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- LETRA “B”
BÁCULO é o bastão do Bispo, Pastor dos fiéis, o emblema do seu poder pastoral. BALDAQUINO é uma espécie de dossel sustentado por colunas, que serve de ornamento a um altar ou a um trono, para se colocar nele a custódia com a Sagrada Hóstia, na exposição solene do Santíssimo Sacramento. Não pode ser colocado o crucifixo sobre o trono em que se costuma expor o Santíssimo na custódia (S. C. R.). BATISMO é um sacramento que Jesus Cristo instituiu para apagar o pecado original e fazer o homem cristão, filho de Deus e herdeiro do Céu. Ninguém se pode salvar sem ser batizado. Assim o afirmou Jesus Cristo, dizendo: «Aquele que não renascer da água e do Espírito Santo não pode entrar no reino de Deus» (Ev. S. Jo. III, 5). Em consequência desta necessidade, Jesus ordenou aos seus Apóstolos que fossem por todo o mundo pregar o Evangelho a todos os homens, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo (Ev. S. Mat. XXVIII, 19). A necessidade do batismo é tão urgente para a salvação que, havendo impossibilidade de o receber, pode ser suprido pelo martírio (batismo de sangue), ou por um ato de amor (batismo de desejo). Esta afirmação é fundada na Sagrada Escritura. Disse Jesus: «Aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai que está no Céu» (Ev. S. Mat. X, 32). Portanto, aquele que dá a vida pela fé em Jesus será recompensado com a glória do Céu. Disse também Jesus: «Aquele que me ama é amado de meu Pai, e eu o amo» (Ev. S. Jo. XVI, 27). Aquele que é amado de Deus e de Jesus, está na sua divina graça, é isento de pecado, é herdeiro do Céu. Todo o ser humano pode receber o sacramento do Batismo. Portanto todos os fetos abortivos devem ser batizados: aqueles de que houver dúvidas se são vivos, e os que não têm figura humana são batizados sob condição. As crianças expostas ou encontradas, se após diligente investigação não houver a certeza do seu Batismo, são batizadas sob condição. Se a mãe falecer antes do parto, o filho será extraído pelos competentes e batizado se ainda viver; duvidando-se se ainda vive, batiza-se sob condição. — Os recém-nascidos devem ser batizados quanto antes (C. 770). — Os adultos, fora do caso de necessidade, não podem ser batizados sem que o queiram, e sem conhecerem que Deus existe, que é Remunerador, e o mistério da Santíssima Trindade. Duvidando-se se algum adulto foi batizado, não se lhe administre o sacramento sem ouvir o Bispo, salvo em caso de necessidade (C. P.). — As crianças batizadas em casa em perigo de vida, se foram verdadeiramente batizadas e viverem, serão levadas à igreja somente para serem feitas as cerimônias complementares do Batismo. Se houver dúvidas sobre a realidade do Batismo, serão batizadas sob condição. A Administração do sacramento do Batismo é reservada ao Pároco do local em que moram os pais do batizando. Em perigo de morte, o batismo pode ser administrado por qualquer pessoa, mesmo pelo pai ou mãe do batizando, se não houver mais ninguém que batize, contanto que observe a forma da Igreja, isto é: que deite água sobre a cabeça do batizando três vezes, dizendo ao mesmo tempo: «Eu te batizo em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo». — Fora do perigo de morte, nem mesmo o Bispo pode permitir o Batismo privado, a não ser que se trate de hereges adultos, que hajam de ser batizados condicionalmente (C. 759). — Esforçar-se-ão os Párocos para que seja posto ao batizado um nome cristão, e, se o não puderem conseguir, acrescentem ao nome imposto pelos pais o de algum Santo, escrevendo no assento do Batismo os dois nomes (C. 761). Escreva-se entre parêntesis o nome não cristão. Não se deve batizar ninguém solenemente sem ter o seu padrinho, sendo isso possível. Até mesmo no Batismo privado deve haver padrinho, se facilmente se poder conseguir. Se não o houver, tenha-o ao suprir as cerimônias do batismo, embora nesse caso não contraia parentesco espiritual (C. 762). Só pode ser admitido um padrinho no Batismo, ou quando muito dois. Se for um, pode ser de qualquer sexo; se forem dois, deve ser um do sexo masculino e outro do sexo feminino (C 764). Pelo Batismo somente o batizante e os padrinhos contraem parentesco espiritual com o batizado (C. 768). O padrinho deve: ser batizado, não pertencer a alguma seita herética ou cismática, ter atingido o uso da razão, ter intenção de assumir esse encargo, no ato do Batismo sustentar ou tocar fisicamente, por si ou por procurador, o batizando (C. 765). Sejam afastados nominalmente do múnus de padrinho os concubinários públicos (quer ligados pelo contrato civil ou não), os duelistas, os que proíbem que seus filhos se batizem ou recebam a primeira comunhão, os que impedem que os seus domésticos cumpram os preceitos da Igreja, assim como os que divulgam doutrinas contrárias à Religião, se isso constar publicamente (C. P.). Para o efeito das cerimônias do Batismo são consideradas crianças ou infantes os que ainda não atingiram o uso da razão, e a estes são equiparados os dementes desde a infância, seja qual for a sua idade; adultos são os que têm o uso da razão (C. 745). O lugar próprio para a administração solene do Batismo é o batistério da igreja ou capela pública (C. 773). O Batismo privado em caso de necessidade urgente deve-se administrar em qualquer lugar e tempo (C. 771). BATISTÉRIO é o lugar da igreja onde está a pia batismal com água para o batismo. Deve estar em capela própria à entrada da igreja, do lado do Evangelho. Não havendo capela, deve estar ao fundo da igreja, cercado por uma grade. No batistério deve haver um armário, onde se conservem os Santos Óleos, o sal bento e a concha para deitar a água sobre a cabeça do batizando; deve estar fechado, assim como a pia, ficando a chave em poder do Pároco. Convém que junto da pia do batistério haja alguma representação do batismo de Nosso Senhor (C. P.). A pia batismal é obrigatória em cada igreja paroquial; deve ser de pedra e dividida em duas partes, sendo uma para conservar a água batismal, e a outra para receber a água usada era cada batismo, a qual se escoará por um orifício para a terra. Não havendo essa divisão na pia, a água deve escorrer da cabeça do que se batiza para uma bacia, e depois lançada no sumidouro. O Bispo pode, para comodidade dos fiéis, permitir ou mandar que haja também uma pia batismal noutra igreja ou capela pública dentro dos limites da paróquia (C. 774). BARRETE ECLESIÁSTICO é o que os Sacerdotes põem na cabeça como complemento do vestuário coral, e deve ser usado somente nos atos litúrgicos. BASÍLICA é uma igreja a que a Santa Sé concede esse título honorífico. Em Portugal há as Basílicas de Mafra, da Estrela e da Sé de Évora. No Brasil, há a Basílica de Nossa Senhora da Conceição de Aparecida. BEATIFICAÇÃO dos Servos de Deus. Para a beatificação dos Servos de Deus é necessário que, além da prova do heroísmo das suas virtudes, ou o martírio, haja a prova da dois, três, ou quatro milagres, segundo os casos, feitos por sua intercessão (C. 2116, 2117). A discussão das suas virtudes, no processo para a beatificação, não deve começar antes de passados cinquenta anos após a sua morte (C. 2101). A beatificação dos Servos de Deus feita pela Igreja não é objeto de infalibilidade, isto é, a Igreja não é infalível na beatificação dos Servos de Deus, porque a sentença dada em seu favor não é definitiva como é na canonização dos Santos. BEATÍSSIMO é o tratamento honorífico dado ao Romano Pontífice. BEATO é o Justo que é beatificado pela Igreja. Não pode ter culto senão no lugar e pelo modo que o Romano Pontífice conceder, nem pode ser tomado como Padroeiro sem especial Indulto da Santa Sé (C. 1277, 1278) BEM-AVENTURADOS são os justos que, imediatamente após a morte, vêem a Deus face-face e O amam com amor beatífico. Nem todos porém, gozam essa felicidade em grau igual, sendo todavia completamente felizes em qualquer grau de gozo. Disse Jesus que são bem-aventurados: os pobres em espírito; os mansos; os que choram; os que têm fome e sede de justiça; os misericordiosos; os que têm o coração puro; os pacíficos; os que padecem perseguição por amor da justiça. Todos eles têm recompensa abundante no Céu. São pobres em espírito os que têm o coração desprendido das riquezas e os que não as invejam; são mansos os que não provocam as iras, e os que aceitam resignadamente as provações da vida; os que choram lágrimas de resignação, de contrição e de amor; têm fome e sede de justiça os que desejam conhecer, amar e servir a Deus; são misericordiosos os que sofrem do sofrimento alheio e de uma maneira constante e universal; têm o coração puro os que não amam senão o que devem amar; são pacíficos os que esquecem as injúrias e detestam as querelas. Assim se podem explicar as primeiras palavras do Sermão da Montanha pregado por Jesus Cristo (E. S. Mat. V. 3-12). BEM-AVENTURANÇA é a última perfeição do homem. É o sumo bem, o qual consiste essencialmente na visão de Deus e na deleitação do gozo que da visão resulta. Exclui, portanto, todo o mal, satisfaz plenamente todos os desejos, e não se pode perder; é eterna. BÊNÇÃOS são ritos sagrados feitos pelo Sacerdote em nome da Igreja, para obter de Deus algum bem espiritual ou temporal, ou para conferir a alguma pessoa, objeto, ou lugar, caráter sagrado em ordem ao culto divino. O fim das bênçãos litúrgicas é consagrar as pessoas e os objetos ao culto divino, de tal sorte que não mais possam ser aplicadas a usos profanos; se o forem, perdem o privilégio da bênção. Todos os Sacerdotes podem fazer as bênçãos que não são reservadas ao Romano Pontífice ou aos Bispos; se todavia as fizerem sem a necessária licença, são ilícitas mas válidas (C. 1147). As coisas benzidas devem ser tratadas com reverência (C. 1150). São inválidas as bênçãos feitas sem a fórmula prescrita pela Igreja (C. 1148). BÊNÇÃO APOSTÓLICA em artigo de morte é a que o Papa ou o seu Delegado dá ao moribundo, a qual tem anexa Indulgência Plenária. O Pároco, ou outro Sacerdote que assista aos enfermos, tem a faculdade de lhes conceder a Bênção Apostólica, em artigo de morte, e não a deve omitir (C. 468). BÊNÇÃO SOLENE DE NÚPCIAS é proibida desde o primeiro domingo do Advento até ao dia de Natal inclusive, e desde quarta-feira de Cinzas até domingo de Páscoa inclusive. O Bispo do lugar pode, salvas as leis litúrgicas, permiti-la nesse tempo, havendo justa causa, devendo ser admoestados os esposos a que se abstenham de pompas demasiadas (C. 1108). BÊNÇÃO DE PARAMENTOS Deve ser dada a: corporais, palas, toalhas de altar, amitos, alvas, cíngulos, manípulos, estolas e casulas. A bênção pode ser dada pelo Pároco para a igreja e capelas da sua paróquia; pelos Superiores e Encarregados das igrejas não paroquiais, somente para essas igrejas, e por outros Sacerdotes delegados pelo Bispo (C. 1304). As alfaias benzidas ou sagradas perdem a sagração: a) se tiverem sofrido lesões ou mudanças tais que tenham perdido a antiga forma e já não sejam idôneas para o seu uso; b) se tiverem sido empregadas em usos indecorosos, ou expostos à venda pública. O cálice e a patena não perdem a consagração por falta ou renovação da douradura, mas há obrigação de os mandar dourar (C. 1305). BENÇÃO DO SANTÍSSIMO – Ver a palavra EXPOSIÇÃO. BENS Todo o bem do homem consiste na sua sujeição a Deus. O bem da alma é melhor que o bem do corpo, e o deste é melhor que os bens exteriores. Nos bens espirituais deve o homem atender primeiro a si mesmo do que aos outros; nos bens temporais é louvável que atenda primeiro aos outros. Os bens corporais são quase de nenhum valor em comparação dos bens futuros. Os bens temporais não são prêmio de virtude, nem a sua subtração é principalmente pena de pecados. Deus dá aos Justos os bens ou males temporais somente quando lhes convêm para a sua bem-aventurança. Todos os bens e todos os males temporais acontecem igualmente aos bons e aos maus, quanto à substância, não quanto aos fins. Os bens espirituais não apetecem aos que têm afeto aos prazeres do corpo, principalmente ao da incontinência. O bem moral consiste principalmente na conversão a Deus, o mal consiste na aversão. Os bens espirituais saciam perpetuamente; não assim os temporais, porque estes pouco a pouco se corrompem. BÍBLIA OU SAGRADA ESCRITURA é uma coleção de livros escritos por alguns homens a quem Deus deu o pensamento de os escrever, inspirando-lhes tudo o que escreveram. Deus, pois, é o seu Autor; contêm por isso a palavra de Deus, e como tais a Igreja os recebeu. O que está escrito na Bíblia refere-se a duas grandes épocas da vida da humanidade. A primeira época refere o que Deus revelou antes da vinda de Jesus Cristo, e chama-se o Antigo Testamento, ou aliança de Deus com o povo hebreu; a segunda época refere o que Jesus Cristo e os seus Apóstolos ensinaram, e chama-se o Novo Testamento, ou aliança de Deus com o povo cristão. O Antigo Testamento compreende quarenta e seis livros, o primeiro dos quais, chamado Gênesis, narra a criação do mundo seguindo-se outros livros com Profecias, Salmos, Leis divinas, e a história do povo de Israel, que continua até à vinda de Jesus Cristo. O Novo Testamento compreende o Santo Evangelho, escrito por quatro Evangelistas, seguido do livro dos Atos dos Apóstolos e de várias Epistolas, escritas por alguns Apóstolos, terminando com o livro chamado Apocalipse, escrito pelo Evangelista São João. BINAÇÃO é a celebração de duas Missas pelo mesmo Sacerdote no mesmo dia. Com exceção do dia de Natal e do dia da comemoração dos Fiéis Defuntos, nos quais, por privilégio da Santa Sé, os Sacerdotes podem celebrar três Missas, não lhes é permitido dizer mais de uma Missa em cada dia. Contudo o Bispo pode autorizá-los a dizer duas Missas (binar) no mesmo dia, quando, por falta de Sacerdotes, sem essa binação uma parte notável de fiéis ficaria sem Missa em dia de preceito. Não pode o Bispo permitir que um Sacerdote celebre mais de duas Missas (C. 806) a não ser por Indulto Apostólico. Exceto no dia de Natal, não pode o Sacerdote receber estipêndio de mais de uma Missa quando bina, mas pode receber alguma retribuição por motivo estranho à aplicação da Missa (C. 824). Nalgumas Dioceses o Sacerdote pode receber estipêndio pela Missa binada, — mas esse estipêndio é destinado à sustentação do Seminário ou de outra obra pia. BISPOS são os sucessores dos Apóstolos, e por disposição divina presidem a Igrejas especiais, que governam com poder ordinário sob a autoridade do Pontífice Romano, que os nomeia livremente (C. 329). — Bispo residencial ou diocesano é aquele a quem o Papa confia uma Diocese, para a governar como Pastor ordinário e imediato. Bispo Coadjutor é aquele que o Papa nomeia para Auxiliar do Bispo diocesano com direito de sucessão. — Bispo Auxiliar é aquele que o Papa nomeia para Coadjutor sem direito de sucessão. — Bispo Titular é aquele que o Papa não liga ao governo de alguma Diocese. Jesus Cristo, confiando aos seus Apóstolos, e portanto aos Bispos, o governo da sua Igreja, disse-lhes: «Aquele que vos ouve a Mim ouve, aquele que vos despreza a Mim despreza» (Ev. S. Luc. X. 16). Veneremos, pois, os Bispos, e obedeçamos ao nosso Bispo no que manda, no que aconselha, e quando exorta. O Bispo deve ter pelo menos trinta anos de idade e cinco anos de Presbítero. É seu direito e ofício governar a Diocese tanto nas coisas espirituais como nas coisas temporais com poder legislativo, judicial e coativo, que há de exercer de harmonia com os Cânones Sagrados (C. 335). BLASFÊMIA consiste em atribuir a Deus o que não lhe convém, ou em querer tirar-lhe o que lhe convém; como se alguém dissesse: Deus é cruel, Deus é injusto. Também se chama blasfêmia toda a palavra contumeliosa contra Deus, a Virgem Maria ou os santos, enquanto que se consideram em relação a Deus, porque a injúria que se lhes faz ofende o mesmo Deus. — É sempre pecado mortal quando com deliberado consenso; por lapso de língua e sem intenção, é pecado venial. BOLSA DE CORPORAIS é a que serve para guardar o corporal. Deve ser da cor dos paramentos da Missa. BREVIÁRIO é o livro que contém o Ofício Divino, isto é, a Oração Oficial, que por lei da Igreja todos os Clérigos de Ordens Sacras e uma grande parte dos Religiosos e de Religiosas são obrigados a rezar diariamente. O Ofício Divino, também chamado Horas Canônicas, consta de: Matinas e Laudes, Prima, Tércia, Sexta, Noa, Vésperas e Completas, e estas orações devem ser rezadas a diversas horas do dia. BULA E INDULTO são dois documentos, pelos quais a Igreja dispensa os fiéis da obrigação da abstinência e do jejum em certos dias, e concede outras graças espirituais a quem os recebe, dando uma esmola determinada pelo sumo Pontífice. Os fiéis não têm obrigação de tomar a Bula e o Indulto, mas, se quiserem aproveitar-se dos privilégios que concedem, hão de os tomar dando a esmola determinada; se derem esmola menor, não lhes aproveitam os privilégios. Os que quiserem a dispensa do jejum têm de tomar os dois documentos desde a idade de 21 anos; os que quiserem somente a dispensa da abstinência têm de os tomar desde a idade de 7 anos. A ocasião de tomar a Bula e o Indulto é durante o mês de Janeiro, e a sua validade dura de 1 de Janeiro a 31 de Janeiro do ano seguinte. As esmolas que os fiéis dão quando recebem a Bula e o Indulto são distribuídas pelas igrejas pobres e pelos Seminários, que só vivem de esmolas. Também têm o nome de Bula e Indulto outros documentos emanados da Santa Sé. #dicionáriodaigrejacatólica #letraB #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #dicionáriodafécatólica #DICIONÁRIOCATÓLICO
- MORTALIUM ANIMOS
CARTA ENCÍCLICA MORTALIUM ANIMOS DO SUMO PONTÍFICE PAPA PIO XI AOS REVMOS. SENHORES PADRES PATRIARCAS, PRIMAZES, ARCEBISPOS, BISPOS E OUTROS ORDINÁRIOS DOS LUGARES EM PAZ E UNIÃO COM A SÉ APOSTÓLICA SOBRE A PROMOÇÃO DA VERDADEIRA UNIDADE DE RELIGIÃO Veneráveis irmãos Saúde e Bênção Apostólica 1. Ânsia Universal de Paz e Fraternidade Talvez jamais em uma outra época os espíritos dos mortais foram tomados por um tão grande desejo daquela fraterna amizade, pela qual em razão da unidade e identidade de natureza – somos estreitados e unidos entre nós, amizade esta que deve ser robustecida e orientada para o bem comum da sociedade humana, quanto vemos ter acontecido nestes nossos tempos. Pois, embora as nações ainda não usufruam plenamente dos benefícios da paz, antes, pelo contrário, em alguns lugares, antigas e novas discórdias vão explodindo em sedições e em conflitos civis; como não é possível, entretanto, que as muitas controvérsias sobre a tranquilidade e a prosperidade dos povos sejam resolvidas sem que exista a concórdia quanto à ação e às obras dos que governam as Cidades e administram os seus negócios; compreende-se facilmente (tanto mais que já ninguém discorda da unidade do gênero humano) porque, estimulados por esta irmandade universal, também muitos desejam que os vários povos cada dia se unam mais estreitamente. 2. A Fraternidade na Religião. Congressos Ecumênicos Entretanto, alguns lutam por realizar coisa não dissemelhante quanto à ordenação da Lei Nova trazida por Cristo, Nosso Senhor. Pois, tendo como certo que rarissimamente se encontram homens privados de todo sentimento religioso, por isto, parece, passaram a Ter a esperança de que, sem dificuldade, ocorrerá que os povos, embora cada um sustente sentença diferente sobre as coisas divinas, concordarão fraternalmente na profissão de algumas doutrinas como que em um fundamento comum da vida espiritual. Por isto costumam realizar por si mesmos convenções, assembléias e pregações, com não medíocre frequência de ouvintes e para elas convocam, para debates, promiscuamente, a todos: pagãos de todas as espécies, fiéis de Cristo, os que infelizmente se afastaram de Cristo e os que obstinada e pertinazmente contradizem à sua natureza divina e à sua missão. 3. Os Católicos não podem aprová-lo Sem dúvida, estes esforços não podem, de nenhum modo, ser aprovados pelos católicos, pois eles se fundamentam na falsa opinião dos que julgam que quaisquer religiões são, mais ou menos, boas e louváveis, pois, embora não de uma única maneira, elas alargam e significam de modo igual aquele sentido ingênito e nativo em nós, pelo qual somos levados para Deus e reconhecemos obsequiosamente o seu império. Erram e estão enganados, portanto, os que possuem esta opinião: pervertendo o conceito da verdadeira religião, eles repudiam-na e gradualmente inclinam-se para o chamado Naturalismo e para o Ateísmo. Daí segue-se claramente que quem concorda com os que pensam e empreendem tais coisas afasta-se inteiramente da religião divinamente revelada. 4. Outro erro. A união de todos os Cristãos. Argumentos falazes Entretanto, quando se trata de promover a unidade entre todos os cristãos, alguns são enganados mais facilmente por uma disfarçada aparência do que seja reto. Acaso não é justo e de acordo com o dever – costumam repetir amiúde – que todos os que invocam o nome de Cristo se abstenham de recriminações mútuas e sejam finalmente unidos por mútua caridade? Acaso alguém ousaria afirmar que ama a Cristo se, na medida de suas forças, não procura realizar as coisas que Ele desejou, ele que rogou ao Pai para que seus discípulos fossem “UM” (Jo 17, 21)? Acaso não quis o mesmo Cristo que seus discípulos fossem identificados por este como que sinal e fossem por ele distinguidos dos demais, a saber, se mutuamente se amassem: “Todos conhecerão que sois meus discípulos nisto: se tiverdes amor um pelo outro?” ( Jo 13, 35). Oxalá todos os cristão fossem “UM”, acrescentam: eles poderiam repelir muito melhor a peste da impiedade que, cada dia mais, se alastra e se expande, e se ordena ao enfraquecimento do Evangelho. 5. Debaixo desses argumentos se oculta um erro gravíssimo Os chamados “pancristãos” espalham e insuflam estas e outras coisas da mesma espécie. E eles estão tão longe de serem poucos e raros mas, ao contrário, cresceram em fileiras compactas e uniram-se em sociedades largamente difundidas, as quais, embora sobre coisas de fé cada um esteja imbuído de uma doutrina diferente, são, as mais das vezes, dirigidas por acatólicos. Esta iniciativa é promovida de modo tão ativo que, de muitos modos, consegue para si a adesão dos cidadão e arrebata e alicia os espíritos, mesmo de muitos católicos, pela esperança de realizar uma união que parecia de acordo com os desejos da Santa Mãe, a Igreja, para Quem, realmente, nada é tão antigo quanto o reconvocar e o reconduzir os filhos desviados para o seu grêmio. Na verdade, sob os atrativos e os afagos destas palavras oculta-se um gravíssimo erro pelo qual são totalmente destruídos os fundamentos da fé. 6. A verdadeira norma nesta matéria Advertidos, pois, pela consciência do dever apostólico, para que não permitamos que o rebanho do Senhor seja envolvido pela nocividade destas falácias, apelamos, veneráveis irmãos, para o vosso empenho na precaução contra este mal. Confiamos que, pelas palavras e escritos de cada um de vós, poderemos atingir mais facilmente o povo, e que os princípios e argumentos, que a seguir proporemos, sejam entendidos por ele pois, por meio deles, os católicos devem saber o que devem pensar e praticar, dado que se trata de iniciativas que dizem respeitos a eles, para unir de qualquer maneira em um só corpo os que se denominam cristãos. 7. Só uma religião pode ser verdadeira: A revelada por Deus Fomos criados por Deus, Criador de todas as coisas, para este fim: conhecê-l’O e serví-l’O. O nosso Criador possui, portanto, pleno direito de ser servido. Por certo, poderia Deus ter estabelecido apenas uma lei da natureza para o governo do homem. Ele, ao criá-lo, gravou-a em seu espírito e poderia portanto, a partir daí, governar os seus novos atos pela providência ordinária dessa mesma lei. Mas, preferiu dar preceitos aos quais nós obedecêssemos e, no decurso dos tempos, desde os começos do gênero humano até a vinda e a pregação de Jesus Cristo, Ele próprio ensinou ao homem, naturalmente dotado de razão, os deveres que dele seriam exigidos para com o Criador: “Em muitos lugares e de muitos modos, antigamente, falou Deus aos nossos pais pelos profetas; ultimamente, nestes dias, falou-nos por seu Filho” ( Heb 1,1 Seg). Está, portanto, claro que a religião verdadeira não pode ser outra senão a que se funda na palavra revelada de Deus; começando a ser feita desde o princípio, essa revelação prosseguiu sob a Lei Antiga e o próprio Cristo completou-a sob a Nova Lei. Portanto, se Deus falou – e comprova-se pela fé histórica Ter ele realmente falado – não há quem não veja ser dever do homem acreditas, de modo absoluto, em deus que se revela e obedecer integralmente a Deus que impera. Mas, para a glória de Deus e para a nossa salvação, em relação a uma coisa e outra, o Filho Unigênito de Deus instituiu na terra a sua Igreja. 8. A única religião revelada é a Igreja Católica Acreditamos, pois, que os que afirma serem cristão, não possam fazê-lo sem crer que uma Igreja, e uma só, foi fundada por Cristo. Mas, se se indaga, além disso, qual deva ser ela pela vontade do seu Autor, já não estão todos em consenso. Assim, por exemplo, muitíssimos destes negam a necessidade da Igreja de Cristo ser visível e perceptível, pelo menos na medida em que deva aparecer como um corpo único de fiéis, concordes em uma só e mesma doutrina, sob um só magistério e um só regime. Mas, pelo contrário, julgam que a Igreja perceptível e visível é uma Federação de várias comunidades cristãs, embora aderentes, cada uma delas, a doutrinas opostas entre si. Entretanto, cristo Senhor instituiu a sua Igreja como uma sociedade perfeita de natureza externa e perceptível pelos sentidos, a qual, nos tempos futuros, prosseguiria a obra da reparação do gênero humano pela regência de uma só cabeça ( Mt 16, 18 seg.; Lc 22, 32; Jo 21, 15-17), pelo magistério de uma voz viva ( Mc 16,15) e pela dispensação dos sacramentos, fontes da graça celeste ( Jo 3, 5; 6,48-50; 20,22 seg.; cf. Mt 18, 18; etc.). Por esse motivo, por comparações afirmou-a semelhante a um reino ( Mt, 13), a uma casa ( Mt 16, 18), a um redil de ovelhas ( Jo 10, 16) e a um rebanho ( Jo 21, 15-17). Esta Igreja, fundada de modo tão admirável, ao Lhe serem retirados o seu Fundador e os Apóstolos que por primeiro a propagaram, em razão da morte deles, não poderia cessar de existir e ser extinta, uma vez que Ela era aquela a quem, sem nenhuma discriminação quanto a lugares e a tempos, fora dado o preceito de conduzir todos os homens à salvação eterna: “Ide, pois, ensinai a todos os povos” (Mt 28, 19). Acaso faltaria à Igreja algo quanto à virtude e eficácia no cumprimento perene desse múnus, quando o próprio Cristo solenemente prometeu estar sempre presente a ela: “Eis que Eu estou convosco, todos os dias, até a consumação dos séculos?” ( Mt 28, 20). Deste modo, não pode ocorrer que a Igreja de Cristo não exista hoje e em todo o tempo, e também que Ela não exista hoje e em todo o tempo, e também que Ela não exista como inteiramente a mesma que existiu à época dos Apóstolos. A não ser que desejemos afirmar que: Cristo Senhor ou não cumpriu o que propôs ou que errou ao afirmar que as portas do inferno jamais prevaleceriam contra Ela (Mt 16,18). 9. Um erro capital do movimento ecumêmico na pretendida união das Igrejas cristãs Ocorre-nos dever esclarecer e afastar aqui certa opinião falsa, da qual parece depender toda esta questão e proceder essa múltipla ação e conspiração dos acatólicos que, como dissemos, trabalham pela união das igrejas cristãs. Os autores desta opinião acostumaram-se a citar, quase que indefinidamente, a Cristo dizendo: “Para que todos sejam um”… “Haverá um só rebanho e um só Pastos”( Jo 27,21; 10,16). Fazem-no todavia de modo que, por essas palavras, queriam significar um desejo e uma prece de Cristo ainda carente de seu efeito. Pois opinam: a unidade de fé e de regime, distintivo da verdadeira e única Igreja de Cristo, quase nunca existiu até hoje e nem hoje existe; que ela pode, sem dúvida, ser desejada e talvez realizar-se alguma vez, por uma inclinação comum das vontades; mas que, entrementes, deve existir apenas uma fictícia unidade. Acrescentam que a Igreja é, por si mesma, por natureza, dividida em partes, isto é, que ela consta de muitas igreja ou comunidades particulares, as quais, ainda separadas, embora possuam alguns capítulos comuns de doutrina, discordam todavia nos demais. Que cada uma delas possui os mesmos direitos, que, no máximo, a Igreja foi única e una, da época apostólica até os primeiros concílios ecumênicos. Assim, dizem, é necessários colocar de lado e afastar as controvérsias e as antiquíssimas variedade de sentenças que até hoje impedem a unidade do nome cristão e, quanto às outras doutrinas, elaborar e propor uma certa lei comum de crer, em cuja profissão de fé todos se conheçam e se sintam como irmãos, pois, se as múltiplas igrejas e comunidades forem unidas por um certo pacto, existiria já a condição para que os progressos da impiedade fossem futuramente impedidos de modo sólido e frutuoso. Estas são, Veneráveis Irmãos, as afirmações comuns. Existem, contudo, os que estabelecem e concedem que o chamado Protestantismo, de modo bastante inconsiderado, deixou de lado certos capítulos da fé e alguns ritos do culto exterior, sem dúvida gratos e úteis, que, pelo contrário, a Igreja Romana ainda conserva. Mas, de imediato, acrescentam que esta mesma Igreja também agiu mal, corrompendo a religião primitiva por algumas doutrinas alheias e repugnantes ao Evangelho, propondo acréscimos para serem cridos: enumeram como o principal entre estes o que versa sobre o Primado de Jurisdição atribuído a Pedro e a seus Sucessores na Sé Romana. Entre os que assim pensam, embora não sejam muitos, estão os que indulgentemente atribuem ao Pontífice Romano um primado de honra ou uma certa jurisdição e poder que, entretanto, julgam procedente não do direito divino, mas de certo consenso dos fiéis. Chegam outros ao ponto de, por seus conselhos, que diríeis serem furta-cores, quererem presidir o próprio Pontífice. E se é possível encontrar muitos acatólicos pregando à boca cheia a união fraterna em Jesus Cristo, entretanto não encontrareis a nenhum deles em cujos pensamentos esteja a submissão e a obediência ao Vigário de Jesus Cristo enquanto docente ou enquanto governante. Afirmam eles que tratariam de bom grado com a Igreja Romana, mas com igualdade de direitos, isto é, iguais com um igual. Mas, se pudessem fazê-lo, não parece existir dúvida de que agiriam com a intenção de que, por um pacto que talvez se ajustasse, não fossem coagidos a afastarem-se daquelas opiniões que são a causa pela qual ainda vagueiem e errem fora do único aprisco de Cristo. 