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  • Rosary Stronger than The Atomic Bomb

    Auxilium Christianorum, Ora Pro Nobis.

  • Temptations of St Vincent Ferrer

    St. Vincent Ferrer, Ora Pro nobis.

  • FABLE OF A FEMALE POPE – POPESS JOAN

    Origin of this Legend                                                                                                                                 The origin of this legend is obscure. According to Bernard Conway, atleast ten theories have been put forward to account for this legend and most of them are arbitrary and improbable. Leo Allatius believed that the people made a Pope out of a pseudo-prophetess, Thiota: Leibnitz held that a woman had been a bishop of some see outside of Rome; Suarez, bishop of vaison, traced the legend to the wife of the anti-pope, Pierre de Corbiere(1328). St. Thomas Aquinas, Ora Pro nobis.

  • Homilia do 5º Domingo da Quaresma

    Sermão do 5º Domingo da Quaresma | Ano A Leia o Evangelho deste domingo e em seguida escute a homilia: Anúncio do Evangelho (Jo 11,3-7.17.20-27.33b-45– Forma breve) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 3 as irmãs de Lázaro mandaram dizer a Jesus: “Senhor, aquele que amas está doente”. 4 Ouvindo isto, Jesus disse: “Esta doença não leva à morte; ela serve para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. 5 Jesus era muito amigo de Marta, de sua irmã Maria e de Lázaro. 6 Quando ouviu que este estava doente, Jesus ficou ainda dois dias no lugar onde se encontrava. 7Então, disse aos discípulos: “Vamos de novo à Judeia”. 17 Quando Jesus chegou, encontrou Lázaro sepultado havia quatro dias. 20 Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. 21 Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22 Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá”. 23 Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. 24 Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. 25 Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26 E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês isto?” 27 Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”. 33b Jesus ficou profundamente comovido 34 e perguntou: “Onde o colocastes?” Responderam: “Vem ver, Senhor”. 35 E Jesus chorou. 36 Então os judeus disseram: “Vede como ele o amava!” 37 Alguns deles, porém, diziam: “Este, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito com que Lázaro não morresse?” 38 De novo, Jesus ficou interiormente comovido. Chegou ao túmulo. Era uma caverna, fechada com uma pedra. 39 Disse Jesus: “Tirai a pedra!” Marta, a irmã do morto, interveio: “Senhor, já cheira mal. Está morto há quatro dias”. 40 Jesus lhe respondeu: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” 41 Tiraram então a pedra. Jesus levantou os olhos para o alto e disse: “Pai, eu te dou graças porque me ouviste. 42 Eu sei que sempre me escutas. Mas digo isto por causa do povo que me rodeia, para que creia que tu me enviaste”. 43 Tendo dito isso, exclamou com voz forte: “Lázaro, vem para fora!” 44 O morto saiu, atado de mãos e pés com os lençóis mortuários e o rosto coberto com um pano. Então Jesus lhes disse: “Desatai-o e deixai-o caminhar!” 45 Então, muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

  • Homilia do 5º Domingo da Quaresma

    Sermão do 5º Domingo da Quaresma | Ano A Leia o Evangelho deste domingo e em seguida escute a homilia: Anúncio do Evangelho (Jo 11,3-7.17.20-27.33b-45– Forma breve) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 3 as irmãs de Lázaro mandaram dizer a Jesus: “Senhor, aquele que amas está doente”. 4 Ouvindo isto, Jesus disse: “Esta doença não leva à morte; ela serve para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. 5 Jesus era muito amigo de Marta, de sua irmã Maria e de Lázaro. 6 Quando ouviu que este estava doente, Jesus ficou ainda dois dias no lugar onde se encontrava. 7Então, disse aos discípulos: “Vamos de novo à Judeia”. 17 Quando Jesus chegou, encontrou Lázaro sepultado havia quatro dias. 20 Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. 21 Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22 Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá”. 23 Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. 24 Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. 25 Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26 E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês isto?” 27 Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”. 33b Jesus ficou profundamente comovido 34 e perguntou: “Onde o colocastes?” Responderam: “Vem ver, Senhor”. 35 E Jesus chorou. 36 Então os judeus disseram: “Vede como ele o amava!” 37 Alguns deles, porém, diziam: “Este, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito com que Lázaro não morresse?” 38 De novo, Jesus ficou interiormente comovido. Chegou ao túmulo. Era uma caverna, fechada com uma pedra. 39 Disse Jesus: “Tirai a pedra!” Marta, a irmã do morto, interveio: “Senhor, já cheira mal. Está morto há quatro dias”. 40 Jesus lhe respondeu: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” 41 Tiraram então a pedra. Jesus levantou os olhos para o alto e disse: “Pai, eu te dou graças porque me ouviste. 42 Eu sei que sempre me escutas. Mas digo isto por causa do povo que me rodeia, para que creia que tu me enviaste”. 43 Tendo dito isso, exclamou com voz forte: “Lázaro, vem para fora!” 44 O morto saiu, atado de mãos e pés com os lençóis mortuários e o rosto coberto com um pano. Então Jesus lhes disse: “Desatai-o e deixai-o caminhar!” 45 Então, muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

