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  • Centro Dom Bosco lança curso de catequese tradicional online e gratuito

    A PROPOSTA É OUSADA: QUEREMOS CATEQUIZAR O BRASIL! Estamos vivendo uma verdadeira Cruzada da Catequese, onde cada fiel crismado possui a grave responsabilidade de lutar pela fé. Se não nos armarmos com o devido conhecimento, preparo e vida de oração, pereceremos diante da destruição que avança não a galopes, mas como um trem bala tenebroso. Assista à primeira aula do curso agora mesmo e prepare-se para esse combate entre a Cidade de Deus e a Cidade dos Homens! A aula inaugural do nosso Curso de Catequese Tradicional já está disponível, e você pode assistir agora mesmo CLICANDO AQUI. #Catequese

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  • Homilia Diária | Amar é dar tudo e a si mesmo

    Quinta-feira antes da Epifania Toda a vocação de Cristo, da humildade do nascimento à ignomínia da morte na Cruz, pode-se resumir numa palavra: amor, porque amar é dar tudo e a si mesmo, até o fim. Foi o caminho que o Verbo encarnado percorreu, e é o caminho que todos os membros de seu Corpo somos chamados a trilhar. Só o amor dá sentido e valor aos sofrimentos deste mundo, que são incontornáveis. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 4 de janeiro, e sigamos o exemplo de amor e humildade do Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo. Santo do Dia: Santa Ângela de Foligno, padroeira das viúvas e protetora da morte prematura das crianças Evangelho (Jo 1,29-34) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — A Palavra se fez carne, entre nós ela habitou; e todos os que a acolheram, de Deus filhos se tornaram. (Jo 1,14a.12a) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. 29 No dia seguinte, João viu Jesus aproximar-se dele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30 Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. 31 Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel”. 32 E João deu testemunho, dizendo: “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. 33 Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo’. 34 Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Amar é dar tudo e a si mesmo

    Quinta-feira antes da Epifania Toda a vocação de Cristo, da humildade do nascimento à ignomínia da morte na Cruz, pode-se resumir numa palavra: amor, porque amar é dar tudo e a si mesmo, até o fim. Foi o caminho que o Verbo encarnado percorreu, e é o caminho que todos os membros de seu Corpo somos chamados a trilhar. Só o amor dá sentido e valor aos sofrimentos deste mundo, que são incontornáveis. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 4 de janeiro, e sigamos o exemplo de amor e humildade do Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo. Santo do Dia: Santa Ângela de Foligno, padroeira das viúvas e protetora da morte prematura das crianças Evangelho (Jo 1,29-34) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — A Palavra se fez carne, entre nós ela habitou; e todos os que a acolheram, de Deus filhos se tornaram. (Jo 1,14a.12a) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. 29 No dia seguinte, João viu Jesus aproximar-se dele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30 Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. 31 Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel”. 32 E João deu testemunho, dizendo: “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. 33 Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo’. 34 Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Diácono denuncia grave profanação ocorrida na catedral de Curitiba causada pela Comunhão na Mão

    Na celebração da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, ocorrida no primeiro dia do ano na Catedral Nossa Senhora da Luz em Curitiba, e presidida pelo Arcebispo Dom Antônio Peruzzo, uma pessoa bem vestida e com uma cruz no peito entrou na procissão da comunhão, recebeu o Corpo de Cristo nas mãos, mas, ao invés de comungar, cometeu uma grave profanação diante do Bispo e de todos os fiéis. Assista o relato feito pelo Diácono que auxiliava na celebração. Devido à prática generalizada, a maioria dos católicos de hoje pensam que o infeliz gesto de se receber a S.S. Eucaristia nas mãos sempre foi algo normal. Na verdade, pela falta de conhecimento e pela falta de piedade, as pessoas em geral não conseguem se aperceber que tal ato (receber a Sagrada Eucaristia nas mãos) é incompatível com a dignidade desse Augusto Sacramento. A consciência de que a S.S. Eucaristia é o próprio Deus atrai os nossos joelhos para o chão em sua presença. Por isso diz o Salmo 94 “Vinde adoremos e prostremo-nos por terra e ajoelhemos ante o Deus que nos criou”; tal gesto (de se ajoelhar) é o mais adequado diante de Nosso Senhor pois põe o ser humano em seu lugar de criatura, fazendo-o reconhecer humildemente a grandeza de Deus e o respeito que Lhe é devido. Não é por acaso que os demônios gostam muito que se receba a S. Comunhão na mão e o inferno celebrou como grande vitória a introdução dessa infame prática na Igreja de Deus. O diabo sabe que quando alguém se ajoelha para receber Jesus Eucarístico, reforça sua fé e dá testemunho de que crê na presença real de Jesus no Santíssimo Sacramento. Sabe também que o valor e a reverência daquilo em que todos põe a mão acaba por ser banalizado. A inevitável pergunta que um católico honesto fará será: “se receber a comunhão na mão é algo mal que agrada tanto ao inferno e faz perder a reverência para com Jesus, porque tornou-se uma prática normal dentro da Santa Igreja?” Normalmente quem faz uma pergunta assim desconhece o modo como o demônio age, e, como para tentar alcançar seu objetivo ele precisa destruir o núcleo em torno do qual gira e se alicerça toda a Igreja que é a Santíssima Eucaristia. Ignora igualmente que existe a chamada “Maçonaria Eclesiástica” cujos membros, infiltrados na Igreja, estão a serviço do inimigo para destruir a Igreja de Deus a partir de dentro e assim perder o maior número de almas possível. São muitos os cardeais, bispos e padres que fazem parte dessa organização. Outros não fazem parte, mas colaboram com seus objetivos em troca de dinheiro, poder ou outros favores; outros ainda (seguramente a maioria) colaboram de graça e com grande empenho, uma vez que foram convencidos que os caminhos ensinados e incentivados pelos revolucionários são os melhores… Infelizmente, após a insistência de alguns bispos, o Papa Paulo VI autorizou a experiência de se receber a comunhão na mão durante um ano em três dioceses (uma na Holanda, outra na França e outra a Alemanha); após esse tempo, informado dos frutos ruins dessa prática, o Papa retirou a autorização; acontece que durante o ano que se autorizou a tal experiência naquelas três dioceses, a prática se esparramou, se alegando (falsamente) que o Papa havia autorizado, de modo que quando o Papa Paulo VI retirou sua autorização, a triste prática já havia se difundido por várias dioceses e países, especialmente na Europa. A Maçonaria Eclesiástica e seus aliados progressistas trabalharam muito para isso… Claro que o Papa tinha a autoridade para impor sua decisão de revogar para sempre aquela infeliz autorização, mas diante da pressão de numerosos bispos e cardeais ele não quis comprar a briga. O Papa lamentou muito, mas foi fraco, não usando de sua autoridade quanto foi necessário. João Paulo II compreendia muito melhor o desastre da prática de se receber a comunhão na mão. Falou contra e proibiu em Roma, mas não teve força para debelar esse mal de toda a Igreja pois já estava bem difundido. Limitou-se a garantir no novo Código de Direito Canônico por ele promulgado em 1983 o direito INALIENÁVEL dos fiéis receberem a Santíssima Eucaristia da forma mais piedosa, ou seja: de joelhos e na boca. Como dito pelos demônios em vários e diferentes exorcismos, os “lá de baixo” trabalharam muito para fazer entrar na Igreja a prática de se receber a comunhão na mão, pois além de colaborar para fazer perder a fé e o respeito à Santíssima Eucaristia, faz perder muitas partículas que se desprendem das partículas maiores, fazendo Jesus Eucaristia ser jogado por terra milhares de vezes todos os dias; por isso disse o diabo em um outro exorcismo: “nós gostamos da comunhão na mão, pois assim podemos pisar em vosso Deus”. Além do que, a comunhão dada nas mãos facilitou muito o roubo de hóstias consagradas, que são utilizadas em rituais de missas negras e outras indizíveis profanações. Se NÃO queremos colaborar com o objetivo de satanás de destruir a fé e a piedade eucarísticas, NUNCA MAIS deveríamos receber Jesus nas mãos, mas SEMPRE NA BOCA e, se possível, AJOELHADOS. Os demônios odeiam a Deus e tudo o que é Sagrado e conduza a Deus; por isso odeiam tanto a comunhão recebida na boca e de joelhos, assim como odeiam o sagrado véu, a modéstia, etc…daí a raiva incontida daqueles padres e bispos que, influenciados ou guiados pelo inimigo, esbravejam e sobem o tom com fiéis, dizendo: “levanta, levanta!!!”; “na boca, na boca!!!”; ou simplesmente, ignoram o fiel que se ajoelhou para comungar…em todos esses casos o que se vê é um ódio irracional às coisas santas de Deus, sentimento tipicamente diabólico. Receber A Santíssima Eucaristia na boca e de joelhos é um direito dos fiéis que NÃO pode ser negado por NENHUM sacerdote, bispo ou Conferência Episcopal. A Igreja (Santa Sé) que garante esse direito, consignado no CDC (Código de Direito Canônico) e em vários outros documentos normativos (p. Ex: Redemptionis Sacramentum), está acima dos padres, bispos e Conferências Episcopais. Quando um padre ou bispo nega a Sagrada Comunhão na boca e/ou de joelhos querendo impor a impiedade da comunhão na mão e para tal, invoca a sua autoridade, apenas está demonstrando sua desonestidade, intolerância e soberba, uma vez que não aceita a autoridade da Igreja que o manda dar a comunhão aos fiéis que a pedem na boca e de joelhos. Nesse caso devemos perguntar: quem é o desobediente a Igreja? Alguns para justificar o abuso de poder e a atitude arrogante dizem que a prática da comunhão na mão existe desde o início na Igreja; que a Igreja atualmente apenas restaurou uma prática antiga, etc…é preciso dizer que isso NÃO é verdade. A prática da comunhão na mão como se tem feito hoje NUNCA existiu na Igreja Primitiva. Durante os primeiros séculos, em algumas comunidades, os fiéis recebiam a Sagrada Eucaristia em um corporal colocado sobre as mãos e a levavam diretamente à boca, sem jamais tocar nelas com os dedos. Os corporais eram recolhidos e devidamente purificados. Entretanto, mesmo essa prática foi abolida pela Igreja já nos primeiros séculos por conta dos abusos que começaram a surgir, de forma que, a partir daí, o modo ordinário de se receber a Santíssima Eucaristia foi sempre NA BOCA E DE JOELHOS. Que o fiéis não tenham medo de serem firmes na exigência do seu direito de comungar na boca e de joelhos. Não cedam à pressão, nem ao autoritarismo de padres e bispos impiedosos que não obedecem a Igreja, nem respeitam os direitos dos fiéis. É preciso compreender que estamos em uma guerra espiritual onde NÃO devemos ceder espaço ao inimigo de Deus que quer destruir a verdadeira fé e levar as pessoas à descrença e consequentemente à condenação. Os que têm a graça de crer, especialmente os têm uma fé mais esclarecida, NUNCA deveriam ceder ao plano no inimigo a pretexto obter o benefício da Santíssima Eucaristia, pois importa não apenas comungar e receber as graças advindas da Sagrada Eucaristia, mas antes de tudo importa honrar a Deus e fazê-lo honrado e adorado por todos, o que justamente é ofuscado pela prática da comunhão na mão. O demônio é um ser inteligente e planeja a longo prazo. Sabia que a popularização dessa prática ajudaria a levar ao esfriamento da fé eucarística e a multiplicação dos sacrilégios e profanações tal como se pode ver em nossos dias. Em outras palavras não deveríamos, a pretexto de obtermos os benefícios da Santíssima Eucaristia, colaborar com um plano diabólico que visa destruir a fé nessa mesma Eucaristia. Entre receber a S.S Eucaristia nas mãos e não comungar, é melhor NÃO comungar. Quando negada a Sagrada Comunhão na boca, é melhor se recolher, fazer comunhão espiritual e atos de amor, adoração e reparação. Não é necessário fazer escândalo nem gritarias; Respeitando Jesus Sacramentado e o sacerdote que está agindo mal, pode-se ficar ajoelhado o tempo que for preciso, depois voltar para o lugar e rezar em reparação da impiedade ocorrida. É importante também que se invoque o Anjo da Guarda e todos os Santos Anjos presentes naquela celebração para que recolham as partículas consagradas que possam ter se perdido. Para honrar Jesus NÃO devemos recebê-lo de um modo que lhe desagrade. Se os demônios gostam da comunhão dada na mão, nós NÃO deveríamos gostar… Que Deus tenha misericórdia de seu povo e providencie bons pastores que os alimente com a verdade e com o Pão do Céu. Assista o vídeo: Um livro recém publicado em inglês por Dom Juan Rodolfo Laise, bispo emérito de San Luis, Argentina Citando documentos oficiais do Vaticano, o Bispo Laise mostra que não existe nenhuma permissão legal no Novus Ordo para a prática da Comunhão na mão. Com base nessas evidências, ele proibiu esse abuso em sua própria diocese de San Luis, Argentina, durante seu mandato episcopal de 1971 a 2001 e, posteriormente, escreveu um livro sobre o assunto para encorajar outros bispos a examinar esse importante assunto com mais cuidado. Clique aqui para ler a edição do livro La Comunión en la mano. Documentos e historia , em espanhol. Da Introdução do livro: Desde o início, sacerdotes e fiéis sob minha responsabilidade pastoral me pediram para não introduzir essa prática na diocese de San Luis. Convoquei uma reunião de padres para 8 de agosto, na qual apresentei o decreto de Roma e a instrução Memoriale Domini. Eles concordaram unanimemente que, para o bem dos fiéis, a Comunhão na língua deveria ser mantida… O resultado dessa reunião foi um decreto diocesano no qual reitero o pedido do papa e cumpri rigorosamente a lei vigente mantendo a proibição da Comunhão na mão. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE No entanto, uma pergunta permaneceu: sendo o Memoriale Domini a única legislação em vigor, como é que todos adotaram a prática da Comunhão na mão como se fosse apenas uma opção proposta e até recomendada pela Igreja? Buscando uma resposta para esta questão e para defender minha decisão – que foi bastante polêmica com alguns setores eclesiásticos que se manifestaram na mídia – estimulei uma investigação mais profunda sobre a história deste uso. E os resultados desta investigação encontram-se neste trabalho. Das Conclusões: Tudo o que foi elaborado até agora permite perceber que a história da reintrodução da comunhão na mão nada mais é do que o triunfo de um ato de desobediência. A consideração dos pormenores desta história torna-nos evidente a gravidade desta desobediência: de facto, é gravíssima sobretudo pelo próprio assunto de que trata; muito grave porque implica a resistência aberta a uma diretriz clara, explícita e solidamente fundamentada do papa; mais grave por sua extensão universal; mais grave porque quem não obedecia não eram apenas os fiéis ou sacerdotes, mas em muitos casos bispos e conferências episcopais inteiras; gravíssimo, porque não só ficaram impunes como obtiveram um êxito retumbante; mais grave, enfim, porque conseguiu que o estado de desobediência permanecesse oculto, fazendo com que se acreditasse, ao contrário, que adotavam uma proposta que MEMORIALE DOMINI Instrução sobre o modo de distribuir a Sagrada Comunhão da Sagrada Congregação para o Culto Divino Editado em 29 de maio de 1969. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Quando a Igreja celebra o memorial do Senhor, afirma pelo próprio rito a sua fé em Cristo e a sua adoração a Ele, Cristo presente no sacrifício e dado como alimento aos que participam da mesa eucarística. Por isso, é uma grande preocupação da Igreja que a Eucaristia seja celebrada e compartilhada com a maior dignidade e fecundidade. Conserva intacta a tradição já desenvolvida que chegou até nós, cujas riquezas passaram para o uso e a vida da Igreja. As páginas da história mostram que a celebração e as recepções da Eucaristia assumiram várias formas. Nos nossos dias, os ritos da celebração da Eucaristia foram modificados de muitas e importantes maneiras, tornando-os mais adequados às necessidades espirituais e psicológicas do homem moderno. Além disso, ocorreu uma mudança na disciplina que rege a participação dos leigos no sacramento. A Sagrada Comunhão sob dois tipos, pão e vinho foi reintroduzida. Já havia sido comum na Igreja latina também, mas posteriormente foi progressivamente abandonado. Este estado de coisas generalizou-se na época do Concílio de Trento, que o sancionou e defendeu por ensino dogmático como sendo adequado às condições da época.[1] Estas mudanças fizeram do banquete eucarístico e do fiel cumprimento do mandamento de Cristo um símbolo mais claro e vital. Ao mesmo tempo, nos últimos anos, uma participação mais plena na celebração eucarística através da Comunhão sacramental suscitou aqui e ali o desejo de voltar ao antigo costume de depositar o pão eucarístico na mão do comungante, ele mesmo então comunicando, colocando-o em a boca dele. De fato, em certas comunidades e em alguns lugares esta prática foi introduzida sem a aprovação prévia solicitada da Santa Sé e, às vezes, sem nenhuma tentativa de preparar adequadamente os fiéis. Certamente é verdade que o uso antigo permitia que os fiéis pegassem esse alimento divino em suas mãos e o colocassem na boca. Também é verdade que em tempos muito antigos era permitido levar consigo o Santíssimo Sacramento do local onde se celebrava o santo sacrifício. Isso era principalmente para poder dar a si mesmos o viático caso tivessem que enfrentar a morte por sua fé. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE No entanto, as prescrições da Igreja e as evidências dos Padres deixam bem claro que a maior reverência foi mostrada ao Santíssimo Sacramento e que as pessoas agiram com a maior prudência. Assim, “que ninguém . . . coma essa carne sem primeiro adorá-la”[2] Quando uma pessoa toma (o Santíssimo Sacramento), ela é avisada: “…receba-o: tenha cuidado para não perder nada.”[ 3] “Pois é o Corpo de Cristo.”[4] Além disso, o cuidado e o ministério do Corpo e Sangue de Cristo foram especialmente confiados a ministros sagrados ou a homens especialmente designados para esse fim: “Quando o presidente tiver recitado as orações e todo o povo tiver proferido uma aclamação, aqueles a quem chamamos os diáconos distribuem a todos os presentes o pão e o vinho pelos quais foram dadas graças e os levam aos ausentes»[5]. Logo a tarefa de levar a Santíssima Eucaristia aos ausentes foi confiada apenas aos ministros sagrados, para melhor garantir o respeito devido ao sacramento e atender às necessidades dos fiéis. Mais tarde, com o aprofundamento da compreensão da verdade do mistério eucarístico, do seu poder e da presença de Cristo nele, surgiu um maior sentimento de reverência para com este sacramento e sentiu-se que se exigiam uma humildade mais profunda ao recebê-lo. Assim foi estabelecido o costume de o ministro colocar uma partícula de pão consagrado na língua do comungante. Este método de distribuição da Sagrada Comunhão deve ser mantido, tendo em conta a situação atual da Igreja em todo o mundo, não apenas porque tem atrás de si muitos séculos de tradição, mas sobretudo porque expressa a reverência dos fiéis pela Eucaristia. O costume não diminui em nada a dignidade pessoal de quem se aproxima deste grande sacramento: faz parte daquela preparação necessária para a recepção mais frutuosa do Corpo do Senhor.[6] Esta reverência mostra que não se trata de uma participação no “pão e no vinho ordinário”[7], mas no Corpo e no Sangue do Senhor, mediante os quais “o povo de Deus partilha os benefícios do Sacrifício Pascal, renova a Nova Aliança que Deus fez com o homem de uma vez por todas pelo Sangue de Cristo, e na fé e na esperança prenuncia e antecipa o banquete escatológico no reino do Pai.”[8] Além disso, a prática que deve ser considerada tradicional garante, de forma mais eficaz, que a Sagrada Comunhão seja distribuída com o devido respeito, decoro e dignidade. Afasta o perigo de profanação das espécies sagradas, nas quais “de modo único, Cristo, Deus e homem, está presente íntegro, substancial e continuamente”[9]. pão consagrado que a Igreja sempre recomendou: “O que você deixou cair, pense nisso como se tivesse perdido um de seus próprios membros”[10]. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Quando, portanto, um pequeno número de conferências episcopais e alguns bispos individuais pediram que a prática de colocar as hóstias consagradas nas mãos do povo fosse permitida em seus territórios, o Santo Padre decidiu que todos os bispos da Igreja latina deveriam ser questionados se eles achavam que oportuno introduzir este rito. Uma mudança em matéria de tal momento, baseada em uma tradição antiquíssima e venerável, não afeta apenas a disciplina. Traz consigo certos perigos que podem surgir da nova maneira de administrar a Sagrada Comunhão: o perigo de uma perda de reverência pelo augusto Sacramento do Altar, de profanação, de adulteração da verdadeira doutrina. Três perguntas foram feitas aos bispos, e as respostas recebidas até 12 de março de 1969 foram as seguintes: Você acha que se deve prestar atenção ao desejo de que, além da maneira tradicional, seja admitido o rito de receber a Sagrada Comunhão na mão? Sim: 597 Não: 1.233 Sim, mas com reservas: 315 Votos inválidos: 20 É seu desejo que este novo rito seja experimentado primeiro em pequenas comunidades, com o consentimento do bispo? Sim: 751 Não: 1.215 Votos inválidos, 70 Pensas que os fiéis acolherão com alegria este novo rito, depois de uma adequada preparação catequética? Sim: 835 Não: 1.185 Votos inválidos: 128 CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Dos retornos fica claro que a grande maioria dos bispos acredita que a atual disciplina não deveria ser alterada e que, se fosse, a mudança seria ofensiva para os sentimentos e a cultura espiritual desses bispos e de muitos fiéis. Portanto, levando em conta as palavras e os conselhos daqueles a quem “o Espírito Santo colocou para governar” as Igrejas,[11] em vista da gravidade do assunto e da força dos argumentos apresentados, o Santo Padre decidiu não mudar a maneira existente de administrar a Sagrada Comunhão aos fiéis. A Sé Apostólica, portanto, exorta enfaticamente os bispos, sacerdotes e leigos a obedecerem atentamente à lei que ainda é válida e que foi novamente confirmada. Exorta-os a levar em conta o julgamento feito pela maioria dos bispos católicos, o rito agora em uso na liturgia, o bem comum da Igreja. Onde prevalece um uso contrário, o de colocar a Sagrada Comunhão na mão, a Santa Sé – desejando ajudá-los a cumprir sua tarefa, muitas vezes difícil como é hoje em dia – atribui a essas conferências a tarefa de avaliar cuidadosamente quaisquer circunstâncias especiais que possam existir ali. , cuidando para evitar qualquer risco de falta de respeito ou de falsas opiniões sobre a Santíssima Eucaristia, e para evitar quaisquer outros efeitos nocivos que daí possam advir. Nesses casos, as conferências episcopais examinem cuidadosamente os assuntos e tomem todas as decisões, por voto secreto e com maioria de dois terços, que sejam necessárias para regular os assuntos. Suas decisões devem ser enviadas a Roma para receber a confirmação necessária,[12] acompanhadas de um relato detalhado dos motivos que os levaram a tomar essas decisões. A Santa Sé examinará cuidadosamente cada caso, levando em conta os vínculos entre as diversas Igrejas locais e entre cada uma delas e a Igreja Universal, a fim de promover o bem comum e a edificação de todos, e para que o bom exemplo recíproco aumente a fé e piedade. Nota: na Acta Apostolicae Sedis (pp. 546-547) a Instrução foi acompanhada de uma amostra da carta (em francês) que é enviada às hierarquias que pedem e recebem permissão para introduzir a prática da Sagrada Comunhão na mão . A carta estabelecia as seguintes regras: CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE O novo método de administrar a Comunhão não deve ser imposto de forma a excluir o uso tradicional…. O rito da Comunhão na mão deve ser introduzido com tato. Com efeito, estando em causa as atitudes humanas, está ligada à sensibilidade de quem recebe a Comunhão. Deve, portanto, ser introduzido gradativamente, a partir de grupos mais instruídos e preparados. É necessário, antes de tudo, que uma catequese adequada prepare o caminho para que os fiéis compreendam o significado da ação e a pratiquem com o respeito devido ao sacramento. O resultado desta catequese deve ser afastar qualquer sugestão de vacilação por parte da Igreja em sua fé na presença eucarística, e também remover qualquer perigo ou mesmo sugestão de profanação. O fato de que o leigo agora é capaz de receber a Sagrada Comunhão na mão não deve sugerir a ele que se trata de pão comum, ou apenas qualquer objeto sagrado. Ao contrário, deve fortalecer o senso de sua dignidade como membro do Corpo Místico de Cristo, do qual o batismo e a graça da Eucaristia o fazem parte. Experimentará assim um aumento da fé na grande realidade do Corpo e do Sangue do Senhor que toca com as mãos. Sua atitude respeitosa deve ser proporcional ao que ele está fazendo. Quanto ao modo de administrar o sacramento, pode-se seguir o método tradicional, que enfatizava a função ministerial do sacerdote ou do diácono, fazendo-os colocar a hóstia na mão do comungante. Pode-se também adotar um método mais simples, permitindo que o próprio comungante retire a hóstia do cibório. Em ambos os casos, o comungante deve consumir a hóstia antes de retornar ao seu lugar, e o papel do ministro será enfatizado por ele dizer: “O Corpo de Cristo”, ao qual o comungante responde: “Amém”. Seja qual for o método adotado, deve-se tomar cuidado para não deixar cair nenhum fragmento da hóstia…. Quando a Comunhão é distribuída sob ambas as espécies, nunca é permitido colocar nas mãos dos comungantes hóstias que foram primeiro colocadas no Sangue do Senhor. Pede-se aos bispos aos quais foi permitido introduzir o novo rito da Comunhão que enviem um relatório à congregação, daqui a seis meses, sobre o resultado. [Traduzido de AAS 61 (1969), pp. 541-547.], Endnotes 1. Cf . Council of Trent, session 21, The Doctrine of Communion under Both Kinds: Denz . 1726-1727. 2. St. Augustine, On the Psalms , 98, 9. 3. St. Cyril of Jerusalem, Mystagogic Catechesis , V, 21. 4. Hippolytus, Apostolic Tradition , n. 37. 5. Justin, Apologia , 1, 65. 6. See St. Augustine, On the Psalms 98, 9. 7. See Justin, Apologia 1 66. 8. Instruction Eucharisticum Mysterium n. 3. 9. Ibid ., n. 9. 10. St. Cyril of Jerusalem, Mystagogic Catechesis V; 21. 11. See Acts 20:28. 12. See Vatican II Decree Christus Dominu s, n. 38, par. 4. #ComunhãonaMão

  • Diácono denuncia grave profanação ocorrida na catedral de Curitiba causada pela Comunhão na Mão

