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- Fiéis de todo o Brasil se preparam para a Romaria do Terço dos Homens
De 14 a 16 de fevereiro, são esperados 80.000 participantes do movimento Terço dos Homens no Santuário Nacional de Aparecida. Cerca de 80 mil fiéis são esperados na Romaria do Terço dos Homens que acontece a partir do dia 14 de fevereiro em Aparecida, SP. Participantes de todo o Brasil já se preparam para um dos maiores eventos anuais do Santuário Nacional. É o caso do funcionário público Eduardo Antônio de Souza, um dos fundadores do Terço dos Homens na cidade de Itumbiara, GO. Tudo começou quando ele participou da reza em Palmas, TO. “Eu estava visitando um primo e quando me preparava para viagem de volta ele me disse: ‘antes de você viajar, quero te convidar para rezar um terço’”. E foi lá que ele conheceu essa devoção. “Fiquei muito emocionado com a quantidade de homens que se reuniram para rezar. E pensei: por que não fazer esse terço também em Itumbiara”, disse. De volta à cidade, Eduardo conversou com amigos sobre a experiência de fé que viveu em Palmas. E juntos eles decidiram se unir para lançar a semente. Apesar da divulgação, apenas 7 pessoas compareceram. No horário marcado, 6 da manhã de um sábado, a igreja ainda estava fechada. Naquele dia se chegou a pensar no adiamento do terço, visto que o número de presentes era pequeno. Porém, pela ação do Espírito Santo, eles decidiram rezar mesmo assim. O primeiro encontro foi na calçada, em frente a paróquia de São Pedro e São Paulo. O grupo cresceu A partir daí, os encontros passaram a ser semanais, sempre aos sábados em um novo horário, às 7 da manhã. A cada semana os participantes se reúnem em um endereço diferente, geralmente nas casas dos devotos. Em datas comemorativas, o terço dos homens também é realizado nas igrejas, capelas, associações e até em empresas da cidade. Se esse primeiro Terço dos Homens reuniu apenas 7 pessoas, hoje a cada encontro esse número passa dos 200 devotos. Com tanta gente, muitas vezes o pessoal fica na calçada, na rua em frente as casas. Graças alcançadas Nestes 14 anos de devoção, são inúmeros relatos de graças alcançadas através da oração. Eduardo se lembra bem de um depoimento. “Um amigo meu encontrou o caminho da religiosidade através do Terço dos Homens. Depois que começou a frequentar o terço, fez a primeira comunhão e a crisma. Num dos nossos encontros semanais, ele me fez o seguinte relato: ‘Agora eu posso morrer porque Jesus perdoou os meus pecados. Nossa Senhora me mostrou o caminho do amor, me ensinou a não guardar mágoas. Hoje eu entendo o que é ser um cristão de verdade’. Foi um depoimento muito emocionante. E cerca de dois meses depois, ele morreu. Claro que ficamos tristes com a morte dele, mas por outro lado tivemos a certeza que ele estava em paz com Deus”, comentou. Peregrinação Agora, parte dos devotos se prepara para a XII Romaria do Terço dos Homen, no Santuário Nacional, em Aparecida, SP. Esta vai ser a nona participação do grupo. “Lembro que viajamos a partir da segunda romaria. Desde então faço questão de participar. No ano passado, aquela imagem de 80 mil homens do lado de fora do Santuário, com as mãos levantadas, segurando o terço me deixou muito emocionado”, relembrou Eduardo. O funcionário público diz que a viagem é cansativa, mas que vale a pena. De Itumbiara a Aparecida são quase 900 km. “A gente sai por volta de 4 da tarde e chega às 6 da manhã. No Santuário participamos das atividades e depois do terço que é rezado às 3 da tarde, já embarcamos de volta para casa. Apesar do cansaço, renovamos a nossa fé. Quando eu passo em frente a imagem de Nossa Senhora me sinto muito abençoado e muito feliz por ter essa oportunidade. É um momento em que agradeço as graças recebidas e peço pela minha família, pelo meu trabalho e peço sabedoria para seguir firme na fé”, completou. Programação A XII Romaria do Terço dos Homens começa no dia 14 de fevereiro, às 19h30 com a acolhida dos grupos e a Missa de Abertura, que acontece no Santuário Nacional. Depois, haverá a Procissão Luminosa até a Basílica Velha. A programação continua no sábado e prossegue até domingo. Clique aqui e confira todos os eventos e seus respectivos horários. Fonte: Aleteia.org #Terço #TerçodosHomens
- O perigo de ser só mais um dentre as multidões.
O que você pensa sobre as multidões? Seria a voz do povo a voz de Deus? De fato, não. As multidões muitas vezes podem representar a maioria, podem ser úteis em vários aspectos na sociedade, podem se levantar contra a tirania de um rei e impedir muitos males. Mas na caminhada cristã, estar imerso nas multidões nem sempre é algo bom. As multidões possuem um lado sombrio, elas diluem sua individualidade numa massa amorfa e obscura. Cada pessoa perde suas características mais essenciais e tudo aquilo de mais significativo para ela quando se imerge na massa das multidões. Por isso os movimentos de massa são tão perigosos, pois são como um caminhão desgovernado, que já não pode ser identificado, mas apenas existe como algo grande e barulhento. As multidões nos tempos de Jesus eram assim. As multidões seguiam a Jesus, elas ouviam sua mensagem, testemunhavam seus milagres e faziam grande festa enquanto tudo parecia ir bem. Mas na noite em que Cristo foi preso, até mesmo seus amigos mais próximos o abandonaram. Aonde estava toda aquela gente nessa hora? A mesma multidão que saudou a Cristo com “Hosana ao Filho de Davi”, quando ele entrou em Jerusalém, foi a mesma que gritou “seu sangue caia sobre nós” durante seu julgamento. O que mudou nesse intervalo? Jesus seguiu sendo que ele sempre foi fazendo a obra que sempre fez. Quem de fato mudou foram as multidões. As multidões não tem face, são voláteis, mudam de acordo com os ventos, e podem acabar sendo extremamente cruéis. E quem anda com as multidões, acaba cometendo todas as injustiças que ela comete. Para servir a Cristo verdadeiramente, é necessário sair do anonimato da multidão, é necessário mostrar sua face ao mundo. Não se pode esconder uma cidade sobre um monte, nem uma lâmpada debaixo da cama. Que “brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”. (Mt 5:16) É para isso que somos chamados, para brilhar a luz de Cristo nesse mundo de trevas. A nossa salvação não está na multidão, sem face, sem identidade e sem rumo. A nossa salvação está no relacionamento com o Deus vivo, no Deus que se fez carne e veio em resgate de nós, pecadores. A única multidão que pode ser digna é a multidão dos eleitos de Deus, que louvam o Rei pela sua misericórdia dia e noite. A identidade do cristão está no seu relacionamento com Cristo. Ramon Serrano —————————————————————————— Sigam no Instagram: ocaminhoapologetica Facebook: O Caminho
- Por que nem todos podem comungar?
Se Cristo andava com os pecadores, por que nem todos podem comungar? É muito comum vermos Missas dominicais a imensa maioria das pessoas entrando na fila da Comunhão. Uma questão então se levanta: será que todas estas pessoas estão em condições de comungar? Afinal, Deus escreveu pela mão de São Paulo: “Todo aquele que comer do Pão ou beber do Cálice do Senhor indignamente será réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Por conseguinte, que cada um examine a si mesmo antes de comer deste Pão e beber deste cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o Corpo come e bebe sua própria condenação” ( 1Cor 11,27-29 ). O novo Catecismo cita também o que São Justino escreveu: “a ninguém é permitido participar da Eucaristia, senão àquele que, admitindo como verdadeiros os nossos ensinamentos e tendo sido purificado pelo batismo para a remissão dos pecados e a regeneração, levar uma vida como Cristo ensinou.” (CIC 1355). Leia também: “Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação!” – Padre José Augusto Por que isto ocorre? Por que nem todos podem comungar? Isto ocorre porque o Santíssimo Sacramento não é um mero símbolo, e a Comunhão não é um mero ritual de partilha. O Santíssimo Sacramento é Nosso Senhor Jesus Cristo, realmente presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade (a respeito disto, leia o folheto “Real Presença”). A palavra “Comunhão”, usada como maneira de referir-se à recepção do Santíssimo Sacramento, tem um sentido muito mais pleno que o que se poderia supor. Chamamos à recepção do Santíssimo Sacramento “Comunhão”, pois é da Eucaristia, do Santíssimo Sacramento, que vem a unidade da Igreja. A Igreja, como Deus escreveu pela mão de São Paulo, é o Corpo de Cristo. Ao recebermos o Santíssimo Sacramento, que é Nosso Senhor Jesus Cristo realmente presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, nós nos unimos mais à Igreja. “O pão que partimos não é comunhão com o Corpo de Cristo? Visto que há um só Pão, nós, embora muitos, formamos um só Corpo, nós todos que participamos do mesmo Pão” ( 1Cor 10,17 ). Assim, comungar não significa simplesmente receber a Hóstia consagrada, muito menos mastigar um pedacinho de pão. É Nosso Senhor que recebemos, e d’Ele nos alimentamos para que mais nos unamos à Igreja. Não se trata de um ato sem qualquer significado; é uma ação que realmente nos transforma, é uma participação na divindade de nosso Senhor Jesus Cristo. É por isso que a Igreja manda que comunguemos de joelhos ou ao menos façamos um gesto de respeito, como uma genuflexão, antes de comungar. “Quem come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue permanece em Mim e Eu nele”, disse Nosso Senhor ( Jo 6,57 ). Para que isto ocorra, porém, como já lemos nas citações de São Paulo e São Justino, acima, é necessário que “examinemos a nós mesmos”, para vermos se “levamos uma vida como Cristo ensinou”, se “discernimos o Corpo”. O que é o Corpo de Cristo? É a Igreja. Quem nos ensina a levar uma vida como Cristo ensinou? A Igreja. Se nós nos separamos da Igreja, se nós não, como diz São Justino, “admitimos como verdadeiros os ensinamentos” da Igreja, nós não podemos comungar. Afinal, comungar é participar na Santidade de Cristo, na Santidade do Corpo de Cristo, que é a Igreja. Receber o Santíssimo Sacramento sem estar em condições é “comer e beber a sua própria condenação”. E quais são as condições? Devemos: 1) Aceitar tudo o que ensina a Igreja (por exemplo, devemos aceitar que é pecado mortal usar pílulas anticoncepcionais, camisinhas, etc.; devemos aceitar que o casamento só acaba com a morte de um dos cônjuges; devemos aceitar que fora da Igreja não há Salvação; etc.). No caso de uma pessoa não saber que a Igreja ensina uma coisa, e negar esta coisa (por exemplo: Dona Maria não sabe que fora da Igreja não há salvação, e acha que seu marido pode ser salvo pela seita protestante a que se uniu), não há problema. A partir do momento em que a pessoa aprende o que a Igreja ensina, porém, deve aceitar o ensinamento e abandonar a idéia errada que tinha. Caso ela não o faça, ou seja, caso obstinadamente permaneça no erro, esta pessoa caiu em heresia, separando-se assim do Corpo de Cristo – que é a Igreja -, e como herege que é não pode comungar. 2) Estar em estado de graça. O que é o estado de graça? Não é uma sensação de bem-estar, como muitos acreditam. É estar sem pecado mortal, é ter a Graça Santificante. Pelo Batismo nós recebemos esta Graça, e a perdemos pelo pecado que é cometido deliberadamente (ou seja, por querer) e conscientemente (ou seja, sabendo que é pecado) em matéria grave (ou seja, em coisa séria, como o matrimônio, por exemplo). Ela pode ser recuperada pela Confissão (leia o folheto sobre a Confissão para aprender mais). Assim, quem tiver cometido um pecado mortal depois da última confissão não pode comungar, ou estará “comendo e bebendo a sua própria condenação”. Esta pessoa estará somando aos seus pecados anteriores o pecado de sacrilégio, ao introduzir em sua impureza e imundície o Corpo Santíssimo do Senhor. Cabe lembrar que muitas pessoas confundem as leis da Igreja e acham que têm a obrigação de comungar todos os domingos. Isto não é verdade. A obrigação é de assistir a Missa inteira nos domingos e dias santos; a comunhão só é obrigatória uma vez por ano, no tempo da Páscoa. Assim, temos sim a obrigação de, uma vez por ano ao menos, fazermos uma boa confissão e comungarmos em seguida. É claro que, caso a pessoa esteja em condições, ela deve comungar sempre, preferivelmente todos os dias. Isto, porém, não é obrigatório. É perfeitamente aceitável passar o ano inteiro sem comungar, apesar do perigo que isso pode implicar para a alma (pois se a pessoa morrer em heresia ou pecado mortal irá para o Inferno). Leia também: Quais as disposições para receber a Santíssima Eucaristia? Resumindo, NÃO entre na fila da comunhão caso: 1) Esteja em pecado mortal (estão em pecado mortal: todas as mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais e os seus maridos que permitem que elas o façam; todos os solteiros que têm relações sexuais com quem quer que seja; todos os que, sem motivo justo, faltaram a uma Missa dominical ou de dia santo de guarda; todos os que deram dinheiro para associações anticatólicas, como a LBV; todos os que conscientemente permitiram que crianças tivessem acesso a pornografias e obscenidades, como as apresentadas diariamente na TV brasileira; todos os que leram e acreditaram em horóscopos, ou recorreram a videntes e cartomantes; todos os que cometeram qualquer outro pecado mortal depois de sua última confissão). 2) Não aceite completamente tudo o que a Igreja ensina (como a indissolubilidade do matrimônio, necessidade de pertencer à Igreja Católica para a Salvação, necessidade de castidade até o casamento) ou acredite em coisas contrárias à Fé católica (como reencarnação, “mau-olhado”, astrologia, tarô, etc.). Fonte: Canção Nova Leia também: https://templariodemaria.com.br/pecado-mortal-o-obstaculo-para-nossa-salvacao/ #Comunhão #confissão #pecadomortal #SacramentodaConfissão
- Por que nem todos podem comungar?
Se Cristo andava com os pecadores, por que nem todos podem comungar? É muito comum vermos Missas dominicais a imensa maioria das pessoas entrando na fila da Comunhão. Uma questão então se levanta: será que todas estas pessoas estão em condições de comungar? Afinal, Deus escreveu pela mão de São Paulo: “Todo aquele que comer do Pão ou beber do Cálice do Senhor indignamente será réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Por conseguinte, que cada um examine a si mesmo antes de comer deste Pão e beber deste cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o Corpo come e bebe sua própria condenação” ( 1Cor 11,27-29 ). O novo Catecismo cita também o que São Justino escreveu: “a ninguém é permitido participar da Eucaristia, senão àquele que, admitindo como verdadeiros os nossos ensinamentos e tendo sido purificado pelo batismo para a remissão dos pecados e a regeneração, levar uma vida como Cristo ensinou.” (CIC 1355). Leia também: “Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação!” – Padre José Augusto Por que isto ocorre? Por que nem todos podem comungar? Isto ocorre porque o Santíssimo Sacramento não é um mero símbolo, e a Comunhão não é um mero ritual de partilha. O Santíssimo Sacramento é Nosso Senhor Jesus Cristo, realmente presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade (a respeito disto, leia o folheto “Real Presença”). A palavra “Comunhão”, usada como maneira de referir-se à recepção do Santíssimo Sacramento, tem um sentido muito mais pleno que o que se poderia supor. Chamamos à recepção do Santíssimo Sacramento “Comunhão”, pois é da Eucaristia, do Santíssimo Sacramento, que vem a unidade da Igreja. A Igreja, como Deus escreveu pela mão de São Paulo, é o Corpo de Cristo. Ao recebermos o Santíssimo Sacramento, que é Nosso Senhor Jesus Cristo realmente presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, nós nos unimos mais à Igreja. “O pão que partimos não é comunhão com o Corpo de Cristo? Visto que há um só Pão, nós, embora muitos, formamos um só Corpo, nós todos que participamos do mesmo Pão” ( 1Cor 10,17 ). Assim, comungar não significa simplesmente receber a Hóstia consagrada, muito menos mastigar um pedacinho de pão. É Nosso Senhor que recebemos, e d’Ele nos alimentamos para que mais nos unamos à Igreja. Não se trata de um ato sem qualquer significado; é uma ação que realmente nos transforma, é uma participação na divindade de nosso Senhor Jesus Cristo. É por isso que a Igreja manda que comunguemos de joelhos ou ao menos façamos um gesto de respeito, como uma genuflexão, antes de comungar. “Quem come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue permanece em Mim e Eu nele”, disse Nosso Senhor ( Jo 6,57 ). Para que isto ocorra, porém, como já lemos nas citações de São Paulo e São Justino, acima, é necessário que “examinemos a nós mesmos”, para vermos se “levamos uma vida como Cristo ensinou”, se “discernimos o Corpo”. O que é o Corpo de Cristo? É a Igreja. Quem nos ensina a levar uma vida como Cristo ensinou? A Igreja. Se nós nos separamos da Igreja, se nós não, como diz São Justino, “admitimos como verdadeiros os ensinamentos” da Igreja, nós não podemos comungar. Afinal, comungar é participar na Santidade de Cristo, na Santidade do Corpo de Cristo, que é a Igreja. Receber o Santíssimo Sacramento sem estar em condições é “comer e beber a sua própria condenação”. E quais são as condições? Devemos: 1) Aceitar tudo o que ensina a Igreja (por exemplo, devemos aceitar que é pecado mortal usar pílulas anticoncepcionais, camisinhas, etc.; devemos aceitar que o casamento só acaba com a morte de um dos cônjuges; devemos aceitar que fora da Igreja não há Salvação; etc.). No caso de uma pessoa não saber que a Igreja ensina uma coisa, e negar esta coisa (por exemplo: Dona Maria não sabe que fora da Igreja não há salvação, e acha que seu marido pode ser salvo pela seita protestante a que se uniu), não há problema. A partir do momento em que a pessoa aprende o que a Igreja ensina, porém, deve aceitar o ensinamento e abandonar a idéia errada que tinha. Caso ela não o faça, ou seja, caso obstinadamente permaneça no erro, esta pessoa caiu em heresia, separando-se assim do Corpo de Cristo – que é a Igreja -, e como herege que é não pode comungar. 2) Estar em estado de graça. O que é o estado de graça? Não é uma sensação de bem-estar, como muitos acreditam. É estar sem pecado mortal, é ter a Graça Santificante. Pelo Batismo nós recebemos esta Graça, e a perdemos pelo pecado que é cometido deliberadamente (ou seja, por querer) e conscientemente (ou seja, sabendo que é pecado) em matéria grave (ou seja, em coisa séria, como o matrimônio, por exemplo). Ela pode ser recuperada pela Confissão (leia o folheto sobre a Confissão para aprender mais). Assim, quem tiver cometido um pecado mortal depois da última confissão não pode comungar, ou estará “comendo e bebendo a sua própria condenação”. Esta pessoa estará somando aos seus pecados anteriores o pecado de sacrilégio, ao introduzir em sua impureza e imundície o Corpo Santíssimo do Senhor. Cabe lembrar que muitas pessoas confundem as leis da Igreja e acham que têm a obrigação de comungar todos os domingos. Isto não é verdade. A obrigação é de assistir a Missa inteira nos domingos e dias santos; a comunhão só é obrigatória uma vez por ano, no tempo da Páscoa. Assim, temos sim a obrigação de, uma vez por ano ao menos, fazermos uma boa confissão e comungarmos em seguida. É claro que, caso a pessoa esteja em condições, ela deve comungar sempre, preferivelmente todos os dias. Isto, porém, não é obrigatório. É perfeitamente aceitável passar o ano inteiro sem comungar, apesar do perigo que isso pode implicar para a alma (pois se a pessoa morrer em heresia ou pecado mortal irá para o Inferno). Leia também: Quais as disposições para receber a Santíssima Eucaristia? Resumindo, NÃO entre na fila da comunhão caso: 1) Esteja em pecado mortal (estão em pecado mortal: todas as mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais e os seus maridos que permitem que elas o façam; todos os solteiros que têm relações sexuais com quem quer que seja; todos os que, sem motivo justo, faltaram a uma Missa dominical ou de dia santo de guarda; todos os que deram dinheiro para associações anticatólicas, como a LBV; todos os que conscientemente permitiram que crianças tivessem acesso a pornografias e obscenidades, como as apresentadas diariamente na TV brasileira; todos os que leram e acreditaram em horóscopos, ou recorreram a videntes e cartomantes; todos os que cometeram qualquer outro pecado mortal depois de sua última confissão). 2) Não aceite completamente tudo o que a Igreja ensina (como a indissolubilidade do matrimônio, necessidade de pertencer à Igreja Católica para a Salvação, necessidade de castidade até o casamento) ou acredite em coisas contrárias à Fé católica (como reencarnação, “mau-olhado”, astrologia, tarô, etc.). Fonte: Canção Nova Leia também: https://templariodemaria.com.br/pecado-mortal-o-obstaculo-para-nossa-salvacao/ #Comunhão #confissão #pecadomortal #SacramentodaConfissão
- UMA LUZ QUE IRROMPE – Scott Hahn medita sobre o 5º Domingo do Tempo Comum
Jesus veio entre nós como luz para diluir as trevas de um mundo decaído. Como Seus discípulos, também somos chamados a ser “luz do mundo”. É o que Ele nos diz no Evangelho neste domingo (João 1, 4-4, 9; 8, 12; 9 5). Todas as três imagens que Jesus usa para descrever a Igreja estão ligadas à identidade e vocação de Israel. Deus sempre associou Seu reino ao reino de David e seus filhos por uma “aliança de sal”, por ser o sal um sinal de permanência e pureza (2 Crônicas 13, 5, 8; Levítico 2,13; Ezequiel 43, 24). Jerusalém deveria ser uma cidade situada em uma colina, acima das demais, atraindo todas as nações para a gloriosa luz que irradiada de seu templo (Isaías 2, 2; 60, 1-3). A liturgia mostra-nos, nesta semana, que a Igreja e cada cristão são chamados a cumprir a missão de Israel. Pela nossa fé e nossas boas obras, devemos fazer irromper nas trevas a luz da vida divina, como cantamos no Salmo deste domingo. As leituras desta semana nos lembram que nossa fé nunca deve ser um assunto privado, algo que possamos esconder dentro de uma cesta. Devemos nos dedicar aos aflitos, como Isaías nos diz na Primeira Leitura. Nossa luz deve brilhar como um raio da misericórdia de Deus para todos os pobres, famintos, nus e escravizados. Deve haver uma qualidade transparente em nossas vidas. Nossos amigos e familiares, nossos vizinhos e concidadãos devem ver refletida em nós a luz de Cristo e, através de nós, ser atraídos para as verdades salvadoras do Evangelho. E, então, oremos para que, como São Paulo na Epístola de hoje, possamos proclamar Cristo com toda a nossa vida — mas Cristo crucificado. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/light-breaking-forth-scott-hahn-reflects-on-the-fifth-sunday-in-ordinary-time/
- Trabalhar aos domingos é pecado?
Com a evolução do comércio e a indústria, o ocidente adquiriu a cultura do consumismo que tirou do Domingo o status de Dia do Senhor, reservado ao repouso, transformando-o no dia das compras. Neste contexto os comércios encontram a oportunidade de lucrar ainda mais, fazendo que os funcionários trabalhem também neste dia. Qual o ensinamento da Igreja acerca de Santificar o Domingo? Assista o vídeo abaixo antes de continuar a leitura: 3º Mandamento: Guardar o Domingo e Festas de Guarda “Trabalharás durante seis dias e farás todas as tuas obras. O sétimo dia, porém, é o sábado do Senhor, teu Deus. Não farás nenhum trabalho” (Êx 20,8-10). O dia do ‘Sábado’ no Antigo Testamento lembrava também a libertação de Israel do Egito. No Novo Testamento recorda agora a Páscoa de Jesus e sua Ressurreição no domingo. Por isso, a Igreja desde os Apóstolos guarda o domingo como o Dia do Senhor ( Dominus ). O que este mandamento propõe? louvor a Deus com obras de culto nos dias de festa (Santa Missa; instrução religiosa; visita aos doentes e outras obras boas); descanso físico e mental O que ele proíbe? atividades que impeçam o culto a Deus e o devido descanso. O Código de Direito Canônico , em seu Cânon 1247, complementa o ordenamento quando diz que “no domingo e nos outros dias de festa de preceito, os fiéis têm a obrigação de participar da missa; além disso, devem abster-se das atividades e negócios que impeçam o culto a ser prestado a Deus, a alegria própria do dia do Senhor e o devido descanso da mente e do corpo. ” Ora, percebe-se assim que é preciso um outro posicionamento diante do domingo e dos dias de preceito. Não se trata somente de ir à missa e de não trabalhar. É preciso também olhar para o outro, reconhecendo nele igualmente a necessidade de guardar o mesmo preceito. Veja: “Santificar os domingos e dias de festa exige um esforço comum. Cada cristão deve evitar impor sem necessidades a outrem o que o impediria de guardar o dia do Senhor. Quando os costumes (esportes, restaurantes etc.) e as necessidades sociais (serviços públicos etc.) exigem um trabalho dominical, cada um assuma a responsabilidade de encontrar um tempo suficiente de lazer. Os fiéis cuidarão, com temperança e caridade de evitar os excessos e as violências causadas às vezes pelas diversões de massa. Apesar das limitações econômicas, os poderes públicos cuidarão de assegurar aos cidadãos um tempo destinado ao repouso e ao culto divino. Os patrões têm uma obrigação análoga com respeito aos seus empregados.” (CIC 2187) O repouso dominical, para o católico, não é um fim em si mesmo. O centro dessa prática não está no repouso, mas sim na Eucaristia, no culto divino, na santificação daquele tempo da graça. De fato, os Domingos e dias de guarda devem ser santificados pela participação na Santa Missa e pela abstenção dos trabalhos. É norma natural que santifiquemos o Criador por um repouso periódico, explicitada pela Revelação, que nos deu o terceiro mandamento do Decálogo: “Guardar os dias de preceito.” Regulando essa lei divina, a Igreja dispõe em seu Código de Direito Canônico: “Cân. 1247 No domingo e nos outros dias de festa de preceito, os fiéis têm a obrigação de participar da missa; além disso, devem abster-se das atividades e negócios que impeçam o culto a ser prestado a Deus, a alegria própria do dia do Senhor e o devido descanso da mente e do Corpo.” Ordinariamente, então, há que se santificar o Domingo pela abstenção do trabalho servil, as ações governamentais e judiciais, da prática comercial, restando lícitas as artes liberais: “estudar, ensinar, dar concertos musicais, mesmo se estas obras são retribuídas com dinheiro; são lícitos os trabalhos comuns e os trabalhos que parecem servis, mas servem ao uso diário da família, como preparar o alimento, varrer a casa, mesmo fazer pão para uso doméstico, se comodamente não se pode antecipar ou adiar.” (DEL GRECO, Pe. Teodoro da Torre. Teologia Moral, São Paulo: Paulinas, 1959, pp. 207-208) Todavia, os preceitos divinos só obrigam ao possível, de modo que existem causas escusantes do não-cumprimento dos mandamentos. O Senhor mesmo disse que o sábado era para o homem, não o homem para o sábado – e o sábado era o equivalente judaico do Domingo. Assim, segundo o canonista já citado, existem quatro tipos de causas que escusam do repouso dominical: 1) A necessidade própria ou alheia. Assim, é lícito aos filhos e aos criados fazer o que os pais ou superiores mandam; é lícito aos pobres que não têm com que matar a fome, trabalhar para ganhar o necessário para a vida, contanto que o façam secretamente para evitar o escândalo; é lícito trabalhar numa fábrica, onde um forno não pode ser apagado sem notável prejuízo. Estão escusados os médicos e cirurgiões que devem atender aos doentes, os alfaiates que devem terminar vestes para casamentos, etc. Segundo sentença mais provável, não é lícito trabalhar pelo único motivo de evita o ócio, a não ser que o trabalho seja o meio apto para evitar uma tentação. 2) A piedade torna lícitos os trabalhos que dizem respeito ao culto de Deus. É lícito, por isso, tocar sinos, órgãos, enfeitar altares, etc. Não é lícito fazer o que só remotamente serve para o culto divino, a não ser que escuse a necessidade, por exemplo, varrer a igreja, enfeitá-la, etc. 3) A dispensa concedida pelos Ordinários dos lugares e pelos párocos (nota nossa: conforme o Código anterior, de 1917, revogado pelo de 1983). 4 ) O costume que torna lícito alguns trabalhos que em si seriam proibidos (fazer a própria barba, etc).” (idem. ibidem, pp. 208-209) O caso do senhor se encaixa na primeira causa de escusa: necessidade. A concorrência o obriga a tal medida, pois, do contrário, haveria grave prejuízo para o seu sustento e, o que é pior, para o de sua família, a qual o senhor está, por direito natural, obrigado a manter. Pecaria o senhor gravemente se prejudicasse a mantença de sua esposa e seus filhos. Portanto, não só está escusado, como, dependendo das circunstâncias, fechar o comércio aos Domingos poderia ser pecado. Claríssima é a sentença do recente Compêndio do Catecismo da Igreja Católica: “São permitidas as atividades lugadas a necessidades familiares ou a serviços de grande utilidade social, desde que não criem hábitos prejudiciais à santificação do domingo, à vida de família e à saúde.” (Comp. Cat., 453) Portanto, o domingo deve ser dedicado às boas obras; à evangelização, catequese, à caridade, aos serviços aos doentes e idosos. É o dia de se visitar os parentes, descansar, fazer uma reflexão, silêncio ou mesmo uma meditação. Se houver necessidade de se trabalhar no domingo, então deve buscar o repouso e a oração em outro dia. E os patrões têm a obrigação de facilitar aos empregados ao menos participar da santa Missa no domingo. Assista também: Fontes: Equipe Christo Nihil Praeponere | Veritatis Splendor | Cleofas #DezMandamentos
- Trabalhar aos domingos é pecado?
Com a evolução do comércio e a indústria, o ocidente adquiriu a cultura do consumismo que tirou do Domingo o status de Dia do Senhor, reservado ao repouso, transformando-o no dia das compras. Neste contexto os comércios encontram a oportunidade de lucrar ainda mais, fazendo que os funcionários trabalhem também neste dia. Qual o ensinamento da Igreja acerca de Santificar o Domingo? Assista o vídeo abaixo antes de continuar a leitura: 3º Mandamento: Guardar o Domingo e Festas de Guarda “Trabalharás durante seis dias e farás todas as tuas obras. O sétimo dia, porém, é o sábado do Senhor, teu Deus. Não farás nenhum trabalho” (Êx 20,8-10). O dia do ‘Sábado’ no Antigo Testamento lembrava também a libertação de Israel do Egito. No Novo Testamento recorda agora a Páscoa de Jesus e sua Ressurreição no domingo. Por isso, a Igreja desde os Apóstolos guarda o domingo como o Dia do Senhor ( Dominus ). O que este mandamento propõe? louvor a Deus com obras de culto nos dias de festa (Santa Missa; instrução religiosa; visita aos doentes e outras obras boas); descanso físico e mental O que ele proíbe? atividades que impeçam o culto a Deus e o devido descanso. O Código de Direito Canônico , em seu Cânon 1247, complementa o ordenamento quando diz que “no domingo e nos outros dias de festa de preceito, os fiéis têm a obrigação de participar da missa; além disso, devem abster-se das atividades e negócios que impeçam o culto a ser prestado a Deus, a alegria própria do dia do Senhor e o devido descanso da mente e do corpo. ” Ora, percebe-se assim que é preciso um outro posicionamento diante do domingo e dos dias de preceito. Não se trata somente de ir à missa e de não trabalhar. É preciso também olhar para o outro, reconhecendo nele igualmente a necessidade de guardar o mesmo preceito. Veja: “Santificar os domingos e dias de festa exige um esforço comum. Cada cristão deve evitar impor sem necessidades a outrem o que o impediria de guardar o dia do Senhor. Quando os costumes (esportes, restaurantes etc.) e as necessidades sociais (serviços públicos etc.) exigem um trabalho dominical, cada um assuma a responsabilidade de encontrar um tempo suficiente de lazer. Os fiéis cuidarão, com temperança e caridade de evitar os excessos e as violências causadas às vezes pelas diversões de massa. Apesar das limitações econômicas, os poderes públicos cuidarão de assegurar aos cidadãos um tempo destinado ao repouso e ao culto divino. Os patrões têm uma obrigação análoga com respeito aos seus empregados.” (CIC 2187) O repouso dominical, para o católico, não é um fim em si mesmo. O centro dessa prática não está no repouso, mas sim na Eucaristia, no culto divino, na santificação daquele tempo da graça. De fato, os Domingos e dias de guarda devem ser santificados pela participação na Santa Missa e pela abstenção dos trabalhos. É norma natural que santifiquemos o Criador por um repouso periódico, explicitada pela Revelação, que nos deu o terceiro mandamento do Decálogo: “Guardar os dias de preceito.” Regulando essa lei divina, a Igreja dispõe em seu Código de Direito Canônico: “Cân. 1247 No domingo e nos outros dias de festa de preceito, os fiéis têm a obrigação de participar da missa; além disso, devem abster-se das atividades e negócios que impeçam o culto a ser prestado a Deus, a alegria própria do dia do Senhor e o devido descanso da mente e do Corpo.” Ordinariamente, então, há que se santificar o Domingo pela abstenção do trabalho servil, as ações governamentais e judiciais, da prática comercial, restando lícitas as artes liberais: “estudar, ensinar, dar concertos musicais, mesmo se estas obras são retribuídas com dinheiro; são lícitos os trabalhos comuns e os trabalhos que parecem servis, mas servem ao uso diário da família, como preparar o alimento, varrer a casa, mesmo fazer pão para uso doméstico, se comodamente não se pode antecipar ou adiar.” (DEL GRECO, Pe. Teodoro da Torre. Teologia Moral, São Paulo: Paulinas, 1959, pp. 207-208) Todavia, os preceitos divinos só obrigam ao possível, de modo que existem causas escusantes do não-cumprimento dos mandamentos. O Senhor mesmo disse que o sábado era para o homem, não o homem para o sábado – e o sábado era o equivalente judaico do Domingo. Assim, segundo o canonista já citado, existem quatro tipos de causas que escusam do repouso dominical: 1) A necessidade própria ou alheia. Assim, é lícito aos filhos e aos criados fazer o que os pais ou superiores mandam; é lícito aos pobres que não têm com que matar a fome, trabalhar para ganhar o necessário para a vida, contanto que o façam secretamente para evitar o escândalo; é lícito trabalhar numa fábrica, onde um forno não pode ser apagado sem notável prejuízo. Estão escusados os médicos e cirurgiões que devem atender aos doentes, os alfaiates que devem terminar vestes para casamentos, etc. Segundo sentença mais provável, não é lícito trabalhar pelo único motivo de evita o ócio, a não ser que o trabalho seja o meio apto para evitar uma tentação. 2) A piedade torna lícitos os trabalhos que dizem respeito ao culto de Deus. É lícito, por isso, tocar sinos, órgãos, enfeitar altares, etc. Não é lícito fazer o que só remotamente serve para o culto divino, a não ser que escuse a necessidade, por exemplo, varrer a igreja, enfeitá-la, etc. 3) A dispensa concedida pelos Ordinários dos lugares e pelos párocos (nota nossa: conforme o Código anterior, de 1917, revogado pelo de 1983). 4 ) O costume que torna lícito alguns trabalhos que em si seriam proibidos (fazer a própria barba, etc).” (idem. ibidem, pp. 208-209) O caso do senhor se encaixa na primeira causa de escusa: necessidade. A concorrência o obriga a tal medida, pois, do contrário, haveria grave prejuízo para o seu sustento e, o que é pior, para o de sua família, a qual o senhor está, por direito natural, obrigado a manter. Pecaria o senhor gravemente se prejudicasse a mantença de sua esposa e seus filhos. Portanto, não só está escusado, como, dependendo das circunstâncias, fechar o comércio aos Domingos poderia ser pecado. Claríssima é a sentença do recente Compêndio do Catecismo da Igreja Católica: “São permitidas as atividades lugadas a necessidades familiares ou a serviços de grande utilidade social, desde que não criem hábitos prejudiciais à santificação do domingo, à vida de família e à saúde.” (Comp. Cat., 453) Portanto, o domingo deve ser dedicado às boas obras; à evangelização, catequese, à caridade, aos serviços aos doentes e idosos. É o dia de se visitar os parentes, descansar, fazer uma reflexão, silêncio ou mesmo uma meditação. Se houver necessidade de se trabalhar no domingo, então deve buscar o repouso e a oração em outro dia. E os patrões têm a obrigação de facilitar aos empregados ao menos participar da santa Missa no domingo. Assista também: Fontes: Equipe Christo Nihil Praeponere | Veritatis Splendor | Cleofas #DezMandamentos
- DA FAMÍLIA BIOLÓGICA À ESPIRITUAL
Quando São Paulo afirmou que já não havia diferença entre judeu e grego, escravo e livre, homem e mulher, pois eram todos “um” em Jesus Cristo (Gal, 3, 28), estava iniciando a mais profunda reforma da família de que se tem notícia na História. O cristianismo dava à pessoa humana e à família um novo rosto e um novo sentido, baseados no relacionamento fraterno, de mútuo respeito. Essa restauração que se deu muito devagar, sem passe de mágica, produto de um esforço lento e permanente que ainda continua e só terminará no fim do mundo, pois o cristianismo não trabalha com metodologia revolucionária. A história da literatura ocidental, de Dante Alighieri a Shakespeare, de Cervantes a Dostoievski, revela o quanto foi e continua difícil a convivência familiar nos dois mil anos de civilização cristã, apesar de todo o ensinamento moral da Igreja. A Igreja, porém, não se contentava em reconhecer que a humanidade dependia visceralmente da família; que a união física do homem e da mulher, resultando quase sempre em filhos, era a razão de ser da espécie humana. A essa realidade biológica e natural, acrescentava elementos sobrenaturais, que faziam da família cristã não só um grupo constituído de pessoas com parentesco próximo, compartilhando o mesmo sobrenome, vivendo sob o mesmo teto, com ancestrais em comum; não só um conjunto de pessoas ligadas entre si pelo efêmero sangue humano, mas sobretudo pelo sangue que Jesus verteu na Cruz, regida pelos dez mandamentos e as virtudes evangélicas. Contudo, havia mais. Família, na verdade, era o destino eterno do homem e do próprio Deus. A divindade era inequivocamente uma família — Pai, Filho, Espírito Santo — e a ela quis incorporar a humanidade criada. E quando Deus se fez homem, preparou para tal fim uma pequena família em Nazaré, que lançou o padrão familiar desejável para esses nossos “últimos tempos” (que já passam de dois mil anos). Do ponto de vista cristão, os homens já podiam começar a integrar essa família celeste ainda aqui, neste mundo, vivendo sob a mesma paternidade divina, através da Igreja, família sobrenatural — a Civitas Dei de Santo Agostinho — que já significava a primeira superação da família biológica, com seus membros já definitivos povoando o Purgatório e o Céu; e provisórios, os cristãos ainda vivos. Nas famílias deste mundo, a Igreja entendia que todos os seus membros eram iguais perante Deus. Sua base era o sacramento do matrimônio, no qual homem e mulher se uniam tanto para o prazer do encontro íntimo, como para o sacrifício da geração de filhos, sempre fundado na fidelidade recíproca. Era, por vontade divina, humanamente indissolúvel, e tinha, como finalidade mais importante, a santificação dos seus membros aqui e agora, visando a Vida num mundo que não era deste mundo: depois e além. Dessa renovação cristã da família — o surgimento do “homem novo”, de que falava São Paulo —, surgiria uma civilização diferente de todas as anteriores: a ocidental, fundada na família cristã, encarregada de manter vivas as verdades religiosas e morais permanentes, transmitidas de geração a geração, como prenúncio da inumerável família ressuscitada da qual faria parte um dia a humanidade — em nova terra, sob novos céus. Uma família à qual pertenceriam todos os homens salvos, a verdadeira família de Abraão, mais numerosa que as areias do mar e as estrelas do céu. Insistir no Céu como lar eterno de uma família numerosíssima — em que todos seriam fraternalmente íntimos de todos, pois teriam toda a eternidade para isto — era o melhor caminho que a Igreja encontrou para pastorear a família terrena nos pastos turvos do mundo, durante as chuvas e trovoadas da História.
