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O Bispo da Diocese de Frederico Westphalen, Dom Antônio Carlos Rossi Keller, criticou medidas adotadas pelo governo do Rio Grande do Sul que restringem a participação dos fiéis na Missa, por causada pandemia de Covid-19.

Segundo o Prelado, “as autoridades sanitárias pretendem culpar a Igreja pela situação em relação ao aumento de casos do COVID-19 no Estado”.

De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado, foram registrados até o momento 326.425 casos confirmados de Covid-19 no Rio Grande do Sul, com 6.900 mortes. A taxa de ocupação dos leitos de UTI é de 81,2%.

Frente ao aumento do número de casos infecção por coronavírus, o governo do Rio Grande do Sul adotou novas medidas e suspendeu temporariamente o sistema de cogestão, que permitia as prefeituras a adotarem restrições mais brandas. Desde terça-feira, 1º de dezembro, 19 das 21 regiões Covid do estado passaram para bandeira vermelha, de alto risco epidemiológico.

Segundo informa o site do governo do RS, “as novas restrições à circulação de pessoas e a suspensão do sistema de cogestão do Distanciamento Controlado devem durar duas semanas, mas, se for necessário, não está descartado a prorrogação do prazo ou alteração dos protocolos”.

Entre as medidas estabelecidas pelo governo, algumas dizem respeito a “Missas e serviços religiosos” e determina a participação de no “máximo 30 pessoas” ou “10% da lotação”.

Além dos protocolos gerais como uso de máscara, álcool em gel, distanciamento, ventilação natural, também proíbe “o consumo de alimentos e bebidas”.

Diante disso, Dom Keller denunciou em uma publicação em seu Instagram que, no Rio Grande do Sul, “as autoridades sanitárias pretendem culpar a Igreja pela situação em relação ao aumento de casos do COVID 19 no Estado, pelas restrições constantes no Protocolo de distanciamento controlado: 10% da lotação das Igrejas ou 30 pessoas nos locais de culto”.

O Prelado assinalou que “esta generalização é absurda e inaceitável”.

Do mesmo modo, indicou que “a proibição de que haja ‘distribuição de alimentos e bebidas’ pode também configurar-se em uma abusiva intervenção no Direito Litúrgico, já́ que pode significar a arbitrariedade de se impedir a distribuição da Sagrada Eucaristia”.

“Nós bispos do RS vamos tomar as medidas necessárias para que haja maior respeito para com a Igreja Católica”, completou.

Fonte ACI Digital

 
 
 

Hoje ganhamos um irmão no céu! Nesta sexta-feira (29), dia em que recordamos a paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso irmão Simplício da Fraternidade Toca de Assis foi chamado a contemplar Deus face a face.

O irmão Simplício José do Menino Jesus, que completaria este ano 29 anos, estava na UTI em estado grave desde o início da semana, mas não resistiu.

Há dois meses o Irmão Simplício gravou este vídeo em agradecimento aos que contribuíram na sua missão de cuidar dos irmãos de rua neste momento tão difícil da pandemia, no qual ele acabou também se tornando vítima.


Atualmente sua missão era na casa Fraterna da Toca de Assis em Fortaleza CE.

A finalidade do Instituto, visando à glória de Deus, consiste em exaltar e reparar o Augustíssimo Sacramento do Altar, buscando e promovendo a plena participação do Sacrifício Eucarístico e o seu prolongamento através da adoração, além de aliviar o sofrimento dos pobres abandonados de rua, buscando a restauração de sua dignidade de filho de Deus. Assim, testemunhamos de forma missionária o Santo Evangelho, especialmente o Amor do Verbo Encarnado e Crucificado.

Assista o vídeo e mais abaixo leia o texto feito em homenagem ao irmão Simplício José do Menino Jesus e conheça um pouco de sua história:

Uma vida totalmente doada a Deus

Pelas mãos do arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, o irmão Simplício, de 25 anos, recebeu a profissão temporária nos primeiros votos da Fraternidade Toca de Assis. A profissão ocorreu durante uma celebração no dia 13 de novembro, na Igreja São Francisco de Paula, no Centro. Além dessa consagração, outros quatro postulantes foram admitidos ao noviciado.