    Na celebração da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, ocorrida no primeiro dia do ano na Catedral Nossa Senhora da Luz em Curitiba, e presidida pelo Arcebispo Dom Antônio Peruzzo, uma pessoa bem vestida e com uma cruz no peito entrou na procissão da comunhão, recebeu o Corpo de Cristo nas mãos, mas, ao invés de comungar, cometeu uma grave profanação diante do Bispo e de todos os fiéis. Assista o relato feito pelo Diácono que auxiliava na celebração. Devido à prática generalizada, a maioria dos católicos de hoje pensam que o infeliz gesto de se receber a S.S. Eucaristia nas mãos sempre foi algo normal. Na verdade, pela falta de conhecimento e pela falta de piedade, as pessoas em geral não conseguem se aperceber que tal ato (receber a Sagrada Eucaristia nas mãos) é incompatível com a dignidade desse Augusto Sacramento. A consciência de que a S.S. Eucaristia é o próprio Deus atrai os nossos joelhos para o chão em sua presença. Por isso diz o Salmo 94 “Vinde adoremos e prostremo-nos por terra e ajoelhemos ante o Deus que nos criou”; tal gesto (de se ajoelhar) é o mais adequado diante de Nosso Senhor pois põe o ser humano em seu lugar de criatura, fazendo-o reconhecer humildemente a grandeza de Deus e o respeito que Lhe é devido. Não é por acaso que os demônios gostam muito que se receba a S. Comunhão na mão e o inferno celebrou como grande vitória a introdução dessa infame prática na Igreja de Deus. O diabo sabe que quando alguém se ajoelha para receber Jesus Eucarístico, reforça sua fé e dá testemunho de que crê na presença real de Jesus no Santíssimo Sacramento. Sabe também que o valor e a reverência daquilo em que todos põe a mão acaba por ser banalizado. A inevitável pergunta que um católico honesto fará será: “se receber a comunhão na mão é algo mal que agrada tanto ao inferno e faz perder a reverência para com Jesus, porque tornou-se uma prática normal dentro da Santa Igreja?” Normalmente quem faz uma pergunta assim desconhece o modo como o demônio age, e, como para tentar alcançar seu objetivo ele precisa destruir o núcleo em torno do qual gira e se alicerça toda a Igreja que é a Santíssima Eucaristia. Ignora igualmente que existe a chamada “Maçonaria Eclesiástica” cujos membros, infiltrados na Igreja, estão a serviço do inimigo para destruir a Igreja de Deus a partir de dentro e assim perder o maior número de almas possível. São muitos os cardeais, bispos e padres que fazem parte dessa organização. Outros não fazem parte, mas colaboram com seus objetivos em troca de dinheiro, poder ou outros favores; outros ainda (seguramente a maioria) colaboram de graça e com grande empenho, uma vez que foram convencidos que os caminhos ensinados e incentivados pelos revolucionários são os melhores… Infelizmente, após a insistência de alguns bispos, o Papa Paulo VI autorizou a experiência de se receber a comunhão na mão durante um ano em três dioceses (uma na Holanda, outra na França e outra a Alemanha); após esse tempo, informado dos frutos ruins dessa prática, o Papa retirou a autorização; acontece que durante o ano que se autorizou a tal experiência naquelas três dioceses, a prática se esparramou, se alegando (falsamente) que o Papa havia autorizado, de modo que quando o Papa Paulo VI retirou sua autorização, a triste prática já havia se difundido por várias dioceses e países, especialmente na Europa. A Maçonaria Eclesiástica e seus aliados progressistas trabalharam muito para isso… Claro que o Papa tinha a autoridade para impor sua decisão de revogar para sempre aquela infeliz autorização, mas diante da pressão de numerosos bispos e cardeais ele não quis comprar a briga. O Papa lamentou muito, mas foi fraco, não usando de sua autoridade quanto foi necessário. João Paulo II compreendia muito melhor o desastre da prática de se receber a comunhão na mão. Falou contra e proibiu em Roma, mas não teve força para debelar esse mal de toda a Igreja pois já estava bem difundido. Limitou-se a garantir no novo Código de Direito Canônico por ele promulgado em 1983 o direito INALIENÁVEL dos fiéis receberem a Santíssima Eucaristia da forma mais piedosa, ou seja: de joelhos e na boca. Como dito pelos demônios em vários e diferentes exorcismos, os “lá de baixo” trabalharam muito para fazer entrar na Igreja a prática de se receber a comunhão na mão, pois além de colaborar para fazer perder a fé e o respeito à Santíssima Eucaristia, faz perder muitas partículas que se desprendem das partículas maiores, fazendo Jesus Eucaristia ser jogado por terra milhares de vezes todos os dias; por isso disse o diabo em um outro exorcismo: “nós gostamos da comunhão na mão, pois assim podemos pisar em vosso Deus”. Além do que, a comunhão dada nas mãos facilitou muito o roubo de hóstias consagradas, que são utilizadas em rituais de missas negras e outras indizíveis profanações. Se NÃO queremos colaborar com o objetivo de satanás de destruir a fé e a piedade eucarísticas, NUNCA MAIS deveríamos receber Jesus nas mãos, mas SEMPRE NA BOCA e, se possível, AJOELHADOS. Os demônios odeiam a Deus e tudo o que é Sagrado e conduza a Deus; por isso odeiam tanto a comunhão recebida na boca e de joelhos, assim como odeiam o sagrado véu, a modéstia, etc…daí a raiva incontida daqueles padres e bispos que, influenciados ou guiados pelo inimigo, esbravejam e sobem o tom com fiéis, dizendo: “levanta, levanta!!!”; “na boca, na boca!!!”; ou simplesmente, ignoram o fiel que se ajoelhou para comungar…em todos esses casos o que se vê é um ódio irracional às coisas santas de Deus, sentimento tipicamente diabólico. Receber A Santíssima Eucaristia na boca e de joelhos é um direito dos fiéis que NÃO pode ser negado por NENHUM sacerdote, bispo ou Conferência Episcopal. A Igreja (Santa Sé) que garante esse direito, consignado no CDC (Código de Direito Canônico) e em vários outros documentos normativos (p. Ex: Redemptionis Sacramentum), está acima dos padres, bispos e Conferências Episcopais. Quando um padre ou bispo nega a Sagrada Comunhão na boca e/ou de joelhos querendo impor a impiedade da comunhão na mão e para tal, invoca a sua autoridade, apenas está demonstrando sua desonestidade, intolerância e soberba, uma vez que não aceita a autoridade da Igreja que o manda dar a comunhão aos fiéis que a pedem na boca e de joelhos. Nesse caso devemos perguntar: quem é o desobediente a Igreja? Alguns para justificar o abuso de poder e a atitude arrogante dizem que a prática da comunhão na mão existe desde o início na Igreja; que a Igreja atualmente apenas restaurou uma prática antiga, etc…é preciso dizer que isso NÃO é verdade. A prática da comunhão na mão como se tem feito hoje NUNCA existiu na Igreja Primitiva. Durante os primeiros séculos, em algumas comunidades, os fiéis recebiam a Sagrada Eucaristia em um corporal colocado sobre as mãos e a levavam diretamente à boca, sem jamais tocar nelas com os dedos. Os corporais eram recolhidos e devidamente purificados. Entretanto, mesmo essa prática foi abolida pela Igreja já nos primeiros séculos por conta dos abusos que começaram a surgir, de forma que, a partir daí, o modo ordinário de se receber a Santíssima Eucaristia foi sempre NA BOCA E DE JOELHOS. Que o fiéis não tenham medo de serem firmes na exigência do seu direito de comungar na boca e de joelhos. Não cedam à pressão, nem ao autoritarismo de padres e bispos impiedosos que não obedecem a Igreja, nem respeitam os direitos dos fiéis. É preciso compreender que estamos em uma guerra espiritual onde NÃO devemos ceder espaço ao inimigo de Deus que quer destruir a verdadeira fé e levar as pessoas à descrença e consequentemente à condenação. Os que têm a graça de crer, especialmente os têm uma fé mais esclarecida, NUNCA deveriam ceder ao plano no inimigo a pretexto obter o benefício da Santíssima Eucaristia, pois importa não apenas comungar e receber as graças advindas da Sagrada Eucaristia, mas antes de tudo importa honrar a Deus e fazê-lo honrado e adorado por todos, o que justamente é ofuscado pela prática da comunhão na mão. O demônio é um ser inteligente e planeja a longo prazo. Sabia que a popularização dessa prática ajudaria a levar ao esfriamento da fé eucarística e a multiplicação dos sacrilégios e profanações tal como se pode ver em nossos dias. Em outras palavras não deveríamos, a pretexto de obtermos os benefícios da Santíssima Eucaristia, colaborar com um plano diabólico que visa destruir a fé nessa mesma Eucaristia. Entre receber a S.S Eucaristia nas mãos e não comungar, é melhor NÃO comungar. Quando negada a Sagrada Comunhão na boca, é melhor se recolher, fazer comunhão espiritual e atos de amor, adoração e reparação. Não é necessário fazer escândalo nem gritarias; Respeitando Jesus Sacramentado e o sacerdote que está agindo mal, pode-se ficar ajoelhado o tempo que for preciso, depois voltar para o lugar e rezar em reparação da impiedade ocorrida. É importante também que se invoque o Anjo da Guarda e todos os Santos Anjos presentes naquela celebração para que recolham as partículas consagradas que possam ter se perdido. Para honrar Jesus NÃO devemos recebê-lo de um modo que lhe desagrade. Se os demônios gostam da comunhão dada na mão, nós NÃO deveríamos gostar… Que Deus tenha misericórdia de seu povo e providencie bons pastores que os alimente com a verdade e com o Pão do Céu. Assista o vídeo: Um livro recém publicado em inglês por Dom Juan Rodolfo Laise, bispo emérito de San Luis, Argentina Citando documentos oficiais do Vaticano, o Bispo Laise mostra que não existe nenhuma permissão legal no Novus Ordo para a prática da Comunhão na mão. Com base nessas evidências, ele proibiu esse abuso em sua própria diocese de San Luis, Argentina, durante seu mandato episcopal de 1971 a 2001 e, posteriormente, escreveu um livro sobre o assunto para encorajar outros bispos a examinar esse importante assunto com mais cuidado. Clique aqui para ler a edição do livro La Comunión en la mano. Documentos e historia , em espanhol. Da Introdução do livro: Desde o início, sacerdotes e fiéis sob minha responsabilidade pastoral me pediram para não introduzir essa prática na diocese de San Luis. Convoquei uma reunião de padres para 8 de agosto, na qual apresentei o decreto de Roma e a instrução Memoriale Domini. Eles concordaram unanimemente que, para o bem dos fiéis, a Comunhão na língua deveria ser mantida… O resultado dessa reunião foi um decreto diocesano no qual reitero o pedido do papa e cumpri rigorosamente a lei vigente mantendo a proibição da Comunhão na mão. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE No entanto, uma pergunta permaneceu: sendo o Memoriale Domini a única legislação em vigor, como é que todos adotaram a prática da Comunhão na mão como se fosse apenas uma opção proposta e até recomendada pela Igreja? Buscando uma resposta para esta questão e para defender minha decisão – que foi bastante polêmica com alguns setores eclesiásticos que se manifestaram na mídia – estimulei uma investigação mais profunda sobre a história deste uso. E os resultados desta investigação encontram-se neste trabalho. Das Conclusões: Tudo o que foi elaborado até agora permite perceber que a história da reintrodução da comunhão na mão nada mais é do que o triunfo de um ato de desobediência. A consideração dos pormenores desta história torna-nos evidente a gravidade desta desobediência: de facto, é gravíssima sobretudo pelo próprio assunto de que trata; muito grave porque implica a resistência aberta a uma diretriz clara, explícita e solidamente fundamentada do papa; mais grave por sua extensão universal; mais grave porque quem não obedecia não eram apenas os fiéis ou sacerdotes, mas em muitos casos bispos e conferências episcopais inteiras; gravíssimo, porque não só ficaram impunes como obtiveram um êxito retumbante; mais grave, enfim, porque conseguiu que o estado de desobediência permanecesse oculto, fazendo com que se acreditasse, ao contrário, que adotavam uma proposta que MEMORIALE DOMINI Instrução sobre o modo de distribuir a Sagrada Comunhão da Sagrada Congregação para o Culto Divino Editado em 29 de maio de 1969. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Quando a Igreja celebra o memorial do Senhor, afirma pelo próprio rito a sua fé em Cristo e a sua adoração a Ele, Cristo presente no sacrifício e dado como alimento aos que participam da mesa eucarística. Por isso, é uma grande preocupação da Igreja que a Eucaristia seja celebrada e compartilhada com a maior dignidade e fecundidade. Conserva intacta a tradição já desenvolvida que chegou até nós, cujas riquezas passaram para o uso e a vida da Igreja. As páginas da história mostram que a celebração e as recepções da Eucaristia assumiram várias formas. Nos nossos dias, os ritos da celebração da Eucaristia foram modificados de muitas e importantes maneiras, tornando-os mais adequados às necessidades espirituais e psicológicas do homem moderno. Além disso, ocorreu uma mudança na disciplina que rege a participação dos leigos no sacramento. A Sagrada Comunhão sob dois tipos, pão e vinho foi reintroduzida. Já havia sido comum na Igreja latina também, mas posteriormente foi progressivamente abandonado. Este estado de coisas generalizou-se na época do Concílio de Trento, que o sancionou e defendeu por ensino dogmático como sendo adequado às condições da época.[1] Estas mudanças fizeram do banquete eucarístico e do fiel cumprimento do mandamento de Cristo um símbolo mais claro e vital. Ao mesmo tempo, nos últimos anos, uma participação mais plena na celebração eucarística através da Comunhão sacramental suscitou aqui e ali o desejo de voltar ao antigo costume de depositar o pão eucarístico na mão do comungante, ele mesmo então comunicando, colocando-o em a boca dele. De fato, em certas comunidades e em alguns lugares esta prática foi introduzida sem a aprovação prévia solicitada da Santa Sé e, às vezes, sem nenhuma tentativa de preparar adequadamente os fiéis. Certamente é verdade que o uso antigo permitia que os fiéis pegassem esse alimento divino em suas mãos e o colocassem na boca. Também é verdade que em tempos muito antigos era permitido levar consigo o Santíssimo Sacramento do local onde se celebrava o santo sacrifício. Isso era principalmente para poder dar a si mesmos o viático caso tivessem que enfrentar a morte por sua fé. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE No entanto, as prescrições da Igreja e as evidências dos Padres deixam bem claro que a maior reverência foi mostrada ao Santíssimo Sacramento e que as pessoas agiram com a maior prudência. Assim, “que ninguém . . . coma essa carne sem primeiro adorá-la”[2] Quando uma pessoa toma (o Santíssimo Sacramento), ela é avisada: “…receba-o: tenha cuidado para não perder nada.”[ 3] “Pois é o Corpo de Cristo.”[4] Além disso, o cuidado e o ministério do Corpo e Sangue de Cristo foram especialmente confiados a ministros sagrados ou a homens especialmente designados para esse fim: “Quando o presidente tiver recitado as orações e todo o povo tiver proferido uma aclamação, aqueles a quem chamamos os diáconos distribuem a todos os presentes o pão e o vinho pelos quais foram dadas graças e os levam aos ausentes»[5]. Logo a tarefa de levar a Santíssima Eucaristia aos ausentes foi confiada apenas aos ministros sagrados, para melhor garantir o respeito devido ao sacramento e atender às necessidades dos fiéis. Mais tarde, com o aprofundamento da compreensão da verdade do mistério eucarístico, do seu poder e da presença de Cristo nele, surgiu um maior sentimento de reverência para com este sacramento e sentiu-se que se exigiam uma humildade mais profunda ao recebê-lo. Assim foi estabelecido o costume de o ministro colocar uma partícula de pão consagrado na língua do comungante. Este método de distribuição da Sagrada Comunhão deve ser mantido, tendo em conta a situação atual da Igreja em todo o mundo, não apenas porque tem atrás de si muitos séculos de tradição, mas sobretudo porque expressa a reverência dos fiéis pela Eucaristia. O costume não diminui em nada a dignidade pessoal de quem se aproxima deste grande sacramento: faz parte daquela preparação necessária para a recepção mais frutuosa do Corpo do Senhor.[6] Esta reverência mostra que não se trata de uma participação no “pão e no vinho ordinário”[7], mas no Corpo e no Sangue do Senhor, mediante os quais “o povo de Deus partilha os benefícios do Sacrifício Pascal, renova a Nova Aliança que Deus fez com o homem de uma vez por todas pelo Sangue de Cristo, e na fé e na esperança prenuncia e antecipa o banquete escatológico no reino do Pai.”[8] Além disso, a prática que deve ser considerada tradicional garante, de forma mais eficaz, que a Sagrada Comunhão seja distribuída com o devido respeito, decoro e dignidade. Afasta o perigo de profanação das espécies sagradas, nas quais “de modo único, Cristo, Deus e homem, está presente íntegro, substancial e continuamente”[9]. pão consagrado que a Igreja sempre recomendou: “O que você deixou cair, pense nisso como se tivesse perdido um de seus próprios membros”[10]. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Quando, portanto, um pequeno número de conferências episcopais e alguns bispos individuais pediram que a prática de colocar as hóstias consagradas nas mãos do povo fosse permitida em seus territórios, o Santo Padre decidiu que todos os bispos da Igreja latina deveriam ser questionados se eles achavam que oportuno introduzir este rito. Uma mudança em matéria de tal momento, baseada em uma tradição antiquíssima e venerável, não afeta apenas a disciplina. Traz consigo certos perigos que podem surgir da nova maneira de administrar a Sagrada Comunhão: o perigo de uma perda de reverência pelo augusto Sacramento do Altar, de profanação, de adulteração da verdadeira doutrina. Três perguntas foram feitas aos bispos, e as respostas recebidas até 12 de março de 1969 foram as seguintes: Você acha que se deve prestar atenção ao desejo de que, além da maneira tradicional, seja admitido o rito de receber a Sagrada Comunhão na mão? Sim: 597 Não: 1.233 Sim, mas com reservas: 315 Votos inválidos: 20 É seu desejo que este novo rito seja experimentado primeiro em pequenas comunidades, com o consentimento do bispo? Sim: 751 Não: 1.215 Votos inválidos, 70 Pensas que os fiéis acolherão com alegria este novo rito, depois de uma adequada preparação catequética? Sim: 835 Não: 1.185 Votos inválidos: 128 CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Dos retornos fica claro que a grande maioria dos bispos acredita que a atual disciplina não deveria ser alterada e que, se fosse, a mudança seria ofensiva para os sentimentos e a cultura espiritual desses bispos e de muitos fiéis. Portanto, levando em conta as palavras e os conselhos daqueles a quem “o Espírito Santo colocou para governar” as Igrejas,[11] em vista da gravidade do assunto e da força dos argumentos apresentados, o Santo Padre decidiu não mudar a maneira existente de administrar a Sagrada Comunhão aos fiéis. A Sé Apostólica, portanto, exorta enfaticamente os bispos, sacerdotes e leigos a obedecerem atentamente à lei que ainda é válida e que foi novamente confirmada. Exorta-os a levar em conta o julgamento feito pela maioria dos bispos católicos, o rito agora em uso na liturgia, o bem comum da Igreja. Onde prevalece um uso contrário, o de colocar a Sagrada Comunhão na mão, a Santa Sé – desejando ajudá-los a cumprir sua tarefa, muitas vezes difícil como é hoje em dia – atribui a essas conferências a tarefa de avaliar cuidadosamente quaisquer circunstâncias especiais que possam existir ali. , cuidando para evitar qualquer risco de falta de respeito ou de falsas opiniões sobre a Santíssima Eucaristia, e para evitar quaisquer outros efeitos nocivos que daí possam advir. Nesses casos, as conferências episcopais examinem cuidadosamente os assuntos e tomem todas as decisões, por voto secreto e com maioria de dois terços, que sejam necessárias para regular os assuntos. Suas decisões devem ser enviadas a Roma para receber a confirmação necessária,[12] acompanhadas de um relato detalhado dos motivos que os levaram a tomar essas decisões. A Santa Sé examinará cuidadosamente cada caso, levando em conta os vínculos entre as diversas Igrejas locais e entre cada uma delas e a Igreja Universal, a fim de promover o bem comum e a edificação de todos, e para que o bom exemplo recíproco aumente a fé e piedade. Nota: na Acta Apostolicae Sedis (pp. 546-547) a Instrução foi acompanhada de uma amostra da carta (em francês) que é enviada às hierarquias que pedem e recebem permissão para introduzir a prática da Sagrada Comunhão na mão . A carta estabelecia as seguintes regras: CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE O novo método de administrar a Comunhão não deve ser imposto de forma a excluir o uso tradicional…. O rito da Comunhão na mão deve ser introduzido com tato. Com efeito, estando em causa as atitudes humanas, está ligada à sensibilidade de quem recebe a Comunhão. Deve, portanto, ser introduzido gradativamente, a partir de grupos mais instruídos e preparados. É necessário, antes de tudo, que uma catequese adequada prepare o caminho para que os fiéis compreendam o significado da ação e a pratiquem com o respeito devido ao sacramento. O resultado desta catequese deve ser afastar qualquer sugestão de vacilação por parte da Igreja em sua fé na presença eucarística, e também remover qualquer perigo ou mesmo sugestão de profanação. O fato de que o leigo agora é capaz de receber a Sagrada Comunhão na mão não deve sugerir a ele que se trata de pão comum, ou apenas qualquer objeto sagrado. Ao contrário, deve fortalecer o senso de sua dignidade como membro do Corpo Místico de Cristo, do qual o batismo e a graça da Eucaristia o fazem parte. Experimentará assim um aumento da fé na grande realidade do Corpo e do Sangue do Senhor que toca com as mãos. Sua atitude respeitosa deve ser proporcional ao que ele está fazendo. Quanto ao modo de administrar o sacramento, pode-se seguir o método tradicional, que enfatizava a função ministerial do sacerdote ou do diácono, fazendo-os colocar a hóstia na mão do comungante. Pode-se também adotar um método mais simples, permitindo que o próprio comungante retire a hóstia do cibório. Em ambos os casos, o comungante deve consumir a hóstia antes de retornar ao seu lugar, e o papel do ministro será enfatizado por ele dizer: “O Corpo de Cristo”, ao qual o comungante responde: “Amém”. Seja qual for o método adotado, deve-se tomar cuidado para não deixar cair nenhum fragmento da hóstia…. Quando a Comunhão é distribuída sob ambas as espécies, nunca é permitido colocar nas mãos dos comungantes hóstias que foram primeiro colocadas no Sangue do Senhor. Pede-se aos bispos aos quais foi permitido introduzir o novo rito da Comunhão que enviem um relatório à congregação, daqui a seis meses, sobre o resultado. [Traduzido de AAS 61 (1969), pp. 541-547.], Endnotes 1. Cf . Council of Trent, session 21, The Doctrine of Communion under Both Kinds: Denz . 1726-1727. 2. St. Augustine, On the Psalms , 98, 9. 3. St. Cyril of Jerusalem, Mystagogic Catechesis , V, 21. 4. Hippolytus, Apostolic Tradition , n. 37. 5. Justin, Apologia , 1, 65. 6. See St. Augustine, On the Psalms 98, 9. 7. See Justin, Apologia 1 66. 8. Instruction Eucharisticum Mysterium n. 3. 9. Ibid ., n. 9. 10. St. Cyril of Jerusalem, Mystagogic Catechesis V; 21. 11. See Acts 20:28. 12. See Vatican II Decree Christus Dominu s, n. 38, par. 4. #ComunhãonaMão

  • Festa do Santíssimo Nome de Jesus – 03 de Janeiro

    Neste dia 3 de janeiro, a Igreja celebra do Dia do Santíssimo Nome de Jesus. “Este é aquele santíssimo nome desejado pelos patriarcas, esperado com ansiedade, suplicado com gemidos, invocado com suspiros, requerido com lágrimas, dado ao chegar a plenitude da graça”, dizia São Bernardino de Sena. A palavra Jesus é a forma latina do grego “Iesous”, que por sua vez é a transliteração do hebraico “Jeshua” ou “Joshua” ou também “Jehoshua”, que significa “Yahveh é salvação”. O Santíssimo Nome de Jesus começou a ser venerado nas celebrações litúrgicas do século XIV. São Bernardino de Sena e seus discípulos propagaram o culto ao Nome de Jesus. Em 1530, o Papa Clemente VI concedeu pela primeira vez à Ordem Franciscana a celebração do Ofício do Santíssimo Nome de Jesus. São Bernardino costumava carregar uma pequena imagem que mostrava a Eucaristia com raios saindo dela e, no meio, via-se o monograma “IHS”, abreviação do Nome de Jesus em grego ( ιησουσ ). Mais tarde, a tradição devocional acrescentou um significado às siglas: “I”, Iesus (Jesus); “H”, Hominum (dos homens); “S”, Salvator (Salvador). Juntos, querem dizer Jesus, Salvador dos Homens. Santo Inácio de Loyola e os jesuítas fizeram deste monograma o emblema da Companhia de Jesus. O Nome de Jesus, invocado com confiança: Oferece ajuda nas necessidades corporais, segundo a promessa de Cristo: “Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados” (Mc 16,17-18). No Nome de Jesus, os Apóstolos deram força aos aleijados (At 3,6; 9,34) e vida aos mortos (At 9,40). Dá confiança nas provações espirituais. O Nome de Jesus recorda ao pecador o “pai do filho pródigo” e o bom samaritano; ao justo, recorda o sofrimento e a morte do inocente Cordeiro de Deus. Protege-nos de Satanás e de suas artimanhas, pois o diabo teme ao Nome de Jesus, quem o venceu na Cruz. No Nome de Jesus, obtemos toda bênção e graça no tempo e na eternidade, pois Cristo disse: “O que pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo dará” (Jo 16,23). Portanto, a Igreja termina todas as suas orações com as palavras: “Por Jesus Cristo, nosso Senhor”, etc. Assim, cumpre-se a palavra de São Paulo: “Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos” (Fl 2,10). Ladainha do Santíssimo Nome de Jesus SENHOR, tende piedade de nós. JESUS CRISTO, tende piedade de nós. SENHOR, tende piedade de nós. JESUS CRISTO, ouvi-nos. JESUS CRISTO, atendei-nos. PAI CELESTE, que sois DEUS, tende piedade de nós. FILHO, Redentor do mundo, que sois DEUS, … SANTÍSSIMA TRINDADE, que Sois um só DEUS, JESUS, filho de DEUS vivo, JESUS, pureza da luz eterna, JESUS, rei da glória, JESUS, sol de justiça, JESUS, filho da Virgem Maria, JESUS amável, JESUS, admirável, JESUS, DEUS forte, JESUS, pai do futuro século, JESUS, anjo do grande conselho, JESUS, poderosíssimo, JESUS, pacienciosíssimo, JESUS, obedientíssimo, JESUS, manso e humilde de coração, JESUS, amante da castidade, JESUS, amador nosso, JESUS, DEUS da Paz, JESUS, autor da vida, JESUS, exemplar das virtudes, JESUS, zelador das almas, JESUS, nosso refúgio, JESUS, pai dos pobres, JESUS, tesouro dos fiéis, JESUS, boníssimo pastor, JESUS, luz verdadeira, JESUS, sabedoria eterna, JESUS, bondade infinita, JESUS, nosso caminho e nossa vida, JESUS, alegria dos anjos, JESUS, rei dos patriarcas, JESUS, mestre dos apóstolos, JESUS, doutor dos evangelistas, JESUS, fortaleza dos mártires, JESUS, luz dos confessores, JESUS, pureza das virgens, JESUS, coroa de todos os santos. Sede-nos propício, perdoai-nos, JESUS. Sede-nos propício, ouvi-nos, JESUS. De todo o mal, livrai-nos, JESUS. De todo o pecado, livrai-nos, JESUS. De Vossa ira, Das ciladas do demônio, Do espírito da impureza, Da morte eterna, Do desprezo das Vossas inspirações, Pelo mistério da Vossa Santa Encarnação, Pela Vossa natividade, Pela Vossa infância, Pela Vossa santíssima vida, Pelos Vossos trabalhos, Pela Vossa agonia e paixão, Pela Vossa cruz e desamparo, Pelas Vossas angústias, Pela Vossa morte e sepultura, Pela Vossa ressurreição, Pela Vossa ascensão, Pela Vossa instituição da Santíssima Eucaristia, Pelas Vossas alegrias, Pela Vossa glória, Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Jesus. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Jesus. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Jesus. Jesus, ouvi-nos. Jesus, atendei-nos. OREMOS: Senhor Jesus Cristo, que dissestes: “Pedi e recebereis, buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á”, nós Vos suplicamos que concedei a nós, que Vos pedimos, os sentimentos afetivos de Vosso divino amor, a fim de que nós Vos amemos de todo o coração e que esse amor transcenda por nossas ações. Permiti que tenhamos sempre, Senhor, um igual temor e amor pelo Vosso Santo Nome, pois não deixais de governar aqueles que estabeleceis na firmeza do Vosso amor. Vós que viveis e renais para todo o sempre. Amém. Via ACI Digital

  • Festa do Santíssimo Nome de Jesus – 03 de Janeiro

    Neste dia 3 de janeiro, a Igreja celebra do Dia do Santíssimo Nome de Jesus. “Este é aquele santíssimo nome desejado pelos patriarcas, esperado com ansiedade, suplicado com gemidos, invocado com suspiros, requerido com lágrimas, dado ao chegar a plenitude da graça”, dizia São Bernardino de Sena. A palavra Jesus é a forma latina do grego “Iesous”, que por sua vez é a transliteração do hebraico “Jeshua” ou “Joshua” ou também “Jehoshua”, que significa “Yahveh é salvação”. O Santíssimo Nome de Jesus começou a ser venerado nas celebrações litúrgicas do século XIV. São Bernardino de Sena e seus discípulos propagaram o culto ao Nome de Jesus. Em 1530, o Papa Clemente VI concedeu pela primeira vez à Ordem Franciscana a celebração do Ofício do Santíssimo Nome de Jesus. São Bernardino costumava carregar uma pequena imagem que mostrava a Eucaristia com raios saindo dela e, no meio, via-se o monograma “IHS”, abreviação do Nome de Jesus em grego ( ιησουσ ). Mais tarde, a tradição devocional acrescentou um significado às siglas: “I”, Iesus (Jesus); “H”, Hominum (dos homens); “S”, Salvator (Salvador). Juntos, querem dizer Jesus, Salvador dos Homens. Santo Inácio de Loyola e os jesuítas fizeram deste monograma o emblema da Companhia de Jesus. O Nome de Jesus, invocado com confiança: Oferece ajuda nas necessidades corporais, segundo a promessa de Cristo: “Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados” (Mc 16,17-18). No Nome de Jesus, os Apóstolos deram força aos aleijados (At 3,6; 9,34) e vida aos mortos (At 9,40). Dá confiança nas provações espirituais. O Nome de Jesus recorda ao pecador o “pai do filho pródigo” e o bom samaritano; ao justo, recorda o sofrimento e a morte do inocente Cordeiro de Deus. Protege-nos de Satanás e de suas artimanhas, pois o diabo teme ao Nome de Jesus, quem o venceu na Cruz. No Nome de Jesus, obtemos toda bênção e graça no tempo e na eternidade, pois Cristo disse: “O que pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo dará” (Jo 16,23). Portanto, a Igreja termina todas as suas orações com as palavras: “Por Jesus Cristo, nosso Senhor”, etc. Assim, cumpre-se a palavra de São Paulo: “Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos” (Fl 2,10). Ladainha do Santíssimo Nome de Jesus SENHOR, tende piedade de nós. JESUS CRISTO, tende piedade de nós. SENHOR, tende piedade de nós. JESUS CRISTO, ouvi-nos. JESUS CRISTO, atendei-nos. PAI CELESTE, que sois DEUS, tende piedade de nós. FILHO, Redentor do mundo, que sois DEUS, … SANTÍSSIMA TRINDADE, que Sois um só DEUS, JESUS, filho de DEUS vivo, JESUS, pureza da luz eterna, JESUS, rei da glória, JESUS, sol de justiça, JESUS, filho da Virgem Maria, JESUS amável, JESUS, admirável, JESUS, DEUS forte, JESUS, pai do futuro século, JESUS, anjo do grande conselho, JESUS, poderosíssimo, JESUS, pacienciosíssimo, JESUS, obedientíssimo, JESUS, manso e humilde de coração, JESUS, amante da castidade, JESUS, amador nosso, JESUS, DEUS da Paz, JESUS, autor da vida, JESUS, exemplar das virtudes, JESUS, zelador das almas, JESUS, nosso refúgio, JESUS, pai dos pobres, JESUS, tesouro dos fiéis, JESUS, boníssimo pastor, JESUS, luz verdadeira, JESUS, sabedoria eterna, JESUS, bondade infinita, JESUS, nosso caminho e nossa vida, JESUS, alegria dos anjos, JESUS, rei dos patriarcas, JESUS, mestre dos apóstolos, JESUS, doutor dos evangelistas, JESUS, fortaleza dos mártires, JESUS, luz dos confessores, JESUS, pureza das virgens, JESUS, coroa de todos os santos. Sede-nos propício, perdoai-nos, JESUS. Sede-nos propício, ouvi-nos, JESUS. De todo o mal, livrai-nos, JESUS. De todo o pecado, livrai-nos, JESUS. De Vossa ira, Das ciladas do demônio, Do espírito da impureza, Da morte eterna, Do desprezo das Vossas inspirações, Pelo mistério da Vossa Santa Encarnação, Pela Vossa natividade, Pela Vossa infância, Pela Vossa santíssima vida, Pelos Vossos trabalhos, Pela Vossa agonia e paixão, Pela Vossa cruz e desamparo, Pelas Vossas angústias, Pela Vossa morte e sepultura, Pela Vossa ressurreição, Pela Vossa ascensão, Pela Vossa instituição da Santíssima Eucaristia, Pelas Vossas alegrias, Pela Vossa glória, Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Jesus. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Jesus. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Jesus. Jesus, ouvi-nos. Jesus, atendei-nos. OREMOS: Senhor Jesus Cristo, que dissestes: “Pedi e recebereis, buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á”, nós Vos suplicamos que concedei a nós, que Vos pedimos, os sentimentos afetivos de Vosso divino amor, a fim de que nós Vos amemos de todo o coração e que esse amor transcenda por nossas ações. Permiti que tenhamos sempre, Senhor, um igual temor e amor pelo Vosso Santo Nome, pois não deixais de governar aqueles que estabeleceis na firmeza do Vosso amor. Vós que viveis e renais para todo o sempre. Amém. Via ACI Digital

