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“Oh, França, filha predileta da Igreja, que fizeste de teu batismo?” (São João Paulo II)

A cultura da morte deu mais um passo adiante nesta semana, quando o Legislativo francês, em sessão conjunta de senadores e deputados, aprovou por maioria esmagadora – 780 votos favoráveis e apenas 72 contrários – uma alteração da Constituição do país para incluir nela “a liberdade das mulheres de recorrer ao aborto, que é garantido”.

A medida é inédita, e é preciso prestar muita atenção no que ela representa. Não se trata de uma legalização ou descriminalização, para a qual bastaria eliminar as menções ao aborto nos códigos penais; o que a França acaba de fazer é elevar o aborto ao status de direito constitucional, assim como o direito de ir e vir, o direito à liberdade de expressão e outras garantias características de uma democracia.

Com a intenção de ser uma “mensagem simbólica” para o resto do mundo, do outro lado dos Alpes, as organizações pró-vida já estão pedindo mobilização para impedir a exportação do modelo francês.

A prática do aborto é agora um direito constitucional na França, que se torna oficialmente o segundo país da história a dar esse passo, algumas décadas depois da Iugoslávia comunista de Tito na década de 1970.

Ao tomar essa medida para adotar democraticamente o direito ao aborto, a França também ultrapassou a situação que prevalecia nacionalmente nos EUA antes da derrubada do caso Roe v. Wade em 2022, já que essa constitucionalização americana do direito ao aborto ocorreu judicialmente.

Então, o que essa mudança sem precedentes significa, tanto na França quanto internacionalmente?

Após vários meses de debate parlamentar, os deputados e senadores franceses se reuniram no Congresso em Versalhes, votando em 4 de março por uma maioria esmagadora (780 a 72) a favor da emenda constitucional que torna o aborto uma “liberdade garantida”. A emenda já havia sido aprovada pela Assembleia Nacional e pelo Senado francês no início deste ano.

Enquanto isso, na Esplanade du Trocadéro, em Paris, cenas de júbilo se desenrolavam, com bombas de fumaça roxas voando ao ritmo do hit pop de Beyoncé, Run the World (Girls), tendo como pano de fundo a reluzente Torre Eiffel exibindo a mensagem “My Body, My Choice” (Meu corpo, minha escolha).

Essas imagens, que não condizem com a seriedade do assunto, juntamente com a pompa e a teatralidade do Congresso de Versalhes, provocaram consternação entre vários observadores e usuários da Internet – incluindo até mesmo alguns defensores do aborto – que denunciaram a indecência de muitos apoiadores políticos desse projeto de lei.

“Nosso país teria se honrado se, em vez disso, inscrevesse [na Constituição] a promoção dos direitos das mulheres e das crianças”, escreveu a Conferência Episcopal Francesa em uma declaração emitida no dia da votação. Eles apontaram que “de todos os países europeus, mesmo na Europa Ocidental, a França é o único onde o número de abortos não está caindo e, de fato, aumentou nos últimos dois anos”.

Essas observações são corroboradas pelo Instituto Nacional de Estudos Demográficos da França, que registrou um número recorde de 232.000 abortos em 2022, um aumento acentuado em relação aos anos anteriores, com uma proporção de 1 aborto para cada 3 nascimentos em 2022, em comparação com 1 para cada 4 em 2017.

A liberdade foi afetada na França ao declarar aborto um direito, diz March for Life

A organização pró-vida March for Life disse que a decisão do Congresso da França de declarar o aborto como um “direito” constitucional não pode ser considerada um avanço, pois infringe a própria liberdade das crianças não-nascidas.

Na segunda-feira (4), o Parlamento francês incluiu o aborto como um direito na Constituição. Era uma meta do presidente Emmanuel Macron, como forma de reagir à derrubada da decisão Roe x Wade da Corte Suprema dos EUA que, em 1973, liberou o aborto no país. A decisão foi revertida pela mesma Corte Suprema em 2022. Macron temia que a derrubada de Roe x Wade desse novo impulso à luta pró-vida na França e pressionou para que o aborto fosse incluído na lei suprema do país.

Somando-se a manifestações internacionais contra a decisão francesa, March for Life lembrou em sua conta no X que “a liberdade não inclui abortar crianças”.

“Se as pessoas não são livres para nascer, então a liberdade não existe de fato. Sem a oportunidade de nascer, nenhum indivíduo pode exercer ou experimentar qualquer liberdade”, disse a organização, que todo mês de janeiro reúne milhares de pessoas nos EUA para se manifestar a favor da vida das crianças não nascidas.

Nas mídias sociais, March for Life disse que “todos os direitos humanos são literalmente dependentes do direito à vida” e advertiu que “a decisão de consagrar um direito inventado para matar crianças na França não aumentou a liberdade; fez o contrário”.

Um “Golpe de Marketing”

Na verdade, se o presidente Emmanuel Macron iniciou esse projeto de emenda à Constituição, foi menos para proteger um “direito ameaçado” na França do que para fazer promessas aos seus eleitores de esquerda em um contexto social tenso e enviar uma mensagem ao resto do mundo, começando pelos Estados Unidos, cuja derrubada do caso Roe v. Wade enviou ondas de choque ao mundo ocidental em junho de 2022. Isso é diretamente indicado pela exposição de motivos do projeto de lei, que afirma que o direito ao aborto está ameaçado em outros países, como os EUA, a Polônia e a Hungria.

Para os oponentes do projeto de lei, essa iniciativa francesa nada mais é do que um “golpe publicitário”, cujas consequências são difíceis de avaliar.

“É totalmente absurdo”, disse a advogada constitucional Anne-Marie Le Pourhiet em uma entrevista ao Le Figaro durante os debates parlamentares de janeiro. “A Constituição está sendo usada para inscrever simbolicamente uma reivindicação categórica baseada em demandas tirânicas da sociedade, transformando-a em um autosserviço normativo em que cada categoria, cada grupo de pressão vem exigir que seu direito pessoal seja inscrito.”

No entanto, a estratégia do presidente francês valeu a pena, com uma grande parte dos principais veículos de imprensa internacionais prestando homenagem a ele na sequência, do El País na Espanha ao Corriere Della Sera na Itália, The Guardian no Reino Unido, Die Welt na Alemanha e Clarín na Argentina. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da Organização Mundial da Saúde, também elogiou a iniciativa da França.

Macron, evocando o “orgulho francês” e uma “mensagem universal”, aproveitou o entusiasmo da mídia gerado pela votação para anunciar que uma cerimônia formal de inscrição na Constituição seria realizada aberta ao público pela primeira vez em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, na Place Vendôme, em Paris.

Mudança gradual

De acordo com o bispo Matthieu Rougé, de Nanterre, nos subúrbios de Paris, a emenda constitucional da França é um testemunho de uma inversão internacional de valores, pela qual o aborto é agora erigido como um “direito fundamental por excelência”.

Em uma entrevista ao canal de rádio católico KTO, o ex-capelão parlamentar lamentou a “lógica da mídia global” que tende a estereotipar toda a oposição a essa prática, e que não poupou os membros do Parlamento francês, como “prisioneiros do espírito do tempo”. Ele se referiu às “pressões externas” sobre os representantes eleitos e a uma “atmosfera global que os dissuadiu de fazer o que acreditavam”.

Sentimentos semelhantes foram ecoados pela ECLJ, uma ONG de direitos humanos pró-vida sediada em Estrasburgo, que trabalhou nos bastidores durante os debates parlamentares para conscientizar os representantes eleitos sobre o trauma que o aborto causa a tantas mulheres. Ao se reunir com mais de uma dúzia de parlamentares de diferentes partidos, Nicolas Bauer, advogado e pesquisador do ECLJ, apresentou a eles os testemunhos pungentes de 12 mulheres, muitas das quais haviam abortado sob coação ou devido à falta de informações sobre a natureza e as consequências do procedimento.