  • Why is death so hard, so terrible a thing? -Martin Von Cochem

    Now, why is death so hard, so terrible a thing? It is because the soul has to separate itself from the body. Body and soul were created for each other, and so intimate is their union that a parting between them seems almost impossible. They would endure almost anything rather than be torn asunder. And if people apparently pass away most peacefully, this is because nature, exhausted by suffering, has no longer the force to struggle with death. Our Redeemer was tortured in a terrible manner, yet all the martyrdom He endured was not compared with what He suffered at the moment of His death….when the moment came for Him to expire, and the ruthless hand of death rent His heart  asunder, we read that He cried out with a loud voice and gave up the ghost. According to Pope St. Gregory; “Christ’s conflict with death represented our last conflict, teaching us that the agony of death is the keenest agony that man has ever felt or will ever feel. Wherefore, O christian, accept your destiny cheerfully and form a steadfast resolution to bear unmurmuringly the bitterness of death. For it is a great merit to yield up one’s life everyman loves so well – and submit with ready and willing mind to the pangs of death. An excerpt from the “Four Last Things” by Martin Von Cochem

  • Detachment

    -Cardinal Henry Newman

  • Santo do Dia – 02 de Abril – São Francisco de Paula

    SANTO DO DIA – 02 DE ABRIL – SÃO FRANCISCO DE PAULA Eremita e fundador (1416-1507) Tiago era um simples lavrador que extraia do campo o sustento da família. Muito católico, tinha o costume de rezar enquanto trabalhava, fazia seguidos jejuns, penitências e praticava boas obras. Sua esposa chamava-se Viena e, como ele, era boa, virtuosa e o acompanhava nos preceitos religiosos. Demoraram a ter um filho, tanto que pediram a são Francisco de Assis pela intercessão da graça de terem uma criança, cuja vida seria entregue a serviço de Deus, se essa fosse sua vontade. E foi o que aconteceu: no dia 27 de março de 1416, nasceu um menino que recebeu o nome de Francisco, em homenagem ao Pobrezinho de Assis. Aos onze anos, Francisco foi viver no convento dos franciscanos de Paula, dois anos depois vestiu o hábito, mas teve de retornar para a família, pois estava com uma grave enfermidade nos olhos. Junto com seus pais, pediu para que são Francisco de Assis o ajudasse a ficar curado. Como agradecimento pela graça concedida, a família seguiu em peregrinação para o santuário de Assis, e depois a Roma. Nessa viagem, Francisco recebeu a intuição de tornar-se um eremita. Assim, aos treze anos foi dedicar-se à oração contemplativa e à penitência nas montanhas da região. Viveu por cinco anos alimentando-se de ervas silvestres e água, dormindo no chão, tendo como travesseiro uma pedra. Foi encontrado por um caçador, que teve seu ferimento curado ao toque das mãos de Francisco, que o acolheu ao vê-lo ferido. Depois disso, começou a receber vários discípulos desejosos de seguir seu exemplo de vida dedicada a Deus. Logo Francisco de Paula, como era chamado, estava à frente de uma grande comunidade religiosa. Fundou, primeiro, um mosteiro e com isso consolidou uma nova ordem religiosa, a que deu o nome de ‘Irmãos Mínimos’. As Regras foram elaboradas por ele mesmo. Seu lema era: ‘Quaresma perpétua’, o que significava a observância do rigor da penitência, do jejum e da oração contemplativa durante o ano todo, seguida da caridade aos mais necessitados e a todos que recorressem a eles. Milhares de homens decidiram abandonar a vida do mundo e foram para o mosteiro de Francisco de Paula, por isso teve de fundar muitos outros. A fama de seus dons de cura, prodígios e profecia chegou ao Vaticano, e o papa Paulo II resolveu mandar um comissário pessoalmente averiguar se as informações estavam corretas. E elas estavam, constatou-se que Francisco de Paula era portador de todos esses dons. Ele previu a tomada de Constantinopla pelos turcos, muitos anos antes que fosse sequer cogitada, assim como a queda de Otranto e sua reconquista pelos cristãos. Diz a tradição que os poderosos da época tinham receio de suas palavras proféticas, por isso, sempre que Francisco solicitava ajuda para suas obras de caridade, era prontamente atendido. Quando não o era, ele dizia que não deviam esquecer que Jesus dissera que depois da morte eles seriam inquiridos sobre o tipo de administração que fizeram aqui na terra, e só essa lembrança era o bastante para receber o que havia pedido para os pobres. Depois, o papa Sixto IV mandou que Francisco de Paula fosse à França, pois o rei, Luís XI, estava muito doente e desejava preparar-se para a morte ao lado do famoso monge. A conversão do rei foi extraordinária. Antes de morrer, restabeleceu a paz com a Inglaterra e com a Espanha e nomeou Francisco de Paula diretor espiritual do seu filho, o futuro Carlos VIII, rei da França. Francisco de Paula teve a felicidade de ver a Ordem dos Irmãos Mínimos aprovada pela Santa Sé em 1506. Ele morreu aos noventa e um anos de idade, no dia 2 de abril de 1507, na cidade francesa de Plessis-les-Tours, onde havia fundado outro mosteiro. A fama de sua santidade só fez aumentar, tanto que doze anos depois, em 1519, o papa Leão X autorizou o culto de são Francisco de Paula, cuja festa litúrgica ocorre no dia de sua morte. São Francisco de Paula Místico e analfabeto, teve uma vida longa e santa voltada para o amor de Deus e santificação dos homens. A Santa Igreja