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- Não é possível ser um bom cristão sem Vida de Oração
Já ensinava Santo Afonso Maria de Ligório: “Quem reza se Salva, quem não reza certamente se condena”. Veja nesta formação algumas dicas práticas sobre como alcançar a graça de uma vida de oração saudável e agradável a Deus. A formação de hoje nos relembra que é uma ilusão a hipótese de que podemos ser salvos sem uma sólida vida de oração. Um verdadeiro católico, que ama a Deus sobre todas as coisas, além de obedecer a Deus em seus mandamentos, não consegue ficar sem se relacionar com Deus um dia sequer. É preciso, todos os dias , reservar momentos específicos para estarmos íntimos de Deus, conscientes de que todos os bons frutos em nossa vida são provenientes da graça de Deus. Graças essas são muito mais evidentes para queles que possuem uma vida oração. Dentre todos os exemplos que podemos enumerar dentro da Igreja, acerca da importância da vida de oração, o maior deles é o próprio Jesus! Mesmo sendo Deus, Jesus dedicava horas e mais horas à oração diariamente. Também foi Nosso Senhor Jesus Cristo que fez a incrível afirmação: “Pedi e vos será dado! Procurai e encontrareis! Batei e a porta vos será aberta! Pois todo aquele que pede recebe, quem procura encontra, e a quem bate, a porta será aberta. Quem de vós dá ao filho uma pedra, quando ele pede um pão? Ou lhe dá uma cobra, quando ele pede um peixe? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedirem!” Mt 7,7-12 Se tudo que Jesus disse e fez são exemplos que devemos seguir e imitar, porque muitos de nós ainda insistimos em rejeitar essa fonte inesgotável de Graças? Sobre este tema nós separamos uma formação fantástica, que ajuda a compreender a importância da vida de oração. Clique aqui para assistir essa formação: Dicas práticas para ter uma boa vida de oração Para aqueles que desejam ter uma vida de oração mas não sabem por onde começar, é preciso entender que tudo de bom que fazemos é proveniente da graça de Deus, contudo, mesmo com a graça de Deus, é importante que façamos nossos próprios esforços para colocá-los em prática. Talvez o requisito principal para quem deseja ter uma vida de oração, além de suplicar a Deus por essa graça, é a determinação, rotina e disciplina. Aqui estão algumas dicas: Reze todos os dias o Santo Terço, de preferência em família. Reze todos os dias ao acordar. ( Lista de orações sugeridas para rezar ao acordar *) Reze todos os dias antes de dormir. ( Lista de orações sugeridas para antes de dormir *) Reze todos os dias antes das refeições, mesmo em família ou quando estiver em público. Faça o sinal da Cruz sempre que passar em frente de uma igreja ou antes de fazer uma atividade, oferecendo aquela atividade por amor a Deus. Reze sempre que puder pelas almas do purgatório, várias vezes ao dia, pois elas estão necessitando sempre de nossas orações. Invoque o nome de Nosso Senhor e Nossa Senhora várias vezes durante o dia, e mantenha sua mente sempre voltada para as coisas do alto, fugindo sempre das tentações que ocorrem durante o dia. Faça um exame de consciência todas as noites, junto com a oração da noite, e relembre todos os possíveis erros e pecados cometidos durante o dia e faça o firme propósito de nunca mais cometê-los, além de um ato de contrição. (se cometeu algum pecado grave/mortal, busque a confissão no dia seguinte ou na primeira oportunidade possível) Se deseja mais dicas para uma espiritualidade realmente católica, clique aqui e veja mais algumas Dicas valiosas para alcançar a Santidade . Reze conosco, todos os dias “Quem reza se salva, quem não reza certamente se condena!” Santo Afonso Maria de Ligório Orações da Manhã Orações da Noite Santo Terço Terço da Misericórdia Angelus (6h|12h|18h) Coroinha da Santíssima Virgem Via Sacra Comunhão Espiritual * Obs. As orações sugeridas nas listas foram retiradas de um livro que consideramos muito útil para ser usado no dia a dia. Para aqueles que preferirem o uso do livro para realizar as orações, podem comprá-lo em nossa loja virtual: Clique aqui para adquirir o Devocionário #FormaçõesCatólicas #Vidadeoração
- Não é possível ser um bom cristão sem Vida de Oração
Já ensinava Santo Afonso Maria de Ligório: “Quem reza se Salva, quem não reza certamente se condena”. Veja nesta formação algumas dicas práticas sobre como alcançar a graça de uma vida de oração saudável e agradável a Deus. A formação de hoje nos relembra que é uma ilusão a hipótese de que podemos ser salvos sem uma sólida vida de oração. Um verdadeiro católico, que ama a Deus sobre todas as coisas, além de obedecer a Deus em seus mandamentos, não consegue ficar sem se relacionar com Deus um dia sequer. É preciso, todos os dias , reservar momentos específicos para estarmos íntimos de Deus, conscientes de que todos os bons frutos em nossa vida são provenientes da graça de Deus. Graças essas são muito mais evidentes para queles que possuem uma vida oração. Dentre todos os exemplos que podemos enumerar dentro da Igreja, acerca da importância da vida de oração, o maior deles é o próprio Jesus! Mesmo sendo Deus, Jesus dedicava horas e mais horas à oração diariamente. Também foi Nosso Senhor Jesus Cristo que fez a incrível afirmação: “Pedi e vos será dado! Procurai e encontrareis! Batei e a porta vos será aberta! Pois todo aquele que pede recebe, quem procura encontra, e a quem bate, a porta será aberta. Quem de vós dá ao filho uma pedra, quando ele pede um pão? Ou lhe dá uma cobra, quando ele pede um peixe? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedirem!” Mt 7,7-12 Se tudo que Jesus disse e fez são exemplos que devemos seguir e imitar, porque muitos de nós ainda insistimos em rejeitar essa fonte inesgotável de Graças? Sobre este tema nós separamos uma formação fantástica, que ajuda a compreender a importância da vida de oração. Clique aqui para assistir essa formação: Dicas práticas para ter uma boa vida de oração Para aqueles que desejam ter uma vida de oração mas não sabem por onde começar, é preciso entender que tudo de bom que fazemos é proveniente da graça de Deus, contudo, mesmo com a graça de Deus, é importante que façamos nossos próprios esforços para colocá-los em prática. Talvez o requisito principal para quem deseja ter uma vida de oração, além de suplicar a Deus por essa graça, é a determinação, rotina e disciplina. Aqui estão algumas dicas: Reze todos os dias o Santo Terço, de preferência em família. Reze todos os dias ao acordar. ( Lista de orações sugeridas para rezar ao acordar *) Reze todos os dias antes de dormir. ( Lista de orações sugeridas para antes de dormir *) Reze todos os dias antes das refeições, mesmo em família ou quando estiver em público. Faça o sinal da Cruz sempre que passar em frente de uma igreja ou antes de fazer uma atividade, oferecendo aquela atividade por amor a Deus. Reze sempre que puder pelas almas do purgatório, várias vezes ao dia, pois elas estão necessitando sempre de nossas orações. Invoque o nome de Nosso Senhor e Nossa Senhora várias vezes durante o dia, e mantenha sua mente sempre voltada para as coisas do alto, fugindo sempre das tentações que ocorrem durante o dia. Faça um exame de consciência todas as noites, junto com a oração da noite, e relembre todos os possíveis erros e pecados cometidos durante o dia e faça o firme propósito de nunca mais cometê-los, além de um ato de contrição. (se cometeu algum pecado grave/mortal, busque a confissão no dia seguinte ou na primeira oportunidade possível) Se deseja mais dicas para uma espiritualidade realmente católica, clique aqui e veja mais algumas Dicas valiosas para alcançar a Santidade . Reze conosco, todos os dias “Quem reza se salva, quem não reza certamente se condena!” Santo Afonso Maria de Ligório Orações da Manhã Orações da Noite Santo Terço Terço da Misericórdia Angelus (6h|12h|18h) Coroinha da Santíssima Virgem Via Sacra Comunhão Espiritual * Obs. As orações sugeridas nas listas foram retiradas de um livro que consideramos muito útil para ser usado no dia a dia. Para aqueles que preferirem o uso do livro para realizar as orações, podem comprá-lo em nossa loja virtual: Clique aqui para adquirir o Devocionário #FormaçõesCatólicas #Vidadeoração
- O DRAMA DE UMA IGREJA AUTO-EXILADA E DE UM DEUS INÚTIL – Stefano Fontana
O número 509 da revista Il Mulino, já em distribuição, é inteiramente dedicado a “E agora? Itália pós-pandemia”. Como se sabe, a revista bolonhesa é uma porta-voz do progressismo em geral e católico em particular, apoiada pelo prestígio das Edizioni del Mulino: mais ou menos toda a intelectualidade que conta [na Itália] é publicada por essa editora. Marcello Neri, teólogo e professor do Instituto G. Toniolo de Ciências Religiosas, de Modena, escreve um artigo com um título interessante: “A religião inútil” (pp. 489-496). Vamos ver por que é “inútil” (segundo ele e segundo nós). Durante o estado de emergência do coronavírus, muitos, inclusive a nossa Nuova Bussola Quotidiana, haviam criticado a Igreja italiana exatamente por isto: ter demonstrado a inutilidade da religião (católica). Fechou as igrejas antes que o governo lhe pedisse; aceitou a intromissão da legislação civil no campo litúrgico; aceitou a violação dos acordos de 1984 entre a Itália e a Santa Sé; não disse nada diante de regras aparentemente absurdas e ilógicas; não reagiu, apesar de ser tratada muito pior que as pizzarias; aplicou regras ainda mais restritivas do que as promulgadas, tornando-se uma Igreja do Estado; não criticou a falsidade instrumental da confiança dos políticos nos ditos especialistas; indicou no respeito à distância social a forma de testemunhar o amor ao próximo, sem pensar que colaborava, desta maneira, com as consequências negativas das próprias medidas; aceitou as decisões administrativas como verdades absolutas e, sobretudo, declarou que Deus nada tem a ver com a pandemia, e, a rigor, seria até inútil. O meu pároco repetiu várias vezes, do altar, que Deus não nos castiga com dificuldades, e nos dá força para as enfrentar. Assim, Ele não é mais o Onipotente, mas se torna uma espécie de animador moral e social. Tudo o que Ele pode fazer, o faz através de nós, ou seja, Ele não pode fazer mais nada. Trata-se, de fato, de um Deus imanente e não mais transcendente. É um Deus impotente: a salvação já não provém Dele, mas dos médicos e do governo. A religião, portanto, exilou-se a si mesma: as igrejas estiveram fechadas, sem procissões propiciatórias, sem orações. Também nós censurávamos o fato de a Igreja ter promovido uma “religião inútil”. E agora Il Mulino também o faz, com a ressalva de que, para a revista do neo-iluminismo italiano, o fato de a religião haver decidido ser inútil é um bem; na verdade, um dever da Igreja. A constatação é a mesma nossa, mas a avaliação é oposta. E isso nos diz que não foi por acaso que a Igreja optou por ser inútil na pandemia, mas por motivos teológicos, ao contrário daqueles (como nós) que reclamaram dessa “opção pela inutilidade”. Também neste caso se evidenciam duas teologias antitéticas, como infelizmente agora somos obrigados a verificar em todas as áreas da vida da Igreja. Marcello Neri explica por que a religião deve se tornar inútil. A Igreja deve abandonar o “paradigma da necessidade”, isto é, da presunção de que é necessária para o mundo; e deve aceitar a sua “não imunidade aos assuntos humanos”, ou seja, não se considerar acima da história, porque “ela já não é mais necessária ao homem, o qual há séculos aprendeu a fazer e a viver sem ela”. Supondo que essa constatação seja pertinente, permanece, porém, apenas uma constatação de fato: confundi-la com uma observação de valor (isto é, que seja exatamente assim) é historicismo. Como historicismo é também pensar que Cristo não seja mais “necessário” e que o Cristianismo não diz nada que não seja histórico. Ao contrário, Cristo tem “palavras de vida eterna” e de suas palavras nem um só pingo mudará. Para Neri, a religião deve transformar-se, aceitando ser “proximidade religiosa do humano”, isto é, estar humanamente ao lado do homem sem lhe falar da salvação de Cristo; e deve “fazer um pacto com outras religiões em nome da fraternidade entre povos e culturas, esboçando o imaginário de uma possível religião ainda por vir”. A Igreja não deve mais “construir mundos paralelos” (só existe um mundo, o da história profana), nem fazer valer “seus direitos exclusivos de salvação” (a salvação é para todo o mundo…). Tratar-se-ia precisamente de uma religião inútil, visto que para esses fins bastaria um humanismo genérico, uma capacidade de intervenção “a favor do humano comum a todos nós”. É uma pena que este “humano” se perca sem a luz de uma religião que pretenda ser verdadeira em um sentido transcendente e absoluto; uma religião que quer ser salva pelo homem em vez de salvá-lo. Ou que deseja ser salva por outras religiões, em vez de pretender que as salvará, construindo uma “possível religião ainda por vir”. Os dogmas da religião católica têm um enorme efeito histórico precisamente por não ser apenas históricos. Grande parte da teologia católica é, agora, ateísta (no sentido de que Deus não deve mais ser visto na história, porque é alheio à “lógica causal com a qual ligamos os acontecimentos”). Esta é a tese de Ernst Bloch, segundo a qual apenas o cristão pode ser um bom ateu, porque o Cristo, na cruz, é o homem que se colocou no lugar do pai. Na cruz, Deus teria se esvaziado (Kenosis) de si mesmo e se tornado inútil. https://lanuovabq.it/it/il-dramma-di-una-chiesa-autoesiliata-e-di-un-dio-inutile
- COM MEDO DE AFUNDAR – Scott Hahn medita sobre o 19º Domingo do Tempo Comum
Como encontramos Deus nas tempestades e lutas de nossa vida, nas provações que experimentamos ao tentar fazer Sua vontade? Deus ordena Elias, na primeira leitura de hoje, que permaneça na montanha e aguarde a sua passagem. E, no Evangelho, Jesus faz com que os discípulos atravessem as águas para encontrá-Lo. Em cada caso, o Senhor se faz presente em meio a um tumulto assustador: ventos fortes e altas ondas, fogo e terremotos. Elias esconde o rosto. Talvez ele se lembre de Moisés, que se encontrou com Deus na mesma montanha, também em meio a fogo, trovões e fumaça (ver Deuteronômio 4: 10-15; Êxodo 19: 17-19). Deus disse a Moisés que ninguém poderia ver Seu rosto e continuar vivo, e então abrigou Moisés no côncavo de uma rocha, como abrigou Elias em uma caverna (ver Êxodo 33: 18-23). Os discípulos, da mesma forma, também estão com muito medo de ver a face de Deus. O Evangelho de hoje é uma revelação da identidade divina de Jesus. Somente Deus caminha sobre as alturas do mar (ver Jó 9: 8) e governa as suas águas revoltas (ver Salmo 89: 9-10). E as palavras firmes que Jesus pronuncia — “Sou Eu” — são as mesmas que Deus usou para se manifestar a Moisés (ver Êxodo 3:14; Isaías 43:10). Pedro está com muito medo de imitar o seu Senhor. Esse temor, como Jesus lhe diz, é sinal de sua falta de fé. E assim acontece frequentemente conosco. Nossos temores nos fazem duvidar, dificultando a visão de Sua glória que habita entre nós. No entanto, devemos saber, conforme cantamos no Salmo de hoje, que está perto a salvação para aqueles que O temem. Pela fé saberemos, como Paulo afirma na epístola de hoje, que somos herdeiros das promessas feitas aos Seus filhos. Devemos confiar que Ele nos acompanha nas provações de nossas vidas. Aquele que nos chamou para seguir o caminho de Seus passos, nos salvará sempre que começarmos a afundar. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/sinking-fear-scott-hahn-reflects-on-the-nineteenth-sunday-in-ordinary-time/
- A DEFINIÇÃO DO CÂNON BÍBLICO E O CONCÍLIO DE TRENTOConcílio de Trento (XIX ecumênico) Decreto sobre
A DEFINIÇÃO DO CÂNON BÍBLICO E O CONCÍLIO DE TRENTO Concílio de Trento (XIX ecumênico) Decreto sobre o cânon Uma polêmica Protestante (sessão IV – 08/04/1546) Para trazer um esclarecimento final sobre o assunto das Sagradas Escrituras, este artigo encerra as informações sobre as decisões acerca dos textos sagrados. Devemos esclarecer, inicialmente, que o Concílio de Trento foi mais uma confirmação do Cânon bíblico, o que já havia acontecido no Concílio de Florença. Esta é uma ressalva importante, pois sabe-se que muitos protestantes têm o costume de ensinar que a Igreja só definiu o Cânon bíblico em Trento. Sabe-se que depois de duas tentativas (1537 e 1542), finalmente Paulo III conseguiu dar início ao Concílio de Trento, cuja abertura deu-se em 13/12/1545 com reduzidíssima presença de bispos: 35 prelados, quase todos italianos. O Concílio prolongou-se pelos pontificados de Paulo III, Júlio III, Marcelo II, Paulo IV e Pio IV, de 1545 a 04/12/1563, quando então houve o encerramento. Pio IV aprovou as decisões do concilio com a Bula Benedictus Deus, de 26/01/1564. As sessões foram vinte e cinco, em três períodos: dez no primeiro (1545-1549), das quais as duas últimas em Bolonha (março de 1546 e setembro de 1549); da undécima à décima-sexta no segundo período (maio de 1551 a abril de 1552); e as demais no terceiro e último período (de janeiro de 1562 a dezembro de 1563). A finalidade do concílio era reafirmar a Fé católica por causa das negações protestantes e instaurar uma renovação profunda na Igreja. Na quarta sessão, foram aprovados dois textos doutrinários sobre as fontes da Revelação, ambos da máxima importância, principalmente o referente à Tradição, visto que Lutero, por motivos pessoais, negava a Tradição como norma de Fé. Ele estava convencido de ter descoberto em Rm 3,28, que fala da justificação só pela Fé, a resposta à angústia por sua própria salvação. No entanto, como a interpretação que dava era contrária à Tradição da Igreja Católica, viu-se obrigado a acrescentar ao princípio “só pela Fé” (sola fides) o princípio “só pela Escritura” (sola scriptura). Contra a tese luterana, o concílio define que a Tradição é o veículo de transmissão da Revelação, pelo menos da Tradição explicativa. Ademais, não se pretendia entrar na questão de saber se na Tradição há ou não verdades reveladas não contidas diretamente na Escritura, tratando-se este de um problema interno da Igreja e com outro arcabouço analítico. Quanto à canonicidade dos Livros Sagrados, a questão já ficara solenemente resolvida em Florença, mas voltou-se ao assunto porque havia humanistas que faziam reservas sobre alguns escritos do Novo Testamento e porque Lutero minimizava o valor de vários textos, tanto do Antigo como do Novo Testamento. Erasmo atribuía a Epístola aos Hebreus ao Papa Clemente de Roma e duvidava da autenticidade do Apocalipse. Supunha ele que o final de Marcos fosse uma interpolação; que a segunda e terceira Epístolas de João não fossem do Apóstolo; e que o autor da segunda Epístola de Pedro não fosse o mesmo da primeira. O Cardeal Caietanus era de opinião de que só os livros protocanônicos constituíam a fonte da Fé, enquanto os deuterocanônicos eram livros de edificação. Além disso, ele via uma interpolação no final de Marcos e no episódio da mulher adúltera (Jo 8, 3-11) e negava a canonicidade da Epístola aos Hebreus. Lutero excluía os deuterocanônicos, Hebreus, Tiago, Judas e o Apocalipse. O Concílio de Trento repetiu a lista do de Florença, com variantes apenas de detalhes. Num segundo decreto, o concilio toma posição contra os abusos de tradução e de interpretação que tinham sido introduzidos nas pregações e na Liturgia. Reconhece como autêntica a tradução da Vulgata, declarando-a como oficial na Igreja porque reproduz fielmente a palavra de Deus e está isenta de erros dogmáticos. Não se nega que tenha imperfeições superficiais remediáveis em futuras revisões. Por fim, o decreto recorda que toda interpretação da Bíblia deve ser segundo o juízo da Igreja, porque só a Igreja possui o discernimento necessário para conhecer o verdadeiro sentido da palavra de Deus à luz da Tradição. O sacrossanto (…) Concilio julgou dever seu acrescentar a este decreto o índice ou cânon dos Livros Sagrados, para que ninguém possa ter dúvidas sobre quais sejam os que pelo próprio concilio são aceitos. Do Antigo Testamento: cinco de Moisés, a saber: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute; os quatro dos Reis, os dois dos Paralipômenos, o primeiro e o segundo de Esdras (dos quais o segundo se chama Neemias); Tobias, Judite, Es ter, Jó; o Saltério davídico de 150 salmos, os Provérbios, o Eclesiastes, o Cântico dos Cânticos, a Sabedoria, o Eclesiástico; Isaías, Jeremias com Baruc, Ezequiel, Daniel, os doze profetas menores, a saber: Oséias, Joel, Amos, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Agen, Zacarias, Malaquias; os dois dos Macabeus, primeiro e segundo. NOS LIVROS DE MOISÉS, FALA-SE DE 5, MAS SÃO NOMINADOS MAIS. Do Novo Testamento: os quatro Evangelhos segundo Mateus, Marcos, Lucas e João; os Atos Epístolas do Apóstolo Paulo: aos Romanos, duas aos Coríntios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, duas aos Tessalonicenses, duas a Timóteo, a Tito, e Filemôm, aos Hebreus, duas do Apóstolo Pedro, três do Apóstolo João, uma do Apóstolo Tiago, uma do Apóstolo Judas e o Apocalipse do Apóstolo João. Mas se alguém não aceitar como sagrados e canônicos estes Livros em sua integridade, com todas as suas partes, tal como são lidos tradicionalmente na Igreja Católica e como estão contidos na antiga edição latina da Vulgata, e ciente e conscientemente desprezar as referidas tradições, seja anátema. É uma verdadeira e própria definição, como consta do anátema expressamente ratificado pelos Padres na sessão de 01/04/1546. Mas o objeto da definição é a canonicidade dos Livros e não sua genuinidade. Define-se, portanto, os que são Livros Sagrados e que contêm a Revelação sem entrar no mérito de saber quem são os autores humanos. Não está definido, por exemplo, que Moisés seja o autor do Pentateuco, nem que São Paulo o seja da Epístola aos Hebreus. Este sacrossanto Concílio, considerando, além disso, que seria de não pequena utilidade para a Igreja de Deus se, de todas as edições latinas dos Livros Sagrados em uso, desse ela a conhecer qual deveria ser tida como autêntica: estabelece e declara que esta mesma antiga edição Vulgata, aprovada na Igreja pelo uso de tantos séculos, seja tida como autêntica nas leituras para o povo, nas disputas, nas pregações e exposições, e que ninguém, a qualquer pretexto, se atreva ou ouse rejeitá-la. Além disso, para reprimir os espíritos petulantes [petulantia ingenia], determina que ninguém, confiado na própria ciência, ouse interpretar a Sagrada Escritura em matéria de Fé e de Moral [in rebus fidei et morum], aspecto que pertence exclusivamente à formulação [ad aedificationem] da doutrina cristã, distorcendo a própria Sagrada Escritura ao sabor da opinião e contra o sentido que (sempre) manteve e mantém a Santa Mãe Igreja, a quem cabe julgar sobre o verdadeiro sentido e interpretação das Santas Escrituras também contra o consenso unânime dos Padres ainda que tais interpretações jamais venham a ser publicadas. Bibliografia: R. CRIADO, “El Concilio de Trento y los estudios bíblicos”: RF 131 (1945) 172-180; S. MUÑOZ IGLESIAS, “El decreto tridentino sobre la Vulgata y su interpretación por los teólogos del siglo XVI: EB 51945137169 B. EMMI, “Il decreto tridentino sulla Volgata nei commenti della seconda polemica protestante-cattolica”: Ang 301953228272 : Id., “Senso e portata del decreto tridentino sulla Volgata nelle due polemiche protestantico-cattoliche”: ibid. 347 #IdadeMédia #USA #Históriadaidademédia #France #Apologética #Belarus #desenvolvimentodoutrinal #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #históriadaigrejaprimitiva #Doctrinaldevelopment #Igreja
- A DEFINIÇÃO DOS LIVROS DA BÍBLIA
A DEFINIÇÃO DOS LIVROS DA BÍBLIA Fontes da Revelação Tomus Damasi O decreto [Decretum Damasi], posteriormente incorporado ao decreto gelasiano [Decretum Gelasii], se não é do Papa Dâmaso, provavelmente foi redigido antes do ano 405, visto que, nesse ano, o Papa Inocêncio I, numa carta ao bispo Exupério datada de 20/02, atribuiu ao Apóstolo São João as três epístolas do cânon. Nenhum autor afinado com a prática romana poderia, depois de tal ano, atribuir ao evangelista só a primeira epístola e as duas seguintes a um presbítero João, como faz o nosso decreto. De qualquer modo, mesmo na hipótese de não ser autêntico, costuma-se reconhecer no decreto uma origem damasiana, ao menos quanto à substância. Devemos agora tratar das divinas Escrituras, tanto no que toda a Igreja Católica aceita quanto no que deve ela recusar. Ordem do Antigo Testamento: Genesis, um livro; Êxodo, um livro; Levítico, um livro; Números, um livro; Deuteronômio, um livro; Jesus de Nave, um livro; Juízes, um livro; Rute, um livro; Reis, quatro livros; Paralipômenos, dois livros; Cento e cinquenta Salmos, um livro; De Salomão, três livros; Provérbios, um livro; Eclesiastes, um livro; Cântico dos Cânticos, um livro. Continua: Sabedoria, um livro; e Eclesiástico, um livro. Série de profetas: Isaías, um livro; Jeremias, um livro; com Cinoth, isto é, suas Lamentações; Ezequiel, um livro; Daniel, um livro; Oséias, um livro; Amós, um livro; Miquéias; um livro; Joel, um livro; Abdias, um livro; Jonas, um livro; Naum, um livro; Habacuc, um livro; Sofonias, um livro; Ageu, um livro; Zacarias, um livro; e Malaquias, um livro. Série de histórias: Jó, um livro; Tobias, um livro; Esdras, dois livros; Ester, um livro; Judite, um livro; e Macabeus, dois livros. Ordem das Escrituras do Novo e eterno Testamento que a Santa Igreja Católica reconhece [e venera]: os Evangelhos segundo Mateus, um livro; segundo Marcos, um livro; segundo Lucas, um livro; e segundo João, um livro. As Epísstolas de Paulo Apóstolo em número de 14: aos Romanos, uma; aos Coríntios, duas; aos Efésios, uma; aos Tessalonicenses, duas; aos Gálatas, uma; aos Filipenses, uma; aos Colossenses, uma; a Timóteo, duas; a Tito, uma; a Filemon, uma; e aos Hebreus, uma. Continua: o Apocalipse de João, um livro; e Atos dos Apóstolos, um livro. Série das epistolas canônicas, em número de sete: do Apóstolo Pedro, duas; do Apóstolo Tiago, uma; do Apóstolo João, uma; do presbítero João, duas; e do Apóstolo Judas zelote, uma. Conclui-se, assim, o cânon do Novo Testamento. 2) Antigos estatutos da Igreja (séc. V ?) Trata-se de uma seleção de documentos anteriores oriundos de diversas fontes. Hoje comumente são datados da segunda metade do século V e atribuídos a Genádio de Marselha. Não é, portanto, um decreto conciliar, como durante muito tempo se pensou, mas tem grande autoridade pela enorme difusão que em pouco tempo conseguiu, tanto nas Galias como na Espanha. Trata-se de um documento que estabelece algumas bases de reforma, sobretudo do clero, muito necessitado dela, com 102 capítulos precedidos de uma introdução, que é a profissão de Fé exigida do bispo antes de sua sagração. Sua importância não é tanto pela difusão que teve, mas pelo fato de que muitas de suas fórmulas, precisamente as que se referem aos Livros Sagrados, foram assumidas por diversos Papas em suas profissões de Fé. É o caso, por exemplo, da que foi proposta por Leão IX a Pedro, bispo de Antioquia, em 13/04/1053 e a de Inocêncio III ao bispo de Tarragona em 18/12/1208 a fim de que a subscrevessem Durand de Huesca e os valdenses. Outro exemplo é a profissão que foi lida por Gregório X na IV sessão do II Concílio de Lyon (06/07/1274). Omitindo as transcrições posteriores, reportamo-nos unicamente ao texto original dos Statuta Ecclesiae antiqua, que confessa que Deus é o Autor dos livros do Antigo e do Novo Testamento. TEXTO: C. MUNIER, Les Statuta Ecclesiae antiqua (Bibl. De l’Institut de droit canonique de l’Université de Strasbourg 5), Paris, 1960, 77. “[Ao novo bispo] deve-se também perguntar se crê que o Autor do Antigo e do Novo Testamento, isto é, da Lei dos Profetas e dos Apóstolos, é sempre o único e mesmo Deus (…)”. Concílio de Florença (XVII ecumênico) Bula Cantate Domino de Eugênio IV (sess. XI – 04/02/1442) Enquanto em Basileia um pequeníssimo número de bispos continuava um simulacro de concilio, Eugênio IV decidiu convocar um Concílio de verdade em Ferrara para restabelecer a unidade com os orientais (XVII ecumênico). A assembleia se reuniu em Ferrara em janeiro de 1438, depois se transferiu para Florença e ali foram ultimados os decretos de união com os gregos (06/07/1439), com os armênios (22/11/1439) e com os jacobitas, assim chamados pelo nome do fundador, Jacó de Tella (Bar Addai), que os coptas e os etíopes seguiam desde o séc. VI. Neste último decreto (04/02/1442), foi diretamente abordado o problema do cânon, porque os jacobitas admitiam como inspirados também certos livros apócrifos. Professavam, além disso, uma espécie de maniqueísmo que diminuía o valor do Antigo Testamento, como se o Deus que o inspirou fosse um Deus de segunda categoria. A Sacrossanta Igreja Romana professa que um só e mesmo Deus é o Autor do Antigo e do Novo Testamento, isto é, da Lei dos Profetas e também do Evangelho, porque os santos de um e de outro Testamento falaram sob a inspiração do mesmo Espirito Santo. Os Livros que ela (a Igreja) aceita e venera estão contidos nos seguintes títulos: (Será colocada a lista dos livros no próximo artigo). Por esse motivo, a Igreja condena a loucura dos maniqueus, que estabelecem dois princípios primeiros: um das coisas visíveis; outro das invisíveis. Afirmam ainda que um era o Deus do Novo Testamento e outro o do Antigo. No próximo artigo falaremos do Concílio.de Trento.+ #USA #IcelandSwedenDenmarkNorway #France #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #Belarus #desenvolvimentodoutrinal #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #históriadaigrejaprimitiva #Doctrinaldevelopment #Igreja
- Morre Pedro Casaldáliga, o bispo expoente da Teologia da Libertação
O bispo catalão Pere Casaldáliga, conhecido por Pedro Casaldáliga, “bispo do povo” ou “bispo vermelho”, consoante o ponto de vista, um dos principais representantes da Teologia da Libertação da América Latina, enfraquecido por anos de Parkinson, aos 92 anos, não sobreviveu a problemas respiratórios. Diversos personagens não exitaram em louvar o bispo representante da esqueda, como por exemplo os ex-presidentes Dilma Rousseff e Lula, que teceram grandes elogios em suas redes sociais por ocasião da morte do bispo. Opositor do regime, dos grandes proprietários de terras e até do Vaticano, sempre exaltou os trabalhadores sem terra e os povos indígenas. “Nesta terra é fácil nascer e morrer, mas é difícil viver”, disse o prelado à AFP em 2012. Em 1988, questionado num programa de TV, Roda Viva, que medidas tomaria se fosse nomeado Papa, mostrou o seu sentido de humor: “Nem o Espírito Santo nem os cardeais vão cair nessa.” Certa vez o famoso bispo disse: “Só há dois absolutos: Deus e a fome.” Em 1998, Pedro Casaldáliga foi chamado a Roma, onde foi interrogado e corrigido pelo então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal Joseph Ratzinger, que sete anos depois se tornou no Papa Bento XVI. No final de julho, assinou com 152 outros bispos brasileiros uma crítica aberta ao presidente Jair Bolsonaro, utilizando-se para tal de narrativas que não condizem com a realidade dos fatos.
- Morre Pedro Casaldáliga, o bispo expoente da Teologia da Libertação
O bispo catalão Pere Casaldáliga, conhecido por Pedro Casaldáliga, “bispo do povo” ou “bispo vermelho”, consoante o ponto de vista, um dos principais representantes da Teologia da Libertação da América Latina, enfraquecido por anos de Parkinson, aos 92 anos, não sobreviveu a problemas respiratórios. Diversos personagens não exitaram em louvar o bispo representante da esqueda, como por exemplo os ex-presidentes Dilma Rousseff e Lula, que teceram grandes elogios em suas redes sociais por ocasião da morte do bispo. Opositor do regime, dos grandes proprietários de terras e até do Vaticano, sempre exaltou os trabalhadores sem terra e os povos indígenas. “Nesta terra é fácil nascer e morrer, mas é difícil viver”, disse o prelado à AFP em 2012. Em 1988, questionado num programa de TV, Roda Viva, que medidas tomaria se fosse nomeado Papa, mostrou o seu sentido de humor: “Nem o Espírito Santo nem os cardeais vão cair nessa.” Certa vez o famoso bispo disse: “Só há dois absolutos: Deus e a fome.” Em 1998, Pedro Casaldáliga foi chamado a Roma, onde foi interrogado e corrigido pelo então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal Joseph Ratzinger, que sete anos depois se tornou no Papa Bento XVI. No final de julho, assinou com 152 outros bispos brasileiros uma crítica aberta ao presidente Jair Bolsonaro, utilizando-se para tal de narrativas que não condizem com a realidade dos fatos.
- A BELEZA DO CRISTIANISMO – Rodrigo R. Pedroso
O filósofo espanhol Julián Marías, ao comentar sobre as perseguições antigas e presentes ao Cristianismo, afirmou que não se compreende a hostilidade contra algo que é admirável. Assim, o ódio anticristão seria intrinsecamente irracional. Efetivamente, o que há de mais belo, neste mundo, do que o Cristianismo? Uma Virgem concebe e dá à luz um Menino. Este Menino é o próprio Deus feito homem, andando no mundo e vivendo a vida dos homens, com suas dores e alegrias; o Verbo Criador, sem nada perder de Sua divindade, assume a natureza humana de Sua criatura. «Verdadeiro homem, concebido do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria, viveu em tudo a condição humana, menos o pecado, anunciou aos pobres a salvação, aos oprimidos, a liberdade, aos tristes, a alegria» (Oração Eucarística n. 4). Filho eterno de Deus Pai, consubstancial com o Pai e o Espírito Santo na mesma e única essência divina, doou-se totalmente para a salvação da humanidade e o reparo do pecado do homem. «Porque Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu seu Filho Unigênito, para que todo o que crê n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna» (Jo 3,16). Este Deus feito homem deixou-se crucificar pelos homens e, ao terceiro dia, ressuscitou dos mortos, vencendo a morte e nos dando a vida. Após a Ressurreição, apareceu aos discípulos e subiu aos céus, «não para afastar-se de nossa humildade, mas para dar-nos a certeza de que nos conduzirá à glória da imortalidade» (prefácio da Ascensão). Pois, então, existe história mais bonita que esta? Uma história sublime e, ao mesmo tempo, tão simples, que não encontra emulação em página alguma da literatura humana. Podem convocar todos os críticos literários do mundo, nenhum deles, honestamente, poderá apontar narrativa mais bela que o Evangelho. Nada do que a criatividade humana soube escrever pode ousar comparar-se. Esta é uma das provas da autoria divina dos Evangelhos: aquilo não pode ser obra humana, pois nada do que o homem produziu se lhe compara. Só o mesmo Deus poderia compor história tão bela, capaz de comover os homens de todos os tempos e de todos os lugares. Ademais, as narrativas que o homem criou foram inventadas pela imaginação e produzidas com papel e tinta, enquanto Deus fala nos fatos: antes de ser escrita nos livros, a narrativa evangélica foi representada diante dos homens por personagens de carne e osso, mediante fatos reais. Se o Evangelho, centro da Sagrada Escritura, resplandece por sua sublime beleza, nem por isso o restante da Sacra Página encontra-se privado de encanto e ornamento. Vejam só a história de Abraão e de Sara, de Isaac e de Rebeca, e de Jacó que «sete anos de pastor serviu Labão, pai de Raquel, serrana bela» (Camões). A história de José, vendido por seus irmãos e, depois, salvando os mesmos irmãos que o tinham entregue, numa figura do Messias que viria. A singela história de fé de Tobias e a luta heroica dos macabeus. E, no Novo Testamento, a conversão de São Paulo no caminho de Damasco: o perseguidor que se torna o apóstolo dos gentios, pregando o Verbo entre os surdos e os descrentes. Entre tantos outros episódios que poderiam ser citados. Porém, de fato, o que pode haver de mais belo do que Deus assumindo a nossa própria natureza? «O Verbo se fez carne e habitou entre nós» (Jo 1,14). Este é o mistério da Encarnação do Verbo Divino; é, em certo sentido, a diferença específica do Cristianismo. Em nenhuma outra religião o Deus único e Criador de todas as coisas assumiu a natureza humana, tornando-se «em tudo à nossa semelhança, exceto no pecado» (cf. Hb 4,15), tomando para si um corpo e uma alma de homem. Ainda não contente, quis esse Deus ser mesmo nosso alimento na Eucaristia, em que Ele está substancialmente presente em Sua divindade e humanidade. O Cristianismo não é apenas belo em si, como também é produtor de beleza. Por séculos, a verdade cristã inspirou os maiores artistas e promoveu a produção de inúmeras obras artísticas que enriqueceram a civilização não apenas nas letras, como em cada uma das belas artes. Diante dos magníficos tesouros artísticos produzidos e inspirados pelo Cristianismo, o que uma doutrina como o ateísmo teria a oferecer de semelhante? Será que a negação de Deus pode ser suficiente para inspirar um artista a produzir coisas belas?