Ele viu vários políticos chorarem com esses testemunhos, disse ele em uma entrevista ao Register, sem, no entanto, se opor à maioria dos representantes eleitos na votação de 4 de março. “Os conservadores franceses sempre acabam votando a favor de leis descritas como ‘avanços sociais’, por covardia ou derrotismo, pensando que o projeto será aprovado com ou sem eles”, disse ele. “Até conheci parlamentares na semana passada que são pessoalmente contra o aborto, mas votaram a favor da inclusão do aborto na Constituição.”

Quando o aborto foi descriminalizado pela primeira vez na França, em 1975, a instigadora do projeto de lei, Simone Veil, proclamou em um discurso que “o aborto deve continuar sendo a exceção, o último recurso para situações sem saída”, acrescentando que “nem é preciso dizer que nenhum médico será obrigado a participar”.

O projeto de lei, que enfrentou uma oposição virulenta na época, foi aprovado por pouco. Inicialmente fixado em 10 semanas em 1975, o limite de tempo legal para o aborto foi ampliado para 12 semanas em 2001 e depois para 14 semanas em 2022.

Para os defensores do direito à vida, a discrepância entre o tom do discurso de Veil e as festividades imortalizadas em Versalhes e Paris nesta semana parecem ilustrar melhor do que palavras o risco representado por cada limiar ético que uma lei posteriormente rompe.

Em um vídeo convocando os representantes eleitos antes de sua votação final em 4 de março, a geneticista Alexandra Henrion Caude expressou preocupação com a ausência de um limite de tempo legal para o aborto no projeto constitucional, que especifica que “a lei determina as condições sob as quais a liberdade garantida às mulheres de recorrer ao aborto é exercida”.

“No momento, o prazo está fixado em 14 semanas, enquanto esse ‘aglomerado de células’, como alguns o chamam, já tem um rosto, um coração e tem autonomia para chupar o polegar. Mas como a lei determinará as condições dessa liberdade garantida constitucionalmente, será possível estender esse prazo várias vezes. Não haverá mais freios”, alertou ela.

Riscos para a liberdade de consciência

Foi a questão da ausência de uma cláusula de consciência para a equipe médica que se opõe à participação no aborto que mais preocupou muitos oponentes da constitucionalização do aborto.

O Arcebispo Emérito Michel Aupetit, de Paris, descreveu a França como um “estado totalitário” que “chegou ao fundo do poço” em um tweet após a rejeição de uma emenda do Senado para incorporar a cláusula de consciência na emenda constitucional

Embora o governo tenha assegurado repetidamente que a constitucionalização do aborto não ameaçaria a liberdade de consciência, algumas horas antes da votação em 4 de março, alguns membros do Parlamento francês pediram a abolição da cláusula de dupla consciência existente para os médicos. (A lei Veil de 1975 introduziu um direito específico de não realizar abortos, além da cláusula geral de consciência para médicos, que já permitia que eles se recusassem a realizar um ato médico por motivos profissionais ou pessoais). Em seu plano estratégico para 2023-25, a seção francesa da organização Family Planning já se comprometeu a fazer campanha pela abolição dessa cláusula de dupla consciência, bem como uma nova extensão do limite de tempo legal para o aborto.

“A cláusula de consciência tem valor legal. Ao inserir um direito ao aborto na Constituição, o aborto de fato adquire um valor constitucional mais elevado”, disse Bauer ao Register. “O Conselho Constitucional poderia muito bem considerar que a cláusula de consciência dos médicos põe em questão a liberdade constitucional do aborto.” O Conselho Constitucional é uma instituição responsável por garantir que as leis estejam em conformidade com a Constituição e com os direitos e liberdades nela consagrados.

Bauer acrescentou: “Posteriormente, o Conselho Constitucional poderia restringir ainda mais outras liberdades que entrariam em conflito com o aborto, notadamente a liberdade de expressão, já tão abusada pelo crime de obstrução ao aborto.

Um caminho a seguir para outros países

Outra questão já levantada por muitos comentaristas em todo o mundo é o impacto global dessa ação legislativa da França, que ainda mantém uma influência cultural considerável, especialmente entre seus vizinhos europeus.

De fato, animada pelo sucesso da votação no congresso de Versalhes e pelo coro de elogios internacionais, uma das principais promotoras da emenda constitucional proposta, a deputada de esquerda Mathilde Panot, anunciou em 4 de março que apresentaria uma nova resolução para que o direito ao aborto fosse consagrado na Carta de Direitos Fundamentais da União Europeia. O texto pede que o governo francês “se mobilize diplomaticamente com os estados-membros da UE e com a Comissão Europeia para assegurar que a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia garanta o direito ao aborto”.

Uma resolução semelhante já havia sido adotada pelo Parlamento Europeu em 2022, após a decisão de Dobbs nos EUA, mas sem força vinculante, pois a União Europeia não tem competência para definir a política de saúde, que continua sendo um assunto dos Estados membros.

Do outro lado dos Alpes, organizações pró-vida já estão pedindo mobilização para impedir a exportação do modelo francês.

“Isso é um trágico retrocesso da civilização e não um progresso”, escreveu a ONG italiana Provita e Familia em um comunicado de imprensa emitido na noite de 4 de março. “Fazemos um apelo a todos os italianos pró-vida: Vamos evitar que a Itália acabe como a França, unindo forças em uma grande redenção civil que defenda a humanidade dos concebidos.”

Um chamado para despertar?

A radicalização dos movimentos pró-aborto na França parece ter tido o efeito inesperado de galvanizar as forças de oposição, que se reuniram nas ruas de Versalhes no momento da votação no Congresso, e cujos líderes estão considerando estratégias mais eficazes e inovadoras para defender a vida.

Em um editorial publicado após a votação de 4 de março, a revista Famille Chrétienne pede que se inspire nas ações concretas dos pró-vida americanos, que “construíram centros de parto ao lado das clínicas da Planned Parenthood […] imaginaram equipes móveis para ir ao encontro de famílias isoladas e ajudá-las a descobrir, por meio de um simples exame de ultrassom, a realidade do ‘pedacinho de homem’ que está nascendo”.

Os bispos franceses, que muitas vezes são criticados por sua falta de ousadia e por sua retirada gradual dos debates públicos, desta vez foram muito mais veementes em denunciar os ataques à dignidade humana no país, incluindo os debates contínuos sobre a eutanásia que serão retomados nos próximos meses.

E enquanto jovens padres tocavam o sino da morte de suas igrejas em protesto em várias cidades francesas, a começar por Versalhes, iniciativas de oração, incluindo o site “Va, Vis, Prie” – cujo objetivo é fazer com que sejam rezados pelo menos tantos rosários de reparação quanto o número de abortos por ano, em 50 cidades diferentes – estão forjando as armas espirituais do país.

Os anos vindouros podem muito bem ser os de uma mudança coletiva mais profunda na consciência espiritual, intelectual e política, ainda mais porque o país, assim como o resto do Velho Continente, está sendo pego pela dura realidade do inverno demográfico – com o número de nascimentos em 2023 em seu nível mais baixo desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A esse respeito, a curiosa coincidência da declaração de Emmanuel Macron sobre a necessidade de “rearmar” a França demograficamente e a inclusão do aborto na Constituição não escapou aos observadores.

Com informações de National Catholic Register e ACI Digital

 
 
 

Não estou eu aqui, que sou tua Mãe? Acaso não estás sob a minha proteção e amparo?

Muitos não sabem, mas quando o aborto foi legalizado no México, aconteceu um importante milagre com a Imagem original de Nossa Senhora de Guadalupe. Conheça em detalhes este milagre e aprenda orações à Virgem de Guadalupe pelos nascituros.

