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- Paróquia que promoveu palestra sobre ideologia de gênero ameaça processar os que protestaram contra
Está circulando pelas redes sociais e pelo What’s App uma nota de uma suposta ameça de processo contra pessoas e empresas que se manifestaram contra o evento que ocorreu na paróquia São Francisco de Assis da diocese de São Miguel Paulista. Entenda Durante esta semana, aconteceu na Paróquia São Francisco de Assis, pertencente à Diocese de São Miguel Paulista em São Paulo, a 36ª Semana da Juventude, organizada pela Renovação Jovem. Conforme a programação, uma das palestras teria como tema um assunto que é contrário aos ensinamentos da Santa Igreja, “religião e gênero” e os convidados para palestrarem eram ativistas membros de um grupo pró-aborto chamado “Católicas pelo Direito de Decidir”. Entretanto, nos dias que antecederam a palestra houve forte comoção pelas redes sociais contra o evento. Católicos da própria diocese pediram ajuda aos católicos de todo o Brasil para protestarem contra o evento que estava programado para o dia 1º de agosto. Mesmo com toda a movimentação e protestos, a palestra aconteceu como programado. Leia a nota com a ameaça de processo: Paz e Justiça sempre. A IGREJA SÃO FRANCISCO DE ASSIS, Ermelino Matarazzo , desde a Semana da Juventude, sofre vários ataques mentirosos e difamatórios. (Julho e Agosto de 2019). Formamos um grupo de Advogados e Advogadas que vão mover as seguintes ações: 1. Intolerância religiosa. Isso é crime conforme a Constituição do Brasil. A Paróquia São Francisco tem mais de 60 anos e luta radicalmente pela Paz e Vida em plenitude para todos e todas. (João 10,10). Nunca vamos admitir o CRIME DA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA . Já temos no Brasil a jurisprudência de condenações por intolerância religiosa. 2. Difamações e calúnias. A Paróquia São Francisco de Assis tem mais de 60 anos e nunca defendeu Mortes, Violências e Discriminações. Difamações e calúnias são crimes conforme a Constituição do Brasil. A Paróquia São Francisco é uma Igreja da Vida, da Paz e da Misericórdia. (Mt 5). É a Igreja do Deus da libertação. (Êxodo 3). Luta incansavelmente , com a Bíblia na mão, no coração e na missão pela Moradia, com mais de 700 pessoas Deficientes em 7 casas, com as pessoas idosas, com lutas na educação, diante do brutal desemprego, na Saúde Preventiva e Educativa, etc… Não vamos permitir que desocupados plantem mentiras e difamações 3. Apologia ao crime. Pessoas deste grupo que são intolerantes e caluniadores estampam fotos com Armas, com a cruz e o terço de Nossa Senhora. E também portam uniformes farsante de Polícia. Algumas Igrejas Católicas do Brasil já sofreram ataques de tiros por delinquentes. Apologia ao crime é falta gravíssima conforme a Constituição do Brasil. 4. Os Advogados vão procurar as Paróquias destes caluniadores para ouvir seus párocos e assim serão testemunhas nos processos de apologia ao crime e difamações. 5. Os Advogados já tem o nome das Empresas em que trabalham estes que fazem apologia ao crime, que são intolerantes diante da Religião e foram violentos nos espaços da Paróquia São Francisco, Ermelino Matarazzo. Estas serão notificadas sobre as intolerâncias religiosas, sobre apologia ao crime, difamações e calúnias. Todos são crimes conforme a Constituição do Brasil. 6. Muitas pessoas da Paróquia São Francisco estão traumatizadas pelas ligações agressivas e difamatórias. Todas exigirão indenizações judiciais. Paz sempre. Justiça sempre. Fim de todas as intolerâncias religiosas. Fim da apologia ao crime. Sempre. Advogados e Advogadas da Igreja da Paróquia São Francisco de Assis, Ermelino Matarazzo.. Clique na imagem abaixo para ver essa nota publicada diretamente nas redes sociais: Leia também a nota de esclarecimento divulgada pelo grupo organizador do evento: Grupo de Jovens que convidou “abortistas” para palestrar em evento católico publica nota de esclarecimento Terço pela vida e contra o Aborto Um grupo de católicos também está organizando um ato em favor da Vida e contra o aborto em frente à paróquia que promoveu a palestra de ideologia de gênero e cujos palestrantes faziam parte do grupo feminista e pró-aborto “Católicas pelo Direito de Decidir”. O terço foi marcada para Sábado, 10 de agosto, às 15h. Segue imagem de divulgação: Leia também um assunto relacionado: Jovem católico enfrenta grupo “pró-aborto” convidado para palestrar em paróquia católica
- Paróquia que promoveu palestra sobre ideologia de gênero ameaça processar os que protestaram contra
Está circulando pelas redes sociais e pelo What’s App uma nota de uma suposta ameça de processo contra pessoas e empresas que se manifestaram contra o evento que ocorreu na paróquia São Francisco de Assis da diocese de São Miguel Paulista. Entenda Durante esta semana, aconteceu na Paróquia São Francisco de Assis, pertencente à Diocese de São Miguel Paulista em São Paulo, a 36ª Semana da Juventude, organizada pela Renovação Jovem. Conforme a programação, uma das palestras teria como tema um assunto que é contrário aos ensinamentos da Santa Igreja, “religião e gênero” e os convidados para palestrarem eram ativistas membros de um grupo pró-aborto chamado “Católicas pelo Direito de Decidir”. Entretanto, nos dias que antecederam a palestra houve forte comoção pelas redes sociais contra o evento. Católicos da própria diocese pediram ajuda aos católicos de todo o Brasil para protestarem contra o evento que estava programado para o dia 1º de agosto. Mesmo com toda a movimentação e protestos, a palestra aconteceu como programado. Leia a nota com a ameaça de processo: Paz e Justiça sempre. A IGREJA SÃO FRANCISCO DE ASSIS, Ermelino Matarazzo , desde a Semana da Juventude, sofre vários ataques mentirosos e difamatórios. (Julho e Agosto de 2019). Formamos um grupo de Advogados e Advogadas que vão mover as seguintes ações: 1. Intolerância religiosa. Isso é crime conforme a Constituição do Brasil. A Paróquia São Francisco tem mais de 60 anos e luta radicalmente pela Paz e Vida em plenitude para todos e todas. (João 10,10). Nunca vamos admitir o CRIME DA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA . Já temos no Brasil a jurisprudência de condenações por intolerância religiosa. 2. Difamações e calúnias. A Paróquia São Francisco de Assis tem mais de 60 anos e nunca defendeu Mortes, Violências e Discriminações. Difamações e calúnias são crimes conforme a Constituição do Brasil. A Paróquia São Francisco é uma Igreja da Vida, da Paz e da Misericórdia. (Mt 5). É a Igreja do Deus da libertação. (Êxodo 3). Luta incansavelmente , com a Bíblia na mão, no coração e na missão pela Moradia, com mais de 700 pessoas Deficientes em 7 casas, com as pessoas idosas, com lutas na educação, diante do brutal desemprego, na Saúde Preventiva e Educativa, etc… Não vamos permitir que desocupados plantem mentiras e difamações 3. Apologia ao crime. Pessoas deste grupo que são intolerantes e caluniadores estampam fotos com Armas, com a cruz e o terço de Nossa Senhora. E também portam uniformes farsante de Polícia. Algumas Igrejas Católicas do Brasil já sofreram ataques de tiros por delinquentes. Apologia ao crime é falta gravíssima conforme a Constituição do Brasil. 4. Os Advogados vão procurar as Paróquias destes caluniadores para ouvir seus párocos e assim serão testemunhas nos processos de apologia ao crime e difamações. 5. Os Advogados já tem o nome das Empresas em que trabalham estes que fazem apologia ao crime, que são intolerantes diante da Religião e foram violentos nos espaços da Paróquia São Francisco, Ermelino Matarazzo. Estas serão notificadas sobre as intolerâncias religiosas, sobre apologia ao crime, difamações e calúnias. Todos são crimes conforme a Constituição do Brasil. 6. Muitas pessoas da Paróquia São Francisco estão traumatizadas pelas ligações agressivas e difamatórias. Todas exigirão indenizações judiciais. Paz sempre. Justiça sempre. Fim de todas as intolerâncias religiosas. Fim da apologia ao crime. Sempre. Advogados e Advogadas da Igreja da Paróquia São Francisco de Assis, Ermelino Matarazzo.. Clique na imagem abaixo para ver essa nota publicada diretamente nas redes sociais: Leia também a nota de esclarecimento divulgada pelo grupo organizador do evento: Grupo de Jovens que convidou “abortistas” para palestrar em evento católico publica nota de esclarecimento Terço pela vida e contra o Aborto Um grupo de católicos também está organizando um ato em favor da Vida e contra o aborto em frente à paróquia que promoveu a palestra de ideologia de gênero e cujos palestrantes faziam parte do grupo feminista e pró-aborto “Católicas pelo Direito de Decidir”. O terço foi marcada para Sábado, 10 de agosto, às 15h. Segue imagem de divulgação: Leia também um assunto relacionado: Jovem católico enfrenta grupo “pró-aborto” convidado para palestrar em paróquia católica
- Por que devemos receber comunhão na boca e de joelhos?
Leia este belo testemunho de um jovem que vem nos apresentar com profundidade razões além das quais já conhecemos para receber Jesus Eucarístico da maneira mais digna, que é de joelhos e na boca. Durante os 13 anos em que tenho sido católico praticante, tenho seguido devoções de piedade que fazem parte da tradição da Igreja, inclusive a frequência na missa Tridentina, exceto por dois anos. Como resultado, recebi comunhão na língua e me ajoelhei por onze anos. Também descobri que o modo como nós tradicionalistas recebemos a comunhão é algo que muitos católicos fora da Forma Extraordinária podem e querem fazer também, mas muitos deles nunca ouvem as razões pelas quais fazemos isso. Quando eles ouvem alguma coisa relacionada, geralmente é uma resposta programada, como que foi o caminho feito durante séculos na tradição da Igreja, ou que a mudança para a comunhão na mão possui uma legalidade duvidosa, e também que a comunhão do modo mais tradicional promove maior “reverência pela Eucaristia”, etc. Eu acho que essas respostas são verdadeiras, mas insatisfatórias. Eles normalmente servem apenas para apelar para a pessoa que já está fazendo isso. Essas defesas também só existem em um mundo onde a comunhão na mão e a comunhão na língua existem em oposição umas às outras. Isso realmente não é a experiência que a maioria dos católicos tem. Em vez disso, precisamos oferecer a eles uma razão pela qual a comunhão na língua e a genuflexão é apropriada em seus próprios termos. Quando examinamos a Sagrada Escritura e a natureza desse simbolismo, tais razões são abundantes. Quando João Paulo II deu seus discursos que se tornaram a Catequese sobre o Amor Humano , um dos pontos mais importantes foi que não podemos falar de coisas que fazemos “no corpo” ou “no espírito”, já que o corpo e o espírito juntos compreendem a pessoa humana. Quando pecamos, pecamos através de nossos corpos e através de nosso espírito. Ambos são feridos pelo pecado, e ambos devem ser redimidos (Romanos 8:23), e eventualmente reunidos. (1 Cor 15: 41-54) Esta redenção é possível através do Sacrifício da Cruz (CC 601), e como o Catecismo de São Pio X nos ensina (Artigo 4:19), o fruto do sacrifício de Cristo é aplicado a nós de maneira muito especial pelos sacramentos. Leia também: “Comunhão na Mão é um ataque de Satanás à Eucaristia” – Cardeal Sarah Como isso afeta o corpo Quando criança eu amava (e ainda amo) os quadrinhos dos X-Men, especialmente seu líder Professor Charles Xavier. Ele era um mutante incrivelmente poderoso com habilidades telepáticas. Ele podia se comunicar com as pessoas apenas usando sua mente. Nós humanos não somos tão sortudos assim. Temos que nos comunicar com nossas palavras e nossas ações. Muitas vezes ouvimos que ações – cliché – falam mais alto que palavrase isso é especialmente verdadeiro em relação a como vivemos a fé católica. (Tiago 2:24) São Paulo fala sobre como precisamos usar nossas ações para controlar nossos corpos. (1 Coríntios 9:27) Esta lição aplica-se de maneira muito profunda a como recebemos a Sagrada Comunhão. Quando nos aproximamos de Jesus no Santíssimo Sacramento, os católicos de hoje ou se curvam ou se ajoelham. Curvar implica reverência (pelo menos na cultura ocidental). Para os tradicionalistas, tentamos dar um passo adiante. Aqui ajoelhado implica submissão. Você precisa usar todo o seu corpo para se ajoelhar diante do sacerdote enquanto entrega a sagrada comunhão. É assim que colocamos nossos próprios corpos submissos, já que é da natureza da carne buscar seus próprios prazeres e desejos. (Mateus 26:41) Nós também nos ajoelhamos no ato da comunhão como sinal de nossa pecaminosidade. Na liturgia católica, o santuário representa a liturgia celeste, e a mesa da comunhão (genuflexório) representa a linha entre o céu e a terra. Outro significado que esta separação pode ser aplicada é a atemporalidade da oferta na Cruz sendo apresentada ao Pai no céu (no santuário) e as limitações falíveis do tempo aqui na terra. Para Deus, todas as coisas estão presentes (CCC 600), mas para o homem, medimos as coisas através do tempo. A Santa Comunhão se torna o encontro de todas essas coisas. O infinito é dado no finito, o eterno dado no temporal, e o céu e a terra estão unidos. De nossa parte, nos aproximamos o máximo possível do céu buscando a graça de Deus, mas não podemos entrar no céu ainda devido à nossa natureza decaída. Em vez disso, devemos esperar com humildade e paciência que Cristo venha e nos transforme. Nossa recepção da Santa Comunhão é uma pequena participação dessa transformação que acontecerá ao máximo no final dos tempos. Leia também: JÁ OUVIU FALAR EM “JOELHOFOBIA”? Como isso impacta a alma Enquanto podemos pecar com o corpo, todo pecado começa no interior, isto é, na alma. Como Jesus ressalta, não é o que levamos em nós que nos contaminará espiritualmente, mas o que procede de nossa natureza decaída que é contaminada. (Mateus 15: 10-20) Dentro de cada uma e de todas as almas, existem muitas tendências desordenadas que só nós conhecemos e outras que nem conhecemos. É por isso que a salvação é um dom concedido gratuitamente a Deus. Deixados aos nossos próprios meios, até mesmo nossa fé não será suficientemente agradável a Deus para merecer a salvação. (Concílio de Trento, Sessão VI, Capítulo VIII) Quando recebemos a Sagrada Comunhão, a vida de Cristo é infundida em nossa alma e, combinada com grande fé, a contaminação de nossa natureza decaída é purificada e nos tornamos cada vez menos apegados a essas coisas. Como resultado, nós que fomos predestinados por Deus, nos tornamos lentamente conformes à imagem de Seu Filho no tempo. (Romanos 8: 29-30) Se deixarmos que a graça de Deus trabalhe em nós através de boas obras (Efésios 2: 8-10), podemos verdadeiramente dizer que no fim dos tempos não sou eu que vivo, mas Cristo que vive dentro de mim (Gálatas 2:20) e Cristo pode dizer servo bom e fiel! (Mateus 25:23) Uma vez que tenhamos sido purificados por Cristo nesta experiência celestial, podemos então levar o Seu Evangelho ao mundo. Quando recebemos a comunhão na língua, estamos nos lembrando não apenas das palavras de Cristo acima, mas também do profeta Isaías. Embora todos saibamos sua profecia do servo sofredor, raramente falamos sobre como seu ministério profético entrou em um novo estágio no livro do capítulo 6 de Isaías. Quando o Rei Uzias morreu, o jovem profeta teve uma visão do Céu, especificamente como é o culto celestial. Ele viu os Serafins proclamando o Sanctus e o altar do sacrifício. A reação de Isaías é uma que Pedro proclamaria na frente de Jesus séculos depois: aparte–se de mim, eu sou um homem pecador. (Lucas 5: 8) Nesse ponto, algo peculiar acontece. Um dos Serafins vai ao altar e pega uma brasa do altar do sacrifício e se aproxima do profeta. O carvão ardente é então colocado nos lábios de Isaías. (Outra maneira de dizer isso é colocar o carvão em brasa na língua.) Nesse ponto, o anjo proclama seus pecados perdoados, e Deus escolhe Isaías como Seu mensageiro escolhido de redenção e julgamento para o Seu povo, Israel. Leia também: A Santa Missa e os abusos litúrgicos que ofuscam sua grandeza e seu mistério Quando recebemos a comunhão, nos ajoelhamos diante do culto celestial que está acontecendo no santuário, e colocamos em nossa língua o carvão ardente da Sagrada Comunhão, que purifica não apenas nossos lábios, mas todo o nosso ser, tanto a alma como o corpo. Uma vez purificados, ouvimos a Ite Missa Est, ou uma ordem para ir pregar o Evangelho. Nós nos tornamos mensageiros escolhidos de Deus não apenas para Israel, mas para o mundo inteiro, fazendo discípulos de todas as nações. (Mateus 28:19) A melhor parte de tudo isso é que você não precisa da missa em latim para fazer isso. Você pode fazer isso em qualquer liturgia que você frequentar. Também serve como um poderoso lembrete de como vivemos a nossa fé através do corpo. Tradução livre do testemunho de Kevin M. Tierney #AbusosLitúrgicos #Catequese #Comunhão
- Por que devemos receber comunhão na boca e de joelhos?
Leia este belo testemunho de um jovem que vem nos apresentar com profundidade razões além das quais já conhecemos para receber Jesus Eucarístico da maneira mais digna, que é de joelhos e na boca. Durante os 13 anos em que tenho sido católico praticante, tenho seguido devoções de piedade que fazem parte da tradição da Igreja, inclusive a frequência na missa Tridentina, exceto por dois anos. Como resultado, recebi comunhão na língua e me ajoelhei por onze anos. Também descobri que o modo como nós tradicionalistas recebemos a comunhão é algo que muitos católicos fora da Forma Extraordinária podem e querem fazer também, mas muitos deles nunca ouvem as razões pelas quais fazemos isso. Quando eles ouvem alguma coisa relacionada, geralmente é uma resposta programada, como que foi o caminho feito durante séculos na tradição da Igreja, ou que a mudança para a comunhão na mão possui uma legalidade duvidosa, e também que a comunhão do modo mais tradicional promove maior “reverência pela Eucaristia”, etc. Eu acho que essas respostas são verdadeiras, mas insatisfatórias. Eles normalmente servem apenas para apelar para a pessoa que já está fazendo isso. Essas defesas também só existem em um mundo onde a comunhão na mão e a comunhão na língua existem em oposição umas às outras. Isso realmente não é a experiência que a maioria dos católicos tem. Em vez disso, precisamos oferecer a eles uma razão pela qual a comunhão na língua e a genuflexão é apropriada em seus próprios termos. Quando examinamos a Sagrada Escritura e a natureza desse simbolismo, tais razões são abundantes. Quando João Paulo II deu seus discursos que se tornaram a Catequese sobre o Amor Humano , um dos pontos mais importantes foi que não podemos falar de coisas que fazemos “no corpo” ou “no espírito”, já que o corpo e o espírito juntos compreendem a pessoa humana. Quando pecamos, pecamos através de nossos corpos e através de nosso espírito. Ambos são feridos pelo pecado, e ambos devem ser redimidos (Romanos 8:23), e eventualmente reunidos. (1 Cor 15: 41-54) Esta redenção é possível através do Sacrifício da Cruz (CC 601), e como o Catecismo de São Pio X nos ensina (Artigo 4:19), o fruto do sacrifício de Cristo é aplicado a nós de maneira muito especial pelos sacramentos. Leia também: “Comunhão na Mão é um ataque de Satanás à Eucaristia” – Cardeal Sarah Como isso afeta o corpo Quando criança eu amava (e ainda amo) os quadrinhos dos X-Men, especialmente seu líder Professor Charles Xavier. Ele era um mutante incrivelmente poderoso com habilidades telepáticas. Ele podia se comunicar com as pessoas apenas usando sua mente. Nós humanos não somos tão sortudos assim. Temos que nos comunicar com nossas palavras e nossas ações. Muitas vezes ouvimos que ações – cliché – falam mais alto que palavrase isso é especialmente verdadeiro em relação a como vivemos a fé católica. (Tiago 2:24) São Paulo fala sobre como precisamos usar nossas ações para controlar nossos corpos. (1 Coríntios 9:27) Esta lição aplica-se de maneira muito profunda a como recebemos a Sagrada Comunhão. Quando nos aproximamos de Jesus no Santíssimo Sacramento, os católicos de hoje ou se curvam ou se ajoelham. Curvar implica reverência (pelo menos na cultura ocidental). Para os tradicionalistas, tentamos dar um passo adiante. Aqui ajoelhado implica submissão. Você precisa usar todo o seu corpo para se ajoelhar diante do sacerdote enquanto entrega a sagrada comunhão. É assim que colocamos nossos próprios corpos submissos, já que é da natureza da carne buscar seus próprios prazeres e desejos. (Mateus 26:41) Nós também nos ajoelhamos no ato da comunhão como sinal de nossa pecaminosidade. Na liturgia católica, o santuário representa a liturgia celeste, e a mesa da comunhão (genuflexório) representa a linha entre o céu e a terra. Outro significado que esta separação pode ser aplicada é a atemporalidade da oferta na Cruz sendo apresentada ao Pai no céu (no santuário) e as limitações falíveis do tempo aqui na terra. Para Deus, todas as coisas estão presentes (CCC 600), mas para o homem, medimos as coisas através do tempo. A Santa Comunhão se torna o encontro de todas essas coisas. O infinito é dado no finito, o eterno dado no temporal, e o céu e a terra estão unidos. De nossa parte, nos aproximamos o máximo possível do céu buscando a graça de Deus, mas não podemos entrar no céu ainda devido à nossa natureza decaída. Em vez disso, devemos esperar com humildade e paciência que Cristo venha e nos transforme. Nossa recepção da Santa Comunhão é uma pequena participação dessa transformação que acontecerá ao máximo no final dos tempos. Leia também: JÁ OUVIU FALAR EM “JOELHOFOBIA”? Como isso impacta a alma Enquanto podemos pecar com o corpo, todo pecado começa no interior, isto é, na alma. Como Jesus ressalta, não é o que levamos em nós que nos contaminará espiritualmente, mas o que procede de nossa natureza decaída que é contaminada. (Mateus 15: 10-20) Dentro de cada uma e de todas as almas, existem muitas tendências desordenadas que só nós conhecemos e outras que nem conhecemos. É por isso que a salvação é um dom concedido gratuitamente a Deus. Deixados aos nossos próprios meios, até mesmo nossa fé não será suficientemente agradável a Deus para merecer a salvação. (Concílio de Trento, Sessão VI, Capítulo VIII) Quando recebemos a Sagrada Comunhão, a vida de Cristo é infundida em nossa alma e, combinada com grande fé, a contaminação de nossa natureza decaída é purificada e nos tornamos cada vez menos apegados a essas coisas. Como resultado, nós que fomos predestinados por Deus, nos tornamos lentamente conformes à imagem de Seu Filho no tempo. (Romanos 8: 29-30) Se deixarmos que a graça de Deus trabalhe em nós através de boas obras (Efésios 2: 8-10), podemos verdadeiramente dizer que no fim dos tempos não sou eu que vivo, mas Cristo que vive dentro de mim (Gálatas 2:20) e Cristo pode dizer servo bom e fiel! (Mateus 25:23) Uma vez que tenhamos sido purificados por Cristo nesta experiência celestial, podemos então levar o Seu Evangelho ao mundo. Quando recebemos a comunhão na língua, estamos nos lembrando não apenas das palavras de Cristo acima, mas também do profeta Isaías. Embora todos saibamos sua profecia do servo sofredor, raramente falamos sobre como seu ministério profético entrou em um novo estágio no livro do capítulo 6 de Isaías. Quando o Rei Uzias morreu, o jovem profeta teve uma visão do Céu, especificamente como é o culto celestial. Ele viu os Serafins proclamando o Sanctus e o altar do sacrifício. A reação de Isaías é uma que Pedro proclamaria na frente de Jesus séculos depois: aparte–se de mim, eu sou um homem pecador. (Lucas 5: 8) Nesse ponto, algo peculiar acontece. Um dos Serafins vai ao altar e pega uma brasa do altar do sacrifício e se aproxima do profeta. O carvão ardente é então colocado nos lábios de Isaías. (Outra maneira de dizer isso é colocar o carvão em brasa na língua.) Nesse ponto, o anjo proclama seus pecados perdoados, e Deus escolhe Isaías como Seu mensageiro escolhido de redenção e julgamento para o Seu povo, Israel. Leia também: A Santa Missa e os abusos litúrgicos que ofuscam sua grandeza e seu mistério Quando recebemos a comunhão, nos ajoelhamos diante do culto celestial que está acontecendo no santuário, e colocamos em nossa língua o carvão ardente da Sagrada Comunhão, que purifica não apenas nossos lábios, mas todo o nosso ser, tanto a alma como o corpo. Uma vez purificados, ouvimos a Ite Missa Est, ou uma ordem para ir pregar o Evangelho. Nós nos tornamos mensageiros escolhidos de Deus não apenas para Israel, mas para o mundo inteiro, fazendo discípulos de todas as nações. (Mateus 28:19) A melhor parte de tudo isso é que você não precisa da missa em latim para fazer isso. Você pode fazer isso em qualquer liturgia que você frequentar. Também serve como um poderoso lembrete de como vivemos a nossa fé através do corpo. Tradução livre do testemunho de Kevin M. Tierney #AbusosLitúrgicos #Catequese #Comunhão
- Um padre pode me proibir de usar véu na Santa Missa?
Mesmo com o espírito de modernidade que invadiu a igreja, ainda há muitas jovens moças e senhoras que mantém este belo espirito de ritualidade e adoração, que é o uso do véu na Santa Missa. Entretanto, multiplicaram-se os casos de mulheres reclamando que são proibidas e até mesmo humilhadas quando tentam manter este belo costume da tradição da Igreja. Não há validade ou efeito na proibição de se usar véu na santa missa ou em outros momentos de oração ou sacramentos da Igreja, pois se trata de uma prática aprovadas e louvadas pela Igreja, não cabendo portanto a padres ou mesmo bispos legislarem a esse respeito. O uso do véu é bíblico e com forte referência na tradição e na prática de piedade das fiéis católicas. Até 1983 era obrigatório o uso. Com o advento do novo Código de Direito Canônico, deixou de ser obrigatório, mas não deixou de ser recomendado. O uso do véu se trata de uma peça da indumentária da mulher católica e compete unicamente a elas a decisão de usar ou não tal peça, não dependo em nada do consentimento ou autorização do pároco ou bispo. É semelhante à reza do terço: ninguém precisa pedir autorização para o padre ou bispo para reza-lo, pois se trata de uma prática já aprovada e recomendada pela Igreja. Na verdade a grande maioria dos que fazem essa opção, participam e servem em suas respectivas paróquias e se empenham na defesa da vida, da família e dá fé católica, muitas vezes em meio à grandes provações e sofrimentos. Devemos ter todo respeito e obediência a nossos pastores, desde que esses estejam em sintonia com os ensinamentos e a doutrina de sempre da Igreja. Também os padres e os bispos devem obedecer a Igreja e respeitar a legítima escolhas dos fiéis. Se há erros, que estes sejam corrigidos. Mas querer dificultar práticas santas e piedosas e penalizar as pessoas que as vivenciam por conta do mal uso que algum possa ter feito não é honesto nem condizente com a verdade e a justiça. Leia também: Os erros mais comuns sobre a Total Consagração à Santíssima Virgem Estamos todos, enquanto católicos, sujeitos à autoridade da Santa Igreja, e dos bispos e padres, enquanto em sintonia com esta. Entretanto, ninguém está obrigado a obedecer um decreto injusto que contradiz a doutrina da Igreja, nem a ir contra a própria consciência, formada pelo Sagrado Magistério, para atender caprichos ou gostos pessoais de quem quer que seja. Seria muito bom, que os padres e especialmente os bispos usassem de sua autoridade para combater os muitos abusos e heresias que têm sido praticados e ensinados em sua dioceses. Porque ao invés de um decreto proibindo os véus (cujo uso é recomendo na Bíblia e praticado na Tradição) não se faz um decreto proibindo as mulheres entrarem nas Igrejas de mini-saias, shorts, blusinhas de alças penduradas, roupas transparentes, coladas e decotadas e sensuais? Não se faz decretos proibindo as famigeradas missas de “Cura e Libertação” ou a comunhão “self-service” ou as “missas sertanejas” e outras aberrações do gênero? Porque que ao invés de decretos atacando a piedade não se faz decretos fazendo eco à doutrina da Igreja que proíbe os católicos se inscreverem na maçonaria ou se filiarem, apoiarem ou votarem em partidos comunistas/socialistas e pró-aborto como é o caso do PT, PC do B, PSOL, PSTU, PDT e tantos outros? Por sinal, esses decretos seriam apenas a aplicação das doutrina e da disciplina da Santa Igreja… mas parece que é mais fácil atacar e fazerem ser vistos como excêntricos, obscuros e “desobedientes” os que apenas têm buscado, sob o patrocínio da Santíssima Virgem, viver melhor sua fé. Muito triste e lamentável essa inversão de valores. Enquanto os ímpios, heréticos e verdadeiros desobedientes à Igreja trabalham tranquilos e seguem sua obra de destruição da Igreja (conscientes ou não) sob o patrocínio ou ao menos sem oposição de muitíssimos bispos, bons católicos tem sido atacados, impedidos ou desencorajados e covardemente ameaçados por essas mesmas autoridades… que a todo custo querem ser obedecidas, mas em tantas coisas graves e importantes não obedecem a Igreja. Parece que para muitos bispos o tal “protagonismo dos leigos” tão preconizado pelo Concílio Vaticano II, só pode ser exercido sem em conformidade com ideologias modernistas dos respectivos pastores. Que os católicos, sem perder a reverência e o respeito pelas legítimas autoridades, saibam defender seus legítimos direitos, entre estes os de terem a pregação integral dá verdade católica e a digna celebração dos sacramentos. Procuremos viver a verdade, pois no dia de nossa morte, Deus será nosso único juiz. Templário de Maria Assista ao vídeo antes de continuar a leitura: Leia também: Como poderemos crescer na fé quando muitos padres e bispos não querem ajudar? O uso do véu é obrigatório? Hoje em dia muito se discute se é ou não permitido que a mulher use o véu dentro da Igreja. Porém, a pergunta correta acerca do uso do véu seria: é ainda obrigatório para a mulher o uso do véu dentro da Igreja? Esta sempre foi a disciplina da Igreja atestada ao longo de dois mil anos. Atualmente já não existe obrigação canônica para o uso do véu. O que existe é uma longa tradição que insere a mulher num espírito de ritualidade e adoração, fazendo com que ela esconda a própria beleza e glória para dar glória à beleza de Deus. A última vez que a Igreja se manifestou a esse respeito foi em 1917, no Código de Direito Canônico, conhecido como Pio Beneditino. O Cânon 1262 dizia que: Os varões na igreja ou fora da Igreja enquanto assistem os sagrados ritos estejam com a cabeça descoberta, a não ser que os legítimos costumes dos povos ou as circunstâncias peçam diversamente. Quanto aos costumes é possível citar os Bispos que usam mitra ou os padres que usam o barrete, e quanto às circunstâncias poderiam ser citadas as celebrações ao ar livre, sob um sol causticante ou ainda sob a chuva. Nesses casos, permitia-se a cabeça coberta para os homens. As mulheres, por sua vez, “estejam com a cabeça coberta e vestidas modestamente, especialmente quando se aproximam da mesa do Senhor” , é o que diz o mesmo Código. O uso do véu para as mulheres sempre foi uma obrigação unânime ao longo dos séculos. Escritos dos Santos Padres já dão notícia dessa disciplina e a própria Sagrada Escritura. Essa tradição continuou ao longo de toda a Idade Média, nos escritos de Santo Agostinho, ainda que ele não tenha se manifestado enfaticamente sobre o tema. Recentemente, nasceu a ideia de que o uso do véu estaria ligado à cultura do local e que poderia ser deixado de lado, já que não está enraizado na natureza humana, mas seria tão somente uma circunstância cultural descartável. Seja como for, atualmente, não existe a obrigação canônica do uso do véu. O Código de Direito Canônico reformado por João Paulo II não traz o cânon mencionado. O Cardeal Raymond Burke, presidente da Assinatura Apostólica, respondendo à pergunta de uma fiel sobre a obrigação do uso do véu, afirma que não existe a obrigação, mas se a pessoa vai participar do rito extraordinário seu uso seria muito pertinente, pois este rito possibilita uma expressão ritual mais adoradora que o rito ordinário. A raiz teológica do uso piedoso do véu está na I Carta de São Paulo aos Coríntios, no Capítulo 11, versículos 2 a 16. São Paulo fala claramente sobre a obrigação do véu e o que se nota no restante do texto é que em toda a sua argumentação, São Paulo sempre relaciona a cobertura da cabeça da mulher com a glória. Leia também: A Santa Missa e os abusos litúrgicos que ofuscam sua grandeza e seu mistério “A própria natureza não vos ensina que para o homem é vergonhoso deixar o cabelo crescer, ao passo que para a mulher é honroso ter os cabelos compridos?” (14-15), nesse trecho, São Paulo demonstra que não se trata apenas de algo cultural, mas de algo natural. É próprio do feminino a elegância, a busca da expressão da beleza interior pelo cuidado e zelo com a aparência exterior. Da mesma forma, é tipicamente feminino o cuidado com os cabelos. Diante disso, a mulher cobrir sua cabeça no momento dar glória a Deus é esconder a sua própria reverenciando Aquele que merece toda a glória. Usar o véu em atenção aos anjos, como diz São Paulo, significa que ela está participando de um culto de adoração a Deus juntamente com os anjos. Todas as criaturas, homens, mulheres e anjos, se prostram diante de Deus para adorá-lo e, nesse momento, todas elas devem esconder sua glória e dar glória a Deus. Cobrindo a cabeça, a mulher realiza isso de forma visível e ritual. Portanto, não existe obrigação canônica para o uso do véu. O que existe é uma longa tradição que insere a mulher num espírito de ritualidade e adoração, fazendo com que diante de Deus ela esconda a própria beleza, a própria glória para dar glória à beleza de Deus. De forma prática, o uso do véu requer prudência. Sobre ele recai a pecha de ser obsoleto, tradicionalista, contrário à dignidade da mulher, mas, embora seja justamente o contrário, é importante que a pessoa aja com prudência, principalmente se exercer na paróquia alguma função, como ministra extraordinária, catequista etc. Não se deve por em risco a oportunidade de prestar um grande serviço a Cristo. Contudo, se a pessoa não está engajada e sente o desejo de usar o véu, que seja corajosa e use, ainda que sozinha. Em muitos casos semelhantes o que se viu foi que outras mulheres se interessaram por essa piedade e, após a devida instrução passaram a praticá-la. De qualquer forma, o uso do véu é uma disciplina que, ao longo do tempo, santificou muitas mulheres e diante do mundo secularizado e imodesto que se vive hoje ensinar as meninas desde pequenas a usar o véu pode resultar em frutos excelentes nas próximas gerações. Fonte: padrepauloricardo.org Leia também: “Comunhão na Mão é um ataque de Satanás à Eucaristia” – Cardeal Sarah #VerdadeiraDevoção #TotalConsagração #AbusosLitúrgicos #Doutrina #Modéstia #Catequese #Crisenaigreja
- Um padre pode me proibir de usar véu na Santa Missa?