o elevou às honras dos altares e sua festa é comemorada em 2 de abril, dia em que morreu, aos 91 anos, na Sexta-feira Santa de 1507. De um santo casal sem filhos… Tiago e Viena formavam um casal que vivia em Paula, pequena cidade da Calábria, na Itália. Tiago era agricultor. Viena ajudava o marido no que era possível a uma mulher fazer. Juntos, eles constituíam um casal católico exemplar. Embora levando uma vida difícil, procuravam santificar-se: rezavam bastante, jejuavam, praticavam boas obras, faziam penitência. Consideravam-se felizes. A felicidade de situação em que viviam, no entanto, era empalidecida por algo lhes penalizava: não conseguiam ter filhos. …milagrosamente, nasce um menino Não faltavam pedidos, orações e sacrifícios para que Deus lhes enviasse um filho. Pediam muito a intercessão de São Francisco de Assis, de quem eram devotos. Prometeram até que, se o santo lhes atendesse, dariam o nome de Francisco ao primeiro dos filhos que tivessem. Deus ouviu tão prementes e piedosos pedidos: nasceu-lhes um filho. O menino tinha uma infecção nos olhos e poderia ficar cego. De novo procuraram São Francisco. Com respeito, pediam que ele atendesse por inteiro o pedido deles e não apenas pela metade. Tiago e Viena prometiam ao Santo que, se ele curasse o menino, tão logo a idade o permitisse, ele seria vestido com o hábito de frade franciscano e colocado, por um ano, num convento da Ordem de São Francisco. Novamente o casal foi atendido. Francisco crescia saudável, abençoado por Deus e com evidentes pendores para a santidade. Até os 12 anos seguia o exemplo paterno: rezava e praticava penitência. … que se tornou um “menino frade”, exemplar, obediente e milagreiro. O tempo passou e Tiago e Viena não tinam cumprido ainda a promessa feita. Um dia apareceu na casa deles um frade franciscano lembrando que chegara a hora de cumprirem a promessa feita. Os pais, de bom grado, levaram o jovenzinho com o hábito de São Francisco para o convento de São Marcos, onde era observava rigorosamente a regra da Ordem dos Frades Menores. O jovem Francisco, mesmo não estando obrigado, cumpria com exatidão as normas conventuais. E isso a tal ponto que se tornou modelo de observância da regra. Era exemplo até para os frades mais experimentados e vividos nas práticas religiosas. Já nessa ocasião, alguns fatos extraordinários marcaram a vida do pequeno Francisco. Um dia o irmão sacristão ordenou-lhe que fosse buscar brasas para o turíbulo. Porém, esqueceu-se de dizer a Francisco como deveria proceder. Com toda simplicidade e inocência, ele atendeu ao pedido colocando as brasas em seu hábito e as levou ao irmão sacristão. Seu hábito nada sofreu. Em uma outra ocasião, ele ficou como encarregado da cozinha. Pôs os alimentos em uma panela e a colocou sobre o carvões e lá a deixou. Em seguida foi para a igreja rezar, esquecendo-se de acender o fogo… Rezando, entrou em estase, e tempo foi passando. Um frade entrou na cozinha e viu o fogo apagado. Procurou Francisco perguntando se a refeição estava pronta. O jovem respondeu que sim e, em seguida, foi para a cozinha. Não se sabe como, o certo é que o fogo estava aceso e os alimentos cozidos… Fez-se um Eremita adolescente… Claro que os bons frades do convento de São Marcos queriam que o jovem Francisco continuasse entre eles. Era um adorno para o convento aquele adolescente que já dava tantos indícios de santidade. O jovem, no entanto, sentia-se chamado para outro estado de vida. Tendo já cumprido a promessa de ficar um ano no convento, com os pais, ele foi conhecer Roma, Assis, Loreto e Monte Cassino. Ficou impressionado com Monte Cassino. Soube que naquele lugar São Bento estabelecera-se aos 14 anos para entregar-se todo a Deus, ele fez também o mesmo propósito: pediu aos pais que o deixassem viver como eremita na chácara que habitavam. Tiago e Viena aceitaram o pedido do filho. E não só consentiram que se mudasse para sua “ermida”, mas passaram a levar-lhe a alimentação. Mas, Francisco deseja ser mais radical em sua solidão. Um dia ele desapareceu: havia subido a uma montanha próxima. Nela encontrou uma pequena gruta e a transformou no local onde passou a morar por seis anos. Vivia exclusivamente para Deus, na contemplação e penitência. Seu alimento eram raízes e ervas silvestres. De acordo com uma tradição corrente na Ordem fundada por ele, foi nessa gruta eremítica que ele recebeu, das mãos de um Anjo, o hábito monástico. …aprovado pelo Bispo e com discípulos, funda uma Ordem Religiosa. Com 19 anos de idade, Francisco obteve licença do Bispo local para construir um mosteiro no alto de um monte próximo a Paula. Logo surgiram os primeiros discípulos e auxiliares. Da construção desse Mosteiro participaram os habitantes da cidade. Pouco importando que fossem ricos ou pobres, nobres ou plebeus. Era um verdadeiro milagre: todos queriam ajudar. Eles foram testemunhas de inúmeros milagres. Viram pedras se deslocarem à uma simples ordem de Francisco. Árvores pesadas e pedras enormes tornavam-se leves para serem removidas ou transportadas. Os víveres, cuja quantidade mal daria para saciar a fome de um só trabalhador, alimentavam a muitos. Até pessoas enfermas que iam participar das construções ficavam curadas. Foi dai que nasceram as origens da “Ordem dos Mínimos”, ordem religiosa fundada oficialmente por São Francisco de Paula em 1435. Arcanjo São Miguel era seu protetor e também da Ordem que ele fundou. Foi o Arcanjo quem trouxe-lhe uma espécie de ostensório no qual aparecia o sol