Nossa Senhora de Guadalupe ou Virgem de Guadalupe é a denominação de uma aparição mariana da Igreja Católica de origem mexicana, cuja imagem tem como seu principal local de culto a Basílica de Guadalupe, localizada no sopé do monte Tepeyac, ao norte da Cidade do México. Aconteceu no ano de 1531, ocorrendo pela última vez em 12 de dezembro do mesmo ano.

Sem sombra de dúvida, o manto de Guadalupe (Tilma) é de origem divina, é um milagre de Deus honrado à Virgem Mãe Santíssima. A simbologia contida na imagem da Virgem de Guadalupe é muito rica e conhecida por vários estudos e análises aprofundadas. Leia também: Os segredos ocultos na Imagem de Nossa Senhora de Guadalupe


As doze constelações aparecem na imagem, o que relaciona esta manifestação da Virgem mexicana ao Apocalipse 12

O milagre da Virgem de Guadalupe contra o aborto.

Pouco conhecido é o milagre da Luz onde, através do manto, a Santa Mãe de Deus anunciou ao mundo a seu repúdio do aborto, Ela que é a Rainha da América Latina e Padroeira da Criança para nascer (leitura do Apocalipse 12).


O milagre aconteceu em 24 de abril de 2007, logo após a terrível decisão do México de legalizar o aborto em um momento em que a Santa Missa era celebrada na Basílica para as crianças a nascer e abortadas.

Após uma Missa celebrada na Basílica de Guadalupe pelas criancinhas não nascidas, abortadas, quando muitos fiéis fotografavam o quadro da Virgem de Guadalupe, diante do qual uma multidão de peregrinos desfilam num tapete rolante, a imagem de Nossa Senhora começou a se apagar, enquanto uma luz intensa emanava do seu ventre, constituindo um halo brilhante tendo a forma de um embrião. Essa luz provinha realmente do ventre da imagem da Santíssima Virgem Maria e não era um reflexo, nem um artefato.

Os fiéis fotografaram o quadro da Virgem de Guadalupe quando, de repente, a imagem de Nossa Senhora começou a cair, enquanto uma luz intensa emanava de seu ventre, constituindo um halo luminoso em forma de embrião.


Na verdade, a luz veio do útero da imagem da Bem-aventurada Virgem Maria e não era um reflexo ou outro artefato, como se constatou. O engenheiro Luis Girault, que examinou a imagem, confirmou a autenticidade do negativo e esclareceu que não foi modificado nem alterado.

Ele revelou que a luz não veio de nenhum reflexo, mas literalmente saía de dentro da imagem da Virgem. A luz era muito branca, pura e intensa, muito diferente do habitual reflexo fotográfico produzido pelos flashes, e estava rodeada por um halo em forma de embrião.


Olhando mais precisamente para esta imagem, dentro do halo, distinguem-se algumas áreas de sombra características de um embrião humano no útero materno. A Virgem de Guadalupe deixa um claro aviso à humanidade para repelir o aborto.


Mais um magnífico milagre entre tantos outros cercando esta imagem que desafiam a ciência moderna até os nossos dias.

As fotos foram enviadas do México pelo Pe.Luis Matos, superior da Comunidade des Béatitudes e este é um resumo de sua mensagem.


A Vigem de Guadalupe, o Demônio e o Aborto

O exposto a seguir é um breve relato de um dos exorcismos feitos pelo Monsenhor Stephen Rossetti, exorcista na Arquidiocese de Washington há mais de 12 anos:

“Lúcia” está possuída e sendo torturada todas as noites pelos demônios. Eles a insultam, ferem-lhe o corpo com arranhões e queimaduras, afirmam que são seus donos.

Após várias sessões de exorcismo, ao perguntar: Dicas mihi nomen tuum, “Dize-me o teu nome”. Essa frase é uma citação direta do Ritual de Exorcismo tradicional. Eis que o demônio responde: Abizu (também soletrado Abizou, Obizu, Obizou ou Bizu) é o nome de um demônio acusado de causar abortos espontâneos e a morte de crianças.

Fazia todo o sentido. Infelizmente, Lúcia tinha realizado um aborto. Ela arrependeu-se e confessou-se, mas o demônio explorou seu profundo sentimento de culpa e tentou arrastá-la para a escuridão do desânimo e do desespero.

Então, em uma das sessões, invocamos Nossa Senhora sob o título de Nossa Senhora de Guadalupe e mostrando seu ícone, o demônio teve uma grande convulsão, foi expulso e a cura de Deus aconteceu em “Lúcia”. A eficácia dessa imagem sagrada não é por acaso. O ícone de Nossa Senhora de Guadalupe apresenta Maria grávida, e ela é frequentemente invocada com esse título para a proteção dos nascituros. Além disso, sob seus pés está um símbolo da lua e das trevas, uma referência ao diabo. Juan Diego, em cuja tilma apareceu a imagem, referiu-se a ela em sua língua nativa como: Te Coatlazopeuh, isto é, “aquela que esmaga a serpente”.


A Virgem que esmaga a cabeça da Serpente

Na Bíblia, no AT, deparamos com o Senhor que adverte Moisés, sobre o ritual cananeu do sacrifício de crianças ao deus Maloc. Ele ensina que oferecer o sangue dos filhos é um crime sério e passível de extrema punição (Cfr Lv 20,1-5).

Nas Américas, os indígenas ofereciam sacrifico humano aos deuses, especialmente as crianças indefesas. Em 1487, uma em cada cinco crianças mexicanas foi assassinada e oferecida ao deus serpente de pedra, o demônio Asteca. Numa longa cerimônia resultou no sacrifício de mais de oitenta mil vidas. A cabeça desta serpente foi esmagada definitivamente por Nossa Senhora de Guadalupe, em 1531. Ela apareceu a Juan Diego, como “Aquela que esmaga a cabeça da serpente”.

Mas a antiga serpente nunca se satisfaz. Na sua mais recente artimanha contra a vida humana, consegue o extermínio de milhões e milhões de crianças no mundo inteiro, pela prática do aborto voluntário, aprovado por lei em muitos países, sendo inclusive financiados por alguns deles.

O plano horrendo do demônio de se infiltrar nas leis, na política e na mentalidade comum do povo, fazendo com que se creia que o assassinato de um inocente seja visto como algo bom, dando o direito da mulher de matar o seu próprio filho, e, para isto a mídia bombardeia, incentivando a cultura de morte por meio de novelas, filmes e noticiários.

Diante do demônio agindo no mundo e criando uma guerra silênciosa, na qual ele destrói e mata milhares de vidas por ano no silêncio de clínicas abortitas, os filhos de Maria são chamados a usar a arma indicada por ela, a oração. A meditação e reza do Terço, é um instrumento e um modo para lutar contra satanás. A Virgem pediu que a jaculatória dos não-nascidos seja rezada depois de cada dezena do rosário, após a oração de Fátima, “Oh meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do…”: “Jesus, protege e salva os não-nascidos”. O rosário dos não-nascidos é feito de contas de lágrimas, com um pequeno bebê dentro de cada conta. Rezar com este rosário, a atenção é levada para o bebê não-nascido, lembrando que o bebê no ventre da mãe não tem voz para falar, que não pode se defender, e corre o perigo de ser morto no aborto.


Oração a Nossa Senhora Protetora dos Nascituros

Ó Senhora nossa Maria Santíssima!

Carregados de imperfeições, pecados e vícios, ousamos comparecer diante do Vosso trono de bênçãos.

Não vimos aqui para pedir-Vos nem ouro nem prata, nem riqueza alguma.

Nem sequer vimos falar de nossas necessidades espirituais.

Vimos, tão-somente, para apresentar-Vos a nossa súplica em favor daqueles a quem é negado o direito sagrado de nascer; em favor dos que têm a vida ameaçada por aqueles que a deveriam defender.