- O Partido Comunista Chinês continua determinado a extinguir a fé católica
Catolicismo é a vítima da nova revolução cultural da China. O Partido Comunista Chinês continua determinado a extinguir a fé católica – com o tempo. Há pouco tempo, recebi um e-mail angustiado de um católico na China. “As paredes estão se fechando”, ela enviou o serviço criptografado que usamos para protegê-la – e outros contatos na China – da vigilância do estado. “Não sei quanto tempo mais poderemos continuar nosso trabalho de evangelização aqui”. Minha amiga, cujo nome e local não posso revelar para sua própria proteção, trabalha na Igreja Católica “subterrânea”, que enfrenta crescente perseguição desde a assinatura do acordo sino-vaticano há dois anos, em setembro. O contrato deve expirar em seu aniversário de dois anos. É difícil saber o que está no acordo, pois ainda é secreto. Ele supostamente descreve um mecanismo pelo qual o Vaticano e o Partido Comunista Chinês (PCC) colaborariam na nomeação de bispos: o PCC selecionaria os novos bispos do país, mas a aprovação final seria reservada à Santa Sé. Subjacente a isso, é seguro dizer que o Vaticano e o PCCh tinham em mente vários objetivos maiores – e muito diferentes – ao assinar o acordo. O Vaticano pretendia criar um mecanismo pelo qual pudesse colaborar com Pequim na nomeação de novos bispos, especificamente alguns dos 40 candidatos identificados nas últimas duas décadas ao grande e crescente número de pessoas sem bispos na China. . A esperança maior era que isso reconhecesse a autoridade do papa sobre o catolicismo e curasse a antiga divisão entre a Igreja “subterrânea”, que é leal ao Vaticano, mas não oficialmente reconhecida pelo governo chinês e pela Associação Patriótica Católica Chinesa, que foi criado pelo PCC. Não é de surpreender que o PCCh tenha objetivos muito diferentes em mente. Seu primeiro objetivo era convencer o Papa Francisco a legitimar os oito bispos que a Santa Sé havia excomungado anteriormente, o que ele fez antes da assinatura do acordo. Como os eventos subsequentes deixaram claro, o PCCh também pretendeu que o próprio acordo servisse como uma ferramenta a ser usada para forçar bispos e clérigos na Igreja clandestina a se unir à Associação Patriótica; e também agora ficou claro, como “cobertura” para uma intensificação da perseguição à Igreja Católica como um todo. É seguro dizer, quase dois anos após a assinatura do acordo, que, embora o Partido Comunista Chinês tenha alcançado seus objetivos, o Vaticano claramente não o fez. Somente cinco bispos “clandestinos” foram aceitos pelo PCC como legítimos, e todos eles já foram nomeados e servem antes da assinatura do acordo. Existem 52 dioceses na China que não têm bispo, e nenhuma dessas vagas foi preenchida nos dois anos desde que o acordo foi assinado. Além disso, em vez de curar a divisão entre as duas “igrejas”, o acordo secreto foi usado como cobertura para a perseguição de ambas – e para a obliteração pretendida da Igreja subterrânea. Eu não estou sozinho nesta avaliação. Mimi Lau, escrevendo no South China Morning Post de Hong Kong , concluiu: “Parece que o acordo, que expirará em setembro, a menos que seja prorrogado, contribuiu pouco no caminho da aproximação entre a Santa Sé e Pequim ou uma maior liberdade para os católicos no país. China.” Certamente, uma das razões para o fracasso do acordo em produzir ganhos significativos para os crentes católicos é a deterioração da situação na China para os seguidores de todas as religiões – católica, protestante, budista, taoísta e muçulmana. Em fevereiro de 2018, meses antes da assinatura do acordo sino-Vaticano, o PCCh emitiu uma diretiva que impunha novas restrições onerosas à religião e aos crentes religiosos na China. Então, em fevereiro deste ano, seguiu-se uma segunda diretiva, descrevendo com detalhes dolorosos como essas novas restrições seriam implementadas em relação a todas as religiões, instituições e praticantes religiosos da China. Mas a situação na China é ainda mais terrível do que isso sugere. O fato é que o PCCh, liderado pelo Secretário Geral Xi Jinping, está atualmente realizando uma nova Revolução Cultural, cujos objetivos específicos incluem todas as religiões organizadas e todos os crentes religiosos. O objetivo não é simplesmente restringir e controlar todas as atividades e crenças religiosas, é substituir completamente essas atividades e crenças pelo culto ao PCCh, sua ideologia e seus líderes. A campanha começou há dois anos. Envolve converter igrejas cristãs, templos budistas e taoístas, mesquitas islâmicas e salões ancestrais em toda a China para o que é chamado de “Estações de Prática de Civilização para uma Nova Era”. A nova igreja estatal da China, em outras palavras, deve ser o próprio Estado do partido. O chefe desta nova “igreja” é, obviamente, o Secretário Geral Xi. Bitter Winter , uma revista on-line do Centro de Estudos sobre Novas Religiões da Itália, que relata a liberdade religiosa na China, publicou um relato arrepiante da “conversão” de uma dessas igrejas: “Depois de um mês de trabalho [por quadros comunistas] , o diretor da igreja dissolveu proativamente a congregação desse local religioso. Seus membros foram posteriormente registrados e transformados. … [M] minério e mais crentes estão agora sendo transformados em praticantes dessas estações da civilização. ” Não é apenas que o PCCh desconfie ou até seja hostil à fé religiosa na China, embora certamente seja as duas coisas. Pelo contrário, é o caso que o partido se concebe como uma religião secular e está determinado a impor essa religião ao povo da China, empregando todos os recursos consideráveis que uma ditadura hi-tech de partido único tem à sua disposição. É nesse ambiente que bispos católicos, padres e leigos são forçados a operar na China de hoje. É um ambiente de constante propaganda, vigilância e intrusão por agentes hostis do estado. Por entrar em conflito com esses objetivos ideológicos mais amplos do estado chinês, o acordo sino-vaticano enfrentou enormes ventos políticos desde o início. Nos quase dois anos desde a sua assinatura, claramente não criou mais “espaço” para os crentes católicos na China, como esperava o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, mas, ao contrário, permitiu que o PCCh escondesse sua perseguição. da Igreja clandestina, sugerindo que ela foi pelo menos tacitamente aprovada pelo Vaticano. Mais evidências de má-fé por parte do PCCh, se necessário, eram novas evidências de que a China foi pega invadindo computadores do Vaticano. Obviamente, a invasão foi um esforço para descobrir qual seria a posição negocial do Vaticano enquanto os dois lados se preparavam para discutir se o atual acordo deveria ser estendido. Seria ruim o suficiente se o acordo com o Vaticano – como quase todos os outros acordos internacionais firmados pelo PCCh – fosse uma carta morta. Mas está sendo usado ativamente para coagir bispos e padres a ingressarem na Associação Patriótica com os fundamentos falsos que o Santo Padre ordenou. Vários clérigos se recusaram firmemente a assinar um juramento de lealdade à igreja sancionada pelo Estado e, como resultado, foram colocados sob vigilância ou prisão domiciliar. Entre eles estão o bispo Vincent Guo Xijin, da diocese de Mindong, que, juntamente com a maioria de seus padres, se recusou a assinar. O bispo Guo conseguiu escapar de seus guardas há alguns meses e atualmente está escondido. Outras situações ainda não foram resolvidas, como o caso do bispo James Su Zhimin, o bispo católico de Baoding na província de Hubei, que foi preso há 17 anos e que nunca mais foi ouvido. Para preencher a “vaga”, que é uma das mais importantes da China, o PCCh avançou com um candidato que é membro da Associação Patriótica. A Santa Sé ainda não respondeu ao pedido, tanto quanto se sabe publicamente. Os defensores da liberdade religiosa esperam que, antes de aprovar, ou mesmo considerar o candidato de Pequim, o Vaticano peça uma contabilidade completa das circunstâncias que cercam a continuação da detenção do bispo Su, embora, de fato, tema que ele possa estar morto. O acordo provisório expirará em setembro e as opiniões divergem sobre se é do melhor interesse dos católicos na China que seja prorrogado. O arcebispo Claudio Celli, que ajudou a negociar o acordo, disse que acha que a Santa Sé “provavelmente deveria reconfirma-lo por um ou dois anos”. O cardeal Joseph Zen, arcebispo aposentado de Hong Kong, tem uma opinião muito diferente sobre o assunto . Ele acredita que o acordo marginalizou ainda mais os membros da Igreja clandestina, uma vez que o PCCh o usa para justificar a coação dos católicos a ingressar na Associação Patriótica. O Papa Francisco, é claro, terá a última palavra sobre o assunto e não deu nenhuma indicação de seus pontos de vista. Ele tem sido muito cuidadoso para evitar criticar o PCCh ao longo de seu papado. Se há uma pequena luz no final da noite escura que a Igreja Católica está passando na China, é a seguinte: quando o quinto bispo subterrâneo, o bispo Paul Ma Cunguo, de Shuozhou, ingressou na Associação Patriótica em uma cerimônia tranquila, alguns semanas atrás, seu juramento de lealdade era muito diferente do feito pelos quatro bispos anteriores. Aqueles que o precederam foram obrigados a jurar publicamente “trabalhar para uma igreja independente e autônoma”, uma condição claramente em conflito com o magistério. Como circulou nas mídias sociais, o juramento do bispo Ma não incluiu essa frase. Em vez disso, ele prometeu ser “fiel à igreja única, santa, católica e apostólica, comprometer-se a edificar a Igreja, o Corpo de Cristo e contribuir para a evangelização” e também “obedecer ao mandamento de Deus, cumprir sua missão pastoral”. deveres como bispo e proclamar fielmente o Evangelho. ” A única parte potencialmente questionável do juramento – dependendo de como é interpretado – foi o compromisso de garantir que seus padres diocesanos cumprissem a constituição e as leis do país, defendessem a unidade da nação e a harmonia social, amassem o país e a igreja e contribuir para a “realização do sonho chinês”. Não tenho muita certeza do que fazer com esse juramento modificado. Se o PCC abandonou a promessa de “trabalhar para uma igreja independente e autônoma”, seria uma grande concessão, pois essa frase é a própria definição de igreja cismática. Claro – como sempre no caso do Partido Comunista Chinês, é preciso estar atento à possibilidade de duplicidade. “Eles sempre têm uma faca na manga”, como disse uma autoridade sênior do Vaticano. Será este um presságio de tempos melhores para a Igreja Católica na China, ou é apenas um engano estratégico destinado a atrair o Vaticano a estender o acordo? O tempo vai dizer. Por Steven W. Mosher (@StevenWMosher) | Traduzido de Ncregister.com
- O Partido Comunista Chinês continua determinado a extinguir a fé católica
Catolicismo é a vítima da nova revolução cultural da China. O Partido Comunista Chinês continua determinado a extinguir a fé católica – com o tempo. Há pouco tempo, recebi um e-mail angustiado de um católico na China. “As paredes estão se fechando”, ela enviou o serviço criptografado que usamos para protegê-la – e outros contatos na China – da vigilância do estado. “Não sei quanto tempo mais poderemos continuar nosso trabalho de evangelização aqui”. Minha amiga, cujo nome e local não posso revelar para sua própria proteção, trabalha na Igreja Católica “subterrânea”, que enfrenta crescente perseguição desde a assinatura do acordo sino-vaticano há dois anos, em setembro. O contrato deve expirar em seu aniversário de dois anos. É difícil saber o que está no acordo, pois ainda é secreto. Ele supostamente descreve um mecanismo pelo qual o Vaticano e o Partido Comunista Chinês (PCC) colaborariam na nomeação de bispos: o PCC selecionaria os novos bispos do país, mas a aprovação final seria reservada à Santa Sé. Subjacente a isso, é seguro dizer que o Vaticano e o PCCh tinham em mente vários objetivos maiores – e muito diferentes – ao assinar o acordo. O Vaticano pretendia criar um mecanismo pelo qual pudesse colaborar com Pequim na nomeação de novos bispos, especificamente alguns dos 40 candidatos identificados nas últimas duas décadas ao grande e crescente número de pessoas sem bispos na China. . A esperança maior era que isso reconhecesse a autoridade do papa sobre o catolicismo e curasse a antiga divisão entre a Igreja “subterrânea”, que é leal ao Vaticano, mas não oficialmente reconhecida pelo governo chinês e pela Associação Patriótica Católica Chinesa, que foi criado pelo PCC. Não é de surpreender que o PCCh tenha objetivos muito diferentes em mente. Seu primeiro objetivo era convencer o Papa Francisco a legitimar os oito bispos que a Santa Sé havia excomungado anteriormente, o que ele fez antes da assinatura do acordo. Como os eventos subsequentes deixaram claro, o PCCh também pretendeu que o próprio acordo servisse como uma ferramenta a ser usada para forçar bispos e clérigos na Igreja clandestina a se unir à Associação Patriótica; e também agora ficou claro, como “cobertura” para uma intensificação da perseguição à Igreja Católica como um todo. É seguro dizer, quase dois anos após a assinatura do acordo, que, embora o Partido Comunista Chinês tenha alcançado seus objetivos, o Vaticano claramente não o fez. Somente cinco bispos “clandestinos” foram aceitos pelo PCC como legítimos, e todos eles já foram nomeados e servem antes da assinatura do acordo. Existem 52 dioceses na China que não têm bispo, e nenhuma dessas vagas foi preenchida nos dois anos desde que o acordo foi assinado. Além disso, em vez de curar a divisão entre as duas “igrejas”, o acordo secreto foi usado como cobertura para a perseguição de ambas – e para a obliteração pretendida da Igreja subterrânea. Eu não estou sozinho nesta avaliação. Mimi Lau, escrevendo no South China Morning Post de Hong Kong , concluiu: “Parece que o acordo, que expirará em setembro, a menos que seja prorrogado, contribuiu pouco no caminho da aproximação entre a Santa Sé e Pequim ou uma maior liberdade para os católicos no país. China.” Certamente, uma das razões para o fracasso do acordo em produzir ganhos significativos para os crentes católicos é a deterioração da situação na China para os seguidores de todas as religiões – católica, protestante, budista, taoísta e muçulmana. Em fevereiro de 2018, meses antes da assinatura do acordo sino-Vaticano, o PCCh emitiu uma diretiva que impunha novas restrições onerosas à religião e aos crentes religiosos na China. Então, em fevereiro deste ano, seguiu-se uma segunda diretiva, descrevendo com detalhes dolorosos como essas novas restrições seriam implementadas em relação a todas as religiões, instituições e praticantes religiosos da China. Mas a situação na China é ainda mais terrível do que isso sugere. O fato é que o PCCh, liderado pelo Secretário Geral Xi Jinping, está atualmente realizando uma nova Revolução Cultural, cujos objetivos específicos incluem todas as religiões organizadas e todos os crentes religiosos. O objetivo não é simplesmente restringir e controlar todas as atividades e crenças religiosas, é substituir completamente essas atividades e crenças pelo culto ao PCCh, sua ideologia e seus líderes. A campanha começou há dois anos. Envolve converter igrejas cristãs, templos budistas e taoístas, mesquitas islâmicas e salões ancestrais em toda a China para o que é chamado de “Estações de Prática de Civilização para uma Nova Era”. A nova igreja estatal da China, em outras palavras, deve ser o próprio Estado do partido. O chefe desta nova “igreja” é, obviamente, o Secretário Geral Xi. Bitter Winter , uma revista on-line do Centro de Estudos sobre Novas Religiões da Itália, que relata a liberdade religiosa na China, publicou um relato arrepiante da “conversão” de uma dessas igrejas: “Depois de um mês de trabalho [por quadros comunistas] , o diretor da igreja dissolveu proativamente a congregação desse local religioso. Seus membros foram posteriormente registrados e transformados. … [M] minério e mais crentes estão agora sendo transformados em praticantes dessas estações da civilização. ” Não é apenas que o PCCh desconfie ou até seja hostil à fé religiosa na China, embora certamente seja as duas coisas. Pelo contrário, é o caso que o partido se concebe como uma religião secular e está determinado a impor essa religião ao povo da China, empregando todos os recursos consideráveis que uma ditadura hi-tech de partido único tem à sua disposição. É nesse ambiente que bispos católicos, padres e leigos são forçados a operar na China de hoje. É um ambiente de constante propaganda, vigilância e intrusão por agentes hostis do estado. Por entrar em conflito com esses objetivos ideológicos mais amplos do estado chinês, o acordo sino-vaticano enfrentou enormes ventos políticos desde o início. Nos quase dois anos desde a sua assinatura, claramente não criou mais “espaço” para os crentes católicos na China, como esperava o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, mas, ao contrário, permitiu que o PCCh escondesse sua perseguição. da Igreja clandestina, sugerindo que ela foi pelo menos tacitamente aprovada pelo Vaticano. Mais evidências de má-fé por parte do PCCh, se necessário, eram novas evidências de que a China foi pega invadindo computadores do Vaticano. Obviamente, a invasão foi um esforço para descobrir qual seria a posição negocial do Vaticano enquanto os dois lados se preparavam para discutir se o atual acordo deveria ser estendido. Seria ruim o suficiente se o acordo com o Vaticano – como quase todos os outros acordos internacionais firmados pelo PCCh – fosse uma carta morta. Mas está sendo usado ativamente para coagir bispos e padres a ingressarem na Associação Patriótica com os fundamentos falsos que o Santo Padre ordenou. Vários clérigos se recusaram firmemente a assinar um juramento de lealdade à igreja sancionada pelo Estado e, como resultado, foram colocados sob vigilância ou prisão domiciliar. Entre eles estão o bispo Vincent Guo Xijin, da diocese de Mindong, que, juntamente com a maioria de seus padres, se recusou a assinar. O bispo Guo conseguiu escapar de seus guardas há alguns meses e atualmente está escondido. Outras situações ainda não foram resolvidas, como o caso do bispo James Su Zhimin, o bispo católico de Baoding na província de Hubei, que foi preso há 17 anos e que nunca mais foi ouvido. Para preencher a “vaga”, que é uma das mais importantes da China, o PCCh avançou com um candidato que é membro da Associação Patriótica. A Santa Sé ainda não respondeu ao pedido, tanto quanto se sabe publicamente. Os defensores da liberdade religiosa esperam que, antes de aprovar, ou mesmo considerar o candidato de Pequim, o Vaticano peça uma contabilidade completa das circunstâncias que cercam a continuação da detenção do bispo Su, embora, de fato, tema que ele possa estar morto. O acordo provisório expirará em setembro e as opiniões divergem sobre se é do melhor interesse dos católicos na China que seja prorrogado. O arcebispo Claudio Celli, que ajudou a negociar o acordo, disse que acha que a Santa Sé “provavelmente deveria reconfirma-lo por um ou dois anos”. O cardeal Joseph Zen, arcebispo aposentado de Hong Kong, tem uma opinião muito diferente sobre o assunto . Ele acredita que o acordo marginalizou ainda mais os membros da Igreja clandestina, uma vez que o PCCh o usa para justificar a coação dos católicos a ingressar na Associação Patriótica. O Papa Francisco, é claro, terá a última palavra sobre o assunto e não deu nenhuma indicação de seus pontos de vista. Ele tem sido muito cuidadoso para evitar criticar o PCCh ao longo de seu papado. Se há uma pequena luz no final da noite escura que a Igreja Católica está passando na China, é a seguinte: quando o quinto bispo subterrâneo, o bispo Paul Ma Cunguo, de Shuozhou, ingressou na Associação Patriótica em uma cerimônia tranquila, alguns semanas atrás, seu juramento de lealdade era muito diferente do feito pelos quatro bispos anteriores. Aqueles que o precederam foram obrigados a jurar publicamente “trabalhar para uma igreja independente e autônoma”, uma condição claramente em conflito com o magistério. Como circulou nas mídias sociais, o juramento do bispo Ma não incluiu essa frase. Em vez disso, ele prometeu ser “fiel à igreja única, santa, católica e apostólica, comprometer-se a edificar a Igreja, o Corpo de Cristo e contribuir para a evangelização” e também “obedecer ao mandamento de Deus, cumprir sua missão pastoral”. deveres como bispo e proclamar fielmente o Evangelho. ” A única parte potencialmente questionável do juramento – dependendo de como é interpretado – foi o compromisso de garantir que seus padres diocesanos cumprissem a constituição e as leis do país, defendessem a unidade da nação e a harmonia social, amassem o país e a igreja e contribuir para a “realização do sonho chinês”. Não tenho muita certeza do que fazer com esse juramento modificado. Se o PCC abandonou a promessa de “trabalhar para uma igreja independente e autônoma”, seria uma grande concessão, pois essa frase é a própria definição de igreja cismática. Claro – como sempre no caso do Partido Comunista Chinês, é preciso estar atento à possibilidade de duplicidade. “Eles sempre têm uma faca na manga”, como disse uma autoridade sênior do Vaticano. Será este um presságio de tempos melhores para a Igreja Católica na China, ou é apenas um engano estratégico destinado a atrair o Vaticano a estender o acordo? O tempo vai dizer. Por Steven W. Mosher (@StevenWMosher) | Traduzido de Ncregister.com
- Javier Barraycoa: Marx deixou de ser um jovem luterano fervoroso para ser um satanista
Javier Barraycoa afirma que a revolução russa só pode ser explicada como um caso de possessão demoníaca coletiva Javier Barraycoa é professor universitário, sociólogo e escritor sobre inúmeras questões políticas e históricas. Ele acaba de publicar seu último trabalho: “Isso não estava no meu livro de história da revolução russa” (Editoria Almuzara), onde ele revela o rosto oculto de uma revolução que foi elogiada por boa parte da classe intelectual do século XX e que causou milhões de mortes. O trabalho surpreenderá com sua enorme quantidade de dados e histórias que nos dão uma visão chocante do comunismo. Como você definiria a Revolução Russa? O arcebispo católico de Lvov definiu como um caso que “só pode ser explicado como um caso de possessão diabólica”. A Revolução Russa foi uma surpresa que ninguém esperava. Os bolcheviques eram uma minoria que não poderia ter derrubado o governo burguês de Kerensky (que havia abdicado do czar) se não tivessem o apoio financeiro do banco judeu americano. O grande intermediário foi Jacob Schiff. Após o triunfo bolchevique, estes – paradoxalmente, receberam ajuda econômica e tecnológica dos EUA. Grandes empresas como o Standard Oil dos Rockefellers adquiriram direitos de exploração do petróleo do Cáucaso. Capitalismo e comunismo se uniram muito bem. Então, o mito da participação judaica na revolução é realidade? Do próprio Marx, cujo nome verdadeiro era Kissel Mordekay, ele era filho de um rabino, um convertido ao luteranismo, já que os judeus não podiam estudar direito até Trotsky. No livro de Robert Wilton, Os Últimos Dias dos Romanovs, o autor fornece os nomes de 556 líderes bolcheviques de primeira ordem, dos quais 457 eram judeus. Também na República Tcheca, muitos dos líderes eram judeus. Também é verdade que tudo foi interrompido com a chegada de Stalin. Ele odiava os judeus e iniciou numerosos expurgos dessa comunidade. Ele criou a Região Autônoma Judaica de Birobidjan, na Sibéria, e manteve muitos judeus lá. Sua intenção era cometer genocídio. Assim, encontraremos protagonistas estranhos e sombrios da Revolução Russa … O próprio Marrx ainda é um personagem sombrio. Primeiramente, em sua juventude, ele foi um fervoroso luterano, logo passou a ser como o conhecemos uma época satanista. Devemos pensar que mais de dois terços das obras de Marx são mantidos no Instituto Marx em Moscou, sem traduzir e sem conhecer seu conteúdo. Muitos são suspeitos de serem satânicos. Um personagem assustador é Gleb Boki, um dos primeiros governantes tchecos localizados no edifício Lubianka. Ele organizou uma seção dedicada ao ocultismo e tentou controlar as forças ocultas para colocá-las a serviço da revolução. O ateísmo soviético nunca esteve em desacordo com o espiritismo e a magia. Stalin tinha bruxos e bruxas como Natalia Lvova a seu serviço. Pouco sabemos sobre ela porque, após a morte de Stalin, o serviço secreto (NKVD) tentou apagar todos os vestígios. Então ateísmo e comunismo não estavam em desacordo com o espiritismo? Em absoluto. No início do trabalho, coletamos os antecedentes dos primeiros “socialistas”. Muitos deles eram utópicos ingênuos que queriam reformular um “novo cristianismo”. O marxismo impôs que o comunismo era um materialismo ateísta, mas nunca poderia romper com o esoterismo e o ocultismo que permeavam numerosas seitas dos quais emergiu a primeira Liga Comunista. Uma vez que a revolução triunfou, fizeram um julgamento contra Deus. Uma Bíblia foi colocada no banco dos réus, e o promotor Lunacharski acusou Deus de todos os males da humanidade e o condenou a ser baleado. Deus foi “executado”, disparando metralhadoras no céu. O que poderia ter sido um erro, logo se tornaria uma perseguição religiosa cruel. Apenas religioso? Não. Os expurgos foram sistemáticos e terríveis. O próprio partido comunista, cujos quadros freqüentemente caíam da graça, estava constantemente se purgando. Quanto mais perto você chegar de altos níveis de poder, maiores serão suas chances de acabar sendo executado ou nos Gulag (campos de trabalho). Até os oficiais principais da República Tcheca foram expurgados várias vezes. O terror era um instrumento de poder e não foi acidental, mas foi teorizado como um dos elementos essenciais para alcançar os objetivos da revolução. O Exército Vermelho não foi poupado. Os números são assustadores: 3 de 5 marechais, 13 de 15 generais do exército, 8 de 9 almirantes, 50 de 57 generais do corpo de exército foram eliminados e a lista continua. Classes profissionais inteiras também foram eliminadas, por exemplo, os estatísticos. O motivo foi o censo de 1937. Stalin esperava que um censo de 180 milhões de habitantes surgisse. Mas apenas 162 milhões apareceram (milhões inteiros haviam morrido de fome e expurgos). Stalin expurgou os estatísticos e proibiu novos censos. Havia algum remanescente de liberdade na sociedade comunista? Após a revolução de outubro de 1917, quando os bolcheviques triunfaram sobre os mencheviques, foi feita uma Constituição que permitia quase tudo: libertação sexual, homossexualidade, anulação do casamento eclesiástico, liberdade teórica de religião, impressão, etc. Mas foi tudo uma ilusão. A perseguição religiosa foi apressada quando a Guerra Civil contra os russos brancos (czaristas) foi vencida. O nudismo e a liberdade sexual acabaram sendo banidos em pouco tempo. Lenin era uma espécie de puritano, que não o impedia de viver com sua esposa e amante sob o mesmo teto, mas viu que a Revolução estava enfraquecida pela devassidão sexual que se espalhou por toda a Rússia. A licença sexual e a facilidade do divórcio significavam que a Rússia estava cheia de milhões de crianças abandonadas. O estado comunista foi o criador dos viveiros como locais de doutrinação no início do processo educacional. Logo a “amizade” com homossexuais foi interrompida. Eles foram tratados primeiro como libertinos que foram enviados ao Gulag (campos de trabalho forçado). Sob Stalin, os doentes mentais eram considerados “curados” em clínicas psiquiátricas especiais. O mais curioso é que eles acusaram os homossexuais de serem fascistas e vice-versa. Daí a famosa frase: “vamos acabar com a homossexualidade e acabar com o fascismo”. Eles não nos dizem nada sobre isso … Claro. A União Soviética tornou-se uma mentira sistemática. A propaganda era a única coisa real no sistema. A criação de mitos como Stakhanov, o grande super-mineiro soviético que iniciou o Stakhanovismo, foi uma fraude. Ele acabou não fazendo nada durante sua vida e morreu de álcool. A famosa foto de um soldado soviético plantando a bandeira comunista sobre o Reichstag de Berlim foi uma montagem resultante de uma sessão de fotos após dois dias de terminar a captura da capital alemã. Quando a televisão se espalhou na URSS, foi a única saída para milhões de pessoas que viviam alienadas sob o materialismo “desalojado”. Quando a publicidade na televisão era permitida, os anúncios eram criados (havia apenas uma agência de publicidade do estado) para produtos que não existiam. Assim, as pessoas estavam empolgadas por poder apreciar um dia o que viram na televisão. Para controlar os impostos sobre o consumo de tabaco, foram promovidos maços de cigarro. A publicidade sobre o fumo é espetacular, porque foi proposto o quão saudável era fumar. Mesmo anunciando o sistema de saúde, um slogan dizia que a URSS tinha “os pacientes mais saudáveis do mundo”. A loucura. E o que esse Paraíso estava escondendo da ilusão? Toda a ilusão escondeu o terror. O Gulag foi o segundo maior sistema de repressão carcerária, o primeiro é visto na China. A vida no Gulag era simplesmente terrível. Em muitos campos da Sibéria não havia sequer necessidade de arame farpado. Ninguém ousaria entrar na tundra, pois a morte era certa. Ir ao Gulag foi praticamente uma sentença de morte por causa das condições adversas. As obras faraônicas dos canais construídos na época de Stalin são um hino à estupidez (quase todas foram mal construídas e eram inúteis para a navegação de navios profundos) e a terrível morte de trabalhadores forçados. Um caso sombrio é o da rodovia Kolimá. Existem quase 2.000 quilômetros de estrada que liga as cidades da Sibéria. Os “escravos” Gulag o construíram sob condições terríveis. Eles morreram em massa e os corpos foram enterrados no acostamento da estrada. Os ciclos de congelamento e descongelamento na Sibéria fazem com que os corpos mal enterrados subam da terra com os braços estendidos. É um espetáculo sombrio que os força a serem enterrados novamente. As margens da rodovia Kolimá estavam cheias de cadáveres que uma vez por ano emergiam do chão. Finalmente eles decidiram enterrá-los sob o asfalto. Hoje é conhecido que a cada poucos metros, sob o asfalto, haja um cadáver. No entanto, a pegada comunista ainda está viva na atual federação russa … Sim. Ainda se estima que existam mais de 6.000 estátuas gigantes de Lenin na Rússia. Existe até um na Antártica. O traço de tantos anos de terror, alienação, mentiras sistemáticas, mas ao mesmo tempo de propaganda e glorificação da Mãe Rússia, criou uma sociedade muito especial. A psique coletiva russa está dividida entre rejeitar o horror do comunismo e o desejo de sentir uma potência mundial como nos dias da União Soviética. Na Rússia, a prática religiosa, ansiando pelo czarismo, hipnose do ainda onipresente Lênin, a celebração do triunfo do Exército Vermelho sobre o nazismo, o ódio ao Ocidente e sua admiração pelo capitalismo explodiram. O povo russo não pode se livrar da marca da Revolução Russa que deixou sua marca e ainda está latente. Por Javier Navascués Via Infocatólica | Traduzido por Templário de Maria
- Javier Barraycoa: Marx deixou de ser um jovem luterano fervoroso para ser um satanista
Javier Barraycoa afirma que a revolução russa só pode ser explicada como um caso de possessão demoníaca coletiva Javier Barraycoa é professor universitário, sociólogo e escritor sobre inúmeras questões políticas e históricas. Ele acaba de publicar seu último trabalho: “Isso não estava no meu livro de história da revolução russa” (Editoria Almuzara), onde ele revela o rosto oculto de uma revolução que foi elogiada por boa parte da classe intelectual do século XX e que causou milhões de mortes. O trabalho surpreenderá com sua enorme quantidade de dados e histórias que nos dão uma visão chocante do comunismo. Como você definiria a Revolução Russa? O arcebispo católico de Lvov definiu como um caso que “só pode ser explicado como um caso de possessão diabólica”. A Revolução Russa foi uma surpresa que ninguém esperava. Os bolcheviques eram uma minoria que não poderia ter derrubado o governo burguês de Kerensky (que havia abdicado do czar) se não tivessem o apoio financeiro do banco judeu americano. O grande intermediário foi Jacob Schiff. Após o triunfo bolchevique, estes – paradoxalmente, receberam ajuda econômica e tecnológica dos EUA. Grandes empresas como o Standard Oil dos Rockefellers adquiriram direitos de exploração do petróleo do Cáucaso. Capitalismo e comunismo se uniram muito bem. Então, o mito da participação judaica na revolução é realidade? Do próprio Marx, cujo nome verdadeiro era Kissel Mordekay, ele era filho de um rabino, um convertido ao luteranismo, já que os judeus não podiam estudar direito até Trotsky. No livro de Robert Wilton, Os Últimos Dias dos Romanovs, o autor fornece os nomes de 556 líderes bolcheviques de primeira ordem, dos quais 457 eram judeus. Também na República Tcheca, muitos dos líderes eram judeus. Também é verdade que tudo foi interrompido com a chegada de Stalin. Ele odiava os judeus e iniciou numerosos expurgos dessa comunidade. Ele criou a Região Autônoma Judaica de Birobidjan, na Sibéria, e manteve muitos judeus lá. Sua intenção era cometer genocídio. Assim, encontraremos protagonistas estranhos e sombrios da Revolução Russa … O próprio Marrx ainda é um personagem sombrio. Primeiramente, em sua juventude, ele foi um fervoroso luterano, logo passou a ser como o conhecemos uma época satanista. Devemos pensar que mais de dois terços das obras de Marx são mantidos no Instituto Marx em Moscou, sem traduzir e sem conhecer seu conteúdo. Muitos são suspeitos de serem satânicos. Um personagem assustador é Gleb Boki, um dos primeiros governantes tchecos localizados no edifício Lubianka. Ele organizou uma seção dedicada ao ocultismo e tentou controlar as forças ocultas para colocá-las a serviço da revolução. O ateísmo soviético nunca esteve em desacordo com o espiritismo e a magia. Stalin tinha bruxos e bruxas como Natalia Lvova a seu serviço. Pouco sabemos sobre ela porque, após a morte de Stalin, o serviço secreto (NKVD) tentou apagar todos os vestígios. Então ateísmo e comunismo não estavam em desacordo com o espiritismo? Em absoluto. No início do trabalho, coletamos os antecedentes dos primeiros “socialistas”. Muitos deles eram utópicos ingênuos que queriam reformular um “novo cristianismo”. O marxismo impôs que o comunismo era um materialismo ateísta, mas nunca poderia romper com o esoterismo e o ocultismo que permeavam numerosas seitas dos quais emergiu a primeira Liga Comunista. Uma vez que a revolução triunfou, fizeram um julgamento contra Deus. Uma Bíblia foi colocada no banco dos réus, e o promotor Lunacharski acusou Deus de todos os males da humanidade e o condenou a ser baleado. Deus foi “executado”, disparando metralhadoras no céu. O que poderia ter sido um erro, logo se tornaria uma perseguição religiosa cruel. Apenas religioso? Não. Os expurgos foram sistemáticos e terríveis. O próprio partido comunista, cujos quadros freqüentemente caíam da graça, estava constantemente se purgando. Quanto mais perto você chegar de altos níveis de poder, maiores serão suas chances de acabar sendo executado ou nos Gulag (campos de trabalho). Até os oficiais principais da República Tcheca foram expurgados várias vezes. O terror era um instrumento de poder e não foi acidental, mas foi teorizado como um dos elementos essenciais para alcançar os objetivos da revolução. O Exército Vermelho não foi poupado. Os números são assustadores: 3 de 5 marechais, 13 de 15 generais do exército, 8 de 9 almirantes, 50 de 57 generais do corpo de exército foram eliminados e a lista continua. Classes profissionais inteiras também foram eliminadas, por exemplo, os estatísticos. O motivo foi o censo de 1937. Stalin esperava que um censo de 180 milhões de habitantes surgisse. Mas apenas 162 milhões apareceram (milhões inteiros haviam morrido de fome e expurgos). Stalin expurgou os estatísticos e proibiu novos censos. Havia algum remanescente de liberdade na sociedade comunista? Após a revolução de outubro de 1917, quando os bolcheviques triunfaram sobre os mencheviques, foi feita uma Constituição que permitia quase tudo: libertação sexual, homossexualidade, anulação do casamento eclesiástico, liberdade teórica de religião, impressão, etc. Mas foi tudo uma ilusão. A perseguição religiosa foi apressada quando a Guerra Civil contra os russos brancos (czaristas) foi vencida. O nudismo e a liberdade sexual acabaram sendo banidos em pouco tempo. Lenin era uma espécie de puritano, que não o impedia de viver com sua esposa e amante sob o mesmo teto, mas viu que a Revolução estava enfraquecida pela devassidão sexual que se espalhou por toda a Rússia. A licença sexual e a facilidade do divórcio significavam que a Rússia estava cheia de milhões de crianças abandonadas. O estado comunista foi o criador dos viveiros como locais de doutrinação no início do processo educacional. Logo a “amizade” com homossexuais foi interrompida. Eles foram tratados primeiro como libertinos que foram enviados ao Gulag (campos de trabalho forçado). Sob Stalin, os doentes mentais eram considerados “curados” em clínicas psiquiátricas especiais. O mais curioso é que eles acusaram os homossexuais de serem fascistas e vice-versa. Daí a famosa frase: “vamos acabar com a homossexualidade e acabar com o fascismo”. Eles não nos dizem nada sobre isso … Claro. A União Soviética tornou-se uma mentira sistemática. A propaganda era a única coisa real no sistema. A criação de mitos como Stakhanov, o grande super-mineiro soviético que iniciou o Stakhanovismo, foi uma fraude. Ele acabou não fazendo nada durante sua vida e morreu de álcool. A famosa foto de um soldado soviético plantando a bandeira comunista sobre o Reichstag de Berlim foi uma montagem resultante de uma sessão de fotos após dois dias de terminar a captura da capital alemã. Quando a televisão se espalhou na URSS, foi a única saída para milhões de pessoas que viviam alienadas sob o materialismo “desalojado”. Quando a publicidade na televisão era permitida, os anúncios eram criados (havia apenas uma agência de publicidade do estado) para produtos que não existiam. Assim, as pessoas estavam empolgadas por poder apreciar um dia o que viram na televisão. Para controlar os impostos sobre o consumo de tabaco, foram promovidos maços de cigarro. A publicidade sobre o fumo é espetacular, porque foi proposto o quão saudável era fumar. Mesmo anunciando o sistema de saúde, um slogan dizia que a URSS tinha “os pacientes mais saudáveis do mundo”. A loucura. E o que esse Paraíso estava escondendo da ilusão? Toda a ilusão escondeu o terror. O Gulag foi o segundo maior sistema de repressão carcerária, o primeiro é visto na China. A vida no Gulag era simplesmente terrível. Em muitos campos da Sibéria não havia sequer necessidade de arame farpado. Ninguém ousaria entrar na tundra, pois a morte era certa. Ir ao Gulag foi praticamente uma sentença de morte por causa das condições adversas. As obras faraônicas dos canais construídos na época de Stalin são um hino à estupidez (quase todas foram mal construídas e eram inúteis para a navegação de navios profundos) e a terrível morte de trabalhadores forçados. Um caso sombrio é o da rodovia Kolimá. Existem quase 2.000 quilômetros de estrada que liga as cidades da Sibéria. Os “escravos” Gulag o construíram sob condições terríveis. Eles morreram em massa e os corpos foram enterrados no acostamento da estrada. Os ciclos de congelamento e descongelamento na Sibéria fazem com que os corpos mal enterrados subam da terra com os braços estendidos. É um espetáculo sombrio que os força a serem enterrados novamente. As margens da rodovia Kolimá estavam cheias de cadáveres que uma vez por ano emergiam do chão. Finalmente eles decidiram enterrá-los sob o asfalto. Hoje é conhecido que a cada poucos metros, sob o asfalto, haja um cadáver. No entanto, a pegada comunista ainda está viva na atual federação russa … Sim. Ainda se estima que existam mais de 6.000 estátuas gigantes de Lenin na Rússia. Existe até um na Antártica. O traço de tantos anos de terror, alienação, mentiras sistemáticas, mas ao mesmo tempo de propaganda e glorificação da Mãe Rússia, criou uma sociedade muito especial. A psique coletiva russa está dividida entre rejeitar o horror do comunismo e o desejo de sentir uma potência mundial como nos dias da União Soviética. Na Rússia, a prática religiosa, ansiando pelo czarismo, hipnose do ainda onipresente Lênin, a celebração do triunfo do Exército Vermelho sobre o nazismo, o ódio ao Ocidente e sua admiração pelo capitalismo explodiram. O povo russo não pode se livrar da marca da Revolução Russa que deixou sua marca e ainda está latente. Por Javier Navascués Via Infocatólica | Traduzido por Templário de Maria
- O ESTRANHO HÓSPEDE DO MOSTEIRO DE FONTGOMBAULT
A Abadia de Nossa Senhora de Fontgombault, na França, é ligada à congregação de Solesmes e conta hoje com quase setenta monges. Praticam atividades artesanais e agrícolas, celebram Missas no rito antigo e procuram reviver a regra de São Bento numa França cada vez mais desinteressada das coisas católicas. A história desse mosteiro é um resumo do que foi o cristianismo no último milênio. Começou a ser construído, em estilo românico, início no século XII. Os protestantes no século XVI e a Revolução Francesa no final do século XVIII tentaram destruí-lo. De lá para cá, foi depósito de pedras, destilaria de bebida, fábrica de botões, hospital de campanha e, finalmente, em 1948, voltou a ser o que era: trincheira católica no século que assistiria à maior deserção da fé jamais vista na história da França. O povoado de Fontgombault, tranquilamente situado no vale do rio Creuse, não tem mais de trezentos moradores e nada produz que mereça sair no noticiário nacional. No entanto, a abadia esteve nas páginas dos jornais franceses, em 2019, por outro acolhimento bem mais polêmico: passou a abrigar entre suas vetustas e silenciosas paredes o preso em liberdade condicional Jean-Claude Romand, um dos criminosos que mais escândalo provocou no país, nas últimas décadas. Romand, casado e com dois filhos, foi um homem que mentiu obsessivamente por quase vinte anos. Fez-se passar por médico (não tinha ido além do segundo ano de medicina) e pesquisador da OMS. Suas fontes de renda eram a venda de medicamentos falsos contra o câncer, que vendia a altos preços, e o dinheiro que arranjava com os mais próximos, entre eles a amante, sob o pretexto de investir na Suíça. Quando as pessoas foram descobrindo quem ele era, as cobranças dos empréstimos se amiudaram e sua família estava prestes a descobrir toda a verdade, assassinou no dia 9 de janeiro de 1993 aqueles a quem dizia mais amar — aqueles que, seguramente, mais o amavam no mundo: mãe, pai, esposa e dois filhos pequenos. No dia seguinte, aquele homem de trinta e nove anos incendiaria a própria casa e tentaria suicídio, engolindo todos os comprimidos de barbitúricos que tinha à mão. Encontrado inconsciente pelos bombeiros, foi por eles reanimado e, contra a própria vontade, sobreviveu à tragédia que tinha acabado de encenar. Isto, em síntese, foi o que aconteceu antes de 1993. Entre 1993 e 2019, o “quíntuplo assassino” (assim o tem chamado a imprensa francesa) esteve recluso numa prisão, da qual saiu condicionalmente, com uma pulseira eletrônica de vigilância, direto para a Abadia de Fontgombault, onde com algumas restrições passaria os dois anos seguintes. É lá que se encontra neste momento: no ora et labora dos monges beneditinos, compartilhando com eles o silêncio milenar do velho mosteiro, depois da já distante conversão ocorrida logo no início do cumprimento da pena. Indagado sobre a razão e os riscos de tão inusitada acolhida, o abade do mosteiro só teve uma palavra: “Evangelho”. Depois da justiça humana, era chegada a vez da misericórdia divina na vida daquele homem. De fato, alguém como Jean-Claude Romand, que se aproxima dos setenta anos, e fez o que fez, e passou pelo que passou, não tem mesmo outra alternativa, na vida, que procurar a santidade. “Vinde a mim os mais pequenos”, dizia Jesus. Ninguém é menor, neste mundo, do que Jean-Claude Romand. Quem o receberá em sua casa? Quem lhe dará emprego? Quem terá coragem de ser seu amigo, além daqueles três ou quatro visitadores católicos que, durante vinte e seis anos, acompanharam semana a semana a sua conversão? Ninguém se atreve a perdoar esse homem que assassinou os seus mais próximos, nem mesmo a mídia e os intelectuais progressistas, que também tudo fazem, hoje em dia, para destruir a família. Só Deus é capaz de tudo perdoar (“tudo, tudo, sempre, sempre”, como escreveu Alessandro Manzoni em seu romance Os noivos). Expressão dessa misericórdia divina foi a atitude receptiva e protetora dos beneditinos de Fongombault, que em meio aos riscos e mistérios da alma humana abriram as portas de sua antiga casa aos mais marginal de todos os marginais — por mais que Jean-Claude aparente ser o mais normal de todos os sujeitos da classe média.
