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Você lembra quando se confessou DE VERDADE pela última vez?

O Padre Pio levava muito a sério sua missão de perdoar os pecados. Tão a sério que muitas vezes tinha de recusar a absolvição a algumas pessoas que não se mostravam devidamente dispostas ou arrependidas de seus pecados…

Neste breve vídeo, extraído de uma aula do Padre Paulo Ricardo, você confere alguns relatos sobre esse importante ministério de reconciliação que exercia o santo de Pietrelcina.


Os pecados mortais não têm esse nome à toa: um só deles, cometido com plena consciência e deliberação, é o suficiente para “matar” a graça, sepultar a vida sobrenatural em nós.

Por isso, não é possível receber a absolvição validamente, no sacramento da Confissão, quem não tem o firme propósito de abandonar TODOS os pecados mortais, de uma só vez e para sempre. É por isso que um pai de família italiano, certa vez, foi chamado de “mentiroso” pelo Padre Pio e saiu da igreja “com o rabo entre as pernas”…


Nós já vimos: o Padre Pio levava muito a sério sua missão de perdoar os pecados. Uma vez, ele disse a um sacerdote amigo: “Se soubesse como é tremendo estar sentado no tribunal da confissão. Nós administramos o sangue de Cristo. Cuidado, para não o derramarmos de forma fácil e leviana”.

Questionado outra vez por um confrade, ele respondeu: “Se soubesse como sofro por ter de recusar a absolvição… Mas é melhor ser censurado por um homem, aqui na terra, do que por Deus, na outra vida”. E dizia com frequência: “Não vou dar um doce a quem precisa de purgante”.

Deste e de muitos outros modos o santo de Pietrelcina nos indicava a Cruz de Jesus, como fundamento sobre o qual construir a nossa vida e a nossa vocação.


O exame de consciência, ainda que não seja da essência do sacramento da Confissão, é não obstante um meio utilíssimo, às vezes necessário, para que o fiel se confesse direito. Vasculhar a memória, pôr-se contra a luz dos Mandamentos de Deus e da Igreja, reconhecer como e por que se ofendeu a Deus é, quase sempre, um pré-requisito importantíssimo para chegar bem disposto ao confessionário, sobretudo para quem não se confessa há muitos anos.

Assista ao segundo episódio de nossa série sobre Confissão e descubra por que e como se preparar, examinado a própria consciência, para voltar à amizade com Deus!


Uma das principais causas de invalidade do sacramento da Penitência, depois da falta de arrependimento e propósito, é a falta de integridade. Muita gente vai ao confessionário querendo falar de problemas, e não se acusar de suas faltas, ou, quando se acusa, o faz em termos tão vagos que é impossível saber do que exatamente o fiel é culpado.

Não tem jeito: para fazer uma boa Confissão é preciso saber… confessar-se direito.


“Completo, na minha carne, o que falta aos sofrimentos de Cristo” (Cl 1, 24). Isso, que São Paulo escrevia há dois mil anos, tornou-se particularmente notável na vida e no sacerdócio de um grande místico do século XX: São Pio de Pietrelcina.

Queremos meditar sobre a paixão e o sacrifício do “frade dos estigmas”. Por que o Padre Pio sofreu tanto? O que a sua via crucis tem a ensinar aos homens de hoje? A essas e outras perguntas, Padre Paulo Ricardo irá responder nesta importante aula.


Como explicar as agressões físicas causadas pelo demônio sobre Padre Pio? Uma vez que o demônio é um ser espiritual como é possível que ele atue no mundo material?


Acompanhe a aula ao vivo do Padre Paulo Ricardo sobre a vida e santidade de São Padre Pio de Pietrelcina.


 
 
 

O sacramento da Confissão está cada vez mais esquecido entre a geração dos “Católicos de IBGE”, são poucos o que seguem a orientação da Igreja para se confessar com frequência, ou seja, aproximadamente uma vez por mês.

Ainda assim, entre esses poucos que recorrem a este sacramento, há muitos que não o fazem da forma correta, e por isso podem sair do confessionário sem o perdão dos pecados.

