top of page

Buscar neste site

12408 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Bem-aventurado Urbano II, o papa da primeira Cruzada – 29 de Julho

    O Papa bem-aventurado Urbano II é o Papa responsável por pregar a primeira cruzada! A Primeira Cruzada foi proclamada em 1095 com o objetivo duplo de auxiliar os cristãos ortodoxos do leste e libertar Jerusalém e a Terra Santa do jugo muçulmano. SANTO DO DIA – 29 DE JULHO – BEM-AVENTURADO URBANO II Papa e Confessor Eudes, variante de Odon, Oton, Oto, depois Urbano II, nasceu em Chatillon-sur-Marne, diocese de Soissons, atualmente de Reims, em 1040, numa nobre família. Aluno daquele que seria o fundador da Cartuxa, São Bruno, Eudes, em 1064, era arcediago de Reims, e, logo, depois cônego. Em 1073, estava em Cluny, onde se formou sob a regra beneditina. Quando o grande Papa reformador São Gregório VII, solicitou de Santo Hugo, o Pai, o abade de Cluny, alguns caracteres de valor que os elevasse ao episcopado, Eudes foi-lhe apresentado e, em seguida, feito bispo de Óstia, em 1078. Depois duma legação na Alemanha, destinada a defender o Papado contra os desmandos do imperador Henrique IV, Eudes tornou à Itália. Pouco depois, o grande Papa desaparecia. Vítor III sucedeu ao Santo Padre morto. Todavia, logo deixou o mundo. A 12 de Março de 1088, Eudes foi eleito, assentando-se com muitíssima humildade na cátedra imperecível do Príncipe dos Apóstolos, para governar a cristandade. A Alemanha, então em guerra, era um fardo pesado para a Santa Sé. Henrique IV, com seu antipapa, Clemente III, provocava sérios embaraços na vida religiosa, mas o calmo Urbano eloqüente soube contornar as maquinações que se urdiram. A condessa Matilde, grande amida da Santa Sé, casou-se, em Agosto de 1089, com o jovem Welf, duque da Baviera. Esta aliança da Toscana e da Alemanha do Sul foi o maior obstáculo que se deparou ao imperador. No entanto, conseguiu invadir a Itália, mas em 1092 foi obrigado a retroceder. E o seu papa, que estava em Roma, deixou a cidade, indo-se para Ravena. Destarte, mais e mais, agrupou-se a Itália em torno de Urbano II, cada vez mais firme no posto supremo. Foi no concílio de Clermont, de 1095, convocado pelo Santo Papa, que a idéia da cruzada contra os infiéis triunfou. No século VII, com as conquistas árabes, tomada por eles a Palestina, as peregrinações dos cristãos europeus à Terra Santa não sofreram solução de continuidade. Todavia, os peregrinos que eram bem tratados por aquele povo, tiveram a situação invertida com a invasão dos turcos seldjúcidas, originários do Turquestão, ao norte da Pérsia. Maomé recomendara a guerra santa para a difusão da doutrina. Prometera recompensas aos que morressem combatendo pela fé. Espírito belicoso, os árabes seguiram, sem hesitar, as recomendações do profeta, e, desta maneira, ainda no ano da morte de Maomé, deram início à guerra santa. Em menos de um século de lutas, conquistaram a Palestina, a Síria, a Mesopotâmia, a Armênia, a índia, a Pérsia, todo o norte africano, a península Ibérica. A civilização árabe foi brilhantíssima. As ciências, a literatura, a história, a arquitetura, a indústria, o comércio e a agricultura tiveram grande desenvolvimento. Os novos conquistadores, porém, de espírito mais belicoso, que se tinham feito maometanos, fanáticos maometanos, não manifestaram para com os cristãos a mesma atitude tolerante dos árabes. Apoderando-se de Jerusalém em 1078, principiaram a perseguição aos peregrinos que para lá se dirigiam, perseguição essa que sempre cominava com as mais bárbaras atrocidades. E as crueldades que se perpetravam cresciam dia a dia. Logo a idéia de libertar a terra Santa do jugo infiel começou apoderar-se dos espíritos cristãos. A poesia épica medieval está repleta de versos onde transparece aquele grande desejo do mundo que abraçara a fé católica. Foi no Concílio de Clermont, de 1095, como dissemos, convocado por Urbano II, que tal desejo viu alçado às alturas da realização. A 27 de Novembro daquele ano mesmo de 1095, Urbano II deixou a igreja, onde o concílio terminara e, num vigorosíssimo discurso, solicitou aos cavaleiros do Ocidente que partissem para a libertação dos irmãos do Oriente, oprimidos pelo turco cruel, para a libertação da terra que Deus feito homem pisara e santificara. Não demorou muito, o brado ardoroso, entusiástico de “Deus o quer”! correu a terra. E o povo cristão, sequioso de alistar-se no exército que iria libertar o túmulo de Cristo, acorria em massa. Urbano II, ousadamente, tomou a direção daquela cruzada. A figura de Pedro Eremita impressionava a toda a cristandade, cristandade que jazia como tomada da febre do zelo. E a flor da cavalaria marchou com imensa alegria para a tomada de Jerusalém. Foi um êxito colossal. Bandos infindos de homens, mulheres e crianças rumara, desordenadamente, para a Terra Santa e foram morrendo pelo caminho, vítimas de fome, da sede, do cansaço e das doenças. Não poucos foram massacrados na Alemanha e na Hungria em represália às devastações que iam realizando à medida que passavam, qual nuvem de gafanhotos depredadores. O restante, melancolicamente, foi quase que totalmente exterminado pelos turcos depois da travessia do Bósforo. Mais felizes do que aqueles da primeira arrancada não foram os seiscentos mil infantes e cem mil cavaleiros organizados que partiram no afã sem par de mover guerra aos profanadores. Tomaram Nicéia, depois Antioquia defendida por quatrocentos e cinqüenta torres. Daquele exército, porém, só uma minoria conseguiu avistar Jerusalém. Caíram todos, então de joelhos. E, a soluçar de emoção, choraram de alegria. Era a 15 de Junho de 1099. Poucos dias depois, a 29 do mesmo mês, o grande Urbano II deixava a terra, indo-se para a “bem-aventurada Jerusalém, visão de paz”, sem saber do sucesso que lhe coroava os esforços despendidos. Morto o pontífice, atribuíram-lhe uma infinidade de milagres. Em 1881, a 14 de Julho, Leão XIII confirmou-lhe o culto, culto rendido desde os mais recuados tempos. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 419 à 425) Conheça mais sobre Urbano II Em Clermont-Ferrand, no coração da França, o 27 de novembro de 1095, diante de um Concílio de 13 arcebispos e 225 bispos, o Bem-aventurado Papa Urbano II pregou a primeira cruzada. O espetáculo era comovedor. Um Concílio, sob a presidência de um Papa sentado na Sede de São Pedro: a luz colocada num candelabro para iluminar todos os povos. Aquele que é o foco de irradiação da virtude, na cátedra que ensina a verdade e o bem, se dirige às falanges de Nosso Senhor e de Nossa Senhora para a luta contra o mal. Este homem, como um novo anjo, na cátedra de São Pedro se toma de zelo pela desventura dos lugares Santos. Ele não pode tolerar que os lugares Santos estejam de posse de infiéis. Ele não pode suportar que seja tão difícil chegar até os lugares Santos, para ali prestar culto a Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele, em nome de Nosso Senhor, agindo como seu vigário na Terra, convoca a primeira Cruzada. Eis suas palavras que ficaram registradas para a História: Bem-aventurado Papa Urbano II: a versão mais completa do Sermão da Cruzada Povo dos Francos, povo de além Alpes, povo – como reluz em muitas de vossas ações ‒ eleito e amado por Deus, distinguido entre todas as nações pela posição de vosso país, pela observância da fé católica e pela honra que presta à Santa Igreja, a vós se dirige nosso discurso e nossa exortação. Queremos que vós saibais do lúgubre motivo que nos conduziu até vossas terras; da necessidade ‒ para vós e para todos os fiéis ‒ de conhecerem o motivo que nos impeliu até aqui. Desde Jerusalém e desde Constantinopla chegou até nós, mais de uma vez, uma dolorosa notícia: os turcos, povo muito diverso do nosso, povo de fato afastado de Deus, estirpe de coração inconstante e cujo espírito não foi fiel ao Senhor, invadiu as terras daqueles cristãos, as devastou com o ferro, a rapina e o fogo. Levou parte dos habitantes como prisioneiros até seu país, outra parte matou com infames estragos, e as igrejas de Deus ou as destruiu até os fundamentos ou as entregou ao culto da religião deles. Derrubam os altares após profaná-los imundamente, circuncidam os cristãos e espalham o sangue da circuncisão sobre os altares ou jogam-no nas pias batismais; e àqueles que querem condenar a uma morte vergonhosa perfuram o umbigo, arrancam os genitais, os amarram a um pau e, chicoteando-os, levam-nos pelas ruas, para que com as vísceras de fora, acabem caindo mortos prostrados por terra. Outros se servem deles como alvo de flechas após amarrá-los a um pelourinho; a outros, após obrigá-los a dobrar a cabeça, os atacam com espadas e tentam decapitá-los de um só golpe. O que dizer da violência nefanda praticada com as mulheres, sobre a qual é pior falar do que calar? O reino dos gregos já foi atingido tão gravemente por eles e tão perturbado na sua vida diária que não pode ser atravessado sequer numa viagem de dois meses. A quem, pois, cabe o ônus de vingá-lo e de reconquistá-lo se não a vós a quem Deus, mais de que aos outros povos, concedeu a insigne glória das armas, grandeza de alma, agilidade de corpo, força para humilhar a fundo aqueles que a vós resistem? Que a gesta de vossos antepassados vos mova, que excite vossas almas a atos dignos dela, a probidade e a grandeza de vosso rei Carlos Magno e de Luis seu filho e de outros soberanos vossos que destruíram o reino dos pagãos e até eles estenderam os confines da Igreja. Sobretudo que vos incite o Santo Sepulcro do Senhor, nosso Salvador, que está nas mãos de gentes imundas, e os lugares santos, que agora estão por eles vergonhosamente possuídos e irreverentemente profanados com sua imundície. Não vos detenha o pensamento de alguma propriedade, nenhuma preocupação pelas coisas domésticas, pois esta terra que vós habitais, circundada por todo lado pelo mar ou pelas montanhas, ficou estreita para vossa multidão, não é exuberante de riqueza e apenas fornece do que viver a quem a cultiva. Ó soldados fortíssimos, filhos de pais invictos, não vos mostreis decadentes, mas lembrai-vos da coragem de vossos predecessores; e se vos segura o doce afeto dos filhos, dos pais e das consortes, atentai para o que diz o Senhor no Evangelho: Por isso vós vos ofendeis e vos hostilizais reciprocamente, vós vos fazeis guerra e com frequência vos matais entre vós mesmos. Cessem, pois os ódios intestinos, apaguem-se os contenciosos, aplaquem-se as guerras e sossegue toda discórdia e inimizade. Empreendei o caminho do Santo Sepulcro, arrancai aquela terra àquele povo celerado e submetei-la a vós: ela foi dada por Deus em propriedade aos filhos de Israel; como diz a Escritura, nela correm rios de leite e mel. Jerusalém é o centro do mundo, terra feraz por cima de qualquer outra quase como um paraíso de delícias; o Redentor do gênero humano a tornou ilustre com sua vinda, a honrou com sua passagem, a consagrou com sua Paixão, a redimiu com sua morte, e a tornou insigne com sua sepultura. Exatamente esta cidade real posta no centro do mundo agora é tida em sujeição pelos próprios inimigos e pelos infiéis, feita serva do rito pagão. Ela eleva sua lamentação e anela ser liberada e não cessa de implorar que vós andeis no seu socorro. De vós mais do que qualquer outro povo ela exige ajuda, pois vos tem sido concedida por Deus, por sobre todas as estirpes, a glória das armas. Empreendei, pois este caminho em remissão de vossos pecados, certos da imarcescível glória do reino dos Céus. Ó irmãos amadíssimos, hoje em nós manifestou-se o que o Senhor diz no Evangelho: “Onde dois ou três estarão reunidos em meu nome, Eu estarei no meio deles”. Se o Senhor Deus não tivesse inspirado vossos pensamentos, vossa voz não teria sido unânime; e ainda que tenha ressoado com timbres diversos, foi única, entretanto a sua origem: foi Deus que a suscitou, foi Deus que a inspirou em vossos corações. Seja, pois, esta vossa voz, o vosso grito de guerra, posto que ele vem de Deus. Quando fores ao ataque dos belicosos inimigos, seja este o grito unânime de todos os soldados de Deus: “Deus o quer! Deus o quer!” Nós não convidamos a empreender este caminho aos velhos ou àqueles que não são aptos para portar armas, nem as mulheres; que as mulheres não partam sem seus maridos ou sem irmãos ou sem representantes legítimos: todos estes são mais um impedimento do que uma ajuda, mais um peso do que uma vantagem. Que os ricos sustentem os pobres e levem a seu custo homens prestes para combater. Aos sacerdotes e clérigos de qualquer ordem não seja lícito partir sem licença de seu bispo, porque esta viagem lhes seria inútil sem esse assentimento; e nem sequer aos leigos seja permitido partir sem a bênção de seu sacerdote. Todo aquele que queira cumprir esta santa peregrinação e que faça promessa a Deus e a Ele se tenha consagrado como vítima viva, santa e aceitável, leve sobre seu peito o sinal da Cruz do Senhor. Aquele que, após ter cumprido seu voto queira retornar, dê meia-volta. Cumprirão assim o preceito que o Senhor dá no Evangelho: “Quem não carrega sua cruz e não vem detrás de Mim não é digno de Mim”. Clermont, 27 de novembro de 1095. #SantodoDia

  • Homilia do 17º Domingo do Tempo Comum

    Leia o Evangelho e em seguida escute a homilia do 17º Domingo do Tempo Comum. Anúncio do Evangelho (Mt 13,44-52) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 44“O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O Reino dos Céus é também como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola. 47O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. 48Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. 49Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, 50e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí haverá choro e ranger de dentes. 51Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”. 52Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo o mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. — Palavra da Salvação — Glória a Vós Senhor

  • Homilia do 17º Domingo do Tempo Comum

    Leia o Evangelho e em seguida escute a homilia do 17º Domingo do Tempo Comum. Anúncio do Evangelho (Mt 13,44-52) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 44“O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O Reino dos Céus é também como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola. 47O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. 48Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. 49Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, 50e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí haverá choro e ranger de dentes. 51Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”. 52Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo o mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. — Palavra da Salvação — Glória a Vós Senhor

  • A criação das universidades

    A criação das universidades Talvez em deferência ao politicamente correto de nossos tempos, ou talvez devido a uma inteira ignorância histórica, tem havido muitos esforços recentes para colocar a criação das primeiras Universidades na China, na Índia ou na Pérsia. Uma tentativa clara de tentar desqualificar o cristianismo como uma religião de fundamental importância para a construção do mundo ocidental. Claro, desde os tempos antigos e em muitos dos antigos impérios, havia escolas dedicadas ao ensino religioso, cultura, bem como instituições que abrigavam aqueles dedicados à contemplação e meditação, como havia também no Ocidente. Mas o professor Charles Haskins, especialista em período medieval afirma: “As universidades, assim como as catedrais e os parlamentos, são um produto da Idade Média.” [1] Mas precisamos entender certos aspectos históricos e como as coisas se desenrolaram. O cristianismo medieval foi o responsável por manter a Europa nos eixos após a queda do Império romano e o início das invasões bárbaras. A igreja era a única instituição da época que prezava pelo conhecimento, a ordem e o cultivo do saber, em meio a uma civilização em colapso que estava se desintegrando. Devido a uma série de fatores, como perseguições religiosas e a busca por uma vida isolada para elevação espiritual, a vida monástica começou a surgir no ocidente. E foi posteriormente nos mosteiros onde se deu boa parte do progresso intelectual e tecnológico daquele tempo antigo. Os monges desenvolveram técnicas pioneiras de agricultura e metalurgia, bem como a cópia de textos da literatura clássica greco-romana, como também de manuscritos bíblicos. Não podemos nos esquecer de que o mais antigo exemplar da Bíblia, o Codex Sinaiticus, datando do século IV foi encontrado em um mosteiro próximo ao Monte Sinai. Como afirma o historiador e professor Dr. Mauricio Righi, no prefácio do livro A criação do ocidente: ” Os povos germânicos que invadiram e conquistaram o mundo romano a partir do século V, embora dominassem a metalurgia, encontravam- se, em termos culturais, sociais e econômicos, muito próximos às culturas neolíticas (sem escrita, sem vida urbana e sem Estado organizado). O retrocesso cultural foi simplesmente brutal, e é possível assegurar que a civilização quase desapareceu. Todavia, três séculos mais tarde, o Império Carolíngio era formado, o que propiciou um renascimento das letras e do conhecimento; mais quatro séculos e surgiram as grandes catedrais góticas, as universidades e o pleno desenvolvimento da vida urbana; mais três séculos e meio, navegação ultramarina, capitalismo e ciência apareciam para fundar um novo mundo.”[2] Para falar especificamente sobre as universidades, elas foram a evolução das escolas monacais e do renascimento carolíngio, que foi movimento de revitalização cultural na literatura, cultura e arte. Como explica a historiadora francesa Regine Pernoud: “Estas Universidades são criações eclesiásticas, o prolongamento, de algum modo, das escolas episcopais, das quais diferem no fato de dependerem diretamente do papa e não do bispo do lugar. A bula Parens scientiarum de Gregório IX pode ser considerada como a carta de fundação da Universidade medieval, com os regulamentos promulgados em 1215 pelo cardeal-núncio Roberto de Courçon, agindo em nome de Inocêncio III, e que reconheciam explicitamente aos professores e aos alunos o direito de associação. Criada pelo papado, a Universidade tem um carácter inteiramente eclesiástico: os professores pertencem todos à Igreja, e as duas grandes ordens que ilustram, no século XIII, Franciscana e Dominicana, vão lá, em breve, cobrir-se de glória, com um S. Boaventura e um S. Tomás de Aquino; os alunos, mesmo aqueles que não se destinam ao sacerdócio, são chamados clérigos, e alguns deles usam a tonsura — o que não quer dizer que aí apenas se ensine a teologia, uma vez que o seu programa comporta todas as grandes disciplinas científicas e filosóficas, da gramática à dialética, passando pela música e pela geometria.”[3] As duas primeiras universidades foram fundadas, em Paris e Bolonha respectivamente, em meados do séc. XII. As universidades de Oxford e Cambridge foram fundadas por volta de 1200, seguidas por uma onda de novas instituições no séc. XIII: Toulouse, Orleans, Nápoles, Salamanca, Sevilha, Lisboa, Grenoble, Pádua, Roma, Perúgia, Pisa, Modena, Florença, Praga, Cracóvia, Viena, Heidelberg, Colónia, Ofen, Erfurt, Leipzig, e Rostock. Há o preconceito que não se tratavam de verdadeiras universidades, tendo apenas três ou quatro professores e algumas dezenas de alunos. Na realidade, em meados de séc. XIII, Paris, Bolonha, Oxford e Toulouse tinham entre mil e mil e quinhentos alunos cada, e quinhentos novos alunos entravam anualmente para a Universidade de Paris. Quanto à qualidade, foi nestas mesmas universidades que nasceu a ciência. Recorde-se que eram instituições intensamente cristãs: todos os professores eram ordenados pela Igreja, constituindo a maioria dos primeiros cientistas famosos.[4] E engana-se quem pensa que só se estudava teologia, como a historiadora francesa já demonstrou, a vida intelectual naqueles lugares era efervescente e radiante,  e a busca para compreender os mistérios da criação era intensa, como o historiador Thomas Woods explica:  “Contrariando a impressão geral de que as pesquisas estavam impregnadas de pressupostos teológicos, os estudiosos medievais tinham um grande respeito pela autonomia de tudo quanto se referisse à filosofia natural, um ramo que se ocupava de estudar o funcionamento do mundo físico, particularmente as mudanças e o movimento nesse mundo. Procurando explicações naturais para os fenômenos da natureza, esses pesquisadores mantinham os seus estudos à margem da teologia.” [5] Regine Pernoud explica melhor como era o currículo medieval: “O ensino é dado em latim; divide-se em dois ramos, o trivium, ou as artes liberais: Gramática, Retórica e Lógica, e o quadrivium, quer dizer, as ciências: Aritmética, Geometria, Música e Astronomia; o que, com as três Faculdades de Teologia, Direito e Medicina, forma o ciclo dos conhecimentos. Como método, utiliza-se sobretudo o comentário: lê-se em texto, as Etymologies [Etimologias], de Isidoro de Sevilha, as Sentences [Sentenças’], de Pedro, o Lombardo, um tratado de Aristóteles ou de Séneca, segundo a matéria ensinada, e glosava-se o texto, fazendo todas as observações às quais ele pode dar lugar, do ponto de vista gramatical, jurídico, filosófico, linguístico, etc. Este ensino é, portanto, sobretudo oral; dá um lugar importante à discussão; as Questiones disputate, questões na ordem do dia, tratadas e discutidas pelos candidatos na licenciatura, perante um auditório de professores e alunos, deram, por vezes, lugar a tratados completos de filosofia ou de teologia, e algumas glosas célebres, passadas a escrito, eram elas próprias comentadas e explicadas, na continuação dos cursos.” [6] Bem diferente do pensamento moderno sobre o período medieval, “As Universidades foram centros de intensa vida intelectual , onde os maiores espíritos se enfrentavam em discussões apaixonadas , onde influências complexas provocavam ações e reações , e onde não se hesitava em abordar frontalmente os grandes problemas , lançando mão dos meios de que então se dispunha. A fé, bem longe de ser esterilizante , era o fermento que atuava na massa, obrigando-a a crescer.” [7] Bem diferente do espírito que domina as universidades modernas, onde há notória tendência a um viés ideológico autoritário que é extremamente prejudicial ao debate acadêmico e a produção do saber. As universidades medievais foram essenciais na criação do espírito do ocidente e principalmente para todo o desenvolvimento científico que conhecemos. E o ensinamento cristão de que o universo tinha um criador, de que era ordenado e o homem dotado de espírito racional e que podia desvendar aqueles segredos, deram a base para a construção de toda fundação da ciência medieval. Somente para ilustrar alguns exemplos dos conhecimentos nascidos nas universidades medievais: Jean Buridan (1300-58), reitor da Universidade de Paris, antecipou a primeira lei de movimento de Newton. Copérnico, afirmou que a terra gira sobre o seu próprio eixo. Outro reitor da Universidade de Paris, Nicolau d’Oresme foi (1125-82) com grandes contribuições em mecânica e astronomia. O sacerdote Nicolau Steno, considerado o pai da geologia, Athanasius Kircher, pai da egiptologia, Rogério Boscovich, considerado pai da teoria atômica moderna, Robert Grosseteste, precursor do método científico, Alberto Magno, com grandes contribuições no campo da botânica e teologia, Roger Bacon, que aperfeiçoou as teses de Grosseteste e criou o método científico, William Ockham, Mondino de’Luzzi (1270-1326), que realizou uma dissecção humana em frente de uma audiência de estudantes e professores da Universidade de Bolonha, um fato notório até então, impulsionando os estudos na área da medicina. Dentre tantos outros nomes impossíveis de adicionar, dizem o quanto o cristianismo contribuiu com a ciência e foi essencial no desenvolvimento do pensamento ocidental. Não foi a toa que o papa Inocêncio IV (1243 -1254) descreveu as universidades como “rios de ciência cuja água fertiliza o solo da Igreja universal’’, e o papa Alexandre IV (1254-1261) chamou-as “lâmpadas que iluminam a casa de Deus”. Sabemos que “até o final da Idade Média, pelo menos oitenta universidades foram fundadas em diferentes partes da Europa” [8] E se analisarmos os Estados Unidos, que recebeu grande parte dos imigrantes após o fim da idade média e início das grandes navegações vindos de toda parte da Europa, vemos que a influência do cristianismo os levou a continuar a buscar altos padrões de educação. Tanto que instituições de renome internacional como Harvard, Yale, Darthmouth, Columbia e outras, foram fundadas por movimentos cristãos, em sua maioria protestantes. Como afirma um grande historiador especialista em ciência medieval: A criação das Universidades, o compromisso com a razão e com a argumentação racional e o abrangente espirito de pesquisa que caracterizou a vida intelectual medieval representaram “um dom da Idade Média latina ao mundo moderno […]. ainda que nunca se venha a reconhecê-lo. Talvez esse dom conserve para sempre a condição de segredo mais bem guardado que a civilização ocidental teve durante os quatro séculos passados”. [9] A criação das universidades é apenas uma das inúmeras contribuições cristãs para a civilização ocidental. É impossível negar que a cosmovisão cristã foi essencial nesse processo, não se pode separar o homem das suas crenças mais fundamentais, como o mundo secularizado de hoje tentar fazer. Hoje cientistas em renomadas universidades estudam desde os confins do universo até o interior da célula, escalaram o topo da montanha do progresso, e encontram la uma cruz, fincada por cristãos devotos que estiveram lá muitos séculos antes. Procure obter sabedoria; use tudo o que você possui para adquirir entendimento. Dedique alta estima à sabedoria, e ela o exaltará; abrace-a, e ela o honrará. Provérbios 4 7:8 Referências: [1] Charles Homer Haskins, A Ascensão das Universidades  p.11 [2] Christopher Dawson, A criação do ocidente e a civilização medieval p.25 [3] Regine Pernoud, Luz sobre a Idade Média p.49 [4] Rodney Stark, A Vitória da Razão p.100 [5] Thomas Woods, Como a igreja Católica construiu a civilização ocidental p.55 [6] Regine Pernoud, Luz sobre a Idade Média p.51 [7] Henri Daniel-Rops, História da Igreja de Cristo Vol 3 p.362 [8] Charles Homer Haskins,  A Ascensão das Universidades  p.18 [9] Edward Grant, God and Reason in lhe Middle Ages p.356 Ramon Serrano #históriadaigreja #Universidades

  • Achados arqueológicos confirmam tragédia bíblica

    Descobertas feitas por arqueólogos em Israel confirmam a veracidade do relato bíblico da conquista de Judá pela Babilônia e da queda do Primeiro Templo em Jerusalém. Um fato tão importante que é lembrado pela no calendário hebraico pelo Tisha B’av, um dia de jejum e de luto, que este ano cai na próxima terça-feira. Conforme as descrições bíblicas, em 586 aC, o rei babilônico Nabucodonosor, venceu o rei judeu Zedequias e arrasou a capital, Jerusalém. O capitão babilônio do guarda Nebuzaradan foi então enviado para a cidade, onde, consta no Livro de Jeremias, “queimou a casa do Senhor e a casa do rei; E todas as casas de Jerusalém, todas as casas de todos os grandes, queimaram-no com fogo”. De acordo o arqueólogo da Israel Antiquities Authority (IAA) Joe Uziel, co-diretor das escavações atuais da Cidade de Davi,  as descobertas no declive oriental no sítio, incluindo uma fileira de salas de 2.600 anos e seus interiores – tudo coberto de grossas camadas de cinza de carvão – ajuda a compreender o que aconteceu nos dias que antecederam a destruição. Nas ruínas foram descobertos artefatos raros, incluindo uma estátua de mulher nua, aparentemente egípcia, de marfim, e frascos de cerâmica esmagados com um “selo de roseta” que estaria sendo usado pela realeza na última década antes da queda do Primeiro Templo, de acordo com o co-diretor da IAA, Ortal Chalaf. “Estes selos são característicos do final do período do Primeiro Templo e foram usados ​​pelo sistema administrativo que se desenvolveu no final da dinastia judia. A classificação dos objetos facilitava o controle, supervisão, coleta, comercialização e armazenamento de produtos. A roseta, em essência, substituiu o selo “For the King” usado no sistema anterior “, disse Chalaf. Além disso, os restos carbonizados de madeira, sementes de uva e escamas e ossos de peixe serão catalogados por membros da equipe de cooperação interdisciplinar de arqueólogos da IAA e cientistas do Instituto Weizmann. Ruínas do período da destruição foram primeiro encontradas nos anos 1960. O achado atual, fora dos limites tradicionais da cidade de Jerusalém, indica que ela era maior (e mais importante) do que se dava crédito. Como também sua destruição. Texto retirado de: Revista Aventuras na História

  • J’accuse! – A escola de criminalidade e violência que se tornou a televisão brasileira –

    Dom Lucas Moreira Neves (mais atual do que nunca) Do polêmico manifesto de Emile Zola estou plagiando somente o título – e, se puder, a veemência. Fora isso, não pretendo revisitar nesta crônica o clamoroso affaire Dreyfus. O meu j’accuse é assestado contra a televisão brasileira. E o lanço como brasileiro preocupado com meu País e como bispo responsável por grande número de fiéis. Não quero, de modo algum, generalizar. Estou pronto a excetuar da minha acusação o canal dedicado à educação e cultura e os programas que, nos diferentes canais, contribuem para o crescimento e a elevação cultural e humana da população. Feito isso, e tomando por testemunhas a sociedade brasileira em geral, os pais de família e os educadores em particular, os pastores de Igrejas e líderes religiosos, eu acuso a televisão brasileira pelos seus muitos delitos. Acuso-a de descumprir sistematicamente as funções em vista das quais obteve do governo uma concessão: informar, educar, cultivar, formar consciência e divertir. Em vez disso, ávida somente de pontos no Ibope e de faturamento, ela não hesita em apelar aos instintos mais baixos do homem. Seu pecado mais grave é o que concerne à educação por ser esta a necessidade e as exigências fundamentais no nosso País. Com raras e louváveis exceções, a tevê brasileira não só educa, mas, com requinte de perversidade, deseduca. Abusando dos seus recursos técnicos, do seu poder de persuasão e de penetração nos lares do País inteiro, ela destrói o que outras instâncias pedagógicas e educativas, a duras penas, procuram construir. Acuso a televisão brasileira de ministrar copiosamente à sua clientela os dois ingredientes que, por um curioso fenômeno, andam sempre juntos: a violência e a pornografia. A primeira é servida em filmes para todas as idades. A segunda impera, solta, em qualquer gênero televisivo: telenovelas, entrevistas, programas ditos humorísticos, spots publicitários e clips de propaganda. Há cerca de três anos, em artigo no JB, o editor e jornalista Sérgio Lacerda denunciava que, com sua enxurrada de pornografia, a TV brasileira está formando uma geração de voyeurs. Acuso a televisão do nosso País de estar utilizando aparelhagens e equipamentos sofisticados com o objetivo de imbecilizar faixas inteiras da população. Uma geração de debilóides. O processo se torna consternador e inquietante quando, a pretexto de humor, um instrumento de educação, como a escola, se transforma em “escolinha”, onde o mau gosto, a idiotice, o achincalhe são dados em pasto a crianças, adolescentes e jovens em formação. Em matéria de humor televisivo, aliás, poucos o analisaram tão profundamente como Moacyr Werneck de Castro, ao apontá-lo como verdadeira regressão à infância, por meio de um ‘repertório de boçalidades’ (Humor na Televisão, JB 06/07/91). Acuso a TV brasileira de ser demolidora dos mais autênticos e inalienáveis valores morais, sejam eles pessoais ou sociais, familiares, éticos, religiosos e espirituais. Demolidora porque não somente zomba deles, mas os dissolve na consciência do telespectador e propõe, em seu lugar, os piores contravalores. Neste sentido, é assustadora a empresa de demolição da família e dos mais altos valores familiares – amor, fidelidade, respeito mútuo, renúncia, dom de si – realizada quotidianamente, sobretudo pelas telenovelas. Em lugar disso, o deboche e a dissolução, o adultério, o incesto. Acuso a TV brasileira de ser corruptora de menores, em virtude de programas da mais baixa categoria moral, pelas cenas e pelo palavreado, em horários em que crianças estão diante da caixa mágica. Acuso-a de atentar contra o que há de mais sagrado, como seja, a vida. Não há muitos dias, em programa reprisado, milhares de espectadores viram e ouviram, no diálogo entre um talkman e uma jovem de vinte anos a mais explícita apologia do aborto e o não velado incitamento à supressão de vidas humanas no seu nascedouro. Acuso-a de disseminar, em programas vários, idéias, crenças, práticas e ritos ligados a cultos os mais estranhos. Ela se torna, deste modo, veículo para a difusão de magia, inclusive magia negra, satanismo, rituais nocivos ao equilíbrio psíquico. Acuso a TV brasileira de destilar em sua programação e instilar nos telespectadores, inclusive jovens e adolescentes, uma concepção totalmente aética da vida: triunfo da esperteza, do furto, do ganho fácil, do estelionato. Neste sentido, merecem uma análise à parte as telenovelas brasileiras sob o ponto de vista psicossocial, moral, religioso. Quando foi que, pela última vez, uma novela brasileira abordou temas como os meninos de rua, os sem-teto e sem-trabalho, os marginalizados em geral? Qual foi a novela que propôs ideais nobres de serviço ao próximo e de construção de uma comunidade melhor? Em lugar disso, as telenovelas oferecem à população empobrecida, como modelo e ideal, as aventuras de uma burguesia em decomposição, mas de algum modo atraente. Acuso, enfim, a televisão brasileira de instigar à violência: ‘A televisão brasileira terá de procurar dentro de si as causas da violência que ela desencadeou e de que foi vítima’ (Editorial Estrelas candentes, JB, 06/01/93). ’Já se chamou a atenção para o fato de que o crescimento de rede monopolística da televisão coincida com o crescimento da violência no país e jamais se chegará no âmago da questão enquanto a própria televisão se recusar a assumir sua responsabilidade’ (Editorial Limites da dor, JB, 08/01/93). Ela não pode procurar álibis quando essa violência produz frutos amargos. Quem matou, há dias, uma jovem atriz? Seria ingenuidade não indiciar e não mandar ao banco dos réus uma co-autora do assassinato: a TV brasileira. A novela das oito. E – sinto ter que dizê-lo – a própria novela De corpo e alma. Cardeal, e ex-Primaz do Brasil Dom Lucas Moreira Neves (+ in memorian) Artigo publicado em 13 de janeiro de 1993 no Jornal do Brasil

  • QUERO SER ENSINADO POR DEUS – Jorge de Lima

    De que ponto sopra o vento da instabilidade? Que cansaço de contemplar as pátrias! Quero o antecedente, quero o fim. Quero ser ensinado por Deus. Ciência não me satisfaz. Mundo não me satisfaz. Diabo não me distrai. Quero ser ensinado por Deus. Os apoios terrestres são frágeis. As montanhas são fracas demais. Dai-me a vossa Mão para sair do vácuo. Deus me degole do mundo. Carne não me satisfaz. Não conheço coisas necessárias. Quero ser ensinado por Deus. Tudo é casual nesse charco. Quero ser ensinado por Deus. (Do livro Tempo e eternidade, 1935. O médico católico Jorge de Lima, nascido em 1893 e falecido em 1953, é um dos grandes poetas brasileiros do século XX)

  • Homilia do 16º Domingo do Tempo Comum

    Leia o Evangelho e em seguida escute a homilia do 16º Domingo do Tempo Comum | Ano A Anúncio do Evangelho (Mt 13,24-43) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 24Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. 26Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. 27Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ 28O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ 29O dono respondeu: ‘Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!’” 31Jesus contou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. 32Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos”. 33Jesus contou-lhes ainda uma outra parábola: “O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”. 34Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar parábolas, 35para se cumprir o que foi dito pelo profeta: “Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo”. 36Então Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” 37Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. 39O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifeiros são os anjos. 40Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: 41o Filho do Homem enviará seus anjos, e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; 42e depois os lançarão na fornalha de fogo. Aí haverá choro e ranger de dentes. 43Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”. — Palavra da Salvação — Glória a Vós Senhor

  • Homilia do 16º Domingo do Tempo Comum

    Leia o Evangelho e em seguida escute a homilia do 16º Domingo do Tempo Comum | Ano A Anúncio do Evangelho (Mt 13,24-43) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 24Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. 26Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. 27Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ 28O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ 29O dono respondeu: ‘Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!’” 31Jesus contou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. 32Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos”. 33Jesus contou-lhes ainda uma outra parábola: “O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”. 34Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar parábolas, 35para se cumprir o que foi dito pelo profeta: “Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo”. 36Então Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” 37Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. 39O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifeiros são os anjos. 40Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: 41o Filho do Homem enviará seus anjos, e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; 42e depois os lançarão na fornalha de fogo. Aí haverá choro e ranger de dentes. 43Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”. — Palavra da Salvação — Glória a Vós Senhor