Senhora, iluminai as mulheres que têm o poder de gerar; mostre-lhes o quanto é maravilhoso ser mãe.

Despertai a consciência dos médicos, para que jamais cortem estas flores em botão, sob o falso pretexto de proteção à vida das mães.

Ó vencedora das grandes batalhas de Deus, fazei compreender aos homens que não é a fecundidade humana que torna o mundo pequeno, e sim as injustiças e a ambição desenfreada.

Ó Senhora Protetora dos Nascituros, fazei valer Vossa onipotência suplicante diante do trono do Divino Salvador, a quem protegeste contra a perseguição de Herodes, fugindo para o Egito.

Finalmente Vos pedimos, Senhora: multiplicai os apóstolos da Vida, como as estrelas do céu e as areias das praias, para que os partidários do aborto e as mães e pais indignos deste nome, se sintam confundidos e humilhados. Reconhecendo a sua crueldade, se voltem a Deus, fonte da Vida. Fazei que, quanto antes, seja proclamada a vitória da vida sobre a morte, e o sorriso das crianças seja a alegria de todos os lares.

Isso Vos pedimos, por Cristo, Nosso Senhor. Amém.


Súplica pelos meninos em perigo de aborto

Jesus, Maria e José, vos suplico que protegeis a vida dos meninos não nascidos em perigo de ser abortados, aos quais adoto espiritualmente.

Oração pela Vida – ao começar o dia

Bendito sois, Senhor Deus, pelo amanhecer de um novo dia.

Vos adoro pelo dom da vida que me tens dado e que hoje me uno a Jesus quem por nossa salvação e por infinito amor, morreu na cruz.

Te peço pela vida de todos meus irmãos, especialmente pelos que hoje estão em perigo de ser abortados ou de outras formas assassinados.

Reconheço Senhor que só Vós sois dono e tens direito absoluto sobre a vida e a morte, que só quereis nosso bem agora e na eternidade.

Vos peço também por aqueles que se propoem matar uma vida seja em suas entranhas ou em qualquer lugar ou por qualquer razão.

Vos ofereço hoje minha vida, para propiciar o Reinado dos Corações de Jesus e de Maria, reino de amor, Justiça e felicidade.

Que vosso reino de vida que vença a cultura da morte. Amém.


Oração a Virgem de Guadalupe

Oh! Virgem Imaculada, Mãe do verdadeiro Deus e Mãe da Igreja!

Vós que manifestas vossa clemência e vossa compaixão a todos os que solicitam vosso amparo;

Escutai a oração que com filial confiança vos dirigimos e apresentai-a ante vosso Filho Jesus, único redentor nosso.

Mãe de misericórdia, Mestra do sacrificio escondido e silêncioso, a Vós, que sais ao encontro de nós, os pecadores, Vos consagramos neste dia todo o nosso ser e todo nosso amor.

Vos consagramos também nossa vida, nossos trabalhos, nossas alegrias, nossas enfermidades e nossas dores.

Dai a paz, a justiça e a prosperidade a nossos povos; já que tudo o que temos e somos o colocamos sob vosso cuidado, Senhora e Mãe nossa.

Queremos ser totalmente vossos e percorrer convosco o caminho de uma plena fidelidade a Jesus Cristo em sua Igreja: não nos soltes de vossa mão amorosa.

Virgem de Guadalupe, Mãe das Américas, vos pedimos por todos os bispos, para que conduçam aos fiéis por caminhos de intensa vida cristã, de amor e de humilde serviço a Deus e as almas.

Contempla esta imensa multidão, e intercedei para que o Senhor infunda fome de santidade em todo o povo de Deus, e outorgai abundantes vocações de sacerdotes e religiosos, fortes na fé, e zelosos dispensadores dos mistérios de Deus.


Uma Oração pelas Vítimas de Aborto

Santa Mãe de Deus e da Igreja, Nossa Senhora de Guadalupe, fostes escolhida pelo Pai e pelo Filho através do Espírito Santo.

Sois a Mulher vestida de sol que dá à luz a Cristo enquanto Satanás, o Dragão Vermelho, espera para devorar vorazmente Vosso Filho.

Assim também Herodes procurou destruir Vosso Filho, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, massacrando para isso tantas crianças inocentes.

Assim faz hoje o aborto, matando tantas crianças inocentes não-nascidas, e explorando tantas mães em seu ataque contra a vida humana e contra a Igreja, o Corpo de Cristo.

Mãe dos Inocentes, louvamos a Deus em Vós pelo Dom que Vos deu em Vossa Imaculada Conceição, Vossa liberdade do pecado; Vossa plenitude de graça, Vossa Maternidade Divina e da Igreja, Vossa Perpétua Virgindade e Vossa Assunção em corpo e alma para o Céu.

Ó Auxílio dos Cristãos, pedimo-Vos, protegei todas as mães dos nascituros e os filhos que estão em seus ventres.

Rogamos a Vós para que, por Vosso auxílio, termine o holocausto do aborto.

Abrandai os corações para que a vida seja reverenciada!

Mãe Santíssima, rogamos a Vosso Doloroso e Imaculado Coração por todas as mães e todas as crianças não-nascidas para que possam viver aqui na terra e, pelo Preciosíssimo Sangue derramado por Vosso Filho, possam ter a vida eterna com Ele no Céu. Rogamos também a Vosso Doloroso e Imaculado Coração por todos os abortistas e todos os que apóiam o aborto, para que se convertam e aceitem Vosso Filho, Jesus Cristo, como seu Senhor e Salvador.

Defendei todos os Vossos filhos na batalha contra Satanás e todos os espíritos malignos nestas trevas atuais.

Desejamos que as inocentes crianças não-nascidas, que morreram sem Batismo, sejam batizadas e salvas.

Pedimo-Vos que alcanceis esta graça por elas, contrição, reconciliação e o perdão de Deus para seus pais e seus assassinos.

Que seja revelado, mais uma vez, na história do mundo, o poder do Amor Misericordioso. Que ele ponha um fim ao mal. Que ele transforme as consciências.

Que Vosso Doloroso e Imaculado Coração revele para todos a luz da esperança. Que Cristo Rei reine sobre nós, sobre nossas famílias, cidades, estados, nações e sobre toda a humanidade.

Ó clemente, ó amável, ó doce Virgem Maria, ouvi nossas súplicas e aceitai este brado de nossos corações!

Nossa Senhora de Guadalupe, Protetora dos Nascituros, rogai por nós!


HISTORIA DA APARIÇÃO

Relato das Aparições de Nossa Senhora de Guadalupe ao Beato João Diego, indigena azteca, ocorridas do 9 ao 12 de dezembro de 1531.

Primeira Aparição:

Era sábado muito de madrugada quando João Diego vinha depois da missa cumprir seus deveres em Tlatilolco.

Ao chegar junto ao monte chamado Tepeyacac, amanhecia; e ouviu cantar acima do cerro; assemelhava o canto de vários pássaros.

Seu canto, muito suave e deleitoso, sobrepassava ao do coyoltoutotl e do tzinizcam e de outros pássaros lindos que cantam.

Parou João Diego para ver e disse para si: ” Por ventura sou digno do que ouço?, talvez sonho?, Me levanto de dormir?, Onde estou?, Acaso no paraíso terreno, que deixaram os antepassados?, Acaso já no céu?”

Estava vendo até o oriente, acima do monte, de onde procedia ao precioso canto celestial.

E assim que cessou repentinamente e se fez o silêncio, ouviu que lhe chamavam de acima do monte e lhe diziam: “Juanito, João Dieguito.”

Logo se atreveu a ir aonde lhe chamavam. Não se assutou, ao contrário, muito contente, foi subindo o monte, para ver de onde lhe chamavam. Quando chegou ao cume viu a uma Senhora, que estava ali de pé e que lhe disse que se aproximasse.

