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- São Martinho de Porres, o santo da vassoura – 3 de Novembro
SANTO DO DIA – 03 DE NOVEMBRO – SÃO MARTINHO DE PORRES Religioso (1579-1639) Este humilde “filho de pai desconhecido”, recusado pelo pai porque de pele escura (sua mãe era uma negra do Panamá, de origem africana), representa a desforra da santidade sobre os preconceitos humanos. Mesmo sendo filho de um fidalgo espanhol, Martinho foi criado em pobreza extrema pela mãe até os 8 anos, quando o pai, arrependido de o ter abandonado, levou-o consigo, ainda que por pouco tempo, para viver no Equador. Abandonado de novo a si mesmo, recebeu todavia do pai uma magra pensão para poder pagar a mensalidade da escola. Aos 15 anos foi aceito no convento dominicano do Rosário, em Lima, mas apenas na qualidade de oblato, isto é, como terciário, ou melhor, como doméstico, visto que só teve a missão de manter limpo o convento. Martinho é de fato representado com uma vassoura. Teve ainda o encargo de cortar os cabelos dos frades e por este seu serviço prestado à comunidade Paulo VI o proclamou, em 1966, padroeiro dos barbeiros e cabeleireiros. Finalmente, seus superiores deram-se conta de que Martinho tinha outros dotes e o admitiram ao noviciado e depois à profissão solene, como irmão cooperador. Não mudaram, entretanto, suas funções, e Martinho continuou a ser a gata-borralheira do convento, até que o eco de sua santidade se difundiu por todo o país. Entre os outros extraordinários carismas, como os êxtases e as profecias, teve o dom da bilocação. Foi visto na China, no Japão, na África, confortando missionários extenuados ou perseguidos, sem nunca, entretanto, se ter afastado de Lima. Operou autênticos milagres durante a epidemia de peste, curando todos os que acorriam a ele pedindo ajuda. Curou os 60 confrades atingidos pelo morbo. Voltava sua atenção a todas as criaturas, incluindo os animais. Continuou, com inalterada simplicidade, a desempenhar os serviços reservados aos irmãos leigos, mesmo quando a ele recorriam teólogos e autoridades civis, para pedir conselho. Morreu em 3 de novembro de 1639. Foi canonizado por João XXIII em 6 de maio de 1962. Retirado do livro: “Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente”, Paulinas Editora. Conheça mais sobre São Martinho de Porres, religioso São Martinho de Porres nasceu em Lima, Peru em 9 de Dezembro de 1579. Era filho ilegítmo de João de Porres, nobre espanhol pertencente à Ordem de Alcântara e de Ana Velásquez, negra alforriada. Ainda na infância foi reconhecido pelo pai, bem como a sua irmã Joana, tendo ambos siso levados para Guayaquil, onde ocupava um cargo na administração local. Quatro anos depois, foi o seu pai nomeado governador do Panamá, pelo que enviou o filho à mãe, em Lima (actual Peru), deixando a filha sob os cuidados de outros parentes. Martinho de Porres tornou-se aprendiz de Mateo Pastor, que exercia o ofício de cirurgião, dentista e barbeiro. Foi ali que o jovem mestiço aprendeu os rudimentos de medicina, que depois lhe seriam tão úteis no convento. Aos 15 anos, resolveu dedicar-se à vida religiosa, tentando entrar num convento da Ordem de São Domingos, o que não foi fácil dada a sua condição de pobre e mestiço. Foi no convento de Nossa Senhora do Rosário que Martinho quis entrar na qualidade de doado, isto é, quase escravo, aceitando servir, não como frade, mas como irmãos cooperador, o lugar mais baixo na hierarquia da Ordem. Comprometeu-se a servir toda a vida, sem nenhum vínculo com a comunidade, e com o único benefício de vestir o hábito religioso. Após o primeiro ano de prova, recebeu o hábito de cooperador. Mas isso não agradou ao orgulhoso pai, de quem levava o sobrenome. Dom João pediu aos superiores dominicanos que recebessem Martinho, de tão ilustre estirpe pelo lado paterno, ao menos na qualidade de irmão leigo. Ora, isso era contra as constituições da época, que não permitiam receber na Ordem pessoas de cor. O Superior quis que o próprio Martinho decidisse. “Eu estou contente neste estado – respondeu ele – porque no serviço de Deus não há inferiores nem superiores, e é meu desejo imitar o mais possível a Nosso Senhor, que se fez servo por nós”. Tal atitude encerrou a questão. A santidade estava impregnada nele, que além do talento especial para a medicina foi agraciado com dons místicos. Possuía muitos dons, como da profecia, da inteligência infusa, da cura, do poder sobre os animais e de estar em vários lugares ao mesmo tempo. Segundo a tradição, embora nunca tenha saído de Lima, há relatos de ter sido visto aconselhando e ajudando missionários na África, no Japão e até na China. Como são Francisco de Assis, dominava, influenciava e comandava os animais de todas as espécies, mesmo os ratos, que o seguiam a um simples chamado. A fama de sua santidade ganhou tanta força que as pessoas passaram a interferir na calma do convento, por isso o superior teve de proibi-lo de patrocinar os prodígios. Mas logo voltou atrás, pois uma peste epidêmica atingiu a comunidade e muitos padres caíram doentes. Então, Martinho associou às ervas a fé, e com o toque das mãos curou cada um deles. Encarregado da enfermaria do convento, auxiliava todos quantos se lhe dirigiam, fossem seus irmãos da comunidade, fosse pessoas da cidade. Além de cuidar da enfermaria, varria todo o convento, cuidava da rouparia, cortava o cabelo dos duzentos frades, e era o sineiro, dispensando ainda de seis a oito horas por dia à oração. Quando uma epidemia atingiu Lima, no convento do Rosário sessenta religiosos ficaram enfermos e muitos estavam numa seção fechada do convento. São Martinho teria passado a portas fechadas para cuidar deles, um fenômeno que encontraria residência. Martinho levava doentes para o convento, até que o Superior provincial, alarmado com o contágio, proibiu-o de continuar a fazê-lo. Sua irmã, que morava no país, ofereceu sua casa para alojar todos aqueles que a residência do religioso não poderia. Um dia ele encontrou na rua um pobre índio, sangrando até a morte por uma punhalada, e levou-o ao seu próprio quarto. O Superior, quando soube tudo isto, o repreendeu por desobediência. O Superior foi extremamente edificado pela sua resposta: “Perdoa meu erro, e por favor me instrui, porque eu não sabia que o preceito da obediência se sobrepõe ao da caridade.” Então o Superior deu-lhe liberdade para seguir as suas inspirações posteriormente no exercício da misericórdia. Tinha uma horta na qual ele mesmo cultivava as plantas que utilizava para suas medicinas. Estando doente o Bispo de La Paz, de passagem por Lima mandou que chamassem Frei Martinho para que o curasse. O simples contato da mão do doado em seu peito o livrou de grave moléstia que o levava ao túmulo. Foi um precioso amigo e colaborador de Santa Rosa de Lima e de Juan Macias, igualmente dominicanos. Além de todas essas atividades, Martinho saía também do convento para pedir esmolas para os mais necessitados. Martinho, com o corpo gasto pelo excesso de trabalho, jejum contínuo e penitência, faleceu aos 60 anos de idade, em 1639. Martinho foi beatificado em 1837 pelo Papa Gregório XVI e canonizado pelo Papa João XXIII em 1962. A sua festa litúrgica celebra-se a 3 de novembro. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Martinho_de_Porres São Martinho de Porres: “Martinho da Caridade” Misto de fidalgo e homem do povo, ele nos mostra uma singular via para alcançar a santidade, amando a Deus com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente, e ao próximo como a nós mesmos. As vastidões do Novo Mundo deslumbravam o homem europeu no longínquo despontar do século XVI. Terras férteis,abundantes riquezas naturais e a esperança de um futuro promissor tornaram-se em pouco tempo uma atração irresistível para os fidalgos ibéricos, que viam nas Américas uma oportunidade de expandir a Igreja de Deus, os domínios do Rei e abrilhantar a honra da sua estirpe. O entusiasmo que os animava não carecia de fundamento, pois Deus parecia sorrir aos bravos expedicionários, soprando vento favorável nas velas de suas frágeis naus e coroando com o êxito temerárias empresas, movidas muitas vezes pelo desejo de conquistar almas para Cristo, mas muitas outras também por motivos bem menos elevados. O que reservava a Providência para essas terras infindas, habitadas por povos das mais diversas índoles? O que desejava Ela para aqueles nativos, ora pacíficos, ora belicosos, ora de temperamento selvagem, ora dotados de cultura e técnicas muito desenvolvidas? Algo mais elevado que qualquer consideração política ou sociológica: dar-lhes o tesouro da Fé, a Celebração Eucarística, a graça santificante infundida através dos Sacramentos. Fruto da heroica ação dos missionários, logo começaram a surgir no Novo Continente Santos dos mais ilustres, que perfumavam com o bom odor de Jesus Cristo os novos domínios e faziam expandir neles, pela oração ou pelo apostolado, as sementes do Reino. Pensemos, por exemplo, na Lima quinhentista. Nela conviviam Santa Rosa, terciária dominicana, hoje padroeira da América Latina, São João Macías, evangelizador infatigável, ou esse modelo de Pastor que foi São Turíbio de Mongrovejo. Contemporâneo de todos eles, superando-os no dom dos milagres e em manifestações sobrenaturais, brilhou no convento dominicano do Santo Rosário um humilde irmão leigo chamado Martinho de Porres. “Misto de fidalgo e homem do povo, suas virtudes esplendentes contribuíram para conferir à civilização peruana do seu tempo uma beleza e uma ordenação católicas até hoje insuperáveis”. Desejo de servir, à imitação do próprio Cristo Nasceu ele a 9 de dezembro de 1579 na florescente Lima do tempo colonial, capital do vice-reinado do Peru, filho natural de João de Porres, cavaleiro espanhol, e Ana Velázquez, panamenha livre, de origem africana. Em sua infância, experimentou ora as larguezas e as exigências da vida nobre ao lado do pai, em Guayaquil – atual Equador -, ora a simplicidade e o trabalho junto à mãe, em Lima, sem apegar-se a um modo de vida nem reclamar do outro. Mas tanto em uma quanto em outra circunstância ele se sentia atraído pela vida de piedade, servindo como coroinha nas Missas paroquiais ou passando noites em claro, de joelhos, rezando diante de Jesus Crucificado. Contando apenas 14 anos dirigiu-se ao Convento do Rosário e fez um pedido ao provincial dos Pregadores, Frei João de Lorenzana. Que desejaele ao bater à porta daquela casa de Deus? Tornar-se um servidor dos frades, na qualidade de “doado”, como então eram designados aqueles que se dedicavam às tarefas domésticas e se hospedavam nas dependências dos dominicanos. O superior, discernindo nele um chamado autêntico, recebeu-o de bom grado. Doravante suas funções seriam varrer salões e claustros, a enfermaria, o coro e a igreja da grande propriedade, que abrigava por volta de 200 religiosos, entre noviços, irmãos leigos e doutos sacerdotes. De maneira alguma Frei Martinho se envergonhava dessa condição. Sua visão sobrenatural das coisas fazia-o compreender bem a glória que há em servir, à imitação do próprio Cristo Jesus, que Se encarnou para nos dar exemplo de completa submissão. Após dois anos no exercício dessas árduas tarefas, vinculado à comunidade apenas como terciário, um irmão o chama à portaria. Ali estão à sua espera o superior e seu pai que, regressando de um longo período a serviço do vice-rei, no Panamá, quer reencontrar o filho. Indignado por vê-lo ocupando posição tão humilde, o fidalgo exige do provincial que promova seu filho pelo menos a irmão leigo. O prior acede, mas os olhos de Frei Martinho, em lugar de se iluminarem de contentamento, ficam umedecidos por lágrimas. Era a sua humildade que falava mais alto, levando-o a implorar ao superior que não o privasse da alegria de poder dedicar-se à comunidade como vinha fazendo até então. Vocação de remediar os males alheios No dia 2 de junho de 1603 ele faz a profissão solene dos votos religiosos, recebendo, além das funções de sineiro, barbeiro e encarregado da rouparia, o cuidado da enfermaria. Ali exerce também, à falta de médico, o ofício de cirurgião, cujos rudimentos aprendera antes de ingressar no convento. Frei João de Lorenzana, quadro do Mosteiro de São Domingos, Lima. O superior, discernindo nele um chamado autêntico para a vida religiosa, recebeu-o de bom grado. Seus diagnósticos certeiros sobre o verdadeiro estado dos doentes logo começam a se comprovar pelos fatos, muitas vezes contra as aparências. Por exemplo, a um enfermo que todos consideram já às portas da morte anuncia que dessa vez não morrerá; e de fato, em poucos dias encontrava-se curado. Em outra ocasião, vendo Frei Lourenço de Pareja caminhando pelo claustro, comunica-lhe que em breve deixará seu corpo mortal e chama um sacerdote para administrar-lhe os Sacramentos. Instantes depois de recebê-los, o frade expira em seu leito. Incontáveis curas milagrosas por ele realizadas fazem sua fama ultrapassar os muros do Convento do Rosário. Pequenos e grandes, espanhóis e índios, ricos e pobres vêm pedir auxílio ao santo enfermeiro. Começa assim a manifestar-se a vocação de Martinho, que “parece ter sido a de remediar os males alheios”,2 não poupando esforços para dar-lhes bom exemplo, conforto físico e espiritual no exercício de suas funções. “Desculpava as faltas dos outros; perdoava duras injúrias, convencido de que era digno de penas maiores por seus pecados; procurava com todas as suas forças trazer para o bom caminho os pecadores; assistia comprazido os enfermos; proporcionava alimento, vestuário e remédios aos fracos; favorecia com todas as suas forças os camponeses, os negros, os mestiços que naquele tempo desempenhavam os mais humildes ofícios, de tal maneira que foi chamado pela voz popular Martinho da Caridade”.3 Frequentes manifestações sobrenaturais De onde vinham estas qualidades incomuns? Sem dúvida, de uma intensa espiritualidade, pois “uma vida como a de Martinho, consagrada por inteiro ao serviço do próximo, com perfeito esquecimento de si, não se explica sem uma intensa vida interior, sem o estímulo da caridade que, […] mesmo sob o peso da fadiga, não chega a sentir cansaço”.4 Uma noite, quando a hora já ia avançada, o cirurgião Marcelo Rivera, hóspede do convento, o procura sem conseguir encontrar. Pergunta a este, pergunta àquele, mas ninguém o vira. Acha-o, por fim, na sala capitular, “suspenso no ar, com os braços em cruz, com suas mãos coladas às de um Santo Cristo crucificado, que está num altar. E mantinha todo o corpo junto ao do Santo Crucifixo, como que O abraçando. Estava elevado a cerca de três metros do solo”.5 Incontáveis testemunhas presenciaram fatos semelhantes. Assim, por exemplo, numa noite em que poucos conseguiam conciliar o sono no prédio do noviciado, devido a uma epidemia que prostrava com altas febres a maioria dos frades, ouve-se de uma das celas: – Ó, Frei Martinho! Gostaria de ter uma túnica para trocar-me! É Frei Vicente que, revolvendo-se no leito, entre os suores da febre, clama pelo enfermeiro, sem esperança de ser atendido, pois as portas daquele prédio já estavam trancadas e Frei Martinho vivia fora do mesmo. Mas, mal termina de falar, vê o irmão enfermeiro junto a ele, trazendo nas mãos uma camisa limpa e bem passada. Assustado, pergunta-lhe como fizera para entrar. – Não cabe a vós saber isso – responde com bondade Frei Martinho, fazendo com o dedo sinal de silêncio. Não longe dali o mestre de noviços, Frei André de Lisón, ouve a voz de Frei Martinho e coloca-se no corredor para verificar por onde entrara. Passa-se o tempo, e nada! Resolve então abrir a porta da cela do doente: estava sozinho e dormia um sono profundo… A admiração estende-se por todo o convento. Frei Francisco Velasco, Frei João de Requena e Frei João de Guia também recebem visitas semelhantes. Em outra ocasião, um frade, caminhando pelo claustro, vê passar pelos ares um facho luminoso, fixa as vistas e discerne Frei Martinho voando envolto em luz. Certa madrugada, ao toque do sino, toda a comunidade se reúne na igreja, como de costume, para cantar Matinas. De súbito, um clarão vindo do fundo ilumina todo o recinto sagrado. Voltam-se para trás os religiosos e descobrem o foco de tão intensa luminosidade: o rosto de Frei Martinho que, tendo descido para ajudar o sacristão, ali estava ouvindo o cântico sacro. “Deus seja louvado por utilizar tão vil instrumento” Fatos como estes ocorrem em quantidade e tornam-se públicos e notórios. Aos poucos a fama do Santo se espalha por toda Lima, chegando inclusive até o vice-rei e o Arcebispo. Nada disso, contudo, perturba sua humildade. De maneira alguma consente em perder o convívio com o sobrenatural, voltando-se para si mesmo a fim de desfrutar uma glória humana que passa “como um sonho da manhã” (Sl 89, 5). Em certa ocasião ele vai visitar a esposa de seu antigo mestre de barbearia, a qual padecia de grave enfermidade. Convidando-o a sentar-se aos pés de seu leito, ela estica discretamente o braço até tocar com a mão na ponta do hábito do Santo. No mesmo instante, sente-se curada e exclama, pervadida de admiração: – Tão grande servo de Deus sois, Frei Martinho, que até vossas vestes têm poder de curar! Com a esperteza própria à humildade, responde o Santo: – Aqui está a mão de Deus, senhora. Ele a curou, através do hábito de nosso pai, São Domingos. Deus seja louvado por utilizar tão vil instrumento para operar tamanha maravilha, e porque o hábito de nosso pai não perde seu valor e devoção, mesmo vestido por tão grande pecador como eu.6 “Não sou digno de estar na casa de Deus” Outro episódio, desta vez ocorrido dentro dos muros do convento, atesta a mansidão de Frei Martinho em suportar as fraquezas que por vezes seus irmãos de hábito manifestavam. Ele as sofria com excepcional cordura, tomando-as sempre como merecidas e úteis para a expiação de seus pecados. Três séculos após a sua morte, o exemplo de São Martinho de Porres faz elevarem-se aos Céus os nossos pensamentos. Túmulo de São Martinho de Porres, na capela erigida no local da antiga enfermaria – Convento de São Domingos, Lima Aconteceu que um antigo religioso acamado mandou chamá-lo na enfermaria, mas como Frei Martinho estivesse ocupado num assunto urgente, demorou um pouco a chegar. Enquanto escoavam-se os minutos o doente tomou-se de impaciência e começou a deblaterar contra o Santo, dizendo toda espécie de injúrias, externando queixas descabidas, fruto do egoísmo. Logo acudiu ele e pediu desculpas, mas teve de ouvir uma nova catilinária, desta vez pronunciada em alta voz, de modo que os outros frades também escutaram. Preocupados, alguns irmãos se aproximaram e um deles, ao ver Frei Martinho ajoelhado junto ao doente, perguntou-lhe o que estava acontecendo. – Padre – respondeu o humilde Irmão -, estou recebendo cinzas sem ser a quarta-feira delas. Este padre me ofereceu o pó de minha baixeza e me pôs a cinza de minhas culpas diante de mim, e eu, agradecido por tão importante lembrança, não lhe beijo as mãos porque não sou digno de colocar nelas os meus lábios, mas fico aos seus pés de sacerdote. E, creia-me, este dia foi proveitoso para mim porque dei-me conta de que não sou digno de estar na casa de Deus e entre os seus servos.7 Numa fase de privação pela qual passava a comunidade, o padre prior encontrava-se muito aflito por não dispor da quantia necessária para sanar as dívidas da casa, que eram numerosas. Frei Martinho então perguntou-lhe se não queria vendê-lo como escravo, pois devia valer um preço considerável e se sentiria muito honrado por ser útil ao convento. O sacerdote, comovido com esta atitude heroica de amor à Ordem, respondeu-lhe: – Que Deus te pague, Frei Martinho, mas o Senhor, que te trouxe até aqui, Se encarregará de resolver o problema.8 O caminho que Cristo nos ensina A vida do despretensioso irmão transcorria serena, consumindo-se em longas vigílias de oração junto ao crucifixo e serviços na aparência muito comuns, mas sempre feitos com a intenção de glorificar a Deus, sendo amiúde coroados por milagres. Faltando um mês para completar 60 anos, uma febre violenta e frequentes desmaios o obrigaram a guardar repouso. Tudo indicava aproximar-se o fim de seu estado de prova. A notícia se espalhou pela cidade e sua cela logo se tornou objeto de contínua peregrinação. Nessa mesma noite ele entrou em agonia. Os circunstantes o viam debater-se com gestos violentos e, estreitando em seu peito o crucifixo, increpar o maligno: – Vai embora, maldito! Não me hão de vencer tuas ameaças! Três dias depois, a 3 de novembro de 1639, diante dos seus irmãos de vocação que junto dele recitavam o Credo, nasceu São Martinho de Porres para a verdadeira vida, deixando atrás de si um rastro luminoso que ainda hoje suscita a veneração de incontáveis fiéis. “Este santo varão que, com seu exemplo de virtude, atraiu tantos à Religião, agora também, três séculos após sua morte, faz elevarem-se aos Céus nossos pensamentos”, lembrou o Beato João XXIII ao canonizá-lo.9 Pois, com o exemplo de sua vida ele nos demonstra ser possível alcançar a santidade pelo caminho que Cristo nos ensina: amando a Deus, em primeiro lugar, com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente; e, em segundo, ao próximo como a nós mesmos. (Revista Arautos do Evangelho, Novembro/2013, n. 143, p. 33 à 37) #Caridade #SantodoDia
- São Martinho de Porres, o santo da vassoura – 3 de Novembro
SANTO DO DIA – 03 DE NOVEMBRO – SÃO MARTINHO DE PORRES Religioso (1579-1639) Este humilde “filho de pai desconhecido”, recusado pelo pai porque de pele escura (sua mãe era uma negra do Panamá, de origem africana), representa a desforra da santidade sobre os preconceitos humanos. Mesmo sendo filho de um fidalgo espanhol, Martinho foi criado em pobreza extrema pela mãe até os 8 anos, quando o pai, arrependido de o ter abandonado, levou-o consigo, ainda que por pouco tempo, para viver no Equador. Abandonado de novo a si mesmo, recebeu todavia do pai uma magra pensão para poder pagar a mensalidade da escola. Aos 15 anos foi aceito no convento dominicano do Rosário, em Lima, mas apenas na qualidade de oblato, isto é, como terciário, ou melhor, como doméstico, visto que só teve a missão de manter limpo o convento. Martinho é de fato representado com uma vassoura. Teve ainda o encargo de cortar os cabelos dos frades e por este seu serviço prestado à comunidade Paulo VI o proclamou, em 1966, padroeiro dos barbeiros e cabeleireiros. Finalmente, seus superiores deram-se conta de que Martinho tinha outros dotes e o admitiram ao noviciado e depois à profissão solene, como irmão cooperador. Não mudaram, entretanto, suas funções, e Martinho continuou a ser a gata-borralheira do convento, até que o eco de sua santidade se difundiu por todo o país. Entre os outros extraordinários carismas, como os êxtases e as profecias, teve o dom da bilocação. Foi visto na China, no Japão, na África, confortando missionários extenuados ou perseguidos, sem nunca, entretanto, se ter afastado de Lima. Operou autênticos milagres durante a epidemia de peste, curando todos os que acorriam a ele pedindo ajuda. Curou os 60 confrades atingidos pelo morbo. Voltava sua atenção a todas as criaturas, incluindo os animais. Continuou, com inalterada simplicidade, a desempenhar os serviços reservados aos irmãos leigos, mesmo quando a ele recorriam teólogos e autoridades civis, para pedir conselho. Morreu em 3 de novembro de 1639. Foi canonizado por João XXIII em 6 de maio de 1962. Retirado do livro: “Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente”, Paulinas Editora. Conheça mais sobre São Martinho de Porres, religioso São Martinho de Porres nasceu em Lima, Peru em 9 de Dezembro de 1579. Era filho ilegítmo de João de Porres, nobre espanhol pertencente à Ordem de Alcântara e de Ana Velásquez, negra alforriada. Ainda na infância foi reconhecido pelo pai, bem como a sua irmã Joana, tendo ambos siso levados para Guayaquil, onde ocupava um cargo na administração local. Quatro anos depois, foi o seu pai nomeado governador do Panamá, pelo que enviou o filho à mãe, em Lima (actual Peru), deixando a filha sob os cuidados de outros parentes. Martinho de Porres tornou-se aprendiz de Mateo Pastor, que exercia o ofício de cirurgião, dentista e barbeiro. Foi ali que o jovem mestiço aprendeu os rudimentos de medicina, que depois lhe seriam tão úteis no convento. Aos 15 anos, resolveu dedicar-se à vida religiosa, tentando entrar num convento da Ordem de São Domingos, o que não foi fácil dada a sua condição de pobre e mestiço. Foi no convento de Nossa Senhora do Rosário que Martinho quis entrar na qualidade de doado, isto é, quase escravo, aceitando servir, não como frade, mas como irmãos cooperador, o lugar mais baixo na hierarquia da Ordem. Comprometeu-se a servir toda a vida, sem nenhum vínculo com a comunidade, e com o único benefício de vestir o hábito religioso. Após o primeiro ano de prova, recebeu o hábito de cooperador. Mas isso não agradou ao orgulhoso pai, de quem levava o sobrenome. Dom João pediu aos superiores dominicanos que recebessem Martinho, de tão ilustre estirpe pelo lado paterno, ao menos na qualidade de irmão leigo. Ora, isso era contra as constituições da época, que não permitiam receber na Ordem pessoas de cor. O Superior quis que o próprio Martinho decidisse. “Eu estou contente neste estado – respondeu ele – porque no serviço de Deus não há inferiores nem superiores, e é meu desejo imitar o mais possível a Nosso Senhor, que se fez servo por nós”. Tal atitude encerrou a questão. A santidade estava impregnada nele, que além do talento especial para a medicina foi agraciado com dons místicos. Possuía muitos dons, como da profecia, da inteligência infusa, da cura, do poder sobre os animais e de estar em vários lugares ao mesmo tempo. Segundo a tradição, embora nunca tenha saído de Lima, há relatos de ter sido visto aconselhando e ajudando missionários na África, no Japão e até na China. Como são Francisco de Assis, dominava, influenciava e comandava os animais de todas as espécies, mesmo os ratos, que o seguiam a um simples chamado. A fama de sua santidade ganhou tanta força que as pessoas passaram a interferir na calma do convento, por isso o superior teve de proibi-lo de patrocinar os prodígios. Mas logo voltou atrás, pois uma peste epidêmica atingiu a comunidade e muitos padres caíram doentes. Então, Martinho associou às ervas a fé, e com o toque das mãos curou cada um deles. Encarregado da enfermaria do convento, auxiliava todos quantos se lhe dirigiam, fossem seus irmãos da comunidade, fosse pessoas da cidade. Além de cuidar da enfermaria, varria todo o convento, cuidava da rouparia, cortava o cabelo dos duzentos frades, e era o sineiro, dispensando ainda de seis a oito horas por dia à oração. Quando uma epidemia atingiu Lima, no convento do Rosário sessenta religiosos ficaram enfermos e muitos estavam numa seção fechada do convento. São Martinho teria passado a portas fechadas para cuidar deles, um fenômeno que encontraria residência. Martinho levava doentes para o convento, até que o Superior provincial, alarmado com o contágio, proibiu-o de continuar a fazê-lo. Sua irmã, que morava no país, ofereceu sua casa para alojar todos aqueles que a residência do religioso não poderia. Um dia ele encontrou na rua um pobre índio, sangrando até a morte por uma punhalada, e levou-o ao seu próprio quarto. O Superior, quando soube tudo isto, o repreendeu por desobediência. O Superior foi extremamente edificado pela sua resposta: “Perdoa meu erro, e por favor me instrui, porque eu não sabia que o preceito da obediência se sobrepõe ao da caridade.” Então o Superior deu-lhe liberdade para seguir as suas inspirações posteriormente no exercício da misericórdia. Tinha uma horta na qual ele mesmo cultivava as plantas que utilizava para suas medicinas. Estando doente o Bispo de La Paz, de passagem por Lima mandou que chamassem Frei Martinho para que o curasse. O simples contato da mão do doado em seu peito o livrou de grave moléstia que o levava ao túmulo. Foi um precioso amigo e colaborador de Santa Rosa de Lima e de Juan Macias, igualmente dominicanos. Além de todas essas atividades, Martinho saía também do convento para pedir esmolas para os mais necessitados. Martinho, com o corpo gasto pelo excesso de trabalho, jejum contínuo e penitência, faleceu aos 60 anos de idade, em 1639. Martinho foi beatificado em 1837 pelo Papa Gregório XVI e canonizado pelo Papa João XXIII em 1962. A sua festa litúrgica celebra-se a 3 de novembro. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Martinho_de_Porres São Martinho de Porres: “Martinho da Caridade” Misto de fidalgo e homem do povo, ele nos mostra uma singular via para alcançar a santidade, amando a Deus com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente, e ao próximo como a nós mesmos. As vastidões do Novo Mundo deslumbravam o homem europeu no longínquo despontar do século XVI. Terras férteis,abundantes riquezas naturais e a esperança de um futuro promissor tornaram-se em pouco tempo uma atração irresistível para os fidalgos ibéricos, que viam nas Américas uma oportunidade de expandir a Igreja de Deus, os domínios do Rei e abrilhantar a honra da sua estirpe. O entusiasmo que os animava não carecia de fundamento, pois Deus parecia sorrir aos bravos expedicionários, soprando vento favorável nas velas de suas frágeis naus e coroando com o êxito temerárias empresas, movidas muitas vezes pelo desejo de conquistar almas para Cristo, mas muitas outras também por motivos bem menos elevados. O que reservava a Providência para essas terras infindas, habitadas por povos das mais diversas índoles? O que desejava Ela para aqueles nativos, ora pacíficos, ora belicosos, ora de temperamento selvagem, ora dotados de cultura e técnicas muito desenvolvidas? Algo mais elevado que qualquer consideração política ou sociológica: dar-lhes o tesouro da Fé, a Celebração Eucarística, a graça santificante infundida através dos Sacramentos. Fruto da heroica ação dos missionários, logo começaram a surgir no Novo Continente Santos dos mais ilustres, que perfumavam com o bom odor de Jesus Cristo os novos domínios e faziam expandir neles, pela oração ou pelo apostolado, as sementes do Reino. Pensemos, por exemplo, na Lima quinhentista. Nela conviviam Santa Rosa, terciária dominicana, hoje padroeira da América Latina, São João Macías, evangelizador infatigável, ou esse modelo de Pastor que foi São Turíbio de Mongrovejo. Contemporâneo de todos eles, superando-os no dom dos milagres e em manifestações sobrenaturais, brilhou no convento dominicano do Santo Rosário um humilde irmão leigo chamado Martinho de Porres. “Misto de fidalgo e homem do povo, suas virtudes esplendentes contribuíram para conferir à civilização peruana do seu tempo uma beleza e uma ordenação católicas até hoje insuperáveis”. Desejo de servir, à imitação do próprio Cristo Nasceu ele a 9 de dezembro de 1579 na florescente Lima do tempo colonial, capital do vice-reinado do Peru, filho natural de João de Porres, cavaleiro espanhol, e Ana Velázquez, panamenha livre, de origem africana. Em sua infância, experimentou ora as larguezas e as exigências da vida nobre ao lado do pai, em Guayaquil – atual Equador -, ora a simplicidade e o trabalho junto à mãe, em Lima, sem apegar-se a um modo de vida nem reclamar do outro. Mas tanto em uma quanto em outra circunstância ele se sentia atraído pela vida de piedade, servindo como coroinha nas Missas paroquiais ou passando noites em claro, de joelhos, rezando diante de Jesus Crucificado. Contando apenas 14 anos dirigiu-se ao Convento do Rosário e fez um pedido ao provincial dos Pregadores, Frei João de Lorenzana. Que desejaele ao bater à porta daquela casa de Deus? Tornar-se um servidor dos frades, na qualidade de “doado”, como então eram designados aqueles que se dedicavam às tarefas domésticas e se hospedavam nas dependências dos dominicanos. O superior, discernindo nele um chamado autêntico, recebeu-o de bom grado. Doravante suas funções seriam varrer salões e claustros, a enfermaria, o coro e a igreja da grande propriedade, que abrigava por volta de 200 religiosos, entre noviços, irmãos leigos e doutos sacerdotes. De maneira alguma Frei Martinho se envergonhava dessa condição. Sua visão sobrenatural das coisas fazia-o compreender bem a glória que há em servir, à imitação do próprio Cristo Jesus, que Se encarnou para nos dar exemplo de completa submissão. Após dois anos no exercício dessas árduas tarefas, vinculado à comunidade apenas como terciário, um irmão o chama à portaria. Ali estão à sua espera o superior e seu pai que, regressando de um longo período a serviço do vice-rei, no Panamá, quer reencontrar o filho. Indignado por vê-lo ocupando posição tão humilde, o fidalgo exige do provincial que promova seu filho pelo menos a irmão leigo. O prior acede, mas os olhos de Frei Martinho, em lugar de se iluminarem de contentamento, ficam umedecidos por lágrimas. Era a sua humildade que falava mais alto, levando-o a implorar ao superior que não o privasse da alegria de poder dedicar-se à comunidade como vinha fazendo até então. Vocação de remediar os males alheios No dia 2 de junho de 1603 ele faz a profissão solene dos votos religiosos, recebendo, além das funções de sineiro, barbeiro e encarregado da rouparia, o cuidado da enfermaria. Ali exerce também, à falta de médico, o ofício de cirurgião, cujos rudimentos aprendera antes de ingressar no convento. Frei João de Lorenzana, quadro do Mosteiro de São Domingos, Lima. O superior, discernindo nele um chamado autêntico para a vida religiosa, recebeu-o de bom grado. Seus diagnósticos certeiros sobre o verdadeiro estado dos doentes logo começam a se comprovar pelos fatos, muitas vezes contra as aparências. Por exemplo, a um enfermo que todos consideram já às portas da morte anuncia que dessa vez não morrerá; e de fato, em poucos dias encontrava-se curado. Em outra ocasião, vendo Frei Lourenço de Pareja caminhando pelo claustro, comunica-lhe que em breve deixará seu corpo mortal e chama um sacerdote para administrar-lhe os Sacramentos. Instantes depois de recebê-los, o frade expira em seu leito. Incontáveis curas milagrosas por ele realizadas fazem sua fama ultrapassar os muros do Convento do Rosário. Pequenos e grandes, espanhóis e índios, ricos e pobres vêm pedir auxílio ao santo enfermeiro. Começa assim a manifestar-se a vocação de Martinho, que “parece ter sido a de remediar os males alheios”,2 não poupando esforços para dar-lhes bom exemplo, conforto físico e espiritual no exercício de suas funções. “Desculpava as faltas dos outros; perdoava duras injúrias, convencido de que era digno de penas maiores por seus pecados; procurava com todas as suas forças trazer para o bom caminho os pecadores; assistia comprazido os enfermos; proporcionava alimento, vestuário e remédios aos fracos; favorecia com todas as suas forças os camponeses, os negros, os mestiços que naquele tempo desempenhavam os mais humildes ofícios, de tal maneira que foi chamado pela voz popular Martinho da Caridade”.3 Frequentes manifestações sobrenaturais De onde vinham estas qualidades incomuns? Sem dúvida, de uma intensa espiritualidade, pois “uma vida como a de Martinho, consagrada por inteiro ao serviço do próximo, com perfeito esquecimento de si, não se explica sem uma intensa vida interior, sem o estímulo da caridade que, […] mesmo sob o peso da fadiga, não chega a sentir cansaço”.4 Uma noite, quando a hora já ia avançada, o cirurgião Marcelo Rivera, hóspede do convento, o procura sem conseguir encontrar. Pergunta a este, pergunta àquele, mas ninguém o vira. Acha-o, por fim, na sala capitular, “suspenso no ar, com os braços em cruz, com suas mãos coladas às de um Santo Cristo crucificado, que está num altar. E mantinha todo o corpo junto ao do Santo Crucifixo, como que O abraçando. Estava elevado a cerca de três metros do solo”.5 Incontáveis testemunhas presenciaram fatos semelhantes. Assim, por exemplo, numa noite em que poucos conseguiam conciliar o sono no prédio do noviciado, devido a uma epidemia que prostrava com altas febres a maioria dos frades, ouve-se de uma das celas: – Ó, Frei Martinho! Gostaria de ter uma túnica para trocar-me! É Frei Vicente que, revolvendo-se no leito, entre os suores da febre, clama pelo enfermeiro, sem esperança de ser atendido, pois as portas daquele prédio já estavam trancadas e Frei Martinho vivia fora do mesmo. Mas, mal termina de falar, vê o irmão enfermeiro junto a ele, trazendo nas mãos uma camisa limpa e bem passada. Assustado, pergunta-lhe como fizera para entrar. – Não cabe a vós saber isso – responde com bondade Frei Martinho, fazendo com o dedo sinal de silêncio. Não longe dali o mestre de noviços, Frei André de Lisón, ouve a voz de Frei Martinho e coloca-se no corredor para verificar por onde entrara. Passa-se o tempo, e nada! Resolve então abrir a porta da cela do doente: estava sozinho e dormia um sono profundo… A admiração estende-se por todo o convento. Frei Francisco Velasco, Frei João de Requena e Frei João de Guia também recebem visitas semelhantes. Em outra ocasião, um frade, caminhando pelo claustro, vê passar pelos ares um facho luminoso, fixa as vistas e discerne Frei Martinho voando envolto em luz. Certa madrugada, ao toque do sino, toda a comunidade se reúne na igreja, como de costume, para cantar Matinas. De súbito, um clarão vindo do fundo ilumina todo o recinto sagrado. Voltam-se para trás os religiosos e descobrem o foco de tão intensa luminosidade: o rosto de Frei Martinho que, tendo descido para ajudar o sacristão, ali estava ouvindo o cântico sacro. “Deus seja louvado por utilizar tão vil instrumento” Fatos como estes ocorrem em quantidade e tornam-se públicos e notórios. Aos poucos a fama do Santo se espalha por toda Lima, chegando inclusive até o vice-rei e o Arcebispo. Nada disso, contudo, perturba sua humildade. De maneira alguma consente em perder o convívio com o sobrenatural, voltando-se para si mesmo a fim de desfrutar uma glória humana que passa “como um sonho da manhã” (Sl 89, 5). Em certa ocasião ele vai visitar a esposa de seu antigo mestre de barbearia, a qual padecia de grave enfermidade. Convidando-o a sentar-se aos pés de seu leito, ela estica discretamente o braço até tocar com a mão na ponta do hábito do Santo. No mesmo instante, sente-se curada e exclama, pervadida de admiração: – Tão grande servo de Deus sois, Frei Martinho, que até vossas vestes têm poder de curar! Com a esperteza própria à humildade, responde o Santo: – Aqui está a mão de Deus, senhora. Ele a curou, através do hábito de nosso pai, São Domingos. Deus seja louvado por utilizar tão vil instrumento para operar tamanha maravilha, e porque o hábito de nosso pai não perde seu valor e devoção, mesmo vestido por tão grande pecador como eu.6 “Não sou digno de estar na casa de Deus” Outro episódio, desta vez ocorrido dentro dos muros do convento, atesta a mansidão de Frei Martinho em suportar as fraquezas que por vezes seus irmãos de hábito manifestavam. Ele as sofria com excepcional cordura, tomando-as sempre como merecidas e úteis para a expiação de seus pecados. Três séculos após a sua morte, o exemplo de São Martinho de Porres faz elevarem-se aos Céus os nossos pensamentos. Túmulo de São Martinho de Porres, na capela erigida no local da antiga enfermaria – Convento de São Domingos, Lima Aconteceu que um antigo religioso acamado mandou chamá-lo na enfermaria, mas como Frei Martinho estivesse ocupado num assunto urgente, demorou um pouco a chegar. Enquanto escoavam-se os minutos o doente tomou-se de impaciência e começou a deblaterar contra o Santo, dizendo toda espécie de injúrias, externando queixas descabidas, fruto do egoísmo. Logo acudiu ele e pediu desculpas, mas teve de ouvir uma nova catilinária, desta vez pronunciada em alta voz, de modo que os outros frades também escutaram. Preocupados, alguns irmãos se aproximaram e um deles, ao ver Frei Martinho ajoelhado junto ao doente, perguntou-lhe o que estava acontecendo. – Padre – respondeu o humilde Irmão -, estou recebendo cinzas sem ser a quarta-feira delas. Este padre me ofereceu o pó de minha baixeza e me pôs a cinza de minhas culpas diante de mim, e eu, agradecido por tão importante lembrança, não lhe beijo as mãos porque não sou digno de colocar nelas os meus lábios, mas fico aos seus pés de sacerdote. E, creia-me, este dia foi proveitoso para mim porque dei-me conta de que não sou digno de estar na casa de Deus e entre os seus servos.7 Numa fase de privação pela qual passava a comunidade, o padre prior encontrava-se muito aflito por não dispor da quantia necessária para sanar as dívidas da casa, que eram numerosas. Frei Martinho então perguntou-lhe se não queria vendê-lo como escravo, pois devia valer um preço considerável e se sentiria muito honrado por ser útil ao convento. O sacerdote, comovido com esta atitude heroica de amor à Ordem, respondeu-lhe: – Que Deus te pague, Frei Martinho, mas o Senhor, que te trouxe até aqui, Se encarregará de resolver o problema.8 O caminho que Cristo nos ensina A vida do despretensioso irmão transcorria serena, consumindo-se em longas vigílias de oração junto ao crucifixo e serviços na aparência muito comuns, mas sempre feitos com a intenção de glorificar a Deus, sendo amiúde coroados por milagres. Faltando um mês para completar 60 anos, uma febre violenta e frequentes desmaios o obrigaram a guardar repouso. Tudo indicava aproximar-se o fim de seu estado de prova. A notícia se espalhou pela cidade e sua cela logo se tornou objeto de contínua peregrinação. Nessa mesma noite ele entrou em agonia. Os circunstantes o viam debater-se com gestos violentos e, estreitando em seu peito o crucifixo, increpar o maligno: – Vai embora, maldito! Não me hão de vencer tuas ameaças! Três dias depois, a 3 de novembro de 1639, diante dos seus irmãos de vocação que junto dele recitavam o Credo, nasceu São Martinho de Porres para a verdadeira vida, deixando atrás de si um rastro luminoso que ainda hoje suscita a veneração de incontáveis fiéis. “Este santo varão que, com seu exemplo de virtude, atraiu tantos à Religião, agora também, três séculos após sua morte, faz elevarem-se aos Céus nossos pensamentos”, lembrou o Beato João XXIII ao canonizá-lo.9 Pois, com o exemplo de sua vida ele nos demonstra ser possível alcançar a santidade pelo caminho que Cristo nos ensina: amando a Deus, em primeiro lugar, com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente; e, em segundo, ao próximo como a nós mesmos. (Revista Arautos do Evangelho, Novembro/2013, n. 143, p. 33 à 37) #Caridade #SantodoDia
- Homilia Diária | Observam os detalhes, mas esquecem o amor
Sexta-feira da 30.ª Sem. do Tempo Comum No Evangelho de hoje, dois olhares se cruzam e observam, e dois silêncios se acusam mutuamente. Um olhar é o dos fariseus, o outro é o de Cristo. O silêncio dos primeiros, observando com malícia, condena a Cristo como transgressor do sábado; mas o silêncio de Cristo, observando com bondade, condena-os como transgressores do amor ao próximo. O motivo das condenações? Um hidrópico necessitado de cura, e um dia de sábado, que parece não permitir curar. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 3 de novembro, e medite conosco mais uma página do Santo Evangelho! Evangelho (Lc 14,1-6) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem. (Jo 10,27) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. 1 Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 2 Diante de Jesus, havia um hidrópico. 3 Tomando a palavra, Jesus falou aos mestres da Lei e aos fariseus: “A Lei permite curar em dia de sábado, ou não?” 4 Mas eles ficaram em silêncio. Então Jesus tomou o homem pela mão, curou-o e despediu-o. 5 Depois lhes disse: “Se algum de vós tem um filho ou um boi que caiu num poço, não o tira logo, mesmo em dia de sábado?” 6 E eles não foram capazes de responder a isso. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
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- Lembrança dos mortos – Mês das Almas do Purgatório (Dia 2)
Mês das Almas do Purgatório – Segundo Dia Meditação: Lembrança dos Mortos 1 “ Não esqueçais vossos mortos, vós a quem eles tanto amaram !” Vi estas palavras gravadas, na porta de um cemitério, aos pés de um crucifixo, e me despertaram uma série de pensamentos de tristeza, de confusão e de remorso! Não esqueçais vossos mortos, que tanto vos amaram! Estas palavras se deveriam escrever, não só na porta do cemitério em que repousam seus corpos, aguardando a ressurreição, mas ainda em cada um dos móveis que temos ao redor de nós e que deles recebemos. Neste aposento. — Não foi ele, esse finado talvez já esquecido, esse pai que queria tanto; não foi ele quem o dispôs tal qual está proporcionando-nos tantas comodidades? — Não foi nesse leito que ele exalou o último suspiro, que nos disse o derradeiro adeus e que nos deu a sua última benção? Nestes móveis. — Não foi essa mãe, de quem talvez já não nos lembrávamos, quem os comprou para nós? Evoquemos nossas recordações: foi para a festa de nosso dia de anos: ela fizera economias, condenara-se a privações para nos adquirir esses objetos, porque uma vez lhe manifestamos vagamente o desejo de possuí-los. Nesta cadeira. — Não é a que ela ocupou em seus últimos dias, donde tanto nos acariciava? Esse lugar junto à mesa não era o seu? Neste oratório. — Não era aquela boa irmã, menina tão piedosa, quem o ornava? Nós vínhamos rezar ali com ela e, chamados por ela, vínhamos todos, pai, mãe, os irmãos pequenos… e agora, está abandonado talvez… como a lembrança daquela que já não pode mais orar conosco. Neste crucifixo que guardamos como uma relíquia, — Não recebeu ele os ósculos derradeiros de um pai, de uma mãe, de um filho? Ó meus mortos mui queridos, com que dita eu acolho estas recordações que me comovem, consolando-me? Com que prazer eu vos revejo em espírito e peço a Deus vosso alívio, vossa paz, vosso repouso eterno! Se o tivésseis querido, Senhor, estes seres tão amados, viveriam ainda e estariam junto a nós! Eu me resignei à vossa santa vontade: aceitai em atenção a esta resignação dolorosa, mas submissa, recebei as orações que por eles faço hoje e quero fazer todos os dias deste mês. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório
- Lembrança dos mortos – Mês das Almas do Purgatório (Dia 2)