- Padre denuncia Lei da Censura que será votada no Senado Federal e convoca reação do povo
Assista o vídeo do Padre João Henrique da Aliança de Misericórdia e também o Padre Paulo Ricardo fazem um importante alerta a todos os brasileiro, especialmente nós cristãos! Você, cidadão brasileiro, ainda que não católico, preste muita atenção: está para ser votado, no Senado Federal, um projeto de lei que enfraquecerá tremendamente nossa democracia, com a potencialidade de impor uma censura total na internet. A fachada do PL 2630 é bonita: tratar-se-ia de uma “Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet”. Quem poderia ser contra a liberdade e a transparência nas redes sociais e serviços de mensagens, não é mesmo? Uma leitura mais cuidadosa do texto do projeto, porém, deveria levantar nas mentes dos brasileiros vários pontos de interrogação. O principal inimigo a ser combatido por esse projeto de lei é a desinformação , que consistiria em qualquer “conteúdo, em parte ou no todo, inequivocamente falso ou enganoso, passível de verificação, colocado fora de contexto, manipulado ou forjado, com potencial de causar danos individuais ou coletivos” (art. 4.º). Mas — eis o que deveríamos nos perguntar — quem seria responsável por esse processo de verificação? Nas mãos de quem ficaria, efetivamente, o controle da internet? Se esse projeto de lei viesse a ser aprovado e sancionado, que garantia haveria de que os chamados “verificadores de fatos independentes” seriam, de fato , independentes ? A resposta é bem simples: nenhuma. Assista o vídeo do Padre Paulo Ricardo alertando, também, sobre este projeto de lei: Assine também o abaixo assinado contra: https://citizengo.org/pt-br/ot/179995-esquerda-quer-calar-sua-voz-pl26302020nao Na verdade, seriam as próprias grandes corporações, donas das plataformas digitais, as responsáveis por dizer o que é e o que não é fake news , o que é ficto e o que é facto , com o que nos tornaríamos definitivamente reféns de uma oligarquia que decide o que lemos, o que vemos e, em última medida, tudo o que pensamos. Se pararmos para pensar um pouco, esse já não é um cenário muito distante da nossa realidade. De fato, quantos padres, pastores e pregadores cristãos já não se veem, hoje, intimidados no exercício de sua liberdade de expressão na internet? Quantos temas bíblicos, por exemplo, já não se tornaram “tabu” e não foram praticamente banidos das redes, por obra dos que detêm o controle dessas plataformas digitais? Por tudo isso, é hora de reagir. Não podemos deixar que nos amordacem! Manifeste-se junto a seus representantes, primeiramente no Senado, mas também na Câmara dos Deputados, e não deixe de usar as redes sociais para mostrar a sua opinião, gravando vídeos e ajudando-nos a levantar as hashtags #CensuraNao e #PL2630Nao . Entenda a seguir o que está acontecendo e o que se pode fazer. 1. O QUE ESTÁ ACONTECENDO O Senador Alessandro Vieira, em conjunto com a deputada Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES), que apresentaram projetos semelhantesna Câmara dos Deputados, apresentou para votação em Plenário do Senado esta terça feira, dia 2 de junho de 2020, o PL 2630/2020 que prevê um controle férreo da internet no Brasil. O senador afirma que o projeto não prevê remoção de conteúdo das postagem dos cidadãos, mas apenas pretende combater a desinformação na Internet. A definição de desinformação, porém, que está contida no Artigo 4 dá margem a todo tipo de arbitrariedades. Seguno ela, desinformação é “CONTEÚDO, EM PARTE OU NO TODO, INEQUIVOCAMENTE FALSO OU ENGANOSO, PASSÍVEL DE VERIFICAÇÃO, COLOCADO FORA DE CONTEXTO, MANIPULADO OU FORJADO, COM POTENCIAL DE CAUSAR DANOS INDIVIDUAIS OU COLETIVOS”. Com esta definição, praticamente qualquer mensagem pode ser rotulada de desinformação. Qualquer afirmação, por exemplo, pode ser acusada de ter sido colocada fora de contexto. Se alguém citar duas frases de um discurso ou de um vídeo de duas horas, sempre poderá ser acusado de não ter compreendido o contexto. Ainda que se copiasse o discurso todo, sempre poderia acusar-se o usuário de não ter analisado corretamente o currículo ou as motivações do autor do discurso. Qualquer crítica pode ter potencial de causar danos individuais ou coletivos. Toda mensagem, para ter sido feita, deve ter sido manipulada, ou não poderia ter sido escrita. Caso o provedor julgue que o conteúdo da mensagem é desinformativo, o projeto não deixa claro se poderá chegar a bloquear a conta do usuário, mas é manifesto que deverá rotular as postagens do usuário como conteúdo desinformativo (Artigo 6, III). Os provedores deverão publicar no mínimo semanalmente quantas contas foram rotuladas como desinformativas (Artigo 6 § 3). Segundo o Senador Alessandro Vieira, o grande avanço do projeto consiste no fato de que atualmente os grandes provedores simplesmente eliminam o conteúdo que eles consideram desinformativo, e com o projeto aproado, poderão fazê-lo de maneira transparente. Porém a verdade é que se hoje os grandes provedores eliminam o conteúdo que não querem que seus usuário divulgam, isto é feito de maneira ilegal, pelo menos contrariamente aos princípios constitucionais que garantem a liberdade de expressão. A partir da aprovação da projeto, porém, a rotulação de desinformação não apenas será obrigatória, como também os provedores deverão apresentar relatórios detalhados ao público sobre o número de empregados de que o provedor dispõe para a caça à desinformação e uma comparação com esforços semelhantes que estão sendo empreendido nos demais países do mundo (Artigo 7, VII). Desta maneira, o que antes poderia ser, em princípio, regulamentado como ilegal com base em princípios constitucionais, agora passa a ser lícito, regulamentado e exigido por lei. A lei incentiva, como boa prática, que os provedores limitem os usuários que forem rotulados como disseminadores de desinformação a que não possam encaminhar uma mesma mensagem a mais de um destinatário (Artigo 10, II). O artigo 11 ainda afirma que, ao ser encontrada uma mensagem contendo desinformação, que o provedor não apenas rotule a mensagem como mentirosa, mas envie retroativamente comunicados “ao primeiro usuário a publicar tal conteúdo, bem como toda e qualquer pessoa que tenha compartilhado o conteúdo, acerca da medida tomada” (Artigo 11). O projeto é considerado pelo seu autor, conforme ele tem afirmado nas redes sociais e pode ser visto nesta live: como um grande avanço na liberdade de expressão porque garantiria, através do seu artigo 12, que em caso de rotulagem injusta, o usuário pudesse recorrer ao próprio provedor ou a uma comissão de revisores, pagas pelo provedor, com uma denúncia da injustiça cometida. O provedor não possui prazo para julgar o pedido, mas é obrigado a considerá-lo. Caso, depois de vários meses, quando a informação já tiver se tornado irrelevante, o provedor considerar que não tenha cometido nenhuma injustiça, o usuário estará livre para recorrer aos tribunais convencionais. O artigo 13 ainda estabelece que os provedores deverão promover “POLÍTICAS DE USO QUE LIMITEM O NÚMERO DE ENCAMINHAMENTOS DE UMA MESMA MENSAGEM A NO MÁXIMO 5 (CINCO) USUÁRIOS OU GRUPOS”, em tempos considerados normais. Mas, segundo o Artigo 13 §1, “EM PERÍODO DE PROPAGANDA ELEITORAL, OU DURANTE SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA OU DE CALAMIDADE PÚBLICA [como ocorre atualmente durante a epidemia de Covid-19], O NÚMERO DE ENCAMINHAMENTOS DE UMA MESMA MENSAGEM [independentemente da rotulagem do seu conteúdo], FICARÁ LIMITADO A NO MÁXIMO 1 (UM) USUÁRIO OU GRUPO”. O Artigo 15 ainda estabelece que, no caso em que o usuário utilize meios especiais para comunicação de massa, este usuário, além de declarar qual tipo de software utilizará para a disseminação das mensagens, deverá também fornecer antecipadamente ao provedor a lista das pessoas que receberão as mensagens, juntamente com as respectivas autorizações de todos, onde esteja declarado que estes desejam efetivamente receber as mensagens que serão postadas. Sem isto, o Artigo 15 §1 estabelece que “A AUTORIZAÇÃO PARA RECEBIMENTO DE MENSAGEM EM MASSA SERÁ POR PADRÃO DESABILITADA”. A Artigo 16 estabelece ainda que “OS PROVEDORES DE APLICAÇÃO QUE PRESTAREM SERVIÇOS DE MENSAGERIA PRIVADA DEVEM UTILIZAR TODOS OS MEIOS AO SEU ALCANCE PARA LIMITAR A DIFUSÃO E ASSINALAR AOS SEUS USUÁRIOS A PRESENÇA DE CONTEÚDO DESINFORMATIVO”. O artigo 25 estabelece como dever do Estado promover, em todos os níveis de ensino, a educação para o uso seguro, consciente e responsável da internet, incluindo campanhas para evitar a desinformação na internet. Com exceção da desabilitação dos usuários de âmbito puramente administrativo, o projeto não prevê nenhuma sanção judicial para os usuários que disseminarem informações falsas. Em compensação, prevê para os provedores sanções judiciais “COM PENALIDADES A SEREM APLICADAS PELO PODER JUDICIÁRIO, ASSEGURADOS O DEVIDO PROCESSO LEGAL, A AMPLA DEFESA E O CONTRADITÓRIO” (Artigo 28). Esta é a grande inovação do projeto. A lei pune judicialmente o provedor pela mensagem supostamente mentirosa do usuário, nada estabelecendo para o usuário além de sanções puramente administrativas a critério do provedor. Punir penalmente o usuário tornaria a lei odiosa. Mas ao punir o provedor, que não perde nada quando coibe mensagens que são de interesse apenas de terceiros, mas pode ser punido se as permitir, o legislador estará promovendo o início de uma caçada desenfreada aos que propagarem notícias politicamente incorretas, facilmente rotuláveis de desinformação. As penalidades para os provedores de usuários que propagam desinformações são, segundo o Artigo 28, as seguintes, a serem aplicadas progressivamente pelo Poder Judiciário aos provedores: I – ADVERTÊNCIA, COM INDICAÇÃO DE PRAZO PARA ADOÇÃO DE MEDIDAS CORRETIVAS; II – MULTA; III – SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DAS ATIVIDADES; IV – PROIBIÇÃO DE EXERCÍCIO DAS ATIVIDADES NO PAÍS. =========================== 2. A GRAVIDADE DO PROJETO. =========================== A aprovação deste projeto é gravíssimo, porque não se trata de uma iniciativa isolada do Senador Alessandro Vieira. Tentativas semelhantes de fazer o mesmo estão sendo realizadas em todos os países do mundo. Em outubro de 2007 o então deputado Luiz Bassuma denunciava na Câmara o interesse e o financiamento internacional ao aborto. Ele afirmou que quando o Ministro da Saúde da governo Lula, dr. Temporão, havia sido perguntado em um programa do Roda Viva por um jornalista como o governo encontraria recursos para pagar mais de um milhão de abortos ao se aprovar a legalização do aborto, se hoje faltam gazes e esparadrapos nos hospitais e os brasileiros não tem condições de fazerem um exame de saúde, o Ministro Temporão respondeu o seguinte: “NÃO SE PREOCUPEM. SE O BRASIL LEGALIZAR O ABORTO, NÃO FALTARÃO RECURSOS INTERNACIONAIS PARA FINANCIÁ-LO”. O deputado Luíz Bassuma disse então, indignado, ao presidente da Casa no Plenário do Congresso: “O MINISTRO DISSE ISTO. EU TENHO A FITA GRAVADA. ISTO É GRAVÍSSIMO, SR. PRESIDENTE. ISTO É GRAVÍSSIMO!” O áudio das declarações do então deputado Luís Bassuma pode ser ouvido aqui: http://www.pesquisasedocumentos.com.br/bassumaaudiencia.mp3 Mas algo muito semelhante está acontecendo hoje com a questão do controle da internet. Em uma lista de Perguntas e Respostas distribuída aos interessados no PL 2630/2020, o Senador Alessandro Vieira faz a seguinte pergunta, numerada como 16: “TODOS OS DIAS SÃO COMPARTILHADOS NO FACEBOOK CERCA DE UM TRILHÃO DE PUBLICAÇÕES. NÃO É POSSÍVEL JULGAR O CONTEÚDO DESINFORMATIVO DE TÃO GRANDE NÚMERO DE PUBLICAÇÕES. NÃO HAVERIA PROFISSIONAIS SUFICIENTES PARA ISTO. ENTÃO PARA QUE SERVIRIA UM PROJETO COMO ESTE?” Eis a resposta do Senador: “O SETOR DE VERIFICAÇÃO DE FATOS VAI CRESCER. DOADORES IMPORTANTES E FILANTROPOS AUTÔNOMOS APOIARÃO ESSA INICIATIVA. ENQUANTO ISSO, OS VERIFICADORES DE FATOS TERÃO QUE COMEÇAR COM O CONTEÚDO MAIS IMPORTANTE, MAIS VIRAL E DE MAIOR IMPACTO”. Confira a resposta neste documento: http://www.pesquisasedocumentos.com.br/FAQ_Fake_News.pdf Então se aplica aqui a mesma observação do deputado Luiz Bassuma em 2007 no Plenário da Câmara: “O MINISTRO DISSE ISTO. EU TENHO A FITA GRAVADA. ISTO É GRAVÍSSIMO, SR. PRESIDENTE. ISTO É GRAVÍSSIMO!” Quais são estes doadores importantes e filantropos autônomos que estão tão interessados em financiar este imenso grupo de checadores de notícias falsas na Internet? Quais notícias falsas eles realmente estão interessados em rotular? Que grupos eles representam? Isto é gravíssimo, gravíssimo. O projeto também transcende em gravidade à sua própria redação. Mesmo que o projeto seja reprovado no Senado, logo em seguida já teremos outro praticamente idêntico tramitando na Câmara. E mesmo que este outro projeto seja igualmente reprovado, o problema não irá terminar ali. Há pressão de instituições internacionais que estão interessadas em implantar o controle da Internet em todo o mundo. O controle da Internet irá possibilitar, em seguida, significativos avanços na Cultura da Morte, esta sim, realmente baseada em amplíssima e metódica desinformação. =========================== 3. O QUE FAZER? =========================== O presidente do Senado, Senador Davi Alcolumbre, manifestou esta terça feira passada sua admiração e seu apoio irrestrito ao PL 2630/2020, através de mensagens postadas no Twitter. Sua posição coincide com a de praticamente todos os líderes de bancada dos partidos que constituem o Senado, que irão votar o projeto diretamente no Plenário, aproveitando-se das excepcionalidades impostas pela pandemia de Covid-19. O projeto não irá passar por nenhuma outra comissão parlamentar prévia para ser discutido. Será designado um relator para apresentação da matéria no Plenário e, após a leitura de seu relatório, se passará à votação simbólica dos líderes de bancada que, já de comum acordo, votarão pelos demais senadores ausentes do Senado em virtude da pandemia. Eis as posições do Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre o PL 2630 que instituirá o controle da Internet no Brasil: “AS NOTÍCIAS FALSAS NÃO MINAM APENAS AS INSTITUIÇÕES, OS POLÍTICOS OU AS CELEBRIDADES. ELAS CONTAMINAM A SOCIEDADE COMO UM TODO, OFENDEM QUALQUER CIDADÃO, DISTORCEM QUALQUER FATO E COMPROMETEM A LIBERDADE DE EXPRESSÃO, QUE É O PRINCÍPIO BÁSICO DA DEMOCRACIA. [@davialcolumbre, May 27, 2020]” “PARA COMBATER ESSA AVALANCHE DE FAKE NEWS, QUE AGRIDE CADA CIDADÃO BRASILEIRO, TODOS OS DIAS,O @SenadoFederal DEVE VOTAR,NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA (2), O PROJETO (PL 2630/2020,DE AUTORIA DO @Sen_Alessandro) QUE INSTITUI A LEI BRASILEIRA DE LIBERDADE, RESPONSABILIDADE E TRANSPARÊNCIA. [@davialcolumbre, May 27, 2020]” “O OBJETIVO DA PROPOSTA É FORTALECER A DEMOCRACIA POR MEIO DO COMBATE A INFORMAÇÕES FALSAS. POR ISTO, BARRAR AS FAKE NEWS É UM SERVIÇO EM PROL DA LIBERDADE, DA BOA INFORMAÇÃO E DA VERDADE. AQUELES QUE ESPALHAM FAKE NEWS DEVEM SER PUNIDOS COM OS RIGORES DA LEI. [@davialcolumbre, May 27, 2020]” https://twitter.com/davialcolumbre/status/1265730963620978688 Diante disto, eis o que se pode fazer. Estamos em época de pandemia e a maioria das pessoas estão trabalhando em casa, inclusive parlamentares e funcionários do Congresso. A estratégia de enviar mails e entrar em contato telefônico não terá a mesma repercussão de épocas normais. Por outro lado, isto é excelente, porque nos dará a oportunidade de experimentar outros meios de ação que poderão incorporar-se mais tarde às épocas de normalidade. ——————————————- [1] MANIFESTAR-SE JUNTO À PRESIDÊNCIA DO SENADO E ÀS LIDERANÇAS DAS BANCADAS ——————————————- Já que estamos todos em casa, enviem um mail, telefonem e manifestem-se nas redes sociais do presidente do Senado e dos senadores líderes de bancada. Mostrem-lhes, com grande educação, mas com firmeza e clareza, que o povo já compreendeu a verdadeira natureza do controle social da internet. Não importa a qual autoridade esteja se dirigindo, seja educado ao extremo mas firme e claro na expressão de suas posições. Mais importante do que o mail é telefonar de viva voz e manifestar-se nas redes sociais. Os mails, telefones e redes sociais dos Srs. Senadores estão no final desta mensagem. ——————————————- [2] CRIAR E POSTAR VIDEOS NA INTERNET E NAS REDES SOCIAIS ——————————————- Com o isolamento devido à pandemia de coronavírus o acesso das pessoas às redes sociais e à internet aumentou consideravelmente. Muito melhor do que enviar e-mails neste período será fazer um vídeo pronunciando-se a respeito e espalhá-lo em todos os nossos contatos de whatsapp, facebook, twitter, instagram, páginas pessoais e nas redes sociais dos senadores que irão votar o PL 2630/2020 esta semana. Hoje com um simples celular qualquer cidadão brasileiro pode produzir um video e fazer-se ouvir por todos, incluindo o Congresso e o Supremo Tribunal federal. Peçam aos seus bispos, aos sacerdotes e pastores, mesmo que não sejam conhecidos para fazerem o mesmo. Peça aos seus amigos, e advogados e políticos para fazerem o mesmo. Façam vocês mesmos o seu próprio vídeo. Peçam a todos os seus amigos fazerem o mesmo. O alcance será maior do que qualquer e-mail enviado em época de normalidade. Enquanto um mail podia ser visto por algumas poucas pessoas, um vídeo hoje pode ser visto por milhares ou dezenas de milhares de pessoas. Não é necessário ser um especialista. Basta ser um cidadão brasileiro. A multidão dos cidadãos brasileiros falará mais alto do que qualquer especialista. Além das informações desta mensagem, você pode assistir estes vídeos sobre o PL 2630/2020 para entender melhor sobre o assunto: DEBATE COM O SENADOR ALESSANDRO VIERA (2 HORAS DE DURAÇÃO) https://www.youtube.com/watch?v=NMdpyPH5xa4&t=181s Um condensado deste debate pode ser encontrado neste outro endereço: DEBATE PL2360/2020 – SENADOR ALESSANDRO VIERA E DR. PAULO LEÃO https://www.youtube.com/watch?v=0oxKOO-Wq1A&feature=youtu.be ——————————————- [3] COMO ESCREVER, TELEFONAR E PRODUZIR VIDEOS. ——————————————- A. Estamos em uma Democracia. Insistam em comunicar-se e fazer com que mais pessoas se comuniquem. Não deixem a tarefa apenas para autoridades e especialistas. Isto vai fazer toda a diferença. O Brasil não é Monarquia nem Aristocracia. Todos participam do poder. B. A TODOS OS QUE SE DIRIGIREM, USEM DO MAIOR RESPEITO EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA. SEJAM SEMPRE EDUCADOS AO EXTREMO, MAS NÃO DEIXEM DE EXPOR CLARAMENTE SEUS PONTOS DE VISTA. C. Não copie e cole. Não faça nada padronizado. Use suas próprias palavras. Seja você mesmo. Mostre que o que você diz é a expressão de sua própria cidadania, e não da dos outros. Não delegue suas obrigações políticas aos outros. D. É muito importante que além de escrever e-mails e telefonem de viva voz, peçam a outras pessoas, bispos, sacerdotes, pastores, autoridades e cidadãos de sua amizade que façam e postem vídeos e que manifestem claramente suas opiniões. E. Ao produzir um vídeo ou postar uma mensagem em alguma rede social, não se esqueça de acrescentar uma hash tag como esta: #PL2630/2020/NAO Asssine a campanha para enviar a sua mensagem personalizada para os líderes. Repitindo: NÃO USE XINGAMENTOS. SE O FIZER, TODOS ELES SERÃO DE SUA RESPONSABILIDADE Assine também o abaixo assinado contra: https://citizengo.org/pt-br/ot/179995-esquerda-quer-calar-sua-voz-pl26302020nao Lista dos Emails dos Senadores Brasileiros Aos que desejarem mandar e-mails aos senadores, basta copiar e colar no seu aplicativo de e-mail para enviar para todos ao mesmo tempo: sen.acirgurgacz@senado.leg.br, sen.alessandrovieira@senado.leg.br, sen.alvarodias@senado.leg.br, sen.angelocoronel@senado.leg.br, sen.antonioanastasia@senado.leg.br, sen.aroldedeoliveira@senado.leg.br, sen.carlosfavaro@senado.leg.br, sen.carlosviana@senado.leg.br, sen.chicorodrigues@senado.leg.br, sen.cidgomes@senado.leg.br, sen.cironogueira@senado.leg.br, sen.confuciomoura@senado.leg.br, sen.daniellaribeiro@senado.leg.br, sen.darioberger@senado.leg.br, sen.davialcolumbre@senado.leg.br, sen.eduardobraga@senado.leg.br, sen.eduardogirao@senado.leg.br, sen.eduardogomes@senado.leg.br, sen.elizianegama@senado.leg.br, sen.elmanoferrer@senado.leg.br, sen.esperidiaoamin@senado.leg.br, sen.fabianocontarato@senado.leg.br, sen.fernandobezerracoelho@senado.leg.br, Sen.fernandocollor@senado.leg.br, sen.flavioarns@senado.leg.br, sen.flaviobolsonaro@senado.leg.br, sen.humbertocosta@senado.leg.br, sen.iraja@senado.leg.br, sen.izalcilucas@senado.leg.br, sen.jaderbarbalho@senado.leg.br, sen.jaqueswagner@senado.leg.br, sen.jarbasvasconcelos@senado.leg.br, Sen.JaymeCampos@senado.leg.br, sen.jeanpaulprates@senado.leg.br, sen.jorgekajuru@senado.leg.br, sen.jorginhomello@senado.leg.br, sen.josemaranhao@senado.leg.br, sen.joseserra@senado.leg.br, sen.katiaabreu@senado.leg.br, sen.lasiermartins@senado.leg.br, sen.leilabarros@senado.leg.br, sen.lucasbarreto@senado.leg.br, sen.luiscarlosheinze@senado.leg.br, sen.luizcarlosdocarmo@senado.leg.br, sen.mailzagomes@senado.leg.br, sen.majorolimpio@senado.leg.br, sen.maragabrilli@senado.leg.br, sen.marcelocastro@senado.leg.br, sen.marciobittar@senado.leg.br, sen.marcosdoval@senado.leg.br, sen.marcosrogerio@senado.leg.br, sen.mariadocarmoalves@senado.leg.br, sen.meciasdejesus@senado.leg.br, sen.nelsinhotrad@senado.leg.br, sen.omaraziz@senado.leg.br, sen.oriovistoguimaraes@senado.leg.br, sen.ottoalencar@senado.leg.br, sen.paulopaim@senado.leg.br, sen.paulorocha@senado.leg.br, sen.pliniovalerio@senado.leg.br, sen.randolferodrigues@senado.leg.br, sen.reguffe@senado.leg.br, sen.renancalheiros@senado.leg.br, sen.robertorocha@senado.leg.br, sen.rodrigocunha@senado.leg.br, sen.rodrigopacheco@senado.leg.br, sen.rogeriocarvalho@senado.leg.br, sen.romario@senado.leg.br, rose.freitas@senadora.leg.br, sergio.petecao@senador.leg.br, sen.simonetebet@senado.leg.br, sen.sorayathronicke@senado.leg.br, sen.styvensonvalentim@senado.leg.br, sen.tassojereissati@senado.leg.br, sen.telmariomota@senado.leg.br, sen.vanderlancardoso@senado.leg.br, sen.venezianovitaldorego@senado.leg.br, sen.wellingtonfagundes@senado.leg.br, sen.wevertonrocha@senado.leg.br, sen.zenaidemaia@senado.leg.br, sen.zequinhamarinho@senado.leg.br,
- Padre denuncia Lei da Censura que será votada no Senado Federal e convoca reação do povo
Assista o vídeo do Padre João Henrique da Aliança de Misericórdia e também o Padre Paulo Ricardo fazem um importante alerta a todos os brasileiro, especialmente nós cristãos! Você, cidadão brasileiro, ainda que não católico, preste muita atenção: está para ser votado, no Senado Federal, um projeto de lei que enfraquecerá tremendamente nossa democracia, com a potencialidade de impor uma censura total na internet. A fachada do PL 2630 é bonita: tratar-se-ia de uma “Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet”. Quem poderia ser contra a liberdade e a transparência nas redes sociais e serviços de mensagens, não é mesmo? Uma leitura mais cuidadosa do texto do projeto, porém, deveria levantar nas mentes dos brasileiros vários pontos de interrogação. O principal inimigo a ser combatido por esse projeto de lei é a desinformação , que consistiria em qualquer “conteúdo, em parte ou no todo, inequivocamente falso ou enganoso, passível de verificação, colocado fora de contexto, manipulado ou forjado, com potencial de causar danos individuais ou coletivos” (art. 4.º). Mas — eis o que deveríamos nos perguntar — quem seria responsável por esse processo de verificação? Nas mãos de quem ficaria, efetivamente, o controle da internet? Se esse projeto de lei viesse a ser aprovado e sancionado, que garantia haveria de que os chamados “verificadores de fatos independentes” seriam, de fato , independentes ? A resposta é bem simples: nenhuma. Assista o vídeo do Padre Paulo Ricardo alertando, também, sobre este projeto de lei: Assine também o abaixo assinado contra: https://citizengo.org/pt-br/ot/179995-esquerda-quer-calar-sua-voz-pl26302020nao Na verdade, seriam as próprias grandes corporações, donas das plataformas digitais, as responsáveis por dizer o que é e o que não é fake news , o que é ficto e o que é facto , com o que nos tornaríamos definitivamente reféns de uma oligarquia que decide o que lemos, o que vemos e, em última medida, tudo o que pensamos. Se pararmos para pensar um pouco, esse já não é um cenário muito distante da nossa realidade. De fato, quantos padres, pastores e pregadores cristãos já não se veem, hoje, intimidados no exercício de sua liberdade de expressão na internet? Quantos temas bíblicos, por exemplo, já não se tornaram “tabu” e não foram praticamente banidos das redes, por obra dos que detêm o controle dessas plataformas digitais? Por tudo isso, é hora de reagir. Não podemos deixar que nos amordacem! Manifeste-se junto a seus representantes, primeiramente no Senado, mas também na Câmara dos Deputados, e não deixe de usar as redes sociais para mostrar a sua opinião, gravando vídeos e ajudando-nos a levantar as hashtags #CensuraNao e #PL2630Nao . Entenda a seguir o que está acontecendo e o que se pode fazer. 1. O QUE ESTÁ ACONTECENDO O Senador Alessandro Vieira, em conjunto com a deputada Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES), que apresentaram projetos semelhantesna Câmara dos Deputados, apresentou para votação em Plenário do Senado esta terça feira, dia 2 de junho de 2020, o PL 2630/2020 que prevê um controle férreo da internet no Brasil. O senador afirma que o projeto não prevê remoção de conteúdo das postagem dos cidadãos, mas apenas pretende combater a desinformação na Internet. A definição de desinformação, porém, que está contida no Artigo 4 dá margem a todo tipo de arbitrariedades. Seguno ela, desinformação é “CONTEÚDO, EM PARTE OU NO TODO, INEQUIVOCAMENTE FALSO OU ENGANOSO, PASSÍVEL DE VERIFICAÇÃO, COLOCADO FORA DE CONTEXTO, MANIPULADO OU FORJADO, COM POTENCIAL DE CAUSAR DANOS INDIVIDUAIS OU COLETIVOS”. Com esta definição, praticamente qualquer mensagem pode ser rotulada de desinformação. Qualquer afirmação, por exemplo, pode ser acusada de ter sido colocada fora de contexto. Se alguém citar duas frases de um discurso ou de um vídeo de duas horas, sempre poderá ser acusado de não ter compreendido o contexto. Ainda que se copiasse o discurso todo, sempre poderia acusar-se o usuário de não ter analisado corretamente o currículo ou as motivações do autor do discurso. Qualquer crítica pode ter potencial de causar danos individuais ou coletivos. Toda mensagem, para ter sido feita, deve ter sido manipulada, ou não poderia ter sido escrita. Caso o provedor julgue que o conteúdo da mensagem é desinformativo, o projeto não deixa claro se poderá chegar a bloquear a conta do usuário, mas é manifesto que deverá rotular as postagens do usuário como conteúdo desinformativo (Artigo 6, III). Os provedores deverão publicar no mínimo semanalmente quantas contas foram rotuladas como desinformativas (Artigo 6 § 3). Segundo o Senador Alessandro Vieira, o grande avanço do projeto consiste no fato de que atualmente os grandes provedores simplesmente eliminam o conteúdo que eles consideram desinformativo, e com o projeto aproado, poderão fazê-lo de maneira transparente. Porém a verdade é que se hoje os grandes provedores eliminam o conteúdo que não querem que seus usuário divulgam, isto é feito de maneira ilegal, pelo menos contrariamente aos princípios constitucionais que garantem a liberdade de expressão. A partir da aprovação da projeto, porém, a rotulação de desinformação não apenas será obrigatória, como também os provedores deverão apresentar relatórios detalhados ao público sobre o número de empregados de que o provedor dispõe para a caça à desinformação e uma comparação com esforços semelhantes que estão sendo empreendido nos demais países do mundo (Artigo 7, VII). Desta maneira, o que antes poderia ser, em princípio, regulamentado como ilegal com base em princípios constitucionais, agora passa a ser lícito, regulamentado e exigido por lei. A lei incentiva, como boa prática, que os provedores limitem os usuários que forem rotulados como disseminadores de desinformação a que não possam encaminhar uma mesma mensagem a mais de um destinatário (Artigo 10, II). O artigo 11 ainda afirma que, ao ser encontrada uma mensagem contendo desinformação, que o provedor não apenas rotule a mensagem como mentirosa, mas envie retroativamente comunicados “ao primeiro usuário a publicar tal conteúdo, bem como toda e qualquer pessoa que tenha compartilhado o conteúdo, acerca da medida tomada” (Artigo 11). O projeto é considerado pelo seu autor, conforme ele tem afirmado nas redes sociais e pode ser visto nesta live: como um grande avanço na liberdade de expressão porque garantiria, através do seu artigo 12, que em caso de rotulagem injusta, o usuário pudesse recorrer ao próprio provedor ou a uma comissão de revisores, pagas pelo provedor, com uma denúncia da injustiça cometida. O provedor não possui prazo para julgar o pedido, mas é obrigado a considerá-lo. Caso, depois de vários meses, quando a informação já tiver se tornado irrelevante, o provedor considerar que não tenha cometido nenhuma injustiça, o usuário estará livre para recorrer aos tribunais convencionais. O artigo 13 ainda estabelece que os provedores deverão promover “POLÍTICAS DE USO QUE LIMITEM O NÚMERO DE ENCAMINHAMENTOS DE UMA MESMA MENSAGEM A NO MÁXIMO 5 (CINCO) USUÁRIOS OU GRUPOS”, em tempos considerados normais. Mas, segundo o Artigo 13 §1, “EM PERÍODO DE PROPAGANDA ELEITORAL, OU DURANTE SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA OU DE CALAMIDADE PÚBLICA [como ocorre atualmente durante a epidemia de Covid-19], O NÚMERO DE ENCAMINHAMENTOS DE UMA MESMA MENSAGEM [independentemente da rotulagem do seu conteúdo], FICARÁ LIMITADO A NO MÁXIMO 1 (UM) USUÁRIO OU GRUPO”. O Artigo 15 ainda estabelece que, no caso em que o usuário utilize meios especiais para comunicação de massa, este usuário, além de declarar qual tipo de software utilizará para a disseminação das mensagens, deverá também fornecer antecipadamente ao provedor a lista das pessoas que receberão as mensagens, juntamente com as respectivas autorizações de todos, onde esteja declarado que estes desejam efetivamente receber as mensagens que serão postadas. Sem isto, o Artigo 15 §1 estabelece que “A AUTORIZAÇÃO PARA RECEBIMENTO DE MENSAGEM EM MASSA SERÁ POR PADRÃO DESABILITADA”. A Artigo 16 estabelece ainda que “OS PROVEDORES DE APLICAÇÃO QUE PRESTAREM SERVIÇOS DE MENSAGERIA PRIVADA DEVEM UTILIZAR TODOS OS MEIOS AO SEU ALCANCE PARA LIMITAR A DIFUSÃO E ASSINALAR AOS SEUS USUÁRIOS A PRESENÇA DE CONTEÚDO DESINFORMATIVO”. O artigo 25 estabelece como dever do Estado promover, em todos os níveis de ensino, a educação para o uso seguro, consciente e responsável da internet, incluindo campanhas para evitar a desinformação na internet. Com exceção da desabilitação dos usuários de âmbito puramente administrativo, o projeto não prevê nenhuma sanção judicial para os usuários que disseminarem informações falsas. Em compensação, prevê para os provedores sanções judiciais “COM PENALIDADES A SEREM APLICADAS PELO PODER JUDICIÁRIO, ASSEGURADOS O DEVIDO PROCESSO LEGAL, A AMPLA DEFESA E O CONTRADITÓRIO” (Artigo 28). Esta é a grande inovação do projeto. A lei pune judicialmente o provedor pela mensagem supostamente mentirosa do usuário, nada estabelecendo para o usuário além de sanções puramente administrativas a critério do provedor. Punir penalmente o usuário tornaria a lei odiosa. Mas ao punir o provedor, que não perde nada quando coibe mensagens que são de interesse apenas de terceiros, mas pode ser punido se as permitir, o legislador estará promovendo o início de uma caçada desenfreada aos que propagarem notícias politicamente incorretas, facilmente rotuláveis de desinformação. As penalidades para os provedores de usuários que propagam desinformações são, segundo o Artigo 28, as seguintes, a serem aplicadas progressivamente pelo Poder Judiciário aos provedores: I – ADVERTÊNCIA, COM INDICAÇÃO DE PRAZO PARA ADOÇÃO DE MEDIDAS CORRETIVAS; II – MULTA; III – SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DAS ATIVIDADES; IV – PROIBIÇÃO DE EXERCÍCIO DAS ATIVIDADES NO PAÍS. =========================== 2. A GRAVIDADE DO PROJETO. =========================== A aprovação deste projeto é gravíssimo, porque não se trata de uma iniciativa isolada do Senador Alessandro Vieira. Tentativas semelhantes de fazer o mesmo estão sendo realizadas em todos os países do mundo. Em outubro de 2007 o então deputado Luiz Bassuma denunciava na Câmara o interesse e o financiamento internacional ao aborto. Ele afirmou que quando o Ministro da Saúde da governo Lula, dr. Temporão, havia sido perguntado em um programa do Roda Viva por um jornalista como o governo encontraria recursos para pagar mais de um milhão de abortos ao se aprovar a legalização do aborto, se hoje faltam gazes e esparadrapos nos hospitais e os brasileiros não tem condições de fazerem um exame de saúde, o Ministro Temporão respondeu o seguinte: “NÃO SE PREOCUPEM. SE O BRASIL LEGALIZAR O ABORTO, NÃO FALTARÃO RECURSOS INTERNACIONAIS PARA FINANCIÁ-LO”. O deputado Luíz Bassuma disse então, indignado, ao presidente da Casa no Plenário do Congresso: “O MINISTRO DISSE ISTO. EU TENHO A FITA GRAVADA. ISTO É GRAVÍSSIMO, SR. PRESIDENTE. ISTO É GRAVÍSSIMO!” O áudio das declarações do então deputado Luís Bassuma pode ser ouvido aqui: http://www.pesquisasedocumentos.com.br/bassumaaudiencia.mp3 Mas algo muito semelhante está acontecendo hoje com a questão do controle da internet. Em uma lista de Perguntas e Respostas distribuída aos interessados no PL 2630/2020, o Senador Alessandro Vieira faz a seguinte pergunta, numerada como 16: “TODOS OS DIAS SÃO COMPARTILHADOS NO FACEBOOK CERCA DE UM TRILHÃO DE PUBLICAÇÕES. NÃO É POSSÍVEL JULGAR O CONTEÚDO DESINFORMATIVO DE TÃO GRANDE NÚMERO DE PUBLICAÇÕES. NÃO HAVERIA PROFISSIONAIS SUFICIENTES PARA ISTO. ENTÃO PARA QUE SERVIRIA UM PROJETO COMO ESTE?” Eis a resposta do Senador: “O SETOR DE VERIFICAÇÃO DE FATOS VAI CRESCER. DOADORES IMPORTANTES E FILANTROPOS AUTÔNOMOS APOIARÃO ESSA INICIATIVA. ENQUANTO ISSO, OS VERIFICADORES DE FATOS TERÃO QUE COMEÇAR COM O CONTEÚDO MAIS IMPORTANTE, MAIS VIRAL E DE MAIOR IMPACTO”. Confira a resposta neste documento: http://www.pesquisasedocumentos.com.br/FAQ_Fake_News.pdf Então se aplica aqui a mesma observação do deputado Luiz Bassuma em 2007 no Plenário da Câmara: “O MINISTRO DISSE ISTO. EU TENHO A FITA GRAVADA. ISTO É GRAVÍSSIMO, SR. PRESIDENTE. ISTO É GRAVÍSSIMO!” Quais são estes doadores importantes e filantropos autônomos que estão tão interessados em financiar este imenso grupo de checadores de notícias falsas na Internet? Quais notícias falsas eles realmente estão interessados em rotular? Que grupos eles representam? Isto é gravíssimo, gravíssimo. O projeto também transcende em gravidade à sua própria redação. Mesmo que o projeto seja reprovado no Senado, logo em seguida já teremos outro praticamente idêntico tramitando na Câmara. E mesmo que este outro projeto seja igualmente reprovado, o problema não irá terminar ali. Há pressão de instituições internacionais que estão interessadas em implantar o controle da Internet em todo o mundo. O controle da Internet irá possibilitar, em seguida, significativos avanços na Cultura da Morte, esta sim, realmente baseada em amplíssima e metódica desinformação. =========================== 3. O QUE FAZER? =========================== O presidente do Senado, Senador Davi Alcolumbre, manifestou esta terça feira passada sua admiração e seu apoio irrestrito ao PL 2630/2020, através de mensagens postadas no Twitter. Sua posição coincide com a de praticamente todos os líderes de bancada dos partidos que constituem o Senado, que irão votar o projeto diretamente no Plenário, aproveitando-se das excepcionalidades impostas pela pandemia de Covid-19. O projeto não irá passar por nenhuma outra comissão parlamentar prévia para ser discutido. Será designado um relator para apresentação da matéria no Plenário e, após a leitura de seu relatório, se passará à votação simbólica dos líderes de bancada que, já de comum acordo, votarão pelos demais senadores ausentes do Senado em virtude da pandemia. Eis as posições do Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre o PL 2630 que instituirá o controle da Internet no Brasil: “AS NOTÍCIAS FALSAS NÃO MINAM APENAS AS INSTITUIÇÕES, OS POLÍTICOS OU AS CELEBRIDADES. ELAS CONTAMINAM A SOCIEDADE COMO UM TODO, OFENDEM QUALQUER CIDADÃO, DISTORCEM QUALQUER FATO E COMPROMETEM A LIBERDADE DE EXPRESSÃO, QUE É O PRINCÍPIO BÁSICO DA DEMOCRACIA. [@davialcolumbre, May 27, 2020]” “PARA COMBATER ESSA AVALANCHE DE FAKE NEWS, QUE AGRIDE CADA CIDADÃO BRASILEIRO, TODOS OS DIAS,O @SenadoFederal DEVE VOTAR,NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA (2), O PROJETO (PL 2630/2020,DE AUTORIA DO @Sen_Alessandro) QUE INSTITUI A LEI BRASILEIRA DE LIBERDADE, RESPONSABILIDADE E TRANSPARÊNCIA. [@davialcolumbre, May 27, 2020]” “O OBJETIVO DA PROPOSTA É FORTALECER A DEMOCRACIA POR MEIO DO COMBATE A INFORMAÇÕES FALSAS. POR ISTO, BARRAR AS FAKE NEWS É UM SERVIÇO EM PROL DA LIBERDADE, DA BOA INFORMAÇÃO E DA VERDADE. AQUELES QUE ESPALHAM FAKE NEWS DEVEM SER PUNIDOS COM OS RIGORES DA LEI. [@davialcolumbre, May 27, 2020]” https://twitter.com/davialcolumbre/status/1265730963620978688 Diante disto, eis o que se pode fazer. Estamos em época de pandemia e a maioria das pessoas estão trabalhando em casa, inclusive parlamentares e funcionários do Congresso. A estratégia de enviar mails e entrar em contato telefônico não terá a mesma repercussão de épocas normais. Por outro lado, isto é excelente, porque nos dará a oportunidade de experimentar outros meios de ação que poderão incorporar-se mais tarde às épocas de normalidade. ——————————————- [1] MANIFESTAR-SE JUNTO À PRESIDÊNCIA DO SENADO E ÀS LIDERANÇAS DAS BANCADAS ——————————————- Já que estamos todos em casa, enviem um mail, telefonem e manifestem-se nas redes sociais do presidente do Senado e dos senadores líderes de bancada. Mostrem-lhes, com grande educação, mas com firmeza e clareza, que o povo já compreendeu a verdadeira natureza do controle social da internet. Não importa a qual autoridade esteja se dirigindo, seja educado ao extremo mas firme e claro na expressão de suas posições. Mais importante do que o mail é telefonar de viva voz e manifestar-se nas redes sociais. Os mails, telefones e redes sociais dos Srs. Senadores estão no final desta mensagem. ——————————————- [2] CRIAR E POSTAR VIDEOS NA INTERNET E NAS REDES SOCIAIS ——————————————- Com o isolamento devido à pandemia de coronavírus o acesso das pessoas às redes sociais e à internet aumentou consideravelmente. Muito melhor do que enviar e-mails neste período será fazer um vídeo pronunciando-se a respeito e espalhá-lo em todos os nossos contatos de whatsapp, facebook, twitter, instagram, páginas pessoais e nas redes sociais dos senadores que irão votar o PL 2630/2020 esta semana. Hoje com um simples celular qualquer cidadão brasileiro pode produzir um video e fazer-se ouvir por todos, incluindo o Congresso e o Supremo Tribunal federal. Peçam aos seus bispos, aos sacerdotes e pastores, mesmo que não sejam conhecidos para fazerem o mesmo. Peça aos seus amigos, e advogados e políticos para fazerem o mesmo. Façam vocês mesmos o seu próprio vídeo. Peçam a todos os seus amigos fazerem o mesmo. O alcance será maior do que qualquer e-mail enviado em época de normalidade. Enquanto um mail podia ser visto por algumas poucas pessoas, um vídeo hoje pode ser visto por milhares ou dezenas de milhares de pessoas. Não é necessário ser um especialista. Basta ser um cidadão brasileiro. A multidão dos cidadãos brasileiros falará mais alto do que qualquer especialista. Além das informações desta mensagem, você pode assistir estes vídeos sobre o PL 2630/2020 para entender melhor sobre o assunto: DEBATE COM O SENADOR ALESSANDRO VIERA (2 HORAS DE DURAÇÃO) https://www.youtube.com/watch?v=NMdpyPH5xa4&t=181s Um condensado deste debate pode ser encontrado neste outro endereço: DEBATE PL2360/2020 – SENADOR ALESSANDRO VIERA E DR. PAULO LEÃO https://www.youtube.com/watch?v=0oxKOO-Wq1A&feature=youtu.be ——————————————- [3] COMO ESCREVER, TELEFONAR E PRODUZIR VIDEOS. ——————————————- A. Estamos em uma Democracia. Insistam em comunicar-se e fazer com que mais pessoas se comuniquem. Não deixem a tarefa apenas para autoridades e especialistas. Isto vai fazer toda a diferença. O Brasil não é Monarquia nem Aristocracia. Todos participam do poder. B. A TODOS OS QUE SE DIRIGIREM, USEM DO MAIOR RESPEITO EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA. SEJAM SEMPRE EDUCADOS AO EXTREMO, MAS NÃO DEIXEM DE EXPOR CLARAMENTE SEUS PONTOS DE VISTA. C. Não copie e cole. Não faça nada padronizado. Use suas próprias palavras. Seja você mesmo. Mostre que o que você diz é a expressão de sua própria cidadania, e não da dos outros. Não delegue suas obrigações políticas aos outros. D. É muito importante que além de escrever e-mails e telefonem de viva voz, peçam a outras pessoas, bispos, sacerdotes, pastores, autoridades e cidadãos de sua amizade que façam e postem vídeos e que manifestem claramente suas opiniões. E. Ao produzir um vídeo ou postar uma mensagem em alguma rede social, não se esqueça de acrescentar uma hash tag como esta: #PL2630/2020/NAO Asssine a campanha para enviar a sua mensagem personalizada para os líderes. Repitindo: NÃO USE XINGAMENTOS. SE O FIZER, TODOS ELES SERÃO DE SUA RESPONSABILIDADE Assine também o abaixo assinado contra: https://citizengo.org/pt-br/ot/179995-esquerda-quer-calar-sua-voz-pl26302020nao Lista dos Emails dos Senadores Brasileiros Aos que desejarem mandar e-mails aos senadores, basta copiar e colar no seu aplicativo de e-mail para enviar para todos ao mesmo tempo: sen.acirgurgacz@senado.leg.br, sen.alessandrovieira@senado.leg.br, sen.alvarodias@senado.leg.br, sen.angelocoronel@senado.leg.br, sen.antonioanastasia@senado.leg.br, sen.aroldedeoliveira@senado.leg.br, sen.carlosfavaro@senado.leg.br, sen.carlosviana@senado.leg.br, sen.chicorodrigues@senado.leg.br, sen.cidgomes@senado.leg.br, sen.cironogueira@senado.leg.br, sen.confuciomoura@senado.leg.br, sen.daniellaribeiro@senado.leg.br, sen.darioberger@senado.leg.br, sen.davialcolumbre@senado.leg.br, sen.eduardobraga@senado.leg.br, sen.eduardogirao@senado.leg.br, sen.eduardogomes@senado.leg.br, sen.elizianegama@senado.leg.br, sen.elmanoferrer@senado.leg.br, sen.esperidiaoamin@senado.leg.br, sen.fabianocontarato@senado.leg.br, sen.fernandobezerracoelho@senado.leg.br, Sen.fernandocollor@senado.leg.br, sen.flavioarns@senado.leg.br, sen.flaviobolsonaro@senado.leg.br, sen.humbertocosta@senado.leg.br, sen.iraja@senado.leg.br, sen.izalcilucas@senado.leg.br, sen.jaderbarbalho@senado.leg.br, sen.jaqueswagner@senado.leg.br, sen.jarbasvasconcelos@senado.leg.br, Sen.JaymeCampos@senado.leg.br, sen.jeanpaulprates@senado.leg.br, sen.jorgekajuru@senado.leg.br, sen.jorginhomello@senado.leg.br, sen.josemaranhao@senado.leg.br, sen.joseserra@senado.leg.br, sen.katiaabreu@senado.leg.br, sen.lasiermartins@senado.leg.br, sen.leilabarros@senado.leg.br, sen.lucasbarreto@senado.leg.br, sen.luiscarlosheinze@senado.leg.br, sen.luizcarlosdocarmo@senado.leg.br, sen.mailzagomes@senado.leg.br, sen.majorolimpio@senado.leg.br, sen.maragabrilli@senado.leg.br, sen.marcelocastro@senado.leg.br, sen.marciobittar@senado.leg.br, sen.marcosdoval@senado.leg.br, sen.marcosrogerio@senado.leg.br, sen.mariadocarmoalves@senado.leg.br, sen.meciasdejesus@senado.leg.br, sen.nelsinhotrad@senado.leg.br, sen.omaraziz@senado.leg.br, sen.oriovistoguimaraes@senado.leg.br, sen.ottoalencar@senado.leg.br, sen.paulopaim@senado.leg.br, sen.paulorocha@senado.leg.br, sen.pliniovalerio@senado.leg.br, sen.randolferodrigues@senado.leg.br, sen.reguffe@senado.leg.br, sen.renancalheiros@senado.leg.br, sen.robertorocha@senado.leg.br, sen.rodrigocunha@senado.leg.br, sen.rodrigopacheco@senado.leg.br, sen.rogeriocarvalho@senado.leg.br, sen.romario@senado.leg.br, rose.freitas@senadora.leg.br, sergio.petecao@senador.leg.br, sen.simonetebet@senado.leg.br, sen.sorayathronicke@senado.leg.br, sen.styvensonvalentim@senado.leg.br, sen.tassojereissati@senado.leg.br, sen.telmariomota@senado.leg.br, sen.vanderlancardoso@senado.leg.br, sen.venezianovitaldorego@senado.leg.br, sen.wellingtonfagundes@senado.leg.br, sen.wevertonrocha@senado.leg.br, sen.zenaidemaia@senado.leg.br, sen.zequinhamarinho@senado.leg.br,
- UM RETRATO DE BERNANOS COM MOLDURA MINEIRA
Ao chegar no Brasil, em 1938, o escritor católico francês Georges Bernanos recusou convites para se instalar no Rio, onde viveria permanentemente incensado pelos novos amigos, geralmente velhos admiradores de sua obra, que o explorariam sem descanso. Pelo menos, era assim que pensava Gustavo Corção, quando certa vez o visitou no Rio e o viu assediado pelos fãs: “Bernanos pareceu-me uma montanha. Estava sendo explorado. Estava sendo escalado, percorrido, sondado por mineiros ávidos de novos filões. Ou então era um navio, um enorme e velho navio de muitas viagens, que tivesse encalhado ali em país exótico, com os porões abarrotados de tesouros…” Era preciso “economizar” Bernanos, sugeriu Corção. Foi sem dúvida por isso que ele deu o fora do Rio, já prevendo o que ocorreria se permanecesse perto das rodas intelectuais: deu as costas à agitação litorânea e tratou de enfurnar-se no interior para “economizar-se”, primeiro em Pirapora, norte de Minas, às margens do São Francisco, e depois em Barbacena, ao sul, entre São João del Rei e Juiz de Fora, mais próximo do Rio. Ninguém era mais avesso à República das Letras do que ele. Fato curioso, por certa dose de romanesco que continha, foi o primeiro encontro de Georges Bernanos, em Barbacena, com um jovem advogado mineiro, que depois seria um de seus principais amigos no Brasil e romancista de talento. Era Geraldo França de Lima, amigo pessoal de Guimarães Rosa, que atuava como professor na escola pública da cidade, então recém nomeado pelo governador Benedito Valadares. Ele próprio narrou o encontro: Uma tarde bem fria de julho, aproveitando um restinho de sol, eu me achava sentado num banco do jardim de Barbacena, lendo uma revista, por sinal o último número que recebi do Mercure de France. Tive a atenção voltada para um vulto que se aproximava: alto, corpulento, apoiado em duas bengalas, que com dificuldades se encaminhava para o banco em que me encontrava. Mais do que as duas grossas bengalas e a sua cabeleira revolta, branca, chamavam a atenção seus olhos violáceos impregnados de fogo, de combatividade, de vida. Sentou-se a meu lado. Acomodou no chão as bengalas e tendo percebido que eu parara a leitura, disse-me: – Je vous dérange… Pardon… [Estou te incomodando… Desculpa]. Ficou surpreendentemente sabendo, logo em seguida, que o homem das bengalas era Georges Bernanos, de quem o jovem era grande admirador: por mais de uma vez, tentara sem sucesso encontrar-se com o ídolo literário. Aquele diálogo, que se iniciara na tarde fria de Barbacena, só se interromperia com a mudança de Bernanos para o Rio, em 1944. Geraldo França de Lima escreveu um belo depoimento sobre sua amizade mineira com Bernanos, pelo qual ficamos conhecendo um pouco de sua história na pequena cidade: seu sofrimento com a situação da França ocupada e os futuros conflitos do escritor com algumas pessoas da cidade, forçando-o a mudar-se dali em 1944. Admirável, também, é o retrato do escritor feito pelo amigo mineiro: as suas grandes explosões de cólera contra a mediocridade e a voz profética, sempre procurando avisar e prevenir sobre futuro do Ocidente que, perdendo o Cristo, inevitavelmente decairia. O escritor que “ousou dizer o escândalo da verdade, e ousou sondar o escândalo da santidade”, nas palavras de Gustavo Corção, não precisaria de muito esforço para imaginar qual seria o futuro da aventura humana. Em muitas previsões acertou: como consequência do ateísmo materialista, a eutanásia e o aborto ainda seriam considerados as coisas mais normais do mundo… E acertou infelizmente sobre o seu próprio fim: jurava que sofria de um câncer no fígado, e seria disso que morreria, alguns anos mais tarde, já de volta à França. Bernanos, com seus “altos e baixos, decepcionado e desconfiadíssimo”, era um extrovertido que pensava em voz alta, um vulcão ativo: “…exprimia-se sem meias-palavras, sem rodeio, aos gritos, com gestos fortes”. Segundo Geraldo França de Lima, seu estilo literário era a mais pura expressão do seu temperamento eruptivo. Como poderia um homem com este teor vulcânico viver mais de sessenta anos?