São 5 passos para uma boa confissão:

1 – Exame de Consciência 2 – Arrependimento sincero dos pecados cometidos 3 – Propósito de nunca mais pecar 4 – Confissão individual com o sacerdote 5- Satisfação

O segundo passo é imprescindível e sem ele o sacramento da confissão se torna inválido. A pessoa que se aproxima da confissão sem se preparar adequadamente, e sem o arrependimento sincero dos pecados pode até estar cometendo um sacrilégio! É exatamente sobre isso que falaremos nesta formação… sobre importância do arrependimento e contrição sincera!

Texto por Ester Alves

Sem arrependimento e sem se corrigir, o pecador não se salvará. É muito perigoso ofender o Criador e dizer-lhe com desdém: “Sinto muito”… sendo que não sente nada. Deus não é brinquedo de pessoas arrogantes: “Não vos iludais; de Deus não se zomba” (Gl 6, 7).

O que é que se entende por arrependimento? Arrependimento ou contrição “é um pesar de coração e detestação do pecado cometido, com o propósito de nunca mais cometê-lo” (Concílio de Trento).

Sem arrependimento não há perdão nem mesmo na confissão. Deus não perdoa nenhum pecado, mortal ou venial, se não estamos arrependidos: “A dor dos pecados consiste num desgosto e numa detestação sincera da ofensa feita a Deus” (São Pio X, Catecismo Maior, 705).

A verdadeira contrição deve ser interna, isto é, uma dor da alma, desgosto, pena, tristeza e detestação do pecado. Uma ação exterior, como bater no peito, sem a dor interna, não é ainda arrependimento.

Só a recitação vocal costumeira do ato de contrição ainda não é verdadeira contrição. Ao menos a vontade deve ter um ódio contra o pecado, e um desejo de não o ter feito: “Se Deus é o sumo bem, entre todas as coisas dignas de serem amadas, o pecado é o sumo mal entre todas as coisas que o homem deve odiar. Portanto, pela mesma razão que nos leva a reconhecer, em Deus, o objeto de sumo amor, devemos também tomar-nos de sumo ódio contra o pecado” (Catecismo Romano, Parte II, V. Penitência 27).

O verdadeiro arrependimento deve se referir a Deus. É por isso que se chama sobrenatural. Nosso Senhor perdoa toda ofensa, por odiosa que seja, se o pecador tem verdadeira contrição: “Não há, pois, delito tão grave e abominável, que não seja apagado pelo Sacramento da Penitência, por sinal que não só uma, mas até duas e mais vezes” (Catecismo Romano, Parte II, V. Penitência 18).

Quem se arrepende dos pecados só por causa das suas consequências materiais desagradáveis ou desastrosas: doenças, perda de dinheiro, tempo, desgosto que deu aos pais, esposa, esposo… este não tem um verdadeiro arrependimento, mas é apenas uma contrição puramente natural. Este arrependimento não obtém o perdão dos pecados e não tem nenhum merecimento para a outra vida.

A verdadeira contrição é um sério desgosto e uma aversão completa ao pecado, que ofende e porque ofende a Deus. Depende mais da vontade do que de sentimentos sensíveis da alma: “Se o que outrora vos causava prazer e alegria enche agora a vossa alma de amargura, se os gozos de outros tempos vos fazem agora sofrer cruelmente, então tereis um verdadeiro arrependimento” (Santo Agostinho). Leia também “Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação!”

E este arrependimento interno, sobrenatural, deve estender-se a todos os pecados mortais, deve ser universal, não pode excluir um só pecado mortal. Aquele que continua preso a um só pecado grave, esse não tem verdadeira contrição: “De que serve romper todos os laços, se ainda há um que vos prende ao inferno?” (Santo Agostinho).

Todo e qualquer pecado mortal ofende a Deus gravemente e nos faz perder a sua amizade, a graça santificante… e merece o castigo da pena eterna do inferno. Por isso é preciso arrepender-se de todos; e se um pecador excluiu um só não obtém perdão de nenhum pecado: “O primeiro requisito é aborrecer e detestar todos os pecados cometidos. Se nos arrependêssemos só de alguns, nossa penitência seria falsa e simulada, e não teria efeito salutar” (Catecismo Romano, Parte II, V. Penitência 31).

