os Presbíteros e os Ministros, dando a cada um poder de exercer as funções Sagradas, e a graça para exercê-las dignamente» São sete as Ordens que se incluem no Sacramento da Ordem: três, chamadas Maiores ou Sacras, e quatro, chamadas Menores. É a Ordem o que distingue os Clérigos dos leigos; os Clérigos são chamados para regerem os fiéis e exercerem o ministério do Culto divino (C. 9481). Para o regime dos fiéis e exercício do Culto, os Clérigos recebem da Igreja o poder em diversos graus. A cada grau desse poder dá-se o nome de Ordem. São sete os graus que a Igreja confere ao Clérigo, e por isso são sete as Ordens, embora seja um só o Sacramento da Ordem. São Ordens Maiores: O Presbiterato, o Diaconato e o Subdiaconato; são Ordens Menores: a de Acólito, de Exorcista, de Leitor, e de Ostiário. A Ordem é conferida pelo Bispo consagrado, que é o Ministro ordinário desse Sacramento. Segundo o cânon 964, um Abade regular de regime, pode conferir a Tonsura e as ordens menores aos seus súditos. (Ver as palavras: ORDEM, IDADE, INTERSTÍCIO). O Sacramento da «Ordem» foi instituído por Jesus Cristo na última Ceia quando conferiu aos Apóstolos, e por eles aos seus sucessores, o poder e a graça de consagrar. O Concílio de Trento condena os que neguem ser a «Ordem» verdadeiro Sacramento, nestes termos: Se alguém disser que a Ordem, isto é, a ordenação sagrada, não é verdadeira e propriamente um Sacramento instituído por nosso Senhor Jesus Cristo, seja excomungado (Sess. 23, can. 3). ORDEM NATURAL é a apta disposição dos meios naturais para o fim natural. O fim natural do homem é a posse de Deus conhecido só pela razão, fim que se há de conseguir pelo exercício das faculdades e forças próprias, principalmente pela inteligência e vontade sob o influxo natural de Deus, e pelo cumprimento da lei natural impressa no coração de todos. ORDEM RELIGIOSA é uma sociedade aprovada pela legítima autoridade da Igreja, na qual os seus membros procuram a perfeição da vida cristã, por meio da observância dos Conselhos Evangélicos com os três votos de castidade, obediência e pobreza e sujeição às leis próprias da mesma sociedade. Ordem religiosa propriamente dita é aquela em que se fazem votos solenes. São Congregações Religiosas aquelas sociedades em que se fazem somente votos simples, quer perpétuos, quer temporários. As Ordens Religiosas dizem-se isentas por não estarem sujeitas ao Bispo e sim ao seu Superior Maior e ao Papa. As Congregações são de Direito Pontifício, se recebem aprovação do Papa; e de Direito Diocesano, se são eretas pelo Bispo e não obtiveram aprovação do Papa (C. 487, 488). PARTE III – SEÇÃO I – TÍTULO II – DOS INSTITUTOS RELIGIOSOS ORDEM SOBRENATURAL é a apta disposição dos meios sobrenaturais para o fim sobrenatural. O fim sobrenatural do homem é a visão de Deus, face a face, e o amor de união eterna. O meio de o conseguir é o exercício das faculdades humanas, sob o influxo da graça atual e o cumprimento dos preceitos que Deus acrescenta à lei natural. ORDENS TERCEIRAS Terceiros seculares são os fiéis que, vivendo no século, procuram praticar com maior perfeição as virtudes cristãs, sob a direção e segundo o espírito de uma Ordem Regular, e conforme as Regras aprovadas pela Santa Sé (C. 702). Uma pessoa não pode pertencer ao mesmo tempo a mais de uma Ordem Terceira (C. 705). Há as Ordens Terceiras de São Domingos, a de São Francisco, e a de Nossa Senhora do Carmo. Para ser admitido numa Ordem Terceira é preciso pedir ao respectivo Superior a admissão, o qual dará a conhecer as Regras, as obrigações, e os privilégios dos Terceiros. CAPÍTULO SEGUNDO (§ 2196-§ 2557) ORTODOXO é uma palavra pela qual se dá a entender tudo o que plenamente concorda com a doutrina da Fé católica. OSTIÁRIO é a Ordem que confere o poder de abrir e fechar a porta da igreja, de expulsar os indignos e de guardar as alfaias sagradas. #DICIONÁRIODASPALAVRASCATÓLICAS #DICIONÁRIODOSVERNÁCULOSCATÓLICOS #DICIONÁRIODEPALAVRASCATÓLICAS #DICIONÁRIODADOUTRINACRISTÃ #DICIONÁRIO #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #dicionáriodafécatólica #DICIONÁRIOCATÓLICO
- LETRA “N”
N NATAL é a festa que a Igreja instituiu para comemorar solenemente o nascimento de Jesus Cristo, Filho de Deus e da Virgem Maria. Desde a segunda metade do século III a festa do Natal é celebrada no dia 25 de Dezembro. A menção mais antiga que temos da celebração desta festa em Roma, é a do calendário filocaliano, ano 336. Não é fácil determinar ao certo a razão que levou a Igreja de Roma a fixar a festa do Natal em 25 de Dezembro. Poderia ter sido por influência da Igreja ortodoxa que fixara como data da morte do Senhor o dia 25 de Março; deste modo, se nosso Senhor viveu 33 anos, teria nascido a 25 de Dezembro. «Das explicações sugeridas para explicar a fixação do Natal em 25 de Dezembro, D. Antônio Coelho diz ser a mais provável, embora contrária aos fatos, a que põe esta festa em relação com a data da morte de Jesus Cristo». (Curso de Liturgia Romana, ed. de 1941, vol. I, pág. 184). Parece também provável que a festa do Natal haja sido instituída para eclipsar a festa do culto mitraísta do «Sol invictus» que se celebrava a 25 de Dezembro. (Ver para mais esclarecimentos Duchesne, Orig. du Culte Ch., pág. 271-281). A festa do Natal é de grande solenidade e alegria, porque recorda a vinda do Salvador dos homens. Os Sacerdotes podem celebrar Missa à meia noite (C. 821), e podem celebrar nesse dia três Missas (C. 806), por privilégio especial da Santa Sé. Os fiéis têm obrigação de ouvir Missa (uma Missa) e de se abster de trabalhos servis. O Natal, escreve D. Beauduin, ensina-nos a Encarnação. O Natal é este dogma rezado, cantado, passado no bronze dos sinos, na chama de mil velas; dogma sentido, vivido pelo povo cristão, e ainda hoje, apesar da perda e decadência dos costumes, de tal maneira arraigado nos nossos hábitos cristãos que nem os indiferentes e inimigos escapam totalmente à sua salutar influência (La piété de l’Eglise, pág. 39). NATURAL é o que é devido à criatura, segundo as exigências da sua natureza. NATUREZA considerada genericamente, significa o princípio universal espalhado por todas as coisas, que opera em todos os corpos, que os move, que lhes dá certas propriedades, tudo por virtude do seu Agente eterno, que é Deus. Ou é o princípio intrínseco e essencial do que se faz e do que se recebe. No homem, a natureza é simultaneamente o corpo e a alma, porque o corpo e a alma são os princípios intrínsecos de tudo o que o homem faz ou recebe. NATUREZA INOCENTE é aquele estado em que Deus criou o primeiro homem: reto, justo, imortal. NATUREZA CORRUPTA é o estado em que o homem nasce depois da queda de Adão; nasce como réu do pecado original. NEUTRALIDADE RELIGIOSA consiste em o Estado deixar livremente professar, praticar e propagar todas as Religiões. É filha do Indiferentismo, o qual admite todas as religiões porque não prefere nenhuma, fazendo assim injúria a todas; e do Liberalismo, que reconhece a todas as religiões os mesmos direitos que à Religião que considera verdadeira, fazendo-lhe grave injúria, e preparando o caminho para a indiferença religiosa. A neutralidade religiosa é condenada por Jesus Cristo, dizendo: «Quem não é comigo é contra mim e quem não ajunta comigo desperdiça» (Ev. S. Mat. XII, 30). Em Religião não pode haver neutralidade; ou se pratica a Religião de Jesus Cristo, e tudo se ganha porque se serve a Deus como Ele merece e quer, ou não se pratica a sua Religião, que é o mesmo que não praticar a Religião verdadeira, e em tal caso não se serve a Deus, e por isso não se merece coisa alguma para a vida eterna. NOA é a última das Horas Canônicas, que se recitam antes de Vésperas, e corresponde