- O CÂNON DA SAGRADA ESCRITURA
O CÂNON DA SAGRADA ESCRITURA Dando continuidade ao tema sobre as fontes da Revelação, iremos fazer alguns artigos, esse e mais um sobre as Sagradas Escrituras. Os textos sagrados do cristianismo se dividem em livros do Antigo e do Novo Testamento: os primeiros foram compostos antes de Cristo; os segundos, nos tempos apostólicos. Chamam-se sagrados porque são inspirados, isto é, escritos pelos respectivos autores sob influxo divino, de tal modo que, por essa razão, se pode afirmar que Deus é seu Autor. O conjunto dos Livros inspirados chama-se cânon da Sagrada Escritura. a) O Antigo Testamento Existem dois cânones do Antigo Testamento: palestinense (Biblia hebraica), compilado por Esdras e Neemias (cf. 2 Mc 2,13) no século IV a.C, no tempo de Artaxerxes, e fixado definitivamente no século I de nossa era pela Escola de Jâmnia. Foi usado na Palestina e era o único reconhecido como autêntico pelos fariseus. Compreende os livros mais antigos, chamados protocanônicos (a terminologia é de Sixto de Sena, ano 1569), num total de 38 livros; mas há autores que não concordam com o número, porque consideramos doze profetas menores um único volume, ou melhor, integram Rute e Lamentações respectivamente em Juízes e em Jeremias. Outros não desdobram o livro das Crônicas nem o de Esdras. O cânon chamado alexandrino é a tradução grega dos Setenta e contém sete livros a mais que o anterior: Sabedoria, Eclesiástico [Sirac, Baruc, Tobias, Judite, 1-2 Macabeus e alguns trechos de Daniel e Ester (livros deuterocanônicos). Esta Biblia era a usada pelos judeus da diáspora e pelos primeiros cristãos. Os Apóstolos citam tanto uma como outra (cf. Tg 1, 19; 1 Pd 1, 6-7; Hb 1,3; 11, 34ss) Durante muito tempo vingou entre os eruditos não católicos a teoria de que o cânon alexandrino tinha ampliado o cânon hebraico, ou palestinense. O chamado concilio de Jâmnia, localidade próxima à atual Jafa, não reconheceu este acréscimo, e por isso não reconheceu como inspirados os sete livros deuterocanônicos. Esta tendência era comum entre os reformadores do século XVI. Recentemente, porém, graças sobretudo às descobertas de Qûmran, o Cânon tradicional católico foi confirmado, porque se descobriu que aquela comunidade hebraica dispunha de uma coleção semelhante à tradução dos Setenta. Não foram, portanto, os alexandrinos que ampliaram o catálogo dos Livros Sagrados, mas a Escola de Jâmnia que o reduziu. b) O Novo Testamento Quanto ao Novo Testamento, alguns de seus livros são citados como Escrituras no próprio texto (cf. 2 Pd 3,16; 1 Tm 5,18 comparado com Lc 10,7). Os Padres Apostólicos e os Apologistas do século II conhecem e citam quase todos os escritos do Novo Testamento e lhes atribuem uma autoridade semelhante ou maior ao do Antigo Testamento, porque contêm o ensinamento de Cristo e dos Apóstolos. Pelos anos 181-182 Teófilo de Antioquia equipara os Evangelhos à Lei e aos profetas “porque todos são inspirados pelo mesmo Espírito de Deus”, e por primeiro qualifica como palavra de Deus algumas citações das Epistolas de São Paulo’. Na segunda metade do século II Santo Irineu aplica aos Evangelhos o termo Escritura , e São Clemente de Alexandria já fala de Antigo e Novo Testamento”. c) A fixação do Cânon A determinação solene e universal do Cânon da Sagrada Escritura é obra do Concilio de Florença com a Bula Cantate Domino de 04/02/1442, mas ele já estava fixado, desde tempos remotíssimos, em documentos episcopais, sinodais e também papais, que recusavam os apócrifos e davam a lista completa dos escritos canônicos. Assim, por exemplo, a Carta Pascal de Santo Atanásio (367) relaciona todos os 27 livros do Novo Testamento, ai incluída a Epistola aos Hebreus, a segunda e terceira de São João e a de São Judas Tadeu, sobre as quais havia antes alguma dúvida. Em Santo Atanásio temos um testemunho autorizado do Oriente; no Ocidente temos a lista completa dos 45 livros do Antigo Testamento e dos 27 do Novo no decreto atribuído ao Papa São Damaso (382?), lista que se repete nos Concílios de Hipona (393) e de Cartago (397) e na carta do Papa Inocêncio I a Exupério, bispo de Toulouse (405), e, bem mais tarde, no sínodo “in Trullo” de 692. d) Canonicidade e inspiração Como o cânon da Sagrada Escritura é o conjunto dos Livros que a Igreja reconhece como sagrados, isto é, de origem divina, o problema da canonicidade é, no fundo, análogo ao da inspiração: são canônicos os Livros Sagrados, e são sagrados os que têm a Deus por Autor, e têm a Deus por Autor os que são inspirados por Ele. O exato conceito de inspiração aparece gradativamente nos documentos da Igreja, à medida que surgem inexatidões que o Magistério se sente na obrigação de retificar. Primeiro, fala-se simplesmente de Livros que se recebem e se leem na Igreja; é o que acontece com o fragmento de Muratori (fins do século II-início do III). Mais tarde, relacionam-se os textos que se podem ler com segurança na Igreja’, que o Concilio de Laodicéia (ano 360) chama canônicos. O decreto do Papa Damaso (382?) fala de livros ou “Escrituras divinas” [scripturis divinis]. O Concilio de Hipona (ano 393), seguido pelo de Cartago (ano 397), ao redigir a lista dos Livros canônicos precisa que estes e não outros são os que estão sob o nome de “Escrituras divinas” e que podem ser lidos na Igreja’. Os Statuta Ecclesiae antiqua (séc. V-VI) usam a fórmula “Deus Autor do Antigo e do Novo Testamento” repetida na profissão de fé Leão IX (1053) e em outras posteriores. Finalmente, concílio de Florença (1442) e o de Trento (1546) denominam inspiração o modo da intervenção divina na composição dos Livros Sagrados, e o Vaticano I, em 1870, explicita o conceito com maiores detalhes. Este texto terá continuidade. #USA #IcelandSwedenDenmarkNorway #France #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #Belarus #desenvolvimentodoutrinal #Bíblia #Doctrinaldevelopment #Igreja
- Padre Fábio de Melo causa alvoroço ao anunciar que fez tatuagem
O padre Fábio de Melo usou as redes sociais para anunciar que fez uma tatuagem de abelha na mão. Em seu Instagram, ele contou que deu à abelha o nome de sua mãe, Ana, e que o desenho será o seu “sinal”, além de uma lembrança da pandemia de coronavírus . Em relação à ideia da tatuagem, o padre contou que uma abelha costumava pousar nele durante as lives de suas missas dominicais. Segundo ele, o desenho tem dois centímetros. Ver essa foto no Instagram Ela tem apenas 2 cm. Obra de arte criada e executada pelo meu amigo @fernandoshimizu. Dei a ela o nome de Ana, o mesmo de minha mãe. Tudo começou com uma abelha que ficava pousando em mim, durante as lives das missas dominicais. Uma minha, outra na @zizafernandes. Quem vem acompanhando já me ouviu falando sobre elas. Será meu sinal. De um tempo difícil, mas também bonito. De reclusão, de vida interior, de buscas e realizações silenciosas. O poeta tem razão: “abelha fazendo mel vale o tempo que não voou…” Uma publicação compartilhada por pefabiodemelo (@pefabiodemelo) em 4 de Ago, 2020 às 7:13 PDT “Ela tem apenas 2 cm. Dei a ela o nome de Ana, o mesmo de minha mãe. Tudo começou com uma abelha que ficava pousando em mim durante as lives das missas dominicais. Quem vem acompanhando já me ouviu falando sobre elas. Será meu sinal. De um tempo difícil, mas também bonito. De reclusão, de vida interior, de buscas e realizações silenciosas. O poeta tem razão: “abelha fazendo mel vale o tempo que não voou…”, escreveu Fábio de Melo. “Para que eu nunca me esqueça de que o mel é fruto de dedicação, pousei, definitivamente, uma abelha em minha mão”, completou. Católico pode fazer tatuagem? Assista a formação do padre Paulo Ricardo e em seguida leia o comentário do Padre Gabriel Vila Verde extraído das redes sociais alguns anos atrás. Pe. Gabriel, o católico pode fazer TATUAGEM??? Depois não querem que eu seja chamado de polêmico. Mas se é pra responder, vamos lá. Curioso é que, há alguns anos atrás, todos os católicos que se decidiam por viver uma vida no Espírito, não faziam estas perguntas. Para eles, estava muito claro o CERTO e o ERRADO. Qual era a moda do católico??? Uma camisa religiosa, uma calça e um terço pendurado no cinto. Só isso. Agora me inventam “Funk de Cristo”, “Boate de Cristo”, “Balada Santa” e o diabo a quatro. Querem trazer tudo que há no mundo para dentro da Igreja, com a desculpa de “evangelizar os jovens”. Marminino… se eu tivesse no mundão, eu já teria funk, cachaça e e boate à vontade pra frequentar. O último lugar onde eu procuraria essas coisas seria a Casa de Deus. Mas, e a TATUAGEM? A Igreja diz o que? NADA. E a Bíblia diz o que? NADA. Apenas uma citação em Levítico, mas há tantas citações no mesmo capítulo, proibindo cortar cabelo e outras coisas, que nos fazem calar, pois nem tudo que se encontra no Antigo Testamento é regra para os cristãos. PORÉÉÉÉÉÉMMMM….. São Paulo nos dá um conselho: “Tudo posso, mas nem tudo me convém” (1Cor 6,12). Use o bom senso, use a inteligência. Por qual razão um cristão mancharia seu corpo? Qual o objetivo? Se o nosso corpo é templo de Deus e devemos ter modéstia no vestir, onde seria nossa tatuagem? Na testa? Pense bem… Nosso modelo maior é Cristo e a única marca que Ele traz no corpo são as chagas da Paixão, causadas pelos nossos pecados. Sem falar que eu já vi muitos pagãos com tatuagens, até mesmo os próprios satanistas, mas nunca em um santo canonizado. Se você fez tatuagens antes da conversão, não há problema. Com Cristo, tudo se faz novo. Mas nunca use esta lógica: “se a Igreja não proíbe, eu vou fazer”. Não somos cães adestrados. Somos filhos amados pelo Pai. Não sou modelo pra ninguém, mas se aceitarem um conselho meu, darei: troque o desejo de fazer tatuagem pelo desejo de comprar um crucifixo e pendurar no pescoço. Eis a nossa marca verdadeira, a Cruz do Senhor! Por fim, mais um conselho de São Paulo: “E não vos adapteis a este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12,1,2). Deus te abençoe! Pe. Gabriel Vila Verde Leia também este artigo especial: Clique aqui para ler uma análise especial sobre os 152 bispos e a oposição dos católicos ao movimento revolucionário dentro da Igreja.
- Padre Fábio de Melo causa alvoroço ao anunciar que fez tatuagem
O padre Fábio de Melo usou as redes sociais para anunciar que fez uma tatuagem de abelha na mão. Em seu Instagram, ele contou que deu à abelha o nome de sua mãe, Ana, e que o desenho será o seu “sinal”, além de uma lembrança da pandemia de coronavírus . Em relação à ideia da tatuagem, o padre contou que uma abelha costumava pousar nele durante as lives de suas missas dominicais. Segundo ele, o desenho tem dois centímetros. Ver essa foto no Instagram Ela tem apenas 2 cm. Obra de arte criada e executada pelo meu amigo @fernandoshimizu. Dei a ela o nome de Ana, o mesmo de minha mãe. Tudo começou com uma abelha que ficava pousando em mim, durante as lives das missas dominicais. Uma minha, outra na @zizafernandes. Quem vem acompanhando já me ouviu falando sobre elas. Será meu sinal. De um tempo difícil, mas também bonito. De reclusão, de vida interior, de buscas e realizações silenciosas. O poeta tem razão: “abelha fazendo mel vale o tempo que não voou…” Uma publicação compartilhada por pefabiodemelo (@pefabiodemelo) em 4 de Ago, 2020 às 7:13 PDT “Ela tem apenas 2 cm. Dei a ela o nome de Ana, o mesmo de minha mãe. Tudo começou com uma abelha que ficava pousando em mim durante as lives das missas dominicais. Quem vem acompanhando já me ouviu falando sobre elas. Será meu sinal. De um tempo difícil, mas também bonito. De reclusão, de vida interior, de buscas e realizações silenciosas. O poeta tem razão: “abelha fazendo mel vale o tempo que não voou…”, escreveu Fábio de Melo. “Para que eu nunca me esqueça de que o mel é fruto de dedicação, pousei, definitivamente, uma abelha em minha mão”, completou. Católico pode fazer tatuagem? Assista a formação do padre Paulo Ricardo e em seguida leia o comentário do Padre Gabriel Vila Verde extraído das redes sociais alguns anos atrás. Pe. Gabriel, o católico pode fazer TATUAGEM??? Depois não querem que eu seja chamado de polêmico. Mas se é pra responder, vamos lá. Curioso é que, há alguns anos atrás, todos os católicos que se decidiam por viver uma vida no Espírito, não faziam estas perguntas. Para eles, estava muito claro o CERTO e o ERRADO. Qual era a moda do católico??? Uma camisa religiosa, uma calça e um terço pendurado no cinto. Só isso. Agora me inventam “Funk de Cristo”, “Boate de Cristo”, “Balada Santa” e o diabo a quatro. Querem trazer tudo que há no mundo para dentro da Igreja, com a desculpa de “evangelizar os jovens”. Marminino… se eu tivesse no mundão, eu já teria funk, cachaça e e boate à vontade pra frequentar. O último lugar onde eu procuraria essas coisas seria a Casa de Deus. Mas, e a TATUAGEM? A Igreja diz o que? NADA. E a Bíblia diz o que? NADA. Apenas uma citação em Levítico, mas há tantas citações no mesmo capítulo, proibindo cortar cabelo e outras coisas, que nos fazem calar, pois nem tudo que se encontra no Antigo Testamento é regra para os cristãos. PORÉÉÉÉÉÉMMMM….. São Paulo nos dá um conselho: “Tudo posso, mas nem tudo me convém” (1Cor 6,12). Use o bom senso, use a inteligência. Por qual razão um cristão mancharia seu corpo? Qual o objetivo? Se o nosso corpo é templo de Deus e devemos ter modéstia no vestir, onde seria nossa tatuagem? Na testa? Pense bem… Nosso modelo maior é Cristo e a única marca que Ele traz no corpo são as chagas da Paixão, causadas pelos nossos pecados. Sem falar que eu já vi muitos pagãos com tatuagens, até mesmo os próprios satanistas, mas nunca em um santo canonizado. Se você fez tatuagens antes da conversão, não há problema. Com Cristo, tudo se faz novo. Mas nunca use esta lógica: “se a Igreja não proíbe, eu vou fazer”. Não somos cães adestrados. Somos filhos amados pelo Pai. Não sou modelo pra ninguém, mas se aceitarem um conselho meu, darei: troque o desejo de fazer tatuagem pelo desejo de comprar um crucifixo e pendurar no pescoço. Eis a nossa marca verdadeira, a Cruz do Senhor! Por fim, mais um conselho de São Paulo: “E não vos adapteis a este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12,1,2). Deus te abençoe! Pe. Gabriel Vila Verde Leia também este artigo especial: Clique aqui para ler uma análise especial sobre os 152 bispos e a oposição dos católicos ao movimento revolucionário dentro da Igreja.
- Bispos e padres revolucionários começam a sofrer oposição dos católicos dentro da Igreja
Cresce a resistência aos progressistas (esquerdistas) dentro da Igreja. A avalanche modernista e revolucionária que se abateu sobre a Igreja Católica a partir da década de 60, tem conseguido aquilo que nem mesmo os piores inimigos da Igreja jamais imaginaram alcançar: a implosão da Igreja, colocando parte de suas forças atuando contra ela mesma, para destruí-la, rompendo sua unidade operacional e fazendo-a negar sua missão sublime, recebida de seu divino fundador que lhe incumbiu de anunciar a verdade do Evangelho a todas as nações, chamando todos os povos a obediência da fé. Após o Concílio Vaticano II, embora a doutrina da Igreja permanecesse a mesma, a lógica de boa parte dos homens da Igreja se inverteu, o que refletiu na forma destes verem e atuarem no mundo. Se para estes, antes, a Igreja era o instrumento de Deus para converter e santificar o mundo, tudo então mudou… a partir de então, muitos bispos e padres adotaram a prática inversa, acolhendo práticas e mentalidades mundanas (e mesmo anticatólicas) para que a Igreja pudesse ser vista pelo mundo como uma instituição moderna, afinada com os novos tempos e em sintonia com os anseios dessa nova geração. Passaram-se mais de 50 anos desde o fim do Concílio Vaticano II e da adoção, pela maioria dos bispos, das novas diretrizes pastorais, e na medida em que o desastre da implantação das novas ideias se fazia visível e palpável, foram surgindo algumas vozes críticas e alguns movimentos que visavam a restauração da sã doutrina, da moral católica que o movimento modernista vinha destruindo. O esforço de retorno a integridade da fé ganhou mais força no fim do governo de João Paulo II e sobretudo durante o reinado de Bento XVI, mas começou a ser sistematicamente combatido durante o governo do Papa Francisco, um dos grandes expoentes do progressismo revolucionário. O movimento conservador dentro da Igreja acontece junto com o despertar de um movimento conservador fora da Igreja, seja no campo acadêmico, político ou social. A internet, apesar de todas as suas mazelas e armadilhas, é o que tem possibilitado a convergência, uma certa unificação e o fortalecimento dessa forma de pensamento; e o efeito disso tem sido cada dia mais forte. Os bispos e padres modernistas/revolucionários, que antes, em suas respectivas dioceses e paróquias, incultiam no povo suas ideias como se fossem a “doutrina da Igreja”, muitas vezes ensinando ou impondo práticas contrárias a orientação da Igreja “em nome da obediência”, começaram a sofrer a oposição de fiéis que passaram a escutar no whatsapp ou assistir na internet a voz de padres ou leigos católicos a quem havia sido negado espaço dentro da instituição. Aos poucos, muitos fiéis católicos começaram a se dar conta que foram enganados (ainda que não intencionalmente por parte de alguns) por grande parte dos padres e bispos que estão a frente do povo de Deus, mas não ensinam a doutrina e a moral católica, nem celebram a liturgia como manda a Igreja. Com a facilitação para se obter informações e comparar dados, o povo católico tem aprendido mais sobre sua a verdade, a solidez e a riqueza de sua fé. Munidos dessas informações ensinadas por bons padres, alguns raros bispos ou mesmo outros fiéis leigos, o povo começou a comparar a verdade da Igreja Católica com o que tem sido ensinado em suas paróquias e dioceses, constatando assustados que tinham aprendido muitas coisas erradas… que vários padres e bispos, em muitos pontos, não seguiam nem a Palavra de Deus, nem a doutrina da Igreja. Por terem enxergado a diferença entre o que a Igreja ensina e o que muitos padres e bispos pregam, muitos dentre o povo começaram a se manifestar, mostrando sua inconformidade com essa situação. Ultimamente o povo católico tem visto, cada vez mais, como o modernismo e o movimento revolucionário estão minando e destruído a Igreja desde dentro; assim como quantidade imensa de sacerdotes e bispos atuando nessa demolição; alguns destes, na ilusão de estarem no caminho certo, mesmo em contradição com a doutrina da Igreja, por eles desconhecida ou deturpada. No campo político, a maioria do povo, mesmo que imperfeitamente, começou enxergar a malícia e a podridão da esquerda socialista/revolucionária que sempre defendeu o aborto, a ideologia de gênero, a legalização das drogas e outras bandeiras anti cristãs, tantas vezes apresentadas como defesa de “Direitos Humanos”… As pessoas foram se dando conta de que essas ideias são contra a nossa fé e portanto contra a vontade de Deus. Que esquerda revolucionária significa oposição aos valores e à moral cristã. Quanto mais claro vai ficando que os partidos e políticos da esquerda socialista/comunista/revolucionária defendem essas ideias anti cristãs, tanto mais fica claro que uma pessoa NÃO pode ser da esquerda socialista/revolucionária e cristã ao menos tempo. Em uma live histórica feita pelo condenado Lula e Leonardo Boff, estes confessaram com toda clareza como instrumentalizaram a estrutura da Igreja Católica para formar o PT, partido socialista e defensor do aborto, parido dentro da Igreja pela ação de padres e bispos socialistas revolucionários que perderam a fé católica. Na sequência dos acontecimentos, 152 bispos vermelhos/revolucionários, depois apoiados por mais de 1.150 padres, igualmente esquerdistas, assinaram uma carta protesto contra o atual governo, fazendo eco as mesmas falsas acusações e se utilizando das mesmas ideias e expressões dos partidos de esquerda… Esses eventos, ajudaram muito a abrir os olhos de numeros católicos para fazê-los enxergar a profundidade do mal que se infiltrou em nossa Igreja. Envergonhados e indignados os católicos se perguntam: como é possível esses bispos e padres se alinharem a ideologias condenadas pela Igreja? Como é possível estes bispos e padres darem suporte a partidos socialistas que defendem o aborto, a ideologia de gênero, a legalização das drogas e outras práticas firmemente condenas pela Igreja? Como é possível que não tenham se manifestado quando defensores do aborto como Lula, Dilma, pediram votos para os católicos? Pior… como é possível que inúmeros padres e bispos tenham apoiado abertamente e recomendado o voto em candidatos abortistas e anti cristãos como o PT? Para pavor do atual presidente da CNBB, os católicos do Brasil (e do mundo) vão se dando conta que a Igreja Católica é essencialmente conservadora e que a expressão política dos católicos na sociedade civil não pode ser diferente. Assim, na medida que os católicos vão conhecendo melhor sua fé, cresce entre eles a rejeição a esquerda revolucionária e o apoio ao conservadorismo político, pois vão constatando que são os pensadores, comunicadores e os poucos bons políticos conservadores que lutam pela liberdade contra o socialismo/comunismo, pela vida contra o aborto, pela família contra as ideologias de gênero e LGBT; que são estes pensadores, comunicadores e políticos conservadores que defendem, em sua maioria, os valores que nós católicos acreditamos e defendemos. A consequência dessa constatação tem sido o desprezo e a aversão cada vez maiores e mais profundos à esquerda revolucionária, a sua agenda e a seus métodos… e também a seus agentes; e inversamente, a adesão e militância, cada vez mais enganjada, pelos princípios conservadores que estão em sintonia com os valores de nossa fé cristã. Parte do povo católico já iniciou um movimento de resistência a ação esquerdista/revolucionária que está atuando a décadas dentro da Igreja. Está se levantando contra os promotores dessa agenda esquerdista/progressista. Por isso, os padres e bispos que atuam como militantes e defendem essas ideias esquerdistas têm perdido o respeito dos fiéis católicos que não se vêem representados por estes pastores que pensam e ensinam de forma contrária a Igreja. Se não houver uma mudança de postura por parte desses bispos e padres revolucionários que usam de seus cargos e de momentos de celebração para promover essas ideologias de esquerda, iremos assistir, cada vez mais, fiéis se levantando para confronta-los nessas mesmas celebrações, tal como já têm feito nas redes sociais. É incrível como esses padres e bispos esquerdistas se tornaram cegos e indiferentes às principais necessidades do povo de Deus, que está vagando confuso e desorientado, caindo em diversos erros, por falta de boa direção e de sólido alimento espiritual. Essa Pandemia do vírus chinês, escancarou a superficialidade do zelo da maioria de nossos pastores, que se esconderam com medo da doença, enquanto suas ovelhas ficaram a mercê do pavor e da confusão incultidos pelos grandes meios de comunicação, o que propiciou a manipulação e o confisco, por meio de governantes autoritários, de direitos fundamentais, como ir e vir, trabalhar e outros… Se apoiando exclusivamente em autoridades governamentais e sanitárias, e desprezando o mandato divino e o testemunho de 2 mil anos de história, a grande maioria dos bispos e padres fecharam as portas da Igreja, deixando-se ver apenas virtualmente, abandonado o rebanho à sua própria sorte em um momento mais do que crítico… É impossível imaginar Jesus agindo assim!!! É impressionante observar a histérica insistência desses padres e bispos para que TODOS os fiéis obedecessem as regras das autoridades governamentais para perseverarem a saúde física, contrastando com a inexplicável omissão em relação ao ensino das Lei de Deus e da Igreja que garantiriam ao povo a salvação de sua alma imortal. Em 1980 mais de 90% do povo brasileiro se declarava católico, hoje, 40 anos depois, são por volta de 55%… Por culpa dos maus pastores o número de católicos diminui a cada dia, na mesma proporção que cresce o número de protestantes e evangélicos; e a maioria destas autoridades católicas parece ser simplesmente incapaz de perceber as causas do problema. Não compreendem que se os padres e bispos cumprissem sua missão e ensinassem aos fiéis doutrina Católica de verdade, celebrassem de modo devoto e correto os sacramentos da Igreja e se esforçassem para dar bom testemunho de vida, já seria suficiente para conservar a boa consciência de todo um povo, donde sairia uma ordem social mais justa e melhores governantes. Está na consciência e nas contas do clero das últimas décadas, especialmente dos bispos, a maior parte do peso e da responsabilidade da miséria material e da decadência moral na qual nos encontramos, por terem entregue o povo aos lobos revolucionários que corromperam os valores e saquearam a nação, gerando pobreza, violência, desagregação familiar, degeneração da infância e da juventude e todos os males que superabundam onde a Palavra de Deus deixa de ser ensinada pelos e sacerdotes e vivida pelo povo. Resta ao povo recorrer a oração e a penitência, pelas suas falhas e de seus pastores e buscar orientação na imutável doutrina da Igreja, presente na Palavra de Deus, no Catecismo e documentos do Sagrado Magistério, pregada ainda pelos poucos sacerdotes e raros bispos que têm a coragem de ensina-la de maneira integral e sem falsificação, na contramão da maioria revolucionária de nosso tempo. Sabemos que Deus nunca abandona sua Igreja e meterá a mão em toda essa bagunça para purifica-la, mas até lá, cabe a nós que temos a ventura de crer, a missão de rezar e lutar para manter e restaurar a vontade de Deus em nós, dentro de sua Igreja e na sociedade. Templário de Maria #FormaçõesCatólicas #TeologiadaLibertação
- Bispos e padres revolucionários começam a sofrer oposição dos católicos dentro da Igreja
Cresce a resistência aos progressistas (esquerdistas) dentro da Igreja. A avalanche modernista e revolucionária que se abateu sobre a Igreja Católica a partir da década de 60, tem conseguido aquilo que nem mesmo os piores inimigos da Igreja jamais imaginaram alcançar: a implosão da Igreja, colocando parte de suas forças atuando contra ela mesma, para destruí-la, rompendo sua unidade operacional e fazendo-a negar sua missão sublime, recebida de seu divino fundador que lhe incumbiu de anunciar a verdade do Evangelho a todas as nações, chamando todos os povos a obediência da fé. Após o Concílio Vaticano II, embora a doutrina da Igreja permanecesse a mesma, a lógica de boa parte dos homens da Igreja se inverteu, o que refletiu na forma destes verem e atuarem no mundo. Se para estes, antes, a Igreja era o instrumento de Deus para converter e santificar o mundo, tudo então mudou… a partir de então, muitos bispos e padres adotaram a prática inversa, acolhendo práticas e mentalidades mundanas (e mesmo anticatólicas) para que a Igreja pudesse ser vista pelo mundo como uma instituição moderna, afinada com os novos tempos e em sintonia com os anseios dessa nova geração. Passaram-se mais de 50 anos desde o fim do Concílio Vaticano II e da adoção, pela maioria dos bispos, das novas diretrizes pastorais, e na medida em que o desastre da implantação das novas ideias se fazia visível e palpável, foram surgindo algumas vozes críticas e alguns movimentos que visavam a restauração da sã doutrina, da moral católica que o movimento modernista vinha destruindo. O esforço de retorno a integridade da fé ganhou mais força no fim do governo de João Paulo II e sobretudo durante o reinado de Bento XVI, mas começou a ser sistematicamente combatido durante o governo do Papa Francisco, um dos grandes expoentes do progressismo revolucionário. O movimento conservador dentro da Igreja acontece junto com o despertar de um movimento conservador fora da Igreja, seja no campo acadêmico, político ou social. A internet, apesar de todas as suas mazelas e armadilhas, é o que tem possibilitado a convergência, uma certa unificação e o fortalecimento dessa forma de pensamento; e o efeito disso tem sido cada dia mais forte. Os bispos e padres modernistas/revolucionários, que antes, em suas respectivas dioceses e paróquias, incultiam no povo suas ideias como se fossem a “doutrina da Igreja”, muitas vezes ensinando ou impondo práticas contrárias a orientação da Igreja “em nome da obediência”, começaram a sofrer a oposição de fiéis que passaram a escutar no whatsapp ou assistir na internet a voz de padres ou leigos católicos a quem havia sido negado espaço dentro da instituição. Aos poucos, muitos fiéis católicos começaram a se dar conta que foram enganados (ainda que não intencionalmente por parte de alguns) por grande parte dos padres e bispos que estão a frente do povo de Deus, mas não ensinam a doutrina e a moral católica, nem celebram a liturgia como manda a Igreja. Com a facilitação para se obter informações e comparar dados, o povo católico tem aprendido mais sobre sua a verdade, a solidez e a riqueza de sua fé. Munidos dessas informações ensinadas por bons padres, alguns raros bispos ou mesmo outros fiéis leigos, o povo começou a comparar a verdade da Igreja Católica com o que tem sido ensinado em suas paróquias e dioceses, constatando assustados que tinham aprendido muitas coisas erradas… que vários padres e bispos, em muitos pontos, não seguiam nem a Palavra de Deus, nem a doutrina da Igreja. Por terem enxergado a diferença entre o que a Igreja ensina e o que muitos padres e bispos pregam, muitos dentre o povo começaram a se manifestar, mostrando sua inconformidade com essa situação. Ultimamente o povo católico tem visto, cada vez mais, como o modernismo e o movimento revolucionário estão minando e destruído a Igreja desde dentro; assim como quantidade imensa de sacerdotes e bispos atuando nessa demolição; alguns destes, na ilusão de estarem no caminho certo, mesmo em contradição com a doutrina da Igreja, por eles desconhecida ou deturpada. No campo político, a maioria do povo, mesmo que imperfeitamente, começou enxergar a malícia e a podridão da esquerda socialista/revolucionária que sempre defendeu o aborto, a ideologia de gênero, a legalização das drogas e outras bandeiras anti cristãs, tantas vezes apresentadas como defesa de “Direitos Humanos”… As pessoas foram se dando conta de que essas ideias são contra a nossa fé e portanto contra a vontade de Deus. Que esquerda revolucionária significa oposição aos valores e à moral cristã. Quanto mais claro vai ficando que os partidos e políticos da esquerda socialista/comunista/revolucionária defendem essas ideias anti cristãs, tanto mais fica claro que uma pessoa NÃO pode ser da esquerda socialista/revolucionária e cristã ao menos tempo. Em uma live histórica feita pelo condenado Lula e Leonardo Boff, estes confessaram com toda clareza como instrumentalizaram a estrutura da Igreja Católica para formar o PT, partido socialista e defensor do aborto, parido dentro da Igreja pela ação de padres e bispos socialistas revolucionários que perderam a fé católica. Na sequência dos acontecimentos, 152 bispos vermelhos/revolucionários, depois apoiados por mais de 1.150 padres, igualmente esquerdistas, assinaram uma carta protesto contra o atual governo, fazendo eco as mesmas falsas acusações e se utilizando das mesmas ideias e expressões dos partidos de esquerda… Esses eventos, ajudaram muito a abrir os olhos de numeros católicos para fazê-los enxergar a profundidade do mal que se infiltrou em nossa Igreja. Envergonhados e indignados os católicos se perguntam: como é possível esses bispos e padres se alinharem a ideologias condenadas pela Igreja? Como é possível estes bispos e padres darem suporte a partidos socialistas que defendem o aborto, a ideologia de gênero, a legalização das drogas e outras práticas firmemente condenas pela Igreja? Como é possível que não tenham se manifestado quando defensores do aborto como Lula, Dilma, pediram votos para os católicos? Pior… como é possível que inúmeros padres e bispos tenham apoiado abertamente e recomendado o voto em candidatos abortistas e anti cristãos como o PT? Para pavor do atual presidente da CNBB, os católicos do Brasil (e do mundo) vão se dando conta que a Igreja Católica é essencialmente conservadora e que a expressão política dos católicos na sociedade civil não pode ser diferente. Assim, na medida que os católicos vão conhecendo melhor sua fé, cresce entre eles a rejeição a esquerda revolucionária e o apoio ao conservadorismo político, pois vão constatando que são os pensadores, comunicadores e os poucos bons políticos conservadores que lutam pela liberdade contra o socialismo/comunismo, pela vida contra o aborto, pela família contra as ideologias de gênero e LGBT; que são estes pensadores, comunicadores e políticos conservadores que defendem, em sua maioria, os valores que nós católicos acreditamos e defendemos. A consequência dessa constatação tem sido o desprezo e a aversão cada vez maiores e mais profundos à esquerda revolucionária, a sua agenda e a seus métodos… e também a seus agentes; e inversamente, a adesão e militância, cada vez mais enganjada, pelos princípios conservadores que estão em sintonia com os valores de nossa fé cristã. Parte do povo católico já iniciou um movimento de resistência a ação esquerdista/revolucionária que está atuando a décadas dentro da Igreja. Está se levantando contra os promotores dessa agenda esquerdista/progressista. Por isso, os padres e bispos que atuam como militantes e defendem essas ideias esquerdistas têm perdido o respeito dos fiéis católicos que não se vêem representados por estes pastores que pensam e ensinam de forma contrária a Igreja. Se não houver uma mudança de postura por parte desses bispos e padres revolucionários que usam de seus cargos e de momentos de celebração para promover essas ideologias de esquerda, iremos assistir, cada vez mais, fiéis se levantando para confronta-los nessas mesmas celebrações, tal como já têm feito nas redes sociais. É incrível como esses padres e bispos esquerdistas se tornaram cegos e indiferentes às principais necessidades do povo de Deus, que está vagando confuso e desorientado, caindo em diversos erros, por falta de boa direção e de sólido alimento espiritual. Essa Pandemia do vírus chinês, escancarou a superficialidade do zelo da maioria de nossos pastores, que se esconderam com medo da doença, enquanto suas ovelhas ficaram a mercê do pavor e da confusão incultidos pelos grandes meios de comunicação, o que propiciou a manipulação e o confisco, por meio de governantes autoritários, de direitos fundamentais, como ir e vir, trabalhar e outros… Se apoiando exclusivamente em autoridades governamentais e sanitárias, e desprezando o mandato divino e o testemunho de 2 mil anos de história, a grande maioria dos bispos e padres fecharam as portas da Igreja, deixando-se ver apenas virtualmente, abandonado o rebanho à sua própria sorte em um momento mais do que crítico… É impossível imaginar Jesus agindo assim!!! É impressionante observar a histérica insistência desses padres e bispos para que TODOS os fiéis obedecessem as regras das autoridades governamentais para perseverarem a saúde física, contrastando com a inexplicável omissão em relação ao ensino das Lei de Deus e da Igreja que garantiriam ao povo a salvação de sua alma imortal. Em 1980 mais de 90% do povo brasileiro se declarava católico, hoje, 40 anos depois, são por volta de 55%… Por culpa dos maus pastores o número de católicos diminui a cada dia, na mesma proporção que cresce o número de protestantes e evangélicos; e a maioria destas autoridades católicas parece ser simplesmente incapaz de perceber as causas do problema. Não compreendem que se os padres e bispos cumprissem sua missão e ensinassem aos fiéis doutrina Católica de verdade, celebrassem de modo devoto e correto os sacramentos da Igreja e se esforçassem para dar bom testemunho de vida, já seria suficiente para conservar a boa consciência de todo um povo, donde sairia uma ordem social mais justa e melhores governantes. Está na consciência e nas contas do clero das últimas décadas, especialmente dos bispos, a maior parte do peso e da responsabilidade da miséria material e da decadência moral na qual nos encontramos, por terem entregue o povo aos lobos revolucionários que corromperam os valores e saquearam a nação, gerando pobreza, violência, desagregação familiar, degeneração da infância e da juventude e todos os males que superabundam onde a Palavra de Deus deixa de ser ensinada pelos e sacerdotes e vivida pelo povo. Resta ao povo recorrer a oração e a penitência, pelas suas falhas e de seus pastores e buscar orientação na imutável doutrina da Igreja, presente na Palavra de Deus, no Catecismo e documentos do Sagrado Magistério, pregada ainda pelos poucos sacerdotes e raros bispos que têm a coragem de ensina-la de maneira integral e sem falsificação, na contramão da maioria revolucionária de nosso tempo. Sabemos que Deus nunca abandona sua Igreja e meterá a mão em toda essa bagunça para purifica-la, mas até lá, cabe a nós que temos a ventura de crer, a missão de rezar e lutar para manter e restaurar a vontade de Deus em nós, dentro de sua Igreja e na sociedade. Templário de Maria #FormaçõesCatólicas #TeologiadaLibertação
- O COVID-19 FOI CRIADO NO LABORATÓRIO DE WUHAN. AGORA ESTÁ NAS MÃOS DO EXÉRCITO CHINÊS – Bernardo Cer