Mês das Almas do Purgatório – Segundo Dia Meditação: Lembrança dos Mortos 1 “ Não esqueçais vossos mortos, vós a quem eles tanto amaram !” Vi estas palavras gravadas, na porta de um cemitério, aos pés de um crucifixo, e me despertaram uma série de pensamentos de tristeza, de confusão e de remorso! Não esqueçais vossos mortos, que tanto vos amaram! Estas palavras se deveriam escrever, não só na porta do cemitério em que repousam seus corpos, aguardando a ressurreição, mas ainda em cada um dos móveis que temos ao redor de nós e que deles recebemos. Neste aposento. — Não foi ele, esse finado talvez já esquecido, esse pai que queria tanto; não foi ele quem o dispôs tal qual está proporcionando-nos tantas comodidades? — Não foi nesse leito que ele exalou o último suspiro, que nos disse o derradeiro adeus e que nos deu a sua última benção? Nestes móveis. — Não foi essa mãe, de quem talvez já não nos lembrávamos, quem os comprou para nós? Evoquemos nossas recordações: foi para a festa de nosso dia de anos: ela fizera economias, condenara-se a privações para nos adquirir esses objetos, porque uma vez lhe manifestamos vagamente o desejo de possuí-los. Nesta cadeira. — Não é a que ela ocupou em seus últimos dias, donde tanto nos acariciava? Esse lugar junto à mesa não era o seu? Neste oratório. — Não era aquela boa irmã, menina tão piedosa, quem o ornava? Nós vínhamos rezar ali com ela e, chamados por ela, vínhamos todos, pai, mãe, os irmãos pequenos… e agora, está abandonado talvez… como a lembrança daquela que já não pode mais orar conosco. Neste crucifixo que guardamos como uma relíquia, — Não recebeu ele os ósculos derradeiros de um pai, de uma mãe, de um filho? Ó meus mortos mui queridos, com que dita eu acolho estas recordações que me comovem, consolando-me? Com que prazer eu vos revejo em espírito e peço a Deus vosso alívio, vossa paz, vosso repouso eterno! Se o tivésseis querido, Senhor, estes seres tão amados, viveriam ainda e estariam junto a nós! Eu me resignei à vossa santa vontade: aceitai em atenção a esta resignação dolorosa, mas submissa, recebei as orações que por eles faço hoje e quero fazer todos os dias deste mês. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório
- Homilia Diária | A necessidade de rezar pelos falecidos
Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos A Comemoração dos Fiéis Defuntos, festa em que a caridade cristã nos impele a rezar em sufrágio daqueles que nos precederam com o sinal da fé, vem recordar-nos — como sempre creu a Igreja Católica — que só poderão associar-se no Céu à assembleia dos santos as almas inteiramente purificadas, ou seja, as que, além de estarem livres de todo pecado mortal, tiverem alcançado aquele grau de amor a Deus sem o qual não é possível ser admitido ao Reino celeste. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 2 de novembro, e ofereçamos hoje, em sufrágio das benditas almas do Purgatório, jejuns, esmolas, orações e toda obra de piedade que nos inspirar a caridade cristã. Anúncio do Evangelho (Lc 12,35-40) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — É esta a vontade de quem me enviou que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas que eu os ressuscite no último dia. (Jo 6,39) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 35 Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36 Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. 37 Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. 38 E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar. 39 Mas ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40 Vós também, ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
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Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos A Comemoração dos Fiéis Defuntos, festa em que a caridade cristã nos impele a rezar em sufrágio daqueles que nos precederam com o sinal da fé, vem recordar-nos — como sempre creu a Igreja Católica — que só poderão associar-se no Céu à assembleia dos santos as almas inteiramente purificadas, ou seja, as que, além de estarem livres de todo pecado mortal, tiverem alcançado aquele grau de amor a Deus sem o qual não é possível ser admitido ao Reino celeste. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 2 de novembro, e ofereçamos hoje, em sufrágio das benditas almas do Purgatório, jejuns, esmolas, orações e toda obra de piedade que nos inspirar a caridade cristã. Anúncio do Evangelho (Lc 12,35-40) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — É esta a vontade de quem me enviou que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas que eu os ressuscite no último dia. (Jo 6,39) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 35 Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36 Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. 37 Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. 38 E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar. 39 Mas ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40 Vós também, ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Aprenda porque os católicos rezam pelos mortos
PURGATÓRIO Se alguém morre na Graça de Deus, mas tem dívidas de expiação pelos pecados cometidos e defeitos ainda dos quais se livrar para entrar puros no Paraíso, vai para o Purgatório a fim de livrar-se destas dívidas e defeitos. Por isso existe o Purgatório. É um reino temporal além tumba. Todos os que morrem na amizade com Deus, mas ainda não são puros e dignos do Paraíso, vão àquele lugar de dolorosa purificação por todo o tempo necessário para purificar-se. Por isso se fazem as funções e se reza pelos defuntos que se acham no Purgatório a fim de que seja apressada a passagem deles daquele lugar de pena ao Reino do Eterno Paraíso. O purgatório não é um lugar, mas sim, um estado de purificação em que as almas dos justos, que não se santificaram suficientemente neste mundo, hão de completar a sua purificação, “por intervenção do fogo”, para serem admitidas no Céu, “onde nada de impuro entrará” (Apocalipse 21,27). É, pois, o lugar em que as almas dos que morrem na amizade de Deus (estado de graça), mas com alguma dívida, por culpas leves, ou por culpas graves já perdoadas, mas não suficientemente expiadas, se purificam inteiramente para entrar no Céu, a visão e posse de Deus. Ali gozarão para sempre da sua perfeita felicidade na glória celeste. Agora, só a alma. E depois da ressurreição da carne, unida ao próprio corpo. Purgatório não se confunde, portanto com um terceiro caminho, como algumas pessoas erroneamente interpretam. Se sofre terrivelmente No Purgatório se sofre as penas da purificação segundo a necessidade de cada um. Tem quem tem mais dívidas e defeitos que outros. A intensidade e duração são sob medida. Mas a qualidade do sofrimento é terrível. Pena de sentido e pena de dano constituem um sofrimento tal que na Terra não se pode pensar igual. Santo Tomás ensina: “A menor pena do Purgatório supera as maiores penas da Terra, pois o mesmo fogo que atormenta os danados do Inferno, atormenta os justos do Purgatório”. Lá entenderemos qual coisa tremenda é a ofensa a Deus e qual reparação exige a Sua Justiça. Por isso os santos estavam tão atentos em descontar na Terra com a mínima falta, até nas palavras ociosas (Mt 12,36). Santa Mônica, no leito de morte, disse àqueles que circundavam seu leito: “Rogai por mim. Não tomais conta do meu corpo, somente da minha alma!” Não lágrimas, mas Santas Missas Os defuntos não precisam das nossas lágrimas, mas das nossas Santas Missas. Nem precisam de coroas de flores e procissões para o funeral. Quanta bobagem em certos cristãos! Preocupam-se e gastam sem economia para a solenidade externa do funeral e não se curam ou não querem gastar dinheiro para mandar celebrar uma Santa Missa! Se pudéssemos ver os sofrimentos das almas purgantes, com qual cuidado as ajudaríamos, fazendo antes de mais nada, celebrar as Santas Missas, fazendo a Comunhão, recitando Rosários, praticando penitências. Uma noite, São Nicolau de Tolentino viu a alma de um frade defunto, frade Pelegrino de Ósimo que lhe pediu para celebrar logo uma Santa Missa por ele e pelas almas purgantes. Mas o Santo respondeu que não podia porque tinha que celebrar a Santa Missa do turno. Então o defunto conduziu-o ao Purgatório. À vista das penas terríveis que sofrem aquelas almas, São Nicolau se assustou e foi logo ao Superior e o rogou de fazer-lhe celebrar Santas Missas pelo frade Pelegrino e pelas almas. Obtida a licença, a celebração das Santas Missas foi a função mais poderosa e salutar para aquelas queridas almas. Também ao Pe. Pio pediu um frade uma lembrança ao Pai defunto, durante a Missa. Pe. Pio quis aplicar a Santa Missa pela alma do pai daquele irmão e lhe disse: “Esta manhã teu pai entrou no Paraíso”! O irmão ficou admirado e feliz, mas não pôde deixar de exclamar: “Mas meu pai morreu há 30 anos!” “É, meu filho, na frente de Deus tudo se paga!” Respondeu em tom grave Pe. Pio. Maria livra do Purgatório São Bernardino chamou Nossa Senhora ‘Plenipotenciária’ do Purgatório, pois em suas mãos há poderes e graças para livrar quem quiser do Purgatório. Ser devoto de Maria e a Ela recorrer para obter o alívio e a libertação das almas purgantes: é isto o que devemos fazer com todo o coração se quisermos oferecer eficazes orações e Santas Missas. Maria mesma revelou ao Beato Alano: “Eu sou a Mãe das almas do Purgatório e a cada hora, pelas minhas orações, são aliviadas as penas dos meus devotos.” O Santo Rosário é de especial eficácia! Santo Afonso Maria de Ligório ensina que “se queremos ajudar as almas do purgatório recitamos por elas o Rosário que lhes arrecada grande alívio.” Um santo consolou muitas almas purgantes com o Santo Rosário. São Pompílio Pirrotti teve o dom de recitar o Rosário com as almas do Purgatório, que respondiam em voz alta as Ave-Marias, mostrando-se serenas e felizes durante a oração. A Bíblia fala deste lugar de purificação? Sim: A Sagrada Escritura nos fala, desde as primeiras páginas, do uso dos hebreus de rezar pelos mortos. Este uso exprime necessariamente a existência das almas defuntas em um lugar que não seja o Inferno nem o Paraíso, porque nem os danados, nem os Bem-aventurados precisam das nossas orações. 1) Na 1ª Epístola de São Paulo aos Coríntios cap.3, vers. 11-15, fala de um fogo que salva: “O fogo provará o trabalho de cada um (…) Se queimar, sofrerá ele os danos. Mas será salvo por intervenção do fogo”.( 1 Cor 3,11-15) 2) Fala de um perdão na outra vida – O próprio Jesus Cristo afirmou, no Evangelho de São Mateus cap.12 vers.32: “A todo o que disser uma palavra contra o Filho do Homem ser-lhe-á perdoada; ao que disser, porém, contra o Espírito Santo, não lhe será perdoada nem nesse mundo, nem no outro”. (Mt 12,32) Jesus Cristo ensina, portanto, que há pecados que serão perdoados também no outro mundo, isto é, após a morte. 3) Fala de uma Prisão temporária – Jesus cristo, em S. Mateus, exorta a reconciliação com os irmãos nesta vida para que “não suceda que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas posto em prisão”. Em verdade te digo: não sairás de lá antes de ter pago o último centavo”. (Mt 5,25-26) É evidente que esta prisão temporária, lugar de perdão na outra vida, através de um fogo que purifica e salva, não pode ser o céu, “onde nada de impuro entrará” (Apocalipse 21-27), nem inferno, “onde não há redenção” e o fogo é eterno (Mateus 25,41). Purgatório, conforme a mente da escritura, é sinônimo de “prisão” passageira, cadeia ou de travessia de um “fogo” purificador (1 Coríntios 3,15). Não é punição nem castigo de Deus, mas uma exigência purificadora do próprio amor da criatura imperfeita, diante do amor perfeito de Deus (Isaías 33,14). É uma questão de justiça… “Esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2 Pedro 3,13); (I Pedro 1,7). Pela graça de Deus, o purgatório não é inferno em miniatura, mas um estado de aperfeiçoamento final, rumo ao céu. Nele a pessoa se purifica do “… pecado que não é para a morte” (1 João 5,17) ou dos estragos do pecado perdoado, passando, então definitivamente, para a feliz eternidade da glória: “Porque não entrará nela (na Jerusalém Celeste) nada de imperfeição” (Apocalipse 21,27). Só resta que esses textos se refiram a um lugar intermediário, transitório e de expiação, que a Igreja, com toda a propriedade, chama de Purgatório, embora esta palavra não esteja na Bíblia. Esta é sua realidade. Temos que admitir, portanto, com a Bíblia, a existência desse lugar de purificação que a sabedoria de Deus, em sua ínfima bondade, inventou para conciliar as exigências da sua justiça divina com as da sua misericórdia. Estão, pois, em erro os que só admitem a existência do Céu e do Inferno, e por isso não rezam pelos mortos. Podemos e devemos, pois, fazer orações e sacrifícios também pelos mortos em geral. Devemos rezar por todas as almas, porque não sabemos com certeza, quais estejam realmente precisando, e em condições de receber o mérito impetratório das nossas orações e sacrifícios oferecidos a Deus por elas. Estes, e sobretudo as Santas Missas que fizermos celebrar, não ficarão sem efeito. Pois Deus saberá aplicá-los às almas que mais estiverem precisando, além de ser para nós, ocasião de prestarmos a Deus as homenagens que Lhe devemos. Embora o Purgatório não seja mencionado com este nome na Escritura (A Santíssima Trindade também não é e todos os Cristãos a professam como verdade Revelada). A sua realidade é incontestável. PORQUE OS CATÓLICOS REZAM PELOS MORTOS Porque a Bíblia ensina que é santo e salutar o pensamento de rezar pelos mortos No 2º livro dos Macabeus, capítulo 12, versículos 43 a 46: “(Judas Macabeu) Tendo feito uma coleta mandou duas mil dracmas de prata a Jerusalém para se oferecer um sacrifício pelo pecado. Obra bela e santa, inspirada pela crença na ressurreição, porque se ele não esperasse que os mortos haviam de ressuscitar, seria coisa supérflua e vã orar pelos defuntos. Ele considerava que aos falecidos na piedade está reservada uma grandíssima recompensa. SANTO E SALUTAR ESSE PENSAMENTO DE ORAR PELOS MORTOS, para que sejam livres dos seus pecados”. Por isso, São Paulo, na 2ª Epístola a Timóteo, cap.1, vers.18, assim ora a Deus pelo amigo Onesíforo: “Que o Senhor lhe conceda a graça de obter misericórdia do Senhor naquele dia”.(2 Tm 1,18) Nota: Comparando os vers. 15 a 18 do cap. 1º, com o vers.19 do cap.4º desta mesma Epístola, vê-se que Onesífero já era morto, porque nestes textos, S. Paulo se refere nominalmente a outras pessoas, e quando seria o caso de nomear Onesíforo, seu grande amigo e benfeitor, ele não o faz, mas só se refere “à casa” e “à família de Onesíforo”. Daí se conclui que ele não era mais do número dos vivos. E S. Paulo reza por ele, pedindo que o Senhor tenha dele misericórdia. Mais uma oração pelos mortos: “Quando tu oravas com lágrimas e enterravas os mortos, quando deixavas a tua refeição e ias ocultar os mortos em tua casa durante o dia, para sepulta-los quando viesse a noite, eu apresentava as tuas orações ao Senhor”. (Tobias 12,12) Lendo o livro de (Jó 1,18-20) podemos ver que seus filhos foram purificados pelo sacrifício oferecido pelo seu pai. Como duvidaremos de que nossas oferendas pelos mortos lhes proporcionem alívio? Portanto demos nossos sufrágios àqueles que já se foram e por eles ofereçamos nossas preces. Ler ainda na Bíblia: (1 João 5,16-17) (Eclesiástico 38,16-24) (Tobias 4,18) Portanto, os católicos rezam pelos mortos, porque, com a Bíblia e toda a tradição, desde os tempos apostólicos, crêem na existência do Purgatório. Se os mortos não interessam pelos vivos, como se explica que aquele rico nos tormentos do inferno suplicasse a Abraão que enviasse Lázaro a seus cinco irmãos ainda vivos, para convencê-los a mudar de vida e evitar de virem, por sua vez, àquele local de tormento? (Lucas 16,27). Como podia Abraão ignorar o que se passava aqui na terra, visto que sabia terem os vivos Moisés e os profetas, isto é, seus livros, e que seguindo-se escapariam aos tormentos do inferno? Não sabia ele que o rico tinha vivido em delícias e que Lázaro, o pobre, vivera na penúria e sofrimento? Com efeito, disse: “- Filho, lembra-te de que recebestes teus bens em vida, e Lázaro por sua vez os males” (Lucas 16,25). Abraão estava pois a par dos fatos concernentes aos vivos, não aos mortos. Pode ser que estes fatos ele não podia os ter conhecido no momento em que ocorreram, mas após o falecimento dos dois, e sob as indicações do próprio Lázaro. Condições do relacionamento entre os mortos e os vivos: Convenhamos pois que os mortos ignoram os acontecimentos daqui da terra, pelo menos no momento mesmo em que eles se realizam. Podem vir a conhecê-los mais tarde, por aqueles que vão ao seu encontro, uma vez mortos. Por certo, não ficam conhecendo tudo, mas somente aquilo que lhes for autorizado de ser revelado e que eles tem necessidade de conhecer. Os anjos, que velam sobre as coisas desse mundo, podem também lhes revelar alguns pontos julgados convenientes a cada um por aquele que tudo governa. Pois se os anjos não tivessem o poder de estarem presentes na morada dos vivos como na dos mortos, o senhor Jesus não teria dito: “Aconteceu que o pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão.” (Lucas 16,22). Eles estão ora na terra ora no céu, visto que foi da terra que levaram aquele homem que Deus quis lhes confiar. As almas dos mortos podem ainda conhecer, por revelações do Espírito Santo alguns acontecimentos aqui da terra, cujo conhecimento lhes é necessário. Não somente fatos passados ou presentes, mas até futuros. É assim que os homens – não todos – conheceram durante a sua vida mortal, não a totalidade das coisas, mas aquelas que a providencia divina julgava bom lhes revelar. A sagrada escritura atesta que alguns mortos foram enviados a certas pessoas vivas; e reciprocamente, algumas pessoas foram até a morada dos mortos, assim Paulo foi arrebatado ao paraíso (1 Coríntios 12,2). E o profeta Samuel, após sua morte, apareceu a Saul ainda vivo e lhe predisse o futuro (1 Samuel 28,15-19). É verdade que alguns negam que tenha sido Samuel que apareceu, pois sua alma era refratária a tais procedimentos mágicos, como dizem. Foi conforme julgam, outro espírito, suscetível a essa arte maléfica que se revestiu de imagem semelhante a ele. Ora, o livro do Eclesiástico, atribuído a Jesus ben sirac ( que por causa de certas semelhanças de estilo podia ser mesmo de Salomão), relata-nos em elogio dos patriarcas que “Samuel profetizou mesmo depois de morrer” (Eclesiástico 46,23). O que não pode visar senão essa aparição de Samuel, defunto, a Saul. Poderia ser discutida a autoridade desse livro sob o pretexto que não se encontra no Cânon dos Hebreus? Mas há outro texto que convida a admitir esse envio de mortos aos vivos: a passagem das aparições de Moisés, cujo Deuteronômio nos certifica da morte (Deuteronômio 34,5) e que apareceu vivo, como lemos no evangelho, com Elias que não morreu. (Mateus 17,3). Como não sabemos exatamente o que acontece depois dessa vida, oramos pelos que morreram confiando na misericórdia do Deus que é Pai dos vivos e dos mortos. Não achamos perda de tempo, como alguns evangélicos dizem, nem inutilidade orar por um falecido porque cremos na comunhão dos santos e sabemos que Deus está em tudo e em todos, inclusive naqueles que já morreram. Nisso discordamos de outras igrejas que não acham necessário orar pelos mortos – ler (Apocalipse 6,9-11) 4Há algumas pessoas que dizem que no céu está Jesus Cristo, mais ninguém, pois ele disse: “ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o filho do homem”. Nossa resposta simples é: mas é claro, antes de Jesus as portas do céu estavam fechadas realmente. Ao morrer, desceu à mansão dos mortos e levou para o céu todos os justos. Foi ele mesmo que disse ao bom ladrão: “hoje mesmo estarás comigo no paraíso”. Portanto, se ao subir ao céu, o Senhor levou o bom ladrão, já não está não mais sozinho. Todos daí para frente participam da glória reservada aos que fazem a vontade de Deus. (Mateus 27, 51-53) fala que neste dia muitos mortos ressuscitaram. Para que flores e velas nos cemitérios? As flores nada mais são do que a manifestação de que não permanecemos insensíveis, frios, rudes como pedras, diante da pessoa que parte. Quem é inteligente saberá, realmente, tirar lições belíssimas das velas e das flores colocadas nas sepulturas, como diz a Bíblia: “o homem nascido da mulher é de bem poucos anos e cheio de inquietação. Sai como a flor e depois morre; desaparece como a sombra” (Jó 14,1-2) “A árvore seca, as flores caem, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente”(Isaías 40,8). “E o rico nas suas preocupações passará como a flor da erva” (Tiago 1,10). “Porque toda a carne é como erva, e toda glória do homem como flor do campo. Seca a planta e caí a sua flor” (1 Pedro 1-24-25). Desta forma, velas acesas, no cemitério, e flores, embelezando as sepulturas, nos querem lembrar, por um lado, a alegria do céu, e por outro lado, o carinho e a saudade sentidos pela pessoa falecida, além da própria realidade passageira de nossa existência terrena. Texto gentilmente cedido por Jaime Francisco de Moura #Purgatório #FormaçõesCatólicas #Catequese #Liturgia #IgrejaCatólica
- Aprenda porque os católicos rezam pelos mortos
PURGATÓRIO Se alguém morre na Graça de Deus, mas tem dívidas de expiação pelos pecados cometidos e defeitos ainda dos quais se livrar para entrar puros no Paraíso, vai para o Purgatório a fim de livrar-se destas dívidas e defeitos. Por isso existe o Purgatório. É um reino temporal além tumba. Todos os que morrem na amizade com Deus, mas ainda não são puros e dignos do Paraíso, vão àquele lugar de dolorosa purificação por todo o tempo necessário para purificar-se. Por isso se fazem as funções e se reza pelos defuntos que se acham no Purgatório a fim de que seja apressada a passagem deles daquele lugar de pena ao Reino do Eterno Paraíso. O purgatório não é um lugar, mas sim, um estado de purificação em que as almas dos justos, que não se santificaram suficientemente neste mundo, hão de completar a sua purificação, “por intervenção do fogo”, para serem admitidas no Céu, “onde nada de impuro entrará” (Apocalipse 21,27). É, pois, o lugar em que as almas dos que morrem na amizade de Deus (estado de graça), mas com alguma dívida, por culpas leves, ou por culpas graves já perdoadas, mas não suficientemente expiadas, se purificam inteiramente para entrar no Céu, a visão e posse de Deus. Ali gozarão para sempre da sua perfeita felicidade na glória celeste. Agora, só a alma. E depois da ressurreição da carne, unida ao próprio corpo. Purgatório não se confunde, portanto com um terceiro caminho, como algumas pessoas erroneamente interpretam. Se sofre terrivelmente No Purgatório se sofre as penas da purificação segundo a necessidade de cada um. Tem quem tem mais dívidas e defeitos que outros. A intensidade e duração são sob medida. Mas a qualidade do sofrimento é terrível. Pena de sentido e pena de dano constituem um sofrimento tal que na Terra não se pode pensar igual. Santo Tomás ensina: “A menor pena do Purgatório supera as maiores penas da Terra, pois o mesmo fogo que atormenta os danados do Inferno, atormenta os justos do Purgatório”. Lá entenderemos qual coisa tremenda é a ofensa a Deus e qual reparação exige a Sua Justiça. Por isso os santos estavam tão atentos em descontar na Terra com a mínima falta, até nas palavras ociosas (Mt 12,36). Santa Mônica, no leito de morte, disse àqueles que circundavam seu leito: “Rogai por mim. Não tomais conta do meu corpo, somente da minha alma!” Não lágrimas, mas Santas Missas Os defuntos não precisam das nossas lágrimas, mas das nossas Santas Missas. Nem precisam de coroas de flores e procissões para o funeral. Quanta bobagem em certos cristãos! Preocupam-se e gastam sem economia para a solenidade externa do funeral e não se curam ou não querem gastar dinheiro para mandar celebrar uma Santa Missa! Se pudéssemos ver os sofrimentos das almas purgantes, com qual cuidado as ajudaríamos, fazendo antes de mais nada, celebrar as Santas Missas, fazendo a Comunhão, recitando Rosários, praticando penitências. Uma noite, São Nicolau de Tolentino viu a alma de um frade defunto, frade Pelegrino de Ósimo que lhe pediu para celebrar logo uma Santa Missa por ele e pelas almas purgantes. Mas o Santo respondeu que não podia porque tinha que celebrar a Santa Missa do turno. Então o defunto conduziu-o ao Purgatório. À vista das penas terríveis que sofrem aquelas almas, São Nicolau se assustou e foi logo ao Superior e o rogou de fazer-lhe celebrar Santas Missas pelo frade Pelegrino e pelas almas. Obtida a licença, a celebração das Santas Missas foi a função mais poderosa e salutar para aquelas queridas almas. Também ao Pe. Pio pediu um frade uma lembrança ao Pai defunto, durante a Missa. Pe. Pio quis aplicar a Santa Missa pela alma do pai daquele irmão e lhe disse: “Esta manhã teu pai entrou no Paraíso”! O irmão ficou admirado e feliz, mas não pôde deixar de exclamar: “Mas meu pai morreu há 30 anos!” “É, meu filho, na frente de Deus tudo se paga!” Respondeu em tom grave Pe. Pio. Maria livra do Purgatório São Bernardino chamou Nossa Senhora ‘Plenipotenciária’ do Purgatório, pois em suas mãos há poderes e graças para livrar quem quiser do Purgatório. Ser devoto de Maria e a Ela recorrer para obter o alívio e a libertação das almas purgantes: é isto o que devemos fazer com todo o coração se quisermos oferecer eficazes orações e Santas Missas. Maria mesma revelou ao Beato Alano: “Eu sou a Mãe das almas do Purgatório e a cada hora, pelas minhas orações, são aliviadas as penas dos meus devotos.” O Santo Rosário é de especial eficácia! Santo Afonso Maria de Ligório ensina que “se queremos ajudar as almas do purgatório recitamos por elas o Rosário que lhes arrecada grande alívio.” Um santo consolou muitas almas purgantes com o Santo Rosário. São Pompílio Pirrotti teve o dom de recitar o Rosário com as almas do Purgatório, que respondiam em voz alta as Ave-Marias, mostrando-se serenas e felizes durante a oração. A Bíblia fala deste lugar de purificação? Sim: A Sagrada Escritura nos fala, desde as primeiras páginas, do uso dos hebreus de rezar pelos mortos. Este uso exprime necessariamente a existência das almas defuntas em um lugar que não seja o Inferno nem o Paraíso, porque nem os danados, nem os Bem-aventurados precisam das nossas orações. 1) Na 1ª Epístola de São Paulo aos Coríntios cap.3, vers. 11-15, fala de um fogo que salva: “O fogo provará o trabalho de cada um (…) Se queimar, sofrerá ele os danos. Mas será salvo por intervenção do fogo”.( 1 Cor 3,11-15) 2) Fala de um perdão na outra vida – O próprio Jesus Cristo afirmou, no Evangelho de São Mateus cap.12 vers.32: “A todo o que disser uma palavra contra o Filho do Homem ser-lhe-á perdoada; ao que disser, porém, contra o Espírito Santo, não lhe será perdoada nem nesse mundo, nem no outro”. (Mt 12,32) Jesus Cristo ensina, portanto, que há pecados que serão perdoados também no outro mundo, isto é, após a morte. 3) Fala de uma Prisão temporária – Jesus cristo, em S. Mateus, exorta a reconciliação com os irmãos nesta vida para que “não suceda que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas posto em prisão”. Em verdade te digo: não sairás de lá antes de ter pago o último centavo”. (Mt 5,25-26) É evidente que esta prisão temporária, lugar de perdão na outra vida, através de um fogo que purifica e salva, não pode ser o céu, “onde nada de impuro entrará” (Apocalipse 21-27), nem inferno, “onde não há redenção” e o fogo é eterno (Mateus 25,41). Purgatório, conforme a mente da escritura, é sinônimo de “prisão” passageira, cadeia ou de travessia de um “fogo” purificador (1 Coríntios 3,15). Não é punição nem castigo de Deus, mas uma exigência purificadora do próprio amor da criatura imperfeita, diante do amor perfeito de Deus (Isaías 33,14). É uma questão de justiça… “Esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2 Pedro 3,13); (I Pedro 1,7). Pela graça de Deus, o purgatório não é inferno em miniatura, mas um estado de aperfeiçoamento final, rumo ao céu. Nele a pessoa se purifica do “… pecado que não é para a morte” (1 João 5,17) ou dos estragos do pecado perdoado, passando, então definitivamente, para a feliz eternidade da glória: “Porque não entrará nela (na Jerusalém Celeste) nada de imperfeição” (Apocalipse 21,27). Só resta que esses textos se refiram a um lugar intermediário, transitório e de expiação, que a Igreja, com toda a propriedade, chama de Purgatório, embora esta palavra não esteja na Bíblia. Esta é sua realidade. Temos que admitir, portanto, com a Bíblia, a existência desse lugar de purificação que a sabedoria de Deus, em sua ínfima bondade, inventou para conciliar as exigências da sua justiça divina com as da sua misericórdia. Estão, pois, em erro os que só admitem a existência do Céu e do Inferno, e por isso não rezam pelos mortos. Podemos e devemos, pois, fazer orações e sacrifícios também pelos mortos em geral. Devemos rezar por todas as almas, porque não sabemos com certeza, quais estejam realmente precisando, e em condições de receber o mérito impetratório das nossas orações e sacrifícios oferecidos a Deus por elas. Estes, e sobretudo as Santas Missas que fizermos celebrar, não ficarão sem efeito. Pois Deus saberá aplicá-los às almas que mais estiverem precisando, além de ser para nós, ocasião de prestarmos a Deus as homenagens que Lhe devemos. Embora o Purgatório não seja mencionado com este nome na Escritura (A Santíssima Trindade também não é e todos os Cristãos a professam como verdade Revelada). A sua realidade é incontestável. PORQUE OS CATÓLICOS REZAM PELOS MORTOS Porque a Bíblia ensina que é santo e salutar o pensamento de rezar pelos mortos No 2º livro dos Macabeus, capítulo 12, versículos 43 a 46: “(Judas Macabeu) Tendo feito uma coleta mandou duas mil dracmas de prata a Jerusalém para se oferecer um sacrifício pelo pecado. Obra bela e santa, inspirada pela crença na ressurreição, porque se ele não esperasse que os mortos haviam de ressuscitar, seria coisa supérflua e vã orar pelos defuntos. Ele considerava que aos falecidos na piedade está reservada uma grandíssima recompensa. SANTO E SALUTAR ESSE PENSAMENTO DE ORAR PELOS MORTOS, para que sejam livres dos seus pecados”. Por isso, São Paulo, na 2ª Epístola a Timóteo, cap.1, vers.18, assim ora a Deus pelo amigo Onesíforo: “Que o Senhor lhe conceda a graça de obter misericórdia do Senhor naquele dia”.(2 Tm 1,18) Nota: Comparando os vers. 15 a 18 do cap. 1º, com o vers.19 do cap.4º desta mesma Epístola, vê-se que Onesífero já era morto, porque nestes textos, S. Paulo se refere nominalmente a outras pessoas, e quando seria o caso de nomear Onesíforo, seu grande amigo e benfeitor, ele não o faz, mas só se refere “à casa” e “à família de Onesíforo”. Daí se conclui que ele não era mais do número dos vivos. E S. Paulo reza por ele, pedindo que o Senhor tenha dele misericórdia. Mais uma oração pelos mortos: “Quando tu oravas com lágrimas e enterravas os mortos, quando deixavas a tua refeição e ias ocultar os mortos em tua casa durante o dia, para sepulta-los quando viesse a noite, eu apresentava as tuas orações ao Senhor”. (Tobias 12,12) Lendo o livro de (Jó 1,18-20) podemos ver que seus filhos foram purificados pelo sacrifício oferecido pelo seu pai. Como duvidaremos de que nossas oferendas pelos mortos lhes proporcionem alívio? Portanto demos nossos sufrágios àqueles que já se foram e por eles ofereçamos nossas preces. Ler ainda na Bíblia: (1 João 5,16-17) (Eclesiástico 38,16-24) (Tobias 4,18) Portanto, os católicos rezam pelos mortos, porque, com a Bíblia e toda a tradição, desde os tempos apostólicos, crêem na existência do Purgatório. Se os mortos não interessam pelos vivos, como se explica que aquele rico nos tormentos do inferno suplicasse a Abraão que enviasse Lázaro a seus cinco irmãos ainda vivos, para convencê-los a mudar de vida e evitar de virem, por sua vez, àquele local de tormento? (Lucas 16,27). Como podia Abraão ignorar o que se passava aqui na terra, visto que sabia terem os vivos Moisés e os profetas, isto é, seus livros, e que seguindo-se escapariam aos tormentos do inferno? Não sabia ele que o rico tinha vivido em delícias e que Lázaro, o pobre, vivera na penúria e sofrimento? Com efeito, disse: “- Filho, lembra-te de que recebestes teus bens em vida, e Lázaro por sua vez os males” (Lucas 16,25). Abraão estava pois a par dos fatos concernentes aos vivos, não aos mortos. Pode ser que estes fatos ele não podia os ter conhecido no momento em que ocorreram, mas após o falecimento dos dois, e sob as indicações do próprio Lázaro. Condições do relacionamento entre os mortos e os vivos: Convenhamos pois que os mortos ignoram os acontecimentos daqui da terra, pelo menos no momento mesmo em que eles se realizam. Podem vir a conhecê-los mais tarde, por aqueles que vão ao seu encontro, uma vez mortos. Por certo, não ficam conhecendo tudo, mas somente aquilo que lhes for autorizado de ser revelado e que eles tem necessidade de conhecer. Os anjos, que velam sobre as coisas desse mundo, podem também lhes revelar alguns pontos julgados convenientes a cada um por aquele que tudo governa. Pois se os anjos não tivessem o poder de estarem presentes na morada dos vivos como na dos mortos, o senhor Jesus não teria dito: “Aconteceu que o pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão.” (Lucas 16,22). Eles estão ora na terra ora no céu, visto que foi da terra que levaram aquele homem que Deus quis lhes confiar. As almas dos mortos podem ainda conhecer, por revelações do Espírito Santo alguns acontecimentos aqui da terra, cujo conhecimento lhes é necessário. Não somente fatos passados ou presentes, mas até futuros. É assim que os homens – não todos – conheceram durante a sua vida mortal, não a totalidade das coisas, mas aquelas que a providencia divina julgava bom lhes revelar. A sagrada escritura atesta que alguns mortos foram enviados a certas pessoas vivas; e reciprocamente, algumas pessoas foram até a morada dos mortos, assim Paulo foi arrebatado ao paraíso (1 Coríntios 12,2). E o profeta Samuel, após sua morte, apareceu a Saul ainda vivo e lhe predisse o futuro (1 Samuel 28,15-19). É verdade que alguns negam que tenha sido Samuel que apareceu, pois sua alma era refratária a tais procedimentos mágicos, como dizem. Foi conforme julgam, outro espírito, suscetível a essa arte maléfica que se revestiu de imagem semelhante a ele. Ora, o livro do Eclesiástico, atribuído a Jesus ben sirac ( que por causa de certas semelhanças de estilo podia ser mesmo de Salomão), relata-nos em elogio dos patriarcas que “Samuel profetizou mesmo depois de morrer” (Eclesiástico 46,23). O que não pode visar senão essa aparição de Samuel, defunto, a Saul. Poderia ser discutida a autoridade desse livro sob o pretexto que não se encontra no Cânon dos Hebreus? Mas há outro texto que convida a admitir esse envio de mortos aos vivos: a passagem das aparições de Moisés, cujo Deuteronômio nos certifica da morte (Deuteronômio 34,5) e que apareceu vivo, como lemos no evangelho, com Elias que não morreu. (Mateus 17,3). Como não sabemos exatamente o que acontece depois dessa vida, oramos pelos que morreram confiando na misericórdia do Deus que é Pai dos vivos e dos mortos. Não achamos perda de tempo, como alguns evangélicos dizem, nem inutilidade orar por um falecido porque cremos na comunhão dos santos e sabemos que Deus está em tudo e em todos, inclusive naqueles que já morreram. Nisso discordamos de outras igrejas que não acham necessário orar pelos mortos – ler (Apocalipse 6,9-11) 4Há algumas pessoas que dizem que no céu está Jesus Cristo, mais ninguém, pois ele disse: “ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o filho do homem”. Nossa resposta simples é: mas é claro, antes de Jesus as portas do céu estavam fechadas realmente. Ao morrer, desceu à mansão dos mortos e levou para o céu todos os justos. Foi ele mesmo que disse ao bom ladrão: “hoje mesmo estarás comigo no paraíso”. Portanto, se ao subir ao céu, o Senhor levou o bom ladrão, já não está não mais sozinho. Todos daí para frente participam da glória reservada aos que fazem a vontade de Deus. (Mateus 27, 51-53) fala que neste dia muitos mortos ressuscitaram. Para que flores e velas nos cemitérios? As flores nada mais são do que a manifestação de que não permanecemos insensíveis, frios, rudes como pedras, diante da pessoa que parte. Quem é inteligente saberá, realmente, tirar lições belíssimas das velas e das flores colocadas nas sepulturas, como diz a Bíblia: “o homem nascido da mulher é de bem poucos anos e cheio de inquietação. Sai como a flor e depois morre; desaparece como a sombra” (Jó 14,1-2) “A árvore seca, as flores caem, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente”(Isaías 40,8). “E o rico nas suas preocupações passará como a flor da erva” (Tiago 1,10). “Porque toda a carne é como erva, e toda glória do homem como flor do campo. Seca a planta e caí a sua flor” (1 Pedro 1-24-25). Desta forma, velas acesas, no cemitério, e flores, embelezando as sepulturas, nos querem lembrar, por um lado, a alegria do céu, e por outro lado, o carinho e a saudade sentidos pela pessoa falecida, além da própria realidade passageira de nossa existência terrena. Texto gentilmente cedido por Jaime Francisco de Moura #Purgatório #FormaçõesCatólicas #Catequese #Liturgia #IgrejaCatólica
- Comemoração dos Fiéis Defuntos – Dia de Finados – 02 de novembro
Que bela festa! É como se Todos os Santos e Finados fosse uma só festa. Dum lado, a Igreja militante, sobre a terra, roga à Igreja triunfante do céu, e doutro lado, roga pela Igreja sofredora e paciente do purgatório. E as três Igrejas são uma única Igreja. A caridade, mais forte do que a morte, uniu-as do céu à terra, e da terra ao purgatório, e é pelo mesmo sacrifício que nós agradecemos a Deus, a glória com a qual cumula os santos do céu, e imploramos a misericórdia para os santos do purgatório, santos ainda não perfeitos. A Igreja triunfante do céu, a Igreja militante da terra e a Igreja sofredora do purgatório, paciente, nada mais são que uma só mesma Igreja; que a caridade, mais forte que a morte as uniu do céu à terra, e da terra ao purgatório. São como três partes duma só e mesma procissão de santos, procissão que avança da terra ao céu. As almas do purgatório participarão daquela procissão um dia. Sim, porque ainda não tem, bem brancas, as vestimentas de festa, a roupa nupcial ainda guarda nódoas, aquelas nódoas que somente o sofrimento limpa. Então, como os contemporâneos de Noé, aqueles que não fizeram penitência senão no momento do dilúvio foram encerrados em prisões subterrâneas, até que Jesus Cristo lhes aparecesse, anunciando-lhes a libertação, quando de sua descida aos infernos. Como os fiéis da Igreja triunfante, os fiéis da Igreja militante e os fiéis da Igreja sofredora e paciente, são membros dum mesmo corpo – que é Jesus Cristo – e tanto uns como outros participam, interessam-se, condoem-se da glória, dos perigos, dos sofrimentos duns e doutros, tal qual os membros do corpo humano. Vejamos um exemplo: o pé está em perigo de saúde ou sofre dores: todos os membros do corpo jazem em comoção. Os olhos olham-no, as mãos protegem-nos, a voz chama por socorro, para afastar o mal ou o perigo. Uma vez afastado o mal, regozijam-se todos os membros. É o que acontece com o corpo vivo da Igreja universal. E vemos os heróis da Igreja militante, os ilustres Macabeus, assistidos pelos anjos e santos de Deus, especialmente pelo grande sacerdote Onias e pelo profeta Jeremias, rogar e oferecer sacrifícios por esses irmãos que estavam mortos pela causa de Deus, mas culpados desta ou daquela falta. No dia seguinte, depois duma vitória, Judas Macabeu e os seus surgiram para retirar os mortos e depositá-los no sepulcro dos antepassados e encontraram sobre as túnicas dos que estavam mortos coisas que haviam sido consagradas aos ídolos de Jamnia, que a lei proibia aos judeus tocar. Foi, pois, manifesto a todos que era por isso que haviam sido mortos. E todos louvaram o justo julgamento do Eterno, que descobre o que está escondido, e suplicaram-lhe que fosse esquecido o pecado cometido. Judas exortou o povo a que se preservasse do pecado, tendo diante dos olhos o que viera pelo pecado dos que haviam sucumbido. E, depois de ter feito uma coleta, enviou a Jerusalém duas mil dracmas de prata, para que fosse oferecido um sacrifício pelo pecado dos mortos, agindo muito bem, pensando que estava na ressurreição. Porque se não tivesse esperança de que os que vinham de sucumbir ressuscitassem um dia, seria supérfluo e tolo rogar pelos mortos. Judas, porém, considerava que uma grande misericórdia estava reservada aos que estão adormecidos na piedade. Santo e piedoso pensamento! Foi por isso que ofereceu um sacrifício de expiação pelos defuntos, para que fossem livres dos pecados. Tais são as palavras e reflexões da Escritura santa, segundo o texto grego, e as mesmas, mais ou menos, no latino. Nosso Senhor mesmo adverte, bastante claramente, que há um purgatório, quando nos recomenda em São Mateus e São Lucas: “Conciliai-Vos com vossos inimigos (a lei de Deus e a consciência) enquanto estais em caminho para irdes ao príncipe, não seja que este inimigo vos entregue ao juiz, o juiz ao executor, e que sejais metido numa prisão. Em verdade vos digo, dela não saireis, enquanto não pagardes o último óbolo.” Segundo essas palavras, está bem claro que há uma prisão de Deus, onde se é arrojado por dívidas para a com sua justiça, e donde não se sai – senão quando tudo estiver pago. Nosso Senhor, em São Mateus, disse-nos ainda: “Todo pecado e blasfêmia será perdoado aos homens, porém, a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada, nem neste século nem no futuro”. Onde se vê que os outros pecados podem ser perdoados neste século e no futuro, como o livro dos Macabeus diz expressamente dos pecados daqueles que estavam mortos pela causa de Deus. Do mesmo modo, no sacrifício da missa, a santa Igreja de Deus lembra os santos que com Ele reinam no céu, a fim de lhes agradecer pela glória e nos recomendar à sua intercessão. Doutro lado, suplica a Deus que se lembre dos servidores e servidoras que nos precederam no outro mundo com a chancela da fé, dignando-se conceder-lhes a estadia no refrigério na luz e na paz. A crença do purgatório e a oração pelos mortos acham-se em todos os doutores da Igreja, bem como nos atos dos mártires, notadamente nos atos de São Perpétuo, escritos por ele mesmo. Todos os santos rogaram pelos mortos. Santo Odilon, abade de Cluny, no século XI, tinha um zelo particular pelo que dizia respeito ao refrigério das almas do purgatório. Foi movido pela compaixão, pensando no sofrimento das almas do purgatório que, adiantando-se à Igreja, ordenou se rogasse pelas almas, tendo, destinado para isso um dia especial. Eis como Santo Odilon animou tal instituição, começando pelas terras que lhes estavam afetas ao sacerdócio. (…) Quanto ao purgatório, nada de certo se sabe. Eis porém, o que se lê nas revelações de Santa Francisca de Roma, revelações que a Igreja autoriza a crer, sem, entretanto, a elas nos obrigar. Numa visão, a santa foi conduzida do inferno ao purgatório, que, igualmente está dividido em três zonas ou esferas, uma sobre a outra. Ao entrar, Santa Francisca leu esta inscrição: Aqui é o purgatório, lugar de esperança, onde se faz um intervalo. A zona inferior é toda de fogo, diferente do inferno, que é negro e tenebroso. Este do purgatório tem chamas grandes, muito grandes e vermelhas. E as almas. Ali, são iluminadas, interiormente, pela graça. Porque conhecem a verdade, assim como a determinação do tempo. Aqueles que tem pecado grave são enviados a este fogo pelos anjos, e aí ficam conforme a qualidade dos pecados que cometeram. A santa dizia que, por cada pecado mortal não expiado, naquele fogo ficaria a alma por sete anos. Embora nessa zona ou esfera inferior as chamas do fogo envolvam todas as almas, atormentam, todavia, umas mais que as outras, segundo sejam mais graves ou mais leves os pecados. Fora esse lugar do purgatório, à esquerda, ficam os demônios que fizeram com que aquelas almas cometessem os pecados que agora expiam. Censuram-nas, mas não lhes infligem quaisquer outros tormentos. Pobres almas! Fá-las sofrer mais, muito mais, a visão desses demônios do que o próprio fogo que as envolve. E, com tal sofrimento, gritam e choram, sem que, neste mundo, consiga alguém fazer uma ideia. Fazem-no, contudo, humildemente, porque sabem que o merecem, que a justiça divina está com a razão. São gritos como que afetuosos, e que lhes trazem certa consolação. Não que sejam afastadas do fogo. Não, a misericórdia de Deus, tocada por aquela resignação, das almas sofredoras, lança-lhes um olhar favorável, olhar que lhes alivia o sofrimento e lhes deixa entrever a glória da bem-aventurança, para onde passarão. Santa Francisca Romana viu um anjo glorioso conduzir aquele lugar a alma que lhe havia sido confiada, à guarda, e esperar do lado de fora, à direita. É que os sufrágios e as boas obras que os parentes, os amigos, ou quem quer que seja, lhes fazem especialmente por intenção da alma, movidos pela caridade, são apresentados, pelos anjos da guarda, à divina majestade. E os anjos, comunicando às almas o que por elas fazemos nós, aliviam-nas, alegram e confortam. Os sufrágios e as boas obras que fazem os amigos, por caridade, especialmente pelos amigos do purgatório, aproveita principalmente a quem os faz, por causa da caridade. E ganham as almas e ganhamos nós. As orações, os sufrágios e as esmolas feitos caridosamente pelas almas que já estão na glória, e que já não necessitam, revertem às almas ainda necessitadas, aproveitando a nós também. E os sufrágios que se fazem às almas que jazem no inferno? Não os aproveita nem uma nem outra – nem as do inferno, nem as do purgatório, mas unicamente a quem os faz. A zona ou região média do purgatório está dividida em três partes: a primeira, cheia duma neve excessivamente fria; a segunda, de pez fundido, misturado a azeite em ebulição; a terceira, de certos metais fundidos, como ouro e prata, transparentes. Trinta e oito anjos aí recebem as almas que não cometeram pecados tão graves que mereçam a região inferior. Recebem-nas e transportam-nas dum lugar a outro com grande caridade: não lhe são os anjos da guarda, mas outros que, para tal, foram obrigados pela divina misericórdia. Santa Francisca nada disse, ou não a autorizou a dizê-lo o superior, sobre a mais elevada região do purgatório. Nos céus, os anjos fiéis tem sua hierarquia: três ordens e nove coros. As almas santas, que sobem da terra, ficam nos coros e nas ordens que Deus lhes indica, segundo os méritos. É uma festa para toda a milícia celeste, mais particularmente para o coro onde a alma santa deverá regozijar-se eternamente em Deus. O que Santa Francisca viu na bondade de Deus a deixou profundamente impressionada, sem que pudesse falar da alegria que lhe ia no coração. Frequentemente, nos dias de festa, sobretudo depois da comunhão, quando meditava sobre o mistério do dia, o espírito, arrebatado ao céu, via o mesmo mistério celebrado pelos anjos e pelos santos. Todas as visões que tinha, submetia-as Santa Francisca de Roma à Mãe, Santa Igreja. E, pela mesma mãe, a Igreja, foi Francisca canonizada, sem que nada de repreensível se achasse nas visões que tivera. Nós, pois, vos saudamos, ó almas que vos purificais nas chamas do purgatório. Compartilhamos as vossas dores, os sofrimentos, principalmente daquela dor imensa e torturante de não poderdes ver a Deus. Ai de nós! Sem dúvida que há entre vós parentes nossos e amigos: sofrerão, talvez por nossa culpa. Quem dirá que não lhes demos, nesta ou naquela ocasião, motivos de pecar? Falta-lhes pouco tempo para que se tornem inteiramente puras. Que nos acontecerá, a nós que tão pouco velamos por nós mesmos? Almas santas e sofredoras, que Deus nos livre de vos esquecer jamais! Todos os dias, à missa e às orações, lembrar-nos-mos de vós todas. Lembrai-vos, pois, também de nós. Lembrai-vos, principalmente, quando estiverdes no céu. Como lá vos desejamos ver! Como no céu desejamos ver-nos convosco! Assim seja.
