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  • O MISTÉRIO DA NOSSA ASCENSÃO – Dom Divo Barsotti

    A Ascensão é um mistério muito importante na vida espiritual do cristão porque é a Festa que apresenta o objetivo da nossa própria vida e, por isso, ordena, de alguma forma, o nosso caminho. Também a nossa vida espiritual é uma ascensão, um caminho não tanto através do deserto, não tanto uma ascensão ao Sinai, quanto uma ascensão ao Céu, com Jesus. O objetivo do nosso caminho não é mais uma terra além do Jordão, e não é mais o cume do Sinai, é o próprio Seio do Pai, é o Céu, onde Deus se manifesta, onde nós viveremos na visão de Deus. Moisés sobe ao Sinai para falar com Deus face a face, como um amigo costuma falar com um outro amigo, diz o Livro do Êxodo. Mas para encontrar-se com Deus, deve ir além das nuvens, de um modo a tornar-se invisível e escondido aos olhos do povo. Moisés vai além da nuvem e Jesus faz o mesmo. A nossa ascensão a Deus implica um escondimento de nossa parte, o nosso desaparecimento. Quanto mais o homem se dirige para Deus, tanto mais se esconde na humildade. Jesus está presente entre nós, a Ascensão não o deixou afastado. Eu estarei convosco até a consumação dos séculos. Jesus está conosco, e não somente como Deus, mas também como Homem. A sua Humanidade ressuscitada da morte está conosco. Ele vive com o homem, na verdade, vivendo com o homem, e vivendo com o homem na glória que lhe pertence como o Filho Unigênito. Ele permanece escondido a todo olhar: a sua Ascensão gloriosa o subtrai da nossa vista. Na medida em que esta Humanidade se torna participante da vida divina, das propriedades próprias da Divindade, esta Humanidade se esconde, torna-se invisível. Não é que Ele não viva, mas se subtrai a nós de modo a não mais viver conosco, não, Ele vive e é, pelo contrário, a vida do mundo. Ele vem e mora entre os homens, mesmo que ninguém o descubra, mesmo que ninguém o veja, escute: neste silêncio Ele vive! Em um silêncio assim Ele permanece escondido. Assim a vida humana: quanto mais a alma se eleva, na medida em que se eleva, entra na nuvem; na medida em que a alma se eleva para Deus, subtrai-se das experiências sensíveis; na medida em que a alma entra em comunhão com Deus, ao mesmo tempo, praticamente se dissipa diante dos olhos dos homens. Quanto mais uma alma é santa, tanto menos se pode dela falar; dos maiores santos se pode dizer bem pouco. Bem pouco se pode dizer da própria Virgem Maria, a Santa dos Santos; mas pouco se pode dizer também de São João da Cruz e de Santa Teresa do Menino Jesus. Eles viveram constantemente na luz de Deus, e a luz de Deus os envolve e os esconde. A divina Presença subtrai estas almas de toda relação com as coisas: não vivem mais na superfície, mas estão mergulhadas no Abismo. Como o mar: agita-se na superfície, mas no profundo permanece imóvel. E a alma é assim também. [Para ler todo o texto, clicar aqui]. https://padrepauloricardo.org/blog/o-misterio-da-nossa-ascensao-meditacao-do-pe-divo-barsotti

  • The New Mass: Why I Do What I Do.

    The Mass celebrated in Vatican II church is called the New Mass or Novus Ordo Mass. This is an invalid, non-catholic mass to say the least but before I continue , I think an “anecdote” on the new mass will be in order. On April 3, 1969, Paul VI replaced the traditional latin mass with the new mass. This mass was concocted with the assistance of six protestant namely; 1.) A. Raymond George (Methodist) 2.) Ronald Jaspar (Anglican) 3.) Massey Shepherd (Episcopalian) 4.)Friedrich Kunneth (Lutheran) 5.) Eugene Brand (Lutheran) 6.)Max Thurian One might ask, “why, protestant ministers?” The answer was given by Jean Guitton, a personal friend and confidant of Paul VI who wrote, ” The intention of Pope Paul VI with regard to what is  commonly called the mass, was to reform the Catholic liturgy in such a way that it should almost coincide with the protestant liturgy. There was with Pope Paul VI, an ecumenical intention to remove, or at least to relax, what was too Catholic in the traditional sense in the Mass, and I repeat, to get the Catholic Mass closer to the Calvanist Mass.” (Apropos, December 19, 1993). It is not a mere coincidence that the introduction of “communion-in-the-hand” and “communion under both kinds” was done along the same lines with the 1549 and 1552 Anglican Prayer Book. This Anglican Prayer book also permitted communicants to stand and receive communion from a lay minister; and strangely, this practice is NOT MISSING in the new mass. A study of the Propers and Orations, reveals that out of 1182 orations, about 760 of those were dropped the “Last Gospel”, abolished and the Leonine Prayers suppressed. It is no surprise that a Novus-Ordo Catholic who attends the Traditional Latin Mass for the first time, feels “like a stranger”, like someone in a “different mass” which evokes great reverence. Today some Pro-Vatican II “conservative” Catholics also decry the changes in their “mass”. Of course we’ve seen the changes, from clown mass, to cartoon mass, to even the Indian native mass or changes such as communion in the hand, stand-and-receive communion, “serve yourself” communion. This was clearly the intention as pointed out in the Vatican II council documents: “…the celebration of the Eucharist have been changed in many and important ways, bringing them more into line with the modern man’s spiritual and psychological needs. Further, a change has taken place in the discipline governing the laity’s participation in the sacrament.” (Vatican Council II, the Conciliar and Post-Conciliar documents, vol 1 pg. 148 1988 edition) In order words the council is simply telling these “conservatives”: “Get used to it, times have changed.” The New Mass is Invalid and here are few reasons; 1.) The new mass went contrary to the decree in the famous bull Quo Primum, which forbade the changing of the Mass. 2.) The introduction of communion in the hand, communion under both kinds which were forbidden; and in general, other “unCatholic” additions like eucharistic ministers, altar-girls etc. serves also as another reason. 3.) By the very fact that Paul VI is a heretic therefore an Anti-Pope, simply implies that his promulgations are invalid. If you insist on going to the new mass, well, don’t tell people you attended a Catholic Mass!

  • O crescimento do cristianismo e a mulher

    O crescimento do cristianismo e a mulher O cristianismo deve seu crescimento e desenvolvimento em boa parte à participação feminina. Muitos têm a tendência de achar que não havia participação de mulheres nos movimentos cristãos, principalmente antigamente. Mas desde o início, a participação feminina foi numerosa e importante, e vou tentar de modo breve demonstrar como e porquê. No Novo Testamento já podemos ver como o papel das mulheres era importante. Nos capítulos da epístola de Paulo aos romanos, escrita na década de 50 d.C, Paulo saúda pelo menos 15 mulheres e 18 homens que tinham posição de liderança na congregação romana. Inclusive Febe, diaconisa da igreja em Cencréia. Em Atos vemos Lídia, mercadora de púrpura batizada por Paulo, a qual reunia em sua casa em Filipos uma congregação. Lídia inclusive enviava ajuda financeira à Paulo durante suas viagens missionárias. Joana (esposa de Cuza) e Susana, são mulheres citadas nos evangelhos como financiadoras do movimento cristão apostólico, que “serviam a Cristo com seus haveres”. E também Maria, mãe de Marcos, que disponibilizava sua casa para receber as reuniões cristãs. Mesmo em fontes extra-bíblicas, como as cartas de Plínio (jovem governador da Bitínia no ano de 110 d.C, que escreveu ao imperador romano Trajano), foram relatadas torturas em duas mulheres chamadas de “diaconisas”. Isso já demonstra como as mulheres estavam presentes em bom número nos círculos cristãos desde o início e eram engrenagens fundamentais do movimento. Vemos então, desde os primórdios, a atração que o cristianismo exercia sobre as mulheres. O grande historiador de Cambridge, Henry Chadwick (1920-2008), observou: “O cristianismo parece ter sido especialmente bem sucedido entre as mulheres…” E o famoso teólogo e historiador Adolf von Harnack (1851-1930) demonstra: “A pregação cristã foi adotada pelas mulheres em particular. A porcentagem de mulheres cristãs entre as classes mais altas era muito superior que as dos homens.” Isso foi confirmado recentemente por uma amostra de Romanos da classe senatorial que viveram entre 283 e 423 d.C,  em que 50% dos homens e 85% das mulheres eram cristãos. As mulheres cristãs eram tão numerosas que muitos romanos desprezavam o cristianismo por considerá-lo uma “religião de mulheres”. A questão que fica é: por quê? Por que as mulheres eram tão atraídas ao cristianismo? Elas eram atraídas porque o cristianismo lhes oferecia uma vida muito superior a que elas normalmente teriam em outras culturas. Na sociedade greco-romana, a vida das mulheres não era fácil, elas não escolhiam com quem casar, as vezes eram forçadas a abortar ou abandonar filhos recém-nascidos – principalmente se fossem do sexo feminino, o marido podia divorciar-se facilmente ou ter várias amantes, e geralmente elas não possuíam direitos de propriedade privada. Com a ascensão do cristianismo, muita coisa mudou. Como já havia escrito o apóstolo Paulo: ” Não há judeu nem grego, escravo ou livre, homem ou mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” Gálatas 3:28 O ideal de igualdade cristão transformou as sociedades e causou grande impacto na transformação na vida das mulheres. Por exemplo, a superioridade da mulher cristã começava no nascimento. Era comum, por decisão paterna, abandonar o recém nascido do sexo feminino à morte. O cristianismo condenou e combateu essa prática. Toda forma de infanticídio foi condenada, o que favoreceu mais nascimentos, principalmente de bebês do sexo feminino. Em relação ao casamento, pesquisas baseadas em inscrições funerárias e literatura da época, mostram que as mulheres cristãs se casavam mais tarde que as pagãs. Era costume muito comum para a mulher se casar nova, mas em algumas sociedades pagãs, algumas meninas eram forçadas a se casar com 11 ou 12 anos. Jesus já pregava contra o divórcio nos evangelhos, a Igreja e o movimento cristão seguindo esse pensamento, condenou o divórcio, proibindo que o marido abandonasse o lar. O que deu muito mais segurança as mulheres, que muitas vezes eram abandonadas sem motivos e sem direito a nada. A santificação do matrimônio e a condenação do divórcio deu estabilidade ao lar, ajudando a criar família sólidas e bem estruturadas. As mulheres passaram a formar comunidades religiosas dotadas de governo próprio, algo inusitado em qualquer cultura do mundo antigo. Elas dirigiam as próprias escolas, conventos, orfanatos e hospitais. Só para citar algumas do período medieval: Hildegarda de Bingen, Catarina de Sena, Clara de Assis, Teresa D’Avila… A história de mulheres mártires, santas, inundaram a Europa desde os primeiros séculos. Suas vidas eram objeto de estudo, contemplação e  admiração, elas foram exemplos em diversas áreas. Infelizmente não há espaço o suficiente para abordar todas as épocas e citar todas as enormes contribuições que as mulheres proporcionaram ao cristianismo e vice-versa. O cristianismo melhorou a vida da mulher, lhe trouxe graça e dignidade, lhe proporcionou mais liberdade do que qualquer outro movimento. Não se engane com movimentos modernos que dizem “lutar pela mulher”, mas as impedem de pensar, de seguir sua religião, de ser contra o aborto e em favor da unidade familiar. Esse movimento só quer escravizar a mente de mulheres desiludidas, usam muitas vezes um um coração machucado e ressentido como bandeira, exploram a dor como propaganda ideológica e, no fundo, criam ainda mais vazio e sofrimento. Só Cristo tem o poder da verdadeira transformação de vida e só através Dele o mundo pode sonhar em melhorar. Não tem como mudar o mundo sem mudar a nós mesmos. Não foi a toa que um movimento iniciado nos confins da Terra abalou as estruturas sociais, mudou o mundo e melhorou a vida de milhões de pessoas. Cristo transforma vidas, vidas transformam o mundo. “e não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que proveis qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:2 [ O CAMINHO ] Texto baseado no livro The Triumph of Christianity, do sociólogo e professor americano de religião comparada Rodney Stark.

  • A tolerância da intolerância – D.A Carson

    A tolerância da intolerância – D.A Carson A tolerância ocupa lugar de destaque na sociedade ocidental. Questioná-la é considerado indelicado, grosseiro até. Em A intolerância da tolerância, porém, Carson explica que o conceito de tolerância mudou e que essa nova definição deve ser rejeitada. Tolerância significava respeitar o direito de outros adotarem diferentes crenças e pontos de vista. Agora significa afirmar que todas as crenças e pontos de vista são igualmente válidos e corretos. Carson examina a história dessa mudança e discute suas implicações para a cultura atual. Com exemplos concretos, às vezes engraçados e outras vezes irritantemente absurdos (mas ainda reais), Carson pondera que a nova tolerância é socialmente perigosa e intelectualmente debilitante, gerando verdadeira intolerância em relação a todos que desejam permanecer firmes em suas crenças. Não é novidade para ninguém que vivemos uma época onde os valores estão completamente invertidos. Esse livro expõe a hipocrisia desses movimentos modernos que se dizem portadores da tolerância, mas agem de maneira autoritária e truculenta. A tolerância moderna se transformou numa arma de censura, silenciando qualquer oposição. Eles são inerentemente intolerante, não enxergam as próprias falhas, mas querem mudar o mundo. Tudo isso é fruto das ideologias materialistas, que operam de modo a suprimir a crença religiosa em nome da revolução social. O que a religião promete numa esfera espiritual, a ideologia promete na material, o paraíso é aqui e agora, e para cria-lo, é necessário a revolução, nem que para isso seja necessário banhos de sangue. A nova tolerância desses grupos de que dizem defender minorias faz parte desse processo, um processo de silenciar o discurso oposto com a desculpa que são intolerantes, quando na verdade são sempre eles que agem de modo autoritário e violento. Especialmente para quem lida no meio universitário, esse livro é essencial para se defender dessas armadilhas e desmascarar essa gente.

  • Conditions For Efficient Learning by Rev. Bernard Huss

    Learning or Study is the intensive thoughtful reading aimed at absorbing thoughts, to assimilate them, to make them our mental property. It implies the self-effort of a scholar in order to obtain knowledge. It is not a mere reading, perusal or absorbing prints, not a cursory looking over the pages of a book; it doesn’t imply trifling and mind wondering. Neither teacher nor textbook can do the learning for the scholar, just as no one can chew his food for him. Sometimes, learning becomes difficult due to the following reasons: 1. Mental Distraction as a result of lack of interest, boredom, fatigue, excitement, or certain strong feelings in our mind; which causes  mind-wondering, lack of attention and hinders efficient study. 2. Bodily difficulties such as fatigue, hunger, sleep, illness, pain etc. which makes learning difficult. 3. A bad environment due to an impure air, bad light, disorder, noise, too many distracting objects. 4. Wrong impressions . In order to understand a particular point or idea, it is necessary to create examples or images in our mind. But when we have wrong impressions, it hinders the remembrance of the right thing. Conditions for Efficient Learning The result of learning does not depend on the length of time spent nor on amount of school fees paid; but on the efficiency of learning. To achieve this, the following is required: 1. Physical and Mental Health. A necessary condition for efficient learning is to be and maintain the right physical and mental state. It is bad mental economy  to study under the adverse conditions of hunger, fatigue, illness, distraction, great excitement, strong emotions,etc. 2. Interest. We easily learn and remember most easily in what we are most interested in, because it makes a vivid, deep, lasting impression. 3. Attention. We must pay attention or make a strenuous effort to understand  what we read or hear. Thoughts are often worth digging out. 4. Clear Impression. The first impression must be accurate, clear and definite. If we don’t get a clear impression, then we get the wrong impression which causes great difficulty in learning. 5. Repetition. An old latin proverb says, “Repetitio est mater studiorum”(Repetition is the mother of studies). The more frequently an impression is repeated, the more firmly it is registered in the memory, provided interest has been felt and attention been paid. 6. Expression. No impression should be felt without expression, otherwise it will be incomplete. It is therefore very useful to make use of self-expression by writing down some ideas, by repeating them mentally and orally. Writing down our new impressions is the last which shows us exactly how our newly acquired ideas look, and it greatly helps to clarify them. 7. Note Taking. Efficient reading requires having a note book ready in order to make notes for future reference.

  • OUVINDO O CHAMADO DE DEUS – 2º Domingo do Tempo Comum

    PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (1Samuel 3,3b-10.19) Senhor, fala, que teu servo escuta! Naqueles dias, Samuel estava dormindo no templo do Senhor, onde se encontrava a arca de Deus. Então o Senhor chamou: “Samuel, Samuel!” Ele respondeu: “Estou aqui”. E correu para junto de Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Eli respondeu: “Eu não te chamei. Volta a dormir!” E ele foi deitar-se. O Senhor chamou de novo: “Samuel, Samuel!” E Samuel levantou-se, foi ter com Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Ele respondeu: “Não te chamei, meu filho. Volta a dormir!” Samuel ainda não conhecia o Senhor, pois, até então, a palavra do Senhor não se lhe tinha manifestado. O Senhor chamou pela terceira vez: “Samuel, Samuel!” Ele levantou-se, foi para junto de Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Eli compreendeu que era o Senhor que estava chamando o menino. Então disse a Samuel: “Volta a deitar-te e, se alguém te chamar, responderás: ‘Senhor, fala, que teu servo escuta!’” E Samuel voltou ao seu lugar para dormir. O Senhor veio, pôs-se junto dele e chamou-o como das outras vezes: “Samuel! Samuel!” E ele respondeu: “Fala, que teu servo escuta”. Samuel crescia, e o Senhor estava com ele. E não deixava cair por terra nenhuma de suas palavras. SALMO 39 Abristes, Senhor, meus ouvidos (Antífona): Eu disse: “Eis que venho, Senhor!” Com prazer faço a vossa vontade. Esperando, esperei no Senhor, e inclinando-se, ouviu meu clamor. Canto novo ele pôs em meus lábios, um poema em louvor ao Senhor. Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados. E então eu vos disse: “Eis que venho!” Sobre mim está escrito no livro: “Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!” Boas-novas de vossa justiça anunciei numa grande assembleia; vós sabeis: não fechei os meus lábios! SEGUNDA LEITURA DA MISSA (1ªCoríntios 6,13c-15a.17-20) Fostes comprados por preço muito alto Irmãos: O corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor, e o Senhor é para o corpo; e Deus, que ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará também a nós, pelo seu poder. Porventura ignorais que vossos corpos são membros de Cristo? Quem adere ao Senhor torna-se com ele um só espírito. Fugi da imoralidade. Em geral, qualquer pecado que uma pessoa venha a cometer fica fora do seu corpo. Mas o fornicador peca contra o seu próprio corpo. Ou ignorais que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que mora em vós e que vos é dado por Deus? E, portanto, ignorais também que vós não pertenceis a vós mesmos? De fato, fostes comprados, e por preço muito alto. Então, glorificai a Deus com o vosso corpo. EVANGELHO (São João 1,35-42) Ouvir para seguir Naquele tempo, João estava de novo com dois de seus discípulos e, vendo Jesus passar, disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus. Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: “O que estais procurando?” Eles disseram: “Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras?” Jesus respondeu: “Vinde ver”. Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde. André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus. Ele foi encontrar primeiro seu irmão Simão e lhe disse: “Encontramos o Messias” (que quer dizer Cristo). Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas” (que quer dizer Pedra). COMENTÁRIO DE SCOTT HAHN (Ouvindo o chamado de Deus) Nos chamados de Samuel e do primeiro dos Apóstolos, as leituras deste domingo iluminam nossa própria vocação como seguidores de Cristo. No Evangelho, deve-se notar que os discípulos de João estão preparados para ouvir o chamado de Deus. Eles já estão procurando o Messias, portanto confiam na palavra de João e compreendem quando ele aponta para o Cordeiro de Deus que passa a seu lado. Também Samuel está à espera do Senhor: ele dorme perto da Arca da Aliança, onde habita a glória de Deus habita, e recebe instruções de Eli, o sumo sacerdote. Samuel ouviu a palavra de Deus e o Senhor estava com ele. E Samuel, por sua palavra, converteu todo Israel ao Senhor (v. 1Samuel 3, 21; 7, 2-3). Os discípulos também ouviram e seguiram as palavras que ouvimos continuamente no Evangelho dominical. Eles permaneciam com o Senhor e, por seu testemunho, outros se aproximaram Dele. Essas passagens da história da salvação devem nos dar a força necessária para abraçar a vontade de Deus e seguir o seu chamado em nossas vidas. Deus está constantemente chamando cada um de nós; e o chama pelo próprio nome, pessoalmente (v. Isaías 43; São João 10, 3). Ele quer que o busquemos por amor, que desejemos a sua Palavra (v. Sabedoria 6,11-12). Como os apóstolos fizeram, devemos sempre estar onde está o Senhor, para constantemente buscar o Seu rosto. Como São Paulo nos diz na epístola deste domingo, não somos donos de nós mesmos, pois pertencemos ao Senhor. Devemos abrir nossos ouvidos para a obediência e escrever sua Palavra em nossos corações. Temos que confiar na promessa do Senhor: se formos a Ele com fé, Ele será misericordioso conosco (São João 15,14; 14, 21-23) e nos erguerá com Seu poder. Devemos deixar transparecer, em nossas vidas, o amor que Ele nos mostrou, para que outros também possam encontrar o Messias. Enquanto renovamos as promessas do nosso discipulado nesta Eucaristia, aproximemos-nos do altar entoando o cântico novo do salmo dominical: “Aqui estou, Senhor, para cumprir a Tua vontade”. https://stpaulcenter.com/oyendo-la-llamada-scott-hahn-reflexiona-sobre-el-2o-domingo-de-tiempo-ordinario/ https://stpaulcenter.com/hearing-the-call-scott-hahn-reflects-on-the-second-sunday-in-ordinary-time/