O Espírito Santo não pode entrar numa alma onde ainda subsiste aliança e amizade com o demônio, ainda que seja com um só pecado grave. Todo o pecado grave é ofensa grave, é separação de Deus… é inimizade com Deus.

Também convém ter arrependimento dos pecados veniais. São também ofensas feitas a Deus, embora menos graves, de modo que não nos privam inteiramente da amizade de Deus e não nos roubam a graça santificante.

Se alguém na confissão confessar só pecados veniais deve arrepender-se ao menos de um deles; do contrário, a confissão não é válida e não recebe perdão.

Este arrependimento interno, sobrenatural dos pecados graves também deve ser sobre todas as coisas, isto é, devemos confessar o pecado grave como o maior de todos os males, a ponto de preferirmos qualquer doença e mesmo a morte a pecar gravemente.

Há uma contrição perfeita e uma imperfeita. A contrição por si tende à reconciliação do pecador com seu Deus.

A contrição perfeita é aquela que consegue, por si só, sem o sacramento da confissão, a reconciliação plena e perfeita com Deus.

Aquele arrependimento ou contrição, que não consegue por si só pleno perdão e a perfeita reconciliação com Deus, chama-se contrição imperfeita.

Portanto, a diferença está nos efeitos. Uma, a perfeita, consegue, por si só, a perfeita reconciliação com Deus: a outra, imperfeita, não consegue o pleno perdão, mas tão somente mediante a confissão. É preciso, porém, lembrar que também a contrição perfeita deve estar unida com o sincero desejo e vontade de se confessar quando puder. Leia também DEVEMOS NOS CONFESSAR COM QUÊ FREQUÊNCIA?

O que decide se um arrependimento é perfeito ou imperfeito é o seu motivo. O arrependimento que se origina, que vem do perfeito amor de Deus, que é infinitamente bom, santo e amável, chama-se contrição perfeita. O que tem contrição perfeita alcança imediatamente o perdão pleno, a reconciliação perfeita com Deus, mas fica a obrigação de confessar os pecados a um sacerdote. A diferença dos motivos de contrição aparece claramente no seguinte exemplo: um pai enviou dois filhos à cidade para fazerem algumas compras. No caminho ficaram a brincar e correram atrás dos passarinhos, chegando com muito atraso para casa. Aproximando-se da casa ficaram receosos e começaram a chorar. O primeiro chora, porque tem medo de que o pai vá castigá-lo. O segundo chora, porque tem pena e dor de ter desgostado e amargurado o pai, que sempre fora tão bom para com ele. Este segundo representa a contrição perfeita, porque o seu motivo é o amor; o primeiro representa a contrição imperfeita, porque tem como motivo o medo, arrepende-se por causa do castigo.

“Temos contrição perfeita quando nos arrependemos dos nossos pecados por termos ofendido a bondade de Deus” (Santo Agostinho). A contrição perfeita é o grande e puro amor de Deus, um amor sobre todas as coisas.

Contrição imperfeita ou atrição é aquela que procede do temor de Deus, do medo do castigo: inferno, castigos temporais… É imperfeita porque nasce de motivos menos perfeitos, não provêm do amor de Deus, mas de um medo servil.

A contrição imperfeita não nos obtém a reconciliação perfeita com Deus, somente mediante a confissão. Aquele que tem somente contrição imperfeita só recebe o perdão dos pecados com a absolvição sacramental na confissão. Essa contrição imperfeita é como uma pequena faísca, que a confissão e a absolvição inflamam e aumentam num grande incêndio, para destruir a palha do pecado.

Devemos despertar em nós um verdadeiro arrependimento e dor dos pecados: pensando na grandeza de Deus, na sua bondade e nos sofrimentos da Paixão de Cristo.

Acostumemo-nos a fazer todas as noites o ato de contrição perfeita, para não sermos surpreendidos pela morte em estado de pecado mortal.

Antes da confissão, devemos assegurar-nos de que temos dor sincera dos nossos pecados. Podemos esquecer-nos involuntariamente de confessar um pecado… até mortal; e mesmo assim fazer uma boa confissão… receber o perdão dos pecados. Mas também podemos confessar minuciosamente todos os nossos pecados e, no entanto, sair do confessionário com eles ainda em nossa alma, se não temos uma contrição sincera. Que perigo!