  • BÊNÇÃO DO GIZ PARA ABENÇOAR A CASA POR OCASIÃO DA EPIFANIA DO SENHOR

    Neste próximo final de semana, dia da Solenidade da Epifania do Senhor, há um costume católico antigo de marcar com giz a porta de entrada das casas dos fiéis. Trata-se de consagrar a casa ao Senhor Jesus. Este ano fica assim: 20☩C☩M☩B☩24. O “20” inicial representa o milênio e o século, as letras C, M e B são as iniciais dos reis magos Caspar, Melchior e Baltazar e o “24” no final representa a década e o ano (2024, no caso). As inscrições são mantidas na porta até o dia de Pentecostes. Assista o vídeo explicativo e procure o padre da sua paróquia. Assista ao vídeo: Bênção da casa na Epifania É um costume antiquíssimo que as casas – religiosas ou de famílias – sejam abençoadas por ocasião da Solenidade da Epifania. Há até uma bênção própria para a Epifania, que consta no Rituale Romanum pré-conciliar. No atual Rituale, usa-se a bênção comum das casas mesmo, mas é possível acrescentar as cerimônias antigas. Em 2014, pelo calendário moderno, a Epifania cai em 5 de janeiro. Vejamos o que diz a Carta Circular do Secretariado para a Liturgia da Ordem Cisterciense para os Mosteiros da Ordem, em 2006/2007 : 1. A SOLENIDADE DA MANIFESTAÇÃO DO SENHOR (EPIFANIA) NO DIA 6 DE JANEIRO O Tempo do Natal poderia ser comparado a uma elipse cujos pontos centrais são a solenidade do Natal, a 25 de dezembro, e a solenidade da Epifania, a 6 de janeiro. Devido a nossa vida moderna e ao mundo do trabalho, a solenidade da Epifania, em muitos países e regiões, não é mais celebrada no dia 6 de janeiro, mas transferida para o domingo que ocorre entre 2 e 8 de janeiro. Em nossa Ordem, esta solenidade foi mantida, em princípio, na data tradicional, deixando-se a cada mosteiro, conforme seu país, a possibilidade de decidir quando celebrá-la 1.1 – Sobre a origem e a história da festa Originariamente, a festa do Natal era celebrada, no Ocidente, a 25 e dezembro, e no Oriente, a 6 de janeiro. Como por osmose, o Ocidente e o Oriente absorveram as duas festas em fins do século IV. Devido a sua origem e conteúdo teológico, ambas celebram o Natal, mas com acentos diferentes. A história da Epifania é, de fato, complicada e suas raízes próprias permanecem obscuras até os nossos dias. Como indica o nome grego “Epifania” (Manifestação) ou “Teofania” (Manifestação de Deus), a festa provém do Oriente e foi introduzida no Ocidente no século IV. O título da festa – “Epifania” – significa também que o dia 6 de janeiro já era algo mais que a popular “festa dos Reis”. A Epifania é a revelação de Jesus Cristo, Filho de Deus, para o mundo inteiro. Na Grécia e na Rússia, os cristãos chamam esse dia: “Solenidade da santa Teofania de nosso Senhor Jesus Cristo”. Seguramente, como ocorre no Natal, a data da Epifania remonta também ao culto pagão, ou seja, está relacionada com a festa do solstício de inverno que, no Egito, provavelmente ocorria entre 5 e 6 de janeiro. No dia 25 de dezembro ou no dia 6 de janeiro celebrava-se o aniversário de nascimento do deus-sol invencível, transformado pelos cristãos no aniversário natalício de Jesus Cristo, “verdadeira luz do mundo” (cf. Jo, 8, 12; 1, 9). Através de uma fonte antiga, sabe-se que a seita gnóstica dos basilianos, em Alexandria, no começo do século III, celebrava no dia 6 de janeiro a festa do Batismo de Cristo, mediante o qual, pela descida do Espírito Santo, aconteciam a geração e o nascimento do Filho de Deus. O Batismo de Cristo deveria, em seguida, se tornar a temática própria da festa da Epifania, no Ocidente. De acordo com outras informações, no dia 6 de janeiro, os egípcios iam ao rio buscar água. Talvez esteja aqui um dos fundamentos da bênção da água na Epifania. Do Egito, a festa de 6 de janeiro parece ter-se também estendido tanto para o Ocidente quanto para o Oriente, na segunda metade do século IV. Nas Igrejas do Ocidente, a festa da Epifania foi estabelecida primeiramente na Gália, na Espanha, no norte da Itália e em Ravena, embora os seus temas tenham sido ampliados. Na Epifania, além da Encarnação e do Batismo de Cristo, meditava-se ainda na Adoração dos Magos, nas Bodas de Caná e na Multiplicação dos pães. O conteúdo desta festa é, por exemplo, condensado no magnífico hino da Epifania, de autoria de Santo AMBRÓSIO DE MILÃO († 397): “Illuminans Altissimus”, adotado por nossos Pais de Cister em sua liturgia (cf. Breviário dito “de Santo Estêvão”, do ano 1132). Em Roma, as Homilias do Papa São LEÃO MAGNO († 416) constituem o testemunho mais seguro da celebração da festa da Epifania. 1.2 – Conteúdo da festa Quando o Oriente (à exceção da Armênia) adotou, em fins do século IV, a celebração do Natal no dia 25 de dezembro, oriunda da liturgia romana, o dia 6 de janeiro tornou-se primitivamente a festa oriental da Encarnação do Senhor, transformando-se depois na festa do Batismo de Cristo. Na liturgia romana, pelo menos na liturgia da Missa, o dia 6 de janeiro passou a ser a festa da Adoração dos Magos (cf. Mt 2, 1-12) ou festa dos três Santos Reis, enquanto a Liturgia das Horas romana incorporava progressivamente os temas suplementares do Batismo de Cristo, das Bodas de Caná e da Multiplicação dos pães, provenientes das regiões gaulesa, espanhola e norte-italiana. As influências recíprocas da Liturgia da Igreja Oriental e da Igreja Ocidental são ainda hoje perceptíveis nos textos litúrgicos da festa da Epifania. A antífona “Hodie cœlesti Sponso” (no Breviário cisterciense, é a antífona do Benedictus) exprime muito bem, em seu conjunto, a celebração da festa: “Hoje, a Igreja se une a seu celeste Esposo: Cristo, no Jordão, a purifica de seus pecados; os Magos trazem seus presentes para as núpcias reais; a água se transforma em vinho para alegria dos convivas. Aleluia.” Exatamente esse texto, bem como a célebre antífona do Magnificat, “Tria miracula” (“Três milagres”), mostram de maneira significativa que o conteúdo teológico da festa da Epifania ultrapassa de muito uma simples festa dos três Reis. Com efeito, a Epifania concentra os acontecimentos mais importantes dos primeiros anos de Jesus de Nazaré e os celebra como revelações e manifestações de sua divindade. Igualmente na Liturgia romana a Epifania foi outrora considerada uma festa da maior importância, celebrada com vigília e oitava, e os domingos que se lhe seguiam eram chamados “domingos depois da Epifania”. A transladação das presumíveis relíquias dos três Santos Reis para Colônia, em 23 de julho de 1164, onde ainda são conservadas no célebre relicário da Catedral, favoreceu enormemente a propagação do culto dos três Reis, no Ocidente, além de contribuir de modo essencial para o caráter popular de sua festa, no dia 6 de janeiro. Aliás, foi ORÍGENES († 253/254), antigo escritor cristão, que explicitou, pela primeira vez, serem três os Magos (o texto fala simplesmente de “magos” ou “astrólogos vindos do Oriente”), talvez por causa dos presentes também em número de três. Posteriormente, desde São CESÁRIO DE ARLES († 542), os três Magos se tornaram Reis (o texto bíblico não diz nada disso) e, a partir dos séculos VIII ou IX, acreditava-se mesmo saber os seus nomes: BALTASAR, MELQUIOR (o “Mouro”, o Negro) e GASPAR. 1.3 – Tradições da festa Em cada região, foram se desenvolvendo diferentes costumes em torno da festa da Epifania; dentre eles, gostaria de fazer referência a três. O mais conhecido nas regiões de língua alemã é, sem dúvida, o da consagração da água (“água dos três Reis”), atestado desde os séculos XI e XII e que tem suas raízes na tradição oriental (egípcia). No Oriente, onde se celebra na Epifania o Batismo de Cristo, o dia 6 de janeiro era uma data muito considerada. As Igrejas orientais tinham, além de outros, na noite da Epifania uma solene consagração da água que, segundo as possibilidades, era realizada em um rio ou no mar, mergulhando-se uma cruz nas águas. Este costume tem sua origem na bênção do Jordão em memória do Batismo de Jesus (“consagração do Jordão”). São JOÃO CRISÓSTOMO († 407) conta que “nesta solenidade, por volta da meia-noite, as pessoas vão buscar água que colocam num recipiente em suas casas, guardando-a durante o ano inteiro em memória deste dia no qual as águas foram santificadas”. Atrás disso está a convicção, difundida no Oriente, de que Jesus santificou a água quando, por ocasião de seu Batismo, desceu ao rio Jordão. A crença popular atribuía uma força especial à “água benta dos três Reis”. Ao lado da tradicional Bênção das Casas, na Epifania, desenvolveu-se, sobretudo nos países de língua alemã, uma forma própria: todos os lugares da casa são abençoados com água benta e incenso; e, com um giz bento, se escreve acima das portas a fórmula de bênção: 20+C+M+B+07: Christus Mansionem Benedicat” que uma interpretação popular interpreta como sendo as iniciais dos nomes dos três Reis: Caspar, Melquior, Baltasar. Supõe-se que por trás dessa prática esteja um velho costume germânico. Ainda nas regiões de língua alemã, em alguns lugares, são os “Sternsinger”, personagens vestidas como os três Reis Magos, que se antecipam a esta bênção. A bênção das casas na Epifania pretende, sobretudo, trazer a certeza de que a Encarnação de Jesus, pela qual ele veio morar entre nós (Jo 1, 14), atua em nosso íntimo na vida de cada dia. Nos lugares onde semelhante costume é prática corrente, seria bem significativo que o Abade (o Prior) ou a Abadessa (a Superiora ou o Capelão do mosteiro) abençoe na Epifania os lugares regulares do mosteiro, se possível em presença da comunidade ou, pelo menos, de alguns irmãos ou irmãs. O texto correspondente desta bênção pode ser encontrado no “Benedictionale” editado pelas Conferências Episcopais de cada região lingüística. Desde a antiguidade, a data da próxima festa da Páscoa e as datas das festas móveis que dela decorrem são anunciadas durante a Missa da Epifania, após a leitura do Evangelho. Com efeito, nos tempos antigos, era nesta festividade que se tornava pública a “Carta Pascal” informando à cristandade a data da Páscoa. Este dia foi escolhido para o referido anúncio porque nele Cristo, o novo Sol, se levantou para o Oriente na Epifania. Semelhante costume de anunciar as festas móveis, que provém da liturgia das catedrais e ainda consta no novo “Missale Romanum”, nunca foi oficialmente reconhecido em nossa Ordem. O normal é que o pároco ou seu vigário faça a bênção. Todavia, nem sempre é possível encontrar um sacerdote disposto a perpetuar costumes antigos, e o ritual atual prevê que o pai de família possa recitar a bênção. Aqui em casa, temos por costume chamar sacerdotes para que a abençoem, mas não exatamente na Epifania, e sim quando temos a graça de uma visita de padre. Na Epifania, pelas circunstâncias que temos, faremos a bênção sem o sacerdote, e eu, como “sacerdote da Igreja doméstica”, conduzirei a celebração familiar. É uma celebração que a Igreja muito valoriza, pela santidade do lar “em cujas portas são desenhadas a cruz do Senhor, a data do ano que apenas começou, as letras iniciais dos tradicionais nomes dos santos Magos (…) escritas com giz bento.” ( Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia , nº 118) Proponho a seguinte ordem para a celebração, baseada nos ritos da Igreja. Todos se reúnem na porta de casa, pelo lado de dentro. Cantam um hino, como o sugerido abaixo: Cristãos, vinde todos, com alegres cantos. Oh! Vinde, oh! Vinde até Belém. Vede nascido, vosso rei eterno. Oh! Vinde adoremos, Oh! Vinde adoremos, Oh! Vinde adoremos o salvador! Humildes pastores deixam seu rebanho e alegres acorrem ao Rei do Céu. Nós, igualmente, cheios de alegria. O Deus invisível de eterna grandeza, sob véus de humildade, podemos ver. Deus pequenino, Deus envolto em faixas! Nasceu em pobreza, repousando em palhas. O nosso afeto lhe vamos dar. Tanto amou-nos! Quem não há de amá-lo? Recitam, então, o Salmo Responsorial da Missa do dia (Salmo 71), com o pai ou a mãe lendo os versículos e todos respondendo o responsório: As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor! R/. As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor! Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus,/ vossa justiça ao descendente da realeza!/ Com justiça ele governe o vosso povo,/ com equidade ele julgue os vossos pobres. Nos seus dias a justiça florirá/ e grande paz, até que a lua perca o brilho!/ De mar a mar estenderá o seu domínio,/ e desde o rio até os confins de toda a terra! Os reis de Társis e das ilhas hão de vir/ e oferecer-lhe seus presentes e seus dons;/ e também os reis de Seba e de Sabá/ hão de trazer-lhe oferendas e tributos./ Os reis de toda a terra hão de adorá-lo,/ e todas as nações hão de servi-lo. Libertará o indigente que suplica,/ e o pobre ao qual ninguém quer ajudar./ Terá pena do indigente e do infeliz,/ e a vida dos humildes salvará. Após, todos acendem as velas que carregam nas mãos, e recitam juntos: R/. Uma criança é nascida em Belém, aleluia! Com plena alegria canta Jerusalém, aleluia, aleluia. Do Oriente viram a estrela, aleluia, e os santos reis vêm de longe, aleluia, aleluia. Em seguida, o pai lê a perícope da Missa da Epifania: Mt 2,1-12: V/. O Senhor esteja convosco. R/. Ele está no meio de nós. V/. PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo São Mateus. R/. Glória a vós, Senhor. Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”. Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado assim como toda a cidade de Jerusalém. Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”. Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”. Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho. V/. Palavra da Salvação. R/. Glória a vós, Senhor. Recitam todos a antífona: R/. Do Oriente vieram os Magos a Belém para adorar o Senhor, e abrindo os seus tesouros ofereceram presentes caros: ouro para o Grande Rei, incenso para o verdadeiro Deus, e mirra em símbolo de seu enterro, aleluia! O pai, então, asperge todos os cômodos da casa, enquanto todos cantam ou recitam o Magnificat: Magnificat * anima mea Dominum, et exultavit spiritus meus * in Deo salvatore meo, quia respexit humilitatem ancillæ suæ. * Ecce enim ex hoc beatam me dicent omnes generationes. Quia fecit mihi magna, qui potens est, * et sanctum nomen eius, et misericordia eius in progenies et progenies * timentibus eum. Fecit potentiam in brachio suo, * dispersit superbos mente cordis sui; deposuit potentes de sede * et exaltavit humiles; esurientes implevit bonis * et divites dimisit inanes. Suscepit Israel puerum suum, * recordatus misericordiæ, sicut locutus est ad patres nostros, * Abraham et semini eius in sæcula. Gloria Patri, et Filio, * et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc, et semper, * et in saecula saeculorum. Amen. Ou, em português: A minha alma engrandece ao Senhor * e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador, pois ele viu a pequenez de sua serva, * desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas * e Santo é o seu nome! Seu amor, de geração em geração, * chega a todos que o respeitam. Demonstrou o poder de seu braço, * dispersou os orgulhosos. Derrubou os poderosos de seus tronos * e os humildes exaltou. De bens saciou os famintos, * e despediu, sem nada, os ricos. Acolheu Israel, seu servidor, * fiel ao seu amor, como havia prometido aos nossos pais, * em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. * Como era no princípio, agora e sempre. Amém. R/. Do Oriente vieram os Magos a Belém para adorar o Senhor, e abrindo os seus tesouros ofereceram presentes caros: ouro para o Grande Rei, incenso para o verdadeiro Deus, e mirra em símbolo de seu enterro, aleluia! O pai, então, voltando para a porta da casa recita a bênção sobre o giz: V/. Adjutorium nostrum in nomine Domini. R/. Qui fecit caelum et terram. V/. Dominus vobiscum. R/. Et cum spiritu tuo. Bene + dic, Domine Deus, creaturam istam cretae: ut sit salutaris humano generi; et praesta per invocationem nominis tui sanctissimi, ut, quicumque ex ea sumpserint, vel in ea in domus suae portis scripserint nomina sanctorum tuorum Gasparis, Melchioris et Baltassar, per eorum intercessionem et merita, corporis sanitatem, et animae tutelam percipiant. Per Christum Dominum nostrum. R/. Amen. Por cima da porta de casa, do lado exterior, o pai escreve com giz o seguinte: 20+C+M+B+14. O 20 e o 14 representam 2014, o ano em que nos encontramos. O C M B representam Christus Mansionem Benedicat – Cristo Abençoe esta Casa, e cada letra é intercalada com uma cruz. A sigla CMB tamém era entendida como representando os três reis magos (sendo que Gaspar pode ser escrito Caspar) e interpretado como uma forma de receber os magos em nossa casa. Se for usado incenso, o pai pega o turíbulo e incensa a porta com três ductos de um só icto. Enfim, o pai recita a seguinte oração e depois asperge a porta: Oremos. Senhor Deus do Céu e da Terra, que revelastes o vosso Filho Unigênito a todas as nações com o sinal de uma estrela: Abençoai esta casa e todos os que nela habitam. Enchei-os com a luz de Cristo, e que o nosso amor pelos outros reflita o vosso amor. Pelo mesmo Cristo nosso Senhor. R/. Amém. Abençoada a porta, o pai recita a oração: V/. O nosso auxílio está no nome do Senhor. R/. Que fez o céu e a terra. V/. O Senhor esteja convosco. R/. E com teu espírito. Oremos. Ó Deus, que hoje revelastes o vosso Filho às nações, guiando-as pela estrela, concedei aos vossos servos, que já vos conhecem pela fé, contemplar-vos um dia face a face no céu.. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. R/. Amém. Cantam um hino, como o sugerido abaixo: Vinde Cristãos, vinde à porfia Hinos cantemos de louvor Hinos de Paz e de alegria, Hinos de anjos do Senhor Glória a Deus nas alturas Glória a Deus nas alturas Vinde juntar-vos aos pastores Vinde com eles a Belém Vinde correndo pressurosos, o Salvador que enfim nos vem Foi nesta noite Venturosa do nascimento do Senhor Que anjos de voz harmoniosa deram a Deus o seu louvor Fonte: domesticaecclesia.com

  • BÊNÇÃO DO GIZ PARA ABENÇOAR A CASA POR OCASIÃO DA EPIFANIA DO SENHOR

    Neste próximo final de semana, dia da Solenidade da Epifania do Senhor, há um costume católico antigo de marcar com giz a porta de entrada das casas dos fiéis. Trata-se de consagrar a casa ao Senhor Jesus. Este ano fica assim: 20☩C☩M☩B☩24. O “20” inicial representa o milênio e o século, as letras C, M e B são as iniciais dos reis magos Caspar, Melchior e Baltazar e o “24” no final representa a década e o ano (2024, no caso). As inscrições são mantidas na porta até o dia de Pentecostes. Assista o vídeo explicativo e procure o padre da sua paróquia. Assista ao vídeo: Bênção da casa na Epifania É um costume antiquíssimo que as casas – religiosas ou de famílias – sejam abençoadas por ocasião da Solenidade da Epifania. Há até uma bênção própria para a Epifania, que consta no Rituale Romanum pré-conciliar. No atual Rituale, usa-se a bênção comum das casas mesmo, mas é possível acrescentar as cerimônias antigas. Em 2014, pelo calendário moderno, a Epifania cai em 5 de janeiro. Vejamos o que diz a Carta Circular do Secretariado para a Liturgia da Ordem Cisterciense para os Mosteiros da Ordem, em 2006/2007 : 1. A SOLENIDADE DA MANIFESTAÇÃO DO SENHOR (EPIFANIA) NO DIA 6 DE JANEIRO O Tempo do Natal poderia ser comparado a uma elipse cujos pontos centrais são a solenidade do Natal, a 25 de dezembro, e a solenidade da Epifania, a 6 de janeiro. Devido a nossa vida moderna e ao mundo do trabalho, a solenidade da Epifania, em muitos países e regiões, não é mais celebrada no dia 6 de janeiro, mas transferida para o domingo que ocorre entre 2 e 8 de janeiro. Em nossa Ordem, esta solenidade foi mantida, em princípio, na data tradicional, deixando-se a cada mosteiro, conforme seu país, a possibilidade de decidir quando celebrá-la 1.1 – Sobre a origem e a história da festa Originariamente, a festa do Natal era celebrada, no Ocidente, a 25 e dezembro, e no Oriente, a 6 de janeiro. Como por osmose, o Ocidente e o Oriente absorveram as duas festas em fins do século IV. Devido a sua origem e conteúdo teológico, ambas celebram o Natal, mas com acentos diferentes. A história da Epifania é, de fato, complicada e suas raízes próprias permanecem obscuras até os nossos dias. Como indica o nome grego “Epifania” (Manifestação) ou “Teofania” (Manifestação de Deus), a festa provém do Oriente e foi introduzida no Ocidente no século IV. O título da festa – “Epifania” – significa também que o dia 6 de janeiro já era algo mais que a popular “festa dos Reis”. A Epifania é a revelação de Jesus Cristo, Filho de Deus, para o mundo inteiro. Na Grécia e na Rússia, os cristãos chamam esse dia: “Solenidade da santa Teofania de nosso Senhor Jesus Cristo”. Seguramente, como ocorre no Natal, a data da Epifania remonta também ao culto pagão, ou seja, está relacionada com a festa do solstício de inverno que, no Egito, provavelmente ocorria entre 5 e 6 de janeiro. No dia 25 de dezembro ou no dia 6 de janeiro celebrava-se o aniversário de nascimento do deus-sol invencível, transformado pelos cristãos no aniversário natalício de Jesus Cristo, “verdadeira luz do mundo” (cf. Jo, 8, 12; 1, 9). Através de uma fonte antiga, sabe-se que a seita gnóstica dos basilianos, em Alexandria, no começo do século III, celebrava no dia 6 de janeiro a festa do Batismo de Cristo, mediante o qual, pela descida do Espírito Santo, aconteciam a geração e o nascimento do Filho de Deus. O Batismo de Cristo deveria, em seguida, se tornar a temática própria da festa da Epifania, no Ocidente. De acordo com outras informações, no dia 6 de janeiro, os egípcios iam ao rio buscar água. Talvez esteja aqui um dos fundamentos da bênção da água na Epifania. Do Egito, a festa de 6 de janeiro parece ter-se também estendido tanto para o Ocidente quanto para o Oriente, na segunda metade do século IV. Nas Igrejas do Ocidente, a festa da Epifania foi estabelecida primeiramente na Gália, na Espanha, no norte da Itália e em Ravena, embora os seus temas tenham sido ampliados. Na Epifania, além da Encarnação e do Batismo de Cristo, meditava-se ainda na Adoração dos Magos, nas Bodas de Caná e na Multiplicação dos pães. O conteúdo desta festa é, por exemplo, condensado no magnífico hino da Epifania, de autoria de Santo AMBRÓSIO DE MILÃO († 397): “Illuminans Altissimus”, adotado por nossos Pais de Cister em sua liturgia (cf. Breviário dito “de Santo Estêvão”, do ano 1132). Em Roma, as Homilias do Papa São LEÃO MAGNO († 416) constituem o testemunho mais seguro da celebração da festa da Epifania. 1.2 – Conteúdo da festa Quando o Oriente (à exceção da Armênia) adotou, em fins do século IV, a celebração do Natal no dia 25 de dezembro, oriunda da liturgia romana, o dia 6 de janeiro tornou-se primitivamente a festa oriental da Encarnação do Senhor, transformando-se depois na festa do Batismo de Cristo. Na liturgia romana, pelo menos na liturgia da Missa, o dia 6 de janeiro passou a ser a festa da Adoração dos Magos (cf. Mt 2, 1-12) ou festa dos três Santos Reis, enquanto a Liturgia das Horas romana incorporava progressivamente os temas suplementares do Batismo de Cristo, das Bodas de Caná e da Multiplicação dos pães, provenientes das regiões gaulesa, espanhola e norte-italiana. As influências recíprocas da Liturgia da Igreja Oriental e da Igreja Ocidental são ainda hoje perceptíveis nos textos litúrgicos da festa da Epifania. A antífona “Hodie cœlesti Sponso” (no Breviário cisterciense, é a antífona do Benedictus) exprime muito bem, em seu conjunto, a celebração da festa: “Hoje, a Igreja se une a seu celeste Esposo: Cristo, no Jordão, a purifica de seus pecados; os Magos trazem seus presentes para as núpcias reais; a água se transforma em vinho para alegria dos convivas. Aleluia.” Exatamente esse texto, bem como a célebre antífona do Magnificat, “Tria miracula” (“Três milagres”), mostram de maneira significativa que o conteúdo teológico da festa da Epifania ultrapassa de muito uma simples festa dos três Reis. Com efeito, a Epifania concentra os acontecimentos mais importantes dos primeiros anos de Jesus de Nazaré e os celebra como revelações e manifestações de sua divindade. Igualmente na Liturgia romana a Epifania foi outrora considerada uma festa da maior importância, celebrada com vigília e oitava, e os domingos que se lhe seguiam eram chamados “domingos depois da Epifania”. A transladação das presumíveis relíquias dos três Santos Reis para Colônia, em 23 de julho de 1164, onde ainda são conservadas no célebre relicário da Catedral, favoreceu enormemente a propagação do culto dos três Reis, no Ocidente, além de contribuir de modo essencial para o caráter popular de sua festa, no dia 6 de janeiro. Aliás, foi ORÍGENES († 253/254), antigo escritor cristão, que explicitou, pela primeira vez, serem três os Magos (o texto fala simplesmente de “magos” ou “astrólogos vindos do Oriente”), talvez por causa dos presentes também em número de três. Posteriormente, desde São CESÁRIO DE ARLES († 542), os três Magos se tornaram Reis (o texto bíblico não diz nada disso) e, a partir dos séculos VIII ou IX, acreditava-se mesmo saber os seus nomes: BALTASAR, MELQUIOR (o “Mouro”, o Negro) e GASPAR. 1.3 – Tradições da festa Em cada região, foram se desenvolvendo diferentes costumes em torno da festa da Epifania; dentre eles, gostaria de fazer referência a três. O mais conhecido nas regiões de língua alemã é, sem dúvida, o da consagração da água (“água dos três Reis”), atestado desde os séculos XI e XII e que tem suas raízes na tradição oriental (egípcia). No Oriente, onde se celebra na Epifania o Batismo de Cristo, o dia 6 de janeiro era uma data muito considerada. As Igrejas orientais tinham, além de outros, na noite da Epifania uma solene consagração da água que, segundo as possibilidades, era realizada em um rio ou no mar, mergulhando-se uma cruz nas águas. Este costume tem sua origem na bênção do Jordão em memória do Batismo de Jesus (“consagração do Jordão”). São JOÃO CRISÓSTOMO († 407) conta que “nesta solenidade, por volta da meia-noite, as pessoas vão buscar água que colocam num recipiente em suas casas, guardando-a durante o ano inteiro em memória deste dia no qual as águas foram santificadas”. Atrás disso está a convicção, difundida no Oriente, de que Jesus santificou a água quando, por ocasião de seu Batismo, desceu ao rio Jordão. A crença popular atribuía uma força especial à “água benta dos três Reis”. Ao lado da tradicional Bênção das Casas, na Epifania, desenvolveu-se, sobretudo nos países de língua alemã, uma forma própria: todos os lugares da casa são abençoados com água benta e incenso; e, com um giz bento, se escreve acima das portas a fórmula de bênção: 20+C+M+B+07: Christus Mansionem Benedicat” que uma interpretação popular interpreta como sendo as iniciais dos nomes dos três Reis: Caspar, Melquior, Baltasar. Supõe-se que por trás dessa prática esteja um velho costume germânico. Ainda nas regiões de língua alemã, em alguns lugares, são os “Sternsinger”, personagens vestidas como os três Reis Magos, que se antecipam a esta bênção. A bênção das casas na Epifania pretende, sobretudo, trazer a certeza de que a Encarnação de Jesus, pela qual ele veio morar entre nós (Jo 1, 14), atua em nosso íntimo na vida de cada dia. Nos lugares onde semelhante costume é prática corrente, seria bem significativo que o Abade (o Prior) ou a Abadessa (a Superiora ou o Capelão do mosteiro) abençoe na Epifania os lugares regulares do mosteiro, se possível em presença da comunidade ou, pelo menos, de alguns irmãos ou irmãs. O texto correspondente desta bênção pode ser encontrado no “Benedictionale” editado pelas Conferências Episcopais de cada região lingüística. Desde a antiguidade, a data da próxima festa da Páscoa e as datas das festas móveis que dela decorrem são anunciadas durante a Missa da Epifania, após a leitura do Evangelho. Com efeito, nos tempos antigos, era nesta festividade que se tornava pública a “Carta Pascal” informando à cristandade a data da Páscoa. Este dia foi escolhido para o referido anúncio porque nele Cristo, o novo Sol, se levantou para o Oriente na Epifania. Semelhante costume de anunciar as festas móveis, que provém da liturgia das catedrais e ainda consta no novo “Missale Romanum”, nunca foi oficialmente reconhecido em nossa Ordem. O normal é que o pároco ou seu vigário faça a bênção. Todavia, nem sempre é possível encontrar um sacerdote disposto a perpetuar costumes antigos, e o ritual atual prevê que o pai de família possa recitar a bênção. Aqui em casa, temos por costume chamar sacerdotes para que a abençoem, mas não exatamente na Epifania, e sim quando temos a graça de uma visita de padre. Na Epifania, pelas circunstâncias que temos, faremos a bênção sem o sacerdote, e eu, como “sacerdote da Igreja doméstica”, conduzirei a celebração familiar. É uma celebração que a Igreja muito valoriza, pela santidade do lar “em cujas portas são desenhadas a cruz do Senhor, a data do ano que apenas começou, as letras iniciais dos tradicionais nomes dos santos Magos (…) escritas com giz bento.” ( Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia , nº 118) Proponho a seguinte ordem para a celebração, baseada nos ritos da Igreja. Todos se reúnem na porta de casa, pelo lado de dentro. Cantam um hino, como o sugerido abaixo: Cristãos, vinde todos, com alegres cantos. Oh! Vinde, oh! Vinde até Belém. Vede nascido, vosso rei eterno. Oh! Vinde adoremos, Oh! Vinde adoremos, Oh! Vinde adoremos o salvador! Humildes pastores deixam seu rebanho e alegres acorrem ao Rei do Céu. Nós, igualmente, cheios de alegria. O Deus invisível de eterna grandeza, sob véus de humildade, podemos ver. Deus pequenino, Deus envolto em faixas! Nasceu em pobreza, repousando em palhas. O nosso afeto lhe vamos dar. Tanto amou-nos! Quem não há de amá-lo? Recitam, então, o Salmo Responsorial da Missa do dia (Salmo 71), com o pai ou a mãe lendo os versículos e todos respondendo o responsório: As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor! R/. As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor! Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus,/ vossa justiça ao descendente da realeza!/ Com justiça ele governe o vosso povo,/ com equidade ele julgue os vossos pobres. Nos seus dias a justiça florirá/ e grande paz, até que a lua perca o brilho!/ De mar a mar estenderá o seu domínio,/ e desde o rio até os confins de toda a terra! Os reis de Társis e das ilhas hão de vir/ e oferecer-lhe seus presentes e seus dons;/ e também os reis de Seba e de Sabá/ hão de trazer-lhe oferendas e tributos./ Os reis de toda a terra hão de adorá-lo,/ e todas as nações hão de servi-lo. Libertará o indigente que suplica,/ e o pobre ao qual ninguém quer ajudar./ Terá pena do indigente e do infeliz,/ e a vida dos humildes salvará. Após, todos acendem as velas que carregam nas mãos, e recitam juntos: R/. Uma criança é nascida em Belém, aleluia! Com plena alegria canta Jerusalém, aleluia, aleluia. Do Oriente viram a estrela, aleluia, e os santos reis vêm de longe, aleluia, aleluia. Em seguida, o pai lê a perícope da Missa da Epifania: Mt 2,1-12: V/. O Senhor esteja convosco. R/. Ele está no meio de nós. V/. PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo São Mateus. R/. Glória a vós, Senhor. Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”. Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado assim como toda a cidade de Jerusalém. Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”. Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”. Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho. V/. Palavra da Salvação. R/. Glória a vós, Senhor. Recitam todos a antífona: R/. Do Oriente vieram os Magos a Belém para adorar o Senhor, e abrindo os seus tesouros ofereceram presentes caros: ouro para o Grande Rei, incenso para o verdadeiro Deus, e mirra em símbolo de seu enterro, aleluia! O pai, então, asperge todos os cômodos da casa, enquanto todos cantam ou recitam o Magnificat: Magnificat * anima mea Dominum, et exultavit spiritus meus * in Deo salvatore meo, quia respexit humilitatem ancillæ suæ. * Ecce enim ex hoc beatam me dicent omnes generationes. Quia fecit mihi magna, qui potens est, * et sanctum nomen eius, et misericordia eius in progenies et progenies * timentibus eum. Fecit potentiam in brachio suo, * dispersit superbos mente cordis sui; deposuit potentes de sede * et exaltavit humiles; esurientes implevit bonis * et divites dimisit inanes. Suscepit Israel puerum suum, * recordatus misericordiæ, sicut locutus est ad patres nostros, * Abraham et semini eius in sæcula. Gloria Patri, et Filio, * et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc, et semper, * et in saecula saeculorum. Amen. Ou, em português: A minha alma engrandece ao Senhor * e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador, pois ele viu a pequenez de sua serva, * desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas * e Santo é o seu nome! Seu amor, de geração em geração, * chega a todos que o respeitam. Demonstrou o poder de seu braço, * dispersou os orgulhosos. Derrubou os poderosos de seus tronos * e os humildes exaltou. De bens saciou os famintos, * e despediu, sem nada, os ricos. Acolheu Israel, seu servidor, * fiel ao seu amor, como havia prometido aos nossos pais, * em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. * Como era no princípio, agora e sempre. Amém. R/. Do Oriente vieram os Magos a Belém para adorar o Senhor, e abrindo os seus tesouros ofereceram presentes caros: ouro para o Grande Rei, incenso para o verdadeiro Deus, e mirra em símbolo de seu enterro, aleluia! O pai, então, voltando para a porta da casa recita a bênção sobre o giz: V/. Adjutorium nostrum in nomine Domini. R/. Qui fecit caelum et terram. V/. Dominus vobiscum. R/. Et cum spiritu tuo. Bene + dic, Domine Deus, creaturam istam cretae: ut sit salutaris humano generi; et praesta per invocationem nominis tui sanctissimi, ut, quicumque ex ea sumpserint, vel in ea in domus suae portis scripserint nomina sanctorum tuorum Gasparis, Melchioris et Baltassar, per eorum intercessionem et merita, corporis sanitatem, et animae tutelam percipiant. Per Christum Dominum nostrum. R/. Amen. Por cima da porta de casa, do lado exterior, o pai escreve com giz o seguinte: 20+C+M+B+14. O 20 e o 14 representam 2014, o ano em que nos encontramos. O C M B representam Christus Mansionem Benedicat – Cristo Abençoe esta Casa, e cada letra é intercalada com uma cruz. A sigla CMB tamém era entendida como representando os três reis magos (sendo que Gaspar pode ser escrito Caspar) e interpretado como uma forma de receber os magos em nossa casa. Se for usado incenso, o pai pega o turíbulo e incensa a porta com três ductos de um só icto. Enfim, o pai recita a seguinte oração e depois asperge a porta: Oremos. Senhor Deus do Céu e da Terra, que revelastes o vosso Filho Unigênito a todas as nações com o sinal de uma estrela: Abençoai esta casa e todos os que nela habitam. Enchei-os com a luz de Cristo, e que o nosso amor pelos outros reflita o vosso amor. Pelo mesmo Cristo nosso Senhor. R/. Amém. Abençoada a porta, o pai recita a oração: V/. O nosso auxílio está no nome do Senhor. R/. Que fez o céu e a terra. V/. O Senhor esteja convosco. R/. E com teu espírito. Oremos. Ó Deus, que hoje revelastes o vosso Filho às nações, guiando-as pela estrela, concedei aos vossos servos, que já vos conhecem pela fé, contemplar-vos um dia face a face no céu.. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. R/. Amém. Cantam um hino, como o sugerido abaixo: Vinde Cristãos, vinde à porfia Hinos cantemos de louvor Hinos de Paz e de alegria, Hinos de anjos do Senhor Glória a Deus nas alturas Glória a Deus nas alturas Vinde juntar-vos aos pastores Vinde com eles a Belém Vinde correndo pressurosos, o Salvador que enfim nos vem Foi nesta noite Venturosa do nascimento do Senhor Que anjos de voz harmoniosa deram a Deus o seu louvor Fonte: domesticaecclesia.com

  • Homilia Diária | Mãe de Deus e Mãe nossa!

    Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus No glorioso mistério da maternidade divina de Nossa Senhora está contido também o mistério de nossa própria incorporação a Cristo, Cabeça da Igreja, e portanto da nossa filiação a Maria. Ela, justamente por ser mãe do Verbo encarnado, merece ser chamada Mãe dos homens na ordem da graça, com o mesmo direito que Deus lhe conferiu de ser chamada sua Mãe na ordem física ou da natureza. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 1.º de janeiro, e celebre conosco a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, Mãe dos homens, Mãe da Igreja! Santo do Dia: Maria Mãe de Deus Evangelho (Lc 2,16-21) — Aleluia! Aleluia! Aleluia! — De muitos modos, Deus outrora nos falou pelos profetas; nestes tempos derradeiros, nos falou pelo seu Filho. (Hb 1,1-2) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 16 os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura. 17 Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. 18 E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. 19 Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração. 20 Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. 21 Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Mãe de Deus e Mãe nossa!

    Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus No glorioso mistério da maternidade divina de Nossa Senhora está contido também o mistério de nossa própria incorporação a Cristo, Cabeça da Igreja, e portanto da nossa filiação a Maria. Ela, justamente por ser mãe do Verbo encarnado, merece ser chamada Mãe dos homens na ordem da graça, com o mesmo direito que Deus lhe conferiu de ser chamada sua Mãe na ordem física ou da natureza. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 1.º de janeiro, e celebre conosco a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, Mãe dos homens, Mãe da Igreja! Santo do Dia: Maria Mãe de Deus Evangelho (Lc 2,16-21) — Aleluia! Aleluia! Aleluia! — De muitos modos, Deus outrora nos falou pelos profetas; nestes tempos derradeiros, nos falou pelo seu Filho. (Hb 1,1-2) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 16 os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura. 17 Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. 18 E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. 19 Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração. 20 Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. 21 Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Além da missa de Domingo precisamos também participar da missa 1 de Janeiro?

    É possível cumprir dois preceitos em uma única missa? Assista a formação abaixo… É dever de todo católico ir à Missa aos domingos; de modo que o não cumprimento dessa obrigação constitui matéria de pecado mortal. No próximo fim de semana, porém, temos mais uma obrigação: o preceito da Missa de Natal. E, como a Solenidade Maria Mãe de Deus neste ano cairá numa segunda-feira, sendo celebrado já na tarde do dia anterior, ou seja, no domingo, surge esta dúvida: quem for a uma Missa no domingo, 31/12, cumprirá o preceito dominical e da Solenidade Mãe de Deus? Este ano, as solenidades de preceito do Natal do Senhor (25 de dezembro) e Santa Maria Mãe de Deus (1 de janeiro) serão celebradas na Segunda-feira. Daí, muitos fiéis perguntam: com esta única Missa, poder-se-iam cumprir os dois preceitos (o preceito do domingo participando da missa no sábado a noite)? A resposta, adiantemos logo, é negativa: para cada dia de preceito é preciso , sim, assistir a uma Missa distinta , de maneira que não é possível, como se costuma dizer, “matar dois coelhos com uma só cajadada”. No entanto, vale a pena aproveitar a ocasião para esclarecer algumas dúvidas a respeito deste tema que ainda parecem persistir. Antes de nos aprofundarmos na resposta, cabe lembrar que o preceito dominical e festivo é de direito eclesiástico . Em outras palavras, a Igreja, como responsável por determinar os atos de culto necessários para que o fiel cumpra as obrigações decorrentes da virtude da religião, especifica em quais dias é obrigatória a assistência da Santa Missa. De fato, quando criou a possibilidade do cumprimento do preceito na Missa pré-festiva, a Congregação para os Ritos estabeleceu que “onde, por concessão da Sé Apostólica, permite-se que na tarde do sábado precedente se possa cumprir o preceito da Missa dominical, os pastores instruam os fiéis cuidadosamente sobre o significado dessa concessão e procurem que não se perca, por isso, o sentido do domingo ”. Assista a este episódio de “A Resposta Católica” e entenda como cumprir o preceito dominical e de Natal neste ano de 2023. Note-se que se trata tão somente de uma concessão dada pela Igreja, com vistas a facilitar o cumprimento do preceito, em que se encarece que os fiéis sejam esclarecidos sobre a importância de não se obscurecer o sentido do próprio domingo ou dos dias festivos. Em outras palavras, a concessão é dada em benefício de cada domingo ou dia festivo , e não o contrário. O Código de Direito Canônico recolhe essa disposição quando afirma que “cumpre o preceito de participar na Missa quem a ela assiste onde quer que se celebre em rito católico, quer no próprio dia festivo quer na tarde do dia antecedente ” (c. 1248, § 1). Em 1974, a Conferência Episcopal dos Estados Unidos apresentou à Congregação para o Clero uma pergunta ( dubium ) sobre a possibilidade, em caso de dias de preceito confinantes, de a Missa pré-festiva do segundo dia de preceito servir para cumprir o preceito do dia anterior simultaneamente. Abaixo, o texto da resposta. Cumprimento das festas e do preceito da Missa Dominical Em resposta às perguntas que recebeu, a Congregação para o Clero esclareceu a questão do cumprimento simultâneo das obrigações das festas e do domingo por atendimento à Missa da véspera. A título de exemplo, apresentou-se o seguinte dubium : “Se os fiéis que comparecerem à Missa no sábado, 15 de agosto, cumprirão o duplo preceito de ouvir a Missa no sábado, festa da Assunção, e do domingo, 16 de agosto”? A Congregação respondeu “Negativo” ao caso acima e a todos os casos análogos . O indulto pelo qual a faculdade é dada para cumprir a obrigação de comparecer à Missa na noite de um sábado ou de um dia de festa de preceito é geralmente concedido com vistas a tornar mais fácil o cumprimento de tal preceito, sem prejuízo de cumprir cada dia santo do Senhor. No mesmo sentido, a Congregação para o Culto Divino, legislando acerca do formulário que se deveria escolher para a Santa Missa nesses casos, relevou que “uma dúvida surgiu quando uma certa solenidade obrigatória ocorre em um sábado ou uma segunda-feira. Pois na noite do primeiro dia da festa (sábado ou domingo) há uma sobreposição de dias litúrgicos porque ‘a celebração do domingo e das solenidades começa já na noite do dia do preceito’, e na mesma celebração alguns dos fiéis cumprem o preceito referente ao dia atual e outros o que pertence ao dia seguinte”. O indulto da Missa na tarde do dia anterior “é geralmente concedido com vistas a tornar mais fácil o cumprimento de tal preceito, sem prejuízo de cumprir cada dia santo do Senhor”. Ou seja, a Santa Sé , neste caso, não cogita a possibilidade de se cumprir na mesma Missa os dois preceitos , supondo, portanto, que os fiéis devam assistir uma Missa relativamente a cada dia de preceito. Sendo assim, em meu entender, como duas idênticas obrigações requerem duas distintas satisfações , parece-me que ao fiel é moralmente requerida a assistência a duas Missas de preceito, nas condições habituais que se requer para as situações análogas (possibilidade de dispensa por parte do pároco, não obrigatoriedade cum grave incommodo etc.). Fonte: Padre Paulo Ricardo #Liturgia

  • Além da missa de Domingo precisamos também participar da missa 1 de Janeiro?

    É possível cumprir dois preceitos em uma única missa? Assista a formação abaixo… É dever de todo católico ir à Missa aos domingos; de modo que o não cumprimento dessa obrigação constitui matéria de pecado mortal. No próximo fim de semana, porém, temos mais uma obrigação: o preceito da Missa de Natal. E, como a Solenidade Maria Mãe de Deus neste ano cairá numa segunda-feira, sendo celebrado já na tarde do dia anterior, ou seja, no domingo, surge esta dúvida: quem for a uma Missa no domingo, 31/12, cumprirá o preceito dominical e da Solenidade Mãe de Deus? Este ano, as solenidades de preceito do Natal do Senhor (25 de dezembro) e Santa Maria Mãe de Deus (1 de janeiro) serão celebradas na Segunda-feira. Daí, muitos fiéis perguntam: com esta única Missa, poder-se-iam cumprir os dois preceitos (o preceito do domingo participando da missa no sábado a noite)? A resposta, adiantemos logo, é negativa: para cada dia de preceito é preciso , sim, assistir a uma Missa distinta , de maneira que não é possível, como se costuma dizer, “matar dois coelhos com uma só cajadada”. No entanto, vale a pena aproveitar a ocasião para esclarecer algumas dúvidas a respeito deste tema que ainda parecem persistir. Antes de nos aprofundarmos na resposta, cabe lembrar que o preceito dominical e festivo é de direito eclesiástico . Em outras palavras, a Igreja, como responsável por determinar os atos de culto necessários para que o fiel cumpra as obrigações decorrentes da virtude da religião, especifica em quais dias é obrigatória a assistência da Santa Missa. De fato, quando criou a possibilidade do cumprimento do preceito na Missa pré-festiva, a Congregação para os Ritos estabeleceu que “onde, por concessão da Sé Apostólica, permite-se que na tarde do sábado precedente se possa cumprir o preceito da Missa dominical, os pastores instruam os fiéis cuidadosamente sobre o significado dessa concessão e procurem que não se perca, por isso, o sentido do domingo ”. Assista a este episódio de “A Resposta Católica” e entenda como cumprir o preceito dominical e de Natal neste ano de 2023. Note-se que se trata tão somente de uma concessão dada pela Igreja, com vistas a facilitar o cumprimento do preceito, em que se encarece que os fiéis sejam esclarecidos sobre a importância de não se obscurecer o sentido do próprio domingo ou dos dias festivos. Em outras palavras, a concessão é dada em benefício de cada domingo ou dia festivo , e não o contrário. O Código de Direito Canônico recolhe essa disposição quando afirma que “cumpre o preceito de participar na Missa quem a ela assiste onde quer que se celebre em rito católico, quer no próprio dia festivo quer na tarde do dia antecedente ” (c. 1248, § 1). Em 1974, a Conferência Episcopal dos Estados Unidos apresentou à Congregação para o Clero uma pergunta ( dubium ) sobre a possibilidade, em caso de dias de preceito confinantes, de a Missa pré-festiva do segundo dia de preceito servir para cumprir o preceito do dia anterior simultaneamente. Abaixo, o texto da resposta. Cumprimento das festas e do preceito da Missa Dominical Em resposta às perguntas que recebeu, a Congregação para o Clero esclareceu a questão do cumprimento simultâneo das obrigações das festas e do domingo por atendimento à Missa da véspera. A título de exemplo, apresentou-se o seguinte dubium : “Se os fiéis que comparecerem à Missa no sábado, 15 de agosto, cumprirão o duplo preceito de ouvir a Missa no sábado, festa da Assunção, e do domingo, 16 de agosto”? A Congregação respondeu “Negativo” ao caso acima e a todos os casos análogos . O indulto pelo qual a faculdade é dada para cumprir a obrigação de comparecer à Missa na noite de um sábado ou de um dia de festa de preceito é geralmente concedido com vistas a tornar mais fácil o cumprimento de tal preceito, sem prejuízo de cumprir cada dia santo do Senhor. No mesmo sentido, a Congregação para o Culto Divino, legislando acerca do formulário que se deveria escolher para a Santa Missa nesses casos, relevou que “uma dúvida surgiu quando uma certa solenidade obrigatória ocorre em um sábado ou uma segunda-feira. Pois na noite do primeiro dia da festa (sábado ou domingo) há uma sobreposição de dias litúrgicos porque ‘a celebração do domingo e das solenidades começa já na noite do dia do preceito’, e na mesma celebração alguns dos fiéis cumprem o preceito referente ao dia atual e outros o que pertence ao dia seguinte”. O indulto da Missa na tarde do dia anterior “é geralmente concedido com vistas a tornar mais fácil o cumprimento de tal preceito, sem prejuízo de cumprir cada dia santo do Senhor”. Ou seja, a Santa Sé , neste caso, não cogita a possibilidade de se cumprir na mesma Missa os dois preceitos , supondo, portanto, que os fiéis devam assistir uma Missa relativamente a cada dia de preceito. Sendo assim, em meu entender, como duas idênticas obrigações requerem duas distintas satisfações , parece-me que ao fiel é moralmente requerida a assistência a duas Missas de preceito, nas condições habituais que se requer para as situações análogas (possibilidade de dispensa por parte do pároco, não obrigatoriedade cum grave incommodo etc.). Fonte: Padre Paulo Ricardo #Liturgia

  • Homilia Dominical | O que não pode faltar numa família?

    Festa da Sagrada Família Neste último domingo do ano, em que celebramos a Festa da Sagrada Família, somos chamados a olhar para Jesus, Maria e José como modelos de vida familiar. Numa época em que se tenta, a todo custo, reduzir a família a uma mera associação entre indivíduos, devemos reafirmar a realidade óbvia de que a verdadeira família possui um substrato biológico: a união de um homem e de uma mulher, gerando filhos. A família, porém, não se resume a apenas isso. Só há família de fato, quando há virtude; ou seja, ela precisa ter como coluna vertebral a obediência a Deus e aos seus Mandamentos. Por isso, somente sendo uma família obediente a Deus na terra, poderemos um dia ser família no Céu. Assista também a segunda formação abaixo 👇 Pregação Seleta | Para que mesmo serve uma família? Santo do Dia: São Silvestre Anúncio do Evangelho (Lc 2,22-40) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Que a paz de Cristo reine em vossos corações e ricamente habite em vós sua palavra! (Cl 3,15a.16a) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 22 Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23 Conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. 24 Foram também oferecer o sacrifício — um par de rolas ou dois pombinhos — como está ordenado na Lei do Senhor. 25 Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele 26 e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. 27 Movido pelo Espírito, Simeão foi ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28 Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29 “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30 porque meu olhos viram a tua salvação, 31 que preparaste diante de todos os povos: 32 luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”. 33 O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34 Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35 Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”. 36 Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. 37 Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38 Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39 Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. 40 O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Dominical | O que não pode faltar numa família?

    Festa da Sagrada Família Neste último domingo do ano, em que celebramos a Festa da Sagrada Família, somos chamados a olhar para Jesus, Maria e José como modelos de vida familiar. Numa época em que se tenta, a todo custo, reduzir a família a uma mera associação entre indivíduos, devemos reafirmar a realidade óbvia de que a verdadeira família possui um substrato biológico: a união de um homem e de uma mulher, gerando filhos. A família, porém, não se resume a apenas isso. Só há família de fato, quando há virtude; ou seja, ela precisa ter como coluna vertebral a obediência a Deus e aos seus Mandamentos. Por isso, somente sendo uma família obediente a Deus na terra, poderemos um dia ser família no Céu. Assista também a segunda formação abaixo 👇 Pregação Seleta | Para que mesmo serve uma família? Santo do Dia: São Silvestre Anúncio do Evangelho (Lc 2,22-40) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Que a paz de Cristo reine em vossos corações e ricamente habite em vós sua palavra! (Cl 3,15a.16a) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 22 Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23 Conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. 24 Foram também oferecer o sacrifício — um par de rolas ou dois pombinhos — como está ordenado na Lei do Senhor. 25 Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele 26 e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. 27 Movido pelo Espírito, Simeão foi ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28 Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29 “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30 porque meu olhos viram a tua salvação, 31 que preparaste diante de todos os povos: 32 luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”. 33 O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34 Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35 Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”. 36 Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. 37 Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38 Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39 Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. 40 O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São Silvestre, que combateu o arianismo e dá nome à tradicional corrida no Brasil – 31 de Deze

    SANTO DO DIA – 31 DE DEZEMBRO – SÃO SILVESTRE I Papa (+335) Nascido em Roma num período de grande sofrimento para a Igreja perseguida, foi eleito papa em 314, a um ano do edito de Milão. Por meio deste, Constantino concedeu liberdade de culto aos cristãos, por isso Silvestre pôde governar uma Igreja finalmente em paz. Seu longo pontificado transcorreu paralelamente ao governo de Constantino, a cujo nome estão ligadas profundas transformações, tanto no império como na Igreja. Segundo o modelo do Império Romano, formou-se uma organização eclesiástica destinada a durar no tempo. O próprio Constantino, que havia mantido o título de pontífice máximo, considerou um direito seu controlar também a Igreja. Foi ele quem convocou, em 314, o primeiro concílio ecumênico, em Nicéia, para enfrentar a heresia ariana. O papa limitou-se a enviar um de seus representantes, o bispo Óssio de Córdova. Nicéia, na Bitínia, era a capital de verão do imperador e isso lhe dava a oportunidade de presidir o próprio concílio, iniciando assim um método de intromissão civil nas questões eclesiásticas. Mas entre o papa Silvestre e Constantino houve sempre um perfeito acordo e isso favoreceu o desenvolvimento também material da Igreja. Constantino, na qualidade de ‘pontifex maximus’, construiu a grande basílica em honra de são Pedro na colina do Vaticano, depois de haver recoberto de terra o cemitério pagão no qual havia sido sepultado o príncipe dos apóstolos. Doou ao papa o palácio e o antigo terreno de Latrão, que por muitos séculos será a sede dos papa. Silvestre foi sepultado no cemitério de Priscila, na via Salária, uma grande parte de suas relíquias são conservadas na igreja de São Silvestre in Capite. Do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. São Silvestre I Silvestre I, romano de nascimento, era filho de Rufino, duma família opulenta e muitíssimo considerada em Roma. Desde a primeira idade, foi educado pelo padre Cirino, do qual nosso Santo imitou a doutrina e as virtudes. O maior prazer de Silvestre era acolher os fiéis que apareciam em peregrinação às tumbas dos santos apóstolos: conduzia-os à casa dos pais, lavava-lhes os pés, dava-lhes de comer, e o que se fazia necessário. Um destes peregrinos, São Timóteo, vindo de Antioquia, fora martirizado; São Silvestre I arrebatou-lhe o corpo e enterrou-o honrosamente. São Silvestre mesmo, foi aprisionado pelo prefeito de Roma, e destinado ao suplício último, quando a súbita morte daquela autoridade lhe restituiu a liberdade. Nosso Santo foi admitido no clero, e, com a idade de trinta anos, o Papa São Marcelino o ordenou Padre. O cisma dos donatistas dividia então a África, preparando-lhe a ruína final sob o ferro dos vândalos e dos maometanos. Os cismáticos, para se dar um ar de catolicidade, procuravam insinuar-se em Roma mesma, mas, como disse São Cipriano, a perfídia ali não conseguiu ter acesso. São Silvestre I, particularmente opôs tenaz e corajosa resistência ao mal, arrasando intrigas, desmascarando hipocrisias, refutando sofismas, sem se atemorizar com calúnias ou perseguições, que lhe imputaram ou moveram. Toda a malícia usada, apenas serviu para que melhor se conhecessem os méritos do grande Santo. E assim, engrandecendo-se, com a morte do Santo padre Milcíades, em 314, São Silvestre foi elevado, de comum acordo, unânimemente, à Cátedra de São Pedro. Em meados do século XII, um patriarca grego de Constantinopla, Germano II, contava ao patriarca da Armênia que o imperador Constantino fora curado da lepra, recebendo o batismo do Papa São Silvestre. O mesmo fato é contado no ofício romano e nos atos de São Silvestre I, atos muito antigos, mas sobre a autoridade dos quais os sábios não estão inteiramente de acordo. Eis como o Padre Croiset, jesuíta, o resume no Ano Cristão. Os atos do Santo, autorizados por grande número de autores célebres, tanto gregos como latinos, e por uma venerável tradição, dizem que o imperador Constantino, vendo-se coberto duma espécie de lepra que era assaz comum naqueles idos, consultou todos os médicos tido como hábeis no império, os quais, todos pagãos, acordaram que banhar-se no sangue de criancinhas era o único remédio eficaz para aquela doença. Por maior que fosse o desejo do príncipe de se ver curado, maior ainda dói o horror de tal medicina: a estima que tinha pela religião cristã, da qual então não possuía senão uma escassíssima tintura, começava já a lhe inspirar sentimentos mais humanos, de modo que, aterrorizado, se recusou a tão bárbaro banho. Ora, na noite seguinte à da resposta dos médicos, teve ele uma visão: em sonhos, viu dois venerabilíssimos anciãos, de ar doce e majestoso a um só tempo ; aproximando-se dele, declaram-lhe como tal ato de clemência agradara a Deus, que tudo vê e tudo sabe, acrescentando-lhe que procurasse o soberano pontífice dos cristãos, chamado Silvestre. Quando o santo pontífice viu que oficiais do império vinham buscá-lo, não duvidou de que o fim estava próximo e ia, assim, receber a palma do martírio. O príncipe, contudo, quando o santo Pontífice chegou, recebeu-o com muita bondade e muitas honras. Contou-lhe da visão que tivera e do conselho que lhe deram os dois venerabilíssimos velhos, duma sobrenatural maneira, para obter a cura da lepra que lhe cobria o corpo. São Silvestre, surpreso com aquela magnífica acolhida por parte do imperador, mais ainda com o sonho que lhe vinha de contar Constantino, disse ao príncipe: – Não duvideis de que a visão que tivestes veio de Deus. Os dois venerabilíssimos anciãos outros são senão os dois esteios, as duas colunas mestras, os dois grandes apóstolos de Jesus Cristo. Por estas imagens vereis quem são eles. E, tendo-lhe mostrado as imagens de São Pedro e São Paulo, o imperador Constantino, imediatamente, reconheceu os dois anciãos da visão. Grande mudança se deu então na alma do bom príncipe: quis ser instruído a fundo nos mistérios de nossa religião. E a graça, operando-lhe no coração, levou-o, pouco depois, a ser admitido no seio dos catecúmenos. A santa impaciência que o imperador Constantino de ser cristão, obrigou São Silvestre I, a abreviar o tempo de provas. Assim, solenemente, foi o príncipe batizado por nosso Santo. Apenas recebeu as águas sagradas do batismo, a lepra, desaparecida, mostrava que a alma lhe fora lavada de toda a impureza. Como era natural, erigiu-se grande número de igrejas. O Papa São Silvestre I levantou uma em Roma, na casa dum de seus padres, Equítio, do qual levou o nome por muito tempo. É a atual igreja de Santo Estêvão do Monte. O Papa dotou-a duma renda anual, advinda de terras, casas e jardins. Diante de tal exemplo, o imperador Constantino erigiu, em Roma, primeiramente a basílica que, de seu nome, sempre tem sido chamada Constantiniana, ou igreja do Salvador, no palácio da imperatriz Fausta, sua esposa, antes chamado a casa de Latrão, onde se deu o concílio contra os donatistas. Como ali também havia um batistério, e os batistérios ostentavam a imagem de São João Batista, chama-se ordinariamente esta igreja de São João de Latrão. É a principal igreja de Roma, e os Papas nela residem por muitos séculos. Constantino ergueu ainda em Roma, seis outras igrejas: a de São Pedro, ou Vaticano, onde estava um templo dedicado a Apolo, para honrar o ligar do martírio e a sepultura do príncipe dos apóstolos; a de São Paulo, no lugar do martírio do imenso apóstolo; a da Santa Cruz, na casa de Sessório, que se chama Santa Cruz de Jerusalém por causa duma porção da verdadeira Cruz, que ali existe; a de Santa Inês, com um batistério, a pedido da filha Constância, e de sua irmã, do mesmo nome, que foram batizadas por São Silvestre I; a de São Lourenço, fora da cidade, no caminho de Tibur, no lugar da sepultura deste mártir; a dos mártires São Marcelino e São Pedro, no lugar chamado Entre-os-Dois-Loureiros, onde foi a sepultura de Santa Helena. É de crer, segundo as antigas memórias da Igreja romana, que Constantino doara a estas sete igrejas de Roma, em casas e terras, não somente na Itália, mas ainda na África, na Grécia, no Egito e no Oriente, vinte e sete mil setecentos e vinte e nove moedas de ouro de renda anual. Os antigos atos de São Silvestre I, contam que o Santo confundiu, e por muitas vezes, os judeus, em presença mesma do imperador. O cardeal Mai descobriu, citados pelos gregos, vários fragmentos duma obra de São Silvestre I, desconhecida até então. É uma disputa do pontífice com os judeus. Os fragmentos encontrados explicam, por comparações tiradas da natureza, como, na pessoa de Jesus Cristo, a humanidade, sofreu, enquanto a divindade permaneceu impassível. Se alguém em pleno meio-dia, com o sol a pino, quiser cortar uma árvore, não há de cortá-la com o sol a rodeá-la, e ao machado, de todos os lados? Sem dúvida. E pode dar-se que o sol seja cortado, ou batido, já que rodeia a arvora de todos os lados? – Não. Assim, no Cristo, o corpo é a arvora, o machado é a Paixão e o sol a Divindade. O Cristo sofreu sem que a Divindade experimentasse qualquer diminuição motivada pelo sofrimento. À impiedade dos judeus, negando a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, sucedeu a heresia de Ário, a grande heresia, depois do que surgiu o anticristianismo de Maomé. Para condenar a impiedade de Ário, o imperador Constantino e o Papa São Silvestre convocaram, em 325, um concílio ecumênico em Nicéia, na Bitínia. Dizemos o imperador Constantino e o Papa São Silvestre I, porque então ficou dito em todos os escritos na ação 18 do sexto concílio geral, terceiro de Constantinopla. Se os historiadores silenciaram sobre a cooperação do Papa, o fato não deixa de se menos certo. Os bispos reuniram-se em Nicéia em número de trezentos e dezoito, sem contas os padres, os diáconos e os acólitos. Jamais se viu coisa semelhante ou se imaginou. Era a elite da humanidade cristã prestes a resumir, num ato de fé e de amor, a fé, a esperança, a sabedoria verdadeiras de todos os séculos passados, presentes e futuros. Até lá, a elite da humanidade pagã, os filósofos, muito haviam dissertado sobre Deus, e o conjunto das obras de Deus. E, depois de séculos de dissertações, de arrazoados e de sutilidades, nem uma verdade havia ainda sido definida de comum acordo, nem posta ao alcance do comum dos homens. Ora, o que não puderam realizar os filósofos gregos depois de dez séculos, nem os filósofos da Índia em trinta ou quarenta, realizá-lo-ão os pastores cristãos em poucos dias em Nicéia. Fá-lo-ão malgrado todas as astúcias, todas as argúcias do filosofismo ariano, Fá-lo-ão ao consignar no seu Credo a doutrina que vinham de confessar nas prisões, no fundo das cavernas, diante dos tiranos e dos algozes que lhes haviam vazado os olhos, queimado as mãos, cortado os jarretes; doutrina hereditária que haviam recebido dos mártires, os mártires dos apóstolos, os apóstolos do Cristo, o Cristo de Deus; e o Credo, que definia com maravilhosa precisão as verdade mais sublimes, continuará, até o fim do mundo, e por todo o universo cristão, o cântico popular de fé, de esperança e de amor. Ademais, mostrava a Igreja católica como a humanidade divinamente restabelecida na unidade, uma vez que tão augusta assembléia era presidida pelo Vigário de Jesus Cristo, o sucessor de Pedro, o Papa São Silvestre, na pessoa dos legados, Ósio, bispo de Cordona, e os padres Viton e Vicente, do clero romano. O grego Gelásio de Cízico disse em claros termos que Ósio da Espanha ali ocupava o lugar de Silvestre, bispo de Roma, com os padres romanos Viton e Vicente. Além disso, o Papa São Júlio e os historiadores gregos Sócrates e Sozômenes ensinam que, desde então, era regra da Igreja não se dever celebrar concílio nem ordenar o que quer que fosse sem o consentimento do bispo de Roma. (…) É nesta qualidade de Vigário de Jesus Cristo, de sucessor de São Pedro e de chefe de toda a Igreja católica, que o Papa São Silvestre I, pelo concílio de Nicéia, confirmou o Símbolo e outros decretos, como se vê na coleção dos concílios, É devido às mesmas prerrogativas que os bispos do concílio de Arles, reunidos da Itália, da África, da Espanha e da Gália contra os donatistas, com uma carta sinodal, que começa nestes termos: Ao bem-amado Papa Silvestre: Marino, Agrécio, etc, salvação eterna no Senhor. Unidos pelos laços da caridade e pela unidade de nossa Mãe, a Igreja Católica, depois de terem sido conduzidos à cidade de Arles pela vontade do piedosíssimo imperador, nós vos saudamos, gloriosíssimo Papa, com a veneração que vos é devida. Toleramos homens violentos e perniciosos à lei e à tradição. Mas a autoridade presente de nosso Deus, a tradição e a regra da verdade refutaram-nos de tal sorte, que nos discursos que fazem, nas acusações e nas provas nada há mais de consistente ou concorde. Eis porque, pelo julgamento de Deus e da Igreja nossa Mãe, a qual conhece os seus e os aprova, foram eles condenados, ou refutados. A condenação foi amais severa, e a nossa alegria muito grande. Depois acrescentaram: Elaboramos diversos regulamentos, em presença do Espírito Santo e de seus anjos, e segundo seus movimentos. Cremos que devíamos escrever-vos, a fim de que, por vós, que presidis as maiores dioceses, sejam elas notificadas, insinuadas a todos. Quando se pensa que, continuamente e de todas as partes do universo, chegam ao Santo Padre, o Papa, as mais difíceis questões sobre o dogma, a moral, o governo da Igreja; que continuamente as portas do inferno, os poderes inimigos, a infidelidade, a apostasia, as heresias, os cimas procuram prevalecer contra a Cátedra onde se assenta o sucessor de São Pedro, devemos exortar os católicos todos a que peçam, roguem, orem sem cessar pelo Sumo Pontífice, a Deus, a Jesus Cristo, a Virgem Maria, a São Pedro e São Paulo para que seja assistido de maneira toda especial num governo tão vasto e difícil, do qual depende a salvação das almas, a conversão dos povos, a salvação do mundo, enfim. O Papa São Silvestre I, depois de ter governado a Igreja de Deus por vinte e dois anos, morreu a 31 de dezembro de 335. Teve por sucessor o Papa São Marcos, que eleito a 18 de janeiro de 336, morreu a 7 de outubro do mesmo ano. Depois do falecimento, a Cátedra apostólica ficou vaga até 6 de fevereiro de 337, sendo então a ela elevado São Júlio. (Vida de Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXII, p. 222 à 233)

