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Pular ondas no mar, vestir roupa branca, comer uvas ou lentilhas para dar sorte, buscar previsões de astrólogos, lendo mãos ou os búzios. Muita gente começa o ano assim. Longe de serem hábitos inocentes, supertisções como essas são “pecado contra a virtude da religião”, diz o padre Duarte Lara, exorcista da diocese de Lamego, em Portugal.

“O pecado de superstição é uma espécie de adultério espiritual”, diz. “O mal é esperar a salvação de uma força que não vem de Deus”, ensina o padre. “O demônio aproveita a brecha”.

Há maneiras católicas de se passar a virada do ano, lembra Duarte Lara. “A Igreja dá indulgência plenária a todo fiel que no último dia do ano reza o Te Deum”. “Isso é uma coisa muito boa que podemos fazer na passagem do ano, terminar o ano agradecendo a Deus”.

“Na nossa cultura, a superstição tem uma conotação menos pesada do que ela é do ponto de vista teológico. Para muitos, superstição é até uma bobagem, algo que não tem muito sentido e que fazemos para dar sorte”, disse o padre em entrevista à ACI Digital. Mas, “do ponto de vista teológico”, disse, “superstição é um vício, portanto o oposto a uma virtude, e vai contra a virtude moral da religião”. Segundo Duarte Lara, a virtude moral da religião “é uma disposição da nossa vontade para dar a Deus o culto que lhe é devido”.

“Há fundamentalmente dois grandes vícios que se opõem à virtude da religião”, a irreligião e a superstição, diz padre Duarte Lara. “A irreligião é não tratar como sagrado aquilo que é sagrado”, isto é, “não tratar com a devida veneração as coisas sagradas”, os lugares sagrados, os dias sagrados, a Bíblia.

A superstição “é divinizar criaturas ou alguma coisa criada – fonte de conhecimento etc. –, que não são Deus. Tem a ver com prestar um culto que é devido a Deus a alguma coisa que não é Deus. Isso é pecado”, disse.

Segundo o exorcista, “a superstição se divide em três grandes formas”: idolatria, adivinhação e magia. A idolatria é “quando divinizo alguma coisa que não é Deus. Hoje em dia, começa a crescer a tendência de idolatria com coisas humanas, do trabalho, da saúde, do sucesso, do dinheiro. Às vezes, há pessoas que fazem disso o seu deus”, lamentou.

A adivinhação “é quando divinizo uma fonte de conhecimento que não vem de Deus”. Assim, em vez de pedir a Deus, rezar, estudar a Palavra de Deus “para ser iluminada”, a pessoa faz “outra coisa para ser iluminada por uma luz que não vem de Deus. Problema!” Segundo o sacerdote, “na nossa sociedade tem mil e uma formas de adivinhação”, como invocação dos mortos, observação dos astros, leitura da palma da mão e várias outras.

Padre Duarte Lara disse que, quando se recorre à adivinhação, espera-se que “aquela pessoa, não qualquer pessoa, por alguma inspiração, consegue prever o futuro”. “Isso implica em pôr a minha confiança nesta fonte de iluminação, o que é uma coisa impossível, mesmo sendo o demônio. Ele não conhece o futuro. O demônio consegue prever algumas coisas sim, como nós conseguimos prever se amanhã vai chover. O demônio consegue isso um pouco melhor, ou seja, consegue conjugar as causas presentes e ver a sua dinâmica natural e, portanto, traz cenários prováveis. O demônio também consegue prever coisas que ele próprio consegue causar. Ou seja, olha na palma da mão e diz ‘você vai ter um problema de saúde na próxima quinta-feira’ e, às vezes, é o próprio que consegue causar esse problema de saúde. Aí, também não é um grande adivinho, é uma espécie de truque”, explica.

Sobre a magia, padre Duarte Lara afirmou que “é a mesma lógica da adivinhação”, isto é, “recorrer a alguma força criada para obter determinado efeito”. “Estou recorrendo a uma força que não é Deus e pedindo ajuda, basicamente, para o bem ou para o mal, e nesse último caso é claramente mais pecado. A magia negra, além de ser pecado contra a virtude da religião, ainda é contrária à caridade e à justiça”, afirmou.

O sacerdote, então, questionou o que leva uma pessoa a praticar uma superstição. Segundo ele, “há quem acredita mesmo”, pessoas que já fizeram em anos anteriores a acham que aquilo lhes deu sorte, são “os convictos”. Por outro lado, há pessoas que praticam como “certa brincadeira” e pensam que “se calhar, até dá sorte”. “As pessoas olham para o rito, o ato e parece bastante inócuo… isso não faz mal a nada. O que perco? Não perco nada, melhor arriscar”. Segundo padre Lara, “isso já é pecaminoso, é uma imprudência, significa que não tem claro em seu coração ‘dar a Deus o que é de Deus’”. Além disso, “há a questão do escândalo, porque estou incentivando os outros pelo meu comportamento”. O padre disse ainda que algumas pessoas “são até contra”, mas fazem determinada superstição de fim de ano “porque estão com os amigos e não querem ser os únicos a não fazer”. “Aí entra a virtude da fortaleza, é também um ato de covardia”, afirmou.

