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A resposta do Dicastério para a Doutrina da Fé, aprovada pelo Papa, responde à solicitação de um bispo filipino: reafirmada a irreconciliabilidade entre a adesão às lojas e a fé católica

Por Vatican News

Os católicos continuam proibidos de se filiar à maçonaria. É o que reafirma a resposta do Dicastério para a Doutrina da Fé datada de 13 de novembro de 2023, assinada pelo prefeito Victor Fernandéz e com a aprovação do Papa Francisco. O dicastério respondeu a uma solicitação de dom Julito Cortes, bispo de Dumanguete, nas Filipinas. Cortes, “depois de ilustrar com preocupação a situação em sua diocese, devido ao aumento contínuo de fiéis filiados à maçonaria, pediu sugestões sobre como lidar adequadamente com essa realidade do ponto de vista pastoral, levando em conta também as implicações doutrinárias”.

Em resposta à pergunta, o dicastério decidiu responder envolvendo também a Conferência Episcopal das Filipinas, “notificando que seria necessário implementar uma estratégia coordenada entre cada bispo que envolve duas abordagens”.

A primeira diz respeito ao nível doutrinário: o dicastério reitera que “a filiação ativa de um fiel à maçonaria é proibida, devido à irreconciliabilidade entre a doutrina católica e a maçonaria (cf. a Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé de 1983, e as mesmas Diretrizes publicadas pela Conferência episcopal em 2003)”.

Portanto, esclarece a nota, “aqueles que formalmente e conscientemente estão inscritos em lojas maçônicas e abraçaram os princípios maçônicos, se enquadram nas disposições da Declaração acima mencionada. Essas medidas também se aplicam a eventuais eclesiásticos inscritos na maçonaria”.

A segunda abordagem diz respeito ao nível pastoral: o dicastério propõe aos bispos filipinos que “realizem uma catequese popular em todas as paróquias sobre as razões da irreconciliabilidade entre a fé católica e a maçonaria”. Por fim, os bispos das Filipinas são convidados a considerar se devem fazer um pronunciamento público sobre esse assunto.

A Declaração de novembro de 1983 foi publicada às vésperas da entrada em vigor do novo Código de Direito Canônico. O Código substituiu o de 1917 e, entre as novidades era observada – por alguns com satisfação, por outros com preocupação – a ausência da condenação explícita da maçonaria e da excomunhão para seus afiliados, que estava presente no texto antigo. A Declaração, assinada pelo então cardeal Joseph Ratzinger e pelo secretário da Congregação, Jérôme Hamer, e aprovada por João Paulo II, reiterou que os católicos afiliados a lojas maçônicas estão “em estado de pecado grave”.

Fonte: Vatican News


Um cartum de 1891 mostra o Papa Leão XIII combatendo a Maçonaria.

A verdadeira razão pela qual os Católicos não podem ser Maçons

O antagonismo recíproco entre a Igreja Católica e a Maçonaria está bem firmado e é de longa data. Durante a maior parte dos últimos 300 anos, as duas instituições têm sido reconhecidas, mesmo pela mentalidade secular, como implacavelmente opostas uma à outra.

Em décadas recentes, a animosidade entre elas tem-se apagado da consciência pública em grande medida, devido ao menor envolvimento direto da Igreja em assuntos civis e à derrocada dramática da Maçonaria, tanto em números quanto em importância. Mas, por ocasião dos 300 anos da Maçonaria, vale a pena rever o que sempre esteve no “núcleo” da absoluta oposição da Igreja a esse grupo. Aparentemente, a Maçonaria pode não passar de um clube esotérico masculino, mas ela já foi, e continua sendo, um movimento filosófico altamente influente — e que impactou de modo dramático, ainda que sutil, a sociedade e a política modernas no Ocidente.

A história da Franco-maçonaria preenche, por si só, vastas páginas. A sua gradual transformação de guildas de pedreiros medievais em uma rede de sociedades secretas, com uma filosofia e um rito gnósticos próprios, pode ser lida com grande interesse. A versão mais recente da Franco-maçonaria teve início com a formação da Grande Loja da Inglaterra, em 1717, em um bar chamado Goose & Gridiron, próximo à Catedral londrina de São Paulo Apóstolo. Nos primeiros anos, antes que a Igreja fizesse qualquer pronunciamento formal sobre o assunto, muitos católicos já faziam parte da associação e a “diáspora” dos católicos e jacobitas ingleses foi crucial para espalhar a Franco-maçonaria na Europa continental. Ela chegou a se tornar, em alguns lugares, tão popular entre os católicos que o Rei Francisco I da Áustria serviu de protetor formal da instituição.

A proibição rigorosa da Igreja devia-se não a motivos políticos, mas ao cuidado com as almas.

Mesmo assim, a Igreja se converteu na maior inimiga das lojas maçônicas. Entre o Papa Clemente XII, em 1738, e a promulgação do primeiro Código de Direito Canônico, em 1917, oito papas ao todo escreveram condenações explícitas à Franco-maçonaria. Todas previam a mais estrita pena eclesiástica para quem se associasse: excomunhão automática reservada à Sé Apostólica.

Mas o que a Igreja entendia, e entende hoje, por Franco-maçonaria? Que características fizeram com que ela merecesse uma tal condenação?

É comum ouvirmos dizer que a Igreja se opôs à Franco-maçonaria por causa do caráter supostamente revolucionário ou sedicioso das lojas. Está relativamente difundida a ideia de que as lojas maçônicas eram células essencialmente políticas para republicanos e outros reformistas, e a Igreja se opunha a elas para defender o velho regime absolutista, ao qual ela estava institucionalmente atrelada. No entanto, embora a sedição política eventualmente se sobressaísse na oposição da Igreja à Maçonaria, essa não era, em hipótese alguma, a razão originária de sua rejeição. O que Clemente XII denunciou originalmente não era uma sociedade republicana revolucionária, mas um grupo que propagava o indiferentismo religioso: a ideia de que todas as religiões (e nenhuma delas) têm igual validade, e que na Maçonaria estão todas unidas para servirem a um entendimento comum e mais elevado da virtude. Os católicos, como membros, deveriam colocar sua adesão à loja acima de sua pertença à Igreja. Em outras palavras, a proibição rigorosa da Igreja devia-se não a motivos políticos, mas ao cuidado com as almas.