10. A Igreja Católica não pode participar de semelhantes reuniões Assim sendo, é manifestamente claro que a Santa Sé, não pode, de modo algum, participar de suas assembléias e que, aos católicos, de nenhum modo é lícito aprovar ou contribuir para estas iniciativas: se o fizerem concederão autoridade a uma falsa religião cristã, sobremaneira alheia à única Igreja de Cristo. 11. A verdade revelada não admite transações Acaso poderemos tolerar – o que seria bastante iníquo-, que a verdade e, em especial a revelada, seja diminuída através de pactuações? No caso presente, trata-se da verdade revelada que deve ser defendida. Se Jesus Cristo enviou os Apóstolos a todo o mundo, a todos os povos que deviam ser instruídos na fé evangélica e, para que não errassem em nada, quis que, anteriormente, lhes fosse ensinada toda a verdade pelo Espírito Santo, acaso esta doutrina dos Apóstolos faltou inteiramente ou foi alguma vez perturbada na Igreja em que o próprio Deus está presente como regente e guardião? Se o nosso Redentor promulgou claramente o seu Evangelho não apenas para os tempos apostólicos, mas também para pertencer às futuras épocas, o objeto da fé pode tornar-se de tal modo obscuro e incerto que hoje seja necessários tolerar opiniões pelo menos contrárias entre si? Se isto fosse verdade, dever-se-ia igualmente dizer que o Espírito Santo que desceu sobre os Apóstolos, que a perpétua permanência dele na Igreja e também que a própria pregação de Cristo já perderam, desde muitos séculos, toda a eficácia e utilidade: afirmar isto é, sem dúvida, blasfemo. 12. A Igreja Católica: depositária infalível da verdade Quando o Filho unigênito de Deus ordenou a seus enviados que ensinassem a todos os povos, vinculou então todos os homens pelo dever de crer nas coisas que lhes fossem anunciadas pela “testemunha pré-ordenadas por Deus” (At 10, 41). Entretanto, um e outro preceito de Cristo, o de ensinar e o de crer na consecução da salvação eterna, que não podem deixar de ser cumpridos, não poderiam ser entendidos a não ser que a Igreja proponha de modo íntegro e claro a doutrina evangélica e que, ao propô-la, seja imune a qualquer perigo de errar. Afastam-se igualmente do caminho os que julgam que o depósito da verdade existe realmente na terra, mas que é necessário um trabalho difícil, com tão longos estudos e disputas para encontrá-lo e possuí-lo que a vida dos homens seja apenas suficiente para isso, com se Deus benigníssimo tivesse falado pelos profetas e pelo seu Unigênito para que apenas uns poucos, e estes mesmos já avançados em idade, aprendessem perfeitamente as coisas que por eles revelou, e não para que preceituasse uma doutrina de fé e de costumes pela qual, em todo o decurso de sua vida mortal, o homem fosse regido. 13. Sem fé, não há verdadeira caridade Estes pancristãos, que empenham o seu espírito na união das igrejas, pareceriam seguir, por certo, o nobilíssimo conselho da caridade que deve ser promovida entre os cristãos. Mas, dado que a caridade se desvia em detrimento da fé, o que pode ser feito? Ninguém ignora por certo que o próprio João, o Apóstolo da Caridade, que em seu Evangelho parece ter manifestado os segredos do Coração Sacratíssimo de Jesus e que permanentemente costumavas inculcar à memória dos seus o mandamento novo: “Amai-vos uns aos outros”, vetou inteiramente até mesmo manter relações com os que professavam de forma não íntegra e incorrupta a doutrina de Cristo: “Se alguém vem a vós e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem digais a ele uma saudação” (2 Jo 10). Pelo que, como a caridade se apóia na fé íntegra e sincera como que em um fundamento, então é necessário unir os discípulos de Cristo pela unidade de fé como no vínculo principal. 14. União Irracional Assim, de que vale excogitar no espírito uma certa Federação cristã, na qual ao ingressar ou então quando se tratar do objeto da fé, cada qual retenha a sua maneira de pensar e de sentir, embora ela seja repugnante às opiniões dos outros? E de que modo pedirmos que participem de um só e mesmo Conselho homens que se distanciam por sentenças contrárias como, por exemplo, os que afirmam e os que negam ser a sagrada Tradição uma fonte genuína da Revelação Divina? Como os que adoram a Cristo realmente presente na Santíssima Eucaristia, por aquela admirável conversão do pão e do vinho que se chama transubstanciação e os que afirmam que, somente pela fé ou por sinal e em virtude do Sacramento, aí está presente o Corpo de Cristo? Como os que reconhecem nela a natureza do Sacrifício e a do Sacramento e os que dizem que ela não é senão a memória ou comemoração da Ceia do Senhor? Como os que crêem ser bom e útil invocar súplice os Santos que reinam junto de Cristo – Maria, Mãe de Deus, em primeiro lugar – e tributar veneração às suas imagens e os que contestam que não pode ser admitido semelhante culto, por ser contrário à honra de Jesus Cristo, “único mediador de Deus e dos homens”? ( 1 Tim 2, 5). 15. Princípio até o indiferentismo e o modernismo Não sabemos, pois, como por essa grande divergência de opiniões seja defendida o caminho para a realização da unidade da Igreja: ela não pode resultar senão de um só magistério, de uma só lei de crer, de uma só fé entre os cristãos. Sabemos, entretanto, gerar-se facilmente daí um degrau para a negligência com a religião ou o Indiferentismo e para o denominado Modernismo. os que foram miseravelmente infeccionados por ele defendem que não é absoluta, mas relativa a verdade revelada, isto é, de acordo com as múltiplas necessidades dos tempos e dos lugares e com as várias inclinações dos espíritos, uma vez que ela não estaria limitada por uma revelação imutável, mas seria tal que se adaptaria à vida dos homens. Além disso, com relação às coisas que devem ser cridas, não é lícito utilizar-se, de modo algum, daquela discriminação que houveram por bem introduzir entre o que denominam capítulos fundamentais e capítulos não fundamentais da fé, como se uns devessem ser recebidos por todos, e, com relação aos outros, pudesse ser permitido o assentimento livre dos fiéis: a Virtude sobrenatural da fé possui como causa formal a autoridade de Deus revelante e não pode sofrer nenhuma distinção como esta. Por isto, todos os que são verdadeiramente de Cristo consagram, por exemplo, ao mistério da Augusta Trindade a mesma fé que possuem em relação dogma da Mãe de Deus concebida sem a mancha original e não possuem igualmente uma fé diferente com relação à Encarnação do Senhor e ao magistério infalível do Pontífice romano, no sentido definido pelo Concílio Ecumênico Vaticano. Nem se pode admitir que as verdade que a Igreja, através de solenes decretos, sancionou e definiu em outras épocas, pelo menos as proximamente superiores, não sejam, por este motivo, igualmente certas e nem devam ser igualmente acreditadas: acaso não foram todas elas reveladas por Deus? Pois, o Magistério da Igreja, por decisão divina, foi constituído na terra para que as doutrinas reveladas não só permanecessem incólumes perpetuamente, mas também para que fossem levadas ao conhecimento dos homens de um modo mais fácil e seguro. E, embora seja ele diariamente exercido pelo Pontífice Romano e pelos Bispos em união com ele, todavia ele se completa pela tarefa de agir, no momento oportuno, definindo algo por meio de solenes ritos e decretos, se alguma vez for necessário opor-se aos erros ou impugnações dos hereges de um modo mais eficiente ou imprimir nas mentes dos fiéis capítulos da doutrina sagrada expostos de modo mais claro e pormenorizado. Por este uso extraordinário do Magistério nenhuma invenção é introduzida e nenhuma coisa nova é acrescentada à soma de verdades que estando contidas, pelo menos implicitamente, no depósito da revelação, foram divinamente entregues à Igreja, mas são declaradas coisas que, para muitos talvez, ainda poderiam parecer obscuras, ou são estabelecidas coisas que devem ser mantidas sobre a fé e que antes eram por alguns colocados sob controvérsia. 16. A única maneira de unir todos os cristãos Assim, Veneráveis Irmãos, é clara a razão pela qual esta Sé Apostólica nunca permitiu aos seus estarem presentes às reuniões de acatólicos por quanto não é lícito promover a união dos cristãos de outro modo senão promovendo o retorno dos dissidentes à única verdadeira Igreja de Cristo, dado que outrora, infelizmente, eles se apartaram dela. Dizemos à única verdadeira Igreja de Cristo: sem dúvida ela é a todos manifesta e, pela vontade de seu Autor, Ela perpetuamente permanecerá tal qual Ele próprio A instituiu para a salvação de todos. Pois, a mística Esposa de Cristo jamais se contaminou com o decurso dos séculos nem, em época alguma, poderá ser contaminada, como Cipriano o atesta: “A Esposa de Cristo não pode ser adulterada: ela é incorrupta e pudica. Ela conhece uma só casa e guarda com casto pudor a santidade de um só cubículo” ( De Cath. Ecclessiae unitate, 6). E o mesmo santo Mártir, com direito e com razão, grandemente se admirava de que pudesse alguém acreditar que “esta unidade que procede da firmeza de Deus pudesse cindir-se e ser quebrada na Igreja pelo divórcio de vontades em conflito” (ibidem). Portanto, dado que o Corpo Místico de Cristo, isto é, a Igreja, é um só ( 1 Cor 12, 12), compacto e conexo ( Ef. 4, 15), à semelhança do seu corpo físico, seria inépcia e estultície afirmar alguém que ele pode constar de membros desunidos e separados: quem pois não estiver unido com ele, não é membro seu, nem está unido à cabeça, Cristo (Cfr. Ef. 5, 30; 1, 22). 17. A obediência ao Romano Pontífice Mas, ninguém está nesta única Igreja de Cristo e ninguém nela permanece a não ser que, obedecendo, reconheça e acate o poder de Pedro e de seus sucessores legítimos. Por acaso os antepassados dos enredados pelos erros de Fócio e dos reformadores não estiveram unidos ao Bispo de Roma, ao Pastor supremo das almas? Ai! Os filhos afastaram-se da casa paterna; todavia ela não foi feita em pedaços e nem foi destruída por isso, uma vez que estava arrimada na perene proteção de Deus. Retornem, pois, eles ao Pai comum que, esquecido das injúrias antes gravadas a fogo contra a Sé Apostólica, recebê-los-á com máximo amor. Pois se, como repetem freqüentemente, desejam unir-se Conosco e com os nossos, por que não se apressam em entrar na Igreja, “Mãe e Mestra de todos os fiéis de Cristo” (Conc. Later 4, c.5)? Escutem a Lactâncio chamado amiúde: “Só… a Igreja Católica é a que retém o verdadeiro culto. Aqui está a fonte da verdade, este é o domicílio da Fé, este é o templo de Deus: se alguém não entrar por ele ou se alguém dele sair, está fora da esperança da vida e salvação. é necessário que ninguém se afague a si mesmo com a pertinácia nas disputas, pois trata-se da vida e da salvação que, a não ser que seja provida de um modo cauteloso e diligente, estará perdida e extinta” ( Divin. Inst. 4, 30, 11-12). 18. Apelo às seitas dissidentes Aproximem-se, portanto, os filhos dissidentes da Sé Apostólica, estabelecida nesta cidade que os Príncipes dos Apóstolos Pedro e Paulo consagraram com o seu sangue; daquela Sede, dizemos, que é “raiz e matriz da Igreja Católica” ( S. Cypr., ep. 48 a d Cornelium, 3), não com o objetivo e a esperança de que “a Igreja do Deus vivo, coluna e fundamento da verdade” ( 1 Tim 3, 15) renuncie à integridade da fé e tolere os próprios erros deles, mas, pelo contrário, para que se entreguem a seu magistério e regime. Oxalá auspiciosamente ocorra para Nós isto que não ocorreu ainda para tantos dos nossos muitos Predecessores, a fim de que possamos abraçar com espírito fraterno os filhos que nos é doloroso estejam de Nós separados por uma perniciosa dissensão. Prece a Nosso Senhor e a Nossa Senhora. Oxalá Deus, Senhor nosso, que “quer salvar todos os homens e que eles venham ao conhecimento da verdade”( 1 Tim. 2, 4) nos ouça suplicando fortemente para que Ele se digne chamar à unidade da Igreja a todos os errantes. Nesta questão que é, sem dúvida, gravíssima, utilizamos e queremos que seja utilizada como intercessora a Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da graça divina, vencedora de todas as heresias e auxílio dos cristãos, para que Ela peça, para o quanto antes, a chegada daquele dia tão desejado por nós, em que todos os homens escutem a voz do seu Filho divino, “conservando a unidade de espírito em um vínculo de paz” (Ef. 4, 3). 19. Conclusão e Bênção Apostólica Compreendeis, Veneráveis Irmãos, o quanto desejamos isto e queremos que o saibam os nossos filhos, não só todos os do mundo católico, mas também os que de Nós dissentem. Estes, se implorarem em prece humilde as luzes do céu, por certo reconhecerão a única verdadeira Igreja de Jesus Cristo e, por fim, nEla tendo entrado, estarão unidos conosco em perfeita caridade. No aguardo deste fato, como auspício dos dons de Deus e como testemunho de nossa paterna benevolência, concedemos muito cordialmente a vós, Veneráveis Irmãos, e a vosso clero e povo, a bênção apostólica. Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia seis de janeiro, no ano de 1928, festa da Epifania de Jesus Cristo, Nosso Senhor, sexto de nosso Pontificado. PIO PP. XI. #3OsCatólicosnãopodemaproválo #11Averdadereveladanãoadmitetransações #12AIgrejaCatólicadepositáriainfalíveldaverdade #cartaencíclica #2AFraternidadenaReligiãoCongressosEcumênicos #8AúnicareligiãoreveladaéaIgrejaCatólica #nãoháverdadeiracaridade #6Averdadeiranormanestamatéria #15Princípioatéoindiferentismoeomodernismo #13Semfé #18Apeloàsseitasdissidentes #16Aúnicamaneiradeunirtodososcristãos #UNIDADEDERELIGIÃO #5Debaixodessesargumentosseocultaumerrogravíssimo #19ConclusãoeBênçãoApostólica #encíclica #14UniãoIrracional #9UmerrocapitaldomovimentoecumêmiconapretendidauniãodasIgrejascristãs #7SóumareligiãopodeserverdadeiraAreveladaporDeus #SOBREAPROMOÇÃODAVERDADEIRAUNIDADEDERELIGIÃO #4OutroerroAuniãodetodososCristãosArgumentosfalazes #17AobediênciaaoRomanoPontífice #MORTALIUMANIMOS #10AIgrejaCatólicanãopodeparticipardesemelhantesreuniões #1ÂnsiaUniversaldePazeFraternidade #PAPAPIOXI
- Bispo de Jundiaí afirma que padre envolvido em sacrilégio será afastado
Bispo afirma que o caso foi encaminhado para Roma, para análise da Congregação para a Doutrina da Fé, e o Sacerdote envolvido foi afastado do cargo. Em uma nova nota publicada neste sábado (20), o bispo de Jundiaí – SP, Dom Vicente Costa lamentou que o acontecimento gerou grande desorientação e divisão entre os fiéis, e disse acreditar que o responsável Padre José Carlos Pedrini não tenha agido de má-fé. Que foi um ato impulsivo baseado em uma inadequada compreensão do que significa ecumenismo e “que sua ação parece não derivar da consciência expressa de querer desobedecer às normas da Igreja Católica ou ferir a sacralidade da Santíssima Eucaristia.” Assista o vídeo, abaixo, do ocorrido, e em seguida leia a nota de esclarecimento. Clique aqui para assistir o vídeo: Leia também Padre Juarez ataca católicos que se manifestaram contra Campanha da Fraternidade NOTA DE ESCLARECIMENTO DA DIOCESE DE JUNDIAÍ “Irmãos, no caso de alguém ser surpreendido numa falta (…), corrigi-o, em espírito de mansidão” ( Gl 6,1). Diante do fato ocorrido na Quarta-feira de Cinzas, 17 de fevereiro pp., na Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, Bairro Colônia, cidade de Jundiaí – SP, quando o Pároco, Revmo. Padre José Carlos Pedrini, CS, celebrou a Santa Eucaristia com a participação ativa de um ministro não pertencente à Igreja Católica – fato este não permitido pelas normas de nossa Igreja –, queremos esclarecer aos fiéis quanto segue: Lamentamos sinceramente o acontecimento que gerou, com razão, grande desorientação e divisão entre os fiéis. Além disso, como se não bastasse a perturbação da comunidade local, a ampla divulgação do evento pelas mídias digitais tem causado reações muito diversas e completamente opostas, acentuando ainda mais a ferida infligida à unidade eclesial, que encontra justamente na Santa Eucaristia a sua fonte e o fundamento último de sua unidade na mesma fé, esperança e caridade. Acreditamos que o referido Presbítero, conhecido por sua dedicação e generosidade, particularmente aos pobres e aos migrantes, não tenha agido de má-fé. Uma inadequada compreensão das iniciativas relacionadas ao sempre louvável diálogo ecumênico talvez esteja na base de seu impulso. Importa salientar, portanto, que sua ação parece não derivar da consciência expressa de querer desobedecer às normas da Igreja Católica ou ferir a sacralidade da Santíssima Eucaristia. Continuamos a acreditar firmemente no diálogo ecumênico sadio e autêntico com outras comunidades cristãs, tão defendido pelo Concílio Vaticano II e pelos pronunciamentos dos últimos Papas, a fim de podermos atender à prece de nosso Senhor Jesus Cristo: “Que todos sejam um” ( Jo 17,21). E renovamos nossos sentimentos de fraterna estima pela Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, que, na pessoa de um de seus pastores, malgrado seu, se viu envolvida numa situação que nos é tão sensível. Conforme a vigente legislação da Igreja em situações como esta, enviamos o ocorrido à Congregação para a Doutrina da Fé, em Roma, a fim de que nos seja indicado qual o caminho a seguir. Neste tempo, achamos oportuno, em comum acordo com o Superior Regional da Congregação dos Missionários de São Carlos (Scalabrinianos), que o Revmo. Padre José Carlos Pedrini, SC, seja afastado do ofício de Pároco. E no seu lugar, foi nomeado o Revmo. Padre Giuseppe Bortolato, CS, como o Administrador Paroquial da Paróquia Sagrado Coração de Jesus. Por fim, asseguramos a todos que essas medidas foram tomadas num ambiente de diálogo fraterno entre todas as partes envolvidas, pois cremos na “fraternidade e diálogo: compromisso de amor”. Que Cristo, nossa Paz, fortaleça nossa união, “para que do que era dividido, Ela faça uma unidade” (cf. Ef 2,14a), tornando-nos cada vez mais “um só Corpo e um só Espírito”. Jundiaí – SP, 20 de fevereiro de 2021. Dom Vicente Costa Bispo Diocesano de Jundiaí Assista também a maravilhosa formação do padre Ubirajara Vieira sobre os problemas da Campanha da Fraternidade: A Campanha da Fraternidade sequestrou a Quaresma Entenda o que aconteceu Nesta Quarta-Feira (17) em que celebramos a solene liturgia da Quarta-Feira de Cinzas, ocorreu também, em paróquias de todo território nacional, a abertura da Campanha da Fraternidade. Como já era de se esperar, junto com a campanha da fraternidade da Teologia da Libertação, que este ano é ecumênica, já começaram a surgir os primeiros abusos litúrgicos e sacrilégios. A desobediência está enraizada na Teologia da Libertação, propagam que a Hierarquia da Igreja deve ser demolida, que a Igreja deve ser refundada e que, na nova igreja, Cristo é o revolucionário morto pelos poderosos de sua época tão somente, e que o fiel tem o mesmo direito e poder de um Sacerdote. Um fato que ganhou destaque aconteceu na paróquia Sagrado Coração de Jesus, diocese de Jundiaí. Um “pastor” foi convidado para participar da liturgia da Santa Missa (abertura da Campanha da Fraternidade), porém não como espectador, mas colocaram-no como “co-celebrante” no altar ao lado do Sacerdote, no qual rezou parte da oração eucarística, fez a elevação do Corpo e Sangue de Nosso Senhor, e por fim foi convidado pelo pároco para comungar. Saiba mais Veja tudo que já foi dito sobre a Campanha da Fraternidade 2021 até agora O Código de Direito Canônico (CDC) veda que fiéis católicos participem da Liturgia Eucarística, como vemos abaixo: Cân. 907 Na celebração eucarística, não é permitido aos diáconos e leigos proferir as orações, especialmente a oração eucarística, ou executar as ações próprias do sacerdote celebrante. Cân. 908 É proibido aos sacerdotes católicos concelebrar a Eucaristia junto com sacerdotes ou ministros de Igrejas ou comunidades que não estão em plena comunhão com a Igreja católica. E ainda reforçam a importância da liturgia da missa, as Instruções Gerais do Missão Romano: 30. Entre as partes da Missa que pertencem ao sacerdote, está em primeiro lugar a Oração eucarística, ponto culminante de toda a celebração. Vêm a seguir as orações: a oração coleta, a oração sobre as oblatas e a oração depois da comunhão. O sacerdote, que preside à assembleia fazendo as vezes de Cristo, dirige estas orações a Deus em nome de todo o povo santo e de todos os presentes . Por isso se chamam “orações presidenciais.” A partir do momento que compreendemos a gravidade do ocorrido, entendemos que não foi atoa que o vídeo viralizou nas redes, o que chamou a atenção do bispo, Dom Vicente Costa, que imediatamente emitiu uma nota dizendo que o fato ocorreu sem seu conhecimento e consentimento. Mediante a gravidade dos fatos, “ Portanto, as devidas medidas canônicas administrativas cabíveis a este caso já estão sendo tomadas. “ Assista também O QUE ACONTECEU COM A QUARESMA? #CampanhadaFraternidade #CF2021 #CNBB #sacrilégio
- Bispo de Jundiaí afirma que padre envolvido em sacrilégio será afastado
Bispo afirma que o caso foi encaminhado para Roma, para análise da Congregação para a Doutrina da Fé, e o Sacerdote envolvido foi afastado do cargo. Em uma nova nota publicada neste sábado (20), o bispo de Jundiaí – SP, Dom Vicente Costa lamentou que o acontecimento gerou grande desorientação e divisão entre os fiéis, e disse acreditar que o responsável Padre José Carlos Pedrini não tenha agido de má-fé. Que foi um ato impulsivo baseado em uma inadequada compreensão do que significa ecumenismo e “que sua ação parece não derivar da consciência expressa de querer desobedecer às normas da Igreja Católica ou ferir a sacralidade da Santíssima Eucaristia.” Assista o vídeo, abaixo, do ocorrido, e em seguida leia a nota de esclarecimento. Clique aqui para assistir o vídeo: Leia também Padre Juarez ataca católicos que se manifestaram contra Campanha da Fraternidade NOTA DE ESCLARECIMENTO DA DIOCESE DE JUNDIAÍ “Irmãos, no caso de alguém ser surpreendido numa falta (…), corrigi-o, em espírito de mansidão” ( Gl 6,1). Diante do fato ocorrido na Quarta-feira de Cinzas, 17 de fevereiro pp., na Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, Bairro Colônia, cidade de Jundiaí – SP, quando o Pároco, Revmo. Padre José Carlos Pedrini, CS, celebrou a Santa Eucaristia com a participação ativa de um ministro não pertencente à Igreja Católica – fato este não permitido pelas normas de nossa Igreja –, queremos esclarecer aos fiéis quanto segue: Lamentamos sinceramente o acontecimento que gerou, com razão, grande desorientação e divisão entre os fiéis. Além disso, como se não bastasse a perturbação da comunidade local, a ampla divulgação do evento pelas mídias digitais tem causado reações muito diversas e completamente opostas, acentuando ainda mais a ferida infligida à unidade eclesial, que encontra justamente na Santa Eucaristia a sua fonte e o fundamento último de sua unidade na mesma fé, esperança e caridade. Acreditamos que o referido Presbítero, conhecido por sua dedicação e generosidade, particularmente aos pobres e aos migrantes, não tenha agido de má-fé. Uma inadequada compreensão das iniciativas relacionadas ao sempre louvável diálogo ecumênico talvez esteja na base de seu impulso. Importa salientar, portanto, que sua ação parece não derivar da consciência expressa de querer desobedecer às normas da Igreja Católica ou ferir a sacralidade da Santíssima Eucaristia. Continuamos a acreditar firmemente no diálogo ecumênico sadio e autêntico com outras comunidades cristãs, tão defendido pelo Concílio Vaticano II e pelos pronunciamentos dos últimos Papas, a fim de podermos atender à prece de nosso Senhor Jesus Cristo: “Que todos sejam um” ( Jo 17,21). E renovamos nossos sentimentos de fraterna estima pela Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, que, na pessoa de um de seus pastores, malgrado seu, se viu envolvida numa situação que nos é tão sensível. Conforme a vigente legislação da Igreja em situações como esta, enviamos o ocorrido à Congregação para a Doutrina da Fé, em Roma, a fim de que nos seja indicado qual o caminho a seguir. Neste tempo, achamos oportuno, em comum acordo com o Superior Regional da Congregação dos Missionários de São Carlos (Scalabrinianos), que o Revmo. Padre José Carlos Pedrini, SC, seja afastado do ofício de Pároco. E no seu lugar, foi nomeado o Revmo. Padre Giuseppe Bortolato, CS, como o Administrador Paroquial da Paróquia Sagrado Coração de Jesus. Por fim, asseguramos a todos que essas medidas foram tomadas num ambiente de diálogo fraterno entre todas as partes envolvidas, pois cremos na “fraternidade e diálogo: compromisso de amor”. Que Cristo, nossa Paz, fortaleça nossa união, “para que do que era dividido, Ela faça uma unidade” (cf. Ef 2,14a), tornando-nos cada vez mais “um só Corpo e um só Espírito”. Jundiaí – SP, 20 de fevereiro de 2021. Dom Vicente Costa Bispo Diocesano de Jundiaí Assista também a maravilhosa formação do padre Ubirajara Vieira sobre os problemas da Campanha da Fraternidade: A Campanha da Fraternidade sequestrou a Quaresma Entenda o que aconteceu Nesta Quarta-Feira (17) em que celebramos a solene liturgia da Quarta-Feira de Cinzas, ocorreu também, em paróquias de todo território nacional, a abertura da Campanha da Fraternidade. Como já era de se esperar, junto com a campanha da fraternidade da Teologia da Libertação, que este ano é ecumênica, já começaram a surgir os primeiros abusos litúrgicos e sacrilégios. A desobediência está enraizada na Teologia da Libertação, propagam que a Hierarquia da Igreja deve ser demolida, que a Igreja deve ser refundada e que, na nova igreja, Cristo é o revolucionário morto pelos poderosos de sua época tão somente, e que o fiel tem o mesmo direito e poder de um Sacerdote. Um fato que ganhou destaque aconteceu na paróquia Sagrado Coração de Jesus, diocese de Jundiaí. Um “pastor” foi convidado para participar da liturgia da Santa Missa (abertura da Campanha da Fraternidade), porém não como espectador, mas colocaram-no como “co-celebrante” no altar ao lado do Sacerdote, no qual rezou parte da oração eucarística, fez a elevação do Corpo e Sangue de Nosso Senhor, e por fim foi convidado pelo pároco para comungar. Saiba mais Veja tudo que já foi dito sobre a Campanha da Fraternidade 2021 até agora O Código de Direito Canônico (CDC) veda que fiéis católicos participem da Liturgia Eucarística, como vemos abaixo: Cân. 907 Na celebração eucarística, não é permitido aos diáconos e leigos proferir as orações, especialmente a oração eucarística, ou executar as ações próprias do sacerdote celebrante. Cân. 908 É proibido aos sacerdotes católicos concelebrar a Eucaristia junto com sacerdotes ou ministros de Igrejas ou comunidades que não estão em plena comunhão com a Igreja católica. E ainda reforçam a importância da liturgia da missa, as Instruções Gerais do Missão Romano: 30. Entre as partes da Missa que pertencem ao sacerdote, está em primeiro lugar a Oração eucarística, ponto culminante de toda a celebração. Vêm a seguir as orações: a oração coleta, a oração sobre as oblatas e a oração depois da comunhão. O sacerdote, que preside à assembleia fazendo as vezes de Cristo, dirige estas orações a Deus em nome de todo o povo santo e de todos os presentes . Por isso se chamam “orações presidenciais.” A partir do momento que compreendemos a gravidade do ocorrido, entendemos que não foi atoa que o vídeo viralizou nas redes, o que chamou a atenção do bispo, Dom Vicente Costa, que imediatamente emitiu uma nota dizendo que o fato ocorreu sem seu conhecimento e consentimento. Mediante a gravidade dos fatos, “ Portanto, as devidas medidas canônicas administrativas cabíveis a este caso já estão sendo tomadas. “ Assista também O QUE ACONTECEU COM A QUARESMA? #CampanhadaFraternidade #CF2021 #CNBB #sacrilégio
- Urgente: Papa Francisco aceita a renúncia do Cardeal Sarah