- Hering lança camiseta com estampa de movimento contra crianças e revolta clientes
A Hering decidiu a retirar de circulação nesta quinta-feira (6), a polêmica camiseta que está escrito, em inglês, My Pet is Smarter than Your Kid”. Traduzindo para o português: “Meu pet é mais esperto que o seu filho”. Este lançamento foi encarado pelos clientes como adesão ao movimento ChilfFree que incentiva a viver sem filhos, os quais seriam empecilhos para o bem estar do casal, segundo seus adeptos. Em suma este movimento seria uma forma indireta de favorecer o aborto. Além de produtos, o movimento ChildFree já chegou também aos estabelecimentos, ou seja, locais em que não é permitida entrada crianças, como restaurantes, por exemplo. Com isso eles passam para um novo nível, não apenas dizendo que não devemos ter filhos, mas afirmam que animais de estimação são melhores, em todos os sentidos, que nossas crianças. Nas redes sociais e what’s app internautas iniciaram uma campanha contra a empresa, encaminhando mensagens alertando sobre o novo produto da empresa. Entre os comentários um ganhou destaque: “É um verdadeiro absurdo alegar que animais de estimação são melhores que uma criança! É uma afronta à criação de Deus que nos fez à sua imagem e semelhança.” Após onda de críticas na internet a Hering decidiu retirar o produto de circulação e em seguida foi às redes sociais para pedir desculpas através publicação. “Ouvimos cada comentário e retiramos os produtos de circulação. Estamos em revisão dos nossos processos para evitar que situações como esta voltem a acontecer”, publicou a empresa em sua rede social Facebook.
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A Hering decidiu a retirar de circulação nesta quinta-feira (6), a polêmica camiseta que está escrito, em inglês, My Pet is Smarter than Your Kid”. Traduzindo para o português: “Meu pet é mais esperto que o seu filho”. Este lançamento foi encarado pelos clientes como adesão ao movimento ChilfFree que incentiva a viver sem filhos, os quais seriam empecilhos para o bem estar do casal, segundo seus adeptos. Em suma este movimento seria uma forma indireta de favorecer o aborto. Além de produtos, o movimento ChildFree já chegou também aos estabelecimentos, ou seja, locais em que não é permitida entrada crianças, como restaurantes, por exemplo. Com isso eles passam para um novo nível, não apenas dizendo que não devemos ter filhos, mas afirmam que animais de estimação são melhores, em todos os sentidos, que nossas crianças. Nas redes sociais e what’s app internautas iniciaram uma campanha contra a empresa, encaminhando mensagens alertando sobre o novo produto da empresa. Entre os comentários um ganhou destaque: “É um verdadeiro absurdo alegar que animais de estimação são melhores que uma criança! É uma afronta à criação de Deus que nos fez à sua imagem e semelhança.” Após onda de críticas na internet a Hering decidiu retirar o produto de circulação e em seguida foi às redes sociais para pedir desculpas através publicação. “Ouvimos cada comentário e retiramos os produtos de circulação. Estamos em revisão dos nossos processos para evitar que situações como esta voltem a acontecer”, publicou a empresa em sua rede social Facebook.
- “Querida Amazônia”: Exortação Apostólica do Papa será apresentada em 12 de fevereiro
O documento oficial será apresentado em coletiva de imprensa a partir das 13h, hora italiana, 9h no horário de Brasília. A Exortação Apostólica Pós-Sinodal do Papa Francisco é fruto do Sínodo dos Bispos, realizado em outubro de 2019, no Vaticano. A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou nesta sexta-feira (7) que a Exortação Apostólica Pós-Sinodal do Papa Francisco, fruto do Sínodo dos Bispos para a Amazônia, será publicada na próxima quarta-feira, 12 de fevereiro, em Roma. O documento terá como título “Querida Amazônia”, resultado da Assembleia Especial sobre os novos caminhos para a Igreja e por uma ecologia integral, realizada no mês de outubro de 2019, no Vaticano. Via VaticanNews.va Leia também: Papa pode quebrar a Lei do Celibato e permitir Sacerdócio para homens casados #papafrancisco #SínododaAmazônia
- “Querida Amazônia”: Exortação Apostólica do Papa será apresentada em 12 de fevereiro
O documento oficial será apresentado em coletiva de imprensa a partir das 13h, hora italiana, 9h no horário de Brasília. A Exortação Apostólica Pós-Sinodal do Papa Francisco é fruto do Sínodo dos Bispos, realizado em outubro de 2019, no Vaticano. A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou nesta sexta-feira (7) que a Exortação Apostólica Pós-Sinodal do Papa Francisco, fruto do Sínodo dos Bispos para a Amazônia, será publicada na próxima quarta-feira, 12 de fevereiro, em Roma. O documento terá como título “Querida Amazônia”, resultado da Assembleia Especial sobre os novos caminhos para a Igreja e por uma ecologia integral, realizada no mês de outubro de 2019, no Vaticano. Via VaticanNews.va Leia também: Papa pode quebrar a Lei do Celibato e permitir Sacerdócio para homens casados #papafrancisco #SínododaAmazônia
- Médica receita “Padre Paulo Ricardo” e diz para paciente evitar ambientes comunistas
Não é mentira, o fato correu mesmo e foi contado pela estudante Ana Paula Blengini em seu perfil no Facebook e já teve milhares de compartilhamentos. O melhor remédio para nossos tempos é uma pura fonte da doutrina católica! No relato a jovem afirma que a mãe recebeu de uma médica, durante uma consulta, além de orientações para sua saúde, recomendações sobre como lidar com um problema que afeta milhares de estudantes. A médica alertou a senhora que tinha intenção de cursar Mestrado em Educação na Unicamp, informando que se ela quisesse ter uma saúde saudável, deveria abandonar imediatamente esses planos terríveis, pois do contrário seu quadro de saúde poderia piorar. O alerta foi baseado no fato que de que a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) é conhecidamente um reduto de simpatizantes à esquerda, onde grande parte dos alunos acabam sendo doutrinados para pensarem da mesma forma. Ao fim da orientação a médica fez uma receita indicando alguns “remédios” os quais poderiam ajudar no “tratamento” de possíveis doutrinações ideológicas. A receita indicava: Acessar o portal do Padre Paulo Ricardo, conhecido pela excelência e fidelidade de conteúdos e cursos católicos: https://padrepauloricardo.org Também assistir um curso específico sobre Marxismo do mesmo autor: Revolução e Marxismo Cultural . Assista a primeira das 6 aulas do curso que é gratuito e está disponível no youtube: E por fim recomendou que buscasse conhecer mais sobre os artigos publicados e o trabalho do filósofo e comentarista político Olavo de Carvalho: http://olavodecarvalho.org/ Leia seu relato: “ Hoje minha mãe foi a uma médica e, além de falar sobre seus problemas de saúde, conversou sobre seu desejo de fazer mestrado em Educação na Unicamp. Eis que a médica imediatamente a repreendeu dizendo que, caso ela queira ter uma velhice saudável, precisa imediatamente abandonar esses planos terríveis. Do contrário, seu quadro de saúde poderia piorar. Afirmou que a Unicamp é um lugar totalmente dominado pelos comunistas e onde se faz lavagem cerebral. Minha mãe saiu de lá com receita para ler os livros do Olavo de Carvalho e visitar um site cristão. “ No fim a estudante faz uma crítica perguntando se o problema da doutrinação ideológica está realmente nos professores da área de humanas. Observação: “Certamente, essa receita não foi uma prescrição médica, mas sim uma recomendação informal. Imaginamos que simplesmente a médica não tinha outro papel para anotar na hora, e acabou usando o papel da receita mesmo, o que não é recomendado. Entretanto não podemos negar que são excelentes dicas, e que fazem muito bem à saúde, disso não há dúvidas! #FormaçõesCatólicas #Marxismo #PadrePauloRicardo
- Médica receita “Padre Paulo Ricardo” e diz para paciente evitar ambientes comunistas
Não é mentira, o fato correu mesmo e foi contado pela estudante Ana Paula Blengini em seu perfil no Facebook e já teve milhares de compartilhamentos. O melhor remédio para nossos tempos é uma pura fonte da doutrina católica! No relato a jovem afirma que a mãe recebeu de uma médica, durante uma consulta, além de orientações para sua saúde, recomendações sobre como lidar com um problema que afeta milhares de estudantes. A médica alertou a senhora que tinha intenção de cursar Mestrado em Educação na Unicamp, informando que se ela quisesse ter uma saúde saudável, deveria abandonar imediatamente esses planos terríveis, pois do contrário seu quadro de saúde poderia piorar. O alerta foi baseado no fato que de que a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) é conhecidamente um reduto de simpatizantes à esquerda, onde grande parte dos alunos acabam sendo doutrinados para pensarem da mesma forma. Ao fim da orientação a médica fez uma receita indicando alguns “remédios” os quais poderiam ajudar no “tratamento” de possíveis doutrinações ideológicas. A receita indicava: Acessar o portal do Padre Paulo Ricardo, conhecido pela excelência e fidelidade de conteúdos e cursos católicos: https://padrepauloricardo.org Também assistir um curso específico sobre Marxismo do mesmo autor: Revolução e Marxismo Cultural . Assista a primeira das 6 aulas do curso que é gratuito e está disponível no youtube: E por fim recomendou que buscasse conhecer mais sobre os artigos publicados e o trabalho do filósofo e comentarista político Olavo de Carvalho: http://olavodecarvalho.org/ Leia seu relato: “ Hoje minha mãe foi a uma médica e, além de falar sobre seus problemas de saúde, conversou sobre seu desejo de fazer mestrado em Educação na Unicamp. Eis que a médica imediatamente a repreendeu dizendo que, caso ela queira ter uma velhice saudável, precisa imediatamente abandonar esses planos terríveis. Do contrário, seu quadro de saúde poderia piorar. Afirmou que a Unicamp é um lugar totalmente dominado pelos comunistas e onde se faz lavagem cerebral. Minha mãe saiu de lá com receita para ler os livros do Olavo de Carvalho e visitar um site cristão. “ No fim a estudante faz uma crítica perguntando se o problema da doutrinação ideológica está realmente nos professores da área de humanas. Observação: “Certamente, essa receita não foi uma prescrição médica, mas sim uma recomendação informal. Imaginamos que simplesmente a médica não tinha outro papel para anotar na hora, e acabou usando o papel da receita mesmo, o que não é recomendado. Entretanto não podemos negar que são excelentes dicas, e que fazem muito bem à saúde, disso não há dúvidas! #FormaçõesCatólicas #Marxismo #PadrePauloRicardo
- Um bispo austríaco estreia na televisão pedindo o fim do celibato obrigatório
Dom Josef Marketz, que acaba de ser consagrado como bispo da diocese austríaca de Gurk-Klagenfurt, iniciou seu ministério episcopal com uma declaração sobre o celibato em um programa de televisão. Dom Marketz disse que, na sua opinião, “o celibato [obrigatório] apresenta problemas; haveria mais vocações sacerdotais e menos solidão entre os padres se a disciplina fosse aliviada”. O neobispo disse que especialmente os padres mais velhos “teriam mais facilidade” se lhe fosse permitido ser acompanhado desde a juventude por uma companheira sentimental. Dom Marketz foi nomeado bispo de Gurk-Klagenfurt em 3 de dezembro de 2019 e recebeu a consagração episcopal de Dom Franz Lackner, OFM, arcebispo de Salzburgo em 2 de fevereiro . Suas declarações em uma televisão austríaca foram feitas quatro dias depois. Fonte: Infocatolica.com
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- QUANDO O PIANISTA DE JAZZ DAVE BRUBECK SE CONVERTEU AO CATOLICISMO – Greg Kandra
To Hope! A Celebration foi o primeiro encontro de Brubeck com a Missa Católica Romana, escrita numa época em que ele não pertencia a nenhuma denominação ou comunidade religiosa. Foi encomendada pela editora católica americana Our Sunday Visitor, através de seu editor Ed Murray, que queria uma peça musical séria sobre o texto da Missa no rito novo, não propriamente uma Missa pop ou jazzística, mas que refletisse a experiência católica americana. A composição teria um efeito profundo na vida de Brubeck. Pouco tempo antes de sua estreia, em 1980, um padre perguntou por que naquela Missa não havia o Pai Nosso. Brubeck primeiro perguntou: “O que é Pai Nosso?” (Ele a conhecia como “A Oração do Senhor”) e em seguida disse: “Eles não me pediram para fazer isso.” Ele decidiu não acrescentar mais nada à obra, pois, segundo pensava, poderia causar estragos na composição tal como a havia concebido. Ao padre, ele disse então: “Não posso agora. Vou sair de férias. Passei muito tempo longe da minha esposa e família; quero estar com eles e não me preocupar com música.” “Então, na primeira noite que passamos no Caribe, eu sonhei com o Pai Nosso”, diz Brubeck. Lembrava-se que saltou da cama para escrever o máximo que pudesse se lembrar do que havia sonhado. Naquele momento, ele decidiu acrescentar essa peça à Missa e tornar-se católico. Ele garantiu há anos, com firmeza, que não é um convertido, dizendo que para ser um convertido era necessário que fosse “algo” anteriormente. E ele se definia como “nada”, antes de ser recebido na Igreja. Sua Missa foi executada em todo o mundo, inclusive na antiga União Soviética, em 1997, quando a Rússia pensava em adotar uma religião de Estado. E, dez anos antes, também para o papa João Paulo II, em São Francisco, durante a peregrinação que o pontífice realizou aos Estados Unidos, em 1987. Requiescat in pace: Dave Brubeck, jazz giant and convert to Catholicism from “nothing”
- Uma última esperança para o celibato
Em poucos dias o Papa Francisco publicará uma carta apostólica em resposta às necessidades apresentadas no Sínodo da Amazônia. Fontes muito confiáveis asseguraram que alguns bispos vazaram informações de que o documento apresentará uma nova realidade para a Igreja Latina, chamado Viri Probati, ou seja, a ordenação de homens casados. Caso as informações se confirmem, pode ser algo muito prejudicial para a Santa Igreja. Mas será que ainda há uma esperança? Assista: Após diversos protestos, o Papa Francisco reafirmou nesta segunda-feira seu respeito ao celibato de padres , que só deveria ser descumprido em casos excepcionais. A informação veio a público um dia depois de o jornal “Le Figaro” divulgar trechos do novo livro do Papa emérito Bento XVI contrários à proposta de que homens casados sejam ordenados. — A posição do papa sobre o celibato é bem conhecida — disse o diretor da sala de imprensa do Vaticano, Matteo Bruni. A discussão em torno da premissa celibatária, adotada por sacerdotes católicos há mais de mil anos, ganhou força depois que o Sínodo para a Amazônia, realizado na Cidade do Vaticano em outubro, incluiu na sua resolução final a sugestão de ordenação de homens casados na Amazônia. A medida visa a expandir a área de influência da Igreja em áreas remotas da floresta, hoje dominadas por denominações evangélicas. De acordo com o Bruni, em uma conversa com jornalistas durante o retorno de uma viagem ao Panamá, em janeiro de 2019, Francisco se posicionou a respeito do tema citando uma frase de São Paulo VI: “Prefiro entregar minha vida a mudar a lei do celibato” . Francisco teria, então, acrescentado: — Pessoalmente, acho que o celibato é um presente para a Igreja. Não concordo que o celibato seja permitido como uma opção. Haveria algumas possibilidades, nos locais mais remotos, penso nas ilhas do Pacífico… quando há uma necessidade pastoral — acrescentou o Secretário, citando o Papa mas sem fazer referência à Amazônia. Bento XVI , de 92 anos, que renunciou em 2013 após uma série de escândalos, manifestou-se a favor do celibato em uma obra coescrita com o cardeal ultraconservador Robert Sarah, cujos extratos foram publicados domingo pelo jornal francês “Le Figaro”. “É urgente, necessário que todos os bispos, sacerdotes e leigos recuperem um olhar de fé na Igreja e no celibato sacerdotal que protege seu mistério” , escreveu o Papa emérito na obra. Essa posição ocorre no âmbito de um debate sobre a possibilidade de ordenação de homens casados de uma certa idade (chamados “ viri probati “) na Amazônia, um território onde faltam padres. Francisco tomará uma decisão a respeito das sugestões do Sínodo nas próximas semanas.
- Uma última esperança para o celibato
Em poucos dias o Papa Francisco publicará uma carta apostólica em resposta às necessidades apresentadas no Sínodo da Amazônia. Fontes muito confiáveis asseguraram que alguns bispos vazaram informações de que o documento apresentará uma nova realidade para a Igreja Latina, chamado Viri Probati, ou seja, a ordenação de homens casados. Caso as informações se confirmem, pode ser algo muito prejudicial para a Santa Igreja. Mas será que ainda há uma esperança? Assista: Após diversos protestos, o Papa Francisco reafirmou nesta segunda-feira seu respeito ao celibato de padres , que só deveria ser descumprido em casos excepcionais. A informação veio a público um dia depois de o jornal “Le Figaro” divulgar trechos do novo livro do Papa emérito Bento XVI contrários à proposta de que homens casados sejam ordenados. — A posição do papa sobre o celibato é bem conhecida — disse o diretor da sala de imprensa do Vaticano, Matteo Bruni. A discussão em torno da premissa celibatária, adotada por sacerdotes católicos há mais de mil anos, ganhou força depois que o Sínodo para a Amazônia, realizado na Cidade do Vaticano em outubro, incluiu na sua resolução final a sugestão de ordenação de homens casados na Amazônia. A medida visa a expandir a área de influência da Igreja em áreas remotas da floresta, hoje dominadas por denominações evangélicas. De acordo com o Bruni, em uma conversa com jornalistas durante o retorno de uma viagem ao Panamá, em janeiro de 2019, Francisco se posicionou a respeito do tema citando uma frase de São Paulo VI: “Prefiro entregar minha vida a mudar a lei do celibato” . Francisco teria, então, acrescentado: — Pessoalmente, acho que o celibato é um presente para a Igreja. Não concordo que o celibato seja permitido como uma opção. Haveria algumas possibilidades, nos locais mais remotos, penso nas ilhas do Pacífico… quando há uma necessidade pastoral — acrescentou o Secretário, citando o Papa mas sem fazer referência à Amazônia. Bento XVI , de 92 anos, que renunciou em 2013 após uma série de escândalos, manifestou-se a favor do celibato em uma obra coescrita com o cardeal ultraconservador Robert Sarah, cujos extratos foram publicados domingo pelo jornal francês “Le Figaro”. “É urgente, necessário que todos os bispos, sacerdotes e leigos recuperem um olhar de fé na Igreja e no celibato sacerdotal que protege seu mistério” , escreveu o Papa emérito na obra. Essa posição ocorre no âmbito de um debate sobre a possibilidade de ordenação de homens casados de uma certa idade (chamados “ viri probati “) na Amazônia, um território onde faltam padres. Francisco tomará uma decisão a respeito das sugestões do Sínodo nas próximas semanas.
- RECONSTRUINDO A IGREJA CATÓLICA – Regis Martin
Como reconstruir a Igreja, quando tudo nela parece cair e em toda parte só se vê ruínas? Imagine-se tal pergunta feita ao cardeal Robert Sarah, que realmente tem as opiniões católicas mais animadoras sobre o assunto. Há pouco tempo, ele se viu entre as ruínas da Catedral de Notre Dame, em Paris. Os destroços do local lembraram-lhe da situação da Igreja no Ocidente: para reconstruí-la, é preciso primeiro superar nosso medo e nossa inibição de dizer a verdade, a verdade de Deus e de nós mesmos em relação a Ele, as quais parecemos tão covardemente relutantes em proclamar ou defender. Tornamo-nos, diz ele, “como setas que não estão mais apontadas para Deus …” “As torres do espírito humano”, como ele as chama, tornaram-se como a própria catedral: “aniquiladas e quebradas”. O fogo que devastou Notre Dame, o símbolo sagrado que durante mil anos esteve no coração de Paris, lembra-nos do que realmente importa: ele está, agora, engolindo todo o Ocidente cristão. “Quer-se reconstruir a Igreja?”, ele pergunta. “Então é preciso ajoelhar!” Somente Deus pode agora nos salvar; e isso só se dá pela adoração. “Deseja-se reconstruir essa outra bela catedral, que é a Igreja Católica?”, ele pergunta novamente. “Fique-se de joelhos!” “Uma catedral”, continua ele, “é antes de tudo um lugar onde os homens podem se ajoelhar (…) onde Deus está presente no Santíssimo Sacramento. A tarefa mais urgente é recuperar o sentimento de adoração! “A sua ausência “é a fonte de todos os incêndios e crises que estão abalando o mundo e a Igreja ”. Graças a Deus, não se trata de mais um programa ou projeto para produzir mais estruturas. A Igreja não precisa de mais estruturas. Ela não precisa de mais máquinas ou gerentes para operar as máquinas. O que ela precisa é de místicos, santos, homens e mulheres que se apaixonaram por Deus. Porque essa é a única história de amor realmente satisfatória do universo. A santidade é a solução, portanto. https://www.ncregister.com/daily-news/on-rebuilding-the-catholic-church
- Médica receita “Olavo de Carvalho” e diz para paciente evitar ambientes comunistas
Não é mentira, o fato correu mesmo e foi contado pela estudante Ana Paula Blengini em seu perfil no Facebook e já teve milhares de compartilhamentos. No relato a jovem afirma que a mãe recebeu de uma médica, durante uma consulta, além de orientações para sua saúde, recomendações sobre como lidar com um problema que afeta milhares de estudantes. A médica alertou a senhora que tinha intenção de cursar Mestrado em Educação na Unicamp, informando que se ela quisesse ter uma saúde saudável, deveria abandonar imediatamente esses planos terríveis, pois do contrário seu quadro de saúde poderia piorar. O alerta foi baseado no fato que de que a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) é conhecidamente um reduto de simpatizantes à esquerda, onde grande parte dos alunos acabam sendo doutrinados para pensarem da mesma forma. Ao fim da orientação a médica fez uma receita indicando alguns “remédios” os quais poderiam ajudar no “tratamento” de possíveis doutrinações ideológicas. A receita indicava: E por fim recomendou que buscasse conhecer o filósofo e comentarista político Olavo de Carvalho: http://olavodecarvalho.org/ Acessar o portal do Padre Paulo Ricardo, conhecido pela excelência e fidelidade de conteúdos e cursos católicos: https://padrepauloricardo.org Também assistir um curso específico sobre Marxismo do mesmo autor: Revolução e Marxismo Cultural Assista a primeira de 6 aulas do curso que revela todos os detalhes da ação do Marxismo Cultural na sociedade e na Igreja: Leia seu relato: “ Hoje minha mãe foi a uma médica e, além de falar sobre seus problemas de saúde, conversou sobre seu desejo de fazer mestrado em Educação na Unicamp. Eis que a médica imediatamente a repreendeu dizendo que, caso ela queira ter uma velhice saudável, precisa imediatamente abandonar esses planos terríveis. Do contrário, seu quadro de saúde poderia piorar. Afirmou que a Unicamp é um lugar totalmente dominado pelos comunistas e onde se faz lavagem cerebral. Minha mãe saiu de lá com receita para ler os livros do Olavo de Carvalho e visitar um site cristão. “ No fim a estudante faz uma crítica perguntando se o problema da doutrinação ideológica está realmente nos professores da área de humanas. Observação: “Certamente, essa receita não foi uma prescrição médica, mas sim uma recomendação informal. Imaginamos que simplesmente a médica não tinha outro papel para anotar na hora, e acabou usando o papel da receita mesmo, o que não é recomendado. Entretanto não podemos negar que são excelentes dicas, e que fazem muito bem à saúde, disso não há dúvidas! #OlavodeCarvalho
- Médica receita “Olavo de Carvalho” e diz para paciente evitar ambientes comunistas
Não é mentira, o fato correu mesmo e foi contado pela estudante Ana Paula Blengini em seu perfil no Facebook e já teve milhares de compartilhamentos. No relato a jovem afirma que a mãe recebeu de uma médica, durante uma consulta, além de orientações para sua saúde, recomendações sobre como lidar com um problema que afeta milhares de estudantes. A médica alertou a senhora que tinha intenção de cursar Mestrado em Educação na Unicamp, informando que se ela quisesse ter uma saúde saudável, deveria abandonar imediatamente esses planos terríveis, pois do contrário seu quadro de saúde poderia piorar. O alerta foi baseado no fato que de que a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) é conhecidamente um reduto de simpatizantes à esquerda, onde grande parte dos alunos acabam sendo doutrinados para pensarem da mesma forma. Ao fim da orientação a médica fez uma receita indicando alguns “remédios” os quais poderiam ajudar no “tratamento” de possíveis doutrinações ideológicas. A receita indicava: E por fim recomendou que buscasse conhecer o filósofo e comentarista político Olavo de Carvalho: http://olavodecarvalho.org/ Acessar o portal do Padre Paulo Ricardo, conhecido pela excelência e fidelidade de conteúdos e cursos católicos: https://padrepauloricardo.org Também assistir um curso específico sobre Marxismo do mesmo autor: Revolução e Marxismo Cultural Assista a primeira de 6 aulas do curso que revela todos os detalhes da ação do Marxismo Cultural na sociedade e na Igreja: Leia seu relato: “ Hoje minha mãe foi a uma médica e, além de falar sobre seus problemas de saúde, conversou sobre seu desejo de fazer mestrado em Educação na Unicamp. Eis que a médica imediatamente a repreendeu dizendo que, caso ela queira ter uma velhice saudável, precisa imediatamente abandonar esses planos terríveis. Do contrário, seu quadro de saúde poderia piorar. Afirmou que a Unicamp é um lugar totalmente dominado pelos comunistas e onde se faz lavagem cerebral. Minha mãe saiu de lá com receita para ler os livros do Olavo de Carvalho e visitar um site cristão. “ No fim a estudante faz uma crítica perguntando se o problema da doutrinação ideológica está realmente nos professores da área de humanas. Observação: “Certamente, essa receita não foi uma prescrição médica, mas sim uma recomendação informal. Imaginamos que simplesmente a médica não tinha outro papel para anotar na hora, e acabou usando o papel da receita mesmo, o que não é recomendado. Entretanto não podemos negar que são excelentes dicas, e que fazem muito bem à saúde, disso não há dúvidas! #OlavodeCarvalho
- Arcebispo de Uganda proíbe comunhão na mão
Prelado também reafirma que casais em união estável não podem receber a Eucaristia KAMPALA, Uganda ( ChurchMilitant.com ) – Um arcebispo em Uganda está protegendo a Presença Real de Cristo de ser desonrada ao proibir a recepção da Sagrada Comunhão na mão. Em um decreto emitido no sábado, o arcebispo Cyprian Kizito Lwanga, de Kampala, disse a padres e leigos que agora está tornando a prática ilegal: A partir de agora, é proibido distribuir ou receber a Sagrada Comunhão nas mãos. A Santa Madre Igreja nos ordena a realizar a Santíssima Eucaristia com a mais alta honra ( Can. 898 ). Devido a muitos casos relatados de desonra à Eucaristia que foram associados à recepção da Eucaristia nas mãos, é apropriado retornar ao método mais reverente de receber a Eucaristia na língua. O arcebispo também estabeleceu normas adicionais sobre quem pode distribuir e receber o Santíssimo Sacramento e ordenou que suas diretrizes fossem imediatamente aplicadas. Lwanga se torna um dos poucos bispos em todo o mundo que usaram sua autoridade para banir a prática que é altamente criticada. O bispo na Bolívia, Krzysztof Białasik, barrou esse costume litúrgico de sua diocese de Oruro em 2015. Nomeado pelo Papa Bento XVI em 2005, disse que distribuir o Santíssimo Sacramento na língua reduz a chance de alguém receber a Eucaristia e depois ir embora sem consumir a Hóstia consagrada. O falecido bispo Juan Rodolfo Laise, da diocese de San Luis, Argentina, escreveu o livro Comunhão na Mão: Documentos e História, em 1997, quando proibiu a prática em sua diocese. Seus sucessores também apoiaram sua proibição. O bispo Athanasius Schneider, de Astana, no Cazaquistão, também tem sido um crítico aberto da Comunhão na mão. Falando em 2015, Schneider disse que a prática causa perda de fé na Presença Real de Cristo. “O gesto minimalista exterior tem uma conexão causal com o enfraquecimento ou até perda da fé na Presença Real”, explica o bispo. Schneider também escreveu um livro altamente crítico da prática chamado Dominus Est – É o Senhor . O cardeal Albert Malcolm Ranjith, agora arcebispo de Colombo, Sri Lanka, escreveu o prefácio do livro enquanto era ex-secretário da Congregação do Culto Divino. Em sua reflexão, Ranjith pediu uma revisão cuidadosa e possível abandono da prática. Penso que agora é hora de avaliar cuidadosamente a prática da Comunhão na mão e, se necessário, abandonar o que realmente nunca era exigido no documento do Vaticano II, Sacrosanctum Concilium, nem pelos padres conciliares, mas foi, de fato, “aceito” depois que foi introduzido como abuso em alguns países. Em seu decreto no sábado, Lwanga observou que a lei universal da Igreja Católica exige que ele esteja vigilante “para evitar abusos na vida litúrgica da Igreja”. Ele também reforçou que o cânon 915 do Código de Direito Canônico impede que os casais que vivem em pecado recebam a Comunhão. “Seguindo as normas claras do cân. 915”, escreveu Lwanga, “deve-se reafirmar que aqueles que vivem em união conjugal ilícita e aqueles que persistem em pecado grave e manifesto não podem ser admitidos na Santa Comunhão”. Entre as várias normas estabelecidas no decreto do bispo, os leigos – que não receberam um mandato oficial do bispo para serem ministros extraordinários da Eucaristia – também foram proibidos de distribuir a Sagrada Comunhão. Citando o cânone 929 , o bispo ordenou ainda que sacerdotes e diáconos “celebrando e administrando a Eucaristia” devem “usar vestimentas sagradas”, conforme prescrito pelas rubricas litúrgicas. Lwanga terminou dizendo que seus decretos foram feitos para lutar contra os crescentes abusos litúrgicos. “As normas acima visam agilizar a celebração da Santa Eucaristia e conter os abusos que começaram a surgir na celebração da missa”, escreveu o bispo. “Essas normas devem ser seguidas com efeito imediato”. Via Church Militant #Eucaristia #SantíssimaEucaristia
- Vaticano: É proibido impedir comunhão na boca, mesmo que seja para se evitar epidemias
Com surgimento de novas epidemias tornou-se rotina muitas paróquias e até mesmo dioceses proibirem a distribuição da comunhão na boca, entretanto o Vaticano já emitiu um parecer que mesmo nestes casos o desejo do fiel de receber a comunhão na boca deve ser respeitado. Congregação para o Culto Divino: Não é lícito negar a comunhão na língua devido ao H1N1. A Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos respondeu a um católico leigo da Grã-Bretanha, na diocese em que a comunhão na língua havia sido restringida devido a preocupações relacionadas à epidemia do vírus Influenza A – subtipo H1N1 (“gripe suína”). Não faz qualquer sentido científico uma vez que parece melhor ter apenas uma mão envolvida (aquela do Sacerdote). Parece mais seguro ter apenas um homem distribuindo a Sagrada Comunhão (o Sacerdote), nenhum “ministro extraordinário” de qualquer tipo, e que todos os fiéis recebessem a Comunhão da maneira tradicional. Fonte: Rorate-Caeli Tradução da carta Prot. N. 655/09 L Roma, 24 de julho de 2009 Prezado, Esta Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos deseja dar-lhe ciência do recebimento de sua carta datada de 22 de julho, acerca do direito dos fiéis de receber a Sagrada Comunhão na língua. Este Dicastério observa que sua Instrução Redemptionis Sacramentum (25 de março de 2004) claramente determina que “todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na língua” (n. 92), nem é lícito negar a Sagrada Comunhão a qualquer dos fiéis de Cristo que não estão impedidos pelo direito de receber a Sagrada Eucaristia (cf. n. 91) A Congregação lhe agradece por trazer esta importante matéria à sua atenção. Esteja assegurado que os apropriados contatos serão feitos. Possa o senhor perseverar na fé e no amor a Nosso Senhor e sua Santa Igreja, e em contínua devoção ao Santíssimo Sacramento. Com todo bom desejo e benevolente estima, sou, Sinceramente Vosso em Cristo, Pe. Anthony Ward, S.M. Sub-Secretário Prevenção ao contágio da Epidemias Com o surgimento da Gripe H1N1, Corona Vírus e outras epidemias, muitas autoridades da Igreja começaram a seguir orientações seculares para evitar o contágio. Em algumas dioceses as orientações vão desde evitar dar as mãos no pai nosso, ate o ponto de recomendar que o fiel falte à missa Dominical, caso contaminado. Veja algumas das orientações mais comuns: Não dar as mãos durante o Pai-Nosso; Não realizar o abraço da Paz; Manter as Igrejas arejadas, com portas e janelas abertas; Não encher as pias de Água Benta, devendo o fiel solicitar ao sacerdote uma porção para uso particular em suas residências; Caso o fiel esteja contaminado, não deve comparecer à Santa Missa, mesmo Dominical (devendo Não distribuir a Comunhão na espécie do Sangue do Senhor, não permitindo que o fiel, uma vez recebida a Hóstia, a molhe no Cálice, Uso de álcool em gel pelos sacerdotes e ministros da eucaristia (antes e após a distribuição); PROIBIR A DISTRIBUIÇÃO DA SAGRADA COMUNHÃO DIRETAMENTE NA BOCA; Assista ao vídeo antes de continuar a leitura : Algumas das orientações, percebemos que são úteis e, inclusive, favorecem a liturgia, como a questão de rezar orações de mãos dadas, lembrando que não há no missal nenhum momento em que exija este tipo de gestos. Assim como o fato dos fiéis receberem a Comunhão em duas espécies e eles próprios molharem o Corpo no Cálice com o Sangue do Senhor. Liturgicamente isso é proibido. Para a distribuição da Comunhão em duas espécies, a única possibilidade é que a Comunhão seja distribuída pelo Sacerdote ou Ministro diretamente nos lábios do fiel, sendo proibida a chamada “comunhão self-service” na qual o fiel mesmo toma o Corpo do Senhor e molha no Cálice com o Sangue do Senhor. A auto-comunhão só é permitida aos sacerdotes, e nem mesmos os ministros têm permissão ara tal. Entretanto, há entre as recomendações, a que proíbe a distribuição da Sagrada Comunhão diretamente na boca dos fiéis. Isso é um erro grave, pois infringe diretamente a Instrução Redemptionis Sacramentum quando determina que “todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na língua” (n. 92). Mesmo havendo risco de contágio, o fiel deve ter o direito de decidir se deseja receber a comunhão diretamente na boca. Por outro lado, existe uma exceção, que diz “se existir perigo de profanação, o sacerdote não deve distribuir aos fiéis a Comunhão nas mãos.” Portanto, a comunhão na boca é sempre garantida a quem desejar dessa forma, já a comunhão na mão pode ser proibida caso o Sacerdote analise o risco. Leia também: A santa missa e os abusos litúrgicos INSTRUÇÃO REDEMPTIONIS SACRAMENTUM Veja o que ensina a Instrução Redemptionis Sacramentum, documento que determina aspectos que se devem observar e evitar acerca da Santíssima Eucaristia. [90.] «Os fiéis comunguem de joelhos ou de pé, de acordo com o que estabelece a Conferência de Bispos», com a confirmação da Sé apostólica. «Quando comungarem de pé, recomenda-se fazer, antes de receber o Sacramento, a devida reverência, que devem estabelecer as mesmas normas».[176] [91.] Na distribuição da sagrada Comunhão se deve recordar que «os ministros sagrados não podem negar os sacramentos a quem os pedem de modo oportuno, e estejam bem dispostos e que não lhes seja proibido o direito de receber».[177] Por conseguinte, qualquer batizado católico, a quem o direito não o proíba, deve ser admitido à sagrada Comunhão. Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé. [92.] Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca[178] ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento. Nos lugares aonde Conferência de Bispos o haja permitido, com a confirmação da Sé apostólica, deve-se lhe administrar a sagrada hóstia. Sem dúvida, ponha-se especial cuidado em que o comungante consuma imediatamente a hóstia, na frente do ministro, e ninguém se desloque (retorne) tendo na mão as espécies eucarísticas. Se existe perigo de profanação, não se distribua aos fiéis a Comunhão na mão.[179] [93.] A bandeja para a Comunhão dos fiéis se deve manter, para evitar o perigo de que caia a hóstia sagrada ou algum fragmento.[180] NM [94.] Não está permitido que os fiéis tomem a hóstia consagrada nem o cálice sagrado «por si mesmos, nem muito menos que se passem entre si de mão em mão».[181] Nesta matéria, Além disso, deve-se suprimir o abuso de que os esposos, na Missa nupcial, administrem-se de modo recíproco a sagrada Comunhão. Jesus está no chão Se por um lado a comunhão na boca e, sempre que possível de joelhos, é sempre recomendada, ao passo que a comunhão nas Mãos pode ser proibida em situações em que haja o risco de profanações, nos deparamos com uma realidade muito assustadora. Assista também este vídeo: As pessoas que recebem a comunhão na mão, em geral não fazem a purificação das mãos no momento que antecede a missa ou até mesmo após lidarem com dinheiro durante o rito das oferendas. Portanto, com suas mãos impuras, tocam no Sacratíssimo Corpo e Sangue de Jesus. Além de estarem com as mãos impuras, existe o terrível costume das pessoas que recebem a Sagrada Comunhão nas mãos e não verificam as mãos, após comungarem, para verificar se restaram partículas nas mãos, e com frequência essas pequenas partículas são lançadas ao chão e são vítimas de profanação grave. A própria liturgia obriga o uso da patena no momento da distribuição da comunhão, já com o cuidado para que nenhuma partícula se perca. Entenda melhor: #PelaComunhaoNaBoca Aconselhamos todos a acolherem a orientação da Igreja que diz: “Onde houver perigo de profanação NÃO se dê a Comunhão na mão “. A exemplo do que ensinou o anjo de Portugal, por ocasião das aparições de Nossa Senhora em Fátima, quando se prostrou por terra diante do Santíssimo Corpo e Sangue de Deus ensinando as crianças a fazer o mesmo, procuremos tratar Jesus com todo, respeito reverência e adoração. Procuremos seguir o que diz a Palavra de Deus: “Diante do nome de Jesus, todo joelho se dobre…” Se o fiel está em estado de graça, sem pecados mortais, ele pode comungar, e na boca se quiser. “A comunhão na boca é direito verdadeiro e próprio do fiel, ao passo em que a comunhão na mão é mero indulto. É o que nos diz, ainda, o n. 92 da Redemptionis Sacramentum, cuja tradução para o português ficou truncada e incompreensível. Diz o texto na nossa língua: Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento.” “Portanto, ninguém pode negar a Sagrada Comunhão a um fiel que A peça diretamente na boca — a não ser que ele esteja «impedido pelo direito», caso em que ele não pode comungar nem na mão e nem de jeito nenhum. Se um fiel católico pode comungar, então ele pode comungar na boca: é a lei da Igreja.” #Comunhão #Vaticano
- Vaticano: É proibido impedir comunhão na boca, mesmo que seja para se evitar epidemias