Desde o princípio, a preocupação primária da Igreja foi a de que a Maçonaria submete a fé de um católico à da loja, obrigando-o a colocar uma fraternidade secularista fundamental acima da comunhão com a Igreja. A linguagem legal e as penalidades aplicadas nas condenações à Franco-maçonaria eram, na verdade, muito similares àquelas usadas na supressão dos albigenses: a Igreja vê a Franco-maçonaria como uma forma de heresia. Ainda que os próprios ritos maçônicos contenham um material considerável que pode ser chamado de herético — e até de explicitamente anticatólico, em alguns casos —, a Igreja sempre esteve muito mais preocupada com a filosofia geral da Franco-maçonaria do que com a ostentação de seus rituais.

https://youtube.com/watch?v=L1W3VBc_O2I%3Frel%3D0

Ao longo dos séculos XVIII e XIX, a Igreja Católica e o seu lugar de privilégio no governo e na sociedade de muitos países europeus tornaram-se objeto de crescente oposição secular e até mesmo de violência. Existem, é verdade, poucas evidências históricas — se é que as há — de que as lojas maçônicas tenham desempenhado um papel ativo no início da Revolução Francesa. De qualquer modo, a causa dos horrores anticlericais e anticatólicos da Revolução pode ser encontrada na mentalidade secularista descrita pelas várias bulas papais que condenam a Maçonaria. As sociedades maçônicas foram condenadas não porque pretendessem ameaçar as autoridades civis e eclesiásticas, mas porque uma tal ameaça, na verdade, constituía a consequência inevitável de sua existência e crescimento. A revolução era o sintoma, não a doença.

A coincidência de interesses entre Igreja e Estado, e o ataque a elas empreendido por sociedades secretas revolucionárias, foram mais claros nos Estados Papais da Península Itálica, onde a Igreja e o Estado eram uma só coisa. Assim que começou o século XIX, ganhou notoriedade uma imitação da Franco-maçonaria, de caráter revolucionário explícito e oposição declarada à Igreja: eles se chamavam de Carbonari (“carbonários”, palavra italiana para “carvoeiros”) e, em sua campanha por um governo constitucional secular, praticavam tanto o assassinato quanto a insurreição armada contra os vários governos da Península Itálica, sendo identificados como uma ameaça imediata à fé, aos Estados Papais e à própria pessoa do Pontífice Romano.

A mais grave ameaça colocada por essas células violentamente revolucionárias era a sua filosofia secularista.

A ligação entre a ameaça passiva da filosofia secreta maçônica e a conspiração ativa da Carbonária foi explicada na Constituição Apostólica Ecclesiam a Jesu Christo, do Papa Pio VII, promulgada em 1821. Mesmo tratando e condenando a oposição aberta e declarada dos Carbonari à governança temporal dos Estados Papais, ainda assim era claro que a mais grave ameaça colocada por essas células violentamente revolucionárias era a sua filosofia secularista.

Ao longo de todas as várias condenações papais à Franco-maçonaria, mesmo quando as lojas financiavam ativamente campanhas militares contra o papa, como fizeram com a conquista de Garibaldi e a unificação da Itália, o que sempre constituiu a primeira objeção da Igreja à Loja foi a ameaça que ela representava à fé dos católicos e à liberdade da Igreja de agir em sociedade. O fato de os ensinamentos da Igreja serem minados nas lojas, e a sua autoridade em matéria de fé e moral ser questionada, era repetidamente descrito como uma conspiração contra a fé, tanto nos indivíduos quanto em sociedade.

Na encíclica Humanum Genus, o Papa Leão XIII descreveu a agenda maçônica como sendo a exclusão da Igreja da participação em assuntos públicos e a perda gradual de seus direitos como um membro institucional da sociedade. Durante o seu tempo como papa, Leão escreveu um grande número de condenações à Franco-maçonaria, tanto no âmbito pastoral quanto no âmbito legislativo. Ele sublinhou em detalhes o que a Igreja considerava ser a agenda maçônica, agenda esta que, lida com um olhar contemporâneo, ainda é de uma relevância surpreendente.

Ele se referiu especificamente ao objetivo de secularizar o Estado e a sociedade. Ressaltou em particular a exclusão do ensino religioso das escolas públicas e o conceito de que “o Estado, que deve ser absolutamente ateu, tem o inalienável direito e dever de formar o coração e os espíritos de seus cidadãos” ( Dall’Alto dell’Apostolico Seggio, n. 6). Também denunciou abertamente o desejo maçônico de tirar da Igreja qualquer forma de controle ou influência sobre escolas, hospitais, instituições de caridade públicas, universidades e qualquer outra associação que servisse ao bem comum. Também deu um destaque específico ao impulso maçônico de repensar o matrimônio como um mero contrato civil, promover o divórcio e apoiar a legalização do aborto.

É praticamente impossível ler esta agenda e não reconhecer nela a base de quase todo o nosso discurso político contemporâneo. O fato de muitos de nossos principais partidos políticos, se não todos, apoiarem tranquilamente essas ideias, e o próprio conceito de Estado secular e suas consequências sobre a sociedade ocidental, incluindo a pervasiva cultura do divórcio e a disponibilidade quase universal do aborto, tudo isso é uma vitória da agenda maçônica. E isso levanta questões canônicas muito sérias sobre a participação católica no atual processo político secular.

Ao longo de séculos de condenações papais à Franco-maçonaria, era normal que cada papa incluísse nomes de novas sociedades que compartilhavam da filosofia e da agenda maçônicas e que, por isso, também deveriam ser entendidas pelos católicos, nos termos da lei canônica, como “maçônicas”. No século XX, isso chegou a incluir partidos políticos e movimentos como o comunismo.