Aos 75 anos, Papa Francisco aceita a renúncia do Cardeal Robert Sarah como Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. O Papa Francisco aceitou neste sábado (20) a renúncia do cardeal Robert Sarah do cargo de prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. O procedimento está previsto no Código de Direito Canônico, e define que “Quando os Cardeais Padres são responsáveis pelos dicastérios ou outros institutos permanentes da Cúria Romana e da Cidade do Vaticano, tiverem completado 75 anos de idade, é solicitado apresentar a renúncia do ofício ao Sumo Pontífice, que, ponderando todas as circunstâncias, tomará providências”. Neste caso o Papa praticamente não esperou por nenhuma extensão e aceitou a renúncia do cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, com apenas 75 anos. Aujourd’hui, le pape a accepté la renonciation de ma charge de Préfet de la Congrégation pour le Culte Divin après mon soixante-quinzième anniversaire. Je suis entre les mains de Dieu. Le seul roc, c’est le Christ. Nous nous retrouverons très vite à Rome et ailleurs. +RS pic.twitter.com/4sTLa4JjWB — Cardinal R. Sarah (@Card_R_Sarah) February 20, 2021 Hoje o Papa aceitou a renúncia do meu cargo de Prefeito da Congregação para o Culto Divino após meu 75º aniversário. Estou nas mãos de Deus. A única rocha é Cristo. Nos veremos em breve em Roma e em outros lugares. + RS Cardeal Sarah Francisco tomou esta decisão sem sequer anunciar um sucessor para o cargo em questão, apesar de ser um dos mais jovens entre aqueles que já estão com a renúncia apresentada. Dos prefeitos das várias Congregações da Cúria, Sarah não é o mais velho; Beniamino Stella, por exemplo, prefeito da Congregação para o Clero, tem 79 anos e os cardeais Versaldi e Sandri – à frente de outros dicastérios – 77. Leia também Cardeal Sarah: A Igreja Católica sofre porque muitos padres perderam o sentido do sagrado Da África a Roma O cardeal Robert Sarah nasceu em 15 de junho de 1945 na cidade de Ourous, na Guiné Francesa (África). Em 1957, aos 12 anos, ingressou no Seminário Menor Santo Agostinho de Bingerville, na Costa do Marfim, onde estudou três anos. Em seu livro “Deus ou nada”, o Cardeal Sarah relata como nasceu sua vocação: “Foi no contexto da Eucaristia diária que o Padre (Marcel) Bracquemond, descobrindo meu desejo ardente de conhecer a Deus e talvez impressionado por meu amor pela oração e minha fidelidade à missa diária, ele me perguntou se eu queria entrar no seminário ». “Com a surpresa e a espontaneidade que caracterizam as crianças, respondi que adoraria, embora sem saber exatamente a que estava me comprometendo, pois nunca havia saído da cidade nem conhecido a vida de um seminário”, diz. Leia também Cardeal Sarah: “O islamismo é um fanatismo monstruoso que deve ser combatido com força e determinação” O Cardeal diz que os seus pais não acreditaram e foram ter com o Padre Bracquemond, que confirmou a notícia: «A minha mãe, arregalando os olhos, disse-me que tinha enlouquecido ou não tinha compreendido o que ele dizia. . Para ela e para as aldeias, todos os padres eram necessariamente brancos. Na verdade, parecia impossível que um homem negro pudesse ser pai! Como as relações entre a recém-independente Guiné e a Costa do Marfim se tornaram tensas em 1960, Robert Sarah voltou a estudar no Seminário Dixinn, na Guiné, até que o governo expropriou propriedades da Igreja em agosto de 1961. Depois de estudar por apenas um tempo em casa, a Igreja encontrou um lugar para ele e para outros seminaristas em uma escola pública em Kindia em março de 1962. Por meio de negociações, um seminário foi aberto onde Sarah obteve seu bacharelado em 1964. Em setembro daquele ano foi enviado ao Seminário Maior de Nancy, na França. Mais uma vez devido às relações tensas, desta vez entre a Guiné e a França, teve de interromper a sua formação. Continuou seus estudos em Teologia em Sébikotane, Senegal, onde estudou entre outubro de 1967 e junho de 1969. Robert Sarah foi ordenado sacerdote em 20 de julho de 1969, aos 24 anos. Foi nomeado arcebispo de Conakry em 13 de agosto de 1979, quando tinha apenas 34 anos. Recebeu a consagração episcopal em 8 de dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição, desse mesmo ano. Leia também Cardeal Sarah: “O diabo ataca fortemente a Eucaristia porque é o coração da vida da Igreja” Em 1 de outubro de 2001, o Papa São João Paulo II o nomeou Secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos. Em 7 de outubro de 2010, foi nomeado Presidente do Pontifício Conselho “Cor Unum”. Um mês depois, o Papa Bento XVI o criou Cardeal. Em 23 de novembro de 2014, foi nomeado Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Defensora da família, do direito à vida e da liberdade religiosa O cardeal Sarah é um dos cardeais mais importantes da África e da Igreja universal. Ele é um forte defensor da liturgia, do direito à vida, da família e da liberdade religiosa. Ele criticou a ideologia de gênero em várias ocasiões, uma abordagem que considera o sexo uma construção sociocultural ao invés de algo natural. Em 2016, ele disse que essa corrente é “demoníaca” e um “impulso mortal” que ataca famílias. Participou do Sínodo dos Bispos sobre os Jovens em 2018. Lá, ele destacou que “diluir” a doutrina moral católica no campo da sexualidade não atrairá as novas gerações. Leia também Cardeal Sarah, prefeito do culto divino: “A proibição da missa tradicional é inspirada no diabo, que deseja a nossa morte espiritual” Ele também participou do Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia em outubro de 2019. Em uma entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, o cardeal Sarah lamentou que alguns usaram a “assembleia para fazer avançar seus planos. Estou pensando em particular na ordenação de homens casados, na criação de ministérios femininos e na jurisdição dos leigos. Esses pontos tocam a estrutura da Igreja universal ». “Aproveitar a oportunidade para apresentar planos ideológicos seria uma manipulação indigna, um engano desonesto e um insulto a Deus que guia a sua Igreja e lhe confia o seu plano de salvação. Além disso, fiquei chocado e indignado que a angústia espiritual dos pobres da Amazônia foi usada como desculpa para apoiar projetos típicos do cristianismo burguês e mundano. É abominável ”, disse o Cardeal. Em janeiro de 2020, o Cardeal Sarah e Bento XVI publicaram um livro sobre o sacerdócio e o celibato sacerdotal intitulado “Des profondeurs de nos cœurs” (Do fundo de nossos corações). Leia também Cardeal Sarah: “Nós não podemos dizer temos fé e viver como ateus!” O cardeal foi alvo de alguns ataques, acusando-o de mentir sobre a participação do Papa emérito, mas respondeu mostrando a correspondência que mantinha com Bento XVI sobre o texto escrito a duas mãos. Em abril de 2020 e diante das restrições devido à pandemia do coronavírus, o cardeal Sarah lembrou que “os sacerdotes devem fazer todo o possível para permanecer perto dos fiéis” e destacou que “ninguém tem o direito de privar um doente ou moribundo do assistência espiritual de um padre. É um direito absoluto e inalienável ». Leia também “Comunhão na Mão é um ataque de Satanás à Eucaristia” – Cardeal Sarah #CardealSarah
- Urgente: Papa Francisco aceita a renúncia do Cardeal Sarah
Aos 75 anos, Papa Francisco aceita a renúncia do Cardeal Robert Sarah como Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. O Papa Francisco aceitou neste sábado (20) a renúncia do cardeal Robert Sarah do cargo de prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. O procedimento está previsto no Código de Direito Canônico, e define que “Quando os Cardeais Padres são responsáveis pelos dicastérios ou outros institutos permanentes da Cúria Romana e da Cidade do Vaticano, tiverem completado 75 anos de idade, é solicitado apresentar a renúncia do ofício ao Sumo Pontífice, que, ponderando todas as circunstâncias, tomará providências”. Neste caso o Papa praticamente não esperou por nenhuma extensão e aceitou a renúncia do cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, com apenas 75 anos. Aujourd’hui, le pape a accepté la renonciation de ma charge de Préfet de la Congrégation pour le Culte Divin après mon soixante-quinzième anniversaire. Je suis entre les mains de Dieu. Le seul roc, c’est le Christ. Nous nous retrouverons très vite à Rome et ailleurs. +RS pic.twitter.com/4sTLa4JjWB — Cardinal R. Sarah (@Card_R_Sarah) February 20, 2021 Hoje o Papa aceitou a renúncia do meu cargo de Prefeito da Congregação para o Culto Divino após meu 75º aniversário. Estou nas mãos de Deus. A única rocha é Cristo. Nos veremos em breve em Roma e em outros lugares. + RS Cardeal Sarah Francisco tomou esta decisão sem sequer anunciar um sucessor para o cargo em questão, apesar de ser um dos mais jovens entre aqueles que já estão com a renúncia apresentada. Dos prefeitos das várias Congregações da Cúria, Sarah não é o mais velho; Beniamino Stella, por exemplo, prefeito da Congregação para o Clero, tem 79 anos e os cardeais Versaldi e Sandri – à frente de outros dicastérios – 77. Leia também Cardeal Sarah: A Igreja Católica sofre porque muitos padres perderam o sentido do sagrado Da África a Roma O cardeal Robert Sarah nasceu em 15 de junho de 1945 na cidade de Ourous, na Guiné Francesa (África). Em 1957, aos 12 anos, ingressou no Seminário Menor Santo Agostinho de Bingerville, na Costa do Marfim, onde estudou três anos. Em seu livro “Deus ou nada”, o Cardeal Sarah relata como nasceu sua vocação: “Foi no contexto da Eucaristia diária que o Padre (Marcel) Bracquemond, descobrindo meu desejo ardente de conhecer a Deus e talvez impressionado por meu amor pela oração e minha fidelidade à missa diária, ele me perguntou se eu queria entrar no seminário ». “Com a surpresa e a espontaneidade que caracterizam as crianças, respondi que adoraria, embora sem saber exatamente a que estava me comprometendo, pois nunca havia saído da cidade nem conhecido a vida de um seminário”, diz. Leia também Cardeal Sarah: “O islamismo é um fanatismo monstruoso que deve ser combatido com força e determinação” O Cardeal diz que os seus pais não acreditaram e foram ter com o Padre Bracquemond, que confirmou a notícia: «A minha mãe, arregalando os olhos, disse-me que tinha enlouquecido ou não tinha compreendido o que ele dizia. . Para ela e para as aldeias, todos os padres eram necessariamente brancos. Na verdade, parecia impossível que um homem negro pudesse ser pai! Como as relações entre a recém-independente Guiné e a Costa do Marfim se tornaram tensas em 1960, Robert Sarah voltou a estudar no Seminário Dixinn, na Guiné, até que o governo expropriou propriedades da Igreja em agosto de 1961. Depois de estudar por apenas um tempo em casa, a Igreja encontrou um lugar para ele e para outros seminaristas em uma escola pública em Kindia em março de 1962. Por meio de negociações, um seminário foi aberto onde Sarah obteve seu bacharelado em 1964. Em setembro daquele ano foi enviado ao Seminário Maior de Nancy, na França. Mais uma vez devido às relações tensas, desta vez entre a Guiné e a França, teve de interromper a sua formação. Continuou seus estudos em Teologia em Sébikotane, Senegal, onde estudou entre outubro de 1967 e junho de 1969. Robert Sarah foi ordenado sacerdote em 20 de julho de 1969, aos 24 anos. Foi nomeado arcebispo de Conakry em 13 de agosto de 1979, quando tinha apenas 34 anos. Recebeu a consagração episcopal em 8 de dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição, desse mesmo ano. Leia também Cardeal Sarah: “O diabo ataca fortemente a Eucaristia porque é o coração da vida da Igreja” Em 1 de outubro de 2001, o Papa São João Paulo II o nomeou Secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos. Em 7 de outubro de 2010, foi nomeado Presidente do Pontifício Conselho “Cor Unum”. Um mês depois, o Papa Bento XVI o criou Cardeal. Em 23 de novembro de 2014, foi nomeado Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Defensora da família, do direito à vida e da liberdade religiosa O cardeal Sarah é um dos cardeais mais importantes da África e da Igreja universal. Ele é um forte defensor da liturgia, do direito à vida, da família e da liberdade religiosa. Ele criticou a ideologia de gênero em várias ocasiões, uma abordagem que considera o sexo uma construção sociocultural ao invés de algo natural. Em 2016, ele disse que essa corrente é “demoníaca” e um “impulso mortal” que ataca famílias. Participou do Sínodo dos Bispos sobre os Jovens em 2018. Lá, ele destacou que “diluir” a doutrina moral católica no campo da sexualidade não atrairá as novas gerações. Leia também Cardeal Sarah, prefeito do culto divino: “A proibição da missa tradicional é inspirada no diabo, que deseja a nossa morte espiritual” Ele também participou do Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia em outubro de 2019. Em uma entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, o cardeal Sarah lamentou que alguns usaram a “assembleia para fazer avançar seus planos. Estou pensando em particular na ordenação de homens casados, na criação de ministérios femininos e na jurisdição dos leigos. Esses pontos tocam a estrutura da Igreja universal ». “Aproveitar a oportunidade para apresentar planos ideológicos seria uma manipulação indigna, um engano desonesto e um insulto a Deus que guia a sua Igreja e lhe confia o seu plano de salvação. Além disso, fiquei chocado e indignado que a angústia espiritual dos pobres da Amazônia foi usada como desculpa para apoiar projetos típicos do cristianismo burguês e mundano. É abominável ”, disse o Cardeal. Em janeiro de 2020, o Cardeal Sarah e Bento XVI publicaram um livro sobre o sacerdócio e o celibato sacerdotal intitulado “Des profondeurs de nos cœurs” (Do fundo de nossos corações). Leia também Cardeal Sarah: “Nós não podemos dizer temos fé e viver como ateus!” O cardeal foi alvo de alguns ataques, acusando-o de mentir sobre a participação do Papa emérito, mas respondeu mostrando a correspondência que mantinha com Bento XVI sobre o texto escrito a duas mãos. Em abril de 2020 e diante das restrições devido à pandemia do coronavírus, o cardeal Sarah lembrou que “os sacerdotes devem fazer todo o possível para permanecer perto dos fiéis” e destacou que “ninguém tem o direito de privar um doente ou moribundo do assistência espiritual de um padre. É um direito absoluto e inalienável ». Leia também “Comunhão na Mão é um ataque de Satanás à Eucaristia” – Cardeal Sarah #CardealSarah
- LETRA “A”
A ABADE é o Padre Superior dum Mosteiro. Em Dioceses de Portugal também se dá o nome de Abade aos Párocos das freguesias, e o povo também chama Abade a qualquer Sacerdote. ABADESSA é a Superiora duma Comunidade nos Mosteiros de Religiosas. ABADIA é a igreja, ou também o território, dum Mosteiro, cujo superior tem o título de Abade. ABANDONO À DIVINA PROVIDÊNCIA é a nossa inteira conformidade com as disposições da vontade de Deus. É muito racional este abandono, por mais misteriosa que seja a vontade divina, porque Deus ama-nos e quer o nosso bem, conhece as nossas necessidades e pode sempre auxiliar-nos. A um tal abandono nos convida Jesus, dizendo: «Não andeis cuidadosos da vossa vida, de que vos sustentareis, nem do vosso corpo de que vos vestireis. Olhai para as aves do céu, que não semeiam nem ceifam, nem recolhem em celeiros, e contudo vosso Pai celestial as sustenta. Porventura não sois vós mais do que elas? Procurai primeiro que tudo o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo». Ev. S. Mat. VI, 25 e segs. Jesus não reprova as nossas preocupações legítimas relativas às necessidades da vida; o que condena é a ansiedade exagerada, que provém do apego às coisas do mundo e da falta de confiança em Deus. ABORTO Aquele que procura produzi-lo, sem excetuar a mãe, incorre em pena de excomunhão reservada ao Bispo, quando o efeito se realiza. C. 2350. É gravíssimo o crime daquele que provoca um aborto ou o consente, pois o mesmo é que matar um inocente que não se pode defender. [the_ad id=”398011″] ABSOLVIÇÃO é uma sentença que o Sacerdote confessor pronuncia em nome de Jesus Cristo, no tribunal da Penitência, em favor do seu penitente. Pela absolvição são perdoados todos os pecados àquele que ali os confessa com arrependimento, e com propósito de não mais cair em pecado e de cumprir a penitência que o Confessor lhe impuser. Há vários casos em que o Confessor pode e deve negar a absolvição àquele que se confessa. Citam-se alguns: quando o que se confessa não quer restituir os bens que furtou; — quando não quer reparar, quanto possível, o escândalo público que causou; — quando não quer deixar a ocasião próxima do seu pecado; — quando exerce uma profissão diretamente contrária aos bons costumes; — quando não manifesta arrependimento sincero dos pecados que confessa (Rit. Rom.), porque, em tais casos, o pecador não se apresenta com a disposição essencial, que é a contrição, para ser absolvido. ABSTINÊNCIA consiste em não comer carne nem caldo de carne em alguns dias determinados pela Igreja. São dias de abstinência; a) todas as sextas-feiras do ano; b) quarta-feira de Cinzas e das Quatro Têmporas; c) sábados da Quaresma e das Quatro Têmporas; d) vigílias do Natal, do Pentecostes, da Assunção e de Todos os Santos, salvo os privilégios da Bula e do Indulto pelo qual só são dias de abstinência a) sextas-feiras do Advento, da Quaresma e das Quatro Têmporas b) vigílias do Pentecostes, Assunção de Nossa Senhora, Todos os Santos e Natal. Por lei da Igreja são obrigados à abstinência todos os cristãos que completem sete anos de idade e que não estejam legitimamente dispensados. A abstinência é recomendada pelo Apóstolo São Paulo, quando diz: «Bom é não comer carne nem beber vinho, nem coisa em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou enfraqueça» (na fé). Ep. Rom. XIV, 21. A Igreja impõe este preceito para que façamos penitência dos pecados passados, evitemos os futuros, mortificando a gula e paixões e santifiquemos as principais épocas e festas do ano. O uso de qualquer comida só constitui pecado por ser proibido pela lei da Igreja, ou por ser prejudicial à saúde, pois, se não é coisa má comer carne ou beber vinho, é coisa má transgredir a lei da Igreja ou prejudicar a saúde. AÇÃO CATÓLICA é a participação dos leigos no apostolado da Hierarquia; isto é, uma instituição de católicos militantes, uma santa milícia, um exército de apóstolos, de ativos e generosos auxiliares da Hierarquia eclesiástica, sob a direção dos Bispos. A Ação Católica constitui um verdadeiro apostolado. Todos os seus diretores e promotores devem ser católicos praticantes, convictos da sua fé, solidamente instruídos na doutrina religiosa, dotados de verdadeira piedade, de virtudes varonis, de costumes tão puros e vida tão ilibada que sirvam de exemplo eficaz para todos. A Ação Católica deve consistir essencialmente em duas coisas: na fase de formação para a vida católica, e na fase de ação, isto é, na comunicação da vida adquirida durante a fase de formação. O fim essencial das obras da Ação Católica é a formação dos militantes que operarão nos seus meios. ACOLITATO é uma das quatro Ordens Menores, pela qual é conferido o poder de acender velas para a Missa, e de ministrar ao celebrante as galhetas com água e vinho. ACÓLITO é aquele que recebe a Ordem de Acolitato. Atualmente o ministério próprio do acólito é exercido pelo sacristão, o qual pode usar batina e sobrepeliz quando faz o ofício de acólito. ATO HERÓICO DE CARIDADE consiste em oferecer a Deus, pelas almas do Purgatório, mentalmente ou por meio de alguma fórmula, todas as obras satisfatórias que o oferente fizer durante a vida, e todos os sufrágios que fizerem por ele depois da sua morte. Este ato, posto que lhe dêem o nome de voto, não obriga sub gravi, e pode ser rescindido pelo próprio oferente. ATO HUMANO é o ato que o homem quer praticar, sabendo o que faz. Para que o homem produza um verdadeiro ato humano e dele tenha a responsabilidade, não é necessário que conheça com toda a perfeição o que faz e que nisso consinta plenamente; basta que haja um conhecimento imperfeito e um consentimento livre, embora com hesitação e alguma relutância. O ato humano é bom, se direta ou indiretamente é ordenado pela razão e de harmonia com a lei eterna ao fim último; é mau, se, por estar em desarmonia com a razão e a lei eterna, afasta do fim último para que o homem foi criado. Se o ato é bom, produz algum bem e merece recompensa; se é mau, produz algum mal, e merece punição. É nosso interesse fazer sempre o bem e evitar tudo o que seja mal; e em todos os nossos atos devemos ter em vista agradar a Deus, para merecermos recompensa eterna. ATOS DOS APÓSTOLOS é o livro do Novo Testamento que segue imediatamente ao Santo Evangelho. Compreende a história de trinta anos, desde a morte de Jesus Cristo até ao ano 63 da era vulgar. O seu autor é o Evangelista São Lucas, que descreve todas as coisas notáveis que os Apóstolos fizeram por inspiração do divino Espírito Santo. Este livro é uma perfeita e admirável imagem da Igreja nascente. [the_ad id=”398011″] ADIVINHAÇÃO é o conhecimento de coisas ocultas por obra do demônio. É uma espécie de curiosidade quanto ao fim, mas quanto ao modo de a satisfazer é uma espécie de superstição. Não é lícita, quer seja por invocação do demônio, ou pelos astros, ou pelos sonhos, ou por sortes, ou pelos lineamentos das mãos. Cai neste pecado de adivinhação não só o adivinho ou feiticeiro mas também aquele que o consulta, por querer saber, por obra do demônio, alguma coisa oculta, presente ou futura. ADORAÇÃO é ato de culto de latria devido só a Deus, nosso Criador e supremo Senhor. De três modos devemos adorar a Deus: com adoração interior, que consiste em fazer atos de fé, de esperança, de amor, de gratidão, de submissão, apenas com pensamento; — com adoração exterior, manifestando o nosso pensamento por meio de sinais sensíveis, tais como a genuflexão, a oração vocal, o sacrifício, e outros atos semelhantes; — com adoração social ou pública, que consiste na oração feita em comum, na assistência à Missa e a outros atos de culto público. — Podemos adorar a Deus em toda a parte, mas a igreja é o lugar mais próprio para manifestarmos a Deus o nosso culto de adoração — A adoração é devida igualmente a Jesus Cristo, porque é igualmente Deus. Devemos, pois, adorar a Deus não só com atos exteriores, mas de maneira que esses atos sejam a expressão sincera do amor que nos merece. Assim disse Jesus Cristo: «Deus é Espírito, e é necessário que aqueles que O adoram, O adorem era espírito e em verdade». Ev. S. Jo. IV, 24. ADRO era um pátio quadrado junto à igreja, no meio do qual, antigamente, havia uma fonte com uma taça, onde os fiéis lavavam as mãos e o rosto antes de entrarem na igreja, símbolo da purificação dos pecados. Na taça da fonte estavam gravadas estas palavras: «Lavai os vossos pecados e não o vosso rosto». Esse uso desapareceu, e a taça foi substituída pelas pias de água-benta à entrada interior da igreja, para os fiéis, tocando-a com devoção, serem purificados dos pecados veniais. ADULAÇÃO é o excesso de louvores dirigidos a alguém para lhe ser agradável, ou por causa de algum lucro. É pecado sobretudo quando se faz com intenção de prejudicar, ou com escândalo. ADULTÉRIO é a cópula entre pessoa casada e outra que não seja o seu cônjuge. É pecado mortal contra a castidade, e também contra a justiça, porque viola o direito do cônjuge inocente; é uma profanação da santidade do Matrimônio; é uma quebra da promessa feita solenemente à face da Igreja. O Apóstolo São Paulo condena o adultério, dizendo que os adúlteros serão excluídos do Reino de Deus. Ep. I Cor. VI., 9. Aquele que pratica adultério, com o fim combinado de casar com o seu cúmplice após a morte do legítimo cônjuge, não pode validamente contrair tal matrimônio. C. 1075. ADVENTO é o tempo de quatro semanas anteriores à festa do Natal. O primeiro dia do Advento ocorre no fim de Novembro ou primeiros dias de Dezembro, e com ele começa o ano litúrgico ou ano eclesiástico. Quer a Igreja que durante o tempo do Advento os fiéis se preparem com a oração e o jejum, para comemorarem cristãmente a vinda ou o nascimento de Jesus Cristo. — As sextas-feiras do Advento são de abstinência sem jejum, mesmo para os fiéis que têm o Indulto Quaresmal. AFILHADO é o indivíduo que tem um padrinho quando recebe o sacramento do Batismo ou o da Confirmação. Deve-lhe respeito especial, porque contrai com o seu padrinho um grau de parentesco espiritual. Na falta dos pais, o padrinho tem o direito e o dever de o instruir e educar na Religião Cristã. AFINIDADE é o parentesco espiritual que resulta dum casamento legítimo entre cristãos e existe entre o marido e os consanguíneos da mulher, e entre a mulher e os consanguíneos do marido. É impedimento dirimente do Matrimônio até ao segundo grau de linha colateral inclusive; em linha reta dirime o Matrimônio em qualquer grau. C. 1077. ÁGAPE refeição entre os cristãos dos primeiros séculos da Igreja, para manifestarem mutuamente os laços de caridade que os uniam. Este banquete começou por ser uma comemoração da última Ceia de Jesus Cristo, mas não tardou em desaparecer tal uso. AGNÓSTICO é aquele que, sem negar a existência de Deus, afirma que não podemos provar que Deus existe. O agnóstico afirma um erro. Nós sabemos com certeza que Deus existe, porque sem Deus não se explica nada do que existe, visto como as coisas não existem por si mesmas, e porque Deus revelou ou manifestou a sua existência a pessoas que tal nos afirmam e que são dignas de crédito. Com efeito, desde a primeira geração humana as pessoas mais dignas de fé afirmam que Deus se revelou aos homens, provando com milagres que era Deus que se lhes revelava. A existência de Deus é afirmada na história de todos os povos e em todos os tempos. Tal afirmação não seria universal se não houvesse a certeza da existência de Deus. AGNUS DEI (significa Cordeiro de Deus) é uma breve oração que o Sacerdote repete três vezes, na Missa, antes de comungar. — Também se dá este nome a uma espécie de medalha de cera branca, feita dos restos do círio pascal de anos anteriores, tendo de um lado a efígie de um cordeiro. Por virtude da oração da bênção, que é reservada ao Papa, a medalha protege contra os perigos das doenças contagiosas, do mar, do incêndio, das inundações. [the_ad id=”398011″] AGREGAÇÃO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO é uma Associação fundada pelo Venerável Pedro Eymard, fundador da Congregação do Santíssimo Sacramento, a qual tem por fim desenvolver no povo cristão a devoção à Sagrada Eucaristia, e especialmente a prática da oração. ÁGUA BATISMAL é a que os Párocos benzem nas vigílias da Páscoa e do Pentecostes, segundo as rubricas do Missal, para a administração solene do sacramento do Batismo. A água simboliza a purificação da alma. — Se a água estiver demasiado fria, para não prejudicar a saúde da criança que se batiza, pode acrescentar-se-lhe uma pequena quantidade de água natural, tépida (Rit. Rom.) A água usada no batismo duma criança não deve cair na água conservada na mesma pia. ÁGUA BENTA é aquela sobre a qual o Sacerdote faz uma bênção com orações prescritas pela Igreja. Serve para aspergir os fiéis antes da Missa conventual, para aspergir as imagens dos Santos, os paramentos, as casas, os frutos, etc. Está em pias próprias à entrada das igrejas para os fiéis a tocarem com devoção, e é recomendável que a tenham em casa para se aspergirem com ela, podendo por isso ser purificados dos seus pecados veniais. ALFAIAS são os vários objetos usados nos atos do culto religioso, tais como: o cálice, a patena, a custódia, os paramentos, etc. O cálice e a patena, para serem usados na Missa, têm de ser sagrados pelo Bispo diocesano, e não perdem a sagração por ter desaparecido ou por se ter renovado a douradura, salvo contudo no primeiro caso a obrigação de os mandar dourar novamente. C. 1305. — Os cálices, patenas, sanguíneos, corporais e palas usados na celebração da Missa não devem ser tocados senão por clérigos, ou por seculares de confiança, a quem esteja entregue a guarda dos mesmos. C. 1306. ALELUIA Palavra hebraica conservada nas preces litúrgicas, e que significa «Louvai a Deus». É uma exclamação de alegria, por isso se chama «Sábado de Aleluia» ao sábado da semana santa, dia em que se comemora a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. ALMA é um espírito imortal, incorruptível, dotado de inteligência e de vontade, criado por Deus para forma do corpo humano. É criada para cada corpo humano depois de concebido, e contrai o pecado original no momento da sua união com o corpo. É operação própria da alma entender o que abstrai das coisas sensíveis por meio dos sentidos. É pela alma que conhecemos e queremos. Está toda em todo o corpo e em cada parte do corpo, dando-lhe unidade e vida. Após a morte, vai imediatamente ou para o Céu, ou para o Purgatório, ou para o Inferno, segundo a sentença que Deus lhe der, e conserva os conhecimentos adquiridos neste mundo. Pode conhecer as ações dos vivos pelas almas que vão entrando na eternidade, ou pelos Anjos, ou pelos demônios, ou por revelação de Deus, e pode aparecer aos vivos, mas tal aparição é miraculosa. — A alma, porque é puramente espiritual, não tem forma, nem peso, nem cor; é invisível, mas todos vêem os seus efeitos, atos que nenhum corpo é capaz de produzir: entender, querer, amar, raciocinar. — Devemos querer-lhe mais do que ao corpo. — A salvação da nossa alma é o negócio mais importante da nossa vida, pois disse Jesus: «Que aproveita ao homem ganhar todo o mundo, se vier a perder a sua alma?». Ev. S. Mat. XVI. 26. É também um negócio absolutamente pessoal, pois ninguém pode substituir outrem no trabalho da sua santificação. Ao mesmo tempo é um negócio urgente, porque a vida é breve e a morte pode chegar repentinamente. Por isso Jesus preveniu: «Estai preparados». Há quem diga que a alma não existe, que o homem é apenas um animal aperfeiçoado. Isto é uma afirmação falsa. Com efeito, se o homem fosse apenas um animal aperfeiçoado, não haveria entre ele e os outros animais senão uma diferença de grau, isto é, as faculdades que existem nos animais seriam mais perfeitas no homem, e nele não haveria mais faculdades que nos animais. Mas sucede o contrário: o homem é menos forte que o boi, menos ligeiro que o cão, etc. Há no homem faculdades que nenhum animal possui: a faculdade de pensar, a de compreender, a de julgar, a de falar, a de progredir, a de prestar culto. Estas faculdades são absolutamente distintas das faculdades do corpo, são de natureza mais elevada, mais nobre, são de natureza espiritual. Os animais