A palavra “contrição” deriva do latim e significa “moer”, “pulverizar”. A ideia de reduzir o eu a pó é a que nos leva a apresentar-nos diante de Deus com profunda humildade. Leia também PECADO, CULPA, PENA, PERDÃO E INDULGÊNCIA

Uma pessoa não pode estar contrita de um pecado se continuar disposta a cometê-lo novamente, se tiver ocasião.

Para se aproximar do sacramento da confissão, ou a nossa contrição é cem por cento sincera ou é melhor não confessarmos. O confessionário não é circo! “Quando nos vamos confessar, devemos ter muito empenho em ter verdadeira dor dos nossos pecados, porque esta é a coisa mais importante de todas; e, se falta a dor, a confissão não é válida” (São Pio X, Catecismo Maior, 724).

Receber o sacramento da confissão sem dor verdadeira é fazer uma confissão indigna, e o sacramento seria inválido e infrutífero. Se não temos contrição autêntica, Deus não nos perdoará os pecados.

Contrição sincera? Deve ser interior! O nosso coração deve estar nas nossas palavras… não significa necessariamente que devamos sentir uma dor emocional. Como o amor, a dor é um ato da vontade, não um golpe de emoção: “Deve estar no coração e na vontade, e não só nas palavras” (São Pio X, Catecismo Maior, 713).

É possível ter uma profunda dor dos nossos pecados sem sentir reação emocional alguma. Se com toda a sinceridade nos determinamos a evitar tudo o que possa ofender a Deus, com a ajuda da sua graça, então temos contrição interior.

O arrependimento perfeito não consiste em bater no peito com uma pedra, em derramar copiosas lágrimas… nem em dizer poesias sentimentais: “Não é necessário que materialmente se chore pela dor dos pecados; mas basta que no íntimo do coração se deplore mais o ter ofendido a Deus do que qualquer outra destraça” (São Pio X, Catecismo Maior, 719). Leia também A Luta contra o Pecado

Contrição sobrenatural? A nossa dor é sobrenatural quando nasce de considerações sobrenaturais; quer dizer, quando o seu “porquê” se baseia na fé em algumas verdades que Deus ensinou: “Deve ser excitada em nós pela graça do Senhor, e que a devemos conceber levados por motivos que procedem da Fé” (São Pio X, Catecismo Maior, 715).

Contrição sincera? A dor deve ser suprema! Devemos encarar realmente o mal moral do pecado como o máximo mal que existe, maior que qualquer mal físico ou meramente natural que nos possa ocorrer. Quando dizemos a Deus que nos arrependemos dos nossos pecados, estamos dispostos, com a ajuda da sua graça, a sofrer qualquer coisa antes de ofendê-lo outra vez: “Deve ser suprema porque devemos considerar e odiar o pecado como o maior de todos os males, uma vez que é ofensa a Deus, o sumo Bem” (São Pio X, Catecismo Maior, 718).

Contrição sincera? A dor deve ser universal! Devemos arrepender-nos de todos os pecados mortais sem exceção. Ou nos arrependemos de todos ou não poderemos recuperar a graça de Deus. Ou todos são perdoados ou nenhum: “Deve se estender a todos os pecados mortais cometidos” (São Pio X, Catecismo Maior, 720).

As condições: interior, sobrenatural, suprema e universal, se aplicam tanto à contrição perfeita como à imperfeita. Muitas pessoas, até estudadas, confundem a dor natural com a contrição imperfeita, quando não são de maneira nenhuma a mesma coisa. Leia também A importância do Sacramento da Confissão

Também a contrição imperfeita deve ser sobrenatural nos seus motivos; deve basear-se num motivo conhecido pela fé, como a crença no céu e no inferno ou na fealdade essencial do pecado. Uma simples dor natural não é contrição nenhuma, nem mesmo imperfeita.

Contrição significa que é mister dobrar e quebrar a obstinação e o orgulho do pecador e com o auxílio da graça transformar-se em obediência e amor: “O primeiro dentre os atos do penitente é a contrição” (Concílio de Trento).