Com surgimento de novas epidemias tornou-se rotina muitas paróquias e até mesmo dioceses proibirem a distribuição da comunhão na boca, entretanto o Vaticano já emitiu um parecer que mesmo nestes casos o desejo do fiel de receber a comunhão na boca deve ser respeitado. Congregação para o Culto Divino: Não é lícito negar a comunhão na língua devido ao H1N1. A Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos respondeu a um católico leigo da Grã-Bretanha, na diocese em que a comunhão na língua havia sido restringida devido a preocupações relacionadas à epidemia do vírus Influenza A – subtipo H1N1 (“gripe suína”). Não faz qualquer sentido científico uma vez que parece melhor ter apenas uma mão envolvida (aquela do Sacerdote). Parece mais seguro ter apenas um homem distribuindo a Sagrada Comunhão (o Sacerdote), nenhum “ministro extraordinário” de qualquer tipo, e que todos os fiéis recebessem a Comunhão da maneira tradicional. Fonte: Rorate-Caeli Tradução da carta Prot. N. 655/09 L Roma, 24 de julho de 2009 Prezado, Esta Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos deseja dar-lhe ciência do recebimento de sua carta datada de 22 de julho, acerca do direito dos fiéis de receber a Sagrada Comunhão na língua. Este Dicastério observa que sua Instrução Redemptionis Sacramentum (25 de março de 2004) claramente determina que “todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na língua” (n. 92), nem é lícito negar a Sagrada Comunhão a qualquer dos fiéis de Cristo que não estão impedidos pelo direito de receber a Sagrada Eucaristia (cf. n. 91) A Congregação lhe agradece por trazer esta importante matéria à sua atenção. Esteja assegurado que os apropriados contatos serão feitos. Possa o senhor perseverar na fé e no amor a Nosso Senhor e sua Santa Igreja, e em contínua devoção ao Santíssimo Sacramento. Com todo bom desejo e benevolente estima, sou, Sinceramente Vosso em Cristo, Pe. Anthony Ward, S.M. Sub-Secretário Prevenção ao contágio da Epidemias Com o surgimento da Gripe H1N1, Corona Vírus e outras epidemias, muitas autoridades da Igreja começaram a seguir orientações seculares para evitar o contágio. Em algumas dioceses as orientações vão desde evitar dar as mãos no pai nosso, ate o ponto de recomendar que o fiel falte à missa Dominical, caso contaminado. Veja algumas das orientações mais comuns: Não dar as mãos durante o Pai-Nosso; Não realizar o abraço da Paz; Manter as Igrejas arejadas, com portas e janelas abertas; Não encher as pias de Água Benta, devendo o fiel solicitar ao sacerdote uma porção para uso particular em suas residências; Caso o fiel esteja contaminado, não deve comparecer à Santa Missa, mesmo Dominical (devendo Não distribuir a Comunhão na espécie do Sangue do Senhor, não permitindo que o fiel, uma vez recebida a Hóstia, a molhe no Cálice, Uso de álcool em gel pelos sacerdotes e ministros da eucaristia (antes e após a distribuição); PROIBIR A DISTRIBUIÇÃO DA SAGRADA COMUNHÃO DIRETAMENTE NA BOCA; Assista ao vídeo antes de continuar a leitura : Algumas das orientações, percebemos que são úteis e, inclusive, favorecem a liturgia, como a questão de rezar orações de mãos dadas, lembrando que não há no missal nenhum momento em que exija este tipo de gestos. Assim como o fato dos fiéis receberem a Comunhão em duas espécies e eles próprios molharem o Corpo no Cálice com o Sangue do Senhor. Liturgicamente isso é proibido. Para a distribuição da Comunhão em duas espécies, a única possibilidade é que a Comunhão seja distribuída pelo Sacerdote ou Ministro diretamente nos lábios do fiel, sendo proibida a chamada “comunhão self-service” na qual o fiel mesmo toma o Corpo do Senhor e molha no Cálice com o Sangue do Senhor. A auto-comunhão só é permitida aos sacerdotes, e nem mesmos os ministros têm permissão ara tal. Entretanto, há entre as recomendações, a que proíbe a distribuição da Sagrada Comunhão diretamente na boca dos fiéis. Isso é um erro grave, pois infringe diretamente a Instrução Redemptionis Sacramentum quando determina que “todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na língua” (n. 92). Mesmo havendo risco de contágio, o fiel deve ter o direito de decidir se deseja receber a comunhão diretamente na boca. Por outro lado, existe uma exceção, que diz “se existir perigo de profanação, o sacerdote não deve distribuir aos fiéis a Comunhão nas mãos.” Portanto, a comunhão na boca é sempre garantida a quem desejar dessa forma, já a comunhão na mão pode ser proibida caso o Sacerdote analise o risco. Leia também: A santa missa e os abusos litúrgicos INSTRUÇÃO REDEMPTIONIS SACRAMENTUM Veja o que ensina a Instrução Redemptionis Sacramentum, documento que determina aspectos que se devem observar e evitar acerca da Santíssima Eucaristia. [90.] «Os fiéis comunguem de joelhos ou de pé, de acordo com o que estabelece a Conferência de Bispos», com a confirmação da Sé apostólica. «Quando comungarem de pé, recomenda-se fazer, antes de receber o Sacramento, a devida reverência, que devem estabelecer as mesmas normas».[176] [91.] Na distribuição da sagrada Comunhão se deve recordar que «os ministros sagrados não podem negar os sacramentos a quem os pedem de modo oportuno, e estejam bem dispostos e que não lhes seja proibido o direito de receber».[177] Por conseguinte, qualquer batizado católico, a quem o direito não o proíba, deve ser admitido à sagrada Comunhão. Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé. [92.] Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca[178] ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento. Nos lugares aonde Conferência de Bispos o haja permitido, com a confirmação da Sé apostólica, deve-se lhe administrar a sagrada hóstia. Sem dúvida, ponha-se especial cuidado em que o comungante consuma imediatamente a hóstia, na frente do ministro, e ninguém se desloque (retorne) tendo na mão as espécies eucarísticas. Se existe perigo de profanação, não se distribua aos fiéis a Comunhão na mão.[179] [93.] A bandeja para a Comunhão dos fiéis se deve manter, para evitar o perigo de que caia a hóstia sagrada ou algum fragmento.[180] NM [94.] Não está permitido que os fiéis tomem a hóstia consagrada nem o cálice sagrado «por si mesmos, nem muito menos que se passem entre si de mão em mão».[181] Nesta matéria, Além disso, deve-se suprimir o abuso de que os esposos, na Missa nupcial, administrem-se de modo recíproco a sagrada Comunhão. Jesus está no chão Se por um lado a comunhão na boca e, sempre que possível de joelhos, é sempre recomendada, ao passo que a comunhão nas Mãos pode ser proibida em situações em que haja o risco de profanações, nos deparamos com uma realidade muito assustadora. Assista também este vídeo: As pessoas que recebem a comunhão na mão, em geral não fazem a purificação das mãos no momento que antecede a missa ou até mesmo após lidarem com dinheiro durante o rito das oferendas. Portanto, com suas mãos impuras, tocam no Sacratíssimo Corpo e Sangue de Jesus. Além de estarem com as mãos impuras, existe o terrível costume das pessoas que recebem a Sagrada Comunhão nas mãos e não verificam as mãos, após comungarem, para verificar se restaram partículas nas mãos, e com frequência essas pequenas partículas são lançadas ao chão e são vítimas de profanação grave. A própria liturgia obriga o uso da patena no momento da distribuição da comunhão, já com o cuidado para que nenhuma partícula se perca. Entenda melhor: #PelaComunhaoNaBoca Aconselhamos todos a acolherem a orientação da Igreja que diz: “Onde houver perigo de profanação NÃO se dê a Comunhão na mão “. A exemplo do que ensinou o anjo de Portugal, por ocasião das aparições de Nossa Senhora em Fátima, quando se prostrou por terra diante do Santíssimo Corpo e Sangue de Deus ensinando as crianças a fazer o mesmo, procuremos tratar Jesus com todo, respeito reverência e adoração. Procuremos seguir o que diz a Palavra de Deus: “Diante do nome de Jesus, todo joelho se dobre…” Se o fiel está em estado de graça, sem pecados mortais, ele pode comungar, e na boca se quiser. “A comunhão na boca é direito verdadeiro e próprio do fiel, ao passo em que a comunhão na mão é mero indulto. É o que nos diz, ainda, o n. 92 da Redemptionis Sacramentum, cuja tradução para o português ficou truncada e incompreensível. Diz o texto na nossa língua: Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento.” “Portanto, ninguém pode negar a Sagrada Comunhão a um fiel que A peça diretamente na boca — a não ser que ele esteja «impedido pelo direito», caso em que ele não pode comungar nem na mão e nem de jeito nenhum. Se um fiel católico pode comungar, então ele pode comungar na boca: é a lei da Igreja.” #Comunhão #Vaticano
- Padre divulga lista de políticos pró-aborto que estão proibidos de receber a comunhão
Um padre da diocese de Providence, Rhode Island está impedindo que os parlamentares pró-aborto do estado recebam a Comunhão em sua paróquia. Em 26 de janeiro, pe. Richard Bucci, pastor da Igreja do Sagrado Coração em West Warwick, distribuiu um folheto com os nomes de 66 legisladores estaduais que não podem – entre outras coisas – receber a Eucaristia, testemunhar casamentos ou ser eleitores nas funções da igreja. Bucci escreveu: “De acordo com os ensinamentos da Igreja Católica por 2.000 anos, os seguintes membros da legislatura podem não receber a Santa Comunhão, assim como todos os oficiais do estado de Rhode Island, bem como os membros do Congresso de Rhode Island. Além disso, eles não terão permissão para atuar como testemunhas de casamento, padrinhos ou eleitores em casamentos, funerais ou qualquer outra função da Igreja.“ O padre Bucci listou membros da assembléia geral de Rhode Island que em junho votaram pela Lei de Privacidade Reprodutiva, que defende o aborto em Rhode Island, caso Roe v. Wade seja derrubado. Here’s a photo of the notice received by lawmakers including @repmcentee33 pic.twitter.com/diBYuAVod9 — Ian Donnis (@IanDon) January 31, 2020 O padre e canonista de Rhode Island Dean Perri disse à Church Militant que outros padres de Rhode Island concordam com a decisão de Bucci e agem de acordo: “Vários padres diocesanos concordam plenamente com o pe. A decisão de Bucci e age de acordo com os ensinamentos da Igreja sobre a recepção da comunhão. Alguns foram vocais e afastaram certos funcionários públicos de serem eleitores ou ministros eucarísticos extraordinários. Alguns o fizeram silenciosamente nos bastidores.“ Além de distribuir o folheto na missa de domingo, Bucci também o enviou por correio para as pessoas da lista, incluindo a deputada Carol McEntee. McEntee denunciou a ação de Bucci e pediu que ele se demitisse. Ela também exigiu que Bp. Thomas Tobin, da Providência, pede desculpas. “Isso nada mais é do que outra explosão cruel do padre Bucci. Ele não é adequado para ser padre, e peço que ele renuncie imediatamente”, insistiu McEntee. “Eu também apelo ao Bp. [Thomas] Tobin para retirar e negar este aviso e pedir desculpas a todas as pessoas que estão listadas neste aviso”. A diocese, no entanto, está dando uma aprovação tácita à iniciativa de Bucci. Perguntado se Bp. Tobin aprova o folheto de Bucci, a porta-voz diocesana Carolyn Cronin divulgou na quinta-feira a seguinte resposta: “Para cada sacramento, a Igreja fornece normas detalhadas para preparação e recepção. É dever do padre aplicá-los em sua paróquia, de acordo com a lei da Igreja. Isso inclui a recepção adequada da Sagrada Comunhão, conforme descrito no Código de Direito Canônico. Como a Igreja confia a cada pastor o dever de ensinar, santificar e governar sua paróquia, as decisões pastorais e administrativas diárias são tomadas no nível paroquial local.“ Perri confirmou que Tobin normalmente fala nessas situações através de sua porta-voz. “O bispo geralmente delega posições oficiais e comentários a serem feitos através da senhora Carolyn Cronin”, observou Perri. Perri observou que os políticos católicos pró-aborto estão em desacordo com os padres de Rhode Island, mas afirmou que Tobin apóia seus padres quando defendem o ensino católico. “Vivemos em um estado de partido único (democratas) e esse é um grande problema para muitos padres que têm funcionários públicos como parte de suas paróquias”, lamentou Perri. Ele acrescentou: “O bispo nos apoiará quando defendermos os ensinamentos da Igreja e ele é muito pró-vida e pró-família”. Bp. Thomas Tobin, da Providência Outra parlamentar, a deputada Julie Casimiro, respondeu : “Acho que a Assembléia Geral deveria postar uma lista de padres pedófilos que não são bem-vindos na sede do Estado. Essa é uma lista muito mais longa”. Bucci disse à mídia, no entanto, que se os legisladores realmente acreditassem que votar no aborto era moralmente bom, eles não teriam vergonha de serem chamados em seu folheto. “Se eles têm orgulho do que fizeram, por que querem manter isso em segredo? Todos ouvimos sobre responsabilidade. Deixe-os assumir a responsabilidade. Se eles acham que isso é uma coisa boa, saudável e sagrada”, observou Bucci. “Eles deveriam se orgulhar disso, e por que eu deveria esconder isso dos meus paroquianos?” Casimiro afirmou ainda: “Ser pró-escolha não significa que você é pró-aborto”. O bispo Tobin desmentiu essa alegação em 2016, alertando os católicos para “nunca votar em nenhum candidato de nenhum partido que apóie o aborto”. “E não se deixe enganar por aqueles que dizem que ‘não são a favor do aborto, mas são apenas a favor da escolha'”, aconselhou Tobin. “É uma cortina de fumaça para o que eles realmente acreditam, mas têm medo de admitir.” Ele continuou: “Afinal, que tipo de escolha eles estão promovendo? Eles não estão falando sobre escolher um sabor favorito de sorvete, não é? E não se trata da chamada liberdade reprodutiva ou dos cuidados com a saúde das mulheres. Claramente, os políticos que apóiam o aborto estão incentivando uma escolha que encerra a vida de um ser humano inocente e acaba prejudicando a mãe, pessoal e espiritualmente!“ O cânone 915 do Código Católico de Direito Canônico, dirigido aos clérigos, ordena que os católicos” perseverantemente perseverantes no manifesto pecado grave não sejam admitidos na Santa Comunhão”.Tobin desmentiu sua alegação em 2016, quando advertiu os católicos a “nunca votarem em nenhum candidato de nenhum partido que apóie o aborto”.Tweet Citando o cânone 915 em sua carta de 2004 aos bispos dos EUA, então CDL. Joseph Ratzinger, chefe da Congregação para a Doutrina da Fé, falou de políticos católicos que estão” fazendo campanha e votando por leis permissivas de aborto e eutanásia”. Ratzinger então estipulou: “Quando ‘essas medidas de precaução não tiveram efeito ou não foram possíveis’, e a pessoa em questão, com persistência obstinada, ainda se apresenta para receber a Santa Eucaristia ‘, o ministro da Santa Comunhão deve se recusar a distribuí-lo. ‘” Bucci afirma que ele está apenas sendo um verdadeiro pai espiritual para todos os necessitados. “Eles me chamam de ‘pai’ para que eu possa ter uma influência em suas vidas, e esse é um problema sério de vida e morte”, disse Bucci. Perri diz que a falta de respeito pela presença real está no centro da atual crise na Igreja: “Vocês do Church Militant acertaram em cheio a falta de reverência à Eucaristia nos dias de hoje. Começamos a restaurar essa reverência pregando sobre o pecado, a confissão e a necessidade de salvação através de uma recepção adequada e frutuosa do Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo na Eucaristia, recebendo-a especialmente na língua e não na mão.“ Ele acredita que as ações de Bucci darão coragem aos padres mais tímidos da diocese. “Penso que a nota do padre Bucci irá inspirar nossos padres mais jovens a serem mais ousados e firmes quando se trata da recepção adequada da Santa Comunhão”, comentou Perri. Fonte: Church Militant
- Padre divulga lista de políticos pró-aborto que estão proibidos de receber a comunhão
Um padre da diocese de Providence, Rhode Island está impedindo que os parlamentares pró-aborto do estado recebam a Comunhão em sua paróquia. Em 26 de janeiro, pe. Richard Bucci, pastor da Igreja do Sagrado Coração em West Warwick, distribuiu um folheto com os nomes de 66 legisladores estaduais que não podem – entre outras coisas – receber a Eucaristia, testemunhar casamentos ou ser eleitores nas funções da igreja. Bucci escreveu: “De acordo com os ensinamentos da Igreja Católica por 2.000 anos, os seguintes membros da legislatura podem não receber a Santa Comunhão, assim como todos os oficiais do estado de Rhode Island, bem como os membros do Congresso de Rhode Island. Além disso, eles não terão permissão para atuar como testemunhas de casamento, padrinhos ou eleitores em casamentos, funerais ou qualquer outra função da Igreja.“ O padre Bucci listou membros da assembléia geral de Rhode Island que em junho votaram pela Lei de Privacidade Reprodutiva, que defende o aborto em Rhode Island, caso Roe v. Wade seja derrubado. Here’s a photo of the notice received by lawmakers including @repmcentee33 pic.twitter.com/diBYuAVod9 — Ian Donnis (@IanDon) January 31, 2020 O padre e canonista de Rhode Island Dean Perri disse à Church Militant que outros padres de Rhode Island concordam com a decisão de Bucci e agem de acordo: “Vários padres diocesanos concordam plenamente com o pe. A decisão de Bucci e age de acordo com os ensinamentos da Igreja sobre a recepção da comunhão. Alguns foram vocais e afastaram certos funcionários públicos de serem eleitores ou ministros eucarísticos extraordinários. Alguns o fizeram silenciosamente nos bastidores.“ Além de distribuir o folheto na missa de domingo, Bucci também o enviou por correio para as pessoas da lista, incluindo a deputada Carol McEntee. McEntee denunciou a ação de Bucci e pediu que ele se demitisse. Ela também exigiu que Bp. Thomas Tobin, da Providência, pede desculpas. “Isso nada mais é do que outra explosão cruel do padre Bucci. Ele não é adequado para ser padre, e peço que ele renuncie imediatamente”, insistiu McEntee. “Eu também apelo ao Bp. [Thomas] Tobin para retirar e negar este aviso e pedir desculpas a todas as pessoas que estão listadas neste aviso”. A diocese, no entanto, está dando uma aprovação tácita à iniciativa de Bucci. Perguntado se Bp. Tobin aprova o folheto de Bucci, a porta-voz diocesana Carolyn Cronin divulgou na quinta-feira a seguinte resposta: “Para cada sacramento, a Igreja fornece normas detalhadas para preparação e recepção. É dever do padre aplicá-los em sua paróquia, de acordo com a lei da Igreja. Isso inclui a recepção adequada da Sagrada Comunhão, conforme descrito no Código de Direito Canônico. Como a Igreja confia a cada pastor o dever de ensinar, santificar e governar sua paróquia, as decisões pastorais e administrativas diárias são tomadas no nível paroquial local.“ Perri confirmou que Tobin normalmente fala nessas situações através de sua porta-voz. “O bispo geralmente delega posições oficiais e comentários a serem feitos através da senhora Carolyn Cronin”, observou Perri. Perri observou que os políticos católicos pró-aborto estão em desacordo com os padres de Rhode Island, mas afirmou que Tobin apóia seus padres quando defendem o ensino católico. “Vivemos em um estado de partido único (democratas) e esse é um grande problema para muitos padres que têm funcionários públicos como parte de suas paróquias”, lamentou Perri. Ele acrescentou: “O bispo nos apoiará quando defendermos os ensinamentos da Igreja e ele é muito pró-vida e pró-família”. Bp. Thomas Tobin, da Providência Outra parlamentar, a deputada Julie Casimiro, respondeu : “Acho que a Assembléia Geral deveria postar uma lista de padres pedófilos que não são bem-vindos na sede do Estado. Essa é uma lista muito mais longa”. Bucci disse à mídia, no entanto, que se os legisladores realmente acreditassem que votar no aborto era moralmente bom, eles não teriam vergonha de serem chamados em seu folheto. “Se eles têm orgulho do que fizeram, por que querem manter isso em segredo? Todos ouvimos sobre responsabilidade. Deixe-os assumir a responsabilidade. Se eles acham que isso é uma coisa boa, saudável e sagrada”, observou Bucci. “Eles deveriam se orgulhar disso, e por que eu deveria esconder isso dos meus paroquianos?” Casimiro afirmou ainda: “Ser pró-escolha não significa que você é pró-aborto”. O bispo Tobin desmentiu essa alegação em 2016, alertando os católicos para “nunca votar em nenhum candidato de nenhum partido que apóie o aborto”. “E não se deixe enganar por aqueles que dizem que ‘não são a favor do aborto, mas são apenas a favor da escolha'”, aconselhou Tobin. “É uma cortina de fumaça para o que eles realmente acreditam, mas têm medo de admitir.” Ele continuou: “Afinal, que tipo de escolha eles estão promovendo? Eles não estão falando sobre escolher um sabor favorito de sorvete, não é? E não se trata da chamada liberdade reprodutiva ou dos cuidados com a saúde das mulheres. Claramente, os políticos que apóiam o aborto estão incentivando uma escolha que encerra a vida de um ser humano inocente e acaba prejudicando a mãe, pessoal e espiritualmente!“ O cânone 915 do Código Católico de Direito Canônico, dirigido aos clérigos, ordena que os católicos” perseverantemente perseverantes no manifesto pecado grave não sejam admitidos na Santa Comunhão”.Tobin desmentiu sua alegação em 2016, quando advertiu os católicos a “nunca votarem em nenhum candidato de nenhum partido que apóie o aborto”.Tweet Citando o cânone 915 em sua carta de 2004 aos bispos dos EUA, então CDL. Joseph Ratzinger, chefe da Congregação para a Doutrina da Fé, falou de políticos católicos que estão” fazendo campanha e votando por leis permissivas de aborto e eutanásia”. Ratzinger então estipulou: “Quando ‘essas medidas de precaução não tiveram efeito ou não foram possíveis’, e a pessoa em questão, com persistência obstinada, ainda se apresenta para receber a Santa Eucaristia ‘, o ministro da Santa Comunhão deve se recusar a distribuí-lo. ‘” Bucci afirma que ele está apenas sendo um verdadeiro pai espiritual para todos os necessitados. “Eles me chamam de ‘pai’ para que eu possa ter uma influência em suas vidas, e esse é um problema sério de vida e morte”, disse Bucci. Perri diz que a falta de respeito pela presença real está no centro da atual crise na Igreja: “Vocês do Church Militant acertaram em cheio a falta de reverência à Eucaristia nos dias de hoje. Começamos a restaurar essa reverência pregando sobre o pecado, a confissão e a necessidade de salvação através de uma recepção adequada e frutuosa do Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo na Eucaristia, recebendo-a especialmente na língua e não na mão.“ Ele acredita que as ações de Bucci darão coragem aos padres mais tímidos da diocese. “Penso que a nota do padre Bucci irá inspirar nossos padres mais jovens a serem mais ousados e firmes quando se trata da recepção adequada da Santa Comunhão”, comentou Perri. Fonte: Church Militant
- PARRICÍDIO JURÍDICO
Com apoio do governo Macron, o Senado francês (153 votos a favor, 143 contra e 45 abstenções) aprovou uma lei que permite fertilização artificial para mulheres solteiras e casais de lésbicas. O doador do espermatozoide deverá fornecer seus dados de identificação ao Estado, para garantir à pessoa assim gerada o acesso às suas origens, mas só poderá solicitar o conhecimento da identidade de seu pai apenas quando atingir a maioridade. É o começo do fim da paternidade. Falta ainda passar pela Assembleia Nacional, mas ali Macron tem maioria e a vitória é certa: vitória “gnóstica”, daqueles que não reconhecem a legitimidade da ordem da criação tal como desejada por Deus e acreditam poder mudá-la com falsas verdades científicas e muito poder político. A “gnose” contemporânea, ateia e parricida, se aloja no vértice do poder global. https://www.lesalonbeige.fr/resistance-bioethique-dans-les-rues-de-paris/ https://lanuovabq.it/it/francia-passa-al-senato-la-legge-che-cancella-il-padre
- Bem-vindos à Ave Maria, a cidade conhecida como Paraíso dos Católicos
Idealizada para ser uma cidade inteiramente católica, a cidade americana Ave-Maria é considerada pelos moradores como um pequeno pedaço do céu escondido no sudoeste da Flórida. Ave Maria foi fundada em 2007 no condado de Collier, a 180km a oeste de Miami, em torno da universidade do mesmo nome, e hoje conta com 27 mil habitantes, dos quais 1.100 estudam na instituição, disse o diretor do museu Madre Teresa de Calcutá da cidade, Jeff Fox. “O senhor Monaghan é o fundador de Ave Maria. Ele cresceu num orfanato no estado de Michigan. Tempos depois, quando estabeleceu a sua carreira como fundador da Domino’s Pizza, fez muito dinheiro e decidiu regressar à sua origem religiosa”, contou. Monaghan, de 80 anos, vendeu a sua empresa nos anos 90 e começou a planear um lugar que servisse como centro espiritual. O resultado foi a Universidade Ave Maria, que, após abrir as portas em Michigan, se transferiu para o oeste da Flórida. Ao anunciar seus planos para a cidade em 2004, Monaghan, um ex-seminarista, disse: ‘Não haverá televisão pornográfica na cidade de Ave Maria. Se você for à farmácia e quiser comprar a pílula, os preservativos ou a contracepção, não conseguirá isso na Avenida Maria Town. Numa área extensa e praticamente esquecida no condado de Collier, a 79 quilómetros da cidade de Naples, Monaghan não só fundou a universidade como uma cidade ainda em desenvolvimento, onde os nomes das ruas, lojas e edifícios fazem referência ao catolicismo, como as avenidas João Paulo II e Ave Maria. A cidade tem como principal referência a Igreja Ave Maria, em cujo interior há um crucifixo de 20 metros de altura e cuja fachada mostra uma representação da Anunciação da Virgem feita com 120 toneladas de mármore proveniente do mesmo local de Itália que o Michelangelo utilizou para extrair material para as suas obras. Em consonância com os fundamentos religiosos da população, no jornal da igreja há uma lista de associações e instituições contrárias ao aborto e que prestam assessoria a mulheres grávidas. Na farmácia do supermercado local, uma funcionária avisa à jornalista que vai comprar um medicamento para a gastrite que se procura por preservativos ou outros contraceptivos terá que buscá-los noutro lugar. Além da igreja, Ave Maria tem outro elemento central, a universidade, que oferece mais de 30 cursos, incluindo Estudos Católicos ou Teologia, e programas no exterior. Há sete anos que o presidente da Universidade Ave Maria é James Towey, em cuja biografia se destacam não só os seus méritos académicos como ter sido assistente do presidente George W. Bush e conselheiro jurídico de Madre Teresa de Calcutá e ter arrecadado mais de 40 milhões de dólares em fundos para a instituição. Os estudantes de Ave Maria desenvolvem trabalhos de caridade através de um programa coordenado com o Museu Madre Teresa de Calcutá. “Existe a teologia e espiritualidade, isso é muito importante, mas o que a Madre Teresa dizia é que realmente é preciso pôr em prática”, declarou Fox, um católico de origem alemã que defende que não é preciso “ser missionário” para fazer trabalhos deste tipo. Immokalee, uma das comunidades mais pobres dos Estados Unidos, fica a apenas 14 quilómetros ao norte de Ave Maria, e é lá onde os universitários desenvolvem a virtude da caridade. “Não se trata apenas de ler sobre a pobreza, como (de exercer) um compromisso para ajudar os pobres”, disse o diretor do museu. Ao contrário do que afirmam grupos liberais, Jeff Fox garantiu que em Ave Maria existe aceitação e respeito por pessoas de outras religiões. Ele ressaltou, no entanto, que o desejo do seu fundador, Monaghan, é de que a universidade e a cidade promovam os valores católicos. #Notícias
- Bem-vindos à Ave Maria, a cidade conhecida como Paraíso dos Católicos
Idealizada para ser uma cidade inteiramente católica, a cidade americana Ave-Maria é considerada pelos moradores como um pequeno pedaço do céu escondido no sudoeste da Flórida. Ave Maria foi fundada em 2007 no condado de Collier, a 180km a oeste de Miami, em torno da universidade do mesmo nome, e hoje conta com 27 mil habitantes, dos quais 1.100 estudam na instituição, disse o diretor do museu Madre Teresa de Calcutá da cidade, Jeff Fox. “O senhor Monaghan é o fundador de Ave Maria. Ele cresceu num orfanato no estado de Michigan. Tempos depois, quando estabeleceu a sua carreira como fundador da Domino’s Pizza, fez muito dinheiro e decidiu regressar à sua origem religiosa”, contou. Monaghan, de 80 anos, vendeu a sua empresa nos anos 90 e começou a planear um lugar que servisse como centro espiritual. O resultado foi a Universidade Ave Maria, que, após abrir as portas em Michigan, se transferiu para o oeste da Flórida. Ao anunciar seus planos para a cidade em 2004, Monaghan, um ex-seminarista, disse: ‘Não haverá televisão pornográfica na cidade de Ave Maria. Se você for à farmácia e quiser comprar a pílula, os preservativos ou a contracepção, não conseguirá isso na Avenida Maria Town. Numa área extensa e praticamente esquecida no condado de Collier, a 79 quilómetros da cidade de Naples, Monaghan não só fundou a universidade como uma cidade ainda em desenvolvimento, onde os nomes das ruas, lojas e edifícios fazem referência ao catolicismo, como as avenidas João Paulo II e Ave Maria. A cidade tem como principal referência a Igreja Ave Maria, em cujo interior há um crucifixo de 20 metros de altura e cuja fachada mostra uma representação da Anunciação da Virgem feita com 120 toneladas de mármore proveniente do mesmo local de Itália que o Michelangelo utilizou para extrair material para as suas obras. Em consonância com os fundamentos religiosos da população, no jornal da igreja há uma lista de associações e instituições contrárias ao aborto e que prestam assessoria a mulheres grávidas. Na farmácia do supermercado local, uma funcionária avisa à jornalista que vai comprar um medicamento para a gastrite que se procura por preservativos ou outros contraceptivos terá que buscá-los noutro lugar. Além da igreja, Ave Maria tem outro elemento central, a universidade, que oferece mais de 30 cursos, incluindo Estudos Católicos ou Teologia, e programas no exterior. Há sete anos que o presidente da Universidade Ave Maria é James Towey, em cuja biografia se destacam não só os seus méritos académicos como ter sido assistente do presidente George W. Bush e conselheiro jurídico de Madre Teresa de Calcutá e ter arrecadado mais de 40 milhões de dólares em fundos para a instituição. Os estudantes de Ave Maria desenvolvem trabalhos de caridade através de um programa coordenado com o Museu Madre Teresa de Calcutá. “Existe a teologia e espiritualidade, isso é muito importante, mas o que a Madre Teresa dizia é que realmente é preciso pôr em prática”, declarou Fox, um católico de origem alemã que defende que não é preciso “ser missionário” para fazer trabalhos deste tipo. Immokalee, uma das comunidades mais pobres dos Estados Unidos, fica a apenas 14 quilómetros ao norte de Ave Maria, e é lá onde os universitários desenvolvem a virtude da caridade. “Não se trata apenas de ler sobre a pobreza, como (de exercer) um compromisso para ajudar os pobres”, disse o diretor do museu. Ao contrário do que afirmam grupos liberais, Jeff Fox garantiu que em Ave Maria existe aceitação e respeito por pessoas de outras religiões. Ele ressaltou, no entanto, que o desejo do seu fundador, Monaghan, é de que a universidade e a cidade promovam os valores católicos. #Notícias
- Governo lança campanha que promove a Castidade entre jovens e adolescentes
Campanha ‘Tudo Tem Seu Tempo’, anunciada nesta segunda (3) pelo governo, sugere que abstinência seja uma das alternativas dos adolescentes para evitar gravidez precoce e DSTs. O governo federal lançou nesta segunda-feira (3) a campanha “Tudo tem seu tempo: Adolescência primeiro, gravidez depois”. A estratégia propõe que os adolescentes considerem a possibilidade de adiar o início da vida sexual como uma ferramenta para evitar a gravidez precoce. O lançamento foi feito pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e pela ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. O projeto terá campanhas na TV e na internet, e custará no total R$ 3,5 milhões. A campanha vem sendo comentadas por técnicos do governo desde o começo de janeiro e ficou conhecida como projeto da “abstinência sexual”. A ideia recebeu críticas de entidades como a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Defensoria Pública da União. Entre os argumentos está o de que a estratégia não funciona, fere a liberdade do jovem sobre seu corpo e confunde. Leia mais: Projeto de abstinência sexual para jovens cria polêmica; veja opiniões Mandetta disse não considerar a ação um estímulo à abstinência e que ela poderá a combater a gravidez precoce no Brasil. “Vai motivar uma série de debates. Não entendo como abstinência, entendo como comportamento mais responsável. É dizer espere, reflita, olhe quanto métodos você tem, até não ter atividade sexual. Se serve para “a” e não serve para “b”, que “b” faça uso de um DIU, um diafragma”, afirmou o ministro. A ministra Damares Alves afirmou que “não se trata de um assunto moral, e não somente de comportamento, mas de saúde pública”. “Eu quero falar da menina de 11, eu quero falar do menino de 10”, diz, em alusão ao número expressivo de casos de gravidez no início da adolescência. Números apresentados no lançamento da campanha mostram que o número de bebês de mães adolescentes caiu 40% desde 2000, mais que os 27% se considerada apenas a faixa etária de adolescentes com menos de 14 anos. Dados oficiais apontam ainda para um crescimento das DST (doenças sexualmente transmissíveis) no Brasil nos últimos anos, especialmente entre os jovens. Os novos casos do Aids aumentaram 21% entre 2010 e 2018 no país, enquanto diminuíram no mundo, segundo a ONU. Casos de sucesso Um exemplo onde este tipo de política foi aplicado com sucesso, ocorreu em Uganda, que conseguiu reduzir de 30 para 6% a taxa de AIDS promovendo mais abstinência que preservativos, exemplo que deve ser empregado em todo o continente. Apesar do grande empenho da indústria farmacêutica e dos governos de países africanos investirem muito em campanhas promovendo preservativos, a taxa de contaminação pelo vírus HIV só aumenta. Uganda é um dos únicos países que conseguiu redução significativa utilizando a Castidade e Fidelidade conjugal. ”O método de Uganda era claro: a AIDS te mata, abstenha-se das relações sexuais antes do matrimônio e sejas fiel no matrimônio. A esperança se recuperou e Uganda se converteu em um ponto de referência para o tema da AIDS”, afirma um especialista africano. Entretanto, recorda que o caso Uganda não tem apoio comercial porque os vendedores de preservativos perdem negócio ao promover a abstinência e em segundo lugar “algumas organizações ganham o pão de cada dia através da AIDS. Isto obriga a mudar a estratégia de prevenção a algo que não seja a Castidade”. #Política
- Governo lança campanha que promove a Castidade entre jovens e adolescentes
Campanha ‘Tudo Tem Seu Tempo’, anunciada nesta segunda (3) pelo governo, sugere que abstinência seja uma das alternativas dos adolescentes para evitar gravidez precoce e DSTs. O governo federal lançou nesta segunda-feira (3) a campanha “Tudo tem seu tempo: Adolescência primeiro, gravidez depois”. A estratégia propõe que os adolescentes considerem a possibilidade de adiar o início da vida sexual como uma ferramenta para evitar a gravidez precoce. O lançamento foi feito pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e pela ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. O projeto terá campanhas na TV e na internet, e custará no total R$ 3,5 milhões. A campanha vem sendo comentadas por técnicos do governo desde o começo de janeiro e ficou conhecida como projeto da “abstinência sexual”. A ideia recebeu críticas de entidades como a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Defensoria Pública da União. Entre os argumentos está o de que a estratégia não funciona, fere a liberdade do jovem sobre seu corpo e confunde. Leia mais: Projeto de abstinência sexual para jovens cria polêmica; veja opiniões Mandetta disse não considerar a ação um estímulo à abstinência e que ela poderá a combater a gravidez precoce no Brasil. “Vai motivar uma série de debates. Não entendo como abstinência, entendo como comportamento mais responsável. É dizer espere, reflita, olhe quanto métodos você tem, até não ter atividade sexual. Se serve para “a” e não serve para “b”, que “b” faça uso de um DIU, um diafragma”, afirmou o ministro. A ministra Damares Alves afirmou que “não se trata de um assunto moral, e não somente de comportamento, mas de saúde pública”. “Eu quero falar da menina de 11, eu quero falar do menino de 10”, diz, em alusão ao número expressivo de casos de gravidez no início da adolescência. Números apresentados no lançamento da campanha mostram que o número de bebês de mães adolescentes caiu 40% desde 2000, mais que os 27% se considerada apenas a faixa etária de adolescentes com menos de 14 anos. Dados oficiais apontam ainda para um crescimento das DST (doenças sexualmente transmissíveis) no Brasil nos últimos anos, especialmente entre os jovens. Os novos casos do Aids aumentaram 21% entre 2010 e 2018 no país, enquanto diminuíram no mundo, segundo a ONU. Casos de sucesso Um exemplo onde este tipo de política foi aplicado com sucesso, ocorreu em Uganda, que conseguiu reduzir de 30 para 6% a taxa de AIDS promovendo mais abstinência que preservativos, exemplo que deve ser empregado em todo o continente. Apesar do grande empenho da indústria farmacêutica e dos governos de países africanos investirem muito em campanhas promovendo preservativos, a taxa de contaminação pelo vírus HIV só aumenta. Uganda é um dos únicos países que conseguiu redução significativa utilizando a Castidade e Fidelidade conjugal. ”O método de Uganda era claro: a AIDS te mata, abstenha-se das relações sexuais antes do matrimônio e sejas fiel no matrimônio. A esperança se recuperou e Uganda se converteu em um ponto de referência para o tema da AIDS”, afirma um especialista africano. Entretanto, recorda que o caso Uganda não tem apoio comercial porque os vendedores de preservativos perdem negócio ao promover a abstinência e em segundo lugar “algumas organizações ganham o pão de cada dia através da AIDS. Isto obriga a mudar a estratégia de prevenção a algo que não seja a Castidade”. #Política
- TODAS AS RELIGIÕES FORAM DESEJADAS POR DEUS? – O filósofo Stefano Fontana analisa, um ano depois, a
