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- Homem falece dentro de uma igreja, de joelhos diante do altar
A Cidade do México ficou comovida com a história de Juan, um homem de 60 anos que entrou em uma igreja para rezar e que, estando de joelhos, morreu em poucos minutos, em frente ao altar. Nessa mesma tarde, o pároco celebrou a Missa de exéquias acompanhado por vários paroquianos. A informação oficial indica que Juan entrou na paróquia Jesus Sacerdote, em Tlalpan, por volta do meio-dia de domingo, 21 de fevereiro, se ajoelhou em frente ao altar e morreu logo depois, cerca de 45 minutos antes do início da Missa da tarde no primeiro domingo da Quaresma . O sacristão avisou ao pároco, Pe. Sajid Lozano, que chamou uma ambulância, mas “havia vários sinais que indicavam que não podíamos mais fazer nada, que ele já havia falecido”, disse. Em declarações à ACI Prensa, agência em espanhol do grupo ACI, o Pe. Lozano disse que “Juan veio com suas próprias pernas para a sua Missa de corpo presente. Que é a morte dos justos, uma morte sem sofrimento”. “Juan teve a fortaleza e o ânimo de vir à casa de Deus para dar o seu último suspiro”, acrescentou. Segundo a revista Desde la Fe, da Arquidiocese do México, pouquíssimas pessoas conheciam Juan, mas comovidos, participaram da Missa de exéquias. A polícia e os paramédicos “nos disseram que a morte ocorreu devido a um infarto fulminante e que não havia sinais de violência”, indicou o sacerdote ao meio mexicano. Informou também que as autoridades lhe deram permissão para continuar suas atividades e lhe sugeriram encontrar algum familiar de Juan. Um jovem que passou perto da igreja identificou o corpo e depois acompanhou as autoridades até a casa da família. Lá, encontrava-se o filho do falecido, que comovido pela notícia, foi até a paróquia Jesus Sacerdote e participou da Missa de exéquias. Seu pai foi coberto com um lençol branco em sinal de respeito. A Missa foi realizada com a permissão da polícia. Pe. Lozano disse à ACI Prensa que “a morte não deixa de ser um acontecimento doloroso e inesperado”, mas que “só através da fé nos dá a esperança de que não é o final de tudo, mas o começo da vida eterna”. Sobre a Missa de exéquias, disse aos meio de comunicação mexicano que os fiéis “rezaram a uma pessoa que não conheciam, mas que era um membro da comunidade”. “As pessoas ficaram muito comovidas, notei a minha comunidade surpreendida pelo que havia acontecido, refletimos juntos que a morte é só o final do nosso peregrinar neste mundo, mas o começo da vida eterna”, concluiu. Fonte: ACI Digital
- Sacerdote chora diante de um grande desrespeito com a Eucaristia
A forma como um fiel recebeu o Corpo de Cristo machucou profundamente a alma do sacerdote Estes dias, assisti a um vídeo que está circulando na internet e fiquei comovido. No meio da missa, um padre se encosta em um canto e começa a chorar. Ele tinha visto “algo”, uma falta de respeito no momento da comunhão. E o sacerdote sabia que aquilo tinha ferido Jesus. De fato, a forma como trataram Nosso Senhor durante a comunhão também machucou profundamente a alma daquele padre, e ele não conseguiu se segurar. Apoiou-se, portanto, na parede e chorou sentido. Depois, voltou-se aos fiéis e disse, com a voz embargada: “Há coisas que às vezes não podem ser explicadas, ou melhor, sim. O que acontece é que dói muito quando o Senhor nos permite compartilhar ou ver certas coisas”. Depois, continuou: “A partir deste momento, na nossa paróquia, só será possível receber a comunhão na boca e de joelhos. Não pode ser de outra forma”. Assista ao vídeo: Assista também o outro vídeo no final da matéria. 👇 Leia também A comunhão na mão é de origem calvinista e não era costume entre os fiéis da Igreja primitiva Cristo está ali Ainda com muita emoção, o padre explicou o que parecia ser o motivo do choro: “Cristo está vivo, está entre nós e dói-lhe muito – não só quando não se comunga, porque é uma dor muito grande para ele -, mas quando se comunga nem mesmo sabendo a Quem se está recebendo. E quando se recebe como se recebesse qualquer alimento, como se não se acreditasse na Sua presença… Ele está muito vivo ali (…). Ainda que seja uma partícula pequena, a mais ínfima, aí está Ele. Por isso deve-se ter o maior cuidado possível”. Catecismo e Comunhão Nossa Igreja nos instrui sobre as disposições corretas com que devemos receber Nosso Salvador: “Para se prepararem convenientemente para receber este sacramento, os fiéis devem observar o jejum prescrito na sua Igreja . A atitude corporal (gestos, traje) deve traduzir o respeito, a solenidade, a alegria deste momento em que Cristo Se torna nosso hóspede.” ( Catecismo da Igreja Católica, 1387 ) Leia também Vaticano: É proibido impedir comunhão na boca, mesmo que seja para se evitar epidemias Delicadeza e amor Nesta pandemia, a Igreja nos pede para comungar recebendo a hóstia na mão. Entretanto, vejo muitas pessoas recebendo Jesus sem nenhum gesto de amor, com indiferença, rapidamente, como um alimento qualquer. Obviamente, não posso julgar. Mas posso te pedir para tratar Nosso Senhor com delicadeza, cuidado e amor. Portanto, verifique na palma de sua mão se não ficou nenhuma partícula. Por menor que seja, ela é Jesus vivo. E lembre-se sempre: você tem em suas mãos o filho de Deus, o Pão da Vida. Então, por favor, trate-o com amor! Assista também: Fonte: Aleteia Leia também A Modéstia e a Comunhão na visão de Lúcifer #Comunhão #Eucaristia
- Sacerdote chora diante de um grande desrespeito com a Eucaristia
A forma como um fiel recebeu o Corpo de Cristo machucou profundamente a alma do sacerdote Estes dias, assisti a um vídeo que está circulando na internet e fiquei comovido. No meio da missa, um padre se encosta em um canto e começa a chorar. Ele tinha visto “algo”, uma falta de respeito no momento da comunhão. E o sacerdote sabia que aquilo tinha ferido Jesus. De fato, a forma como trataram Nosso Senhor durante a comunhão também machucou profundamente a alma daquele padre, e ele não conseguiu se segurar. Apoiou-se, portanto, na parede e chorou sentido. Depois, voltou-se aos fiéis e disse, com a voz embargada: “Há coisas que às vezes não podem ser explicadas, ou melhor, sim. O que acontece é que dói muito quando o Senhor nos permite compartilhar ou ver certas coisas”. Depois, continuou: “A partir deste momento, na nossa paróquia, só será possível receber a comunhão na boca e de joelhos. Não pode ser de outra forma”. Assista ao vídeo: Assista também o outro vídeo no final da matéria. 👇 Leia também A comunhão na mão é de origem calvinista e não era costume entre os fiéis da Igreja primitiva Cristo está ali Ainda com muita emoção, o padre explicou o que parecia ser o motivo do choro: “Cristo está vivo, está entre nós e dói-lhe muito – não só quando não se comunga, porque é uma dor muito grande para ele -, mas quando se comunga nem mesmo sabendo a Quem se está recebendo. E quando se recebe como se recebesse qualquer alimento, como se não se acreditasse na Sua presença… Ele está muito vivo ali (…). Ainda que seja uma partícula pequena, a mais ínfima, aí está Ele. Por isso deve-se ter o maior cuidado possível”. Catecismo e Comunhão Nossa Igreja nos instrui sobre as disposições corretas com que devemos receber Nosso Salvador: “Para se prepararem convenientemente para receber este sacramento, os fiéis devem observar o jejum prescrito na sua Igreja . A atitude corporal (gestos, traje) deve traduzir o respeito, a solenidade, a alegria deste momento em que Cristo Se torna nosso hóspede.” ( Catecismo da Igreja Católica, 1387 ) Leia também Vaticano: É proibido impedir comunhão na boca, mesmo que seja para se evitar epidemias Delicadeza e amor Nesta pandemia, a Igreja nos pede para comungar recebendo a hóstia na mão. Entretanto, vejo muitas pessoas recebendo Jesus sem nenhum gesto de amor, com indiferença, rapidamente, como um alimento qualquer. Obviamente, não posso julgar. Mas posso te pedir para tratar Nosso Senhor com delicadeza, cuidado e amor. Portanto, verifique na palma de sua mão se não ficou nenhuma partícula. Por menor que seja, ela é Jesus vivo. E lembre-se sempre: você tem em suas mãos o filho de Deus, o Pão da Vida. Então, por favor, trate-o com amor! Assista também: Fonte: Aleteia Leia também A Modéstia e a Comunhão na visão de Lúcifer #Comunhão #Eucaristia
- Depoimento: Jovem assassinada em SP tinha pacto para matar padres
Em depoimento, suspeito disse que o plano da jovem assassinada era matar padres, ajudada pelo “amigo” (ele próprio) que conheceu pela Internet, para acabar com o cristianismo. A vítima teria desistido da ideia e por isso foi assassinada. De acordo com o jornalismo do SBT, um jovem de 18 anos foi preso na última segunda-feira (22) após confessar à Polícia que havia assassinado a facadas uma garota de 19 anos. Em depoimento, Guilherme Alves disse que os dois teriam feito um pacto para matar padres. O caso ocorreu em Pirituba, na zona norte de São Paulo (SP). Testemunhas disseram que a garota conheceu o suspeito em jogos na internet. De acordo com as investigações, no mesmo dia em que eles se conheceram, dormiram juntos na casa do acusado. Guilherme contou que ambos tinham feito um pacto para assassinar os religosos e, consequentemente, acabar com o cristianismo, mas como a vítima desistiu da ideia, foi atacada na região do peito com um punhal que seria usado para assassinar os sacerdotes. O rapaz gravou um vídeo em que confessa o crime logo após praticar o ato e divulgou as cenas do assassinato nas redes sociais. “Bom, vocês estão achando que é tinta, montagem, ou algo do tipo, mas não é. Eu realmente matei ela”, disse ele, com frieza, na gravação. A polícia não divulgou o nome da vítima. Assista a reportagem: Fonte: Jornalismo do SBT Leia também A NECESSIDADE DE UMA NOVA CRUZADA E A QUESTÃO DA LEGÍTIMA DEFESA
- Depoimento: Jovem assassinada em SP tinha pacto para matar padres
Em depoimento, suspeito disse que o plano da jovem assassinada era matar padres, ajudada pelo “amigo” (ele próprio) que conheceu pela Internet, para acabar com o cristianismo. A vítima teria desistido da ideia e por isso foi assassinada. De acordo com o jornalismo do SBT, um jovem de 18 anos foi preso na última segunda-feira (22) após confessar à Polícia que havia assassinado a facadas uma garota de 19 anos. Em depoimento, Guilherme Alves disse que os dois teriam feito um pacto para matar padres. O caso ocorreu em Pirituba, na zona norte de São Paulo (SP). Testemunhas disseram que a garota conheceu o suspeito em jogos na internet. De acordo com as investigações, no mesmo dia em que eles se conheceram, dormiram juntos na casa do acusado. Guilherme contou que ambos tinham feito um pacto para assassinar os religosos e, consequentemente, acabar com o cristianismo, mas como a vítima desistiu da ideia, foi atacada na região do peito com um punhal que seria usado para assassinar os sacerdotes. O rapaz gravou um vídeo em que confessa o crime logo após praticar o ato e divulgou as cenas do assassinato nas redes sociais. “Bom, vocês estão achando que é tinta, montagem, ou algo do tipo, mas não é. Eu realmente matei ela”, disse ele, com frieza, na gravação. A polícia não divulgou o nome da vítima. Assista a reportagem: Fonte: Jornalismo do SBT Leia também A NECESSIDADE DE UMA NOVA CRUZADA E A QUESTÃO DA LEGÍTIMA DEFESA
- LECIONÁRIO DOMINICAL – ANO B – TEMPO DO ADVENTO
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- Dória veta projeto de lei que reconhece atividade religiosa como essencial
Na mesma semana em que decreta o lockdown da madrugada, o governador também veta o projeto de lei 299/2020 que reconhece atividade religiosa como essencial. Em dezembro do ano passado o plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) aprovou o Projeto de Lei 299/2020, que reconhece as atividades religiosas realizadas nos seus respectivos templos, e fora deles, como atividade essencial que deve ser mantida em tempos de crises ocasionadas por moléstias contagiosas, epidemias, pandemias ou catástrofes naturais. De autoria dos deputados Gil Diniz (PSL) e Gilmaci Santos (Republicanos), a nova legislação só entraria em vigor assim que fosse sancionada pelo governador João Doria Junior (PSDB). O efeito prático do projeto de lei seria o impedimento de que templos fossem fechados ou a atividade religiosa cerceada em todo o Estado de São Paulo durante a atual pandemia de COVID-19. Nesta quarta-feira (24), o deputado Gil Diniz, autor do projeto de lei, publicou em suas redes sociais uma nota de repúdio ao veto do governador do estado projeto de lei. Leia também Por que a missa presencial é importante Em sua publicação, o deputado chama de “Vergonha!!!” o ato de João Dória vetar o projeto de lei 299/2020 que reconhecia atividade religiosa como essencial em tempos de crise. Ele também ressaltou que não deixará que o veto seja estabelecido e que vai trabalhar para que o projeto de lei volte ao plenário e assim seja derrubado. Leia a postagem: “O Projeto de Lei 299 / 2020 de minha autoria, publicado no Diário Oficial dia 24 de abril de 2020, que reconhece a atividade religiosa como essencial para a população do Estado em tempos de crises ocasionadas por moléstias contagiosas, epidemias, pandemias ou catástrofes naturais. Mas mais uma vez como já esperado o João Agripino Doria, nessa quarta-feira (24), opôs Veto total ao referido Projeto de Lei. Não vamos deixar o veto do calça apertada barrar o projeto, vou trabalhar para que o projeto volte ao plenário e assim derrubaremos o veto nesta casa.” Leia também Arquidiocese da Paraíba fecha as portas das igrejas novamente por covid #Covid19 #Dória
- Dória veta projeto de lei que reconhece atividade religiosa como essencial
Na mesma semana em que decreta o lockdown da madrugada, o governador também veta o projeto de lei 299/2020 que reconhece atividade religiosa como essencial. Em dezembro do ano passado o plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) aprovou o Projeto de Lei 299/2020, que reconhece as atividades religiosas realizadas nos seus respectivos templos, e fora deles, como atividade essencial que deve ser mantida em tempos de crises ocasionadas por moléstias contagiosas, epidemias, pandemias ou catástrofes naturais. De autoria dos deputados Gil Diniz (PSL) e Gilmaci Santos (Republicanos), a nova legislação só entraria em vigor assim que fosse sancionada pelo governador João Doria Junior (PSDB). O efeito prático do projeto de lei seria o impedimento de que templos fossem fechados ou a atividade religiosa cerceada em todo o Estado de São Paulo durante a atual pandemia de COVID-19. Nesta quarta-feira (24), o deputado Gil Diniz, autor do projeto de lei, publicou em suas redes sociais uma nota de repúdio ao veto do governador do estado projeto de lei. Leia também Por que a missa presencial é importante Em sua publicação, o deputado chama de “Vergonha!!!” o ato de João Dória vetar o projeto de lei 299/2020 que reconhecia atividade religiosa como essencial em tempos de crise. Ele também ressaltou que não deixará que o veto seja estabelecido e que vai trabalhar para que o projeto de lei volte ao plenário e assim seja derrubado. Leia a postagem: “O Projeto de Lei 299 / 2020 de minha autoria, publicado no Diário Oficial dia 24 de abril de 2020, que reconhece a atividade religiosa como essencial para a população do Estado em tempos de crises ocasionadas por moléstias contagiosas, epidemias, pandemias ou catástrofes naturais. Mas mais uma vez como já esperado o João Agripino Doria, nessa quarta-feira (24), opôs Veto total ao referido Projeto de Lei. Não vamos deixar o veto do calça apertada barrar o projeto, vou trabalhar para que o projeto volte ao plenário e assim derrubaremos o veto nesta casa.” Leia também Arquidiocese da Paraíba fecha as portas das igrejas novamente por covid #Covid19 #Dória
- Sacerdote celebra missa do telhado após governo fechar Igrejas novamente
Devido ao aumento de casos de coronavírus no Peru, o governo decretou, há algumas semanas, um novo confinamento que obrigou a fechar os templos em algumas regiões, no entanto, isso não impediu um sacerdote de celebrar a Missa do telhado de uma igreja em construção. O governo peruano dividiu o país em três níveis de contágio: alto, muito alto e extremo, de acordo com a gravidade da pandemia. Em 21 de fevereiro, os casos de coronavírus no Peru somavam mais de 1.286.000, sendo 1.829 nas últimas 24 horas. O número de mortos, segundo dados oficiais, é de 45.263 pessoas. No nível extremo estão as regiões de Áncash, Pasco, Huánuco, Junín, Huancavelica, Ica, Apurímac, Região de Lima, Lima Metropolitana e Callao. Nestes locais foi instituída uma quarentena de 31 de janeiro a 28 de fevereiro, que proíbe a abertura de igrejas, shopping centers, academias, restaurantes, entre outros. Na província de Ambo (Huánuco), uma das zonas de nível extremo de contágio, está a paróquia Santa Rosa dirigida pelo Pe. Juan López Díaz, para quem o confinamento não tem impedido a celebração da Eucaristia dominical desde o telhado da igreja, onde prepara um altar e coloca alto-falantes. A Direção Regional de Saúde de Huánuco informou que nesta região, desde 23 de fevereiro, ocorreram mais de 47 mil casos de coronavírus e mais de mil pessoas morreram com o vírus. O sacerdote começou com esta iniciativa no início de 2020, quando a pandemia atingiu o país; e agora, com a segunda onda e o confinamento, retomou esta forma criativa de levar a Palavra de Deus aos fiéis do povoado. “Se agora as missas e reuniões estão proibidas, sempre tem que haver formas e maneiras de chegar ao povo. É preciso encontrá-los”, indicou a Efe. Pe. López assinalou que a vida tem muitos obstáculos, “mas sempre há saídas. Nesse sentido, eu disse que o telhado não pode de forma alguma ser uma razão para eu deixar de pregar”. Todos os domingos, mais de três mil pessoas se conectam à transmissão ao vivo da Missa celebrada pelo Pe. López, e na mesma cidade cerca de cem pessoas acompanham a Eucaristia de “telhados, varandas, portas e janelas”. “Eles estão muito contentes, mas também preocupados porque há domingos em que o vento é forte e dá medo, mas aí estamos com a graça de Deus e com algumas pedras no bolso para que o vento não me faça mal, já que não peso nada”, brincou. A igreja de Santa Rosa fica na cidade de Tomayquichua, nos Andes peruanos. Um terremoto obrigou a derrubar o antigo templo e a nova igreja começou a ser construída em 2011. Pe. López investiu dois milhões de soles (aproximadamente 550 mil dólares) na nova igreja, dinheiro arrecadado graças às atividades que realiza a cada ano. Anualmente, arrecadam cerca de 100 mil soles (aproximadamente 27 mil dólares). O padre indicou que esperava terminar a construção da igreja no próximo ano, porém, a pandemia estendeu esse prazo. “Estava pensando em terminar em 2022, mas isso levará mais alguns anos. Como ainda está em construção, tenho que escalar subir para celebrar a Missa no telhado porque as escadas ainda não estão completas”, disse. Para chegar ao telhado da igreja, o sacerdote usa uma escada de madeira da torre sineira e instalou um altar improvisado com uma mesa dobrável para poder celebrar a Santa Missa das alturas. Assistência espiritual nos hospitais Além das Missas no telhado da igreja, Pe. López vai todas as semanas três ou quatro vezes aos hospitais de Huánuco para visitar os doentes de Covid-19 e levar-lhes conforto e apoio espiritual. “Às vezes eu celebro a Missa dentro do hospital e é triste e doloroso ver como sofrem. Precisamos acompanhá-los, fortalecê-los, incentivá-los e colocá-los nas mãos do Senhor”, indicou. O sacerdote assinalou que, enquanto Deus lhe der vida e saúde para cuidar dos doentes, irá “aonde eles estiverem”. “Esta segunda onda está muito pior que a primeira. A isso devemos acrescentar que não temos hospitais, nem profissionais, nem suprimentos ou oxigênio. São quatro coisas que precisamos hoje em nosso Huánuco”, acrescentou. A bordo de uma motocicleta, Pe. López percorre as ruas de Huánuco para visitar hospitais e também reza o Terço com as pessoas que estão nas vias públicas, com a ajuda de um alto-falante. #Coronavírus
- Sacerdote celebra missa do telhado após governo fechar Igrejas novamente
Devido ao aumento de casos de coronavírus no Peru, o governo decretou, há algumas semanas, um novo confinamento que obrigou a fechar os templos em algumas regiões, no entanto, isso não impediu um sacerdote de celebrar a Missa do telhado de uma igreja em construção. O governo peruano dividiu o país em três níveis de contágio: alto, muito alto e extremo, de acordo com a gravidade da pandemia. Em 21 de fevereiro, os casos de coronavírus no Peru somavam mais de 1.286.000, sendo 1.829 nas últimas 24 horas. O número de mortos, segundo dados oficiais, é de 45.263 pessoas. No nível extremo estão as regiões de Áncash, Pasco, Huánuco, Junín, Huancavelica, Ica, Apurímac, Região de Lima, Lima Metropolitana e Callao. Nestes locais foi instituída uma quarentena de 31 de janeiro a 28 de fevereiro, que proíbe a abertura de igrejas, shopping centers, academias, restaurantes, entre outros. Na província de Ambo (Huánuco), uma das zonas de nível extremo de contágio, está a paróquia Santa Rosa dirigida pelo Pe. Juan López Díaz, para quem o confinamento não tem impedido a celebração da Eucaristia dominical desde o telhado da igreja, onde prepara um altar e coloca alto-falantes. A Direção Regional de Saúde de Huánuco informou que nesta região, desde 23 de fevereiro, ocorreram mais de 47 mil casos de coronavírus e mais de mil pessoas morreram com o vírus. O sacerdote começou com esta iniciativa no início de 2020, quando a pandemia atingiu o país; e agora, com a segunda onda e o confinamento, retomou esta forma criativa de levar a Palavra de Deus aos fiéis do povoado. “Se agora as missas e reuniões estão proibidas, sempre tem que haver formas e maneiras de chegar ao povo. É preciso encontrá-los”, indicou a Efe. Pe. López assinalou que a vida tem muitos obstáculos, “mas sempre há saídas. Nesse sentido, eu disse que o telhado não pode de forma alguma ser uma razão para eu deixar de pregar”. Todos os domingos, mais de três mil pessoas se conectam à transmissão ao vivo da Missa celebrada pelo Pe. López, e na mesma cidade cerca de cem pessoas acompanham a Eucaristia de “telhados, varandas, portas e janelas”. “Eles estão muito contentes, mas também preocupados porque há domingos em que o vento é forte e dá medo, mas aí estamos com a graça de Deus e com algumas pedras no bolso para que o vento não me faça mal, já que não peso nada”, brincou. A igreja de Santa Rosa fica na cidade de Tomayquichua, nos Andes peruanos. Um terremoto obrigou a derrubar o antigo templo e a nova igreja começou a ser construída em 2011. Pe. López investiu dois milhões de soles (aproximadamente 550 mil dólares) na nova igreja, dinheiro arrecadado graças às atividades que realiza a cada ano. Anualmente, arrecadam cerca de 100 mil soles (aproximadamente 27 mil dólares). O padre indicou que esperava terminar a construção da igreja no próximo ano, porém, a pandemia estendeu esse prazo. “Estava pensando em terminar em 2022, mas isso levará mais alguns anos. Como ainda está em construção, tenho que escalar subir para celebrar a Missa no telhado porque as escadas ainda não estão completas”, disse. Para chegar ao telhado da igreja, o sacerdote usa uma escada de madeira da torre sineira e instalou um altar improvisado com uma mesa dobrável para poder celebrar a Santa Missa das alturas. Assistência espiritual nos hospitais Além das Missas no telhado da igreja, Pe. López vai todas as semanas três ou quatro vezes aos hospitais de Huánuco para visitar os doentes de Covid-19 e levar-lhes conforto e apoio espiritual. “Às vezes eu celebro a Missa dentro do hospital e é triste e doloroso ver como sofrem. Precisamos acompanhá-los, fortalecê-los, incentivá-los e colocá-los nas mãos do Senhor”, indicou. O sacerdote assinalou que, enquanto Deus lhe der vida e saúde para cuidar dos doentes, irá “aonde eles estiverem”. “Esta segunda onda está muito pior que a primeira. A isso devemos acrescentar que não temos hospitais, nem profissionais, nem suprimentos ou oxigênio. São quatro coisas que precisamos hoje em nosso Huánuco”, acrescentou. A bordo de uma motocicleta, Pe. López percorre as ruas de Huánuco para visitar hospitais e também reza o Terço com as pessoas que estão nas vias públicas, com a ajuda de um alto-falante. #Coronavírus
- CENSURA NO YOUTUBE: O BRAÇO VIOLENTO DA OMS – Stefano Magni
Após onze meses e meio de lockdowns e restrições à liberdade, ainda existem poucas iniciativas de protesto por parte de muitos setores afetados e cidadãos comuns. Mas não podem ser anunciados na rede social mais popular de compartilhamento de vídeos, o YouTube, se forem considerados contrários às disposições da OMS e das autoridades nacionais de saúde. Na Itália, o protesto mais popular da mídia foi o dos teatros, que no dia 22 de fevereiro voltaram a acender as luzes para protestar contra o prolongamento dos fechamentos forçados e a falta de certeza sobre a data de reabertura. No dia 15 de janeiro, em todas as cidades italianas, foi a vez dos restaurantes, que forçaram o bloqueio da nova zona vermelha. Tendo menos influência política e menos amigos entre os jornalistas, os donos de restaurantes tiveram muita publicidade negativa. Uma iniciativa do editor Leonardo Facco (cujo livro Coronavirus: stato di paura foi recentemente retirado do catálogo da Amazon), causou sensação especial: com cerca de cinquenta amigos e apoiadores de seu Movimento Libertário, ele foi jantar em um restaurante em Modena, em 30 de janeiro. Um jantar passou a ser considerado um ato de grave insubordinação e, embora a iniciativa também tenha recebido elogios em sites estrangeiros (de orientação libertária e conservadora), na Itália atraiu a ira de jornalistas e comentaristas, com denúncias de difusão proposital da pandemia e solicitação de intervenção da polícia. Para demonstrar que não houve nenhuma difusão, deliberada ou não, da pandemia, o editor Leonardo Facco repetiu a iniciativa em 22 de fevereiro, mostrando que todos os participantes estavam vivos e com boa saúde, assim como seus amigos, parentes e conhecidos. Foi então que o YouTube interferiu, removendo o vídeo e os comentários. Os motivos alegados para a remoção são curiosos. Segundo a notificação, o vídeo violaria não só os padrões da comunidade: “O YouTube não tolera conteúdos que questionem a eficácia das diretrizes fornecidas pelas autoridades de saúde locais ou pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em relação a medidas de distanciamento social e auto-isolamento; tais conteúdos poderiam levar as pessoas a agir de forma contrária a essas diretrizes”. Palavras são importantes. O YouTube “não tolera” um conteúdo que “coloque em discussão” uma autoridade estatal e uma autoridade supranacional. Pode ocorrer que uma linha indicada esteja errada (a OMS inicialmente não aprovava o uso de máscaras, e até março de 2020 se opunha aos testes com cotonete), mas o usuário ainda assim deve obedecer. No caso específico, na Itália é permitido almoçar em restaurante, mas um jantar, como o organizado pelo editor Facco, nas mesmas condições e com o mesmo número de pessoas, é considerado subversivo. E é proibido afirmar (e demonstrar) que as diretrizes são contraditórias. As palavras de Susan Wojcicki, CEO do YouTube, já soavam ambíguas quando, em 23 de abril, ela anunciou que a plataforma eliminaria notícias “sem base científica”. E dava alguns exemplos: “Tem gente que recomenda tomar vitamina C ou cúrcuma, porque ‘eles vão te curar'”. Temos, portanto, o administrador de uma rede social que se apresenta como médico e juiz pronto para traçar o que (no momento) é considerada desinformação sobre uma doença que, na época, conhecíamos há apenas três meses. Pode-se bem imaginar como esse critério seria então estendido, sem restrições, da medicina à política de contenção da pandemia. Portanto, não apenas para uma questão empiricamente verificável, mas também para uma série de escolhas políticas. O problema subjacente, então, é que, não apenas devido à pandemia da Covid, mas também após as eleições presidenciais americanas, a censura foi abertamente praticada. São aceitos como um “fato privado” e louvável a remoção da conta de um ex-presidente no Twitter e a censura online de todas as suas postagens, quando ele ainda estava no cargo e concorria à reeleição. Limitar a liberdade de opinião, mesmo quando nenhuma lei foi por ela violada, agora se tornou possível e os jornalistas estão entre os primeiros a exigir ainda mais censura. Basta invocar a ameaça do argumento “sem embasamento científico” ou, no caso das eleições, “sem provas”, para desencadear o cancelamento. Outra obsessão é aquela dos conteúdos “racistas”. Os algoritmos que permitem detectar e remover um vídeo, considerado ofensivo para uma minoria, são tão abrangentes que, esta semana, levaram à remoção de um vídeo de xadrez, porque lá se diz que “o branco ataca o preto”. O verbo “atacar” corre o risco de censura, sobretudo se for acompanhado por termos agora sensíveis, como branco e preto. Mas essas coisas geralmente só aconteciam na China, pelo menos até a última década, quando algoritmos locais removiam todos os números e termos que poderiam levar a informações indesejáveis sobre o massacre da Praça Tiananmen. Mas a China era, de fato, um regime totalitário. E se as redes sociais começarem a se comportar dessa forma, no mundo livre?… Paradoxalmente, termos católicos ainda são usados para descrever a tendência da censura, como “inquisição” ou “índex”. No entanto, os católicos estão entre as primeiras vítimas desta tendência obscurantista. Pense-se em como o site Life Site News , que se opõe ao aborto, foi repentinamente privado de seu popular canal no YouTube (uma palhaçada que lhe custou a perda repentina de mais de 300.000 seguidores). É difícil, agora, estabelecer quais são os novos limites do censor. Estamos todos correndo um sério risco. https://lanuovabq.it/it/censure-su-youtube-il-braccio-violento-delloms
- LECIONÁRIO DOMINICAL – ANO A – SOLENIDADES
LECIONÁRIO DOMINICAL ANO A – SOLENIDADES Please wait while flipbook is loading. For more related info, FAQs and issues please refer to DearFlip WordPress Flipbook Plugin Help documentation. #LECIONÁRIO #LECIONÁRIODOMINICAL #LECIONÁRIODOMINICALANOATEMPOCOMUM #LECIONÁRIODOMINICALANOA
- LECIONÁRIO DOMINICAL – ANO A – TEMPO COMUM
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- LECIONÁRIO DOMINICAL – ANO A – DOMINGO DA PÁSCOA OU DA DIVINA MISERICÓRDIA
LECIONÁRIO DOMINICAL – ANO A DOMINGO DA PÁSCOA OU DA DIVINA MISERICÓRDIA Please wait while flipbook is loading. For more related info, FAQs and issues please refer to DearFlip WordPress Flipbook Plugin Help documentation. DOMINGO II DA PÁSCOA ou da Divina Misericórdia LEITURA I – Atos 2, 42-47 «Todos os que haviam abraçado a fé viviam unidos e tinham tudo em comum» Leitura dos Atos dos Apóstolos Os irmãos eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à comunhão fraterna, à fracção do pão e às orações. Perante os inumeráveis prodígios e milagres realizados pelos Apóstolos, toda a gente se enchia de temor. Todos os que haviam abraçado a fé viviam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam propriedades e bens e distribuíam o dinheiro por todos, conforme as necessidades de cada um. Todos os dias frequentavam o templo, como se tivessem uma só alma, e partiam o pão em suas casas; tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração, louvando a Deus e gozando da simpatia de todo o povo. E o Senhor aumentava todos os dias o número dos que deviam salvar-se. Palavra do Senhor #DOMINGODEPÁSCOAANOA #LECIONÁRIO #ANOA #DOMINGODEPÁSCOA #DOMINGODAPÁSCOA #LECIONÁRIODODOMINGODEPÁSCOAANOA #LECIONÁRIODOMINICAL #LECIONÁRIODOMINICALANOADOMINGODAPÁSCOAOUDADIVINAMISERICÓRDIA #DOMINGODAPÁSCOAOUDADIVINAMISERICÓRDIA
- LECIONÁRIO DOMINICAL – ANO A – TRÍDUO PASCAL
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- LECIONÁRIO DOMINICAL – ANO A – TEMPO DA QUARESMA
Please wait while flipbook is loading. For more related info, FAQs and issues please refer to DearFlip WordPress Flipbook Plugin Help documentation. DOMINGO I DA QUARESMA LEITURA I – Gn 2, 7-9; 3, 1-7 A criação e o pecado dos nossos primeiros pais Leitura do Livro do Génesis O Senhor Deus formou o homem do pó da terra, insuflou em suas narinas um sopro de vida, e o homem tornou-se um ser vivo. Depois, o Senhor Deus plantou um jardim no Éden, a oriente, e nele colocou o homem que tinha formado. Fez nascer na terra toda a espécie de árvores, de frutos agradáveis à vista e bons para comer, entre as quais a árvore da vida, no meio do jardim, e a árvore da ciência do bem e do mal. Ora, a serpente era o mais astucioso de todos os animais dos campos que o Senhor Deus tinha feito. Ela disse à mulher: «É verdade que Deus vos disse: ‘Não podeis comer o fruto de nenhuma árvore do jardim’?». A mulher respondeu: «Podemos comer o fruto das árvores do jardim; mas, quanto ao fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus avisou-nos: ‘Não podeis comer dele nem tocar-lhe, senão morrereis’». A serpente replicou à mulher: «De maneira nenhuma! Não morrereis. Mas Deus sabe que, no dia em que o comerdes, abrir-se-ão os vossos olhos e sereis como deuses, ficando a conhecer o bem e o mal». A mulher viu então que o fruto da árvore era bom para comer e agradável à vista, e precioso para esclarecer a inteligência. Colheu fruto da árvore e comeu; depois deu-o ao marido, que comeu juntamente com ela. Abriram-se então os seus olhos e compreenderam que estavam despidos. Por isso, entrelaçaram folhas de figueira e cingiram os rins com elas. Palavra do Senhor. #TEMPODAQUARESMA #LECIONÁRIODOTEMPODAQUARESMA #LECIONÁRIODOMINICALANOATEMPODAQUARESMA #LECIONÁRIO #ANOATEMPODAQUARESMA #TEMPODAQUARESMAANOA #LECIONÁRIODOMINICALANOA #LECIONÁRIODOMINICAL
- LECIONÁRIO DOMINICAL – ANO A – TEMPO DO NATAL
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- LECIONÁRIO DOMINICAL – ANO A – TEMPO DO ADVENTO
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- LECIONÁRIO – VIRGEM MARIA – APÊNDICE
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- LECIONÁRIO DOMINICAL – VIRGEM MARIA – TEMPO DO ADVENTO
LECIONÁRIO DOMINICAL VIRGEM MARIA – TEMPO DO ADVENTO Please wait while flipbook is loading. For more related info, FAQs and issues please refer to DearFlip WordPress Flipbook Plugin Help documentation. No Tempo do Advento, a liturgia romana celebra a dupla «Vinda do Senhor»: a primeira, humilde, quando, na plenitude dos tempos (cf. Gal 4, 4), o Filho de Deus, tomando da Santíssima Virgem a condição humana, veio ao mundo para salvar os homens; a segunda, gloriosa, quando no fim dos tempos, virá «para julgar os vivos e os mortos» (Profissão de fé) e introduzir os justos na casa do Pai, onde nos precedeu a Virgem Santa Maria. #VirgemMaria #VIRGEMSANTAMARIA #LECIONÁRIO #TEMPODOADVENTO #LECIONÁRIODAVIRGEMMARIANOTEMPODOADVENTO #LECIONÁRIOS #LECIONÁRIOVIRGEMMARIATEMPODOADVENTO
- LECIONÁRIO – VIRGEM MARIA – TEMPO DO NATAL
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- LECIONÁRIO – VIRGEM MARIA – TEMPO PASCAL
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- LECIONÁRIO – VIRGEM MARIA – QUARESMA
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- LECIONÁRIO – VIRGEM MARIA – TEMPO COMUM
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- LETRA “L”
L LADAINHA é palavra que significa súplica. É uma série de invocações que a Igreja faz ao nome de Deus, da Virgem Maria e dos Santos. Há várias Ladainhas: a de Nossa Senhora, invocando a Virgem Maria sob diversos títulos; a de Todos os Santos, invocando a misericórdia de Deus por intercessão dos Santos; a de São José, e outras, que se rezam em certos atos de devoção. A Ladainha de Todos os Santos é obrigatória na Igreja, no dia das Rogações. O Bispo não pode aprovar novas Ladainhas para serem recitadas publicamente (C. 1259). LADAINHA DE SÃO MARCOS No dia 25 de Abril reza-se ou canta-se nas igrejas a Ladainha de todos os Santos, a que nesse dia se dá o nome de Ladainha de São Marcos, com ou sem Procissão. É esta a sua origem: No ano de 589 trasbordou o rio Tibre, de tal modo que quase submergiu a cidade de Roma, causando a inundação uma violenta peste, da qual uma das primeiras vítimas foi o Papa Gelásio II. O seu sucessor, São Gregório Magno, exortou o povo à oração e à penitência, para aplacar a justiça divina que pesava tão duramente. Instituiu preces públicas com procissões pelas ruas da cidade, e ao fim de três dias cessou o flagelo. Em memória deste acontecimento a igreja continua a fazer preces públicas no dia 25 de Abril, dia em que se celebra a festa do Evangelista São Marcos. Segundo alguns autores esta procissão fora instituída para substituir outra pagã que se fazia no mesmo dia em Roma. Nas Igrejas Paroquiais deve-se fazer a Procissão (C. P). LAICISMO Tem como princípio fundamental a autonomia absoluta da razão e da vontade humanas. Nega a possibilidade de qualquer religião, mesmo da religião natural. LÂMPADA DO SACRÁRIO deve estar acesa de dia e de noite, alimentada com azeite de oliveiras ou com cera de abelhas. Quando não houver azeite de oliveiras, fica à prudência do Bispo permitir o uso de outros óleos, quanto possível vegetais (C. 1371). É usada como figura de Jesus Cristo, a verdadeira luz do mundo. Deve estar colocada diante do altar do Santíssimo Sacramento, não escondida ou ao lado, mas no meio, indicando o lugar onde está Jesus Sacramentado. LATRIA Ver a palavra CULTO. LAUDES é a segunda parte do Oficio divino, imediatamente após Matinas. LAUS-PERENE Ver a palavra QUARENTA-HORAS. LAVA-PÉS Cerimônia que se celebra em Quinta-feira santa, em comemoração do ato de Jesus Cristo lavando os pés aos seus discípulos depois da última Ceia. LEGADO A LÁTERE é um Cardeal enviado pelo Sumo Pontífice com aquele título, como alter ego (C. 266), encarregado de uma missão especial. LEGADOS PIOS (ou fundações pias) são bens temporais deixados por testamento a alguma igreja ou instituição religiosa, com o ônus de serem celebradas algumas Missas ou outras funções eclesiásticas, ou para se cumprirem algumas obras de piedade ou de caridade (C. 1544). Nas últimas disposições em favor da igreja observem-se, sendo possível, as formalidades do Direito civil; mas, ainda que omitidas, sejam advertidos os herdeiros da obrigação de cumprirem a vontade do testador (C. 1513). Se não estiver determinado tempo para o cumprimento dessa vontade, deve ser cumprida o mais breve possível, e nunca além de um ano depois da morte (C. P.). O Bispo é o executor de todos os Legados pios (C. 15, 15). LEGITIMAÇÃO DA PROLE Os filhos ilegítimos ficam legitimados por subsequente Matrimônio de seus pais, embora não consumado. Legitimados que sejam, para efeitos canônicos ficam equiparados em tudo aos filhos legítimos, salvo se outra coisa for expressamente determinada (C. 1116, 1117). LEI é a ordenação da razão para o bem comum, promulgado por quem dirige a Comunidade. Lei eterna é a razão divina ou a vontade de Deus dirigindo todas as criaturas segundo a natureza de cada uma, em ordem ao fim último de todas, que é a glória do mesmo Deus. Lei natural é a participação da Lei eterna na criatura racional, fazendo inclinar livremente aos atos e fins na lei eterna estabelecidos e conhecida pelas luzes da razão. Pela lei natural o homem conhece o que por sua natureza é honesto e necessário ao fim último e aquilo que lhe é contrário. Lei divina positiva é a que Deus faz conhecer por meio da Revelação, como necessária para o homem conseguir o seu fim sobrenatural. Lei eclesiástica é a que a Igreja preceitua para o regime espiritual dos fiéis, e que tem por objeto o culto divino e a salvação do homem. Lei civil é a que procede de quem preside à sociedade civil, e que tem por fim promover diretamente o bem comum temporal dos seus súditos, e mediatamente o bem comum espiritual ou a felicidade dos cidadãos. O homem é inclinado ao cumprimento da lei, de dois modos: interiormente, por amor, como os bons; exteriormente, por penas, como os maus. A lei deve ser honesta, justa, possível, segundo a natureza, segundo o costume da Pátria, do lugar e do tempo, clara, necessária para utilidade da Comunidade. A lei justa obriga em consciência; a lei injusta, não, a não ser por causa de escândalo a evitar, naquelas coisas que não são contra a Lei de Deus. A lei não atende às intenções de quem a deve observar, mas aos seus atos. A Lei de Deus é absolutamente irrevogável, e não há poder humano que possa alterá-la. Só Deus, por bi mesmo ou por outrem a quem comunique a sua autoridade, a pode revogar ou modificar. Disse Jesus: «É mais fácil passar o céu e a terra do que cair da lei uma só vírgula» (Ev. S. Luc. XVI, 17). E o Apóstolo São Tiago afirma que qualquer que tiver toda a lei (de Deus) e a transgredir num só ponto faz-se réu de todos eles (Ep. S. Tiag. II, 10). Devemos considerar a lei não como um jugo a pesar sobre nós, mas como uma regra a orientar a nossa conduta, pois diz São Paulo que a lei é boa para aquele que usa dela legitimamente (Ep. Timot. I, 8). As leis da Igreja não precisam de ser reconhecidas nem aceitas pelo Poder civil para obrigarem os fiéis, porque a Igreja é uma sociedade perfeita, completa, independente do Estado, e nas coisas espirituais goza do poder supremo. Há casos que escusam da obrigação da lei, e são: a) a ignorância, que, sendo invencível, escusa no foro da consciência, porque ninguém peca sem querer pecar, e não há voluntário onde a ignorância é invencível; no foro externo a ignorância da lei não escusa, porque se escusasse cada um podia invocar a ignorância para se eximir ao cumprimento da lei; b) A impossibilidade física ou absoluta e a impossibilidade moral; c) A dispensa da lei; d) O costume legítimo. LEIGOS são os fiéis que não pertencem à classe dos Clérigos. Todos devem reverência aos Clérigos e cometem o delito de sacrilégio quando lhes fazem uma verdadeira injúria (C. 119). São dignos de louvor se entrarem nas Associações eretas, ou ao menos recomendadas pela Igreja (C. 684), e devem estar acautelados contra as Associações secretas, condenadas, sediciosas, suspeitas, ou que procuram fugir à Vigilância da Igreja. Podem tomar parte na administração dos bens eclesiásticos. Sem expresso consentimento do Bispo não podem ter lugar reservado na igreja; mas aos magistrados, segundo a sua dignidade, pode ser dado um lugar distinto na igreja, conforme as normas litúrgicas (C. 1263). LEITORATO é a Ordem que dá poder de ler na igreja a Sagrada Escritura, e de catequizar o povo na doutrina cristã. LEITURA ESPIRITUAL ou de livros espirituais, é muito útil e mesmo necessária às pessoas que desejam seguir vida sobrenatural, assim como aos Diretores de almas. A necessidade de tal leitura resulta das dificuldades que de ordinário se encontram no caminho da perfeição, e as dificuldades não são menores para o Diretor do que para as pessoas dirigidas. Não deve, porém, a pessoa dirigida ler os livros que lhe apetecer e sim