  • Ave Maria

    Santo Tomás de Aquino (Fonte: http://www.permanencia.org.br/drupal/node/1416) Prólogo 1. — A saudação angélica é dividida em três partes: • A primeira, composta pelo Anjo: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres”. (Lc 1, 28). • A segunda é obra de Isabel, mãe de João Batista, que disse: “Bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1, 42). • A terceira parte, a Igreja acrescentou: “Maria”. O Anjo não disse: “Ave Maria” e sim, “Ave, Cheia de graça”. Mas este nome de Maria, efetivamente, se harmoniza com as palavras do Anjo, como veremos mais adiante. Ave 2. — Na antiguidade, a aparição dos Anjos aos homens era um acontecimento de grande importância e os homens sentiam-se extremamente honrados em poder testemunhar sua veneração aos Anjos. A Sagrada Escritura louva Abraão por ter dado hospitalidade aos Anjos e por tê-los reverenciado. Mas um Anjo se inclinar diante de uma criatura humana, nunca se tinha ouvido dizer antes que o Anjo tivesse saudado à Santíssima Virgem, reverenciando-a e dizendo: “Ave”. 3. — Se na antiguidade o homem reverenciava o Anjo e o Anjo não reverenciava o homem, é porque o Anjo é maior que o homem e o é por três diferentes razões: Primeiramente, o Anjo é superior ao homem por sua natureza espiritual. Está escrito: “Dos seres espirituais Deus fez seus Anjos” (Sl 103, 4). 4. — O homem tem uma natureza corrutível e por isso Abraão dizia a Deus: “Falarei a meu Senhor, eu que sou cinza e pó” (Gn 18, 27). Não convém que a criatura espiritual e incorruptível renda homenagem à criatura corruptível. Em segundo lugar, o Anjo ultrapassa o homem por sua familiaridade com Deus. Com efeito, o Anjo pertence à família de Deus, mantendo-se a seus pés. “Milhares de milhares de Anjos o serviam, e dez milhares de centenas de milhares mantinham-se em sua presença”, está escrito em Daniel (7, 10). Mas o homem é quase estranho a Deus, como um exilado longe de sua face pelo pecado, como diz o Salmista: “Fugindo, afastei-me de Deus” (54, 8). Convém, pois, ao homem honrar o Anjo por causa de sua proximidade com a majestade divina e de sua intimidade com ela. Em terceiro lugar, o Anjo foi elevado acima do homem, pela plenitude do esplendor da graça divina que possui. Os Anjos participam da própria luz divina em mais perfeita plenitude. “Pode-se enumerar os soldados de Deus”, diz Jó (25, 3) “e haverá algum sobre quem não se levante a sua luz?” Por isso os Anjos aparecem sempre luminosos. Mas os homens participam também desta luz, porém com parcimônia e como num claro-escuro. Por conseguinte, não convinha ao Anjo inclinar-se diante do homem, até, o dia em que apareceu uma criatura humana que sobrepujava os Anjos por sua plenitude de graças (cf n° 5 a 10), por sua familiaridade com Deus (cf. n° 10) e por sua dignidade. Esta criatura humana foi a bem-aventurada Virgem Maria. Para reconhecer esta superioridade, o Anjo lhe testemunhou sua veneração por esta palavra: “Ave”. Cheia de Graça 5. — Primeiramente, a bem-aventurada Virgem ultrapassou todos os Anjos por sua plenitude de graça, e para manifestar esta preeminência o Arcanjo Gabriel inclinou-se diante dela, dizendo: “cheia de graça”; o que quer dizer: “a vós venero, porque me ultrapassais por vossa plenitude de graça”. 6. — Diz-se também da Bem-aventurada Virgem que é cheia de graça, em três perspectivas: Primeiro, sua alma possui toda a plenitude de graça. Deus dá a graça para fazer o bem e para evitar o mal. E sob esse duplo aspecto a Bem-aventurada Virgem possuía a graça perfeitissimamente, porque foi ela quem melhor evitou o pecado, depois de Cristo. O pecado ou é original ou atual; mortal ou venial. A Virgem foi preservada do pecado original, desde o primeiro instante de sua concepção e permaneceu sempre isenta de pecado mortal ou venial. Também está escrito, no Cântico dos Cânticos: “Tu és formosa, amiga minha, e em ti não há mácula” (4, 7). “Com exceção da Santa Virgem – diz Santo Agostinho, em seu livro Sobre a natureza e a graça – todos os santos e santas, em sua vida terrena, diante da pergunta: ‘estais sem pecados?’ teriam gritado a uma só voz: ‘Se disséssemos: estamos sem pecado estaríamos, enganando-nos a nós mesmos e a verdade não estaria conosco’ (cf. 1, Jo 1, 6). A Virgem santa é a única exceção. Para honrar o Senhor, quando se trata a respeito do pecado, não se faça nunca referência à Virgem Santa. Sabemos que a ela foi dada uma abundância de graças maior, para triunfar completamente do pecado. Ela mereceu conceber Aquele que não foi manchado por nenhuma falta”. Mas o Cristo ultrapassou a Bem-aventurada Virgem: ele foi concebido sem a culpa original, enquanto a Virgem santa, embora tenha nascido sem pecado, nele foi concebida (Beata autem virgo in originali est concepta, sed non nata.) 7. — A Virgem realizou também as obras de todas as virtudes. Os outros santos se destacam por algumas virtudes, dentre tantas. Este foi humilde, aquele foi casto, aquele outro, misericordioso, por isto são apresentados como modelo para esta ou aquela determinada virtude; como, por exemplo, se apresenta São Nicolau, como modelo de misericórdia. Mas a Bem-aventurada Virgem é o modelo e o exemplo de todas as virtudes. Nela achareis o modelo da humildade. Escutai suas palavras: “Eis a escrava do Senhor” (Lc 1, 38). E mais: “O Senhor olhou a humildade de sua serva” (Lc 1, 48). Ela é também o modelo da castidade: ela mesma confessa que não conheceu homem (cf. Lc 1, 43). Como é fácil constatar, Maria é o modelo de todas as virtudes. A Bem-aventurada Virgem é pois cheia de graça, tanto porque faz o bem, como porque evita o mal. 8. — Em segundo lugar, a plenitude de graça da Virgem Santa se manifesta no reflexo da graça de sua alma, sobre sua carne e todo o seu corpo. Já é uma grande felicidade que os santos gozem de graça suficiente, para a santificação de suas almas. Mas a alma da Bem-aventurada Virgem Maria possui uma tal plenitude de graça, que esta graça de sua alma reflete sobre sua carne, que, por sua vez, concebe o Filho de Deus. “Porque o amor do Espírito Santo – nos diz Hugo de São Vitor – arde no coração da Virgem com um ardor singular, Ele opera em sua carne maravilhas tão grandes, que dela nasceu um Homem Deus”, como avisa o Anjo à Virgem santa: “Um Filho santo nascerá de ti e será chamado Filho de Deus” (Lc 1, 35). 9. — Em terceiro lugar, a Bem-aventurada Virgem é cheia de graça, a ponto de espalhar sua plenitude de graça sobre todos os homens. Que cada santo possua graça suficiente para a salvação de muitos homens é coisa considerável. Mas se um santo fosse dotado de uma graça capaz de salvar toda a humanidade, ele gozaria de uma abundância de graça insuperável. Ora, essa plenitude de graça existe no Cristo e na Bem-aventurada Virgem. Em todos os perigos, podemos obter o auxílio desta gloriosa Virgem. Canta o esposo, no Cântico dos Cânticos: “Teu pescoço é como a torre de Davi, edificada com seus baluartes. Dela estão pendentes mil escudos, quer dizer, mil remédios contra os perigos” (4, 4). Também em todas as ações virtuosas podemos beneficiar-nos de sua ajuda. “Em mim há toda a esperança da vida e da virtude” (Ecl 24, 25). Maria 10. — A Virgem, cheia de graça, ultrapassou os Anjos, por sua plenitude de graça. E por isto é chamada “Maria”, que quer dizer, “iluminada interiormente”, donde se aplica a Maria o que disse Isaias: “O Senhor encherá tua alma de esplendores” (58, 11). Também quer dizer: iluminadora dos outros, em todo o universo; por isso, Maria é comparada, com razão, ao sol e à lua. O Senhor é convosco 11. — Em segundo lugar, a Virgem ultrapassa os Anjos em sua intimidade com o Senhor. O arcanjo Gabriel reconhece esta superioridade, quando lhe dirige estas palavras: “O Senhor é convosco”, isto é, “venero-vos e confesso que estais mais próxima de Deus do que eu mesmo estou. O Senhor está, efetivamente, convosco”. O Senhor Pai está com Maria, pois Ele não se separa de maneira nenhuma de seu Filho e Maria possui este Filho, como nenhuma outra criatura, até mesmo angélica. Deus mandou dizer a Maria, pelo Arcanjo Gabriel “Uma criança santa nascerá de ti e será chamada Filho de Deus” (Lc 1, 35). O Senhor está com Maria, pois repousa em seu seio. Melhor do que a qualquer outra criatura se aplicam a Maria estas palavras de Isaias: “Exulta e louva, casa de Sião, porque o Grande, o Santo de Israel está no meio de ti” (12, 6). O Senhor não habita da mesma maneira com a Bem-aventurada Virgem e com os Anjos. Deus está com Maria, como seu Filho; com os Anjos, Deus habita como Senhor. O Espírito Santo está em Maria, como em seu templo, onde opera. O arcanjo lhe anunciou: “O Espírito Santo virá sobre ti” (Lc 1, 35). Assim, pois, Maria concebeu por efeito do Espírito Santo e nós a chamamos Templo do Senhor, Santuário do Espírito Santo. (cf. liturgia das festas de Nossa Senhora). Portanto, a Bem-aventurada Virgem goza de uma intimidade com Deus maior do que a criatura angélica. Com ela está o Senhor Pai, o Senhor Filho, o Senhor Espírito Santo, a Santíssima Trindade inteira. Por isso canta a Igreja: “Sois digno trono de toda a Trindade”. É esta então a palavra mais nobre, a mais expressiva, como louvor, que podemos dirigir à Virgem. Maria 12. — Portanto o Anjo reverenciou a Bem-aventurada Virgem, como mãe do Soberano Senhor e, assim, ela mesma como Soberana. O nome de Maria, em siríaco significa “soberana”, o que lhe convém perfeitamente. 13. — Em terceiro lugar, a Virgem ultrapassou aos Anjos em pureza. Não só possuía em si mesma a pureza, como procurava a pureza para os outros. Ela foi puríssima de toda culpa, pois foi preservada do pecado original e não cometeu nenhum pecado mortal ou venial, como também foi livre de toda pena. Bendita sois vós entre as mulheres 14. — Três maldições foram proferidas por Deus contra os homens, por causa do pecado original. A primeira foi contra a mulher, que traria seu filho no sofrimento e daria à luz com dores. Mas a Bem-aventurada Virgem não está submetida a estas penas. Ela concebeu o Salvador sem corrupção, trouxe-o alegremente em seu seio e o teve na alegria. A Ela se aplica a palavra de Isaias: “A terra germinará, exultará, cantará louvores” (35, 2). 15. — A segunda maldição foi pronunciada contra o homem: “Comerás o teu pão com o suor de teu rosto” (Gn 3, 9). A Bem-aventurada Virgem foi isenta desta pena. Como diz o Apóstolo “Fiquem livres de cuidados as virgens e se ocupem só com o Senhor” (1 Cor 7, 32-34):. A terceira maldição foi comum ao homem e à mulher. Em razão dela devem ambos tornar ao pó. A Bem-aventurada Virgem disto também foi preservada, pois foi, com o corpo, assunta aos céus. Cremos que, depois de morta, foi ressuscitada e elevada ao céu. Também se lhe aplicam muito apropriadamente as palavras do Salmo 131, 8: “Levanta-te, Senhor, entra no teu repouso; tu e a arca da tua santificação”. Maria A Virgem foi pois isenta de toda maldição e bendita entre as mulheres. Ela é a única que suprime a maldição, traz a bênção e abre as portas do paraíso. Também lhe convém, assim, o nome de Maria, que quer dizer, “Estrela do mar”, Assim como os navegadores são conduzidos pela estrela do mar ao porto, assim, por Maria, são os cristãos conduzidos à Glória. Bendito é o fruto de vosso ventre 18. — O pecador procura nas criaturas aquilo que não pode achar, mas o justo o obtém. “A riqueza dos pecadores está reservada para os justos”, dizem os Provérbios (13, 22). Assim Eva procurou o fruto, sem achar nele a satisfação de seus desejos. A Bem-aventurada Virgem, ao contrário, achou em seu fruto tudo o que Eva desejou. 19. — Eva, com efeito, desejou de seu fruto três coisas: Primeiro, a deificação de Adão e dela mesma e o conhecimento do bem e do mal, como lhe prometera falsamente o diabo: “Sereis como deuses” (Gn 3, 5), disse-lhes o mentiroso. O diabo mentiu, porque ele é mentiroso e o pai da mentira (cf. Jo 8, 44). E por ter comido do fruto, Eva, em vez de se tornar semelhante a Deus, tornou-se dessemelhante. Por seu pecado, afastou-se de Deus, sua salvação, e foi expulsa do paraíso. Bem-aventurada Virgem, ao contrário, achou sua deificação no fruto de suas entranhas. Por Cristo nos unimos a Deus e nos tornamos semelhantes a Ele. Diz-nos São João: “Quando Deus se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque o veremos como Ele é” (1 Jo 3, 2). 20. — Em segundo lugar, Eva desejava o deleite (cf. Gn 3, 6), mas não o encontrou no fruto e imediatamente conheceu que estava nua e a dor entrou em sua vida. No fruto da Virgem, ao contrário, encontramos a suavidade e a salvação. “Quem come minha carne tem a vida eterna” (Jo 6, 55). 21. — Enfim, o fruto de Eva era sedutor no aspecto, mas quão mais belo é o fruto da Virgem que os próprios Anjos desejam contemplar (cf. 1 Pe 1, 12). “É o mais belo dos filhos dos homens” (Sl 44, 3), porque “é o esplendor da glória de seu Pai” (Heb 1, 3) como diz S. Paulo. Portanto, Eva não pôde achar em seu fruto o que também nenhum pecador achará em seu pecado. Acharemos, no entanto, tudo o que desejamos no fruto da Virgem. Busquemo-lo. 22. — O fruto da Virgem Maria é bendito por Deus, que de tal forma encheu-o de graças que sua simples vinda já nos faz render homenagem a Deus. “Bendito seja Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo, declara São Paulo” (Ef 1, 3). O fruto da Virgem é bendito pelos Anjos. O Apocalipse (7, 11) nos mostra os Anjos caindo com a face por terra e adorando o Cristo com seus cantos: “O louvor, a glória, a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força ao nosso Deus pelos séculos dos séculos. Amém”. O fruto de Maria é também bendito pelos homens: “Toda a língua confesse que o Senhor Jesus Cristo está na glória de Deus Pai”, nos diz o Apóstolo (Fp 2, 11). E o Salmista (Sl 117, 26) o saúda assim: “Bendito o que vem em nome do Senhor”. Assim, pois, a Virgem é bendita, porém, bem mais ainda, é o seu fruto.

  • KARL RAHNER, A CHAVE PARA DESTRUIR  DOIS MIL ANOS DE FÉ – Stefano Fontana

    Muitos comentaram as afirmações recentes de Don Maurizio Chiodi, teólogo e membro da Pontifícia Academia para a Vida, sobre a contracepção [que, em certos casos, a contracepção não só é possível, mas obrigatória]. Em geral, no entanto, nos concentramos em suas declarações e menos nas motivações ou admissão de princípios. Esses últimos, expressamente mencionados por ele, são dois: o princípio da interpretação da Humanae vitae à luz de Amoris Laetitia e a “reviravolta antropológica” de Karl Rahner. Pode ser útil ressaltar esses dois princípios porque, a partir deles, prof. Chiodi foi absolutamente consistente em suas conclusões, ao abrir-se à licitude da contracepção na moral católica. Deve-se também compreender que os dois princípios estão intimamente ligados entre si. A “reviravolta antropológica” de Karl Rahner, como tentei mostrar em um livro recente (A nova Igreja de Karl Rahner, 2017), não consiste genericamente num olhar dirigido ao homem, uma espécie de novo humanismo ou novo personalismo cristão. Consiste na aceitação radical da historicidade completa do homem. “Reviravolta antropológica” significa que Deus se encontra no homem e em seu mundo histórico. O homem está sempre “dentro” da história, sempre estruturalmente “situado”, sempre com algo por trás dele que o condiciona, um horizonte que vem antes de sua experiência histórica e a torna possível. Para retomar uma imagem de Étienne Gilson, é como se o homem estivesse diante de uma cenografia teatral e, tentando ir além do palco para conhecer a realidade, algo nele produzisse uma outra cenografia, sem jamais sair da sucessão de cenografias. O homem não encontra jamais o transcendente, mas só o imanente, já que ele — esta é precisamente a “reviravolta antropológica” — é estruturalmente parte do problema que gostaria de resolver, que é o do sentido da vida; ele é estruturalmente parte dele; não pode jamais ver as coisas de um ponto de vista externo e transcendente, mas sempre de dentro. A revelação de Deus acontece, assim, na história humana e de maneira humana, através de eventos humanos: Deus não está na história, mas só o homem; e, se queremos falar de Deus, temos que falar sobre o homem; se queremos ver Deus, devemos olhar para o homem. Deus se encontra no homem e o mundo é graça. É imediatamente claro que, devido a essas premissas, não podemos pensar na existência de proibições morais que sejam respeitadas sempre e em todas as situações. Nem a Humanae vitae nem a Veritatis splendor podem permanecer nesse contexto teológico, que as expelirão de si mesmo e, se as admitir, provocarão a sua revisão radical. As pretensões de princípios morais absolutos devem ser consideradas ideológicas. Após a viragem antropológica de Rahner, de fato, toda posição doutrinária definitiva, tanto dogmática quanto moral, deve ser considerada uma pretensão ideológica de querer ver Deus como se fosse uma coisa deste mundo, ao passo que, em vez disso, vemos apenas o homem; a pretensão de escapar do condicionamento estrutural em que nos encontramos e reduzir a verdade cristã a definições, leis, normas, estruturas; a pretensão de ouvir a Palavra de Deus definitiva, enquanto, ao contrário, Ele é Silêncio e expressa-se atematicamente (ou seja, sem nos fornecer conteúdos) a partir do interior dos eventos humanos. Deus não pode ser visto, nem a sua doutrina imutável: na história só se pode fazer perguntas (a chamada “questionabilidade”), discernir sempre provisoriamente as situações, seguindo em uma busca sem pretensões. Ao declarar seus princípios iniciais, o Prof. Chiodi demonstrou-se coerente nas conclusões. O problema é que ele considera a “revoravolta antropológica” de Rahner um pressuposto óbvio e inquestionável, enquanto ainda há quem o conteste. Não há dúvida de que este princípio representa, hoje, uma nova Escolástica, que o teólogo que a negar terá dificuldades na vida acadêmica, que as aplicações que dela derivam se espalharam e se tornam o pão cotidiano mesmo na menor das paróquias católicas. O certo, porém, é que a “revoravolta antropológica” de Rahner ainda não é a doutrina da Igreja. E, finalmente, chegamos ao segundo dos princípios indicados pelo prof. Chiodi. Seria normal pensar que, dado que há uma tradição da Igreja, é o último documento magisterial que deva ser lido a partir dos precedentes, e não vice-versa. Ao contrário, o magistério deveria ter publicado o último documento garantindo que ele está alinhado aos anteriores e, portanto, implicitamente admitindo, desde a conclusão e publicação autorizada do novo texto, que ele deve ser lido dessa maneira. Mas, se nos colocarmos dentro da nova perspectiva da “reviravolta antropológica”, emerge uma exigência contrária. Os dogmas e os princípios morais mudam, porque Deus os revela em presumíveis “tábuas” fora do tempo, mas nos próprios eventos da história e, portanto, hoje poderia ser o próprio Deus a desejar que a Igreja dê esse passo adiante no assunto da contracepção. http://www.lanuovabq.it/it/rahner-la-chiave-per-scardinare-duemila-anni-di-fede

  • A MÁ TEOLOGIA QUE DESSACRALIZOU OS TEMPLOS CATÓLICOS – Stefano Fontana

    O conceito de cancelamento da distinção entre o sagrado e o profano é ensinado pela teologia há décadas, pelo menos desde a década de 1960. Em 1969, Ladislaus Boros escreveu que, uma vez que Cristo se encarnou, Deus se encontra no homem e o mundo se tornou graça. Dois anos depois, Gustavo Gutiérrez, pai da teologia da libertação, insistiu no mesmo conceito: “Se Deus se tornou homem, a humanidade, cada homem, a história, são o templo vivo de Deus. O profano, o que está fora do templo, não existe mais”, e concluiu seu raciocínio: “Se a humanidade, e se todo homem é um templo vivo de Deus, nos encontramos com Deus no encontro com os homens, no compromisso histórico com a ‘humanidade’”. Clodovis Boff, irmão do mais conhecido Leonardo Boff, em seu livro A graça libertadora no mundo, argumentou que não devemos mais falar da graça, como faz a Igreja, mas deixar a graça falar, o que significa que a graça opera no mundo, e fala através dos fatos do mundo. Anteriormente, em 1964, Jürgen Moltmann havia explicado que havia uma evolução da presença de Deus entre os homens: primeiro na tenda, depois na Arca, depois no templo, até que Deus habitou na própria humanidade. Pannenberg falou sobre a revelação como história, Schlette de epifania como história, Cullmann da salvação como história. Todas essas teologias sustentaram que Deus se teria revelado não através de uma teofania direta, mas de maneira indireta através dos eventos da história. O sagrado, entendido como o lugar e a dimensão direta da revelação e da teofania, deve, portanto, ser substituído pelo profano, entendido como o caminho indireto em que Deus se revela e pelo qual guia a história da salvação. Edward Schillebeecks escreveu, em 1965, que “toda vida profana constitui uma espécie de explicitação daquilo que a oferta íntima da graça da fé quer nos dizer”. No mesmo ano, Harvey Cox declarou que “Deus ama o mundo e não a Igreja”. No entanto, se queremos ir às origens dessa identificação do sagrado com o profano, precisamos falar de Karl Rahner. Para ele, o mundo como existência é o lugar da auto-revelação de Deus para o homem. Nunca conhecemos os ensinamentos de Deus; e Deus não nos deu ensinamentos diretos. Vemos o mundo e os homens, e Deus se comunica anonimamente, desprovido de conteúdo, por uma via que aceita e funda nossa liberdade. É daí que surge “a tendência moderna de falar não de Deus, mas do próximo; não de pregar o amor a Deus, mas o amor ao próximo; não de dizer Deus, mas mundo e responsabilidade perante o mundo”. A história da salvação coincide, portanto, com a revelação e com a história da humanidade, deixando de haver distinção entre a história sagrada e a história profana: “O cristianismo não conhece nenhum setor sagrado delimitado, no qual podemos encontrar Deus”. O mediador entre os homens e Deus tornou-se agora o mundo. Esses exemplos podem testemunhar, adequadamente, que a utilização dos templos católicos para atividades não religiosas é alimentada por certa visão da relação entre o mundo e a Igreja que já dura há algumas décadas. São ideias que vêm direto das cátedras universitárias para as pequenas paróquias suburbanas, onde se organiza a entrada do mundo na igreja sem que se tenha lido diretamente Cox ou Rahner, mas de qualquer modo seguindo os seus ensinamentos. Se Deus se manifesta, antes de tudo, no mundo através de eventos históricos, então Ele é encontrado, na prática, ao trazer-se “eventos históricos” para dentro das igrejas. Negligencia-se, assim, o fato de que a Igreja é o lugar onde os fiéis podem entrar em contato com o que não é   histórico. O espaço sagrado é o lugar do eterno. A Igreja, pela presença do Santíssimo Sacramento do altar, é um lugar “metafísico” e não mais histórico: ali está o Alfa e a Omega da história, que, por isso mesmo, não é redutível à história. http://www.lanuovabq.it/it/la-cattiva-teologia-che-ha-desacralizzato-le-chiese

  • POR QUEM OS SINOS DOBRAM?