- Comemoração dos Fiéis Defuntos – Dia de Finados – 02 de novembro
Que bela festa! É como se Todos os Santos e Finados fosse uma só festa. Dum lado, a Igreja militante, sobre a terra, roga à Igreja triunfante do céu, e doutro lado, roga pela Igreja sofredora e paciente do purgatório. E as três Igrejas são uma única Igreja. A caridade, mais forte do que a morte, uniu-as do céu à terra, e da terra ao purgatório, e é pelo mesmo sacrifício que nós agradecemos a Deus, a glória com a qual cumula os santos do céu, e imploramos a misericórdia para os santos do purgatório, santos ainda não perfeitos. A Igreja triunfante do céu, a Igreja militante da terra e a Igreja sofredora do purgatório, paciente, nada mais são que uma só mesma Igreja; que a caridade, mais forte que a morte as uniu do céu à terra, e da terra ao purgatório. São como três partes duma só e mesma procissão de santos, procissão que avança da terra ao céu. As almas do purgatório participarão daquela procissão um dia. Sim, porque ainda não tem, bem brancas, as vestimentas de festa, a roupa nupcial ainda guarda nódoas, aquelas nódoas que somente o sofrimento limpa. Então, como os contemporâneos de Noé, aqueles que não fizeram penitência senão no momento do dilúvio foram encerrados em prisões subterrâneas, até que Jesus Cristo lhes aparecesse, anunciando-lhes a libertação, quando de sua descida aos infernos. Como os fiéis da Igreja triunfante, os fiéis da Igreja militante e os fiéis da Igreja sofredora e paciente, são membros dum mesmo corpo – que é Jesus Cristo – e tanto uns como outros participam, interessam-se, condoem-se da glória, dos perigos, dos sofrimentos duns e doutros, tal qual os membros do corpo humano. Vejamos um exemplo: o pé está em perigo de saúde ou sofre dores: todos os membros do corpo jazem em comoção. Os olhos olham-no, as mãos protegem-nos, a voz chama por socorro, para afastar o mal ou o perigo. Uma vez afastado o mal, regozijam-se todos os membros. É o que acontece com o corpo vivo da Igreja universal. E vemos os heróis da Igreja militante, os ilustres Macabeus, assistidos pelos anjos e santos de Deus, especialmente pelo grande sacerdote Onias e pelo profeta Jeremias, rogar e oferecer sacrifícios por esses irmãos que estavam mortos pela causa de Deus, mas culpados desta ou daquela falta. No dia seguinte, depois duma vitória, Judas Macabeu e os seus surgiram para retirar os mortos e depositá-los no sepulcro dos antepassados e encontraram sobre as túnicas dos que estavam mortos coisas que haviam sido consagradas aos ídolos de Jamnia, que a lei proibia aos judeus tocar. Foi, pois, manifesto a todos que era por isso que haviam sido mortos. E todos louvaram o justo julgamento do Eterno, que descobre o que está escondido, e suplicaram-lhe que fosse esquecido o pecado cometido. Judas exortou o povo a que se preservasse do pecado, tendo diante dos olhos o que viera pelo pecado dos que haviam sucumbido. E, depois de ter feito uma coleta, enviou a Jerusalém duas mil dracmas de prata, para que fosse oferecido um sacrifício pelo pecado dos mortos, agindo muito bem, pensando que estava na ressurreição. Porque se não tivesse esperança de que os que vinham de sucumbir ressuscitassem um dia, seria supérfluo e tolo rogar pelos mortos. Judas, porém, considerava que uma grande misericórdia estava reservada aos que estão adormecidos na piedade. Santo e piedoso pensamento! Foi por isso que ofereceu um sacrifício de expiação pelos defuntos, para que fossem livres dos pecados. Tais são as palavras e reflexões da Escritura santa, segundo o texto grego, e as mesmas, mais ou menos, no latino. Nosso Senhor mesmo adverte, bastante claramente, que há um purgatório, quando nos recomenda em São Mateus e São Lucas: “Conciliai-Vos com vossos inimigos (a lei de Deus e a consciência) enquanto estais em caminho para irdes ao príncipe, não seja que este inimigo vos entregue ao juiz, o juiz ao executor, e que sejais metido numa prisão. Em verdade vos digo, dela não saireis, enquanto não pagardes o último óbolo.” Segundo essas palavras, está bem claro que há uma prisão de Deus, onde se é arrojado por dívidas para a com sua justiça, e donde não se sai – senão quando tudo estiver pago. Nosso Senhor, em São Mateus, disse-nos ainda: “Todo pecado e blasfêmia será perdoado aos homens, porém, a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada, nem neste século nem no futuro”. Onde se vê que os outros pecados podem ser perdoados neste século e no futuro, como o livro dos Macabeus diz expressamente dos pecados daqueles que estavam mortos pela causa de Deus. Do mesmo modo, no sacrifício da missa, a santa Igreja de Deus lembra os santos que com Ele reinam no céu, a fim de lhes agradecer pela glória e nos recomendar à sua intercessão. Doutro lado, suplica a Deus que se lembre dos servidores e servidoras que nos precederam no outro mundo com a chancela da fé, dignando-se conceder-lhes a estadia no refrigério na luz e na paz. A crença do purgatório e a oração pelos mortos acham-se em todos os doutores da Igreja, bem como nos atos dos mártires, notadamente nos atos de São Perpétuo, escritos por ele mesmo. Todos os santos rogaram pelos mortos. Santo Odilon, abade de Cluny, no século XI, tinha um zelo particular pelo que dizia respeito ao refrigério das almas do purgatório. Foi movido pela compaixão, pensando no sofrimento das almas do purgatório que, adiantando-se à Igreja, ordenou se rogasse pelas almas, tendo, destinado para isso um dia especial. Eis como Santo Odilon animou tal instituição, começando pelas terras que lhes estavam afetas ao sacerdócio. (…) Quanto ao purgatório, nada de certo se sabe. Eis porém, o que se lê nas revelações de Santa Francisca de Roma, revelações que a Igreja autoriza a crer, sem, entretanto, a elas nos obrigar. Numa visão, a santa foi conduzida do inferno ao purgatório, que, igualmente está dividido em três zonas ou esferas, uma sobre a outra. Ao entrar, Santa Francisca leu esta inscrição: Aqui é o purgatório, lugar de esperança, onde se faz um intervalo. A zona inferior é toda de fogo, diferente do inferno, que é negro e tenebroso. Este do purgatório tem chamas grandes, muito grandes e vermelhas. E as almas. Ali, são iluminadas, interiormente, pela graça. Porque conhecem a verdade, assim como a determinação do tempo. Aqueles que tem pecado grave são enviados a este fogo pelos anjos, e aí ficam conforme a qualidade dos pecados que cometeram. A santa dizia que, por cada pecado mortal não expiado, naquele fogo ficaria a alma por sete anos. Embora nessa zona ou esfera inferior as chamas do fogo envolvam todas as almas, atormentam, todavia, umas mais que as outras, segundo sejam mais graves ou mais leves os pecados. Fora esse lugar do purgatório, à esquerda, ficam os demônios que fizeram com que aquelas almas cometessem os pecados que agora expiam. Censuram-nas, mas não lhes infligem quaisquer outros tormentos. Pobres almas! Fá-las sofrer mais, muito mais, a visão desses demônios do que o próprio fogo que as envolve. E, com tal sofrimento, gritam e choram, sem que, neste mundo, consiga alguém fazer uma ideia. Fazem-no, contudo, humildemente, porque sabem que o merecem, que a justiça divina está com a razão. São gritos como que afetuosos, e que lhes trazem certa consolação. Não que sejam afastadas do fogo. Não, a misericórdia de Deus, tocada por aquela resignação, das almas sofredoras, lança-lhes um olhar favorável, olhar que lhes alivia o sofrimento e lhes deixa entrever a glória da bem-aventurança, para onde passarão. Santa Francisca Romana viu um anjo glorioso conduzir aquele lugar a alma que lhe havia sido confiada, à guarda, e esperar do lado de fora, à direita. É que os sufrágios e as boas obras que os parentes, os amigos, ou quem quer que seja, lhes fazem especialmente por intenção da alma, movidos pela caridade, são apresentados, pelos anjos da guarda, à divina majestade. E os anjos, comunicando às almas o que por elas fazemos nós, aliviam-nas, alegram e confortam. Os sufrágios e as boas obras que fazem os amigos, por caridade, especialmente pelos amigos do purgatório, aproveita principalmente a quem os faz, por causa da caridade. E ganham as almas e ganhamos nós. As orações, os sufrágios e as esmolas feitos caridosamente pelas almas que já estão na glória, e que já não necessitam, revertem às almas ainda necessitadas, aproveitando a nós também. E os sufrágios que se fazem às almas que jazem no inferno? Não os aproveita nem uma nem outra – nem as do inferno, nem as do purgatório, mas unicamente a quem os faz. A zona ou região média do purgatório está dividida em três partes: a primeira, cheia duma neve excessivamente fria; a segunda, de pez fundido, misturado a azeite em ebulição; a terceira, de certos metais fundidos, como ouro e prata, transparentes. Trinta e oito anjos aí recebem as almas que não cometeram pecados tão graves que mereçam a região inferior. Recebem-nas e transportam-nas dum lugar a outro com grande caridade: não lhe são os anjos da guarda, mas outros que, para tal, foram obrigados pela divina misericórdia. Santa Francisca nada disse, ou não a autorizou a dizê-lo o superior, sobre a mais elevada região do purgatório. Nos céus, os anjos fiéis tem sua hierarquia: três ordens e nove coros. As almas santas, que sobem da terra, ficam nos coros e nas ordens que Deus lhes indica, segundo os méritos. É uma festa para toda a milícia celeste, mais particularmente para o coro onde a alma santa deverá regozijar-se eternamente em Deus. O que Santa Francisca viu na bondade de Deus a deixou profundamente impressionada, sem que pudesse falar da alegria que lhe ia no coração. Frequentemente, nos dias de festa, sobretudo depois da comunhão, quando meditava sobre o mistério do dia, o espírito, arrebatado ao céu, via o mesmo mistério celebrado pelos anjos e pelos santos. Todas as visões que tinha, submetia-as Santa Francisca de Roma à Mãe, Santa Igreja. E, pela mesma mãe, a Igreja, foi Francisca canonizada, sem que nada de repreensível se achasse nas visões que tivera. Nós, pois, vos saudamos, ó almas que vos purificais nas chamas do purgatório. Compartilhamos as vossas dores, os sofrimentos, principalmente daquela dor imensa e torturante de não poderdes ver a Deus. Ai de nós! Sem dúvida que há entre vós parentes nossos e amigos: sofrerão, talvez por nossa culpa. Quem dirá que não lhes demos, nesta ou naquela ocasião, motivos de pecar? Falta-lhes pouco tempo para que se tornem inteiramente puras. Que nos acontecerá, a nós que tão pouco velamos por nós mesmos? Almas santas e sofredoras, que Deus nos livre de vos esquecer jamais! Todos os dias, à missa e às orações, lembrar-nos-mos de vós todas. Lembrai-vos, pois, também de nós. Lembrai-vos, principalmente, quando estiverdes no céu. Como lá vos desejamos ver! Como no céu desejamos ver-nos convosco! Assim seja.
- Memento Mori – Lembre-se da Morte
O Dia da comemoração dos Fiéis Defuntos, como o nome indica, é um dia para nos lembrarmos especialmente dos que já morreram. E, além de lembrar, é preciso rezar por eles. É um dia também para nos lembrarmos especialmente que vamos morrer. “Memento mori”, diziam muitas vezes os cristãos uns aos outros; “Lembra-te que vais morrer”. Esta ideia ajuda-nos a fazer as escolhas certas ao longo da nossa vida, evitando certos caminhos, por mais apetecíveis que sejam ou pareçam ser. Como explica o Catecismo da Igreja Católica, apenas nos podemos arrepender dos nossos pecados enquanto estamos vivos. Assim que morrermos seremos julgados por Deus, seremos julgados pelo Amor. É agora, enquanto temos tempo, que devemos escolher viver com Deus e arrependermo-nos dos pecados. Depois disso é tarde demais. Memento Mori Carlos Ramalhete Amanhã seria o fim do mundo. A importância que se dá à suposta predição maia é diretamente proporcional ao esforço que a nossa sociedade faz para esconder o fim de cada um. Para todos nós, a morte é o fim do mundo. Pode ser o fim de um mundo, para quem crê; pode ser o fim de tudo, para o descrente; mas com certeza é o fim da vida tal como a conhecemos. Na nossa sociedade morre-se às escondidas, em um hospital. Pela primeira vez na história da humanidade, é possível morrer de velho sem jamais ter visto um cadáver. Um dia a pessoa estava ali, no outro dia no hospital, no dia seguinte desapareceu. Esta negação de que a vida tenha um fim é apenas outro aspecto do culto à saúde que nos deu o antitabagismo, as dietas, as academias em que se persegue a ilusão da eterna juventude. É outra face do desprezo aos idosos e à sua experiência. Assim, a sociedade finge viver um eterno presente; algumas décadas atrás, parecia ser da ordem natural das coisas que houvesse o então chamado mundo livre e os países por trás da Cortina de Ferro. Hoje o mesmo acontece com peculiaridades absolutamente transitórias de nosso tempo, da última moda em redes sociais à última tentativa de transformar alguma instituição de direito natural em outra coisa: é o casamento que deixa de dizer respeito à perpetuação da espécie e passa a ser acerca de sexo e dinheiro; é o direito penal que deixa de se preocupar com a segurança da população para garantir os direitos humanos dos criminosos… Tudo o que é sólido desmancha no ar, mas esta dissolução é percebida como um retrato instantâneo da solidez. Tudo o que é transitório é tratado como se fosse permanente, e tudo o que é permanente é sujeito a reengenharias mil. Daí a sensação social de insegurança, a percepção de que a sociedade como um todo é uma ilusão. E, da sociedade, passa-se à vida no planeta. Não há tanta diferença entre o ambientalismo radical e a suposta predição maia: ambos são reflexos de uma percepção generalizada de haver algo profundamente instável, profundamente desordenado, na maneira supostamente perene como a nossa sociedade se relaciona com ela mesma e com o mundo ao redor. O fim que nos virá, contudo, não é o do mundo, mas o nosso. A sociedade perdura, como uma cigarra que sai da casca antiga e ganha mundo com um corpo novo. O homem, contudo, deixa o mundo. E é disto que nos esquecemos. “Memento mori”, diziam os antigos: lembra-te de que morrerás. Se não amanhã, um dia. Os maias que já morreram não têm mais nada a ver com isso. Leia também O que são os Novíssimos? O céu, a morte, o purgatório… Meditar sobre a morte mudou minha vida Irmã Theresa Aletheia Noble Hoje, vejo a providência de Deus no fato de, três anos antes do início dessa crise, ter colocado sobre a minha mesa uma pequena caveira de cerâmica e começado a meditar sobre a minha morte, imitando o fundador da minha ordem religiosa, o Beato Tiago Alberione. Naquela ocasião, depois de sete anos no convento, o mal-estar da mediocridade e da falta de fervor medrava em minha vida espiritual . Eu protestava a Jesus na oração, dizendo-lhe: “Ajuda-me! Enche-me novamente com teu fogo e teu fervor”. Ele respondeu a minhas orações com a graça da meditação sobre a morte. De uma hora para a outra, tudo ficou claro; senti como se tivesse ido ao oftalmologista e saído de lá com a prescrição certa. Meditar sobre a morte mudou minha vida . Um dos benefícios do memento mori , a prática da meditação sobre a morte, é ser uma oportunidade para a graça divina trazer à tona e à nossa atenção o fato de agirmos e pensarmos muitas vezes como gente sem fé . Ex-ateia que sou, Deus me ajuda constantemente a ver quando ainda me comporto como se Ele não existisse e Jesus não tivesse me salvado. Católicos de berço e convertidos de outros credos e religiões também não estão imunes a esse tipo de comportamento. Muitos de nós vivemos o dia-a-dia de modos que revelam uma incompreensão básica da vida e da morte sob a perspectiva cristã. Podemos recorrer aos ensinamentos da Igreja nessas matérias para, em alguma medida, remediar o problema, mas a prática da meditação sobre a morte ajuda-nos a ver de verdade como nossas vidas ainda estão muito enredadas nos fios dessa mentalidade venenosa . Enquanto os católicos respondem à crise da COVID-19 na internet, vêm à tona algumas manifestações de incredulidade na atitude de alguns perante a vida e a morte. Num dos extremos estão os que se esconderam em casa e só pensam em si. Finalmente forçados a encarar a morte, ficam dominados pelo terror e o medo que prevalecem . É claro que todos o estamos sentindo em certa medida, mas para a maioria de nós é fácil reconhecer que o medo exagerado e egoísta não é a resposta cristã ideal a esta situação. O outro extremo é um pouco mais complicado. Algumas pessoas estão declarando de forma descarada que não têm medo da morte nem estão tomando os cuidados rigorosos exigidos pelas circunstâncias. À primeira vista, uma tal atitude pode até parecer santidade. Afinal, os mártires demonstraram coragem diante da morte. Esquecemo-nos, porém, que eles tampouco encaravam a vida e a morte com leviandade . Embora nossa fé exija que aceitemos a morte, ela também nos chama a compreender o valor e a fragilidade surpreendentes de nossa vida e da vida do próximo. A vida humana é valiosa em qualquer circunstância , em qualquer estágio de desenvolvimento e em qualquer idade. Como disse o Papa São João Paulo II na Evangelium Vitae : “O sangue de Cristo, ao mesmo tempo que revela a grandeza do amor do Pai, manifesta também como o homem é precioso aos olhos de Deus e quão inestimável é o valor de sua vida” (n. 25). Muitos de nós professamos crer nisso, mas outra coisa que essa pandemia trouxe à tona foi o desprezo pela vida dos idosos . Infelizmente, algumas pessoas têm afirmado que, como os idosos morrerão em breve de qualquer jeito, não há motivo para maiores preocupações. No entanto, não há nada em nossa fé que diga que a vida perde valor com o tempo. Toda vida merece ser preservada como um tesouro precioso até sermos chamados por Deus para abrir mão dela. A meditação sobre a morte pode nos ajudar a confrontar alguns aspectos da vida que, por medo da morte, não valorizamos. Memento mori nos auxilia a ter a coragem necessária diante da morte, mas também nos leva a cuidar de nossa própria vida e da vida dos outros. Quando pensamos em nossa morte com frequência durante a oração, aprendemos que nossa vida são preciosas e que podemos confiá-las a Deus. A vida humana é valiosa em qualquer circunstância, em qualquer estágio de desenvolvimento e em qualquer idade. Geralmente, os católicos têm liberdade para meditar sobre a morte quando se sentem preparados para fazê-lo. Hoje, no entanto, cada dia nos apresenta um convite doloroso e manifesto para meditarmos sobre a morte . Se não o aceitarmos agora, daremos uma brecha para que esse estado constante de memento mori nos leve à tentação e ao desespero. Deus sempre tira o bem do mal, e Ele pode usar essa pandemia para nossa santidade, ainda que isso nos leve à morte. Mas devemos também convidá-lo a entrar em nossas vidas, a fim de que possamos nos preparar. Podemos fazer isso começando a meditar sobre a morte com regularidade ou dedicando-nos com maior intensidade a essa prática. Só precisamos abrir nosso coração para Deus a fim apresentar a Ele o medo que sentimos da morte. Ele pode, com certeza, iluminar a escuridão em nosso coração e em nosso mundo. Algumas destas perguntas podem servir de estímulo para os católicos que nunca meditaram sobre a morte no contexto da oração: Como Deus está me chamando a contactar a comunidade mais ampla nesta época de medo, doença e instabilidade financeira? Que riscos Deus quer que eu corra para servir o seu povo? Como Deus me chama a ter um cuidado rigoroso a fim de evitar a disseminação do vírus entre os vulneráveis e os fracos? Como posso valorizar a vida e me preparar para a morte? Como Deus está me pedindo que escute as ansiedades e medos dos que estão ao meu redor e como pede que eu expresse os meus? Dedique um momento da oração para refletir sobre a fragilidade e a beleza da vida humana em geral e de sua vida em particular. Em seguida, dedique um tempo para refletir sobre a inevitabilidade de sua morte. Imagine-se aos pés da cruz e converse com Jesus sobre tudo o que está acontecendo. Reflita sobre a pergunta: “ Estou preparado(a) para morrer? ” Faça um exame de consciência e procure a confissão, se possível; se não puder ir, faça um propósito de ir tão logo seja possível e manifeste a Deus seu arrependimento e contrição. Leia também O que são os Novíssimos? O céu, a morte, o purgatório… #Finados
- Memento Mori – Lembre-se da Morte
O Dia da comemoração dos Fiéis Defuntos, como o nome indica, é um dia para nos lembrarmos especialmente dos que já morreram. E, além de lembrar, é preciso rezar por eles. É um dia também para nos lembrarmos especialmente que vamos morrer. “Memento mori”, diziam muitas vezes os cristãos uns aos outros; “Lembra-te que vais morrer”. Esta ideia ajuda-nos a fazer as escolhas certas ao longo da nossa vida, evitando certos caminhos, por mais apetecíveis que sejam ou pareçam ser. Como explica o Catecismo da Igreja Católica, apenas nos podemos arrepender dos nossos pecados enquanto estamos vivos. Assim que morrermos seremos julgados por Deus, seremos julgados pelo Amor. É agora, enquanto temos tempo, que devemos escolher viver com Deus e arrependermo-nos dos pecados. Depois disso é tarde demais. Memento Mori Carlos Ramalhete Amanhã seria o fim do mundo. A importância que se dá à suposta predição maia é diretamente proporcional ao esforço que a nossa sociedade faz para esconder o fim de cada um. Para todos nós, a morte é o fim do mundo. Pode ser o fim de um mundo, para quem crê; pode ser o fim de tudo, para o descrente; mas com certeza é o fim da vida tal como a conhecemos. Na nossa sociedade morre-se às escondidas, em um hospital. Pela primeira vez na história da humanidade, é possível morrer de velho sem jamais ter visto um cadáver. Um dia a pessoa estava ali, no outro dia no hospital, no dia seguinte desapareceu. Esta negação de que a vida tenha um fim é apenas outro aspecto do culto à saúde que nos deu o antitabagismo, as dietas, as academias em que se persegue a ilusão da eterna juventude. É outra face do desprezo aos idosos e à sua experiência. Assim, a sociedade finge viver um eterno presente; algumas décadas atrás, parecia ser da ordem natural das coisas que houvesse o então chamado mundo livre e os países por trás da Cortina de Ferro. Hoje o mesmo acontece com peculiaridades absolutamente transitórias de nosso tempo, da última moda em redes sociais à última tentativa de transformar alguma instituição de direito natural em outra coisa: é o casamento que deixa de dizer respeito à perpetuação da espécie e passa a ser acerca de sexo e dinheiro; é o direito penal que deixa de se preocupar com a segurança da população para garantir os direitos humanos dos criminosos… Tudo o que é sólido desmancha no ar, mas esta dissolução é percebida como um retrato instantâneo da solidez. Tudo o que é transitório é tratado como se fosse permanente, e tudo o que é permanente é sujeito a reengenharias mil. Daí a sensação social de insegurança, a percepção de que a sociedade como um todo é uma ilusão. E, da sociedade, passa-se à vida no planeta. Não há tanta diferença entre o ambientalismo radical e a suposta predição maia: ambos são reflexos de uma percepção generalizada de haver algo profundamente instável, profundamente desordenado, na maneira supostamente perene como a nossa sociedade se relaciona com ela mesma e com o mundo ao redor. O fim que nos virá, contudo, não é o do mundo, mas o nosso. A sociedade perdura, como uma cigarra que sai da casca antiga e ganha mundo com um corpo novo. O homem, contudo, deixa o mundo. E é disto que nos esquecemos. “Memento mori”, diziam os antigos: lembra-te de que morrerás. Se não amanhã, um dia. Os maias que já morreram não têm mais nada a ver com isso. Leia também O que são os Novíssimos? O céu, a morte, o purgatório… Meditar sobre a morte mudou minha vida Irmã Theresa Aletheia Noble Hoje, vejo a providência de Deus no fato de, três anos antes do início dessa crise, ter colocado sobre a minha mesa uma pequena caveira de cerâmica e começado a meditar sobre a minha morte, imitando o fundador da minha ordem religiosa, o Beato Tiago Alberione. Naquela ocasião, depois de sete anos no convento, o mal-estar da mediocridade e da falta de fervor medrava em minha vida espiritual . Eu protestava a Jesus na oração, dizendo-lhe: “Ajuda-me! Enche-me novamente com teu fogo e teu fervor”. Ele respondeu a minhas orações com a graça da meditação sobre a morte. De uma hora para a outra, tudo ficou claro; senti como se tivesse ido ao oftalmologista e saído de lá com a prescrição certa. Meditar sobre a morte mudou minha vida . Um dos benefícios do memento mori , a prática da meditação sobre a morte, é ser uma oportunidade para a graça divina trazer à tona e à nossa atenção o fato de agirmos e pensarmos muitas vezes como gente sem fé . Ex-ateia que sou, Deus me ajuda constantemente a ver quando ainda me comporto como se Ele não existisse e Jesus não tivesse me salvado. Católicos de berço e convertidos de outros credos e religiões também não estão imunes a esse tipo de comportamento. Muitos de nós vivemos o dia-a-dia de modos que revelam uma incompreensão básica da vida e da morte sob a perspectiva cristã. Podemos recorrer aos ensinamentos da Igreja nessas matérias para, em alguma medida, remediar o problema, mas a prática da meditação sobre a morte ajuda-nos a ver de verdade como nossas vidas ainda estão muito enredadas nos fios dessa mentalidade venenosa . Enquanto os católicos respondem à crise da COVID-19 na internet, vêm à tona algumas manifestações de incredulidade na atitude de alguns perante a vida e a morte. Num dos extremos estão os que se esconderam em casa e só pensam em si. Finalmente forçados a encarar a morte, ficam dominados pelo terror e o medo que prevalecem . É claro que todos o estamos sentindo em certa medida, mas para a maioria de nós é fácil reconhecer que o medo exagerado e egoísta não é a resposta cristã ideal a esta situação. O outro extremo é um pouco mais complicado. Algumas pessoas estão declarando de forma descarada que não têm medo da morte nem estão tomando os cuidados rigorosos exigidos pelas circunstâncias. À primeira vista, uma tal atitude pode até parecer santidade. Afinal, os mártires demonstraram coragem diante da morte. Esquecemo-nos, porém, que eles tampouco encaravam a vida e a morte com leviandade . Embora nossa fé exija que aceitemos a morte, ela também nos chama a compreender o valor e a fragilidade surpreendentes de nossa vida e da vida do próximo. A vida humana é valiosa em qualquer circunstância , em qualquer estágio de desenvolvimento e em qualquer idade. Como disse o Papa São João Paulo II na Evangelium Vitae : “O sangue de Cristo, ao mesmo tempo que revela a grandeza do amor do Pai, manifesta também como o homem é precioso aos olhos de Deus e quão inestimável é o valor de sua vida” (n. 25). Muitos de nós professamos crer nisso, mas outra coisa que essa pandemia trouxe à tona foi o desprezo pela vida dos idosos . Infelizmente, algumas pessoas têm afirmado que, como os idosos morrerão em breve de qualquer jeito, não há motivo para maiores preocupações. No entanto, não há nada em nossa fé que diga que a vida perde valor com o tempo. Toda vida merece ser preservada como um tesouro precioso até sermos chamados por Deus para abrir mão dela. A meditação sobre a morte pode nos ajudar a confrontar alguns aspectos da vida que, por medo da morte, não valorizamos. Memento mori nos auxilia a ter a coragem necessária diante da morte, mas também nos leva a cuidar de nossa própria vida e da vida dos outros. Quando pensamos em nossa morte com frequência durante a oração, aprendemos que nossa vida são preciosas e que podemos confiá-las a Deus. A vida humana é valiosa em qualquer circunstância, em qualquer estágio de desenvolvimento e em qualquer idade. Geralmente, os católicos têm liberdade para meditar sobre a morte quando se sentem preparados para fazê-lo. Hoje, no entanto, cada dia nos apresenta um convite doloroso e manifesto para meditarmos sobre a morte . Se não o aceitarmos agora, daremos uma brecha para que esse estado constante de memento mori nos leve à tentação e ao desespero. Deus sempre tira o bem do mal, e Ele pode usar essa pandemia para nossa santidade, ainda que isso nos leve à morte. Mas devemos também convidá-lo a entrar em nossas vidas, a fim de que possamos nos preparar. Podemos fazer isso começando a meditar sobre a morte com regularidade ou dedicando-nos com maior intensidade a essa prática. Só precisamos abrir nosso coração para Deus a fim apresentar a Ele o medo que sentimos da morte. Ele pode, com certeza, iluminar a escuridão em nosso coração e em nosso mundo. Algumas destas perguntas podem servir de estímulo para os católicos que nunca meditaram sobre a morte no contexto da oração: Como Deus está me chamando a contactar a comunidade mais ampla nesta época de medo, doença e instabilidade financeira? Que riscos Deus quer que eu corra para servir o seu povo? Como Deus me chama a ter um cuidado rigoroso a fim de evitar a disseminação do vírus entre os vulneráveis e os fracos? Como posso valorizar a vida e me preparar para a morte? Como Deus está me pedindo que escute as ansiedades e medos dos que estão ao meu redor e como pede que eu expresse os meus? Dedique um momento da oração para refletir sobre a fragilidade e a beleza da vida humana em geral e de sua vida em particular. Em seguida, dedique um tempo para refletir sobre a inevitabilidade de sua morte. Imagine-se aos pés da cruz e converse com Jesus sobre tudo o que está acontecendo. Reflita sobre a pergunta: “ Estou preparado(a) para morrer? ” Faça um exame de consciência e procure a confissão, se possível; se não puder ir, faça um propósito de ir tão logo seja possível e manifeste a Deus seu arrependimento e contrição. Leia também O que são os Novíssimos? O céu, a morte, o purgatório… #Finados
- A história do Dia dos Fiéis Defuntos
A Igreja Católica celebra o “Dia dos Fiéis Defuntos” neste dia 2 de Novembro. Hoje as Missas são celebradas por intenção dos falecidos. É um dia propício para rezar pelos fiéis defuntos e também para meditar sobre os novíssimos do homem: Morte, Juízo, Inferno, Paraíso. O costume de rezar pelos mortos existe desde os primórdios do Cristianismo, e foi conservado pelas comunidades Cristãs. A criação da data deve-se a Santo Odilon, ou Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny (França). Em 998 d.C., o monge supôs que, do mesmo modo que havia um dia para a celebração de “Todos os Santos” (1 de Novembro), deveria haver também um dia dedicado à celebração de todos os fiéis falecidos que não estavam colocados na lista dos Santos canonizados pela Igreja. Então, determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Três séculos depois o Papa adoptou o dia 2 de Novembro como o Dia dos Fiéis Defuntos. A Igreja oficializou a celebração em 1311, e, em 1915, o Papa Bento XV estendeu a solenidade a toda a Igreja. Mas desde os primeiros séculos, os cristãos já visitavam os túmulos dos outros cristãos para rezar por eles e por todos aqueles que um dia fizeram parte da comunidade primitiva. Santo Isidório de Sevilha chegou a afirmar que o facto de se oferecer sufrágios e orações pelos mortos é um costume tão antigo na Igreja que pode ter sido ensinado pelos Apóstolos. A Doutrina Católica evoca algumas passagens bíblicas que fundamentam a celebração (cf. Tobias 12,12; Job 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e apoia-se numa prática de quase dois mil anos. Dia dos Fiéis Defuntos e Purgatório. O Purgatório faz parte da doutrina escatológica da Igreja e é a condição de purificação pela qual as almas devem passar para apresentarem-se sem mancha diante de Deus. Trata-se de uma intervenção da misericórdia de Deus. A doutrina do Purgatório veio definida no segundo Concílio de Lião, em 1274. Mas, desde o primeiro século, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos Mártires nas Catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século IV já encontramos a “Memória dos Mortos” na celebração da Missa (no Canon). Desde o século V a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) determinam que se deve dedicar um dia por ano aos mortos. O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia dos Fiéis Defuntos celebra todos os que morreram não estando em estado de graça total, mais precisamente os que se encontram em estado de purificação de suas faltas e, assim, necessitam de nossas orações. O Dia dos Fiéis Defuntos, portanto, é o dia em que a Igreja celebra o cumprimento da missão das pessoas queridas que já faleceram, através da elevação de preces a Deus por seu descanso junto a Ele. Neste dia, as igrejas e os cemitérios são visitados, os túmulos são decorados com flores, e milhares de velas são acesas. O que acontece segundo as Escrituras com os seres humanos na hora da morte? No livro de Hebreus 9, 27 se lê que após a morte segue-se o juízo. E Jesus contou sobre a situação dos mortos Lc 16, 19-31. Nessa parte bíblica destacamos quatro ensinos de Jesus: a) que há consciência após a morte; b) existe sofrimento e existe bem estar; c) não existe comunicação de mortos com os vivos; d) a situação dos mortos não permite mudança. Cada qual ficará no lugar da sua escolha em vida. Os que morrem no Senhor gozarão de felicidade eterna (Ap 14, 13) e os que escolheram viver fora do propósito de Deus, que escolheram o caminho largo (Mt 7, 13-14) irão para o lugar de tormento consciente de onde jamais poderão sair. Adaptado de Pale Ideas | por Senza Pagare
- A história do Dia dos Fiéis Defuntos
A Igreja Católica celebra o “Dia dos Fiéis Defuntos” neste dia 2 de Novembro. Hoje as Missas são celebradas por intenção dos falecidos. É um dia propício para rezar pelos fiéis defuntos e também para meditar sobre os novíssimos do homem: Morte, Juízo, Inferno, Paraíso. O costume de rezar pelos mortos existe desde os primórdios do Cristianismo, e foi conservado pelas comunidades Cristãs. A criação da data deve-se a Santo Odilon, ou Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny (França). Em 998 d.C., o monge supôs que, do mesmo modo que havia um dia para a celebração de “Todos os Santos” (1 de Novembro), deveria haver também um dia dedicado à celebração de todos os fiéis falecidos que não estavam colocados na lista dos Santos canonizados pela Igreja. Então, determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Três séculos depois o Papa adoptou o dia 2 de Novembro como o Dia dos Fiéis Defuntos. A Igreja oficializou a celebração em 1311, e, em 1915, o Papa Bento XV estendeu a solenidade a toda a Igreja. Mas desde os primeiros séculos, os cristãos já visitavam os túmulos dos outros cristãos para rezar por eles e por todos aqueles que um dia fizeram parte da comunidade primitiva. Santo Isidório de Sevilha chegou a afirmar que o facto de se oferecer sufrágios e orações pelos mortos é um costume tão antigo na Igreja que pode ter sido ensinado pelos Apóstolos. A Doutrina Católica evoca algumas passagens bíblicas que fundamentam a celebração (cf. Tobias 12,12; Job 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e apoia-se numa prática de quase dois mil anos. Dia dos Fiéis Defuntos e Purgatório. O Purgatório faz parte da doutrina escatológica da Igreja e é a condição de purificação pela qual as almas devem passar para apresentarem-se sem mancha diante de Deus. Trata-se de uma intervenção da misericórdia de Deus. A doutrina do Purgatório veio definida no segundo Concílio de Lião, em 1274. Mas, desde o primeiro século, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos Mártires nas Catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século IV já encontramos a “Memória dos Mortos” na celebração da Missa (no Canon). Desde o século V a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) determinam que se deve dedicar um dia por ano aos mortos. O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia dos Fiéis Defuntos celebra todos os que morreram não estando em estado de graça total, mais precisamente os que se encontram em estado de purificação de suas faltas e, assim, necessitam de nossas orações. O Dia dos Fiéis Defuntos, portanto, é o dia em que a Igreja celebra o cumprimento da missão das pessoas queridas que já faleceram, através da elevação de preces a Deus por seu descanso junto a Ele. Neste dia, as igrejas e os cemitérios são visitados, os túmulos são decorados com flores, e milhares de velas são acesas. O que acontece segundo as Escrituras com os seres humanos na hora da morte? No livro de Hebreus 9, 27 se lê que após a morte segue-se o juízo. E Jesus contou sobre a situação dos mortos Lc 16, 19-31. Nessa parte bíblica destacamos quatro ensinos de Jesus: a) que há consciência após a morte; b) existe sofrimento e existe bem estar; c) não existe comunicação de mortos com os vivos; d) a situação dos mortos não permite mudança. Cada qual ficará no lugar da sua escolha em vida. Os que morrem no Senhor gozarão de felicidade eterna (Ap 14, 13) e os que escolheram viver fora do propósito de Deus, que escolheram o caminho largo (Mt 7, 13-14) irão para o lugar de tormento consciente de onde jamais poderão sair. Adaptado de Pale Ideas | por Senza Pagare
- POR QUE CELEBRAR FINADOS?