Segundo, padre Duarte Lara a “superstição é uma espécie de vírus”. “Quem come as uvas, pula as ondas, também lê o horóscopo… é todo um pacote, ou seja, sua disposição moral é de uma abertura a essas forças que se manifestam de muitas maneiras, não só no final do ano. Isso mostra uma fé fraca e pouco conhecimento da Palavra de Deus”. O sacerdote alertou que, “quando deixo de pôr minha esperança de salvação em Deus e estou colocando em outra força sobrenatural, isso é perigoso e o demônio aproveita essa minha abertura”.

Citou como exemplo o caso de uma jovem que se dizia católica, mas pouco praticante. Quando o pai dela morreu, ela procurou adivinhos para saber se ele estava bem. “Esse tipo de curiosidade abre a porta. Foi uma fase da vida dela em que foi se envolvendo cada vez mais com o oculto, primeiro com uma coisa que parecia boa. Foi se envolvendo e depois foi preciso o exorcismo”, contou.

Padre Duarte Lara afirmou que, nesta época da virada de ano, “as pessoas normalmente desejam às outras aquilo que consideram necessário para a felicidade”, como saúde, paz, amor, presença da família, dos amigos. “Isso manifesta o que trazemos no coração, qual ideia temos de felicidade”, disse. Segundo ele, “são coisas muito boas”, mas não “o mais importante”. “Jesus ensinou que a coisa mais importante na nossa vida nessa terra é nossa comunhão com Deus, é viver na graça de Deus, é ser amigo de Deus”, disse.

“Então, qual é a maneira católica de passar o ano? Querido irmão, um 2022 cheio da Palavra e do amor de Deus”, afirmou e acrescentou “um ano cheio de missas, boas comunhões, boas confissões… tudo o que alimenta a nossa comunhão com Deus”.

 
 
 

O que é a ICAB❓

O ICAB é a Igreja Católica Apostólica Brasileira ou “Igrejas Católicas Apostólicas Brasileiras”, ela têm lançado confusão no público, pois pretendem guardar a aparência de Igreja Católica e facilitam a praxe religiosa dos seus seguidores. Daí a conveniência de uma análise precisa do fenômeno:

  1. Origem da ICAB

A “Igreja Católica Apostólica Brasileira” (ICAB) tem como fundador D. Carlos Duarte Costa.

Este nasceu aos 21 de julho de 1888 no Rio de Janeiro e recebeu a ordenação sacerdotal a 1º de abril de 1911. Aos 4 de julho de 1924 foi nomeado bispo de Botucatu (SP). Pouco feliz foi o governo do novo prelado, que se viu envolvido em questões de mística desorientada (devoções pouco condizentes com a reta fé); também enfrentou problemas de administração financeira e de embates políticos. Em conseqüência foi afastado de sua diocese e nomeado bispo titular de Maura (na Mauritânia, África Ocidental); fixou então residência no Rio de Janeiro. Em breve, porém, D. Carlos viu-se a braços com novas lutas: em 1942 o Brasil entrou em guerra contra o nazi-fascismo; nessa ocasião o bispo apelou publicamente para o Presidente da República a fim de que interviesse na Igreja e expulsasse bispos e sacerdotes “fascistas, nazistas e falangistas”; acusou a Ação Católica de espionagem em favor do totalitarismo da direita. Prefaciou elogiosamente o livro “O Poder Soviético” de Hewlet Johnson e atacou por escrito as Forças Armadas do Brasil. Em conseqüência, foi preso como comunista e enviado a uma cidade de Minas Gerais, onde permaneceu na qualidade de hóspede. Diante dos rumores que se propagavam em torno da pessoa de D. Carlos, as autoridades eclesiásticas procuraram apaziguá-lo. Como isto não desse resultado, D. Carlos em 1944 foi suspenso de ordens, isto é, perdeu a autorização para exercer as funções do sagrado ministério. Esta medida de nada serviu; por isto D. Carlos foi excomungado aos 6 de julho de 1945; neste mesmo dia resolveu fundar a sua Igreja, dita “Igreja Católica Apostólica Brasileira”. Em vista desta atitude, o Santo Ofício declarou D. Carlos excomungado vitandus (= a ser evitado) aos 3 de julho de 1946.

Um dos primeiros atos públicos da ICAB foi a fundação do “Partido Socialista Cristão”, sob a orientação de D. Carlos. Este chegou a apresentar um candidato à presidência da República, o qual, porém, se desentendeu em breve, ficando fracassado o novo Partido.

D. Carlos promoveu direta ou indiretamente a ordenação de numerosos “bispos” e “presbíteros”, cuja formação doutrinária e cultural era precária. O infeliz prelado veio a falecer aos 26 de março de 1961; terminou a vida de maneira desvairada, obcecado por paixões, que se exprimiam em injúrias através do seu jornal “LUTA”. Todavia um Concílio Nacional da ICAB, aos 6 de julho de 1970, chegou a atribuir-lhe o título de “Santo”: “São Carlos Duarte”!

  1. Doutrina e atuação da ICAB:

Em matéria de doutrina, a ICAB procura reproduzir a da Igreja Católica, excluindo evidentemente (como se compreende) o primado de Pedro…

A sua mensagem teológica é muito diluída, visão que os seus orientadores pouco estudam. Vários destes são homens que tentaram chegar ao sacerdócio na Igreja Católica, mas, por um motivo ou outro, não o conseguiram; então passaram-se para a ICAB, onde o estudo e o acesso às ordens sagradas lhes foram extremamente facilitados.