Quando o Código de Direito Canônico foi reformado, após o Vaticano II, o cânon específico que proibia os católicos de aderirem a “seitas maçônicas” foi revisado. No novo código, promulgado em 1983 por São João Paulo II, a menção explícita à Franco-maçonaria foi retirada completamente. O novo cânon 1374 refere-se somente a associações “que maquine[m] contra a Igreja”. Muitos entenderam essa mudança como um indicativo de que a Franco-maçonaria não mais era considerada má aos olhos da Igreja. Na verdade, os membros do comitê responsável pela reforma esclareceram que eles queriam se referir não apenas aos franco-maçons, mas a muitas outras organizações; a conspiração da agenda secularista maçônica tinha-se espalhado para tão além das lojas que continuar usando um termo abrangente como “maçônico” seria confuso. O então Cardeal Ratzinger emitiu um esclarecimento da nova lei em 1983, no qual deixou claro que o novo cânon havia sido formulado para encorajar uma interpretação e uma aplicação mais abrangentes.

Dado o entendimento cristalino, no ensinamento da Igreja, do que a conspiração ou a agenda maçônica incluem — a saber, o matrimônio como um mero contrato civil aberto ao divórcio à vontade; o aborto; a exclusão do ensino religioso das escolas públicas; a exclusão da Igreja do provimento de bem-estar social ou do controle de instituições de caridade —, parece-nos impossível não perguntar: quantos de nossos partidos políticos no Ocidente não estariam agora sob a proibição do cânon 1374? A resposta talvez não agrade muito aqueles que querem ver um fim para a chamada “guerra cultural” dentro da Igreja.

Mais recentemente, o Papa Francisco tem falado repetidas vezes de sua grave preocupação com uma infiltração maçônica na Cúria e em outras organizações católicas. Ao mesmo tempo, ele alertou contra a Igreja se tornar uma mera ONG em seus métodos e objetivos — perigo que vem diretamente dessa mentalidade secularista a que a Igreja sempre chamou “filosofia maçônica”.

A infiltração maçônica na hierarquia e na Cúria tem sido tratada há muito tempo como uma espécie de versão católica do “bicho-papão” embaixo da cama, ou da paranoia macarthista com infiltrados comunistas. De fato, quando se conversa com pessoas que trabalham no Vaticano, rapidamente se descobre que, para cada dois ou três que riem dessa história, há pelo menos um que deparou diretamente com esse fato. Eu mesmo conheço pelo menos duas pessoas que, durante o tempo em que trabalharam em Roma, foram abordadas para se associarem. O papel das lojas maçônicas como ponto de encontros confidencial para pessoas com ideias e agendas heterodoxas mudou pouco desde a França pré-revolucionária até o Vaticano de hoje. 300 anos após a fundação da primeira Grande Loja Maçônica, o conflito entre a Igreja e a Franco-maçonaria nunca esteve tão vivo.

Edward Condon – Advogado canónico, escreveu a sua tese de Doutoramento sobre a história das sanções legais da Igreja contra os Maçons


 
 
 

O Bispo Schneider proferiu esse discurso por ocasião do 300º aniversário da fundação da Maçonaria, em 1717, na Inglaterra, e gentilmente concedeu permissão para publicá-lo.

Em um discurso que ele proferiu em 2017 à Fundação Pontifícia Kirche in Not (Auxílio à Igreja Carente) na Alemanha, o bispo Athanasius Schneider apresentou a história e as principais características da Maçonaria. Em sua apresentação, ele deixa claro que a Maçonaria está formando uma “anti-Igreja” e tem, em seus graus mais elevados, uma orientação satânica.

Dom Schneider deu este discurso por ocasião do 300º aniversário da fundação da Maçonaria em 1717, na Inglaterra. Ele gentilmente forneceu à LifeSiteNews uma tradução para o inglês de seu manuscrito e deu permissão para publicá-lo. Segue abaixo a tradução do artigo:

Em sua apresentação, o prelado deixou claro que a Maçonaria está trabalhando contra a Igreja Católica e que seus graus mais altos estão comprometidos em adorar Satanás. Ele escreve:

“Nos primeiros graus da Maçonaria, venera-se uma divindade incerta e nebulosa como o ‘Grande Arquiteto do Universo’, que nos graus mais altos e depois nos graus mais altos se torna cada vez mais concreto; nos graus mais elevados, essa divindade incerta é identificada como Lúcifer, como Satanás, como o bom deus, o adversário de Deus; e o verdadeiro Deus está aqui, o ‘Deus mau’. ”

Schneider continua, a Maçonaria é uma “religião naturalista”, uma mistura de panteísmo, gnose e “auto-salvação”; no entanto, essa “religião” é apenas “aparentemente tolerante”. Mas, na realidade, a Maçonaria é uma religião “extremamente exigente e intolerante”. Esta intolerância deriva finalmente dos traços satânicos da Maçonaria superior, como o Bispo Schneider explicou.

Nos graus mais baixos da Maçonaria, “existe uma divindade incerta e nebulosa como o ‘Grande Arquiteto do Universo’, que nos graus mais altos e depois nos mais altos se torna cada vez mais concreto; nos graus mais elevados, essa divindade incerta é identificada como Lúcifer, como Satanás, como o bom deus, o adversário de Deus; e o verdadeiro Deus está aqui, o ‘Deus mau’. ”

O prelado alemão explicou ainda que a Maçonaria é a “anti-Igreja”. Ele então citou o papa Pio VIII que, em 1829, disse sobre a Maçonaria: “É uma seita satânica, que tem seu demônio como seu deus”. A essência da religião maçônica “consiste na perversão, isto é, na subversão da ordem divina da criação e na transgressão das leis dadas por Deus”.

O Bispo Schneider mostra que a Maçonaria é satânica e está trabalhando contra a Igreja Católica e a sociedade cristã. Ele faz isso com a ajuda de várias instâncias históricas, onde os maçons estavam em figuras de destaque, por exemplo, na Revolução Russa (Alexander Kerensky).

À luz das palavras de Schneider, vale a pena mencionar aqui que, em 2017, o historiador alemão Dr. Michael Hesemann descobriu um documento histórico – uma carta de 1918 do cardeal Felix von Hartmann ao núncio apostólico na Alemanha, arcebispo Eugenio Pacelli – que adverte Roma contra o plano maçônico por trás da revolução que estava ocorrendo na Alemanha e na Rússia, entre outros lugares, e que visava a luta contra as monarquias e a Igreja Católica.