[Foi publicado hoje na Itália, 5 de agosto, o livro China Covid-19. A quimera que mudou o mundo (Ediciones Cantagalli, Siena, 2020, 272 pp., 20 euros), do cientista Joseph Tritto, sobre as experiências de bioengenharia que a China realizou com a ajuda financeira e científica da França e dos Estados Unidos. Os estudos — inicialmente para criar vacinas — foram aos poucos se transformando em uma investigação com objetivos militares. O laboratório de Wuhan agora está nas mãos do Exército de Libertação Popular, sob o comando da major-general Chen Wei, uma especialista em armas bioquímicas e bioterrorismo. O livro também trata da luta (comercial) pelas vacinas. E conclui com a necessidade da China assinar a convenção sobre armas biológicas e tóxicas]. O Covid-19 está deixando vítimas e infectados em todo o mundo. Deve-se notar, no entanto, que esse vírus não está presente na natureza, mas foi criado em um laboratório em Wuhan, mais precisamente no laboratório de biossegurança nível 4. Deve-se observar que na construção dessa “quimera” — assim é chamado o processo de criação de um organismo em laboratório — não só intervieram cientistas chineses; também colaboraram franceses e americanos. Até alguns meses trás, essa hipótese era definida como uma “teoria da conspiração” e recebida com desprezo por aqueles que defendiam “a inocência” da China; foi até qualificada como “absurda” por vários especialistas que defendiam a “inocência” da ciência. No entanto, esta tese se apoia hoje em documentação, datas, fatos e nomes revelados por um cientista de fama internacional: Prof. Joseph Tritto, Presidente da WABT (Academia Mundial de Ciências e Tecnologias Biomédicas), com sede em Paris, uma instituição não governamental fundada em 1997 com o patrocínio da UNESCO. O prof. Joseph Tritto, 68 anos, é o autor do livro que a partir de hoje está à venda na Itália graças a Editorial Cantagallo: China Covid-19. A quimera que mudou o mundo. Nas 272 páginas do livro, que se lê com a mesma paixão de um romance policial, o Prof. Tritto explica as origens do vírus com precisão e rigor científicos. Primeiro, refere-se à intenção chinesa de investigar vacinas contra a SARS, com a inserção de genomas de HIV em organismos (para torná-los mais agressivos) e a adição de elementos do coronavírus descobertos em morcegos-de-ferradura por meio de um método chamado “reverse genetics system 2”. A primeira pessoa responsável por esses experimentos de engenharia genética é a professora Shi Zheng Li, diretora do laboratório Wuhan. Note-se que este centro contou com a ajuda do governo francês e do Instituto Pasteur. Graças a ambos, os chineses aprenderam a utilizar os genomas do HIV. Alguns cientistas americanos também colaboraram, como o Prof. Ralph S. Baric, da Universidade da Carolina do Norte, e receberam fundos norte-americanos destinados ao desenvolvimento (USAID). Os cientistas dos EUA estavam interessados em estudos sobre os coronavírus, que até 2017 estiveram proibidos em seu país devido à sua periculosidade. O prof. Tritto tem um currículo respeitável: é médico especialista em Urologia, Andrologia, Microcirurgia da infertilidade, além de professor de Microtecnologias e Nanotecnologia (no Reino Unido e na Índia). É também professor-visitante e diretor de nano-medicina da Amity University em Nova Délhi (Índia). E é precisamente por esse motivo que ele pôde se aprofundar no significado dessas investigações realizadas em Wuhan. Segundo o professor Tritto, originalmente as investigações chinesas visavam o combate de enfermidades. No entanto, evoluíram gradualmente para estudos de bioengenharia e produção de armas biológicas letais. Não é por acaso que, nos últimos 5 anos, o laboratório Wuhan tenha recebido os fundos mais recheados de toda a China para pesquisas em virologia. Dessa forma, tornou-se um laboratório muito avançado, sob o controle direto da Academia de Ciências e do próprio governo chinês. Segundo Tritto, “a professora Shi Zheng-Li provavelmente não tinha interesse em trabalhar para fins militares ou de outro tipo, a menos que fosse forçada a fazê-lo. Ninguém duvida de sua boa fé.” O fato é que, após a enorme publicidade que o laboratório teve devido à pandemia, a atual responsável pelo Instituto de Virologia de Wuhan, Chen Wei, foi nomeada major-general do Exército Popular Chinês. A ela se juntou uma equipe em que se destaca o nome de Zhong Nanshang, um famoso pneumologista com vasta experiência em doenças pulmonares infecciosas. A major-general Chen também é especialista em armas bioquímicas e bioterrorismo. Na prática, o Instituto de Virologia de Wuhan sofreu intervenção e funciona sob o controle das Forças Armadas. Da professora Shi Zheng-Li, não se tem notícias: parece estar desaparecida. No livro, os cientistas chineses não deixam uma boa impressão: impelidos pelo desejo de conhecimento, logo demonstram ser arrivistas, ávidos de poder, seja pelo desejo de fazer carreira ou por dinheiro mesmo. Uma parte do livro é dedicada à questão da investigação sobre vacinas, que põe a competir todos os institutos e laboratórios. Uma corrida que não é pelo amor à medicina e para salvar milhões de portadores do coronavírus, mas principalmente para ter a primazia de vender a vacina ao mundo todo. Nisto, a China é magistral: de acordo com o Prof. Tritto, Pequim não disponibilizou a estrutura genética original do coronavírus (o vírus mãe); divulgou apenas dados parciais. E por que fez isso? Porque somente com a posse da estrutura original do vírus se pode produzir uma vacina verdadeiramente universal, eficaz em qualquer lugar do mundo. Com o tempo, os vírus sofrem mutação e uma vacina produzida a partir de um vírus que sofre mutação só é eficaz por um determinado período e em uma determinada área. Em resumo: em vez de amor pela ciência, existe apenas um comércio mesquinho e miserável. No entanto, não deve ser esquecido — e Prof. Tritto não o faz — que houve muitos heróis nessa pandemia. Além dos médicos e enfermeiros que deram a vida para cuidar de pacientes que chegaram aos ambulatórios em avalanches, também devemos lembrar os primeiros médicos que denunciaram a presença de uma epidemia em Wuhan (pessoas que foram silenciadas pela polícia e ameaçadas de demissão). Estamos falando da professora Ai Fen: ela foi a primeira a falar de uma “gripe estranha”, mas logo foi censurada pelas autoridades do hospital. Também nos referimos ao oftalmologista e Prof. Li Wenliang, que também foi silenciado pelas autoridades do mesmo hospital e morreu de coronavírus, após ser infectado em contato com um paciente. Quanto à professora Ai Fen, não há como entrar em contato com ela e seu paradeiro é desconhecido. Em seu livro, o professor Tritto também se detém na situação da Organização Mundial da Saúde, que — para muitos — se tornou um “fantoche” do governo de Pequim e apoiou todos os seus silêncios sobre a epidemia. O livro não se limita ao passado: Prof. Joseph Tritto insiste na necessidade de normativas mundiais que regulem a investigação sobre as “quimeras” [processo de criação de organismos em laboratório ], o funcionamento dos laboratórios de segurança de Nível 4 e os laços entre laboratórios militares e civis. E que se obriguem a China e os demais países a subscrever a convenção sobre armas biológicas e tóxicas. http://www.asianews.it/noticias-es/Prof.-Tritto:-El-Covid-19-fue-creado-en-el-laboratorio-de-Wuhan.-Ahora-est%C3%A1-en-manos-del-ej%C3%A9rcito-chino-50719.html
- Caça aos cristãos: China oferece recompensas por informações sobre igrejas clandestinas
O Partido Comunista Chinês (PCC) está oferecendo recompensas monetárias para quem informar sobre a presença de igrejas em suas comunidades, informou a revista Bitter Winter, na quinta-feira, 30 de julho. As recompensas parecem ser uma expansão de um programa já implementado na província de Heilongjiang, informado no início deste ano. Na cidade de Nenjiang, ofereceram aos residentes uma recompensa de 5 mil RMB (cerca de 700 dólares) para quem denunciasse suspeitas de atividades religiosas ilegais às autoridades. Agora, segundo Bitter Winter, o programa de “incentivos” foi replicado em outras cidades do país e as recompensas foram aumentadas para até 100 mil RMB, ou seja, cerca de 14 mil dólares. No mês passado, na província de Hainan, o Departamento de Segurança Pública emitiu um “aviso sobre recompensar aqueles que denunciem pistas sobre atividades ilegais e criminosas de Xie Jiao”. “Xie Jiao” é um a frase chinesa que significa “culto malvado”. Na prática, refere-se a qualquer atividade religiosa que não esteja sancionada pelo governo. As autoridades de Hainan estão oferecendo até 100 mil RMB, dependendo de quão precisa e útil seja a “pista”. Na cidade de Zouping, província de Shandong, a identidade de alguém que é membro da Igreja do Deus Todo-Poderoso ou de um praticante do Falun Gong é recompensada com até 2.500 RMB, ou seja, cerca de 360 dólares. As autoridades da província de Guangdong também oferecem uma recompensa de 100 mil RMB por informações sobre os membros do “Xie Jiao”. Além das recompensas monetárias, as autoridades chinesas também publicam propaganda antirreligiosa em todo o país. Cartazes que dizem “Não acreditem em nenhuma outra religião que não seja o Partido Comunista; ou Basta com acreditar no Partido e no Governo Popular da China” foram pendurados nos parques do condado de Yucheng, que se encontra na província de Heinan. Apesar do acordo provisório entre o Vaticano e a China, assinado em 2018, muitos católicos no país continuam fazendo parte da Igreja clandestina. Os bispos e sacerdotes denunciaram assédio, prisão e detenção por se recusarem a fazer atos públicos de lealdade à Associação Patriótica Católica Chinesa, a igreja estatal controlada pelos comunistas. No início desta semana, uma audiência no Congresso sobre a liberdade religiosa na China destacou o caso do Bispo de Baoding, Dom James Su Zhimin, que foi preso em 1997 e não foi visto desde 2003. Alguns relatórios estimam que há entre 900 mil e 1,8 milhões de uigures na província de Xinjiang que estão presos em um sistema de mais de 1300 campos de detenção. Na região, surgiram relatórios consistentes que detalham a doutrinação antirreligiosa, a tortura, a esterilização forçada e outros abusos cometidos contra pessoas nos campos. Segundo os relatórios, muitos uigures foram forçados a trabalhar em fábricas ou agricultura dentro e fora dos campos de detenção, ou foram transferidos pelas autoridades para outras fábricas na China. Os cidadãos de Xinjiang fora dos campos estão sujeitos a um sistema de vigilância em massa e de vigilância preditiva. Fonte: ACI Digital
- Caça aos cristãos: China oferece recompensas por informações sobre igrejas clandestinas
O Partido Comunista Chinês (PCC) está oferecendo recompensas monetárias para quem informar sobre a presença de igrejas em suas comunidades, informou a revista Bitter Winter, na quinta-feira, 30 de julho. As recompensas parecem ser uma expansão de um programa já implementado na província de Heilongjiang, informado no início deste ano. Na cidade de Nenjiang, ofereceram aos residentes uma recompensa de 5 mil RMB (cerca de 700 dólares) para quem denunciasse suspeitas de atividades religiosas ilegais às autoridades. Agora, segundo Bitter Winter, o programa de “incentivos” foi replicado em outras cidades do país e as recompensas foram aumentadas para até 100 mil RMB, ou seja, cerca de 14 mil dólares. No mês passado, na província de Hainan, o Departamento de Segurança Pública emitiu um “aviso sobre recompensar aqueles que denunciem pistas sobre atividades ilegais e criminosas de Xie Jiao”. “Xie Jiao” é um a frase chinesa que significa “culto malvado”. Na prática, refere-se a qualquer atividade religiosa que não esteja sancionada pelo governo. As autoridades de Hainan estão oferecendo até 100 mil RMB, dependendo de quão precisa e útil seja a “pista”. Na cidade de Zouping, província de Shandong, a identidade de alguém que é membro da Igreja do Deus Todo-Poderoso ou de um praticante do Falun Gong é recompensada com até 2.500 RMB, ou seja, cerca de 360 dólares. As autoridades da província de Guangdong também oferecem uma recompensa de 100 mil RMB por informações sobre os membros do “Xie Jiao”. Além das recompensas monetárias, as autoridades chinesas também publicam propaganda antirreligiosa em todo o país. Cartazes que dizem “Não acreditem em nenhuma outra religião que não seja o Partido Comunista; ou Basta com acreditar no Partido e no Governo Popular da China” foram pendurados nos parques do condado de Yucheng, que se encontra na província de Heinan. Apesar do acordo provisório entre o Vaticano e a China, assinado em 2018, muitos católicos no país continuam fazendo parte da Igreja clandestina. Os bispos e sacerdotes denunciaram assédio, prisão e detenção por se recusarem a fazer atos públicos de lealdade à Associação Patriótica Católica Chinesa, a igreja estatal controlada pelos comunistas. No início desta semana, uma audiência no Congresso sobre a liberdade religiosa na China destacou o caso do Bispo de Baoding, Dom James Su Zhimin, que foi preso em 1997 e não foi visto desde 2003. Alguns relatórios estimam que há entre 900 mil e 1,8 milhões de uigures na província de Xinjiang que estão presos em um sistema de mais de 1300 campos de detenção. Na região, surgiram relatórios consistentes que detalham a doutrinação antirreligiosa, a tortura, a esterilização forçada e outros abusos cometidos contra pessoas nos campos. Segundo os relatórios, muitos uigures foram forçados a trabalhar em fábricas ou agricultura dentro e fora dos campos de detenção, ou foram transferidos pelas autoridades para outras fábricas na China. Os cidadãos de Xinjiang fora dos campos estão sujeitos a um sistema de vigilância em massa e de vigilância preditiva. Fonte: ACI Digital
- O QUADRO ECONÔMICO PARA DEPOIS DA PANDEMIA – Ettore Gotti Tedeschi
[Ettore Gotti Tedeschi, banqueiro e professor universitário, foi nomeado em 2009 por Bento XVI para presidir o Instituto para as Obras de Religião (IOR), o banco do Vaticano. Colaborou na elaboração de Caritas in veritate, a encíclica que afrontava os problemas então recentes da globalização. Por seu trabalho no Banco Santander, conhecia bem os mecanismos da “nova ordem mundial”]. Essa pandemia ofusca um pouco as certezas que depositávamos na ciência e na abordagem científica de sua solução. Se não sabemos o que acontecerá do ponto de vista sanitário, acho que é bastante difícil fazer previsões econômicas. Mas vamos tentar visualizar melhor o problema. A origem da pandemia é o vírus Covid 19 e sua transmissão. Dizem que esse vírus foi gerado na China graças à ignorância das regras básicas de higiene (em sentido amplo), regras que, entre nós, seriam indispensáveis e obrigatórias. No entanto, há décadas que temos com a China crescentes relações comerciais. É possível que os organismos internacionais de controle de saúde (OMS) nunca tenham se preocupado com a higiene do país que abastece o mundo ocidental com uma parte enorme de sua produção? Consumo que foi terceirizado para a China porque produzi-los lá, e importá-los, custa muito menos do que produzi-los aqui. Ninguém nunca se perguntou em que condições esses produtos eram feitos? Por que é que eles poderiam custar infinitamente menos? Em que condições higiênicas foram produzidos e em que condições higiênicas viviam os trabalhadores que as produziram? E ninguém nunca se preocupou em verificar se, além dos produtos que poderíamos ter importado, direta ou indiretamente (por meio de contatos pessoais), não acabaríamos por importar, também, as consequências dessa ausência de regras de higiene? Mas nem mesmo nos perguntaremos sobre as razões que impuseram um processo de deslocalização tão acelerado, mal concebido e gerenciado? Na prática, as origens e as causas do fenômeno que permitiu a transmissão global da pandemia ainda não foram investigadas. Se a causa real de um problema tão grande e complexo for desconhecida, não há dúvida de que existe o risco de errar o diagnóstico e, assim, o prognóstico. Mas, acima de tudo, seremos condenados por não saber lidar com os riscos de transmissão de outros vírus. É um erro atribuir ao Covid a causa da situação atual; o Covid é a conseqüência de outras causas, muito mais distantes no tempo e mais complexas. As causas reais estão na negação das leis naturais, sobretudo aquelas relacionadas à vida e à procriação humana. Foi o colapso intencional dos nascimentos no Ocidente que gerou uma série de efeitos cada vez mais negativos: deslocalização acelerada na China, ligada aos custos de produção muito baixos, fazendo em seguida os ocidentais consumirem cada vez mais. O último efeito é a pandemia, fruto do caos resultante da negação da ordem natural do Criador. Além disso, é necessário refletir sobre o fato de que essa pandemia da Covid gerou um fenômeno que não é facilmente materializável: o medo. Mas é a decisão do isolamento (lockdown) que gerou e está gerando os efeitos da crise econômica. Antes de tudo, sobre a oferta (sobre a produção de bens e serviços) e, consequentemente, sobre a demanda (consumo), que por sua vez volta a se refletir na oferta, abrindo um ciclo vicioso. Mas esse impacto do lockdown é assimétrico, variável entre as diferentes (e interdependentes) regiões político-econômicas. Pode-se pensar, portanto, em uma grande mudança de paradigma, embora as variáveis envolvidas ainda sejam muitas para permitir previsões. Só podemos imaginar alguns cenários. Uma coisa um pouco mais provável é o fim do papel dominante que têm tido até agora, especialmente desde 2008, os bancos centrais, os quais inundaram o mundo com liquidez a taxa zero. Esse poder deve retornar aos governos, forçados a intervir diretamente nas soluções necessárias. Essas soluções se referirão obrigatoriamente à economia real, que deve voltar a gerar riqueza. Isso ocorrerá de acordo com algumas variáveis. As mais importantes são as seguintes: 1. tempo de risco da pandemia; 2. ações tomadas sem tardança na Europa e nos EUA para reequilibrar a economia; 3. guerras comerciais entre as diversas áreas econômicas para aproveitar esta oportunidade competitiva (este é um ponto fundamental); 4. novas alianças geopolíticas; 5. acidentes de percurso (desejados, previstos, imprevistos e imprevisíveis); 6. sorte; 7. intervenção da Providência… Se a recessão global poderá ou não ser evitada, é uma decorrência desses sete fatores. Il nuovo Ordine mondiale gnostico, l’Economia rovesciata e la Chiesa smarrita. Intervista a Ettore Gotti Tedeschi
- Padres dos Arautos do Evangelho oferecem últimos ritos em engavetamento com 22 veículos no Paraná
Oito pessoas morreram e mais de 23 ficaram feridas em acidente com 22 veículos, em São José dos Pinhais, na noite de domingo (2). Havia fumaça e neblina no momento da batida. Oito pessoas morreram e 23 ficaram feridas em um engavetamento entre 22 veículos por volta das 22h30 de domingo (2), na BR-277, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no sentido litoral do Paraná. A informação foi confirmada pelos bombeiros e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Sete vítimas morreram no local e uma delas morreu posteriormente, no Hospital Cajuru. A informação da morte da oitava vítima foi confirmada pelo IML. O órgão confirmou ainda que ao todo são 5 mulheres e três homens que morreram. Último socorro espiritual Durante a ocorrência, alguns padres dos Arautos do Evangelho foram filmados pela reportagem da TV Band oferecendo ajuda e os últimos ritos aos acidentados no local. Como não é possível de terminar o momento da morte de pessoa que sofreu acidente, os padres da Igreja Católica que presenciam acidentes se prontificam a oferecer auxílio e os últimos ritos aos acidentados, mesmo que já estejam desacreditados. O sacramento da Unção dos Enfermos vem acompanhar os seres humanos nos momentos mais frágeis da vida: a velhice, doença e momentos em que há risco de morte. Na Unção dos Enfermos o padre ou bispo dizem as seguintes palavras: “Por esta santa unção e por sua infinita misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto de teus pecados, Ele te salve e, em sua bondade, alivie os teus sofrimentos”. Esse sacramento, também conhecido como Extrema-Unção, era assim nomeado por relacioná-lo com o momento da morte da pessoa, entretanto a Unção dos enfermos não é sacramento de morte, mas que também tem como objetivo oferecer vida e recuperação aos enfermos. Como aconteceu o acidente De acordo com a Ecovia, empresa concessionária que administra o trecho, o engavetamento aconteceu no km 77, perto da Avenida Rui Barbosa, em São José dos Pinhais. De acordo com o Coronel Prestes, que participou do atendimento às vítimas, o acidente envolveu cinco motocicletas, 16 carros, sendo um da Polícia Militar, e um caminhão. Todos os feridos foram encaminhados para hospitais da região. Ainda conforme os bombeiros, tudo começou com um primeiro acidente envolvendo alguns carros, sem gravidade. O caminhão, conforme os socorristas, vinha atrás e tentou desviar dos veículos, mas acabou atropelando quatro ocupantes dos carros que estavam aguardando na lateral da pista. Depois disso, os outros veículos envolvidos também colidiram atrás, ainda conforme os bombeiros.
- Padres dos Arautos do Evangelho oferecem últimos ritos em engavetamento com 22 veículos no Paraná
Oito pessoas morreram e mais de 23 ficaram feridas em acidente com 22 veículos, em São José dos Pinhais, na noite de domingo (2). Havia fumaça e neblina no momento da batida. Oito pessoas morreram e 23 ficaram feridas em um engavetamento entre 22 veículos por volta das 22h30 de domingo (2), na BR-277, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no sentido litoral do Paraná. A informação foi confirmada pelos bombeiros e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Sete vítimas morreram no local e uma delas morreu posteriormente, no Hospital Cajuru. A informação da morte da oitava vítima foi confirmada pelo IML. O órgão confirmou ainda que ao todo são 5 mulheres e três homens que morreram. Último socorro espiritual Durante a ocorrência, alguns padres dos Arautos do Evangelho foram filmados pela reportagem da TV Band oferecendo ajuda e os últimos ritos aos acidentados no local. Como não é possível de terminar o momento da morte de pessoa que sofreu acidente, os padres da Igreja Católica que presenciam acidentes se prontificam a oferecer auxílio e os últimos ritos aos acidentados, mesmo que já estejam desacreditados. O sacramento da Unção dos Enfermos vem acompanhar os seres humanos nos momentos mais frágeis da vida: a velhice, doença e momentos em que há risco de morte. Na Unção dos Enfermos o padre ou bispo dizem as seguintes palavras: “Por esta santa unção e por sua infinita misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto de teus pecados, Ele te salve e, em sua bondade, alivie os teus sofrimentos”. Esse sacramento, também conhecido como Extrema-Unção, era assim nomeado por relacioná-lo com o momento da morte da pessoa, entretanto a Unção dos enfermos não é sacramento de morte, mas que também tem como objetivo oferecer vida e recuperação aos enfermos. Como aconteceu o acidente De acordo com a Ecovia, empresa concessionária que administra o trecho, o engavetamento aconteceu no km 77, perto da Avenida Rui Barbosa, em São José dos Pinhais. De acordo com o Coronel Prestes, que participou do atendimento às vítimas, o acidente envolveu cinco motocicletas, 16 carros, sendo um da Polícia Militar, e um caminhão. Todos os feridos foram encaminhados para hospitais da região. Ainda conforme os bombeiros, tudo começou com um primeiro acidente envolvendo alguns carros, sem gravidade. O caminhão, conforme os socorristas, vinha atrás e tentou desviar dos veículos, mas acabou atropelando quatro ocupantes dos carros que estavam aguardando na lateral da pista. Depois disso, os outros veículos envolvidos também colidiram atrás, ainda conforme os bombeiros.
- COMO SER ADOTADO OFICIALMENTE COMO FILHO ESPIRITUAL DO PADRE PIO SE PIETRELCINA
Esse privilégio é concedido a todos aqueles que procuram viver uma vida de graça e aumentar cada vez mais a fé por meio de sua inspiração. - Direitos Autorais: Nenhuma parte deste website ou dos textos de "Uma Frase de Padre Pio por Dia" podem ser copiados utilizando quaisquer meios de divulgação (verbal, por rádio, televisão, internet, e-mails, xerox, impressão de qualquer tipo) - sem nossa autorização por escrito, a menos que seja citada a fonte. Este serviço é proveniente de verba privada; portanto, é proibido o uso comercial de quaisquer informações provenientes deste site ou de "Uma Frase de Padre Pio por Dia". - Como se tornar filho espiritual de Padre Pio: ASSOCIAÇÃO DOS FILHOS ESPIRITUAIS DE PADRE PIO DE PIETRELCINA Durante sua vida, Padre Pio foi Diretor Espiritual de muitos devotos que desejaram ficar sob sua especial orientação e proteção. Ele os chamava de seus “Filhos Espirituais” e sempre os advertia que se comportassem dignamente para que “não o deixassem passar vergonha perante Deus”. Desde a morte de Padre Pio em 1968, o Convento Santa Maria delle Grazie em San Giovanni Rotondo estendeu esse privilégio a todos aqueles que procuram viver uma vida de graça e aumentar cada vez mais a fé por meio de sua inspiração. Você também pode tornar-se Filho Espiritual de Padre Pio. Condições para fazer parte da Associação dos Filhos Espirituais de Padre Pio de Pietrelcina: 1) Viver intensamente sob a graça divina. 2) Provar sua fé através de palavras e ações, levando uma vida verdadeiramente cristã. 3) Desejar permanecer sob a proteção de Padre Pio e participar dos frutos de suas orações e sofrimentos. 4) Imitar as virtudes de Padre Pio, particularmente seu amor por Jesus Crucificado, pelo Santíssimo Sacramento, por Nossa Senhora, pelo Papa e por toda a Igreja. 5) Ter um sincero espírito de caridade para com todos. Se você concorda com as condições acima e deseja inscrever-se na Associação dos Filhos Espirituais de Padre Pio, faça o download da ficha abaixo. Para que seja registrado no Convento de Padre Pio, envie esta ficha preenchida e assinada pelo correio para: Convento Santa Maria delle Grazie 71013 – San Giovanni Rotondo, FG Italia DOWNLOAD DA FICHA: figli_spirituali.pdf Download File figli_spirituali.doc Download File (e não conseguir baixar as fichas, clique aqui) NOTA IMPORTANTE: O Convento Santa Maria delle Grazie na Itália exige que os formulários sejam enviados por escrito e de próprio punho. Assim, somente a própria pessoa que deseja ser “Filho Espiritual” de Padre Pio pode inscrever-se. Portanto, você só pode inscrever a si mesmo e não pode inscrever nenhuma outra pessoa. Acesse também “Uma Frase de Padre Pio por Dia“. (Via Padre Pio Group)
- É “obrigatório” ter devoção a Nossa Senhora?
Ser devoto de Maria, para um católico, não é uma “moda” nem uma “opção”: é antes uma necessidade, querida pelo próprio Deus. Por Pe. Gabriel M. Roschini Todo coração católico sente-se irresistivelmente atraído por Maria. Quem tem a graça de crer, mesmo que careça de maior instrução, reconhece nela, por um suave instinto do Espírito Santo, não só a Mãe de Deus segundo a carne, mas também a própria Mãe segundo a graça. Mas, apesar dessa inclinação espontânea que todos temos a Nossa Senhora, será que é realmente necessário ser devoto dela? Não seria possível ser católico e conseguir a salvação eterna sem ter por Maria SS. um amor especial e uma singular veneração? Nesta nova matéria, de autoria do Pe. Gabriel M. Roschini, grande mariólogo italiano, você irá entender por que tantos santos, baseados nas Escrituras e na razão humana, afirmaram que a devoção mariana é não apenas útil e conveniente, mas uma verdadeira necessidade, querida por Deus para a nossa santificação e salvação. É realmente necessário que um católico seja devoto de Maria ? Será mais fácil respondermos a esta pergunta, de consequências tão decisivas para a nossa vida espiritual, se levarmos em consideração as seguintes verdades, fundamentadas no testemunho tanto das Escrituras quanto da razão humana. Como sabemos, todos os eleitos devem reproduzir em si mesmos a imagem de Jesus , cujo nome, segundo o Apocalipse, levarão escrito em suas frontes (cf. Ap 22, 4), porque, conforme as palavras do Apóstolo, “os que Ele distinguiu de antemão, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho” ( Rm 8, 29). Como é possível crer no mistério de um Deus feito homem, sem crer ao mesmo tempo no mistério de uma mulher Mãe de Deus? Ora, Jesus é por natureza Filho de Deus e de Maria ; e nós, pela graça, somos filhos de Deus e de Maria . Logo, para reproduzirmos em nós a semelhança e a vida de Jesus e, portanto, sermos predestinados, temos de imitar o seu terno amor, não só ao Pai, mas também à sua Mãe . Em outras palavras, se para sermos salvos devemos ser cópias vivas de Jesus , e se Jesus, como bom Filho, teve por Maria grande veneração , quem não tiver devoção a Ela não será salvo, porque lhe faltará um elemento característico de Jesus, modelo único dos eleitos. Além disso, a necessidade da devoção à Virgem SS. para obter a inestimável graça da eterna salvação decorre como que de três princípios inconcussos, de suas três qualidades fundamentais: de sua condição de Mãe de Deus ; de sua condição de Mãe dos homens ; e de sua condição de Mediadora entre Deus e os homens . Essa necessidade decorre, antes de tudo, de sua condição de Mãe de Deus. De fato, é sabido que para alcançar a salvação eterna é preciso crer no mistério da Encarnação [1]. Ora, como é possível crer no mistério da Encarnação, ou seja, no mistério de um Deus feito homem, sem crer ao mesmo tempo no mistério de uma mulher Mãe de Deus ? Com efeito, há um vínculo íntimo entre o filho e a mãe, entre o Verbo encarnado e a Mãe deste Verbo encarnado. O mesmo ato de fé necessário para salvar-se abarca, portanto, o homem-Deus, Jesus, e a Mãe de Deus, Maria . Por isso, desde os tempos apostólicos, e com grande probabilidade desde os próprios Apóstolos, pedia-se ao batizando, antes de receber o Batismo, um ato de fé explícito em “ Jesus Cristo, nascido da Virgem Maria ”. Ora, este mesmo ato de fé na Encarnação e em Maria deve-se repetir, de acordo com a opinião mais comum, aliquoties in vita , isto é, algumas vezes durante a vida, sob pena de pecado grave. Logo, para salvar-se é preciso também, necessariamente, um ato de fé em Maria . Ora, este ato de fé em Maria, Mãe do Verbo encarnado, não é porventura um ato de culto , ou seja, de devoção , uma vez que a fé é o grande obséquio da inteligência a uma verdade revelada? Não se salva, portanto, quem, ao menos aliquoties in vita , não quiser render à divina maternidade de Maria , inseparável do conceito de Encarnação do Verbo, a devida homenagem. Ademais, em toda a linguagem humana, entre as tantas palavras que a compõem, há uma que por si só forma um verdadeiro poema de amor . É uma palavra que fala ao coração e só ao coração; uma palavra que não respira outra coisa que amor ; é a primeira palavra que floresce nos lábios e geralmente é também a última que deles se desprende. É a palavra “mãe” . Uma vez que a Virgem Santíssima cooperou para a nossa regeneração, é evidente que devemos reconhecê-la e saudá-la como nossa verdadeira Mãe espiritual. Pois bem, Maria é nossa Mãe, Mãe espiritual dos homens . Mãe, com efeito, é aquela que coopera para dar a vida, e quando a dá, rodeia-a de cuidados até alcançar seu pleno e completo desenvolvimento. Ora, acaso não cooperou a Virgem SS. com o divino Redentor para dar-nos a vida sobrenatural da graça , vida divina da qual, desgraçadamente, estávamos privados pelo pecado de nossos progenitores? A graça, com efeito, é princípio da vida: ela é para a alma o que esta é para o corpo. É a alma o que dá vigor e movimento ao corpo: numa palavra, toda a sua vida. E, da mesma maneira, a graça é o que dá uma nova vida à alma , a vida sobrenatural dos filhos adotivos, dos amigos de Deus: com razão, pois, a graça é chamada “alma de nossa alma”. Pois bem, uma vez que a Virgem SS. cooperou para a nossa regeneração , para a nossa vida da graça, é evidente que devemos reconhecê-la e saudá-la como nossa verdadeira Mãe espiritual . É verdade, sim, que não existe nenhuma definição explícita e solene desta grande e consoladora verdade. Os Sumos Pontífices, no entanto, ressaltaram com frequência que se trata de uma verdade inquestionável . Portanto, a S. Escritura, assim como a Tradição, com as quais a razão, entusiasmada, faz coro, são também muito claras e explícitas acerca deste suavíssimo tema. Acertadamente, pois, o Cardeal H.-M. Lépicier a qualifica de “verdade católica, pertencente propriamente à fé. De maneira que negá-la seria algo, não só temerário, mas de sabor herético ” ( Trac . de B . M . V ., III, c. 1, a. 1, p. 456). Ora, há um preceito formal que obriga todo filho a honrar pai e mãe. Se Maria é verdadeira Mãe espiritual dos homens, Mãe não só de nome, mas especialmente com os fatos, pelos diligentes cuidados maternais que Ela prodigaliza a todos os seus filhos, é nosso dever honrá-la . E dado que seria coisa monstruosa não conhecer os deveres de piedade filial com respeito à própria mãe terrena, assim também, e com maior razão, seria monstruoso desconhecer os deveres de piedade filial com respeito à própria mãe celestial, Maria . A graça, com efeito, não destrói a natureza, mas a aperfeiçoa. Uma outra razão teológica, que bastaria por si só a provar a nossa tese, está tomada do ofício de Mediadora dos homens. O ofício de Mediadora pode ser considerado sob um duplo aspecto : enquanto indica a cooperação na aquisição das graças e especialmente de nossa reconciliação com Deus, pelo que mereceu o título de Corredentora do gênero humano ; e enquanto indica a cooperação de Maria na distribuição das graças, pelo que merece o título de Dispensadora de todas as graças . Pois bem, a gratidão àqueles que nos fizeram algum bem e nos livraram do mal é um dever. “ Grati estote ”, exorta o Apóstolo (cf. Col 3, 15). Ora, ninguém, depois de Deus, nos fez tantos benefícios e nos livrou de tantos males como a Virgem SS . Com efeito, enquanto Corredentora do gênero humano, Ela nos livrou do inferno e nos abriu as portas do céu . Não seria monstruoso, pois, negar-lhe o culto da inteligência, não reconhecendo sua participação na obra de nosso resgate, e negar-lhe o culto do coração, com o agradecimento por tudo o que Ela fez e padeceu por nós? É de fé, além disso, que sem a graça atual não podemos ser salvos. A graça é necessária para todo ato sobrenatural , porque deve haver certa proporção entre o efeito e seu princípio. Nós, por nossas próprias forças, por mais que usemos bem de nossa liberdade, não podemos nem dispor-nos positivamente à conversão nem perseverar no bem por um tempo notável, e muito menos perseverar até a morte: “ Sem mim ”, diz Jesus a seus discípulos, “ nada podeis fazer ”. Não podeis ter sequer um bom pensamento, acrescenta S. Paulo, porque Deus é quem obra em vós o querer e o operar (cf. Jo 15, 5; 2Cor 3, 5; Fl 2, 13). Quanto mais fervorosa e frequente for a nossa devoção a Maria, sobretudo a nossa oração, mais generosamente Ela fará descer sobre nós suas graças e favores celestiais. Pois bem, sem levar em conta a graça primeira, que nos é dada gratuitamente sem que a peçamos e que constitui o princípio mesmo da oração, é uma verdade indiscutível que a oração é o meio normal, eficaz e universal pelo qual Deus quer que tenhamos todas as graças atuais . Ora, não é a Virgem SS. a Mediadora de todas as graças ? Acaso não passam por suas mãos todas as graças concedidas aos homens? Não é Ela como que o “pescoço” pelo qual passam os influxos da Cabeça, Jesus ? Não é Ela o canal por que passam as águas que correm da fonte, Jesus ? Nenhuma graça, e muito menos a mais preciosa de todas — a perseverança final — é concedida a quem quer que seja, sem a sua maternal intervenção. E se tal é assim, como se poderia negar a necessidade de sua devoção? O Doutor Angélico, Santo Tomás de Aquino, depois de estabelecer a necessidade da oração, propõe-se a seguinte pergunta: devemos rogar aos santos para que intercedam a nosso favor? E responde enunciando uma lei estabelecida pelo próprio Deus, segundo a qual a ordem da oração deve corresponder à ordem dos benefícios . Ora, os benefícios provêm de Deus por meio dos santos ; logo, é pelo mesmo meio que a Deus deve chegar a nossa oração : as coisas inferiores, com efeito, devem dirigir-se a Deus por aquelas que são como meios até Ele. O que o Angélico afirma de modo geral da mediação dos santos deve ser dito, de uma maneira particular, também da Rainha de todos os santos. O mesmo Doutor Angélico nos ensina que a mediação de Maria é anterior à de todos os outros eleitos . E acrescentamos, de nossa parte, que a mediação de Maria é necessária , ao passo que a mediação dos outros eleitos é, ao menos, utilíssima : porque até nas graças obtidas pelos santos não está ausente a intercessão de Maria . Ela é, portanto, o canal necessário de nossas súplicas . E se tal é assim, como não dizer que é necessário o culto de oração à Virgem SS. ? Como não chamar necessária à devoção de Maria para a salvação ? Além disso, é fato digno de ter em conta, porquanto não carece de força probatória: em todo o mundo católico, floresce e se desenvolve a flor da devoção a Maria; todos os fiéis, movidos pelo instinto que a todos nos move em direção à nossa Mãe, se voltam a Ela, proclamam-na bem-aventurada, encomendam-se a Ela, pondo em suas mãos especialmente o negócio importantíssimo de sua eterna salvação. Quem, entre os fiéis, não conhece e não reza a Ave-Maria ? É a primeira oração, ao lado do Pai-Nosso, que se aprende a balbuciar sobre o aconchego do colo materno. Ninguém, depois de Deus, nos fez tantos benefícios e nos livrou de tantos males como a Virgem Santíssima. Todo o mundo católico, todos os fiéis, sem exceção, sentem a necessidade da devoção a Maria : sentem-na e, mais do que tudo, praticam-na. Poderíamos, é claro, perguntar em que grau , ou seja, em que medida é necessária a devoção a Maria, e especialmente o culto de oração, para salvar-se. É difícil determinar semelhante coisa, porque depende de múltiplas e variadas circunstâncias. O que, sim, se pode e deve dizer é o seguinte: quanto mais fervorosa e frequente for a nossa devoção a Maria, sobretudo a nossa oração, mais generosamente Ela fará descer sobre nós suas graças e favores celestiais , com cuja ajuda podemos estar seguros de nossa eterna salvação. Se assim é, “quem de nós”, diz S. Leonardo de Porto Maurício, “recusará alistar-se no número dos devotos de Maria, a fim de assegurar o grande negócio de sua eterna salvação?” ( Disc . 7, n. 3). “ Abracemos todos com grande fervor a verdadeira devoção a Maria, e assim nos salvaremos todos ” ( Disc . 16, n. 4). Repitamos, pois, mais com o coração do que com a língua, em união com este santo: Ó Maria! Já que está em vossas mãos a minha salvação, e vós salvais todos os que vos são devotos e se encomendam a vós, eis-me aqui, ó grande Virgem: lanço-me desde este momento em vossos braços e professo-me para sempre vosso verdadeiro devoto . Ó amada Maria, aceitai-me e salvai minha pobre alma! ( Disc . 10, n. 3). Notas As opiniões discrepam quanto a isso. Cf., e.g. , A. R. Marín, “ A fé da Igreja ”, n. 38: “Para obter a vida eterna, além da fé habitual unida à caridade, é necessário a todos os homens adultos com uso da razão crer expressamente que Deus existe e que é remunerador, ou seja, premiador dos bons e castigador dos maus”; n. 39: “Não consta com certeza que, para salvar-se, seja necessária a todos os homens do mundo a fé explícita na Encarnação do Verbo ”, salvo nos casos em que se tenha recebido instrução suficiente acerca dos mistérios da fé. Por Pe. Gabriel M. Roschini | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere
- É “obrigatório” ter devoção a Nossa Senhora?