têm o instinto preciso para se conservarem e se reproduzirem. Só o homem tem a inteligência indispensável para progredir. As faculdades que são só do homem existem na alma humana. ALTAR é a mesa sobre a qual se faz o sacrifício da Missa. Pode ser fixo ou portátil. É fixo, se a mesa é uma só pedra, embora o suporte seja de alvenaria; é portátil, se sobre a mesa de alvenaria ou de madeira é colocada uma pedra chamada pedra d’ara, que é consagrada pelo Bispo e contém relíquias dum Santo Mártir numa cavidade coberta e cimentada. — Para a celebração da Missa o altar há de estar coberto com três toalhas de linho, devendo a toalha superior tocar com as extremidades laterais no chão; há de ter um crucifixo bem visível no meio, com duas velas de cera em castiçais aos lados. — Sobre o altar não se deve pôr coisa alguma que não seja precisa para o Sacrifício da Missa, ou que não sirva para ornato do mesmo altar. — É uso colocar sobre a parte posterior do altar um degrau ou banqueta, na qual se põem os castiçais, o crucifixo e as flores; embora estas sejam permitidas como ornamento, não se deve esquecer que o melhor ornamento do altar é a limpeza, o asseio. — O altar deve ter um supedâneo, isto é, deve haver junto ao altar um estrado do comprimento do mesmo, e bastante largo para o celebrante da Missa poder fazer a genuflexão sem pôr o pé fora. — O altar em que se conserva o Santíssimo deve ser o mais ornamentado de todos, para que o mesmo, desta forma, excite a devoção e piedade dos fiéis (C. 1268). — Não pode o crucifixo ser colocado diante da porta do sacrário, nem sobre o trono em que se costuma expor o Santíssimo na custódia (S. C. R.). — É proibido colocar sobre o altar outro lume que não seja o de cera (S. C. R.). — Com consentimento do Bispo, pode colocar-se a imagem do Coração de Jesus por detrás do sacrário (S. C. R.), mas é preferível que fique ao lado, podendo ser. — Sem licença do Bispo, não é permitido colocar de novo, na igreja, quaisquer altares, imagens de Santos, ou transferir de lugar, uns e outros, nem abrir nichos nas paredes, destinados a imagens de Santos (C. P.). ALTAR PRIVILEGIADO é aquele em que à Missa nele dita e aplicada por uma alma, anda ligado o privilégio de uma Indulgência Plenária. No dia da Comemoração dos Fiéis Defuntos todas as Missas gozam desse privilégio, como se fossem celebradas em altar privilegiado. Igualmente são privilegiados todos os altares da igreja, nos dias em que nela se faz a solenidade das Quarenta Horas (C. 917). O Bispo pode designar um altar privilegiado em cada igreja paroquial (C. 916). ALVA é uma veste de linho ou cânhamo, que o Sacerdote põe sobre a batina, nalgumas funções litúrgicas, cobrindo-a totalmente. Pelo seu comprimento e brancura, a alva recorda ao Sacerdote a perseverança nas boas obras, a gravidade que deve acompanhar as funções sagradas, e a pureza com que deve subir ao altar. — A alva era uma veste de dignidade entre a nobreza romana. A Igreja adotou-a, porque não há dignidade igual à do Sacerdote. — A alva deve ser benzida antes de começar a ser usada. AMENTA é uma oração que o Pároco faz (onde há esse costume) pelos defuntos da sua paróquia. Geralmente é feita ao domingo, antes da Missa paroquial. Por essa obra de piedade recebe dos seus paroquianos uma determinada oferta. AMITO é uma veste litúrgica feita de linho ou de cânhamo, de forma retangular, bastante ampla para envolver a cabeça e cobrir as espáduas do Sacerdote quando tem de vestir a alva. — Começou a ser usado nas frias e vastas igrejas da Idade Média, como precaução, nos Ofícios divinos, para a conservação da voz. Cobria primitivamente, até ao aparecimento do barrete, a cabeça e o pescoço do sacerdote. Recorda ao Sacerdote o cuidado que deve ter em omitir, durante o Sacrifício da Missa, toda a palavra estranha ao ato que pratica, e que o deve ocupar inteiramente. — O amito deve ser benzido antes de começar a ser usado. AMIZADE é o amor de mútua benevolência, fundado sobre alguma comunicação. Conserva-se e aumenta com o exercício de obras amigáveis, pela meditação e pela recompensa de benefícios. Cinco coisas são próprias da amizade: querer estar e conviver com o amigo, querer-lhe bem, fazer-lhe bem, conversar com ele amigavelmente, manter-se em concórdia com ele. Pode haver discrepância de opiniões entre os amigos, conservando, todavia, a amizade e a paz. O homem deve sofrer corporalmente pelo amigo, mas não deve sofrer detrimento espiritual. AMOR é a complacência do amante no amado, é um movimento unitivo da alma, que se compraz no bem, um atrativo poderoso que nos impele para um objeto, ou por causa da sua bondade (amor de benevolência), ou pelas vantagens que a sua posse nos oferece (amor de concupiscência). A origem do amor encontra-se na simpatia natural que existe entre a vontade e o bem; simpatia tal que não é possível a vontade aperceber-se do bem sem que se mova a amá-lo. É tão estreita a relação que existe entre a vontade e o bem, que sendo-lhe proposto o mal sob aparências de bem, também o ama, mas detestá-lo-ia se o apreendesse como mal. O amor de Deus causa bondade nas coisas; em nós causa amor. Deus deve ser amado sobre todas as coisas, e devemos amar a Deus mais do que a nós mesmos. Disse Jesus: «Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças». (Ev. S. Mar. XII, 30). Para cumprir este preceito, devemos: procurar conhecer Deus e a sua Lei, ter as nossas afeições unidas a Deus, preferir Deus a tudo, dedicar as nossas forças ao serviço de Deus, tomar Deus como objeto principal dos nossos pensamentos. O amor a Deus manifesta-se não tanto por palavras como por obras; assim o disse Jesus: «Se me amas, guarda os meus mandamentos. Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama». (Ev. S. Jo. XV, 15 e 20). O nosso amor próprio, ou o amor que temos a nós mesmos, posto que seja natural o bom, dentro dos justos limites, por causa dos excessos a que arrasta, torna-se um agente muito perigoso. O amor desordenado de nós mesmos é o princípio de toda a culpa, e é origem de todas as paixões más e de todas as desordens da vida. Por isso é preciso combater eficazmente o amor próprio, até que se sujeite e se submeta ao que o amor de Deus exige, e não subtraia o que ao amor do próximo é devido. Devemos amar o próximo como a nós mesmos. Assim foi preceituado por Jesus Cristo, dizendo: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo» (Ev. S. Mat. XXII, 39). E acrescentou: «Assim como quereis que vos façam os homens, da mesma sorte fazei vós a eles também» (Ev. S. Luc. VI, 31). O amor ao próximo tem olhos que vêem as necessidades de seja quem for, tem ouvidos que ouvem as súplicas dos necessitados, tem coração que se compadece das misérias alheias, tem mãos que praticam o bem, tem pés que caminham em procura das misérias escondidas. E, se tem dinheiro, tem também uma bolsa sempre aberta para socorrer os pobres que necessitam de dinheiro. De entre o nosso próximo, os nossos consanguíneos devem ser mais amados que os outros, e os filhos mais do que os irmãos. Devemos amar os nossos inimigos, não como inimigos, mas por serem nosso próximo. Também é preceito de Jesus Cristo: «Amai os vossos inimigos; fazei bem aos que vos têm ódio, e orai pelos que vos perseguem e caluniam» (Ev. S. Mat. V, 44). «O nosso amor para os nossos inimigos, é verdadeiro quando nos não afligimos da sua prosperidade ou quando nos não alegramos de suas perdas e angústias», diz São Gregório Magno. AMOS são pessoas que recebem em sua casa, para serviços que não podem ou não querem fazer, outras pessoas que lhes prestam esses serviços a troco de um ordenado estabelecido em contrato. Devem: pagar aos seus criados, com exatidão, o que foi contratado; poupá-los a trabalhos excessivos ou demasiado pesados para a idade ou para as forças que têm; dar-lhes o necessário para a sua alimentação: tratá-los com bondade, antes aconselhando do que repreendendo, e, tendo de castigar, castigando com caridade, paternalmente; vigiar sobre a sua conduta moral, dar-lhes bom exemplo, facilitar-lhes o cumprimento das obrigações da vida cristã; considerá-los como irmãos pobres e humildes, que procuram abrigo e pão em casa dos seus irmãos ricos, a troco dos serviços grosseiros e pesados da casa. ANÁTEMA é a pena de excomunhão aplicada solenemente pela Igreja ao cristão por algum crime grave que pratica. O cristão anatematizado fica excluído da comunhão dos bens espirituais da Igreja (C. 2257, 2262). ANIQUILAÇÃO Se Deus retirasse a sua ação conservadora sobre as criaturas, tudo seria subitamente reduzido ao nada. Mas é da ordem da divina Providência não aniquilar nenhuma criatura; nem mesmo aniquila os pecadores, para que a justiça não seja sem misericórdia, e para que a pena corresponda à culpa. O nosso corpo após a morte é reduzido a pó, mas não é aniquilado, e ressuscitará no fim do mundo. ANJOS são espíritos sem corpo criados por Deus para O louvarem, servirem, amarem e gozarem por toda a eternidade. Muitos, porém, tornaram-se soberbos, e Deus expulsou-os para o Inferno, onde sofrem eternamente o castigo do seu pecado. A existência dos Anjos é muitas vezes afirmada na Sagrada Escritura. A respeito dos Anjos que pecaram disse Jesus Cristo: «Retirai-vos de mim, malditos, para o fogo do Inferno que está preparado para o diabo e para os seus anjos» (Ev. S. Mat. XXV, 41). Quanto aos Anjos fiéis, disse: «Os meus Anjos vêem sempre a face de meu Pai que está nos Céus» (Ev. S. Mat. XVIII, 10). Os Anjos do Céu — Anjos bons — protegem os homens contra muitos males, e cada pessoa tem um Anjo da Guarda, ao qual deve recorrer todos os dias, invocando-o em seu auxílio, para que o livre de cair em tentação, e de ser vítima de algum perigo. Por isso devemos invocá-los e amá-los. Os Anjos do Inferno — Anjos maus ou demônios — são inimigos da nossa alma, tentam-nos para o pecado a fim de cairmos no Inferno. Por isso devemos estar vigilantes contra a tentação, e desprezá-la. [the_ad id=”398011″] ANTICRISTO Nome por que é designado aquele que será o chefe de todos os maus em malícia completa, e cuja vinda, segundo o pensar dos teólogos, é um dos sinais do fim do mundo. O Apóstolo São Paulo chama-lhe o «homem do pecado», filho da perdição, que suscitará contra a Igreja a maior de todas as perseguições; que fará milagres falsos e aparentes, com os quais muitos hão de ser enganados; que se assentará no templo de Deus, ostentando-se como se fosse Deus. Mas Jesus Cristo o matará com o sopro da Sua boca, o destruirá com o esplendor da Sua vinda (Ep. 2, Tessal. II, 8). O Anticristo só virá pouco tempo antes do fim do mundo, e depois que o Santo Evangelho tiver sido pregado em todo o mundo e a todos os povos da terra (Ev. S. Mar. XIII). APARIÇÃO DOS ESPÍRITOS Deus permite que os Anjos apareçam aos homens, não quando os homens querem, mas quando Deus quer. Para que os homens os vejam, os Anjos assumem ou tomam um corpo formado misteriosamente. — Também quando Deus quer, os mortos aparecem aos vivos, mas essa aparição é feita por operação dos Anjos ou dos demônios. Deus permite tais aparições unicamente para instrução dos vivos e para benefício das almas do Purgatório. Devemos, todavia, ser muito reservados quanto à aceitação, como verdadeiras, de todas as coisas que se contam como aparições de espíritos. São possíveis, mas são raras. APOCALIPSE é o último livro do Novo Testamento, e com ele terminam as Sagradas Escrituras. Foi escrito pelo Apóstolo São João quando esteve degredado na ilha de Patmos por ordem do imperador Domiciano. O Apóstolo prediz que a Igreja triunfará após o reinado do Anticristo, e, diz São Jerônimo: «compreende tantos mistérios quantas são as suas palavras». APÓCRIFOS (livros) são os livros que certos autores consideram como inspirados pelo divino Espírito Santo, dando-lhes a mesma autoridade que aos Santos Evangelhos, mas que a Igreja não admite no número dos livros sagrados do Novo Testamento. APOSTASIA é o afastamento total da fé cristã. Ê pecado gravíssimo, filho da soberba. As principais causas da apostasia dos jovens são: adesão às seitas maçônicas, as más leituras, as más companhias e as paixões. APÓSTATA é aquele cristão que renegou da fé e caiu no pecado da apostasia (C. 1325). O apóstata notoriamente reconhecido, morrendo na apostasia, não pode ter sepultura eclesiástica (C. 1240); nem missa exequial, mesmo de aniversário, nem outros Ofícios fúnebres públicos (C. 1241). APOSTOLADO é o trabalho para a salvação das almas. É a grande necessidade de todos os tempos. Sem apostolado não se salvam as almas, porque não conhecem Jesus Salvador, não O amam, não praticam a Sua Lei, não participam dos Seus méritos. Foi essa a missão que Jesus confiou aos Seus Apóstolos, e que estes transmitiram aos seus sucessores — os Bispos — e de que estes encarregaram os seus auxiliares — os Padres. O apostolado dos Bispos e dos Padres, atualmente, é insuficiente para chegar a todas as almas; os leigos são, por isso, chamados à obra do apostolado. Não devem recusar a sua cooperação; pelo contrário, devem acudir, pressurosos, a receber a honra que lhes é oferecida, e desempenhar-se com a máxima dedicação e diligência da sua missão. São meios fáceis de fazer apostolado: a oração pelos pecadores e pelo bom êxito do apostolado; — a expiação, aceitando os sofrimentos, o trabalho e as renúncias que a sua ação exigir; — a palavra instrutiva, educativa, sempre que haja oportunidade; — o bom exemplo, com uma conduta sempre edificante; — a bondade, mostrando interesse pelas almas, e desculpando as faltas de consideração, de gratidão, de delicadeza daqueles a quem se quer fazer bem. APOSTOLADO DA ORAÇÃO é uma pia união de vontades e esforços para levar a efeito, frutuosamente, a obra ou apostolado por meio da oração, em nome de Jesus Cristo e em união com as intenções do Seu divino Coração. São três os graus deste Apostolado: O 1.° Grau, essencial e comum a todos, é constituído por aqueles que, estando inscritos num Centro do Apostolado, e tendo Patente de admissão, oferecem a Deus em cada manhã as obras do dia, segundo as intenções do Coração de Jesus. O 2.° Grau compreende os que, além do oferecimento quotidiano, oferecem todos os dias a Nosso Senhor um Pai-Nosso e dez Ave-Marias, segundo as intenções do Apostolado. O 3° Grau compreende todos os associados que se comprometem a fazer a Comunhão reparadora semanal ou mensal pelas mesmas intenções. APOSTOLICIDADE é um dos quatro caracteres da Igreja Católica, e significa que a Igreja Católica é a mesma que os Apóstolos receberam de Jesus Cristo e estabeleceram no mundo com a sua pregação. O fato é demonstrado pelo catálogo dos Bispos e dos Papas, que, sem interrupção de tempo, vêm sucedendo como Pastores da Igreja desde os primeiros Apóstolos de Jesus Cristo, ensinando a mesma doutrina, o mesmo culto, e mantendo o mesmo regime. Só a Igreja Católica apresenta esta nota de apostolicidade, nota da verdadeira Igreja fundada por Jesus Cristo. APÓSTOLOS foram os doze discípulos que Jesus Cristo escolheu para seremos continuadores da Sua missão divina entre os homens até ao fim dos tempos. Para isso lhes comunicou um tríplice poder: ENSINAR — «ensinai todas as gentes a cumprir o que vos mandei» (Ev. S. Mat. XXVIII, 19); REGER — «tudo o que ligardes na terra será ligado ao Céu » (Ev. S. Mat. XVIII, 18). SANTIFICAR — «recebei o Espírito Santo, serão perdoados os pecados a quem os perdoardes» (Ev. S. Jo , XX, 23). — Jesus Cristo ordenou-os Sacerdotes em Quinta-feira Santa, quando instituiu a Sagrada Eucaristia, dizendo-lhes: «Fazei isto em memória de mim». Por este Sacramento receberam o poder de consagrar a Eucaristia ou de oferecer o Santo Sacrifício. Os Apóstolos eram homens de condição humilde e ignorantes, mas, tendo recebido de Jesus e do divino Espírito Santo toda a ciência de que necessitavam para converter os homens à Religião cristã, dedicaram-se de tal modo à obra do apostolado que fizeram, de fato, milhões de conversões, e deram a vida por amor de Jesus Cristo. ARCEBISPO é o Bispo que preside a uma Província Eclesiástica, o qual tem na própria Diocese os mesmos direitos e as mesmas obrigações que um Bispo na sua (C. 272, 273). ARCIPRESTE é o Sacerdote que o Bispo coloca à frente de um Arciprestado ou grupo de Paróquias, com os direitos e os deveres estatuídos na legislação canônica (C. 217). Nalgumas Dioceses o Arcipreste tem o nome de Vigário da Vara, e o Arciprestado tem o nome de Vigararia. ARQUICONFRARIA é a Confraria que tem o direito de agregar outras Associações da mesma espécie; assim como se chama UNIÃO PRIMÁRIA a que pode agregar outras Pias Uniões (C. 720). Nenhuma Associação pode validamente agregar outras sem Indulto Apostólico (C. 721). Pela agregação comunicam-se à Associação agregada privilégios e outras graças comunicáveis, que à Associação agregante tenham sido ou venham a ser concedidas pela Santa Sé. Por essa comunicação, a Associação agregante nenhum direito adquire sobre a agregada (C. 722), mas esta perde todas as Indulgências Papais que antes tivesse obtido. ASCENÇÃO DE JESUS CRISTO é comemorada festivamente quarenta dias após a festa da Ressurreição. Jesus subiu ao Céu por sua própria virtude com as duas naturezas, divina e humana. Após a Ressurreição apareceu doze vezes aos seus Apóstolos para os confirmar na fé. Não se sabe onde permaneceu antes de subir ao Céu. Quinta-feira da Ascensão é dia santo de guarda. Assiste- se à missa e não se trabalha. A Ascensão de Jesus ao Céu é um dogma da nossa fé, expresso no Santo Evangelho (S. Mar. XVI, 19). Como Jesus subiu ao Céu com a sua natureza humana, também nós podemos subir ao Céu após a nossa ressurreição. É esta uma verdade que nos conforta durante a passagem por este mundo. ASCETA é o cristão que, seguindo a doutrina ascética, se esforça por conseguir a perfeição da sua vida espiritual. ASCÉTICA é a doutrina que propõe os exercícios pelos quais podemos, com o concurso ordinário da graça, tender ativamente à perfeição espiritual. A ascética insiste mais no lado negativo, mas absolutamente indispensável, da vida espiritual: no combate ao pecado, às paixões más, ao apego às criaturas e às imperfeições, e assim nos dispõe para a união com Deus que é a parte mística da vida espiritual. ASSOCIAÇÕES PIAS OU RELIGIOSAS DOS FIÉIS Na Igreja há três espécies de Associações pias ou religiosas, em que os fiéis se podem congregar: Ordem Terceira Secular, Confraria, Pia União (C. 700). A primeira tende a promover entre os associados a perfeição da vida cristã; a segunda visa especialmente ao incremento do culto público; a terceira procura o exercício de alguma obra de piedade ou de caridade. Nenhuma Associação é reconhecida na Igreja se não for ereta ou ao menos aprovada pela legítima Autoridade eclesiástica, que é o Papa para toda a Igreja, e o Bispo para a sua Diocese; excetuam-se as Associações, cuja instituição foi reservada por privilégio Apostólico a outras entidades (C. 686), como, por exemplo, a Confraria do Rosário, cuja instituição é reservada ao Mestre Geral da Ordem dos Pregadores. Cada Associação há de ter os seus Estatutos examinados e aprovados pela Santa Sé ou pelo Bispo do lugar (C. 689). Todas as Associações sem exclusão das que foram eretas pela Santa Sé, se não tiverem privilégio especial que as isente, estão subordinadas à jurisdição e vigilância do Bispo do lugar. Salvos os casos expressamente excetuados, todas as Associações legitimamente eretas podem possuir e administrar bens temporais, sob a autoridade do Bispo do lugar, a quem devem prestar contas da sua administração (C. 1525), não sendo, porém, obrigadas a prestá-las ao Pároco, embora estejam eretas no seu território (C. 691), a não ser que o Bispo determine outra coisa. Para gozar os direitos e graças espirituais da Associação, é necessário e suficiente que o fiel seja nela validamente admitido e não seja legitimamente expulso (C. 692). — Não podem admitir-se validamente os acatólicos, os que pertencem a alguma seita condenada, os que estão notoriamente incursos em censura, e em geral os pecadores públicos (C. 693). A mesma pessoa pode ser admitida em várias Associações, a não ser que se trate das Ordens Terceiras (C 693). A admissão deve ser feita de harmonia com o direito e com os respectivos Estatutos. Para que as Pias Associações consigam o seu fim, devem os sócios ou irmãos santificar-se pelo fiel cumprimento dos Mandamentos da Lei de Deus e da sua Igreja, pela frequência dos Sacramentos da Penitência e da Comunhão, pelo bom exemplo ao povo cristão, e pelo exercício das obras de caridade tanto espirituais como corporais. O Bispo do lugar pode demitir ou expulsar sócios ou irmãos em todas as Associações (C. 696), a não ser que por indulto apostólico estejam isentas. Os associados podem sair da Associação por sua própria renúncia, e não são obrigados sob culpa a observar os Estatutos da Associação, nem podem ser coagidos a isso por meio de penas eclesiásticas. O Pároco, não sendo irmão, não pode intervir no regime da Associação, a não ser que seja seu Diretor ou delegado do Bispo, ou que isso seja permitido pelos Estatutos. A ordem de precedência entre Associações de pessoas leigas é a seguinte: 1 — Ordens Terceiras; 2 — Arquiconfrarias; 3 — Confrarias ou Irmandades; 4 — Pias Uniões Primárias; 5 — Outras Pias Uniões. Dissolvida que seja a Associação, os bens não pertencem aos associados, mas devem ser aplicados pela Autoridade eclesiástica competente para outro fim piedoso (C. 1501). Salvos os direitos legitimamente adquiridos, a vontade dos fundadores e benfeitores e os Estatutos da Associação. ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA É doutrina da Igreja que a Virgem foi elevada ao Céu em alma e corpo após a sua morte. Em memória deste fato celebra-se a festa da Assunção no dia 15 de Agosto. Os Portugueses têm um motivo especial para solenizar a festa da Assunção de Nossa Senhora: foi na véspera desse dia, em 14 de Agosto de 1385, que D. Nuno Álvares Pereira firmou a independência de Portugal, derrotando os Castelhanos na batalha de Aljubarrota. É dia santo de guarda. [the_ad id=”398011″] ATEU é aquele que não crê na existência de Deus. O ateu é néscio e insensato, porque, conhecendo o mundo e a sua grandeza, ignora o seu Autor, e, observando as leis admiráveis do Universo, nega o seu Ordenador. ATRIBUTOS DIVINOS são perfeições que, segundo o nosso modo de ver, atribuímos à essência divina: a eternidade (quer dizer que não tem princípio nem fim); a imensidade (quer dizer que está presente em todas as coisas); a imutabilidade (quer dizer que não muda nem no entender nem no querer): a onipotência (quer dizer que pode tudo o que não é contrário às suas perfeições), a bondade (quer dizer que é bom em si mesmo e comunica os seus bens a todas as criaturas); a justiça (quer dizer que aprecia todas as coisas segundo o seu valor real e dá a cada um segundo o mérito das obras que fizer); e outras perfeições. ATRIÇÃO é o arrependimento e a detestação do pecado por motivo sobrenatural distinto da caridade, como por exemplo: o medo do Inferno, a perda do Céu, a consideração da maldade do pecado. A atrição, também chamada «contrição imperfeita», é suficiente para obter o perdão dos pecados no Sacramento da Penitência, pois a detestação do pecado, segundo Santo Agostinho, não se pode separar de um certo princípio de amor de Deus; não se aborrece verdadeiramente o pecado senão quando se principia a amar a Deus. AUDÁCIA é um movimento da alma que nos leva a combater com vigor a dificuldade que se opõe à aquisição de um bem esperado. É necessário não confundir a audácia com o ímpeto natural; este move a atacar com bravura o mal e as dificuldades em vencê-lo, mas no meio da luta enfraquece e faz voltar as costas ao inimigo — é a covardia. Também é necessário não permitir que a audácia degenere em temeridade, para evitar excessos perigosos; deve ser sempre regulada pela prudência, de sorte que não empreenda qualquer ação que seja superior às suas forças ou contrária à razão. AURÉOLA DOS SANTOS (coroa de ouro) Designa-se por este nome o prêmio especial que Deus dá aos Santos, correspondente a virtudes especiais, tais como o martírio, a ciência, a virgindade, ele. AUTORIDADES legítimas na sociedade civil, quaisquer que sejam, têm o poder que Deus lhes comunica, visto como «todo o poder vem de Deus » (Ep. Rom. XIII, 1), que é o único Senhor absoluto. — As autoridades não dispõem de um poder ilimitado, nem podem usá-lo contra a lei natural nem contra a lei divina positiva. Como a sociedade foi instituída para o bem comum dos cidadãos, aqueles que à sociedade presidem devem trabalhar por que o bem comum dos cidadãos, quer material, quer espiritual, seja uma realidade. Devem pois: pôr em prática os meios de fazer prosperar material e moralmente o País; distribuir com justiça os diversos encargos e favores da administração pública; fazer leis justas, sempre de harmonia com a lei natural e a lei divina positiva; manter a ordem social, proteger os bons costumes, promover e proteger as Associações particulares que têm por fim o bem material, intelectual ou moral dos seus associados. Todos os homens constituídos legitimamente em autoridade devem considerar-se e ser considerados como ministros de Deus para o bem dos que lhe são inferiores. O Apóstolo São Paulo escreve: «Toda a pessoa esteja sujeita aos poderes superiores, porque não há poder que não venha de Deus. Aquele pois que resiste ao poder, resiste à ordenação de Deus. E os que lhe resistem, a si mesmos atraem a condenação. Porque os Príncipes não são para temer quando se faz o que é bom, mas quando se faz o que é mau. Queres pois não temer o poder? Faz o bem, e terás louvor dele, porque é ministro de Deus para o bem. Mas se fizeres o mal, teme, porque não é debalde que ele traz a espada» (Ep. Rom. XIII, 4). AVARENTO é o escravo do vício da avareza, quer seja rico, quer seja pobre. O avarento é um infeliz; escravo dos bens que possui, não tem coragem para os gozar. AVAREZA é um dos sete pecados capitais. É o amor desordenado aos bens do mundo, principalmente ao dinheiro. A avareza manifesta-se: se nos alegramos desordenadamente pela posse da riqueza ou nos afligimos desordenadamente pela sua perda; se usamos meios injustos e criminosos em a procurar; se a procuramos com demasiada cobiça; se não socorremos os pobres conforme podemos. São efeitos da avareza: a dureza do coração, a inquietação do espírito, a fraude, a traição, a indiferença pelos bens do Céu. São remédios contra a avareza: a oração, a esmola, a meditação da morte, a recordação das palavras de Jesus Cristo, que disse: «Guardai-vos de toda a avareza, porque a vida de cada um não está na abundância das coisas que possui» (Ev. S. Luc. XII, 15). O Apóstolo São Paulo adverte-nos, dizendo: «Sejam os vossos costumes isentos de avareza, contentando-vos com o que tendes, porque Deus mesmo disse: não te deixarei nem te desampararei; de maneira que possamos dizer com confiança: «o Senhor é quem me ajuda, não temerei o que me possa fazer o homem» (Ep. Heb. XIII, 5, 6). É insensatez pôr o homem as suas esperanças na riqueza para a conservação e gozo da vida. A vida dos ricos não é mais nem menos crucificada que a dos pobres, se for da vontade de Deus enviar-lhes o sofrimento, ou encurtar-lhes a existência. AVE-MARIAS é uma devoção que consiste em saudar a Virgem Maria quando toca o sino, de manhã, ao meio-dia e ao sol-posto, rezando três Ave-Marias em memória dos mistérios da Encarnação e da Anunciação. É uma prática antiquíssima e enriquecida com muitas Indulgências. Lucram as mesmas Indulgências os fiéis que, ouvindo o toque do sino, rezarem às horas devidas, assim como os que, não sabendo as orações, rezarem cinco Ave-Marias. AVERSÃO O é um movimento da alma que nos afasta de um mal iminente. Sentimo-la quando se apresenta ao nosso Espírito alguma coisa que julgamos ser-nos nociva ou perniciosa; instintivamente produz-se em nós um movimento de repulsa e uma repugnância invencível, que nos dispõe a evitá-la. Porque a aversão pode ser o produto mórbido da natureza mal educada, devemos procurar vencer as nossas repugnâncias, praticar as virtudes que desagradam à natureza, e evitar tudo o que pode oferecer algum obstáculo ao nosso progresso espiritual. ÁZIMO é o pão fabricado sem fermento, do qual se fazem as hóstias que hão de ser consagradas na Missa, conforme o uso na Igreja Latina, a qual tem por certo que Jesus Cristo, na última Ceia, consagrou o pão ázimo. Todavia, a Igreja ensina que não é inválida a consagração Eucarística com o pão fermentado, como usa a Igreja Grega. #DOUTRINADAIGREJA #DOUTRINADAIGREJACATÓLICA #LETRAa #DICIONÁRIOCATÓLICOLETRAa #DICIONÁRIO #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #DOUTRINACATÓLICA #DICIONÁRIOCATÓLICO #doutrinacristã
- DICIONÁRIO DA DOUTRINA CATÓLICA
“Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra.” II Timóteo 3,16-17 A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V Z Dicionário da doutrina católica Pelo Pe. JOSÉ LOURENÇO TIP. EMPRESA GUEDES, LTDA 242-RUA FORMOSA-248 — PORTO – 1945- Administração de VERDADE E VIDA Rua Clemente Meneres, 88 #DICIONÁRIODASPALAVRASCATÓLICAS #DICIONÁRIODOSVERNÁCULOSCATÓLICOS #DICIONÁRIODEPALAVRASCATÓLICAS #DICIONÁRIODADOUTRINACRISTÃ #DICIONÁRIOCATÓLICOLETRAP #DICIONÁRIO #DICIONÁRIODADOUTRINACATÓLICA #dicionáriodafécatólica #DOUTRINACATÓLICA #DICIONÁRIOCATÓLICO
- Brandmuller: “Para não perder o rumo, o cristão tem uma bússola confiável no Catecismo da Igre