tendo um fundo azul e escrita a palavra Caridade. São Miguel mostrou-lhe ostensório e recomendou ao Santo tomá-lo como emblema de sua Ordem. Francisco tinha na simplicidade de vida um coroamento de todas suas virtudes. Ele era bom, franco, cândido, serviçal, sempre disposto a fazer o bem a qualquer um. Esse espírito, ele comunicou em abundância a seus filhos espirituais. Fatos, profecias e mais milagres A Divina Providencia distribui seus dons a quem fará uso deles para maior glória de Deus. Sendo assim, é o caso de dizer que São Francisco de Paula glorificou muito a Deus, aplicando esses dons abundantemente. Até parece que seu carisma constituía-se em fazer milagres. Um autor chegou a afirmar sobre ele: “Não há espécie de doenças que ele não tenha curado, de sentidos e membros do corpo humano sobre os quais não tenha exercido a graça e o poder que Deus lhe havia dado. Ele restituiu a vista a cegos, a audição a surdos, a palavra aos mudos, o uso dos pés e mãos a estropiados, a vida a agonizantes e mortos; e, o que é mais considerável, a razão a insensatos e frenéticos”. “Não houve jamais mal, por maior e mais incurável que parecesse, que pudesse resistir à sua voz ou ao seu toque. Acorria-se a ele de todas as partes, não só um a um, mas em grandes grupos e às centenas, como se ele fosse o Anjo Rafael e um médico descido do Céu; e, segundo o testemunho daqueles que o acompanhavam ordinariamente, ninguém jamais retornou descontente, mas cada um bendizia a Deus de ter recebido o cumprimento do que desejava”(*). Francisco ressuscitou seu próprio sobrinho chamado Nicolas. Ele queria ser monge na Ordem que seu tio havia fundado. Mas sua mãe se opôs ferrenhamente a isso. Nicolas adoeceu e morreu. O corpo estava sendo velado na igreja do convento e Francisco pediu que o conduzissem à sua cela. Passou a noite em lágrimas e orações. Foi assim que, naquela noite, ele obteve de Deus que o rapaz fosse ressuscitado. Quando, na manhã seguinte, a mãe de Nicolas veio para assistir ao sepultamento do filho, Francisco perguntou-lhe se ela ainda se opunha a que ele se fizesse religioso. “Ah!” – disse ela em lágrimas – “se eu não me tivesse oposto, talvez ele ainda vivesse”. – “Quer dizer que você está arrependida?” – insistiu o Santo. – “Ah, sim!”. Francisco, então, trouxe-lhe o filho são e salvo. Em prantos, a mãe abraçou o filho concedendo a licença que havia negado. Tornou-se famosa outra ressurreição realizada pela intercessão de Francisco. Foi aquela em que viveu novamente um homem malfeitor que a justiça havia enforcado três dias antes. São Francisco de Paula não só lhe restituiu a vida do corpo, como também a da alma. Mas Francisco também ressuscitou duas vezes a mesma pessoa: Tomás de Yvre, era habitante de Paterne, França, e trabalhava na construção do convento de sua cidade. Num acidente ele foi esmagado por uma árvore. São Francisco o ressuscitou. Algum tempo depois, Tomás caiu do alto do campanário e morreu em consequência da queda. Novamente o Santo restituiu-lhe a vida. São Francisco era também dotado de uma graça especial para a obtenção do favor da maternidade para mulheres estéreis. Muitos milagres desse gênero foram relatados no processo de canonização do Santo em Tours. Alguns deles foram acontecidos em casas reais ou principescas. Um analfabeto cheio de sabedoria e santidade Na verdade ele era analfabeto, mas isso pouco importa. Em suas homilias, ele pregava com tanta sabedoria que deixava seus ouvintes extasiados e entusiasmados: a boca fala é da abundancia do coração… Em seu modo de ser, de portar-se e agir brilhavam em grau heroico a virtude da sabedoria, além da prudência, da justiça, da temperança e da fortaleza. Por isso, mesmo é que esse Santo não alfabetizado mão sentiu nenhum constrangimento ao conversar ou dar conselhos a Papas, reis e a grandes deste mundo. Ficar na França foi discernimento da vontade de Deus Sua fama chegou até na França. O Rei Luís XI estava atacado por doença que poderia levá-lo à morte. E não duvidou: pediu ao Santo que fosse até a França para curá-lo. Mas Francisco só se dirigiu à côrte francesa depois de uma ordem formal do Papa. A ida dele foi providencial para a expansão de sua Ordem não só na França, mas também em outros países da Europa, como Alemanha e Espanha. Estando com o Rei, ele discerniu que a vontade de Deus não era que ele se curasse, mas, em seus desígnios queria levá-lo desta vida. Sem temor, ele disse isso a Luís XI e, com isso, preparou-o para a morte. Foi nessas circunstancias que o monarca confiou a Francisco a formação de seus filhos, sobretudo ao principe herdeiro que tinha, então, apenas 14 anos. Francisco foi também o confessor da Princesa Joana. Depois que de repudiada por seu marido, o futuro Luís XII, tornou-se religiosa e, morrendo santamente, foi canonizada recebendo a maior das honras, a dos altares. Foi por conselho de Francisco que o Rei Carlos VIII casou-se com Ana de Bretanha, herdeira única daquele ducado, que veio assim unir-se ao Reino da França. Imitou Jesus até a morte Francisco dormia sobre umas pranchas. Isso quando dormia, pois, geralmente passava grande parte das noites rezando. Parecia viver continuamente em espírito de quaresma. Muitas vezes, comia apenas a cada oito dias. Para melhor imitar a Nosso Senhor Jesus Cristo, uma vez, passou toda uma quaresma sem alimentar-se. Seu hábito era de um tecido grosseiro, bem rude. Embora, como penitencia, o usasse dia e noite, era limpo e dele subia um odor agradável a todos os olfatos.