  • São Silvestre, que combateu o arianismo e dá nome à tradicional corrida no Brasil – 31 de Deze

    SANTO DO DIA – 31 DE DEZEMBRO – SÃO SILVESTRE I Papa (+335) Nascido em Roma num período de grande sofrimento para a Igreja perseguida, foi eleito papa em 314, a um ano do edito de Milão. Por meio deste, Constantino concedeu liberdade de culto aos cristãos, por isso Silvestre pôde governar uma Igreja finalmente em paz. Seu longo pontificado transcorreu paralelamente ao governo de Constantino, a cujo nome estão ligadas profundas transformações, tanto no império como na Igreja. Segundo o modelo do Império Romano, formou-se uma organização eclesiástica destinada a durar no tempo. O próprio Constantino, que havia mantido o título de pontífice máximo, considerou um direito seu controlar também a Igreja. Foi ele quem convocou, em 314, o primeiro concílio ecumênico, em Nicéia, para enfrentar a heresia ariana. O papa limitou-se a enviar um de seus representantes, o bispo Óssio de Córdova. Nicéia, na Bitínia, era a capital de verão do imperador e isso lhe dava a oportunidade de presidir o próprio concílio, iniciando assim um método de intromissão civil nas questões eclesiásticas. Mas entre o papa Silvestre e Constantino houve sempre um perfeito acordo e isso favoreceu o desenvolvimento também material da Igreja. Constantino, na qualidade de ‘pontifex maximus’, construiu a grande basílica em honra de são Pedro na colina do Vaticano, depois de haver recoberto de terra o cemitério pagão no qual havia sido sepultado o príncipe dos apóstolos. Doou ao papa o palácio e o antigo terreno de Latrão, que por muitos séculos será a sede dos papa. Silvestre foi sepultado no cemitério de Priscila, na via Salária, uma grande parte de suas relíquias são conservadas na igreja de São Silvestre in Capite. Do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. São Silvestre I Silvestre I, romano de nascimento, era filho de Rufino, duma família opulenta e muitíssimo considerada em Roma. Desde a primeira idade, foi educado pelo padre Cirino, do qual nosso Santo imitou a doutrina e as virtudes. O maior prazer de Silvestre era acolher os fiéis que apareciam em peregrinação às tumbas dos santos apóstolos: conduzia-os à casa dos pais, lavava-lhes os pés, dava-lhes de comer, e o que se fazia necessário. Um destes peregrinos, São Timóteo, vindo de Antioquia, fora martirizado; São Silvestre I arrebatou-lhe o corpo e enterrou-o honrosamente. São Silvestre mesmo, foi aprisionado pelo prefeito de Roma, e destinado ao suplício último, quando a súbita morte daquela autoridade lhe restituiu a liberdade. Nosso Santo foi admitido no clero, e, com a idade de trinta anos, o Papa São Marcelino o ordenou Padre. O cisma dos donatistas dividia então a África, preparando-lhe a ruína final sob o ferro dos vândalos e dos maometanos. Os cismáticos, para se dar um ar de catolicidade, procuravam insinuar-se em Roma mesma, mas, como disse São Cipriano, a perfídia ali não conseguiu ter acesso. São Silvestre I, particularmente opôs tenaz e corajosa resistência ao mal, arrasando intrigas, desmascarando hipocrisias, refutando sofismas, sem se atemorizar com calúnias ou perseguições, que lhe imputaram ou moveram. Toda a malícia usada, apenas serviu para que melhor se conhecessem os méritos do grande Santo. E assim, engrandecendo-se, com a morte do Santo padre Milcíades, em 314, São Silvestre foi elevado, de comum acordo, unânimemente, à Cátedra de São Pedro. Em meados do século XII, um patriarca grego de Constantinopla, Germano II, contava ao patriarca da Armênia que o imperador Constantino fora curado da lepra, recebendo o batismo do Papa São Silvestre. O mesmo fato é contado no ofício romano e nos atos de São Silvestre I, atos muito antigos, mas sobre a autoridade dos quais os sábios não estão inteiramente de acordo. Eis como o Padre Croiset, jesuíta, o resume no Ano Cristão. Os atos do Santo, autorizados por grande número de autores célebres, tanto gregos como latinos, e por uma venerável tradição, dizem que o imperador Constantino, vendo-se coberto duma espécie de lepra que era assaz comum naqueles idos, consultou todos os médicos tido como hábeis no império, os quais, todos pagãos, acordaram que banhar-se no sangue de criancinhas era o único remédio eficaz para aquela doença. Por maior que fosse o desejo do príncipe de se ver curado, maior ainda dói o horror de tal medicina: a estima que tinha pela religião cristã, da qual então não possuía senão uma escassíssima tintura, começava já a lhe inspirar sentimentos mais humanos, de modo que, aterrorizado, se recusou a tão bárbaro banho. Ora, na noite seguinte à da resposta dos médicos, teve ele uma visão: em sonhos, viu dois venerabilíssimos anciãos, de ar doce e majestoso a um só tempo ; aproximando-se dele, declaram-lhe como tal ato de clemência agradara a Deus, que tudo vê e tudo sabe, acrescentando-lhe que procurasse o soberano pontífice dos cristãos, chamado Silvestre. Quando o santo pontífice viu que oficiais do império vinham buscá-lo, não duvidou de que o fim estava próximo e ia, assim, receber a palma do martírio. O príncipe, contudo, quando o santo Pontífice chegou, recebeu-o com muita bondade e muitas honras. Contou-lhe da visão que tivera e do conselho que lhe deram os dois venerabilíssimos velhos, duma sobrenatural maneira, para obter a cura da lepra que lhe cobria o corpo. São Silvestre, surpreso com aquela magnífica acolhida por parte do imperador, mais ainda com o sonho que lhe vinha de contar Constantino, disse ao príncipe: – Não duvideis de que a visão que tivestes veio de Deus. Os dois venerabilíssimos anciãos outros são senão os dois esteios, as duas colunas mestras, os dois grandes apóstolos de Jesus Cristo. Por estas imagens vereis quem são eles. E, tendo-lhe mostrado as imagens de São Pedro e São Paulo, o imperador Constantino, imediatamente, reconheceu os dois anciãos da visão. Grande mudança se deu então na alma do bom príncipe: quis ser instruído a fundo nos mistérios de nossa religião. E a graça, operando-lhe no coração, levou-o, pouco depois, a ser admitido no seio dos catecúmenos. A santa impaciência que o imperador Constantino de ser cristão, obrigou São Silvestre I, a abreviar o tempo de provas. Assim, solenemente, foi o príncipe batizado por nosso Santo. Apenas recebeu as águas sagradas do batismo, a lepra, desaparecida, mostrava que a alma lhe fora lavada de toda a impureza. Como era natural, erigiu-se grande número de igrejas. O Papa São Silvestre I levantou uma em Roma, na casa dum de seus padres, Equítio, do qual levou o nome por muito tempo. É a atual igreja de Santo Estêvão do Monte. O Papa dotou-a duma renda anual, advinda de terras, casas e jardins. Diante de tal exemplo, o imperador Constantino erigiu, em Roma, primeiramente a basílica que, de seu nome, sempre tem sido chamada Constantiniana, ou igreja do Salvador, no palácio da imperatriz Fausta, sua esposa, antes chamado a casa de Latrão, onde se deu o concílio contra os donatistas. Como ali também havia um batistério, e os batistérios ostentavam a imagem de São João Batista, chama-se ordinariamente esta igreja de São João de Latrão. É a principal igreja de Roma, e os Papas nela residem por muitos séculos. Constantino ergueu ainda em Roma, seis outras igrejas: a de São Pedro, ou Vaticano, onde estava um templo dedicado a Apolo, para honrar o ligar do martírio e a sepultura do príncipe dos apóstolos; a de São Paulo, no lugar do martírio do imenso apóstolo; a da Santa Cruz, na casa de Sessório, que se chama Santa Cruz de Jerusalém por causa duma porção da verdadeira Cruz, que ali existe; a de Santa Inês, com um batistério, a pedido da filha Constância, e de sua irmã, do mesmo nome, que foram batizadas por São Silvestre I; a de São Lourenço, fora da cidade, no caminho de Tibur, no lugar da sepultura deste mártir; a dos mártires São Marcelino e São Pedro, no lugar chamado Entre-os-Dois-Loureiros, onde foi a sepultura de Santa Helena. É de crer, segundo as antigas memórias da Igreja romana, que Constantino doara a estas sete igrejas de Roma, em casas e terras, não somente na Itália, mas ainda na África, na Grécia, no Egito e no Oriente, vinte e sete mil setecentos e vinte e nove moedas de ouro de renda anual. Os antigos atos de São Silvestre I, contam que o Santo confundiu, e por muitas vezes, os judeus, em presença mesma do imperador. O cardeal Mai descobriu, citados pelos gregos, vários fragmentos duma obra de São Silvestre I, desconhecida até então. É uma disputa do pontífice com os judeus. Os fragmentos encontrados explicam, por comparações tiradas da natureza, como, na pessoa de Jesus Cristo, a humanidade, sofreu, enquanto a divindade permaneceu impassível. Se alguém em pleno meio-dia, com o sol a pino, quiser cortar uma árvore, não há de cortá-la com o sol a rodeá-la, e ao machado, de todos os lados? Sem dúvida. E pode dar-se que o sol seja cortado, ou batido, já que rodeia a arvora de todos os lados? – Não. Assim, no Cristo, o corpo é a arvora, o machado é a Paixão e o sol a Divindade. O Cristo sofreu sem que a Divindade experimentasse qualquer diminuição motivada pelo sofrimento. À impiedade dos judeus, negando a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, sucedeu a heresia de Ário, a grande heresia, depois do que surgiu o anticristianismo de Maomé. Para condenar a impiedade de Ário, o imperador Constantino e o Papa São Silvestre convocaram, em 325, um concílio ecumênico em Nicéia, na Bitínia. Dizemos o imperador Constantino e o Papa São Silvestre I, porque então ficou dito em todos os escritos na ação 18 do sexto concílio geral, terceiro de Constantinopla. Se os historiadores silenciaram sobre a cooperação do Papa, o fato não deixa de se menos certo. Os bispos reuniram-se em Nicéia em número de trezentos e dezoito, sem contas os padres, os diáconos e os acólitos. Jamais se viu coisa semelhante ou se imaginou. Era a elite da humanidade cristã prestes a resumir, num ato de fé e de amor, a fé, a esperança, a sabedoria verdadeiras de todos os séculos passados, presentes e futuros. Até lá, a elite da humanidade pagã, os filósofos, muito haviam dissertado sobre Deus, e o conjunto das obras de Deus. E, depois de séculos de dissertações, de arrazoados e de sutilidades, nem uma verdade havia ainda sido definida de comum acordo, nem posta ao alcance do comum dos homens. Ora, o que não puderam realizar os filósofos gregos depois de dez séculos, nem os filósofos da Índia em trinta ou quarenta, realizá-lo-ão os pastores cristãos em poucos dias em Nicéia. Fá-lo-ão malgrado todas as astúcias, todas as argúcias do filosofismo ariano, Fá-lo-ão ao consignar no seu Credo a doutrina que vinham de confessar nas prisões, no fundo das cavernas, diante dos tiranos e dos algozes que lhes haviam vazado os olhos, queimado as mãos, cortado os jarretes; doutrina hereditária que haviam recebido dos mártires, os mártires dos apóstolos, os apóstolos do Cristo, o Cristo de Deus; e o Credo, que definia com maravilhosa precisão as verdade mais sublimes, continuará, até o fim do mundo, e por todo o universo cristão, o cântico popular de fé, de esperança e de amor. Ademais, mostrava a Igreja católica como a humanidade divinamente restabelecida na unidade, uma vez que tão augusta assembléia era presidida pelo Vigário de Jesus Cristo, o sucessor de Pedro, o Papa São Silvestre, na pessoa dos legados, Ósio, bispo de Cordona, e os padres Viton e Vicente, do clero romano. O grego Gelásio de Cízico disse em claros termos que Ósio da Espanha ali ocupava o lugar de Silvestre, bispo de Roma, com os padres romanos Viton e Vicente. Além disso, o Papa São Júlio e os historiadores gregos Sócrates e Sozômenes ensinam que, desde então, era regra da Igreja não se dever celebrar concílio nem ordenar o que quer que fosse sem o consentimento do bispo de Roma. (…) É nesta qualidade de Vigário de Jesus Cristo, de sucessor de São Pedro e de chefe de toda a Igreja católica, que o Papa São Silvestre I, pelo concílio de Nicéia, confirmou o Símbolo e outros decretos, como se vê na coleção dos concílios, É devido às mesmas prerrogativas que os bispos do concílio de Arles, reunidos da Itália, da África, da Espanha e da Gália contra os donatistas, com uma carta sinodal, que começa nestes termos: Ao bem-amado Papa Silvestre: Marino, Agrécio, etc, salvação eterna no Senhor. Unidos pelos laços da caridade e pela unidade de nossa Mãe, a Igreja Católica, depois de terem sido conduzidos à cidade de Arles pela vontade do piedosíssimo imperador, nós vos saudamos, gloriosíssimo Papa, com a veneração que vos é devida. Toleramos homens violentos e perniciosos à lei e à tradição. Mas a autoridade presente de nosso Deus, a tradição e a regra da verdade refutaram-nos de tal sorte, que nos discursos que fazem, nas acusações e nas provas nada há mais de consistente ou concorde. Eis porque, pelo julgamento de Deus e da Igreja nossa Mãe, a qual conhece os seus e os aprova, foram eles condenados, ou refutados. A condenação foi amais severa, e a nossa alegria muito grande. Depois acrescentaram: Elaboramos diversos regulamentos, em presença do Espírito Santo e de seus anjos, e segundo seus movimentos. Cremos que devíamos escrever-vos, a fim de que, por vós, que presidis as maiores dioceses, sejam elas notificadas, insinuadas a todos. Quando se pensa que, continuamente e de todas as partes do universo, chegam ao Santo Padre, o Papa, as mais difíceis questões sobre o dogma, a moral, o governo da Igreja; que continuamente as portas do inferno, os poderes inimigos, a infidelidade, a apostasia, as heresias, os cimas procuram prevalecer contra a Cátedra onde se assenta o sucessor de São Pedro, devemos exortar os católicos todos a que peçam, roguem, orem sem cessar pelo Sumo Pontífice, a Deus, a Jesus Cristo, a Virgem Maria, a São Pedro e São Paulo para que seja assistido de maneira toda especial num governo tão vasto e difícil, do qual depende a salvação das almas, a conversão dos povos, a salvação do mundo, enfim. O Papa São Silvestre I, depois de ter governado a Igreja de Deus por vinte e dois anos, morreu a 31 de dezembro de 335. Teve por sucessor o Papa São Marcos, que eleito a 18 de janeiro de 336, morreu a 7 de outubro do mesmo ano. Depois do falecimento, a Cátedra apostólica ficou vaga até 6 de fevereiro de 337, sendo então a ela elevado São Júlio. (Vida de Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXII, p. 222 à 233)

  • Homilia Diária | Movidos por Deus ou pelas obras do mundo?

    6.º dia na Oitava do Natal “Tudo o que há no mundo”, ensina-nos hoje o apóstolo São João, “é a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida”. Isso significa que, quem não se deixa mover pelo Espírito Santo, é inevitavelmente levado pelas coisas do mundo. Por isso, é hora de nos perguntarmos: o que influencia a minha alma? Será que eu sou de Deus, afinal, ou estou entregue ao espírito mundano? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, 30 de dezembro, e faça conosco um exame de consciência ao término deste ano de 2023. Santo do Dia: São Rugero, bispo Evangelho (Lc 2,36-40) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Um dia sagrado brilhou para nós: Nações, vinde todas adorar o Senhor: pois hoje desceu grande luz sobre a terra! — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 36 havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. 37 Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38 Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39 Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. 40 O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Movidos por Deus ou pelas obras do mundo?

    6.º dia na Oitava do Natal “Tudo o que há no mundo”, ensina-nos hoje o apóstolo São João, “é a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida”. Isso significa que, quem não se deixa mover pelo Espírito Santo, é inevitavelmente levado pelas coisas do mundo. Por isso, é hora de nos perguntarmos: o que influencia a minha alma? Será que eu sou de Deus, afinal, ou estou entregue ao espírito mundano? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, 30 de dezembro, e faça conosco um exame de consciência ao término deste ano de 2023. Santo do Dia: São Rugero, bispo Evangelho (Lc 2,36-40) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Um dia sagrado brilhou para nós: Nações, vinde todas adorar o Senhor: pois hoje desceu grande luz sobre a terra! — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 36 havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. 37 Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38 Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39 Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. 40 O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • São Rugero, bispo – 30 de Dezembro

    SANTO DO DIA – 30 DE DEZEMBRO – SÃO RUGERO Bispo (século XVII) Rugero nasceu entre 1060 e 1070, na célebre e antiga cidade italiana de Cane. O seu nome, de origem normanda, sugere que seja essa a sua origem. Além dessas poucas referências imprecisas, nada mais se sabe sobre sua vida na infância e juventude. Mas ele era respeitado, pelos habitantes da cidade, como um homem trabalhador, bom, caridoso e muito penitente. Quando o bispo de Cane morreu, os fiéis quiseram que Rugero ficasse no seu lugar de pastor. E foi o que aconteceu: aos trinta anos de idade, ele foi consagrado bispo de Cane. No século II, essa cidade havia sido destruída pelo imperador Aníbal, quando expulsou o exército romano. Depois, ela retomou sua importância no período medieval, sendo até mesmo uma sede episcopal. No século XI, mais precisamente em 1083, por causa da rivalidade entre o conde de Cane e o duque de Puglia, localidade vizinha, a cidade ficou novamente em ruínas. O bispo Rugero assumiu a direção da diocese dentro de um clima de prostração geral. Assim, depois desse desastre, seu primeiro dever era tratar da sobrevivência da população abatida pelo flagelo das epidemias do pós-guerra. Ele transformou a sua sede numa hospedaria aberta dia e noite, para abrigar viajantes, peregrinos e as viúvas com seus órfãos. Possuindo o dom da cura, socorria a todos, incansável, andando por todos os cantos, descalço. Doava tudo o que fosse possível e a sua carruagem era usada apenas para transportar os doentes e as crianças. Todavia esse século também foi um período conturbado para a história da Igreja. Com excessivo poder civil estava dividida entre religiosos corruptos e os que viviam em santidade. Rugero estava entre os que entendiam o episcopado como uma missão e não como uma posição de prestígio para ser usada em benefício próprio. Vivia para o seu rebanho, seguindo o ensinamento de são Paulo: ‘Tudo para todos’. Por tudo isso e por seus dons de conselho e sabedoria, no seu tempo foi estimado por dois papas: Pascoal II e Celásio II. Para ambos, executou missões delicadas e os aconselhou nas questões das rivalidades internas da Igreja, que tentava iniciar sua renovação. Entrou rico de merecimentos no Reino de Deus, no dia 30 de dezembro de 1129, em Cane, onde foi sepultado na catedral. Considerado taumaturgo em vida, pelos prodígios que promovia com a força de suas orações, logo depois de sua morte os devotos divulgaram a sua santidade. No século XVIII, a cidade de Cane praticamente já não existia. A população se transferira para outra mais próspera, Barleta. Mas eles já cultuavam o querido bispo Rugero como santo. Pediram a transferência das suas relíquias para a igreja de Santa Maria Maior, em Barleta. Depois, foi acolhido na sepultura definitiva na igreja do Mosteiro de Santo Estêvão, atual Santuário de São Rugero. Os devotos o veneram no dia de sua morte como o bispo de Cane e o padroeiro de Barleta. Em 1946, são Rugero foi canonizado pela Igreja. Texto: Paulinas Internet Conheça mais sobre Santo Rugero Nasceu entre 1060 e 1070, na célebre e antiga cidade italiana de Cane. O seu nome de origem normanda sugere que seja essa a sua origem. Além dessas poucas referências imprecisas nada mais se sabe sobre sua vida na infância e juventude. Mas ele era respeitado pelos habitantes da cidade, como um homem trabalhador, bom, caridoso e muito penitente. Quando o Bispo de Cane morreu os fieis quiseram que Rugero ficasse no seu lugar de pastor. E foi o que aconteceu, aos trinta anos de idade, ele foi consagrado Bispo de Cane. No século II, essa cidade havia sido destruída pelo imperador Aníbal, quando expulsou o exército romano. Depois ela retomou sua importância no período medieval, sendo inclusive uma sede episcopal. No século XI, mais precisamente em 1083, por causa da rivalidade entre o Conde de Cane e o Duque de Puglia, localidade vizinha, a cidade ficou novamente em ruínas. O Bispo Rugero assumiu a direção da diocese dentro de um clima de prostração geral. Assim, depois desse desastre, seu primeiro dever era tratar da sobrevivência da população abatida pelo flagelo das epidemias do pós-guerra. Ele transformou a sua sede numa hospedaria aberta dia e noite, para abrigar viajantes, peregrinos e as viúvas com seus órfãos. Possuindo o dom da cura, socorria a todos, incansável, andando por todos os cantos, descalço. Doava tudo que fosse possível e a sua carruagem era usada apenas para transportar os doentes e as crianças. Todavia, esse século também foi um período conturbado para a História da Igreja. Com excessivo poder civil estava dividida entre religiosos corruptos e os que viviam em santidade. Rugero estava entre os que entendiam o episcopado como uma missão e não como uma posição de prestígio para ser usada em benefício próprio. Vivia para o seu rebanho, seguindo o ensinamento de São Paulo: “tudo para todos”. Por tudo isso e por seus dons de conselho e sabedoria, no seu tempo, foi estimado por dois Papas: Pascoal II e Celasio II. Para ambos executou missões delicadas e os aconselhou nas questões das rivalidades internas da Igreja, que tentava iniciar sua renovação. Entrou rico de merecimentos no reino de Deus, o dia 30 de dezembro de 1129, em Cane, onde foi sepultado na Catedral. Considerado taumaturgo em vida, pelos prodígios que promovia com a força de suas orações, logo depois de sua morte os devotos divulgaram a sua santidade. No século XVIII, a cidade de Cane praticamente já não existia. A população se transferira para outra mais próspera, Barleta. Mas eles já cultuavam o querido Bispo Rugero como Santo. Pediram a transferência das suas relíquias para a igreja de Santa Maria Maior, em Barleta. Depois foi acolhido na sepultura definitiva na igreja do Mosteiro de Santo Estevão, atual Santuário de Santo Rugero. Os devotos o veneram no dia de sua morte como o Bispo de Cane e o padroeiro de Barleta. Em 1946, Santo Rugero foi canonizado pela Igreja. #SantodoDia

  • São Rugero, bispo – 30 de Dezembro

    SANTO DO DIA – 30 DE DEZEMBRO – SÃO RUGERO Bispo (século XVII) Rugero nasceu entre 1060 e 1070, na célebre e antiga cidade italiana de Cane. O seu nome, de origem normanda, sugere que seja essa a sua origem. Além dessas poucas referências imprecisas, nada mais se sabe sobre sua vida na infância e juventude. Mas ele era respeitado, pelos habitantes da cidade, como um homem trabalhador, bom, caridoso e muito penitente. Quando o bispo de Cane morreu, os fiéis quiseram que Rugero ficasse no seu lugar de pastor. E foi o que aconteceu: aos trinta anos de idade, ele foi consagrado bispo de Cane. No século II, essa cidade havia sido destruída pelo imperador Aníbal, quando expulsou o exército romano. Depois, ela retomou sua importância no período medieval, sendo até mesmo uma sede episcopal. No século XI, mais precisamente em 1083, por causa da rivalidade entre o conde de Cane e o duque de Puglia, localidade vizinha, a cidade ficou novamente em ruínas. O bispo Rugero assumiu a direção da diocese dentro de um clima de prostração geral. Assim, depois desse desastre, seu primeiro dever era tratar da sobrevivência da população abatida pelo flagelo das epidemias do pós-guerra. Ele transformou a sua sede numa hospedaria aberta dia e noite, para abrigar viajantes, peregrinos e as viúvas com seus órfãos. Possuindo o dom da cura, socorria a todos, incansável, andando por todos os cantos, descalço. Doava tudo o que fosse possível e a sua carruagem era usada apenas para transportar os doentes e as crianças. Todavia esse século também foi um período conturbado para a história da Igreja. Com excessivo poder civil estava dividida entre religiosos corruptos e os que viviam em santidade. Rugero estava entre os que entendiam o episcopado como uma missão e não como uma posição de prestígio para ser usada em benefício próprio. Vivia para o seu rebanho, seguindo o ensinamento de são Paulo: ‘Tudo para todos’. Por tudo isso e por seus dons de conselho e sabedoria, no seu tempo foi estimado por dois papas: Pascoal II e Celásio II. Para ambos, executou missões delicadas e os aconselhou nas questões das rivalidades internas da Igreja, que tentava iniciar sua renovação. Entrou rico de merecimentos no Reino de Deus, no dia 30 de dezembro de 1129, em Cane, onde foi sepultado na catedral. Considerado taumaturgo em vida, pelos prodígios que promovia com a força de suas orações, logo depois de sua morte os devotos divulgaram a sua santidade. No século XVIII, a cidade de Cane praticamente já não existia. A população se transferira para outra mais próspera, Barleta. Mas eles já cultuavam o querido bispo Rugero como santo. Pediram a transferência das suas relíquias para a igreja de Santa Maria Maior, em Barleta. Depois, foi acolhido na sepultura definitiva na igreja do Mosteiro de Santo Estêvão, atual Santuário de São Rugero. Os devotos o veneram no dia de sua morte como o bispo de Cane e o padroeiro de Barleta. Em 1946, são Rugero foi canonizado pela Igreja. Texto: Paulinas Internet Conheça mais sobre Santo Rugero Nasceu entre 1060 e 1070, na célebre e antiga cidade italiana de Cane. O seu nome de origem normanda sugere que seja essa a sua origem. Além dessas poucas referências imprecisas nada mais se sabe sobre sua vida na infância e juventude. Mas ele era respeitado pelos habitantes da cidade, como um homem trabalhador, bom, caridoso e muito penitente. Quando o Bispo de Cane morreu os fieis quiseram que Rugero ficasse no seu lugar de pastor. E foi o que aconteceu, aos trinta anos de idade, ele foi consagrado Bispo de Cane. No século II, essa cidade havia sido destruída pelo imperador Aníbal, quando expulsou o exército romano. Depois ela retomou sua importância no período medieval, sendo inclusive uma sede episcopal. No século XI, mais precisamente em 1083, por causa da rivalidade entre o Conde de Cane e o Duque de Puglia, localidade vizinha, a cidade ficou novamente em ruínas. O Bispo Rugero assumiu a direção da diocese dentro de um clima de prostração geral. Assim, depois desse desastre, seu primeiro dever era tratar da sobrevivência da população abatida pelo flagelo das epidemias do pós-guerra. Ele transformou a sua sede numa hospedaria aberta dia e noite, para abrigar viajantes, peregrinos e as viúvas com seus órfãos. Possuindo o dom da cura, socorria a todos, incansável, andando por todos os cantos, descalço. Doava tudo que fosse possível e a sua carruagem era usada apenas para transportar os doentes e as crianças. Todavia, esse século também foi um período conturbado para a História da Igreja. Com excessivo poder civil estava dividida entre religiosos corruptos e os que viviam em santidade. Rugero estava entre os que entendiam o episcopado como uma missão e não como uma posição de prestígio para ser usada em benefício próprio. Vivia para o seu rebanho, seguindo o ensinamento de São Paulo: “tudo para todos”. Por tudo isso e por seus dons de conselho e sabedoria, no seu tempo, foi estimado por dois Papas: Pascoal II e Celasio II. Para ambos executou missões delicadas e os aconselhou nas questões das rivalidades internas da Igreja, que tentava iniciar sua renovação. Entrou rico de merecimentos no reino de Deus, o dia 30 de dezembro de 1129, em Cane, onde foi sepultado na Catedral. Considerado taumaturgo em vida, pelos prodígios que promovia com a força de suas orações, logo depois de sua morte os devotos divulgaram a sua santidade. No século XVIII, a cidade de Cane praticamente já não existia. A população se transferira para outra mais próspera, Barleta. Mas eles já cultuavam o querido Bispo Rugero como Santo. Pediram a transferência das suas relíquias para a igreja de Santa Maria Maior, em Barleta. Depois foi acolhido na sepultura definitiva na igreja do Mosteiro de Santo Estevão, atual Santuário de Santo Rugero. Os devotos o veneram no dia de sua morte como o Bispo de Cane e o padroeiro de Barleta. Em 1946, Santo Rugero foi canonizado pela Igreja. #SantodoDia

  • Homilia Diária | O que há de “novo” no mandamento do amor?