Por Padre Gabriel Vila Verde O dia de finados está chegando. Para quem não sabe, é um dia instituído pela IGREJA, não para se recordar dos mortos, ou simplesmente fazer homenagens, mas para REZAR por eles. Finados só tem sentido quando se reza pelas almas. Nós cremos com firme fé, que as almas que morrem na graça de Deus, mas que não foram totalmente santas aqui na terra, não entram diretamente no Céu, mas antes são purificadas pelo fogo da misericórdia divina, o qual recebe da Igreja o nome de “Purgatório”. As nossas orações, principalmente a Missa, aliviam os sofrimentos dessas almas e apressam a entrada delas no Paraíso. O Purgatório não é uma terceira morada. Só existem dois destinos para a alma: Céu ou Inferno. O Purgatório é um ato da extraordinária misericórdia de Deus, que não permite que a alma entre no Céu com nenhuma mancha de pecado, mas também não a condena por causa de leves faltas. O Purgatório é a sala de espera do Paraíso. Nossa Senhora revelou em suas aparições que muitas almas vão para o Inferno, a grande maioria vai ao Purgatório, e pouquíssimas entram diretamente no Céu. As videntes de Kibeho (África) afirmaram que, quando Nossa Senhora mostrou-lhes o Purgatório, elas pensaram que estavam vendo o Inferno. Quando viram realmente o Inferno, disseram que o Purgatório era o Céu. Consta-se que, uma família daqui do Brasil, que antes era católica, migrou para uma dessas seitas ditas “cristãs”. Quando um membro da família morreu, o mesmo veio em sonho pedir a sua esposa que mandasse celebrar por ele uma Missa. Quando a esposa perguntou, no sonho, como ele estava, respondeu: “sem Deus e sem luz”. Leia também: Como lucrar a Indulgência Plenária para o Dia de Finados Eis o porquê da Celebração de Finados. Não é apenas recordação ou homenagem. É um ato de caridade para com os falecidos. Nós não cremos que os mortos estão dormindo, até porque almas não dormem. O livro do Apocalipse está aí para provar. Rezemos pelas almas. Elas precisam de nossas orações!
- POR QUE CELEBRAR FINADOS?
Por Padre Gabriel Vila Verde O dia de finados está chegando. Para quem não sabe, é um dia instituído pela IGREJA, não para se recordar dos mortos, ou simplesmente fazer homenagens, mas para REZAR por eles. Finados só tem sentido quando se reza pelas almas. Nós cremos com firme fé, que as almas que morrem na graça de Deus, mas que não foram totalmente santas aqui na terra, não entram diretamente no Céu, mas antes são purificadas pelo fogo da misericórdia divina, o qual recebe da Igreja o nome de “Purgatório”. As nossas orações, principalmente a Missa, aliviam os sofrimentos dessas almas e apressam a entrada delas no Paraíso. O Purgatório não é uma terceira morada. Só existem dois destinos para a alma: Céu ou Inferno. O Purgatório é um ato da extraordinária misericórdia de Deus, que não permite que a alma entre no Céu com nenhuma mancha de pecado, mas também não a condena por causa de leves faltas. O Purgatório é a sala de espera do Paraíso. Nossa Senhora revelou em suas aparições que muitas almas vão para o Inferno, a grande maioria vai ao Purgatório, e pouquíssimas entram diretamente no Céu. As videntes de Kibeho (África) afirmaram que, quando Nossa Senhora mostrou-lhes o Purgatório, elas pensaram que estavam vendo o Inferno. Quando viram realmente o Inferno, disseram que o Purgatório era o Céu. Consta-se que, uma família daqui do Brasil, que antes era católica, migrou para uma dessas seitas ditas “cristãs”. Quando um membro da família morreu, o mesmo veio em sonho pedir a sua esposa que mandasse celebrar por ele uma Missa. Quando a esposa perguntou, no sonho, como ele estava, respondeu: “sem Deus e sem luz”. Leia também: Como lucrar a Indulgência Plenária para o Dia de Finados Eis o porquê da Celebração de Finados. Não é apenas recordação ou homenagem. É um ato de caridade para com os falecidos. Nós não cremos que os mortos estão dormindo, até porque almas não dormem. O livro do Apocalipse está aí para provar. Rezemos pelas almas. Elas precisam de nossas orações!
- Indulgências Plenárias para o Dia de Finados
Ao fiel que visitar devotamente um cemitério e rezar, mesmo em espírito, pelos defuntos, concede-se indulgências aplicável às almas do Purgatório. Esta indulgência será plenária (cumprindo as 4 condições), cada dia, de 01 a 08 de novembro; nos outros dias do ano será parcial; Como fazer para adquirir essa indulgência plenária para as almas do purgatório? Para adquirir a INDULGÊNCIA PLENÁRIA é preciso ir ao cemitério, rezar devotamente pelos defuntos e preencher essas quatro condições: a) confissão sacramental – cada confissão vale para as indulgências obtidas até uns 15 dias antes e para as que serão obtidas até uns 15 dias depois de recebido o sacramento; b) comunhão eucarística – é necessária uma comunhão para cada indulgência; c) oração nas intenções do Sumo Pontífice – rezar para cada indulgência; d) exclusão de qualquer apego ao pecado, mesmo venial. Tenho que me confessar, comungar e rezar pelo Papa no mesmo dia? As três condições podem ser preenchidas em dias diversos, antes ou após a realização da obra prescrita; mas convém que a comunhão e a oração nas intenções do Soberano Pontífice se façam no mesmo dia em que se faz a obra. Quais as orações devo fazer pelas intenções do Santo Padre? A condição da oração nas intenções do Sumo Pontífice pode ser plenamente cumprida recitando em suas intenções um Pai-nosso e Ave-Maria; mas é facultado a todos os fiéis recitarem qualquer outra oração conforme sua piedade e devoção para com o Pontífice Romano. Também é muito importante ressaltar que, para lucrar qualquer indulgência plenária, é imprescindível que não tenhamos nenhum apego ao pecado, mesmo pecados veniais. Portanto, qualquer pessoa que se mantenha cometendo pecados com certa frequência, como vícios e outros tipos de pecados que se repetem, mesmo que sejam veniais, sem nem mesmo lutar para se afastar deles, não conseguirá lucrar uma indulgência plenária, apenas parcial. Não fui ao cemitério, nem rezei pelos defuntos ou pelas intenções do Papa, nem confessei e não comunguei no Dia de Finados. E agora, posso ainda conseguir as indulgências para as almas do purgatório? Sim. Para aqueles que não foram ao cemitério no dia de finados, não confessaram, não comungaram e/ou não rezaram pelo Papa ainda há uma chance. Eles tem até o dia 08 de novembro para observarem todas as condições e obterem a indulgência plenária. Leia também Indulgência – a Grande Misericórdia de Deus desconhecida por quase todos os cristãos Veja também, nas imagens abaixo, duas páginas do catecismo essencial com ensinamentos acerca das indulgências parciais e plenárias. Lembrando possível lucrar uma indulgência plenária por dia, veja os ensinamentos da igreja, e procure se esforçar para lucrá-las. #Finados #Indulgências
- Indulgências Plenárias para o Dia de Finados
Ao fiel que visitar devotamente um cemitério e rezar, mesmo em espírito, pelos defuntos, concede-se indulgências aplicável às almas do Purgatório. Esta indulgência será plenária (cumprindo as 4 condições), cada dia, de 01 a 08 de novembro; nos outros dias do ano será parcial; Como fazer para adquirir essa indulgência plenária para as almas do purgatório? Para adquirir a INDULGÊNCIA PLENÁRIA é preciso ir ao cemitério, rezar devotamente pelos defuntos e preencher essas quatro condições: a) confissão sacramental – cada confissão vale para as indulgências obtidas até uns 15 dias antes e para as que serão obtidas até uns 15 dias depois de recebido o sacramento; b) comunhão eucarística – é necessária uma comunhão para cada indulgência; c) oração nas intenções do Sumo Pontífice – rezar para cada indulgência; d) exclusão de qualquer apego ao pecado, mesmo venial. Tenho que me confessar, comungar e rezar pelo Papa no mesmo dia? As três condições podem ser preenchidas em dias diversos, antes ou após a realização da obra prescrita; mas convém que a comunhão e a oração nas intenções do Soberano Pontífice se façam no mesmo dia em que se faz a obra. Quais as orações devo fazer pelas intenções do Santo Padre? A condição da oração nas intenções do Sumo Pontífice pode ser plenamente cumprida recitando em suas intenções um Pai-nosso e Ave-Maria; mas é facultado a todos os fiéis recitarem qualquer outra oração conforme sua piedade e devoção para com o Pontífice Romano. Também é muito importante ressaltar que, para lucrar qualquer indulgência plenária, é imprescindível que não tenhamos nenhum apego ao pecado, mesmo pecados veniais. Portanto, qualquer pessoa que se mantenha cometendo pecados com certa frequência, como vícios e outros tipos de pecados que se repetem, mesmo que sejam veniais, sem nem mesmo lutar para se afastar deles, não conseguirá lucrar uma indulgência plenária, apenas parcial. Não fui ao cemitério, nem rezei pelos defuntos ou pelas intenções do Papa, nem confessei e não comunguei no Dia de Finados. E agora, posso ainda conseguir as indulgências para as almas do purgatório? Sim. Para aqueles que não foram ao cemitério no dia de finados, não confessaram, não comungaram e/ou não rezaram pelo Papa ainda há uma chance. Eles tem até o dia 08 de novembro para observarem todas as condições e obterem a indulgência plenária. Leia também Indulgência – a Grande Misericórdia de Deus desconhecida por quase todos os cristãos Veja também, nas imagens abaixo, duas páginas do catecismo essencial com ensinamentos acerca das indulgências parciais e plenárias. Lembrando possível lucrar uma indulgência plenária por dia, veja os ensinamentos da igreja, e procure se esforçar para lucrá-las. #Finados #Indulgências
- “A Vigília dos Mortos” – Mês das Almas do Purgatório (Dia 1)
Mês das Almas do Purgatório – Primeiro Dia Meditação: “A Vigília dos Mortos” A vigília dos mortos Acabo de ler a tocante denominação da festa de amanhã: Comemoração dos mortos, lembrança dos finados. A Igreja católica não quer que sejamos ingratos e esquecidos, e por isso criou esta festa das recordações, festa pia dos corações amantes. Sede bendita, Santa Igreja, que depois de nos terdes assistido até nossa hora derradeira e depois de nos haverdes cerrado os olhos, ainda cuidais de nós: trazendo-nos à lembrança daqueles que em vida tanto amamos, e dando-lhes os meios de nos aliviarem e até obrigando-os a pensar em nós! Os hereges abandonam os seus, quando a morte lhos arrebata: desde que cessam de vê-los, não se interessam mais por eles. Para os descrentes e hereges tudo se acabanessa hora: não podem oferecer mais nada a seus mortos e, se, no momento da separação, não ousam julgar admitido no céu o companheiro que perderam, desde logo cessou tudo, só lhes restam as lágrimas! Ah! as lágrimas são para os vivos, desafogam o coração, mas, sem as orações, as lágrimas de nada servem aos mortos. Sede, pois, bendita, Santa Igreja católica! Sede bendita por nos trazerdes, no meio das agitações de nossa vida material, como um eco de além-túmulo, esse grito tão tocante em sua simplicidade: «Tende compaixão de nós, vós ao menos, ó amigos de outrora, porque a mão do Senhor se descarregou sobre nós.» Sede bendita Santa Igreja católica, por nos dardes os meios de sermos úteis àqueles que Deus chamou a si. Se a crença no Purgatório não existisse, o coração humano, pela voz de suas mais íntimas necessidades e de seus mais nobres instintos, o inventaria, fosse embora só para suavizar a morte e para fazer a luz na tristeza e no crepe dos funerais. Antigamente, em algumas comunidades religiosas, deixava-se desocupado na capela e no refeitório, durante quarenta dias, o lugar de um irmão que falecia: na capela faziam-se-lhe as saudações do costume, como se ele fôra presente; dava-se-lhe o ósculo de paz, e se dizia em sua direção o requiescant in pace do ofício coral. No refeitório serviam-lhe sua ração diária e e, todos os dias, acabada a refeição comum, vinha um pobre comê-la de joe-lhos, orando pelo finado. Nós desejamos também, durante este mês, convidar-vos para o nosso lar, ó mortos queridos ! queremos ocupar-nos de vós, orar convosco, trabalhar convosco! Daremos igualmente aos pobres, pelo repouso de vossa alma, a parte que vos tocaria em nosso labor cotidiano. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório
- “A Vigília dos Mortos” – Mês das Almas do Purgatório (Dia 1)
Mês das Almas do Purgatório – Primeiro Dia Meditação: “A Vigília dos Mortos” A vigília dos mortos Acabo de ler a tocante denominação da festa de amanhã: Comemoração dos mortos, lembrança dos finados. A Igreja católica não quer que sejamos ingratos e esquecidos, e por isso criou esta festa das recordações, festa pia dos corações amantes. Sede bendita, Santa Igreja, que depois de nos terdes assistido até nossa hora derradeira e depois de nos haverdes cerrado os olhos, ainda cuidais de nós: trazendo-nos à lembrança daqueles que em vida tanto amamos, e dando-lhes os meios de nos aliviarem e até obrigando-os a pensar em nós! Os hereges abandonam os seus, quando a morte lhos arrebata: desde que cessam de vê-los, não se interessam mais por eles. Para os descrentes e hereges tudo se acabanessa hora: não podem oferecer mais nada a seus mortos e, se, no momento da separação, não ousam julgar admitido no céu o companheiro que perderam, desde logo cessou tudo, só lhes restam as lágrimas! Ah! as lágrimas são para os vivos, desafogam o coração, mas, sem as orações, as lágrimas de nada servem aos mortos. Sede, pois, bendita, Santa Igreja católica! Sede bendita por nos trazerdes, no meio das agitações de nossa vida material, como um eco de além-túmulo, esse grito tão tocante em sua simplicidade: «Tende compaixão de nós, vós ao menos, ó amigos de outrora, porque a mão do Senhor se descarregou sobre nós.» Sede bendita Santa Igreja católica, por nos dardes os meios de sermos úteis àqueles que Deus chamou a si. Se a crença no Purgatório não existisse, o coração humano, pela voz de suas mais íntimas necessidades e de seus mais nobres instintos, o inventaria, fosse embora só para suavizar a morte e para fazer a luz na tristeza e no crepe dos funerais. Antigamente, em algumas comunidades religiosas, deixava-se desocupado na capela e no refeitório, durante quarenta dias, o lugar de um irmão que falecia: na capela faziam-se-lhe as saudações do costume, como se ele fôra presente; dava-se-lhe o ósculo de paz, e se dizia em sua direção o requiescant in pace do ofício coral. No refeitório serviam-lhe sua ração diária e e, todos os dias, acabada a refeição comum, vinha um pobre comê-la de joe-lhos, orando pelo finado. Nós desejamos também, durante este mês, convidar-vos para o nosso lar, ó mortos queridos ! queremos ocupar-nos de vós, orar convosco, trabalhar convosco! Daremos igualmente aos pobres, pelo repouso de vossa alma, a parte que vos tocaria em nosso labor cotidiano. ORAÇÕES PARA CADA DIA DO MÊS Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz a nossas almas. V. Vinde, Senhor, em meu auxílio. R. Deus, acudi em meu socorro. V. Dai às almas o repouso, Senhor. R. E da luz eterna o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos! Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes Graças, que peço pelo Sangue de Jesus Cristo: Fazer sempre a vontade de Deus; Viver estreitamente unido com Deus; Pensar incessantemente em Deus; Amar sobre todas as coisas a Deus; Fazer tudo por Deus; Procurar só a glória de Deus; Fazer-me santo por amor de Deus; Reconhecer minha miséria e o meu nada; Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus. Santa Maria, oferecei ao Eterno Padre o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas santas almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores e pelo mundo inteiro. SALVE RAINHA PELOS MORTOS Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém ainda no lugar de nossa expiação, salve! A vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto vos rogamos encarecidamente por eles, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém. ORAÇÃO Ó Jesus, abandonado de todos e até de vossos apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-vos lançar os olhos de misericórdia sobre as almas do Purgatório, em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas; fazei que participem das orações, santos sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso olvido, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante reparar tão grande ingratidão. Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas sem proteção no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho a fazer todos os sacrifícios que puder, e todo bem que fizer ofereço-vos à vossa glória pelas Almas do Purgatório. Em consideração de sua fé e esperança em vós; em consideração, principalmente, da agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-vos, ó Jesus, remitir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara ninguém. PAI-NOSSO V. Das portas do inferno, R. Salvai as suas almas, Senhor. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, escutai a minha oração, R. E chegue até vós o meu clamor. OREMOS Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a Salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por um Falecido: Inclinai-vos, Senhor, a ouvir as humildes preces com que solicitamos vossa misericórdia, para que transporteis à região da paz e da luz a alma de vosso servo………….. que retirastes deste mundo, e o façais participante da felicidade dos Santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém. Querendo orar especialmente por uma Falecida: Nós vos suplicamos, Senhor, por vossa misericórdia, que vos amerisseis da alma de vossa serva……………. e, tendo-a libertado da corrupção da vida mortal, lhe deis a posse da Salvação Eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Da porta do inferno, R. Livrai, Senhor, suas almas. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Ouvi, Senhor, a minha oração, R. E chegue a vós o meu clamor. V. Dai-lhes o descanso eterno, Senhor, R. E da luz perpétua o esplendor. V. Descansem em paz. R. Amém. ORAÇÃO Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperaram de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. LADAINHA PELOS FIÉIS DEFUNTOS (Extraída do Manual dos Ordenandos) Senhor , tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo , ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Filho, Redentor do mundo, tente misericórdia dos fiéis defuntos. Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos. Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos. S. Miguel, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos. S. João Batista, rogai pelos fiéis defuntos. S. José, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos. S. Pedro, rogai pelos fiéis defuntos. S. Paulo, rogai pelos fiéis defuntos. S. João, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos. S. Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos. S. Gregório, rogai pelos fiéis defuntos. Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos. Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos. Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos. Santas Virgens e Viúvas, rogai pelos fiéis defuntos. Santos todos e Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos. Sede propício: perdoai-lhes, Senhor. Sede-nos propício: escutai-nos, Senhor. De todo o mal, livrai-os, Senhor. Da vossa ira, livrai-os, Senhor. Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor. Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor. Por vossa admirável conceição, livrai-os, Senhor. Por vosso nascimento, livrai-os, Senhor. Por vosso nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor. Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor. Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor. Por vossas chagas sacratíssimas, livrai-os, Senhor. Senhor, pela morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que absolvestes a pecadora e escutastes o bom ladrão, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós vos rogamos, atendei-nos. Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, vizinhos e benfeitores, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis lembrar-vos e compadecer-vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós vos rogamos, atendei-nos. Que consintais a todos os que descansam em Cristo, o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós vos rogamos, atendei-nos. Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós vos rogamos, atendei-nos. Que vos digneis coroar sua aspiração, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os façais bendizer-vos de tudo e vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós vos rogamos, atendei-nos. Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós vos rogamos, atendei-nos. Filho de Deus, nós vos rogamos, atendei-nos. Fonte de piedade, nós vos rogamos, atendei-nos. Vós que tendes a chave da morte e do inferno, nós vos rogamos, atendei-nos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Salmo De Profundis Do profundo abismo, em que me achava, clamei por vós, Senhor: Senhor ouvi a minha voz. Inclinem-se vossos ouvidos atentos ao clamor de minhas súplicas. Se considerardes nossas iniquidades, Senhor: Senhor, quem se poderá sustentar? Mas em vós se encontra a propiciação, e Vossa lei me anima a confiar em vós, Senhor. Minha alma descansou na palavra do Senhor e nele pôs toda a sua esperança. Espere assim Israel no Senhor, desde o raiar da aurora até o mais escuro da noite. Porque o Senhor é todo misericórdia, e copiosa é a graça de sua redenção. E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.Salmo 130 __________ Extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia #MêsdasAlmasdoPurgatório #Purgatório
- O que podemos fazer pelas almas do purgatório?
O que podemos fazer pelas almas do purgatório? Descubra nesse vídeo, com o prof. Raphael Tonon! É possível ajudar as almas do purgatório a irem pro Céu mais rápido? Descubra qual é o seu papel nisso e muitas outras curiosidades sobre o mistério do purgatório neste Lente Católica, com o professor Raphael Tonon! 🙏🏻 #Purgatório
- O que podemos fazer pelas almas do purgatório?
O que podemos fazer pelas almas do purgatório? Descubra nesse vídeo, com o prof. Raphael Tonon! É possível ajudar as almas do purgatório a irem pro Céu mais rápido? Descubra qual é o seu papel nisso e muitas outras curiosidades sobre o mistério do purgatório neste Lente Católica, com o professor Raphael Tonon! 🙏🏻 #Purgatório
- Solenidade de Todos os Santos – 01 de Novembro
Dia de Todos os Santos Ofício solene “Alegrando-se todos no Senhor nesta solenidade…”, assim reza a antífona de entrada. É a Igreja militante que honra a Igreja triunfante e presta, à incomensurável multidão de santos que povoam o Reino dos Céus, a homenagem que ela não pode prestar individualmente a cada um deles — como sucede no calendário cristão. “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus”, promete Jesus no sermão da montanha. Quem são os pobres, segundo Jesus? São as “testemunhas de Deus”, para usar uma expressão de Isaías. Com os pobres, apoderaram-se do Reino dos Céus os mansos, os puros de coração, os misericordiosos, os pacíficos, aqueles que sofrem e que têm fome e sede de justiça, em um mundo no qual vige sempre a lei do mais forte. Os perseguidos por causa da justiça e todos quantos são vítimas inocentes da calúnia, da maledicência, da pública ofensa ou do vilipêndio dos manipuladores da opinião pública. Esses sinais estão em todos os santos que tiveram fé na promessa do Reino dos Céus: a vergonha das violências, dos ultrajes, das torturas e humilhações de que foram alvo, e sobretudo da prova extrema do martírio, da dor física e moral, da aparente derrota do bem e do triunfo dos maus. Os fiéis são convidados a alegrar-se e a exultar com todos esses santos que “passaram à melhor vida”. A fé nos assegura, diz são Paulo, de que somos realmente filhos de Deus e herdeiros do reino, mas esta realidade não é plenamente completa em nosso corpo de carne. Vivemos na esperança, e esta se torna certeza em razão do que cremos. A origem dessa festa remonta ao século IV. Em Antioquia, celebrava-se no primeiro domingo depois de Pentecostes. No século VII, a data foi fixada em 13 de maio, Dia da Consagração do Panteão a santa Maria dos Mártires. Naquele dia, fazia-se descer da claraboia da grande cúpula uma chuva de rosas vermelhas. Gregório IV removeu a celebração para o dia 1º de novembro, depois da colheita de outono, quando era mais fácil encontrar alimento para os numerosos peregrinos que, depois dos trabalhos do verão, dirigiam-se em peregrinação à Cidade dos Mártires. Retirado do livro “Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente”, Paulinas Editora. Dia de Todos os Santos e Fiéis Defuntos Na Solenidade de Todos os Santos, a Igreja celebra a memória daqueles que, voltados inteiramente para o Senhor, deixaram família, bens e pertences para unir-se intimamente com o Pai Celeste. É uma forma de recordar na memória do fiel que, sim, a santidade é possível e permanece sempre nova, sempre atual. Operando na caridade e na graça de Deus, cada cristão pode fazer de sua vida uma auto-estrada para o céu. UM LUGAR DE PURIFICAÇÃO Que local misterioso é esse entre a terra e o Céu, cujos “habitantes” pedem veementemente nossa ajuda e também podem nos beneficiar? Carlos Werner Benjumea Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele, para não suceder que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e sejas posto em prisão. Em verdade te digo: dali não sairás antes de teres pago o último centavo” (Mt 5, 25-26). Jesus estava falando aos Apóstolos a respeito das punições que esperam os pecadores após a morte. Antes se referira ao fogo da geena – o Inferno -, uma prisão perpétua, eterna. Mas aqui Ele fala de um cárcere do qual se poderá sair, desde que seja pago o débito, até o último centavo. Essa prisão temporária, um estado de purificação para os que morrem cristãmente sem terem atingido a perfeição, é o Purgatório. Lugar misterioso, mas onde reina a esperança e os gemidos de dor são entremeados por cânticos de amor a Deus. Caro leitor, eis um assunto do qual se fala pouco, mas cujo conhecimento é vital para nós e para nossos entes querido s que já partiram desta vida. Convido-o a repassar comigo diversos aspectos desse importante tema. A festa de Finados No dia 2 de novembro, a sagrada Liturgia se lembra de modo especial dos fiéis defuntos. Depois de ter celebrado – no dia anterior, festa de Todos os Santos – os triunfos de seus filhos que já alcançaram a glória do Céu, a Igreja dirige seu maternal desvelo para aqueles que sofrem no Purgatório e clamam com o salmista: “Tirai-me desta prisão, para que possa agradecer ao vosso nome. Os justos virão rodear-me, quando me tiverdes feito este benefício” (Sl 141, 8). A gênese dessa celebração está na famosa abadia de Cluny, quando seu quinto Abade, Santo Odilon, instituiu no calendário litúrgico cluniacense a “Festa dos Mortos”, dando especial oportunidade a seus monges de interceder pelos defuntos, ajudando-os a alcançarem a bemaventurança do Céu. A partir de Cluny, essa comemoração foi-se estendendo entre os fiéis até ser incluída no Calendário Litúrgico da Igreja, tornando- se uma devoção habitual, em todo o mundo católico. Talvez o leitor, como milhares de outros fiéis, tenha o costume de visitar o cemitério nesse dia, para recordar os familiares e amigos falecidos, e por eles orar. Muitos cristãos, porém, não prestam ouvidos aos apelos de seu coração, que os move a sentir saudades de seus entes queridos e a aliviálos com uma prece. Talvez por falta de cultura religiosa, ou por falta de alguém que as incentive ou oriente, muitas pessoas nem vêem a necessidade de rezar pelas almas dos falecidos. A inúmeras outras, a existência do Purgatório causa estranheza e antipatia. Seja como for, tanto por amor às almas que esperam ver-se livres de suas manchas para entrarem no Paraíso, quanto para estimular em nós a caridade para com esses irmãos necessitados, como também para nosso próprio proveito, vejamos o “porquê” e o “para quê” da existência do Purgatório. Purificação necessária para entrar no Céu Sabemos que a Igreja Católica é una. É o que rezamos no Credo. Entretanto, os membros da Igreja não estão todos aqui, entre nós, mas em lugares diversos, como diz o Concílio Vaticano II. Alguns “peregrinam sobre a terra, outros, passada esta vida, são purificados, outros, finalmente, são glorificados” (Lumen Gentium, 49). Entre a terra e o Céu não é raro acontecer, no itinerário da alma fiel, um estágio intermediário de purificação. Segundo nos ensina o Catecismo da Igreja Católica, por aí passam “os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão perfeitamente purificados”. Por isso “passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu” (nº 1030). Esse estado de purificação nada tem a ver com o castigo dos condenados ao Inferno, pois as almas do Purgatório têm a certeza de haver conquistado o Céu, mesmo que sua entrada ali tenha sido adiada por causa de seus resíduos de pecado. A primeira epístola aos Coríntios faz referência ao exame a que serão submetidos os cristãos, os quais, havendo recebido a Fé, devem continuar em si a obra de sua santificação. Cada um será examinado no respeitante ao grau de perfeição que atingiu: “Se alguém edifica sobre este fundamento, com ouro, ou com prata, ou com pedras preciosas, com madeira, ou com feno, ou com palha, a obra de cada um aparecerá. O dia (do julgamento) demonstrá- lo-á. Será descoberto pelo fogo; o fogo provará o que vale o trabalho de cada um. Se a construção resistir, o construtor receberá a recompensa. Se pegar fogo, arcará com os danos. Ele será salvo, porém passando de alguma maneira através do fogo” (1Cor 3, 12-15). “Ele será salvo”, diz o Apóstolo, excluindo o fogo do Inferno, no qual ninguém pode ser salvo, e se referindo ao fogo temporário do Purgatório. Comentando este e outros trechos da Sagrada Escritura, a Tradição da Igreja nos fala do fogo destinado a limpar a alma, como explica São Gregório Magno em seus Diálogos: “Com relação a certas faltas leves, é necessário crer que, antes do Juízo, existe um fogo purificador, como afirma Aquele que é a Verdade, ao dizer que, se alguém pronunciou uma blasfêmia contra o Espírito Santo, essa pessoa não será perdoada nem neste século nem no futuro (Mt 12, 31). Por essa frase, podemos entender que algumas faltas podem ser perdoadas neste século, mas outras no século futuro”. Por que existe o Purgatório? Será Deus tão rigoroso a ponto de não tolerar nem mesmo a menor imperfeição, limpando-a com penas severas? Esta pergunta facilmente pode nos vir à mente. Em primeiro lugar, devemos nos lembrar desta verdade: depois de nossa morte, não seremos julgados segundo nossos próprios critérios, pois “o que o homem vê não é o que importa: o homem vê a face, mas o Senhor olha o coração” (1Sm 16, 7). Estaremos diante de um Juiz sumamente santo e perfeito, e em seu Reino “não entrará nada de profano” (Ap 21, 27). Com efeito, na presença de Deus, de sua Luz puríssima, a alma percebe em si mesma qualquer pequeno defeito, julgando- se, ela mesma, indigna de tal majestade e grandeza. Santa Catarina de Gênova, grande mística do século XV, deixou uma obra muito profunda sobre a realidade do Purgatório e do Inferno. Explica ela o seguinte: “Digo mais: no concernente a Deus, vejo que o Paraíso não tem portas e ali pode entrar quem quiser, pois Deus é todo misericórdia e seus braços estão sempre abertos para nos receber na glória; mas a divina Essência é tão pura – infinitamente mais pura do que podemos imaginar – que a alma, vendo nela mesma a menor das imperfeições, prefere atirar-se em mil infernos a aparecer suja na presença da divina Majestade. Sabendo então que o Purgatório está criado para a purificar, ele mesma se joga nele e encontra ali grande misericórdia: a destruição de suas faltas”. Essas manchas, a serem purificadas na outra vida, o que são? São os restos de apego exagerado às criaturas, ou seja, as imperfeições, e os pecados veniais, bem como a dívida temporal dos pecados mortais já perdoados no Sacramento da Reconciliação. Tudo isso diminui na alma o amor de Deus. Por causa dessas afeições desregradas se estabelece um estado de desordem em nosso interior, afastando- nos do Mandamento de amar a Deus sobre todas as coisas. Essa é a causa pela qual, antes de permitir a uma alma subir até a glória celestial, “a justiça de Deus exige uma pena proporcional que restabeleça a ordem perturbada” (Suma Teológica, Supl. q. 71, a. 1) E a alma se sujeita ao castigo do Purgatório com alegria, em plena conformidade com a vontade do Senhor. Seu único desejo é ver-se limpa, para poder configurar-se com Cristo. As almas nesse estado “purificamse”, diz São Francisco de Sales, “voluntariamente, amorosamente, porque assim Deus o quer” e “porque estão certas de sua salvação, com uma esperança inigualável”. A pena do Purgatório As dores infligidas nesse local de purificação são “tão intensas que a menor pena do Purgatório ultrapassa a maior desta vida” (Suma Teológica, Supl., q. 71, a. 2). Mesmo assim, pondera São Francisco de Sales, “o Purgatório é um feliz estado, mais desejável que temível, pois as chamas nele existentes são chamas de amor”. Mas como entender que esse terrível sofrimento seja transpassado de amor? Na verdade, o maior tormento das almas do Purgatório – a “pena de dano” – é causado precisamente pelo amor. Essa pena consiste no adiamento da visão de Deus. Criado para amar e ser amado, o homem, ao abandonar esta terra, descobre a inefável beleza da Luz Divina e deseja correr para Ela com todas as suas forças, como o cervo sedento corre em direção à fonte das águas. Contudo, vendo em si o defeito do pecado, fica privado temporariamente daquela presença tão pura. Afastada, assim, d’Aquele que é a suprema e única felicidade, a alma sente um padecimento incalculável. Para nós, que ainda somos peregrinos neste vale de lágrimas, é difícil entender a imensidade dessa dor. Vivemos sem ver a Deus, embora n’Ele creiamos. Somos como cegos de nascimento, pois nunca vimos o Sol de Justiça, que é Deus; embora sintamos seu calor, não podemos fazer idéia de seu resplendor e grandeza. Entretanto, as almas benditas do Purgatório, logo após terem abandonado o corpo inerte, discerniram a inefável e puríssima beleza de Deus, mas não podem possuí-la imediatamente. Santa Catarina de Gênova usa uma expressiva metáfora para explicar essa dor: “Suponhamos que, no mundo inteiro, exista apenas um pão para matar a fome de todas as criaturas, e que basta olhar para esse pão para ficarem satisfeitas. Por sua natureza, o homem saudável tem o instinto de se alimentar. Imaginemos que ele seja capaz de se abster dos alimentos sem morrer, sem perder a força e a saúde, mas aumentando cada vez mais a fome. Ora, sabendo que só aquele pão pode saciá-lo e que não poderá matar sua fome enquanto não o alcançar, ele sofre sacrifícios insuportáveis, os quais serão tanto maiores quanto mais longe ele estiver do pão”. Apesar de tudo, as almas do Purgatório têm a certeza de que um dia poderão se saciar de modo pleno com esse Pão da Vida, que é Jesus, nosso amor. E por isso seu sofrimento é em tudo diferente do tormento dos condenados ao Inferno, os quais nunca poderão se aproximar da Mesa do Reino dos Céus. Esperança e desespero, eis a diferença fundamental entre esses dois lugares. Disposição das almas no Purgatório Por isso, há nas almas do Purgatório um matiz de alegria no meio da dor. De forma brilhante, explica- o o Papa João Paulo II, na alocução de 3 de julho de 1991: “Mesmo que a alma tenha de sujeitar-se, naquela passagem para o Céu, à purificação das últimas escórias, mediante o Purgatório, ela já está cheia de luz, de certeza, de alegria, pois sabe que pertence para sempre ao seu Deus”. E Santa Catarina de Gênova afirma: “Estou certa de que em nenhum outro lugar, excetuando o Céu, o espírito pode achar uma paz semelhante à das almas do Purgatório”. Isso ocorre porque a alma se fixa na disposição em que se encontra na hora da morte, ou seja, contra ou a favor de Deus, pois a liberdade humana termina com a morte. E tendo falecido na amizade de Deus, a alma do Purgatório se adapta com docilidade à sua santa vontade. Daí conservar a paz em meio a terríveis sofrimentos. Dos lábios do suavíssimo São Francisco de Sales ouvimos dizer que “entre o último suspiro e a eternidade, há um abismo de misericórdia”. Todos acham melhor fazer um esforço para evitá-lo. Outros, porém, sem se oporem aos anteriores, enfrentam o problema com uma ousada confiança no amor misericordioso do Senhor. Santa Teresa de Jesus, por exemplo, diz com veemência: “Esforcemo- nos, fazendo penitência nesta vida. Como ser á suave a morte de quem a tiver feito por todos os seus pecados, e assim não precisar ir para o Purgatório!” Já sua discípula, Santa Teresinha do Menino Jesus, formula de modo surpreendente sua atitude, se nele caísse: “Se eu for para o Purgatório, ficarei muito contente; farei como os três hebreus na fornalha, caminharei entre as chamas cantando o cântico do amor”. Uma atitude não contradiz a outra, mas ambas se completam, e, mesmo se tivermos de passar por esse lugar tão doloroso, tenhamos uma confiança sem limites na bondade divina. De qualquer modo, a Santa Igreja coloca maternalmente à nossa disposição as indulgências, para nos poupar das penas do Purgatório. Mas este tema pode ficar para outro artigo. Ajudemos as almas benditas Não devemos pensar só no nosso destino pessoal, mas também nos perguntarmos como podemos ajudar aquelas almas que já estão à espera da libertação. Elas não podem fazer nada por si, pois estão impossibilitadas de alcançar méritos, e dependem de nós. Interceder por elas é uma belíssima e valiosa obra de misericórdia: de certo modo, não há ninguém mais carente do que elas. O costume de rezar pelas almas dos falecidos vem do Antigo Testamento. Também diversos Padres da Igreja promoveram essa prática, como São Cirilo de Jerusalém, São Gregório de Nissa, Santo Ambrósio e Santo Agostinho. No século XIII, o Concílio de Lyon ensinava: “As almas são beneficiadas pelos sufrágios dos fiéis vivos, quer dizer, o sacrifício da Missa, as orações, esmolas e outras obras de piedade, as quais, segundo as leis da Igreja, os fiéis estão acostumados a oferecer uns pelos outros”. Como é bela a devoção às benditas almas do Purgatório! É agradável a Deus e nos beneficia também, levando-nos à verdadeira dimensão cristã da existência, fazendo-nos viver em contato e comunhão com o sobrenatural, e com o futuro, no sentido mais pleno da palavra. Como essas pobres almas nos ficarão agradecidas ao receber nosso auxílio! Poderão ser nossos parentes, ou até mesmo nossos pais. Poderá ser alguém que não conhecemos, e que nos dará uma afetuosa acolhida na eternidade. No Céu, e enquanto ainda estiverem no Purgatório, elas rezarão por nós, com todo o empenho, pois Deus lhes dá essa possibilidade. Concluindo, gostaria de fazer ao prezado leitor uma proposta: reze por essas almas necessitadas, ofereça- lhes Missas, dê esmolas por elas, faça sacrifícios e consiga que outras pessoas se tornem devotas fervorosas das almas benditas. Sabe quem será o maior beneficiado? Você mesmo! Fontes documentais sobre o Purgatório A doutrina católica sobre o Purgatório foi definida em especial no Concílio de Florença (1438-1445) e no de Trento (1545-1563), com base em textos da Escritura (2Mc 12,42-46; 1Cor 3,13-15) e da Tradição, conforme nos ensina o Catecismo da Igreja Católica (n.1030-1031). A Constituição Dogmática Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II, aborda a questão em seu número 50: “Orações pelos defuntos, culto dos santos”. Em sua solene profissão de fé intitulada Credo do Povo de Deus, feita em 30 de junho de 1968, o Papa Paulo VI inclui as almas “que se devem ainda purificar no fogo do Purgatório” (n. 28). O Papa João Paulo II refere- se ao Purgatório em vários documentos: – Mensagem ao Cardeal Penitenciário-Mor de Roma, 20/3/98; – Carta ao Bispo de Autum, Châlon e Mâcon, Abade de Cluny, 2/6/98; – Audiência Geral de 22/7/98; – Audiência Geral de 4/8/99; – Mensagem à Superiora Geral do Instituto das Irmãs Mínimas de Nossa Senhora do Sufrágio, 2/9/2002. (Revista Arautos do Evangelho, Nov/2006, n. 59, p. 34 a 37) Do século IV em diante, as Igrejas do Oriente celebravam uma festa comum a todos os mártires da terra. Santo Efrém compôs, para esta circunstância, um hino em que se via que em Edessa aquela festa estava fixada no dia 13 de Maio. Na Síria, era celebrada na sexta-feira depois da Páscoa. Numa homilia sobre os mártires, o grande São João Crisóstomo a ela se refere colocada no primeiro domingo depois de Pentecostes. A festa dos Mártires de Toda a Terra, com o correr dos tempos, transformou-se na de Todos os Santos, instituída em honra da Bem-aventurada Mãe de Deus, a Virgem Maria, e dos santos mártires, pelo Papa Bonifácio IV, o pontífice Gregório IV, mais tarde, decretou que a festa, já celebrada de diferentes maneiras por diversas Igrejas, seria levada a efeito, com solenidade, em honra de todos os santos, perpetuamente. A missa de Todos os Santos foi composta acidentalmente, mas é bela: O Introito de Santa Ágata, o Gradual de