  • Santo do Dia – 02 de Abril – São Francisco de Paula

    SANTO DO DIA – 02 DE ABRIL – SÃO FRANCISCO DE PAULA Eremita e fundador (1416-1507) Tiago era um simples lavrador que extraia do campo o sustento da família. Muito católico, tinha o costume de rezar enquanto trabalhava, fazia seguidos jejuns, penitências e praticava boas obras. Sua esposa chamava-se Viena e, como ele, era boa, virtuosa e o acompanhava nos preceitos religiosos. Demoraram a ter um filho, tanto que pediram a são Francisco de Assis pela intercessão da graça de terem uma criança, cuja vida seria entregue a serviço de Deus, se essa fosse sua vontade. E foi o que aconteceu: no dia 27 de março de 1416, nasceu um menino que recebeu o nome de Francisco, em homenagem ao Pobrezinho de Assis. Aos onze anos, Francisco foi viver no convento dos franciscanos de Paula, dois anos depois vestiu o hábito, mas teve de retornar para a família, pois estava com uma grave enfermidade nos olhos. Junto com seus pais, pediu para que são Francisco de Assis o ajudasse a ficar curado. Como agradecimento pela graça concedida, a família seguiu em peregrinação para o santuário de Assis, e depois a Roma. Nessa viagem, Francisco recebeu a intuição de tornar-se um eremita. Assim, aos treze anos foi dedicar-se à oração contemplativa e à penitência nas montanhas da região. Viveu por cinco anos alimentando-se de ervas silvestres e água, dormindo no chão, tendo como travesseiro uma pedra. Foi encontrado por um caçador, que teve seu ferimento curado ao toque das mãos de Francisco, que o acolheu ao vê-lo ferido. Depois disso, começou a receber vários discípulos desejosos de seguir seu exemplo de vida dedicada a Deus. Logo Francisco de Paula, como era chamado, estava à frente de uma grande comunidade religiosa. Fundou, primeiro, um mosteiro e com isso consolidou uma nova ordem religiosa, a que deu o nome de ‘Irmãos Mínimos’. As Regras foram elaboradas por ele mesmo. Seu lema era: ‘Quaresma perpétua’, o que significava a observância do rigor da penitência, do jejum e da oração contemplativa durante o ano todo, seguida da caridade aos mais necessitados e a todos que recorressem a eles. Milhares de homens decidiram abandonar a vida do mundo e foram para o mosteiro de Francisco de Paula, por isso teve de fundar muitos outros. A fama de seus dons de cura, prodígios e profecia chegou ao Vaticano, e o papa Paulo II resolveu mandar um comissário pessoalmente averiguar se as informações estavam corretas. E elas estavam, constatou-se que Francisco de Paula era portador de todos esses dons. Ele previu a tomada de Constantinopla pelos turcos, muitos anos antes que fosse sequer cogitada, assim como a queda de Otranto e sua reconquista pelos cristãos. Diz a tradição que os poderosos da época tinham receio de suas palavras proféticas, por isso, sempre que Francisco solicitava ajuda para suas obras de caridade, era prontamente atendido. Quando não o era, ele dizia que não deviam esquecer que Jesus dissera que depois da morte eles seriam inquiridos sobre o tipo de administração que fizeram aqui na terra, e só essa lembrança era o bastante para receber o que havia pedido para os pobres. Depois, o papa Sixto IV mandou que Francisco de Paula fosse à França, pois o rei, Luís XI, estava muito doente e desejava preparar-se para a morte ao lado do famoso monge. A conversão do rei foi extraordinária. Antes de morrer, restabeleceu a paz com a Inglaterra e com a Espanha e nomeou Francisco de Paula diretor espiritual do seu filho, o futuro Carlos VIII, rei da França. Francisco de Paula teve a felicidade de ver a Ordem dos Irmãos Mínimos aprovada pela Santa Sé em 1506. Ele morreu aos noventa e um anos de idade, no dia 2 de abril de 1507, na cidade francesa de Plessis-les-Tours, onde havia fundado outro mosteiro. A fama de sua santidade só fez aumentar, tanto que doze anos depois, em 1519, o papa Leão X autorizou o culto de são Francisco de Paula, cuja festa litúrgica ocorre no dia de sua morte. São Francisco de Paula Místico e analfabeto, teve uma vida longa e santa voltada para o amor de Deus e santificação dos homens. A Santa Igreja o elevou às honras dos altares e sua festa é comemorada em 2 de abril, dia em que morreu, aos 91 anos, na Sexta-feira Santa de 1507. De um santo casal sem filhos… Tiago e Viena formavam um casal que vivia em Paula, pequena cidade da Calábria, na Itália. Tiago era agricultor. Viena ajudava o marido no que era possível a uma mulher fazer. Juntos, eles constituíam um casal católico exemplar. Embora levando uma vida difícil, procuravam santificar-se: rezavam bastante, jejuavam, praticavam boas obras, faziam penitência. Consideravam-se felizes. A felicidade de situação em que viviam, no entanto, era empalidecida por algo lhes penalizava: não conseguiam ter filhos. …milagrosamente, nasce um menino Não faltavam pedidos, orações e sacrifícios para que Deus lhes enviasse um filho. Pediam muito a intercessão de São Francisco de Assis, de quem eram devotos. Prometeram até que, se o santo lhes atendesse, dariam o nome de