Chegado a sua presença, se maravilho muito de sua sobre-humana grandeza: sua veste era radiante como o sol. As plantas e diferentes ervas pareciam de esmeralda, espinhos brilhavam como o ouro.

Se inclinou diante dEla e ouviu sua palavra, muito suave e delicada, de quem ama e estima muito.

Ela lhe disse: ” Juanito, o menor de meus filhos, onde vens?” Ele respondeu: Senhora e Rainha minha, acabo de chegar da casa divina, de seguir as coisas divinas, que nos dão e ensinam nossos sacerdotes, delegados de nosso Senhor”.

Ela logo lhe falou e lhe mostrou sua santa vontade. Lhe disse: “Sabe e tem entendido, tu o menor de meus filhos, que eu sou a sempre Virgem Maria, Mãe do verdadeiro Deus por quem se vive: Ao criador tudo pertence: Senhor do céu e da terra.

Desejo vivamente que se construa aqui um templo, para nele mostrar e dar todo meu amor, compaixão, auxílio e defesa, pois eu sou vossa piedosa Mãe, a ti, a todos vocês juntos os moradores desta terra e aos demais amados meus que me invoquem e em mim confiem;

Ouvirei ali seus lamentos e remediar todas as suas misérias, penas e dores. E para realizar o que minha clemência pretende, vai ao palácio do Bispo do México e lhe dirás como eu te envio a manifesta-lhe o que desejo, que aqui me edifique um templo: lhe contarás pontualmente tudo quanto tens visto e admirado, e o que tens ouvido.

Tem por seguro que te agradecerei bem e o pagarei, porque te farei feliz e merecerás muito que eu recompense o trabalho e fatiga com que vais procurar o que te encomendo.

Olha que já tens ouvido minha ordem filho meu, o menor, anda e põe todo teu esforço.”

João Diego respondeu: Senhora minha, já vou a cumprir tua ordem; por agora me despeço de ti, eu teu humilde servo.”

Segunda Aparição:

Havendo entrado na cidade, João Diego se foi ao palácio do Bispo que se chamava Frei João de Zumárraga, religioso de São Francisco.

Quando chegou rogou ao criados que fossem o anunciar. E passado um bom tempo, vieram a chama-lo, pois havia mandado o senhor Bispo que entrasse. Logo que entrou, lhe deu o recado da Senhora do Céu; e também lhe disse quanto admirou, viu e ouviu.

Depois de ouvir toda sua narração e seu recado, pareceu não dar-lhe crédito.

O Bispo lhe respondeu; “Outra vez virás, Filho meu, e te ouvirei mais tempo; o vi desde o princípio e pensarei na vontade e desejo com que ten vindo.” João Diego saiu e sentiu muito triste, porque de nenhuma maneira se realizou sua mensagem.

No mesmo dia voltou e contou com a Senhora do Céu, que lhe estava aguardando, ali mesmo onde lhe viu a primeira vez:

“Senhora, Rainha minha, fui aonde me enviaste a cumprir teu mandato, o vi e contei tua mensagem, assim como me ordenaste; Me recebeu benignamente e me ouviu com atenção; mas por quanto não me respondeu, pareceu que não teve certeza.

Me disse: outra vez virás, te ouvirei com mais tempo, vi desde o princípio o desejo e vontade com que tens vindo.

Compreendi perfeitamente na maneira que me respondeu que pensa que é talvez invenção minha que tua queiras que aqui te façam um templo e que acaso não é da ordem tua;

Pelo que te rogo encarecidamente, Senhora e Rainha minha, que a alguns dos importantes, ou conhecidos e respeitados e estimados, lhe encarregues que leve tua mensagem, para que lhe creiam; porque eu sou sou um homenzinho, sou um cordel, sou uma escada de tabuas, sou pó, sou folha, sou gente miúda, e teu, Rainha minha, o menor de teus filhos, Senhora, me envias a um lugar por onde não ando e onde não paro.

Perdoa-me que te cause tristeza e caia em teu desprezo, Senhora e Dona minha.” lhe respondeu a Santíssima Virgem: “Ouve, Filho meu, mais pequeno, tem entendido que são muitos meus servidores e mensageiros a quem posso encarregar que levem minha mensagem e façam minha vontade; Mas é preciso que tu mesmo solicites e ajudes e que com tua mediação se cumpra minha vontade.

Muito te rogo, filho meu, o mais pequeno, e com rigor te mando, que outra vez irás ver ao Bispo.

Dai-lhe meu nome e faça-o saber por inteiro minha vontade: que tem que por por obra o templo que lhe tenho pedido. E outra vez diga que eu em pessoa, a sempre Virgem Santa Maria, Mãe de Deus, te envia.”

Respondeu João Diego: “Senhora e Rainha minha, não te cause eu aflição; de muito boa vontade irei cumprir teu mandato; de nenhuma maneira deixarei de fazê-lo nem tenho por penoso o caminho.

Irei a fazer tua vontade, mas acaso não serei ouvido com agrado; ou se fosse ouvido, talvez não me crerá.

Amanha a tarde quando se ponha o sol virei a dar resposta a tua mensagem, com o que me responda o prelado.

Já me despeço, minha Rainha e Senhora. Descansa entretanto”. Logo foi ele a descansar em sua casa.

Terceira Aparição:

Ao dia seguinte, domingo muito de madrugada, saiu de sua casa e foi instruir-se das coisas divinas e estar presente na missa para ver em seguida ao prelado.

Quase as dez, se apresentou, depois de que ouviu Missa e se dispersaram as pessoas. Foi João Diego ao palácio do senhor Bispo.

Apenas chegou, fez todo empenho para ver-lo: outra vez com muita dificuldade o viu; se ajoelhou a seus pés; entristeceu-se e chorou ao contar o mandato da Senhora do Céu, que talvés não cresse em sua mensagem e a vontade da Imaculada de erigir seu templo onde manifestou que o queria.

O Senhor Bispo, para certificar-se lhe perguntou muitas coisas, onde a viu e como era; e ele contou tudo perfeitamente ao senhor Bispo.

Mais ainda que explicou com precisão a figura dela e quanto havia visto e admirado, que em todo se descobria ser ela a sempre Virgem Santíssima Mãe do Salvador Nosso Senhor Jesus Cristo;

Sem dúvida, o Bispo não lhe deu crédito e disse que não somente por seu discurso e solicitude se havia de fazer o que pedia; que, além do que, era muito necessário algum sinal para que pudesse crer que lhe enviava a mesma Senhora do Céu.

Assim que o ouviu disse João Diego ao Bispo: “Senhor, olhai qual tem de ser a sinal que pedes; que logo irei a pedir a Ela, a Senhora do Céu que me enviou aqui.”

Vendo o Bispo que aceitava a tudo sem duvidar nem retratar nada, o mandou embora. Mandou imediatamente umas pessoas de sua casa, em quem podia confiar, que lhe seguissem e descobrissem aonde ia e a quem via e falava.

Assim se fez. João Diego caminhava na estrada; os que vinham atras dele, onde passa a barranca, perto do poente do Tepeyacac, lhe perderam; e ainda que mais buscassem por todas as partes, em nenhuma lhe viram.

Assim é que se regressaram, não somente porque se fastigaram, mas sim também porque lhes estorvou seu intento e lhes deu enjôo.

Entre tanto, João Diego estava com a Santíssima Virgem, contando-lhe a resposta que trazia do senhor Bispo; que foi ouvida pela Senhora e lhe disse:

“Bem está filhinho meu, voltarás aqui amanhã para que leves ao Bispo o sinal que te tem pedido; com isto te creerá e acerca de isto já não duvidará, nem de ti suspeitará; e sabe, filhinho meu, que eu te pagarei teu cuidado e o trabalho e cansaço que por mim tens empreendido; vai agora, que amanhã aqui te aguardo.