Entre os presentes na celebração, estavam o vice-secretário administrativo da Venerável Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula, padre Silmar Alves Fernandes, o ministro geral dos Filhos da Pobreza, irmão Hariel do Santíssimo Sacramento, de Vinhedo (SP), o guardião da missão da fraternidade no Rio de Janeiro, irmão Eli Maria Servo do Cordeiro, além de familiares e amigos do consagrado.

Irmão Simplício nasceu na cidade de Cabo Frio e cresceu na cidade de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. De família simples, caminhou na fé católica desde pequeno. Tinha dois sonhos: fazer a Primeira Comunhão e ser coroinha. Realizou ambos aos oito anos e começou a servir ao altar, onde permaneceu até os 18 anos. Nessa trajetória, ele foi se apaixonando pela liturgia e pela Igreja.

“Eu sempre tive uma aptidão muito grande pela Igreja. Pensava em ser padre, pois não sabia muito bem que era possível ser frei ou ser consagrado. Então quando conheci a vida consagrada, me encantei; e em meio a esse desejo vocacional eu descobri a Fraternidade da Toca de Assis”, contou.

Foi através de uma jovem com quem estudava no ensino médio que ele conheceu a fraternidade e começou a frequentá-la. O cuidado com os pobres e a adoração ao Santíssimo Sacramento – carisma da Toca de Assis – logo o encantaram. Para ele, a fraternidade aprofundou o zelo que ele tinha pela liturgia e o amor ao sagrado.

“Ainda dentro da minha paróquia, o Senhor já havia me chamado a mostrar aos outros jovens o quanto a nossa liturgia é bela. Conheci a Toca de Assis com 12 anos, mas só pude fazer o vocacional com 15 anos, que era a idade permitida. Ainda fora, acompanhei e vivenciei o carisma porque participava dos eventos, das adorações e das pastorais de rua. Ao completar 18 anos, entrei para a fraternidade”, revelou. Irmão Simplício, cujo nome de batismo é Rodolfo Costa Pimentel, disse que quando começou a vivenciar a vida dentro da Toca de Assis foi amor à primeira vista porque a vida consagrada é totalmente diferente da vida paroquial, que até então ele vivia.

“Eu falava para o meu pároco que o banco da Igreja me incomodava muito porque eu não conseguia ficar só servindo na paróquia. Deus pedia algo a mais para mim, e esse algo a mais era doar minha vida por inteiro. Eu tinha a necessidade de morar com Jesus, não apenas de ir à Igreja. Então a Toca e a vida consagrada são uma grande realização desse sonho. Morar com Deus, adorar a Jesus no Santíssimo Sacramento e cuidar dos seus pobres nas ruas foi o meu desejo inicial, e é o desejo que quero para sempre. A nossa missão na Toca de Assis é adorar a Jesus e depois chegar ao coração do pobre, que é Ele mesmo disfarçado”, ressaltou.

Realizada no Rio, a consagração trouxe uma alegria ainda maior para o irmão, já que normalmente as cerimônias acontecem em Campinas, na sede da fraternidade. Segundo ele, o local é especial porque foi em frente à Igreja de São Francisco de Paula, no Centro, que ele fez sua primeira pastoral de rua.

“Estar junto dos meus familiares e amigos no local onde nasci, consagrando a minha vida totalmente a Deus, foi um presente divino que ficará gravado para sempre no meu coração. E quando soube da presença do cardeal, mais alegre ficou meu coração. Me senti ainda mais parte da Santa Igreja”, disse.

Como consagrado, irmão Simplício assumiu uma missão na casa de noviciado de Pirassununga, em São Paulo. Ele foi o animador vocacional dos jovens que desejavam entrar para a Fraternidade da Toca de Assis.

 
 
 

O que responder quando perguntam: “Porque reabrir as igrejas se podemos rezar em casa?

Cada dia a mais que ficamos em quarentena, mais divididos percebemos os católicos. Alguns, tomados pelo medo preferem a segurança, enquanto outros sentem-se angustiados pela falta dos sacramentos.

Neste contexto, surgem acusações, até mesmo de católicos contra católicos, pelo simples fato de pedirem de maneira respeitosa, como uma súplica filial, a reabertura das igrejas.