os que o seu Diretor Espiritual lhe indicar; por seu lado o Diretor só deve indicar livros acomodados ao grau de perfeição da pessoa que dirige ou que aconselha. Na leitura desses livros não deve entrar a curiosidade, mas o sincero desejo de encontrar incitamentos para sua maior perfeição, para a prática mais sólida das virtudes sobrenaturais. LIBERALIDADE é a virtude contrária à avareza, e consiste em dispensar a riqueza em usos bons quer para si próprio, ou para os estranhos. São atos próprios da liberalidade, não somente usar bem da riqueza, mas também economizar para fazer o bem. Deus há de dar-nos segundo a medida do nosso dar (Ev. S. Luc. V, 38). Combatamos o egoísmo que nos faz pensar só em nós e pensemos nos outros, dando-lhes do que temos, na medida das suas necessidades e das nossas possibilidades. LIBERALISMO OU LAICISMO é a doutrina segundo a qual a Autoridade civil e social não é obrigada a aceitar a Revelação divina suficientemente proposta, e pode ficar neutra entre a verdadeira e as falsas religiões. Arvora o homem em norma suprema de si mesmo no exercício da sua liberdade, como se não houvesse uma lei divina à qual todos devemos obedecer, e rejeita a Autoridade divina, quer na vida pública, quer na vida particular (C. P.). LIBERDADE é o poder que nos torna senhores e responsáveis dos nossos atos. Esta liberdade é inviolável. Não há força interior nem exterior, exceto Deus, que possa violentar a vontade do homem, a qual fica sempre livre, ainda que o corpo esteja inteiramente privado de movimentos. Nunca se faça o mal, porque a liberdade foi dada por Deus ao homem para fazer o bem com mérito. Aquele que faz o mal abusa da sua liberdade, como o pobre pode usar mal da esmola, e fica escravo do seu pecado, como diz a Sagrada Escritura: «quem faz o pecado é escravo do pecado» (Ev. S. Jo. VIII, 31). LIMBO é o lugar e o estado dos justos antes da morte de Jesus Cristo. Deus havia perdoado os seus pecados, mas só pelos merecimentos de Jesus Cristo poderiam entrar no Céu. Logo que Jesus morreu desceu ao limbo, e as almas que aí estavam puderam subir à glória do Paraíso. É também o lugar das almas dos inocentes que morrem sem Batismo, ou sem a graça de Deus que o Batismo confere. Estas almas não sofrem as penas próprias dos condenados, gozam de uma outra felicidade natural mas não daquela felicidade sobrenatural própria dos batizados, remidos por Cristo, que é infinitamente superior. Daqui se vê a responsabilidade daqueles que deixam morrer os filhos sem o sacramento do Batismo. LITURGIA Etimologicamente esta palavra deriva de duas palavras gregas: — «leiton + ergon» — que significam um «serviço público». São Paulo emprega também esta palavra para significar a «esmola» para os cristãos necessitados (II Corint. IX, 12). Entre os gregos significa também o sacrifício eucarístico; na igreja latina tinha inicialmente idêntica significação que se foi alargando. Em sentido real podemos agora definir a Liturgia «o culto da Igreja Católica», entendendo por «culto» o exercício da virtude de religião na sua plenitude exterior, social e positiva do Novo Testamento, que se realiza na Igreja. A liturgia significa o exercício pleno da própria vida da Igreja, vida que é por vontade de Cristo essencialmente sacerdotal. Daí que seja característica de todos os atos litúrgicos o serem presididos por membros da Hierarquia na sua função sacerdotal. Sendo a Liturgia o próprio culto da Igreja não deve confundir-se com o conjunto das cerimônias que seguem esse culto às quais chamamos «rubricas». Estas são a última parte integrante da Liturgia cuja importância grande a Liturgia nos manifesta. A ordenação do culto oficial católico é direito exclusivo da Santa Sé (C. 1257). LIVROS LITÚRGICOS são os que a Igreja usa nas orações e cerimônias litúrgicas. O Missal é o livro que contém as Missas que o Sacerdote celebra durante todo o ano. O Breviário é o livro que contém a oração quotidiana oficial que a Igreja impõe aos seus Ministros de ordens maiores e também aos monges perpetuamente ligados pelos votos. O Ritual é o livro que contém a forma de administrar os Sacramentos, exceto o da Ordem, as orações das várias bênçãos, e o cerimonial das procissões. O Cerimonial dos Bispos é o livro que contém as regras das cerimônias religiosas presididas pelo Bispo. O Pontifical Romano é o livro pelo qual o Bispo confere os sacramentos da Confirmação e da Ordem, e que contém as bênçãos que lhes são reservadas. LIVROS PROIBIDOS Os livros condenados pela Santa Sé devem ser considerados como proibidos em todos os lugares, seja qual for o idioma em que estejam publicados (C. 1398). A proibição de um livro faz que ele, sem a devida licença, não se possa editar, nem ler, nem guardar, nem vender, nem traduzir, nem de forma alguma dá-lo a conhecer aos outros (C. 1398). O Bispo tem o direito e o dever de, havendo justa causa, proibir os livros dos seus súditos (C. 1395), e pode conceder-lhes licença de lerem livros proibidos, mas somente para cada livro e em casos urgentes (C. 1402). Os que obtiverem faculdades apostólicas de ler e reter livros proibidos, nem por isso podem ler e reter quaisquer livros proscritos pelo Bispo, a não ser que no Indulto se diga isso expressamente. Além disso, são obrigados, por preceito grave, a guardar de tal forma os livros proibidos que estes não possam chegar às mãos de outrem que não tenha autorização para lê-los (C. 1403). Mesmo aqueles que têm autorização de ler livros proibidos não ficam isentos da proibição, que é de direito natural, de ler livros de cuja leitura resulte perigo próximo para a sua alma (C 1405). LUGARES SAGRADOS são os destinados ao culto divino e à sepultura dos fiéis, pela consagração ou pela bênção prescritas nos livros litúrgicos (C. 1154). Ninguém pode consagrar ou benzer um lugar que fique sagrado, sem consentimento do Bispo do lugar (C. 1157), e da consagração ou da benção deve ser lavrado documento, ficando um exemplar no arquivo da igreja e sendo outro enviado à Cúria episcopal (C. 1158). Os lugares sagrados são isentos da jurisdição da Autoridade civil, e neles exerce a Igreja livremente a sua jurisdição (C. 1160). LUXO é todo o excesso nas despesas que cada um faz para a conservação da vida e do decoro da habitação, segundo a sua condição. O luxo é contrário ao espírito cristão. Jesus Cristo teve por berço uma manjedoura, não teve mesa lauta nem palácio para habitação, e morreu numa cruz. O Apóstolo São Pedro escreveu: «Não seja o adorno destas (mulheres) o exterior enfeite dos cabelos riçados ou os adereços de ouro ou a gala da compostura dos vestidos (Ep. I. S. Ped. III, 3). Tudo aquilo com que se possa enfeitar o corpo não acrescenta nada à dignidade ou à virtude da pessoa adornada. Pode parecer bem aos seus olhos ou aos olhos de quem a vê, mas não é por isso que se torna agradável a Deus. LUXÚRIA é um dos pecados capitais, e consiste no desordenado desejo dos vergonhosos deleites sensuais. São cinco os graus da luxúria: o olhar, o prazer, a deleitação, o consentimento, a ação. Nenhuma paixão deprime a razão como a gula e a luxúria. As causas que provocam os pecados da luxúria são: a ociosidade e a sensualidade, as más leituras, as modas imodestas, a frequentação de assembléias mundanas, os espetáculos imorais, os bailes. «As más companhias corrompem os costumes», avisa o Apóstolo São Paulo (Ep. 1, Cor. XV, 33). E São João recomenda que «não amemos o mundo porque tudo o que há no mundo é concupiscência da carne, concupiscência dos olhos, e soberba da vida» (Ep. IS, Jo, II, 16). Para evitar o pecado da luxúria devemos afastar-nos das más companhias e dos prazeres que o mundo oferece, devemos mortificar os nossos sentidos e os movimentos desordenados da nossa carne, e devemos pedir a Deus a graça precisa para guardarmos a virtude da castidade. LUZ ELÉTRICA pode usar-se nas igrejas para iluminar, contanto que não se produzam efeitos teatrais (S. C. R), mas é proibido usá-la para os atos do Culto e colocá-la sobre a mesa do altar. São toleradas as velas ou candelabros elétricos aos lados do altar. LUZ DA GLÓRIA é um auxílio que Deus concede aos Bem-aventurados para que possam ver a Majestade divina face a face. #dicionáriodaigrejacatólica #DICIONÁRIODASPALAVRASCATÓLICAS #DICIONÁRIO #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #dicionáriodafécatólica #DICIONÁRIOCATÓLICO
- LETRA “K”
LETRA “K” – DICIONÁRIO DA DOUTRINA CRISTÃ KYRIE Trata-se das invocações que são feitas durante a Missa e as Ladainhas, onde se acrescentas a palavra “ELEISON“. As duas palavras gregas querem dizer: “Senhor, tende misericórdia de nós”. Elas são dirigidas à Santíssima Trindade, e são ditas nove vezes na Missa, e três vezes na Ladainha. Assim, a segunda invocação se dirige a Jesus Cristo, em vez de “KYRIE” diz-se “CHRISTE“. #KYRIE #dicionáriodaigrejacatólica #ELEISON #DICIONÁRIODASPALAVRASCATÓLICAS #DICIONÁRIODOSVERNÁCULOSCATÓLICOS #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICADOMGERALDOSIGAUD #CHRISTE #DICIONÁRIO #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #dicionáriodafécatólica #DICIONÁRIOCATÓLICO #LETRAKDICIONÁRIODALITURGIACATÓLICA
- LETRA “J”
J JACULATÓRIA é uma aspiração doce e fervorosa, repetida ou por palavras ou só mentalmente, para nos recordarmos da presença de Deus, do amor que Lhe devemos, e para nos conservarmos em união com Ele. JAZIGOS Nos cemitérios paroquiais, com autorização por escrito do Ordinário, ou do seu delegado, podem os fiéis construir, para si e para os seus, jazigos que, com licença do mesmo Ordinário, podem também alienar (C. 1209), mas as sepulturas dos jazigos devem ser benzidas (S. C. R). JEJUM O jejum, como a abstinência, são mortificações impostas pela Igreja aos seus súditos, em cumprimento da lei geral, pela qual todos temos de fazer penitência para nos livrarmos da condenação eterna (Ev. S. Luc. XIII). A lei do jejum prescreve uma única refeição ao dia, mas não proíbe que se tome algum alimento de manhã e à noite, observando-se, quanto à sua quantidade e qualidade, o costume aprovado dos lugares; nem proíbe comer carne e peixe à refeição principal, quando não é dia de abstinência. Convém não confundir a abstinência com o jejum. (Ver a palavra ABSTINÊNCIA). Pode-se estar isento da obrigação do jejum sem por isso ficar dispensado da obrigação da abstinência (C. 1251). Estão obrigados à lei do jejum todos os cristãos desde que completaram 21 anos, até ao começo dos 60 (C. 1254). Nos dias de jejum é permitido permutar a hora do jantar com a da consoada (C. 1251). Durante o dia é permitido beber o que em geral é considerado como simples bebida, e em quantidade indeterminada: água, vinho, café, chá, etc., mas não o leite nem o caldo, que são considerados como alimentos. Uma vez quebrado o jejum, com ou sem culpa, o preceito já não obriga o resto do dia. Pelo contrário, nos dias de abstinência peca-se tantas vezes quantas se come carne sem motivo suficiente que isento do preceito. A lei do jejum, como a da abstinência, obrigam gravemente, a não ser que haja dispensa ou impossibilidade física ou moral (doença, convalescença, trabalhos pesados, grande pobreza, etc.). Será pecado venial se a quantidade de alimentos, além da permitida, for pouca. Pela lei geral da Igreja (C. 1252) para os que não têm Indulto são dias só de abstinência: todas as sextas-feiras do ano; de abstinência e jejum: quarta-feira de Cinzas, sextas e sábados da Quaresma e das Quatro Têmporas, Vigílias de Pentecostes, Assunção de Nossa Senhora, Todos os Santos e Natal; só de jejum: todos os outros dias da Quaresma. Pelo Indulto e Bula são dias só de abstinência: sextas-feiras do Advento e das Quatro Têmporas; de abstinência e jejum; sextas-feiras da Quaresma e as 4 vigílias acima mencionadas, podendo — e segundo alguns, devendo — a do Natal ser transferida para o sábado anterior; só de jejum; quartas e sábados da Quaresma. Para compensar de um certo modo a dispensa ou redução de tantos dias de sacrifício do jejum e da abstinência concedida pelo Indulto a Santa Sé exige o sacrifício de uma esmola proporcionada aos rendimentos de cada um, e que se destina aos Seminários e Igrejas pobres. No Sábado Santo, ao meio dia, nos dias santos de guarda, fora da Quaresma, e nas vigílias, quando são antecipadas, cessa a lei do jejum e da abstinência. JEJUM EUCARÍSTICO Além do jejum ordinário que é penitência, há o jejum eucarístico ou natural que consiste em não comer nem beber nada desde a meia noite até à comunhão. À meia noite pode-se contar indiferentemente segundo a hora solar, legal ou local. Quebra-se o jejum eucarístico quando alguma coisa digerível, vinda do exterior, se toma a modo de comida ou bebida. Pode-se comungar sem estar em jejum: em perigo de vida para receber o sagrado Viático; para evitar a profanação das sagradas espécies; para evitar em certos casos o escândalo ou a infâmia. Os doentes que estão há um mês de cama (e de que não se espera com certeza uma rápida convalescença dentro de cinco ou seis dias) podem comungar, segundo o prudente parecer do confessor, uma ou duas vezes por semana, ainda que antes tomem algum alimento líquido ou algum remédio, mesmo sólido. A Santa Sé também dispensa, em casos particulares, por motivos graves do jejum eucarístico, que foi instituído pela Igreja, para inculcar nos fiéis maior respeito pela sagrada eucaristia. JESUS CRISTO é um Personagem histórico. É impossível negar a realidade da sua natureza humana. Mas não é somente homem; é Deus também, como Ele mesmo afirmou e como se demonstra por fatos históricos. Foi em Jesus Cristo que se realizarem as Profecias do Antigo Testamento relativas ao Messias, o Filho de Deus que se faria homem. O seu nascimento e a sua morte foram acompanhados de prodígios que manifestam ser Ele o Senhor do Universo, dos homens e dos Anjos. A sua vida, e a sua doutrina, e os milagres que fez para provar que era Deus são a prova de que é realmente Deus. A sua Ressurreição, os seus triunfos após a Ressurreição atraindo tudo a Si, como predissera, assim como a realização das suas profecias acerca da ruína de Jerusalém, da dispersão dos judeus, da pregação do seu Evangelho, da perpetuidade da sua Igreja, confirmam absolutamente a sua palavra, dizendo que era Deus. É bem fundada a nossa fé afirmando que Jesus Cristo é Deus Filho feito homem. Nasceu da Virgem Maria, em Belém; viveu na Palestina; morreu numa cruz, no Calvário; vive gloriosamente no Céu, e está sacramentado nos sacrários das nossas igrejas. Adoremos e amemos Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Deus feito homem por amor de nós. Ouçamos a magnífica descrição que Lacordaire faz do divino Salvador: «Há um homem a quem o amor guarda o túmulo, um homem cujo sepulcro não é só glorioso, como disse um profeta, mas cujo sepulcro é amado… Há um Homem cuja recordação é sempre viva no coração de milhões de homens… Há um Homem, cujos passos são seguidos, por uma porção considerável da humanidade, sem se cansar jamais… Há um Homem morto e enterrado há muito tempo, de que a mais pequena palavra continua a ecoar ainda no meio de nós, e produz mais do que amor, produz virtudes que frutificam no amor. Há um Homem, há séculos ignominiosamente pregado numa cruz; e esse Homem, milhões de adoradores todos os dias O despregam do trono do seu suplício, ajoelham piedosamente diante d’Ele, prostram-se em vergonha no pó da terra, e aí, por terra, beijam-lhe com indizível amor os pés ensanguentados. Há um Homem, flagelado, morto e crucificado, que todos os séculos adoram na glória dum amor que nada faz desfalecer, que encontra n’Ele a paz, a honra, a alegria e até o êxtase. Há um Homem perseguido no suplício e no túmulo por um ódio que se não extingue, — o qual, pedindo apóstolos e mártires a toda a posteridade, encontra apóstolos e mártires no seio de todas as gerações. Há um Homem, enfim, o único que fundou indestrutível reino de amor na terra: esse Homem, sois vós, — é Jesus, vós que me quisestes batizar, ungir e consagrar no vosso amor, e cujo Nome, só de O pronunciar, me abre o mais íntimo das entranhas e me arranca este grilo de fé e amor que a mim mesmo me perturba». JOGO é a combinação que os jogadores fazem de entregarem um certo preço, como prêmio, ao que ganhar. É honesto e lícito: como entretenimento ou distração de espírito, com pequenas somas de dinheiro, observando as regras do jogo, e com parceiros iguais. Sem estas condições é ilícito, favorece a ociosidade e a ambição, e causa a ruína de fortunas. JUBILEU é uma Indulgência plenária, por meio da qual se pode receber plena remissão da pena temporal devida pelos nossos pecados. O Papa concede um Jubileu para toda a Igreja de 25 em 25 anos (e só ele o pode conceder), indicando na Bula ou documento de concessão as condições a que os fiéis devem satisfazer para lucrarem essa indulgência. Além do Jubileu ordinário de 25 em 25 anos, o Papa pode conceder um Jubileu extraordinário, em qualquer tempo, por motivo de uma causa grave. JUGO DE CRISTO é a sua Religião. É ela que nos ensina e leva à prática da mansidão e da humildade. Quem pratica estas virtudes conserva a paz na sua alma e não perturba a paz do próximo. Para quem vive em paz, as cruzes que acompanham a vida são suaves; Deus alivia o seu peso. Foi Jesus que disse: «tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas, porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve» (Ev. S. Mat. XI, 29 30). JUÍZO FINAL é o julgamento que Deus fará de todos os homens, no fim do mundo. Nesse momento cada um pode ver tudo o que está na consciência dos outros, pois diz o Apóstolo: «Virá o Senhor, o qual não só porá às claras o que se acha escondido nas trevas, mas descobrirá os desígnios dos corações» (Ep. I Cor. IV, 5). A Sagrada Escritura previne-nos de como será feito o julgamento final. Serão todas as gentes congregadas diante de Jesus Cristo, que separará uns dos outros como o pastor separa os cabritos das ovelhas, e assim porá as ovelhas à direita, e os cabritos (os pecadores) à esquerda. Então dirá o Rei aos que hão de estar à sua direita (que são os justos): «Vinde, benditos de meu Pai, possuí o reino (celeste) que vos está preparado desde o princípio do mundo». Então dirá também aos que estão à esquerda: «afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, que está preparado para o diabo e para os seus anjos». E irão estes para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna (Ev. S. Mat. XXV, 32, 34, 41, 46). Tal é o fim de todo o homem que vem a este mundo, seja ele quem for, queira ou não queira, creia ou não creia. JUÍZO PARTICULAR é aquele a que a alma se há de sujeitar imediatamente após a morte, para lhe ser determinado o lugar da sua morada eterna. Assim o ensina São Paulo dizendo: «Está estatuído que o homem morre uma só vez, e que depois se lhe segue o julgamento» (Ep. Hebr. IX, 27), «todos devemos comparecer diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo cada um tiver feito bem ou mal» (Ep. II Cor. V, 10). O julgamento é mental e momentâneo. A alma ao separar-se do corpo, encontra-se com Deus, que está em toda a parte; vê em si mesma todos os atos da sua vida, que estão todos presentes a Deus; Deus faz-lhe conhecer a sentença que merece, e a alma entra no lugar do seu justo destino: ou no purgatório, ou no céu ou no inferno. JUÍZO TEMERÁRIO é a firme convicção, sem razão suficiente, do pecado ou do vício do próximo. É pecado contra a justiça, porque ofende, embora interiormente, a fama do próximo. Jesus Cristo previne-nos contra o juízo temerário, dizendo: «Não queirais julgar segundo as aparências, mas julgai segundo a reta justiça (Ev. S. Jo. VII, 24). Não devemos julgar os outros sem estarmos, ao menos moralmente, certos de que é justo o nosso juízo. O juízo temerário procede de alguma destas causas: da maldade do que julga, do ódio, da vingança, ou da experiência da fragilidade humana. Quem não tem autoridade para julgar não se constitua juiz do seu próximo. As dúvidas que se nos apresentam sobre as ações do próximo devem ser julgadas favoravelmente. JUÍZOS DO MUNDO são contrários aos juízos do Evangelho, e por isso conduzem ao erro e ao pecado. Não nos podem tornar melhores do que somos, e tornam-nos piores se os seguimos. É dever do cristão desprezar o temor de que o mundo o acuse de espírito fraco, de hipócrita, do que quiser, por praticar rigorosamente a Religião, e deve lembrar-se e recordar aos outros que só lhe importam os juízos de Deus. JURAMENTO é a invocação do nome de Deus em testemunho e confirmação daquilo que se diz ou que se promete. A dignidade do juramento é afirmada por São Paulo com estas palavras: «Os homens juram pelo que é maior do que eles, e o juramento é a maior segurança que podem dar para terminar todas as suas contendas (Ep. Hebr. IV, 16). Mas não é lícito jurar sem verdadeira necessidade, e, quando a houver, só se pode jurar com verdade, com reverência pelo nome de Deus, e em coisa honesta. Quando se faz com juramento a promessa de uma coisa honesta fica-se com a obrigação de cumpri-la. O juramento feito por violência ou por medo grave, vale, mas pode ser anulado pelo Superior eclesiástico (C. 1317). Em muitos casos as fórmulas de juramento não são um verdadeiro juramento, porque são proferidas levianamente, ou por hábito inveterado e sem reflexão. JURISDIÇÃO é o poder de governar. O Papa tem jurisdição em toda a Igreja e sobre todos os membros da Igreja. Exerce a sua jurisdição por meio dos Cardeais, dos Núncios, e de Legados seus. Os Bispos têm jurisdição sobre os fiéis das Dioceses que o Papa lhes confia. Os Párocos só têm jurisdição delegada pelos Bispos, de quem são auxiliares, para a poderem exercer sobre os súditos que os Bispos lhes determinam. Os superiores das Ordens religiosas têm jurisdição sobre súditos das suas respectivas Ordens. JUSTIÇA é uma virtude moral, cardeal, que inclina a vontade do homem a dar a outrem o que lhe é devido. Difere da caridade no seguinte: a caridade considera os homens como unidos entre si, devendo auxiliar-se mutuamente; a justiça considera-os como distintos uns dos outros, tendo cada um direitos que os outros não podem violar. São de quatro espécies os bens do homem, que os outros devem respeitar: a) os bens da vida; b) os bens da honra, da reputação, da dignidade; c) o bem da castidade; d) os bens da fortuna. O fundamento da justiça é o domínio ou o direito que se tem sobre uma coisa, da qual se pode dispor como própria. Pratica a verdadeira justiça para com Deus aquele que é sempre fiel cumpridor dos Seus Mandamentos, que satisfaz aos próprios propósitos e é grato a Deus pelos benefícios recebidos, e que pratica todas as ações com o fim de glorificar a Deus. Pratica a verdadeira justiça para com o próximo aquele que nunca faz a outrem o que justamente não queria que lhe fizessem a si mesmo, e que faz em favor do próximo aquilo que justamente queria que lhe fizessem a si mesmo. JUSTIFICAÇÃO consiste na remissão do pecado mortal pela infusão da graça habitual. É a passagem do estado de pecado mortal ao estado de graça de Deus, de sorte que a alma que recebe a graça santificante ou habitual fica completamente transformada como se fosse uma alma nova. Assim o indica o Apóstolo São João, dizendo: «Se confessarmos os nossos pecados, fiel é (Deus) e justo para nos perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda a iniquidade» (I Ep. S. Jo. 1′, 9). Purificados de toda a iniquidade, ficamos em estado de entrar no Céu, como ensina o Apóstolo São Paulo, dizendo: «Onde abundou o pecado superabundou a graça, para que assim como o pecado reinou para a morte, assim também reine a graça pela justiça para a vida eterna, por meio de Jesus Cristo Senhor nosso» (Ep. Rom. XX, 31). O homem justificado não pode julgar-se seguro de não perder a graça que o justificou; pode perdê-la, e perde-a logo que comete um pecado mortal. Jesus nos faz esta prevenção: «Vigiai e orai para não cairdes em tentação» (Ev. S. Mat. XXVI, 41). O que o Apóstolo São Paulo diz por estas palavras: «Aquele que julga estar seguro acautele-se para não cair» (Ep. 1 Cor. X, 12). Não troquemos a graça de Deus pela vileza dos prazeres sensíveis. #DICIONÁRIODOSVERNÁCULOSCATÓLICOS #DICIONÁRIO #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #DOUTRINACATÓLICA #DICIONÁRIOCATÓLICO
- Cardeal Robert Sarah, um Diretor Espiritual Autêntico
Enquanto a aposentadoria do cardeal conclui uma das tarefas mais notáveis de qualquer oficial da Cúria, suas contribuições como pai e diretor espiritual profético continuarão. Aos 75 anos e em evidente boa saúde, o cardeal Robert Sarah provavelmente tem muitos anos frutíferos pela frente, mas sua aposentadoria como prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos conclui uma das mais notáveis séries de atribuições de qualquer prelado na Igreja. O cardeal Sarah, ordenado em 1969, pertence ao fruto da primeira geração da atividade missionária inicial na África. Ele lembra com carinho como o exemplo dos padres missionários da sua aldeia despertou nele o amor pela oração e a estima pelo sacerdócio. Ele foi um dos primeiros sacerdotes nativos em sua Guiné natal. Assassinato atribuído a um arcebispo O cardeal Sarah foi nomeado arcebispo de Conakry, capital da Guiné, em 1979, depois de apenas 10 anos como sacerdote, aos 34 anos. A Guiné estava em crise política e não estava claro quem poderia liderar a Igreja local efetivamente contra os assassinos regime de Ahmed Sékou Touré. O arcebispo Raymond-Marie Tchidimbo, de Conakry, foi preso por Sékou Touré em 1971 em uma campanha de opressão generalizada, incluindo perseguição religiosa. Ele foi internado no notório campo de concentração de Camp Boiro por oito anos. Em agosto de 1979, um acordo foi alcançado com a Santa Sé, e o Arcebispo Tchidimbo foi libertado, exilado em Roma e renunciou ao cargo. O arcebispado de Conakry em tais circunstâncias não era uma preferência atraente. A Santa Sé decidiu-se pelo jovem Padre Sarah, que não tinha ilusões sobre a perspectiva de martírio que o esperava. O arcebispo Sarah foi corajoso em seu desafio à ditadura marxista e ganhou a inimizade de Sékou Touré. Em 1984, Sékou Touré teve súbito problema cardíaco em uma viagem à Arábia Saudita e foi levado às pressas para os Estados Unidos para tratamento médico de emergência, onde morreu inesperadamente. Em sua mesa, em Conakry, havia uma lista dos que seriam assassinados, provavelmente para entrar em vigor após seu retorno. O arcebispo Sarah estava na lista. Depois da morte de Sékou Touré, a Igreja e a sociedade foram atormentadas por um conflito contínuo com o regime. Depois de mais de 20 anos como arcebispo, quando o arcebispo Sarah foi nomeado para a Cúria Romana, ele foi direto: “Sei que o povo guineense tem grande estima e respeito por mim. Mas deixo a Guiné com a impressão de que sou odiado pelo meu governo porque falo a verdade ”. Leia também Cardeal Sarah: A Igreja Católica sofre porque muitos padres perderam o sentido do sagrado Príncipes africanos em Roma Quando o arcebispo Sarah chegou a Roma em 2001, ele estava pisando na sombra dos altos prelados da África Ocidental, também ordenados bispos em seus países de origem com cerca de 30 anos. O grande cardeal Bernardin Gantin de Benin foi trazido a Roma pelo Papa São Paulo VI na década de 1970, foi nomeado cardeal em seu último consistório em 1977 ao lado de Joseph Ratzinger e foi promovido a prefeito da Congregação para os Bispos em 1984 pelo Papa S. João Paulo II. Em 2002, o imensamente admirado cardeal Gantin era reitor do Colégio dos Cardeais. Um homem santo de porte real, se João Paulo II tivesse morrido 10 anos antes, o cardeal africano teria sido escolhido por muitos para sucedê-lo. Em 2002, o cardeal Gantin retirou-se para seu Benin natal, e o manto da liderança africana em Roma passou para o irreprimível cardeal Francis Arinze, da Nigéria. O antigo chefe do Pontifício Conselho para o Diálogo Interreligioso foi promovido naquele mesmo ano ao cargo que o cardeal Sarah acabaria por conseguir, prefeito da Congregação para o Culto Divino. O Cardeal Arinze, outro fruto da primeira atividade missionária da Igreja na África, foi uma das personalidades mais atraentes da Cúria de João Paulo II e uma presença frequente nos Estados Unidos, onde recebeu inúmeros convites. Após a aposentadoria do cardeal Arinze em 2008, o manto foi transferido para Sarah, nomeada cardeal em 2010 por Bento XVI, que o nomeou chefe do Conselho Pontifício “Cor Unum”, que administra as obras de caridade papais. É provável que o cardeal Sarah tenha aprendido com seus companheiros da África Ocidental que seu papel incluía mais do que apenas administrar seu departamento. Como porta-voz de facto da Igreja na África, que Paulo VI chamou de “a nova pátria de Cristo”, o cardeal Sarah traria para o diálogo católico global a experiência de missão e evangelização em Igrejas jovens e em crescimento, um contraste com o cansaço e a resignação de muitos de “antigos países católicos” que estavam perdendo vida e energia. Leia também Cardeal Sarah: “O islamismo é um fanatismo monstruoso que deve ser combatido com força e determinação” O Triplex Munera da Igreja – e Cardeal Sarah “A natureza mais profunda da Igreja se expressa em sua tríplice responsabilidade”, escreveu Bento XVI em sua primeira encíclica, Deus Caritas Est ( God is Love , 25). “Proclamar a palavra de Deus ( kerygma-martyria ), celebrar os sacramentos ( leitourgia ) e exercer o ministério da caridade ( diaconia ). Esses deveres se pressupõem e são inseparáveis. ” “Responsabilidade” ou “deveres” é uma tradução da muito mais rica palavra latina munus (singular) ou munera (plural). Um munus não é apenas um ofício ou tarefa, mas um dever solene, uma missão, até mesmo uma identidade. São Paulo VI começou sua encíclica Humanae Vitae ( O Regulamento do Nascimento) falando do munus mais grave que os pais possuem na transmissão da vida humana. O cardeal Sarah viveu de maneira única a munera da Igreja definida por Bento XVI. O cardeal Sarah foi trazido pela primeira vez a Roma em 2001 por São João Paulo II, que o nomeou secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos ( Propaganda Fidei ), o departamento do Vaticano encarregado de supervisionar a missão ad gentes , a proclamação da palavra de Deus – o kerygma-martyria . Foi então nomeado chefe do “Cor Unum” por Bento XVI, o conselho que exerce as obras papais de caridade. Finalmente, em 2014, foi promovido pelo Papa Francisco ao culto divino, onde foi encarregado da leitourgia , a vida sacramental da Igreja. O cardeal Sarah viveu – não apenas por nomeação, mas por zelo e devoção – aquele triplex munera da Igreja. Leia também Cardeal Sarah: “O diabo ataca fortemente a Eucaristia porque é o coração da vida da Igreja” Um Profeta e Guia Na aposentadoria, muitos comentários apresentaram o cardeal Sarah como o herdeiro do programa de reforma litúrgica de Bento XVI. Há verdade nisso. O coração da visão de Bento XVI para a reforma litúrgica não era a forma extraordinária, ou a missa tridentina, que por definição permanece extraordinária. Em vez disso, Bento XVI viu o caminho a seguir na celebração ad orientem da forma ordinária, ou Novus Ordo . O cardeal Sarah fez o possível para promover essa prática com sucesso limitado; esse projeto viverá para outros o assumirem. O cardeal Sarah foi mais o herdeiro de Bento XVI ao se tornar uma voz profética e guia espiritual por meio de seus três livros de entrevistas, todos sensações da publicação católica internacional. O cardeal Ratzinger foi o pioneiro do formulário em 1984 com o Relatório Ratzinger ; agora, todo cardeal e seu sacristão entrevista livros. O fato de os livros do cardeal Sarah atingirem uma grande audiência em meio a uma paisagem tão desordenada era notável; ainda mais, dado que o próprio Papa Francisco publicou cerca de uma dúzia de livros de entrevistas ao mesmo tempo, nenhum dos quais causou o impacto de The Ratzinger Report , de John Paul’s Crossing the Threshold of Hope ou da trilogia do Cardeal Sarah: God or Nothing , The Poder do Silêncio eO dia já passou . Em parte autobiografia, em parte advertência profética, em parte um exame da cultura eclesial, os livros são sobretudo um convite a recuperar o primado de Deus – na oração, no anúncio, na missão, na liturgia e na ordem social. Em seus livros, o cardeal Sarah alcançou uma audiência muito além dos limites da Cúria Romana, tornando-se um verdadeiro pai e diretor espiritual. Leia também Cardeal Sarah, prefeito do culto divino: “A proibição da missa tradicional é inspirada no diabo, que deseja a nossa morte espiritual” Qual é o próximo? Muitos pastores aposentados dizem que, livres do fardo do trabalho administrativo, podem “ser padres de novo”. O mesmo é provavelmente mais verdadeiro para cardeais e bispos. Sem dúvida, dada sua intensa vida interior – três dias sem comida no deserto foram uma marca registrada de sua vida ascética na Guiné – pode-se esperar que o cardeal Sarah dedique mais tempo à reclusão, à solidão e à oração. Também seria esperado que ele continuasse seu papel de diretor espiritual. Ele tinha muito mais convites para pregar do que poderia aceitar enquanto ocupava um cargo na Cúria. Ele agora está livre para assumir esse trabalho. O surgimento da internet possibilitou que um único prelado, ou mesmo sacerdote, tivesse um impacto desproporcional. Ao mesmo tempo, o mundo digital de controvérsias inflamatórias é um perigo presente. O próprio Cardeal Sarah evitou esse perigo no ano passado ao supostamente endossar uma declaração do Arcebispo Carlo Maria Viganò sobre a pandemia; ele rapidamente se distanciou dela. O cardeal Sarah agora terá a oportunidade de pregar naquele mundo sem cair em polêmicas polarizadoras. Pode ser necessário um pouco do poder do silêncio. Padre Raymond J. de Souza | traduzido de ncregister.com Leia também Cardeal Sarah: “Nós não podemos dizer temos fé e viver como ateus!” #CardealSarah
- Cardeal Robert Sarah, um Diretor Espiritual Autêntico
Enquanto a aposentadoria do cardeal conclui uma das tarefas mais notáveis de qualquer oficial da Cúria, suas contribuições como pai e diretor espiritual profético continuarão. Aos 75 anos e em evidente boa saúde, o cardeal Robert Sarah provavelmente tem muitos anos frutíferos pela frente, mas sua aposentadoria como prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos conclui uma das mais notáveis séries de atribuições de qualquer prelado na Igreja. O cardeal Sarah, ordenado em 1969, pertence ao fruto da primeira geração da atividade missionária inicial na África. Ele lembra com carinho como o exemplo dos padres missionários da sua aldeia despertou nele o amor pela oração e a estima pelo sacerdócio. Ele foi um dos primeiros sacerdotes nativos em sua Guiné natal. Assassinato atribuído a um arcebispo O cardeal Sarah foi nomeado arcebispo de Conakry, capital da Guiné, em 1979, depois de apenas 10 anos como sacerdote, aos 34 anos. A Guiné estava em crise política e não estava claro quem poderia liderar a Igreja local efetivamente contra os assassinos regime de Ahmed Sékou Touré. O arcebispo Raymond-Marie Tchidimbo, de Conakry, foi preso por Sékou Touré em 1971 em uma campanha de opressão generalizada, incluindo perseguição religiosa. Ele foi internado no notório campo de concentração de Camp Boiro por oito anos. Em agosto de 1979, um acordo foi alcançado com a Santa Sé, e o Arcebispo Tchidimbo foi libertado, exilado em Roma e renunciou ao cargo. O arcebispado de Conakry em tais circunstâncias não era uma preferência atraente. A Santa Sé decidiu-se pelo jovem Padre Sarah, que não tinha ilusões sobre a perspectiva de martírio que o esperava. O arcebispo Sarah foi corajoso em seu desafio à ditadura marxista e ganhou a inimizade de Sékou Touré. Em 1984, Sékou Touré teve súbito problema cardíaco em uma viagem à Arábia Saudita e foi levado às pressas para os Estados Unidos para tratamento médico de emergência, onde morreu inesperadamente. Em sua mesa, em Conakry, havia uma lista dos que seriam assassinados, provavelmente para entrar em vigor após seu retorno. O arcebispo Sarah estava na lista. Depois da morte de Sékou Touré, a Igreja e a sociedade foram atormentadas por um conflito contínuo com o regime. Depois de mais de 20 anos como arcebispo, quando o arcebispo Sarah foi nomeado para a Cúria Romana, ele foi direto: “Sei que o povo guineense tem grande estima e respeito por mim. Mas deixo a Guiné com a impressão de que sou odiado pelo meu governo porque falo a verdade ”. Leia também Cardeal Sarah: A Igreja Católica sofre porque muitos padres perderam o sentido do sagrado Príncipes africanos em Roma Quando o arcebispo Sarah chegou a Roma em 2001, ele estava pisando na sombra dos altos prelados da África Ocidental, também ordenados bispos em seus países de origem com cerca de 30 anos. O grande cardeal Bernardin Gantin de Benin foi trazido a Roma pelo Papa São Paulo VI na década de 1970, foi nomeado cardeal em seu último consistório em 1977 ao lado de Joseph Ratzinger e foi promovido a prefeito da Congregação para os Bispos em 1984 pelo Papa S. João Paulo II. Em 2002, o imensamente admirado cardeal Gantin era reitor do Colégio dos Cardeais. Um homem santo de porte real, se João Paulo II tivesse morrido 10 anos antes, o cardeal africano teria sido escolhido por muitos para sucedê-lo. Em 2002, o cardeal Gantin retirou-se para seu Benin natal, e o manto da liderança africana em Roma passou para o irreprimível cardeal Francis Arinze, da Nigéria. O antigo chefe do Pontifício Conselho para o Diálogo Interreligioso foi promovido naquele mesmo ano ao cargo que o cardeal Sarah acabaria por conseguir, prefeito da Congregação para o Culto Divino. O Cardeal Arinze, outro fruto da primeira atividade missionária da Igreja na África, foi uma das personalidades mais atraentes da Cúria de João Paulo II e uma presença frequente nos Estados Unidos, onde recebeu inúmeros convites. Após a aposentadoria do cardeal Arinze em 2008, o manto foi transferido para Sarah, nomeada cardeal em 2010 por Bento XVI, que o nomeou chefe do Conselho Pontifício “Cor Unum”, que administra as obras de caridade papais. É provável que o cardeal Sarah tenha aprendido com seus companheiros da África Ocidental que seu papel incluía mais do que apenas administrar seu departamento. Como porta-voz de facto da Igreja na África, que Paulo VI chamou de “a nova pátria de Cristo”, o cardeal Sarah traria para o diálogo católico global a experiência de missão e evangelização em Igrejas jovens e em crescimento, um contraste com o cansaço e a resignação de muitos de “antigos países católicos” que estavam perdendo vida e energia. Leia também Cardeal Sarah: “O islamismo é um fanatismo monstruoso que deve ser combatido com força e determinação” O Triplex Munera da Igreja – e Cardeal Sarah “A natureza mais profunda da Igreja se expressa em sua tríplice responsabilidade”, escreveu Bento XVI em sua primeira encíclica, Deus Caritas Est ( God is Love , 25). “Proclamar a palavra de Deus ( kerygma-martyria ), celebrar os sacramentos ( leitourgia ) e exercer o ministério da caridade ( diaconia ). Esses deveres se pressupõem e são inseparáveis. ” “Responsabilidade” ou “deveres” é uma tradução da muito mais rica palavra latina munus (singular) ou munera (plural). Um munus não é apenas um ofício ou tarefa, mas um dever solene, uma missão, até mesmo uma identidade. São Paulo VI começou sua encíclica Humanae Vitae ( O Regulamento do Nascimento) falando do munus mais grave que os pais possuem na transmissão da vida humana. O cardeal Sarah viveu de maneira única a munera da Igreja definida por Bento XVI. O cardeal Sarah foi trazido pela primeira vez a Roma em 2001 por São João Paulo II, que o nomeou secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos ( Propaganda Fidei ), o departamento do Vaticano encarregado de supervisionar a missão ad gentes , a proclamação da palavra de Deus – o kerygma-martyria . Foi então nomeado chefe do “Cor Unum” por Bento XVI, o conselho que exerce as obras papais de caridade. Finalmente, em 2014, foi promovido pelo Papa Francisco ao culto divino, onde foi encarregado da leitourgia , a vida sacramental da Igreja. O cardeal Sarah viveu – não apenas por nomeação, mas por zelo e devoção – aquele triplex munera da Igreja. Leia também Cardeal Sarah: “O diabo ataca fortemente a Eucaristia porque é o coração da vida da Igreja” Um Profeta e Guia Na aposentadoria, muitos comentários apresentaram o cardeal Sarah como o herdeiro do programa de reforma litúrgica de Bento XVI. Há verdade nisso. O coração da visão de Bento XVI para a reforma litúrgica não era a forma extraordinária, ou a missa tridentina, que por definição permanece extraordinária. Em vez disso, Bento XVI viu o caminho a seguir na celebração ad orientem da forma ordinária, ou Novus Ordo . O cardeal Sarah fez o possível para promover essa prática com sucesso limitado; esse projeto viverá para outros o assumirem. O cardeal Sarah foi mais o herdeiro de Bento XVI ao se tornar uma voz profética e guia espiritual por meio de seus três livros de entrevistas, todos sensações da publicação católica internacional. O cardeal Ratzinger foi o pioneiro do formulário em 1984 com o Relatório Ratzinger ; agora, todo cardeal e seu sacristão entrevista livros. O fato de os livros do cardeal Sarah atingirem uma grande audiência em meio a uma paisagem tão desordenada era notável; ainda mais, dado que o próprio Papa Francisco publicou cerca de uma dúzia de livros de entrevistas ao mesmo tempo, nenhum dos quais causou o impacto de The Ratzinger Report , de John Paul’s Crossing the Threshold of Hope ou da trilogia do Cardeal Sarah: God or Nothing , The Poder do Silêncio eO dia já passou . Em parte autobiografia, em parte advertência profética, em parte um exame da cultura eclesial, os livros são sobretudo um convite a recuperar o primado de Deus – na oração, no anúncio, na missão, na liturgia e na ordem social. Em seus livros, o cardeal Sarah alcançou uma audiência muito além dos limites da Cúria Romana, tornando-se um verdadeiro pai e diretor espiritual. Leia também Cardeal Sarah, prefeito do culto divino: “A proibição da missa tradicional é inspirada no diabo, que deseja a nossa morte espiritual” Qual é o próximo? Muitos pastores aposentados dizem que, livres do fardo do trabalho administrativo, podem “ser padres de novo”. O mesmo é provavelmente mais verdadeiro para cardeais e bispos. Sem dúvida, dada sua intensa vida interior – três dias sem comida no deserto foram uma marca registrada de sua vida ascética na Guiné – pode-se esperar que o cardeal Sarah dedique mais tempo à reclusão, à solidão e à oração. Também seria esperado que ele continuasse seu papel de diretor espiritual. Ele tinha muito mais convites para pregar do que poderia aceitar enquanto ocupava um cargo na Cúria. Ele agora está livre para assumir esse trabalho. O surgimento da internet possibilitou que um único prelado, ou mesmo sacerdote, tivesse um impacto desproporcional. Ao mesmo tempo, o mundo digital de controvérsias inflamatórias é um perigo presente. O próprio Cardeal Sarah evitou esse perigo no ano passado ao supostamente endossar uma declaração do Arcebispo Carlo Maria Viganò sobre a pandemia; ele rapidamente se distanciou dela. O cardeal Sarah agora terá a oportunidade de pregar naquele mundo sem cair em polêmicas polarizadoras. Pode ser necessário um pouco do poder do silêncio. Padre Raymond J. de Souza | traduzido de ncregister.com Leia também Cardeal Sarah: “Nós não podemos dizer temos fé e viver como ateus!” #CardealSarah
