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SANTO DO DIA – 11 DE NOVEMBRO – SÃO MARTINHO DE TOURS Bispo (316-397)

Bastou o episódio do manto dividido em dois para abrigar contra o frio um mendigo encontrado à noite, quando estava de ronda, para torná-lo popular no decurso dos séculos. A vida de Martinho é constelada de gestos generosos.

Nascido na província romana da Panônia, o pai, militar, o encaminhou à mesma carreira em Pavia, para onde fora destinado. Martinho foi logo promovido ao grau de circitor, isto é, de ronda noturna, e foi durante este serviço que dividiu seu manto com o pobre friorento.

Recebeu o batismo na Páscoa de 339 e continuou a vida militar até os 40 anos. Depois da dispensa foi para Poitiers encontrar-se com o bispo Hilário, que o acolheu em sua diocese, ordenando-o exorcista e hospedando-o em uma vila um pouco distante, onde Martinho levou vida monacal, logo rodeado de discípulos.


Surgiu assim o primeiro mosteiro da Europa, em Ligugé. Realizava-se assim sua grande aspiração, expressa na juventude e contrariada pelo pai, obstinadamente pagão. Mas em Ligugé permaneceu apenas dez anos.

O bispo de Tours havia morrido, e os fiéis logo pensaram em Martinho. Não foi fácil convencê-lo; para vencer sua resistência, tiveram de recorrer a um estratagema: um certo Rusticus convidou-o a sua casa, para visitar a mulher enferma e tocá-la com as mãos. Martinho não pôde subtrair-se a um ato de caridade e foi. Mas no caminho um grupo de cristãos raptou-o e levou-o a Tours, onde a população o aclamou bispo. Isso também aconteceu a Ambrósio em Milão e a Agostinho em Hipona.

Martinho foi consagrado bispo em 4 de julho de 371. E foi um pastor zeloso e ativo, sobretudo um grande missionário, porque não se limitou a guiar seu rebanho e a servir de árbitro entre os cidadãos e as autoridades romanas. Percorreu os campos e as vilas e preparou seus sacerdotes para a missão, fundando em Mormutier o primeiro centro de formação missionária da Gália.

Ao findar o outono de 397, estava em visita pastoral em uma paróquia rural quando sentiu avizinhar-se a última hora. Estendeu-se sobre uma rude mesa recoberta de cinzas e em oração esperou a morte, que chegou em 8 de novembro. No dia 11 de fevereiro realizaram-se as exéquias em Tours, onde foi colocado em uma simples tumba. Contra esta se enfureceram os huguenotes que, em 25 de maio de 1562, queimaram os restos mortais do grande bispo.

Retirado do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora.


São Martinho, Bispo de Tours

Santo Hilário de Poitiers veio a ser bispo em 353, justamente quando um soldado o procurava como discípulo, Era Martinho, filho dum tribuno militar, ou marechal de campo, originário da Panônia, a atual Hungria.

Martinho havia conseguido baixa do serviço e fora ter com o novo bispo. Os germanos, fazendo uma irrupção nas Gálias, reuniam tropas para marchar contra ela. Havia, naquela ocasião, uma distribuição de liberalidades aos soldados. Martinho, que desde longo tempo pensava no retiro, teve a sutileza de não querer participar das recompensas, o que redundaria na continuação de prestação de serviço. Requereu, então, que sua parte fosse dada a um outro, ao mesmo tempo que solicitava a liberdade, porque desejava servir somente a Deus.

Repreenderam-no, tacharam-no de medroso, porque, justamente no dia seguinte, travar-se-ia uma grande batalha. Martinho respondeu com santa intrepidez:

– Não seja por isso: ficarei e tomarei parte na luta. Irei à frente, sem armas, sem escudo, sem outra defesa que não nome de Jesus e o sinal da cruz. Sem temor, hei de me precipitar no meio dos esquadrões inimigos e onde mais denso se me apresentar.

Naquela mesma noite, porém, os bárbaros pediram a paz e Martinho obteve licença.