São Ciríaco, o Ofertório adaptado do de São Miguel alia-se à Alleluia e à Comunhão tirada dos textos evangélicos. O Evangelho é o das Beatitudes. Quanto à colocação da festa a 1 de novembro, pensa-se quem como em todas as religiões as solenidades eram marcadas pelo ritmo das estações, que o cristianismo não tenha escapado a esta regra. Entre os celtas, o 1 de novembro era dia de grandes solenidades. Foi a festa de Todos os Santos instituída para cristianizar as cerimônias tão queridas dos anglo-saxões e dos francos? Roma celebrava-a aos 13 de maio e somente a adotou a 1 de novembro depois que sofreu galicanas influências. Rapidamente, a festa tornou-se popular, mais ainda quando completada com a comemoração dos fiéis defuntos. Que bela festa! É como se Todos os Santos e Finados fosse uma só festa. Dum lado, a Igreja militante, sobre a terra, roga à Igreja triunfante do céu, e doutro lado, roga pela Igreja sofredora e paciente do purgatório. E as três Igrejas são uma única Igreja. A caridade, mais forte do que a morte, uniu-as do céu à terra, e da terra ao purgatório, E é pelo mesmo sacrifício que nós agradecemos a Deus, a glória com a qual cumula os santos do céu, e imploramos a misericórdia para os santos do purgatório, santos ainda não perfeitos. Tal sacrifício é Jesus mesmo, que santifica, uns e outros, de quem esperamos a graça de nos santificar a nós mesmos. Assim, todos se reúnem em vós, ó Jesus! Somos felizes! Eu vos saúdo, ó bem-aventurados amigos de Deus, santos de todos os séculos e de todos os lugares do mundo! Regozijamo-nos, e muito, de tão inumerável multidão de santos. Regozijamo-nos da benevolência de Deus, que vos tem no purgatório, misericordioso, e na glória, os que tem no céu: unimo-nos a vós para louvá-lo e bendizê-lo por todo o sempre. Uni-vos vós a nós também: assim podereis obter-nos da misericórdia de Deus a graça de vos imitar. Sabeis, pela experiência, o que somos nós, os homens: fracos, miseráveis, levados ao mal, cercados de perigos por todos os lados. E qual é nosso maior inimigo? Ah., nosso maior inimigo somos nós mesmos! Rezai, pois, pedi por nós, bons e santos irmãos, a fim de que, logo, sejamos como sois; a fim de que, como vós sejamos doces e humildes de coração; a fim de que, como vós, nos conheçamos a nós mesmos; rezai, pedi para que saibamos carregar nossa cruz; para que sigamos o divino Mestre, até que, afinal, todos a vós nos reunamos, para amá-lo e bendizê-lo de todo o coração e para todo o sempre. Considerai, ó almas, a grande, imensa profissão de santos que avança através dos séculos, da terra ao céu, que iremos engrossar, se Deus quiser. O primeiro, aquele que rompe à frente, é o primeiro homem que foi morto sobre a terra – Abel. Abel, que Nosso Senhor mesmo canonizou, dando-lhe o nome de justo, no Evangelho. Foi Abel, a um só tempo, pastor, sacerdote e mártir. Pastor de ovelhas, oferece-as, como sacerdote, em sacrifício a Deus. Ele, que imolava, foi imolado como mártir, por Caim, seu irmão. Embora morto, fala ainda pelo sangue. Símbolo de Jesus Cristo, é como o porta-cruz da grande procissão. E, do mesmo modo como se faz na procissão de domingo de Ramos, entrará na igreja do céu, quando Jesus Cristo, o sacerdote por excelência, abrir de par em par as portas da cruz, a sua cruz e, pelo sangue, o seu sangue. Símbolo de Jesus Cristo, pelo sacrifício e pela morte, ele o é ainda pelo caráter de ressurreição. Porque Eva nos ensina que Deus lhe deu Seth para ser substituto da primeira sociedade. Depois de Abel, o primeiro justo, vem-lhe no encalço pai e mãe, nossos primeiros pais. Porque, logo que compreenderam a voz de Deus, Adão e Eva deixaram de ter duro o coração. Esperança, desde então, dos Filhos da mulher, que devia esmagar a cabeça da serpente, fizeram penitência das faltas e obtiveram o perdão. O Espírito Santo diz-nos, ele mesmo, na Escritura, que a Sabedoria, que é Jesus Cristo, que atende duma extremidade à outra com poder e a tudo com doçura dispõe, tira do pecado aquele que foi criado pelo pai do mundo e lhe dá a virtude de dominar todas as coisas. Tais palavras, tiradas do livro da Sabedoria, são uma como canonização. Ainda hoje, as tradições orientais falam da longa penitência do primeiro homem. Na ilha de Ceilão há uma alta montanha com o nome de Pico de Adão, onde se pretende que o primeiro homem chorou amargamente a falta através dos séculos, Uma tradição particular dos judeus quer que o velho Adão esteja sepultado em Jerusalém, no lugar mesmo onde o novo Adão reparou o mal das gentes. Afinal, no segundo século da era cristã, um espírito excessivo sustentou que Adão foi condenado, por toda a Igreja pelo erra que cometera. A santa Escritura mesma, canonizou um dos primeiros ancestrais que vivia ainda: Henoc, pai de Matusalém. O livro dos Gênesis diz-nos: “Henoc caminhou com Deus.” O apóstolo São Judas dizia dos ímpios que blasfemavam contra o Evangelho: Henoc, o sétimo depois de Adão, dele profetizou, quando disse: Eis que vem o Senhor com os santos para exercer o julgamento de todos os homens, e tomar dentre eles todos os ímpios, ímpios de todas as impiedades e de todas as palavras duras que tais ímpios pecadores contra Ele proferiram. São Paulo, o Doutor dos Gentios, disse, na Epístola aos hebreus: Pelo mérito da fé, Henoc foi elevado, para que não visse a morte; não mais foi visto, porque Deus o transportou alhures. Presume-se que para o paraíso, para um lugar de delícias, cheio dos frutos da arvora da vida, dos quais se alimenta. Crê-se, geralmente, que no fim dos séculos, no fim do mundo cristão, Henoc virá como representante do mundo primitivo, com Elias, representante do mundo judaico, prestando testemunho do Cristo contra o inimigo capital. Outro santo, do qual todos descendemos, aparece na procissão, na grande procissão: Noé, profeta e pregador do mundo antigo, pai e pontífice do mundo novo, que nos salvou do dilúvio por meio da arca, símbolo da Igreja católica. Foi canonizado. Vemo-lo no Gênesis, no livro da Sabedoria, no Eclesiástico, em São Pedro nas duas epístolas e em São Paulo na epístola aos hebreus. São Pedro chama-o, na segunda epístola, o oitavo pregador da justiça, o que dá a entender que os outros oito ancestrais nossos, antes do dilúvio, pregaram também a justiça e a penitência. Ao sair da arca, o segundo pai do gênero humano, como sacerdote, e pontífice, a Deus ofereceu um sacrifício – e Deus teve-o por agradável, dando a palavra de não mais amaldiçoar a terra e os homens, que deviam multiplicar-se. Deus abençoou Noé e os três filhos: abençoou-os e, neles, todo o gênero humano e, neles, nós mesmos. Não só nos abençoou, quando os ancestrais abençoou, senão que fez conosco uma aliança, como com quem quer que eleve e da benção, dá-nos o arco-íris com as doces nuanças. Há coisa mais consoladora ainda. Os contemporâneos de Noé perderam a vida do corpo no dilúvio: não encontraram, porém, a vida, a salvação da alma? São Pedro diz: “Com efeito, é melhor sofrer se Deus assim quiser, fazendo bem, que fazendo mal porque também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados, ele, justo, pelos injustos, para nos oferecer a Deus, sendo efetivamente morto segundo a carne, mas vivificado pelo Espírito. No qual ele também foi pregar aos espíritos que estavam no cárcere, espíritos que outrora foram incrédulos, quando nos idas de Noé a paciência de Deus estava esperando a sua conversão, enquanto se fabricava a arca.” Os mais doutos e os mais célebres intérpetres entendem, de comum acordo, que os contemporâneos de Noé não acreditavam nas predições do dilúvio, estribados na paciência de Deus: quando, então, viram a realização das predições, o mar transbordando numa fúria incontida e as chuvas caindo em torrentes, creram e arrependeram-se. O dilúvio destruiu-lhes os corpos, mas salvou-lhes as almas. Estavam todos detidos nas prisões do purgatório quando Jesus Cristo, morto na carne sobre a cruz, apareceu, no espírito – ou na alma – pregando-lhes, anunciando-lhes a boa-nova; era-lhes o Salvador. Findavam-se-lhes as penas, e, então, com os santos patriarcas, acompanhá-lo-iam na entrada triunfante no céu. Ah! Quem não louvará a grande, imensa bondade de Deus, todo Ele votado à salvação das almas, para isto se servindo das mais terríveis calamidades, que lhe vem da justiça? Quem não votará a tão bom Pai a mais irrestrita confiança, vendo que os mesmos lhe haviam por tão longo tempo abusado da paciência, não se convertendo senão na última hora, não lhe imploraram em vão a misericórdia? Atrás de Noé e dos Santos do primeiro mundo, vemos, na grande procissão, Abraão, Isaac, Jacó, Melquisedec, Jó, José, e os demais patriarcas: Moisés, Aarão, Josué, Eleazar, Gedeão, Samuel, Davi, Isaías, Daniel, os outros profetas, os Macabeus e todos os anciãos justos dos quais fala São Paulo aos hebreus, “que, pela fé, conquistaram reinos, consumaram os deveres da justiça e da virtude, receberam o prometido das promessas, fecharam a fauce dos leões, detiveram a violência do fogo, evitaram o fio das espadas, curaram-se de doenças, encheram-se de coragem e de força nos combates, pondo em fuga exércitos estrangeiros; mulheres houve, até, que recuperaram ressuscitados os mortos; uns foram torturados, não querendo o resgate, para alcançarem melhor ressurreição; outros sofreram ludíbrios e açoites e, além disso, cadeias e prisões; foram tentados, foram passados a fio de espada, andaram errantes, cobertos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, angustiados, aflitos; eles, de quem o mundo não era digno, tiveram de andar errando pelos desertos, pelos montes, pelas covas e pelas cavernas. E todos esses louvados por Deus, com o testemunho prestado `sua fé, não receberam imediatamente o objeto da promessa, tendo deus disposto alguma coisa melhor para nós, a fim de que eles, sem nós, não obtivessem a perfeição da felicidade. Por isso nós também, cercados por tão grande nuvem de testemunhas, deixando todo o peso que nos detém e o pecado que nos envolve, corramos com paciência na carreira que nos é proposta, pondo os olhos no autor e consumador da fé, Jesus, o qual, tendo-lhe sido proposto gozo, sofreu na cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está sentado à direita do trono de Deus. Em verdade não vos aproximastes do monte palpável e do fogo ardente, do turbilhão, da obscuridade, da tempestade, do som da trombeta, e daquela voz tão retumbante, que os que ouviram suplicaram não se lhes falasse mais. Vós, porém, aproximaste-vos do monte Sião e da cidade do Deus vivo, Da Jerusalém celeste e da multidão de muitos milhares de anjos, da igreja dos primogênitos, que estão inscritos o céu, e de Deus, juiz de todos, e dos espíritos dos justos perfeitos, e de Jesus, mediador da nova aliança, e da aspersão daquele sangue que fala melhor que o de Abel. Nestas palavras do Apóstolo vemos o conjunto da procissão, incluindo os anjos que vem atrás. A primeira parte espera que Jesus lhes abra a porta do céu, e, além num angélico cortejo, as criancinhas que por Ele morreram em Belém e nos arredores. Em seguida, lá está a santa Mãe. Ei-la, lindíssima, com os apóstolos, os mártires, as virgens, e a inumerável multidão de santos de todos os clãs, línguas, sexo, estados, de todos os séculos, de todos os países. Não nos esqueçamos de saudar, na imensa procissão, os santos do país, de nosso tempo, de nosso família, porque não há família cristã que não tenha santos canonizados antecipadamente por Nosso Senhor. Não disse Ele aos apóstolos: Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o reino do céu? E então? Qual a família que não tem um pequenino morto, morto na graça do batismo? Lá estão todos no céu. Perguntaram os apóstolos a Nosso Senhor: “Mestre, quem será grande no reino dos céus?” Jesus puxando para si uma criancinha, abraçou-a, terna, comovidamente, e respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, que se não vos converterdes nem vos fizerdes como esta criança, não entrareis no reino dos céus. Aquele que se humilhar e se fizer pequeno como uma criança, esse será grande no reino celeste”. Honremos, pois, esses pequenos santos de nossas famílias, esses grandes do eterno reino. Invoquemo-los mesmo, a fim de que nos obtenham a permissão de participar da grande, imensa, procissão. E que, saídos da terra, entremos no céu, na glória de Deus. Assim seja. Comemoração dos Fiéis Defuntos Vimos que a Igreja triunfante do céu, a Igreja militante da terra e a Igreja sofredora do purgatório, paciente, nada mais são que uma só e mesma Igreja; que a caridade, mais forte que a morte as uniu do céu à terra, e da terra ao purgatório. São como três partes duma só e mesma procissão de santos, procissão que avança da terra ao céu. As almas do purgatório participarão daquela procissão um dia. Sim, porque ainda não tem, bem brancas, as vestimentas de festa, a roupa nupcial ainda guarda nódoas, aquelas nódoas que somente o sofrimento limpa. Vimos, então, como os contemporâneos de Noé, aqueles que não fizeram penitência senão no momento do dilúvio foram encerrados em prisões subterrâneas, até que Jesus Cristo lhes aparecesse, anunciando-lhes a libertação, quando de sua descida aos infernos. Como os fiéis da Igreja triunfante, os fiéis da Igreja militante e os fiéis da Igreja sofredora e paciente, são membros dum mesmo corpo – que é Jesus Cristo – e tanto uns como outros participam, interessam-se, condoem-se da glória, dos perigos, dos sofrimentos duns e doutros, tal qual os membros do corpo humano. Vejamos um exemplo: o pé está em perigo de saúde ou sofre dores: todos os membros do corpo jazem em comoção. Os olhos olham-no, as mãos protegem-nos, a voz chama por socorro, para afastar o mal ou o perigo. Uma vez afastado o mal, regozijam-se todos os membros. É o que acontece com o corpo vivo da Igreja universal. E vemos os heróis da Igreja militante, os ilustres Macabeus, assistidos pelos anjos de Deus e pelos santos de Deus, especialmente pelo grande sacerdote Onias e pelo profeta Jeremias, rogar e oferecer sacrifícios por esses irmãos que estavam mortos pela causa de Deus, mas culpados desta ou daquela falta. No dia seguinte, depois duma vitória, Judas Macabeu e os seus surgiram para retirar os mortos e depositá-los no sepulcro dos antepassados e encontraram sobre as túnicas dos que estavam mortos coisas que haviam sido consagradas aos ídolos de Jamnia, que a lei proibia aos judeus tocar. Foi, pois, manifesto a todos que era por isso que haviam sido mortos. E todos louvaram o justo julgamento do Eterno, que descobre o que está escondido, e suplicaram-lhe que fosse esquecido o pecado cometido. Judas exortou o povo a que se preservasse do pecado, tendo diante dos olhos o que viera pelo pecado dos que haviam sucumbido. E, depois de ter feito uma coleta, enviou a Jerusalém duas mil dracmas de prata, para que fosse oferecido um sacrifício pelo pecado dos mortos, agindo muito bem, pensando que estava na ressurreição. Porque se não tivesse esperança de que os que vinham de sucumbir ressuscitassem um dia, seria supérfluo e tolo rogar pelos mortos. Judas, porém, considerava que uma grande misericórdia estava reservada aos que estão adormecidos na piedade. Santo e piedoso pensamento! Foi por isso que ofereceu um sacrifício de expiação pelos defuntos, para que fossem livres dos pecados. Tais são as palavras e reflexões da Escritura santa, segundo o texto grego, e as mesmas, mais ou menos, no latino. Nosso Senhor mesmo adverte, bastante claramente, que há um purgatório, quando nos recomenda em São Mateis e São Lucas: “Conciliai-Vos com vossos inimigos (a lei de Deus e a consciência) enquanto estais em caminho para irdes ao príncipe, não seja que este inimigo vos entregue ao juiz, o juiz ao executor, e que sejais metido numa prisão. Em verdade vos digo, dela não saireis, enquanto não pagardes o último óbolo.” Segundo essas palavras, está bem claro que há uma prisão de Deus, onde se é arrojado por dívidas pras com sua justiça, e donde não se sai – senão quando tudo estiver pago. Nosso Senhor, em São Mateus, disse-nos ainda: “Todo pecado e blasfêmia será perdoado aos homens, porém, a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada, nem neste século nem no futuro”. Onde se vê que os outros pecados podem ser perdoados neste século e no futuro, como o livro dos Macabeus diz expressamente dos pecados daqueles que estavam mortos pela causa de Deus. Do mesmo modo, no sacrifício da missa, a santa Igreja de Deus lembra os santos que com Ele reinam no céu, a fim de lhes agradecer pela glória e nos recomendar à sua intercessão. Doutro lado, suplica a deus que se lembre dos servidores e servidoras que nos precederam no outro mundo com a chancela da fé, dignando-se conceder-lhes a estadia no refrigério na luz e na paz. A crença do purgatório e a oração pelos mortos acham-se em todos os doutores da Igreja, bem como nos ato dos mártires, notadamente nos atos de São Perpétuo, escritos por ele mesmo. Todos os santos rogaram pelos mortos. Santo Odilon, abade de Cluny, no século XI, tinha um zelo particular pelo que dizia respeito ao refrigério das almas do purgatório. Foi movido pela compaixão, pensando no sofrimento das almas do purgatório que, adiantando-se à Igreja, ordenou se rogasse pelas almas, tendo, destinado para isso um dia especial. Eis como Santo Odilon animou tal instituição, começando pelas terras que lhes estavam afetas ao sacerdócio. (…) Quanto ao purgatório, nada de certo se sabe. Eis porém, o que se lê nas revelações de Santa Francisca de Roma, revelações que a Igreja autoriza a crer, sem, entretanto, a elas nos obrigar. Numa visão, a santa foi conduzida do inferno ao purgatório, que, igualmente está dividido em três zonas ou esferas, uma sobre a outra. Ao entrar, Santa Francisca leu esta inscrição: Aqui é o purgatório, lugar de esperança, onde se faz um intervalo. A zona inferior é toda de fogo, diferente do inferno, que é negro e tenebroso. Este do purgatório tem chamas grandes, muito grandes e vermelhas. E as almas. Ali, são iluminadas, interiormente, pela graça. Porque conhecem a verdade, assim como a determinação do tempo. Aqueles que tem pecado grave são enviados a este fogo pelos anjos, e aí ficam conforme a qualidade dos pecados que cometeram. A santa dizia que, por cada pecado mortal não expiado, naquele fogo ficaria a alma por sete anos. Embora nessa zona ou esfera inferior as chamas do fogo envolvam todas as almas, atormentam, todavia, umas mais que as outras, segundo sejam mais graves ou mais leves os pecados. Fora esse lugar do purgatório, à esquerda, ficam os demônios que fizeram com que aquelas almas cometessem os pecados que agora expiam. Censuram-nas, mas não lhes infligem quaisquer outros tormentos. Pobres almas! Fá-las sofrer mais, muito mais, a visão desses demônios do que o próprio fogo que as envolve. E, com tal sofrimento, gritam e choram, sem que, neste mundo, consiga alguém fazer uma idéia. Fazem-no, contudo, humildemente, porque sabem que o merecem, que a justiça divina está com a razão. São gritos como que afetuosos, e que lhes trazem certa consolação. Não que sejam afastadas do fogo. Não, a misericórdia de Deus, tocada por aquela resignação, das almas sofredoras, lança-lhes um olhar favorável, olhar que lhes alivia o sofrimento e lhes deixa entrever a glória da bem-aventurança, para onde passarão. Santa Francisca Romana viu um anjo glorioso conduzir aquele lugar a alma que lhe havia sido confiada, à guarda, e esperar do lado de fora, à direita. É que os sufrágios e as boas obras que os parentes, os amigos, ou quem quer que seja, lhes fazem especialmente por intenção da alma, movidos pela caridade, são apresentados, pelos anjos da guarda, à divina majestade. E os anjos, comunicando às almas o que por elas fazemos nós, aliviam-nas, alegram e confortam. Os sufrágios e as boas obras que fazem os amigos, por caridade, especialmente pelos amigos do purgatório, aproveita principalmente a quem os faz, por causa da caridade. E ganham as almas e ganhamos nós. As orações, os sufrágios e as esmolas feitos caridosamente pelas almas que já estão na glória, e que já não necessitam, revertem às almas ainda necessitadas, aproveitando a nós também. E os sufrágios que se fazem às almas que jazem no inferno? Não os aproveita nem uma nem outra – nem as do inferno, nem as do purgatório, mas unicamente a quem os faz. A zona ou região média do purgatório está dividida em três partes: a primeira, cheia duma neve excessivamente fria; a segunda, de pez fundido, misturado a azeite em ebulição; a terceira, de certos metais fundidos, como ouro e prata, transparentes. Trinta e oito anjos aí recebem as almas que não cometeram pecados tão graves que mereçam a região inferior. Recebem-nas e transportam-nas dum lugar a outro com grande caridade: não lhe são os anjos da guarda, mas outros que, para tal, foram obrigados pela divina misericórdia. Santa Francisca nada disse, ou não a autorizou a dizê-lo o superior, sobre a mais elevada região do purgatório. Nos céus, os anjos fiéis tem sua hierarquia: três ordens e nove coros. As almas santas, que sobem da terra, ficam nos coros e nas ordens que Deus lhes indica, segundo os méritos. É uma festa para toda a milícia celeste, mais particularmente para o coro onde a alma santa deverá regozijar-se eternamente em Deus. O que Santa Francisca viu na bondade de Deus a deixou profundamente impressionada, sem que pudesse falar da alegria que lhe ia no coração. Frequentemente, nos dias de festa, sobretudo depois da comunhão, quando meditava sobre o mistério do dia, o espírito, arrebatado ao céu, via o mesmo mistério celebrado pelos anjos e pelos santos. Todas as visões que tinha, submetia-as Santa Francisca de Roma à Mãe, Santa Igreja. E, pela mesma mãe, a Igreja, foi Francisca canonizada, sem que nada de repreensível se achasse nas visões que tivera. Nós, pois, vos saudamos, ó almas que vos purificais nas chamas do purgatório. Compartilhamos as vossas dores, os sofrimentos, principalmente daquela dor imensa e torturante de não poderdes ver a Deus. Ai de nós! Sem dúvida que há entre vós parentes nossos e amigos: sofrerão, talvez por nossa culpa. Quem dirá que não lhes demos, nesta ou naquela ocasião, motivos de pecar? Falta-lhes pouco tempo para que se tornem inteiramente puras. Que nos acontecerá, a nós que tão pouco velamos por nós mesmos? Almas santas e sofredoras, que Deus nos livre de vos esquecer jamais! Todos os dias, à missa e às orações, lembrar-nos-emos de vós todas. Lembrai-vos, pois, também de nós. Lembrai-vos, principalmente, quando estiverdes no céu. Como lá vos desejamos ver! Como no céu desejamos ver-nos convosco! Assim seja. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVIII, p.111 à 118 e 129 à 137)
- Solenidade de Todos os Santos – 01 de Novembro
Dia de Todos os Santos Ofício solene “Alegrando-se todos no Senhor nesta solenidade…”, assim reza a antífona de entrada. É a Igreja militante que honra a Igreja triunfante e presta, à incomensurável multidão de santos que povoam o Reino dos Céus, a homenagem que ela não pode prestar individualmente a cada um deles — como sucede no calendário cristão. “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus”, promete Jesus no sermão da montanha. Quem são os pobres, segundo Jesus? São as “testemunhas de Deus”, para usar uma expressão de Isaías. Com os pobres, apoderaram-se do Reino dos Céus os mansos, os puros de coração, os misericordiosos, os pacíficos, aqueles que sofrem e que têm fome e sede de justiça, em um mundo no qual vige sempre a lei do mais forte. Os perseguidos por causa da justiça e todos quantos são vítimas inocentes da calúnia, da maledicência, da pública ofensa ou do vilipêndio dos manipuladores da opinião pública. Esses sinais estão em todos os santos que tiveram fé na promessa do Reino dos Céus: a vergonha das violências, dos ultrajes, das torturas e humilhações de que foram alvo, e sobretudo da prova extrema do martírio, da dor física e moral, da aparente derrota do bem e do triunfo dos maus. Os fiéis são convidados a alegrar-se e a exultar com todos esses santos que “passaram à melhor vida”. A fé nos assegura, diz são Paulo, de que somos realmente filhos de Deus e herdeiros do reino, mas esta realidade não é plenamente completa em nosso corpo de carne. Vivemos na esperança, e esta se torna certeza em razão do que cremos. A origem dessa festa remonta ao século IV. Em Antioquia, celebrava-se no primeiro domingo depois de Pentecostes. No século VII, a data foi fixada em 13 de maio, Dia da Consagração do Panteão a santa Maria dos Mártires. Naquele dia, fazia-se descer da claraboia da grande cúpula uma chuva de rosas vermelhas. Gregório IV removeu a celebração para o dia 1º de novembro, depois da colheita de outono, quando era mais fácil encontrar alimento para os numerosos peregrinos que, depois dos trabalhos do verão, dirigiam-se em peregrinação à Cidade dos Mártires. Retirado do livro “Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente”, Paulinas Editora. Dia de Todos os Santos e Fiéis Defuntos Na Solenidade de Todos os Santos, a Igreja celebra a memória daqueles que, voltados inteiramente para o Senhor, deixaram família, bens e pertences para unir-se intimamente com o Pai Celeste. É uma forma de recordar na memória do fiel que, sim, a santidade é possível e permanece sempre nova, sempre atual. Operando na caridade e na graça de Deus, cada cristão pode fazer de sua vida uma auto-estrada para o céu. UM LUGAR DE PURIFICAÇÃO Que local misterioso é esse entre a terra e o Céu, cujos “habitantes” pedem veementemente nossa ajuda e também podem nos beneficiar? Carlos Werner Benjumea Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele, para não suceder que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e sejas posto em prisão. Em verdade te digo: dali não sairás antes de teres pago o último centavo” (Mt 5, 25-26). Jesus estava falando aos Apóstolos a respeito das punições que esperam os pecadores após a morte. Antes se referira ao fogo da geena – o Inferno -, uma prisão perpétua, eterna. Mas aqui Ele fala de um cárcere do qual se poderá sair, desde que seja pago o débito, até o último centavo. Essa prisão temporária, um estado de purificação para os que morrem cristãmente sem terem atingido a perfeição, é o Purgatório. Lugar misterioso, mas onde reina a esperança e os gemidos de dor são entremeados por cânticos de amor a Deus. Caro leitor, eis um assunto do qual se fala pouco, mas cujo conhecimento é vital para nós e para nossos entes querido s que já partiram desta vida. Convido-o a repassar comigo diversos aspectos desse importante tema. A festa de Finados No dia 2 de novembro, a sagrada Liturgia se lembra de modo especial dos fiéis defuntos. Depois de ter celebrado – no dia anterior, festa de Todos os Santos – os triunfos de seus filhos que já alcançaram a glória do Céu, a Igreja dirige seu maternal desvelo para aqueles que sofrem no Purgatório e clamam com o salmista: “Tirai-me desta prisão, para que possa agradecer ao vosso nome. Os justos virão rodear-me, quando me tiverdes feito este benefício” (Sl 141, 8). A gênese dessa celebração está na famosa abadia de Cluny, quando seu quinto Abade, Santo Odilon, instituiu no calendário litúrgico cluniacense a “Festa dos Mortos”, dando especial oportunidade a seus monges de interceder pelos defuntos, ajudando-os a alcançarem a bemaventurança do Céu. A partir de Cluny, essa comemoração foi-se estendendo entre os fiéis até ser incluída no Calendário Litúrgico da Igreja, tornando- se uma devoção habitual, em todo o mundo católico. Talvez o leitor, como milhares de outros fiéis, tenha o costume de visitar o cemitério nesse dia, para recordar os familiares e amigos falecidos, e por eles orar. Muitos cristãos, porém, não prestam ouvidos aos apelos de seu coração, que os move a sentir saudades de seus entes queridos e a aliviálos com uma prece. Talvez por falta de cultura religiosa, ou por falta de alguém que as incentive ou oriente, muitas pessoas nem vêem a necessidade de rezar pelas almas dos falecidos. A inúmeras outras, a existência do Purgatório causa estranheza e antipatia. Seja como for, tanto por amor às almas que esperam ver-se livres de suas manchas para entrarem no Paraíso, quanto para estimular em nós a caridade para com esses irmãos necessitados, como também para nosso próprio proveito, vejamos o “porquê” e o “para quê” da existência do Purgatório. Purificação necessária para entrar no Céu Sabemos que a Igreja Católica é una. É o que rezamos no Credo. Entretanto, os membros da Igreja não estão todos aqui, entre nós, mas em lugares diversos, como diz o Concílio Vaticano II. Alguns “peregrinam sobre a terra, outros, passada esta vida, são purificados, outros, finalmente, são glorificados” (Lumen Gentium, 49). Entre a terra e o Céu não é raro acontecer, no itinerário da alma fiel, um estágio intermediário de purificação. Segundo nos ensina o Catecismo da Igreja Católica, por aí passam “os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão perfeitamente purificados”. Por isso “passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu” (nº 1030). Esse estado de purificação nada tem a ver com o castigo dos condenados ao Inferno, pois as almas do Purgatório têm a certeza de haver conquistado o Céu, mesmo que sua entrada ali tenha sido adiada por causa de seus resíduos de pecado. A primeira epístola aos Coríntios faz referência ao exame a que serão submetidos os cristãos, os quais, havendo recebido a Fé, devem continuar em si a obra de sua santificação. Cada um será examinado no respeitante ao grau de perfeição que atingiu: “Se alguém edifica sobre este fundamento, com ouro, ou com prata, ou com pedras preciosas, com madeira, ou com feno, ou com palha, a obra de cada um aparecerá. O dia (do julgamento) demonstrá- lo-á. Será descoberto pelo fogo; o fogo provará o que vale o trabalho de cada um. Se a construção resistir, o construtor receberá a recompensa. Se pegar fogo, arcará com os danos. Ele será salvo, porém passando de alguma maneira através do fogo” (1Cor 3, 12-15). “Ele será salvo”, diz o Apóstolo, excluindo o fogo do Inferno, no qual ninguém pode ser salvo, e se referindo ao fogo temporário do Purgatório. Comentando este e outros trechos da Sagrada Escritura, a Tradição da Igreja nos fala do fogo destinado a limpar a alma, como explica São Gregório Magno em seus Diálogos: “Com relação a certas faltas leves, é necessário crer que, antes do Juízo, existe um fogo purificador, como afirma Aquele que é a Verdade, ao dizer que, se alguém pronunciou uma blasfêmia contra o Espírito Santo, essa pessoa não será perdoada nem neste século nem no futuro (Mt 12, 31). Por essa frase, podemos entender que algumas faltas podem ser perdoadas neste século, mas outras no século futuro”. Por que existe o Purgatório? Será Deus tão rigoroso a ponto de não tolerar nem mesmo a menor imperfeição, limpando-a com penas severas? Esta pergunta facilmente pode nos vir à mente. Em primeiro lugar, devemos nos lembrar desta verdade: depois de nossa morte, não seremos julgados segundo nossos próprios critérios, pois “o que o homem vê não é o que importa: o homem vê a face, mas o Senhor olha o coração” (1Sm 16, 7). Estaremos diante de um Juiz sumamente santo e perfeito, e em seu Reino “não entrará nada de profano” (Ap 21, 27). Com efeito, na presença de Deus, de sua Luz puríssima, a alma percebe em si mesma qualquer pequeno defeito, julgando- se, ela mesma, indigna de tal majestade e grandeza. Santa Catarina de Gênova, grande mística do século XV, deixou uma obra muito profunda sobre a realidade do Purgatório e do Inferno. Explica ela o seguinte: “Digo mais: no concernente a Deus, vejo que o Paraíso não tem portas e ali pode entrar quem quiser, pois Deus é todo misericórdia e seus braços estão sempre abertos para nos receber na glória; mas a divina Essência é tão pura – infinitamente mais pura do que podemos imaginar – que a alma, vendo nela mesma a menor das imperfeições, prefere atirar-se em mil infernos a aparecer suja na presença da divina Majestade. Sabendo então que o Purgatório está criado para a purificar, ele mesma se joga nele e encontra ali grande misericórdia: a destruição de suas faltas”. Essas manchas, a serem purificadas na outra vida, o que são? São os restos de apego exagerado às criaturas, ou seja, as imperfeições, e os pecados veniais, bem como a dívida temporal dos pecados mortais já perdoados no Sacramento da Reconciliação. Tudo isso diminui na alma o amor de Deus. Por causa dessas afeições desregradas se estabelece um estado de desordem em nosso interior, afastando- nos do Mandamento de amar a Deus sobre todas as coisas. Essa é a causa pela qual, antes de permitir a uma alma subir até a glória celestial, “a justiça de Deus exige uma pena proporcional que restabeleça a ordem perturbada” (Suma Teológica, Supl. q. 71, a. 1) E a alma se sujeita ao castigo do Purgatório com alegria, em plena conformidade com a vontade do Senhor. Seu único desejo é ver-se limpa, para poder configurar-se com Cristo. As almas nesse estado “purificamse”, diz São Francisco de Sales, “voluntariamente, amorosamente, porque assim Deus o quer” e “porque estão certas de sua salvação, com uma esperança inigualável”. A pena do Purgatório As dores infligidas nesse local de purificação são “tão intensas que a menor pena do Purgatório ultrapassa a maior desta vida” (Suma Teológica, Supl., q. 71, a. 2). Mesmo assim, pondera São Francisco de Sales, “o Purgatório é um feliz estado, mais desejável que temível, pois as chamas nele existentes são chamas de amor”. Mas como entender que esse terrível sofrimento seja transpassado de amor? Na verdade, o maior tormento das almas do Purgatório – a “pena de dano” – é causado precisamente pelo amor. Essa pena consiste no adiamento da visão de Deus. Criado para amar e ser amado, o homem, ao abandonar esta terra, descobre a inefável beleza da Luz Divina e deseja correr para Ela com todas as suas forças, como o cervo sedento corre em direção à fonte das águas. Contudo, vendo em si o defeito do pecado, fica privado temporariamente daquela presença tão pura. Afastada, assim, d’Aquele que é a suprema e única felicidade, a alma sente um padecimento incalculável. Para nós, que ainda somos peregrinos neste vale de lágrimas, é difícil entender a imensidade dessa dor. Vivemos sem ver a Deus, embora n’Ele creiamos. Somos como cegos de nascimento, pois nunca vimos o Sol de Justiça, que é Deus; embora sintamos seu calor, não podemos fazer idéia de seu resplendor e grandeza. Entretanto, as almas benditas do Purgatório, logo após terem abandonado o corpo inerte, discerniram a inefável e puríssima beleza de Deus, mas não podem possuí-la imediatamente. Santa Catarina de Gênova usa uma expressiva metáfora para explicar essa dor: “Suponhamos que, no mundo inteiro, exista apenas um pão para matar a fome de todas as criaturas, e que basta olhar para esse pão para ficarem satisfeitas. Por sua natureza, o homem saudável tem o instinto de se alimentar. Imaginemos que ele seja capaz de se abster dos alimentos sem morrer, sem perder a força e a saúde, mas aumentando cada vez mais a fome. Ora, sabendo que só aquele pão pode saciá-lo e que não poderá matar sua fome enquanto não o alcançar, ele sofre sacrifícios insuportáveis, os quais serão tanto maiores quanto mais longe ele estiver do pão”. Apesar de tudo, as almas do Purgatório têm a certeza de que um dia poderão se saciar de modo pleno com esse Pão da Vida, que é Jesus, nosso amor. E por isso seu sofrimento é em tudo diferente do tormento dos condenados ao Inferno, os quais nunca poderão se aproximar da Mesa do Reino dos Céus. Esperança e desespero, eis a diferença fundamental entre esses dois lugares. Disposição das almas no Purgatório Por isso, há nas almas do Purgatório um matiz de alegria no meio da dor. De forma brilhante, explica- o o Papa João Paulo II, na alocução de 3 de julho de 1991: “Mesmo que a alma tenha de sujeitar-se, naquela passagem para o Céu, à purificação das últimas escórias, mediante o Purgatório, ela já está cheia de luz, de certeza, de alegria, pois sabe que pertence para sempre ao seu Deus”. E Santa Catarina de Gênova afirma: “Estou certa de que em nenhum outro lugar, excetuando o Céu, o espírito pode achar uma paz semelhante à das almas do Purgatório”. Isso ocorre porque a alma se fixa na disposição em que se encontra na hora da morte, ou seja, contra ou a favor de Deus, pois a liberdade humana termina com a morte. E tendo falecido na amizade de Deus, a alma do Purgatório se adapta com docilidade à sua santa vontade. Daí conservar a paz em meio a terríveis sofrimentos. Dos lábios do suavíssimo São Francisco de Sales ouvimos dizer que “entre o último suspiro e a eternidade, há um abismo de misericórdia”. Todos acham melhor fazer um esforço para evitá-lo. Outros, porém, sem se oporem aos anteriores, enfrentam o problema com uma ousada confiança no amor misericordioso do Senhor. Santa Teresa de Jesus, por exemplo, diz com veemência: “Esforcemo- nos, fazendo penitência nesta vida. Como ser á suave a morte de quem a tiver feito por todos os seus pecados, e assim não precisar ir para o Purgatório!” Já sua discípula, Santa Teresinha do Menino Jesus, formula de modo surpreendente sua atitude, se nele caísse: “Se eu for para o Purgatório, ficarei muito contente; farei como os três hebreus na fornalha, caminharei entre as chamas cantando o cântico do amor”. Uma atitude não contradiz a outra, mas ambas se completam, e, mesmo se tivermos de passar por esse lugar tão doloroso, tenhamos uma confiança sem limites na bondade divina. De qualquer modo, a Santa Igreja coloca maternalmente à nossa disposição as indulgências, para nos poupar das penas do Purgatório. Mas este tema pode ficar para outro artigo. Ajudemos as almas benditas Não devemos pensar só no nosso destino pessoal, mas também nos perguntarmos como podemos ajudar aquelas almas que já estão à espera da libertação. Elas não podem fazer nada por si, pois estão impossibilitadas de alcançar méritos, e dependem de nós. Interceder por elas é uma belíssima e valiosa obra de misericórdia: de certo modo, não há ninguém mais carente do que elas. O costume de rezar pelas almas dos falecidos vem do Antigo Testamento. Também diversos Padres da Igreja promoveram essa prática, como São Cirilo de Jerusalém, São Gregório de Nissa, Santo Ambrósio e Santo Agostinho. No século XIII, o Concílio de Lyon ensinava: “As almas são beneficiadas pelos sufrágios dos fiéis vivos, quer dizer, o sacrifício da Missa, as orações, esmolas e outras obras de piedade, as quais, segundo as leis da Igreja, os fiéis estão acostumados a oferecer uns pelos outros”. Como é bela a devoção às benditas almas do Purgatório! É agradável a Deus e nos beneficia também, levando-nos à verdadeira dimensão cristã da existência, fazendo-nos viver em contato e comunhão com o sobrenatural, e com o futuro, no sentido mais pleno da palavra. Como essas pobres almas nos ficarão agradecidas ao receber nosso auxílio! Poderão ser nossos parentes, ou até mesmo nossos pais. Poderá ser alguém que não conhecemos, e que nos dará uma afetuosa acolhida na eternidade. No Céu, e enquanto ainda estiverem no Purgatório, elas rezarão por nós, com todo o empenho, pois Deus lhes dá essa possibilidade. Concluindo, gostaria de fazer ao prezado leitor uma proposta: reze por essas almas necessitadas, ofereça- lhes Missas, dê esmolas por elas, faça sacrifícios e consiga que outras pessoas se tornem devotas fervorosas das almas benditas. Sabe quem será o maior beneficiado? Você mesmo! Fontes documentais sobre o Purgatório A doutrina católica sobre o Purgatório foi definida em especial no Concílio de Florença (1438-1445) e no de Trento (1545-1563), com base em textos da Escritura (2Mc 12,42-46; 1Cor 3,13-15) e da Tradição, conforme nos ensina o Catecismo da Igreja Católica (n.1030-1031). A Constituição Dogmática Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II, aborda a questão em seu número 50: “Orações pelos defuntos, culto dos santos”. Em sua solene profissão de fé intitulada Credo do Povo de Deus, feita em 30 de junho de 1968, o Papa Paulo VI inclui as almas “que se devem ainda purificar no fogo do Purgatório” (n. 28). O Papa João Paulo II refere- se ao Purgatório em vários documentos: – Mensagem ao Cardeal Penitenciário-Mor de Roma, 20/3/98; – Carta ao Bispo de Autum, Châlon e Mâcon, Abade de Cluny, 2/6/98; – Audiência Geral de 22/7/98; – Audiência Geral de 4/8/99; – Mensagem à Superiora Geral do Instituto das Irmãs Mínimas de Nossa Senhora do Sufrágio, 2/9/2002. (Revista Arautos do Evangelho, Nov/2006, n. 59, p. 34 a 37) Do século IV em diante, as Igrejas do Oriente celebravam uma festa comum a todos os mártires da terra. Santo Efrém compôs, para esta circunstância, um hino em que se via que em Edessa aquela festa estava fixada no dia 13 de Maio. Na Síria, era celebrada na sexta-feira depois da Páscoa. Numa homilia sobre os mártires, o grande São João Crisóstomo a ela se refere colocada no primeiro domingo depois de Pentecostes. A festa dos Mártires de Toda a Terra, com o correr dos tempos, transformou-se na de Todos os Santos, instituída em honra da Bem-aventurada Mãe de Deus, a Virgem Maria, e dos santos mártires, pelo Papa