às 3 horas depois do meio dia, a que os antigos chamavam a nona hora do dia. NOIVOS Devem propor-se, para o casamento, um fim cristão, isto é: a) procurar um auxílio nas suas necessidades, nos seus trabalhos e uma consolação nas suas penas; b) dar à igreja filhos educados no temor e no amor de Deus, dar Santos ao Céu e cidadãos úteis à Pátria; c) apresentar-se à celebração do casamento com a alma isenta de pecado; d) festejar o casamento sem os excessos que a moral condena. NOVICIADO é palavra que designa: ou a preparação das pessoas que entram no Convento para seguirem a vida religiosa, ou o tempo que dura essa preparação, ou a parte do Convento destinada à habitação dos Noviços, isto é, das pessoas que se preparam para a vida religiosa. Nas Ordens religiosas de votos perpétuos todas as mulheres, e na dos homens todos os Irmãos leigos, antes de serem admitidos ao Noviciado, têm no próprio Convento pelo menos seis meses de postulantado; nas Congregações de votos temporários o tempo de postulantado é determinado pelas respectivas Constituições (C. 539). À vida religiosa pode ser admitido qualquer católico que não tenha algum legítimo impedimento, que seja movido por intenção reta, e que seja idôneo para os ônus da vida religiosa (C. 538). As condições da admissão ao Noviciado são indicadas no Código de Direito Canônico (C. 542, 555 e segs.), e nas Constituições das Ordens e das Congregações religiosas. NOVÍSSIMOS são as últimas coisas que, segundo a economia da divina Providência, estão reservadas a cada um que sai desta vida. São quatro: morte, juízo, inferno, paraíso. NÚNCIO é o Legado ou Embaixador do Papa, na qualidade de Chefe espiritual, junto dos Príncipes e dos Governos das Nações. #DICIONÁRIODEPALAVRASCATÓLICAS #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICAN #DICIONÁRIODADOUTRINACRISTÃ #DICIONÁRIO #LETRAn #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #DOUTRINACATÓLICA #VOCABULÁRIOCATÓLICO #DICIONÁRIOCATÓLICO #doutrinacristã #SIGNIFICADODOVOCABULÁRIOCTÓLICO
- Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia comunica seu deligamento do CONIC
Após as intensas polêmicas envolvendo valores anticristãos na Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2021, a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia comunica o seu desligamento do CONIC. Nesta quinta-feira a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil publicou um comunicado datado de 16 de fevereiro no qual comunicam seu desligamento Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). No comunicado eles ressaltam que, segundo sua compreensão, o papel do movimento ecumênico não visa a desconstrução dos valores cristãos, a relativização das verdades fundamentais de nossa fé ou a desqualificação de nossas realidades históricas e espirituais. De acordo com a nota, os motivos principais para o desligamento foram que, em diversas temáticas e questões trabalhadas e executadas pela referida entidade, não se sentiram plenamente contemplados e respeitados e que a abordagem, midiática e prática, de determinados temas mostrou-se inúmeras vezes trabalhada sob perspectivas com as quais não compactuam. Com essa saída, o CONIC passa a ser formado apenas por seis membros: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Cristã Reformada, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), Igreja Metodista, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e Igreja presbiteriana Unida (IPU). Observando a atitude exemplar deste comunicado, diversos católicos foram às redes sociais comemorar esperançosos de que o núncio da Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil seja um dos próximos a comunicar o desligamento, uma vez que também os valores essenciais da fé Católica foram gravemente ultrajados com a Campanha da Fraternidade. Leia abaixo o comunicado na íntegra: Saiba mais Veja tudo que já foi dito sobre a Campanha da Fraternidade 2021 até agora À Diretoria do CONIC — Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil Que a paz esteja convosco! Prezados (as), “Tomai, portanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz” – Efésios 6,13-15 Nossa Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia — Patriarcado de Antioquia e Todo Oriente, é uma ativa incentivadora e promotora de ações em prol do diálogo e da paz, tanto entre as diversas confissões cristãs em todo o mundo bem como com outras religiões não-cristãs. Também somos protagonistas e apoiadores de ações concretas de assistência e caridade aos mais fragilizados, especialmente aos refugiados, assim como às ações de promoção a justiça social e ao bem comum. Somos membros do CMI — Conselho Mundial de Igrejas e do Conselho das Igrejas do Oriente Médio (MECC), além de outras iniciativas regionais, abundantemente divulgadas pelos meios de comunicação em todo o mundo. Acreditamos sim no diálogo, no respeito e no acolhimento. Acreditamos sim que nossas Igrejas têm como missão (São Mateus 25,31-40) inseparável ao anúncio do Santo Evangelho a promoção da paz (Romanos 14,19), da justiça (São Mateus 5,6), da igualdade (Gálatas 3,28) bem como o dever de emergir contra toda violência (1′ Tessalonicenses 5,22) e contra toda exploração (Provérbios 28,16; 29,2). Participamos, portanto, do movimento ecumênico por compreendermos (e agirmos segundo a compreensão) que seu papel não visa a desconstrução dos valores cristãos, a relativização das verdades fundamentais de nossa fé ou a desqualificação de nossas realidades históricas e espirituais. Ao contrário, acreditamos sim que o diálogo pode e deve levar os cristãos a encontrar pontos convergentes e mutuamente sensíveis em suas realidades eclesiais particulares, onde as diversas comunidades cristãs possam trabalhar plenamente em conjunto, concomitantemente ao respeito e ao inalienável direito de permanecerem firmes em sua forma de crer e se expressarem-se a partir de suas perspectivas de fé. Consideramos que, desde seu ingresso, a participação de nossa Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil nos organismos ecumênicos, em particular no CONIC — Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, não se apresentou de forma a expressar concretamente o princípio de equidade das igrejas-membro, em particular e, especialmente, à nossa Igreja; que em diversas temáticas e questões trabalhadas e executadas pela referida entidade não nos sentimos plenamente contemplados e respeitados; que a abordagem, midiática e prática, de determinados temas mostrou-se inúmeras vezes trabalhada sob perspectivas com as quais não compactuamos, de acordo com nossa fé e tradição e no exercício de nosso direito à liberdade religiosa, favorecendo narrativas, novamente, em detrimento do princípio de equidade; bem como, em inúmeros casos, na falta da recíproca abertura à convivência respeitosa e fraterna das igrejas-membro, COMUNICAMOS que: Nós, da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil — ISOA — Arquidiocese Sirian Ortodoxa de Brasília e Todo Brasil e América Latina, bem como suas respectivas correspondentes jurídicas (ICOSB — ASFAC -partes inseparáveis de nossa Igreja no Brasil), a partir da presente data, voluntariamente nos DESLIGAMOS do CONIC — Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil. Não obstante, continuamos abertos ao diálogo e ao respeito mútuo, dado que ambos não são propriedade particular de qualquer igreja ou entidade, desde que fundamentados nos princípios já apresentados, os quais não estão para nós sob discussão de mérito. Aos nosso clero bem como a todos os fiéis das paróquias, comunidades missionárias e obras sociais da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil, pedimos que continuem a serem promotores da paz e sem medo do diálogo (São João 16,33) sem, contudo, jamais abrir mão da verdade (São João 17,15-17) e da fé (Gálatas 5,5). No Amor de Cristo, Dom Tito Paulo George Hana Arcebispo e Núncio Apostólico #CampanhadaFraternidade #CF2021 #CNBB
- Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia comunica seu deligamento do CONIC
Após as intensas polêmicas envolvendo valores anticristãos na Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2021, a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia comunica o seu desligamento do CONIC. Nesta quinta-feira a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil publicou um comunicado datado de 16 de fevereiro no qual comunicam seu desligamento Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). No comunicado eles ressaltam que, segundo sua compreensão, o papel do movimento ecumênico não visa a desconstrução dos valores cristãos, a relativização das verdades fundamentais de nossa fé ou a desqualificação de nossas realidades históricas e espirituais. De acordo com a nota, os motivos principais para o desligamento foram que, em diversas temáticas e questões trabalhadas e executadas pela referida entidade, não se sentiram plenamente contemplados e respeitados e que a abordagem, midiática e prática, de determinados temas mostrou-se inúmeras vezes trabalhada sob perspectivas com as quais não compactuam. Com essa saída, o CONIC passa a ser formado apenas por seis membros: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Cristã Reformada, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), Igreja Metodista, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e Igreja presbiteriana Unida (IPU). Observando a atitude exemplar deste comunicado, diversos católicos foram às redes sociais comemorar esperançosos de que o núncio da Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil seja um dos próximos a comunicar o desligamento, uma vez que também os valores essenciais da fé Católica foram gravemente ultrajados com a Campanha da Fraternidade. Leia abaixo o comunicado na íntegra: Saiba mais Veja tudo que já foi dito sobre a Campanha da Fraternidade 2021 até agora À Diretoria do CONIC — Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil Que a paz esteja convosco! Prezados (as), “Tomai, portanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz” – Efésios 6,13-15 Nossa Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia — Patriarcado de Antioquia e Todo Oriente, é uma ativa incentivadora e promotora de ações em prol do diálogo e da paz, tanto entre as diversas confissões cristãs em todo o mundo bem como com outras religiões não-cristãs. Também somos protagonistas e apoiadores de ações concretas de assistência e caridade aos mais fragilizados, especialmente aos refugiados, assim como às ações de promoção a justiça social e ao bem comum. Somos membros do CMI — Conselho Mundial de Igrejas e do Conselho das Igrejas do Oriente Médio (MECC), além de outras iniciativas regionais, abundantemente divulgadas pelos meios de comunicação em todo o mundo. Acreditamos sim no diálogo, no respeito e no acolhimento. Acreditamos sim que nossas Igrejas têm como missão (São Mateus 25,31-40) inseparável ao anúncio do Santo Evangelho a promoção da paz (Romanos 14,19), da justiça (São Mateus 5,6), da igualdade (Gálatas 3,28) bem como o dever de emergir contra toda violência (1′ Tessalonicenses 5,22) e contra toda exploração (Provérbios 28,16; 29,2). Participamos, portanto, do movimento ecumênico por compreendermos (e agirmos segundo a compreensão) que seu papel não visa a desconstrução dos valores cristãos, a relativização das verdades fundamentais de nossa fé ou a desqualificação de nossas realidades históricas e espirituais. Ao contrário, acreditamos sim que o diálogo pode e deve levar os cristãos a encontrar pontos convergentes e mutuamente sensíveis em suas realidades eclesiais particulares, onde as diversas comunidades cristãs possam trabalhar plenamente em conjunto, concomitantemente ao respeito e ao inalienável direito de permanecerem firmes em sua forma de crer e se expressarem-se a partir de suas perspectivas de fé. Consideramos que, desde seu ingresso, a participação de nossa Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil nos organismos ecumênicos, em particular no CONIC — Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, não se apresentou de forma a expressar concretamente o princípio de equidade das igrejas-membro, em particular e, especialmente, à nossa Igreja; que em diversas temáticas e questões trabalhadas e executadas pela referida entidade não nos sentimos plenamente contemplados e respeitados; que a abordagem, midiática e prática, de determinados temas mostrou-se inúmeras vezes trabalhada sob perspectivas com as quais não compactuamos, de acordo com nossa fé e tradição e no exercício de nosso direito à liberdade religiosa, favorecendo narrativas, novamente, em detrimento do princípio de equidade; bem como, em inúmeros casos, na falta da recíproca abertura à convivência respeitosa e fraterna das igrejas-membro, COMUNICAMOS que: Nós, da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil — ISOA — Arquidiocese Sirian Ortodoxa de Brasília e Todo Brasil e América Latina, bem como suas respectivas correspondentes jurídicas (ICOSB — ASFAC -partes inseparáveis de nossa Igreja no Brasil), a partir da presente data, voluntariamente nos DESLIGAMOS do CONIC — Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil. Não obstante, continuamos abertos ao diálogo e ao respeito mútuo, dado que ambos não são propriedade particular de qualquer igreja ou entidade, desde que fundamentados nos princípios já apresentados, os quais não estão para nós sob discussão de mérito. Aos nosso clero bem como a todos os fiéis das paróquias, comunidades missionárias e obras sociais da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil, pedimos que continuem a serem promotores da paz e sem medo do diálogo (São João 16,33) sem, contudo, jamais abrir mão da verdade (São João 17,15-17) e da fé (Gálatas 5,5). No Amor de Cristo, Dom Tito Paulo George Hana Arcebispo e Núncio Apostólico #CampanhadaFraternidade #CF2021 #CNBB
- LETRA “M”
M MAÇONARIA é a coligação dos fautores do mal, que não se importam em dissimular as suas intenções, rivalizando entre si em audácia contra a augusta Majestade de Deus. Esta seita é uma associação tão criminosa, tão funesta ao cristianismo como à sociedade civil (Leão XIII). A maçonaria é uma das principais causas da apostasia dos jovens. MÁCULA NA ALMA é a privação da graça de Deus. Passado que seja o ato pecaminoso, a mácula permanece na alma até que obtenha de novo a graça divina. A graça volta à alma mediante o perdão do pecado, e o perdão é concedido por Deus àquele que lho pede com arrependimento sincero. O perdão, o mesmo tempo que apaga a mácula, isenta da pena eterna do inferno, mas nem sempre isenta da pena temporal a sofrer ou neste mundo ou no Purgatório. MAGIA é o desejo de fazer coisas admiráveis e extraordinárias. Pode ser: natural se os efeitos admiráveis são produzidos por forças ocultas da natureza; diabólica, se são produzidos por obra do demônio. MAGISTÉRIO DA IGREJA é o ofício que a Igreja tem de ensinar a doutrina da Religião cristã para santificação e salvação das almas. Jesus Cristo confiou à Igreja o depósito da Fé para que ela, assistida do divino Espírito Santo, ensinasse fielmente e guardasse santamente a doutrina revelada (C. 1322). À Igreja, independentemente de qualquer poder civil, compete o direito e o ofício de ensinar a todas as gentes a doutrina proposta pela Igreja de Deus (C. 1322). O magistério é exercido pela palavra do Papa, pelos Concílios, pelos Bispos e por seus