Mesmo com o espírito de modernidade que invadiu a igreja, ainda há muitas jovens moças e senhoras que mantém este belo espirito de ritualidade e adoração, que é o uso do véu na Santa Missa. Entretanto, multiplicaram-se os casos de mulheres reclamando que são proibidas e até mesmo humilhadas quando tentam manter este belo costume da tradição da Igreja. Não há validade ou efeito na proibição de se usar véu na santa missa ou em outros momentos de oração ou sacramentos da Igreja, pois se trata de uma prática aprovadas e louvadas pela Igreja, não cabendo portanto a padres ou mesmo bispos legislarem a esse respeito. O uso do véu é bíblico e com forte referência na tradição e na prática de piedade das fiéis católicas. Até 1983 era obrigatório o uso. Com o advento do novo Código de Direito Canônico, deixou de ser obrigatório, mas não deixou de ser recomendado. O uso do véu se trata de uma peça da indumentária da mulher católica e compete unicamente a elas a decisão de usar ou não tal peça, não dependo em nada do consentimento ou autorização do pároco ou bispo. É semelhante à reza do terço: ninguém precisa pedir autorização para o padre ou bispo para reza-lo, pois se trata de uma prática já aprovada e recomendada pela Igreja. Na verdade a grande maioria dos que fazem essa opção, participam e servem em suas respectivas paróquias e se empenham na defesa da vida, da família e dá fé católica, muitas vezes em meio à grandes provações e sofrimentos. Devemos ter todo respeito e obediência a nossos pastores, desde que esses estejam em sintonia com os ensinamentos e a doutrina de sempre da Igreja. Também os padres e os bispos devem obedecer a Igreja e respeitar a legítima escolhas dos fiéis. Se há erros, que estes sejam corrigidos. Mas querer dificultar práticas santas e piedosas e penalizar as pessoas que as vivenciam por conta do mal uso que algum possa ter feito não é honesto nem condizente com a verdade e a justiça. Leia também: Os erros mais comuns sobre a Total Consagração à Santíssima Virgem Estamos todos, enquanto católicos, sujeitos à autoridade da Santa Igreja, e dos bispos e padres, enquanto em sintonia com esta. Entretanto, ninguém está obrigado a obedecer um decreto injusto que contradiz a doutrina da Igreja, nem a ir contra a própria consciência, formada pelo Sagrado Magistério, para atender caprichos ou gostos pessoais de quem quer que seja. Seria muito bom, que os padres e especialmente os bispos usassem de sua autoridade para combater os muitos abusos e heresias que têm sido praticados e ensinados em sua dioceses. Porque ao invés de um decreto proibindo os véus (cujo uso é recomendo na Bíblia e praticado na Tradição) não se faz um decreto proibindo as mulheres entrarem nas Igrejas de mini-saias, shorts, blusinhas de alças penduradas, roupas transparentes, coladas e decotadas e sensuais? Não se faz decretos proibindo as famigeradas missas de “Cura e Libertação” ou a comunhão “self-service” ou as “missas sertanejas” e outras aberrações do gênero? Porque que ao invés de decretos atacando a piedade não se faz decretos fazendo eco à doutrina da Igreja que proíbe os católicos se inscreverem na maçonaria ou se filiarem, apoiarem ou votarem em partidos comunistas/socialistas e pró-aborto como é o caso do PT, PC do B, PSOL, PSTU, PDT e tantos outros? Por sinal, esses decretos seriam apenas a aplicação das doutrina e da disciplina da Santa Igreja… mas parece que é mais fácil atacar e fazerem ser vistos como excêntricos, obscuros e “desobedientes” os que apenas têm buscado, sob o patrocínio da Santíssima Virgem, viver melhor sua fé. Muito triste e lamentável essa inversão de valores. Enquanto os ímpios, heréticos e verdadeiros desobedientes à Igreja trabalham tranquilos e seguem sua obra de destruição da Igreja (conscientes ou não) sob o patrocínio ou ao menos sem oposição de muitíssimos bispos, bons católicos tem sido atacados, impedidos ou desencorajados e covardemente ameaçados por essas mesmas autoridades… que a todo custo querem ser obedecidas, mas em tantas coisas graves e importantes não obedecem a Igreja. Parece que para muitos bispos o tal “protagonismo dos leigos” tão preconizado pelo Concílio Vaticano II, só pode ser exercido sem em conformidade com ideologias modernistas dos respectivos pastores. Que os católicos, sem perder a reverência e o respeito pelas legítimas autoridades, saibam defender seus legítimos direitos, entre estes os de terem a pregação integral dá verdade católica e a digna celebração dos sacramentos. Procuremos viver a verdade, pois no dia de nossa morte, Deus será nosso único juiz. Templário de Maria Assista ao vídeo antes de continuar a leitura: Leia também: Como poderemos crescer na fé quando muitos padres e bispos não querem ajudar? O uso do véu é obrigatório? Hoje em dia muito se discute se é ou não permitido que a mulher use o véu dentro da Igreja. Porém, a pergunta correta acerca do uso do véu seria: é ainda obrigatório para a mulher o uso do véu dentro da Igreja? Esta sempre foi a disciplina da Igreja atestada ao longo de dois mil anos. Atualmente já não existe obrigação canônica para o uso do véu. O que existe é uma longa tradição que insere a mulher num espírito de ritualidade e adoração, fazendo com que ela esconda a própria beleza e glória para dar glória à beleza de Deus. A última vez que a Igreja se manifestou a esse respeito foi em 1917, no Código de Direito Canônico, conhecido como Pio Beneditino. O Cânon 1262 dizia que: Os varões na igreja ou fora da Igreja enquanto assistem os sagrados ritos estejam com a cabeça descoberta, a não ser que os legítimos costumes dos povos ou as circunstâncias peçam diversamente. Quanto aos costumes é possível citar os Bispos que usam mitra ou os padres que usam o barrete, e quanto às circunstâncias poderiam ser citadas as celebrações ao ar livre, sob um sol causticante ou ainda sob a chuva. Nesses casos, permitia-se a cabeça coberta para os homens. As mulheres, por sua vez, “estejam com a cabeça coberta e vestidas modestamente, especialmente quando se aproximam da mesa do Senhor” , é o que diz o mesmo Código. O uso do véu para as mulheres sempre foi uma obrigação unânime ao longo dos séculos. Escritos dos Santos Padres já dão notícia dessa disciplina e a própria Sagrada Escritura. Essa tradição continuou ao longo de toda a Idade Média, nos escritos de Santo Agostinho, ainda que ele não tenha se manifestado enfaticamente sobre o tema. Recentemente, nasceu a ideia de que o uso do véu estaria ligado à cultura do local e que poderia ser deixado de lado, já que não está enraizado na natureza humana, mas seria tão somente uma circunstância cultural descartável. Seja como for, atualmente, não existe a obrigação canônica do uso do véu. O Código de Direito Canônico reformado por João Paulo II não traz o cânon mencionado. O Cardeal Raymond Burke, presidente da Assinatura Apostólica, respondendo à pergunta de uma fiel sobre a obrigação do uso do véu, afirma que não existe a obrigação, mas se a pessoa vai participar do rito extraordinário seu uso seria muito pertinente, pois este rito possibilita uma expressão ritual mais adoradora que o rito ordinário. A raiz teológica do uso piedoso do véu está na I Carta de São Paulo aos Coríntios, no Capítulo 11, versículos 2 a 16. São Paulo fala claramente sobre a obrigação do véu e o que se nota no restante do texto é que em toda a sua argumentação, São Paulo sempre relaciona a cobertura da cabeça da mulher com a glória. Leia também: A Santa Missa e os abusos litúrgicos que ofuscam sua grandeza e seu mistério “A própria natureza não vos ensina que para o homem é vergonhoso deixar o cabelo crescer, ao passo que para a mulher é honroso ter os cabelos compridos?” (14-15), nesse trecho, São Paulo demonstra que não se trata apenas de algo cultural, mas de algo natural. É próprio do feminino a elegância, a busca da expressão da beleza interior pelo cuidado e zelo com a aparência exterior. Da mesma forma, é tipicamente feminino o cuidado com os cabelos. Diante disso, a mulher cobrir sua cabeça no momento dar glória a Deus é esconder a sua própria reverenciando Aquele que merece toda a glória. Usar o véu em atenção aos anjos, como diz São Paulo, significa que ela está participando de um culto de adoração a Deus juntamente com os anjos. Todas as criaturas, homens, mulheres e anjos, se prostram diante de Deus para adorá-lo e, nesse momento, todas elas devem esconder sua glória e dar glória a Deus. Cobrindo a cabeça, a mulher realiza isso de forma visível e ritual. Portanto, não existe obrigação canônica para o uso do véu. O que existe é uma longa tradição que insere a mulher num espírito de ritualidade e adoração, fazendo com que diante de Deus ela esconda a própria beleza, a própria glória para dar glória à beleza de Deus. De forma prática, o uso do véu requer prudência. Sobre ele recai a pecha de ser obsoleto, tradicionalista, contrário à dignidade da mulher, mas, embora seja justamente o contrário, é importante que a pessoa aja com prudência, principalmente se exercer na paróquia alguma função, como ministra extraordinária, catequista etc. Não se deve por em risco a oportunidade de prestar um grande serviço a Cristo. Contudo, se a pessoa não está engajada e sente o desejo de usar o véu, que seja corajosa e use, ainda que sozinha. Em muitos casos semelhantes o que se viu foi que outras mulheres se interessaram por essa piedade e, após a devida instrução passaram a praticá-la. De qualquer forma, o uso do véu é uma disciplina que, ao longo do tempo, santificou muitas mulheres e diante do mundo secularizado e imodesto que se vive hoje ensinar as meninas desde pequenas a usar o véu pode resultar em frutos excelentes nas próximas gerações. Fonte: padrepauloricardo.org Leia também: “Comunhão na Mão é um ataque de Satanás à Eucaristia” – Cardeal Sarah #VerdadeiraDevoção #TotalConsagração #AbusosLitúrgicos #Doutrina #Modéstia #Catequese #Crisenaigreja
- A mão invisível que destrói as famílias
Os casamentos mal começam e já terminam. Os pais descuidam completamente da educação de seus filhos. Os irmãos vivem em pé de guerra dentro de casa. Os filhos já não querem saber mais de seus pais. O que está acontecendo? Por que as famílias não estão mais dando certo? De quem é essa “mão invisível” que destrói os nossos lares? #destroi #Famílias #invisivel
- A situação da Igreja: uma ameaça, uma chance
Uma pesquisa feita em 2018, mostrou que apenas cerca de 5% dos católicos frequentam regularmente a Missa dominical e essa realidade se observa em todas as regiões do Brasil. Dom Henrique Soares já havia previsto e observado a queda constante no número dos Católicos no Brasil e escreveu este artigo no qual ele lista detalhes de como chegamos neste ponto e caminhos que devemos seguir… A situação da Igreja: uma ameaça, uma chance – I, II e III Caro Internauta, saiu o resultado do último censo no tocante à religião no Brasil. Diminuiu o número de católicos, como já era de se esperar. Por todos os lados aparecem análises desse resultado. Em maio de 2006 escrevi sobre este tema. Não mudo uma vírgula do que escrevi naquela época. Cada vez que sai uma nova pesquisa, republico o meu texto, porque é o que penso e me apraz compartilhar com outros esta análise… Aqui vai ela mais uma vez, toda inteira, tal como escrevi em maio de 2006, sem tirar nem pôr! Recente estudo, apresentado na PUC de São Paulo, dá conta que a cada ano, no Brasil, a Igreja católica perde 1% de seus fiéis. Há gente muitíssimo preocupada com isso. É bom mesmo! Gostaria de partilhar com você, alguns pensamentos sobre esta realidade. (1) É necessário, antes de tudo, compreender que parte deste fenômeno é típico de nossa época e, neste sentido, não podemos fazer nada para detê-lo. Pela primeira vez na história humana a população mundial é preponderantemente urbana, vivendo num intenso processo de massificação, desenraizamento cultural e despersonalização e pressionada por uma gama desumanizante de informação. Os meios de comunicação, com sua incrível força de penetração, e o excesso de ideias em circulação desestabilizam os valores das pessoas e das sociedades de modo nunca antes imaginado. Esse fenômeno faz com que se perca o sentido e o valor da tradição. Não faz muito tempo, cada pessoa era situada em relação à sua família à sua comunidade. O indivíduo sabia quem era, de onde vinha, quais seus valores, qual seu universo existencial… Agora, isso acabou: cada um se sente só, numa corrida louca para ser feliz a qualquer custo, iludido, pensando que os valores dos antepassados e do seu grupo só são valores se interessarem a si próprio, individualmente: é verdade o que é verdade para mim; é bom o que realiza meus desejos e expectativas; cada um é a medida do bem e do mal. É triste, mas cada pessoa acha que tem o direito e o dever de começar do zero e “redescobrir a roda”, de fabricar sua receita de felicidade, determinando de modo autônomo o que é certo e o que é errado, o que é bom e o que não é. Isto é pura loucura, mas é assim! E lá vamos nós, gritando: “Eu tenho o direito de ser feliz; a vida é minha e faço como eu quero. Eu decido o que é certo e o que é errado…” (2) No tocante à religião, o homem da sociedade consumista e hedonista do Ocidente não está à procura da verdade, mas sim do bem-estar. A sociedade ocidental já não crê que se possa atingir a Verdade e viver na Verdade. Agora há somente a verdadezinha de cada um, feita sob medida: é “verdade para mim” o que me faz sentir bem, o que resolve minhas necessidades imediatas. Religião não é mais questão de aderir à Verdade que dá sentido à existência, mas sim de entrar num grupo que resolva meus problemas afetivos, emocionais, de saúde e até materiais… Religião não é um modo de servir a Deus e nele me encontrar, mas um modo de me servir de Deus para resolver minhas coisas… Como diz o Edir Macedo, a Bíblia é uma ferramenta para se conseguir aquilo que se quer! Vivam RR Soares, Edir Macedo e companhia… (3) A urbanização violenta e massificante faz com que as pessoas busquem refúgio em pequenos grupos que lhes proporcionem aconchego e segurança. Por isso as seitas atraem tanto: elas criam um diferencial entre mim e o mundo cão; dão-me a sensação de estar livre do monstro da desumanização, do anonimato, da nadificação… Veja bem, meu Leitor, que contra esta realidade a Igreja não pode fazer muito. A multidão continuará presa das ideias desvairadas dos meios de comunicação; a busca do bem-estar egoístico continuará fazendo as pessoas buscarem a religião como um refúgio e um pronto socorro e, finalmente, a busca de se sentir alguém, fará as pessoas procurarem pequenos grupos nos quais se sintam acolhidas e valorizadas. Leia também: Sobre a queda dos católicos no Brasil – os católicos de IBGE A situação da Igreja: uma ameaça, uma chance – II Mas, por que este fenômeno atinge sobretudo os católicos? Por vários motivos: a) Somos a massa da população brasileira e não temos como dar assistência pastoral personalizada a todos os fiéis. Isso seria praticamente impossível, mesmo que tivéssemos o triplo do número de padres e agentes de pastoral… b) Historicamente, nossa catequese deixou muito a desejar e nas últimas décadas piorou muito: é uma catequese de ideias vagas, mais ideológica que propositiva, ambígua, que não tem coragem de apresentar a fé com todas as letras… Ao invés, apresenta a opinião desse ou daquele teólogo… Assim, troca-se a clareza e simplicidade da fé católica (como o Catecismo a apresenta) por complicadas e inseguras explicações, fazendo a fé parecer uma questão de opinião e não uma certeza que vem de Deus; algo acessível a especialistas letrados e não aos simples mortais. Céu, inferno, anjos, diabo, purgatório, valor da missa, doutrina moral – cada padre diz uma coisa, cada um acha que pode construir sua verdade… Tudo tende a ser relativizado… Uma religião assim não segura ninguém e não atrai ninguém. Religião é lugar de experimentar a certeza que vem de Deus, não as dúvidas e vacilações dos tateamentos das opiniões humanas. É preciso que as opiniões cedam lugar à certeza da fé da Igreja! c) No Brasil há, desde os anos setenta, uma verdadeira anarquia litúrgica, ferindo de morte o núcleo da fé da Igreja. Bagunçou-se de tal modo a liturgia, inventou-se tanta moda, fez-se tanta arbitrariedade, que as pessoas saem da missa mais vazias que o que entraram. A missa virou o show do padre ou o show “criativo e maravilhoso” da comunidade. A missa tornou-se autocelebração… Mas, as pessoas não querem show, criatividade nem bom-mocismo: as pessoas querem encontrar Deus nos ritos sagrados! Hoje, infelizmente, celebra-se com mais respeito e seriedade um culto protestante ou um toque da umbanda que uma missa católica! No culto não se inventa, na umbanda não se inventa; na liturgia da Igreja do Brasil, o clero se sente no direito absurdo de inventar! Isso é um gravíssimo abuso e uma tirania sobre a fé do povo de Deus! É muita invenção, é muita criatividade fajuta. Bastaria abrir o missal e celebrar com devoção e unção, cumprindo as normas litúrgicas… d) A Igreja no Brasil, em nome de uma preocupação com o social (que em si é necessária e legítima) descuidou-se dos valores propriamente religiosos e muitas vezes fez pouco da religiosidade popular (quantas vezes se negou uma bênção, uma oração de cura, a administração de um sacramento, uma procissão com a presença do padre, o valor de uma novena e de uma romaria…). Ora, hoje o “mercado” de religião é diversificado: se o padre não sabe falar de Deus, o pastor sabe; se na homilia não se prega a palavra, mas se a instrumentaliza política e ideologicamente, o pastor prega a palavra; se o padre não dá uma bênção, o pastor dá… Infelizmente, às vezes, tem-se a impressão que a Igreja é uma grande ONG, preocupada com um monte de coisas e não muito atenta a pregar Jesus Cristo e a sua salvação… Não se vê muito nossos padres e freiras apaixonados por Cristo e pelo Evangelho. Fala-se muito em valores do Reino, compromisso cristão, etc… Isso não encanta! Quem encanta, atrai, comove, converte e dá sentido a vida é uma Pessoa: Jesus Cristo! e) Outra triste realidade é o processo de dessacralização. Parece que o clero e os religiosos perderam o sentido do sagrado. Adeus ao hábito religioso, adeus à batina, adeus ao clergyman, adeus à oração fiel e obediente da Liturgia das Horas, adeus ao terço diário (“para que terço?”), adeus ao ethos, isto é, àquele conjunto de realidades, de modo de ser e de viver que fazia com que o povo reconhecesse o padre como padre, o religioso como religioso, a freira como freira. Parece que se faz questão de transgredir, de chocar, de desnortear a expectativa do povo, de negar a identidade… Hoje tudo é ideologizado: a pobreza é “espiritual” e não real, material, concreta; assim também a obediência, a vida mística, a penitência e a mortificação e, muitas vezes, os votos e compromissos… Tem-se, portanto, uma religião cerebral e não encarnada na carne da vida, da existência concreta material… E nada mais anticristão que um cristianismo cerebral… f) Nossas comunidades são meio frias; nossos padres não têm muito tempo. Não temos leigos capacitados para uma pastoral da acolhida, que faça com que nossas igrejas estejam abertas e tenham pessoas para ouvir, aconselhar, consolar… Infelizmente, ainda que não queiramos, às vezes a Igreja parece uma grande repartição pública e impessoal… A paróquia somente terá futuro como cadeia de comunidades vivas e aconchegantes, nas quais se façam efetivamente a experiência da proximidade de Deus e dos irmãos… g) As homilias em nossas missas são chatas e moralizantes: só dizem que devemos ser bonzinhos, justos, honestos… A homilia deveria ser anúncio alegre da Palavra que comunica Jesus e sua salvação, tal como a Igreja sempre creu, celebrou e anunciou. A homilia deve ainda ser fruto de uma experiência de Deus; somente assim reflete um testemunho e não um exercício de propaganda. A fé que devemos anunciar é a fé da Igreja, não nossas teorias e nossas idéias estapafúrdias… Isso desnorteia e destrói a fé do povo de Deus. Por que alguém seria católico se nem os ministros da Igreja acreditam realmente na sua doutrina e na sua moral? Os padres nisso têm uma imensa responsabilidade e uma imensa parcela de culpa! Leia também: Católicos de aparência: um resultado alarmante – Pesquisa realizada pela Arquidiocese de São Paulo A situação da Igreja: uma ameaça, uma chance – III Sinceramente, penso que o número de católicos diminuirá mais e drasticamente. Mas, não devemos nos assustar. Veja, e pense: 1. O cristianismo nunca deveria ser uma religião de massa. A fé cristã deve nascer de um encontro pessoal e envolvente com Cristo Jesus. Somente aí é que eu posso abraçar o ser cristão com todas as suas exigências de fé e de moral. Nós estamos vendo o fim do cristianismo de massa, que começou com o Edito de Milão, em 313, e com o batismo de Clóvis, rei dos francos, e de todo o seu povo, em 496, na Alta Idade Média. No Brasil, esse cristianismo de massa começou com a colonização e o sistema do padroado. Aí, ser brasileiro e ser católico eram a mesma coisa. Ora, será que no cristianismo pode mesmo haver conversão de massa? 2. A Igreja voltará a ser um pequeno rebanho, presente em todo o mundo, mas com cristãos de tal modo comprometidos com o Evangelho, de tal modo empolgados com Cristo, de tal modo formando comunidades de vida, oração, fé e amor fraterno, que serão um sinal, uma luz, uma opção de vida para todos os povos da terra. Era isso que os Padres da Igreja desejavam: não que todos fossem cristãos a qualquer custo, mas que os cristãos fossem, a qualquer custo, cristãos de verdade, sal da terra e luz do mundo, entusiasmados por Cristo e por sua Igreja católica. 3. O fato de sermos minoria e mais coerentes com o Evangelho, nos fará diferentes do mundo e redescobriremos a novidade e singularidade do ser cristão. Isso nos fará atraentes para aqueles que buscam com sinceridade a Luz e a Verdade. Por isso mesmo, a Igreja não deve cair em falsas soluções de um cristianismo frouxo e agradável ao mundo, de uma moral ao sabor da moda, de um ecumenismo compreendido de modo torto e de um diálogo inter-religioso que coloque Cristo no mesmo nível das outras tradições religiosas. Ecumenismo e diálogo religioso sim, mas de acordo com a fé católica! O remédio para a crise atual e o único verdadeiro futuro da Igreja é a fidelidade total e radical a Cristo, expressa na adesão total à fé católica. 4. É imprescindível também melhorar e muito a formação dos nossos padres e religiosos. Como está, está ruim. Precisamos de padres com modos de padres e religiosos com modos de religiosos; precisamos de padres e religiosos bem formados humana, afetiva, teológica e moralmente. O padre e o religioso são pessoas públicas e devem honrar a imagem da Igreja e o nome de cristãos; devem saber portar-se ante o mundo, as autoridades e a sociedade. Nisso tem havido grave deficiência no clero e nos religiosos do Brasil… É importante perceber que, apesar de diminuir o número de católicos, nunca as comunidades católicas foram tão vivas, nunca os leigos participaram tanto, nunca se sentiram tão Igreja, nunca houve tantas vocações. Muitas vezes, os leigos são até mais fervorosos e radicais (no bom sentido) que padres e religiosos. A Igreja está viva, a Igreja é jovem, a Igreja continua encantada por Cristo! O clero e os religiosos deveriam deixar de lado as ideologias, as teorias pouco cristãs e nada católicas defendidas em tantos cursos de teologia e livros muito doutos e pouco fiéis, e serem mais atentos ao clamor do povo de Deus e aos sinais dos tempos – sinais de verdade, que estão aí para quem quiser ver, e não os inventados por uma teologia ideologizada de esquerda! Além disso, é necessário considerar que a Igreja não é nossa: é de Cristo. Ele a está conduzindo, está purificando-a, está levando-a onde ele sabe ser o melhor para que seu testemunho seja mais límpido, coerente e puro. Nós temos os nossos caminhos, Deus tem os dele; temos os nossos planos e modos que, nem sempre, coincidem com os do Senhor. Pois bem, façamos a nossa parte. Deus fará o resto! Isso é o que eu penso, sinceramente, e com todo o meu coração. Dom Henrique Soares Bispo da Diocese de Palmares – PE #Brasil #CNBB #Crisenaigreja #IgrejaCatólica
- A situação da Igreja: uma ameaça, uma chance
Uma pesquisa feita em 2018, mostrou que apenas cerca de 5% dos católicos frequentam regularmente a Missa dominical e essa realidade se observa em todas as regiões do Brasil. Dom Henrique Soares já havia previsto e observado a queda constante no número dos Católicos no Brasil e escreveu este artigo no qual ele lista detalhes de como chegamos neste ponto e caminhos que devemos seguir… A situação da Igreja: uma ameaça, uma chance – I, II e III Caro Internauta, saiu o resultado do último censo no tocante à religião no Brasil. Diminuiu o número de católicos, como já era de se esperar. Por todos os lados aparecem análises desse resultado. Em maio de 2006 escrevi sobre este tema. Não mudo uma vírgula do que escrevi naquela época. Cada vez que sai uma nova pesquisa, republico o meu texto, porque é o que penso e me apraz compartilhar com outros esta análise… Aqui vai ela mais uma vez, toda inteira, tal como escrevi em maio de 2006, sem tirar nem pôr! Recente estudo, apresentado na PUC de São Paulo, dá conta que a cada ano, no Brasil, a Igreja católica perde 1% de seus fiéis. Há gente muitíssimo preocupada com isso. É bom mesmo! Gostaria de partilhar com você, alguns pensamentos sobre esta realidade. (1) É necessário, antes de tudo, compreender que parte deste fenômeno é típico de nossa época e, neste sentido, não podemos fazer nada para detê-lo. Pela primeira vez na história humana a população mundial é preponderantemente urbana, vivendo num intenso processo de massificação, desenraizamento cultural e despersonalização e pressionada por uma gama desumanizante de informação. Os meios de comunicação, com sua incrível força de penetração, e o excesso de ideias em circulação desestabilizam os valores das pessoas e das sociedades de modo nunca antes imaginado. Esse fenômeno faz com que se perca o sentido e o valor da tradição. Não faz muito tempo, cada pessoa era situada em relação à sua família à sua comunidade. O indivíduo sabia quem era, de onde vinha, quais seus valores, qual seu universo existencial… Agora, isso acabou: cada um se sente só, numa corrida louca para ser feliz a qualquer custo, iludido, pensando que os valores dos antepassados e do seu grupo só são valores se interessarem a si próprio, individualmente: é verdade o que é verdade para mim; é bom o que realiza meus desejos e expectativas; cada um é a medida do bem e do mal. É triste, mas cada pessoa acha que tem o direito e o dever de começar do zero e “redescobrir a roda”, de fabricar sua receita de felicidade, determinando de modo autônomo o que é certo e o que é errado, o que é bom e o que não é. Isto é pura loucura, mas é assim! E lá vamos nós, gritando: “Eu tenho o direito de ser feliz; a vida é minha e faço como eu quero. Eu decido o que é certo e o que é errado…” (2) No tocante à religião, o homem da sociedade consumista e hedonista do Ocidente não está à procura da verdade, mas sim do bem-estar. A sociedade ocidental já não crê que se possa atingir a Verdade e viver na Verdade. Agora há somente a verdadezinha de cada um, feita sob medida: é “verdade para mim” o que me faz sentir bem, o que resolve minhas necessidades imediatas. Religião não é mais questão de aderir à Verdade que dá sentido à existência, mas sim de entrar num grupo que resolva meus problemas afetivos, emocionais, de saúde e até materiais… Religião não é um modo de servir a Deus e nele me encontrar, mas um modo de me servir de Deus para resolver minhas coisas… Como diz o Edir Macedo, a Bíblia é uma ferramenta para se conseguir aquilo que se quer! Vivam RR Soares, Edir Macedo e companhia… (3) A urbanização violenta e massificante faz com que as pessoas busquem refúgio em pequenos grupos que lhes proporcionem aconchego e segurança. Por isso as seitas atraem tanto: elas criam um diferencial entre mim e o mundo cão; dão-me a sensação de estar livre do monstro da desumanização, do anonimato, da nadificação… Veja bem, meu Leitor, que contra esta realidade a Igreja não pode fazer muito. A multidão continuará presa das ideias desvairadas dos meios de comunicação; a busca do bem-estar egoístico continuará fazendo as pessoas buscarem a religião como um refúgio e um pronto socorro e, finalmente, a busca de se sentir alguém, fará as pessoas procurarem pequenos grupos nos quais se sintam acolhidas e valorizadas. Leia também: Sobre a queda dos católicos no Brasil – os católicos de IBGE A situação da Igreja: uma ameaça, uma chance – II Mas, por que este fenômeno atinge sobretudo os católicos? Por vários motivos: a) Somos a massa da população brasileira e não temos como dar assistência pastoral personalizada a todos os fiéis. Isso seria praticamente impossível, mesmo que tivéssemos o triplo do número de padres e agentes de pastoral… b) Historicamente, nossa catequese deixou muito a desejar e nas últimas décadas piorou muito: é uma catequese de ideias vagas, mais ideológica que propositiva, ambígua, que não tem coragem de apresentar a fé com todas as letras… Ao invés, apresenta a opinião desse ou daquele teólogo… Assim, troca-se a clareza e simplicidade da fé católica (como o Catecismo a apresenta) por complicadas e inseguras explicações, fazendo a fé parecer uma questão de opinião e não uma certeza que vem de Deus; algo acessível a especialistas letrados e não aos simples mortais. Céu, inferno, anjos, diabo, purgatório, valor da missa, doutrina moral – cada padre diz uma coisa, cada um acha que pode construir sua verdade… Tudo tende a ser relativizado… Uma religião assim não segura ninguém e não atrai ninguém. Religião é lugar de experimentar a certeza que vem de Deus, não as dúvidas e vacilações dos tateamentos das opiniões humanas. É preciso que as opiniões cedam lugar à certeza da fé da Igreja! c) No Brasil há, desde os anos setenta, uma verdadeira anarquia litúrgica, ferindo de morte o núcleo da fé da Igreja. Bagunçou-se de tal modo a liturgia, inventou-se tanta moda, fez-se tanta arbitrariedade, que as pessoas saem da missa mais vazias que o que entraram. A missa virou o show do padre ou o show “criativo e maravilhoso” da comunidade. A missa tornou-se autocelebração… Mas, as pessoas não querem show, criatividade nem bom-mocismo: as pessoas querem encontrar Deus nos ritos sagrados! Hoje, infelizmente, celebra-se com mais respeito e seriedade um culto protestante ou um toque da umbanda que uma missa católica! No culto não se inventa, na umbanda não se inventa; na liturgia da Igreja do Brasil, o clero se sente no direito absurdo de inventar! Isso é um gravíssimo abuso e uma tirania sobre a fé do povo de Deus! É muita invenção, é muita criatividade fajuta. Bastaria abrir o missal e celebrar com devoção e unção, cumprindo as normas litúrgicas… d) A Igreja no Brasil, em nome de uma preocupação com o social (que em si é necessária e legítima) descuidou-se dos valores propriamente religiosos e muitas vezes fez pouco da religiosidade popular (quantas vezes se negou uma bênção, uma oração de cura, a administração de um sacramento, uma procissão com a presença do padre, o valor de uma novena e de uma romaria…). Ora, hoje o “mercado” de religião é diversificado: se o padre não sabe falar de Deus, o pastor sabe; se na homilia não se prega a palavra, mas se a instrumentaliza política e ideologicamente, o pastor prega a palavra; se o padre não dá uma bênção, o pastor dá… Infelizmente, às vezes, tem-se a impressão que a Igreja é uma grande ONG, preocupada com um monte de coisas e não muito atenta a pregar Jesus Cristo e a sua salvação… Não se vê muito nossos padres e freiras apaixonados por Cristo e pelo Evangelho. Fala-se muito em valores do Reino, compromisso cristão, etc… Isso não encanta! Quem encanta, atrai, comove, converte e dá sentido a vida é uma Pessoa: Jesus Cristo! e) Outra triste realidade é o processo de dessacralização. Parece que o clero e os religiosos perderam o sentido do sagrado. Adeus ao hábito religioso, adeus à batina, adeus ao clergyman, adeus à oração fiel e obediente da Liturgia das Horas, adeus ao terço diário (“para que terço?”), adeus ao ethos, isto é, àquele conjunto de realidades, de modo de ser e de viver que fazia com que o povo reconhecesse o padre como padre, o religioso como religioso, a freira como freira. Parece que se faz questão de transgredir, de chocar, de desnortear a expectativa do povo, de negar a identidade… Hoje tudo é ideologizado: a pobreza é “espiritual” e não real, material, concreta; assim também a obediência, a vida mística, a penitência e a mortificação e, muitas vezes, os votos e compromissos… Tem-se, portanto, uma religião cerebral e não encarnada na carne da vida, da existência concreta material… E nada mais anticristão que um cristianismo cerebral… f) Nossas comunidades são meio frias; nossos padres não têm muito tempo. Não temos leigos capacitados para uma pastoral da acolhida, que faça com que nossas igrejas estejam abertas e tenham pessoas para ouvir, aconselhar, consolar… Infelizmente, ainda que não queiramos, às vezes a Igreja parece uma grande repartição pública e impessoal… A paróquia somente terá futuro como cadeia de comunidades vivas e aconchegantes, nas quais se façam efetivamente a experiência da proximidade de Deus e dos irmãos… g) As homilias em nossas missas são chatas e moralizantes: só dizem que devemos ser bonzinhos, justos, honestos… A homilia deveria ser anúncio alegre da Palavra que comunica Jesus e sua salvação, tal como a Igreja sempre creu, celebrou e anunciou. A homilia deve ainda ser fruto de uma experiência de Deus; somente assim reflete um testemunho e não um exercício de propaganda. A fé que devemos anunciar é a fé da Igreja, não nossas teorias e nossas idéias estapafúrdias… Isso desnorteia e destrói a fé do povo de Deus. Por que alguém seria católico se nem os ministros da Igreja acreditam realmente na sua doutrina e na sua moral? Os padres nisso têm uma imensa responsabilidade e uma imensa parcela de culpa! Leia também: Católicos de aparência: um resultado alarmante – Pesquisa realizada pela Arquidiocese de São Paulo A situação da Igreja: uma ameaça, uma chance – III Sinceramente, penso que o número de católicos diminuirá mais e drasticamente. Mas, não devemos nos assustar. Veja, e pense: 1. O cristianismo nunca deveria ser uma religião de massa. A fé cristã deve nascer de um encontro pessoal e envolvente com Cristo Jesus. Somente aí é que eu posso abraçar o ser cristão com todas as suas exigências de fé e de moral. Nós estamos vendo o fim do cristianismo de massa, que começou com o Edito de Milão, em 313, e com o batismo de Clóvis, rei dos francos, e de todo o seu povo, em 496, na Alta Idade Média. No Brasil, esse cristianismo de massa começou com a colonização e o sistema do padroado. Aí, ser brasileiro e ser católico eram a mesma coisa. Ora, será que no cristianismo pode mesmo haver conversão de massa? 2. A Igreja voltará a ser um pequeno rebanho, presente em todo o mundo, mas com cristãos de tal modo comprometidos com o Evangelho, de tal modo empolgados com Cristo, de tal modo formando comunidades de vida, oração, fé e amor fraterno, que serão um sinal, uma luz, uma opção de vida para todos os povos da terra. Era isso que os Padres da Igreja desejavam: não que todos fossem cristãos a qualquer custo, mas que os cristãos fossem, a qualquer custo, cristãos de verdade, sal da terra e luz do mundo, entusiasmados por Cristo e por sua Igreja católica. 3. O fato de sermos minoria e mais coerentes com o Evangelho, nos fará diferentes do mundo e redescobriremos a novidade e singularidade do ser cristão. Isso nos fará atraentes para aqueles que buscam com sinceridade a Luz e a Verdade. Por isso mesmo, a Igreja não deve cair em falsas soluções de um cristianismo frouxo e agradável ao mundo, de uma moral ao sabor da moda, de um ecumenismo compreendido de modo torto e de um diálogo inter-religioso que coloque Cristo no mesmo nível das outras tradições religiosas. Ecumenismo e diálogo religioso sim, mas de acordo com a fé católica! O remédio para a crise atual e o único verdadeiro futuro da Igreja é a fidelidade total e radical a Cristo, expressa na adesão total à fé católica. 4. É imprescindível também melhorar e muito a formação dos nossos padres e religiosos. Como está, está ruim. Precisamos de padres com modos de padres e religiosos com modos de religiosos; precisamos de padres e religiosos bem formados humana, afetiva, teológica e moralmente. O padre e o religioso são pessoas públicas e devem honrar a imagem da Igreja e o nome de cristãos; devem saber portar-se ante o mundo, as autoridades e a sociedade. Nisso tem havido grave deficiência no clero e nos religiosos do Brasil… É importante perceber que, apesar de diminuir o número de católicos, nunca as comunidades católicas foram tão vivas, nunca os leigos participaram tanto, nunca se sentiram tão Igreja, nunca houve tantas vocações. Muitas vezes, os leigos são até mais fervorosos e radicais (no bom sentido) que padres e religiosos. A Igreja está viva, a Igreja é jovem, a Igreja continua encantada por Cristo! O clero e os religiosos deveriam deixar de lado as ideologias, as teorias pouco cristãs e nada católicas defendidas em tantos cursos de teologia e livros muito doutos e pouco fiéis, e serem mais atentos ao clamor do povo de Deus e aos sinais dos tempos – sinais de verdade, que estão aí para quem quiser ver, e não os inventados por uma teologia ideologizada de esquerda! Além disso, é necessário considerar que a Igreja não é nossa: é de Cristo. Ele a está conduzindo, está purificando-a, está levando-a onde ele sabe ser o melhor para que seu testemunho seja mais límpido, coerente e puro. Nós temos os nossos caminhos, Deus tem os dele; temos os nossos planos e modos que, nem sempre, coincidem com os do Senhor. Pois bem, façamos a nossa parte. Deus fará o resto! Isso é o que eu penso, sinceramente, e com todo o meu coração. Dom Henrique Soares Bispo da Diocese de Palmares – PE #Brasil #CNBB #Crisenaigreja #IgrejaCatólica
- Católicos de aparência: um resultado alarmante
Uma pesquisa feita em 2018, sobre a situação religiosa e pastoral da Igreja na Arquidiocese de São Paulo, em preparação para o sínodo arquidiocesano de SP, mostrou que apenas cerca de 5% (cinco por cento) dos católicos frequentam regularmente a Missa dominical; outros cerca de 25% (vinte e cinco por cento) frequentam a Missa de vez em quando. E são cerca de 70% (setenta por cento) dos católicos paulistanos que não frequentam a Missa nunca, ou quase nunca. A partir dessa realidade constatamos uma realidade alarmante no Brasil, a de que muitos dos que se dizem católicos, são apenas católicos de aparência, ou melhor, católicos de IBGE. Católicos que não acreditam naquilo que a Santa Igreja ensina, que não seguem seus mandamentos, e que vivem em situação de pecado grave sem se preocuparem com as consequências, ou seja, como pagãos. Separamos alguns artigos publicados pelo Cardeal de São Paulo Dom Odilo que, desde 2018 – ano de convocação do Sínodo Arquidiocesano de São Paulo, têm publicado análises com base em uma pesquisa realizada sobre a situação religiosa e pastoral das 295 paróquias territoriais. Leia também: Sobre a queda dos católicos no Brasil A REALIDADE FALA Arquidiocese de São Paulo, 14 de Novembro de 2018. A pesquisa de campo sobre a realidade religiosa e pastoral da arquidiocese de São Paulo foi concluída com êxito, e agora começa a análise e a interpretação dos dados levantados. Antes de tudo, convém caracterizar essa pesquisa promovida pelo 1º sínodo da arquidiocese de São Paulo. A pesquisa foi organizada pela Comissão Central de Coordenação do sínodo arquidiocesano. O suporte técnico foi oferecido por estudiosos da PUC-SP, de modo que, seguindo critérios rigorosos de pesquisas sociais, o resultado pudesse ter valor científico. Ao todo, foram elaboradas 111 questões, a serem respondidas pelos entrevistados: 18 delas podiam ser respondidas também por pessoas de outros credos ou por pessoas sem religião. As demais 93 perguntas eram dirigidas exclusivamente aos católicos. O foco da pesquisa, de fato, era conhecer melhor como está a situação dos católicos em relação à Igreja e desta com os católicos. A meta era entrevistar 50 católicos, além de outros que também quisessem responder às perguntas em cada uma das 296 paróquias territoriais da arquidiocese de São Paulo. A pesquisa foi feita tendo como base os domicílios e não as pessoas encontradas nas ruas. Havia quotas diversas a serem preenchidas, tendo por base o sexo e as diversas faixas etárias. Ao todo, foram quase 300 voluntários que partiram a campo, com o tablet ou o celular à mão, recolhendo informações, que foram transmitidas imediatamente por meio de um aplicativo para uma central de dados. Apenas uma das paróquias não conseguiu completar as 50 entrevistas. Ao todo, foram feitas nada menos que 20.498 entrevistas, sendo 14.709 com católicos e 5.789 com não católicos. Houve também o número impressionante de 33.760 abordagens que não tiveram êxito, quando a pessoa se recusou, por algum motivo, a responder às perguntas. Os resultados da pesquisa precisam, agora, ser criteriosamente examinados e interpretados. Na sua objetividade, eles ajudam a olhar com realismo para a situação religiosa e pastoral de nossa Arquidiocese e a perceber quais são e onde estão as questões que mais impactam de maneira positiva ou negativa a vida religiosa dos católicos. Ajudam a perceber acertos e falhas, lacunas e possibilidades no trabalho pastoral e evangelizador. Os dados da pesquisa também ajudam a perceber melhor quais são as questões que necessitam de maior atenção e até mesmo maior investimento, para potencializar experiências e iniciativas exitosas na evangelização. Em outras palavras, a pesquisa sobre a situação religiosa e pastoral da arquidiocese de São Paulo está sendo um aspecto do exercício de “olhar-se no espelho” e da escuta daquilo que o Espírito Santo diz à Igreja. A nós cabe abrir os olhos, os ouvidos e o entendimento para acolher com docilidade suas advertências e suas santas inspirações. Alguns dados da pesquisa confirmam aquilo que já se sabia. Das pessoas que se declararam “não católicas”, 55,73% disseram que já foram católicas no passado. Isso nos deve preocupar, pois representa uma fuga silenciosa e constante da nossa Igreja. Resta ver se se tratou de católicos realmente bem entrosados na vida da Igreja no passado ou de católicos apenas nominais, como continua sendo a grande maioria dos nossos católicos. De toda maneira, são católicos que abandonaram a nossa Igreja. E quantos outros não se encontrarão em situação semelhante, prontos a acolher o primeiro convite mais forte e convincente que lhes chega para abandonar a Igreja Católica? Ao lhes ser perguntado sobre os motivos do abandono da fé católica, muitos responderam (38,59%) que foram bem acolhidos em outra Igreja ou religião; isso poderia equivaler, por sua vez, à falta de boa acolhida na nossa Igreja. E foram 30,78% os que responderam que não estavam satisfeitos na Igreja Católica; e 9,52% responderam que tiveram problemas com alguém na Igreja Católica. Esses números fazem pensar na necessidade de mudanças em certas atitudes e questões que têm muito mais a ver com o trato humano do que com questões de fé. De toda maneira, 30,04% dos entrevistados disseram que deixaram a Igreja Católica por discordar de seus ensinamentos; e 26,10% disseram que foram atraídos pela pregação melhor em outras igrejas do que na Católica. Os dados da pesquisa falam e, embora se possa dar interpretações diversas a eles, é necessário levar em consideração essa pesquisa e aprender dela as lições que nos ensinam. Cardeal Odilo Pedro Scherer Arcebispo Metropolitano de São Paulo Leia também: A Santa Missa e os abusos litúrgicos que ofuscam sua grandeza e seu mistério A VALORIZAÇÃO DA EUCARISTIA Arquidiocese de São Paulo, 20 de Junho de 2019 (CNBB Reginal Sul 1). Há dois anos, convocamos o primeiro sínodo arquidiocesano de São Paulo e, agora, já estamos no meio do caminho sinodal. A realização de um sínodo é uma experiência eclesial de grande importância e significado, cujos frutos confiamos à ação do Espírito Santo. Nosso sínodo é um “caminho de comunhão, conversão e renovação missionária” para toda a nossa Arquidiocese. Não existe conversão e renovação missionária, sem uma renovada valorização da Eucaristia na nossa Igreja. A celebração de hoje mostra-nos a estreita relação existente entre Eucaristia, Igreja e missão. A Eucaristia é o Sacramento do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, memorial de sua paixão, morte e ressurreição redentora. E a celebração da Eucaristia é o “Sacramento da Igreja”, que a torna visível, real e compreensível. A Igreja faz a Eucaristia mas, ainda mais, é a Eucaristia que faz a Igreja, comunidade dos discípulos reunidos com Jesus Cristo, alimentada, confortada e conduzida por Ele e sempre de novo enviada em missão. Por isso tudo, hoje desejo recordar a importância da celebração e da participação do Sacramento da Eucaristia e da Missa em nossas paróquias e comunidades. A participação na Missa dominical é um preceito da Igreja, que não foi abolido e deve ser levado bem a sério pelo povo católico. A pesquisa de 2018, sobre a situação religiosa e pastoral da nossa Igreja em São Paulo, mostrou que apenas cerca de 5% (cinco por cento) dos católicos frequentam regularmente a Missa dominical; outros cerca de 25% (vinte e cinco por cento) frequentam a Missa de vez em quando. E são cerca de 70% (setenta por cento) dos católicos paulistanos que não frequentam a Missa nunca, ou quase nunca. Isso é muito preocupante, pois a não participação regular na Santa Missa tem como consequências quase inevitáveis o distanciamento da Igreja, a não identificação com ela e com sua mensagem e missão, o desconhecimento de seu significado e de sua doutrina, a perda da fé católica e o indiferentismo religioso. A participação regular na Missa dominical é a melhor forma de “iniciação” à fé católica e à participação na vida da Igreja; ela oferece o alimento da fé, aprofunda a comunhão com Deus e com os irmãos, ajuda a sentir-se parte deste “povo de Deus” que crê, celebra, professa, espera e testemunha. Quem não participa regularmente da Missa dominical por onde alimenta sua fé católica? Caminha sozinho e se priva da força do testemunho da comunidade e não se alegra com essa comunidade. Com facilidade, perde o contato com a Igreja, vai se sentindo estranho a ela e tende a perder a fé católica. Portanto, nesta festa do Corpo e Sangue de Cristo, renovemos nossa fé neste sublime Mistério da fé. Peçamos o perdão, por não valorizarmos bastante esse presente de amor que Cristo nos deixou, para nos lembrarmos sempre dele, como ele nos recomendou: – “fazei isto em memória de mim”. E lhe agradeçamos por ter dado à sua Igreja este precioso dom. Cardeal Odilo Pedro Scherer Arcebispo Metropolitano de São Paulo Leia também: A situação da Igreja: uma ameaça, uma chance Pesquisa do sínodo indica caminhos para a conversão missionária da Igreja em São Paulo Arquidiocese de São Paulo, 02 de Fevereiro de 2019 (O São Paulo). A Arquidiocese de São Paulo publicou, em fevereiro, um subsídio com os resultados dos levantamentos das realidades religiosa e pastoral de suas paróquias. Esses dados, colhidos em 2018, ajudarão a orientar os trabalhos do sínodo arquidiocesano e auxiliar as paróquias e comunidades a identificar os desafios e possibilidades da renovação pastoral proposta pelo caminho sinodal. “As duas pesquisas, juntamente com as reflexões dos numerosos grupos sinodais, que se reuniram mensalmente em 2018 nas paróquias e contribuíram com observações e sugestões valiosas sobre a vida eclesial e pastoral em suas comunidades, são material farto para as assembleias do sínodo nas regiões episcopais e vicariatos ambientais em 2019, e também nas assembleias arquidiocesanas do sínodo, em 2020”, explicou o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, na apresentação do subsídio. Ainda segundo Dom Odilo, os levantamentos forneceram informações sobre o “estado das coisas”, no que se refere à situação religiosa do povo de São Paulo, “às relações da Igreja com o povo e vice-versa, às lacunas e desafios mais urgentes, que demandam ‘conversão missionária’”. PESQUISA DE CAMPO O levantamento de campo foi pensado pela Comissão de Coordenação Geral do sínodo, que elaborou as 111 perguntas (algumas com a tabulação ds respostas abaixo), para abordar a realidade paroquial em toda a Arquidiocese de São Paulo. O objetivo foi realizar um levantamento da situação religiosa e pastoral das 295 paróquias territoriais. O subsídio destaca que essa pesquisa revelou até que ponto a mensagem da Igreja Católica em São Paulo alcança os católicos e por quais meios e métodos. “Ela ajuda a perceber os pontos fortes e fracos, bem como as lacunas e formas inadequadas da evangelização.” Os dados também revelam o grau de eficácia dos trabalhos pastorais e evangelizadores e, de forma pontual, o nível de identificação dos católicos com a Igreja, com sua pregação e sua doutrina. “Ajudou a perceber o grau de participação e satisfação dos fiéis com a Igreja, bem como os seus anseios e expectativas”, acrescentou o Arcebispo. Leia também: O falso conceito de Caridade e a falsa confiança na Misericórdia é o que mais tem levado almas para o Inferno METODOLOGIA Após a elaboração, o questionário foi submetido aos técnicos da Coordenadoria de Estudos e Desenvolvimento de Projetos Especiais (Cedepe) da PUC-SP, para que a pesquisa tivesse critérios válidos e científicos. Os cerca de 300 pesquisadores voluntários visitaram vários domicílios localizados no território paroquial, também segundo critérios metodológicos. O questionário foi feito por meio de um aplicativo para dispositivo digital e enviado pela internet para um banco de dados. A primeira parte do questionário, com 20 questões, foi respondida por católicos e não católicos, e continha questões gerais e preliminares. A segunda foi respondida apenas pelos católicos. AMOSTRA A pesquisa foi realizada entre os meses de junho e setembro de 2018, e, para que tivesse caráter científico, foi estabelecida uma cota de 50 católicos por paróquia. Também foi definido um número de entrevistas por sexo e faixa etária, considerando os dados do último Censo Demográfico, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010. Os voluntários realizaram 54.258 abordagens para concluir a pesquisa. Desse total, 20.498 pessoas se dispuseram a responder ao questionário e 33.760 pessoas se recusaram. Entre aqueles que responderam, 14.709 eram católicos e 5.789 eram não católicos. Leia também: A TRANQUILIDADE DOS PECADORES DENTRO DE NOSSAS IGREJAS LEVANTAMENTO PAROQUIAL A segunda pesquisa foi direcionada aos padres e seus colaboradores mais próximos nas paróquias, para obter informações sobre os serviços de evangelização e pastoral realizados nas paróquias durante um período determinado. Foram contabilizados dados como número de missas e a participação do povo, batismos, matrimônios, crismas, primeiras comunhões, visitas a doentes, funerais, organizações pastorais, animação missionária, iniciativas de catequese e de formação na fé, caridade e solidariedade social, vocações, sustentação da Igreja e das iniciativas pastorais, presença pública da Igreja no bairro e na cidade. Para Dom Odilo, esse levantamento poderá ajudar as paróquias a tomar uma nova consciência de si mesmas. “De fato, não se pode prosseguir na ação pastoral ‘como sempre se fez’ e como se tudo continuasse ‘como sempre foi’, sem levar em conta as vastas e profundas mudanças que atingem o povo católico e também as organizações e iniciativas eclesiais”, disse. 