  • A visão do Inferno, mostrada aos Pastorinhos de Fátima

    A VISÃO DO INFERNO, MOSTRADA AOS PASTORINHOS Das memórias da irmã Lúcia: “Momentos depois de termos chegado à Cova de Iria, junto da carrasqueira, entre numerosa multidão de povo, estando a rezar o terço, vimos o reflexo da costumada luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira. – Vossemecê que me quer? – perguntei. – Quero que venham aqui no dia 13 do mês que vem, que continuem a rezar o terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer. Queria pedir-Lhe para nos dizer Quem é, para fazer um milagre com que todos acreditem que Vossemecê nos aparece. – Continuem a vir aqui todos os meses. Em Outubro direi Quem sou, o que quero, e farei um milagre que todos hão-de ver, para acreditar. Aqui, fiz alguns pedidos que não recordo bem quais foram. O que me lembro é que Nossa Senhora disse que era preciso rezarem o terço para alcançarem as graças durante o ano. E continuou: – Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria. Ao dizer estas últimas palavras, abriu de novo as mãos, como nos dois meses passados. O reflexo pareceu penetrar a terra e vimos como que um mar fogo. Mergulhados em esse fogo, os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas em os grandes (incêndios), sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor (deveu ser ao deparar-me com esta vista que dei esse ai! que dizem ter-me ouvido). Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa. Assustados e como que a pedir socorro, levantámos a vista para Nossa Senhora que nos disse, com bondade e tristeza: – Vistes o Inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio Xl começará outra pior. Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia a Meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Leia também: A Total Consagração e a estratégia de Deus para salvar seu povo, revelada por Nossa Senhora em Fátima Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé, etc. Isto não o digais a ninguém. Ao Francisco, sim, podeis dizê-lo. Quando rezais o terço, dizei, depois de cada mistério: Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno; levai as alminhas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem. Seguiu-se um instante de silêncio e perguntei: – Vossemecê não me quer mais nada? – Não. Hoje não te quero mais nada. E, como de costume, começou a elevar-se em direção ao nascente até desaparecer na imensa distância do firmamento”, finalizou Irmã Lúcia. Cem anos atrás, três crianças pastoras em Portugal tiveram uma visão do inferno que as horrorizou tanto a ponto de pensarem que fossem morrer. Viram elas “um grande mar de fogo” onde iam mergulhados “os demônios e as almas” que, em vida, se tinham oposto a Deus e aos seus caminhos. Eles eram “como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas”, “que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que delas mesmas saíam”, “caindo para todos os lados”, “entre gritos e gemidos de dor e desespero”. Foi Nossa Senhora de Fátima quem mostrou às crianças a visão aterrorizante do inferno, lugar “para onde vão as almas dos pobres pecadores”. Pode-se perguntar como, sendo ainda tão criança, Jacinta chegou a compreender e a adquirir um tal espírito de mortificação e penitência. Para a Irmã Lúcia, isto se deve a “uma graça especial que Deus, por meio do Imaculado Coração de Maria, concedeu à pequena pastora”. Mas esse dom divino não veio sozinho. Para essa compreensão ajudou também poderosamente a visão do Inferno e a desgraça dos que ali caem, o que “horrorizou Jacinta a tal ponto, que todas as penitências e mortificações lhe pareciam nada, para conseguir livrar de lá algumas almas”. Com acerto observa a Irmã Lúcia que determinadas pessoas, “mesmo piedosas, não querem falar do Inferno às crianças, para não as assustar. Mas Deus não hesitou em mostrá-lo a três, e uma de 7 anos apenas, a qual Ele sabia que havia de se horrorizar a ponto de lhe causar definhamento”. Essa atitude de Nosso Senhor e de sua Mãe bondosíssima, mostrando aos pastorinhos a visão daquele lugar de tormento, bem mostra como a meditação sobre os castigos eternos é adequada para os homens e mulheres de nossa época, sejam crianças, jovens ou adultos. Constitui ocasião de preciosas graças, não só de conversão, mas também de perseverança e afervoramento na vida espiritual. Hoje, muito mais do que em 1917, as pessoas se entregam ao pecado e a toda espécie de más ações, sem se incomodarem com as conseqüências, não apenas para esta vida, mas, sobretudo, para a outra, correndo o risco de condenação eterna. Jacinta, compreendendo tudo isto muito bem, nunca mais deixou de pensar na desgraça irremediável das almas condenadas ao Inferno. Mais do que tudo, causava-lhe angústia a idéia de um castigo sem fim. Às vezes, sentada numa pedra, punha-se a pensar, e dali a pouco perguntava a Lúcia: – Aquela Senhora disse que muitas almas vão para o Inferno! E nunca mais vão sair de lá? – Não! – E mesmo depois de muitos, muitos anos? – Não! O Inferno não acaba nunca! – Mas, olha: então, depois de muitos e muitos anos, o Inferno ainda não acaba? E aquela gente que está ardendo lá não morre? E não vira cinza?! E, se a gente rezar muito pelos pecadores, Nosso Senhor os livra de lá?! E com os sacrifícios também? Coitadinhos! Temos de rezar e fazer muitos sacrifícios por eles! Depois, lembrando-se das misericordiosas palavras de Maria, acrescentava: – Que boa é aquela Senhora! Já nos prometeu levar para o Céu! Outras vezes, meditando nos sofrimentos reservados aos pecadores que morrem sem arrependimento, Jacinta estremecia de pena, ajoelhava-se e, de mãos postas, recitava a oração que Nossa Senhora lhes tinha ensinado: – Ó meu Jesus! Perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno, levai as alminhas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem. E permanecia assim, muito tempo, de joelhos, repetindo a mesma oração. De vez em quando, chamava pela prima ou pelo irmão, como que acordando de um sonho: – Francisco! Francisco! Vocês estão rezando comigo? É preciso rezar muito para livrar as almas do Inferno! Para lá vão tantas, tantas! Por esse motivo, também a impressionava muito o que Nossa Senhora anunciara a respeito da Segunda Guerra Mundial. Jacinta parecia compreender com muita clareza todas as desgraças que essa guerra traria para a humanidade e, sobretudo, para as almas dos pecadores. Quando Lúcia, vendo-a pensativa, procurava saber com que se preocupava, por vezes respondia: – Nessa guerra que virá. Nas muitas pessoas que vão morrer e ir para o Inferno! Que pena! Se deixassem de ofender a Deus, nem viria a guerra, nem iriam para o Inferno! Em outras ocasiões perguntava-se: – Por que Nossa Senhora não mostra o Inferno aos pecadores?! Se eles o vissem, não mais pecariam, para não irem para lá! Essa preocupação com as almas dos pobres pecadores tornava-se ainda mais viva quando a cristalina virtude de Jacinta chocava-se com alguma má ação ou dito ofensivo a Nosso Senhor. Então encobria a face com as mãos, e dizia: – Ó meu Deus! Esta gente não sabe que, por dizer estas coisas, pode ir para o Inferno?! Perdoai-lhes, meu Jesus, e convertei-os. Com certeza não sabem que com isso ofendem a Deus! Que pena, meu Jesus! Eu rezo por eles. – E logo repetia: – Ó meu Jesus, perdoai-nos… etc. É preciso notar que sabemos, para termos uma ideia do que é esse fogo do inferno, pela fé, que se trata de um verdadeiro fogo. É preciso, portanto, excluir a ideia modernista, de que o fogo do inferno é uma expressão simbólica , que retrata os sofrimentos de caráter moral. Existe no inferno o sofrimento de caráter moral e esse sofrimento é terrível. É a privação de Deus, é o desespero eterno, a pessoa se sente colocada completamente fora de sua própria natureza, posta num pavoroso conflito consigo mesma. Mas ao lado desse sofrimento moral, existe um sofrimento de ordem física. Há um fogo verdadeiro no inferno, que é fogo realmente e esse fogo queima Desse fogo Santo Afonso de Ligório diz o seguinte: “É tão terrível, que a pior chama da terra queima tão pouco em comparação com esse fogo, como uma chama de pintura queima pouco, em comparação com uma chama real da terra” Compreendamos, portanto, o seguinte: os piores fogos que aqui se vêem, não são sequer comparáveis, com os terríveis sofrimentos ardentes do fogo do inferno. É uma meditação muito boa para ser feita. Por isto é que Nossa Senhora quis que aparecesse esse fogo para os pecadores de hoje. Eu costumo, quando vejo alguma chama mais impressionante, lembrar-me do inferno e é uma coisa que faz bem, pois me faz lembrar ou relembrar, que aquele fogo está preparado para mim, está preparado para cada um de nós, se não formos fiéis aos Mandamentos da Lei de Deus.Santa Teresa de Jesus teve a graça de ver o lugar que estava reservado para ela no inferno, se ela não fosse fiel. E era um lugar tremendo, como uma espécie de nicho de forno, de sepultura, onde ela devia entrar dobrada, e ficar dobrada durante toda a eternidade, com o corpo dela, quando se desse a Ressurreição dos mortos. O fogo do inferno é terrível e entra por toda a eternidade. Vale a pena pensar nisto! “Medita nos novíssimos e não pecarás eternamente”. Ora, os Novíssimos são: morte, juízo, inferno e paraíso. Temos que pensar nessas quatro verdades, todas elas nos são necessárias e aqui nós vemos como Nossa Senhora estimula a meditação do inferno. E aí continua a visão do inferno dos três pastorinhos: “Um mar de fogo e mergulhados nesse fogo do horror e das trevas. Então, as figuras que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam”. Que coisa horrorosa: são movidos pelas chamas que saem de dentro deles. Queimam tanto, que deles saem labaredas! Isto é diferente de queimar de fora para dentro. É ter nas próprias entranhas um fogo que queima de um modo horroroso, não devora nada, e andam pelo impulso desse calor. Vejamos o tormento que isto representa…“juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados”. Porém, e apesar desta inimaginável realidade, o homem é tão cego, que não tem medo de fazer frente ao pior sofrimento por toda eternidade. Mas essa visão foi um dom de Nossa Senhora. Se Nossa Senhora quis dar essa visão, quis que ela houvesse, que ela tivesse se dado, quis para o bem de nossa alma. Nós devemos fazer disso um tesouro e devemos meditar nestas coisas ponto por ponto, pois isto nos auxilia e nos aproxima d’Ela. Depois, para o pecador empedernido que se move pela consideração do inferno. Os filhos da Revolução são empedernidos por definição e sem a consideração do inferno, eles não se salvam. É por causa disto que temos que tomar uma visão dessa e meditá-la ponto por ponto, pedindo a Nossa Senhora a virtude do temor de Deus. E irmã Lúcia continua…“entre gritos de desespero que nos horrorizavam e enchiam de pavor. Os demônios se apresentavam como figuras asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, transparentes como negros carvões em brasa”. O demônio é asqueroso, é porco, é todo deformado, é monstruoso em todos os aspectos. E é esse um inimigo que nos atrai a si, e é por causa de tantos “barrabás”, que nós, tragicamente, o preferimos em detrimento à Nosso Senhor Jesus Cristo. E assim, nos condenamos por toda uma eternidade. Foi por esta razão que Nossa Senhora apareceu: ela expressou a sua sincera tristeza porque muitas almas se perdem, elas afundam no inferno; Ela avisou da chegada do comunismo ateu (que na verdade alguns meses mais tarde tomou o poder na Rússia), pediu a conversão e a penitência para evitar a perdição eterna e catástrofes que a escolha do mal atrairá sobre a humanidade e o mundo. Bem, hoje, muitos falsos Católicos, lutam para destruir e derrubar toda esta mensagem da Grande Mãe de Deus. Mas a vidente, simplesmente relatou as palavras da Virgem, aprovadas oficialmente pela Igreja Católica!! Diz a Beata Maria de Jesus Crucificado (1846-1878): “Pequenos cordeiros, permaneceis fiéis. A Santa Virgem, diz que os tempos vão mudar. Vós vereis coisas, que nunca vistes antes”. “A fumaça de satanás de infiltrou na igreja”, agora chega ao seu vértice. A luta entre Deus e o diabo continua. Como o diabo sabe que nada pode contra Deus, “abre a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar o seu nome, o seu tabernáculo e os habitantes do céu”> – (Apoc. 13-6). Já há 50 anos, uma grande confusão e divisão dentro da Igreja Católica e no mundo todo, e no meio desta confusão surgirá o anticristo. Atenta-se contra o sacrifício de Cristo na Cruz. A blasfêmia maior de todas é a de negar o culto devido só a Deus, para dá-lo às criaturas e ao próprio satanás. Cristo derramou seu sangue na cruz para nos salvar. Foi para pagar o pecado de Adão e nos reconduzir ao Pai que Cristo se sacrificou por nós. Agora, anula-se o sacrifício de Cristo. Diz-se : “Não é preciso converter ninguém. Ajude o pobre e vá embora”. Esta afirmação pode parecer bonita e caridosa, porém, ela elimina o sacrifício de Cristo Ajudar o pobre, o menor abandonado, o doente, a viúva desamparada e todos aqueles que precisam, é uma conseqüência do amor à Deus. Se amo à Deus, também amo ao meu próximo, e consequentemente o ajudo naquilo que ele precisa. Enquanto esteve na terra, Cristo ajudou intensamente os necessitados. Ajudar ao próximo é uma obrigação à todo verdadeiro Católico, e que certamente agrada muito à Deus, e vai ajudar no nosso julgamento diante do Pai, pois“seremos julgados pelas nossas obras” – (Rom 2-6). Mas veja bem, o que salva não é a caridade.Jesus quando enviou os doze apóstolos disse: “Ide ao mundo e pregai o evangelho à toda criatura da terra. Aquele que crer e for batizado, será salvo, mas quem não crer será condenado” – (Marcos 16-16). Cuidado, você pode passar a vida toda fazendo caridade, e ir para o inferno. Despreza-se a Cruz de Nosso Salvador, e agora, o ataque às mensagens de Sua Santíssima mãe, e à esta devoção Católica. O que mais parece faltar? Ao contrário da contundente mensagem em Fátima, os inimigos das almas dizem que o inferno não existe mais. O que o diabo quer, é que você não creia mais na existência do inferno, para poder lhe mandar para lá. O que eles não dizem, é que “não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus” – (1Cor 6, 9-10), e também emApocalipse 21.8: “Os tíbios, os infiéis, os depravados, os homicidas, os impuros, os maléficos, os idólatras e todos os mentirosos terão como quinhão o tanque ardente de fogo e enxofre, a segunda morte”. Se lermos as mensagens marianas como Fátima, La Salette, Akita, Lourdes e outras, vamos nos surpreender com o que Maria tem dito. Há certamente a necessidade de uma fervorosa oração a Nossa Senhora de Fátima para proteger a Igreja. O problema é que Deus e sua mãe foram esquecidos e são desprezados por esta geração. Assim sendo, o aviso foi dado. Muita coisa ainda vai acontecer daqui para frente. Fique atento, pois Cristo realmente está voltando para instalar seu definitivo reino de amor. O inferno existe…e também o céu…Não fiquemos de fora deste, o céu Finalizo esta meditação de hoje, com as extraordinárias palavras do Papa Pio XII, quando nos adverte e nos exorta dizendo: “Uma Igreja que relaxa a Lei de Deus, adaptando-a ao gosto dos desejos humanos, em lugar de proclamá-la e defendê-la em voz alta, e que se entrega às cambiantes opiniões de seu tempo? Queridos filhos e filhas! Herdeiros espirituais de uma inumerável legião de confessores e mártires! É essa a Igreja que veneram e amam? Reconheceriam nessa Igreja, o rosto de sua Mãe? Podem imaginar um sucessor do primeiro Pedro, inclinando-se ante estas demandas?”, finaliza Pio XII, Domingo, 20 de fevereiro de 1949. Oras, pode alguém negar que já vivemos tempos como estes? “Ó Imaculado Coração de Maria, que sois sem mancha, fazei-me sem mancha, como sois Vós mesmo”, amém. Equipe Templário de Maria #NossaSenhoradeFátima

  • A visão do Inferno, mostrada aos Pastorinhos de Fátima

    A VISÃO DO INFERNO, MOSTRADA AOS PASTORINHOS Das memórias da irmã Lúcia: “Momentos depois de termos chegado à Cova de Iria, junto da carrasqueira, entre numerosa multidão de povo, estando a rezar o terço, vimos o reflexo da costumada luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira. – Vossemecê que me quer? – perguntei. – Quero que venham aqui no dia 13 do mês que vem, que continuem a rezar o terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer. Queria pedir-Lhe para nos dizer Quem é, para fazer um milagre com que todos acreditem que Vossemecê nos aparece. – Continuem a vir aqui todos os meses. Em Outubro direi Quem sou, o que quero, e farei um milagre que todos hão-de ver, para acreditar. Aqui, fiz alguns pedidos que não recordo bem quais foram. O que me lembro é que Nossa Senhora disse que era preciso rezarem o terço para alcançarem as graças durante o ano. E continuou: – Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria. Ao dizer estas últimas palavras, abriu de novo as mãos, como nos dois meses passados. O reflexo pareceu penetrar a terra e vimos como que um mar fogo. Mergulhados em esse fogo, os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas em os grandes (incêndios), sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor (deveu ser ao deparar-me com esta vista que dei esse ai! que dizem ter-me ouvido). Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa. Assustados e como que a pedir socorro, levantámos a vista para Nossa Senhora que nos disse, com bondade e tristeza: – Vistes o Inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio Xl começará outra pior. Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia a Meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Leia também: A Total Consagração e a estratégia de Deus para salvar seu povo, revelada por Nossa Senhora em Fátima Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé, etc. Isto não o digais a ninguém. Ao Francisco, sim, podeis dizê-lo. Quando rezais o terço, dizei, depois de cada mistério: Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno; levai as alminhas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem. Seguiu-se um instante de silêncio e perguntei: – Vossemecê não me quer mais nada? – Não. Hoje não te quero mais nada. E, como de costume, começou a elevar-se em direção ao nascente até desaparecer na imensa distância do firmamento”, finalizou Irmã Lúcia. Cem anos atrás, três crianças pastoras em Portugal tiveram uma visão do inferno que as horrorizou tanto a ponto de pensarem que fossem morrer. Viram elas “um grande mar de fogo” onde iam mergulhados “os demônios e as almas” que, em vida, se tinham oposto a Deus e aos seus caminhos. Eles eram “como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas”, “que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que delas mesmas saíam”, “caindo para todos os lados”, “entre gritos e gemidos de dor e desespero”. Foi Nossa Senhora de Fátima quem mostrou às crianças a visão aterrorizante do inferno, lugar “para onde vão as almas dos pobres pecadores”. Pode-se perguntar como, sendo ainda tão criança, Jacinta chegou a compreender e a adquirir um tal espírito de mortificação e penitência. Para a Irmã Lúcia, isto se deve a “uma graça especial que Deus, por meio do Imaculado Coração de Maria, concedeu à pequena pastora”. Mas esse dom divino não veio sozinho. Para essa compreensão ajudou também poderosamente a visão do Inferno e a desgraça dos que ali caem, o que “horrorizou Jacinta a tal ponto, que todas as penitências e mortificações lhe pareciam nada, para conseguir livrar de lá algumas almas”. Com acerto observa a Irmã Lúcia que determinadas pessoas, “mesmo piedosas, não querem falar do Inferno às crianças, para não as assustar. Mas Deus não hesitou em mostrá-lo a três, e uma de 7 anos apenas, a qual Ele sabia que havia de se horrorizar a ponto de lhe causar definhamento”. Essa atitude de Nosso Senhor e de sua Mãe bondosíssima, mostrando aos pastorinhos a visão daquele lugar de tormento, bem mostra como a meditação sobre os castigos eternos é adequada para os homens e mulheres de nossa época, sejam crianças, jovens ou adultos. Constitui ocasião de preciosas graças, não só de conversão, mas também de perseverança e afervoramento na vida espiritual. Hoje, muito mais do que em 1917, as pessoas se entregam ao pecado e a toda espécie de más ações, sem se incomodarem com as conseqüências, não apenas para esta vida, mas, sobretudo, para a outra, correndo o risco de condenação eterna. Jacinta, compreendendo tudo isto muito bem, nunca mais deixou de pensar na desgraça irremediável das almas condenadas ao Inferno. Mais do que tudo, causava-lhe angústia a idéia de um castigo sem fim. Às vezes, sentada numa pedra, punha-se a pensar, e dali a pouco perguntava a Lúcia: – Aquela Senhora disse que muitas almas vão para o Inferno! E nunca mais vão sair de lá? – Não! – E mesmo depois de muitos, muitos anos? – Não! O Inferno não acaba nunca! – Mas, olha: então, depois de muitos e muitos anos, o Inferno ainda não acaba? E aquela gente que está ardendo lá não morre? E não vira cinza?! E, se a gente rezar muito pelos pecadores, Nosso Senhor os livra de lá?! E com os sacrifícios também? Coitadinhos! Temos de rezar e fazer muitos sacrifícios por eles! Depois, lembrando-se das misericordiosas palavras de Maria, acrescentava: – Que boa é aquela Senhora! Já nos prometeu levar para o Céu! Outras vezes, meditando nos sofrimentos reservados aos pecadores que morrem sem arrependimento, Jacinta estremecia de pena, ajoelhava-se e, de mãos postas, recitava a oração que Nossa Senhora lhes tinha ensinado: – Ó meu Jesus! Perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno, levai as alminhas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem. E permanecia assim, muito tempo, de joelhos, repetindo a mesma oração. De vez em quando, chamava pela prima ou pelo irmão, como que acordando de um sonho: – Francisco! Francisco! Vocês estão rezando comigo? É preciso rezar muito para livrar as almas do Inferno! Para lá vão tantas, tantas! Por esse motivo, também a impressionava muito o que Nossa Senhora anunciara a respeito da Segunda Guerra Mundial. Jacinta parecia compreender com muita clareza todas as desgraças que essa guerra traria para a humanidade e, sobretudo, para as almas dos pecadores. Quando Lúcia, vendo-a pensativa, procurava saber com que se preocupava, por vezes respondia: – Nessa guerra que virá. Nas muitas pessoas que vão morrer e ir para o Inferno! Que pena! Se deixassem de ofender a Deus, nem viria a guerra, nem iriam para o Inferno! Em outras ocasiões perguntava-se: – Por que Nossa Senhora não mostra o Inferno aos pecadores?! Se eles o vissem, não mais pecariam, para não irem para lá! Essa preocupação com as almas dos pobres pecadores tornava-se ainda mais viva quando a cristalina virtude de Jacinta chocava-se com alguma má ação ou dito ofensivo a Nosso Senhor. Então encobria a face com as mãos, e dizia: – Ó meu Deus! Esta gente não sabe que, por dizer estas coisas, pode ir para o Inferno?! Perdoai-lhes, meu Jesus, e convertei-os. Com certeza não sabem que com isso ofendem a Deus! Que pena, meu Jesus! Eu rezo por eles. – E logo repetia: – Ó meu Jesus, perdoai-nos… etc. É preciso notar que sabemos, para termos uma ideia do que é esse fogo do inferno, pela fé, que se trata de um verdadeiro fogo. É preciso, portanto, excluir a ideia modernista, de que o fogo do inferno é uma expressão simbólica , que retrata os sofrimentos de caráter moral. Existe no inferno o sofrimento de caráter moral e esse sofrimento é terrível. É a privação de Deus, é o desespero eterno, a pessoa se sente colocada completamente fora de sua própria natureza, posta num pavoroso conflito consigo mesma. Mas ao lado desse sofrimento moral, existe um sofrimento de ordem física. Há um fogo verdadeiro no inferno, que é fogo realmente e esse fogo queima Desse fogo Santo Afonso de Ligório diz o seguinte: “É tão terrível, que a pior chama da terra queima tão pouco em comparação com esse fogo, como uma chama de pintura queima pouco, em comparação com uma chama real da terra” Compreendamos, portanto, o seguinte: os piores fogos que aqui se vêem, não são sequer comparáveis, com os terríveis sofrimentos ardentes do fogo do inferno. É uma meditação muito boa para ser feita. Por isto é que Nossa Senhora quis que aparecesse esse fogo para os pecadores de hoje. Eu costumo, quando vejo alguma chama mais impressionante, lembrar-me do inferno e é uma coisa que faz bem, pois me faz lembrar ou relembrar, que aquele fogo está preparado para mim, está preparado para cada um de nós, se não formos fiéis aos Mandamentos da Lei de Deus.Santa Teresa de Jesus teve a graça de ver o lugar que estava reservado para ela no inferno, se ela não fosse fiel. E era um lugar tremendo, como uma espécie de nicho de forno, de sepultura, onde ela devia entrar dobrada, e ficar dobrada durante toda a eternidade, com o corpo dela, quando se desse a Ressurreição dos mortos. O fogo do inferno é terrível e entra por toda a eternidade. Vale a pena pensar nisto! “Medita nos novíssimos e não pecarás eternamente”. Ora, os Novíssimos são: morte, juízo, inferno e paraíso. Temos que pensar nessas quatro verdades, todas elas nos são necessárias e aqui nós vemos como Nossa Senhora estimula a meditação do inferno. E aí continua a visão do inferno dos três pastorinhos: “Um mar de fogo e mergulhados nesse fogo do horror e das trevas. Então, as figuras que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam”. Que coisa horrorosa: são movidos pelas chamas que saem de dentro deles. Queimam tanto, que deles saem labaredas! Isto é diferente de queimar de fora para dentro. É ter nas próprias entranhas um fogo que queima de um modo horroroso, não devora nada, e andam pelo impulso desse calor. Vejamos o tormento que isto representa…“juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados”. Porém, e apesar desta inimaginável realidade, o homem é tão cego, que não tem medo de fazer frente ao pior sofrimento por toda eternidade. Mas essa visão foi um dom de Nossa Senhora. Se Nossa Senhora quis dar essa visão, quis que ela houvesse, que ela tivesse se dado, quis para o bem de nossa alma. Nós devemos fazer disso um tesouro e devemos meditar nestas coisas ponto por ponto, pois isto nos auxilia e nos aproxima d’Ela. Depois, para o pecador empedernido que se move pela consideração do inferno. Os filhos da Revolução são empedernidos por definição e sem a consideração do inferno, eles não se salvam. É por causa disto que temos que tomar uma visão dessa e meditá-la ponto por ponto, pedindo a Nossa Senhora a virtude do temor de Deus. E irmã Lúcia continua…“entre gritos de desespero que nos horrorizavam e enchiam de pavor. Os demônios se apresentavam como figuras asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, transparentes como negros carvões em brasa”. O demônio é asqueroso, é porco, é todo deformado, é monstruoso em todos os aspectos. E é esse um inimigo que nos atrai a si, e é por causa de tantos “barrabás”, que nós, tragicamente, o preferimos em detrimento à Nosso Senhor Jesus Cristo. E assim, nos condenamos por toda uma eternidade. Foi por esta razão que Nossa Senhora apareceu: ela expressou a sua sincera tristeza porque muitas almas se perdem, elas afundam no inferno; Ela avisou da chegada do comunismo ateu (que na verdade alguns meses mais tarde tomou o poder na Rússia), pediu a conversão e a penitência para evitar a perdição eterna e catástrofes que a escolha do mal atrairá sobre a humanidade e o mundo. Bem, hoje, muitos falsos Católicos, lutam para destruir e derrubar toda esta mensagem da Grande Mãe de Deus. Mas a vidente, simplesmente relatou as palavras da Virgem, aprovadas oficialmente pela Igreja Católica!! Diz a Beata Maria de Jesus Crucificado (1846-1878): “Pequenos cordeiros, permaneceis fiéis. A Santa Virgem, diz que os tempos vão mudar. Vós vereis coisas, que nunca vistes antes”. “A fumaça de satanás de infiltrou na igreja”, agora chega ao seu vértice. A luta entre Deus e o diabo continua. Como o diabo sabe que nada pode contra Deus, “abre a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar o seu nome, o seu tabernáculo e os habitantes do céu”> – (Apoc. 13-6). Já há 50 anos, uma grande confusão e divisão dentro da Igreja Católica e no mundo todo, e no meio desta confusão surgirá o anticristo. Atenta-se contra o sacrifício de Cristo na Cruz. A blasfêmia maior de todas é a de negar o culto devido só a Deus, para dá-lo às criaturas e ao próprio satanás. Cristo derramou seu sangue na cruz para nos salvar. Foi para pagar o pecado de Adão e nos reconduzir ao Pai que Cristo se sacrificou por nós. Agora, anula-se o sacrifício de Cristo. Diz-se : “Não é preciso converter ninguém. Ajude o pobre e vá embora”. Esta afirmação pode parecer bonita e caridosa, porém, ela elimina o sacrifício de Cristo Ajudar o pobre, o menor abandonado, o doente, a viúva desamparada e todos aqueles que precisam, é uma conseqüência do amor à Deus. Se amo à Deus, também amo ao meu próximo, e consequentemente o ajudo naquilo que ele precisa. Enquanto esteve na terra, Cristo ajudou intensamente os necessitados. Ajudar ao próximo é uma obrigação à todo verdadeiro Católico, e que certamente agrada muito à Deus, e vai ajudar no nosso julgamento diante do Pai, pois“seremos julgados pelas nossas obras” – (Rom 2-6). Mas veja bem, o que salva não é a caridade.Jesus quando enviou os doze apóstolos disse: “Ide ao mundo e pregai o evangelho à toda criatura da terra. Aquele que crer e for batizado, será salvo, mas quem não crer será condenado” – (Marcos 16-16). Cuidado, você pode passar a vida toda fazendo caridade, e ir para o inferno. Despreza-se a Cruz de Nosso Salvador, e agora, o ataque às mensagens de Sua Santíssima mãe, e à esta devoção Católica. O que mais parece faltar? Ao contrário da contundente mensagem em Fátima, os inimigos das almas dizem que o inferno não existe mais. O que o diabo quer, é que você não creia mais na existência do inferno, para poder lhe mandar para lá. O que eles não dizem, é que “não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus” – (1Cor 6, 9-10), e também emApocalipse 21.8: “Os tíbios, os infiéis, os depravados, os homicidas, os impuros, os maléficos, os idólatras e todos os mentirosos terão como quinhão o tanque ardente de fogo e enxofre, a segunda morte”. Se lermos as mensagens marianas como Fátima, La Salette, Akita, Lourdes e outras, vamos nos surpreender com o que Maria tem dito. Há certamente a necessidade de uma fervorosa oração a Nossa Senhora de Fátima para proteger a Igreja. O problema é que Deus e sua mãe foram esquecidos e são desprezados por esta geração. Assim sendo, o aviso foi dado. Muita coisa ainda vai acontecer daqui para frente. Fique atento, pois Cristo realmente está voltando para instalar seu definitivo reino de amor. O inferno existe…e também o céu…Não fiquemos de fora deste, o céu Finalizo esta meditação de hoje, com as extraordinárias palavras do Papa Pio XII, quando nos adverte e nos exorta dizendo: “Uma Igreja que relaxa a Lei de Deus, adaptando-a ao gosto dos desejos humanos, em lugar de proclamá-la e defendê-la em voz alta, e que se entrega às cambiantes opiniões de seu tempo? Queridos filhos e filhas! Herdeiros espirituais de uma inumerável legião de confessores e mártires! É essa a Igreja que veneram e amam? Reconheceriam nessa Igreja, o rosto de sua Mãe? Podem imaginar um sucessor do primeiro Pedro, inclinando-se ante estas demandas?”, finaliza Pio XII, Domingo, 20 de fevereiro de 1949. Oras, pode alguém negar que já vivemos tempos como estes? “Ó Imaculado Coração de Maria, que sois sem mancha, fazei-me sem mancha, como sois Vós mesmo”, amém. Equipe Templário de Maria #NossaSenhoradeFátima

  • A DIGNIDADE DO SACERDÓCIO CATÓLICO.

    Diz Santo Afonso maria de Ligório: “O empenho com que os demônios trabalham na nossa ruína, deve excitar o nosso zelo, em assegurarmos a salvação. Ó, como esses inimigos terríveis porfiam em perder um padre! Ambicionam com mais ardor a perda dum padre, que a de cem seculares, não só porque a vitória alcançada sobre um padre é para eles um triunfo mais brilhante, mas porque um padre na sua queda arrasta muitos outros desgraçados para o abismo”- (fonte : Santo Afonso de Ligório, trecho retirado do livro “A  Selva” – O Mal da Tibieza no Padre, III). Neste mundo de desamor, de incompreensão, onde há tantos excluídos: os menores de rua, os idosos, os encarcerados, as prostitutas, os doentes, os deficientes, os drogados, os alcoolizados, os desempregados, os que não foram desejados, os abortados, os que não fazem falta. Neste caos de inflação do sexo, da droga, do alcoolismo, endossados pela degeneração da propaganda de televisão assistimos a quebra de nossos valores. Vemos fome, guerra, miséria, famílias desagregadas. Os adultos perderam o sentido da vida e do amor! Deus, que é o amor, deu uma solução para o desamor: deixou a si mesmo, na figura do sacerdote. Quando se pensa que nem a Santíssima Virgem pode fazer o que faz um sacerdote; quando se pensa que nem os anjos, nem os arcanjos, nem São Miguel, nem São Gabriel, nem São Rafael, nem um dos principais daqueles que venceram Lúcifer pode fazer o que faz um sacerdote; quando se pensa que Nosso Senhor Jesus Cristo, na última ceia, realizou um milagre maior que a criação do universo com todos os seus esplendores, ou seja, o de converter o pão e o vinho em seu corpo e seu sangue para alimentar o mundo, e que este portento, diante do qual se ajoelham os anjos e os homens, pode repeti-lo cada dia o sacerdote; quando se pensa em outro milagre que somente um sacerdote pode realizar: perdoar os pecados, e o que liga no fundo de seu humilde confessionário, Deus, obrigado por sua própria palavra, o liga no céu, e o que ele desliga, no mesmo instante desliga Deus; quando se pensa que um sacerdote faz mais falta que um rei, mais que um militar, um banqueiro, um médico, que um professor, porque ele pode substituir a todos e nenhum deles pode substituí-lo; quando se pensa que um sacerdote, quando celebra no altar tem uma dignidade infinitamente maior que um rei; e não é nem um símbolo, nem sequer um embaixador de cristo, podemos dizer com imensa alegria : obrigado sacerdote , por me dar Jesus todos os dias na celebração da Santa Missa. O próprio Cristo que está ali repetindo o maior milagre de Deus. Cristo (…). É o único sacerdote da nova aliança, cuja duração é eterna, infinita. Exerceu na cruz o ofício de sacerdote de modo visível e foi nela a vítima cruenta; nos nossos dias continua a exercer invisivelmente o mesmo ofício e a sacrificar-se, incruentamente, nos nossos altares. Para ser de algum modo visível, fá-lo mediante homens, que investe de seu poder sacerdotal, dizendo-lhes: “Fazei isto em memória de mim”. Daqui provém toda a dignidade do sacerdócio na Igreja Católica. Daqui o apelidar-se o sacerdote católico de “Alter Christus” – outro Cristo – daqui o atribuir-se ao sacerdote católico o que se atribui a Cristo, dizendo dele: “Tu es sacerdos in aeternum secundum ordinem melchisedech” (sl 109, 4). E isto tudo diz do sacerdote católico, porque não é mero instrumento nas mãos de Cristo, como o é a pena com que escrevo, mas é algo mais. Explico-me: o instrumento não merece louvor, honra e glória; pois quem tal tributaria a uma pena, embora concorra para produzir obra prima de literatura? É que a pena age segundo for movida pelo escritor, como causa sua principal; e tanto faz quanto direta e imediatamente é movida; nada mais e nada menos. Não assim o sacerdote; é algo mais nas mãos de Cristo. O sacerdote é mais que instrumento, é mais que mera causa instrumental: é causa ministerial. A causa ministerial consiste em que ela subministra e prepara tudo o que o agente deve ter ou é conveniente que tenha para poder agir. Por tudo isso, amemos e rezemos sempre pela santidade e pela vocação de nossos sacerdotes. Diz Santo Afonso Maria de Ligório, em seu livro “A Selva” em plena concordância com o novo código de direito canônico. Aprovada pelo Ex.mo Rev.mo Sr. Dom Antônio Barbosa Leão, em despacho de 8 de setembro de 1928 – em uma exortação para ordinandos e sacerdotes. Diz o santo doutor: “Dirá talvez o padre tíbio: basta-me que não cometa pecados mortais e que me salve — basta que vos salveis? Não, responde Santo Agostinho: “Visto que sois padre, estais obrigados a trilhar o caminho estreito da perfeição; se seguirdes pela via larga da tibieza, não vos salvareis. Se dizeis: basta, estais perdido”. Segundo São Gregório, “Quem é chamado a salvar-se como santo, e quer salvar-se como imperfeito, não se salvará”. Como vimos acima, é certo que o sacerdote é obrigado a tornar-se santo, quer pela sua qualidade de amigos e ministro de Deus, quer em razão das funções augustas que exerce, não só quando oferece o sacrifício da Missa, mas quando se apresenta como mediador dos homens, diante da sua divina majestade, e quando santifica as almas mediante os sacramentos; porque é para o fazer caminhar na perfeição que o Senhor o cumula de graças e socorros especiais. O padre é tão instruído na lei de Deus, que a ensina aos outros: porque os lábios do sacerdote hão de guardar a ciência, e é da sua boca que os outros aprenderão a lei. Os padres são chamados por são Cirilo — dei intimi familiares. A que dignidade mais alta poderia Deus erguer a um homem, do que fazê-lo sacerdote? Passai revista a todas as honras e dignidades, diz Santo Efrem, e vereis que não há nenhuma que não seja eclipsada pelo sacerdócio. Que honra maior, que nobreza mais assinalada, que ser constituído vigário de Jesus Cristo, seu coadjutor, santificador das almas e ministro dos sacramentos? Dispensadores Regiae Domus: é assim que são próspero chama aos padres. Escolheu o Senhor o padre do meio de tantos outros homens, para ser ministro seu, e para lhe oferecer em sacrifício o seu próprio Filho. Para fazer um bom padre não bastam apenas graças comuns e pouco numerosas; requerem-se graças muito especiais e abundantes. Santo Inácio de Loyola chamou um certo, dia um irmão leigo da sua companhia, que passava uma vida muito tíbia, e falou-lhe assim: “dize-me, irmão meu, que vieste fazer à religião? ” Ele respondeu-lhe: “Vim para servir a Deus”. “Ah, meu irmão, replicou o santo, que disseste? Se me tivesses respondido que foi para servir um cardeal, um príncipe da terra, terias mais desculpa; mas, visto que vistes para servir a Deus, — é assim que o serves?”. Escolheu-o entre todos os homens para oferecer o sacrifício a Deus. Deu-lhe poder sobre o corpo de Jesus Cristo; depôs nas suas mãos as chaves do paraíso; elevou-o acima de todos os reis da Terra e de todos os anjos do céu; numa palavra, fê-lo um Deus na Terra – (fonte: santo Afonso Maria de Ligório, livro “A Selva”. O Mal da Tibieza no Padre, parte II e III) Daqui a dignidade suma e a responsabilidade tremenda do sacerdote, vigário de Cristo. Não é um mero instrumento nas mãos de Cristo-sacerdote; mas é um meio ministerial. Deu-se a Jesus livremente de corpo e alma, para, por seu meio, exercer as funções sacerdotais e perpetuar em sua pessoa o sacerdócio visível cá no mundo. Cristo-sacerdote veria irremediavelmente frustrada a sua obra de redenção, no dia em que já não contasse com um homem sacerdote; não porque não lhe fosse possível uma nova ordem de coisas na grande e maravilhosa economia da redenção do gênero humano, mas porque a suave providência divina assim dispôs. Deus, na sua infinita providência, vigiará e fará com que seu divino Filho possa encontrar sempre, até a consumação dos séculos, homens dignos e fiéis que se prestem com júbilo e alvoroço como suas causas ministeriais, para que possa dispensar, por intermédio deles, os frutos inestimáveis do sacrifício da cruz, renovado de modo incruento no Santo Sacrifício da Missa. Ó grande pontífice! Ó sumo sacerdote, Jesus Cristo, é então verdade que pusestes nestas criaturas, que se dizem homens, os vossos complacentes olhares? “Como a Virgem Maria, dado o seu consentimento, se tornou co-redentora do gênero humano, assim estas criaturas dão o seu consentimento, e tornam-se sacerdotes vossos; antes tornam-se um “outro cristo”! Equipe Padre Rodrigo Maria

  • A DIGNIDADE DO SACERDÓCIO CATÓLICO.

    Diz Santo Afonso maria de Ligório: “O empenho com que os demônios trabalham na nossa ruína, deve excitar o nosso zelo, em assegurarmos a salvação. Ó, como esses inimigos terríveis porfiam em perder um padre! Ambicionam com mais ardor a perda dum padre, que a de cem seculares, não só porque a vitória alcançada sobre um padre é para eles um triunfo mais brilhante, mas porque um padre na sua queda arrasta muitos outros desgraçados para o abismo”- (fonte : Santo Afonso de Ligório, trecho retirado do livro “A  Selva” – O Mal da Tibieza no Padre, III). Neste mundo de desamor, de incompreensão, onde há tantos excluídos: os menores de rua, os idosos, os encarcerados, as prostitutas, os doentes, os deficientes, os drogados, os alcoolizados, os desempregados, os que não foram desejados, os abortados, os que não fazem falta. Neste caos de inflação do sexo, da droga, do alcoolismo, endossados pela degeneração da propaganda de televisão assistimos a quebra de nossos valores. Vemos fome, guerra, miséria, famílias desagregadas. Os adultos perderam o sentido da vida e do amor! Deus, que é o amor, deu uma solução para o desamor: deixou a si mesmo, na figura do sacerdote. Quando se pensa que nem a Santíssima Virgem pode fazer o que faz um sacerdote; quando se pensa que nem os anjos, nem os arcanjos, nem São Miguel, nem São Gabriel, nem São Rafael, nem um dos principais daqueles que venceram Lúcifer pode fazer o que faz um sacerdote; quando se pensa que Nosso Senhor Jesus Cristo, na última ceia, realizou um milagre maior que a criação do universo com todos os seus esplendores, ou seja, o de converter o pão e o vinho em seu corpo e seu sangue para alimentar o mundo, e que este portento, diante do qual se ajoelham os anjos e os homens, pode repeti-lo cada dia o sacerdote; quando se pensa em outro milagre que somente um sacerdote pode realizar: perdoar os pecados, e o que liga no fundo de seu humilde confessionário, Deus, obrigado por sua própria palavra, o liga no céu, e o que ele desliga, no mesmo instante desliga Deus; quando se pensa que um sacerdote faz mais falta que um rei, mais que um militar, um banqueiro, um médico, que um professor, porque ele pode substituir a todos e nenhum deles pode substituí-lo; quando se pensa que um sacerdote, quando celebra no altar tem uma dignidade infinitamente maior que um rei; e não é nem um símbolo, nem sequer um embaixador de cristo, podemos dizer com imensa alegria : obrigado sacerdote , por me dar Jesus todos os dias na celebração da Santa Missa. O próprio Cristo que está ali repetindo o maior milagre de Deus. Cristo (…). É o único sacerdote da nova aliança, cuja duração é eterna, infinita. Exerceu na cruz o ofício de sacerdote de modo visível e foi nela a vítima cruenta; nos nossos dias continua a exercer invisivelmente o mesmo ofício e a sacrificar-se, incruentamente, nos nossos altares. Para ser de algum modo visível, fá-lo mediante homens, que investe de seu poder sacerdotal, dizendo-lhes: “Fazei isto em memória de mim”. Daqui provém toda a dignidade do sacerdócio na Igreja Católica. Daqui o apelidar-se o sacerdote católico de “Alter Christus” – outro Cristo – daqui o atribuir-se ao sacerdote católico o que se atribui a Cristo, dizendo dele: “Tu es sacerdos in aeternum secundum ordinem melchisedech” (sl 109, 4). E isto tudo diz do sacerdote católico, porque não é mero instrumento nas mãos de Cristo, como o é a pena com que escrevo, mas é algo mais. Explico-me: o instrumento não merece louvor, honra e glória; pois quem tal tributaria a uma pena, embora concorra para produzir obra prima de literatura? É que a pena age segundo for movida pelo escritor, como causa sua principal; e tanto faz quanto direta e imediatamente é movida; nada mais e nada menos. Não assim o sacerdote; é algo mais nas mãos de Cristo. O sacerdote é mais que instrumento, é mais que mera causa instrumental: é causa ministerial. A causa ministerial consiste em que ela subministra e prepara tudo o que o agente deve ter ou é conveniente que tenha para poder agir. Por tudo isso, amemos e rezemos sempre pela santidade e pela vocação de nossos sacerdotes. Diz Santo Afonso Maria de Ligório, em seu livro “A Selva” em plena concordância com o novo código de direito canônico. Aprovada pelo Ex.mo Rev.mo Sr. Dom Antônio Barbosa Leão, em despacho de 8 de setembro de 1928 – em uma exortação para ordinandos e sacerdotes. Diz o santo doutor: “Dirá talvez o padre tíbio: basta-me que não cometa pecados mortais e que me salve — basta que vos salveis? Não, responde Santo Agostinho: “Visto que sois padre, estais obrigados a trilhar o caminho estreito da perfeição; se seguirdes pela via larga da tibieza, não vos salvareis. Se dizeis: basta, estais perdido”. Segundo São Gregório, “Quem é chamado a salvar-se como santo, e quer salvar-se como imperfeito, não se salvará”. Como vimos acima, é certo que o sacerdote é obrigado a tornar-se santo, quer pela sua qualidade de amigos e ministro de Deus, quer em razão das funções augustas que exerce, não só quando oferece o sacrifício da Missa, mas quando se apresenta como mediador dos homens, diante da sua divina majestade, e quando santifica as almas mediante os sacramentos; porque é para o fazer caminhar na perfeição que o Senhor o cumula de graças e socorros especiais. O padre é tão instruído na lei de Deus, que a ensina aos outros: porque os lábios do sacerdote hão de guardar a ciência, e é da sua boca que os outros aprenderão a lei. Os padres são chamados por são Cirilo — dei intimi familiares. A que dignidade mais alta poderia Deus erguer a um homem, do que fazê-lo sacerdote? Passai revista a todas as honras e dignidades, diz Santo Efrem, e vereis que não há nenhuma que não seja eclipsada pelo sacerdócio. Que honra maior, que nobreza mais assinalada, que ser constituído vigário de Jesus Cristo, seu coadjutor, santificador das almas e ministro dos sacramentos? Dispensadores Regiae Domus: é assim que são próspero chama aos padres. Escolheu o Senhor o padre do meio de tantos outros homens, para ser ministro seu, e para lhe oferecer em sacrifício o seu próprio Filho. Para fazer um bom padre não bastam apenas graças comuns e pouco numerosas; requerem-se graças muito especiais e abundantes. Santo Inácio de Loyola chamou um certo, dia um irmão leigo da sua companhia, que passava uma vida muito tíbia, e falou-lhe assim: “dize-me, irmão meu, que vieste fazer à religião? ” Ele respondeu-lhe: “Vim para servir a Deus”. “Ah, meu irmão, replicou o santo, que disseste? Se me tivesses respondido que foi para servir um cardeal, um príncipe da terra, terias mais desculpa; mas, visto que vistes para servir a Deus, — é assim que o serves?”. Escolheu-o entre todos os homens para oferecer o sacrifício a Deus. Deu-lhe poder sobre o corpo de Jesus Cristo; depôs nas suas mãos as chaves do paraíso; elevou-o acima de todos os reis da Terra e de todos os anjos do céu; numa palavra, fê-lo um Deus na Terra – (fonte: santo Afonso Maria de Ligório, livro “A Selva”. O Mal da Tibieza no Padre, parte II e III) Daqui a dignidade suma e a responsabilidade tremenda do sacerdote, vigário de Cristo. Não é um mero instrumento nas mãos de Cristo-sacerdote; mas é um meio ministerial. Deu-se a Jesus livremente de corpo e alma, para, por seu meio, exercer as funções sacerdotais e perpetuar em sua pessoa o sacerdócio visível cá no mundo. Cristo-sacerdote veria irremediavelmente frustrada a sua obra de redenção, no dia em que já não contasse com um homem sacerdote; não porque não lhe fosse possível uma nova ordem de coisas na grande e maravilhosa economia da redenção do gênero humano, mas porque a suave providência divina assim dispôs. Deus, na sua infinita providência, vigiará e fará com que seu divino Filho possa encontrar sempre, até a consumação dos séculos, homens dignos e fiéis que se prestem com júbilo e alvoroço como suas causas ministeriais, para que possa dispensar, por intermédio deles, os frutos inestimáveis do sacrifício da cruz, renovado de modo incruento no Santo Sacrifício da Missa. Ó grande pontífice! Ó sumo sacerdote, Jesus Cristo, é então verdade que pusestes nestas criaturas, que se dizem homens, os vossos complacentes olhares? “Como a Virgem Maria, dado o seu consentimento, se tornou co-redentora do gênero humano, assim estas criaturas dão o seu consentimento, e tornam-se sacerdotes vossos; antes tornam-se um “outro cristo”! Equipe Padre Rodrigo Maria