auxiliares, os simples Sacerdotes. MAL não é alguma coisa que exista na natureza; é a privação do bem no sujeito que o devia possuir. MALDIÇÃO ou imprecação, é uma palavra injuriosa, pela qual se deseja mal a alguém, ou a seres inanimados. Se é feita com a intenção de que suceda o mal, pelo menos grave, que se deseja, é pecado mortal. Pode não ser pecado mortal se as palavras não saem do coração; ou se o mal que se deseja é leve, etc.; no entanto é sempre condenável, ainda que saindo só dos lábios. MALEDICÊNCIA consiste em descobrir, sem razão suficiente, as faltas e os defeitos do próximo, embora verdadeiras, mas ocultas. É um pecado contra a caridade. Há casos, porém, em que não só é permitido, mas é um dever descobrir as faltas do próximo. É um dever revelar à Autoridade a incompetência ou a indignidade de alguém que vai ser empregado em funções públicas, e isto deve-se fazer para o bem público. É um dever descobrir aos Superiores as faltas dos seus inferiores para que se corrijam, e isto deve-se fazer para bem dos inferiores. Pode-se descobrir o nome do culpado de um crime que nos é atribuído, quando não temos outro meio de justificar a nossa inocência; e isto deve fazer-se para nosso bem. É um dever informar desfavoravelmente, mas com verdade, quando somos interrogados por quem deseja tomar um criado, um operário, um empregado, ou deseja confiar valores a alguém, ou pretende confiar em determinada pessoa. MALEFÍCIO é efeito da Magia. Dá se o malefício quando alguém, por obra do demônio ou por força da parte que com ele tem, faz coisas extraordinárias que excedem as forças humanas, com o fim de causar mal ao próximo, ou no corpo, ou na alma, ou nos bens, como são a doença, o amor torpe, ou calamidades, o que raríssimas vezes acontece. O malefício é um pecado contra a caridade e contra a justiça. MANDAMENTOS DA IGREJA são preceitos impostos aos cristãos pela autoridade governativa da Igreja. A autoridade que a Igreja tem para legislar foi-lhe dada por Jesus Cristo, dizendo aos seus Apóstolos: «Como meu Pai me enviou também eu vos envio»; (Ev. S. Jo. XX, 21). «Tudo o que vós ligardes na terra será ligado no Céu»; (Ev. S. Mat. XVIII. 18). «Aquele que vos escuta a Mim escuta»; (Ev. S. Luc. X, 16). O poder da Igreja é divino e independente de todo o poder humano e é universal. Os imperantes estão sujeitos às leis da Igreja como o mais humilde dos fiéis. «O Imperador está dentro da Igreja, mas não é superior a ela», dizia Santo Ambrósio. A Igreja pode legislar sobre tudo o que por sua natureza diz respeito à Religião, ao Culto, à salvação das almas; para isso Jesus Cristo a instituiu. A legislação da Igreja está reunida no Código de Direito Canônico, mas os chamados Mandamentos da Igreja são cinco: I – Ouvir Missa inteira e abster-se de trabalhos servis nos domingos e festas de guarda. II – Confessar-se, ao menos uma vez cada ano. III – Comungar, ao menos pela Páscoa da Ressurreição. IV – Guardar abstinência e jejuar nos dias determinados pela Igreja. V – Contribuir para as despesas do Culto e para a sustentação do Clero, segundo os legítimos usos e costumes e as determinações da Igreja. MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS são dez preceitos e proibições que Deus impôs aos homens, para que o reconhecessem como Senhor Supremo e vivessem em comunidade sob o Seu poder. Foram dados por escrito a Moisés sobre o monte Sinai, e foram impostos por Jesus Cristo a todos os homens, como uma condição, sem a qual não se podem salvar: «Se queres entrar na vida eterna, guarda os Mandamentos», (Ev. S. Mat. XIX, 17). Por isso os Mandamentos da lei de Deus obrigam a todos os homens, e não admitem exceção de pessoas nem de algum preceito dos dez Mandamentos. Enunciam-se assim: I. Adorar a Deus e amá-lo sobre todas as coisas. II. Não invocar o santo nome de Deus em vão. III. Santificar os domingos e festas de guarda. IV. Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores). V. Não matar (nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo). VI – Guardar castidade nas palavras e nas obras. VII – Não furtar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo). VIII. Não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo). IX. Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos. X. Não cobiçar as coisas alheias. A estes preceitos todos os homens são obrigados. Tudo o que for feito contra algum deles é mau, é pecado, é prejudicial, mesmo à sociedade, impede a salvação. Numa sociedade em que todos os homens cumprissem os dez Mandamentos, reinaria a paz na consciência de cada um e entre todos; com a paz gozariam a felicidade possível neste mundo, e ganhariam a felicidade eterna, último fim para que Deus nos criou. MANÍPULO deriva de mappula, sudarium. É um ornamento que o celebrante, diácono e subdiácono, usam no braço esquerdo durante o santo sacrifício da Missa. O manípulo era próprio dos Romanos; era um lenço que servia para cobrir o rosto, limpar o suor e fazer certos sinais; no uso litúrgico reduziu-se à forma que hoje tem. Na Liturgia recorda aos que o usam a dor que devem ter dos seus pecados, e o trabalho para expiação dos mesmos. Deve ser benzido. MANSIDÃO é a virtude que modera a ira, segundo a reta razão. É filha da humildade e da fortaleza. Jesus disse que são «bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra» (dos vivos, que é o Céu), e deu-nos o exemplo, dizendo: «aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração» (Ev. S. Mat. V, 4; XI, 29). Por isso São Paulo escreveu: «Não convém ao servo do Senhor que se ponha a altercar, mas que seja manso para com todos» (Ep. II Timót. II, 25). Com a mansidão se ganha a benevolência dos Superiores; se consegue a obediência dos inferiores; se detém o furor dos inimigos; se conserva a tranquilidade de espírito: vive-se em paz. MANUSTÉRGIO é uma pequenina toalha, que pode ser de algodão, e serve para o Sacerdote, na Missa, enxugar os dedos após o lavabo. MARIA A Virgem Maria é Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo. O profeta Isaías predisse que o Messias havia de nascer de uma Virgem (Is. VII, 14). O Anjo Gabriel, enviado por Deus a Nazaré, disse à Virgem Maria: «Conceberás e darás à luz um filho e será chamado Filho de Deus» (Ev. S. Luc. I), e São Mateus diz que Jesus, que se chama o Cristo, nasceu da Virgem Maria (Ev. S. Mat. I). Porque a Virgem Maria é Mãe de Jesus, que é Deus, também se diz que é Mãe de Deus. Porque Deus a predestinou para uma dignidade divina, dotou-a de privilégios que a mais ninguém concedeu: o privilégio da Imaculada Conceição, a virgindade perpétua, a plenitude de graça. Por ser a Mãe de Cristo, Chefe e Redentor de todos os homens, Maria é também Mãe dos homens. Por isso é venerada pelos cristãos com um culto superior ao que se presta aos Santos, porque a Virgem Maria é mais santa que os próprios Anjos. MÁRTIRES são os cristãos que se deixam matar para não renegar a sua fé em Jesus Cristo. Foram muitos os milhares de mártires nos três primeiros séculos do Cristianismo. Homens, mulheres, jovens, de ambos os sexos e de todas as condições, quiseram antes sofrer os mais atrozes tormentos que os inimigos da Religião puderam inventar, do que deixarem de confessar a sua dignidade de cristãos. Depois, em todos os séculos, outros cristãos têm seguido o exemplo dos primeiros, preferindo morrer por amor de Deus, a renegar a sua fé por medo dos homens. MARTÍRIO é o ato de máxima perfeição, inspirado pela caridade. Aquele que morre por amor de Deus é mártir de Deus, porque a causa desse martírio é a firmeza na fé, operando pela caridade. O mártir tolera pacientemente o martírio, mas não o deve procurar, porque não deve dar ocasião a que outrem proceda