111 – Por quais motivos você continua firme na Igreja Católica: Em 1º lugar, em 2º lugar e em 3º lugar? (Mostre as alternativas para o entrevistado, deixe que ele as leia e pergunte.) – (Os dados revelam um perfil das motivações de fé, e merecem atenção) Porque nasci e cresci nessa Igreja8.181 67,85% Ela me oferece a fé verdadeira e segura6.13750,90% Por causa dos valores que a Igreja Católica defende e ensina5.16742,85% Por causa de Nossa Senhora4.76639,53%Por causa da Eucaristia/Missa e da Confissão4.51737,46%Nenhuma das alternativas6075,03%Total12.058100,0% 101- Você acha que a Igreja deva defender e valorizar a vida humana, desde a concepção até a morte natural – ser contra o aborto e contra a eutánasia Sim10.896 74,08% Não sei2.348 15,96% Não1.4659,96%Total14.709100,00% 42- Indique, por ordem de importância, as 3 qualidades de homilia (sermão): Em 1° lugar, em 2° lugar e em 3° lugar? (Mostre as alternativas para o entrevistado, deixe que ele as leia e pergunte.) – (O conteúdo das homílias é valorizado pelos católicos) Que explique a palavra de Deus11.11183,12%Que mostre como deve ser vivida a fé8.30862, 15%Que fale com clareza7.33754,88%Que leve a agradecer, louvar e crer com Deus 6.76050,57%Que seja bem preparada4.76735,66%Nenhuma das altermativas2581,93% 77- Se seus filhos estão acima de 8 anos, eles frequentam a catequese?- (Muito espaço para ação catequética) Sim10.756 73,13% Tenho dúvidas3.227 21,94%Não7264,64%Total14.709100,00% 17- Qual é a sua religião? – (O povo ainda é religioso) Católica14.709 71,76% Evangélica3.088 15,06% Espírita1.1925,82%Sem religião8784,28%Outra religião3911,91%De Matriz Afro1880,92%Judaica280,14%Muçulmana240,12%Total20.498100,00% 64- Indique, por ordem de preferência, 3 iniciativas que gostaria de participar: Em 1° lugar, em 2° lugar e em 3° lugar (mostre as alternativas para o entrevistado, deixe que ele as leia e pergunte.) – (Desejo de aprofundar a fé e a vida cristã) Estudos bíblicos5.65259,27%Grupo de oração4.31045,20%Encontros de formação4.01742, 12%Retiro3.98141,75%Catequese para adultos3.55837,31%Peregrinação2.09521,97%Nenhuma das alternativas4905,14% 75 – Seus filhos foram batizados na Igreja Católica Apostólica Romana? Sim, todos foram batizados na Igreja Católica Apostólica Romana7.75187,97% Não foram batizados na Igreja Católica Apostólica Romana5776,55% Nem todos foram batizados na Igreja Católica Apostólica Romana4835,48% Total8.811100,00% Leia também: Como poderemos crescer na fé quando muitos padres e bispos não querem ajudar? Segundo o subsídio, os dados da pesquisa apontam alguns indicativos para que a Igreja cumpra sua missão em São Paulo: 1.Uma Igreja mais presente no meio das casas, dos bairros, das escolas, dos hospitais, das periferias do seu território, dos novos âmbitos socioculturais. Daí a necessidade de realizar constantes visitas missionárias, de realizar uma inserção pastoral mais contundente em todos os níveis. 2. Uma Igreja que investe na iniciação cristã e acompanha os fiéis batizados no amadurecimento da fé e crescimento pessoal integral. 3. Uma Igreja que envolva todos os fiéis em participação e comunhão, para que estes se despertem à “pertença da comunidade eclesial”. 4. Uma Igreja que atue na cidade por meio de uma pastoral orgânica, viva e de conjunto. Dados permitem identificar desafios e possibilidades para a evangelização Dom Devair Araújo da Fonseca, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia e Vigário Episcopal para a Pastoral da Comunicação, foi um dos responsáveis pela organização da pesquisa e elaboração do subsídio. Ele explicou ao O SÃO PAULO que o resultado dos levantamentos não pode ser visto com um olhar negativo, voltado para as falhas identificadas, mas, sim, como desafios, possibilidades, um campo aberto para a missão. “Se o Papa Francisco nos fala para sermos uma ‘Igreja em saída’, esses levantamentos do sínodo nos permitem ver aonde precisamos chegar e desempenhar melhor nossa missão. A pesquisa aponta quais são os grandes desafios da Arquidiocese de São Paulo nos próximos anos”, destacou o Bispo. ATIVIDADE MISSIONÁRIA Ainda segundo Dom Devair, a própria realização da pesquisa, no formato que foi concebida e desenvolvida, pode ser considerada uma atividade missionária. “É a Igreja que vai ao encontro das pessoas para saber quais são os desafios para a nossa ação pastoral e evangelizadora”, enfatizou. O Bispo também ressaltou que a pesquisa não foi realizada nas portas das igrejas, mas por meio de visitas domiciliares. “É por isso que ela traz informações não só dos católicos, mas também daqueles que não são católicos e se dispuseram a responder.” Leia também: “Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação!” – Pe. José Augusto ANÁLISE AMPLA O Vigário Episcopal informou, ainda, que as respostas do questionário foram agrupadas no subsídio segundo determinados assuntos, de modo que seja possível fazer uma análise aprofundada e ampla dos dados. Ao lado das perguntas, foram inseridos pequenos comentários para provocar reflexões e análises. “Os dados da pesquisa de campo e do levantamento paroquial ficam, agora, à disposição de toda a Arquidiocese de São Paulo, especialmente dos participantes das assembleias sinodais, dos Conselhos Paroquiais de Pastoral, do clero, dos teólogos, pastoralistas e estudiosos, para que a compreensão da ‘linguagem da realidade’ possa ajudar a alcançar o maior fruto da missão da Igreja em São Paulo”, concluiu o Cardeal Scherer. #CNBB #Crisenaigreja
- Católicos de aparência: um resultado alarmante
Uma pesquisa feita em 2018, sobre a situação religiosa e pastoral da Igreja na Arquidiocese de São Paulo, em preparação para o sínodo arquidiocesano de SP, mostrou que apenas cerca de 5% (cinco por cento) dos católicos frequentam regularmente a Missa dominical; outros cerca de 25% (vinte e cinco por cento) frequentam a Missa de vez em quando. E são cerca de 70% (setenta por cento) dos católicos paulistanos que não frequentam a Missa nunca, ou quase nunca. A partir dessa realidade constatamos uma realidade alarmante no Brasil, a de que muitos dos que se dizem católicos, são apenas católicos de aparência, ou melhor, católicos de IBGE. Católicos que não acreditam naquilo que a Santa Igreja ensina, que não seguem seus mandamentos, e que vivem em situação de pecado grave sem se preocuparem com as consequências, ou seja, como pagãos. Separamos alguns artigos publicados pelo Cardeal de São Paulo Dom Odilo que, desde 2018 – ano de convocação do Sínodo Arquidiocesano de São Paulo, têm publicado análises com base em uma pesquisa realizada sobre a situação religiosa e pastoral das 295 paróquias territoriais. Leia também: Sobre a queda dos católicos no Brasil A REALIDADE FALA Arquidiocese de São Paulo, 14 de Novembro de 2018. A pesquisa de campo sobre a realidade religiosa e pastoral da arquidiocese de São Paulo foi concluída com êxito, e agora começa a análise e a interpretação dos dados levantados. Antes de tudo, convém caracterizar essa pesquisa promovida pelo 1º sínodo da arquidiocese de São Paulo. A pesquisa foi organizada pela Comissão Central de Coordenação do sínodo arquidiocesano. O suporte técnico foi oferecido por estudiosos da PUC-SP, de modo que, seguindo critérios rigorosos de pesquisas sociais, o resultado pudesse ter valor científico. Ao todo, foram elaboradas 111 questões, a serem respondidas pelos entrevistados: 18 delas podiam ser respondidas também por pessoas de outros credos ou por pessoas sem religião. As demais 93 perguntas eram dirigidas exclusivamente aos católicos. O foco da pesquisa, de fato, era conhecer melhor como está a situação dos católicos em relação à Igreja e desta com os católicos. A meta era entrevistar 50 católicos, além de outros que também quisessem responder às perguntas em cada uma das 296 paróquias territoriais da arquidiocese de São Paulo. A pesquisa foi feita tendo como base os domicílios e não as pessoas encontradas nas ruas. Havia quotas diversas a serem preenchidas, tendo por base o sexo e as diversas faixas etárias. Ao todo, foram quase 300 voluntários que partiram a campo, com o tablet ou o celular à mão, recolhendo informações, que foram transmitidas imediatamente por meio de um aplicativo para uma central de dados. Apenas uma das paróquias não conseguiu completar as 50 entrevistas. Ao todo, foram feitas nada menos que 20.498 entrevistas, sendo 14.709 com católicos e 5.789 com não católicos. Houve também o número impressionante de 33.760 abordagens que não tiveram êxito, quando a pessoa se recusou, por algum motivo, a responder às perguntas. Os resultados da pesquisa precisam, agora, ser criteriosamente examinados e interpretados. Na sua objetividade, eles ajudam a olhar com realismo para a situação religiosa e pastoral de nossa Arquidiocese e a perceber quais são e onde estão as questões que mais impactam de maneira positiva ou negativa a vida religiosa dos católicos. Ajudam a perceber acertos e falhas, lacunas e possibilidades no trabalho pastoral e evangelizador. Os dados da pesquisa também ajudam a perceber melhor quais são as questões que necessitam de maior atenção e até mesmo maior investimento, para potencializar experiências e iniciativas exitosas na evangelização. Em outras palavras, a pesquisa sobre a situação religiosa e pastoral da arquidiocese de São Paulo está sendo um aspecto do exercício de “olhar-se no espelho” e da escuta daquilo que o Espírito Santo diz à Igreja. A nós cabe abrir os olhos, os ouvidos e o entendimento para acolher com docilidade suas advertências e suas santas inspirações. Alguns dados da pesquisa confirmam aquilo que já se sabia. Das pessoas que se declararam “não católicas”, 55,73% disseram que já foram católicas no passado. Isso nos deve preocupar, pois representa uma fuga silenciosa e constante da nossa Igreja. Resta ver se se tratou de católicos realmente bem entrosados na vida da Igreja no passado ou de católicos apenas nominais, como continua sendo a grande maioria dos nossos católicos. De toda maneira, são católicos que abandonaram a nossa Igreja. E quantos outros não se encontrarão em situação semelhante, prontos a acolher o primeiro convite mais forte e convincente que lhes chega para abandonar a Igreja Católica? Ao lhes ser perguntado sobre os motivos do abandono da fé católica, muitos responderam (38,59%) que foram bem acolhidos em outra Igreja ou religião; isso poderia equivaler, por sua vez, à falta de boa acolhida na nossa Igreja. E foram 30,78% os que responderam que não estavam satisfeitos na Igreja Católica; e 9,52% responderam que tiveram problemas com alguém na Igreja Católica. Esses números fazem pensar na necessidade de mudanças em certas atitudes e questões que têm muito mais a ver com o trato humano do que com questões de fé. De toda maneira, 30,04% dos entrevistados disseram que deixaram a Igreja Católica por discordar de seus ensinamentos; e 26,10% disseram que foram atraídos pela pregação melhor em outras igrejas do que na Católica. Os dados da pesquisa falam e, embora se possa dar interpretações diversas a eles, é necessário levar em consideração essa pesquisa e aprender dela as lições que nos ensinam. Cardeal Odilo Pedro Scherer Arcebispo Metropolitano de São Paulo Leia também: A Santa Missa e os abusos litúrgicos que ofuscam sua grandeza e seu mistério A VALORIZAÇÃO DA EUCARISTIA Arquidiocese de São Paulo, 20 de Junho de 2019 (CNBB Reginal Sul 1). Há dois anos, convocamos o primeiro sínodo arquidiocesano de São Paulo e, agora, já estamos no meio do caminho sinodal. A realização de um sínodo é uma experiência eclesial de grande importância e significado, cujos frutos confiamos à ação do Espírito Santo. Nosso sínodo é um “caminho de comunhão, conversão e renovação missionária” para toda a nossa Arquidiocese. Não existe conversão e renovação missionária, sem uma renovada valorização da Eucaristia na nossa Igreja. A celebração de hoje mostra-nos a estreita relação existente entre Eucaristia, Igreja e missão. A Eucaristia é o Sacramento do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, memorial de sua paixão, morte e ressurreição redentora. E a celebração da Eucaristia é o “Sacramento da Igreja”, que a torna visível, real e compreensível. A Igreja faz a Eucaristia mas, ainda mais, é a Eucaristia que faz a Igreja, comunidade dos discípulos reunidos com Jesus Cristo, alimentada, confortada e conduzida por Ele e sempre de novo enviada em missão. Por isso tudo, hoje desejo recordar a importância da celebração e da participação do Sacramento da Eucaristia e da Missa em nossas paróquias e comunidades. A participação na Missa dominical é um preceito da Igreja, que não foi abolido e deve ser levado bem a sério pelo povo católico. A pesquisa de 2018, sobre a situação religiosa e pastoral da nossa Igreja em São Paulo, mostrou que apenas cerca de 5% (cinco por cento) dos católicos frequentam regularmente a Missa dominical; outros cerca de 25% (vinte e cinco por cento) frequentam a Missa de vez em quando. E são cerca de 70% (setenta por cento) dos católicos paulistanos que não frequentam a Missa nunca, ou quase nunca. Isso é muito preocupante, pois a não participação regular na Santa Missa tem como consequências quase inevitáveis o distanciamento da Igreja, a não identificação com ela e com sua mensagem e missão, o desconhecimento de seu significado e de sua doutrina, a perda da fé católica e o indiferentismo religioso. A participação regular na Missa dominical é a melhor forma de “iniciação” à fé católica e à participação na vida da Igreja; ela oferece o alimento da fé, aprofunda a comunhão com Deus e com os irmãos, ajuda a sentir-se parte deste “povo de Deus” que crê, celebra, professa, espera e testemunha. Quem não participa regularmente da Missa dominical por onde alimenta sua fé católica? Caminha sozinho e se priva da força do testemunho da comunidade e não se alegra com essa comunidade. Com facilidade, perde o contato com a Igreja, vai se sentindo estranho a ela e tende a perder a fé católica. Portanto, nesta festa do Corpo e Sangue de Cristo, renovemos nossa fé neste sublime Mistério da fé. Peçamos o perdão, por não valorizarmos bastante esse presente de amor que Cristo nos deixou, para nos lembrarmos sempre dele, como ele nos recomendou: – “fazei isto em memória de mim”. E lhe agradeçamos por ter dado à sua Igreja este precioso dom. Cardeal Odilo Pedro Scherer Arcebispo Metropolitano de São Paulo Leia também: A situação da Igreja: uma ameaça, uma chance Pesquisa do sínodo indica caminhos para a conversão missionária da Igreja em São Paulo Arquidiocese de São Paulo, 02 de Fevereiro de 2019 (O São Paulo). A Arquidiocese de São Paulo publicou, em fevereiro, um subsídio com os resultados dos levantamentos das realidades religiosa e pastoral de suas paróquias. Esses dados, colhidos em 2018, ajudarão a orientar os trabalhos do sínodo arquidiocesano e auxiliar as paróquias e comunidades a identificar os desafios e possibilidades da renovação pastoral proposta pelo caminho sinodal. “As duas pesquisas, juntamente com as reflexões dos numerosos grupos sinodais, que se reuniram mensalmente em 2018 nas paróquias e contribuíram com observações e sugestões valiosas sobre a vida eclesial e pastoral em suas comunidades, são material farto para as assembleias do sínodo nas regiões episcopais e vicariatos ambientais em 2019, e também nas assembleias arquidiocesanas do sínodo, em 2020”, explicou o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, na apresentação do subsídio. Ainda segundo Dom Odilo, os levantamentos forneceram informações sobre o “estado das coisas”, no que se refere à situação religiosa do povo de São Paulo, “às relações da Igreja com o povo e vice-versa, às lacunas e desafios mais urgentes, que demandam ‘conversão missionária’”. PESQUISA DE CAMPO O levantamento de campo foi pensado pela Comissão de Coordenação Geral do sínodo, que elaborou as 111 perguntas (algumas com a tabulação ds respostas abaixo), para abordar a realidade paroquial em toda a Arquidiocese de São Paulo. O objetivo foi realizar um levantamento da situação religiosa e pastoral das 295 paróquias territoriais. O subsídio destaca que essa pesquisa revelou até que ponto a mensagem da Igreja Católica em São Paulo alcança os católicos e por quais meios e métodos. “Ela ajuda a perceber os pontos fortes e fracos, bem como as lacunas e formas inadequadas da evangelização.” Os dados também revelam o grau de eficácia dos trabalhos pastorais e evangelizadores e, de forma pontual, o nível de identificação dos católicos com a Igreja, com sua pregação e sua doutrina. “Ajudou a perceber o grau de participação e satisfação dos fiéis com a Igreja, bem como os seus anseios e expectativas”, acrescentou o Arcebispo. Leia também: O falso conceito de Caridade e a falsa confiança na Misericórdia é o que mais tem levado almas para o Inferno METODOLOGIA Após a elaboração, o questionário foi submetido aos técnicos da Coordenadoria de Estudos e Desenvolvimento de Projetos Especiais (Cedepe) da PUC-SP, para que a pesquisa tivesse critérios válidos e científicos. Os cerca de 300 pesquisadores voluntários visitaram vários domicílios localizados no território paroquial, também segundo critérios metodológicos. O questionário foi feito por meio de um aplicativo para dispositivo digital e enviado pela internet para um banco de dados. A primeira parte do questionário, com 20 questões, foi respondida por católicos e não católicos, e continha questões gerais e preliminares. A segunda foi respondida apenas pelos católicos. AMOSTRA A pesquisa foi realizada entre os meses de junho e setembro de 2018, e, para que tivesse caráter científico, foi estabelecida uma cota de 50 católicos por paróquia. Também foi definido um número de entrevistas por sexo e faixa etária, considerando os dados do último Censo Demográfico, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010. Os voluntários realizaram 54.258 abordagens para concluir a pesquisa. Desse total, 20.498 pessoas se dispuseram a responder ao questionário e 33.760 pessoas se recusaram. Entre aqueles que responderam, 14.709 eram católicos e 5.789 eram não católicos. Leia também: A TRANQUILIDADE DOS PECADORES DENTRO DE NOSSAS IGREJAS LEVANTAMENTO PAROQUIAL A segunda pesquisa foi direcionada aos padres e seus colaboradores mais próximos nas paróquias, para obter informações sobre os serviços de evangelização e pastoral realizados nas paróquias durante um período determinado. Foram contabilizados dados como número de missas e a participação do povo, batismos, matrimônios, crismas, primeiras comunhões, visitas a doentes, funerais, organizações pastorais, animação missionária, iniciativas de catequese e de formação na fé, caridade e solidariedade social, vocações, sustentação da Igreja e das iniciativas pastorais, presença pública da Igreja no bairro e na cidade. Para Dom Odilo, esse levantamento poderá ajudar as paróquias a tomar uma nova consciência de si mesmas. “De fato, não se pode prosseguir na ação pastoral ‘como sempre se fez’ e como se tudo continuasse ‘como sempre foi’, sem levar em conta as vastas e profundas mudanças que atingem o povo católico e também as organizações e iniciativas eclesiais”, disse. 111 – Por quais motivos você continua firme na Igreja Católica: Em 1º lugar, em 2º lugar e em 3º lugar? (Mostre as alternativas para o entrevistado, deixe que ele as leia e pergunte.) – (Os dados revelam um perfil das motivações de fé, e merecem atenção) Porque nasci e cresci nessa Igreja8.181 67,85% Ela me oferece a fé verdadeira e segura6.13750,90% Por causa dos valores que a Igreja Católica defende e ensina5.16742,85% Por causa de Nossa Senhora4.76639,53%Por causa da Eucaristia/Missa e da Confissão4.51737,46%Nenhuma das alternativas6075,03%Total12.058100,0% 101- Você acha que a Igreja deva defender e valorizar a vida humana, desde a concepção até a morte natural – ser contra o aborto e contra a eutánasia Sim10.896 74,08% Não sei2.348 15,96% Não1.4659,96%Total14.709100,00% 42- Indique, por ordem de importância, as 3 qualidades de homilia (sermão): Em 1° lugar, em 2° lugar e em 3° lugar? (Mostre as alternativas para o entrevistado, deixe que ele as leia e pergunte.) – (O conteúdo das homílias é valorizado pelos católicos) Que explique a palavra de Deus11.11183,12%Que mostre como deve ser vivida a fé8.30862, 15%Que fale com clareza7.33754,88%Que leve a agradecer, louvar e crer com Deus 6.76050,57%Que seja bem preparada4.76735,66%Nenhuma das altermativas2581,93% 77- Se seus filhos estão acima de 8 anos, eles frequentam a catequese?- (Muito espaço para ação catequética) Sim10.756 73,13% Tenho dúvidas3.227 21,94%Não7264,64%Total14.709100,00% 17- Qual é a sua religião? – (O povo ainda é religioso) Católica14.709 71,76% Evangélica3.088 15,06% Espírita1.1925,82%Sem religião8784,28%Outra religião3911,91%De Matriz Afro1880,92%Judaica280,14%Muçulmana240,12%Total20.498100,00% 64- Indique, por ordem de preferência, 3 iniciativas que gostaria de participar: Em 1° lugar, em 2° lugar e em 3° lugar (mostre as alternativas para o entrevistado, deixe que ele as leia e pergunte.) – (Desejo de aprofundar a fé e a vida cristã) Estudos bíblicos5.65259,27%Grupo de oração4.31045,20%Encontros de formação4.01742, 12%Retiro3.98141,75%Catequese para adultos3.55837,31%Peregrinação2.09521,97%Nenhuma das alternativas4905,14% 75 – Seus filhos foram batizados na Igreja Católica Apostólica Romana? Sim, todos foram batizados na Igreja Católica Apostólica Romana7.75187,97% Não foram batizados na Igreja Católica Apostólica Romana5776,55% Nem todos foram batizados na Igreja Católica Apostólica Romana4835,48% Total8.811100,00% Leia também: Como poderemos crescer na fé quando muitos padres e bispos não querem ajudar? Segundo o subsídio, os dados da pesquisa apontam alguns indicativos para que a Igreja cumpra sua missão em São Paulo: 1.Uma Igreja mais presente no meio das casas, dos bairros, das escolas, dos hospitais, das periferias do seu território, dos novos âmbitos socioculturais. Daí a necessidade de realizar constantes visitas missionárias, de realizar uma inserção pastoral mais contundente em todos os níveis. 2. Uma Igreja que investe na iniciação cristã e acompanha os fiéis batizados no amadurecimento da fé e crescimento pessoal integral. 3. Uma Igreja que envolva todos os fiéis em participação e comunhão, para que estes se despertem à “pertença da comunidade eclesial”. 4. Uma Igreja que atue na cidade por meio de uma pastoral orgânica, viva e de conjunto. Dados permitem identificar desafios e possibilidades para a evangelização Dom Devair Araújo da Fonseca, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia e Vigário Episcopal para a Pastoral da Comunicação, foi um dos responsáveis pela organização da pesquisa e elaboração do subsídio. Ele explicou ao O SÃO PAULO que o resultado dos levantamentos não pode ser visto com um olhar negativo, voltado para as falhas identificadas, mas, sim, como desafios, possibilidades, um campo aberto para a missão. “Se o Papa Francisco nos fala para sermos uma ‘Igreja em saída’, esses levantamentos do sínodo nos permitem ver aonde precisamos chegar e desempenhar melhor nossa missão. A pesquisa aponta quais são os grandes desafios da Arquidiocese de São Paulo nos próximos anos”, destacou o Bispo. ATIVIDADE MISSIONÁRIA Ainda segundo Dom Devair, a própria realização da pesquisa, no formato que foi concebida e desenvolvida, pode ser considerada uma atividade missionária. “É a Igreja que vai ao encontro das pessoas para saber quais são os desafios para a nossa ação pastoral e evangelizadora”, enfatizou. O Bispo também ressaltou que a pesquisa não foi realizada nas portas das igrejas, mas por meio de visitas domiciliares. “É por isso que ela traz informações não só dos católicos, mas também daqueles que não são católicos e se dispuseram a responder.” Leia também: “Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação!” – Pe. José Augusto ANÁLISE AMPLA O Vigário Episcopal informou, ainda, que as respostas do questionário foram agrupadas no subsídio segundo determinados assuntos, de modo que seja possível fazer uma análise aprofundada e ampla dos dados. Ao lado das perguntas, foram inseridos pequenos comentários para provocar reflexões e análises. “Os dados da pesquisa de campo e do levantamento paroquial ficam, agora, à disposição de toda a Arquidiocese de São Paulo, especialmente dos participantes das assembleias sinodais, dos Conselhos Paroquiais de Pastoral, do clero, dos teólogos, pastoralistas e estudiosos, para que a compreensão da ‘linguagem da realidade’ possa ajudar a alcançar o maior fruto da missão da Igreja em São Paulo”, concluiu o Cardeal Scherer. #CNBB #Crisenaigreja
- IN VINO VERITAS: CHESTERTON PROPÕE UM BRINDE – Joseph Pearce
Já em 1921, durante sua primeira visita aos Estados Unidos, Chesterton ficara horrorizado com a ascensão do poder federal e corporativo e a consequente destruição de pequenos governos e pequenos negócios. Em uma entrevista a um jornal de Boston, ele aludiu ao abismo entre os ideais dos Pais Fundadores e a realidade da América moderna em termos que, um século depois, muitos endossariam: “Se Patrick Henry voltasse à Terra e olhasse em volta na vasta ordem econômica do dia, ele poderia rever sua observação e simplesmente dizer “Dê-me a morte”, pois a alternativa seria manifestamente impossível sob as condições modernas.” Deve-se notar que esta entrevista foi dada durante os primeiros dias da Lei Seca, em si um roubo de liberdade superior a qualquer coisa que Patrick Henry experimentou nas mãos dos britânicos. Compare, por exemplo, o roubo de liberdade implicado pela taxação excessiva do chá com o roubo de liberdade implicado pela proibição absoluta de bebidas fermentadas e destiladas. O que os pais fundadores pensariam de um governo autoritário que aprovasse tal lei? E como tal lei seria vista de uma perspectiva européia? Dessa última perspectiva, é de fato irônico, especialmente à luz dos ataques terroristas de 11 de setembro, que os Estados Unidos tenham uma afinidade doentia com o Islã em sua insistência, ainda hoje, em tratar vinhos, cervejas e destilados como drogas e não como bebidas. O álcool, deve ser lembrado, é uma palavra árabe. O vinho não é “álcool” mais do que o leite é “cálcio” ou “proteína”. Uma coisa não é definida por um de seus ingredientes, mas pelo que é em seu conjunto. Jesus Cristo não transformou a água em álcool! E por falar no primeiro milagre de Cristo, ai de quem procura reverter o milagre de Caná, transformando o vinho em água! Considerando-se que ambas as visitas de Chesterton aos Estados Unidos ocorreram durante o período da Lei Seca, não é de surpreender que a perspectiva de Chesterton tenha sido usada no assunto: “O grande problema [da Lei Seca] é que nós misturamos a causa e o efeito. Existem dois tipos de bebida. Se um homem está feliz, ele bebe para expressar sua felicidade. Essa é a boa bebida. Mas há também o caso do homem que está tão infeliz, que bebe para buscar a felicidade. Não se chega na raiz do problema, parando com a bebida. Para chegar à raiz, deve-se mudar o sistema industrial que o torna infeliz. Não se trata apenas de uma distribuição mais equilibrada da riqueza, embora isso conte muito. Mais que isso, devemos trazer de volta antigos costumes, danças, canções, crenças: as coisas que mantiveram o homem feliz antes que surgisse a indústria moderna.” Chesterton parece estar dizendo que o problema da bebedeira nos bairros pobres não é a bebida, mas os bairros pobres. Se as pessoas estão bebendo para escapar do inferno em que vivem, a solução não é banir a bebida, mas o inferno. No entanto, deve-se admitir que os alcoólatras, distintos dos bebedores saudáveis, não estão interessados na bebida, mas na droga que encontram na bebida. Para essas pessoas, a droga é o inferno de que necessitam para fugir. No entanto, as bebidas fermentadas não devem ser proibidas porque algumas pessoas são alcoólatras, assim como o açúcar não deve ser proibido porque algumas pessoas são obesas. Chesterton resume todo o problema sucintamente em seu livro Heréticos, publicado em 1905: “Uma nova moral explodiu sobre nós, com alguma violência, em ligação com o problema do alcoolismo; e os entusiastas do assunto variam: vão desde o homem que é violentamente jogado para fora do bar às 12:30, até a senhora que quebra bares americanos com um machado. Nessas discussões, quase sempre se sente que uma posição muito sábia e moderada é dizer que o vinho só deve ser bebido como remédio. Quanto a isso, eu me aventuro a discordar com especial ferocidade. A única maneira genuinamente perigosa e imoral de beber vinho é beber como remédio… Uma regra sólida nesse assunto parece ser como muitas outras regras sólidas — um paradoxo. Beba porque você é feliz, mas nunca porque é um desgraçado. Nunca beba quando estiver infeliz, ou será como o cachaceiro da cara inchada num cortiço; mas beba quando você pudesse ser feliz sem a bebida, e será como um risonho camponês italiano.” A visão de Chesterton é claramente a da cristandade, da Europa cristã, como era claramente a visão do próprio Cristo quando ele realizou seu milagre na festa de casamento. Não é a visão de Maomé nem, parece, é a visão de uma certa linhagem puritana na América. Nessas coisas, parece que o espaço entre a mesa de chá dos partidários da Lei Seca e a taverna cristã é de fato mais larga que o Atlântico. http://www.ncregister.com/blog/josephpearce/in-vino-veritas-chesterton-proposes-a-toast
- Tire o celular do seu filho e dê a ele um Instrumento Musical
Pais que não ensinam seus filhos no caminho de Deus e os deixam nas mãos de Youtubers, redes sociais, Rede Globo, etc… Nem percebem que satanás está aprisionando eles em cativeiros espirituais dentro de seus quartos e mentes. Muitos pais, para calar os filhos e/ou para os manter sossegados, não hesita em dar-lhes um tablet ou um smartphone. Nada de mais errado, de acordo com as últimas descobertas. Álvaro Bilbao, neuropsicólogo espanhol, autor do livro El cerebro del niño explicado a los padres (O cérebro da criança explicado aos pais), diz que, se querem ter filhos (mais) inteligentes, têm que tirar o iPad e dar a eles um instrumento musical! De acordo com este especialista as aulas de música estimulam a capacidade de raciocínio das crianças, mais do que a tecnologia. Segundo um estudo publicado na revista Psiquiatría Molecular, 50% da inteligência é determinada pelos genes mas os restantes 50% dependem dos estímulos que os mais pequenos recebem. “Sem os pais, o potencial intelectual da criança não se desenvolve”, assegura Álvaro Bilbao. A chave do desenvolvimento potencial do cérebro da criança está na sua relação com os pais. Ainda que a genética tenha um peso importante, sem essa presença não se materializará, assegura o especialista. “Uma criança pode ter potencial genético para atingir 1,90 metros mas, se os pais não o alimentarem bem, nunca chegará lá”, exemplifica o neuropsicólogo, que garante que os 6 primeiros anos de vida são primordiais no processo. Leia também: Um grave problema: Terceirizar a educação dos filhos Além de reforçar condutas positivas e de brincar mais com os filhos, no chão, se for caso, como recomenda Álvaro Bilbao, os pais devem promover a socialização em detrimento do isolamento, o que implica desligar a televisão à mesa, além de incentivar a criança a fazer esportes e a experimentar atividades. “A criança deve sentir que tem pais que se preocupam com ela”, defende também o pediatra Maximino Fernández Pérez. O que sugerem as últimas investigações internacionais Estas são algumas das estratégias que os estudos e os especialistas defendem: Estudar música Um estudo da Universidade de Toronto, publicado na revista Psychological Science, relacionou o desenvolvimento cognitivo com a aprendizagem de música. Durante um ano, três grupos de crianças de seis anos estudaram, separadamente, canto, piano e expressão dramática. Os que aprenderam música revelaram padrões de inteligência maiores no final. Não ver televisão Há uns anos, estavam na moda os filmes de desenhos animados em DVD que aliavam figuras desenhadas à música clássica de compositores como Mozart e Beethoven. Muitos especialistas afirmavam que estimulavam a inteligência de bebês e crianças, uma teoria que muitos estudos internacionais desmentiram. A Associação Americana de Pediatria diz mesmo que as crianças com menos de 2 anos não devem ver televisão. Evitar programa de desenvolvimento cerebral Nos últimos anos, surgiram muitos jogos eletrônicos e aplicações móveis que asseguram que treinam o cérebro e estimulam a memória. A verdade é que não existe qualquer base científica que o comprove. Ler a duas vozes antes de ir para a cama As histórias que os pais leem aos filhos para os adormecer devem ser lidas a duas vozes. O progenitor lê uma página e a criança lê a seguinte e por aí afora… Um estudo realizado no Canadá garante que este método permite melhorar a capacidade de aprendizagem dos mais pequenos. Por : Portal Raízes /Psicologia e comportamento. #EducaçãodosFilhos #Família #Filhos
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Pais que não ensinam seus filhos no caminho de Deus e os deixam nas mãos de Youtubers, redes sociais, Rede Globo, etc… Nem percebem que satanás está aprisionando eles em cativeiros espirituais dentro de seus quartos e mentes. Muitos pais, para calar os filhos e/ou para os manter sossegados, não hesita em dar-lhes um tablet ou um smartphone. Nada de mais errado, de acordo com as últimas descobertas. Álvaro Bilbao, neuropsicólogo espanhol, autor do livro El cerebro del niño explicado a los padres (O cérebro da criança explicado aos pais), diz que, se querem ter filhos (mais) inteligentes, têm que tirar o iPad e dar a eles um instrumento musical! De acordo com este especialista as aulas de música estimulam a capacidade de raciocínio das crianças, mais do que a tecnologia. Segundo um estudo publicado na revista Psiquiatría Molecular, 50% da inteligência é determinada pelos genes mas os restantes 50% dependem dos estímulos que os mais pequenos recebem. “Sem os pais, o potencial intelectual da criança não se desenvolve”, assegura Álvaro Bilbao. A chave do desenvolvimento potencial do cérebro da criança está na sua relação com os pais. Ainda que a genética tenha um peso importante, sem essa presença não se materializará, assegura o especialista. “Uma criança pode ter potencial genético para atingir 1,90 metros mas, se os pais não o alimentarem bem, nunca chegará lá”, exemplifica o neuropsicólogo, que garante que os 6 primeiros anos de vida são primordiais no processo. Leia também: Um grave problema: Terceirizar a educação dos filhos Além de reforçar condutas positivas e de brincar mais com os filhos, no chão, se for caso, como recomenda Álvaro Bilbao, os pais devem promover a socialização em detrimento do isolamento, o que implica desligar a televisão à mesa, além de incentivar a criança a fazer esportes e a experimentar atividades. “A criança deve sentir que tem pais que se preocupam com ela”, defende também o pediatra Maximino Fernández Pérez. O que sugerem as últimas investigações internacionais Estas são algumas das estratégias que os estudos e os especialistas defendem: Estudar música Um estudo da Universidade de Toronto, publicado na revista Psychological Science, relacionou o desenvolvimento cognitivo com a aprendizagem de música. Durante um ano, três grupos de crianças de seis anos estudaram, separadamente, canto, piano e expressão dramática. Os que aprenderam música revelaram padrões de inteligência maiores no final. Não ver televisão Há uns anos, estavam na moda os filmes de desenhos animados em DVD que aliavam figuras desenhadas à música clássica de compositores como Mozart e Beethoven. Muitos especialistas afirmavam que estimulavam a inteligência de bebês e crianças, uma teoria que muitos estudos internacionais desmentiram. A Associação Americana de Pediatria diz mesmo que as crianças com menos de 2 anos não devem ver televisão. Evitar programa de desenvolvimento cerebral Nos últimos anos, surgiram muitos jogos eletrônicos e aplicações móveis que asseguram que treinam o cérebro e estimulam a memória. A verdade é que não existe qualquer base científica que o comprove. Ler a duas vozes antes de ir para a cama As histórias que os pais leem aos filhos para os adormecer devem ser lidas a duas vozes. O progenitor lê uma página e a criança lê a seguinte e por aí afora… Um estudo realizado no Canadá garante que este método permite melhorar a capacidade de aprendizagem dos mais pequenos. Por : Portal Raízes /Psicologia e comportamento. #EducaçãodosFilhos #Família #Filhos
- EUA: pesquisa revela que maioria dos ”católicos” não acredita na presença real de Jesus
Apenas um terço dos católicos nos EUA acreditam que a Eucaristia é o corpo de Cristo Transubstanciação – o conceito de que durante a missa, o pão e o vinho usados para a comunhão se tornam o corpo e o sangue de Jesus Cristo – é central para a fé católica. De fato, a Igreja Católica ensina que “a Eucaristia é ‘a fonte e o cume da vida cristã’”. Mas uma nova pesquisa do Centro de Pesquisas Pew descobriu que a maioria dos católicos autodeclarados não acreditam neste ensinamento básico. De fato, quase sete em cada dez católicos dos EUA (69%) dizem acreditar pessoalmente que durante a missa católica, o pão e o vinho usados na Comunhão “são símbolos do corpo e do sangue de Jesus Cristo”. Apenas um terço dos católicos norte-americanos (31%) dizem acreditar que “durante a missa católica, o pão e o vinho realmente se tornam o corpo e o sangue de Jesus”. Sete em dez americanos acreditam que o pão, vinho usado na comunhão, é simbólico Além de pedir aos católicos o que eles acreditam sobre a Eucaristia, a nova pesquisa também incluiu uma pergunta que testou se os católicos sabem o que a igreja ensina sobre o assunto. A maioria dos católicos que acreditam que o pão e o vinho são simbólicos não sabem que a igreja sustenta que a transubstanciação ocorre. No geral, 43% dos católicos acreditam que o pão e o vinho são simbólicos e também que isso reflete a posição da igreja. Ainda assim, um em cada cinco católicos (22%) rejeitam a ideia de transubstanciação, mesmo sabendo sobre o ensino da igreja. A grande maioria daqueles que acreditam que o pão e o vinho realmente se tornam o corpo e o sangue de Cristo – 28% de todos os católicos – sabem que isso é o que a igreja ensina. Uma pequena parcela de católicos (3%) professa crer na presença real de Cristo na Eucaristia, apesar de não conhecer o ensinamento da igreja sobre a transubstanciação. Leia também ATENÇÃO TODOS OS CATÓLICOS QUE RECEBEM A SANTÍSSIMA EUCARISTIA NA MISSA Cerca de seis em dez (63%) dos católicos mais observadores – aqueles que frequentam a missa pelo menos uma vez por semana – aceitam os ensinamentos da Igreja sobre a transubstanciação. Ainda assim, mesmo entre este grupo mais atento de católicos, aproximadamente um terço (37%) não acredita que o pão e o vinho da Comunhão realmente se tornam o corpo e o sangue de Cristo (incluindo 23% que não conhecem o ensinamento da igreja e 14% que conhecem o ensinamento da igreja, mas não acreditam nisso). E entre os católicos que não freqüentam a missa semanalmente, grandes maiorias dizem acreditar que o pão e o vinho são simbólicos e não se tornam realmente o corpo e o sangue de Jesus. A maioria dos frequentadores semanais acredita na transubstanciação; a maioria dos outros católicos não A pesquisa também descobre que a crença na presença real de Cristo na Eucaristia é mais comum entre os católicos mais velhos, embora as maiorias em todas as faixas etárias (incluindo 61% das pessoas com 60 anos ou mais) acreditem que o pão eo vinho são símbolos, não o corpo real e sangue de Cristo. Tradução livre do artigo no site: pewresearch.org Leia também A BANALIZAÇÃO DA SAGRADA COMUNHÃO #Crisenaigreja #Eucaristia
- EUA: pesquisa revela que maioria dos ”católicos” não acredita na presença real de Jesus
Apenas um terço dos católicos nos EUA acreditam que a Eucaristia é o corpo de Cristo Transubstanciação – o conceito de que durante a missa, o pão e o vinho usados para a comunhão se tornam o corpo e o sangue de Jesus Cristo – é central para a fé católica. De fato, a Igreja Católica ensina que “a Eucaristia é ‘a fonte e o cume da vida cristã’”. Mas uma nova pesquisa do Centro de Pesquisas Pew descobriu que a maioria dos católicos autodeclarados não acreditam neste ensinamento básico. De fato, quase sete em cada dez católicos dos EUA (69%) dizem acreditar pessoalmente que durante a missa católica, o pão e o vinho usados na Comunhão “são símbolos do corpo e do sangue de Jesus Cristo”. Apenas um terço dos católicos norte-americanos (31%) dizem acreditar que “durante a missa católica, o pão e o vinho realmente se tornam o corpo e o sangue de Jesus”. Sete em dez americanos acreditam que o pão, vinho usado na comunhão, é simbólico Além de pedir aos católicos o que eles acreditam sobre a Eucaristia, a nova pesquisa também incluiu uma pergunta que testou se os católicos sabem o que a igreja ensina sobre o assunto. A maioria dos católicos que acreditam que o pão e o vinho são simbólicos não sabem que a igreja sustenta que a transubstanciação ocorre. No geral, 43% dos católicos acreditam que o pão e o vinho são simbólicos e também que isso reflete a posição da igreja. Ainda assim, um em cada cinco católicos (22%) rejeitam a ideia de transubstanciação, mesmo sabendo sobre o ensino da igreja. A grande maioria daqueles que acreditam que o pão e o vinho realmente se tornam o corpo e o sangue de Cristo – 28% de todos os católicos – sabem que isso é o que a igreja ensina. Uma pequena parcela de católicos (3%) professa crer na presença real de Cristo na Eucaristia, apesar de não conhecer o ensinamento da igreja sobre a transubstanciação. Leia também ATENÇÃO TODOS OS CATÓLICOS QUE RECEBEM A SANTÍSSIMA EUCARISTIA NA MISSA Cerca de seis em dez (63%) dos católicos mais observadores – aqueles que frequentam a missa pelo menos uma vez por semana – aceitam os ensinamentos da Igreja sobre a transubstanciação. Ainda assim, mesmo entre este grupo mais atento de católicos, aproximadamente um terço (37%) não acredita que o pão e o vinho da Comunhão realmente se tornam o corpo e o sangue de Cristo (incluindo 23% que não conhecem o ensinamento da igreja e 14% que conhecem o ensinamento da igreja, mas não acreditam nisso). E entre os católicos que não freqüentam a missa semanalmente, grandes maiorias dizem acreditar que o pão e o vinho são simbólicos e não se tornam realmente o corpo e o sangue de Jesus. A maioria dos frequentadores semanais acredita na transubstanciação; a maioria dos outros católicos não A pesquisa também descobre que a crença na presença real de Cristo na Eucaristia é mais comum entre os católicos mais velhos, embora as maiorias em todas as faixas etárias (incluindo 61% das pessoas com 60 anos ou mais) acreditem que o pão eo vinho são símbolos, não o corpo real e sangue de Cristo. Tradução livre do artigo no site: pewresearch.org Leia também A BANALIZAÇÃO DA SAGRADA COMUNHÃO #Crisenaigreja #Eucaristia
- Políticos da Califórnia sugerem que religiosos são culpados por suicídios LGBT