Bonifácio IV, o pontífice Gregório IV, mais tarde, decretou que a festa, já celebrada de diferentes maneiras por diversas Igrejas, seria levada a efeito, com solenidade, em honra de todos os santos, perpetuamente. A missa de Todos os Santos foi composta acidentalmente, mas é bela: O Introito de Santa Ágata, o Gradual de São Ciríaco, o Ofertório adaptado do de São Miguel alia-se à Alleluia e à Comunhão tirada dos textos evangélicos. O Evangelho é o das Beatitudes. Quanto à colocação da festa a 1 de novembro, pensa-se quem como em todas as religiões as solenidades eram marcadas pelo ritmo das estações, que o cristianismo não tenha escapado a esta regra. Entre os celtas, o 1 de novembro era dia de grandes solenidades. Foi a festa de Todos os Santos instituída para cristianizar as cerimônias tão queridas dos anglo-saxões e dos francos? Roma celebrava-a aos 13 de maio e somente a adotou a 1 de novembro depois que sofreu galicanas influências. Rapidamente, a festa tornou-se popular, mais ainda quando completada com a comemoração dos fiéis defuntos. Que bela festa! É como se Todos os Santos e Finados fosse uma só festa. Dum lado, a Igreja militante, sobre a terra, roga à Igreja triunfante do céu, e doutro lado, roga pela Igreja sofredora e paciente do purgatório. E as três Igrejas são uma única Igreja. A caridade, mais forte do que a morte, uniu-as do céu à terra, e da terra ao purgatório, E é pelo mesmo sacrifício que nós agradecemos a Deus, a glória com a qual cumula os santos do céu, e imploramos a misericórdia para os santos do purgatório, santos ainda não perfeitos. Tal sacrifício é Jesus mesmo, que santifica, uns e outros, de quem esperamos a graça de nos santificar a nós mesmos. Assim, todos se reúnem em vós, ó Jesus! Somos felizes! Eu vos saúdo, ó bem-aventurados amigos de Deus, santos de todos os séculos e de todos os lugares do mundo! Regozijamo-nos, e muito, de tão inumerável multidão de santos. Regozijamo-nos da benevolência de Deus, que vos tem no purgatório, misericordioso, e na glória, os que tem no céu: unimo-nos a vós para louvá-lo e bendizê-lo por todo o sempre. Uni-vos vós a nós também: assim podereis obter-nos da misericórdia de Deus a graça de vos imitar. Sabeis, pela experiência, o que somos nós, os homens: fracos, miseráveis, levados ao mal, cercados de perigos por todos os lados. E qual é nosso maior inimigo? Ah., nosso maior inimigo somos nós mesmos! Rezai, pois, pedi por nós, bons e santos irmãos, a fim de que, logo, sejamos como sois; a fim de que, como vós sejamos doces e humildes de coração; a fim de que, como vós, nos conheçamos a nós mesmos; rezai, pedi para que saibamos carregar nossa cruz; para que sigamos o divino Mestre, até que, afinal, todos a vós nos reunamos, para amá-lo e bendizê-lo de todo o coração e para todo o sempre. Considerai, ó almas, a grande, imensa profissão de santos que avança através dos séculos, da terra ao céu, que iremos engrossar, se Deus quiser. O primeiro, aquele que rompe à frente, é o primeiro homem que foi morto sobre a terra – Abel. Abel, que Nosso Senhor mesmo canonizou, dando-lhe o nome de justo, no Evangelho. Foi Abel, a um só tempo, pastor, sacerdote e mártir. Pastor de ovelhas, oferece-as, como sacerdote, em sacrifício a Deus. Ele, que imolava, foi imolado como mártir, por Caim, seu irmão. Embora morto, fala ainda pelo sangue. Símbolo de Jesus Cristo, é como o porta-cruz da grande procissão. E, do mesmo modo como se faz na procissão de domingo de Ramos, entrará na igreja do céu, quando Jesus Cristo, o sacerdote por excelência, abrir de par em par as portas da cruz, a sua cruz e, pelo sangue, o seu sangue. Símbolo de Jesus Cristo, pelo sacrifício e pela morte, ele o é ainda pelo caráter de ressurreição. Porque Eva nos ensina que Deus lhe deu Seth para ser substituto da primeira sociedade. Depois de Abel, o primeiro justo, vem-lhe no encalço pai e mãe, nossos primeiros pais. Porque, logo que compreenderam a voz de Deus, Adão e Eva deixaram de ter duro o coração. Esperança, desde então, dos Filhos da mulher, que devia esmagar a cabeça da serpente, fizeram penitência das faltas e obtiveram o perdão. O Espírito Santo diz-nos, ele mesmo, na Escritura, que a Sabedoria, que é Jesus Cristo, que atende duma extremidade à outra com poder e a tudo com doçura dispõe, tira do pecado aquele que foi criado pelo pai do mundo e lhe dá a virtude de dominar todas as coisas. Tais palavras, tiradas do livro da Sabedoria, são uma como canonização. Ainda hoje, as tradições orientais falam da longa penitência do primeiro homem. Na ilha de Ceilão há uma alta montanha com o nome de Pico de Adão, onde se pretende que o primeiro homem chorou amargamente a falta através dos séculos, Uma tradição particular dos judeus quer que o velho Adão esteja sepultado em Jerusalém, no lugar mesmo onde o novo Adão reparou o mal das gentes. Afinal, no segundo século da era cristã, um espírito excessivo sustentou que Adão foi condenado, por toda a Igreja pelo erra que cometera. A santa Escritura mesma, canonizou um dos primeiros ancestrais que vivia ainda: Henoc, pai de Matusalém. O livro dos Gênesis diz-nos: “Henoc caminhou com Deus.” O apóstolo São Judas dizia dos ímpios que blasfemavam contra o Evangelho: Henoc, o sétimo depois de Adão, dele profetizou, quando disse: Eis que vem o Senhor com os santos para exercer o julgamento de todos os homens, e tomar dentre eles todos os ímpios, ímpios de todas as impiedades e de todas as palavras duras que tais ímpios pecadores contra Ele proferiram. São Paulo, o Doutor dos Gentios, disse, na Epístola aos hebreus: Pelo mérito da fé, Henoc foi elevado, para que não visse a morte; não mais foi visto, porque Deus o transportou alhures. Presume-se que para o paraíso, para um lugar de delícias, cheio dos frutos da arvora da vida, dos quais se alimenta. Crê-se, geralmente, que no fim dos séculos, no fim do mundo cristão, Henoc virá como representante do mundo primitivo, com Elias, representante do mundo judaico, prestando testemunho do Cristo contra o inimigo capital. Outro santo, do qual todos descendemos, aparece na procissão, na grande procissão: Noé, profeta e pregador do mundo antigo, pai e pontífice do mundo novo, que nos salvou do dilúvio por meio da arca, símbolo da Igreja católica. Foi canonizado. Vemo-lo no Gênesis, no livro da Sabedoria, no Eclesiástico, em São Pedro nas duas epístolas e em São Paulo na epístola aos hebreus. São Pedro chama-o, na segunda epístola, o oitavo pregador da justiça, o que dá a entender que os outros oito ancestrais nossos, antes do dilúvio, pregaram também a justiça e a penitência. Ao sair da arca, o segundo pai do gênero humano, como sacerdote, e pontífice, a Deus ofereceu um sacrifício – e Deus teve-o por agradável, dando a palavra de não mais amaldiçoar a terra e os homens, que deviam multiplicar-se. Deus abençoou Noé e os três filhos: abençoou-os e, neles, todo o gênero humano e, neles, nós mesmos. Não só nos abençoou, quando os ancestrais abençoou, senão que fez conosco uma aliança, como com quem quer que eleve e da benção, dá-nos o arco-íris com as doces nuanças. Há coisa mais consoladora ainda. Os contemporâneos de Noé perderam a vida do corpo no dilúvio: não encontraram, porém, a vida, a salvação da alma? São Pedro diz: “Com efeito, é melhor sofrer se Deus assim quiser, fazendo bem, que fazendo mal porque também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados, ele, justo, pelos injustos, para nos oferecer a Deus, sendo efetivamente morto segundo a carne, mas vivificado pelo Espírito. No qual ele também foi pregar aos espíritos que estavam no cárcere, espíritos que outrora foram incrédulos, quando nos idas de Noé a paciência de Deus estava esperando a sua conversão, enquanto se fabricava a arca.” Os mais doutos e os mais célebres intérpetres entendem, de comum acordo, que os contemporâneos de Noé não acreditavam nas predições do dilúvio, estribados na paciência de Deus: quando, então, viram a realização das predições, o mar transbordando numa fúria incontida e as chuvas caindo em torrentes, creram e arrependeram-se. O dilúvio destruiu-lhes os corpos, mas salvou-lhes as almas. Estavam todos detidos nas prisões do purgatório quando Jesus Cristo, morto na carne sobre a cruz, apareceu, no espírito – ou na alma – pregando-lhes, anunciando-lhes a boa-nova; era-lhes o Salvador. Findavam-se-lhes as penas, e, então, com os santos patriarcas, acompanhá-lo-iam na entrada triunfante no céu. Ah! Quem não louvará a grande, imensa bondade de Deus, todo Ele votado à salvação das almas, para isto se servindo das mais terríveis calamidades, que lhe vem da justiça? Quem não votará a tão bom Pai a mais irrestrita confiança, vendo que os mesmos lhe haviam por tão longo tempo abusado da paciência, não se convertendo senão na última hora, não lhe imploraram em vão a misericórdia? Atrás de Noé e dos Santos do primeiro mundo, vemos, na grande procissão, Abraão, Isaac, Jacó, Melquisedec, Jó, José, e os demais patriarcas: Moisés, Aarão, Josué, Eleazar, Gedeão, Samuel, Davi, Isaías, Daniel, os outros profetas, os Macabeus e todos os anciãos justos dos quais fala São Paulo aos hebreus, “que, pela fé, conquistaram reinos, consumaram os deveres da justiça e da virtude, receberam o prometido das promessas, fecharam a fauce dos leões, detiveram a violência do fogo, evitaram o fio das espadas, curaram-se de doenças, encheram-se de coragem e de força nos combates, pondo em fuga exércitos estrangeiros; mulheres houve, até, que recuperaram ressuscitados os mortos; uns foram torturados, não querendo o resgate, para alcançarem melhor ressurreição; outros sofreram ludíbrios e açoites e, além disso, cadeias e prisões; foram tentados, foram passados a fio de espada, andaram errantes, cobertos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, angustiados, aflitos; eles, de quem o mundo não era digno, tiveram de andar errando pelos desertos, pelos montes, pelas covas e pelas cavernas. E todos esses louvados por Deus, com o testemunho prestado `sua fé, não receberam imediatamente o objeto da promessa, tendo deus disposto alguma coisa melhor para nós, a fim de que eles, sem nós, não obtivessem a perfeição da felicidade. Por isso nós também, cercados por tão grande nuvem de testemunhas, deixando todo o peso que nos detém e o pecado que nos envolve, corramos com paciência na carreira que nos é proposta, pondo os olhos no autor e consumador da fé, Jesus, o qual, tendo-lhe sido proposto gozo, sofreu na cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está sentado à direita do trono de Deus. Em verdade não vos aproximastes do monte palpável e do fogo ardente, do turbilhão, da obscuridade, da tempestade, do som da trombeta, e daquela voz tão retumbante, que os que ouviram suplicaram não se lhes falasse mais. Vós, porém, aproximaste-vos do monte Sião e da cidade do Deus vivo, Da Jerusalém celeste e da multidão de muitos milhares de anjos, da igreja dos primogênitos, que estão inscritos o céu, e de Deus, juiz de todos, e dos espíritos dos justos perfeitos, e de Jesus, mediador da nova aliança, e da aspersão daquele sangue que fala melhor que o de Abel. Nestas palavras do Apóstolo vemos o conjunto da procissão, incluindo os anjos que vem atrás. A primeira parte espera que Jesus lhes abra a porta do céu, e, além num angélico cortejo, as criancinhas que por Ele morreram em Belém e nos arredores. Em seguida, lá está a santa Mãe. Ei-la, lindíssima, com os apóstolos, os mártires, as virgens, e a inumerável multidão de santos de todos os clãs, línguas, sexo, estados, de todos os séculos, de todos os países. Não nos esqueçamos de saudar, na imensa procissão, os santos do país, de nosso tempo, de nosso família, porque não há família cristã que não tenha santos canonizados antecipadamente por Nosso Senhor. Não disse Ele aos apóstolos: Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o reino do céu? E então? Qual a família que não tem um pequenino morto, morto na graça do batismo? Lá estão todos no céu. Perguntaram os apóstolos a Nosso Senhor: “Mestre, quem será grande no reino dos céus?” Jesus puxando para si uma criancinha, abraçou-a, terna, comovidamente, e respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, que se não vos converterdes nem vos fizerdes como esta criança, não entrareis no reino dos céus. Aquele que se humilhar e se fizer pequeno como uma criança, esse será grande no reino celeste”. Honremos, pois, esses pequenos santos de nossas famílias, esses grandes do eterno reino. Invoquemo-los mesmo, a fim de que nos obtenham a permissão de participar da grande, imensa, procissão. E que, saídos da terra, entremos no céu, na glória de Deus. Assim seja. Comemoração dos Fiéis Defuntos Vimos que a Igreja triunfante do céu, a Igreja militante da terra e a Igreja sofredora do purgatório, paciente, nada mais são que uma só e mesma Igreja; que a caridade, mais forte que a morte as uniu do céu à terra, e da terra ao purgatório. São como três partes duma só e mesma procissão de santos, procissão que avança da terra ao céu. As almas do purgatório participarão daquela procissão um dia. Sim, porque ainda não tem, bem brancas, as vestimentas de festa, a roupa nupcial ainda guarda nódoas, aquelas nódoas que somente o sofrimento limpa. Vimos, então, como os contemporâneos de Noé, aqueles que não fizeram penitência senão no momento do dilúvio foram encerrados em prisões subterrâneas, até que Jesus Cristo lhes aparecesse, anunciando-lhes a libertação, quando de sua descida aos infernos. Como os fiéis da Igreja triunfante, os fiéis da Igreja militante e os fiéis da Igreja sofredora e paciente, são membros dum mesmo corpo – que é Jesus Cristo – e tanto uns como outros participam, interessam-se, condoem-se da glória, dos perigos, dos sofrimentos duns e doutros, tal qual os membros do corpo humano. Vejamos um exemplo: o pé está em perigo de saúde ou sofre dores: todos os membros do corpo jazem em comoção. Os olhos olham-no, as mãos protegem-nos, a voz chama por socorro, para afastar o mal ou o perigo. Uma vez afastado o mal, regozijam-se todos os membros. É o que acontece com o corpo vivo da Igreja universal. E vemos os heróis da Igreja militante, os ilustres Macabeus, assistidos pelos anjos de Deus e pelos santos de Deus, especialmente pelo grande sacerdote Onias e pelo profeta Jeremias, rogar e oferecer sacrifícios por esses irmãos que estavam mortos pela causa de Deus, mas culpados desta ou daquela falta. No dia seguinte, depois duma vitória, Judas Macabeu e os seus surgiram para retirar os mortos e depositá-los no sepulcro dos antepassados e encontraram sobre as túnicas dos que estavam mortos coisas que haviam sido consagradas aos ídolos de Jamnia, que a lei proibia aos judeus tocar. Foi, pois, manifesto a todos que era por isso que haviam sido mortos. E todos louvaram o justo julgamento do Eterno, que descobre o que está escondido, e suplicaram-lhe que fosse esquecido o pecado cometido. Judas exortou o povo a que se preservasse do pecado, tendo diante dos olhos o que viera pelo pecado dos que haviam sucumbido. E, depois de ter feito uma coleta, enviou a Jerusalém duas mil dracmas de prata, para que fosse oferecido um sacrifício pelo pecado dos mortos, agindo muito bem, pensando que estava na ressurreição. Porque se não tivesse esperança de que os que vinham de sucumbir ressuscitassem um dia, seria supérfluo e tolo rogar pelos mortos. Judas, porém, considerava que uma grande misericórdia estava reservada aos que estão adormecidos na piedade. Santo e piedoso pensamento! Foi por isso que ofereceu um sacrifício de expiação pelos defuntos, para que fossem livres dos pecados. Tais são as palavras e reflexões da Escritura santa, segundo o texto grego, e as mesmas, mais ou menos, no latino. Nosso Senhor mesmo adverte, bastante claramente, que há um purgatório, quando nos recomenda em São Mateis e São Lucas: “Conciliai-Vos com vossos inimigos (a lei de Deus e a consciência) enquanto estais em caminho para irdes ao príncipe, não seja que este inimigo vos entregue ao juiz, o juiz ao executor, e que sejais metido numa prisão. Em verdade vos digo, dela não saireis, enquanto não pagardes o último óbolo.” Segundo essas palavras, está bem claro que há uma prisão de Deus, onde se é arrojado por dívidas pras com sua justiça, e donde não se sai – senão quando tudo estiver pago. Nosso Senhor, em São Mateus, disse-nos ainda: “Todo pecado e blasfêmia será perdoado aos homens, porém, a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada, nem neste século nem no futuro”. Onde se vê que os outros pecados podem ser perdoados neste século e no futuro, como o livro dos Macabeus diz expressamente dos pecados daqueles que estavam mortos pela causa de Deus. Do mesmo modo, no sacrifício da missa, a santa Igreja de Deus lembra os santos que com Ele reinam no céu, a fim de lhes agradecer pela glória e nos recomendar à sua intercessão. Doutro lado, suplica a deus que se lembre dos servidores e servidoras que nos precederam no outro mundo com a chancela da fé, dignando-se conceder-lhes a estadia no refrigério na luz e na paz. A crença do purgatório e a oração pelos mortos acham-se em todos os doutores da Igreja, bem como nos ato dos mártires, notadamente nos atos de São Perpétuo, escritos por ele mesmo. Todos os santos rogaram pelos mortos. Santo Odilon, abade de Cluny, no século XI, tinha um zelo particular pelo que dizia respeito ao refrigério das almas do purgatório. Foi movido pela compaixão, pensando no sofrimento das almas do purgatório que, adiantando-se à Igreja, ordenou se rogasse pelas almas, tendo, destinado para isso um dia especial. Eis como Santo Odilon animou tal instituição, começando pelas terras que lhes estavam afetas ao sacerdócio. (…) Quanto ao purgatório, nada de certo se sabe. Eis porém, o que se lê nas revelações de Santa Francisca de Roma, revelações que a Igreja autoriza a crer, sem, entretanto, a elas nos obrigar. Numa visão, a santa foi conduzida do inferno ao purgatório, que, igualmente está dividido em três zonas ou esferas, uma sobre a outra. Ao entrar, Santa Francisca leu esta inscrição: Aqui é o purgatório, lugar de esperança, onde se faz um intervalo. A zona inferior é toda de fogo, diferente do inferno, que é negro e tenebroso. Este do purgatório tem chamas grandes, muito grandes e vermelhas. E as almas. Ali, são iluminadas, interiormente, pela graça. Porque conhecem a verdade, assim como a determinação do tempo. Aqueles que tem pecado grave são enviados a este fogo pelos anjos, e aí ficam conforme a qualidade dos pecados que cometeram. A santa dizia que, por cada pecado mortal não expiado, naquele fogo ficaria a alma por sete anos. Embora nessa zona ou esfera inferior as chamas do fogo envolvam todas as almas, atormentam, todavia, umas mais que as outras, segundo sejam mais graves ou mais leves os pecados. Fora esse lugar do purgatório, à esquerda, ficam os demônios que fizeram com que aquelas almas cometessem os pecados que agora expiam. Censuram-nas, mas não lhes infligem quaisquer outros tormentos. Pobres almas! Fá-las sofrer mais, muito mais, a visão desses demônios do que o próprio fogo que as envolve. E, com tal sofrimento, gritam e choram, sem que, neste mundo, consiga alguém fazer uma idéia. Fazem-no, contudo, humildemente, porque sabem que o merecem, que a justiça divina está com a razão. São gritos como que afetuosos, e que lhes trazem certa consolação. Não que sejam afastadas do fogo. Não, a misericórdia de Deus, tocada por aquela resignação, das almas sofredoras, lança-lhes um olhar favorável, olhar que lhes alivia o sofrimento e lhes deixa entrever a glória da bem-aventurança, para onde passarão. Santa Francisca Romana viu um anjo glorioso conduzir aquele lugar a alma que lhe havia sido confiada, à guarda, e esperar do lado de fora, à direita. É que os sufrágios e as boas obras que os parentes, os amigos, ou quem quer que seja, lhes fazem especialmente por intenção da alma, movidos pela caridade, são apresentados, pelos anjos da guarda, à divina majestade. E os anjos, comunicando às almas o que por elas fazemos nós, aliviam-nas, alegram e confortam. Os sufrágios e as boas obras que fazem os amigos, por caridade, especialmente pelos amigos do purgatório, aproveita principalmente a quem os faz, por causa da caridade. E ganham as almas e ganhamos nós. As orações, os sufrágios e as esmolas feitos caridosamente pelas almas que já estão na glória, e que já não necessitam, revertem às almas ainda necessitadas, aproveitando a nós também. E os sufrágios que se fazem às almas que jazem no inferno? Não os aproveita nem uma nem outra – nem as do inferno, nem as do purgatório, mas unicamente a quem os faz. A zona ou região média do purgatório está dividida em três partes: a primeira, cheia duma neve excessivamente fria; a segunda, de pez fundido, misturado a azeite em ebulição; a terceira, de certos metais fundidos, como ouro e prata, transparentes. Trinta e oito anjos aí recebem as almas que não cometeram pecados tão graves que mereçam a região inferior. Recebem-nas e transportam-nas dum lugar a outro com grande caridade: não lhe são os anjos da guarda, mas outros que, para tal, foram obrigados pela divina misericórdia. Santa Francisca nada disse, ou não a autorizou a dizê-lo o superior, sobre a mais elevada região do purgatório. Nos céus, os anjos fiéis tem sua hierarquia: três ordens e nove coros. As almas santas, que sobem da terra, ficam nos coros e nas ordens que Deus lhes indica, segundo os méritos. É uma festa para toda a milícia celeste, mais particularmente para o coro onde a alma santa deverá regozijar-se eternamente em Deus. O que Santa Francisca viu na bondade de Deus a deixou profundamente impressionada, sem que pudesse falar da alegria que lhe ia no coração. Frequentemente, nos dias de festa, sobretudo depois da comunhão, quando meditava sobre o mistério do dia, o espírito, arrebatado ao céu, via o mesmo mistério celebrado pelos anjos e pelos santos. Todas as visões que tinha, submetia-as Santa Francisca de Roma à Mãe, Santa Igreja. E, pela mesma mãe, a Igreja, foi Francisca canonizada, sem que nada de repreensível se achasse nas visões que tivera. Nós, pois, vos saudamos, ó almas que vos purificais nas chamas do purgatório. Compartilhamos as vossas dores, os sofrimentos, principalmente daquela dor imensa e torturante de não poderdes ver a Deus. Ai de nós! Sem dúvida que há entre vós parentes nossos e amigos: sofrerão, talvez por nossa culpa. Quem dirá que não lhes demos, nesta ou naquela ocasião, motivos de pecar? Falta-lhes pouco tempo para que se tornem inteiramente puras. Que nos acontecerá, a nós que tão pouco velamos por nós mesmos? Almas santas e sofredoras, que Deus nos livre de vos esquecer jamais! Todos os dias, à missa e às orações, lembrar-nos-emos de vós todas. Lembrai-vos, pois, também de nós. Lembrai-vos, principalmente, quando estiverdes no céu. Como lá vos desejamos ver! Como no céu desejamos ver-nos convosco! Assim seja. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVIII, p.111 à 118 e 129 à 137)
- Homilia Diária | “Fazei todo esforço possível!”
(Quarta-feira da 30.ª Semana do Tempo Comum) Para entrar no Céu, diz Nosso Senhor, precisamos fazer todo esforço possível, porque estreita é a porta que dá acesso ao Reino de Deus; para ir para o inferno, ao contrário, basta não fazer nada, deixando-se levar pelo comodismo e a mediocridade, porque largo e espaçoso é o caminho que leva à perdição. Por isso, Jesus nos exorta hoje a “arregaçar as mangas”, porque se não nos esforçarmos, ainda que nesta vida tenhamos clamado “Senhor, Senhor!”, mereceremos ouvir de Cristo no dia do Juízo: “Não sei donde sois. Afastai-vos de mim”. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 1.º de novembro, e supliquemos a Deus a graça de tomarmos de assalto a vida cristã, com santa determinação, e de podermos perseverar até o fim no cumprimento dos nossos deveres. Evangelho (Lc 13,22-30) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Pelo Evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. (cf. 2Ts 2,14) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 22 Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. 23 Alguém lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” Jesus respondeu: 24 “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. 25 Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele responderá: ‘Não sei de onde sois’. 26 Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’ 27 Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!’ 28 Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora. 29 Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. 30 E assim há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
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- Arcebispo africano decreta adoração perpetua em todas paróquias da arquidiocese
O Padre Etim Lambert, pároco da Imaculada Conceição em Ngomgham, disse que os testemunhos cristãos durante o congresso eucarístico falaram por si. “Cada paróquia” de uma arquidiocese nos Camarões está construindo uma capela de adoração perpétua para celebrar um ano local de observância da Eucaristia, anunciou este mês o prelado da arquidiocese. Andrew Nkea Fuanya, arcebispo metropolitano de Bamenda, nos Camarões, disse aos participantes numa conferência de imprensa no Vaticano, no dia 12 de outubro: “Este ano na minha diocese é o ano da Eucaristia”. Como resultado, “cada paróquia está a construir uma capela de adoração perpétua”, disse o Arcebispo Nkea, que também é um dos padres sinodais no Sínodo do Vaticano sobre a Sinodalidade este ano. O site Hierarquia Católica lista 46 paróquias da Arquidiocese de Bamenda. “E assim a adoração perpétua está acontecendo em todas as paróquias”, disse ele. “Isso é incrível. Não posso explicar aqui quanto tempo os jovens passam diante do Santíssimo Sacramento”. O arcebispo descreveu a adoração perpétua como “uma experiência incrível”. Capela de Adoração de São Gabriel incompleta, Alamatu. Crédito: Ayuni Emmanuel Padre Stephen Nchardze Ewane, capelão diocesano da juventude da Arquidiocese de Bamenda, disse à CNA que a adoração é “uma oportunidade para podermos nos conectar com” Jesus. “Jesus é o caminho pelo qual podemos chegar ao Pai”, disse o Padre Ewane. Durante uma recente conferência de jovens, o Padre Ewane disse, ele “deu aos jovens o que eles nunca tiveram antes. Algo me tocou e comecei uma hora de adoração eucarística silenciosa todas as noites, seguida de cânticos de louvor”. “Pude ver a saudade dos jovens e muitos vieram até mim e pediram que aumentasse a adoração para duas horas”, disse ele. “E saíram tão felizes… Pediram até que no próximo ano tivessem uma noite inteira diante do Santíssimo Sacramento”. “Há muito barulho no mundo e os jovens fazem muito barulho ouvindo a voz do mundo”, disse o Padre Ewane. “Ninguém escuta a voz de Deus que fala dentro de si, a voz da consciência.” “Cada paróquia garante que tenha uma capela eucarística e adoração”, disse ele. “Na minha paróquia está sempre cheio a partir das 15 horas e a capela nunca fica vazia sem um jovem sentado lá dentro.” “Você vê jovens que desejam ser amigos de Jesus”, acrescentou. Capela de Adoração de São João Batista, Rua Fonchas, Bamenda, Camarões. Crédito: Ayuni Emmanuel Padre Anthony Bangsi, pároco da Paróquia de São Gabriel, Alamatu, disse que a diocese lançou ao longo do ano “várias atividades que o arcebispo recomendou para uma celebração frutífera, entre elas uma oração que recitamos todos os dias durante a missa, a oração da Eucaristia”. O Padre Bangsi disse que a sua paróquia também está a construir uma capela de adoração e que está “quase concluída”. “Este ano também tivemos [um] congresso eucarístico diocesano onde foram proferidas palestras com adorações eucarísticas e celebrações eucarísticas”, disse ele. “Tivemos o desafio de levá-los até a base, para que todos entendessem muito bem quem vem até nós na Eucaristia”. “Também este ano estamos a tentar compreender o que é a Eucaristia – a fonte e o ápice da vida cristã”, continuou ele. “Também estamos ajudando os cristãos que estão em situação irregular a regularizarem a sua situação para que possam participar deste banquete celestial que é a Eucaristia”. Capela de Adoração de São João Batista, Rua Fonchas, Bamenda, Camarões. Crédito: Ayuni Emmanuel O Padre Etim Lambert, pároco da Imaculada Conceição em Ngomgham, disse que os testemunhos cristãos durante o congresso eucarístico falaram por si. “Os cristãos este ano deveriam ter Cristo no centro de suas vidas”, disse ele. “Uma vez que eventualmente o tenham no centro de suas vidas, a construção de capelas é automática. E aqueles que vivem em situações irregulares que os impedem de receber a Eucaristia devem regularizá-la”. “Antes havia poucas capelas de adoração na Arquidiocese de Bamenda. Mas se você for lá agora, ficará chocado com a quantidade de capelas que foram construídas e ainda estão em construção.” Aseni Linda, membro da arquidiocese, disse à CNA que o ano foi “de profundo alimento espiritual”. “Recebemos muitas palestras sobre a Eucaristia e também somos encorajadas a visitar o Senhor presente na Eucaristia”, disse ela. “Todas as paróquias foram instruídas a construir uma capela de adoração permanente, o que já é feito na minha paróquia”. “É um dos presentes mais lindos que recebemos na paróquia”, disse ela. #Adoração #África
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O Padre Etim Lambert, pároco da Imaculada Conceição em Ngomgham, disse que os testemunhos cristãos durante o congresso eucarístico falaram por si. “Cada paróquia” de uma arquidiocese nos Camarões está construindo uma capela de adoração perpétua para celebrar um ano local de observância da Eucaristia, anunciou este mês o prelado da arquidiocese. Andrew Nkea Fuanya, arcebispo metropolitano de Bamenda, nos Camarões, disse aos participantes numa conferência de imprensa no Vaticano, no dia 12 de outubro: “Este ano na minha diocese é o ano da Eucaristia”. Como resultado, “cada paróquia está a construir uma capela de adoração perpétua”, disse o Arcebispo Nkea, que também é um dos padres sinodais no Sínodo do Vaticano sobre a Sinodalidade este ano. O site Hierarquia Católica lista 46 paróquias da Arquidiocese de Bamenda. “E assim a adoração perpétua está acontecendo em todas as paróquias”, disse ele. “Isso é incrível. Não posso explicar aqui quanto tempo os jovens passam diante do Santíssimo Sacramento”. O arcebispo descreveu a adoração perpétua como “uma experiência incrível”. Capela de Adoração de São Gabriel incompleta, Alamatu. Crédito: Ayuni Emmanuel Padre Stephen Nchardze Ewane, capelão diocesano da juventude da Arquidiocese de Bamenda, disse à CNA que a adoração é “uma oportunidade para podermos nos conectar com” Jesus. “Jesus é o caminho pelo qual podemos chegar ao Pai”, disse o Padre Ewane. Durante uma recente conferência de jovens, o Padre Ewane disse, ele “deu aos jovens o que eles nunca tiveram antes. Algo me tocou e comecei uma hora de adoração eucarística silenciosa todas as noites, seguida de cânticos de louvor”. “Pude ver a saudade dos jovens e muitos vieram até mim e pediram que aumentasse a adoração para duas horas”, disse ele. “E saíram tão felizes… Pediram até que no próximo ano tivessem uma noite inteira diante do Santíssimo Sacramento”. “Há muito barulho no mundo e os jovens fazem muito barulho ouvindo a voz do mundo”, disse o Padre Ewane. “Ninguém escuta a voz de Deus que fala dentro de si, a voz da consciência.” “Cada paróquia garante que tenha uma capela eucarística e adoração”, disse ele. “Na minha paróquia está sempre cheio a partir das 15 horas e a capela nunca fica vazia sem um jovem sentado lá dentro.” “Você vê jovens que desejam ser amigos de Jesus”, acrescentou. Capela de Adoração de São João Batista, Rua Fonchas, Bamenda, Camarões. Crédito: Ayuni Emmanuel Padre Anthony Bangsi, pároco da Paróquia de São Gabriel, Alamatu, disse que a diocese lançou ao longo do ano “várias atividades que o arcebispo recomendou para uma celebração frutífera, entre elas uma oração que recitamos todos os dias durante a missa, a oração da Eucaristia”. O Padre Bangsi disse que a sua paróquia também está a construir uma capela de adoração e que está “quase concluída”. “Este ano também tivemos [um] congresso eucarístico diocesano onde foram proferidas palestras com adorações eucarísticas e celebrações eucarísticas”, disse ele. “Tivemos o desafio de levá-los até a base, para que todos entendessem muito bem quem vem até nós na Eucaristia”. “Também este ano estamos a tentar compreender o que é a Eucaristia – a fonte e o ápice da vida cristã”, continuou ele. “Também estamos ajudando os cristãos que estão em situação irregular a regularizarem a sua situação para que possam participar deste banquete celestial que é a Eucaristia”. Capela de Adoração de São João Batista, Rua Fonchas, Bamenda, Camarões. Crédito: Ayuni Emmanuel O Padre Etim Lambert, pároco da Imaculada Conceição em Ngomgham, disse que os testemunhos cristãos durante o congresso eucarístico falaram por si. “Os cristãos este ano deveriam ter Cristo no centro de suas vidas”, disse ele. “Uma vez que eventualmente o tenham no centro de suas vidas, a construção de capelas é automática. E aqueles que vivem em situações irregulares que os impedem de receber a Eucaristia devem regularizá-la”. “Antes havia poucas capelas de adoração na Arquidiocese de Bamenda. Mas se você for lá agora, ficará chocado com a quantidade de capelas que foram construídas e ainda estão em construção.” Aseni Linda, membro da arquidiocese, disse à CNA que o ano foi “de profundo alimento espiritual”. “Recebemos muitas palestras sobre a Eucaristia e também somos encorajadas a visitar o Senhor presente na Eucaristia”, disse ela. “Todas as paróquias foram instruídas a construir uma capela de adoração permanente, o que já é feito na minha paróquia”. “É um dos presentes mais lindos que recebemos na paróquia”, disse ela. #Adoração #África
- Filme Nefarious estreia essa semana no Brasil
Com distribuição da A2 Filmes e promoção da Kolbe Arte, Nefarious chega oficialmente às telas de cinema de todo o País no dia 2 de novembro. Porém, uma ótima notícia para aqueles que estão ansiosos e na expectativa pelo filme: Nefarious tem pré-estreia paga confirmada em 6 cidades, pela rede UCI no dia 31 de outubro. Certamente, quem optar por conferir a sessão nesta data terá uma noite de Halloween diferente. Ao contrário de produções hollywoodianas repletas de ficção e efeitos especiais, Nefarious conquista o público por seu roteiro impecável e diálogos sólidos que tratam sobre a realidade de possessão demoníaca, considerado por padres da Igreja Católica como o melhor já produzido sobre o assunto. Uma experiência para refletir e colocar em pauta, valores, crenças, além de ser uma experiência de fé no cinema. Em entrevista ao portal norte-americano The Christian Post, os diretores Cary Solomon e Chuck Konzelman falaram sobre a batalha espiritual que enfrentaram para concluir as filmagens de Nefarious. Contudo, mesmo com os desafios, Nefarious teve um sucesso surpreendente: o filme recebeu uma pontuação de audiência de 96% no Rotten Tomatoes e arrecadou impressionantes US$1,3 milhão em seu fim de semana de estreia nos Estados Unidos. Assista o trailer dublado: Ingressos à venda na Rede UCI de Cinemas e também em outras redes de cinemas como o site ingresso.com . Confira abaixo a lista de cinemas e horários para a pré-estreia paga em 31 de outubro: NEFÁRIOUS EUA | 2023 | 97 min. | Suspense – Terror – Drama Título Original: Nefarious Direção: Chuck Konzelman, Cary Solomon Roteiro: Chuck Konzelman, Cary Solomon Elenco: Sean Patrick Flanery, Jordan Belfi, Tom Ohmer, Glenn Beck, James Healy Jr., Stelio Savante, Cameron Arnett, Mark De Alessandro Distribuição: A2 Filmes Promoção: Kolbe Arte SINOPSE No dia de sua execução, o assassino em série Edward Brady tem um último e decisivo compromisso: uma consulta final com um psiquiatra, atestando que ele de fato cometeu seus crimes sabendo o que fazia e, assim, não pode ter sua sanidade questionada. Porém, depois do suicídio de seu antigo médico, Edward deverá ser avaliado pelo Dr. James Martin, outro psiquiatra. Com o destino – e a vida – do assassino em suas mãos, Martin não tem ideia do que terá que enfrentar. Quando Brady diz ao médico que é, na verdade, um demônio, uma batalha pela verdade tem início, envolvendo fé, crenças e o futuro da humanidade. #Nefárious #NefáriousNosCinemas #Filmes
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Com distribuição da A2 Filmes e promoção da Kolbe Arte, Nefarious chega oficialmente às telas de cinema de todo o País no dia 2 de novembro. Porém, uma ótima notícia para aqueles que estão ansiosos e na expectativa pelo filme: Nefarious tem pré-estreia paga confirmada em 6 cidades, pela rede UCI no dia 31 de outubro. Certamente, quem optar por conferir a sessão nesta data terá uma noite de Halloween diferente. Ao contrário de produções hollywoodianas repletas de ficção e efeitos especiais, Nefarious conquista o público por seu roteiro impecável e diálogos sólidos que tratam sobre a realidade de possessão demoníaca, considerado por padres da Igreja Católica como o melhor já produzido sobre o assunto. Uma experiência para refletir e colocar em pauta, valores, crenças, além de ser uma experiência de fé no cinema. Em entrevista ao portal norte-americano The Christian Post, os diretores Cary Solomon e Chuck Konzelman falaram sobre a batalha espiritual que enfrentaram para concluir as filmagens de Nefarious. Contudo, mesmo com os desafios, Nefarious teve um sucesso surpreendente: o filme recebeu uma pontuação de audiência de 96% no Rotten Tomatoes e arrecadou impressionantes US$1,3 milhão em seu fim de semana de estreia nos Estados Unidos. Assista o trailer dublado: Ingressos à venda na Rede UCI de Cinemas e também em outras redes de cinemas como o site ingresso.com . Confira abaixo a lista de cinemas e horários para a pré-estreia paga em 31 de outubro: NEFÁRIOUS EUA | 2023 | 97 min. | Suspense – Terror – Drama Título Original: Nefarious Direção: Chuck Konzelman, Cary Solomon Roteiro: Chuck Konzelman, Cary Solomon Elenco: Sean Patrick Flanery, Jordan Belfi, Tom Ohmer, Glenn Beck, James Healy Jr., Stelio Savante, Cameron Arnett, Mark De Alessandro Distribuição: A2 Filmes Promoção: Kolbe Arte SINOPSE No dia de sua execução, o assassino em série Edward Brady tem um último e decisivo compromisso: uma consulta final com um psiquiatra, atestando que ele de fato cometeu seus crimes sabendo o que fazia e, assim, não pode ter sua sanidade questionada. Porém, depois do suicídio de seu antigo médico, Edward deverá ser avaliado pelo Dr. James Martin, outro psiquiatra. Com o destino – e a vida – do assassino em suas mãos, Martin não tem ideia do que terá que enfrentar. Quando Brady diz ao médico que é, na verdade, um demônio, uma batalha pela verdade tem início, envolvendo fé, crenças e o futuro da humanidade. #Nefárious #NefáriousNosCinemas #Filmes
- Santo Afonso Rodríguez – 31 de Outubro