Esta bravura heróica, já a havia mostrado na prática da virtude. Um dia, em que caminhava no mais rigoroso do inverno, em que grande número de pessoas morria de frio, encontrou às portas de Amiens um pobre nu, que implorava piedade dos passantes. Percebendo que ninguém nem sequer o infeliz lançava um olhar, pensou que Deus a ele o destinava. Havia, porém, distribuído tudo o que possuía, não lhe restando senão as armas e a roupa que envergava. Que fazer? Rasgou o manto em duas partes: ao pobre, deu metade, na outra metade, abrigando-se ele da melhor maneira possível. E tão ridículo parecia, que quem o via não podia deixar de rir e escarnecer.

Na noite seguinte, em sonhos, Martinho viu Jesus coberto com a metade do seu manto, dizendo aos anjos que o rodeavam: “Quem me cobriu porque estava nu e com frio, não passa ainda de catecúmeno”.

Martinho impressionado com o sonho, prontamente recebeu o batismo.

Mais dois anos ficou ele no exército, vencido pelas súplicas de seu marechal de campo, com o qual vivia na mais estreita amizade, e que lhe prometera o definitivo desligamento quando terminasse seu tempo de comando.

Martinho era piedoso desde os tempos da meninice. Com a idade de dez anos, às escondidas dos pais que eram pagãos, foi à igreja e ao padre pediu para ser instruído. Aos doze, desejava ardentemente a solidão do deserto, e tê-lo-ia demandado, não fora a tenra idade impedi-lo. Tinha o coração nas igrejas e mosteiros e vivia meditando no que havia de fazer quando a idade o permitisse. Foi quando surgiu uma ordem dos imperadores para que se alistassem os jovens. E lá se foi Martinho prestar serviços na milícia. Durante o período militar, preservou-se de todos os vícios que, ordinariamente, acompanham esta profissão, e fez-se querido por todos os companheiros de armas por uma bondade, uma caridade, uma paciência e humildade além das forças humanas.

Terminada a fase do serviço militar, ei-lo em busca de Santo Hilário. O grande bispo não precisou de muito tempo nem de muita observação para se convencer de que estava diante dum discípulo de méritos extraordinários. Para que mais se aplicasse, quis ordená-lo diácono, mas o jovem Martinho, crendo-se indigno, humildemente solicitou que o ordenasse apenas exorcista.

Um dia, em sonhos, recebeu a advertência de que devia ir ao encontro dos pais, ainda pagãos e, com o consentimento de Santo Hilário, partiu, não antes de, diante das lágrimas e das súplicas do bom bispo, prometer que voltaria. Passando os Alpes, caiu nas mãos dos ladrões. Um deles, de acha erguida, resolveu moer-lhe a cabeça, quando um segundo lhe susteve o braço, neutralizando o golpe. Martinho, as mãos atadas atrás das costas, foi puxado por um terceiro, à parte, que lhe perguntou:

– Quem és tu?

– Sou cristão, respondeu o jovem, sem demonstração alguma de receio.

– E não tens medo? Voltou o outro a perguntar.

– Não. Nunca me senti tão tranqüilo.

– E donde vem essa tranqüilidade, essa calma?

– De Deus, porque sei que Deus não abandona os seus seguidores nas horas amargas. Sinto-me aflito, sim, aflito, e muito, mas por vós todos, ladrões que sois e, pois, indignos da misericórdia daquele que nos criou.

E, naturalmente, enveredou-se Martinho pela pregação evangélica. E aquele terceiro bandido, que o trouxera à parte, convertido, deixou que o jovem se fosse. Mais tarde, abraçou a vida monástica e contava, constantemente, esta história. Chegando à Ilíria, Martinho converteu a mãe e numerosas pessoas. O pai, contudo, continuou pagão.

Quem dominava o país eram os arianos. Martinho combateu-os corajosamente, mas foi vítima de maus tratamentos: surrado publicamente, foi expulso da cidade.

Sofreria pela fé católica, igualmente, em Milão, onde dominava o ariano Auxêncio, mas logo substituído por Santo Ambrósio.