- O GRANDE RESET? É TÃO VELHO QUANTO A HISTÓRIA DO MUNDO, MAS O FINAL JÁ ESTÁ ESCRITO – Monsenhor Nico
O fantasma do Grand Reset está vagando por aí: não é uma conspiração, é um projeto conhecido, relacionado ao Fórum de Davos sobre economia (e outras coisas mais). A economista Ilaria Bifarini, em seu ensaio sobre o assunto ( Il Grande Reset: dalla pandemia alla nuova normalità, Phasar Edizioni, 2020 ), explica que, para valorizar-se de fato a ciência, na passagem da pandemia ao novo normal, será necessário combater o cientificismo (quase um novo Messias) e a China como modelo para imitar-se, especialmente a sua ditadura sanitária. De acordo com Klaus Schwab e Thierry Malleret — autores de um livro sobre o Grande Reset — seremos salvos pelo lucro capitalista, e não poderemos mais dividir a história em antes e depois de Cristo, mas “antes da Covid” e “depois da Covid”. Estamos diante de uma “nova ordem mundial” e a caminho de um “novo humanismo”? Não, fiquemos tranquilos. Isso é tão antigo quanto o relógio de cuco e está destinado a permanecer inacabado, como a Torre de Babel. Por quê? A resposta é breve: ele excluiu uma “variável independente”, que é o Deus Todo-Poderoso. Além disto, há uma incógnita permanente: o homem. O que pode ele pensar? O que vai fazer? O ser humano dificilmente é previsível. Ouçamos Santo Agostinho: “O amor de si, que conduz ao desprezo por Deus, gera a cidade terrena; o amor de Deus, que conduz ao desprezo de si mesmo, gera a cidade celeste. Aquela aspira à glória dos homens, e esta coloca a glória de Deus acima de tudo […] Os cidadãos da cidade terrena são dominados por uma ganância tola de domínio que os induz a subjugar os outros; os cidadãos da cidade celeste se oferecem uns aos outros em serviço e com espírito de caridade ”( A cidade de Deus , XIV, 28). Estamos na enésima “nova desordem mundial”. Para o cristão, que dá crédito à Revelação bíblica, assim como para o laico que ama a razão, o Grande Reset está, como a Torre de Babel, destinado a permanecer inacabado. Ou cair como a estátua da visão de Daniel: um seixo se desprende da montanha e golpeia os seus pés de barro, apesar de todo o resto ser feito de ouro, prata, ferro e cobre: e a faz desabar no chão. Portanto, o católico não deve se deixar impressionar pelo cenário deste mundo que passa, mas seguir a Revelação, ao advertir que o confronto entre Cristo e o Maligno durará até o fim dos tempos. Mas Cristo sempre vence, mesmo quando os seus são perseguidos, e derrotará seus inimigos, não permitindo que eles concluam o seu projeto, pois possuem um ‘defeito de fabricação’: ignoram Deus. De fato, o Salmo 127 afirma: “Se o Senhor não edifica a cidade, os construtores trabalham em vão”. E o Salmo 117 nos lembra que, ao descartar a pedra angular — que é Jesus Cristo — o edifício não se levanta e espatifará no chão. Portanto, com base nisto, nenhuma “nova ordem mundial” e nenhuma ‘fraternidade universal’ se cumprirão, se excluir o Cristo. De modo que o cristão deve viver na verdadeira paz. Para entender que o Grand Reset não é fundamentalmente novo, recomendamos o filme O Último dos Moicanos ; e, depois, ouçam-se os discursos de Merkel, Putin e Xi Jinping em Davos 2021: se entenderá que esse dia nunca vai acontecer. Os católicos autênticos e os laicos racionais não precisam se preocupar além da medida, porque desde o início da história houve oposição entre Deus e o mundo; foi por isso que Cristo advertiu seus seguidores, dizendo: “Vocês também serão perseguidos”. Os cristãos nunca devem se esquecer que estão vinculados ao destino de Cristo. Eles não são chamados para vencer, mas para resistir. A Igreja tem essa oposição em seu DNA, apesar de alguns de seus homens tenham buscado amenizá-la desde o pós-concílio. O que fazer, então? Assim escreve John Henry Newman, em Os Arianos do século IV : “Os Cristãos não cumprem o seu dever […] quando se dividem em muitos partidos […] Não fazem mais do que o próprio dever quando se associam uns com os outros, sobretudo quando esta coesão interna é usada para combater externamente o espírito do mal, nas cortes dos reis ou entre as multidões. E se não podem fazer mais, podem, pelo menos, sofrer pela verdade e manter a memória desperta, infligindo aos demais homens a tarefa de persegui-los”. Certamente, o martírio é o último recurso dos cristãos. É preciso que sejam como cordeiros no meio de lobos, simples como pombas e astutos como serpentes, ser o sal e a luz do mundo. E quando são chamados a comprometer-se em relação ao mundo — que tem na participação política uma de suas expressões máximas — eles devem se lembrar do que ensinaram João Paulo II, Bento XVI e o cardeal Ruini: se pretendem atuar com alguma relevância, a sua formação católica deve estar fundada na doutrina da Igreja e devem colaborar com os laicos que, embora não católicos, amem a razão e queiram viver como se Deus existisse. É necessário agir segundo o critério do Apóstolo: peneirar tudo e reter o que for valioso (cf. 1 Ts 5, 21). Nesse sentido, a Fundação Magna Carta permanece como um modelo de referência. Juntos, reencontraremos o desejo de lutar para restaurar a “cidade” em sua humanidade e sociabilidade, que tem o próprio Deus como seu construtor (Hb 11,10). Enquanto a economia é transformada numa espécie de neodivindade (quando é apenas um mero instrumento, como muitas vezes adverte Ettore Gotti Tedeschi), a Igreja deve voltar a proclamar a “Economia da salvação”, se ainda estiver convencida de que só a conversão, pedida por Cristo, dá origem à verdadeira vida, sempre na esteira do Evangelho. É necessário retomar a evangelização, nela concentrando os todos os recursos espirituais, intelectuais e apostólicos de bispos, sacerdotes e leigos. Não se deve perder mais tempo. O que podemos esperar, então, após esse “pandemônio” do vírus? O Grande Reset? Não devemos ter expectativas meramente “políticas”, isto é, de libertação do mundo, mas trabalhar e esperar todos os dias pela salvação e redenção que vêm de Cristo. Após a queda do homem, houve “a encarnação do Verbo, conditio sine qua non para a salvação do mundo e de todo o universo” (Dostoiévski). Assim, tudo o que acontece no mundo é a Providência conduzindo à recapitulação de tudo em Cristo (cf. Ef 1, 10), que é o único e verdadeiro Grande Reset da história e do cosmos. Il “gran reset”? Vecchio quanto la storia del mondo, ma il finale è già scritto
- LETRA “I”
IDADE CANÔNICA é a que a Igreja determina aos fiéis para cumprirem certas obrigações e aceitarem certos encargos. Assim: a) Às leis meramente eclesiásticas ninguém é obrigado antes dos sete anos completos, ainda que tenha chegado ao uso da razão, salvo se a lei determinar outra coisa (C. 12); b) Ninguém é obrigado à lei da abstinência antes dos sete anos completos, nem ao jejum antes dos 21 anos completos ou depois dos 60 anos começados (C. 1254): c) É considerado de maior idade aquele que completou 21 anos; d) Só podem receber validamente o sacramento do Matrimônio o homem depois de 16 anos completos, e a mulher depois dos 14 anos completos (C. 1067): e) Para entrar no Noviciado de uma Ordem Religiosa é preciso ter completado 15 anos (C. 555); para fazer Profissão religiosa é preciso ter 16 anos completos; para receber o Subdiaconato é preciso ter 21 anos completos; para o Diaconato 22; para o Presbiterato 24 completos (C. 975); para exercer o múnus episcopal é preciso ter 30 anos (C. 331). São obrigados ao preceito da Confissão e da Comunhão anual os fiéis que chegam ao uso da razão (C 906). IDEAL é uma luz que brilha no horizonte da vida guiando-nos para um determinado fim, para o fim a que Deus nos destina. O ideal de cada um há de ser em harmonia com a sua condição, com as suas forças, com as suas faculdades, com o seu temperamento; mas qualquer que ele seja deve ser uma aspiração à verdade, a uma realidade realizável por meio do exercício da virtude. O ideal de cada um pode resumir se em quatro palavras: a) trabalhar contra as suas inclinações viciosas, e por ser útil a si mesmo e à sociedade; b) amar, saindo do próprio egoísmo para se dar ao serviço de Deus e do próximo; c) sofrer, dizendo: seja feita a vontade de Deus; d) morrer na graça de Deus; e) gozar a vida eterna feliz no céu. IDÓLATRA é aquele que adora os seres criados como se fossem Deus. IDOLATRIA é o culto de adoração prestado a uma criatura. A idolatria é um erro muito antigo. A Sagrada Escritura fala da idolatria no livro do Gênesis, (Cap. XXX, 1-30 e segs.), dizendo que Raquel furtara os ídolos a seu pai; na verdade Labão chamava-lhes os seus deuses, e Jacob chamou-lhes deuses estranhos e abomináveis. A idolatria existe ainda nas regiões onde o Evangelho não é conhecido. Os homens que ignoram Deus inventam deuses a seu capricho, quer sejam os astros ou os animais, ou qualquer outra criatura, e prestam-lhes culto de adoração, sentindo a necessidade de um ser que lhes seja superior e que os proteja. A idolatria é o mais grave dos pecados. Proibiu-a Deus na Antiga Lei, dizendo: «Não tenhas deuses estranhos, não adores as imagens que fizeres» (Êxod. XX, 3). IGREJA é o edifício dedicado ao culto divino, com o fim, principalmente, de servir a todos os fiéis para o exercício público da Religião (C. 1161). As igrejas distinguem-se pelo grau da sua dignidade, e tomam vários nomes: Basílica é uma igreja, à qual a Santa Sé concede esse título honorífico. Catedral ou Sé é a Igreja onde o Bispo tem a sua cátedra ou sede. Paroquial é a igreja, à qual o Bispo dá um Pároco para governar uma determinada porção de fiéis. A igreja tem: Nave, que é o espaço onde se agrupam os fiéis; Cruzeiro, que é a parte transversal da igreja entre a nave e a capela-mor; Coro ou presbitério é a capela-mor, lugar reservado aos Ministros que exercem funções sagradas; Altar ou altares, onde é celebrada a Santa Missa; Púlpito ou tribuna destinada à pregação; Pia batismal, Confessionário e Pias de água benta. Nenhuma igreja seja edificada ou reparada com modificações da forma primitiva, sem expressa licença do Prelado, dada por escrito. A bênção da primeira pedra de uma igreja e a bênção da própria igreja pertencem ao Bispo (C. 1163, 1156). Não se guardem na igreja objetos estranhos ao culto, nem mesmo os móveis que algumas vezes virão a servir para o culto ou ornato (C. P). A LICENÇA DO BISPO Sem licença do Bispo não se ponham na igreja inscrições, estátuas, ou outros monumentos ou coroas fúnebres (S. C. R.). A determinação do lugar onde devem ser colocados na Igreja os dons votivos pertence não ao oferente mas ao Pároco ou Superior da igreja (C. P.). A igreja não pode ter portas ou janelas que comuniquem com casas de seculares. Se tiver subterrâneos ou sótãos, estes não podem ser destinados a usos meramente profanos (C 1164). As chaves da igreja assim como as da sacristia e das dependências da mesma igreja estejam em poder do Pároco ou do Superior respectivo, ou, com licença destes, em poder doutra pessoa de confiança (C. P.). A igreja é execrada quando perde a bênção ou a sagração, o que acontece se esta ou a maior parte for destruída e reconstruída; em tal caso tem de ser de novo benzida ou sagrada. A igreja é poluta, ou violada, se dentro dela ocorre: homicídio voluntário e injusto; efusão de sangue humano causada por ferida gravemente injuriosa; ações ímpias ou indecentes; sepultura do cadáver de um infiel ou de um excomungado vitando. Mas é necessário que qualquer destes crimes seja notório. Numa igreja poluta não se podem realizar os Ofícios divinos. Tem de ser reconciliada. IGREJA CATÓLICA é a sociedade de todos aqueles que sendo batizados, professam a doutrina de Jesus Cristo e obedecem à Autoridade do Papa, Vigário de Jesus Cristo na terra. Foi instituída por Jesus Cristo e confiada aos seus Apóstolos, para que fosse conservada, propagada e praticada em todos os tempos e em todas as Nações a Religião divina, como Jesus mesmo a ensinou. Para que a igreja fundada por Jesus Cristo se conservasse sempre a mesma até ao fim dos tempos e se tornasse católica ou universal, o próprio divino Fundador deu-lhe um governo composto de um Chefe supremo, que é o Papa, e Chefes inferiores, que são os Bispos, e Ministros, que são os Sacerdotes, em obediência ao Papa. É missão da Igreja ensinar a todos os homens a doutrina que Jesus mandou aos seus Apóstolos que pregassem, e administrar os Sacramentos que Jesus instituiu para os homens poderem conseguir a vida eterna. Por isso a Igreja goza do privilégio da Infalibilidade, e os homens não conseguem a vida eterna se não quiserem obedecer à Igreja. Foi esta a ordem de Jesus Cristo aos seus Apóstolos: «Assim como meu Pai me enviou, assim eu vos envio» (Ev. S. Jo. XX, 21): «ide, ensinai todas as Nações» (Ev. S. Mat. XXVIII, 19). «Eu estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos». «Quem vos ouve a mim ouve, quem vos despreza a mim despreza» (Ev. S. Luc. X, 16). A Igreja é constituída do seguinte modo: o Papa é o Chefe supremo; os Bispos são os Chefes imediatamente inferiores, escolhidos pelo Papa para governarem as Dioceses que ele lhes designa; os Sacerdotes são os auxiliares dos Bispos no governo das Paróquias. Dignidades que concorrem mais ou menos para a perfeição do governo da Igreja: os Cardeais, os Patriarcas, os Primazes, os Metropolitas, os Vigários gerais, os Cônegos. Finalmente, os fiéis, a cuja salvação eterna dedicam a vida todas aquelas entidades. Além da Igreja Católica existem outras sociedades religiosas chamadas igrejas, ensinando doutrinas opostas mas afirmando cada uma ser a verdadeira Igreja. Nenhuma delas pode ser a verdadeira Igreja porque cada uma tem como fundador alguém que nasceu e viveu muitos séculos depois de Jesus Cristo ter fundado a sua Igreja. IGREJA GREGA começou a existir no século IX, quando a Igreja Católica já tinha 800 anos de vida. Foi fundada por um homem ambicioso chamado Fócio, que pretendeu ser Patriarca de Constantinopla. Como o Papa não aprovasse tal pretensão, Fócio e os seus sectários separam-se da união com a Igreja Católica e formaram uma igreja à parte. Dividida em várias igrejas que se espalham pelas Nações orientais, cada uma governada por um chefe com o título de Patriarca, e todos em oposição com o Papa, e com algumas verdades da doutrina católica. IGREJA PROTESTANTE apareceu no século XVI, tendo como chefe Lutero, sacerdote alemão que se revoltou contra o Papa por ter condenado os seus erros em matéria religiosa. A igreja protestante começou a existir quase 1600 anos depois de Jesus Cristo ter fundado a sua Igreja ou a Igreja Católica. Como, porém, a igreja fundada por Lutero não tem um chefe, está dividida em várias seitas religiosas sem unidade de doutrina nem de disciplina, dizendo-se todas elas igrejas cristãs, ou dizendo-se cada uma a verdadeira Igreja de Jesus Cristo, o que é evidentemente falso. IMACULADA CONCEIÇÃO É uma verdade de Fé que a Virgem Maria, Mãe de Jesus Cristo, foi concebida sem pecado original. Esta verdade foi definida por Pio IX em 1854. Em 1858, a Virgem Maria apareceu em Lourdes a Bernadete, e confirmou a definição do Papa, dizendo que se chamava IMACULADA CONCEIÇÃO. IMAGENS DOS SANTOS O culto que prestamos às imagens de Jesus Cristo, da Virgem Maria e dos Santos é legítimo, e é antiquíssimo na Igreja. Devemos honrar, respeitar e reverenciar as imagens dos Santos, não porque julguemos que elas tenham alguma virtude particular em si mesmas, mas porque a honra que lhes damos se refere às pessoas que elas representam, de tal sorte que, quando saudamos ou nos pomos de joelhos diante das imagens, adoramos a Deus e veneramos os Santos, de que elas são uma representação. O nosso culto não é à imagem que os nossos olhos vêem, é ao Santo que a imagem representa. Respeita-se a imagem como se respeita a estátua ou o retrato de uma pessoa que nos merece consideração e amizade. Não é permitido expor ao culto imagens novas e insólitas sem que sejam aprovadas peio Bispo do lugar (C. 1279). A bênção solene das imagens para serem expostas ao culto público é reservada ao Bispo, que pode delegar em qualquer Sacerdote (C. 1279). Na mesma igreja não pode haver mais de uma imagem do mesmo Santo, ou, tratando-se da imagem de Nossa Senhora, mais de uma imagem do mesmo título (S. C R.). Com o consentimento do Bispo pode colocar-se a Imagem do Sagrado Coração de Jesus por trás do sacrário (S. C. R.), mas é preferível colocá-la ao lado, podendo ser. Não se coloque nas imagens, fitas, flores, ou outros ornamentos (C. P ). No sábado da Paixão devem velar-se com véu roxo todas as cruzes e imagens, mas esta obrigação estende-se somente às imagens dos altares e não às outras (S. C. R.). No tempo da Paixão podem tolerar-se as procissões com as imagens descobertas (S. C. R.). É digno de louvor que os fiéis tenham e venerem em suas casas as imagens, especialmente de Jesus e de Maria, mas é preciso que não se diminua o culto de Deus por causa do culto dos Santos. A melhor maneira de honrar os Santos é imitar as suas virtudes (C. P.). As imagens preciosas pela antiguidade, ou pela arte, ou pelo culto que lhes prestam, nunca podem ser restauradas sem consentimento por escrito do Bispo, que antes consultará os peritos; nem podem ser alienadas nem perpetuamente transferidas para outra igreja sem autorização da Santa Sé (C. 1280, 1281) IMENSIDADE DE DEUS quer dizer que Deus está substancialmente presente em toda a parte. Está em todas as criaturas, enche todos os lugares, todos os espaços; cria, conserva, governa, vê, conhece todos os seres, conhece mesmo os nossos pensamentos e os segredos do nosso coração. Todavia não é contido em nenhum lugar, nem é limitado por alguma criatura. Já o Sábio dizia: «O espírito do Senhor enche todo o Universo» (Sap. 1, 7), e São Paulo afirma que «em Deus vivemos, nos movemos e existimos» (Act. XVII, 28). Deus está no Céu comunicando a sua glória aos Anjos e aos Santos; está na terra governando tudo com a sua Providência; está no Purgatório exercendo a sua justiça com as almas dos Justos; está no inferno fazendo sentir aos condenados as penas da condenação. IMPASSIBILIDADE é um dote ou qualidade do Corpo de Jesus Cristo depois da sua ressurreição, e será também o do nosso corpo no Céu, após o julgamento final. Consiste em estar absolutamente isento de todo o sofrimento e de todo o mal. Afirma-o São Paulo, dizendo: «O corpo semeado em corrupção ressuscitará na incorrupção» (Ep. I Cor. XV 42). IMPEDIMENTO DO MATRIMÔNIO é a causa que obsta a que o matrimônio seja contraído lícita ou validamente. O impedimento é impediente, se, não obstante a proibição, não invalida o matrimônio, no caso de ser contraído; e é dirimente se o torna inválido no caso de ser contraído; e é público, se pode ser provado no foro externo, no caso contrário é oculto (C. 1036, 1037). Os impedimentos impedientes ou proibitivos são: a) voto simples de virgindade ou de castidade perfeita, o voto de não casar, ou de receber Ordens Sacras ou de abraçar o Estado religioso; b) religião mista; c) parentesco legal, nos Países onde é impedimento civil. Os impedimentos dirimentes são: a) falta de idade canônica; b) impotência antecedente e perpétua, relativamente ao matrimônio: c) vínculo matrimonial; d) disparidade de culto; e) Ordem Sagrada; f) profissão religiosa solene; g) rapto; h) crime de adultério; i) consanguinidade; j) afinidade em linha reta; k) honestidade pública; l) parentesco espiritual; m) parentesco legal nos Países que o consideram dirimente. IMPERFEIÇÕES são negligências em seguir as inspirações para o bem, ou para o melhor, em coisas que não são mandadas pela Lei de Deus. IMPOTÊNCIA em matéria conjugal, é um impedimento dirimente do matrimônio. Consiste na incapacidade dos cônjuges ou de um deles poder consumar o matrimônio, contanto que essa incapacidade existisse antes do casamento e seja perpétua. Se o impedimento da impotência for duvidoso, não impede o matrimônio. A esterilidade, porém, não impede nem dirime o matrimônio (C. 1068). IMPRENSA CATÓLICA são as publicações — jornais, folhas periódicas, opúsculos, livros — que não ofendem da menor forma a Fé e os bons costumes, que prestam a devida submissão ao Romano Pontífice e aos Bispos, e que se mostram sinceramente conformes com as suas prescrições, advertências e conselhos (C. P.). É dever de todos os fiéis ajudar, conforme as suas forças, as publicações verdadeiramente católicas (C. P.). INCARDINAÇÃO é a inscrição ou admissão de um Clérigo na Diocese para o serviço da qual foi ordenado. O Clérigo fica incardinado pela recepção da Prima Tonsura, e não pode mudar de Diocese sem autorização do seu próprio Bispo e aceitação do Bispo da Diocese para onde pretende mudar. A licença para mudar da Diocese onde está incardinado chama-se EXCARDINAÇÃO. Pela profissão religiosa o que a faz fica excardinado, e pertence à Ordem em que fez profissão (C. 111 e segs.). ENCARNAÇÃO é o mistério de Deus Filho feito homem, ou a união da natureza divina com a natureza humana na Pessoa do Verbo divino, da qual união resultou Jesus Cristo, Deus e homem. O modo porque foi feita a Encarnação é indicado pelas palavras que o Anjo Gabriel dirigiu à Virgem Maria de Nazaré, dizendo-lhe que o Divino Espírito Santo a cobriria com a sua sombra, e que ela daria à luz um filho que seria chamado Jesus, porque a Deus nada é impossível (Ev. S. Luc. 1, 30-38). O fim que Deus se propôs na Encarnação foi a salvação dos pecados e a manifestação da sua justiça, da sua bondade, da sua virtude, do seu poder, da sua sabedoria, e do seu amor aos homens, como diz o Evangelista São João: «Deus amou tanto os homens que lhes deu seu Filho único, para que todo o que crê nele não pereça mas tenha a vida eterna» (Ev. S. Jo. III, 16); e o Apóstolo São Paulo escreveu: «É verdade certa que Jesus Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores» (Ep. I Tim I, 15). A fé no mistério da Encarnação é o princípio do caminho que nos conduz ao Céu. INCENSAÇÃO é o ato de incensar com o turíbulo em algumas funções litúrgicas. Incensa-se a Sagrada Hóstia, incensam-se os Ministros do altar, o povo, o livro do Evangelho, e o altar nas Missas cantadas, assim como vários objetos que têm relação com o culto religioso. A incensação é ao mesmo tempo um símbolo das nossas orações, subindo ao céu como se eleva o suave perfume do incenso, e uma demonstração de honra devida a Deus, a Quem servem as pessoas e os objetos incensados. INCREDULIDADE ou descrença Há incrédulos que negam em absoluto todas as verdades religiosas; há incrédulos que negam algumas verdades religiosas e aceitam outras, sendo indiferentes à prática da Religião; há incrédulos que negam em público o que crêem secretamente ou em família. A incredulidade não tem fundamento algum racional. Provém: a) ou da ignorância das verdades religiosas; b) ou das idéias falsas bebidas na opinião corrente contra a Religião divina; c) ou do respeito humano; d) ou da covardia; e) ou do orgulho. Um homem sem fé não tem sobre que assente as suas esperanças, e um homem sem esperança é um triste, um melancólico, ou um doido. INDEX Dá-se este nome ao catálogo dos livros condenados pela Igreja, como prejudiciais para a Fé ou para os costumes, e cuja leitura e posse a Igreja proíbe aos fiéis. INDIFERENTISMO RELIGIOSO proclama que os homens podem ter a Religião que lhes aprouver, porque todas são agradáveis a Deus, tanta esperança devendo nós ter na salvação eterna dos filhos da Igreja Católica como na daqueles que morrem fora dela. Conclusão: praticar a verdadeira Religião ou uma religião falsa, ou não praticar nenhuma é para o indiferentismo coisa igual. É uma aberração da inteligência. INDISSOLUBILIDADE DO MATRIMÔNIO consiste em não poder romper-se o vínculo matrimonial senão pela morte de um dos esposos. Foi o que Jesus Cristo afirmou quando disse, falando do matrimônio: «O que Deus uniu, o homem não separe» (Ev. S. Mat. XIX, 6). E também disse: «Aquele que repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra a sua primeira mulher; e se a mulher repudiar o seu marido e casar com outro comete adultério» (Ev. S. Mar. X, 11, 12). De sorte que o Matrimônio válido e consumado não pode ser dissolvido por nenhuma autoridade humana e por nenhuma causa (C. 1118). INDULGÊNCIA é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, remissão concedida do tesouro da Igreja pela Autoridade eclesiástica, aos vivos por modo de absolvição, e aos defuntos por modo de sufrágio (C. 911). O tesouro da Igreja é constituído pelas satisfações de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Virgem Maria e dos Santos. A indulgência é Plenária, se é intenção de quem a concede remir toda a pena temporal; a indulgência é Parcial, se a intenção é remir uma parte da pena temporal. Só o Papa pode conceder indulgência plenária; o Bispo pode conceder indulgências parciais. Só aproveitam as indulgências àquele que faz o que é exigido para as lucrar. A indulgência plenária só pode ser lucrada uma vez cada dia, embora se repitam os atos prescritos para as lucrar, a não ser que outra coisa seja determinada. A indulgência parcial, a não ser que o contrário seja expresso, pode ser lucrada mais duma vez cada dia, tantas vezes quantas forem repetidos os atos para as lucrar (C 928). Ninguém pode aplicar em benefício dos vivos as indulgências que lucrar; pelas almas do Purgatório podem ser aplicadas todas as indulgências concedidas pelo Sumo Pontífice, a não ser que determine o contrário (C. 930). INDULGÊNCIAS APOSTÓLICAS chamam-se as que o Sumo Pontífice costuma aplicar aos objetos de devoção por ele benzidos, objetos que não sejam de chumbo, estanho, vidro, ou outra matéria que facilmente se possa quebrar. As mesmas indulgências podem ser aplicadas por qualquer Sacerdote que obtenha concessão da Santa Sé. Não podem ser indulgenciados os objetos de matéria que quebre ou se deteriore facilmente, como são os crucifixos, as medalhas, etc., de estanho, chumbo ou outra matéria frágil. Todavia os Terços do Rosário, ainda que de chumbo, madeira, e mesmo de vidro ou cristal sólido, podem ser indulgenciados, e não perdem as indulgências pelo fato de quebrar a cadeia ou de se perderem algumas contas; neste caso substituem-se por outras e não precisam de nova bênção ou de ser novamente indulgenciados. As indulgências anexas a Terços ou a outros objetos somente cessará quando estes deixarem completamente de existir ou forem vendidos (C. 924). INDULTO — Ver a palavra BULA. INFALIBILIDADE é um privilégio que Deus concede à Igreja, por virtude do qual não pode errar quando, pela voz do Papa, propõe aos homens doutrina de Fé ou de Moral, como necessidade de crer e de praticar para entrar no Céu. Esta verdade foi definida no Concílio do Vaticano I e é fundada nas palavras de Jesus Cristo, dizendo ao Apóstolo Pedro, depois de constituí-lo Chefe da Igreja: «Eu roguei por ti, a fim de que a tua fé não desfaleça; uma vez convertido confirma os teus irmãos», que eram os outros Apóstolos (Ev. S. Luc. XXII, 32). E aos Apóstolos em união com Pedro disse: «Eu estarei convosco até à consumação dos séculos» (Ev. S. Mat. XXVIII, 20). E ainda: «Quem vos ouve a Mim ouve» (Ev. S. Luc. X, 16). É um fato histórico que a Igreja nunca errou no seu ensinamento em matéria de Fé ou de Moral. De sorte que ou o Papa só, ou os Bispos em união com o Papa, quando ensinam doutrina de Fé ou de Moral como sendo doutrina que todos os fiéis devem crer e praticar para entrar no Céu, por todos deve ser aceita como verdade infalível, pois em tal caso o Papa não pode errar, por virtude de um auxílio divino. INFIDELIDADE é a carência da fé naqueles que não foram batizados, ou naqueles que a perderam. Há três espécies de infidelidade: a dos hereges, a dos judeus e a dos pagãos. Os hereges perderam a fé; os judeus não a querem receber; os pagãos ou não a conhecem porque não lhes foi anunciada, ou conhecendo-a não a quiseram receber. O pecado dos hereges é mais grave que o dos judeus; o dos judeus mais grave que o dos pagãos. A infidelidade é o último pecado a que o homem chega por via doutros pecados. As causas principais da infidelidade daqueles que conhecem a Fé são: a ignorância dos motivos de credibilidade; a independência da vontade que não quer sujeitar-se a nenhuma autoridade; o desprezo da oração; a educação neutra ou irreligiosa dada nas escolas; a leitura de livros contrários às verdades da Fé; a frequentação com incrédulos; a corrupção dos costumes. Os meios de vencer estes obstáculos são: procurar sólida instrução religiosa; considerar as funestas consequências da falta de Fé, e as vantagens que ela oferece para a vida presente e para a vida futura; rezar; frequentar os atos do culto religioso. INFINIDADE DE DEUS é atributo pelo qual Deus é infinito; isto quer dizer que não podemos conceber perfeição alguma que não haja em Deus, mas em tal grandeza que nenhuma tem limites. Também há perfeições nas criaturas, mas são limitadas como as mesmas criaturas, porque estas e as suas perfeições não o são de si mesmas, vêm de Deus. Deus, porém, não recebeu de nenhum ser as perfeições que tem; tem-nas de Si mesmo, e por isso ilimitadas, infinitas. Deus é infinito no poder, no saber, na bondade, na misericórdia, na justiça, em todas as perfeições. INFERNO é o estado e lugar dos condenados que morrem em pecado mortal, os quais sofrem as penas da separação de Deus (penas de dano) e as penas de fogo (penas de sentido por toda a eternidade. A existência do inferno é uma verdade de Fé, afirmada na Sagrada Escritura e na Tradição, e cuja necessidade é reconhecida pela razão. São de Jesus Cristo estas palavras: «Temei o que pode lançar no inferno tanto a alma como o corpo» (Ev. S. Mat. X, 28); melhor é entrar para a vida eterna coxo do que tendo dois pés ser lançado ao fogo inextinguível do inferno» (Ev. S. Mar. IX, 44). E no dia do julgamento final Jesus dirá aos condenados: «Afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, que está preparado para o diabo e para os seus anjos (ou ministros)» (Ev. S. Mat. XXV, 41). Ora, sendo o fogo do inferno de natureza corpórea, afirmar que é apenas metafórico seria estar em oposição com a doutrina comum entre os teólogos e recebida na Igreja. Por muito que custe ao nosso orgulho, temos de crer na existência do inferno, para satisfação da justiça divina contra aqueles que rejeitaram o perdão de Deus e quiseram morrer em pecado mortal, ou em estado de rebelião contra Deus. INFIÉIS Ver a palavra INFIDELIDADE. INIMIGOS Por preceito de caridade devemos amá-los, não por serem nossos inimigos mas apesar de inimigos, embora abominando o pecador por causa do mal que fez, ou porque é um mal para nós como pecador. Não é lícito querer-lhe mal, nem conservar contra ele espírito de vingança; não devemos negar-lhe a saudação, nem a esmola, nem a oração, nem a venda do que temos a vender. Por ser nosso inimigo não deixa de ser nosso próximo, e Deus manda amar o próximo como a nós mesmos. Disse Jesus: «Amai os vossos inimigos; fazei bem aos que vos têm ódio, e orai pelos que vos perseguem e caluniam» (Ev. S. Luc. VI, 27). E o Apóstolo São Paulo escreveu: «Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber, porque fazendo isto, amontoarás brasas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem (Ep. Rom. XII, 20, 21). INSPIRAÇÃO DA SAGRADA ESCRITURA é a ação do divino Espírito Santo sobre os escritores sagrados para escreverem o que Deus quis que escrevessem, de sorte que o que escreveram é a própria palavra de Deus. Deus é o Autor dos livros da Sagrada Escritura; os escritores foram os instrumentos de que Deus se serviu para que a sua palavra ficasse escrita e fosse conhecida dos homens. Para que os escritores sagrados escrevessem o que Deus quis ensinar, o Espírito Santo moveu-lhes a vontade, iluminou-lhes a inteligência para conceberem tudo e só o que Deus quis que escrevessem, assistiu-lhes enquanto escreveram, para não omitirem nada do que deviam escrever, nada acrescentarem e não errarem. Por isso aceitamos tudo o que está nos livros Sagrados como tendo sido inspirado por Deus, e lhe chamamos a palavra de Deus. INTENÇÃO é o fim ou motivo porque se faz alguma coisa. As nossas ações tiram a sua principal moralidade do fim ou da intenção com que as praticamos. De sorte que uma ação boa praticada com um fim mau ou com má intenção torna-se inteiramente má. Mas uma ação má como tal conhecida, embora praticada com um fim bom, fica sempre má, porque a intenção boa não lhe tira a maldade conhecida. INTERDITO é uma censura pela qual a Igreja proíbe em certos lugares e a certas pessoas os Ofícios divinos, alguns Sacramentos, e sepultura eclesiástica. É pessoal, se a proibição afeta diretamente a pessoa acompanhando-a em toda a parte; e tanto pode afetar uma pessoa como uma associação de pessoas. É local, se afeta diretamente um lugar, de sorte que as pessoas só não podem celebrar os Ofícios divinos nesse lugar (C. 2268 e segs.). O interdito geral sobre o território ou sobre as pessoas de uma Diocese ou de uma Nação só pode ser lançado pelo Papa; o interdito geral sobre uma Paróquia ou sobre o povo de uma Paróquia, assim como o particular, local ou pessoal, pode ser lançado pelo Bispo (C. 2269). INTERSTÍCIOS são intervalos de tempo que devem decorrer entre a recepção dos vários graus do Sacramento da Ordem. São necessários para que o Clérigo se exercite no grau da sua Ordem, e reconheça e mostre se, pela vida e pela doutrina, pode subir ao grau seguinte. O interstício entre a Prima Tonsura e primeiro grau de Ordens Menores e entre cada um dos graus das mesmas depende da vontade do Bispo; do Acolitato ao Subdiaconato deve mediar um ano; do Subdiaconato ao Diaconato e deste ao Presbiterato, pelo menos três meses; a não ser que o Bispo julgue necessário reduzir o tempo dos interstícios. INVEJA é a tristeza causada pelos bens que outros têm enquanto se julga diminuírem a glória própria. A inveja nasce geralmente da soberba, e é um dos 7 pecados capitais. Dá origem à maledicência, à calúnia, à intriga, à rivalidade, ao ódio, à alegria nas adversidades e aflição na prosperidade do próximo. Devemos combater a inveja dos bens alheios, e contentar-mo-nos com aquilo que podemos legitimamente conseguir e que Deus nos conceder. O Apóstolo São Paulo escreveu: «Não nos façamos cobiçosos da vanglória, provocando-nos uns aos outros» (Ep. Gal. V, 26). INVOCAÇÃO DOS SANTOS é o pedido que fazemos aos Santos para que roguem a Deus por nós e conosco, pela intercessão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Invocamo-los e confiamo-nos ao seu patrocínio, porque esperamos que, como Santos, serão atendidos mais favoravelmente do que nós. IRA é um dos 7 pecados capitais. É um movimento desordenado da alma que nos leva a rejeitar com violência o que nos desagrada e a nos vingarmos dos que nos ofendem. A ira é condenada por Jesus Cristo, dizendo: «Todo o que se ira contra seu irmão será réu no juízo» (Ev. S. Mat. V, 22). As origens deste pecado são as paixões, tais como a soberba, a sensualidade, a avareza. São efeitos da ira: as inimizades, as contendas, as injúrias, o desejo de vingança, de fazer mal, e até o desejo de matar. Os remédios contra a ira são: reprimir os primeiros ímpetos, a paciência, a humildade, refletir antes de falar, pensar nos males a que a ira dá origem, recordar os exemplos de Jesus Cristo. A ira pode irromper em nós contra nossa vontade, e, nesse caso, não é um pecado; se, porém, a conservarmos refletidamente pecamos contra a caridade. Há, porém, uma espécie de ira, que é antes justa indignação, a qual não só não é pecado, mas é manifestação de zelo por uma justa causa. IRMÃOS estão ligados por deveres de afeição e de proteção muito particulares, porque procedem do mesmo tronco de modo imediato. Devem ter como coisa comum o que diz respeito às alegrias e às penas, e aos bens materiais do lar doméstico; devem tratar-se com intimidade delicada e sacrificar-se cada um pelo bem de todos. Devem proteger-se reciprocamente, vigiando os mais velhos pela inocência dos mais novos, defendendo-os dos perigos, aconselhando-os, guiando-os com o bom exemplo, exercendo junto deles o ofício de pai e de mãe quando estes faltaram. Os mais novos devem guardar respeito afetuoso aos irmãos mais velhos, devem receber de boa vontade as advertências que lhes fizeram e seguir os bons conselhos que lhes derem. IRMÃOS DE JESUS Toda a tradição afirma e a Igreja ensina como dogma que Nossa Senhora foi sempre Virgem. Os hebreus designavam por irmãos não só os filhos dos mesmos pais, mas os sobrinhos (Gen. XIII, 8: XIV16), qualquer primo ou parente (I Par. XV. 5-10), um homem da mesma tribo (Lev. X, 4), etc. Não há dúvida nenhuma que a expressão «irmãos de Jesus» se deve entender por «parentes de Jesus». Nossa Senhora nunca é apresentada como mãe deles, mas só como «mãe de Jesus». Ao morrer na cruz o Salvador a nenhum deles confiou sua mãe e ao apresentar-lhe João, filho de Zebedeu, disse-lhe «eis o teu filho» como que substituindo-o a Ele e excluindo qualquer outro. São Paulo afirma que viu em Jerusalém o Tiago «irmão do Senhor» (Ep. Gal. I, 19). Mas Tiago (o menor) é um dos que os Nazarenos chamam irmãos de Jesus, como José, Judas e Simão (Ev. Mar. VI, 3). Ora, junto da Cruz no Calvário está a Mãe de Jesus (Ev. Jo. XIX, 25) com outras piedosas mulheres, entre elas «Maria (esposa) de Alfeu, mãe de Tiago e de José» (Ev. Mar. XV, 40) e entre os Apóstolos está um «Tiago, filho de Alfeu» (Ev. Mar. III, 18). Por estes documentos vê-se que se trata do mesmo Tiago, chamado «o menor», para o distinguir de Tiago, irmão de São João, filhos de Zebedeu. São Judas na sua epístola (V 1) diz-se «irmão de Tiago» e na enumeração dos Apóstolos o seu nome vem logo a seguir. De tudo isto se conclui que os «irmãos de Jesus» podiam ser, quando muito, seus primos. Os evangelistas não estiveram com explicações porque para eles como para a Igreja primitiva, cuja opinião tem sido fielmente conservada através dos séculos pela tradição, a questão era clara e não oferecia dificuldades. IRREGULARIDADE é um impedimento canônico que deixa inábil, aquele que o tem, para receber o sacramento da Ordem, ou para exercê-la, se a tiver já recebido. A irregularidade pode ser por defeito ou por delito daquele que pretende receber o Sacramento, ou que já o recebeu. O Bispo pode dispensar os seus súditos de todas as irregularidades provenientes de delito oculto, exceto o do Canon 985, n.°4. A mesma faculdade compete a qualquer Confessor, em casos ocultos e urgentes, nos quais não seja possível recorrer ao Bispo, e haja perigo de grave dano ou de infâmia, mas isso somente para que o penitente possa exercer licitamente as Ordens já recebidas (C. 990). #dicionáriodaigrejacatólica #DICIONÁRIODOSVERNÁCULOSCATÓLICOS #DICIONÁRIO #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #dicionáriodafécatólica #DICIONÁRIOCATÓLICO
- LETRA “H”