    Os sinos são uma invenção muito antiga. Na forma, porém, como os conhecemos ainda hoje, é uma criação católica da Idade Média. E, até hoje, é impossível dissociar essas duas coisas: sino e catolicismo. Conta-se que, quando nasceu São João de Deus, em Portugal, no dia 8 de março de 1495, todos os sinos de sua aldeia começaram a bimbalhar sozinhos, embora ninguém pudesse suspeitar que profetizassem a futura santidade do menino. Os sinos eram a voz da Igreja e, indiretamente, a voz de Deus. Por eles é que convocava festivamente as pessoas para a Santa Missa e demais ofícios religiosos. Podiam dobrar grave e melancolicamente, anunciando funerais de cristãos. Tinham, também, uma função oposta à religiosa: servir de relógio, bater as horas, administrar o tempo, contribuir para a vida cotidiana das cidades, sem deixar de marcar, em três grandes momentos (às seis da manhã, meio-dia e seis da tarde), a Hora do Ângelus, Hora suprema da vida cristã, em que o tempo e a eternidade se cruzaram: o anúncio a Maria do nascimento de Jesus. Contudo, mesmo quando exercia essa função meramente prática, de auxiliar dos relógios, os sinos não deixavam de imprimir, no ar, o timbre solene do mistério religioso. Se lidava com assuntos do tempo, fazia-o pela perspectiva da vida eterna. Enfim, eram os sinos (do latim “signum”) um sinal do sagrado. Ao crente, fazia lembrar-se de Deus; aos incréus, provocava uma grande nostalgia do Criador. A presença dos sinos, na literatura, era muito frequente. Não há grande romance do século XIX em que não se ouça a voz de um sino, tocando geralmente pela tardinha. Poemas românticos e simbolistas se deixaram impregnar de seu misterioso apelo. O poeta americano William Carlos Williams, que não era católico, gostava de ouvir os sinos que soavam na nova igreja de tijolos, em sua pequena cidade. Sentia-os tocar por tudo: pelos fenômenos naturais, pelo início da vida e pela velhice, pelas novenas e pelos fiéis, pelo seu amigo surdo que já não os podia ouvir e pelos filhos de seu amigo surdo. “Que toquem”, dizia o poeta, “toquem sempre!” O poeta brasileiro Manuel Bandeira, mesmo em suas crises religiosas, não deixava de fazer repicar sinos em seus poemas. Mencionava a voz noturna dos sinos (“de repente nos longes da noite um sino”); a voz das manhãs cantando pelos sinos; os sinos da redenção; o “sino de Belém, pelos que inda vêm! Sino da Paixão, pelos que lá vão!” O escritor americano Ernest Hemingway, mesmo ateu, batizou um romance, ambientado na Guerra Civil Espanhola, com o sugestivo título de “Por quem os sinos dobram”, extraído de um texto de John Donne, poeta e pastor anglicano inglês, o qual, pensando nos sinos que tocavam em funerais, escreveu estas belas e célebres palavras: “Nenhum homem é uma ilha. A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”. Pelo início da década de setenta, no gélido inverno de 1974, ouvi do adro da igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, os mais belos sinos da minha vida. Tinha dezoito anos e era um fim da tarde de junho, muito frio. O som dos sinos vinha de uma igreja vizinha, um pouco mais abaixo, e da qual eu só via o telhado (Ouro Preto é a campeã dos declives). O sineiro saltava de uma torre a outra, correndo pelo próprio telhado. Colocava um sino para funcionar e corria até o outro, permanecendo nesse ziguezague por algum tempo. Um toque tão impressionante, que me deixou uma profunda lembrança. Por muitos anos, ainda conseguia lembrar-me de sua estranha melodia, vibrando cadenciadamente na memória. Era, certamente, um lembrete de Deus a um jovem, no momento em que começava a dar mais ouvidos às coisas do tempo que da eternidade…

  • Planos para o Ano Novo

    “… não há nada como uma fé viva e esclarecida para nos animar a fazer os esforços energéticos e perverantes que a reforma de nós mesmos e o cultivo das virtudes reclamam” Pe. Adolphe Tanquerey

  • Excertos do Pe. Garrigou-Lagrange

    *Retirado de La Sintesis Tomista “Para Santo Tomás, a fé é uma virtude infusa, essencialmente sobrenatural por seu objeto próprio e seu motivo formal, uma virtude que, por um ato simples e infalível, muito superior a qualquer raciocínio apologético, faz com que nós adiramos a Deus revelante e a Deus revelado. A fé infusa, por conseguinte, é não somente muito superior à mais alta filosofia, senão também à mais alta teologia, a qual nunca será outra cisa senão comentário explicativo e dedutivo. Santo Tomás em suas lutas doutrinais, em defesa da fé, se mostru humilde, paciente, magnânimo, audaz e sempre prudente. Sua confiança em Deus o levou sempre a unir a oração com o estudo. O biográfo de Santo Tomás, Guilhermo de Tacco escreveu: Sempre que queria estudar, levar a cabo uma disputa solene, ensinar, escrever ou ditar, começava por retirar-se ao lugar secreto de oração e orava derramando lágrimas, ao fim alcançava a inteligência dos mistérios divinos… Saía de lá com a luz.

  • Quando se peca gravemente contra os pais?

    No que diz respeito aos mandamentos do decálogo, muito se questiona a respeito dos pecados graves contra os pais. Isto porque muitos padres, infelizmente, descuidam de ensinar corretamente a moral católica desde os princípios mais básicos, tornando a fé católica um rigorismo cego ou um laxismo despreocupado. Dito isto, pretendemos com Santo Afonso Maria de Ligório, destrinchar as verdades da fé no que diz respeito ao amor e a reverência aos nossos pais e superiores. Santo Afonso, quando fala sobre o amor aos pais e superiores em sua Teologia Moral, inicia dizendo que: (…) Os filhos são obrigados, por força do quarto mandamento, tanto aos pais como aos superiores, naquelas coisas nas quais cada um e enquanto lhes é submetido, prestar amor, reverência e obediência, de tal modo que se houver um notável defeito destas coisas em matéria grave, gravemente se peca, o que ocorre mais facilmente em relação aos pais do que aos demais. Continua falando onde se peca gravemente: Peca gravemente contra o amor o filho que mostra sinais de ódio aos pais e os trata asperamente. Que quase sempre os olha com olhos turvos e que lhes fala tão asperamente como se lhes tivesse ódio. Que não os auxilia em grave necessidade espiritual ou corporal, de onde que também pecam gravemente os filhos que negligenciam oferecer preces e sacrifícios pelos pais, conforme sustentam os Salmanticenses. Sobre as necessidades espirituais dos pais, é muito objetivo quanto diz: (…) Pecam gravemente os filhos que não cuidam para que os pais, constituídos em artigo de morte, recebam o sacramento da Penitência e outros. Examinemos nossa consciência e, arrependidos de nossos pecados, confessemos nossos desamores aos nossos pais para que assim possamos receber dignamente o Sacramento da Comunhão e possamos usufruir de seus frutos espirituais. Desta forma, damos passos ainda mais firmes neste processo de santificação. Teologia Moral, Santo Afonso Maria de Ligório, Livro III Tratado III Capítulo II: Sobre o Quarto Preceito do Decálogo: Honra o teu pai, etc.

  • Quando se peca gravemente contra os pais?

    No que diz respeito aos mandamentos do decálogo, muito se questiona a respeito dos pecados graves contra os pais. Isto porque muitos padres, infelizmente, descuidam de ensinar corretamente a moral católica desde os princípios mais básicos, tornando a fé católica um rigorismo cego ou um laxismo despreocupado. Dito isto, pretendemos com Santo Afonso Maria de Ligório, destrinchar as verdades da fé no que diz respeito ao amor e a reverência aos nossos pais e superiores. Santo Afonso, quando fala sobre o amor aos pais e superiores em sua Teologia Moral, inicia dizendo que: (…) Os filhos são obrigados, por força do quarto mandamento, tanto aos pais como aos superiores, naquelas coisas nas quais cada um e enquanto lhes é submetido, prestar amor, reverência e obediência, de tal modo que se houver um notável defeito destas coisas em matéria grave, gravemente se peca, o que ocorre mais facilmente em relação aos pais do que aos demais. Continua falando onde se peca gravemente: Peca gravemente contra o amor o filho que mostra sinais de ódio aos pais e os trata asperamente. Que quase sempre os olha com olhos turvos e que lhes fala tão asperamente como se lhes tivesse ódio. Que não os auxilia em grave necessidade espiritual ou corporal, de onde que também pecam gravemente os filhos que negligenciam oferecer preces e sacrifícios pelos pais, conforme sustentam os Salmanticenses. Sobre as necessidades espirituais dos pais, é muito objetivo quanto diz: (…) Pecam gravemente os filhos que não cuidam para que os pais, constituídos em artigo de morte, recebam o sacramento da Penitência e outros. Examinemos nossa consciência e, arrependidos de nossos pecados, confessemos nossos desamores aos nossos pais para que assim possamos receber dignamente o Sacramento da Comunhão e possamos usufruir de seus frutos espirituais. Desta forma, damos passos ainda mais firmes neste processo de santificação. Teologia Moral, Santo Afonso Maria de Ligório, Livro III Tratado III Capítulo II: Sobre o Quarto Preceito do Decálogo: Honra o teu pai, etc.

  • Bispos chineses proíbem Missa LGBT lembrando o ensinamento da Igreja.

    HONG KONG, 2 de janeiro de 2018 (LifeSiteNews) – Um sacerdote em Hong Kong cancelou uma Missa de Natal “LGBT” no último minuto, depois que o bispo auxiliar de sua diocese o lembrou que os atos homossexuais são “pecaminosos” e “violações graves da castidade”. O bispo auxiliar, S.E.R Joseph Ha, OFM, a pedido de Dom Michael Yeung, investigou o evento planejado antes de falar com o padre responsável, de acordo com um relatório da Hong Kong Free Press (HKFP). Compassion HK LGBTQ Catholics Union, o grupo que patrocinou a “missa”, declarou no Facebook que bispos em outros países permitem Missas LGBT e perguntou o porquê que “os dois bispos de Hong Kong não estão dispostos a abrir espaço para seus fiéis de acordo com sua sexualidade?” “A diocese envia sacerdotes às prisões para celebrar Missa para assassinos, estupradores e outros criminosos” e também envia padres para “ambientes de luz vermelha” “para celebrar missa para prostitutas”, continuou a publicação do grupo. “Por que os bispos impedem apenas os homossexuais?” O grupo LGBT disse que as ações dos bispos são opostas as do Papa Francisco em relação a homossexualidade. “Isto não é exatamente o que ensina o Papa Francisco:” Se um homem é gay e busca o Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para julgar? Escreveu o grupo em sua página no facebook. Mas a diocese se pronunciou e cortou as reivindicações alvos de vitimização focados no cerne da questão. Dom Joseph Ha disse que “a Igreja Católica considera os atos homossexuais graves violações da castidade”, através de um porta voz diocesano. “Se as pessoas desejam receber a Sagrada Comunhão durante a missa, elas devem estar suficientemente preparadas, por exemplo: não devem ter cometido nenhum pecado mortal (ou devem ter se confessado) e arrepender-se fielmente dos seus pecados veniais antes e receber a Sagrada Comunhão”.

  • Bispos chineses proíbem Missa LGBT lembrando o ensinamento da Igreja.

    HONG KONG, 2 de janeiro de 2018 (LifeSiteNews) – Um sacerdote em Hong Kong cancelou uma Missa de Natal “LGBT” no último minuto, depois que o bispo auxiliar de sua diocese o lembrou que os atos homossexuais são “pecaminosos” e “violações graves da castidade”. O bispo auxiliar, S.E.R Joseph Ha, OFM, a pedido de Dom Michael Yeung, investigou o evento planejado antes de falar com o padre responsável, de acordo com um relatório da Hong Kong Free Press (HKFP). Compassion HK LGBTQ Catholics Union, o grupo que patrocinou a “missa”, declarou no Facebook que bispos em outros países permitem Missas LGBT e perguntou o porquê que “os dois bispos de Hong Kong não estão dispostos a abrir espaço para seus fiéis de acordo com sua sexualidade?” “A diocese envia sacerdotes às prisões para celebrar Missa para assassinos, estupradores e outros criminosos” e também envia padres para “ambientes de luz vermelha” “para celebrar missa para prostitutas”, continuou a publicação do grupo. “Por que os bispos impedem apenas os homossexuais?” O grupo LGBT disse que as ações dos bispos são opostas as do Papa Francisco em relação a homossexualidade. “Isto não é exatamente o que ensina o Papa Francisco:” Se um homem é gay e busca o Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para julgar? Escreveu o grupo em sua página no facebook. Mas a diocese se pronunciou e cortou as reivindicações alvos de vitimização focados no cerne da questão. Dom Joseph Ha disse que “a Igreja Católica considera os atos homossexuais graves violações da castidade”, através de um porta voz diocesano. “Se as pessoas desejam receber a Sagrada Comunhão durante a missa, elas devem estar suficientemente preparadas, por exemplo: não devem ter cometido nenhum pecado mortal (ou devem ter se confessado) e arrepender-se fielmente dos seus pecados veniais antes e receber a Sagrada Comunhão”.

  • O FEMINISMO E A EXALTAÇÃO DA BURRICE

    O FEMINISMO E A EXALTAÇÃO DA BURRICE O Feminismo atual prega que a mulher pode ser o que quiser, ao mesmo tempo, é contra a mulher que, por livre e espontânea vontade, decidiu ser dona de casa para ter um tempo maior para educar os próprios filhos, deixando a cargo do marido a tarefa de sustentar a família. Também defende que a mulher pode andar praticamente nua e ninguém tem o direito de assediá-la, se esquecendo do fator biológico que norteia o instinto do homem de se sentir atraído pelo sexo oposto, principalmente quando a mulher se expõe como carne de açougue. Ora, quem mostra muito é porque quer vender! Que outra necessidade uma mulher teria de mostrar todas as suas partes sensuais se não fosse para excitar a concupiscência dos olhos nos homens? Pregam que o uso de anticoncepcionais protege a mulher contra uma gravidez indesejada, sem perceber que, uma mulher sexualmente ativa e livre para se deitar com vários homens não difere em nada dos cafajestes que se deitam com mulheres de má vida! Militam a favor do aborto, principalmente em casos de estupro, mas não defendem penas severas ao estuprador, apenas a pena de morte a um inocente sem nenhuma chance de defesa. O mínimo que um estuprador merece é a castração química que o impossibilita para sempre de realizar o ato criminoso. As feministas são tão alienadas que nem isso são capazes de compreender. Estas são apenas algumas pautas pra lá de contraditórias que essa escória que possui lideranças no Congresso Nacional defende e que envergonha a classe intelectual feminina do nosso país. É uma pena que até mesmo amigas que eu estimo com todo o respeito caíram no engodo de fomentar essa militância rumo ao abismo da espécie humana! Por Mayla Picoli #Feminismo

  • O FEMINISMO E A EXALTAÇÃO DA BURRICE

    O FEMINISMO E A EXALTAÇÃO DA BURRICE O Feminismo atual prega que a mulher pode ser o que quiser, ao mesmo tempo, é contra a mulher que, por livre e espontânea vontade, decidiu ser dona de casa para ter um tempo maior para educar os próprios filhos, deixando a cargo do marido a tarefa de sustentar a família. Também defende que a mulher pode andar praticamente nua e ninguém tem o direito de assediá-la, se esquecendo do fator biológico que norteia o instinto do homem de se sentir atraído pelo sexo oposto, principalmente quando a mulher se expõe como carne de açougue. Ora, quem mostra muito é porque quer vender! Que outra necessidade uma mulher teria de mostrar todas as suas partes sensuais se não fosse para excitar a concupiscência dos olhos nos homens? Pregam que o uso de anticoncepcionais protege a mulher contra uma gravidez indesejada, sem perceber que, uma mulher sexualmente ativa e livre para se deitar com vários homens não difere em nada dos cafajestes que se deitam com mulheres de má vida! Militam a favor do aborto, principalmente em casos de estupro, mas não defendem penas severas ao estuprador, apenas a pena de morte a um inocente sem nenhuma chance de defesa. O mínimo que um estuprador merece é a castração química que o impossibilita para sempre de realizar o ato criminoso. As feministas são tão alienadas que nem isso são capazes de compreender. Estas são apenas algumas pautas pra lá de contraditórias que essa escória que possui lideranças no Congresso Nacional defende e que envergonha a classe intelectual feminina do nosso país. É uma pena que até mesmo amigas que eu estimo com todo o respeito caíram no engodo de fomentar essa militância rumo ao abismo da espécie humana! Por Mayla Picoli #Feminismo

  • PROOFS OF GOD’S EXISTENCE

    The universe must have had a beginning. Therefore it must have got its beginning from a Being who Himself had no beginning. Let us endeavor to bring out the force of this reasoning. First, as regards the material universe, things have come to their present condition by a series of changes. These changes are still observable on the largest scale. We see them in the processes of growth and decay. We notice, too, that one thing produces another, and that other a third; and there is evidence that such has been the case for ages. Hence a series—or rather many series—of causes and effects coming down from a remote past. Now my reason tells me that such a chain of causation must have had a beginning. Such a series of causes and effects with out a beginning is inconceivable. There must have been one first cause, and therefore one not caused by another but subsisting in and through itself. Let us throw a little light upon this conclusion by an illustration. My eyes are at this moment resting upon an oak-tree. Let us designate it by the letter A. Now A is the offspring of another oak, B, which in turn owes its origin to C, and so on, back to D, E, and the rest. Is the series infinite, that is to say, endless? Or is it composed of a finite number—one that can be counted? We assert that it can not be infinite—it must have had a beginning. And our reasons for the assertion are these : If it were infinite the series would never have come down to A (There would have been no beginning.) Therefore the series was not infinite—there must have been a first oak, not produced by any other. The reader will remember that we are dealing with the genealogy of oaks only as an illustration of a principle; and the principle is that : no chain of causes and effects is possible unless there be a first cause—one not produced by another. But if this principle is once fairly established the conclusion is irresistible that if we trace the numerous series of causes and effects that have made the world what it is to-day back to their beginning, we must arrive at a first cause, which has not been produced by another. And now, having arrived at a first cause of things, we must evolve the idea of a first cause and exhibit what is logically contained in it. We shall see ultimately that the First Cause is identical with the sovereign God whose existence it is our purpose to prove. The First Cause was not produced by another. How, then, are we to account for its existence ? Did it produce itself ? Or did it start out of nothingness of itself? Both questions are too absurd to be considered. If, therefore, the First Cause was not produced either by itself or by anything else, we must conclude that it was not produced at all. Its existence is due to no manner of causation whatever ; and hence we are forced to the further conclusion that it must have its reason for existing in its very nature. Its nature requires it to exist. But if its nature requires it to exist it can not be conceived as non-existent. In other words, it is ETERNAL. This, by the way, is an answer to Darwin’s feeble question,  “Whence came the First Cause, and how did it arise?” ( Rev. M. P. Hill S. J. , The Catholic’s Ready Answer)

  • Estamos obrigados a amar os nossos inimigos?

    Sempre ao falarmos sobre os pecados graves, isto é, aqueles que nos tiram da graça de Deus, logo pensamos nos pecados contra a pureza, no descumprimento dos preceitos e na maioria das vezes esquecemo-nos que o maior dos mandamentos é o amor a Deus, ao próximo e a nós mesmos. Mas no que consiste este amor? Atos interiores de benevolência e compaixão? Preces e súplicas por aqueles que amamos e também por aqueles que nos querem mal? Temos nós o direito de demonstrar mais estima e amor aqueles que nos querem bem e, de certa forma, ser menos benevolentes aos que nós querem mal? Santo Afonso Maria de Ligório responde: É certo que os inimigos devem de algum modo ser amados, já que são próximos. É a sentença de Santo Tomás e, com ele, comumente a de todos. Mas pergunta-se sobre o modo, e se pode-se ter ódio do inimigo. Respondo primeiro que qualquer homem, pelo menos o particular, é obrigado a exibir ao próximo, mesmo ao inimigo, sinais comuns de amor e benefício, por preceito. É obrigado a exibir sinais especiais, porém, apenas por conselho, a não ser que, de outra origem, surja uma razão de obrigação. Esta é a sentença comum que, com Laymann, procede de Santo Tomás. Digo sinais comuns, que são aqueles que, segundo Caetano, são devidos por um cristão a qualquer outro cristão em geral, a um cidadão por outro cidadão, a um parente por outro parente. E consiste em pecado mortal negar estes benefícios aos nossos inimigos? Negar estes sinais significa vingar uma injúria, o que não é lícito para nenhum particular. E se não fazemos isso por amor desinteressado, por gratidão a Deus e reconhecimento de nossas misérias, afirma o Santo Doutor que tal gesto seria uma declaração externa de ódio: Digo também, a não ser que de outra origem surja uma razão de obrigação, a qual seria, por exemplo, o temor do escândalo devido à omissão, a esperança da salvação do inimigo, uma necessidade temporal ou espiritual, a deprecação da culpa e a exibição de sinais especiais de amor. A razão é que, nestes casos, a negligência destes sinais especiais seria uma declaração externa de ódio. Sobre as orações, convivência e benevolência acrescenta Afonso: Não é lícito também excluir o inimigo das orações comuns, por exemplo, a oração do Pai Nosso, e aquelas que são instituídas em favor da comunidade, nem das esmolas comuns, das respostas às saudações, das respostas às perguntas, da venda das mercadorias expostas, porque todas estas coisas são sinais comuns de amor. Por isto agir contra isto, como por exemplo, convidar todos os parentes, ou todos os conhecidos das vizinhanças ou do colégio e saudá-los como de costume, excluindo somente ao inimigo, é regularmente em seu gênero pecado mortal. Instruídos claramente pelo Santo Doutor Afonso de Ligório, examinemos nossa consciência e, antes da próxima comunhão, procuremos nos reconciliar com nossos próximos para dar o amor que devemos a eles, consequentemente amando a Deus que, por grande amor por nós, nós oferece seu perdão mesmo que o traíamos milhares de vezes. Fonte: Teologia Moral, Livro II, Tratado III, Capítulo II, Dúvida II, Santo Afonso de Ligório. #FormaçõesCatólicas

  • Estamos obrigados a amar os nossos inimigos?

    Sempre ao falarmos sobre os pecados graves, isto é, aqueles que nos tiram da graça de Deus, logo pensamos nos pecados contra a pureza, no descumprimento dos preceitos e na maioria das vezes esquecemo-nos que o maior dos mandamentos é o amor a Deus, ao próximo e a nós mesmos. Mas no que consiste este amor? Atos interiores de benevolência e compaixão? Preces e súplicas por aqueles que amamos e também por aqueles que nos querem mal? Temos nós o direito de demonstrar mais estima e amor aqueles que nos querem bem e, de certa forma, ser menos benevolentes aos que nós querem mal? Santo Afonso Maria de Ligório responde: É certo que os inimigos devem de algum modo ser amados, já que são próximos. É a sentença de Santo Tomás e, com ele, comumente a de todos. Mas pergunta-se sobre o modo, e se pode-se ter ódio do inimigo. Respondo primeiro que qualquer homem, pelo menos o particular, é obrigado a exibir ao próximo, mesmo ao inimigo, sinais comuns de amor e benefício, por preceito. É obrigado a exibir sinais especiais, porém, apenas por conselho, a não ser que, de outra origem, surja uma razão de obrigação. Esta é a sentença comum que, com Laymann, procede de Santo Tomás. Digo sinais comuns, que são aqueles que, segundo Caetano, são devidos por um cristão a qualquer outro cristão em geral, a um cidadão por outro cidadão, a um parente por outro parente. E consiste em pecado mortal negar estes benefícios aos nossos inimigos? Negar estes sinais significa vingar uma injúria, o que não é lícito para nenhum particular. E se não fazemos isso por amor desinteressado, por gratidão a Deus e reconhecimento de nossas misérias, afirma o Santo Doutor que tal gesto seria uma declaração externa de ódio: Digo também, a não ser que de outra origem surja uma razão de obrigação, a qual seria, por exemplo, o temor do escândalo devido à omissão, a esperança da salvação do inimigo, uma necessidade temporal ou espiritual, a deprecação da culpa e a exibição de sinais especiais de amor. A razão é que, nestes casos, a negligência destes sinais especiais seria uma declaração externa de ódio. Sobre as orações, convivência e benevolência acrescenta Afonso: Não é lícito também excluir o inimigo das orações comuns, por exemplo, a oração do Pai Nosso, e aquelas que são instituídas em favor da comunidade, nem das esmolas comuns, das respostas às saudações, das respostas às perguntas, da venda das mercadorias expostas, porque todas estas coisas são sinais comuns de amor. Por isto agir contra isto, como por exemplo, convidar todos os parentes, ou todos os conhecidos das vizinhanças ou do colégio e saudá-los como de costume, excluindo somente ao inimigo, é regularmente em seu gênero pecado mortal. Instruídos claramente pelo Santo Doutor Afonso de Ligório, examinemos nossa consciência e, antes da próxima comunhão, procuremos nos reconciliar com nossos próximos para dar o amor que devemos a eles, consequentemente amando a Deus que, por grande amor por nós, nós oferece seu perdão mesmo que o traíamos milhares de vezes. Fonte: Teologia Moral, Livro II, Tratado III, Capítulo II, Dúvida II, Santo Afonso de Ligório. #FormaçõesCatólicas

  • “Rosário das Crianças” em todo o mundo

    DETROIT (ChurchMilitant.com) – Um grupo de oração internacional está em alta, e seus membros são apenas crianças. Chamado simplesmente de “Rosário das Crianças“, o movimento tem cerca de 6 anos e é um grupo que se encontra para rezar o Rosário mensalmente, semanalmente ou até mesmo diariamente. Uma das organizadoras do Rosário das Crianças, Blythe Kaufman, compartilhou conosco as origens desta iniciativa: “O Rosário das Crianças começou na Paróquia de São Tomé Apóstolo em West Hartford, Connecticut, em 10 de abril de 2011”. Depois de pouco mais de seis aos, já se espalhou internacionalmente – para escolas, paróquias e orfanatos em 27 países e em seis continentes. O site da iniciativa de oração tem um mapa do mundo. Quando um dos grupos reza o Rosário, uma pequena luz azul aparece no mapa sobre o local. As luzes amarelas indicam quando os membros rezam o Rosário individualmente nas intenções do movimento. Por exemplo, no momento que artigo estava sendo escrito, havia uma luz azul para um grupo na Tanzânia e uma luz amarela para uma pessoa  nas Filipinas. Perguntamos a Kaufman sobre a faixa etária das crianças que participam do movimento. Ela respondeu: “A faixa etária geral de idade é de 4 a 14 anos, mas as crianças que têm interesse em participar nunca devem ser afastadas mesmo que sejam mais jovens ou mais velhas. Destacam-se as crianças com deficiência que podem ser mais velhas, mas têm um importante lugar no Rosário das Crianças”. Kaufman nos mencionou que um grupo do Rosário das Crianças iniciou recentemente em uma Paróquia na Rússia. O grupo russo conseguiu até um sacerdote para liderar, o que não é comum para a organização internacional. Os organizadores da iniciativa recomendam a incorporação de pequenos gestos de oração e rituais nas reuniões do Rosário das Crianças. Por exemplo, alguns grupos de Rosário acendem velas de oração ou colocam um buquê de rosas diante de uma imagem de Nossa Senhora. Além do site, o Rosário das Crianças também possui um blog . Recentemente, o blog anunciou uma novena de Natal para o Infante de Praga. Kaufman também nos escreveu sobre a necessidade de incentivar as crianças a rezar o Rosário. Ela disse: Para aqueles que se sentem atraídos por começar um Rosário de Crianças, gostaria de encorajá-los. Vimos jovens iniciarem grupos, avós, pais e indivíduos solteiros. As crianças são a nossa futura Igreja. É muito importante que apoiem a vida de oração das crianças. Um grupo de oração em uma paróquia ou escola oferece um lugar para as crianças orarem com outras crianças – algo que é muito necessário hoje! Kaufman observou que o site do Rosário das crianças também possui versões em espanhol e francês. Nota do tradutor: Além de incentivar nossas crianças a rezar o rosário todos os dias, devemos nós também incentivá-las a se Consagrar à Santíssima Virgem pelo método de São Luis Maria Grignion de Montfort. Caso você não conheça, saiba que exista uma edição especial do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem para crianças. Tradução e adaptação: Equipe Padre Rodrigo Maria.