Infelizmente nota-se nos membros da hierarquia e nos fiéis da ICAB certo oportunismo, ou seja, a procura de atender a interesses pessoais: ordenação “sacerdotal” ou “episcopal”, lucros financeiros mediante celebração do culto, “casamento” facilitado em favor de pessoas já casadas, “batizados” sem preparação dos pais e padrinhos… Dir-se-ia que a ICAB procura adeptos a todo e qualquer preço.

Lê-se, por exemplo, na Lista Telefônica de assinantes classificados do Rio de Janeiro:

“ICAB, Igreja Católica Apostólica Brasileira, Paróquia São Jorge: casamento com ou sem efeito civil de pessoas solteiras, desquitadas e divorciadas. Crismas. Consagrações. Também em residências ou Clubes Realengo, Piraquara”.

Dado que a ICAB se adapta às diversas oportunidades de crescer, há atualmente muitos ramos da mesma independentes uns dos outros, o que sugere a denominação “Igrejas Católicas Apostólicas Brasileiras” em vez de “Igreja Brasileira”.

O que dá certo êxito a essa corrente religiosa, são os dois seguintes fatores:

1) A reprodução dos ritos e a conservação dos símbolos (inclusive da linguagem) da Igreja Católica. Muitas pessoas não conseguem distinguir entre a Igreja Católica e a Igreja Brasileira. Parece haver a intenção de guardar em tudo as aparências da Igreja Católica entre os responsáveis das Igrejas Brasileiras.

2) O procedimento facilitário e oportunista dos mentores da ICAB. Esta não apresenta normas definidas de Direito Eclesiástico, de modo que os seus ministros são capazes de “legitimar” religiosamente qualquer situação ilegal daqueles que os procuram. Este comportamento facilitário é, naturalmente, fonte de dinheiro, pois a ICAB sabe prevalecer-se da generosidade dos fiéis. A exploração se torna ainda mais fácil em virtude da ignorãncia religiosa de muitos cidadãos brasileiros.

A falta de estrutura doutrinária e disciplinar das Igrejas Brasileiras lhes tira a coesão desejável e faz que não tenham quase significado no cenário público do Brasil; apesar disto, conseguem penetrar dentro da população desprevenida da nossa Pátria, favorecendo o ecleticismo e solapando a vitalidade religiosa de muitos católicos.

A propósito pergunta-se:

  1. Qual a validade dos ritos da ICAB?

Respondemos em três etapas:

3.1. A eficácia dos Sacramentos

a) Um sacramento é um rito mediante o qual Cristo comunica as graças da Redenção ex opere operato, ou seja, desde que o ministro respectivo aplique a matéria (água, pão, vinho, óleo) e a forma devida (as palavras que indicam o efeito da matéria).

b) Os sacramentos não são eficazes ou não conferem a graça em virtude da santidade do homem (sacerdote, bispo) que os administra mas sim por ação do próprio Cristo, que se serve do homem como instrumento de sua obra redentora.

Todavia, para a validade do sacramento, requer-se que:

  1. O ministro tenha sido validamente ordenado padre ou bispo;

  2. Tenha, ao administrar o sacramento, a intenção de fazer o que Cristo queria que fosse feito, ou a intenção de se identificar com as intenções de Cristo, Sumo Sacerdote.

3.2. Que diz a ICAB?

Os adeptos da ICAB afirmam que:

  1. Seus ministros foram validamente ordenados padres e bispos, pois receberam a sucessão apostólica das mãos de D. Carlos Duarte Costa, que foi verdadeiro bispo da Igreja Católica, sagrado por D. Sebastião Leme. Embora Dom Carlos se tenha separado da Igreja Católica, conservou o caráter episcopal perenemente impresso em sua alma;

  2. D. Carlos e os bispos que ele ordenou sempre fizeram questão de transmitir as ordens sacras segundo o ritual exato adotado pela Igreja Católica (usando mesmo o latim em algumas ocasiões);

  3. As missas, os batizados e outros ritos ocorrentes nas cerimônias de culto da ICAB obedecem estritamente à essência do Ritual sempre vigente na Igreja Católica.

Por conseguinte, concluem os ministros da ICAB, a Igreja Brasileira possui autênticos bispos e presbíteros, e ministra validamente os sacramentos.

3.3. E que diz a Igreja Católica?

a)- Embora os ministros da Igreja Brasileira apliquem exatamente a matéria e a forma de cada sacramento, falta-lhes algo de essencial para que seus sacramentos sejam válidos, isto é, a intenção de fazer o que Cristo quis que fosse feito.

b)- Na verdade, os ministros da ICAB, mediante os seus ritos, intencionam criar e desenvolver uma “Igreja” separada da única Igreja fundada por Cristo; tal “Igreja” nova já não professa as verdades do Credo Apostólico, mas se entrega ao ecleticismo religioso: Protestantes, espíritas, maçons e comunistas podem ser igualmente membros da ICAB. Sim; a revista “A Patena”, revista da “diocese da Baixada Fluminense” da ICAB, em seu nº 3 de 1971, 4ª capa, diz que a Igreja Brasileira “religiosamente é católica, porque aceita em seu grêmio cristãos de qualquer mentalidade, sem repelir os que sejam ou se digam protestantes, espíritas, maçons, católicos-romanos etc.”Isto significa que a Igreja Brasileira vem a ser uma sociedade filantrópica, humanitária, mas já não tem a mensagem religiosa definida que o Cristo confiou ao mundo e que o Símbolo de fé apostólico professa.

c)- Donde se vê que a ação dos ministros da ICAB carece daquela intenção que é essencial para a validade dos sacramentos: a intenção de fazer o que Cristo faz mediante os sacramentos.

d) Já que a ICAB se ramificou, dando origem a múltiplas “Igrejas”, Ordens e Irmandades independentes, já não se pode saber até que ponto nas denominações “católico-brasileiras” se conserva a fidelidade aos ritos sacramentais; com o tempo as arbitrariedades e os desvios facilmente se introduzem nas pequenas comunidades.

e)- Em conseqüência, a Igreja Católica não reconhece as ordenações conferidas pela ICAB, muito menos reconhece a autenticidade das Missas e dos sacramentos celebrados pela ICAB.