H HÁBITO é uma inclinação adquirida pela repetição dum ato, para fazer atos semelhantes. A repetição de um ato dá à faculdade que o produz uma certa facilidade em praticá-lo, esta facilidade dispõe a faculdade a produzir constantemente o mesmo ato, e deste modo nasce e se radica o hábito. Os mesmos atos repetidos, se são maus, formam o hábito vicioso ou o vício; se são bons, formam o hábito virtuoso ou a virtude. O que se faz por hábito voluntariamente contraído e não retratado é imputável; o que se faz por hábito inadvertidamente contraído ou retratado depois de conhecido, não é imputável. HÁBITO ECLESIÁSTICO ou clerical é o vestuário próprio dos Eclesiásticos, os quais devem trazer hábito decente, segundo os costumes legítimos dos lugares e as prescrições do Bispo próprio (C. 136). Sem licença do Bispo do lugar, não podem os associados de qualquer Confraria, ainda que ereta por Religiosos, trazer hábito próprio em procissões ou em outras funções sagradas (C. 713, 714). HEREGE é aquele que, tendo recebido o sacramento do Batismo, embora conservando o nome de cristão, nega ou põe em dúvida, pertinazmente, alguma das verdades da Fé divina e católica, propostas pela Igreja à crença dos cristãos (C. 1325). Se é notoriamente herege, fica separado da união com a Igreja Católica e não pode receber os Sacramentos (C. 731). HERESIA é o erro voluntário e pertinaz do cristão contra alguma verdade da Fé divina. É pecado gravíssimo, que separa o cristão radicalmente de Deus e do caminho da salvação. HERESIARCA é o autor de uma heresia, ou o chefe de uma seita herética. HETERODOXO é aquele que professa doutrina contrária à doutrina Católica. HIERARQUIA ECLESIÁSTICA é, por instituição divina, constituída pelos Bispos, Presbíteros e Ministros, sob a Autoridade suprema do Papa, Chefe da Igreja universal (C. 108). Aos Apóstolos deu Jesus Cristo o poder de ensinar, reger e santificar os fiéis, e a Pedro deu o Primado sobre os outros Apóstolos, dizendo-lhes que estaria com eles até à consumação dos séculos. São Pedro tem como sucessor o Papa; os Apóstolos têm como sucessores os Bispos, os quais têm como auxiliares os Presbíteros e os Ministros ou Clérigos menores. Desta sorte a hierarquia instituída por Jesus Cristo se perpetua na Igreja até à consumação dos séculos. HIPERDULIA — Ver a palavra CULTO. HIPOCRISIA é a simulação de pessoa alheia ou o fingimento daquilo que a pessoa não é. O fim próximo que o hipócrita tem em vista é mostrar-se diferente do que é; o fim remoto é o lucro ou a glória. A hipocrisia é sempre um pecado, mas só é mortal quando em detrimento grave da Fé, ou de pessoa, ou da Igreja. HISSOPE é uma varinha de madeira com pêlos na extremidade, ou haste de metal terminada por uma esfera com orifícios, que se usa na igreja para fazer aspersão da água benta. HOLOCAUSTO era, entre os judeus, o sacrifício em que a vítima ficava totalmente consumida pelo fogo. Deste modo manifestavam que reconheciam Deus como Senhor Supremo de todas as criaturas. HOMEM é uma criatura composta de corpo organizado, mas corruptível, e alma racional, espiritual e imortal. O primeiro homem foi criado por Deus, que o colocou no paraíso terreal em estado de poder ir gozar a felicidade do Céu, depois de passar algum tempo neste mundo sem nada sofrer. Ao primeiro homem, chamado Adão, Deus deu a primeira mulher, Eva, e de ambos descende o gênero humano. Adão ofendeu a Deus, desobedecendo-lhe, como o fez igualmente sua mulher. Como castigo, Deus expulsou-os do paraíso, sujeitou-os e a toda a sua descendência ao sofrimento e à morte, ficando privados da graça divina, sem a qual é impossível entrar no Céu. Não obstante, o homem é a maior grandeza do mundo em que vive, não pelo corpo, que é fraqueza e corrupção, mas pela alma espiritual, pela qual conhece, raciocina, e se eleva até ao próprio Deus. Honremos a nossa própria grandeza com uma vida honrada, vivendo sempre como homens que caminham para Deus. HOMICÍDIO é o atentado contra a vida do próximo. É proibido pelo V Mandamento da Lei de Deus. Mas, para ser pecado ou crime grave é necessário que seja voluntariamente praticado. Não só é criminoso aquele que mata voluntariamente, mas também aquele que manda, aconselha, ou fornece armas para matar, e ainda aquele que não impede o assassinato, podendo impedi-lo sem grave inconveniente. Todavia o homicídio é lícito em caso de legítima defesa, desde que não haja outro meio de defender a própria vida ou os bens de fortuna de valor importante. Quem, usando do direito natural de legítima defesa, mata outrem, não mata para matar, mas para não ser morto por um malfeitor, cuja vida não nos merece mais respeito do que a nossa própria vida. HOMILIA é uma breve explicação do evangelho ou de alguma parte da doutrina cristã, feita nas Missas dos Domingos e Dias Santos a que assistam fiéis, quer nas igrejas, nas capelas, ou oratórios. Não só os Párocos, mas também todos os Sacerdotes que nesses dias celebram Missa a que assistem fiéis são obrigados a fazer homilia (C. 1344, 1345 e C. P.). Dessa obrigação resulta para os fiéis a obrigação de a ouvirem com a intenção de aprender e praticar. HONESTIDADE PÚBLICA é um impedimento dirimente do Matrimônio que nasce de um Matrimônio inválido, quer consumado quer não, e de um concubinato público ou notório. Dirime o Matrimônio no primeiro e no segundo grau de linha reta entre o homem e as consanguíneas da mulher, e vice-versa (C. 1078). HONRA é o prêmio de qualquer virtude; é o testemunho da excelência que há no homem, principalmente da sua virtude. É o máximo bem entre os bens exteriores. Quanto a Deus, pode ser no coração de cada um: quanto aos homens, tem de se manifestar nos atos exteriores. É devida aos Superiores por causa da sua excelência; é devida aos que ocupam na sociedade um lugar superior. HORAS CANÔNICAS são o ofício divino ou a reza do Breviário, que a Lei da Igreja impõe aos Clérigos de Ordens maiores, e que devem recitar a determinadas horas. HORA SANTA é um exercício de devoção pedido por Jesus Cristo a santa Margarida Maria, o qual deve durar uma hora passada em oração, recordando a agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras. Este exercício pode ser feito em qualquer lugar, e tanto em particular como em comum; mas é preferível fazê-lo diante do Santíssimo Sacramento. Deve ser feito de quinta para sexta-feira, e a qualquer hora desde as 14 horas, mas a hora mais própria é das 23 à meia noite. HOSANA canto de alegria, aclamação. HÓSTIA é o nome que se dá ao pedacinho de pão sem fermento, de forma circular e muito tino, que o Sacerdote consagra na Missa, e sob cujas aparências ou espécies fica, depois de consagrado, o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, tão realmente como está no Céu. Com a forma redonda foram usadas as hóstias desde os primeiros séculos da Igreja, mas eram grandes, para serem divididas na comunhão aos fiéis. Pela disciplina da Igreja, provavelmente desde o século XI, o Sacerdote consagra para o Sacrifício da Missa e sua comunhão uma hóstia grande e para a comunhão dos fiéis consagra hóstias menores. A hóstia é feita de massa de farinha de trigo puro, sem fermento, porque era assim fabricado o pão que os judeus usavam na ceia pascal. HUMILDADE é a virtude que refreia o espírito, para que não tenda imoderadamente para coisas altas. Tender para coisas altas com confiança em Deus, não é contra a humildade. Esta virtude faz-nos conhecer a nossa facilidade e leva-nos a atribuir a Deus tudo o que temos e tudo o que fazemos de bom, pois Jesus disse que «sem Deus nada podemos fazer». Pertence à humildade considerar os próprios defeitos, para não nos exaltarmos, o que seria orgulho: nem desprezarmos os Dons de Deus, o que sena ingratidão. Jesus Cristo disse: «Aquele que se exaltar será humilhado, aquele que se humilhar será exaltado» (Ev. S. Mat. XXIII, 12): e o Apóstolo São Pedro escreveu: «Inspirai todos a humildade uns aos outros, humilhai-vos debaixo da poderosa mão de Deus, para que vos exalte no fim da sua visita (ou no vosso julgamento) (Ep. S. Ped. V. 56). HIPNOTISMO é a arte de produzir no homem o sono por meios mais ou menos científicos, geralmente por aqueles que fatigam os sentidos e debilitam a atenção do que se sujeita a ser hipnotizado. O meio mais vulgar de hipnotizar é a sugestão verbal: o hipnotizante exprime verbalmente e com império o preceito de dormir, e imediatamente o homem dorme, fica completamente sujeito à vontade do hipnotizante. Não deve ser usado por motivo de curiosidade, por causa dos perigos de ordem física e moral que daí podem resultar; pode ser usado pelos médicos e outros homens de ciência, para cura de alguma enfermidade e por motivo de progresso da ciência, contanto que se observem os direitos da honestidade. #DICIONÁRIO #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #VOCABULÁRIOCATÓLICO #DICIONÁRIOCATÓLICO #doutrinacristã
- LETRA “G”
G GALHETAS são os pequenos vasos de vidro ou de outra matéria, em que se deita o vinho e a água para a Missa. São colocadas num prato onde cai a água do Lavabo. Devem estar sempre muito limpas, como convém ao serviço em que se empregam. GEENA palavra usada na Sagrada Escritura para significar o lugar de tormentos eternos a que os réprobos são condenados. É uma alusão a um vale profundo, onde eram lançadas as imundícies da cidade de Jerusalém, as quais ardiam continuamente sem que o fogo se extinguisse. GENEROSIDADE é uma virtude que imprime à nossa vontade a força precisa para cumprir, com grandeza de ânimo e até ao fim, o que a consciência nos indica ser o nosso dever. Reconhecemos se somos generosos se, interrogando a consciência sobre se poderíamos ter feito mais por melhor cumprir um dever, ela nos responde que fizemos tudo quanto podíamos. A virtude da generosidade manifesta-se principalmente no cumprimento dos deveres de cada dia, nos sofrimentos, e no zelo. GENUFLEXÃO faz-se com os dois joelhos; a) diante do Santíssimo Sacramento exposto; b) diante do sacrário aberto, estando dentro a Hóstia consagrada; c) diante do cofre que encerra a Hóstia consagrada para a Missa dos pré-santificados, Quinta e Sexta-feira santa. — Faz-se a genuflexão com um joelho: a) quando se passa diante do sacrário fechado, e diante do altar onde se está celebrando a Missa, desde a consagração até à comunhão, e quando está exposto, a não ser quando se chega ao altar da exposição ou quando se sai; b) quando se saúda uma relíquia do santo Lenho ou de outro instrumento da Paixão de Jesus Cristo, estando exposta à veneração dos fiéis no lugar principal do altar; c) quando se passa diante do altar durante os atos litúrgicos; (os Prelados, os Cônegos da Catedral, nos atos em que têm direito a revestir-se das insígnias canonicais, e o celebrante paramentado, saúdam a cruz com inclinação apenas); d) Sexta-feira santa, desde que a cruz é descoberta até Sábado de Aleluia depois de Noa; d) ao Bispo na sua diocese e ao Metropolita na sua Província eclesiástica, e ao Cardeal. Na presença de um Cardeal só a ele e a nenhum outro Prelado se faz a genuflexão. GOZO é um movimento da alma que se compraz em um bem presente. Como o bem se apresenta à nossa alma ou por intermédio dos sentidos, ou imediatamente pelas faculdades superiores do espírito, assim há gozos que provêem dos sentidos e gozos que nascem do espírito. Uns e outros podem afastar-nos de Deus e levar-nos a toda a espécie de imperfeições e pecados, se não forem convenientemente moderados. O verdadeiro gozo que uma alma cristã deve procurar encontra-se em Deus, pois só em Deus descobrimos todas as perfeições que podem satisfazer as aspirações da nossa alma. Mas esse gozo só pode ser sentido por quem traz a consciência tranquila, isenta de pecado, e ansiosa por conformar-se com Deus. Não pode sentir esse salutar e verdadeiro gozo quem põe a sua afeição e procura prazer nas coisas passageiras, como são as riquezas, as amizades carnais, as comodidades da vida, os vãos prazeres que o mundo oferece. GRAÇA é um dom sobrenatural que Deus nos concede gratuitamente e pelos merecimentos de Jesus Cristo, para podermos santificar a nossa vida e obter a nossa salvação eterna. A Graça é um bem maior que todos os bens do Universo; estes são para a vida presente que termina com a morte e não mais lhe aproveitam; a Graça é para a perfeição moral da vida presente e para a vida eterna; é já um princípio da vida celeste em nós, é Deus vindo até nós com o seu auxílio para nós nos elevarmos até Ele. O Apóstolo São Paulo diz: «A Graça de Deus é a vida eterna em Nosso Senhor Jesus Cristo» (Ep. Rom. VI, 23). A Graça de Deus é uma realidade, é alguma coisa como que o reflexo de Deus projetado na nossa alma, um princípio de ação e de força que nos é comunicado do alto. O seu caráter próprio é infundir em nós possibilidades novas, um vigor sobrenatural que não existia na nossa alma. Assim o ensina São Paulo, dizendo: «Posso tudo n’Aquele que me dá a força» (Ep. Filip. IV, 13). A Graça é-nos tão necessária que sem ela não podemos ir para o Céu; perdemo-la se cometemos um pecado mortal; recuperamo-la por meio do sacramento da Penitência, ou por um ato de contrição perfeita não sendo possível receber o Sacramento; e conserva-se pela prática de atos de piedade, pela fuga das ocasiões de pecado, e sobretudo pela sagrada Comunhão frequente. Chama-se Graça atual o auxílio sobrenatural, momentâneo, passageiro, que Deus concede à alma para cada ato bom que praticamos; — Graça habitual, a que permanece na alma enquanto não cometemos um pecado mortal; — Graça santificante, a que apaga o pecado e nos eleva ao estado de santidade ou de união com Deus; — Graça sacramental, a que recebemos em cada Sacramento, dando-nos a aptidão para cumprirmos de modo sobrenatural os deveres que o Sacramento nos impõe. A Graça é comunicada aos homens, servindo-se Deus de vários meios: ou a comunica diretamente, inspirando-lhes bons pensamentos e movendo-lhes a vontade para o bem; ou indiretamente, pela pregação do Evangelho, pelos Sacramentos, e pela oração, na qual o homem está em comunicação com Deus. GRADUAL era o livro que continha as orações que se cantavam depois da Epístola, à Missa cantada. Agora chama-se Gradual a uns versículos que se lêem ou cantam depois da Epístola. GREMIAL é um pano que se coloca sobre os joelhos do Bispo que exerce uma função litúrgica, quando está sentado. GUERRA é uma luta armada entre duas ou mais Nações, para fazerem vingar pela força os seus direitos, verdadeiros ou pretendidos. Três condições hão de dar-se para que a guerra seja legítima: Autoridade do supremo poder civil, causa justa, intenção reta, a qual intenção consiste no desejo de promover o bem da sociedade ou de livrá-la de um mal gravíssimo. A causa da guerra é indicada pelo apóstolo ao. Tiago: «Donde vêm as guerras e contendas entre vós? Não vêm elas das vossas paixões que combatem em vossos membros? Cobiçais e não tendes, matais, invejais e não podeis alcançar, litigais e fazeis guerras, e não tendes porque não pedis (a Deus). Pedis e não recebeis, e isto porque pedis mal, para satisfazerdes as vossas paixões» (Ep. S. Tia. IV, 1-3). Não haveria guerras nem contendas se os homens se submetessem à vontade de Deus, se cumprissem os mandamentos do Decálogo e pedissem a Deus luzes e forças para dominarem as próprias paixões. GUISAMENTOS são a mesma coisa que alfaias da igreja. GULA é o desordenado apetite de comer e de beber. É um dos sete pecados capitais, mas só é mortal quando o excesso na comida ou na bebida prejudica gravemente a saúde ou impede o uso da razão. São efeitos da gula: o embrutecimento da inteligência, a imoderação da língua, a propensão para a luxúria, a embriaguês, o alcoolismo. Por isso Jesus Cristo nos advertiu, dizendo: «Velai sobre vós para que não suceda que os vossos corações se façam pesados com demasias de comer e de beber» (Ev. S. Luc. XXI, 34). São remédios contra a gula: a consideração do fim porque nos alimentamos; a observação dos efeitos do excesso da comida e da bebida; a mortificação do apetite ao comer e ao beber e a prática dos exercícios de piedade. #DICIONÁRIO #DICIONÁRIOCATÓLICO #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #DICIONÁRIODOSVERNÁCULOSCATÓLICOS
- LETRA “F”
F FALSO TESTEMUNHO é o depoimento contrário à verdade. É mais grave quando feito em juízo por aquele que jurou dizer a verdade. É sempre proibido. Está escrito na Lei de Deus: «Contra o teu próximo não dirás falso testemunho » (Exod. XX. 16). As testemunhas citadas pelo Juiz têm obrigação de dizer a verdade, e só a verdade, sem atenção aos interesses de ninguém e só aos interesses da Justiça. Uma testemunha falsa fica obrigada a reparar todo o dano que maliciosamente causou ao próximo, ainda que lhe custe igual ou maior dano, e também a retratar-se do testemunho dado, se tanto for necessário para restabelecer a Justiça. FAMÍLIA Foi fundada por Deus quando deu Eva por companheira a Adão, abençoando-os e dizendo-lhes que se multiplicassem. Sempre que uma mulher aceita unir-se a um homem, com a benção de Deus dada à face da Igreja, com o fim de terem filhos, fica constituída legitimamente uma família cristã. Os membros de uma família que formam o lar doméstico devem propor-se os seguintes fins: a) o bem estar, pelo trabalho de todos; b) a paz, suportando-se mutuamente; c) a alegria, dedicando-se ainda que com incômodo próprio; d) a vida virtuosa, sendo fiéis à lei de Deus e à lei da Igreja; e) o auxílio mútuo, sobretudo nas dificuldades e nas doenças. FATALISMO é um sistema doutrinário, que afirma serem as ações humanas reguladas por uma necessidade exterior e superior ao mundo. Esta doutrina é a negação absoluta da nossa liberdade e da nossa responsabilidade. A verdade é esta: os acontecimentos produzidos na natureza física seguem a ordem estabelecida pelas leis que Deus impôs à natureza; os atos humanos são produzidos pela vontade do homem, pois a Providência divina não nos dispensa do uso das nobres faculdades de que nos dotou. Portanto, o que fazemos não o fazemos por assim estar escrito, mas porque o queremos fazer; depois é que fica escrito na nossa consciência e no livro da vida de cada um, e é por ele que Deus nos há de julgar e sentenciar. FÉ É uma virtude sobrenatural que Deus infunde em nossa alma, para crermos em tudo o que revelou, só por causa da sua Autoridade, pois não se pode enganar nem pode enganar-nos. Assim nos ensina São Paulo, dizendo: «A nossa fé não se funda na sabedoria dos homens, mas na virtude de Deus» (Ep. 1 Cor. II 5). A realização das Profecias acerca de Jesus Cristo, os milagres que operou e os que têm sido operados em seu nome, a pureza da sua doutrina imutável, a vida santa dos que a seguem, a constância dos Mártires do Cristianismo, são motivos que bastam para darmos fé ao que a Igreja Católica nos ensina ter sido revelado por Deus. O Apóstolo São Pedro diz que «o fim da nossa fé é a salvação das almas» (Ep. I. Ped. 1, 9). É-nos de tal modo necessário ter fé que quem não a tem será condenado. Foi Jesus Cristo que o afirmou (Ev. S. Mar. XVI, 16). Todavia não basta ter fé para nos salvarmos, pois Jesus disse também que é igualmente necessário guardar os Mandamentos para termos a vida eterna (Ev. S. Mat. XIX, 17). A nossa fé deve ser firme e universal, crendo em tudo o que a Igreja Católica ensina ter sido revelado por Deus; e prática, levando-nos a viver de harmonia com os Mandamentos da Lei de Deus. FELICIDADE Os homens fazem consistir a sua felicidade em cinco coisas: no prazer, na riqueza, no poder, na dignidade, na honra. Posto que sejam coisas apreciáveis, a razão e a experiência mostram que é ilusão perigosa procurar a felicidade nos bens da vida presente. Todos são contingentes, fugitivos. Só os bens do Céu são eternos, por isso só eles fazem o homem feliz após a sua passagem pelo mundo. Jesus Cristo disse: «Não queirais entesourar para vós tesouros na terra, mas entesourai para vós tesouros no Céu». A felicidade no Céu é tal que o Apóstolo São Paulo, a quem Deus concedeu a visão momentânea do Céu, escreveu: «O que os olhos não viram, nem o ouvido ouviu, nem jamais subiu ao coração do homem é o que Deus preparou para aqueles que o amam» (Ep. I Cor. II, 9). — É no Céu que se gozam todos os bens e se está isento de todos os males, por toda a eternidade. Para tanto, basta ter fé e cumprir os Mandamentos da Lei de Deus e da Igreja. FESTAS RELIGIOSAS A palavra festa quer dizer dia feliz, dia agradável, ou dia de assembléia solene. O fim das festas religiosas é recordar todos os anos os acontecimentos memoráveis da Religião. Reúnem-se os fiéis junto do Senhor de todos; cimentam entre eles a paz e a fraternidade; despertam a lembrança dos mistérios da Religião, da vida de Nosso Senhor ou dos Santos, e dos benefícios de Deus; levam os homens à gratidão para com Deus; tornam o homem melhor, mais moral, mais espiritual. Nas festas religiosas são reprovados os arraiais, as danças e espetáculos no adro ou junto da igreja, assim como os leilões, quermesses ou rifas (C. P.) — Não podem admitir-se nas funções sagradas músicas formadas de homens e de mulheres (C. P.) Ao Bispo pertence a aplicação dos saldos das Festas (C. P.). FESTAS DE PRECEITO — Ver as palavras DIAS SANTOS. FIÉIS são todas as pessoas batizadas que praticam a Religião como a Igreja Católica ensina. Todos, qualquer que seja a categoria social, têm deveres para com os Sacerdotes, isto é, para com o Papa, os Bispos e os Clérigos em geral. São deveres dos fiéis: a) Considerar os Sacerdotes como embaixadores de Jesus Cristo, cooperadores de Deus, dispensadores dos mistérios de Cristo, como lhes chama São Paulo (Ep. I Cor. IV, 1. — Hebr. V, 1 — 3). b) Respeitar os Sacerdotes, não obstante as suas imperfeições e os seus defeitos, que não destroem o seu caráter sagrado. c) Amar filialmente os Sacerdotes, que são os seus pais espirituais. d) Obedecer-lhes em tudo o que diz respeito à ordem espiritual, como a Jesus Cristo, que disse aos seus Apóstolos: «Quem vos ouve, a Mim ouve, quem vos despreza, a Mim despreza» (Ev. S. Luc. XIX, 16). e) Prestar-lhes assistência temporal, isto é, contribuir para a sua sustentação, não somente porque eles dedicam as suas faculdades, o tempo e a saúde ao bem espiritual dos fiéis, mas também por causa da benéfica ação social que exercem na vida das famílias e da sociedade, e ainda porque o seu ministério é incompatível com quaisquer ofícios rendosos. «Se nós vos semeamos as coisas espirituais, é porventura muito recolhermos as coisas temporais que vos pertencem?» diz o Apóstolo São Paulo (Ep. I Cor. IX, 11). FILHOS têm para com seus pais deveres impostos pela Lei de Deus: «Honra teu pai e tua mãe» (Ex. XX, 12). Tão grave é este dever dos filhos que contra aquele que não o cumpre está decretada a maldição: «Maldito seja aquele que não honra seu pai e sua mãe» (Deut. XXVII, 16). São palavras da Sagrada Escritura. No preceito da honra entram os deveres de respeito, de amor, de obediência e de assistência. Devem os filhos: a) Respeitar seus pais, falando-lhes sempre com humildade e com a maior consideração, e sofrendo sem queixa as suas exigências e os seus castigos. b) Amar seus pais, sendo-lhes dedicados, comprazendo-se na sua companhia, sacrificando as próprias comodidades e os próprios prazeres, para lhes serem agradáveis. c) Ser obedientes a seus pais enquanto estiverem sob a sua dependência, como manda o Apóstolo: «Filhos, obedecei a vossos pais segundo a vontade de Deus» (Ep. Efes. VI, 1). d) Prestar assistência a seus pais, auxiliando-os como puderem e segundo as necessidades espirituais ou temporais em que os virem, e ainda sufragando a sua alma depois da morte. O lugar de origem dos filhos é aquele em que, quando nascem, seu pai tinha o domicílio, ou sua mãe, se é ilegítimo ou póstumo. O lugar de origem dos filhos dos vagabundos é aquele em que nascem, e o dos expostos é aquele em que são encontrados (C. 90.) Filhos legítimos são os concebidos ou nascidos de matrimônio válido ou putativo (C. 1114), presumem se legítimos os que nascem depois de seis meses do dia da celebração do Matrimônio, ou dentro de dez meses após o dia em que foi dissolvida a vida conjugal. FLORES NOS ALTARES É permitido colocar flores sobre a banqueta, e não sobre a mesa do altar, nem sobre o sacrário. Nos ofícios fúnebres e nos ofícios do tempo do Advento e da Quaresma não se colocam flores no altar, exceto nos Domingos Gaudete e Laetare. FORTALEZA é uma virtude pela qual a vontade é de tal modo robustecida que não desiste de fazer o bem, por muito árduo que ele seja, nem por causa das dificuldades, nem pelo perigo de morte. A virtude da fortaleza manifesta-se principalmente na constância em suportar o peso da dor. Muito contribuem para conservar a fortaleza, além da oração, a comparação da fragilidade dos bens terrenos com a grandeza dos bens eternos, a previsão dos males a que estamos sujeitos, o costume de agir decididamente nas coisas pequenas, o fervoroso amor de Deus. São virtudes inseparáveis da fortaleza: a magnanimidade, a paciência e a perseverança. FRAUDE consiste em enganar o próximo, ao fazer ou cumprir algum contrato. É uma forma de roubar, acompanhada de mentira e de hipocrisia. Aquele que engana na qualidade, ou na quantidade, ou no preço do que tiver de vender ou comprar peca contra a justiça e fica obrigado a restituir. FRUTOS DO ESPÍRITO SANTO são os efeitos ou produtos dos Dons do divino Espírito Santo. São 12: Caridade, dispõe-nos ao amor afetivo e efetivo para com Deus e para com o próximo. Gozo, faz-nos viver sempre contentes com as disposições da divina Providência. Paz, dispõe-nos a viver sempre de acordo com o nosso próximo, ainda que com algum prejuízo de nosso direito. Paciência, torna-nos calmos no meio dos sofrimentos que nos visitam. Benignidade, torna-nos indulgentes e agradáveis para com o próximo. Bondade, leva-nos a prestar serviços a outrem, ainda que à custa de incômodos nossos. Magnanimidade, faz-nos suportar o que não podemos impedir, e esperar a hora favorável para praticarmos o bem e corrigirmos o mal. Mansidão, detém o mau humor e torna amável o caráter. Fidelidade, impede de faltar à palavra dada. Modéstia, acalma a vivacidade nas ações mesmo boas e ensina a refletir antes de operar. Continência, contém nos devidos limites as exigências dos sentidos. Castidade, leva-nos a tomar precauções, a exercer vigilância e a praticar a mortificação, para evitarmos os perigos contra a pureza. FUNERAL RELIGIOSO é o conjunto de cerimônias litúrgicas que se fazem junto do cadáver de um cristão que vai ser sepultado. Não obstando alguma causa grave, os cadáveres dos fiéis, antes de serem dados à sepultura, serão transportados do lugar em que se encontram, para a igreja onde há de efetuar-se o funeral, isto é, as exéquias descritas nos livros litúrgicos aprovados (C. 1215). Se com justa causa o cadáver não for levado à igreja paroquial, ou à igreja do funeral, e no cemitério houver capela apropriada, levar-se-á lá o cadáver e aí se dirão as preces do Ritual. O cadáver deve ser sepultado no cemitério do funeral, a não ser que se escolha outro, ou o falecido tenha sepultura ou jazigo de família (C. 1231). Morrendo alguma pessoa nos três dias antes da Páscoa, será enterrada sem pompa, nem Ofício cantado nem entoado, e somente lhe rezarão em voz baixa os Responsos e Ofício de sepultura; o mais ficará para tempo desimpedido (S. CR). Terminado o funeral, se houver algum discurso por pessoa leiga, o que não é conforme com o espírito da Igreja, os Clérigos devem retirar-se (C. P.). No acompanhamento fúnebre não pode ir senão uma cruz (S. C. R.). O governo e a direção do acompanhamento fúnebre, assim como a designação da hora do levantamento do cadáver, é atribuição do Pároco, ao qual são obrigados a obedecer todos os que tomam parte na cerimônia (salvo os direitos de precedência de cada um) (C. 1233). Pertence também ao Pároco determinar o caminho do préstito, o qual será em regra o mais breve e acomodado que para isso houver. Se o cemitério ficar distante da igreja, os Clérigos assistentes ao Ofício (se o houver,) poderão retirar-se após a Missa exequial. Não é permitido aos Clérigos conduzir os cadáveres dos leigos, seja qual for a dignidade ou condição social destes (C. 1233). Não é lícito colocar na eça ou catafalco o retrato do defunto por ocasião das exéquias (S. C. R.), nem pode ser de cor branca o caixão de pessoas adultas. É pouco conforme com o espírito da Igreja o uso de colocar coroas ou flores sobre o féretro dos adultos, aos quais só aproveitam os sufrágios. Não devem ser admitidos no préstito fúnebre associações ou insígnias manifestamente hostis à Religião Católica (C. 1233). As bandeiras benzidas das Associações católicas com hábito leigo devem seguir atrás do féretro. (S. C. R.). A taxa dos emolumentos devidos ao Clero pelos funerais religiosos é determinada pelo Bispo (C. 1234). Salvo direito particular, são devidos ao Pároco do defunto os emolumentos do funeral, ainda que se não realize na igreja paroquial própria, exceto se o cadáver não pode ser levado comodamente à igreja da própria paróquia. Se alguém tiver várias paróquias às quais possa ser comodamente levado, e for sepultado noutra, os emolumentos paroquiais são divididos entre todos os Párocos próprios (C. 1236). — (Ver a palavra SEPULTURA). FURTO consiste era alguém apropriar-se de coisas alheias contra a vontade racional do seu dono. É pecado contra a justiça. Mas não é pecado quando a apropriação é feita por motivo de extrema necessidade, pois em tal caso cada um pode apropriar-se do que lhe é indispensável para sustentar a vida. Não se considera furto aquilo que se tira para bem daquele a quem se tira; como por exemplo, a mulher que tira dinheiro ao marido para que ele não gaste em vícios. O furto é proibido pela lei de Deus, dizendo no VII Mandamento: «Não Roubar». O furto pode ser feito de vários modos; por violência, como fazem os ladrões; por dolo, enganando na quantidade ou na qualidade ou no preço dos objetos a vender; por usura, exigindo um juro elevadíssimo no empréstimo de dinheiro, etc. Aquela que furta fica com a obrigação de restituir. #DICIONÁRIODASPALAVRASCATÓLICAS #Família #DICIONÁRIODOSVERNÁCULOSCATÓLICOS #DICIONÁRIO #SIGNIFICADODOVOCABULÁRIOCATÓLICO #fé #FATALISMO #FALSOTESTEMUNHO #VOCABULÁRIOCATÓLICO #DICIONÁRIOCATÓLICO
- FULTON SHEEN PROFETIZOU SOBRE OS TEMPOS DE HOJE
Em um discurso há 74 anos, o Arcebispo norte-americano Fulton Sheen profetizou muitos dos problemas vividos pelo mundo pós-moderno como o mal do aborto ou a ruptura da instituição familiar. “Estamos no fim da cristandade”, disse o Arcebispo Fulton Sheen durante uma transmissão de rádio em 26 de janeiro de 1947; depois, esclareceu que não estava se referindo ao cristianismo ou à Igreja, mas à cristandade como “uma vida econômica, política e social inspirada por princípios cristãos”. “Isso está terminando, nós o temos visto morrer. Veja os sintomas: a ruptura da família, o divórcio, o aborto, a imoralidade, a desonestidade geral”, disse o Prelado. Naquele momento, perguntou-se: “Por que tão poucos percebem a gravidade de nossa atual crise?”. E respondeu: “Em parte porque os homens não querem acreditar que seus próprios tempos são ruins, em parte porque envolve demasiada autoacusação e, principalmente, porque não têm padrões fora de si mesmos para avaliar seu tempo”. “Somente aqueles que vivem pela fé sabem realmente o que está acontecendo no mundo. As grandes massas sem fé estão inconscientes dos processos destrutivos que ocorrem”, afirmou. O Arcebispo Sheen se perguntou se o mundo é consciente dos sinais dos tempos, porque “os dogmas básicos do mundo moderno se dissolveram diante de nossos olhos”. Assegurou que estes foram substituídos por suposições que vêm da mente do homem. Em primeiro lugar, que “não há outra função na vida que a de produzir e adquirir riqueza”. Segundo, “a ideia de que o homem é naturalmente bom e não precisa de um Deus que lhe dê direitos, ou de um Redentor que o salve da culpa, porque o progresso é automático graças à educação e à evolução da ciência, que algum dia fará do homem uma espécie de deus”. Finalmente, outra suposição abrange a ideia de que a “razão” não é feita para “descobrir o significado e propósito da vida, ou seja, a salvação da alma, mas simplesmente planejar novos avanços técnicos”. “A tecnologia não está avançando a um ritmo vertiginoso, exigindo a obediência de grande parte da população?”, perguntou-se o Arcebispo Sheen. Em seguida, o Arcebispo disse que o futuro terá dois tipos de pessoas: aquelas seguidoras do Deus que se fez homem e outros homens que “se fazem deus”. Mesmo naquela época de 1947, o Arcebispo Sheen criticou “a mediocridade e o compromisso que caracterizam as vidas de muitos cristãos”. “Muitos leem os mesmos romances que os pagãos modernos, educam seus filhos da mesma forma ímpia, escutam os mesmos comentaristas que não têm outra norma a não ser julgar hoje por ontem e amanhã por hoje, permitem que práticas pagãs, como divórcio e novos casamentos sejam introduzidos na família; não faltam os chamados líderes operários católicos que recomendam comunistas para o Congresso ou escritores católicos que aceitam as presidências nas organizações da frente comunista para inculcar ideias totalitárias nos filmes”, criticou. Também reconheceu que “não há mais conflito e a oposição que supostamente deve caracterizar” os católicos, os quais estão “influenciando no mundo menos do que o mundo os influencia”. Em outro momento, o Arcebispo Sheen fez uma descrição dos cristãos atuais, ou seja, pessoas que defendem a fé, a vida e o matrimônio. “O mal deve vir para nos rejeitar, desprezar, para nos odiar, para nos perseguir, e depois definiremos nossas lealdades, afirmaremos nossas alianças e afirmaremos de que lado estamos. Como se manifestarão as árvores fortes e fracas se o vento não soprar? Nossa quantidade diminuirá, mas nossa qualidade aumentará. Então, serão verificadas as palavras do Nosso Mestre: Aquele que não se reúne comigo , se dispersa”, indicou. Como os profetas de antigamente, o Arcebispo Sheen permaneceu firme na esperança, dando recomendações práticas que hoje são tão atuais quanto eram em 1947. Primeiro, que os cristãos “devem perceber que um momento de crise não é um momento de desespero, mas de oportunidades” e “quanto mais pudermos antecipar o destino, mais poderemos evitá-lo”. O Arcebispo Sheen também ofereceu este grande alento cheio de esperança: “Uma das surpresas do céu será ver quantos santos foram feitos em meio ao caos, à guerra e à revolução”. Sheen exortou todas as pessoas a rezarem: “As forças do mal estão unidas; as forças do bem estão divididas. É possível que não possamos nos reunir no mesmo banco, mas podemos nos encontrar de joelhos”. Em outro momento, afirmou que “o problema mais importante no mundo de hoje é a sua alma, porque é nisso que concerne a luta”. Finalmente, pediu para buscar os sacramentos, rezar o Terço em família, participar da Hora Santa e invocar a proteção de São Miguel Arcanjo. http://www.acidigital.com/noticias/arcebispo-fulton-sheen-profetizou-sobre-os-tempos-de-hoje-95767
- LETRA “E”
E ECUMÊNICO significa universal, e diz-se particularmente de um Concílio quando se quer dar a entender que é reconhecido por toda a Igreja. EDUCAÇÃO é a progressiva e harmônica cultura das faculdades, pelas quais as crianças, pouco a pouco e ordenadamente, se fazem homens perfeitos. Na educação hão de intervir: 1.° — Os pais, cultivando as boas qualidades e propensões dos filhos, dirigindo-os à prática da virtude, para que consigam o seu fim natural e sobrenatural. 2.° — O Estado, suprindo as deficiências dos pais, com escolas para formar bons cidadãos, que consigam o mesmo fim natural e sobrenatural. 3.° — A Igreja, ministrando aos batizados a formação moral e religiosa que os fortaleça contra a corrupção do meio em que se encontram. A instrução e educação religiosa e moral dos fiéis deve logo, desde a infância, ocupar o primeiro lugar na sua formação, e intensificar-se e ampliar-se paralelamente ao desenvolvimento da inteligência e dos conhecimentos profanos de cada um (C. 1372). Alguns meios a empregar para a educação das crianças: a) inculcar os princípios morais e religiosos; b) dar bom exemplo em tudo; c) moderar e guiar as paixões logo ao despertar; d) cultivar a inteligência com o estudo, com a meditação, com o costume de nada empreender senão por um motivo honesto e sobrenatural; e) impedir ou vencer hábitos maus; f) evitar excessos que debilitem o corpo e perturbem o sistema nervoso; g) exercitar virilmente e constantemente a vontade, mesmo nas pequenas coisas; h) orar e frequentar os Sacramentos. EMOLUMENTOS PAROQUIAIS são lucros eventuais que o Pároco tem direito a receber dos seus paroquianos por serviços que lhes presta, segundo o costume aprovado, ou legítima taxação. Não deve, em regra, o Pároco deixar de receber o que lhe pertence como Pároco, nem fazer favores que possam vir a prejudicar o seu sucessor. Os emolumentos temporais recebidos pelo Pároco não são salários do seu ministério, que é espiritual; são simplesmente subsídios para a sua sustentação, e a eles tem direito ainda que possua outros bens. É obrigado, porém, a distribuir o supérfluo pelos pobres ou por obras pias (C. 1473). Àqueles que não puderem pagar por falta de meios, não deve o Pároco negar o seu ministério gratuito (C. 463). ENCÍCLICA é uma Carta circular dirigida pelo Papa a todos os Bispos, ou aos de uma Nação somente, versando algum assunto de interesse geral para a Comunidade cristã. ENDOENÇAS Dá-se este nome às cerimônias litúrgicas que se celebram nos três últimos dias da Semana Santa, comemorando a instituição da Missa, a paixão e a morte de Jesus Cristo, e a sua Ressurreição. As igrejas não paroquiais não podem fazer as funções da Semana Santa sem solenidade, isto é, segundo o Memoriale Rituum a não ser com Indulto da Santa Sé (S. C. R.). Na Quinta-feira santa não deve tapar-se a luz das janelas da igreja com panos pretos ou quaisquer outros. Quando se não fazem as funções da Semana Santa pode conservar-se a píxide no seu altar até ao sol posto, para que os fiéis possam adorar o Santíssimo Sacramento, mas a píxide não pode ser exposta à boca do Sacrário. Nas igrejas paroquiais em que não se celebram as funções da Semana Santa pode o Pároco, com licença do Bispo, dizer Missa rezada, e também com a mesma licença, pode cantar Missa, mas não pode fazer a procissão do Santíssimo Sacramento. Não pode tolerar-se que o altar-mor seja o altar da exposição do SS. (S. C. R.). As solenidades de Quinta-feira não podem separar-se das de Sexta, mas podem fazer-se as de Sábado sem aquelas (S. C. R.). A Missa de Sábado deve ser precedida da benção do lume e do círio pascal. A benção da água para o Batismo é obrigatória em todas as igrejas paroquiais. Desde a Missa de Quinta-feira até à Missa de Sábado não se tocam os sinos, nem música na igreja, em sinal da tristeza que causa a lembrança da Paixão e morte de Jesus Cristo. Os atos principais que se celebram Quinta-feira Santa são: a) a Missa solene, que recorda a instituição da Sagrada Eucaristia; b) — a procissão do SS. em seguida à Missa; c) — a desnudação dos altares, depois da procissão, cerimônia que recorda Jesus despojado dos seus vestidos para ser açoitado; d) — o lava-pés, feito à tarde, que recorda o ato de humilhação praticado por Jesus Cristo lavando os pés aos seus discípulos, após a última Ceia. Os atos principais de Sexta-feira são: a) — o canto da Paixão, que deve ser ouvido de pé; b) — a adoração da cruz, à qual é nesse dia prestado um culto especial; c) — a procissão do SS., e a Missa chamada dos pre-santificados, porque o Sacerdote não consagra, mas comunga a Sagrada Hóstia consagrada na véspera; d) — a procissão chamada do enterro, porque nela é levada a imagem de Jesus morto. Os atos principais de Sábado Santo ou Sábado de Aleluia são: a)— a benção do fogo; b) — a benção da pia batismal, seguida da Ladainha de todos os Santos; c) — a Missa solene. ENFERMIDADES Muitas das nossas enfermidades são uma consequência dos nossos pecados. Quando doentes, recorremos aos remédios para obtermos a cura, e por vezes gastamos nisso os nossos haveres. E também, se temos fé, recorremos ao poder de Deus por meio da oração, com o mesmo fim de recuperarmos a saúde. As enfermidades da alma são muito mais perigosas que as do corpo; estas são passageiras, purificadoras ou expiatórias, aquelas fazem perder a amizade de Deus e, se não forem curadas pela Confissão sacramental, levam às penas do inferno. Sem desprezar a cura do corpo, cuidemos principalmente de obter o perdão dos nossos pecados. EPIFANIA é a festa que a Igreja celebra no dia 6 de Janeiro, para comemorar a manifestação de Jesus Cristo aos gentios, nas pessoas dos Reis de Nações pagãs. Esses Reis que segundo a tradição eram três — Melchior, Gaspar e Baltazar — viram aparecer no Oriente uma estrela de extraordinário brilho. Resolveram seguir a direção da estrela e, guiados por ela, foram a Belém, onde tinha nascido e ainda estava o Menino Jesus. Adoraram Jesus, ofereceram-lhe valiosos presentes — ouro, mirra, e incenso — e voltaram para os seus Países anunciando que tinha nascido Jesus, o Filho de Deus, que era esperado como Salvador do mundo. O dia da Epifania é dia Santo de Guarda. EPISCOPADO é uma Ordem sagrada e suprema, que confere a quem a recebe o poder de confirmar os fiéis, ordenar os Ministros do altar, e consagrar as coisas pertencentes ao culto religioso. Os Bispos na sua Ordenação recebem a plenitude do Poder Sacerdotal: Poder de Ordem, para ordenarem os ministros do altar; Poder de Jurisdição, para governarem a Igreja. Embora o Papa seja o Chefe da Igreja Católica e Superior aos Bispos, não é dele que recebem a Jurisdição e sim do Espírito Santo, que os estabeleceu Bispos para governarem a Igreja de Deus como sucessores dos Apóstolos. Também se entende por Episcopado o Corpo Episcopal, isto é, os Bispos considerados como um corpo moral. EREMITAS eram ascetas cristãos que aspiravam a uma vida mais perfeita no Cristianismo, e que se separavam da convivência social para viverem no deserto. Faziam voto de castidade, abstinham-se do uso de carnes e de vinho, repartiam os seus bens com os pobres, e viviam pobremente. ESCÂNDALO é o que se diz, se faz, ou se omite menos retamente, embora licitamente, dando a outrem ocasião de cair em pecado, ou causando-lhe alguma ruína espiritual. O escândalo pode ser dado diretamente, se há intenção de levar outrem ao pecado; ou indiretamente, se somente se prevê que outrem cairá em pecado. É severamente condenado por Jesus Cristo, quando diz: «Aquele que escandalizar um destes pequeninos que crêem em Mim, melhor é que se lhe pendure ao pescoço uma mó de azenha e seja lançado ao fundo do mar. Ai do mundo por causa dos escândalos» (Ev. S. Mat. XVIII, 6.) Quem escandaliza fica obrigado a reparar o escândalo dado, umas vezes por caridade, outras vezes por motivo de justiça. Devemos, pois, abster-nos de toda a palavra ou ação de que possa resultar escândalo para alguém. ESCAPULÁRIO dos Religiosos é uma tira larga de pano que os Religiosos trazem sobre o hábito, e que dos ombros desce ao longo do peito e das costas. Para os simples fiéis o escapulário consta de dois bocados de pano unidos por dois cordões que se suspendem ao pescoço, ficando uma parte para o lado do peito e outra para o lado das costas. O escapulário é um distintivo para os fiéis que entram em alguma Ordem Terceira ou Confraria que concede esse privilégio, e ao seu uso andam anexas muitas indulgências. Para lucrá-las é necessário receber nos ombros o escapulário, benzido por Sacerdote que tenha a faculdade de benzê-lo, trazê-lo ao pescoço dia e noite, e ter o nome inscrito no Registro da Ordem Terceira ou da Confraria. Só o primeiro escapulário — o da imposição — tem de ser benzido; qualquer outro que o substitua não carece de benção, exceto o das Ordens. O escapulário de algumas Associações pode ser substituído por uma medalha de metal, tendo de um lado a imagem do Coração de Jesus, e do outro lado a imagem de Nossa Senhora. A medalha tem de ser benzida por quem tem o privilégio de benzer o escapulário. Aquele que tendo recebido o escapulário o tivesse deixado, mesmo por tempo considerável, não carecia de nova imposição (a não ser que o tivesse repelido por desprezo ou impiedade), para tornar a trazê-lo e lucrar as Indulgências. Estando deteriorado o escapulário ou tendo-se perdido, é preciso substituí-lo por outro igual, quer benzido quer não. A medalha que substitui o escapulário pode trazer-se ao pescoço ou de outro modo qualquer, e, se for perdida, deve ser substituída por outra, que há de ser benzida. ESCRITURA SAGRADA — Ver a palavra BÍBLIA ou CANÔNICOS. ESCRÚPULO é uma ansiedade ou temor excessivo de pecar, sem razão suficiente. Confunde-se por vezes com a consciência delicada, que é um sentimento que percebe e procura corrigir os menores defeitos, não por julgar que são graves, mas porque impedem de caminhar para a perfeição. Os sinais que dão a conhecera consciência escrupulosa são: pertinácia no juízo, mudança frequente de opinião, reflexões importunas, ansiedade no modo de falar. O grande remédio contra o escrúpulo é a obediência ao confessor. [the_ad id=”398011″] ESMOLA é qualquer benefício corporal dado ao indigente, por compaixão, para aliviá-lo em suas necessidades. A esmola é de preceito divino, pois Jesus disse: «Dai esmola do que é vosso» (Ev. S. Luc. XI, 41) e o Apóstolo São Paulo escreveu: «Não vos esqueçais de fazer o bem e de repartir dos vossos bens com os outros, porque com tais sacrifícios se agrada a Deus» (Ep. Hebr. XIII, 16). A esmola é como que um imposto suplementar lançado por Jesus Cristo sobre os ricos em proveito dos pobres, pelos quais se faz substituir. De sorte que quem dá esmola é um auxiliar da divina Providência junto dos necessitados. A esmola deve ser dada, não por vaidade nem com ostentação, mas por compaixão e com caridade, acompanhando a dádiva com alguma palavra carinhosa que console a alma do pobre, e deve ser dada com generosidade, segundo as possibilidades de quem dá e as necessidades daquele a quem é dada. Em casos iguais deve ser dada: a) aos mais indigentes; b) aos de melhor vida moral; c) aos parentes; d) aos benfeitores; e) aos que prestam serviços espirituais. O pobre deve ver na esmola a bondade da divina Providência, deve ficar, e mostrar-se reconhecido a quem a dá e deve fazer bom uso da esmola recebida. ESMOLAS Os Párocos e Superiores das igrejas podem coligir esmolas para a sustentação do culto nas suas igrejas ou capelas, e bem assim para outras obras pias, segundo as prescrições do Bispo (C. P.). — Ninguém poderá colocar nas igrejas ou capelas públicas, ainda que em propriedade pertencendo a particulares, quaisquer caixas destinadas a receber esmolas ou donativos dos fiéis, sem licença do Bispo ou do Sacerdote legitimamente encarregado do culto dessa igreja ou capela, e as chaves dessas caixas