Martinho retornou a Poitiers em 360, quando Santo Hilário voltava de seu exílio pela fé. Reviram-se os dois amigos com uma alegria inenarrável. O bispo, que conhecia a inclinação de Martinho para a solidão, deu-lhe um terrenozinho num lugar chamado Lugugé, a duas léguas da cidade. Martinho, ali erigiu um mosteiro, o qual, parece, foi o primeiro das Gálias. (…)

São Martinho continuou no episcopado a sua maneira de viver, conservando no coração a mesma humildade, a mesma pobreza de vestimentas e a mesma autoridade cristã de sempre. Vivia numa cela, pequenina, perto da igreja, mas não podendo suportar a distração das visitas que recebia, construiu um mosteiro a duas milhas da cidade, mosteiro que subsistiu até o último século, chamado de Marmoutier. Era lá, então, um deserto, rodeado, por rochas altas e escarpadas, por todos os lados, separado pelo Loire: era um lugar, abrupto, acessível apenas por um caminho estreitíssimo, difícil de se palmilhar.

A cela que ocupava era de madeira, bem como as de alguns irmãos. A maior parte deles alojara-se em covas que haviam cavado na rocha.

Cerca de oitenta discípulos viveram com São Martinho, todos sem possuir o que quer que fosse de seu. Não tinham permissão para vender nem para comprar nada, como faziam os monges de então. Os jovens escreviam, e os velhos oravam. Muito raramente, saíam das celas em quando o faziam, era para ir ao oratório. Alimentavam-se todos juntos, depois do jejum, ou seja, pelo começo da tardinha. Desconheciam o uso do vinho e só o ingeriam em caso de doença. Quase todos vestiam-se de peles de camelo, grosseiras, porque era crime vestir-se mais confortavelmente. E, entre eles, haviam nobres, que chegaram a bispos, pela simples razão de não haver igreja que não desejasse pastor que lhes viesse do convento de São Martinho.

Pouco tempo depois da ordenação, Martinho foi obrigado a ir à corte do imperador Valentiniano, que vivia ordinariamente em Tréveris. Sabendo que São Martinho ia pedir-lhe o que não lhe queria dar, ordenou que o não deixassem entrar no palácio. Valentiniano era cruel e soberbo, e, além disso, a esposa Justina, era ariana e tudo fazia para que o marido não rendesse honras ao santo bispo.

Martinho tentou, inutilmente, uma e duas vezesm aproximar-se daquele príncipe de tão mau coração, aparentemente. Usou de todos os recursos e de todas as armas ordinárias: do cilício, da cinza, com a qual se cobria da cabeça aos pés, absteve-se de beber e de comer. Só fazia, sem cessar, orações e orações, noite e dia.

Ao sétimo dia, apareceu-lhe um anjo, ordenando-lhe que se dirigisse ao palácio ousadamente. E Martinho foi. As portas abriram-se-lhe, ninguém lhe impediu a passagem.

O príncipe encolerizado, quando Martinho plantou-se-lhe em frente, perguntou-lhe:

– Quem vos deixou entrar? Quem vos deixou passar?

Mas, como única resposta, incendiou-se, inopinadamente, o trono, o qual teve Valentiniano de deixar com um salto.

Reconhecendo, então, o poder divino, atirou-se para o santo e pos-se a abraçá-lo sem fim, concordando com tudo que Martinho desejasse, sem mesmo saber quais lhes eram as pretensões. E uma audiência ao santo bispo foi concedida imediatamente, finda a qual ambos almoçaram juntos.

Quanto Martinho partiu, ofereceu-lhe Valentiniano presentes inúmeros, mas o santo, delicadamente, deles declinou, para conservar a pobreza. (…)

Quando a morte estava próxima, sem que ninguém o suspeitassem descobriu-o ele, dando disso ciência aos discípulos. Sabendo que existiam dissensões entre os clérigos da Igreja de Cande, longe, na sua diocese, lá foi ele, incansável, estabelecer a paz, seguido dum grande número de discípulos. Lá estando, conseguiu o que desejava, depois dalgum tempo.

Quando resolveu retornar, faltaram-lhe as forças. Chamou os discípulos, avisando-lhes:

– Meus caros, meu fim está próximo.