  • A VERDADE E O ERRO, NÃO ESTÃO EM PÉ DE IGUALDADE

    Diz sua Santidade, o Papa Leão XIII: “Tolerar que todas as religiões são iguais, é o mesmo que ateísmo”. Lemos em Apocalipse: “Toda a Terra se maravilhou após a besta, e adoraram o dragão, porque deu a sua autoridade à besta. Adoraram a besta, dizendo: “Quem há semelhante à besta, e quem pode pelejar contra ela?”. Vi, então, outra fera subir da Terra. Tinha dois chifres como um cordeiro, mas falava como um dragão. Ela exercia todo o poder da primeira fera, sob a vigilância desta, e fez com que a Terra e os seus habitantes adorassem a primeira fera” – (apocalipse 13). Deus cega aos que não resistem ao erro, aos que não querem defender a verdade. Diz na Sagrada Escritura: “Todo aquele que caminha sem rumo e não permanece na doutrina de Cristo, não tem Deus. Quem permanece na doutrina, este possui o Pai e o Filho. Se alguém vier a vós sem trazer está doutrina, não o recebais em vossa casa, nem o saudeis. Porque quem o saúda toma parte em suas obras más” – (2 João 9-11). Muitos hoje, dentro da Igreja Católica, seguem por um caminho contrário dos santos, doutores da Igreja e papas. (Sem falar nos mártires que morreram defendendo com seu sangue a Santa Igreja Católica). Não será dever de um católico julgar entre a fé que lhe ensinam hoje e a que foi ensinada durante vinte séculos de tradição da Igreja? Não ensinam mais a fé católica. Não defendem mais a fé católica. Eles arrastam a igreja para algo diferente da Igreja Católica. E como diz São Pio X: “E o que exige que sem demora falemos, é antes de tudo que os fautores do erro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos”. A verdade e o erro não estão em pé de igualdade. Isso seria colocar Deus e o Diabo em pé de igualdade, visto que o Diabo é o pai da mentira, o pai do erro. Devemos ser os continuadores da Igreja Católica. Estou com vinte séculos de Igreja, e estou com todos os santos do céu! Em relação ao ecumenismo, ou melhor dizendo, à unidade cristã, e ao legítimo diálogo religioso entre cristãos, é essa a única forma de caridade que todo católico deve objetivar: trazer à verdadeira e única Igreja aos cristãos para que tenham acesso aos sacramentos e à verdade. O ecumenismo não é a modificação da fé e doutrina católica. Não se trata de mudar o significado dos dogmas, de adaptar a verdade aos gostos de uma época!Em, São Mateus 16, 23,diz assim: “Mas Jesus, voltando-se para ele, disse-lhe: afasta-te, Satanás! Tu és para mim um escândalo; teus pensamentos não são de Deus, mas dos homens!”.Quando Nosso Senhor, lamentavelmente, não reina pelos benefícios ligados à sua presença, reina por todas as calamidades inseparáveis de sua ausência. Diz o Papa Agatão: “Quem reza com hereges, é um herege”.Não podemos esquecer, sobre o mais importante de todas as coisas, o objetivo santo de nossa religião: a salvação das almas!! O Papa Pio XI  lembrava que “a única religião verdadeira é a Católica, e que a igreja de Deus tem que ser visível, enquanto que os ecumênicos julgam que a igreja perceptível é uma federação de várias comunidades cristãs, embora aderentes cada uma delas a doutrinas opostas entre si” – (Pio XI, carta encíclica mortalium animos, 8). Não podemos ir contra as tradições e dogmas da Santa Igreja Católica, contrariando os ensinamentos das Sagradas Escrituras, dos santos, doutores e papas, com declarações que colocam a “perigo” toda a fé católica. “Todo aquele que caminha sem rumo e não permanece na doutrina de Cristo, não tem Deus. Quem permanece na doutrina, este possui o Pai e o Filho.Não podemos, se formos de fato, verdadeiramente católicos, ter a missão de confundir as pessoas, difundir o erro e destruir o verdadeiro catolicismo, sob a guisa de ser “misericordioso” e “humilde”, com o pretexto da paz e do amor, somente para agradar e fazer a vontade dos homens, e não a de Deus – “Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus” (São João 12, 43) – mais uma vez, não podemos substituir a doutrina bimilenar da Santa Igreja, por uma atitude pastoral. Não existe atitude pastoral, separada do ensinamento perene das Sagradas Escrituras, da Doutrina, da Tradição, dos Dogmas, dos Mandamentos e do Magistério da Igreja. Eis a íntegra do parágrafo 675 do Catecismo da Igreja Católica: “Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes. A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na Terra, porá a descoberto o «mistério da iniquidade», sob a forma duma impostura religiosa, que trará aos homens uma solução aparente para os seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A suprema impostura religiosa é a do Anticristo, isto é, dum pseudo messianismo em que o homem se glorifica a si mesmo, substituindo-se a Deus e ao Messias Encarnado”. Não podemos, em nome de um falso ecumenismo, tentar unir as religiões, sob a alegação de que assim teremos a paz. Esta é a impostura religiosa de que fala São João Paulo II no catecismo, no trecho que acabamos de ler. Todos sabemos que, o único que pode nos trazer a paz, é Jesus Cristo, através de sua Igreja, a católica, e não a união das religiões, por isso o catecismo alerta que esta será uma solução aparente para o problema, às custas da apostasia da verdade, ou seja, do abandono da verdade, que é Cristo. Quando esta impostura religiosa estiver concretizada, o anticristo dirá que é o messias desta nova religião, glorificando-se a si mesmo, no lugar de Deus, e de Jesus, o verdadeiro messias encarnado. Infelizmente, esta situação vai abalar a fé dos crentes, pois muitos seguirão a falso messias. Ele se auto proclamará o Cristo dos cristãos, o Messias dos judeus, o Madi dos muçulmanos, o Buda dos budistas, e assim por diante. João Paulo II tinha explicado que “avisar sobre o pecado e o risco da condenação é o maior amor maternal da Igreja”. Esta deve ser a tarefa básica do Papa: o mandato de Jesus Cristo a Pedro é confirmar a fé dos nossos irmãos, para não confundir, perturbar e induzir em erro. De acordo com o evangelho – para falar com absoluta clareza, como disse Jesus:  sim (em caso afirmativo) ou não (em caso negativo). Mais do que isso, vem do maligno “(MT 05:37). Alocução de sua Santidade Papa São João Paulo II a 6 de fevereiro de 1981: “Os cristãos de hoje em grande parte, se sentem perdidos, confusos, perplexos e mesmo decepcionados. De todos os lados espalharam-se ideias que contradizem a verdade que foi revelada e sempre ensinada. Verdadeiras heresias foram divulgadas nos domínios do dogma e da moral, suscitando dúvidas, confusão, rebelião. A própria liturgia foi violada. Mergulhados num relativismo intelectual e moral, os cristãos são tentados por um iluminismo vagamente moralista por um cristianismo sociológico, sem dogma definido e sem moralidade objetiva”. Para se manter no caminho de Deus, firmes na fé e verdade, durante a crise atual da igreja, nós simplesmente precisamos seguir o ensinamento de São Paulo mantendo a tradição, sempre ensinada e defendida pelos santos, doutores e papas. Diz na Sagrada Escritura: “E pelo anúncio do nosso evangelho vos chamou para tomardes parte na glória de Nosso Senhor Jesus Cristo. Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa” – (II Tessalonicenses 2, 14-15). Devemos, portanto, permanecer apegados á Nosso Senhor Jesus Cristo. Devemos ficar fieis á Nosso Senhor, Rei, Príncipe e dominador do mundo inteiro. Nós não podemos mudar nada nesta linha de conduta. Oras, chegará o dia em que teremos que provar ao mundo que a grama é verde!! Que conclusão pode tirar de tudo isso o católico, sobre este falso ecumenismo ensinado hoje? Que todas as religiões se equivalem, que ele poderia muito bem obter sua salvação com os budistas ou os protestantes? Ele corre o risco de perder a fé na Santa Igreja. É bem o que se lhe sugere; quer-se submeter a Igreja ao direito comum, quer-se pô-la no mesmo plano que as outras religiões, recusa-se a dizer, mesmo entre muitos sacerdotes, os seminaristas e os professores de seminário, que a Igreja Católica é a única igreja, que ela possui a verdade, que somente ela é capaz de dar a salvação aos homens por Jesus Cristo. Agora se diz abertamente: “A Igreja não é senão um fermento espiritual na sociedade, mas em pé de igualdade com as outras religiões, um pouco mais que as outras, talvez…” aceita-se em rigor, e nem sempre, em conferir-lhe uma ligeira superioridade. Neste caso, a igreja seria apenas útil, não mais necessária. Ela constituiria apenas mais um dos meios de alcançar a salvação. É preciso dizê-lo claramente, uma tal concepção se opõe dum modo radical ao próprio dogma da Igreja Católica. A Igreja é a única arca da salvação, nós não devemos ter medo de afirmá-lo. Vós frequentemente ouvistes dizer. “Fora da Igreja não há salvação” e isto choca as mentalidades contemporâneas. É fácil fazer crer que este princípio não está mais em vigor, que se renunciou a ele. Parece ser de uma severidade excessiva. Entretanto, nada mudou, nada pode ser mudado neste domínio, e nada nuca mudará!! Nosso Senhor não fundou várias igrejas, mas só uma. Não há senão uma só cruz pela qual nós possamos salvar e está cruz foi dada à Igreja Católica; ela não foi dada às outras. À sua Igreja, que é sua Esposa Mística, Cristo deu todas as suas graças. Nenhuma graça será distribuída ao mundo, na história da humanidade, sem passar por ela, que não seja através dela. Aqueles que reclamam da intolerância ouvindo a fórmula de São Cipriano “Fora da Igreja não há salvação”, rejeitam o Credo: “Creio na Igreja, una, santa, católica, apostólica”. Não há salvação por meio do Islão ou pelo Xintoísmo. Não há igreja budista no céu, nem igreja protestante. São coisas que podem parecer duras de ouvir, mas esta é a verdade. Não fui eu quem fundou a Igreja, foi Nosso Senhor, o Filho de Deus. Nós, católicos, somos obrigados a dizer a verdade. Desde o martírio de Santo Estevão, o primeiro a dar sua vida por Cristo e o qual por esta razão se festeja no dia seguinte ao do Natal, 26 de dezembro, os apóstolos puseram-se a caminho para ir difundir a Boa Nova, na Bacia do Mediterrâneo; tê-lo-iam feito se soubesse que haveria salvação também no culto de Cibele ou pelos mistérios de Eleusis? Por que Nosso Senhor lhes teria dito: “Ide evangelizar às nações”? É assombroso que hoje em dia alguns pretendam deixar cada um seguir o seu caminho para Deus segundo as crenças em vigor no seu “meio cultural”. A um padre que queria converter crianças muçulmanas, o seu bispo disse: “Não vos preocupais em convertê-las, fazei delas boas muçulmanas, será muito melhor do que torná-las católicas”! Um escândalo!! Uma vergonha!! Os que deram esta resposta assumiram uma grave responsabilidade diante de Deus. Não se altera a doutrina, não se alteram os ensinamentos. Paulo nos adverte sobre esta situação em II Tessalonicenses 2,1-4: “Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniquidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus”. Aqui Paulo nos faz uma revelação muito importante: é preciso que primeiro se manifeste o Anticristo, para que Jesus concretize a sua segunda vinda, ou seja, para que Jesus volte para julgar os vivos e os mortos e para implantar, aqui nesta Terra o seu definitivo reino de amor – (Isaías 65, 13-25, Apocalipse 21, 1-4). Disse o padre Emanuel, ainda no século XIX: “Malditos os cristãos que suportam sem indignação que seu adorável salvador seja posto lado a lado com outras seitas e mestres. E Deus, infinitamente bom, vendo a decadência da raça humana, abreviará os dias, por amor ao pequeno número dos que deverão ser salvos, porque o inimigo desejaria arrastar até mesmo os eleitos a tentação, se tal fosse possível. Então a espada do castigo virá de repente e derrubará o corruptor e seus servidores”. Não dá para cultivar a paz e o amor do “mundo”, esquecendo do amor a verdade de Cristo. O “preço” de cultivar essa paz e amor mundano, que agrada aos homens e não a Deus, será cair na “armadilha” que Satanás preparou para o fim dos tempos, fazendo que a maioria dos católicos, caia na apostasia e no erro, de aceitar que “todos” os caminhos levem a “salvação” e a Deus. Onde todas as religiões e seitas levam a Deus e ninguém necessita mais se converter a única e verdadeira Igreja, todos se salvam, e todos os caminhos levam a Deus, dizem os ecumenistas, já a serviço do Anticristo, oculto nas sombras do mundo. Disse são Gregório Magno: “A Igreja, nos últimos tempos, será espoliada da sua virtude. O espírito profético esconder-se-á, não mais terá a graça de curar, terá diminuta a graça da abstinência, o ensino esvair-se-á, reduzir-se-á, senão desaparecerá de todo o poder dos prodígios e dos milagres”. Não preguemos a paz, de maneira mentirosa e enganadora, que leva a condenação eterna, e não á salvação eterna. Preguemos a paz como nos ensina a Santa Igreja, através de um santo: “E sim, peçamos a paz, tal como é compreendida e desejada pelos filhos de Deus; uma paz digna deste nome, que a Sagrada Escritura de modo algum separa da verdade, da justiça e da graça; esta é a paz da Igreja: o tranquilo cumprimento da lei cristã, o pacífico desenvolvimento das obras da fé e caridade, a afirmação pública da verdade e dos preceitos do evangelho, a conformidade das leis e instituições humanas com a doutrina e o ensinamento moral de Jesus Cristo, a contínua resistência ao príncipe das trevas e a todos aqueles que propagam as suas perversas máximas” – Dom Giuseppe Melchiorre Sarto, então bispo de Mântua — futuro Papa São Pio X, alocução de 3 de setembro de 1889. Esta é a paz da Igreja!!

  • A VERDADE E O ERRO, NÃO ESTÃO EM PÉ DE IGUALDADE

    Diz sua Santidade, o Papa Leão XIII: “Tolerar que todas as religiões são iguais, é o mesmo que ateísmo”. Lemos em Apocalipse: “Toda a Terra se maravilhou após a besta, e adoraram o dragão, porque deu a sua autoridade à besta. Adoraram a besta, dizendo: “Quem há semelhante à besta, e quem pode pelejar contra ela?”. Vi, então, outra fera subir da Terra. Tinha dois chifres como um cordeiro, mas falava como um dragão. Ela exercia todo o poder da primeira fera, sob a vigilância desta, e fez com que a Terra e os seus habitantes adorassem a primeira fera” – (apocalipse 13). Deus cega aos que não resistem ao erro, aos que não querem defender a verdade. Diz na Sagrada Escritura: “Todo aquele que caminha sem rumo e não permanece na doutrina de Cristo, não tem Deus. Quem permanece na doutrina, este possui o Pai e o Filho. Se alguém vier a vós sem trazer está doutrina, não o recebais em vossa casa, nem o saudeis. Porque quem o saúda toma parte em suas obras más” – (2 João 9-11). Muitos hoje, dentro da Igreja Católica, seguem por um caminho contrário dos santos, doutores da Igreja e papas. (Sem falar nos mártires que morreram defendendo com seu sangue a Santa Igreja Católica). Não será dever de um católico julgar entre a fé que lhe ensinam hoje e a que foi ensinada durante vinte séculos de tradição da Igreja? Não ensinam mais a fé católica. Não defendem mais a fé católica. Eles arrastam a igreja para algo diferente da Igreja Católica. E como diz São Pio X: “E o que exige que sem demora falemos, é antes de tudo que os fautores do erro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos”. A verdade e o erro não estão em pé de igualdade. Isso seria colocar Deus e o Diabo em pé de igualdade, visto que o Diabo é o pai da mentira, o pai do erro. Devemos ser os continuadores da Igreja Católica. Estou com vinte séculos de Igreja, e estou com todos os santos do céu! Em relação ao ecumenismo, ou melhor dizendo, à unidade cristã, e ao legítimo diálogo religioso entre cristãos, é essa a única forma de caridade que todo católico deve objetivar: trazer à verdadeira e única Igreja aos cristãos para que tenham acesso aos sacramentos e à verdade. O ecumenismo não é a modificação da fé e doutrina católica. Não se trata de mudar o significado dos dogmas, de adaptar a verdade aos gostos de uma época!Em, São Mateus 16, 23,diz assim: “Mas Jesus, voltando-se para ele, disse-lhe: afasta-te, Satanás! Tu és para mim um escândalo; teus pensamentos não são de Deus, mas dos homens!”.Quando Nosso Senhor, lamentavelmente, não reina pelos benefícios ligados à sua presença, reina por todas as calamidades inseparáveis de sua ausência. Diz o Papa Agatão: “Quem reza com hereges, é um herege”.Não podemos esquecer, sobre o mais importante de todas as coisas, o objetivo santo de nossa religião: a salvação das almas!! O Papa Pio XI  lembrava que “a única religião verdadeira é a Católica, e que a igreja de Deus tem que ser visível, enquanto que os ecumênicos julgam que a igreja perceptível é uma federação de várias comunidades cristãs, embora aderentes cada uma delas a doutrinas opostas entre si” – (Pio XI, carta encíclica mortalium animos, 8). Não podemos ir contra as tradições e dogmas da Santa Igreja Católica, contrariando os ensinamentos das Sagradas Escrituras, dos santos, doutores e papas, com declarações que colocam a “perigo” toda a fé católica. “Todo aquele que caminha sem rumo e não permanece na doutrina de Cristo, não tem Deus. Quem permanece na doutrina, este possui o Pai e o Filho.Não podemos, se formos de fato, verdadeiramente católicos, ter a missão de confundir as pessoas, difundir o erro e destruir o verdadeiro catolicismo, sob a guisa de ser “misericordioso” e “humilde”, com o pretexto da paz e do amor, somente para agradar e fazer a vontade dos homens, e não a de Deus – “Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus” (São João 12, 43) – mais uma vez, não podemos substituir a doutrina bimilenar da Santa Igreja, por uma atitude pastoral. Não existe atitude pastoral, separada do ensinamento perene das Sagradas Escrituras, da Doutrina, da Tradição, dos Dogmas, dos Mandamentos e do Magistério da Igreja. Eis a íntegra do parágrafo 675 do Catecismo da Igreja Católica: “Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes. A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na Terra, porá a descoberto o «mistério da iniquidade», sob a forma duma impostura religiosa, que trará aos homens uma solução aparente para os seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A suprema impostura religiosa é a do Anticristo, isto é, dum pseudo messianismo em que o homem se glorifica a si mesmo, substituindo-se a Deus e ao Messias Encarnado”. Não podemos, em nome de um falso ecumenismo, tentar unir as religiões, sob a alegação de que assim teremos a paz. Esta é a impostura religiosa de que fala São João Paulo II no catecismo, no trecho que acabamos de ler. Todos sabemos que, o único que pode nos trazer a paz, é Jesus Cristo, através de sua Igreja, a católica, e não a união das religiões, por isso o catecismo alerta que esta será uma solução aparente para o problema, às custas da apostasia da verdade, ou seja, do abandono da verdade, que é Cristo. Quando esta impostura religiosa estiver concretizada, o anticristo dirá que é o messias desta nova religião, glorificando-se a si mesmo, no lugar de Deus, e de Jesus, o verdadeiro messias encarnado. Infelizmente, esta situação vai abalar a fé dos crentes, pois muitos seguirão a falso messias. Ele se auto proclamará o Cristo dos cristãos, o Messias dos judeus, o Madi dos muçulmanos, o Buda dos budistas, e assim por diante. João Paulo II tinha explicado que “avisar sobre o pecado e o risco da condenação é o maior amor maternal da Igreja”. Esta deve ser a tarefa básica do Papa: o mandato de Jesus Cristo a Pedro é confirmar a fé dos nossos irmãos, para não confundir, perturbar e induzir em erro. De acordo com o evangelho – para falar com absoluta clareza, como disse Jesus:  sim (em caso afirmativo) ou não (em caso negativo). Mais do que isso, vem do maligno “(MT 05:37). Alocução de sua Santidade Papa São João Paulo II a 6 de fevereiro de 1981: “Os cristãos de hoje em grande parte, se sentem perdidos, confusos, perplexos e mesmo decepcionados. De todos os lados espalharam-se ideias que contradizem a verdade que foi revelada e sempre ensinada. Verdadeiras heresias foram divulgadas nos domínios do dogma e da moral, suscitando dúvidas, confusão, rebelião. A própria liturgia foi violada. Mergulhados num relativismo intelectual e moral, os cristãos são tentados por um iluminismo vagamente moralista por um cristianismo sociológico, sem dogma definido e sem moralidade objetiva”. Para se manter no caminho de Deus, firmes na fé e verdade, durante a crise atual da igreja, nós simplesmente precisamos seguir o ensinamento de São Paulo mantendo a tradição, sempre ensinada e defendida pelos santos, doutores e papas. Diz na Sagrada Escritura: “E pelo anúncio do nosso evangelho vos chamou para tomardes parte na glória de Nosso Senhor Jesus Cristo. Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa” – (II Tessalonicenses 2, 14-15). Devemos, portanto, permanecer apegados á Nosso Senhor Jesus Cristo. Devemos ficar fieis á Nosso Senhor, Rei, Príncipe e dominador do mundo inteiro. Nós não podemos mudar nada nesta linha de conduta. Oras, chegará o dia em que teremos que provar ao mundo que a grama é verde!! Que conclusão pode tirar de tudo isso o católico, sobre este falso ecumenismo ensinado hoje? Que todas as religiões se equivalem, que ele poderia muito bem obter sua salvação com os budistas ou os protestantes? Ele corre o risco de perder a fé na Santa Igreja. É bem o que se lhe sugere; quer-se submeter a Igreja ao direito comum, quer-se pô-la no mesmo plano que as outras religiões, recusa-se a dizer, mesmo entre muitos sacerdotes, os seminaristas e os professores de seminário, que a Igreja Católica é a única igreja, que ela possui a verdade, que somente ela é capaz de dar a salvação aos homens por Jesus Cristo. Agora se diz abertamente: “A Igreja não é senão um fermento espiritual na sociedade, mas em pé de igualdade com as outras religiões, um pouco mais que as outras, talvez…” aceita-se em rigor, e nem sempre, em conferir-lhe uma ligeira superioridade. Neste caso, a igreja seria apenas útil, não mais necessária. Ela constituiria apenas mais um dos meios de alcançar a salvação. É preciso dizê-lo claramente, uma tal concepção se opõe dum modo radical ao próprio dogma da Igreja Católica. A Igreja é a única arca da salvação, nós não devemos ter medo de afirmá-lo. Vós frequentemente ouvistes dizer. “Fora da Igreja não há salvação” e isto choca as mentalidades contemporâneas. É fácil fazer crer que este princípio não está mais em vigor, que se renunciou a ele. Parece ser de uma severidade excessiva. Entretanto, nada mudou, nada pode ser mudado neste domínio, e nada nuca mudará!! Nosso Senhor não fundou várias igrejas, mas só uma. Não há senão uma só cruz pela qual nós possamos salvar e está cruz foi dada à Igreja Católica; ela não foi dada às outras. À sua Igreja, que é sua Esposa Mística, Cristo deu todas as suas graças. Nenhuma graça será distribuída ao mundo, na história da humanidade, sem passar por ela, que não seja através dela. Aqueles que reclamam da intolerância ouvindo a fórmula de São Cipriano “Fora da Igreja não há salvação”, rejeitam o Credo: “Creio na Igreja, una, santa, católica, apostólica”. Não há salvação por meio do Islão ou pelo Xintoísmo. Não há igreja budista no céu, nem igreja protestante. São coisas que podem parecer duras de ouvir, mas esta é a verdade. Não fui eu quem fundou a Igreja, foi Nosso Senhor, o Filho de Deus. Nós, católicos, somos obrigados a dizer a verdade. Desde o martírio de Santo Estevão, o primeiro a dar sua vida por Cristo e o qual por esta razão se festeja no dia seguinte ao do Natal, 26 de dezembro, os apóstolos puseram-se a caminho para ir difundir a Boa Nova, na Bacia do Mediterrâneo; tê-lo-iam feito se soubesse que haveria salvação também no culto de Cibele ou pelos mistérios de Eleusis? Por que Nosso Senhor lhes teria dito: “Ide evangelizar às nações”? É assombroso que hoje em dia alguns pretendam deixar cada um seguir o seu caminho para Deus segundo as crenças em vigor no seu “meio cultural”. A um padre que queria converter crianças muçulmanas, o seu bispo disse: “Não vos preocupais em convertê-las, fazei delas boas muçulmanas, será muito melhor do que torná-las católicas”! Um escândalo!! Uma vergonha!! Os que deram esta resposta assumiram uma grave responsabilidade diante de Deus. Não se altera a doutrina, não se alteram os ensinamentos. Paulo nos adverte sobre esta situação em II Tessalonicenses 2,1-4: “Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniquidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus”. Aqui Paulo nos faz uma revelação muito importante: é preciso que primeiro se manifeste o Anticristo, para que Jesus concretize a sua segunda vinda, ou seja, para que Jesus volte para julgar os vivos e os mortos e para implantar, aqui nesta Terra o seu definitivo reino de amor – (Isaías 65, 13-25, Apocalipse 21, 1-4). Disse o padre Emanuel, ainda no século XIX: “Malditos os cristãos que suportam sem indignação que seu adorável salvador seja posto lado a lado com outras seitas e mestres. E Deus, infinitamente bom, vendo a decadência da raça humana, abreviará os dias, por amor ao pequeno número dos que deverão ser salvos, porque o inimigo desejaria arrastar até mesmo os eleitos a tentação, se tal fosse possível. Então a espada do castigo virá de repente e derrubará o corruptor e seus servidores”. Não dá para cultivar a paz e o amor do “mundo”, esquecendo do amor a verdade de Cristo. O “preço” de cultivar essa paz e amor mundano, que agrada aos homens e não a Deus, será cair na “armadilha” que Satanás preparou para o fim dos tempos, fazendo que a maioria dos católicos, caia na apostasia e no erro, de aceitar que “todos” os caminhos levem a “salvação” e a Deus. Onde todas as religiões e seitas levam a Deus e ninguém necessita mais se converter a única e verdadeira Igreja, todos se salvam, e todos os caminhos levam a Deus, dizem os ecumenistas, já a serviço do Anticristo, oculto nas sombras do mundo. Disse são Gregório Magno: “A Igreja, nos últimos tempos, será espoliada da sua virtude. O espírito profético esconder-se-á, não mais terá a graça de curar, terá diminuta a graça da abstinência, o ensino esvair-se-á, reduzir-se-á, senão desaparecerá de todo o poder dos prodígios e dos milagres”. Não preguemos a paz, de maneira mentirosa e enganadora, que leva a condenação eterna, e não á salvação eterna. Preguemos a paz como nos ensina a Santa Igreja, através de um santo: “E sim, peçamos a paz, tal como é compreendida e desejada pelos filhos de Deus; uma paz digna deste nome, que a Sagrada Escritura de modo algum separa da verdade, da justiça e da graça; esta é a paz da Igreja: o tranquilo cumprimento da lei cristã, o pacífico desenvolvimento das obras da fé e caridade, a afirmação pública da verdade e dos preceitos do evangelho, a conformidade das leis e instituições humanas com a doutrina e o ensinamento moral de Jesus Cristo, a contínua resistência ao príncipe das trevas e a todos aqueles que propagam as suas perversas máximas” – Dom Giuseppe Melchiorre Sarto, então bispo de Mântua — futuro Papa São Pio X, alocução de 3 de setembro de 1889. Esta é a paz da Igreja!!

  • A altíssima virtude da Humildade e da Pobreza Cristã

    A humildade dá uma noção verdadeira de Deus, dos outros e de nós mesmos, apreciando cada um pelo seu justo valor e dando-lhe de todo modo o que lhe é devido. Mas essa virtude tão bela, tão oportuna, tão razoável, encontra grandes dificuldades na nossa natureza viciada e pede um poderoso recurso de graças. Ela é qualquer coisa de tão grande, de tão heroico, que os próprios apóstolos tiveram grande dificuldade em aprendê-la. Depois de seguirem três anos inteiros o Filho de Deus e de com ele aprenderem, depois de terem sob os olhos seus exemplos de profundo abaixamento, eles ainda disputavam entre si para saber a quem era que cabia o primeiro lugar entre eles. A humildade, diz também São Bernardo, “É uma virtude pela qual a gente se conhece e se despreza”. Mas por que então encontramos tão poucas almas humildes? É que poucas se conhecem; e não se conhecem porque não têm a coragem de fazer essa introspecção de si mesmas que as convenceria da sua miséria ou do seu nada. Quando a gente estuda a fundo, se quiser ser sincero chega a fazer uma tríplice verificação: nada sou! Nada posso! Nada valho! É tudo! É duro! É verdade! Há um fato que domina toda a vida espiritual: sem a graça nada podemos fazer. Ora, Deus afirmou que só dá a sua graça aos humildes e resiste aos soberbos; donde mister se faz concluir que a humildade nos é absolutamente indispensável. Nas nossas relações com Deus, não passamos de pobres mendigos. A nossa dependência d’Ele é absoluta. Se à vossa porta se apresentasse um mendigo orgulhoso, pedindo esmola com ar soberbo, que faríeis? Fechar-lhes-íeis assim a vossa porta como o vosso coração. Deus age do mesmo modo. Quando vê vir a ele uma alma enroupada numa dignidade que não é a sua, ele volta a cabeça, não escuta, deixa essa alma orgulhosa, à sua impotência… E ela cai. A humildade é a raiz de todas as virtudes. Sem ela: nenhuma fé: é preciso ser humilde para se curvar sem a menor dúvida, perante a autoridade de Deus que, sempre verídica, impõe para crer coisas que excedem o alcance da nossa inteligência. Nenhuma esperança: inspirando-se no orgulho, a gente pensa facilmente não precisar de nada, nem de ninguém; é preciso crer no seu próprio nada, na sua total impotência, para se voltar para Deus e tudo esperar das suas promessas e da sua bondade. Nenhuma caridade: num coração soberbo só achamos desdém, egoísmo, empáfia, insolência, violência, arrogância e vaidade; o amor de Deus e do próximo é excluído dele. Nenhuma pureza: diz a escritura: “ninguém pode permanecer puro sem um dom especial de Deus” ora, se Deus resiste aos soberbos, como poderá a alma orgulhosa, deixada às suas próprias forças, vencer as tentações? O vício impuro é a punição habitual do orgulho. Nenhum zelo: para querer fazer o bem e aplicar-se a isso, é preciso ainda a graça, e Deus só a concederá aquele que se humilha. Os grandes santos foram todos humildes. O lugar deles na história está em relação com a sua humildade. Basta ler a vida de São Vicente de Paulo para se convencer disto. Quando uma alma está bem vazia de si mesma, Deus a enche com seu poder. É esta a explicação da força dos santos. Eles consentiram em não ser nada, e por isso aquele que é tudo veio a eles, operou maravilhas. Deus só se quer servir de instrumentos bem humildes, bem maleáveis, pequenos e fracos, a fim de que a sua glória, a d’Ele, resplandeça. Vede Santa Genoveva ou Santa Joana D’Arc; vede, mais perto e vós, Santa Teresa do Menino Jesus! Vede Santa Bernadete, a venerável Catarina Labouré e tantas outras que a piedade venera! Que exemplos frisantes de pequenas almas bem humildes, bem simples, com as quais Deus fez grandes coisas! No ofício da Santíssima Virgem, a liturgia põe nos lábios de Maria estas graciosas palavras: “Porque eu era pequenina, agradei ao Altíssimo”. Se quiserdes agradar a Deus, sede humilde. Alimentai em vós o desejo ardente, a paixão de vos tornardes humilde! Não vos contenteis com a convicção ou mesmo com a aceitação alegre da vossa própria baixeza! Aproveitai todas as ocasiões para fazer uma sincera confissão dela. Dizei muitas vezes, como Maria: “Eis aqui a escrava do Senhor”, e fazei tudo o que ele vos pedir! Que grandeza, apesar da vossa pequenez, o serdes escrava de um Deus! Orai! Orai! Só Deus pode ajudar-vos a adquirir essa virtude que tanto repugna à nossa natureza. Ponde-vos ao pé de Deus nosso Senhor, como uma criança pequenina, ou mesmo como um mendigo que pede, que ama e que espera. Este não ignora que nada lhe é devido, mas sabe que seu pai lá está e lhe dará tudo de que ele precisar. Antes de tudo, deveis convencer-vos bem de que o orgulho perde as almas e a humildade as salva. De vez em quando é preciso meditar neste assunto tão grave. Nós não decidimos eficazmente a nossa vontade senão depois de termos conseguido dar-nos convicções fortes. Nunca faleis de vós, nem bem, nem mal. Bem, é fatuidade; mal, às vezes é um artifício para atrair elogios. Não ligueis importância aos juízos humanos; nada é mais falso, mais vazio, mais vão, mais mutável. A multidão gritava:” Hosana!” no dia de ramos, e cinco dias depois o: ” Crucificai-o! ” é que se fazia ouvir. Se vos suceder uma humilhação merecida, humilhai-vos sem pejo. É sempre belo e grande reconhecer os próprios erros. Se ela for imerecida, pensai em Jesus que se calava quando seus inimigos o acusavam falsamente. Pela manhã, refleti nas ocasiões que podereis praticar a humildade, e não passeis um só dia sem produzir ao menos um ato dela, interior ou exterior, mormente exterior. Aí, como em tudo, só pela multiplicação dos atos é que chegareis a um resultado. Tomai como virtude favorita a humildade. Se preciso, reduzi a ela as vossas outras resoluções, e pedi-a a Deus até importuná-lo. No vosso vestir, sede simples e modesta. Lícito vos é andar bem preparada, com certa elegância mesmo, se o quiserdes, isso é da vossa idade. Mas não ostenteis enfeites extravagantes, e nunca mereçais esta maliciosa apóstrofe atraída um dia por uma mulher “coquete”: “Oh! Habitante de um grande vestido, como sois pequena na realidade!” Nestes dias de tanto orgulho satânico a perder as almas, sejamos humildes em espírito de reparação pelo orgulho dos homens. Jesus crucificado seja a nossa grande lição e nosso remédio eficaz na cura de nosso orgulho. “E se tal remédio não cura nosso orgulho, diz sto. Agostinho, não sei o que o poderá curar”. Lutemos contra o nosso terrível amor próprio. Empreguemos a arma da humildade e sairemos vencedores. Lembremo-nos de que o reino do céu é dos pequeninos e dos humildes. A raiz tira da terra a seiva da vida que faz crescer as grandes árvores. Seja amargo ou insípido o que ela suga, pouco importa. É a vida que há de receber e dar. A raiz é sempre desconhecida, calcada aos pés. Trabalha em segredo para uma glória que nunca lhe virá. Recebe para dar. Quem é que louva uma raiz quando colheu de uma árvore algum fruto belo e saboroso? Ai! Nunca recebe uma gota de orvalho, um raio de sol. Não goza a frescura das brisas. Em torno dela tudo é frio e seco, isolamento e silêncio. Se mão benfazeja derrama sobre ela um pouco d’agua fresca, só a recebe muito suja. Alimenta-se de pura lama. O que sustenta a raiz e a torna vigorosa, cheia de seiva? O esterco! Se uma pobre raiz julga ter o direito de sair um pouco debaixo da terra, e vir respirar o ar de fora, logo a foice a corta sem dó. Ela não pode absolutamente aparecer. A árvore se carrega de frutos. E os bons frutos nunca ela os há de ver sequer. Os maus, os frutos podres, estes só, lhe serão atirados como esterco. E se a raiz quisesse ver a sua obra de vida, o que produz a seiva que ela fornece, deixaria de ser raiz, ficaria bem seca e nada mais produziria. Quanto mais oculto e profundo é o trabalho de uma raiz tanto mais fecundo. E quando esta raiz é uma alma! Ei-la quanto mais na aparência aniquilada, tanto mais produz para a glória de Deus e a salvação dos outros. “Se quereis viver unido a Nosso Senhor, antes de mais nada, é preciso ser raiz, isto é, ser humilde, oculto com Jesus em Deus para ser fonte de vida em Jesus.” Deus Pai diz a Santa Catarina de Sena que a humildade, fruto do conhecimento de si mesmo, é a raiz de todas as virtudes. Ora, se falta a raiz, como haver virtude? A humildade, ou pobreza cristã, é uma virtude altíssima. Ela é uma via perfeita de imitação do Cristo, que foi e é pobre. Qualquer resistência a esta verdade implica num falso conceito, ou da pobreza evangélica, ou da pessoa do Cristo. Todo pecado constitui uma conversão às criaturas e à falsa satisfação que elas oferecem, e uma aversão a Deus. No entanto, é comum que a maior parte dos pecados sejam como que uma fuga de Deus. O vício, porém, oposto à pobreza, a soberba, é o único que não foge, mas se opõe a Deus. E é dito ainda que são a estes que Nosso Senhor resiste. Se alguém descuida da pobreza, suas atitudes mancham-se mais facilmente do amor próprio, que enfeia tudo. Pessoas embevecidas com a própria maestria, que se consideram um presente para o mundo, predestinados infalivelmente ao céu e a uma particularidade do prêmio eterno, são um tipo muito comum. E, por vezes, se deixam acompanhar por uma certa encenação de suposta humildade que bem poderíamos chamar de “coitadismo” e que nada mais visa senão provocar admiração nos admiradores da humildade. A coisa, porém, é por demais desafinada… Como escreveu São João da Cruz, qualquer espírito que pretenda caminhar por prazeres e honras, fugindo de imitar a Cristo, não o teria eu por bom. A pobreza, movimento da alma oposto ao da soberba, abraça a Deus e o ama… Para o pobre é suficiente estar com ele e saber que, não obstante a repugnância do pecador, Deus o abraça e o quer. Esta virtude, porém, como já escrevi outras vezes, não consiste em qualquer timidez ou medo, nem qualquer tendência à ofensa de si mesmo; não se trata de inventar coisas, mas de conhecer-se. A pobreza ou humildade é uma objetividade na consideração de si mesmo. Quando um São Francisco de Assis ou outro santo qualquer falavam da sua pequenez e miséria, isto não era qualquer afirmação gratuita, mas, ao contrário, era fruto de uma clareza particular. Por isto, a grande Santa Teresa d’Avila ensina que “a humildade é a verdade”. Outros santos dizem ainda que uma carruagem cheia de virtudes, mas conduzida pela vaidade, leva ao inferno, enquanto que, uma outra carrega de pecados, mas conduzida pela humildade, leva ao céu. O demônio enraivece-se com Santa Catarina porque, ao humilhá-la, ela voltava-se à misericórdia divina e, ao elevá-la, a sua humildade se rebaixava aos infernos, indo atormentá-lo. Não há santidade sem pobreza e, embora isto seja tão evidente, quase nenhum cuidado há por parte de certos cristãos neste sentido. Não deixa de ser particularmente curioso que, no seguimento de um Deus que se fez homem e, feito homem, tornou-se escravo e, como tal, não teve onde nascer, não teve onde reclinar-se e morreu humilhado numa cruz, abandonado – não deixa de ser curioso e imensamente contraditório que alguns de seus seguidores pretendam trilhar caminho precisamente oposto, de glórias, de elogios, de aclamações. Não temem um dia escutar: “Já recebeste vossa recompensa”? E aqui podemos aprofundar ainda mais na compreensão da pobreza cristã; um Deus a viveu e ensinou; não é qualquer coisa… O amor a Deus, quando perfeito, não o ama por causa do céu, mas por ele mesmo. Já pedira uma santa que, se amasse a Deus por causa do céu, ele a excluísse dele; se, porém, o amasse por medo do inferno, ele a atirasse aí; mas se o amor que a consumia fosse por ele mesmo, que ele, por favor, não lhe escondesse a sua face. O mesmo diz a nós, a doutora da Igreja Santa Teresa, onde se lê: “Mesmo que não houvesse céu, eu te amaria como te amo; mesmo que não houvesse inferno, eu te temeria como te temo. O que me move a te amar, és tu mesmo”. Vemos, então, que a pobreza é a possibilitadora do verdadeiro amor e isto é grandioso. É ela que permite o que os santos chamam de “pureza de intenção”. Está radiante virtude tem seu máximo expoente no cristo crucificado e na Virgem Santíssima. Portanto, ser pobre, verdadeiramente, é imitá-los, ou seja, não se pode imitá-los sem cultivar a pobreza espiritual. Esta, porém, grande inimiga da timidez, é amiga íntima da magnanimidade. A pobreza rejeita o pequenino e fútil pelo verdadeiro bem. Esta verdade se expressa em várias passagens da sagrada escritura. Portanto, ser pobre é, de certa forma, ser ousado e, desprezar as coisas rasteiras por erguer os olhos ao céu. É rejeitar sentar-se num trono de rei para estar, ao invés, sentado sobre todo o orbe terrestre. Pois bem, tratemos de algumas formas de praticar a pobreza, pois, embora eminentemente interior, ela se reflete na conduta. São Francisco de Assis é exemplo luminoso disto, embora nem todos estejamos obrigados a viver esta virtude naquelas supremas alturas em que ele viveu. São Francisco é prova da potencialidade humana ao infinito. Como há inúmeras formas de se viver esta virtude, há quem enfatize esta ou aquela. Grande erro, porém, é reputá-la a uma atitude meramente exterior. As virtudes cristãs não são coisa que qualquer ator possa praticar. A mera imitação, torna-se um caricato sem graça, ou melhor, de fazer graça.