Ser devoto de Maria, para um católico, não é uma “moda” nem uma “opção”: é antes uma necessidade, querida pelo próprio Deus. Por Pe. Gabriel M. Roschini Todo coração católico sente-se irresistivelmente atraído por Maria. Quem tem a graça de crer, mesmo que careça de maior instrução, reconhece nela, por um suave instinto do Espírito Santo, não só a Mãe de Deus segundo a carne, mas também a própria Mãe segundo a graça. Mas, apesar dessa inclinação espontânea que todos temos a Nossa Senhora, será que é realmente necessário ser devoto dela? Não seria possível ser católico e conseguir a salvação eterna sem ter por Maria SS. um amor especial e uma singular veneração? Nesta nova matéria, de autoria do Pe. Gabriel M. Roschini, grande mariólogo italiano, você irá entender por que tantos santos, baseados nas Escrituras e na razão humana, afirmaram que a devoção mariana é não apenas útil e conveniente, mas uma verdadeira necessidade, querida por Deus para a nossa santificação e salvação. É realmente necessário que um católico seja devoto de Maria ? Será mais fácil respondermos a esta pergunta, de consequências tão decisivas para a nossa vida espiritual, se levarmos em consideração as seguintes verdades, fundamentadas no testemunho tanto das Escrituras quanto da razão humana. Como sabemos, todos os eleitos devem reproduzir em si mesmos a imagem de Jesus , cujo nome, segundo o Apocalipse, levarão escrito em suas frontes (cf. Ap 22, 4), porque, conforme as palavras do Apóstolo, “os que Ele distinguiu de antemão, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho” ( Rm 8, 29). Como é possível crer no mistério de um Deus feito homem, sem crer ao mesmo tempo no mistério de uma mulher Mãe de Deus? Ora, Jesus é por natureza Filho de Deus e de Maria ; e nós, pela graça, somos filhos de Deus e de Maria . Logo, para reproduzirmos em nós a semelhança e a vida de Jesus e, portanto, sermos predestinados, temos de imitar o seu terno amor, não só ao Pai, mas também à sua Mãe . Em outras palavras, se para sermos salvos devemos ser cópias vivas de Jesus , e se Jesus, como bom Filho, teve por Maria grande veneração , quem não tiver devoção a Ela não será salvo, porque lhe faltará um elemento característico de Jesus, modelo único dos eleitos. Além disso, a necessidade da devoção à Virgem SS. para obter a inestimável graça da eterna salvação decorre como que de três princípios inconcussos, de suas três qualidades fundamentais: de sua condição de Mãe de Deus ; de sua condição de Mãe dos homens ; e de sua condição de Mediadora entre Deus e os homens . Essa necessidade decorre, antes de tudo, de sua condição de Mãe de Deus. De fato, é sabido que para alcançar a salvação eterna é preciso crer no mistério da Encarnação [1]. Ora, como é possível crer no mistério da Encarnação, ou seja, no mistério de um Deus feito homem, sem crer ao mesmo tempo no mistério de uma mulher Mãe de Deus ? Com efeito, há um vínculo íntimo entre o filho e a mãe, entre o Verbo encarnado e a Mãe deste Verbo encarnado. O mesmo ato de fé necessário para salvar-se abarca, portanto, o homem-Deus, Jesus, e a Mãe de Deus, Maria . Por isso, desde os tempos apostólicos, e com grande probabilidade desde os próprios Apóstolos, pedia-se ao batizando, antes de receber o Batismo, um ato de fé explícito em “ Jesus Cristo, nascido da Virgem Maria ”. Ora, este mesmo ato de fé na Encarnação e em Maria deve-se repetir, de acordo com a opinião mais comum, aliquoties in vita , isto é, algumas vezes durante a vida, sob pena de pecado grave. Logo, para salvar-se é preciso também, necessariamente, um ato de fé em Maria . Ora, este ato de fé em Maria, Mãe do Verbo encarnado, não é porventura um ato de culto , ou seja, de devoção , uma vez que a fé é o grande obséquio da inteligência a uma verdade revelada? Não se salva, portanto, quem, ao menos aliquoties in vita , não quiser render à divina maternidade de Maria , inseparável do conceito de Encarnação do Verbo, a devida homenagem. Ademais, em toda a linguagem humana, entre as tantas palavras que a compõem, há uma que por si só forma um verdadeiro poema de amor . É uma palavra que fala ao coração e só ao coração; uma palavra que não respira outra coisa que amor ; é a primeira palavra que floresce nos lábios e geralmente é também a última que deles se desprende. É a palavra “mãe” . Uma vez que a Virgem Santíssima cooperou para a nossa regeneração, é evidente que devemos reconhecê-la e saudá-la como nossa verdadeira Mãe espiritual. Pois bem, Maria é nossa Mãe, Mãe espiritual dos homens . Mãe, com efeito, é aquela que coopera para dar a vida, e quando a dá, rodeia-a de cuidados até alcançar seu pleno e completo desenvolvimento. Ora, acaso não cooperou a Virgem SS. com o divino Redentor para dar-nos a vida sobrenatural da graça , vida divina da qual, desgraçadamente, estávamos privados pelo pecado de nossos progenitores? A graça, com efeito, é princípio da vida: ela é para a alma o que esta é para o corpo. É a alma o que dá vigor e movimento ao corpo: numa palavra, toda a sua vida. E, da mesma maneira, a graça é o que dá uma nova vida à alma , a vida sobrenatural dos filhos adotivos, dos amigos de Deus: com razão, pois, a graça é chamada “alma de nossa alma”. Pois bem, uma vez que a Virgem SS. cooperou para a nossa regeneração , para a nossa vida da graça, é evidente que devemos reconhecê-la e saudá-la como nossa verdadeira Mãe espiritual . É verdade, sim, que não existe nenhuma definição explícita e solene desta grande e consoladora verdade. Os Sumos Pontífices, no entanto, ressaltaram com frequência que se trata de uma verdade inquestionável . Portanto, a S. Escritura, assim como a Tradição, com as quais a razão, entusiasmada, faz coro, são também muito claras e explícitas acerca deste suavíssimo tema. Acertadamente, pois, o Cardeal H.-M. Lépicier a qualifica de “verdade católica, pertencente propriamente à fé. De maneira que negá-la seria algo, não só temerário, mas de sabor herético ” ( Trac . de B . M . V ., III, c. 1, a. 1, p. 456). Ora, há um preceito formal que obriga todo filho a honrar pai e mãe. Se Maria é verdadeira Mãe espiritual dos homens, Mãe não só de nome, mas especialmente com os fatos, pelos diligentes cuidados maternais que Ela prodigaliza a todos os seus filhos, é nosso dever honrá-la . E dado que seria coisa monstruosa não conhecer os deveres de piedade filial com respeito à própria mãe terrena, assim também, e com maior razão, seria monstruoso desconhecer os deveres de piedade filial com respeito à própria mãe celestial, Maria . A graça, com efeito, não destrói a natureza, mas a aperfeiçoa. Uma outra razão teológica, que bastaria por si só a provar a nossa tese, está tomada do ofício de Mediadora dos homens. O ofício de Mediadora pode ser considerado sob um duplo aspecto : enquanto indica a cooperação na aquisição das graças e especialmente de nossa reconciliação com Deus, pelo que mereceu o título de Corredentora do gênero humano ; e enquanto indica a cooperação de Maria na distribuição das graças, pelo que merece o título de Dispensadora de todas as graças . Pois bem, a gratidão àqueles que nos fizeram algum bem e nos livraram do mal é um dever. “ Grati estote ”, exorta o Apóstolo (cf. Col 3, 15). Ora, ninguém, depois de Deus, nos fez tantos benefícios e nos livrou de tantos males como a Virgem SS . Com efeito, enquanto Corredentora do gênero humano, Ela nos livrou do inferno e nos abriu as portas do céu . Não seria monstruoso, pois, negar-lhe o culto da inteligência, não reconhecendo sua participação na obra de nosso resgate, e negar-lhe o culto do coração, com o agradecimento por tudo o que Ela fez e padeceu por nós? É de fé, além disso, que sem a graça atual não podemos ser salvos. A graça é necessária para todo ato sobrenatural , porque deve haver certa proporção entre o efeito e seu princípio. Nós, por nossas próprias forças, por mais que usemos bem de nossa liberdade, não podemos nem dispor-nos positivamente à conversão nem perseverar no bem por um tempo notável, e muito menos perseverar até a morte: “ Sem mim ”, diz Jesus a seus discípulos, “ nada podeis fazer ”. Não podeis ter sequer um bom pensamento, acrescenta S. Paulo, porque Deus é quem obra em vós o querer e o operar (cf. Jo 15, 5; 2Cor 3, 5; Fl 2, 13). Quanto mais fervorosa e frequente for a nossa devoção a Maria, sobretudo a nossa oração, mais generosamente Ela fará descer sobre nós suas graças e favores celestiais. Pois bem, sem levar em conta a graça primeira, que nos é dada gratuitamente sem que a peçamos e que constitui o princípio mesmo da oração, é uma verdade indiscutível que a oração é o meio normal, eficaz e universal pelo qual Deus quer que tenhamos todas as graças atuais . Ora, não é a Virgem SS. a Mediadora de todas as graças ? Acaso não passam por suas mãos todas as graças concedidas aos homens? Não é Ela como que o “pescoço” pelo qual passam os influxos da Cabeça, Jesus ? Não é Ela o canal por que passam as águas que correm da fonte, Jesus ? Nenhuma graça, e muito menos a mais preciosa de todas — a perseverança final — é concedida a quem quer que seja, sem a sua maternal intervenção. E se tal é assim, como se poderia negar a necessidade de sua devoção? O Doutor Angélico, Santo Tomás de Aquino, depois de estabelecer a necessidade da oração, propõe-se a seguinte pergunta: devemos rogar aos santos para que intercedam a nosso favor? E responde enunciando uma lei estabelecida pelo próprio Deus, segundo a qual a ordem da oração deve corresponder à ordem dos benefícios . Ora, os benefícios provêm de Deus por meio dos santos ; logo, é pelo mesmo meio que a Deus deve chegar a nossa oração : as coisas inferiores, com efeito, devem dirigir-se a Deus por aquelas que são como meios até Ele. O que o Angélico afirma de modo geral da mediação dos santos deve ser dito, de uma maneira particular, também da Rainha de todos os santos. O mesmo Doutor Angélico nos ensina que a mediação de Maria é anterior à de todos os outros eleitos . E acrescentamos, de nossa parte, que a mediação de Maria é necessária , ao passo que a mediação dos outros eleitos é, ao menos, utilíssima : porque até nas graças obtidas pelos santos não está ausente a intercessão de Maria . Ela é, portanto, o canal necessário de nossas súplicas . E se tal é assim, como não dizer que é necessário o culto de oração à Virgem SS. ? Como não chamar necessária à devoção de Maria para a salvação ? Além disso, é fato digno de ter em conta, porquanto não carece de força probatória: em todo o mundo católico, floresce e se desenvolve a flor da devoção a Maria; todos os fiéis, movidos pelo instinto que a todos nos move em direção à nossa Mãe, se voltam a Ela, proclamam-na bem-aventurada, encomendam-se a Ela, pondo em suas mãos especialmente o negócio importantíssimo de sua eterna salvação. Quem, entre os fiéis, não conhece e não reza a Ave-Maria ? É a primeira oração, ao lado do Pai-Nosso, que se aprende a balbuciar sobre o aconchego do colo materno. Ninguém, depois de Deus, nos fez tantos benefícios e nos livrou de tantos males como a Virgem Santíssima. Todo o mundo católico, todos os fiéis, sem exceção, sentem a necessidade da devoção a Maria : sentem-na e, mais do que tudo, praticam-na. Poderíamos, é claro, perguntar em que grau , ou seja, em que medida é necessária a devoção a Maria, e especialmente o culto de oração, para salvar-se. É difícil determinar semelhante coisa, porque depende de múltiplas e variadas circunstâncias. O que, sim, se pode e deve dizer é o seguinte: quanto mais fervorosa e frequente for a nossa devoção a Maria, sobretudo a nossa oração, mais generosamente Ela fará descer sobre nós suas graças e favores celestiais , com cuja ajuda podemos estar seguros de nossa eterna salvação. Se assim é, “quem de nós”, diz S. Leonardo de Porto Maurício, “recusará alistar-se no número dos devotos de Maria, a fim de assegurar o grande negócio de sua eterna salvação?” ( Disc . 7, n. 3). “ Abracemos todos com grande fervor a verdadeira devoção a Maria, e assim nos salvaremos todos ” ( Disc . 16, n. 4). Repitamos, pois, mais com o coração do que com a língua, em união com este santo: Ó Maria! Já que está em vossas mãos a minha salvação, e vós salvais todos os que vos são devotos e se encomendam a vós, eis-me aqui, ó grande Virgem: lanço-me desde este momento em vossos braços e professo-me para sempre vosso verdadeiro devoto . Ó amada Maria, aceitai-me e salvai minha pobre alma! ( Disc . 10, n. 3). Notas As opiniões discrepam quanto a isso. Cf., e.g. , A. R. Marín, “ A fé da Igreja ”, n. 38: “Para obter a vida eterna, além da fé habitual unida à caridade, é necessário a todos os homens adultos com uso da razão crer expressamente que Deus existe e que é remunerador, ou seja, premiador dos bons e castigador dos maus”; n. 39: “Não consta com certeza que, para salvar-se, seja necessária a todos os homens do mundo a fé explícita na Encarnação do Verbo ”, salvo nos casos em que se tenha recebido instrução suficiente acerca dos mistérios da fé. Por Pe. Gabriel M. Roschini | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere
- JORGE LUIS BORGES, LEITOR DE CHESTERTON
A única coisa que se deveria proibir, num escritor, é ser enfadonho. Era o que pensava essa poderosa unidade pensante chamada Chesterton, que seduziu gente tão diversa, como Gramsci, Garcia Marquez, Borges ou o nosso Gustavo Corção (grupo que ninguém imaginaria reunido, ao mesmo tempo, numa mesa de boteco em Beaconsfield, ao lado do faminto e sedento escritor). A frase muito citada de Jorge L. Borges sobre o escritor inglês — “Talvez nenhum escritor me tenha proporcionado tantas horas felizes como Chesterton” — é uma isca importante para atrair, à sua obra, leitores ateus, agnósticos ou religiosamente indiferentes; e caírem, para sempre, na arapuca liberadora de Deus. Não deu certo, infelizmente, com Antonio Gramsci e Gabriel Garcia Marquez, que passaram divertida, mas impunemente por Chesterton. Borges, que é uma das principais pontes ligando Chesterton a um público mais secularizado, nunca teve preconceitos com quem viesse na contramão. O grande escritor argentino, para quem o cristianismo era uma ideia indefensável, defendia o cristão Chesterton dos maus católicos e do próprio Chesterton… Viu bem o “engajement” do escritor inglês, não só na apologética como na literatura de criação, e até nas histórias policiais, nas quais lamentava a intenção moralizante que as rebaixava, em sua opinião, a meras parábolas. Exultava, porém, que o escritor nunca o lograsse totalmente, e essa “falha” de Chesterton — Chesterton não conseguir ser completamente Chesterton — era a razão de ser das melhores horas de leitura na vida de Borges. Ora, o próprio Borges admitia ser o catolicismo de Chesterton algo orgânico e visceral, que o fazia sentir-se tão cômodo em sua crença do Céu e dos anjos, que podia dispensar a muleta escolástica. Mas era justamente essa organicidade católica que o impelia aos contos parabólicos, ao apostolado implícito, à catequese disfarçada (não queria que só lhe admirassem o estilo, mas sobretudo lhe seguissem as ideias), pois o homem de letras que acredita, diante da possibilidade de perder a alma ou salvar seu texto, deve escolher a salvação da alma, ainda que o condenem ao inferno da história literária, à indiferença da crítica e à condenação dos bem pensantes. Entre a literariedade tão cara aos teóricos da literatura e o reino de Deus, Chesterton não hesitou: o Céu das almas era muito mais importante que o céu das letras. Chesterton sem parábolas engajadas em Cristo seria o mesmo que uma bola sem esfericidade. Por menos que gostemos do verbo “engajar”, sobretudo pela azeda impregnação sartreana, Chesterton não foi outra coisa que um escritor altamente comprometido com suas ideias, vividas a cada segundo, com a ressalva de ter escolhido a única doutrina que jamais desapontará quem nela se engaje. Borges teve insights brilhantes sobre estilo chestertoniano, em que o “humour” era premissa fundante. O mesmo riso que, a partir do “século das luzes”, passou a ser usado contra a Igreja, por Swift, Gibbon, Voltaire & Cia., Chesterton empregaria astutamente contra os inimigos de Roma. Convertido pelos paradoxos do cristianismo, esse apóstolo em época de apostasia descobriu uma linguagem apostólica adequada à nossa época, sustentada por humor inglês da melhor cepa. Borges enxergou, com lucidez, uma espécie de felicidade infantil brilhando em cada página do escritor inglês, em que a grande força visual, quase barroca, não eliminava a clareza latina; felicidade infantil a que juntou o adjetivo “divina”, fruto, sabemos nós, daquela organicidade católica e de sua permanente alegria de acreditar em Deus.
- O ALIMENTO NA HORA CERTA – Scott Hahn reflete sobre o 18º Domingo do Tempo Comum
Em Jesus e na Igreja, se cumprem as promessas feitas por Isaías na Primeira Leitura de hoje. Todos os que têm sede se aproximam das águas vivas do batismo (ver João 4:14). Os famintos se deleitam com o precioso alimento oferecido na mesa eucarística, onde há pão e há vinho. Este é também o ponto central do Evangelho de hoje. A história das cinco mil pessoas alimentadas por Jesus está cheia de alusões ao Antigo Testamento. Jesus é retratado como um pastor semelhante a Davi, que conduz seu rebanho às verdes pastagens, para estender diante deles a mesa do banquete messiânico (ver Salmo 23). Jesus é mostrado como um novo Moisés, que também alimenta vastas multidões em um lugar deserto. Por fim, Jesus é mostrado fazendo o mesmo que fez o profeta Eliseu: aplacou a fome da multidão com poucos pães, dos quais ainda sobraram alguns (ver 2 Reis 4: 42–44). Mateus também quer que vejamos a alimentação dos cinco mil como um sinal da Eucaristia. Observe-se que Jesus realiza, na Última Ceia, as mesmas ações, na mesma sequência: toma o pão, abençoa-o, parte-o e o oferece (ver Mateus 26:26). Jesus instruiu Seus apóstolos a celebrar a Eucaristia em Sua memória. No relato evangélico de hoje, nota-se um discreto destaque ao ministério dos Doze apóstolos: antes de realizar o milagre, Jesus os instrui a dar, eles mesmos, à multidão “um pouco de comida”. De fato, foram os próprios apóstolos que distribuíram o pão abençoado por Jesus (ver Mateus 15:36). As sobras foram suficientes para encher exatamente doze cestos, correspondentes a cada um dos apóstolos, que são as colunas da Igreja (ver Gálatas 2: 9; Apocalipse 21:14). Na Igreja, como cantamos no Salmo de hoje, Deus nos dá o alimento na hora certa, abrindo prodigamente Sua mão e saciando todo ser vivo com fartura. Assim sendo, como Paulo nos lembra na Epístola deste domingo, nada será capaz de nos separar do amor de Deus por nós, manifestado em Cristo Jesus. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/food-in-due-season-scott-hahn-reflects-on-the-eighteenth-sunday-in-ordinary-time/
- “VINDE A MIM OS PEQUENOS”
É com assombro e tristeza que se recebe uma notícia como a seguinte: em países como Estados Unidos, Dinamarca, Itália, Alemanha, França, Suíça, Inglaterra, Bélgica e Islândia — representantes escolhidos a dedo do que chamaríamos de civilização ocidental —, a grande maioria dos fetos com síndrome de Down é assassinada no ventre materno. A própria Islândia, há alguns anos , se orgulhava miseravelmente de ter praticado cem por cento de abortos em mães com essa espécie de gestação. Uma pobre ilusão eugenista, de quem acredita criar uma sociedade mais bela e perfeita fundada no holocausto silencioso do aborto. São lugares, curiosamente, em que o “mercado pet” (comércio de mascotes, sobretudo cães e gatos), gerou uma indústria muito sofisticada, com toda sorte de produtos para esses animais, e, talvez por isto, provocou grandes avanços na medicina veterinária. Há hotéis para animais que não podem viajar com seus donos… Há UTIs para animais em fase final de doenças incuráveis… O afeto por bichos nunca atingiu, antes, temperaturas tão elevadas. Eugenismo, animalismo… Será mera coincidência a analogia dessas tendências com o que pensavam os nazistas ao redor de Hitler, há quase um século? No entanto, ainda há pessoas no mundo que se orgulham de coisas diferentes, como criar esses desprezados bichinhos humanos com síndrome de Down, por mais complicado e menos poético que isso pareça. Um exemplo admirável é o caso do jovem americano Emmanuel Joseph Bishop, nascido em 1996 na cidade de Grafton, na Virgínia. Os pais católicos, em vez do aborto, aceitaram obedientes o estranho dom de Deus e passaram a tratar o pequeno Emmanuel como aquilo que ele realmente é: um ser humano com muitos problemas físicos e psíquicos, mas dotado de alma imortal. Começou a ser alfabetizado pela própria família já aos dois anos de idade. Com seis anos, já lia pequenos. Aos oito anos, já andava de bicicleta. Aos nove anos já era coroinha em sua paróquia católica. Ganhou medalhas de natação em paraolimpíadas dos EUA. Foi então que começou a aprender violino. Obviamente, Emmanuel não é um Yehudi Menuhin ou um Isaac Stern, mas é encantador ver aquele rapaz de olhos achinesados, quase engolidos pelas pálpebras, ajeitando entre o ombro e o queixo o violino (instrumento nada fácil de tocar), retesando o arco, ferindo as cordas. O caso desse jovem católico americano mostra como é possível superar, de forma admirável, certos limites que a natureza impõe às pessoas. Evidentemente, nem todos conseguirão tocar violino ou ganhar medalhas como ele, mas nada disso é necessário para, enfim, tornar merecedor do dom da vida o mais humilde dos portadores desse mal, apesar de vários países já contarem com legislação favorável ao aborto em caso de síndrome de Down. Enquanto no país de Emmanuel Joseph Bishop a maioria dos fetos com a sua doença é assassinada no ventre das mães, essa família mostrou que a espécie humana ainda não está completamente rendida ao mal e ainda pode conjugar o verbo amar — com todo o sacrifício exigido pelo amor. Exemplos como este não são poucos na internet. Na França, na cidade de Le Blanc, Indre, foi instalada uma comunidade que acolhe meninas com síndrome de Down que queiram seguir a vocação religiosa. São as Pequenas Irmãs Discípulas do Cordeiro — ordem fundada em 1985 por irmã Line —, que recebeu aprovação definitiva de Roma em 2011. Inspirada na “pequena via” de Santa Teresinha, segundo a qual a união com Deus pode se dar a partir das coisas mais insignificantes do dia a dia, a regra de vida do instituto adapta-se, evidentemente, às condições de saúde das jovens, com estruturas apropriadas aos cuidados que merecem. A comunidade das Pequenas Irmãs Discípulas do Cordeiro se beneficia da proximidade geográfica e da direção espiritual da abadia dos monges beneditinos de Fontgombault, que celebram Missas no rito antigo e procuram reviver com seriedade a regra de São Bento numa França desoladoramente anticristã. Numa sociedade cada vez mais utilitarista, são pessoas como os pais do jovem Emmanuel Bishop, ou religiosos como Irmã Line e os monges de Fontgombault, que mantêm viva a chama da caridade cristã e a levam adiante, protegendo-a da ventania materialista, e, mesmo com dificuldade, conseguem passá-la acesa às gerações seguintes.
- Papa Bento XVI nos ensina os 10 Erros da Teologia da Libertação
Temos recebido muitas perguntas sobre o que é a Teologia da Libertação (TL) de cunho marxista; e isto é muito bem explicado pelo Papa Bento XVI em muitos de seus artigos e livros. Vamos resumir em 10 itens o que o Papa Bento XVI explica sobre os erros da Teologia da Libertação. As frases entre aspas são do Papa: 1. “A TL substituiu a palavra “salvação” por “libertação”, aplicada em cunho político. Propõe resolver o problema da injustiça social, especialmente na América Latina, pela “mudança radical das estruturas do mundo”, que são estruturas de pecado e do mal. Não é pela conversão pessoal, mas somente mediante a luta contra as estruturas injustas. E esta luta “precisa ser uma luta política”, pois as estruturas se mantém e se consolidam por meio da política”. 2. Afirma Bento XVI: “Para a TL a salvação tornou-se um processo político, para o qual a filosofia marxista oferecia as diretrizes essenciais. Assim, a salvação tornou-se uma tarefa que o próprio homem podia realizar. A salvação consistiu, a partir de então, uma esperança exclusivamente prática”. 3. O homem passa a ser o salvador do próprio homem, anula-se a Redenção que Cristo conquistou com sua Cruz. Aqui está o grande perigo de uma TL de fundo marxista. Toda espiritualidade católica cai por terra e perdem a sua importância os sacramentos, mandamentos, etc. 4. “A TL não entra em nenhum esquema de heresia até hoje existente; é a subversão radical do Cristianismo, que torna urgente o problema do que se possa e se deva fazer frente a ela”. 5. “A TL se concebe uma nova hermenêutica [interpretação] da fé cristã, como nova forma de compreensão e de realização do cristianismo na sua totalidade. Por isto mesmo muda todas as formas da vida eclesial: a constituição eclesiástica, a liturgia, a catequese, as opções morais”. 6. “Os teólogos da libertação continuam a usar grande parte da linguagem ascética e dogmática da Igreja em chave nova, de tal modo que aqueles que leem e que escutam partindo de outra visão, podem ter a impressão de reencontrar o patrimônio antigo”. 7. “A comunidade “interpreta” com a sua “experiência” os acontecimentos e encontra assim sua “práxis”. Assim, por exemplo, “Povo” torna-se um conceito aposto ao de “hierarquia” e em antítese a todas as instituições indicadas como forças da opressão”. “O Reino de Deus não deve ser compreendido espiritualmente, nem universalmente… Deve ser compreendido em forma partidária e voltado para a práxis”. 8. “A TL vê no Magistério da Igreja, que insiste em verdades permanentes, uma instância inimiga do progresso, dado que pensa “metafisicamente” e assim contradiz a “história”. Pode-se dizer que o conceito de história absorve o conceito de Deus e de revelação”. 9. “O Êxodo se transforma em uma imagem central da história da salvação; o mistério Pascal é entendido como um símbolo revolucionário e, portanto, a Eucaristia é interpretada como uma festa de libertação no sentido de uma esperança político-messiânica e da sua práxis”. 10. “A verdade não deve ser compreendida em sentido metafísico; trata-se de “idealismo”. A verdade realiza-se na história e na práxis. A ação é a verdade. A única coisa decisiva é a práxis. A práxis torna-se, assim, a única e verdadeira ortodoxia”. O marxismo foi muitas vezes condenado pelos papas. Como pode, então, esta ideologia ser a base de uma teologia? O marxismo prega a luta de classes, o materialismo e ateísmo, é inimigo da religião e da liberdade religiosa, elimina a propriedade privada, impõe a estatização das empresas e a coletivização das terras, impõe a ditadura de partido único do proletariado, o fim da liberdade de imprensa, de ir e vir, etc.. A aplicação dele pelo comunismo gerou, segundo “O livro negro do comunismo” (Stephan Courtois e outros), 100 milhões de mortos. O que é libertação segundo o Magistério da Igreja? Segundo o Papa Paulo VI: “Como núcleo e centro da sua Boa Nova, Cristo anuncia a salvação, esse grande dom de Deus que é libertação de tudo aquilo que oprime o homem, e que é libertação sobretudo do pecado e do maligno, na alegria de conhecer a Deus e de ser por ele conhecido, de o ver e de se entregar a ele. Tudo isto começa durante a vida do mesmo Cristo e é definitivamente alcançado pela sua morte e ressurreição; mas deve ser prosseguido, pacientemente, no decorrer da história, para vir a ser plenamente realizado no dia da última vinda de Cristo, que ninguém, a não ser o Pai, sabe quando se verificará” (EN,9). Por outro lado, a Igreja ensina desde Leão XIII a “Doutrina Social da Igreja”, que não é aceita pela TL como uma opção eficaz para realizar a justiça social e a paz no mundo. A Santa Sé publicou há mais de dez anos o “Compêndio de Doutrina Social da Igreja”, com os ensinamentos de cerca de dez Encíclicas papais sobre o tema. Quem o leu? Quem o aplicou? Ao apresentar este Compêndio, o Cardeal Camilo Ruíni disse: “A Doutrina Social da Igreja é como uma verdadeira revolução antropológica, cuja proposta é anunciar a verdade de Cristo na sociedade”. “A Doutrina Social da Igreja é ‘Caritas in Veritate in re sociali’: anúncio da verdade de Cristo na sociedade”. Outro ponto: nenhuma instituição na terra fez e faz tanta caridade como a Igreja Católica, mas nunca precisou usar de uma ideologia estranha ao Evangelho para isso. Basta examinar a vida de São Francisco, São João Bosco, Santa Teresa de Calcutá (que rejeitava a TL!), São José de Anchieta, Santo Frei Galvão, Santo Padre Pio, São Vicente de Paulo, etc… Nunca usaram nada parecido com a ideologia marxista, apenas a caridade evangélica. Fonte: Cleofas Aprofundamento sobre o tema Aos que desejarem se aprofundar no tema, recomendamos que assistam o curso ministrado pelo Padre Paulo Ricardo contendo 6 aulas, cujo tema é: Marxismo e Revolução Cultural. Clique aqui para assistir as 6 aulas do curso Assista a primeira aula: #FormaçõesCatólicas #PapaBentoXVI #TeologiadaLibertação
- Papa Bento XVI nos ensina os 10 Erros da Teologia da Libertação
Temos recebido muitas perguntas sobre o que é a Teologia da Libertação (TL) de cunho marxista; e isto é muito bem explicado pelo Papa Bento XVI em muitos de seus artigos e livros. Vamos resumir em 10 itens o que o Papa Bento XVI explica sobre os erros da Teologia da Libertação. As frases entre aspas são do Papa: 1. “A TL substituiu a palavra “salvação” por “libertação”, aplicada em cunho político. Propõe resolver o problema da injustiça social, especialmente na América Latina, pela “mudança radical das estruturas do mundo”, que são estruturas de pecado e do mal. Não é pela conversão pessoal, mas somente mediante a luta contra as estruturas injustas. E esta luta “precisa ser uma luta política”, pois as estruturas se mantém e se consolidam por meio da política”. 2. Afirma Bento XVI: “Para a TL a salvação tornou-se um processo político, para o qual a filosofia marxista oferecia as diretrizes essenciais. Assim, a salvação tornou-se uma tarefa que o próprio homem podia realizar. A salvação consistiu, a partir de então, uma esperança exclusivamente prática”. 3. O homem passa a ser o salvador do próprio homem, anula-se a Redenção que Cristo conquistou com sua Cruz. Aqui está o grande perigo de uma TL de fundo marxista. Toda espiritualidade católica cai por terra e perdem a sua importância os sacramentos, mandamentos, etc. 4. “A TL não entra em nenhum esquema de heresia até hoje existente; é a subversão radical do Cristianismo, que torna urgente o problema do que se possa e se deva fazer frente a ela”. 5. “A TL se concebe uma nova hermenêutica [interpretação] da fé cristã, como nova forma de compreensão e de realização do cristianismo na sua totalidade. Por isto mesmo muda todas as formas da vida eclesial: a constituição eclesiástica, a liturgia, a catequese, as opções morais”. 6. “Os teólogos da libertação continuam a usar grande parte da linguagem ascética e dogmática da Igreja em chave nova, de tal modo que aqueles que leem e que escutam partindo de outra visão, podem ter a impressão de reencontrar o patrimônio antigo”. 7. “A comunidade “interpreta” com a sua “experiência” os acontecimentos e encontra assim sua “práxis”. Assim, por exemplo, “Povo” torna-se um conceito aposto ao de “hierarquia” e em antítese a todas as instituições indicadas como forças da opressão”. “O Reino de Deus não deve ser compreendido espiritualmente, nem universalmente… Deve ser compreendido em forma partidária e voltado para a práxis”. 8. “A TL vê no Magistério da Igreja, que insiste em verdades permanentes, uma instância inimiga do progresso, dado que pensa “metafisicamente” e assim contradiz a “história”. Pode-se dizer que o conceito de história absorve o conceito de Deus e de revelação”. 9. “O Êxodo se transforma em uma imagem central da história da salvação; o mistério Pascal é entendido como um símbolo revolucionário e, portanto, a Eucaristia é interpretada como uma festa de libertação no sentido de uma esperança político-messiânica e da sua práxis”. 10. “A verdade não deve ser compreendida em sentido metafísico; trata-se de “idealismo”. A verdade realiza-se na história e na práxis. A ação é a verdade. A única coisa decisiva é a práxis. A práxis torna-se, assim, a única e verdadeira ortodoxia”. O marxismo foi muitas vezes condenado pelos papas. Como pode, então, esta ideologia ser a base de uma teologia? O marxismo prega a luta de classes, o materialismo e ateísmo, é inimigo da religião e da liberdade religiosa, elimina a propriedade privada, impõe a estatização das empresas e a coletivização das terras, impõe a ditadura de partido único do proletariado, o fim da liberdade de imprensa, de ir e vir, etc.. A aplicação dele pelo comunismo gerou, segundo “O livro negro do comunismo” (Stephan Courtois e outros), 100 milhões de mortos. O que é libertação segundo o Magistério da Igreja? Segundo o Papa Paulo VI: “Como núcleo e centro da sua Boa Nova, Cristo anuncia a salvação, esse grande dom de Deus que é libertação de tudo aquilo que oprime o homem, e que é libertação sobretudo do pecado e do maligno, na alegria de conhecer a Deus e de ser por ele conhecido, de o ver e de se entregar a ele. Tudo isto começa durante a vida do mesmo Cristo e é definitivamente alcançado pela sua morte e ressurreição; mas deve ser prosseguido, pacientemente, no decorrer da história, para vir a ser plenamente realizado no dia da última vinda de Cristo, que ninguém, a não ser o Pai, sabe quando se verificará” (EN,9). Por outro lado, a Igreja ensina desde Leão XIII a “Doutrina Social da Igreja”, que não é aceita pela TL como uma opção eficaz para realizar a justiça social e a paz no mundo. A Santa Sé publicou há mais de dez anos o “Compêndio de Doutrina Social da Igreja”, com os ensinamentos de cerca de dez Encíclicas papais sobre o tema. Quem o leu? Quem o aplicou? Ao apresentar este Compêndio, o Cardeal Camilo Ruíni disse: “A Doutrina Social da Igreja é como uma verdadeira revolução antropológica, cuja proposta é anunciar a verdade de Cristo na sociedade”. “A Doutrina Social da Igreja é ‘Caritas in Veritate in re sociali’: anúncio da verdade de Cristo na sociedade”. Outro ponto: nenhuma instituição na terra fez e faz tanta caridade como a Igreja Católica, mas nunca precisou usar de uma ideologia estranha ao Evangelho para isso. Basta examinar a vida de São Francisco, São João Bosco, Santa Teresa de Calcutá (que rejeitava a TL!), São José de Anchieta, Santo Frei Galvão, Santo Padre Pio, São Vicente de Paulo, etc… Nunca usaram nada parecido com a ideologia marxista, apenas a caridade evangélica. Fonte: Cleofas Aprofundamento sobre o tema Aos que desejarem se aprofundar no tema, recomendamos que assistam o curso ministrado pelo Padre Paulo Ricardo contendo 6 aulas, cujo tema é: Marxismo e Revolução Cultural. Clique aqui para assistir as 6 aulas do curso Assista a primeira aula: #FormaçõesCatólicas #PapaBentoXVI #TeologiadaLibertação
- Terrorismo: Catedral da Nicarágua sofre ataque a bomba e capela fica reduzida a cinzas
A venerada imagem do Sangue de Cristo e sua capela na Catedral de Manágua (NIcaragua) foram reduzidas a cinzas depois que um incêndio começou nesta sexta-feira de manhã. Embora equipes do Corpo de Bombeiros Unificado tenham sido rapidamente mobilizadas para conter o incidente, as chamas devoraram completamente a imagem, com mais de 200 anos, e sua capela, construída especialmente em 1993, quando foi inaugurou a nova catedral de Manágua. As chamas quebraram quebraram a cápsula de vidro que cobria a imagem e destruiu o altar onde estava o Sangue de Cristo. A Arquidiocese de Manágua, chefiada pelo Cardeal Leopoldo Brenes, emitiu uma declaração na qual assegura que na sexta-feira, 31 de julho, às 11 horas, uma pessoa não identificada entrou na Capela do Sangue de Cristo na Catedral Metropolitana de Manágua e jogou uma bomba causando um incêndio dentro da capela, onde o Santíssimo Sacramento também permanece exposto em seu tabernáculo. Em uma declaração, a Arquidiocese de Manágua descreveu o ataque como “um ato de sacrilégio e profanação totalmente condenável. Devemos permanecer em constante oração para derrotar as forças do mal”. Não houve vítimas humanas, embora os paroquianos que estavam na catedral ficaram surpresos ao ver as chamas que devoravam o altar. Dom Silvio Báez, bispo auxiliar da arquidiocese de Manágua, expressou sua sinceridade no Twitter: Acabei de me comunicar com meu irmão, cardeal Leopoldo J. Brenes. Ele agora vai à Catedral para verificar os graves danos sofridos pela imagem do Sangue de Cristo. Então conversaremos novamente. O que aconteceu foi uma ferida dolorosa no coração do povo católico nicaragüense. Me acabo de comunicar con mi hermano, Cardenal Leopoldo J. Brenes. Él irá ahora a Catedral a constatar los graves daños sufridos por la imagen de la Sangre de Cristo. Luego hablaremos otra vez. Lo ocurrido ha sido una herida dolorosa al corazón del pueblo catolico nicaragüense. — Silvio José Báez (@silviojbaez) July 31, 2020 Traduzido de Infocatolica / La Gente
- Terrorismo: Catedral da Nicarágua sofre ataque a bomba e capela fica reduzida a cinzas
A venerada imagem do Sangue de Cristo e sua capela na Catedral de Manágua (NIcaragua) foram reduzidas a cinzas depois que um incêndio começou nesta sexta-feira de manhã. Embora equipes do Corpo de Bombeiros Unificado tenham sido rapidamente mobilizadas para conter o incidente, as chamas devoraram completamente a imagem, com mais de 200 anos, e sua capela, construída especialmente em 1993, quando foi inaugurou a nova catedral de Manágua. As chamas quebraram quebraram a cápsula de vidro que cobria a imagem e destruiu o altar onde estava o Sangue de Cristo. A Arquidiocese de Manágua, chefiada pelo Cardeal Leopoldo Brenes, emitiu uma declaração na qual assegura que na sexta-feira, 31 de julho, às 11 horas, uma pessoa não identificada entrou na Capela do Sangue de Cristo na Catedral Metropolitana de Manágua e jogou uma bomba causando um incêndio dentro da capela, onde o Santíssimo Sacramento também permanece exposto em seu tabernáculo. Em uma declaração, a Arquidiocese de Manágua descreveu o ataque como “um ato de sacrilégio e profanação totalmente condenável. Devemos permanecer em constante oração para derrotar as forças do mal”. Não houve vítimas humanas, embora os paroquianos que estavam na catedral ficaram surpresos ao ver as chamas que devoravam o altar. Dom Silvio Báez, bispo auxiliar da arquidiocese de Manágua, expressou sua sinceridade no Twitter: Acabei de me comunicar com meu irmão, cardeal Leopoldo J. Brenes. Ele agora vai à Catedral para verificar os graves danos sofridos pela imagem do Sangue de Cristo. Então conversaremos novamente. O que aconteceu foi uma ferida dolorosa no coração do povo católico nicaragüense. Me acabo de comunicar con mi hermano, Cardenal Leopoldo J. Brenes. Él irá ahora a Catedral a constatar los graves daños sufridos por la imagen de la Sangre de Cristo. Luego hablaremos otra vez. Lo ocurrido ha sido una herida dolorosa al corazón del pueblo catolico nicaragüense. — Silvio José Báez (@silviojbaez) July 31, 2020 Traduzido de Infocatolica / La Gente
- Católicos organizam protesto anticomunista em frente a CNBB, hoje (31), em repúdio a carta assinada
Grupos de católicos organizam para hoje (31) a tarde, protesto em frente à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília. “O recado que será dado em nossa manifestação, com faixas e orações, é que somos contra o comunismo, conforme se ensina nos documentos da Igreja Católica”, diz trecho da divulgação. O documento, intitulado “Carta ao Povo de Deus”, seria analisado pelo conselho permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em uma reunião marcada para o próximo dia 5 de agosto, mas acabou sendo enviado antes para a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo . Cerca de 152 bispos assinaram a carta, os quais são adeptos da Teologia da Libertação, sendo essa teoria condenada pela Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) em 1984 e 1986. A Santa Sé condenou os principais fundamentos da Teologia da Libertação, como a ênfase exclusiva no pecado institucionalizado, coletivo ou sistêmico, excluindo os pecados individuais, a eliminação da transcendência religiosa, a desvalorização do magistério, e o incentivo à luta de classes. Os Pontificados de João Paulo II e Bento XVI, censuraram a Teologia da Libertação, pela proximidade com as ideias comunistas. No Brasil esse movimento político infiltrado na igreja, teve como expoentes os petistas Leonardo Boff e Frei Betto. “Não podemos aceitar que a Doutrina Social da Igreja seja desvirtuada pelos bispos comunistas que fizeram a carta para o Papa”, continua a convocação. Os manifestantes combinaram de se vestirem de amarelo. Fonte: Opinião ES / Antagonista Assista uma análise católica da carta: LEIA ABAIXO, A CARTA NA ÍNTEGRA “Somos bispos da Igreja Católica, de várias regiões do Brasil, em profunda comunhão com o Papa Francisco e seu magistério e em comunhão plena com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que no exercício de sua missão evangelizadora, sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz. Escrevemos esta Carta ao Povo de Deus, interpelados pela gravidade do momento em que vivemos, sensíveis ao Evangelho e à Doutrina Social da Igreja, como um serviço a todos os que desejam ver superada esta fase de tantas incertezas e tanto sofrimento do povo. Evangelizar é a missão própria da Igreja, herdada de Jesus. Ela tem consciência de que “evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo” (Alegria do Evangelho, 176). Temos clareza de que “a proposta do Evangelho não consiste só numa relação pessoal com Deus. A nossa reposta de amor não deveria ser entendida como uma mera soma de pequenos gestos pessoais a favor de alguns indivíduos necessitados […], uma série de ações destinadas apenas a tranquilizar a própria consciência. A proposta é o Reino de Deus […] (Lc 4,43 e Mt 6,33)” (Alegria do Evangelho, 180). Nasce daí a compreensão de que o Reino de Deus é dom, compromisso e meta. É neste horizonte que nos posicionamos frente à realidade atual do Brasil. Não temos interesses político-partidários, econômicos, ideológicos ou de qualquer outra natureza. Nosso único interesse é o Reino de Deus, presente em nossa história, na medida em que avançamos na construção de uma sociedade estruturalmente justa, fraterna e solidária, como uma civilização do amor. O Brasil atravessa um dos períodos mais difíceis de sua história, comparado a uma “tempestade perfeita” que, dolorosamente, precisa ser atravessada. A causa dessa tempestade é a combinação de uma crise de saúde sem precedentes, com um avassalador colapso da economia e com a tensão que se abate sobre os fundamentos da República, provocada em grande medida pelo Presidente da República e outros setores da sociedade, resultando numa profunda crise política e de governança. Este cenário de perigosos impasses, que colocam nosso País à prova, exige de suas instituições, líderes e organizações civis muito mais diálogo do que discursos ideológicos fechados. Somos convocados a apresentar propostas e pactos objetivos, com vistas à superação dos grandes desafios, em favor da vida, principalmente dos segmentos mais vulneráveis e excluídos, nesta sociedade estruturalmente desigual, injusta e violenta. Essa realidade não comporta indiferença. É dever de quem se coloca na defesa da vida posicionar-se, claramente, em relação a esse cenário. As escolhas políticas que nos trouxeram até aqui e a narrativa que propõe a complacência frente aos desmandos do Governo Federal, não justificam a inércia e a omissão no combate às mazelas que se abateram sobre o povo brasileiro. Mazelas que se abatem também sobre a Casa Comum, ameaçada constantemente pela ação inescrupulosa de madeireiros, garimpeiros, mineradores, latifundiários e outros defensores de um desenvolvimento que despreza os direitos humanos e os da mãe terra. “Não podemos pretender ser saudáveis num mundo que está doente. As feridas causadas à nossa mãe terra sangram também a nós” (Papa Francisco, Carta ao Presidente da Colômbia por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, 05/06/2020). Todos, pessoas e instituições, seremos julgados pelas ações ou omissões neste momento tão grave e desafiador. Assistimos, sistematicamente, a discursos anticientíficos, que tentam naturalizar ou normalizar o flagelo dos milhares de mortes pela COVID-19, tratando-o como fruto do acaso ou do castigo divino, o caos socioeconômico que se avizinha, com o desemprego e a carestia que são projetados para os próximos meses, e os conchavos políticos que visam à manutenção do poder a qualquer preço. Esse discurso não se baseia nos princípios éticos e morais, tampouco suporta ser confrontado com a Tradição e a Doutrina Social da Igreja, no seguimento Àquele que veio “para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Analisando o cenário político, sem paixões, percebemos claramente a incapacidade e inabilidade do Governo Federal em enfrentar essas crises. As reformas trabalhista e previdenciária, tidas como para melhorarem a vida dos mais pobres, mostraram-se como armadilhas que precarizaram ainda mais a vida do povo. É verdade que o Brasil necessita de medidas e reformas sérias, mas não como as que foram feitas, cujos resultados pioraram a vida dos pobres, desprotegeram vulneráveis, liberaram o uso de agrotóxicos antes proibidos, afrouxaram o controle de desmatamentos e, por isso, não favoreceram o bem comum e a paz social. É insustentável uma economia que insiste no neoliberalismo, que privilegia o monopólio de pequenos grupos poderosos em detrimento da grande maioria da população. O sistema do atual governo não coloca no centro a pessoa humana e o bem de todos, mas a defesa intransigente dos interesses de uma “economia que mata” (Alegria do Evangelho, 53), centrada no mercado e no lucro a qualquer preço. Convivemos, assim, com a incapacidade e a incompetência do Governo Federal, para coordenar suas ações, agravadas pelo fato de ele se colocar contra a ciência, contra estados e municípios, contra poderes da República; por se aproximar do totalitarismo e utilizar de expedientes condenáveis, como o apoio e o estímulo a atos contra a democracia, a flexibilização das leis de trânsito e do uso de armas de fogo pela população, e das leis do trânsito e o recurso à prática de suspeitas ações de comunicação, como as notícias falsas, que mobilizam uma massa de seguidores radicais. O desprezo pela educação, cultura, saúde e pela diplomacia também nos estarrece. Esse desprezo é visível nas demonstrações de raiva pela educação pública; no apelo a ideias obscurantistas; na escolha da educação como inimiga; nos sucessivos e grosseiros erros na escolha dos ministros da educação e do meio ambiente e do secretário da cultura; no desconhecimento e depreciação de processos pedagógicos e de importantes pensadores do Brasil; na repugnância pela consciência crítica e pela liberdade de pensamento e de imprensa; na desqualificação das relações diplomáticas com vários países; na indiferença pelo fato de o Brasil ocupar um dos primeiros lugares em número de infectados e mortos pela pandemia sem, sequer, ter um ministro titular no Ministério da Saúde; na desnecessária tensão com os outros entes da República na coordenação do enfrentamento da pandemia; na falta de sensibilidade para com os familiares dos mortos pelo novo coronavírus e pelos profissionais da saúde, que estão adoecendo nos esforços para salvar vidas. No plano econômico, o ministro da economia desdenha dos pequenos empresários, responsáveis pela maioria dos empregos no País, privilegiando apenas grandes grupos econômicos, concentradores de renda e os grupos financeiros que nada produzem. A recessão que nos assombra pode fazer o número de desempregados ultrapassar 20 milhões de brasileiros. Há uma brutal descontinuidade da destinação de recursos para as políticas públicas no campo da alimentação, educação, moradia e geração de renda. Fechando os olhos aos apelos de entidades nacionais e internacionais, o Governo Federal demonstra omissão, apatia e rechaço pelos mais pobres e vulneráveis da sociedade, quais sejam: as comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, as populações das periferias urbanas, dos cortiços e o povo que vive nas ruas, aos milhares, em todo o Brasil. Estes são os mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus e, lamentavelmente, não vislumbram medida efetiva que os levem a ter esperança de superar as crises sanitária e econômica que lhes são impostas de forma cruel. O Presidente da República, há poucos dias, no Plano Emergencial para Enfrentamento à COVID-19, aprovado no legislativo federal, sob o argumento de não haver previsão orçamentária, dentre outros pontos, vetou o acesso a água potável, material de higiene, oferta de leitos hospitalares e de terapia intensiva, ventiladores e máquinas de oxigenação sanguínea, nos territórios indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais (Cf. Presidência da CNBB, Carta Aberta ao Congresso Nacional, 13/07/2020).