SACRAMENTO, Califórnia, 31 de julho de 2019 (LifeSiteNews) – Se os legisladores (de esquerda) seguirem por este caminho, em breve será a posição oficial do estado da Califórnia que os americanos que defendem o entendimento bíblico de sexo e gênero serão considerados responsáveis pelos suicídios de homossexuais e transgêneros. O ACR-99 é uma resolução que declara que “ser lésbica, gay, bissexual ou transexual” é “parte de variações naturais que ocorrem na orientação sexual e identidade de gênero” e condena serviços de aconselhamento que ajudam pessoas a resolver confusão de gênero indesejada ou atração pelo mesmo sexo. Esta resolução passou na Assembléia da Califórnia no mês passado, e agora está pendente perante o Senado estadual. “O estigma associado a ser LGBTQ, muitas vezes criado por grupos da sociedade, incluindo terapeutas e grupos religiosos, causou taxas desproporcionalmente altas de suicídio, tentativas de suicídio, depressão, rejeição e isolamento entre LGBTQ e indivíduos questionadores”, afirma. O documento pede que “o povo da Califórnia – especialmente seus conselheiros, pastores, religiosos, educadores e legisladores” evitem e trabalhem contra o “estigma” anti-LGBTQ. “Não há pesquisas sérias e de boa reputação mostrando que as pessoas cometem suicídio porque uma religião em particular se recusa a abraçar a homossexualidade”, respondeu Glenn Stanton, da Focus on the Family. “Nenhum. É amplamente criado como uma suposição ideológica e um bastão político. Mas, se ousar questionar a afirmação, você será imediatamente considerado uma pedra sem coração. Lembre-se, qualquer ciência que não permita que seja questionada se tornou um dogmatismo fundamentalista”. O sexo biológico está enraizado nos cromossomos de um indivíduo e refletido por centenas de características genéticas. Estudos indicam que mais de 80% das crianças que sofrem de disforia de gênero superam por si mesmas no final da adolescência, a menos que sua confusão seja reforçada pelos adultos. Mesmo a tentativa de reforçar a “identidade de gênero” escolhida, até o ponto da cirurgia de realocação de sexo, muitas vezes não consegue resolver a tendência elevada dos indivíduos confusos quanto ao gênero de se envolverem em autoflagelação. Leia também: PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? O relatório Stonewall, da Universidade de Cambridge, descobriu que 96% dos estudantes trans na Escócia tentaram se auto-mutilar por meio de ações como se cortar, e 40% tentaram o suicídio. Quarenta por cento nos Estados Unidos também tentaram suicídio, de acordo com uma pesquisa de 2016 do Centro Nacional de Igualdade de Transgêneros (NCTE). De acordo com um estudo de 2011 da Suécia, as pessoas trans permanecem 19 vezes mais propensas a cometer suicídio do que a população em geral. Outras pesquisas feitas fora da Suécia, que é amigável aos LGBT, descobriram que os residentes homossexuais e transexuais têm maior probabilidade de tentar ou cometer suicídio, apesar de terem alcançado o tipo de cultura preconizado pelo ACR-99. A resolução da Califórnia “também deve pedir que líderes religiosos – e líderes seculares – aconselhem sobre questões LGBT de um ponto de vista voltado para o amor, compaixão e o conhecimento dos perigos inerentes a tais práticas”, sugeriu a autora Denise Shick, fundadora do ministério cristão. “O amor e a compaixão devem ser baseados no conhecimento, e o conhecimento deve ser baseado em fatos, não em suposições.” Tradução livre do artigo publicado no site LifeSiteNews #homossexualidade #IdeologiadeGênero
- Políticos da Califórnia sugerem que religiosos são culpados por suicídios LGBT
SACRAMENTO, Califórnia, 31 de julho de 2019 (LifeSiteNews) – Se os legisladores (de esquerda) seguirem por este caminho, em breve será a posição oficial do estado da Califórnia que os americanos que defendem o entendimento bíblico de sexo e gênero serão considerados responsáveis pelos suicídios de homossexuais e transgêneros. O ACR-99 é uma resolução que declara que “ser lésbica, gay, bissexual ou transexual” é “parte de variações naturais que ocorrem na orientação sexual e identidade de gênero” e condena serviços de aconselhamento que ajudam pessoas a resolver confusão de gênero indesejada ou atração pelo mesmo sexo. Esta resolução passou na Assembléia da Califórnia no mês passado, e agora está pendente perante o Senado estadual. “O estigma associado a ser LGBTQ, muitas vezes criado por grupos da sociedade, incluindo terapeutas e grupos religiosos, causou taxas desproporcionalmente altas de suicídio, tentativas de suicídio, depressão, rejeição e isolamento entre LGBTQ e indivíduos questionadores”, afirma. O documento pede que “o povo da Califórnia – especialmente seus conselheiros, pastores, religiosos, educadores e legisladores” evitem e trabalhem contra o “estigma” anti-LGBTQ. “Não há pesquisas sérias e de boa reputação mostrando que as pessoas cometem suicídio porque uma religião em particular se recusa a abraçar a homossexualidade”, respondeu Glenn Stanton, da Focus on the Family. “Nenhum. É amplamente criado como uma suposição ideológica e um bastão político. Mas, se ousar questionar a afirmação, você será imediatamente considerado uma pedra sem coração. Lembre-se, qualquer ciência que não permita que seja questionada se tornou um dogmatismo fundamentalista”. O sexo biológico está enraizado nos cromossomos de um indivíduo e refletido por centenas de características genéticas. Estudos indicam que mais de 80% das crianças que sofrem de disforia de gênero superam por si mesmas no final da adolescência, a menos que sua confusão seja reforçada pelos adultos. Mesmo a tentativa de reforçar a “identidade de gênero” escolhida, até o ponto da cirurgia de realocação de sexo, muitas vezes não consegue resolver a tendência elevada dos indivíduos confusos quanto ao gênero de se envolverem em autoflagelação. Leia também: PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? O relatório Stonewall, da Universidade de Cambridge, descobriu que 96% dos estudantes trans na Escócia tentaram se auto-mutilar por meio de ações como se cortar, e 40% tentaram o suicídio. Quarenta por cento nos Estados Unidos também tentaram suicídio, de acordo com uma pesquisa de 2016 do Centro Nacional de Igualdade de Transgêneros (NCTE). De acordo com um estudo de 2011 da Suécia, as pessoas trans permanecem 19 vezes mais propensas a cometer suicídio do que a população em geral. Outras pesquisas feitas fora da Suécia, que é amigável aos LGBT, descobriram que os residentes homossexuais e transexuais têm maior probabilidade de tentar ou cometer suicídio, apesar de terem alcançado o tipo de cultura preconizado pelo ACR-99. A resolução da Califórnia “também deve pedir que líderes religiosos – e líderes seculares – aconselhem sobre questões LGBT de um ponto de vista voltado para o amor, compaixão e o conhecimento dos perigos inerentes a tais práticas”, sugeriu a autora Denise Shick, fundadora do ministério cristão. “O amor e a compaixão devem ser baseados no conhecimento, e o conhecimento deve ser baseado em fatos, não em suposições.” Tradução livre do artigo publicado no site LifeSiteNews #homossexualidade #IdeologiadeGênero
- A INSPIRAÇÃO CRISTÃ NA UTOPIA DE TOMÁS MORE – Ruy Nunes
São Tomás More, o humanista, o santo dotado de bom humor e de finura, foi uma das personalidades mais fascinantes do Renascimento e um homem de caráter exemplar no seu tempo, como o seria em qualquer época. O ilustre chanceler de Henrique VIII soube aliar o conhecimento das leis à profundeza da ciência teológica, a defesa da fé católica ao cultivo das letras clássicas, a inteligência às maneiras simples e ao espírito de oração. Advogado honesto, patrono dos pobres, cumpridor da lei divina e da humana, que ave mais rara do que essa na Renascença ou no nosso tempo? Com efeito, são múltiplas as facetas admiráveis desse grande santo leigo e inglês do século XVI. Soube ser cortesão íntegro, diplomata hábil, advogado, humanista, escritor e católico fervoroso, apreciador do ama nesciri et pro nihilo reputari, o ideal de vida preconizado pelo autor da Imitação de Cristo. Nasceu em 6 ou 7 de fevereiro de 1477/1478. Durante anos, prestou leal serviço ao rei Henrique VIII, mas como declarou à hora da morte, servia primeiro a Deus. Por se recusar a fazer o juramento que implicava a supremacia do rei sobre o papa e sobre a Igreja da Inglaterra, assim como a aprovar o divórcio de Catarina de Aragão, e o segundo casamento de Henrique VIII com Ana Bolena, Tomás More foi decapitado no cadafalso de Tower Hill às primeiras horas do dia 6 de julho de 1535. Ao seu acompanhante em direção ao cadafalso, declarou: “Peço-lhe me ajude a subir, pois quanto a descer, eu o farei muito bem sozinho”. E ao verdugo recomendou que não lhe cortasse a barba, sempre honrada. Até o último instante, São Tomás More soube ser sereno e sem empáfia, e esteve na posse do seu humor. Entre várias obras escreveu a Utopia, obra de crítica aos desmandos sociais da sua época. É fácil alguém afirmar hoje — como aliás se tem feito — que São Tomás More teria escrito uma obra de teor socialista e até mesmo de caráter revolucionário. E essa é a típica afirmação de quem toma a nuvem por Juno. Pode-se observar, como dado básico e inicial, que o santo chanceler de Henrique VIII não tinha ilusões sobre a possível transformação da sociedade num estado perfeito. Sabia dos seus limites, pois, como bom teólogo, tinha sempre em mente as tristes conseqüências do pecado original e a certeza de que o homem é portador das sementes do bem e do mal, e que estas vicejam em qualquer estrutura social. Assaz meditara o nosso Santo sobre a parábola do joio. Ademais, conhecia muito bem a advertência paulina: Non habemus hic manentem civitatem, não temos neste mundo morada permanente. No entanto, como bom advogado, cristão e homem de letras, São Tomás More não se furtou a denunciar as injustiças cometidas pelos potentados no início do século XVI contra os pobres, os humilhados e os ofendidos. E ainda hoje, a ilha de Utopia não passa de um sonho, mas a obra que descreve permanece um libelo e um testemunho da voz que clama contra a injustiça. Karl Kautsky, na sua obra Thomas More and his Utopia, afirma que o socialismo de Morus (grafia latina do sobrenome) o tornou imortal, e que o seu caráter pessoal foi uma das causas do seu socialismo, uma vez que só nos países ao norte da Europa ocidental existiam condições materiais no século XVI, favoráveis à formação de um caráter tão desprendido, enquanto nas repúblicas mercantis da Itália e nas outras cortes românicas o egotismo — feição saliente do novo modo de produção — reinou de modo absoluto. E por aí vai o desconchavo de Kautsky (1). Na verdade, bastam algumas considerações para varrê-lo. Primeiramente, é um anacronismo chamar São Tomás More de socialista ou falar do seu socialismo, pois essa expressão, aplicada à Utopia e à situação histórica do século XVI, é completamente ambígua. São Tomás More criticou a autocracia dos príncipes renascentistas e os desmandos dos ricos no livro I da Utopia, e propôs através de curiosa fábula no livro II o ideal da vida comunitária que se teria realizado na sociedade pagã da ilha do rei Utopus. Esse ideal, entretanto, como o próprio Morus confessa, só seria possível, “quando todos os homens fossem bons”, o que não ocorre nem virá a ocorrer neste vale de lágrimas (2). O asserto de Kautsky de que o caráter desprendido e compassivo de São Tomás More seria devido à região europeia em que viveu, e de que o egotismo imperava soberano nos países católicos do sul da Europa, é ridículo e risível. Que caracteres mais egotistas que os de Henrique VIII e da rainha Isabel, para citarmos apenas dois exemplos famosos da mesma época do autor da Utopia? Que espíritos mais magnânimos, desprendidos e caridosos que os de São Camilo, São José de Calazans e Vitorino de Feltre na Itália, de São João de Deus na Espanha, e de São Vicente de Paulo na França, para lembrarmos tão só alguns nomes entre tantos outros numerosos benfeitores da humanidade nas terras latinas e católicas dos séculos XVI e XVII? O caráter nobre e justiceiro de São Tomás More, a sua bondade, o senso de humor, a inteligência e a dedicação, foram qualidades pessoais e virtudes que ele desenvolveu na Inglaterra do século XVI, tal como homens e mulheres de todas as partes da Europa o fizeram na mesma época. A Utopia divide-se em dois livros, um redigido nos Países Baixos, o outro em Londres, e ambos em latim. São Tomás More denominou-a inicialmente Nusquama, ou seja, terra que não se localiza “em parte nenhuma”. No livro I, ele denunciou as injustiças sociais que lavravam na Inglaterra, e lamentou a decadência moral de uma sociedade pseudocristã. More afirma que a principal causa do desequilíbrio social é a existência de grande número de nobres zangãos — idle as drones — que vivem à custa do suor dos trabalhadores. Outra causa é a multidão dos idle fellows, os locais desprovidos de habilidades especiais e que, uma vez desempregados, formam chusmas de mendigos famintos ou doentes. A terceira causa da crise social são as pastagens cada vez maiores, com incontáveis rebanhos de carneiros a cobrirem toda a Inglaterra, e cuja criação leva à expulsão dos humildes rendeiros para aumentar os bens de ricaços sovinas e atolambados. Finalmente, contam-se entre as “causas da miséria o luxo e as despesas insensatas. Diante desse panorama social desolador, São Tomás More propunha o remédio a que os seus contemporâneos, assim como os homens de hoje não souberam e não querem recorrer: frear o egoísmo incontido dos ricos avarentos, impedir o açambarcamento e o monopólio das mercadorias, desenvolver a agricultura junto com as manufaturas de lã e os outros ramos da indústria, para dar emprego à massa de homens que a ociosidade e a miséria converteram em ladrões, vagabundos ou lacaios. Essas ideias de São Tomás More eram fruto da sua consciência crítica e moral e da observação da sociedade em que vivia. Ele conheceu a cidade de Londres bem animada com os seus 50.000 habitantes mais ou menos. Habituara-se desde a infância, a percorrer as ruas, os mercados, as vielas dos mercadores e dos banqueiros, e as igrejas, assim como a ver a chegada e a saída dos barcos e a admirar a atividade dos pescadores, dos acrobatas e dos saltimbancos, e a enlevar-se com as procissões e os desfiles. Por conseguinte, o jurista, o intelectual e o cristão Tomás More teve, desde cedo em sua vida, experiência e exato conhecimento da situação dos trabalhadores urbanos e rurais, dos humildes e dos pobres, assim como no exercício da advocacia podia ouvir as queixas das pessoas exploradas e oprimidas, e saber das injustiças odiosas cometidas pelos ricos senhores e proprietários. Foi o espetáculo confrangedor da miséria e de vários outros abusos na Inglaterra no início do século XVI que o moveu à composição da Utopia bem como o levou a estimular o seu amigo Erasmo à elaboração da obra O Elogio da Loucura. A sátira de São Tomás More preconiza o ideal da prosperidade coletiva através da abolição da propriedade privada e da comunidade dos bens. Para isso, na ilha de Utopia as cidades só contam quinhentos habitantes, todos se dedicam aos ofícios úteis e aos estudos, pois dispõem de muito lazer para cultivar o espírito. O luxo é desprezado e o ouro, tido por coisa infame. O povo é pagão mas crê em Deus e na imortalidade da alma. Não há pobres nem mendigos, e todos vivem tranquilos, pois a riqueza do Estado é equitativamente distribuída entre os cidadãos. Daí a ausência de advogados na ilha de Utopia, já que não se precisa de chicana, e as poucas leis permitem a todos os utopianos serem doutores em direito. Belo sonho e fábula mordaz para os ingleses do século XVI e também para os homens de hoje que gostam de praticar a injustiça e se enfurecem contra os que a denunciam! São Tomás More sabia muito bem que a perfeição não é deste mundo, e que até o Juízo Final os bons devem sofrer às mãos dos perversos e dos malandros. Por isso, quando Rafael Hythlodeu, valendo-se do argumento da ilha imaginária, propõe como panaceia para os males sociais a abolição da propriedade privada e a instauração da meritocracia, Tomás confessa não ver como o comunismo dos bens poderia forjar a perfeição social, já que todos os homens são seres visceralmente imperfeitos e estão sujeitos ao erro e ao mal. “Parece-me”, diz More, que os homens não podem viver de modo conveniente numa sociedade em que todas as coisas sejam comuns” (3). Como já advertiu Andres Vazques de Prada na excelente biografia de São Tomás More, não deve ler a Utopia quem não dispõe de humor e de inteligência. Na narrativa feita por Rafael Hythlodeu o leitor não distingue facilmente a diferença entre o que nela é descrição da vida real e narrativa puramente imaginária. Leve-se em conta que Hythlodeu é nome próprio composto de dois étimos gregos, e significa “contador de lorotas ou lérias”. Foi esse o nome que São Tomás More escolheu para o navegante português que visitou e descreveu a ilha de Utopia. Amauroto, a capital da ilha, significa, por sua vez, “obscuro”, “entre brumas”, enquanto o caudaloso rio que a banha é o Anydro, isto é, o rio “sem água”. Além disso, é preciso saber que na sua proposta da cidade ideal, São Tomás More inspirou-se no amor à vida comum própria dos monges, e que ele experimentou no mosteiro dos Cartuxos (Chaterhouse) de Londres, durante os quatro anos em que lá permaneceu como hóspede, a compartilhar dos ofícios religiosos e da vida ascética sem abandonar as suas atividades profanas, pois continuava a ministrar conferências, a estudar casos jurídicos e a discretear com os amigos. Ademais, tocado pelo ideal de pobreza do Poverello de Assis, sentiu-se atraído pela Ordem franciscana que conhecera em Oxford. Por conseguinte, sobre haver tecido uma crítica inteligente na sua obra Utopia às situações sociais injustas, São Tomás More revelou a sua predileção por um tipo de vida semelhante à vida comum dos cartuchos e dos franciscanos (4). Ele não propôs o ideal de uma sociedade comunista ateia nem exaltou a luta de classes mas sonhou com uma sociedade mais justa, ao pensar na vida primitiva da Igreja de Jerusalém, quando “todos os crentes viviam unidos e possuíam tudo em comum. Vendiam terras e outros bens e distribuíam o dinheiro por todos, de acordo com as necessidades de cada um” (5). Aí se acha a fonte inspiradora do pensamento social de São Tomás More. No drama com que poetas ingleses honraram a sua memória, Sir Thomas More, uma mulher do povo dele se despede com um verso que encerra o segredo da inspiração cristã da Utopia: “Farewell, the best friend that the poor e’er had”. Adeus, More, o melhor amigo que os pobres jamais tiveram. Kautsky não sabia nem entendia dessas profundas motivações do santo mártir, que é a figura mais sugestiva e completa do Renascimento, posto pela Providência como um arauto no pórtico da Idade Moderna. Notas 1. Karl Kautsky, Thomas More and his Utopia, translated by H.J. Stenning. London, A. and C. Black Ltd, 1927, pág. 159 e 162. 2. “For except all men were good everything cannot be right, and that is a blessing that I do not at present hope to see. Utopia by Thomas More. Versão modernizada da tradução feita por Robinson, em 1551, a partir do original latino, in More’s Utopia and its critics. Chicago, Scott, Foresman and Company, 1964, pág. 19. 3. “On the contrary, answered l, it seems to me that men cannot live conveniently, where all things are common”. Utopia, in More’s Utopia and its critics, pág. 21. “A importante lição de ‘Utopia’, diz Edward Surtz S.J., é que cada pessoa na Inglaterra e em toda a Europa deve adquirir o espírito da vida comum. Esse espírito manifesta-se antes de tudo no sincero desprendimento do coração quanto às riquezas e à posição social, e na apaixonada adesão à causa da justiça e do pobre”. Edward Surtz, S.J., “Thomas More and Communism: The Solution”, The Praise of Pleasure. Cambridge, Harvard University Press, 1957, pág. 180 e 181. 4. Segundo Nicholas Harpsfield, o grande biógrafo de São Tomás More no «século XVI, este viveu no mosteiro dos cartuchos, a fim de verificar se tinha vocação para esse gênero de vida, “eyther to see and proue whether he could frame himself to that kind of life…” N. Harpsfield, The life and death of Sir Thomas More, Knight, sometimes Lord high Chancellor of England. London-New York-Toronto (The Early English Text Society), Oxford University Press, pág. 17. No escorço biográfico de São Tomás More, o seu grande amigo Erasmo observa que o autor da Utopia estudou-se a si próprio e rezou bastante para saber se tinha vocação para o sacerdócio, já que More apreciava a sua profissão de advogado, os seus estudos humanísticos, a doce companhia e o convívio das mulheres. Por isso, diz Erasmo, “maluit ígitur maritus esse castus quam sacerdos impurus”, preferiu ser marido casto a sacerdote impuro, como era tão comum em seu tempo. E com isso More veio a provar que também se encontram cristãos na sociedade e não apenas nos mosteiros, “et postea sunt qui putent Christianos no inveniri misi in monasteriis”. Erasmi epistolae ed. Allen, T.IV, Oxford, 1922, pág. 21. 5. “Atos dos Apóstolos”, 2, 44 (Em “Suplemento cultural”, jornal O Estado de São Paulo, 25/02/1979)
- Grupo de Jovens que convidou “abortistas” para palestrar em evento católico publica nota
Em uma nota publicada na tarde de hoje (04), o grupo chamado “Renovação Jovem” pertencente à paróquia São Francisco de Assis da Diocese de São Miguel Paulista, explicou os motivos pelos quais convidaram palestrantes do movimento pró-aborto “Católicas pelo Direito de Decidir” para fazer uma palestra sobre “religião e gênero” em um evento católico. Na nota eles admitem que se consideram cristãos, mas pensam diferente e não seguem a Doutrina da Igreja. Entenda Durante esta semana, aconteceu na Paróquia São Francisco de Assis, pertencente à Diocese de São Miguel Paulista em São Paulo, a 36ª Semana da Juventude, organizada pela Renovação Jovem. Conforme a programação, uma das palestras teria como tema um assunto que é contrário aos ensinamentos da Santa Igreja, “religião e gênero” e os convidados para palestrarem eram ativistas membros de um grupo pró-aborto chamado “Católicas pelo Direito de Decidir”. Entretanto, nos dias que antecederam a palestra houve forte comoção pelas redes sociais contra o evento. Católicos da própria diocese pediram ajuda aos católicos de todo o Brasil para protestarem contra o evento que estava programado para o dia 1º de agosto. Mesmo com toda a movimentação e protestos, a palestra aconteceu como programado. Em função da enorme repercussão nas redes sociais, com a grande maioria dos comentários sendo contrários ao evento, em defesa da Doutrina Católica, os membros do grupo “Renovação Jovem” da paróquia São Francisco de Assis, onde ocorreu o evento, decidiram lançar uma nota de esclarecimento. Todavia essa nota de esclarecimento serviu para complicar ainda mais a situação deles, que já era bem ruim. Na nota eles admitiram que se consideram cristãos, mas pensam diferente e não seguem a Doutrina da Igreja. Segue a nota na íntegra: [NOTA DE ESCLARECIMENTO] “Boa tarde! Enquanto membras e membros de uma pastoral da juventude sediada em uma paróquia que por muitos anos trabalha para ser plural, aberta a todas as ideias, e, principalmente, uma paróquia que não se fecha para dentro, mas que vai em saída para auxiliar os mais necessitados e repassar com ações, com amor e alegria os ensinamentos do Evangelho, não poderíamos deixar de manifestar e esclarecer as nossas atividades que geraram desconfortos, ataques e muitas mentiras nas redes sociais. Enquanto católicas e católicos, a partir das vivências que adquirimos dia após dia em nossa comunidade, acreditamos que as doutrinas e ensinamentos religiosos da igreja, que foram escritos e acordados a muitos anos atrás, devem ser combinados em nossas vidas e também em nossas atividades, com a partilha e reflexão do que acontece no nosso tempo. E com as Semanas da Juventude, o grupo Renovação Jovem, busca, desde a sua primeira edição, materializar esse propósito. Seria fácil para nós, atuarmos enquanto grupo apenas pela via espiritual-religiosa, nos fecharmos dentro da igreja para momentos de oração e esquecermos que jovens como nós, que não frequentam o ambiente religioso, estão discutindo e vivenciando os problemas reais que poderiam ser solucionados se à luz do Evangelho se nós enquanto jovens que pertencemos a esse mundo também, atuarmos em conjunto com esses outros jovens. Poderíamos escolher condenar e excluir todos os problemas reais que a sociedade apresenta, mas estaríamos nos enganando pois vivemos nessa sociedade, passamos por esses problemas, e o que nos diferencia é que temos um Jesus, uma religião e uma missão que guia nossa experiência e nossa vivência enquanto católicos. É bem verdade que várias doutrinas, cartas apostólicas, mandamentos religiosos e passagens bíblicas são conflituosas entre si pois exigem de nós leigos, e de nossos sacerdotes e ministros da palavra, discernimento para interpretar palavras que há muito tempo foram escritas, e que, quer acreditemos ou não, faziam parte de um contexto social e político que as influenciaram. E é por essa e tantas outras razões que apesar de estarmos comungando de uma mesma religião, seguirmos um mesmo Jesus Cristo, e partilharmos da mesma fé católica apostólica romana, não somos iguais, não pensamos igualmente, e, mais importante, seguimos caminhos de atuação diferentes. Dizer que existe apenas “uma verdade” é desconhecer da riqueza dos ensinamentos cristãos, desconhecer do quanto Jesus partilhou e refletiu sobre suas ações e palavras, desconhecer do quanto mudaram as posições e encaminhamentos dos Santos Papas que passaram pela nossa Igreja Católica. E é nessa divergência que habita a riqueza do catolicismo, porque é ela que coloca a Igreja renovada a cada ano, a cada mudança que acontece na sociedade. E tendo conhecimento de tais divergências, da riqueza dos mandamentos de Jesus, e principalmente, da enorme responsabilidade de seguir Jesus que foi obediente aos mandamentos do Deus que o enviou, mas que não cedeu às pressões do Império, que não abdicou de ajudar e dar respostas aos mais necessitados porque os governantes não queriam que essas respostas fossem dadas, por meio da Semana da Juventude que traz em cada edição diferentes temas e abordagens, nós buscamos ser uma pequena semente de Jesus em nosso tempo. Ao fazermos a escolha de trazer as temáticas do Aborto e da Saúde Preventiva e Alternativa através da Cannabis Medicinal nós já compreendíamos que estávamos contrários ao que uma parte de nós católicos, e uma parte da sociedade acredita ser o correto a se discutir e apresentar. Mas nós acreditamos que os problemas do mundo que envolvem esses temas como por exemplo, o abandono paterno, a marginalização de crianças que são crescentes em situação de rua, a morte de mulheres gestantes por conta do aborto clandestino, os altos índices de estupros de mulheres, são também de nossa responsabilidade. E também, os grandes avanços na cura de doenças tidas como “incuráveis”, “terminais”, sem respostas médicas, a partir da Cannabis Medicinal, precisava ser compreendida, refletida e divulgada por nós. Refletir sobre esses temas nos causa incômodo, nos deixa apreensivos, nos coloca em questionamento sobre algumas verdades absolutas expostas a partir das doutrinas católicas. Mas acreditamos que o dever de refletir e questionar como Jesus fez, nos foi dado. E sem qualquer imposição, doutrinação e ideologização de tais temáticas, trazendo pessoas para nos esclarecer sobre suas vivências no enfrentamento desses temas, estamos nós construindo nossas ideias sobre essas temáticas para enfim compreendermos como podemos auxiliar enquanto cristãos, os problemas reais de nosso tempo. Nós respeitamos, e até compreendemos, os irmãos católicos que não estão disponíveis a realizarem esse exercício. Mas não podemos aceitar que esses mesmos criem obstáculos para que nós façamos a reflexão e a partilha sobre essas temáticas, pois sabemos das nossas verdades, das nossas missões enquanto católicos, dos ensinamentos que adquirimos ao longo de nossas formações religiosas. E ao falar sobre o aborto não incentivamos sua prática, ao esclarecer dúvidas sobre o uso da Cannabis para curar doenças não incentivamos o uso recreativo da mesma, e a intolerância de não compreender e não estar aberto a dialogar sobre essas temáticas cega nossos irmãos, diariamente, e os coloca para utilizarem de violência verbal, de ridicularização, para inibir nossas ações em busca de novos conhecimentos. Aos irmãos que não comungam das nossas ações, os convidamos para que nos deixemos atuar pelo que acreditamos e utilizem suas vontades e esforços para reduzir o número de estupros que acontecem, para que ajudem os homens a se responsabilizarem pelos seus filhos e não os abandonarem, para que pressionem parlamentares para criar leis que garantam partos seguros, que protejam e acolham mulheres vítimas de violências que perdidas não encontram outras soluções a não ser o aborto. E que também busquem estudar novas curas para as doenças, tendo em vista que a Cannabis Medicinal os afronta. Enquanto tais práticas não são realizadas por nossos irmãos, permanecemos no caminho que consideramos justo e semelhante à atuação de Cristo. Deus nos abençoe!” Renovação Jovem Paróquia São Francisco de Assis Diocese de São Miguel Paulista Data: 04/08/2019 Discussão durante o evento Durante o evento, ocorreu um incidente no qual um corajoso Jovem Católico, chamado Ruan, se pronunciou contra os absurdos que estavam sendo debatidos durante a palestra, e foi hostilizado pelos presentes. Inclusive um senhor, que segundo informações é muito próximo ao pároco, professor de filosofia e responsável por promover palestras e seminários contrários à fé, no momento da discussão hostilizou o garoto que protestava contra a posição dos palestrantes em relação ao aborto, querendo colocá-lo para fora do local. Assista ao vídeo: Apologia ao comunismo Também foi possível ver fotos do evento nas quais alguns dos membros aparecem com camisetas vermelhas de apoio ao PT e ao ex-presidente e presidiário Lula. Foto feita após o evento. Leia também: PT E CRISTIANISMO: CASAMENTO IMPOSSÍVEL Tema da palestra: “Religião e Gênero” Conforme já citamos, a palestra teria como tema um debate sobre um assunto que já foi encerrado pelo magistério, pois é definitivamente contrário aos ensinamentos da Santa Igreja, “religião e gênero”. Não sendo suficiente expor um tema tão controverso, eles ainda convidaram para palestrar ativistas do grupo pró-aborto chamado “Católicas pelo Direito de Decidir”. Veja as seguintes considerações feitas pelo site SalveRoma.com: 1- POSICIONAMENTO DA IGREJA CATÓLICA É CLARO SOBRE O ABORTO: O Código de Direito Canônico em uma de suas seções trata justamente das penas espirituais para aqueles que cometem crimes. O aborto é um desses crimes tipificados pelo Código. O cânon 1398 diz que: “quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae”. O Catecismo deixa claro que: “A cooperação formal para um aborto constitui uma falta grave. A Igreja sanciona com uma pena canônica de excomunhão este delito contra a vida humana. “Quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae” “pelo próprio fato de cometer o delito” e nas condições previstas pelo Direito. Com isso, a Igreja não quer restringir o campo da misericórdia. Manifesta, sim, a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao ‘inocente morto, a seus pais e a toda a sociedade.” (CIC, A.4; A.4.1; § 2272). O Catecismo também diz que: “o inalienável direito à vida de todo indivíduo humano inocente é um elemento constitutivo da sociedade civil e de sua legislação” (CIC 2272). Ora, se o Magistério já pronunciou infalivelmente (pelo Magistério Ordinário Infalível) que o aborto é crime em qualquer circunstância, não pode um católico dissentir este ensinamento. O ensinamento OBRIGA ASSENTIMENTO ABSOLUTO da inteligência e da vontade do ser racional. Existem diversos outros documentos, mas queremos deixar claro aqui as penas temporais e espirituais para quem defende este tipo de absurdo. Vale lembrar que o Papa Francisco declarou que apoiar o aborto é idêntico à apoiar o nazismo. Confira aqui. 2- POSIÇÃO DA IGREJA É CLARO SOBRE O HOMOSSEXUALISMO: Devemos amar o pecador mas odiar o pecado do homossexualismo. É necessário combatê-lo pois o homossexualismo é “intrinsecamente mau” como ensina o Catecismo. Confira o que o Catecismo diz no parágrafo 2357: “A homossexualidade designa as relações entre homens ou mulheres, que experimentam uma atracção sexual exclusiva ou predominante para pessoas do mesmo sexo. Tem-se revestido de formas muito variadas, através dos séculos e das culturas. A sua génese psíquica continua em grande parte por explicar. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves (103) a Tradição sempre declarou que «os actos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados» (104). São contrários à lei natural, fecham o acto sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afectiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados.“ O Papa Francisco condenou a ideologia de gênero diversas vezes. O Vaticano emitiu condenações à essa nefasta ideologia também. A CNNB igualmente condenou diversas vezes. É um posicionamento que nãoestá aberto para debates mas deve ser absolutamente assentido pelos fiéis e sacerdotes da Igreja. O Papa Francisco também se posicionou contra o casamento gay civil e religioso em todos os casos pois isso fere frontalmente à lei natural. O Catecismo da Igreja Católica, em seu item 2357, considera tal atração uma desordem mental, e sua prática, um ato “intrinsecamente desordenado”. Por esses motivos, o Papa Francisco apoiou publicamente as manifestações mexicanas contra a aprovação do “casamento” civil gay. O Magistério da Igreja já se posicionou claramente contra o lobby gay. De acordo com o item 10 do documento ‘Considerações sobre os projetos de reconhecimento legal das uniões homossexuais‘, assinado em 2003 pela Congregação para a Doutrina da Fé e em vigor até hoje: “todos os fiéis são obrigados a opor-se ao reconhecimento legal das uniões homossexuais” enquanto que “os políticos católicos são-no de modo especial, na linha da responsabilidade que lhes é própria”. Leia também: PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? 3- CONFIRA O QUE A IGREJA ENSINA SOBRE CONTRACEPTIVOS: O Papa Paulo VI descartou qualquer hipótese de usar contraceptivos em sua encíclica Humanae Vitae. O Catecismo da Igreja reitera o posicionamento papal diversas vezes: “a fecundidade é um dom, enfim, do matrimônio, porque o amor conjugal tende naturalmente a ser fecundo. O filho não vem de fora acrescentar-se ao amor mútuo dos esposos; surge no próprio âmago dessa doação mútua, da qual é fruto e realização. A Igreja, que “está do lado da vida”, ensina que “qualquer ato matrimonial deve permanecer aberto à transmissão da vida”. (Catecismo, n. 2366). Portanto, o Magistério já se pronunciou infalivelmente sobre estes 3 temas. Contudo, a herética ONG abortista contraria este ensinamento que exige assentimento absoluto dos leigos e sacerdotes. Isso comprova que tais pessoas e movimentos não são católicos e devem ser afastados, punidos e excomungados pela hierarquia em comunhão com o sucessor de Pedro. É como sempre se ensinou: Roma decidiu, a causa está encerrada (Roma Locuta est, Causa Finita Est). O padre Ticão, pároco desta igreja, já fez uma declaração heterodoxa ao insinuar que Deus fosse “maconheiro” (confira aqui): ““A cannabis é fantástica. Serve para tratar várias doenças, e isso está provado no mundo todo. No Brasil só é crime porque os grandes grupos querem ter o monopólio disso. Quando legalizar a maconha, eles já terão todo o know-how”” – Pe. Ticão. Ajude os fiéis católicos da Diocese de São Miguel Paulista Entre em contato através de telefone ou e-mail solicitando providências e o afastamento dos responsáveis desobedientes e propagadores de más doutrinas. TELEFONE DA DIOCESE DE SÃO MIGUEL: (11) 2297-3953 TELEFONE DA PARÓQUIA DE SÃO FRANCISCO: (11) 2546-4254 VIGÁRIO DA PARÓQUIA: (11) 2295-4462 DIOCESE: diocesesaomiguel@terra.com.br NUNCIATURA APOSTÓLICA: nunapost@solar.com.br INFORMAÇÕES DO SITE DA DIOCESE: Dom Manuel Parrado Carral Rua José Dias Miranda,136 – São Miguel Paulista 08011-020 – São Paulo – SP Tel.: (11) 2297.8611 Fax: (11) 2297.0539 e-mail: smigueld@terra.com.br Bispo Emérito Dom Fernando Legal, SDB Rua Doutor Alarico de Toledo Piza, 635 – Vila Silva Telles 08110-180 – São Paulo – SP Tel.: (11) 2156.9447 e-mail: fernando.legal31@hotmail.com Cúria Diocesana Travessa Guilherme de Aguiar, 57 – São Miguel Paulista 08011-030 – São Paulo – SP Tel./fax: (11) 2297.8611 Fax: (11) 2297.3953 e-mail: diocesesaomiguel@terra.com.br site: www.diocesesaomiguel.org.br Veja a publicação da Nota de Esclarecimento na fonte: #Aborto #CNBB #Crisenaigreja #IdeologiadeGênero
- Grupo de Jovens que convidou “abortistas” para palestrar em evento católico publica nota
Em uma nota publicada na tarde de hoje (04), o grupo chamado “Renovação Jovem” pertencente à paróquia São Francisco de Assis da Diocese de São Miguel Paulista, explicou os motivos pelos quais convidaram palestrantes do movimento pró-aborto “Católicas pelo Direito de Decidir” para fazer uma palestra sobre “religião e gênero” em um evento católico. Na nota eles admitem que se consideram cristãos, mas pensam diferente e não seguem a Doutrina da Igreja. Entenda Durante esta semana, aconteceu na Paróquia São Francisco de Assis, pertencente à Diocese de São Miguel Paulista em São Paulo, a 36ª Semana da Juventude, organizada pela Renovação Jovem. Conforme a programação, uma das palestras teria como tema um assunto que é contrário aos ensinamentos da Santa Igreja, “religião e gênero” e os convidados para palestrarem eram ativistas membros de um grupo pró-aborto chamado “Católicas pelo Direito de Decidir”. Entretanto, nos dias que antecederam a palestra houve forte comoção pelas redes sociais contra o evento. Católicos da própria diocese pediram ajuda aos católicos de todo o Brasil para protestarem contra o evento que estava programado para o dia 1º de agosto. Mesmo com toda a movimentação e protestos, a palestra aconteceu como programado. Em função da enorme repercussão nas redes sociais, com a grande maioria dos comentários sendo contrários ao evento, em defesa da Doutrina Católica, os membros do grupo “Renovação Jovem” da paróquia São Francisco de Assis, onde ocorreu o evento, decidiram lançar uma nota de esclarecimento. Todavia essa nota de esclarecimento serviu para complicar ainda mais a situação deles, que já era bem ruim. Na nota eles admitiram que se consideram cristãos, mas pensam diferente e não seguem a Doutrina da Igreja. Segue a nota na íntegra: [NOTA DE ESCLARECIMENTO] “Boa tarde! Enquanto membras e membros de uma pastoral da juventude sediada em uma paróquia que por muitos anos trabalha para ser plural, aberta a todas as ideias, e, principalmente, uma paróquia que não se fecha para dentro, mas que vai em saída para auxiliar os mais necessitados e repassar com ações, com amor e alegria os ensinamentos do Evangelho, não poderíamos deixar de manifestar e esclarecer as nossas atividades que geraram desconfortos, ataques e muitas mentiras nas redes sociais. Enquanto católicas e católicos, a partir das vivências que adquirimos dia após dia em nossa comunidade, acreditamos que as doutrinas e ensinamentos religiosos da igreja, que foram escritos e acordados a muitos anos atrás, devem ser combinados em nossas vidas e também em nossas atividades, com a partilha e reflexão do que acontece no nosso tempo. E com as Semanas da Juventude, o grupo Renovação Jovem, busca, desde a sua primeira edição, materializar esse propósito. Seria fácil para nós, atuarmos enquanto grupo apenas pela via espiritual-religiosa, nos fecharmos dentro da igreja para momentos de oração e esquecermos que jovens como nós, que não frequentam o ambiente religioso, estão discutindo e vivenciando os problemas reais que poderiam ser solucionados se à luz do Evangelho se nós enquanto jovens que pertencemos a esse mundo também, atuarmos em conjunto com esses outros jovens. Poderíamos escolher condenar e excluir todos os problemas reais que a sociedade apresenta, mas estaríamos nos enganando pois vivemos nessa sociedade, passamos por esses problemas, e o que nos diferencia é que temos um Jesus, uma religião e uma missão que guia nossa experiência e nossa vivência enquanto católicos. É bem verdade que várias doutrinas, cartas apostólicas, mandamentos religiosos e passagens bíblicas são conflituosas entre si pois exigem de nós leigos, e de nossos sacerdotes e ministros da palavra, discernimento para interpretar palavras que há muito tempo foram escritas, e que, quer acreditemos ou não, faziam parte de um contexto social e político que as influenciaram. E é por essa e tantas outras razões que apesar de estarmos comungando de uma mesma religião, seguirmos um mesmo Jesus Cristo, e partilharmos da mesma fé católica apostólica romana, não somos iguais, não pensamos igualmente, e, mais importante, seguimos caminhos de atuação diferentes. Dizer que existe apenas “uma verdade” é desconhecer da riqueza dos ensinamentos cristãos, desconhecer do quanto Jesus partilhou e refletiu sobre suas ações e palavras, desconhecer do quanto mudaram as posições e encaminhamentos dos Santos Papas que passaram pela nossa Igreja Católica. E é nessa divergência que habita a riqueza do catolicismo, porque é ela que coloca a Igreja renovada a cada ano, a cada mudança que acontece na sociedade. E tendo conhecimento de tais divergências, da riqueza dos mandamentos de Jesus, e principalmente, da enorme responsabilidade de seguir Jesus que foi obediente aos mandamentos do Deus que o enviou, mas que não cedeu às pressões do Império, que não abdicou de ajudar e dar respostas aos mais necessitados porque os governantes não queriam que essas respostas fossem dadas, por meio da Semana da Juventude que traz em cada edição diferentes temas e abordagens, nós buscamos ser uma pequena semente de Jesus em nosso tempo. Ao fazermos a escolha de trazer as temáticas do Aborto e da Saúde Preventiva e Alternativa através da Cannabis Medicinal nós já compreendíamos que estávamos contrários ao que uma parte de nós católicos, e uma parte da sociedade acredita ser o correto a se discutir e apresentar. Mas nós acreditamos que os problemas do mundo que envolvem esses temas como por exemplo, o abandono paterno, a marginalização de crianças que são crescentes em situação de rua, a morte de mulheres gestantes por conta do aborto clandestino, os altos índices de estupros de mulheres, são também de nossa responsabilidade. E também, os grandes avanços na cura de doenças tidas como “incuráveis”, “terminais”, sem respostas médicas, a partir da Cannabis Medicinal, precisava ser compreendida, refletida e divulgada por nós. Refletir sobre esses temas nos causa incômodo, nos deixa apreensivos, nos coloca em questionamento sobre algumas verdades absolutas expostas a partir das doutrinas católicas. Mas acreditamos que o dever de refletir e questionar como Jesus fez, nos foi dado. E sem qualquer imposição, doutrinação e ideologização de tais temáticas, trazendo pessoas para nos esclarecer sobre suas vivências no enfrentamento desses temas, estamos nós construindo nossas ideias sobre essas temáticas para enfim compreendermos como podemos auxiliar enquanto cristãos, os problemas reais de nosso tempo. Nós respeitamos, e até compreendemos, os irmãos católicos que não estão disponíveis a realizarem esse exercício. Mas não podemos aceitar que esses mesmos criem obstáculos para que nós façamos a reflexão e a partilha sobre essas temáticas, pois sabemos das nossas verdades, das nossas missões enquanto católicos, dos ensinamentos que adquirimos ao longo de nossas formações religiosas. E ao falar sobre o aborto não incentivamos sua prática, ao esclarecer dúvidas sobre o uso da Cannabis para curar doenças não incentivamos o uso recreativo da mesma, e a intolerância de não compreender e não estar aberto a dialogar sobre essas temáticas cega nossos irmãos, diariamente, e os coloca para utilizarem de violência verbal, de ridicularização, para inibir nossas ações em busca de novos conhecimentos. Aos irmãos que não comungam das nossas ações, os convidamos para que nos deixemos atuar pelo que acreditamos e utilizem suas vontades e esforços para reduzir o número de estupros que acontecem, para que ajudem os homens a se responsabilizarem pelos seus filhos e não os abandonarem, para que pressionem parlamentares para criar leis que garantam partos seguros, que protejam e acolham mulheres vítimas de violências que perdidas não encontram outras soluções a não ser o aborto. E que também busquem estudar novas curas para as doenças, tendo em vista que a Cannabis Medicinal os afronta. Enquanto tais práticas não são realizadas por nossos irmãos, permanecemos no caminho que consideramos justo e semelhante à atuação de Cristo. Deus nos abençoe!” Renovação Jovem Paróquia São Francisco de Assis Diocese de São Miguel Paulista Data: 04/08/2019 Discussão durante o evento Durante o evento, ocorreu um incidente no qual um corajoso Jovem Católico, chamado Ruan, se pronunciou contra os absurdos que estavam sendo debatidos durante a palestra, e foi hostilizado pelos presentes. Inclusive um senhor, que segundo informações é muito próximo ao pároco, professor de filosofia e responsável por promover palestras e seminários contrários à fé, no momento da discussão hostilizou o garoto que protestava contra a posição dos palestrantes em relação ao aborto, querendo colocá-lo para fora do local. Assista ao vídeo: Apologia ao comunismo Também foi possível ver fotos do evento nas quais alguns dos membros aparecem com camisetas vermelhas de apoio ao PT e ao ex-presidente e presidiário Lula. Foto feita após o evento. Leia também: PT E CRISTIANISMO: CASAMENTO IMPOSSÍVEL Tema da palestra: “Religião e Gênero” Conforme já citamos, a palestra teria como tema um debate sobre um assunto que já foi encerrado pelo magistério, pois é definitivamente contrário aos ensinamentos da Santa Igreja, “religião e gênero”. Não sendo suficiente expor um tema tão controverso, eles ainda convidaram para palestrar ativistas do grupo pró-aborto chamado “Católicas pelo Direito de Decidir”. Veja as seguintes considerações feitas pelo site SalveRoma.com: 1- POSICIONAMENTO DA IGREJA CATÓLICA É CLARO SOBRE O ABORTO: O Código de Direito Canônico em uma de suas seções trata justamente das penas espirituais para aqueles que cometem crimes. O aborto é um desses crimes tipificados pelo Código. O cânon 1398 diz que: “quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae”. O Catecismo deixa claro que: “A cooperação formal para um aborto constitui uma falta grave. A Igreja sanciona com uma pena canônica de excomunhão este delito contra a vida humana. “Quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae” “pelo próprio fato de cometer o delito” e nas condições previstas pelo Direito. Com isso, a Igreja não quer restringir o campo da misericórdia. Manifesta, sim, a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao ‘inocente morto, a seus pais e a toda a sociedade.” (CIC, A.4; A.4.1; § 2272). O Catecismo também diz que: “o inalienável direito à vida de todo indivíduo humano inocente é um elemento constitutivo da sociedade civil e de sua legislação” (CIC 2272). Ora, se o Magistério já pronunciou infalivelmente (pelo Magistério Ordinário Infalível) que o aborto é crime em qualquer circunstância, não pode um católico dissentir este ensinamento. O ensinamento OBRIGA ASSENTIMENTO ABSOLUTO da inteligência e da vontade do ser racional. Existem diversos outros documentos, mas queremos deixar claro aqui as penas temporais e espirituais para quem defende este tipo de absurdo. Vale lembrar que o Papa Francisco declarou que apoiar o aborto é idêntico à apoiar o nazismo. Confira aqui. 2- POSIÇÃO DA IGREJA É CLARO SOBRE O HOMOSSEXUALISMO: Devemos amar o pecador mas odiar o pecado do homossexualismo. É necessário combatê-lo pois o homossexualismo é “intrinsecamente mau” como ensina o Catecismo. Confira o que o Catecismo diz no parágrafo 2357: “A homossexualidade designa as relações entre homens ou mulheres, que experimentam uma atracção sexual exclusiva ou predominante para pessoas do mesmo sexo. Tem-se revestido de formas muito variadas, através dos séculos e das culturas. A sua génese psíquica continua em grande parte por explicar. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves (103) a Tradição sempre declarou que «os actos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados» (104). São contrários à lei natural, fecham o acto sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afectiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados.“ O Papa Francisco condenou a ideologia de gênero diversas vezes. O Vaticano emitiu condenações à essa nefasta ideologia também. A CNNB igualmente condenou diversas vezes. É um posicionamento que nãoestá aberto para debates mas deve ser absolutamente assentido pelos fiéis e sacerdotes da Igreja. O Papa Francisco também se posicionou contra o casamento gay civil e religioso em todos os casos pois isso fere frontalmente à lei natural. O Catecismo da Igreja Católica, em seu item 2357, considera tal atração uma desordem mental, e sua prática, um ato “intrinsecamente desordenado”. Por esses motivos, o Papa Francisco apoiou publicamente as manifestações mexicanas contra a aprovação do “casamento” civil gay. O Magistério da Igreja já se posicionou claramente contra o lobby gay. De acordo com o item 10 do documento ‘Considerações sobre os projetos de reconhecimento legal das uniões homossexuais‘, assinado em 2003 pela Congregação para a Doutrina da Fé e em vigor até hoje: “todos os fiéis são obrigados a opor-se ao reconhecimento legal das uniões homossexuais” enquanto que “os políticos católicos são-no de modo especial, na linha da responsabilidade que lhes é própria”. Leia também: PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? 3- CONFIRA O QUE A IGREJA ENSINA SOBRE CONTRACEPTIVOS: O Papa Paulo VI descartou qualquer hipótese de usar contraceptivos em sua encíclica Humanae Vitae. O Catecismo da Igreja reitera o posicionamento papal diversas vezes: “a fecundidade é um dom, enfim, do matrimônio, porque o amor conjugal tende naturalmente a ser fecundo. O filho não vem de fora acrescentar-se ao amor mútuo dos esposos; surge no próprio âmago dessa doação mútua, da qual é fruto e realização. A Igreja, que “está do lado da vida”, ensina que “qualquer ato matrimonial deve permanecer aberto à transmissão da vida”. (Catecismo, n. 2366). Portanto, o Magistério já se pronunciou infalivelmente sobre estes 3 temas. Contudo, a herética ONG abortista contraria este ensinamento que exige assentimento absoluto dos leigos e sacerdotes. Isso comprova que tais pessoas e movimentos não são católicos e devem ser afastados, punidos e excomungados pela hierarquia em comunhão com o sucessor de Pedro. É como sempre se ensinou: Roma decidiu, a causa está encerrada (Roma Locuta est, Causa Finita Est). O padre Ticão, pároco desta igreja, já fez uma declaração heterodoxa ao insinuar que Deus fosse “maconheiro” (confira aqui): ““A cannabis é fantástica. Serve para tratar várias doenças, e isso está provado no mundo todo. No Brasil só é crime porque os grandes grupos querem ter o monopólio disso. Quando legalizar a maconha, eles já terão todo o know-how”” – Pe. Ticão. Ajude os fiéis católicos da Diocese de São Miguel Paulista Entre em contato através de telefone ou e-mail solicitando providências e o afastamento dos responsáveis desobedientes e propagadores de más doutrinas. TELEFONE DA DIOCESE DE SÃO MIGUEL: (11) 2297-3953 TELEFONE DA PARÓQUIA DE SÃO FRANCISCO: (11) 2546-4254 VIGÁRIO DA PARÓQUIA: (11) 2295-4462 DIOCESE: diocesesaomiguel@terra.com.br NUNCIATURA APOSTÓLICA: nunapost@solar.com.br INFORMAÇÕES DO SITE DA DIOCESE: Dom Manuel Parrado Carral Rua José Dias Miranda,136 – São Miguel Paulista 08011-020 – São Paulo – SP Tel.: (11) 2297.8611 Fax: (11) 2297.0539 e-mail: smigueld@terra.com.br Bispo Emérito Dom Fernando Legal, SDB Rua Doutor Alarico de Toledo Piza, 635 – Vila Silva Telles 08110-180 – São Paulo – SP Tel.: (11) 2156.9447 e-mail: fernando.legal31@hotmail.com Cúria Diocesana Travessa Guilherme de Aguiar, 57 – São Miguel Paulista 08011-030 – São Paulo – SP Tel./fax: (11) 2297.8611 Fax: (11) 2297.3953 e-mail: diocesesaomiguel@terra.com.br site: www.diocesesaomiguel.org.br Veja a publicação da Nota de Esclarecimento na fonte: #Aborto #CNBB #Crisenaigreja #IdeologiadeGênero
