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Por que o Novo Testamento é historicamente confiável ?

11 de jul. de 2017
2 min de leitura

Nós não temos os manuscritos originais escritos pelas mãos dos apóstolos, eles provavelmente foram perdidos no segundo e terceiro séculos durante as perseguições. Mas eles foram copiados exaustivamente durante todo o primeiro século e citados mais de 1 milhão de vezes pelos pais da igreja. Comparativamente, nenhum documento antigo do mundo possui tamanhos números a seu favor.

Vamos falar um pouco sobre as variantes textuais desses manuscritos.

Mas o que são variantes textuais ?

É qualquer variação nas palavras dentro dos manuscritos, podendo ser na ordem, omissão de palavras, adição e até mesmo erros ortográficos. Mesmo o menor erro, por mais irrelevante que seja, conta.

Os estudiosos afirmam que no Novo Testamento em grego, existem 400.000 variantes textuais. Parece muito, mas não se trata de quantidade, mas sim da qualidade delas. Se um manuscrito contém um erro, e suas cópias preservarem esse erro, todas as vezes ele será contabilizado.

A razão por haver tantas variantes textuais, se dá pelo fato de existirem milhares de manuscritos disponíveis para estudo, o que é excelente. Quanto maior o número de manuscritos, maior o número de variantes textuais, consequentemente, maior a probabilidade de se chegar aos fatos originais. A quantidade de manuscritos é de suma importância para atribuir confiabilidade histórica a um texto.

Mas quantos manuscritos existem do Novo Testamento?

Manuscritos gregos: 5.824 (ou mais de 2,6 milhões de páginas)

Manuscritos em Latim: + 10.000

Em outras línguas antigas (Armênio, Siríaco, Aramaico, Gótico…): 5.000 – 10.000

Total: 20.000 – 25.000

Só de curiosidade, o segundo documento com mais manuscritos é a obra Ilíada, de Homero, com menos de 700 manuscritos. Percebem a diferença?

E mesmo se todos esses manuscritos do Novo Testamento desaparecessem, o Novo Testamento poderia ser reconstruído quase em sua totalidade somente pelas citações feitas pelos chamados “pais da igreja”, que foram os bispos, anciãos e apologistas dos primeiros séculos de cristianismo, que escreveram livros, cartas, comentários bíblicos e sermões e fizeram mais de 1 milhão de citações do Novo Testamento. Sim, mais de 1.000.000 de citações!

Mas quais são os tipos de variantes textuais que temos no Novo testamento? Elas modificam alguma coisa?

Após estudo criterioso, os especialistas chegaram a seguinte conclusão:

99% delas são irrelevantes para a compreensão do texto.

São erros ortográficos irrelevantes, diferenças de estilo de escrita ou uso de sinônimos.

Mas todos eles são contados como variantes.

Somente menos de 1% do total de variantes são significativas ou afetam o significado da palavra no texto. Mas em nenhuma delas, nenhuma doutrina cristã está envolvida. Nenhum ponto da fé cristã é afetado por essas variantes. Utilizar o número da variantes textuais contra a confiabilidade dos textos é um grande erro que não resiste à investigação e ao estudo criterioso dos fatos.

O Novo Testamento é de longe o conjunto de documentos antigos mais confiáveis que possuímos, com extensas e sólidas evidências em seu favor. Se o cético diz que o Novo Testamento não é confiável, ele precisa reconsiderar toda a história antiga.

Extraído e adaptado da palestra do Dr Daniel B. Wallace, New Testment Reliability.

Ramon Serrano

 
 
 

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