  • A altíssima virtude da Humildade e da Pobreza Cristã

    A humildade dá uma noção verdadeira de Deus, dos outros e de nós mesmos, apreciando cada um pelo seu justo valor e dando-lhe de todo modo o que lhe é devido. Mas essa virtude tão bela, tão oportuna, tão razoável, encontra grandes dificuldades na nossa natureza viciada e pede um poderoso recurso de graças. Ela é qualquer coisa de tão grande, de tão heroico, que os próprios apóstolos tiveram grande dificuldade em aprendê-la. Depois de seguirem três anos inteiros o Filho de Deus e de com ele aprenderem, depois de terem sob os olhos seus exemplos de profundo abaixamento, eles ainda disputavam entre si para saber a quem era que cabia o primeiro lugar entre eles. A humildade, diz também São Bernardo, “É uma virtude pela qual a gente se conhece e se despreza”. Mas por que então encontramos tão poucas almas humildes? É que poucas se conhecem; e não se conhecem porque não têm a coragem de fazer essa introspecção de si mesmas que as convenceria da sua miséria ou do seu nada. Quando a gente estuda a fundo, se quiser ser sincero chega a fazer uma tríplice verificação: nada sou! Nada posso! Nada valho! É tudo! É duro! É verdade! Há um fato que domina toda a vida espiritual: sem a graça nada podemos fazer. Ora, Deus afirmou que só dá a sua graça aos humildes e resiste aos soberbos; donde mister se faz concluir que a humildade nos é absolutamente indispensável. Nas nossas relações com Deus, não passamos de pobres mendigos. A nossa dependência d’Ele é absoluta. Se à vossa porta se apresentasse um mendigo orgulhoso, pedindo esmola com ar soberbo, que faríeis? Fechar-lhes-íeis assim a vossa porta como o vosso coração. Deus age do mesmo modo. Quando vê vir a ele uma alma enroupada numa dignidade que não é a sua, ele volta a cabeça, não escuta, deixa essa alma orgulhosa, à sua impotência… E ela cai. A humildade é a raiz de todas as virtudes. Sem ela: nenhuma fé: é preciso ser humilde para se curvar sem a menor dúvida, perante a autoridade de Deus que, sempre verídica, impõe para crer coisas que excedem o alcance da nossa inteligência. Nenhuma esperança: inspirando-se no orgulho, a gente pensa facilmente não precisar de nada, nem de ninguém; é preciso crer no seu próprio nada, na sua total impotência, para se voltar para Deus e tudo esperar das suas promessas e da sua bondade. Nenhuma caridade: num coração soberbo só achamos desdém, egoísmo, empáfia, insolência, violência, arrogância e vaidade; o amor de Deus e do próximo é excluído dele. Nenhuma pureza: diz a escritura: “ninguém pode permanecer puro sem um dom especial de Deus” ora, se Deus resiste aos soberbos, como poderá a alma orgulhosa, deixada às suas próprias forças, vencer as tentações? O vício impuro é a punição habitual do orgulho. Nenhum zelo: para querer fazer o bem e aplicar-se a isso, é preciso ainda a graça, e Deus só a concederá aquele que se humilha. Os grandes santos foram todos humildes. O lugar deles na história está em relação com a sua humildade. Basta ler a vida de São Vicente de Paulo para se convencer disto. Quando uma alma está bem vazia de si mesma, Deus a enche com seu poder. É esta a explicação da força dos santos. Eles consentiram em não ser nada, e por isso aquele que é tudo veio a eles, operou maravilhas. Deus só se quer servir de instrumentos bem humildes, bem maleáveis, pequenos e fracos, a fim de que a sua glória, a d’Ele, resplandeça. Vede Santa Genoveva ou Santa Joana D’Arc; vede, mais perto e vós, Santa Teresa do Menino Jesus! Vede Santa Bernadete, a venerável Catarina Labouré e tantas outras que a piedade venera! Que exemplos frisantes de pequenas almas bem humildes, bem simples, com as quais Deus fez grandes coisas! No ofício da Santíssima Virgem, a liturgia põe nos lábios de Maria estas graciosas palavras: “Porque eu era pequenina, agradei ao Altíssimo”. Se quiserdes agradar a Deus, sede humilde. Alimentai em vós o desejo ardente, a paixão de vos tornardes humilde! Não vos contenteis com a convicção ou mesmo com a aceitação alegre da vossa própria baixeza! Aproveitai todas as ocasiões para fazer uma sincera confissão dela. Dizei muitas vezes, como Maria: “Eis aqui a escrava do Senhor”, e fazei tudo o que ele vos pedir! Que grandeza, apesar da vossa pequenez, o serdes escrava de um Deus! Orai! Orai! Só Deus pode ajudar-vos a adquirir essa virtude que tanto repugna à nossa natureza. Ponde-vos ao pé de Deus nosso Senhor, como uma criança pequenina, ou mesmo como um mendigo que pede, que ama e que espera. Este não ignora que nada lhe é devido, mas sabe que seu pai lá está e lhe dará tudo de que ele precisar. Antes de tudo, deveis convencer-vos bem de que o orgulho perde as almas e a humildade as salva. De vez em quando é preciso meditar neste assunto tão grave. Nós não decidimos eficazmente a nossa vontade senão depois de termos conseguido dar-nos convicções fortes. Nunca faleis de vós, nem bem, nem mal. Bem, é fatuidade; mal, às vezes é um artifício para atrair elogios. Não ligueis importância aos juízos humanos; nada é mais falso, mais vazio, mais vão, mais mutável. A multidão gritava:” Hosana!” no dia de ramos, e cinco dias depois o: ” Crucificai-o! ” é que se fazia ouvir. Se vos suceder uma humilhação merecida, humilhai-vos sem pejo. É sempre belo e grande reconhecer os próprios erros. Se ela for imerecida, pensai em Jesus que se calava quando seus inimigos o acusavam falsamente. Pela manhã, refleti nas ocasiões que podereis praticar a humildade, e não passeis um só dia sem produzir ao menos um ato dela, interior ou exterior, mormente exterior. Aí, como em tudo, só pela multiplicação dos atos é que chegareis a um resultado. Tomai como virtude favorita a humildade. Se preciso, reduzi a ela as vossas outras resoluções, e pedi-a a Deus até importuná-lo. No vosso vestir, sede simples e modesta. Lícito vos é andar bem preparada, com certa elegância mesmo, se o quiserdes, isso é da vossa idade. Mas não ostenteis enfeites extravagantes, e nunca mereçais esta maliciosa apóstrofe atraída um dia por uma mulher “coquete”: “Oh! Habitante de um grande vestido, como sois pequena na realidade!” Nestes dias de tanto orgulho satânico a perder as almas, sejamos humildes em espírito de reparação pelo orgulho dos homens. Jesus crucificado seja a nossa grande lição e nosso remédio eficaz na cura de nosso orgulho. “E se tal remédio não cura nosso orgulho, diz sto. Agostinho, não sei o que o poderá curar”. Lutemos contra o nosso terrível amor próprio. Empreguemos a arma da humildade e sairemos vencedores. Lembremo-nos de que o reino do céu é dos pequeninos e dos humildes. A raiz tira da terra a seiva da vida que faz crescer as grandes árvores. Seja amargo ou insípido o que ela suga, pouco importa. É a vida que há de receber e dar. A raiz é sempre desconhecida, calcada aos pés. Trabalha em segredo para uma glória que nunca lhe virá. Recebe para dar. Quem é que louva uma raiz quando colheu de uma árvore algum fruto belo e saboroso? Ai! Nunca recebe uma gota de orvalho, um raio de sol. Não goza a frescura das brisas. Em torno dela tudo é frio e seco, isolamento e silêncio. Se mão benfazeja derrama sobre ela um pouco d’agua fresca, só a recebe muito suja. Alimenta-se de pura lama. O que sustenta a raiz e a torna vigorosa, cheia de seiva? O esterco! Se uma pobre raiz julga ter o direito de sair um pouco debaixo da terra, e vir respirar o ar de fora, logo a foice a corta sem dó. Ela não pode absolutamente aparecer. A árvore se carrega de frutos. E os bons frutos nunca ela os há de ver sequer. Os maus, os frutos podres, estes só, lhe serão atirados como esterco. E se a raiz quisesse ver a sua obra de vida, o que produz a seiva que ela fornece, deixaria de ser raiz, ficaria bem seca e nada mais produziria. Quanto mais oculto e profundo é o trabalho de uma raiz tanto mais fecundo. E quando esta raiz é uma alma! Ei-la quanto mais na aparência aniquilada, tanto mais produz para a glória de Deus e a salvação dos outros. “Se quereis viver unido a Nosso Senhor, antes de mais nada, é preciso ser raiz, isto é, ser humilde, oculto com Jesus em Deus para ser fonte de vida em Jesus.” Deus Pai diz a Santa Catarina de Sena que a humildade, fruto do conhecimento de si mesmo, é a raiz de todas as virtudes. Ora, se falta a raiz, como haver virtude? A humildade, ou pobreza cristã, é uma virtude altíssima. Ela é uma via perfeita de imitação do Cristo, que foi e é pobre. Qualquer resistência a esta verdade implica num falso conceito, ou da pobreza evangélica, ou da pessoa do Cristo. Todo pecado constitui uma conversão às criaturas e à falsa satisfação que elas oferecem, e uma aversão a Deus. No entanto, é comum que a maior parte dos pecados sejam como que uma fuga de Deus. O vício, porém, oposto à pobreza, a soberba, é o único que não foge, mas se opõe a Deus. E é dito ainda que são a estes que Nosso Senhor resiste. Se alguém descuida da pobreza, suas atitudes mancham-se mais facilmente do amor próprio, que enfeia tudo. Pessoas embevecidas com a própria maestria, que se consideram um presente para o mundo, predestinados infalivelmente ao céu e a uma particularidade do prêmio eterno, são um tipo muito comum. E, por vezes, se deixam acompanhar por uma certa encenação de suposta humildade que bem poderíamos chamar de “coitadismo” e que nada mais visa senão provocar admiração nos admiradores da humildade. A coisa, porém, é por demais desafinada… Como escreveu São João da Cruz, qualquer espírito que pretenda caminhar por prazeres e honras, fugindo de imitar a Cristo, não o teria eu por bom. A pobreza, movimento da alma oposto ao da soberba, abraça a Deus e o ama… Para o pobre é suficiente estar com ele e saber que, não obstante a repugnância do pecador, Deus o abraça e o quer. Esta virtude, porém, como já escrevi outras vezes, não consiste em qualquer timidez ou medo, nem qualquer tendência à ofensa de si mesmo; não se trata de inventar coisas, mas de conhecer-se. A pobreza ou humildade é uma objetividade na consideração de si mesmo. Quando um São Francisco de Assis ou outro santo qualquer falavam da sua pequenez e miséria, isto não era qualquer afirmação gratuita, mas, ao contrário, era fruto de uma clareza particular. Por isto, a grande Santa Teresa d’Avila ensina que “a humildade é a verdade”. Outros santos dizem ainda que uma carruagem cheia de virtudes, mas conduzida pela vaidade, leva ao inferno, enquanto que, uma outra carrega de pecados, mas conduzida pela humildade, leva ao céu. O demônio enraivece-se com Santa Catarina porque, ao humilhá-la, ela voltava-se à misericórdia divina e, ao elevá-la, a sua humildade se rebaixava aos infernos, indo atormentá-lo. Não há santidade sem pobreza e, embora isto seja tão evidente, quase nenhum cuidado há por parte de certos cristãos neste sentido. Não deixa de ser particularmente curioso que, no seguimento de um Deus que se fez homem e, feito homem, tornou-se escravo e, como tal, não teve onde nascer, não teve onde reclinar-se e morreu humilhado numa cruz, abandonado – não deixa de ser curioso e imensamente contraditório que alguns de seus seguidores pretendam trilhar caminho precisamente oposto, de glórias, de elogios, de aclamações. Não temem um dia escutar: “Já recebeste vossa recompensa”? E aqui podemos aprofundar ainda mais na compreensão da pobreza cristã; um Deus a viveu e ensinou; não é qualquer coisa… O amor a Deus, quando perfeito, não o ama por causa do céu, mas por ele mesmo. Já pedira uma santa que, se amasse a Deus por causa do céu, ele a excluísse dele; se, porém, o amasse por medo do inferno, ele a atirasse aí; mas se o amor que a consumia fosse por ele mesmo, que ele, por favor, não lhe escondesse a sua face. O mesmo diz a nós, a doutora da Igreja Santa Teresa, onde se lê: “Mesmo que não houvesse céu, eu te amaria como te amo; mesmo que não houvesse inferno, eu te temeria como te temo. O que me move a te amar, és tu mesmo”. Vemos, então, que a pobreza é a possibilitadora do verdadeiro amor e isto é grandioso. É ela que permite o que os santos chamam de “pureza de intenção”. Está radiante virtude tem seu máximo expoente no cristo crucificado e na Virgem Santíssima. Portanto, ser pobre, verdadeiramente, é imitá-los, ou seja, não se pode imitá-los sem cultivar a pobreza espiritual. Esta, porém, grande inimiga da timidez, é amiga íntima da magnanimidade. A pobreza rejeita o pequenino e fútil pelo verdadeiro bem. Esta verdade se expressa em várias passagens da sagrada escritura. Portanto, ser pobre é, de certa forma, ser ousado e, desprezar as coisas rasteiras por erguer os olhos ao céu. É rejeitar sentar-se num trono de rei para estar, ao invés, sentado sobre todo o orbe terrestre. Pois bem, tratemos de algumas formas de praticar a pobreza, pois, embora eminentemente interior, ela se reflete na conduta. São Francisco de Assis é exemplo luminoso disto, embora nem todos estejamos obrigados a viver esta virtude naquelas supremas alturas em que ele viveu. São Francisco é prova da potencialidade humana ao infinito. Como há inúmeras formas de se viver esta virtude, há quem enfatize esta ou aquela. Grande erro, porém, é reputá-la a uma atitude meramente exterior. As virtudes cristãs não são coisa que qualquer ator possa praticar. A mera imitação, torna-se um caricato sem graça, ou melhor, de fazer graça.

  • Santa Sé: Posição Oficial da Igreja sobre a Maçonaria

    Hoje a Maçonaria atrai muitos católicos, infelizmente, embora a Igreja proíba que nos tornemos maçons. Com todo o respeito que devemos a cada pessoa, em face à sua opção, devemos, contudo, lembrar aos que querem ser autenticamente católicos, que a filiação à Maçonaria é considerada pela Igreja Católica “pecado grave”, já que as concepções de Deus e religião, assim como o processo de iniciação secreta imposto aos novos membros, não se coadunam com as noções do Cristianismo relativos a Deus e aos sacramentos, principalmente. A Igreja tem uma posição oficial sobre o assunto, que foi feita pelo pronunciamento da Santa Sé em 26/11/1983, por ocasião da promulgação do atual Código de Direito Canônico pelo Papa João Paulo II. Esta é a Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé, que vem assinada pelo seu Prefeito, Cardeal Joseph Ratzinger e pelo Fr. Jérome Hamer, Secretário: “Tem se perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da Maçonaria pelo fato de que no novo Código de Direito Canônico, ela não vem expressamente mencionada como no código anterior. Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério redacional, seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categorias mais amplas. Permanece, portanto, imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e, por isto, permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas, estão em estado de pecado grave, e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão. Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciar-se sobre a natureza das associações maçônicas com um juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a mente da Declaração desta Sagrada Congregação de 17 de fevereiro de 1981 (cf. AAS 73, 1981, pp. 240s).O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente Declaração, definida em reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua publicação”. Roma, da Sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de novembro de 1983. É importante notar que a Declaração da Santa Sé afirma que estão em estado de pecado grave, e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão”. Isto é muito sério para os católicos. E é a palavra oficial da Igreja sobre a questão! O número 386 da Revista “Pergunte e Responderemos”, de autoria de D. Estevão Bittencourt, nas páginas 323 a 327, traz um elucidativo artigo sobre o assunto. Neste artigo D. Estevão, de reconhecida seriedade e competência, teólogo renomado; afirma: A Maçonaria professa a concepção de Deus dita “deísta”, ou seja, a que a razão natural pode atingir; admite a religião na qual todos os homens estão de acordo, deixando a cada qual as suas opiniões particulares. Esta noção de Deus e de Religião é vaga e não condiz com o pensamento cristão, que reconhece Jesus Cristo e as grandes verdades por Ele reveladas. Além disto, tanto a Maçonaria Regular como a Irregular têm seu processo de iniciação secreta. Propõem o aperfeiçoamento ético do homem através da revelação de doutrinas reservadas a poucos e recebidas dos grandes iniciados do passado entre os quais alguns maçons colocam o próprio Jesus Cristo. Celebram também ritos de índole secreta ou esotérica, que vão sendo manifestados e aplicados aos membros novatos à medida que progridem nos graus de iniciação. Ora um tal processo de formação contrasta com o que o Cristianismo professa: este não conhece verdades nem ritos reservados a poucos; nada tem de oculto ou esotérico. Ademais quem se filia a uma sociedade secreta, não pode prever o que lhe acontecera, o que lhe pedira ou imporá; não sabe se lhe será fácil guardar sua liberdade de opções pessoais. Embora tencione manter fidelidade a seus princípios íntimos pode ver-se em encruzilhadas constrangedoras Fonte: livro falsas doutrinas seitas e religiões #Maçonaria

  • Santa Sé: Posição Oficial da Igreja sobre a Maçonaria

    Hoje a Maçonaria atrai muitos católicos, infelizmente, embora a Igreja proíba que nos tornemos maçons. Com todo o respeito que devemos a cada pessoa, em face à sua opção, devemos, contudo, lembrar aos que querem ser autenticamente católicos, que a filiação à Maçonaria é considerada pela Igreja Católica “pecado grave”, já que as concepções de Deus e religião, assim como o processo de iniciação secreta imposto aos novos membros, não se coadunam com as noções do Cristianismo relativos a Deus e aos sacramentos, principalmente. A Igreja tem uma posição oficial sobre o assunto, que foi feita pelo pronunciamento da Santa Sé em 26/11/1983, por ocasião da promulgação do atual Código de Direito Canônico pelo Papa João Paulo II. Esta é a Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé, que vem assinada pelo seu Prefeito, Cardeal Joseph Ratzinger e pelo Fr. Jérome Hamer, Secretário: “Tem se perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da Maçonaria pelo fato de que no novo Código de Direito Canônico, ela não vem expressamente mencionada como no código anterior. Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério redacional, seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categorias mais amplas. Permanece, portanto, imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e, por isto, permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas, estão em estado de pecado grave, e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão. Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciar-se sobre a natureza das associações maçônicas com um juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a mente da Declaração desta Sagrada Congregação de 17 de fevereiro de 1981 (cf. AAS 73, 1981, pp. 240s).O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente Declaração, definida em reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua publicação”. Roma, da Sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de novembro de 1983. É importante notar que a Declaração da Santa Sé afirma que estão em estado de pecado grave, e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão”. Isto é muito sério para os católicos. E é a palavra oficial da Igreja sobre a questão! O número 386 da Revista “Pergunte e Responderemos”, de autoria de D. Estevão Bittencourt, nas páginas 323 a 327, traz um elucidativo artigo sobre o assunto. Neste artigo D. Estevão, de reconhecida seriedade e competência, teólogo renomado; afirma: A Maçonaria professa a concepção de Deus dita “deísta”, ou seja, a que a razão natural pode atingir; admite a religião na qual todos os homens estão de acordo, deixando a cada qual as suas opiniões particulares. Esta noção de Deus e de Religião é vaga e não condiz com o pensamento cristão, que reconhece Jesus Cristo e as grandes verdades por Ele reveladas. Além disto, tanto a Maçonaria Regular como a Irregular têm seu processo de iniciação secreta. Propõem o aperfeiçoamento ético do homem através da revelação de doutrinas reservadas a poucos e recebidas dos grandes iniciados do passado entre os quais alguns maçons colocam o próprio Jesus Cristo. Celebram também ritos de índole secreta ou esotérica, que vão sendo manifestados e aplicados aos membros novatos à medida que progridem nos graus de iniciação. Ora um tal processo de formação contrasta com o que o Cristianismo professa: este não conhece verdades nem ritos reservados a poucos; nada tem de oculto ou esotérico. Ademais quem se filia a uma sociedade secreta, não pode prever o que lhe acontecera, o que lhe pedira ou imporá; não sabe se lhe será fácil guardar sua liberdade de opções pessoais. Embora tencione manter fidelidade a seus princípios íntimos pode ver-se em encruzilhadas constrangedoras Fonte: livro falsas doutrinas seitas e religiões #Maçonaria

  • Recorrer à Virgem Maria no momento da Tentação

    Se o receio de não perseverar no bem é capaz de nos inquietar e perturbar nos períodos de paz e de tranquilidade espiritual, quanto mais facilmente o faz no momento doloroso e terrível da tentação. Quando nos encontramos em luta com o nosso mais traiçoeiro inimigo, quando o mundo, os sentidos, as criaturas nos atraem e procuram arrastar-nos para longe de Deus, que luta, que atroz agitação para a alma que não quer sucumbir e está prestes a fazê-lo!Com que terrível força de sedução e de falsidade o demônio sopra ao ouvido da nossa perturbada consciência a insidiosa palavra: é impossível, és fraca demais, não poderás resistir! Às vezes, esta palavra é poderoso incentivo para o pecado, é o que dá o último empurrão à alma e a faz cair. Se em vez de titubear, ao ouvir a insinuação do inimigo, reagisse prontamente e se dispusesse a repeli-lo; se nesse momento se lembrasse de que no céu tem Mãe poderosa; se n’Ela confiasse, recorrendo como filha a seu todo poderoso patrocínio, acharia n’Ela força, perseverança, vitória. Recordemo-nos bem: a hora da tentação deve ser, mais que as outras, a de uma terna e ilimitada confiança em Maria. Da nossa Mãe do céu recebemos o auxílio nessa hora terrível e dolorosa, se a Ela quisermos recorrer sem demora, com sinceridade e com fé. Recorrer a Maria sem demora: A história da primeira culpa no Éden repete-se quase todas as vezes que uma alma cai no pecado. Recordai a queda de Eva. O tentador aproxima-se dela: antes de mais nada, dirige-se aos sentidos, que sabe serem impressionáveis e mostra o fruto proibido. Incauta, ela olha. Nunca o havia fitado e agora lhe parece belo e despertam a vista e os sentidos. Depois o astuto começa com ela uma discussão: “Por que vos proibiu Deus comer esse fruto?”. O pérfido bem sabe por que, mas vai preparando a cilada. Eva deveria ter recusado discutir com a serpente, mas sempre incauta, aceita a discussão. O inimigo prossegue afoito: “Ah! Deus vo-lo proibiu, porque, comendo-o, ficaríeis iguais a Ele”. Observai bem o que se deu: um olhar para um fruto proibido, uma pergunta insidiosa, uma discussão e logo o doloroso epílogo da queda. Quantas vezes ainda acontece o mesmo! Do nosso lado, falta de presteza no fugir; do outro, uma mentira do demônio que promete a felicidade no pecado; e é sempre a mesma a história de todas as tentações e de todas as culpas. E depois do pecado? A inquietação, a perturbação, o remorso. Não tardemos, pelo amor de Deus, quando nos assalta a tentação; não imitemos por descuido a Eva no discutir com o demônio! Se o fizermos, mais cedo ou mais tarde estamos perdidos. Pelo contrário, voltemo-nos logo para Maria pedindo socorro, e do céu Ela nos ajudará. Também os santos quantas vezes se acharam em perigo de pecar! Por quantas tentações se viram assaltados! Quem os tornou tão firmes no bem? Quem os fez vencer o demônio, constantes como foram na luta e na vitória? Maria, que prontamente invocaram; Maria, que fielmente os rodeou e acompanhou com exército em ordem de batalha: ut castrorum acies ordinata [1]. Não havemos de fazer outro tanto? Pretenderemos ser socorridos pela Virgem sem Lhe ter pedido a proteção ou só a pediremos quando o demônio já tiver ganhado terreno? Recorrer á Virgem com sinceridade: Para mereceres, porém, o auxílio de Maria, deveis invocá-La cheios da firme e resoluta vontade de fugir ao pecado e animados por fervente desejo de que Ela deveras obtenha para vós força na tentação e perseverança na virtude. Talvez pareça estranho esse aviso, mas na verdade não o é. Quantas vezes na tentação acontece rezarmos, sim, mas sem fervor, distraídos, sem a vontade resoluta que leva a odiar o pecado e sem o horror que é a primeira e indispensável condição para dele sempre nos mantermos afastados! Há almas que, segundo a palavra do Espírito Santo, querem e não querem ao mesmo tempo, ou melhor, que em vez de sincera vontade apenas têm uma veleidade. Bem sabemos, que em certos momentos, a tentação é forte e insistente, o mal fascina os sentidos, o coração, a inteligência, a imaginação; as paixões tornam-se cúmplices poderosas do demônio e tudo parece conjurar-se contra nossa débil vontade. Nesses momentos, não é fácil à alma dar-se conta do horror e da repulsa explícita que deve ter pelo pecado. Está agitada por forte tempestade; tudo a arrasta para o mal e ela se vê no estado que tão bem descreve São Paulo ao exclamar: “Sinto uma lei nos membros que se opõe à lei do espírito e me faz escravo da lei do pecado, a qual está nos meus membros” [2]. Mas assim como o Apóstolo não perde a firme vontade de resistir a essa lei de pecado e de morte, também a nossa alma deve nesses momentos reunir todas as forças de sua vontade para sinceramente se voltar para a Mãe do céu, que é cheia de graça ou antes a própria Mãe da graça divina, para que Ela a ampare e ajude no perigo e no combate. Costumava dizer um grande Santo que, quando à hora da tentação uma alma invoca sinceramente Maria, por mais que lhe continuem no coração a dúvida e o receio de ter caído, deve absolutamente convencer-se de que não cedeu ao inimigo: porque – concluía o Santo – não é possível crer que Maria não a tenha socorrido e que o demônio tenha vencido. Longe, portanto, de hesitar ou dar à tentação ensejo de ir ganhando terreno em nosso coração, invoquemos a Virgem Santíssima com toda a sinceridade, apelemos para todas as nossas energias espirituais, dirijamos-Lhe uma oração não frouxa e sem convicção, mas animada pelo desejo ardente de fugir ao pecado. Experimentaremos então os efeitos do seu poder e da sua bondade. Recorrer com fé: Mais uma condição tem de satisfazer o nosso recurso a Maria na hora da tentação: deve ser confiante. Para aumentar em nós essa confiança, reflitamos no que diz São Luís de Montfort: “Pode um homem defendido por um exército de cem mil soldados, temer o inimigo? Pois bem, um fiel servo de Maria, defendido por sua proteção e por seu imperial poder, ainda menos tem que recear. Esta boa Mãe e poderosa Princesa do céu enviaria legiões de milhões de anjos para socorrer um dos seus filhos, mas nunca deixaria dizer que um servo fiel que n’Ela confiou pôde sucumbir por causa da malícia, do número, da força dos seus inimigos” [3]. Ao recorrer a Maria e invocar-Lhe a proteção, lembremo-nos de que Ela é a Torre de Davi, contra a qual em vão se enfurecem os demônios. Quantos, refugiando-se nessa torre, conseguiram defesa e salvação! Santa Justina era uma virgem de pureza ilibada; o demônio experimentou todos os meios para arrastá-la ao pecado. Ela, porém, não perdia o ânimo; abrigada nos muros dessa inabalável fortaleza, sentia-se forte e potente do próprio poder de Deus. São Martiniano viu-se no meio das mais terríveis seduções. São Luís, rei de França, viveu nas grandezas do trono. A São Francisco de Sales armaram perigosa cilada alguns jovens sem moral que lhe queriam derrubar a virtude. Como triunfaram esses santos? Não sofreram mal nenhum, pois tinham posto toda a confiança em Maria. Por que, pois, não os havemos de imitar invocando com fé a proteção e o auxílio de nossa Mãe do céu quando mais necessário o sentimos e mais próximo está o perigo de cairmos no pecado? Num belo dia de primavera, de céu límpido, toda florida a natureza, um pequenino divertia-se a colher flores num prado. A mãe estava sentada não longe dele. Mas quando as mãozinhas se estendiam para apanhar entre as flores, uma rosa silvestre, eis que lívida serpente sai da moita e olha fixamente para o menino. Aterrado, ele dá um grito: “Mamãe! Mamãe, socorro!” Dum salto, ei-la de pé, corre logo à moita e esmaga com o pé a cobra venenosa. Ainda apavorado mas salvo, o pequenino agarra-se ao colo da mãe amorosa e beija-a com amor e viva gratidão. É outra cena que mil vezes se repete: a venenosa serpente do mal se esconde entre ervas e flores, surge onde menos é esperada, mais insidiosa e fatal por isso mesmo. Queremos evitar-lhe a picada e o veneno? Imitemos a criancinha no prado, voltemo-nos logo para a Mãe boa e poderosa que temos no céu. Nossa Senhora é o Terror dos demônios, Aquela que esmaga a cabeça da serpente infernal. Em seu famosíssimo Tratado da Verdadeira Devoção, São Luís Maria Grignion de Montfort escreve: “Maria é a mais terrível inimiga que Deus armou contra o demônio. Armai-vos, pois, com estas armas de Deus, armai-vos do santo Rosário e esmagareis a cabeça do demônio, e vivereis tranquilos contra todas suas tentações. Daí vem que o Rosário, mesmo o objeto material, seja tão terrível ao diabo, que os Santos se tenham servido dele para encadear o demônio e expulsá-lo do corpo dos possessos, segundo testemunham várias histórias”. De onde se vê que é excelente ter sempre consigo o Terço no bolso, durante o dia, e à noite. Que oração será a mais eficaz a fim de alcançar toda espécie de graças para nós, tão necessitados? E para a humanidade, tão depravada? Os Papas, os Santos e a Igreja em geral incentivam de todos os modos esta devoção, que a própria Medianeira de todas as graças nos ensinou. Está portanto em nossas mãos a arma para a salvação, tanto nossa como deste caótico e desmoralizado mundo de hoje. Pode Deus, por intercessão de Maria, não nos conceder aquilo que pedimos, mas pode nos conceder outras graças que não as pedimos e que são mais importantes para nós e que necessitamos naquele momento, principalmente as graças necessárias á nossa salvação e santificação. Pode também não nos conceder quando desejamos, mas sim quando realmente necessitamos. O culto de hiperdulia, é devido à Santíssima Virgem Mãe de Deus. Não é possível separar Cristo de Sua Mãe Santíssima. Que a Santíssima Virgem, aquela que deu uma face humana ao Verbo eterno, para que todos nós O pudéssemos contemplar, rogue pela Igreja, pelo Papa e por todos nós. Que Ela, de novo e mais uma vez, nos traga o Seu Divino Filho, diante do qual as Trevas não podem subsistir. Que Ela nos possa sempre valer, em meio às tentações desta vida conturbada. Que nos livre, sempre, das ciladas que o Maligno nos arma nestes dias difíceis em que vivemos. Finalizo a meditação de hoje, com as extraordinárias palavras do Grande Papa Pio XII: “Será vão o esforço de remediar a situação decadente da sociedade civil, se a família, princípio e base de toda a sociedade humana, não se ajustar diligentemente à lei do Evangelho. E nós afirmamos que, para desempenho cabal deste árduo dever, é sobretudo conveniente o costume do Rosário em família” – (Encíclica Ingruentium Malorum, de 15 de setembro de 1951) – [1] Cant. VI, 3 / [2] Rom. VII, 23 / [3] Tratado da Verdadeira Devoção, Parte II, c. II Equipe Templário de Maria #SantíssimaVirgem #Tentação #VirgemMaria

  • Recorrer à Virgem Maria no momento da Tentação

    Se o receio de não perseverar no bem é capaz de nos inquietar e perturbar nos períodos de paz e de tranquilidade espiritual, quanto mais facilmente o faz no momento doloroso e terrível da tentação. Quando nos encontramos em luta com o nosso mais traiçoeiro inimigo, quando o mundo, os sentidos, as criaturas nos atraem e procuram arrastar-nos para longe de Deus, que luta, que atroz agitação para a alma que não quer sucumbir e está prestes a fazê-lo!Com que terrível força de sedução e de falsidade o demônio sopra ao ouvido da nossa perturbada consciência a insidiosa palavra: é impossível, és fraca demais, não poderás resistir! Às vezes, esta palavra é poderoso incentivo para o pecado, é o que dá o último empurrão à alma e a faz cair. Se em vez de titubear, ao ouvir a insinuação do inimigo, reagisse prontamente e se dispusesse a repeli-lo; se nesse momento se lembrasse de que no céu tem Mãe poderosa; se n’Ela confiasse, recorrendo como filha a seu todo poderoso patrocínio, acharia n’Ela força, perseverança, vitória. Recordemo-nos bem: a hora da tentação deve ser, mais que as outras, a de uma terna e ilimitada confiança em Maria. Da nossa Mãe do céu recebemos o auxílio nessa hora terrível e dolorosa, se a Ela quisermos recorrer sem demora, com sinceridade e com fé. Recorrer a Maria sem demora: A história da primeira culpa no Éden repete-se quase todas as vezes que uma alma cai no pecado. Recordai a queda de Eva. O tentador aproxima-se dela: antes de mais nada, dirige-se aos sentidos, que sabe serem impressionáveis e mostra o fruto proibido. Incauta, ela olha. Nunca o havia fitado e agora lhe parece belo e despertam a vista e os sentidos. Depois o astuto começa com ela uma discussão: “Por que vos proibiu Deus comer esse fruto?”. O pérfido bem sabe por que, mas vai preparando a cilada. Eva deveria ter recusado discutir com a serpente, mas sempre incauta, aceita a discussão. O inimigo prossegue afoito: “Ah! Deus vo-lo proibiu, porque, comendo-o, ficaríeis iguais a Ele”. Observai bem o que se deu: um olhar para um fruto proibido, uma pergunta insidiosa, uma discussão e logo o doloroso epílogo da queda. Quantas vezes ainda acontece o mesmo! Do nosso lado, falta de presteza no fugir; do outro, uma mentira do demônio que promete a felicidade no pecado; e é sempre a mesma a história de todas as tentações e de todas as culpas. E depois do pecado? A inquietação, a perturbação, o remorso. Não tardemos, pelo amor de Deus, quando nos assalta a tentação; não imitemos por descuido a Eva no discutir com o demônio! Se o fizermos, mais cedo ou mais tarde estamos perdidos. Pelo contrário, voltemo-nos logo para Maria pedindo socorro, e do céu Ela nos ajudará. Também os santos quantas vezes se acharam em perigo de pecar! Por quantas tentações se viram assaltados! Quem os tornou tão firmes no bem? Quem os fez vencer o demônio, constantes como foram na luta e na vitória? Maria, que prontamente invocaram; Maria, que fielmente os rodeou e acompanhou com exército em ordem de batalha: ut castrorum acies ordinata [1]. Não havemos de fazer outro tanto? Pretenderemos ser socorridos pela Virgem sem Lhe ter pedido a proteção ou só a pediremos quando o demônio já tiver ganhado terreno? Recorrer á Virgem com sinceridade: Para mereceres, porém, o auxílio de Maria, deveis invocá-La cheios da firme e resoluta vontade de fugir ao pecado e animados por fervente desejo de que Ela deveras obtenha para vós força na tentação e perseverança na virtude. Talvez pareça estranho esse aviso, mas na verdade não o é. Quantas vezes na tentação acontece rezarmos, sim, mas sem fervor, distraídos, sem a vontade resoluta que leva a odiar o pecado e sem o horror que é a primeira e indispensável condição para dele sempre nos mantermos afastados! Há almas que, segundo a palavra do Espírito Santo, querem e não querem ao mesmo tempo, ou melhor, que em vez de sincera vontade apenas têm uma veleidade. Bem sabemos, que em certos momentos, a tentação é forte e insistente, o mal fascina os sentidos, o coração, a inteligência, a imaginação; as paixões tornam-se cúmplices poderosas do demônio e tudo parece conjurar-se contra nossa débil vontade. Nesses momentos, não é fácil à alma dar-se conta do horror e da repulsa explícita que deve ter pelo pecado. Está agitada por forte tempestade; tudo a arrasta para o mal e ela se vê no estado que tão bem descreve São Paulo ao exclamar: “Sinto uma lei nos membros que se opõe à lei do espírito e me faz escravo da lei do pecado, a qual está nos meus membros” [2]. Mas assim como o Apóstolo não perde a firme vontade de resistir a essa lei de pecado e de morte, também a nossa alma deve nesses momentos reunir todas as forças de sua vontade para sinceramente se voltar para a Mãe do céu, que é cheia de graça ou antes a própria Mãe da graça divina, para que Ela a ampare e ajude no perigo e no combate. Costumava dizer um grande Santo que, quando à hora da tentação uma alma invoca sinceramente Maria, por mais que lhe continuem no coração a dúvida e o receio de ter caído, deve absolutamente convencer-se de que não cedeu ao inimigo: porque – concluía o Santo – não é possível crer que Maria não a tenha socorrido e que o demônio tenha vencido. Longe, portanto, de hesitar ou dar à tentação ensejo de ir ganhando terreno em nosso coração, invoquemos a Virgem Santíssima com toda a sinceridade, apelemos para todas as nossas energias espirituais, dirijamos-Lhe uma oração não frouxa e sem convicção, mas animada pelo desejo ardente de fugir ao pecado. Experimentaremos então os efeitos do seu poder e da sua bondade. Recorrer com fé: Mais uma condição tem de satisfazer o nosso recurso a Maria na hora da tentação: deve ser confiante. Para aumentar em nós essa confiança, reflitamos no que diz São Luís de Montfort: “Pode um homem defendido por um exército de cem mil soldados, temer o inimigo? Pois bem, um fiel servo de Maria, defendido por sua proteção e por seu imperial poder, ainda menos tem que recear. Esta boa Mãe e poderosa Princesa do céu enviaria legiões de milhões de anjos para socorrer um dos seus filhos, mas nunca deixaria dizer que um servo fiel que n’Ela confiou pôde sucumbir por causa da malícia, do número, da força dos seus inimigos” [3]. Ao recorrer a Maria e invocar-Lhe a proteção, lembremo-nos de que Ela é a Torre de Davi, contra a qual em vão se enfurecem os demônios. Quantos, refugiando-se nessa torre, conseguiram defesa e salvação! Santa Justina era uma virgem de pureza ilibada; o demônio experimentou todos os meios para arrastá-la ao pecado. Ela, porém, não perdia o ânimo; abrigada nos muros dessa inabalável fortaleza, sentia-se forte e potente do próprio poder de Deus. São Martiniano viu-se no meio das mais terríveis seduções. São Luís, rei de França, viveu nas grandezas do trono. A São Francisco de Sales armaram perigosa cilada alguns jovens sem moral que lhe queriam derrubar a virtude. Como triunfaram esses santos? Não sofreram mal nenhum, pois tinham posto toda a confiança em Maria. Por que, pois, não os havemos de imitar invocando com fé a proteção e o auxílio de nossa Mãe do céu quando mais necessário o sentimos e mais próximo está o perigo de cairmos no pecado? Num belo dia de primavera, de céu límpido, toda florida a natureza, um pequenino divertia-se a colher flores num prado. A mãe estava sentada não longe dele. Mas quando as mãozinhas se estendiam para apanhar entre as flores, uma rosa silvestre, eis que lívida serpente sai da moita e olha fixamente para o menino. Aterrado, ele dá um grito: “Mamãe! Mamãe, socorro!” Dum salto, ei-la de pé, corre logo à moita e esmaga com o pé a cobra venenosa. Ainda apavorado mas salvo, o pequenino agarra-se ao colo da mãe amorosa e beija-a com amor e viva gratidão. É outra cena que mil vezes se repete: a venenosa serpente do mal se esconde entre ervas e flores, surge onde menos é esperada, mais insidiosa e fatal por isso mesmo. Queremos evitar-lhe a picada e o veneno? Imitemos a criancinha no prado, voltemo-nos logo para a Mãe boa e poderosa que temos no céu. Nossa Senhora é o Terror dos demônios, Aquela que esmaga a cabeça da serpente infernal. Em seu famosíssimo Tratado da Verdadeira Devoção, São Luís Maria Grignion de Montfort escreve: “Maria é a mais terrível inimiga que Deus armou contra o demônio. Armai-vos, pois, com estas armas de Deus, armai-vos do santo Rosário e esmagareis a cabeça do demônio, e vivereis tranquilos contra todas suas tentações. Daí vem que o Rosário, mesmo o objeto material, seja tão terrível ao diabo, que os Santos se tenham servido dele para encadear o demônio e expulsá-lo do corpo dos possessos, segundo testemunham várias histórias”. De onde se vê que é excelente ter sempre consigo o Terço no bolso, durante o dia, e à noite. Que oração será a mais eficaz a fim de alcançar toda espécie de graças para nós, tão necessitados? E para a humanidade, tão depravada? Os Papas, os Santos e a Igreja em geral incentivam de todos os modos esta devoção, que a própria Medianeira de todas as graças nos ensinou. Está portanto em nossas mãos a arma para a salvação, tanto nossa como deste caótico e desmoralizado mundo de hoje. Pode Deus, por intercessão de Maria, não nos conceder aquilo que pedimos, mas pode nos conceder outras graças que não as pedimos e que são mais importantes para nós e que necessitamos naquele momento, principalmente as graças necessárias á nossa salvação e santificação. Pode também não nos conceder quando desejamos, mas sim quando realmente necessitamos. O culto de hiperdulia, é devido à Santíssima Virgem Mãe de Deus. Não é possível separar Cristo de Sua Mãe Santíssima. Que a Santíssima Virgem, aquela que deu uma face humana ao Verbo eterno, para que todos nós O pudéssemos contemplar, rogue pela Igreja, pelo Papa e por todos nós. Que Ela, de novo e mais uma vez, nos traga o Seu Divino Filho, diante do qual as Trevas não podem subsistir. Que Ela nos possa sempre valer, em meio às tentações desta vida conturbada. Que nos livre, sempre, das ciladas que o Maligno nos arma nestes dias difíceis em que vivemos. Finalizo a meditação de hoje, com as extraordinárias palavras do Grande Papa Pio XII: “Será vão o esforço de remediar a situação decadente da sociedade civil, se a família, princípio e base de toda a sociedade humana, não se ajustar diligentemente à lei do Evangelho. E nós afirmamos que, para desempenho cabal deste árduo dever, é sobretudo conveniente o costume do Rosário em família” – (Encíclica Ingruentium Malorum, de 15 de setembro de 1951) – [1] Cant. VI, 3 / [2] Rom. VII, 23 / [3] Tratado da Verdadeira Devoção, Parte II, c. II Equipe Templário de Maria #SantíssimaVirgem #Tentação #VirgemMaria

  • MENTIRAS E EXAGEROS CONTRA A IGREJA

    Conta-se que dois monges medievais discutiam sobre a quantidade de dentes que haveria na boca de um asno. Cada um deles levantava uma hipótese. A discussão já andava acalorada, quando um terceiro monge interveio e propôs: — Que tal se vocês procurassem um asno de verdade e contassem os dentes de sua boca? O terceiro monge sabia que a realidade era independente das ideias humanas, e estas últimas só tinham sentido quando se conformavam ao mundo das coisas reais. A anedota pode ser de grande utilidade para o assunto desta crônica: as mentiras e exageros que, ao longo dos últimos dois mil anos, os inimigos da Igreja Católica têm feito circular pelos livros, pelas escolas, pelo cinema e televisão, e, mais recentemente, pela internet. Tais mentiras e exageros sobre a história da Igreja, depois de postos em circulação, adquirem vida própria e passam a ser repetidos automaticamente. Transformam-se em boatos, notícias cuja origem ou veracidade não estão provadas, mas que contêm tanto sal malicioso, que as más línguas não resistem e vão passando adiante. Essas falsas notícias sobre a Igreja Católica ligam-se, inicialmente, a dois grupos de fatos históricos, cuja origem se encontra na Idade Média: as Cruzadas e a Inquisição. Mas vão além, muito além. Quem já não viu algum filme, ou leu nalgum livro didático, sobre a famosa caça às bruxas medievais? Quem já não ouviu falar da crepitante fogueira da Inquisição? Quem já não ouviu falar da perseguição católica aos judeus, sobretudo no reinado da Rainha Isabel de Espanha? Quem já não ouviu falar de um estranho conceito teológico, segundo o qual as mulheres não teriam alma? Quem já não ouviu falar de certa injustiça cometida contra o físico Galileu Galilei, no início do século XVII? Quem já não ouviu falar dos malvados conquistadores espanhóis ou portugueses que, nas Américas, oprimiram os nativos? Quem já não ouviu falar de certo conceito medieval, segundo o qual a terra não seria redonda, o que teria impedido a expansão ultramarina? Ou, mais recentemente, quem já não ouviu falar das denúncias contra padres pedófilos, largamente difundidas pela mídia? A lista é interminável. Para mostrar o que é verdadeiro ou falso nisso tudo, a Igreja criou uma disciplina teológica, conhecida como “apologética”, cujo objetivo é defender a religião católica contra os que tentam depreciá-la, utilizando argumentos racionais e metodologia científica (que é, na verdade, tão antiga quanto a própria Igreja Católica, pois inimigos da fé já existiam desde a primeira hora do cristianismo, como já o atestam as várias cartas do Novo Testamento). Várias seriam as causas da maledicência anticatólica, daquela lista de horrores e sua ampla difusão no mundo ocidental. Estudiosos mais recentes apontam, como origem, algumas circunstâncias históricas, entre as quais as disputas existentes, no século XVI, entre países protestantes (Países Baixos e Inglaterra) e a poderosa Espanha católica. Outras causas estariam no pensamento e na prática revolucionária, fundamentalmente anticristãos, e que, a partir do Iluminismo, da Revolução Francesa, do positivismo oitocentista, do Marxismo, do Nazismo, do Fascismo, e, atualmente, da Ditadura do Relativismo, tinham e têm todo interesse em neutralizar a influência da Igreja, em especial a moral católica. É hora de dizer como o terceiro monge da anedota: procuremos o asno. Vamos abrir a boca do animal e contar a sua dentadura. Ou seja, voltemos às “fontes primárias” da história, e aos autores que nelas se basearam, para conferir se tudo o que é dito contra a Igreja possui fundamento real, ou não passariam de lendas inventadas para servir a interesses políticos ou religiosos. História só se faz com fontes primárias, com o estudo honesto dos textos ou vestígios arqueológicos produzidos o mais proximamente possível dos acontecimentos que se pretende reconstruir com a narrativa historiográfica.

  • DIANTE DE UM MUNDO CADA VEZ MAIS ANTICRISTÃO.