pertencem ao dito Sacerdote ou à Associação aí canonicamente ereta (C. P.). As esmolas e ofertas a alguma igreja, capela, altar, imagem ou corporação eclesiástica, serão sempre aplicadas conforme a intenção do oferente; se esta não for expressa nem se puder conjecturar qual fosse, aplicar-se-ão em atos de Religião ou de piedade (C. P.). ESPÉCIES SACRAMENTAIS são as aparências do pão e do vinho depois da consagração na Missa sob as quais espécies, que os nossos olhos vêem, sabemos, pela Fé, que está o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo. ESPERANÇA é uma virtude sobrenatural que nos dá a confiança certa da nossa salvação, mediante os auxílios divinos para a merecermos. Esta confiança é fundada na palavra de Jesus Cristo, que disse: «Vós recebereis o cêntuplo neste mundo e a vida eterna no outro» (Ev. S. Marc. X, 30). E o Apóstolo São Paulo afirma que «na esperança é que temos sido salvos»; e ainda: «meus amados irmãos, estai firmes e constantes, trabalhando sempre cada vez mais na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor» (Ep. I Cor. XV, 58). A esperança anima-nos ao cumprimento do dever, por causa do bem que daí nos resulta, impede de nos prendermos aos bens da terra, que havemos de deixar para recebermos os bens celestes; consola-nos e eleva-nos o espírito quando somos feridos pela adversidade, pois sabemos que todas as penas desta vida não têm comparação com a glória que esperamos na eternidade. Tenhamos, pois, esperança firme na bondade de Deus e digamos com o Salmista: «Em Vós, Senhor, esperei, não serei confundido eternamente» (Salmo XXX, 1). ESPIRITISMO é um conjunto de superstições prejudiciais à Fé católica. Pretendem os espíritas evocar as almas dos finados para saberem delas coisas que não se podem saber naturalmente, ou por meios naturais. Como evocação dos espíritos é ilícito; como doutrina é contrário à Fé. A Igreja proíbe assistir a reuniões espíritas, mesmo no caso de os assistentes protestarem excluir todo o pacto com o demônio, e ainda que nessas reuniões nada se ouça contra a doutrina da Igreja, ou se peçam sufrágios pelos defuntos. Ficam excomungados todos os que tomarem parte ativa nas reuniões do espiritismo, ou as promoverem, ou simplesmente a elas assistirem (C. P.). ESPÍRITO SANTO é uma Pessoa Divina, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Esta verdade é ensinada pela Sagrada Escritura, dizendo Jesus Cristo aos seus Apóstolos que batizassem «em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo» (Ev. S. Mat. XXVIII, 19). Com estas palavras proclama que o Espírito é igual ao Pai, que é Deus, e ao Filho, que é igualmente Deus. Nos Atos dos Apóstolos conta São Lucas que o apóstolo São Pedro, repreendendo Ananias, disse-lhe: «Satanás tentou o teu coração para que tu mentisses ao Espírito Santo; não mentiste aos homens, mas a Deus» (Act. V, 3-4). Deus Pai e Deus Filho e Deus Espírito Santo são um só Deus em três pessoas divinas, e, embora estas três divinas Pessoas operem igualmente em toda a nossa vida natural e sobrenatural, atribuímos a Deus Pai a nossa criação, a Deus Filho a nossa redenção e a Deus Espírito Santo a nossa santificação. Peçamos ao divino Espírito Santo que nos conceda as graças precisas para cooperarmos com as graças que lhe pedimos, e nos santificarmos. ESPOSOS — Ver a palavra CÔNJUGES. ESTAMPAS Nas estampas religiosas que piedosamente se distribuem para pedir preces e outros sufrágios pelos defuntos, não devem imprimir-se elogios dos mesmos, nem quaisquer textos da Escritura ou orações, sem a aprovação do Bispo. ESTOLA era entre os Romanos um pano de linho muito fino e muito limpo, que as pessoas de distinção usavam em volta do pescoço. Como ornamento sacerdotal, é uma longa faixa de seda com uma cruz no meio e duas nas extremidades, que o Sacerdote usa, caindo dos ombros sobre o peito, quando exerce alguma função sagrada. Em regra não deve ser usada senão nos atos litúrgicos em que é exigida pelas rubricas. É permitida, mas não é preceituada, ao Sacerdote, para pregar, se esse for o costume. ETERNIDADE é a posse perfeita e permanente de vida interminável. A eternidade em Deus é permanência sem princípio nem fim, sem passado nem futuro; é um presente continuado. Neste sentido só Deus é eterno. Para nós, a eternidade, ou a vida eterna, começa no momento da morte; nesse momento termina o passado e começa um presente que nunca mais acaba. Então, a alma entra na morada da sua eternidade, que será ou o Céu, embora passando pelo Purgatório, ou o Inferno. E a vida, quer de felicidade quer de tormentos, nunca mais acaba. Eternidade de gozo no céu com Deus, ou eternidade de tormentos no inferno com o demônio. EUCARISTIA é um Sacramento que contém, verdadeira, real e substancialmente, o próprio Jesus Cristo sob as espécies do pão consagrado, para alimento espiritual da nossa alma. Foi instituída por Jesus Cristo na véspera da sua morte por amor de nós, e foi dada em comunhão aos seus Apóstolos, comunicando-lhes também o poder de fazerem o mesmo que Ele acabava de fazer. Por isso, todas as vezes que um Sacerdote na Missa pronuncia sobre a hóstia as mesmas palavras que Jesus Cristo pronunciou sobre o pão — «Isto é o meu Corpo» — a hóstia deixa de ser pão, e nela fica sob as aparências de pão, o Corpo, o Sangue e Alma e Divindade de Jesus Cristo, ou a Eucaristia. É um mistério profundo, mas é um dogma da Fé católica. Devemos adorar a Eucaristia porque ela é o próprio Jesus Cristo, invisível sob as espécies visíveis do pão consagrado. Devemos receber a Eucaristia em Comunhão, porque foi principalmente para a recebermos que Jesus Cristo a instituiu, dizendo «Tomai e comei. Isto é o meu Corpo» (Ep. I Cor. XI, 24). A Eucaristia, que significa ação de graças, é designada por vários nomes: Sagrada Hóstia, porque nos recorda o sacrifício da cruz, de que é em certo modo a renovação incruenta. Santíssimo Sacramento, em razão da sua dignidade, superior a todos os outros Sacramentos. Mistério de Amor, porque é o prolongamento da Encarnação; — por amor encarnou o Verbo divino, e por amor permanece entre os homens. Vínculo de Caridade, porque é sinal e causa da paz, da concórdia e da unidade na Igreja. Viático, quando é dado aos fiéis moribundos como alimento no seu caminho para a pátria celeste. Jesus Cristo permanece na Eucaristia enquanto as espécies sacramentais não estão inteiramente corrompidas; está na hóstia consagrada no mesmo estado de glória, de felicidade e de impassibilidade como está no Céu, e está não com as dimensões da sua quantidade material e com a sua extensão, mas no estado de substância, como a substância do pão está sob as suas espécies, pois o Corpo de Jesus Cristo substitui a substância do pão, e só no Céu está com as suas propriedades de dimensão. Nas igrejas onde está a Sagrada Eucaristia deve haver ao menos uma Missa cada semana. — Com licença do Bispo pode conservar-se a Eucaristia nas capelas públicas e nas semi-públicas das casas pias ou religiosas. Para se conservar a Eucaristia noutras capelas é necessário Indulto Apostólico, mas o Bispo pode conceder essa licença e somente para capela pública, havendo justa causa e per modum actus (C. 1265). — A Eucaristia não pode ser conservada habitualmente senão num altar da mesma igreja, e convém que esteja no altar-mor, exceto nas igrejas Catedrais e Colegiadas onde, por causa dos Ofícios eclesiásticos, deve estar numa capela lateral (C. 1268). A Eucaristia deve conservar-se em sacrário inamovível, colocado no meio do altar, e a chave do sacrário deve ser cuidadosamente guardada, à responsabilidade do Reitor da igreja (C. 1269). — Diante do sacrário deve haver ao menos uma lâmpada, acesa dia e noite, alimentada com azeite ou cera (C. 1271). EVANGELHO é o primeiro livro do Novo Testamento, o livro sagrado que narra a vida de Jesus Cristo, com o fim de crermos que Ele é Deus, e para que crendo, pratiquemos a sua doutrina, sigamos os seus exemplos, vivamos santamente, e consigamos a felicidade eterna. Jesus Cristo mandou pregar o Evangelho em todo o mundo, dizendo aos seus Apóstolos: «Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura» (Ev. S. Mar. XVI, 15). E não há outro evangelho senão aquele que Jesus pregou na Palestina e mandou pregar em todo o mundo. Assim o afirma o Apóstolo São Paulo, dizendo: «Ainda que nós mesmos ou um Anjo do Céu vos anuncie um Evangelho diferente do que vos anunciamos, seja anátema» (Ep. Gal. I, 8). Devemos tomar o Evangelho como Regra de conduta para a nossa vida moral, guiados sempre pela Autoridade da Igreja, à qual Jesus confiou o seu ensinamento, e devemos repudiar como falsa e errônea toda a doutrina, seja de quem for, que estiver em oposição como a doutrina do Evangelho. EVANGELISTAS são os quatro escritores que redigiram o Evangelho, isto é: os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, a sua vida, morte, ressurreição, e ascensão ao Céu. São os dois Apóstolos São Mateus e São João, e São Marcos discípulo de São Pedro, e São Lucas, companheiro de São Paulo. EXAME DE CONSCIÊNCIA para a Confissão, consiste em procurar conhecer os pecados cometidos depois da última Confissão. Para fazer o exame de consciência, implora-se o auxílio de Deus, e interroga-se cuidadosamente a consciência sobre se os nossos pensamentos, as nossas palavras, ações e omissões têm sido conforme ou contra os Mandamentos da Lei de Deus e da Igreja e os deveres do nosso estado. Nesta investigação deve-se procurar saber não somente a qualidade dos pecados cometidos, mas também, quanto possível, o número deles, e a sua gravidade. EXCOMUNHÃO é uma censura eclesiástica ou pena canônica, pela qual o cristão delinquente e contumaz é privado dos bens espirituais de que a Igreja é dispensadora. Disse Jesus: «Se teu irmão pecar contra ti… di-lo à Igreja, e se não ouvir a Igreja tem-no por um pagão ou um publicano» isto é, como um separado da Igreja (Ev. S. Mat. XVIII, 17). A excomunhão é a maior pena que a Igreja impõe aos seus súditos. Os bens espirituais de que o excomungado fica privado são: a) da participação das orações públicas que a Igreja faz por todos os fiéis: b) de administrar e receber os Sacramentos; c) de assistir aos ofícios divinos, exceto aos sermões; d) de ser sepultado com honras litúrgicas. A Igreja excomunga ou afasta os indignos, não para que se percam, mas para que se convertam e se salvem; para que se conserve a disciplina eclesiástica, e para que os fiéis não se corrompam com os maus exemplos do excomungado. Só os Bispos e Prelados maiores podem excomungar, porque só eles têm jurisdição no foro judicial. EXÉQUIAS são honras litúrgicas que a Igreja presta àquele que faleceu em paz com Deus. — Ver a palavra FUNERAL. EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS são práticas que, por meio de exames de consciência, de oração vocal e mental, e de outros atos de vida espiritual, têm por fim preparar e dispor a alma para tirar de si todas as afeições desordenadas, e, depois de tiradas, procurar conhecer a vontade divina para segui-la, conformando com ela a vida. Os exercícios espirituais são feitos no silêncio do recolhimento, onde não cheguem as notícias mundanas, nem as ocasiões de dissipação do espírito. São os meios mais aptos para cada um se conhecer e conhecer a vontade de Deus a seu respeito. Quem os faz com as devidas disposições ganha sempre em perfeição espiritual. [the_ad id=”398011″] EXORCISMOS são orações que o Sacerdote reza, invocando o nome de Deus, para expulsar o demônio do corpo dos obsessos. Ninguém, nem mesmo o Sacerdote, pode ler os exorcismos aos obsessos sem licença expressa do Bispo (C. 1151), e essa licença só é concedida depois de ter averiguado por meio de uma investigação cuidadosa e prudente, que o exorcismando está realmente obsesso. EXORCISTA é aquele que recebe a Ordem do Exorcistato, a qual confere o poder de expulsar os demônios dos corpos dos possessos, e de preparar a água que há de ser benzida para as bênçãos litúrgicas usadas na Igreja. Segundo a disciplina atual, nem os Exorcistas nem mesmo os Sacerdotes podem exercer o poder de fazer os exorcismos sem autorização expressa do Bispo (C. 1151). EXPOSIÇÃO DO SANTÍSSIMO pode fazer-se sem licença do Bispo, com a píxide à boca do sacrário, havendo causa justa (C. 1274), mas não depois do sol posto sem licença do Bispo (S. C. R.). A Exposição solene só se pode fazer sem licença do Bispo no dia do Corpo de Deus e dentro da sua Oitava, durante a Missa, e a Vésperas (C. 1274). Durante a Exposição com a píxide à boca do Sacrário devem arder 6 velas, ao menos. Durante a Exposição, sob dossel ou baldaquino, devem arder 12 velas. Sendo a Exposição no trono, devem arder 16 velas, ao menos, e na devoção das Quarenta Horas devem arder 20, pelo menos, não sendo permitido substituir as velas exigidas por lâmpadas elétricas. Na Exposição privada a píxide deve ficar dentro do Sacrário, tirando-se apenas para dar a benção (S. C. R). Sem licença do Bispo não se pode dar a benção do Santíssimo mais de uma vez por dia na mesma igreja, salvo se aí tiverem a sua sede várias Confrarias ou Associações pias (S. C. R.). Nunca se pode dar a benção do Santíssimo sem o véu de ombros, que deve ser sempre de cor branca. Na benção com a custódia é indispensável que o celebrante revista também o pluvial. Durante a benção, nem os sacerdotes, nem os músicos, nem quaisquer outras pessoas podem cantar coisa alguma, devendo haver profundo silêncio (S. C. R.). A incensação é necessária na Exposição solene; é facultativa na particular. É proibido colocar sobre o altar em que está o Santíssimo exposto quaisquer imagens ou relíquias, com exceção das imagens dos Anjos em adoração (S. C. R.). Na Exposição solene far-se-á a incensação, tanto na ocasião da exposição como depois do Genitori, ainda que entre a exposição e o Tantum ergo não tenha havido nenhumas preces, mas neste caso não se faz nova imposição de incenso (S. C. R.). Não é lícito intercalar entre o Tantum ergo e o Genitori, assim como entre este hino e a oração Deus qui… e entre esta oração e a benção, nenhumas outras preces (S. C. R.). EXTREMA-UNÇÃO é um Sacramento que Jesus Cristo instituiu para alívio da alma, e também do corpo, dos enfermos que estão em perigo de morte. Já os Apóstolos administravam este sacramento, como se afirma em São Tiago, dizendo: «Está entre vós algum enfermo? Chame os Presbíteros da Igreja e orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor, e a oração (nascida) da fé salvará o enfermo, e se estiver em pecados ser-lhes-ão perdoados (Ep. S. Tiag. V, 14, 15). — Este Sacramento só pode ser administrado ao fiel que, depois de ter atingido o uso da razão, se veja em perigo de morte, ou por causa da enfermidade ou pela velhice (C. 940), mas não pode ser conferido aos que perseveram, de modo contumaz, impenitentes, em manifesto pecado mortal. Se disso houver dúvida, seja conferido sob condição (C. 942). Na mesma doença não se pode receber a Extrema-unção mais de uma vez (C. 940). Se o enfermo tiver expirado há pouco tempo, deverá ser ungido sob condição (Const. Bisp. Coimbra). #DICIONÁRIO #LETRAEDICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #DOUTRINACATÓLICA #DICIONÁRIOCATÓLICO
- Enchente cobre totalmente o sacrário de uma igreja mas hóstias ficam intáctas!
Após uma enchente que deixou a cidade de Carangola (MG) debaixo d’água, um fato comoveu os moradores locais e ganhou grande repercussão nas redes sociais: a Capela de Santo Antônio, no bairro Lacerdina, foi tomada pelas águas, cobrindo inclusive o sacrário na sua totalidade, entretanto, as hóstias consagradas permaneceram intactas e foram retiradas secas. Mais uma vez em pouco mais de um ano nossa cidade de Carangola sofre com mais uma enchente, sendo esta de proporções… Publicado por Victor Marius em Sábado, 20 de fevereiro de 2021 O fato foi relatado por diversas pessoas nas redes sociais, entre elas o jovem Victor Marius, morador de Carangola. Segundo publicou em seu Facebook, “a água alcançou mais de 2 metros de altura e atingiu o sacrário onde fica guardado o Santíssimo, ao abrir foi visto que as hóstias permaneceram intactas demonstrando como nas maiores adversidades Deus permanece o mesmo”. Marius lamentou que “mais uma vez em pouco mais de um ano nossa cidade de Carangola sofre com mais uma enchente, sendo esta de proporções jamais vistas e em meio a uma pandemia que nos faz a cada dia repensar o sentido da vida e o cuidado”. Diante de tudo isso, refletiu, “está aquele que não muda, que não se abala em meio a tempestade e que possamos confiar e nos manter firmes: Jesus”. Por fim, exortou a não duvidar na capacidade de Deus “te reerguer nesse momento difícil”, pois, indicou, “fé e esperança são coisas” que confortam e dão força. “Deus honra aqueles que merecem, aqueles que clamam! Ele não muda, nada pode te atingir enquanto Ele está do seu lado. Toda honra e Glória ao Senhor Jesus Cristo!”, concluiu. As fortes chuvas elevaram o nível do Rio Carangola na sexta-feira, 19 de fevereiro, levando ao alagamento do município de mesmo nome na Zona da Mata Mineira. Segundo a Defesa Civil, esta foi a pior enchente registrada na cidade, deixando cerca de cinco famílias desabrigadas e dezenas de desalojados. Devido aos estragos causados pela enchente e a fim de ajudar os afetados, a Paróquia de Santa Luzia, à qual pertence a capela de Santo Antônio, lançou uma força tarefa e informou que sua igreja matriz “é um ponto de apoio e solidariedade para a comunidade”. “Estamos recebendo doações de alimentos, materiais de limpeza e de higiene pessoal”, afirmou em publicação em sua página no Facebook. Além de Carangola, outras cidades da região também foram afetadas pelas enchentes. Nesse sentido, a Diocese de Caratinga, que engloba diversos municípios da localidade, expressou sua “comunhão de orações em favor de todos os afetados”. Em nota assinada pelo assessor diocesano de comunicação, Pe. Leonardo Augusto Lucas Pinto, manifesta que, “em comunhão com os Padres das Paróquias dessas respectivas localidades, aos quais expressamos solidariedade e encorajamento, também destacamos seus numerosos esforços em garantir assistência aos atingidos, à serviço da vida e do bem de todos”. “São João Batista, Patrono desta nossa Igreja Particular, interceda pelos que mais sofrem, de modo a encontrarem na fé em Cristo disposições para seguir adiante, sob a força de sua graça”, conclui. Fonte: ACI Digital
- Enchente cobre totalmente o sacrário de uma igreja mas hóstias ficam intáctas!
Após uma enchente que deixou a cidade de Carangola (MG) debaixo d’água, um fato comoveu os moradores locais e ganhou grande repercussão nas redes sociais: a Capela de Santo Antônio, no bairro Lacerdina, foi tomada pelas águas, cobrindo inclusive o sacrário na sua totalidade, entretanto, as hóstias consagradas permaneceram intactas e foram retiradas secas. Mais uma vez em pouco mais de um ano nossa cidade de Carangola sofre com mais uma enchente, sendo esta de proporções… Publicado por Victor Marius em Sábado, 20 de fevereiro de 2021 O fato foi relatado por diversas pessoas nas redes sociais, entre elas o jovem Victor Marius, morador de Carangola. Segundo publicou em seu Facebook, “a água alcançou mais de 2 metros de altura e atingiu o sacrário onde fica guardado o Santíssimo, ao abrir foi visto que as hóstias permaneceram intactas demonstrando como nas maiores adversidades Deus permanece o mesmo”. Marius lamentou que “mais uma vez em pouco mais de um ano nossa cidade de Carangola sofre com mais uma enchente, sendo esta de proporções jamais vistas e em meio a uma pandemia que nos faz a cada dia repensar o sentido da vida e o cuidado”. Diante de tudo isso, refletiu, “está aquele que não muda, que não se abala em meio a tempestade e que possamos confiar e nos manter firmes: Jesus”. Por fim, exortou a não duvidar na capacidade de Deus “te reerguer nesse momento difícil”, pois, indicou, “fé e esperança são coisas” que confortam e dão força. “Deus honra aqueles que merecem, aqueles que clamam! Ele não muda, nada pode te atingir enquanto Ele está do seu lado. Toda honra e Glória ao Senhor Jesus Cristo!”, concluiu. As fortes chuvas elevaram o nível do Rio Carangola na sexta-feira, 19 de fevereiro, levando ao alagamento do município de mesmo nome na Zona da Mata Mineira. Segundo a Defesa Civil, esta foi a pior enchente registrada na cidade, deixando cerca de cinco famílias desabrigadas e dezenas de desalojados. Devido aos estragos causados pela enchente e a fim de ajudar os afetados, a Paróquia de Santa Luzia, à qual pertence a capela de Santo Antônio, lançou uma força tarefa e informou que sua igreja matriz “é um ponto de apoio e solidariedade para a comunidade”. “Estamos recebendo doações de alimentos, materiais de limpeza e de higiene pessoal”, afirmou em publicação em sua página no Facebook. Além de Carangola, outras cidades da região também foram afetadas pelas enchentes. Nesse sentido, a Diocese de Caratinga, que engloba diversos municípios da localidade, expressou sua “comunhão de orações em favor de todos os afetados”. Em nota assinada pelo assessor diocesano de comunicação, Pe. Leonardo Augusto Lucas Pinto, manifesta que, “em comunhão com os Padres das Paróquias dessas respectivas localidades, aos quais expressamos solidariedade e encorajamento, também destacamos seus numerosos esforços em garantir assistência aos atingidos, à serviço da vida e do bem de todos”. “São João Batista, Patrono desta nossa Igreja Particular, interceda pelos que mais sofrem, de modo a encontrarem na fé em Cristo disposições para seguir adiante, sob a força de sua graça”, conclui. Fonte: ACI Digital
- Fiéis promovem ato de desagravo por sacrilégios em missa concelebrada por pastor
Fiéis se reuniram em frente a Paróquia Sagrado Coração de Jesus para fazer reparação pelos sacrilégios cometidos na abertura da Campanha da Fraternidade. Um grupo de fiéis organizou neste domingo algo que está se tornando cada vez mais raro, uma Ação de reparação ao Sagrado coração de Jesus, em frente à paróquia onde um padre concelebrou a Santa Missa, na última quarta-feira de cinzas, com um pastor protestante. Os Sacrilégios aconteceram quando um pastor protestante foi convidado para participar da liturgia da Santa Missa (abertura da Campanha da Fraternidade), porém ao invés de colocá-lo como espectador convidado, colocaram-no como “co-celebrante” no altar ao lado do Sacerdote, no qual rezou parte da oração eucarística, fez a elevação do Corpo e Sangue de Nosso Senhor, e por fim foi convidado pelo pároco para comungar. Pelas redes sociais alguns dos fiéis deixaram mensagens comentando o ato de desagravo. Leia também Sacrilégio: Pastor protestante co-celebra e recebe comunhão na abertura da Campanha da Fraternidade Leia a mensagem postada pelo Apostolado Santo Inácio de Loyola e em seguida veja algumas fotos do ato: O Apostolado Santo Inácio de Loyola participou de algo que é quase inexistente na Igreja hoje: Ato de Desagravo! Todos ficaram sabendo da ofensa pública que Nosso Senhor recebeu na Missa Profanada na ultima quarta-feira em Jundiaí, mas pouquíssimas pessoas cobraram um ato de desagravo por parte do bispo da Diocese de Jundiaí, e o bispo de lá nem ao menos citou a possibilidade em seu pronunciamento sobre o caso. Nossa indignação não podia ficar somente na internet, por isso fomos lá nos juntarmos aos bravos católicos daquela diocese que foram reparar a ofensa que sofreu Nosso Senhor. Teria sido bom se o bispo tivesse celebrado uma Missa em reparação, ou algum outro sacerdote daquela diocese, mas isso até agora não aconteceu. É claro que rezamos no nosso particular em desagravo, mas uma ofensa pública exige uma reparação pública!! Essa semana passada um padre de Itú postou um video de 17:30 minutos onde ele se dedica única e exclusivamente a PEDIR PERDÃO pelas ofensas que enventualmente receberam o padre protagonista da profanação e também ao pastor herege, mas em momento algum pediu perdão a Deus pela ofensa. É incrível a mentalidade do clero modernista!! Deus pode ser ofendido e ultrajado, mas as pessoas não!! Nosso Apostolado seguirá fazendo ações nessa quaresma contra a maldita campanha da fraternidade ecumenica 2021! @apostsantoinacio Leia também Padre que concelebrou com pastor protestante é afastado Oração: “Dulcíssimo Jesus, cuja infinita caridade para com os homens é por eles tão ingratamente correspondida com esquecimentos, friezas e desprezos, eis-nos aqui prostrados na Vossa presença, para Vos desagravarmos, com especiais homenagens, da insensibilidade tão insensata e das nefandas injúrias com que é de toda parte alvejado o Vosso amorosíssimo coração.” Saiba mais Veja tudo que já foi dito sobre a Campanha da Fraternidade 2021 até agora #CNBB #CF2021 #Desagravo #sacrilégio #CampanhadaFraternidade
- Fiéis promovem ato de desagravo por sacrilégios em missa concelebrada por pastor
Fiéis se reuniram em frente a Paróquia Sagrado Coração de Jesus para fazer reparação pelos sacrilégios cometidos na abertura da Campanha da Fraternidade. Um grupo de fiéis organizou neste domingo algo que está se tornando cada vez mais raro, uma Ação de reparação ao Sagrado coração de Jesus, em frente à paróquia onde um padre concelebrou a Santa Missa, na última quarta-feira de cinzas, com um pastor protestante. Os Sacrilégios aconteceram quando um pastor protestante foi convidado para participar da liturgia da Santa Missa (abertura da Campanha da Fraternidade), porém ao invés de colocá-lo como espectador convidado, colocaram-no como “co-celebrante” no altar ao lado do Sacerdote, no qual rezou parte da oração eucarística, fez a elevação do Corpo e Sangue de Nosso Senhor, e por fim foi convidado pelo pároco para comungar. Pelas redes sociais alguns dos fiéis deixaram mensagens comentando o ato de desagravo. Leia também Sacrilégio: Pastor protestante co-celebra e recebe comunhão na abertura da Campanha da Fraternidade Leia a mensagem postada pelo Apostolado Santo Inácio de Loyola e em seguida veja algumas fotos do ato: O Apostolado Santo Inácio de Loyola participou de algo que é quase inexistente na Igreja hoje: Ato de Desagravo! Todos ficaram sabendo da ofensa pública que Nosso Senhor recebeu na Missa Profanada na ultima quarta-feira em Jundiaí, mas pouquíssimas pessoas cobraram um ato de desagravo por parte do bispo da Diocese de Jundiaí, e o bispo de lá nem ao menos citou a possibilidade em seu pronunciamento sobre o caso. Nossa indignação não podia ficar somente na internet, por isso fomos lá nos juntarmos aos bravos católicos daquela diocese que foram reparar a ofensa que sofreu Nosso Senhor. Teria sido bom se o bispo tivesse celebrado uma Missa em reparação, ou algum outro sacerdote daquela diocese, mas isso até agora não aconteceu. É claro que rezamos no nosso particular em desagravo, mas uma ofensa pública exige uma reparação pública!! Essa semana passada um padre de Itú postou um video de 17:30 minutos onde ele se dedica única e exclusivamente a PEDIR PERDÃO pelas ofensas que enventualmente receberam o padre protagonista da profanação e também ao pastor herege, mas em momento algum pediu perdão a Deus pela ofensa. É incrível a mentalidade do clero modernista!! Deus pode ser ofendido e ultrajado, mas as pessoas não!! Nosso Apostolado seguirá fazendo ações nessa quaresma contra a maldita campanha da fraternidade ecumenica 2021! @apostsantoinacio Leia também Padre que concelebrou com pastor protestante é afastado Oração: “Dulcíssimo Jesus, cuja infinita caridade para com os homens é por eles tão ingratamente correspondida com esquecimentos, friezas e desprezos, eis-nos aqui prostrados na Vossa presença, para Vos desagravarmos, com especiais homenagens, da insensibilidade tão insensata e das nefandas injúrias com que é de toda parte alvejado o Vosso amorosíssimo coração.” Saiba mais Veja tudo que já foi dito sobre a Campanha da Fraternidade 2021 até agora #CNBB #CF2021 #Desagravo #sacrilégio #CampanhadaFraternidade
- Arquidiocese da Paraíba fecha as portas das igrejas novamente por covid
Arquidiocese da Paraíba fecha as portas das igrejas antes do anúncio do novo decreto estadual e revolta fiéis que novamente ficarão sem os sacramentos. A Arquidiocese da Paraíba suspendeu por 15 dias as celebrações com a presença de fiéis no território de sua jurisdição eclesiástica. As transmissões, via redes sociais, serão mantidas, assim como aconteceu no início da pandemia, em março de 2020. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (22). O arcebispo da Paraíba, Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, informou que decisão foi tomada em reunião com o Conselho Presbiteral e levou em consideração o aumento dos casos de Covid-19 na Paraíba, além das variantes do vírus que têm aparecido no estado. “Pelo bem do povo de Deus, decidimos suspender, pelos próximos 15 dias as celebrações presenciais”, declarou Dom Delson. A medida começar a valer nesta terça-feira (23) e vai até 9 de março. #Coronavírus
- Arquidiocese da Paraíba fecha as portas das igrejas novamente por covid
Arquidiocese da Paraíba fecha as portas das igrejas antes do anúncio do novo decreto estadual e revolta fiéis que novamente ficarão sem os sacramentos. A Arquidiocese da Paraíba suspendeu por 15 dias as celebrações com a presença de fiéis no território de sua jurisdição eclesiástica. As transmissões, via redes sociais, serão mantidas, assim como aconteceu no início da pandemia, em março de 2020. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (22). O arcebispo da Paraíba, Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, informou que decisão foi tomada em reunião com o Conselho Presbiteral e levou em consideração o aumento dos casos de Covid-19 na Paraíba, além das variantes do vírus que têm aparecido no estado. “Pelo bem do povo de Deus, decidimos suspender, pelos próximos 15 dias as celebrações presenciais”, declarou Dom Delson. A medida começar a valer nesta terça-feira (23) e vai até 9 de março. #Coronavírus
- Deputado católico alerta para que não sejamos enganados pelo Fantástico
Fazendo um importante alerta Márcio Gualberto adverte os católicos sobre o programa Fantástico e a Rede Globo: “Pare de achar que está lidando com pessoas bem intencionadas” + Não é segredo que o programa Fantástico, da Rede Globo de televisão, tem atacado com cada vez mais frequência a Igreja católica e seus membros. Fizeram uma série de reportagens contra os Arautos do Evangelho, também contra o Arcebispo Dom Alberto Taveira, e sempre que possível sobre problemas no Vaticano. A série de reportagens mais recente é sobre o Padre Robson, cujas investigações já foram arquivadas pela justiça. Neste contexto que o deputado estadual católico do Rio de Janeiro, Marcio Gualberto, publicou um texto em suas redes sociais alertando os católicos para que deixem de ser soberbos e ingênuos. Leia a publicação na íntegra: Aos católicos soberbos e ingênuos Se você, infelizmente, teve que assistir ao Fantástico para formular um juízo adequado, vai entender o que vou dizer: ainda dá tempo, deixe de ser soberbo e ingênuo ao mesmo tempo e pule dessa canoa furada. Você está sendo usado! Enquanto fica combatendo os conservadores, os comunoglobalistas tentam enlamear e/ou destruir a Igreja Católica. Se não sabe o que está em curso, procure se informar. Pare de achar que está lidando com pessoas bem intencionadas, “que só desejam construir um mundo melhor”. Esqueça disso! São lobos vorazes disfarçados de cordeiros. E se alimentam da covardia e da omissão de muitos. Detalhe: nesta futura Terra de ilusões e opressões, não haverá espaço para um catolicismo ortodoxo (e para outras denominações cristãs). E você, católico, que não sabe o que é marxismo cultural, globalismo, feminismo, aborto, ideologia de gênero, espiral do silêncio, Escola de Frankfurt, gayzismo, fundações internacionais, cristofobia, modernismo, teologia da libertação etc., está colaborando para um totalitarismo sem precedentes. “Ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas com a tua posteridade, amando o Senhor, teu Deus, obedecendo à sua voz e permanecendo unido a ele” (cf. Dt 30, 19-20). De próprio punho: Márcio Gualberto (Católico, Inspetor da Polícia Civil e Deputado Estadual/RJ) Leia também Deputada Católica faz discurso histórico e profético, e mostra que ainda há esperanças para o Brasil! Marxismo e Revolução Cultural no mundo e na Igreja Aos que desejarem seguir o conselho do Márcio Gualberto e quiserem se aprofundar no tema para não continuar sendo enganado pelo Fantástico, recomendamos que assistam gratuitamente o curso ministrado pelo Padre Paulo Ricardo que está no youtube, contendo 6 aulas. Clique aqui para assistir as 6 aulas do curso Assista a primeira aula: Leia também Papa Bento XVI nos ensina os 10 Erros da Teologia da Libertação #RedeGlobo #TeologiadaLibertação #Fantástico #Marxismo #RevoluçãoCultural
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Fazendo um importante alerta Márcio Gualberto adverte os católicos sobre o programa Fantástico e a Rede Globo: “Pare de achar que está lidando com pessoas bem intencionadas” + Não é segredo que o programa Fantástico, da Rede Globo de televisão, tem atacado com cada vez mais frequência a Igreja católica e seus membros. Fizeram uma série de reportagens contra os Arautos do Evangelho, também contra o Arcebispo Dom Alberto Taveira, e sempre que possível sobre problemas no Vaticano. A série de reportagens mais recente é sobre o Padre Robson, cujas investigações já foram arquivadas pela justiça. Neste contexto que o deputado estadual católico do Rio de Janeiro, Marcio Gualberto, publicou um texto em suas redes sociais alertando os católicos para que deixem de ser soberbos e ingênuos. Leia a publicação na íntegra: Aos católicos soberbos e ingênuos Se você, infelizmente, teve que assistir ao Fantástico para formular um juízo adequado, vai entender o que vou dizer: ainda dá tempo, deixe de ser soberbo e ingênuo ao mesmo tempo e pule dessa canoa furada. Você está sendo usado! Enquanto fica combatendo os conservadores, os comunoglobalistas tentam enlamear e/ou destruir a Igreja Católica. Se não sabe o que está em curso, procure se informar. Pare de achar que está lidando com pessoas bem intencionadas, “que só desejam construir um mundo melhor”. Esqueça disso! São lobos vorazes disfarçados de cordeiros. E se alimentam da covardia e da omissão de muitos. Detalhe: nesta futura Terra de ilusões e opressões, não haverá espaço para um catolicismo ortodoxo (e para outras denominações cristãs). E você, católico, que não sabe o que é marxismo cultural, globalismo, feminismo, aborto, ideologia de gênero, espiral do silêncio, Escola de Frankfurt, gayzismo, fundações internacionais, cristofobia, modernismo, teologia da libertação etc., está colaborando para um totalitarismo sem precedentes. “Ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas com a tua posteridade, amando o Senhor, teu Deus, obedecendo à sua voz e permanecendo unido a ele” (cf. Dt 30, 19-20). De próprio punho: Márcio Gualberto (Católico, Inspetor da Polícia Civil e Deputado Estadual/RJ) Leia também Deputada Católica faz discurso histórico e profético, e mostra que ainda há esperanças para o Brasil! Marxismo e Revolução Cultural no mundo e na Igreja Aos que desejarem seguir o conselho do Márcio Gualberto e quiserem se aprofundar no tema para não continuar sendo enganado pelo Fantástico, recomendamos que assistam gratuitamente o curso ministrado pelo Padre Paulo Ricardo que está no youtube, contendo 6 aulas. Clique aqui para assistir as 6 aulas do curso Assista a primeira aula: Leia também Papa Bento XVI nos ensina os 10 Erros da Teologia da Libertação #RedeGlobo #TeologiadaLibertação #Fantástico #Marxismo #RevoluçãoCultural
- LETRA “D”
D DALMÁTICA é uma veste litúrgica, comprida, estreita, com ou sem mangas, aberta dos lados, que cai dos ombros, e cobre o corpo por diante e por trás. E usada pelo Diácono e pelo Subdiácono, nas Missas cantadas e em outros atos litúrgicos. DECÁLOGO são os dez Mandamentos da Lei que Deus deu aos Israelitas, por intermédio de Moisés, depois de saírem do Egito e ao chegarem ao monte Sinai, 1500 anos antes do nascimento de Jesus Cristo. Os três primeiros Mandamentos pertencem à glória de Deus, os outros sete são para o bem do próximo. Todos os deveres do homem para com Deus, e para consigo mesmo, e para com o próximo estão implícitos nos dez Mandamentos, e todos os homens são obrigados a praticá-los, porque estão impressos no coração de todos como lei natural. DEÍSMO sistema filosófico que, em religião, admite somente a existência de Deus, e nega a Revelação divina, a possibilidade do milagre, a intervenção de Deus nos acontecimentos particulares da vida humana. DEÍSTAS são os que seguem o deísmo. Fazem consistir a sua Religião em crer em Deus. DEMISSÓRIAS Dá-se este nome à autorização do Bispo a um ordinando, seu súdito, para ser ordenado noutra Diocese. DEMÔNIO Dá-se o nome de demônios aos Anjos que pecaram e que Deus castigou com os tormentos do inferno, como ensina a Sagrada Escritura, dizendo: «Deus não perdoou aos anjos que pecaram, e precipitou-os no abismo do inferno, para serem atormentados» (Ep. II S. Ped. II, 4). O demônio é um espírito maligno, que pela mentira seduziu os nossos primeiros pais, levando Adão a cometer o pecado original, de que resultou a morte e todos os sofrimentos da humanidade. Rebelde a Deus e punido por Deus, tem ódio a Deus, e o seu empenho é levar os homens à revolta contra Deus, para serem punidos como ele. Os demônios não são maus por natureza, mas por vontade. Tentar para fazer o mal é próprio do demônio; o mundo e a carne são instrumentos seus para nos tentar (Ep. Efes. VI, 11, 12). Pode exercer uma ação imediata sobre o homem, não diretamente sobre a inteligência e sobre a vontade, e sim sobre a imaginação e sobre o apetite sensitivo; permitindo-o Deus também pode exercer a sua ação maligna sobre os objetos exteriores e sobre o nosso corpo, sendo causa de males físicos que sofremos (Ev. S. Mat. XVII, 14-17 e VIII, 28). Pode conhecer as coisas exteriores materiais, mas não pode saber o que se passa no íntimo da nossa alma, se não o manifestarmos por algum sinal exterior. Podemos vencer as tentações do demônio com o auxílio da graça divina, que obtemos por meio da oração, da penitência e da vigilância. O Apóstolo São Pedro deixou-nos esta advertência: «Sede sóbrios e vigiai, porque o demônio, vosso adversário, anda ao redor de vós como um leão que ruge, buscando a quem devorar; resisti-lhe, fortes na Fé, sabendo que os vossos irmãos que estão espalhados pelo mundo sofrem a mesma tribulação» (Ep. I S. Ped. V, 8, 9). DENÚNCIA é a manifestação feita à Autoridade, de um crime ou de um fato grave, prejudicial à moral ou à sociedade. Não se façam denúncias imprudentemente, mas não se omitam covardemente quando o exigir o interesse geral ou superior, porque em tais casos a denúncia é um dever. DESÂNIMO é um dos grandes tormentos da vida espiritual. Chega, por vezes, quando a alma tem ganhado alguma coisa no seu progresso, que, todavia, não se faz sentir. Como a uma virtude praticada ou, a um bom desejo, não corresponde sempre a graça sensível, a alma desanima porque não vê premiada a virtude. O desânimo não é razoável; é, antes, filho do orgulho, e como uma espécie de repreensão a Deus, por não dispor as coisas de outro modo. Quem quer progredir no caminho da vida espiritual não se deixa dominar pelo desânimo; não pára: caminha, animado pela confiança na bondade de Deus. DESEJOS O desejo é um movimento da alma para um bem ausente. Os nossos desejos são tendências naturais para o bem que não possuímos, e em cuja posse julgamos encontrar algum gozo. Há desejos que devemos repelir, há outros que devemos moderar, e outros a que devemos excitar-nos. a) Devemos repelir todos os desejos que tendem àquilo que é contrário à lei de Deus. b) Devemos moderar os desejos que, embora não sejam contrários à lei de Deus, podem ser-nos prejudiciais se não forem regulados pela prudência e pela humildade, como são os desejos inspirados pelas satisfações sensuais e os que têm por objeto os bens temporais, c) Devemos excitar-nos aos desejos que tendem à glória de Deus e ao bem das nossas almas, como ao bem das almas dos nossos semelhantes. [the_ad id=”398011″] DESESPERAÇÃO é a voluntária desconfiança de conseguir a felicidade eterna, ou os meios necessários para consegui-la. O pecado de desesperação, que é mortal, procede principalmente da luxúria e da preguiça. Da luxúria, porque pela afeição aos prazeres carnais o pecador se desgosta dos bens espirituais, e já não os espera por lhe parecer coisa muito difícil. Da preguiça, porque, sendo ela uma tristeza que abate e afrouxa o espírito, mostra-lhe a felicidade eterna como fora de toda a esperança. Aos que querem, na verdade, caminhar para o Céu e fazem por isso, Deus concede as graças necessárias para vencerem as dificuldades, e chegam ao fim desejado. DEUS A Sagrada Escritura ensina não só que Deus existe, mas também quem Deus é. O Apóstolo São Paulo diz que: «as perfeições invisíveis de Deus, depois da criação do mundo, consideradas pelas obras que foram feitas, passaram a ser visíveis, como a sua virtude sempiterna e a sua divindade » (Ep. Rom. I, 20). — O Santo Evangelho como os santos Apóstolos ensinam que: «Deus é Espírito Onipotente, Invisível, Imenso, Uno em natureza e Trino em Pessoas — Pai, Filho, Espírito Santo — , Remunerador sobrenatural, Infinito em todas as perfeições, a Quem devemos amar sobre todas as coisas, adorar, servir e glorificar. Deus é o Ente Supremo que existe por Si mesmo, Eterno, Criador e Governador de tudo o que existe. Devemos honrar a Deus: a) pela Fé, reconhecendo-O como único e verdadeiro Deus, nosso Senhor e Mestre infalível; b) pela esperança nas suas promessas, reconhecendo que é Fiel; c) pela caridade ou amor de todo o coração, reconhecendo que é infinitamente Bom; d) pela adoração, reconhecendo que é infinitamente Grande; e) pelo temor, reconhecendo que é inquebrantavelmente Justo. A sua vontade todos devemos obedecer, para O irmos ver face a face no Céu e aí gozarmos a eterna felicidade. DEVER é o conjunto das nossas obrigações para conosco, para com o próximo e para com Deus. O dever tem o seu fundamento na lei natural e na lei divina positiva, que nos determinam e nos impõem todas as nossas obrigações. Para cumprirmos o dever havemos de consagrar-lhe todas as nossas forças da alma e do corpo, sem que coisa alguma nos afaste dele. O dever primeiro que tudo; o dever é a Regra da nossa conduta. Nem o prazer, nem o dinheiro, nem as honras nos hão de afastar do cumprimento do dever. Mas cumpramos o dever não tanto para agradar aos homens, e sim porque é essa a vontade de Deus e para lhe sermos agradáveis. Há deveres que se apresentam difíceis de cumprir; perante as dificuldades sejamos corajosos, esforcemo-nos por vencê-las, peçamos auxílio a quem no-lo pode prestar, e recorramos a Deus com humildade, com fé e perseverança. O cumprimento do dever dá paz à consciência e alegria ao espírito; atrai a consideração dos bons e é recompensado por Deus. DEVERES DO