Há um ano, em 4 de fevereiro de 2019, foi assinada a chamada (e agora famosa) Declaração de Abu Dhabi sobre a “Fraternidade Humana pela Paz Mundial e Convivência Comum”. Traz as assinaturas de Sua Santidade Papa Francisco e o Grande Imam de Al-Azhar Ahmad Al-Tayyeb, assinaturas afixadas na parte inferior do documento ao final de uma reunião inter-religiosa, realizada no Memorial do Fundador, em Abu Dhabi, durante a viagem apostólica do Papa Francisco aos Emirados Árabes, de 3 a 5 de fevereiro de 2019. Em seguida ao encontro, nasceu o Comitê para o Documento sobre a Fraternidade. Em dezembro passado, foi entregue ao Secretário-Geral da ONU, pelas partes católica e muçulmana, a proposta de declarar o dia 4 de fevereiro o Dia Mundial da Fraternidade Humana. Também está previsto, para o dia 14 de maio de 2020, um evento mundial, a ser realizado no Vaticano e desejado pelo Papa Francisco, sobre o tema “Reconstruir o pacto educacional global”, para uma educação voltada à “solidariedade universal” e a um “novo humanismo”. A assinatura de Abu Dhabi e o programa que se seguiu entusiasmaram muitas pessoas e preocuparam profundamente outras tantas. De fato, o texto do documento apresentou dois pontos muito problemáticos, tanto do ponto de vista doutrinal quanto pastoral. O primeiro foi a afirmação de que “o pluralismo e a diversidade de religiões, cor, sexo, raça e linguagem são desejados por Deus em sua sabedoria”. Esclarecimentos subsequentes de que a vontade de Deus, neste caso, devia ser entendida como “permissiva”, não foram suficientes para reparar a ruptura doutrinária. Se Deus deseja a multiplicidade de religiões, também elas seriam indispensáveis à salvação, Cristo não é mais o único Salvador e não se deve mais evangelizar. O segundo ponto diz respeito à colaboração entre as religiões pela paz e a convivência comum. A Igreja Católica, certamente, pode propor uma fraternidade entre todos os homens e uma convivência comum, baseando-os na lei natural ou na verdade de Cristo. No nível natural, somos todos pessoas humanas e, em nossa natureza, conservamos uma lei moral que guia nossa vida comunitária. Fazer uso dessa unidade natural da humanidade é algo positivo, mesmo que o cristão saiba que não é suficiente, porque a natureza sem a graça acaba se deteriorando também como natureza. Fundar, porém, nas religiões o trabalho pela unidade e convivência comum é muito problemático (seja porque nem todas as religiões respeitam a lei natural, no todo ou em parte, como porque, como é óbvio, nem todas as religiões aceitam Cristo e a purificação da lei natural realizada por ele). A bússola da Igreja Católica, quando se fala em paz e convivência humana, é dupla: o direito natural, fruto da criação e conhecido pela reta razão; e a salvação trazida por Cristo. Não está presente, no documento de Abu Dhabi, nem uma coisa nem outra: católicos e muçulmanos pensam de maneira muito diferente sobre a lei natural e, acima de tudo, sobre Cristo. No documento de Abu Dhabi, há um equívoco do lado católico: acreditar que é possível entender-se com todas as outras religiões, se não em aspectos doutrinários, pelo menos em aspectos práticos, como a paz, a tolerância, a liberdade religiosa, o respeito pela dignidade das mulheres, a proteção das minorias etc. No entanto, essa pretensão não tem fundamento, porque as questões doutrinárias não são apenas doutrinárias; não permanecem num empíreo abstrato e desencarnado, desprovidos de coerência com as questões práticas. É da visão que as religiões têm da face de Deus que derivam as suas concepções acerca da pessoa humana, da família, da mulher, da lei, da liberdade, da política, da autoridade, do bem comum (que encontram nas várias religiões uma formulação muito diferente). Por exemplo, em todas as questões listadas acima, as visões católica e muçulmana divergem bastante. É estranho apoiar a unicidade salvífica de Cristo, a unicidade do chamado à salvação, a necessidade da coerência, na vida do católico, entre o conteúdo da fé professada e seu comportamento – e, ao mesmo tempo, apoiar uma possível convergência mundial com todas as religiões. Se a Igreja não quiser propor uma convergência apoiada no cristianismo, proponha uma convergência baseada na lei natural, sabendo, no entanto, imediatamente que nem todas as religiões poderão aderir. Essas observações nos fazem compreender que não é infundado o temor de que a Igreja se encaminhe para um genérico humanismo universalista pós-religioso. Em que se baseará o “pacto educacional” e o “novo humanismo”, se não se basear na lei natural ou em Jesus Cristo? Se, para educar, é necessário servir a certos fins, quais serão esses fins se não forem os do direito natural e os de Jesus Cristo? Como impedir que a nova convivência humana se baseie num mínimo denominador comum, nascido de um confronto que deve forçosamente eliminar os obstáculos das diferentes identidades religiosas, para construir um decálogo artificial a ser imposto, em nível planetário, pelos poderes que hoje detêm a força suficiente para o fazer? https://lanuovabq.it/it/abu-dhabi-un-anno-fa-lequivoco-sulle-religioni-resta
- Padres Casados? Cisma Alemão? Pachamama? Crise na igreja! – alerta Arcebispo
Hector Aguer, arcebispo argentino, fala de maneira geral e sem papas na língua dos fatores de crise que assolam a Igreja: Padres Casados (Viri probati) e diaconisas? “O Sínodo foi desconcertante, resultado da ideologia progressista na Igreja”. Cisma alemão? “Roma intervém antes que seja tarde, propostas escandalosas estão sendo feitas.” Abuso do clero? “Nas dioceses existem lobbies reais de padres gays”. Pachamama? “Um papa como Leão, o Grande, nunca teria permitido tal aberração.” Viri probati e a Igreja alemã em risco de cisma. Há um bispo que fala e que não tem medo de dizer as coisas como elas são: “Este é um caminho incompatível com a tradição, que pode criar uma ruptura séria na Igreja Latina”. Hector Aguer, arcebispo emérito de La Plata, argentino de Buenos Aires, 76 anos, teólogo, em seu país Aguer tem uma intensa atividade publicitária na qual denuncia a crise moral do mundo contemporâneo e não hesita em alertar a Igreja contra mudanças no rumo da Igreja. Nesta entrevista, uma dos poucos concedidos a um jornal italiano, Aguer aborda os principais fatores de crise que estão levando a Igreja a um cisma latente: da ordenação de viri probati aos impulsos cismáticos da Igreja alemã, temas de grande relevância nos dias de hoje até o fim da primeira parte do Sínodo Alemão e as indiscrições da exortação apostólica do Papa na conclusão do Sínodo Amazônico. Excelência, o Sínodo da Amazônia lidou com viri probati e diaconisas. O que aconteceria se o Papa desse luz verde? O Sínodo na Amazônia foi, na minha opinião, um evento desconcertante. A questão dos viri probati e diaconisas já havia sido levantada há algum tempo. Com relação à primeira, o cardeal Sarah, em seu último livro, sugere uma solução: que os padres sejam enviados de outras regiões do continente para cobrir as deficiências daquele local. Creio que esse gesto de comunhão eclesiástica, que nos convida a ser solidários com as necessidades do corpo eclesial, é perfeitamente viável. Quanto a este último: a promoção das mulheres, que está em andamento na cultura atual, leva muitas a pensar até na viabilidade de um sacerdócio feminino. Em comemoração aos 500 anos da Reforma Protestante, o exército luterano era um bispado. Penso que, se Roma aprovasse ambas as propostas do Sínodo, haveria uma ruptura séria com a tradição da Igreja Latina. Essas propostas são incompatíveis com a tradição mencionada: são inspiradas por uma teologia “progressista”, forjada há várias décadas. Eles não respondem a necessidades reais, mas a posições ideológicas. Para problemas falsos, soluções falsas. O Sínodo da Igreja Alemã está ocorrendo. Você teme que possa haver um risco de cisma? Na Igreja alemã, programas teológicos vêm se desenvolvendo há décadas, em contraste com a tradição católica. Por outro lado, teólogos extraordinários floresceram. Basta mencionar um: Josef Ratzinger. Acrescento o de seu discípulo, Gerhard Muller. Acredito que o trabalho de Karl Rahner tenha dado um perfil típico ao pensamento católico alemão, cultivando a dúvida e o relativismo; dessa maneira, um clima diferente foi criado em comparação com o do mundo latino, no qual está envolvida uma independência, que inclui traços de ruptura. A questão do cisma não implica uma formulação explícita: pode ser um cisma imanente e não declarado. O importante é como a fé é “sentida”, como se manifesta na vida eclesial e com que instrumentos intelectuais é formulada. Vários traumas históricos também influenciam, como o produzido por Lutero no século XVI, a teologia liberal protestante do final do século XIX e o desenvolvimento da exegese bíblica científica, projetada de uma maneira ou de outra, da maneira católica como um todo. Espero que, no Sínodo, a originalidade da Alemanha se manifeste de maneira a enriquecer o Katolike e isso não se desapegam dessa totalidade. Um cisma implica um colapso da caridade, do ágape eclesiástico, inspirado, em geral, por erros doutrinários que comprometem a continuidade homogênea da tradição. Como San Vincenzo di Lerino disse vários séculos atrás, o desenvolvimento ou a evolução da doutrina deve prosseguir em eodem scilicet dogmate, eodem sensu, eodem que sententia, ou seja, “sempre na mesma doutrina, no mesmo sentido e na mesma sentença“. Algumas propostas já feitas pelo Sínodo são simplesmente escandalosas; na minha opinião, Roma deve intervir antes que seja tarde demais. Dado que a “Igreja Alemã” gostaria de continuar a fazer parte da Igreja de Cristo, da real e não de uma imitação “moderna”, que satisfaz os católicos alemães de hoje, que são cada vez menos. E são menos por causa do hiper-progressismo pós-conciliar. Sobre a questão do abuso, Bento XVI denunciou a má teologia que gerou o mau comportamento de padres e bispos. Existe uma agenda gay que queira condicionar a Igreja? O problema estabelecido na prática é muito sério. Em muitas dioceses, há um número substancial de padres com tendências homossexuais; é sabido que eles geralmente se reúnem em uma espécie de lobby, cobrindo um ao outro e contando com a obtenção de posições importantes. Não é de admirar que a mesma coisa aconteça em Roma. O magistério de João Paulo II e Bento XVI indicou claramente desvios teológicos em termos de dogmas e moral. Neste segundo contexto, observo que em muitos lugares, durante a pregação e catequese, não há menção dos mandamentos da lei de Deus, contidos na Torá de Israel, comentados e aprofundados por Jesus no Sermão da Montanha e amplamente divulgado no Catecismo da Igreja católica. Depois, há um silêncio absoluto sobre o sexto mandamento. E isso não é uma piada que eu faço isso; Eu vi isso na minha experiência acadêmica e pastoral. Pior ainda, o conceito metafísico da natureza é esquecido ou deixado de lado, bem como a existência de preceitos objetivos e universalmente válidos, correspondentes a um comportamento verdadeiramente humano. Além disso, uma noção distorcida de liberdade tem se espalhado, concebida em termos subjetivos e relativísticos; muitos não admitem que existam atos intrinsecamente errados por causa de seu conteúdo. A perversão dos abusos está correlacionada com os defeitos de que falei: a causa deles é uma formação deficiente e uma deterioração da vontade na experiência do celibato. Existe um protocolo muito claro que não permite a ocultação ou tolerância de tais crimes que causam grandes danos à Igreja e são endossados pelos meios de comunicação de massa para denegrir a própria Igreja e lançar uma sombra de suspeita em todos os padres, quando se sabe que pelo menos 80% desses atos criminosos são cometidos na família das vítimas ou nas pessoas próximas. O papa Ratzinger se destacou por sua posição clara e firme sobre essa dolorosa questão. Como bispo latino-americano, que também conhece os povos indígenas, o que você acha de Pachamama no Vaticano? Existe o risco de um fascínio pela idolatria, enquanto as massas perdem o sagrado? Precisamente, ocorreu esse paradoxo singular: a liturgia foi investida pela profanação e abolição da solenidade e da beleza; existem até bispos que argumentam que não deve haver distinção entre o sagrado e o profano, e trabalham de acordo. Por outro lado, estão sendo feitos esforços para promover cultos indisciplinados, como o de Gauchito Gil ou o de Difunta Correa, que contam devotos entre a população, entre os quais há grande ignorância religiosa. No caso de Pachamama, muitos tentam justificar esse culto, alavancando o interesse da Igreja em cuidar da terra. O mínimo que se pode dizer é que essas tentativas são extremamente ambíguas e confusas. Pachamama no Vaticano? Se eu imagino o que pensariam os Padres da Igreja, Agostinho e Papas, como Leão e Gregório Magno; eles nunca permitiriam tal aberração. Esta é uma oportunidade para relembrar um caso muito curioso, o do jesuíta Matteo Ricci, um missionário na China no século XVI. Para facilitar a aceitação de Cristo aos nativos, antes da cruz que ele convidou para venerar, ele colocou uma imagem de Buda. Um exemplo de “restrição mental” em ação. Fonte: Tradução de lanuovabq.it #AssembléiaSinodalAlemã #Pachamama #SínododaAlemanha #SínododaAmazônia
- Padres Casados? Cisma Alemão? Pachamama? Crise na igreja! – alerta Arcebispo
Hector Aguer, arcebispo argentino, fala de maneira geral e sem papas na língua dos fatores de crise que assolam a Igreja: Padres Casados (Viri probati) e diaconisas? “O Sínodo foi desconcertante, resultado da ideologia progressista na Igreja”. Cisma alemão? “Roma intervém antes que seja tarde, propostas escandalosas estão sendo feitas.” Abuso do clero? “Nas dioceses existem lobbies reais de padres gays”. Pachamama? “Um papa como Leão, o Grande, nunca teria permitido tal aberração.” Viri probati e a Igreja alemã em risco de cisma. Há um bispo que fala e que não tem medo de dizer as coisas como elas são: “Este é um caminho incompatível com a tradição, que pode criar uma ruptura séria na Igreja Latina”. Hector Aguer, arcebispo emérito de La Plata, argentino de Buenos Aires, 76 anos, teólogo, em seu país Aguer tem uma intensa atividade publicitária na qual denuncia a crise moral do mundo contemporâneo e não hesita em alertar a Igreja contra mudanças no rumo da Igreja. Nesta entrevista, uma dos poucos concedidos a um jornal italiano, Aguer aborda os principais fatores de crise que estão levando a Igreja a um cisma latente: da ordenação de viri probati aos impulsos cismáticos da Igreja alemã, temas de grande relevância nos dias de hoje até o fim da primeira parte do Sínodo Alemão e as indiscrições da exortação apostólica do Papa na conclusão do Sínodo Amazônico. Excelência, o Sínodo da Amazônia lidou com viri probati e diaconisas. O que aconteceria se o Papa desse luz verde? O Sínodo na Amazônia foi, na minha opinião, um evento desconcertante. A questão dos viri probati e diaconisas já havia sido levantada há algum tempo. Com relação à primeira, o cardeal Sarah, em seu último livro, sugere uma solução: que os padres sejam enviados de outras regiões do continente para cobrir as deficiências daquele local. Creio que esse gesto de comunhão eclesiástica, que nos convida a ser solidários com as necessidades do corpo eclesial, é perfeitamente viável. Quanto a este último: a promoção das mulheres, que está em andamento na cultura atual, leva muitas a pensar até na viabilidade de um sacerdócio feminino. Em comemoração aos 500 anos da Reforma Protestante, o exército luterano era um bispado. Penso que, se Roma aprovasse ambas as propostas do Sínodo, haveria uma ruptura séria com a tradição da Igreja Latina. Essas propostas são incompatíveis com a tradição mencionada: são inspiradas por uma teologia “progressista”, forjada há várias décadas. Eles não respondem a necessidades reais, mas a posições ideológicas. Para problemas falsos, soluções falsas. O Sínodo da Igreja Alemã está ocorrendo. Você teme que possa haver um risco de cisma? Na Igreja alemã, programas teológicos vêm se desenvolvendo há décadas, em contraste com a tradição católica. Por outro lado, teólogos extraordinários floresceram. Basta mencionar um: Josef Ratzinger. Acrescento o de seu discípulo, Gerhard Muller. Acredito que o trabalho de Karl Rahner tenha dado um perfil típico ao pensamento católico alemão, cultivando a dúvida e o relativismo; dessa maneira, um clima diferente foi criado em comparação com o do mundo latino, no qual está envolvida uma independência, que inclui traços de ruptura. A questão do cisma não implica uma formulação explícita: pode ser um cisma imanente e não declarado. O importante é como a fé é “sentida”, como se manifesta na vida eclesial e com que instrumentos intelectuais é formulada. Vários traumas históricos também influenciam, como o produzido por Lutero no século XVI, a teologia liberal protestante do final do século XIX e o desenvolvimento da exegese bíblica científica, projetada de uma maneira ou de outra, da maneira católica como um todo. Espero que, no Sínodo, a originalidade da Alemanha se manifeste de maneira a enriquecer o Katolike e isso não se desapegam dessa totalidade. Um cisma implica um colapso da caridade, do ágape eclesiástico, inspirado, em geral, por erros doutrinários que comprometem a continuidade homogênea da tradição. Como San Vincenzo di Lerino disse vários séculos atrás, o desenvolvimento ou a evolução da doutrina deve prosseguir em eodem scilicet dogmate, eodem sensu, eodem que sententia, ou seja, “sempre na mesma doutrina, no mesmo sentido e na mesma sentença“. Algumas propostas já feitas pelo Sínodo são simplesmente escandalosas; na minha opinião, Roma deve intervir antes que seja tarde demais. Dado que a “Igreja Alemã” gostaria de continuar a fazer parte da Igreja de Cristo, da real e não de uma imitação “moderna”, que satisfaz os católicos alemães de hoje, que são cada vez menos. E são menos por causa do hiper-progressismo pós-conciliar. Sobre a questão do abuso, Bento XVI denunciou a má teologia que gerou o mau comportamento de padres e bispos. Existe uma agenda gay que queira condicionar a Igreja? O problema estabelecido na prática é muito sério. Em muitas dioceses, há um número substancial de padres com tendências homossexuais; é sabido que eles geralmente se reúnem em uma espécie de lobby, cobrindo um ao outro e contando com a obtenção de posições importantes. Não é de admirar que a mesma coisa aconteça em Roma. O magistério de João Paulo II e Bento XVI indicou claramente desvios teológicos em termos de dogmas e moral. Neste segundo contexto, observo que em muitos lugares, durante a pregação e catequese, não há menção dos mandamentos da lei de Deus, contidos na Torá de Israel, comentados e aprofundados por Jesus no Sermão da Montanha e amplamente divulgado no Catecismo da Igreja católica. Depois, há um silêncio absoluto sobre o sexto mandamento. E isso não é uma piada que eu faço isso; Eu vi isso na minha experiência acadêmica e pastoral. Pior ainda, o conceito metafísico da natureza é esquecido ou deixado de lado, bem como a existência de preceitos objetivos e universalmente válidos, correspondentes a um comportamento verdadeiramente humano. Além disso, uma noção distorcida de liberdade tem se espalhado, concebida em termos subjetivos e relativísticos; muitos não admitem que existam atos intrinsecamente errados por causa de seu conteúdo. A perversão dos abusos está correlacionada com os defeitos de que falei: a causa deles é uma formação deficiente e uma deterioração da vontade na experiência do celibato. Existe um protocolo muito claro que não permite a ocultação ou tolerância de tais crimes que causam grandes danos à Igreja e são endossados pelos meios de comunicação de massa para denegrir a própria Igreja e lançar uma sombra de suspeita em todos os padres, quando se sabe que pelo menos 80% desses atos criminosos são cometidos na família das vítimas ou nas pessoas próximas. O papa Ratzinger se destacou por sua posição clara e firme sobre essa dolorosa questão. Como bispo latino-americano, que também conhece os povos indígenas, o que você acha de Pachamama no Vaticano? Existe o risco de um fascínio pela idolatria, enquanto as massas perdem o sagrado? Precisamente, ocorreu esse paradoxo singular: a liturgia foi investida pela profanação e abolição da solenidade e da beleza; existem até bispos que argumentam que não deve haver distinção entre o sagrado e o profano, e trabalham de acordo. Por outro lado, estão sendo feitos esforços para promover cultos indisciplinados, como o de Gauchito Gil ou o de Difunta Correa, que contam devotos entre a população, entre os quais há grande ignorância religiosa. No caso de Pachamama, muitos tentam justificar esse culto, alavancando o interesse da Igreja em cuidar da terra. O mínimo que se pode dizer é que essas tentativas são extremamente ambíguas e confusas. Pachamama no Vaticano? Se eu imagino o que pensariam os Padres da Igreja, Agostinho e Papas, como Leão e Gregório Magno; eles nunca permitiriam tal aberração. Esta é uma oportunidade para relembrar um caso muito curioso, o do jesuíta Matteo Ricci, um missionário na China no século XVI. Para facilitar a aceitação de Cristo aos nativos, antes da cruz que ele convidou para venerar, ele colocou uma imagem de Buda. Um exemplo de “restrição mental” em ação. Fonte: Tradução de lanuovabq.it #AssembléiaSinodalAlemã #Pachamama #SínododaAlemanha #SínododaAmazônia
- Dom Schneider: ‘O Papa não pode ficar calado enquanto observa os lobos devorarem o rebanhoR
O bispo Athanasius Schneider se manifesta contra o “caminho sinodal” dos bispos alemães. (LifeSiteNews) – O Papa Francisco tem o dever de impedir que os bispos da Alemanha liderem o clero e os fiéis no “caminho sinodal” sobre o precipício da heresia, disse o bispo Athanasius Schneider. Em uma nova declaração publicada hoje no canal de língua alemã Kath.net (veja o texto oficial em inglês abaixo), o auxiliar de Astana, no Cazaquistão, argumentou que o “caminho sinodal” é “uma tentativa” de sancionar oficialmente a “doutrina herética e práticas ”que vêm corrompendo a Igreja na Alemanha há décadas. “O problema decisivo nesse trágico evento”, ele disse, “é o fato de o Papa Francisco, por seu silêncio, parecer tolerar os bispos alemães – primeiro e principal cardeal Reinhard Marx [presidente da conferência dos bispos alemães] – que abertamente professam doutrinas e práticas heréticas. ” O Bispo Schneider, ele próprio de etnia alemã, reconheceu que a “ Carta ao Papa peregrino de Deus na Alemanha ” em junho de 2019 foi um primeiro passo “bom”. Mas ele argumentou que “não era suficientemente concreto” e “falhou em estabelecer limites” para garantir que o “caminho sinodal” seja verdadeiramente católico. Ele também insistiu que, como “professor supremo” e “protetor” da fé católica, o Papa Francisco “tem o grave dever de proteger os ‘pequeninos’ ‘, isto é, os simples fiéis e os padres e bispos da Alemanha que foram colocados a periferia e cuja voz foi abafada ”pelos prelados do mundo que são encarregados de proteger o rebanho de Cristo. “O papa não pode ficar passivo ou ficar calado enquanto observa os ‘lobos’ devorarem o rebanho ou os ‘incendiários’ incendiando a casa”, disse ele. O bispo Schneider, que no ano passado obteve um esclarecimento (ainda que particular) do papa Francisco sobre o controverso documento de Abu Dhabi, disse que acredita que o papa deve “intervir e exigir que os participantes no ‘caminho sinodal’ professem formalmente essas verdades e universalidades. práticas sacramentais da Igreja ”que estão atualmente sendo questionadas. O “caminho sinodal” alemão abriu oficialmente com uma assembléia de 30 de janeiro a 1º de fevereiro em Frankfurt, Alemanha. O objetivo do processo sinodal de dois anos é abordar “questões-chave” decorrentes da crise de abuso sexual de funcionários. O “caminho sinodal” visa aprovar resoluções em quatro áreas pertencentes ao ensino e governo universais da Igreja: “Poder e Separação de Poderes na Igreja”; “Vida sacerdotal hoje”; “Mulheres nos ministérios e escritórios da Igreja”; e “Vivendo em relacionamentos bem-sucedidos – vivendo amor em sexualidade e parceria”. Em uma entrevista de 2 de fevereiro ao Katolische.de, o cardeal alemão Rainer Maria Woelki disse que suas piores preocupações com o “caminho sinodal” já se tornaram realidade. O arcebispo de Colônia disse à mídia alemã que “muitos argumentos apresentados na primeira assembléia sinodal são incompatíveis com a fé e os ensinamentos da Igreja universal”. Recordando a controvérsia ariana do século IV como um precedente histórico da crise atual, o bispo Schneider concluiu sua declaração encorajando clérigos e fiéis a perseverarem na lembrança da origem e força divinas da Igreja. “A Igreja”, disse ele, “não pode ser superada nem mesmo por um ‘caminho sinodal’ herético e cismático – nem mesmo se esse ‘caminho’ tivesse a aprovação tácita do Papa”. Abaixo, a tradução oficial para o inglês da declaração do bispo Athanasius Schneider: Toda a Igreja Católica e a fé católica são mais fortes que o “Caminho Sinodal” do alemão O chamado “caminho sinodal” (Synodaler Weg) é, em última análise, uma tentativa de aprovar oficialmente doutrinas verdadeiramente heréticas, com suas correspondentes práticas sacramentais e pastorais. Essas doutrinas e práticas já corrompem a vida da Igreja Católica na Alemanha há décadas. Por enquanto, portanto, o presente caso do “caminho sinodal” é mais uma heresia do que um cisma. A heresia, conforme definida pelo Código de Direito Canônico, é “a negação obstinada ou a dúvida obstinada após a recepção do batismo de alguma verdade que deve ser crida pela fé divina e católica”. O cisma, por outro lado, é “a recusa de submissão ao Sumo Pontífice ou de comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos ”(cân. 751). No caso dos bispos alemães, eles ainda são formalmente submetidos ao pontífice romano. Além disso, também é preciso dizer que nem todos os bispos alemães apóiam o conteúdo herético do “caminho sinodal”. Há um grupo de bispos alemães (embora poucos em número) que não aceitem doutrinas e práticas claramente heréticas. . O problema decisivo nesse trágico evento é o fato de o Papa Francisco, por seu silêncio, parecer tolerar os bispos alemães – primeiro e principal cardeal Reinhard Marx – que professam abertamente doutrinas e práticas heréticas, por exemplo, a bênção de uniões homossexuais, a admissão a Santa Comunhão de pessoas que vivem em adultério e a defesa da ordenação sacramental das mulheres. A carta que o Papa Francisco escreveu à Igreja Católica Alemã em vista do “caminho sinodal” era boa, mas não era suficientemente concreta e não estabeleceu limites para garantir que o “caminho sinodal” tivesse um caráter verdadeiramente católico. , isto é, corresponderia ao que sempre se acreditava, em toda parte e por todos os católicos. Ao cumprir sua primeira tarefa como o professor supremo da fé católica, o protetor supremo da integridade da fé católica e o centro visível da unidade, o Papa Francisco deve necessariamente intervir e exigir que os participantes do “caminho sinodal” formalmente professam essas verdades e práticas sacramentais universais da Igreja, as quais estão questionando através do programa estratégico e ideológico do “caminho sinodal”. O Papa tem o grave dever de proteger os “pequeninos”, ou seja, os simples fiéis e os sacerdotes e bispos da Alemanha que foram postos na periferia e cuja voz foi sufocada pela poderosa “nomenklatura” de uma nova incrédula e gnóstica. casta dos chamados teólogos “científicos”, pelos aparatos eclesiásticos e pelos bispos que se adaptaram à ditadura ideológica da mídia e da política de massa. O papa não pode ficar passivo ou ficar calado enquanto observa os “lobos” devorarem o rebanho ou os “incendiários” incendiarem a casa. O “caminho sinodal” que agora está em andamento já mostrou abertamente que há uma divisão entre aqueles que ainda possuem a fé católica e apostólica e aqueles que rejeitam ou questionam parte de seu conteúdo essencial. É realista imaginar uma situação em que padres e bispos de outros países não serão capazes de manter a comunhão com os bispos alemães que advogam ensinamentos heréticos. A confusão atual poderia até aumentar se esses bispos heréticos ainda fossem reconhecidos formalmente pelo papa. No entanto, existe um precedente para essa situação (embora rara) na história da Igreja. Um dos precedentes mais notáveis foi a crise ariana no século IV, quando todo o corpo do episcopado católico foi dividido essencialmente em três grupos: (1) os bispos católicos e ortodoxos que professavam inequivocamente a plena fé católica na divindade de Jesus Cristo; eles eram a minoria com o papa; (2) o segundo grupo optou por formulações ambíguas; eles eram a maioria e geralmente se conformavam, por uma questão de correção política, à posição dominante do poder político dominante; (3) o terceiro grupo era formado por arianos radicais e incrédulos; eles também eram minoria. Se o “caminho sinodal” na Alemanha aprova a ordenação sacramental feminina, a legitimidade dos atos homossexuais, as bênçãos dos casais homossexuais, a legitimidade dos atos heterossexuais fora de um casamento válido, certamente haverá bispos católicos, assim como muitos padres e fiéis leigos, mesmo na Alemanha, quem não aceita isso e que, portanto, não pode estar em plena comunhão com os bispos que professam tais heresias. Se o papa não corrigisse as decisões heréticas do “caminho sinodal”, ele assim consentiria com elas pelo seu silêncio. Isso levaria à situação bizarra de um papa ao mesmo tempo que aprovava bispos claramente heréticos, bem como bispos que ainda mantêm e salvaguardam a verdadeira fé católica. A Igreja já experimentou esse tipo de situação no século IV (embora apenas por um breve período), quando o papa Lívio excomungou Santo Atanásio, o campeão da fé católica, e ao mesmo tempo estabeleceu comunhão com os bispos semi-heréticos de o Oriente, ou seja, os semi-arianos. Espero que Deus nos preserve de uma situação tão desastrosa. Mas se isso acontecesse – e o Papa não intervisse com uma profissão inequívoca da fé católica e com a prática sacramental perene da Igreja – a Igreja Católica, na aparência e na prática, seria semelhante à Comunhão Anglicana ou a um protestante livre. Igreja, ou seja, um sistema religioso formado como o “McDonald’s” ou um restaurante à la carte . Mesmo que isso aconteça (e Deus não permita que isso aconteça), durará apenas brevemente, uma vez que a Igreja Católica é divina e sua natureza é a clareza, imutabilidade e firmeza da Fé. De fato, ela é construída pelo próprio Cristo sobre a rocha que não pode ser superada nem mesmo por um “caminho sinodal” herético e cismático – nem mesmo se esse “caminho” tivesse a aprovação tácita do Papa. Toda a Igreja Católica é mais forte que isso, e a Fé Católica é sempre vitoriosa, pois Maria, a Mãe da Igreja, venceu todas as heresias em todo o mundo. 02 de fevereiro de 2020 +Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Santa Maria em Astana #AssembléiaSinodalAlemã #Alemanha #SínododaAlemanha #papafrancisco #Vaticano #DomAthanasiusSchneider
- Dom Schneider: ‘O Papa não pode ficar calado enquanto observa os lobos devorarem o rebanhoR
O bispo Athanasius Schneider se manifesta contra o “caminho sinodal” dos bispos alemães. (LifeSiteNews) – O Papa Francisco tem o dever de impedir que os bispos da Alemanha liderem o clero e os fiéis no “caminho sinodal” sobre o precipício da heresia, disse o bispo Athanasius Schneider. Em uma nova declaração publicada hoje no canal de língua alemã Kath.net (veja o texto oficial em inglês abaixo), o auxiliar de Astana, no Cazaquistão, argumentou que o “caminho sinodal” é “uma tentativa” de sancionar oficialmente a “doutrina herética e práticas ”que vêm corrompendo a Igreja na Alemanha há décadas. “O problema decisivo nesse trágico evento”, ele disse, “é o fato de o Papa Francisco, por seu silêncio, parecer tolerar os bispos alemães – primeiro e principal cardeal Reinhard Marx [presidente da conferência dos bispos alemães] – que abertamente professam doutrinas e práticas heréticas. ” O Bispo Schneider, ele próprio de etnia alemã, reconheceu que a “ Carta ao Papa peregrino de Deus na Alemanha ” em junho de 2019 foi um primeiro passo “bom”. Mas ele argumentou que “não era suficientemente concreto” e “falhou em estabelecer limites” para garantir que o “caminho sinodal” seja verdadeiramente católico. Ele também insistiu que, como “professor supremo” e “protetor” da fé católica, o Papa Francisco “tem o grave dever de proteger os ‘pequeninos’ ‘, isto é, os simples fiéis e os padres e bispos da Alemanha que foram colocados a periferia e cuja voz foi abafada ”pelos prelados do mundo que são encarregados de proteger o rebanho de Cristo. “O papa não pode ficar passivo ou ficar calado enquanto observa os ‘lobos’ devorarem o rebanho ou os ‘incendiários’ incendiando a casa”, disse ele. O bispo Schneider, que no ano passado obteve um esclarecimento (ainda que particular) do papa Francisco sobre o controverso documento de Abu Dhabi, disse que acredita que o papa deve “intervir e exigir que os participantes no ‘caminho sinodal’ professem formalmente essas verdades e universalidades. práticas sacramentais da Igreja ”que estão atualmente sendo questionadas. O “caminho sinodal” alemão abriu oficialmente com uma assembléia de 30 de janeiro a 1º de fevereiro em Frankfurt, Alemanha. O objetivo do processo sinodal de dois anos é abordar “questões-chave” decorrentes da crise de abuso sexual de funcionários. O “caminho sinodal” visa aprovar resoluções em quatro áreas pertencentes ao ensino e governo universais da Igreja: “Poder e Separação de Poderes na Igreja”; “Vida sacerdotal hoje”; “Mulheres nos ministérios e escritórios da Igreja”; e “Vivendo em relacionamentos bem-sucedidos – vivendo amor em sexualidade e parceria”. Em uma entrevista de 2 de fevereiro ao Katolische.de, o cardeal alemão Rainer Maria Woelki disse que suas piores preocupações com o “caminho sinodal” já se tornaram realidade. O arcebispo de Colônia disse à mídia alemã que “muitos argumentos apresentados na primeira assembléia sinodal são incompatíveis com a fé e os ensinamentos da Igreja universal”. Recordando a controvérsia ariana do século IV como um precedente histórico da crise atual, o bispo Schneider concluiu sua declaração encorajando clérigos e fiéis a perseverarem na lembrança da origem e força divinas da Igreja. “A Igreja”, disse ele, “não pode ser superada nem mesmo por um ‘caminho sinodal’ herético e cismático – nem mesmo se esse ‘caminho’ tivesse a aprovação tácita do Papa”. Abaixo, a tradução oficial para o inglês da declaração do bispo Athanasius Schneider: Toda a Igreja Católica e a fé católica são mais fortes que o “Caminho Sinodal” do alemão O chamado “caminho sinodal” (Synodaler Weg) é, em última análise, uma tentativa de aprovar oficialmente doutrinas verdadeiramente heréticas, com suas correspondentes práticas sacramentais e pastorais. Essas doutrinas e práticas já corrompem a vida da Igreja Católica na Alemanha há décadas. Por enquanto, portanto, o presente caso do “caminho sinodal” é mais uma heresia do que um cisma. A heresia, conforme definida pelo Código de Direito Canônico, é “a negação obstinada ou a dúvida obstinada após a recepção do batismo de alguma verdade que deve ser crida pela fé divina e católica”. O cisma, por outro lado, é “a recusa de submissão ao Sumo Pontífice ou de comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos ”(cân. 751). No caso dos bispos alemães, eles ainda são formalmente submetidos ao pontífice romano. Além disso, também é preciso dizer que nem todos os bispos alemães apóiam o conteúdo herético do “caminho sinodal”. Há um grupo de bispos alemães (embora poucos em número) que não aceitem doutrinas e práticas claramente heréticas. . O problema decisivo nesse trágico evento é o fato de o Papa Francisco, por seu silêncio, parecer tolerar os bispos alemães – primeiro e principal cardeal Reinhard Marx – que professam abertamente doutrinas e práticas heréticas, por exemplo, a bênção de uniões homossexuais, a admissão a Santa Comunhão de pessoas que vivem em adultério e a defesa da ordenação sacramental das mulheres. A carta que o Papa Francisco escreveu à Igreja Católica Alemã em vista do “caminho sinodal” era boa, mas não era suficientemente concreta e não estabeleceu limites para garantir que o “caminho sinodal” tivesse um caráter verdadeiramente católico. , isto é, corresponderia ao que sempre se acreditava, em toda parte e por todos os católicos. Ao cumprir sua primeira tarefa como o professor supremo da fé católica, o protetor supremo da integridade da fé católica e o centro visível da unidade, o Papa Francisco deve necessariamente intervir e exigir que os participantes do “caminho sinodal” formalmente professam essas verdades e práticas sacramentais universais da Igreja, as quais estão questionando através do programa estratégico e ideológico do “caminho sinodal”. O Papa tem o grave dever de proteger os “pequeninos”, ou seja, os simples fiéis e os sacerdotes e bispos da Alemanha que foram postos na periferia e cuja voz foi sufocada pela poderosa “nomenklatura” de uma nova incrédula e gnóstica. casta dos chamados teólogos “científicos”, pelos aparatos eclesiásticos e pelos bispos que se adaptaram à ditadura ideológica da mídia e da política de massa. O papa não pode ficar passivo ou ficar calado enquanto observa os “lobos” devorarem o rebanho ou os “incendiários” incendiarem a casa. O “caminho sinodal” que agora está em andamento já mostrou abertamente que há uma divisão entre aqueles que ainda possuem a fé católica e apostólica e aqueles que rejeitam ou questionam parte de seu conteúdo essencial. É realista imaginar uma situação em que padres e bispos de outros países não serão capazes de manter a comunhão com os bispos alemães que advogam ensinamentos heréticos. A confusão atual poderia até aumentar se esses bispos heréticos ainda fossem reconhecidos formalmente pelo papa. No entanto, existe um precedente para essa situação (embora rara) na história da Igreja. Um dos precedentes mais notáveis foi a crise ariana no século IV, quando todo o corpo do episcopado católico foi dividido essencialmente em três grupos: (1) os bispos católicos e ortodoxos que professavam inequivocamente a plena fé católica na divindade de Jesus Cristo; eles eram a minoria com o papa; (2) o segundo grupo optou por formulações ambíguas; eles eram a maioria e geralmente se conformavam, por uma questão de correção política, à posição dominante do poder político dominante; (3) o terceiro grupo era formado por arianos radicais e incrédulos; eles também eram minoria. Se o “caminho sinodal” na Alemanha aprova a ordenação sacramental feminina, a legitimidade dos atos homossexuais, as bênçãos dos casais homossexuais, a legitimidade dos atos heterossexuais fora de um casamento válido, certamente haverá bispos católicos, assim como muitos padres e fiéis leigos, mesmo na Alemanha, quem não aceita isso e que, portanto, não pode estar em plena comunhão com os bispos que professam tais heresias. Se o papa não corrigisse as decisões heréticas do “caminho sinodal”, ele assim consentiria com elas pelo seu silêncio. Isso levaria à situação bizarra de um papa ao mesmo tempo que aprovava bispos claramente heréticos, bem como bispos que ainda mantêm e salvaguardam a verdadeira fé católica. A Igreja já experimentou esse tipo de situação no século IV (embora apenas por um breve período), quando o papa Lívio excomungou Santo Atanásio, o campeão da fé católica, e ao mesmo tempo estabeleceu comunhão com os bispos semi-heréticos de o Oriente, ou seja, os semi-arianos. Espero que Deus nos preserve de uma situação tão desastrosa. Mas se isso acontecesse – e o Papa não intervisse com uma profissão inequívoca da fé católica e com a prática sacramental perene da Igreja – a Igreja Católica, na aparência e na prática, seria semelhante à Comunhão Anglicana ou a um protestante livre. Igreja, ou seja, um sistema religioso formado como o “McDonald’s” ou um restaurante à la carte . Mesmo que isso aconteça (e Deus não permita que isso aconteça), durará apenas brevemente, uma vez que a Igreja Católica é divina e sua natureza é a clareza, imutabilidade e firmeza da Fé. De fato, ela é construída pelo próprio Cristo sobre a rocha que não pode ser superada nem mesmo por um “caminho sinodal” herético e cismático – nem mesmo se esse “caminho” tivesse a aprovação tácita do Papa. Toda a Igreja Católica é mais forte que isso, e a Fé Católica é sempre vitoriosa, pois Maria, a Mãe da Igreja, venceu todas as heresias em todo o mundo. 02 de fevereiro de 2020 +Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Santa Maria em Astana #AssembléiaSinodalAlemã #Alemanha #SínododaAlemanha #papafrancisco #Vaticano #DomAthanasiusSchneider
- ATITUDE DA IGREJA PERANTE O COMUNISMO: CONDENAÇÕES ANTERIORES - CARTA ENCÍCLICA DIVINIS REDEMPTORIS