  • “Rosário das Crianças” em todo o mundo

    DETROIT (ChurchMilitant.com) – Um grupo de oração internacional está em alta, e seus membros são apenas crianças. Chamado simplesmente de “Rosário das Crianças“, o movimento tem cerca de 6 anos e é um grupo que se encontra para rezar o Rosário mensalmente, semanalmente ou até mesmo diariamente. Uma das organizadoras do Rosário das Crianças, Blythe Kaufman, compartilhou conosco as origens desta iniciativa: “O Rosário das Crianças começou na Paróquia de São Tomé Apóstolo em West Hartford, Connecticut, em 10 de abril de 2011”. Depois de pouco mais de seis aos, já se espalhou internacionalmente – para escolas, paróquias e orfanatos em 27 países e em seis continentes. O site da iniciativa de oração tem um mapa do mundo. Quando um dos grupos reza o Rosário, uma pequena luz azul aparece no mapa sobre o local. As luzes amarelas indicam quando os membros rezam o Rosário individualmente nas intenções do movimento. Por exemplo, no momento que artigo estava sendo escrito, havia uma luz azul para um grupo na Tanzânia e uma luz amarela para uma pessoa  nas Filipinas. Perguntamos a Kaufman sobre a faixa etária das crianças que participam do movimento. Ela respondeu: “A faixa etária geral de idade é de 4 a 14 anos, mas as crianças que têm interesse em participar nunca devem ser afastadas mesmo que sejam mais jovens ou mais velhas. Destacam-se as crianças com deficiência que podem ser mais velhas, mas têm um importante lugar no Rosário das Crianças”. Kaufman nos mencionou que um grupo do Rosário das Crianças iniciou recentemente em uma Paróquia na Rússia. O grupo russo conseguiu até um sacerdote para liderar, o que não é comum para a organização internacional. Os organizadores da iniciativa recomendam a incorporação de pequenos gestos de oração e rituais nas reuniões do Rosário das Crianças. Por exemplo, alguns grupos de Rosário acendem velas de oração ou colocam um buquê de rosas diante de uma imagem de Nossa Senhora. Além do site, o Rosário das Crianças também possui um blog . Recentemente, o blog anunciou uma novena de Natal para o Infante de Praga. Kaufman também nos escreveu sobre a necessidade de incentivar as crianças a rezar o Rosário. Ela disse: Para aqueles que se sentem atraídos por começar um Rosário de Crianças, gostaria de encorajá-los. Vimos jovens iniciarem grupos, avós, pais e indivíduos solteiros. As crianças são a nossa futura Igreja. É muito importante que apoiem a vida de oração das crianças. Um grupo de oração em uma paróquia ou escola oferece um lugar para as crianças orarem com outras crianças – algo que é muito necessário hoje! Kaufman observou que o site do Rosário das crianças também possui versões em espanhol e francês. Nota do tradutor: Além de incentivar nossas crianças a rezar o rosário todos os dias, devemos nós também incentivá-las a se Consagrar à Santíssima Virgem pelo método de São Luis Maria Grignion de Montfort. Caso você não conheça, saiba que exista uma edição especial do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem para crianças. Tradução e adaptação: Equipe Padre Rodrigo Maria.

  • Jornal do Vaticano publica imagens de mulheres seminuas

    CIDADE DO VATICANO, 21 de dezembro de 2017 (LifeSiteNews) – A edição de dezembro do jornal mensal do Vaticano é dedicada ao “poder simbólico dos corpos das mulheres” e contém imagens de mulheres que não usam nada além do que parece ser roupas íntimas. O público do jornal “L’Osservatore Romano” é em grande parte sacerdotes, celibatários e religiosos. A edição é intitulada [Link contém imagens indecentes] ‘”Donne Chiesa Mondo” (Mulheres, Igreja, Mundo). O editorial introdutório, de Lucetta Scaraffia, observa que toda mulher é uma “mãe potencial” e, portanto, representa “as possibilidades, a memória e o símbolo” do amor abnegado de uma mãe. Na maior parte, a revista exibe fotografias mundialmente famosas de mulheres totalmente vestidas, em silêncio, levando-se a “homens intimidadores”. No entanto, um ensaio intitulado “Corpi chi parlano” (Corpos que falam) é ilustrado por fotografias em preto e branco de mulheres em roupas íntimas. Na primeira fotografia, uma mulher com cabelos lisos brinca com uma criança, também em roupas íntimas, que está sentada em seu colo. A jovem está usando roupas íntimas pretas. Uma das mulheres segura uma criança seminua que olha para uma garotinha e outra está com a mão sobre sua barriga de grávida. As fotos foram aparentemente escolhidas para fornecer uma visão íntima da fertilidade feminina de todas as formas e tamanhos. Os autores que tiveram suas matérias apresentadas nesta edição do jornal são uma mistura interessante: Cinco mulheres idosas, dentre elas três feministas famosas: SIlvia Vegetti Finzi, psicanalista freudiana; Luisa Muraro, filósofa; e Lúcia Annunziata, uma jornalista ativista. Os outros escritores são as religiosas católicas: Irmã Catherine Aubin e Irmã Carolyn Osiek, e uma poetisa italiana chamada Elena Buia Rutt. Aos 46 anos, Elena é a mais nova do grupo. A editora da revista, Lucetta Scaraffia, tem 69 anos. Tradução e Adaptação: Equipe Padre Rodrigo Maria. Texto Original: Dorothy Cummings McLean.

  • Jornal do Vaticano publica imagens de mulheres seminuas

    CIDADE DO VATICANO, 21 de dezembro de 2017 (LifeSiteNews) – A edição de dezembro do jornal mensal do Vaticano é dedicada ao “poder simbólico dos corpos das mulheres” e contém imagens de mulheres que não usam nada além do que parece ser roupas íntimas. O público do jornal “L’Osservatore Romano” é em grande parte sacerdotes, celibatários e religiosos. A edição é intitulada [Link contém imagens indecentes] ‘”Donne Chiesa Mondo” (Mulheres, Igreja, Mundo). O editorial introdutório, de Lucetta Scaraffia, observa que toda mulher é uma “mãe potencial” e, portanto, representa “as possibilidades, a memória e o símbolo” do amor abnegado de uma mãe. Na maior parte, a revista exibe fotografias mundialmente famosas de mulheres totalmente vestidas, em silêncio, levando-se a “homens intimidadores”. No entanto, um ensaio intitulado “Corpi chi parlano” (Corpos que falam) é ilustrado por fotografias em preto e branco de mulheres em roupas íntimas. Na primeira fotografia, uma mulher com cabelos lisos brinca com uma criança, também em roupas íntimas, que está sentada em seu colo. A jovem está usando roupas íntimas pretas. Uma das mulheres segura uma criança seminua que olha para uma garotinha e outra está com a mão sobre sua barriga de grávida. As fotos foram aparentemente escolhidas para fornecer uma visão íntima da fertilidade feminina de todas as formas e tamanhos. Os autores que tiveram suas matérias apresentadas nesta edição do jornal são uma mistura interessante: Cinco mulheres idosas, dentre elas três feministas famosas: SIlvia Vegetti Finzi, psicanalista freudiana; Luisa Muraro, filósofa; e Lúcia Annunziata, uma jornalista ativista. Os outros escritores são as religiosas católicas: Irmã Catherine Aubin e Irmã Carolyn Osiek, e uma poetisa italiana chamada Elena Buia Rutt. Aos 46 anos, Elena é a mais nova do grupo. A editora da revista, Lucetta Scaraffia, tem 69 anos. Tradução e Adaptação: Equipe Padre Rodrigo Maria. Texto Original: Dorothy Cummings McLean.

  • A realidade supera a lenda – Existe mesmo Papai Noel?

    Existe mesmo Papai Noel? Um pouco mais cedo ou um pouco mais tarde, toda criança faz esta pergunta. E os pais podem responder facilmente a seus filhos, contando-lhes a bela vida de São Nicolau. Ricardo Basso Aproxima-se o Natal! Nos centros comerciais vê-se freqüentemente um personagem com trajes de cores vivas, despertando a curiosidade geral e, nas crianças, a alegre expectativa dos presentes e das guloseimas. É o Papai Noel. Como surgiu essa tradição? Na realidade, existiu uma pessoa muito mais importante do que o lendário Papai Noel. Foi São Nicolau, Bispo de Mira, na Turquia, falecido em 324. Este grande Santo é apresentado indo de casa em casa, levando presentes para as crianças piedosas e bem comportadas. Narrando aos filhos sua bela vida, os pais despertam nas almas infantis o senso do maravilhoso e estimulam a prática da virtude. Com a vantagem de que, neste caso, a realidade supera a lenda. Poucos santos gozam de tanta popularidade, e a poucos são atribuídos tantos milagres. Dele, São João Damasceno fez o seguinte elogio: “Todo o universo tem em ti um pronto auxílio nas aflições, um encorajamento nas tristezas, uma consolação nas calamidades, um defensor nas tentações, um remédio salutaríssimo nas enfermidades”. Nicolau era bastante jovem quando perdeu seus pais, herdando deles uma imensa fortuna que lhe possibilitou praticar a caridade em grande escala. Um dia, soube de três moças que, por serem pobres, não encontravam pretendentes para casamento, e o pai pretendia encaminhá- las para uma má vida. Nicolau foi, então, de noite, e atirou para dentro do quarto do homem uma bolsa com moedas de ouro. Poucos dias depois, casava-se a filha mais velha. Repetiu Nicolau o gesto e, logo após, casava-se a segunda filha. No momento em que ele se preparava para atirar pela terceira vez o dinheiro, foi descoberto. Saindo das sombras onde estava escondido, o pai lançou-se aos pés de seu benfeitor, chorando de arrependimento e gratidão. Desde então, não se cansou de apregoar por toda parte os favores recebidos. Em outra ocasião, ao embarcar em um navio, avisou ao comandante que teriam violenta tempestade pelo caminho. O velho lobo-do mar recebeu com irônico sorriso essa previsão de um simples passageiro. A tempestade, porém, não tardou. E tão terrível que todos acreditaram ter chegado o seu fim. Ao saberem que um passageiro havia previsto o que estava acontecendo, correram para ele, pedindo socorro. Nicolau rogou a Deus, e logo cessou a tempestade, acalmou-se o mar e o sol apareceu resplandecente… Tornou-se, assim, o patrono dos marinheiros, que o invocam nos momentos de perigo. São Boaventura narra que em uma estalagem o dono havia assassinado dois estudantes para se apoderar de seu dinheiro. Horrorizado por esse hediondo crime, São Nicolau ressuscitou os jovens e converteu o assassino. No dia em que foi sagrado Bispo de Mira, mal acabara a cerimônia, uma mulher atirou-se a seus pés, com um menino nos braços, suplicando: “Dai vida a meu filhinho! Ele caiu no fogo e teve morte horrível. Tende pena de mim. Dai-lhe a vida!” Emocionado e compadecido das dores daquela mãe, fez o sinal-da-cruz sobre o menino que ressuscitou na presença de todos os fiéis presentes à cerimônia de sagração. Em alguns países da Europa, é costume as pessoas trocarem presentes no dia de sua festa, 6 de dezembro. A nós, também, São Nicolau não deixará de atender em nossas necessidades. Leia também: A GRANDE LIÇÃO DO PRESÉPIO (Que Jesus nos dê um tapa na cara) Peçamos-lhe, pois, não apenas os bens materiais, mas, sobretudo, grandes dons espirituais. Que ele obtenha da Santíssima Virgem e de São José a graça de, neste Natal, nascer em nossas almas o Menino Jesus — o maior presente dado aos homens —, a fim de chegarmos à Pátria celeste, para a qual fomos criados. (Revista Arautos do Evangelho, Dez/2003, n. 24, p. 36-37) #Natal #PapaiNoel

  • A realidade supera a lenda – Existe mesmo Papai Noel?

    Existe mesmo Papai Noel? Um pouco mais cedo ou um pouco mais tarde, toda criança faz esta pergunta. E os pais podem responder facilmente a seus filhos, contando-lhes a bela vida de São Nicolau. Ricardo Basso Aproxima-se o Natal! Nos centros comerciais vê-se freqüentemente um personagem com trajes de cores vivas, despertando a curiosidade geral e, nas crianças, a alegre expectativa dos presentes e das guloseimas. É o Papai Noel. Como surgiu essa tradição? Na realidade, existiu uma pessoa muito mais importante do que o lendário Papai Noel. Foi São Nicolau, Bispo de Mira, na Turquia, falecido em 324. Este grande Santo é apresentado indo de casa em casa, levando presentes para as crianças piedosas e bem comportadas. Narrando aos filhos sua bela vida, os pais despertam nas almas infantis o senso do maravilhoso e estimulam a prática da virtude. Com a vantagem de que, neste caso, a realidade supera a lenda. Poucos santos gozam de tanta popularidade, e a poucos são atribuídos tantos milagres. Dele, São João Damasceno fez o seguinte elogio: “Todo o universo tem em ti um pronto auxílio nas aflições, um encorajamento nas tristezas, uma consolação nas calamidades, um defensor nas tentações, um remédio salutaríssimo nas enfermidades”. Nicolau era bastante jovem quando perdeu seus pais, herdando deles uma imensa fortuna que lhe possibilitou praticar a caridade em grande escala. Um dia, soube de três moças que, por serem pobres, não encontravam pretendentes para casamento, e o pai pretendia encaminhá- las para uma má vida. Nicolau foi, então, de noite, e atirou para dentro do quarto do homem uma bolsa com moedas de ouro. Poucos dias depois, casava-se a filha mais velha. Repetiu Nicolau o gesto e, logo após, casava-se a segunda filha. No momento em que ele se preparava para atirar pela terceira vez o dinheiro, foi descoberto. Saindo das sombras onde estava escondido, o pai lançou-se aos pés de seu benfeitor, chorando de arrependimento e gratidão. Desde então, não se cansou de apregoar por toda parte os favores recebidos. Em outra ocasião, ao embarcar em um navio, avisou ao comandante que teriam violenta tempestade pelo caminho. O velho lobo-do mar recebeu com irônico sorriso essa previsão de um simples passageiro. A tempestade, porém, não tardou. E tão terrível que todos acreditaram ter chegado o seu fim. Ao saberem que um passageiro havia previsto o que estava acontecendo, correram para ele, pedindo socorro. Nicolau rogou a Deus, e logo cessou a tempestade, acalmou-se o mar e o sol apareceu resplandecente… Tornou-se, assim, o patrono dos marinheiros, que o invocam nos momentos de perigo. São Boaventura narra que em uma estalagem o dono havia assassinado dois estudantes para se apoderar de seu dinheiro. Horrorizado por esse hediondo crime, São Nicolau ressuscitou os jovens e converteu o assassino. No dia em que foi sagrado Bispo de Mira, mal acabara a cerimônia, uma mulher atirou-se a seus pés, com um menino nos braços, suplicando: “Dai vida a meu filhinho! Ele caiu no fogo e teve morte horrível. Tende pena de mim. Dai-lhe a vida!” Emocionado e compadecido das dores daquela mãe, fez o sinal-da-cruz sobre o menino que ressuscitou na presença de todos os fiéis presentes à cerimônia de sagração. Em alguns países da Europa, é costume as pessoas trocarem presentes no dia de sua festa, 6 de dezembro. A nós, também, São Nicolau não deixará de atender em nossas necessidades. Leia também: A GRANDE LIÇÃO DO PRESÉPIO (Que Jesus nos dê um tapa na cara) Peçamos-lhe, pois, não apenas os bens materiais, mas, sobretudo, grandes dons espirituais. Que ele obtenha da Santíssima Virgem e de São José a graça de, neste Natal, nascer em nossas almas o Menino Jesus — o maior presente dado aos homens —, a fim de chegarmos à Pátria celeste, para a qual fomos criados. (Revista Arautos do Evangelho, Dez/2003, n. 24, p. 36-37) #Natal #PapaiNoel

  • Confissão: o início de uma fornalha de amor

    Confissão: o início de uma fornalha de amor Deus criou o homem a sua imagem e semelhança (Gn 1,26). Sendo Deus perfeitíssimo, puro e santo, também nós, obras feitas por Suas mãos, deveríamos ser na medida que nos fosse possível. Sendo as coisas como deveriam ser, fica evidente que homem nenhum nasceu para se confessar e, consequentemente, para pecar. Existe uma linha tênue entre ser imagem e semelhança de Deus e querer ser Deus. Quando educamos a nossa consciência para verdades como esta, conseguimos compreender esta linha, que na verdade é um abismo de diferença. Quando entendemos que Deus nos fez a Sua imagem, contemplamos a grandeza de um Deus que se faz pequeno para nos educar, em contrapartida, quando fechamos os olhos para estas coisas, inflamos nosso ser ao mais alto dos céus, tentando usurpar de Deus o que lhe pertence e nos lançando ao mais profundo dos abismos. E, diga-se de passagem, quanto mais altos subimos, mais rápido caímos. Entenda bem, caríssimo, não falo aqui da vida interior, onde quem não progride, recua, quem não sobe, desce e quem não anda, para. Falo aqui de algo muito simples e claro, sem necessidade de grandes formulações teológicas, falo sobre o nosso ser imagem e semelhança. Sendo Deus uma explosão de amor, tornar-nos semelhantes a Ele, trata-se obviamente de sermos fagulhas de amor, que de pouco em pouco, são capazes de incendiar tudo se lhes derem as palhas certas. E é aqui que começa o problema, é aqui que a linha se rompe e o abismo se abre. Quando nossos primeiros pais pecaram, imprimiram em nós a marca do egoísmo, do amor próprio exasperado e, de certa forma, da falta de amor. Então nós, que deveríamos ser explosões de amor como Deus o é, tornamo-nos apenas pequenas faíscas de isqueiro vazio. Só sabemos ofender quem deveríamos amar, ser ingratos com quem deveríamos agradecer, rejeitar aquilo que deveríamos aceitar e acolher aquilo que deveríamos recusar. Tudo que de nós provém é um nada, partícula de amor de próprio, vômito de pecado. No entanto, Deus é bom. Deus, na verdade, é a bondade em essência e ato. E, dessa forma se fez carne, se reduziu ao nada, se humilhou, tornou-se escravo, escória e tudo aquilo que você, caro leitor, já sabe só para nos salvar. E o que fazemos para retribuir? Nada. Não sendo suficiente tudo isso, Ele quis imprimir em nós a marca indelével de seus filhos, batizando-nos em nome da Santíssima Trindade, tornando-nos seus herdeiros. E o que fazemos? Quando muito, somos o irmão do filho pródigo, que teve inveja da acolhida que teve seu irmão, o pecador. Sabemos que Deus não se deixa vencer em generosidade, por isso, não sendo suficiente tudo o que já fez por nós, deixou seus Cristos para nos perdoar, fazendo ecoar em cada recitação da fórmula de absolvição aquilo que disse a Madalena: Nem eu te condeno, vai e não tornes a pecar. Perdoe-me por falar tanto e tantas coisas até aqui, mas tudo era necessário para fazer você entender uma coisa. Lembra que disse que nossas fagulhas de amor podem se tornar grandes chamas se soubermos usar as palhas certas? Pois é, este é o começo: confessar-se. Dessa forma, inicia-se em nós uma fornalha de amor. Reconhecemos quem somos, reconhecemos o que somos, reconheçamos o que seremos e hoje mesmo busquemos ser aquilo que Deus pensa de nós: sua imagem e semelhança. Confesse-se, viva na graça, ame- a Deus. Amanhã poderá ser tarde demais para amar de volta aquele que nos amou. Equipe Padre Rodrigo Maria

  • Confissão: o início de uma fornalha de amor

    Confissão: o início de uma fornalha de amor Deus criou o homem a sua imagem e semelhança (Gn 1,26). Sendo Deus perfeitíssimo, puro e santo, também nós, obras feitas por Suas mãos, deveríamos ser na medida que nos fosse possível. Sendo as coisas como deveriam ser, fica evidente que homem nenhum nasceu para se confessar e, consequentemente, para pecar. Existe uma linha tênue entre ser imagem e semelhança de Deus e querer ser Deus. Quando educamos a nossa consciência para verdades como esta, conseguimos compreender esta linha, que na verdade é um abismo de diferença. Quando entendemos que Deus nos fez a Sua imagem, contemplamos a grandeza de um Deus que se faz pequeno para nos educar, em contrapartida, quando fechamos os olhos para estas coisas, inflamos nosso ser ao mais alto dos céus, tentando usurpar de Deus o que lhe pertence e nos lançando ao mais profundo dos abismos. E, diga-se de passagem, quanto mais altos subimos, mais rápido caímos. Entenda bem, caríssimo, não falo aqui da vida interior, onde quem não progride, recua, quem não sobe, desce e quem não anda, para. Falo aqui de algo muito simples e claro, sem necessidade de grandes formulações teológicas, falo sobre o nosso ser imagem e semelhança. Sendo Deus uma explosão de amor, tornar-nos semelhantes a Ele, trata-se obviamente de sermos fagulhas de amor, que de pouco em pouco, são capazes de incendiar tudo se lhes derem as palhas certas. E é aqui que começa o problema, é aqui que a linha se rompe e o abismo se abre. Quando nossos primeiros pais pecaram, imprimiram em nós a marca do egoísmo, do amor próprio exasperado e, de certa forma, da falta de amor. Então nós, que deveríamos ser explosões de amor como Deus o é, tornamo-nos apenas pequenas faíscas de isqueiro vazio. Só sabemos ofender quem deveríamos amar, ser ingratos com quem deveríamos agradecer, rejeitar aquilo que deveríamos aceitar e acolher aquilo que deveríamos recusar. Tudo que de nós provém é um nada, partícula de amor de próprio, vômito de pecado. No entanto, Deus é bom. Deus, na verdade, é a bondade em essência e ato. E, dessa forma se fez carne, se reduziu ao nada, se humilhou, tornou-se escravo, escória e tudo aquilo que você, caro leitor, já sabe só para nos salvar. E o que fazemos para retribuir? Nada. Não sendo suficiente tudo isso, Ele quis imprimir em nós a marca indelével de seus filhos, batizando-nos em nome da Santíssima Trindade, tornando-nos seus herdeiros. E o que fazemos? Quando muito, somos o irmão do filho pródigo, que teve inveja da acolhida que teve seu irmão, o pecador. Sabemos que Deus não se deixa vencer em generosidade, por isso, não sendo suficiente tudo o que já fez por nós, deixou seus Cristos para nos perdoar, fazendo ecoar em cada recitação da fórmula de absolvição aquilo que disse a Madalena: Nem eu te condeno, vai e não tornes a pecar. Perdoe-me por falar tanto e tantas coisas até aqui, mas tudo era necessário para fazer você entender uma coisa. Lembra que disse que nossas fagulhas de amor podem se tornar grandes chamas se soubermos usar as palhas certas? Pois é, este é o começo: confessar-se. Dessa forma, inicia-se em nós uma fornalha de amor. Reconhecemos quem somos, reconhecemos o que somos, reconheçamos o que seremos e hoje mesmo busquemos ser aquilo que Deus pensa de nós: sua imagem e semelhança. Confesse-se, viva na graça, ame- a Deus. Amanhã poderá ser tarde demais para amar de volta aquele que nos amou. Equipe Padre Rodrigo Maria