SANTO DO DIA – 31 DE OUTUBRO – SANTO AFONSO RODRIGUEZ Jesuíta, Porteiro de Colégio Afonso Rodríguez nasceu a 25 de julho de 1531, numa família de sete filhos e quatro filhas, sendo o segundo da numerosa prole. Como não era raro na época, seus pais, bastante virtuosos, criaram os filhos no amor e no temor de Deus e na devoção Àquela que é a Medianeira de todas as graças, Nossa Senhora. Desde pequeno Afonso aprendeu a invocá-La e, em sua inocência, confiava-Lhe todos seus desejos e apreensões. Certo dia ― estaria ele já entrando na adolescência ― num transporte de amor, disse à soberana Senhora: “Ó Senhora, se Vós soubésseis quanto Vos amo! Eu Vos amo tanto, que Vós não podeis amar-me mais do que eu a Vós”. Ao que, aparecendo-lhe, disse-lhe a Rainha dos Céus: “Você se engana, meu filho, porque eu o amo muito mais do que você pode me amar”. Primeiros contactos com a Companhia de Jesus Dois religiosos jesuítas, indo pregar missão em Segóvia, hospedaram-se em sua casa. Afonso e seu irmão foram designados para atendê-los, e receberam, em troca do esmero com que o fizeram, bons conselhos e orientação religiosa. Foi o primeiro contacto que o futuro santo manteve com os jesuítas. Com eles começariam, Afonso e seu irmão, seus estudos no colégio da Companhia em Alcalá. Dir-se-ia que o futuro de Afonso estava traçado: tornar-se-ia um sacerdote da Companhia de Jesus e brilharia por sua eloquência e santidade. Nada disso. Os caminhos da Providência eram outros. Afonso teve que interromper os estudos, com a morte do pai, pois, como seu irmão estava mais adiantado neles, era preferível que se formasse. Assim, Afonso tomou um rumo oposto: tornou-se o encarregado da loja de tecidos do falecido progenitor, e casou-se. Nasceram-lhe os dois primeiros filhos, um casal. Estava ele assim encaminhado para uma vida virtuosa dentro dos laços conjugais e como honesto comerciante. Modelar marido e pai, péssimo comerciante Mas se Afonso era muito bom marido e pai, revelou-se comerciante incompetente. Pois tinha tanto escrúpulo de obter algum lucro ilicitamente, que pouco ganhava em suas transações comerciais. A esposa alertou-o que, desse modo, iriam eles acabar na miséria. Mas de nada adiantou. E os negócios iam de mal a pior para a família. Chegou então a hora da Providência: a esposa bem-amada faleceu ao dar à luz a um menino. Pouco tempo depois, faleceu a filhinha, e não muito depois um dos meninos. Esses cruéis sofrimentos fizeram-lhe compreender que não há nada de duradouro nesta vida, e que tudo passa como o vento. Agora ficava ele só com o filhinho que custara a vida à mãe, e concentrou nele todo seu afecto. Levando uma vida extremamente penitente, mais própria a religiosos que a comerciantes, Afonso continuou com sua loja, sendo visitado continuamente por visões e êxtases. Um dia em que ele chorava seus pecados, Nosso Senhor apareceu-lhe acompanhado de um brilhante cortejo de 12 santos, dos quais ele reconheceu apenas São Francisco de Assis. Este lhe perguntou por que chorava. “Ó querido santo — respondeu-lhe Afonso — se um só pecado venial merece ser chorado durante toda uma vida, como vós quereis que eu não chore, sendo tão culpado?”. A humilde resposta agradou a Nosso Senhor, que o olhou com muita complacência e desapareceu. O amor de Afonso pelo filhinho era extremo, mas todo sobrenatural. De modo que ele, um dia, contemplando a inocência do menino de três anos, e pensando no horror que representa o pecado mortal, implorou a Deus que, se mais tarde aquela criatura fosse ofendê-Lo de maneira grave, que Ele a levasse em sua inocência baptismal. Deus não se fez de rogado, e Afonso dolorosamente teve que amortalhar seu último filho, mas na alegria de sabê-lo salvo no Céu. Irmão leigo na Companhia de Jesus Aos 32 anos de idade, estava livre para tornar-se religioso na Companhia de Jesus. Mas não foi o que ocorreu, pois os caminhos da Providência são, muitas vezes, diferentes de nossos planos. Afonso vendeu todos os seus bens e dirigiu-se a Valença, pedindo admissão na Companhia de Jesus. O reitor, entretanto, aconselhou-o a aprender antes a língua latina, para poder seguir o sacerdócio. Ele entrou então como preceptor do filho da Duquesa de Terra-Nova. Decorreram outros seis anos até que Afonso fosse admitido na Companhia. Nela, o santo seguiu rigorosamente o programa de estudos para poder ordenar-se. Mas, já quase com 40 anos e com má saúde, piorada pelo excesso de austeridades, não conseguia aprender o suficiente para o sacerdócio. Ele o compreendeu, como logo também se deram conta disso seus superiores. Assim, ele foi admitido na Companhia de Jesus como simples irmão leigo. Nessa humilde condição, Afonso foi enviado ao colégio de Palma de Mallorca, para cuidar da portaria. Soube levar ali uma vida de extraordinária riqueza espiritual. Durante mais de 30 anos como porteiro, fazendo com espírito sobrenatural suas mais simples acções, chegou a um alto grau de vida mística. Logo de manhã, quando o sino tocava o despertar, ajoelhava-se perto da cama, agradecia à Santíssima Trindade por havê-lo preservado naquela noite de todo o mal e pecado, e dizia estas palavras do Te Deum: “Dignai-vos, Senhor, guardar-me, neste dia, sem pecado”. Renovava então o propósito de receber a todos, em seu ofício de porteiro, como se fossem o próprio Nosso Senhor. A cada hora do dia ele recitava uma jaculatória especial, celebrando uma das invocações de Nossa Senhora; e à noite, antes de deitar-se, recomendava-Lhe todas as almas do Purgatório, suplicando que aceitasse seu repouso como uma oração em sufrágio delas. Seu comércio com o sobrenatural era contínuo, como ele mesmo revela em sua autobiografia, falando na terceira pessoa: “Essa pessoa chegou a viver tão familiarmente com Jesus e sua santa Mãe, que às vezes parecia-lhe caminhar entre ambos, e que os dois o abraçavam, e ele Lhes dizia amorosamente: ‘Jesus, Maria, meus dulcíssimos amores, morra eu e padeça por Vosso amor’” [1] . Perseguições do demónio e socorro Se Afonso tinha visões celestes, não era privado das infernais. O demónio aparecia-lhe sob as mais horrendas formas, e o tentava de todos os modos possíveis, principalmente contra a virtude da pureza. Para combatê-lo, o irmão leigo recorria à penitência e à oração, e sobretudo à Rainha do Céu e da Terra. Duas vezes o espírito infernal lançou-o do alto da escada que unia dois pavimentos, e nas duas vezes foi ele amparado por Nossa Senhora. Numa violenta tentação de desespero, chamou Maria em seu socorro. Nossa Senhora apareceu-lhe circundada de luz celeste, e os demónios fugiram espavoridos. “Meu filho Afonso ― disse-lhe Ela ― onde estou, você não tem nada a temer”. A um religioso espanhol, que depois lhe escreveu a biografia, deu este conselho: “Quando desejar obter qualquer coisa de Deus, recorra a Maria, e esteja seguro de tudo obter”. Obediência e apóstolo da devoção mariana Sua obediência aos superiores era cega, e difícil de compreender em nossa época dominada pelo orgulho. Certo dia ele assistia a uma conferência sentado perto da porta. Ao entrar um superior, ofereceu-lhe o lugar. “Permaneça onde está”, disse-lhe ele. Afonso ficou lá até bem depois de terminada a conferência, e só saiu quando alguém o foi chamar. Para prová-lo outra vez, o superior mandou que embarcasse para a Índia. Sem mais pensar, nem pegar roupas e provisões, partiu ele. O superior mandou detê-lo, e perguntou-lhe: “Como iria à Índia?”. “Eu iria até o porto e procuraria um navio; se não o encontrasse, entraria na água e iria o mais longe possível; depois retornaria, contente de ter feito tudo para obedecer” [2] . Em seu zelo apostólico, o fervoroso irmão procurava difundir entre os alunos do colégio grande devoção à Virgem, insistindo com que a Ela sempre recorressem e se inscrevessem na Congregação Mariana. Evangelizava os pobres e vagabundos que apareciam no colégio à procura de esmola, cativando-os por sua ardente caridade. Diretor espiritual de São Pedro Claver Por volta de 1605, Afonso Rodríguez foi procurado por um jovem seminarista jesuíta catalão, Pedro Claver, que lhe pediu com insistência que o simples irmão leigo fosse seu director espiritual. Surgiu então entre os dois uma amizade sobrenatural que não cessou com a morte, pois Afonso Rodríguez teve a visão da entrada de seu discípulo na glória celeste. Foi por sua direcção que Pedro Claver partiu para a América, onde dedicou todas suas forças, energias e imensa caridade ao apostolado com os negros. Afonso Rodríguez acompanhava de longe o labor apostólico de seu discípulo, oferecendo-lhe não só suas orações, mas o mérito de suas penitências. Dedicou a ele um livreto que escreveu, com o título A perfeição religiosa [3] . Santo Afonso Rodríguez faleceu no dia 31 de outubro de 1617, aos 86 anos de idade. Conheça mais sobre Santo Afonso Rodrigues Afonso Rodríguez exerceu a princípio a profissão de mercador de tecidos na cidade de Segóvia, onde nasceu no dia 25 de julho de 1531. Deus, porém, que o chamava a uma vida mais perfeita, permitiu-lhe padecer uma série de provações, destinadas a desapegá-lo completamente do mundo. Sofreu alguns prejuízos consideráveis no negócio, depois que a morte lhe levou a esposa e uma filha, às quais amava ternamente. Contudo, restava-lhe um filho, poderoso consolo para tão aflito coração; mas este morreu pouco tempo depois de sua mãe e de sua irmã. Afonso, adorando a mão de Deus que o feria, desde então se dedicou totalmente às obras de mortificação cristã, e entregou-se à prática de grandes austeridades. Assim passou três anos, consultando Deus e suplicando-lhe que lhe desse a conhecer a sua vontade. Foi então que se decidiu pela Companhia de Jesus, na qual entrou no ano de 1509, e pronunciou os votos finais em 5 de abril de 1585. Seus superiores confiaram-lhe o cargo de porteiro do colégio de Maiorca, humilde função que o santo religioso desempenhou até o fim de sua vida, durante numerosos anos. Foi neste posto, aparentemente tão insignificante, que se elevou à mais alta santidade, conservando a idéia de Deus continuamente presente no seu espírito, vivendo em permanente mortificação, obedecendo com humildade perfeita aos seus superiores, e dando provas de uma ilimitada caridade, de uma complacência e uma mansuetude inalteráveis, fosse em relação a seus irmãos, fosse em relação aos alunos e aos estrangeiros que freqüentavam o colégio. Várias vezes, viram-no arrebatado em êxtase enquanto orava, mas os dons de Deus não lhe enchiam de vaidade o coração. Afonso Rodríguez considerava-se o maior dos pecadores e os favores que recebia do Senhor só serviam para incutir nele sentimentos da mais profunda humildade. Esse santo religioso morreu no dia 31 de outubro de 1617, com a idade de oitenta e seis anos, e foi considerado objeto de uma veneração toda especial, tanto por parte do povo do lugar, como por parte de seus irmãos. No ano de 1627, o Papa Urbano VIII começou a informar-se sobre as suas virtudes. Foi beatificado por Leão XII, em 20 de setembro de 1828, e canonizado por Pio IX. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVIII, p. 94-95) #SantodoDia
- Santo Afonso Rodríguez – 31 de Outubro
SANTO DO DIA – 31 DE OUTUBRO – SANTO AFONSO RODRIGUEZ Jesuíta, Porteiro de Colégio Afonso Rodríguez nasceu a 25 de julho de 1531, numa família de sete filhos e quatro filhas, sendo o segundo da numerosa prole. Como não era raro na época, seus pais, bastante virtuosos, criaram os filhos no amor e no temor de Deus e na devoção Àquela que é a Medianeira de todas as graças, Nossa Senhora. Desde pequeno Afonso aprendeu a invocá-La e, em sua inocência, confiava-Lhe todos seus desejos e apreensões. Certo dia ― estaria ele já entrando na adolescência ― num transporte de amor, disse à soberana Senhora: “Ó Senhora, se Vós soubésseis quanto Vos amo! Eu Vos amo tanto, que Vós não podeis amar-me mais do que eu a Vós”. Ao que, aparecendo-lhe, disse-lhe a Rainha dos Céus: “Você se engana, meu filho, porque eu o amo muito mais do que você pode me amar”. Primeiros contactos com a Companhia de Jesus Dois religiosos jesuítas, indo pregar missão em Segóvia, hospedaram-se em sua casa. Afonso e seu irmão foram designados para atendê-los, e receberam, em troca do esmero com que o fizeram, bons conselhos e orientação religiosa. Foi o primeiro contacto que o futuro santo manteve com os jesuítas. Com eles começariam, Afonso e seu irmão, seus estudos no colégio da Companhia em Alcalá. Dir-se-ia que o futuro de Afonso estava traçado: tornar-se-ia um sacerdote da Companhia de Jesus e brilharia por sua eloquência e santidade. Nada disso. Os caminhos da Providência eram outros. Afonso teve que interromper os estudos, com a morte do pai, pois, como seu irmão estava mais adiantado neles, era preferível que se formasse. Assim, Afonso tomou um rumo oposto: tornou-se o encarregado da loja de tecidos do falecido progenitor, e casou-se. Nasceram-lhe os dois primeiros filhos, um casal. Estava ele assim encaminhado para uma vida virtuosa dentro dos laços conjugais e como honesto comerciante. Modelar marido e pai, péssimo comerciante Mas se Afonso era muito bom marido e pai, revelou-se comerciante incompetente. Pois tinha tanto escrúpulo de obter algum lucro ilicitamente, que pouco ganhava em suas transações comerciais. A esposa alertou-o que, desse modo, iriam eles acabar na miséria. Mas de nada adiantou. E os negócios iam de mal a pior para a família. Chegou então a hora da Providência: a esposa bem-amada faleceu ao dar à luz a um menino. Pouco tempo depois, faleceu a filhinha, e não muito depois um dos meninos. Esses cruéis sofrimentos fizeram-lhe compreender que não há nada de duradouro nesta vida, e que tudo passa como o vento. Agora ficava ele só com o filhinho que custara a vida à mãe, e concentrou nele todo seu afecto. Levando uma vida extremamente penitente, mais própria a religiosos que a comerciantes, Afonso continuou com sua loja, sendo visitado continuamente por visões e êxtases. Um dia em que ele chorava seus pecados, Nosso Senhor apareceu-lhe acompanhado de um brilhante cortejo de 12 santos, dos quais ele reconheceu apenas São Francisco de Assis. Este lhe perguntou por que chorava. “Ó querido santo — respondeu-lhe Afonso — se um só pecado venial merece ser chorado durante toda uma vida, como vós quereis que eu não chore, sendo tão culpado?”. A humilde resposta agradou a Nosso Senhor, que o olhou com muita complacência e desapareceu. O amor de Afonso pelo filhinho era extremo, mas todo sobrenatural. De modo que ele, um dia, contemplando a inocência do menino de três anos, e pensando no horror que representa o pecado mortal, implorou a Deus que, se mais tarde aquela criatura fosse ofendê-Lo de maneira grave, que Ele a levasse em sua inocência baptismal. Deus não se fez de rogado, e Afonso dolorosamente teve que amortalhar seu último filho, mas na alegria de sabê-lo salvo no Céu. Irmão leigo na Companhia de Jesus Aos 32 anos de idade, estava livre para tornar-se religioso na Companhia de Jesus. Mas não foi o que ocorreu, pois os caminhos da Providência são, muitas vezes, diferentes de nossos planos. Afonso vendeu todos os seus bens e dirigiu-se a Valença, pedindo admissão na Companhia de Jesus. O reitor, entretanto, aconselhou-o a aprender antes a língua latina, para poder seguir o sacerdócio. Ele entrou então como preceptor do filho da Duquesa de Terra-Nova. Decorreram outros seis anos até que Afonso fosse admitido na Companhia. Nela, o santo seguiu rigorosamente o programa de estudos para poder ordenar-se. Mas, já quase com 40 anos e com má saúde, piorada pelo excesso de austeridades, não conseguia aprender o suficiente para o sacerdócio. Ele o compreendeu, como logo também se deram conta disso seus superiores. Assim, ele foi admitido na Companhia de Jesus como simples irmão leigo. Nessa humilde condição, Afonso foi enviado ao colégio de Palma de Mallorca, para cuidar da portaria. Soube levar ali uma vida de extraordinária riqueza espiritual. Durante mais de 30 anos como porteiro, fazendo com espírito sobrenatural suas mais simples acções, chegou a um alto grau de vida mística. Logo de manhã, quando o sino tocava o despertar, ajoelhava-se perto da cama, agradecia à Santíssima Trindade por havê-lo preservado naquela noite de todo o mal e pecado, e dizia estas palavras do Te Deum: “Dignai-vos, Senhor, guardar-me, neste dia, sem pecado”. Renovava então o propósito de receber a todos, em seu ofício de porteiro, como se fossem o próprio Nosso Senhor. A cada hora do dia ele recitava uma jaculatória especial, celebrando uma das invocações de Nossa Senhora; e à noite, antes de deitar-se, recomendava-Lhe todas as almas do Purgatório, suplicando que aceitasse seu repouso como uma oração em sufrágio delas. Seu comércio com o sobrenatural era contínuo, como ele mesmo revela em sua autobiografia, falando na terceira pessoa: “Essa pessoa chegou a viver tão familiarmente com Jesus e sua santa Mãe, que às vezes parecia-lhe caminhar entre ambos, e que os dois o abraçavam, e ele Lhes dizia amorosamente: ‘Jesus, Maria, meus dulcíssimos amores, morra eu e padeça por Vosso amor’” [1] . Perseguições do demónio e socorro Se Afonso tinha visões celestes, não era privado das infernais. O demónio aparecia-lhe sob as mais horrendas formas, e o tentava de todos os modos possíveis, principalmente contra a virtude da pureza. Para combatê-lo, o irmão leigo recorria à penitência e à oração, e sobretudo à Rainha do Céu e da Terra. Duas vezes o espírito infernal lançou-o do alto da escada que unia dois pavimentos, e nas duas vezes foi ele amparado por Nossa Senhora. Numa violenta tentação de desespero, chamou Maria em seu socorro. Nossa Senhora apareceu-lhe circundada de luz celeste, e os demónios fugiram espavoridos. “Meu filho Afonso ― disse-lhe Ela ― onde estou, você não tem nada a temer”. A um religioso espanhol, que depois lhe escreveu a biografia, deu este conselho: “Quando desejar obter qualquer coisa de Deus, recorra a Maria, e esteja seguro de tudo obter”. Obediência e apóstolo da devoção mariana Sua obediência aos superiores era cega, e difícil de compreender em nossa época dominada pelo orgulho. Certo dia ele assistia a uma conferência sentado perto da porta. Ao entrar um superior, ofereceu-lhe o lugar. “Permaneça onde está”, disse-lhe ele. Afonso ficou lá até bem depois de terminada a conferência, e só saiu quando alguém o foi chamar. Para prová-lo outra vez, o superior mandou que embarcasse para a Índia. Sem mais pensar, nem pegar roupas e provisões, partiu ele. O superior mandou detê-lo, e perguntou-lhe: “Como iria à Índia?”. “Eu iria até o porto e procuraria um navio; se não o encontrasse, entraria na água e iria o mais longe possível; depois retornaria, contente de ter feito tudo para obedecer” [2] . Em seu zelo apostólico, o fervoroso irmão procurava difundir entre os alunos do colégio grande devoção à Virgem, insistindo com que a Ela sempre recorressem e se inscrevessem na Congregação Mariana. Evangelizava os pobres e vagabundos que apareciam no colégio à procura de esmola, cativando-os por sua ardente caridade. Diretor espiritual de São Pedro Claver Por volta de 1605, Afonso Rodríguez foi procurado por um jovem seminarista jesuíta catalão, Pedro Claver, que lhe pediu com insistência que o simples irmão leigo fosse seu director espiritual. Surgiu então entre os dois uma amizade sobrenatural que não cessou com a morte, pois Afonso Rodríguez teve a visão da entrada de seu discípulo na glória celeste. Foi por sua direcção que Pedro Claver partiu para a América, onde dedicou todas suas forças, energias e imensa caridade ao apostolado com os negros. Afonso Rodríguez acompanhava de longe o labor apostólico de seu discípulo, oferecendo-lhe não só suas orações, mas o mérito de suas penitências. Dedicou a ele um livreto que escreveu, com o título A perfeição religiosa [3] . Santo Afonso Rodríguez faleceu no dia 31 de outubro de 1617, aos 86 anos de idade. Conheça mais sobre Santo Afonso Rodrigues Afonso Rodríguez exerceu a princípio a profissão de mercador de tecidos na cidade de Segóvia, onde nasceu no dia 25 de julho de 1531. Deus, porém, que o chamava a uma vida mais perfeita, permitiu-lhe padecer uma série de provações, destinadas a desapegá-lo completamente do mundo. Sofreu alguns prejuízos consideráveis no negócio, depois que a morte lhe levou a esposa e uma filha, às quais amava ternamente. Contudo, restava-lhe um filho, poderoso consolo para tão aflito coração; mas este morreu pouco tempo depois de sua mãe e de sua irmã. Afonso, adorando a mão de Deus que o feria, desde então se dedicou totalmente às obras de mortificação cristã, e entregou-se à prática de grandes austeridades. Assim passou três anos, consultando Deus e suplicando-lhe que lhe desse a conhecer a sua vontade. Foi então que se decidiu pela Companhia de Jesus, na qual entrou no ano de 1509, e pronunciou os votos finais em 5 de abril de 1585. Seus superiores confiaram-lhe o cargo de porteiro do colégio de Maiorca, humilde função que o santo religioso desempenhou até o fim de sua vida, durante numerosos anos. Foi neste posto, aparentemente tão insignificante, que se elevou à mais alta santidade, conservando a idéia de Deus continuamente presente no seu espírito, vivendo em permanente mortificação, obedecendo com humildade perfeita aos seus superiores, e dando provas de uma ilimitada caridade, de uma complacência e uma mansuetude inalteráveis, fosse em relação a seus irmãos, fosse em relação aos alunos e aos estrangeiros que freqüentavam o colégio. Várias vezes, viram-no arrebatado em êxtase enquanto orava, mas os dons de Deus não lhe enchiam de vaidade o coração. Afonso Rodríguez considerava-se o maior dos pecadores e os favores que recebia do Senhor só serviam para incutir nele sentimentos da mais profunda humildade. Esse santo religioso morreu no dia 31 de outubro de 1617, com a idade de oitenta e seis anos, e foi considerado objeto de uma veneração toda especial, tanto por parte do povo do lugar, como por parte de seus irmãos. No ano de 1627, o Papa Urbano VIII começou a informar-se sobre as suas virtudes. Foi beatificado por Leão XII, em 20 de setembro de 1828, e canonizado por Pio IX. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVIII, p. 94-95) #SantodoDia
- Homilia Diária | Como funciona a dinâmica da fé?
(Terça-feira da 30.ª Semana do Tempo Comum) O Evangelho desta terça-feira conta-nos as famosas parábolas do grão de mostarda e do fermento na massa. Com essas comparações, Nosso Senhor nos ensina que seu reinado em nós pela graça possui uma força de crescimento que depende sobretudo da fé, sem a qual é impossível agradar a Deus. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 31 de outubro, e descubra por que o Evangelho é uma força de Deus para aquele que crê. Evangelho (Lc 13,18-21) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois, revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (cf. Mt 11,25) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 18 Jesus dizia: “A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo? 19 Ele é como a semente de mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim. A semente cresce, torna-se uma grande árvore e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos”. 20 Jesus disse ainda: “Com que poderei ainda comparar o Reino de Deus? 21 Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
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- Halloween: exaltação do horror, do macabro e do demoníaco
Desde há algumas décadas que este mês de Outubro em que nos encontramos se tornou um tempo de frenética preparação da noite de 31 de Outubro para 1 de Novembro, que para muitos já não é mais a noite de Todos-os-Santos, mas tornou-se a noite de Halloween. Este acontecimento é hoje em dia uma moda, infelizmente comum na nossa cultura cristã, que serve sobretudo para a instrumentalização da internet, da imprensa escrita e de toda a comunicação social, que tende a divulgá-la. As vitrines das pastelarias, decoradas à moda do Halloween; o negócio dos brinquedos, as revistas para crianças, os sítios da internet chamam constantemente a atenção da sociedade para o Halloween; até as escolas são decoradas com fantasmas, cabeças de abóbora e máscaras monstruosas, que constituem uma real exaltação do macabro. Tendo em vista essa noite, produzem-se fatos de bruxa, de fantasmas, de demónios, de vampiros, de lobisomens, de esqueletos, de monstros sanguinários e nessa noite organizam-se também manifestações deliberada e gravemente ofensivas em relação à nossa fé cristã, como por exemplo o que aconteceu numa grande discoteca de Roma em que na noite de Halloween se exibiu um fantoche que representava um sacerdote, enforcado pelos pés, com a cabeça para baixo. O objectivo latente desta festa não é apenas comercial, mas é também e sobretudo o de induzir a opinião pública, em particular as crianças, os adolescentes e os jovens, a familiarizar-se com a mentalidade ocultista e da magia, estranha e hostil à cultura cristã (por vezes com a desculpa de aprofundar o conhecimento da cultura celta). E tudo isto enquanto assistimos à tentativa recorrente de eliminar os crucifixos dos locais públicos e, nas proximidades do Natal, também à proibição de montar o Presépio e de apresentar a mensagem espiritual do Natal nas escolas, nas mesmas escolas onde se promove a festa do Halloween, que é a exaltação da realidade espiritual maléfica, isto é de todas as formas que encarnam o mal, a morte, o medo, o macabro, o demoníaco. Na noite de Halloween também se regista um aumento impressionante das práticas do ocultismo e de todos os rituais do satanismo, dado que aquela noite corresponde, segundo o calendário das bruxas, à vigília do Ano novo satânico, na qual o ritual de iniciação e consagração a Satanás ocorre em moldes perversos e desumanos. Assim o Halloween, em vez de promover os valores, as atitudes e os comportamentos morais e espirituais que edificam a personalidade das crianças e dos jovens e consequentemente da sociedade de amanhã, propõe desvalores que não constroem mas destroem, que não elevam mas brutalizam o ser humano, feito à imagem e semelhança de Deus e criado para O conhecer, amar e servir. Por isso são bem-vindas na noite do 31 de Outubro para o 1º de Novembro, as vigílias de oração que acontecem em tantas igrejas, as celebrações da fé cristã com a presença de grupos, cantores ou compositores de musica cristã contemporânea, as procissões com as imagens dos Santos e também as representações teatrais das suas vidas, noites de saudável convívio para as crianças e palestras para as famílias, com jogos inspirados na boa tradição e com jantar para todos, que se vão difundindo um pouco por todo o lado, substituindo-se à aberrante exaltação e celebração do horror proposto pelo Halloween. Traduzido e adaptado dum texto do Padre Francesco Bamonte, ICMS, exorcista da Diocese de Roma e Presidente da Associação Internacional de Exorcistas Halloween é uma brincadeira inofensiva? De forma alguma, responde exorcista “É a grande festa do mundo do oculto, o ano novo dos satanistas, conhecido como a festa deste deus das trevas”, declarou ao canal de televisão italiano TV 2000 o padre Aldo Buonaiuto, sacerdote exorcista e autor do livro “Halloween. O truque do diabo”. O sacerdote afirmou diante das câmaras que é importante compreender a instituição da festa de Todos os Santos no dia 1º de novembro, já que foi o papa Gregório IV, por volta do ano 834, que a transferiu do dia 13 de maio para esta data, justamente a fim de deter a tradição que chegava da Irlanda e que adora o mundo das trevas e dos mortos. Deste modo, destacou que atualmente tudo está relativizado, unido ao tétrico, à violência, ao horror, ao sangue e em forma de brincadeira. “Nas escolas, eu escuto diferentes pais que nos falam de crianças que estão horrorizadas, têm pesadelos à noite e outras crianças que não entendem mais a diferença entre a vida e a morte”, lamentou padre Buonaiuto. Em declarações a Interris.it, padre Buonaiuto disse que o livro procura “informar, educar e prevenir os perigos, um subsídio para os pais e educadores, para os catequistas e para os sacerdotes, assim como para as crianças, de maneira que exista consciência a respeito dos significados dos símbolos ocultos e satânicos deste carnaval do horror, que não deve ser trivializado”. Sobre a tradição do “doce ou travessura” que as crianças dizem ao pediram caramelos de casa em casa no Halloween, advertiu que “esconde algo muito mais sério e preocupante do que podemos ver. No antigo culto pagão dos druidas, ‘trick or treat’, significava a ‘maldição ou sacrifício’: a obrigação de oferecer presentes aos sacerdotes do deus da morte, a fim de evitar vinganças do além”. “Através desta conhecida moda festiva, difundem o prazer pelo horror como algo normal, a sedução de algo macabro, sentir mais atração pela morte do que pela vida. Está profanando o significado da morte. Como escrevi no livro, o truque do diabo é um doce mortal para a alma”. Por outro lado, o sacerdote também criticou o aspecto comercial deste evento, muito seguido pelos jovens. “Na Europa, o lucro econômico com a ‘noite de bruxas’ supera os 400 milhões de euros”, disse. “Trata-se de um fenômeno daninho, no plano social, antropológico e cultural: uma proposta de valores negativos, vinculados a uma visão materialista e utilitarista da vida e do prazer. E é uma profanação da verdadeira festa, cristã, do culto aos Santos, da devoção por homens e mulheres que trataram de imitar o exemplo perfeito de Jesus no amor ao próximo e no respeito aos mandamentos divinos”. O sacerdote exorcista Aldo Buonaiuto é antropólogo, demonólogo e coordenador do Serviço Anti-Seitas da Comunidade Papa João XXIII. Estudou filosofia e teologia no Pontifício Ateneu “São Anselmo” (Roma) e antropologia teológica no Pontifício Ateneu Teresianum (Roma). Padre adverte que Halloween é “aniversário de Satanás” Padre Javier Luzón, sacerdote e exorcista da arquidiocese de Madri (Espanha), explicou em entrevista que a celebração do Halloween é “o aniversário de Satanás” e também o começo do ano satânico celebrado pelos druidas vários séculos antes de Cristo. Nesta entrevista que padre Luzón concedeu em 2018, disseque “em uma sociedade na qual não se fala do demônio, dizer que o Halloween é uma prática relacionada ao ocultismo ou ao satanismo pode parecer um exagero. Mas não é assim. Existe uma grande ignorância sobre o que está por trás dessa celebração aparentemente inofensiva”. Além do caráter comercial que esta festa tem, porque “movimenta muito dinheiro”, o sacerdote também assegura que há um “interesse ideológico” em torno dela. “Estão nos empurrando esta festa por todos os lados. Uma criança cuja família diz para que não se fantasie de morte, mas lhe incentiva a vestir-se de algo positivo, é vista como estranha”, assegurou. Por isso, o sacerdote da arquidiocese de Madri lembrou que o famoso exorcista padre Gabriele Amorth costumava dizer que não se pode brincar com fogo, porque ele encontrou crianças e adolescentes com problemas por abrir portas por ocasião do Halloween. Também disse que Halloween se trata de “uma celebração na qual se invoca o deus da morte porque nesse dia”, de acordo com a tradição dos druidas, “abre-se as portas do averno para que os espíritos possam perturbar as pessoas”. “Os druidas iam de casa em casa para que fizessem uma oferenda, como mulheres virgens, crianças ou outros sacrifícios… A família que concordava era respeitada. Mas, se não o fizesse, a casa ficava marcada, como uma maldição, para que os espíritos pudessem atacar a casa”. Essa tradição foi exportada aos Estados Unidos “com a colonização norte-americana pelos irlandeses, onde a cultura celta sempre se manteve”. De fato, padre Luzón destacou que a Irlanda foi um dos poucos países que não chegou a ser exorcizado pelos filhos de São Bento, como fizeram com o resto da Europa. “Depois que os povos bárbaros foram com suas bruxarias, os beneditinos foram por toda a Europa libertando-os das maldições e do mundo sombrio que é tão perigoso”, assegurou. Essa tradição que chegou aos Estados Unidos, segundo padre Luzón, “não é mais o culto ao deus da morte, mas diretamente o aniversário de Satanás”. “Há pessoas que foram líderes de seitas satânicas, que saíram delas e contam o que fazem como sacrifícios, também de seres humanos. Ou deixam as mulheres grávidas para sacrificar seus filhos, nesta noite que é a mais importante do satanismo. Ainda existem grupos druidas e satânicos que roubam as sagradas formas consagradas para realizar os ritos desta noite”. Por isso enfatiza que essa festa “não é uma coisa inofensiva ou inocente, como nos apresentam, mas tem o mesmo simbolismo dos mortos: caveiras, dragões, monstros… E significa o que faziam estes [druidas] que era vestir-se destes seres que iam atacar durante essa noite para passar inadvertidos e que não lhes fizessem dano. É uma teosofia que incute nas crianças o medo, o terror ou a morte mal focada… Não é um tema inofensivo, mas pode ser grave e pode ter repercussões”. No entanto, disse que “isso não significa que, porque uma criança se veste com essas coisas, algo acontecerá com ela. Não necessariamente, mas pode e de fato há crianças que começam com terrores noturnos, visões estranhas, distúrbios do sono e quando se reza por elas pedindo a cura, manifesta-se que a origem é ter participado dessas celebrações”.
- Halloween: exaltação do horror, do macabro e do demoníaco
Desde há algumas décadas que este mês de Outubro em que nos encontramos se tornou um tempo de frenética preparação da noite de 31 de Outubro para 1 de Novembro, que para muitos já não é mais a noite de Todos-os-Santos, mas tornou-se a noite de Halloween. Este acontecimento é hoje em dia uma moda, infelizmente comum na nossa cultura cristã, que serve sobretudo para a instrumentalização da internet, da imprensa escrita e de toda a comunicação social, que tende a divulgá-la. As vitrines das pastelarias, decoradas à moda do Halloween; o negócio dos brinquedos, as revistas para crianças, os sítios da internet chamam constantemente a atenção da sociedade para o Halloween; até as escolas são decoradas com fantasmas, cabeças de abóbora e máscaras monstruosas, que constituem uma real exaltação do macabro. Tendo em vista essa noite, produzem-se fatos de bruxa, de fantasmas, de demónios, de vampiros, de lobisomens, de esqueletos, de monstros sanguinários e nessa noite organizam-se também manifestações deliberada e gravemente ofensivas em relação à nossa fé cristã, como por exemplo o que aconteceu numa grande discoteca de Roma em que na noite de Halloween se exibiu um fantoche que representava um sacerdote, enforcado pelos pés, com a cabeça para baixo. O objectivo latente desta festa não é apenas comercial, mas é também e sobretudo o de induzir a opinião pública, em particular as crianças, os adolescentes e os jovens, a familiarizar-se com a mentalidade ocultista e da magia, estranha e hostil à cultura cristã (por vezes com a desculpa de aprofundar o conhecimento da cultura celta). E tudo isto enquanto assistimos à tentativa recorrente de eliminar os crucifixos dos locais públicos e, nas proximidades do Natal, também à proibição de montar o Presépio e de apresentar a mensagem espiritual do Natal nas escolas, nas mesmas escolas onde se promove a festa do Halloween, que é a exaltação da realidade espiritual maléfica, isto é de todas as formas que encarnam o mal, a morte, o medo, o macabro, o demoníaco. Na noite de Halloween também se regista um aumento impressionante das práticas do ocultismo e de todos os rituais do satanismo, dado que aquela noite corresponde, segundo o calendário das bruxas, à vigília do Ano novo satânico, na qual o ritual de iniciação e consagração a Satanás ocorre em moldes perversos e desumanos. Assim o Halloween, em vez de promover os valores, as atitudes e os comportamentos morais e espirituais que edificam a personalidade das crianças e dos jovens e consequentemente da sociedade de amanhã, propõe desvalores que não constroem mas destroem, que não elevam mas brutalizam o ser humano, feito à imagem e semelhança de Deus e criado para O conhecer, amar e servir. Por isso são bem-vindas na noite do 31 de Outubro para o 1º de Novembro, as vigílias de oração que acontecem em tantas igrejas, as celebrações da fé cristã com a presença de grupos, cantores ou compositores de musica cristã contemporânea, as procissões com as imagens dos Santos e também as representações teatrais das suas vidas, noites de saudável convívio para as crianças e palestras para as famílias, com jogos inspirados na boa tradição e com jantar para todos, que se vão difundindo um pouco por todo o lado, substituindo-se à aberrante exaltação e celebração do horror proposto pelo Halloween. Traduzido e adaptado dum texto do Padre Francesco Bamonte, ICMS, exorcista da Diocese de Roma e Presidente da Associação Internacional de Exorcistas Halloween é uma brincadeira inofensiva? De forma alguma, responde exorcista “É a grande festa do mundo do oculto, o ano novo dos satanistas, conhecido como a festa deste deus das trevas”, declarou ao canal de televisão italiano TV 2000 o padre Aldo Buonaiuto, sacerdote exorcista e autor do livro “Halloween. O truque do diabo”. O sacerdote afirmou diante das câmaras que é importante compreender a instituição da festa de Todos os Santos no dia 1º de novembro, já que foi o papa Gregório IV, por volta do ano 834, que a transferiu do dia 13 de maio para esta data, justamente a fim de deter a tradição que chegava da Irlanda e que adora o mundo das trevas e dos mortos. Deste modo, destacou que atualmente tudo está relativizado, unido ao tétrico, à violência, ao horror, ao sangue e em forma de brincadeira. “Nas escolas, eu escuto diferentes pais que nos falam de crianças que estão horrorizadas, têm pesadelos à noite e outras crianças que não entendem mais a diferença entre a vida e a morte”, lamentou padre Buonaiuto. Em declarações a Interris.it, padre Buonaiuto disse que o livro procura “informar, educar e prevenir os perigos, um subsídio para os pais e educadores, para os catequistas e para os sacerdotes, assim como para as crianças, de maneira que exista consciência a respeito dos significados dos símbolos ocultos e satânicos deste carnaval do horror, que não deve ser trivializado”. Sobre a tradição do “doce ou travessura” que as crianças dizem ao pediram caramelos de casa em casa no Halloween, advertiu que “esconde algo muito mais sério e preocupante do que podemos ver. No antigo culto pagão dos druidas, ‘trick or treat’, significava a ‘maldição ou sacrifício’: a obrigação de oferecer presentes aos sacerdotes do deus da morte, a fim de evitar vinganças do além”. “Através desta conhecida moda festiva, difundem o prazer pelo horror como algo normal, a sedução de algo macabro, sentir mais atração pela morte do que pela vida. Está profanando o significado da morte. Como escrevi no livro, o truque do diabo é um doce mortal para a alma”. Por outro lado, o sacerdote também criticou o aspecto comercial deste evento, muito seguido pelos jovens. “Na Europa, o lucro econômico com a ‘noite de bruxas’ supera os 400 milhões de euros”, disse. “Trata-se de um fenômeno daninho, no plano social, antropológico e cultural: uma proposta de valores negativos, vinculados a uma visão materialista e utilitarista da vida e do prazer. E é uma profanação da verdadeira festa, cristã, do culto aos Santos, da devoção por homens e mulheres que trataram de imitar o exemplo perfeito de Jesus no amor ao próximo e no respeito aos mandamentos divinos”. O sacerdote exorcista Aldo Buonaiuto é antropólogo, demonólogo e coordenador do Serviço Anti-Seitas da Comunidade Papa João XXIII. Estudou filosofia e teologia no Pontifício Ateneu “São Anselmo” (Roma) e antropologia teológica no Pontifício Ateneu Teresianum (Roma). Padre adverte que Halloween é “aniversário de Satanás” Padre Javier Luzón, sacerdote e exorcista da arquidiocese de Madri (Espanha), explicou em entrevista que a celebração do Halloween é “o aniversário de Satanás” e também o começo do ano satânico celebrado pelos druidas vários séculos antes de Cristo. Nesta entrevista que padre Luzón concedeu em 2018, disseque “em uma sociedade na qual não se fala do demônio, dizer que o Halloween é uma prática relacionada ao ocultismo ou ao satanismo pode parecer um exagero. Mas não é assim. Existe uma grande ignorância sobre o que está por trás dessa celebração aparentemente inofensiva”. Além do caráter comercial que esta festa tem, porque “movimenta muito dinheiro”, o sacerdote também assegura que há um “interesse ideológico” em torno dela. “Estão nos empurrando esta festa por todos os lados. Uma criança cuja família diz para que não se fantasie de morte, mas lhe incentiva a vestir-se de algo positivo, é vista como estranha”, assegurou. Por isso, o sacerdote da arquidiocese de Madri lembrou que o famoso exorcista padre Gabriele Amorth costumava dizer que não se pode brincar com fogo, porque ele encontrou crianças e adolescentes com problemas por abrir portas por ocasião do Halloween. Também disse que Halloween se trata de “uma celebração na qual se invoca o deus da morte porque nesse dia”, de acordo com a tradição dos druidas, “abre-se as portas do averno para que os espíritos possam perturbar as pessoas”. “Os druidas iam de casa em casa para que fizessem uma oferenda, como mulheres virgens, crianças ou outros sacrifícios… A família que concordava era respeitada. Mas, se não o fizesse, a casa ficava marcada, como uma maldição, para que os espíritos pudessem atacar a casa”. Essa tradição foi exportada aos Estados Unidos “com a colonização norte-americana pelos irlandeses, onde a cultura celta sempre se manteve”. De fato, padre Luzón destacou que a Irlanda foi um dos poucos países que não chegou a ser exorcizado pelos filhos de São Bento, como fizeram com o resto da Europa. “Depois que os povos bárbaros foram com suas bruxarias, os beneditinos foram por toda a Europa libertando-os das maldições e do mundo sombrio que é tão perigoso”, assegurou. Essa tradição que chegou aos Estados Unidos, segundo padre Luzón, “não é mais o culto ao deus da morte, mas diretamente o aniversário de Satanás”. “Há pessoas que foram líderes de seitas satânicas, que saíram delas e contam o que fazem como sacrifícios, também de seres humanos. Ou deixam as mulheres grávidas para sacrificar seus filhos, nesta noite que é a mais importante do satanismo. Ainda existem grupos druidas e satânicos que roubam as sagradas formas consagradas para realizar os ritos desta noite”. Por isso enfatiza que essa festa “não é uma coisa inofensiva ou inocente, como nos apresentam, mas tem o mesmo simbolismo dos mortos: caveiras, dragões, monstros… E significa o que faziam estes [druidas] que era vestir-se destes seres que iam atacar durante essa noite para passar inadvertidos e que não lhes fizessem dano. É uma teosofia que incute nas crianças o medo, o terror ou a morte mal focada… Não é um tema inofensivo, mas pode ser grave e pode ter repercussões”. No entanto, disse que “isso não significa que, porque uma criança se veste com essas coisas, algo acontecerá com ela. Não necessariamente, mas pode e de fato há crianças que começam com terrores noturnos, visões estranhas, distúrbios do sono e quando se reza por elas pedindo a cura, manifesta-se que a origem é ter participado dessas celebrações”.