  1. Observações Finais: 4.1)- A Igreja fundada por Cristo (cf. Mt 16,16-19) é Católica (aberta a todos os homens), Apostólica (baseada sobre a ação missionária dos doze Apóstolos) e Romana, isto é, governada visivelmente por Pedro e seus sucessores, que têm sede em Roma (como poderiam ter em Jerusalém, Antioquia ou Alexandria,se a Providência Divina tivesse encaminhado Pedro e os acontecimentos iniciais da história da Igreja em rumo diverso do que realmente ocorreu, ou seja, estes Patriarcados tombaram, ficando de Pé somente Roma pela Graça e permissão Divina).

4.2)- O título de “Romana” portanto, não significa que a Igreja de Cristo esteja presa aos interesses políticos da cidade de Roma ou da nação italiana; nem implica subordinação dos fiéis católicos do Brasil a uma potência estrangeira, mas apenas indica que essa Santa Igreja tem seu chefe visível, instituído por Cristo, na cidade de Roma.

Os fatos atrás apontados evidenciam a urgência de sólida catequese para o povo de Deus no Brasil.

D. Estevam Bettencourt – O.S.B. (Via Dúvidas Católicas)

 
 
 

Muitas pessoas vivem atentas às previsões do horóscopo. Os jornais costumam incorporar uma seção com “o que os astros dizem”. Mas um cristão acredita nestas predições?

Um verdadeiro cristão não acredita em horóscopo. Ainda que se trate de uma das práticas supersticiosas mais difundidas em nossa sociedade, o horóscopo não serve para predizer os futuros atos livres das pessoas. Além disso, o futuro não é efeito dos movimentos ou posições dos astros.

O Catecismo da Igreja Católica é taxativo ao afirmar que os horóscopos devem ser rejeitados.

“Todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas supostamente «reveladoras» do futuro (45). A consulta dos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenômenos de vidência, o recurso aos “médiuns”, tudo isso encerra uma vontade de dominar o tempo, a história e, finalmente, os homens, ao mesmo tempo que é um desejo de conluio com os poderes ocultos. Todas essas práticas estão em contradição com a honra e o respeito, penetrados de temor amoroso, que devemos a Deus e só a Ele” . (Catecismo da Igreja Católica, 2116)

A palavra real horóscopo é derivada da combinação latina de 2 palavras em que “Horo” significa hora e “scope” significa visão, assim é uma “visão da hora”. Uma definição de horóscopo é que trata-se de um traçado de energias celestiais particulares com base em padrões celestes, como se pode ver em revistas e jornais.

Como astrólogos, eles se referem ao horóscopo como o mapa astrológico de uma pessoa ou momento no tempo, que é calculado a partir de posições planetárias em zodíaco sideral ou tropical. Os cálculos usados são com base em data, local e hora do nascimento. É o motivo de um horóscopo ser tão pessoal, como uma digital.

A crença em horóscopos é perigosa; é quase como acreditar em outra religião. Existem pessoas que tentam nos fazer acreditar que não somos livres, mas que estamos determinados em tudo pelo nosso signo do zodíaco. Não seria a pessoa quem realiza sua própria vida, mas todo o seu agir estaria dirigido por uma força estranha proveniente das estrelas.

Nada do que os horóscopos afirmam está cientificamente provado. O que dizem sobre os sagitarianos hoje, por exemplo, dirão sobre os piscianos amanhã. É triste o fato de que continuem escrevendo horóscopos; mas pior ainda é saber que existem pessoas que acreditam em tudo o que leem.

O diabo não busca outra coisa senão fechar e obstruir a estrada de nosso retorno a Deus

A astrologia pretende definir a vida humana a partir da posição ocupada pelos astros no dia do nascimento da pessoa. A astrologia e o horóscopo são cultivados desde remotas épocas antes de Cristo, ou seja, desde a civilização dos caldeus da Mesopotâmia, por volta de 2500 a.C.. Nessa época, os estudiosos pouco sabiam a respeito do sistema solar e dos astros em geral.

Astrologia tem sido mais do que uma vez formalmente condenada pela Igreja, como no Concílio de Trento. Que expressamente proibiu os fiéis de ler livros de astrologia lidando com “realizações contingentes futuras, com eventos fortuitos e tais ações como dependem de liberdade humana, mas ousado a afirmar certeza sobre sua ocorrência”, Regulae Tridentinae, 9. Aqueles que acreditam em astrologia se expõem a um enfraquecimento de sua fé cristã.