    “Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar…”(Ef 6,12) Nos diz o venerável Cardeal Fulton Sheen: “Nós estamos vivendo nos dias do Apocalipse – os últimos dias da nossa era… as duas grandes forças do Corpo Místico de Cristo e do Corpo Místico do Anticristo estão começando a desenhar as linhas de batalha para o embate final. O Falso Profeta terá uma religião sem a cruz. Uma religião sem um mundo vindouro. Uma religião para destruir as religiões. E o falso profeta vai criar uma outra. A falsa igreja é mundana, ecumênica e global. Vai ser uma federação de igrejas. E as religiões irão formar um tipo de associação global. Um Parlamento Mundial das Igrejas. Será esvaziada de todo conteúdo divino e será o corpo místico do Anticristo. O corpo místico hoje na Terra terá o seu Judas Iscariotes e será o falso profeta. Satanás o recrutará dentre os nossos bispos. De Anticristo ele não será chamado, caso contrário ele não conseguiria seguidores. Ele não se vestirá de vermelho e nem vomitará enxofre, também não terá como cetro um tridente ou balançará uma cauda pontiaguda como Mefistófeles em Fausto. Esta mascaração só serviu para ajudar o demônio a convencer os homens de que ele não existe. Quanto mais ninguém o reconhece, mais poder ele exerce. Deus definiu a Si mesmo como “Eu sou Aquele que Sou”, enquanto o demônio, como antítese se define como “eu sou aquele que não sou”. Em nenhum lugar nas Sagradas Escrituras encontramos justificativa para o mito popular do Diabo como um palhaço vestido de “vermelho”. Ao invés disto, ele é descrito como um anjo caído do céu, como “o príncipe deste mundo”, cuja tarefa é nos dizer que não existe outro mundo. Sua lógica é simples: se não há céu, não há inferno, se o inferno não existe, então não há pecado, se não há pecado, então não há juiz, e se não há nenhum julgamento então o mal é bom e bom é mau. Mas, acima de todas estas descrições, Nosso Senhor nos adverte que ele será tão parecido com o Cristo que seria capaz de enganar até mesmo os escolhidos – e certamente nenhum demônio já descrito em alegorias de livros seria capaz de enganar os escolhidos. Como então ele se apresentará nessa nova era pra ganhar seguidores para a sua religião? A crença já nos tempos anteriores à Rússia comunista é que ele virá disfarçado como um grande líder humanitário: ele vai falar de paz, prosperidade e abundância não como um meio para levar-nos a Deus, mas como um fim em si mesmo. A terceira tentação , aquela em que Satanás pediu a Cristo para adorá-lo em troca de todos os reinos do mundo, se tornará a tentação de ter uma nova religião sem a cruz, uma liturgia sem a menção de um mundo por vir, uma religião para destruir a verdadeira religião, ou uma política que se tornará uma religião – uma religião que renderá a César até mesmo as coisas que são de Deus. No meio de todo o seu aparente amor pela humanidade e seu discurso simplista de liberdade e igualdade, ele guardará um grande segredo que não revelará a ninguém: ele não acredita em Deus. Porque sua religião será a fraternidade sem a paternidade de Deus, e é com essa religião ele vai enganar até mesmo os eleitos. Ele vai criar uma contra Igreja que será pura macaqueação da Igreja, porque ele, o Anticristo, não faz outra coisa senão macaquear a obra de Deus. Essa igreja terá ritos e características da Igreja, mas em sentido inverso pois estarão esvaziados de seu conteúdo divino. Será um corpo místico do anticristo que em todas suas aparências exteriores lembrarão o Corpo Místico de Cristo. Mas os homens do século XX se juntarão a essa contra igreja porque ela se proclamará infalível quando seu chefe visível falar da cátedra sobre temas tais quais economia e política, como pastor-chefe do comunismo mundial” (Fonte: Cardeal Fulton J. Sheen, no livro “Communism and the Conscience of the West” – Bobbs-Merril Company, Indianápolis, 1948, páginas 24-25 – Em 2002, sua causa de canonização foi aberta e suas “virtudes heroicas” foram reconhecidas em 2012 — sendo, portanto, já um “Venerável”). “Nos tempos do Anticristo a Igreja de Deus sobre a terra verá reduzido grandemente o número aparente de seus fiéis devida a aberta deserção dos poderes deste mundo. Esta deserção começará por uma indiferença a toda forma de cristianismo, sobre a aparência de uma tolerância universal. Mas esta tolerância não procederá de um verdadeiro espírito de caridade e indulgência mas de uma projeto que tem por fim destruir o cristianismo pelo incentivo as seitas. Esta pretensiosa tolerância irá muito mas além de uma justa tolerância a inclusive a que diz respeito as diversas denominações cristãs. Pois os governos pretenderão ser indiferentes a todas e não darão proteção preferencial a nenhuma. Da tolerância das mas pestíferas heresias passarão logo a tolerância do islamismo, do ateísmo e por fim virá a perseguição explícita da verdade do cristianismo. Nesses tempos o Templo de Deus se verá reduzido aos santos, isto é, ao pequeno número dos verdadeiros cristãos que adoram o Pai em espírito e em verdade e que regem estritamente sua doutrina e culto e toda sua conduta pela Palavra de Deus” (Fonte: Beato Cardeal John Henry Newman, escrito no ano de 1838) Diante de um mundo cada vez mais anticristão, nós vemos muitos dos nossos irmãos entregando-se à podridão das trevas, pouco a pouco, se desvencilhando da vida virtuosa e, ao mesmo tempo, da Sã Doutrina do Senhor, enganados pela ilusão de uma vida mais cômoda e fácil, oposta às “aflições” supostamente trazidas pela vida reta. Enganam-se aqueles que pretendem viver com Cristo, supondo que não sofrerão, assim, os males terrenos. Ora, o próprio Jesus não deixa dúvidas: “No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33b). E desafia-nos: “…Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Mt 16,24). Viver conforme a vontade de Deus não é, portanto, passar pela via larga, mas pela estreita (cf. Mt 7,13-14; Lc 13-,24), pois não há como chegar à santidade vivendo conforme a própria vontade, deleitando-se com os prazeres da carne, e afastando de si a mortificação. A beleza da vida virtuosa está na luta contra o mal, na batalha contra si mesmo, e na renúncia ao mundo. O cristão não pode desejar para si nada, senão os desejos de Deus. Não deve preocupar-se com nada (cf. Mt 6,25ss), apenas esforçar-se na luta constante para permanecer puro e agradável aos olhos de Deus. O mundo há de querer sempre arrastar-nos para si, seduzir-nos com suas ciladas, atracar-nos às suas falsas delícias, para que assim não tenhamos forças ou ânimo suficientes para regressarmos ao caminho da salvação. Os clássicos inimigos de todos os cristãos são o diabo, a carne e o mundo. E diante de tais inimigos, não deve ficar o católico estático. Deve preparar-se para o combate, como nos alerta o apóstolo Paulo: “Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal espalhadas nos ares. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus. Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos” – (Ef 6,11-18) A ação e oração devem caminhar juntas para que vençamos estes tempos bélicos, pois não há outro tempo de batalha, senão este em que vivemos. Talvez não percebamos isto, talvez nosso conceito de batalha seja o das guerras clássicas, de exércitos, de armas, de sangue… Muitos aliaram estas duas batalhas: lutaram contra o mundo, contra a carne, contra o mal, e acabaram dando a sua vida por causa disto. Os martírios diminuíram, é verdade, mas o mundo está cada vez mais impiedoso, Satanás tem encontrado cada vez mais espaço para agir, e os homens se tornaram ainda mais escravos do próprio corpo. E é por isso que devemos nos voltar para a batalha que deve acontecer todos os dias em nossas vidas, e lutá-la. Não basta sabermos do dever de resistir ao mal, devemos nos revestir da armadura de Deus! Devemos nos manter vigilantes, atentos, e jamais deixarmos a oração, a penitência e o jejum, a fim de mantermos o espírito e a carne preparados.Preparando o espírito, nos tornamos mais capazes de dominar a carne, a fim de nos encontrarmos prontos para trilharmos o caminho da santidade. O caminho da perfeição passa pela cruz. Não existe santidade sem renúncia e sem combate espiritual. O progresso espiritual envolve ascese e mortificação, que levam gradualmente a viver na paz e na alegria das bem-aventuranças. Não para perder a alegria, mas para tentar alcançar a perfeição, devemos nos despir do “homem velho” (cf. Ef 4,22) através da mortificação, dando lugar ao “homem novo” (cf. Ef 4,24).Aceitando os sofrimentos que nos ocorrem, jejuando, privando o corpo de prazeres e excessos, enfim, fazendo sacrifícios, afastamos de nós as más inclinações, e assim nos assemelhamos mais a Cristo, que, mesmo em toda a sua perfeição, não se isentou do sofrimento e da cruz. E por que nos afastaríamos, se é pela cruz que Cristo obteve, e nós obtemos a vitória? O sofrimento, as dores, as dificuldades sempre vêm, e são ainda maiores para aqueles que buscam a santidade. Devemos aprender a administrá-los, a não renunciá-los, e a crescermos com eles. Ora, só se obtém uma espada após forjar o metal. “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” – (Gl 2,20). E para que Cristo viva em nós, é necessário lutarmos a cada dia, sem cessar, contra tudo o que nos afasta d’Ele. Vigiando e orando, revestidos da armadura de Deus, sigamos vivendo estes tempos bélicos. Rezemos, jejuemos, para que possamos, chegar aos céus e, combatendo á tudo e á todos, que não estão se preocupando com o desmoronamento da Igreja, seu modernismo e aparentes boas mudanças! Rezemos, Jejuemos e nos penitenciemos, pois creio que somente assim, ajudaremos e viveremos o que Nosso Senhor nos disse: viver no mundo, sem ser do mundo. Rezemos á Deus e peçamos a intercessão da Santíssima Virgem Maria, dos santos, em particular do Beato Pio IX, para que muitos e muitos dentro da Igreja, inclusive de sua hierarquia, abandone a linha liberalista, populista e modernista. Equipe Padre Rodrigo Maria #Demônio #Mundo

  • DIANTE DE UM MUNDO CADA VEZ MAIS ANTICRISTÃO.

    “Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar…”(Ef 6,12) Nos diz o venerável Cardeal Fulton Sheen: “Nós estamos vivendo nos dias do Apocalipse – os últimos dias da nossa era… as duas grandes forças do Corpo Místico de Cristo e do Corpo Místico do Anticristo estão começando a desenhar as linhas de batalha para o embate final. O Falso Profeta terá uma religião sem a cruz. Uma religião sem um mundo vindouro. Uma religião para destruir as religiões. E o falso profeta vai criar uma outra. A falsa igreja é mundana, ecumênica e global. Vai ser uma federação de igrejas. E as religiões irão formar um tipo de associação global. Um Parlamento Mundial das Igrejas. Será esvaziada de todo conteúdo divino e será o corpo místico do Anticristo. O corpo místico hoje na Terra terá o seu Judas Iscariotes e será o falso profeta. Satanás o recrutará dentre os nossos bispos. De Anticristo ele não será chamado, caso contrário ele não conseguiria seguidores. Ele não se vestirá de vermelho e nem vomitará enxofre, também não terá como cetro um tridente ou balançará uma cauda pontiaguda como Mefistófeles em Fausto. Esta mascaração só serviu para ajudar o demônio a convencer os homens de que ele não existe. Quanto mais ninguém o reconhece, mais poder ele exerce. Deus definiu a Si mesmo como “Eu sou Aquele que Sou”, enquanto o demônio, como antítese se define como “eu sou aquele que não sou”. Em nenhum lugar nas Sagradas Escrituras encontramos justificativa para o mito popular do Diabo como um palhaço vestido de “vermelho”. Ao invés disto, ele é descrito como um anjo caído do céu, como “o príncipe deste mundo”, cuja tarefa é nos dizer que não existe outro mundo. Sua lógica é simples: se não há céu, não há inferno, se o inferno não existe, então não há pecado, se não há pecado, então não há juiz, e se não há nenhum julgamento então o mal é bom e bom é mau. Mas, acima de todas estas descrições, Nosso Senhor nos adverte que ele será tão parecido com o Cristo que seria capaz de enganar até mesmo os escolhidos – e certamente nenhum demônio já descrito em alegorias de livros seria capaz de enganar os escolhidos. Como então ele se apresentará nessa nova era pra ganhar seguidores para a sua religião? A crença já nos tempos anteriores à Rússia comunista é que ele virá disfarçado como um grande líder humanitário: ele vai falar de paz, prosperidade e abundância não como um meio para levar-nos a Deus, mas como um fim em si mesmo. A terceira tentação , aquela em que Satanás pediu a Cristo para adorá-lo em troca de todos os reinos do mundo, se tornará a tentação de ter uma nova religião sem a cruz, uma liturgia sem a menção de um mundo por vir, uma religião para destruir a verdadeira religião, ou uma política que se tornará uma religião – uma religião que renderá a César até mesmo as coisas que são de Deus. No meio de todo o seu aparente amor pela humanidade e seu discurso simplista de liberdade e igualdade, ele guardará um grande segredo que não revelará a ninguém: ele não acredita em Deus. Porque sua religião será a fraternidade sem a paternidade de Deus, e é com essa religião ele vai enganar até mesmo os eleitos. Ele vai criar uma contra Igreja que será pura macaqueação da Igreja, porque ele, o Anticristo, não faz outra coisa senão macaquear a obra de Deus. Essa igreja terá ritos e características da Igreja, mas em sentido inverso pois estarão esvaziados de seu conteúdo divino. Será um corpo místico do anticristo que em todas suas aparências exteriores lembrarão o Corpo Místico de Cristo. Mas os homens do século XX se juntarão a essa contra igreja porque ela se proclamará infalível quando seu chefe visível falar da cátedra sobre temas tais quais economia e política, como pastor-chefe do comunismo mundial” (Fonte: Cardeal Fulton J. Sheen, no livro “Communism and the Conscience of the West” – Bobbs-Merril Company, Indianápolis, 1948, páginas 24-25 – Em 2002, sua causa de canonização foi aberta e suas “virtudes heroicas” foram reconhecidas em 2012 — sendo, portanto, já um “Venerável”). “Nos tempos do Anticristo a Igreja de Deus sobre a terra verá reduzido grandemente o número aparente de seus fiéis devida a aberta deserção dos poderes deste mundo. Esta deserção começará por uma indiferença a toda forma de cristianismo, sobre a aparência de uma tolerância universal. Mas esta tolerância não procederá de um verdadeiro espírito de caridade e indulgência mas de uma projeto que tem por fim destruir o cristianismo pelo incentivo as seitas. Esta pretensiosa tolerância irá muito mas além de uma justa tolerância a inclusive a que diz respeito as diversas denominações cristãs. Pois os governos pretenderão ser indiferentes a todas e não darão proteção preferencial a nenhuma. Da tolerância das mas pestíferas heresias passarão logo a tolerância do islamismo, do ateísmo e por fim virá a perseguição explícita da verdade do cristianismo. Nesses tempos o Templo de Deus se verá reduzido aos santos, isto é, ao pequeno número dos verdadeiros cristãos que adoram o Pai em espírito e em verdade e que regem estritamente sua doutrina e culto e toda sua conduta pela Palavra de Deus” (Fonte: Beato Cardeal John Henry Newman, escrito no ano de 1838) Diante de um mundo cada vez mais anticristão, nós vemos muitos dos nossos irmãos entregando-se à podridão das trevas, pouco a pouco, se desvencilhando da vida virtuosa e, ao mesmo tempo, da Sã Doutrina do Senhor, enganados pela ilusão de uma vida mais cômoda e fácil, oposta às “aflições” supostamente trazidas pela vida reta. Enganam-se aqueles que pretendem viver com Cristo, supondo que não sofrerão, assim, os males terrenos. Ora, o próprio Jesus não deixa dúvidas: “No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33b). E desafia-nos: “…Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Mt 16,24). Viver conforme a vontade de Deus não é, portanto, passar pela via larga, mas pela estreita (cf. Mt 7,13-14; Lc 13-,24), pois não há como chegar à santidade vivendo conforme a própria vontade, deleitando-se com os prazeres da carne, e afastando de si a mortificação. A beleza da vida virtuosa está na luta contra o mal, na batalha contra si mesmo, e na renúncia ao mundo. O cristão não pode desejar para si nada, senão os desejos de Deus. Não deve preocupar-se com nada (cf. Mt 6,25ss), apenas esforçar-se na luta constante para permanecer puro e agradável aos olhos de Deus. O mundo há de querer sempre arrastar-nos para si, seduzir-nos com suas ciladas, atracar-nos às suas falsas delícias, para que assim não tenhamos forças ou ânimo suficientes para regressarmos ao caminho da salvação. Os clássicos inimigos de todos os cristãos são o diabo, a carne e o mundo. E diante de tais inimigos, não deve ficar o católico estático. Deve preparar-se para o combate, como nos alerta o apóstolo Paulo: “Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal espalhadas nos ares. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus. Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos” – (Ef 6,11-18) A ação e oração devem caminhar juntas para que vençamos estes tempos bélicos, pois não há outro tempo de batalha, senão este em que vivemos. Talvez não percebamos isto, talvez nosso conceito de batalha seja o das guerras clássicas, de exércitos, de armas, de sangue… Muitos aliaram estas duas batalhas: lutaram contra o mundo, contra a carne, contra o mal, e acabaram dando a sua vida por causa disto. Os martírios diminuíram, é verdade, mas o mundo está cada vez mais impiedoso, Satanás tem encontrado cada vez mais espaço para agir, e os homens se tornaram ainda mais escravos do próprio corpo. E é por isso que devemos nos voltar para a batalha que deve acontecer todos os dias em nossas vidas, e lutá-la. Não basta sabermos do dever de resistir ao mal, devemos nos revestir da armadura de Deus! Devemos nos manter vigilantes, atentos, e jamais deixarmos a oração, a penitência e o jejum, a fim de mantermos o espírito e a carne preparados.Preparando o espírito, nos tornamos mais capazes de dominar a carne, a fim de nos encontrarmos prontos para trilharmos o caminho da santidade. O caminho da perfeição passa pela cruz. Não existe santidade sem renúncia e sem combate espiritual. O progresso espiritual envolve ascese e mortificação, que levam gradualmente a viver na paz e na alegria das bem-aventuranças. Não para perder a alegria, mas para tentar alcançar a perfeição, devemos nos despir do “homem velho” (cf. Ef 4,22) através da mortificação, dando lugar ao “homem novo” (cf. Ef 4,24).Aceitando os sofrimentos que nos ocorrem, jejuando, privando o corpo de prazeres e excessos, enfim, fazendo sacrifícios, afastamos de nós as más inclinações, e assim nos assemelhamos mais a Cristo, que, mesmo em toda a sua perfeição, não se isentou do sofrimento e da cruz. E por que nos afastaríamos, se é pela cruz que Cristo obteve, e nós obtemos a vitória? O sofrimento, as dores, as dificuldades sempre vêm, e são ainda maiores para aqueles que buscam a santidade. Devemos aprender a administrá-los, a não renunciá-los, e a crescermos com eles. Ora, só se obtém uma espada após forjar o metal. “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” – (Gl 2,20). E para que Cristo viva em nós, é necessário lutarmos a cada dia, sem cessar, contra tudo o que nos afasta d’Ele. Vigiando e orando, revestidos da armadura de Deus, sigamos vivendo estes tempos bélicos. Rezemos, jejuemos, para que possamos, chegar aos céus e, combatendo á tudo e á todos, que não estão se preocupando com o desmoronamento da Igreja, seu modernismo e aparentes boas mudanças! Rezemos, Jejuemos e nos penitenciemos, pois creio que somente assim, ajudaremos e viveremos o que Nosso Senhor nos disse: viver no mundo, sem ser do mundo. Rezemos á Deus e peçamos a intercessão da Santíssima Virgem Maria, dos santos, em particular do Beato Pio IX, para que muitos e muitos dentro da Igreja, inclusive de sua hierarquia, abandone a linha liberalista, populista e modernista. Equipe Padre Rodrigo Maria #Demônio #Mundo

  • O PROTESTANTISMO É O RESULTADO DAS HERESIAS DE LUTERO ESPALHADAS PELO MUNDO.

    O protestantismo teve início no século XVI e hoje existe sob a forma de milhares de denominações independentes uma das outras. Lutero era professor em Wittenberg, quando surgiu a questão das indulgências na Alemanha; e já havia a prevenção contra elas por causa de abusos de oficiais eclesiásticos. Lutero insurgiu-se contra o pregador das indulgências, Tetzel, em 31 de outubro de 1517, e afixou na porta da igreja de Wittenbergu, conforme o costume das disputas acadêmicas, uma lista de 95 teses em latim sobre as indulgências. O surgimento das 95 teses de Lutero Para Lutero, quando Deus declara o homem justo, não lhe está apagando os pecados, mas apenas resolve não os considerar, cobrindo-os com o manto da justiça ou da santidade de Cristo. Lutero baseava-se especialmente em Rm 1,17: “O justo vive pela fé”; por isso, desprezava a Carta de São Tiago que fala da importância das obras. Essa doutrina era como que o “Evangelho” de Lutero. Era uma revolução dentro do Cristianismo. Lutero juntou a isso outras teses: a rejeição dos sacramentos, do sacerdócio ministerial, do sacrifício da Missa, da Tradição da Igreja e da hierarquia. Enfim, tudo aquilo que fazia a vida da lgreja católica. As teses de Lutero espalharam-se rapidamente pela Alemanha e fora dela, chegando até Roma. A Santa Sé mandou o Cardeal Caetano a Augsburgo para ouvir Lutero (12-14/10/1518), mas não conseguiu demovê-lo de suas posições doutrinárias. A ruptura com a Igreja O brado de revolta de Lutero encontrou ressonância fácil entre os príncipes da Alemanha, que tinham antigos ressentimentos contra a Santa Sé por questões políticas. Entre os protetores de Lutero, começou a destacar-se o príncipe Frederico, o Sábio, da Saxônia. Em 1519, houve, em Leipzig, uma famosa disputa pública, na qual Lutero expôs mais claramente sua doutrina: só é verdade religiosa aquilo que se pode provar pela Sagrada Escritura (princípio básico do protestantismo). Ele atacou o primado do Papa e desprezou a Tradição e o Magistério da Igreja. Então, em 1520, no dia 15 de junho, o Papa Leão X publicou a Bula Exsurge, que condenava 41 sentenças de Lutero e o ameaçava de excomunhão, caso não se submetesse dentro de 60 dias. Em dezembro desse mesmo ano, o frade queimou a Bula e um livro de Direito Eclesiástico em praça pública. O Papa excomungou formalmente Lutero em 3 de janeiro de 1521. Lutero, então, convocou seus compatriotas alemães para se unirem a ele em três obras: o “Manifesto à Nobreza Alemã”, no qual exortava os príncipes a assumir a reforma da Cristandade, constituindo uma Igreja alemã independente; o “Cativeiro da Babilônia”, que considerava os sacramentos, regulamentados pela Igreja, como um cativeiro – só ficariam o batismo e a ceia operando pela fé do sujeito; e “A Liberdade Cristã”, que concebe a igreja como uma comunidade invisível, da qual só fazem parte os que vivem da verdadeira fé. Em 1521, houve a Dieta de Worms, à qual Lutero compareceu na presença do Imperador Carlos V; recusou retratar-se e foi condenado à morte. Mas Frederico o Sábio escondeu o frade no Castelo de Wartburg, onde ficou dez meses (maio 1521 – março 1522) sob o pseudônimo de “Cavaleiro Jorge”. Começou, então, a tradução da Bíblia para o alemão a partir dos originais; foi completada em 1534. No castelo de Wartburg, Lutero sofreu crises nervosas violentas, que ele considerava como assaltos diabólicos. Enquanto Lutero estava preso, a agitação crescia em Wittenberg; os clérigos casavam-se; a Missa era substituída pelo rito da Ceia do Senhor, em que se recebiam pão e vinho sem confissão prévia nem jejum eucarístico; as imagens dos santos eram removidas. Em 1525, Lutero casou-se com Catarina de Bora, monja cisterciense apóstata, e teve seus filhos. Fim da vida de Lutero Os últimos anos de vida de Lutero foram angustiosos para o reformador: além dos aborrecimentos e das decepções, ele sofria achaques corporais; se alastravam a indisciplina e a procura de interesses particulares nos territórios reformados; os príncipes dominavam as questões religiosas. Lutero depositava suas esperanças num próximo fim de mundo. Em 1543, escreveu ansioso: “Vinde, Senhor Jesus, vinde, que os males ultrapassaram a medida. É preciso que tudo estoure. Amém”. – Finalmente, morreu em 18 de fevereiro de 1546, em sua cidade natal de Eisleben. (D. Estevão Bettencourt) As ideias e o movimento de Lutero tiveram seus ecos fora da Alemanha. Vários reformadores surgiram, partindo todos do mesmo princípio: a única fonte de fé é a Bíblia (Sola Scriptura), lida independentemente do Magistério da Igreja e da Tradição. Entre esses chefes destacam-se: Ulrico Zwingli (1484-1531), que pregou em Zürich (Suíça) e cujos seguidores sem demora se agregaram ao Calvinismo. Outro reformador notável foi João Calvino, em Genebra. As ideias reformistas de Lutero não eram novas; ele teve vários precursores que defendiam as mesmas teses em séculos anteriores: John Giclê, na Inglaterra; João Huss, na Polônia; Jerônimo de Praga, Guilherme de Occan e outros. Há um enorme intervalo histórico entre Jesus Cristo e as dominações protestantes; a seguir vê-se uma relação com as principais particularidades (Denominação, fundado, data e local onde surgiu): – Igreja Católica: Jesus Cristo, ano 30 – Palestina – Luterana: Martinho, 1517 – Alemanha – Episcopal (Anglicana): rei Henrique VIII, 1534 – Inglaterra – Reformada (Calvinista): João Calvino, 1541 – Suíça – Menonita: Meamo Simons, 1550 – Holanda – Presbiteriana: John Knox, 1567 – Escócia – Congregacional: Robert Browee, 1580 – Inglaterra – Batista: John Smith, 1604 – Holanda – Quaker: John Fox, 1604 – EUA – Metodista: John Wesley, 1739 – Inglaterra – Mórmons: Joseph Smith, 1830 – EUA – Exército da Salvação: Willian/Catarina Booth, 1885 – Inglaterra – Ciência Cristã: Mary Backer, 1675 – EUA – Pentecostais: Charles Parham, 1900 – EUA – Testemunha de Jeová: Charles Taze Russel, 1916 – EUA – Amigos do Homem: Alexandre Freytag, 1920 – Suíça – Universal do reino de Deus: Edir Macedo, 1977 – Brasil É muito comum encontrar pessoas que tiveram a graça de nascer em uma família católica, mas que ainda não fizeram uma opção consciente pela sua fé, achando que tanto faz pertencer a Igreja Católica ou a qualquer outra comunidade Cristã, mesmo que seja protestante. No fim, toda essa doutrina protestante chega a um beco sem saída. Pois, se tudo o que é visível não passa de invenção dos homens, o que dizer das Escrituras que, tendo como autor último o Espírito Santo, têm, no entanto, autores verdadeiramente humanos, de carne e osso? O que dizer das Escrituras, que foram estabelecidas como verdadeiras justamente pela autoridade da Igreja Católica, como diz Santo Agostinho: “Ego vero Evangelio non crederem, nisi me catholicae Ecclesiae commoveret auctoritas – Quanto a mim, não acreditaria no Evangelho se não me movesse a isso a autoridade da Igreja Católica” ? Ora, cortar da árvore do Credo a fé na Igreja é serrar o próprio galho em que se está sentado. Os protestantes creem que basta recorrer ao texto literal para se chegar à verdadeira interpretação da Bíblia. A experiência histórica comprova que esse método “realista” não funciona: milhares de protestantes ao redor do mundo interpretam de forma diferente as Escrituras. Para aceitar como verdadeiro o livre exame, ter-se-ia que admitir ou que Deus fala várias coisas divergentes entre si – o que não é possível – ou que todos, mesmo com opiniões contrárias, falam a verdade – o que é igualmente impossível. Por isso, o livre exame é muito difícil de se sustentar. Enquanto eles olham para um Jesus distante e pensam que, quanto mais o tempo passa, menos precisos são seus apontamentos, nós, católicos, ao contrário, à medida que o tempo passa, temos cada vez mais certeza de nossa fé. Porque, ainda que os tempos, os lugares e os estilos mudem, uma só é a Palavra que sai da boca dos santos e doutores da Igreja: Jesus. De fato, nós cremos que a Palavra de Deus não é um livro, mas uma pessoa que “se fez carne e veio morar entre nós”. Cremos também que essa realidade da Encarnação continua na Igreja, que é o Corpo Místico de Cristo e o que garante a interpretação autêntica das Sagradas Escrituras. Olhando para o organismo vivo da Igreja, para os seus Concílios e Papas, para a vida dos santos e todos os seus ensinamentos, é impossível não dirigir uma imensa ação de graças a Deus, por nos dar a graça de ser como anões no ombro de gigantes. Que alegria é ser católico e saber que não é preciso inventar um novo caminho, mas já existe um, deixado por Cristo e muito bem “pavimentado, iluminado e policiado” pelos santos da Igreja de Deus. De fato, a verdadeira história da Igreja é feita por esses homens e mulheres que devotaram toda a sua vida à vontade de Deus. Muitos querem estudar a história eclesiástica, mas o fazem a partir das personagens corruptas e pecadoras, que foram justamente as primeiras a trair a Igreja. Ora, qualquer pessoa que se proponha a contar a história da própria família, fá-lo-á narrando os episódios de quem entregou o seu sangue por ela ou contando as histórias dos que a abandonaram? Quem se propõe a conhecer a arquitetura, começa estudando os prédios que caíram ou os que deram certo? Do mesmo modo, não se estuda a história da Igreja senão pela via dos santos e mártires, que entregaram a sua vida por ela A religião protestante, no entanto, não acredita na santidade. Eles se recusam a crer que um ser humano possa se santificar em vida ou mesmo ser invocado após a sua morte, ignorando que nada, absolutamente, pode nos separar do amor de Cristo. Uma só é a Igreja de Cristo. Não existem várias, apenas uma. Enquanto os próprios protestantes assumem que as congregações a que pertencem são meras fundações humanas, nós, católicos, cremos firmemente que a Igreja Católica é de instituição divina e que nenhuma das fragilidades e dos pecados dos homens pode macular a sua santidade real, concreta e visível nos Sacramentos e na doutrina e na vida de seus santos. E cremos que esse organismo vivo existe e continuará a existir até o fim dos tempos, porque “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

  • O PROTESTANTISMO É O RESULTADO DAS HERESIAS DE LUTERO ESPALHADAS PELO MUNDO.

    O protestantismo teve início no século XVI e hoje existe sob a forma de milhares de denominações independentes uma das outras. Lutero era professor em Wittenberg, quando surgiu a questão das indulgências na Alemanha; e já havia a prevenção contra elas por causa de abusos de oficiais eclesiásticos. Lutero insurgiu-se contra o pregador das indulgências, Tetzel, em 31 de outubro de 1517, e afixou na porta da igreja de Wittenbergu, conforme o costume das disputas acadêmicas, uma lista de 95 teses em latim sobre as indulgências. O surgimento das 95 teses de Lutero Para Lutero, quando Deus declara o homem justo, não lhe está apagando os pecados, mas apenas resolve não os considerar, cobrindo-os com o manto da justiça ou da santidade de Cristo. Lutero baseava-se especialmente em Rm 1,17: “O justo vive pela fé”; por isso, desprezava a Carta de São Tiago que fala da importância das obras. Essa doutrina era como que o “Evangelho” de Lutero. Era uma revolução dentro do Cristianismo. Lutero juntou a isso outras teses: a rejeição dos sacramentos, do sacerdócio ministerial, do sacrifício da Missa, da Tradição da Igreja e da hierarquia. Enfim, tudo aquilo que fazia a vida da lgreja católica. As teses de Lutero espalharam-se rapidamente pela Alemanha e fora dela, chegando até Roma. A Santa Sé mandou o Cardeal Caetano a Augsburgo para ouvir Lutero (12-14/10/1518), mas não conseguiu demovê-lo de suas posições doutrinárias. A ruptura com a Igreja O brado de revolta de Lutero encontrou ressonância fácil entre os príncipes da Alemanha, que tinham antigos ressentimentos contra a Santa Sé por questões políticas. Entre os protetores de Lutero, começou a destacar-se o príncipe Frederico, o Sábio, da Saxônia. Em 1519, houve, em Leipzig, uma famosa disputa pública, na qual Lutero expôs mais claramente sua doutrina: só é verdade religiosa aquilo que se pode provar pela Sagrada Escritura (princípio básico do protestantismo). Ele atacou o primado do Papa e desprezou a Tradição e o Magistério da Igreja. Então, em 1520, no dia 15 de junho, o Papa Leão X publicou a Bula Exsurge, que condenava 41 sentenças de Lutero e o ameaçava de excomunhão, caso não se submetesse dentro de 60 dias. Em dezembro desse mesmo ano, o frade queimou a Bula e um livro de Direito Eclesiástico em praça pública. O Papa excomungou formalmente Lutero em 3 de janeiro de 1521. Lutero, então, convocou seus compatriotas alemães para se unirem a ele em três obras: o “Manifesto à Nobreza Alemã”, no qual exortava os príncipes a assumir a reforma da Cristandade, constituindo uma Igreja alemã independente; o “Cativeiro da Babilônia”, que considerava os sacramentos, regulamentados pela Igreja, como um cativeiro – só ficariam o batismo e a ceia operando pela fé do sujeito; e “A Liberdade Cristã”, que concebe a igreja como uma comunidade invisível, da qual só fazem parte os que vivem da verdadeira fé. Em 1521, houve a Dieta de Worms, à qual Lutero compareceu na presença do Imperador Carlos V; recusou retratar-se e foi condenado à morte. Mas Frederico o Sábio escondeu o frade no Castelo de Wartburg, onde ficou dez meses (maio 1521 – março 1522) sob o pseudônimo de “Cavaleiro Jorge”. Começou, então, a tradução da Bíblia para o alemão a partir dos originais; foi completada em 1534. No castelo de Wartburg, Lutero sofreu crises nervosas violentas, que ele considerava como assaltos diabólicos. Enquanto Lutero estava preso, a agitação crescia em Wittenberg; os clérigos casavam-se; a Missa era substituída pelo rito da Ceia do Senhor, em que se recebiam pão e vinho sem confissão prévia nem jejum eucarístico; as imagens dos santos eram removidas. Em 1525, Lutero casou-se com Catarina de Bora, monja cisterciense apóstata, e teve seus filhos. Fim da vida de Lutero Os últimos anos de vida de Lutero foram angustiosos para o reformador: além dos aborrecimentos e das decepções, ele sofria achaques corporais; se alastravam a indisciplina e a procura de interesses particulares nos territórios reformados; os príncipes dominavam as questões religiosas. Lutero depositava suas esperanças num próximo fim de mundo. Em 1543, escreveu ansioso: “Vinde, Senhor Jesus, vinde, que os males ultrapassaram a medida. É preciso que tudo estoure. Amém”. – Finalmente, morreu em 18 de fevereiro de 1546, em sua cidade natal de Eisleben. (D. Estevão Bettencourt) As ideias e o movimento de Lutero tiveram seus ecos fora da Alemanha. Vários reformadores surgiram, partindo todos do mesmo princípio: a única fonte de fé é a Bíblia (Sola Scriptura), lida independentemente do Magistério da Igreja e da Tradição. Entre esses chefes destacam-se: Ulrico Zwingli (1484-1531), que pregou em Zürich (Suíça) e cujos seguidores sem demora se agregaram ao Calvinismo. Outro reformador notável foi João Calvino, em Genebra. As ideias reformistas de Lutero não eram novas; ele teve vários precursores que defendiam as mesmas teses em séculos anteriores: John Giclê, na Inglaterra; João Huss, na Polônia; Jerônimo de Praga, Guilherme de Occan e outros. Há um enorme intervalo histórico entre Jesus Cristo e as dominações protestantes; a seguir vê-se uma relação com as principais particularidades (Denominação, fundado, data e local onde surgiu): – Igreja Católica: Jesus Cristo, ano 30 – Palestina – Luterana: Martinho, 1517 – Alemanha – Episcopal (Anglicana): rei Henrique VIII, 1534 – Inglaterra – Reformada (Calvinista): João Calvino, 1541 – Suíça – Menonita: Meamo Simons, 1550 – Holanda – Presbiteriana: John Knox, 1567 – Escócia – Congregacional: Robert Browee, 1580 – Inglaterra – Batista: John Smith, 1604 – Holanda – Quaker: John Fox, 1604 – EUA – Metodista: John Wesley, 1739 – Inglaterra – Mórmons: Joseph Smith, 1830 – EUA – Exército da Salvação: Willian/Catarina Booth, 1885 – Inglaterra – Ciência Cristã: Mary Backer, 1675 – EUA – Pentecostais: Charles Parham, 1900 – EUA – Testemunha de Jeová: Charles Taze Russel, 1916 – EUA – Amigos do Homem: Alexandre Freytag, 1920 – Suíça – Universal do reino de Deus: Edir Macedo, 1977 – Brasil É muito comum encontrar pessoas que tiveram a graça de nascer em uma família católica, mas que ainda não fizeram uma opção consciente pela sua fé, achando que tanto faz pertencer a Igreja Católica ou a qualquer outra comunidade Cristã, mesmo que seja protestante. No fim, toda essa doutrina protestante chega a um beco sem saída. Pois, se tudo o que é visível não passa de invenção dos homens, o que dizer das Escrituras que, tendo como autor último o Espírito Santo, têm, no entanto, autores verdadeiramente humanos, de carne e osso? O que dizer das Escrituras, que foram estabelecidas como verdadeiras justamente pela autoridade da Igreja Católica, como diz Santo Agostinho: “Ego vero Evangelio non crederem, nisi me catholicae Ecclesiae commoveret auctoritas – Quanto a mim, não acreditaria no Evangelho se não me movesse a isso a autoridade da Igreja Católica” ? Ora, cortar da árvore do Credo a fé na Igreja é serrar o próprio galho em que se está sentado. Os protestantes creem que basta recorrer ao texto literal para se chegar à verdadeira interpretação da Bíblia. A experiência histórica comprova que esse método “realista” não funciona: milhares de protestantes ao redor do mundo interpretam de forma diferente as Escrituras. Para aceitar como verdadeiro o livre exame, ter-se-ia que admitir ou que Deus fala várias coisas divergentes entre si – o que não é possível – ou que todos, mesmo com opiniões contrárias, falam a verdade – o que é igualmente impossível. Por isso, o livre exame é muito difícil de se sustentar. Enquanto eles olham para um Jesus distante e pensam que, quanto mais o tempo passa, menos precisos são seus apontamentos, nós, católicos, ao contrário, à medida que o tempo passa, temos cada vez mais certeza de nossa fé. Porque, ainda que os tempos, os lugares e os estilos mudem, uma só é a Palavra que sai da boca dos santos e doutores da Igreja: Jesus. De fato, nós cremos que a Palavra de Deus não é um livro, mas uma pessoa que “se fez carne e veio morar entre nós”. Cremos também que essa realidade da Encarnação continua na Igreja, que é o Corpo Místico de Cristo e o que garante a interpretação autêntica das Sagradas Escrituras. Olhando para o organismo vivo da Igreja, para os seus Concílios e Papas, para a vida dos santos e todos os seus ensinamentos, é impossível não dirigir uma imensa ação de graças a Deus, por nos dar a graça de ser como anões no ombro de gigantes. Que alegria é ser católico e saber que não é preciso inventar um novo caminho, mas já existe um, deixado por Cristo e muito bem “pavimentado, iluminado e policiado” pelos santos da Igreja de Deus. De fato, a verdadeira história da Igreja é feita por esses homens e mulheres que devotaram toda a sua vida à vontade de Deus. Muitos querem estudar a história eclesiástica, mas o fazem a partir das personagens corruptas e pecadoras, que foram justamente as primeiras a trair a Igreja. Ora, qualquer pessoa que se proponha a contar a história da própria família, fá-lo-á narrando os episódios de quem entregou o seu sangue por ela ou contando as histórias dos que a abandonaram? Quem se propõe a conhecer a arquitetura, começa estudando os prédios que caíram ou os que deram certo? Do mesmo modo, não se estuda a história da Igreja senão pela via dos santos e mártires, que entregaram a sua vida por ela A religião protestante, no entanto, não acredita na santidade. Eles se recusam a crer que um ser humano possa se santificar em vida ou mesmo ser invocado após a sua morte, ignorando que nada, absolutamente, pode nos separar do amor de Cristo. Uma só é a Igreja de Cristo. Não existem várias, apenas uma. Enquanto os próprios protestantes assumem que as congregações a que pertencem são meras fundações humanas, nós, católicos, cremos firmemente que a Igreja Católica é de instituição divina e que nenhuma das fragilidades e dos pecados dos homens pode macular a sua santidade real, concreta e visível nos Sacramentos e na doutrina e na vida de seus santos. E cremos que esse organismo vivo existe e continuará a existir até o fim dos tempos, porque “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

  • Homilia do 15º Domingo do Tempo Comum

    Leia o Evangelho e em seguida escute a homilia do 15º Domingo do Tempo Comum Anúncio do Evangelho (Mt 13,1-23) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. 1Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galileia. 2Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso, Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. 3E disse-lhes muitas coisas em parábolas: “O semeador saiu para semear. 4Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. 5Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. 6Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. 7Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. 8Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. 9Quem tem ouvidos, ouça!” 10Os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que falas ao povo em parábolas?” 11Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado. 12Pois à pessoa que tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem será tirado até o pouco que tem. 13É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque olhando, eles não veem, e ouvindo, eles não escutam nem compreendem. 14Desse modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Havereis de ouvir, sem nada entender. Havereis de olhar, sem nada ver. 15Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos, nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’. 16Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. 17Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram. 18Ouvi, portanto, a parábola do semeador: 19Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. 20A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; 21mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento; quando chega o sofrimento ou a perseguição, por causa da palavra, ele desiste logo. 22A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele não dá fruto. 23A semente que caiu em terra boa é aquele que ouve a palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta”. — Palavra da Salvação — Glória a Vós Senhor

  • Homilia do 15º Domingo do Tempo Comum

    Leia o Evangelho e em seguida escute a homilia do 15º Domingo do Tempo Comum Anúncio do Evangelho (Mt 13,1-23) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. 1Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galileia. 2Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso, Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. 3E disse-lhes muitas coisas em parábolas: “O semeador saiu para semear. 4Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. 5Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. 6Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. 7Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. 8Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. 9Quem tem ouvidos, ouça!” 10Os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que falas ao povo em parábolas?” 11Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado. 12Pois à pessoa que tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem será tirado até o pouco que tem. 13É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque olhando, eles não veem, e ouvindo, eles não escutam nem compreendem. 14Desse modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Havereis de ouvir, sem nada entender. Havereis de olhar, sem nada ver. 15Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos, nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’. 16Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. 17Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram. 18Ouvi, portanto, a parábola do semeador: 19Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. 20A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; 21mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento; quando chega o sofrimento ou a perseguição, por causa da palavra, ele desiste logo. 22A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele não dá fruto. 23A semente que caiu em terra boa é aquele que ouve a palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta”. — Palavra da Salvação — Glória a Vós Senhor