  • A GRANDE LIÇÃO DO PRESÉPIO (Que Jesus nos dê um tapa na cara)

    A GRANDE LIÇÃO DO PRESÉPIO (Que Jesus nos dê um tapa na cara) Talvez não exista nenhuma ocasião mais oportuna do que o Natal de Jesus para examinarmos a nossa caminhada cristã e avaliarmos o grau de identificação da nossa vida e nossos projetos com a vida e o projeto de Cristo. Se contemplarmos o Menino Deus na gruta de Belém em sua simplicidade, pobreza e total despojamento, considerando a razão de seu nascimento, seu modo de vida e o porque de sua morte e confrontarmos tudo isso como o modo de vida, as ideias e os projetos dos cristãos atuais, iremos constatar uma discrepância tão grande que chega a ser escandalosa. Não é que algumas pessoas têm algumas ideias equivocadas sobre Jesus… A realidade é que quase a totalidade dos cristãos não sabem nada sobre Cristo. Enquanto o criador de tudo nasce, vive e morre pobre, ”não possuindo nenhum lugar para reclinar a cabeça”, asseverando que ”seu reino não é desse mundo”, a grande maioria dos que se dizem seus seguidores consomem suas vidas em busca de bens materiais, conforto, beleza física, saúde do corpo e outras glórias desta terra. Embora se digam cristãos, são completamente incapazes de compreender e assimilar a lição do presépio. Não entendem a grande mensagem do Natal: que Jesus veio a este mundo para nos salvar e indicar o caminho para a verdadeira felicidade; veio nos ensinar que o objetivo da vida não é acumular riquezas ou glórias neste mundo, mas aprender a amar a Deus verdadeiramente e ir para o céu. O nascimento e a vida de Jesus falam por si mesmo sobre o que tem que ter valor para nós e de como precisamos relativizar as riquezas e glórias deste mundo passageiro e orientarmos nosso coração, nossa vida e nossas aspirações para a eternidade. No tempo do Natal todos falam sobre paz, amor, solidariedade e outras qualidades ou virtudes atribuídas a um suposto ”espírito natalino”, mas são muito poucos os que têm a consciência e mesmo a coragem de dizer que não haverá verdadeira paz nem um autêntico amor ao próximo se não houver uma sincera conversão, se as pessoas não renunciarem seus pecados que são a verdadeira causa do egoísmo, do desamor e de todo tipo de perversão. Sem a renúncia do pecado e a conformação da vida a Cristo: paz, amor, solidariedade, etc., são apenas palavras vazias na boca de pagãos. O Natal é tempo de nascimento, de grandes graças e de um novo começo, portanto… Leia também: A realidade supera a lenda – Existe mesmo Papai Noel? Ao contemplarmos o Menino Jesus no presépio supliquemos a Ele que nos dê a nós e a todos os que necessitam, um amoroso e retumbante tapa na cara (daqueles de estralar), para que despertemos deste sono de morte e busquemos nesse tempo que nos resta uma conversão sincera. Que a Santíssima Virgem por meio de quem nos veio o Salvador, interceda por nosso povo, para que todos compreendam quem é Cristo e que não existe verdadeiro Natal sem Ele, ou seja, sem confissão e sem a Santíssima Eucaristia. Equipe Templário de Maria #Natal

  • A GRANDE LIÇÃO DO PRESÉPIO (Que Jesus nos dê um tapa na cara)

    A GRANDE LIÇÃO DO PRESÉPIO (Que Jesus nos dê um tapa na cara) Talvez não exista nenhuma ocasião mais oportuna do que o Natal de Jesus para examinarmos a nossa caminhada cristã e avaliarmos o grau de identificação da nossa vida e nossos projetos com a vida e o projeto de Cristo. Se contemplarmos o Menino Deus na gruta de Belém em sua simplicidade, pobreza e total despojamento, considerando a razão de seu nascimento, seu modo de vida e o porque de sua morte e confrontarmos tudo isso como o modo de vida, as ideias e os projetos dos cristãos atuais, iremos constatar uma discrepância tão grande que chega a ser escandalosa. Não é que algumas pessoas têm algumas ideias equivocadas sobre Jesus… A realidade é que quase a totalidade dos cristãos não sabem nada sobre Cristo. Enquanto o criador de tudo nasce, vive e morre pobre, ”não possuindo nenhum lugar para reclinar a cabeça”, asseverando que ”seu reino não é desse mundo”, a grande maioria dos que se dizem seus seguidores consomem suas vidas em busca de bens materiais, conforto, beleza física, saúde do corpo e outras glórias desta terra. Embora se digam cristãos, são completamente incapazes de compreender e assimilar a lição do presépio. Não entendem a grande mensagem do Natal: que Jesus veio a este mundo para nos salvar e indicar o caminho para a verdadeira felicidade; veio nos ensinar que o objetivo da vida não é acumular riquezas ou glórias neste mundo, mas aprender a amar a Deus verdadeiramente e ir para o céu. O nascimento e a vida de Jesus falam por si mesmo sobre o que tem que ter valor para nós e de como precisamos relativizar as riquezas e glórias deste mundo passageiro e orientarmos nosso coração, nossa vida e nossas aspirações para a eternidade. No tempo do Natal todos falam sobre paz, amor, solidariedade e outras qualidades ou virtudes atribuídas a um suposto ”espírito natalino”, mas são muito poucos os que têm a consciência e mesmo a coragem de dizer que não haverá verdadeira paz nem um autêntico amor ao próximo se não houver uma sincera conversão, se as pessoas não renunciarem seus pecados que são a verdadeira causa do egoísmo, do desamor e de todo tipo de perversão. Sem a renúncia do pecado e a conformação da vida a Cristo: paz, amor, solidariedade, etc., são apenas palavras vazias na boca de pagãos. O Natal é tempo de nascimento, de grandes graças e de um novo começo, portanto… Leia também: A realidade supera a lenda – Existe mesmo Papai Noel? Ao contemplarmos o Menino Jesus no presépio supliquemos a Ele que nos dê a nós e a todos os que necessitam, um amoroso e retumbante tapa na cara (daqueles de estralar), para que despertemos deste sono de morte e busquemos nesse tempo que nos resta uma conversão sincera. Que a Santíssima Virgem por meio de quem nos veio o Salvador, interceda por nosso povo, para que todos compreendam quem é Cristo e que não existe verdadeiro Natal sem Ele, ou seja, sem confissão e sem a Santíssima Eucaristia. Equipe Templário de Maria #Natal

  • POR QUE DEUS SE FEZ BEBÊ E HABITOU ENTRE NÓS?

    Vem chegando o Natal. Diante do pequeno e humilde presépio, olhando a criancinha de braços abertos num cocho de animais, é inevitável a pergunta: por que Deus sujeitou-se a tudo isso? Outras religiões monoteístas, o judaísmo e o islamismo, que também creem num Deus único e superior a toda a matéria, não aceitam essa “humilhação” divina professada pelo cristianismo: o Todo-Poderoso decidiu ser homem como nós, submisso a todas as nossas limitações, exceto o pecado. Santo Tomás de Aquino, na terceira parte da sua Suma teológica, que trata do desafiador mistério da encarnação, pergunta se era mesmo conveniente que Deus se encarnasse num corpo como o nosso — Ele que é puro espírito, nós que somos mudança e degeneração. O santo teólogo começa por dar voz a seus adversários, admitindo, de início, que de fato não parecia razoável que seres infinitamente diferentes pudessem se unir, pois o resultado seria, no mínimo, monstruoso. Infinita é a distância existente entre o puríssimo espírito de Deus e a miserável carne dos homens; portanto, não seria de modo algum oportuno que o Todo-Poderoso, eterno e infinito, ilimitado por natureza, viesse unir-se a um corpo tão cheio de restrições como o nosso. Além do mais, como é que Deus, suprema bondade, viria revestir-se de uma carne teimosamente especializada em pecar? Como é que a Majestade Celeste — que tudo pode, tudo sabe, em todos os lugares se encontra, diante da qual o imenso universo é infinitamente menor do que um átomo —, viria tomar para Si o corpinho frágil de uma criança completamente subordinada aos pais? Como é que o maior de todos os seres, que governa tudo o que existe, se deixaria engaiolar pelo tempo e pelo espaço, em tão ínfima prisão de carne e osso? Não faz sentido… Não tem lógica… Era o que diziam os adversários da encarnação divina. A seguir, Santo Tomás de Aquino passava a expor o seu pensamento (que é o mesmo da Igreja). Segundo ele, é conveniente que cada coisa faça o que está em sua natureza, em sua essência. A principal característica de Deus é a bondade; e faz parte do ser bom o fazer o bem aos outros. Já que Deus é o sumo bem, o supremo ato de sua bondade foi unir o seu Espírito eterno ao corpo e à alma de uma criatura, desde as etapas mais elementares da formação do corpo humano. Foi pela infinita bondade de Deus que o Verbo se fez carne, que a segunda pessoa da Trindade veio habitar num corpo frágil e pobre de um bebê nazareno. Ressalte-se, aqui, que o Verbo de Deus, a segunda pessoa divina, não deixou de estar unido à Trindade, depois de encarnar-se no pequeno filho de Maria. Esse é um dos maiores mistérios de Deus: permanecer uno e trino em Si mesmo, sem deixar de estar totalmente em todas as partes criadas, sustentando-as no ser. O que Santo Tomás pretende nos ensinar? Manifesta-se, na encarnação, o poder infinito de Deus, pois nunca houve nada maior do que o fato de Deus ter-se feito homem. Fica também evidente a Sua bondade, que veio em socorro da fraqueza de sua criatura, e a Sua sabedoria, que soube dar a mais bela solução ao mais difícil dos problemas. Se, portanto, a carne humana não merecia unir-se a Deus por seus méritos, essa união era conveniente a Deus pela infinita excelência da sua bondade, que só desejava a salvação humana. Só a “lógica” do amor divino, da suprema bondade de Deus, pode explicar essa união entre coisas tão distantes: o Espírito eterno e a efêmera matéria criada. Ninguém vai dizer que a pessoa de Jesus, produto da união do Espírito divino com a alma e o corpo de um ser humano, fosse um conjunto monstruoso. Ao contrário: nada há de mais harmoniosamente belo do que Jesus, com seu limitado corpo humano, caminhando sobre as águas do mar de Galileia. Deus, ao assumir a nossa precariedade, tornou-se visível e sofreu tudo o que podia sofrer (aquilo que, como puro espírito, não podia sofrer). Ao compartilhar das nossas dores, amou-nos da forma mais completa possível; pela imolação do próprio corpo sem mancha, redimiu nossa carne tornada mortal pelo pecado, transfigurando-a pelo mistério da ressurreição. A resposta completa ao mistério da encarnação só pode ser dada por outros dois mistérios, que comemoramos alguns meses mais tarde, na Páscoa: o sacrifício da cruz e a ressurreição de Cristo. Por enquanto, degustemos o espírito natalino.

  • Convém a um católico frequentar praias ou piscinas mistas?

    UM CATÓLICO PODE FREQUENTAR PRAIAS OU PISCINAS MISTAS? Veja o que nos ensinam alguma Papas e Teólogos sobre a piscina mista e a praia moderna. Do livro “O Príncipe dos Cruzados” (compilação doutrinária inédita). A medida que a humanidade caminha para o nudismo hippie da IV Revolução, a revolução tribalista, fica cada vez mais difícil distinguir a piscina mista e a praia moderna do caminho de casa até a padaria mais próxima. Assim, quase todo ambiente vira ocasião de pecado próximo. No entanto, o princípio vale até mesmos nestas situações, devendo nós termos cuidado e desejo de não permanecer em ambientes assim senão por necessidade justa, desviando sempre o olhar. São Cipriano “19. E o que se dirá das que acudem aos banhos em promiscuidade, e prostituem diante dos olhares curiosos e lascivos a castidade? Quando ali vêem desnudos os homens e são vistas por eles sem vergonha, acaso não fomentam e provocam a paixão dos presentes para sua própria ignomínia e afronta? Mas, dirá, lá se acha quem tenha tais intenções, mas eu não tenho outro interesse que curar e lavar meu corpo. Não te excusa deste pretexto, não te livras do pecado de lascívia e dissolução. Mais te mancha que te lava este banho, não te limpa os membros, mas os macula. Poderás tu não olhar a ninguém com olhos desonestos, mas outros te olharão. Não enfeia teus olhos comsemelhante deleite, mas, quando causas plazer aos outros, tu mesma te enfeia (…). Ali fica excluído todo recato, ali se despoja ao mesmo tempo o vestido que cobre, e a dignidade e pudor do corpo, e sedescobre os membros virginais para serem objetos de olhares e curiosidades. Considera, pois, se vão crer os homens que aquela queestá vestida é casta, quando ela teve a audácia de despir sem pudor(…). Frequentem-se os banhos, mas que com a de vosso sexo, para queseja decente mutualmente” [1]. Santo Afonso Maria de Ligório citando a Escritura e São Bernardino de Siena “Falando aqui da ocasião de pecado, temos em vista a ocasião próxima, pois deve-se distinguir entre ocasiões próximas e remotas. Ocasião remota é a que se nos depara em toda a parte e que raramente arrasta o homem ao pecado. Ocasião próxima é a que, por sua natureza, regularmente induz ao pecado. Por exemplo, achar-se-ia em ocasião próxima um jovem que muitas vezes e sem necessidade se entretêm com pessoas levianas de outro sexo. Ocasião próxima para uma certa pessoa é também aquela que já a arrastou muitas vezes ao pecado. Algumas ocasiões consideradas em si não são próximas, mas tornam-se tais, contudo, para uma determinada pessoa que, achando-se em semelhantes circunstâncias, já caiu muitas vezes em pecado em razão de suas más inclinações e hábitos. Portanto, o perigo não é igual nem o mesmo para todos (…). São Bernardino de Siena diz que dentre todos os conselhos de Jesus Cristo, o mais importante e como que a base de toda a religião, é aquele pelo qual nos recomenda a fuga da ocasião de pecado. Se fores, pois, tentado, e especialmente se te achares em ocasião próxima, acautela-te para não te deixares seduzir pelo tentador. O demônio deseja que se se entretenha com a tentação, porque então torna-se-lhe fácil a vitória. Deves, porém, fugir sem demora, invocar os santos nomes de Jesus e Maria, sem prestar atenção, nem sequer por um instante, ao inimigo que te tenta (…). Não nos deixemos enganar pelo pretexto da ocasião ser necessária, como dizem os teólogos, e que por isso não estamos obrigados a evitá-la, pois Jesus Cristo disse: ‘Se teu olho direito te escandaliza, arranca-o e lança-o de ti’ (Mt 5, 29). Mesmo que seja teu olho direito deverás arrancá-lo e lançar fora de ti, para que não sejas condenado. Logo, deves fugir daquela ocasião, ainda que remota, já que, em razão de tua fraqueza, tornou-se ela uma ocasião próxima para ti (…). Como queremos salvar nossa alma, é nosso dever fugir da ocasião do pecado. Principalmente devemos abster-nos de contemplar pessoas que nos suscitam maus pensamentos. (…). Mas será pecado fitar pessoas de outro sexo ? Se estas forem jovens, será pecado venial, pelo menos, e quando se prende nelas atenciosa e demoradamente as vistas, e isso repetida vezes, há mesmo perigo de pecado mortal. Segundo S.Francisco de Sales, um só olhar já é prejudicial e muito mais repetidos olhares” [2]. Pio XI (direcionado para a ginástica, com trajes semelhantes ou até menos piores do que os de praia ou piscina, portanto válido para os mesmos) “III. Que os pais mantenham suas filhas longe do público de jogos e competições de ginástica, mas se as suas filhas são obrigadas a frequentar essas exposições, deixá-los ver que elas estejam totalmente e modestamente vestidas. Que eles nunca permitam que suas filhas usem trajes indecentes. (…) V. As Superioras mencionadas e professores não devem receber em suas faculdades e escolas meninas vestidas indecentemente, e não devem nem mesmo abrir uma exceção no caso das mães dos alunos. Se, após a admissão, as meninas insistirem em vestir-se indecentemente, as alunas devem ser rejeitadas. (…) IX. Donzelas e mulheres vestidas indecentemente devem ser impedidas de receber a Comunhão e de atuar como madrinhas dos sacramentos do Batismo e da Confirmação, e, além disso, se o delito for extremo, podem mesmo ser proibidas de entrar na Igreja [3]. Pio XII “É supérfluo recordar quanto o rádio e o cinema foram usados e abusados para a difusão daquele materialismo, e do mesmo modo: o mau livro, a licenciosa revista ilustrada, o espetáculo impudico, o baile imoral, a imodéstia das praias contribuíram para aumentar a superficialidade, o mundanismo, a sensualidade da juventude” [4]. Livro de Plinio Corrêa de Oliveira aplaudido por Pio XII e Paulo VI (quando secretário de Estado) B) – DIVERSÕES Cumpre à Filha de Maria, na medida do possível, somente apresentar-se em sociedade na companhia de sua família (…). b) – Praias: a Filha de Maria deve, em qualquer praia de banho, conservar a máxima distinção, como o requer o título que a honra. Escolherá com sensatez o seu traje e, em hipótese alguma, deixará o seu roupão toda a vez que se achar fora d’água. Em nenhuma outra ocasião lhe será permitido abster-se de meias ou usá-las curtas. c) – Piscinas: É expressamente vedado à Filha de Maria tomar parte em banhos mistos em piscinas. d) – Clubes de regatas ou de natação: Dada a promiscuidade inevitável dos clubes de regatas e de natação, proíbe-se à Filha de Maria inscrever-se em seus quadros sociais [5]. Cardeal Pietro Palazzini “Os banhos em comum (…) se são entre pessoas de sexo diferente, dificilmente (especialmente hoje em dia) estão isentos do perigo de pecado, sendo, portanto, ilícitos. O excesso de liberdade, comum em tais banhos, constitui um forte incentivo ao mal. Tampouco se pode crer que o perigo diminua com o hábito, conforme o axioma ab assuetis nulla fit passio, posto que no homem, especialmente nos jovens, o contínuo ver, mesmo que proximamente não suscite os baixos estímulos do mal, debilita todavia o pudor natural e faz com que a pessoa se permita facilmente qualquer leviandade. Portanto, as paixões não diminuem, pelo contrário aumentam, especialmente nas praias, piscinas etc., onde ao relaxamento físico se acrescenta o do espírito” [6]. Pe.Antonio Royo Marín (condecorado por João Paulo II) “b) Praias e piscinas O banho ao ar livre nas praias ou piscinas é altamente higiênico e saudável, mas sob o pretexto dele se cometem gravíssimos escândalos. O ideal seria a separação absoluta dos sexos, como se tem estabelecido já em algumas praias boas e em muitas piscinas públicas. Mas, como é muito difícil que se generalize este são costume, eis aqui as normas a que se devem ater as personas de boa consciência que não queiram lidar com a grave responsabilidade do pecado de escândalo. I.° Não se pode tolerar qualquer traje de banho que, postas as circunstâncias do ambiente ou da pessoa que o usa, seja gravemente provocativo para os demais. 2.° Na praia ou fora da piscina permaneçam sempre cobertas com o roupão de banho. Se querem tomar banhos de sol, deveram distanciar-se das pessoas do sexo contrário, ou ao menos colocar-se ou resguardar-se de tal forma que deixe completamente a salvo a moral cristã. 3º. Aumente o cuidado nas piscinas, mais perigosas que a praia por sua menor extensão, maior aglomeração de gente, etc. Uma pessoa de boa consciência não frequentará jamais uma piscina mista. 4.° Apresentam especiais perigos as excursões campestres com banho misto em uma lagoa ou rio; pois aos inconvenientes do banho público em geral é preciso adicionar os que provêm da frivolidade, irreflexão e liberdade excessiva de um dia de excursão. Os pais católicos não permitam jamais a suas filhas semelhantes excursões mistas” [7]. Pe.Antonio Peinador, CMF “Não devem ser escusados de pecado grave as pessoas de diferente sexo que mutuamente se olham, conversam, passeiam, etc., quase nuas, nos balneários públicos, com trajes sumaríssimos que cobrem apenas as partes genitais dos homens ou das mulheres e os seios destas últimas. Embora não se procurem movidos por má intenção, entretanto o convívio demorado será necessariamente gravemente excitante. Ademais, quem assim se expõe à contemplação pública, comete pecado de grave escândalo” [8]. Fonte: O Principe dos Cruzados

  • Convém a um católico frequentar praias ou piscinas mistas?