injustamente. O martírio, como o Batismo, obtém o perdão de todos os pecados. MATERIALISTA afirma que o homem é um mero organismo corpóreo. Negando a espiritualidade e a imortalidade da alma humana, torna impossível a verdadeira moralidade, e a si mesmo se degrada à condição de vil animal (C. P.). MATINAS é a primeira parte do Ofício divino, assim chamada porque começou a ser rezada de manhã cedo. Segundo a disciplina atual podem ser rezadas desde as 14 horas do dia anterior. MATRIMÔNIO é a união conjugal validamente contratada entre homem e mulher batizados, elevada por Jesus Cristo à dignidade de um sacramento. Foi instituído por Deus, no paraíso terreal, em ordem à procriação, quando abençoou Adão e Eva e lhes disse: «Crescei e multiplicai-vos» (Gen. I, 22). Jesus Cristo confirmou a união do homem e da mulher, como Deus havia determinado (Ev. S. Mat. XIX, 6), e o Apóstolo São Paulo declara que essa união é um sacramento: «Este sacramento é grande, digo, em Cristo e na sua Igreja» (Ep. Efes. V, 32). O fim primário do matrimônio é a procriação e educação dos filhos; o fim secundário é o auxílio mútuo e remédio da concupiscência (C. 1013). As propriedades essenciais do matrimônio são: a unidade, isto é, só um homem com uma só mulher e vice-versa; e a indissolubilidade, isto é, a impossibilidade de se separarem para contraírem novo matrimônio. O homem é apto para contrair matrimônio desde os 16 anos completos e a mulher desde os 14 anos completos, a não ser que haja entre eles algum impedimento; havendo-o, não podem casar sem a devida dispensa que, segundo os casos, deve ser concedida pelo Bispo ou pelo Papa. São vários os atos que devem preceder a celebração do sacramento do matrimônio, e são indicados no Código de Direito Canônico. Indicam-se aqui as leis que mais interessam ao conhecimento dos fiéis. a) Antes da celebração do Matrimônio deve o Pároco estar certo de que nada obsta a que ele se celebre, válida e licitamente (C. 1019). Em perigo de morte, não podendo haver outras provas, basta, se não houver indícios em contrário, a afirmação jurada dos contraentes de que foram batizados e de que não há entre eles nenhum impedimento (C. 1019). b) Os nubentes devem ser proclamados nas paróquias do seu domicílio ou quase domicílio se o tiverem, e nas do batismo, e naquelas em que tenham residido por mais de seis meses contínuos, depois da idade núbil (C. 1023). c) Depois da última proclamação devem passar três dias para o Pároco poder assistir ao casamento, a não ser que uma causa razoável exija que o faça antes (C. 1030). d) Não se realizando Matrimônio dentro de seis meses depois da última proclamação, devem ser repetidas, a não ser que o Ordinário do lugar disponha de outro modo. e) Para os nubentes contraírem validamente o Matrimônio é condição essencial darem o consentimento mútuo, diante do Pároco e de duas testemunhas, ou por si mesmos ou por procurador, e que exprimam o consentimento por palavras, se poderem falar. As testemunhas podem ser do sexo masculino ou feminino, e de qualquer idade, contanto que tenham o uso de razão e que possam atestar o que se faz. f) O casamento deve, em regra, ser celebrado perante o Pároco da paróquia da noiva, e na igreja paroquial, fora da qual só pode ser celebrado com licença do Ordinário. g) O Matrimônio deve ser recebido em estado de graça, e muito convém que o seja à hora em que se pode dizer Missa, para que os esposos recebam as bênçãos matrimoniais. MEDITAÇÃO é a aplicação do entendimento a um assunto piedoso, com o fim de melhorarmos a nossa vida espiritual. De dois modos podemos aplicar o nosso entendimento a um assunto piedoso: ou raciocinando, isto é, deduzindo de uma verdade outra verdade, com o fim de excitar afetos e resoluções, ou passando por uma série de considerações que se prestam ao nosso pensamento sem se encadearem, mas com o mesmo fim de excitar afetos e resoluções. Geralmente faz-se sobre um assunto, apresentado em algum livro que trate de verdades dogmáticas ou morais, não para as estudar, mas para as penetrar com o entendimento, de sorte que a vontade produza afetos, propósitos, e atos de amor sobrenatural. MENTIRA é a expressão contrária àquilo que se pensa, seja por palavras ou por qualquer sinal manifestada. Por três motivos costumam os homens mentir; ou por simples divertimento (mentira jocosa), ou por utilidade própria ou de outrem (mentira oficiosa), ou para causar dano ao próximo (mentira perniciosa). A mentira é sempre um mal, e Jesus a condena, dizendo que «o demônio é mentiroso e pai da mentira» (Ev. S. Jo. VIII, 44). Por isso São Paulo insiste, dizendo: «renunciando à mentira, fale cada um ao seu próximo a verdade, pois somos membros uns dos outros» (Ep. Efes. IV, 25). O demônio é pai da mentira; o homem que mente faz obra do demônio. MÉRITO é o direito a uma recompensa por alguma obra feita em atenção a outrem. Quando o homem pratica uma ação boa em atenção a outrem, fica, de algum modo, com direito a uma recompensa. Se esta lhe é antecipadamente prometida, é um dever de justiça conceder-lha. É certo que nós não temos nenhum direito à graça divina nem à glória eterna, mas Deus, por sua infinita bondade, dá-nos a sua graça para podermos praticar ações dignas de recompensa celeste. Se cooperamos com a graça, as nossas ações são boas e merecem recompensa celeste, não por serem ações nossas, mas por causa da graça divina que lhes dá valor sobrenatural e sobrenaturaliza o mérito da nossa cooperação. Jesus Cristo prometeu-nos recompensa celeste, dizendo: «Alegrai-vos e exultai, porque a vossa recompensa será abundante no Céu» (Ev. S. Mat. V, 12). E São Paulo diz-nos: «Tudo aquilo que fizerdes fazei-o de boa vontade, como quem o faz pelo Senhor e não pelos homens, sabendo que recebereis do Senhor a recompensa da herança» (Ep. Colos. III, 24). A medida da nossa felicidade no Céu depende do mérito que tivermos adquirido, na vida presente, com as nossas boas obras feitas na graça de Deus e por amor de Deus. MESA DA COMUNHÃO é um acessório do altar. Tem a forma de balaustrada, sobre a qual deve haver uma tábua plana com largura suficiente para servir de mesa. Sobre ela se estende a toalha, antes de ministrar a sagrada Comunhão aos fiéis. MESAS VOLANTES Chamam-se assim aquelas de que os homens se servem para obterem algum efeito, certamente preternatural, como por exemplo: para adquirir uma notícia que nenhum dos assistentes conhece. Não é lícito usar deste meio para conhecer alguma coisa, pois contém manifestamente a crença na intervenção do demônio. Nem merecem louvor aqueles que por simples passatempo fazem uso da mesa volante, nem é lícito assistir a tal entretenimento. METROPOLITA é o Bispo da diocese mais importante de uma Província eclesiástica, cuja cidade é Sede arquiepiscopal (C. 272). Na própria diocese tem os mesmos direitos e as mesmas obrigações que um Bispo na sua (C. 273). Nas dioceses sufragâneas têm os direitos e as obrigações que lhe são estipulados pelo Código de Direito Canônico (C. 74, 280). MILAGRE é um fato sensível que em algum caso particular derroga as leis constantes da natureza. Só Deus o pode fazer, e serve-se dele para fazer brilhar a sua Onipotência, para manifestar e autorizar a verdade, quer o milagre seja feito por Si mesmo, ou pelo ministério dos seus Anjos e dos seus Santos. Os milagres que Deus fez por intermédio de Moisés, e que se relatam na Sagrada Escritura, são a prova da verdade da Revelação divina feita à Nação judaica. Os milagres de Jesus Cristo, narrados no santo Evangelho, são a prova da sua divindade e da verdade da sua doutrina. Os milagres dos Apóstolos e de outros Santos serviram e servem para a propagação da Fé, contribuindo para a conversão dos pagãos, e