- Católicos organizam protesto anticomunista em frente a CNBB, hoje (31), em repúdio a carta assinada
Grupos de católicos organizam para hoje (31) a tarde, protesto em frente à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília. “O recado que será dado em nossa manifestação, com faixas e orações, é que somos contra o comunismo, conforme se ensina nos documentos da Igreja Católica”, diz trecho da divulgação. O documento, intitulado “Carta ao Povo de Deus”, seria analisado pelo conselho permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em uma reunião marcada para o próximo dia 5 de agosto, mas acabou sendo enviado antes para a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo . Cerca de 152 bispos assinaram a carta, os quais são adeptos da Teologia da Libertação, sendo essa teoria condenada pela Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) em 1984 e 1986. A Santa Sé condenou os principais fundamentos da Teologia da Libertação, como a ênfase exclusiva no pecado institucionalizado, coletivo ou sistêmico, excluindo os pecados individuais, a eliminação da transcendência religiosa, a desvalorização do magistério, e o incentivo à luta de classes. Os Pontificados de João Paulo II e Bento XVI, censuraram a Teologia da Libertação, pela proximidade com as ideias comunistas. No Brasil esse movimento político infiltrado na igreja, teve como expoentes os petistas Leonardo Boff e Frei Betto. “Não podemos aceitar que a Doutrina Social da Igreja seja desvirtuada pelos bispos comunistas que fizeram a carta para o Papa”, continua a convocação. Os manifestantes combinaram de se vestirem de amarelo. Fonte: Opinião ES / Antagonista Assista uma análise católica da carta: LEIA ABAIXO, A CARTA NA ÍNTEGRA “Somos bispos da Igreja Católica, de várias regiões do Brasil, em profunda comunhão com o Papa Francisco e seu magistério e em comunhão plena com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que no exercício de sua missão evangelizadora, sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz. Escrevemos esta Carta ao Povo de Deus, interpelados pela gravidade do momento em que vivemos, sensíveis ao Evangelho e à Doutrina Social da Igreja, como um serviço a todos os que desejam ver superada esta fase de tantas incertezas e tanto sofrimento do povo. Evangelizar é a missão própria da Igreja, herdada de Jesus. Ela tem consciência de que “evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo” (Alegria do Evangelho, 176). Temos clareza de que “a proposta do Evangelho não consiste só numa relação pessoal com Deus. A nossa reposta de amor não deveria ser entendida como uma mera soma de pequenos gestos pessoais a favor de alguns indivíduos necessitados […], uma série de ações destinadas apenas a tranquilizar a própria consciência. A proposta é o Reino de Deus […] (Lc 4,43 e Mt 6,33)” (Alegria do Evangelho, 180). Nasce daí a compreensão de que o Reino de Deus é dom, compromisso e meta. É neste horizonte que nos posicionamos frente à realidade atual do Brasil. Não temos interesses político-partidários, econômicos, ideológicos ou de qualquer outra natureza. Nosso único interesse é o Reino de Deus, presente em nossa história, na medida em que avançamos na construção de uma sociedade estruturalmente justa, fraterna e solidária, como uma civilização do amor. O Brasil atravessa um dos períodos mais difíceis de sua história, comparado a uma “tempestade perfeita” que, dolorosamente, precisa ser atravessada. A causa dessa tempestade é a combinação de uma crise de saúde sem precedentes, com um avassalador colapso da economia e com a tensão que se abate sobre os fundamentos da República, provocada em grande medida pelo Presidente da República e outros setores da sociedade, resultando numa profunda crise política e de governança. Este cenário de perigosos impasses, que colocam nosso País à prova, exige de suas instituições, líderes e organizações civis muito mais diálogo do que discursos ideológicos fechados. Somos convocados a apresentar propostas e pactos objetivos, com vistas à superação dos grandes desafios, em favor da vida, principalmente dos segmentos mais vulneráveis e excluídos, nesta sociedade estruturalmente desigual, injusta e violenta. Essa realidade não comporta indiferença. É dever de quem se coloca na defesa da vida posicionar-se, claramente, em relação a esse cenário. As escolhas políticas que nos trouxeram até aqui e a narrativa que propõe a complacência frente aos desmandos do Governo Federal, não justificam a inércia e a omissão no combate às mazelas que se abateram sobre o povo brasileiro. Mazelas que se abatem também sobre a Casa Comum, ameaçada constantemente pela ação inescrupulosa de madeireiros, garimpeiros, mineradores, latifundiários e outros defensores de um desenvolvimento que despreza os direitos humanos e os da mãe terra. “Não podemos pretender ser saudáveis num mundo que está doente. As feridas causadas à nossa mãe terra sangram também a nós” (Papa Francisco, Carta ao Presidente da Colômbia por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, 05/06/2020). Todos, pessoas e instituições, seremos julgados pelas ações ou omissões neste momento tão grave e desafiador. Assistimos, sistematicamente, a discursos anticientíficos, que tentam naturalizar ou normalizar o flagelo dos milhares de mortes pela COVID-19, tratando-o como fruto do acaso ou do castigo divino, o caos socioeconômico que se avizinha, com o desemprego e a carestia que são projetados para os próximos meses, e os conchavos políticos que visam à manutenção do poder a qualquer preço. Esse discurso não se baseia nos princípios éticos e morais, tampouco suporta ser confrontado com a Tradição e a Doutrina Social da Igreja, no seguimento Àquele que veio “para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Analisando o cenário político, sem paixões, percebemos claramente a incapacidade e inabilidade do Governo Federal em enfrentar essas crises. As reformas trabalhista e previdenciária, tidas como para melhorarem a vida dos mais pobres, mostraram-se como armadilhas que precarizaram ainda mais a vida do povo. É verdade que o Brasil necessita de medidas e reformas sérias, mas não como as que foram feitas, cujos resultados pioraram a vida dos pobres, desprotegeram vulneráveis, liberaram o uso de agrotóxicos antes proibidos, afrouxaram o controle de desmatamentos e, por isso, não favoreceram o bem comum e a paz social. É insustentável uma economia que insiste no neoliberalismo, que privilegia o monopólio de pequenos grupos poderosos em detrimento da grande maioria da população. O sistema do atual governo não coloca no centro a pessoa humana e o bem de todos, mas a defesa intransigente dos interesses de uma “economia que mata” (Alegria do Evangelho, 53), centrada no mercado e no lucro a qualquer preço. Convivemos, assim, com a incapacidade e a incompetência do Governo Federal, para coordenar suas ações, agravadas pelo fato de ele se colocar contra a ciência, contra estados e municípios, contra poderes da República; por se aproximar do totalitarismo e utilizar de expedientes condenáveis, como o apoio e o estímulo a atos contra a democracia, a flexibilização das leis de trânsito e do uso de armas de fogo pela população, e das leis do trânsito e o recurso à prática de suspeitas ações de comunicação, como as notícias falsas, que mobilizam uma massa de seguidores radicais. O desprezo pela educação, cultura, saúde e pela diplomacia também nos estarrece. Esse desprezo é visível nas demonstrações de raiva pela educação pública; no apelo a ideias obscurantistas; na escolha da educação como inimiga; nos sucessivos e grosseiros erros na escolha dos ministros da educação e do meio ambiente e do secretário da cultura; no desconhecimento e depreciação de processos pedagógicos e de importantes pensadores do Brasil; na repugnância pela consciência crítica e pela liberdade de pensamento e de imprensa; na desqualificação das relações diplomáticas com vários países; na indiferença pelo fato de o Brasil ocupar um dos primeiros lugares em número de infectados e mortos pela pandemia sem, sequer, ter um ministro titular no Ministério da Saúde; na desnecessária tensão com os outros entes da República na coordenação do enfrentamento da pandemia; na falta de sensibilidade para com os familiares dos mortos pelo novo coronavírus e pelos profissionais da saúde, que estão adoecendo nos esforços para salvar vidas. No plano econômico, o ministro da economia desdenha dos pequenos empresários, responsáveis pela maioria dos empregos no País, privilegiando apenas grandes grupos econômicos, concentradores de renda e os grupos financeiros que nada produzem. A recessão que nos assombra pode fazer o número de desempregados ultrapassar 20 milhões de brasileiros. Há uma brutal descontinuidade da destinação de recursos para as políticas públicas no campo da alimentação, educação, moradia e geração de renda. Fechando os olhos aos apelos de entidades nacionais e internacionais, o Governo Federal demonstra omissão, apatia e rechaço pelos mais pobres e vulneráveis da sociedade, quais sejam: as comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, as populações das periferias urbanas, dos cortiços e o povo que vive nas ruas, aos milhares, em todo o Brasil. Estes são os mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus e, lamentavelmente, não vislumbram medida efetiva que os levem a ter esperança de superar as crises sanitária e econômica que lhes são impostas de forma cruel. O Presidente da República, há poucos dias, no Plano Emergencial para Enfrentamento à COVID-19, aprovado no legislativo federal, sob o argumento de não haver previsão orçamentária, dentre outros pontos, vetou o acesso a água potável, material de higiene, oferta de leitos hospitalares e de terapia intensiva, ventiladores e máquinas de oxigenação sanguínea, nos territórios indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais (Cf. Presidência da CNBB, Carta Aberta ao Congresso Nacional, 13/07/2020).
- Defensores da fé: Santo Inácio e a contra-reforma
Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero pregou suas famosas noventa e cinco teses na porta da Catedral de Wittenberg, em uma ação que tradicionalmente é considerada o início da Reforma Protestante. Em resposta ao protestantismo e aos problemas que ele colocava, a Igreja iniciou o que era conhecido como Contra-Reforma. Um dos frutos dessa renovação foi o estabelecimento da Companhia de Jesus, fundada por Santo Inácio de Loyola. É assim que o padre Charles P. Connor explica isso em seu livro Defenders of the faith , no qual apresenta algumas das grandes figuras da História da Igreja que se tornaram baluarte da fé. O fundador da Companhia de Jesus nasceu em 1491 no castelo Loyola, em Azpeitia. Um homem dado na juventude às vaidades do mundo e dedicado ao exercício de armas impulsionado por um forte desejo de ganhar honra, foi forçado a abandonar a vida militar depois de ser ferido no campo de batalha. Por causa dessa lesão, por semanas ele permaneceu convalescente no castelo de Loyola. Nesse período, ele abordou a leitura da vida de Cristo e dos santos. Essas histórias o levaram a pensar sobre o significado de sua vida e a fome de Deus começou a tomar conta dele. Depois de um tempo, ele decidiu fazer uma peregrinação ao santuário de Nossa Senhora de Montserrat e depois à Terra Santa. Em seu retorno, ele estudou em Barcelona, Alcalá e, finalmente, na Universidade de Paris. Entre seus companheiros na época estavam alguns dos membros mais importantes da futura Companhia de Jesus: Francisco Javier, Fabro, Laínez, Salmerón, Rodrigues e Bobadilla. Eles formariam o primeiro grupo de jesuítas, defensores da fé em tempos de heresia. Em 15 de agosto de 1534, festa da Assunção da Virgem, esses homens professaram seus votos na capela de Saint Denis, na colina de Montmartre, em Paris. Eles também decidiram naquela época, como declarado nas páginas dos Defensores da Fé , que se alguém lhes perguntasse o nome de sua associação, eles responderiam que pertenciam à Companhia de Jesus porque estavam determinados a lutar contra o erro sob a bandeira de Cristo. . Da mesma forma, Santo Inácio queria que os membros da Sociedade se comprometessem a colocar-se a serviço do Santo Padre, prontos para ir a qualquer canto do mundo para levar o Evangelho: “Tudo o que Sua Santidade nos enviar a respeito do benefício das almas ou da propagação da fé, seremos obrigados a cumprir, sem deturpações ou desculpas, imediatamente e assim que estiver do nosso lado, para onde quiser nos enviar ou para Turcos, ou para os novos mundos, ou entre os luteranos, ou para qualquer outra terra de fiéis ou infiéis […] Este voto pode nos dispersar pelas várias partes do mundo. “ Santo Inácio também insistiu particularmente na prevalência da caridade, como mostra este artigo, coletado nas páginas dos Defensores da Fé : “Tome muito cuidado em pregar a verdade de tal maneira que, se houver um herege entre os ouvintes, será um exemplo de caridade e moderação cristã. Não use palavras duras nem mostre desprezo por seus erros. “ A defesa da fé que os primeiros jesuítas realizaram foi de particular importância no momento em que a Igreja Católica estava enfrentando a propagação do protestantismo. Entre as contribuições da ordem durante esse período está a abertura do Collegio Romano e do Collegium Germanicum em Roma. Este último se tornou um verdadeiro bastião de treinamento com a participação de estudantes dos países aos quais a Reforma havia chegado. Séculos mais tarde, o cardeal arcebispo de Westminster, Henry Edward Manning, descreveu a atuação da Companhia de Jesus naquele tempo, conforme registrado por Charles P. Connor em seu trabalho: “A Companhia de Jesus era exatamente o que era necessário no século 16 para combater a Reforma. Revolução e desordem eram as características da Reforma. A Companhia de Jesus foi caracterizada pela obediência e pela maior coesão. […] Os jesuítas atacaram, rejeitaram e derrotaram a revolução de Lutero e, com sua pregação e direção espiritual, reconquistaram almas, porque pregavam apenas Cristo e Cristo crucificado. Essa foi a mensagem da Companhia de Jesus e, com ela, ele mereceu e obteve a confiança e a obediência das almas.” Traduzido de Infovaticana.com
- Defensores da fé: Santo Inácio e a contra-reforma
Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero pregou suas famosas noventa e cinco teses na porta da Catedral de Wittenberg, em uma ação que tradicionalmente é considerada o início da Reforma Protestante. Em resposta ao protestantismo e aos problemas que ele colocava, a Igreja iniciou o que era conhecido como Contra-Reforma. Um dos frutos dessa renovação foi o estabelecimento da Companhia de Jesus, fundada por Santo Inácio de Loyola. É assim que o padre Charles P. Connor explica isso em seu livro Defenders of the faith , no qual apresenta algumas das grandes figuras da História da Igreja que se tornaram baluarte da fé. O fundador da Companhia de Jesus nasceu em 1491 no castelo Loyola, em Azpeitia. Um homem dado na juventude às vaidades do mundo e dedicado ao exercício de armas impulsionado por um forte desejo de ganhar honra, foi forçado a abandonar a vida militar depois de ser ferido no campo de batalha. Por causa dessa lesão, por semanas ele permaneceu convalescente no castelo de Loyola. Nesse período, ele abordou a leitura da vida de Cristo e dos santos. Essas histórias o levaram a pensar sobre o significado de sua vida e a fome de Deus começou a tomar conta dele. Depois de um tempo, ele decidiu fazer uma peregrinação ao santuário de Nossa Senhora de Montserrat e depois à Terra Santa. Em seu retorno, ele estudou em Barcelona, Alcalá e, finalmente, na Universidade de Paris. Entre seus companheiros na época estavam alguns dos membros mais importantes da futura Companhia de Jesus: Francisco Javier, Fabro, Laínez, Salmerón, Rodrigues e Bobadilla. Eles formariam o primeiro grupo de jesuítas, defensores da fé em tempos de heresia. Em 15 de agosto de 1534, festa da Assunção da Virgem, esses homens professaram seus votos na capela de Saint Denis, na colina de Montmartre, em Paris. Eles também decidiram naquela época, como declarado nas páginas dos Defensores da Fé , que se alguém lhes perguntasse o nome de sua associação, eles responderiam que pertenciam à Companhia de Jesus porque estavam determinados a lutar contra o erro sob a bandeira de Cristo. . Da mesma forma, Santo Inácio queria que os membros da Sociedade se comprometessem a colocar-se a serviço do Santo Padre, prontos para ir a qualquer canto do mundo para levar o Evangelho: “Tudo o que Sua Santidade nos enviar a respeito do benefício das almas ou da propagação da fé, seremos obrigados a cumprir, sem deturpações ou desculpas, imediatamente e assim que estiver do nosso lado, para onde quiser nos enviar ou para Turcos, ou para os novos mundos, ou entre os luteranos, ou para qualquer outra terra de fiéis ou infiéis […] Este voto pode nos dispersar pelas várias partes do mundo. “ Santo Inácio também insistiu particularmente na prevalência da caridade, como mostra este artigo, coletado nas páginas dos Defensores da Fé : “Tome muito cuidado em pregar a verdade de tal maneira que, se houver um herege entre os ouvintes, será um exemplo de caridade e moderação cristã. Não use palavras duras nem mostre desprezo por seus erros. “ A defesa da fé que os primeiros jesuítas realizaram foi de particular importância no momento em que a Igreja Católica estava enfrentando a propagação do protestantismo. Entre as contribuições da ordem durante esse período está a abertura do Collegio Romano e do Collegium Germanicum em Roma. Este último se tornou um verdadeiro bastião de treinamento com a participação de estudantes dos países aos quais a Reforma havia chegado. Séculos mais tarde, o cardeal arcebispo de Westminster, Henry Edward Manning, descreveu a atuação da Companhia de Jesus naquele tempo, conforme registrado por Charles P. Connor em seu trabalho: “A Companhia de Jesus era exatamente o que era necessário no século 16 para combater a Reforma. Revolução e desordem eram as características da Reforma. A Companhia de Jesus foi caracterizada pela obediência e pela maior coesão. […] Os jesuítas atacaram, rejeitaram e derrotaram a revolução de Lutero e, com sua pregação e direção espiritual, reconquistaram almas, porque pregavam apenas Cristo e Cristo crucificado. Essa foi a mensagem da Companhia de Jesus e, com ela, ele mereceu e obteve a confiança e a obediência das almas.” Traduzido de Infovaticana.com
- SÃO TOMÁS DE AQUINO E O DIREITO À REVOLUÇÃO – Alexandre Correia
É questão controvertida, já há séculos, a de saber-se se devem os súditos obediência a um poder civil que, exorbitando das suas funções constitucionais, se torna despótico e tirânico, alheando-se do bem comum, que tem por dever promover e realizar. Contra uma tirania, individual ou oligárquica, que busca unicamente o bem próprio, em detrimento do bem social e dos direitos do cidadão, será lícito reagir? Pois, leis manifestamente injustas não deixam por isso mesmo de ser leis, perdendo, portanto, a prerrogativa de exigir o acatamento por parte do governador? Não haverá um “direito de revolução” para obviar a tão calamitosa Iniquidade? Desejamos aqui, resumidamente e sem entrar em longas controvérsias, apenas expor o pensamento, sobre esse assunto, de um dos máximos doutores da Igreja — S. Tomás de Aquino. Ele se encontra sobretudo em vários lugares da Summa Theológica e do seu interessantíssimo opúsculo, de Regimine Principum, isto é, Da autoridade dos chefes. Ambas essas obras se acham traduzidas em português e ambas acompanhadas do texto latino, podendo portanto ser facilmente consultadas pelo leitor interessado. Além disso é bastante vasta a bibliografia moderna sobre o assunto. Vamos nos limitar aqui a expor unicamente o pensamento do Doutor Angélico, como se encontra nas obras citadas. Tomás começa por conceituar o que se deve entender por leis injustas (Summa Theológica 1.2.9.96.a/4, C). As leis podem ser injustas, “pelo fim; como quando um chefe impõe leis onerosas aos súditos, não pertinentes à utilidade pública, mas antes, à cobiça ou à glória própria deles; ou também pelo autor delas, quando impõe leis que ultrapassam o poder que lhe foi conferido; ou ainda pela forma, por exemplo, quando impõe ónus desigualmente ao povo, ainda que elas se ordenem para o bem comum. E estas são, antes, violências que leis; pois, como diz Agostinho, não se considera lei o que não for justo. Por onde, tais leis não obrigam no foro da consciência, salvo talvez para evitar escândalos ou perturbações, por causa do que o homem deve ceder mesmo do seu direito, segundo a Escritura: E se qualquer te obrigar a ir carregando mil passos, vai com ele ainda mais outros dois mil; e ao que tirar-te a tua túnica, larga-lhe também a capa (Mat. 5, 40-1). — De outro modo as leis podem ser injustas por contrariedade com o bem divino. Tais as leis dos tiranos, obrigando à idolatria, ou ao que quer que seja contra a lei divina. E tais leis de nenhum modo se devem observar, porque, como diz a Escritura, importa obedecer antes a Deus que aos homens (AJ.V, 29)”. O regime das “leis” injustas é o domínio da tirania. S. Tomás nutre uma verdadeira aversão pela sinistra figura do tirano, tomando este vocábulo no sentido de usurpador da autoridade legítima (tyrannus in titulo); ou no de um chefe legítimo, que acabou degenerando em despótico regente (tyrannus in regimine). Eis como ele pinta a tirania no seu De r.p. (I, X): o tirano funda o seu poder no temor que procura infundir no povo, que logrou escravizar (Cf. o regime hitleriano ou o russo…). “Ora, (aqui traduzimos literalmente) fundamento muito débil é o temor; pois, os por ele subjugados, desde que possam impunemente libertar-se, insurgem-se contra a tirania; e tanto mais ardentemente quanto mais foram coagidos contra a vontade, pelo temor; assim, a água represada pela violência jorra mais impetuosa quando alguma saída se lhe oferece. Além disso, o recurso ao temor não é isento de perigos, porque o seu excesso leva muitos ao desespero. Ora, o desespero da salvação precipita na busca de qualquer meio para salvar-se. Por isso, o domínio tirânico não pode ser de longa duração; pois, o odioso a todo o povo não logra perdurar, nem pode sustentar-se o que repugna a vontade de todos”. E ainda noutro lugar do mesmo opúsculo (Cap. II): “O péssimo dos regimes é a tirania. E isso claramente o verá quem considerar os males dela provenientes; pois, quando o tirano, postergado o bem comum, busca o bem próprio, resulta por consequência que grava os súditos de muitos modos, conforme as diversas paixões que lhe infestam a alma na procura dos bens que cobiça… Não haverá então nenhuma segurança, tudo é incerto quando despreza o direito; nem permanece firme nada, quando tudo depende da vontade alheia, para não dizer da cobiça. Para manter-se no poder o tirano “semeia a discórdia entre os súditos e alimenta a já existente, procurando destruir o que leva os homens a se harmonizarem entre si”. E é, pois, natural que os que vivem sob a pressão do temor degenerem para um caráter servil, tornem-se pusilânimes e incapazes de uma atividade viril e nobre; assim o confirma a experiência, nos países que vegetaram longamente sob a tirania. E nada há nisso para admirar, pois, quem governa ao sabor das suas paixões em nada difere da “besta”, como lá diz Salomão (Prov 28,15): “Leão a rugir e urso famélico é o chefe ímpio a governar um povo pobre. Por isso os homens fogem dos tiranos como de bestas cruéis; porque o mesmo é sujeitar-se a um tirano, que se deixar subjugar por um animal feroz”. (Leia-se o mais do cap., que vamos citando). Fizemos essas citações bastante longas porque queremos pôr o texto mesmo de S. Tomás perante os olhos do leitor. E ainda continuaremos a parafrasear ou mesmo traduzir outros lugares das suas obras. Assim, num trecho admirável de independência intelectual e de limpidez de raciocínio, pergunta ele se será crime de sedição o procurar resistir ao tirano. Porque não há dúvida que diante de tão dolorosa situação S. Tomás admite, como logo veremos, a resistência. Mas, perguntamos, será essa resistência uma sedição? Escute o leitor o que está na Summa Thelógica (2ª, 2ª; q. 43 ad 3um), que traduzimos literalmente. “O regime tirânico não é justo por ordenar-se, não ao bem comum, mas ao bem privado do chefe… E portanto resistir a esse regime não constitui sedição, salvo se se proceder de maneira tão desordenada, que o povo venha a sofrer maior dano dessa resistência do que o que sofre sob o regime tirânico. Nesse regime o verdadeiro sedicioso é o tirano (grifo nosso), que alimenta discórdias e sedições no seio do povo que lhe está sujeito, para mais seguramente dominar. E nisso mesmo consiste a tirania — em ordenar-se ao bem próprio dos que governam, em detrimento do bem público”. Não havendo, pois, o crime de sedição, a resistência é legítima. Não pretendemos entrar aqui (o que nos levaria demasiado longe, para um simples artigo de jornal) nas distinções entre resistência ativa (armada) e passiva; nem se deve ela processar-se por iniciativa privada ou por autoridade pública; como também deixamos de parte a questão do tiranicídio. Pois é apenas nosso intento, expor, nos seus elementos fundamentais o autêntico pensamento de S. Tomás sobre o que modernamente se chama o “direito de revolução”. Sobre a sua legitimidade não paira a mínima dúvida. Vejam-se ainda os seguintes lugares da Summa Theologica. Assim (2ª, 2ª, q. 104 ad 3um): “Aos chefes civis estamos obrigados a obedecer apenas na medida em que a ordem da justiça o exige. E portanto quando o governo não for justo, mas usurpado, ou se se ordenarem prescrições injustas, os súditos não estão obrigados a obedecer, salvo per accidens, para evitar escândalo ou perigos” — E ainda o incisivo texto de ibid. 9.6. art. 4.c: “a condenação injusta de alguém é comparável à violência praticada por ladrões… E, pois, assim como é lícito resistir aos ladrões, também o é, em tal caso, os maus chefes, salvo para evitar escândalo ou por se temerem graves turbações de ordem social”. Não é caso de legítima defesa resistir ao ataque de ladrões? Por que, com maioria de razão, deixaria de sê-lo resistir às truculências e iniquidades do tirano?!… Mas S. Tomás é o gênio da ordem e da prudência. Por isso cerca esse inegável direito de resistência ao tirano, mas de exercício perigoso, de determinadas condições que o tornem eficaz, sem ser temerário. 1 – A tirania deve ser realmente insuportável. E isso melhor se sente do que pode assentar-se pelo raciocínio; sobretudo se as “classes conservadores”, que nada lucram com comoções intestinas, que procuram sempre evitar, são as que, contudo, reconhecem a existência de uma insuportável tirania. Porque se ela realmente não o for, melhor é obtemperar e procurar meios pacíficos de contorná-la. “Melhor é tolerá-la por algum tempo assim como ela se manifesta, algo remissa, do que enredar-se a gente nos muitos perigos que acarreta uma oposição ao tirano, perigos que seriam então mais graves que a própria tirania”. (De R.P., Cap. VI, III). É uma obediência per accidens, como já vimos. 2 – A resistência deve oferecer muito fundada garantia de triunfar, do contrário, “poderia acontecer que os que se levantaram contra o tirano, incapazes de triunfar, tornem o tirano, assim provocado, inda mais truculento” (ibid.). 3 – Mesmo porém que a revolução viesse a triunfar, “poderia provocar” gravíssimas dissenções no seio do povo, ainda no processo revolucionário ou depois, ocasionando a formação de partidos a se digladiarem pela posse do poder, dissenções que conduziriam a uma situação pior que a do regime tirânico deposto. Sem contar que essas dissenções poderiam degenerar numa cruenta “guerra civil”, causadora de ruínas materiais e espirituais de tal envergadura que não compensariam a deposição do tirano. Vitória de Pirro! E comenta com graça S. Tomás repetindo o que leu em Valério Máximo (VI, II, 2). “Por isso outrora quando em Siracusa todos desejassem a morte do tirano Dionísio, uma certa velhinha continuamente rogava que ficasse incólume e sobrevivesse. Sabendo disso o tirano, perguntou-lhe por que procedia assim. Ao que ela respondeu: quando eu era menina e sofremos as exações de um duro tirano, desejava-lhe a morte. Ora, trucidado ele, sucedeu-lhe outro ainda pior; e eu também desejava ardentemente que lhe acabassem a dominação. E então começamos a ter a ti como tirano ainda mais duro que os outros. Donde concluo, que se te matarem, ainda um pior te sucederá”. Se, pois, todas essas condições se realizarem não há dúvida que para S. Tomás, é legítimo o “direito de revolução”, e o seu exercício. Poderíamos ainda completar as vistas de S. Tomás pelo assentimento de vários autores modernos, católicos e não católicos. Dentre os primeiros, está o eminente prof. da Universidade de Lille, [Gabriel de la Broüe] Marquês de Vareilles-Sommières, na obra retrocitada, cujo cap. XXIX é um estudo notável, que faz o “cerco” completo do assunto e responde, em largo debate, às objeções em contrário. Note-se o sabor moderno do que se lê no nº 18, pág. 259, desse estudo, que traduzo à guisa de conclusão. Quando “a soberania se acha dividida pelas leis constitucionais entre várias pessoas físicas ou morais; por exemplo, entre uma câmara, um senado e um rei; e quando uma delas ultrapassa as barreiras que lhe delimitam a parte do poder que lhe compete e usurpa o restante da soberania, total ou parcialmente, então os demais detentores parciais da soberania e os súditos têm o direito de exigir pela força (grifo meu) o respeito da constituição”. Quem sabe lá se não haverá, por esse vasto e conturbado mundo moderno, alguma aplicação de tão sábios quão justos princípios! (Revista Convivium, junho de 1964, p. 77-81)
- A arqueologia e a torre de Babel
A construção da Torre de Babel é uma das passagens mais curiosas e conhecidas de toda a Bíblia, que durante muito tempo foi alvo de críticas e desconfiança se de fato aquela narrativa havia acontecido. Mas descobertas arqueológicas, cada vez mais, tem ajudado a entender melhor a narrativa bíblica e demonstrar a veracidade de diversas histórias, dentre elas o episódio da Torre de Babel. O Contexto bíblico Após o dilúvio, Deus ordenou que o homem se espalhasse e povoasse a terra (Gen 9:7). Mas contrariando a ordem de Deus, aquela população, os descendentes de Noé, resolveu se unificar, edificando uma cidade na planície de Sinar (Suméria). A cidade de Babel foi fundada por Ninrode, que também fundou as cidades de Ereque, Acade e Calné. Ele é um personagem bíblico descrito como o primeiro poderoso na terra (Gen 10:8) No mundo pós-dilúvio, todo falavam a mesma língua (Gen 11:1), e movidos pelo sentimento de eternizar seus nomes (v.4), e alcançar “o cume dos céus”, começaram a construir a Torre de Babel, para evitar serem espalhados pela terra. E devido a essa desobediência, Deus “confundiu” a língua daquele povo (v.7) e os espalhou pela face da terra , conforme seu propósito inicial (v.8). O contexto histórico da Suméria Na região da Suméria, junto aos templos das cidades, homenageando o seu deus patrono, eram erigidas enormes torres em forma piramidal chamadas zigurates. Os zigurates eram para os sumérios como uma espécie de link entre o céu e a Terra. Como torre, e mais tarde como torre-templo, o zigurate se espalhou pela Babilônia, e se tornou apresentação característica de arquitetura eclesiástica na Mesopotâmia. Estela de Ur Nammu, sugere a construção de uma torre templo (zigurate). O rei é visto carregando um cesto, ajudando o povo também no topo adorando o deus Lua. Quase 30 zigurates foram descobertos na área Mesopotâmia por arqueólogos. O professor Andrew George, da Universidade de Londres, conseguiu decifrar uma tabuleta cuneiforme encontrada há mais de 100 anos atrás, que mostra a figuras dos zigurates. A imagem mostra a figura de um zigurate, uma torre babilônica, com sete degraus e 91 metros da altura. Ao lado, rei com um chapéu em forma de cone. O texto traz detalhes sobre a construção, encomendada por Nabucodonosor II. “Ali se lê: ‘do Mar Superior, que é o Mediterrâneo, ao Mar Inferior, que é o Golfo Persa, das terras distantes e das pessoas em suas habitações, eu mobilizei para fazer este prédio'”, afirma George. ” A tabuleta comprova que a Torre de babel não é apenas uma passagem bíblica e sim uma torre que realmente existiu.” Como a Torre de Babel se pareceria/ Linhas destacadas digitalmente. (Smithsonian Museum) Babel, em hebraico, significa “confusão”, mas que vem do acadiano bab-ilu que quer dizer “portal de Deus”, devido a essa ligação com o divino. Com isso, seus construtores queriam dizer que, enquanto os deuses menores usavam os zigurates locais para se comunicar com o povo, o chefe de todos os deuses usava o zigurate de Babel para descer à Terra. Portanto, todos os povos deveriam estar ali para adorá-lo, mesmo que fossem devotos de outro deus local, pois sua religiosidade pessoal não permitiria se ausentarem desta grande coletividade ecumênica que traria a paz e a união na terra do Crescente Fértil. Em 1872, George Smith, pesquisador do Museu Britânico, descobriu um tablete cuneiforme que trazia o seguinte relato acerca da edificação de um zigurate que provavelmente poderia ser a torre erguida por Ninrode: “A edificação desta torre ofendeu todos os deuses. Numa noite, eles [deitaram abaixo] o que o homem havia construído e impediram o seu progresso. Eles [os construtores] foram espalhados e sua língua se tornou estranha.” Novamente a arqueologia encontrou uma evidência do relato bíblico, dessa vez da confusão das línguas ocorrida em Babel. Mesmo apesar de alguns críticos se levantarem contra as conclusões, especialistas como E. A. Speiser e S. N. Kramer, da Universidade da Pensilvânia, após estudarem profundamente os tabletes, concluíram que a narrativa da torre de Babel “tem uma demonstrável fonte na literatura cuneiforme”. Um outro fragmento de tablete foi descoberto posteriormente, contendo 27 linhas. Quem o copiou e traduziu foi o assiriólogo de Oxford, Oliver Gurney. O texto é parte de uma carta endereçada ao “senhor de Arrata”. O desconhecido remetente solicita ao rei que lhe permita ser seu vassalo, pois os tempos estavam muito difíceis. Ele, então, relembra ao monarca que houve uma era de ouro na Mesopotâmia em que havia “harmonia nos idiomas da Suméria” e “todo o universo, em uníssono [adorava] a Enlil em uma só língua…” Vários zigurates parcialmente preservados foram localizados na região do Iraque. Muitos deles datam de mais de 2.000 anos antes de Cristo e podem ter sido construídos nos dias de Ninrode. Pelo relato bíblico em Gênesis 11, possivelmente Babel foi a primeira sede do governo de Ninrode, e onde seu reino teve início. Interessante também notar, que muitos tijolos encontrados no zigurates sumerianos são queimados e colados com betume, justamente como a Bíblia descreve o processo de construção da torre em Gênesis 11:3. O que podemos aprender com essas evidências? A narrativa bíblica possui um fundamento consistente, apoiado por descobertas arqueológicas que fornecem um panorama histórico muito interessante. A construção de estruturas para alcançar os deuses e posterior confusão de línguas não é somente relatada nas Escrituras, mas também em outras culturas, como na Suméria. A narrativa da construção da torre de Babel não é uma invenção bíblica, mas possui fundamentação histórica que corresponde com as evidências conhecidas. Referências: Extraído e adaptado de: SILVA, Rodrigo. Escavando a verdade p.72-76 Outras fontes: https://archive.archaeology.org/1103/letter/american_soldier_ur_iraq.html Michael David Coogan, Bruce Manning Metzger – The Oxford guide to people and places of the Bible-Oxford University Press (2004) Matéria mais abrangente sobre o assunto (em inglês): https://christiananswers.net/q-abr/abr-a021.html#ref2
- A CHINA E A POLÍTICA NEO-MALTHUSIANA DO FIHO ÚNICO – Marco Respinti
Há uma coisa horrorosa que ainda não indignou as consciências o suficiente: a política de “filho único”, com a qual Pequim violenta os casais chineses, impondo-lhes o aborto após o nascimento do primogênito. A lei moral, de fato, proíbe o aborto e a lei positiva deveria fazer o mesmo; mas se já realiza o mal ao apresentá-lo como um “direito”, comete um duplo delito quando o impõe. É precisamente essa constatação que deveria unir aqueles que lutam contra o aborto como “direito” e aqueles que lutam contra imposições liberticidas. Infelizmente, no entanto, esse nem sempre é o caso, e, assim, muitos defensores dos direitos humanos param no limiar do aborto, defendendo antes a morte do que a vida, assim como certos defensores da dignidade humana param no limiar da Grande Muralha chinesa, com medo de resvalar pela política. Mas é precisamente o caso chinês que anula a distinção ilusória entre moral e política. Já existe, atualmente, uma razoável literatura sobre essa torpeza da China. Há até um documentário gratuito no Amazon Prime, One Child Nation, que, entre outras coisas, lembra duas grandes verdades, uma histórica e outra bem atual. A histórica é que a política de “filho único” foi imposta pelo Partido Comunista Chinês em 1979, oficialmente incluída na Constituição chinesa em 1982 e concluída por decreto em 2015. A atual é que, desde então, o PCC simplesmente transformou a política do aborto compulsório, passando do “filho único” aos “dois filhos únicos”. E é aqui que entra em cena um preciosíssimo relatório recém-publicado pelo Cato Institute de Washington. Intitulado Neo‐Malthusianism and Coercive Population Control in China and India: Overpopulation Concerns Often Result in Coercion (Neo-Malthusianismo e Controle Coercitivo da População na China e na Índia: preocupações com a superpopulação geralmente terminam em coerção”), o relatório documenta a “Emergência” nacional, motivada por medo de superpopulação, declarada pela então primeira-ministra indiana Indira Gandhi (1917-1984), que “[…] suspendeu as liberdades civis e tornou obrigatória a esterilização em grande escala entre 1975 e 1977”; e a catástrofe chinesa, com “mais de […] 300 milhões de mulheres, nas quais […] implantes intra-uterinos só podiam ser extraídos por cirurgia, além de 100 milhões de esterilizações e mais de 300 milhões de abortos” (no documentário One Child Nation, há quadros de um vídeo de propaganda transmitido pela televisão estatal chinesa, em 1998, que afirma que a política do filho único evitou o nascimento de 338 milhões de crianças chinesas. Isto somente em 1998). Agora, a importância do relatório do Instituto Cato é decisiva por pelo menos três razões. Em primeiro lugar, não foi produzido num ambiente particularmente pró-vida. O Cato, fundado em 1974, é um think tank de matriz libertária que coloca no centro de tudo a ideia de que a liberdade do indivíduo e dos mercados é a chave para a coexistência pacífica entre as pessoas. Afinal, a autora do relatório é Chelsea Follett, chefe do humanprogress.org, um projeto editorial da Cato do tipo “humanístico”. Em segundo lugar, a política chinesa de aborto tem a ver com suas causas ideológicas e o alarme, lançado entre as décadas de 1960 e 1970, sobre a chamada “Bomba P” (em que “P” significa “população”). Na época, a principal organização alarmista era o Clube de Roma, com sede em Winterthur, na Suíça. Em 1972, ele produziu The Limits to Growth, o livro-arma que desencadeou aquilo que seus críticos chamariam de “neo-malthusianismo”. O neologismo deriva do nome do economista inglês Thomas Robert Malthus (1766-1834), que estava convencido de que os recursos naturais da Terra são muito escassos e imporiam o planejamento demográfico do planeta. Mas a verdade é que Malthus errou os cálculos; a escassez sempre foi uma precursora de bem sucedidas inovações; e o economista inglês, que foi pároco da Igreja Anglicana em Surrey, nunca pregou nem aborto nem esterilização, mas castidade e continência. O neo-malthusianismo fez o seu caminho. Depois do Clube de Roma, alojou-se no Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA). Foi de fato esse órgão que criou, em 1983, o “Prêmio da População” para os mais destacados no esforço para reduzir a humanidade. O primeiro vencedor, lembra Follett, foi precisamente Indira Gandhi. Follett menciona o desembarque do neo-malthusianismo na China em 1978, quando Song Jian acendeu-se de “fervor messiânico” pelo controle demográfico, durante uma viagem que fez ao norte da Europa. Nascido em 1931, Jian é um engenheiro aeroespacial, ainda vivo, que ocupou vários cargos públicos no campo da indústria aeroespacial chinesa e da tecnologia estatal, tendo sido de 1968 a 1988 membro do Conselho de Estado, o órgão executivo do governo. Tradutor em chinês mandarim da literatura do Clube de Roma (mas não de seus desmascaradores), “calculou o tamanho ideal da população chinesa entre 650 e 700 milhões de pessoas, ou seja, entre 280 e 330 milhões a menos do que era na época”. A terceira razão, que torna notável o relatório do Cato Institute, procede da falsa abertura de 2015, quando Pequim adotou a nova política, mas “ainda justificada em termos neo-malthusianos”, diz Follett. Para entendê-lo adequadamente, é necessário lembrar que a adoção parcial, na China, de uma técnica econômica baseada nos sistemas de mercado e desejada pelos “reformistas” pós-maoístas (entre os quais os massacradores da Praça Tiananmen em 1989) foi ditada pelas condições lamentáveis em que Mao Tsé-Tung (1893-1976) havia deixado o país; por exemplo, o de querer transformar em um tempo muito curto um país agrícola em uma potência industrial maior que seus antagonistas ocidentais. Dos expurgos sangrentos e das imensas carestias do maoísmo, surgiu o casamento entre o neo-malthusianismo ocidental e a necessidade de recriar o regime em uma espécie de perestroika, desta vez bem-sucedida, na qual a redução da população teve um papel decisivo. Portanto, foi apenas a vontade de manter em equilíbrio o sucesso parcial desse esforço titânico, que substituiu a política do “filho único” pela do “dois filhos únicos”. Follett sugere que Pequim também poderia, em um futuro não muito distante, liberalizar a política de nascimentos, tanto que, ao contrário do que ocorreu em tempos passados, no Congresso Nacional do Povo, realizado de 22 a 28 de maio, não houve menção ao controle demográfico. O dia em que isso acontecer será abençoado, mas, enquanto o critério político chinês continuar sendo o neo-malthusianismo, o aborto estatal retornará rapidamente, caso se torne “necessário”. Sempre com um número muito alto de indignados em meio expediente… ttps://lanuovabq.it/it/svelata-la-politica-neo-malthusiana-del-figlio-unico
- Seminário é fechado devido a recusa do clero em obrigar os fiéis a receber a Comunhão na mão
“Fiéis têm direito de receber comunhão na boca.” O porta-voz da diocese argentina de San Rafael explicou que a decisão de encerrar o seminário foi tomada pela Santa Sé devido à “desobediência” da maioria dos padres do seminário de San Rafael, recusando-se a dar a comunhão apenas na mão como ele havia decidido seu bispo. O clero afirma que os fiéis têm o direito de receber a comunhão na boca. Em declarações à TVA El Nevado , o Padre Antonio Álvarez, assegurou que a Congregação para o Clero decidiu encerrar o seminário da diocese de San Rafael devido à indisciplina de grande parte dos padres diocesanos ao recusar-se a compelir o fiéis a receber a comunhão na mão, conforme ordenado pelo bispo, dom Eduardo María Taussig, na ocasião da pandemia de Covid-19. Essa indisciplina generalizada tornaria impossível encontrar formadores adequados para o seminário entre o clero . Daí o fechamento. Um dos padres, que por razões óbvias preferiu permanecer anônimo, explicou a Los Ande a posição de seus colegas sacerdotes: “ Não é desobediência à Igreja, porque a Igreja universal permite que os fiéis recebam comunhão na boca ou na mão; é seu direito e não pode ser negado . E existem maneiras de cumprir a parte da saúde sem comprometer esse direito. É contra uma ocorrência dele (ndr o bispo) » Assista: Traduzido de InfoCatólica #Comunhãonaboca #ComunhãonaMão
- Seminário é fechado devido a recusa do clero em obrigar os fiéis a receber a Comunhão na mão
“Fiéis têm direito de receber comunhão na boca.” O porta-voz da diocese argentina de San Rafael explicou que a decisão de encerrar o seminário foi tomada pela Santa Sé devido à “desobediência” da maioria dos padres do seminário de San Rafael, recusando-se a dar a comunhão apenas na mão como ele havia decidido seu bispo. O clero afirma que os fiéis têm o direito de receber a comunhão na boca. Em declarações à TVA El Nevado , o Padre Antonio Álvarez, assegurou que a Congregação para o Clero decidiu encerrar o seminário da diocese de San Rafael devido à indisciplina de grande parte dos padres diocesanos ao recusar-se a compelir o fiéis a receber a comunhão na mão, conforme ordenado pelo bispo, dom Eduardo María Taussig, na ocasião da pandemia de Covid-19. Essa indisciplina generalizada tornaria impossível encontrar formadores adequados para o seminário entre o clero . Daí o fechamento. Um dos padres, que por razões óbvias preferiu permanecer anônimo, explicou a Los Ande a posição de seus colegas sacerdotes: “ Não é desobediência à Igreja, porque a Igreja universal permite que os fiéis recebam comunhão na boca ou na mão; é seu direito e não pode ser negado . E existem maneiras de cumprir a parte da saúde sem comprometer esse direito. É contra uma ocorrência dele (ndr o bispo) » Assista: Traduzido de InfoCatólica #Comunhãonaboca #ComunhãonaMão
- UM DURÍSSIMO PROBLEMA MORAL
Se Deus não existe, tudo é permitido: bons fins podem tranquilamente, nas mentes batidas pelos ventos do niilismo, justificar os meios mais torpes. Um exemplo são vacinas e outros medicamentos feitos com órgãos de fetos abortados voluntariamente (que, dizem, seriam mais saudáveis que fetos abortados espontaneamente). E o que é ainda mais tétrico: abortados ainda com vida e nas melhores condições possíveis, pois com o coração ainda batendo é maior o aproveitamento dos órgãos, que são enviados imediatamente aos laboratórios. Há perguntas que seria melhor nem fazer. Como esta, por exemplo: quantas mães teriam lucrado com esses abortos voluntários dos próprios filhos? Fala-se de documentos comprovando essas operações comerciais, hoje em mãos do FBI e Congresso Nacional dos EUA. Só a Planned Parenthood (que se deu mal na administração Trump) teria produzido perto de 330.000 abortos dessa espécie por ano. Os minibebês eram estraçalhados e suas partes vendidas a mais de 300 dólares cada uma. Esse negócio sujo, que envolve a indústria farmacêutica, clínicas de aborto e mães pós-modernas, acaba também, por tabela, nos envolvendo a todos — sobretudo agora, com o corre-corre dos laboratórios atrás da vacina anti-covid-19 —, quando nos defrontamos com um duríssimo problema moral: é lícito ou não, para salvar a própria pele, usar um remédio feito em condições tão imorais?