    UM CATÓLICO PODE FREQUENTAR PRAIAS OU PISCINAS MISTAS? Veja o que nos ensinam alguma Papas e Teólogos sobre a piscina mista e a praia moderna. Do livro “O Príncipe dos Cruzados” (compilação doutrinária inédita). A medida que a humanidade caminha para o nudismo hippie da IV Revolução, a revolução tribalista, fica cada vez mais difícil distinguir a piscina mista e a praia moderna do caminho de casa até a padaria mais próxima. Assim, quase todo ambiente vira ocasião de pecado próximo. No entanto, o princípio vale até mesmos nestas situações, devendo nós termos cuidado e desejo de não permanecer em ambientes assim senão por necessidade justa, desviando sempre o olhar. São Cipriano “19. E o que se dirá das que acudem aos banhos em promiscuidade, e prostituem diante dos olhares curiosos e lascivos a castidade? Quando ali vêem desnudos os homens e são vistas por eles sem vergonha, acaso não fomentam e provocam a paixão dos presentes para sua própria ignomínia e afronta? Mas, dirá, lá se acha quem tenha tais intenções, mas eu não tenho outro interesse que curar e lavar meu corpo. Não te excusa deste pretexto, não te livras do pecado de lascívia e dissolução. Mais te mancha que te lava este banho, não te limpa os membros, mas os macula. Poderás tu não olhar a ninguém com olhos desonestos, mas outros te olharão. Não enfeia teus olhos comsemelhante deleite, mas, quando causas plazer aos outros, tu mesma te enfeia (…). Ali fica excluído todo recato, ali se despoja ao mesmo tempo o vestido que cobre, e a dignidade e pudor do corpo, e sedescobre os membros virginais para serem objetos de olhares e curiosidades. Considera, pois, se vão crer os homens que aquela queestá vestida é casta, quando ela teve a audácia de despir sem pudor(…). Frequentem-se os banhos, mas que com a de vosso sexo, para queseja decente mutualmente” [1]. Santo Afonso Maria de Ligório citando a Escritura e São Bernardino de Siena “Falando aqui da ocasião de pecado, temos em vista a ocasião próxima, pois deve-se distinguir entre ocasiões próximas e remotas. Ocasião remota é a que se nos depara em toda a parte e que raramente arrasta o homem ao pecado. Ocasião próxima é a que, por sua natureza, regularmente induz ao pecado. Por exemplo, achar-se-ia em ocasião próxima um jovem que muitas vezes e sem necessidade se entretêm com pessoas levianas de outro sexo. Ocasião próxima para uma certa pessoa é também aquela que já a arrastou muitas vezes ao pecado. Algumas ocasiões consideradas em si não são próximas, mas tornam-se tais, contudo, para uma determinada pessoa que, achando-se em semelhantes circunstâncias, já caiu muitas vezes em pecado em razão de suas más inclinações e hábitos. Portanto, o perigo não é igual nem o mesmo para todos (…). São Bernardino de Siena diz que dentre todos os conselhos de Jesus Cristo, o mais importante e como que a base de toda a religião, é aquele pelo qual nos recomenda a fuga da ocasião de pecado. Se fores, pois, tentado, e especialmente se te achares em ocasião próxima, acautela-te para não te deixares seduzir pelo tentador. O demônio deseja que se se entretenha com a tentação, porque então torna-se-lhe fácil a vitória. Deves, porém, fugir sem demora, invocar os santos nomes de Jesus e Maria, sem prestar atenção, nem sequer por um instante, ao inimigo que te tenta (…). Não nos deixemos enganar pelo pretexto da ocasião ser necessária, como dizem os teólogos, e que por isso não estamos obrigados a evitá-la, pois Jesus Cristo disse: ‘Se teu olho direito te escandaliza, arranca-o e lança-o de ti’ (Mt 5, 29). Mesmo que seja teu olho direito deverás arrancá-lo e lançar fora de ti, para que não sejas condenado. Logo, deves fugir daquela ocasião, ainda que remota, já que, em razão de tua fraqueza, tornou-se ela uma ocasião próxima para ti (…). Como queremos salvar nossa alma, é nosso dever fugir da ocasião do pecado. Principalmente devemos abster-nos de contemplar pessoas que nos suscitam maus pensamentos. (…). Mas será pecado fitar pessoas de outro sexo ? Se estas forem jovens, será pecado venial, pelo menos, e quando se prende nelas atenciosa e demoradamente as vistas, e isso repetida vezes, há mesmo perigo de pecado mortal. Segundo S.Francisco de Sales, um só olhar já é prejudicial e muito mais repetidos olhares” [2]. Pio XI (direcionado para a ginástica, com trajes semelhantes ou até menos piores do que os de praia ou piscina, portanto válido para os mesmos) “III. Que os pais mantenham suas filhas longe do público de jogos e competições de ginástica, mas se as suas filhas são obrigadas a frequentar essas exposições, deixá-los ver que elas estejam totalmente e modestamente vestidas. Que eles nunca permitam que suas filhas usem trajes indecentes. (…) V. As Superioras mencionadas e professores não devem receber em suas faculdades e escolas meninas vestidas indecentemente, e não devem nem mesmo abrir uma exceção no caso das mães dos alunos. Se, após a admissão, as meninas insistirem em vestir-se indecentemente, as alunas devem ser rejeitadas. (…) IX. Donzelas e mulheres vestidas indecentemente devem ser impedidas de receber a Comunhão e de atuar como madrinhas dos sacramentos do Batismo e da Confirmação, e, além disso, se o delito for extremo, podem mesmo ser proibidas de entrar na Igreja [3]. Pio XII “É supérfluo recordar quanto o rádio e o cinema foram usados e abusados para a difusão daquele materialismo, e do mesmo modo: o mau livro, a licenciosa revista ilustrada, o espetáculo impudico, o baile imoral, a imodéstia das praias contribuíram para aumentar a superficialidade, o mundanismo, a sensualidade da juventude” [4]. Livro de Plinio Corrêa de Oliveira aplaudido por Pio XII e Paulo VI (quando secretário de Estado) B) – DIVERSÕES Cumpre à Filha de Maria, na medida do possível, somente apresentar-se em sociedade na companhia de sua família (…). b) – Praias: a Filha de Maria deve, em qualquer praia de banho, conservar a máxima distinção, como o requer o título que a honra. Escolherá com sensatez o seu traje e, em hipótese alguma, deixará o seu roupão toda a vez que se achar fora d’água. Em nenhuma outra ocasião lhe será permitido abster-se de meias ou usá-las curtas. c) – Piscinas: É expressamente vedado à Filha de Maria tomar parte em banhos mistos em piscinas. d) – Clubes de regatas ou de natação: Dada a promiscuidade inevitável dos clubes de regatas e de natação, proíbe-se à Filha de Maria inscrever-se em seus quadros sociais [5]. Cardeal Pietro Palazzini “Os banhos em comum (…) se são entre pessoas de sexo diferente, dificilmente (especialmente hoje em dia) estão isentos do perigo de pecado, sendo, portanto, ilícitos. O excesso de liberdade, comum em tais banhos, constitui um forte incentivo ao mal. Tampouco se pode crer que o perigo diminua com o hábito, conforme o axioma ab assuetis nulla fit passio, posto que no homem, especialmente nos jovens, o contínuo ver, mesmo que proximamente não suscite os baixos estímulos do mal, debilita todavia o pudor natural e faz com que a pessoa se permita facilmente qualquer leviandade. Portanto, as paixões não diminuem, pelo contrário aumentam, especialmente nas praias, piscinas etc., onde ao relaxamento físico se acrescenta o do espírito” [6]. Pe.Antonio Royo Marín (condecorado por João Paulo II) “b) Praias e piscinas O banho ao ar livre nas praias ou piscinas é altamente higiênico e saudável, mas sob o pretexto dele se cometem gravíssimos escândalos. O ideal seria a separação absoluta dos sexos, como se tem estabelecido já em algumas praias boas e em muitas piscinas públicas. Mas, como é muito difícil que se generalize este são costume, eis aqui as normas a que se devem ater as personas de boa consciência que não queiram lidar com a grave responsabilidade do pecado de escândalo. I.° Não se pode tolerar qualquer traje de banho que, postas as circunstâncias do ambiente ou da pessoa que o usa, seja gravemente provocativo para os demais. 2.° Na praia ou fora da piscina permaneçam sempre cobertas com o roupão de banho. Se querem tomar banhos de sol, deveram distanciar-se das pessoas do sexo contrário, ou ao menos colocar-se ou resguardar-se de tal forma que deixe completamente a salvo a moral cristã. 3º. Aumente o cuidado nas piscinas, mais perigosas que a praia por sua menor extensão, maior aglomeração de gente, etc. Uma pessoa de boa consciência não frequentará jamais uma piscina mista. 4.° Apresentam especiais perigos as excursões campestres com banho misto em uma lagoa ou rio; pois aos inconvenientes do banho público em geral é preciso adicionar os que provêm da frivolidade, irreflexão e liberdade excessiva de um dia de excursão. Os pais católicos não permitam jamais a suas filhas semelhantes excursões mistas” [7]. Pe.Antonio Peinador, CMF “Não devem ser escusados de pecado grave as pessoas de diferente sexo que mutuamente se olham, conversam, passeiam, etc., quase nuas, nos balneários públicos, com trajes sumaríssimos que cobrem apenas as partes genitais dos homens ou das mulheres e os seios destas últimas. Embora não se procurem movidos por má intenção, entretanto o convívio demorado será necessariamente gravemente excitante. Ademais, quem assim se expõe à contemplação pública, comete pecado de grave escândalo” [8]. Fonte: O Principe dos Cruzados

  • A ILUSÃO DE NÃO MATAR E ROUBAR

    Quantos de nós ao tocar em assuntos da sagrada religião com alguns de nossos amigos católicos não fomos alvejados por uma emaranhado de frases relativistas que, de certa forma, até nos ofendem… Mas por que, afinal de contas, é tão ofensivo ser católico de verdade, querer viver na graça de Deus e fazer um mínimo de esforço para não mergulhar nas profundezas do inferno que merecemos? É porque muitas vezes a fé e a moral católica são observadas apenas como um conjunto de regras a serem seguidas, nos casos mais comuns, não matar e não roubar já é o suficiente para garantir a eternidade inteira, como se estivéssemos fazendo um favor para Deus e Ele nos pagasse o salário na medida em que andamos na linha. Mas não é bem assim. Antes de tudo, é necessário entender que a moral não se trata de um rigorismo, farisaísmo ou bom mocismo. É justamente o contrário. E, talvez isso que eu falar agora possa até causar um pouco de escândalo, mas é necessário. Entenda de uma vez por todas que o cristianismo não é a religião das regras, mas sim a religião do amor. Amor este, antes de qualquer outro, a Nosso Senhor Jesus Cristo e o cumprimento da lei é consequência disto. Aí está a diferença. Pois quando paramos de enxergar a fé católica como uma série de regras e passarmos a ver as coisas como elas são, veremos que não é suficiente só evitar matar o corpo, e dessa forma, usamos todas as nossas forças para não matar a alma, sendo benevolentes para com os nossos próximos e até para o pior dos inimigos. Com dois coelhos numa única cajadada, vemos que não basta não roubar os bens materiais que pertencem a outrem, mas que devemos dar aos pobres o que a eles pertence e o que nos sobra é deles que tiramos. E se fizermos um exame de consciência sincero todas as noites, veremos com clareza que não passamos de uma máquina de ofensas a Deus e que tudo que conseguimos dar a Ele é só ódio, desprezo e ingratidão. Então basta de tanto falso moralismo, que nos faz bons aos olhos dos outros e que nos afasta de Deus. De que vale o homem conquistar o mundo e perder a sua alma? Bem aventurados aqueles que perderão tudo por amor a Deus, por não querer ser somente um bom moço, uma boa moça, mas sim, um grande santo e uma grande santa. Eis a grandeza da fé católica. Transforma o lixo, o nada, em algo glorioso, alto, grande, sem preço. Pois resgatados a um preço infinito, seria mesquinharia rotularmos o quanto valemos. Então, deixemos de lado nossos próprios interesses, abracemos a Verdade com todas as nossas forças e façamos tudo quanto nos for possível, sabendo que a graça de Deus nos ajudará, para entrar pela porta estreita. Não sejam ladrões do tempo que pertence a Deus, não matem o amor que morreu por cada um de nós. Equipe Padre Rodrigo Maria

  • A ILUSÃO DE NÃO MATAR E ROUBAR

    Quantos de nós ao tocar em assuntos da sagrada religião com alguns de nossos amigos católicos não fomos alvejados por uma emaranhado de frases relativistas que, de certa forma, até nos ofendem… Mas por que, afinal de contas, é tão ofensivo ser católico de verdade, querer viver na graça de Deus e fazer um mínimo de esforço para não mergulhar nas profundezas do inferno que merecemos? É porque muitas vezes a fé e a moral católica são observadas apenas como um conjunto de regras a serem seguidas, nos casos mais comuns, não matar e não roubar já é o suficiente para garantir a eternidade inteira, como se estivéssemos fazendo um favor para Deus e Ele nos pagasse o salário na medida em que andamos na linha. Mas não é bem assim. Antes de tudo, é necessário entender que a moral não se trata de um rigorismo, farisaísmo ou bom mocismo. É justamente o contrário. E, talvez isso que eu falar agora possa até causar um pouco de escândalo, mas é necessário. Entenda de uma vez por todas que o cristianismo não é a religião das regras, mas sim a religião do amor. Amor este, antes de qualquer outro, a Nosso Senhor Jesus Cristo e o cumprimento da lei é consequência disto. Aí está a diferença. Pois quando paramos de enxergar a fé católica como uma série de regras e passarmos a ver as coisas como elas são, veremos que não é suficiente só evitar matar o corpo, e dessa forma, usamos todas as nossas forças para não matar a alma, sendo benevolentes para com os nossos próximos e até para o pior dos inimigos. Com dois coelhos numa única cajadada, vemos que não basta não roubar os bens materiais que pertencem a outrem, mas que devemos dar aos pobres o que a eles pertence e o que nos sobra é deles que tiramos. E se fizermos um exame de consciência sincero todas as noites, veremos com clareza que não passamos de uma máquina de ofensas a Deus e que tudo que conseguimos dar a Ele é só ódio, desprezo e ingratidão. Então basta de tanto falso moralismo, que nos faz bons aos olhos dos outros e que nos afasta de Deus. De que vale o homem conquistar o mundo e perder a sua alma? Bem aventurados aqueles que perderão tudo por amor a Deus, por não querer ser somente um bom moço, uma boa moça, mas sim, um grande santo e uma grande santa. Eis a grandeza da fé católica. Transforma o lixo, o nada, em algo glorioso, alto, grande, sem preço. Pois resgatados a um preço infinito, seria mesquinharia rotularmos o quanto valemos. Então, deixemos de lado nossos próprios interesses, abracemos a Verdade com todas as nossas forças e façamos tudo quanto nos for possível, sabendo que a graça de Deus nos ajudará, para entrar pela porta estreita. Não sejam ladrões do tempo que pertence a Deus, não matem o amor que morreu por cada um de nós. Equipe Padre Rodrigo Maria

  • O PODER DA ORAÇÃO – São Boaventura

    Se queres sofrer com paciência as adversidades e misérias desta vida, sê homem de Oração. Se queres alcançar virtude e fortaleza para venceres as tentações do inimigo, sê homem de Oração. Se queres mortificar a tua própria vontade com todas as suas afeições e apetites, sê homem de Oração. Se queres conhecer as astúcias de Satanás, e defender-te de seus enganos, sê homem de Oração. Se queres viver alegremente, e caminhar com suavidade pelo caminho da penitência e do trabalho, sê homem de Oração. Se queres enxotar de tua alma as moscas importunas dos vãos pensamentos e cuidados, sê homem de Oração. Se queres sustentar tua alma com a gordura da devoção, e trazê-la sempre cheia de bons pensamentos e desejos, sê homem de Oração. Se queres fortalecer e confirmar teu coração no caminho de Deus, sê homem de Oração. Finalmente, se queres arrancar de tua alma todos os vícios, e plantar em seu lugar todas as virtudes, sê homem de Oração, pois por ela é que se recebe a unção e a graça do Espírito Santo, que ensina todas as coisas. E, além disto, sê queres subir à altura da contemplação e gozar do doces abraços do Esposo, exercita-te na Oração, pois este é o caminho por onde a alma sobe à contemplação e gosto das coisas celestiais. Vês, pois, quanta virtude e poder possui a Oração? Como prova de tudo o que foi dito (deixando de lado o testemunho das Sagradas Escrituras), basta agora dizer que muitas pessoas simples alcançaram todas estas coisas acima mencionadas, e outras maiores, mediante o exercício da Oração. (In De vita Christi)

  • A Missa Tridentina

    #Missa #tridentina

  • O PRECURSOR DA LUZ – 3º Domingo do Advento

    1. PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (ISAÍAS 61,1-2a.10-11) Cristo, o que veio e virá O espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu; enviou-me para dar a boa-nova aos humildes, curar as feridas da alma, pregar a redenção para os cativos e a liberdade para os que estão presos; para proclamar o tempo da graça do Senhor. Exulto de alegria no Senhor e minh’alma regozija-se em meu Deus; ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me com o manto da justiça e adornou-me como um noivo com sua coroa ou uma noiva com suas joias. Assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Senhor Deus fará germinar a justiça e a sua glória diante de todas as nações. 2. MAGNIFICAT (São Lucas 1) Deus fez o Cristo vir por Maria (Antífona): A minh’alma se alegra no meu Deus. A minha alma engrandece ao Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador, pois, ele viu a pequenez de sua serva, desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas. E Santo é o seu nome! Seu amor, de geração em geração, chega a todos que o respeitam. De bens saciou os famintos, e despediu os ricos sem nada. Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor. 3. SEGUNDA LEITURA DA MISSA (1TESSALONICENSES 5,16-24) Preparemo-nos para a vinda do Cristo Irmãos: Estai sempre alegres! Rezai sem cessar. Dai graças em todas as circunstâncias, porque essa é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo. Não apagueis o espírito! Não desprezeis as profecias, mas examinai tudo e guardai o que for bom. Afastai-vos de toda espécie de maldade! Que o próprio Deus da paz vos santifique totalmente, e que tudo aquilo que sois — espírito, alma, corpo — seja conservado sem mancha alguma para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo! Aquele que vos chamou é fiel; ele mesmo realizará isso. 4. EVANGELHO (SÃO JOÃO 1,6-8.19-28) O anunciador do Cristo que vem Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”. Eles perguntaram: “Quem és, então? És tu Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És o Profeta?” Ele respondeu: “Não”. Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos que levar uma resposta para aqueles que nos enviaram. O que dizes de ti mesmo?” João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’” — conforme disse o profeta Isaías. Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus e perguntaram: “Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?”  João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”. Isso aconteceu em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando. COMENTÁRIO DE SCOTT HAHN A misteriosa figura de João Batista, que nos foi apresentada nas leituras da semana passada, agora está mais clara para nós. Como vemos no Evangelho deste domingo, compreende-se melhor quem é João quando se sabe primeiro quem ele não é. Ele não é Elías que retornou do céu (v. 2R 2,11), mesmo se usa a mesma roupa (v. Mc 1,6; 2R 1,8) e prega o arrependimento e o julgamento (v. 1R 18, 21; 2Cr 21, 12-15). Ele não é Elías na carne; no entanto, João foi enviado com o espírito e poder de Elías para cumprir sua missão (v. Lc 1, 17, Mc 3,23-24). Tampouco é o profeta predito por Moisés, embora seja seu parente e pregue a palavra de Deus (v. Dt 18,15-19; Jo 6,14). João também não é o Messias, embora tenha sido ungido pelo Espírito desde o ventre de sua mãe (v. Lc 1,15,44). João prepara o caminho do Senhor (v. Is 40,3). Seu batismo é simbólico, não sacramental. É um sinal dado a nós para impelir nossos corações ao arrependimento. Ele nos mostra Aquele sobre quem o Espírito permanece (v. Jo 1,32); Aquele que cumpre a promessa que ouvimos na primeira leitura no domingo (v. Lc 4,16-21). Jesus, por meio de seu banho de Espírito e regeneração, abre uma fonte que purifica Israel e dá a todos um novo coração e um novo espírito (v. Za 13,1-3; Ez 36,24-27; Mc 1, 8; Tt 3,5). João vem até nós, nas leituras do Advento, para nos mostrar a luz, de modo que possamos acreditar naquele que vem no Natal. Como cantamos no salmo deste domingo, o Poderoso veio levantar cada um de nós; para saciar a nossa fome com o pão do céu (Jo 6, 33;49-51). E, como São Paulo exorta na epístola, devemos nos alegrar, dar graças e orar sem cessar para que Deus nos faça perfeitamente santos em espírito, alma e corpo. Dessa forma, estaremos livres de culpa quando vier o nosso Senhor. https://stpaulcenter.com/uno-que-viene-scott-hahn-refleja-sobre-el-3o-domingo-de-adviento/ https://stpaulcenter.com/one-who-is-coming-scott-hahn-reflects-on-the-third-sunday-of-advent/

  • What Comforted Me Most at the Hour of My Death. (Apparition of St. Dominic Savio)

    St. Johnbosco had one of his many significant dreams on the night of December 6 in 1876. it was 20 years after Dominic Savio’s death. In the dream, Don Bosco said, he appeared standing on a hill, looking over an immense blue plain that stretched as far as he could see. In it were long broad avenues lined with trees, with leaves of gold and branches and trunks of precious stones scattered here and there in the gardens of sparkling flowers were magnificent buildings. a sweet music filled the air. As he listened in ecstatic wonder, Don Bosco saw a group of boys who had been at his school. At their head was St. Dominic Savio, radiant and magnificient in a snow white tunic studded with diamonds and interwoven with gold. A wide crimson sash embroidered with precious stones was about his waist. Around his neck hung a garland of flowers that glistened with a supernatural glory that outshone the sun. Don Bosco realized that the red sash was a symbol of many sacrifices the youth had made to preserve the virtue of purity. His shining white tunic represented the baptismal innocence he had conserved. The flowers in the garland symbolized all the virtues he had practiced in life: the rose of charity, the violet of humility, the sunflower of obedience, the gentian of penance and mortification, the wheat strands signifying frequent communions, and the evergreen, perseverance. Don Bosco asked the youth various questions, but below you will find the most important message he had received in that long and interesting dream. Here are the words of the Founder of the Salesian Congregation. “Well now, Dominic,” I said, “you practiced all these virtues during life. Tell me what gave you the greatest comfort at the hour of death?” “What do you think it was?” “Perhaps preserving the virtue of purity?” “No, not just that.” “Peace of Conscience … Obedience?” “That is a good thing, but it is not the best.” “Perhaps the hope of gaining heaven?” “No, not just that.” “Well, was it the treasury of good deeds you had stored up?” “No, not that.” “Then what was it that brought you your greatest comfort in that last hour?” I pleaded, embarrassed that I had not discovered the reason. “What comforted me most at the hour of death,” Dominic replied, “was the assistance of the powerful and loveable Mother of God. Tell this to your boys and to everyone. As long as the live, they are not to forget to pray to her!” “And what of the future?” “As for your Congregation, if your priests guide it well and make themselves worthy of their lofty mission, the future will be resplendent and untold number of souls will be saved. But on one condition – that your sons remain devoted to the Blessed Virgin, and that they all keep the virtue of chastity which is so pleasing to God.” (Forty Dreams of St. Johnbosco)

  • Jesus é Deus

    “Eu, eu sou o Senhor (Javé), e fora de mim não há salvador”. O Senhor é o único Salvador. (Isaías 43,11) “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”. (Atos 4,12) [Jesus é o único Salvador.] “Ela dará á luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles”. (Mateus 1,21) [Jesus é o Salvador dos pecados.] “… na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo”. (2 Pedro 1,1) “Também sabemos que o Filho de Deus é vindo, e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna”. (1 João 5,20) [Aqui Jesus Cristo é chamado de verdadeiro Deus e vida eterna.] “Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.” (Hebreus 1,8) [Deus apresenta o filho como Deus, para estar no trono] Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. (Isaías 9,6) “NO princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (João 1,1) “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1,26) “Eu e o Pai somos um.” (João 10,30) “O Pai está em mim e eu nele.” (João 10,38) “E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou.” (João 12,45) “Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto.” (João 14,7) “Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.” (João 16,15) “Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém.” (Romanos 9,5) “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2,9) Senhor dos Senhores Pois o SENHOR vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas. (Deuteronômio 10,17) Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. (Lucas 2,10-11 ) [Um anjo anunciou o nascimento de Jesus Cristo como o Senhor] “Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou.” (João 13,13) [Os discípulos reconheciam a Jesus como o Senhor] E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR (Filipenses 2,11) [Toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor] E no manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores. (Apocalipse 19,16) [Em Apocalipse Jesus é reconhecido como Senhor dos Senhores] Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um. (1 João 5,7) [A trindade bíblica – Pai, (Palavra que é Jesus ) e Espírito Santo são um] Que guardes este mandamento sem mácula e repreensão, até à aparição de nosso Senhor Jesus Cristo; A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, e único poderoso SENHOR, Rei dos reis e Senhor dos senhores (1 Timoteo 6,14-15) Louvai ao Senhor dos senhores; porque a sua benignidade dura para sempre. (Salmos 136,3) E no manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores. (Apocalipse 19,16) Os demônios testificam que Jesus é Deus E eis que clamaram, dizendo: Que temos nós contigo, Jesus, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo? (Mateus 8,29) E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão [atormentados] para todo o sempre. (Apocalipse 20,10) Dizendo: Ah! que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus. (Marcos 1,24) Cristo Adorado Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra. (São Mateus 2,11) “Então Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto”. (Mateus 4,10) (citação de Deuteronômio 6:13, 14): [Somente Deus deve ser adorado] E, indo elas a dar as novas aos seus discípulos, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés, e o adoraram. (Mateus 28,9) E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém. (Lucas 24,52) E outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem. (Hebreus 1,6) E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. (Apocalipse 5,8) #Deus #Jesus

  • Pediatra americana rechaça ideologia de gênero.