    5.º dia na Oitava do Natal A liturgia de hoje nos apresenta o Menino Jesus como “luz para iluminar as nações”. Para fazermos pessoalmente esta experiência, porém, é necessário que passemos antes pelas “trevas” de nossa radical incapacidade de amar a Deus e ao próximo de todo o coração. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, 29 de dezembro, e peçamos ao Sacratíssimo Coração de Jesus que derrame sobre nós a sua graça superna, sem a qual nos é impossível cumprir o mandamento do amor! Santo do Dia: São Tomás Becket, mártir e padroeiro do clero secular Evangelho (Lc 2,22-35) — Aleluia, aleluia, aleluia. — Sois a Luz que brilhará para os gentios, e para a glória de Israel, o vosso povo! (Lc 2,32) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 22 Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23 Conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. 24 Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos – como está ordenado na Lei do Senhor. 25 Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, 26 e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. 27 Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28 Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29 “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30 porque meus olhos viram a tua salvação, 31 que preparaste diante de todos os povos: 32 luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”. 33 O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34 Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35 Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti uma espada te transpassará a alma”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | O que há de “novo” no mandamento do amor?

    5.º dia na Oitava do Natal A liturgia de hoje nos apresenta o Menino Jesus como “luz para iluminar as nações”. Para fazermos pessoalmente esta experiência, porém, é necessário que passemos antes pelas “trevas” de nossa radical incapacidade de amar a Deus e ao próximo de todo o coração. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, 29 de dezembro, e peçamos ao Sacratíssimo Coração de Jesus que derrame sobre nós a sua graça superna, sem a qual nos é impossível cumprir o mandamento do amor! Santo do Dia: São Tomás Becket, mártir e padroeiro do clero secular Evangelho (Lc 2,22-35) — Aleluia, aleluia, aleluia. — Sois a Luz que brilhará para os gentios, e para a glória de Israel, o vosso povo! (Lc 2,32) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 22 Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23 Conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. 24 Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos – como está ordenado na Lei do Senhor. 25 Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, 26 e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. 27 Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28 Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29 “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30 porque meus olhos viram a tua salvação, 31 que preparaste diante de todos os povos: 32 luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”. 33 O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34 Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35 Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti uma espada te transpassará a alma”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Unidos ao Sangue do Cordeiro

    Festa dos Santos Inocentes, Mártires A festa dos Santos Inocentes nos põe diante dos olhos um grande milagre da graça: Deus, em atenção ao Sangue que o seu Filho encarnado derramaria para a nossa salvação no lenho da Cruz, decide associar ao mistério de nossa redenção a alguns inocentes meninos de Belém, tornando-os, ainda tão pequeninos, verdadeiros mártires de Jesus Cristo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 28 de dezembro, e peçamos à Virgem Maria, Rainha dos mártires, a graça de amarmos a Cristo até o fim, assim como Ele nos amou até o extremo. Santo do Dia: Santos Inocentes, crianças que morreram por Cristo Evangelho (Mt 2,13-18) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos; vos louva o exército dos vossos Santos Mártires! — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. 13 Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: “Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo”. 14 José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito. 15 Ali ficou até a morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Do Egito chamei o meu Filho”. 16 Quando Herodes percebeu que os magos o haviam enganado, ficou muito furioso. Mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, de dois anos para baixo, exatamente conforme o tempo indicado pelos magos. 17 Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias: 18 “Ouviu-se um grito em Ramá, choro e grande lamento: é Raquel que chora seus filhos, e não quer ser consolada, porque eles não existem mais”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Unidos ao Sangue do Cordeiro

    Festa dos Santos Inocentes, Mártires A festa dos Santos Inocentes nos põe diante dos olhos um grande milagre da graça: Deus, em atenção ao Sangue que o seu Filho encarnado derramaria para a nossa salvação no lenho da Cruz, decide associar ao mistério de nossa redenção a alguns inocentes meninos de Belém, tornando-os, ainda tão pequeninos, verdadeiros mártires de Jesus Cristo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 28 de dezembro, e peçamos à Virgem Maria, Rainha dos mártires, a graça de amarmos a Cristo até o fim, assim como Ele nos amou até o extremo. Santo do Dia: Santos Inocentes, crianças que morreram por Cristo Evangelho (Mt 2,13-18) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos; vos louva o exército dos vossos Santos Mártires! — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. 13 Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: “Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo”. 14 José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito. 15 Ali ficou até a morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Do Egito chamei o meu Filho”. 16 Quando Herodes percebeu que os magos o haviam enganado, ficou muito furioso. Mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, de dois anos para baixo, exatamente conforme o tempo indicado pelos magos. 17 Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias: 18 “Ouviu-se um grito em Ramá, choro e grande lamento: é Raquel que chora seus filhos, e não quer ser consolada, porque eles não existem mais”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Santos Inocentes, crianças que morreram por Cristo – 28 de Dezembro

    SANTO DO DIA – 28 DE DEZEMBRO – SANTOS INOCENTES Mártires Um trágico episódio de sangue é narrado apenas pelo evangelista Mateus, que se dirige principalmente aos leitores provenientes do judaísmo, com a intenção de demonstrar que em Jesus se cumpriram as antigas profecias, até aquela do grito de dor de Raquel chorando os próprios filhos. Os meninos de Belém e dos arredores, que o suspeitoso e sanguinário Herodes mandou matar, com a esperança de suprimir o Messias-rei, são as primícias dos redimidos e santificados pelo Salvador Jesus, segundo sua própria promessa: ‘Aquele que tiver perdido a sua vida por minha causa a encontrará’. A festividade dos santos Inocentes aparece já no calendário cartaginês do século IV, e pouco depois no ‘Sacramentário leoniano’. O poeta Prudêncio, de cujos textos é tirada a liturgia deste dia, chama-os justamente ‘Flores martyrum’, as primeiras flores germinadas em torno do berço do Redentor, quais ‘comites Christi’. Do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Os Santos Inocentes Celebramos hoje a festa dos Santos Inocentes, aqueles crianças martirizadas por Herodes em seu desejo de matar a Nosso Senhor Jesus Cristo. A primeira coisa com que deparamos nesse fato histórico é uma realidade constante ao longo dos séculos: o diabo, não podendo mais atingir Jesus, com a sua raiva e o seu ódio irracional termina atingindo os inocentes que seguem a Jesus. No acontecimento histórico perpetrado por Herodes, que, querendo matar a Cristo, não teme matar a crianças inocentes, vemos uma como profecia da história da Igreja: Jesus morreu na Cruz, ressuscitou e subiu aos céus, mas continua vivo na Igreja no correr dos séculos. Porque a Igreja é isso, Corpo místico de Cristo, que permanece vivo ao longo dos séculos, como uma continuação do mistério da Encarnação. Deus se fez carne e habitou entre nós, Ele assumiu a nossa humanidade e nós, que temos fé em Jesus e somos batizados, somos por isso mesmo — para usar uma linguagem de S. Elisabete da Trindade — como que uma “humanidade acrescida ”, uma humanidade mais , acrescentada a Cristo. Por quê? Porque Ele é a Cabeça, nós somos os membros, e embora a nossa Cabeça esteja gloriosa no céu, os membros de Cristo continuamos padecendo aqui na Terra, continuamos em luta, como Igreja militante em duelo contra Satanás, o qual sempre olha para os que estão mais próximos de Cristo com um ódio tremendo. Não há a este respeito página na história da Igreja em que não se veja essa constante: pessoas inocentes que seguem a Jesus, membros do seu Corpo, pagando o preço por serem de Cristo. A culpa não é de Deus, mas de Satanás e seus seguidores. O culpado do sangue dos inocentes é Herodes e os demônios que o atormentavam. Ora, Deus, na sua Providência e bondade infinita, não permitiria o mal se dele não pudesse tirar um bem maior. Portanto, se Deus permite o mau uso da liberdade humana e da liberdade angélico-demoníaca, é porque Ele, providencialmente, tem algo triunfante e maravilhoso para realizar. É isso o que veremos no Juízo Final, quando soar a trombeta e terminar esse tempo, tempo de prova e da Igreja, tempo de provação e de evangelização, tempo do nosso martírio, isto é, do nosso testemunho. Então, sim, se revelará aos olhos de toda a humanidade o sentido das injustiças clamorosas, desde a injustiça contra os Santo Inocentes, mortos à espada de Herodes, até as injustiças de outros santos, muitas vezes caluniados, desconhecidos que, ao longo dos séculos, se uniram a Cristo no seu destino de paixão e morte , mas que, no final, se associaram ao seu destino de ressurreição e glória . Aí está a grande alegria de saber que das grandes tragédias e misérias Deus sempre tira o bem: Omnia in bonum ! Que Deus nos dê essa graça, e os Santos Inocentes intercedam por nós. Conheça mais sobre os Santos Inocentes “Levanta, toma o menino e sua mãe, e regressa à terra de Israel, porque morreram os que atentavam contra a vida do menino” Ao ver-se enganado pelos magos, Herodes se enfureceu e mandou matar, em Belém e seus arredores, a todos os meninos menores de dois anos, de acordo com a data que os magos lhe haviam indicado. Assim cumpriu-se o que havia sido anunciado pelo profeta Jeremias: “Em Ramá se ouviu uma voz, houve lágrimas e gemidos: é Raquel, que chora seus filhos e não quer que a consolem, porque já não existem”. Quando morreu Herodes, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, que estava no Egito, e lhe disse: «Levanta, toma o menino e sua mãe, e regressa à terra de Israel, porque morreram os que atentavam contra a vida do menino». José levantou-se, tomou o menino e a sua mãe, e entrou na terra de Israel. Porém, ao saber que Arquelao reinava na Judeia, no lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir ali e, advertido en sonhos, retirou-se para a região da Galileia, onde se estabeleceu em uma cidade chamada Nazaré. Assim cumpriu-se o que havia sido anunciado pelos profetas: “Será chamado Nazareno”. Matança dos Santos Inocentes No segundo capítulo do Evangelho de São Mateus encontramos a narração das circunstâncias da fuga da Sagrada Família de Belém para o Egito. Foi um êxodo, um fato histórico relacionado com a perseguição ordenada por Herodes, o Grande, que tinha como objetivo matar o Menino Jesus. Nesta ocasião, José, o pai adotivo que protegia a vida do Menino Jesus, fugiu levando consigo Maria e seu Filho. Ele foi inspirado em sonhos por um Anjo e marchou para o Egito, onde, segundo a tradição, refugiaram-se durante seis meses no monte Qusqam, sendo acolhidos pelos habitantes da região. É assim que a terra do Egito, que hospedou Jesus na sua primeira infância junto com sua Mãe Nossa Senhora e o pai São José, pode ser considerada como Terra Santa, pois, foi lugar de passagem e de presença de Nosso Senhor. Após algum tempo, finalmente, uma nova aparição do Anjo, em sonho, anuncia a São José a morte de Herodes. A Sagrada Família pode, então retornar para a terra de Israel. Na narração da fuga da Sagrada Família para o Egito, três versículos (Mt 2,16-18) descrevem a ferocidade do rei Herodes, que, para matar Jesus, decidiu exterminar todos os meninos de dois anos para baixo que viviam em Belém. Este acontecimento pode ser interpretado como sendo um preludio das grandes perseguições dos mártires durante os primeiros séculos. Com a matança de inocentes, Herodes quis sufocar toda possibilidade de perigo que o levasse a perder seu domínio absoluto. E, para ele o Messias representava uma grande ameaça. São Mateus interpreta a historia da matança dos inocentes sob o ponto de vista do plano salvífico de Deus e a intende em um sentido profético como sendo o cumprimento das Escrituras. É por isso o evangelista faz referencia ao profeta Jeremias, que se narra o lamento da matriarca Raquel pelo povo de Israel, levado ao exílio na Babilônia: «um grito se ouve em Ramá, pranto e lamentos grandes; é Raquel que chora por seus filhos e recusa o consolo, porque já não vivem» (Mt 2,18; cf. Jr 31,15). Para Mateus, os meninos assassinados em Belém representam o povo de Israel e a dor vivida pelas mães é a dor do povo que não reconheceu o Rei-Messias. (JS) Santos Inocentes Há poucos dias atrás, ouvimos em Belém o cântico dos anjos: “Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens de boa vontade”. E vimos a alegria dos pastores, adorando a Jesus Menino na manjedoura. E hoje? Ah, hoje, que diferença! Da alegria, eis a tristeza. Do riso, que pranto! É o ruído das armas, das espadas que afoitamente se desembainham e se tingem de sangue, do sangue de inocentes crianças. É o grito inconsolável das mães que atroa os ares, ao verem os filhos mortos, degolados nos próprios braços amorosos, que esboçam vãs tentativas de defesa. É o grito, a lágrima, o horror, o desespero. ****** Herodes, o Grande, descendente de Esaú, idumeu, notabilizou-se pela crueldade. Aterrorizou a Palestina por trinta e seis anos, e desposou dez mulheres. Corroído pelos vermes, morreu em 750 da fundação de Roma, logo depois do nascimento de Jesus, que se deu em 749 da mesma era. Nascia um rei. Perigava-lhe a estabilidade? ****** Jesus nasceu em Belém. Era no tempo do rei perverso. Que era aquilo que diziam dos magos que vinham do Oriente: Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? E que significava viemos adorá-lo? Nascera mesmo um rei? E a estrela que lhes aparecera? Que era aquilo? Então Herodes, tendo chamado secretamente os magos, inquiriu deles cuidadosamente acerca do tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. E, enviando-os a Belém, disse: – Ide e informai-vos bem acerca do menino, e, quando o encontrardes, comunicai-me a fim de que também eu o vá adorar. ****** Não mais foram ter os três magos com Herodes. E Herodes desconfiava. Fora enganado? O tempo passava. Sim, fora enganado. Haviam-no iludido. Então, vendo que havia sido enganado pelos magos, irou-se em extremo, e mandou matar todos os meninos que havia em Belém e em todos os arredores, da idade de dois anos para baixo, segundo a data que havia averiguado dos magos. Então, cumpriu-se o que estava predito pelo profeta Jeremias: Uma voz se ouviu Ramá, pranto e grande lamentação: Raquel chorando seus filhos, sem admitir consolação, porque já não existem. ****** Estais a chorar, ó mães infortunadas, porque vossos filhos já não mais existem? Não choreis, ó mãe felizes, porque vossos filhos existem! Estão, não no mundo enganador e perverso como o rei Herodes, mas num mundo melhor e que jamais se acaba. Morreram, sim, mas para o século. Morreram, mas, olhai, vede que sublime: deram a vida por aquele que é a Vida. São as primícias dos mártires do Senhor Jesus Cristo. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXI, p. 122 à 124) #FestasLitúrgicas

  • Santos Inocentes, crianças que morreram por Cristo – 28 de Dezembro

    SANTO DO DIA – 28 DE DEZEMBRO – SANTOS INOCENTES Mártires Um trágico episódio de sangue é narrado apenas pelo evangelista Mateus, que se dirige principalmente aos leitores provenientes do judaísmo, com a intenção de demonstrar que em Jesus se cumpriram as antigas profecias, até aquela do grito de dor de Raquel chorando os próprios filhos. Os meninos de Belém e dos arredores, que o suspeitoso e sanguinário Herodes mandou matar, com a esperança de suprimir o Messias-rei, são as primícias dos redimidos e santificados pelo Salvador Jesus, segundo sua própria promessa: ‘Aquele que tiver perdido a sua vida por minha causa a encontrará’. A festividade dos santos Inocentes aparece já no calendário cartaginês do século IV, e pouco depois no ‘Sacramentário leoniano’. O poeta Prudêncio, de cujos textos é tirada a liturgia deste dia, chama-os justamente ‘Flores martyrum’, as primeiras flores germinadas em torno do berço do Redentor, quais ‘comites Christi’. Do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora. Os Santos Inocentes Celebramos hoje a festa dos Santos Inocentes, aqueles crianças martirizadas por Herodes em seu desejo de matar a Nosso Senhor Jesus Cristo. A primeira coisa com que deparamos nesse fato histórico é uma realidade constante ao longo dos séculos: o diabo, não podendo mais atingir Jesus, com a sua raiva e o seu ódio irracional termina atingindo os inocentes que seguem a Jesus. No acontecimento histórico perpetrado por Herodes, que, querendo matar a Cristo, não teme matar a crianças inocentes, vemos uma como profecia da história da Igreja: Jesus morreu na Cruz, ressuscitou e subiu aos céus, mas continua vivo na Igreja no correr dos séculos. Porque a Igreja é isso, Corpo místico de Cristo, que permanece vivo ao longo dos séculos, como uma continuação do mistério da Encarnação. Deus se fez carne e habitou entre nós, Ele assumiu a nossa humanidade e nós, que temos fé em Jesus e somos batizados, somos por isso mesmo — para usar uma linguagem de S. Elisabete da Trindade — como que uma “humanidade acrescida ”, uma humanidade mais , acrescentada a Cristo. Por quê? Porque Ele é a Cabeça, nós somos os membros, e embora a nossa Cabeça esteja gloriosa no céu, os membros de Cristo continuamos padecendo aqui na Terra, continuamos em luta, como Igreja militante em duelo contra Satanás, o qual sempre olha para os que estão mais próximos de Cristo com um ódio tremendo. Não há a este respeito página na história da Igreja em que não se veja essa constante: pessoas inocentes que seguem a Jesus, membros do seu Corpo, pagando o preço por serem de Cristo. A culpa não é de Deus, mas de Satanás e seus seguidores. O culpado do sangue dos inocentes é Herodes e os demônios que o atormentavam. Ora, Deus, na sua Providência e bondade infinita, não permitiria o mal se dele não pudesse tirar um bem maior. Portanto, se Deus permite o mau uso da liberdade humana e da liberdade angélico-demoníaca, é porque Ele, providencialmente, tem algo triunfante e maravilhoso para realizar. É isso o que veremos no Juízo Final, quando soar a trombeta e terminar esse tempo, tempo de prova e da Igreja, tempo de provação e de evangelização, tempo do nosso martírio, isto é, do nosso testemunho. Então, sim, se revelará aos olhos de toda a humanidade o sentido das injustiças clamorosas, desde a injustiça contra os Santo Inocentes, mortos à espada de Herodes, até as injustiças de outros santos, muitas vezes caluniados, desconhecidos que, ao longo dos séculos, se uniram a Cristo no seu destino de paixão e morte , mas que, no final, se associaram ao seu destino de ressurreição e glória . Aí está a grande alegria de saber que das grandes tragédias e misérias Deus sempre tira o bem: Omnia in bonum ! Que Deus nos dê essa graça, e os Santos Inocentes intercedam por nós. Conheça mais sobre os Santos Inocentes “Levanta, toma o menino e sua mãe, e regressa à terra de Israel, porque morreram os que atentavam contra a vida do menino” Ao ver-se enganado pelos magos, Herodes se enfureceu e mandou matar, em Belém e seus arredores, a todos os meninos menores de dois anos, de acordo com a data que os magos lhe haviam indicado. Assim cumpriu-se o que havia sido anunciado pelo profeta Jeremias: “Em Ramá se ouviu uma voz, houve lágrimas e gemidos: é Raquel, que chora seus filhos e não quer que a consolem, porque já não existem”. Quando morreu Herodes, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, que estava no Egito, e lhe disse: «Levanta, toma o menino e sua mãe, e regressa à terra de Israel, porque morreram os que atentavam contra a vida do menino». José levantou-se, tomou o menino e a sua mãe, e entrou na terra de Israel. Porém, ao saber que Arquelao reinava na Judeia, no lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir ali e, advertido en sonhos, retirou-se para a região da Galileia, onde se estabeleceu em uma cidade chamada Nazaré. Assim cumpriu-se o que havia sido anunciado pelos profetas: “Será chamado Nazareno”. Matança dos Santos Inocentes No segundo capítulo do Evangelho de São Mateus encontramos a narração das circunstâncias da fuga da Sagrada Família de Belém para o Egito. Foi um êxodo, um fato histórico relacionado com a perseguição ordenada por Herodes, o Grande, que tinha como objetivo matar o Menino Jesus. Nesta ocasião, José, o pai adotivo que protegia a vida do Menino Jesus, fugiu levando consigo Maria e seu Filho. Ele foi inspirado em sonhos por um Anjo e marchou para o Egito, onde, segundo a tradição, refugiaram-se durante seis meses no monte Qusqam, sendo acolhidos pelos habitantes da região. É assim que a terra do Egito, que hospedou Jesus na sua primeira infância junto com sua Mãe Nossa Senhora e o pai São José, pode ser considerada como Terra Santa, pois, foi lugar de passagem e de presença de Nosso Senhor. Após algum tempo, finalmente, uma nova aparição do Anjo, em sonho, anuncia a São José a morte de Herodes. A Sagrada Família pode, então retornar para a terra de Israel. Na narração da fuga da Sagrada Família para o Egito, três versículos (Mt 2,16-18) descrevem a ferocidade do rei Herodes, que, para matar Jesus, decidiu exterminar todos os meninos de dois anos para baixo que viviam em Belém. Este acontecimento pode ser interpretado como sendo um preludio das grandes perseguições dos mártires durante os primeiros séculos. Com a matança de inocentes, Herodes quis sufocar toda possibilidade de perigo que o levasse a perder seu domínio absoluto. E, para ele o Messias representava uma grande ameaça. São Mateus interpreta a historia da matança dos inocentes sob o ponto de vista do plano salvífico de Deus e a intende em um sentido profético como sendo o cumprimento das Escrituras. É por isso o evangelista faz referencia ao profeta Jeremias, que se narra o lamento da matriarca Raquel pelo povo de Israel, levado ao exílio na Babilônia: «um grito se ouve em Ramá, pranto e lamentos grandes; é Raquel que chora por seus filhos e recusa o consolo, porque já não vivem» (Mt 2,18; cf. Jr 31,15). Para Mateus, os meninos assassinados em Belém representam o povo de Israel e a dor vivida pelas mães é a dor do povo que não reconheceu o Rei-Messias. (JS) Santos Inocentes Há poucos dias atrás, ouvimos em Belém o cântico dos anjos: “Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens de boa vontade”. E vimos a alegria dos pastores, adorando a Jesus Menino na manjedoura. E hoje? Ah, hoje, que diferença! Da alegria, eis a tristeza. Do riso, que pranto! É o ruído das armas, das espadas que afoitamente se desembainham e se tingem de sangue, do sangue de inocentes crianças. É o grito inconsolável das mães que atroa os ares, ao verem os filhos mortos, degolados nos próprios braços amorosos, que esboçam vãs tentativas de defesa. É o grito, a lágrima, o horror, o desespero. ****** Herodes, o Grande, descendente de Esaú, idumeu, notabilizou-se pela crueldade. Aterrorizou a Palestina por trinta e seis anos, e desposou dez mulheres. Corroído pelos vermes, morreu em 750 da fundação de Roma, logo depois do nascimento de Jesus, que se deu em 749 da mesma era. Nascia um rei. Perigava-lhe a estabilidade? ****** Jesus nasceu em Belém. Era no tempo do rei perverso. Que era aquilo que diziam dos magos que vinham do Oriente: Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? E que significava viemos adorá-lo? Nascera mesmo um rei? E a estrela que lhes aparecera? Que era aquilo? Então Herodes, tendo chamado secretamente os magos, inquiriu deles cuidadosamente acerca do tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. E, enviando-os a Belém, disse: – Ide e informai-vos bem acerca do menino, e, quando o encontrardes, comunicai-me a fim de que também eu o vá adorar. ****** Não mais foram ter os três magos com Herodes. E Herodes desconfiava. Fora enganado? O tempo passava. Sim, fora enganado. Haviam-no iludido. Então, vendo que havia sido enganado pelos magos, irou-se em extremo, e mandou matar todos os meninos que havia em Belém e em todos os arredores, da idade de dois anos para baixo, segundo a data que havia averiguado dos magos. Então, cumpriu-se o que estava predito pelo profeta Jeremias: Uma voz se ouviu Ramá, pranto e grande lamentação: Raquel chorando seus filhos, sem admitir consolação, porque já não existem. ****** Estais a chorar, ó mães infortunadas, porque vossos filhos já não mais existem? Não choreis, ó mãe felizes, porque vossos filhos existem! Estão, não no mundo enganador e perverso como o rei Herodes, mas num mundo melhor e que jamais se acaba. Morreram, sim, mas para o século. Morreram, mas, olhai, vede que sublime: deram a vida por aquele que é a Vida. São as primícias dos mártires do Senhor Jesus Cristo. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XXI, p. 122 à 124) #FestasLitúrgicas

  • Homilia Diária | Vida nova em Cristo

    Festa de São João, Apóstolo e Evangelista Neste Tempo do Natal, a Santa Igreja celebra hoje a festa de São João, Apóstolo e Evangelista, cujo testemunho nos garante, de modo firme e seguro, que a Palavra de Deus verdadeiramente se encarnou na plenitude dos tempos, deixando-se ver e tocar e dando-nos, assim, um motivo mais do que suficiente para crermos em tudo o que a seu respeito nos transmitiram os Apóstolos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 27 de dezembro, e peçamos juntos à Virgem Santíssima que nos conceda hoje crescer na fé, católica e apostólica. Evangelho (Jo 20,2-8) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos, vos louva o exército dos vossos Santos Mártires! — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. No primeiro dia da semana, 2 Maria Madalena saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. 3 Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4 Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5 Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. 6 Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7 e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. 8 Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu e acreditou. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Vida nova em Cristo

    Festa de São João, Apóstolo e Evangelista Neste Tempo do Natal, a Santa Igreja celebra hoje a festa de São João, Apóstolo e Evangelista, cujo testemunho nos garante, de modo firme e seguro, que a Palavra de Deus verdadeiramente se encarnou na plenitude dos tempos, deixando-se ver e tocar e dando-nos, assim, um motivo mais do que suficiente para crermos em tudo o que a seu respeito nos transmitiram os Apóstolos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 27 de dezembro, e peçamos juntos à Virgem Santíssima que nos conceda hoje crescer na fé, católica e apostólica. Evangelho (Jo 20,2-8) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos, vos louva o exército dos vossos Santos Mártires! — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. No primeiro dia da semana, 2 Maria Madalena saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. 3 Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4 Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5 Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. 6 Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7 e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. 8 Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu e acreditou. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Cardeal Sturla reconhece que os “é um divisor de águas dentro da Igreja”

    O cardeal Sturla, arcebispo de Montevidéu, é outra voz que se junta às críticas dos Fiducia supplicans, tanto pelo conteúdo do documento quanto pelas formas. Por InfoVaticana Em entrevista ao El País, do Uruguai, o cardeal defendeu que “não era um assunto para vir à tona agora no Natal”. “Isso me chamou muito a atenção, porque é um assunto polêmico e que está dividindo as águas dentro da Igreja”, disse ele na entrevista. O cardeal sublinha que um padre “abençoa todas as pessoas”, mas outra coisa é “abençoar um casal homossexual”. Sturla é um dos que entende que este documento abre a porta à bênção dos casais “e toda a tradição da Igreja, até um documento de há dois anos diz que não é possível fazer isso”. about:blank O arcebispo de Montevidéu reconhece que este documento que saiu “cria confusão, porque diz que pode ser abençoado, mas não através de um rito. Em suma, o que eu acredito é que as pessoas podem ser abençoadas, mas os casais como tais, como casais, não. Com os casais heterossexuais, o que existe é o sacramento do matrimônio, do homem e da mulher”. Sturla justifica que Víctor Manuel Fernández não tenha sido claro com este documento. “É um não, mas sim, e um sim, mas não. O mesmo documento diz que não muda a doutrina da Igreja. Dada a falta de clareza do documento, pela leitura que faço, entendo que é necessário continuar com a prática que a Igreja tem tido até agora, que é abençoar todas as pessoas que pedem uma bênção, mas não abençoar casais do mesmo sexo”, acrescenta o cardeal uruguaio. “Se o que você quer é se aproximar das pessoas e que os homossexuais se sintam parte da Igreja, tudo bem comigo. Porque a Igreja é para todos. Mas há certas regras. Também não é abençoado um casal que não é casado. Você não pode abençoar uniões que a própria Igreja diz que não estão de acordo com o plano de Deus”, disse o cardeal. Questionado se vê necessidade de pedir esclarecimentos a Roma, Sturla diz que “o que acontece é que o próprio documento diz que não pode haver um rito, que não pode ser feito publicamente… Cria uma situação confusa. Quando você abençoa as pessoas, você não pergunta qual é a situação delas. E é sempre feito e para quem quer que seja. Continuaremos com a mesma prática até que fique claro. O documento tem sido divisivo. Nas Igrejas da África disseram que em seus países, não”. Dom Daniel Sturla também menciona na entrevista um dos grandes problemas que este documento traz e sobre o qual pouco se fala: a situação de desamparo em que muitos padres vão se encontrar. “Ouvi padres que estão perplexos com isso”, reconhece abertamente o cardeal. #Crisenaigreja

  • Cardeal Sturla reconhece que os “é um divisor de águas dentro da Igreja”

    O cardeal Sturla, arcebispo de Montevidéu, é outra voz que se junta às críticas dos Fiducia supplicans, tanto pelo conteúdo do documento quanto pelas formas. Por InfoVaticana Em entrevista ao El País, do Uruguai, o cardeal defendeu que “não era um assunto para vir à tona agora no Natal”. “Isso me chamou muito a atenção, porque é um assunto polêmico e que está dividindo as águas dentro da Igreja”, disse ele na entrevista. O cardeal sublinha que um padre “abençoa todas as pessoas”, mas outra coisa é “abençoar um casal homossexual”. Sturla é um dos que entende que este documento abre a porta à bênção dos casais “e toda a tradição da Igreja, até um documento de há dois anos diz que não é possível fazer isso”. about:blank O arcebispo de Montevidéu reconhece que este documento que saiu “cria confusão, porque diz que pode ser abençoado, mas não através de um rito. Em suma, o que eu acredito é que as pessoas podem ser abençoadas, mas os casais como tais, como casais, não. Com os casais heterossexuais, o que existe é o sacramento do matrimônio, do homem e da mulher”. Sturla justifica que Víctor Manuel Fernández não tenha sido claro com este documento. “É um não, mas sim, e um sim, mas não. O mesmo documento diz que não muda a doutrina da Igreja. Dada a falta de clareza do documento, pela leitura que faço, entendo que é necessário continuar com a prática que a Igreja tem tido até agora, que é abençoar todas as pessoas que pedem uma bênção, mas não abençoar casais do mesmo sexo”, acrescenta o cardeal uruguaio. “Se o que você quer é se aproximar das pessoas e que os homossexuais se sintam parte da Igreja, tudo bem comigo. Porque a Igreja é para todos. Mas há certas regras. Também não é abençoado um casal que não é casado. Você não pode abençoar uniões que a própria Igreja diz que não estão de acordo com o plano de Deus”, disse o cardeal. Questionado se vê necessidade de pedir esclarecimentos a Roma, Sturla diz que “o que acontece é que o próprio documento diz que não pode haver um rito, que não pode ser feito publicamente… Cria uma situação confusa. Quando você abençoa as pessoas, você não pergunta qual é a situação delas. E é sempre feito e para quem quer que seja. Continuaremos com a mesma prática até que fique claro. O documento tem sido divisivo. Nas Igrejas da África disseram que em seus países, não”. Dom Daniel Sturla também menciona na entrevista um dos grandes problemas que este documento traz e sobre o qual pouco se fala: a situação de desamparo em que muitos padres vão se encontrar. “Ouvi padres que estão perplexos com isso”, reconhece abertamente o cardeal. #Crisenaigreja