Todos, emocionados, pilhados de surpresam puseram-se a chorar, exclamando a uma só voz:


– Oh, pai, por que ides abandonar-nos? Os lobos rapaces atirar-se-ão sobre vossas ovelhas, e então?

São Martinho suspirava. E eles continuavam:

– Nós conhecemos o vosso desejo de vos reunirdes ao Senhor Jesus Cristo: mas pai, vossa recompensa já está assegurada. Diferi-la será a mesma coisa. Ficai entre nós, pai, ficai entre nós! Vede as nossas necessidades, considerai os perigos em que ides abandonar-nos.

São Martinho, comovido até as lágrimas, reuniu as forças, levantou ao céu os olhos e balbuciou:

– Ó Senhor, se eu for ainda necessário ao vosso povo, não me recuso a trabalhar: seja feita a vossa vontade.

Embora ardesse em febre, passou a noite deitado sobre um cilício de cinzas, orando e chorando até a madrugada. Os discípulos quiseram cobri-lo com um pouco de palha, mas o Santo recusou o oferecimento, agradecendo a solicitude.

– Meus filhos, disse-lhes, sinto-me bem ao vos dar mais um exemplo.

Tinha as mãos e os olhos erguidos para o céu, e orava, orava continuamente. Como os que o rodeavam lhe suplicassem se virasse para aliviar o cansaço do corpo, disse-lhes:

– Meus irmãos, deixai-me contemplar o céu, assim de costas, porque quero desprender-me da terra e voar para Deus.

De repente, vendo o demônio perto dele, gritou, com as poucas forças que ainda tinha:

– Ó besta cruel! Que fazes aí? Nada terás de mim! Nada! Daqui, com a ajuda de Deus, irei para os seio de Abraão!

Dizendo essas palavras, expirou. E o clarão que lhe iluminava o rosto era tal, e tal era a serenidade, que os assistentes se admiraram, crentes de que o bom Martinho participava já da glória.

Os habitantes de Poitiers pretendiam arrebatar-lhes as relíquias, por causa da estadia que o Santo fizera entre eles, no mosteiro de Ligugé, mas o povo de Tours antecipou-os. E a multidão que compareceu aos funerais foi incrível. A gente da cidade e do campo acorreu, bem como das cidades vizinhas de Tours. Dois mil monges se reuniram para as cerimônias, e um grande número de virgens. E todos, desconsolados, choravam pela perda, crentes, porém, da glória de Martinho, então no céu.

Ao cantar dos hinos, foi o Santo levado ao sepulcro, onde, mais tarde, se elevou uma grande igreja e o ilustre mosteiro famoso de São Martinho de Tours.

( Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 317 à 337)


 
 
 

Muitos haverão de estranhar a pergunta, pois, aparentemente, caiu em completo desuso a proibição de se comer carne na sexta-feira. No entanto, pela legislação atual da Igreja, essa determinação ainda é válida e está, portanto, em pleno vigor.

Por que os católicos não comem carne às Sextas-feiras? A abstinência de carne na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa é um costume largamente conhecido, mesmo fora da Igreja Católica, entretanto o que muitos esquecem, inclusive os católicos, é que os católicos não devem comer carne todas as Sextas-feiras do ano, pois são dias penitenciais e em todas elas devemos unir-nos à Paixão de Cristo, fazendo algum sacrifício por amor a Deus.

A pergunta que resta é: quem come carne às sextas-feiras, comete pecado mortal?

Assista a formação:


Onde está escrito que devemos nos abster de carne todas as sextas-feiras do ano?

Este é um mandamento da Igreja: “Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja”

Além dos mandamentos da lei de Deus, há 5 mandamentos da igreja que devemos observar com mesmo rigor:

1 – Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho. 2 – Confessar-se ao menos uma vez por ano. 3 – Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição. 4 – Praticar abstinência de carne (ou penitência à escolha) todas as sextas-feiras do ano; jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja. 5 – Ajudar a Igreja em suas necessidades. Leia também Quais carnes não devemos comer às sextas-feiras?