Segundo o grande mestre D. Estevão Bettencourt, tal “ciência” é falsa por diversos motivos:

1. Baseia-se na cosmologia geocêntrica de Ptolomeu; conta sete planetas apenas, entre os quais é enumerado o Sol;

2. A existência das casas do horóscopo ou dos compartimentos do zodíaco é algo de totalmente arbitrário e irreal;

3. Os astros existentes no cosmo são quase inumeráveis; conhece-se interferências deles no espaço que outrora se ignorava. É notório também o fato de que os astros modificam incessantemente a sua posição no espaço. Por que então a astrologia leva em conta a influência de uma constelação apenas?;

4. A astrologia incute uma mentalidade fatalista e alienante, que deve ser combatida, pois não corresponde aos genuínos conceitos de Deus e do homem. Registram-se erros flagrantes de astrólogos. (Revista PR, Nº 266 – Ano 1983 – Pág. 49).

Uma pesquisa realizada nos EUA mostra que seguir os horóscopos “pode fazer mal à saúde mental”. O estudo foi publicado na revista “Journal of Consumer Research” e descobriu que pessoas que leem o horóscopo diariamente são mais propensas a um comportamento impulsivo ou a serem mais tolerantes com seus “desvios” quando a previsão do zodíaco é negativa. Cientistas das universidades Johns Hopkins e da Carolina do Norte recrutaram 188 indivíduos, que leram um horóscopo desfavorável. Os resultados mostraram que para as pessoas que acreditam que podem mudar o seu destino, um horóscopo desfavorável aumentou a probabilidade de elas caírem em alguma “tentação”. “Acreditava-se que, para uma pessoa que julga poder mudar o seu destino, o horóscopo deveria fazê-la tentar modificar alguma coisa em seu futuro”, disseram os autores da pesquisa. No entanto, viu-se o oposto: aqueles que acreditam no horóscopo, quando veem que a previsão é negativa, acabam cedendo às suas “tentações”, levando-os a um comportamento impulsivo e, eventualmente, irresponsável. (Fonte: O Globo)

Uma prova do erro da astrologia é a desigualdade de sortes de crianças nascidas no mesmo lugar e no mesmo instante, até mesmo dos gêmeos. Veja por exemplo caso de Esaú e Jacó (Gen 25). Se os astros regem a vida dos homens, como não a regem uniformemente nos casos citados? Quem conhece os gêmeos sabem muito bem disso.

Santo Agostinho, já no século IV, combatia veementemente as superstições e a astrologia. No seu livro ‘A doutrina cristã’ escreve: “Todo homem livre vai consultar os tais astrólogos, paga-lhes para sair escravo de Marte, de Vênus ou quiçá de outros astros”.

Querer predizer os costumes, os atos e os eventos baseando-se sobre esse tipo de observação, é grande erro e desvario. O cristão deve repudiar e fugir completamente das artes dessa superstição malsã e nociva, baseada sobre maléfico acordo entre homens e demônios. Essas artes não são notoriamente instituídas para o amor de Deus e do próximo; fundamentam-se no desejo privado dos bens temporais e arruínam assim o coração.

Em doutrinas desse gênero, portanto, deve-se temer e evitar a sociedade com os demônios que, juntamente com seu príncipe, o diabo, não buscam outra coisa senão fechar e obstruir a estrada de nosso retorno a Deus.

“Os astrólogos dizem: a causa inevitável do pecado vem do céu; Saturno e Marte são os responsáveis. Assim isentam o homem de toda falta e atribuem as culpas ao Criador, àquele que rege os céus e os astros” (Confissões, I, IV, c. 3).

“Um astrólogo não pode ter o privilégio de se enganar sempre”, dizia o sarcástico Voltaire.

“O interesse pelo horóscopo como também por Tarô, I Ching, Numerologia, Cabala, jogo de búzios, cartas etc. é alimentado por mentalidade que se pode dizer “mágica”. Quem se entrega à prática de tais processos de adivinhação, de certo modo, acredita estar subordinado a forças cegas e misteriosas; o cliente de tais instâncias se amedronta e dobra diante de poderes fictícios – o que não é cristão” (D. Estevão).

São Tomás de Aquino, em sua obra “Exposição do Credo”, afirma que o demônio quer ser adorado, por isso se esconde atrás dos ídolos. E São Paulo diz que “as coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam aos demônios e não a Deus” (1 Cor 10,21). Então, é preciso cuidado para não prestar um culto que não seja a Deus.

Erros e perigos da Astrologia

É lícito (ou, ao menos, convém) ao católico recorrer às previsões astrológicas?

A maioria das pessoas conhece a Astrologia através dos horóscopos publicados nos jornais. Muita gente lê e acredita nas previsões que são feitas, alguns inclusive, seguem as sugestões dadas pelos astrólogos. Mas será que já se perguntaram no que se fundamentam estas previsões? Há base científica? Ou ainda, lembrando que nem tudo pode ser explicado pela ciência, há base racional para a Astrologia? E, fora estas questões, é lícito (ou, ao menos, convém) ao católico recorrer às previsões astrológicas? São questões relevantes, que precisam ser analisadas atentamente e respondidas com precisão. Além do mais, quando se procura entender as origens e as relações da Astrologia com o mundo atual, percebe-se claramente que hoje ela está muito ligada aos movimentos conhecidos por “New Age”, ou Nova Era. No que consiste esta tal “Nova Era”?

Segundo os místicos e astrólogos a New Age (Nova Era) é o advento da Era de Aquário. Para eles, estamos no final da Era de Peixes, dominada pelo pensamento cristão repressivo, retrógrado e preconceituoso. O próximo Eon (ou Era) será o fim da dominação cristã e o início de um tempo de luz, tecnologia e paz. Como dito, a filosofia da Nova Era está intimamente ligada à Astrologia e esta, por sua vez, usa uma roupagem falsa de ciência quando utilizada (erroneamente) conceitos da Astronomia.