    “Parabéns, é um menino!” ou “Parabéns, é uma menina!”. Sendo pediatra há quase 20 anos, é assim que a maioria das minhas relações com os pacientes começam. Nosso corpo revela nosso gênero. O gênero biológico não é atribuído, mas determinado na nossa concepção pelo nosso DNA e replicado em todas as células do nosso corpo. E é binário – ou você tem um cromossomo Y e será um macho ou você não tem e será uma fêmea. Existem pelo menos 6,5 mil diferenças genéticas entre homens e mulheres. Hormônios e cirurgias não podem mudar isso. Mas a identidade não é biológica, é psicológica. Tem relação com o que se pensa e o que se sente. Pensamentos e sentimentos não têm uma conexão biológica. Nossos pensamentos e sentimentos podem estar factualmente certos ou errados. Se eu entrar no consultório do meu médico e falar “Oi, eu sou a Margaret Thatcher”, meu médico vai dizer que estou com problemas psicológicos e me dar remédios para isso. Se, por outro lado, eu entrar e afirmar que sou um homem, ele diria “Parabéns, você é transgênero”. Se eu dissesse, “Doutor, eu sou suicida porque sou uma amputada presa dentro de um corpo normal, por favor, tire a minha perna”, eu seria diagnosticada com um transtorno de identidade de integridade corporal. Mas se eu falar que sou um homem e pedir uma mastectomia, meu médico vai fazer isso. Veja: se você quiser tirar uma perna ou um braço, você tem uma doença mental. Se você quiser tirar seios ou seu pênis, você é um transgênero. Ninguém nasce transgênero. Se a identidade de gênero estivesse conectada ao nosso cérebro antes do nascimento, gêmeos idênticos teriam a mesma identidade de gênero sempre. Mas eles não têm. Eu tive um paciente que vamos chamar de Andy. Entre três e cinco anos de idade, ele brincou cada vez mais com meninas e brinquedos de meninas, dizendo que era uma menina. Indiquei uma psicóloga para os pais dele. Às vezes uma doença mental de um dos pais ou abuso infantil são fatores para comportamentos desse tipo, mas normalmente a criança tem uma percepção falsa da dinâmica familiar e internaliza, portanto, uma crença falsa. No meio de uma das sessões, Andy largou o caminhão de brinquedo, pegou uma Barbie e disse “Mamãe e papai, vocês não me amam quando sou um menino”. Quando Andy tinha 3 anos sua irmã com necessidades especiais nasceu, exigindo muita atenção dos pais. Andy interpretou de outra forma: “Eles amam meninas. Se eu quiser ser amado, tenho que ser uma menina”. A terapia de família ajudou esse caso. Hoje, os pais de Andy ouviriam que “Andy é assim. Vocês devem garantir que todos o tratem como menina ou ele vai se suicidar”. Quando ele se aproximasse da puberdade, especialistas lhe dariam remédios para desacelerar o processo para que ele continuasse se comportando como uma menina. Não importa que esses remédios não tenham sido testados em crianças biologicamente normais. Não importa que eles são usados para tratar câncer de próstata em homens ou problemas ginecológicos em mulheres e que frequentemente causam problemas de memória. Não precisamos de testes. Precisamos parar o desenvolvimento físico dos pacientes agora, ou eles vão se matar. Mas isso não é verdade. Ao contrário: muitas crianças que apresentam confusões de gênero melhoram naturalmente com as mudanças da puberdade. Mas nós castramos quimicamente as crianças com problemas de gênero com remédios que param a puberdade. Depois esterilizamos vários deles permanentemente com hormônios do sexo oposto, o que aumenta a chance de doenças cardíacas, derrames, diabetes, câncer e até problemas emocionais. P.S. Se uma menina que insiste ser um homem toma testosterona diariamente por um ano, ela está livre para fazer uma mastectomia aos 16 anos. Recentemente a Academia Americana de Pediatria publicou um relatório que pede que os médicos alertem os adolescentes sobre tatuagens por serem permanentes e poderem causar cicatrizes. Mas a mesma instituição apoia que meninas de 16 anos possam tirar os seios, mesmo sem consentimento dos pais, desde que insistam que são homens e estejam tomando testosterona diariamente por um ano. Doutrinar todas as crianças desde a pré-escola com a mentira que elas podem estar presas no corpo errado corrompe toda a fundação dos testes de realidade infantis. Se eles não podem confiar na realidade de seus corpos físicos, em quem ou no que podem confiar? A ideologia transgênero nas escolas é um abuso psicológico que frequentemente guia as crianças para castração química, esterilização e mutilação cirúrgica. Michelle Cretella é presidente do American College of Pediatricians, uma organização nacional de pediatras e outros profissionais de saúde dedicados à saúde e ao bem-estar das crianças. Tradução de Gisele Eberspächer Via: Gazeta do Povo

  • O CAMINHO DA CONVERSÃO – 2º Domingo do Advento

    1. PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (ISAÍAS 40,1-5.9-11) Preparai no deserto um caminho para o Senhor “Consolai o meu povo, consolai-o! — diz o vosso Deus —. Falai ao coração de Jerusalém e dizei em alta voz que sua servidão acabou e a expiação de suas culpas foi cumprida; ela recebeu das mãos do Senhor o dobro por todos os seus pecados”. Grita uma voz: “Preparai no deserto o caminho do Senhor, aplainai na solidão a estrada de nosso Deus. Nivelem-se todos os vales, rebaixem-se todos os montes e colinas; endireite-se o que é torto e alisem-se as asperezas: a glória do Senhor então se manifestará, e todos os homens verão juntamente o que a boca do Senhor falou. Sobe a um alto monte, tu, que trazes a boa-nova a Sião; levanta com força a tua voz, tu, que trazes a boa-nova a Jerusalém, ergue a voz, não temas; dize às cidades de Judá: ‘Eis o vosso Deus, eis que o Senhor Deus vem com poder, seu braço tudo domina: eis, com ele, sua conquista, eis à sua frente a vitória. Como um pastor, ele apascenta o rebanho, reúne, com a força dos braços, os cordeiros e carrega-os ao colo; ele mesmo tange as ovelhas-mães’”. 2. SALMO 84 Está perto a salvação dos que temem a Deus (Antífona): Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, e a vossa salvação nos concedei! Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar; a paz para o seu povo e seus amigos, para os que voltam ao Senhor seu coração. Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra. A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus. O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus. 3. SEGUNDA LEITURA DA MISSA (2ª CARTA DE SÃO PEDRO 3,8-14) O caminho do combate espiritual Uma coisa vós não podeis desconhecer, caríssimos: para o Senhor, um dia é como mil anos e mil anos como um dia. O Senhor não tarda a cumprir sua promessa, como pensam alguns, achando que demora. Ele está usando de paciência para convosco. Pois não deseja que alguém se perca. Ao contrário, quer que todos venham a converter-se. O dia do Senhor chegará como um ladrão, e então os céus acabarão com barulho espantoso; os elementos, devorados pelas chamas, se dissolverão, e a terra será consumida com tudo o que nela se fez. Se desse modo tudo se vai desintegrar, qual não deve ser o vosso empenho numa vida santa e piedosa, enquanto esperais com anseio a vinda do Dia de Deus, quando os céus em chama se vão derreter, e os elementos, consumidos pelo fogo, se fundirão? O que nós esperamos, de acordo com a sua promessa, são novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça. Caríssimos, vivendo nessa esperança, esforçai-vos para que ele vos encontre numa vida pura e sem mancha e em paz. 4. EVANGELHO (SÃO MARCOS 1, 1-8) Endireitai o caminho do Senhor Início do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. Está escrito no livro do profeta Isaías: “Eis que envio meu mensageiro à tua frente, para preparar o teu caminho. Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas!’” Foi assim que João Batista apareceu no deserto, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados. Toda a região da Judeia e todos os moradores de Jerusalém iam ao seu encontro. Confessavam os seus pecados e João os batizava no rio Jordão. João se vestia com uma pele de camelo e comia gafanhotos e mel do campo. E pregava, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo”. COMENTÁRIO DE SCOTT HAHN Virá o nosso Deus. O tempo do exílio — a prolongada  separação de Deus que a humanidade mereceu devido ao pecado — está prestes a terminar. Essas são as boas notícias proclamadas pela liturgia deste domingo. Na primeira leitura, Isaías promete a futura libertação israelita do cativeiro e o retorno do exílio. Mas, como ensina o Evangelho, a libertação histórica de Israel teve como objetivo anunciar um ato salvífico de Deus ainda maior: a vinda de Jesus para libertar Israel e todas as nações dos laços do pecado, reuni-las e trazê-las de volta a Deus. Deus enviou um anjo à frente de Israel, para liderá-lo em seu êxodo para a terra prometida (v. Ex 23,20). E prometeu enviar um mensageiro da aliança, Elias, para purificar o povo e converter os corações ao Pai, antes do Dia do Senhor (v. Ml 3,1; 23.24). João Batista menciona tudo isto, bem como a profecia de Isaías, para mostrar que toda a história de Israel aponta para a revelação de Jesus. Em Jesus, Deus aterrou o vale que Dele separava a humanidade pecadora. Ele desceu do céu e fez a sua glória habitar na terra, como cantamos no salmo deste domingo. Ele fez tudo isto, não para uma humanidade abstrata, mas para cada um de nós em particular, concretamente. A longa história da salvação nos trouxe a esta Eucaristia, na qual Deus novamente vem, tornando próxima a nossa salvação. Cada um de nós deve ouvir um chamado pessoal nas leituras deste domingo. “Aqui está o teu Deus”, diz Isaías. “Ele tem sido paciente contigo”, diz São Pedro na epístola. Como os habitantes de Jerusalém, que aparecem no Evangelho, devemos sair e ir até Ele, nos arrependermos dos nossos pecados, da preguiça e da autoindulgência que fazem da nossa existência um deserto. Devemos endireitar nossas vidas, de modo que tudo o que fizermos nos leve a Ele. Neste domingo, na Missa, escutemos o início do Evangelho e nos comprometamos a viver com santidade e devoção. https://stpaulcenter.com/enderezar-la-senda-scott-hahn-refleja-sobre-el-2o-domingo-de-adviento/ https://stpaulcenter.com/straighten-the-path-scott-hahn-reflects-on-the-second-sunday-of-advent/

  • The Creatures are the Scriptures of God.

    Homily of St. Thomas Aquinas(Abridged Version) Second Sunday in Advent (From the Epistle) “For whatsoever things were written aforetime were written for our learning.” – Rom. 15:4. The Apostle has taught us on the preceding Sunday to arise from the dead; on this day he teaches us towards why we ought to, for the Scripture, which our heavenly Master has given for us, is to be studied and read. And the Lord as a good Master was more solitous to provide us with the best writings, that He might make us perfectly instructed. These writings comprises of two books – that is to say, the Book of Creation and the Book of Scripture. And of the things to be known, four things are to be taught. First, is that there is a God. Secondly, that this God is one. Thirdly, that is God is triune. Fourthly, that He is the highest good. The world itself teaches that it is His work, For Wis.13:5; “from the greatness and beauty of the creature, the Creator is seen.” Since they are one and are preserved in the same manner, they teach the Unity of God; for if there are many Gods, the world would have been destroyed, since division is the cause of destruction. Because all things are good, they teach that He is the highest goodness through whom so many things proceed. According to St. Augustine it is a great token of goodness that every creature conceives itself to be good; therefore, because God is good; so are we. Actions To Be Done God is to be obeyed, loved, feared and praised. Of the first, Obedience. We ought to obey God, for all things serve Him. Nothing among God’s creature does the Creator find disobedient, save the sinner and the devil. Of the second, Love. God teaches us to love Him by His benefits and gifts which He shows us daily. Of the third, Fear. We see that all things are prepared to punish those that rebel against their Creator. Of the fourth, Praise. For all this praise God, since every creature invites us to His praising. St. Augustine says that it is wonderful that man does not always praise God, since every creature invites us to praise Him. And this is so plain that all His creatures become scriptures of God, teaching us that there are four things to be known, as well as four commands to be performed.

  • O SENTIDO CRISTÃO DA HISTÓRIA – Dom Guéranger

    De maneira que não há, nem pode haver verdadeiro conhecimento do homem, fazendo-se abstração do dado da revelação. A revelação sobrenatural não era necessária em si mesma: o homem não tinha nenhum direito a ela; mas desde que Deus a deu e promulgou, a natureza só não basta para explicar o homem. A graça, a presença ou ausência da graça, entram em primeira linha no estudo antropológico. Não há em nós uma faculdade que não seja chamada a ter um complemento divino; a graça aspira a percorrer o homem inteiro, a fixar-se nele em todos os graus; e é a fim de que nada falte a essa harmonia do natural e do sobrenatural nessa criatura privilegiada, que o Homem-Deus instituiu seus sacramentos que a arrebatam, elevam, deificam, desde o momento do nascimento até os umbrais da eternidade, do bem supremo que ela já possuía, mas que ela não podia perceber senão pela fé. Mas se o homem não pode ser conhecido inteiramente sem o auxílio da luz revelada, presume-se que a sociedade humana, em suas diversas fases que se chama história, possa ser explicável se não se recorre a essa mesma luz que nos ilumina sobre nossa natureza e nosso destino individuais? A humanidade teria porventura outro destino diferente do homem? A humanidade seria então algo diverso do homem multiplicado? Não. Chamando o homem à união divina, o Criador convida igualmente a humanidade. Vê-lo-emos bem no último dia quando de todos esses milhares de indivíduos se formar á direita do soberano juiz, esse povo imenso, “que é impossível contar, diz-nos São João (Apoc. 7, 9). Entrementes, a humanidade, quero dizer, a história é o grande teatro sobre o qual a importância do elemento sobrenatural se manifesta à luz do dia, seja que pela docilidade dos povos à fé ele domina as tendências baixas e perversas que se fazem sentir nas nações como nos indivíduos, seja que ele arrefeça e pareça extinguir-se pelo mau uso da liberdade humana, que seria o suicídio dos impérios, se Deus não os tivesse criado “restauráveis” (Sab. 1, 14). Por conseguinte, a história deve ser cristã, se ela quer ser verdadeira; pois o cristianismo é a verdade completa; e todo sistema histórico que faz abstração da ordem sobrenatural na exposição e apreciação dos fatos é um sistema falso que não explica nada e deixa os anais da humanidade em um caos e contradição permanente com todas as idéias que a razão concebe acerca dos destinos da nossa espécie na terra. É justamente porque o sentiram, que os historiadores dos nossos dias que não têm a fé cristã se deixaram arrastar a estranhas idéias, quando quiseram fazer o que chamam filosofia da história. Essa necessidade de generalização , não existia no tempo do paganismo. Os historiadores dos gentios não tiveram uma visão de conjunto sobre os anais da humanidade. A idéia de pátria é tudo para eles, e não se percebe jamais uma preocupação do narrador, por menor que seja, com relação ao gênero humano considerado em si mesmo. De resto, é somente a partir do cristianismo que a história começou a ser tratada de maneira sintética; o cristianismo, conduzindo sempre o pensamento aos destinos sobrenaturais do gênero humano, acostumou nosso espírito a ver além do círculo estreito do egoísmo nacionalista. É em Jesus Cristo que se revelou a fraternidade humana e, desde então, a história geral tornou-se um objeto de estudo. O paganismo não teria podido jamais escrever senão uma fria estatística dos fatos, se ele estivesse em condições de escrever de uma maneira completa a história universal do mundo. Ainda não se fez notar suficientemente: a religião cristã criou a verdadeira ciência histórica, dando-lhe por base a Bíblia, e ninguém pode negar que hoje, a despeito das lacunas, estamos mais avançados no conhecimento dos povos da Antigüidade do que o foram os historiadores que essa mesma antigüidade nos legou. Os narradores não cristãos do XVIII e do XIX séculos emprestaram, pois, ao método cristão o modo de generalização; mas dirigiram-no contra o sistema ortodoxo. Eles sentiram com argúcia que, dominando a história e colocando-a a serviço de suas idéias, aplicavam o duro golpe ao princípio sobrenatural; tanto é verdade que a história testemunha a favor do cristianismo. O sucesso desses historiadores foi enorme sob esse aspecto; nem todos têm a capacidade de perceber um sofisma; mas todos compreendem um fato, um encadeamento de fatos, sobretudo quando o historiador conhece esse acento particular que cada geração exige daqueles aos quais ela concede o privilégio de encantá-la. Três escolas exploraram sucessivamente e às vezes simultaneamente o campo da história. A escola fatalista, a que chamaríamos atéia, a qual não vê senão a necessidade nos acontecimentos, e mostra a espécie humana prisioneira do invencível encadeamento de causas brutais seguidas de inevitáveis efeitos. A escola humanista que se prostra diante do ídolo do gênero humano, cujo desenvolvimento progressivo, apoiado nas revoluções, filosofias, religiões ela proclama. Essa escola consente facilmente em admitir a ação de Deus, ao início, como tendo dado princípio à humanidade; mas a humanidade uma vez emancipada, Deus a deixou fazer seu caminho, e ela avança pela via de uma perfeição indefinida, despojando-se em seu percurso de tudo que poderia fazer obstáculo à sua marcha livre e independente. Enfim, temos a escola naturalista, a mais perigosa das três, porquanto apresenta uma aparência de cristianismo, proclamando em cada página a ação da Providência divina. Essa escola tem por princípio fazer constantemente abstração do elemento sobrenatural; para ela, a revelação não existe, o cristianismo é um incidente feliz e benfazejo no qual aparece a ação de causas providenciais: mas quem sabe se amanhã, se em um século ou dois, os recursos inesgotáveis que Deus possui para o governo do mundo, não conduzirão a outra forma mais perfeita ainda, com a ajuda da qual se verá o gênero humano correr, sob o olhar de Deus, em demanda de novos destinos, e iluminar-se a história de um esplendor mais vivo? Afora essas três escolas só resta a escola cristã. Esta não procura nada, não inventa nada e não hesita. Seu procedimento é simples: consiste em julgar a humanidade, como ela julga o homem individual. Sua filosofia da história está baseada na fé. Ela sabe que o Filho de Deus feito homem é o rei desse mundo, que “todo poder lhe foi dado no céu e na terra” (São Mateus 28, 18). O advento do Verbo Encarnado é para ela o ponto culminante dos anais humanos; é por isso que ela divide a duração da história em duas grandes partes: antes de Cristo, depois de Cristo. Antes de Jesus Cristo, numerosos séculos de espera: após Cristo, uma duração cujo segredo nenhum homem conhece, por que nenhum homem conhece a hora do nascimento do último eleito; por que o mundo não se conserve senão para os eleitos que são a causa da vinda do Filho de Deus encarnado. À luz desse dado certo de uma certeza divina, a história não tem mais mistérios para o cristão. Se ele volta seus olhos para o período que escoou antes da Encarnação do Verbo, tudo se explica a seus olhos. O movimento das diversas raças, a sucessão dos impérios é o caminho aberto pela passagem do Homem-Deus e dos seus profetas; a depravação, as trevas, as calamidades inauditas são sinais da necessidade premente da humanidade de ver Aquele que é ao mesmo tempo Salvador e Luz do mundo; não que Deus haja condenado à ignorância e ao castigo esse primeiro período da humanidade; longe disso, os recursos lhe foram assegurados; a esse período pertenceu Abraão, o pai de todos os crentes do futuro; mas é justo que a maior efusão da graça se tenha dado pelas mãos divinas Daquele sem o qual ninguém pode ser justo, seja antes, seja depois da sua vinda. O Messias chega, e a humanidade, cujo progresso estava estagnado, lança-se na via da luz e da vida; o historiador cristão segue melhor ainda os destinos da sociedade humana nesse segundo período onde todas as promessas são cumpridas. Os ensinamentos do Homem-Deus revelam-lhe com uma soberana clareza o modo de apreciação que ele deve empregar para julgar os acontecimentos, sua moralidade e alcance. Só há uma medida, quer se trate de um homem ou de um povo. Tudo que exprime, mantém ou propaga o elemento sobrenatural é socialmente útil e vantajoso; tudo que o contradiz, debilita ou nega é socialmente funesto. Por esse procedimento infalível, ele tem inteligência do papel dos homens de ação, dos acontecimentos, das crises, das transformações, das decadências; ele sabe de antemão que Deus age em sua bondade, ou permite em sua justiça, mas sempre sem revogar seu plano eterno, que é o de glorificar seu Filho na humanidade. Mas o que torna sempre mais firme e mais serena a reflexão do historiador cristão é a certeza que lhe dá a Igreja que marcha diante dele como uma coluna luminosa e alumia divinamente todo os seus juízos. Ele sabe que vínculo estreito une a Igreja ao Homem-Deus, como ela é assegurada por sua promessa contra todo erro no ensinamento e na direção geral da sociedade cristã, como o Espírito Santo a anima e conduz; é, pois, nela que ele buscará o critério dos seus juízos. As fraquezas dos homens da Igreja, os abusos temporais não o escandalizam, por que ele sabe o Pai de família houve por bem tolerar o joio em seu campo até a ceifa. Se ele deve narrar, ele não omitirá os tristes episódios que testemunham as paixões da humanidade e atestam ao mesmo tempo a força do braço de Deus que sustenta sua obra; mas ele sabe onde se manifesta a direção, o espírito da Igreja, seu instinto divino. Recebe-os, aceita-os, confessa-os corajosamente; aplica-os em seu trabalho de historiador. Igualmente, nunca trai, nunca sacrifica; diz que é bom o que a Igreja julga bom, mau o que a Igreja julga mau. Que lhe importam os sarcasmos, as chacotas dos covardes medíocres? Ele sabe que está com a verdade por que está com a Igreja e que a Igreja está com Cristo. Outros não quererão ver senão o lado político dos acontecimentos, voltarão ao critério pagão; ele ficará firme, por que está seguro de não se enganar. Se hoje as aparências parecem ser contra seu julgamento, ele sabe que amanhã , os fatos cujo alcance ainda não se revelou, darão razão à Igreja e a ele. Essa posição é modesta, concedo; mas gostaria de sabe que garantias comparáveis têm a apresentar o historiador fatalista, o historiador humanitarista, o historiador naturalista. Eles emitem previamente seu juízo pessoal: cada um tem, então, o direito de dar-lhes as costas. Para chegar ao historiador cristão, é necessário antes demolir a Igreja sobre a qual ele se apóia. É verdade que há dezenove séculos que os tiranos e filósofos trabalham para isso; mas suas muralhas são tão solidamente construídas que até hoje não puderam arrancar-lhe uma pedra sequer. Mas se nosso historiador se aplica a buscar e a assinalar, na seqüência dos acontecimentos desse mundo, o vínculo que liga de perto ou de longe cada um deles ao princípio sobrenatural, com mais forte razão evitará ele calar, dissimular, atenuar os fatos que Deus produz fora da conduta ordinária, e têm por fim certificar e tornar mais palpável ainda o caráter maravilhoso das relações que ele fundou entre si mesmo e a humanidade. Inicialmente, há três grandes manifestações do poder divino e dão pelo milagre um sinete divino aos destinos do homem sobre a terra. O primeiro desses fatos é a existência e o papel do povo judeu no mundo. O historiador não pode abster-se de frisar a aliança que Deus primeiramente estabeleceu com esse pequeno povo, os prodígios inauditos que o distinguiram; a esperança da humanidade depositada no sangue de Abraão e Davi, a missão conferida a essa raça frágil e desprezada de conservar o conhecimento do verdadeiro Deus e os princípios da moral, em meio à defecção sucessiva de quase todos os povos; as migrações de Israel para o Egito primeiro, mais tarde para o centro do império assírio, sempre à medida que o teatro dos negócios humanos se altera e se estende; de sorte que à véspera do dia em que Roma, herdeira momentânea dos outros impérios, vai ser rainha e senhora da maior parte do mundo civilizado, o judeu a terá precedido por toda parte; ele estará lá com seus oráculos traduzidos doravante na língua grega; ele será conhecido de todos os povos, isolado, infusível, sinal de contradição, mas dando diariamente testemunho da chegada cada vez mais próxima daquele que deve unir todas as nações e “reunir em um só corpo os filhos de Deus até então dispersos” (São João 11, 52). Essa influência milagrosa do povo judeu que foge a todas a leis ordinárias da história, o narrador a fará ver com prazer através das profecias confiadas a esse povo, as quais não são apenas para nós uma luz do passado, mas inquietaram tão vivamente os gentios, durante os séculos que precederam e seguiram a vinda do Filho de Deus. Cícero havia ouvido dela um eco quando falou, com uma espécie de terror misterioso, do novo império que se preparava; Virgílio, no mais harmonioso dos seus cânticos, repete os acentos de Isaias; Tácito e Suetônio atestam que o universo inteiro se volta, com expectativa, para a Judéia, e que o pressentimento geral é de ver chegar desse país homens que vão fazer a conquista do mundo. Rerum potirentur. Negar-se-á ainda que a história, para ser verídica, deva tomar o tom e as cores do sobrenatural? O segundo fato que se encadeia ao primeiro é a conversão dos gentios para além do império romano. O historiador cristão deverá mostrar que esse imenso resultado procede diretamente da mão de Deus, que, para operá-lo, franqueou leis simplesmente providenciais. Aí assinalará, com Santo Agostinho, o milagre dos milagres; com Bossuet, fará ver algo tão estupendo que não tem semelhança senão com o momento em que a criação saiu do nada para a glória do seu Criador. Ele contará a grandeza colossal do fim e a exigüidade dos meios; as preparações significativas com uma tão grande mudança que pressagiam que esse mundo deve pertencer a Jesus Cristo, ao mesmo tempo que elas são por si mesmas um obstáculo a mais a todo sucesso humano de empreendimento; os apóstolos , armados somente da palavra e do dom dos milagres que a confirma e a faz penetrar; as profecias judias estudadas, comparadas, aprofundadas em todo o império, e tornando-se, como no-lo atestam os escritos dos três primeiros séculos, um dos mais poderosos instrumentos das conversões; a constância sobre-humana dos mártires, cuja imolação quase incessante, longe de extirpar a nova sociedade, a propaga e a fortifica; enfim, a cruz, o cadafalso do filho de Maria, coroando após três séculos o diadema dos Césares; as idéias, a linguagem, as leis, os costumes, em uma palavra todas as coisas transformadas segundo o plano que haviam trazido da Judéia os conquistadores da nova espécie que o império esperava, e que souberam triunfar dele, derramando seu sangue sob sua espada. Em meio a todos esses prodígios o historiador cristão está à vontade e nada o espanta, porque ele sabe e proclama que tudo na terra é para os eleitos e que os eleitos são para Cristo. Cristo está com ele na história; portanto, é claro que não possa explicá-la sem Ele, e que com Ele ela apareça em toda sua clareza e em toda sua grandeza. A seqüência dos anais da humanidade responde ao começo; mas desde a publicação do Evangelho, os destinos do mundo tomaram um novo curso; depois de ter esperado seu rei, a terra agora o possui. A preparação sobrenatural que se tinha manifestado no papel do povo judeu, essa outra preparação ao mesmo tempo natural e sobrenatural que tinha aparecido na marcha sempre progressiva do poderio romano chegaram a seu cume. Tudo está consumado, Jerusalém cede seus direitos e suas honras a Roma; Tito é o executor das altas obras do Pai celeste que vinga o sangue de seu Filho Eterno. O milagre do povo judeu não cessa entretanto aí; transforma-se, e as nações terão sob seus olhos, até a vigília do último dia, não mais o espetáculo de um povo privilegiado, mas de um povo amaldiçoado por Deus. Quanto ao império pagão, ele edificou, sem o saber, a capital do Reino de Jesus Cristo; ser-lhe-á dado sediá-lo por três séculos; é de lá que partirão os editos sanguinários que não terão outro efeito que o de mostrar aos séculos futuros o vigor sobrenatural do cristianismo; pois quando chegar o tempo, ele cederá lugar, ele irá refugiar-se em Bósforo, e a indefectível dinastia dos Vigários de Cristo que não abandonou o posto desde o martírio de Pedro, seu primeiro elo cingirá a coroa na cidade de sete colinas. O império cairá pedra por pedra sob os golpes dos bárbaros; mas antes de lhe infligir a humilhação e o castigo que crimes seculares acumularam sobre ele, a justiça divina esperará que o cristianismo, vitorioso das perseguições, haja estendido bem alto e bem longe seus ramos para dominar em todas as paragens os vagalhões desse novo dilúvio; ver-se-á então o império cultivar novamente, e com pleno sucesso, a terra renovada e rejuvenescida por essas águas mais purificadoras ainda que devastadoras. Havendo exposto todas essas maravilhas, o historiador cristão mudará o tom do sua narrativa? Incorrerá ele em uma explicação simplesmente providencial dos fastos da terra? O maravilhoso é porventura o ponto central dos anais da humanidade, de sorte que doravante a ação divina deva permanecer velada sob as causas segundas até o fim dos tempos? Deus não queira que assim seja! Um terceiro fato sobrenatural, fato que deve durar até a consumação dos séculos chama-lhe a atenção e reclama-lhe toda eloqüência. Esse fato é a conservação da Igreja através dos tempos, sem corrupção da sua doutrina, sem alteração da sua hierarquia, sem interrupção da sua duração, sem sucumbência em sua marcha. Milhões de coisas humanas foram inventadas, desenvolveram-se e decaíram: a conduta ordinária da Providência velou por elas durante sua duração; hoje elas têm apenas um traço na história. A Igreja continua de pé; Deus a sustenta diretamente, e todos os homens de boa fé, capazes de aplicar as leis da analogia, podem ler nos fatos que lhe concernem essa promessa imortal de durar sempre, que ela traz inscrita pela mão de Deus em seu fundamento. As heresias, os escândalos, as defecções, as conquistas, as revoluções, nada a fere de morte; repudiada em um país, ela dirige-se a outro; sempre visível, sempre católica, sempre vitoriosa e sempre provada. Esse terceiro fato, que é uma conseqüência dos dois primeiros, acaba de dar ao historiador cristão a razão de ser da humanidade. Ele conclui com evidência que a vocação da nossa espécie é uma vocação sobrenatural; que as nações sobre a terra não pertencem somente a Deus que criou a primeira família humana, mas que elas são também, como disse o Profeta, o domínio particular do Homem-Deus. De maneira que, quanto mais mistérios na sucessão dos séculos, quanto mais vicissitudes inexplicáveis, tudo enfim se resume nesse dado divino. Sei que é necessário hoje muita coragem, sobretudo quando não se faz parte do clero, para tratar a história sob essa ótica; crê-se sinceramente; não se quer por nada desse mundo admitir as teorias das escolas fatalista e humanitária; mas a escola naturalista é tão influente pelo número e talento; ela é tão benévola com o cristianismo, que se torna difícil criticá-la em tudo e não passar a seus olhos por um escritor místico, por um poeta, quando se aspira, ao contrário, ser tido na conta de homem de ciência ou filósofo. Tudo que posso dizer é que a história foi tratada, do ponto de vista que me permiti expor, por dois grandes gênios cristãos, cuja reputação está acima de qualquer dúvida. A Cidade de Deus de Santo Agostinho, os Discursos sobre a História Universal de Bossuet são duas aplicações da teoria que explanei acima. O caminho, portanto, foi traçado por mão de mestre, e pode-se incorrer, a despeito de tais homens, nos fúteis juízos do naturalismo contemporâneo. É muito bom, sem dúvida, regular a própria vida interior pelo princípio sobrenatural; mas seria uma inconseqüência, uma falta de responsabilidade, que esse mesmo princípio não guiasse sempre a pluma. Vejamos a humanidade em suas relações com Jesus Cristo seu chefe; não a separemos dele jamais em nossos juízos nem em nossos trabalhos historiográficos, e quando nossos olhos se detêm sobre o orbe terrestre, recordemo-nos antes de tudo de que temos sob os olhos o império do Homem-Deus e de sua Igreja. (O texto é o primeiro capítulo, “O sobrenatural na história”, da obra O sentido cristão da história, de Dom Guéranger. A tradução é do Pe. João Batista de Almeida Prado Ferraz Costa, professor da Faculdade Católica de Anápolis. Dom Guéranger — 1805-1875 —, foi um célebre religioso beneditino francês, restaurador da Ordem de São Bento na França após a Revolução Francesa e abade da famosa Abadia de Solesmes. Combateu as consequências da Revolução Francesa e seus erros, participando do importante trabalho de restauração cristã numa sociedade já bastante corroída pela mentalidade iluminista).