para exaltação da doutrina católica. MISERICÓRDIA é a compaixão do coração pela miséria alheia, que nos impele a prestar-lhe auxílio, se podemos. É efeito da caridade. Jesus Cristo deixou-nos este preceito: «Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso» (Ev. S. Luc. VI, 36), e prometeu grande recompensa aos que usassem de misericórdia: «bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia» (Ev. S. Mat. V, 7). Façamos o bem, mesmo aos que nos ofendem e aos que são ingratos, com o fim de imitarmos a misericórdia de Deus para conosco. MISSA é o Sacrifício no qual, pelo ministério do Sacerdote, Jesus Cristo oferece a seu eterno Pai, em uma imolação mística e não sangrenta, o seu Corpo e o seu Sangue, sob as espécies de pão e de vinho, em reconhecimento do supremo domínio de Deus. A primeira Missa foi oferecida por Jesus Cristo na sua última ceia, na véspera da sua crucifixão, e foi Ele que ordenou aos Sacerdotes, na pessoa dos seus Apóstolos, que fizessem o mesmo que acabava de fazer, isto é, que dissessem sobre o pão e sobre o vinho as mesmas palavras que acabava de dizer, palavras divinas que operariam a presença de Jesus sob aquelas mesmas espécies. Sobre o pão estas palavras: «Isto é o meu Corpo»; sobre o vinho: «Este é o meu Sangue». O Sangue de Jesus separado do seu Corpo, forma o sacrifício, o qual foi ordenado à comunhão, pois Jesus imediatamente disse: «tomai e comei; bebei dele todos». São três os atos principais que o Sacerdote pratica na Missa: a oblação da hóstia e do vinho, a consagração da hóstia e do vinho, a comunhão. O sacrifício propriamente consiste na consagração. As outras partes da Missa são orações preparatórias ou de ação de graças. Aos efeitos da Missa dá-se o nome de frutos, que são de um valor infinito porque a vítima oferecida a Deus é o próprio Filho de Deus, é Jesus Cristo. Porém, o valor infinito da Missa é aplicado a seres finitos; a cada um é aplicado na medida das suas disposições. Por isso convém oferecer muitas Missas pela mesma intenção, isto é, com a intenção de os seus frutos serem aplicados a determinada necessidade. Se aquele por quem se oferece uma Missa está nas disposições que Deus exige para lhe conceder todo o fruto da Missa, aproveita-lhe totalmente, e o fruto de novas Missas oferecidas pela mesma intenção aproveitará a outros; se não tem as disposições necessárias quando se celebra uma Missa, pode tê-las quando outra é oferecida pela mesma intenção. É por isso que uma Missa oferecida por muitos, pode aproveitar mais a uns do que a outros, segundo as disposições em que se encontram. É por isso que quem manda celebrar uma Missa, e quem a celebra, e quem a ela assiste, devem excitar-se à devoção e a vivos desejos de receber, quanto poderem, os frutos de cada Missa. A Missa pode ser aplicada: a) pelos justos, para que obtenham a graça da perseverança; b) pelos pecadores, para que obtenham a graça do desejo da justificação; c) pelos infiéis, para que obtenham a graça de se disporem a receber a Fé; d) pelas almas do Purgatório, para que obtenham o perdão da pena temporal que sofrem. Pelos defuntos, a quem foi negada sepultura eclesiástica, não devem ser rezadas Missas senão secreta e ocultamente, sem dia, lugar e hora determinados. A Missa pode ser rezada em honra dos Santos, mas só com o fim de dar graças a Deus pelo triunfo que eles alcançaram, ou de implorar o seu patrocínio em nosso favor. MISSA CAMPAL não se pode celebrar sem licença do Bispo, o qual não a concederá senão havendo causa justa e racional, em algum caso extraordinário e por modum actus (C. 882). Em Portugal não se concede essa licença senão por ocasião de peregrinações ou outras solenidades estritamente religiosas, e noutros casos de verdadeira necessidade. MISSA DIALOGADA consiste em a assistência recitar em voz alta e em latim as respostas que o sacristão dá na Missa rezada, e o Glória, o Credo, o Sanctus e o Agnus Dei. É ao Ordinário do lugar que compete julgar da oportunidade desta prática. Na Missa dialogada não é permitido: a) alternar com o celebrante o Glória, o Credo, o Sanctus e o Agnus Dei; b) recitar em voz alta as orações que o celebrante diz em voz baixa, e o Pater Noster; c) dizer em voz alta durante a elevação a invocação «meu Senhor e meu Deus». Podem os fiéis ser autorizados a dizer o Domine, non sum dignus, antes da sua comunhão. A Epístola e o Evangelho podem ser lidos em língua vulgar por um sacerdote, um seminarista, um professor, um catequista, mas nunca por uma mulher. É absolutamente proibido acrescentar qualquer rito não prescrito pelas rubricas. É igualmente proibido, na Missa rezada, incensar, benzer o pão ou outros objetos, ou retardar o celebrante. O fim da Missa dialogada é dispor os fiéis para uma mais ativa participação no Sacrifício Eucarístico (Decisões da S. C. R.). MISSAS GREGORIANAS Conta São Gregório Magno (séc. VI) que tendo feito celebrar 30 missas seguidas por alma do monge Justo, teve a revelação de que ao fim de 30 dias a sua alma subiu ao Céu. Deste fato resultou o uso de os fiéis mandarem celebrar Trintários de Missas por alguma alma. A Igreja aprova este uso, sem, todavia, ensinar que o Trintário tem uma eficácia infalível. O Trintário só pode ser aplicado por alma de um defunto, tem de ser dito em 30 dias sucessivos sem interrupção, mas não é necessário que as Missas sejam celebradas pelo mesmo Sacerdote, nem no mesmo altar, nem com paramentos pretos. MISSAL é o livro que contém as Missas que os Sacerdotes celebram durante o ano. O atual foi editado pelo Papa São Pio V, em 1570. MISSÃO PAROQUIAL é uma pregação apostólica continuada por 15 dias, feita por Sacerdotes aptos para esse sagrado ministério. A Missão é a obra mais fecunda para a glória de Deus e salvação das almas, disse o Santo Padre Pio X. Sendo a Missão destinada a mover a vontade por meio de pregação das verdades eternas, durante ela devem ser evitadas na Paróquia quaisquer festas, mesmo de caráter religioso. Deve ser pregada em cada Paróquia ao menos de dez em dez anos (C. 1349). MISSÕES são organizações eclesiásticas em países de infiéis, com o fim de convertê-los à religião católica. Foram instituídas por Jesus Cristo quando disse aos seus Apóstolos: «Ide, ensinai todas as Nações», e são essenciais à vida da Igreja Católica. A obra das Missões continua, não só nos Países que ainda não conheceram Jesus Cristo, mas também nos que foram cristãos e caíram na apostasia ou na heresia. As Missões são sustentadas, materialmente, por esmolas, a maior parte das quais recolhidas pela obra da Propagação da Fé, da Santa Infância, e do dinheiro de São Pedro. As Missões, quando se estendem a vastos territórios, são superiormente governadas por um Vigário Apostólico, que em geral é um Bispo, governando em nome e por autoridade do Papa. Quando são pouco numerosas, tem geralmente como Chefe um Prefeito Apostólico, nomeado pelo Papa, e que nem sempre tem o caráter episcopal. MISTÉRIO é uma realidade ou uma verdade secreta, que nós não conhecemos se não nos for revelada, ou que, mesmo revelada, não podemos compreender. Há mistérios na ordem natural, realidades que conhecemos e cuja essência não compreendemos, tais como: a natureza da vida vegetativa, da vida animal, a criação do nada, a união da alma humana com o corpo, etc. Há mistérios na Religião, verdades que conhecemos porque Deus as revelou, mas que não podemos compreender, tais como: a Trindade de Pessoas em Deus, a Encarnação do Verbo divino, a Eucaristia, etc. Os mistérios, porém, não são contrários à razão, são-lhe superiores. A razão humana é limitada no seu poder de compreensão, por isso não pode compreender todas as obras da Sabedoria e do Poder de Deus. MÍSTICA é a doutrina que