Não esqueçamos o que Jesus diz à sua Igreja sobre o futuro. Suas palavras não têm tom triunfalista. Pelo contrário, fala de perseguições, de carregar a cruz e de mortes violentas; sim, mesmo de catástrofes que abalarão o cosmos. Assim se iniciou a terceira década do terceiro milênio do calendário cristão, da história da Igreja Católica. O que um católico europeu que está em união com a Igreja vê e experimenta atualmente? Um êxodo em massa incalculável da Igreja! Os ramos da “árvore da Igreja” são perfurados pelas fortes rajadas de vento de um espírito anticristão e anti-Deus da época, e varre implacavelmente as folhas secas: abandono massivo da Igreja, apostasia da fé numa dimensão que teria sido inimaginável mesmo em meio às ditaduras do século XX. No entanto, já não são apenas os indiferentes e indiferentes “cristãos de fachada” que abandonam a Igreja, mas também – não poucos – que protestam contra um aparelho de “Igreja” dado ao espírito da época: o secretariado da Conferência Episcopal Alemão, o Comitê Central dos Católicos Alemães, Academias Católicas, etc. O aparelho que gira casualmente em torno de si deve ser considerado a Igreja de Jesus Cristo? Muitos são os que, desapontados e desconcertados, já não reconhecem o rosto da sua Igreja. Não são poucos os que procuram um lar espiritual nas comunidades tradicionalistas. De que outra forma, senão, se poderia explicar que o crescimento e o florescimento dessas comunidades ocorrem sem a contribuição dos milhões do imposto eclesial e que seus seminários também estão lotados? O que, então, está acontecendo no catolicismo alemão? Mas o próprio Jesus não se refere ao desaparecimento da fé, à arbitrariedade moral, ao “resfriamento da fé” quando menciona os sinais de sua próxima vinda? Muitos vêem isso paralisado de medo e perplexidade. Quantos – muitos se perguntam – foi possível chegar tão longe? Vamos olhar no espelho retrovisor para os séculos passados na história da Igreja Alemã. Não se trata de nostalgia. É um olhar sóbrio e crítico. Não ansiamos pela “Casa cheia de glória” [menção a uma famosa canção religiosa alemã alusiva à Igreja], sabendo que, entretanto, a tempestade já não “bate nas paredes” [alusão à mesma canção] , mas passa rugindo alto pelo meio da casa. Naturalmente, é verdade que outrora os católicos – sob a orientação de seus bispos – geralmente se mantiveram firmes e fiéis diante dos regimes ateístas e totalitários na Europa oriental e ocidental. Quando a Alemanha entrou em colapso, a Igreja Católica também foi a única estrutura social que permaneceu intacta. Mas é igualmente verdade que, duas décadas depois, as sementes virulentas do modernismo, que estavam nos bastidores desde o final do século XIX, foram reativadas. As duas guerras mundiais e a resistência às ideologias da época apenas interromperam os debates teológicos com o modernismo. Isso ficou evidente quando Pio XII abordou o assunto em sua encíclica Humani generis (1950), que suscitou resistência categórica, principalmente na Alemanha. Esse desenvolvimento culminou quase duas décadas depois nos furiosos protestos de forma vulgar contra a encíclica Humane vitae, escrita por Paulo VI em 1968, o annus fatalis da Igreja e da cultura alemãs. Teólogos morais imediatamente apoiaram – com apenas duas exceções notáveis - a rejeição da encíclica. Essa rejeição correspondia à crescente incompreensão com que se voltava a falar contra o celibato sacerdotal em amplos círculos eclesiais. As comunidades paroquiais costumam reagir com aplausos espontâneos quando um padre comunica seu desejo de se casar. Se a isso se acrescenta que, desde então, o caos litúrgico reina em muitas igrejas, e os textos litúrgicos da Igreja são substituídos por textos próprios discutíveis, que os padres celebram missas inventadas por eles próprios, e que até mudam as palavras da igreja. consagração, então é claro que a dissolução e a desordem penetraram no coração da Igreja alemã. Involuntariamente, pensa-se nas palavras de Jesus sobre “a abominação da desolação […] erigida no lugar santo”, como um sinal do fim (Mt 24,15 ss). Sintomas de autodestruição aumentam Diante de tudo isso, em vez de cair em um piedoso alarmismo que pensa que os raios do juízo final já se vislumbram no horizonte, o que devemos fazer é olhar para o tesouro das experiências da Igreja. Basta recordar os acontecimentos ocorridos a partir do século XIX: o colapso das estruturas eclesiais devido à secularização, uma diocese sem bispos durante várias décadas, o esquecimento do Sacramento da Confirmação; a fuga de muitos padres, especialmente religiosos; seminários vazios. E, ainda, padres que, totalmente devotados às idéias do Iluminismo racionalista, se consideravam educadores do povo, funcionários eclesiásticos, assistentes sociais. Desordem litúrgica; posteriormente, os “ensaios litúrgicos” (como no caso de Ludwig Busch [1803]); a diminuição da freqüência à missa e a prática sacramental eram comuns no início do século XIX. A escolha dos tópicos de pregação revela a perda de fé em amplos círculos do clero. No Natal, por exemplo, eles pregaram sobre assistência no parto e cuidados com bebês; na Páscoa, sobre o renascimento da natureza após o inverno. O momento também serviu para expor problemas relacionados com a criação de ovelhas (Cordeiro Pascal), e sobre o perigo de enterrar pessoas aparentemente mortas. No Pentecostes (vendaval e línguas de fogo), o uso do pára-raios inventado por Benjamin Franklin foi recomendado. E agora a pergunta: não experimentamos algo semelhante hoje? O meio ambiente, a migração, as florestas tropicais, a transformação da energia e os conflitos sociais não estão menos atentos como temas de pregação? Não estão, portanto, deslocados no púlpito? Além disso, o vasto colapso da prática religiosa que estamos experimentando hoje não é nada novo. Naquela época, como hoje, é a consequência de uma pregação – verdadeiramente um chá – que banaliza e distorce o Evangelho, como se ouve hoje nos púlpitos. No entanto, o século XIX testemunhou não só o fim do regime revolucionário de Paris, mas também o florescimento quase inesperado da vida religiosa, que teve sua origem na França. Em alusão aos milhares que foram executados pela Revolução Francesa por causa de sua fé, as palavras de Tertuliano sobre o sangue dos mártires foram prontamente citadas como semente para novos cristãos. Então, numerosas comunidades religiosas surgiram. Só no pontificado de Pio IX (1846-1878) foram mais de cem (!), Que se dedicaram à transmissão da fé, à educação, ao cuidado dos enfermos e à missão fora da Europa. A vida monástica também experimentou uma nova primavera. Um desenvolvimento impressionante em uma Europa cujos líderes foram obscurecidos por um avanço científico e industrial sem precedentes, mas também pelas correntes materialistas e ateístas da filosofia. Essa Europa, que se emancipou das raízes cristãs com aquela arrogância produzida pelo entusiasmo pelo progresso, sucumbiu nas lutas da Primeira Guerra Mundial e na grande exibição de material bélico. Porém, já nas negociações de paz de 1918, as catástrofes do século XX se delineavam no horizonte. Até agora, passado. E o futuro? Se pensarmos neles, devemos seguir a exortação do apóstolo Paulo, que, dirigindo-se aos cristãos de Tessalônica, escreve: “Não percam a cabeça facilmente, nem se assuste …” (2 Ts 2, 2). Assim, se olharmos com sobriedade e serenidade para o momento presente, e olharmos para o amanhã, seremos capazes de reconhecer o presente com todas as suas tribulações, mas também na sua impermanência. Não esqueçamos o que Jesus diz à sua Igreja sobre o futuro. Suas palavras não têm tom triunfalista. Pelo contrário, fala de perseguições, de carregar a cruz e de mortes violentas; sim, mesmo de catástrofes que abalarão o cosmos. Nada diferente é a mensagem da Virgem Maria, “autenticada” pelo indubitável “milagre do sol” ocorrido a 13 de outubro de 1917 em Fátima. É evidente: a Igreja, «corpo misterioso de Cristo», deve percorrer também o caminho de Cristo, que, terminando na eternidade, passa pelo Gólgota. Só o céu sabe em que ponto, em que curva desta estrada estamos hoje. O esplêndido e glorioso futuro da Igreja começa apenas com o dia do julgamento final e será realizado na Jerusalém celestial. Esse é o objetivo. O Apocalipse de São João é aquele que anuncia sua glória com imagens fascinantes. Desde então, estamos indo para lá. O cristão que não quer perder o rumo tem uma bússola confiável no Catecismo da Igreja Católica, que foi promulgado pelo Papa João Paulo II e escrito sob a direção do então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Joseph Ratzinger. Foi publicado em 1992 e traduzido para vários idiomas, incluindo o latim. Aqui, então, encontramos a doutrina da Igreja, que no processo de transmissão e sob a orientação do Espírito Santo, tomou forma nas Sagradas Escrituras e na tradição. A vida de fé, a liturgia, a pastoral devem guiar-se por estas normas, se querem “permanecer na verdade”, tal como formuladas no Evangelho e nas cartas do Apóstolo João. Se seguirmos essa bússola, podemos ter certeza de não perder o objetivo. Soma-se a isso o esforço que o cristão deve fazer ao longo de sua vida para corresponder a essas normas morais em sua vida diária, tanto na família, no trabalho e na sociedade. Quanto à situação atual da Igreja, caracterizada por uma confusão na doutrina da fé e arbitrariedades morais individuais, etc., é evidente a importância de um conhecimento sólido da doutrina da Igreja e suas orientações para a vida moral., Sacramental e litúrgica. É evidente que, ao aspirar a responder a essas demandas, surgem tensões e conflitos em um ambiente crítico de Roma. Porém, em tais circunstâncias, além de um testemunho claro da verdade, é necessário um estilo próprio de debate intraeclesial que corresponda às exigências do Evangelho. O serviço à verdade no amor – também o amor aos inimigos – é a única coisa que convence! O leitor deve ter notado que estes últimos parágrafos falam de fé, esperança e amor: as virtudes teológicas. São assim chamados, porque a capacidade de crer, de esperar e de amar são graças de Deus, que se infundem no homem redimido no sacramento do Baptismo. A força que eles nos dão nos permite resistir a vários contratempos, até que o Senhor volte. Até então, lembre-se: “Não perca a cabeça facilmente nem se assuste …” (2 Tes 2, 1-3). Cardeal Walter Brandmüller Traduzido de Infocatólica #CardealBrandmuller
- Brandmuller: “Para não perder o rumo, o cristão tem uma bússola confiável no Catecismo da Igre
Não esqueçamos o que Jesus diz à sua Igreja sobre o futuro. Suas palavras não têm tom triunfalista. Pelo contrário, fala de perseguições, de carregar a cruz e de mortes violentas; sim, mesmo de catástrofes que abalarão o cosmos. Assim se iniciou a terceira década do terceiro milênio do calendário cristão, da história da Igreja Católica. O que um católico europeu que está em união com a Igreja vê e experimenta atualmente? Um êxodo em massa incalculável da Igreja! Os ramos da “árvore da Igreja” são perfurados pelas fortes rajadas de vento de um espírito anticristão e anti-Deus da época, e varre implacavelmente as folhas secas: abandono massivo da Igreja, apostasia da fé numa dimensão que teria sido inimaginável mesmo em meio às ditaduras do século XX. No entanto, já não são apenas os indiferentes e indiferentes “cristãos de fachada” que abandonam a Igreja, mas também – não poucos – que protestam contra um aparelho de “Igreja” dado ao espírito da época: o secretariado da Conferência Episcopal Alemão, o Comitê Central dos Católicos Alemães, Academias Católicas, etc. O aparelho que gira casualmente em torno de si deve ser considerado a Igreja de Jesus Cristo? Muitos são os que, desapontados e desconcertados, já não reconhecem o rosto da sua Igreja. Não são poucos os que procuram um lar espiritual nas comunidades tradicionalistas. De que outra forma, senão, se poderia explicar que o crescimento e o florescimento dessas comunidades ocorrem sem a contribuição dos milhões do imposto eclesial e que seus seminários também estão lotados? O que, então, está acontecendo no catolicismo alemão? Mas o próprio Jesus não se refere ao desaparecimento da fé, à arbitrariedade moral, ao “resfriamento da fé” quando menciona os sinais de sua próxima vinda? Muitos vêem isso paralisado de medo e perplexidade. Quantos – muitos se perguntam – foi possível chegar tão longe? Vamos olhar no espelho retrovisor para os séculos passados na história da Igreja Alemã. Não se trata de nostalgia. É um olhar sóbrio e crítico. Não ansiamos pela “Casa cheia de glória” [menção a uma famosa canção religiosa alemã alusiva à Igreja], sabendo que, entretanto, a tempestade já não “bate nas paredes” [alusão à mesma canção] , mas passa rugindo alto pelo meio da casa. Naturalmente, é verdade que outrora os católicos – sob a orientação de seus bispos – geralmente se mantiveram firmes e fiéis diante dos regimes ateístas e totalitários na Europa oriental e ocidental. Quando a Alemanha entrou em colapso, a Igreja Católica também foi a única estrutura social que permaneceu intacta. Mas é igualmente verdade que, duas décadas depois, as sementes virulentas do modernismo, que estavam nos bastidores desde o final do século XIX, foram reativadas. As duas guerras mundiais e a resistência às ideologias da época apenas interromperam os debates teológicos com o modernismo. Isso ficou evidente quando Pio XII abordou o assunto em sua encíclica Humani generis (1950), que suscitou resistência categórica, principalmente na Alemanha. Esse desenvolvimento culminou quase duas décadas depois nos furiosos protestos de forma vulgar contra a encíclica Humane vitae, escrita por Paulo VI em 1968, o annus fatalis da Igreja e da cultura alemãs. Teólogos morais imediatamente apoiaram – com apenas duas exceções notáveis - a rejeição da encíclica. Essa rejeição correspondia à crescente incompreensão com que se voltava a falar contra o celibato sacerdotal em amplos círculos eclesiais. As comunidades paroquiais costumam reagir com aplausos espontâneos quando um padre comunica seu desejo de se casar. Se a isso se acrescenta que, desde então, o caos litúrgico reina em muitas igrejas, e os textos litúrgicos da Igreja são substituídos por textos próprios discutíveis, que os padres celebram missas inventadas por eles próprios, e que até mudam as palavras da igreja. consagração, então é claro que a dissolução e a desordem penetraram no coração da Igreja alemã. Involuntariamente, pensa-se nas palavras de Jesus sobre “a abominação da desolação […] erigida no lugar santo”, como um sinal do fim (Mt 24,15 ss). Sintomas de autodestruição aumentam Diante de tudo isso, em vez de cair em um piedoso alarmismo que pensa que os raios do juízo final já se vislumbram no horizonte, o que devemos fazer é olhar para o tesouro das experiências da Igreja. Basta recordar os acontecimentos ocorridos a partir do século XIX: o colapso das estruturas eclesiais devido à secularização, uma diocese sem bispos durante várias décadas, o esquecimento do Sacramento da Confirmação; a fuga de muitos padres, especialmente religiosos; seminários vazios. E, ainda, padres que, totalmente devotados às idéias do Iluminismo racionalista, se consideravam educadores do povo, funcionários eclesiásticos, assistentes sociais. Desordem litúrgica; posteriormente, os “ensaios litúrgicos” (como no caso de Ludwig Busch [1803]); a diminuição da freqüência à missa e a prática sacramental eram comuns no início do século XIX. A escolha dos tópicos de pregação revela a perda de fé em amplos círculos do clero. No Natal, por exemplo, eles pregaram sobre assistência no parto e cuidados com bebês; na Páscoa, sobre o renascimento da natureza após o inverno. O momento também serviu para expor problemas relacionados com a criação de ovelhas (Cordeiro Pascal), e sobre o perigo de enterrar pessoas aparentemente mortas. No Pentecostes (vendaval e línguas de fogo), o uso do pára-raios inventado por Benjamin Franklin foi recomendado. E agora a pergunta: não experimentamos algo semelhante hoje? O meio ambiente, a migração, as florestas tropicais, a transformação da energia e os conflitos sociais não estão menos atentos como temas de pregação? Não estão, portanto, deslocados no púlpito? Além disso, o vasto colapso da prática religiosa que estamos experimentando hoje não é nada novo. Naquela época, como hoje, é a consequência de uma pregação – verdadeiramente um chá – que banaliza e distorce o Evangelho, como se ouve hoje nos púlpitos. No entanto, o século XIX testemunhou não só o fim do regime revolucionário de Paris, mas também o florescimento quase inesperado da vida religiosa, que teve sua origem na França. Em alusão aos milhares que foram executados pela Revolução Francesa por causa de sua fé, as palavras de Tertuliano sobre o sangue dos mártires foram prontamente citadas como semente para novos cristãos. Então, numerosas comunidades religiosas surgiram. Só no pontificado de Pio IX (1846-1878) foram mais de cem (!), Que se dedicaram à transmissão da fé, à educação, ao cuidado dos enfermos e à missão fora da Europa. A vida monástica também experimentou uma nova primavera. Um desenvolvimento impressionante em uma Europa cujos líderes foram obscurecidos por um avanço científico e industrial sem precedentes, mas também pelas correntes materialistas e ateístas da filosofia. Essa Europa, que se emancipou das raízes cristãs com aquela arrogância produzida pelo entusiasmo pelo progresso, sucumbiu nas lutas da Primeira Guerra Mundial e na grande exibição de material bélico. Porém, já nas negociações de paz de 1918, as catástrofes do século XX se delineavam no horizonte. Até agora, passado. E o futuro? Se pensarmos neles, devemos seguir a exortação do apóstolo Paulo, que, dirigindo-se aos cristãos de Tessalônica, escreve: “Não percam a cabeça facilmente, nem se assuste …” (2 Ts 2, 2). Assim, se olharmos com sobriedade e serenidade para o momento presente, e olharmos para o amanhã, seremos capazes de reconhecer o presente com todas as suas tribulações, mas também na sua impermanência. Não esqueçamos o que Jesus diz à sua Igreja sobre o futuro. Suas palavras não têm tom triunfalista. Pelo contrário, fala de perseguições, de carregar a cruz e de mortes violentas; sim, mesmo de catástrofes que abalarão o cosmos. Nada diferente é a mensagem da Virgem Maria, “autenticada” pelo indubitável “milagre do sol” ocorrido a 13 de outubro de 1917 em Fátima. É evidente: a Igreja, «corpo misterioso de Cristo», deve percorrer também o caminho de Cristo, que, terminando na eternidade, passa pelo Gólgota. Só o céu sabe em que ponto, em que curva desta estrada estamos hoje. O esplêndido e glorioso futuro da Igreja começa apenas com o dia do julgamento final e será realizado na Jerusalém celestial. Esse é o objetivo. O Apocalipse de São João é aquele que anuncia sua glória com imagens fascinantes. Desde então, estamos indo para lá. O cristão que não quer perder o rumo tem uma bússola confiável no Catecismo da Igreja Católica, que foi promulgado pelo Papa João Paulo II e escrito sob a direção do então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Joseph Ratzinger. Foi publicado em 1992 e traduzido para vários idiomas, incluindo o latim. Aqui, então, encontramos a doutrina da Igreja, que no processo de transmissão e sob a orientação do Espírito Santo, tomou forma nas Sagradas Escrituras e na tradição. A vida de fé, a liturgia, a pastoral devem guiar-se por estas normas, se querem “permanecer na verdade”, tal como formuladas no Evangelho e nas cartas do Apóstolo João. Se seguirmos essa bússola, podemos ter certeza de não perder o objetivo. Soma-se a isso o esforço que o cristão deve fazer ao longo de sua vida para corresponder a essas normas morais em sua vida diária, tanto na família, no trabalho e na sociedade. Quanto à situação atual da Igreja, caracterizada por uma confusão na doutrina da fé e arbitrariedades morais individuais, etc., é evidente a importância de um conhecimento sólido da doutrina da Igreja e suas orientações para a vida moral., Sacramental e litúrgica. É evidente que, ao aspirar a responder a essas demandas, surgem tensões e conflitos em um ambiente crítico de Roma. Porém, em tais circunstâncias, além de um testemunho claro da verdade, é necessário um estilo próprio de debate intraeclesial que corresponda às exigências do Evangelho. O serviço à verdade no amor – também o amor aos inimigos – é a única coisa que convence! O leitor deve ter notado que estes últimos parágrafos falam de fé, esperança e amor: as virtudes teológicas. São assim chamados, porque a capacidade de crer, de esperar e de amar são graças de Deus, que se infundem no homem redimido no sacramento do Baptismo. A força que eles nos dão nos permite resistir a vários contratempos, até que o Senhor volte. Até então, lembre-se: “Não perca a cabeça facilmente nem se assuste …” (2 Tes 2, 1-3). Cardeal Walter Brandmüller Traduzido de Infocatólica #CardealBrandmuller
- CONSAGRAÇÃO DO GÊNERO HUMANO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano, lançai um olhar favorável sobre nós, humildemente prostrados diante de vossos altares. Somos e queremos ser vossos; mas para que possamos viver mais estreitamente unidos a Vós, cada um de nós, neste dia, se consagra espontaneamente ao Vosso Sacratíssimo Coração. Muitos homens nunca Vos conheceram; muitos desprezaram os Vossos mandamentos e Vos abandonaram; tende compaixão de uns e de outros, Oh! Amabilíssimo Jesus, e chamai-os, todos para o Vosso Santo Coração; Sede, Senhor, o Rei não só dos fiéis que nunca se afastaram de Vós, mas também dos filhos pródigos que Vos abandonaram. Fazei que estes voltem quanto antes à casa paterna, para não morrerem de miséria e de fome. Sede o Rei daqueles que vivem dominados pelo erro, ou vivem separados da Igreja pelo cisma; conduzi-os ao porto da Verdade e à unidade da Fé, afim de que em breve haja um só rebanho e um só Pastor. Sede, finalmente, o Rei de todos os que estão mergulhados nas antigas superstições dos gentios e do islamismo e não recuseis arrancá-los às trevas, para conduzi-los à luz e ao reino de Deus. Volvei, enfim, um olhar de misericórdia aos filhos do que foi outrora o Vosso povo escolhido; desça também sobre eles, num batismo de redenção e de vida aquele Sangue que um dia sobre si invocaram. Dai, Senhor, à vossa Igreja, salvação, segurança e liberdade. Concedei a todas as nações tranquilidade e ordem e fazei que de uma à outra extremidade da terra, ressoe uma só palavra: — “Louvor ao Coração Divino que nos deu a salvação: a Ele se dê honra e glória, por todos os séculos. Amém (Aprovado por Leão XIII em 25 de maio 1899 e prescrito por Pio XI para a festa de Cristo Rei) #PAPALEÃOXIII #CONSAGRAÇÃODOGÊNEROHUMANOAOSAGRADOCORAÇÃODEJESUS #ORAÇÃODECONSAGRAÇÃODOGÊNEROHUMANOAOSAGRADOCORAÇÃODEJESUSPAPALEÃOXIII #orações #Sagradocoraçãodejesus #oração #oraçõescatólicas #CONSAGRAÇÃODOGÊNEROHUMANO #ORAÇÃOCATÓLICA #GÊNEROHUMANO #PAPAPIOXI
- ORAÇÃO DE SÃO PIO X À VIRGEM MARIA
Oh! Maria, Mãe de Misericórdia, Mãe e Filha d’Aquele que é o Pai das Misericórdias e o Deus de toda consolação, Dispensadora dos tesouros de Deus, Ministra de Deus, Mãe do Sumo Sacerdote Jesus Cristo, Vós, que sois ao mesmo tempo Sacerdotisa e Altar, Tabernáculo Imaculado do Verbo de Deus, Mestra de todos os Apóstolos e Discípulos de Cristo, protegei o Soberano Pontífice, intercedei por nós e pelos nossos sacerdotes, afim de que o Sumo Sacerdote Jesus Cristo purifique as nossas consciências e que nos aproximemos digna e piedosamente do Banquete Sagrado. Oh! Virgem Imaculada! Vós não somente nos destes o Pão Celeste, o Cristo, para a remissão dos nossos pecados, mas sois vós mesma uma “Hóstia Agradabilíssima” oferecida a Deus, sois a Glória dos Sacerdotes! Segundo o testemunho do vosso bem-aventurado servo Santo António, ainda que não tendo recebido o Sacramento da Ordem fostes cumulada de toda a dignidade e graça que ele confere e, por conseguinte, sois proclamada com justiça, a “Virgem Sacerdote”. Lançai um olhar sobre nós e sobre os sacerdotes de vosso Filho; salvai-nos, purificai-nos, santificai-nos afim de que possamos receber santamente os tesouros inefáveis dos Sacramentos e alcançar a salvação eterna de nossas almas. Amém. V. Mãe de Misericórdia, Rogai por nós. V. Mãe do Sumo Sacerdote Jesus. Rogai por nós. V. Rainha do Clero. Rogai por nós. V. Maria, Virgem-Sacerdote: Rogai por nós. Reflexão: Tomemos a resolução de rezar cada dia pelo Sumo Pontífice. e pelas necessidades da Igreja, oferecendo nas intenções do clero as intenções e boas obras de todas as quintas-feiras. Fazei, meu Bom Jesus, Por Vossa Cruz, do mal me desvie. Fazei que Vossa luz, Por Vossa Cruz, no céu me alumie! Perdoai, Senhor, por piedade! etc. Oração: Não podendo permanecer prisioneiro convosco neste Tabernáculo, nós nos despedimos, Senhor, levando em nossas almas uma paz inefável e o coração confortado para as lutas da vida. E enquanto não chega o dia sem fim de cantar no céu as vossas glórias, deixai-nos descansar sobre a chaga sacrossanta de vosso Coração, repetindo sem cessar estas palavras triunfantes: V. “Venha a nós o vosso Reino!” Venha a nós o vosso Reino! Rezam-se 4 Pai-Nossos e 4 Ave-Marias, pelas intenções dos presentes, pelos agonizantes do dia, pelas almas do purgatório e pelo triunfo universal do Sagrado Coração. #VirgemMaria #ORAÇÃODESÃOPIOX #ORAÇÃOÀVIRGEMMARIA #oraçãocristã #sãopiox #ORAÇÃODESÃOPIOXÀVIRGEMMARIA #OraçãodeSPioXàVirgemMaria #ORAÇÃOCATÓLICA
- A PRÓXIMA PANDEMIA PODERÁ SER UMA CIBERPANDEMIA… – Agostino Nobile
Em 8 de julho de 2020, o fundador do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, falou sobre a possibilidade de um “ataque cibernético em escala global”, em comparação com o qual a Covid-19 não passaria de um “pequeno transtorno”. “Todos nós sabemos”, diz Schwab, “mas ainda não prestamos atenção suficiente ao cenário assustador de um ataque cibernético global, que poderia levar a uma paralisação completa do fornecimento de eletricidade, transporte, serviços hospitalares, atingindo nossa sociedade como um todo. A crise da Covid-19 seria vista, neste sentido, como um pequeno transtorno, se comparado a um grande ataque cibernético. Utilizemos a crise da Covid-19 como uma boa oportunidade para refletir sobre as lições que a comunidade de segurança cibernética poderia dela tirar, preparando-nos melhor para uma potencial ciberpandemia”. De duas uma: ou Schwab é um catastrofista ou um vidente. Mas poderia tratar-se de um programa já estabelecido para acelerar o que eles chamam de Grande Reset. Por que a suspeita? Em primeiro lugar, para que se realize, como diz Schawb, um ciberataque global, seriam necessários grupos de pessoas mal-intencionadas espalhadas por todos os continentes. Utilizarão satélites espaciais que podem ser gerenciados por simples smartphones? Esperemos que os responsáveis tenham tomado medidas para protegê-los. Caso contrário, estamos fritos, pois o programa do Great Reset é apoiado pelas principais potências do planeta. Mas será possível que, diante de uma ameaça tão devastadora, ninguém tenha se preocupado com esse perigo, no qual esse que vos escreve, e muito mais gente, tem pensado desde os apagões no nordeste dos Estados Unidos, em 2003? Depois da experiência dos apagões, várias vezes repetidos, que cancelaram todas as atividades de pelo menos cinquenta milhões de americanos por algumas horas, precisávamos de que Schwab nos lembrasse? Os governos dos países mais ricos e poderosos são menos inteligentes do que esse pessimista teutônico? Tal catástrofe só poderia acontecer com o consentimento daqueles que possuem interesses irreveláveis: os mesmos que montaram o terror da Covid-19, ou seja, os promotores do Great Reset. Como levar a sério os governantes, a OMS e os amigos de Schwab que, por um ano, calaram a boca de milhares de médicos que trataram a fera da Covid-19 com medicamentos já existentes? Não podemos dar crédito a governos que se calaram sobre o número de suicídios e o aumento de pessoas deprimidas, provocado por seu terrorismo midiático. Não podemos confiar naqueles que levaram à ruína sistemática milhares de pequenas e grandes empresas e, incrivelmente, impuseram aos hospitais que não recebessem pacientes que não fossem da Covid. Fizeram com que idosos morressem sozinhos, sem o conforto dos familiares; mantiveram nossos filhos presos em casa, acompanhando aulas por meio de computadores; impediram que milhões de cidadãos deixassem suas casas por meses, multando até os que precisavam fazer uma solitária caminhada noturna para não enlouquecer. Uma política criminosa o suficiente para merecer um julgamento como o de Nuremberg. A propósito da Covid, concluo com uma nota muito breve relativa ao novo governo italiano, chefiado por Mario Draghi. Salve-se quem puder, se continuarmos a falar só da santa vacina e a impor lockdowns, sem dar espaço aos médicos que trataram o vírus com remédios mais simples. Se Gates previu a pandemia de Covid alguns anos atrás, é lícito que também devêssemos esperar por essa ciberpandemia. Meu conselho é este: comprem um pedaço de terra, algumas galinhas e uma cabra para o leite… Além da ajuda de Deus, só há uma alternativa: os jovens devem se organizar e agir. https://www.marcotosatti.com/2021/02/20/nobile-la-prossima-pandemia-potrebbe-essere-un-cyberattack-dice-schwab/ “Todos nós sabemos, mas ainda não prestamos atenção suficiente ao cenário assustador de um ataque cibernético global, que poderia levar a uma paralisação completa do fornecimento de eletricidade, transporte, serviços hospitalares, atingindo nossa sociedade como um todo. A crise da Covid-19 seria vista, neste sentido, como um pequeno transtorno, se comparado a um grande ataque cibernético. Utilizemos a crise da Covid-19 como uma boa oportunidade para refletir sobre as lições que a comunidade de segurança cibernética poderia dela tirar, preparando-nos melhor para uma potencial ciberpandemia”.