CRISTÃO CONSIGO MESMO Para o homem viver como cristão há de cumprir deveres relativos à sua vida corporal, à sua vida intelectual, à sua vida moral e à sua vida sobrenatural. a) Relativamente à vida corporal, o cristão tem de aceitá-la como lhe é comunicada, sem murmurar se alguns defeitos físicos a acompanham; têm de dar ao corpo o alimento, o trabalho, o repouso e a higiene que lhe são necessários para conservação da vida e da saúde; na doença tem de tratar-se segundo os meios ordinários de que pode dispor, ou lhe sejam oferecidos, b) Relativamente à vida intelectual, o cristão deve esclarecer e aperfeiçoar a sua inteligência pelo conhecimento da verdade, tanto de ordem natural segundo a condição de cada um, como de ordem sobrenatural segundo os ensinamentos da Igreja Católica, c) Relativamente à vida moral, o cristão deve habituar-se à ordem, à disciplina, à prática do bem; deve combater e procurar vencer as inclinações más que sentir, deve seguir os bons exemplos e bons conselhos das pessoas justas, e deve evitar as más companhias e as más leituras, d) Relativamente à vida sobrenatural, o cristão deve formar um ideal de vida virtuosa, que procurará realizar fazendo só o que a sua consciência lhe disser que é bem; deve aperfeiçoar a sua vida moral pela oração, pelos vários exercícios do culto divino e pela frequência dos sacramentos da Confissão e da Comunhão; deve tomar como modelo da sua vida a vida de algum Santo, ou a do próprio Jesus Cristo. DEVERES DE ESTADO são as obrigações inerentes ao modo de vida que cada um tem. Primeiro que qualquer outro dever estão os deveres de estado, os quais obrigam em consciência; por isso faltar a eles é ofender a Deus. Os deveres de estado hão de ser cumpridos com a perfeição possível, embora sem gosto e com sacrifício. É zelo mal entendido ou vaidade pôr de parte algum dever de estado para satisfazer o gosto próprio ou de outrem, ainda que não seja coisa má, ainda que seja coisa boa. DEVERES FAMILIARES. No lar doméstico todos os membros da família devem propor-se estes fins: a) o bem-estar pelo trabalho, segundo as aptidões e as forças de cada um; b) a paz suportando-se mutuamente e perdoando-se; c) a alegria, dedicando-se mutuamente, sem olhar aos incômodos próprios; d) a vida virtuosa, orando uns pelos outros, edificando-se com os bons exemplos, amparando com bons conselhos, sendo fiéis à prática da lei de Deus e da Igreja; e) alívio mútuo dando os cuidados da caridade aos que os necessitam, particularmente aos velhos, aos doentes e às crianças. DEVOÇÃO consiste na prontidão da vontade em dedicar-se ao serviço de Deus. Não se deve confundir com a devoção uma certa doçura espiritual que por vezes dela resulta; aquela é da vontade, esta é da sensibilidade. A consideração das coisas que distraem do que é divino, impede a devoção; a consideração da Humanidade de Jesus Cristo excita grandemente a devoção. Abunda nas pessoas simples por causa da humildade; mas a ciência e qualquer perfeição conhecida em Deus aumenta a devoção. A devoção há de levar-nos a amar e servir a Deus de todo o nosso coração, com uma confiança firme na sua divina bondade. DEVOÇÕES Há uma grande variedade de devoções na vida cristã, mas nem todas podem ser facilmente praticadas por todos os cristãos, nem todas são igualmente recomendadas pela Igreja, nem convém que os cristãos embaracem as suas obrigações com as devoções. As principais são: a) ao Santíssimo Sacramento, devoção que se manifesta pela Comunhão frequente, pela visita ao Sacrário, pelo respeito na Igreja, por tomar parte nas procissões em sua honra; b) ao Sagrado Coração de Jesus. Os seus devotos fazem parte da Associação do Apostolado da Oração, comungam na primeira sexta-feira de cada mês, e fazem a devoção do mês de Junho; c) À Virgem Maria. Os seus devotos rezam o Terço do Rosário todos os dias, assistem à Missa nos dias das festas, fazem a devoção do mês de Maio e do mês de Outubro; d) Às almas do Purgatório, pelas quais se deve mandar celebrar a Santa Missa e fazer outros sufrágios, particularmente no mês de Novembro. e) A Via Sacra, devoção que consiste em fazer a visita de 14 Estações diante de 14 cruzes suspensas na parede de uma igreja, meditando na Paixão e morte de Jesus. DIACONATO é a Ordem Sacra concedida ao Subdiácono, a qual dá o poder de servir imediatamente ao celebrante na Missa, de pregar, e, em caso de necessidade, de administrar a Sagrada Comunhão. Para a ordenação de Diácono requere-se a idade de 22 anos completos, o IV ano teológico começado, 3 meses passados depois da ordenação de Subdiácono, salvo, quanto a este requesito, se a necessidade da Igreja outra coisa exigir (C. 975, 976, 978). DIACONISAS Dava-se este nome às mulheres, virgens ou viúvas, que nos primeiros tempos da Igreja eram destinadas para certos ofícios, que por causa do pudor não podiam ser desempenhados por homens. Assistiam ao Batismo das mulheres adultas, que era feito por imersão, e indicavam às mulheres os lugares que deviam ocupar na igreja para assistirem aos atos do culto. O ofício das diaconisas foi abolido quando o Batismo começou a fazer-se só na cabeça do batizando. DIAS SANTOS DE GUARDA são, além dos Domingos, os seguintes: Natal, Circuncisão (l de Janeiro), Epifania (6 de Janeiro), Ascensão, Corpus Christi, Imaculada Conceição (8 de Dezembro). Assunção (l5 de Agosto), São José (19 de Março), São Pedro (29 de Junho), Todos os Santos (1 de Novembro). Nestes dias os cristãos, a partir dos 7 anos, têm obrigação de ouvir Missa e de se abster de trabalhos servis e de atos forenses. Os trabalhos servis são proibidos nestes dias, não porque sejam maus, mas porque distraem do serviço de Deus e afastam do culto divino, que é o principal fim do preceito. Quando, porém, os fiéis tiverem necessidade, verdadeira e urgente, de trabalhar nesses dias, peçam a precisa licença ao seu Bispo ou ao seu Pároco, ainda que esse trabalho se destine a obras de caridade (C. 1245). DIFAMAÇÃO consiste em denegrir injustamente a fama do próximo. O difamador fica gravemente obrigado, por motivo de justiça, e mesmo com incômodo proporcionalmente grave, a restituir a fama e a satisfazer por todos os danos que a difamação causou. DEFINIÇÃO EX-CÁTEDRA é a declaração feita pelo Papa, como Chefe da Igreja, sobre doutrina de Fé ou de Moral, isto é, sobre verdades reveladas que devemos crer ou viver, declaração solene que obriga toda a Igreja. Em tal caso o Papa é infalível, não por inspiração divina ou por revelação, e sim por assistência divina, isto é, por auxílio divino que não permite que erre quando define doutrina da Revelação. DINHEIRO DE SÃO PEDRO é uma obra estabelecida pela Igreja, que consiste em fazer um peditório anual, em todas as igrejas e capelas públicas onde houver Missa. O peditório é feito no dia 6 de Janeiro, e o produto é destinado a auxiliar o Sumo Pontífice nas suas enormes despesas no governo da Igreja em todo o mundo. Os fiéis devera mostrar-se generosos para com o Vigário de Jesus Cristo, Pai espiritual de todos. [the_ad id=”398010″] DIOCESE é o território atribuído pela Santa Sé a cada Bispo, para o exercício do seu Poder Ordinário. A um grupo de certo número de Dioceses dá-se o nome de Província Eclesiástica, da qual é Superior o Bispo da cidade principal, com o nome de Metropolita e o título de Arcebispo, que quer dizer Chefe dos Bispos, seus sufragâneos. Cada Diocese é formada por várias Paróquias com o Clero respectivo, sob a obediência do próprio Bispo. DIRETOR ESPIRITUAL é um sacerdote por meio do qual Deus conduz as almas no caminho da perfeição. O modo ordinário porque as almas se hão de conduzir na vida espiritual é confiarem-se à direção de um Sacerdote. Diz São Vicente Ferrer: «quem tem Diretor e a ele se sujeita no pouco e no muito, chegará mais fácil e prontamente à perfeição do que governando-se por si mesmo, seja qual for o seu talento, e quaisquer que sejam os livros que possua sobre as virtudes e o modo de adquiri-las». DISCRIÇÃO é a qualidade que regula a sinceridade e a contém nos limites da prudência. Não se deve dizer tudo o que se sabe sem pensar na conveniência ou inconveniência de tudo dar a saber. Muitas coisas sabemos, sobretudo da vida alheia, que o respeito ou outros motivos exigem que calemos. DISPARIDADE DE CULTO é um impedimento dirimente do Matrimônio pelo fato de um dos nubentes não ser batizado e o outro ter sido batizado na Igreja Católica, ou por se ter convertido da heresia ou do cisma (C. 1070). DISPENSA é a permissão de obrar contra o Direito comum, ou é a sua relaxação por causa justa. Nunca se deve dispensar com prejuízo do bem comum. Não se pode dispensar contra o Direito natural comum. O Papa não pode dispensar nos preceitos divinos. Nem Deus pode dispensar nos preceitos do Decálogo. Quando se dispensa em alguma lei humana não se dispensa da obediência à lei, mas determina-se que aquilo que era lei não o seja em tal caso. Os que governam a multidão podem dispensar nas leis humanas quando falham em algum caso, ou em necessidade iminente, ou quando não convém a alguma pessoa. Na lei pública humana só pode dispensar aquele de quem a lei tem autoridade, ou aquele a quem a comunica. Das leis gerais da Igreja só o Papa pode dispensar, ou os Bispos, se o Papa lhes der esse poder, ou se for difícil o recurso à Santa Sé e houver perigo de grave dano na demora (C. 81). Os Bispos podem dispensar nas Diocesanas. Da lei eclesiástica não se deve dispensar sem causa justa e razoável (C. 84). DISPENSA MATRIMONIAL é a dispensa de algum impedimento eclesiástico para o Matrimônio, concedida por quem tem o direito de dispensar em algum caso particular. Só o Papa pode dispensar de todos os impedimentos de Direito eclesiástico (C. 1040). A dispensa, porém, não pode ser concedida sem que haja causa grave para a pedir. Os Bispos e mesmo os Párocos podem dispensar em casos especiais indicados no Código de Direito Canônico (C. 1043 e segs.). DIVÓRCIO é a separação dos cônjuges com a intenção de não tornarem a viver sob o mesmo teto. Pode ser: a) — pleno, e consiste na separação para passar a outras núpcias, o que nunca é lícito; b) — semi-pleno, e consiste na separação dos cônjuges sem intenção de romperem o vínculo conjugal, o que é lícito havendo causa. As causas são: adultério de um dos cônjuges; afastamento da verdadeira Religião para a apostasia ou heresia; grave dano para a alma ou para o corpo; mútuo consentimento. O Matrimônio válido e consumado não pode ser dissolvido por nenhuma Autoridade humana (C. 1118). Sobre a indissolubilidade do Matrimônio escreveu o Apóstolo São Paulo o seguinte: «Aqueles que estão unidos em Matrimônio mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido e, se se separa (por causa justa) que fique sem casar ou que se concilie com seu marido. E o marido, da mesma maneira, não deixe a sua mulher» (Ep. I Cor. VII, 10, 11). E Jesus Cristo já tinha condenado o divórcio com estas palavras: «Qualquer que repudiar a sua mulher e se casar com outra comete adultério contra a sua primeira mulher. E, se a mulher repudiar o seu marido e se casar com outro, comete adultério» (Ev. S. Mar. X, 11). É, pois, absolutamente proibido por lei divina que os casados, se tiverem de se separar por causa justa, façam novo casamento, enquanto ambos forem vivos. Não podem os fiéis aceitar o divórcio pleno embora seja admitido pelo Poder civil. DÍZIMO é a porção de bens materiais que os fiéis devem aos Párocos, para sua decente sustentação, e à Igreja para as despesas do culto e para a sua conservação. É uma obrigação imposta pelo V Mandamento da Igreja. DOGMA CATÓLICO é uma verdade divina que a Igreja propõe à nossa fé, e em que devemos crer, sob pena de cairmos em heresia. Os principais Dogmas da nossa Fé estão contidos no Símbolo dos Apóstolos ou Credo. Não pode ser considerado católico aquele que nega alguma das verdades ensinadas pela Igreja como dogma católico ou verdade divinamente revelada. DOMICÍLIO é o lugar onde alguém habita com intenção de longa permanência; não o perde pelo fato de ausência temporária. QUASE-DOMICÍLIO é o lugar onde alguém habita durante a maior parte do ano, com intenção de regressar ao seu domicílio. Pode, pois, alguém ter domicílio numa paróquia e quase domicílio noutra. A esposa não legitimamente separada retém o domicílio de seu marido, e os filhos menores, embora ausentes da casa paterna, têm o seu domicílio onde os pais habitam (C. 92, 93). DOMINGO é chamado entre os cristãos o dia do Senhor. Por preceito divino os Judeus santificavam um dia na semana, que era o Sábado. Não trabalhavam e reuniam-se nas Sinagogas para orar e ouvir a palavra de Deus. Os cristãos, em memória da Ressurreição de Jesus Cristo, substituíram o dia de Sábado pelo dia de Domingo, cumprindo nesse dia a lei divina da santificação de um dia na semana. É, pois, lei dos cristãos absterem-se de trabalhos servis e ouvirem Missa todos os Domingos do ano. Entende-se por trabalhos servis aqueles em que o corpo tem maior parte que o espírito, e que tendem ordinariamente para benefício do corpo, como são o cultivar a terra, qualquer trabalho dos trabalhadores e dos operários e outros semelhantes. Da santificação do domingo resultam grandes benefícios para a família, para a sociedade, como para o indivíduo; grandes benefícios de ordem material, moral e religiosa. DONS DO ESPÍRITO SANTO são hábitos sobrenaturais que dispõem as faculdades a obedecer prontamente à moção do divino Espírito Santo. Posto que as virtudes movam aos atos bons, os Dons são necessários para a prática dos atos mais perfeitos e para atos heróicos. Nisso se distinguem as virtudes dos Dons do Espírito Santo. São sete: I – Sapiência — move-nos a julgar retamente das coisas divinas e a dedicarmo-nos a elas. II – Entendimento — faz-nos penetrar as verdades da Fé. III – Conselho — dirige-nos em todas as circunstâncias particulares da vida. IV – Fortaleza — aperfeiçoa a vontade, quanto aos nossos deveres em ocasião de perigo. V – Ciência — faz-nos julgar acertadamente das coisas humanas. VI – Piedade — aperfeiçoa a vontade, quanto aos deveres relativos ao próximo e a Deus. VII – Temor de Deus — aperfeiçoa a vontade, quando é necessário resistir ao atrativo dos prazeres proibidos. [the_ad id=”398011″] DOTES DOS CORPOS GLORIOSOS são disposições próprias dos corpos ressuscitados que fazem com que o corpo se sujeite perfeitamente à sua alma. São quatro: I – Claridade — O vidro é feito de areia. A areia não brilha; feita vidro e recebendo a luz do sol, brilha, reflete o mesmo. Assim o nosso corpo ressuscitado quando receber a glória que a alma goza. II – Sutileza — O nosso pensamento penetra, entra por toda a parte e o nosso corpo agora fica onde está. Quando ressuscitar segue a alma, vai a toda a parte como agora o nosso pensamento. III – Agilidade — Como o vento leva uma palha, assim a alma levará o corpo onde ela quiser e em tempo imperceptível. IV – Impassibilidade — O corpo ressuscitado para o céu não sofrerá, não morrerá; gozará a vida eternamente feliz da alma junto de Deus. DOUTORES DA IGREJA Dá-se este nome aos escritores eclesiásticos que se distinguiram dos outros pela excelência da doutrina que ensinaram. São quatro na Igreja Ocidental ou Latina: Santo Ambrósio, São Jerônimo, Santo Agostinho, São Gregório Magno. São quatro na Igreja Oriental ou Grega: Santo Atanásio, São Basílio, São Gregório Nazianzeno, São João Crisóstomo. Além destes, que são maiores, há outros Doutores da Igreja, que são mais recentes: Santo Tomás de Aquino, São Boaventura, etc. A sua doutrina, nas coisas divinas, goza grande autoridade na Igreja, pela ciência que possuem e pelo zelo da verdade. DOUTRINA CRISTÃ é a doutrina de Jesus Cristo, que os Apóstolos pregaram e que a Igreja Católica ensina. Consta de verdades que os cristãos devem crer, de Mandamentos que devem cumprir, de Sacramentos que precisam de receber, de promessas cuja realização hão de pedir. Tem por fim preparar os homens para viverem virtuosamente, para glorificarem a Deus devidamente, para conseguirem a felicidade eterna após a morte. É dever grave dos pais ensinar a doutrina Cristã aos seus filhos o dar-lhes exemplo de que a praticam. DUELO é a luta entre duas ou mais pessoas, feita por pacto privado quanto ao tempo e lugar de combate, com armas aptas para matar ou ferir gravemente. O duelo é condenado pela lei da Igreja, que impõe a pena de excomunhão aos que se batem em duelo, ou simplesmente a ele provocam ou aceitam, assim como aos seus cúmplices, e aos que auxiliam ou favorecem os duelistas, aos que de propósito deliberado assistem ao duelo, aos que o permitem ou não o impedem, se podem. A igreja impõe a nota de infames aos duelistas e aos chamados padrinhos do duelo (C. 2351), e recusa sepultura eclesiástica aos que morrem em duelo ou de ferimento nele recebido, a não ser que tenham dado sinais de arrependimento (C. 1240). DULIA — Ver a palavra CULTO. #DICIONÁRIO #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICAD #LETRAd #DOUTRINACATÓLICA #D
- COMUNISMO E DEMOCRACIA LIBERAL: IDEOLOGIAS PARALELAS
Professor de Filosofia, ex-Ministro da Educação, o polonês Ryszard legutko é deputado europeu e presidente do grupo de conservadores e reformistas europeus. Seu livro O Diabo na Democracia, Tentações Totalitárias no Coração das Sociedades Livres , obteve grande sucesso e foi traduzido para várias línguas. O autor, que viveu parte de sua vida na Polônia comunista, ficou espantado, após a queda do Muro de Berlim e o colapso da URSS, ao ver os ex-comunistas se adaptarem muito melhor do que os antigos dissidentes soviéticos à democracia liberal e ao mundo dos negócios. Ele procurou compreender as razões dessa surpreendente compatibilidade. Ao estudar em detalhes as recentes transformações da democracia liberal, ele descobriu que ela de fato compartilha muitos traços perturbadores com o comunismo: o culto do “progresso”, o “sentido da história”, o desejo de transformar a sociedade lutando contra os adversários “da emancipação e da igualdade”, a submissão do sufrágio popular a órgãos não eleitos e a incapacidade de tolerar qualquer opinião contrária… A conexão que ele faz entre a ideologia marxista e a ideologia liberal surpreenderá apenas aqueles que ignoram que esses dois sistemas provêm da mesma modernidade: modernidade que recusa, por princípio, a transcendência e coloca sua esperança no materialismo. No prefácio do livro, John O’Sullivan, editor da National Review , aponta as semelhanças entre o comunismo e a democracia liberal: “Ambos os sistemas surgiram sob os moldes da utopia e aspiram a chegar a um ‘fim da história’, que levaria suas construções inevitavelmente a um estado de paralisia permanente. Ambos os regimes adotam uma abordagem historicista e insistem que a história inevitavelmente se move em sua direção. Ambos, portanto, exigem que as instituições sociais em seu conjunto — a família, as igrejas, os agentes privados — se adequem às regras de seu funcionamento interno. E quando a realidade diverge das expectativas, ambos usam a engenharia social para conduzir a transformação a seu bom termo.” É o próprio autor quem enfatiza: “O comunismo e a democracia liberal, portanto, compreendem a si mesmos como exclusivos, sem alternativas. A menor mudança não significaria uma deterioração menor, mas um desastre. O comunista diria: se o comunismo for rejeitado ou obstruído, a sociedade continuará a ser submetida à exploração de classe, ao capitalismo, ao imperialismo e ao fascismo. Os democratas liberais diriam: se a democracia liberal não for aceita, a sociedade sucumbirá ao autoritarismo, ao fascismo e à teocracia. Em ambos os casos, a busca por uma solução alternativa é, na melhor das hipóteses, privada de sentido e nem merece ser considerada; e, na pior das hipóteses, um jogo profundamente irresponsável e imprudente.” Do ponto de vista da História, parece que a cumplicidade entre o sistema liberal e o comunismo é inequívoca: “No século XX, os liberais flertaram com o socialismo por muito tempo, inclusive em sua versão soviética, sem dúvida devido a aspectos comuns. Mesmo os mais liberais dos liberais eram muito compreensivos em relação à URSS e ao comunismo soviético, às vezes até defendendo a ideia do desarmamento unilateral do Ocidente — como faziam os libertarianos — em nome da liberdade. Da mesma forma, os liberais demonstraram uma certa tibieza contra o terrorismo e as ditaduras de esquerda no Terceiro Mundo, enquanto muitos deles denunciavam abertamente as atividades anticomunistas de certos grupos dentro dos países do bloco soviético.” Communisme et démocratie libérale : des idéologies parallèles
- LETRA “C”
CABIDO é uma corporação de Cônegos nomeados pelo Bispo e instituída pela Santa Sé, com o fim de dar maior solenidade ao culto divino na Igreja, de o auxiliar no governo da Diocese, e de tomar conta do regime diocesano quando estiver vaga a Diocese (C. 381). Ao Cabido deve o Bispo pedir conselho em casos a que a isso é obrigado pelo direito, e quando tiver de tratar dos negócios mais difíceis do governo diocesano (C. 1532) CÁLICE é uma espécie de copo de pé alto, no qual se deita o vinho que há de ser consagrado na Missa. Deve ser de ouro, ou de prata com o copo dourado no interior. Antes de ser usado na Missa tem de ser sagrado pelo Bispo. CALÚNIA é o pecado daquele que maliciosamente atribui ao próximo um defeito ou uma culpa de que está inocente. A calúnia pode ser levantada: ou atribuindo a alguém um defeito que não tem, ou um crime que não praticou, ou exagerando defeitos, ou negando boas qualidades ou boas ações. A calúnia é sempre proibida, é sempre um pecado. CANÔNICOS (LIVROS) São os livros que constituem a Sagrada Escritura ou a Bíblia. Uns eram chamados Protocanônicos, sobre a autenticidade dos quais nunca houve dúvidas; outros Deuterocanônicos, porque havia dúvidas sobre a sua autenticidade. O Concílio de Trento pôs termo a essa distinção, definindo quais os livros autênticos, isto é, quais os livros que deviam ser considerados como divinamente inspirados, tanto do Antigo como do Novo Testamento. Os livros canônicos do Antigo Testamento são de quatro classes. Da primeira classe são os livros legais ou da Lei: o Gênesis, o Êxodo, o Levítico, Números, Deuteronômio. Da segunda classe são os livros históricos: Josué, Juízes, Ruth, quatro dos Reis, dois dos Paralipômenos, dois de Esdras, de Tobias, de Judite, de Ester, de Jó, e dois dos Macabeus. Da terceira classe são os livros morais ou de Moral: 150 Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico. Da quarta classe são os livros proféticos, que compreendem os quatro Profetas Maiores: Isaías, Jeremias (a que anda junto o de Baruc), Ezequiel, Daniel; e os 12 Profetas Menores: Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Abacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. Os livros canônicos do Novo Testamento são: o Santo Evangelho escrito pelos quatro Evangelistas: São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João. Os Atos dos Apóstolos, escritos por São Lucas, 14 Epístolas de São Paulo, l de São Tiago, 2 de São Pedro, 3 de São João, 1 de São Judas e o Apocalipse de São João, que é o último Livro da Sagrada Escritura ou da Bíblia. CANONIZAÇÃO DOS SANTOS é a declaração solene, feita pela Igreja de que tal fiel que entrou na eternidade, é Santo. A Igreja é infalível quando faz essa declaração. No princípio da Igreja consistia a Canonização em pôr o nome do fiel defunto no Catálogo dos Santos, ou em levantar uma igreja ou oratório com altar para nele se dizer Missa sob a sua invocação. As solenidades da Canonização tais como hoje se praticam foram instituídas pouco a pouco. Hoje, para que um Servo de Deus seja canonizado, é necessário que depois de beatificado e de receber culto público, se mostre que por sua intercessão foram feitos dois ou três milagres. (C. 2138). CÂNTICO DOS CÂNTICOS é um livro da Sagrada Escritura. É um cântico sublime, um diálogo entre o esposo e a esposa, que são representados, umas vezes como um rei e uma rainha, outras como um pastor e uma pastora, e outras como um hortelão e uma hortelã. Este Livro em todas as suas partes é misterioso, e representa, segundo a interpretação dos Santos Padres, o amor incompreensível de Jesus Cristo para com a sua Igreja e o amor recíproco da Igreja para com Jesus Cristo. CANTO LITÚRGICO é o canto usado nos atos do culto, realizados na igreja. É o canto Gregoriano, assim chamado porque foi o Papa São Gregório Magno (séc. VI) que coordenou as melhores composições musicais e oficializou o canto. É muito para desejar que os fiéis na igreja cantem alternadamente com os Sacerdotes, mas não podem admitir-se nas funções sagradas coros musicais formados por homens e mulheres. Não convém que um grupo de homens cante sendo acompanhado ao órgão por uma mulher, nem que um grupo de mulheres cante sendo acompanhado ao órgão por um homem (C. P.). Nas procissões com o Santíssimo é proibido ao Clero cantar em língua vulgar, alternadamente com hinos litúrgicos. Fora da igreja o povo pode cantar cânticos em língua vulgar, mas não trechos litúrgicos, contanto que esses cânticos sejam aprovados pelo Bispo, e a sua execução seja dirigida pelo Clero. CAPELA é um lugar destinado ao culto divino, mas não com o fim principal de servir para que todos os fiéis pratiquem aí publicamente a religião. A Capela pode ser Pública, Semi-Pública, e Privada ou Doméstica. A Capela Pública é estabelecida principalmente para uso de uma corporação ou de pessoas particulares, contanto que ao menos durante os Ofícios divinos todos os fiéis tenham o direito de aí assistir (C. 1188). A Capela não deixa de ser pública pelo fato de pertencer em propriedade a um particular. Não pode ser construída ou reparada com modificações de forma, sem licença do Bispo, dada por escrito. Em regra não se poderá edificar uma Capela a menos de 3 quilômetros de distância de outra igreja ou capela pública. Na capela pública podem celebrar-se todas as funções não paroquiais, salvas as prescrições contrárias das rubricas (C. 1191). As Capelas Públicas são regidas pelas mesmas disposições das igrejas (C. 1191). A Capela Semi-Pública é a estabelecida para o serviço de alguma Comunidade ou porção de fiéis que se reúnem nesse lugar, onde a entrada não é de livre acesso para outros (C. 1188). Para a ereção duma capela Semi-Pública é necessária licença do Bispo, e não pode voltar para usos profanos sem sua licença (C. 1192). Nestas capelas podem celebrar-se todos os Ofícios divinos ou funções eclesiásticas, a não ser que obstem as rubricas, ou alguma exceção feita pelo Bispo (C. 1193). Posto que estas capelas não tenham bênção própria e apenas possam ter a de lugar ou casa nova, contudo devem ser reservadas exclusivamente ao culto divino, e livres de todos os usos domésticos (C. 1196). Capela doméstica é a que se erige em casa particular para comodidade duma família ou duma pessoa (C. 1188). Somente pode estabelecer-se por um Breve da Santa-Sé, e antes de se permitir a celebração da Missa é necessário a visita e aprovação do Bispo (C. 1195). Nestas capelas não se pode celebrar diariamente mais de uma Missa, e esta mesmo será rezada. Nos dias mais solenes nem mesmo se permite uma Missa rezada, mas tomando-se a Bula ou Indulto de Oratório obtém-se alguns privilégios. Não se pode fazer aí outras funções eclesiásticas, nem se pode ter confessionário. Não é lícito celebrar Missa sem estar presente o indultário, isto é, a pessoa a quem o Breve é dirigido. O Indulto termina com a morte do indultário, não passando para os seus herdeiros a não ser que os seus nomes estejam escritos no Breve. — Só cumprem o preceito da Missa em capela Doméstica as pessoas cujos nomes estão mencionados no Breve que permite a capela. Não podem ser benzidas à maneira das igrejas; podem, apenas, ter a bênção de lugar ou casa nova. CAPELANIA é o encargo do Capelão; e também se dá o nome de Capelania à Capela a que está ligado um Sacerdote como Capelão. CAPELÃO é o Sacerdote que tem o encargo de celebrar Missa em determinada igreja e a determinada hora. Os Sacerdotes não devem aceitar capelanias sem acordo com o Bispo, ou seja em capelas domésticas ou em capelas públicas, semi-públicas ou em igrejas (C. P). A não ser que haja privilégio Apostólico, a nomeação de Capelão nas Associações Pias e nas Associações Religiosas eretas fora das igrejas próprias, pertence ao Bispo (C. 698). Nas Associações isentas dos Religiosos em igrejas próprias, se o Capelão pertence ao Clero secular requere-se apenas o consentimento do Bispo (C. 698). Os Capelães militares estão sujeitos a ordenações especiais, prescritas pela Santa Sé (C. 451). CARÁTER é o complexo de propensões nativas, com alguma estabilidade adquirida pela educação ou pelo esforço próprio Devem os educadores empregar os maiores cuidados em auxiliar os jovens na formação do caráter, quer cultivando o que tiverem de bom, quer corrigindo o que tiverem de mau nas suas nativas propensões. CARÁTER SACRAMENTAL é um sinal espiritual, indelével, que os sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Ordem, imprimem na alma, tornando o homem batizado, membro de Jesus Cristo; o confirmado, soldado de Jesus Cristo; e o ordenado, associado ao sacerdócio de Jesus Cristo, seu ministro, com a faculdade de ministrar aos outros as coisas sagradas. Os sacramentos que imprimem caráter só podem ser recebidos uma vez, e o caráter é perpétuo; não se perde pelo pecado como se perde a graça de Deus. CARDEAL é o Sacerdote livremente eleito pelo Romano Pontífice para fazer parte do seu Senado, e lhe assistir como principal conselheiro e auxiliar no governo da Igreja. Os Cardeais formam o Sacro Colégio com três Ordens: Episcopal, que tem seis Cardeais, Presbiteral, que tem cinquenta Cardeais e Diaconal com catorze Cardeais. O Senado do Romano Pontífice ou Sacro Colégio consta, pois, de setenta Cardeais, os quais têm também o direito de eleger o Sumo Pontífice, e gozam dos privilégios estabelecidos no Código de Direito Canônico (C. 230 e segs.). CARIDADE A doutrina da Caridade, ensinada por Jesus Cristo e pelos seus Apóstolos, pode ser resumida no seguinte: a) Deus é Caridade ou Amor, e o amor de Deus por nós é tal que o seu Filho divino fez-se homem e morreu para nos podermos salvar do inferno e gozar a felicidade do Céu. Ev. S. Jo. III, 16, 17. — 1 Ep. S. Jo. IV, 8, 9. b) Deus concede-nos o seu amor para O amarmos mais que tudo o que há no mundo, mais do que a nós mesmo. Ev. S. Marc. XII, 30. — Ep. Rom. V, 5. c) Devemos também amar o nosso próximo como a nós mesmos. Ev. S. Jo. XIII. 34, 35. — Ev. S. Mat. XXII, 39. d) Devemos tratar a todos, ainda que inimigos, como desejamos que todos nos tratem. — Ev. S. Luc. XIV, 12. — Ep. Rom. XII, 20. e) Devemos, nas nossas generosidades, preferir os pobres aos ricos. Ev. S. Luc. XIV, 12, 14. f) Devemos manifestar a nossa caridade por obras, e não somente por palavras. Ev. S. Mat. VII, 21 — Ev. S. Jo XIV, 15. g) A Caridade, como virtude sobrenatural que é, não pode existir em quem está em pecado mortal, mas existe com o pecado venial. CASAMENTO Ver a palavra MATRIMÔNIO CASOS RESERVADOS são certos pecados gravíssimos, cuia absolvição o Papa ou o Bispo reservam para si, proibindo aos simples Sacerdotes a absolvição deles. O fim que a Igreja tem em vista com esta reserva é reprimir tais pecados, por causa da dificuldade em obter a absolvição. CASTIÇAIS são utensílios com orifício na parte superior, onde se seguram velas de iluminação. Deve haver seis castiçais no altar-mor e seis no altar do Santíssimo, e devem estar aos lados da cruz. — Sobre a banqueta não podem estar na mesma linha castiçais com velas acesas em número superior ao indicado nas rubricas. Não devem exceder em altura o pé da cruz que lhes fica no meio. CASTIDADE é a virtude moral que modera ou exclui o apetite da deleitação venérea, segundo o estado de cada um. Exclui a deleitação sensual nos solteiros e nos viúvos; modera-se nos casados, aos quais não é lícito fazer uso do matrimônio de maneira que impeçam a geração. A castidade é virtude que dispõe o homem para a perfeição das operações intelectuais. Acerca da castidade escreve o Apóstolo São Paulo: «Não reine o pecado no vosso corpo mortal de maneira que obedeçais às suas concupiscências, nem tão pouco entregueis os vossos membros ao pecado como instrumento de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus como ressuscitados dos mortos, e os vossos membros a Deus como instrumentos de justiça (ou de virtude). Caminhemos como dia, honestamente, não com glutonarias e em embriaguez, não em desonestidade e dissoluções, mas revesti-vos de Jesus Cristo, e não procureis satisfazer a carne em suas concupiscências». Ep. Rom. VI. 12;XIII, 13. E escreve ainda o mesmo Apóstolo: «Andai segundo o espírito e não satisfareis os desejos da carne. As obras da carne são manifestas, e os que tais coisas cometem não possuirão o reino de Deus». (Ep. Gal. V, 16, 19). Devemos considerar o nosso corpo como instrumento da nossa alma para praticarmos ações boas, atos de virtude que agradem e dêem glória a Deus. Devemos: recusar aos sentidos tudo o que possa despertar algum prazer sensual; fugir das ocasiões de tentação; resistir prontamente aos movimentos desordenados da carne; praticar a mortificação; tratar com honra o nosso corpo e o corpo dos nossos semelhantes; fazer oração assídua pedindo as graças precisas para guardar a virtude da castidade; recorrer aos sacramentos da confissão e da comunhão com alguma frequência; suplicar o auxílio da Virgem Maria, nossa Mãe do Céu. As causas exteriores que provocam ao pecado contra a castidade são: a ociosidade, as más leituras, as más companhias, as modas imodestas, os espetáculos, os bailes, as assembléias mundanas. «Saiba cada um de vós possuir o seu corpo em santificação e honra», diz o Apóstolo São Paulo (Ep. II Tessal. IV, 4). CASULA é a veste que o Sacerdote enfia pela cabeça, caindo pela frente e por detrás até quase aos pés, para celebrar o sacrifício da Missa. É o último ornamento que veste. É sinal da caridade que deve revestir inteiramente o Sacerdote, da caridade que nos faz compadecer das misérias alheias, cobrindo-as com um manto de misericórdia que as oculte aos olhos dos homens, como a casula oculta todos os outros ornamentos. Antes de ser usada deve ser benzida. CATACUMBAS Dá se este nome aos antigos cemitérios subterrâneos, onde os cristãos sepultavam os seus mortos. Durante as perseguições que os cristãos sofreram nos três primeiros séculos, também as catacumbas serviam de lugar de refúgio para aí se reunirem e celebrarem os atos do culto divino. As mais célebres são as catacumbas romanas, que ainda existem no campo dos arredores de Roma. CATECISMO é o livro que contém um resumo das verdades e preceitos divinos que os fiéis devem conhecer para praticar. O catecismo é o livro elementar da doutrina cristã, que nenhum cristão deve ignorar, livro que todos devem possuir e reler com frequência. CATECÚMENOS são as pessoas adultas que se preparam com a instrução religiosa para receberem o sacramento do Batismo. CATEDRAL OU SÉ EPISCOPAL é a igreja em que o Bispo tem a sua Cátedra ou Sede. CATEQUESE é a educação religiosa dada às crianças pelo ensino do Catecismo, de sorte que os faça bons cristãos, bons filhos de Deus e herdeiros do Céu. É obrigação gravíssima do Clero, particularmente dos Párocos, fazer a catequese, mas tal obrigação pesa igualmente sobre os pais e sobre aqueles que fazem as suas vezes, como são os amos e os padrinhos. Não o podendo fazer por si mesmos, devem mandá-los à igreja para aí aprenderem, ou pedir a pessoa competente que as catequize. A catequese é uma obra tão necessária que a Igreja manda aos Párocos que, não podendo, por motivo de algum impedimento, dar instrução religiosa às crianças, se façam substituir por alguns leigos piedosos (C. 1333). CELIBATO é o estado das pessoas que renunciam ao sacramento do Matrimônio. Uns renunciam ao Matrimônio para entrarem no Sacerdócio; outros para abraçarem a vida, religiosa; outros para dedicarem a sua vida ao exercício da piedade e da caridade; outros por motivo de incapacidade para os deveres matrimoniais, como é a doença do corpo ou do espírito; outros por motivo de egoísmo, para gozaram plena liberdade de afeições, mesmo criminosas. O celibato eclesiástico, religioso e piedoso é de vocação divina. O celibato de incapacidade é de defeito natural. O celibato de egoísmo é de defeito moral. CELIBATO ECLESIÁSTICO é a abstenção do sacramento do Matrimônio imposta pela Igreja aos clérigos de Ordens maiores (desde o Subdiaconato inclusive), os quais são obrigados a guardar perpétua castidade (C. 132), ainda que voltem ao estado laical (C. 213), a não ser que tivessem sido coagidos à Ordenação por medo e, passado o medo, não queiram aceitar o estado eclesiástico (C. 214). O celibato eclesiástico só foi imposto por lei positiva a partir do século IV. CEMITÉRIO é o dormitório onde os mortos esperam o dia da ressurreição universal. É direito da Igreja Católica possuir cemitérios próprios (C. 1206). Cada paróquia deve ter o seu cemitério, a não ser que pelo Bispo do lugar seja designado um para várias paróquias. Os religiosos isentos podem ter cemitério próprio, distinto do cemitério comum. O Bispo do lugar pode permitir a outras pessoas morais ou famílias particulares que tenham sepultura privada fora do cemitério comum, benzida à maneira de cemitério. (C. 1208). O cemitério deve ser convenientemente fechado por todos os lados e cautelosamente guardado (C. 1210). O cemitério para a sepultura dos fiéis deve ser benzido com bênção litúrgica, dada pelo Bispo ou com sua autorização. Além do cemitério benzido deve haver, sendo possível, um lugar vedado e guardado, em que se enterrem os cadáveres a que se não possa dar sepultura eclesiástica (C. 1212). Não havendo esse lugar vedado, haja ao menos e para o mesmo fim uma parte do cemitério comum não benzido. Convém que no cemitério haja uma Capela decente com o competente altar para aí se poder celebrar a Santa Missa. Os membros amputados dos fiéis devem ser sepultados em lugar sagrado. Os Bispos dos lugares, os Párocos e os Superiores respectivos procurem evitar que nos cemitérios os epitáfios, elogios fúnebres, e os ornatos dos sepulcros contenham qualquer coisa que seja destoante da Religião católica e da piedade (C. 1211) — Os sepulcros dos Sacerdotes e doutros Clérigos devem ser separados dos sepulcros dos leigos, e colocados em lugar mais nobre, se isso for possível; além disso os sepulcros dos Sacerdotes sejam distintos dos outros Clérigos, quando isso possa fazer-se comodamente (C. 1209). Os corpos das crianças que não completarem sete anos devem ter lugar e sepultura separados dos outros, se isso for fácil (C. 1209). Exortem-se os fiéis a colocar nas sepulturas algum piedoso sinal, especialmente a cruz, para significar que os ali sepultados viveram e morreram em Nosso Senhor (C. P.). Deve aconselhar-se os fiéis a que ao passarem diante de algum cemitério se descubram e sufraguem com as suas orações as almas das pessoas ali sepultadas. CENSURA ECLESIÁSTICA é uma pena espiritual e medicinal imposta “pela autoridade da Igreja ao cristão delinquente e contumaz, privando-o de alguns bens espirituais (C. 2241 e segs.). Há várias espécies de censura: Excomunhão, pela qual o cristão é separado da comunidade dos fiéis; — Suspensão, pela qual é proibido ao Clérigo algum exercício do ministério eclesiástico; — Interdite, pelo qual são proibidos em certos lugares os Ofícios divinos, e a certas pessoas alguns sacramentos e a sepultura eclesiástica. A Censura pode ser: determinada, se está estabelecida na lei ou no preceito; indeterminada, se a pena depende do prudente arbítrio do Superior; latae sententiae, se é de tal maneira determinada que, cometido o delito, ipso fato nela se incorre; ferendae sententiae, se deve ser infligida por sentença do juiz; a jure, se a pena determinada é estatuída na mesma lei, quer seja latae sententiae quer ferendae sententiae; ab homine, só é dada por sentença judicial condenatória, embora seja estatuída na lei; reservada e não reservada. A pena entende-se sempre ferendae sententiae a não ser que expressamente se diga que é latae sententiae, ou ipso fato, ou ipso jure (C. 2217 e segs. 2245 e segs.) CATOLICIDADE é um dos quatro caracteres da Igreja, e exprime a sua universalidade. A Igreja é universal quanto aos seus adeptos, os quais habitam em todas as nações conhecidas e em obediência ao mesmo Chefe, que é o Papa. É universal quanto à doutrina, porque em toda a parte ensina a mesma doutrina e condena os mesmos erros. É universal quanto à sucessão, porque abraça todos os tempos desde os Apóstolos, isto é, começou com os Apóstolos, e desde então não se pode dizer que a Igreja Católica tenha principiado em algum lugar da terra, como se diz de cada seita religiosa aparecida em tal ou tal tempo. CATÓLICO é o cristão que vive em união de doutrina e de disciplina com a Igreja Católica. CATÓLICOS LIBERAIS são aqueles que tentam conciliar as suas crenças com as liberdades chamadas modernas. Este movimento começou em 1830, sobretudo em França. A Igreja condenou alguns exageros que logicamente conduziam a graves erros, como por exemplo a «liberdade de opinião plena e sem limites», a liberdade absoluta de consciência procedente dum certo indiferentismo que afirma que todas as religiões são igualmente boas, etc. Ora em princípio não se pode dar o mesmo tratamento e a mesma liberdade ao erro e à verdade, ao bem e ao mal, e se afirmamos que a Igreja Católica é divina estamos certos que as outras são falsas. De fato pode haver tolerância para evitar maiores males e por respeito pela boa fé dos que estão no erro. No ponto de vista político os católicos liberais inspiravam-se nos princípios da Revolução Francesa. CERIMÔNIAS RELIGIOSAS são certas ações e atitudes usadas no culto religioso, que têm por fim exprimir exteriormente os sentimentos interiores que temos para com Deus. A Igreja instituiu certas cerimônias para a administração dos sacramentos, para a celebração da Missa, e para outros atos do culto, com o fim de lhes dar maior solenidade. As cerimônias, além de serem a expressão da nossa adoração em alma e corpo, recordam as verdades divinas, excitam em nós e nos outros a atenção e a devoção. As cerimônias litúrgicas são obrigatórias, e não podem ser alteradas ou suprimidas senão pelo Sumo Pontífice. CÉU é o estado e lugar de suprema felicidade, no qual os Anjos e os homens justos gozam por toda a eternidade a visão de Deus, face a face. É tal a felicidade que se goza no Céu, que o Apóstolo São Paulo escreve: «Nem o olho viu, nem o ouvido ouviu, nem jamais subiu ao coração do homem o que Deus preparou para aqueles que O amam» (Ep. I Cor. II, 9). Isto bastaria para desejarmos o Céu, ainda à custa de todos os sacrifícios, porque todos eles são passageiros e o gozo do Céu é eterno. O Céu é a recompensa das virtudes praticadas neste mundo, o prêmio de todas as humilhações sofridas por amor de Jesus Cristo, como diz o Apóstolo São Paulo: «Eu tenho para mim que as penalidades da vida