Tanto a Astrologia quanto a noção de Eras estão relacionadas com os movimentos da Terra. Basicamente a Terra possui três movimentos principais. O primeiro é o de rotação em torno do próprio eixo, que dura aproximadamente 24 horas e determina os dias e as noites. O segundo movimento é o de translação em torno do Sol, que dura um pouco mais que 365 dias. Ele determina quais partes do céu estão visíveis a noite pois, se no movimento da Terra o Sol fica na frente de alguma parte do céu, não podemos vê-la. Temos que esperar alguns meses para estarmos num outro ponto da órbita. Desta forma, falamos de “céu de inverno” e “céu de verão”, por exemplo. Quem gosta de espiar o céu sabe: as três Marias aparecem bem no verão e o Escorpião no inverno. O terceiro movimento é o de Precessão. É o mesmo movimento executado por um pião quando está próximo de parar. É uma pequena oscilação do eixo de rotação.

Portanto, os movimentos da Terra determinam que partes do céu podemos ver em cada época do ano e em cada momento do dia e da noite. Para demarcar o céu e as estações do ano, os astrônomos o dividiram em regiões. São as constelações. As estrelas de uma mesma constelação não precisam estar ligadas entre si. É apenas uma divisão aparente do céu, para facilitar a localização das estrelas. Atualmente, a União Astronômica Internacional divide o céu em 88 constelações, de tamanhos diversos.

Durante o ano, o Sol passa na frente de 13 constelações. São as constelações do Zodíaco. Tenho certeza que você conhece, pelo menos, 12 delas. São os signos, Áries, Peixes, Touro, Escorpião etc. Não há nada de especial com elas, exceto que o Sol passa pela sua frente. Os astrólogos dizem que seu signo é Peixes, por exemplo, porque o Sol estaria na frente de Peixes de fevereiro a março. Usei este tempo verbal, porque, de fato, o Sol não está na frente de Peixes durante o período que eles falam. É que eles não fazem observações, e também não sabem fazer contas, e parece que não têm vergonha disso.

A Terra gira um pouco inclinada em torno do Sol, por isso ele cruza em março e setembro, o equador celeste, uma linha imaginária que divide o céu em duas calotas, uma norte e outra sul. O ponto exato em que o Sol cruza este equador em março chama-se Ponto de Áries. Hoje, este ponto está sobre a constelação de Peixes, não de Áries. Ele mudou (e continua mudando) de posição por causa do terceiro movimento que citei, da Precessão dos Equinócios. Este movimento tem um período de 25800 anos. Neste tempo, o Ponto de Áries passa por alguns milênios sobre algumas constelações. É daí que os astrólogos tiram a estória das Eras. De Áries este ponto passou para Peixes (agora) e por volta de 2600 estará na constelação de Aquário.

Mas se os astrólogos não sabem nem quando o Sol está de verdade a frente de uma constelação, imagina calcular em que época o Ponto de Áries estará sobre a constelação de Aquário! Alguns dizem que já ocorreu na década de 60, outros que seria em 2011, e os mais precavidos põem a data mais além. Nenhum deles, porém, consulta uma tabela astronômica.

Do ponto de vista filosófico a Astrologia se baseia na ideia de que existem tempos propícios para determinadas atividades e que estudando os ciclos da natureza através dos movimentos celestes podemos conhecer e até prever estes momentos mais favoráveis e usar isto para nosso bem. Como escrevi anteriormente, os astrólogos usam alguns conceitos de astronomia de modo completamente errôneo e, por isso, não sabem calcular os “ciclos da natureza”. Independente disso, muitos acham que mesmo assim a filosofia por trás da astrologia faz sentido, pois somos parte integrante de uma natureza muito ampla e estamos integrados a ela. Aí é que a astrologia tem se confundido nos dias atuais com os movimentos Nova Era.

A Astrologia é condenada pela doutrina católica por que é uma forma de adivinhação que se presta, tentando usar poderes ocultos da natureza. Lê-se no parágrafo 2116 do Catecismo da Igreja Católica:

“Todas as formas de adivinhação hão de ser rejeitadas (…). A consulta aos horóscopos, a astrologia, (…) escondem uma vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e, finalmente, sobre os homens, ao mesmo tempo que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Essas práticas contradizem a honra e o respeito que, unidos ao amoroso temor, devemos exclusivamente a Deus”. O Catecismo enfatiza ainda mais no parágrafo 2117 que “mesmo que seja para proporcionar a este [o próximo] saúde, são gravemente contrárias à virtude da religião”.

Diversos cientistas já provaram que a Astrologia não funciona, que suas previsões não se tornam realidade e que mesmo que não sejam feitas previsões, o uso dos “tempos propícios” não favorece quem os identifica. Cientificamente dizemos que não há relevância estatística, é um atestado de que não existem estes tempos ou então que, caso existam, não faz diferença conhecê-los, pois não muda nada. Do ponto de vista científico a Astrologia é uma perda de tempo pois é bobagem; do ponto de vista da fé ela é um grave perigo, pois nos afasta de Deus, conforme explica o Catecismo. A Astrologia é, portanto, errada e perigosa. Meu signo é a cruz!

A astrologia

O Prof. Marcelo Gleiser faz o histórico da astrologia e mostra que não pode ser tida como ciência em ser regulamentada para dar suporte à pretensa profissão de astrólogo.