Quarta Aparição:

“No dia seguinte, segunda-feira, quando tinha que levar João Diego algum sinal para ser acreditado, já não voltou.

Porque quando chegou a sua casa, um tio que tinhaa, chamado João Bernardino, havia tido uma enfermidade,e estava muito grave.

Primeiro foi a chamar a um médico e lhe auxiliou; mas já não dava tempo, já estava muito grave.

Pela noite, lhe rogou seu tio que de madrugada saisse e fosse a Tlatilolco a chamar a um sacerdote, que queria confessar-se, porque estava muito certo de que era tempo de morrer e que já não se levantaria nem ficaria curado.

Na terça, muito de madrugada, foi João Diego de sua casa a Tlatilolco a chamar ao sacerdote; e quando vinha chegando ao caminho que sai junto a ladeira do monte do Tepeyacac, até o poente por onde tinha costume de passar, disse: “Se me vou direto, não irei ver a Senhora, e em todo caso que me detenha, para que leve o sinal ao prelado, segundo me pediu; Que primeiro nossa aflição nos deixe e primeiro chame eu depressa ao sacerdote; o pobre de meu tio o está certamente aguardando.” logo deu volta ao monte; subiu por entre ele e passou ao outro lado, até o oriente, para chegar logo ao México e não o deteve a Senhora do Céu. Pensou que por onde deu a volta não podia ver-lhe.

A viu descer do cume do monte e que esteve olhando até onde antes ele a via. Saiu a seu encontro a um lado do monte e lhe disse: ” Que fazes, Filho meu, o menor?, Aonde vais?”. Ficou com pena dele um pouco, ele teve vergonha, ou se assustou.

Se inclinou diante dEla e a saudou, dizendo: “Rainha minha, Senhora, desejo que estejas contente.

Como tens amanhecido?, Estás bem de saúde, Senhora e Rainha minha? Vou causar te aflição: sabe, Rainha minha, que está muito mau um pobre servo teu, meu tio: lhe tem dado a peste, e está para morrer.

Agora vou rápido a tua casa do México a chamar a um dos sacerdotes amados de nosso Senhor, que o vai confessar; porque desde que nascemos estamos a aguardar o trabalho de nossa morte.

Mas vou a faze-lo, voltarei logo outra vez aqui, para ir levar tua mensagem. Senhora e Rainha minha, perdoa-me, tem por agora paciência; não te engano. Filha minha, a mais pequena, amanhã virei a toda pressa.” ( A Virgem Santíssima chamava a João de: Filhinho meu, o mais pequeno, em alusão a sua simplicidade, e ele pensando tratar-se de uma saudação disse a Virgem : Filhinha minha, a mais pequena)

Depois de ouvir a João Diego, respondeu a piedosíssima Virgem: “Ouve e tem entendido Filho meu, o mais pequeno, que é nada o que te assusta e aflige; não se turbe teu coração; não temas essa enfermidade, nem outra algum enfermidade e angustia.

Não estou eu aqui?, Não sou tua Mãe?, Não estás sob minha sombra?, Não sou eu tua saúde?, Não estás por ventura em meu manto?, que mais tem precisarias?. Não te apene nem te inquiete outra coisa; não te aflija a enfermidade de teu tio, que não morrerá agora; está seguro de que sarou.”

(E então sarou seu tio, segundo depois se soube).

Quando João Diego ouviu estas palavras da Senhora do Céu consolou muito; ficou contente.

Rogou-lhe que quanto antes o mandasse a ver ao senhor Bispo, a levar algum sinal e prova, a fim de que cresse.

A Senhora do Céu lhe ordenou logo que subisse a cume do monte, onde antes a via.

Disse-lhe: “Sobe, Filho meu, o mais pequeno, ao cume do monte; ali onde me viste e te dei ordens, acharás que há diferentes flores; corte-as, junte-as, recolha-as; em seguida desce e trazei a minha presença.”

Rápido subiu João Diego ao monte. E quando chegou a cume, se assombro muito de que houvessem brotado várias e maravilhosas rosas de Castila, antes do tempo em que se dão, porque o gelo da estação endurecia o solo.

Estavam muito fragrantes e cheias do orvalho da noite, que se pareciam pedras preciosas.

Logo começo a corta-las; as juntou todas e as colocou em seu peito. O cume do monte não era lugar em que se dessem nenhuma flore, porque tinha muitos pedras, abrolhos, espinhos; só nasciam ervas ralas, então era o mês de dezembro, em que todo o cume começa a perder o gelo.

Desceu imediatamente e trouxe a Senhora do Céu as diferentes flores que foi cortar; Assim a Virgem as colheu com sua mão e as colocou no peito, dizendo-lhe: “Filho meu, o mais pequeno, esta diversidade de flores são a prova e sinal que levarás ao Bispo.

Lhe dirás em meu nome que veja nelas minha vontade e que ele tem que cumprir.

Tú és meu embaixador, muito digno de confiança.

Rigorosamente te ordeno que apenas diante do Bispo despregues tua manta e descubras o que levas.

Contarás bem tudo; dirás que te mandei subir ao cume do monte, que fosse cortar flores, e tudo o que viste e admiraste, para que possas induzir ao prelado que dê sua ajuda, com objetivo de que se faça e erija o templo que tenho pedido.”

Depois que a Senhora do Céu lhe deu seu conselho, se pôs a caminho pela estrada que vai direto ao México;

Já contente e seguro de sair bem, trazendo com muito cuidado o que portava em sua manta, alegrava-se na fragrância das variadas e lindas flores.

O milagre da Imagem

Ao chegar João Diego ao palácio do Bispo sairam a seu encontro o mordomo e outros criados do prelado.

Rogou-lhes que lhe dissem que desejava vê-lo; mas nenhum deles quis, fingindo como que não lhe ouviam, seja porque era muito cedo, seja porque já lhe conheciam, que os molestava, porque lhes era inoportuno; além do que já lhes haviam informado seus companheiros que lhe perderam de vista, quando haviam ido em sua perseguição.

Longo tempo esteve esperando João Diego. Como viram que a muito estava ali, de pé, com a cabeça baixa, sem fazer nada, decidiram chamá-lo em todo acaso; além do que, ao parecer trazia algo que portava em seu manto, por isso se acercaram a ele, para ver o que trazia e satisfazer a curiosidade.

Vendo João Diego que não lhes podia ocultar o que trazia, e que por isso lhe haviam de molestar, empurrar e bater, descobriu um pouco que eram flores; e ao ver que todas eram diferentes, e que não era então o tempo em que se davam, se assombraram muitíssimo disto, e mesmo porque estavam muito frescas, e tão abertas, tão fragrantes e tão preciosas.

Quiseram colher e tirar algumas; mas não tiveram sorte as três vezes que se atreveram a tomá-las; porque quando iam colhê-las já não se viam verdadeiras flores, mas sim que lhes pareciam pintadas ou lavradas ou bordadas na manta. Foram logo dizer ao senhor Bispo o que haviam visto e que pretendia vê-lo o índio que tantas vezes havia vindo; o qual até muito tempo aguardava, querendo vê-lo.

Caiu, ao ouvir isto, o senhor Bispo na conta de que aquilo era a prova, para que se certificasse e cumprisse o que solicitava o índio. Em seguida mandou que entrasse. Logo que entrou, se humilhou diante dele, assim como antes o fizera, e contou de novo tudo o que havia visto e admirado, e também sua mensagem.

João Diego lhe disse: “Senhor, fiz o que me ordenaste, que fosse a dizer a minha Ama, a Senhora do Céu, Santa Maria preciosa Mãe de Deus, que pedias um sinal para poder crer-me que tens de fazer o templo onde ela te pede que o erijas; e além do que lhe disse que eu te havia dado minha palavra de trazer-te algum sinal e prova, que era de sua vontade.