  • A “esquerda evangélica” está induzindo cristãos ao erro, afirmam pastores

    Recentemente, a agência Reuters publicou uma ampla reportagem sobre o aumento do ativismo político da “esquerda evangélica” que, desde a eleição do presidente Trump, vem usando passagens bíblicas “fora de contexto” para justificar seus ataques à agenda conservadora defendida por ele. O pastor Sam Rohrer, da Associação de Pastores Americanos (APA), veio a público em um programa de rádio demonstrar sua insatisfação com essa perspectiva. Segundo ele, essa “esquerda religiosa” está induzindo as pessoas ao erro. Rohrer acredita que os ativistas religiosos que se dizem liberais e defendem o casamento homoafetivo, aborto e outras ideias que contrariam frontalmente o que a Bíblia diz, são “falsos profetas” e “falso mestres”. Não importa os títulos que eles detenham, insiste o representante da Associação, eles ficam “pinçando” versículos e usando de uma retórica mais calcada em Marx que em Jesus. O pastor Gary Dull, também membro da APA, que participava do mesmo programa radiofônico, afirmou que, em última análise, os teólogos liberais negam a “autoridade da Bíblia” e não possuem uma “cosmovisão bíblica”. Já o pastor Dave Kistler, foi enfático ao dizer que “todas as causas esquerdistas são muito, muito antibíblicas”. Para ele, não é possível que um “crente na Bíblia” ou “verdadeiro seguidor de Jesus Cristo” se alinhe à esquerda, uma vez que ao longo da história todos os países de governo socialista e comunista acabaram perseguindo os cristãos. Os três pastores concordaram que a “agenda” mais preocupante desse movimento esquerdista no meio da igreja é “combater a islamofobia” enquanto abraçam indiscriminadamente os islâmicos, sem levar em conta o que o Alcorão ensina. Para eles, um dos maiores erros cometidos em nossos dias é acreditar que Allah e o Deus da Bíblia sejam a mesma pessoa. Rohrer lembrou que “o Alcorão diz que Jesus Cristo não é Deus e nem o filho de Deus”. Ao que Kistler respondeu: “Isso é inacreditável, algumas denominações importantes têm assinado documentos em apoio à Sociedade Islâmica da América, ignorando que eles negam a Jesus”. Diálogo inter-religioso é enganação A Associação de Pastores Americanos está divulgando pela internet uma longa palestra do dr. Mark Christian, que foi um líder muçulmano no Egito. Após mais de 10 anos pesquisando a fundo os ensinamentos do Alcorão e da Bíblia, ele abandonou a fé islâmica para seguir a Jesus. Decidiu adotar o nome de Mark Christian para marcar essa ruptura. Desde então vem se dedicando a alertar a igreja mundial sobre os perigos do chamado “diálogo inter-religioso”. Como membros de sua família foram fundadores da Irmandade Muçulmana, ele diz que a tentativa dessa organização extremista é usar do discurso de “mesmo Deus” para tornar suas crenças mais aceitáveis no Ocidente. “Os muçulmanos não são o inimigo, mas o Islã é”, adverte Christian. “É o pecado que estamos combatendo, não os pecadores. Devemos amar os pecadores”, disse ele. Mesmo assim, adverte que há no Alcorão diversas instruções para matarem os infiéis, ou seja, aqueles que não creem em Maomé. Lembra também que há diversos líderes muçulmanos “tentando distorcer a verdade sobre o que eles realmente acreditam para enganar os cristãos ocidentais, fazendo-os pensar que os muçulmanos acreditam nas mesmas coisas que eles”. Ele deixa bem claro que a primeira noção equivocada é a achar que os muçulmanos também acreditam na Bíblia. “Existe uma diferença grande quando os islâmicos falam sobre Jesus Cristo. Eles acreditam que Jesus foi apenas um profeta, que não morreu na cruz, mas foi substituído milagrosamente no dia da crucificação por Judas. Também dizem que Jesus foi elevado ao Céu, de onde voltará. Portanto, para eles Jesus nunca morreu”, enfatiza. por Jarbas Aragão Via: Gospel Prime #noticia

  • O erro Islâmico sobre a morte de Jesus

    O Alcorão afirma que Jesus não morreu crucificado, que apenas alguém enganou a todos e morreu no seu lugar. (Ver Sura 4:157-58). A morte na cruz de Jesus é muito bem atestada pelos 4 evangelhos e por todo o Novo Testamento. Foi um evento real ocorrido no primeiro século, atestado também por historiadores seculares. Todas essas fontes históricas independentes já refutam boa parte da teologia islâmica. Vejamos: “Os mais ilustres dentre os de nossa nação acusaram-no perante Pilatos, e este ordenou que o crucificassem.” (Antiguidades Judaicas 18.4 – Flávio Josefo) “Consequentemente, para livrar-se da delação, Nero colocou a culpa e infligiu as mais terríveis torturas sobre uma classe odiada por suas abominações, chamada pelo populacho de cristãos. Christus, do qual o nome é originado, sofreu a pena capital durante o reinado de Pôncio Pilatos… Além de sua morte, houve zombarias de todo o tipo. Cobertos por peles de animais, eles foram rasgados por cães e pereceram, ou pregados a cruzes, ou condenados pelo fogo e queimados, para servir de iluminação noturna quando a luz do dia havia expirado. Nero ofereceu seus jardins para o espetáculo.” (Tático, Anais 15.44.) “…o homem que foi crucificado na Palestina porque introduziu uma nova seita no mundo.” (Luciano de Samosata, O Peregrino Passageiro) Sem mencionar os pais da igreja primitiva que tiveram contato direto com os apóstolos, e escreveram cartas e livros no primeiro e segundo século, que também afirmam a morte na cruz por Jesus. Entre eles, Clemente, Policarpo, Justino e Irineu. Mesmo os judeus, inimigos de Cristo, séculos mais tarde escreveram que Jesus foi crucificado na véspera da Páscoa, por práticas de feitiçarias e conduzir Israel a apostasia. (Sanhedrin 43a). Sem mencionar a irracionalidade de que é obvio que os seguidores de Jesus notariam se alguém tivesse se passando por Jesus, conviveram mais de 3 anos juntos e não reconheceriam seu próprio mestre? Em resumo, a evidência histórica é muito forte de que Jesus morreu por crucificação. Ela é atestada por uma série de fontes antigas, alguns dos quais são não-cristãos e, portanto, não tendenciosos em direção a uma interpretação cristã dos acontecimentos. – Jesus profetizou sua própria morte A partir das próprias narrativas dos evangelhos, Jesus predisse sua morte e ressurreição iminente várias vezes como visto em Marcos (8:31, 9: 9, 9: 30-31, 10: 33-34, 10:45, 12: 1-12 14 : 18-28), M (sinal de Jonas:. Mateus 12: 38-40), L (Profeta não pode morrer fora de Jerusalém: Lucas 13: 32-33) João (2: 18-22, 3: 13-14 ; 08:28; 12: 32-34), e, possivelmente, até mesmo dentro da fonte Q. Isto está bem estabelecido em várias e independentes fontes. Além disso, a profecia da Paixão e Ressurreição preditas por Jesus, cumprem o critério de embaraço. Lemos que no Jardim do Getsêmani, ele ora como se quissese escapar do evento inevitável de sua morte (Marcos 14: 32-40; Mateus 26: 36-46; Lc. 22: 39-46). Além de tudo isso, há o retrato bastante embaraçoso dos discípulos que não entendem a previsões de Jesus ou simplesmente não acreditavam nele (Marcos 8: 31-33; 9: 31-32; 14: 27-31; Lucas 24: 11, 21). Este, por sua vez, nos mostra que duas vezes Jesus e seus discípulos, são retratados em uma luz negativa. Neste assunto o antigo historiador Maier Comenta: “Se a história da Semana Santa foi uma invenção devota de escritores que queriam retratar um super-herói, essa cena nunca teria sido incluída.” (Maier, Paul. “Na plenitude dos tempos”.) Sobre esta questão o Alcorão é equivocado. Historicamente Jesus realmente morreu por crucificação, algo que o Alcorão tenta negar por razões teológicas, não históricas. Os Islã agora fica numa péssima situação, se Jesus realmente profetizou sua morte e ressurreição, como é abundantemente atestado por fontes antigas, e sabemos que de fato isso ocorreu, sendo que próprio Alcorão diz que Jesus era um Verdadeiro Profeta (2:87, 136, 253; 3:45; 4:171; 5:75; 57:27; 61:6). Como então eles vão contra toda a historia antiga e contra o próprio Jesus ao afirmar que Cristo não foi crucificado? Se Cristo não foi crucificado, ele errou em suas profecias, portando não foi um verdadeiro profeta como afirma o Alcorão. Se Jesus foi de fato crucificado, como afirma toda a história, isso contradiz o Alcorão que afirma que esse fato não ocorreu. Então, sabemos que qualquer caminho a ser tomado pelo Alcorão está errado e a teologia islâmica não passa de um engodo. Bem profetizou Paulo: “Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos.” 2 Timóteo 4:4 #cristianismo #história #islamismo

  • AS MENTIRAS PROTESTANTES : LUTERO, UM RELIGIOSO HUMILDE, FIEL E SANTO.

    Em 2003 – Lançam o filme “Lutero” recheado de mentiras e omissões: Tentam no cinema reabilitar Lutero, num tributo fantasioso ao pai da revolta protestante. Pois ainda que seus idealizadores tenham deixado de retratar fielmente a vida atribulada de Lutero, movidos claramente pela ideologia apaixonada que visou a reabilitação pública do monge alemão e o bem da Igreja luterana, usaram e abusaram do princípio escandaloso proposto pelo próprio Lutero: mentir a vontade, sem remorso, dizer boas e grossas mentiras! De antemão se sabia que o filme seria tendencioso, pois fora patrocinado por um fundo luterano milionário – Thrivent – bem como pela Federação Luterana. Mas o resultado ultrapassou em muito as piores perspectivas: Do soberbo Lutero fizeram um religioso humilde, quando aquele na verdade dizia: “Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte [do poço de Jacó] de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: Que fez, então, com ela? Depois, com Madalena, depois, com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim, Cristo, tão piedoso, também teve que fornicar, antes de morrer”. (Lutero, Tischredden, Conversas à Mesa, N* 1472, edição de Weimar, Vol. II, p. 107, apud Franz Funck Brentano, Martim Lutero, Ed Vecchi Rio de Janeiro 1956, p. 15). Do infiel Lutero, fizeram um homem leal, quando aquele dizia: “Eu tive até três esposas ao mesmo tempo.” (Lutero). Dois meses após ter dito isto, Lutero se casa com uma quarta mulher, uma freira. (Guy Le Rumeur, La révolte des hommes et l’heure de Marie 1981, apud Lex Orandi: La Nouvelle Messe et la Foi – Daniel Raffard de Brienne 1983). Do assassino Lutero, fizeram um santo, quando aquele dizia: “Eu, Dr. Martim Lutero, durante a rebelião matei todos os camponeses, porque fui eu quem ordenou que eles fossem mortos. Todo o sangue deles está sobre minha cabeça. Mas eu o ponho todo sobre Deus Nosso Senhor; pois foi ele quem assim me mandou falar!” (”Tischredden”, Ed. Erlangen, Vol. 59, p. 284)

  • AS MENTIRAS PROTESTANTES : LUTERO, UM RELIGIOSO HUMILDE, FIEL E SANTO.

    Em 2003 – Lançam o filme “Lutero” recheado de mentiras e omissões: Tentam no cinema reabilitar Lutero, num tributo fantasioso ao pai da revolta protestante. Pois ainda que seus idealizadores tenham deixado de retratar fielmente a vida atribulada de Lutero, movidos claramente pela ideologia apaixonada que visou a reabilitação pública do monge alemão e o bem da Igreja luterana, usaram e abusaram do princípio escandaloso proposto pelo próprio Lutero: mentir a vontade, sem remorso, dizer boas e grossas mentiras! De antemão se sabia que o filme seria tendencioso, pois fora patrocinado por um fundo luterano milionário – Thrivent – bem como pela Federação Luterana. Mas o resultado ultrapassou em muito as piores perspectivas: Do soberbo Lutero fizeram um religioso humilde, quando aquele na verdade dizia: “Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte [do poço de Jacó] de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: Que fez, então, com ela? Depois, com Madalena, depois, com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim, Cristo, tão piedoso, também teve que fornicar, antes de morrer”. (Lutero, Tischredden, Conversas à Mesa, N* 1472, edição de Weimar, Vol. II, p. 107, apud Franz Funck Brentano, Martim Lutero, Ed Vecchi Rio de Janeiro 1956, p. 15). Do infiel Lutero, fizeram um homem leal, quando aquele dizia: “Eu tive até três esposas ao mesmo tempo.” (Lutero). Dois meses após ter dito isto, Lutero se casa com uma quarta mulher, uma freira. (Guy Le Rumeur, La révolte des hommes et l’heure de Marie 1981, apud Lex Orandi: La Nouvelle Messe et la Foi – Daniel Raffard de Brienne 1983). Do assassino Lutero, fizeram um santo, quando aquele dizia: “Eu, Dr. Martim Lutero, durante a rebelião matei todos os camponeses, porque fui eu quem ordenou que eles fossem mortos. Todo o sangue deles está sobre minha cabeça. Mas eu o ponho todo sobre Deus Nosso Senhor; pois foi ele quem assim me mandou falar!” (”Tischredden”, Ed. Erlangen, Vol. 59, p. 284)

  • Mentiras protestantes: Doutrinas Católicas tem origens pagãs?

    Em 1858 – Inventam a mentira que as doutrinas católicas têm origens pagãs: o ministro protestante escocês Alexander Hislop, publica o mentiroso livro “A Duas Babilônias”, onde alega que a religião da antiga Babilônia, sob a liderança do Nimrod e sua esposa, recebeu mais tarde disfarces de sonoridade cristã, transformando-se na Igreja Católica Apostólica Romana. Com efeito, existiriam duas “Babilônias”: uma antiga e outra moderna (a Igreja Católica). É deste livro que dimanam os insultos protestantes que caluniam que as doutrinas católicas são pagãs, desde a hóstia até a celebração do Natal. Ainda hoje os vemos com tal insulto na ponta da língua. Recentemente, o pastor, Ralph Woodrow, escritor protestante, reconheceu as acusações infundadas e retirou das livrarias e substitui seu livro que se baseava nas mentiras de Alexander Hislop. Aponta Ralph Woodrow: “É impressionante como ensinamentos infundados como esses circulam e se tornam críveis. Qualquer pessoa pode ir a qualquer biblioteca e consultar qualquer livro sobre a história antiga da Babilônia: nenhuma destas coisas poderá ser encontrada. Essas afirmações não possuem fundamento histórico; ao contrário, são baseadas em um monte de peças de quebra-cabeças sobre mitologia juntadas arbitrariamente.” (Confira em: http://www.ukapologetics.net/1hislopbaby.html ) Os acusadores da Igreja Católica possuem telhado de vidro Os protestantes que postulam pela tese de que a Igreja Católica tomou empréstimo de doutrinas pagãs, não só confundem convergência com sincretismo religioso, como também mostram ser deliberados em suas análises. Ao invés de refutar a lista de acusações que eles elencam (que não é pequena) mostrarei que a natureza dos argumentos que eles usam contra a Igreja, desqualifica não só o Catolicismo, mas o Cristianismo como um todo. Veja como pensam alguns estudiosos sobre o assunto: “O cristianismo não destruiu o paganismo; ele o adotou…a idéia da divina trindade veio do Egito, assim como o Juízo Final e a recompensa dos bons e a punição dos maus” (DURANT, 1944). “A ressurreição veio da estória síria de Adônis; a estória de um deus morrendo e salvando a humanidade vem do culto a Dionísio, da Trácia; da Pérsia veio o milenarismo, as ‘eras do mundo’, a luta final do bem e do mal, o dualismo de Satã e Deus, das Trevas e da Luz; no quarto evangelho Cristo é ‘a luz que brilha nas Trevas e as trevas não puderam contra ele’. O ritual mitraísta lembrava em muito a Eucaristia da Missa…” (Ibid.). “Se o paganismo foi conquistado pelo cristianismo, o cristianismo foi corrompido pelo paganismo. O deísmo dos primeiros cristãos  foi mudado, pela Igreja de Roma, no incompreensível dogma da Trindade. Muitos dos ensinos pagãos, inventados pelos egípcios e idealizados por Platão, foram considerados dignos de fé. A doutrina da encarnação e da transubstanciação foram adotadas como certas, apesar de serem tão absurdas como o antigo rito pagão de ver as entranhas dos animais para prever o destino dos impérios“.(GIBBON, 1891). “O Épico de Gilgamesh é uma narrativa volumosa de mitologia heróica que incorpora muitos dos mitos religiosos da Mesopotâmia, e é a obra literária completa mais antiga que sobreviveu. […] Muitas das histórias desse épico foram eventualmente incorporadas no livro de Gênesis. Algumas histórias emprestadas do livro de Gilgamesh são a criação do homem num jardim paradisíaco, a introdução do mal num mundo inocente, e a história do grande dilúvio causado pela perversidade do homem? (PAGELS, 2003). Os fragmentos acima dizem respeito às doutrinas como a Santíssima Trindade, a Encarnação do Verbo, a Ressurreição do Senhor, a criação do homem, nas quais também crêem os cristãos protestantes. Como se vê as acusações ?à moda? protestante identificam todo o Cristianismo como uma religião herdeira do paganismo. Tal é a conclusão de Duran: “o cristianismo foi a última grande criação do antigo mundo pagão” (DURANT, 1944). Há também quem diga que o Cristianismo tomou empréstimo de doutrinas do Hinduísmo. Brahma, Vishnu e Shiva compõe a Trindade no Hinduísmo, chamada de Trimurti. Na Trindade do hinduismo, Brahma é o Criador, assim como o “Pai”. Vishnu é o protetor que encarna na Terra, assim como o “Filho”. Shiva, como o Espírito Santo, é quem destrói as coisas ruins para renovar o Universo. Como na Trindade cristã, são três deuses formando um só. Outros afirmam que o Cristianismo copiou o Mitraísmo, religião greco-persa. Segundo a mitologia Mitra era um deus que nasceu de uma virgem, morreu e ressuscitou no primeiro dia da semana, redimindo toda a humanidade. Mitra sobe aos céus no carro solar e volta à Terra no julgamento final, para conduzir os bem-aventurados, recompensados por seus méritos, para o reino celestial. Aos de maus princípios, estava reservado o sofrimento eterno. Dizem que Baco, o deus do vinho, foi também um deus salvador. Teria feito muitos milagres, inclusive a transformação da água em vinho e a multiplicação dos peixes. Em criança, também quiseram matá-lo. Todos os deuses redentores passaram pelo inferno, durante os três dias entre a morte e a ressurreição. Isto é o que teria acontecido com Baco, Osiris, Krishna, Mitra e Adonis. Nestes três dias, os crentes visitavam os seus defuntos, segundo Dupuis, em “L’ Origine des tous les cultes“. Conclusão Como se pode ver, as semelhanças entre as mitologias pagãs e o Cristianismo como um todo é maior do que pensam alguns. Porém a Revelação de Deus é anterior às mitologias e foram estas que tomaram empréstimo da Doutrina de Deus. Interessante é a observação de C. S. Lewis. Além de ser um dos maiores defensores da Fé Cristã dos últimos tempos, foi um renomado especialista em mitologias e estórias antigas. Segundo ele: “A história de Cristo é simplesmente um mito verdadeiro. Um mito que trabalha em nós da mesma forma que os outros, mas com esta diferença tremenda: que ele realmente aconteceu e a pessoa deve estar contente em aceitá-lo na mesma forma, lembrando que é mito de Deus onde os outros são mitos dos homens; isto é, as histórias pagãs são Deus expressando a si mesmo por meio das mentes dos poetas, usando tais imagens como ele as encontrou lá, enquanto o cristianismo é Deus expressando a si mesmo por meio daquilo que chamamos de ‘coisas reais’ […] a saber, a encarnação real, a crucificação e a ressurreição.” (Hooper,1999). Esta observação de C.S.Lewis parece estar em plena conformidade com o ensinamento de São Paulo: “Os pagãos, que não têm a lei, fazendo naturalmente as coisas que são da lei, embora não tenham a lei, a si mesmos servem de lei; eles mostram que o objeto da lei está gravado nos seus corações, dando-lhes testemunho a sua consciência, bem como os seus raciocínios, com os quais se acusam ou se escusam mutuamente” (Rm 2,14-15). Referências GIBBON, Edward. História do Cristianismo, 1891, p. xvi. PAGELS, Elaine . The Gnostic Gospels. Tradução de Scott Bidstrup. Disponível em http://www.str.com.br/Atheos/biblia2.htm. Acessado em 14/09/2006. HOOPER, Walter. The Other Oxford Movement: Tolkien and the Inklings. Incluído como um capítulo em Tolkien: A Celebration, editada por Joseph Pearce (Londres: Fount, 1999), pg 184-185. DURANT, Will. História da Civilização, César e Cristo, parte III, 1944, p. 595. Beraka Veritatis Splendor “Para entender as doutrinas católicas, bastava estudarem a Bíblia e a Patrística.” Equipe Templário de Maria

  • Mentiras protestantes: Doutrinas Católicas tem origens pagãs?

    Em 1858 – Inventam a mentira que as doutrinas católicas têm origens pagãs: o ministro protestante escocês Alexander Hislop, publica o mentiroso livro “A Duas Babilônias”, onde alega que a religião da antiga Babilônia, sob a liderança do Nimrod e sua esposa, recebeu mais tarde disfarces de sonoridade cristã, transformando-se na Igreja Católica Apostólica Romana. Com efeito, existiriam duas “Babilônias”: uma antiga e outra moderna (a Igreja Católica). É deste livro que dimanam os insultos protestantes que caluniam que as doutrinas católicas são pagãs, desde a hóstia até a celebração do Natal. Ainda hoje os vemos com tal insulto na ponta da língua. Recentemente, o pastor, Ralph Woodrow, escritor protestante, reconheceu as acusações infundadas e retirou das livrarias e substitui seu livro que se baseava nas mentiras de Alexander Hislop. Aponta Ralph Woodrow: “É impressionante como ensinamentos infundados como esses circulam e se tornam críveis. Qualquer pessoa pode ir a qualquer biblioteca e consultar qualquer livro sobre a história antiga da Babilônia: nenhuma destas coisas poderá ser encontrada. Essas afirmações não possuem fundamento histórico; ao contrário, são baseadas em um monte de peças de quebra-cabeças sobre mitologia juntadas arbitrariamente.” (Confira em: http://www.ukapologetics.net/1hislopbaby.html ) Os acusadores da Igreja Católica possuem telhado de vidro Os protestantes que postulam pela tese de que a Igreja Católica tomou empréstimo de doutrinas pagãs, não só confundem convergência com sincretismo religioso, como também mostram ser deliberados em suas análises. Ao invés de refutar a lista de acusações que eles elencam (que não é pequena) mostrarei que a natureza dos argumentos que eles usam contra a Igreja, desqualifica não só o Catolicismo, mas o Cristianismo como um todo. Veja como pensam alguns estudiosos sobre o assunto: “O cristianismo não destruiu o paganismo; ele o adotou…a idéia da divina trindade veio do Egito, assim como o Juízo Final e a recompensa dos bons e a punição dos maus” (DURANT, 1944). “A ressurreição veio da estória síria de Adônis; a estória de um deus morrendo e salvando a humanidade vem do culto a Dionísio, da Trácia; da Pérsia veio o milenarismo, as ‘eras do mundo’, a luta final do bem e do mal, o dualismo de Satã e Deus, das Trevas e da Luz; no quarto evangelho Cristo é ‘a luz que brilha nas Trevas e as trevas não puderam contra ele’. O ritual mitraísta lembrava em muito a Eucaristia da Missa…” (Ibid.). “Se o paganismo foi conquistado pelo cristianismo, o cristianismo foi corrompido pelo paganismo. O deísmo dos primeiros cristãos  foi mudado, pela Igreja de Roma, no incompreensível dogma da Trindade. Muitos dos ensinos pagãos, inventados pelos egípcios e idealizados por Platão, foram considerados dignos de fé. A doutrina da encarnação e da transubstanciação foram adotadas como certas, apesar de serem tão absurdas como o antigo rito pagão de ver as entranhas dos animais para prever o destino dos impérios“.(GIBBON, 1891). “O Épico de Gilgamesh é uma narrativa volumosa de mitologia heróica que incorpora muitos dos mitos religiosos da Mesopotâmia, e é a obra literária completa mais antiga que sobreviveu. […] Muitas das histórias desse épico foram eventualmente incorporadas no livro de Gênesis. Algumas histórias emprestadas do livro de Gilgamesh são a criação do homem num jardim paradisíaco, a introdução do mal num mundo inocente, e a história do grande dilúvio causado pela perversidade do homem? (PAGELS, 2003). Os fragmentos acima dizem respeito às doutrinas como a Santíssima Trindade, a Encarnação do Verbo, a Ressurreição do Senhor, a criação do homem, nas quais também crêem os cristãos protestantes. Como se vê as acusações ?à moda? protestante identificam todo o Cristianismo como uma religião herdeira do paganismo. Tal é a conclusão de Duran: “o cristianismo foi a última grande criação do antigo mundo pagão” (DURANT, 1944). Há também quem diga que o Cristianismo tomou empréstimo de doutrinas do Hinduísmo. Brahma, Vishnu e Shiva compõe a Trindade no Hinduísmo, chamada de Trimurti. Na Trindade do hinduismo, Brahma é o Criador, assim como o “Pai”. Vishnu é o protetor que encarna na Terra, assim como o “Filho”. Shiva, como o Espírito Santo, é quem destrói as coisas ruins para renovar o Universo. Como na Trindade cristã, são três deuses formando um só. Outros afirmam que o Cristianismo copiou o Mitraísmo, religião greco-persa. Segundo a mitologia Mitra era um deus que nasceu de uma virgem, morreu e ressuscitou no primeiro dia da semana, redimindo toda a humanidade. Mitra sobe aos céus no carro solar e volta à Terra no julgamento final, para conduzir os bem-aventurados, recompensados por seus méritos, para o reino celestial. Aos de maus princípios, estava reservado o sofrimento eterno. Dizem que Baco, o deus do vinho, foi também um deus salvador. Teria feito muitos milagres, inclusive a transformação da água em vinho e a multiplicação dos peixes. Em criança, também quiseram matá-lo. Todos os deuses redentores passaram pelo inferno, durante os três dias entre a morte e a ressurreição. Isto é o que teria acontecido com Baco, Osiris, Krishna, Mitra e Adonis. Nestes três dias, os crentes visitavam os seus defuntos, segundo Dupuis, em “L’ Origine des tous les cultes“. Conclusão Como se pode ver, as semelhanças entre as mitologias pagãs e o Cristianismo como um todo é maior do que pensam alguns. Porém a Revelação de Deus é anterior às mitologias e foram estas que tomaram empréstimo da Doutrina de Deus. Interessante é a observação de C. S. Lewis. Além de ser um dos maiores defensores da Fé Cristã dos últimos tempos, foi um renomado especialista em mitologias e estórias antigas. Segundo ele: “A história de Cristo é simplesmente um mito verdadeiro. Um mito que trabalha em nós da mesma forma que os outros, mas com esta diferença tremenda: que ele realmente aconteceu e a pessoa deve estar contente em aceitá-lo na mesma forma, lembrando que é mito de Deus onde os outros são mitos dos homens; isto é, as histórias pagãs são Deus expressando a si mesmo por meio das mentes dos poetas, usando tais imagens como ele as encontrou lá, enquanto o cristianismo é Deus expressando a si mesmo por meio daquilo que chamamos de ‘coisas reais’ […] a saber, a encarnação real, a crucificação e a ressurreição.” (Hooper,1999). Esta observação de C.S.Lewis parece estar em plena conformidade com o ensinamento de São Paulo: “Os pagãos, que não têm a lei, fazendo naturalmente as coisas que são da lei, embora não tenham a lei, a si mesmos servem de lei; eles mostram que o objeto da lei está gravado nos seus corações, dando-lhes testemunho a sua consciência, bem como os seus raciocínios, com os quais se acusam ou se escusam mutuamente” (Rm 2,14-15). Referências GIBBON, Edward. História do Cristianismo, 1891, p. xvi. PAGELS, Elaine . The Gnostic Gospels. Tradução de Scott Bidstrup. Disponível em http://www.str.com.br/Atheos/biblia2.htm. Acessado em 14/09/2006. HOOPER, Walter. The Other Oxford Movement: Tolkien and the Inklings. Incluído como um capítulo em Tolkien: A Celebration, editada por Joseph Pearce (Londres: Fount, 1999), pg 184-185. DURANT, Will. História da Civilização, César e Cristo, parte III, 1944, p. 595. Beraka Veritatis Splendor “Para entender as doutrinas católicas, bastava estudarem a Bíblia e a Patrística.” Equipe Templário de Maria

  • É PELA EUCARISTIA E POR MARIA QUE VENCEREMOS, ADORADORES DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO!

    É de extrema importância incentivar e praticar a Adoração ao Santíssimo Sacramento, e neste caso, sem mesmo estar diante de um sacrário. É por Maria, pela Eucaristia que venceremos. É assim que os leigos consagram a Deus o próprio mundo, prestando por toda a parte, a Deus, na santidade de sua vida, um culto de Adoração. Diz santa Alexandrina à JESUS: “Vós conheceis os meus desejos que são estar na Vossa presença no Santíssimo Sacramento; mas já que não posso, mando-Vos o meu coração, a minha inteligência para aprender todas as Vossas lições; mando-Vos os meus pensamentos para que eu pense só em Vós, ó meu Amor, porque Vos amo só a Vós, só a Vós eu busco, só por Vós suspiro, só Vós, Jesus, em tudo e por tudo”. E Jesus faz-lhe um convite: ”Minha esposa bem fiel, anda com o teu amor e com a tua reparação curar-Me as feridas que com os crimes Me vão ser feitas. São mais horríveis as dores do que as do Calvário. Quantos cravos! Quantas coroas de espinhos e quantas lanças! Anda passar parte da noite nos meus sacrários, com muito amor e fervor. Eu te ajudarei. Estou contigo no sacrário do teu coração e tu nos Meus por esse mundo além”. Diz-lhe JESUS , a propósito da sua missão: “A missão que te confiei são os Meus sacrários e os pecadores. “Escreve que Eu quero que se pregue a devoção aos sacrários; quero que se acenda nas almas a devoção para com estas prisões de amor; não fiquei aqui somente por amor daqueles que Me amam, mas por todos; em todo o trabalho Me podem consolar; que seja bem pregada e bem propagada a devoção aos sacrários porque são tantos aqueles que, embora entrando nas igrejas, nem sequer me saúdam e não param um momento a adorar-Me”. De facto, sempre tem sido recomendado que as pessoas que não podem deslocar-se às Igrejas para um tempo de adoração ao Senhor, de forma presencial, seja numa visita diária ou semanal ou com outra frequência, podem, ainda assim, honrar o Senhor Sacramentado, numa atitude de amor, de piedade, de adoração, tanto no louvor como na ação de graças, na súplica ou na meditação… É por isso que parece de todo recomendável que se estabeleça uma rede de adoradores que prestem esse serviço de amor ao Senhor que quase mendiga dos seus filhos um tempo de visita espiritual, sobretudo quando não possam deslocar-se ao templo para oração. Assim, falou JESUS á Alexandrina: ”Queres consolar-Me? Queres consolar o Santificador da tua alma? (…) Vai praticar obra de misericórdia: vai consolar os tristes. Eu estou tão triste. Sou tão ofendido!”. ”Não tens pena de Mim? Estou sozinho nos sacrários, tão escarnecido e abandonado e tão ofendido… Anda reparar tudo isto… Visitar os presos da cadeia e consolá-los é boa obra. Eu estou preso e preso pelo amor. Eu sou o preso dos presos”. As pessoas criam hábitos rotineiros de que muito dificilmente se libertam e as escravizam, fazendo-as perder tempo em coisas absolutamente secundárias: ir ao café uma, duas ou três vezes por dia; fumar um cigarro, uma e muitas vezes, ver televisão, uma, duas, três ou mais horas… E nunca ou quase nunca encontram tempo para entrar numa igreja, nem para rezar sequer um Pai Nosso ou uma Ave Maria, mesmo em casa… E neste grupo de pessoas há católicos, muitos, que perdem tanto tampo em coisas inúteis, com tantos interesses perfeitamente supérfluos. Como Jesus ficaria consolado se se multiplicassem os seus adoradores e amigos, compensando assim as ausências de amigos junto dos Seus sacrários, nas igrejas! Na exortação apostólica “Sacramento da Caridade” (2007), no seu nº 67, o Papa Bento XVI encoraja “as associações de fiéis, nomeadamente as confrarias, que assumem a prática da adoração eucarística como seu compromisso especial, tornando-se assim fermento de contemplação para toda a Igreja e apelo à centralidade de Cristo na vida dos indivíduos e da comunidade”. No mesmo documento, o Santo Padre realça a grande necessidade de se cultivar “a piedade eucarística” como geradora de santidade. E refere que “a celebração e a adoração eucarística permitem abeirar-nos do amor de Deus e a Ele aderir pessoalmente até à união com o bem-amado Senhor”. Dirigindo-se aos leigos e famílias, exorta “todos os leigos, e as famílias em particular, a encontrarem continuamente no Sacramento do Amor de Cristo a energia de que precisam para transformar a própria vida num sinal autêntico da presença do Senhor ressuscitado”. Incentivando a prática da Adoração Eucarística, o Santo Padre refere, no nº 66 do citado documento, que “a Adoração Eucarística é apenas o prolongamento visível da celebração eucarística”. Por outro lado, “ o ato de adoração fora da Santa Missa prolonga e intensifica aquilo que se fez na própria celebração litúrgica”, e frisa que “somente na adoração pode maturar um acolhimento profundo e verdadeiro”, adoração essa que deve ser tomada seriamente durante a celebração litúrgica da Santa Missa já que, como diz o Papa, “a celebração eucarística é o maior ato de adoração da Igreja: receber a Eucaristia significa colocar-se em atitude de adoração d’Aquele que comungamos”. Esta exortação contraria o laxismo que se instalou em muitas celebrações eucarísticas, nos últimos anos, nas quais a maioria dos fiéis não toma atitudes de adoração e, com frequência, nem sequer de respeito para com o Senhor pois ao entrarem nas igrejas não se ajoelham para uma breve oração e nem se ajoelham no momento da consagração das espécies eucarísticas, num claro desrespeito pelas orientações dos Papas neste sentido. Olhamos para Jesus na hóstia consagrada e percebemos que a brancura da hóstia-consagrada nos lembra o leite virginal com que Jesus foi alimentado. Adorar Jesus presente em nossa alma em união com Maria é o meio mais seguro de Lhe fazermos uma grata recepção, ao mesmo tempo rica de graças para nós. Assim como ela apresentou Jesus para os pastores após o seu nascimento ela nos apresenta, Ela nos dá Jesus. Podemos ver que da mesma maneira que Maria procurava um lugar para que Jesus nascesse, hoje Ela procura almas que verdadeiramente O Adorem, O amem e tenham O Lugar que Jesus merece em seu coração, em sua vida. Nos abrigos onde eles pediam abrigo, já estava ocupada por outros hóspedes que pela ilusão e engano de satanás tomaram o lugar de Jesus, o próprio Rei e Salvador do mundo. Eis que a Virgem Maria bate na porta do nosso coração e pede abrigo, para que, ela possa dar a luz a Jesus. Diz Santa Teresa D’avila – ¨Quem começa a servir verdadeiramente o Senhor, o mínimo que pode oferecer é a própria vida¨ Santo Agostinho afirma que: “Só podemos amar aquilo que nós conhecemos”. Como podemos conhecer a este Deus? Adorando o seu corpo e sangue. Santo Afonso Maria de Ligório mesmo sendo um bispo, não deixava de Adorar, ficava Adorando ao Santíssimo oito horas por dia. São João Maria Vianey, mudou uma cidade inteira. Pois era um Adorador do Santíssimo Sacramento. São Francisco Xavier o grande apostolo das índias depois de um dia intenso de trabalho em favor das almas, passava a noite inteira aos pés do Santíssimo Sacramento, quando já sem forças dormia ali aos pés do seu amado. Santa Tereza dizia: “Aquilo que fazemos no céu com a divina essência, deveis fazer também vós na terra com o Santíssimo Sacramento. Devemos estar na presença de Jesus Sacramentado, como os Santos no céu, diante da Essência Divina”. São Pedro Julião Eymard, dizia que : ”Uma hora diante do Santíssimo Sacramento, é uma hora celestial”. Não deixemos que nada nos impeça de Adorarmos a Jesus Sacramentado, pois ele tem esperado cada um de seus filhos para Adorá-lo. O Pai procura Adoradores em espírito, e em verdade. Dentro da Santa Madre Igreja, Deus tem levantado Adoradores que tem Adorado em espírito e em verdade. Como podemos observar Santa Catarina de Gênova que vai dizer que: “O tempo passado diante do Sacrário, é o tempo mais bem empregado da minha vida”. Que estes testemunhos levem-nos a nos gastar, como velas acesas diante de Jesus Sacramentado. São Francisco de Sales ainda declara: “Cem mil vezes ao dia deveríamos visitar à Jesus no Santíssimo Sacramento”. São João Bosco completa dizendo: “Não omitais nunca a visita a cada dia ao Santíssimo Sacramento, ainda que seja muito breve, mas contanto que seja constante”. A Adoração ao Santíssimo Sacramento não é um obrigação do homem, mas uma necessidade da criatura diante do criador. São Bernardo chama este Sacramento de: “Amor dos amores”. Já São Francisco de Assis gritava em sua cidade dizendo: “O amor não é amado”. Pois é desta maneira que Jesus se encontra no Santíssimo, abandonado pelos seus filhos. São Pedro Julião Eymard um grande Adorador de Jesus na Hóstia consagrada diz: “Adorai e visitai a Jesus abandonado, desamparado pelos homens no Sacramento do amor”. Uma das queixas mais dolorosas do coração de Jesus a Santa Margarida Alacoque, foi justamente de que és “deixado pelos seus prediletos. Os escolhidos para servi-lo”. Fortes palavras realmente. Deus espera seus filhos, para derramar as suas graças, mais são muito poucos os que querem. Deus criou o homem para: conhecê-lo, amá-lo e servi-lo. Porém o homem tem se apartado do seu Criador. Voltemos o nosso olhar ao Santíssimo Sacramento. Que todo o mundo possa saber “Hic est Deus noste” este é o nosso Deus. Ele é o nosso tudo. Santa Tereza de Ávila afirmava: ”Não há meio melhor para se chegar a perfeição”. Como também São Gregório Nazianzeno escreveu: “O Santíssimo Sacramento é fogo que nos inflama de modo que, retirando-no do altar, espargimos tais chamas de amor que nos tornam terríveis ao inferno” Mas, onde encontraremos Jesus na terra senão nos braços de Maria? Não foi Ela que nos deu a Eucaristia? Foi o seu consentimento à Encarnação do Verbo no seu seio que iniciou o grande mistério de reparação para com Deus e de união conosco que Jesus realizou durante sua vida mortal e continua agora no Santíssimo Sacramento. Sem Maria não poderíamos ir a Jesus, porque Ela O possui em seu coração. Aí, encontra Ele as suas delícias, e todos que quiserem conhecer as virtudes íntimas de Jesus, seu amor recôndito e privilegiado, devem procurá-los no Coração de Maria; os que amam esta boa Mãe encontram Jesus em seu coração tão puro. Jamais ousemos separar Jesus de Maria; não poderíamos ir a Ele sem passar por Ela. Quanto mais amarmos a Eucaristia, tanto maior será nosso amor para com a Santíssima Virgem. Se pertencemos ao Filho, também pertencemos à Mãe; se adoramos o Filhos, devemos honrar a Mãe, e somos obrigados, para entrar plenamente na graça de nossa vocação, e nela permanecer, a prestar um culto especial à Santíssima Virgem como Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. Quando honramos Nosso Senhor na Cruz, oramos a Nossa Senhora das Dores; quando meditamos a vida submissa e retirada de Nazaré, tomamos por modelo Nossa Senhora da vida oculta. Nosso Senhor teria grande pesar de nós, servos de sua Eucaristia, se não honrássemos deveras a Maria, porque Ela é Sua Mãe, e somos obrigados, no interesse de nossa salvação, a honrá-l’A como Mãe de Deus e como nossa própria Mãe. Visto que somos consagrados de uma maneira especial ao serviço da Eucaristia, e que somos adoradores, é nessa qualidade que devemos um culto particular a Maria. Devemos ser adoradores da Eucaristia; é o nosso belo título, abençoado pelo Papa Pio IX. É a graça trazida ao mundo pela Imaculada Conceição.Que fez a Santíssima Virgem no Cenáculo? Adorou; foi a Rainha e a Mãe dos adoradores; foi, numa palavra, Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. Logo, quem quer que se aproxime do Santíssimo Sacramento, com particular devoção, e se oferece por amor com zelo ardente e generosidade a Cristo, que nos ama infinitamente, experimenta e compreende a fundo, não sem prazer e fruto para o espírito, quão preciosa seja a vida oculta com Cristo em Deus, quanto vale estar em demorado colóquio com Cristo. Nada há mais suave na terra, nem mais eficaz para conduzir-nos pelos caminhos da santidade. Dobremos nossos joelhos diante de corpo de Cristo e seremos combatentes vitoriosos. Restaura, ó Senhor, os costumes, alimenta as virtudes, consola os aflitos, fortifica os fracos, leva à sua imitação todos que se lhe aproximam. Amém!

  • É PELA EUCARISTIA E POR MARIA QUE VENCEREMOS, ADORADORES DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO!