CARTA ENCÍCLICA DIVINIS REDEMPTORIS DE SUA SANTIDADE PAPA PIO XI AOS VENERÁVEIS IRMÃOS, PATRIARCAS, PRIMAZES, ARCEBISPOS, BISPOS E DEMAIS ORDINÁRIOS EM PAZ E COMUNHÃO COM A SÉ APOSTÓLICA SOBRE O COMUNISMO ATEU INTRODUÇÃO I - ATITUDE DA IGREJA PERANTE O COMUNISMO II - DOUTRINA E FRUTOS DO COMUNISMO III - LUMINOSA DOUTRINA DA IGREJA, OPOSTA AO COMUNISMO IV - REMÉDIOS E MEIOS V - MINISTROS E AUXILIARES DESTA OBRA SOCIAL DA IGREJA CONCLUSÃO INTRODUÇÃO 1. A promessa dum Redentor divino ilumina a primeira página da história da humanidade; e assim a firmíssima esperança de melhores dias, assim como suavizou a dor causada pela perda do paraíso de delícias, assim foi acompanhando os homens através do seu caminho de amarguras e inquietações, até que enfim, quando chegou a plenitude do tempo, o nosso Salvador, vindo à terra, cumulou as ânsias dessa tão longa expectação da humanidade e inaugurou para todos os povos uma nova civilização cristã, que vence e quase imensamente supera a que algumas nações mais privilegiadas atingiram, à custa dos maiores esforços e trabalhos. 2. Depois da miserável queda de Adão, como conseqüência dessa mácula hereditária, começou a travar-se o duro combate da virtude contra os estímulos dos vícios; e jamais cessou aquele antigo e astuto tentador de enganar a sociedade com promessas falazes. É por isso que, pelos séculos afora, as perturbações se têm sucedido umas às outras até à revolução dos nossos dias, a qual ou já surge furiosa ou pavorosamente ameaçada atear-se em todo o universo e parece ultrapassar em violência e amplitude todas as perseguições que a Igreja tem padecido; a tal ponto que povos inteiros correm perigo de recair em barbárie, muito mais horrorosa do que aquela em que jazia a maior parte do mundo antes da vinda do divino Redentor. 3. Vós, sem dúvida, Veneráveis Irmãos, já percebestes de que perigo ameaçador falamos: é do comunismo, denominado bolchevista e ateu, que se propõe como fim peculiar revolucionar radicalmente a ordem social e subverter os próprios fundamentos da civilização cristã. I - ATITUDE DA IGREJA PERANTE O COMUNISMO CONDENAÇÕES ANTERIORES 4. Mas diante destas ameaçadoras tentativas, não podia calar-se nem de fato se calou a Igreja Católica. Não se calou esta Sé Apostólica, que muito bem conhece que tem por missão peculiar defender a verdade, a justiça e todos os bens imortais, que o comunismo despreza e impugna. Já desde os tempos em que certas classes de eruditos pretenderam libertar a civilização e cultura humanística dos laços da religião e da moral, os Nossos Predecessores julgaram que era seu dever chamar a atenção do mundo, em termos bem explícitos, para as conseqüências da descristianização da sociedade humana. E pelo que diz respeito aos erros dos comunistas, já em 1846, o Nosso Predecessor de feliz memória, Pio IX, os condenou solenemente, e confirmou depois essa condenação no Sílabo. São estas as palavras que emprega na Encíclica Qui pluribus: “Para aqui (tende) essa doutrina nefanda do chamado comunismo, sumamente contrária ao próprio direito natural, a qual, uma vez admitida, levaria à subversão radical dos direitos, das coisas, das propriedades de todos e da própria sociedade humana” (Encíclica Qui pluribus, 9 de novembro de 1846: Acta Pii IX, vol. I, pág. 13. Cf. Sílabo, IV: A.A.S., vol. III, pág. 170). Mais tarde, outro Predecessor Nosso de imortal memória, Leão XIII, na sua Encíclica Quod Apostolici muneris (28 de dezembro de 1878: Acta Leonis XIII, vol. I, pág. 40), assim descreveu distinta e expressamente esses mesmos erros: “Peste mortífera, que invade a medula da sociedade humana e a conduz a um perigo extremo”; e com a clarividência do seu espírito luminoso demonstrou que o movimento precipitado das multidões para a impiedade do ateísmo, numa época em que tanto se exaltavam os progressos da técnica, tivera origem nos desvarios duma filosofia que de há muito porfia por separar a ciência e a vida da fé da Igreja. ATOS DO PRESENTE PONTIFICADO 5. Nós também no decurso do Nosso Pontificado, com insistente solicitude fomos várias vezes denunciando as correntes desta impiedade que víamos crescendo e rugindo cada vez mais ameaçadoras. Efetivamente, quando em 1924 voltava da Rússia a Nossa missão de socorro, numa alocução especial dirigida ao universo católico (18 de dezembro de 1924: A.A.S., vol. XVI (1924), págs. 494-495), condenamos os erros e processos dos comunistas. E pelas Encíclicas Miserentissimus Redemptor (8 de maio de 1928: A.A.S., vol. XX (1928), págs. 165-178), Quadragesimo anno (15 de maio de 1931: A.A.S., vol. XXIII (1931), págs. 177-228), Caritate Christi (3 de maio de 1932: A.A.S., vol. XXIV (1932), págs. 177-194), Acerba animi (29 de setembro de 1932: A.A.S., vol. XXIV (1932), págs. 321-332), Dilectissima Nobis (3 de junho de 1933: A.A.S., vol. XXV (1933), págs. 261-274), levantamos a voz em solenes protestos contra as perseguições desencadeadas contra o nome cristão, tanto na Rússia, como no México, como finalmente na Espanha. E estão ainda bem frescas na memória as alocuções por Nós pronunciadas, o ano passado, quer por ocasião da inauguração da Exposição mundial da Imprensa Católica, quer na audiência concedida aos refugiados espanhóis, quer também em Nossa Mensagem radiofônica pela festa do santo Natal. Até os mais encarniçados inimigos da Igreja, que desde Moscou, sua capital, dirigem esta luta contra a civilização cristã, até eles mesmos, com seus ataques ininterruptos, dão testemunho, não tanto por palavras como por atos, que o Sumo Pontificado, ainda em nossos tempos, não só não cessou de tutelar com toda a fidelidade o santuário da religião cristã, mas tem dado voz de alarme contra o enorme perigo comunista, com mais freqüência e maior força persuasiva que nenhum outro poder público deste mundo. NECESSIDADE DE UM NOVO DOCUMENTO SOLENE 6. Não obstante, posto que temos renovado tão repetidamente estas paternais advertências, que vós, Veneráveis Irmãos, em tantas cartas pastorais, algumas delas coletivas, diligentemente comentastes e transmitistes aos fiéis, ainda assim este perigo, com o impulso de hábeis agitadores, mais e mais se vai agravando de dia para dia. É por isso que julgamos dever Nosso levantar de novo a voz; e fá-lo-emos por meio deste documento de maior solenidade, como é costume desta Sé Apostólica, mestra da verdade; e com tanto maior satisfação o faremos, quando é certo que assim correspondemos aos desejos de todo o universo católico. Confiamos até que o eco da nossa voz será acolhido de bom grado por todos aqueles que, de espírito liberto de preconceitos, desejem sinceramente o bem da humanidade. Esta nossa confiança vem em certo modo aumentá-la o fato de vermos estas Nossas admoestações confirmadas pelos péssimos frutos, que Nós prevíramos e anunciáramos haviam de brotar das idéias subversivas, e que de fato se vão pavorosamente multiplicando nas regiões já dominadas pelo comunismo, ou ameaçam invadir rapidamente os outros países do mundo. 7. Queremos, pois, mais uma vez expor, como em breve síntese, os sofismas teóricos e práticos do comunismo, como eles se manifestam principalmente nos princípios e métodos da ação do bolchevismo: a esses sofismas, todos falsidade e ilusão, contrapor a luminosa doutrina da Igreja; e de novo exortar a todos insistentemente a lançar mãos dos meios, com que é possível não somente livrar e salvaguardar deste horrendo flagelo a civilização cristã, a única em que pode subsistir uma sociedade verdadeiramente humana, mas ainda fazê-la avançar, a passo cada dia mais acelerado, para o genuíno progresso da humanidade. II - DOUTRINA E FRUTOS DO COMUNISMO DOUTRINA Falso ideal 8. A doutrina comunista que em nossos dias se apregoa, de modo muito mais acentuado que outros sistemas semelhantes do passado, apresenta-se sob a máscara de redenção dos humildes. E um pseudo-ideal de justiça, de igualdade e de fraternidade universal no trabalho de tal modo impregna toda a sua doutrina e toda a sua atividade dum misticismo hipócrita, que as multidões seduzidas por promessas falazes e como que estimuladas por um contágio violentíssimo lhes comunica um ardor e entusiasmo irreprimível, o que é muito mais fácil em nossos dias, em que a pouco eqüitativa repartição dos bens deste mundo dá como conseqüência a miséria anormal de muitos. Proclamam com orgulho e exaltam até esse pseudo-ideal, como se dele se tivesse originado o progresso econômico, o qual, quando em alguma parte é real, tem explicação em causas muito diversas, como, por exemplo, a intensificação da produção industrial, introduzida em regiões que antes nada disso possuíam, a valorização de enormes riquezas naturais, exploradas com imensos lucros, sem o menor respeito dos direitos humanos, o emprego enfim da coação brutal que dura e cruelmente força os operários a pesadíssimos trabalhos com um salário de miséria. Materialismo evolucionista de Marx 9. Ora, a doutrina que os comunistas em nossos dias espalham, proposta muitas vezes sob aparências capciosas e sedutoras, funda-se de fato nos princípios do materialismo chamado dialético e histórico, ensinado por Karl Marx, de que os teóricos do bolchevismo se gloriam de possuir a única interpretação genuína. Essa doutrina proclama que não há mais que uma só realidade universal, a matéria, formada por forças cegas e ocultas, que, através da sua evolução natural, se vai transformando em planta, em animal, em homem. Do mesmo modo, a sociedade humana, dizem, não é outra coisa mais do que uma aparência ou forma da matéria, que vai evolucionando, como fica dito, e por uma necessidade inelutável e um perpétuo conflito de forças, vai pendendo para a síntese final: uma sociedade sem classes. É, pois, evidente que neste sistema não há lugar sequer para a idéia de Deus; é evidente que entre espírito e matéria, entre alma e corpo não há diferença alguma; que a alma não sobrevive depois da morte, nem há outra vida depois desta. Além disso, os comunistas, insistindo no método dialético do seu materialismo, pretendem que o conflito, a que acima Nos referimos, o qual levará a natureza à síntese final, pode ser acelerado pelos homens. É por isso que se esforçam por tornarem mais agudos os antagonismos que surgem entre as várias classes, da sociedade, porfiando porque a luta de classes, tão cheia, infelizmente, de ódios e de ruínas, tome o aspecto de uma guerra santa em prol do progresso da humanidade; e até mesmo, porque todas as barreiras que se opõem a essas sistemáticas violências, sejam completamente destruídas, como inimigas do gênero humano. A que se reduzem o homem e a família 10. Além disso, o comunismo despoja o homem da sua liberdade na qual consiste a norma da sua vida espiritual; e ao mesmo tempo priva a pessoa humana da sua dignidade, e de todo o freio na ordem moral, com que possa resistir aos assaltos do instinto cego. E, como a pessoa humana, segundo os devaneios comunistas, não é mais do que, para assim dizermos, uma roda de toda a engrenagem, segue-se que os direitos naturais, que dela procedem, são negados ao homem indivíduo, para serem atribuídos à coletividade. Quanto às relações entre os cidadãos, uma vez que sustentam o princípio da igualdade absoluta, rejeitam toda a hierarquia e autoridade, que proceda de Deus, até mesmo a dos pais; porquanto, como asseveram, tudo quanto existe de autoridade e subordinação, tudo isso, como de primeira e única fonte, deriva da sociedade. Nem aos indivíduos se concede direito algum de propriedade sobre bens naturais ou sobre meios de produção; porquanto, dando como dão origem a outros bens, a sua posse introduz necessariamente o domínio de um sobre os outros. E é precisamente por esse motivo que afirmam que qualquer direito de propriedade privada, por ser a fonte principal da escravidão econômica, tem que ser radicalmente destruído. 11. Além disto, como esta doutrina rejeita e repudia todo o caráter sagrado da vida humana, segue-se por natural conseqüência que para ela o matrimônio e a família é apenas uma instituição civil e artificial, fruto de um determinado sistema econômico: por conseguinte, assim como repudia os contratos matrimoniais formados por vínculos de natureza jurídico-moral, que não dependam da vontade dos indivíduos ou da coletividade, assim rejeita a sua indissolúvel perpetuidade. Em particular, para o comunismo não existe laço algum da mulher com a família e com o lar. De fato, proclamando o princípio da emancipação completa da mulher, de tal modo a retira da vida doméstica e do cuidado dos filhos que a atira para a agitação da vida pública e da produção coletiva, na mesma medida que o homem. Mais ainda: os cuidados do lar e dos filhos devolve-os à coletividade. Rouba-se enfim aos pais o direito que lhes compete de educar os filhos, o qual se considera como direito exclusivo da comunidade, e por conseguinte só em nome e por delegação dela se pode exercer. Em que se converteria a sociedade 12. Que viria a ser, então, a sociedade humana, baseada em tais fundamentos materialistas? Viria a ser uma coletividade, sem outra hierarquia mais do que a derivada do sistema econômico. Teria por missão única a produção de riqueza por meio do trabalho coletivo, e único fim o gozo dos bens da terra num paraíso ameníssimo de delícias onde cada qual “produziria conforme as suas forças e receberia conforme as suas necessidades”. É também de notar que o comunismo reconhece igualmente à coletividade o direito, ou antes a arbitrariedade quase ilimitada, de sujeitar os indivíduos ao jugo do trabalho coletivo, sem a menor consideração do seu bem-estar pessoal; mais ainda, o direito de os forçar contra a sua vontade e até pela violência. E nesta sociedade comunista proclamam que tanto a moral como a ordem jurídica não brotam de outra fonte mais do que do sistema econômico do tempo o que, por conseguinte, de sua natureza são valores terrestres transitórios e mudáveis. Em suma, para resumirmos tudo em poucas palavras, pretendem introduzir uma nova ordem de coisas e inaugurar uma era nova de mais alta civilização, produto unicamente duma cega evolução da natureza: “uma humanidade que tenha expulsado a Deus da terra”. 13. E, quando as qualidades e disposições de espírito, que se requerem para realizar semelhante sociedade, tiverem sido alcançadas por todos em tal grau, que por fim tenha surgido aquele ideal utópico de sociedade, que eles sonham, sem distinção de classes então o Estado político, que ao presente unicamente se organiza como instrumento de domínio dos capitalistas sobre os proletários, perderá totalmente a razão de ser e, por necessidade natural, se dissolverá! Todavia, enquanto se não tiver chegado a essa idade de ouro, os comunistas empregam o governo e o poder público como o mais eficaz e universal instrumento, para atingirem o seu fim. 14. Aqui tendes, Veneráveis Irmãos, diante dos olhos do espírito, a doutrina que os comunistas bolchevistas e ateus pregam à humanidade como novo evangelho, e mensagem salvadora de redenção! Sistema cheio de erros e sofismas, igualmente oposto à revelação divina e à razão humana; sistema que, por destruir os fundamentos da sociedade, subverte a ordem social, que não reconhece a verdadeira origem, natureza e fim do Estado; que rejeita enfim e nega os direitos, a dignidade e a liberdade da pessoa humana. DIFUSÃO Promessas fascinadoras 15. Mas donde vem que tal sistema, que a ciência já há muito ultrapassou e a realidade dos fatos vai cada dia refutando, possa difundir-se tão rapidamente por todas as partes do mundo? Facilmente poderemos compreender esse fenômeno, se refletirmos que são muito poucas as pessoas que têm penetrado a fundo a verdadeira natureza e fim do comunismo; ao passo que são muitíssimos os que cedem facilmente à tentação, habilmente apresentada sob as promessas mais deslumbrantes. É que os propagandistas deste sistema afivelam esta máscara de verdade, a saber: que não querem outra coisa mais que melhorar a sorte das classes trabalhadoras; que pretendem não somente dar remédio oportuno aos abusos provocados pela economia liberal, mas também conseguir uma distribuição mais eqüitativa dos bens terrenos: objetivos estes que certamente ninguém nega se possam atingir por meios legítimos. Contudo os comunistas, por esses processos, explorando sobretudo a crise econômica, que em toda a parte se sente, conseguem atrair ao seu partido aqueles mesmos que, em virtude da doutrina que professam, abominam os princípios do materialismo e os monstruosos crimes que não raro se perpetram. E, como em qualquer erro há sempre qualquer centelha de verdade, como acima vimos que sucedia até mesmo nesta questão, este aspecto de verdade põem-no em relevo com requintada habilidade, com o fim de dissimularem e ocultarem, quanto convém, aquela odiosa e desumana brutalidade dos princípios e dos métodos de comunismo; e desse modo conseguem seduzir até espíritos nada vulgares, os quais muitas vezes a tal ponto se deixam entusiasmar que eles próprios se tornam uma espécie de apóstolos, que vão extraviar com esses erros sobretudo os jovens, facilmente expostos a se deixarem enredar por esses sofismas. Além disso, os arautos do comunismo não ignoram que podem tirar partido, tanto dos antagonismos de raça como das dissensões e lutas em que se entrechocam as diferentes facções políticas, como enfim daquela desorientação que lavra no campo da ciência, onde a própria idéia de Deus emudece, para se infiltrarem nas Universidades e corroborarem os princípios da sua doutrina com argumentos pseudocientíficos. O liberalismo preparou o caminho ao comunismo 16. Mas, para mais facilmente se compreender como é que puderam conseguir que tantos operários tenham abraçado, sem o menor exame, os seus sofismas, será conveniente recordar que os mesmos operários, em virtude dos princípios do liberalismo econômico, tinham sido lamentavelmente reduzidos ao abandono da religião e da moral cristã. Muitas vezes o trabalho por turnos impediu até que eles observassem os mais graves deveres religiosos dos dias festivos; não houve o cuidado de construir igrejas nas proximidades das fábricas, nem de facilitar a missão do sacerdote; antes pelo contrário, em vez de se lhes pôr embargo, cada dia mais e mais se foram favorecendo as manobras do chamado laicismo. Aí estão, agora, os frutos amargosíssimos dos erros que os Nossos Predecessores e Nós mesmo mais de uma vez temos preanunciado. E assim, por que nos havemos de admirar, ao vermos que tantos povos, largamente descristianizados, vão sendo já pavorosamente inundados e quase submergidos pela vaga comunista? Propaganda astuta e vastíssima 17. Além disso, a difusão tão rápida das idéias comunistas que se vão sorrateiramente infiltrando por países grandes ou pequenos, cultos ou menos civilizados, e até nas partes mais remotas do globo, tem sem dúvida por causa esse fanatismo de propaganda encarniçada, como talvez nunca se viu no mundo. E essa propaganda, emanada duma fonte única, adapta-se astutamente às condições particulares dos povos; dispõe de grandes meios financeiros, de inúmeras organizações, de congressos internacionais concorridíssimos, de forças compactas e bem disciplinadas; propaganda quer por jornais, revistas e folhas volantes, pelo cinema, pelo teatro, pela radiofonia, pelas escolas enfim e pelas Universidades, pouco a pouco vai invadindo todos os meios ainda os melhores, sem darem talvez pelo veneno, que cada vez mais vai infeccionando os espíritos e os corações. Conspiração do silêncio na imprensa 18. Outro auxiliar poderoso, que contribui para a avançada do comunismo, é sem dúvida a conspiração do silêncio na maior parte da imprensa mundial, que não se conforma com os princípios católicos. Conspiração dizemos: porque aliás, não se explica facilmente como é que uma imprensa, tão ávida de esquadrinhar e publicar até os mínimos incidentes da vida cotidiana, sobre os horrores perpetrados na Rússia, no México e numa grande parte de Espanha pode guardar, há tanto tempo, absoluto silêncio; e da seita comunista, que domina em Moscou e tão largamente se estende pelo universo em poderosas organizações, fala tão pouco. Mas todos sabem que esse silêncio é em grande parte devido a exigências duma política, que não segue inteiramente os ditames da prudência civil; e é aconselhável e favorecido por diversas forças ocultas que já há muito porfiam por destruir a ordem social cristã. DEPLORÁVEIS CONSEQÜÊNCIAS Rússia e México 19. Entretanto, aí estão à vista os deploráveis frutos dessa propaganda fanática. Porque, onde quer que os comunistas conseguiram radicar-se e dominar, - e aqui pensamos com particular afeto paterno nos povos da Rússia e do México, - aí, como eles próprios abertamente o proclamam, por todos os meios se esforçaram por destruir radicalmente os fundamentos da religião e da civilização cristãs, e extinguir completamente a sua memória no coração dos homens, especialmente da juventude. Bispos e sacerdotes foram desterrados, condenados a trabalhos forçados, fuzilados, ou trucidados de modo desumano; simples leigos, tornados suspeitos por terem defendido a religião, foram vexados, tratados como inimigos, e arrastados aos tribunais e às prisões. Horrores do comunismo em Espanha 20. Até em países, onde - como sucede na Nossa amadíssima Espanha - não conseguiu ainda a peste e o flagelo comunista produzir todas as calamidades dos seus erros, desencadeou contudo, infelizmente, uma violência furibunda e irrompeu em funestíssimos atentados. Não é esta ou aquela igreja destruída, este ou aquele convento arruinado; mas, onde quer que lhes foi possível, todos os templos, todos os claustros religiosos, e ainda quaisquer vestígios da religião cristã, posto que fossem monumentos insignes de arte e de ciência, tudo foi destruído até os fundamentos! E não se limitou o furor comunista a trucidar bispos e muitos milhares de sacerdotes, religiosos e religiosas, alvejando dum modo particular aqueles e aquelas que se ocupavam dos operários e dos pobres; mas fez um número muito maior de vítimas em leigos de todas as classes, que ainda agora vão sendo imolados em carnificinas coletivas, unicamente por professarem a fé cristã, ou ao menos por serem contrários ao ateísmo comunista. E esta horripilante mortandade é perpetrada com tal ódio e tais requintes de crueldade e selvajaria, que não se julgariam possíveis em nosso século. Ninguém de são critério, quer seja simples particular, quer homem de Estado, cônscio da sua responsabilidade, ninguém absolutamente, repetimos, pode deixar de estremecer de sumo horror, se refletir que tudo quanto hoje está sucedendo na Espanha, pode amanhã repetir-se também em outras nações civilizadas. Frutos naturais do sistema 21. Nem se pode asseverar que semelhantes atrocidades são conseqüências fatais de todas as grandes revoluções, como excessos esporádicos de exasperação, comuns a qualquer guerra: não, são frutos naturais do sistema, cuja estrutura não obedece a freio algum interno. Um freio é necessário ao homem, tanto individualmente como socialmente considerado; e é por isso que até os povos bárbaros reconheceram o vínculo da lei natural, esculpida por Deus na alma de cada homem. E, quando a observância dessa lei foi tida por todos como um dever sagrado, viram-se nações antigas atingir um tal esplendor de grandeza, que espanta, ainda mais até do que é razão, aqueles que só superficialmente compunham os documentos da história humana. Mas quando se arranca das mentes dos cidadãos a própria idéia de Deus, necessariamente os veremos precipitar-se na crueldade mais selvagem, e na ferocidade dos costumes. Luta contra tudo o que é divino Luta contra tudo o que se chama Deus 22. É este o espetáculo que atualmente com suma dor contemplamos: pela primeira vez na história estamos assistindo a uma insurreição, cuidadosamente preparada e calculadamente dirigida contra “tudo o que se chama Deus” (cfr. 2 Tess 1, 4). Efetivamente, o comunismo por sua natureza opõe-se a qualquer religião, e a razão por que a considera como o “ópio do povo”, é porque os seus dogmas e preceitos, pregando a vida eterna depois desta vida mortal, apartam os homens da realização daquele futuro paraíso, que são obrigados a conseguir na terra. O terrorismo 23. Mas não é impunemente que se despreza a lei natural e o seu autor, Deus; a conseqüência é que os esforços dos comunistas, assim como nem sequer no campo econômico puderam até hoje realizar o seu desígnio, assim também no futuro jamais o poderão conseguir. Não negamos que esses esforços na Rússia contribuíram não pouco para sacudir os homens e as suas instituições, daquela longa e secular inércia em que jaziam, e que puderam, empregando todos os meios e processos; ainda mesmo ilegitimamente, fazer alguma coisa para promover o progresso material; mas sabemos por testemunhos absolutamente insuspeitos, e alguns bem recentes ainda, que de fato nem sequer neste ponto se conseguiu o que tanto se prometera. E não se esqueça, que aquela ditadura, toda terrorismo e crueldade, impôs a inumeráveis cidadãos o jugo da escravidão. Porque é de notar que também no terreno econômico é imprescindível alguma norma de probidade a que se conforme, por dever de consciência, quem exerce algum cargo; ora isso é indiscutível que o não podem dar os princípios comunistas, nascidos dos sofismas do materialismo. Por conseguinte, nada mais resta do que aquele pavoroso terrorismo que se está vendo na Rússia, onde os antigos camaradas de conspiração e de luta se vão dando a morte uns aos outros; mas esse terrorismo criminoso, longe de conseguir pôr um dique à corrupção dos costumes, nem sequer pode evitar a dissolução da estrutura social. Um pensamento paternal para os povos oprimidos da Rússia UM PENSAMENTO PATERNAL AOS POVOS OPRIMIDOS, NA RÚSSIA 24. Com isto, porém, não é nossa intenção condenar em massa os povos da União Soviética, aos quais, pelo contrário, consagramos o mais vivo afeto paterno. É que, de fato, sabemos que muitos deles gemem sob o jugo da mais iníqua escravidão, que lhes foi imposta por homens, pela maior parte estranhos aos verdadeiros interesses daquele povo; e que muitos outros foram enganados por promessas e esperanças falazes. O que Nós condenamos é o sistema e seus autores e fautores que consideraram aquela nação como o terreno mais apto para lançarem a semente do seu sistema, há muito tempo preparada, e de lá a disseminarem por todas as regiões do globo. III - LUMINOSA DOUTRINA DA IGREJA, OPOSTA AO COMUNISMO 25. Depois de termos focado os erros e os processos sedutores e violentos do comunismo bolchevista e ateu, é já tempo, Veneráveis Irmãos, de opor-lhe sumariamente a verdadeira noção da “Cidade humana”, que é tal como perfeitamente sabeis, qual no-la ensinam a razão humana e a revelação Divina, por intermédio da Igreja, Mestra dos povos. SUPREMA REALIDADE: DEUS! 26. E antes de mais nada importa observar que acima de todas as demais realidades, está o sumo, único e supremo Espírito, Deus, Criador onipotente de todo o universo, Juiz sapientíssimo e justíssimo de todos os homens. Este Ser supremo, que é Deus, é a refutação e condenação mais absoluta das impudentes e mentirosas falsidades do comunismo. E na verdade, não é porque os homens crêem em Deus, que Deus existe; mas porque Deus existe realmente, por isso crêem nele e lhe dirigem as suas súplicas todos quantos não cerram pertinazmente os olhos do espírito à luz da verdade. QUE SÃO O HOMEM E A FAMÍLIA, SEGUNDO A RAZÃO E A FÉ 27. Quanto ao homem, o que a fé católica e a nossa razão ensinam, já Nós, ao explanarmos os pontos fundamentais desta doutrina, o propusemos na Encíclica sobre a educação cristã da juventude (Encíclica Divini illius Magistri, 31 de dezembro de 1929: A.A.S., vol. XXII (1930), págs. 49-86). O homem tem uma alma espiritual e imortal; e, assim como é uma pessoa, dotada pelo supremo Criador de admiráveis dons de corpo e de espírito assim se pode chamar, como diziam os antigos, um verdadeiro “microcosmo”, isto é, um pequeno mundo, por isso que de muito longe transcende e supera a imensidade dos seres do mundo inanimado. Não somente nesta vida mortal, mas também na que há de permanecer eternamente, o seu fim supremo é unicamente Deus; e, tendo sido elevado pela graça santificante à dignidade de filho de Deus, é incorporado no Reino de Deus, no corpo místico de Jesus Cristo. Conseqüentemente, dotou-o Deus de múltiplas e variadas prerrogativas, tais como: direito à vida, à integridade do corpo, aos meios necessários à existência; direito de tender ao seu último fim, pelo caminho traçado por Deus; direito enfim de associação, de propriedade particular, e de usar dessa propriedade. 28. Além disso, assim como o matrimônio e o direito ao seu uso natural são de origem divina, assim também a constituição e as prerrogativas fundamentais da família derivam, não do arbítrio humano, nem de fatores econômicos, senão do próprio Criador supremo de todas as coisas. Este assunto tratamo-lo já com suficiente desenvolvimento na Encíclica sobre a santidade do matrimônio (Encíclica Casti Connubii, 31 de dezembro de 1930: A.A.S., vol. XXII (1930), págs. 539-582), e na Encíclica acima citada sobre a educação. QUE É A SOCIEDADE Mútuos direitos e deveres entre o homem e a sociedade 29. Mas Deus destinou igualmente o homem para a sociedade civil, que a sua mesma natureza reclama. É que, no plano do Criador, a sociedade é um meio natural, de que todo o cidadão pode e deve servir-se para a consecução do fim que lhe é proposto, pois a sociedade civil existe para o homem e não o homem para a sociedade. Isto, porém, não se deve entender no sentido do liberalismo individualista, que subordina a sociedade à utilidade egoísta do indivíduo, mas sim no sentido que, mediante a união orgânica com a sociedade, todos possam, pela mútua colaboração, alcançar a verdadeira felicidade terrestre; e que, por meio da sociedade, floresçam e prosperem todas as aptidões individuais e sociais, dadas ao homem pela natureza, aptidões que transcendem o imediato interesse do momento, e refletem na sociedade a perfeição divina: o que no homem isolado de modo nenhum se pode verificar. Mas até este último objetivo da sociedade é, em última análise, ordenado ao homem, para que reconheça este reflexo da perfeição divina, e o desenvolva assim em louvor e adoração ao Criador. É que só o homem, e não qualquer sociedade humana por si, é dotado de razão e de vontade moralmente livre. 30. Portanto, assim como o homem não pode furtar-se aos deveres que por vontade de Deus o ligam à sociedade civil, e é por isso que os representantes da autoridade têm direito de o forçar ao cumprimento do próprio dever, caso ele se recusasse ilegitimamente; assim também não pode a sociedade privar o cidadão dos direitos pessoais que o Criador lhe concedeu (os mais importantes apontamo-los acima sumariamente) nem tornar-lhe impossível o seu uso. É, pois, conforme à razão e às suas exigências naturais, que todas as coisas terrenas sejam para serviço e utilidade do homem, e assim, por meio dele, voltem ao Criador. Aqui se aplica perfeitamente o que o Apóstolo das Gentes escreve aos coríntios sobre a economia da salvação cristã: “Tudo... é vosso, mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus” (1 Cor 3, 23). E assim, enquanto a doutrina comunista de tal maneira diminui a pessoa humana, que inverte os termos das relações entre o homem e a sociedade, a razão, pelo contrário, e a revelação divina elevam-na a tão sublimes alturas. A ordem econômico-social 31. Sobre a ordem econômico-social e sobre a questão operária já o Nosso Predecessor, de feliz memória, Leão XIII, na Encíclica Rerum Novarum (15 de maio de 1891: Acta Leonis XIII, vol. XI, págs. 97-144) deu normas eficazes: normas que Nós adotamos às condições e exigências dos tempos presentes pela nossa Encíclica sobre a restauração cristã da ordem social (Encíclica Quadragesimo anno, 15 de maio de 1931: A.A.S., vol. XXIII (1931), págs. 177-228). Nessa Encíclica, insistindo de novo com toda a força na secular doutrina da Igreja acerca da natureza peculiar da propriedade privada no seu aspecto individual e social, assinalamos com toda a clareza e precisão os direitos e a dignidade do trabalho humano, as relações do mútuo apoio e auxílio que devem existir entre o capital e o trabalho, e o salário, indispensável ao operário e a sua família, que por justiça lhe é devido. 32. Nessa mesma Encíclica mostramos também que a sociedade humana só então, poderá ser salva da funestíssima ruína, a que é arrastada pelos princípios do liberalismo, alheios a toda a moralidade, quando os preceitos da justiça social e da caridade cristã impregnarem e penetrarem a ordem econômica e a organização civil; o que indubitavelmente não podem conseguir nem a luta de classes, nem os atentados do terror, nem o abuso ilimitado e tirânico do poder do Estado. Advertimos outrossim, que a verdadeira prosperidade do povo se deve procurar segundo os princípios dum são corporativismo, que reconheça e respeite os vários graus da hierarquia social; e que é igualmente necessário que todas as corporações operárias se organizem em harmônica unidade para poderem tender ao bem comum da sociedade; e que, por conseguinte, a função genuína e peculiar do poder público consiste em promover, quanto lhe seja possível, esta harmonia e coordenação de todas as forças sociais. Hierarquia social e prerrogativas do Estado 33. Para assegurar esta tranqüila harmonia pela colaboração orgânica de todos, a doutrina católica confere aos governantes tanta dignidade e autoridade, quanta é necessária para que eles com vigilante e previdente solicitude salvaguardem os direitos divinos e humanos, que as Sagradas Escrituras e os Padres da Igreja tanto inculcam. E neste passo é necessário observar que erram vergonhosamente os que sem consideração atribuem a todos os homens direitos iguais na sociedade civil e asseveram que não existe legítima hierarquia. Sobre este ponto baste-Nos recordar as Encíclicas do Nosso Predecessor Leão XIII, acima mencionadas, especialmente a que trata do poder do Estado (Encíclica Diuturnum illud, 29 de junho de 1881: Acta Leonis XIII, vol. II, págs. 269-287) e a outra que versa sobre a constituição cristã do Estado (Encíclica Immortale Dei, 1 de novembro de 1885: Acta Leonis XIII, vol. V, págs. 118-150). Nelas encontram os católicos luminosamente expostos os princípios da razão e da fé, que os tornarão aptos para as premunirem contra os erros e perigos da concepção comunista acerca do Estado. A espoliação dos direitos e a escravização do homem, a negação da origem primária e transcendente do Estado e do poder do Estado, o abuso horrível do poder público ao serviço do terrorismo coletivista, são precisamente o contrário do que é conforme à ética natural e à vontade do Criador. Tanto o homem como a sociedade civil têm origem no Criador, e foram por Ele mutuamente ordenados um para a outra; por isso nenhum dos dois pode furtar-se a cumprir os deveres correlativos, nem recusar ou reduzir os direitos. O próprio Criador regulou esta mútua relação nas suas linhas fundamentais, e é injusta a usurpação, que o comunismo se arroga, de impor, em lugar da lei divina baseada nos imutáveis princípios da verdade e da caridade, um programa político de partido, que promana do capricho humano e ressuma ódio. BELEZA DESTA DOUTRINA DA IGREJA 34. A Igreja ao ensinar esta luminosa doutrina, não tem outro fim mais que realizar o venturoso anúncio cantado pelos Anjos sobre a gruta de Belém, no nascimento Redentor: “Glória a Deus e... paz aos homens” (Lc 2, 14): paz verdadeira e verdadeira felicidade, até mesmo na terra, quanto é possível, encaminhada a preparar a felicidade eterna, mas paz reservada aos homens de boa vontade. Esta doutrina é igualmente distante de todos os extremos do erro como de todas as exagerações dos partidos ou sistemas que a eles aderem, conserva sempre o equilíbrio da verdade e da justiça; reivindica-o na teoria, aplica-o e promove-o na prática, conciliando os direitos e os deveres de um com os dos outros, como a autoridade com a liberdade, a dignidade do indivíduo com a do Estado, a personalidade humana no súdito com a representação divina no superior, e, por conseguinte, a sujeição devida e o amor ordenado de si mesmo, da família e da pátria, com o amor das outras famílias e dos outros povos, fundado no amor de Deus, pai de todos, primeiro princípio e último fim. Nem separa a justa preocupação dos bens temporais a palavra de seu divino Fundador: “Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo” (Mt 6, 33), está longe de se desinteressar das coisas humanas, de prejudicar os progressos da sociedade e de impedir os adiantamentos materiais, que pelo contrário sustenta e promove da maneira mais razoável e eficaz. E assim, até mesmo no campo econômico-social, a Igreja, muito embora não tenha jamais apresentado como seu um determinado sistema técnico, por não ser essa a sua missão, fixou contudo claramente princípios e diretivas que, prestando-se a diversas aplicações concretas segundo as várias condições dos tempos, dos lugares e dos povos, assinalam o caminho seguro para obter o feliz progresso da sociedade. 35. A sabedoria e suma utilidade desta doutrina é admitida por quantos verdadeiramente a conhecem. Com justificada razão puderam afirmar eminentes Estadistas que, depois de terem estudado os diversos sistemas sociais, nada haviam encontrado mais sábio que os princípios expostos nas Encíclicas Rerum Novarum e Quadragesimo anno. Até em países não católicos, e nem sequer cristãos, se reconhece quão vantajosas são para a sociedade humana as doutrinas sociais da Igreja; e assim, há apenas um mês, um eminente homem político, não cristão, do Extremo Oriente, não duvidou proclamar que a Igreja com a sua doutrina de paz e fraternidade cristã traz uma altíssima contribuição para o estabelecimento e conservação da paz construtiva entre as nações. Mas ainda: até os próprios comunistas, como sabemos por autênticas relações que afluem de toda a parte a este Centro de Cristandade, se não estão ainda de todo corrompidos, quando se lhes expõe a doutrina social da Igreja, reconhecem a sua superioridade sobre as doutrinas dos seus caudilhos e mestres. Somente os obcecados pela paixão e pelo ódio fecham os olhos à luz da verdade e a combatem obstinadamente. SERÁ VERDADE QUE A IGREJA NÃO PROCEDEU SEGUNDO A SUA DOUTRINA? 36. Mas os inimigos da Igreja, constrangidos embora a reconhecer a sabedoria da sua doutrina, assacam-lhe o não ter sabido conformar os seus atos com aqueles princípios, e afirmam por isso a necessidade de provocar outros caminhos. Quão falsa e injusta seja esta acusação, demonstra-o toda a história do cristianismo. Para não Nos referirmos senão a um ou outro ponto característico, foi o cristianismo o primeiro a propagar, por uma forma e com uma amplitude e convicção desconhecidas nos séculos precedentes, a verdadeira e universal fraternidade de todos os homens de qualquer condição ou raça, contribuindo assim poderosamente para a abolição da escravatura, não com revoltas sangrentas, senão pela força interna da sua doutrina, que à orgulhosa patrícia romana fazia ver na sua escrava uma irmã em Cristo. Foi o cristianismo, que adora o Filho de Deus feito homem por amor dos homens e convertido em “Filho do carpinteiro”, mais ainda, “carpinteiro” ele próprio (cfr. Mt 13, 55; Mc 6, 3), foi o cristianismo que sublimou à sua verdadeira dignidade o trabalho manual: aquele trabalho manual, antes tão desprezado que até o discreto Marco Túlio Cícero, resumindo a opinião geral do seu tempo, não receou escrever estas palavras, de que hoje se envergonharia qualquer sociólogo: “Todos os operários se ocupam em misteres desprezíveis, pois a oficina nada pode ter de nobre” (M.T. Cícero, De officiis, L. I, c. 42). 37. Fiel a estes princípios, a Igreja regenerou a sociedade humana; sob a sua influência surgiram admiráveis obras de caridade, poderosas corporações de artistas e trabalhadores de todas as categorias. O liberalismo do século passado zombou delas, é certo, como de velharias da Idade Média; elas, porém, impõem-se hoje à admiração dos nossos contemporâneos que em muitos países procuram fazer reviver de algum modo a sua idéia fundamental. E quando outras correntes entravavam a obra e punham obstáculos ao influxo salutar da Igreja, esta até nossos dias não cessou nunca de admoestar os extraviados. Basta recordar com que firmeza, energia e constância o Nosso Predecessor Leão XIII reivindicou para o operário o direito de associação, que o liberalismo dominante nos Estados mais poderosos se obstinava em negar-lhe. E esta influência da doutrina da Igreja ainda atualmente é maior do que parece, porque é grande e certo, posto que invisível e difícil de medir, o predomínio das idéias sobre os fatos. 38. Pode bem dizer-se com toda a verdade que a Igreja à semelhança de Cristo, passa através dos séculos, fazendo bem a todos. Não haveria nem socialismo nem comunismo, se os que governam os povos não tivessem desprezado os ensinamentos e as maternais advertências da Igreja; eles, porém, quiseram, sobre as bases do liberalismo e do laicismo, levantar outros edifícios sociais que à primeira vista pareciam poderosas e magníficas construções, mas bem depressa se viu que careciam de sólidos fundamentos, e se vão miseravelmente desmoronando, um após outro, como tem que desmoronar-se tudo quanto não se apoia sobre a única pedra angular, que é Jesus Cristo. IV - REMÉDIOS E MEIOS NECESSIDADE DE RECORRER A MEIOS DE DEFESA 39. Tal é, Veneráveis Irmãos, a doutrina da Igreja, a única que, como em qualquer outro campo, assim também no campo social, pode projetar verdadeira luz, a única doutrina de salvação em face da ideologia comunista. Mas é necessário que esta doutrina se realize cada vez mais na prática da vida, conforme o aviso do Apóstolo São Tiago: “Sede... cumpridores da palavra e não simples ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1, 22), porquanto, o que na hora atual há de mais urgente é aplicar com energia os remédios oportunos, para opor-se eficazmente à revolução ameaçadora que se vai preparando. Alimentamos a firme confiança de que ao menos a paixão com que dia e noite trabalham os filhos das trevas na sua propaganda materialista e atéia, logre estimular santamente os filhos da luz a um zelo igual, se não maior, da honra da Majestade divina. 