Von Hartmann escreveu em 8 de novembro de 1918:

“Sua Majestade o Imperador [imperador alemão Guilherme II] apenas me soube ‘que, segundo as notícias que chegaram ontem, o Grande Oriente acabou de decidir primeiro depor todos os Soberanos – antes de tudo, ele, o Imperador – depois destruir (?) A Igreja Católica, aprisionar o papa, etc. e, finalmente, estabelecer nas ruínas da antiga sociedade burguesa uma república mundial sob a liderança da Grande Capital Americana. Os maçons alemães são supostamente leais ao imperador [alemão] (o que é duvidoso!) E eles o informaram sobre isso. A Inglaterra também quer preservar a atual ordem burguesa. Dizem que a França e a América estão sob a influência total do Grande Oriente [Loja Maçônica]. Diz-se que o bolchevismo é a ferramenta externa para estabelecer as condições desejadas. Em face de um perigo tão grande que ameaça além da monarquia, também a Igreja Católica; portanto, é importante que o episcopado alemão seja informado e que também o papa seja avisado. ‘ Até agora, a mensagem de Sua Majestade. Acredito que tenho o dever de transmiti-lo à Vossa Excelência, e tenho de deixar ao Teu julgamento se deseja transmitir esta mensagem a Roma. A demanda tempestuosa dos social-democratas [alemães] de que o Imperador deveria abdicar dá uma certa confirmação a esta mensagem. Que Deus nos proteja e à Sua Santa Igreja neste terrível tumulto! ”

Este documento histórico, que o Dr. Hesemann encontrou nos Arquivos Secretos do Vaticano, pode apoiar de uma maneira única os argumentos do Bispo Schneider, conforme apresentado em sua palestra de 2017.

Mais relacionado aos acontecimentos atuais, o bispo Schneider é capaz de provar que os maçons tiveram papéis de liderança na Revolução Sexual da década de 1960 na França e que os próprios maçons declararam publicamente que estão por trás da permissão da França de “casamento” do mesmo sexo, eutanásia e aborto . Schneider declarado:

“Em 2012, o Jornal Paroquial Le Figaro publicou um dossiê abrangente sobre a Maçonaria, e o Le Figaro deixou os principais membros da Maçonaria falarem em seu fórum de jornal. Um desses oficiais maçônicos declarou abertamente que as leis que legalizam o aborto, o chamado ‘casamento entre pessoas do mesmo sexo’ ou ‘casamento para todos’ e a eutanásia foram preparadas nos ‘laboratórios’ maçônicos idealistas e, então, com a ajuda de lobby e através de seus membros no parlamento e no governo, promovidos pela legislação. ”

Finalmente, o bispo Schneider lembrou à platéia que, apesar do poder avassalador dessas forças, o próprio Cristo é o vencedor e o senhor da história. Ele também pediu a todos que orassem pelos maçons que estão presos nessa rede maligna, pois isso coloca suas almas em risco. Schneider ainda nos lembrou que a Igreja Católica, em uma declaração de 1983, deixou clara sua clara condenação à Maçonaria quando declarou:

“O julgamento negativo da Igreja em relação à associação maçônica permanece inalterado, pois seus princípios sempre foram considerados irreconciliáveis ​​com a doutrina da Igreja e, portanto, a participação neles permanece proibida. Os fiéis que se matriculam em associações maçônicas estão em estado de grave pecado e podem não receber a Santa Comunhão. ”

Este importante e acadêmico discurso do Bispo Schneider pode nos ajudar a entender talvez também os eventos atuais na Igreja e na sociedade. O papa Bento XVI, quando ainda era cardeal, disse ao Dr. Robert Moynihan que considerava a Maçonaria a maior ameaça à Igreja Católica.

Além disso, em uma entrevista de 2018 com Peter Seewald – incluída em uma nova biografia que acabou de ser publicada na Alemanha – o Papa Bento XVI também apontou a agressiva agenda pró-aborto e pró-homossexual de hoje e falou aqui sobre “ditadura” e ” poder espiritual do anticristo. ”

“Hoje, alguém está sendo excomungado pela sociedade se se opuser a essa agenda”, acrescentou o papa aposentado. “A sociedade moderna está no meio da formulação de um credo anticristão e, se alguém se opõe, está sendo punido pela sociedade com excomunhão”, continuou ele.

Aqui, o papa aposentado falou as palavras penetrantes sobre o anticristo: “O medo desse poder espiritual do anticristo é então apenas mais do que natural, e realmente precisa da ajuda de orações por parte de toda a diocese e de outras religiões. a Igreja Universal, a fim de resistir. ”

Maçonaria Eclesiástica

Esta afirmação não é inventada. É possível comprová-la com a citação de um destacado modernista italiano, que em 1905 escreveu em seu livro: “Queremos organizar nossa ação para estar mais direcionado aos objetivos: uma maçonaria católica? Sim, exatamente, uma maçonaria das catacumbas. Uma que deve trabalhar com o objetivo de reformar o Catolicismo Romano em um sentido teosófico progressista, através de um Papa que se deixará convencer por essas ideias” (A. Fogazzaro, Il Santo, Milano, 1995).

Os fatos demonstram suficientemente que a Maçonaria é o maior contraste imaginável com a religião católica. Por consequência, em 1983 a Igreja emitiu a seguinte declaração – ainda válida – através da Congregação para a Doutrina da Fé: “Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçónicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão”.

O poder da ideologia maçônica na política e na sociedade alcançou hoje o seu ápice, posto que a Maçonaria está disseminando para toda a sociedade humana uma ideologia de destruição da vida com a ajuda do aborto e da eutanásia. O conceito e a realidade de uma família estão sofrendo um processo de destruição através da lavagem cerebral com a ideologia de gênero, promulgada pelo Estado. Toda pessoa que pense por si mesma, e em geral cada cristão, deve – na medida do possível – oferecer resistência e defender o senso comum e a Lei Divina, mesmo que ao preço do sofrimento e das desvantagens.