- Padre Juarez ataca católicos que se manifestaram contra Campanha da Fraternidade
Padre Juarez fez um enorme esforço para defender o indefensável. Nesta sexta-feira (19) o centro Dom Bosco publicou um vídeo em resposta às ofensas cometidas pelo Padre Juarez de Castro a todos os milhares de católicos que denunciaram a Campanha da Fraternidade Ecumênica. Assista o vídeo de resposta: Saiba mais Veja tudo que já foi dito sobre a Campanha da Fraternidade 2021 até agora #CampanhadaFraternidade #CF2021
- Padre Juarez ataca católicos que se manifestaram contra Campanha da Fraternidade
Padre Juarez fez um enorme esforço para defender o indefensável. Nesta sexta-feira (19) o centro Dom Bosco publicou um vídeo em resposta às ofensas cometidas pelo Padre Juarez de Castro a todos os milhares de católicos que denunciaram a Campanha da Fraternidade Ecumênica. Assista o vídeo de resposta: Saiba mais Veja tudo que já foi dito sobre a Campanha da Fraternidade 2021 até agora #CampanhadaFraternidade #CF2021
- VISITA AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO (Sto. Antônio Maria Claret)
Não é necessário, meu filho, saber muito para me agradar muito; basta que me ames com fervor. Fala-me, pois, aqui, com simplicidade e candura, como falarias aos mais íntimos dos teus amigos, como falarias à tua mãe, ao teu irmão. Precisas fazer-me alguma súplica em favor de alguém?… Dize-me o seu nome, quer seja o de teus pais, quer o de teus irmãos e amigos; dize-me, em seguida, o que quererias que eu fizesse atualmente em favor, deles. Pede muito, muito, não desanimes em pedir. Deleitam-me os corações generosos, que chegam a esquecer quase de si próprios, para atender às necessidades alheias. Fala-me assim, com sinceridade e lhaneza, dos pobres que queres consolar, dos enfermos que vês perto da morte, dos extraviados que desejas conduzir ao bom caminho, dos amigos ausentes que estimarias ver de novo a teu lado. Dirige-me por todos ao menos uma palavra, mas uma palavra de amigo, afetuosa e cheia de fervor. Lembro-me que prometi ouvir toda a prece que sair do coração. E não há de ser do coração, o pedido que me fazes por aqueles que teu coração mais especialmente ama?… E para ti, não necessitas de alguma graça?… Se queres, faze-me uma lista de tuas necessidades e vem lê-lo ao pé de mim. Dize-me francamente que sentes em ti, a soberba, o amor à sensualidade e ao regalo; que és talvez egoísta, inconstante, negligente e pede-me que vá sem detença em auxílio dos esforços, poucos ou muitos, que fazes para sacudir de ti essas misérias Não te envergonhes, pobre alma! Há no Céu tantos e tantos justos, tantos e tantos santos de primeira ordem, que tiveram esses mesmos defeitos. Porém, oraram com humildade, lutaram com energia e constância e pouco a pouco se viram livres deles. Menos ainda duvides pedir-me bens espirituais e temporais: saúde, memória, bom entendimento, êxito feliz nos trabalhos, negócios ou estudos. Tudo isso posso dar-te e o dou e desejo que me peças, contanto que não seja contrário à tua santificação, antes, nela te ajude e aproveite. Agora mesmo, que necessitas?… Que posso fazer para teu bem?… Se souberas os desejos que tenho de te favorecer! Trazes presentemente algum projeto entre mãos?… Conta-me tudo minuciosamente. Que te preocupa?… Que pensas?… Que desejas?… Dize-me se vai mal a tua empresa, e eu te direi as causas do mau êxito. Não queres que tome algum interesse por, ti?… Meu filho, eu sou Senhor dos corações e levo-os suavemente, sem prejuízo da liberdade deles, para onde me apraz. Sentes acaso tristeza ou mau humor?… Pobre alma desconsolada, conta-me com todos os pormenores as tuas tristezas. Quem te amargou?… Quem ofendeu o teu amor próprio?… Quem te desprezou?… Aproxima-te do meu Coração, que tem bálsamo eficaz para todas as feridas do teu. Dá-me conta de tudo e acabarás em breve por dizer-me que, à minha imitação, tudo perdoas, tudo esqueces e terás em prémio a minha bênção consoladora. Temes porventura?… Sentes na alma aquelas vagas melancólicas que, ainda quando justas, não deixam de lacerar teu coração?… Lança-te nos braços da minha Providência. Estou contigo… Tens-me aqui, a teu lado: tudo vejo, ouço tudo e nem um momento te desamparo. Sentes indiferença da parte de pessoas que pouco antes te queriam bem e agora, esquecidas ou ingratas, desviam-se de ti, sem lhes teres dado motivo algum?… Roga por elas e eu as restituirei a teu lado, se não forem de obstáculo à tua santificação. E não tens alguma alegria, alguma consolação que me comuniques?… Porque não me fazes participante delas, como a bom amigo?… Conta-me o que desde ontem, desde a tua última visita, te consolou e fez dilatar o teu coração. Talvez tenhas tido agradáveis surpresas… Talvez visses dissipados negros receios… Talvez recebesses alegres notícias… Uma carta Um sinal de carinho Uma dificuldade vencida Um perigo desviado Tudo é obra minha: tudo isso, eu dispus em teu favor. Porque não me hás de manifestar por tudo a lua gratidão e dizer-me sinceramente, como um filho a seu pai: – Graças, meu Pai, graças infinitas! O agradecimento traz consigo novos benefícios, porque dá gosto ao benfeitor ver-se correspondido. E por mim?… Não sentes desejo da minha glória?… Não quererias por amor de mim, fazer algum bem a teu próximo… A teus amigos?… Àqueles que tu estimas e talvez vivam esquecidos de mim?… Abre generosamente o teu coração. Não tens alguma promessa que fazer-me?… Leio, já o sabes, no fundo do teu coração. Os homens podem enganar-se facilmente; Deus não. Fala-me, pois, com toda a sinceridade. Tens firme resolução de não te expores mais àquela ocasião de pecado?… De privar-te daquele objeto que te exaltou a imaginação?… De não tratar: mais com aquela pessoa que te roubou a paz da alma?… E voltarás a ser manso àquela outra, a quem, por não te servir uma vez, tens olhado até hoje como inimigo?… Pois bem, meu filho! Volta às tuas, ocupações ordinárias À tua família Ao teu estudo Porém, não esqueças os quinze minutos de grata conversação que tivemos aqui os dois, na solidão do Santuário. Guarda, em tudo que puderes: silêncio, modéstia, recolhimento, resignação na minha vontade e caridade com o próximo. Ama deveras minha Mãe, que também o é tua, a Virgem Santíssima. E volta de novo amanhã, com um coração mais amoroso ainda e mais dedicado ao meu serviço; no meu, encontrarás cada dia novo amor, novos benefícios, novas consolações. #OQUÊFAZERQUANDOESTIVERDIANTEDOSANTÍSSIMOSACRAMENTO #ORAÇÕESINSPIRADASPELOSSANTOS #ORAÇÕESINSPIRADAS #AntônioMariaClaret #VISITAAOSANTÍSSIMOSACRAMENTO
- ORAÇÃO PARA UMA BOA CONFISSÃO
Meu Deus, por causa dos meus pecados crucifiquei de novo o Vosso Divino Filho e escarneci Dele. Por isto sou merecedor da Vossa cólera e expus-me ao fogo do Inferno. E como fui ingrato para Convosco, meu Pai do Céu, que me criastes do nada, me redimistes pelo preciosíssimo sangue do Vosso Filho e me santificastes pelos Vossos santos Sacramentos e pelo Espírito Santo! Mas Vós poupastes-me pela Vossa misericórdia, para que eu pudesse fazer esta confissão. Recebei-me, pois, como Vosso filho pródigo e dai-me a graça de uma boa confissão, para que possa recomeçar a amar-Vos de todo o meu coração e de toda a minha alma, e para que possa, a partir de agora, cumprir os Vossos Mandamentos e sofrer com paciência os castigos temporais que possam cair sobre mim. Espero, pela Vossa bondade e poder, obter a vida eterna no Paraíso. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém #confissão #ORAÇÃOPARAUMABOACONFISSÃO #SACRAMENTODACONFISSÃO #sacramentodareconciliação
- EXAME DE CONSCIÊNCIA CONFORME OS MANDAMENTOS DA IGREJA
EXAME DE CONSCIÊNCIA CONFORME OS MANDAMENTOS DA IGREJA 1. Ouvi Missa nos Domingos e Festas de guarda? 2. Cumpri o jejum e a abstinência nos dias prescritos, e guardei o jejum eucarístico? 3. Confessei-me pelo menos uma vez no ano? 4. Recebi a Sagrada Eucaristia pelo menos uma vez por ano? 5. Contribui, na medida do possível, para as despesas do culto? 6. Observei as leis da Igreja sobre o Matrimonio, ou seja, quanto ao matrimônio sem a presença de um sacerdote, ou no caso de matrimonio com um parente próximo ou um não Católico? TÍTULO IV – DO SACRAMENTO DA PENITÊNCIA TÍTULO III – DA SANTÍSSIMA EUCARISTIA TÍTULO VII – DO MATRIMÔNIO #SACRAMENTODACONFISSÃO #sacramentos #MANDAMENTOSDAIGREJA #EXAMEDECONSCIÊNCIACONFORMEOSMANDAMENTOSDAIGREJA #MANDAMENTOSDAIGREJACATÓLICA
- EXAME DE CONSCIÊNCIA CONFORME OS DEZ MANDAMENTOS
Primeiro Mandamento: Eu sou o Senhor teu Deus, não terás deuses estranhos perante Mim. 1. Descuidei o conhecimento da minha fé, tal como o Catecismo a ensina, tal como o Credo dos Apóstolos, os Dez Mandamentos, os Sete Sacramentos, o Pai Nosso, etc? 2. Alguma vez duvidei deliberadamente de algum ensinamento da Igreja, ou o neguei? 3. Tomei parte num ato de culto não católico? 4. Sou membro de alguma organização religiosa não católica, de alguma sociedade secreta ou de um grupo anticatólico? 5. Alguma vez li, com consciência do que fazia, alguma literatura herética, blasfema ou anticatólica? 6. Pratiquei alguma superstição (tal como horóscopos, adivinhação, tábua Ouija, etc.)? 7. Omiti algum dever ou prática religiosa por respeitos humanos? 8. Recomendo-me a Deus diariamente? 9. Tenho rezado fielmente as minhas orações diárias? 10. Abusei os Sacramentos de alguma maneira? Recebi-os com irreverência? 11. Trocei de Deus, de Nossa Senhora, dos Santos, da Igreja, dos Sacramentos, ou de quaisquer coisas santas? 12. Fui culpado de grande irreverência na igreja, como, por exemplo, em conversas, comportamento ou modo como estava vestido? 13. Fui indiferente quanto à minha Fé Católica — acreditando que uma pessoa pode salvar-se em qualquer religião, ou que todas as religiões são iguais? 14. Presumi em qualquer altura que tinha garantida a misericórdia de Deus? 15. Desesperei da misericórdia de Deus? 16. Detestei a Deus? 17. Dei demasiada importância a alguma criatura, atividade, objeto ou opinião? Segundo Mandamento: Não tomarás o Nome do Senhor teu Deus em vão 1. Jurei pelo nome de Deus falsamente, impensadamente, ou em assuntos triviais e sem importância? 2. Murmurei ou queixei-me contra Deus (blasfêmia)? 3. Amaldiçoei-me a mim próprio, ou a outra pessoa ou criatura? 4. Provoquei alguém à ira, para o fazer praguejar ou blasfemar a Deus? 5. Quebrei uma promessa feita a Deus? Terceiro Mandamento: Recorda-te de santificar o Dia de Descanso 1. Faltei à Missa nos Domingos ou Festas de guarda? 2. Cheguei atrasado à Missa nos Domingos e Dias Santos de guarda, ou saí mais cedo por minha culpa? 3. Fiz com que outras pessoas faltassem à Missa nos Domingos e Dias Santos de guarda, ou saíssem mais cedo, ou chegassem atrasados à Missa? 4. Estive distraído propositadamente durante a Missa? 5. Fiz ou mandei fazer trabalho servil desnecessário num Domingo ou Festa de guarda? 6. Comprei ou vendi coisas sem necessidade nos Domingos e Dias Santos de guarda? Quarto Mandamento: Honra o teu pai e a tua mãe 1. Desobedeci aos meus pais, faltei-lhes ao respeito, descuidei-me em ajudá-los nas suas necessidades ou na compilação do seu testamento, ou recusei-me a fazê-lo? 2. Mostrei irreverência em relação a pessoas em posições de autoridade? 3. Insultei ou disse mal de sacerdotes ou de outras pessoas consagradas a Deus? 4. Tive menos reverência para com pessoas de idade? 5. Tratei mal a minha esposa ou os meus filhos? 6. Foi desobediente ao meu marido, ou faltei-lhe ao respeito? 7. Sobre os meus filhos: a) Descuidei as suas necessidades materiais? b) Não tratei de os fazer batizar cedo? c) Descuidei a sua educação religiosa correta? d) Permiti que eles descuidassem os seus deveres religiosos? e) Consenti que se encontrassem ou namorassem sem haver hipótese de se celebrar o matrimonio num futuro próximo? f) Deixei de vigiar as companhias com quem andam? g) Deixei de os disciplinar quando necessitassem de tal? h) Dei-lhes mau exemplo? i) Escandalizei-os, discutindo com o meu cônjuge em frente deles? j) Escandalizei-os ao dizer imprecações e obscenidades à sua frente? l) Guardei modéstia na minha casa? m) Permiti-lhes que usassem roupa imodesta (minissaias; calças justas, vestidos ou camisolas justos; blusas transparentes; calções muito curtos; roupas de banho reveladoras; etc.)? n) Neguei-lhes a liberdade de casar ou seguir uma vocação religiosa? Quinto Mandamento: Não matarás 1. Procurei, desejei ou apressei a morte ou o ferimento de alguém? 2. Alimentei ódio para com alguém? 3. Oprimi alguém? 4. Desejei vingar-me? 5. Provoquei a inimizade entre outras pessoas? 6. Discuti ou lutei com alguém? 7. Desejei mal a alguém? 8. Quis ferir ou maltratar alguém, ou tentei fazê-lo? 9. Recuso-me a falar com alguém, ou ressentimento de alguém? 10. Regozijei-me com a desgraça alheia? 11. Tive ciúmes ou inveja de alguém? 12. Fiz ou tentei fazer um aborto, ou aconselhei alguém a que o fizesse? 13. Mutilei o meu corpo desnecessariamente de alguma maneira? 14. Consenti em pensamentos de suicídio, desejei suicidar-me ou tentar suicidar-me? 15. Embriaguei-me ou usei drogas ilícitas? 16. Comi demais, ou não como o suficiente por descuido (isto é, alimentos nutritivos)? 17. Deixei de corrigir alguém dentro das normas da caridade? 18. Causei dano à alma de alguém, especialmente crianças, dando escândalo através de mau exemplo? 19. Fiz mal à minha alma, expondo-a intencionalmente e sem necessidade a tentações, como maus programas de TV, música reprovável, praias, etc.? Sexto e Nono Mandamentos: Não cometerás adultério. Não cobiçarás a mulher do próximo. 1. Neguei ao meu cônjuge os seus direitos matrimoniais? 2. Pratiquei o controle de natalidade (com pílulas, dispositivos, interrupção)? 3. Abusei dos meus direitos matrimoniais de algum outro modo? 4. Cometi adultério ou fornicação (sexo pré-marital)? 5. Cometi algum pecado impuro contra a natureza (homossexualidade ou lesbianismo, etc.)? 6. Toquei ou abracei outra pessoa de forma impura? 7. Troquei beijos prolongados ou apaixonados? 8. Pratiquei a troca prolongada de carícias? 9. Pequei impuramente contra mim próprio (masturbação)? 10. Consenti em pensamentos impuros, ou tive prazer neles? 11. Consenti em desejos impuros para com alguém, ou desejei conscientemente ver ou fazer alguma coisa impura? 12. Entreguei-me conscientemente a prazeres sexuais, completos ou incompletos? 13. Fui ocasião de pecado para os outros, por usar roupa justa, reveladora ou imodesta? 14. Fiz alguma coisa, deliberadamente ou por descuido, que provocasse pensamentos ou desejos impuros noutra pessoa? 15. Li livros indecentes ou vi figuras obscenas? 16. Vi filmes ou programas de televisão sugestivos, ou pornografia na Internet, ou permiti que os meus filhos os vissem? 17. Usei linguagem indecente ou contei histórias indecentes? 18. Ouvi tais histórias de boa vontade? 19. Gabei-me dos meus pecados, ou deleitei-me em recordar pecados antigos? 20. Estive com companhias indecentes? 21. Consenti em olhares impuros? 22. Deixei de controlar a minha imaginação? 23. Rezei imediatamente, para afastar maus pensamentos e tentações? 24. Evitei a preguiça, a gula, a ociosidade, e as ocasiões de impureza? 25. Fui a bailes imodestos ou peças de teatro indecentes? 26. Fiquei sozinho sem necessidade na companhia de alguém do sexo oposto? Sétimo e Décimo Mandamentos: Não roubarás. Não cobiçarás os bens do teu próximo. 1. Roubei alguma coisa? O quê, ou quanto? 2. Danifiquei a propriedade de outrem? 3. Deixei estragar, por negligência, a propriedade de outrem? 4. Fui negligente na guarda do dinheiro ou bens de outrem? 5. Fiz fofoca ou difamei alguém? 6. Joguei em excesso? 7. Recusei-me a pagar alguma dívida, ou descuidei-me no seu pagamento? 8. Adquiri alguma coisa que sabia ter sido roubada? 9. Deixei de restituir alguma coisa emprestada? 10. Lesei o meu patrão, não trabalhando como se esperava de mim? 11. Fui desonesto com o salário dos meus empregados? 12. Recusei-me a ajudar alguém que precisasse urgentemente de ajuda, ou descuidei-me a fazê-lo? 13. Deixei de restituir o que roubei, ou obtive por embuste ou fraude?* 14. Tive inveja de alguém, por ter algo que eu não tenho? 15. Invejei os bens de alguém? 16. Tenho sido avarento? 17. Tenho sido cúpido e invejoso, dando demasiada importância aos bens e confortos materiais? O meu coração inclina-se para as posses terrenas ou para os verdadeiros tesouros do Céu? Oitavo Mandamento: Não levantarás falsos testemunhos contra o teu próximo. 1. Menti a respeito de alguém (calúnia)? 2. As minhas mentiras causaram a alguém danos materiais ou espirituais? 3. Fiz julgamentos temerários a respeito de alguém (isto é, acreditei firmemente, sem provas suficientes, que eram culpados de algum defeito moral ou crime)? 4. Atingi o bom nome de alguém, revelando faltas autênticas mas ocultas (maledicência)? 5. Revelei os pecados de outra pessoa? 6. Fui culpado de fazer intrigas (isto é, de contar alguma coisa desfavorável que alguém disse de outra pessoa, para criar inimizade entre eles)? 7. Dei crédito ou apoio à divulgação de escândalos sobre o meu próximo? 8. Jurei falso ou assinei documentos falsos? 9. Sou crítico ou negativo sem necessidade ou falto à caridade nas minhas conversas? 10. Lisonjeei outras pessoas? #confissão #EXAMEDECONSCIÊNCIACONFORMEOSDEZMANDAMENTOS #PREPARAÇÃOPARAACONFISSÃO #SACRAMENTO
- EXAME DE CONSCIÊNCIA
EXAME DE CONSCIÊNCIA 1. Alguma vez deixei de confessar um pecado grave, ou conscientemente disfarcei ou escondi um tal pecado?* 2. Alguma vez fui irreverente para com este Sacramento, não examinando a minha consciência com o devido cuidado? 3. Alguma vez deixei de cumprir a penitência que o sacerdote me impôs? 4. Tenho quaisquer hábitos de pecado grave que deva confessar logo no início (por exemplo, impureza, alcoolismo, etc.)? * Nota: Esconder deliberadamente um pecado mortal invalida a confissão, e é igualmente pecado mortal. Lembre-se que a confissão é sujeita ao Sigilo, o que quer dizer que é pecado mortal um sacerdote revelar a quem quer que seja a matéria de uma confissão. #SACRAMENTO #confissão #PREPARAÇÃOPARAACONFISSÃO #examedeconsciência #DOSACRAMENTODAUNÇÃODOSDOENTES
- ORAÇÃO – ATO DE FÉ
Acredito num Salvador que me ama, que perdoa os meus pecados e que me dá a graça de me tornar santo. Jesus Cristo, através do ministério dos Seus sacerdotes, faz ambas as coisas no Sacramento da Penitência. CAPÍTULO I – Dos Sacramentos em geral #ATODEFÉ #oração #ORAÇÃOCATÓLICA #orações
- COMO SE CONFESSAR
Antes de mais, examine bem a sua consciência. Em seguida, diga ao sacerdote que pecados específicos cometeu, e, com a maior exatidão possível, quantas vezes os cometeu desde a sua última boa confissão. Só é obrigado a confessar os pecados mortais, visto que pode obter o perdão dos seus pecados veniais através de sacrifícios e atos de caridade. Se estiver em dúvida sobre se um pecado é mortal ou venial, mencione ao confessor a sua dúvida. Recorde-se, também, que a confissão dos pecados veniais ajuda muito a evitar o pecado e a avançar na direção do Céu. Condições necessárias para um pecado ser mortal 1. Matéria séria 2. Reflexão suficiente 3. Pleno consentimento da vontade #COMOSECONFESSAR #confissão #PREPARAÇÃOPARAACONFISSÃO #SACRAMENTODACONFISSÃO
- MUNDO SEM DEUS – Santiago Martín
“Quando se deixa de acreditar em Deus, passa-se a acreditar em qualquer coisa”. É uma frase de Chesterton que serve como profecia do que está acontecendo. A nossa sociedade não é a sociedade judaica ou pagã, na qual o cristianismo primitivo surgiu e cresceu; eles acreditavam em Yahweh ou nos deuses do Olimpo, mas tinham fé. Nem é a sociedade medieval, profundamente marcada pela fé na vida eterna, com os seus castigos e recompensas. Não é a sociedade moderna, que sangrou até à morte por questões religiosas, quando se discutia, com lanças e canhões, se as boas obras eram ou não necessárias para a salvação. Nem sequer é a sociedade contemporânea após a Revolução Francesa, que, finalmente, viu a religião como um instrumento necessário para dar uma certa moralidade ao povo. Hoje vivemos numa sociedade pós-cristã, mas também pós-religiosa. Uma sociedade que, na sua maioria, abandonou a fé dos mais velhos pela mesma razão com que eles mantinham essa fé: por nenhuma razão. É uma sociedade que já não acredita em Deus, mas também não acredita no homem. É uma sociedade centrada na busca do bem-estar, porque já não acredita que haja nada depois desta vida. A questão da vida eterna — presente na Humanidade desde as suas origens — é hoje irrelevante e a contribuição da Igreja como guia moral da sociedade é rejeitada (e até com violência). Esta não é uma análise pessimista da sociedade, porque não sou pessimista. Nem, francamente, sou um otimista. Sou simplesmente um crente que tem esperança. Como crente, sei que Deus é o Senhor da história e que falhará toda esta agitação para construir um mundo sem Ele. A esperança não só me ajuda a olhar nos olhos sem torcer a cara, mas também a ter a certeza de que esta onda de ateísmo adolescente passará. Mas, além de ter fé e esperança, tenho um pouco de inteligência e concluo a previsão de Chesterton, que está se tornando realidade, com aquelas palavras que Jan Tyranowski, o místico alfaiate, disse ao jovem Karol Wojtyla quando este hesitava entre juntar-se à resistência armada contra os nazistas ou entrar no seminário: “O mal destrói-se a si próprio. Dedica-te a fazer o bem”. O mal destrói-se a si próprio. O mal só sabe destruir e, primeiro, começa por destruir o bem que encontra, mas depois revolta-se contra si mesmo, e o que deixa para trás é uma paisagem em ruínas. Ruínas que o homem, que nenhum homem, pode habitar. Por exemplo: o Estado de Nova Iorque permitiu a comercialização do útero das mulheres pobres, que vão se tornar matrizes assalariadas para aqueles que as podem pagar. E, ao mesmo tempo, o aborto por decapitação é permitido (o nascimento é interrompido num só instante, assim que a cabeça da criança tenha emergido, e uma agulha é introduzida no cerebelo, causando a sua morte, fazendo o mesmo que se faz ao gado no matadouro). Juntando as duas coisas, quanto tempo demorará para que os seres humanos, engendrados nestes ventres de aluguel, sejam sacrificados logo no nascimento e os seus órgãos postos à venda? Se isso ainda não estiver sendo feito, o negócio das multinacionais do aborto vai aumentar consideravelmente, porque vão colocar órgãos no mercado para transplantes obtidos legalmente. Gera-se a criança, mata-se, abate-se e vende-se. Este é o mundo sem Deus. Um mundo em que os mais fracos perderão sempre. Mas este é também um mundo que se destrói a si próprio. Como disse Eliot, estão fazendo a experiência de construir um mundo sem Deus, mas falharão. Enquanto isto, vamos proteger as nossas famílias. E proteger as nossas famílias significa fazer parte de uma família maior, a família da Igreja, que não cede à pressão do politicamente correcto e tem a coragem de continuar pregando a mensagem de Jesus Cristo na sua totalidade.