Praticar penitência a escolha e Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja

Nós católicos precisamos escolher uma penitência para todas as Sextas-feiras do ano, tradicionalmente esta penitência é a abstinência de carne.

A CNBB permite a comutação por outra penitência, contudo os bons sacerdotes orientam que esta comutação não deve ser feita de maneira casual. O ideal é que se a pessoa deseja substituir por outra penitência, é que seja feita a escolha de outra penitência para todas as sextas-feiras do ano.

No Brasil o jejum e a abstinência de carne devem ser feitos na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. Este jejum consiste em um leve café da manhã, um almoço leve e um lanche também leve à tarde, sem mais nada no meio do dia, nem o cafezinho. Quem desejar, pode fazer um jejum mais rigoroso; o obrigatório é o mínimo. Os que já tem mais de sessenta anos estão dispensados da obrigatoriedade, mas podem fazê-lo se desejarem.

Diz o Catecismo que o jejum “Determina os tempos de ascese e penitência que nos preparam para as festas litúrgicas; contribuem para nos fazer adquirir o domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração (CDC, cân. 882)”.

Além dos mandamentos da igreja, também encontramos no Código de Direito Canônico:

Cân. 1249. Todos os fiéis, cada qual a seu modo, estão obrigados por lei divina a fazer penitência; mas, para que todos estejam unidos mediante certa observância comum da penitência, são prescritos dias penitenciais, em que os fiéis se dediquem de modo especial à oração, façam obras de piedade e caridade, renunciem a si mesmos, cumprindo ainda mais fielmente as próprias obrigações e observando principalmente o jejum e a abstinência, de acordo com os cânones seguintes.

Cân. 1250. Os dias e tempos penitenciais, em toda a Igreja, são todas as sextas- feiras do ano e o tempo da quaresma.

Cân. 1251. Observe-se a abstinência de carne ou de outro alimento, segundo as prescrições da Conferência dos Bispos, em todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; observem-se a abstinência e o jejum na quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira da paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Cân. 1252. Estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem completado catorze anos de idade; estão obrigados à lei do jejum todos os maiores de idade até os sessenta anos começados. Todavia, os pastores de almas e os pais cuidem que sejam formados para o genuíno sentido da penitência também os que não estão obrigados à lei do jejum e da abstinência, em razão da pouca idade.

 
 
 

O Espírito Santo vem às nossas almas no dia do nosso Baptismo, derramando sobre nós as três virtudes teologais: a Fé, a Esperança e a Caridade. E vem de um modo mais solene no dia em que recebemos o Sacramento do Crisma (ou Confirmação), quando recebemos a efusão do Espírito que derrama sobre nós os Seus 7 dons: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e o Temor de Deus.

O Espírito Santo, para além de derramar estas 7 grandes colunas cristãs, confere ao cristão 12 frutos, que são: Caridade, Alegria, Paz, Paciência, Benignidade, Bondade, Longanimidade, Mansidão, Fé, Modéstia, Continência e Castidade.

Definimos agora, em poucas palavras, cada um dos 12 frutos do Espírito Santo:

1. A Caridade é o amor a Deus acima de todas as coisas, e aos outros por causa de Deus. E é o maior dos dons porque não desaparece, existe para além da morte. O Céu vive no amor: “A fé e a esperança hão-de desaparecer, mas o amor jamais desaparecerá” (1 Cor 13,8).

2. A Alegria é caracterizada por aquelas emoções interiores, aquele gozo interior e satisfação espiritual profunda que o Espírito Santo derrama no coração e na alma. Não há palavras que possam descrever o gozo que provém do Espírito Santo.

3. A Paz de que falamos não tem nada a ver com os motivos ou sensações externas mas é uma paz e suavidade interior, tal como Jesus disse aos Seus apóstolos: “Deixo-vos a paz, dou-vos a Minha paz, não como o mundo a dá mas como Eu a dou” (Jo 14, 27). Jesus é a paz e a suavidade da alma.

4. A Paciência suporta as adversidades, as doenças, as contrariedades e perseguições. A paciência é o fruto essencial para que o cristão persevere na Fé. O cristão paciente dificilmente é demovido porque suporta tudo com paciência. A alma paciente é mansa e humilde, não se revolta contra o seu Deus mas tudo aceita sem se turbar porque sabe que até do mal pode vir o bem.