- A VAIDADE DOS LOUCOS – Scott Hahn reflete sobre o 8º Domingo do Tempo Comum
Confie em Deus — como a Rocha da nossa salvação, como o Senhor que fez de nós o Seu povo escolhido, como nosso pastor e guia. Esta deve ser a marca do nosso seguimento de Jesus. Como os israelitas, dos quais nos lembramos no Salmo desta semana, também fizemos um êxodo, passando pelas águas do Batismo, nos libertando de nossa escravidão ao pecado. Também estamos em peregrinação a uma pátria prometida, o Senhor em meio a nós, alimentando-nos com o pão celestial, dando-nos de beber da água viva (1 Coríntios 10, 1–4). Devemos ter o cuidado de nos proteger contra a loucura que tomou conta dos israelitas e os levou à rebeldia, testando a bondade de Deus em Meriba e Massa. Podemos endurecer nossos corações das formas mais sutis, mas todas elas ruinosas. Podemos confiar em posses, brigar por heranças terrenas, enganar a nós mesmos, alegando que merecemos o que temos, armazenar tesouros e pensar que eles nos darão segurança e descanso. Tudo isso é “vaidade das vaidades”, um modo de vida falso e mortal, como nos diz a primeira leitura desta semana. Essa é a ganância contra a qual Jesus adverte no evangelho de hoje. A ansiedade e o trabalho fadigoso do homem rico revelam sua falta de fé no cuidado e na provisão de Deus. É por isso que Paulo chama a ganância de “idolatria” na epístola desta semana. Confundindo ter e ser, possessão e existência, nos esquecemos de que Deus é a fonte de tudo o que temos. Louvamos mais as coisas que podemos fazer ou comprar, do que o nosso Criador (Romanos 1, 25). Jesus chama o rico de “tolo” — uma palavra usada no Antigo Testamento para alguém que se rebela contra Deus ou Dele se esqueceu (Salmos 14, 1). Devemos valorizar mais a vida nova que nos foi dada em Cristo e buscar as coisas do Alto, a herança prometida do Céu. Temos que ver todas as coisas à luz da eternidade, conscientes de que Aquele que nos dá o alento da vida poderia, a qualquer momento — ainda esta noite —, pedir tudo isso de volta. https://stpaulcenter.com/the-fools-vanity-scott-hahn-reflects-on-the-eighteenth-sunday-in-ordinary-time/
- Conheça 10 fatos da vida de São João Maria Vianney
“Se fosse sacerdote, gostaria de conquistar muitas almas”, disse certa vez São João Maria Vianney à mãe, também conhecido como o Santo Cura d’Ars, cuja festa é celebrada neste dia 4 de agosto. A seguir, 10 coisas que talvez você não saiba sobre Santo Cura d’Ars, sacerdote diocesano, membro da Ordem Terceira Franciscana e padroeiro dos párocos. 1. Sua primeira comunhão foi em meio a dificuldades A Revolução Francesa trouxe perseguição contra os sacerdotes e mesmo depois dela precisavam se disfarçar para passar incógnitos. Quando o jovem João recebeu a primeira comunhão, levaram carrinhos de feno, colocaram-nos em frente às janelas da casa de sua mãe e começaram a descarregar o material durante a cerimônia para evitar problemas com as autoridades. O santo sempre recordou este dia, quando derramou lágrimas de alegria ao receber o Senhor e guardou como um tesouro o terço que sua mãe lhe deu naquela ocasião. 2. Quase saiu da escola de seminaristas Quando a Igreja obteve um pouco de liberdade na França, Pe.Balley, pároco de Ecculy, abriu uma pequena escola para jovens com inquietudes vocacionais. João conseguiu ingressar, mas por sua dificuldade para os estudos, esteve a ponto de renunciar. O sacerdote sugeriu que ele fizesse uma pequena peregrinação ao Santuário de São Francisco de Regis e regressou renovado. 3. Desertou do exército Napoleão queria conquistar toda a Europa e João foi chamado ao exército, porque não aparecia na relação de nenhum seminário. Ficou gravemente doente e, quando recuperou a saúde, foi em busca de seu regimento que já tinha marchado, mas no caminho voltou a ficar doente. Buscou refúgio por vários dias e percebeu que, sem querer, tinha se tornado um desertor. Buscou um major que escondia desertores e este o aconselhou a ficar na casa de alguém de sua família. Adotou o nome de Jerome Vincent e, com este nome, conseguiu inclusive abrir uma escola para as crianças da vila. Mais tarde, um decreto imperial concedeu anistia aos desertores. 4. Expulsaram-no do seminário João conseguiu ingressar no Seminário Maior de Lyon, mas por seu conhecimento insuficiente do latim, não entendia nem podia responder aos formadores. Pediram-lhe que saísse, o que lhe causou uma imensa dor e desânimo, mas o Pe. Balley novamente o ajudou e seguiu os estudos em privado em Ecculy, perto de Lyon. Suas qualidades morais superaram qualquer deficiência acadêmica. Leia também A virtude da Pureza – um sermão de São João Maria Vianney – o Santo Cura d’Ars 5. Seu mestre foi o seu primeiro penitente Uma vez ordenado sacerdote, foi enviado para ajudar Pe. Balley, mas as autoridades diocesanas não lhe deram permissão para atender confissões. Pe. Balley intercedeu e foi ele mesmo o primeiro a se confessar com São João Maria Vianney. Tempos depois, Pe.Balley morreu nos braços do santo, que sofreu como se tivesse perdido seu pai. 6. Teve uma profecia em Ars As autoridades eclesiásticas o enviaram para o pequeno povoado de Ars, porque pensavam que com suas limitações intelectuais não poderia servir em uma comunidade grande. Ao chegar, fez uma profecia: “A paróquia não será capaz de conter as multidões que virão aqui”. Aos poucos, foi ganhando o amor do povo e ensinou-lhes o amor pela Eucaristia, sendo sua festa favorita Corpus Christi. Quando o Papa Pio IX definiu o dogma da Imaculada Conceição, o santo pediu aos fiéis que iluminassem suas casas de noite e os sinos do templo ressoaram por horas. As pessoas dos povoados próximos, ao ver o clarão, pensaram que o povoado estava pegando fogo e foram apagar o suposto incêndio. 7. Tinha uma profunda devoção a Santa Filomena São João tinha uma profunda devoção a Santa Filomena, uma jovem mártir dos primeiros séculos do cristianismo, a quem chamava de sua “agente com Deus”. Construiu uma capela em sua honra e um santuário. Certo dia, ficou gravemente doente e prometeu oferecer 100 Missas em honra a Santa Filomena. Quando a primeira Missa estava sendo oferecida, entrou em êxtase e escutaram-no murmurar várias vezes “Filomena”. Ao voltar em si, exclamou que estava curado e atribuiu à santa. 8. A tentação era recorrente em sua vida O Cura d’Ars sofreu a tentação de desejar a solidão e se sentia incapaz para o serviço que oferecia na cidade. Em uma oportunidade, pediu ao seu Bispo para deixa-lo renunciar e chegou a ir do povoado em três ocasiões, mas sempre regressou. 9. Lutou pacientemente contra o demônio O demônio sempre molestava o Santo Cura d’Ars com ruídos estranhos e fortes durante as noites. Sua intenção era esgotá-lo para que não tivesse forças para atender confissões ou celebrar a Eucaristia. Certo dia, quando o santo estava se preparando para a Santa Missa, o maligno incendiou sua cama. São João, sabendo que o inimigo queria deter o ofício divino, deu as chaves do quarto aos que iam apagar o fogo e prosseguiu. “Esse vilão do demônio, não podendo pegar o pássaro, queima a sua gaiola”, foi a única coisa que disse. Muito tempo depois, o Senhor premiou o santo com um extraordinário poder de expulsar os demônios das pessoas possuídas. 10. Nunca foi nomeado pároco Todos conhecem São João Maria Vianney com o título de Cura d’Ars. “Pouco importa a opinião de algum canonista exigente que dirá, a nosso ver com razão, que o santo não chegou a ser juridicamente verdadeiro pároco de Ars, nem mesmo na última fase de sua vida, quando Ars ganhou consideração canônica”, segundo explica Lamberto de Echeverría, autor do livro ‘El Santo Cura de Ars’ (O Santo Cura d’Ars). O Bispos de Belley só lhe concedeu o título de cônego, mas “o fato real é que ele consagrou praticamente toda a sua vida sacerdotal à santificação das almas do minúsculo povoado de Ars e que, dessa forma, uniu para sempre seu nome e a fama de sua santidade ao povoadozinho”. Fonte: https://www.acidigital.com/ Leia também OS ATAQUES DO DEMÔNIO AO SANTO CURA DE ARS A Estátua em Ars Duzentos anos após a chegada, em 1818, do Padre João Maria Vianney a Ars, os peregrinos que entram no vilarejo francês se deparam com uma curiosa estátua. Nela, Padre Vianney – o “Cura d’Ars” – inclina-se para um menino, olhando-o ao mesmo tempo em que, com o indicador direito, aponta para o céu. Trata-se do primeiro encontro que o santo teve com um paroquiano local, assim que chegou. A uma criança que lhe indicara a direção por onde se entrava na cidade, respondeu: “Mostraste-me o caminho para Ars; eu te mostrarei o caminho para o Céu!”. Mostrar o caminho para o Céu: conduzir o povo à vida eterna, indicando-lhe Aquele que disse “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6) …. Este é o resumo da biografia do Cura d’Ars, escolhido pela Igreja como Patrono dos padres. “Ó, meus queridos paroquianos, esforcemo-nos para ir para o Céu! Lá, haveremos de ver a Deus. Como seremos felizes!”, repetia do púlpito com amor. São João Maria se preocupava com o bem-estar de seu povo. Construiu uma grande obra para abrigar crianças pobres e pregava enfaticamente sobre a necessidade das esmolas e obras de misericórdia corporais: dar comida e roupas aos pobres, visitar os enfermos, acolher desabrigados, enterrar os mortos…. Mas, a sua preocupação, digamos, “social” possuía uma motivação e uma finalidade muito claras: Deus. Cuidar do próximo era, para ele, condição para se estar com Deus e se alcançar a vida eterna. Desdobrava-se entre muitas tarefas: oração, caridade, sacramentos, pregação, visitas, ensino, estudo… Mas o que lhe conferia unidade de vida era uma só coisa: ser, principalmente, um homem de Deus. Era justamente isso que procuravam as multidões sedentas que iam a Ars para se confessar, pedir um conselho ou bênção; e é isso que as pessoas (católicas ou não) esperam, ainda hoje, de um padre: que seja um homem de Deus! Leia também Como poderemos crescer na fé quando muitos padres e bispos não querem ajudar? O Cura d’Ars era “de Deus” porque vivia “em Deus”. Dava à oração prioridade absoluta, pois sabia que dela provinha a sua eficácia extraordinária: conversões, milagres, surgimento de vocações…. Ele descobriu o prazer da oração, à qual chamava a “íntima união em que Deus e a alma são como dois pedaços de cera fundidos num só”. A Santa Missa diária era a fonte da fecundidade de seu ministério, para a qual se preparava já de madrugada, no silêncio, a sós com Deus. Trabalhando muito e dormindo pouco, aprendeu a descansar no Senhor, encontrando no Sacrário “uma suavidade e doçura que inebria e uma luz que envolve”. Por causa dessa união, fruía, ao longo de todo o dia, da presença do Senhor, de Nossa Senhora e de Santa Filomena, a quem recorria tanto Sua oração era fortalecida pela penitência. O Santo dizia que, nas confissões, impunha aos fiéis penitências pequenas porque ele mesmo se encarregava de desagravar, com jejuns e noites no chão, os pecados com que seu povo ofendia a Deus. Atendendo até 17 horas de confissões por dia, mesmo extenuado, continuava a administrar o perdão: “Vamos despregar o Senhor da Cruz…”. E a cada sofrimento ou dificuldade, longe de se irritar ou abater, sabia-se ainda mais unido Àquele que era a causa e o fim do seu trabalho: Jesus. “Pregado” no confessionário, podia dizer com São Paulo: “Estou crucificado com Cristo. Eu vivo, mas não eu; é Cristo que vive em mim” (Gl 2,1920). Certa vez, um indivíduo incrédulo que fora a Ars por mera curiosidade acabou voltando convertido, após confessar-se e recuperar a fé cristã. O motivo? “Encontrei a Deus em um homem”. Nesta semana, em que celebramos o dia da memória litúrgica do Cura d´Ars, pedimos a Deus por todos os padres do mundo, para que, sob sua intercessão, sejam sacerdotes bons e fiéis, homens de Deus. E pedimos também que o exemplo de sua vida santa nos faça a todos compreender que, como ele mesmo costumava ensinar, “o tesouro do cristão não está na terra, mas nos céus”. Leia também São João Maria Vianney – Padroeiro dos Sacerdotes – 04 de Agosto
- Conheça 10 fatos da vida de São João Maria Vianney
“Se fosse sacerdote, gostaria de conquistar muitas almas”, disse certa vez São João Maria Vianney à mãe, também conhecido como o Santo Cura d’Ars, cuja festa é celebrada neste dia 4 de agosto. A seguir, 10 coisas que talvez você não saiba sobre Santo Cura d’Ars, sacerdote diocesano, membro da Ordem Terceira Franciscana e padroeiro dos párocos. 1. Sua primeira comunhão foi em meio a dificuldades A Revolução Francesa trouxe perseguição contra os sacerdotes e mesmo depois dela precisavam se disfarçar para passar incógnitos. Quando o jovem João recebeu a primeira comunhão, levaram carrinhos de feno, colocaram-nos em frente às janelas da casa de sua mãe e começaram a descarregar o material durante a cerimônia para evitar problemas com as autoridades. O santo sempre recordou este dia, quando derramou lágrimas de alegria ao receber o Senhor e guardou como um tesouro o terço que sua mãe lhe deu naquela ocasião. 2. Quase saiu da escola de seminaristas Quando a Igreja obteve um pouco de liberdade na França, Pe.Balley, pároco de Ecculy, abriu uma pequena escola para jovens com inquietudes vocacionais. João conseguiu ingressar, mas por sua dificuldade para os estudos, esteve a ponto de renunciar. O sacerdote sugeriu que ele fizesse uma pequena peregrinação ao Santuário de São Francisco de Regis e regressou renovado. 3. Desertou do exército Napoleão queria conquistar toda a Europa e João foi chamado ao exército, porque não aparecia na relação de nenhum seminário. Ficou gravemente doente e, quando recuperou a saúde, foi em busca de seu regimento que já tinha marchado, mas no caminho voltou a ficar doente. Buscou refúgio por vários dias e percebeu que, sem querer, tinha se tornado um desertor. Buscou um major que escondia desertores e este o aconselhou a ficar na casa de alguém de sua família. Adotou o nome de Jerome Vincent e, com este nome, conseguiu inclusive abrir uma escola para as crianças da vila. Mais tarde, um decreto imperial concedeu anistia aos desertores. 4. Expulsaram-no do seminário João conseguiu ingressar no Seminário Maior de Lyon, mas por seu conhecimento insuficiente do latim, não entendia nem podia responder aos formadores. Pediram-lhe que saísse, o que lhe causou uma imensa dor e desânimo, mas o Pe. Balley novamente o ajudou e seguiu os estudos em privado em Ecculy, perto de Lyon. Suas qualidades morais superaram qualquer deficiência acadêmica. Leia também A virtude da Pureza – um sermão de São João Maria Vianney – o Santo Cura d’Ars 5. Seu mestre foi o seu primeiro penitente Uma vez ordenado sacerdote, foi enviado para ajudar Pe. Balley, mas as autoridades diocesanas não lhe deram permissão para atender confissões. Pe. Balley intercedeu e foi ele mesmo o primeiro a se confessar com São João Maria Vianney. Tempos depois, Pe.Balley morreu nos braços do santo, que sofreu como se tivesse perdido seu pai. 6. Teve uma profecia em Ars As autoridades eclesiásticas o enviaram para o pequeno povoado de Ars, porque pensavam que com suas limitações intelectuais não poderia servir em uma comunidade grande. Ao chegar, fez uma profecia: “A paróquia não será capaz de conter as multidões que virão aqui”. Aos poucos, foi ganhando o amor do povo e ensinou-lhes o amor pela Eucaristia, sendo sua festa favorita Corpus Christi. Quando o Papa Pio IX definiu o dogma da Imaculada Conceição, o santo pediu aos fiéis que iluminassem suas casas de noite e os sinos do templo ressoaram por horas. As pessoas dos povoados próximos, ao ver o clarão, pensaram que o povoado estava pegando fogo e foram apagar o suposto incêndio. 7. Tinha uma profunda devoção a Santa Filomena São João tinha uma profunda devoção a Santa Filomena, uma jovem mártir dos primeiros séculos do cristianismo, a quem chamava de sua “agente com Deus”. Construiu uma capela em sua honra e um santuário. Certo dia, ficou gravemente doente e prometeu oferecer 100 Missas em honra a Santa Filomena. Quando a primeira Missa estava sendo oferecida, entrou em êxtase e escutaram-no murmurar várias vezes “Filomena”. Ao voltar em si, exclamou que estava curado e atribuiu à santa. 8. A tentação era recorrente em sua vida O Cura d’Ars sofreu a tentação de desejar a solidão e se sentia incapaz para o serviço que oferecia na cidade. Em uma oportunidade, pediu ao seu Bispo para deixa-lo renunciar e chegou a ir do povoado em três ocasiões, mas sempre regressou. 9. Lutou pacientemente contra o demônio O demônio sempre molestava o Santo Cura d’Ars com ruídos estranhos e fortes durante as noites. Sua intenção era esgotá-lo para que não tivesse forças para atender confissões ou celebrar a Eucaristia. Certo dia, quando o santo estava se preparando para a Santa Missa, o maligno incendiou sua cama. São João, sabendo que o inimigo queria deter o ofício divino, deu as chaves do quarto aos que iam apagar o fogo e prosseguiu. “Esse vilão do demônio, não podendo pegar o pássaro, queima a sua gaiola”, foi a única coisa que disse. Muito tempo depois, o Senhor premiou o santo com um extraordinário poder de expulsar os demônios das pessoas possuídas. 10. Nunca foi nomeado pároco Todos conhecem São João Maria Vianney com o título de Cura d’Ars. “Pouco importa a opinião de algum canonista exigente que dirá, a nosso ver com razão, que o santo não chegou a ser juridicamente verdadeiro pároco de Ars, nem mesmo na última fase de sua vida, quando Ars ganhou consideração canônica”, segundo explica Lamberto de Echeverría, autor do livro ‘El Santo Cura de Ars’ (O Santo Cura d’Ars). O Bispos de Belley só lhe concedeu o título de cônego, mas “o fato real é que ele consagrou praticamente toda a sua vida sacerdotal à santificação das almas do minúsculo povoado de Ars e que, dessa forma, uniu para sempre seu nome e a fama de sua santidade ao povoadozinho”. Fonte: https://www.acidigital.com/ Leia também OS ATAQUES DO DEMÔNIO AO SANTO CURA DE ARS A Estátua em Ars Duzentos anos após a chegada, em 1818, do Padre João Maria Vianney a Ars, os peregrinos que entram no vilarejo francês se deparam com uma curiosa estátua. Nela, Padre Vianney – o “Cura d’Ars” – inclina-se para um menino, olhando-o ao mesmo tempo em que, com o indicador direito, aponta para o céu. Trata-se do primeiro encontro que o santo teve com um paroquiano local, assim que chegou. A uma criança que lhe indicara a direção por onde se entrava na cidade, respondeu: “Mostraste-me o caminho para Ars; eu te mostrarei o caminho para o Céu!”. Mostrar o caminho para o Céu: conduzir o povo à vida eterna, indicando-lhe Aquele que disse “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6) …. Este é o resumo da biografia do Cura d’Ars, escolhido pela Igreja como Patrono dos padres. “Ó, meus queridos paroquianos, esforcemo-nos para ir para o Céu! Lá, haveremos de ver a Deus. Como seremos felizes!”, repetia do púlpito com amor. São João Maria se preocupava com o bem-estar de seu povo. Construiu uma grande obra para abrigar crianças pobres e pregava enfaticamente sobre a necessidade das esmolas e obras de misericórdia corporais: dar comida e roupas aos pobres, visitar os enfermos, acolher desabrigados, enterrar os mortos…. Mas, a sua preocupação, digamos, “social” possuía uma motivação e uma finalidade muito claras: Deus. Cuidar do próximo era, para ele, condição para se estar com Deus e se alcançar a vida eterna. Desdobrava-se entre muitas tarefas: oração, caridade, sacramentos, pregação, visitas, ensino, estudo… Mas o que lhe conferia unidade de vida era uma só coisa: ser, principalmente, um homem de Deus. Era justamente isso que procuravam as multidões sedentas que iam a Ars para se confessar, pedir um conselho ou bênção; e é isso que as pessoas (católicas ou não) esperam, ainda hoje, de um padre: que seja um homem de Deus! Leia também Como poderemos crescer na fé quando muitos padres e bispos não querem ajudar? O Cura d’Ars era “de Deus” porque vivia “em Deus”. Dava à oração prioridade absoluta, pois sabia que dela provinha a sua eficácia extraordinária: conversões, milagres, surgimento de vocações…. Ele descobriu o prazer da oração, à qual chamava a “íntima união em que Deus e a alma são como dois pedaços de cera fundidos num só”. A Santa Missa diária era a fonte da fecundidade de seu ministério, para a qual se preparava já de madrugada, no silêncio, a sós com Deus. Trabalhando muito e dormindo pouco, aprendeu a descansar no Senhor, encontrando no Sacrário “uma suavidade e doçura que inebria e uma luz que envolve”. Por causa dessa união, fruía, ao longo de todo o dia, da presença do Senhor, de Nossa Senhora e de Santa Filomena, a quem recorria tanto Sua oração era fortalecida pela penitência. O Santo dizia que, nas confissões, impunha aos fiéis penitências pequenas porque ele mesmo se encarregava de desagravar, com jejuns e noites no chão, os pecados com que seu povo ofendia a Deus. Atendendo até 17 horas de confissões por dia, mesmo extenuado, continuava a administrar o perdão: “Vamos despregar o Senhor da Cruz…”. E a cada sofrimento ou dificuldade, longe de se irritar ou abater, sabia-se ainda mais unido Àquele que era a causa e o fim do seu trabalho: Jesus. “Pregado” no confessionário, podia dizer com São Paulo: “Estou crucificado com Cristo. Eu vivo, mas não eu; é Cristo que vive em mim” (Gl 2,1920). Certa vez, um indivíduo incrédulo que fora a Ars por mera curiosidade acabou voltando convertido, após confessar-se e recuperar a fé cristã. O motivo? “Encontrei a Deus em um homem”. Nesta semana, em que celebramos o dia da memória litúrgica do Cura d´Ars, pedimos a Deus por todos os padres do mundo, para que, sob sua intercessão, sejam sacerdotes bons e fiéis, homens de Deus. E pedimos também que o exemplo de sua vida santa nos faça a todos compreender que, como ele mesmo costumava ensinar, “o tesouro do cristão não está na terra, mas nos céus”. Leia também São João Maria Vianney – Padroeiro dos Sacerdotes – 04 de Agosto
- Não se desculpe pela sua fé
Não se desculpe pela sua fé. Não se desculpe pela Monarquia. Não se desculpe pela Idade Medieval. Não se desculpe pelas Cruzadas. Não se desculpe pela Reconquista. Não se desculpe pelas Inquisições. Não se desculpe por conquistar o continente americano. Não se desculpe por pregar o evangelho a todas as nações. Não se desculpe por educar os ignorantes. Não se desculpe por construir catedrais góticas. Não se desculpe por construir catedrais barrocas. Não se desculpe pela música e arte sacra. Não se desculpe por alimentar os pobres. Não se desculpe por fazer o que é certo. Não se desculpe por ser católico. Não se desculpe por decorar a Santa Igreja Católica e o Templo de Deus com riquezas e beleza. Não se desculpe por acreditar e pregar a verdadeira moralidade católica. Não se desculpe por ensinar todas as nações e batizá-las em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. São eles que têm que se desculpar por não honrar o Senhor dos Senhores e Rei dos Reis: Jesus Cristo. Don’t apologize for your Faith. Don’t apologize for Monarchy. Don’t apologize for The Medieval Age. Don’t apologize for the Crusades. Don’t apologize for the Reconquista. Don’t apologize for the inquisitions. Don’t apologize for conquering the American Continent. Don’t apologize for preaching the Gospel to all nations. Don’t apologize for educating the ignorant. Don’t apologize for building Gothic Cathedrals. Don’t apologize for building Barroque Cathedrals. Don’t apologize for sacred music and art. Don’t apologize for feeding the poor. Don’t apologize for doing what is right. Don’t apologize for being Catholic. Don’t apologize for adorning the Holy Catholic Church and Temple of God with riches and beauty. Don’t apologize for believing and preaching true Catholic morality. Don’t apologize for teaching all nations and baptizing them in the name of the Father, and of the Son, and of the Holy Ghost. It is them who have to apologize for not honoring the Lord of Lords and King of Kings: Jesus Christ. #Fé #JesusCristo #Cruzadas #Igreja #IgrejaCatólica #Jesus #Catedrais
- QUEM ERA REALMENTE A VIRGEM MARIA? (IV) – Jean Sévillia
Outro mistério para o espírito moderno: não se sabe nada sobre o fim de Maria, que pode ter sido enterrada em Gêtsemani, no vale de Cedron, em Jerusalém. Para evocar seu fim glorioso e sua passagem para a vida celeste, os católicos falam da Assunção e os ortodoxos da Dormição. Essas fórmulas escondem significados teológicos bem próximos: ambos supõem que o corpo de Maria, preservado da corrupção, foi elevado ao Céu. Mencionada desde o século II e elevada a dogma por Pio XII em 1950, a tradição da Assunção reencontra o fato histórico: em nenhum momento, mesmo na Idade Média cristã, que produziu milhares de falsas relíquias, não se venerou relíquia corporal de Maria. Sem dúvida, a mãe de Jesus suscitou, desde muito cedo, um fervor e alguns excessos que apelavam para um discernimento crítico. Como reação a certos exageros, o protestantismo manterá uma aproximação mais reservada em relação a Maria, mesmo Lutero e Calvino tendo reconhecido nela “a que gerou Deus”. No século XX, porém, o teólogo Karl Barth esforçou-se por reabilitar Maria a partir da Reforma. No Islam, ao contrário, a veneração de Maria se apoia não sobre a mãe de Deus, mas sobre a mãe de Issa (Jesus), que é um simples profeta. Sobre as 2400 aparições da Virgem, documentadas por historiadores, uma ínfima parte é reconhecida oficialmente pela Igreja (v. René Laurentin et Patrick Sbalchiero (dir.), Dictionnaire des « apparitions » de la Vierge Marie, Fayard, 2007). Entre essas, brilham as de Guadalupe no México, Lourdes na França, Fátima em Portugal, Zeitoun no Egito ou Kibeho em Ruanda. As aparições marianas não são um artigo de fé — nenhum cristão está obrigado a nelas crer —, mas na realidade alimentam uma piedade popular que atravessa séculos e fronteiras. Tamanho é o poder de atração de Maria, que ela está presente não somente nas orações dos cristãos, mas às vezes naqueles que perderam a fé, como escreve um poeta morto há cem anos, Guillaume Apollinaire (In Le Guetteur mélancolique): “Quand j’étais un petit enfant/Ma mère ne m’habillait que de bleu et de blanc/O Sainte Vierge/M’aimez-vous encore/Moi je sais bien que je vous aimerai/Jusqu’à ma mort/Et cependant c’est bien fini/Je ne crois plus au ciel ni à l’enfer/Je ne crois plus je ne crois plus/Le matelot qui fut sauvé/Pour n’avoir jamais oublié/De dire chaque jour un Ave/Me ressemblait me ressemblait.” (“Quando eu era criança/ Minha mãe só me vestia de azul e branco/ O Santa Virgem/ Vós me amais ainda/ Eu, eu sei bem que vos amarei/ Até a minha morte/ E entretanto tudo está acabado/ Não acredito mais no céu nem no inferno/ Não creio mais, não creio mais/ O marinheiro que foi salvo/ Por não ter jamais esquecido/ De dizer cada dia uma Ave Maria/ Parecia comigo, parecia comigo.”) https://www.jeansevillia.com/2018/12/22/qui-etait-vraiment-la-vierge-marie/
- Jovem católico enfrenta grupo “pró-aborto” convidado para palestrar em paróquia católica
Igreja São Francisco de Assis na diocese de São Miguel Paulista promoveu no dia de ontem 01/08/19 uma palestra sobre religião e gênero convidando o grupo “católicas pelo direito de decidir”, um corajoso jovem católico se levantou contra os absurdos proferidos. Durante esta semana, aconteceu na Paróquia São Francisco de Assis, pertencente à Diocese de São Miguel Paulista em São Paulo, a 36ª Semana da Juventude, organizada pela Renovação Jovem. Conforme a programação uma das palestrantes foi Tabata Tesser, ativista do grupo pró-aborto chamado “Católicas pelo Direito de Decidir”, e o tema de sua palestra foi sobre gênero e religião. Entretanto, nos dias que antecederam a palestra houve forte comoção pelas redes sociais, onde católicos da própria diocese pediram ajuda a outros católicos para fazer um protesto contra o evento que estava programado para o dia 01 de Agosto. Mesmo com toda a movimentação e protestos, a palestra aconteceu como programado. Durante o evento, ocorreu um incidente no qual um corajoso Jovem Católico, chamado Ruan, se pronunciou contra os absurdos que estavam sendo debatidos durante a palestra, e foi hostilizado pelos presentes. Inclusive um senhor, que segundo informações é muito próximo ao pároco, professor de filosofia e responsável por promover palestras e seminários contrários à fé, no momento da discussão hostilizou o garoto que protestava contra a posição dos palestrantes em relação ao aborto, querendo colocá-lo para fora do local. Assista ao vídeo gravado no momento da discussão: O que é o movimento “Católicas pelo Direito de Decidir”? Em síntese: “Católicas pelo Direito de Decidir” (CDD) é um movimento norte-americano ramificado em vários países (inclusive no Brasil), que pleiteia o direito das mulheres ao aborto e à liberdade sexual, que não exclui o lesbianismo. Já em 1993 o Episcopado norte-americano declarou não poder esse Movimento ser tido como católico. Dada a atuação persistente e proselitista do grupo, os Bispos norte-americanos voltaram a se pronunciar contrariamente a CDD na data de 10/05/2000. O Movimento das “Católicas pelo Direito de Decidir” (CDD) tem tomado vulto na América inteira, inclusive no Brasil, onde se vem empenhando pela legislação do aborto. Vêm sendo divulgados alguns escritos desse Movimento, principalmente em castelhano. Em português, tem-se a brochura “Uma História mal Contada”, que em dois capítulos propugna o aborto, acusando injustamente a Igreja Católica. As CDD financiam suas atividades com milhões de dólares recebidos de grupos norte-americanos abertamente anti-vida como a Fundação Ford. Na América Latina sua agenda é clara: Apoiar a dissenção católica no tema do aborto e os contraceptivos. Proporcionar aos católicos uma “alternativa racional” à doutrina da Igreja. “Educar” sobre os direitos de saúde reprodutiva (aborto e anticoncepção sistemática) na América Latina. O CDD tem sua história e suas teses, que já foram apresentadas sumariamente em PR 430/1988, pp. 115-123. Rejeitado em 1993 como não católico, esse Movimento foi novamente desautorado pelos Bispos norte-americanos em 10/05/00. Leia também: ATENÇÃO: Nenhum Papa ou Concílio poderia permitir ordenação de mulheres – “seria inválido” – Cardeal Müller Católicos e abortistas? O Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, encarregado de um dos apostolados pró-vida mais exitosos de Anápolis, precisa por sua parte que é impossível que os católicos apoiem o aborto, do que se deduz que as CDD são falsas católicas. Segundo Padre Lodi, quando os católicos se sentem confundidos pelas argumentações a favor do aborto, simplesmente devem recorer a documentos eclesiais como a encíclica de João Paulo II, Evangelium Vitae, para constatar que os ensinamentos da Igreja vão na contra-mão da moral e o aborto sempre será algo mal por implicar a morte deliberada de um ser humano inocente. O Padre Lodi sustenta que não se pode matar a um bebê nem sequer para salvar a vida da mãe porque ambas são vidas humanas independentes. Se teoricamente se dá o caso, nada se pode fazer e nunca é lícito “fazer o mal para que daí se tire o bem”. Tanto a vida da mãe como a da criança são absolutamente iguais, acrescenta o sacerdote e precisa que ambos são “seres humanos criados a imagem e semelhança de Deus, possuidores de uma alma imortal e de um destino sobrenatural”. O Padre Lodi indica que o aborto tampouco é “lícito em casos de violação porque a repugnância contra o crime nunca poderá se converter em repugnância contra um inocente concebido. A vida sempre é um dom de Deus, ainda quando surge em circunstâncias pecaminosas”. Nota da CNBB sobre as Católicas pelo Direito de Decidir Têm chegado à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – inúmeras consultas sobre a ONG denominada “Católicas pelo Direito de Decidir”, uma vez que em seus pronunciamentos há vários pontos contrários à doutrina e à moral católicas. Esclarecemos que se trata de uma entidade feminista, constituída no Brasil em 1993, e que atua em articulação e rede com vários parceiros no Brasil e no mundo, em particular com uma organização norte-americana intitulada “Catholics for a Free Choice”. Sobre esta última, a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos já fez várias declarações, destacando que o grupo tem defendido publicamente o aborto e distorcido o ensinamento católico sobre o respeito e a proteção devidos à vida do nascituro indefeso; é contrário a muitos ensinamentos do Magistério da Igreja; não é uma organização católica e não fala pela Igreja Católica[1]. Essas observações se aplicam, também, ao grupo que atua em nosso país. Leia também: Glória Polo: “Fui julgada e condenada, mas Deus me deu uma segunda chance!” A Campanha da Fraternidade deste ano de 2008 reafirma nosso compromisso com a vida, especialmente, com a vida do ser humano mais indefeso, que é a criança no ventre materno, e com a vida da própria gestante. Políticas públicas realmente voltadas à pessoa humana são as que procuram atender às necessidades da mulher grávida, dando-lhe condições para ter e a criar bem os seus filhos, e não para abortá-los. “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19). Ainda que em determinadas circunstâncias se trate de uma escolha difícil e exigente, reafirmamos ser a única escolha aceitável e digna para nós que somos filhos e filhas do Deus da Vida. Conclamamos os católicos e a todas as pessoas de boa vontade a se unirem a nós na defesa e divulgação do Evangelho da Vida, atentos a todas as forças e expressões de uma cultura da morte que se expande sempre mais. #Aborto #Crisenaigreja
- Jovem católico enfrenta grupo “pró-aborto” convidado para palestrar em paróquia católica
Igreja São Francisco de Assis na diocese de São Miguel Paulista promoveu no dia de ontem 01/08/19 uma palestra sobre religião e gênero convidando o grupo “católicas pelo direito de decidir”, um corajoso jovem católico se levantou contra os absurdos proferidos. Durante esta semana, aconteceu na Paróquia São Francisco de Assis, pertencente à Diocese de São Miguel Paulista em São Paulo, a 36ª Semana da Juventude, organizada pela Renovação Jovem. Conforme a programação uma das palestrantes foi Tabata Tesser, ativista do grupo pró-aborto chamado “Católicas pelo Direito de Decidir”, e o tema de sua palestra foi sobre gênero e religião. Entretanto, nos dias que antecederam a palestra houve forte comoção pelas redes sociais, onde católicos da própria diocese pediram ajuda a outros católicos para fazer um protesto contra o evento que estava programado para o dia 01 de Agosto. Mesmo com toda a movimentação e protestos, a palestra aconteceu como programado. Durante o evento, ocorreu um incidente no qual um corajoso Jovem Católico, chamado Ruan, se pronunciou contra os absurdos que estavam sendo debatidos durante a palestra, e foi hostilizado pelos presentes. Inclusive um senhor, que segundo informações é muito próximo ao pároco, professor de filosofia e responsável por promover palestras e seminários contrários à fé, no momento da discussão hostilizou o garoto que protestava contra a posição dos palestrantes em relação ao aborto, querendo colocá-lo para fora do local. Assista ao vídeo gravado no momento da discussão: O que é o movimento “Católicas pelo Direito de Decidir”? Em síntese: “Católicas pelo Direito de Decidir” (CDD) é um movimento norte-americano ramificado em vários países (inclusive no Brasil), que pleiteia o direito das mulheres ao aborto e à liberdade sexual, que não exclui o lesbianismo. Já em 1993 o Episcopado norte-americano declarou não poder esse Movimento ser tido como católico. Dada a atuação persistente e proselitista do grupo, os Bispos norte-americanos voltaram a se pronunciar contrariamente a CDD na data de 10/05/2000. O Movimento das “Católicas pelo Direito de Decidir” (CDD) tem tomado vulto na América inteira, inclusive no Brasil, onde se vem empenhando pela legislação do aborto. Vêm sendo divulgados alguns escritos desse Movimento, principalmente em castelhano. Em português, tem-se a brochura “Uma História mal Contada”, que em dois capítulos propugna o aborto, acusando injustamente a Igreja Católica. As CDD financiam suas atividades com milhões de dólares recebidos de grupos norte-americanos abertamente anti-vida como a Fundação Ford. Na América Latina sua agenda é clara: Apoiar a dissenção católica no tema do aborto e os contraceptivos. Proporcionar aos católicos uma “alternativa racional” à doutrina da Igreja. “Educar” sobre os direitos de saúde reprodutiva (aborto e anticoncepção sistemática) na América Latina. O CDD tem sua história e suas teses, que já foram apresentadas sumariamente em PR 430/1988, pp. 115-123. Rejeitado em 1993 como não católico, esse Movimento foi novamente desautorado pelos Bispos norte-americanos em 10/05/00. Leia também: ATENÇÃO: Nenhum Papa ou Concílio poderia permitir ordenação de mulheres – “seria inválido” – Cardeal Müller Católicos e abortistas? O Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, encarregado de um dos apostolados pró-vida mais exitosos de Anápolis, precisa por sua parte que é impossível que os católicos apoiem o aborto, do que se deduz que as CDD são falsas católicas. Segundo Padre Lodi, quando os católicos se sentem confundidos pelas argumentações a favor do aborto, simplesmente devem recorer a documentos eclesiais como a encíclica de João Paulo II, Evangelium Vitae, para constatar que os ensinamentos da Igreja vão na contra-mão da moral e o aborto sempre será algo mal por implicar a morte deliberada de um ser humano inocente. O Padre Lodi sustenta que não se pode matar a um bebê nem sequer para salvar a vida da mãe porque ambas são vidas humanas independentes. Se teoricamente se dá o caso, nada se pode fazer e nunca é lícito “fazer o mal para que daí se tire o bem”. Tanto a vida da mãe como a da criança são absolutamente iguais, acrescenta o sacerdote e precisa que ambos são “seres humanos criados a imagem e semelhança de Deus, possuidores de uma alma imortal e de um destino sobrenatural”. O Padre Lodi indica que o aborto tampouco é “lícito em casos de violação porque a repugnância contra o crime nunca poderá se converter em repugnância contra um inocente concebido. A vida sempre é um dom de Deus, ainda quando surge em circunstâncias pecaminosas”. Nota da CNBB sobre as Católicas pelo Direito de Decidir Têm chegado à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – inúmeras consultas sobre a ONG denominada “Católicas pelo Direito de Decidir”, uma vez que em seus pronunciamentos há vários pontos contrários à doutrina e à moral católicas. Esclarecemos que se trata de uma entidade feminista, constituída no Brasil em 1993, e que atua em articulação e rede com vários parceiros no Brasil e no mundo, em particular com uma organização norte-americana intitulada “Catholics for a Free Choice”. Sobre esta última, a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos já fez várias declarações, destacando que o grupo tem defendido publicamente o aborto e distorcido o ensinamento católico sobre o respeito e a proteção devidos à vida do nascituro indefeso; é contrário a muitos ensinamentos do Magistério da Igreja; não é uma organização católica e não fala pela Igreja Católica[1]. Essas observações se aplicam, também, ao grupo que atua em nosso país. Leia também: Glória Polo: “Fui julgada e condenada, mas Deus me deu uma segunda chance!” A Campanha da Fraternidade deste ano de 2008 reafirma nosso compromisso com a vida, especialmente, com a vida do ser humano mais indefeso, que é a criança no ventre materno, e com a vida da própria gestante. Políticas públicas realmente voltadas à pessoa humana são as que procuram atender às necessidades da mulher grávida, dando-lhe condições para ter e a criar bem os seus filhos, e não para abortá-los. “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19). Ainda que em determinadas circunstâncias se trate de uma escolha difícil e exigente, reafirmamos ser a única escolha aceitável e digna para nós que somos filhos e filhas do Deus da Vida. Conclamamos os católicos e a todas as pessoas de boa vontade a se unirem a nós na defesa e divulgação do Evangelho da Vida, atentos a todas as forças e expressões de uma cultura da morte que se expande sempre mais. #Aborto #Crisenaigreja
- “Comunhão na Mão é um ataque de Satanás à Eucaristia” – Cardeal Sarah