Há atrás de cada pecado um ídolo que corrompe a alma. A verdadeira contrição destrói o ídolo restituindo a saúde da alma: “Reconhecemos, sim, que a contrição apaga os pecados, mas quem ignora que deve ser tão forte, tão intensa e tão ardente, que a veemência da dor esteja em exata equação com a gravidade dos pecados?” (Catecismo Romano, Parte II, V. Penitência 36).

O arrependimento é o regresso para Deus. Mas não é possível se Deus não nos der a graça: “Para ter dor dos nossos pecados, devemos pedi-la de todo o coração a Deus e excitá-la em nós com a consideração do grande mal que fizemos pecando” (São Pio X, Catecismo Maior, 722).

Quem não se arrepende dos próprios pecados, fica escravo das próprias más ações, exilado de Deus, doente ou morto na alma: “Com toda a instância, é preciso exortar e advertir os fiéis a que façam um ato de particular contrição, para cada pecado mortal que tiverem cometido” (Catecismo Romano, Parte II, V. Penitência 29).

Não só a contrição perfeita, mas o simples ato de amor a Deus sobre todas as coisas perdoa os pecados. Não é necessário o ato de contrição para obter o perdão dos pecados fora da confissão. Bastará um simples e sincero ato de amor a Deus, como este: Meu Deus, amo-vos sobre todas as coisas, porque vós assim o mereceis. Leia também A Igreja permite a Confissão Comunitária?

Para receber o sacramento da penitência (confissão), não basta um simples ato do amor de Deus; é necessário fazer expressamente um ato de contrição perfeita ou imperfeita.

Para se obter o perdão, é necessário que a contrição perfeita ou imperfeita se estenda a todos os pecados mortais ainda não perdoados. Não se pode obter a graça santificante, que é a vida da alma, enquanto nela houver um pecado mortal.

Para haver verdadeira contrição – perfeita ou imperfeita – não é necessário que ela se estenda a todos os pecados veniais. Quem tivesse dez pecados veniais, e se arrependesse só de oito, ser-lhe-iam perdoados estes somente, e não os outros dois. Não se dá o mesmo com o pecado mortal: “Quem se confessa só de pecados veniais, para se confessar validamente, basta que se arrependa de algum deles; mas, para alcançar o perdão de todos, é necessário que se arrependa de todos os que reconhece ter cometido” (São Pio X, Catecismo Maior, 725). Leia também De quanto em quanto tempo nós católicos precisamos nos confessar?

Para alcançar o perdão dos pecados no sacramento da penitência (confissão), não é necessária a contrição perfeita; basta a imperfeita ou atrição.

Atrição é a dor e detestação do pecado cometido, motivada pelo medo do inferno ou das penas temporais infligidas por Deus, unidas ao propósito de nunca mais pecar.

Fora da confissão, a atrição não chega para a remissão dos pecados mortais. Nem mesmo remite as faltas veniais numa alma despojada da graça santificante. Pode perdoá-las na alma em estado de graça.

 
 
 

Como é triste perceber que os católicos já não reconhecem a necessidade da Confissão. Cada vez mais as procissões para receber a Sagrada Comunhão estão maiores, enquanto as filas dos confessionários são cada vez mais raras. Por falta de quem os lembre, esqueceram que para receber o Santíssimo Corpo de Deus é necessário primeiro preparar o interior para receber o Rei dos Reis. Sendo a confissão o sacramento que nos purifica do pecado, garantindo assim nosso ingresso no Céu, qual seria a frequência ideal para recorrermos a este augusto sacramento?

Discípulo. — E agora, Padre, tenha a bondade de me dizer: com que freqüência é bom chegar-se à Confissão?

Mestre. — Com a máxima freqüência possível. Os Santos foram os primeiros a dar-nos o exemplo, tanto que pode parecer exagero a freqüência com a qual se chegavam à Confissão. Citarei alguns deles: São Francisco no seu regulamento de vida, escrevia: Confessar­me-ei de dois em dois e, no máximo, cada três dias. São Vicente de Paula confessava-se duas vezes por semana, São Felipe Néri um dia sim e outro não, e o mesmo queria que fizessem os seus religiosos. São Vicente Ferrer, São Carlos Borromeu, Santo Inácio de Loiola, São Luiz Bertrando, Santo André Avelino e muitos outros se confessavam diàriamente.