- HALLOWEEN: A FESTA DO INFERNO
HALLOWEEN: A FESTA DO INFERNO A aparente inocência e as quase insuspeitas travessuras da conhecida ”Festa das Bruxas”, escondem uma realidade por demais preocupante. Para os bruxos, satanistas e ocultistas em geral, se trata de uma festa ”sagrada”, de grande importância, onde se realizam vários rituais, que vão deste orações de louvor e invocações aos mortos, deuses e demônios até o oferecimentos de sacrifícios de coisas, animais e pessoas. O diabo sempre busca fazer uma paródia das coisas santas e sagradas, sendo assim, seus cultuadores ou aqueles por ele inspirados, fazem do dia 31 de outubro uma data especial, pelo fato de a mesma preceder a Festa de Todos os Santos (01 de novembro) e dos Fiéis Defuntos (02 de novembro). Enquanto os cristãos comemoram a festa do Céu, celebrando todos os santos e depois rezando pelos fiéis defuntos, os ocultistas comemoram no dia 31 de outubro a festa do inferno. Antes de continuar a leitura, assista ao vídeo: Todos os ex-bruxos e ex-satanistas convertidos a fé cristã, são unânimes em afirmar que a festa do halloween é diabólica, e que a celebravam como uma grande solenidade em meio a rituais satânicos. Também os exorcistas são concordes em demostrar o obscurantismo da chamada ”festa das bruxas”. A respeito dessa comemoração dizia o grande exorcista Padre Gabriele Amorth: ”O Halloween é uma armadilha do demônio…trata-se de uma coisa pagã, anti-cristã e anti-católica.” A comemoração do ”dia das bruxas” nunca foi uma festa cristã, embora por um período a Igreja tenha tentado cristianizar os costumes dos povos que celebravam a passagem do tempo de vida e luz (verão e primavera) para o tempo de escuridão e morte (outono e inverno), especialmente os povos herdeiros das tradições Celtas (desde 1300 a.C.), que acreditavam que no dia 31 de outubro os maus espíritos de mortos poderiam invadir suas casas e também seus corpos, razão pela qual colocavam figuras horripilantes e caricaturas diante de suas portas ou perto de suas casas para espantar tais espíritos. Com o tempo os ocultistas, bruxos e satanistas foram ”aperfeiçoando” a festa pagã e acrescentando-lhe outros elementos ritualísticos, ao pontos de em alguns casos praticarem os mais macabros rituais de sacrifícios de animais, mutilações, violação sexual de crianças e mesmo sacrifícios humanos. Não é mero ocaso o fato de que nessa época nos EUA e em outros países, se registre um número maior de desaparecimento de crianças que jamais serão encontradas. Leia também: Exorcista adverte sobre os perigos do Halloween! É muito triste e preocupante que pais, escolas e outras entidades (algumas até ditas cristãs), promovam a ”festas das bruxas” sem se atentarem para significado e as raízes espirituais dessa celebração, expondo seus filhos a um verdadeiro perigo espiritual, além do que, contribuem para desarmar a mente e a alma da criança contra o mal e as coisas diabólicas e ocultas, fazendo com que vejam tudo isso como uma brincadeira inocente sem maiores consequências. A Palavra de Deus nos diz que não deve se encontrar no meio de seu povo aqueles que se deem a feitiçaria, à advinhação, ao espiritismo, aos agouros, à invocação dos mortos, à magia, etc… pois Ele abomina aos que se dão a essas práticas (Dt. 18,9-12). São Paulo por sua vez nos diz que NÃO devemos nos associar às obras das trevas (como o halloween), mas denunciá-las abertamente (Ef. 5,11). Protejamos nossas crianças, cuja inocência, o inimigo e seus servos de muitas formas quer destruir. Procuremos caminhar na Luz e celebrar a Cristo, vida de todos os santos. Equipe Templário de Maria Leia também: Católicos não celebram Halloween, mas o dia de Todos os Santos #DiadasBruxas #HALLOWEEN
- HALLOWEEN: A FESTA DO INFERNO
HALLOWEEN: A FESTA DO INFERNO A aparente inocência e as quase insuspeitas travessuras da conhecida ”Festa das Bruxas”, escondem uma realidade por demais preocupante. Para os bruxos, satanistas e ocultistas em geral, se trata de uma festa ”sagrada”, de grande importância, onde se realizam vários rituais, que vão deste orações de louvor e invocações aos mortos, deuses e demônios até o oferecimentos de sacrifícios de coisas, animais e pessoas. O diabo sempre busca fazer uma paródia das coisas santas e sagradas, sendo assim, seus cultuadores ou aqueles por ele inspirados, fazem do dia 31 de outubro uma data especial, pelo fato de a mesma preceder a Festa de Todos os Santos (01 de novembro) e dos Fiéis Defuntos (02 de novembro). Enquanto os cristãos comemoram a festa do Céu, celebrando todos os santos e depois rezando pelos fiéis defuntos, os ocultistas comemoram no dia 31 de outubro a festa do inferno. Antes de continuar a leitura, assista ao vídeo: Todos os ex-bruxos e ex-satanistas convertidos a fé cristã, são unânimes em afirmar que a festa do halloween é diabólica, e que a celebravam como uma grande solenidade em meio a rituais satânicos. Também os exorcistas são concordes em demostrar o obscurantismo da chamada ”festa das bruxas”. A respeito dessa comemoração dizia o grande exorcista Padre Gabriele Amorth: ”O Halloween é uma armadilha do demônio…trata-se de uma coisa pagã, anti-cristã e anti-católica.” A comemoração do ”dia das bruxas” nunca foi uma festa cristã, embora por um período a Igreja tenha tentado cristianizar os costumes dos povos que celebravam a passagem do tempo de vida e luz (verão e primavera) para o tempo de escuridão e morte (outono e inverno), especialmente os povos herdeiros das tradições Celtas (desde 1300 a.C.), que acreditavam que no dia 31 de outubro os maus espíritos de mortos poderiam invadir suas casas e também seus corpos, razão pela qual colocavam figuras horripilantes e caricaturas diante de suas portas ou perto de suas casas para espantar tais espíritos. Com o tempo os ocultistas, bruxos e satanistas foram ”aperfeiçoando” a festa pagã e acrescentando-lhe outros elementos ritualísticos, ao pontos de em alguns casos praticarem os mais macabros rituais de sacrifícios de animais, mutilações, violação sexual de crianças e mesmo sacrifícios humanos. Não é mero ocaso o fato de que nessa época nos EUA e em outros países, se registre um número maior de desaparecimento de crianças que jamais serão encontradas. Leia também: Exorcista adverte sobre os perigos do Halloween! É muito triste e preocupante que pais, escolas e outras entidades (algumas até ditas cristãs), promovam a ”festas das bruxas” sem se atentarem para significado e as raízes espirituais dessa celebração, expondo seus filhos a um verdadeiro perigo espiritual, além do que, contribuem para desarmar a mente e a alma da criança contra o mal e as coisas diabólicas e ocultas, fazendo com que vejam tudo isso como uma brincadeira inocente sem maiores consequências. A Palavra de Deus nos diz que não deve se encontrar no meio de seu povo aqueles que se deem a feitiçaria, à advinhação, ao espiritismo, aos agouros, à invocação dos mortos, à magia, etc… pois Ele abomina aos que se dão a essas práticas (Dt. 18,9-12). São Paulo por sua vez nos diz que NÃO devemos nos associar às obras das trevas (como o halloween), mas denunciá-las abertamente (Ef. 5,11). Protejamos nossas crianças, cuja inocência, o inimigo e seus servos de muitas formas quer destruir. Procuremos caminhar na Luz e celebrar a Cristo, vida de todos os santos. Equipe Templário de Maria Leia também: Católicos não celebram Halloween, mas o dia de Todos os Santos #DiadasBruxas #HALLOWEEN
- Homilia Diária | Não estamos com a alma encurvada?
Segunda-feira da 30.ª Semana do Tempo Comum Sem o toque da graça de Cristo, somos espiritualmente tristes e preguiçosos, à semelhança daquela mulher encurvada da qual nos fala o Evangelho de hoje. Enfraquecidos e sem ânimo, somos incapazes por nós mesmos de levar a cabo a nossa vocação à grandeza no amor. Sem ajuda constante de Nosso Senhor, não podemos erguer-nos até o céu, aonde chegam só os que se deixam carregar, como em um elevador, pelo amorosíssimo e misericordioso Coração de Jesus Cristo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 30 de outubro, e peçamos a Deus que nos infunda a força interior de sua graça, sem a qual nada somos nem podemos. Evangelho (Lc 13,10-17) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Vossa palavra é a verdade; santificai-nos na verdade! (cf. Jo 17,17ba), — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo: 10 Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. 11 Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. 12 Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: ‘Mulher, estás livre da tua doença.’ 13 Jesus colocou as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou, e começou a louvar a Deus. 14 O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: ‘Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, mas não em dia de sábado.’ 15 O Senhor lhe respondeu: ‘Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? 16 Esta filha de Abraão, que Satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?’ 17 Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Não estamos com a alma encurvada?
Segunda-feira da 30.ª Semana do Tempo Comum Sem o toque da graça de Cristo, somos espiritualmente tristes e preguiçosos, à semelhança daquela mulher encurvada da qual nos fala o Evangelho de hoje. Enfraquecidos e sem ânimo, somos incapazes por nós mesmos de levar a cabo a nossa vocação à grandeza no amor. Sem ajuda constante de Nosso Senhor, não podemos erguer-nos até o céu, aonde chegam só os que se deixam carregar, como em um elevador, pelo amorosíssimo e misericordioso Coração de Jesus Cristo. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 30 de outubro, e peçamos a Deus que nos infunda a força interior de sua graça, sem a qual nada somos nem podemos. Evangelho (Lc 13,10-17) — Aleluia, Aleluia, Aleluia. — Vossa palavra é a verdade; santificai-nos na verdade! (cf. Jo 17,17ba), — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo: 10 Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. 11 Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. 12 Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: ‘Mulher, estás livre da tua doença.’ 13 Jesus colocou as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou, e começou a louvar a Deus. 14 O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: ‘Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, mas não em dia de sábado.’ 15 O Senhor lhe respondeu: ‘Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? 16 Esta filha de Abraão, que Satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?’ 17 Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Católicos não celebram Halloween, mas o dia de Todos os Santos
O Halloween surgiu inicialmente como uma festa católica. A expressão em inglês veio de “All Holies Eve”, que quer dizer a Véspera de todos os Santos, solenidade esta que é celebrada no dia primeiro de novembro em honra daqueles que estão no céu e contemplam a face de Deus. Mas com o passar do tempo, o evento foi se distanciando cada vez mais de seu primeiro propósito e o 31 de outubro acabou virando a festa pagã que se vê hoje, exaltando os mortos de maneira macabra e nada cristã. Para recuperar o costume original, em muitos lugares do mundo, paróquias, grupos e comunidades estão se mobilizando para retomar sua ideia inicial com o Holywins, a Festa de Todos os Santos. O termo se traduz por “Santidade vence”, e é esta a mensagem que os incentivadores querem passar. Em muitas dessas festividades, inclusive, a fantasia não é deixada de lado, mas ganha personagens diferentes… São Francisco, Santa Teresinha, padres, freiras, papas… o importante é ser santo. *Veja no final do artigo, alguns exemplos de fantasias. HALLOWEEN: A FESTA DO INFERNO A aparente inocência e as quase insuspeitas travessuras da conhecida ”Festa das Bruxas”, escondem uma realidade por demais preocupante. Para os bruxos, satanistas e ocultistas em geral, se trata de uma festa ”sagrada”, de grande importância, onde se realizam vários rituais, que vão deste orações de louvor e invocações aos mortos, deuses e demônios até o oferecimentos de sacrifícios de coisas, animais e pessoas. O diabo sempre busca fazer uma paródia das coisas santas e sagradas, sendo assim, seus cultuadores ou aqueles por ele inspirados, fazem do dia 31 de outubro uma data especial, pelo fato de a mesma preceder a Festa de Todos os Santos (01 de novembro) e dos Fiéis Defuntos (02 de novembro). Enquanto os cristãos comemoram a festa do Céu, celebrando todos os santos e depois rezando pelos fiéis defuntos, os ocultistas comemoram no dia 31 de outubro a festa do inferno. Todos os ex-bruxos e ex-satanistas convertidos a fé cristã, são unânimes em afirmar que a festa do halloween é diabólica, e que a celebravam como uma grande solenidade em meio a rituais satânicos. Também os exorcistas são concordes em demostrar o obscurantismo da chamada ”festa das bruxas”. A respeito dessa comemoração dizia o grande exorcista Padre Gabriele Amorth: ”O Halloween é uma armadilha do demônio…trata-se de uma coisa pagã, anti-cristã e anti-católica.” A comemoração do ”dia das bruxas” nunca foi uma festa cristã, embora por um período a Igreja tenha tentado cristianizar os costumes dos povos que celebravam a passagem do tempo de vida e luz (verão e primavera) para o tempo de escuridão e morte (outono e inverno), especialmente os povos herdeiros das tradições Celtas (desde 1300 a.C.), que acreditavam que no dia 31 de outubro os maus espíritos de mortos poderiam invadir suas casas e também seus corpos, razão pela qual colocavam figuras horripilantes e caricaturas diante de suas portas ou perto de suas casas para espantar tais espíritos. Com o tempo os ocultistas, bruxos e satanistas foram ”aperfeiçoando” a festa pagã e acrescentando-lhe outros elementos ritualísticos, ao pontos de em alguns casos praticarem os mais macabros rituais de sacrifícios de animais, mutilações, violação sexual de crianças e mesmo sacrifícios humanos. Não é mero ocaso o fato de que nessa época nos EUA e em outros países, se registre um número maior de desaparecimento de crianças que jamais serão encontradas. É muito triste e preocupante que pais, escolas e outras entidades (algumas até ditas cristãs), promovam a ”festas das bruxas” sem se atentarem para significado e as raízes espirituais dessa celebração, expondo seus filhos a um verdadeiro perigo espiritual, além do que, contribuem para desarmar a mente e a alma da criança contra o mal e as coisas diabólicas e ocultas, fazendo com que vejam tudo isso como uma brincadeira inocente sem maiores consequências. A Palavra de Deus nos diz que não deve se encontrar no meio de seu povo aqueles que se deem a feitiçaria, à advinhação, ao espiritismo, aos agouros, à invocação dos mortos, à magia, etc… pois Ele abomina aos que se dão a essas práticas (Dt. 18,9-12). São Paulo por sua vez nos diz que NÃO devemos nos associar às obras das trevas (como o halloween), mas denunciá-las abertamente (Ef. 5,11). Protejamos nossas crianças, cuja inocência, o inimigo e seus servos de muitas formas quer destruir. Procuremos caminhar na Luz e celebrar a Cristo, vida de todos os santos. Aos que desejarem assistir uma formação sobre o tema halloween, clique aqui. Leia também: Exorcista adverte sobre os perigos do Halloween! Veja algumas dicas de fantasias para a festa de Todos os Santos São Francisco Santa Clara de Assis Foto: Sarah Garcia Foto: Sarah Garcia São João Maria Vianney São Gregório Magno Santa Catarina de Sena Nossa Senhora de Guadalupe São Juan Diego São João da Cruz Santa Madre Teresa de Calcutá Santo André Sacerdote #HALLOWEEN
- Católicos não celebram Halloween, mas o dia de Todos os Santos
O Halloween surgiu inicialmente como uma festa católica. A expressão em inglês veio de “All Holies Eve”, que quer dizer a Véspera de todos os Santos, solenidade esta que é celebrada no dia primeiro de novembro em honra daqueles que estão no céu e contemplam a face de Deus. Mas com o passar do tempo, o evento foi se distanciando cada vez mais de seu primeiro propósito e o 31 de outubro acabou virando a festa pagã que se vê hoje, exaltando os mortos de maneira macabra e nada cristã. Para recuperar o costume original, em muitos lugares do mundo, paróquias, grupos e comunidades estão se mobilizando para retomar sua ideia inicial com o Holywins, a Festa de Todos os Santos. O termo se traduz por “Santidade vence”, e é esta a mensagem que os incentivadores querem passar. Em muitas dessas festividades, inclusive, a fantasia não é deixada de lado, mas ganha personagens diferentes… São Francisco, Santa Teresinha, padres, freiras, papas… o importante é ser santo. *Veja no final do artigo, alguns exemplos de fantasias. HALLOWEEN: A FESTA DO INFERNO A aparente inocência e as quase insuspeitas travessuras da conhecida ”Festa das Bruxas”, escondem uma realidade por demais preocupante. Para os bruxos, satanistas e ocultistas em geral, se trata de uma festa ”sagrada”, de grande importância, onde se realizam vários rituais, que vão deste orações de louvor e invocações aos mortos, deuses e demônios até o oferecimentos de sacrifícios de coisas, animais e pessoas. O diabo sempre busca fazer uma paródia das coisas santas e sagradas, sendo assim, seus cultuadores ou aqueles por ele inspirados, fazem do dia 31 de outubro uma data especial, pelo fato de a mesma preceder a Festa de Todos os Santos (01 de novembro) e dos Fiéis Defuntos (02 de novembro). Enquanto os cristãos comemoram a festa do Céu, celebrando todos os santos e depois rezando pelos fiéis defuntos, os ocultistas comemoram no dia 31 de outubro a festa do inferno. Todos os ex-bruxos e ex-satanistas convertidos a fé cristã, são unânimes em afirmar que a festa do halloween é diabólica, e que a celebravam como uma grande solenidade em meio a rituais satânicos. Também os exorcistas são concordes em demostrar o obscurantismo da chamada ”festa das bruxas”. A respeito dessa comemoração dizia o grande exorcista Padre Gabriele Amorth: ”O Halloween é uma armadilha do demônio…trata-se de uma coisa pagã, anti-cristã e anti-católica.” A comemoração do ”dia das bruxas” nunca foi uma festa cristã, embora por um período a Igreja tenha tentado cristianizar os costumes dos povos que celebravam a passagem do tempo de vida e luz (verão e primavera) para o tempo de escuridão e morte (outono e inverno), especialmente os povos herdeiros das tradições Celtas (desde 1300 a.C.), que acreditavam que no dia 31 de outubro os maus espíritos de mortos poderiam invadir suas casas e também seus corpos, razão pela qual colocavam figuras horripilantes e caricaturas diante de suas portas ou perto de suas casas para espantar tais espíritos. Com o tempo os ocultistas, bruxos e satanistas foram ”aperfeiçoando” a festa pagã e acrescentando-lhe outros elementos ritualísticos, ao pontos de em alguns casos praticarem os mais macabros rituais de sacrifícios de animais, mutilações, violação sexual de crianças e mesmo sacrifícios humanos. Não é mero ocaso o fato de que nessa época nos EUA e em outros países, se registre um número maior de desaparecimento de crianças que jamais serão encontradas. É muito triste e preocupante que pais, escolas e outras entidades (algumas até ditas cristãs), promovam a ”festas das bruxas” sem se atentarem para significado e as raízes espirituais dessa celebração, expondo seus filhos a um verdadeiro perigo espiritual, além do que, contribuem para desarmar a mente e a alma da criança contra o mal e as coisas diabólicas e ocultas, fazendo com que vejam tudo isso como uma brincadeira inocente sem maiores consequências. A Palavra de Deus nos diz que não deve se encontrar no meio de seu povo aqueles que se deem a feitiçaria, à advinhação, ao espiritismo, aos agouros, à invocação dos mortos, à magia, etc… pois Ele abomina aos que se dão a essas práticas (Dt. 18,9-12). São Paulo por sua vez nos diz que NÃO devemos nos associar às obras das trevas (como o halloween), mas denunciá-las abertamente (Ef. 5,11). Protejamos nossas crianças, cuja inocência, o inimigo e seus servos de muitas formas quer destruir. Procuremos caminhar na Luz e celebrar a Cristo, vida de todos os santos. Aos que desejarem assistir uma formação sobre o tema halloween, clique aqui. Leia também: Exorcista adverte sobre os perigos do Halloween! Veja algumas dicas de fantasias para a festa de Todos os Santos São Francisco Santa Clara de Assis Foto: Sarah Garcia Foto: Sarah Garcia São João Maria Vianney São Gregório Magno Santa Catarina de Sena Nossa Senhora de Guadalupe São Juan Diego São João da Cruz Santa Madre Teresa de Calcutá Santo André Sacerdote #HALLOWEEN
- Exorcistas advertem sobre os perigos do Halloween!
Não é de hoje que renomados Exorcistas do mundo inteiro tem chamado a atenção para os cuidados que os cristãos precisam ter quando se fala da Festa de Halloween! Aparentemente nos é mostrado como algo inocente, uma simples festa para o entretenimento; mas o que poucos sabem é o que esta por detrás desta data, e o que os Satanistas comemoram! Padre Paulo Ricardo, nos traz uma afirmação que nos ajuda a compreender o quão grave é se envolver com a “Festa” de Halloween: “Como numa paródia, o diabo inventou a comemoração do Dia das Bruxas, que contém uma miséria escondida porque celebra as pessoas condenadas ao inferno. Muitos acham que o inferno não existe porque Deus é Misericórdia, mas é preciso entender que o inferno existe porque o homem é livre, ou seja, nós podemos ou não escolher entrar na felicidade eterna. É importante lembrar que nossa alma ainda está em risco, podemos ser salvos, mas ainda podemos nos perder” No vídeo abaixo, o Exorcista português, Padre Duarte Lara, nos traz dados e fatos impressionantes sobre a relação do Halloween com o Satanismo! Assista: Leia também Católicos não celebram Halloween, mas o dia de Todos os Santos. Padre Fortea adverte que o Halloween “gera interesse pelo mundo oculto” Há alguns anos, o padre José Antonio Fortea, renomado exorcista espanhol, explicou de maneira magistral alguns aspectos fundamentais que tornam perigoso celebrar o Halloween. Em uma entrevista para o National Catholic Register , Pe. Fortea afirmou que “o problema do Halloween é que pode gerar interesse pelo mundo oculto”. Leia o trecho da entrevista: “A celebração do Halloween há um século era muito ingênua. Tratava-se de fantasias, doces, algo muito familiar e pequenas comunidades que queriam que as crianças se divertissem de uma forma muito saudável”, explicou Padre Fortea. “Infelizmente, nos últimos 15 a 20 anos, esta celebração tornou-se cada vez mais esotérica ou orientada ao ocultismo. Os trajes são realmente muito sangrentos. Algo que é repugnante não é bonito para as crianças gostarem. É uma coisa horrível e de muito mau gosto ver crianças assim.” Em seguida, ele comentou que há duas posições diante dessa festa. “Uma é lutar contra o Halloween como um todo e não se envolver de forma alguma. A outra posição aceita fantasias, acha bom para uma criança se vestir como um príncipe, astronauta ou Shrek, mas nada obscuro ou demoníaco. Acho que talvez a segunda posição seja mais fácil, principalmente aqui na Espanha”, comentou o padre. Mas existe perigo na celebração? Para o padre Fortea, “o problema do Halloween é que pode gerar interesse no mundo oculto, bruxas e coisas assim”. “O problema é se crianças ou adolescentes estão muito interessados em tabuleiros Ouija, feitiços ou coisas assim. Nesse momento, quando você invoca esses seres, eles podem se aproximar de você e estar perto de você. Não é tão fácil ser possuído. Algumas pessoas pensam que se você chamar um demônio, você pode ser possuído naquele segundo. Isso é raro. O mais comum é sentir uma presença naquele momento com as pessoas ao redor da mesa, e às vezes essa presença é em torno de uma pessoa do grupo por uma ou duas semanas, mas nada mais. Felizmente, porque Deus protege, ser possuído não é tão fácil”, conclui o sacerdote. Leia também Sugestões para celebrar a festa de todos os santos com as crianças Halloween: O problema não está nas fantasias ou doces, esclarece sacerdote Padre Vincent Lampert, exorcista e pároco na Arquidiocese de Indianapolis, nos Estados Unidos, afirmou em diálogo com a CNA – que os sacerdotes devem recordar as origens cristãs do Halloween e fazer uma celebração consistente na Véspera de Todos os Santos “em vez de glorificar o mal”. “Em última instância, não acredito que há nada de ruim que as crianças se fantasiem, vistam-se de vaqueiro ou de Cinderela, pedindo doces nos seus bairros. É uma diversão saudável”, disse padre Lampert. O sacerdote afirmouque o perigo está nas fantasias que glorificam o mal deliberadamente e infundem o medo, ou quando as pessoas pretendem “ter poderes especiais” através da magia e da bruxaria, mesmo por um simples entretenimento. “No capítulo 18 do livro do Deuteronômio, mencionam sobre não tentar consultar os espíritos dos mortos, nem os espíritos que praticam magia, bruxaria ou atividades relacionadas a elas. Isso seria uma violação de um mandamento da Igreja, ao colocar outras coisas antes da relação com Deus”. “E esse seria o perigo do Halloween, que de alguma maneira Deus se perde em tudo isso, que a conotação religiosa se perca e, finalmente, as pessoas glorifiquem o mal”, disse. Também disse que é importante recordar que o diabo e os espíritos malignos não têm nenhuma autoridade adicional no Halloween, embora pareça. “O diabo age através do que as pessoas fazem, não porque ele em si mesmo faça algo. Talvez, pela maneira de celebrar esse dia, isso na verdade é o que convida o mal a entrar em nossas vidas”, disse. Finalmente, padre Lampert afirmouque uma das melhores coisas que os sacerdotes podem fazer é usar o Halloween como um momento de aprendizagem e explicar às crianças “por que certas práticas não são favoráveis à nossa fé e identidade católica”. Por outro lado, Anne Auger, uma mãe católica de três filhos, natural do estado de Wisconsin (Estados Unidos), disse à CNA que embora deixasse os seus filhos vestir fantasias e pedir doces, ela sempre verifica as casas por onde eles passarão, deste modo, evita que passem pelas casas que estão enfeitadas “com coisas assustadoras”. “No ano passado, uma pessoa bateu na porta da minha casa vestida de lobo demoníaco. Às vezes, as pessoas se vestem de bruxas e posso entender isso, mas isso foi um nível totalmente novo, tão diferente de quando nós éramos pequenos”. Também afirmou que os pais devem ensinar aos seus filhos o significado do Halloween, sempre em relação ao Dia de Todos os Santos. “Nós falamos com eles que estamos tendo uma festa porque celebramos os santos que estão no céu, e por isso pedimos doces”, declarou. Kate Lesnefsky, outra mãe católica, com filhos de 3 a 16 anos, também permite que eles escolham as suas fantasias para pedir doces, desde que não sejam assustadoras ou tenham uma aparência demoníaca. No dia seguinte, leva os seus filhos à Missa de Todos os Santos e a família aproveita esta oportunidade para falar sobre o que significa a morte e a santidade. “Eu tenho uma irmã que morreu aos 19 anos. Então, falamos de diferentes pessoas que sabemos que estão no céu, dos meus avós ou dos diferentes santos”, disse Lesnefsky. Leia também esta análise: HALLOWEEN: A FESTA DO INFERNO #DiadasBruxas #HALLOWEEN
- Exorcistas advertem sobre os perigos do Halloween!
Não é de hoje que renomados Exorcistas do mundo inteiro tem chamado a atenção para os cuidados que os cristãos precisam ter quando se fala da Festa de Halloween! Aparentemente nos é mostrado como algo inocente, uma simples festa para o entretenimento; mas o que poucos sabem é o que esta por detrás desta data, e o que os Satanistas comemoram! Padre Paulo Ricardo, nos traz uma afirmação que nos ajuda a compreender o quão grave é se envolver com a “Festa” de Halloween: “Como numa paródia, o diabo inventou a comemoração do Dia das Bruxas, que contém uma miséria escondida porque celebra as pessoas condenadas ao inferno. Muitos acham que o inferno não existe porque Deus é Misericórdia, mas é preciso entender que o inferno existe porque o homem é livre, ou seja, nós podemos ou não escolher entrar na felicidade eterna. É importante lembrar que nossa alma ainda está em risco, podemos ser salvos, mas ainda podemos nos perder” No vídeo abaixo, o Exorcista português, Padre Duarte Lara, nos traz dados e fatos impressionantes sobre a relação do Halloween com o Satanismo! Assista: Leia também Católicos não celebram Halloween, mas o dia de Todos os Santos. Padre Fortea adverte que o Halloween “gera interesse pelo mundo oculto” Há alguns anos, o padre José Antonio Fortea, renomado exorcista espanhol, explicou de maneira magistral alguns aspectos fundamentais que tornam perigoso celebrar o Halloween. Em uma entrevista para o National Catholic Register , Pe. Fortea afirmou que “o problema do Halloween é que pode gerar interesse pelo mundo oculto”. Leia o trecho da entrevista: “A celebração do Halloween há um século era muito ingênua. Tratava-se de fantasias, doces, algo muito familiar e pequenas comunidades que queriam que as crianças se divertissem de uma forma muito saudável”, explicou Padre Fortea. “Infelizmente, nos últimos 15 a 20 anos, esta celebração tornou-se cada vez mais esotérica ou orientada ao ocultismo. Os trajes são realmente muito sangrentos. Algo que é repugnante não é bonito para as crianças gostarem. É uma coisa horrível e de muito mau gosto ver crianças assim.” Em seguida, ele comentou que há duas posições diante dessa festa. “Uma é lutar contra o Halloween como um todo e não se envolver de forma alguma. A outra posição aceita fantasias, acha bom para uma criança se vestir como um príncipe, astronauta ou Shrek, mas nada obscuro ou demoníaco. Acho que talvez a segunda posição seja mais fácil, principalmente aqui na Espanha”, comentou o padre. Mas existe perigo na celebração? Para o padre Fortea, “o problema do Halloween é que pode gerar interesse no mundo oculto, bruxas e coisas assim”. “O problema é se crianças ou adolescentes estão muito interessados em tabuleiros Ouija, feitiços ou coisas assim. Nesse momento, quando você invoca esses seres, eles podem se aproximar de você e estar perto de você. Não é tão fácil ser possuído. Algumas pessoas pensam que se você chamar um demônio, você pode ser possuído naquele segundo. Isso é raro. O mais comum é sentir uma presença naquele momento com as pessoas ao redor da mesa, e às vezes essa presença é em torno de uma pessoa do grupo por uma ou duas semanas, mas nada mais. Felizmente, porque Deus protege, ser possuído não é tão fácil”, conclui o sacerdote. Leia também Sugestões para celebrar a festa de todos os santos com as crianças Halloween: O problema não está nas fantasias ou doces, esclarece sacerdote Padre Vincent Lampert, exorcista e pároco na Arquidiocese de Indianapolis, nos Estados Unidos, afirmou em diálogo com a CNA – que os sacerdotes devem recordar as origens cristãs do Halloween e fazer uma celebração consistente na Véspera de Todos os Santos “em vez de glorificar o mal”. “Em última instância, não acredito que há nada de ruim que as crianças se fantasiem, vistam-se de vaqueiro ou de Cinderela, pedindo doces nos seus bairros. É uma diversão saudável”, disse padre Lampert. O sacerdote afirmouque o perigo está nas fantasias que glorificam o mal deliberadamente e infundem o medo, ou quando as pessoas pretendem “ter poderes especiais” através da magia e da bruxaria, mesmo por um simples entretenimento. “No capítulo 18 do livro do Deuteronômio, mencionam sobre não tentar consultar os espíritos dos mortos, nem os espíritos que praticam magia, bruxaria ou atividades relacionadas a elas. Isso seria uma violação de um mandamento da Igreja, ao colocar outras coisas antes da relação com Deus”. “E esse seria o perigo do Halloween, que de alguma maneira Deus se perde em tudo isso, que a conotação religiosa se perca e, finalmente, as pessoas glorifiquem o mal”, disse. Também disse que é importante recordar que o diabo e os espíritos malignos não têm nenhuma autoridade adicional no Halloween, embora pareça. “O diabo age através do que as pessoas fazem, não porque ele em si mesmo faça algo. Talvez, pela maneira de celebrar esse dia, isso na verdade é o que convida o mal a entrar em nossas vidas”, disse. Finalmente, padre Lampert afirmouque uma das melhores coisas que os sacerdotes podem fazer é usar o Halloween como um momento de aprendizagem e explicar às crianças “por que certas práticas não são favoráveis à nossa fé e identidade católica”. Por outro lado, Anne Auger, uma mãe católica de três filhos, natural do estado de Wisconsin (Estados Unidos), disse à CNA que embora deixasse os seus filhos vestir fantasias e pedir doces, ela sempre verifica as casas por onde eles passarão, deste modo, evita que passem pelas casas que estão enfeitadas “com coisas assustadoras”. “No ano passado, uma pessoa bateu na porta da minha casa vestida de lobo demoníaco. Às vezes, as pessoas se vestem de bruxas e posso entender isso, mas isso foi um nível totalmente novo, tão diferente de quando nós éramos pequenos”. Também afirmou que os pais devem ensinar aos seus filhos o significado do Halloween, sempre em relação ao Dia de Todos os Santos. “Nós falamos com eles que estamos tendo uma festa porque celebramos os santos que estão no céu, e por isso pedimos doces”, declarou. Kate Lesnefsky, outra mãe católica, com filhos de 3 a 16 anos, também permite que eles escolham as suas fantasias para pedir doces, desde que não sejam assustadoras ou tenham uma aparência demoníaca. No dia seguinte, leva os seus filhos à Missa de Todos os Santos e a família aproveita esta oportunidade para falar sobre o que significa a morte e a santidade. “Eu tenho uma irmã que morreu aos 19 anos. Então, falamos de diferentes pessoas que sabemos que estão no céu, dos meus avós ou dos diferentes santos”, disse Lesnefsky. Leia também esta análise: HALLOWEEN: A FESTA DO INFERNO #DiadasBruxas #HALLOWEEN
- São Marcelo, Mártir – 30 de Outubro
SANTO DO DIA – 30 DE OUTUBRO – SÃO MARCELO Mártir (+298) O martírio de são Marcelo está estreitamente ligado ao de são Cassiano, e sua Paixão é um belo exemplo de autenticidade, graças a sua prosa enxuta, essencial e sem digressões, sem os enriquecimentos usuais na história dos primitivos cristãos. Marcelo era um centurião do exército romano da guarnição de Tânger. Como tal, foi enviado a participar dos festejos do aniversário do imperador Diocleciano. Era sabido que, em tal circunstância, os participantes deveriam honrar uma estátua do imperador com o gesto de lançar incenso no braseiro posto a seus pés, o que os cristãos consideravam idolátrico. Marcelo recusou-se a fazê-lo e, para mostrar-se coerente, retirou as insígnias de centurião, jogou-as aos pés da estátua e declarou-se cristão, o que era passível da pena capital. Foi chamado o escrivão para que redigisse uma ata oficial sobre a rebeldia do centurião. O funcionário — em latim, exceptor — recusou-se a redigir as atas processuais. Imitando o centurião Marcelo, jogou fora a pena, protestou pela injustiça perpetrada contra os inocentes, condenados à morte por adorarem o único e verdadeiro Deus, e declarou-se também ele cristão. Foram ambos aprisionados e, poucos dias depois, sofreram o martírio: Marcelo em 30 de outubro; Cassiano em 3 de dezembro. O poeta Prudêncio dedica-lhes um hino. (Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora) São Marcelo, Centurião – Mártir Aos 5 das calendas de agosto, sob o consulado de Fausto e de Galo, Marcelo, centurião, tendo comparecido diante do governador Astásio Fortunato, este lhe perguntou: – É verdade que julgas bom, contra a disciplina, tirar o centurião e arrojar por terra a espada e a cepa de vinho? São Marcelo respondeu: – Sim a 12 das calendas de agosto, quando celebraste a festa do teu imperador, eu já havia declarado em alta voz que era cristão e que não o poderia mais servir como oficial. Não sirvo senão a Jesus Cristo, o Filho de Deus Todo-poderoso. – Fortunato replicou: – Causaste um escândalo. Não posso abafar o sucedido. Sou obrigado a encaminhar-se aos nossos senhores Augustos e Césares. Tu serás, pois, enviado ao tribunal de meu senhor Agricolano. Manílio Fortunato, ao seu querido Agricolano, saudações. Quando celebramos o dia tão bem-aventurado e tão jubiloso para todo o universo do próprio nascimento de nossos Augustos e Césares, eu te informo, Senhor Aurélio Agricolano, que Marcelo, centurião ordinário, presa de não sei que loucura, despojou-se espontaneamente do seu boldrié e achou bom arrojar diante das tropas de nossos senhores a espada e a cepa que trazia. Vi-me, então, na necessidade de enviar o caso à tua jurisdição, e de te conduzir o inculpado. Sob o consulado de Fausto e de Galo, aos 3 das calendas de novembro, em Tingi, Marcelo, centurião, foi introduzido diante do juiz. Leitura foi feita das peças pelo escrivão. O governador Fortunato conferiu a tua jurisdição a Marcelo aqui presente. Eis a carta escrita a este respeito e a qual vai ser lida, se tu o ordenares. Agricolano pronunciou: – Que seja lida. – Depois da leitura, Agricolano perguntou ao acusado: – Disseste o que foi consignado na ata? – Eu o disse. – Cada uma destas palavras? – Sim. – Tu servias como centurião ordinário? – Sim. – Que loucura furiosa te possuiu, para repudiares teus juramentos e seguires estas aberrações? – Não há loucura no temor de Deus. – Tu te despojastes das armas? – Sim. Não convém a um cristão aplicar-se nos serviços do século. Ele serve o Cristo Senhor. Agricolano concluiu: – O caso de Marcelo é o dos que sanciona a disciplina. Ouvimos que Marcelo, que servia na qualidade de centurião ordinário, publicamente repudiou, e em termos infamantes, o juramente militar, e que, ademais, como consta da ata do governador, valeu-se de palavras furiosas; fica, pois, decidido que será castigado pela espada. Quando o levavam para o suplício, o mesmo Marcelo disse: – Agricolano, Deus te abençoe! Era bem assim que Marcelo, o mártir glorioso, devia deixar o mundo. Resumo do martirológio: Em Tanger, na Mauritânia, a paixão de São Marcelo, centurião, pai dos santos mártires Claudio, Lupércio e Vitório: teve a cabeça cortada e assim consumiu o martírio sob Agricolano, lugar-tenente do prefeito do pretório em 298. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVIII, p. 80 à 82)
- São Marcelo, Mártir – 30 de Outubro
SANTO DO DIA – 30 DE OUTUBRO – SÃO MARCELO Mártir (+298) O martírio de são Marcelo está estreitamente ligado ao de são Cassiano, e sua Paixão é um belo exemplo de autenticidade, graças a sua prosa enxuta, essencial e sem digressões, sem os enriquecimentos usuais na história dos primitivos cristãos. Marcelo era um centurião do exército romano da guarnição de Tânger. Como tal, foi enviado a participar dos festejos do aniversário do imperador Diocleciano. Era sabido que, em tal circunstância, os participantes deveriam honrar uma estátua do imperador com o gesto de lançar incenso no braseiro posto a seus pés, o que os cristãos consideravam idolátrico. Marcelo recusou-se a fazê-lo e, para mostrar-se coerente, retirou as insígnias de centurião, jogou-as aos pés da estátua e declarou-se cristão, o que era passível da pena capital. Foi chamado o escrivão para que redigisse uma ata oficial sobre a rebeldia do centurião. O funcionário — em latim, exceptor — recusou-se a redigir as atas processuais. Imitando o centurião Marcelo, jogou fora a pena, protestou pela injustiça perpetrada contra os inocentes, condenados à morte por adorarem o único e verdadeiro Deus, e declarou-se também ele cristão. Foram ambos aprisionados e, poucos dias depois, sofreram o martírio: Marcelo em 30 de outubro; Cassiano em 3 de dezembro. O poeta Prudêncio dedica-lhes um hino. (Retirado do livro ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora) São Marcelo, Centurião – Mártir Aos 5 das calendas de agosto, sob o consulado de Fausto e de Galo, Marcelo, centurião, tendo comparecido diante do governador Astásio Fortunato, este lhe perguntou: – É verdade que julgas bom, contra a disciplina, tirar o centurião e arrojar por terra a espada e a cepa de vinho? São Marcelo respondeu: – Sim a 12 das calendas de agosto, quando celebraste a festa do teu imperador, eu já havia declarado em alta voz que era cristão e que não o poderia mais servir como oficial. Não sirvo senão a Jesus Cristo, o Filho de Deus Todo-poderoso. – Fortunato replicou: – Causaste um escândalo. Não posso abafar o sucedido. Sou obrigado a encaminhar-se aos nossos senhores Augustos e Césares. Tu serás, pois, enviado ao tribunal de meu senhor Agricolano. Manílio Fortunato, ao seu querido Agricolano, saudações. Quando celebramos o dia tão bem-aventurado e tão jubiloso para todo o universo do próprio nascimento de nossos Augustos e Césares, eu te informo, Senhor Aurélio Agricolano, que Marcelo, centurião ordinário, presa de não sei que loucura, despojou-se espontaneamente do seu boldrié e achou bom arrojar diante das tropas de nossos senhores a espada e a cepa que trazia. Vi-me, então, na necessidade de enviar o caso à tua jurisdição, e de te conduzir o inculpado. Sob o consulado de Fausto e de Galo, aos 3 das calendas de novembro, em Tingi, Marcelo, centurião, foi introduzido diante do juiz. Leitura foi feita das peças pelo escrivão. O governador Fortunato conferiu a tua jurisdição a Marcelo aqui presente. Eis a carta escrita a este respeito e a qual vai ser lida, se tu o ordenares. Agricolano pronunciou: – Que seja lida. – Depois da leitura, Agricolano perguntou ao acusado: – Disseste o que foi consignado na ata? – Eu o disse. – Cada uma destas palavras? – Sim. – Tu servias como centurião ordinário? – Sim. – Que loucura furiosa te possuiu, para repudiares teus juramentos e seguires estas aberrações? – Não há loucura no temor de Deus. – Tu te despojastes das armas? – Sim. Não convém a um cristão aplicar-se nos serviços do século. Ele serve o Cristo Senhor. Agricolano concluiu: – O caso de Marcelo é o dos que sanciona a disciplina. Ouvimos que Marcelo, que servia na qualidade de centurião ordinário, publicamente repudiou, e em termos infamantes, o juramente militar, e que, ademais, como consta da ata do governador, valeu-se de palavras furiosas; fica, pois, decidido que será castigado pela espada. Quando o levavam para o suplício, o mesmo Marcelo disse: – Agricolano, Deus te abençoe! Era bem assim que Marcelo, o mártir glorioso, devia deixar o mundo. Resumo do martirológio: Em Tanger, na Mauritânia, a paixão de São Marcelo, centurião, pai dos santos mártires Claudio, Lupércio e Vitório: teve a cabeça cortada e assim consumiu o martírio sob Agricolano, lugar-tenente do prefeito do pretório em 298. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVIII, p. 80 à 82)
- O Sínodo da Revolução e a tentativa de destruir a Igreja
Após algumas semanas sem formações ao vivo por problemas no celular, voltamos essa semana para atualizar sobre o Sínodo da ~Sinodalidade~ Revolução Para assistir, acesse: Clique aqui para baixar o livro CAMINHO SINODAL CAIXA DE PANDORA #Formaçõesaovivo
- O Sínodo da Revolução e a tentativa de destruir a Igreja
Após algumas semanas sem formações ao vivo por problemas no celular, voltamos essa semana para atualizar sobre o Sínodo da ~Sinodalidade~ Revolução Para assistir, acesse: Clique aqui para baixar o livro CAMINHO SINODAL CAIXA DE PANDORA #Formaçõesaovivo
















