Cardeal Robert Sarah, chefe do dicastério vaticano sobre liturgia está convocando os fiéis católicos a voltarem a receber a Sagrada Comunhão na boca e de joelhos, de modo que abandonem o costume de receberem a comunhão na mão. No prefácio para um novo livro sobre o assunto, o Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino, escreve: “ O mais insidioso ataque diabólico consiste em tentar extinguir a fé na Eucaristia , semeando erros e encorajando um modo inapropriado de recebê-la . A guerra entre Miguel e seus anjos, de um lado, e Lúcifer, de outro, verdadeiramente continua nos corações dos fiéis .” “O alvo de Satanás é o sacrifício da Missa e a presença real de Jesus na Hóstia consagrada”, ele disse. O novo livro, de Pe. Federico Bortoli, foi lançado em italiano com o título: “A distribuição da Comunhão na mão: considerações históricas, jurídicas e pastorais” ( La distribuzione della comunione sulla mano. Profili storici, giuridici e pastorali ). Recordando o centenário das aparições de Fátima, Sarah escreve que o Anjo da Paz , que apareceu aos três pastorinhos antes da visita da bem-aventurada Virgem Maria, “mostra-nos como devemos receber o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo” . Sua Eminência descreve, então, os ultrajes com que Jesus é ofendido hoje na Santa Eucaristia, incluindo “a chamada ‘intercomunhão’” (prática de cristãos de diferentes confissões participarem da mesma mesa eucarística). Sarah dá sequência a seu discurso destacando como a fé na Presença Real “influencia o modo como recebemos a Comunhão, e vice-versa” , e propõe o Papa João Paulo II e Madre Teresa como dois santos modernos que Deus nos deu para imitarmos em seu reverência e na recepção da Santa Eucaristia. “Por que nos obstinamos em comungar de pé e na mão?” , o Prefeito da Congregação para o Culto Divino se pergunta. A maneira como a Santa Eucaristia é distribuída e recebida, ele escreve, “é uma importante questão sobre a qual a Igreja de hoje deve refletir.” Assista ao vídeo antes de continuar a leitura: Leia também: CAMPANHA CONTRA OS SACRILÉGIOS E PROFANAÇÕES AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO “Comunhão na Mão é um ataque de Satanás à Eucaristia” Abaixo, com a autorização de La Nuova Bussola Quotidiana , onde o prefácio primeiramente foi publicado, oferecemos aos nossos leitores uma tradução [n.d.t.: feita diretamente do original em italiano] de vários pontos chave do texto do Cardeal Sarah. A Providência, que dispõe sábia e suavemente todas as coisas, oferece-nos a leitura do livro A distribuição da Comunhão na mão , de Federico Bortoli, justamente depois de havermos celebrado o centenário das aparições de Fátima. Antes da aparição da Virgem Maria, na primavera de 1916 (n.d.t.: outono no hemisfério sul), o Anjo da Paz apareceu a Lúcia, Jacinta e Francisco, e disse-lhes: “Não temais. Sou o Anjo da Paz. Orai comigo.” […] Na primavera de 1916, na terceira aparição do Anjo, as crianças notaram que o Anjo, que era sempre o mesmo, segurava em sua mão esquerda um cálice acima do qual se estendia uma Hóstia. […] Ele deu a Hóstia consagrada a Lúcia e o Sangue do cálice a Jacinta e Francisco, que permaneceram de joelhos, enquanto lhes dizia: “Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus.” O Anjo prostrou-se novamente por terra, repetindo com Lúcia, Jacinta e Francisco por três vezes a mesma oração. O Anjo da Paz mostra-nos, então, como devemos receber o Corpo e Sangue de Jesus Cristo. A oração de reparação ditada pelo Anjo, infelizmente, é tida como obsoleta. Mas quais são os ultrajes que Jesus recebe na Hóstia consagrada, e dos quais precisamos fazer reparação? Em primeiro lugar, existem os ultrajes contra o próprio Sacramento: as horríveis profanações, das quais alguns convertidos do satanismo já deram testemunho e ofereceram descrições repugnantes; são ultrajes ainda as Comunhões sacrílegas , quando não se recebe a Eucaristia em estado de graça, ou quando não se professa a fé católica (refiro-me a certas formas da chamada “intercomunhão”). Em segundo lugar, constitui um ultraje a Nosso Senhor tudo o que pode impedir o fruto do Sacramento , especialmente os erros semeados nas mentes dos fiéis a fim de que eles não mais acreditem na Eucaristia. As terríveis profanações que acontecem nas chamadas “missas negras” não atingem diretamente Aquele que é ultrajado na Hóstia, encerrando-se tão somente nos acidentes do pão e do vinho. Leia também: QUATRO GRAVÍSSIMAS CONSEQUÊNCIAS DA COMUNHÃO NA MÃO É claro que Jesus sofre pelas almas dos profanadores, almas pelas quais Ele derramou o Sangue que elas tão cruel e miseravelmente desprezam. Mas Jesus sofre ainda mais quando o dom extraordinário de sua presença divino-humana na Eucaristia não pode levar seu potencial efeito às almas dos fiéis . E aí nós entendemos que o mais insidioso ataque diabólico consiste em tentar extinguir a fé na Eucaristia, semeando erros e encorajando um modo inapropriado de recebê-la. A guerra entre Miguel e seus anjos, de um lado, e Lúcifer, de outro, verdadeiramente continua nos corações dos fiéis: o alvo de Satanás é o sacrifício da Missa e a presença real de Jesus na Hóstia consagrada. Essa tentativa de rapina segue, por sua vez, dois caminhos: o primeiro é a redução do conceito de “presença real” . Muitos teólogos não cessam de ridicularizar ou de esnobar — não obstante as contínuas advertências do Magistério — o termo “transubstanciação”. […] Vejamos agora como a fé na Presença Real pode influenciar o modo de receber a Comunhão, e vice-versa. Receber a Comunhão sobre a mão comporta induvidavelmente uma grande dispersão de fragmentos . Ao contrário, a atenção às mais pequeninas partículas, o cuidado na purificação dos vasos sagrados, o não tocar a Hóstia com as mãos sujas de suor, tornam-se profissões de fé na presença real de Jesus, ainda que seja nas menores partes das espécies consagradas: se Jesus é a substância do Pão Eucarístico, e se as dimensões dos fragmentos são acidentes apenas do pão, pouco importa que o pedaço da Hóstia seja grande ou pequeno! A substância é a mesma! É Ele! Ao contrário, a desatenção aos fragmentos faz perder de vista o dogma: pouco a pouco poderia começar a prevalecer o pensamento: “Se até o pároco não dá atenção aos fragmentos, se administra a Comunhão de um modo que os fragmentos podem se dispersar, então quer dizer que Jesus não está presente neles, ou está ‘até um certo ponto’ .” O segundo caminho em que acontece o ataque contra a Eucaristia é a tentativa de retirar, dos corações dos fiéis, o sentido do sagrado . […] Enquanto o termo “transubstanciação” nos indica a realidade da presença, o sentido do sagrado permite-nos entrever a absoluta peculiaridade e santidade do Sacramento. Que desgraça seria perder o sentido do sagrado precisamente naquilo que é mais sagrado! E como é possível? Recebendo o alimento especial do mesmo modo como se recebe um alimento ordinário. […] A liturgia é feita de muitos pequenos ritos e gestos — cada um dos quais é capaz de exprimir essas atitudes carregadas de amor, de respeito filial e de adoração a Deus. Justamente por isso é oportuno promover a beleza, a conveniência e o valor pastoral desta prática que se desenvolveu ao longo da vida e da tradição da Igreja, a saber, receber a Sagrada Comunhão sobre a língua e de joelhos. A grandeza e a nobreza do homem, assim como a mais alta expressão do seu amor para com o Criador, consiste em colocar-se de joelhos diante de Deus . O próprio Jesus rezava de joelhos na presença do Pai. […] Nesse sentido, gostaria de propor o exemplo de dois grandes santos dos nossos tempos: São João Paulo II e Santa Teresa de Calcutá. Toda a vida de Karol Wojtyla esteve marcada por um profundo respeito à Santa Eucaristia. […] Malgrado estivesse extenuado e sem forças […] , estava sempre disposto a ajoelhar-se diante do Santíssimo. Ele era incapaz de ajoelhar-se e levantar-se sozinho. Precisava que outros lhe dobrassem os joelhos e depois o levantassem. Até os seus últimos dias, ele quis dar-nos um grande testemunho de reverência ao Santíssimo Sacramento . Por que somos assim tão orgulhosos e insensíveis aos sinais que o próprio Deus oferece para o nosso crescimento espiritual e para o nosso relacionamento íntimo com Ele? Por que não nos ajoelhamos para receber a Sagrada Comunhão, a exemplo dos santos? É assim tão humilhante prostrar-se e estar de joelhos diante de Nosso Senhor Jesus Cristo — Ele, que, “sendo de condição divina, […] humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz” ( Fl 2, 6–8)? Santa Madre Teresa de Calcutá, uma religiosa excepcional a que ninguém ousaria chamar de tradicionalista, fundamentalista ou extremista, e cuja fé, santidade e dom total de si a Deus e aos pobres são conhecidos de todos, possuía um respeito e um culto absoluto ao Corpo divino de Jesus Cristo. Certamente, ela tocava quotidianamente a “carne” de Cristo nos corpos deteriorados e sofridos dos mais pobres dos pobres. No entanto, cheia de estupor e respeitosa veneração, Madre Teresa se abstinha de tocar o Corpo transubstanciado do Cristo ; ao invés disso, ela O adorava e contemplava silenciosamente, permanecia por longos períodos de joelhos e prostrada diante de Jesus Eucaristia. Além disso, ela recebia a Sagrada Comunhão diretamente na boca, como uma pequena criança que se deixava humildemente nutrir por seu Deus. A santa se entristecia e lamentava sempre que via os cristãos receberem a Sagrada Comunhão nas próprias mãos. Ela afirmou inclusive que, segundo o que era de seu conhecimento, todas as suas irmãs recebiam a Comunhão apenas sobre a língua. Não é esta a exortação que Deus mesmo faz a nós: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te fez sair do Egito; abre a boca e eu te sacio” ( Sl 81, 11)? Por que nos obstinamos em comungar de pé e na mão? Por que essa atitude de falta de submissão aos sinais de Deus? Que nenhum sacerdote ouse impor a própria autoridade sobre essa questão recusando ou maltratando aqueles que desejam receber a Comunhão de joelhos e sobre a língua: venhamos como as crianças e recebamos humildemente, de joelhos e sobre a língua, o Corpo de Cristo. Os santos dão-nos o exemplo. São eles o modelo a imitar que Deus nos oferece! Mas como pode ter-se tornado tão comum a prática de receber a Eucaristia sobre a mão? A resposta nos é dada pelo Padre Bortoli, e confirmada por uma documentação até o momento inédita, e extraordinária por sua qualidade e dimensão. Tratou-se de um processo nem um pouco límpido, uma transição do que era concedido pela instrução Memoriale Domini ao modo que se difundiu hoje. […] Infelizmente, assim como aconteceu à língua latina e à reforma litúrgica, que deveria ter sido homogênea com os ritos precedentes, uma concessão particular tornou-se a gazua para forçar e esvaziar o cofre dos tesouros litúrgicos da Igreja . O Senhor conduz o justo por “caminhos retos” ( Sb 10, 10), não por subterfúgios; assim, além das motivações teológicas demonstradas acima, até o modo como se difundiu a prática da Comunhão na mão parece ter-se imposto não segundo os caminhos de Deus . Leia também: JÁ OUVIU FALAR EM “JOELHOFOBIA”? Possa este livro encorajar aqueles sacerdotes e aqueles fiéis que, movidos também pelo exemplo do Papa Bento XVI — que nos últimos anos de seu pontificado quis distribuir a Eucaristia na boca e de joelhos — , desejam administrar ou receber a Eucaristia deste modo, muito mais apropriado ao próprio Sacramento. Minha esperança é de que haja uma redescoberta e uma promoção da beleza e do valor pastoral dessa forma de comungar. Segundo o meu juízo e opinião, essa é uma questão importante sobre a qual a Igreja de hoje deve refletir . Trata-se de um ato de adoração e de amor que todos nós podemos oferecer a Jesus Cristo. Muito me agrada ver tantos jovens que escolhem receber Nosso Senhor com essa reverência, de joelhos e sobre a língua. Possa o trabalho do Pe. Bortoli favorecer um repensar geral sobre o modo de distribuir a Sagrada Comunhão. Tendo acabado de celebrar, como disse no início deste prefácio, o centenário de Fátima, encoraje-nos a firme esperança no triunfo do Imaculado Coração de Maria: no fim, também a verdade sobre a liturgia triunfará . #Mundo #Demônio #Comunhão #Eucaristia #AbusosLitúrgicos #Vaticano #IgrejaCatólica
- “Comunhão na Mão é um ataque de Satanás à Eucaristia” – Cardeal Sarah
Cardeal Robert Sarah, chefe do dicastério vaticano sobre liturgia está convocando os fiéis católicos a voltarem a receber a Sagrada Comunhão na boca e de joelhos, de modo que abandonem o costume de receberem a comunhão na mão. No prefácio para um novo livro sobre o assunto, o Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino, escreve: “ O mais insidioso ataque diabólico consiste em tentar extinguir a fé na Eucaristia , semeando erros e encorajando um modo inapropriado de recebê-la . A guerra entre Miguel e seus anjos, de um lado, e Lúcifer, de outro, verdadeiramente continua nos corações dos fiéis .” “O alvo de Satanás é o sacrifício da Missa e a presença real de Jesus na Hóstia consagrada”, ele disse. O novo livro, de Pe. Federico Bortoli, foi lançado em italiano com o título: “A distribuição da Comunhão na mão: considerações históricas, jurídicas e pastorais” ( La distribuzione della comunione sulla mano. Profili storici, giuridici e pastorali ). Recordando o centenário das aparições de Fátima, Sarah escreve que o Anjo da Paz , que apareceu aos três pastorinhos antes da visita da bem-aventurada Virgem Maria, “mostra-nos como devemos receber o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo” . Sua Eminência descreve, então, os ultrajes com que Jesus é ofendido hoje na Santa Eucaristia, incluindo “a chamada ‘intercomunhão’” (prática de cristãos de diferentes confissões participarem da mesma mesa eucarística). Sarah dá sequência a seu discurso destacando como a fé na Presença Real “influencia o modo como recebemos a Comunhão, e vice-versa” , e propõe o Papa João Paulo II e Madre Teresa como dois santos modernos que Deus nos deu para imitarmos em seu reverência e na recepção da Santa Eucaristia. “Por que nos obstinamos em comungar de pé e na mão?” , o Prefeito da Congregação para o Culto Divino se pergunta. A maneira como a Santa Eucaristia é distribuída e recebida, ele escreve, “é uma importante questão sobre a qual a Igreja de hoje deve refletir.” Assista ao vídeo antes de continuar a leitura: Leia também: CAMPANHA CONTRA OS SACRILÉGIOS E PROFANAÇÕES AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO “Comunhão na Mão é um ataque de Satanás à Eucaristia” Abaixo, com a autorização de La Nuova Bussola Quotidiana , onde o prefácio primeiramente foi publicado, oferecemos aos nossos leitores uma tradução [n.d.t.: feita diretamente do original em italiano] de vários pontos chave do texto do Cardeal Sarah. A Providência, que dispõe sábia e suavemente todas as coisas, oferece-nos a leitura do livro A distribuição da Comunhão na mão , de Federico Bortoli, justamente depois de havermos celebrado o centenário das aparições de Fátima. Antes da aparição da Virgem Maria, na primavera de 1916 (n.d.t.: outono no hemisfério sul), o Anjo da Paz apareceu a Lúcia, Jacinta e Francisco, e disse-lhes: “Não temais. Sou o Anjo da Paz. Orai comigo.” […] Na primavera de 1916, na terceira aparição do Anjo, as crianças notaram que o Anjo, que era sempre o mesmo, segurava em sua mão esquerda um cálice acima do qual se estendia uma Hóstia. […] Ele deu a Hóstia consagrada a Lúcia e o Sangue do cálice a Jacinta e Francisco, que permaneceram de joelhos, enquanto lhes dizia: “Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus.” O Anjo prostrou-se novamente por terra, repetindo com Lúcia, Jacinta e Francisco por três vezes a mesma oração. O Anjo da Paz mostra-nos, então, como devemos receber o Corpo e Sangue de Jesus Cristo. A oração de reparação ditada pelo Anjo, infelizmente, é tida como obsoleta. Mas quais são os ultrajes que Jesus recebe na Hóstia consagrada, e dos quais precisamos fazer reparação? Em primeiro lugar, existem os ultrajes contra o próprio Sacramento: as horríveis profanações, das quais alguns convertidos do satanismo já deram testemunho e ofereceram descrições repugnantes; são ultrajes ainda as Comunhões sacrílegas , quando não se recebe a Eucaristia em estado de graça, ou quando não se professa a fé católica (refiro-me a certas formas da chamada “intercomunhão”). Em segundo lugar, constitui um ultraje a Nosso Senhor tudo o que pode impedir o fruto do Sacramento , especialmente os erros semeados nas mentes dos fiéis a fim de que eles não mais acreditem na Eucaristia. As terríveis profanações que acontecem nas chamadas “missas negras” não atingem diretamente Aquele que é ultrajado na Hóstia, encerrando-se tão somente nos acidentes do pão e do vinho. Leia também: QUATRO GRAVÍSSIMAS CONSEQUÊNCIAS DA COMUNHÃO NA MÃO É claro que Jesus sofre pelas almas dos profanadores, almas pelas quais Ele derramou o Sangue que elas tão cruel e miseravelmente desprezam. Mas Jesus sofre ainda mais quando o dom extraordinário de sua presença divino-humana na Eucaristia não pode levar seu potencial efeito às almas dos fiéis . E aí nós entendemos que o mais insidioso ataque diabólico consiste em tentar extinguir a fé na Eucaristia, semeando erros e encorajando um modo inapropriado de recebê-la. A guerra entre Miguel e seus anjos, de um lado, e Lúcifer, de outro, verdadeiramente continua nos corações dos fiéis: o alvo de Satanás é o sacrifício da Missa e a presença real de Jesus na Hóstia consagrada. Essa tentativa de rapina segue, por sua vez, dois caminhos: o primeiro é a redução do conceito de “presença real” . Muitos teólogos não cessam de ridicularizar ou de esnobar — não obstante as contínuas advertências do Magistério — o termo “transubstanciação”. […] Vejamos agora como a fé na Presença Real pode influenciar o modo de receber a Comunhão, e vice-versa. Receber a Comunhão sobre a mão comporta induvidavelmente uma grande dispersão de fragmentos . Ao contrário, a atenção às mais pequeninas partículas, o cuidado na purificação dos vasos sagrados, o não tocar a Hóstia com as mãos sujas de suor, tornam-se profissões de fé na presença real de Jesus, ainda que seja nas menores partes das espécies consagradas: se Jesus é a substância do Pão Eucarístico, e se as dimensões dos fragmentos são acidentes apenas do pão, pouco importa que o pedaço da Hóstia seja grande ou pequeno! A substância é a mesma! É Ele! Ao contrário, a desatenção aos fragmentos faz perder de vista o dogma: pouco a pouco poderia começar a prevalecer o pensamento: “Se até o pároco não dá atenção aos fragmentos, se administra a Comunhão de um modo que os fragmentos podem se dispersar, então quer dizer que Jesus não está presente neles, ou está ‘até um certo ponto’ .” O segundo caminho em que acontece o ataque contra a Eucaristia é a tentativa de retirar, dos corações dos fiéis, o sentido do sagrado . […] Enquanto o termo “transubstanciação” nos indica a realidade da presença, o sentido do sagrado permite-nos entrever a absoluta peculiaridade e santidade do Sacramento. Que desgraça seria perder o sentido do sagrado precisamente naquilo que é mais sagrado! E como é possível? Recebendo o alimento especial do mesmo modo como se recebe um alimento ordinário. […] A liturgia é feita de muitos pequenos ritos e gestos — cada um dos quais é capaz de exprimir essas atitudes carregadas de amor, de respeito filial e de adoração a Deus. Justamente por isso é oportuno promover a beleza, a conveniência e o valor pastoral desta prática que se desenvolveu ao longo da vida e da tradição da Igreja, a saber, receber a Sagrada Comunhão sobre a língua e de joelhos. A grandeza e a nobreza do homem, assim como a mais alta expressão do seu amor para com o Criador, consiste em colocar-se de joelhos diante de Deus . O próprio Jesus rezava de joelhos na presença do Pai. […] Nesse sentido, gostaria de propor o exemplo de dois grandes santos dos nossos tempos: São João Paulo II e Santa Teresa de Calcutá. Toda a vida de Karol Wojtyla esteve marcada por um profundo respeito à Santa Eucaristia. […] Malgrado estivesse extenuado e sem forças […] , estava sempre disposto a ajoelhar-se diante do Santíssimo. Ele era incapaz de ajoelhar-se e levantar-se sozinho. Precisava que outros lhe dobrassem os joelhos e depois o levantassem. Até os seus últimos dias, ele quis dar-nos um grande testemunho de reverência ao Santíssimo Sacramento . Por que somos assim tão orgulhosos e insensíveis aos sinais que o próprio Deus oferece para o nosso crescimento espiritual e para o nosso relacionamento íntimo com Ele? Por que não nos ajoelhamos para receber a Sagrada Comunhão, a exemplo dos santos? É assim tão humilhante prostrar-se e estar de joelhos diante de Nosso Senhor Jesus Cristo — Ele, que, “sendo de condição divina, […] humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz” ( Fl 2, 6–8)? Santa Madre Teresa de Calcutá, uma religiosa excepcional a que ninguém ousaria chamar de tradicionalista, fundamentalista ou extremista, e cuja fé, santidade e dom total de si a Deus e aos pobres são conhecidos de todos, possuía um respeito e um culto absoluto ao Corpo divino de Jesus Cristo. Certamente, ela tocava quotidianamente a “carne” de Cristo nos corpos deteriorados e sofridos dos mais pobres dos pobres. No entanto, cheia de estupor e respeitosa veneração, Madre Teresa se abstinha de tocar o Corpo transubstanciado do Cristo ; ao invés disso, ela O adorava e contemplava silenciosamente, permanecia por longos períodos de joelhos e prostrada diante de Jesus Eucaristia. Além disso, ela recebia a Sagrada Comunhão diretamente na boca, como uma pequena criança que se deixava humildemente nutrir por seu Deus. A santa se entristecia e lamentava sempre que via os cristãos receberem a Sagrada Comunhão nas próprias mãos. Ela afirmou inclusive que, segundo o que era de seu conhecimento, todas as suas irmãs recebiam a Comunhão apenas sobre a língua. Não é esta a exortação que Deus mesmo faz a nós: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te fez sair do Egito; abre a boca e eu te sacio” ( Sl 81, 11)? Por que nos obstinamos em comungar de pé e na mão? Por que essa atitude de falta de submissão aos sinais de Deus? Que nenhum sacerdote ouse impor a própria autoridade sobre essa questão recusando ou maltratando aqueles que desejam receber a Comunhão de joelhos e sobre a língua: venhamos como as crianças e recebamos humildemente, de joelhos e sobre a língua, o Corpo de Cristo. Os santos dão-nos o exemplo. São eles o modelo a imitar que Deus nos oferece! Mas como pode ter-se tornado tão comum a prática de receber a Eucaristia sobre a mão? A resposta nos é dada pelo Padre Bortoli, e confirmada por uma documentação até o momento inédita, e extraordinária por sua qualidade e dimensão. Tratou-se de um processo nem um pouco límpido, uma transição do que era concedido pela instrução Memoriale Domini ao modo que se difundiu hoje. […] Infelizmente, assim como aconteceu à língua latina e à reforma litúrgica, que deveria ter sido homogênea com os ritos precedentes, uma concessão particular tornou-se a gazua para forçar e esvaziar o cofre dos tesouros litúrgicos da Igreja . O Senhor conduz o justo por “caminhos retos” ( Sb 10, 10), não por subterfúgios; assim, além das motivações teológicas demonstradas acima, até o modo como se difundiu a prática da Comunhão na mão parece ter-se imposto não segundo os caminhos de Deus . Leia também: JÁ OUVIU FALAR EM “JOELHOFOBIA”? Possa este livro encorajar aqueles sacerdotes e aqueles fiéis que, movidos também pelo exemplo do Papa Bento XVI — que nos últimos anos de seu pontificado quis distribuir a Eucaristia na boca e de joelhos — , desejam administrar ou receber a Eucaristia deste modo, muito mais apropriado ao próprio Sacramento. Minha esperança é de que haja uma redescoberta e uma promoção da beleza e do valor pastoral dessa forma de comungar. Segundo o meu juízo e opinião, essa é uma questão importante sobre a qual a Igreja de hoje deve refletir . Trata-se de um ato de adoração e de amor que todos nós podemos oferecer a Jesus Cristo. Muito me agrada ver tantos jovens que escolhem receber Nosso Senhor com essa reverência, de joelhos e sobre a língua. Possa o trabalho do Pe. Bortoli favorecer um repensar geral sobre o modo de distribuir a Sagrada Comunhão. Tendo acabado de celebrar, como disse no início deste prefácio, o centenário de Fátima, encoraje-nos a firme esperança no triunfo do Imaculado Coração de Maria: no fim, também a verdade sobre a liturgia triunfará . #Mundo #Demônio #Comunhão #Eucaristia #AbusosLitúrgicos #Vaticano #IgrejaCatólica
- Urgente: Música do “Bob” – Satanismo e suicídio ao alcance de nossas crianças
Música do Bob: uma canção com batida suave, e clipe com traços infantis, mas com uma letra incrivelmente perigosa às crianças, que aborda Demônio, Suicído, Drogas, Aborto, etc! Uma música aparentemente inofensiva está dando o que falar nas redes sociais e tem deixado muitos pais desesperados pelo teor de sua letra. A canção BOB de Rafa Kamaitachi foi lançada ainda este ano. O single inicialmente tem melodia e batida muito suaves mas surpreende por sua letra. A canção parece retratar um demônio que está com uma criança e não vai sair. Aos poucos , a música vai revelando um conteúdo macabro e depressivo. Com expressões do tipo “ele não quer sair de mim”, a citação do Bob, faria então, menção a um demônio que fica com uma criança, que é vítima de um lar desajustado. A citação de aborto entre outros temas fortes assustou até mesmo dois youtubers que inocentemente ouviram a música, mas ficaram chocados quando percebem o enredo macabro da canção. No contexto da música, a criança tem uma mãe que faz uso de remédios antidepressivos e um pai que é um adúltero com vício em drogas.Os pais deixariam a criança desamparada,que ela passa a conversar com um amigo imaginário, Bob, que muitos associam ao demônio. Os pais passaram a ser advertidos a não deixaram seus filhos ouvirem a canção pois esta, incitaria o diálogo com o diabo. Leia também: Garota agride a própria a mãe por não poder ir em baile funk Uma análise católica O Casal Deia e Tiba também escutou essa música e eles fizeram uma excelente análise da música do Bob que fala sobre demônio e suicídio e do contexto nocivo no qual muitas vezes somos os maiores responsáveis e colocamos nossos filhos em risco. Assista: Leia também: Um GRAVE problema dos pais atuais: Terceirizar a Educação dos filhos Já escolheu qual presente dar no dia das crianças? Temos uma sugestão: que tal dar um presente que o aproxime de Deus? Conheça o livro Total Consagração para Crianças. É um livro voltado para a catequese de crianças, com ilustrações, atividades e muito conhecimento, com uma didática especial para facilitar a compreensão pelas crianças. Aproveite a promoção: Clique aqui para adquirir Disponível na loja virtual: loja.totalconsagracao.com.br Música do “Bob” ou Música do demônio? A música já teve vários milhões de acessos e vem viralizando nas redes. Colocamos abaixo a letra e o vídeo da Música do Bob que fala sobre demônio e suicídio para que os pais tomem conhecimento da música e tirem suas conclusões (Leia a letra até final): Bob Autor: Rafa Kamaitachi Ele não quer sair de mim, mim, mim, mim Já achou sua morada aqui Ele quer que você vá embora Bate a porta do meu quarto E nunca mais tente essa porta abrir Ele não quer sair de mim, mim, mim, mim Já achou sua morada aqui Ele faz dar vida para os meus brinquedos Que ficam com olhos vermelhos tipo O senhor caranguejo e o guaxinim, nim, nim, nim Mamãe, tenho que te apresentar o Bob Ele vem cuidar de mim enquanto tu dorme Diz que teu tic tac tem um efeito extra forte Que tu só se levanta no amanhã por pura sorte Papai, tenho que te apresentar o Bob Ele vem cuidar de mim enquanto tu dorme Diz que eu tenho outras mamães, que tu esconde até da morte E teu nariz fica branquinho usando algo que não pode Não pode, não Não pode, não Não pode, não Meu amigo Bob diz Que é um menininho corrompido E toda vez que se acende a luz do quarto Fica espantado, por isso todo esse caco de vidro Bob diz que é filho de um anjinho que foi caído E toda vez que se acende a luz do quarto Fica espantado Por isso ele inverte o crucifixo Leia também: DO GRAVE DEVER DOS PAIS DE EDUCAREM SEUS FILHOS Ele não quer sair de mim Já achou sua morada aqui Ele pega a espingarda do papai Que ele guarda no armário Mira pra porta do quarto e diz: Ninguém vai entrar aqui! Ele não quer sair de mim Já achou sua morada aqui Ele rabisca o meu braço com desenhos estranhos Queima a Bíblia e outros santos E diz que nenhum querubim encostará em mim Mamãe, tenho que te apresentar o Bob Ele vem cuidar de mim enquanto tu dorme Diz que tu é uma vagabunda de uma esnobe E que o próprio Asmodeus te esperará com mil chicotes Papai, tenho que te apresentar o Bob Ele vem cuidar de mim enquanto tu dorme Diz que tu vai pro inferno e de la você não foge Meus irmãos eram fetos que tu ordenou que aborte Não pode, não Não pode, não Não pode, não Meu amigo Bob diz Que é um menininho corrompido E toda vez que se acende a luz do quarto Fica espantado, por isso todo esse caco de vidro Leia também: Se os casais católicos não podem evitar filhos, para que serve o Método Billings? Bob diz que é filho de um anjinho que foi caído E toda vez que se acende a luz do quarto Fica espantado Por isso ele inverte o crucifixo (Letra Rafa Kamaitachi) Não recomendamos que assista, mas se mesmo assim quiser assistir ao clipe com a música Música do Bob que fala sobre demônio e suicídio, CLIQUE AQUI, e não esqueça de deixar seu deslike no vídeo. #EducaçãodosFilhos #Mundo #Família #Demônio #Filhos
- Urgente: Música do “Bob” – Satanismo e suicídio ao alcance de nossas crianças
Música do Bob: uma canção com batida suave, e clipe com traços infantis, mas com uma letra incrivelmente perigosa às crianças, que aborda Demônio, Suicído, Drogas, Aborto, etc! Uma música aparentemente inofensiva está dando o que falar nas redes sociais e tem deixado muitos pais desesperados pelo teor de sua letra. A canção BOB de Rafa Kamaitachi foi lançada ainda este ano. O single inicialmente tem melodia e batida muito suaves mas surpreende por sua letra. A canção parece retratar um demônio que está com uma criança e não vai sair. Aos poucos , a música vai revelando um conteúdo macabro e depressivo. Com expressões do tipo “ele não quer sair de mim”, a citação do Bob, faria então, menção a um demônio que fica com uma criança, que é vítima de um lar desajustado. A citação de aborto entre outros temas fortes assustou até mesmo dois youtubers que inocentemente ouviram a música, mas ficaram chocados quando percebem o enredo macabro da canção. No contexto da música, a criança tem uma mãe que faz uso de remédios antidepressivos e um pai que é um adúltero com vício em drogas.Os pais deixariam a criança desamparada,que ela passa a conversar com um amigo imaginário, Bob, que muitos associam ao demônio. Os pais passaram a ser advertidos a não deixaram seus filhos ouvirem a canção pois esta, incitaria o diálogo com o diabo. Leia também: Garota agride a própria a mãe por não poder ir em baile funk Uma análise católica O Casal Deia e Tiba também escutou essa música e eles fizeram uma excelente análise da música do Bob que fala sobre demônio e suicídio e do contexto nocivo no qual muitas vezes somos os maiores responsáveis e colocamos nossos filhos em risco. Assista: Leia também: Um GRAVE problema dos pais atuais: Terceirizar a Educação dos filhos Já escolheu qual presente dar no dia das crianças? Temos uma sugestão: que tal dar um presente que o aproxime de Deus? Conheça o livro Total Consagração para Crianças. É um livro voltado para a catequese de crianças, com ilustrações, atividades e muito conhecimento, com uma didática especial para facilitar a compreensão pelas crianças. Aproveite a promoção: Clique aqui para adquirir Disponível na loja virtual: loja.totalconsagracao.com.br Música do “Bob” ou Música do demônio? A música já teve vários milhões de acessos e vem viralizando nas redes. Colocamos abaixo a letra e o vídeo da Música do Bob que fala sobre demônio e suicídio para que os pais tomem conhecimento da música e tirem suas conclusões (Leia a letra até final): Bob Autor: Rafa Kamaitachi Ele não quer sair de mim, mim, mim, mim Já achou sua morada aqui Ele quer que você vá embora Bate a porta do meu quarto E nunca mais tente essa porta abrir Ele não quer sair de mim, mim, mim, mim Já achou sua morada aqui Ele faz dar vida para os meus brinquedos Que ficam com olhos vermelhos tipo O senhor caranguejo e o guaxinim, nim, nim, nim Mamãe, tenho que te apresentar o Bob Ele vem cuidar de mim enquanto tu dorme Diz que teu tic tac tem um efeito extra forte Que tu só se levanta no amanhã por pura sorte Papai, tenho que te apresentar o Bob Ele vem cuidar de mim enquanto tu dorme Diz que eu tenho outras mamães, que tu esconde até da morte E teu nariz fica branquinho usando algo que não pode Não pode, não Não pode, não Não pode, não Meu amigo Bob diz Que é um menininho corrompido E toda vez que se acende a luz do quarto Fica espantado, por isso todo esse caco de vidro Bob diz que é filho de um anjinho que foi caído E toda vez que se acende a luz do quarto Fica espantado Por isso ele inverte o crucifixo Leia também: DO GRAVE DEVER DOS PAIS DE EDUCAREM SEUS FILHOS Ele não quer sair de mim Já achou sua morada aqui Ele pega a espingarda do papai Que ele guarda no armário Mira pra porta do quarto e diz: Ninguém vai entrar aqui! Ele não quer sair de mim Já achou sua morada aqui Ele rabisca o meu braço com desenhos estranhos Queima a Bíblia e outros santos E diz que nenhum querubim encostará em mim Mamãe, tenho que te apresentar o Bob Ele vem cuidar de mim enquanto tu dorme Diz que tu é uma vagabunda de uma esnobe E que o próprio Asmodeus te esperará com mil chicotes Papai, tenho que te apresentar o Bob Ele vem cuidar de mim enquanto tu dorme Diz que tu vai pro inferno e de la você não foge Meus irmãos eram fetos que tu ordenou que aborte Não pode, não Não pode, não Não pode, não Meu amigo Bob diz Que é um menininho corrompido E toda vez que se acende a luz do quarto Fica espantado, por isso todo esse caco de vidro Leia também: Se os casais católicos não podem evitar filhos, para que serve o Método Billings? Bob diz que é filho de um anjinho que foi caído E toda vez que se acende a luz do quarto Fica espantado Por isso ele inverte o crucifixo (Letra Rafa Kamaitachi) Não recomendamos que assista, mas se mesmo assim quiser assistir ao clipe com a música Música do Bob que fala sobre demônio e suicídio, CLIQUE AQUI, e não esqueça de deixar seu deslike no vídeo. #EducaçãodosFilhos #Mundo #Família #Demônio #Filhos
- SESSENTA ANOS DE GUERRA CIVIL NA IGREGA CATÓLICA – Pe. Santiago Martín
George Weigel, um dos mais importantes escritores católicos americanos, grande biógrafo de São João Paulo II, escreveu um artigo interessante e duro sobre o que aconteceu no Instituto João Paulo II para o Matrimonio e a Família , em Roma, com o mudanças que nele ocorreram. No artigo intitulado “Os vândalos saqueiam Roma… de novo”, refere-se à demissão de professores fiéis à linha anterior do Instituto e à supressão de alguns temas importantes, como a Teologia Moral Fundamental. Mas também, no artigo, Weigel fala da guerra civil que surgiu entre os teólogos reformistas a partir da terceira e quarta sessão do Concílio Vaticano II. Um setor desses teólogos, que se uniram nas duas primeiras sessões e no trabalho preparatório, defendeu que a renovação se fizesse na fidelidade à Palavra de Deus e à Tradição; o seu personagem mais significativo foi Joseph Ratzinger. O outro setor, cujo nome mais conhecido era Hans Küng, defendeu, pelo contrário, a ruptura, para então começar uma nova Igreja, quase do zero. Durante a etapa em que estavam unidos, foi criada a revista Concilium, na qual todos participaram. Então, e como expressão dessa ruptura, aqueles que queriam uma interpretação do Concílio em continuidade com a tradição deixaram a Concilium e criaram a revista Communio. Depois disso, diz Weigel, e depois de quinze anos de luta, um homem da linha de continuidade, Karol Wojtyla, arcebispo de Cracóvia, foi eleito pontífice, que logo chamou o homem mais representativo de sua corrente para ficar ao seu lado: Joseph Ratzinger, tornando-o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. A decisão que ambos tomaram em relação aos representantes do outro setor era respeitá-los e deixá-los em suas cadeiras, exceto àqueles cuja notoriedade se tornara clamorosa — Hans Küng, Marciano Vidal, Leonardo Boff; nenhum expurgo foi feito e os teólogos da ruptura continuaram a controlar a maioria das cadeiras de teologia. São João Paulo II acreditava que era preciso dar tempo ao tempo e se dedicar à promoção de novos institutos teológicos — entre eles o dedicado à família —, e também aos novos movimentos. Mas agora que eles chegaram ao poder (é o que denuncia Weigel), estão fazendo os expurgos que não foram feitos com eles; e a prova é o que aconteceu no Instituto João Paulo II para o Matrimônio e a Família. O problema de fundo é a guerra civil pós-conciliar, que permanece ativa, sobre a interpretação ou leitura do Concílio: continuidade ou ruptura, fidelidade à Palavra e Tradição ou a criação de uma nova Igreja para a qual tudo o que vinha antes é secundário e deve ser negligenciado, quando não apoie as características dessa nova Igreja, para a qual não são essenciais a pessoa histórica de Jesus, o conteúdo dos relatos evangélicos e nem mesmo a fé em sua divindade. A primeira coisa que me veio à mente, ao ler este artigo, foi a constatação de que já são sessenta anos de guerra civil dentro da Igreja, ao mesmo tempo em que me lembrava das palavras do Senhor: um Reino em guerra civil não pode subsistir (todas as suas casas serão destruídas). Isso é o que está acontecendo conosco. O Instituto é mais uma batalha dentro dessa guerra civil, e a nova Igreja só poderá surgir sobre as cinzas da antiga. Ocorrem-me várias perguntas, cada uma mais premente que a outra. Essa nova Igreja permanecerá cristã? Continuará acreditando em Deus? Seus defensores creem em Cristo como Deus e verdadeiro homem? Creem nos ensinamentos dos Evangelhos como algo interpretável, mas que não se pode trair? Além disso, acreditam na existência de Deus, na vida eterna, no prêmio e no castigo eterno? E a pergunta final: o que teremos que fazer diante desta nova Igreja se, enfim, ela decidir proclamar sua existência jurídica? Vamos continuar rezando, lutando e confiando. Honra aos mártires — àqueles que veem sua honra destruída ou sua vida truncada — e aos fiéis — aqueles que, apesar de tudo, não desistem de confessar sua fé na divindade de Cristo. http://catolicos-on-line.frmaria.org/index.php?option=com_content&view=article&id=6956%3Aiglesia&catid=37%3Acategoria-articulos&Itemid=28
- URGENTE! Grupo de feministas pró-aborto estará na Semana da Juventude em uma paróquia de São Miguel
URGENTE! Grupo de feministas pró-aborto, que se passam por Católicas, chamado “Católicas pelo Direito de Decidir” estão na programação para uma roda de conversa na 36ª Semana da Juventude que acontecerá HOJE na Paróquia São Francisco de Assis, pertencente a Diocese de São Miguel Paulista! DENUNCIEM! TELEFONE DA DIOCESE DE SÃO MIGUEL: (11) 2297-3953 TELEFONE DA PARÓQUIA DE SÃO FRANCISCO: (11) 2546-4254 VIGÁRIO DA PARÓQUIA: (11) 2295-4462 LIGUEM E DENUNCIEM!! Veja a divulgação que fizeram nas redes sociais: O que é o movimento “Católicas pelo Direito de Decidir” Em síntese: “Católicas pelo Direito de Decidir” (CDD) é um movimento norte-americano ramificado em vários países (inclusive no Brasil), que pleiteia o direito das mulheres ao aborto e à liberdade sexual, que não exclui o lesbianismo. Já em 1993 o Episcopado norte-americano declarou não poder esse Movimento ser tido como católico. Dada a atuação persistente e proselitista do grupo, os Bispos norte-americanos voltaram a se pronunciar contrariamente a CDD na data de 10/05/00. O Movimento das “Católicas pelo Direito de Decidir” (CDD) tem tomado vulto na América inteira, inclusive no Brasil, onde se vem empenhando pela legislação do aborto. Vêm sendo divulgados alguns escritos desse Movimento, principalmente em castelhano. Em português, tem-se a brochura “Uma História mal Contada”, que em dois capítulos propugna o aborto, acusando injustamente a Igreja Católica. As CDD financiam suas atividades com milhões de dólares recebidos de grupos norte-americanos abertamente anti-vida como a Fundação Ford. Na América Latina sua agenda é clara: Apoiar a dissenção católica no tema do aborto e os contraceptivos. Proporcionar aos católicos uma “alternativa racional” à doutrina da Igreja. “Educar” sobre os direitos de saúde reprodutiva (aborto e anticoncepção sistemática) na América Latina. O CDD tem sua história e suas teses, que já foram apresentadas sumariamente em PR 430/1988, pp. 115-123. Rejeitado em 1993 como não católico, esse Movimento foi novamente desautorado pelos Bispos norte-americanos em 10/05/00. Leia também: ATENÇÃO: Nenhum Papa ou Concílio poderia permitir ordenação de mulheres – “seria inválido” – Cardeal Müller Católicos e abortistas? O Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, encarregado de um dos apostolados pró-vida mais exitosos de Anápolis, precisa por sua parte que é impossível que os católicos apoiem o aborto, do que se deduz que as CDD são falsas católicas. Segundo Padre Lodi, quando os católicos se sentem confundidos pelas argumentações a favor do aborto, simplesmente devem recorer a documentos eclesiais como a encíclica de João Paulo II, Evangelium Vitae, para constatar que os ensinamentos da Igreja vão na contra-mão da moral e o aborto sempre será algo mal por implicar a morte deliberada de um ser humano inocente. O Padre Lodi sustenta que não se pode matar a um bebê nem sequer para salvar a vida da mãe porque ambas são vidas humanas independentes. Se teoricamente se dá o caso, nada se pode fazer e nunca é lícito “fazer o mal para que daí se tire o bem”. Tanto a vida da mãe como a da criança são absolutamente iguais, acrescenta o sacerdote e precisa que ambos são “seres humanos criados a imagem e semelhança de Deus, possuidores de uma alma imortal e de um destino sobrenatural”. O Padre Lodi indica que o aborto tampouco é “lícito em casos de violação porque a repugnância contra o crime nunca poderá se converter em repugnância contra um inocente concebido. A vida sempre é um dom de Deus, ainda quando surge em circunstâncias pecaminosas”. Nota da CNBB sobre as Católicas pelo Direito de Decidir Têm chegado à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – inúmeras consultas sobre a ONG denominada “Católicas pelo Direito de Decidir”, uma vez que em seus pronunciamentos há vários pontos contrários à doutrina e à moral católicas. Esclarecemos que se trata de uma entidade feminista, constituída no Brasil em 1993, e que atua em articulação e rede com vários parceiros no Brasil e no mundo, em particular com uma organização norte-americana intitulada “Catholics for a Free Choice”. Sobre esta última, a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos já fez várias declarações, destacando que o grupo tem defendido publicamente o aborto e distorcido o ensinamento católico sobre o respeito e a proteção devidos à vida do nascituro indefeso; é contrário a muitos ensinamentos do Magistério da Igreja; não é uma organização católica e não fala pela Igreja Católica[1]. Essas observações se aplicam, também, ao grupo que atua em nosso país. A Campanha da Fraternidade deste ano de 2008 reafirma nosso compromisso com a vida, especialmente, com a vida do ser humano mais indefeso, que é a criança no ventre materno, e com a vida da própria gestante. Políticas públicas realmente voltadas à pessoa humana são as que procuram atender às necessidades da mulher grávida, dando-lhe condições para ter e a criar bem os seus filhos, e não para abortá-los. “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19). Ainda que em determinadas circunstâncias se trate de uma escolha difícil e exigente, reafirmamos ser a única escolha aceitável e digna para nós que somos filhos e filhas do Deus da Vida. Conclamamos os católicos e a todas as pessoas de boa vontade a se unirem a nós na defesa e divulgação do Evangelho da Vida, atentos a todas as forças e expressões de uma cultura da morte que se expande sempre mais.
- URGENTE! Grupo de feministas pró-aborto estará na Semana da Juventude em uma paróquia de São Miguel
URGENTE! Grupo de feministas pró-aborto, que se passam por Católicas, chamado “Católicas pelo Direito de Decidir” estão na programação para uma roda de conversa na 36ª Semana da Juventude que acontecerá HOJE na Paróquia São Francisco de Assis, pertencente a Diocese de São Miguel Paulista! DENUNCIEM! TELEFONE DA DIOCESE DE SÃO MIGUEL: (11) 2297-3953 TELEFONE DA PARÓQUIA DE SÃO FRANCISCO: (11) 2546-4254 VIGÁRIO DA PARÓQUIA: (11) 2295-4462 LIGUEM E DENUNCIEM!! Veja a divulgação que fizeram nas redes sociais: O que é o movimento “Católicas pelo Direito de Decidir” Em síntese: “Católicas pelo Direito de Decidir” (CDD) é um movimento norte-americano ramificado em vários países (inclusive no Brasil), que pleiteia o direito das mulheres ao aborto e à liberdade sexual, que não exclui o lesbianismo. Já em 1993 o Episcopado norte-americano declarou não poder esse Movimento ser tido como católico. Dada a atuação persistente e proselitista do grupo, os Bispos norte-americanos voltaram a se pronunciar contrariamente a CDD na data de 10/05/00. O Movimento das “Católicas pelo Direito de Decidir” (CDD) tem tomado vulto na América inteira, inclusive no Brasil, onde se vem empenhando pela legislação do aborto. Vêm sendo divulgados alguns escritos desse Movimento, principalmente em castelhano. Em português, tem-se a brochura “Uma História mal Contada”, que em dois capítulos propugna o aborto, acusando injustamente a Igreja Católica. As CDD financiam suas atividades com milhões de dólares recebidos de grupos norte-americanos abertamente anti-vida como a Fundação Ford. Na América Latina sua agenda é clara: Apoiar a dissenção católica no tema do aborto e os contraceptivos. Proporcionar aos católicos uma “alternativa racional” à doutrina da Igreja. “Educar” sobre os direitos de saúde reprodutiva (aborto e anticoncepção sistemática) na América Latina. O CDD tem sua história e suas teses, que já foram apresentadas sumariamente em PR 430/1988, pp. 115-123. Rejeitado em 1993 como não católico, esse Movimento foi novamente desautorado pelos Bispos norte-americanos em 10/05/00. Leia também: ATENÇÃO: Nenhum Papa ou Concílio poderia permitir ordenação de mulheres – “seria inválido” – Cardeal Müller Católicos e abortistas? O Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, encarregado de um dos apostolados pró-vida mais exitosos de Anápolis, precisa por sua parte que é impossível que os católicos apoiem o aborto, do que se deduz que as CDD são falsas católicas. Segundo Padre Lodi, quando os católicos se sentem confundidos pelas argumentações a favor do aborto, simplesmente devem recorer a documentos eclesiais como a encíclica de João Paulo II, Evangelium Vitae, para constatar que os ensinamentos da Igreja vão na contra-mão da moral e o aborto sempre será algo mal por implicar a morte deliberada de um ser humano inocente. O Padre Lodi sustenta que não se pode matar a um bebê nem sequer para salvar a vida da mãe porque ambas são vidas humanas independentes. Se teoricamente se dá o caso, nada se pode fazer e nunca é lícito “fazer o mal para que daí se tire o bem”. Tanto a vida da mãe como a da criança são absolutamente iguais, acrescenta o sacerdote e precisa que ambos são “seres humanos criados a imagem e semelhança de Deus, possuidores de uma alma imortal e de um destino sobrenatural”. O Padre Lodi indica que o aborto tampouco é “lícito em casos de violação porque a repugnância contra o crime nunca poderá se converter em repugnância contra um inocente concebido. A vida sempre é um dom de Deus, ainda quando surge em circunstâncias pecaminosas”. Nota da CNBB sobre as Católicas pelo Direito de Decidir Têm chegado à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – inúmeras consultas sobre a ONG denominada “Católicas pelo Direito de Decidir”, uma vez que em seus pronunciamentos há vários pontos contrários à doutrina e à moral católicas. Esclarecemos que se trata de uma entidade feminista, constituída no Brasil em 1993, e que atua em articulação e rede com vários parceiros no Brasil e no mundo, em particular com uma organização norte-americana intitulada “Catholics for a Free Choice”. Sobre esta última, a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos já fez várias declarações, destacando que o grupo tem defendido publicamente o aborto e distorcido o ensinamento católico sobre o respeito e a proteção devidos à vida do nascituro indefeso; é contrário a muitos ensinamentos do Magistério da Igreja; não é uma organização católica e não fala pela Igreja Católica[1]. Essas observações se aplicam, também, ao grupo que atua em nosso país. A Campanha da Fraternidade deste ano de 2008 reafirma nosso compromisso com a vida, especialmente, com a vida do ser humano mais indefeso, que é a criança no ventre materno, e com a vida da própria gestante. Políticas públicas realmente voltadas à pessoa humana são as que procuram atender às necessidades da mulher grávida, dando-lhe condições para ter e a criar bem os seus filhos, e não para abortá-los. “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19). Ainda que em determinadas circunstâncias se trate de uma escolha difícil e exigente, reafirmamos ser a única escolha aceitável e digna para nós que somos filhos e filhas do Deus da Vida. Conclamamos os católicos e a todas as pessoas de boa vontade a se unirem a nós na defesa e divulgação do Evangelho da Vida, atentos a todas as forças e expressões de uma cultura da morte que se expande sempre mais.