- Análise: 152 Bispos da ala esquerdista da CNBB atacam o Governo
Com inveja da vergonha promovida pelo STF, 152 Bispos da CNBB resolveram fazer uma versão eclesiástica do ultrapassado “Ele Não” e escreveram um manifesto contra o Governo Bolsonaro. Veja aqui uma análise detalhada do que significa a carta. Clique aqui e assista a análise deste lamentável episódio, versão Clique aqui para assistir no youtube Quem são os bispos Signatários do manifesto? Um entusiasta da tal carta escrita pela ala podre da CNBB publicou em seu perfil do facebook uma lista com os supostos nomes dos firmatários. A principal incongruência da lista é que a mesma anuncia 152 nomes, tal como noticiado pela Folha, mas, na contagem nome por nome, aparecem apenas 126. O que aconteceu com os demais? Por que não fizeram uma publicação oficial com a lista completa dos firmatários? Continuarão eles escondidos covardemente? Precisamos saber quem são para que o povo tenha um mapa exato do esquerdismo do episcopado brasileiro. É importante que todos busquemos denunciar os envolvidos à Nunciatura Apostólica para que a Igreja não seja responsabilizada pela atuação de militantes políticos dentro da Igreja. Nunciatura apostólica da Santa Sé em Brasília, Brasil ENDEREÇO: Avenida das Nações, lote no. C.P. 07-0153. CEP 70359-970 Brasilia, DF. Brasil . TELEFONE: (+55) (61) 3223 0794. E-MAIL: nunapost@solar.com.br. Lista vazada de 126 signatários (dos 152) do manifesto “CARTA AO POVO DE DEUS“ feito pela ala esquerdista da CNBB. Se algum nome estiver na lista do modo equivocado estaremos prontos a corrigir Dom Adolfo Zon Pereira, SX, bispo de Alto Solimões, AM. Dom Adriano Ciocca Vasino, bispo prelado de São Félix do Araguaia, MT. Dom Ailton Menegussi, bispo de Crateús, CE. Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém, PA. Dom Aldemiro Sena dos Santos, bispo de Guarabira, PB. Dom André Marie Gerard Camilla de Witte, bispo emérito de Ruy Barbosa, BA. Dom Angélico Sandalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau, SC. Dom Antônio Carlos Cruz Santos, MSC, bispo de Caicó, RN. Dom Antônio Carlos Félix, bispo de Governador Valadares, MG. Dom Antônio Celso de Queirós, bispo emérito de Catanduva, SP. Dom Antônio de Assis Ribeiro, SDB, bispo auxiliar de Belém, PA. Dom Armando Bucciol, bispo de Livramento de Nossa Senhora, BA. Dom Armando Martin Gutiérrez, bispo de Bacabal, MA. Dom Arnaldo Cavalheiro Neto, bispo de Itapeva, SP. Dom Benedito Araújo, bispo de Guajará-Mirim, RO. Dom Bernardo Johannes Bahlmann, OFM, bispo de Óbidos, PA. Dom Carlo Ellena, bispo emérito de Zé Doca, MA. Dom Carlos Alberto Breis Pereira, OFM, bispo de Juazeiro, BA. Dom Carlos Verzeletti, bispo de Castanhal, PA. Dom Claudio Cardeal Humnes, OFM, arcebispo emérito de São Paulo, SP. Dom Cleonir Paulo Dalbosco, bispo de Bagé, RS. Dom Dario Campos, arcebispo de Vitória, ES. Dom Edilson Soares Nobre, bispo de Oeiras, PI. Dom Edivalter Andrade, bispo de Floriano, PI. Dom Edmilson Tadeu Canavarros dos Santos, SDB, bispo auxiliar de Manaus, AM. Dom Edson Taschetto Damian, bispo de São Gabriel da Cachoeira, AM. Dom Eduardo Vieira dos Santos, bispo auxiliar de São Paulo, SP. Dom Élio Rama, bispo de Pinheiro, MA. Dom Erwin Kräutler, bispo prelado emérito do Xingu, Altamira, PA. Dom Estevam dos Santos Silva Filho, bispo de Ruy Barbosa, BA Dom Eugênio Rixen, bispo de Goiás, GO. Dom Evaristo Pascoal Spengler, OFM, bispo prelado de Marajó, PA. Dom Fernando Barbosa dos Santos, CM, bispo prelado de Tefé, AM. Dom Fernando José Penteado, bispo emérito de Jacarezinho, PR. Dom Flávio Giovenale, bispo de Cruzeiro do Sul, AC. Dom Francisco de Assis Gabriel, CSsR, bispo de Campo Maior, PI. Dom Francisco Gabriel de Assis, bispo de Campo Maior, PI. Dom Francisco Lima Soares, bispo de Carolina, MA. Dom Gabriel Marchesi, bispo de Floresta, PE. Dom Geovane Luís da Silva, bispo auxiliar de Belo Horizonte, MG. Dom Getúlio Teixeira Guimarães, bispo emérito de Cornélio Procópio, PR. Dom Geremias Steinmetz, arcebispo de Londrina, PR. Dom Giovane Pereira de Melo, bispo de Tocantinópolis, TO. Dom Guido Zendron, bispo de Paulo Afonso, BA. Dom Guilherme Antônio Werlang, MSF, bispo de Lages, SC. Dom Gutemberg Freire Régis, CSsR, bispo emérito de Coari, AM. Dom Hernaldo Pinto Farias, SSS, Bispo de Bonfim, BA. Dom Irineu Andreassa, bispo de Ituiutaba, MG. Dom Irineu Roman, CSJ, arcebispo de Santarém, PA. Dom Itamar Vian, arcebispo emérito de Feira de Santana, BA. Dom Jacy Diniz Rocha, bispo de São Luiz de Cáceres, MT. Dom Jailton de Oliveira Lino PSDP, bispo de Teixeira de Freitas-Caravelas, BA. Dom Jaime Vieira Rocha, Arcebispo de Natal, RN. Dom Jesús María Cizaurre Berdonces, OAR, bispo de Bragança, PA. Dom Jesús María López Mauleón, OAR, bispo prelado do Alto Xingu, Tucumã, PA. Dom Jesus Moraza Ruiz de Azúa. bispo prelado Emérito de Lábrea, AM. Dom João Aparecido Bervamasco, SAC, bispo de Corumbá, MS. Dom João Muniz Alves, OFM, bispo do Xingu-Altamira, PA. Dom João Santos Cardoso, bispo de Bom Jesus da Lapa, BA. Dom João Justino de Medeiros Silva, arcebispo de Montes Claros, MG. Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte, MG. Dom Joaquim Pertiñez Fernandez, bispo de Rio Branco, AC. Dom José Alberto Moura, arcebispo emérito de Montes Claros, MG. Dom José Albuquerque de Araújo, bispo auxiliar de Manaus, AM. Dom José Altevir da Silva, CSSp, bispo de Cametá, PA. Dom José Antonio Peruzzo, Arcebispo de Curitiba, PR. Dom José Belisário da Silva, OFM, arcebispo de São Luís, MA. Dom José Benedito Cardoso, bispo auxiliar de São Paulo, SP. Dom José Carlos Brandão Cabral, bispo de Almenara, MG. Padre José Celestino dos Santos, administrador diocesano de Ji-Paraná, RO. Dom José Haring, bispo emérito de Limoeiro do Norte, CE. Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, SDV, bispo prelado de Itacoatiara, AM. Dom José Luiz Bertanha, SDV, bispo emérito de Registro, SP. Dom José Luiz Ferreira Salles, CSsR, bispo de Pesqueira, PE. Dom José Maria Chaves dos Reis, bispo de Abaetetuba, PA. Dom José Mario Stroeher, bispo emérito de Rio Grande, RS. Dom José Moreira da Silva, bispo de Januária, MG. Dom José Moreira de Melo, bispo emérito de Itapeva, SP. Dom José Reginaldo Andrietta, bispo de Jales, SP. Dom José Valdeci Santos Mendes, bispo de Brejo, MA. Dom Juarez Sousa da Silva, bispo de Parnaíba, PI. Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM, Arcebispo de Manaus, AM. Dom Limacêdo Antonio da Silva, bispo auxiliar de Olinda-Recife, PE. Dom Luís Ferrando Lisboa, bispo emérito de Bragança, PA. Dom Luís Flávio Cappio, OFM, bispo de Barra, BA. Dom Luiz Antônio Lopes Ricci, bispo de Nova Friburgo, RJ. Dom Luiz Demétrio Valentini, bispo emérito de Jales, SP. Dom Luiz Gonzaga Fechio, bispo de Amparo, SP. Dom Luiz Mancilha Vilela, arcebispo emérito de Vitória, ES. Dom Mariano Manzana, bispo de Mossoró, RN. Dom Manoel João Francisco, bispo de Cornélio Procópio, PR. Dom Manoel de Oliveira Soares Filho, bispo de Palmeiras dos Índios, AL. Dom Manoel Ferreira dos Santos Júnior, MSC, bispo de Registro, SP. Dom Marcos Marian Piatek, CSsR, Bispo de Coari, AM. Dom Mário Antônio da Silva, bispo de Roraima, RR. Dom Mário Pasqualotto, PIME, bispo auxiliar emérito de Manaus, AM. Dom Martinho Lammers, bispo emérito de Óbidos, PA. Dom Mauro Montagnoli, bispo de Ilhéus, BA. Dom Milton Kenan Júnior, bispo de Barretos, SP. Dom Neri José Tondello, bispo de Juína, MT. Dom Orlando Octacílio Dotti, OFM Cap, bispo emérito de Vacaria, RS. Dom Pedro Casaldáliga, bispo prelado emérito de São Félix do Araguaia, MT. Dom Pedro José Conti, bispo de Macapá, AP. Dom Philip Eduard Roger Dickmans, bispo de Miracema do Tocantins, TO. Dom Protógenes Luft, bispo de Barra do Garças, MT. Dom Roberto José da Silva, bispo de Janaúba, MG. Dom Romualdo Matias Kujawski, bispo de Porto Nacional, TO. Dom Roque Paloschi, arcebispo de Porto Velho, RO. Dom Santiago Sánchez Sebastián, bispo prelado de Lábrea, AM. Dom Sebastião Bandeira Coelho, bispo de Coroatá, MA. Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Caxias, MA. Dom Sérgio Eduardo Castriani, CSSp, arcebispo emérito de Manaus, AM. Dom Severino Clasen, OFM, bispo de Caçador, SC. Dom Sílvio Guterres Dutra, bispo de Vacaria, RS. Dom Tarcisio Scaramussa, SDB, bispo de Santos, SP. Dom Teodoro Mendes Tavares, bispo de Ponta de Pedras, PA. Dom Tommaso Cascianelli, CP, bispo de Irecê, BA. Dom Valdemir Ferreira dos Santos, bispo de Amargosa, BA. Dom Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R, bispo auxiliar de Belo Horizonte, MG. Dom Vilsom Basso, SCJ, bispo de Imperatriz- MA. Dom Vital Corbellini, bispo de Marabá, PA. Dom Vítor Agnaldo de Menezes, bispo de Propriá, SE. Dom Welington de Queiroz Vieira, bispo diocesano de Cristalândia, TO. Dom Wilmar Santin, OCarm, bispo prelado de Itaituba, PA. Dom Zanoni Demettino Castro, Arcebispo de Feira de Santana, BA. Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, CSsR, bispo prelado de Borba, AM. Leia a “Carta ao Povo de Deus” na íntegra: “Somos bispos da Igreja Católica, de várias regiões do Brasil, em profunda comunhão com o Papa Francisco e seu magistério e em comunhão plena com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que no exercício de sua missão evangelizadora, sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz. Escrevemos esta Carta ao Povo de Deus, interpelados pela gravidade do momento em que vivemos, sensíveis ao Evangelho e à Doutrina Social da Igreja, como um serviço a todos os que desejam ver superada esta fase de tantas incertezas e tanto sofrimento do povo. Evangelizar é a missão própria da Igreja, herdada de Jesus. Ela tem consciência de que “evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo” (Alegria do Evangelho, 176). Temos clareza de que “a proposta do Evangelho não consiste só numa relação pessoal com Deus. A nossa reposta de amor não deveria ser entendida como uma mera soma de pequenos gestos pessoais a favor de alguns indivíduos necessitados […], uma série de ações destinadas apenas a tranquilizar a própria consciência. A proposta é o Reino de Deus […] (Lc 4,43 e Mt 6,33)” (Alegria do Evangelho, 180). Nasce daí a compreensão de que o Reino de Deus é dom, compromisso e meta. É neste horizonte que nos posicionamos frente à realidade atual do Brasil. Não temos interesses político-partidários, econômicos, ideológicos ou de qualquer outra natureza. Nosso único interesse é o Reino de Deus, presente em nossa história, na medida em que avançamos na construção de uma sociedade estruturalmente justa, fraterna e solidária, como uma civilização do amor. O Brasil atravessa um dos períodos mais difíceis de sua história, comparado a uma “tempestade perfeita” que, dolorosamente, precisa ser atravessada. A causa dessa tempestade é a combinação de uma crise de saúde sem precedentes, com um avassalador colapso da economia e com a tensão que se abate sobre os fundamentos da República, provocada em grande medida pelo Presidente da República e outros setores da sociedade, resultando numa profunda crise política e de governança. Este cenário de perigosos impasses, que colocam nosso país à prova, exige de suas instituições, líderes e organizações civis muito mais diálogo do que discursos ideológicos fechados. Somos convocados a apresentar propostas e pactos objetivos, com vistas à superação dos grandes desafios, em favor da vida, principalmente dos segmentos mais vulneráveis e excluídos, nesta sociedade estruturalmente desigual, injusta e violenta. Essa realidade não comporta indiferença. É dever de quem se coloca na defesa da vida posicionar-se, claramente, em relação a esse cenário. As escolhas políticas que nos trouxeram até aqui e a narrativa que propõe a complacência frente aos desmandos do Governo Federal, não justificam a inércia e a omissão no combate às mazelas que se abateram sobre o povo brasileiro. Mazelas que se abatem também sobre a Casa Comum, ameaçada constantemente pela ação inescrupulosa de madeireiros, garimpeiros, mineradores, latifundiários e outros defensores de um desenvolvimento que despreza os direitos humanos e os da mãe terra. “Não podemos pretender ser saudáveis num mundo que está doente. As feridas causadas à nossa mãe terra sangram também a nós” (Papa Francisco, Carta ao Presidente da Colômbia por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, 05/06/2020). Todos, pessoas e instituições, seremos julgados pelas ações ou omissões neste momento tão grave e desafiador. Assistimos, sistematicamente, a discursos anticientíficos, que tentam naturalizar ou normalizar o flagelo dos milhares de mortes pela covid-19, tratando-o como fruto do acaso ou do castigo divino, o caos socioeconômico que se avizinha, com o desemprego e a carestia que são projetados para os próximos meses, e os conchavos políticos que visam à manutenção do poder a qualquer preço. Esse discurso não se baseia nos princípios éticos e morais, tampouco suporta ser confrontado com a Tradição e a Doutrina Social da Igreja, no seguimento Àquele que veio “para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Analisando o cenário político, sem paixões, percebemos claramente a incapacidade e inabilidade do Governo Federal em enfrentar essas crises. As reformas trabalhista e previdenciária, tidas como para melhorarem a vida dos mais pobres, mostraram-se como armadilhas que precarizaram ainda mais a vida do povo. É verdade que o Brasil necessita de medidas e reformas sérias, mas não como as que foram feitas, cujos resultados pioraram a vida dos pobres, desprotegeram vulneráveis, liberaram o uso de agrotóxicos antes proibidos, afrouxaram o controle de desmatamentos e, por isso, não favoreceram o bem comum e a paz social. É insustentável uma economia que insiste no neoliberalismo, que privilegia o monopólio de pequenos grupos poderosos em detrimento da grande maioria da população. O sistema do atual governo não coloca no centro a pessoa humana e o bem de todos, mas a defesa intransigente dos interesses de uma “economia que mata” (Alegria do Evangelho, 53), centrada no mercado e no lucro a qualquer preço. Convivemos, assim, com a incapacidade e a incompetência do Governo Federal, para coordenar suas ações, agravadas pelo fato de ele se colocar contra a ciência, contra estados e municípios, contra poderes da República; por se aproximar do totalitarismo e utilizar de expedientes condenáveis, como o apoio e o estímulo a atos contra a democracia, a flexibilização das leis de trânsito e do uso de armas de fogo pela população, e das leis do trânsito e o recurso à prática de suspeitas ações de comunicação, como as notícias falsas, que mobilizam uma massa de seguidores radicais. O desprezo pela educação, cultura, saúde e pela diplomacia também nos estarrece. Esse desprezo é visível nas demonstrações de raiva pela educação pública; no apelo a ideias obscurantistas; na escolha da educação como inimiga; nos sucessivos e grosseiros erros na escolha dos ministros da educação e do meio ambiente e do secretário da cultura; no desconhecimento e depreciação de processos pedagógicos e de importantes pensadores do Brasil; na repugnância pela consciência crítica e pela liberdade de pensamento e de imprensa; na desqualificação das relações diplomáticas com vários países; na indiferença pelo fato de o Brasil ocupar um dos primeiros lugares em número de infectados e mortos pela pandemia sem, sequer, ter um ministro titular no Ministério da Saúde; na desnecessária tensão com os outros entes da República na coordenação do enfrentamento da pandemia; na falta de sensibilidade para com os familiares dos mortos pelo novo coronavírus e pelos profissionais da saúde, que estão adoecendo nos esforços para salvar vidas. No plano econômico, o ministro da economia desdenha dos pequenos empresários, responsáveis pela maioria dos empregos no país, privilegiando apenas grandes grupos econômicos, concentradores de renda e os grupos financeiros que nada produzem. A recessão que nos assombra pode fazer o número de desempregados ultrapassar 20 milhões de brasileiros. Há uma brutal descontinuidade da destinação de recursos para as políticas públicas no campo da alimentação, educação, moradia e geração de renda. Fechando os olhos aos apelos de entidades nacionais e internacionais, o Governo Federal demonstra omissão, apatia e rechaço pelos mais pobres e vulneráveis da sociedade, quais sejam: as comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, as populações das periferias urbanas, dos cortiços e o povo que vive nas ruas, aos milhares, em todo o Brasil. Estes são os mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus e, lamentavelmente, não vislumbram medida efetiva que os levem a ter esperança de superar as crises sanitária e econômica que lhes são impostas de forma cruel. O Presidente da República, há poucos dias, no Plano Emergencial para Enfrentamento à covid-19, aprovado no legislativo federal, sob o argumento de não haver previsão orçamentária, dentre outros pontos, vetou o acesso a água potável, material de higiene, oferta de leitos hospitalares e de terapia intensiva, ventiladores e máquinas de oxigenação sanguínea, nos territórios indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais (Cf. Presidência da CNBB, Carta Aberta ao Congresso Nacional, 13/07/2020). Até a religião é utilizada para manipular sentimentos e crenças, provocar divisões, difundir o ódio, criar tensões entre igrejas e seus líderes. Ressalte-se o quanto é perniciosa toda associação entre religião e poder no Estado laico, especialmente a associação entre grupos religiosos fundamentalistas e a manutenção do poder autoritário. Como não ficarmos indignados diante do uso do nome de Deus e de sua Santa Palavra, misturados a falas e posturas preconceituosas, que incitam ao ódio, ao invés de pregar o amor, para legitimar práticas que não condizem com o Reino de Deus e sua justiça? O momento é de unidade no respeito à pluralidade! Por isso, propomos um amplo diálogo nacional que envolva humanistas, os comprometidos com a democracia, movimentos sociais, homens e mulheres de boa vontade, para que seja restabelecido o respeito à Constituição Federal e ao Estado Democrático de Direito, com ética na política, com transparência das informações e dos gastos públicos, com uma economia que vise ao bem comum, com justiça socioambiental, com “terra, teto e trabalho”, com alegria e proteção da família, com educação e saúde integrais e de qualidade para todos. Estamos comprometidos com o recente “Pacto pela vida e pelo Brasil”, da CNBB e entidades da sociedade civil brasileira, e em sintonia com o Papa Francisco, que convoca a humanidade para pensar um novo “Pacto Educativo Global” e a nova “Economia de Francisco e Clara”, bem como, unimo-nos aos movimentos eclesiais e populares que buscam novas e urgentes alternativas para o Brasil. Neste tempo da pandemia que nos obriga ao distanciamento social e nos ensina um “novo normal”, estamos redescobrindo nossas casas e famílias como nossa Igreja doméstica, um espaço do encontro com Deus e com os irmãos e irmãs. É sobretudo nesse ambiente que deve brilhar a luz do Evangelho que nos faz compreender que este tempo não é para a indiferença, para egoísmos, para divisões nem para o esquecimento (cf. Papa Francisco, Mensagem Urbi et Orbi, 12/4/20). Despertemo-nos, portanto, do sono que nos imobiliza e nos faz meros espectadores da realidade de milhares de mortes e da violência que nos assolam. Com o apóstolo São Paulo, alertamos que “a noite vai avançada e o dia se aproxima; rejeitemos as obras das trevas e vistamos a armadura da luz” (Rm 13,12). O Senhor vos abençoe e vos guarde. Ele vos mostre a sua face e se compadeça de vós. O Senhor volte para vós o seu olhar e vos dê a sua paz! (Nm 6,24-26).
- Análise: 152 Bispos da ala esquerdista da CNBB atacam o Governo
Com inveja da vergonha promovida pelo STF, 152 Bispos da CNBB resolveram fazer uma versão eclesiástica do ultrapassado “Ele Não” e escreveram um manifesto contra o Governo Bolsonaro. Veja aqui uma análise detalhada do que significa a carta. Clique aqui e assista a análise deste lamentável episódio, versão Clique aqui para assistir no youtube Quem são os bispos Signatários do manifesto? Um entusiasta da tal carta escrita pela ala podre da CNBB publicou em seu perfil do facebook uma lista com os supostos nomes dos firmatários. A principal incongruência da lista é que a mesma anuncia 152 nomes, tal como noticiado pela Folha, mas, na contagem nome por nome, aparecem apenas 126. O que aconteceu com os demais? Por que não fizeram uma publicação oficial com a lista completa dos firmatários? Continuarão eles escondidos covardemente? Precisamos saber quem são para que o povo tenha um mapa exato do esquerdismo do episcopado brasileiro. É importante que todos busquemos denunciar os envolvidos à Nunciatura Apostólica para que a Igreja não seja responsabilizada pela atuação de militantes políticos dentro da Igreja. Nunciatura apostólica da Santa Sé em Brasília, Brasil ENDEREÇO: Avenida das Nações, lote no. C.P. 07-0153. CEP 70359-970 Brasilia, DF. Brasil . TELEFONE: (+55) (61) 3223 0794. E-MAIL: nunapost@solar.com.br. Lista vazada de 126 signatários (dos 152) do manifesto “CARTA AO POVO DE DEUS“ feito pela ala esquerdista da CNBB. Se algum nome estiver na lista do modo equivocado estaremos prontos a corrigir Dom Adolfo Zon Pereira, SX, bispo de Alto Solimões, AM. Dom Adriano Ciocca Vasino, bispo prelado de São Félix do Araguaia, MT. Dom Ailton Menegussi, bispo de Crateús, CE. Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém, PA. Dom Aldemiro Sena dos Santos, bispo de Guarabira, PB. Dom André Marie Gerard Camilla de Witte, bispo emérito de Ruy Barbosa, BA. Dom Angélico Sandalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau, SC. Dom Antônio Carlos Cruz Santos, MSC, bispo de Caicó, RN. Dom Antônio Carlos Félix, bispo de Governador Valadares, MG. Dom Antônio Celso de Queirós, bispo emérito de Catanduva, SP. Dom Antônio de Assis Ribeiro, SDB, bispo auxiliar de Belém, PA. Dom Armando Bucciol, bispo de Livramento de Nossa Senhora, BA. Dom Armando Martin Gutiérrez, bispo de Bacabal, MA. Dom Arnaldo Cavalheiro Neto, bispo de Itapeva, SP. Dom Benedito Araújo, bispo de Guajará-Mirim, RO. Dom Bernardo Johannes Bahlmann, OFM, bispo de Óbidos, PA. Dom Carlo Ellena, bispo emérito de Zé Doca, MA. Dom Carlos Alberto Breis Pereira, OFM, bispo de Juazeiro, BA. Dom Carlos Verzeletti, bispo de Castanhal, PA. Dom Claudio Cardeal Humnes, OFM, arcebispo emérito de São Paulo, SP. Dom Cleonir Paulo Dalbosco, bispo de Bagé, RS. Dom Dario Campos, arcebispo de Vitória, ES. Dom Edilson Soares Nobre, bispo de Oeiras, PI. Dom Edivalter Andrade, bispo de Floriano, PI. Dom Edmilson Tadeu Canavarros dos Santos, SDB, bispo auxiliar de Manaus, AM. Dom Edson Taschetto Damian, bispo de São Gabriel da Cachoeira, AM. Dom Eduardo Vieira dos Santos, bispo auxiliar de São Paulo, SP. Dom Élio Rama, bispo de Pinheiro, MA. Dom Erwin Kräutler, bispo prelado emérito do Xingu, Altamira, PA. Dom Estevam dos Santos Silva Filho, bispo de Ruy Barbosa, BA Dom Eugênio Rixen, bispo de Goiás, GO. Dom Evaristo Pascoal Spengler, OFM, bispo prelado de Marajó, PA. Dom Fernando Barbosa dos Santos, CM, bispo prelado de Tefé, AM. Dom Fernando José Penteado, bispo emérito de Jacarezinho, PR. Dom Flávio Giovenale, bispo de Cruzeiro do Sul, AC. Dom Francisco de Assis Gabriel, CSsR, bispo de Campo Maior, PI. Dom Francisco Gabriel de Assis, bispo de Campo Maior, PI. Dom Francisco Lima Soares, bispo de Carolina, MA. Dom Gabriel Marchesi, bispo de Floresta, PE. Dom Geovane Luís da Silva, bispo auxiliar de Belo Horizonte, MG. Dom Getúlio Teixeira Guimarães, bispo emérito de Cornélio Procópio, PR. Dom Geremias Steinmetz, arcebispo de Londrina, PR. Dom Giovane Pereira de Melo, bispo de Tocantinópolis, TO. Dom Guido Zendron, bispo de Paulo Afonso, BA. Dom Guilherme Antônio Werlang, MSF, bispo de Lages, SC. Dom Gutemberg Freire Régis, CSsR, bispo emérito de Coari, AM. Dom Hernaldo Pinto Farias, SSS, Bispo de Bonfim, BA. Dom Irineu Andreassa, bispo de Ituiutaba, MG. Dom Irineu Roman, CSJ, arcebispo de Santarém, PA. Dom Itamar Vian, arcebispo emérito de Feira de Santana, BA. Dom Jacy Diniz Rocha, bispo de São Luiz de Cáceres, MT. Dom Jailton de Oliveira Lino PSDP, bispo de Teixeira de Freitas-Caravelas, BA. Dom Jaime Vieira Rocha, Arcebispo de Natal, RN. Dom Jesús María Cizaurre Berdonces, OAR, bispo de Bragança, PA. Dom Jesús María López Mauleón, OAR, bispo prelado do Alto Xingu, Tucumã, PA. Dom Jesus Moraza Ruiz de Azúa. bispo prelado Emérito de Lábrea, AM. Dom João Aparecido Bervamasco, SAC, bispo de Corumbá, MS. Dom João Muniz Alves, OFM, bispo do Xingu-Altamira, PA. Dom João Santos Cardoso, bispo de Bom Jesus da Lapa, BA. Dom João Justino de Medeiros Silva, arcebispo de Montes Claros, MG. Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte, MG. Dom Joaquim Pertiñez Fernandez, bispo de Rio Branco, AC. Dom José Alberto Moura, arcebispo emérito de Montes Claros, MG. Dom José Albuquerque de Araújo, bispo auxiliar de Manaus, AM. Dom José Altevir da Silva, CSSp, bispo de Cametá, PA. Dom José Antonio Peruzzo, Arcebispo de Curitiba, PR. Dom José Belisário da Silva, OFM, arcebispo de São Luís, MA. Dom José Benedito Cardoso, bispo auxiliar de São Paulo, SP. Dom José Carlos Brandão Cabral, bispo de Almenara, MG. Padre José Celestino dos Santos, administrador diocesano de Ji-Paraná, RO. Dom José Haring, bispo emérito de Limoeiro do Norte, CE. Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, SDV, bispo prelado de Itacoatiara, AM. Dom José Luiz Bertanha, SDV, bispo emérito de Registro, SP. Dom José Luiz Ferreira Salles, CSsR, bispo de Pesqueira, PE. Dom José Maria Chaves dos Reis, bispo de Abaetetuba, PA. Dom José Mario Stroeher, bispo emérito de Rio Grande, RS. Dom José Moreira da Silva, bispo de Januária, MG. Dom José Moreira de Melo, bispo emérito de Itapeva, SP. Dom José Reginaldo Andrietta, bispo de Jales, SP. Dom José Valdeci Santos Mendes, bispo de Brejo, MA. Dom Juarez Sousa da Silva, bispo de Parnaíba, PI. Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM, Arcebispo de Manaus, AM. Dom Limacêdo Antonio da Silva, bispo auxiliar de Olinda-Recife, PE. Dom Luís Ferrando Lisboa, bispo emérito de Bragança, PA. Dom Luís Flávio Cappio, OFM, bispo de Barra, BA. Dom Luiz Antônio Lopes Ricci, bispo de Nova Friburgo, RJ. Dom Luiz Demétrio Valentini, bispo emérito de Jales, SP. Dom Luiz Gonzaga Fechio, bispo de Amparo, SP. Dom Luiz Mancilha Vilela, arcebispo emérito de Vitória, ES. Dom Mariano Manzana, bispo de Mossoró, RN. Dom Manoel João Francisco, bispo de Cornélio Procópio, PR. Dom Manoel de Oliveira Soares Filho, bispo de Palmeiras dos Índios, AL. Dom Manoel Ferreira dos Santos Júnior, MSC, bispo de Registro, SP. Dom Marcos Marian Piatek, CSsR, Bispo de Coari, AM. Dom Mário Antônio da Silva, bispo de Roraima, RR. Dom Mário Pasqualotto, PIME, bispo auxiliar emérito de Manaus, AM. Dom Martinho Lammers, bispo emérito de Óbidos, PA. Dom Mauro Montagnoli, bispo de Ilhéus, BA. Dom Milton Kenan Júnior, bispo de Barretos, SP. Dom Neri José Tondello, bispo de Juína, MT. Dom Orlando Octacílio Dotti, OFM Cap, bispo emérito de Vacaria, RS. Dom Pedro Casaldáliga, bispo prelado emérito de São Félix do Araguaia, MT. Dom Pedro José Conti, bispo de Macapá, AP. Dom Philip Eduard Roger Dickmans, bispo de Miracema do Tocantins, TO. Dom Protógenes Luft, bispo de Barra do Garças, MT. Dom Roberto José da Silva, bispo de Janaúba, MG. Dom Romualdo Matias Kujawski, bispo de Porto Nacional, TO. Dom Roque Paloschi, arcebispo de Porto Velho, RO. Dom Santiago Sánchez Sebastián, bispo prelado de Lábrea, AM. Dom Sebastião Bandeira Coelho, bispo de Coroatá, MA. Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Caxias, MA. Dom Sérgio Eduardo Castriani, CSSp, arcebispo emérito de Manaus, AM. Dom Severino Clasen, OFM, bispo de Caçador, SC. Dom Sílvio Guterres Dutra, bispo de Vacaria, RS. Dom Tarcisio Scaramussa, SDB, bispo de Santos, SP. Dom Teodoro Mendes Tavares, bispo de Ponta de Pedras, PA. Dom Tommaso Cascianelli, CP, bispo de Irecê, BA. Dom Valdemir Ferreira dos Santos, bispo de Amargosa, BA. Dom Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R, bispo auxiliar de Belo Horizonte, MG. Dom Vilsom Basso, SCJ, bispo de Imperatriz- MA. Dom Vital Corbellini, bispo de Marabá, PA. Dom Vítor Agnaldo de Menezes, bispo de Propriá, SE. Dom Welington de Queiroz Vieira, bispo diocesano de Cristalândia, TO. Dom Wilmar Santin, OCarm, bispo prelado de Itaituba, PA. Dom Zanoni Demettino Castro, Arcebispo de Feira de Santana, BA. Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, CSsR, bispo prelado de Borba, AM. Leia a “Carta ao Povo de Deus” na íntegra: “Somos bispos da Igreja Católica, de várias regiões do Brasil, em profunda comunhão com o Papa Francisco e seu magistério e em comunhão plena com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que no exercício de sua missão evangelizadora, sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz. Escrevemos esta Carta ao Povo de Deus, interpelados pela gravidade do momento em que vivemos, sensíveis ao Evangelho e à Doutrina Social da Igreja, como um serviço a todos os que desejam ver superada esta fase de tantas incertezas e tanto sofrimento do povo. Evangelizar é a missão própria da Igreja, herdada de Jesus. Ela tem consciência de que “evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo” (Alegria do Evangelho, 176). Temos clareza de que “a proposta do Evangelho não consiste só numa relação pessoal com Deus. A nossa reposta de amor não deveria ser entendida como uma mera soma de pequenos gestos pessoais a favor de alguns indivíduos necessitados […], uma série de ações destinadas apenas a tranquilizar a própria consciência. A proposta é o Reino de Deus […] (Lc 4,43 e Mt 6,33)” (Alegria do Evangelho, 180). Nasce daí a compreensão de que o Reino de Deus é dom, compromisso e meta. É neste horizonte que nos posicionamos frente à realidade atual do Brasil. Não temos interesses político-partidários, econômicos, ideológicos ou de qualquer outra natureza. Nosso único interesse é o Reino de Deus, presente em nossa história, na medida em que avançamos na construção de uma sociedade estruturalmente justa, fraterna e solidária, como uma civilização do amor. O Brasil atravessa um dos períodos mais difíceis de sua história, comparado a uma “tempestade perfeita” que, dolorosamente, precisa ser atravessada. A causa dessa tempestade é a combinação de uma crise de saúde sem precedentes, com um avassalador colapso da economia e com a tensão que se abate sobre os fundamentos da República, provocada em grande medida pelo Presidente da República e outros setores da sociedade, resultando numa profunda crise política e de governança. Este cenário de perigosos impasses, que colocam nosso país à prova, exige de suas instituições, líderes e organizações civis muito mais diálogo do que discursos ideológicos fechados. Somos convocados a apresentar propostas e pactos objetivos, com vistas à superação dos grandes desafios, em favor da vida, principalmente dos segmentos mais vulneráveis e excluídos, nesta sociedade estruturalmente desigual, injusta e violenta. Essa realidade não comporta indiferença. É dever de quem se coloca na defesa da vida posicionar-se, claramente, em relação a esse cenário. As escolhas políticas que nos trouxeram até aqui e a narrativa que propõe a complacência frente aos desmandos do Governo Federal, não justificam a inércia e a omissão no combate às mazelas que se abateram sobre o povo brasileiro. Mazelas que se abatem também sobre a Casa Comum, ameaçada constantemente pela ação inescrupulosa de madeireiros, garimpeiros, mineradores, latifundiários e outros defensores de um desenvolvimento que despreza os direitos humanos e os da mãe terra. “Não podemos pretender ser saudáveis num mundo que está doente. As feridas causadas à nossa mãe terra sangram também a nós” (Papa Francisco, Carta ao Presidente da Colômbia por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, 05/06/2020). Todos, pessoas e instituições, seremos julgados pelas ações ou omissões neste momento tão grave e desafiador. Assistimos, sistematicamente, a discursos anticientíficos, que tentam naturalizar ou normalizar o flagelo dos milhares de mortes pela covid-19, tratando-o como fruto do acaso ou do castigo divino, o caos socioeconômico que se avizinha, com o desemprego e a carestia que são projetados para os próximos meses, e os conchavos políticos que visam à manutenção do poder a qualquer preço. Esse discurso não se baseia nos princípios éticos e morais, tampouco suporta ser confrontado com a Tradição e a Doutrina Social da Igreja, no seguimento Àquele que veio “para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Analisando o cenário político, sem paixões, percebemos claramente a incapacidade e inabilidade do Governo Federal em enfrentar essas crises. As reformas trabalhista e previdenciária, tidas como para melhorarem a vida dos mais pobres, mostraram-se como armadilhas que precarizaram ainda mais a vida do povo. É verdade que o Brasil necessita de medidas e reformas sérias, mas não como as que foram feitas, cujos resultados pioraram a vida dos pobres, desprotegeram vulneráveis, liberaram o uso de agrotóxicos antes proibidos, afrouxaram o controle de desmatamentos e, por isso, não favoreceram o bem comum e a paz social. É insustentável uma economia que insiste no neoliberalismo, que privilegia o monopólio de pequenos grupos poderosos em detrimento da grande maioria da população. O sistema do atual governo não coloca no centro a pessoa humana e o bem de todos, mas a defesa intransigente dos interesses de uma “economia que mata” (Alegria do Evangelho, 53), centrada no mercado e no lucro a qualquer preço. Convivemos, assim, com a incapacidade e a incompetência do Governo Federal, para coordenar suas ações, agravadas pelo fato de ele se colocar contra a ciência, contra estados e municípios, contra poderes da República; por se aproximar do totalitarismo e utilizar de expedientes condenáveis, como o apoio e o estímulo a atos contra a democracia, a flexibilização das leis de trânsito e do uso de armas de fogo pela população, e das leis do trânsito e o recurso à prática de suspeitas ações de comunicação, como as notícias falsas, que mobilizam uma massa de seguidores radicais. O desprezo pela educação, cultura, saúde e pela diplomacia também nos estarrece. Esse desprezo é visível nas demonstrações de raiva pela educação pública; no apelo a ideias obscurantistas; na escolha da educação como inimiga; nos sucessivos e grosseiros erros na escolha dos ministros da educação e do meio ambiente e do secretário da cultura; no desconhecimento e depreciação de processos pedagógicos e de importantes pensadores do Brasil; na repugnância pela consciência crítica e pela liberdade de pensamento e de imprensa; na desqualificação das relações diplomáticas com vários países; na indiferença pelo fato de o Brasil ocupar um dos primeiros lugares em número de infectados e mortos pela pandemia sem, sequer, ter um ministro titular no Ministério da Saúde; na desnecessária tensão com os outros entes da República na coordenação do enfrentamento da pandemia; na falta de sensibilidade para com os familiares dos mortos pelo novo coronavírus e pelos profissionais da saúde, que estão adoecendo nos esforços para salvar vidas. No plano econômico, o ministro da economia desdenha dos pequenos empresários, responsáveis pela maioria dos empregos no país, privilegiando apenas grandes grupos econômicos, concentradores de renda e os grupos financeiros que nada produzem. A recessão que nos assombra pode fazer o número de desempregados ultrapassar 20 milhões de brasileiros. Há uma brutal descontinuidade da destinação de recursos para as políticas públicas no campo da alimentação, educação, moradia e geração de renda. Fechando os olhos aos apelos de entidades nacionais e internacionais, o Governo Federal demonstra omissão, apatia e rechaço pelos mais pobres e vulneráveis da sociedade, quais sejam: as comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, as populações das periferias urbanas, dos cortiços e o povo que vive nas ruas, aos milhares, em todo o Brasil. Estes são os mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus e, lamentavelmente, não vislumbram medida efetiva que os levem a ter esperança de superar as crises sanitária e econômica que lhes são impostas de forma cruel. O Presidente da República, há poucos dias, no Plano Emergencial para Enfrentamento à covid-19, aprovado no legislativo federal, sob o argumento de não haver previsão orçamentária, dentre outros pontos, vetou o acesso a água potável, material de higiene, oferta de leitos hospitalares e de terapia intensiva, ventiladores e máquinas de oxigenação sanguínea, nos territórios indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais (Cf. Presidência da CNBB, Carta Aberta ao Congresso Nacional, 13/07/2020). Até a religião é utilizada para manipular sentimentos e crenças, provocar divisões, difundir o ódio, criar tensões entre igrejas e seus líderes. Ressalte-se o quanto é perniciosa toda associação entre religião e poder no Estado laico, especialmente a associação entre grupos religiosos fundamentalistas e a manutenção do poder autoritário. Como não ficarmos indignados diante do uso do nome de Deus e de sua Santa Palavra, misturados a falas e posturas preconceituosas, que incitam ao ódio, ao invés de pregar o amor, para legitimar práticas que não condizem com o Reino de Deus e sua justiça? O momento é de unidade no respeito à pluralidade! Por isso, propomos um amplo diálogo nacional que envolva humanistas, os comprometidos com a democracia, movimentos sociais, homens e mulheres de boa vontade, para que seja restabelecido o respeito à Constituição Federal e ao Estado Democrático de Direito, com ética na política, com transparência das informações e dos gastos públicos, com uma economia que vise ao bem comum, com justiça socioambiental, com “terra, teto e trabalho”, com alegria e proteção da família, com educação e saúde integrais e de qualidade para todos. Estamos comprometidos com o recente “Pacto pela vida e pelo Brasil”, da CNBB e entidades da sociedade civil brasileira, e em sintonia com o Papa Francisco, que convoca a humanidade para pensar um novo “Pacto Educativo Global” e a nova “Economia de Francisco e Clara”, bem como, unimo-nos aos movimentos eclesiais e populares que buscam novas e urgentes alternativas para o Brasil. Neste tempo da pandemia que nos obriga ao distanciamento social e nos ensina um “novo normal”, estamos redescobrindo nossas casas e famílias como nossa Igreja doméstica, um espaço do encontro com Deus e com os irmãos e irmãs. É sobretudo nesse ambiente que deve brilhar a luz do Evangelho que nos faz compreender que este tempo não é para a indiferença, para egoísmos, para divisões nem para o esquecimento (cf. Papa Francisco, Mensagem Urbi et Orbi, 12/4/20). Despertemo-nos, portanto, do sono que nos imobiliza e nos faz meros espectadores da realidade de milhares de mortes e da violência que nos assolam. Com o apóstolo São Paulo, alertamos que “a noite vai avançada e o dia se aproxima; rejeitemos as obras das trevas e vistamos a armadura da luz” (Rm 13,12). O Senhor vos abençoe e vos guarde. Ele vos mostre a sua face e se compadeça de vós. O Senhor volte para vós o seu olhar e vos dê a sua paz! (Nm 6,24-26).
















