Francisco ao primeiro dos filhos que tivessem. Deus ouviu tão prementes e piedosos pedidos: nasceu-lhes um filho. O menino tinha uma infecção nos olhos e poderia ficar cego. De novo procuraram São Francisco. Com respeito, pediam que ele atendesse por inteiro o pedido deles e não apenas pela metade. Tiago e Viena prometiam ao Santo que, se ele curasse o menino, tão logo a idade o permitisse, ele seria vestido com o hábito de frade franciscano e colocado, por um ano, num convento da Ordem de São Francisco. Novamente o casal foi atendido. Francisco crescia saudável, abençoado por Deus e com evidentes pendores para a santidade. Até os 12 anos seguia o exemplo paterno: rezava e praticava penitência. … que se tornou um “menino frade”, exemplar, obediente e milagreiro. O tempo passou e Tiago e Viena não tinam cumprido ainda a promessa feita. Um dia apareceu na casa deles um frade franciscano lembrando que chegara a hora de cumprirem a promessa feita. Os pais, de bom grado, levaram o jovenzinho com o hábito de São Francisco para o convento de São Marcos, onde era observava rigorosamente a regra da Ordem dos Frades Menores. O jovem Francisco, mesmo não estando obrigado, cumpria com exatidão as normas conventuais. E isso a tal ponto que se tornou modelo de observância da regra. Era exemplo até para os frades mais experimentados e vividos nas práticas religiosas. Já nessa ocasião, alguns fatos extraordinários marcaram a vida do pequeno Francisco. Um dia o irmão sacristão ordenou-lhe que fosse buscar brasas para o turíbulo. Porém, esqueceu-se de dizer a Francisco como deveria proceder. Com toda simplicidade e inocência, ele atendeu ao pedido colocando as brasas em seu hábito e as levou ao irmão sacristão. Seu hábito nada sofreu. Em uma outra ocasião, ele ficou como encarregado da cozinha. Pôs os alimentos em uma panela e a colocou sobre o carvões e lá a deixou. Em seguida foi para a igreja rezar, esquecendo-se de acender o fogo… Rezando, entrou em estase, e tempo foi passando. Um frade entrou na cozinha e viu o fogo apagado. Procurou Francisco perguntando se a refeição estava pronta. O jovem respondeu que sim e, em seguida, foi para a cozinha. Não se sabe como, o certo é que o fogo estava aceso e os alimentos cozidos… Fez-se um Eremita adolescente… Claro que os bons frades do convento de São Marcos queriam que o jovem Francisco continuasse entre eles. Era um adorno para o convento aquele adolescente que já dava tantos indícios de santidade. O jovem, no entanto, sentia-se chamado para outro estado de vida. Tendo já cumprido a promessa de ficar um ano no convento, com os pais, ele foi conhecer Roma, Assis, Loreto e Monte Cassino. Ficou impressionado com Monte Cassino. Soube que naquele lugar São Bento estabelecera-se aos 14 anos para entregar-se todo a Deus, ele fez também o mesmo propósito: pediu aos pais que o deixassem viver como eremita na chácara que habitavam. Tiago e Viena aceitaram o pedido do filho. E não só consentiram que se mudasse para sua “ermida”, mas passaram a levar-lhe a alimentação. Mas, Francisco deseja ser mais radical em sua solidão. Um dia ele desapareceu: havia subido a uma montanha próxima. Nela encontrou uma pequena gruta e a transformou no local onde passou a morar por seis anos. Vivia exclusivamente para Deus, na contemplação e penitência. Seu alimento eram raízes e ervas silvestres. De acordo com uma tradição corrente na Ordem fundada por ele, foi nessa gruta eremítica que ele recebeu, das mãos de um Anjo, o hábito monástico. …aprovado pelo Bispo e com discípulos, funda uma Ordem Religiosa. Com 19 anos de idade, Francisco obteve licença do Bispo local para construir um mosteiro no alto de um monte próximo a Paula. Logo surgiram os primeiros discípulos e auxiliares. Da construção desse Mosteiro participaram os habitantes da cidade. Pouco importando que fossem ricos ou pobres, nobres ou plebeus. Era um verdadeiro milagre: todos queriam ajudar. Eles foram testemunhas de inúmeros milagres. Viram pedras se deslocarem à uma simples ordem de Francisco. Árvores pesadas e pedras enormes tornavam-se leves para serem removidas ou transportadas. Os víveres, cuja quantidade mal daria para saciar a fome de um só trabalhador, alimentavam a muitos. Até pessoas enfermas que iam participar das construções ficavam curadas. Foi dai que nasceram as origens da “Ordem dos Mínimos”, ordem religiosa fundada oficialmente por São Francisco de Paula em 1435. Arcanjo São Miguel era seu protetor e também da Ordem que ele fundou. Foi o Arcanjo quem trouxe-lhe uma espécie de ostensório no qual aparecia o sol tendo um fundo azul e escrita a palavra Caridade. São Miguel mostrou-lhe ostensório e recomendou ao Santo tomá-lo como emblema de sua Ordem. Francisco tinha na simplicidade de vida um coroamento de todas suas virtudes. Ele era bom, franco, cândido, serviçal, sempre disposto a fazer o bem a qualquer um. Esse espírito, ele comunicou em abundância a seus filhos espirituais. Fatos, profecias e mais milagres A Divina Providencia distribui seus dons a quem fará uso