- Devota de Santa Clara, mãe prepara ensaio com a filha vestida como religiosa
Clara protagonizou um ensaio diferente porque a mãe é devota da santa, que é celebrada neste mês Com 9 meses de vida, Clara protagonizou um ensaio pra lá de diferente, e fofo pelo seu sorriso. Ela ainda não entende ao certo a história de Santa Clara, mas acompanha a felicidade da mãe todas as vezes que vai à igreja ou a assiste a rezando para a imagem que há em casa. Por isso, apareceu em um ensaio vestindo um pequeno hábito, traje longo usado comumente por freiras e que é parecido com a roupa da santa. “Em junho visitamos o mosteiro onde ficam as Clarissas, em Dourados, então depois desse dia e como estava chegando o mês de agosto, mês de Santa Clara, decidi fazer o ensaio de 9 meses com esse tema”, descreve a mãe da bebê, a professora Thais Idalgo, de 27 anos. As fotos são de Sarah Garcia com cenário montado por Thais. O ensaio, segundo a mãe, tem rendido inúmeros elogios nas redes sociais. “Estão todos apaixonados, o Frei João Francisco, da Paróquia São Francisco, onde frequentamos, está em polvorosa”, diz. Foto: Sarah Garcia A mãe conta que conheceu a história Santa Clara em um momento difícil da vida e virou devota. “Eu estava passando por uma decepção amorosa quando conheci Santa Clara e me apaixonei por sua história, uma mulher forte, determinada e extremamente apaixonada por Deus – que foi capaz de deixar a família, riqueza e um noivado arranjado para seguir aquilo que ele queria”. Ainda segundo a professora, a santa é retratada com um ostensório, pois conta-se que se utilizou dele para salvar a vida de suas irmãs no convento “e daí uma grande luz veio”, diz. “Sempre pedi que ela iluminasse meu caminho”. Leia também: Um GRAVE problema dos pais atuais: Terceirizar a Educação dos filhos Em razão disso, quis homenageá-la, colocando na filha o nome Clara. “No dia do parto nós levamos (escondido) uma imagem de Santa Clara e rezamos o terço olhando para ela na espera da chegada da nossa filha”, afirma. O ensaio, diz a mãe, vai ao encontro com o mês de Santa Clara, comemorado em agosto. “No dia 11 de agosto, Dia dos Pais, Clara vai à missa com sua roupa”, garante. Via Campo Grande News Foto: Sarah Garcia Foto: Sarah Garcia Foto: Sarah Garcia Foto: Sarah Garcia Foto: Sarah Garcia #EducaçãodosFilhos #Filhos
- Devota de Santa Clara, mãe prepara ensaio com a filha vestida como religiosa
Clara protagonizou um ensaio diferente porque a mãe é devota da santa, que é celebrada neste mês Com 9 meses de vida, Clara protagonizou um ensaio pra lá de diferente, e fofo pelo seu sorriso. Ela ainda não entende ao certo a história de Santa Clara, mas acompanha a felicidade da mãe todas as vezes que vai à igreja ou a assiste a rezando para a imagem que há em casa. Por isso, apareceu em um ensaio vestindo um pequeno hábito, traje longo usado comumente por freiras e que é parecido com a roupa da santa. “Em junho visitamos o mosteiro onde ficam as Clarissas, em Dourados, então depois desse dia e como estava chegando o mês de agosto, mês de Santa Clara, decidi fazer o ensaio de 9 meses com esse tema”, descreve a mãe da bebê, a professora Thais Idalgo, de 27 anos. As fotos são de Sarah Garcia com cenário montado por Thais. O ensaio, segundo a mãe, tem rendido inúmeros elogios nas redes sociais. “Estão todos apaixonados, o Frei João Francisco, da Paróquia São Francisco, onde frequentamos, está em polvorosa”, diz. Foto: Sarah Garcia A mãe conta que conheceu a história Santa Clara em um momento difícil da vida e virou devota. “Eu estava passando por uma decepção amorosa quando conheci Santa Clara e me apaixonei por sua história, uma mulher forte, determinada e extremamente apaixonada por Deus – que foi capaz de deixar a família, riqueza e um noivado arranjado para seguir aquilo que ele queria”. Ainda segundo a professora, a santa é retratada com um ostensório, pois conta-se que se utilizou dele para salvar a vida de suas irmãs no convento “e daí uma grande luz veio”, diz. “Sempre pedi que ela iluminasse meu caminho”. Leia também: Um GRAVE problema dos pais atuais: Terceirizar a Educação dos filhos Em razão disso, quis homenageá-la, colocando na filha o nome Clara. “No dia do parto nós levamos (escondido) uma imagem de Santa Clara e rezamos o terço olhando para ela na espera da chegada da nossa filha”, afirma. O ensaio, diz a mãe, vai ao encontro com o mês de Santa Clara, comemorado em agosto. “No dia 11 de agosto, Dia dos Pais, Clara vai à missa com sua roupa”, garante. Via Campo Grande News Foto: Sarah Garcia Foto: Sarah Garcia Foto: Sarah Garcia Foto: Sarah Garcia Foto: Sarah Garcia #EducaçãodosFilhos #Filhos
- Católicos não são obrigados a seguir a agenda eco-esquerdista do Papa Francisco afirma Cardeal Mülle
Católicos não são obrigados a seguir a agenda eco-esquerdista do Papa Francisco de se opor a combustíveis fosseis e de favorecer acordos acerca de assuntos ambientais, afirmou o Cardeal Gerhard Müller ao jornal australiano The Weekend (27 de julho). Müller está em Sydney para discursar na conferência da Confraternidade Australiana do Clero Católico. “Não somos um partido verde”, acrescentou. “Política ambiental não tem nada a ver com a fé e moral. Esses assuntos são para políticos e para o povo votar no partido ao qual adere”. “Os bispos não são cientistas, especialistas em meio-ambiente ou políticos”. Müller recomendou que os líderes da Igreja deveriam se concentrar na religião. Papa deveria combater “cisma”. Müller explicou que Francisco e os bispos precisavam “dar clareza, baseada na palavra de Deus” para curar o “cisma” existente entre “conservadores” e “progressitas” na Igreja. Falsas compreensões de teologia estariam causando confusão doutrinal. No entanto, as prioridades de Francisco seriam a justiça social e a eliminação da pobreza, acrescentou. Colegialidade só no papel Müller afirmou que muitos cardeais que elegerão o sucessor de Francisco encararão o problema de não conhecerem uns aos outros, pois Francisco não convoca um encontro geral entre cardeais há quatro anos. A falta de tais encontros parecem contradizer o estilo consultivo ostensivamente favorecido por Francisco, que [supostamente] quer uma “abordagem sinodal”. Leia Também: Cardeal Müller: Jesus foi expulso do Sínodo da Amazônia O Cardeal Müller afirmou que Francisco também ouvia “pseudo amigos, que nem sempre eram amigos”. Fonte: FratresInUnum #papafrancisco
- Católicos não são obrigados a seguir a agenda eco-esquerdista do Papa Francisco afirma Cardeal Mülle
Católicos não são obrigados a seguir a agenda eco-esquerdista do Papa Francisco de se opor a combustíveis fosseis e de favorecer acordos acerca de assuntos ambientais, afirmou o Cardeal Gerhard Müller ao jornal australiano The Weekend (27 de julho). Müller está em Sydney para discursar na conferência da Confraternidade Australiana do Clero Católico. “Não somos um partido verde”, acrescentou. “Política ambiental não tem nada a ver com a fé e moral. Esses assuntos são para políticos e para o povo votar no partido ao qual adere”. “Os bispos não são cientistas, especialistas em meio-ambiente ou políticos”. Müller recomendou que os líderes da Igreja deveriam se concentrar na religião. Papa deveria combater “cisma”. Müller explicou que Francisco e os bispos precisavam “dar clareza, baseada na palavra de Deus” para curar o “cisma” existente entre “conservadores” e “progressitas” na Igreja. Falsas compreensões de teologia estariam causando confusão doutrinal. No entanto, as prioridades de Francisco seriam a justiça social e a eliminação da pobreza, acrescentou. Colegialidade só no papel Müller afirmou que muitos cardeais que elegerão o sucessor de Francisco encararão o problema de não conhecerem uns aos outros, pois Francisco não convoca um encontro geral entre cardeais há quatro anos. A falta de tais encontros parecem contradizer o estilo consultivo ostensivamente favorecido por Francisco, que [supostamente] quer uma “abordagem sinodal”. Leia Também: Cardeal Müller: Jesus foi expulso do Sínodo da Amazônia O Cardeal Müller afirmou que Francisco também ouvia “pseudo amigos, que nem sempre eram amigos”. Fonte: FratresInUnum #papafrancisco
- QUEM ERA REALMENTE A VIRGEM MARIA? (III) – Jean Sévillia
A partir do século XI, sob a invocação de “Nossa Senhora”, a figura de Maria se impõe na Igreja do Ocidente. A mariologia, como disciplina teológica, enche de estudos acadêmicos as bibliotecas católicas. Em 1854, o papa Pio IX proclama o dogma da Imaculada Concepção. Este, contrariamente ao que se diz, nada tem a ver com o nascimento de Jesus, mas afirma que a Virgem, por uma graça única, foi preservada do pecado original. Mãe de Cristo, Virgem e Santa, Maria, por seu fiat, sinal espontâneo de obediência a Deus, desempenha um papel na economia da salvação, pois é por ela que o Salvador veio e se fez homem. Centenas de títulos e de dignidades lhe são atribuídos pelos Padres da Igreja, os textos litúrgicos, os documentos pontifícios ou a devoção popular: Templo de Deus e Porta do Céu, Arca que carregou Deus em si, Filha de Sião, Rainha dos Apóstolos, Rainha dos céus, Rainha dos prodígios, Nova Eva, Mãe de Deus, Santa Mãe, etc. Segundo a Igreja, Maria, mãe de Cristo, permaneceu virgem em razão da dignidade de sua missão e de seu lugar ao lado de seu Filho na obra da Redenção. Como ela poderia ter outros filhos? Os “irmãos de Jesus”, referidos no Evangelho, na realidade são primos, parentes cujas mães não se confundem com Maria de Nazaré. Os primeiros cristãos, por conseqüência, não tinham dúvida de que Maria de Nazaré foi a mãe de Deus, e não duvidaram de sua virgindade. Depois disso, a Igreja jamais deixou de afirmar que Maria era virgem antes e depois do nascimento de Cristo, pois esta mulher “muito santa e muito pura, tanto carnal como espiritualmente, só foi concebida por Deus para dar à luz um único filho: o seu”, observa Jean-Christian Petifils, falando como cristão. Mas, falando como historiador, ele sublinha que não somente “a concepção virginal era pouco verossímil, tanto naquela época como hoje”, mas que, além disso, “não se encaixava no contexto cultural do Velho Testamento, onde a virgindade era vista de forma negativa”. E Petifils continua: “Mateus e Lucas, longe de ter inventado a ideia da concepção virginal, herdaram-na de narrativas anteriores, orais ou escritas”, o que prova a força desta versão dos fatos, “mais constrangedora do que benéfica, considerando-se o contexto judeu do momento” (Jean-Christian Petitfils, Jésus, Fayard, 2011). A concepção virginal de Jesus é mito ou verdade histórica? Respondendo a essa questão, Joseph Ratzinger observou que o nascimento através de uma virgem e a ressurreição de Jesus são, ambos, “motivo de escândalo para o espírito moderno, pois concede-se a Deus operar sobre idéias e pensamentos, na esfera espiritual, mas não na esfera material”. Ora, acrescentou o papa teólogo, “se Deus não tem poder sobre a matéria, não é Deus”, observação que lhe permite concluir que “a concepção e o nascimento de Jesus pela Virgem Maria são um elemento fundamental da nossa fé” (Joseph Ratzinger, A infância de Jesus, São Paulo, Planeta, 2012). https://www.jeansevillia.com/2018/12/22/qui-etait-vraiment-la-vierge-marie/
- Japão aprova experiências com híbridos de embriões de humanos e animais
A caixa de pandora está aberta. Após anos de planejamento, o persistente pesquisador finalmente recebeu a aprovação de um governo disposto a buscar um dos estudos científicos mais controversos que existe: experimentos com embriões de humanos e animais. O biólogo de células-tronco Hiromitsu Nakauchi está esperando por esse momento há mais de uma década. Enquanto muitos países ao redor do mundo têm restringido, defraudado ou completamente proibido essas práticas eticamente carregadas, o Japão agora oficialmente levantou a tampa nesta proverbial caixa de Pandora. No início deste ano, o país tornou legal não só transplantar embriões híbridos em animais, mas também trazê-los a vida. Como pesquisador principal de células-tronco na Universidade de Tóquio e na Universidade de Stanford, Nakauchi passou de país em país, perseguindo seu sonho de um dia cultivar órgãos humanos personalizados em animais como ovelhas ou porcos. LEIA TAMBÉM: O MUNDO ESTÁ PRONTO PARA O ANTI-CRISTO Com mais de 116 mil pacientes na lista de espera de transplantes nos Estados Unidos, Nakauchi espera que sua ideia possa transformar vidas. Essa meta final ainda está muito distante, mas o próximo passo em sua pesquisa finalmente recebeu sinal verde das autoridades do Ministério no Japão. Como o primeiro pesquisador a receber a aprovação do governo desde a proibição de 2014, Nakauchi planeja levar as coisas devagar para que a compreensão e a confiança do público possam se recuperar. “Não esperamos criar órgãos humanos imediatamente, mas isso nos permite avançar em nossa pesquisa com base no know-how que conquistamos até o momento”, disse Nakauchi ao The Asahi Shimbun. Os experimentos começarão pela injeção de células-tronco pluripotentes induzidas pelo homem em embriões de ratos e camundongos, todos manipulados geneticamente para que não possam produzir pâncreas. O objetivo é que o embrião de roedores use as células humanas para construir um pâncreas e, durante dois anos, a equipe planeje observar esses roedores se desenvolvendo e crescendo, monitorando cuidadosamente seus órgãos e cérebros no processo. Só então os pesquisadores pedirão aprovação para fazer o mesmo com os porcos. Enquanto embriões humano-animais foram criados no passado – como embriões de porcos-humana e embriões de ovinos-humano – eles nunca foram autorizados a desenvolver esse tipo de pesquisa antes. LEIA TAMBÉM: Se os casais católicos não podem evitar filhos, para que serve o Método Billings? Um dos maiores temores com esse tipo de pesquisa está em saber exatamente onde essas células-tronco humanas realmente entram em um animal, e em que tipo de células elas poderiam se desenvolver depois de injetadas. Enquanto Nakauchi e sua equipe tentam direcionar esse tratamento apenas para o pâncreas, se eles detectarem que mais de 30% dos cérebros de roedores são humanos, eles suspenderão o experimento. Estas são parte das condições do governo para impedir que um animal “humanizado” venha a existir. Nakauchi, no entanto, não acha que isso vai acontecer. No ano passado, ele e seus colegas de Stanford fizeram o primeiro embrião humano-carneiro e, embora tenha sido destruído após 28 dias, o híbrido não continha órgãos e tinha poucas células humanas – apenas uma em 10.000 ou menos. “Estamos tentando garantir que as células humanas contribuam apenas para a geração de certos órgãos,” Nakauchi explicou a edição de inverno do de Stanford Medicina. “Com a nossa nova geração de órgãos, não precisamos nos preocupar com células humanas integrando onde não queremos, então deve haver menos preocupações éticas.” FONTE | The Asahi Shimbun #Ciência #Mundo
- Japão aprova experiências com híbridos de embriões de humanos e animais
A caixa de pandora está aberta. Após anos de planejamento, o persistente pesquisador finalmente recebeu a aprovação de um governo disposto a buscar um dos estudos científicos mais controversos que existe: experimentos com embriões de humanos e animais. O biólogo de células-tronco Hiromitsu Nakauchi está esperando por esse momento há mais de uma década. Enquanto muitos países ao redor do mundo têm restringido, defraudado ou completamente proibido essas práticas eticamente carregadas, o Japão agora oficialmente levantou a tampa nesta proverbial caixa de Pandora. No início deste ano, o país tornou legal não só transplantar embriões híbridos em animais, mas também trazê-los a vida. Como pesquisador principal de células-tronco na Universidade de Tóquio e na Universidade de Stanford, Nakauchi passou de país em país, perseguindo seu sonho de um dia cultivar órgãos humanos personalizados em animais como ovelhas ou porcos. LEIA TAMBÉM: O MUNDO ESTÁ PRONTO PARA O ANTI-CRISTO Com mais de 116 mil pacientes na lista de espera de transplantes nos Estados Unidos, Nakauchi espera que sua ideia possa transformar vidas. Essa meta final ainda está muito distante, mas o próximo passo em sua pesquisa finalmente recebeu sinal verde das autoridades do Ministério no Japão. Como o primeiro pesquisador a receber a aprovação do governo desde a proibição de 2014, Nakauchi planeja levar as coisas devagar para que a compreensão e a confiança do público possam se recuperar. “Não esperamos criar órgãos humanos imediatamente, mas isso nos permite avançar em nossa pesquisa com base no know-how que conquistamos até o momento”, disse Nakauchi ao The Asahi Shimbun. Os experimentos começarão pela injeção de células-tronco pluripotentes induzidas pelo homem em embriões de ratos e camundongos, todos manipulados geneticamente para que não possam produzir pâncreas. O objetivo é que o embrião de roedores use as células humanas para construir um pâncreas e, durante dois anos, a equipe planeje observar esses roedores se desenvolvendo e crescendo, monitorando cuidadosamente seus órgãos e cérebros no processo. Só então os pesquisadores pedirão aprovação para fazer o mesmo com os porcos. Enquanto embriões humano-animais foram criados no passado – como embriões de porcos-humana e embriões de ovinos-humano – eles nunca foram autorizados a desenvolver esse tipo de pesquisa antes. LEIA TAMBÉM: Se os casais católicos não podem evitar filhos, para que serve o Método Billings? Um dos maiores temores com esse tipo de pesquisa está em saber exatamente onde essas células-tronco humanas realmente entram em um animal, e em que tipo de células elas poderiam se desenvolver depois de injetadas. Enquanto Nakauchi e sua equipe tentam direcionar esse tratamento apenas para o pâncreas, se eles detectarem que mais de 30% dos cérebros de roedores são humanos, eles suspenderão o experimento. Estas são parte das condições do governo para impedir que um animal “humanizado” venha a existir. Nakauchi, no entanto, não acha que isso vai acontecer. No ano passado, ele e seus colegas de Stanford fizeram o primeiro embrião humano-carneiro e, embora tenha sido destruído após 28 dias, o híbrido não continha órgãos e tinha poucas células humanas – apenas uma em 10.000 ou menos. “Estamos tentando garantir que as células humanas contribuam apenas para a geração de certos órgãos,” Nakauchi explicou a edição de inverno do de Stanford Medicina. “Com a nossa nova geração de órgãos, não precisamos nos preocupar com células humanas integrando onde não queremos, então deve haver menos preocupações éticas.” FONTE | The Asahi Shimbun #Ciência #Mundo
- QUEM ERA REALMENTE A VIRGEM MARIA? (II) – Jean Sévillia
No silêncio de Nazaré, Maria “guardava todas essas coisas em seu coração”, escreve São Lucas (2, 51). Só gradualmente ela avaliará o sentido do que meditava, até chegar o Calvário, ao qual Simeão já tinha aludido. Enquanto Jesus crescia, Maria vivia sua vida em Nazaré, perto da oficina de José. Quando ele começa sua pregação, ela companha suas duas primeiras viagens a Jerusalém. Convidada junto com ele para as bodas de Caná, é ela que sugere seu primeiro milagre – mudar a água em vinho. Ela está com ele em Jerusalém, durante a Páscoa do ano 30, e se encontra aos pés da Cruz onde seu filho, antes de morrer, a entrega a seu discípulo João (Jo 19, 26-27). Em Pentecostes, Maria está no cenáculo onde os discípulos, que formam a Igreja nascente, recebem a efusão do Espírito. O Novo Testamento não precisa quando nem como ela deixa este mundo, mas a tradição relata que ela findou sua vida ao lado do apóstolo João – em Éfeso (hoje Turquia), segundo algumas fontes que contradizem os dados arqueológicos –, ou mais seguramente em Jerusalém. O único título que Maria deu a si por duas vezes (Lc 1, 38 e 48) é o de “escrava” ou “serva”. Com humildade e simplicidade, essa mulher pobre aceitou sua missão: dar uma existência humana ao filho de Deus. Mas a Igreja antiga não lhe rendia culto nenhum. Para René Laurentin (Dictionnaire des religions, sob a direção de Paul Poupard, PUF, 2007), as razões são a exclusividade do culto devido ao Cristo, os preconceitos do meio atenuando a atitude inovadora do cristianismo que, pelo batismo, colocava em igualdade homens e mulheres, e a vontade de não confundir a Virgem com as deusas pagãs. Foi por um longo trabalho de estruturação teológica, efetuada a partir das Escrituras e da Tradição, que a mãe de Cristo tomará seu lugar dentro da religião cristã. Venerada desde o século II, Maria é qualificada, desde o século II, de Theotokos, do grego Theos, “deus”, e thokos, “nascimento”: aquela que deu à luz o próprio Deus. Mas em 428 Nestorius, o patriarca de Constantinopla, contesta esse qualificativo, sob o pretexto de distinguir em Jesus uma pessoa divina e uma pessoa humana. Em 431, o concílio de Éfeso condena a doutrina de Nestorius — o nestorianismo — e confirma o título Theotokos a Maria. Em 451, o concílio de Calcedônia esclarece a dupla natureza de Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, gerado do Pai em virtude de sua natureza divina e gerado por Maria Theotokos em virtude de sua natureza humana. (Continua) (Em https://www.jeansevillia.com/2018/12/22/qui-etait-vraiment-la-vierge-marie/)
- Sacrilégio em Ubatuba: roubam o sacrário e deixam o Corpo de Cristo jogado
Este tipo de acontecimento é um sacrilégio e uma profanação muito grave, e precisa ser levada muito a sério. Todos nós que tomamos consciência deste fato precisamos rezar a Deus pedindo perdão por tamanha barbaridade e oferecermos orações, sacrifícios e boas obras em reparação deste e outros atos que profanam o Santíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo presente na Comunhão. Na madrugada de Segunda para Terça-Feira, 30 de julho, bandidos invadiram a Capela São Benedito localizada na Travessa Olária, 86 – Estufa I, em Ubatuba – SP. Os ladrões estavam em busca de pertences valiosos e decidiram roubar o sacrário da capela, o qual guardava o Corpo de Cristo. Durante o roubo os ladrões deixaram as Hóstias Consagradas jogadas e fugiram. Moradores de Ubatuba relatam estar em desespero por verem uma cena tão lamentável e cobram que a(s) pessoa(s) sejam encontradas e punidas. Como católicos não podemos permitir que ocasiões assim continuem se repetindo. A Santíssima Eucaristia é o que existe de mais Sagrado na igreja. É preciso conscientizar os responsáveis por paróquias, comunidades e capelas para que estejam sempre atentos à segurança das mesmas. Leia também: Jesus está no chão – Campanha contra os Sacrilégios e Profanações ao Santíssimo Sacramento #Comunhão #Eucaristia #sacrilégio
- Sacrilégio em Ubatuba: roubam o sacrário e deixam o Corpo de Cristo jogado
Este tipo de acontecimento é um sacrilégio e uma profanação muito grave, e precisa ser levada muito a sério. Todos nós que tomamos consciência deste fato precisamos rezar a Deus pedindo perdão por tamanha barbaridade e oferecermos orações, sacrifícios e boas obras em reparação deste e outros atos que profanam o Santíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo presente na Comunhão. Na madrugada de Segunda para Terça-Feira, 30 de julho, bandidos invadiram a Capela São Benedito localizada na Travessa Olária, 86 – Estufa I, em Ubatuba – SP. Os ladrões estavam em busca de pertences valiosos e decidiram roubar o sacrário da capela, o qual guardava o Corpo de Cristo. Durante o roubo os ladrões deixaram as Hóstias Consagradas jogadas e fugiram. Moradores de Ubatuba relatam estar em desespero por verem uma cena tão lamentável e cobram que a(s) pessoa(s) sejam encontradas e punidas. Como católicos não podemos permitir que ocasiões assim continuem se repetindo. A Santíssima Eucaristia é o que existe de mais Sagrado na igreja. É preciso conscientizar os responsáveis por paróquias, comunidades e capelas para que estejam sempre atentos à segurança das mesmas. Leia também: Jesus está no chão – Campanha contra os Sacrilégios e Profanações ao Santíssimo Sacramento #Comunhão #Eucaristia #sacrilégio
- Simba, niilismo e a crise de sentido
Esses dias fui ao cinema assistir o filme Rei Leão, foi muito interessante após tantos anos rever aqueles personagens que marcaram tanto a minha infância. Quando criança, era apenas uma diversão inocente, uma historinha de um leãozinho e seus amigos pela floresta e nada mais. Mas hoje, analisando com uma mentalidade mais madura, é possível traçar algumas referências interessantes que o filme traz e que passaram despercebidas por toda a minha vida. [ ATENÇÃO: CONTÉM SPOILER DO FILME ] Simba é o filho de um rei, que assim como nas monarquias medievais fora criado para cumprir seu propósito perante o reino. Seus pais o criaram para ter responsabilidades, coragem e senso de dever. Sua vida era repleta de significado e tradição familiar. Mas uma inesperada tragédia acontece: após a morte de seu pai, Simba fugiu com medo e com uma culpa imputada pelo seu tio maldoso Scar, o grande vilão da história. Longe de sua família e de seu reino, ele vive uma adolescência como a de um jovem moderno. Ao conhecer a dupla de amigos Timão e Pumba, aprende a viver despretensiosamente todos os seus dias, sem se importar com o amanhã. Muda completamente seus valores, crenças e chega a se esquecer do seu grande propósito, que era ser rei, cuidar de sua família e proteger o reino. Foi impactante perceber que os amigos Timão e Pumba eram dois grandes niilistas. Com seu lema “Hakuna Matata”, que significa algo como ‘viva sem preocupações’, eles incentivavam um modo de vida displicente, sem se importar com seus deveres ou responsabilidades, apenas em busca de diversão e prazer indulgente. A vida para eles se resumia ao agora e não havia sentido pensar no futuro. Simba simplesmente abandonou sua família, amigos e tudo que ele conhecia, para viver como um animal totalmente oposto à sua própria natureza. A virada acontece quando Nala, sua grande amiga de infância, o encontra e lhe conta tudo de ruim que acontecia no seu antigo reino e à toda sua família, inclusive à sua mãe. Simba reluta grandemente em voltar, ele havia rejeitado a sua vida passada para viver segundo o lema ‘Hakuna Matata’, e não precisava mais ter nenhuma preocupação. Sua vida era boa, sem deveres ou responsabilidades. Como Peter Pan, Simba não queria crescer e enfrentar as responsabilidade da vida adulta. Mas a vida é assim, um dia você tem que crescer. Enfrentas as dificuldades faz faz parte do desenvolvimento humano, do crescimento e do amadurecimento . Aqueles que se negam a isso viram adultos infantis, velhos mimados que não assumem responsabilidades e não amadurecem. Assim era Simba, um adulto com espírito de adolescente, com medo das responsabilidades e das dificuldades que sua verdadeira vida traria. Tendo sido influenciado de maneira negativa pelas amizades, mesmo com todo o verniz da diversão e risadas, o interior apodrecia devido a falta de propósito e significado, não muito diferente do que acontece conosco. Mas Rafiki, o macaco, com grande sabedoria e experiência, ajuda Simba a redescobrir seus caminhos, a encontrar o antigo sentido da vida, retornar a tradição familiar e voltar-se ao ensinamentos dos seus pais. Como um sacerdote que nos guia por períodos turbulentos de volta ao nosso verdadeiro lar. Simba encontra-se com seu verdadeiro eu, a sua natureza real, tudo aquilo pelo qual ele havia sido criado. Ele retorna para casa, ajuda sua família a lutar contra toda a tirania do seu tio Scar, que havia usurpado seu lugar no trono e transformado o reino de seu pai em um lugar devastado. O estranho é que, apesar do niilismo evidente de Timão e Pumba, eles ajudam a Simba a lutar contra os inimigos do seu reino, arriscando suas vidas. Isso mostra como o niilismo é raso. Apesar de não ter sentido transcendente, eles acabam cumprindo o dever que a verdadeira amizade exige, sendo fiéis ao senso moral de combater a injustiça e demonstrando amor por uma causa. A história de Simba pode ter muito em comum com a história de muitos jovens e adultos por aí. Diante de catástrofe, do choque da perda de um familiar ou outros eventos tendemos a fugir e não enfrentar nossos medos, angústias e responsabilidades. Buscamos um alívio, um lugar secreto, uma escapatória do mundo real. As vezes nos refugiamos em ideias que justificam nossa fuga de nós mesmos, que pode ser uma ideologia, como no caso do ‘Hakuna Matata’, ou outras ideias torpes que aparecem para explorar nosso lado fraco e nos levam a covardia e mediocridade. Somente quando damos valor ao que realmente importa (nossas raízes, família, valores e tradição) é que nos conectamos com nós mesmos. Todos os vícios tem raíz no amor desregrado por si mesmo. A crise de identidade do mundo moderno passa através da crise de masculinidade, com homens que se recusam a crescer e enfrentar sua responsabilidade, que vivem no sentimentalismo tóxico da juventude tardia, que pensam apenas na sua própria imagem narcisista refletida. Assim como no mito de Narciso, que se apaixona por si mesmo e pensa apenas em se satisfazer, essa visão deturpada do mundo causa sua própria derrota. Narciso morre afogado em busca da própria imagem refletida no lago, e o homem moderno morre afogado na própria vida vazia de sentido e significado. Simba retornou ao seu reino, aquilo pelo qual ele anseava e trazia sentido a sua existência. Nós aguardamos pelo nosso reino celestial, que o grande Deus preparou aos seus eleitos, que não somente traz sentido à nossa existência, mas é a própria razão dela. Ramon Serrano CURTA O Caminho
- “Frei Damião – o Santo do Nordeste” ganha as telas nos cinemas
Há três anos, a cineasta pernambucana Deby Brennand aceitou o desafio de transformar em filme a vida do milagroso capuchinho Frei Damião. Ontem (29), no tradicional Cinema São Luiz, no Recife, aconteceu a cerimônia de abertura do 23º Cine PE – Festival do Audiovisual. O evento contou com uma bela homenagem à Graça Araújo, jornalista e apresentadora de todas as edições do evento falecida em 2018, e com a exibição de dois filmes hors concours (fora de competição: o curta-metragem Parto Sim!, de Katia Mesel, e o documentário Frei Damião – O Santo do Nordeste, dirigido pela pernambucana Deby Brennand. Com o cinema completamente cheio de espectadores, o documentário mescla registros do século XX (seja na Itália como no Brasil) e cenas ficcionais a fim de dar vislumbres da atuação do frei para com a população religiosa de Pernambuco e outras regiões do Nordeste. A obra contra com diversos depoimentos de devotos e padres, que facilitam a noção do quão dedicado Damião era para com seu trabalho e sua missão. Ao fim da exibição, o filme foi bastante aplaudido pelo público recifense, que incluía devotos, freiras e padres, que de uma forma ou de outra conhecem a importância de tal figura religiosa – seja pelas histórias de familiares que atestam a aura milagrosa de Damião ou simplesmente pela presença incansável do homem, que viveu por 66 no Brasil. O Filme Frei Damião – O Santo do Nordeste é, sobretudo, a história de um homem. Já nas últimas fases do seu processo de beatificação no Vaticano, o capuchinho adentrou a crença popular como a figura de um santo. Deby, no entanto, faz um movimento oposto. O documentário investiga as raízes da mitificação de Damião, acompanhando sua história desde a infância na Itália, até sua vinda ao Nordeste. “Eu não tinha muito conhecimento sobre Frei Damião, apesar de conhecer algumas histórias. Sou católica, mas não assídua. Então eu busquei não só o relato, eu queria entender também o que faz um homem virar um santo. A história do filme vai mais para esse lado pessoal, o homem Frei Damião” explica a cineasta. Para condensar a histórica trajetória do capuchinho em 90 minutos, Deby usou todo potencial da linguagem cinematográfica. Em alguns momentos, a obra recorre a encenação, ficcionalizando partes da vida de Damião que os registros visuais não alcançaram. Em outros, a parte mais documental aflora em relatos de fiéis que cruzaram ou têm histórias sobre o Frei. “O filme tem três linhas. Existe uma de ficção, a do docudrama e o lado documental mesmo” pontua. “Frei Damião chegou aqui com 33 anos, tínhamos que recuperar a parte dele na Itália, então buscamos o caminho da ficção. A história quem conta são os personagens reais, não existe narrador. E paralelo a esse documental, vamos contando uma historia ficcional. Dentro do doc existe um docudrama, fora existe uma ficção” completou. Além dessa abordagem, o longa ainda é composto por imagens de arquivos inéditas captadas pelos cineastas Otacílio Cartaxo e Machado Bitencourt, da década de 60, e filmagens gravadas em fitas VHS durante os anos 70 até 90, que foram guardadas no Convento de São Félix, no Recife. Algumas, conta Deby, filmadas pela dupla de Damião, o Frei Fernando. “Na religião católica, na ordem dos franciscanos, os capuchinhos costumam andar sempre em dupla. E quem comprou uma câmera e filmava Frei Damião o tempo inteiro foi Frei Fernando, que era um apaixonado por cinema”. Toda essa junção de materiais, e até criação de novos, buscou dar conta dos 98 anos de uma das figuras mais icônicas do Nordeste – região à qual dedicou 66 anos da sua vida. Estima-se que Frei Damião seja o autor de mais de 30 mil milagres no tempo em que percorreu estados como Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Bahia e Ceará nas Santas Missões. Boa parte desses locais, por exemplo, serviram para gravação de cenas e busca de relatos para o longa. Segundo Deby, nesses processos a parte mais difícil era filtrar as histórias contadas, “todo mundo tinha um milagre envolvendo Frei Damião”. Foi neste sentido que a cineasta encarou o filme também como uma descoberta particular. “Eu queria entender certas coisas; principalmente o processo por trás de toda mitificação, tanto que no documentário eu não falo sobre a beatificação atual”. Até por isso, o filme assume uma abordagem mais didática, mas nem por isso menos inspiradora e apaixonada pelo que documenta. “A gente foi até a Itália e conheceu a família dele. Descobriu que ele foi formado na Universidade Gregoriana de Roma – uma das mais importantes na época –, e foi abandonando tudo isso para se dedicar a religião. Ele vai ao longo se desprendendo de tudo, desapegando do que era material, como Jesus e até o próprio São Francisco de Assis, para vim viver aqui fazendo missões. Foi daí também que foi surgindo toda sua mitificação. Era inacreditável como aquele homem pequeno, franzino, ficava sentado 24h escutando confissões sem pausas” conta a diretora. Leia também: .: Conheça o incrível testemunho de conversão de Roberto Alvim, um dos mais premiados diretores de teatro do Brasil .: Glória Polo: “Fui julgada e condenada, mas Deus me deu uma segunda chance!” .: A virtude da Pureza – um sermão de São João Maria Vianney – o Santo Cura d’Ars Biografia de Frei Damião Frei Damião (1898-1997) foi um religioso católico italiano. Durante 66 anos peregrinou por diversas cidades do Nordeste Brasileiro levando a evangelização. O pedido de canonização do frei foi aberto em 2013. Frei Damião (1889-1997) nasceu em Bozzano, na Província de Lucca, na Itália, no dia 05 de novembro de 1898. Filho dos camponeses italianos Felix e Maria Giannotti teve uma importante formação católica. Foi batizado com o nome de Pio Gionnotti. Com 10 anos de idade, após ser crismado, começou a externar sua vocação ao sacerdócio. Com 13 anos ingressou no Seráfico de Camigliano, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Aos 17 anos recebeu os votos religiosos, passando a ser chamado de Frei Damião de Bozzano. Frei Damião iniciou o estudo da Filosofia que foi interrompido com sua convocação para o serviço militar durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1920 foi enviado para a Universidade Georgiana de Roma, onde estudou Direito Canônico e Teologia Dogmática. Em 05 de agosto de 1923, foi ordenado sacerdote na Igreja do Antigo Colégio São Lourenço de Brindisi, em Roma. Em seguida foi nomeado vice mestre de noviços. Em 1931 foi enviado ao Brasil chegando no dia 17 de junho com a missão de evangelizar. Ao chegar ao Brasil instalou-se no Convento de Nossa Senhora da Penha, no centro da cidade do Recife. Foi eleito assistente da Custódia Geral dos Capuchinhos de Pernambuco, onde se dedicou às Santas Missões. Iniciou suas peregrinações no sítio Riacho do Mel, no município de Gravatá, em 05 de abril, logo conquistando a admiração dos católicos da região. Durante a Segunda Guerra Mundial, Frei Damião permaneceu recluso em um convento na cidade de Maceió, em Alagoas, até 1945. Frei Damião dedicou 66 anos de sua vida a peregrinar por diversas cidades do Norte e Nordeste do Brasil pregando o evangelho. Quando chegava a uma cidade era recebido com festa e tratado com carinho, pois todos queriam ouvir suas palavras. Era presença esperada para levar conforto à casa de algum enfermo. Porém afirmava que era apenas um mensageiro de Deus. Com o passar dos anos o frei adquiriu uma deformação na coluna que o deixou encurvado, provocando dificuldades na fala e na respiração. Durante muitos anos sofreu de erisipela, devido à má circulação sanguínea. Em 1990 sofreu uma embolia pulmonar e reduziu o ritmo de suas caminhadas. Em virtude de idade avançada, o frei foi diminuindo suas visitas. No dia 31 de maio de 1997, após 19 dias em coma no Real Hospital Português, Frei Damião veio a falecer. Seu corpo foi embalsamado e velado na Basílica da Penha, durante três dias. Após ser velado, foi sepultado no Convento de São Félix de Cantalice, no bairro do Pina, no Recife, preparado para recebê-lo, e hoje é ponto de peregrinação dos fieis. A Igreja analisa o processo de canonização do frei, que foi aberto em 2013.
- “Frei Damião – o Santo do Nordeste” ganha as telas nos cinemas
Há três anos, a cineasta pernambucana Deby Brennand aceitou o desafio de transformar em filme a vida do milagroso capuchinho Frei Damião. Ontem (29), no tradicional Cinema São Luiz, no Recife, aconteceu a cerimônia de abertura do 23º Cine PE – Festival do Audiovisual. O evento contou com uma bela homenagem à Graça Araújo, jornalista e apresentadora de todas as edições do evento falecida em 2018, e com a exibição de dois filmes hors concours (fora de competição: o curta-metragem Parto Sim!, de Katia Mesel, e o documentário Frei Damião – O Santo do Nordeste, dirigido pela pernambucana Deby Brennand. Com o cinema completamente cheio de espectadores, o documentário mescla registros do século XX (seja na Itália como no Brasil) e cenas ficcionais a fim de dar vislumbres da atuação do frei para com a população religiosa de Pernambuco e outras regiões do Nordeste. A obra contra com diversos depoimentos de devotos e padres, que facilitam a noção do quão dedicado Damião era para com seu trabalho e sua missão. Ao fim da exibição, o filme foi bastante aplaudido pelo público recifense, que incluía devotos, freiras e padres, que de uma forma ou de outra conhecem a importância de tal figura religiosa – seja pelas histórias de familiares que atestam a aura milagrosa de Damião ou simplesmente pela presença incansável do homem, que viveu por 66 no Brasil. O Filme Frei Damião – O Santo do Nordeste é, sobretudo, a história de um homem. Já nas últimas fases do seu processo de beatificação no Vaticano, o capuchinho adentrou a crença popular como a figura de um santo. Deby, no entanto, faz um movimento oposto. O documentário investiga as raízes da mitificação de Damião, acompanhando sua história desde a infância na Itália, até sua vinda ao Nordeste. “Eu não tinha muito conhecimento sobre Frei Damião, apesar de conhecer algumas histórias. Sou católica, mas não assídua. Então eu busquei não só o relato, eu queria entender também o que faz um homem virar um santo. A história do filme vai mais para esse lado pessoal, o homem Frei Damião” explica a cineasta. Para condensar a histórica trajetória do capuchinho em 90 minutos, Deby usou todo potencial da linguagem cinematográfica. Em alguns momentos, a obra recorre a encenação, ficcionalizando partes da vida de Damião que os registros visuais não alcançaram. Em outros, a parte mais documental aflora em relatos de fiéis que cruzaram ou têm histórias sobre o Frei. “O filme tem três linhas. Existe uma de ficção, a do docudrama e o lado documental mesmo” pontua. “Frei Damião chegou aqui com 33 anos, tínhamos que recuperar a parte dele na Itália, então buscamos o caminho da ficção. A história quem conta são os personagens reais, não existe narrador. E paralelo a esse documental, vamos contando uma historia ficcional. Dentro do doc existe um docudrama, fora existe uma ficção” completou. Além dessa abordagem, o longa ainda é composto por imagens de arquivos inéditas captadas pelos cineastas Otacílio Cartaxo e Machado Bitencourt, da década de 60, e filmagens gravadas em fitas VHS durante os anos 70 até 90, que foram guardadas no Convento de São Félix, no Recife. Algumas, conta Deby, filmadas pela dupla de Damião, o Frei Fernando. “Na religião católica, na ordem dos franciscanos, os capuchinhos costumam andar sempre em dupla. E quem comprou uma câmera e filmava Frei Damião o tempo inteiro foi Frei Fernando, que era um apaixonado por cinema”. Toda essa junção de materiais, e até criação de novos, buscou dar conta dos 98 anos de uma das figuras mais icônicas do Nordeste – região à qual dedicou 66 anos da sua vida. Estima-se que Frei Damião seja o autor de mais de 30 mil milagres no tempo em que percorreu estados como Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Bahia e Ceará nas Santas Missões. Boa parte desses locais, por exemplo, serviram para gravação de cenas e busca de relatos para o longa. Segundo Deby, nesses processos a parte mais difícil era filtrar as histórias contadas, “todo mundo tinha um milagre envolvendo Frei Damião”. Foi neste sentido que a cineasta encarou o filme também como uma descoberta particular. “Eu queria entender certas coisas; principalmente o processo por trás de toda mitificação, tanto que no documentário eu não falo sobre a beatificação atual”. Até por isso, o filme assume uma abordagem mais didática, mas nem por isso menos inspiradora e apaixonada pelo que documenta. “A gente foi até a Itália e conheceu a família dele. Descobriu que ele foi formado na Universidade Gregoriana de Roma – uma das mais importantes na época –, e foi abandonando tudo isso para se dedicar a religião. Ele vai ao longo se desprendendo de tudo, desapegando do que era material, como Jesus e até o próprio São Francisco de Assis, para vim viver aqui fazendo missões. Foi daí também que foi surgindo toda sua mitificação. Era inacreditável como aquele homem pequeno, franzino, ficava sentado 24h escutando confissões sem pausas” conta a diretora. Leia também: .: Conheça o incrível testemunho de conversão de Roberto Alvim, um dos mais premiados diretores de teatro do Brasil .: Glória Polo: “Fui julgada e condenada, mas Deus me deu uma segunda chance!” .: A virtude da Pureza – um sermão de São João Maria Vianney – o Santo Cura d’Ars Biografia de Frei Damião Frei Damião (1898-1997) foi um religioso católico italiano. Durante 66 anos peregrinou por diversas cidades do Nordeste Brasileiro levando a evangelização. O pedido de canonização do frei foi aberto em 2013. Frei Damião (1889-1997) nasceu em Bozzano, na Província de Lucca, na Itália, no dia 05 de novembro de 1898. Filho dos camponeses italianos Felix e Maria Giannotti teve uma importante formação católica. Foi batizado com o nome de Pio Gionnotti. Com 10 anos de idade, após ser crismado, começou a externar sua vocação ao sacerdócio. Com 13 anos ingressou no Seráfico de Camigliano, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Aos 17 anos recebeu os votos religiosos, passando a ser chamado de Frei Damião de Bozzano. Frei Damião iniciou o estudo da Filosofia que foi interrompido com sua convocação para o serviço militar durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1920 foi enviado para a Universidade Georgiana de Roma, onde estudou Direito Canônico e Teologia Dogmática. Em 05 de agosto de 1923, foi ordenado sacerdote na Igreja do Antigo Colégio São Lourenço de Brindisi, em Roma. Em seguida foi nomeado vice mestre de noviços. Em 1931 foi enviado ao Brasil chegando no dia 17 de junho com a missão de evangelizar. Ao chegar ao Brasil instalou-se no Convento de Nossa Senhora da Penha, no centro da cidade do Recife. Foi eleito assistente da Custódia Geral dos Capuchinhos de Pernambuco, onde se dedicou às Santas Missões. Iniciou suas peregrinações no sítio Riacho do Mel, no município de Gravatá, em 05 de abril, logo conquistando a admiração dos católicos da região. Durante a Segunda Guerra Mundial, Frei Damião permaneceu recluso em um convento na cidade de Maceió, em Alagoas, até 1945. Frei Damião dedicou 66 anos de sua vida a peregrinar por diversas cidades do Norte e Nordeste do Brasil pregando o evangelho. Quando chegava a uma cidade era recebido com festa e tratado com carinho, pois todos queriam ouvir suas palavras. Era presença esperada para levar conforto à casa de algum enfermo. Porém afirmava que era apenas um mensageiro de Deus. Com o passar dos anos o frei adquiriu uma deformação na coluna que o deixou encurvado, provocando dificuldades na fala e na respiração. Durante muitos anos sofreu de erisipela, devido à má circulação sanguínea. Em 1990 sofreu uma embolia pulmonar e reduziu o ritmo de suas caminhadas. Em virtude de idade avançada, o frei foi diminuindo suas visitas. No dia 31 de maio de 1997, após 19 dias em coma no Real Hospital Português, Frei Damião veio a falecer. Seu corpo foi embalsamado e velado na Basílica da Penha, durante três dias. Após ser velado, foi sepultado no Convento de São Félix de Cantalice, no bairro do Pina, no Recife, preparado para recebê-lo, e hoje é ponto de peregrinação dos fieis. A Igreja analisa o processo de canonização do frei, que foi aberto em 2013.