Como cristãos temos que saber que Cristo, o vencedor sobre todo o mal neste mundo, esse Deus, e não a Maçonaria, é o Senhor da história. Pertencemos à comunidade dos vencedores, mesmo que os inimigos de Cristo, a Maçonaria, olhem para nós como os derrotados. Nossa Fé Católica é mais forte que todas as perversas obras de fantasia e intrigas da religião maçônica. Tememos somente a Deus! Porém, tenhamos ao mesmo tempo, desde o fundo de nossos corações, uma verdadeira compaixão para com os membros da Maçonaria, pois se converteram em vítimas de uma imensa fraude. Em última instância, o maçom é o ser humano menos livre, e a salvação de sua alma está em maior perigo.

Que dentro da Igreja cresça um movimento para salvar as almas dos maçons, que são nossos semelhantes. Isso deve ser feito principalmente através da oração do Rosário e a veneração do Imaculado Coração de Maria. Seu Coração Imaculado triunfará, como nos disse em Fátima; triunfará também sobre a Maçonaria e o Comunismo. E, através de Maria, Deus concederá um tempo de paz à humanidade e à Sua Igreja.

Mike Hickson. Apud. Infovaticana.

Discurso completo do Bispo Schneider:

O Bispo Athanasius Schneider proferiu este discurso por ocasião do 300º aniversário de fundação da Maçonaria em 1717 na Inglaterra, e amavelmente concedeu ao LifeSiteNews a permissão para publicá-lo [1].

No discurso que proferiu em 2017 perante a Fundação Pontifícia Kirche in Not (“Ajuda à Igreja que Sofre”), na Alemanha, o Bispo Athanasius Schneider apresentou a história e as principais características da Maçonaria. Em sua apresentação, ele deixa claro que a Maçonaria está formando uma “anti-Igreja”, e que ela tem em seus graus mais altos uma orientação satânica.

O Bispo Schneider pronunciou este discurso por ocasião do 300º aniversário de fundação da Maçonaria em 1917 na Inglaterra [2]. Ele amavelmente concedeu ao LifeSiteNews uma tradução para o inglês do seu manuscrito e nos deu permissão para publicá-lo [3].

A seguir, a tradução do texto completo do Bispo Schneider: O verdadeiro rosto da Maçonaria.

Em 2017, a Maçonaria celebrou o 300º aniversário de sua fundação, em 24 de junho de 1717. Segundo relatos oficiais, foi o resultado de uma reunião de quatro “lojas”, ou sociedades secretas, que formaram a Grande Loja de Londres. Um clérigo protestante, James Anderson, escreveu os primeiros estatutos maçônicos. A Igreja Católica condenou essa associação de origem pseudo-religiosa vinte anos depois do seu início com a punição eclesial mais alta: a excomunhão. Por que? Porque a Maçonaria é uma “religião naturalista”, uma mescla de panteísmo, gnose e “auto-salvação”. Essa “religião” é aparentemente tolerante. Na verdade, é extremamente intolerante e exigente. Os maçons dizem sobre si mesmos que seriam os “iniciados”, os “perfeitos”, “iluminados”. O restante da humanidade é para eles profana, imperfeita e obscura. A religião maçônica pretende ser independente do Deus verdadeiro, para que o ser humano se coloque na posição de Deus, tome o lugar de Deus e decida sobre o bem e o mal. Nos primeiros graus da Maçonaria, venera-se uma divindade incerta e nebulosa, o “Grande Arquiteto do Universo”, que nos graus superiores e depois no mais alto torna-se cada vez mais concreto; nos graus superiores essa divindade incerta se identifica como Lúcifer, como Satanás, como o deus bom, o adversário de Deus; e o verdadeiro Deus é aqui o “Deus mal”. A Igreja reconhece que a Maçonaria é uma verdadeira e cada vez mais poderosa sociedade secreta com um conteúdo pseudo-religioso, que se disseminou muito rapidamente em inumeráveis organizações afiliadas, frequentemente com diferentes nomes, penetrando nos níveis mais poderosos da sociedade, da política e do mundo das finanças. Foi o Papa Pio VII que, em 1829, deu uma das definições mais adequadas e precisas da Maçonaria: “É uma seita satânica, que tem por seu deus o demônio” (Encíclica Traditi humilitati nostrae). A essência da religião maçônica consiste na perversão, isto é, na subversão da ordem Divina da criação e na transgressão das leis dadas por Deus. Os membros da Maçonaria, em seus graus superiores, veem nesta perversão o “verdadeiro progresso” da humanidade, a construção mental do templo da humanidade. No lugar da Revelação de Deus, existe o segredo maçônico e o ser humano se converte em última instância em um deus (c. X. Dor, Le Crime contre Dieu, Chiré-em-Montreuil, 2016).

De fato, a Maçonaria é a perfeita anti-igreja, onde todos fundamentos teológicos e morais da Igreja Católica são transformados no seu oposto! Em uma conversa privada, um maçom contou à sua irmã o seguinte: “Você sabe o que nós maçons somos realmente? Nós somos a anti-Igreja”. Os historiadores reconheceram na Maçonaria a semente do totalitarismo político (por exemplo, A. Cobban, Historia de las Civilizaciones, citado em A. Bárcena, Iglesia y Francmasonería, Madrid, 2016). A confusão e o engano desta consistem no fato de que a Maçonaria se auto-vangloria com nomes e definições atrativas, como “filantropia”, “humanismo”, “intelectualidade”, “tolerância” e, simultaneamente, ela – a Maçonaria – se disfarça com esses nomes. Com a recusa da Revelação Divina sobrenatural, a Maçonaria também recusa a lei natural. Este é exatamente o ponto que conduz a todos os sistemas totalitários. Já o maçom Jean-Jacques Rousseau, de Genebra, escreveu: “A vida de um ser humano não é somente uma dádiva da natureza, mas uma dádiva condicionada pelo Estado” (O Contrato Social, II, 5). O anarquismo político e social é um fenômeno que encarna principalmente o espírito da Maçonaria, já que um dos seus princípios-chave é ordo ab chao [“ordem a partir do caos”]. Isso significa que primeiro se deve criar um caos e logo construir uma nova ordem, outra ordem, uma ordem criada por homens. No ritual do antigo rito escocês aceito desde o ano 1892, o candidato ao 32º, penúltimo grau da Maçonaria, recebe a seguinte instrução: “1. O primeiro ‘rugido das armas’ foi produzido quando Lutero idealizou a rebelião da razão. 2. O segundo ‘rugido das armas’ foi produzido quando se anunciou nos Estados Unidos que cada governo humano recebe sua autoridade do povo e somente do povo. 3. O terceiro ‘rugido de armas’ foi quando na França proclamaram os ‘Direitos Humanos na formulação de liberdade, igualdade e fraternidade’” (M. Tirado Rojas, La Masonería en España, 1892, I).