nos ensina por que meios Deus atrai e une a alma a Si mesmo e que estuda as graças eminentes que constituem a contemplação infusa, ou que a acompanham. MITRA é um ornamento que o Bispo põe na cabeça, em alguns atos litúrgicos, como símbolo da sua dignidade, e que recorda o seu supremo Sacerdócio. MODÉSTIA é a virtude moderativa das paixões; modera a vida exterior do homem, contendo ordenadamente os movimentos corpóreos. Não basta sermos pessoas modestas: é preciso sermos e parecermos, como recomenda o Apóstolo São Paulo, dizendo: «A vossa modéstia seja conhecida de todos os homens» (Ep. Filip, IV, 5). Devemos proceder, sempre em tudo, de tal modo que quem nos observar reconheça, pelo nosso exterior, que a virtude é o principal ornamento do nosso espírito, o adorno com que mais nos preocupamos. MORAL é a ciência que dirige as ações humanas em ordem ao fim último. Procede de duas fontes: da Sagrada Escritura, o livro que manifesta a vontade de Deus a respeito do homem, e do Magistério da Igreja, à qual Jesus Cristo confiou a autoridade de ensinar aos homens o que lhes é necessário saber e fazer para conseguirem o seu fim último, que é Deus. Assim diz o Apóstolo São Paulo: «Se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos; logo, ou vivamos ou morramos, do Senhor somos» (Ep. Rom. XIV, 7). MORALIDADE é a relação que os nossos atos têm com o nosso fim último. A moralidade das nossas ações depende duma conformidade ou desconformidade com as regras da Moral. Se aquilo que fazemos está de harmonia com o que Deus manda e a Igreja ensina, a nossa ação é moral, é boa, é apta para conseguirmos o nosso fim último. Se lhe falta essa harmonia, não é ação moral, não é boa, não é apta para o nosso fim último. MORDOMOS Ninguém pode arvorar-se em mordomo ou zelador de qualquer Imagem, altar, capela pública, ou igreja, e nenhuma Comissão de devotos ou outro qualquer agregado de fiéis se pode constituir para a aquisição, administração e aplicação de esmolas e donativos destinados a festividades ou a outros fins culturais, sem o expresso consentimento do Bispo, ou do Sacerdote que legitimamente deve presidir às mesmas festas ou outras funções (C. P.). Não se aceitam como mordomos ou membros das Comissões referidas senão pessoas recomendáveis pelo seu bom procedimento, e que costumam cumprir os preceitos da Igreja. Quando se organize alguma Comissão de festas religiosas, será seu presidente aquele a quem compete presidir às funções a que se destinam as esmolas (C. P.). MORTE é a separação da alma do seu corpo. A morte e todos os defeitos corporais, assim como a rebelião da carne contra o espírito, são penas do pecado original, consequência da perda da justiça original em que foram criados nossos primeiros pais. Assim o afirma São Paulo, dizendo que «a morte é pena do pecado» (Ep. Rom. IV, 23). A morte é comum a todos os homens, e ninguém pode prever o tempo da sua morte. É naturalmente odiosa, mas é apetecível por causa da Bem-aventurança, e muitos se alegram na morte porque esperam entrar na eterna felicidade. Mas como não podemos entrar na eterna felicidade se não morrermos na graça de Deus, Jesus, que quer a nossa salvação, adverte-nos, dizendo: «Vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora» (Ev. S. Mat. XXV, 13). MORTIFICAÇÃO é uma virtude moral que modera os nossos apetites interiores e os sentidos do corpo, segundo os ditames da razão e da Fé. O nosso corpo tem exigências que não são próprias da natureza racional. Compete à razão ordená-las, ou dominá-las inteiramente. Como cristãos havemos de servir-nos do nosso corpo como instrumento da alma para a prática de ações que agradem a Deus e mereçam recompensa celeste. Sempre que o corpo tenda para o que é contrário à lei de Deus, é nosso dever e nosso interesse contrariar tal tendência; nisso consiste a mortificação. O Apóstolo São Paulo escreveu: «Castigo o meu corpo (rebelde) e o reduzo à escravidão (servindo inteiramente o espírito) para que não suceda que tendo pregado aos outros (a doutrina da salvação) venha eu a ser reprovado» (ou condenado) (Ep. I Cor. IX, 26). Para manter os sentidos do corpo em permanente equilíbrio, torna-se necessário que os tenhamos sempre sujeitos aos ditames da razão e da Fé. MULHER foi criada por Deus depois de Adão e com dependência deste, (Gen. II — 22) mas sujeita, como o homem, a direitos e deveres humanos. A mulher é, quando fiel à sua missão, o Anjo da Paz e do Amor: Pelo casamento indissolúvel, Sacramento instituído por Nosso Senhor, a mulher obriga-se a dedicar a sua vida à felicidade do seu marido, e à educação dos filhos — é o ideal da mulher esposa. Não convém por isso que se obrigue a um trabalho fora do lar doméstico, que a impeça de cumprir os seus deveres de esposa e de mãe. Com o trabalho da mulher casada fora do lar doméstico sofre a sua saúde, pelo excesso de trabalho, sofre o marido, a quem não pode dedicar os seus carinhos; sofrem os filhos, de cuja educação não pode cuidar; sofre o próprio lar doméstico, por falta de ordem e de higiene. É a desorganização da família. Para evitar isso a organização social deve remunerar suficientemente o trabalho do homem; é um dever de justiça. A mulher pode às vezes não ser chamada à vida matrimonial — pode também consagrar-se exclusivamente a Deus na vida religiosa; e, neste caso, a sua missão é ainda mais universal — é hóstia no holocausto da vida religiosa e bálsamo para tantas dores que o seu amor divinamente puro suaviza nos hospitais e em outras instituições de caridade. As mulheres quando assistem nas igrejas aos atos do culto convém que estejam separadas dos homens; devem ter a cabeça coberta e estar vestidas modestamente, sobretudo quando vão à sagrada Comunhão (C. 1262). Podem estar inscritas nas Confrarias, mas somente para lucrarem as Indulgências e as graças espirituais concedidas aos Confrades (C. 709). Não se podem confessar fora do Confessionário, a não ser em caso de enfermidade ou por outra verdadeira necessidade (C. 910). Não podem ajudar à Missa, a não ser por falta absoluta de acólito, respondendo de longe e sem chegar ao altar (C. 813). Excluam-se dos Sacramentos as que não trajarem decentemente. Não se admitam como madrinhas, quer no Batismo quer na Confirmação, ou como testemunhas no Matrimônio, e até sejam repelidas da igreja, se isso pode fazer-se sem escândalo (C. P.). Em qualquer Procissão, ainda que levem velas, devem ir atrás do Sacerdote, e não podem incorporar-se nas alas da Procissão (S. C. R.). MUNDO foi criado por Deus quando aprouve à Sua Vontade, e só por um ato da sua Onipotência, querendo que aparecessem as coisas sem que antes houvesse alguma coisa. Deus criou o mundo, governa-o, e conserva-o com o fim de se manifestar a criaturas capazes de amá-Lo e glorificá-Lo, e capazes de participarem da Sua glória. Foi para o homem que Deus criou o mundo. Quando tiverem morrido todos os homens o mundo acabará, mas só Deus sabe quando. O que sabemos acerca da criação do mundo é-nos narrado pela Bíblia, isto é, foi revelado por Deus e escrito no livro sagrado, que dá o nome de céu e terra a todas as coisas criadas. Sabemos que o mundo atual acabará, porque a sagrada Escritura o ensina, dizendo: «Virá como um ladrão o dia do Senhor; e então os céus passarão com grande ímpeto e os elementos com o calor se dissolverão, e a terra e todas as obras que há nela se abrasarão. Porém esperamos, segundo as suas promessas (do Senhor), uns novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça. Pelo que, caríssimos, esperando estas coisas, procurai com diligência que sejais encontrados por ele imaculados e irrepreensíveis em paz» (Ep. II S. Ped. III, 10, 13, 14). A palavra MUNDO também designa o meio social