presente não têm proporção alguma com a glória vindoura, que se manifestará em nós» (Ep. Rom. VIII, 18). Esta glória vindoura no Céu é para a alma e para o corpo: «O corpo semeado na corrupção ressuscitará na incorrupção, semeado em vileza ressuscitará em glória» (Ep. I Cor. XV, 42). Pela alma «veremos Deus como Ele é» (Ep. I S. Jo. III, 2), e a essa visão perfeita correspondera um amor total que nos transformará de tal sorte que «seremos semelhantes a Deus» (Idem). Diz-se que o Céu é não só estado de gozo perfeito mas também lugar, porque, embora as almas não ocupem um lugar à maneira dos corpos, é certo que separadas do nosso corpo estão em alguma parte, visto que são imortais; e, como os nossos corpos ressuscitarão e viveremos eternamente em alma e corpo, certo é que em algum lugar viveremos, como em algum lugar estão os Anjos e os Santos. Onde seja o Céu não sabemos porque Deus não o revelou. Indicamos o Céu como sendo acima do que os nossos olhos descobrem, e essa indicação é fundada na Sagrada Escritura, dizendo que Jesus Cristo subiu ao Céu. Não custa a crer que acima de todos os astros exista um espaço de grandeza imensa para habitação dos eleitos de Deus. CIBÓRIO OU PÍXIDE é um vaso largo com pé, de ouro ou de prata ou outros metais, mas o interior é sempre dourado, para conter as hóstias consagradas, que se guardam no sacrário para dar a Comunhão fora da Missa e para Jesus sacramentado estar entre os cristãos. Deve ser benzido com a bênção litúrgica. Cobre-se com um véu branco quando contém o Santíssimo. CIDADÃOS estão ligados àqueles que constituem o poder civil por vários deveres: a) O dever de respeito (ainda que eles não sejam sábios nem virtuosos), porque estão investidos de uma autoridade que lhes vem de Deus, de quem são ministros, como afirma o Apóstolo São Paulo, dizendo que «o Soberano é ministro de Deus para o bem» (Ep. Rom. XIII, 4). b) O dever de obediência às leis que não forem manifestamente injustas, porque o Apóstolo manda que «todo o homem seja submisso ao Poder, porque todo o Poder vem de Deus»; e porque nenhuma sociedade pode subsistir sem a guarda fiel das leis que a dirigem. c) Devem pagar os impostos justos que as leis lhes exigem, como manda o mesmo Apóstolo: «pagai o tributo a quem ele é devido». (Os impostos ou tributos pagos revertem em benefício dos cidadãos, assegurando a paz e o progresso da Pátria). d) Devem usar do direito de voto nas eleições políticas, cooperando para a eleição dos homens mais idôneos para o governo da Nação. CÍNGULO é um cordão de linho, ou de cânhamo, que aperta a alva na cintura do Sacerdote quando se paramenta para algum ato litúrgico. Deve ser benzido e é branco ou da cor dos paramentos. Lembra ao Sacerdote que deve ter em volta dos rins um cinto de inocência e pureza, a fim de conservar a virtude da castidade. Em certas associações piedosas também se usa um cíngulo, como o cíngulo da Milícia Angélica ou de Santo Tomás de Aquino para obter a pureza. CINZAS feitas de folhas de oliveira e benzidas pelo Sacerdote em Quarta-feira de cinzas, são impostas nesse dia na cabeça do Sacerdote e na dos fiéis, como símbolo de penitência e imagem da fragilidade humana. Os fiéis que querem receber as cinzas benzidas aproximam-se do Sacerdote, e ficam de joelhos enquanto lhes faz na testa uma cruz com as cinzas, ao mesmo tempo que diz: «Lembra-te que és pó, e ao pó hás de voltar». A Igreja faz esta cerimônia no início da Quaresma para recordar aos fiéis que são pó, devendo por isso preparar-se pela humilhação e pela penitência para receberem o perdão dos seus pecados. CIRCUNCISÃO era, entre os judeus, uma cerimônia imposta pela lei mosaica, à qual se sujeitavam os meninos oito dias após o nascimento. A cerimônia era feita em casa, e ordinariamente, pelo pai, e às vezes pela mãe. Nesse momento davam ao circunciso o nome porque o haviam de chamar. É em memória da circuncisão do Menino Jesus que a Igreja celebra festivamente o dia 1 de Janeiro, oitavo dia depois do Natal. É dia santo de Guarda, e os fiéis têm obrigação de ouvir Missa e de se abster de trabalhos servis. CÍRIO PASCAL é uma vela grande e muito grossa que se benze durante as cerimônias de Sábado Santo, e que se conserva junto do altar do lado do Evangelho, para acender à Missa até ao dia da Ascensão de Jesus. O círio é o símbolo de Jesus Cristo ressuscitado e ainda entre nós. CÍRIOS são cortejos religiosos que se fazem por ocasião de uma festa religiosa, nos quais é levada uma bandeira com mais ou menos solenidade. Não se podem fazer sem licença do Bispo, requerida pelo Superior da igreja ou pelos interessados. É proibida qualquer festa religiosa por ocasião da qual haja tal cortejo sem a licença devida, que tem de ser requerida com grande antecedência. CISMA é a separação voluntária dos católicos da unidade da Igreja, recusando obediência ao Romano Pontífice. CISMÁTICO é o cristão que recusa sujeição ao Romano Pontífice, ou recusa comunicar com os membros da igreja que lhe são sujeitos (C. 1325). CLARIDADE DO CORPO GLORIOSO é como um reflexo comunicado pela glória que a alma goza no Céu. O corpo glorioso será lúcido após a ressurreição, mas a sua claridade não será vista por corpos não gloriosos. CLAUSURA recinto fechado. Nas casas dos Regulares, quer de homens quer de mulheres, canonicamente instituídas, embora não formais, há clausura papal, que abrange toda a casa que a comunidade habita, incluindo a horta e excetuando somente a igreja pública, o locutório e o hospício, se o houver. (C. 597). A lei da clausura proíbe, sob pena de excomunhão (com raras exceções e era casos especiais), a entrada de mulheres na clausura dos Religiosos, e a entrada de homens e de mulheres na clausura das Religiosas, ditas de clausura ou Monjas, e proíbe que estas saiam do convento, ainda que por breve tempo, sem Indulto especial da Santa Sé, exceto no caso iminente de morte ou de algum gravíssimo mal (C. 598,600,601). CLEMÊNCIA é a virtude que inclina o Superior a mitigar a pena devida aos maus que ofendem a justiça. CLÉRIGO é o cristão fiel que pela Prima Tonsura é destinado a exercer funções divinas. Há vários graus de Clérigos, e entre eles existe uma sagrada hierarquia, na qual uns estão subordinados a outros (C. 108). Os Clérigos de Ordens menores podem contrair Matrimônio, mas saem do estado clerical (C. 132). O Clérigo de Ordens menores que por própria autoridade e sem legítima causa depuser o hábito eclesiástico e a tonsura, e, sendo admoestado pelo Bispo, dentro de um mês não se corrigir, sai do estado clerical (C. 136). Pela recepção da Prima Tonsura o Clérigo fica incardinado na Diocese para cujo serviço foi ordenado. Importa que o Clérigo pertença a alguma Diocese ou a alguma Religião, pois não pode haver Clérigos extravagantes (C. 111). CLERO é o corpo dos clérigos ou eclesiásticos que sob a autoridade dos Bispos, os quais formam a primeira Ordem do Clero, desempenham funções sagradas na Igreja Católica. Há o Clero Regular, que compreende todos os Religiosos, e o Clero Secular, formado por todos os que não são religiosos. COGNAÇÃO ESPIRITUAL é um impedimento que dirime o Matrimônio entre o batizante e o batizado e entre o padrinho e a afilhada, ou entre a madrinha e o afilhado (C. 1079, 768). COMPANHIAS Acerca daqueles homens cuja companhia não nos convém, escreve o Apóstolo São Paulo estes ensinamentos: «Um pouco de fermento corrompe toda a massa. (As más companhias corrompem os costumes). Nós vos intimamos, irmãos, em nome de Jesus Cristo, que vos afasteis de todo o irmão que andar desordenadamente, e não segundo a tradição (ou ensino) que receberam de nós. Se alguém, porém, não obedece ao que ordenamos pela nossa carta, notai-o, e não tenhais comunicação com ele, para que se envergonhe. Não o considereis, todavia, como inimigo, mas adverti-o como irmão. Rogo-vos que não percais de vista aqueles que causam dissensões e escândalos (ensinando) contra a doutrina que aprendestes, e afastai-vos deles, porque estes tais não servem a Cristo Senhor nosso, mas ao seu ventre, e com doces palavras e adulações enganam os corações dos simples» (Ep. I Cor. V, 6. — II Tessal. III, 6, 14, 15. — Rom XVI, 17, 18). COMPLETAS é o nome da última Hora do Ofício divino, que os Clérigos de Ordens Maiores são obrigados a rezar diariamente. COMUNHÃO ESPIRITUAL consiste no pio desejo de receber Jesus Cristo, quando não é possível fazer a Comunhão Sacramental. COMUNHÃO FREQUENTE A Sagrada Comunhão é o nosso principal alimento espiritual; aumenta as nossas forças e enfraquece as más inclinações; preserva-nos do pecado e é um penhor de salvação; por isso: «Exortem-se vivamente os fiéis a que, com frequência e mesmo quotidianamente, recebam a Sagrada Eucaristia, conforme as normas indicadas nos Decretos da Sé Apostólica (C. 863). As quais normas resumem-se nestas duas disposições: estado de graça, e intenção reta, isto é, intenção de viver em íntima união com Deus. — As pessoas que desejam comungar com frequência devem, para proceder com prudência, consultar o seu Confessor. Quem comunga com frequência: a) há de ter um amor mais delicado e mais generoso para com Deus; b) há de lutar mais corajosamente contra os inimigos da alma; c) há de ter uma vida mais fecunda em boas obras; d) há de ser mais desprendido dos bens terrenos; e) há de ser mais diligente na guarda e defesa da Fé, e dos Mandamentos de Deus e da Igreja; f) há de aplicar-se mais à oração, sobretudo à oração mental; g) há de esforçar-se por adquirir a perfeição no próprio estado. COMUNHÃO SACRAMENTAL é o ato de receber como alimento espiritual a Sagrada Eucaristia. É obrigatória para todos os fiéis cristãos, a quem o Direito não proíbe, desde a idade do uso da razão, pelo menos no tempo da Páscoa. Por motivo de indignidade, o Direito Canônico proíbe dar a comunhão aos excomungados, aos interditos, aos manifestamente infames, a não ser que conste da sua penitência e emenda e tenham previamente reparado o escândalo público. Aos pecadores ocultos, se pedirem a Comunhão ocultamente, negue-lha o Ministro se os não reconhecer emendados; não lha negue se a pedirem publicamente e não puder negá-la sem causar escândalo (C. 855). Conforme este mesmo cânon, a Comunhão deve ser negada aos concubinados, quer unidos por contrato civil, quer não. São duas as condições necessárias para se poder receber a Sagrada Comunhão: estado de graça ou sem pecado mortal, e estar em jejum natural desde a meianoite. Porém, a Comunhão por Viático aos enfermos pode ser dada a qualquer hora do dia ou da noite, sem que estejam em jejum. Os enfermos que há um mês estão de cama (ou retidos em casa embora se levantem algumas horas por dia) sem esperança certa de em breve convalescerem, podem, mediante prudente conselho do Confessor, receber a Sagrada Comunhão uma ou duas vezes por semana, embora tenham tomado algum remédio ou alguma coisa como bebida (C. 858). A Sagrada Comunhão pode ser dada todos os dias, exceto em Sexta-feira Santa; no Sábado Santo não pode ser dada senão dentro da Missa solene ou imediatamente no fim (C. 867). — Pode ser recebida nos lugares e durante o tempo em que é lícito celebrar Missa, mas não é lícito ao Celebrante distribuí-la durante a Missa aos fiéis tão distanciados que ele mesmo perca de vista o altar (C. 868). No mesmo dia em que o fiel tenha recebido a Comunhão por devoção, dando se o perigo de vida, deve ser exortado a que comungue outra vez por Viático, e, perdurando o mesmo perigo, é lícito e convém que o fiel receba o Viático mais vezes em dias distintos, segundo o prudente conselho do Confessor (C. 864). Qualquer Sacerdote tem o direito de administrar a Sagrada Comunhão mesmo fora da Missa, com licença ao menos presumida do Superior da igreja, se for estranho (C. 846); assim como pode levar a Comunhão aos enfermos, particularmente, com igual licença (C. 849). — Todos os fiéis que chegaram ao uso da razão têm obrigação de comungar ao menos pela Páscoa, todos os anos; não o podendo fazer nesse tempo, devem fazê-lo depois (C. 859). COMUNICAÇÃO DOS SANTOS é a participação de todos os fiéis que estão na terra, no Purgatório e no Céu, dos bens espirituais que lhes são comuns, os quais bens são: os méritos de Jesus Cristo, os méritos da Virgem Maria, os méritos das penitência e das boas obras dos Santos, e os méritos das Missas. Por virtude da comunicação dos Santos, que é uma verdade de Fé, os fiéis que vivem neste mundo podem auxiliar-se mutuamente com os bens espirituais que oferecem uns pelos outros; podem aliviar as almas do Purgatório com sufrágios e Indulgências em favor delas, e podem honrar os Santos do Céu com as homenagens que lhes prestam. As almas do Purgatório podem auxiliar-nos com as suas orações, e podem render homenagem aos Santos do Céu. Os Santos podem auxiliar-nos e às almas do Purgatório, intercedendo por nós e por elas. Tal é, em resumo, a doutrina da Comunicação dos Santos. CONCÍLIO é a legítima reunião ou assembléia dos Pastores da Igreja, para julgarem ou definirem acerca da doutrina católica ou da disciplina eclesiástica. O Concílio é Ecumênico, se convocado pelo Romano Pontífice e por ele ou pelo seu Delegado presidido. É infalível nas suas definições em doutrina de fé e de costumes. Os Decretos do Concílio só obrigam depois de confirmados e mandados promulgar pelo Romano Pontífice. O Concílio é Plenário ou Nacional, se constituído pelos Bispos duma Nação, pedida vênia ao Romano Pontífice, que designa o seu Legado para convocar e presidir ao Concílio. O Concílio é Provincial, se constituído pelos Bispos duma Província Eclesiástica; deve ser celebrado pelo menos de vinte em vinte anos. É convocado e presidido pelo Metropolita; os seus Decretos, assim como os Decretos do Concílio Plenário, só obrigam no território de cada um, e os Bispos não podem dispensar a não ser em casos particulares e com justa causa. CONCLAVE é a assembléia dos Cardeais reunidos após a morte do Papa, para elegerem um sucessor do Chefe da Igreja Católica. CONCORDATA é o acordo positivo pelo qual a Igreja e o Estado regulam as suas recíprocas relações. CONCUBINATO PÚBLICO E NOTÓRIO faz o impedimento de pública honestidade, o qual dirime o Matrimônio no primeiro e segundo grau em linha reta entre o homem e os consanguíneos da mulher, e vice-versa (C. 1078). CONCUPISCÊNCIA é o apetite da deleitação sensível. A concupiscência da carne contra o espírito, quando a razão lhe resiste, não é pecado, mas é matéria de exercer a virtude. Devemos sujeitar os apetites à razão e à consciência, para evitar grandes males. CONDENAÇÃO DO PECADOR é a sentença dada por Jesus Cristo aos que morrem em pecado mortal, mandando-os para o inferno. Da condenação por causa do pecado ninguém se livra senão pelos merecimentos de Jesus Cristo, e só por um de quatro modos: ou pelo Batismo, ou pelo Sacramento da Confissão, ou pelo martírio, ou pelo amor de caridade, mas nestes dois últimos casos com o desejo ao menos implícito do Sacramento da Confissão. A pena dos condenados no inferno não acaba, e as penas variam, sendo umas mais aflitivas do que outras. O bem que fizeram neste mundo aproveita-lhes, mitigando as penas. Assim como pecaram de vários modos, assim sofrerão de vários modos. CÔNEGOS são Sacerdotes que o Bispo nomeia para formarem o Cabido da Igreja Catedral. Assistem ao Bispo nos atos litúrgicos que celebra com solenidade, rezam o Ofício divino em coro na Sé Catedral; são os conselheiros do Bispo nos negócios em que precisa de conselho. Em nenhuma Igreja Catedral deve faltar o Cônego teólogo, que nos dias designados pelo Bispo com o conselho do Cabido, explique publicamente a Sagrada Escritura (C. 398, 400). CONFERÊNCIAS DE SÃO VICENTE DE PAULO obra de caridade fundada em Paris em 1833, por Frederico Ozanam e mais seis companheiros, todos estudantes. Tem por fim fortalecer e aperfeiçoar a vida cristã dos seus membros por meio da prática da caridade, e levar aos pobres o socorro material da esmola e o conforto espiritual da instrução religiosa e do bom conselho. Na visita semanal aos pobres, o contacto direto e íntimo do homem de caridade com a miséria desperta na sua alma um amor mais vivo a Deus e mais terno ao próximo, e desperta na alma do pobre aspirações sobrenaturais. CONFESSIONÁRIO é a cadeira onde se senta o Sacerdote para ouvir as confissões dos pecadores, que querem ser absolvidos dos seus pecados por meio do sacramento da Penitência. Deve ser fechado a toda a roda, e não se admite que o lugar onde se ajoelha o penitente tenha uma cortina para o cobrir. Os confessionários de uma só tábua são proibidos, a não ser por exceção no caso de necessidade (C. P.). Os confessionários serão sempre colocados em lugar bem público da igreja, ou capela e não na sacristia, coro alto, claustro ou outras dependências (C. 909 e C. P.). Não se podem colocar confessionários nos Oratórios domésticos. Os homens podem ser ouvidos de confissão mesmo nas casas particulares, as mulheres nunca fora do confessionário senão por motivo de enfermidade ou por outro de verdadeira necessidade, e guardadas as cautelas que o Ordinário do lugar julgue oportunas (C. P.) Para que o Confessor possa ouvir de confissão as mulheres doentes em casa delas, não se requer que estejam gravemente doentes, basta que não se possam levantar do leito ou mesmo que não possam por motivo de doença ir à igreja ou capela. CONFIANÇA EM DEUS Devemos ter confiança em Deus de uma maneira absoluta, e esta confiança é fundada: a) no seu amor, que ofereceu Jesus Cristo à morte para nossa salvação; b) e na sua misericórdia, que cobre todas as misérias que se inclinam pedindo perdão; c) e na sua justiça, que só é aplicada inexoravelmente àqueles que não se arrependem do mal que fazem. CONFIRMAÇÃO OU CRISMA é um sacramento que comunica os dons do Espírito Santo, faz dos cristãos soldados de Cristo, e robustece-os na fé recebida no Batismo. Não é de absoluta necessidade para a salvação, mas não convém deixar de recebê-lo, pois é muito útil para o bem espiritual da vida e por lei da Igreja é necessário para se ser admitido na vida eclesiástica e no estado religioso. Embora possa ser recebido em qualquer idade, convém não o receber antes dos sete anos, a não ser em perigo de vida, ou por razões justas e graves, e aquele que estiver em pecado mortal deve-se confessar antes de se crismar. O sacramento da Confirmação imprime caráter sacramental, que é um poder espiritual destinado a exercer ações próprias dum soldado de Jesus Cristo. Este sacramento é administrado ordinariamente pelo Bispo, em casos extraordinários também por um Sacerdote com poderes especiais, e exige que o confirmado se apresente com um padrinho, que seja bom católico, e diferente do padrinho do Batismo; com ele contrai parentesco espiritual, que, todavia, não é impedimento do Matrimônio. Cada confirmando deve apresentar-se com uma cédula de confirmação, que lhe será fornecida pelo respectivo Pároco. O confirmado fica obrigado a defender-se dos inimigos da sua alma, e a defender a Igreja de todos os que a combaterem. CONFISSÃO SACRAMENTAL é a acusação dos pecados próprios, cometidos depois do Batismo, feita ao legítimo Sacerdote para receber a absolvição. Os homens como as mulheres, ou sejam crianças ou velhos, pobres ou ricos, sábios ou ignorantes, sãos ou enfermos, desde que chegam ao uso da razão e enquanto conservam o uso do discernimento, têm obrigação de confessar os seus pecados pelo menos uma vez cada ano (C. 906). Para obter o perdão dos pecados no sacramento da Penitência é necessário acusar todos os pecados mortais cometidos e as circunstâncias que mudam a espécie de pecado. O cristão que se quer confessar deve: a) fazer exame de consciência; b) ter arrependimento ou contrição de todos os seus pecados; c) confessar todos os pecados de que se recordar; d) estar disposto a cumprir a penitência que o Confessor lhe impuser e cumpri-la sem demora. A contrição é de tal modo necessária para obter o perdão do pecado que sem ela, diz Santo Tomás, nem mesmo um pecado venial pode ser perdoado. E a contrição para ser sincera há de ser acompanhada do propósito firme, que o penitente terá de não tornar a pecar. O Confessor tem obrigação de dar a absolvição ao penitente que julga estar bem disposto, e tem obrigação de a negar àquele que julga ser incapaz ou indigno da absolvição (C. 886). Incapazes da absolvição são: os perpetuamente dementes, os não batizados, os que já estão mortos, os que ignoram as verdades absolutamente necessárias para a salvação. Indignos são: os que não dão nenhum sinal de arrependimento; os que se recusam a acabar com os ódios e inimizades, ou a restituir o alheio podendo fazê-lo; os que não querem deixar a ocasião próxima do pecado ou não querem corrigir-se de algum pecado; os que deram escândalo público, a não ser que acabem com o escândalo e o retratem publicamente. O lugar próprio da confissão sacramental é a igreja ou capela pública ou semi-pública (C. 908). As mulheres não se devem confessar fora do confessionário, a não ser por motivo de enfermidade ou por causa de verdadeira necessidade (C. 910). CONFRARIA é uma Associação de fiéis constituída à maneira de corpo orgânico, para o incremento do culto público. As Confrarias não podem existir sem um Decreto formal de ereção, e não devem ser eretas senão em igrejas ou capelas públicas, ou ao menos semi-públicas, e costumam ter altar determinado. No mesmo altar podem estabelecer-se diversas Confrarias; porém as ulteriores devem obter para isso autorização das já estabelecidas. Uma Confraria ereta fora da igreja paroquial deve julgar-se independente daquela enquanto se não provar o contrário, e não pode o Pároco intrometer-se na administração das ofertas e esmolas recolhidas nas capelas das Confrarias. Os confrades ou irmãos que têm direito de hábito religioso não o podem usar nas procissões públicas e noutras funções sagradas sem licença do Bispo do lugar. São obrigatórias em todas as paróquias a Confraria do Santíssimo Sacramento e a da Doutrina Cristã. Pertence ao Pároco cantar as Missas das Confrarias eretas na sua igreja ou em capelas delas dependentes. Não podem as Confrarias eretas em igreja ou capela não própria proibir ao Pároco o uso dos altares em que estiverem eretas, nem privá-lo das alfaias usuais para nelas exercerem quaisquer funções, ou do uso da sacristia para nela se revestir. O Pároco, não sendo irmão, não tem o direito de intervir nas reuniões ou sessões das Confrarias; pode, porém ser delegado pelo Bispo, mas sem direito de voto. Os Estatutos podem conceder-lhe aquele direito. As mulheres somente podem ser admitidas nas Confrarias para o efeito de lucrarem as Indulgências e graças espirituais concedidas aos confrades (C. 709). CONGREGAÇÃO RELIGIOSA é uma Sociedade aprovada pela legítima Autoridade eclesiástica, na qual os associados se regem por leis próprias da mesma Sociedade, tendendo à perfeição evangélica por meio dos votos simples, quer perpétuos quer temporários. Há Congregações de direito Pontifício, são as que obtêm aprovação ou ao menos Decreto de louvor da Santa Sé; e há Congregações de direito Diocesano, as que, eretas pelo Bispo, não obtiveram aquele Decreto de louvor (C. 488). Qualquer Congregação Religiosa, ainda que somente Diocesana, uma vez legitimamente estabelecida, não pode ser suprimida senão pela Santa Sé (C. 493). CONGREGAÇÕES ROMANAS são corporações constituídas por Cardeais e Prelados com residência em Roma, às quais o Sumo Pontífice confia certos poderes para o exercício do Magistério e do Governo da Igreja universal, pela impossibilidade de governá-la por si só. São doze as Congregações Romanas, cada uma das quais se ocupa dos negócios que o Pontífice lhe confia; gozam de grande autoridade os seus Decretos e obrigam àqueles a quem dizem respeito. 1) Congregação do Santo Ofício julga os casos de heresia e certos casos de Matrimônio, e regula a proibição de livros perigosos para a Fé e para a Moral. 2) Congregação Consistorial trata dos negócios relativos aos Bispos e suas Dioceses. 3) Congregação dos Sacramentos legisla com respeito aos Sacramentos acerca da validade da Ordem e da maneira por que se deve celebrar a Missa. 4) Congregação do Concílio dirige o Clero secular e, de modo geral, o povo na disciplina eclesiástica. 5) Congregação dos Religiosos dirige os Religiosos de todas Ordens. 6) Congregação da Propaganda ocupa-se da propagação da fé em terras de infiéis, das Obras Missionárias e dos Seminários das Missões. 7) Congregação dos Ritos ocupa-se das cerimônias do rito latino, das relíquias, beatificações e canonizações dos Santos. 8) Congregação do Cerimonial regula as cerimônias e funções da Corte Papal e dos Cardeais. 9) Congregações dos Negócios Extraordinários trata da criação de novas Dioceses ou divisão das antigas e da nomeação dos Bispos quando para isso se tem de lidar com os Governos civis; ocupa-se de assuntos que o Papa lhe submete sobretudo dizendo respeito às leis civis ou Concordatas com os diversos Estados. 10) Congregação dos Seminários e dos Estudos dirige superiormente a disciplina e administração dos Seminários e das Universidades Católicas. 11) Congregação da Igreja Oriental ocupa-se de todas as Igrejas do Oriente. 12) Congregação da Fábrica de São Pedro de Roma, cujo nome indica claramente as funções que exerce. CÔNJUGES (MARIDO E MULHER) O marido é o chefe da família e a mulher deve-lhe obediência. São deveres de ambos: a) auxiliarem-se mutuamente nos cuidados da vida material e da vida espiritual. Geralmente o marido ocupa-se da vida exterior e a esposa ocupa-se do interior da casa; o marido toma as resoluções, mas depois de ouvir o parecer da esposa, b) Suportarem-se mutuamente nos enfados de cada dia, sem o manifestarem, c) Perdoarem-se mutuamente nos desgostos com que ferirem o coração um do outro, o que será fácil se rezarem juntos a oração da noite todos os dias. d) Tratarem-se com bondade e delicadeza, fazendo agradavelmente quanto possível por darem prazer um ao outro, e) Guardarem mútua fidelidade, que há de ser absoluta e perpétua, f) Terem como ideal próximo a procriação e educação dos filhos, e como ideal supremo o conseguirem ambos e os filhos a bem-aventurança eterna. O Apóstolo São Pedro escreveu: «As mulheres sejam obedientes a seus maridos. Vós, maridos, vivei em toda a prudência com vossas mulheres, tratando-as com honra como um vaso mais fraco e como herdeiras convosco da graça da vida eterna, para que as vossas orações não tenham impedimento» (Ep. I S. Ped. III, 1, 7). CONSAGRAÇÃO é o ato litúrgico por virtude do qual uma pessoa ou uma coisa fica dedicada ao serviço de Deus. A consagração é função reservada ao Bispo, ou a quem tenha Indulto Apostólico para isso (C. 1147). As coisas consagradas devem ser tratadas com reverência, e não podem servir para usos profanos ou impróprios, embora pertençam a pessoas particulares (C. 1150). Quando já não servem ao fim para que foram consagradas, devem ser queimadas e lançadas as cinzas em lugar decente, por causa da consagração. Os lugares sagrados são isentos da jurisdição da Autoridade civil, e a legítima Autoridade da Igreja exerce neles livremente a sua jurisdição (C. 1160). Consagração é também a parte da Missa em que o Sacerdote consagra a hóstia e o vinho para ficar sobre o altar o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo. CONSANGUINIDADE é o vínculo existente entre pessoas que descendem do mesmo tronco ou progenitor, quer seja por geração lícita ou ilícita. É impedimento dirimente do Matrimônio entre consanguíneos em qualquer grau de linha reta, ou até ao terceiro grau de linha colateral. Com dispensa da Santa Sé podem contrair Matrimônio os parentes em segundo e em terceiro grau colateral (C. 1076). CONSCIÊNCIA é um juízo que nos indica o que devemos fazer ou evitar nas circunstâncias particulares em que nos encontramos. Nós sabemos que a lei de Deus é a regra das nossas ações, e que uma ação só é boa se é conforme com aquela lei; mas encontramo-nos por vezes em circunstâncias que não nos deixam ver se uma ação é ou não conforme com a lei de Deus, nem temos quem nos esclareça. Em tal caso consultamos a nossa consciência, e, tendo intenção reta, procedemos de harmonia com o que ela nos aconselhar. Quando pretendemos praticar uma ação moral, devemos procurar saber se nos é lícito ou não praticá-la. Para adquirirmos a certeza da sua liceidade, confrontâmo-la com a lei, segundo as regras da prudência, não se exigindo, todavia, a certeza absoluta. Pode acontecer que, não obstante a diligência empregada para se formar a consciência certa e convencido o agente da liceidade do ato, este não seja bom nem lícito. Em tal caso, o agente que seguiu a sua consciência não procedeu mal, embora a ação seja má. Devemos proceder sempre com a consciência certa de não pecar, certa quanto possível. CONSELHOS EVANGÉLICOS são incitamentos contidos no santo Evangelho, induzindo à prática mais perfeita da Religião cristã em ordem ao fim último. São assim chamados estes três: Pobreza voluntária, que consiste em renunciar à posse dos bens materiais; Obediência inteira, que consiste em renunciar ao império da própria vontade; Castidade perpétua, que consiste em renunciar ao gozo dos prazeres da carne. Os conselhos não obrigam como os preceitos, mas são necessários para viver com maior perfeição. CONSISTÓRIO é a Assembléia dos Cardeais residentes em Roma, sob a presidência do Papa. É secreto, se só os Cardeais assistem. É público, se, além dos Cardeais, podem também assistir outros Prelados e representantes dos Chefes das Nações. CONTINÊNCIA é a abstenção de toda a deleitação venérea. Para conservar a continência é eficaz a mortificação da carne com a abstinência da comida e da bebida e com o trabalho corporal. CONTRIÇÃO é o arrependimento e detestação do pecado cometido, com o propósito de não tornar a pecar. A contrição é um ato de vontade, uma impressão desagradável de ter ofendido a Deus. A contrição é perfeita quando a causa do arrependimento é ser o pecado uma ofensa a Deus, Bondade infinita, nosso Pai e Benfeitor, e nesse caso obtém o perdão dos pecados, mesmo sem a Confissão sacramental, se há impossibilidade de a fazer; é imperfeita quando a causa do arrependimento é o pecador merecer o castigo do inferno, ou a privação do Céu. Para obter o perdão dos pecados na Confissão sacramental basta a contrição imperfeita, também chamada atrição. A contrição é de tal modo necessária para obter o perdão dos pecados que sem ela, diz Santo Tomás, nem mesmo o pecado venial pode ser perdoado. Que a contrição é necessária para obter o perdão ensina-o a Sagrada Escritura, dizendo: «Arrependei-vos e convertei-vos para que os vossos pecados sejam perdoados». (Act. Apost., III, 19). CORAÇÃO DE JESUS A Igreja instituiu uma festa em honra do Coração de Jesus, com o fim de acender nas almas dos fiéis um amor mais profundo a Jesus Cristo, pela devoção ao seu Coração inflamado de amor por nós; e também para repararmos com atos de piedade pelas ofensas que lhe são feitas, particularmente na Eucaristia. O dia próprio da festa é a sexta-feira seguinte à oitava da festa de Corpus Christi. O mês de Junho é consagrado pela Igreja à devoção em honra do Sagrado Coração de Jesus, assim como a primeira sexta-feira de cada mês. CORO é a parte da capela-mor, onde o Clero assiste às funções litúrgicas. Deve estar separado do corpo da igreja por uma balaustrada que, coberta com uma toalha branca, serve de mesa de comunhão para os fiéis. Também se dá o nome de coro a uma espécie de palanque elevado à entrada da igreja, para os músicos tocarem ou um grupo de fiéis cantar nas solenidades religiosas. COROAS MORTUÁRIAS É pouco conforme com o espírito da Igreja o uso de colocar coroas ou flores sobre o féretro dos adultos. Em lugar disso, os fiéis devem sufragar a alma do falecido com esmolas e outras obras pias, e principalmente com o Sacrifício da Missa. É proibido colocar nas paredes da igreja ou de alguma capela pública coroas mortuárias para ali ficarem. CORPO MÍSTICO DE CRISTO é a Igreja, de que são membros todos os fiéis, de que é Cabeça Jesus Cristo, de que é alma o Espírito Santo, cujos dons misteriosos circulam nas veias dos membros unidos entre si e à única cabeça que é Jesus Cristo, representado na terra pelo seu Vigário, o Papa. De sorte que a Igreja não é um mero agregado moral como qualquer outra sociedade natural; é o Corpo místico de Jesus Cristo. CORPUS CHRISTI OU CORPO DE DEUS é a festa que se celebra na quinta-feira seguinte ao Domingo da Santíssima Trindade. A Igreja instituiu esta festa para louvar com uma procissão solene a Santíssima Eucaristia. É certo que a Eucaristia foi instituída por Jesus Cristo na quinta-feira santa; mas, como nesse dia não pode haver uma comemoração festiva, por causa das cerimônias que recordam a Paixão de Jesus, a Igreja escolheu outro dia — a quinta-feira seguinte ao Domingo da SS. Trindade — para festejar aquela sublime instituição. É dia santo de guarda. Nos povos onde se faz a procissão costumam os fiéis embandeirar as janelas e juncar de flores as ruas por onde passa em procissão Jesus Sacramentado. CORREÇÃO FRATERNA é a admoestação feita ao próximo, privadamente e procedendo da caridade fraterna, para emenda de delito. Pode ser coativa, e pertence ao Superior e ostensiva, e pertence a todos. Ambas são de preceito, mas a segunda só quando o delinquente pode ser corrigido sem incômodo, com esperança de emenda, e não havendo Superior. O Superior deve ser corrigido pelos súditos, mas secretamente, com mansidão e reverência, a não ser que, por causa do perigo da fé, deva ser feita em público. A correção deve ser feita: 1) — em segredo, ao delinquente; 2) — particularmente ao Superior, em segredo; 3) — perante testemunhas; 4) — publicamente. Mas esta ordem deve ser guardada somente quanto aos pecados ocultos. O que deixa de fazer a correção fraterna, por não esperar emenda ou por pensar que resulta pior, não peca. O Apóstolo São Paulo ensina como deve ser feita o correção: «Não repreendas com aspereza ao velho, mas admoesta-o como a pai; aos jovens como a irmãos; às velhas como a mães; às jovens como a irmãs, com toda a pureza. Aos pecadores repreende-os diante de todos, para que também os outros tenham medo» (Ep. I Timót. V, 1, 2, 20). Quem corrige ou castiga deve fazê-lo com caridade, embora algumas vezes com severidade, e não para satisfazer a um movimento de ira, ou de vingança, ou de simples mau humor. Devemos aceitar a correção assim como o castigo com humildade, esperando que de algum proveito nos servirá. COSTUME é o Direito (não escrito) introduzido pelos usos continuados da Comunidade, com algum consentimento do Superior ou do Legislador. Não pode haver costume legal sem que a força proceda da vontade do Superior, posto que começasse a ser introduzido contra a sua vontade. Mas o costume nada pode contra a Lei divina e a lei natural, porque essas leis procedem da vontade de Deus, que não pode ser mudada pela vontade dos homens. CRIAÇÃO é o ato de produzir alguma coisa sem matéria preexistente. Só Deus pode criar, porque para de nada fazer alguma coisa é preciso um poder infinito. Tudo o que existe, exceto Deus, foi criado por Deus. Assim o ensina a Sagrada Escritura, dizendo: «No princípio criou Deus o céu e a terra» (Gen. I, 1). O mesmo afirma o Apóstolo São Paulo: «Por Deus foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, visíveis e invisíveis» (Ep. Coloss. I, 16). E ninguém ainda provou nem pode provar que o mundo não tivesse sido criado por Deus. O fim da criação foi: a manifestação de Deus aos homens, para o glorificarem e para gozarem a glória de Deus. CREDÊNCIA é uma pequena mesa que deve estar ao lado do altar — lado da Epístola — sobre a qual se colocam os objetos necessários para o serviço do altar, tais como as galhetas, etc. Deve estar coberta com uma toalha branca sem renda, e que desça até ao chão. CREMAÇÃO é o ato de queimar cadáveres. É reprovada pela lei eclesiástica. Se alguém mandar que o seu corpo seja queimado, é ilícito fazer-lhe a vontade e não se executa o seu testamento (C. 1203). Não tem sepultura eclesiástica (C. 1240). São excomungados os que mandarem ou coagirem a dar-lhe sepultura eclesiástica (C. 2339). A Igreja quer que respeitemos os cadáveres que foram habitação de Deus pela graça e que um dia hão de ressuscitar. Condena, a não ser em casos raros (peste, guerra, etc.), a cremação por ser contrária aos costumes cristãos que vêm dos Apóstolos e por muitos promoverem a cremação negando a existência da outra vida. CRER é pensar com assentimento. É ato de inteligência assentindo à verdade divina, por império da vontade movida por Deus por meio da graça. Cada um é obrigado a crer explicitamente alguns artigos da Fé, e a crer noutros implicitamente. O primeiro e principal mistério da Fé que todos devem crer é o da existência de Deus e a sua Providência. Crer o que a razão não compreende não é leveza de espírito, porquanto se se crê é porque se reconhece que há motivos suficientes para aceitar o que Deus revelou. A fé apoia-se na autoridade de Deus que não erra nem pode enganar. CRIADOS são pessoas pobres que vivem em casa dos seus amos para lhes prestarem os serviços contratados, mediante determinada remuneração. Devem: a) respeitar os seus amos, ouvindo-os submissamente; b) obedecer-lhes, trabalhando com zelo e com perfeição, de harmonia com a vontade deles; c) ser-lhes fiéis, interessando-se pelos bens materiais que lhes são confiados, não os prejudicando nem consentindo que alguém os prejudique, defendendo-os e à sua casa na honra de que gozam; d) guardar rigoroso segredo sobre a vida doméstica. O criado, que espontaneamente e sem motivo legítimo sair da casa antes do tempo prefixo, perde o direito ao ordenado correspondente ao tempo em que serviu; se for injustamente despedido ou tiver de sair por culpa do amo antes de findar o tempo do contrato, tem direito a ser compensado por todos os danos que por tal ação lhe forem causados. CRIPTA é o subterrâneo duma igreja, no qual se praticam atos do culto. É uma recordação das catacumbas. CRISMA é nome que comumente é dado ao sacramento da Confirmação. CRISMA OU ÓLEO SANTO é azeite consagrado pelo Bispo, na Quinta-feira Santa para uso de certos sacramentos. Há dois gêneros de óleo Santo: um é composto de azeite e bálsamo, a que se dá o nome de crisma do qual se usa nos sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Ordem; outro é só azeite, também consagrado pelo Bispo, para o sacramento da Extrema-Unção. CRISTÃO é o homem que pelo sacramento do Batismo promete ser discípulo de Jesus Cristo, professando a sua doutrina e seguindo os seus exemplos. O cristão é obrigado, pelas promessas que faz no Batismo: a) a crer em todas as verdades reveladas por Deus e ensinadas pela Igreja Católica, e a rejeitar todos os princípios contrários ao espírito do Evangelho; b) a cumprir os dez Mandamentos da Lei de Deus e as Leis da Igreja; c) a receber os Sacramentos; d) a fazer oração. CRISTO quer dizer Ungido, Sagrado. É um nome que se junta ao de Jesus, a Pessoa sagrada por excelência. CRISTIANISMO é a Religião que Jesus Cristo instituiu e confiou à sua Igreja, cujo Chefe é o Papa, sucessor do Apóstolo São Pedro. É a Igreja Católica que conserva e ensina o Cristianismo como Jesus Cristo o deixou no mundo para os homens o conhecerem e o viverem, e por meio dele se salvarem do inferno e poderem gozar o Céu. CRISTO REI Celebra-se a festa de Cristo Rei no último domingo do mês de Outubro. Foi o Papa Pio XI quem instituiu esta festa dando a Jesus aquele título para que os homens reconhecessem e confessassem que Jesus Cristo é o Rei da humanidade e para afirmarem o dever que têm de obedecer à sua Santa Lei. CRUCIFIXO é a imagem de Jesus Cristo pregado numa cruz. Devemos prestar-lhe culto de veneração, tê-lo patente em nossa casa, trazê-lo conosco, recordar-nos de que é uma imagem daquele Senhor divino que morreu por amor de nós, para nos podermos salvar do inferno e podermos ir para o Céu. O crucifixo é necessário no meio do altar em que se celebra o sacrifício da Missa, e pode ser esculpido ou pintado. Pode ser bento por qualquer Sacerdote. CRUZ foi o leito de morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso é lícito o culto que lhe prestamos, recordando o sacrifício de Jesus pela nossa Redenção. A VERA CRUZ isto é, a própria cruz era que Jesus foi pregado e morreu, foi encontrada por Santa Helena, segundo se crê, no monte Calvário, e ainda existe uma parte na igreja chamada de Santa Cruz de Jerusalém, em Roma. O SINAL DA CRUZ foi instituído para nos avivar a memória dos principais mistérios da nossa Fé: a Santíssima Trindade, a Encarnação e a Redenção, manifestando, ao fazê-lo, que cremos nesses mistérios. CULTO RELIGIOSO é o ato pelo qual manifestamos a Deus, aos seus Anjos eaos seus Santos a devida honra e reverência. A Deus, e só a Deus, nas três Pessoas divinas como na sagrada Eucaristia, é devido culto de Latria (adoração). Culto de Dulia é a honra devida aos Santos, em atenção às virtudes sobrenaturais que praticaram e à glória que gozam junto de Deus. Culto de Hiperdulia é a honra devida à Virgem Maria por ser Mãe de Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem. O culto pode ser: a) Interior, se não passa da mente ou do coração; b) Externo, se é manifestado por atos do corpo; c) Individual, se é praticado por alguma pessoa; d) Social, se é praticado socialmente ou em comum; e) Absoluto, se a honra é dirigida imediatamente a Deus ou aos Santos; f) Relativo, se é dirigido imediatamente às imagens e às relíquias dos Santos; g) Público, se é praticado em nome da Igreja e por pessoas pela Igreja a isso consagradas; h) de outro modo é culto Privado. O fim do culto é o homem dar glória a Deus e imitar os seus Santos. Não se diminua, porém, o culto de Deus por causa do culto dos Santos, cujas imagens se vêem. Os Santos têm culto público e universal. Os Beatos têm culto público segundo a concessão feita pelo Romano Pontífice, limitada a alguma Ordem Religiosa ou a algum lugar. Os Servos de Deus, isto é aqueles que morreram com fama de santidade, assim como os Veneráveis, isto é, aqueles de cujas virtudes heróicas já existe um Decreto canônico, não podem ter culto público. Não é proibido, porém, prestar-lhes culto privado, rezando-lhes, tendo as suas imagens, mesmo nas paredes da igreja, mas sem auréola. CÚRIA DIOCESANA é constituída por pessoas que o Bispo nomeia para o auxiliarem no governo da Diocese, dando despacho e solícita expedição aos negócios eclesiásticos. Fazem parte da Cúria: os Censores de livros, o Conselho de vigilância doutrinal, a Comissão de vigilância para a pregação, o Conselho de administração diocesana, os Examinadores sinodais, os Párocos consultores e a Comissão disciplinar do Seminário. CÚRIA ROMANA é constituída pelas Sagradas Congregações, Tribunais e Ofícios, aos quais compete tratar dos negócios eclesiásticos que são determinados pelo Direito Canônico. CUSTÓDIA é um objeto de metal, em que se coloca a sagrada Hóstia na meia lua, ou lúnula, de ouro ou de prata dourada, para a Exposição solene do Santíssimo Sacramento.