O candidato do 33º grau recebe esta instrução (trata-se de uma citação do mesmo ritual escocês): “Nem a lei, nem a propriedade, nem a religião podem governar sobre os homens, e dado que estão aniquilando os homens ao privá-los dos seus mais preciosos direitos, juramos levar a cabo uma vingança terrível. Elas (lei, propriedade e religião) são os inimigos contra os quais juramos uma guerra implacável a qualquer custo. Desses três inimigos infames, a religião deve ser o objeto permanente de nossos ataques mortais. Quando tivermos destruído a religião, teremos a lei e a propriedade à nossa disposição, e poderemos regenerar a sociedade mediante a construção da religião maçônica, a lei maçônica e a propriedade maçônica sobre os cadáveres desses assassinos” (Ibídem). De acordo com o ritual maçônico, a palavra “religião” se refere à cristã, mais precisamente à religião católica. Sabe-se que a Maçonaria europeia e, em particular, Alexander Kerensky, o Grão-mestre do Grande Oriente da Rússia, apoiou logística e politicamente a revolução de outubro de 1917, no ano do bicentenário de fundação da Maçonaria. Lenin e os novos líderes comunistas não toleraram nenhum tipo de rivalidade. Então, proibiram a Maçonaria tradicional na União Soviética. No Terceiro Congresso da Internacional Comunista [partido], em 1921, a Maçonaria tradicional recebeu a significativa avaliação: “A Maçonaria nos recorda os costumes religiosos através de seus ritos. No entanto, sabemos que toda religião suprime as pessoas. A Maçonaria representa um poder social e, devido à natureza secreta de suas reuniões e o segredo absoluto de seus membros, é um ‘estado dentro do estado’”. Em 11 de abril de 2001, na RAI2 (canal de televisão italiano), Giuliano De Bernando, que foi Grão-mestre da Grande Loja Regular da Itália (GLRI) nos anos 1990-1993, pronunciou palavras significativas a respeito do caráter religioso da Maçonaria: “Converte-se em maçom através da iniciação. A iniciação é um ato constitutivo por meio do qual é dado ao ser humano uma dimensão que ele não tinha antes. Uma analogia que encontramos no batismo. Não se nasce cristão, faz-se cristão através do Batismo. Da mesma forma, converte-se em maçom através da iniciação. Isso significa que se continua sendo maçom para toda a vida, inclusive se alguém logo recusa a Maçonaria, continua sendo maçom. Mesmo se estiver dormindo, se é inimigo da Maçonaria, continua sendo maçom, porque recebeu a iniciação. A iniciação é um ato sagrado”.

A Maçonaria também apoiou a chamada Revolução sexual de 1968. Os dois Grão-mestres das duas maiores organizações maçônicas na França, Frédéric Zeller e Pierre Simon, participaram ativamente com alguns dos seus membros nas revoltas estudantis de Paris, em maio de 1968. O assim chamado Grão-mestre Pierre Simon tornou-se então assessor da ministra Simone Veil, que legalizou o aborto na França. Em 2012, o jornal parisiense Le Figaro publicou um dossiê abrangente sobre a Maçonaria, permitindo que os principais maçons falassem no fórum do jornal. Um desses oficiais maçons afirmou abertamente que as leis sobre a legalização do aborto, do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo ou “casamento para todos” e a eutanásia foram elaboradas nos “laboratórios” idealistas maçônicos, e com a ajuda do lobby e dos seus membros no parlamento e no governo, elas foram estabelecidas em legislação. Isso pode ser lido no Le Figaro de 2012 (suplemento LE FIGARO, 20-21 Julho 2012).

Por sua precisão, esta análise do Papa Leão XIII em 1894 sobre a essência, os princípios e ações da Maçonaria, mal pode ser superada e permanece totalmente válida: “Além disso, existe um grande perigo que ameaça a unidade, da parte dessa associação que é conhecida com o nome de maçons, cuja influência durante muito tempo oprime as nações católicas em particular. Favorecida pelas agitações dos tempos, e crescendo de forma insolente em seu poder, recursos e êxito, tensiona os nervos para consolidar seu domínio e ampliar sua esfera. Já saiu de seus esconderijos, onde tramou complôs, para a multidão de cidades, e como que para desafiar o Todo-Poderoso, estabeleceu seu trono nesta mesma cidade de Roma, a capital do mundo católico. Porém, o mais trágico é que, onde quer que tenha pisado, penetra em todos os âmbitos e departamentos da comunidade, com a esperança de obter, enfim, o controle supremo. Isto é de fato uma grande calamidade: por seus princípios depravados e projetos iníquos, que são bem conhecidos. Sob o pretexto de reivindicar os direitos do homem e de reconstituir a sociedade, ataca o Cristianismo; recusa a Doutrina revelada, denuncia as práticas da Piedade, os Sacramentos Divinos e tudo o que é Sagrado como superstição; esforça-se para eliminar o caráter cristão do matrimônio, da família, educação da juventude e de toda forma de instrução, pública ou privada, e elimina das raízes dos homens todo respeito pela autoridade, seja humana ou Divina. Da sua parte, prega o culto à natureza e sustenta que a verdade, a probidade e justiça devem ser medidas e reguladas conforme os princípios da natureza. Dessa forma, como é bastante evidente, o homem está sendo levado a adotar costumes e hábitos de vida similares ao dos pagãos, e mais corruptos na medida em que os incentivos para pecar são mais numerosos” (Carta Apostólica Praeclara gratulationis). Um dos meios mais astutos e, portanto, satânicos, da Maçonaria na luta contra seu arqui-inimigo, isto é, a Igreja Católica, consiste na infiltração dentro da Igreja. No seguinte trecho, reconhecido por muitos historiadores como autêntico, e citado pelo Bispo Rudolf Graber, no seu livro “Atanasio y la Iglesia de Nuestro Tiempo”, trecho das “Instruções” da chamada “Alta Vendita”, uma espécie de centro de governo da Maçonaria europeia no século XIX, que ilustra essa verdade.