5. A Bondade é fazer o bem, desinteressadamente, às pessoas. A pessoa que o faz tem um bom coração, amando verdadeiramente. A resposta de alguém que ama a sério é: “Eu amo porque amo.” 6. A Benignidade parte da bondade, enquanto querer, mas relaciona-se mais com o fazer. A benignidade é a execução do bem que vai para além do que deveria, por justiça, ser feito.

7. A Longanimidade esta relacionada com grandeza da alma e com a generosidade. É um fruto sobrenatural que dispõem a alma a esperar, sem se queixar nem se deixar amargurar, mesmo nos momentos mais difíceis. É o perservar nos caminhos de Deus, mesmo nas adversidades e dificuldades.

8. A Mansidão está sempre associada à humildade e à paciência. Jesus disse: “Vinde a Mim que Sou manso e humilde de coração que Eu vos aliviarei. Vinde a Mim que o meu jugo é suave e a minha carga é leve. Vinde a Mim todos vós que estais sobrecarregados porque Eu vos aliviarei” (Mt 11, 28-30). Este é um grande convite do Sagrado Coração de Jesus a todos nós. A mansidão vai contra a ira e contra o ódio. Assim, devemos procurar ser mansos, imitando o Divino Mestre.

9. A , para além de ser o fruto do Espírito Santo é uma das virtudes teologais. A Fé é um dom muito importante, sem ela desesperamos e desanimamos ao longo da nossa caminhada, feita de altos e baixos, com muitas dificuldades. Sem a Fé, o cristão chega a certa altura, depois de muitas dificuldades desiste e começa a levantar interrogações e deixa de praticar o bem, deixa de ir à Missa e diz: “Afinal, os que não vão à Missa, têm uma vida melhor do que a minha. Então, que me adianta ir à Missa e rezar?” Leva o cristão a manter-se firme na sua caminhada mas esta Fé tem que ser conservada e protegida. A oração que aumenta e protege a Fé.

10. A Modéstia relaciona-se com o ser discreto. A modéstia é contra a ostentação e a exibição. A modéstia é o pudor que deve acompanhar todo o cristão pois nele habita Deus. Como tal, devemos respeitar o nosso próprio corpo, não o expondo como um mostruário. É preciso alertai aquelas pessoas que se vestem com mini-saias, decotes exagerados, roupa transparente, calças exageradamente apertadas, apresentando os contornos do corpo. Podemos usar roupas bonitas e arranjadas com o devido pudor e respeito pelo corpo.

11. A Continência permite que o homem seja equilibrado, dominando a sua sexualidade. Saber guardar-se e proteger-se. A continência é uma grande virtude. Se os homens e as mulheres de hoje possuíssem esta grande virtude, não haveria em muitos lares tanta tristeza, tanto aborrecimento porque todos saberiam manter a castidade e a pureza. A continência é o domínio de si mesmo em relação aos instintos sexuais.

12. A Castidade é um fruto que leva o homem ou a mulher a manter a pureza do corpo e, consequentemente, a pureza da alma, não se deixando manchar, caindo em pecados contra o 6º e 9º Mandamentos. O 6º diz: “Guardai castidade nas palavras e nas obras”; e o nono mandamento diz: “Guardai castidade nos pensamentos e nos desejos.”

A castidade não é só protegida quando o homem ou a mulher se abstêm de actos sexuais fora do casamento mas deve ser protegida, evitando que os olhos se fixem em programas indecentes ou imorais, ou se fixem na rua em situações impróprias porque isso leva a maus pensamentos e desejos. São Paulo, referindo-se aos esposos, fala da Fidelidade dizendo que aquele que é fiel à sua mulher conserva a castidade e vice-versa. Por isso, São Paulo explica que a fidelidade passa pela castidade também no casamento.

Fonte: Senza Pagare

Por que os dons do Espírito Santo são importantes?