- UMA NOVA CRIAÇÃO – Scott Hahn medita sobre o 1º Domingo da Quaresma
A Quaresma nos convida a retornar à inocência de nosso batismo. Como Noé e sua família foram salvos por meio das águas do dilúvio, nós fomos salvos por meio das águas do batismo, como Pedro nos lembra na epístola de hoje. E a aliança de Deus com Noé, na primeira leitura de hoje, marcou o início de um novo mundo. Mas também prefigurou uma nova e maior aliança entre Deus e Sua criação (ver Oséias 2:20; Isaías 11: 1-9). Vemos que essa nova aliança, e essa nova criação, tem início no Evangelho de hoje. Jesus é retratado como o novo Adão, o filho amado de Deus (ver Marcos 1:11; Lucas 3:38), vivendo em harmonia com os animais selvagens (ver Gênesis 2: 19-20), sendo servido por anjos (ver Ezequiel 28: 12-14). Como Adão, Ele também é tentado pelo demônio. Mas se Adão caiu, permitindo que reinassem o pecado e a morte (ver Romanos 5: 12-14, 17-20), Jesus saiu vitorioso. Estas são as boas novas, o “evangelho de Deus” que Jesus proclama. Por meio de Sua morte, ressurreição e entronização à direita do Pai, o mundo se tornou, novamente, reino de Deus. Pelas águas do Batismo, cada um de nós foi admitido no reino de Seu Filho amado (ver Colossenses 1: 13-14). Fomos transformados em filhos de Deus, em novas criaturas (ver 2 Coríntios 5: 7; Gálatas 4: 3-7). Mas como Jesus (e Israel antes Dele), nós passamos pelas águas batismais para sermos em seguida lançados no deserto, ou seja, num mundo cheio de aflições em que nossa fidelidade deverá ser provada (ver 1 Coríntios 10: 1-4, 9,13; Deuteronômio 8 : 2, 16). Nesta viagem, somos conduzidos por Jesus. Ele é o Salvador, o caminho e a verdade que cantamos no Salmo de hoje (ver João 14: 6). Jesus nos alimenta com o pão dos anjos (ver Salmos 78:25; Sabedoria 16:20) e purifica as nossas consciências no Sacramento da Reconciliação. Ao iniciarmos esta santa época da Quaresma, renovemos os nossos votos batismais de arrependimento e fé no Evangelho. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/the-new-creation-scott-hahn-reflects-on-the-first-sunday-of-lent/
- O caminho espiritual da Quaresma, por Dom Athanasius Schneider
O tempo da Quaresma é um tempo de graças especiais. O seu objetivo é a renovação da nossa vida espiritual, para nos aproximar do pensamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, para adquirir os Seus sentimentos, especialmente o Seu amor ardente por Deus e a salvação das almas, e a Sua humildade de coração. A humildade de coração é alcançada também por meio de um arrependimento sincero e contrição pelos nossos próprios pecados. A jornada de renovação espiritual da nossa alma significa também uma batalha espiritual. Dom Prosper Guéranger deu-nos a seguinte explicação do significado espiritual do tempo da Quaresma: «O Filho de Deus, feito Homem para a nossa salvação e desejando sujeitar-se ao sofrimento do jejum, escolheu o número de Quarenta Dias. A instituição da Quaresma é, assim, apresentada diante de nós com tudo o que pode impressionar a mente com o seu carácter solene e com o seu poder de apaziguar a Deus e purificar as nossas almas. Vamos, portanto, olhar além do pequeno mundo que nos rodeia e ver como todo o universo cristão está, neste exacto momento, a oferecer esta penitência de Quarenta Dias como um sacrifício de propiciação à ofendida Majestade de Deus; e esperemos que, como no caso dos Ninivitas, Ele aceite misericordiosamente a oferta deste ano da nossa expiação e nos perdoe os nossos pecados. A Igreja, na Quarta-feira de Cinzas, chama a Quaresma o combate cristão. Sim, – para que possamos ter aquela novidade de vida que nos fará dignos de cantar, mais uma vez, o nosso Aleluia –, devemos vencer os nossos três inimigos: o diabo, a carne e o mundo. Somos companheiros de combate com o nosso Jesus, pois Ele também se submete à tripla tentação, que Lhe foi sugerida pessoalmente por Satanás. Portanto, devemos ter a nossa armadura e vigiar incessantemente» (Ano Litúrgico, Prefácio. Quaresma). A Quaresma é o tempo para nos lembrarmos da nossa regeneração para a vida divina da graça que uma vez recebemos no Santo Baptismo. Dom Guéranger explica: «Devemos lembrar-nos de que a festa da Páscoa deve ser o dia do novo nascimento dos nossos catecúmenos; e como, nos primeiros tempos da Igreja, a Quaresma foi a preparação imediata e solene dada aos candidatos ao Baptismo. A sagrada Liturgia da época actual retém muito das instruções que costumava dar aos Catecúmenos; e, ao ouvirmos as suas magníficas Lições do Antigo e do Novo Testamento, por meio das quais completou a sua iniciação, devemos pensar, com gratidão, em como não fomos obrigados a esperar anos antes de sermos feitos Filhos de Deus, mas fomos misericordiosamente admitidos ao Baptismo ainda na nossa infância. Seremos levados a orar por esses novos Catecúmenos, que neste mesmo ano, em países longínquos, estão a receber instruções dos seus zelosos Missionários e aguardam, como os postulantes da Igreja primitiva, aquela grande festa da vitória de Nosso Senhor sobre a Morte, quando devem ser purificados nas águas do Baptismo e receber, por meio deste, contacto com a regeneração» (Ano Litúrgico, Prefácio. Quaresma). Leia também Dicas para viver bem o Tempo da Quaresma Cada tempo da Quaresma deve aproximar-nos um pouco mais à conformação interior com os pensamentos e sentimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Os três principais meios no caminho desta renovação espiritual são: a oração (meditação da Paixão de Cristo), a esmola (amor ao próximo, paciência), o jejum (penitência corporal). Ao executar exteriormente estes três actos, devemos ser movidos e sustentados pela virtude do amor e da humildade. Estas duas virtudes deveriam ser para nós um elemento concreto para o exame de consciência todas as noites da Quaresma. Quanto amor e humildade tive, hoje, na minha oração, no meu jejum, em fazer boas obras para com o próximo? 1) A oração e a meditação da Paixão de Cristo devem acender em nós a verdadeira contrição pelos nossos pecados, que foram a única causa dos amargos sofrimentos do Senhor, mas, ao mesmo tempo, esta meditação deve acender em nós o fogo do amor ao Senhor. 2) Sobre o jejum durante a Quaresma, São Francisco de Sales fala-nos assim: «Pensei em falar-vos das condições que tornam o jejum bom e meritório. Entendam que o jejum por si só não é uma virtude. É uma virtude apenas quando acompanhada de condições que a tornam agradável a Deus. Encontramos algumas pessoas que pensam que, para jejuar bem durante a época sagrada da Quaresma, basta abster-se de comer alguns alimentos proibidos. Bem sabemos que não basta jejuar exteriormente se não jejuarmos também interiormente e se não acompanharmos o jejum do corpo com o do espírito. Agora, entre todas as condições exigidas para jejuar bem, seleccionarei três principais… A primeira condição é que devemos jejuar de todo o coração, de boa vontade, de todo o coração, universal e inteiramente. A segunda condição é nunca jejuar por vaidade, mas sempre por humildade. A terceira condição necessária para jejuar bem é olhar para Deus e fazer tudo para agradá-Lo» (Sermão durante a Quaresma de 1622). O jejum do corpo é alimento para a alma. Santo Atanásio ensinou: «Vejam o que o jejum faz: cura doenças, expulsa demónios, remove pensamentos perversos, purifica o coração. Se alguém foi tomado por um espírito impuro, diga-lhe que esta espécie, de acordo com a palavra do Senhor, “não se expulsa senão à força de oração e de jejum” (Mt 17, 21)». São Basílio, o Grande, explicou o significado do jejum com as seguintes palavras: «Há um jejum físico e espiritual. No jejum físico, o corpo abstém-se de comida e bebida. No jejum espiritual, o jejuador abstém-se de más intenções, palavras e acções. Aquele que jejua verdadeiramente abstém-se de raiva, malícia e vingança. Aquele que realmente jejua abstém-se de conversa fiada e suja, retórica vazia, calúnia, julgamentos, lisonja, mentira e todo o tipo de conversa rancorosa. Numa palavra, um verdadeiro jejuador é aquele que se afasta de todo o mal. Por mais que subtraias do corpo, tanto adicionarás à força da alma». Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma 3) Sobre a esmola e a caridade, diz São João Maria Vianney: «Há um certo tipo de esmola que todos podem fazer. Vês bem que dar esmola não consiste apenas em alimentar os famintos e em dar roupas aos que não têm. Consiste em todos os serviços que alguém presta ao próximo, seja de corpo ou alma, quando o faz com espírito de caridade. Quando temos pouco, muito bem, vamos dar um pouco; e quando não temos nada, vamos emprestar, se pudermos. Se não puderes fornecer aos que estão doentes tudo o que seria bom para eles, bem, então, podes visitá-los, podes dizer-lhes palavras de consolo, podes rezar por eles para que façam bom uso da sua doença. Tudo é bom e precioso aos olhos de Deus quando agimos por motivos de religião e de caridade, porque Jesus Cristo diz-nos que um copo de água não ficaria sem recompensa. Vês, portanto, que, embora possamos ser muito pobres, ainda podemos facilmente dar esmolas. Eu disse-te que, por mais exigente que seja o nosso trabalho, há um certo tipo de oração que podemos fazer continuamente sem, ao mesmo tempo, perturbar o nosso trabalho, e é assim que é feito. É procurar, em tudo o que fazemos, fazer apenas a vontade de Deus. Diz-me, é tão difícil procurar apenas fazer a vontade de Deus em todas as nossas acções, por menores que sejam? Com essa oração, tudo se torna meritório para o Céu e, sem essa vontade, tudo está perdido. Ai de mim! Quantas coisas boas, que nos ajudariam tão bem a ganhar o Céu, não são recompensadas simplesmente por não cumprirmos os nossos deveres normais com a intenção correcta!». A virtude da caridade tem de ser o comandante, o general do exército, em todos os nossos actos exteriores e, especialmente, durante a Quaresma. São Francisco de Sales dá-nos essa explicação, dizendo: «O amor divino é o general das virtudes. Só ele pode ganhar o céu e vencer o inferno. Ele conquista pessoalmente o inimigo e, ao mesmo tempo, comanda as demais virtudes a actuarem em todo o campo de batalha. Muitas virtudes agem mesmo sem as ordens explícitas de caridade. Essas também afirmam a caridade como suas. São Paulo escreve: “A caridade tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Cor 13, 7). Embora a caridade faça tudo isso, distribuímos o elogio a muitas virtudes. A Escritura diz que somos salvos pela fé, ou pela esmola, ou pela oração, ou pela humildade, ou pela esperança ou pela castidade. Certamente, essas virtudes salvam-nos, mas apenas porque estão unidas à caridade. Só a caridade dá a cada virtude a sua santidade. “A caridade tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Cor 13, 7). São Paulo escreve isso porque a caridade anima cada virtude a realizar as suas acções únicas. Algumas pessoas amam excessivamente uma virtude e deixam a caridade de lado. Tertuliano, por exemplo, amava tanto a castidade que violou a caridade. Deixou a Igreja Católica para praticar a castidade de acordo com as suas próprias ideias. Alguns amavam tanto a pobreza que se tornaram hereges. Muitos entusiastas exaltam a oração e deixam a caridade para trás! Alguns hereges exaltam o amor pelos pobres e deixam de lado o amor a Deus, dizendo que o homem só é salvo pela esmola. Isso viola o ensinamento de São Paulo. “Ainda que eu distribua todos os meus bens, se não tiver amor, de nada me vale” (1 Cor 13, 3). “Deus erga diante de mim a sua bandeira de amor”, diz o livro Cântico dos Cânticos (Ct 2, 4). O amor é o estandarte no exército de Deus, a única bandeira sob a qual lutamos pelo nosso Salvador. Que todas as virtudes obedeçam à caridade. Amemos cada virtude apenas porque agrada a Deus. Desta forma, o amor divino dará vida a todas as virtudes» (Tratado sobre o amor de Deus, 11, 4; 11, 14). Leia também Na quaresma, o Jejum e a Abstinência de carne são necessários? Poderíamos propor os seguintes meios práticos para viver com mais benefícios espirituais este tempo de Quaresma. Quanto à oração: rezar, pelo menos todas as sextas-feiras, a Via-Sacra. Poderíamos participar num serviço comum numa igreja ou capela. Seria bom percorrer a Via-Sacra, talvez também fora, onde é possível. Poderíamos rezar, uma vez por semana, a Via-Sacra, adicionalmente em família, com toda a família em casa. Poderíamos rezar, individualmente, todos os dias, os mistérios dolorosos do Rosário. Às sextas-feiras, às três horas da tarde, na hora da morte de Nosso Senhor, poderíamos fazer uma breve reflexão sobre a santa Morte do Senhor, com uma oração, agradecendo ao Senhor pela Sua morte redentora e confiando-Lhe a nossa própria morte, a de todos os nossos caros e a de todos os pecadores impenitentes que estão a morrer neste momento. Poderíamos recitar a seguinte oração: «Senhor, por mim e por outros como eu, levastes, uma vez, a cruz vergonhosa, os cravos, a lança. Uma coroa de espinhos perfurou a Vossa fronte sagrada, que suor de sangue escorria de cada membro. Esse então era, é, o Vosso amor por mim. Esse é, e continuará a ser, o meu amor por Vós». Quanto ao jejum: Os nossos irmãos e irmãs das Igrejas Orientais dão-nos um exemplo de jejum concreto durante todos os 40 dias da Quaresma. Abstêm-se totalmente de todos os produtos de origem animal, pois observam a tradição do jejum que era observada desde os primeiros séculos e era comum a todos os cristãos, e também na Igreja Romana até ao início do século XX. Poderíamos, por exemplo, abster-nos de carne e alimentos caros durante toda a Quaresma. E o que economizamos em dinheiro, por causa dessa abstinência, poderíamos dar aos pobres. Às sextas-feiras, podíamos observar um jejum estrito, ou seja, uma refeição completa e dois lanches leves. Alguém poderia fazer alguma outra penitência corporal, como ajoelhar-se ou usar o cilício. Uma saudável obra de penitência seria também abster-se de ver televisão e restringir ao mínimo o uso da Internet durante a Quaresma. Quanto a dar esmolas e fazer obras de caridade: Poderíamos visitar, metodicamente, alguns pobres, solitários e enfermos. Passar algum tempo ao lado do leito dos enfermos para consolá-los, rezar com eles e por eles. Visitar pessoas na prisão, se tal for permitido e possível. Leia também O QUE ACONTECEU COM A QUARESMA? O Papa Leão Magno deixou-nos as seguintes admoestações inspiradoras do tempo da Quaresma: «A mente de todos os homens deve ser movida, com maior zelo, pelo progresso espiritual e animada por maior confiança quando o retorno do dia em que fomos redimidos nos convida a todos os deveres da piedade: para que possamos conservar o sublime mistério da paixão do Senhor com corpos e corações purificados. Esses grandes mistérios realmente exigem de nós tal devoção e reverência incansável que devemos permanecer à vista de Deus assim como devemos ser encontrados na própria festa da Páscoa. Mas porque poucos têm esta constância e porque enquanto a observância mais estrita é relaxada em consideração à fragilidade da carne, e enquanto os interesses de alguém se estendem por todas as várias acções desta vida, até mesmo os corações piedosos devem obter algumas manchas do pó do mundo, a Providência Divina cuidou com grande beneficência para que a disciplina dos quarenta dias nos curasse e restaurasse a pureza das nossas mentes, durante a qual as faltas de outros tempos poderiam ser redimidas por actos piedosos e removidas por jejum casto» (Sermão 42). Entremos neste tempo sagrado com fé, confiança, com uma alma que anseia por Deus, dizendo, em analogia com as palavras do Salmo 42, que são ditas no início de cada Santa Missa: “Entrarei no tempo sagrado da Quaresma de Deus, do Deus que é a alegria da minha vida” e acrescentando estas palavras do Salmo 103: «Bendiz, ó minha alma, o Senhor, e todo o meu ser louve o seu nome santo. Bendiz, ó minha alma, o Senhor, e não esqueças nenhum dos seus benefícios. É Ele quem perdoa as tuas culpas e cura todas as tuas enfermidades. É Ele quem resgata a tua vida do túmulo e te enche de graça e de ternura. É Ele quem cumula de bens a tua existência e te rejuvenesce como a águia» (Sl 103, 2-5). A todos nos seja concedida uma santa e abençoada Quaresma, vivida na companhia da Bem-aventurada Virgem Maria, nossa Mãe dolorosa, com São José, os nossos santos padroeiros especiais e com os nossos Anjos da Guarda. † Athanasius Schneider, Bispo auxiliar de Maria Santíssima em Astana Texto do site diesirae.pt Leia também Quaresma: roteiro de meditações e dicas de vida espiritual #Quaresma
- O caminho espiritual da Quaresma, por Dom Athanasius Schneider
O tempo da Quaresma é um tempo de graças especiais. O seu objetivo é a renovação da nossa vida espiritual, para nos aproximar do pensamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, para adquirir os Seus sentimentos, especialmente o Seu amor ardente por Deus e a salvação das almas, e a Sua humildade de coração. A humildade de coração é alcançada também por meio de um arrependimento sincero e contrição pelos nossos próprios pecados. A jornada de renovação espiritual da nossa alma significa também uma batalha espiritual. Dom Prosper Guéranger deu-nos a seguinte explicação do significado espiritual do tempo da Quaresma: «O Filho de Deus, feito Homem para a nossa salvação e desejando sujeitar-se ao sofrimento do jejum, escolheu o número de Quarenta Dias. A instituição da Quaresma é, assim, apresentada diante de nós com tudo o que pode impressionar a mente com o seu carácter solene e com o seu poder de apaziguar a Deus e purificar as nossas almas. Vamos, portanto, olhar além do pequeno mundo que nos rodeia e ver como todo o universo cristão está, neste exacto momento, a oferecer esta penitência de Quarenta Dias como um sacrifício de propiciação à ofendida Majestade de Deus; e esperemos que, como no caso dos Ninivitas, Ele aceite misericordiosamente a oferta deste ano da nossa expiação e nos perdoe os nossos pecados. A Igreja, na Quarta-feira de Cinzas, chama a Quaresma o combate cristão. Sim, – para que possamos ter aquela novidade de vida que nos fará dignos de cantar, mais uma vez, o nosso Aleluia –, devemos vencer os nossos três inimigos: o diabo, a carne e o mundo. Somos companheiros de combate com o nosso Jesus, pois Ele também se submete à tripla tentação, que Lhe foi sugerida pessoalmente por Satanás. Portanto, devemos ter a nossa armadura e vigiar incessantemente» (Ano Litúrgico, Prefácio. Quaresma). A Quaresma é o tempo para nos lembrarmos da nossa regeneração para a vida divina da graça que uma vez recebemos no Santo Baptismo. Dom Guéranger explica: «Devemos lembrar-nos de que a festa da Páscoa deve ser o dia do novo nascimento dos nossos catecúmenos; e como, nos primeiros tempos da Igreja, a Quaresma foi a preparação imediata e solene dada aos candidatos ao Baptismo. A sagrada Liturgia da época actual retém muito das instruções que costumava dar aos Catecúmenos; e, ao ouvirmos as suas magníficas Lições do Antigo e do Novo Testamento, por meio das quais completou a sua iniciação, devemos pensar, com gratidão, em como não fomos obrigados a esperar anos antes de sermos feitos Filhos de Deus, mas fomos misericordiosamente admitidos ao Baptismo ainda na nossa infância. Seremos levados a orar por esses novos Catecúmenos, que neste mesmo ano, em países longínquos, estão a receber instruções dos seus zelosos Missionários e aguardam, como os postulantes da Igreja primitiva, aquela grande festa da vitória de Nosso Senhor sobre a Morte, quando devem ser purificados nas águas do Baptismo e receber, por meio deste, contacto com a regeneração» (Ano Litúrgico, Prefácio. Quaresma). Leia também Dicas para viver bem o Tempo da Quaresma Cada tempo da Quaresma deve aproximar-nos um pouco mais à conformação interior com os pensamentos e sentimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Os três principais meios no caminho desta renovação espiritual são: a oração (meditação da Paixão de Cristo), a esmola (amor ao próximo, paciência), o jejum (penitência corporal). Ao executar exteriormente estes três actos, devemos ser movidos e sustentados pela virtude do amor e da humildade. Estas duas virtudes deveriam ser para nós um elemento concreto para o exame de consciência todas as noites da Quaresma. Quanto amor e humildade tive, hoje, na minha oração, no meu jejum, em fazer boas obras para com o próximo? 1) A oração e a meditação da Paixão de Cristo devem acender em nós a verdadeira contrição pelos nossos pecados, que foram a única causa dos amargos sofrimentos do Senhor, mas, ao mesmo tempo, esta meditação deve acender em nós o fogo do amor ao Senhor. 2) Sobre o jejum durante a Quaresma, São Francisco de Sales fala-nos assim: «Pensei em falar-vos das condições que tornam o jejum bom e meritório. Entendam que o jejum por si só não é uma virtude. É uma virtude apenas quando acompanhada de condições que a tornam agradável a Deus. Encontramos algumas pessoas que pensam que, para jejuar bem durante a época sagrada da Quaresma, basta abster-se de comer alguns alimentos proibidos. Bem sabemos que não basta jejuar exteriormente se não jejuarmos também interiormente e se não acompanharmos o jejum do corpo com o do espírito. Agora, entre todas as condições exigidas para jejuar bem, seleccionarei três principais… A primeira condição é que devemos jejuar de todo o coração, de boa vontade, de todo o coração, universal e inteiramente. A segunda condição é nunca jejuar por vaidade, mas sempre por humildade. A terceira condição necessária para jejuar bem é olhar para Deus e fazer tudo para agradá-Lo» (Sermão durante a Quaresma de 1622). O jejum do corpo é alimento para a alma. Santo Atanásio ensinou: «Vejam o que o jejum faz: cura doenças, expulsa demónios, remove pensamentos perversos, purifica o coração. Se alguém foi tomado por um espírito impuro, diga-lhe que esta espécie, de acordo com a palavra do Senhor, “não se expulsa senão à força de oração e de jejum” (Mt 17, 21)». São Basílio, o Grande, explicou o significado do jejum com as seguintes palavras: «Há um jejum físico e espiritual. No jejum físico, o corpo abstém-se de comida e bebida. No jejum espiritual, o jejuador abstém-se de más intenções, palavras e acções. Aquele que jejua verdadeiramente abstém-se de raiva, malícia e vingança. Aquele que realmente jejua abstém-se de conversa fiada e suja, retórica vazia, calúnia, julgamentos, lisonja, mentira e todo o tipo de conversa rancorosa. Numa palavra, um verdadeiro jejuador é aquele que se afasta de todo o mal. Por mais que subtraias do corpo, tanto adicionarás à força da alma». Leia também Sugestões de penitências e mortificações na quaresma 3) Sobre a esmola e a caridade, diz São João Maria Vianney: «Há um certo tipo de esmola que todos podem fazer. Vês bem que dar esmola não consiste apenas em alimentar os famintos e em dar roupas aos que não têm. Consiste em todos os serviços que alguém presta ao próximo, seja de corpo ou alma, quando o faz com espírito de caridade. Quando temos pouco, muito bem, vamos dar um pouco; e quando não temos nada, vamos emprestar, se pudermos. Se não puderes fornecer aos que estão doentes tudo o que seria bom para eles, bem, então, podes visitá-los, podes dizer-lhes palavras de consolo, podes rezar por eles para que façam bom uso da sua doença. Tudo é bom e precioso aos olhos de Deus quando agimos por motivos de religião e de caridade, porque Jesus Cristo diz-nos que um copo de água não ficaria sem recompensa. Vês, portanto, que, embora possamos ser muito pobres, ainda podemos facilmente dar esmolas. Eu disse-te que, por mais exigente que seja o nosso trabalho, há um certo tipo de oração que podemos fazer continuamente sem, ao mesmo tempo, perturbar o nosso trabalho, e é assim que é feito. É procurar, em tudo o que fazemos, fazer apenas a vontade de Deus. Diz-me, é tão difícil procurar apenas fazer a vontade de Deus em todas as nossas acções, por menores que sejam? Com essa oração, tudo se torna meritório para o Céu e, sem essa vontade, tudo está perdido. Ai de mim! Quantas coisas boas, que nos ajudariam tão bem a ganhar o Céu, não são recompensadas simplesmente por não cumprirmos os nossos deveres normais com a intenção correcta!». A virtude da caridade tem de ser o comandante, o general do exército, em todos os nossos actos exteriores e, especialmente, durante a Quaresma. São Francisco de Sales dá-nos essa explicação, dizendo: «O amor divino é o general das virtudes. Só ele pode ganhar o céu e vencer o inferno. Ele conquista pessoalmente o inimigo e, ao mesmo tempo, comanda as demais virtudes a actuarem em todo o campo de batalha. Muitas virtudes agem mesmo sem as ordens explícitas de caridade. Essas também afirmam a caridade como suas. São Paulo escreve: “A caridade tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Cor 13, 7). Embora a caridade faça tudo isso, distribuímos o elogio a muitas virtudes. A Escritura diz que somos salvos pela fé, ou pela esmola, ou pela oração, ou pela humildade, ou pela esperança ou pela castidade. Certamente, essas virtudes salvam-nos, mas apenas porque estão unidas à caridade. Só a caridade dá a cada virtude a sua santidade. “A caridade tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Cor 13, 7). São Paulo escreve isso porque a caridade anima cada virtude a realizar as suas acções únicas. Algumas pessoas amam excessivamente uma virtude e deixam a caridade de lado. Tertuliano, por exemplo, amava tanto a castidade que violou a caridade. Deixou a Igreja Católica para praticar a castidade de acordo com as suas próprias ideias. Alguns amavam tanto a pobreza que se tornaram hereges. Muitos entusiastas exaltam a oração e deixam a caridade para trás! Alguns hereges exaltam o amor pelos pobres e deixam de lado o amor a Deus, dizendo que o homem só é salvo pela esmola. Isso viola o ensinamento de São Paulo. “Ainda que eu distribua todos os meus bens, se não tiver amor, de nada me vale” (1 Cor 13, 3). “Deus erga diante de mim a sua bandeira de amor”, diz o livro Cântico dos Cânticos (Ct 2, 4). O amor é o estandarte no exército de Deus, a única bandeira sob a qual lutamos pelo nosso Salvador. Que todas as virtudes obedeçam à caridade. Amemos cada virtude apenas porque agrada a Deus. Desta forma, o amor divino dará vida a todas as virtudes» (Tratado sobre o amor de Deus, 11, 4; 11, 14). Leia também Na quaresma, o Jejum e a Abstinência de carne são necessários? Poderíamos propor os seguintes meios práticos para viver com mais benefícios espirituais este tempo de Quaresma. Quanto à oração: rezar, pelo menos todas as sextas-feiras, a Via-Sacra. Poderíamos participar num serviço comum numa igreja ou capela. Seria bom percorrer a Via-Sacra, talvez também fora, onde é possível. Poderíamos rezar, uma vez por semana, a Via-Sacra, adicionalmente em família, com toda a família em casa. Poderíamos rezar, individualmente, todos os dias, os mistérios dolorosos do Rosário. Às sextas-feiras, às três horas da tarde, na hora da morte de Nosso Senhor, poderíamos fazer uma breve reflexão sobre a santa Morte do Senhor, com uma oração, agradecendo ao Senhor pela Sua morte redentora e confiando-Lhe a nossa própria morte, a de todos os nossos caros e a de todos os pecadores impenitentes que estão a morrer neste momento. Poderíamos recitar a seguinte oração: «Senhor, por mim e por outros como eu, levastes, uma vez, a cruz vergonhosa, os cravos, a lança. Uma coroa de espinhos perfurou a Vossa fronte sagrada, que suor de sangue escorria de cada membro. Esse então era, é, o Vosso amor por mim. Esse é, e continuará a ser, o meu amor por Vós». Quanto ao jejum: Os nossos irmãos e irmãs das Igrejas Orientais dão-nos um exemplo de jejum concreto durante todos os 40 dias da Quaresma. Abstêm-se totalmente de todos os produtos de origem animal, pois observam a tradição do jejum que era observada desde os primeiros séculos e era comum a todos os cristãos, e também na Igreja Romana até ao início do século XX. Poderíamos, por exemplo, abster-nos de carne e alimentos caros durante toda a Quaresma. E o que economizamos em dinheiro, por causa dessa abstinência, poderíamos dar aos pobres. Às sextas-feiras, podíamos observar um jejum estrito, ou seja, uma refeição completa e dois lanches leves. Alguém poderia fazer alguma outra penitência corporal, como ajoelhar-se ou usar o cilício. Uma saudável obra de penitência seria também abster-se de ver televisão e restringir ao mínimo o uso da Internet durante a Quaresma. Quanto a dar esmolas e fazer obras de caridade: Poderíamos visitar, metodicamente, alguns pobres, solitários e enfermos. Passar algum tempo ao lado do leito dos enfermos para consolá-los, rezar com eles e por eles. Visitar pessoas na prisão, se tal for permitido e possível. Leia também O QUE ACONTECEU COM A QUARESMA? O Papa Leão Magno deixou-nos as seguintes admoestações inspiradoras do tempo da Quaresma: «A mente de todos os homens deve ser movida, com maior zelo, pelo progresso espiritual e animada por maior confiança quando o retorno do dia em que fomos redimidos nos convida a todos os deveres da piedade: para que possamos conservar o sublime mistério da paixão do Senhor com corpos e corações purificados. Esses grandes mistérios realmente exigem de nós tal devoção e reverência incansável que devemos permanecer à vista de Deus assim como devemos ser encontrados na própria festa da Páscoa. Mas porque poucos têm esta constância e porque enquanto a observância mais estrita é relaxada em consideração à fragilidade da carne, e enquanto os interesses de alguém se estendem por todas as várias acções desta vida, até mesmo os corações piedosos devem obter algumas manchas do pó do mundo, a Providência Divina cuidou com grande beneficência para que a disciplina dos quarenta dias nos curasse e restaurasse a pureza das nossas mentes, durante a qual as faltas de outros tempos poderiam ser redimidas por actos piedosos e removidas por jejum casto» (Sermão 42). Entremos neste tempo sagrado com fé, confiança, com uma alma que anseia por Deus, dizendo, em analogia com as palavras do Salmo 42, que são ditas no início de cada Santa Missa: “Entrarei no tempo sagrado da Quaresma de Deus, do Deus que é a alegria da minha vida” e acrescentando estas palavras do Salmo 103: «Bendiz, ó minha alma, o Senhor, e todo o meu ser louve o seu nome santo. Bendiz, ó minha alma, o Senhor, e não esqueças nenhum dos seus benefícios. É Ele quem perdoa as tuas culpas e cura todas as tuas enfermidades. É Ele quem resgata a tua vida do túmulo e te enche de graça e de ternura. É Ele quem cumula de bens a tua existência e te rejuvenesce como a águia» (Sl 103, 2-5). A todos nos seja concedida uma santa e abençoada Quaresma, vivida na companhia da Bem-aventurada Virgem Maria, nossa Mãe dolorosa, com São José, os nossos santos padroeiros especiais e com os nossos Anjos da Guarda. † Athanasius Schneider, Bispo auxiliar de Maria Santíssima em Astana Texto do site diesirae.pt Leia também Quaresma: roteiro de meditações e dicas de vida espiritual #Quaresma


