    É de extrema importância incentivar e praticar a Adoração ao Santíssimo Sacramento, e neste caso, sem mesmo estar diante de um sacrário. É por Maria, pela Eucaristia que venceremos. É assim que os leigos consagram a Deus o próprio mundo, prestando por toda a parte, a Deus, na santidade de sua vida, um culto de Adoração. Diz santa Alexandrina à JESUS: “Vós conheceis os meus desejos que são estar na Vossa presença no Santíssimo Sacramento; mas já que não posso, mando-Vos o meu coração, a minha inteligência para aprender todas as Vossas lições; mando-Vos os meus pensamentos para que eu pense só em Vós, ó meu Amor, porque Vos amo só a Vós, só a Vós eu busco, só por Vós suspiro, só Vós, Jesus, em tudo e por tudo”. E Jesus faz-lhe um convite: ”Minha esposa bem fiel, anda com o teu amor e com a tua reparação curar-Me as feridas que com os crimes Me vão ser feitas. São mais horríveis as dores do que as do Calvário. Quantos cravos! Quantas coroas de espinhos e quantas lanças! Anda passar parte da noite nos meus sacrários, com muito amor e fervor. Eu te ajudarei. Estou contigo no sacrário do teu coração e tu nos Meus por esse mundo além”. Diz-lhe JESUS , a propósito da sua missão: “A missão que te confiei são os Meus sacrários e os pecadores. “Escreve que Eu quero que se pregue a devoção aos sacrários; quero que se acenda nas almas a devoção para com estas prisões de amor; não fiquei aqui somente por amor daqueles que Me amam, mas por todos; em todo o trabalho Me podem consolar; que seja bem pregada e bem propagada a devoção aos sacrários porque são tantos aqueles que, embora entrando nas igrejas, nem sequer me saúdam e não param um momento a adorar-Me”. De facto, sempre tem sido recomendado que as pessoas que não podem deslocar-se às Igrejas para um tempo de adoração ao Senhor, de forma presencial, seja numa visita diária ou semanal ou com outra frequência, podem, ainda assim, honrar o Senhor Sacramentado, numa atitude de amor, de piedade, de adoração, tanto no louvor como na ação de graças, na súplica ou na meditação… É por isso que parece de todo recomendável que se estabeleça uma rede de adoradores que prestem esse serviço de amor ao Senhor que quase mendiga dos seus filhos um tempo de visita espiritual, sobretudo quando não possam deslocar-se ao templo para oração. Assim, falou JESUS á Alexandrina: ”Queres consolar-Me? Queres consolar o Santificador da tua alma? (…) Vai praticar obra de misericórdia: vai consolar os tristes. Eu estou tão triste. Sou tão ofendido!”. ”Não tens pena de Mim? Estou sozinho nos sacrários, tão escarnecido e abandonado e tão ofendido… Anda reparar tudo isto… Visitar os presos da cadeia e consolá-los é boa obra. Eu estou preso e preso pelo amor. Eu sou o preso dos presos”. As pessoas criam hábitos rotineiros de que muito dificilmente se libertam e as escravizam, fazendo-as perder tempo em coisas absolutamente secundárias: ir ao café uma, duas ou três vezes por dia; fumar um cigarro, uma e muitas vezes, ver televisão, uma, duas, três ou mais horas… E nunca ou quase nunca encontram tempo para entrar numa igreja, nem para rezar sequer um Pai Nosso ou uma Ave Maria, mesmo em casa… E neste grupo de pessoas há católicos, muitos, que perdem tanto tampo em coisas inúteis, com tantos interesses perfeitamente supérfluos. Como Jesus ficaria consolado se se multiplicassem os seus adoradores e amigos, compensando assim as ausências de amigos junto dos Seus sacrários, nas igrejas! Na exortação apostólica “Sacramento da Caridade” (2007), no seu nº 67, o Papa Bento XVI encoraja “as associações de fiéis, nomeadamente as confrarias, que assumem a prática da adoração eucarística como seu compromisso especial, tornando-se assim fermento de contemplação para toda a Igreja e apelo à centralidade de Cristo na vida dos indivíduos e da comunidade”. No mesmo documento, o Santo Padre realça a grande necessidade de se cultivar “a piedade eucarística” como geradora de santidade. E refere que “a celebração e a adoração eucarística permitem abeirar-nos do amor de Deus e a Ele aderir pessoalmente até à união com o bem-amado Senhor”. Dirigindo-se aos leigos e famílias, exorta “todos os leigos, e as famílias em particular, a encontrarem continuamente no Sacramento do Amor de Cristo a energia de que precisam para transformar a própria vida num sinal autêntico da presença do Senhor ressuscitado”. Incentivando a prática da Adoração Eucarística, o Santo Padre refere, no nº 66 do citado documento, que “a Adoração Eucarística é apenas o prolongamento visível da celebração eucarística”. Por outro lado, “ o ato de adoração fora da Santa Missa prolonga e intensifica aquilo que se fez na própria celebração litúrgica”, e frisa que “somente na adoração pode maturar um acolhimento profundo e verdadeiro”, adoração essa que deve ser tomada seriamente durante a celebração litúrgica da Santa Missa já que, como diz o Papa, “a celebração eucarística é o maior ato de adoração da Igreja: receber a Eucaristia significa colocar-se em atitude de adoração d’Aquele que comungamos”. Esta exortação contraria o laxismo que se instalou em muitas celebrações eucarísticas, nos últimos anos, nas quais a maioria dos fiéis não toma atitudes de adoração e, com frequência, nem sequer de respeito para com o Senhor pois ao entrarem nas igrejas não se ajoelham para uma breve oração e nem se ajoelham no momento da consagração das espécies eucarísticas, num claro desrespeito pelas orientações dos Papas neste sentido. Olhamos para Jesus na hóstia consagrada e percebemos que a brancura da hóstia-consagrada nos lembra o leite virginal com que Jesus foi alimentado. Adorar Jesus presente em nossa alma em união com Maria é o meio mais seguro de Lhe fazermos uma grata recepção, ao mesmo tempo rica de graças para nós. Assim como ela apresentou Jesus para os pastores após o seu nascimento ela nos apresenta, Ela nos dá Jesus. Podemos ver que da mesma maneira que Maria procurava um lugar para que Jesus nascesse, hoje Ela procura almas que verdadeiramente O Adorem, O amem e tenham O Lugar que Jesus merece em seu coração, em sua vida. Nos abrigos onde eles pediam abrigo, já estava ocupada por outros hóspedes que pela ilusão e engano de satanás tomaram o lugar de Jesus, o próprio Rei e Salvador do mundo. Eis que a Virgem Maria bate na porta do nosso coração e pede abrigo, para que, ela possa dar a luz a Jesus. Diz Santa Teresa D’avila – ¨Quem começa a servir verdadeiramente o Senhor, o mínimo que pode oferecer é a própria vida¨ Santo Agostinho afirma que: “Só podemos amar aquilo que nós conhecemos”. Como podemos conhecer a este Deus? Adorando o seu corpo e sangue. Santo Afonso Maria de Ligório mesmo sendo um bispo, não deixava de Adorar, ficava Adorando ao Santíssimo oito horas por dia. São João Maria Vianey, mudou uma cidade inteira. Pois era um Adorador do Santíssimo Sacramento. São Francisco Xavier o grande apostolo das índias depois de um dia intenso de trabalho em favor das almas, passava a noite inteira aos pés do Santíssimo Sacramento, quando já sem forças dormia ali aos pés do seu amado. Santa Tereza dizia: “Aquilo que fazemos no céu com a divina essência, deveis fazer também vós na terra com o Santíssimo Sacramento. Devemos estar na presença de Jesus Sacramentado, como os Santos no céu, diante da Essência Divina”. São Pedro Julião Eymard, dizia que : ”Uma hora diante do Santíssimo Sacramento, é uma hora celestial”. Não deixemos que nada nos impeça de Adorarmos a Jesus Sacramentado, pois ele tem esperado cada um de seus filhos para Adorá-lo. O Pai procura Adoradores em espírito, e em verdade. Dentro da Santa Madre Igreja, Deus tem levantado Adoradores que tem Adorado em espírito e em verdade. Como podemos observar Santa Catarina de Gênova que vai dizer que: “O tempo passado diante do Sacrário, é o tempo mais bem empregado da minha vida”. Que estes testemunhos levem-nos a nos gastar, como velas acesas diante de Jesus Sacramentado. São Francisco de Sales ainda declara: “Cem mil vezes ao dia deveríamos visitar à Jesus no Santíssimo Sacramento”. São João Bosco completa dizendo: “Não omitais nunca a visita a cada dia ao Santíssimo Sacramento, ainda que seja muito breve, mas contanto que seja constante”. A Adoração ao Santíssimo Sacramento não é um obrigação do homem, mas uma necessidade da criatura diante do criador. São Bernardo chama este Sacramento de: “Amor dos amores”. Já São Francisco de Assis gritava em sua cidade dizendo: “O amor não é amado”. Pois é desta maneira que Jesus se encontra no Santíssimo, abandonado pelos seus filhos. São Pedro Julião Eymard um grande Adorador de Jesus na Hóstia consagrada diz: “Adorai e visitai a Jesus abandonado, desamparado pelos homens no Sacramento do amor”. Uma das queixas mais dolorosas do coração de Jesus a Santa Margarida Alacoque, foi justamente de que és “deixado pelos seus prediletos. Os escolhidos para servi-lo”. Fortes palavras realmente. Deus espera seus filhos, para derramar as suas graças, mais são muito poucos os que querem. Deus criou o homem para: conhecê-lo, amá-lo e servi-lo. Porém o homem tem se apartado do seu Criador. Voltemos o nosso olhar ao Santíssimo Sacramento. Que todo o mundo possa saber “Hic est Deus noste” este é o nosso Deus. Ele é o nosso tudo. Santa Tereza de Ávila afirmava: ”Não há meio melhor para se chegar a perfeição”. Como também São Gregório Nazianzeno escreveu: “O Santíssimo Sacramento é fogo que nos inflama de modo que, retirando-no do altar, espargimos tais chamas de amor que nos tornam terríveis ao inferno” Mas, onde encontraremos Jesus na terra senão nos braços de Maria? Não foi Ela que nos deu a Eucaristia? Foi o seu consentimento à Encarnação do Verbo no seu seio que iniciou o grande mistério de reparação para com Deus e de união conosco que Jesus realizou durante sua vida mortal e continua agora no Santíssimo Sacramento. Sem Maria não poderíamos ir a Jesus, porque Ela O possui em seu coração. Aí, encontra Ele as suas delícias, e todos que quiserem conhecer as virtudes íntimas de Jesus, seu amor recôndito e privilegiado, devem procurá-los no Coração de Maria; os que amam esta boa Mãe encontram Jesus em seu coração tão puro. Jamais ousemos separar Jesus de Maria; não poderíamos ir a Ele sem passar por Ela. Quanto mais amarmos a Eucaristia, tanto maior será nosso amor para com a Santíssima Virgem. Se pertencemos ao Filho, também pertencemos à Mãe; se adoramos o Filhos, devemos honrar a Mãe, e somos obrigados, para entrar plenamente na graça de nossa vocação, e nela permanecer, a prestar um culto especial à Santíssima Virgem como Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. Quando honramos Nosso Senhor na Cruz, oramos a Nossa Senhora das Dores; quando meditamos a vida submissa e retirada de Nazaré, tomamos por modelo Nossa Senhora da vida oculta. Nosso Senhor teria grande pesar de nós, servos de sua Eucaristia, se não honrássemos deveras a Maria, porque Ela é Sua Mãe, e somos obrigados, no interesse de nossa salvação, a honrá-l’A como Mãe de Deus e como nossa própria Mãe. Visto que somos consagrados de uma maneira especial ao serviço da Eucaristia, e que somos adoradores, é nessa qualidade que devemos um culto particular a Maria. Devemos ser adoradores da Eucaristia; é o nosso belo título, abençoado pelo Papa Pio IX. É a graça trazida ao mundo pela Imaculada Conceição.Que fez a Santíssima Virgem no Cenáculo? Adorou; foi a Rainha e a Mãe dos adoradores; foi, numa palavra, Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. Logo, quem quer que se aproxime do Santíssimo Sacramento, com particular devoção, e se oferece por amor com zelo ardente e generosidade a Cristo, que nos ama infinitamente, experimenta e compreende a fundo, não sem prazer e fruto para o espírito, quão preciosa seja a vida oculta com Cristo em Deus, quanto vale estar em demorado colóquio com Cristo. Nada há mais suave na terra, nem mais eficaz para conduzir-nos pelos caminhos da santidade. Dobremos nossos joelhos diante de corpo de Cristo e seremos combatentes vitoriosos. Restaura, ó Senhor, os costumes, alimenta as virtudes, consola os aflitos, fortifica os fracos, leva à sua imitação todos que se lhe aproximam. Amém!

  • Fragmentos

    Vivemos num Kosmos, um universo criado e ordenado a um fim, a um propósito. Tudo o que existe neste universo se ordena a um fim, inclusive o homem. O homem como criatura, como ente criado, se ordena a um fim. Este fim é que aporta sentido para a nossa vida. Mas qual este fim? O fim a que se ordena o homem, como criatura divina, é espelhar, refletir para este mundo as virtudes que vemos e sentimos em Deus e na sua mensagem. Em Deus vemos que existe infinita bondade, infinita beleza, infinita sabedoria, infinita simplicidade, infinito amor. Refletir esta virtudes para nosso mundo, mesmo que de forma imperfeita e limitada, é o fim último do cristão. Somos pequenos fragmentos, pequenos espelhos opacos, mas carregamos em nós a centelha divina que nos engrandece e humaniza.

  • NÃO SOIS INOCENTES DIANTE DE VOSSAS OMISSÕES.

    “Calar, jamais! Gritai em cem mil línguas! Vejo que, por ter alguém calado, o mundo se arruinou e a santa igreja encontra-se pálida, sem cor, sem sangue nas veias”-(Santa Catarina de Sena). Disse São Pedro Canísio, no livro “Confissões”, página 118: “Por fim, acrescentarei algo sobre o encargo de ensinar, sobremaneira familiar aos homens de hoje. Agora, talvez mais do que nunca, a maior das necessidades é a de termos doutores que proclamem a verdadeira fé católica com grande zelo e invencível constância, que inculquem a sã doutrina num povo desejoso de novidades nocivas.Vivemos em um tempo, em que, no dizer do apóstolo: “Os homens não aceitam mais a sã doutrina, mas, excitados, preferem não a salvação, mas o agrado, seguem seitas de perdição, defendem a licenciosidade da carne em vez da liberdade evangélica”, finalizou o santo. A fé não se negocia. Esta tentação sempre existiu na história do povo de Deus: cortar um pedaço da fé, ainda que não seja muito. Mas a fé é assim, tal como a recitamos no Credo. É necessário superar a tentação de fazer o que todos fazem, não ser tão, tão rígidos, porque precisamente daí começa um caminho que acaba na apostasia. De fato, quando começamos a destroçar a fé, a negociá-la, a vendê-la à melhor oferta, começamos o caminho da apostasia, da não fidelidade ao Senhor. O heroísmo é uma categoria social antiga. Considera-se herói, segundo a definição de Paul Johnson, aquele cuja vontade se sobrepõe à opinião pública, agindo com coragem e decisão, mesmo nas situações mais adversas; independentemente das consequências. A fé dos cristãos é colocada à prova: o perigo do respeito humano e do pensamento politicamente correto. Uma lição antiga, diz que “a fraqueza se contrapõe mais à virtude do que ao vício”. Era com esta frase que o Papa Pio XI respondia àqueles que o achavam muito severo, “de pulso muito firme”. Em nosso tempo, em que a pusilanimidade parece ser a regra e prevalecer, mesmo em matérias de importância vital para a vida do homem e da Igreja, é conduta comum, nunca foi tão necessário falar da virtude da fortaleza. Ao contrário do que se poderia pensar, corajoso e forte não é quem não tem medo. O medo faz parte da natureza humana, e dirigido às coisas certas, pode ser bastante vantajoso, inclusive para a vida espiritual. O temor do Senhor, que o autor sagrado diz ser “o princípio da sabedoria” (pr 9, 10), é consequência direta do verdadeiro amor que devemos a Deus: se verdadeiramente o amamos, também tememos perder a sua amizade, a sua presença em nossa alma. Já que, como lembra Santo Afonso Maria de Ligório, doutor da Igreja: “a vida presente é uma guerra contínua com o inferno, na qual corremos, a cada instante, o perigo de perder a Deus”. Ele nos concede a virtude da fortaleza, que ordena os nossos medos e nos ajuda a dizer “não” ao mal e ao pecado. O que faz o politicamente correto, por outro lado? Dirige o medo que deveria ter de ofender Jesus aos afetos humanos, teme antes a inimizade dos homens que a de Deus, transforma o “temor do Senhor” em “temor do mundo”. Esta ética frívola condenada por tantos de nossos contemporâneos é análoga àquela atitude que os cristãos chamam de respeito humano. O medo maior desta pessoa é perder o prestígio da opinião pública, dos seus fãs; ela é torturada a todo instante imaginando o que as pessoas vão pensar dela. Na hora do martírio, de entregar sua vida, ela desiste covardemente. Somente a pessoa que fica irada sem razão, peca. Quem quer que fique irado por uma razão justa não é culpado. Porque, se faltasse a ira, a ciência de Deus não teria andamento, os julgamentos não seriam acertados, e os crimes não seriam reprimidos. Diz São João Crisóstomo: “ademais, a pessoa que não fica irada quando deveria estar, peca. Pois uma paciência excessiva é o viveiro de muitos vícios: ela fomenta a negligência, e estimula não apenas o perverso, mas acima de todo o bem, a fazer o errado.” Papa Pio XII, disse em discurso ao povo de Roma, de 20 de fevereiro de 1949, acta apostolicæ sedis, n.º 41, 1949, p. 74): “…uma Igreja que se calasse quando ela tem o dever de falar; uma Igreja que edulcorasse a lei de Deus, adaptando-a ao gosto das vontades humanas, quando ela é obrigada a altissonantemente proclamá-la e defendê-la; uma Igreja que se destacasse do fundamento inabalável sobre o qual a edificou Cristo, para instalar-se comodamente sobre a areia movediça das opiniões do dia ou para abandonar-se à corrente que passa…diletos filhos e filhas! Herdeiros espirituais de uma legião incontável de confessores e de mártires! Seria essa a Igreja que venerais e amais? Vós reconheceríeis numa tal Igreja os traços do rosto de Vossa Mãe? Poderíeis imaginar um sucessor do primeiro Pedro que se dobrasse a semelhantes exigências? ”. A soma de virtudes e espírito de martírio e sacrifício, deu origem a uma grande quantidade de mulheres e homens santos, cujo principal combate era a conquista do céu. A Igreja não se pode eximir do dever de proclamar Cristo e o seu evangelho como verdade salvífica, fonte da nossa felicidade última como indivíduos, e como fundamento de uma sociedade justa e humana. Mesmo que nos persigam, não podemos nos calar. Mesmo que nos ridicularizem, não podemos deixar de pregar com parresía, com franqueza e coragem. Em um mundo onde tantos advogam, ainda que de modo subliminar, uma cultura politicamente correta, baseada em categorias humanas, somos chamados a outra retidão: àquela que tem sua base nas palavras de Cristo e no Magistério da sua Igreja. As ocasiões para testemunhar a fé são muitas e Deus sempre nos auxilia com sua graça, para tomarmos a decisão correta. É verdade o que disse Orígenes: “o cristão, depois de uma tentação, ou sai idólatra ou sai mártir”. Com a severidade própria dos santos, São João Maria Vianney combateu até à morte os insultos a Deus. A santidade de João Maria Vianney causava constrangimentos. Apegado desde cedo à oração, agia em tudo conforme à vontade divina, fazendo de sua vida um perpétuo louvor a Deus. Tinha um fervor imensurável. Passava horas à frente do sacrário, gastando-se em severas penitências e na meditação dos santos mistérios. Dizia o santo: “o meu terço vale mais que mil sermões”. Por isso, não poupou esforços no combate às blasfêmias e à libertinagem. Era o zelo pela casa do pai que o consumia. Sem fazer concessões, apressou-se em instruir os mais novos na catequese e nas práticas piedosas. Começava uma guerra sem tréguas, e o santo não iria recuar enquanto não visse a sua paróquia, de joelhos, diante do Senhor. A santa intransigência de Vianney tinha um motivo igualmente santo: ele amava a seus paroquianos com amor de predileção. Por isso faria tudo que estivesse a seu alcance para lhes assegurar a salvação eterna. E seus esforços foram recompensados. Após poucos anos de ministério, Ars não era mais Ars. O povo havia se convertido, já não se trabalhava mais aos domingos e a igreja permanecia sempre cheia. Vencera a santidade do pobre cura d’Ars. Os paroquianos compreenderam o que há tanto lhes ensinava o são cura d’Ars: “tão grande é o amor de Deus, é um fogo que queima na alma sem, contudo, a consumir. Ter Jesus no coração é já possuir o céu”. Mas ainda há espaço no mundo de hoje para o heroísmo cristão? Aparentemente, não! A sociedade moderna carece de autênticas figuras heroicas, porque a virtude saiu de moda. O heroísmo foi substituído pelo mau caratismo, pela parvoíce de alguns celerados, que acham que fazem muito gritando algumas frases de efeito em frente a uma repartição pública ou coisa do gênero. O rosto estampado de um assassino como Che Guevara na camisa de um adolescente demonstra o vazio – tanto moral, quanto intelectual – desta civilização. Mais do que nunca, o mundo precisa de vidas limpas, de almas claras, de inteligências simples, que estejam dispostas a renunciar às ideologias, apoiando-se firmemente na providência divina, para empenhar mutuamente as suas vidas, suas fortunas e a sagrada honra pela santidade cristã. O Reino de Deus é dos violentos, por isso, o cristão pode viver com a segurança de que, se tiver desejos de lutar, Deus o pegará pela mão direita. É na cruz que nascem os mártires, é no céu que habitam os santos!

  • NÃO SOIS INOCENTES DIANTE DE VOSSAS OMISSÕES.

    “Calar, jamais! Gritai em cem mil línguas! Vejo que, por ter alguém calado, o mundo se arruinou e a santa igreja encontra-se pálida, sem cor, sem sangue nas veias”-(Santa Catarina de Sena). Disse São Pedro Canísio, no livro “Confissões”, página 118: “Por fim, acrescentarei algo sobre o encargo de ensinar, sobremaneira familiar aos homens de hoje. Agora, talvez mais do que nunca, a maior das necessidades é a de termos doutores que proclamem a verdadeira fé católica com grande zelo e invencível constância, que inculquem a sã doutrina num povo desejoso de novidades nocivas.Vivemos em um tempo, em que, no dizer do apóstolo: “Os homens não aceitam mais a sã doutrina, mas, excitados, preferem não a salvação, mas o agrado, seguem seitas de perdição, defendem a licenciosidade da carne em vez da liberdade evangélica”, finalizou o santo. A fé não se negocia. Esta tentação sempre existiu na história do povo de Deus: cortar um pedaço da fé, ainda que não seja muito. Mas a fé é assim, tal como a recitamos no Credo. É necessário superar a tentação de fazer o que todos fazem, não ser tão, tão rígidos, porque precisamente daí começa um caminho que acaba na apostasia. De fato, quando começamos a destroçar a fé, a negociá-la, a vendê-la à melhor oferta, começamos o caminho da apostasia, da não fidelidade ao Senhor. O heroísmo é uma categoria social antiga. Considera-se herói, segundo a definição de Paul Johnson, aquele cuja vontade se sobrepõe à opinião pública, agindo com coragem e decisão, mesmo nas situações mais adversas; independentemente das consequências. A fé dos cristãos é colocada à prova: o perigo do respeito humano e do pensamento politicamente correto. Uma lição antiga, diz que “a fraqueza se contrapõe mais à virtude do que ao vício”. Era com esta frase que o Papa Pio XI respondia àqueles que o achavam muito severo, “de pulso muito firme”. Em nosso tempo, em que a pusilanimidade parece ser a regra e prevalecer, mesmo em matérias de importância vital para a vida do homem e da Igreja, é conduta comum, nunca foi tão necessário falar da virtude da fortaleza. Ao contrário do que se poderia pensar, corajoso e forte não é quem não tem medo. O medo faz parte da natureza humana, e dirigido às coisas certas, pode ser bastante vantajoso, inclusive para a vida espiritual. O temor do Senhor, que o autor sagrado diz ser “o princípio da sabedoria” (pr 9, 10), é consequência direta do verdadeiro amor que devemos a Deus: se verdadeiramente o amamos, também tememos perder a sua amizade, a sua presença em nossa alma. Já que, como lembra Santo Afonso Maria de Ligório, doutor da Igreja: “a vida presente é uma guerra contínua com o inferno, na qual corremos, a cada instante, o perigo de perder a Deus”. Ele nos concede a virtude da fortaleza, que ordena os nossos medos e nos ajuda a dizer “não” ao mal e ao pecado. O que faz o politicamente correto, por outro lado? Dirige o medo que deveria ter de ofender Jesus aos afetos humanos, teme antes a inimizade dos homens que a de Deus, transforma o “temor do Senhor” em “temor do mundo”. Esta ética frívola condenada por tantos de nossos contemporâneos é análoga àquela atitude que os cristãos chamam de respeito humano. O medo maior desta pessoa é perder o prestígio da opinião pública, dos seus fãs; ela é torturada a todo instante imaginando o que as pessoas vão pensar dela. Na hora do martírio, de entregar sua vida, ela desiste covardemente. Somente a pessoa que fica irada sem razão, peca. Quem quer que fique irado por uma razão justa não é culpado. Porque, se faltasse a ira, a ciência de Deus não teria andamento, os julgamentos não seriam acertados, e os crimes não seriam reprimidos. Diz São João Crisóstomo: “ademais, a pessoa que não fica irada quando deveria estar, peca. Pois uma paciência excessiva é o viveiro de muitos vícios: ela fomenta a negligência, e estimula não apenas o perverso, mas acima de todo o bem, a fazer o errado.” Papa Pio XII, disse em discurso ao povo de Roma, de 20 de fevereiro de 1949, acta apostolicæ sedis, n.º 41, 1949, p. 74): “…uma Igreja que se calasse quando ela tem o dever de falar; uma Igreja que edulcorasse a lei de Deus, adaptando-a ao gosto das vontades humanas, quando ela é obrigada a altissonantemente proclamá-la e defendê-la; uma Igreja que se destacasse do fundamento inabalável sobre o qual a edificou Cristo, para instalar-se comodamente sobre a areia movediça das opiniões do dia ou para abandonar-se à corrente que passa…diletos filhos e filhas! Herdeiros espirituais de uma legião incontável de confessores e de mártires! Seria essa a Igreja que venerais e amais? Vós reconheceríeis numa tal Igreja os traços do rosto de Vossa Mãe? Poderíeis imaginar um sucessor do primeiro Pedro que se dobrasse a semelhantes exigências? ”. A soma de virtudes e espírito de martírio e sacrifício, deu origem a uma grande quantidade de mulheres e homens santos, cujo principal combate era a conquista do céu. A Igreja não se pode eximir do dever de proclamar Cristo e o seu evangelho como verdade salvífica, fonte da nossa felicidade última como indivíduos, e como fundamento de uma sociedade justa e humana. Mesmo que nos persigam, não podemos nos calar. Mesmo que nos ridicularizem, não podemos deixar de pregar com parresía, com franqueza e coragem. Em um mundo onde tantos advogam, ainda que de modo subliminar, uma cultura politicamente correta, baseada em categorias humanas, somos chamados a outra retidão: àquela que tem sua base nas palavras de Cristo e no Magistério da sua Igreja. As ocasiões para testemunhar a fé são muitas e Deus sempre nos auxilia com sua graça, para tomarmos a decisão correta. É verdade o que disse Orígenes: “o cristão, depois de uma tentação, ou sai idólatra ou sai mártir”. Com a severidade própria dos santos, São João Maria Vianney combateu até à morte os insultos a Deus. A santidade de João Maria Vianney causava constrangimentos. Apegado desde cedo à oração, agia em tudo conforme à vontade divina, fazendo de sua vida um perpétuo louvor a Deus. Tinha um fervor imensurável. Passava horas à frente do sacrário, gastando-se em severas penitências e na meditação dos santos mistérios. Dizia o santo: “o meu terço vale mais que mil sermões”. Por isso, não poupou esforços no combate às blasfêmias e à libertinagem. Era o zelo pela casa do pai que o consumia. Sem fazer concessões, apressou-se em instruir os mais novos na catequese e nas práticas piedosas. Começava uma guerra sem tréguas, e o santo não iria recuar enquanto não visse a sua paróquia, de joelhos, diante do Senhor. A santa intransigência de Vianney tinha um motivo igualmente santo: ele amava a seus paroquianos com amor de predileção. Por isso faria tudo que estivesse a seu alcance para lhes assegurar a salvação eterna. E seus esforços foram recompensados. Após poucos anos de ministério, Ars não era mais Ars. O povo havia se convertido, já não se trabalhava mais aos domingos e a igreja permanecia sempre cheia. Vencera a santidade do pobre cura d’Ars. Os paroquianos compreenderam o que há tanto lhes ensinava o são cura d’Ars: “tão grande é o amor de Deus, é um fogo que queima na alma sem, contudo, a consumir. Ter Jesus no coração é já possuir o céu”. Mas ainda há espaço no mundo de hoje para o heroísmo cristão? Aparentemente, não! A sociedade moderna carece de autênticas figuras heroicas, porque a virtude saiu de moda. O heroísmo foi substituído pelo mau caratismo, pela parvoíce de alguns celerados, que acham que fazem muito gritando algumas frases de efeito em frente a uma repartição pública ou coisa do gênero. O rosto estampado de um assassino como Che Guevara na camisa de um adolescente demonstra o vazio – tanto moral, quanto intelectual – desta civilização. Mais do que nunca, o mundo precisa de vidas limpas, de almas claras, de inteligências simples, que estejam dispostas a renunciar às ideologias, apoiando-se firmemente na providência divina, para empenhar mutuamente as suas vidas, suas fortunas e a sagrada honra pela santidade cristã. O Reino de Deus é dos violentos, por isso, o cristão pode viver com a segurança de que, se tiver desejos de lutar, Deus o pegará pela mão direita. É na cruz que nascem os mártires, é no céu que habitam os santos!

  • O SOFRIMENTO: MATÉRIA PRIMA DE NOSSA SALVAÇÃO

    Diz Santo Afonso Maria de Ligório: “Quando se tem nas mãos o Crucifixo, já não se quer descer da cruz. Quem contempla as chagas de Jesus esquece as próprias feridas”. Sentimos em nossa carne, que a conquista da santidade é algo que supera as nossas forças humanas, por isso os santos parecem aos nossos olhos como sobre-humanos. Na verdade, foi com o auxílio da graça de Deus que chegaram ao estado da bem-aventurança. “O que é impossível à natureza, é possível à graça de Deus”, disse Santo Agostinho. Ele ensina que a graça não anula e nem dispensa a natureza, a enriquece. Como Deus nos vocacionou para sermos santos, Ele dirige a nossa vida e os nossos passos sempre nessa direção. Na medida que a nossa liberdade o consente Ele dirige os nossos passos para esse fim. É por isso que nos acontecimentos de nossa vida muitas vezes não entendemos o que nos sucede. Na verdade é a mão de Deus a nos conduzir. O médico não prescreve o medicamento que agrada ao paciente, mas aquele que o cura. Assim também, como o Médico das almas, Deus nos apresenta muitas vezes remédios amargos, mas é para a nossa santificação. Assim, as provações e as tentações que Deus permite que nos atinjam são para o nosso bem espiritual. A Bíblia nos dá essa certeza. Àqueles que querem ser seus discípulos o Senhor exige : “Tome a sua cruz cada dia e siga-me” (Lc 9,23). Após a disposição interior de “renunciar a si mesmo”, é preciso a mesma disposição para “tomar a cruz cada dia”. Foi com a cruz que o Cordeiro de Deus tirou o pecado do mundo, e é também com a cruz que Ele tira o pecado enraizado em cada um de nós. Sabemos que o sofrimento não é obra de Deus, é a consequência do pecado. “O salário do pecado é a morte” (Rom 6,23). Para dar um sentido ao sofrimento, Jesus o transformou em “matéria prima” da nossa salvação. Quem quer chegar à santidade não deve ter medo da cruz e deve toma-la, resolutamente, “a cada dia”, como disse Jesus, porque é ela que nos santificará. Para entender essa pedagogia divina vamos examinar o que nos ensina a Carta aos hebreus, no capítulo 12, sobre as provações. Começa dizendo que assim como fizeram os santos, devemos nos “desvencilhar das cadeias do pecado” (v.1), enfrentando o “combate que nos é proposto”, como Jesus, que “suportou a cruz” (v.2), sem se deixar “abater pelo desânimo”(v 3). Em seguida mostra-nos que tudo é válido na luta contra o pecado. “Ainda não tendes resistido até ao sangue, na luta contra o pecado” (v.4). Nesta luta vale a pena derramar até o próprio sangue, a própria vida. Em seguida a Carta recorda a citação dos Provérbios que diz: “Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes, quando repreendido por ele, pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho” (Prov. 3,11). Assim como nós pais terrenos, corrigimos os nossos filhos, porque os amamos, Deus também o faz conosco. Quantas vezes eu precisei segurar no colo os meus filhos, quando ainda pequenos, para que o farmacêutico os aplicasse uma injeção. Só o amor por eles me obrigaria a tal ato, mesmo com o seu choro nos meus ouvidos. Assim também Deus faz conosco; por amor, permite que as provações arranquem as ervas daninhas do jardim precioso de nossa alma. A palavra de Deus diz: “não desprezes a correção do Senhor” (v.5), portanto devemos acolhe-la, amá-la, mesmo que nos incomode. E ela continua : “Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige ?” (v. 7). Somos filhos legítimos de Deus, e não bastardos, por isso Ele nos corrige (V.8). E a palavra de Deus nos diz que Ele nos corrige “para nos comunicar a sua santidade” (v.10) Aí está a razão pela qual Jesus nos manda abraçar a cruz de cada dia. É pelas pequenas e numerosas cruzinhas de cada dia que o Artista Divino vai moldando a nossa alma, à sua própria imagem. A nós cabe ter paciência e aceitar cada sofrimento, cada revés, cada humilhação, cada doença, enfim, cada golpe do Artista, com resignação e ação de graças. A nossa natureza sempre se revolta, se impacienta e se agita desesperada, e com isso, só faz aumentar ainda mais o sofrimento e agrava a situação. O segredo para se sofrer com paciência é não olhar nem para o passado e nem para o futuro, mas viver, na fé, o presente. Um dos grandes conselhos que Jesus nos deixou no Sermão da Montanha foi este : “Não vos preocupeis pois com o dia de amanhã (…). A cada dia basta o seu mal” (Mt 6,34). Deus sempre nos dará a graça necessária para carregar, com determinação, a cruz de cada dia que nos santifica. Cada um de nós têm a sua própria cruz, única e exclusiva, pois para cada tipo de doença há um remédio próprio. A nossa cruz “de cada dia” é formada de tudo o que fazemos e sofremos: o trabalho diário, as preocupações, a falta de dinheiro, a doença, o acidente, a contrariedade, as calúnias, os mal entendidos, enfim, tudo, o que nos desagrada. Tudo isto se torna sagrado quando abraçado na fé e colocado no cálice do sangue do Senhor celebrado a cada dia no altar . A cruz se torna mais suave quando é aceita por amor a Deus. Jesus mesmo ensinou à confidente do seu Coração, como se deve sofrer: “Quando sofres, quer interna quer externamente, não percas o merecimento da dor. Sofre unicamente por Mim”. Sofrer tudo por amor a Jesus, eis o segredo de sofrer bem . Santo Agostinho tem uma frase que nos ensina bem tudo isso: “Quando se ama não se sofre, e se sofre, ama-se o sofrimento”. Quanto mais calados sofrermos, tanto mais cresceremos na santidade, e tanto mais teremos méritos diante de Deus. A maior vitória sobre o sofrimento, qualquer que ele seja, será sempre o nosso silêncio e aceitação. Muitas vezes nos impomos uma série de mortificações, mas os santos ensinam que as melhores cruzes são aquelas que Deus permite que cheguem a nós. Valem mais as cruzes do que as disciplinas e os jejuns. De que adianta a penitência que voluntariamente nos impomos, se não aceitamos aquelas que diariamente Deus nos impõe, na medida exata da nossa correção? De nada valeria o sacrifício de um enfermo que quisesse tomar muitos remédios amargos que não fosse aquele receitado pelo médico. De forma alguma devemos desprezar as mortificações que nos impomos, contudo, mais importante do que elas são as que a divina providência nos manda. São Paulo dizia aos romanos que “tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus” (Rom 8,28). Deus sabe aproveitar todos os acontecimentos da nossa vida para o nosso bem. Aceitar isso é ter fé, é saber abandonar-se nas mãos divinas, como o enfermo se entrega nas mãos do médico em que confia. Tudo o que podemos passar nesta vida é pouco em vista da grande obra de santificação que Deus quer fazer em nós. Não podemos perder de vista o objetivo de Deus Pai que nos “predestinou para sermos conforme à imagem de seu Filho” (Rom 8,29). São Paulo tinha isto tão certo que disse aos romanos : “Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada” (Rom 8,18). É grande demais a obra que Deus está fazendo em nós. Santo Agostinho nos ensina que Deus “não permitiria o mal se não soubesse tirar dele um bem maior”. E que muitas vezes Deus permite que o mal nos atinja para evitar um mal maior. As provações nos fortalecem para o combate espiritual; por isso, os Apóstolos sempre estimularam os fiéis a enfrentá-las com coragem. São Pedro diz : “Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo…” (1 Pe 4,12). E ele ensina que a provação nos levará à perfeição: “O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vós fortificará” (1 Pe 5,10) Afirmam os santos que vale mais um “bendito seja Deus!” pronunciado com o coração, no meio do fogo da provação, do que mil atos de ação de graças quando tudo vai bem. O pecado original corrompeu intensamente o estado de santidade e de justiça original, em que Deus nos criou. Santa Teresa diz que sentiu Jesus dizer-lhe: “Fica sabendo que as pessoas mais queridas de meu Pai são as que são mais afligidas com os maiores sofrimentos”. E por isso afirmava que não trocaria os seus sofrimentos por todos os tesouros do mundo.Tinha a certeza de que Deus a santificava pelas provações. A santa chega a dizer que “quando alguém faz algum bem a Deus, o Senhor lhe paga com alguma cruz”. Para nós essas palavras parecem até um absurdo, mas não para os santos, que conheceram todo o poder salvífico e santificador do sofrimento. São Paulo ensina que: “As nossas tribulações de momento são leves e nos preparam um peso de glória eterna”(2Cor 4,17). Quando São Francisco de Assis passava um dia sem nada sofrer por Deus, temia que Deus tivesse se esquecido dele. São João Crisóstomo, doutor da Igreja, diz que “é melhor sofrer do que fazer milagres, já que aquele que faz milagres se torna devedor de Deus, mas no sofrimento Deus se torna devedor do homem”. Só aceitaremos e amaremos o sofrimento quando entendermos, como os santos, que por meio dele, Deus destrói em nós as más inclinações interiores e exteriores, que impedem a nossa santificação. As ofensas, as injúrias, os desprezos, os cinismos irritantes, as doenças, as dores, as lágrimas, as tentações, a humilhação do pecado próprio, etc., nos são necessários pois dão-nos a oportunidade de lutarmos contra as nossas misérias. Isto não quer dizer que Deus seja o autor do mal, ou que Ele se alegre com o nosso sofrimento, não. O que Deus faz, de maneira até amável, é transformar o sofrimento, que é o salário do próprio pecado do homem, em matéria prima de sua própria salvação, dando assim, um sentido à dor. A partir daí, sob à luz da fé, podemos sofrer com esperança. Equipe Padre Rodrigo Maria

  • O SOFRIMENTO: MATÉRIA PRIMA DE NOSSA SALVAÇÃO

    Diz Santo Afonso Maria de Ligório: “Quando se tem nas mãos o Crucifixo, já não se quer descer da cruz. Quem contempla as chagas de Jesus esquece as próprias feridas”. Sentimos em nossa carne, que a conquista da santidade é algo que supera as nossas forças humanas, por isso os santos parecem aos nossos olhos como sobre-humanos. Na verdade, foi com o auxílio da graça de Deus que chegaram ao estado da bem-aventurança. “O que é impossível à natureza, é possível à graça de Deus”, disse Santo Agostinho. Ele ensina que a graça não anula e nem dispensa a natureza, a enriquece. Como Deus nos vocacionou para sermos santos, Ele dirige a nossa vida e os nossos passos sempre nessa direção. Na medida que a nossa liberdade o consente Ele dirige os nossos passos para esse fim. É por isso que nos acontecimentos de nossa vida muitas vezes não entendemos o que nos sucede. Na verdade é a mão de Deus a nos conduzir. O médico não prescreve o medicamento que agrada ao paciente, mas aquele que o cura. Assim também, como o Médico das almas, Deus nos apresenta muitas vezes remédios amargos, mas é para a nossa santificação. Assim, as provações e as tentações que Deus permite que nos atinjam são para o nosso bem espiritual. A Bíblia nos dá essa certeza. Àqueles que querem ser seus discípulos o Senhor exige : “Tome a sua cruz cada dia e siga-me” (Lc 9,23). Após a disposição interior de “renunciar a si mesmo”, é preciso a mesma disposição para “tomar a cruz cada dia”. Foi com a cruz que o Cordeiro de Deus tirou o pecado do mundo, e é também com a cruz que Ele tira o pecado enraizado em cada um de nós. Sabemos que o sofrimento não é obra de Deus, é a consequência do pecado. “O salário do pecado é a morte” (Rom 6,23). Para dar um sentido ao sofrimento, Jesus o transformou em “matéria prima” da nossa salvação. Quem quer chegar à santidade não deve ter medo da cruz e deve toma-la, resolutamente, “a cada dia”, como disse Jesus, porque é ela que nos santificará. Para entender essa pedagogia divina vamos examinar o que nos ensina a Carta aos hebreus, no capítulo 12, sobre as provações. Começa dizendo que assim como fizeram os santos, devemos nos “desvencilhar das cadeias do pecado” (v.1), enfrentando o “combate que nos é proposto”, como Jesus, que “suportou a cruz” (v.2), sem se deixar “abater pelo desânimo”(v 3). Em seguida mostra-nos que tudo é válido na luta contra o pecado. “Ainda não tendes resistido até ao sangue, na luta contra o pecado” (v.4). Nesta luta vale a pena derramar até o próprio sangue, a própria vida. Em seguida a Carta recorda a citação dos Provérbios que diz: “Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes, quando repreendido por ele, pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho” (Prov. 3,11). Assim como nós pais terrenos, corrigimos os nossos filhos, porque os amamos, Deus também o faz conosco. Quantas vezes eu precisei segurar no colo os meus filhos, quando ainda pequenos, para que o farmacêutico os aplicasse uma injeção. Só o amor por eles me obrigaria a tal ato, mesmo com o seu choro nos meus ouvidos. Assim também Deus faz conosco; por amor, permite que as provações arranquem as ervas daninhas do jardim precioso de nossa alma. A palavra de Deus diz: “não desprezes a correção do Senhor” (v.5), portanto devemos acolhe-la, amá-la, mesmo que nos incomode. E ela continua : “Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige ?” (v. 7). Somos filhos legítimos de Deus, e não bastardos, por isso Ele nos corrige (V.8). E a palavra de Deus nos diz que Ele nos corrige “para nos comunicar a sua santidade” (v.10) Aí está a razão pela qual Jesus nos manda abraçar a cruz de cada dia. É pelas pequenas e numerosas cruzinhas de cada dia que o Artista Divino vai moldando a nossa alma, à sua própria imagem. A nós cabe ter paciência e aceitar cada sofrimento, cada revés, cada humilhação, cada doença, enfim, cada golpe do Artista, com resignação e ação de graças. A nossa natureza sempre se revolta, se impacienta e se agita desesperada, e com isso, só faz aumentar ainda mais o sofrimento e agrava a situação. O segredo para se sofrer com paciência é não olhar nem para o passado e nem para o futuro, mas viver, na fé, o presente. Um dos grandes conselhos que Jesus nos deixou no Sermão da Montanha foi este : “Não vos preocupeis pois com o dia de amanhã (…). A cada dia basta o seu mal” (Mt 6,34). Deus sempre nos dará a graça necessária para carregar, com determinação, a cruz de cada dia que nos santifica. Cada um de nós têm a sua própria cruz, única e exclusiva, pois para cada tipo de doença há um remédio próprio. A nossa cruz “de cada dia” é formada de tudo o que fazemos e sofremos: o trabalho diário, as preocupações, a falta de dinheiro, a doença, o acidente, a contrariedade, as calúnias, os mal entendidos, enfim, tudo, o que nos desagrada. Tudo isto se torna sagrado quando abraçado na fé e colocado no cálice do sangue do Senhor celebrado a cada dia no altar . A cruz se torna mais suave quando é aceita por amor a Deus. Jesus mesmo ensinou à confidente do seu Coração, como se deve sofrer: “Quando sofres, quer interna quer externamente, não percas o merecimento da dor. Sofre unicamente por Mim”. Sofrer tudo por amor a Jesus, eis o segredo de sofrer bem . Santo Agostinho tem uma frase que nos ensina bem tudo isso: “Quando se ama não se sofre, e se sofre, ama-se o sofrimento”. Quanto mais calados sofrermos, tanto mais cresceremos na santidade, e tanto mais teremos méritos diante de Deus. A maior vitória sobre o sofrimento, qualquer que ele seja, será sempre o nosso silêncio e aceitação. Muitas vezes nos impomos uma série de mortificações, mas os santos ensinam que as melhores cruzes são aquelas que Deus permite que cheguem a nós. Valem mais as cruzes do que as disciplinas e os jejuns. De que adianta a penitência que voluntariamente nos impomos, se não aceitamos aquelas que diariamente Deus nos impõe, na medida exata da nossa correção? De nada valeria o sacrifício de um enfermo que quisesse tomar muitos remédios amargos que não fosse aquele receitado pelo médico. De forma alguma devemos desprezar as mortificações que nos impomos, contudo, mais importante do que elas são as que a divina providência nos manda. São Paulo dizia aos romanos que “tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus” (Rom 8,28). Deus sabe aproveitar todos os acontecimentos da nossa vida para o nosso bem. Aceitar isso é ter fé, é saber abandonar-se nas mãos divinas, como o enfermo se entrega nas mãos do médico em que confia. Tudo o que podemos passar nesta vida é pouco em vista da grande obra de santificação que Deus quer fazer em nós. Não podemos perder de vista o objetivo de Deus Pai que nos “predestinou para sermos conforme à imagem de seu Filho” (Rom 8,29). São Paulo tinha isto tão certo que disse aos romanos : “Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada” (Rom 8,18). É grande demais a obra que Deus está fazendo em nós. Santo Agostinho nos ensina que Deus “não permitiria o mal se não soubesse tirar dele um bem maior”. E que muitas vezes Deus permite que o mal nos atinja para evitar um mal maior. As provações nos fortalecem para o combate espiritual; por isso, os Apóstolos sempre estimularam os fiéis a enfrentá-las com coragem. São Pedro diz : “Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo…” (1 Pe 4,12). E ele ensina que a provação nos levará à perfeição: “O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vós fortificará” (1 Pe 5,10) Afirmam os santos que vale mais um “bendito seja Deus!” pronunciado com o coração, no meio do fogo da provação, do que mil atos de ação de graças quando tudo vai bem. O pecado original corrompeu intensamente o estado de santidade e de justiça original, em que Deus nos criou. Santa Teresa diz que sentiu Jesus dizer-lhe: “Fica sabendo que as pessoas mais queridas de meu Pai são as que são mais afligidas com os maiores sofrimentos”. E por isso afirmava que não trocaria os seus sofrimentos por todos os tesouros do mundo.Tinha a certeza de que Deus a santificava pelas provações. A santa chega a dizer que “quando alguém faz algum bem a Deus, o Senhor lhe paga com alguma cruz”. Para nós essas palavras parecem até um absurdo, mas não para os santos, que conheceram todo o poder salvífico e santificador do sofrimento. São Paulo ensina que: “As nossas tribulações de momento são leves e nos preparam um peso de glória eterna”(2Cor 4,17). Quando São Francisco de Assis passava um dia sem nada sofrer por Deus, temia que Deus tivesse se esquecido dele. São João Crisóstomo, doutor da Igreja, diz que “é melhor sofrer do que fazer milagres, já que aquele que faz milagres se torna devedor de Deus, mas no sofrimento Deus se torna devedor do homem”. Só aceitaremos e amaremos o sofrimento quando entendermos, como os santos, que por meio dele, Deus destrói em nós as más inclinações interiores e exteriores, que impedem a nossa santificação. As ofensas, as injúrias, os desprezos, os cinismos irritantes, as doenças, as dores, as lágrimas, as tentações, a humilhação do pecado próprio, etc., nos são necessários pois dão-nos a oportunidade de lutarmos contra as nossas misérias. Isto não quer dizer que Deus seja o autor do mal, ou que Ele se alegre com o nosso sofrimento, não. O que Deus faz, de maneira até amável, é transformar o sofrimento, que é o salário do próprio pecado do homem, em matéria prima de sua própria salvação, dando assim, um sentido à dor. A partir daí, sob à luz da fé, podemos sofrer com esperança. Equipe Padre Rodrigo Maria

  • Por que o Novo Testamento é historicamente confiável ?