  • Not Like The Others by St. John Vianney (Abridged Version)

    “I am not like the others!” That, my dear brethren, is the usual tone of false virtue and the attitude of those proud people who are always quite satisfied with themselves, and are at all times ready to censure and criticize the conduct of others. They regard themselves as far superiors to their equals, and their detestable pride urges them to believe that they are indeed worth a great deal more than others. From this I conclude that pride is the source of all vices and the cause of all evils which have occurred, and which are still to come, in the course of Centuries. We carry our blindness so far that often we glorify ourselves on account of things which really ought to cover us with confusion. We could say that this sin accompanies man in what he does or says. Everyone rushes to solicit the praises of the rest of the world, and strives to draw them to himself. In this way are the lives of the great majority of people passed. The door of by which pride enters with greatest ease and strength is the door of wealth. Just as soon as someone improves his possessions and his source of wealth, you will observe him change his mode of life. Observe a person of some standing scrutinising the work of someone else. He will find a hundred faults with it and will say: “Ah, what can you expect? He does not know any better!” Take a young woman who has a shapely figure or who, at any rate, thinks she has. You will see her walking along, picking her steps, full of affectation, with pride which seem to reach the clouds! If she has plenty of clothes, she will leave her wardrobe open so that they can be seen. No, my dear brethren, there is nothing that is quite  ridiculous or stupid as to be ever talking about what we have and what we do. And I will add this to what I have just said. This sin is even more to be feared in people who put on a good show of piety and religion. St. John Vianney, Ora Pro Nobis.

  • ESPEREMOS EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO- 1º Domingo do Advento

    1. PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (ISAÍAS 63 E 64) Pai, somos obras de tuas mãos Senhor, tu és nosso Pai, nosso redentor; eterno é o teu nome. Como nos deixaste andar longe de teus caminhos e endureceste nossos corações para não termos o teu temor? Por amor de teus servos, das tribos de tua herança, volta atrás. Ah! se rompesses os céus e descesses! As montanhas se desmanchariam diante de ti. Desceste, pois, e as montanhas se derreteram diante de ti. Nunca se ouviu dizer nem chegou aos ouvidos de ninguém, jamais olhos viram que um Deus, exceto tu, tenha feito tanto pelos que nele esperam. Vens ao encontro de quem pratica a justiça com alegria, de quem se lembra de ti em teus caminhos. Tu te irritaste, porque nós pecamos; é nos caminhos de outrora que seremos salvos. Todos nós nos tornamos imundície, e todas as nossas boas obras são como um pano sujo; murchamos todos como folhas, e nossas maldades empurram-nos como o vento. Não há quem invoque teu nome, quem se levante para encontrar-se contigo; escondeste de nós tua face e nos entregaste à mercê da nossa maldade. Assim mesmo, Senhor, tu és nosso pai, nós somos barro; tu, nosso oleiro, e nós todos, obra de tuas mãos. 2. SALMO 79 Convertei-nos para que sejamos salvos (Antífona): Iluminai a vossa face sobre nós, convertei-nos, para que sejamos salvos! Ó Pastor de Israel, prestai ouvidos. Vós que sobre os querubins vos assentais, aparecei cheio de glória e esplendor! Despertai vosso poder, ó nosso Deus e vinde logo nos trazer a salvação! Voltai-vos para nós, Deus do universo! Olhai dos altos céus e observai. Visitai a vossa vinha e protegei-a! Foi a vossa mão direita que a plantou; protegei-a, e ao rebento que firmastes! Pousai a mão por sobre o vosso protegido, o filho do homem que escolhestes para vós! E nunca mais vos deixaremos, Senhor Deus! Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome! 3. SEGUNDA LEITURA DA MISSA (1ª CORÍNTIOS 1, 3-9) Os dons do Espírito Santo Irmãos: Para vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Dou graças a Deus sempre a vosso respeito, por causa da graça que Deus vos concedeu em Cristo Jesus: Nele fostes enriquecidos em tudo, em toda palavra e em todo conhecimento, à medida que o testemunho sobre Cristo se confirmou entre vós. Assim, não tendes falta de nenhum dom, vós que aguardais a revelação do Senhor nosso, Jesus Cristo. É ele também que vos dará perseverança em vosso procedimento irrepreensível, até ao fim, até ao dia de nosso Senhor, Jesus Cristo. Deus é fiel; por ele fostes chamados à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso. 4. EVANGELHO (SÃO MARCOS 13, 33-37) Vigiai! Não sabeis quando o Filho voltará Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Cuidado! Ficai atentos, porque não sabeis quando chegará o momento. É como um homem que, ao partir para o estrangeiro, deixou sua casa sob a responsabilidade de seus empregados, distribuindo a cada um sua tarefa. E mandou o porteiro ficar vigiando. Vigiai, portanto, porque não sabeis quando o dono da casa vem: à tarde, à meia-noite, de madrugada ou ao amanhecer. Para que não suceda que, vindo de repente, ele vos encontre dormindo. O que vos digo, digo a todos: Vigiai!” COMENTÁRIO DE SCOTT HAHN O novo ano da Igreja começa com um pedido para que Deus nos visite: “Ah! se rompesses os céus e descesses!”, clama o profeta Isaías na primeira leitura no domingo. Também no salmo de hoje ouvimos a voz angustiada de Israel, implorando a Deus que olhe para baixo do seu trono celestial, para salvar e pastorear seu povo. As leituras desta semana são relativamente breves. Sua linguagem e “mensagem” são aparentemente simples. Mas devemos notar o tom grave e o aspecto penitencial da Liturgia de hoje, nos quais o povo de Israel reconhece a sua pecaminosidade, sua dificuldade de manter a aliança com Deus, sua incapacidade de se salvar. E nós, neste Tempo do Advento, também devemos ver nossa própria vida pessoal através da experiência de Israel. Ao examinar nossa consciência, não percebemos muitas vezes que endurecemos nosso coração, rejeitamos a lei de Deus, nos distanciamos de seus caminhos, refreamos nosso amor? “Deus é fiel”, lembra-nos São Paulo na epístola desta semana. Ele é o nosso Pai. Ele ouviu o grito de seus filhos e desceu do céu para o bem de Israel e para o nosso bem, para nos resgatar de nosso exílio de Deus, para nos restaurar em seu amor. Em Jesus vimos o Pai (João 14,8-9). O Pai fez brilhar o seu rosto sobre nós. Ele é o bom pastor (v. João 10, 11-15) que veio para nos guiar até o reino celestial. Não importa que tenhamos nos desviado para muito longe: Ele nos dará uma nova vida se voltarmos para Ele, se implorarmos ao Seu santo Nome, se prometermos que nunca mais nos afastaremos Dele. Como diz São Paulo nesta semana, Ele nos deu os dons espirituais necessários – sobretudo a Eucaristia e o sacramento da Penitência – para nos fortalecer enquanto aguardamos a última vinda de Cristo. Ele nos manterá firmes até o fim, se permitirmos. Portanto, neste tempo de arrependimento, devemos prestar atenção à advertência que nosso Senhor repete três vezes no Evangelho desta semana: vigiar, pois não sabemos a hora em que retornará o Dono da casa. https://stpaulcenter.com/velen-por-su-llegada-scott-hahn-refleja-sobre-el-1er-domingo-de-adviento/ https://stpaulcenter.com/watch-for-him-scott-hahn-reflects-on-the-first-sunday-of-advent/

  • SANTA CATARINA DE SIENA E A LEPROSA – Sigrid Undeset

    “Em um dos mais pobres dos hospitais da cidade fora internada uma mulher, por nome Cesca, afetada por uma enfermidade repugnante que a impedia de viver entre os seus. Sendo o hospital dos mais pobres, e não possuindo Cesca nada de seu, as religiosas não sabiam como prover-lhe a subsistência. O estado da mulher piorava cada dia, e quando ficou patente tratar-se de lepra, ninguém mais quis ocupar-se dela. Catarina ouviu falar na doente e pediu autorização para ocupar-se dela. Trouxe-lhe medicamentos e víveres, preparava-lhe ela mesma as refeições e lhe lavava o corpo mal cheiroso e coberto de chagas antes de untá-lo com uma pomada apropriada para lhe acalmar as dores e as coceiras. Cesca não era de trato agradável. Catarina prometeu visita-la de manhã e à noite, enquanto vivesse, e a infeliz encontrava como que um triste conforto em atormentar tanto quanto lhe era possível aquela moça sadia e robusta que podia circular livremente pela cidade. Habituou-se a tratá-la como se fosse sua serva; sobrecarregava-a de injúrias e falava-lhe em tom que uma senhora honrada jamais usaria com uma empregada. Tudo o que Catarina fazia era mal feito aos olhos de Cesca. Se acontecia à moça demorar-se um pouco mais na igreja e atrasar-se em chegar ao hospital, a velha megera acolhia-a com sarcasmos: “Seja bem-vinda, nobre senhora, seja bem-vinda, rainha e dona de Fontebranda. Onde passou a rainha toda a sua manhã? Vossa Majestade não se cansa nunca da companhia dos frades?” Atormentando Catarina dessa forma, procurava fazê-Ia encolerizar-se; só conseguia, porém, que esta se desvelasse mais em seus cuidados. “Pelo amor de Deus, minha boa Cesca, não se zangue, tudo estará pronto num instante.” Com toda a delicadeza de que era capaz, tratava da leprosa com a competência profissional que todos lhe reconheciam. Ninguém podia deixar de admirar a solicitude infinita que dedicava à megera de língua viperina e chagas nauseabundas. Não deixava, porém, de atormentar-se em segredo pela alma de Cesca, pois a velha estava evidentemente muito pouco disposta a receber a graça de Deus, e, à mais leve menção do assunto, mostrava-se mais maldosa ainda. Catarina nada podia fazer senão rezar por ela. Lapa intervinha com frequência, procurando evitar para a filha o que lhe parecia um contágio fatal. Catarina, que fundava em Deus toda sua esperança, procurava acalmar os temores da mãe. Chegou, porém, o dia em que se viu forçada a reconhecer nas mãos, que tanto haviam lidado com a leprosa, os sinais insofismáveis da afecção. Não teve um minuto de hesitação. Pouco lhe importava o que sucedesse ao seu corpo, desde que pudesse oferecer ao Esposo uma obra digna de Sua aprovação. Sabia de cor as palavras do Sermão da Montanha. Abandonar a doente naquele momento equivalia a abandonar seu Deus. Cesca morreu, afinal. Frei Raimundo parece acreditar que o sacrifício de Catarina acabou por comover a leprosa a ponto de levá-la a atender às palavras de conforto da jovem, no momento de expirar. O cadáver era um espetáculo horripilante, porém assim mesmo Catarina fez-lhe a última “toilette”, vestiu-o e deitou-o no caixão. Terminado o ofício dos mortos, foi ainda ela a se encarregar com suas próprias mãos do sepultamento, ninguém ousando aproximar-se. Ao erguer-se, porém, de sobre o túmulo recém-coberto, verificou que nas mãos sujas de terra não se viam mais os sinais das chagas; estavam mais alvas e mais belas do que nunca.” (In . Catarina de Siena. Trad. de Maria Helena Amoroso Lima Senise. Rio, Agir, 1956)

  • Dancing with the Devil

    The Virgin Mary, the Mother of God spoke to the bride and said: “My daughter, I want you to know that where there is a dance, there are three things: namely, empty joy, loud shouting, and useless and vain work. But when someone enters the dance house sorrowful or sad, then his friend, who attends in the joy of the dance sees his friend coming there sad and sorrowful, immediately leaves the joy of the dance and separates himself from the dance and mourns with his sorrowing friend. This dance is this world that is always caught up in trouble, even though it seems like joy to foolish men. In this world there are three things: empty joy, frivolous words, and useless work, because everything that a man gathers by his work he must leave behind himself. The one who joins in this worldly dance should consider my labor and sorrow and then mourn with me, who was separated from all worldly joy, and then separate himself from the world. At my Son’s death I was like a woman whose heart had been pierced by five spears. The first spear was His shameful and blameworthy nakedness, for I saw my most beloved and mighty Son stand naked at the pillar without any clothing to cover Him at all. The second spear was the accusation against Him, for they accused Him of being a traitorous betrayer and liar, Him, Whom I knew to be righteous and true and never to have offended or wished to offend or injure anyone. The third spear was His crown of thorns that pierced His sacred head so violently that the blood flowed down into His mouth and His beard and ears. The fourth spear was His sorrowful voice on the cross with which He cried out to the Father, saying: ‘O Father, why have you abandoned Me?’ It was as if He wanted to say: ‘O Father, there is no one who pities Me but You.’ The fifth spear which pierced my heart, was His most bitter and cruel death. My heart was pierced with as many spears as the arteries from which His most precious blood flowed out of Him. In truth, the pain in His pierced sinews, arteries, feet, hands and body went mercilessly to His heart and from the heart back to His sinews; for His heart was healthy and strong and of the finest nature, and life contended long with death; and thus His life was prolonged in the midst of the most bitter pain. But when His death drew near and His heart burst from the unendurable pain, then His whole body shook and His head, which was bent backwards, raised itself a little. His half-closed eyes opened, and likewise His mouth was opened so that His bloodied tongue was seen. His fingers and arms, which were as if paralyzed, stretched themselves out. But when He had given up His spirit, His head sank toward His chest, His hands lowered themselves a little from the place of the wounds and His feet had to bear most of the weight of the body. Then my hands became numb, my eyes were darkened, and my face became pale as a dead man. My ears could hear nothing, my mouth could not speak, my feet trembled, and my body fell to the ground. When I got up from the ground and saw my Son looking horribly disfigured and more miserable than a leper, I submitted my entire will to His, knowing with certainty that everything had happened according to His will and could not have happened unless He had allowed it. I therefore thanked Him for everything, and so there was always some joy mixed with my sadness, because I saw that He, Who had never sinned, had, in His great love, wanted to suffer this much for the sins of mankind. Therefore, may all those who are in the world contemplate how I suffered when my Son died and always have it in front of their eyes and in their thoughts!” Revelations and Prophesies Imparted to St. Bridget of Sweden – Book One: Chapter Twenty-seven http://www.dailycatholic.org/bridge27.htm

  • Fr. Vianney and the Freethinker

    Upon another occasion, among the curious spectators in the Church at Ars, was a highly educated freethinker, a mocker of religion, of the Voltaire stamp. To please his wife he had accompanied her to Ars, in order, as he expressed it, to have a look at “the old buffoon.” With a scornful air, he surveyed the crowd praying devotedly in the Church. Suddenly, the Curé stepped out of the confessional, advanced towards the new arrival, and with an imposing movement of the hand, requested him to go into the sacristy. Astonished and confused, the unbeliever followed the Priest. There Father Vianney sought to bring him to his knees. The latter declared that he had no idea of going to confession, and that he did not believe in it. Father Vianney described to him his past life with surprising accuracy and drew from him the admission that all he had told him was true. The light of faith was forthwith rekindled in the soul of the sinner, who strongly affected, cried out with violent sobs: “My God, I believe, I adore Thee, I love Thee; and beg for forgiveness.” Father Vianney dismissed him with the words, “Dear friend, hold thyself prepared; the good God will call you to himself very soon!” And so it was. Two years later a stroke of apoplexy brought to a sudden end the convert’s life. St. John Vianney, Ora Pro Nobis.

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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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