40. Que é, pois, necessário fazer, que remédios empregar, para defender a Cristo e a civilização cristã contra aquele pernicioso inimigo? Como um pai no seio da família, Nós quiséramos conversar, quase na intimidade, sobre os deveres que a grande luta de nossos dias impõe a todos os filhos da Igreja, dirigindo também a Nossa paternal advertência aos filhos que dela se afastaram. RENOVAÇÃO DA VIDA CRISTÃ Remédio Fundamental 41. Como em todos os períodos mais tormentosos da história da Igreja, assim hoje também o remédio fundamental é uma sincera renovação da vida privada e pública, segundo os princípios do Evangelho em todos aqueles que se gloriam de pertencer ao Rebanho de Cristo, a fim de serem verdadeiramente o sal da terra, que preserve a sociedade humana de tal corrupção. 42. Com sentimentos de profunda gratidão para com o Pai das luzes, de quem desce “toda a dádiva excelente e todo o dom perfeito” (Tg 1, 17), vemos por toda a parte sinais consoladores dessa renovação espiritual, não só em tantas almas singularmente escolhidas, que nestes últimos anos se têm elevado ao cume da mais sublime santidade, e em tantas outras, cada vez mais numerosa, que generosamente caminham para a mesma luminosa meta, mas também no reflorescimento de uma piedade sentida e vivida, em todas as classes da sociedade, até nas mais cultas, como pusemos em relevo no Nosso recente Motu proprio In multis solaciis, de 28 do passado outubro, por ocasião da reorganização da Pontifícia Academia das Ciências (A.A.S., vol. XXVIII (1936), págs. 421-424). 43. Não podemos, contudo, negar que muito resta ainda por fazer neste caminho da renovação espiritual. Até mesmo em países católicos, demasiados são os que são católicos quase só de nome; demasiados, aqueles que, seguindo embora mais ou menos fielmente as práticas mais essenciais da religião que se ufanam de professar, não se preocupam de melhor a conhecer, nem de adquirir convicções, mais íntimas e profundas, e menos ainda de fazer que ao verniz exterior corresponda o interno esplendor de uma consciência reta e pura, que sente e cumpre todos os seus deveres sob o olhar de Deus. Sabemos quanto o Divino Salvador aborrece esta vã e falaz exterioridade, Ele que queria que todos adorassem o Pai “em espírito e verdade” (Jo 4, 23). Quem não vive verdadeira e sinceramente segundo a fé que professa, não poderá hoje, que tão violento sopra o vento da luta e da perseguição, resistir por muito tempo, mas será miseravelmente submergido por este novo dilúvio que ameaça o mundo; e assim, enquanto se prepara por si mesmo a própria ruína, exporá também ao ludibrio o nome cristão. Desapego dos bens terrenos 44. E neste passo queremos, Veneráveis Irmãos, insistir mais particularmente sobre dois ensinamentos do Senhor, que têm especial conexão com as atuais condições do gênero humano: o desapego dos bens terrenos e o preceito da caridade. “Bem-aventurados os pobres de espírito” foram as primeiras palavras que saíram dos lábios do Divino Mestre no sermão da Montanha (Mt 5, 3). E esta lição é mais que nunca necessária, nestes tempos de materialismo sedento de bens e prazeres da terra. Todos os cristãos, ricos ou pobres, devem ter sempre fixo o olhar no céu, recordando que “não temos aqui cidade permanente, mas vamos buscando a futura” (Hbr 13, 14). Os ricos não devem pôr nas coisas da terra a sua felicidade, nem dirigir à conquista desses bens os seus melhores esforços; mas, considerando-se apenas como administradores que sabem terão de dar contas ao supremo Senhor, sirvam-se deles como de meios preciosos que Deus lhes concede para fazerem bem; e não deixem de distribuir aos pobres o supérfluo, segundo o preceito evangélico (cfr. Lc 11, 41). Doutra forma verificar-se-á neles e em suas riquezas a severa sentença de São Tiago Apóstolo: “Eia, pois, ó ricos, chorai, soltai gritos por causa das misérias que virão sobre vós. As vossas riquezas apodreceram, e os vossos vestidos foram comidos pela traça. O vosso ouro e a vossa prata enferrujaram-se e a sua ferrugem dará testemunho contra vós, e devorará as vossas carnes como um fogo. Juntastes para vós um tesouro de ira para os últimos dias...” (Tg 5, 1-3). 45. Mas os pobres, por sua vez, esforçando-se muito embora, segundo as leis da caridade e da justiça, por se proverem do necessário e até mesmo por melhorarem de condição, devem também permanecer sempre “pobres de espírito” (Mt 5, 3), estimando mais os bens espirituais que os bens e gozos terrenos. Recordem-se, além disso, que jamais se logrará fazer desaparecer do mundo as misérias, as dores, as tribulações, a que estão sujeitos ainda aqueles que exteriormente parecem mais felizes. E assim, a todos é necessária a paciência, aquela paciência cristã que eleva o coração às divinas promessas de uma felicidade eterna. “Sede, pois, pacientes, irmãos”, vos diremos ainda com São Tiago, “até à vinda do Senhor. Vede como o lavrador espera o precioso fruto da terra, tendo paciência, até que receba o (fruto) temporão e o serôdio. Sede, pois, pacientes também vós, e fortalecei os vossos corações; porque a vinda do Senhor está próxima” (Tg 5, 7-8). Só assim se cumprirá a consoladora promessa do Senhor: “Bem-aventurados os pobres”. E não é esta uma consolação e promessa vã, como são as promessas dos comunistas; mas são palavras de vida, que encerram uma realidade suprema, palavras que se verificam plenamente aqui na terra e depois na eternidade. E na verdade, quantos pobres, nestas palavras e na esperança do reino dos céus, proclamando já propriedade sua: “porque vosso é o reino de Deus” (Lc 6, 20), encontram uma felicidade, que tantos ricos não logram em suas riquezas, sempre inquietos e sempre torturados como andam pela sede de possuir ainda mais. Caridade cristã 46. Muito mais importante ainda, como remédio do mal de que tratamos, ou pelo menos mais diretamente ordenado a curá-lo, é o preceito da caridade. Queremos referir-Nos àquela caridade cristã “paciente e benigna” (1 Cor 13, 4), que evita todos os ares de proteção humilhante e qualquer aparência de ostentação; aquela caridade, que desde os inícios do cristianismo ganhou para Cristo os mais pobres dentre os pobres, os escravos; e testemunhamos o Nosso reconhecimento a todos quantos nas obras de beneficência, desde as conferências de São Vicente de Paulo até às grandes organizações recentes de assistência social, têm exercido e exercem as obras de misericórdia corporal e espiritual. Quanto mais experimentarem em si mesmos os operários e os pobres o que o espírito de amor, animado pela virtude de Cristo, faz por eles, tanto mais se despojarão do preconceito de que o cristianismo perdeu a sua eficácia e a Igreja está da parte daqueles que exploram o seu trabalho. 47. Mas, quando vemos dum lado uma multidão de indigentes que, por várias causas alheias à sua vontade, estão verdadeiramente oprimidos pela miséria, e do outro lado, junto deles, tantos que se divertem inconsideradamente e esbanjam enormes somas em futilidades, não podemos deixar de reconhecer com dor que não é bem observada a justiça, mas que nem sempre se aprofundou suficientemente o preceito da caridade cristã nem se vive conforme a ele na prática cotidiana. Desejamos, portanto, Veneráveis Irmãos, que seja mais e mais explicado por palavra e por escrito este divino preceito, precioso distintivo deixado por Cristo a seus verdadeiros discípulos, este preceito, que nos ensina a ver nos que sofrem a Jesus em pessoa e nos impõe o dever de amar os nossos irmãos, como o divino Salvador nos amou a nós, isto é, até ao sacrifício de nós mesmos e, se necessário for, até da própria vida. Meditem, pois, todos e muitas vezes aquelas palavras consoladoras, por um lado, mas temerosas por outro, da sentença final que pronunciará o Juiz supremo no último dia: “Vinde benditos de meu Pai...; porque tive fome, e me destes de comer, tive sede e me destes de beber... Em verdade vos digo que todas as vezes que o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25, 34-40). E pelo contrário: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno... porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber... Na verdade vos digo: todas as vezes que o não fizestes a um destes mais pequeninos, foi a mim que o não fizestes” (Mt 25, 41-45). 48. Para assegurar, pois, a vida eterna, e poder eficaz mente socorrer os necessitados, é necessário voltar a uma vida mais modesta; renunciar aos prazeres, muitas vezes até pecaminosos, que o mundo hoje em dia oferece em tanta abundância; esquecer-se a si mesmo por amor do próximo. Virtude divina de regeneração se encontra neste “mandamento novo” (como lhe chamava Jesus) da caridade cristã (Jo 13, 34), cuja fiel observância infundirá nos corações uma paz interna desconhecida do mundo, e remediará eficazmente os males que afligem a humanidade. Deveres de estrita justiça 49. Mas a caridade jamais será verdadeira caridade, se não tiver sempre em conta a justiça. O Apóstolo ensina que “quem ama o próximo cumpre a lei”; e dá a razão: “por quanto não cometerás adultério, não matarás, não furtarás... e qualquer outro preceito se resume nesta fórmula: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Rom 13, 8-9). Se, pois, segundo o Apóstolo, todos os deveres se reduzem ao único preceito da verdadeira caridade, ainda aqueles que são de estrita justiça, como não matar, não roubar; uma caridade que prive o operário do salário a que tem estrito direito, não é caridade mas um nome vão e uma vã aparência de caridade. Nem o operário precisa de receber como esmola o que lhe pertence por justiça; nem pode ninguém pretender eximir-se dos grandes deveres impostos pela justiça com pequeninas dádivas de misericórdia. A caridade e a justiça impõem deveres, muitas vezes acerca do mesmo objeto, mas sob aspectos diversos; e os operários, a estes deveres que lhes dizem respeito, são juntamente muito sensíveis, em razão da sua própria dignidade. 50. É por isso que de modo especial Nos dirigimos a vós, patrões e industriais cristãos, cuja missão é muitas vezes tão difícil, por carregardes com a herança dos erros de um regime econômico iníquo que exerceu a sua ruinosa influência durante muitas gerações. Lembrai-vos da vossa responsabilidade. Triste é dizê-lo, mas é muito verdade que o modo de proceder de certos meios católicos contribui para abalar a confiança dos trabalhadores na religião de Jesus Cristo. Não queriam eles compreender que a caridade cristã exige o reconhecimento de certos direitos devidos ao operário, e que Igreja explicitamente lhe reconheceu. Como julgar do proceder de patrões católicos, que em algumas partes conseguiram impedir a leitura da Nossa Encíclica Quadragesimo anno em suas igrejas patronais? ou daqueles industriais católicos que até hoje se têm mostrado adversários dum movimento que o direito de propriedade, reconhecido pela Igreja, tenha sido por vezes empregado para defraudar o operário do seu justo salário e dos seus direitos sociais? Justiça Social 51. Efetivamente, além da justiça comutativa, há a justiça social que impõe, também, deveres a que nem patrões nem operários se podem furtar. E é precisamente próprio da justiça social exigir dos indivíduos quanto é necessário ao bem comum. Mas, assim como no organismo vivo não se provê ao todo, se não se dá a cada parte e a cada membro tudo quanto necessitam para exercerem as suas funções; assim também se não pode prover ao organismo social e ao bem de toda a sociedade, se não se dá a cada parte e a cada membro, isto é, aos homens dotados da dignidade de pessoa, tudo quanto necessitam para desempenharem as suas funções sociais. O cumprimento dos deveres da justiça social terá como fruto uma intensa atividade de toda a vida econômica, desenvolvida na tranqüilidade e na ordem, e se mostrará assim a saúde do corpo social, do mesmo modo que a saúde do corpo humano se reconhece pela atividade inalterada, e ao mesmo tempo plena e frutuosa, de todo o organismo. 52. Não se pode, porém, dizer que se satisfez à justiça social, se os operários não têm assegurada a sua própria sustentação e a de suas famílias com um salário proporcionado a este fim; se não se lhes facilita o ensejo de adquirir uma modesta fortuna, prevenindo assim a praga do pauperismo universal; se não se tomam providências a seu favor, com seguros públicos e privados, para o tempo da velhice, da doença ou do desemprego. Numa palavra, para repetirmos o que dissemos na Nossa Encíclica Quadragesimo anno: “A economia social estará solidamente constituída e obterá seus fins, só quando a todos e a cada um forem subministrados todos os bens que se podem conseguir com as forças e subsídios naturais, com a técnica, com a organização social do fator econômico. Esses bens devem ser em tanta quantidade, quanta é necessária, assim para satisfazer às necessidades e honestas comodidades, como para elevar os homens àquela condição de vida mais feliz, que, obtida e gozada de modo regrado e prudente, não só não é de obstáculo à virtude, mas até a favorece poderosamente” (Encíclica Quadragesimo anno, 15 de maio de 1931: A.A.S., vol. XXIII (1931), pág. 202). 53. Se, pois, como sucede cada vez mais freqüentemente no salariado, a justiça não pode ser observada pelos particulares, a não ser que todos concordem em praticá-la conjuntamente, mediante instituições que unam entre si os patrões, para evitar entre eles uma concorrência incompatível com a justiça devida aos trabalhadores, o dever dos empresários e patrões é sustentar e promover essas instituições necessárias, que se tornam o meio normal para se poderem cumprir os deveres de justiça. Mas lembrem-se também os trabalhadores dos seus deveres de caridade e justiça para com os patrões e estejam persuadidos que assim salvaguardarão melhor até os próprios interesses. 54. Assim, pois, se se considera o conjunto da vida econômica, - como já notamos na Nossa Encíclica Quadragesimo anno - não se conseguirá que nas relações econômico-sociais reine a mútua colaboração da justiça e da caridade, senão por meio dum corpo de instituições profissionais e interprofissionais sobre bases solidamente cristãs, coligadas entre si e que constituam, sob formas diversas e adaptadas aos lugares e circunstâncias, o que se chamava a Corporação. ESTUDO E DIFUSÃO DA DOUTRINA SOCIAL 55. Para dar a esta ação social mais eficácia, é muito necessário promover o estudo dos problemas sociais à luz da doutrina da Igreja e difundir os seus ensinamentos sob a égide da autoridade de Deus, constituída na mesma Igreja. Se o modo de proceder de alguns católicos deixou a desejar no campo econômico-social, isso aconteceu muitas vezes por não conhecerem suficientemente nem meditarem o ensino dos Sumos Pontífices sobre o assunto. Por isso, é sumamente necessário que em todas as classes da sociedade se promova mais intensa formação social, correspondente ao diverso grau de cultura intelectual, e se procure com toda a solicitude e empenho a mais ampla difusão dos ensinamentos da Igreja também entre a classe operária. Iluminem-se as mentes com a luz segura da doutrina católica e inclinem-se as vontades a segui-la e a aplicá-la como norma reta de vida, pelo cumprimento consciencioso dos múltiplos deveres sociais. Combata-se desse modo aquela incoerência e descontinuidade na vida cristã, por Nós várias vezes deplorada, pela qual alguns, enquanto aparentemente são fiéis no cumprimento dos seus deveres religiosos, no campo do trabalho ou da indústria ou da profissão, ou no comércio, ou no emprego, por um deplorável desdobramento de consciência, levam uma vida muito em desarmonia com as normas tão claras da justiça e da caridade cristã, dando assim grave escândalo aos fracos e oferecendo aos maus fácil pretexto para desacreditarem a própria Igreja. 56. Grandemente pode contribuir para esta renovação a imprensa católica, que pode e deve, de modo variado e atraente, procurar dar a conhecer cada vez melhor a doutrina social, informar com exatidão, mas também com a devida amplidão, acerca da atividade dos inimigos, referir os meios de combate que se mostraram os mais eficazes em diversas regiões, propor idéias úteis e gritar alerta contra as astúcias e enganos com que os comunistas procuram, e com resultado, atrair a si até homens de boa-fé. PREMUNIR-SE CONTRA AS CILADAS DO COMUNISMO 57. Sobre este ponto insistimos na Nossa Alocução, de 12 de maio do ano passado, mas julgamos necessário, Veneráveis Irmãos, chamar de novo sobre ele, de modo particular, a vossa atenção. Ao princípio, o comunismo mostrou-se tal qual era em toda a sua perversidade; mas bem depressa se capacitou de que desse modo afastava de si os povos; e por isso mudou de tática e procura atrair as multidões com vários enganos, ocultando os seus desígnios sob a máscara de ideais, em si bons e atraentes. Assim, vendo o desejo geral de paz, os chefes do comunismo fingem ser os mais zelosos fautores e propagandistas do movimento a favor da paz mundial; mas ao mesmo tempo excitam a uma luta de classes que faz correr rios de sangue, e, sentindo que não têm garantias internas de paz, recorrem a armamentos ilimitados. Assim, sob vários nomes que nem por sombras aludem ao comunismo, fundam associações e periódicos que servem depois unicamente para fazerem penetrar as suas idéias em meios, que doutra forma lhe não seriam facilmente acessíveis, procuram até com perfídia infiltrar-se em associações católicas e religiosas. Assim, em outras partes, sem renunciarem um ponto a seus perversos princípios, convidam os católicos a colaborar com eles no campo chamado humanitário e caritativo, propondo às vezes, até coisas completamente conformes ao espírito cristão e à doutrina da Igreja. Em outras partes levam a hipocrisia até fazer crer que o comunismo, em países de maior fé e de maior cultura, tomará outro aspecto mais brando, não impedirá o culto religioso e respeitará a liberdade das consciências. Há até quem, reportando-se a certas alterações recentemente introduzidas na legislação soviética, deduz que o comunismo está em vésperas de abandonar o seu programa de luta contra Deus. 58. Procurai, Veneráveis Irmãos, que os fiéis não se deixem enganar! O comunismo é intrinsecamente perverso e não se pode admitir em campo nenhum a colaboração com ele, da parte de quem quer que deseje salvar a civilização cristã. E, se alguns, induzidos em erro, cooperassem para a vitória do comunismo no seu país, seriam os primeiros a cair como vítimas do seu erro; e quanto mais se distinguem pela antiguidade e grandeza da sua civilização cristã as regiões aonde o comunismo consegue penetrar, tanto mais devastador lá se manifesta o ódio dos “sem-Deus”. ORAÇÃO E PENITÊNCIA 59. Mas, “se o Senhor não guarda a caridade, em vão vigiam aqueles que a guardam” (Sl 126, 1). Por isso, como último e poderosíssimo remédio vos recomendamos, Veneráveis Irmãos, que em vossas dioceses promovais e intensifiqueis, do modo mais eficaz, o espírito de oração unido à penitência cristã. Quando os Apóstolos perguntaram ao Salvador por que é que não tinham podido libertar do espírito maligno a um endemoninhado, respondeu o Senhor: “Demônios desta raça não se expulsam senão com a oração e com o jejum” (Mt 17, 20). Também o mal que hoje atormenta a humanidade não poderá ser vencido senão com uma santa cruzada universal de oração e penitência: e recomendamos singularmente às Ordens contemplativas, masculinas e femininas, que redobrem as suas súplicas e sacrifícios, para 8impetrarem do céu para a Igreja um válido socorro nas lutas presentes, com a poderosa intercessão da Virgem Imaculada, a qual, assim como um dia esmagou a cabeça da antiga serpente, assim também é hoje e sempre segura defesa e invencível “Auxílio dos Cristãos”. V - MINISTROS E AUXILIARES DESTA OBRA SOCIAL DA IGREJA OS SACERDOTES 60. Para a obra mundial de salvação que temos vindo traçando, e para a aplicação dos remédios que ficam brevemente apontados, ministros e obreiros evangélicos designados pelo divino Rei Jesus Cristo são em primeira linha os sacerdotes. A eles, por vocação especial, sob a guia dos sagrados Pastores e em união de filial obediência com o Vigário de Cristo na terra, foi confiada a missão de conservar aceso no mundo o facho da fé e de infundir nos fiéis aquela sobrenatural confiança com que a Igreja, em nome de Cristo, tem combatido e vencido tantas outras batalhas: “Esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé” (1 Jo 5, 4). 61. De modo particular recordamos aos sacerdotes a exortação de Nosso Predecessor, Leão XIII, tantas vezes repetida, de ir ao operário; exortação que Nós fazemos Nossa e completamos: “Ide ao operário, especialmente ao operário pobre, e em geral, ide aos pobres”, seguindo nisto os ensinamentos de Jesus Cristo e da sua Igreja. Os pobres, efetivamente são os que se acham mais expostos às ciladas dos agitadores, que exploram a sua mísera condição, para lhes atear no peito a inveja contra os ricos e excitá-los a tomarem pela força o que lhes parece que a fortuna lhes negou injustamente; e, se o Sacerdote não vai aos operários, aos pobres, para os prevenir ou desenganar dos preconceitos e das falsas teorias, chegarão a ser fácil presa dos apóstolos, do comunismo. 62. Não podemos negar que muito se tem feito já neste sentido, especialmente depois das Encíclicas Rerum Novarum e Quadragesimo anno; e com paterna complacência saudamos o industrioso zelo pastoral de tantos bispos e sacerdotes, que vão excogitando e ensaiando, embora com a devida prudência e cautela, novos métodos de apostolado que melhor correspondam às exigências modernas. Mas tudo isto é ainda muito pouco para as presentes necessidades. Assim como, quando a pátria está em perigo, tudo quanto não é estritamente necessário ou não é diretamente ordenado à urgente necessidade da defesa comum, passa a segunda linha; assim também em nosso caso, qualquer outra obra, por mais bela e boa que seja, deve ceder o passo à vital necessidade de salvar as próprias bases da fé e da civilização cristã. E assim, nas paróquias os sacerdotes, dando embora materialmente o que é necessário à cura ordinária dos fiéis, reservem o mais e o melhor das suas forças e da sua atividade à reconquista das massas trabalhadoras para Cristo e para a Igreja e a fazer penetrar o espírito cristão nos meios que lhe são mais refratários. Nas massas populares, encontrarão uma correspondência e uma abundância de frutos inesperada, que os compensará do duro trabalho do primeiro arroteamento; como temos visto e vemos em Roma e em muitas outras metrópoles, onde, à sombra das novas igrejas, que vão surgindo nos bairros periféricos, se vão organizando fervorosas comunidades paroquiais e se operam verdadeiros milagres de conversão entre populações que eram hostis à religião, só porque a não conheciam. 63. Mas o meio mais eficaz de apostolado entre as multidões dos pobres e dos humildes é o exemplo do sacerdote, o exemplo de todas as virtudes sacerdotais quais as descrevemos em Nossa Encíclica Ad Catholici Sacerdotii (20 de dezembro de 1935: A.A.S., vol. XXVIII (1936), págs. 5-53); no presente caso, porém, de modo especial, é necessário um luminoso exemplo de vida humilde, pobre, desinteressada, cópia fiel do Divino Mestre que podia proclamar com divina franqueza: “As raposas têm os seus covis e as aves do céu os seus ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mt 8, 20). Um sacerdote verdadeira e evangelicamente pobre e desinteressado faz milagres de bem no meio do povo, como um São Vicente de Paulo, um Cura d’Ars, um Cottolengo, um Dom Bosco e tantos outros; ao passo que um sacerdote avaro e interesseiro, como recordamos na citada Encíclica, ainda quando se não precipite, como judas, no abismo da traição, será pelo menos um oco “bronze a ressoar” e um inútil “címbalo a retinir” (1 Cor 13, 1), e muitas vezes antes obstáculo que instrumento de graça no meio do povo. E, se o sacerdote secular ou regular, por dever de ofício, tem que administrar bens temporais, lembre-se que não somente terá obrigação de observar escrupulosamente tudo quanto prescrevem a caridade e a justiça, senão que de modo particularmente deve mostrar-se verdadeiro pai dos pobres. A AÇÃO CATÓLICA 64. Depois do clero dirigimos o Nosso paternal convite aos nossos queridíssimos filhos leigos, que militam nas fileiras da Ação Católica, que nos é tão cara e que, como já declaramos em outra ocasião (13 de maio de 1936, A.A.S., vol. XXIX (1937), págs. 139-144), é um “auxílio particularmente providencial”, para a obra da Igreja nestas circunstâncias tão difíceis. De fato, a Ação Católica é também apostolado social, enquanto tende a difundir o Reinado de Jesus Cristo não só nos indivíduos mas também na família e na sociedade. Por isso deve, antes de tudo, atender a formar com especial cuidado os seus membros e a prepará-los, para as santas batalhas do Senhor. A este trabalho formativo, mais que nunca urgente e necessário, que deve preceder a ação direta e efetiva, servirão certamente os círculos de estudos, as semanas sociais, os cursos orgânicos de conferências e todas as demais iniciativas aptas para dar a conhecer a solução dos problemas sociais em sentido cristão. 65. Soldados da Ação Católica tão bem preparados e adestrados serão os primeiros e imediatos apóstolos dos seus companheiros de trabalho e tornar-se-ão os preciosos auxiliares do Sacerdote, para levarem a luz da verdade e aliviarem as graves misérias materiais e espirituais, em inumeráveis zonas refratárias à ação do ministro de Deus, ou por inveterados preconceitos contra o clero ou por deplorável apatia religiosa. Cooperar-se-á desse modo, sob a direção de Sacerdotes particularmente experimentados, naquela assistência religiosa às classes trabalhadoras, que temos tanto a peito, por ser o meio mais apto para preservar aqueles Nossos amados filhos da cilada comunista. 66. Além deste apostolado individual, muitas vezes oculto, mas sobremaneira útil e eficaz, é função da Ação Católica disseminar amplamente, por meio da propaganda oral e escrita, os princípios fundamentais que hão de servir para a construção de uma ordem social cristã, como se depreendem dos documentos pontifícios. ORGANIZAÇÕES AUXILIARES 67. Em torno da Ação Católica cerram fileiras as organizações que Nós saudamos já como auxiliares da mesma. Com paternal afeto exortamos também estas organizações tão prestimosas a consagrarem-se à grande missão de que tratamos, que atualmente supera a todas as outras pela sua vital importância. ORGANIZAÇÕES DE CLASSE 68. Pensamos também nas organizações de classe: de operários, de agricultores, de engenheiros, de médicos, de patrões, de homens de estudo e outras semelhantes; homens e mulheres, que vivem nas mesmas condições culturais e quase naturalmente se reuniram em agrupamentos homogêneos. São precisamente estes grupos e estas organizações que estão destinadas a introduzir na sociedade aquela ordem, que tínhamos na mente na Nossa Encíclica Quadragesimo anno, e a difundir assim o reconhecimento da realeza de Cristo nos diversos campos da cultura e do trabalho. 69. E se, pela transformação das condições da vida econômica e social, o Estado julgou dever intervir até o ponto de assistir e regular diretamente tais instituições com particulares disposições legislativas, salvo o respeito devido à liberdade e às iniciativas particulares; também não pode nessas circunstâncias a Ação Católica manter-se estranha à realidade, antes deve com prudência prestar a sua contribuição de pensamento, com o estudo dos novos problemas à luz da doutrina católica, e da atividade, com a participação leal e voluntária dos seus membros nas novas formas e instituições, levando-lhes o espírito cristão, que é sempre princípio de ordem e de mútua e fraterna colaboração. APELO AOS OPERÁRIOS CATÓLICOS 70. Uma palavra particularmente paterna quiséramos dirigir aos Nossos queridos operários católicos, jovens e adultos, os quais, talvez em prêmio da sua fidelidade por vezes heróica nestes tempos tão difíceis, receberam missão muito nobre e árdua. Sob a direção dos seus Bispos e Sacerdotes, é a eles que cumpre reconduzir à Igreja e a Deus aquelas imensas multidões de irmãos seus de trabalho, os quais, exacerbados por não haverem sido compreendidos nem tratados com a dignidade a que tinham direito, se afastaram de Deus. Demonstrem os operários católicos com seu exemplo, com suas palavras, a esses seus irmãos transviados que a Igreja é Mãe cheia de ternura para todos os que trabalham e sofrem, e que jamais faltou nem faltará a seu sagrado dever materno de defender seus filhos. Se esta missão, que eles devem cumprir nas minas, nas fábricas, nos estaleiros, onde quer que se trabalha, reclama por vezes grandes sacrifícios, lembrem-se que o Salvador do mundo deu não só exemplo do trabalho, senão também o do sacrifício. NECESSIDADE DE CONCÓRDIA ENTRE OS CATÓLICOS 71. Assim pois, a todos os Nossos filhos, de todas as classes sociais, de todas as nações, de todos os grupos religiosos e leigos da Igreja, quiséramos dirigir um novo e mais urgente apelo à concórdia. Muitas vezes Nosso coração paterno se tem afligido com as divisões, fúteis muitas vezes em suas causas, mas sempre trágicas em suas conseqüências, que põem em luta os filhos duma mesma Mãe, a Igreja. Assim se vê que os agentes da desordem, que não são tão numerosos, aproveitando-se destas discórdias, lhes exasperam o azedume, e acabam por lançar os mesmos católicos uns contra os outros. Depois dos acontecimentos destes últimos meses, deveria parecer supérfluo o Nosso aviso. Repetimo-lo, porém, uma vez mais para aqueles que o não compreenderam, ou talvez não o querem compreender. Os que trabalham por aumentar as distensões entre católicos, tomam sobre si uma tremenda responsabilidade diante de Deus e da Igreja. APELO A TODOS OS QUE CRÊEM EM DEUS 72. Mas a esta luta, empenhada pelo poder das trevas contra própria idéia da Divindade, é-Nos grato esperar que, além de todos aqueles que se gloriam do nome de Cristo, se oponham também denodadamente todos quantos crêem em Deus e o adoram, que são ainda a imensa maioria da humanidade. Renovamos, por isso, o apelo que já, há cinco anos, lançamos em Nossa Encíclica Caritate Christi, para que também eles leal e cordialmente concorram de sua parte “para afastar da humanidade o grande perigo que a todos ameaça”. Porquanto, - como então dizíamos -, se “a crença em Deus é o fundamento inabalável de toda a ordem social e de toda a responsabilidade na terra, todos os que não querem a anarquia e o terror devem trabalhar energicamente para que os inimigos da religião não alcancem o fim que tão abertamente proclamam” (Encíclica Caritate Christi, 3 de maio de 1932: A.A.S., vol. XXIX (1932), pág. 184). DEVERES DO ESTADO CRISTÃO Ajudar a Igreja 73. Temos exposto, Veneráveis Irmãos, a função positiva, de ordem, a um tempo, doutrinal e prática, que a Igreja assume em virtude da mesma missão, que Jesus Cristo lhe confiou, de edificar a sociedade cristã e, em nossos tempos, de combater e desbaratar os esforços do comunismo; e fizemos apelo a todas e a cada uma das classes da sociedade. Para esta mesma empresa espiritual da Igreja deve também concorrer positivamente o Estado cristão, ajudando em seu empenho a Igreja com os meios que lhes são próprios, os quais, embora externos, dizem também respeito, em primeiro lugar, ao bem das almas. 74. Por isso os Estados porão todo o cuidado em impedir que a propaganda atéia, que destrói todos os fundamentos da ordem, faça estragos em seus territórios, porque não poderá haver autoridade na terra, se não se reconhece a autoridade da Majestade divina, nem será firme o juramento, que não se faça em nome do Deus vivo. Repetimos o que tantas vezes e com tanta insistência temos dito, nomeadamente na Nossa Encíclica Caritate Christi: “Como pode sustentar-se um contrato qualquer, e que valor pode ter um tratado, onde falte toda a garantia de consciência? E como pode falar-se de garantia de consciência, onde falte toda a fé em Deus, todo o temor de Deus? Destruída esta base, desmorona-se com ela toda a lei moral, e não haverá já remédio nenhum que possa impedir a gradual, mas inevitável ruína dos povos, da família, do Estado, da própria civilização humana” (Encíclica Caritate Christi, 3 de maio de 1932: A.A.S., vol. XXIV (1932), pág. 190). Providências do bem comum 75. Além disso, deve o Estado pôr todo o cuidado em criar aquelas condições materiais de vida, sem as quais não pode subsistir uma sociedade ordenada, e em procurar trabalho especialmente aos pais de família e à juventude. Para esse fim induzam-se as classes ricas a que, pela urgente necessidade do bem comum, tomem sobre si aqueles encargos, sem os quais a sociedade humana não pode salvar-se, nem elas próprias poderiam encontrar salvação. Mas as providências, que o Estado toma para esse fim, devem ser tais que atinjam efetivamente os que de fato têm nas mãos os maiores capitais e continuamente os vão aumentando com grave prejuízo dos outros. Prudente e sóbria administração 76. O próprio Estado, lembrando-se de suas responsabilidades diante de Deus e da sociedade, sirva de exemplo a todos os demais com uma prudente e sóbria administração. Hoje mais que nunca a gravíssima crise mundial exige que aqueles que dispõem de fundos enormes, fruto do trabalho e do suor de milhões de cidadãos, tenham sempre diante dos olhos unicamente o bem comum e procurem promovê-lo o mais possível. Os funcionários do Estado e todos os empregados cumpram também, por dever de consciência os seus deveres com fidelidade e desinteresse, seguindo os luminosos exemplos antigos e recentes de homens insignes, que num trabalho sem descanso sacrificaram toda a sua vida pelo bem da pátria. E no comércio dos povos entre si, procure-se solicitamente remover aqueles obstáculos artificiais da vida econômica, que brotam do sentimento da desconfiança e do ódio, recordando que todos os povos da terra formam uma única família de Deus. Deixar liberdade à Igreja 77. Mas, ao mesmo tempo, deve o Estado deixar à Igreja plena liberdade de cumprir a sua missão divina e espiritual, para contribuir assim poderosamente para salvar os povos da terrível tormenta da hora presente. Por toda a parte se faz hoje um angustioso apelo às forças morais e espirituais; e com toda a razão, porque o mal que se deve combater é antes de tudo, considerado em sua primeira origem, um mal de natureza espiritual, e desta fonte é que brotam, por uma lógica diabólica, todas as monstruosidades do comunismo. Ora, entre as forças morais e religiosas, sobressai incontestavelmente a Igreja Católica; e por isso o mesmo bem da humanidade exige que não se ponham obstáculos à sua atividade. 78. Proceder de outro modo e pretender ao mesmo tempo alcançar o fim com meios puramente econômicos e políticos, é ficar à mercê de um erro perigoso. E quando se exclui a religião da escola, da educação, da vida pública, e se expõem ao ludíbrio os representantes do Cristianismo e seus sagrados ritos, não se promove porventura aquele materialismo, donde germina o comunismo? Nem a força, ainda a mais bem organizada, nem os ideais terrenos, por mais grandiosos e nobres que sejam, podem dominar um movimento, que tem suas raízes precisamente na demasiada estima dos bens da terra. 79. Confiamos que aqueles que dirigem os destinos das nações, por pouco que sintam o perigo extremo que ameaça hoje os povos, compreenderão cada vez melhor o supremo dever de não impedir à Igreja o cumprimento da sua missão; tanto mais que, ao cumpri-la, enquanto procura a felicidade eterna do homem trabalha também inseparavelmente pela verdadeira felicidade temporal. APELO PATERNO AOS TRANSVIADOS 80. Mas não podemos pôr termo a esta Carta Encíclica, sem dirigir uma palavra àqueles mesmos filhos Nossos que estão já contagiados ou tocados do mal comunista. Exortamo-los vivamente a que ouçam a voz do Pai que os ama; e rogamos ao Senhor que os ilumine, para que deixem o caminho que os despenha a todos numa imensa e catastrófica ruína, e reconheçam também eles que o único Salvador é Jesus Cristo Senhor Nosso: “porque não há sob o céu nenhum outro nome dado aos homens, pelo qual possamos esperar ser salvos” (At 4, 12). CONCLUSÃO SÃO JOSÉ, MODELO E PATRONO 81. E, para apressar a “Paz de Cristo no Reino de Cristo” (Encíclica Ubi Arcano, 23 de dezembro de 1922: A.A.S., vol. XIV (1922), pág. 619), por todos tão desejada, pomos a grande ação da Igreja Católica contra o comunismo ateu mundial sob a égide do poderoso Protetor da Igreja, São José. Ele pertence à classe operária e experimentou o peso da pobreza, em si e na Sagrada Família, de que era chefe vigilante e afetuoso; a ele foi confiado o Deus Menino, quando Herodes mandou contra ele os seus sicários. Com uma vida de fidelíssimo cumprimento do dever cotidiano, deixou um exemplo de vida a todos os que têm de ganhar o pão com o trabalho de suas mãos e mereceu ser chamado o Justo, exemplo vivo daquela justiça cristã, que deve reinar na vida social. 82. Com os olhos no alto, a nossa fé vê os novos céus e a nova terra; de que fala o Nosso primeiro Antecessor, São Pedro (2 Pdr 3, 13; cf. Is 66, 22; Apc 21, 1). Enquanto as promessas dos falsos profetas da terra se desvanecem em sangue e lágrimas, brilha com celeste beleza a grande profecia apocalíptica do Redentor do mundo: “Eis que Eu renovo todas as coisas” (Apc 21, 5). Não Nos resta, Veneráveis Irmãos, senão elevar as mãos paternas e fazer descer sobre Vós, sobre o vosso Clero e povo, sobre toda a grande Família Católica, a Bênção Apostólica. Dada em Roma, junto de São Pedro, na festa de São José, Padroeiro da Igreja Universal, no dia 19 de março de 1937, ano XVI do Nosso Pontificado. PIO XI PP. Anotações [1] Pio IX, anexo. Qui pluribus , 9 de novembro de 1846 ( Acta Pii IX , vol.I, p.13). Cf. Programa C.4: ASS 3 (1865) 170. [2] Leon XIII, Encl. Quod Apostolicis muneris , 28 de dezembro de 1924: AAS 9 (1878) 369-376. [3] Pio XI, Aloc Nostis qua , 18 de dezembro de 1924: AAS 16 (1924) 494-495. [4] 8 de maio de 1928: AAS 20 (1928) 165-178. [5] 15 de maio de 1931: AAS 23 (1931) 177-228. [6] 3 de maio de 1932: AAS 24 (1932) 177-194. [7] 29 de setembro de 1932: AAS 24 (1932) 331-332. [8] 3 de junho de 1933: AAS 25 (1937) 261-274. [9] 12 de maio de 1936: AAS 29 (1937) 130-144. [10] Discurso aos espanhóis fugitivos por ocasião da guerra civil, 14 de setembro de 1936, sobre as lições da guerra espanhola: AAS 28 (1936) 374-381. [11] AAS 29 (1937) 5-9. [12] Enc. Casti connubii , 31 de dezembro de 1930: AAS 22 (1930) 567. [13] Enc. Divini Illius Magistri , 31 de dezembro de 1929: AAS 22 (1930), p. 49-86. [14] Enc. Casti connubii , 31 de dezembro de 1930: AAS 22 (1930), p.539-592. [15] Enc. Rerum novarum , 15 de maio de 1891 ( Acta Leonis XIII , vol. IV, p.177-209). [16] Enc. Décimo quarto ano , 15 de maio de 1931: AAS 23 (1931), p.177-288. [17] Enc. Diuturnum illud , 20 de junho de 1881 ( Acta Leonis XIII , vol. I, p.210-222) [18] Enc. Immortale Dei , 1º de novembro de 18856, ( Acta Leonis XIII , vol. II, p.146-168) [19] MT Cícero, De officiis I, 42. [20] AAS 28 (1936) 421-424. [21] Enc. Décimo quarto ano , 15 de maio de 1931: AAS 23 (1931) 2002. [22] 20 de dezembro de 1935: AAS 28 (1936) 5-53. [23] Enc. Caritate Christi , 3 de maio de 1932: AAS 24 (1932) 184. [24] Enc. Caritate Christi , 3 de maio de 1932: AAS 24 (1932) 184. [25] Cf. Ubi Arcane , 23 de setembro de 1922: AAS (1922) 691.