deles para maior glória de Deus. Sendo assim, é o caso de dizer que São Francisco de Paula glorificou muito a Deus, aplicando esses dons abundantemente. Até parece que seu carisma constituía-se em fazer milagres. Um autor chegou a afirmar sobre ele: “Não há espécie de doenças que ele não tenha curado, de sentidos e membros do corpo humano sobre os quais não tenha exercido a graça e o poder que Deus lhe havia dado. Ele restituiu a vista a cegos, a audição a surdos, a palavra aos mudos, o uso dos pés e mãos a estropiados, a vida a agonizantes e mortos; e, o que é mais considerável, a razão a insensatos e frenéticos”. “Não houve jamais mal, por maior e mais incurável que parecesse, que pudesse resistir à sua voz ou ao seu toque. Acorria-se a ele de todas as partes, não só um a um, mas em grandes grupos e às centenas, como se ele fosse o Anjo Rafael e um médico descido do Céu; e, segundo o testemunho daqueles que o acompanhavam ordinariamente, ninguém jamais retornou descontente, mas cada um bendizia a Deus de ter recebido o cumprimento do que desejava”(*). Francisco ressuscitou seu próprio sobrinho chamado Nicolas. Ele queria ser monge na Ordem que seu tio havia fundado. Mas sua mãe se opôs ferrenhamente a isso. Nicolas adoeceu e morreu. O corpo estava sendo velado na igreja do convento e Francisco pediu que o conduzissem à sua cela. Passou a noite em lágrimas e orações. Foi assim que, naquela noite, ele obteve de Deus que o rapaz fosse ressuscitado. Quando, na manhã seguinte, a mãe de Nicolas veio para assistir ao sepultamento do filho, Francisco perguntou-lhe se ela ainda se opunha a que ele se fizesse religioso. “Ah!” – disse ela em lágrimas – “se eu não me tivesse oposto, talvez ele ainda vivesse”. – “Quer dizer que você está arrependida?” – insistiu o Santo. – “Ah, sim!”. Francisco, então, trouxe-lhe o filho são e salvo. Em prantos, a mãe abraçou o filho concedendo a licença que havia negado. Tornou-se famosa outra ressurreição realizada pela intercessão de Francisco. Foi aquela em que viveu novamente um homem malfeitor que a justiça havia enforcado três dias antes. São Francisco de Paula não só lhe restituiu a vida do corpo, como também a da alma. Mas Francisco também ressuscitou duas vezes a mesma pessoa: Tomás de Yvre, era habitante de Paterne, França, e trabalhava na construção do convento de sua cidade. Num acidente ele foi esmagado por uma árvore. São Francisco o ressuscitou. Algum tempo depois, Tomás caiu do alto do campanário e morreu em consequência da queda. Novamente o Santo restituiu-lhe a vida. São Francisco era também dotado de uma graça especial para a obtenção do favor da maternidade para mulheres estéreis. Muitos milagres desse gênero foram relatados no processo de canonização do Santo em Tours. Alguns deles foram acontecidos em casas reais ou principescas. Um analfabeto cheio de sabedoria e santidade Na verdade ele era analfabeto, mas isso pouco importa. Em suas homilias, ele pregava com tanta sabedoria que deixava seus ouvintes extasiados e entusiasmados: a boca fala é da abundancia do coração… Em seu modo de ser, de portar-se e agir brilhavam em grau heroico a virtude da sabedoria, além da prudência, da justiça, da temperança e da fortaleza. Por isso, mesmo é que esse Santo não alfabetizado mão sentiu nenhum constrangimento ao conversar ou dar conselhos a Papas, reis e a grandes deste mundo. Ficar na França foi discernimento da vontade de Deus Sua fama chegou até na França. O Rei Luís XI estava atacado por doença que poderia levá-lo à morte. E não duvidou: pediu ao Santo que fosse até a França para curá-lo. Mas Francisco só se dirigiu à côrte francesa depois de uma ordem formal do Papa. A ida dele foi providencial para a expansão de sua Ordem não só na França, mas também em outros países da Europa, como Alemanha e Espanha. Estando com o Rei, ele discerniu que a vontade de Deus não era que ele se curasse, mas, em seus desígnios queria levá-lo desta vida. Sem temor, ele disse isso a Luís XI e, com isso, preparou-o para a morte. Foi nessas circunstancias que o monarca confiou a Francisco a formação de seus filhos, sobretudo ao principe herdeiro que tinha, então, apenas 14 anos. Francisco foi também o confessor da Princesa Joana. Depois que de repudiada por seu marido, o futuro Luís XII, tornou-se religiosa e, morrendo santamente, foi canonizada recebendo a maior das honras, a dos altares. Foi por conselho de Francisco que o Rei Carlos VIII casou-se com Ana de Bretanha, herdeira única daquele ducado, que veio assim unir-se ao Reino da França. Imitou Jesus até a morte Francisco dormia sobre umas pranchas. Isso quando dormia, pois, geralmente passava grande parte das noites rezando. Parecia viver continuamente em espírito de quaresma. Muitas vezes, comia apenas a cada oito dias. Para melhor imitar a Nosso Senhor Jesus Cristo, uma vez, passou toda uma quaresma sem alimentar-se. Seu hábito era de um tecido grosseiro, bem rude. Embora, como penitencia, o usasse dia e noite, era limpo e dele subia um odor agradável a todos os olfatos.