em que vivemos; a vida larga dos sentidos, das sensações, dos apetites, em revolta contra as leis da Moral cristã, contra as verdades da Fé divina, contra a delicadeza da consciência formada pelas regras da caridade e da justiça. Debaixo deste ponto de vista, as coisas mundanas reduzem-se a três: as honras, as riquezas, as delícias. Acerca do mundo assim considerado, o Apóstolo São João escreveu: «Não ameis o mundo nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo não há nele o amor do Pai, porque tudo o que há no mundo é concupiscência da carne, concupiscência dos olhos, e soberba de vida, e isto não vem do Pai (do Céu) mas sim do mundo» (Ep. I S. Jo. II, 15, 16). Tanto quanto nos for possível, de vemos viver afastados do mundo, fazendo vida de família, formando um meio escolhido em que não domine o espírito do mundo. Tendo de frequentá-lo, devemos procurar exercer nele uma ação purificadora pela nossa boa conversação, pela nossa conduta respeitável, pela firmeza das nossas convicções religiosas e pelo nosso bom exemplo em tudo. MURÇA é uma pequena capa redonda, abotoada na frente, que cobre só os ombros, espáduas e peito, tendo atrás um pequeno capuz. É uma veste de origem canonical. Pode ser usada por certas dignidades do clero, pelos Doutores em faculdades eclesiásticas e por outros Sacerdotes a isso autorizados por quem de direito. É usada sobre a sobrepeliz, mas deve tirar-se quando se administram os Sacramentos. MÚSICAS (Bandas) As que tomarem parte em enterros meramente civis, não podem ser admitidas nas festas religiosas. Não podem admitir-se nas funções sagradas músicas formadas de homens e mulheres. As Confrarias e Pias Uniões têm o direito de chamar para as suas festas as músicas e cantores que preferirem (mas conforme as disposições eclesiásticas), sem que o Pároco a isso possa opor-se. Nas igrejas e capelas são proibidas as músicas que tiverem caráter teatral ou profano (C. P). #DICIONÁRIODAIGREJACATÓLICA #DICIONÁRIODOSVERNÁCULOSCATÓLICOS #DICIONÁRIODEPALAVRASCATÓLICAS #DICIONÁRIO #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #DICIONÁRIOCATÓLICO
- BISPOS AMERICANOS CONTRA PROJETO DE LEI DO “CATÓLICO” JOE BIDEN
Uma carta dirigida ao Congresso e assinada pelos cinco presidentes de comissões da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (liberdade religiosa, Cardeal Timothy M. Dolan; pró-vida, Joseph F. Naumann; casamento, David A. Konderla; educação católica, Michael C. Barber; e desenvolvimento humano, Paul S. Coakley), afirma: “Estamos escrevendo para expressar nosso apoio às leis que protegem a dignidade e garantem o respeito pelas pessoas, bem como nossas sérias preocupações sobre a lei de igualdade [Equality Act].” A “lei da igualdade” pretende “proteger da discriminação aqueles que são atraídos pelo mesmo sexo ou cuja identidade de gênero é inconsistente”, mas a lei “representa a imposição pelo Congresso de novas concepções de ‘gênero’ que dividem indivíduos e organizações. Isso inclui o não reconhecimento das diferenças sexuais, por apresentar erroneamente o ‘gênero’ como uma construção social”. Os cinco bispos americanos reiteram que “uma coisa é compadecer-se diante da fraqueza humana e das complexidades da vida, e outra, bem diferente, é aceitar ideologias que tentam separar o que são aspectos inseparáveis da realidade.” Os prelados listam uma série de possíveis violações de direitos, o que causaria muitos danos jurídicos e sociais, pois “puniria instituições de caridade religiosas, como abrigos”, e milhares de pessoas que os utilizam, simplesmente “por causa de suas crenças sobre casamento e sexualidade”. Outro ponto diz respeito ao requisito de apoiar as “transições de gênero”, obrigando “os contribuintes a pagar por abortos, mas também forçando a realizá-los aqueles profissionais de saúde que são objetores de consciência, acabando assim com mais vidas.” A lei discriminaria também a prática do esporte, obrigando mulheres a participar de competições com homens, “dividindo vestiários e chuveiros com homens biológicos que afirmam se identificar como mulheres”. Também existe o risco de excluir as pessoas da progressão na carreira profissional apenas por causa de suas convicções em matéria de casamento e sexualidade. E, por fim, há o temor de que se revogue parcialmente a lei sobre liberdade religiosa. Dans une lettre adressée au Congrès des États-Unis, les évêques critiquent le projet de loi sur l’égalité
- LECIONÁRIO DOMINICAL – ANO C – SOLENIDADES
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- LECIONÁRIO DOMINICAL – ANO C – TEMPO COMUM
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- LECIONÁRIO DOMINICAL – ANO C – DOMINGO DA PÁSCOA OU DA MISERICÓRDIA
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- LECIONÁRIO – ANO C – TRÍDUO PASCAL
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- LECIONÁRIO DOMINICAL – ANO C – TEMPO DA QUARESMA
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- LECIONÁRIO DOMINICAL – ANO C – TEMPO DO NATAL
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- LECIONÁRIO DOMINICAL – ANO C – TEMPO DO ADVENTO
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- Homem falece dentro de uma igreja, de joelhos diante do altar
A Cidade do México ficou comovida com a história de Juan, um homem de 60 anos que entrou em uma igreja para rezar e que, estando de joelhos, morreu em poucos minutos, em frente ao altar. Nessa mesma tarde, o pároco celebrou a Missa de exéquias acompanhado por vários paroquianos. A informação oficial indica que Juan entrou na paróquia Jesus Sacerdote, em Tlalpan, por volta do meio-dia de domingo, 21 de fevereiro, se ajoelhou em frente ao altar e morreu logo depois, cerca de 45 minutos antes do início da Missa da tarde no primeiro domingo da Quaresma . O sacristão avisou ao pároco, Pe. Sajid Lozano, que chamou uma ambulância, mas “havia vários sinais que indicavam que não podíamos mais fazer nada, que ele já havia falecido”, disse. Em declarações à ACI Prensa, agência em espanhol do grupo ACI, o Pe. Lozano disse que “Juan veio com suas próprias pernas para a sua Missa de corpo presente. Que é a morte dos justos, uma morte sem sofrimento”. “Juan teve a fortaleza e o ânimo de vir à casa de Deus para dar o seu último suspiro”, acrescentou. Segundo a revista Desde la Fe, da Arquidiocese do México, pouquíssimas pessoas conheciam Juan, mas comovidos, participaram da Missa de exéquias. A polícia e os paramédicos “nos disseram que a morte ocorreu devido a um infarto fulminante e que não havia sinais de violência”, indicou o sacerdote ao meio mexicano. Informou também que as autoridades lhe deram permissão para continuar suas atividades e lhe sugeriram encontrar algum familiar de Juan. Um jovem que passou perto da igreja identificou o corpo e depois acompanhou as autoridades até a casa da família. Lá, encontrava-se o filho do falecido, que comovido pela notícia, foi até a paróquia Jesus Sacerdote e participou da Missa de exéquias. Seu pai foi coberto com um lençol branco em sinal de respeito. A Missa foi realizada com a permissão da polícia. Pe. Lozano disse à ACI Prensa que “a morte não deixa de ser um acontecimento doloroso e inesperado”, mas que “só através da fé nos dá a esperança de que não é o final de tudo, mas o começo da vida eterna”. Sobre a Missa de exéquias, disse aos meio de comunicação mexicano que os fiéis “rezaram a uma pessoa que não conheciam, mas que era um membro da comunidade”. “As pessoas ficaram muito comovidas, notei a minha comunidade surpreendida pelo que havia acontecido, refletimos juntos que a morte é só o final do nosso peregrinar neste mundo, mas o começo da vida eterna”, concluiu. Fonte: ACI Digital





