- Bispo emite nota após grave sacrilégio em missa co-celebrada por pastor protestante
Nesta Quarta-Feira (17) em que celebramos a solene liturgia da Quarta-Feira de Cinzas, ocorreu também, em paróquias de todo território nacional, a abertura da Campanha da Fraternidade. Como já era de se esperar, junto com a campanha da fraternidade da Teologia da Libertação, que este ano é ecumênica, já começaram a surgir os primeiros abusos litúrgicos e sacrilégios. A desobediência está enraizada na Teologia da Libertação, propagam que a Hierarquia da Igreja deve ser demolida, que a Igreja deve ser refundada e que, na nova igreja, Cristo é o revolucionário morto pelos poderosos de sua época tão somente, e que o fiel tem o mesmo direito e poder de um Sacerdote. Um fato que ganhou destaque aconteceu na paróquia Sagrado Coração de Jesus, diocese de Jundiaí. Um “pastor” foi convidado para participar da liturgia da Santa Missa (abertura da Campanha da Fraternidade), porém não como espectador, mas colocaram-no como “co-celebrante” no altar ao lado do Sacerdote, no qual rezou parte da oração eucarística, fez a elevação do Corpo e Sangue de Nosso Senhor, e por fim foi convidado pelo pároco para comungar. Aos que desejarem, podem assistir o vídeo dos “principais momentos” da celebração. Clique aqui, para assitir. O Código de Direito Canônico (CDC) veda que fiéis católicos participem da Liturgia Eucarística, como vemos abaixo: Cân. 907 Na celebração eucarística, não é permitido aos diáconos e leigos proferir as orações, especialmente a oração eucarística, ou executar as ações próprias do sacerdote celebrante. Cân. 908 É proibido aos sacerdotes católicos concelebrar a Eucaristia junto com sacerdotes ou ministros de Igrejas ou comunidades que não estão em plena comunhão com a Igreja católica. E ainda reforçam a importância da liturgia da missa, as Instruções Gerais do Missão Romano: 30. Entre as partes da Missa que pertencem ao sacerdote, está em primeiro lugar a Oração eucarística, ponto culminante de toda a celebração. Vêm a seguir as orações: a oração coleta, a oração sobre as oblatas e a oração depois da comunhão. O sacerdote, que preside à assembleia fazendo as vezes de Cristo, dirige estas orações a Deus em nome de todo o povo santo e de todos os presentes . Por isso se chamam “orações presidenciais.” A partir do momento que compreendemos a gravidade do ocorrido, entendemos que não foi atoa que o vídeo viralizou nas redes, o que chamou a atenção do bispo, Dom Vicente Costa, que imediatamente emitiu uma nota dizendo que o fato ocorreu sem seu conhecimento e consentimento. Mediante a gravidade dos fatos, “Portanto, as devidas medidas canônicas administrativas cabíveis a este caso já estão sendo tomadas.“ Leia também Em nova nota, o Bispo de Jundiaí afirma que padre envolvido em sacrilégio será afastado É de se esperar, baseando-se nesta nota, que a punição seja proporcional à gravidade dos atos, para que se torne um exemplo para os clérigos entusiastas que adoram “inovar” na liturgia da Santa Missa. Leia a nota do bispo na íntegra: NOTA SOBRE A CELEBRAÇÃO DA SANTA MISSA COM A PRESENÇA DE UM PASTOR EVANGÉLICO Queridos Padres, Diáconos, Religiosos, Seminaristas e Povo de Deus presente na Diocese de Jundiaí: Na tarde de hoje tomei conhecimento do fato ocorrido ontem, dia 17 de fevereiro, na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, bairro Colônia, cidade de Jundiaí-SP, confiada aos cuidados pastorais dos padres da Congregação dos Missionários de São Carlos (Carlistas), na Celebração da Santa Missa de Cinzas, quando um pastor evangélico foi convidado a tomar parte integrante da Liturgia Eucarística, conforme a transmissão realizada pela Pastoral da Comunicação local e posteriormente amplamente divulgado nas redes sociais. Diante de tal fato DECLARO: 1. Tal ato aconteceu à revelia, sem o meu conhecimento e consentimento. 2. Portanto, as devidas medidas canônicas administrativas cabíveis a este caso já estão sendo tomadas. Permaneçamos unidos na fé em Jesus Cristo, nosso Senhor, e na prática de um sadio e autêntico ecumenismo. Dom Vicente Costa Bispo Diocesano Saiba mais Veja tudo que já foi dito sobre a Campanha da Fraternidade 2021 até agora #CampanhadaFraternidade #CF2021 #CNBB
- Bispo emite nota após grave sacrilégio em missa co-celebrada por pastor protestante
Nesta Quarta-Feira (17) em que celebramos a solene liturgia da Quarta-Feira de Cinzas, ocorreu também, em paróquias de todo território nacional, a abertura da Campanha da Fraternidade. Como já era de se esperar, junto com a campanha da fraternidade da Teologia da Libertação, que este ano é ecumênica, já começaram a surgir os primeiros abusos litúrgicos e sacrilégios. A desobediência está enraizada na Teologia da Libertação, propagam que a Hierarquia da Igreja deve ser demolida, que a Igreja deve ser refundada e que, na nova igreja, Cristo é o revolucionário morto pelos poderosos de sua época tão somente, e que o fiel tem o mesmo direito e poder de um Sacerdote. Um fato que ganhou destaque aconteceu na paróquia Sagrado Coração de Jesus, diocese de Jundiaí. Um “pastor” foi convidado para participar da liturgia da Santa Missa (abertura da Campanha da Fraternidade), porém não como espectador, mas colocaram-no como “co-celebrante” no altar ao lado do Sacerdote, no qual rezou parte da oração eucarística, fez a elevação do Corpo e Sangue de Nosso Senhor, e por fim foi convidado pelo pároco para comungar. Aos que desejarem, podem assistir o vídeo dos “principais momentos” da celebração. Clique aqui, para assitir. O Código de Direito Canônico (CDC) veda que fiéis católicos participem da Liturgia Eucarística, como vemos abaixo: Cân. 907 Na celebração eucarística, não é permitido aos diáconos e leigos proferir as orações, especialmente a oração eucarística, ou executar as ações próprias do sacerdote celebrante. Cân. 908 É proibido aos sacerdotes católicos concelebrar a Eucaristia junto com sacerdotes ou ministros de Igrejas ou comunidades que não estão em plena comunhão com a Igreja católica. E ainda reforçam a importância da liturgia da missa, as Instruções Gerais do Missão Romano: 30. Entre as partes da Missa que pertencem ao sacerdote, está em primeiro lugar a Oração eucarística, ponto culminante de toda a celebração. Vêm a seguir as orações: a oração coleta, a oração sobre as oblatas e a oração depois da comunhão. O sacerdote, que preside à assembleia fazendo as vezes de Cristo, dirige estas orações a Deus em nome de todo o povo santo e de todos os presentes . Por isso se chamam “orações presidenciais.” A partir do momento que compreendemos a gravidade do ocorrido, entendemos que não foi atoa que o vídeo viralizou nas redes, o que chamou a atenção do bispo, Dom Vicente Costa, que imediatamente emitiu uma nota dizendo que o fato ocorreu sem seu conhecimento e consentimento. Mediante a gravidade dos fatos, “Portanto, as devidas medidas canônicas administrativas cabíveis a este caso já estão sendo tomadas.“ Leia também Em nova nota, o Bispo de Jundiaí afirma que padre envolvido em sacrilégio será afastado É de se esperar, baseando-se nesta nota, que a punição seja proporcional à gravidade dos atos, para que se torne um exemplo para os clérigos entusiastas que adoram “inovar” na liturgia da Santa Missa. Leia a nota do bispo na íntegra: NOTA SOBRE A CELEBRAÇÃO DA SANTA MISSA COM A PRESENÇA DE UM PASTOR EVANGÉLICO Queridos Padres, Diáconos, Religiosos, Seminaristas e Povo de Deus presente na Diocese de Jundiaí: Na tarde de hoje tomei conhecimento do fato ocorrido ontem, dia 17 de fevereiro, na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, bairro Colônia, cidade de Jundiaí-SP, confiada aos cuidados pastorais dos padres da Congregação dos Missionários de São Carlos (Carlistas), na Celebração da Santa Missa de Cinzas, quando um pastor evangélico foi convidado a tomar parte integrante da Liturgia Eucarística, conforme a transmissão realizada pela Pastoral da Comunicação local e posteriormente amplamente divulgado nas redes sociais. Diante de tal fato DECLARO: 1. Tal ato aconteceu à revelia, sem o meu conhecimento e consentimento. 2. Portanto, as devidas medidas canônicas administrativas cabíveis a este caso já estão sendo tomadas. Permaneçamos unidos na fé em Jesus Cristo, nosso Senhor, e na prática de um sadio e autêntico ecumenismo. Dom Vicente Costa Bispo Diocesano Saiba mais Veja tudo que já foi dito sobre a Campanha da Fraternidade 2021 até agora #CampanhadaFraternidade #CF2021 #CNBB
- Sacrilégio: Pastor protestante co-celebra e recebe comunhão na abertura da Campanha da Fraternidade
Mais uma vez a Campanha da Fraternidade é responsável por graves ofensas a Nosso Senhor Jesus Cristo. Desta vez o impensável aconteceu na paróquia Sagrado Coração de Jesus na diocese de Jundiaí. O “pastor” participou da liturgia da Santa Missa no altar ao lado do Sacerdote, rezou a oração eucarística, fez a elevação do Corpo e Sangue de Nosso Senhor, e por fim foi convidado pelo pároco para comungar. Clique aqui para assista o vídeo: Leia também Bispo emite nota após grave sacrilégio em missa co-celebrada por pastor protestante Após assistir o vídeo lamentável, assista a maravilhosa formação do padre Ubirajara Vieira sobre os problemas da Campanha da Fraternidade. Clique aqui para assistir : A Congregação para a Doutrina da Fé, nos termos do art. 52 da Constituição Apostólica Pastor bonus , julga os delitos contra a fé e os delitos mais graves cometidos contra os costumes ou na celebração dos sacramentos e, se for o caso. Leia as normas abaixo: Art. 3 § 1. Os delitos mais graves contra a santidade do augustíssimo Sacrifício e sacramento da Eucaristia reservados ao julgamento da Congregação para a Doutrina da Fé são: 1° a ablação ou a conservação para fins sacrílegos, ou a profanação das espécies consagradas, a que se refere o cân. 1367 do Código de Direito Canónico e o cân. 1442 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais; 2° a tentada acção litúrgica do Sacrifício eucarístico segundo o cân. 1378 §2 n. 1 do Código de Direito Canónico; 3° a simulação da acção litúrgica do Sacrifício eucarístico segundo o cân. 1379 do Código de Direito Canónico e o cân. 1443 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais; 4° a concelebração do Sacrifício eucarístico proibida pelo cân. 908 do Código de Direito Canónico e pelo cân. 702 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais, a que se refere o cân. 1365 do Código de Direito Canónico e o cân. 1440 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais, juntamente com os ministros das comunidades eclesiais que não têm a sucessão apostólica e não reconhecem a dignidade sacramental da ordenação sacerdotal. § 2. Está reservado à Congregação para a Doutrina da Fé também o delito que consiste na consagração para fim sacrílego de uma só matéria ou de ambas, na celebração eucarística ou fora dela. Quem comete este delito, seja punido segundo a gravidade do crime, sem excluir a demissão ou a deposição. Saiba mais Veja tudo que já foi dito sobre a Campanha da Fraternidade 2021 até agora #Liturgia #Profanação #sacrilégio
- Sacrilégio: Pastor protestante co-celebra e recebe comunhão na abertura da Campanha da Fraternidade
Mais uma vez a Campanha da Fraternidade é responsável por graves ofensas a Nosso Senhor Jesus Cristo. Desta vez o impensável aconteceu na paróquia Sagrado Coração de Jesus na diocese de Jundiaí. O “pastor” participou da liturgia da Santa Missa no altar ao lado do Sacerdote, rezou a oração eucarística, fez a elevação do Corpo e Sangue de Nosso Senhor, e por fim foi convidado pelo pároco para comungar. Clique aqui para assista o vídeo: Leia também Bispo emite nota após grave sacrilégio em missa co-celebrada por pastor protestante Após assistir o vídeo lamentável, assista a maravilhosa formação do padre Ubirajara Vieira sobre os problemas da Campanha da Fraternidade. Clique aqui para assistir : A Congregação para a Doutrina da Fé, nos termos do art. 52 da Constituição Apostólica Pastor bonus , julga os delitos contra a fé e os delitos mais graves cometidos contra os costumes ou na celebração dos sacramentos e, se for o caso. Leia as normas abaixo: Art. 3 § 1. Os delitos mais graves contra a santidade do augustíssimo Sacrifício e sacramento da Eucaristia reservados ao julgamento da Congregação para a Doutrina da Fé são: 1° a ablação ou a conservação para fins sacrílegos, ou a profanação das espécies consagradas, a que se refere o cân. 1367 do Código de Direito Canónico e o cân. 1442 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais; 2° a tentada acção litúrgica do Sacrifício eucarístico segundo o cân. 1378 §2 n. 1 do Código de Direito Canónico; 3° a simulação da acção litúrgica do Sacrifício eucarístico segundo o cân. 1379 do Código de Direito Canónico e o cân. 1443 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais; 4° a concelebração do Sacrifício eucarístico proibida pelo cân. 908 do Código de Direito Canónico e pelo cân. 702 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais, a que se refere o cân. 1365 do Código de Direito Canónico e o cân. 1440 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais, juntamente com os ministros das comunidades eclesiais que não têm a sucessão apostólica e não reconhecem a dignidade sacramental da ordenação sacerdotal. § 2. Está reservado à Congregação para a Doutrina da Fé também o delito que consiste na consagração para fim sacrílego de uma só matéria ou de ambas, na celebração eucarística ou fora dela. Quem comete este delito, seja punido segundo a gravidade do crime, sem excluir a demissão ou a deposição. Saiba mais Veja tudo que já foi dito sobre a Campanha da Fraternidade 2021 até agora #Liturgia #Profanação #sacrilégio
- Absurdo: Governo do Ceará decreta entrega da Eucaristia pré-embalada
Nas novas orientações do Decreto do Governador do Estado Ceará, Camilo Santana (PT), para prevenção de contágio ao Coronavírus, chama atenção a determinação referente às Igrejas, como a prescrição de que “alimentos de cunho religioso” sejam fornecidos “ pré-embalados e em porções individuais”. Para os católicos, a Hóstia Consagrada e o Vinho Consagrado são, realmente, Corpo e Sangue de Cristo. A rigor, pelo novo decreto, as espécies eucarísticas mencionadas deveriam ser dadas ao fiéis em embalagens. O cuidado que faltou no período da campanha eleitoral, que durou cerca de dois meses, agora veio com juros. Em matéria do jornal O Povo Online, publicada nesta segunda-feira, lê-se a seguinte observação: “A rigidez definida pelo protocolo sanitário, no entanto, não foi cumprida em uma das celebrações mais tradicionais da Igreja Católica : a Quarta-feira de Cinzas. Na Catedral de Fortaleza, a hóstia foi entregue na boca dos fiéis. A determinação do Governo do Ceará relembra uma muito semelhante feita pelo Governo de Santa Catarina, em abril de 2020, e que desagradou massivamente os católicos daquela Diocese. O novo decreto prescreve ainda 33 orientações relacionadas à esfera religiosa, citando até o número de músicos que se deve ter por celebração, além de dizer como as coletas devem acontecer. Igreja Católica frente à pandemia A Igreja Católica tem sido uma das instituições que mais tem colaborado na prevenção ao Covid-19. A própria Arquidiocese de Fortaleza, como ente eclesiástico que é, está sob o último decreto do Senhor Arcebispo Dom José Antonio, desde agosto de 2020 . Para o retorno gradual das atividades presenciais, as Paróquias, Capelas e prédios afins se equiparam com totens de álcool em gel, orientaram os fiéis sobre distanciamento e reduziram a capacidade de recebimento de pessoas por celebração, geralmente controlado por meio de agendamento. Esses cuidados foram mantidos pela Igreja , mesmo durante o período da campanha eleitoral, ano passado, onde se verificou aglomerações inúmeras provocadas pela caça aos votos dos candidatos. A mesma Igreja manteve seus cuidados nos festejos de final de ano e continua com sua diligência em prol do bem comum. A Arquidiocese de Fortaleza , bem como a Igreja Católica como um todo, no Brasil e no mundo, também desenvolvem e mantém inúmeros projetos de assistência a moradores de rua, aconselhamento online e outras iniciativas que chegam aonde falta a atuação do Estado. A própria ação celebrativa da Igreja traz conforto espiritual e até psicológico aos fiéis, neste tempo de desafio. Fonte: https://blogs.opovo.com.br/ancoradouro/2021/02/18/mchostia-governo-do-ceara-decreta-entrega-de-pao-eucaristico-pre-embalado/
- Absurdo: Governo do Ceará decreta entrega da Eucaristia pré-embalada
Nas novas orientações do Decreto do Governador do Estado Ceará, Camilo Santana (PT), para prevenção de contágio ao Coronavírus, chama atenção a determinação referente às Igrejas, como a prescrição de que “alimentos de cunho religioso” sejam fornecidos “ pré-embalados e em porções individuais”. Para os católicos, a Hóstia Consagrada e o Vinho Consagrado são, realmente, Corpo e Sangue de Cristo. A rigor, pelo novo decreto, as espécies eucarísticas mencionadas deveriam ser dadas ao fiéis em embalagens. O cuidado que faltou no período da campanha eleitoral, que durou cerca de dois meses, agora veio com juros. Em matéria do jornal O Povo Online, publicada nesta segunda-feira, lê-se a seguinte observação: “A rigidez definida pelo protocolo sanitário, no entanto, não foi cumprida em uma das celebrações mais tradicionais da Igreja Católica : a Quarta-feira de Cinzas. Na Catedral de Fortaleza, a hóstia foi entregue na boca dos fiéis. A determinação do Governo do Ceará relembra uma muito semelhante feita pelo Governo de Santa Catarina, em abril de 2020, e que desagradou massivamente os católicos daquela Diocese. O novo decreto prescreve ainda 33 orientações relacionadas à esfera religiosa, citando até o número de músicos que se deve ter por celebração, além de dizer como as coletas devem acontecer. Igreja Católica frente à pandemia A Igreja Católica tem sido uma das instituições que mais tem colaborado na prevenção ao Covid-19. A própria Arquidiocese de Fortaleza, como ente eclesiástico que é, está sob o último decreto do Senhor Arcebispo Dom José Antonio, desde agosto de 2020 . Para o retorno gradual das atividades presenciais, as Paróquias, Capelas e prédios afins se equiparam com totens de álcool em gel, orientaram os fiéis sobre distanciamento e reduziram a capacidade de recebimento de pessoas por celebração, geralmente controlado por meio de agendamento. Esses cuidados foram mantidos pela Igreja , mesmo durante o período da campanha eleitoral, ano passado, onde se verificou aglomerações inúmeras provocadas pela caça aos votos dos candidatos. A mesma Igreja manteve seus cuidados nos festejos de final de ano e continua com sua diligência em prol do bem comum. A Arquidiocese de Fortaleza , bem como a Igreja Católica como um todo, no Brasil e no mundo, também desenvolvem e mantém inúmeros projetos de assistência a moradores de rua, aconselhamento online e outras iniciativas que chegam aonde falta a atuação do Estado. A própria ação celebrativa da Igreja traz conforto espiritual e até psicológico aos fiéis, neste tempo de desafio. Fonte: https://blogs.opovo.com.br/ancoradouro/2021/02/18/mchostia-governo-do-ceara-decreta-entrega-de-pao-eucaristico-pre-embalado/
- Governo chinês estabelece normas para nomeação de bispos sem participação do Vaticano
O acordo entre o governo comunista chinês e o Vaticano foi renovado em outubro de 2020, mas os termos do acordo nunca foram totalmente divulgados. Assista uma análise completa sobre o acordo no final do artigo. Se você vai jantar com o diabo, diz um velho ditado inglês, você precisará de uma colher muito comprida. Imagino que a diplomacia vaticana, uma das mais antigas e eficazes do mundo, os prometeu com muita alegria quando Pequim se abriu para negociar um acordo com a Santa Sé, ou seja, com a própria Igreja Católica. O resultado pode ser um triunfo maravilhoso para o Vaticano, para o pontificado de Francisco, em muitos aspectos, pelo menos um golpe em sua imagem. Por si só, normalizar as relações diplomáticas com o gigante asiático pela primeira vez na história recente seria um passo gigantesco, permitindo que os canais oficiais pressionassem a favor da população católica chinesa, condenada à perseguição, ostracismo e cisma. Os chineses não parecem se sentir limitados pelo acordo. Desde o seu anúncio – que permanece em segredo nos seus detalhes – temos narrado a crescente perseguição aos clérigos e fiéis chineses por parte do governo de Pequim, como advertiu desde o início o arcebispo emérito de Hong Kong, cardeal Joseph Zen., Que, embora ele conhece bem seus compatriotas do PCCh, pregou no mais absoluto deserto. As autoridades decretaram o que os padres deveriam pregar em suas igrejas (e quais não), como eles deveriam incluir elogios ao socialismo (incompatível) com características chinesas em suas pregações, ou como os fiéis deveriam substituir imagens e crucifixos em suas casas por imagens de Mao ou Xi Jinping. De acordo com o site ACI Digital, segundo as novas normas que entrariam em vigor a partir de 1º de maio, a Associação Patriótica Católica Chinesa (APCC), controlada pelo governo comunista, será a instituição que selecionará e aprovará os bispos. O texto não menciona o Vaticano no processo. As novas “Medidas Administrativas para o Clero Religioso” na China foram traduzidas pela revista Bitter Winter, especializada em informações sobre liberdade religiosa na China. De acordo com essas medidas, a APCC ficará encarregada de todo o processo com os novos bispos, que depois serão “aprovados e consagrados pela Conferência de Bispos Católicos da China”. Estas normas não mencionam o papel do Vaticano na aprovação dos bispos, apesar do acordo assinado com a China em 2018, segundo o qual as autoridades da Santa Sé e do governo chinês deveriam se encarregar do processo de nomeação dos bispos. O acordo foi renovado em outubro de 2020, mas os termos do acordo nunca foram totalmente divulgados. Assista a seguinte análise antes de continuar a leitura: Segundo alguns relatórios, o acordo permite que a APCC, controlada pelo governo chinês, selecione candidatos que poderiam ser aprovados ou vetados pelo Vaticano. Quando o acordo foi renovado em outubro, o jornal do Vaticano informou que dois bispos foram nomeados no “âmbito regulatório estabelecido pelo acordo”. O Vaticano confirmou em novembro que um terceiro bispo foi nomeado desta forma. O Cardeal Joseph Zen ze-kiun, Bispo Emérito de Hong Kong e crítico do acordo, disse que este pode colocar o Vaticano na posição de ter de vetar repetidamente os candidatos apresentados pela China. O acordo também teve como objetivo unificar a APCC com a Igreja Católica clandestina ou subterrânea que sempre se manteve fiel e em comunhão com o Papa. Acredita-se que seis milhões de católicos fazem parte da APCC, enquanto outros vários milhões pertencem a comunidades católicas que sempre permaneceram leais à Santa Sé. Segundo as novas regras, assim que um bispo for consagrado, a APCC e a Conferência Episcopal enviarão as informações à Administração de Assuntos Religiosos do Estado. O registro do clero no banco de dados é uma parte essencial das novas medidas administrativas, segundo as quais os clérigos devem promover os valores do Partido Comunista Chinês. Por exemplo, o artigo III das medidas administrativas afirma que o clero “deve amar a pátria, apoiar a liderança do Partido Comunista Chinês, apoiar o sistema socialista” e “aderir-se à direção da sinicização da religião na China”. A prática de sinicização foi anunciada e implementada pelo presidente Xi Jinping nos últimos anos. Os críticos a consideram como uma tentativa de forçar a prática religiosa sob o controle do governo chinês e alinhada com os valores da APCC. Além disso, espera-se que os clérigos “trabalhem para manter a unidade nacional, a harmonia religiosa e a estabilidade social”. A seção D das medidas afirma que o clero deve “guiar” os cidadãos “a serem patriotas e obedientes à lei”. Estão proibidos de trabalhar para “minar a unidade nacional” ou apoiar “atividades terroristas”. Não fica claro como o governo chinês define “terroristas” nessas novas medidas. Em Hong Kong, a lei de segurança nacional foi imposta de fora pela legislatura nacional em 2020. Nessa lei, o “terrorismo” inclui atos como incêndios ou vandalizar o transporte público. Os membros registrados do clero na China não podem “organizar, acolher, organizar ou participar de atividades religiosas não autorizadas que ocorram fora de locais autorizados para atividades religiosas” e não podem pregar em escolas que não tenham conotação religiosa. Os membros registrados do clero devem pertencer a uma das religiões administradas pelo estado. Os pastores de “igrejas domésticas” ou igrejas “clandestinas” não podem se registrar como clérigos. A entrada em locais de culto “deve ser regulamentada por meio de entrada estrita, verificação de identidade e registro”, afirma o documento. As normas também propõem um “programa de capacitação do clero” para a “educação política do clero religioso”, bem como para sua “educação cultural”. O clero também deve ser julgado por sua conduta com um sistema de “reconhecimentos e castigos”. #China #papafrancisco #Vaticano
- Governo chinês estabelece normas para nomeação de bispos sem participação do Vaticano
O acordo entre o governo comunista chinês e o Vaticano foi renovado em outubro de 2020, mas os termos do acordo nunca foram totalmente divulgados. Assista uma análise completa sobre o acordo no final do artigo. Se você vai jantar com o diabo, diz um velho ditado inglês, você precisará de uma colher muito comprida. Imagino que a diplomacia vaticana, uma das mais antigas e eficazes do mundo, os prometeu com muita alegria quando Pequim se abriu para negociar um acordo com a Santa Sé, ou seja, com a própria Igreja Católica. O resultado pode ser um triunfo maravilhoso para o Vaticano, para o pontificado de Francisco, em muitos aspectos, pelo menos um golpe em sua imagem. Por si só, normalizar as relações diplomáticas com o gigante asiático pela primeira vez na história recente seria um passo gigantesco, permitindo que os canais oficiais pressionassem a favor da população católica chinesa, condenada à perseguição, ostracismo e cisma. Os chineses não parecem se sentir limitados pelo acordo. Desde o seu anúncio – que permanece em segredo nos seus detalhes – temos narrado a crescente perseguição aos clérigos e fiéis chineses por parte do governo de Pequim, como advertiu desde o início o arcebispo emérito de Hong Kong, cardeal Joseph Zen., Que, embora ele conhece bem seus compatriotas do PCCh, pregou no mais absoluto deserto. As autoridades decretaram o que os padres deveriam pregar em suas igrejas (e quais não), como eles deveriam incluir elogios ao socialismo (incompatível) com características chinesas em suas pregações, ou como os fiéis deveriam substituir imagens e crucifixos em suas casas por imagens de Mao ou Xi Jinping. De acordo com o site ACI Digital, segundo as novas normas que entrariam em vigor a partir de 1º de maio, a Associação Patriótica Católica Chinesa (APCC), controlada pelo governo comunista, será a instituição que selecionará e aprovará os bispos. O texto não menciona o Vaticano no processo. As novas “Medidas Administrativas para o Clero Religioso” na China foram traduzidas pela revista Bitter Winter, especializada em informações sobre liberdade religiosa na China. De acordo com essas medidas, a APCC ficará encarregada de todo o processo com os novos bispos, que depois serão “aprovados e consagrados pela Conferência de Bispos Católicos da China”. Estas normas não mencionam o papel do Vaticano na aprovação dos bispos, apesar do acordo assinado com a China em 2018, segundo o qual as autoridades da Santa Sé e do governo chinês deveriam se encarregar do processo de nomeação dos bispos. O acordo foi renovado em outubro de 2020, mas os termos do acordo nunca foram totalmente divulgados. Assista a seguinte análise antes de continuar a leitura: Segundo alguns relatórios, o acordo permite que a APCC, controlada pelo governo chinês, selecione candidatos que poderiam ser aprovados ou vetados pelo Vaticano. Quando o acordo foi renovado em outubro, o jornal do Vaticano informou que dois bispos foram nomeados no “âmbito regulatório estabelecido pelo acordo”. O Vaticano confirmou em novembro que um terceiro bispo foi nomeado desta forma. O Cardeal Joseph Zen ze-kiun, Bispo Emérito de Hong Kong e crítico do acordo, disse que este pode colocar o Vaticano na posição de ter de vetar repetidamente os candidatos apresentados pela China. O acordo também teve como objetivo unificar a APCC com a Igreja Católica clandestina ou subterrânea que sempre se manteve fiel e em comunhão com o Papa. Acredita-se que seis milhões de católicos fazem parte da APCC, enquanto outros vários milhões pertencem a comunidades católicas que sempre permaneceram leais à Santa Sé. Segundo as novas regras, assim que um bispo for consagrado, a APCC e a Conferência Episcopal enviarão as informações à Administração de Assuntos Religiosos do Estado. O registro do clero no banco de dados é uma parte essencial das novas medidas administrativas, segundo as quais os clérigos devem promover os valores do Partido Comunista Chinês. Por exemplo, o artigo III das medidas administrativas afirma que o clero “deve amar a pátria, apoiar a liderança do Partido Comunista Chinês, apoiar o sistema socialista” e “aderir-se à direção da sinicização da religião na China”. A prática de sinicização foi anunciada e implementada pelo presidente Xi Jinping nos últimos anos. Os críticos a consideram como uma tentativa de forçar a prática religiosa sob o controle do governo chinês e alinhada com os valores da APCC. Além disso, espera-se que os clérigos “trabalhem para manter a unidade nacional, a harmonia religiosa e a estabilidade social”. A seção D das medidas afirma que o clero deve “guiar” os cidadãos “a serem patriotas e obedientes à lei”. Estão proibidos de trabalhar para “minar a unidade nacional” ou apoiar “atividades terroristas”. Não fica claro como o governo chinês define “terroristas” nessas novas medidas. Em Hong Kong, a lei de segurança nacional foi imposta de fora pela legislatura nacional em 2020. Nessa lei, o “terrorismo” inclui atos como incêndios ou vandalizar o transporte público. Os membros registrados do clero na China não podem “organizar, acolher, organizar ou participar de atividades religiosas não autorizadas que ocorram fora de locais autorizados para atividades religiosas” e não podem pregar em escolas que não tenham conotação religiosa. Os membros registrados do clero devem pertencer a uma das religiões administradas pelo estado. Os pastores de “igrejas domésticas” ou igrejas “clandestinas” não podem se registrar como clérigos. A entrada em locais de culto “deve ser regulamentada por meio de entrada estrita, verificação de identidade e registro”, afirma o documento. As normas também propõem um “programa de capacitação do clero” para a “educação política do clero religioso”, bem como para sua “educação cultural”. O clero também deve ser julgado por sua conduta com um sistema de “reconhecimentos e castigos”. #China #papafrancisco #Vaticano
- UM MUNDO DE PONTA-CABEÇA
As questões mais radicais de hoje — casamento gay e mudança de sexo — são consequências da solução de um problema que já não é mais problema: a plena legitimação da homossexualidade. Esta era só o primeiro degrau de uma escalada que, do ponto de vista revolucionário/totalitário, deve continuar indefinidamente. A utopia sexual dos anos 60 do século passado (cujas raízes estão no início do século XX) já é quase realidade: a possibilidade de definir o próprio sexo ainda na infância, com direito de referendar ou não o corpo biológico com o qual se nasce; validação da pedofilia; mudar cirurgicamente de sexo, se houver vontade; completa reformulação da ideia de casamento, que pode ser entre pessoas do mesmo sexo, entre pessoas que mudaram de sexo, entre duas ou mais pessoas, da pessoa consigo mesma, da pessoa com não-pessoa (bicho, árvore, coisa); E o que é pior: essa “sexutopia” será instalada pela força, como em geral tem ocorrido com os anteriores projetos utopistas, já historicamente catalogados (comunismo, nazismo, fascismo). Só que, agora, por um tipo especial de força: a força da lei. Uma lei que, obviamente, já nada mais tem a ver com a natureza humana, mas é produto da delirante criatividade revolucionária. Um dos truques jurídico-políticos para a consecução desse fim é a equiparação da “homofobia” (neologismo semanticamente mal construído para designar a rejeição do projeto sexutopista) ao crime realmente ignóbil de racismo, e tudo para revesti-la de uma hediondez que não possui. Um mundo assim, no qual é hediondo reafirmar a velha e permanente natureza humana, é verdadeiramente um mundo às avessas, que não se sustentará de pé por muito tempo. Um mundo de ponta-cabeça, plantando bananeira.