Eis uma citação da “Instrução permanente da Alta Vendita”: “O Papa, qualquer que ele seja, não virá às sociedades secretas; compete às sociedades secretas dar o primeiro passo em direção à Igreja, para conquistar ambos [o Papa e a Igreja]. A tarefa que vamos empreender não é trabalho de um dia, ou de um mês, ou de um ano; pode durar vários anos, talvez um século; mas nas nossas fileiras o soldado morre e a luta continua. Não tencionamos atrair os Papas à nossa causa, fazê-los neófitos dos nossos princípios, propagadores das nossas ideias. Isso seria um sonho ridículo; e se acontecesse que Cardeais ou prelados, por exemplo, quer por sua livre vontade ou de surpresa, entrassem em parte dos nossos segredos, isso não seria de modo nenhum um incentivo para desejar a sua elevação à Cadeira de Pedro. Essa elevação arruinar-nos-ia. Só a sua ambição levá-los-ia à apostasia, e as necessidades do poder forçá-los-iam a sacrificar-nos. O que devemos desejar, o que devemos procurar e esperar, tal como os judeus esperam pelo messias, é um Papa conforme às nossas necessidades” […] “Assim, para assegurarmos um Papa com as características desejadas, é tarefa prioritária formar para este Papa uma geração digna do reinado que sonhamos.

“Ponde de parte os velhos e os de idade madura; dedicai-vos aos jovens e, sendo possível, até às crianças. Aviva as paixões dos guelfos e gibelinos, e conseguireis sem grande custo uma reputação de bons católicos e de puros patriotas. Essa reputação dará acesso à nossa doutrina entre os jovens clérigos, assim como entrará profundamente nos mosteiros. Em poucos anos, pela força das coisas, esse jovem clero terá ascendido a todas as funções; formará o conselho do Sumo Pontífice, será chamado a escolher o novo Pontífice que há de reinar. E este Pontífice, tal como a maioria dos seus contemporâneos, estará necessariamente mais ou menos imbuído dos princípios italianos e humanitários que vamos começar a pôr em circulação”. […] “Fazei com que o clero marche sob a vossa bandeira, enquanto acredita que está a marchar sob a bandeira das chaves apostólicas. Se quereis fazer desaparecer o último vestígio dos tiranos e opressores, deitais as vossas redes como Simão Bar-Jona; deitai-as nas sacristias, nos seminários e nos mosteiros em vez de as deitardes no fundo do mar; e, se não vos apressardes, prometemos-vos uma pescaria mais miraculosa que a dele. O pescador de peixes tornou-se pescador de homens; colocareis amigos à volta da cadeira apostólica. Tereis pregado uma revolução de tiara e de capa, marchando com a cruz e o estandarte; uma revolução que só precisará de ser um pouco instigada para incendiar os quatro cantos do mundo” (Originalmente em: Mons. Delassus, Conjuration antichrétienne, París, 1910, Tomo III. O texto completo da “Instrução permanente da Alta Vendita” também foi publicado em: Mons. Dillon, El Gran Oriente De La Masonería Sin Máscara, Dublín, 1885. [Possível ler ainda em Taylor R. Marshall, Infiltración, Homo Legens [4]].

Esta afirmação não é inventada. É possível comprová-la com a citação de um destacado modernista italiano, que em 1905 escreveu em seu livro: “Queremos organizar nossa ação para estar mais direcionado aos objetivos: uma maçonaria católica? Sim, exatamente, uma maçonaria das catacumbas. Uma que deve trabalhar com o objetivo de reformar o Catolicismo Romano em um sentido teosófico progressista, através de um Papa que se deixará convencer por essas ideias” (A. Fogazzaro, Il Santo, Milano, 1995).

Os fatos demonstram suficientemente que a Maçonaria é o maior contraste imaginável com a religião católica. Por consequência, em 1983 a Igreja emitiu a seguinte declaração – ainda válida – através da Congregação para a Doutrina da Fé: “Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçónicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão”.

O poder da ideologia maçônica na política e na sociedade alcançou hoje o seu ápice, posto que a Maçonaria está disseminando para toda a sociedade humana uma ideologia de destruição da vida com a ajuda do aborto e da eutanásia. O conceito e a realidade de uma família estão sofrendo um processo de destruição através da lavagem cerebral com a ideologia de gênero, promulgada pelo Estado. Toda pessoa que pense por si mesma, e em geral cada cristão, deve – na medida do possível – oferecer resistência e defender o senso comum e a Lei Divina, mesmo que ao preço do sofrimento e das desvantagens.

Como cristãos temos que saber que Cristo, o vencedor sobre todo o mal neste mundo, esse Deus, e não a Maçonaria, é o Senhor da história. Pertencemos à comunidade dos vencedores, mesmo que os inimigos de Cristo, a Maçonaria, olhem para nós como os derrotados. Nossa Fé Católica é mais forte que todas as perversas obras de fantasia e intrigas da religião maçônica. Tememos somente a Deus! Porém, tenhamos ao mesmo tempo, desde o fundo de nossos corações, uma verdadeira compaixão para com os membros da Maçonaria, pois se converteram em vítimas de uma imensa fraude. Em última instância, o maçom é o ser humano menos livre, e a salvação de sua alma está em maior perigo.

Que dentro da Igreja cresça um movimento para salvar as almas dos maçons, que são nossos semelhantes. Isso deve ser feito principalmente através da oração do Rosário e a veneração do Imaculado Coração de Maria. Seu Coração Imaculado triunfará, como nos disse em Fátima; triunfará também sobre a Maçonaria e o Comunismo. E, através de Maria, Deus concederá um tempo de paz à humanidade e à Sua Igreja.

Aos que desejarem se aprofundar, podem também assistir este vídeo sobre o assunto:


 
 
 

A igreja sempre renova e ratifica sua posição de que quem entra na Maçonaria, coloca-se no caminho para a condenação!