- Arcebispo proíbe a Comunhão na mão
O Arcebispo de Uganda proibiu a recepção da sagrada Comunhão na mão, e também relembrou que aqueles que vivem juntos sem serem casados pela Igreja não podem comungar. Em um decreto emitido no sábado, 1º de fevereiro, Dom Cipriano Kizito Lwanga, Arcebispo de Kampala, proibiu também a celebração da missa em edifícios que não sejam igrejas. Ele lembrou aos católicos que aqueles que não foram designados ministros extraordinários pela autoridade competente não podem distribuir a Comunhão. “A partir de agora, é proibido receber a Sagrada Comunhão nas mãos”, escreveu o arcebispo. “A Igreja Mãe nos ordena a realizar a Santíssima Eucaristia na mais alta honra (Can. 898) . Devido a muitos casos relatados de desonra à Eucaristia que foram associados à recepção da Eucaristia nas mãos, é apropriado retornar ao método mais reverente de receber a Eucaristia na língua.” Leia também: As terríveis consequências da comunhão na mão O veículo de notícias ugandense PML Daily diz que muitos católicos realizavam missas em suas casas, mas as novas regras afirmam: “A Eucaristia será celebrada a partir de agora em lugares sagrados designados, uma vez que existe um número adequado de lugares designados na Arquidiocese para esse objetivo.” O arcebispo Lwanga também emitiu orientação sobre ministros extraordinários, lembrando aos católicos que os bispos, padres e diáconos deveriam normalmente distribuir a Comunhão, acrescentando que “é proibido um membro dos fiéis que não tenha sido designado como extraordinário Ministro da Comunhão (cân. 910§ 2) pela autoridade eclesiástica competente para distribuir a Sagrada Comunhão. “Além disso, antes de distribuir a Sagrada Comunhão, o ministro extraordinário deve primeiro receber a Sagrada Comunhão do Ministro Ordinário”, acrescentou o arcebispo para relembrar que apenas os sacerdotes podem realizar a “auto-comunhão”. Leia também: No Vaticano, sacerdotes são orientados a entregar a comunhão apenas na boca O arcebispo também pediu que os padres usassem as vestimentas corretas na missa e durante a distribuição da Comunhão. “É estritamente proibido admitir como co-celebrante qualquer sacerdote que não esteja devidamente investido nas vestes litúrgicas prescritas”, disse ele. “Esse padre não deve concelebrar nem ajudar na distribuição da Sagrada Comunhão. Ele também não deve se sentar no santuário, mas sim sentar-se entre os fiéis da congregação. ” O ponto 4 de seu decreto dedica- se a relembrar a doutrina católica tradicional sobre as condições para poder receber a comunhão , que é proibida para aqueles que vivem juntos sem serem casados e para o restante dos fiéis que vivem em pecado mortal de maneira clara e manifesta. Via Catholic Herald Leia também: “Comunhão na Mão é um ataque de Satanás à Eucaristia” – Cardeal Sarah Leia o pronunciamento completo em inglês: Leia também: Comunhão na mão ou na boca? Debate sobre a recepção eucarística https://templariodemaria.com.br/na-mao-ou-na-boca-debate-sobre-a-recepcao-eucaristica/ #Comunhão #Comunhãonaboca #ComunhãonaMão #PrimeiraComunhão
- Arcebispo proíbe a Comunhão na mão
O Arcebispo de Uganda proibiu a recepção da sagrada Comunhão na mão, e também relembrou que aqueles que vivem juntos sem serem casados pela Igreja não podem comungar. Em um decreto emitido no sábado, 1º de fevereiro, Dom Cipriano Kizito Lwanga, Arcebispo de Kampala, proibiu também a celebração da missa em edifícios que não sejam igrejas. Ele lembrou aos católicos que aqueles que não foram designados ministros extraordinários pela autoridade competente não podem distribuir a Comunhão. “A partir de agora, é proibido receber a Sagrada Comunhão nas mãos”, escreveu o arcebispo. “A Igreja Mãe nos ordena a realizar a Santíssima Eucaristia na mais alta honra (Can. 898) . Devido a muitos casos relatados de desonra à Eucaristia que foram associados à recepção da Eucaristia nas mãos, é apropriado retornar ao método mais reverente de receber a Eucaristia na língua.” Leia também: As terríveis consequências da comunhão na mão O veículo de notícias ugandense PML Daily diz que muitos católicos realizavam missas em suas casas, mas as novas regras afirmam: “A Eucaristia será celebrada a partir de agora em lugares sagrados designados, uma vez que existe um número adequado de lugares designados na Arquidiocese para esse objetivo.” O arcebispo Lwanga também emitiu orientação sobre ministros extraordinários, lembrando aos católicos que os bispos, padres e diáconos deveriam normalmente distribuir a Comunhão, acrescentando que “é proibido um membro dos fiéis que não tenha sido designado como extraordinário Ministro da Comunhão (cân. 910§ 2) pela autoridade eclesiástica competente para distribuir a Sagrada Comunhão. “Além disso, antes de distribuir a Sagrada Comunhão, o ministro extraordinário deve primeiro receber a Sagrada Comunhão do Ministro Ordinário”, acrescentou o arcebispo para relembrar que apenas os sacerdotes podem realizar a “auto-comunhão”. Leia também: No Vaticano, sacerdotes são orientados a entregar a comunhão apenas na boca O arcebispo também pediu que os padres usassem as vestimentas corretas na missa e durante a distribuição da Comunhão. “É estritamente proibido admitir como co-celebrante qualquer sacerdote que não esteja devidamente investido nas vestes litúrgicas prescritas”, disse ele. “Esse padre não deve concelebrar nem ajudar na distribuição da Sagrada Comunhão. Ele também não deve se sentar no santuário, mas sim sentar-se entre os fiéis da congregação. ” O ponto 4 de seu decreto dedica- se a relembrar a doutrina católica tradicional sobre as condições para poder receber a comunhão , que é proibida para aqueles que vivem juntos sem serem casados e para o restante dos fiéis que vivem em pecado mortal de maneira clara e manifesta. Via Catholic Herald Leia também: “Comunhão na Mão é um ataque de Satanás à Eucaristia” – Cardeal Sarah Leia o pronunciamento completo em inglês: Leia também: Comunhão na mão ou na boca? Debate sobre a recepção eucarística https://templariodemaria.com.br/na-mao-ou-na-boca-debate-sobre-a-recepcao-eucaristica/ #Comunhão #Comunhãonaboca #ComunhãonaMão #PrimeiraComunhão
- UMA DOENÇA ESPIRITUAL CHAMADA ROMANTISMO
Foi decisivo o papel do romantismo na criação do “admirável mundo novo” que hoje nos toca viver. Quem ainda se lembra das aulas de literatura, saberá que o “romantismo” foi um movimento artístico, literário e filosófico que surgiu entre o século XVIII e XIX, na Europa, caracterizado sobretudo por duas ideias: liberdade ilimitada e repúdio do mundo real. Esta seria a fórmula química convencional do movimento romântico. Havia uma clara relação de dependência entre as duas ideias. A recusa da realidade era um traço essencial da visão romântica do mundo, o motor que acionava o gesto rebelde de libertação e o combustível para as longas viagens no mundo da lua, que era o território preferencial dos românticos. Outros componentes poderiam derivar-se desse núcleo básico, como o arrebatamento emocional (negação da sobriedade e da moderação) e a rédea solta à imaginação (o veículo mais apropriado às excursões utópicas do romantismo). O essencial, porém, já estava naquela fórmula: revolta contra a velha ordem da realidade e impulso de substituí-la por uma nova ordem. O espírito de negação dos românticos se manifestaria de várias formas, todas apontando para a necessidade de destruir. Daí é que provêm a frequente imagem do demônio como metáfora de rebeldia, a violência sádica em rejeição à solicitude cristã, a explosão artística e literária do inconsciente como repúdio à lógica e à razão convencionais, a efemeridade dos períodos históricos contra a concepção de História Sagrada, a exaltação do “bom selvagem” em detrimento da alta cultura ocidental, a tendência para o fragmentário e o inacabado como reação à estética clássica. Convém não esquecer que aquela velha ordem tinha, bem nítidas, as impressões digitais do cristianismo. Portanto, a luta contra a realidade era também, e sobretudo, uma luta contra a Igreja Católica, vista como uma espécie de cão de guarda de um mundo que era necessário subverter (o famoso retorno à Idade Média dos românticos não passava de busca de ambientação exótica, semelhante aos usos de temas orientais). Era impossível ao homem romântico contentar-se com a realidade, tal como definida pelo cristianismo: um lugar de queda e sofrimento, marcado pelo pecado, destinado a ser substituído por uma realidade sobrenatural, após a morte, para a salvação ou para a perdição eterna. A consciência romântica não podia se contentar com essa verdade incômoda e restritiva. Destronou, assim, o “falso” Deus que a gerou e se autonomeou deus em seu lugar — ou melhor, proclamou-se parte de uma divindade não mais transcendente, mas que coincidia com a pródiga natureza que seus poetas cantariam “ad nauseam”, em prosa e verso. Era a volta do antigo culto panteísta em substituição ao velho monoteísmo judaico-cristão. Tudo o que o Deus cristão (encarnado em Cristo) não pôde realizar no mundo — pois seu mundo não era deste mundo —, o ser humano divinizado procuraria fazê-lo, inicialmente no plano da fantasia e do sonho, pela arte, pelo ópio, pelo sexo livre; e, um pouco mais tarde, no plano da História, com as revoluções fascistas, nazistas e comunistas (é bem conhecida a ligação de Marx com a linha satanista do romantismo, em seus poemas de juventude). Liberdade e contestação: esse foi o mote do romantismo, há mais de dois séculos; foi o mote dos vários modernismos artísticos no início do século XX (surrealismo, expressionismo, dadaísmo); foi o mote da revolução estudantil dos anos sessenta, no fim do mesmo século (do qual saiu a cultura da droga, do rock e do sexo livre); e continua a ser o mote dos movimentos que hoje (como o feminismo radical e a ideologia de gênero), procuram subverter a ordem criada por Deus para a sexualidade humana, buscando legitimar o homossexualismo, o bissexualismo, o transexualismo, a poligamia pluri-sexual, a zoofilia e, por incrível que pareça, a própria pedofilia. O romantismo não foi um simples movimento sentimentalista, de poetas tristes inconformados com o insucesso amoroso. Foi, antes de tudo, a sementeira das principais loucuras revolucionárias do mundo contemporâneo.
- PROFANAÇÃO NO ALTAR DO SANTUÁRIO DA VIRGEM DE GUADALUPE, NA IGREJA DE SAN LUÍS POTOSÍ - MÉXICO
ASSUSTADOR Um jovem causou danos e agrediu várias pessoas depois de entrar seminu no Santuário da Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, em San Luis Potosí. Era a manhã deste sábado, 30 de novembro, quando o sujeito entrou na catedral vestindo apenas roupas íntimas, os peregrinos que estavam rezando pediram que ele deixasse o local por considerar desrespeitoso. No entanto, o homem ignorou o pedido e entrou assim mesmo, gritando e agredindo algumas pessoas em seu caminho que celebraram uma missa em torno da Virgem de Guadalupe. Ao chegar ao altar, o homem escalou a estrutura chamada Cypress, que remonta ao século XIX, e causou vários danos às representações do santo que ali são protegidas. No topo do altar, alguns paroquianos tentaram derrubá-lo na parte de trás do altar, mas o homem recusou e lutou com socos com as pessoas que tentavam removê-lo à vista de todos. Depois de vários momentos de discussão e antes dos pedidos dos peregrinos de parar de profanar o local, o cara tirou a boxer e ficou completamente nu diante de todos. Então ele abraçou uma coluna onde ficou por alguns momentos até que eles conseguiram convencê-lo a descer. Quando estão de volta ao chão, testemunhas dizem que ele mordeu repetidamente uma pessoa com deficiência e jogou socos em um idoso que o reivindicou por suas ações. Dada a falta de cooperação do jovem, os peregrinos chamaram a polícia municipal para denunciá-lo, que chegou minutos depois para ouvir o que havia acontecido. Após um breve diálogo, a polícia levou o preso e não se sabe se ele foi alcoolizado ou se havia usado algum tipo de droga. De acordo com a mídia local que relatou o fato, os peregrinos estavam zangados com a falta de respeito por eles e por seus locais sagrados. Eles também pediram às autoridades para reforçar as medidas de segurança do santuário e apresentar uma queixa formal contra o profanador. Fontes: Templário de Maria Homem de cerca de 30 anos sobe no altar do Santuário da Virgem de Guadalupe, na Igreja de San Luís Potosí (México) na tarde do dia 29 de Novembro de 2019. Imediatamente os funcionários do Santuário vão por trás para abaixar o homem, mas ele começa a atacá-los com socos e chegou a causar-lhes ferimentos leves. No momento, encontravam-se dezenas de pessoas, rezando, depois da Missa. A mídia local indica que minutos antes já tinham impedido sua entrada, porque ele queria interromper a Missa. Os paroquianos chamaram a polícia, que chegou momentos depois e prendeu o agressor. Nas redes sociais fala-se de possessão demoníaca. No mínimo, uma falta de respeito pelo sagrado. Mais uma profanação, coisa cada vez mais comum nos dias que correm, quando a própria hierarquia da Igreja Católica mete demônios dentro do Vaticano. Fontes: DESDE ESPAÑA - Helga Maria Saboia Bezerra
- A APRESENTAÇÃO DE JESUS: A DÁDIVA DO PRÓPRIO DOM – Scott Hahn medita sobre a Festa da Apresentação d
A festa de hoje recorda a apresentação do Senhor Jesus no Templo, quarenta dias depois de seu nascimento. Como primogênito, ele pertencia a Deus. De acordo com a Lei, Maria e José foram obrigados a levá-lo ao Templo e “redimi-lo”, pagando cinco moedas. Ao mesmo tempo, a Lei exigia que a mãe da criança oferecesse sacrifício para livrar-se da impureza ritual provocada pelo parto. Assim, a festa que celebramos mostra uma curiosa sucessão de acontecimentos, em que o Redentor parecia ter sido redimido; e Aquela, que era toda pura, se apresentava para ser purificada. Tal é a humildade do nosso Deus, tal a humildade da Santíssima Virgem. Eles se submeteram à Lei, mesmo não estando sujeitos a ela. No entanto, a narrativa do Evangelho em nenhum lugar menciona a “redenção” de Jesus, mas parece descrever, em vez disso, uma consagração religiosa (como a de um padre). São Lucas nos diz que Jesus é “apresentado” no templo, usando o mesmo verbo que São Paulo usa para descrever a oferta de um sacrifício (Romanos 12, 1). Outro paralelo é a dedicação de Samuel ao Templo como sacerdote (1 Sm 1, 24-27), no Antigo Testamento. A trama em torno da concepção e nascimento de Jesus começou no Templo, quando o arcanjo visitou um parente de Maria, Zacarias, o sacerdote. E. agora, a história da infância de Jesus chega a uma conclusão apropriada, novamente no Templo. Todas as leituras de hoje dizem respeito a Jerusalém, ao Templo e a rituais de sacrifício. A primeira leitura vem do profeta Malaquias, que conclamou os sacerdotes a retornarem ao serviço fiel, predizendo o tempo da chegada de um Messias para purificar definitivamente o sacerdócio. Da mesma forma, o Salmo anuncia a Jerusalém que Jerusalém está prestes a receber um grande visitante. O salmista o identifica como “o Senhor dos Exércitos”, “o rei da glória.” Agora, Cristo chega como o longamente esperado sacerdote e redentor. Ele também é o sacrifício. De fato, como sua vida mostrará, Ele é o próprio Templo (João 2, 19-21). https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/presenting-the-present-scott-hahn-reflects-on-the-feast-of-the-presentation/
- “Sínodo Alemão” inicia com polêmicas: mulheres no altar e fim do celibato
A primeira assembléia do Sínodo alemão discute o celibato e a moral como eixos: “Admitir padres casados não significa abolir o celibato”, diz o bispo de Osnabrück. Já o Cardeal Woelki lamenta: Minha grande preocupação se materializou. O debate sobre o celibato, que está de olho na publicação iminente da exortação do Papa Francisco após o Sínodo da Amazônia, está muito vivo na Alemanha. Em entrevista ao Die Tagespot, o arcebispo de Colônia, cardeal Rainer Maria Woelki, disse que seus piores temores sobre a Assembléia Sinodal da Igreja na Alemanha foram cumpridos. É uma assembléia típico de uma igreja protestante! Woelki criticou que no sábado pela manhã uma “liturgia da palavra” , dirigida principalmente por mulheres, fosse realizada na Catedral de Frankfurt “embora muitos bispos e padres estivessem presentes”. “As mulheres estão saindo, não temos muito tempo” “Admitir padres casados não significa abolir o celibato” . O bispo de Osnabrück, Franz-Josef Bode, deu voz ao setor majoritário do Sínodo alemão, que ontem concluiu sua primeira assembléia com um intenso debate sobre o celibato, a moral sexual e o papel das mulheres na Igreja . Um papel que, sem dúvida, marcará o futuro da instituição, na Alemanha e no resto do mundo. O debate sobre o celibato, que está de olho na publicação iminente da exortação do Papa Francisco após o Sínodo da Amazônia, está muito vivo na Alemanha. Assim, Bode era a favor de uma postura menos rigorosa em relação à castidade. O que está claro é que, no “caminho sinodal”, existem posições para todos os gostos, conforme apropriado em um Sínodo. Por outro lado, o bispo auxiliar de Colônia, Dominikus Schwaderlapp, insistiu que aposta totalmente no celibato vivo “, com todos os seus altos e baixos”. Ele não é o único. Voto para mulheres Outro dos grandes debates que marcarão o presente e o futuro do Sínodo alemão (e, certamente, de toda a Igreja no futuro) é o do papel das mulheres. Neste Sínodo, no qual um terço das mulheres participa, foi acordado que o voto deles seria igual ao dos homens. Não é suficiente. “ A continuidade da Igreja Católica depende disso. As mulheres estão indo embora. Ainda não temos muito tempo – insistiu o bispo de Osnabrück . Bispos nos bancos e mulheres celebram Liturgia da Palavra A maioria dos delegados que participaram da primeira sessão do Caminho Sinodal Alemão (30 de janeiro a 1 de fevereiro) participou na manhã de sábado de uma liturgia da palavra na Catedral de Frankfurt. O ritual foi realizado por leigos, principalmente mulheres. Eles leram o Evangelho e deram palestras. Entre os delegados nos bancos estavam a maioria dos bispos alemães. Apenas uma minoria dos delegados participou de uma Santa Missa em outra igreja de Frankfurt. Cardeal Alemão Woelki: Minha grande preocupação se materializou. Entrevista com o cardeal Woelki: Sr. Cardeal, qual é a sua avaliação após a primeira Assembléia Sinodal? Houve uma intensa discussão e controvérsia, mas em geral todos os meus medos se materializaram. Minha grande preocupação de que a natureza da constituição e o desenvolvimento deste evento efetivamente implementou uma assembléia da igreja protestante se mostrou justificada. Foi demonstrado que os fundamentos eclesiológicos da Igreja não são mais relevantes. Basicamente, verificou-se que existe um entendimento da Igreja que é o dos protestantes. Isso dificulta ver em que consiste a Igreja Católica. A Assembléia Sinodal deu a impressão de que a Igreja deveria ser politizada e protestantizada. O que você aconselha que os fiéis normais façam em suas paróquias? Como eles deveriam lidar com isso? De fato, é uma grande dificuldade. Os bispos vão depender de nós. Será importante que cumpramos nossa responsabilidade, com o que fomos ordenados a fazer. Será uma questão de fortalecer o que nos foi confiado e de testemunhar a fé e os ensinamentos da Igreja. Só porque muitos hoje têm dificuldades com a fé da Igreja ou não a entendem, não podemos dizer que a fé e o ensino são incorretos ou que não são mais relevantes para uma sociedade moderna e democrática. Não pode ser isso. Pelo contrário: temos que redescobrir os tesouros da fé e traduzi-los para o nosso tempo. É uma grande responsabilidade para nós. Eu gostaria de encarar essa responsabilidade. O bispo Gerber relatou a experiência dos grupos, segundo a qual a teologia e a tradição são de importância secundária para muitos que participam aqui. Como bispo, o que você pode fazer para criar uma conscientização adequada sobre a importância da teologia e da tradição? Esta é, obviamente, uma grande dificuldade. A dificuldade é que muitos simplesmente não sabem mais o que é a Igreja. O que também é “de cima”. A Igreja também é uma sociedade humana, mas tem uma dimensão divina. Ambas as dimensões interagem. A igreja é fundada hierarquicamente. Não há ideia, que muitas vezes se espalha aqui, que faça tudo igual. Como bispo, tenho uma ordem diferente, uma autoridade diferente, que me coloca na tradição dos apóstolos e me designa à Igreja como um todo para ser responsável pela liderança e santificação da Igreja. Nesse sentido, não podemos pensar na Igreja simplesmente com categorias modernas, democráticas e republicanas.. A igreja é de fato “sui generis” e vive em condições que não podemos criar a nós mesmos, porque elas são dadas e dadas a nós por Cristo. Também houve muita discussão fora das reuniões individuais da Assembléia Sinodal. Você carrega impressões positivas e construtivas? Fiquei realmente emocionado com o número de jovens que acreditam na fé da Igreja e como eles vivem nela. Fiquei emocionado com o número de pessoas que disseram que para eles a celebração da Eucaristia é muito importante em sua rotina diária. Perderam o fato de que não havia celebração da Eucaristia na manhã de sábado, mas apenas um Serviço da Palavra foi oferecido, embora houvesse muitos padres e bispos. Muitos sentem amor pela Igreja e pela fé. Não quero negar isso a ninguém, mesmo que eu pessoalmente não possa compartilhar muito do que foi dito aqui. Eles rejeitam suas críticas no momento em que provam que estão certas. Os responsáveis pela Assembléia do Sínodo rejeitaram as críticas do cardeal Woelki, mas de tal maneira que reafirmaram sua tese de que o que acontece é algo muito semelhante ao que acontece em qualquer sínodo protestante. “Nenhum discurso ou emenda foi ignorado”, disse Karin Kortmann, vice-presidente do Comitê Central de Católicos Alemães (ZdK), na conferência de imprensa final. Ele também expressou o desejo de que o cardeal retire suas acusações. Todos os pedidos foram cuidadosamente discutidos e votados, segundo Kortmann, incluindo aqueles em que Woelki era um dos candidatos. Fonte: Tradução de Infocatolica.com #AssembléiaSinodalAlemã #Alemanha #SínododaAlemanha #Protestantismo #CardealWoelki
- “Sínodo Alemão” inicia com polêmicas: mulheres no altar e fim do celibato
A primeira assembléia do Sínodo alemão discute o celibato e a moral como eixos: “Admitir padres casados não significa abolir o celibato”, diz o bispo de Osnabrück. Já o Cardeal Woelki lamenta: Minha grande preocupação se materializou. O debate sobre o celibato, que está de olho na publicação iminente da exortação do Papa Francisco após o Sínodo da Amazônia, está muito vivo na Alemanha. Em entrevista ao Die Tagespot, o arcebispo de Colônia, cardeal Rainer Maria Woelki, disse que seus piores temores sobre a Assembléia Sinodal da Igreja na Alemanha foram cumpridos. É uma assembléia típico de uma igreja protestante! Woelki criticou que no sábado pela manhã uma “liturgia da palavra” , dirigida principalmente por mulheres, fosse realizada na Catedral de Frankfurt “embora muitos bispos e padres estivessem presentes”. “As mulheres estão saindo, não temos muito tempo” “Admitir padres casados não significa abolir o celibato” . O bispo de Osnabrück, Franz-Josef Bode, deu voz ao setor majoritário do Sínodo alemão, que ontem concluiu sua primeira assembléia com um intenso debate sobre o celibato, a moral sexual e o papel das mulheres na Igreja . Um papel que, sem dúvida, marcará o futuro da instituição, na Alemanha e no resto do mundo. O debate sobre o celibato, que está de olho na publicação iminente da exortação do Papa Francisco após o Sínodo da Amazônia, está muito vivo na Alemanha. Assim, Bode era a favor de uma postura menos rigorosa em relação à castidade. O que está claro é que, no “caminho sinodal”, existem posições para todos os gostos, conforme apropriado em um Sínodo. Por outro lado, o bispo auxiliar de Colônia, Dominikus Schwaderlapp, insistiu que aposta totalmente no celibato vivo “, com todos os seus altos e baixos”. Ele não é o único. Voto para mulheres Outro dos grandes debates que marcarão o presente e o futuro do Sínodo alemão (e, certamente, de toda a Igreja no futuro) é o do papel das mulheres. Neste Sínodo, no qual um terço das mulheres participa, foi acordado que o voto deles seria igual ao dos homens. Não é suficiente. “ A continuidade da Igreja Católica depende disso. As mulheres estão indo embora. Ainda não temos muito tempo – insistiu o bispo de Osnabrück . Bispos nos bancos e mulheres celebram Liturgia da Palavra A maioria dos delegados que participaram da primeira sessão do Caminho Sinodal Alemão (30 de janeiro a 1 de fevereiro) participou na manhã de sábado de uma liturgia da palavra na Catedral de Frankfurt. O ritual foi realizado por leigos, principalmente mulheres. Eles leram o Evangelho e deram palestras. Entre os delegados nos bancos estavam a maioria dos bispos alemães. Apenas uma minoria dos delegados participou de uma Santa Missa em outra igreja de Frankfurt. Cardeal Alemão Woelki: Minha grande preocupação se materializou. Entrevista com o cardeal Woelki: Sr. Cardeal, qual é a sua avaliação após a primeira Assembléia Sinodal? Houve uma intensa discussão e controvérsia, mas em geral todos os meus medos se materializaram. Minha grande preocupação de que a natureza da constituição e o desenvolvimento deste evento efetivamente implementou uma assembléia da igreja protestante se mostrou justificada. Foi demonstrado que os fundamentos eclesiológicos da Igreja não são mais relevantes. Basicamente, verificou-se que existe um entendimento da Igreja que é o dos protestantes. Isso dificulta ver em que consiste a Igreja Católica. A Assembléia Sinodal deu a impressão de que a Igreja deveria ser politizada e protestantizada. O que você aconselha que os fiéis normais façam em suas paróquias? Como eles deveriam lidar com isso? De fato, é uma grande dificuldade. Os bispos vão depender de nós. Será importante que cumpramos nossa responsabilidade, com o que fomos ordenados a fazer. Será uma questão de fortalecer o que nos foi confiado e de testemunhar a fé e os ensinamentos da Igreja. Só porque muitos hoje têm dificuldades com a fé da Igreja ou não a entendem, não podemos dizer que a fé e o ensino são incorretos ou que não são mais relevantes para uma sociedade moderna e democrática. Não pode ser isso. Pelo contrário: temos que redescobrir os tesouros da fé e traduzi-los para o nosso tempo. É uma grande responsabilidade para nós. Eu gostaria de encarar essa responsabilidade. O bispo Gerber relatou a experiência dos grupos, segundo a qual a teologia e a tradição são de importância secundária para muitos que participam aqui. Como bispo, o que você pode fazer para criar uma conscientização adequada sobre a importância da teologia e da tradição? Esta é, obviamente, uma grande dificuldade. A dificuldade é que muitos simplesmente não sabem mais o que é a Igreja. O que também é “de cima”. A Igreja também é uma sociedade humana, mas tem uma dimensão divina. Ambas as dimensões interagem. A igreja é fundada hierarquicamente. Não há ideia, que muitas vezes se espalha aqui, que faça tudo igual. Como bispo, tenho uma ordem diferente, uma autoridade diferente, que me coloca na tradição dos apóstolos e me designa à Igreja como um todo para ser responsável pela liderança e santificação da Igreja. Nesse sentido, não podemos pensar na Igreja simplesmente com categorias modernas, democráticas e republicanas.. A igreja é de fato “sui generis” e vive em condições que não podemos criar a nós mesmos, porque elas são dadas e dadas a nós por Cristo. Também houve muita discussão fora das reuniões individuais da Assembléia Sinodal. Você carrega impressões positivas e construtivas? Fiquei realmente emocionado com o número de jovens que acreditam na fé da Igreja e como eles vivem nela. Fiquei emocionado com o número de pessoas que disseram que para eles a celebração da Eucaristia é muito importante em sua rotina diária. Perderam o fato de que não havia celebração da Eucaristia na manhã de sábado, mas apenas um Serviço da Palavra foi oferecido, embora houvesse muitos padres e bispos. Muitos sentem amor pela Igreja e pela fé. Não quero negar isso a ninguém, mesmo que eu pessoalmente não possa compartilhar muito do que foi dito aqui. Eles rejeitam suas críticas no momento em que provam que estão certas. Os responsáveis pela Assembléia do Sínodo rejeitaram as críticas do cardeal Woelki, mas de tal maneira que reafirmaram sua tese de que o que acontece é algo muito semelhante ao que acontece em qualquer sínodo protestante. “Nenhum discurso ou emenda foi ignorado”, disse Karin Kortmann, vice-presidente do Comitê Central de Católicos Alemães (ZdK), na conferência de imprensa final. Ele também expressou o desejo de que o cardeal retire suas acusações. Todos os pedidos foram cuidadosamente discutidos e votados, segundo Kortmann, incluindo aqueles em que Woelki era um dos candidatos. Fonte: Tradução de Infocatolica.com #AssembléiaSinodalAlemã #Alemanha #SínododaAlemanha #Protestantismo #CardealWoelki
- Papa pode quebrar a Lei do Celibato e permitir Sacerdócio para homens casados
A exortação pós-sinodal do Papa Francisco ao Sínodo da Amazônia abolirá o celibato, segundo vários bispos que vazaram o documento. Assista abaixo o vídeo com a análise deste grave acontecimento: ( LifeSiteNews ) – O historiador católico Roberto de Mattei está reivindicando, com base em documentos que recebeu de “vários bispos”, que a exortação pós-sinodal do Papa Francisco no Sínodo da Amazônia abrirá a porta para a abolição do celibato sacerdotal na igreja latina. Segundo documentos obtidos por Corrispondenza Romana , a exortação apostólica, que deve ser lançada em fevereiro, reproduz literalmente um parágrafo dedicado ao celibato sacerdotal no documento final do sínodo. De Mattei argumenta que a inclusão positiva desse texto na exortação apostólica “efetivamente abriria a porta” para os bispos alemães e outros, criarem um clero casado. “Não há razão para proibir em outras regiões do mundo o que será permitido em algumas partes da Amazônia”, escreve ele. O LifeSite conversou com Roberto de Mattei esta noite em Roma. Ele confirmou que nos últimos dias um grupo de bispos recebeu uma “parte” do rascunho da exortação apostólica e que pelo menos um bispo compartilhou esse texto com ele. De Mattei confirmou que o parágrafo 111 do documento final do Sínodo Amazônico é reproduzido literalmente no rascunho da exortação apostólica. Ele disse que não está claro por que os bispos foram enviados apenas parte do texto preliminar, mas especulou que a medida pode ter como objetivo avaliar as reações dos bispos. De Mattei também teve o cuidado de observar que o texto preliminar recebido pelos bispos pode não ser o texto final promulgado pelo Papa Francisco. Não são “notícias falsas”, disse o respeitado historiador italiano. Bento XVI e o cardeal Robert Sarah foram co-autores de um novo livro sobre o celibato sacerdotal, assumindo uma posição firme contra a ordenação sacerdotal de homens casados na Igreja Latina. Na obra, Bento XVI escreve : A capacidade de renunciar ao casamento para se colocar totalmente à disposição do Senhor é um critério para o ministério sacerdotal. Quanto à forma concreta de celibato na Igreja antiga, deve-se salientar também que os homens casados só poderiam receber o sacramento das Ordens Sagradas se tivessem se comprometido com a abstinência sexual, ou seja, com um casamento Josefino. Tal situação parece ter sido bastante normal durante os primeiros séculos. Esta declaração ecoa sua reafirmação do significado sagrado e do caráter obrigatório do celibato sacerdotal, em sua exortação pós-apostólica de 2007 sobre a Eucaristia, Sacramentum Caritatis : “Em união com a grande tradição eclesial, com o Concílio Vaticano II e meus predecessores no Ministério Petrino, afirmo a beleza e a importância de uma vida sacerdotal vivida no celibato como um sinal expressivo de dedicação total e exclusiva a Cristo, ao Igreja e ao Reino de Deus e, consequentemente, confirmam seu caráter obrigatório para a tradição latina ”(n. 24).” Em uma entrevista recente em seu livro de co-autoria, o cardeal Robert Sarah também afirmou: O celibato sacerdotal não é uma simples disciplina canônica. Se a lei do celibato for enfraquecida, mesmo para uma única região, abrirá uma brecha, uma ferida no mistério da Igreja. Existe um vínculo ontológico-sacramental entre o sacerdócio e o celibato. Esse link nos lembra que a Igreja é um mistério, um presente de Deus que não nos pertence. Não podemos criar um sacerdócio para homens casados sem danificar o sacerdócio de Jesus Cristo e Sua Noiva, a Igreja. (Sínodo na Amazônia, documento final, n. 111) Aqui abaixo está uma tradução do artigo do Prof. Roberto de Mattei, publicado sta noite em Roma. *** As notícias que estamos relatando agora estavam no ar, mas a confirmação chegou a nós confidencialmente de vários bispos que receberam uma parte (não todas) da Exortação Apostólica pós-sinodal do Papa Francisco no Sínodo da Amazônia. Esta parte reproduz substancialmente o parágrafo 111 que foi aprovado no documento final do sínodo Muitas comunidades da Igreja no território amazônico têm enormes dificuldades em frequentar a Eucaristia. Às vezes, não leva apenas alguns meses, mas até vários anos antes que um padre possa retornar a uma comunidade para celebrar a Eucaristia, oferecer o sacramento da reconciliação ou ungir os doentes na comunidade. Apreciamos o celibato como um presente de Deus, na medida em que esse dom permite ao discípulo missionário, ordenado ao sacerdócio, dedicar-se totalmente ao serviço do Santo Povo de Deus. Estimula a caridade pastoral, e oramos para que haja muitas vocações vivendo o sacerdócio celibatário. Sabemos que essa disciplina “não é exigida pela própria natureza do sacerdócio” ( PO 16), embora haja muitas razões práticas para isso. Na sua encíclica sobre o celibato sacerdotal, São Paulo VI manteve essa lei e estabeleceu motivações teológicas, espirituais e pastorais que a apóiam. Em 1992, a exortação pós-sinodal de São João Paulo II sobre a formação sacerdotal confirmou essa tradição na Igreja Latina (cf. PDV 29). Considerando que a diversidade legítima não prejudica a comunhão e a unidade da Igreja, mas a expressa e serve (cf. LG 13; OE 6), testemunha a pluralidade de ritos e disciplinas existentes, propomos que critérios e disposições sejam estabelecidos pelo autoridade competente, no âmbito de Lumen Gentium 26, para ordenar sacerdotes homens adequados e respeitados da comunidade com uma família legitimamente constituída e estável, que tiveram um diaconado permanente frutífero e recebem uma formação adequada para o sacerdócio, a fim de sustentar a vida da comunidade cristã através da pregação da Palavra e da celebração dos sacramentos nas áreas mais remotas da região amazônica. Portanto, a porta está aberta. Não há razão para proibir em outras regiões do mundo o que será permitido em algumas partes da Amazônia. Os bispos alemães e outros estão prontos para estender o acesso ao presbiterado a homens casados considerados adequados pelas autoridades competentes. O que está sendo eliminado não é apenas uma “disciplina eclesiástica” sujeita a mudanças, mas uma lei da Igreja baseada em um preceito de origem divina e apostólica. Cinquenta anos atrás, no simpósio dos bispos europeus realizado em Chur em julho de 1969, o cardeal Leo-Joseph Suenens, durante sua conferência final, leu um apelo de Hans Küng para suprimir o celibato sacerdotal. Esse pedido foi consistente com o papel que a teologia progressiva atribuiu à sexualidade: um instinto que o homem não deve reprimir através do ascetismo, mas “libertar”, encontrando no sexo uma forma de “realização” da pessoa humana. Desde então, essa demanda se expandiu e acompanhou o processo de secularização e auto-demolição da Igreja. Na realidade, a transgressão do celibato e da simonia foram as grandes pragas que sempre afligiram o Corpo Místico de Cristo em tempos de crise. E o chamado à continência e à pobreza evangélica foi o padrão de batalha dos grandes santos reformadores. Nos próximos dias de fevereiro, o anti-reformador não será, como tem acontecido tantas vezes, um bispo ou um grupo de bispos, mas o sucessor do próprio São Pedro. O celibato eclesiástico é uma glória da Igreja e o que ele está humilhando é a própria vontade de Cristo, transmitida pelos apóstolos até nossos dias. Como podemos imaginar os católicos em silêncio diante desse escândalo? Traduzido do italiano por Diane Montagna da LifeSiteNews. #celibato #Vaticano