Ainda a propósito de astrologia-horóscopo parece oportuno considerar as ponderações do prof. Marcelo Gleiser, que leciona Física Teórica no Dartmouth College (EUA); escreveu o artigo que segue após ter sido publicado na FOLHA DE SÃO PAULO aos 26 de julho de 2002.

Profissão: Astrólogo?

Durante minha recente visita ao Brasil, fiquei sabendo do projeto de lei nº 43 de 2002, de autoria do senador Artur da Távola (PSDB-RJ), que visa a regulamentar a profissão de astrólogo. Tendo em vista que o senador foi membro de comissões especiais que elaboraram importantes leis e estatutos, incluindo a lei de defesa do consumidor e a lei de diretrizes e bases da educação nacional, confesso que fiquei muito surpreso e decepcionado com o projeto.

Ao ler a justificativa para tal proposta, minha decepção transformou-se em choque: o projeto propõe que a astrologia seja ensinada nas universidades, incluindo graduação e pós-graduação, com currículo regulamentado pelo MEC. Segundo o texto do projeto, a sua elaboração contou com “pensamentos e caracterizações de autores ligados à práxis, mantendo-se o pragmatismo inerente a uma conceituação legal”. Aparentemente, nenhum cientista foi consultado.

Sem dúvida alguma, a astronomia deve muito à astrologia: já os babilônios, dois mil anos antes de Cristo, olhavam para os céus em busca de mensagens enviadas pelos deuses. O céu, sendo a morada dos deuses, era sagrado.

Os movimentos dos corpos celestes e das constelações eram interpretados como sendo a escrita divina, carregada de significado e prognósticos para nós aqui embaixo. Portanto, para os babilônios – e todas as outras culturas que olhavam para cima em busca de mensagens e revelações -, os céus eram uma entidade sobrenatural, regida pelo poder divino. Como os prognósticos dependiam da posição relativa entre os planetas (os cinco conhecidos até então) e as 12 constelações do Zodíaco, quanto mais precisas as medidas das posições dos corpos, mais “precisas” seriam as previsões…

O próprio Ptolomeu (século II d.C.) escreveu um tratado dedicado à astrologia, o “Tetrabiblos”, no qual dizia que a prática da astrologia “acalma a alma por meio do conhecimento de acontecimentos futuros, como se eles estivessem ocorrendo no presente, e nos prepara para receber com calma e equilíbrio o inesperado”. Ou seja, o aspecto mais importante na prática astrológica é a sua capacidade de prever o futuro, para que possa ser recebido de forma calma e equilibrada. Na linguagem mais moderna, isso se chama “calcular os trânsitos”, usando as posições futuras dos planetas para prognosticar o futuro.

Santo Agostinho, no século 4º, condenou firmemente a astrologia, pois ela interferia no livre-arbítrio e na onipotência divina: se tudo está já escrito nas estrelas, nós não podemos optar pelo bem ou pelo mal e a fé em Deus se torna irrelevante. A resposta oferecida pelos astrólogos de então, muita usada ainda hoje, foi que “as estrelas não determinam, apenas sugerem”.

O ingrediente fundamental que estava faltando nos modelos de Ptolomeu e outros era a física, que descreve as relações causais que regem os movimentos celestes. Quando Galileu, Kepler e Newton desenvolveram as bases da ciência moderna, descrevendo os movimentos celestes como sendo conseqüência da força da gravidade, a astrologia começou a se divorciar da astronomia; em um Universo regido por forças causais entre objetos materiais, não havia espaço para relações sobre-naturais entre corpos celestes e pessoas que violassem o conceito mais fundamental da física, a causalidade. Ou seja, é impossível, segundo tudo o que conhecemos hoje sobre o Universo e as suas propriedades físicas, obter informações sobre eventos futuros na vida de uma pessoa lendo os céus. Mais ainda, não existe nenhuma evidência quantitativa de que planetas e estrelas possam influenciar o comportamento de pessoas na Terra. A astrologia não é uma ciência, é uma crença. O mesmo se aplica à quiromancia, à leitura de cartas de tarô, à numerologia, aos búzios. Por que não regulamentar essas profissões, ensiná-las nas universidades?

Isso não significa que cientistas sejam bitolados ou fechados para novas ideias. Muito pelo contrário: nós dedicamos a vida ao desconhecido. Mas, em ciência, o processo de validação empírica é fundamental. Tudo bem que as pessoas gostem de ler o seu horóscopo no jornal ou ter o seu “mapa astral” analisado por um astrólogo. Isso até leva a uma auto-reflexão, que pode ser muito positiva. Tudo bem que alguém escreva uma tese sobre astrologia, por exemplo, sob o tema história das religiões ou arqueoastronomia. Mas regimental a astrologia em curso superior é uma volta ao passado, quando o natural e o sobrenatural se misturavam sob o véu do medo, da superstição e da ignorância.

A astrologia é uma fantasia

Além disso, a astrologia leva em conta apenas uma constelação de astros, sendo que no universo há uma infinidade de outros astros. Por que se desprezam os demais? Só uma pequena quantidade de astros influi na vida das pessoas? Às vezes, as previsões dos astrólogos ocorrem por mera coincidência; e na maioria delas, falham, como a imprensa já exibiu muitas vezes. Quantas previsões foram totalmente falsas!

Se a astrologia fosse verdadeira, não haveria desigualdade de sorte de crianças nascidas no mesmo lugar e no mesmo instante, especialmente os gêmeos. Um exemplo clássico é o dos gêmeos da Bíblia, Esaú e Jacó, filhos de Isaac e Rebeca (Gênese 25,19ss), que tiveram vidas completamente diferentes.