— Mas, Padre, isso é exagero; talvez o fizeram por passatempo ou por escrúpulo. — Nada disso. Todos eles eram trabalhadores, bem longe estavam, de se deixarem dominar pelos escrúpulos. Faziam-no para se manterem numa grande pureza de consciência, e para poderem gozar das inúmeras vantagens deste Sacramento.

São Leonardo de Porto Maurício, o infatigável apóstolo italiano, depois de ter tido o belo hábito de se confessar diariamente com constância, chegando aos quarenta e dois anos, pensou em duplicar a dose e escreveu no seu regulamento particular: “De agora em diante confessar-me-ei duas vezes por dia, para aumentar a graça que espero tornar maior com uma única confissão do que com muitas boas obras, de qualquer espécie”.

— Padre, creio que aqui podemos aplicar provérbio: o apetite vem comendo! — É mesmo! Quando se trata de confissão freqüente é assim mesmo. Felizes daqueles que sentem essa fome e essa sede espiritual, enquanto que aqueles que ficarem afastados morrerão de inanição.

— Diga-me, Padre, esses Santos usavam esse remédio divino só para uso próprio? — Pelo contrário! Inculcavam-no constantemente nos outros, e se tornavam seus dispenseiros generosos à custa dos maiores sacrifícios. S. Felipe Néri costumava pregar que, se ele estivesse com um pé no Paraíso, e se alguém o chamasse para confessar, teria voltado para ouvi-lo.

Santo Antônio pregava ao seu povo: Mesmo que eu esteja descansando venham, batam a porta, acordem-me para que eu os possa confessar. São Francisco de Sales interrompeu uma viagem para confessar um pobre velho. Quê direi então do Beato Sebastião Volfré, do Beato Cafasso, São João Borco e outros tantos sacerdotes que passavam noites inteiras no confessionário, até mesmo nos hospitais e nas prisões?

— Isto prova que a confissão é tudo, não é Padre?

— Justamente! É com isto que conseguiam sanear cidades e nações corrompidas pelos maus costumes. É por este ministério que se distinguem os verdadeiros artífices do Evangelho.

— Quanto a mim, Padre, quanto mais eu me confesso, pior eu fico… tenho sempre mais defeitos.

— Isso não é verdade! São defeitos que você já tinha e não conhecia. A confissão o ilumina para que você os deteste, os combata e os corrija. “Cada absolvição, diz-nos o admirável Santo que foi S. Francisco de Sales, cada absolvição é um novo sol que ilumina a câmara escura da consciência”. — Se assim é, todo o cristão devia chegar-se a confissão o mais possível. Todavia não haverá uma regra para as diversas classes de pessoas?

M.— Há sim; e é esta: Para viver uma “vida cristã” basta confessar-se tantas vezes quantas forem necessárias para evitar o pecado mortal, porque com o pecado mortal, nossa alma está morta, e não somos filhos nem apóstolos de Jesus. Para levar uma vida piedosa, o mínimo que podemos fazer é ao menos uma confissão por mês, digo ao menos porque, podendo, seria preferível que nos confessássemos mais a miúdo, não deveríamos conciliar uma devoção sincera com a negligência de um tal meio de santificação.

Para almas realmente fervorosas, que aspiram a uma união íntima com Deus, é indispensável a Confissão semanal, pois que a confissão é não só o remédio, mas também um fortificante, e precisamos freqüentá-la com curtos intervalos de tempo, afim de que o seu efeito não sofra interrupções. Leia também PECADO MORTAL – O OBSTÁCULO PARA NOSSA SALVAÇÃO

— Padre, o que vem a ser essa união íntima com Deus? — É o que os teólogos chamam de “vida íntima”, o Santo Vianney, cura de Ars, a descreve assim: “A vida interior é um banho de amor no Sangue de Jesus Cristo no qual a alma mergulha e fica como afogada. Deus sustém estas almas como uma mãe sustém a cabeça de seu filho entre as mãos para cobri-la de beijos e carícias”.

— Como são felizes essas almas! E a confissão semanal é necessária para elas?