  • Homilia Diária | Martírio, projeto de amor do Espírito Santo

    Festa de Santo Estêvão, Protomártir Descrição Homilia Diária | Martírio, projeto de amor do Espírito Santo (Festa de Santo Estêvão, Protomártir) Padre Paulo Ricardo 2,2 mil Marcações “Gostei” 5.271 Visualizações 25 de dez. 2023 Por que a Igreja, logo no dia seguinte à celebração do Natal, comemora o martírio de Santo Estêvão, o primeiro a dar a vida por fidelidade a Cristo? O que une estas duas celebrações, aparentemente tão contrastantes e diferentes? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 26 de dezembro, e entenda como o mistério de amor revelado no Natal, quando o Filho eterno desce ao mundo, conduz ao mistério da mais heróica caridade, que faz o mártir ser elevado ao Céu. Santo do Dia: Santo Estevão, primeiro mártir cristão Evangelho (Mt 10,17-22) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Bendito o que vem em nome do Senhor. Nosso Deus é o Senhor, ele é a nossa luz (Sl 117) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: 17 “Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. 18 Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. 19 Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. 20 Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós. 21 O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. 22 Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Martírio, projeto de amor do Espírito Santo

    Festa de Santo Estêvão, Protomártir Descrição Homilia Diária | Martírio, projeto de amor do Espírito Santo (Festa de Santo Estêvão, Protomártir) Padre Paulo Ricardo 2,2 mil Marcações “Gostei” 5.271 Visualizações 25 de dez. 2023 Por que a Igreja, logo no dia seguinte à celebração do Natal, comemora o martírio de Santo Estêvão, o primeiro a dar a vida por fidelidade a Cristo? O que une estas duas celebrações, aparentemente tão contrastantes e diferentes? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 26 de dezembro, e entenda como o mistério de amor revelado no Natal, quando o Filho eterno desce ao mundo, conduz ao mistério da mais heróica caridade, que faz o mártir ser elevado ao Céu. Santo do Dia: Santo Estevão, primeiro mártir cristão Evangelho (Mt 10,17-22) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Bendito o que vem em nome do Senhor. Nosso Deus é o Senhor, ele é a nossa luz (Sl 117) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: 17 “Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. 18 Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. 19 Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. 20 Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós. 21 O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. 22 Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária|A mensagem do primeiro presépio para nós hoje

    (Solenidade do Natal do Senhor) Há exatamente 800 anos, no dia 25 de dezembro de 1223, São Francisco de Assis teve a inspiração de fazer o primeiro presépio. Numa gruta, na pequena cidade de Greccio, ele montou a cena do nascimento do Senhor. O curioso é que aquele primeiro presépio tinha só três elementos: um cocho cheio de palha, um boi e um jumento. Muito mais que mera curiosidade histórica, por trás desse fato, há um ensinamento luminoso para nortear a todos nós, que, diante de tanta confusão, dentro e fora da Igreja, esquecemos a realidade fundamental de que estamos neste mundo para amar e servir a Deus. Ouça esta reflexão de Natal do Padre Paulo Ricardo e medite sobre a mensagem que o primeiro presépio, montado por São Francisco, tem a nos ensinar hoje. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária|A mensagem do primeiro presépio para nós hoje

    (Solenidade do Natal do Senhor) Há exatamente 800 anos, no dia 25 de dezembro de 1223, São Francisco de Assis teve a inspiração de fazer o primeiro presépio. Numa gruta, na pequena cidade de Greccio, ele montou a cena do nascimento do Senhor. O curioso é que aquele primeiro presépio tinha só três elementos: um cocho cheio de palha, um boi e um jumento. Muito mais que mera curiosidade histórica, por trás desse fato, há um ensinamento luminoso para nortear a todos nós, que, diante de tanta confusão, dentro e fora da Igreja, esquecemos a realidade fundamental de que estamos neste mundo para amar e servir a Deus. Ouça esta reflexão de Natal do Padre Paulo Ricardo e medite sobre a mensagem que o primeiro presépio, montado por São Francisco, tem a nos ensinar hoje. #HomiliaDiária

  • Homilia Dominical | Os três nascimentos de Cristo celebrados no Natal

    4.º Domingo do Advento Este domingo, dia 24 de dezembro, é muito especial porque será marcado por uma dupla liturgia: a do 4.º Domingo do Advento e a do Natal do Senhor, que é celebrada a partir das vésperas do dia 24. Por isso, é bastante oportuno meditarmos sobre o mistério da Encarnação e suas implicações concretas em nossa vida. O Filho eterno de Deus, gerado pelo Pai desde toda a eternidade, foi-nos dado na plenitude dos tempos, nascido da Virgem Maria, sob a forma de um Menino, frágil e onipotente, humilde e glorioso, simples e majestoso. Mas, além desses dois nascimentos de Cristo — do Pai, na eternidade; e de Maria, na história — há também o nascimento místico que se realiza em toda alma que n’Ele crê e observa seus mandamentos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este domingo e renovemos juntos nossa fé na Encarnação do nosso único Senhor e Salvador. Anúncio do Evangelho (Lc 1,26-38) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Eis a serva do Senhor; cumpra-se em mim a tua palavra! (Lc 1,38) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 26 o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29 Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Dominical | Os três nascimentos de Cristo celebrados no Natal

    4.º Domingo do Advento Este domingo, dia 24 de dezembro, é muito especial porque será marcado por uma dupla liturgia: a do 4.º Domingo do Advento e a do Natal do Senhor, que é celebrada a partir das vésperas do dia 24. Por isso, é bastante oportuno meditarmos sobre o mistério da Encarnação e suas implicações concretas em nossa vida. O Filho eterno de Deus, gerado pelo Pai desde toda a eternidade, foi-nos dado na plenitude dos tempos, nascido da Virgem Maria, sob a forma de um Menino, frágil e onipotente, humilde e glorioso, simples e majestoso. Mas, além desses dois nascimentos de Cristo — do Pai, na eternidade; e de Maria, na história — há também o nascimento místico que se realiza em toda alma que n’Ele crê e observa seus mandamentos. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este domingo e renovemos juntos nossa fé na Encarnação do nosso único Senhor e Salvador. Anúncio do Evangelho (Lc 1,26-38) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Eis a serva do Senhor; cumpra-se em mim a tua palavra! (Lc 1,38) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 26 o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29 Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Santa Tarsila, virgem romana – 24 de Dezembro

    SANTO DO DIA – 24 DE DEZEMBRO – SANTA TARSILA Virgem romana (+581) A família romana Anícia teve a graça de enviar para a Igreja aquele que foi um dos grandes doutores da Igreja do Ocidente, o papa Gregório Magno, depois também santo. Era um homem de estatura pequena e de saúde frágil, mas um gigante na administração e uma fortaleza espiritual. Entre seus antepassados paternos estão o imperador Olívio, o papa são Félix III e o senador Jordão, que era seu pai. A formação intelectual, religiosa e moral do menino Gregório ficou sob a orientação e cuidado de sua mãe, a futura santa Sílvia, e de suas tias, Tarsila, Emiliana, também santas, e de Jordana, irmãs de seu pai, que faleceu cedo. Tarsila e Emiliana eram muito unidas, além do parentesco, pelo fervor da fé em Cristo e pela caridade. As três viviam juntas na casa herdada do pai, no monte Célio, como se estivessem num mosteiro. Tarsila era a guia de todas, orientando pela Palavra do Evangelho e pelo exemplo da caridade e da castidade. Dessa maneira, os progressos na vida espiritual foram grandes. Depois, Jordana decidiu seguir a vida matrimonial, casando-se com um bom cristão, o administrador dos bens da sua família. Tarsila permaneceu com a opção de vida religiosa que havia escolhido. Sempre feliz, na paz do seu retiro e na entrega de seu amor a Deus, até que foi ao seu encontro na glória de Cristo. São Gregório relatou que a tia Tarsila tivera uma visão de seu bisavô, o papa são Félix III, que lhe teria mostrado o lugar que ocuparia no céu dizendo estas palavras: ‘Vem, que eu haverei de te receber nestas moradas de luz’. Após essa experiência, Tarsila ficou gravemente enferma. No seu leito de morte, ao lado da irmã Emiliana e dos parentes, pediu para que todos se afastassem dizendo: ‘Está chegando Jesus, meu Salvador!’ Com essas palavras e sorrindo, entregou sua alma a Deus. Ao ser preparada para o sepultamento, encontraram calos, duros e grossos, em seus joelhos e cotovelos, causados pelas contínuas penitências. Durante as orações, que duravam muitas horas, rezava, ajoelhada e apoiada, diante de Jesus Crucificado. Poucos dias depois de morrer, Tarsila apareceu em sonho para sua irmã Emiliana e a convidou para celebrarem juntas a festa da Epifania no céu. E foi isso o que aconteceu, Emiliana acabou morrendo na véspera do dia dos Reis. O culto a santa Tarsila, mesmo não sendo acompanhado de fatos prodigiosos, se manteve discreto e persistente ao longo do tempo. Talvez pelo enriquecimento dos exemplos singulares narrados pelo sobrinho, papa são Gregório Magno, o qual, entretanto, nunca citou o ano do seu falecimento no século VI. A Igreja Católica estabeleceu o dia 24 de dezembro para as homenagens litúrgicas de santa Tarsila, data transmitida pela tradição dos seus fiéis devotos.

  • Santa Tarsila, virgem romana – 24 de Dezembro

    SANTO DO DIA – 24 DE DEZEMBRO – SANTA TARSILA Virgem romana (+581) A família romana Anícia teve a graça de enviar para a Igreja aquele que foi um dos grandes doutores da Igreja do Ocidente, o papa Gregório Magno, depois também santo. Era um homem de estatura pequena e de saúde frágil, mas um gigante na administração e uma fortaleza espiritual. Entre seus antepassados paternos estão o imperador Olívio, o papa são Félix III e o senador Jordão, que era seu pai. A formação intelectual, religiosa e moral do menino Gregório ficou sob a orientação e cuidado de sua mãe, a futura santa Sílvia, e de suas tias, Tarsila, Emiliana, também santas, e de Jordana, irmãs de seu pai, que faleceu cedo. Tarsila e Emiliana eram muito unidas, além do parentesco, pelo fervor da fé em Cristo e pela caridade. As três viviam juntas na casa herdada do pai, no monte Célio, como se estivessem num mosteiro. Tarsila era a guia de todas, orientando pela Palavra do Evangelho e pelo exemplo da caridade e da castidade. Dessa maneira, os progressos na vida espiritual foram grandes. Depois, Jordana decidiu seguir a vida matrimonial, casando-se com um bom cristão, o administrador dos bens da sua família. Tarsila permaneceu com a opção de vida religiosa que havia escolhido. Sempre feliz, na paz do seu retiro e na entrega de seu amor a Deus, até que foi ao seu encontro na glória de Cristo. São Gregório relatou que a tia Tarsila tivera uma visão de seu bisavô, o papa são Félix III, que lhe teria mostrado o lugar que ocuparia no céu dizendo estas palavras: ‘Vem, que eu haverei de te receber nestas moradas de luz’. Após essa experiência, Tarsila ficou gravemente enferma. No seu leito de morte, ao lado da irmã Emiliana e dos parentes, pediu para que todos se afastassem dizendo: ‘Está chegando Jesus, meu Salvador!’ Com essas palavras e sorrindo, entregou sua alma a Deus. Ao ser preparada para o sepultamento, encontraram calos, duros e grossos, em seus joelhos e cotovelos, causados pelas contínuas penitências. Durante as orações, que duravam muitas horas, rezava, ajoelhada e apoiada, diante de Jesus Crucificado. Poucos dias depois de morrer, Tarsila apareceu em sonho para sua irmã Emiliana e a convidou para celebrarem juntas a festa da Epifania no céu. E foi isso o que aconteceu, Emiliana acabou morrendo na véspera do dia dos Reis. O culto a santa Tarsila, mesmo não sendo acompanhado de fatos prodigiosos, se manteve discreto e persistente ao longo do tempo. Talvez pelo enriquecimento dos exemplos singulares narrados pelo sobrinho, papa são Gregório Magno, o qual, entretanto, nunca citou o ano do seu falecimento no século VI. A Igreja Católica estabeleceu o dia 24 de dezembro para as homenagens litúrgicas de santa Tarsila, data transmitida pela tradição dos seus fiéis devotos.

  • Homilia Diária | Como Maria nos ajuda a amar Jesus?

    Sábado da 3.ª Semana do Advento À medida que se aproxima o Santo Natal, o nosso coração deve-se incendiar de desejo e esperança: desejo de amar Aquele que tanto nos ama, a ponto de assumir nossas misérias e fraquezas, e esperança de que, apoiados na caridade que o Coração de Maria tem a seu Filho, conseguiremos um dia oferecer a Cristo o culto de um amor mais puro e perfeito. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 23 de dezembro, e supliquemos à Virgem Santíssima que venha em socorro de nossa caridade, ainda tão morna e incipiente! Evangelho (Lc 1,57-66) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Ó Rei e Senhor das nações e Pedra angular da Igreja, vinde salvar a mulher e o homem, que, um dia, formastes do barro. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 57 Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. 58 Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. 59 No oitavo dia foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60 A mãe porém disse: “Não! Ele vai chamar-se João”. 61 Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” 62 Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. 63 Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome”. 64 No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. 65 Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. 66 E todos os que ouviam a notícia, ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Como Maria nos ajuda a amar Jesus?

    Sábado da 3.ª Semana do Advento À medida que se aproxima o Santo Natal, o nosso coração deve-se incendiar de desejo e esperança: desejo de amar Aquele que tanto nos ama, a ponto de assumir nossas misérias e fraquezas, e esperança de que, apoiados na caridade que o Coração de Maria tem a seu Filho, conseguiremos um dia oferecer a Cristo o culto de um amor mais puro e perfeito. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 23 de dezembro, e supliquemos à Virgem Santíssima que venha em socorro de nossa caridade, ainda tão morna e incipiente! Evangelho (Lc 1,57-66) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Ó Rei e Senhor das nações e Pedra angular da Igreja, vinde salvar a mulher e o homem, que, um dia, formastes do barro. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 57 Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. 58 Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. 59 No oitavo dia foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60 A mãe porém disse: “Não! Ele vai chamar-se João”. 61 Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” 62 Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. 63 Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome”. 64 No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. 65 Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. 66 E todos os que ouviam a notícia, ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Uma vigília perpétua de amor

    Sexta-feira da 3.ª Semana do Advento Recostado ao colo maternal de Maria, o Menino Jesus, embora dormisse docemente, permanecia em vela no íntimo de seu Coração sacratíssimo. Pois a sua alma, unida substancialmente à pessoa do Verbo de Deus, via e abraçava sem cessar a cada um de nós, tanto no presépio de Belém, como uma criança indefesa, quanto no altar da Cruz, como Cordeiro inocente conduzido ao matadouro. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 22 de dezembro, e reforcemos nossas orações para bem celebrarmos o próximo Natal. Evangelho (Lc 1,46-56) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Ó Rei e Senhor das nações, e pedra angular da Igreja, vinde salvar a mulher e o homem, que, um dia, formastes do barro. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 46 Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48 porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49 porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50 e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem. 51 Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52 Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53 Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54 Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55 conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56 Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Uma vigília perpétua de amor

    Sexta-feira da 3.ª Semana do Advento Recostado ao colo maternal de Maria, o Menino Jesus, embora dormisse docemente, permanecia em vela no íntimo de seu Coração sacratíssimo. Pois a sua alma, unida substancialmente à pessoa do Verbo de Deus, via e abraçava sem cessar a cada um de nós, tanto no presépio de Belém, como uma criança indefesa, quanto no altar da Cruz, como Cordeiro inocente conduzido ao matadouro. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 22 de dezembro, e reforcemos nossas orações para bem celebrarmos o próximo Natal. Evangelho (Lc 1,46-56) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Ó Rei e Senhor das nações, e pedra angular da Igreja, vinde salvar a mulher e o homem, que, um dia, formastes do barro. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 46 Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48 porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49 porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50 e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem. 51 Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52 Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53 Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54 Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55 conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56 Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Cardeal Müller alerta padres que cometerão sacrilégio se abençoarem casais homossexuais

    Dada a comoção causada pela declaração do Dicastério para a Doutrina da Fé, o ex-prefeito do referido Dicastério, Cardeal Müller, emitiu uma importante reflexão sobre este documento. Leia na íntegra: A única bênção da Mãe Igreja é a verdade que nos libertará Notas sobre a declaração Fiducia Supplicans Cardeal Gerhard Ludwig Müller O Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé (= DDF), com a declaração Fiducia supplicans (= FS) sobre o significado pastoral das bênçãos, fez uma declaração sem precedentes no ensinamento da Igreja Católica. Pois bem, este documento afirma que é possível a um sacerdote abençoar, não liturgicamente, mas privadamente, casais que vivenciam a sexualidade fora do casamento, incluindo casais do mesmo sexo. As múltiplas perguntas de bispos, sacerdotes e fiéis leigos que surgiram em resposta a estas declarações merecem uma resposta clara e distinta. Esta afirmação não está em contradição direta com a doutrina católica? Os fiéis são obrigados a aceitar este novo ensinamento? É permitido ao sacerdote cumprir esses tipos de bênçãos privadas recém-inventadas? E pode o Bispo diocesano proibi-los caso ocorram na sua diocese? Para responder, vejamos exatamente o que este documento ensina e quais argumentos ele suporta. O documento em questão, que a assembleia geral de cardeais e bispos deste Dicastério não discutiu nem aprovou, reconhece que a hipótese (ou ensinamento?) que propõe é completamente nova e que se baseia sobretudo no ensinamento pastoral do Papa Francisco. . Segundo a fé católica, o Papa e os bispos podem colocar certos acentos pastorais e relacionar criativamente a verdade da revelação com os novos desafios de cada época, por exemplo no campo da doutrina social ou da bioética, respeitando os princípios fundamentais da antropologia cristã. Mas estas inovações não podem ir além daquilo que lhes foi revelado de uma vez por todas pelos Apóstolos como Palavra de Deus ( Dei verbum 8). Na verdade, não existem textos bíblicos ou textos dos Padres ou Doutores da Igreja ou documentos anteriores do Magistério que apoiem as conclusões de FS. Além disso, é um salto doutrinário. Pois só se pode falar do desenvolvimento da doutrina se a nova explicação estiver contida, pelo menos implicitamente, na revelação e, acima de tudo, não contradizer as definições dogmáticas. E um desenvolvimento doutrinal que alcance um significado mais profundo do ensinamento deve ter ocorrido gradualmente, através de um longo tempo de maturação (cf. Dei verbum 8). Ora, o último pronunciamento magisterial sobre esta questão foi proferido pela mesma Congregação para a Doutrina da Fé em março de 2021, há menos de três anos, negando categoricamente a possibilidade de abençoar estas uniões. Isto se aplica tanto às bênçãos públicas como às bênçãos privadas sobre pessoas em condições de vida pecaminosas. Como o FS justifica que, mesmo propondo uma nova doutrina, não nega o que dizia o documento anterior de 2021? FS reconhece, em primeiro lugar, que tanto o Responsum como a doutrina tradicional válida e vinculativa sobre as bênçãos não permitem que sejam abençoadas situações contrárias à lei de Deus e ao Evangelho de Cristo, como é o caso das uniões sexuais fora do casado. Isto é claro para os sacramentos, mas também para outras bênçãos que Fiducia suplicans chama de “litúrgicas” e que estão entre os ritos que a Igreja chamou de “sacramentais”, conforme descrito no Ritual Romano pósVaticano II . Nestes dois tipos de bênçãos deve haver consonância entre a bênção e o ensinamento da Igreja (FS 9-11). Portanto, para aceitar a bênção de situações contrárias ao Evangelho, a FDUC propõe uma solução original: ampliar o conceito de bênção (FS 7,12). Isto se justifica da seguinte forma: “Devemos também evitar o risco de reduzir o significado das bênçãos apenas a este ponto de vista [as bênçãos “litúrgicas” dos sacramentos e sacramentais], porque isso nos levaria a fingir, a uma simples bênção, as mesmas condições morais que são exigidas para a recepção dos sacramentos” (FS 12). Ou seja, é necessário um novo conceito de bênção, que vá além dos sacramentos, para poder acompanhar também o caminho de quem vive no pecado. Ora, essa expansão para além dos sacramentos já ocorria, de fato, através dos sacramentais. A Igreja não pediu as mesmas condições morais para uma bênção e para receber um sacramento. Isto ocorre, por exemplo, diante de um penitente que não quer abandonar sua situação de pecado, mas que pode pedir humildemente uma bênção pessoal para que o Senhor lhe dê luz e força para um dia compreender e seguir os ensinamentos evangélicos. Isso não exigiria um novo tipo de bênção. Por que é necessário então expandir o significado de uma bênção, se as bênçãos entendidas pelo ritual romano vão além dos sacramentos? Acontece que a bênção entendida de forma tradicional, embora vá além dos sacramentos, só permite a bênção de “coisas, lugares ou circunstâncias que não contrariem a norma ou o espírito do Evangelho” (FS 10, citando o ritual romano) . E este é o ponto que queremos superar, porque queremos abençoar circunstâncias, como uma relação estável entre pessoas do mesmo sexo, que contradizem a norma e o espírito do Evangelho. É verdade que a Igreja pode acrescentar “novos sacramentais” aos já existentes (Vaticano II: Sacrosanctum Concilium 79), mas não mudar o seu significado de tal forma que banalizem o pecado, especialmente numa situação cultural ideologicamente carregada que também é enganosa … aos fiéis. E esta mudança de sentido é precisamente o que acontece na FS, que inventa uma nova categoria de bênção para além daquela ligada a um sacramento ou a sacramentais como a Igreja os tinha entendido até agora. FS diz que se trata de bênçãos não litúrgicas, típicas da piedade popular. Teríamos assim estes três níveis: Orações ligadas aos sacramentos, que pedem que a pessoa esteja na graça para recebê-los, ou que queira se separar do pecado. Bênçãos como as incluídas no Ritual Romano e como a doutrina católica sempre as entendeu, que podem ser dirigidas às pessoas, mesmo quando vivem em pecado, mas não a “coisas, lugares ou circunstâncias contrárias à norma ou ao espírito do evangelho.” (FS 10, citando o Ritual Romano ). Assim, por exemplo, uma mulher que fez um aborto poderia ser abençoada, mas não uma clínica de aborto. As novas bênçãos propostas por FS seriam bênçãos pastorais, e não bênçãos litúrgicas ou rituais. Portanto, não teriam mais a limitação das bênçãos descritas no Ritual Romano (tipo “b”). Elas não poderiam ser aplicadas apenas, como nas bênçãos do Ritual Romano , a pessoas em pecado, mas também a coisas, lugares ou circunstâncias contrárias ao Evangelho. A novidade está nessas bênçãos do tipo “c”, ou “bênçãos pastorais”, que, por não serem litúrgicas, mas sim de “piedade popular”, não comprometeriam, segundo FS, a doutrina evangélica, e não teriam que ser consistente até com as normas morais ou com a doutrina católica. O que podemos dizer sobre esta nova categoria de bênçãos? Uma primeira observação é que não há fundamento para este novo uso nos textos bíblicos apresentados, nem em qualquer declaração anterior do Magistério. Mesmo os textos oferecidos pelo Papa Francisco não oferecem suporte para este novo tipo de bênçãos. Pois bem, as bênçãos segundo o Ritual Romano (tipo “b”) permitem-nos abençoar alguém que vive em pecado. E este tipo de bênção pode ser aplicada sem problemas a alguém que esteja preso ou numa casa de reabilitação, como diz Francisco (citado no FS 27). As novas bênçãos pastorais (tipo “c”) vão além do que disse Francisco, pois com estas bênçãos também poderia ser abençoada uma realidade contrária à Lei de Deus, como um relacionamento extraconjugal. Na verdade, segundo os critérios destas bênçãos pastorais, chegaria ao absurdo de poder abençoar, por exemplo, uma clínica de aborto ou um grupo mafioso. Daí surge uma segunda observação : é sempre arriscado inventar novos termos contrários ao uso corrente da linguagem. Pois esta forma de proceder dá origem a exercícios arbitrários de poder. No nosso caso, a bênção tem objetividade própria e não pode ser redefinida para se conformar a uma intenção subjetiva contrária à essência da bênção, pois cairia na arbitrariedade. A famosa frase de Humpty Dumpty em Alice no País das Maravilhas vem à mente : “Quando uso uma palavra, ela significa o que eu escolho que signifique, nem mais nem menos”. Alice responde: “A questão é se você consegue fazer com que as palavras signifiquem tantas coisas diferentes”. E Humpty Dumpty diz: “a questão é quem manda aqui; isso é tudo”. A terceira observação refere-se ao próprio conceito de “bênção não litúrgica”, que não pretende sancionar nada (FS 34), e que seria a bênção pastoral (tipo “c”). Em que difere da bênção contemplada no Ritual Romano (tipo “b”)? A diferença não é a espontaneidade, que já é possível nas bênçãos do tipo “b”, pois não é imprescindível que sejam regulamentadas ou aprovadas no Ritual . Também não há diferença na piedade popular, pois as bênçãos segundo o Ritual Romano já são adequadas para tal piedade popular, que necessita da bênção de vários objetos, lugares e pessoas. Parece que esta bênção pastoral (tipo “c”) é criada ad hoc para abençoar situações contrárias à norma ou ao espírito do Evangelho. Isto nos leva a uma quarta observação, que se refere ao objeto desta bênção pastoral, que a diferencia da bênção segundo o Ritual Romano, uma vez que a bênção pastoral é concedida sobre situações contrárias ao Evangelho. Observe que aqui não apenas as pessoas pecadoras são abençoadas, mas ao abençoar o casal, o próprio relacionamento pecaminoso é abençoado. Ora, Deus não pode enviar a sua graça a uma relação que lhe é directamente oposta e que não pode ser ordenada num caminho em direcção a Ele. A relação sexual estranha ao casamento, enquanto relação sexual, não pode aproximar os homens de Deus e, portanto, não pode abrir si mesmo para a bênção de Deus. Portanto, mesmo que esta bênção fosse realizada, seu único efeito seria confundir as pessoas que a recebem ou que assistem à bênção, que pensariam que Deus abençoou o que Ele não pode abençoar. É verdade que o Cardeal Fernández, em declarações à Infovaticana , esclareceu que não é a união que se permite abençoar, mas sim o casal, mas isto é um jogo com conceitos, pois o casal se define precisamente pela sua união. A dificuldade de abençoar a união é especialmente clara no caso da homossexualidade. Bom, bênção, na Bíblia, tem a ver com a ordem criada por Deus, que Ele viu ser boa. Esta ordem baseia-se na diferença sexual entre homem e mulher, chamados a ser uma só carne. A bênção de uma realidade que se opõe à criação não só não é possível, mas constitui uma blasfêmia. Pois bem, mais uma vez, a questão não é abençoar as pessoas que “estão numa união que não pode de forma alguma ser comparada ao casamento” (FS n.30), mas abençoar essa mesma união que não pode ser comparada ao casamento. Para isso, FS quer criar um novo tipo de bênção (FS 7; FS 12). Alguns argumentos aparecem em FS para tentar justificar essas bênçãos. Primeiro, a possibilidade de condições que isentem a culpabilidade moral. Mas estas condições referem-se à pessoa e não ao relacionamento em si. Diz-se também que pedir a bênção é o bem possível que essas pessoas podem alcançar no seu condicionamento, como se pedir a bênção já constituísse uma abertura a Deus e uma conversão. Mas isso pode ser verdade para quem pede a bênção para si mesmo, e não para quem pede que seu relacionamento ou seu parceiro sejam abençoados, pois essa pessoa quer então justificar o próprio relacionamento diante de Deus, sem perceber que, como tal relacionamento, distancia-se da pessoa de Deus. Finalmente, alega-se que existem elementos positivos no relacionamento, e que estes podem ser abençoados, mas esses elementos positivos (por exemplo, ajudar a outra pessoa com uma doença) são acidentais para o próprio relacionamento, cuja natureza é compartilham a sexualidade., e não mudam a natureza desta relação, que em nenhum caso pode ser dirigida a Deus, como já indicado no Responsum da Congregação para a Doutrina da Fé de 2021. Também numa clínica de aborto existem elementos positivos, desde os anestesistas que evitam a dor física da pessoa, até o desejo dos médicos de proteger o projeto de vida da mulher que aborta. Uma quinta observação diz respeito à coerência interna desta mesma bênção pastoral (tipo “c”). Pode ser dada uma bênção não litúrgica? Ou uma bênção que não representa oficialmente a doutrina de Cristo e da Igreja? A chave para responder é não saber se os ritos foram aprovados oficialmente ou, pelo contrário, são improvisados espontaneamente. A questão é que quem realiza a bênção é um sacerdote, representante de Cristo e da Igreja. FS afirma que não há problema para o sacerdote juntarse à oração de pessoas que se encontram nesta situação contrária ao Evangelho (FS 30), mas nesta bênção pastoral o sacerdote não se junta à sua oração, mas invoca a descida dos dons de Deus sobre o próprio relacionamento. Como o sacerdote age em nome de Cristo e da Igreja, tentar separar esta bênção da doutrina é postular um dualismo entre o que a Igreja faz e o que a Igreja diz. Mas a revelação, como ensina o Concílio Vaticano II, é dada com sinais e palavras intrinsecamente ligados entre si ( Dei Verbum 2), e a pregação da Igreja também não pode separar sinais e palavras. Precisamente as pessoas simples, a quem o documento quer favorecer promovendo a piedade popular, são as mais vulneráveis a serem enganadas por um sinal que contradiz a doutrina, uma vez que apreendem intuitivamente o conteúdo doutrinal do sinal. Em vista disso, pode um católico fiel aceitar o ensino da FS? Dada a unidade entre sinal e palavra na fé cristã, a única maneira pela qual se pode aceitar que é bom abençoar, de qualquer forma, estas uniões, é porque se pensa que tais uniões não são objetivamente contrárias à Lei. de Deus. Disto se segue que enquanto o Papa Francisco continuar a afirmar que as uniões homossexuais são sempre contrárias à Lei de Deus, ele estará implicitamente afirmando que tais bênçãos não podem ser concedidas. O ensino da SF está, portanto, em contradição consigo mesmo, o que exige maiores esclarecimentos. A Igreja não pode celebrar uma coisa e ensinar outra, porque, como escreveu Santo Inácio de Antioquia, Cristo foi o Mestre “quem disse e foi feito” (Efésios 15,1), e a sua carne não pode ser separada da sua palavra. A outra questão que nos colocamos foi se um padre pode concordar em abençoar estas uniões, algumas das quais coexistem com o casamento legítimo ou nas quais a mudança de parceiros não é incomum. Poderia ser feito, segundo FS, com bênção pastoral, não litúrgica ou oficial (tipo “c”). Isto significaria que o sacerdote teria que dar estas bênçãos sem agir em nome de Cristo e da Igreja. Mas isso significaria não agir como sacerdote. Na verdade, essas bênçãos teriam que ser concedidas, não como sacerdote de Cristo, mas como alguém que renunciou a Cristo. Pois bem, o sacerdote que abençoa estas uniões apresenta-as, com os seus gestos, como um caminho para o Criador. Portanto, comete um ato sacrílego e blasfemo contra o plano do Criador e contra a morte de Cristo para que possamos levar o plano do Criador à conclusão. Isto envolve também o bispo diocesano. Ele, como pastor da sua Igreja local, é obrigado a impedir que estes actos sacrílegos aconteçam, caso contrário tornar-se-ia participante deles e renunciaria ao mandato que Cristo lhe deu para confirmar os seus irmãos na fé. Os sacerdotes devem proclamar o amor e a bondade de Deus a todas as pessoas e também apoiar os pecadores e os fracos que têm dificuldade de conversão com conselhos e orações. Isto é muito diferente de apontar com sinais e palavras inventados por nós mesmos, mas enganosos, que Deus não é tão exigente com o pecado, escondendo assim que o pecado em pensamentos, palavras e ações nos distancia de Deus. Não há bênção não apenas no público, mas também no privado, para condições de vida pecaminosas que contradizem objetivamente a santa vontade de Deus. E não é prova de uma hermenêutica saudável que os bravos defensores da doutrina cristã sejam rotulados como rigoristas, mais interessados no cumprimento legalista das suas normas morais do que na salvação de pessoas específicas. Porque é isso que Jesus diz às pessoas comuns: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomem sobre vocês meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para suas almas. Porque o meu jugo é suportável e o meu fardo é leve” (Mt 11,28-30). E o Apóstolo explica assim: « E os seus mandamentos não são pesados, pois tudo o que nasceu de Deus vence o mundo. E o que conquistou a vitória sobre o mundo foi a nossa fé. Quem é aquele que vence o mundo senão aquele que acredita que Jesus é o Filho de Deus? (1 Jo 5,4-5). Numa época em que uma falsa antropologia está a minar a instituição divina do casamento entre homem e mulher, com família e filhos, a Igreja deveria recordar as palavras do seu Senhor e Cabeça: “Entrai pela porta estreita. Porque larga é a porta e espaçoso o caminho que leva à destruição, e muitos entram por ela. Quão estreita é a porta e quão estreito é o caminho que conduz à vida! E poucos os encontram” (Mt 7,13-14)