- O Segredo de Nossa Senhora de La Salette
Nossa Senhora nas aparições em La Salette chorava pela crise da Igreja e do mundo. Ela previu o que está acontecendo em nossos dias e alertou para a iminência do castigo divino. Conheça detalhes sobre a aparição de Nossa Senhora em La Salette e depois leia o Segredo na íntegra. A mensagem de Nossa Senhora de La Salette Nossa Senhora confiou uma mensagem aos videntes Maximino Giraud e Mélanie Calvat, em sua aparição em La Salette, na França, em 19 de Setembro de 1846. No início da aparição, ambos viram a Santíssima Virgem sentada sobre uma enorme pedra. Ela tinha o rosto entre as mãos e chorava amargamente. As duas crianças foram até a Bela Senhora, que não parava de chorar. A Virgem Maria explicou a Maximino e a Mélanie que chorava pelos pecados da humanidade e que deveríamos rezar para que o braço de seu Filho Jesus não pesasse sobre a Terra. Além, da mensagem, confiada aos dois videntes, pedindo oração e penitência pela humanidade, a Mãe de Deus confiou a Mélanie um segredo, que deveria ser revelado somente em 1858. Em 1852, o Papa Pio IX aprovou a aparição e reconheceu a origem celeste da mensagem. O Papa Leão XIII também reconheceu e apoiou a mensagem de La Salette e o Papa João Paulo II considerou-a como “o coração das profecias de Maria”. Num primeiro momento, Nossa Senhora fala da infidelidade de muitas almas consagradas a Deus: “Os sacerdotes, ministros de meu Filho, pela sua má vida, sua irreverência e impiedade na celebração dos santos mistérios, pelo amor do dinheiro, das honrarias e dos prazeres, tornaram-se cloacas de impureza. Sim, os sacerdotes atraem a vingança e a vingança paira sobre suas cabeças. Ai dos sacerdotes e das pessoas consagradas a Deus, que pela sua infidelidade e má vida crucificam de novo meu Filho! Os pecados das pessoas consagradas a Deus bradam ao Céu e clamam por vingança. E eis que a vingança está às suas portas, pois não se encontra mais uma pessoa a implorar misericórdia e perdão para o povo. Não há mais almas generosas, não há mais ninguém digno de oferecer a vítima imaculada ao [Pai] Eterno em favor do mundo”1. Depois, a Virgem Maria profetiza sobre a família e a sociedade e quais os males que se seguirão. Destas profecias, apresentamos aquelas que são mais significativas e que dizem respeito também ao nosso tempo: “Os chefes, os condutores do povo de Deus negligenciaram a oração e a penitência. E o demônio obscureceu suas inteligências. Transformaram-se nessas estrelas errantes, que o velho diabo arrastará com sua cauda para fazê-las perecer. […] Os maus livros abundarão sobre a Terra, e os espíritos das trevas espalharão por toda parte um relaxamento universal em tudo o que se refere ao serviço de Deus. […] Deus vai golpear de modo inaudito. Ai dos habitantes da Terra. Deus vai esgotar sua cólera, e ninguém poderá fugir a tantos males acumulados. […] Toda ordem e toda justiça serão calcados aos pés. Não se verá outra coisa senão homicídios, ódio, inveja, mentira e discórdia, sem amor pela pátria e sem amor pela família. […] Os governantes civis terão todos um mesmo objetivo, que consistirá em abolir e fazer desaparecer todo princípio religioso para dar lugar ao materialismo, ao ateísmo, ao espiritismo e a toda espécie de vícios. […] Os maus estenderão toda sua malícia. Até nas casas as pessoas matar-se-ão e massacrar-se-ão mutuamente. […] Os justos sofrerão muito. Suas orações, sua penitência e suas lágrimas subirão até o céu e todo o povo de Deus pedirá perdão e misericórdia. E pedirá minha ajuda e intercessão O apelo àqueles que a Mãe de Deus chama de “Apóstolos dos Últimos Tempos” pode ser o que São João Paulo II chama de “o coração das profecias de Maria”. Este apelo é dirigido aos verdadeiros devotos da Virgem Maria: “Eu dirijo um premente apelo à Terra. Apelo aos verdadeiros discípulos do Deus vivo que reina nos Céus. Apelo aos verdadeiros imitadores de Jesus Cristo feito homem, o único e verdadeiro Salvador dos homens. Apelo aos meus filhos, meus verdadeiros devotos, aqueles que se deram a mim para que eu os conduza a meu divino Filho, aqueles que levo por assim dizer nos meus braços, que vivem de meu espírito. Enfim, apelo aos Apóstolos dos Últimos Tempos, aos fiéis discípulos de Jesus Cristo que viveram no desprezo do mundo e de si próprios, na pobreza e na humildade, no desprezo e no silêncio, na oração e na mortificação, na castidade e na união com Deus, no sofrimento e desconhecidos do mundo. É chegado o tempo para que eles saiam e venham iluminar a Terra. Ide e mostrai-vos como meus filhos amados. Estou convosco e em vós, contanto que vossa fé seja a luz que vos ilumina nestes dias de desgraças. Que vosso zelo vos faça como que famintos da glória e honra de Jesus Cristo. Combatei, filhos da luz, pequeno número que isto vedes, pois aí está o tempo dos tempos, o fim dos fins”3. A mensagem de Nossa Senhora de La Salette certamente não se dirigia somente às pessoas daquele tempo, pois muitas das suas profecias estão acontecendo em nossos dias. Por isso, sejamos obedientes a Santíssima Virgem, façamos orações, jejuns e penitências na intenção dos sacerdotes, religiosos e religiosas, de todas as almas consagradas a Deus. Façamos o mesmo também pelos nossos governantes, pela nossa sociedade e pelas famílias. O apelo da Virgem Maria é especialmente para aqueles que São Luís Maria Grignion de Montfort chamou de “verdadeiros Apóstolos dos Últimos Tempos, a quem o Senhor das virtudes dará a palavra e a força para operar maravilhas e arrebatar gloriosos despojos ao inimigo”4. É impossível negar que o Segredo de La Salette tem uma particular ligação com o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria. Segundo o Autor, estes Apóstolos “serão os verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, que seguirão as pegadas da sua pobreza, humildade, desprezo do mundo e caridade. Ensinarão o estreito caminho de Deus na pura verdade, segundo o Santo Evangelho e não segundo as máximas do mundo. […] Terão nos lábios a espada de dois gumes, que é a Palavra de Deus; trarão aos ombros o estandarte sangrento da Cruz, o crucifixo na mão direita, o Rosário na esquerda, os sagrados nomes de Jesus e Maria no coração, e a modéstia e a mortificação de Jesus Cristo em toda a sua conduta”5. Quando e como surgirão estes Apóstolos dos Últimos Tempos? São Luís Maria responde: “Só Deus o sabe. Quanto a nós, apenas nos compete calar, rezar, suspirar e esperar”6: “Esperei ansiosamente o Senhor”7. Nossa Senhora de La Salette, rogai por nós! O SEGREDO DE LA SALETTE – texto completo em português Dificuldades na transcrição da visão Maximin e Mélanie foram beneficiados por um privilegiado e manifesto auxílio sobrenatural para serem fiéis a tudo que tinham visto ou ouvido. Este fato não evitou que a complexidade da visão e as limitadas forças intelectuais dos videntes criassem dificuldades para verter a aparição no papel. Maximin era pouco hábil em redação. Em 1851 foi necessário que reescrevesse tudo, devido às manchas de tinta do seu escrito. Sua escassez de recursos reflete-se na redação. O modo como se deu a revelação também contribui para um certo vai e vem na ordem cronológica do relato dos videntes. Houve sucessivas redações do segredo resultantes desse esforço de explicitação dos videntes, em especial de Mélanie. O segredo na sua forma mais completa Os videntes só aceitaram revelar o segredo antes de 1858 por obediência, e com a finalidade de ser levado ao conhecimento exclusivo do Papa. Este foi o motivo da primeira redação oficial do segredo, feita por Maximin em 3 de julho de 1851, e por Mélanie três dias depois. Em 1853 o novo bispo de Grenoble, Mons. Ginoulhiac, ordenou que eles voltassem a verter o segredo no papel. Todas estas redações ficaram sob sigilo no Vaticano. Em 1858, ano da aparição de Nossa Senhora em Lourdes, os videntes ficaram liberados da obrigação do silêncio e deram a público o segredo. Mélanie enviou ao Papa, o Beato Pio IX, uma redação mais aprimorada. No resto da vida, tanto Mélanie quanto Maximin responderam a inúmeras consultas e pedidos de esclarecimento. Transcreveremos a seguir na íntegra a versão histórica do segredo que é conservada no Vaticano como a mais completa. É uma redação mais extensa, feita por Mélanie em 21 de novembro de 1878, considerada definitiva pela vidente. Assim começa o segredo: “Mélanie, o que vou dizer-vos agora não ficará sempre segredo, podereis publicá-lo em 1858. “Os sacerdotes, ministros de meu Filho, pela sua má vida, sua irreverência e impiedade na celebração dos santos mistérios, pelo amor do dinheiro, das honrarias e dos prazeres, tornaram-se cloacas de impureza. “Sim, os sacerdotes atraem a vingança e a vingança paira sobre suas cabeças. Ai dos sacerdotes e das pessoas consagradas a Deus, que pela sua infidelidade e má vida crucificam de novo meu Filho! “Os pecados das pessoas consagradas a Deus bradam ao Céu e clamam por vingança. E eis que a vingança está às suas portas, pois não se encontra mais uma pessoa a implorar misericórdia e perdão para o povo. “Não há mais almas generosas, não há mais ninguém digno de oferecer a vítima imaculada ao [Pai] Eterno em favor do mundo”. “Deus vai golpear de modo inaudito. Ai dos habitantes da Terra. Deus vai esgotar sua cólera, e ninguém poderá fugir a tantos males acumulados. “Os chefes, os condutores do povo de Deus negligenciaram a oração e a penitência. E o demônio obscureceu suas inteligências. “Transformaram-se nessas estrelas errantes, que o velho diabo arrastará com sua cauda para fazê-las perecer. “Deus permitirá à velha serpente introduzir divisões entre os que reinam, em todas as sociedades e em todas as famílias. Sofrer-se-ão tormentos físicos e morais. “Deus abandonará os homens a si mesmos e enviará castigos que se sucederão durante mais de trinta e cinco anos. “A sociedade está na iminência dos flagelos mais terríveis e dos maiores acontecimentos. Deve-se esperar ser governado por uma chibata de ferro e beber o cálice da cólera de Deus”. “Que o Vigário de meu Filho, o Soberano Pontífice Pio IX, não saia mais de Roma depois do ano 1859. Mas seja firme e generoso, combata com as armas da fé e do amor. Eu estarei com ele. “Que ele não confie em Napoleão [III]. Seu coração é falso, e quando ele quiser tornar-se ao mesmo tempo papa e imperador, Deus se afastará dele. Ele é como a águia que, querendo subir sempre mais, cairá sobre a espada da qual queria se servir para obrigar os povos a o elevarem. “A Itália será punida, pela ambição de querer sacudir o jugo do Senhor dos Senhores. Será também entregue à guerra, o sangue correrá por todo lado. As igrejas serão fechadas ou profanadas. “Os sacerdotes e os religiosos serão expulsos. Serão entregues à morte, e morte cruel. Vários abandonarão a fé, e o número dos sacerdotes e religiosos que se afastarão da verdadeira Religião será grande. Entre essas pessoas encontrar-se-ão até bispos. “No ano de 1864, Lúcifer e um grande número de demônios serão soltos do inferno. Eles abolirão a fé pouco a pouco, até nas pessoas consagradas a Deus. Eles as cegarão de tal maneira que, salvo uma graça particular, adquirirão o espírito desses maus anjos. “Várias casas religiosas perderão inteiramente a fé e perderão muitas almas. “Os maus livros abundarão sobre a Terra, e os espíritos das trevas espalharão por toda parte um relaxamento universal em tudo o que se refere ao serviço de Deus. Eles terão grandíssimo poder sobre a natureza. “Existirão igrejas para cultuar esses espíritos. Pessoas serão transportadas de um lugar a outro por esses espíritos maus, até sacerdotes, porque não se terão conduzido pelo bom espírito do Evangelho, que é um espírito de humildade, caridade e zelo pela glória de Deus. “Far-se-ão ressuscitar mortos e justos (quer dizer, tais mortos tomarão a figura de almas justas que viveram na Terra, para seduzir mais os homens; esses supostos mortos ressuscitados, que não serão outra coisa senão o demônio encarnado nessas figuras, pregarão outro evangelho contrário ao do verdadeiro Jesus Cristo, negando a existência do Céu). Ou ainda almas de condenados. “Todas essas almas aparecerão como unidas a seus corpos. Em todos os lugares haverá prodígios extraordinários, porque a verdadeira fé se apagou e uma falsa luz ilumina o mundo. “Ai dos príncipes, da Igreja que então estarão ocupados apenas em amontoar riquezas acima de riquezas, salvaguardar sua autoridade e dominar com orgulho! “O Vigário de meu Filho terá muito que sofrer, porque durante algum tempo a Igreja será entregue a grandes perseguições. Será o tempo das trevas, e a Igreja passará por uma crise pavorosa. “Tendo sido esquecida a santa fé em Deus, cada indivíduo desejará guiar-se por si próprio e ser superior a seus semelhantes. Serão abolidos os poderes civis e eclesiásticos. “Toda ordem e toda justiça serão calcados aos pés. Não se verá outra coisa senão homicídios, ódio, inveja, mentira e discórdia, sem amor pela pátria e sem amor pela família. “O Santo Padre sofrerá muito. Eu estarei com ele até o fim, para receber o seu sacrifício. Os maus atentarão várias vezes contra sua vida sem poder abreviar seus dias, mas nem ele nem seu sucessor … verão o triunfo da Igreja de Deus. “Os governantes civis terão todos um mesmo objetivo, que consistirá em abolir e fazer desaparecer todo princípio religioso para dar lugar ao materialismo, ao ateísmo, ao espiritismo e a toda espécie de vícios. “No ano 1865 ver-se-á a abominação nos lugares santos. Nos conventos as flores da Igreja serão apodrecidas, e o demônio tornar-se-á como que o rei dos corações. “Que os dirigentes das comunidades religiosas estejam atentos em relação às pessoas que devem receber, porque o demônio usará toda sua malícia para introduzir nas ordens religiosas pessoas entregues ao pecado, pois as desordens e o amor aos prazeres carnais estarão espalhados por toda a Terra. “A França, a Itália, a Espanha e a Inglaterra estarão em guerra. O sangue correrá nas ruas, o francês combaterá contra o francês, o italiano contra o italiano. “A seguir haverá uma guerra geral, que será horrorosa. Durante certo tempo Deus não se lembrará mais da França nem da Itália, porque o Evangelho de Jesus Cristo não será mais conhecido. “Os maus estenderão toda sua malícia. Até nas casas as pessoas matar-se-ão e massacrar-se-ão mutuamente. “Ao primeiro golpe de sua espada fulgurante [refere-se a Deus], as montanhas e a natureza inteira tremerão de espanto, porque as desordens e os crimes dos homens transpassarão a abóbada celeste. Paris será queimada, e Marselha engolida [pelas águas]. “Várias grandes cidades serão abaladas e tragadas por tremores de terra. Crer-se-á que tudo está perdido. Só se verão homicídios, e se ouvirão apenas ruídos de armas e blasfêmias. “Os justos sofrerão muito. Suas orações, sua penitência e suas lágrimas subirão até o céu e todo o povo de Deus pedirá perdão e misericórdia. E pedirá minha ajuda e intercessão. “Jesus Cristo, por um ato de sua justiça e de sua grande misericórdia em relação aos justos, ordenará a seus anjos que deem morte a todos os seus inimigos. De repente os perseguidores da Igreja de Jesus Cristo e todos os homens entregues ao pecado perecerão, e a Terra tornar-se-á como um deserto. “Então será feita a paz, a reconciliação de Deus com os homens. Jesus Cristo será servido, adorado e glorificado. A caridade florescerá por toda parte. “Os novos reis serão o braço direito da Santa Igreja, a qual será forte, humilde, piedosa, pobre, zelosa e imitadora das virtudes de Jesus Cristo. “O Evangelho será pregado por toda parte e os homens farão grandes progressos na fé, porque haverá unidade entre os operários de Jesus Cristo e os homens viverão no temor de Deus. “Esta paz entre os homens não será longa. Vinte e cinco anos de safras abundantes lhes farão esquecer que os pecados dos homens são a causa de todas as desgraças que sucedem na terra. “Um precursor do Anticristo, com tropas de várias nações, guerreará contra o verdadeiro Cristo, único Salvador do mundo, derramará muito sangue e tentará aniquilar o culto de Deus, para se fazer cultuar como um deus”. “A Terra será atingida por toda espécie de flagelos (além da peste e da fome, que serão gerais). Haverá guerras até a última guerra, que será movida pelos dez reis do Anticristo, cujo objetivo será o mesmo e serão os únicos a governarem o mundo. “Antes que isto aconteça, haverá uma espécie de falsa paz no mundo. Não se pensará em outra coisa, senão em se divertir. Os maus se entregarão a toda sorte de pecados. “Mas os filhos da Santa Igreja, os filhos da fé, meus verdadeiros imitadores, acreditarão no amor de Deus e nas virtudes que me são mais caras. Felizes essas almas humildes conduzidas pelo Espírito Santo! Eu combaterei junto a elas até que atinjam a plenitude da idade”. “A natureza exige vingança por causa dos homens e estremece de pavor, na espera do que deve acontecer à Terra emporcalhada de crimes. Tremei, ó Terra, vós que fizestes profissão de servir a Jesus Cristo, mas que no vosso íntimo adorais a vós próprios. “Tremei, pois Deus vos entregará a seu inimigo, porque os lugares santos estão imersos na corrupção. Muitos conventos não são mais casas de Deus, mas pastagens de Asmodeu e os seus [demônios]. Durante esse tempo nascerá o Anticristo de uma religiosa hebraica, uma falsa virgem que terá comunicação com a velha serpente. “E o mestre da impureza, seu pai, será bispo. Ao nascer, vomitará blasfêmias e terá dentes. Numa palavra, será o diabo encarnado. Dará gritos aterrorizadores, fará prodígios, alimentar-se-á só de impurezas. Terá irmãos que, embora não sejam como ele outros demônios encarnados, serão filhos do mal. Aos doze anos eles se farão notar pelas valorosas vitórias que obterão. Logo estará cada um à testa de exércitos, assistidos por legiões do inferno. “As estações mudarão, a terra só dará maus frutos, os astros perderão seus movimentos regulares, a Lua não projetará senão uma débil luz avermelhada. A água e o fogo darão ao globo terrestre movimentos convulsivos e horríveis tremores de terra, que engolirão montanhas, cidades, etc.. “Roma perderá a fé e se tornará sede do Anticristo. “Os demônios do ar, junto com o Anticristo, farão grandes prodígios na terra e nos ares. E os homens se perverterão cada vez mais. Deus tomará sob seus cuidados os fiéis servidores e os homens de boa vontade, o Evangelho será pregado por toda parte, todos os povos e todas as nações terão conhecimento da verdade. “Eu dirijo um premente apelo à Terra. Apelo aos verdadeiros discípulos do Deus vivo que reina nos Céus. Apelo aos verdadeiros imitadores de Jesus Cristo feito homem, o único e verdadeiro Salvador dos homens. “Apelo aos meus filhos, meus verdadeiros devotos, aqueles que se deram a mim para que eu os conduza a meu divino Filho, aqueles que levo por assim dizer nos meus braços, que vivem de meu espírito. “Enfim, apelo aos Apóstolos dos Últimos Tempos, aos fiéis discípulos de Jesus Cristo que viveram no desprezo do mundo e de si próprios, na pobreza e na humildade, no desprezo e no silêncio, na oração e na mortificação, na castidade e na união com Deus, no sofrimento e desconhecidos do mundo. “É chegado o tempo para que eles saiam e venham iluminar a Terra. Ide e mostrai-vos como meus filhos amados. Estou convosco e em vós, contanto que vossa fé seja a luz que vos ilumina nestes dias de desgraças. “Que vosso zelo vos faça como que famintos da glória e honra de Jesus Cristo. Combatei, filhos da luz, pequeno número que isto vedes, pois aí está o tempo dos tempos, o fim dos fins. “A Igreja será eclipsada, o mundo estará na consternação. Mas eis Enoc e Elias cheios do Espírito de Deus. Eles pregarão com a força de Deus, os homens de boa vontade acreditarão em Deus e muitas almas serão consoladas. Eles farão grandes progressos, pela virtude do Espírito Santo, e condenarão os erros diabólicos do Anticristo. “Ai dos habitantes da Terra! Haverá guerras sangrentas e fome, peste e doenças contagiosas. Haverá chuvas feitas de saraivadas espantosas de animais, trovoadas que abalarão as cidades, terremotos que engolirão países. Ouvir-se-ão vozes pelos ares. Os homens baterão as cabeças contra as paredes. Pedirão a morte, e por outro lado a morte será seu suplício. O sangue correrá de todo lado. “Quem poderá resistir, se Deus não diminuir o tempo da prova? Deus se deixará dobrar pelo sangue, lágrimas e orações dos justos. Enoc e Elias serão mortos. Roma pagã desaparecerá. O fogo do céu cairá e consumirá três cidades. “Todo o universo será tomado de terror, e muitos se deixarão seduzir, porque não adoraram o verdadeiro Cristo vivo entre eles. Chegou a hora, o sol se obscurece, só a fé viverá. “Chegou o tempo, o abismo se abre. Eis o rei dos reis das trevas, eis a Besta com seus súditos, dizendo ser o salvador do mundo. Ele se elevará orgulhosamente nos ares para ir até o céu. Será asfixiado pelo sopro de São Miguel Arcanjo. Cairá. E a Terra, que durante três dias terá estado em contínuas evoluções, abrirá seu seio cheio de fogo. Ele será submerso para sempre, com todos os seus, nos despenhadeiros eternos do inferno. “Então a água e o fogo purificarão a Terra e consumirão todas as obras do orgulho dos homens, e tudo será renovado. Deus será servido e glorificado”. Termina aqui o Segredo, que foi transcrito integralmente. Fonte: Michel Corteville – René Laurentin, “Découverte du Secret de La Salette — Au-delà des polémiques, la vérité sur l’apparition et ses voyants”, Fayard, Paris, 2002. Via: aparicaodelasalette.blogspot.com #TotusTuus #Mundo #NossaSenhora #Crisenaigreja #SantíssimaVirgem
- O Segredo de Nossa Senhora de La Salette
Nossa Senhora nas aparições em La Salette chorava pela crise da Igreja e do mundo. Ela previu o que está acontecendo em nossos dias e alertou para a iminência do castigo divino. Conheça detalhes sobre a aparição de Nossa Senhora em La Salette e depois leia o Segredo na íntegra. A mensagem de Nossa Senhora de La Salette Nossa Senhora confiou uma mensagem aos videntes Maximino Giraud e Mélanie Calvat, em sua aparição em La Salette, na França, em 19 de Setembro de 1846. No início da aparição, ambos viram a Santíssima Virgem sentada sobre uma enorme pedra. Ela tinha o rosto entre as mãos e chorava amargamente. As duas crianças foram até a Bela Senhora, que não parava de chorar. A Virgem Maria explicou a Maximino e a Mélanie que chorava pelos pecados da humanidade e que deveríamos rezar para que o braço de seu Filho Jesus não pesasse sobre a Terra. Além, da mensagem, confiada aos dois videntes, pedindo oração e penitência pela humanidade, a Mãe de Deus confiou a Mélanie um segredo, que deveria ser revelado somente em 1858. Em 1852, o Papa Pio IX aprovou a aparição e reconheceu a origem celeste da mensagem. O Papa Leão XIII também reconheceu e apoiou a mensagem de La Salette e o Papa João Paulo II considerou-a como “o coração das profecias de Maria”. Num primeiro momento, Nossa Senhora fala da infidelidade de muitas almas consagradas a Deus: “Os sacerdotes, ministros de meu Filho, pela sua má vida, sua irreverência e impiedade na celebração dos santos mistérios, pelo amor do dinheiro, das honrarias e dos prazeres, tornaram-se cloacas de impureza. Sim, os sacerdotes atraem a vingança e a vingança paira sobre suas cabeças. Ai dos sacerdotes e das pessoas consagradas a Deus, que pela sua infidelidade e má vida crucificam de novo meu Filho! Os pecados das pessoas consagradas a Deus bradam ao Céu e clamam por vingança. E eis que a vingança está às suas portas, pois não se encontra mais uma pessoa a implorar misericórdia e perdão para o povo. Não há mais almas generosas, não há mais ninguém digno de oferecer a vítima imaculada ao [Pai] Eterno em favor do mundo”1. Depois, a Virgem Maria profetiza sobre a família e a sociedade e quais os males que se seguirão. Destas profecias, apresentamos aquelas que são mais significativas e que dizem respeito também ao nosso tempo: “Os chefes, os condutores do povo de Deus negligenciaram a oração e a penitência. E o demônio obscureceu suas inteligências. Transformaram-se nessas estrelas errantes, que o velho diabo arrastará com sua cauda para fazê-las perecer. […] Os maus livros abundarão sobre a Terra, e os espíritos das trevas espalharão por toda parte um relaxamento universal em tudo o que se refere ao serviço de Deus. […] Deus vai golpear de modo inaudito. Ai dos habitantes da Terra. Deus vai esgotar sua cólera, e ninguém poderá fugir a tantos males acumulados. […] Toda ordem e toda justiça serão calcados aos pés. Não se verá outra coisa senão homicídios, ódio, inveja, mentira e discórdia, sem amor pela pátria e sem amor pela família. […] Os governantes civis terão todos um mesmo objetivo, que consistirá em abolir e fazer desaparecer todo princípio religioso para dar lugar ao materialismo, ao ateísmo, ao espiritismo e a toda espécie de vícios. […] Os maus estenderão toda sua malícia. Até nas casas as pessoas matar-se-ão e massacrar-se-ão mutuamente. […] Os justos sofrerão muito. Suas orações, sua penitência e suas lágrimas subirão até o céu e todo o povo de Deus pedirá perdão e misericórdia. E pedirá minha ajuda e intercessão O apelo àqueles que a Mãe de Deus chama de “Apóstolos dos Últimos Tempos” pode ser o que São João Paulo II chama de “o coração das profecias de Maria”. Este apelo é dirigido aos verdadeiros devotos da Virgem Maria: “Eu dirijo um premente apelo à Terra. Apelo aos verdadeiros discípulos do Deus vivo que reina nos Céus. Apelo aos verdadeiros imitadores de Jesus Cristo feito homem, o único e verdadeiro Salvador dos homens. Apelo aos meus filhos, meus verdadeiros devotos, aqueles que se deram a mim para que eu os conduza a meu divino Filho, aqueles que levo por assim dizer nos meus braços, que vivem de meu espírito. Enfim, apelo aos Apóstolos dos Últimos Tempos, aos fiéis discípulos de Jesus Cristo que viveram no desprezo do mundo e de si próprios, na pobreza e na humildade, no desprezo e no silêncio, na oração e na mortificação, na castidade e na união com Deus, no sofrimento e desconhecidos do mundo. É chegado o tempo para que eles saiam e venham iluminar a Terra. Ide e mostrai-vos como meus filhos amados. Estou convosco e em vós, contanto que vossa fé seja a luz que vos ilumina nestes dias de desgraças. Que vosso zelo vos faça como que famintos da glória e honra de Jesus Cristo. Combatei, filhos da luz, pequeno número que isto vedes, pois aí está o tempo dos tempos, o fim dos fins”3. A mensagem de Nossa Senhora de La Salette certamente não se dirigia somente às pessoas daquele tempo, pois muitas das suas profecias estão acontecendo em nossos dias. Por isso, sejamos obedientes a Santíssima Virgem, façamos orações, jejuns e penitências na intenção dos sacerdotes, religiosos e religiosas, de todas as almas consagradas a Deus. Façamos o mesmo também pelos nossos governantes, pela nossa sociedade e pelas famílias. O apelo da Virgem Maria é especialmente para aqueles que São Luís Maria Grignion de Montfort chamou de “verdadeiros Apóstolos dos Últimos Tempos, a quem o Senhor das virtudes dará a palavra e a força para operar maravilhas e arrebatar gloriosos despojos ao inimigo”4. É impossível negar que o Segredo de La Salette tem uma particular ligação com o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria. Segundo o Autor, estes Apóstolos “serão os verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, que seguirão as pegadas da sua pobreza, humildade, desprezo do mundo e caridade. Ensinarão o estreito caminho de Deus na pura verdade, segundo o Santo Evangelho e não segundo as máximas do mundo. […] Terão nos lábios a espada de dois gumes, que é a Palavra de Deus; trarão aos ombros o estandarte sangrento da Cruz, o crucifixo na mão direita, o Rosário na esquerda, os sagrados nomes de Jesus e Maria no coração, e a modéstia e a mortificação de Jesus Cristo em toda a sua conduta”5. Quando e como surgirão estes Apóstolos dos Últimos Tempos? São Luís Maria responde: “Só Deus o sabe. Quanto a nós, apenas nos compete calar, rezar, suspirar e esperar”6: “Esperei ansiosamente o Senhor”7. Nossa Senhora de La Salette, rogai por nós! O SEGREDO DE LA SALETTE – texto completo em português Dificuldades na transcrição da visão Maximin e Mélanie foram beneficiados por um privilegiado e manifesto auxílio sobrenatural para serem fiéis a tudo que tinham visto ou ouvido. Este fato não evitou que a complexidade da visão e as limitadas forças intelectuais dos videntes criassem dificuldades para verter a aparição no papel. Maximin era pouco hábil em redação. Em 1851 foi necessário que reescrevesse tudo, devido às manchas de tinta do seu escrito. Sua escassez de recursos reflete-se na redação. O modo como se deu a revelação também contribui para um certo vai e vem na ordem cronológica do relato dos videntes. Houve sucessivas redações do segredo resultantes desse esforço de explicitação dos videntes, em especial de Mélanie. O segredo na sua forma mais completa Os videntes só aceitaram revelar o segredo antes de 1858 por obediência, e com a finalidade de ser levado ao conhecimento exclusivo do Papa. Este foi o motivo da primeira redação oficial do segredo, feita por Maximin em 3 de julho de 1851, e por Mélanie três dias depois. Em 1853 o novo bispo de Grenoble, Mons. Ginoulhiac, ordenou que eles voltassem a verter o segredo no papel. Todas estas redações ficaram sob sigilo no Vaticano. Em 1858, ano da aparição de Nossa Senhora em Lourdes, os videntes ficaram liberados da obrigação do silêncio e deram a público o segredo. Mélanie enviou ao Papa, o Beato Pio IX, uma redação mais aprimorada. No resto da vida, tanto Mélanie quanto Maximin responderam a inúmeras consultas e pedidos de esclarecimento. Transcreveremos a seguir na íntegra a versão histórica do segredo que é conservada no Vaticano como a mais completa. É uma redação mais extensa, feita por Mélanie em 21 de novembro de 1878, considerada definitiva pela vidente. Assim começa o segredo: “Mélanie, o que vou dizer-vos agora não ficará sempre segredo, podereis publicá-lo em 1858. “Os sacerdotes, ministros de meu Filho, pela sua má vida, sua irreverência e impiedade na celebração dos santos mistérios, pelo amor do dinheiro, das honrarias e dos prazeres, tornaram-se cloacas de impureza. “Sim, os sacerdotes atraem a vingança e a vingança paira sobre suas cabeças. Ai dos sacerdotes e das pessoas consagradas a Deus, que pela sua infidelidade e má vida crucificam de novo meu Filho! “Os pecados das pessoas consagradas a Deus bradam ao Céu e clamam por vingança. E eis que a vingança está às suas portas, pois não se encontra mais uma pessoa a implorar misericórdia e perdão para o povo. “Não há mais almas generosas, não há mais ninguém digno de oferecer a vítima imaculada ao [Pai] Eterno em favor do mundo”. “Deus vai golpear de modo inaudito. Ai dos habitantes da Terra. Deus vai esgotar sua cólera, e ninguém poderá fugir a tantos males acumulados. “Os chefes, os condutores do povo de Deus negligenciaram a oração e a penitência. E o demônio obscureceu suas inteligências. “Transformaram-se nessas estrelas errantes, que o velho diabo arrastará com sua cauda para fazê-las perecer. “Deus permitirá à velha serpente introduzir divisões entre os que reinam, em todas as sociedades e em todas as famílias. Sofrer-se-ão tormentos físicos e morais. “Deus abandonará os homens a si mesmos e enviará castigos que se sucederão durante mais de trinta e cinco anos. “A sociedade está na iminência dos flagelos mais terríveis e dos maiores acontecimentos. Deve-se esperar ser governado por uma chibata de ferro e beber o cálice da cólera de Deus”. “Que o Vigário de meu Filho, o Soberano Pontífice Pio IX, não saia mais de Roma depois do ano 1859. Mas seja firme e generoso, combata com as armas da fé e do amor. Eu estarei com ele. “Que ele não confie em Napoleão [III]. Seu coração é falso, e quando ele quiser tornar-se ao mesmo tempo papa e imperador, Deus se afastará dele. Ele é como a águia que, querendo subir sempre mais, cairá sobre a espada da qual queria se servir para obrigar os povos a o elevarem. “A Itália será punida, pela ambição de querer sacudir o jugo do Senhor dos Senhores. Será também entregue à guerra, o sangue correrá por todo lado. As igrejas serão fechadas ou profanadas. “Os sacerdotes e os religiosos serão expulsos. Serão entregues à morte, e morte cruel. Vários abandonarão a fé, e o número dos sacerdotes e religiosos que se afastarão da verdadeira Religião será grande. Entre essas pessoas encontrar-se-ão até bispos. “No ano de 1864, Lúcifer e um grande número de demônios serão soltos do inferno. Eles abolirão a fé pouco a pouco, até nas pessoas consagradas a Deus. Eles as cegarão de tal maneira que, salvo uma graça particular, adquirirão o espírito desses maus anjos. “Várias casas religiosas perderão inteiramente a fé e perderão muitas almas. “Os maus livros abundarão sobre a Terra, e os espíritos das trevas espalharão por toda parte um relaxamento universal em tudo o que se refere ao serviço de Deus. Eles terão grandíssimo poder sobre a natureza. “Existirão igrejas para cultuar esses espíritos. Pessoas serão transportadas de um lugar a outro por esses espíritos maus, até sacerdotes, porque não se terão conduzido pelo bom espírito do Evangelho, que é um espírito de humildade, caridade e zelo pela glória de Deus. “Far-se-ão ressuscitar mortos e justos (quer dizer, tais mortos tomarão a figura de almas justas que viveram na Terra, para seduzir mais os homens; esses supostos mortos ressuscitados, que não serão outra coisa senão o demônio encarnado nessas figuras, pregarão outro evangelho contrário ao do verdadeiro Jesus Cristo, negando a existência do Céu). Ou ainda almas de condenados. “Todas essas almas aparecerão como unidas a seus corpos. Em todos os lugares haverá prodígios extraordinários, porque a verdadeira fé se apagou e uma falsa luz ilumina o mundo. “Ai dos príncipes, da Igreja que então estarão ocupados apenas em amontoar riquezas acima de riquezas, salvaguardar sua autoridade e dominar com orgulho! “O Vigário de meu Filho terá muito que sofrer, porque durante algum tempo a Igreja será entregue a grandes perseguições. Será o tempo das trevas, e a Igreja passará por uma crise pavorosa. “Tendo sido esquecida a santa fé em Deus, cada indivíduo desejará guiar-se por si próprio e ser superior a seus semelhantes. Serão abolidos os poderes civis e eclesiásticos. “Toda ordem e toda justiça serão calcados aos pés. Não se verá outra coisa senão homicídios, ódio, inveja, mentira e discórdia, sem amor pela pátria e sem amor pela família. “O Santo Padre sofrerá muito. Eu estarei com ele até o fim, para receber o seu sacrifício. Os maus atentarão várias vezes contra sua vida sem poder abreviar seus dias, mas nem ele nem seu sucessor … verão o triunfo da Igreja de Deus. “Os governantes civis terão todos um mesmo objetivo, que consistirá em abolir e fazer desaparecer todo princípio religioso para dar lugar ao materialismo, ao ateísmo, ao espiritismo e a toda espécie de vícios. “No ano 1865 ver-se-á a abominação nos lugares santos. Nos conventos as flores da Igreja serão apodrecidas, e o demônio tornar-se-á como que o rei dos corações. “Que os dirigentes das comunidades religiosas estejam atentos em relação às pessoas que devem receber, porque o demônio usará toda sua malícia para introduzir nas ordens religiosas pessoas entregues ao pecado, pois as desordens e o amor aos prazeres carnais estarão espalhados por toda a Terra. “A França, a Itália, a Espanha e a Inglaterra estarão em guerra. O sangue correrá nas ruas, o francês combaterá contra o francês, o italiano contra o italiano. “A seguir haverá uma guerra geral, que será horrorosa. Durante certo tempo Deus não se lembrará mais da França nem da Itália, porque o Evangelho de Jesus Cristo não será mais conhecido. “Os maus estenderão toda sua malícia. Até nas casas as pessoas matar-se-ão e massacrar-se-ão mutuamente. “Ao primeiro golpe de sua espada fulgurante [refere-se a Deus], as montanhas e a natureza inteira tremerão de espanto, porque as desordens e os crimes dos homens transpassarão a abóbada celeste. Paris será queimada, e Marselha engolida [pelas águas]. “Várias grandes cidades serão abaladas e tragadas por tremores de terra. Crer-se-á que tudo está perdido. Só se verão homicídios, e se ouvirão apenas ruídos de armas e blasfêmias. “Os justos sofrerão muito. Suas orações, sua penitência e suas lágrimas subirão até o céu e todo o povo de Deus pedirá perdão e misericórdia. E pedirá minha ajuda e intercessão. “Jesus Cristo, por um ato de sua justiça e de sua grande misericórdia em relação aos justos, ordenará a seus anjos que deem morte a todos os seus inimigos. De repente os perseguidores da Igreja de Jesus Cristo e todos os homens entregues ao pecado perecerão, e a Terra tornar-se-á como um deserto. “Então será feita a paz, a reconciliação de Deus com os homens. Jesus Cristo será servido, adorado e glorificado. A caridade florescerá por toda parte. “Os novos reis serão o braço direito da Santa Igreja, a qual será forte, humilde, piedosa, pobre, zelosa e imitadora das virtudes de Jesus Cristo. “O Evangelho será pregado por toda parte e os homens farão grandes progressos na fé, porque haverá unidade entre os operários de Jesus Cristo e os homens viverão no temor de Deus. “Esta paz entre os homens não será longa. Vinte e cinco anos de safras abundantes lhes farão esquecer que os pecados dos homens são a causa de todas as desgraças que sucedem na terra. “Um precursor do Anticristo, com tropas de várias nações, guerreará contra o verdadeiro Cristo, único Salvador do mundo, derramará muito sangue e tentará aniquilar o culto de Deus, para se fazer cultuar como um deus”. “A Terra será atingida por toda espécie de flagelos (além da peste e da fome, que serão gerais). Haverá guerras até a última guerra, que será movida pelos dez reis do Anticristo, cujo objetivo será o mesmo e serão os únicos a governarem o mundo. “Antes que isto aconteça, haverá uma espécie de falsa paz no mundo. Não se pensará em outra coisa, senão em se divertir. Os maus se entregarão a toda sorte de pecados. “Mas os filhos da Santa Igreja, os filhos da fé, meus verdadeiros imitadores, acreditarão no amor de Deus e nas virtudes que me são mais caras. Felizes essas almas humildes conduzidas pelo Espírito Santo! Eu combaterei junto a elas até que atinjam a plenitude da idade”. “A natureza exige vingança por causa dos homens e estremece de pavor, na espera do que deve acontecer à Terra emporcalhada de crimes. Tremei, ó Terra, vós que fizestes profissão de servir a Jesus Cristo, mas que no vosso íntimo adorais a vós próprios. “Tremei, pois Deus vos entregará a seu inimigo, porque os lugares santos estão imersos na corrupção. Muitos conventos não são mais casas de Deus, mas pastagens de Asmodeu e os seus [demônios]. Durante esse tempo nascerá o Anticristo de uma religiosa hebraica, uma falsa virgem que terá comunicação com a velha serpente. “E o mestre da impureza, seu pai, será bispo. Ao nascer, vomitará blasfêmias e terá dentes. Numa palavra, será o diabo encarnado. Dará gritos aterrorizadores, fará prodígios, alimentar-se-á só de impurezas. Terá irmãos que, embora não sejam como ele outros demônios encarnados, serão filhos do mal. Aos doze anos eles se farão notar pelas valorosas vitórias que obterão. Logo estará cada um à testa de exércitos, assistidos por legiões do inferno. “As estações mudarão, a terra só dará maus frutos, os astros perderão seus movimentos regulares, a Lua não projetará senão uma débil luz avermelhada. A água e o fogo darão ao globo terrestre movimentos convulsivos e horríveis tremores de terra, que engolirão montanhas, cidades, etc.. “Roma perderá a fé e se tornará sede do Anticristo. “Os demônios do ar, junto com o Anticristo, farão grandes prodígios na terra e nos ares. E os homens se perverterão cada vez mais. Deus tomará sob seus cuidados os fiéis servidores e os homens de boa vontade, o Evangelho será pregado por toda parte, todos os povos e todas as nações terão conhecimento da verdade. “Eu dirijo um premente apelo à Terra. Apelo aos verdadeiros discípulos do Deus vivo que reina nos Céus. Apelo aos verdadeiros imitadores de Jesus Cristo feito homem, o único e verdadeiro Salvador dos homens. “Apelo aos meus filhos, meus verdadeiros devotos, aqueles que se deram a mim para que eu os conduza a meu divino Filho, aqueles que levo por assim dizer nos meus braços, que vivem de meu espírito. “Enfim, apelo aos Apóstolos dos Últimos Tempos, aos fiéis discípulos de Jesus Cristo que viveram no desprezo do mundo e de si próprios, na pobreza e na humildade, no desprezo e no silêncio, na oração e na mortificação, na castidade e na união com Deus, no sofrimento e desconhecidos do mundo. “É chegado o tempo para que eles saiam e venham iluminar a Terra. Ide e mostrai-vos como meus filhos amados. Estou convosco e em vós, contanto que vossa fé seja a luz que vos ilumina nestes dias de desgraças. “Que vosso zelo vos faça como que famintos da glória e honra de Jesus Cristo. Combatei, filhos da luz, pequeno número que isto vedes, pois aí está o tempo dos tempos, o fim dos fins. “A Igreja será eclipsada, o mundo estará na consternação. Mas eis Enoc e Elias cheios do Espírito de Deus. Eles pregarão com a força de Deus, os homens de boa vontade acreditarão em Deus e muitas almas serão consoladas. Eles farão grandes progressos, pela virtude do Espírito Santo, e condenarão os erros diabólicos do Anticristo. “Ai dos habitantes da Terra! Haverá guerras sangrentas e fome, peste e doenças contagiosas. Haverá chuvas feitas de saraivadas espantosas de animais, trovoadas que abalarão as cidades, terremotos que engolirão países. Ouvir-se-ão vozes pelos ares. Os homens baterão as cabeças contra as paredes. Pedirão a morte, e por outro lado a morte será seu suplício. O sangue correrá de todo lado. “Quem poderá resistir, se Deus não diminuir o tempo da prova? Deus se deixará dobrar pelo sangue, lágrimas e orações dos justos. Enoc e Elias serão mortos. Roma pagã desaparecerá. O fogo do céu cairá e consumirá três cidades. “Todo o universo será tomado de terror, e muitos se deixarão seduzir, porque não adoraram o verdadeiro Cristo vivo entre eles. Chegou a hora, o sol se obscurece, só a fé viverá. “Chegou o tempo, o abismo se abre. Eis o rei dos reis das trevas, eis a Besta com seus súditos, dizendo ser o salvador do mundo. Ele se elevará orgulhosamente nos ares para ir até o céu. Será asfixiado pelo sopro de São Miguel Arcanjo. Cairá. E a Terra, que durante três dias terá estado em contínuas evoluções, abrirá seu seio cheio de fogo. Ele será submerso para sempre, com todos os seus, nos despenhadeiros eternos do inferno. “Então a água e o fogo purificarão a Terra e consumirão todas as obras do orgulho dos homens, e tudo será renovado. Deus será servido e glorificado”. Termina aqui o Segredo, que foi transcrito integralmente. Fonte: Michel Corteville – René Laurentin, “Découverte du Secret de La Salette — Au-delà des polémiques, la vérité sur l’apparition et ses voyants”, Fayard, Paris, 2002. Via: aparicaodelasalette.blogspot.com #TotusTuus #Mundo #NossaSenhora #Crisenaigreja #SantíssimaVirgem

















