A astrologia é anticientífica, fantasiosa e primitiva, por isso não é aceita pelos astrônomos e astrofísicos sérios. Estudei um pouco de Astrofísica durante o doutorado no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), em São José dos Campos (SP); em nenhum dos periódicos dessa disciplina, encontrei qualquer artigo que validasse os princípios da astrologia.

A revista francesa “Science et Avenir, janeiro 1998, pp. 52s, publicou um artigo de Gilles Moine intitulado “Pour en finir avec l’Astrologie… (Para acabar com a Astrologia…). Um conteúdo de alto nível científico que mostra sete erros científicos crassos da astrologia. (PR 139/1971, pp. 308-318.; PR 116/1969, pp. 329-341)

O Professor Marcelo Gleiser, que leciona Física Teórica no Dartmouth College (EUA), escreveu um artigo que foi publicado, na Folha de São Paulo, aos 26 de julho de 2002, no qual ele faz um histórico da astrologia e mostra que esta não pode ser tida como ciência nem ser regulamentada para dar suporte à pretensa profissão de astrólogo, como alguém já tentou junto ao Congresso Nacional.

Erros presentes na astrologia

O Professor Dr. Fernando de Mello Gomide, ex-docente do ITA de São José dos Campos (SP) e pesquisador do Instituto de Ciências Exatas e Naturais da Universidade Católica de Petrópolis (RJ), em um artigo publicado na Revista Pergunte e Responderemos (Nº 374; Ano 1993; pág. 290) também revela os erros graves da astrologia; veja alguns exemplos:

– Andrew Fraknoi, da “Astronomical Society of the Pacific”, relata investigações estatísticas realizadas que negam a existência de efeitos causais entre os astros e os fatos humanos.

– Bernar Silverman, psicólogo da Universidade do Estado de Michigan (USA), analisou as datas de nascimento de 2.978 casais em vias de casamento e outros 478 a caminho do divórcio. Ele comparou as predições astrológicas com os dados reais e não achou confirmação alguma.

– John McGervey, físico da “Case Western Reserve University”, analisou aniversários e biografias de 6.000 políticos e de 17.000 cientistas, a fim de ver se estas profissões se agrupavam em torno de certos signos, conforme as predições dos astrólogos. Mcgervey verificou que ambos os grupos se distribuíam em torno dos signos, de modo completamente aleatório.

– Michel Gauquelin, estatístico francês, enviou o horóscopo de um dos piores assassinos da França a 150 pessoas, perguntando como elas se encaixavam no dito horóscopo, não revelando obviamente a origem dele. Resultado: 94% das pessoas se reconheciam ali descritas.

– Roger Culver e Philip lanna, ambos astrônomos, analisaram 3.000 predições astrológicas publicadas por conhecidos astrólogos e organizações astrológicas durante cinco anos. Essas profecias se referiam a personagens famosos, como artistas de cinema e políticos. Os astrônomos verificaram que apenas 10% das previsões podiam ser aceitas.

O que dizem os santos?

A Tradição da Igreja, especialmente dos Santos Padres, refuta fortemente a crença na astrologia.

Tertuliano (220) Diz que a astrologia tende à idolatria, sendo uma invenção dos demônios. (”Da Idolatria, IX).

São Gregório Nazianzeno (390) Diz que a astrologia é perigosa para muitos e condena os horóscopos (Em Louvor do Irmão Cesário).

São Cirilo de Jerusalém, doutor da Igreja (386): Nós não vivemos segundo os horóscopos e a conjunção dos astros, como os astrólogos delirantemente acreditam”. “Não devemos dar crédito aos astrólogos, pois deles disse a Sagrada Escritura” [confira: Isaías 47: 13] (Sobre a Penitência).

São Gregório de Nissa, doutor da Igreja (394) Defende o livre-arbítrio contra o fatalismo astrológico. Reduz ao absurdo a ideia de que a posição das estrelas no nascimento determina o destino dos homens (Johannes Quasten).

São João Crisóstomo, doutor da Igreja (407) diz que as profecias dos astrólogos são produtos do demônio. Argumenta contra aqueles que acham as previsões astrológicas bem sucedidas nos seguintes termos: quem abandona a fé e se entrega aos astrólogos, leva os demônios a dispor dos fatos a fim de que aconteçam para o agrado dessas pessoas. Diz ainda que a astrologia é uma doutrina perversa. (Homilia 75 sobre o Evangelho de São Mateus)

Santo Agostinho, doutor da Igreja (430) já condenava a astrologia, ensinando que se Deus agisse pelos astros, Ele seria mau; o que é uma blasfêmia: Os astrólogos dizem: a causa inevitável do pecado vem do céu; Saturno e Marte são os responsáveis. Assim isentam o homem de toda falta e atribuem as culpas ao Criador, Áquele que rege os céus e os astros (Confissões, I, IV, c. 3). Ele afirma também que se libertou dos grilhões da astrologia após sua conversão. E propõe argumentos contra os horóscopos tirados das experiências de amigos e cita o caso dos gêmeos Esaú e Jacó (Gn 25, 19-28) (Confissões, L. VII).

São João Damasceno, doutor da Igreja (749) Nega o princípio de causalidade astrológico.

Com informações de Cleofas, Aleteia e Canção Nova

 
 
 
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