Acolheu a teu recado e fez benignamente o que pedes, algum sinal e prova para que se cumpra sua vontade.

Hoje muito cedo me mandou que outra vez viesse a vê-te; lhe pedi o sinal para que me creias, segundo me havia dito que me daria; e de certo o cumpriou; me despachou ao cume do monte, aonde antes já a via, e que fosse a cortar varias flores.

Depois que fui a corta-las as trouxe abaixo; Ela as colheu com sua mão e de novo as entregou em meu colo, para que te as trouxesse e a ti em pessoa as desse. Ainda que eu sabia bem que no cume do monte não é lugar para que se dêem flores, porque sou há muitos riscos, abrolhos, espinhos, pedra, nem por isso duvidei.

Quando fui chegando a topo do monte vi que estava no paraíso, onde havia juntas todas as várias e maravilhosas rosas de castila, brilhantes de orvalho, que logo fui a cortar.

Ela me disse por que te as havia de entregar; e assim o faço, para que nelas vejas o sinal que me pedes e cumpras sua vontade; E também para que apareça de verdade de minha palavra e de minha mensagem.

Ei-las aqui: recebei-las.” Tirou logo sua manta, pois tinha em seu peito as flores; e assim que se espalharam pelo solo todas as diferentes flores, se desenharam de repente na preciosa imagem da sempre Virgem Santa Maria, Mãe de Deus, da maneira que está e se guarda hoje em seu templo do Tepeyacac, que se chama Guadalupe.

Logo que a viu o senhor Bispo, ele e todos os que ali estavam, se ajoelharam e muito a admiraram; se levantaram para vê-la, se entristeceram, mostrando que não a contemplaram com o coração e o pensamento.

O senhor Bispo com lágrimas de tristeza orou e lhe pediu perdão de não ter posto em obra sua vontade e seu mandato.

Quando se pos de pé desatou do pescoço de João Diego, do qual estava atada, a manta em que se desenhou e apareceu a Senhora do Céu.

Logo a levou e foi colocá-la em seu oratório. Um dia mais permaneceu João Diego na casa do Bispo, que ainda lhe deteve.

No dia seguinte lhe disse: “Vai, mostrar-me onde é vontade da Senhora do Céu que lhe erijam seu templo.”

Imediatamente convidou a todos para fazê-lo.

 
 
 

A Brasil Paralelo lançará hoje seu mais novo original “Duas Vidas: do que estamos falando quando falamos sobre o aborto.” que pretende impactar diretamente na discussão sobre o tema mais sensível da atualidade.

O Aborto, como sabemos, é um dos crimes mais bárbaros que alguém pode cometer, e se tornou a última barreira moral a ser enfrentada, uma vez que ela cai, cai qualquer objeção sobre os temas morais.

Hoje no Brasil debate-se a legalização do aborto até a 12ª semana de gestação. Um bebê nesta fase da gestação já possui cabeça, ombros, mãos, dedos e alguns órgãos plenamente desenvolvidos.

Em meio a tanta desinformação, a Brasil Paralelo seguiu seu propósito de seguir em busca da verdade sobre um dos temas mais debatidos no Brasil nos últimos dias. Para esclarecer a população quanto aos riscos dessa decisão, estreia hoje seu mais novo Original Duas Vidas: do que estamos falando quando falamos sobre o aborto. Assista o trailer:


O que está em jogo é uma decisão que pode levar à condenação de diversas vidas inocentes. O direito à vida é algo que não pode ser ignorado.

Com a sua ajuda, esse filme pode impactar a vida de milhares de brasileiros. Inclusive mães que consideram o aborto como uma opção. Compartilhe essa notícia para que o maior número de pessoas possa assistir.

A estreia será gratuita no Youtube oficial da Brasil Paralelo, às 20 horas.

Clique aqui para assistir, e ative o lembrete para não correr o risco de perder a transmissão:


Enquanto o filme não inicia, continue lendo essa matéria especial e descubra mais sobre a situação do aborto no Brasil 👇

Aborto no Brasil – entenda a situação jurídica e social

A situação do aborto no Brasil pode mudar: o Supremo Tribunal Federal colocou em pauta a possibilidade de legalizar a prática.

Veja como o Estado vê o aborto no Brasil contemporâneo, qual é a opinião da população brasileira sobre, e quais são as possibilidades de mudança do aborto no Brasil.

O que a legislação diz sobre o aborto no Brasil?

De acordo com o Código Penal brasileiro, provocar o aborto em situações que não são permitidas por lei é um crime. Três artigos mostram as punições para os envolvidos:

“Art. 124. Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos. Art. 125. Provocar aborto, sem o consentimento da gestante: Pena – reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos. Art. 126. Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.”

O Código Penal ainda aborda outras situações em que os envolvidos podem ter agravantes ou atenuantes em sua punição. De outro lado, a legislação e a jurisprudência brasileira permitem a realização do aborto em três ocasiões:

  1. quando não há outra forma de salvar a vida da gestante;

  2. nos casos em que a gravidez é fruto de um estupro;

  3. nos casos de anencefalia.

Entendendo que o aborto no Brasil deveria ser legalizado, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) instaurou uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) para que o STF legalize a prática no Brasil até o terceiro mês de gestação.

A discussão do aborto no STF

Em setembro de 2023, a ex-Ministra Rosa Weber colocou o processo do PSOL em pauta para o plenário do STF, votando a favor da descriminalização do aborto no Brasil segundo o pedido.

Logo em seguida, a pauta ficou sob a responsabilidade do Ministro Luís Ernesto Barroso. Apesar de ser um defensor da legalização do aborto, Barroso suspendeu a votação alegando que “o tema ainda precisa de mais debate na sociedade”.

O Ministro afirmou que o tema pode voltar à pauta até o fim do seu mandato, em 2025. Apesar da pauta já estar em andamento no STF, juristas afirmam que o Poder Judiciário não tem poder para legalizar o aborto no Brasil.

Segundo nota Rede Nacional em Defesa da Vida e da Família, publicada pelo Citizen Go:

“O ativismo judicial em temas que são responsabilidade do Congresso, pode trazer consigo diversos riscos para o sistema político e democrático. Quando juízes se envolvem de maneira excessiva na criação ou modificação de leis, eles podem invadir a esfera de atuação do poder Legislativo e desequilibrar a separação de poderes. Um risco é a possibilidade de que os juízes, ao tomarem decisões políticas importantes, estejam indo além de sua função de interpretação da Constituição e das leis. Afinal, cabe ao Poder Legislativo, eleito democraticamente, a tarefa de legislar. Quando os juízes assumem o papel de legisladores, eles estão tomando decisões que deveriam ser da competência do Congresso e dos representantes do povo. Outro risco decorre do fato de que juízes não são eleitos e, portanto, não são diretamente responsáveis, perante a população que será afetada por suas decisões. Como resultado, suas decisões podem não refletir a vontade da maioria ou das diferentes perspectivas presentes na sociedade. O exercício do ativismo judicial em questões que são responsabilidade do Congresso pode comprometer a legitimidade do processo”.

A juíza Ludmila Lins Grilo explica a questão do ativismo judicial do ponto de vista jurídico no programa Contraponto, da Brasil Paralelo:


Apesar de parte do STF ter se posicionado favorável ao aborto, o que pensam os brasileiros?

A opinião dos brasileiros sobre o aborto

Uma pesquisa realizada pelo Paraná Pesquisas, em 2021, concluiu que 79% da população é contrária à legalização do aborto no Brasil. A pesquisa ouviu 2.060 pessoas, com idade a partir de 16 anos, de 26 estados mais o Distrito Federal.