— É, e não devemos deixá-la por negligência porque todos os outros meios não seriam bastantes sem constância na confissão.

— Padre, não seria bom se nos confessássemos até mais de uma vez por semana, como os Santos? — Tratando-se de sacerdotes, respondo afirmativamente, segundo o conselho e a prática dos Santos. Sendo eles os dispenseiros quotidianos do Sangue de Jesus Cristo na confissão, quem ousaria limitar-lhes o uso? Leia também Exame de Consciência é o primeiro passo para uma boa Confissão

Tratando-se de outras pessoas, contanto que não estejam em estado de pecado mortal, a melhor regra é a de se confessarem uma vez por semana.

— Por quê? — Porque uma longa experiência nos mostrou de perto que, salvo poucas exceções, a confissão mais freqüente que de oito em oito dias, principalmente quando se trata de mulheres, não forma almas santas, ruas as torna escrupulosas e egoístas. Quem sentir maior desejo de absolvição recorra à absolvição espiritual.

— Absolvição espiritual?!… Eu nunca ouvi falar nisso, Padre. — Entretanto, assim como há a Comunhão espiritual há também a absolvição espiritual. Nem isso deve causar-lhe admiração: se a “contrição perfeita” com o desejo da confissão, é capaz de cancelar da nossa alma os pecados mortais, também pode certamente produzir o mesmo efeito com os veniais.

— Assim, não é só uma absolvição por semana que podemos obter, mas quantas quisermos, mesmo mais de uma por dia? — Justamente! — Mas, se estivermos em estado de pecado mortal e se houver possibilidade de nos confessarmos?

— Então vão se confessar quantas vezes for necessário, e o mais cedo possível, quanto a mim, devo dizer que sempre me arrependi todas as vezes que adiei a confissão. Até bom que ponham em prática a conselho de São Felipe Néri e do seu digno imitador D. Bosco: “Nunca te vás deitar para dormir com um pecado mortal na alma”. Leia também A Igreja permite a Confissão Comunitária?

Monsenhor de Ségur conta que um menino tinha justamente prometido a Jesus que nunca haveria de ir dormir com pecado na alma. Ora, aconteceu que, tendo ele um dia cometido um pecado, quis cumprir a promessa. Apesar de ser já noite, criou coragem, foi confessar-se e voltou agradecendo a Deus de coração pelo que fizera. Bom para ele Assim que se deitou adormeceu e, dormindo sonhou com Jesus e Maria Santíssima; ouviu as melodias celestiais e voou, voou pelo espaço infinito do Paraíso. De manhã, sua mãe, vendo que ele demorava muito para se levantar, foi acordá-lo; chamou-o e ele não respondeu, sacudiu-o e ele não se mexeu. Estava morto! E, no seu rosto, cândido como um lírio brilhava a auréola dos santos!

— Feliz criança! A confissão livrou-a do pecado e do inferno.

— Justamente! Podemos pois chegar à conclusão de que, se a confissão é muitas vezes penosa, o seu fruto é sempre doce e suave, que a inocência, a castidade, a felicidade, o dever, a vida cristã e por conseguinte a verdadeira alegria e a paz, são frutos da confissão freqüente; que da mão direita do confessor, derivam sempre vantagens infinitas; que ela é um meio poderoso de educação e que podemos temer tudo da parte de quem não se confessa. Leia também “Quem comunga em pecado mortal, comunga sua própria condenação!”

Um ministro inglês, desejando conhecer Dom Bosco, do qual tanto ouvia falar, e, para aprender o seu método de educação, foi para Turim e pediu licença para visitar o Oratório Salesiano, Dom Bosco acolheu-o com benevolência e acompanhou-o na visita daquela casa enorme. A maravilha do ministro aumentava à medida que atravessava laboratórios e repartições, e ele elogiava a ordem e a disciplina perfeita que ali reinava. Mas quando foi introduzido na sala enorme, onde estudavam, com a máxima seriedade, e no meio do mais perfeito silêncio, mais de quinhentos jovens, vigiados somente por dois seminaristas, a surpresa transformou-se em estupor e, virando-se para D. Bosco exclamou:

— Senhor Abade, não sabe que isto é um espetáculo magnífico? Diga-me, por favor, qual é o seu segredo para obter tanto silêncio e tanta disciplina? — Senhor Ministro, respondeu Dom Bosco, o meu segredo não serve para os senhores.