Os principais argumentos dos que defendem o fechamento das igrejas são de que o momento ainda é muito perigoso, que pode colocar em risco a própria saúde e a de outras pessoas. Ainda dizem que tais pessoas não passam de “Tomé’s” que precisam estar na igreja para acreditar em Deus, fazendo referência à passagem bíblica do “tocar para crer”.

E por fim, utilizam-se de um argumento que tornou-se muito popular, que tem confortado e ao mesmo tempo confundido muitas pessoas, dizendo que as igrejas não estão fechadas, pois cada Lar se tornou uma Igreja.

A principal provocação que fazem é: “Por que precisamos estar ‘na igreja num momento desses’?

Realmente, não precisamos estar “na” Igreja “num momento desses”. Nós precisamos da Santa Igreja a “Todo Momento”!

Precisamos estar em Comunhão com Deus e em sua Graça a todo instante. De fato, é preciso que estejamos sempre preparados para o dia no qual Deus nos chamará desta vida, pois “não sabemos nem o dia e nem a hora.”

Entretanto, para que possamos estar em estado de Graça, ou seja, em união e amizade com Deus, somos totalmente dependentes da Igreja, pois toda Graça nos vem do alto e não conseguimos produzi-la por nós mesmos, nem por nossos maiores esforços.

Leia também: O que é Graça

A Santa Igreja, instituída pelo próprio Deus, é o canal pelo qual nos vêm toda a Graça. Nos ensina a Doutrina Católica que os sacramentos são o principal meio pelo qual nos é fornecida a graça, e o Santo Sacrifício da Missa é a atualização do Sacrifício de Jesus na Cruz, uma fonte inesgotável de graças, e pelo qual fomos salvos.

É somente pelo batismo que o pecado original pode apagado e inserida em nós a Graça Santificante. A Confissão que recupera em nós a graça perdida quando cometemos pecados mortais, e o sacramento da Eucaristia alimenta e restaura nossa alma afim de que tenhamos forças para evitar todo pecado.

Jesus mesmo nos alertou; Aquele que não comer da minha carne (Eucaristia), e não beber do meu sangue (Confissão) não terá a vida eterna.

Se para termos acesso aos sacramentos é preciso que as igrejas sejam reabertas, então o mais do que nunca é urgente que sejam abertas. Mesmo que seja necessário tomar cuidados extras, que na maioria dos lugares considerados essenciais (mercados, comércios, lotéricas, bancos, etc) não são respeitados.

Devemos nos conscientizar que, acima de qualquer necessidade material, ou mesmo de nossa saúde física e bem estar, está a necessidade que temos da Graça de Deus, que garante para nós o Céu!

É inconcebível que, no momento em que a necessidade que temos dos sacramentos é mais evidente, não temos a Santa Igreja para nos socorrer. É ela o principal meio pelo qual a graça de Deus chega até nós, e somente através dela que temos acesso aos sacramentos, que por sua vez nos abrem as portas do Céu.

Para quem é católico, o Céu sempre será o principal objetivo, pois nossa Vida nesta Terra é um sopro perto da Eternidade que nos espera. Nossa vida aqui pode durar algumas décadas e chegar no máximo a “cento e poucos anos”, mas isso nem se compara a uma eternidade (milhões e milhões de milênios) que nos espera na próxima vida.

Infelizmente, grande parte dos católicos sequer acreditam nessa realidade básica da doutrina católica, e por isso sentem-se confortáveis vivendo longos períodos em estado de pecado mortal.

Alguns chegam até a acusar os católicos que pedem a volta dos sacramentos de “egoístas” que “só pensam em si próprios e na própria salvação”, o que demonstra ainda mais a cegueira espiritual, ignorância doutrinária e falta de apreço pela própria salvação, pois a Igreja e os sacramentos não são privilégios para alguns, mas é uma necessidade de todos.

Se para estes, a necessidade da reabertura das igrejas é nula, que fiquem confortáveis no caminho que lhes compraz, porém, anátema sejam aqueles que impedem que o menor dos pequeninos do Senhor supliquem para si os sacramentos e a graça da salvação.

Foi Jesus mesmo quem disse: “Deixai vir a mim os pequeninos, não os impeça”!

Que Deus nos ajude!

 
 
 
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