- Papa pode quebrar a Lei do Celibato e permitir Sacerdócio para homens casados
A exortação pós-sinodal do Papa Francisco ao Sínodo da Amazônia abolirá o celibato, segundo vários bispos que vazaram o documento. Assista abaixo o vídeo com a análise deste grave acontecimento: ( LifeSiteNews ) – O historiador católico Roberto de Mattei está reivindicando, com base em documentos que recebeu de “vários bispos”, que a exortação pós-sinodal do Papa Francisco no Sínodo da Amazônia abrirá a porta para a abolição do celibato sacerdotal na igreja latina. Segundo documentos obtidos por Corrispondenza Romana , a exortação apostólica, que deve ser lançada em fevereiro, reproduz literalmente um parágrafo dedicado ao celibato sacerdotal no documento final do sínodo. De Mattei argumenta que a inclusão positiva desse texto na exortação apostólica “efetivamente abriria a porta” para os bispos alemães e outros, criarem um clero casado. “Não há razão para proibir em outras regiões do mundo o que será permitido em algumas partes da Amazônia”, escreve ele. O LifeSite conversou com Roberto de Mattei esta noite em Roma. Ele confirmou que nos últimos dias um grupo de bispos recebeu uma “parte” do rascunho da exortação apostólica e que pelo menos um bispo compartilhou esse texto com ele. De Mattei confirmou que o parágrafo 111 do documento final do Sínodo Amazônico é reproduzido literalmente no rascunho da exortação apostólica. Ele disse que não está claro por que os bispos foram enviados apenas parte do texto preliminar, mas especulou que a medida pode ter como objetivo avaliar as reações dos bispos. De Mattei também teve o cuidado de observar que o texto preliminar recebido pelos bispos pode não ser o texto final promulgado pelo Papa Francisco. Não são “notícias falsas”, disse o respeitado historiador italiano. Bento XVI e o cardeal Robert Sarah foram co-autores de um novo livro sobre o celibato sacerdotal, assumindo uma posição firme contra a ordenação sacerdotal de homens casados na Igreja Latina. Na obra, Bento XVI escreve : A capacidade de renunciar ao casamento para se colocar totalmente à disposição do Senhor é um critério para o ministério sacerdotal. Quanto à forma concreta de celibato na Igreja antiga, deve-se salientar também que os homens casados só poderiam receber o sacramento das Ordens Sagradas se tivessem se comprometido com a abstinência sexual, ou seja, com um casamento Josefino. Tal situação parece ter sido bastante normal durante os primeiros séculos. Esta declaração ecoa sua reafirmação do significado sagrado e do caráter obrigatório do celibato sacerdotal, em sua exortação pós-apostólica de 2007 sobre a Eucaristia, Sacramentum Caritatis : “Em união com a grande tradição eclesial, com o Concílio Vaticano II e meus predecessores no Ministério Petrino, afirmo a beleza e a importância de uma vida sacerdotal vivida no celibato como um sinal expressivo de dedicação total e exclusiva a Cristo, ao Igreja e ao Reino de Deus e, consequentemente, confirmam seu caráter obrigatório para a tradição latina ”(n. 24).” Em uma entrevista recente em seu livro de co-autoria, o cardeal Robert Sarah também afirmou: O celibato sacerdotal não é uma simples disciplina canônica. Se a lei do celibato for enfraquecida, mesmo para uma única região, abrirá uma brecha, uma ferida no mistério da Igreja. Existe um vínculo ontológico-sacramental entre o sacerdócio e o celibato. Esse link nos lembra que a Igreja é um mistério, um presente de Deus que não nos pertence. Não podemos criar um sacerdócio para homens casados sem danificar o sacerdócio de Jesus Cristo e Sua Noiva, a Igreja. (Sínodo na Amazônia, documento final, n. 111) Aqui abaixo está uma tradução do artigo do Prof. Roberto de Mattei, publicado sta noite em Roma. *** As notícias que estamos relatando agora estavam no ar, mas a confirmação chegou a nós confidencialmente de vários bispos que receberam uma parte (não todas) da Exortação Apostólica pós-sinodal do Papa Francisco no Sínodo da Amazônia. Esta parte reproduz substancialmente o parágrafo 111 que foi aprovado no documento final do sínodo Muitas comunidades da Igreja no território amazônico têm enormes dificuldades em frequentar a Eucaristia. Às vezes, não leva apenas alguns meses, mas até vários anos antes que um padre possa retornar a uma comunidade para celebrar a Eucaristia, oferecer o sacramento da reconciliação ou ungir os doentes na comunidade. Apreciamos o celibato como um presente de Deus, na medida em que esse dom permite ao discípulo missionário, ordenado ao sacerdócio, dedicar-se totalmente ao serviço do Santo Povo de Deus. Estimula a caridade pastoral, e oramos para que haja muitas vocações vivendo o sacerdócio celibatário. Sabemos que essa disciplina “não é exigida pela própria natureza do sacerdócio” ( PO 16), embora haja muitas razões práticas para isso. Na sua encíclica sobre o celibato sacerdotal, São Paulo VI manteve essa lei e estabeleceu motivações teológicas, espirituais e pastorais que a apóiam. Em 1992, a exortação pós-sinodal de São João Paulo II sobre a formação sacerdotal confirmou essa tradição na Igreja Latina (cf. PDV 29). Considerando que a diversidade legítima não prejudica a comunhão e a unidade da Igreja, mas a expressa e serve (cf. LG 13; OE 6), testemunha a pluralidade de ritos e disciplinas existentes, propomos que critérios e disposições sejam estabelecidos pelo autoridade competente, no âmbito de Lumen Gentium 26, para ordenar sacerdotes homens adequados e respeitados da comunidade com uma família legitimamente constituída e estável, que tiveram um diaconado permanente frutífero e recebem uma formação adequada para o sacerdócio, a fim de sustentar a vida da comunidade cristã através da pregação da Palavra e da celebração dos sacramentos nas áreas mais remotas da região amazônica. Portanto, a porta está aberta. Não há razão para proibir em outras regiões do mundo o que será permitido em algumas partes da Amazônia. Os bispos alemães e outros estão prontos para estender o acesso ao presbiterado a homens casados considerados adequados pelas autoridades competentes. O que está sendo eliminado não é apenas uma “disciplina eclesiástica” sujeita a mudanças, mas uma lei da Igreja baseada em um preceito de origem divina e apostólica. Cinquenta anos atrás, no simpósio dos bispos europeus realizado em Chur em julho de 1969, o cardeal Leo-Joseph Suenens, durante sua conferência final, leu um apelo de Hans Küng para suprimir o celibato sacerdotal. Esse pedido foi consistente com o papel que a teologia progressiva atribuiu à sexualidade: um instinto que o homem não deve reprimir através do ascetismo, mas “libertar”, encontrando no sexo uma forma de “realização” da pessoa humana. Desde então, essa demanda se expandiu e acompanhou o processo de secularização e auto-demolição da Igreja. Na realidade, a transgressão do celibato e da simonia foram as grandes pragas que sempre afligiram o Corpo Místico de Cristo em tempos de crise. E o chamado à continência e à pobreza evangélica foi o padrão de batalha dos grandes santos reformadores. Nos próximos dias de fevereiro, o anti-reformador não será, como tem acontecido tantas vezes, um bispo ou um grupo de bispos, mas o sucessor do próprio São Pedro. O celibato eclesiástico é uma glória da Igreja e o que ele está humilhando é a própria vontade de Cristo, transmitida pelos apóstolos até nossos dias. Como podemos imaginar os católicos em silêncio diante desse escândalo? Traduzido do italiano por Diane Montagna da LifeSiteNews. #celibato #Vaticano
- TEMPO E ENCARNAÇÃO DE CRISTO – Cardeal Carlo Cafarra
Um fato aconteceu, entre os homens, que rompeu a prisão do tempo. Qual fato? o chamado de Abraão (cf. Gênesis 12,1-9). Deus entra no mundo e rompe esse processo interminável que é o tempo, põe fim à narrativa humana sem sentido e chama o homem, Abraão, a Si mesmo; ele o chama para um caminho irreversível que tende a uma meta distante. É a história! O tempo humano tornou-se uma história humana. A história (lembre-se do exemplo dado na primeira parte) existe na medida em que realiza um processo, ou melhor, um progresso. Mas tal processo / progresso é possível se Deus não intervém e não se coloca como uma meta, como um fim? Foi Platão quem colocou primeiramente o problema de forma consciente, fora da revelação bíblica [cf. K. Gaiser, A metafísica da história em Platão, ed. Vita e Pensiero, Milão 1991, especialmente p. 183-185]. Como já dissemos, não há história se o caminho não tiver uma direção e, portanto, um objetivo. É por isso que há apenas uma história: a história sagrada. Ou seja: a história que é construída por iniciativa de Deus, que intervém; e na livre resposta do homem a essa iniciativa. Se Deus entra no mundo, tudo é novo: Ele rompe o fluxo sem fim (isto é, interminável e sem objetivo) do tempo. Ele chama o homem e lhe dá a capacidade de superar o tempo (veremos como), para Nele encontrar seu fundamento, sua estabilidade e sua meta. O encontro de Deus com Abraão foi realmente o acontecimento que mudou o sentido da passagem do tempo. A história começa com Abraão. E, de fato, a história de Israel é completamente diferente da história, por exemplo, dos gregos ou romanos. A história de Israel é uma caminhada em direção ao cumprimento da promessa, em direção ao “dia do Senhor”. “Movido e levado pela esperança que Deus colocou em seu coração, Israel segue em frente rumo à salvação futura: Deus não seria seu Salvador se Israel não esperasse por ele na esperança; e para a salvação futura se encaminha, porque agora o próprio tempo, numa história real, não é mais uma maldição para o homem, mas uma promessa. A salvação tirará o homem de um processo sem fim; o processo do tempo leva Israel ao encontro de seu Salvador “(Dom Divo Barsotti). É também esse é o “conteúdo” de nossa experiência cristã do tempo? Não propriamente. E agora chegamos ao “centro” de nossa reflexão. Em que a experiência cristã é diferente? No seguinte: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1,14). A única e total novidade do cristianismo é Jesus Cristo. Não vivemos, no tempo, a caminho de uma realização que é somente uma promessa. No tempo, podemos encontrar a eternidade; na dispersão do tempo, podemos viver a plenitude da vida. Não somos solicitados a fugir do tempo; não somos solicitados a ir além do tempo; não somos solicitados a encontrar Deus em experiências de esquecimento do tempo ou de imersão na vida cotidiana. Porque Deus está no tempo. O que significa encontrar a eternidade no tempo? Significa encontrar Jesus Cristo. A experiência cristã não se refere a um tempo futuro; não é uma história que se dirige a um dia que virá, nem é a recuperação de um passado que não possui mais nenhuma relação com o presente. É o encontro com Deus, que ocorre e só pode ocorrer no instante em que estás vivendo (e naquilo que estás fazendo), porque “o Verbo se fez carne e veio habitar no meio de nós”. E uma vez dentro do tempo, dele não sai mais. Ele está sempre presente. A qualquer momento, podes te encontrar com Ele (no que estiveres fazendo: trabalho, estudo, divertimento, oração…). A coincidência da eternidade com o tempo é o instante presente; e o valor de cada instante é precisamente o encontro com Cristo, que deve sempre ser renovado: o instante é a tua eternidade. “Cada ato custa a eternidade de Deus” (Ir. Elizabeth da Trindade). Ou ocorre esta coincidência, ou é tempo perdido, tempo vazio, como se não fosse. Ouçamos as extraordinárias palavras de São João: “Quem possui o Filho possui a vida (…) tendes a vida eterna.” (1Jo 5,12-13) “Deste modo, uma espécie de circuito se estabelece entre o tempo histórico e eternidade criadora, e é bastante difícil definir o que a reflexão sobre a eternidade acrescenta à inteligência do tempo, e o que a experiência do tempo sugere a respeito da eternidade. A união entre os dois é íntima, a troca é contínua e um trânsito tão delicado se realiza sem que os termos opostos se confundam. Sem dúvida, a força secreta do pensamento cristão é a de poder insistir tão fortemente na inquestionável presença do tempo na eternidade e na presença imanente da eternidade no seio do próprio tempo”. [J. Guitton, Le Temps et l’Eternité chez Plotin et Saint Augustin, J. Vrin ed., Parios 1971, p. 405-406]. É o significado profundo do que disse São Paulo: “(…) quando veio a plenitude dos tempos (…)” (Gálatas 4, 4). A plenitude do tempo: o tempo que, depois e com o chamado de Abraão, deixou de ser um rio sem foz, agora obteve a sua plena medida. É a medida que Abraão já tinha visto, e da qual gostou. Jesus Cristo não veio, o Verbo não se fez carne quando o tempo alcançou a sua plena medida. Pelo contrário. O tempo atingiu a sua plena medida porque “a Palavra fez carne”. Jesus Cristo é a plenitude do tempo. http://www.caffarra.it/garda01.php
- Foi o cristianismo, e não o feminismo, que melhorou a vida da mulher.
Foi o cristianismo, e não o feminismo, que melhorou a vida da mulher “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade“. Essa frase, comumente atribuída ao ministro de propaganda nazista Joseph Goebbles, retrata bem a essência do movimento feminista, principalmente os da década de 60 em diante. O movimento feminista se tornou uma arma revolucionária para desconstrução de padrões “conservadores e retrógrados”. Principalmente devido a sua matriz antirreligiosa assumida no último século, as feministas se levantam em uníssono na afirmação de que o cristianismo é uma religião patriarcal e opressora, que nunca fez nada pela condição da mulher na sociedade, e que somente graças ao feminismo, a mulher vem ganhando espaço. Colocar a mulher como vítima das circunstâncias, da sociedade, do homem, é o que o feminismo vem fazendo há anos. Como se somente as mulheres tivessem enfrentado dificuldades ao longo dos séculos nesse mundo pecaminoso. Mas isso não passa de uma grande jogada para criar um sentimento de gratidão das mulheres em relação às feministas, gerando assim uma espécie de dependência. Quando na verdade, a história foi exatamente ao contrário, como explica o historiador Martin Van Creveld: “Para cada homem que teve de enfrentar adversidades, houve e há uma mulher que não passou por elas ou só o fez num grau menor”. [1] A questão a ser tratada aqui é demonstrar que na verdade foi a ascensão do cristianismo, pautado nos ensinos de Cristo, que impulsionou a elevação moral e espiritual de toda a sociedade ocidental, criando um ambiente muito melhor para homens e mulheres, mas principalmente para as mulheres. Na Palestina do século I, o historiador judeu Flávio Josefo nos mostra que o testemunho das mulheres não era bem aceito pela sociedade. “Não deixe o testemunho de mulheres ser aceito.” [2] O mesmo acontecia em Roma. No que diz respeito à mulher, o essencial deste direito foi brilhantemente exposto pelo jurista Robert Villers: “Sem exagero nem paradoxo, a mulher em Roma não era sujeito de direito […]. A sua condição pessoal, as relações com os parentes ou o marido são da competência da domus, onde o pai, o sogro ou o marido são os chefes todo-poderosos[…]. A mulher é unicamente um objeto.“[3] De testemunhas inválidas a sujeição completa ao ‘Pater Familias’, a vida das mulheres só começou a melhorar após o grande ponto de virada da história. Não somente as mulheres foram as primeiras a descobrir o túmulo vazio após a ressurreição de Cristo, mas elas são mencionadas nos quatro evangelhos como testemunhas oculares do fato mais importante da história do cristianismo, e do mundo, sendo essenciais na propagação da notícia. Essas mulheres faziam parte do ministério de Jesus. Em Lucas 8, além dos 12 apóstolos também são relatadas que “mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades” o seguiam, tais como Maria Madalena, Joana e Suzana, “e muitas outras que o serviam com seus bens.” Enquanto os fariseus mantinham as mulheres afastadas do seu núcleo, Jesus recebeu delas profunda adoração. Entender como Jesus tratava as mulheres nos ajuda a entender o porquê delas terem sido tão numerosas no cristianismo primitivo. O evangelho trazia a salvação tão aguardada, não somente aos homens, ricos ou nobres, mas também às mulheres, pobres e miseráveis, pois como a Escritura ensina, “Não há judeu nem grego, escravo ou livre, homem ou mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” [4] Todos nós estamos debaixo do jugo do pecado, não importando sexo ou classe social. O evangelho trouxe a mensagem da salvação a todos, não fazendo distinções. A rápida disseminação do evangelho ocorreu especialmente no meio feminino. Vemos nos capítulos finais da epístola de Paulo aos Romanos, escrita na década de 50 d.C., que Paulo saúda pelo menos 15 mulheres que tinham posição de liderança na congregação romana. E muito mais mulheres participavam das congregações cristãs e eram peças chave em seu desenvolvimento, como Lídia, Maria (mãe de Marcos), Priscila e tantas outras. Estes não são casos isolados. Em 117 d.C., o governador romano da Bitínia, Plíno – o jovem, escreve uma carta ao imperador Trajano, dizendo que havia prendido duas mulheres cristãs que eram “chamadas de diaconisas”.[5] Conhecendo tais fatos, o grande historiador de Cambridge, Henry Chadwick afirma: “O cristianismo foi especialmente bem-sucedido entre as mulheres. Foi através das esposas que o cristianismo penetrou nas classes mais altas no primeiro momento.”[6] Buscando explicar essa atração das mulheres a nova religião cristã, o sociólogo americano Rodney Stark afirma: “As mulheres eram especialmente atraídas pelo cristianismo porque este ofereceu-lhes uma vida muito superior à vida que de outra forma teriam levado. […] Em nenhum grupo da antiguidade havia mulheres iguais a homens, mas havia diferenças substanciais no grau de desigualdade experimentado por mulheres no mundo greco-romano. As mulheres nas comunidades cristãs primitivas eram consideravelmente melhores do que as pagãs.”[7] A vinda de Cristo foi o ponto de virada na história do mundo em diversos aspectos. Desde a salvação das almas através do seu sacrifício, o que já seria mais do que suficiente para a humanidade, mas também teve imenso impacto causado pela sua mensagem no âmbito sociocultural. Das universidades à arte, da literatura à ciência, dos direitos humanos à arquitetura, tudo foi influenciado pelo cristianismo. O cristianismo desempenhou um papel crucial na extinção de práticas como o sacrifício humano, a escravidão, o infanticídio e a poligamia. Ele, em geral, afetou o estatuto das mulheres, condenando o infanticídio, o divórcio, incesto, infidelidade, poligamia e aborto. Todos esses pontos foram cruciais para a elevação da condição da mulher na sociedade, trazendo mais segurança e dignidade a elas. A situação superior da mulher cristã em relação as suas semelhantes pagãs começava no nascimento. O abandono de bebês indesejados era uma prática comum no império romano, e bebês do sexo feminino eram mais rejeitados do que do sexo masculino. Um estudo baseado em inscrições funerárias foi capaz de reconstruir 600 famílias romanas, e descobriu que apenas 6 delas tinham criado mais de uma filha.[8] Para um cristão, o abandono de bebês era um ato abominável. O apologista cristão do século II, Justino Mártir, expõe que: “Nós, por outro lado, a fim de não cometer pecado ou impiedade, professamos a doutrina de que expor os recém-nascidos é obra de perversos.” [9] Citando ainda um outro relato cristão do século II, condenando não somente o infanticídio, mas também o aborto: “Eu vejo seus bebês recém-nascidos expostos por vocês aos animais selvagens e as aves de rapina, ou sendo cruelmente estrangulados até a morte. Há também mulheres entre vocês que, por tomarem certas drogas, destroem os inícios do futuro do ser humano enquanto este ainda está no útero, e são culpadas de infanticídio antes de serem mães. Essas práticas certamente foram dadas a vocês pelos seus deuses.” [10] O cristianismo foi a única voz a se levantar contra tais práticas. Toda forma de infanticídio foi condenada (o aborto entre elas), o que favoreceu mais nascimentos, principalmente de bebês do sexo feminino. Ou seja, o cristianismo proporcionou que mais mulheres nascessem, aumentando consideravelmente a população feminina. O cuidado com as viúvas. Outro exemplo de preservação da vida da mulher é a condição da mulher viúva, que após a morte do cônjuge, enfrentava além das dificuldades financeiras e jurídicas, o desprezo social. Em países como a Índia, era muito comum a prática budista do ‘Sati’, onde a viúva era morta logo após o marido. Na antiguidade greco-romana não era tão diferente. “A viúva é considerada o ser sacrificado por excelência; na antiguidade clássica, só algumas viúvas ricas escapam ao desalento que é a sorte normal daquela que perdeu o seu marido.” [11] Enquanto em umas culturas as viúvas são desprezadas e mortas, no cristianismo elas são as primeiras a receberam cuidados da comunidade cristã, visto sua condição de vulnerabilidade. “A religião que Deus, o nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades” [12] Esse cuidado atravessou os séculos. No século IV, a Igreja começou a patrocinar a fundação de hospitais em larga escala na Europa, de tal modo que quase todas as principais cidades acabaram por ter o seu. Na sua origem, esses hospitais tinham por fim hospedar estrangeiros, mas depois passaram a cuidar dos doentes, viúvas, órfãos e pobres em geral.[13]. O matrimônio. A vantagem da mulher cristã também ocorre em relação ao matrimônio. Essa instituição considerada “falida” pela modernidade, foi a responsável por garantir a segurança da mulher e de seus filhos. Santificar o matrimônio e proibir o divórcio deu muito mais segurança a mulher e foi fundamental para manutenção da família. Pois isso impedia, como em muitas culturas, que o marido a abandonasse por qualquer motivo. O próprio historiador Edward Gibbon, que culpava o cristianismo pela queda do Império Romano, foi obrigado a admitir; “Os cristãos restauraram a dignidade do matrimônio. ”[14] A lei canônica da Igreja sobre o matrimônio considerou que para a validade de um casamento, era necessário o livre consentimento tanto do homem como da mulher, e que o ato poderia ser anulado se tivesse sido celebrado sob coação ou se uma das partes estivesse em erro a respeito da identidade ou de alguma condição importante da outra pessoa. Não apenas o cristianismo trouxe princípio legais para evitar a coação matrimonial, mas também para pôr fim a práticas bárbaras, como o casamento infantil. [15] Para a Igreja, o adultério não se limitava à infidelidade da esposa, como se costumava considerar no mundo antigo, mas estendia-se também à infidelidade do marido. A influência que ela exerceu neste domínio foi de grande importância histórica. Como o historiador de Oxford Henry Chadwick explica; ” os cristãos consideravam a infidelidade do marido não menos séria que a quebra da fidelidade da mulher.” [16] Isso ecoava por toda a idade média, os bispos do período carolíngio do século IX, regulamentaram o casamento tendo “a mulher reconhecida como pessoa com pleno direito familiar e em pé de igualdade com o marido e a violência sexual denunciada como crime grave e do âmbito da justiça pública.” [17] Após a visão cristã permear a sociedade e causar grandes mudanças sociais, elevando a condição humana de modo geral, a vida da mulher na sociedade passou a ser muito melhor do que em outros tempos ou culturas. O ideal de igualdade como seres criados à imagem e semelhança de Deus dissolveu as barreiras em diversos aspectos. A mulher na sociedade. Com o avançar dos anos, após tremendos avanços no campo do matrimônio, família e com o aumento da perspectiva de não ser morta ao nascer, as mulheres cada vez mais exerceram seu papel na sociedade e passaram a formar comunidades religiosas dotadas de governo próprio, algo inusitado em qualquer cultura do mundo antigo. Elas dirigiam as próprias escolas, conventos, orfanatos e hospitais. Além de terem sido rainhas, princesas, abadessas, cientistas, escritoras e diversas outras coisas. Tudo isso apenas com a transformação social causada pelo evangelho de Cristo. Podemos citar Fabíola, que fundou o primeiro hospital público em Roma no século IV para cuidar dos pobres e necessitados. [18] Ou Santa Teresa D’Avila, que reformou a Ordem religiosas das Carmelitas Descalças, fundando 32 mosteiros pela Europa em pleno século XVI, sendo uma das pessoas mais admiradas de seu tempo. [19] Segundo a historiadora francesa Regine Pernoud, os registros da cidade de Paris do século XIII deixam claro: “mulheres não ficavam somente em casa ou nos conventos como nos séculos seguintes. Havia professoras, médicas, boticárias, tintureiras, copistas, miniaturistas, encanadoras, arquitetas, e também abadessas e rainhas” As mulheres tinham papel ativo na sociedade, cada qual a sua maneira, e de acordo com o contexto de sua época e status social. Um bom exemplo disso foi papel fundamental de rainhas e princesas na propagação do evangelho. Na Espanha, na Itália, na Gália e na Inglaterra, foi necessário que uma rainha fosse a precursora do cristianismo. No século V, Clodilte, a rainha dos francos, através da sua influência teve seu marido Clóvis I batizado, tornando a Gália (futura França), o primeiro reino cristão da história. E Teodolinda no século VI, que casada com o ariano Agilulfo, batiza e cria seus filhos na fé católica, sendo muito importante para o prolongamento da fé no Norte da Itália. Poderíamos ainda mencionar Teodósia da Espanha, Berta da Inglaterra, Santa Odília, da Alsácia, ou ainda Santa Batilde, jovem vendida como escrava que depois se tornou regente dos reinos dos francos no século VI, sendo de extrema importância na abolição da escravatura no seu tempo. A historiadora Regine Pernoud conclui: “É extraordinário verificar o papel ativo que as mulheres tiveram no domínio da evangelização, numa época em que o Ocidente hesita entre paganismo, arianismo e a fé cristã.” [20] As mulheres e as letras. Poderíamos ainda para citar algumas mulheres que foram pelo caminho das letras. Faltonia foi uma famosa poetisa cristã do século IV, tendo sido incluída por Giovanni Boccaccio como uma das mulheres mais influentes da Idade Média. [21] Ou Hildegarda de Bingen (1098-1179), famosa por suas experiências místicas, foi também médica e grande escritora, tendo sido uma mulher ativa e influente em seu tempo. [22] Poderíamos ainda citar Clara de Assis (1193-1253), irmã do famoso santo Francisco de Assis, Juliana de Norwich (1342-1430), Catarina de Sena (1347-1380), Teresa de Lisieux (1873-1897) e muitas outras mulheres que escreveram livros, cartas, tratados e que foram (e ainda são) muito admiradas por homens e mulheres pelo seu grande talento intelectual e piedade. E agora a pergunta que não quer calar: Onde estava o movimento feminista nisso tudo? Em que elas contribuíram para a mudança que acabamos de ver? Os retrocessos em relação a todas as conquistas femininas começaram a ocorrer no período do renascimento. Um movimento intelectual do século XV-XVI, que buscava o retorno aos ideais pagãos como uma forma de se desligar da religião cristã e secularizar a sociedade. Nessa busca por suprimir a mentalidade cristã e retirar Deus da esfera pública, foi a época em que as coisas começaram a piorar. O direito romano que restringia a liberdade da mulher retornou, a escravidão, que já havia sido abolida séculos antes na Europa também ressurge. O voto, que era garantido a mulheres nas comunas medievais, só será recuperado no século XX. [23] E diversas outras particularidades, como a obrigatoriedade do uso do nome do marido pela mulher, também tem início nessa época. Não foi necessário nenhum movimento feminista para que a mulher recuperasse seu valor e dignidade na sociedade. O feminismo nada mais é do que uma imersão num movimento de massa, que busca dissolver a identidade da mulher, dando-lhe uma postura revolucionária e um senso de pertencimento e dívida ao movimento. Ao se colocar como “salvador”, é necessário que a mulher esteja sempre na posição de vítima. O movimento tenta substituir o papel de Deus, buscando consertar toda forma de injustiça – que é fruto do pecado – com as próprias mãos. Crendo que, no lugar de Deus, teria criado um mundo melhor, mais justo e igualitário. O evangelho A verdadeira conquista para a mulher foi o evangelho de Cristo. Não adianta lutar por justiça e igualdade sem que esses conceitos possuam fundamento sólido. O evangelho trouxe verdadeira mudança no coração e da mente das pessoas, e isso se refletiu nas interações socioculturais, proporcionando a formação de uma sociedade melhor para todos. As coisas nunca serão perfeitas, somente o reino dos céus teremos a perfeição, mas com a visão correta sobre as coisas do mundo, podemos viver consideravelmente melhor. Que as mulheres entendam que elas não precisam do feminismo, mas sim de Cristo. A sociedade será transformada à medida em que mais parecidas com Cristo forem as suas criaturas: homem e mulher. Somente o evangelho tem o verdadeiro poder da transformação, pois ele toca no profundo da alma humana, transformando pecadores impenitentes, em pessoas redimidas e humildes. O evangelho de Cristo fez mais por mulheres e homens do que qualquer ideologia jamais pregada. O evangelho de Cristo é nossa única esperança concreta de redenção e salvação nesse mundo. Autor: Ramon Serrano Referências Bibliográficas: [1] CREVELD, Martin Van, Sexo Privilegiado p.444 [2] JOSEFO, Flávio. Antiguidades Judaicas 4.8.15 [3] PERNOUD, Regine. A mulher no tempo das catedrais p.15 [4] Epístola aos Gálatas 3:28 [5] The Letters of the Younger Pliny 10.96 [6] CHADWICK, Henry. The Early Church, 1967 [7] STARK, Rodney The Triumph of christianity p.41 [8] LINDSAY, Jack. 1968. The Ancient World: Manners and Morals [9] Justino Mártir. I Apologia p.26 [10] Minucius Felix, ‘The Octavius’ of Minucius Felix p.83 [11] PERNOUD, Regine. A mulher no tempo das catedrais p.21 [12] Epístola de Tiago 1:27 [13] WOODS, Thomas. Como a Igreja católica construiu a civilização ocidental p.168 [14] Apud WOODS, Thomas. Como a Igreja católica construiu a civilização ocidental p.202 [15] WOODS, Thomas. Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental, p.182 [16] CHADWICK, Henry. 1967. The Early Church p.59 [17] DA COSTA, Ricardo et al. Visões da Idade Média p.162 [18] WOODS, Thomas. Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental, p.162 [19] MILLER, Rene-Fullop. Os Santos que abalaram o mundo p.365-380 [20] PERNOUD, Regine. A mulher no tempo das catedrais p.13 [21] apud CORTIJO OCAÑA, 2012, p. 206-207 [22] COSTA, Roberto Nunes et al. Mulheres Intelectuais na Idade média p.48 [23] PERNOUD, Régine. O Mito da Idade Média p. 101
- Leonardo Boff ataca cristãos que são contra blasfêmia à Jesus no Carnaval da Mangueira
O guru da esquerda no Brasil, e um dos grandes expoentes da Teologia da Libertação, Leonardo Boff, criticou duramente os católicos e conservadores que iniciaram uma campanha contra a ridicularização de Jesus no Carnaval de 2020 pela tradicional escola de Samba Mangueira, do Rio de Janeiro. Mais de 100 mil cristãos de toda parte do Brasil assinaram este abaixo-assinado contra mais uma ofensa gravíssima a Nosso Senhor Jesus Cristo neste carnaval. O teólogo Leonardo Boff concedeu entrevista ao Setor 1, da Band comentando o enredo, e toda repercussão, dizendo que compartilha com a Mangueira de 2020 a visão de um Jesus Cristo mais humano – menos o Jesus Glorioso, mais o amigo e defensor dos pobres. “Essa dimensão de Jesus foi especialmente enfatizada pela Teologia da Libertação, que tem nos oprimidos e nos crucificados na história seu ponto de partida e de ação. Ela quer, como Jesus, libertar toda esta gente. Essa é a mensagem clara do enredo da Mangueira”, declara o teólogo, que critica a reação mais extremista ao trabalho de Vieira: “os ultra-conservadores de hoje representam os que tramaram a liquidação de Jesus”. “A Mangueira, com seu enredo e sua arte, fez uma pregação melhor do que qualquer uma, de padre, de bispo ou de cardeal”, afirma. Nossa Senhora de Luto e Maria Madalena LGBT Jesus Cristo é ridicularizado em Samba Enredo da Mangueira Essa é uma das estrofes do samba-enredo da Mangueira. Rosto negro, sangue índio, corpo de mulher Moleque pelintra no Buraco Quente Meu nome é Jesus da Gente Nesses últimos anos, não há Carnaval em que a Face Sagrada de Cristo não seja ultrajada, agredida, sempre em nome da “liberdade de expressão”. No ano passado, uma escola de samba de São Paulo fez um desfile em que Nosso Senhor era derrotado pelo demônio. Agora, a Mangueira, uma das maiores escolas de samba do Brasil, decide também atacar o cristianismo. A pretexto de exaltar as pessoas mais humildes, conspurca a figura do Homem-Deus. Não é por acaso que um defensor desse samba afirmou que ele é o “mais potente, o mais subversivo … cartão de Natal das populações vulnerabilizadas” e ” voz dos povos subalternizados (indígenas, negros, mulheres, gays, trans, etc…)“. Assista antes de continuar a leitura: Clique aqui para assinar o abaixo-assinado contra a blasfêmia e ridicularização à Jesus no Carnaval da Mangueira Teologia da Libertação – A grande Heresia do Século XX “A teologia da libertação não entra em nenhum esquema de heresia até hoje existente […] ela é a negação radical do Cristianismo”. Papa Bento XVI O Papa Bento XVI em um artigo contra a Teologia da Libertação, deixou claro que toda heresia traz dentro de si um “núcleo de verdade”, envolvida por uma camada espessa de mentira; e quanto mais forte é este “núcleo de verdade”, tanto mais difícil será vencê-la. No caso da Teologia da Libertação, este núcleo de verdade é a importância de defender o pobre e o oprimido, mas a espessa camada de mentirá é a proposta de realizar essa obra por meio da filosofia marxista, ateia, movida pela luta de classes e do ódio entre os irmãos de classes diferentes. É o desprezo da vida espiritual em face da luta social. Os meios não justificam os fins e a moral católica não admite que se faça o bem por meios maus. (J. Ratzinguer, V. Messori, 1985) A Teologia da Libertação foi planejada pela URSS para destruir a Igreja Católica de dentro para fora. Este plano nasceu das ideias de Gramsci que concluiu que o melhor meio de destruir uma instituição é se infiltrando e modificando os princípios com o passar do tempo. Fonte: Cleofas #Carnaval


















