— E por quê? — Porque pertence aos católicos, e os senhores são protestantes. O meu segredo é a confissão freqüente e semanal.

— Sendo assim, falta-nos realmente esse poderoso meio de educação; mas não o poderíamos suprir por outros? — Eh! não! Quando não se usa esse elemento de religião, é preciso recorrer à bengala.

— Então, Padre, ou bem a religião, ou bem a bengala? — Sim, ou religião ou bengala. — Muito bem, muito bem! Ou religião, ou bengala: compreendo, quero contar isso em Londres.

Ângelo Brofferio, grande advogado e insigne poeta piemontês, tendo perdido a velha e fiel criada, tomou a seu serviço uma moça de vinte anos, natural de Castelnuovo Calces, sua pátria. Depois de poucos dias, a empregada chega-se ao patrão, e chorando lhe diz:

— Desculpe-me, patrão, mas eu não posso continuar trabalhando para o senhor. — Por quê? — Porque o senhor não é muito de Igreja e naturalmente não me deixará assistir à Missa nos dias de festa e nem tão pouco que eu me confesse.

— E quem foi que lhe disse isso? — Todos o dizem, fornecedores e inquilinos. — Pois bem, você ficará trabalhando aqui e irá a missa todas as manhãs e irá confessar-se todos os domingos, porque acho que tudo se pode esperar de quem se confessa.

— Então, Padre, mesmo os que não são católicos praticantes acreditam na confissão e a exaltam? — É justamente o que acontece!

— Mas por quê não fazem uso dela então? — Porque têm medo de serem vencidos por ela. Eles sabem muito bem que a confissão é a varinha mágica, o anel encantado que faz prodígios, sabem que seria a alavanca poderosa que os levantaria acima dos vícios nos quais estão submersos, e justamente por isso a exaltam, mas fogem dela.

— Coitados! São como os doentes que se recusam a sarar de pena de deixar o hospital. — Aqui, porém, não se trata de hospital, mas do perigo, da quase certeza de uma morte má, de um inferno eterno.

Falando nisso, lembro-me da anedota do menino teimoso:

Dois irmãozinhos foram mandados à escola para aprender a ler. O professor recebeu­os com carinho e, começou pelo primeiro, fazendo-o repetir o alfabeto. Quando o pequeno acabou, elogiou e lhe deu um prêmio pela lição bem recitada. Preparou-se em seguida para fazer o mesmo com o segundo, e, com o livro na mão disse-lhe: “Vamos, agora é a sua vez”. O rapazito olhou de esguelha para o professor e não abriu a boca. “Vamos diga a, você quer que pensem que seu irmão é mais aplicado do que você”? Será que é tão custoso dizer: a? O menino continuou mudo. “Por favor, não me faça perder a paciência, do contrário, logo no primeiro dia as coisas acabarão mal”.

Foi tudo inútil: nem prêmios, nem ameaças, nem promessas, nem castigos, conseguiram induzir o cabeçudo a proferir uma única sílaba. Mais tarde, quando interrogado pelos colegas sobre a razão de teima, explicou: “Se eu disser a, tenho que dizer b e depois c e aprender a ler, e a escrever, e depois vem a gramática e outras tantas complicações de ciências, e essa embrulhada não acabará senão no fins de muitos anos”.

— Ah! que espertalhão. Nem queria começar para não ter que continuar!

— É assim mesmo! E no nosso caso então!

Quantos são aqueles para os quais é um aborrecimento começar a viver como bons cristãos, pela simples e única razão que, uma vez começado, é preciso continuar. E assim os coitados, vivendo numa espécie de Paraíso aqui na terra, deverão, depois de poucos anos, apresentar-se diante de Deus com as mãos vazias, e, o que ainda é pior, com a alma carregada de pecados, de remorsos e talvez até de escândalos, pelos quais serão condenados eternamente!

Confessai-vos bem – Pe. Luiz Chiavarino Continue lendo De quanto em quanto tempo nós católicos precisamos nos confessar?

 
 
 
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