A Pesquisa Global da Ipsos, divulgada pela CNN, revelou que o número de pessoas que defende o aborto no Brasil em qualquer caso ou na maioria dos casos, sofreu uma queda expressiva de 9 pontos percentuais. Eram 48% em 2022, contra 39% agora em 2023.

Foram entrevistadas mil pessoas, de idade entre 16 e 74 anos, com uma margem de erro de 3,5%.

No programa Boletim Coppolla, o jornalista Caio Coppolla comentou a pesquisa:

“O instituto responsável pelo levantamento destaca que sua amostra é ‘mais urbana, mais escolarizada e/ou mais rica que a população em geral do país. Ou seja, a própria pesquisa reconhece que a sua amostra não reflete a realidade demográfica nacional. Além disso, prestigia grupos que tem até uma visão mais liberal sobre esse tema. Portanto, é razoável inferir que o apoio à legalização do aborto no Brasil é muito menor do que os números que estão sendo divulgados”.

Para reforçar seu argumento, o jornalista comentou sobre uma pesquisa do DataFolha de 2022. Os dados apontam:

  1. 8% defendem que o aborto no Brasil deve ser permitido em qualquer situação;

  2. 18% acreditam a permissão em mais situações;

  3. 39% consideram que a lei atual deve permanecer como está;

  4. 32% advogam pela proibição total do aborto no Brasil;

Com base nas projeções do DataFolha, 7 em cada 10 brasileiros se opõe totalmente à prática do aborto ou no mínimo são contra a legalização em situações além daquelas já previstas em lei.

Esse dado, revela como o ativismo judicial pode ser um problema grave, afirma Caio Coppolla:

“Por isso, assusta saber que magistrados do STF acreditam ser papel da Corte, do Poder Judiciário, mudar lá nos tribunais a legislação atual sobre o aborto. Uma pauta tão sensível, sobre a qual a maioria da população parece divergir da maioria dos ministros”.

Mas afinal, o que é um aborto?

O que é um aborto?

O aborto é a interrupção da gestação de um ser humano. Pode ser espontâneo, acidental ou provocado.

Bernard Nathanson, conhecido como pai do aborto, é uma das principais referências para explicar o assunto. Após se formar na Universidade de McGill, o médico realizou diversos abortos na década de 60 e 70, mas após a criação do ultrassom, sua vida mudou: quando Bernard pode realizou um aborto com ultrassom, ele viu o bebê lutando pela sua vida.

A partir desse momento, Bernard percebeu que desde o início da concepção o bebê já possui seu próprio código genético com todo seu potencial futuro.

“Pude comprovar que é um ser humano com todas as suas características. E se é uma pessoa, tem direito à vida. Eu não creio, eu sei que a vida começa no momento da concepção e deve ser inviolável. É um ser humano, com todas as suas características” (fala proferida no documentário O Grito Silencioso).

Segundo o Manual de Bioética I: Fundamentos e ética biomédica:

“O primeiro dado incontestável, esclarecido pela genética, é o seguinte: no momento da fertilização, ou seja, da penetração do espermatozóide no óvulo, os dois gametas dos genitores formam uma nova entidade biológica, o zigoto, que carrega em si um novo projeto-programa individualizado, uma nova vida individual”.

DContudo, defensores do aborto negam esses postulados científicos.

  1. Como é feito um aborto? Conheça os principais procedimentos e consequências

Argumentos favoráveis e contrários ao aborto

Três dos principais argumentos favoráveis ao aborto são:

  1. O bebê ainda não é um ser humano no início da gestação;

  2. A mulher pode fazer o que ela quiser com seu corpo, podendo abortar ou não;

  3. O aborto é uma questão de saúde pública. Muitas mulheres morrem realizando abortos ilegais, sendo necessário legalizar o procedimento.

Primeiro argumento

A primeira posição defende que o bebê não é um ser humano dotado de direitos até desenvolver os sentidos e o batimento cardíaco. Segundo essa posição, ser uma pessoa é possuir sentimentos e semelhanças com um homem adulto.

Uma de suas principais representantes é Judith Jarvis Thomson no artigo A Defense of Abortion.

Segundo argumento

No livro Política Sexual, Kate Millet defende que o bebê no ventre da mãe não é uma outra pessoa, mas uma parte do seu corpo. Como ele seria parte da mulher, ela teria o direito de retirá-lo se for da sua vontade.

Terceiro argumento

Segundo Maristela Sant’Ana, em publicação do site da Câmara dos Deputados, muitas mulheres morrem realizando abortos ilegais, sendo necessário legalizar a prática para garantir mais segurança na interrupção da vida do bebê.

Principais argumentos contra o aborto

Alguns dos principais argumentos em defesa da vida são:

  1. A vida humana começa na concepção, apontam pesquisas;

  2. O bebê é um outro ser humano, não uma parte da mãe;

  3. Os números de aborto ilegal são comprovadamente inflados por defensores do aborto.

  4. Ao invés de legalizar o assassinato de bebês, o Estado deve investir no cuidado a saúde da mãe e do filho.

Primeiro argumento

Após a concepção, o código genético de um novo ser humano está formado. A base de todos seus órgãos e sentidos já está formada e desenvolvendo todo seu corpo, mostram dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

A mãe nutre o filho que se desenvolve por si mesmo. Segundo o Manual de Bioética I: Fundamentos e ética biomédica:

“O primeiro dado incontestável, esclarecido pela genética, é o seguinte: no momento da fertilização, ou seja, da penetração do espermatozóide no óvulo, os dois gametas dos genitores formam uma nova entidade biológica, o zigoto, que carrega em si um novo projeto-programa individualizado, uma nova vida individual”.

Segundo argumento

Segundo Marlon Derosa, mestre em bioética pela Fundación Jérôme Lejeune, o bebê não é parte da mãe, o bebê está na mãe. A estrutura da realidade mostra que seres humanos são nutridos pelas suas mães e se desenvolvem em seus úteros, mas não se identificam com elas.

Como o ser humano possui seu código genético único e a base de seu desenvolvimento desde a concepção, a mãe não tem o direito de assassinar o outro ser humano que está em seu ventre.

  1. Marlon Derosa expôs a visão da bioética ao participar do podcast Conversa Paralela, da Brasil Paralelo. Confira:


Terceiro argumento

Em 2018, uma matéria publicada no site do Conselho Federal de Enfermagem afirmou que 1 milhão de abortos induzidos ocorrem todos os anos. Contudo, ao analisar os números emitidos pelo Sistema Único de Saúde, a pesquisadora Isabela Mantovani descobriu que o número real de abortos induzidos no Brasil é de aproximadamente 80 a 100 mil.

Autores como Marlon Derosa defendem que o sistema de saúde não deve investir no aprimoramento do assassinato de bebês, mas sim em melhores condições de pré-natal e auxílio as mulheres grávidas.

Salvando as Duas Vidas

Para auxiliar as mães e os filhos e aprofundar o debate sobre o aborto no Brasil, a Brasil Paralelo desenvolveu o documentário: Duas Vidas – Do Que Falamos Quando Falamos de Aborto. Assista a este vídeo até o final e saiba mais sobre a nossa mais nova produção:


Mais conteúdo para entender o assunto e salvar vidas

Para entender o que realmente é um aborto, quais são suas consequências físicas e psicológicas, e como é o início da vida humana, a Brasil Paralelo fez uma seleção especial de filmes, documentários e cursos.

Só na Brasil Paralelo você encontra:

  1. Human Life – A Vida Sempre Vale a Pena;

  2. Blood Money 1 e 2;

  3. Unplanned;

  4. Curso: O Valor da Vida Humana;

  5. Curso: Aborto, quem é a verdadeira vítima?

São filmes e cursos dedicados a contar histórias reais de pessoas que poderiam ter sido abortadas, mas sobreviveram para contar suas histórias, além de abordar a realidade por trás da indústria bilionária do aborto e muito mais.

 
 
 
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