Aprenda nesta meditação “o quanto se devem estimar esses dons celestes”, os dons do Espírito Santo, “dos quais o menor é ainda mais precioso do que tudo o que o mundo nos pode oferecer”.

Considerai em primeiro lugar os dons preciosos que o Espírito de Deus traz consigo onde quer que se encontre, e os tesouros concedidos às almas em que Ele faz a sua morada. O profeta Isaías enumera sete dons admiráveis do Espírito Santo ao chamá-lo “Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de conselho e de fortaleza, Espírito de ciência e de piedade […], Espírito de temor do Senhor” ( Is 11, 2s). Oh! quão preciosos e admiráveis são decerto esses dons! Oh! quão rica é a alma que toma posse de tais tesouros pela vinda do Espírito Santo!

Mas qual é a sabedoria concedida pelo Espírito Santo? Não é a sabedoria deste mundo, a qual não passa de tolice aos olhos de Deus, pois ela, ao mesmo tempo que se esquece do Senhor e da eternidade, não busca senão os bens terrenos e a satisfação dos desejos passageiros deste mundo. Tampouco é a sabedoria dos filósofos, que se ocupam do curso das estrelas e dos segredos da natureza, enquanto rejeitam procurar a verdade em sua fonte; eles, com efeito, não estão seriamente empenhados em conhecer nem a Deus nem a si mesmos. A única sabedoria digna desse nome é a que consiste no conhecimento e amor de Deus, a que tende continuamente para Ele e esforça-se por encontrá-lO em todas as coisas.

Considerai agora quão preciosos são os dons comunicados à alma pelo Espírito de Deus. O dom de entendimento, que abre os olhos da alma para a luz de Deus e fá-la contemplar as verdades divinas à sua luz própria; que lhe revela com clareza como são vãs e transitórias todas as honrarias deste século, as riquezas, os prazeres, e a convence assim de que nada é mais verdadeiramente digno de sua afeição do que os bens eternos. Com o auxílio dessa luz, o fim de nossa criação, a dignidade de uma alma imortal, a natureza de nossa peregrinação terrestre, os quatro Novíssimos, assim como outras tantas verdades cristãs, tudo isso lança raízes profundas na alma e exerce uma influência maravilhosa em nossas vidas.

E quando, como estrangeiros e viajantes cá embaixo, acossados por um sem número de fortes e astutos inimigos, somos compelidos a tomar o caminho que nos leva à verdadeira pátria, passando por muitas dificuldades e perigos, o Espírito de Deus vem em nosso socorro com dois outros dons admiráveis, a saber, o dom de conselho, para mostrar-nos o caminho, descobrir-nos os ardis dos inimigos e conduzir-nos sãos e salvos por todos os perigos, e o dom de fortaleza, também chamado “força e coragem celeste”, para animar-nos a enfrentar as oposições mundanas, a carne e o demônio, e para ajudar-nos a sair vitoriosos de todas as batalhas. Oh! quão feliz é o peregrino que conta conta com tal guia, com tal conselheiro, con tão poderoso ajudante e protetor!

Considerai, em terceiro lugar, os demais dons que o Espírito Santo transmite à alma em que habita: o dom de conhecimento, que a educa e instrui em toda virtude, em todo dever, em cada passo que ela deve dar em direção a Deus e à vida eterna; o dom de piedade, que a torna fervorosa no serviço de Deus, de maneira que ela cresça em vigor e presteza no cumprimento de seus divinos Mandamentos; e, por fim, o dom de temor do Senhor, a que as Escrituras chamam “começo da sabedoria” (cf. Pr 9, 10), e que infunde na alma horror a tudo quanto ofende a Deus, fazendo-a temer mais o desagradá-lO do que qualquer outro mal. Acaso pode comparar-se com estes qualquer um dos tesouros da terra?

Concluí enfim o quanto se devem estimar esses dons celestes, dos quais o menor é ainda mais precioso do que tudo o que o mundo nos pode oferecer. Quão rica, pois, é a alma que deles saber tirar proveito, deixando-se acompanhar pelo Espírito de Deus, que é a fonte de todo bem e o único que nos pode comunicar dons tão excelentes.

 
 
 
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