  • Cardeal Müller alerta padres que cometerão sacrilégio se abençoarem casais homossexuais

    Dada a comoção causada pela declaração do Dicastério para a Doutrina da Fé, o ex-prefeito do referido Dicastério, Cardeal Müller, emitiu uma importante reflexão sobre este documento. Leia na íntegra: A única bênção da Mãe Igreja é a verdade que nos libertará Notas sobre a declaração Fiducia Supplicans Cardeal Gerhard Ludwig Müller O Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé (= DDF), com a declaração Fiducia supplicans (= FS) sobre o significado pastoral das bênçãos, fez uma declaração sem precedentes no ensinamento da Igreja Católica. Pois bem, este documento afirma que é possível a um sacerdote abençoar, não liturgicamente, mas privadamente, casais que vivenciam a sexualidade fora do casamento, incluindo casais do mesmo sexo. As múltiplas perguntas de bispos, sacerdotes e fiéis leigos que surgiram em resposta a estas declarações merecem uma resposta clara e distinta. Esta afirmação não está em contradição direta com a doutrina católica? Os fiéis são obrigados a aceitar este novo ensinamento? É permitido ao sacerdote cumprir esses tipos de bênçãos privadas recém-inventadas? E pode o Bispo diocesano proibi-los caso ocorram na sua diocese? Para responder, vejamos exatamente o que este documento ensina e quais argumentos ele suporta. O documento em questão, que a assembleia geral de cardeais e bispos deste Dicastério não discutiu nem aprovou, reconhece que a hipótese (ou ensinamento?) que propõe é completamente nova e que se baseia sobretudo no ensinamento pastoral do Papa Francisco. . Segundo a fé católica, o Papa e os bispos podem colocar certos acentos pastorais e relacionar criativamente a verdade da revelação com os novos desafios de cada época, por exemplo no campo da doutrina social ou da bioética, respeitando os princípios fundamentais da antropologia cristã. Mas estas inovações não podem ir além daquilo que lhes foi revelado de uma vez por todas pelos Apóstolos como Palavra de Deus ( Dei verbum 8). Na verdade, não existem textos bíblicos ou textos dos Padres ou Doutores da Igreja ou documentos anteriores do Magistério que apoiem as conclusões de FS. Além disso, é um salto doutrinário. Pois só se pode falar do desenvolvimento da doutrina se a nova explicação estiver contida, pelo menos implicitamente, na revelação e, acima de tudo, não contradizer as definições dogmáticas. E um desenvolvimento doutrinal que alcance um significado mais profundo do ensinamento deve ter ocorrido gradualmente, através de um longo tempo de maturação (cf. Dei verbum 8). Ora, o último pronunciamento magisterial sobre esta questão foi proferido pela mesma Congregação para a Doutrina da Fé em março de 2021, há menos de três anos, negando categoricamente a possibilidade de abençoar estas uniões. Isto se aplica tanto às bênçãos públicas como às bênçãos privadas sobre pessoas em condições de vida pecaminosas. Como o FS justifica que, mesmo propondo uma nova doutrina, não nega o que dizia o documento anterior de 2021? FS reconhece, em primeiro lugar, que tanto o Responsum como a doutrina tradicional válida e vinculativa sobre as bênçãos não permitem que sejam abençoadas situações contrárias à lei de Deus e ao Evangelho de Cristo, como é o caso das uniões sexuais fora do casado. Isto é claro para os sacramentos, mas também para outras bênçãos que Fiducia suplicans chama de “litúrgicas” e que estão entre os ritos que a Igreja chamou de “sacramentais”, conforme descrito no Ritual Romano pósVaticano II . Nestes dois tipos de bênçãos deve haver consonância entre a bênção e o ensinamento da Igreja (FS 9-11). Portanto, para aceitar a bênção de situações contrárias ao Evangelho, a FDUC propõe uma solução original: ampliar o conceito de bênção (FS 7,12). Isto se justifica da seguinte forma: “Devemos também evitar o risco de reduzir o significado das bênçãos apenas a este ponto de vista [as bênçãos “litúrgicas” dos sacramentos e sacramentais], porque isso nos levaria a fingir, a uma simples bênção, as mesmas condições morais que são exigidas para a recepção dos sacramentos” (FS 12). Ou seja, é necessário um novo conceito de bênção, que vá além dos sacramentos, para poder acompanhar também o caminho de quem vive no pecado. Ora, essa expansão para além dos sacramentos já ocorria, de fato, através dos sacramentais. A Igreja não pediu as mesmas condições morais para uma bênção e para receber um sacramento. Isto ocorre, por exemplo, diante de um penitente que não quer abandonar sua situação de pecado, mas que pode pedir humildemente uma bênção pessoal para que o Senhor lhe dê luz e força para um dia compreender e seguir os ensinamentos evangélicos. Isso não exigiria um novo tipo de bênção. Por que é necessário então expandir o significado de uma bênção, se as bênçãos entendidas pelo ritual romano vão além dos sacramentos? Acontece que a bênção entendida de forma tradicional, embora vá além dos sacramentos, só permite a bênção de “coisas, lugares ou circunstâncias que não contrariem a norma ou o espírito do Evangelho” (FS 10, citando o ritual romano) . E este é o ponto que queremos superar, porque queremos abençoar circunstâncias, como uma relação estável entre pessoas do mesmo sexo, que contradizem a norma e o espírito do Evangelho. É verdade que a Igreja pode acrescentar “novos sacramentais” aos já existentes (Vaticano II: Sacrosanctum Concilium 79), mas não mudar o seu significado de tal forma que banalizem o pecado, especialmente numa situação cultural ideologicamente carregada que também é enganosa … aos fiéis. E esta mudança de sentido é precisamente o que acontece na FS, que inventa uma nova categoria de bênção para além daquela ligada a um sacramento ou a sacramentais como a Igreja os tinha entendido até agora. FS diz que se trata de bênçãos não litúrgicas, típicas da piedade popular. Teríamos assim estes três níveis: Orações ligadas aos sacramentos, que pedem que a pessoa esteja na graça para recebê-los, ou que queira se separar do pecado. Bênçãos como as incluídas no Ritual Romano e como a doutrina católica sempre as entendeu, que podem ser dirigidas às pessoas, mesmo quando vivem em pecado, mas não a “coisas, lugares ou circunstâncias contrárias à norma ou ao espírito do evangelho.” (FS 10, citando o Ritual Romano ). Assim, por exemplo, uma mulher que fez um aborto poderia ser abençoada, mas não uma clínica de aborto. As novas bênçãos propostas por FS seriam bênçãos pastorais, e não bênçãos litúrgicas ou rituais. Portanto, não teriam mais a limitação das bênçãos descritas no Ritual Romano (tipo “b”). Elas não poderiam ser aplicadas apenas, como nas bênçãos do Ritual Romano , a pessoas em pecado, mas também a coisas, lugares ou circunstâncias contrárias ao Evangelho. A novidade está nessas bênçãos do tipo “c”, ou “bênçãos pastorais”, que, por não serem litúrgicas, mas sim de “piedade popular”, não comprometeriam, segundo FS, a doutrina evangélica, e não teriam que ser consistente até com as normas morais ou com a doutrina católica. O que podemos dizer sobre esta nova categoria de bênçãos? Uma primeira observação é que não há fundamento para este novo uso nos textos bíblicos apresentados, nem em qualquer declaração anterior do Magistério. Mesmo os textos oferecidos pelo Papa Francisco não oferecem suporte para este novo tipo de bênçãos. Pois bem, as bênçãos segundo o Ritual Romano (tipo “b”) permitem-nos abençoar alguém que vive em pecado. E este tipo de bênção pode ser aplicada sem problemas a alguém que esteja preso ou numa casa de reabilitação, como diz Francisco (citado no FS 27). As novas bênçãos pastorais (tipo “c”) vão além do que disse Francisco, pois com estas bênçãos também poderia ser abençoada uma realidade contrária à Lei de Deus, como um relacionamento extraconjugal. Na verdade, segundo os critérios destas bênçãos pastorais, chegaria ao absurdo de poder abençoar, por exemplo, uma clínica de aborto ou um grupo mafioso. Daí surge uma segunda observação : é sempre arriscado inventar novos termos contrários ao uso corrente da linguagem. Pois esta forma de proceder dá origem a exercícios arbitrários de poder. No nosso caso, a bênção tem objetividade própria e não pode ser redefinida para se conformar a uma intenção subjetiva contrária à essência da bênção, pois cairia na arbitrariedade. A famosa frase de Humpty Dumpty em Alice no País das Maravilhas vem à mente : “Quando uso uma palavra, ela significa o que eu escolho que signifique, nem mais nem menos”. Alice responde: “A questão é se você consegue fazer com que as palavras signifiquem tantas coisas diferentes”. E Humpty Dumpty diz: “a questão é quem manda aqui; isso é tudo”. A terceira observação refere-se ao próprio conceito de “bênção não litúrgica”, que não pretende sancionar nada (FS 34), e que seria a bênção pastoral (tipo “c”). Em que difere da bênção contemplada no Ritual Romano (tipo “b”)? A diferença não é a espontaneidade, que já é possível nas bênçãos do tipo “b”, pois não é imprescindível que sejam regulamentadas ou aprovadas no Ritual . Também não há diferença na piedade popular, pois as bênçãos segundo o Ritual Romano já são adequadas para tal piedade popular, que necessita da bênção de vários objetos, lugares e pessoas. Parece que esta bênção pastoral (tipo “c”) é criada ad hoc para abençoar situações contrárias à norma ou ao espírito do Evangelho. Isto nos leva a uma quarta observação, que se refere ao objeto desta bênção pastoral, que a diferencia da bênção segundo o Ritual Romano, uma vez que a bênção pastoral é concedida sobre situações contrárias ao Evangelho. Observe que aqui não apenas as pessoas pecadoras são abençoadas, mas ao abençoar o casal, o próprio relacionamento pecaminoso é abençoado. Ora, Deus não pode enviar a sua graça a uma relação que lhe é directamente oposta e que não pode ser ordenada num caminho em direcção a Ele. A relação sexual estranha ao casamento, enquanto relação sexual, não pode aproximar os homens de Deus e, portanto, não pode abrir si mesmo para a bênção de Deus. Portanto, mesmo que esta bênção fosse realizada, seu único efeito seria confundir as pessoas que a recebem ou que assistem à bênção, que pensariam que Deus abençoou o que Ele não pode abençoar. É verdade que o Cardeal Fernández, em declarações à Infovaticana , esclareceu que não é a união que se permite abençoar, mas sim o casal, mas isto é um jogo com conceitos, pois o casal se define precisamente pela sua união. A dificuldade de abençoar a união é especialmente clara no caso da homossexualidade. Bom, bênção, na Bíblia, tem a ver com a ordem criada por Deus, que Ele viu ser boa. Esta ordem baseia-se na diferença sexual entre homem e mulher, chamados a ser uma só carne. A bênção de uma realidade que se opõe à criação não só não é possível, mas constitui uma blasfêmia. Pois bem, mais uma vez, a questão não é abençoar as pessoas que “estão numa união que não pode de forma alguma ser comparada ao casamento” (FS n.30), mas abençoar essa mesma união que não pode ser comparada ao casamento. Para isso, FS quer criar um novo tipo de bênção (FS 7; FS 12). Alguns argumentos aparecem em FS para tentar justificar essas bênçãos. Primeiro, a possibilidade de condições que isentem a culpabilidade moral. Mas estas condições referem-se à pessoa e não ao relacionamento em si. Diz-se também que pedir a bênção é o bem possível que essas pessoas podem alcançar no seu condicionamento, como se pedir a bênção já constituísse uma abertura a Deus e uma conversão. Mas isso pode ser verdade para quem pede a bênção para si mesmo, e não para quem pede que seu relacionamento ou seu parceiro sejam abençoados, pois essa pessoa quer então justificar o próprio relacionamento diante de Deus, sem perceber que, como tal relacionamento, distancia-se da pessoa de Deus. Finalmente, alega-se que existem elementos positivos no relacionamento, e que estes podem ser abençoados, mas esses elementos positivos (por exemplo, ajudar a outra pessoa com uma doença) são acidentais para o próprio relacionamento, cuja natureza é compartilham a sexualidade., e não mudam a natureza desta relação, que em nenhum caso pode ser dirigida a Deus, como já indicado no Responsum da Congregação para a Doutrina da Fé de 2021. Também numa clínica de aborto existem elementos positivos, desde os anestesistas que evitam a dor física da pessoa, até o desejo dos médicos de proteger o projeto de vida da mulher que aborta. Uma quinta observação diz respeito à coerência interna desta mesma bênção pastoral (tipo “c”). Pode ser dada uma bênção não litúrgica? Ou uma bênção que não representa oficialmente a doutrina de Cristo e da Igreja? A chave para responder é não saber se os ritos foram aprovados oficialmente ou, pelo contrário, são improvisados espontaneamente. A questão é que quem realiza a bênção é um sacerdote, representante de Cristo e da Igreja. FS afirma que não há problema para o sacerdote juntarse à oração de pessoas que se encontram nesta situação contrária ao Evangelho (FS 30), mas nesta bênção pastoral o sacerdote não se junta à sua oração, mas invoca a descida dos dons de Deus sobre o próprio relacionamento. Como o sacerdote age em nome de Cristo e da Igreja, tentar separar esta bênção da doutrina é postular um dualismo entre o que a Igreja faz e o que a Igreja diz. Mas a revelação, como ensina o Concílio Vaticano II, é dada com sinais e palavras intrinsecamente ligados entre si ( Dei Verbum 2), e a pregação da Igreja também não pode separar sinais e palavras. Precisamente as pessoas simples, a quem o documento quer favorecer promovendo a piedade popular, são as mais vulneráveis a serem enganadas por um sinal que contradiz a doutrina, uma vez que apreendem intuitivamente o conteúdo doutrinal do sinal. Em vista disso, pode um católico fiel aceitar o ensino da FS? Dada a unidade entre sinal e palavra na fé cristã, a única maneira pela qual se pode aceitar que é bom abençoar, de qualquer forma, estas uniões, é porque se pensa que tais uniões não são objetivamente contrárias à Lei. de Deus. Disto se segue que enquanto o Papa Francisco continuar a afirmar que as uniões homossexuais são sempre contrárias à Lei de Deus, ele estará implicitamente afirmando que tais bênçãos não podem ser concedidas. O ensino da SF está, portanto, em contradição consigo mesmo, o que exige maiores esclarecimentos. A Igreja não pode celebrar uma coisa e ensinar outra, porque, como escreveu Santo Inácio de Antioquia, Cristo foi o Mestre “quem disse e foi feito” (Efésios 15,1), e a sua carne não pode ser separada da sua palavra. A outra questão que nos colocamos foi se um padre pode concordar em abençoar estas uniões, algumas das quais coexistem com o casamento legítimo ou nas quais a mudança de parceiros não é incomum. Poderia ser feito, segundo FS, com bênção pastoral, não litúrgica ou oficial (tipo “c”). Isto significaria que o sacerdote teria que dar estas bênçãos sem agir em nome de Cristo e da Igreja. Mas isso significaria não agir como sacerdote. Na verdade, essas bênçãos teriam que ser concedidas, não como sacerdote de Cristo, mas como alguém que renunciou a Cristo. Pois bem, o sacerdote que abençoa estas uniões apresenta-as, com os seus gestos, como um caminho para o Criador. Portanto, comete um ato sacrílego e blasfemo contra o plano do Criador e contra a morte de Cristo para que possamos levar o plano do Criador à conclusão. Isto envolve também o bispo diocesano. Ele, como pastor da sua Igreja local, é obrigado a impedir que estes actos sacrílegos aconteçam, caso contrário tornar-se-ia participante deles e renunciaria ao mandato que Cristo lhe deu para confirmar os seus irmãos na fé. Os sacerdotes devem proclamar o amor e a bondade de Deus a todas as pessoas e também apoiar os pecadores e os fracos que têm dificuldade de conversão com conselhos e orações. Isto é muito diferente de apontar com sinais e palavras inventados por nós mesmos, mas enganosos, que Deus não é tão exigente com o pecado, escondendo assim que o pecado em pensamentos, palavras e ações nos distancia de Deus. Não há bênção não apenas no público, mas também no privado, para condições de vida pecaminosas que contradizem objetivamente a santa vontade de Deus. E não é prova de uma hermenêutica saudável que os bravos defensores da doutrina cristã sejam rotulados como rigoristas, mais interessados no cumprimento legalista das suas normas morais do que na salvação de pessoas específicas. Porque é isso que Jesus diz às pessoas comuns: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomem sobre vocês meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para suas almas. Porque o meu jugo é suportável e o meu fardo é leve” (Mt 11,28-30). E o Apóstolo explica assim: « E os seus mandamentos não são pesados, pois tudo o que nasceu de Deus vence o mundo. E o que conquistou a vitória sobre o mundo foi a nossa fé. Quem é aquele que vence o mundo senão aquele que acredita que Jesus é o Filho de Deus? (1 Jo 5,4-5). Numa época em que uma falsa antropologia está a minar a instituição divina do casamento entre homem e mulher, com família e filhos, a Igreja deveria recordar as palavras do seu Senhor e Cabeça: “Entrai pela porta estreita. Porque larga é a porta e espaçoso o caminho que leva à destruição, e muitos entram por ela. Quão estreita é a porta e quão estreito é o caminho que conduz à vida! E poucos os encontram” (Mt 7,13-14)

  • Documentário inédito sobre Santa Teresinha será lançado gratuitamente na semana do natal

    Documentário se aprofunda na vida de Santa Teresinha e investiga causas de sua santidade Mais nova produção original e internacional da Lumine, “Um Retrato de Teresa” teve gravações na França, nos Estados Unidos e no Brasil Teresa de Lisieux é uma das santas mais populares do Brasil. Tanto que — carinhosamente e só por aqui — é chamada de Santa Teresinha. Marcando os 150 anos do jubileu de nascimento da freira carmelita, a Lumine lançará mais uma produção original e internacional. Destaque da programação especial de Natal da plataforma de streaming, o documentário “Um retrato de Teresa” será exibido gratuitamente na sexta-feira (22), a partir das 20h, em seu canal do YouTube . “Hoje, as pessoas são incentivadas a buscar a felicidade em coisas externas, como o dinheiro, status e sucesso. É fácil nos sentirmos perdidos e desmotivados, com a impressão de que não estamos fazendo diferença no mundo”, reflete o fundador da Lumine, Matheus Bazzo. “Por isso, os exemplos de vidas extraordinárias e heróicas são tão importantes, mostrando que é possível viver uma vida com significado. É para revelar essa perspectiva que apresentamos a história de quem provou ser possível um caminho heróico e grandioso mesmo nas pequenas coisas”, explica. O  trailer  já está disponível. Assista o trailer abaixo: O longa-metragem, que totaliza aproximadamente 1h30, tem o propósito de ir além de um simples relato biográfico. Busca fazer uma imersão em sua vida cotidiana, investigando as causas que fizeram da religiosa francesa uma das maiores santas dos tempos modernos — a começar por seus pais, Luís Martin e Zélia Guérin, também elevados aos altares. Para isso, a produção realizou gravações em três países: França, Estados Unidos e Brasil. Depoimentos de leigos e religiosos “Um retrato de Teresa” reúne diversos especialistas, tanto leigos como religiosos. Também traz cenas de lugares que marcaram sua vida. É como uma viagem ao tempo, fazendo com que o espectador reviva experiências que forjaram a personalidade e o propósito de santidade da freira carmelita descalça. A equipe da Lumine esteve em Alençon e Lisieux, no interior da França. Foram visitados os cômodos da casa da família Martin — que hoje se transformou em um santuário, coincidentemente cuidado por irmãs brasileiras. Além disso, o documentário exibe imagens do carmelo onde Teresinha morou e da basílica que leva seu nome. A jornada pela França é acompanhada pelas freiras Thaynara Gabrielle e Janine Muniz Brito; pelo padre Olivier Ruffray, vigário-geral da diocese de Bayeux e Lisieux; e pelo padre Thierry Hénault, sobrinho-bisneto de São Louis Martin e reitor do Santuário de Alençon à época das gravações. Já nos Estados Unidos, foram registradas em detalhes as relíquias da proclamada Doutora da Igreja. Em Illinois, o entrevistado é o padre Robert Colaresi, diretor do Centro Carmelita Espiritual de Darien. E, no Brasil, foi entrevistado o padre Paulo Ricardo — um dos grandes responsáveis pela popularização da devoção à santa da pequena via no país. Ele narra os principais episódios da vida da carmelita e compartilha a importância que ela teve em sua trajetória pessoal. “Para entender realmente quem é Santa Teresinha, tem de entender que Deus manda o santo certo na hora certa. Deus nos mandou uma santa, um gênio espiritual”, ressalta o sacerdote. Uma conexão especial com o Natal Mas qual a relação de Santa Teresinha com a festividade natalina? “Esse filme não é de Natal, mas para o Natal. É um convite para refletir sobre a fé, a partir da trajetória de uma vida absolutamente inspiradora”, esclarece Gustavo Leite, que dirige o longa-metragem ao lado de Julia Sondermann. “Buscamos imprimir uma visão artística, poética e contemplativa sobre a biografia dela, que já é bem conhecida. Focamos nos sentimentos que ela teve ao longo de seus 24 anos, que são o que tornam sua vida real e palpável para todos nós”, complementa o diretor. Quando criança, Marie-Françoise-Thérèse Martin era sentimental e centrada em si mesma. A mudança veio em um episódio que ficou conhecido como “Milagre de Natal”. Naquela noite, devido a um comentário do pai que a deixou triste, ela teve vontade de chorar. Mas ela decidiu conter as lágrimas e não fazer birra. Foi o momento que marcou sua conversão, a partir do qual dedicou-se inteiramente a Deus. “Eu senti a necessidade de esquecer-me de mim para fazer os outros felizes”, escreveu a carmelita sobre essa passagem. “Esse milagre é o cerne do nosso novo original. Um lançamento que é, sim, um especial de Natal, mas que pode e deve ser apreciado em qualquer época do ano. Nosso convite não é para que você conheça aquela Santa Teresinha pequena e fraca. Mas que conheça essa Santa Teresinha imponente, sábia e extraordinária que, dia após dia, ofereceu sua vida para Deus”, conclui Matheus Bazzo. #FilmesCatólicos

  • Documentário inédito sobre Santa Teresinha será lançado gratuitamente na semana do natal

    Documentário se aprofunda na vida de Santa Teresinha e investiga causas de sua santidade Mais nova produção original e internacional da Lumine, “Um Retrato de Teresa” teve gravações na França, nos Estados Unidos e no Brasil Teresa de Lisieux é uma das santas mais populares do Brasil. Tanto que — carinhosamente e só por aqui — é chamada de Santa Teresinha. Marcando os 150 anos do jubileu de nascimento da freira carmelita, a Lumine lançará mais uma produção original e internacional. Destaque da programação especial de Natal da plataforma de streaming, o documentário “Um retrato de Teresa” será exibido gratuitamente na sexta-feira (22), a partir das 20h, em seu canal do YouTube . “Hoje, as pessoas são incentivadas a buscar a felicidade em coisas externas, como o dinheiro, status e sucesso. É fácil nos sentirmos perdidos e desmotivados, com a impressão de que não estamos fazendo diferença no mundo”, reflete o fundador da Lumine, Matheus Bazzo. “Por isso, os exemplos de vidas extraordinárias e heróicas são tão importantes, mostrando que é possível viver uma vida com significado. É para revelar essa perspectiva que apresentamos a história de quem provou ser possível um caminho heróico e grandioso mesmo nas pequenas coisas”, explica. O  trailer  já está disponível. Assista o trailer abaixo: O longa-metragem, que totaliza aproximadamente 1h30, tem o propósito de ir além de um simples relato biográfico. Busca fazer uma imersão em sua vida cotidiana, investigando as causas que fizeram da religiosa francesa uma das maiores santas dos tempos modernos — a começar por seus pais, Luís Martin e Zélia Guérin, também elevados aos altares. Para isso, a produção realizou gravações em três países: França, Estados Unidos e Brasil. Depoimentos de leigos e religiosos “Um retrato de Teresa” reúne diversos especialistas, tanto leigos como religiosos. Também traz cenas de lugares que marcaram sua vida. É como uma viagem ao tempo, fazendo com que o espectador reviva experiências que forjaram a personalidade e o propósito de santidade da freira carmelita descalça. A equipe da Lumine esteve em Alençon e Lisieux, no interior da França. Foram visitados os cômodos da casa da família Martin — que hoje se transformou em um santuário, coincidentemente cuidado por irmãs brasileiras. Além disso, o documentário exibe imagens do carmelo onde Teresinha morou e da basílica que leva seu nome. A jornada pela França é acompanhada pelas freiras Thaynara Gabrielle e Janine Muniz Brito; pelo padre Olivier Ruffray, vigário-geral da diocese de Bayeux e Lisieux; e pelo padre Thierry Hénault, sobrinho-bisneto de São Louis Martin e reitor do Santuário de Alençon à época das gravações. Já nos Estados Unidos, foram registradas em detalhes as relíquias da proclamada Doutora da Igreja. Em Illinois, o entrevistado é o padre Robert Colaresi, diretor do Centro Carmelita Espiritual de Darien. E, no Brasil, foi entrevistado o padre Paulo Ricardo — um dos grandes responsáveis pela popularização da devoção à santa da pequena via no país. Ele narra os principais episódios da vida da carmelita e compartilha a importância que ela teve em sua trajetória pessoal. “Para entender realmente quem é Santa Teresinha, tem de entender que Deus manda o santo certo na hora certa. Deus nos mandou uma santa, um gênio espiritual”, ressalta o sacerdote. Uma conexão especial com o Natal Mas qual a relação de Santa Teresinha com a festividade natalina? “Esse filme não é de Natal, mas para o Natal. É um convite para refletir sobre a fé, a partir da trajetória de uma vida absolutamente inspiradora”, esclarece Gustavo Leite, que dirige o longa-metragem ao lado de Julia Sondermann. “Buscamos imprimir uma visão artística, poética e contemplativa sobre a biografia dela, que já é bem conhecida. Focamos nos sentimentos que ela teve ao longo de seus 24 anos, que são o que tornam sua vida real e palpável para todos nós”, complementa o diretor. Quando criança, Marie-Françoise-Thérèse Martin era sentimental e centrada em si mesma. A mudança veio em um episódio que ficou conhecido como “Milagre de Natal”. Naquela noite, devido a um comentário do pai que a deixou triste, ela teve vontade de chorar. Mas ela decidiu conter as lágrimas e não fazer birra. Foi o momento que marcou sua conversão, a partir do qual dedicou-se inteiramente a Deus. “Eu senti a necessidade de esquecer-me de mim para fazer os outros felizes”, escreveu a carmelita sobre essa passagem. “Esse milagre é o cerne do nosso novo original. Um lançamento que é, sim, um especial de Natal, mas que pode e deve ser apreciado em qualquer época do ano. Nosso convite não é para que você conheça aquela Santa Teresinha pequena e fraca. Mas que conheça essa Santa Teresinha imponente, sábia e extraordinária que, dia após dia, ofereceu sua vida para Deus”, conclui Matheus Bazzo. #FilmesCatólicos

  • Homilia Diária | Por amor, Deus se fez vulnerável

    Quinta-feira da 3.ª Semana do Advento Todos sabemos na prática que amar é deixar-se ferir. De fato, quando nós amamos, baixamos o “escudo” com que nos protegemos do mundo e, de coração aberto, damos à pessoa amada acesso irrestrito aos segredos de nossa alma. E não há nada pior do que ver esse amor desprezado ou não correspondido. É uma dor tão profunda que o próprio Deus, assumida a nossa natureza humana, não quis furtar-se a ela, sentindo em seu Coração sagrado a tristeza causada pela nossa ingratidão e indiferença à sua caridade infinita. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 21 de dezembro, e consolemos com amor o divino Menino, que chora por ver-se esquecido e tão desprezado. Evangelho (Lc 1,39-45) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Ó Emanuel, sois nosso rei e orientador: vinde salvar-nos, ó Senhor e nosso Deus! — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 39 Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40 Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42 Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” 43 Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44 Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45 “Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

  • Homilia Diária | Por amor, Deus se fez vulnerável

    Quinta-feira da 3.ª Semana do Advento Todos sabemos na prática que amar é deixar-se ferir. De fato, quando nós amamos, baixamos o “escudo” com que nos protegemos do mundo e, de coração aberto, damos à pessoa amada acesso irrestrito aos segredos de nossa alma. E não há nada pior do que ver esse amor desprezado ou não correspondido. É uma dor tão profunda que o próprio Deus, assumida a nossa natureza humana, não quis furtar-se a ela, sentindo em seu Coração sagrado a tristeza causada pela nossa ingratidão e indiferença à sua caridade infinita. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 21 de dezembro, e consolemos com amor o divino Menino, que chora por ver-se esquecido e tão desprezado. Evangelho (Lc 1,39-45) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Ó Emanuel, sois nosso rei e orientador: vinde salvar-nos, ó Senhor e nosso Deus! — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 39 Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40 Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42 Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” 43 Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44 Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45 “Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária

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