- ORAÇÃO PELO CLERO († Sebastião Leme, Rio, 27-X-1922)
Deixai, Oh! Jesus, que em Vosso Coração Eucarístico, depositemos nossas mais ardentes preces pelo nosso Clero, e sede propicio aos nossos pedidos. Multiplicai as vocações sacerdotais na nossa Pátria: atraí ao Vosso altar os filhos do nosso Brasil; chamai-os com instância ao Vosso Ministério. Conservai, na perfeita fidelidade ao Vosso serviço, aqueles a quem já chamastes; afervorai-os, purificai-os, santificai-os, não permitindo que se afastem do espírito da Vossa Igreja. Não consintais, Oh! Jesus, nós Vos suplicamos que debaixo do céu brasileiro, sejam, por mãos indignas, profanados os vossos mistérios de amor. Também vos pedimos com instância: deixai que a misericórdia de vosso Coração vença a Vossa justiça divina por aqueles que se recusaram a honra da vocação sacerdotal ou desertaram das fileiras sagradas. Atendei, Oh! Jesus, a esta nossa insistente oração, vo-lo pedimos por vossa Mãe, Maria Santíssima, Rainha dos Sacerdotes. Oh ! Maria, ao vosso Coração, confiamos nosso Clero; guiai-o, protegei-o, salvai-o. #oração #ORAÇÃOCATÓLICA #OraçãopeloClero #oraçãopelospadres
- ORAÇÃO: CREIO, JESUS MEU (Santo Afonso Maria de Ligório)
CREIO JESUS MEU – ORAÇÃO DE SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO Creio, Jesus meu, que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Vos amo acima de todas as coisas e desejo receber-Vos em minha alma. Mas como agora não posso receber-Vos sacramentado, vinde ao menos espiritualmente a meu coração. Como se já Vos tivesse recebido, Vos abraço e me uno todo a Vós. Não permitais Senhor, que jamais me separe de Vós. Amém. #CREIO #SANTOAFONSO #oração #JESUSMEUSantoAfonsoMadeLigório #santoafonsomariadeligório #ORAÇÃODESANTOAFONSOMARIADELIGÓRIO #ORAÇÃOCATÓLICA
- “CREIO, JESUS MEU”, DE SANTO AFONSO
“CREIO, JESUS MEU”, DE SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO Creio, Jesus meu, que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Vos amo acima de todas as coisas e desejo receber-Vos em minha alma. Mas como agora não posso receber-Vos sacramentado, vinde ao menos espiritualmente a meu coração. Como se já Vos tivesse recebido, Vos abraço e me uno todo a Vós. Não permitais Senhor, que jamais me separe de Vós. Amém. #Jesusmeu #CREIO #quejamaismeseparedeVós #oração #JESUSMEUSantoAfonsoMadeLigório #vindeaomenosespiritualmenteameucoraçãoComosejáVostivesserecebido #queestaisrealmentepresentenoSantíssimoSacramentodoAltarVosamoacimadetodasascoisasedesejoreceberVosemminhaalmaMascomoagoranãopossoreceberVossacramentado #VosabraçoemeunotodoaVósNãopermitaisSenhor #ORAÇÃOCATÓLICA
- A Campanha da Fraternidade sequestrou a Quaresma
Há 30 anos a Campanha da Fraternidade é a culpada por impedir os católicos de usufruírem do tempo mais importante para seu crescimento espiritual, transformando as paróquias em um espaço de militância política orientada à esquerda, aniquilando toda vida espiritual! Neste vídeo o Padre Bira – Ubirajara Vieira de Melo – da Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes, Barueri – SP, faz uma análise completa sobre o impacto da Campanha da Fraternidade na vida de milhões de católicos. Ele alerta principalmente sobre o perigo que representa a Teologia da Libertação que é um dos principais vetores ideológicos que direcionam as Campanhas da Fraternidade : Jesus Cristo não era revolucionário! Assista esta aula: Saiba mais Veja tudo que já foi dito sobre a Campanha da Fraternidade 2021 até agora #CampanhadaFraternidade #CF2021 #CNBB
- A Campanha da Fraternidade sequestrou a Quaresma
Há 30 anos a Campanha da Fraternidade é a culpada por impedir os católicos de usufruírem do tempo mais importante para seu crescimento espiritual, transformando as paróquias em um espaço de militância política orientada à esquerda, aniquilando toda vida espiritual! Neste vídeo o Padre Bira – Ubirajara Vieira de Melo – da Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes, Barueri – SP, faz uma análise completa sobre o impacto da Campanha da Fraternidade na vida de milhões de católicos. Ele alerta principalmente sobre o perigo que representa a Teologia da Libertação que é um dos principais vetores ideológicos que direcionam as Campanhas da Fraternidade : Jesus Cristo não era revolucionário! Assista esta aula: Saiba mais Veja tudo que já foi dito sobre a Campanha da Fraternidade 2021 até agora #CampanhadaFraternidade #CF2021 #CNBB
- COMUNHÃO ESPIRITUAL (ORIENTAÇÃO)
A comunhão espiritual, conforme Santo Tomás, consiste em um desejo ardente de receber a Jesus Sacramentado, em abraço amoroso, como se já o houvéramos recebido; sentença que o Sagrado Concílio de Trento confirmou dizendo: “A comunhão espiritual consiste em um ardente desejo de receber a Jesus Cristo Sacramentado e a alimentar-se do Pão Celestial, com uma fé viva que opera pela caridade, e que nos faz participantes dos frutos e graças do Sacramento Eucarístico.” Quanto estas comunhões espirituais sejam agradáveis a Deus, e quantas graças por este meio recebem as almas fervorosas, assaz o declaram as palavras do Sagrado Concílio, e assaz o provam os exemplos dos santos que por este modo fizeram tão rápidos progressos no caminho da perfeição. Este santo exercício é não só autorizado pelo frequente uso das almas devotas que o praticam, senão que os doutores místicos o louvam e inculcam muito, exortam os fiéis ao seu uso. Sendo esta devoção tão útil, nenhum há que seja mais fácil, pois se pode fazer a todas as Missas que se ouvem, e também a qualquer hora do dia, pela manhã, à tarde, à noite, na igreja, ou em nosso aposento, sem que ninguém nos veja nem seja preciso estar em jejum. Oh! Quantas almas por esta saudável prática se elevaram a uma eminente santidade. #COMUNHÃOESPIRITUAL #COMUNHÃOESPIRITUALORIENTAÇÃO
- ORAÇÃO A NOSSA SENHORA PARA DEPOIS DA COMUNHÃO
ORAÇÃO A NOSSA SENHORA PARA DEPOIS DA COMUNHÃO Santa Maria, Mãe digníssima de Meu Senhor Jesus Cristo, Sereníssima Rainha do Céu e da Terra, que mereceste trazer em vosso ventre virginal o Criador de tudo criado, cujo Sacratísismo Corpo eu recebi; dignai-vos, Senhora, pedir a este Vosso Benignissímo Filho, que me perdoe tudo quanto contra este Sacramento hei cometido de pecado, por ignorância, por malícia, ou por outra qualquer maneira; e que por vossos rogos Ele se abrace e junte à minha alma com sentimento de amor tão estreito e que jamais se aparte dela até levá-la à bem-aventurança, na qual Ele, com o Pai e o Espírito Santo vive e reina por todos os séculos dos séculos. Amém. ORAÇÃO A JESUS CRUCIFICADO #ORAÇÃOANOSSASENHORAPARADEPOISDACOMUNHÃO #Senhora #ANOSSASENHORAPARADEPOISDACOMUNHÃO #cujoSacratísismoCorpoeurecebidignaivos #comoPaieoEspíritoSantoviveereinaportodososséculosdosséculos #pormalícia #porignorância #oração #quemeperdoetudoquantocontraesteSacramentoheicometidodepecado #pediraesteVossoBenignissímoFilho #MãedigníssimadeMeuSenhorJesusCristo #ouporoutraqualquermaneiraequeporvossosrogosEleseabraceejunteàminhaalmacomsentimentodeamortãoestreitoequejamaisseapartedelaatéleválaàbemaventurança #SereníssimaRainhadoCéuedaTerra #quemerecestetrazeremvossoventrevirginaloCriadordetudocriado #naqualEle #SantaMaria
- ORAÇÃO PARA DEPOIS DA COMUNHÃO
Santa Maria, Mãe digníssima de Meu Senhor Jesus Cristo, Sereníssima Rainha do Céu e da Terra, que mereceste trazer em vosso ventre virginal o Criador de tudo criado, cujo Sacratísismo Corpo eu recebi; dignai-vos, Senhora, pedir a este Vosso Benignissímo Filho, que me perdoe tudo quanto contra este Sacramento hei cometido de pecado, por ignorância, por malícia, ou por outra qualquer maneira; e que por vossos rogos Ele se abrace e junte à minha alma com sentimento de amor tão estreito e que jamais se aparte dela até levá-la à bem-aventurança, na qual Ele, com o Pai e o Espírito Santo vive e reina por todos os séculos dos séculos. Amém. #ANOSSASENHORAPARADEPOISDACOMUNHÃO
- ORAÇÃO DE SÃO PADRE PIO
Fica comigo, Senhor, pois preciso da tua presença para não te esquecer. Sabes quão facilmente posso te abandonar. Fica comigo, Senhor, porque sou fraco e preciso da tua força para não cair. Fica comigo, Senhor, porque És minha vida, e sem ti perco o fervor. Fica comigo, Senhor, porque És minha luz, e sem ti reina a escuridão. Fica comigo, Senhor, para me mostrar tua vontade. Fica comigo, Senhor, para que ouça tua voz e te siga. Fica comigo, Senhor, pois desejo amar-te e permanecer sempre em tua companhia. Fica comigo, Senhor, se queres que te seja fiel. Fica comigo, Senhor, porque, por mais pobre que seja minha alma, quero que se transforme num lugar de consolação para ti, um ninho de amor. Fica comigo, Jesus, pois se faz tarde e o dia chega ao fim; a vida passa, e a morte, o julgamento e a eternidade se aproximam. Preciso de ti para renovar minhas energias e não parar no caminho. Está ficando tarde, a morte avança e eu tenho medo da escuridão, das tentações, da falta de fé, da cruz, das tristezas. Oh, quanto preciso de ti, meu Jesus, nesta noite de exílio. Fica comigo nesta noite, Jesus, pois ao longo da vida, com todos os seus perigos, eu preciso de ti. Faze, Senhor, que te reconheça como te reconheceram teus discípulos ao partir do pão, a fim de que a Comunhão Eucarística seja a luz a dissipar a escuridão, a força a me sustentar, a única alegria do meu coração. Fica comigo, Senhor, porque na hora da morte quero estar unido a ti, se não pela Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor. Fica comigo, Jesus. Não peço consolações divinas, porque não as mereço, mas apenas o presente da tua presença, ah, isso sim te suplico! Fica comigo, Senhor, pois é só a ti que procuro, teu amor, tua graça, tua vontade, teu coração, teu Espírito, porque te amo, e a única recompensa que te peço é poder amar-te sempre mais. Como este amor resoluto desejo amar-te de todo o coração enquanto estiver na terra, para continuar a te amar perfeitamente por toda a eternidade. Amém. #ORAÇÃODOPADREPIO #padrepio #ORAÇÃODESÃOPADREPIO #oração #SÃOPADREPIO
- ORAÇÃO: ATO DE CONFORMIDADE (SÃO PIO X)
ORAÇÃO: ATO DE CONFORMIDADE Senhor, meu Deus de todo o meu coração e de plena vontade, aceito desde já de vossa mão com todas as suas angústias, penas e dores, o gênero de morte que vós fordes servido reservar-me. Ind. Plen. Art. mortis. (S. Pio X, 9, Mar. 1904) #ATODECONFORMIDADE #9 #Senhor #PioX #indulgência #sãopiox #ORAÇÃOATODECONFORMIDADESÃOPIOX #meuDeusdetodoomeucoraçãoedeplenavontade #IndPlenArtmortisSPioX #aceitodesdejádevossamãocomtodasassuasangústiaspenasedores #Mar1904 #ogénerodemortequevósfordesservidoreservarme
- ORAÇÃO DE SÃO BOAVENTURA
Feri, Oh! Dulcíssimo Senhor Jesus, o mais íntimo e profundo de meu ser com o dardo suavíssimo e salutar do Vosso amor, com aquela verdadeira, inalterável, santíssima e apostólica caridade, a fim de que a minha alma se enlanguesça com o único desejo de sempre crescer em vosso amor. Que eu vos ame intensamente, que desfaleça nos vossos átrios e deseje dissolver-me em vós e ser um convosco. Que minha alma tenha fome de Vós, Oh! Pão dos Anjos, alimento das almas santas, Pão nosso de cada dia, supersubstancial, que tem toda doçura e sabor, e todo deleite de suavidade. Oh! Vós a Quem os Anjos desejam contemplar! Que o meu coração sempre tenha fome e se alimente de Vós, e que as entranhas do meu ser sejam repletas com a doçura de vosso sabor. Que só de Vós tenha sede, Oh! fonte da vida e da sabedoria e da ciência e da luz eterna, torrente de delícias, riqueza da casa de Deus. Só por Vós anseie, só a Vós procure, só a Vós encontre, só para Vós tenda e vos alcance. Só medite em Vós, só de Vós fale, e tudo o que fizer seja para louvor e glória do vosso nome, com humildade e discrição, com amor e deleite, com bondade e afeto, com perseverança até o fim. Sede, Senhor, minha única esperança, toda minha confiança, minhas riquezas, meu deleite, meu encanto, minha alegria, minha quietude e tranqüilidade, minha paz, minha suavidade, meu perfume, minha doçura, meu pão, meu alimento, meu refúgio, meu auxílio, minha sabedoria, minha partilha, meus bens, meu tesouro. Somente em Vós minha alma e meu coração estejam radicados de modo fixo, firme e inamovível. Amém. #oração #ORAÇÃOCATÓLICA #ORAÇÃODESÃOBOAVENTURA
- ORAÇÃO DE SANTO AGOSTINHO
Diante de Vós, Senhor, apresentamos o fardo dos nossos crimes e simultaneamente as feridas que por causa deles recebemos. Se pensarmos no mal que fizemos, é bem pouco o mal que sofremos e muito maior o que merecemos. Foi grave o que ousamos cometer e leve o que agora sofremos. Sentimos que é dura a pena do pecado e no entanto não nos decidimos deixar a ocasião dele. A nossa fraqueza geme esmagada sob o peso dos castigos com que nos punis justamente, e a nossa maldade não quer se desfazer dos seus caprichos. O espírito anda atormentado, mas a cerviz não se verga. A nossa vida suspira no meio das dores e não nos corrigimos. Se contemporizardes conosco, não nos emendamos, e se tirais de nós vingança, gritamos que não podemos. Se nos castigais, sabemos declarar que somos réus, mas se afastais por um pouco a Vossa ira, esquecemos logo o que deploramos. Se levantardes a mão, logo prometemos a emenda, se retirais a espada, já nos esquecemos da promessa. Se nos feris, gritamos que nos perdoes, se nos perdoais logo entramos de Vos provocar. Tendes-nos aqui, Senhor, diante de Vós, confessamos os nossos pecados; se Vos não amerceais de nós, aniquilar-nos-á a Vossa justiça. Concedei-nos Pai onipotente, o que sem merecimento algum de nossa parte Vos pedimos, Vós que nos tirastes do nada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Senhor, não nos trateis segundo os nossos pecados. R. Nem nos castigueis segundo as nossas iniqüidades. Oremos: Oh! Deus, a quem o pecado ofende e a penitência propicia, olhai favoravelmente para as preces do Vosso povo e relegai para longe os vossos castigos da Vossa ira, que merecemos com os nossos pecado. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. #oração #ORAÇÃODESANTOAGOSTINHO #santoagostinho
- ORAÇÃO DE SANTO TOMÁS DE AQUINO
Dou-vos graças, Senhor santo, Pai omnipotente, Deus eterno, a Vós que, sem merecimento nenhum da minha parte, mas por efeito de vossa misericórdia, Vos dignastes saciar-me, sendo eu pecador e vosso indigno servo, com o Corpo adorável e com o Sangue precioso do vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Eu Vos peço que esta comunhão não me seja imputada como uma falta digna de castigo, mas interceda eficazmente para alcançar o meu perdão; seja a armadura da minha fé e o escudo da minha boa vontade; livre-me dos meus vícios; apague os meus maus desejos; mortifique a minha concupiscência; aumente em mim a caridade e a paciência, a humildade, a obediência e todas as virtudes; sirva-me de firme defesa contra os embustes de todos os meus inimigos, tanto visíveis como invisíveis; serene e regule perfeitamente todos os movimentos, tanto da minha carne como do meu espírito; una-me firmemente a Vós, que sois o único e verdadeiro Deus; e seja, enfim, a feliz consumação do meu destino. Dignai-vos, Senhor, eu Vos suplico, conduzir-me, a mim pecador, a esse inefável festim, onde, com o vosso Filho e o Espírito Santo, sois para os vossos santos luz verdadeira, gozo pleno e alegria eterna, cúmulo de delícias e felicidade perfeita. Pelo mesmo Jesus Cristo, Senhor Nosso. Amém. #SãoTomásdeAquino #oraçãocristã #oraçãodesãotomás #ORAÇÃODESANTOTOMÁSDEAQUINO #oração #ORAÇÃOCATÓLICA #SantoTomásdeAquino
- ORAÇÃO UNIVERSAL DO PAPA CLEMENTE XI
Senhor, creio em Vós, fazei que creia com mais firmeza; espero em Vós, fazei que espere com mais confiança; amo-vos, aumentai o meu amor; arrependo-me, alivai a minha dor. Adoro-Vos como primeiro princípio; desejo-Vos como último fim; exalto-Vos como benfeitor perpétuo; invoco-Vos como defensor propício. Dirigi-me com a vossa sabedoria; atai-me com a vossa justiça; consolai-me com a vossa clemência; protegei-me com o vosso poder. Ofereço-vos os meus pensamentos, para que se dirijam a Vós; as minhas palavras, para que falem de Vós; as minhas obras, para que sejam vossas; as minhas contrariedades, para que as aceite por Vós. Quero o que quereis, quero porque o quereis, quero como o quereis, quero enquanto o quiserdes. Senhor, peço-Vos que ilumineis a minha mente, inflameis a minha vontade, limpeis o meu coração, santifiqueis a minha alma. Que me afaste das faltas passadas; rejeite as tentações futuras; corrija as más inclinações; pratique as virtudes necessárias. Concedei-me, Deus de bondade, amor por Vós; zelo pelo próximo; desprezo pelo mundano. Que saiba obedecer aos superiores, ajudar os inferiores, acolher os amigos, perdoar os inimigos. Que vença a sensualidade com a mortificação, a avareza com a generosidade, a ira com a bondade, a tibieza com a piedade. Fazei-me prudente nos conselhos, constante nos perigos, paciente nas contrariedades, humilde na prosperidade. Que procure ter inocência interior, modéstia exterior, conversa exemplar, vida ordenada. Que lute para dominar a minha natureza, fomentar a graça, servir a vossa lei e obter a salvação. Que aprenda de Vós como é pouco o terreno, como é grande o divino, como é breve o tempo, como é duradouro o eterno. Fazei-me preparar a morte, temer o juízo, evitar o inferno e alcançar o paraíso. Por Cristo Nosso Senhor. Amen. ORAÇÃO A NOSSA SENHORA PARA ANTES DA COMUNHÃO #ORAÇÃOUNIVERSAL #PapaClementeXI
- ORAÇÃO: OFERTA DE SI MESMO (SANTO INÁCIO DE LOYOLA)
ORAÇÃO: OFERTA DE SI MESMO (SANTO INÁCIO DE LOYOLA) Tomai, Senhor, e recebei toda a minha liberdade, a minha memória, o meu entendimento e toda a minha vontade. Tudo quanto tenho e possuo, de Vós o recebi: a Vós, Senhor, o entrego e restituo, para que disponhais de tudo segundo a vossa santíssima vontade. Concedei-me só a vossa graça e o vosso amor, que isto me basta, nem outra coisa desejo de vossa misericórdia infinita. Amém. #omeuentendimentoetodaaminhavontadeTudoquantotenhoepossuo #ORAÇÃOOFERTADESIMESMO #ORAÇÃOOFERTADESIMESMOSANTOINÁCIODELOYOLA #erecebeitodaaminhaliberdade #Senhor #deVósorecebiaVós #paraquedisponhaisdetudosegundoavossasantíssimavontadeConcedeimesóavossagraçaeovossoamor #oentregoerestituo #santoInáciodeLoyola #nemoutracoisadesejodevossamisericórdiainfinita #aminhamemória #Tomai #queistomebasta
- ORAÇÃO A JESUS CRUCIFICADO
ORAÇÃO A JESUS CRUCIFICADO Eis-me aqui, Oh! bom e dulcíssimo Jesus, de joelhos prostrado em vossa divina presença, vos peço e suplico com o mais ardente fervor, que vos digneis de imprimir em meu coração ardentes sentimentos de fé, esperança e caridade e um verdadeiro arrependimento de meus pecados com vontade firmíssima de os emendar; enquanto eu, com grande afeto e dor de alma considero e medito as vossas cinco chagas, tendo diante dos olhos o que já o santo profeta David dizia de vós, Oh! bom Jesus: “Transpassaram minhas mãos e meus pés, contaram todos os meus ossos”. Amém. #acruzdejesus #5CHAGASDEJESUS #5CHAGASDEJESUSCRUCIFICADO #CINCOCHAGASDEJESUS #oraçãocristã #acruzdecristo #jesuseacrua #crucifixo #oração #diantedejesuscrucificado #oraçãodiantedacruz #ORAÇÃOAJESUSCRUCIFICADO #chagasdejesus #cincochagas #ORAÇÃOCATÓLICA #diantedacruz #oraçãoaocrucificado
- ORAÇÃO A NOSSA SENHORA PARA ANTES DA COMUNHÃO
Dulcíssima Medianeira e Advogada dos pecadores, e Mãe Digníssima de Nosso Senhor Jesus Cristo; por aquela virginal pureza e profundísisma humildade, com que, por virtude do Espírito Santo, concebestes em vossas puríssimas entranhas ao Verbo Eterno, Meu Jesus, que eu agora quero e desejo receber, humildemente vos suplico, me alcanceis de vosso Benditíssimo Filho a graça para que eu o receba e o acomode em minha alma dignamente e com aquela intenção, reverência, amor e devoção, com que tão grande Hóspede deve ser recebido; não perca eu por minha culpa o fruto de Sua Paixão, e do Precioso Sangue que, estando vós presente, por mim derramou na Cruz. Lembrai-vos, Senhora, do que ali presenciaste, e do ministério que vos concedeu; e que, quando se vestiu de vossa carne, e se fez Filho vosso, vos fez também Mãe Nossa, e mãe de pecadores, para que por vós alcancemos o que por nossas culpas desmerecemos. Ajudai-me, pois, Mãe e Advogada minha, favorecei-me, socorrei-me nesta hora, para que, limpo e purificado na alma e no corpo, seja digna morada de Meu Senhor, para glória sua, honra vossa, e salvação de minha alma. Amém. #oraçãocristã #ORAÇÃOANOSSASENHORAPARAANTESDACOMUNHÃO #oração #oraçãoanossasenhora #nossasenhoraeacomunhão #ORAÇÃOCATÓLICA #oraçãoantesdacomunhão
- ORAÇÃO DE SÃO JOÃO CRISÓSTOMO
Creio, Senhor e confesso, que em verdade Tu És Cristo, Filho de Deus vivo e que vieste ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o primeiro. Creio ainda que este é o Teu Puríssimo Corpo e que este é o Teu próprio precioso Sangue. Suplico-Te, pois, tem misericórdia de mim e perdoa-me as minhas faltas voluntárias e involuntárias, que cometi por palavras ou ações, com conhecimento ou por ignorância, e concede-me sem condenação receber Teus puríssimos Mistérios para remissão dos pecados e para a vida eterna. Da Tua Ceia Mística, aceita-me hoje como participante, Oh! Filho de Deus; pois não revelarei o Teu Mistério aos Teus inimigos, nem Te darei o beijo como Judas, mas como o ladrão me confesso: lembra-Te de mim, Senhor, no Teu Reino, Que não seja para meu juízo ou condenação, a recepção de Teus Santos Mistérios, Senhor, mas para a cura do corpo e da alma. Amém. #ORAÇÃODESÃOJOÃOCRISÓSTOMO #SãoJoãoCrisóstomo #oração #oraçõescatólicas #ORAÇÃOCATÓLICA





