    Nós não temos os manuscritos originais escritos pelas mãos dos apóstolos, eles provavelmente foram perdidos no segundo e terceiro séculos durante as perseguições. Mas eles foram copiados exaustivamente durante todo o primeiro século e citados mais de 1 milhão de vezes pelos pais da igreja. Comparativamente, nenhum documento antigo do mundo possui tamanhos números a seu favor. Vamos falar um pouco sobre as variantes textuais desses manuscritos. Mas o que são variantes textuais ? É qualquer variação nas palavras dentro dos manuscritos, podendo ser na ordem, omissão de palavras, adição e até mesmo erros ortográficos. Mesmo o menor erro, por mais irrelevante que seja, conta. Os estudiosos afirmam que no Novo Testamento em grego, existem 400.000 variantes textuais. Parece muito, mas não se trata de quantidade, mas sim da qualidade delas. Se um manuscrito contém um erro, e suas cópias preservarem esse erro, todas as vezes ele será contabilizado. A razão por haver tantas variantes textuais, se dá pelo fato de existirem milhares de manuscritos disponíveis para estudo, o que é excelente. Quanto maior o número de manuscritos, maior o número de variantes textuais, consequentemente, maior a probabilidade de se chegar aos fatos originais. A quantidade de manuscritos é de suma importância para atribuir confiabilidade histórica a um texto. Mas quantos manuscritos existem do Novo Testamento? Manuscritos gregos: 5.824 (ou mais de 2,6 milhões de páginas) Manuscritos em Latim: + 10.000 Em outras línguas antigas (Armênio, Siríaco, Aramaico, Gótico…): 5.000 – 10.000 Total: 20.000 – 25.000 Só de curiosidade, o segundo documento com mais manuscritos é a obra Ilíada, de Homero, com menos de 700 manuscritos. Percebem a diferença? E mesmo se todos esses manuscritos do Novo Testamento desaparecessem, o Novo Testamento poderia ser reconstruído quase em sua totalidade somente pelas citações feitas pelos chamados “pais da igreja”, que foram os bispos, anciãos e apologistas dos primeiros séculos de cristianismo, que escreveram livros, cartas, comentários bíblicos e sermões e fizeram mais de 1 milhão de citações do Novo Testamento. Sim, mais de 1.000.000 de citações! Mas quais são os tipos de variantes textuais que temos no Novo testamento? Elas modificam alguma coisa? Após estudo criterioso, os especialistas chegaram a seguinte conclusão: 99% delas são irrelevantes para a compreensão do texto. São erros ortográficos irrelevantes, diferenças de estilo de escrita ou uso de sinônimos. Mas todos eles são contados como variantes. Somente menos de 1% do total de variantes são significativas ou afetam o significado da palavra no texto. Mas em nenhuma delas, nenhuma doutrina cristã está envolvida. Nenhum ponto da fé cristã é afetado por essas variantes. Utilizar o número da variantes textuais contra a confiabilidade dos textos é um grande erro que não resiste à investigação e ao estudo criterioso dos fatos. O Novo Testamento é de longe o conjunto de documentos antigos mais confiáveis que possuímos, com extensas e sólidas evidências em seu favor. Se o cético diz que o Novo Testamento não é confiável, ele precisa reconsiderar toda a história antiga. Extraído e adaptado da palestra do Dr Daniel B. Wallace, New Testment Reliability. Ramon Serrano #Confiabilidadebíblica #críticatextual

  • TORNEI-ME, ACASO, VOSSO INIMIGO, PORQUE VOS DISSE A VERDADE?

    Disse certa vez, um dos maiores Santos e Doutores da Igreja, o Grande Santo Atanásio: “Se o mundo for contra a Verdade, então Atanásio será contra o mundo”. Ora, o que é a Verdade? Nosso Senhor Jesus Cristo!! pois Ele mesmo disse: “Eu sou o caminho, a Verdade e a Vida…”. Santo Ângelo, um dos mais importantes santos na Ordem do Carmo, enquanto estava no deserto, por um período de cinco anos, em que viveu totalmente solitário, recebeu a seguinte revelação de Nosso Senhor: “Sabe Ângelo, Servo meu, a cidade de Jerusalém, a Galileia e toda a terra da promissão, Capadócia e Egito, com muitas regiões da Ásia e da África, passados poucos anos, irão de todo ao poder dos Ismaelitas, as Igrejas, os Templos que tu vês agora, onde se celebram os louvores divinos, serão destruídos, e as cerimônias, costumes e observâncias dos cristãos em tudo, quase serão reduzidos a nada. E o poder de Maomé e de seus sucessores crescerá sempre mais e atemorizará quase todas as gentes e será com isto amedrontada e molestada toda a Europa, e virá fogo, sangue, ruína e quase total destruição e haverá grande aflição e crescerá o furor e ira sobre os filhos da ingratidão. Estas coisas virão pela abominação daqueles que edificam Babilônia, dissipam o Santuário e sustentam o povo da maldade, ódio e rancor e o arrastam à crueldade, desonestidade, malícia e pecado”. Então Santo Ângelo disse: “Quando, meu Senhor, isso há de suceder?” Cristo respondeu-lhe: “Quando a Igreja, despojada de seu esplendor jazer como uma viúva, quando a Cadeira do Pontífice Romano seja posta em contradição, quando se levantarem os hipócritas com cor e pretexto de santidade e religião, defraudarem os povos, e a Igreja estiver cheia de seitas, nas quais reinarão a soberba, ambição, luxúria, com todo o esquadrão de seus filhos: quando os príncipes divididos guerrearem, e um Bispo estiver contra outro, e as mulheres se tornarem ministras em lugar dos sacerdotes, e quase seja tirada toda a paz do mundo, e da discórdia nasça a morte, quando os hereges prevalecerem, e a verdadeira Fé estiver quase extinta e os seus pregadores se derem a vaidades e loucuras; então meu Eterno Pai mandará o seu furor e permitirá que os filhos da ingratidão sejam atormentados pelos inimigos do meu Nome. Todas estas calamidades lhes sobrevirão por seus pecados”. E tendo Cristo dito isto, desapareceu aos olhos de Santo Ângelo em uma nuvem alvíssima – (Esta revelação se encontra na vida de Santo Ângelo, escrita por Enoc, Patriarca de Jerusalém) Deve-nos trazer grande admiração a notícia de que uma profecia como esta, escrita no século XIII esteja se cumprindo tão perfeitamente nos nossos dias. De fato, a Igreja, agora sem o seu esplendor, jaz como uma viúva triste e amordaçada. A Cátedra de Pedro já não se apresenta como o baluarte seguro da doutrina imutável. . Vejamos como os Bispos estão uns contra os outros, e como reinam a soberba e a luxúria! Encontramos “a Fé quase extinta e os seu pregadores repletos de vaidades e loucuras”. Quanto às “ministras”, disse por estes dias o Cardeal Burke:“Com exceção do padre, o santuário se encheu de mulheres. As atividades da paróquia e até da liturgia se tornaram tão femininas em diversos lugares, que os homens não querem mais se envolver”. Sem dúvida, podemos nos remeter à profecia que diz: “teus príncipes profanaram meu santuário. Então entreguei Jacó ao anátema e Israel às injúrias” – (Is. 43,28). Nos ensina São Paulo Apóstolo: “Estai de sobreaviso, para que ninguém vos engane com filosofias e vãos sofismas baseados nas tradições humanas, nos rudimentos do mundo, em vez de se apoiar em Cristo” -(Cl 2,8).A Esposa do Cordeiro, está mesmo sob forte ataque interno.A apostasia tomou conta do clero, dos religiosos e dos leigos, em sua imensa e esmagadora maioria. Diz a Sagrada Escritura: “Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus” – (2 Ts. 2, 3-4). Com imensa tristeza, assistimos a cada ano que passa, um aumento cada vez maior, na descaracterização da nossa Igreja Católica, de tal forma, que se formos comparar a sua situação atual com a de algumas décadas passadas, poderíamos afirmar, sem nenhum exagero, que essa de hoje parece claramente outra igreja. Pelo estado em que a Igreja Católica hoje se encontra hoje, será que Ela ainda pode estar agradando a Deus? São três os pilares de nossa Fé católica: Sagrada Tradição, Sagrada Escritura e Sagrado Magistério. TRADIÇÃO: Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa – (2 Tessalonicenses 2,15). MAGISTÉRIO: A Igreja é a casa de Deus a coluna e sustentação da verdade – (1 Timóteo 3,15). SAGRADA ESCRITURA: Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça – (2 Timóteo 3,16) Na realidade, a única e imutável Verdade, não pode desenvolver, e, portanto progredir, como jamais progrediu durante dois mil anos, por meio de contradições. As contradições doutrinárias na Igreja, sempre foram denominadas erros ou heresias, e condenadas com anátemas. O nome de São Tomás de Aquino é um marco para todos aqueles que buscam a verdade. Entretanto, nos pormenores de sua vida e em sua extraordinária personalidade, descobrimos mais do que um teólogo: um grande Santo e Doutor da Igreja Católica. Disse São Tomás de Aquino: “Surgindo perigo iminente pára a Fé, os Prelados devem ser questionados, mesmo publicamente, pelos seus súditos. Assim, São Paulo, que estava sujeito a São Pedro, questionou-o publicamente pelo iminente perigo de escândalo em matéria de Fé. E, tal como Santo Agostinho o interpreta na sua Glosa (Gálatas 2, 14), São Pedro deu o exemplo a todos os que governam para que, ao desviarem-se do caminho reto, não rejeitem a correção como inútil, ainda que venha de súditos” – (Fonte: Summa Theologica, Turin/Rome: Marietti, 1948, II-II, q.33, a.4) O próprio Deus, diz São Paulo, lhes enviará um poder que os enganará e os induzirá a acreditar no erro – (2 Tes 2, 10-11). Que castigo mais terrível pode haver que uma hierarquia desorientada? Isso é precisamente o que nossa Senhora anunciou na terceira parte do Segredo de Fátima: A Igreja e sua hierarquia, sofrerão uma desorientação diabólica, que corresponde ao que Apocalipse nos fala sobre o combate da mulher contra o dragão. Mas, a Santíssima Virgem nos assegura que no final desta luta seu Imaculado Coração triunfará. Ela vencerá a grande apostasia, fruto do liberalismo. Uma razão para não ficarmos de braços cruzados! Devemos lutar mais do que nunca pelo Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo. É necessário resistir. É necessário construir enquanto outros destroem. É necessário reconstruir as cidadelas em ruínas, reconstruir os bastiões da fé. Primeiro, o Santo Sacrifício da Missa de sempre, formador de santos. Depois, nossas capelas, que são verdadeiramente nossas paróquias, os mosteiros, as famílias numerosas, as escolas católicas, as empresas fiéis à doutrina social da Igreja, os políticos determinados a fazer política por Jesus Cristo. Devemos restaurar um conjunto de costumes, a vida social e os reflexos cristãos, com a amplitude de vida que Deus disponha. A única coisa que sei, e a fé nos ensina, é que Nosso Senhor deve reinar neste mundo, agora, e não apenas ao fim dele, tal como querem os liberais! Como já foi dito: Não se opor ao erro é aprova-lo. Que a hierarquia, se cerque de vigorosos defensores da fé, que os designe em dioceses importantes. Que se digne por documentos importantes proclamar a verdade, perseguir e condenar o erro, sem temor das contradições, sem temor dos cismas, sem respeito humano, encorajar os bispos a endireitar a fé, que excomunguem aos pecadores obstinados que não queiram se emendar, após serem advertidos e corrigidos. Que sejam de fato, e de direito, verdadeiros Pastores, e arranquem suas ovelhas das garras do demônio, e não lobos em pele de cordeiro, levando lentamente suas ovelhas para a boca do inferno, da condenação eterna, ao lhes oferecer um ALIMENTO ENVENENADO. A profecia, queixa que Nosso Senhor fez a Santo Ângelo, tão atual, se apresenta para nós como uma advertência muito importante. Busquemos alcançar de Deus, entre jejuns, lágrimas, cinzas, mortificações, e muito combate, muita luta, o perdão de nossos pecados e a misericórdia para este nosso século, que avança por entre tantas calamidades e contradições. Devemos ter o espírito missionário que é o verdadeiro espírito da Igreja, fazer tudo pelo Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo a divisa de nosso Santo Papa, São Pio X, QUE DIZIA: “Instaurare omnia in Christo”, restaurar tudo em Cristo, e sofrer como Nosso Senhor em sua Paixão para a salvação das almas, para o triunfo da Verdade. “In hoc natus sum, disse Nosso Senhor a Pilatos, “ut testimonium perhibeam veritati”. “Eu nasci para dar testemunho da Verdade” “Tornei-me, acaso, vosso inimigo, porque vos disse a verdade?” – (Gálatas 4, 16). Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!! Salve Maria!! Viva Cristo Rei!! Equipe Padre Rodrigo Maria

  • TORNEI-ME, ACASO, VOSSO INIMIGO, PORQUE VOS DISSE A VERDADE?

    Disse certa vez, um dos maiores Santos e Doutores da Igreja, o Grande Santo Atanásio: “Se o mundo for contra a Verdade, então Atanásio será contra o mundo”. Ora, o que é a Verdade? Nosso Senhor Jesus Cristo!! pois Ele mesmo disse: “Eu sou o caminho, a Verdade e a Vida…”. Santo Ângelo, um dos mais importantes santos na Ordem do Carmo, enquanto estava no deserto, por um período de cinco anos, em que viveu totalmente solitário, recebeu a seguinte revelação de Nosso Senhor: “Sabe Ângelo, Servo meu, a cidade de Jerusalém, a Galileia e toda a terra da promissão, Capadócia e Egito, com muitas regiões da Ásia e da África, passados poucos anos, irão de todo ao poder dos Ismaelitas, as Igrejas, os Templos que tu vês agora, onde se celebram os louvores divinos, serão destruídos, e as cerimônias, costumes e observâncias dos cristãos em tudo, quase serão reduzidos a nada. E o poder de Maomé e de seus sucessores crescerá sempre mais e atemorizará quase todas as gentes e será com isto amedrontada e molestada toda a Europa, e virá fogo, sangue, ruína e quase total destruição e haverá grande aflição e crescerá o furor e ira sobre os filhos da ingratidão. Estas coisas virão pela abominação daqueles que edificam Babilônia, dissipam o Santuário e sustentam o povo da maldade, ódio e rancor e o arrastam à crueldade, desonestidade, malícia e pecado”. Então Santo Ângelo disse: “Quando, meu Senhor, isso há de suceder?” Cristo respondeu-lhe: “Quando a Igreja, despojada de seu esplendor jazer como uma viúva, quando a Cadeira do Pontífice Romano seja posta em contradição, quando se levantarem os hipócritas com cor e pretexto de santidade e religião, defraudarem os povos, e a Igreja estiver cheia de seitas, nas quais reinarão a soberba, ambição, luxúria, com todo o esquadrão de seus filhos: quando os príncipes divididos guerrearem, e um Bispo estiver contra outro, e as mulheres se tornarem ministras em lugar dos sacerdotes, e quase seja tirada toda a paz do mundo, e da discórdia nasça a morte, quando os hereges prevalecerem, e a verdadeira Fé estiver quase extinta e os seus pregadores se derem a vaidades e loucuras; então meu Eterno Pai mandará o seu furor e permitirá que os filhos da ingratidão sejam atormentados pelos inimigos do meu Nome. Todas estas calamidades lhes sobrevirão por seus pecados”. E tendo Cristo dito isto, desapareceu aos olhos de Santo Ângelo em uma nuvem alvíssima – (Esta revelação se encontra na vida de Santo Ângelo, escrita por Enoc, Patriarca de Jerusalém) Deve-nos trazer grande admiração a notícia de que uma profecia como esta, escrita no século XIII esteja se cumprindo tão perfeitamente nos nossos dias. De fato, a Igreja, agora sem o seu esplendor, jaz como uma viúva triste e amordaçada. A Cátedra de Pedro já não se apresenta como o baluarte seguro da doutrina imutável. . Vejamos como os Bispos estão uns contra os outros, e como reinam a soberba e a luxúria! Encontramos “a Fé quase extinta e os seu pregadores repletos de vaidades e loucuras”. Quanto às “ministras”, disse por estes dias o Cardeal Burke:“Com exceção do padre, o santuário se encheu de mulheres. As atividades da paróquia e até da liturgia se tornaram tão femininas em diversos lugares, que os homens não querem mais se envolver”. Sem dúvida, podemos nos remeter à profecia que diz: “teus príncipes profanaram meu santuário. Então entreguei Jacó ao anátema e Israel às injúrias” – (Is. 43,28). Nos ensina São Paulo Apóstolo: “Estai de sobreaviso, para que ninguém vos engane com filosofias e vãos sofismas baseados nas tradições humanas, nos rudimentos do mundo, em vez de se apoiar em Cristo” -(Cl 2,8).A Esposa do Cordeiro, está mesmo sob forte ataque interno.A apostasia tomou conta do clero, dos religiosos e dos leigos, em sua imensa e esmagadora maioria. Diz a Sagrada Escritura: “Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus” – (2 Ts. 2, 3-4). Com imensa tristeza, assistimos a cada ano que passa, um aumento cada vez maior, na descaracterização da nossa Igreja Católica, de tal forma, que se formos comparar a sua situação atual com a de algumas décadas passadas, poderíamos afirmar, sem nenhum exagero, que essa de hoje parece claramente outra igreja. Pelo estado em que a Igreja Católica hoje se encontra hoje, será que Ela ainda pode estar agradando a Deus? São três os pilares de nossa Fé católica: Sagrada Tradição, Sagrada Escritura e Sagrado Magistério. TRADIÇÃO: Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa – (2 Tessalonicenses 2,15). MAGISTÉRIO: A Igreja é a casa de Deus a coluna e sustentação da verdade – (1 Timóteo 3,15). SAGRADA ESCRITURA: Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça – (2 Timóteo 3,16) Na realidade, a única e imutável Verdade, não pode desenvolver, e, portanto progredir, como jamais progrediu durante dois mil anos, por meio de contradições. As contradições doutrinárias na Igreja, sempre foram denominadas erros ou heresias, e condenadas com anátemas. O nome de São Tomás de Aquino é um marco para todos aqueles que buscam a verdade. Entretanto, nos pormenores de sua vida e em sua extraordinária personalidade, descobrimos mais do que um teólogo: um grande Santo e Doutor da Igreja Católica. Disse São Tomás de Aquino: “Surgindo perigo iminente pára a Fé, os Prelados devem ser questionados, mesmo publicamente, pelos seus súditos. Assim, São Paulo, que estava sujeito a São Pedro, questionou-o publicamente pelo iminente perigo de escândalo em matéria de Fé. E, tal como Santo Agostinho o interpreta na sua Glosa (Gálatas 2, 14), São Pedro deu o exemplo a todos os que governam para que, ao desviarem-se do caminho reto, não rejeitem a correção como inútil, ainda que venha de súditos” – (Fonte: Summa Theologica, Turin/Rome: Marietti, 1948, II-II, q.33, a.4) O próprio Deus, diz São Paulo, lhes enviará um poder que os enganará e os induzirá a acreditar no erro – (2 Tes 2, 10-11). Que castigo mais terrível pode haver que uma hierarquia desorientada? Isso é precisamente o que nossa Senhora anunciou na terceira parte do Segredo de Fátima: A Igreja e sua hierarquia, sofrerão uma desorientação diabólica, que corresponde ao que Apocalipse nos fala sobre o combate da mulher contra o dragão. Mas, a Santíssima Virgem nos assegura que no final desta luta seu Imaculado Coração triunfará. Ela vencerá a grande apostasia, fruto do liberalismo. Uma razão para não ficarmos de braços cruzados! Devemos lutar mais do que nunca pelo Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo. É necessário resistir. É necessário construir enquanto outros destroem. É necessário reconstruir as cidadelas em ruínas, reconstruir os bastiões da fé. Primeiro, o Santo Sacrifício da Missa de sempre, formador de santos. Depois, nossas capelas, que são verdadeiramente nossas paróquias, os mosteiros, as famílias numerosas, as escolas católicas, as empresas fiéis à doutrina social da Igreja, os políticos determinados a fazer política por Jesus Cristo. Devemos restaurar um conjunto de costumes, a vida social e os reflexos cristãos, com a amplitude de vida que Deus disponha. A única coisa que sei, e a fé nos ensina, é que Nosso Senhor deve reinar neste mundo, agora, e não apenas ao fim dele, tal como querem os liberais! Como já foi dito: Não se opor ao erro é aprova-lo. Que a hierarquia, se cerque de vigorosos defensores da fé, que os designe em dioceses importantes. Que se digne por documentos importantes proclamar a verdade, perseguir e condenar o erro, sem temor das contradições, sem temor dos cismas, sem respeito humano, encorajar os bispos a endireitar a fé, que excomunguem aos pecadores obstinados que não queiram se emendar, após serem advertidos e corrigidos. Que sejam de fato, e de direito, verdadeiros Pastores, e arranquem suas ovelhas das garras do demônio, e não lobos em pele de cordeiro, levando lentamente suas ovelhas para a boca do inferno, da condenação eterna, ao lhes oferecer um ALIMENTO ENVENENADO. A profecia, queixa que Nosso Senhor fez a Santo Ângelo, tão atual, se apresenta para nós como uma advertência muito importante. Busquemos alcançar de Deus, entre jejuns, lágrimas, cinzas, mortificações, e muito combate, muita luta, o perdão de nossos pecados e a misericórdia para este nosso século, que avança por entre tantas calamidades e contradições. Devemos ter o espírito missionário que é o verdadeiro espírito da Igreja, fazer tudo pelo Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo a divisa de nosso Santo Papa, São Pio X, QUE DIZIA: “Instaurare omnia in Christo”, restaurar tudo em Cristo, e sofrer como Nosso Senhor em sua Paixão para a salvação das almas, para o triunfo da Verdade. “In hoc natus sum, disse Nosso Senhor a Pilatos, “ut testimonium perhibeam veritati”. “Eu nasci para dar testemunho da Verdade” “Tornei-me, acaso, vosso inimigo, porque vos disse a verdade?” – (Gálatas 4, 16). Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!! Salve Maria!! Viva Cristo Rei!! Equipe Padre Rodrigo Maria

  • Estudo arqueológico comprova veracidade de mais de 50 personagens bíblicos

    O arqueólogo Lawrence Mykytiuk liderou um estudo da Universidade Purdue comprovando a existência de pelo menos 50 pessoas mencionadas no Velho Testamento. O relatório apresenta uma lista de pessoas de destaque em Israel e governantes da região da Antiga Mesopotâmia. O material da pesquisa foi publicado pela revista especializada Biblical Archeology Review em sua edição de março/abril. “Ao menos 50 pessoas mencionadas pela Bíblia foram identificadas no registro arqueológico. Seus nomes aparecem em inscrições condizentes com o período descrito pela Bíblia, na grande maioria dos casos”, escreveu o pesquisador Lawrence Mykytiuk A revista Biblical Archeology afirma que a extensa documentação arqueológica é acompanhada de uma detalhada compilação das referências bíblicas referentes a cada uma dessa 50 pessoas. A maioria dos casos não era objeto de disputa, mas algumas, como o rei Davi, durante séculos tiveram sua autenticidade questionada. A revista dedicou um amplo espaço para mostrar como não há dúvidas da veracidade dos relatos, questão sempre disputada por estudiosos. Via: Gospel Prime UPDATE: Na verdade, o número já foi atualizado para 53, segundo informações do BAS, instituto responsável. Segue o link com as informações atualizadas. 53 People in the Bible Confirmed Archaeologically #ArqueologiaBíblica

  • Arqueologia confirma rei Jeú e o obelisco negro de Salmanaser III

    Arqueologia como sempre confirmando o relato bíblico. O rei Jeú e o obelisco negro de Salmanaser III Obelisco Negro de Salmaneser III é um artefato que o arqueólogo Henry Layard encontrou, na antiga cidade de Nínive, o assim chamado um dos mais antigos artefatos arqueológicos a se referir a um personagem bíblico: o rei hebreu Jeú (2Reis 9 e 10). Data de 841 a.C. e se encontra atualmente no Museu Britânico de Londres.  A bíblia diz que Jeú se tornou rei em Israel e reinou sobre o Reino do Norte por 28 anos. Aquele tempo era um período de intensas batalhas contra a Assíria do rei Salmanaser III. Jeú foi obrigado a pagar tributos a esse rei, embora a Bíblia não relate tal fato, esse acontecimento é condizente com a passagem de 2 Reis 10:31-33, que relata o crescente domínio da Síria sobre Israel como um castigo divino em relação à prática idólatra de Jeú. Esse obelisco contém um registro escrito e pictórico dos reis que pagavam tributos à Assíria. Jeú é retratado com mãos, pés, nariz e queixo no chão diante de Salmaneser. Atrás de Jeú (nos outros três lados do obelisco), estão 13 emissários israelitas pagando tributos. A inscrição traz os seguintes dizeres: “Recebi o tributo de Jeú da casa de Onri: prata, ouro, uma tigela de ouro, uma taça de ouro, canecas de ouro, jarros de ouro, estanho, o bastão da mão do rei [e] dardos [?]” #ArqueologiaBíblica

  • Aqueduto de Ezequias mencionado em II Reis 20:2 e II Crônicas 32;2-4

    Mais evidências da arqueologia Bíblica O túnel ou aqueduto de Ezequias mencionado em II Reis 20:2 e II Crônicas 32;2-4 A inscrição de Siloé é uma passagem de texto inscrito, encontrada originalmente no Túnel de Ezequias (que supria água da Fonte de Giom para a Piscina de Siloé na parte leste de Jerusalém). Descoberto em 1880, a inscrição regista a construção do túnel no século VIII a.C.. Encontra-se entre os registos mais antigos escritos na língua hebraica, usando-se o alfabeto Paleo-Hebraico.A inscrição de Siloé teria sido foi cortada da parede do túnel em 1891 e quebrada em fragmentos; mas estes foram recuperados pelos esforços do cônsul britânico em Jerusalém, e foram colocados no museu do Antigo Oriente em Istambul. De acordo com o texto, o trabalho começou em ambas as extremidades simultaneamente e prosseguiu até que os construtores se encontraram no meio. O Túnel de Ezequias, descoberto em 1838 pelo acadêmico bíblico americano Edward Robinson, pode ser visto e percorrido em toda a sua extensão atualmente. Mais uma vez a arqueologia trazendo a luz da verdade e confirmando a Bíblia. #ArqueologiaBíblia

  • Descoberta científica confirma relato Bíblico

    Nova descoberta científica confirma relato Bíblico. Um novo relatório científico confirma o relato bíblico de onde a água na Terra veio. A Bíblia descreve como, depois que Deus criou a Terra,” brotava água da terra e irrigava toda a superfície do solo. (Gênesis 2:6). Nos relatos da enchente nos tempos de Noé, a Bíblia também menciona “todas as fontes das grandes profundezas jorraram”. (Gênesis 7:11) O novo estudo científico confirma que a água veio realmente de dentro da Terra. Os pesquisadores chegaram a esta conclusão ao estudar diamantes descobertos no Brasil, que se acreditam ter vindo de dentro da Terra – no manto – a camada entre a superfície da Terra e seu núcleo mais íntimo. “A presença de mineral ringwoodite hidratado em um diamante a partir de profundidades de transição da zona, apóia a visão de que ha alta atividade de líquidos, nomeadamente no setor da água, tem um papel fundamental na gênese dos diamantes ultraprofundas”, explica o relatório. O estudo também descobriu que há um “grande repositório de água” localizado dentro do manto, cerca de 410 a 660 quilômetros abaixo da superfície da Terra. “Na verdade, é a confirmação de que há uma muito, muito grande quantidade de água que está presa em uma camada muito distinta no interior da Terra”, disse Graham Pearson, líder da equipe de investigação. “Ele se traduz em uma muito, muito grande massa de água , aproximando-se do tipo de massa de água que está presente em todos os oceanos do mundo “, acrescentou. Fontes: Nature Washington Post #ciência

  • “SEPARAI-VOS DOS MUNDANOS” – (São Luís Maria Grignion de Montfort)

    Seja por sempre e em todas partes conhecido, adorado, bendito, amado, servido e glorificado o diviníssimo Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria Não estareis vós, sem perceber, no caminho largo do mundo, que é o caminho da perdição? Vós sabeis, mesmo, que há uma via que parece reta e segura ao homem e que conduz à morte? Vós distinguis, de fato, entre a voz de Deus e da graça e a do mundo e da natureza? Vós escutais realmente a voz de Deus, nosso bom Pai, que, depois de ter dado sua tríplice maldição a todos os que seguem a concupiscência do mundo: “vae, vae, vae habitantibus in terra” [ai ai ai aos habitantes da terra], vos grita amorosamente, estendendo-vos aos braços: separai-vos, meu povo escolhido, caros amigos da cruz de meu filho; separai-vos dos mundanos malditos por minha majestade, excomungados por meu filho e condenados por meu Santo Espírito“. Tomai cuidado de não vos sentar em sua cátedra empestada (cf. Sl. 1,1 ss); não permaneçais nas sua assembleias, nem mesmo pareis nos seus caminhos. Fugi do meio da grande e infame babilônia; não escuteis mais que a voz, não sigais senão as pegadas de meu filho bem amado, que vos dei para ser vosso caminho, vossa verdade, vossa vida e vosso modelo,”ipsum audite” [escutai-o]. Ouvireis vós este amável Jesus que vos clama, carregando sua cruz: vinde após mim; aquele que me segue não anda em trevas, tende confiança, eu venci o mundo? Tendes aí, meus queridos associados, tendes aí os dois partidos que se apresentam a vós todos os dias: o partido de Jesus Cristo e o partido do mundo. À vossa direita tendes o partido do nosso amável Salvador. Este, avança por uma estrada bem mais estreita e dificultosa devido à corrupção do mundo. À testa da fila vai o divino Mestre, de pés nus, com a cabeça coroada de espinhos, como o corpo coberto de sangue e carregando pesadíssima Cruz. Só um punhado de pessoas O seguem, e essas, são, efetivamente, corajosas. Quanto às restantes, ou a sua voz não chega até elas devido aos tumultos do mundo, ou então não se tem coragem de Segui-lo na pobreza, na dor, na humilhação e nas outras cruzes que todos os dias da vida é obrigatoriamente necessário carregar com Ele. À vossa esquerda tendes o partido do demônio. À primeira vista este é mais numeroso, mais esplêndido e atraente do que o outro. A elite dos indivíduos corre atrás dele, acotovelando-se, apesar dos seus serem caminhos largos e espaçosos devido às multidões que por lá passam como torrentes: é uma estrada toda coberta de flores, rodeada de diversões e prazeres, coberta de ouro de prata. À direita, o “pequeno rebanho” que segue Jesus Cristo fala só de lágrimas, de penitência, de oração e de desprezo do mundo. Os mundanos, pelo contrário, para se encorajarem a perseverar nas suas maldades sem escrúpulos, todos os dias gritam os seus slogans: “A vida! A vida! Vivamos a vida” Paz! Alegria! Comamos, cantemos, dancemos, divirtamos-nos ! Deus é Pai de misericórdia e não nos criou para depois nos condenar; Deus não nos proíbe o divertimento; por isso não seremos condenados; nada de escrúpulos, portanto! Não, não morrereis!”. Na realidade, toda perfeição cristã consiste nisso: a) na firme vontade de tornar-se santo: “se alguém quiser vir após Mim…” b) na conversão: “renegue-se a si mesmo…” c) na mortificação: “tome a sua cruz…” d) na ação: “e siga-Me”. O mistério da Cruz é desconhecido pelos Gentios, é repelido pelos Hebreus e desprezado pelos maus católicos. Aquele que entre vós, que melhor souber carregar a sua própria cruz, ainda que não saiba mais que o A e o B, é sem dúvida, o mais sábio de todos. Escutai o grande apóstolo Paulo. Após a sua experiência mística em que pôde conhecer de perto mistérios desconhecidos pelos próprios anjos, exclamou que não queria saber ou conhecer mais nada fora de Jesus Cristo, e este crucificado. Alegra-te, pois, tu, pobre homem inculto ou tu, mulher, também sem qualquer preparação ou cultura, Se souberdes carregar a cruz com alegria, sabereis mais do qualquer professor da Sorbonne que não saiba sofrer assim, como vós. Que grande honra serdes membros de Jesus Cristo! Uma honra, porém, que exige também a nossa participação no carregamento da cruz. Se a cabeça é coroada de espinho, será que os membros quereriam coroar-se de rosas? Se a cabeça está escarrada e coberta de lama a caminho do Calvário será que os membros deveriam cobrir-se de perfumes num trono real? Quantos cristãos há, verdadeiramente ingênuos. Julgam-se membros do Salvador e, pelo contrário, são os seus maiores traidores porque,enquanto fazem com a mão o sinal da cruz, mas no coração são inimigos. Vós sois os templos do Espírito Santo. Já o sabeis. E sabeis também que, como “pedras vivas” devereis ser usados por este Deus de amor para a construção de Jerusalém celeste. Disponde-vos, pois, a ser talhados, cortados e cinzelados pelo martelo da cruz; caso contrário permaneceríeis pedras toscas que não são utilizadas para nada, que são rejeitadas e repelidas para longe. Se, pelo contrário, não aceitardes sofrer com paciência e carregar a cruz com resignação, como os predestinados, tereis que carregá-la com murmurações e impaciência, como sucede com os condenados. Quer se queira quer não, predestinados ou réprobos, todos deverão carregar a própria cruz de bom grado ou de má vontade. Tende presente os quatro versos seguintes: Escolhe uma das cruzes que vês no Calvário. Escolhe bem, escolhe sabiamente, já que sofrer como um santo, ou Como um penitente, é necessário. Ou então terás que sofrer como um réprobo, sempre descontente. E isto quer dizer que, se não quiserdes sofrer com alegria como Jesus Cristo, ou com paciência como o bom ladrão; devereis sofrer forçosamente como mau ladrão; devereis beber até ao fundo do cálice mais amargo, sem receberdes qualquer consolação da graça, e devereis carregar todo o peso da cruz, sem o auxílio poderoso de Jesus Cristo. Mais ainda, devereis até mesmo carregar o peso que o demônio, inevitavelmente, se encarregará de acrescentar à vossa cruz, devido à impaciência em que vos lançará, de tal forma que, depois de terdes sido infelizes na terra, como o mau ladrão, tereis ainda que ir juntar-vos a ele nas chamas – Fonte: São Luis Maria Grignion de Montfort, “Carta aos amigos da Cruz” Equipe Padre Rodrigo Maria

  • “SEPARAI-VOS DOS MUNDANOS” – (São Luís Maria Grignion de Montfort)

    Seja por sempre e em todas partes conhecido, adorado, bendito, amado, servido e glorificado o diviníssimo Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria Não estareis vós, sem perceber, no caminho largo do mundo, que é o caminho da perdição? Vós sabeis, mesmo, que há uma via que parece reta e segura ao homem e que conduz à morte? Vós distinguis, de fato, entre a voz de Deus e da graça e a do mundo e da natureza? Vós escutais realmente a voz de Deus, nosso bom Pai, que, depois de ter dado sua tríplice maldição a todos os que seguem a concupiscência do mundo: “vae, vae, vae habitantibus in terra” [ai ai ai aos habitantes da terra], vos grita amorosamente, estendendo-vos aos braços: separai-vos, meu povo escolhido, caros amigos da cruz de meu filho; separai-vos dos mundanos malditos por minha majestade, excomungados por meu filho e condenados por meu Santo Espírito“. Tomai cuidado de não vos sentar em sua cátedra empestada (cf. Sl. 1,1 ss); não permaneçais nas sua assembleias, nem mesmo pareis nos seus caminhos. Fugi do meio da grande e infame babilônia; não escuteis mais que a voz, não sigais senão as pegadas de meu filho bem amado, que vos dei para ser vosso caminho, vossa verdade, vossa vida e vosso modelo,”ipsum audite” [escutai-o]. Ouvireis vós este amável Jesus que vos clama, carregando sua cruz: vinde após mim; aquele que me segue não anda em trevas, tende confiança, eu venci o mundo? Tendes aí, meus queridos associados, tendes aí os dois partidos que se apresentam a vós todos os dias: o partido de Jesus Cristo e o partido do mundo. À vossa direita tendes o partido do nosso amável Salvador. Este, avança por uma estrada bem mais estreita e dificultosa devido à corrupção do mundo. À testa da fila vai o divino Mestre, de pés nus, com a cabeça coroada de espinhos, como o corpo coberto de sangue e carregando pesadíssima Cruz. Só um punhado de pessoas O seguem, e essas, são, efetivamente, corajosas. Quanto às restantes, ou a sua voz não chega até elas devido aos tumultos do mundo, ou então não se tem coragem de Segui-lo na pobreza, na dor, na humilhação e nas outras cruzes que todos os dias da vida é obrigatoriamente necessário carregar com Ele. À vossa esquerda tendes o partido do demônio. À primeira vista este é mais numeroso, mais esplêndido e atraente do que o outro. A elite dos indivíduos corre atrás dele, acotovelando-se, apesar dos seus serem caminhos largos e espaçosos devido às multidões que por lá passam como torrentes: é uma estrada toda coberta de flores, rodeada de diversões e prazeres, coberta de ouro de prata. À direita, o “pequeno rebanho” que segue Jesus Cristo fala só de lágrimas, de penitência, de oração e de desprezo do mundo. Os mundanos, pelo contrário, para se encorajarem a perseverar nas suas maldades sem escrúpulos, todos os dias gritam os seus slogans: “A vida! A vida! Vivamos a vida” Paz! Alegria! Comamos, cantemos, dancemos, divirtamos-nos ! Deus é Pai de misericórdia e não nos criou para depois nos condenar; Deus não nos proíbe o divertimento; por isso não seremos condenados; nada de escrúpulos, portanto! Não, não morrereis!”. Na realidade, toda perfeição cristã consiste nisso: a) na firme vontade de tornar-se santo: “se alguém quiser vir após Mim…” b) na conversão: “renegue-se a si mesmo…” c) na mortificação: “tome a sua cruz…” d) na ação: “e siga-Me”. O mistério da Cruz é desconhecido pelos Gentios, é repelido pelos Hebreus e desprezado pelos maus católicos. Aquele que entre vós, que melhor souber carregar a sua própria cruz, ainda que não saiba mais que o A e o B, é sem dúvida, o mais sábio de todos. Escutai o grande apóstolo Paulo. Após a sua experiência mística em que pôde conhecer de perto mistérios desconhecidos pelos próprios anjos, exclamou que não queria saber ou conhecer mais nada fora de Jesus Cristo, e este crucificado. Alegra-te, pois, tu, pobre homem inculto ou tu, mulher, também sem qualquer preparação ou cultura, Se souberdes carregar a cruz com alegria, sabereis mais do qualquer professor da Sorbonne que não saiba sofrer assim, como vós. Que grande honra serdes membros de Jesus Cristo! Uma honra, porém, que exige também a nossa participação no carregamento da cruz. Se a cabeça é coroada de espinho, será que os membros quereriam coroar-se de rosas? Se a cabeça está escarrada e coberta de lama a caminho do Calvário será que os membros deveriam cobrir-se de perfumes num trono real? Quantos cristãos há, verdadeiramente ingênuos. Julgam-se membros do Salvador e, pelo contrário, são os seus maiores traidores porque,enquanto fazem com a mão o sinal da cruz, mas no coração são inimigos. Vós sois os templos do Espírito Santo. Já o sabeis. E sabeis também que, como “pedras vivas” devereis ser usados por este Deus de amor para a construção de Jerusalém celeste. Disponde-vos, pois, a ser talhados, cortados e cinzelados pelo martelo da cruz; caso contrário permaneceríeis pedras toscas que não são utilizadas para nada, que são rejeitadas e repelidas para longe. Se, pelo contrário, não aceitardes sofrer com paciência e carregar a cruz com resignação, como os predestinados, tereis que carregá-la com murmurações e impaciência, como sucede com os condenados. Quer se queira quer não, predestinados ou réprobos, todos deverão carregar a própria cruz de bom grado ou de má vontade. Tende presente os quatro versos seguintes: Escolhe uma das cruzes que vês no Calvário. Escolhe bem, escolhe sabiamente, já que sofrer como um santo, ou Como um penitente, é necessário. Ou então terás que sofrer como um réprobo, sempre descontente. E isto quer dizer que, se não quiserdes sofrer com alegria como Jesus Cristo, ou com paciência como o bom ladrão; devereis sofrer forçosamente como mau ladrão; devereis beber até ao fundo do cálice mais amargo, sem receberdes qualquer consolação da graça, e devereis carregar todo o peso da cruz, sem o auxílio poderoso de Jesus Cristo. Mais ainda, devereis até mesmo carregar o peso que o demônio, inevitavelmente, se encarregará de acrescentar à vossa cruz, devido à impaciência em que vos lançará, de tal forma que, depois de terdes sido infelizes na terra, como o mau ladrão, tereis ainda que ir juntar-vos a ele nas chamas – Fonte: São Luis Maria Grignion de Montfort, “Carta aos amigos da Cruz” Equipe Padre Rodrigo Maria

CONTATO
Avalie-nosRuimNão muito bomBomMuito bomÓtimoAvalie-nos

Agradecemos pelo envio !

© 2019 - 2023. INTERVENÇÃO DIVINA - Criado por Divino Design.

Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

bottom of page
ConveyThis