A maçonaria tem como principio professar as mais diversas religiões. Como no Brasil a grande maioria dos brasileiros é cristã, adota-se a Bíblia como livro da lei. Em outra nação, o livro que ocupa o lugar de destaque no Templo poderá ser o Alcorão, o Tora, o livro de Maomé, os Vedas etc., de acordo com a religião de seus membros.

Em 24 de abril de 1738, o papa Clemente XII escreve a encíclica IN EMINENTI, em que condenou abertamente pela primeira vez a maçonaria. A partir dessa palavra oficial da Igreja foi proibido aos católicos pertencer á maçonaria.


Nos séculos seguintes inúmeros papas confirmaram essa mesma posição por meio de diferentes documentos:

· Benedicto XIV, Providas, 18 de maio de1751. · Pio VII, Ecclesiam a Jesu Chisto, 13 de setembro de 1821. · LeãoXII, Quo Graviora, 13 de março de 1825. · Pio VIII, Traditi Humilitati, 24 de maio de 1829. · Gregório XVI, Mirari Vos, encíclica, 15 de agosto de 1832. · Pio IX, Qui Pluribus, encíclica, 9 de novembro de 1846. · Leão XIII, Humanum Genus, encíclica, 20 de abril de 1884. · Leão XIII, Dall Alto Dell Apostólico, Seggio, encíclica, de 15 de outubro de 1890.

A encíclica HUMANUM GENUS, escrita por Leão XIII, é um das mais fortes e extensas no que diz respeito a indicar os erros da maçonaria e sua incompatibilidade com a doutrina cristã. O papa ensina, nessa encíclica, que a Igreja católica e a maçonaria são como dois reinos em guerra.

Entre os pontos principais apresentados por Leão XIII sobre os erros da maçonaria, destacam-se:

– a finalidade da maçonaria é destruir toda ordem religiosa e política do mundo inspirada pelos ensinamentos cristãos e substituí-las por uma nova ordem de acordo com suas idéias. – Suas idéias procedem de um mero “naturalismo”. A doutrina fundamental do naturalismo é a crença de que a natureza e a razão humana devem guiar tudo. – A maçonaria apresenta -se como religião natural do homem. Por isso afirma ter sua origem no começo da história da humanidade.

– O conceito de DEUS é diferente daquele apresentado na Bíblia e na doutrina católica. Para a maçonaria, DEUS é um conceito filosófico e natural. DEUS passa a ser a imagem do homem. Por isso, não existe uma clara distinção entre o espírito imortal do homem e DEUS. – A maçonaria nega a possibilidade de DEUS ter ensinado algo. – Não aceita ser entendida pela inteligência humana. – A maçonaria estimula o sincretismo religioso, isto é, a mistura das mais diferentes crenças. – A maçonaria compara a Igreja católica a uma seita.


Em 1917, no antigo CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO (lei oficial da igreja), a maçonaria foi comparada explicitamente:

CÂNON 2.335: Pessoas que entram em associações da seita maçônica, ou outra do mesmo tipo que conspire contra a Igreja e a autoridade civil legítima, recebem excomunhão simplesmente reservada á Sé Apostólica.

Em 17 de fevereiro de 1981, a Sagrada Congregação para a doutrina da fé divulgou uma orientação para os católicos sobre a maçonaria, em que reafirma a posição tradicional da Igreja.

O Código de Direito Canônico atual, publicado em 1983, não fala de modo explícito da maçonaria, somente dá uma orientação geral contra esse tipo de associação:

CÂNON 1.374: Quem der nome a uma associação, que maquine contra a igreja, seja punido com justa pena; quem promover ou dirigir tal associação seja punido com interdito.

Por não falar da maçonaria, alguns católicos, pensaram que esse cânon não se aplicasse a ela. Surgiu um impasse: teria acabado a proibição para os católicos participarem das lojas maçônicas? Para esclarecer essa dúvida, em 26 de novembro de 1983, a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé publicou a Declaração sobre as Associações maçônicas, QUAESITUM EST:

“Foi perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da maçonaria pelo fato de que no novo Código de Direito Canônico ela não vem expressamente mencionada como no Código anterior.

Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério redacional seguido também quanto ás outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categorias mais amplas.

Permanece, portanto, imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem ás associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão. Não compete ás autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçônicas com juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a mente da Declaração desta Sagrada Congregação, de 17 de fevereiro de 1981″( cf. AAS 73,1981,pp. 240-241).

O Sumo Pontífice João Paulo II, durante audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente declaração, decidida na reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua publicação.

Roma, da Sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de novembro de 1983. Joseph Card. Ratzinger. PREFEITO Fr. Jérôme Hamer, O.P. SECRETÁRIO.

Aprofundamento

Assista esta série de vídeos do Centro Dom Bosco sobre a história da Maçonaria.


Em um discurso que ele proferiu em 2017 à Fundação Pontifícia Kirche in Not (Auxílio à Igreja Carente) na Alemanha, o bispo Athanasius Schneider apresentou a história e as principais características da Maçonaria. Em sua apresentação, ele deixa claro que a Maçonaria está formando uma “anti-Igreja” e tem, em seus graus mais elevados, uma orientação satânica.

Dom Schneider deu este discurso por ocasião do 300º aniversário da fundação da Maçonaria em 1717, na Inglaterra. Ele gentilmente forneceu à LifeSiteNews uma tradução para o inglês de seu manuscrito e deu permissão para publicá-lo. Segue abaixo a tradução do artigo:

Em sua apresentação, o prelado deixou claro que a Maçonaria está trabalhando contra a Igreja Católica e que seus graus mais altos estão comprometidos em adorar Satanás. Ele escreve:

“Nos primeiros graus da Maçonaria, venera-se uma divindade incerta e nebulosa como o ‘Grande Arquiteto do Universo’, que nos graus mais altos e depois nos últimos graus se torna cada vez mais concreto; nos graus mais elevados, essa divindade incerta é identificada como Lúcifer, como Satanás, como o bom deus, o adversário de Deus; e o verdadeiro Deus está aqui, o ‘Deus mau’. ”

Continue lendo a carta de dom Schneider: Bispo Schneider explica a ‘verdadeira face da Maçonaria’

 
 
 
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