  • Immortification of the Tongue

    Oh! how easy it is to err in words! How rare a thing it is to speak for any length of time without offending against meekness, humility,sincerity or christian charity! Even pious persons are often subject to this defect; when they escape all other snares of the demon, they allow themselves to be taken, says St Jerome, in this last trap – slander.  When the celebrated Durand, who, in the eleventh century, shed luster on the order of St Dominic, was yet a simple religious, he showed himself a model of regularity and fervor; yet he had one defect. The vivacity of his disposition led him to talk too much; he was excessivel fond of witty expressions, often at the expense of charity. Hugh, his abbot, brought this under his notice, even predicting that, if he did not correct himself, without much restraint, to the disorders of the tongue. After his death, the prediction of the Abbot Hugh was fulfilled. Durand appeared to a religious, one of his friends, imploring him to assist him by his prayers, because he was frightfully punished for the unmortification of his tongue. In consequence of this apparition, the members of the community unanimously agreed to observe strict silence for eight days, and to practice other good works for the repose of the deceased. These charitable exercises produced their effect; sometime after, Durand again appeared but now to announce his deliverance. An excerpt from Purgatory Explained by Fr. F, X. Schouppe

  • A IGREJA CATÓLICA E A NOVA ORDEM MUNDIAL

    Voltam a aparecer especulações sobre a misteriosa renúncia do Papa Bento XVI, ocorrida há quatro anos. Uma pessoa próxima ao Papa, Bispo Luigi Negri, da diocese italiana de Ferrara, falou em recente entrevista sobre as grandes pressões que Bento XVI sofreu, antes de sua renúncia. Mencionou, também, o recente apelo de católicos norte-americanos dirigido ao presidente Trump, para que abra investigação sobre possíveis ações secretas do ex-presidente Obama contra o então pontífice romano. “Permanece por enquanto um grande mistério, mas estou certo de que a responsabilidade acabará aparecendo”, concluiu o Bispo Negri. A quem interessava a queda do Papa Bento XVI? A quem ele incomodava, com sua defesa intransigente dos chamados “princípios inegociáveis”, expostos em famoso discurso lido a 30 de Março de 2006? Esses princípios eram só três, mas o bastante para contrariar fortes interesses do mundo atual: defesa da vida em todas as suas fases, da concepção à morte natural; casamento como união permanente entre um homem e uma mulher; direito dos pais de decidir sobre a educação dos próprios filhos. Incomodava, em primeiro lugar, à chamada “elite globalista”, que há décadas planeja e lentamente executa um governo mundial, acima das soberanias nacionais. Tal “elite globalista” é uma reunião de forças políticas e econômicas internacionais, sobretudo americanas e européias, composta basicamente por representantes do capital financeiro (banqueiros e investidores) e da grande mídia, envolvendo muitos intelectuais e cientistas, muitos deles pertencentes à chamada Nova Esquerda. A alegação desta “elite globalista” é que, na atual situação do mundo, o crescimento da população deverá ser obrigatoriamente controlado, já que os recursos da terra são finitos e sua diminuição poderia ser causa de sérios conflitos entre as nações. Para evitar guerras, portanto, urgia praticar-se uma política agressiva, com duas medidas intimamente coligadas: controle da natalidade e defesa do meio-ambiente. Em palavras mais simples, menos pessoas no mundo e mais controle dos recursos naturais. Para isto, era importante mudar o comportamento das pessoas. Somente uma força mundial, com amplos poderes, teria condições de salvaguardar os recursos naturais do planeta e alterar uma mentalidade tão entranhada nos povos, como era a da procriação generosa. Esse governo planetário seria capitaneado pela ONU e algumas bilionárias fundações norte-americanas, ditas filantrópicas (Fundação Ford, Fundação Rockefeller, Fundação MacArthur, Fundo Global para Mulheres, entre várias outras). Como impor ao planeta um governo mundial? Para realizar aquele projeto bípede — menos pessoas no mundo e mais controle dos recursos naturais —, algumas providências básicas deveriam ser tomadas: desestruturação da família convencional através do divórcio, legalização do aborto, disseminação dos métodos anticoncepcionais, cultura de poucos filhos, fortalecimento do movimento homossexual, educação para o sexo livre, defesa histérica do meio-ambiente, e, sobretudo, uma educação a serviço das novas idéias, privando os pais do direito de educar os próprios filhos. Parte fundamental desse projeto mundialista era elaborar estratégias de repressão às vozes discordantes, em especial os cristãos, que eram e são os seus principais adversários, cujas normas morais dificultariam a instalação da nova mentalidade. A solução, portanto, era diminuir o poder das religiões mais dogmáticas, como a Igreja Católica, favorecendo-se a difusão de uma espécie de sincretismo religioso, misturando-se elementos de várias religiões, visando uma futura e mais flexível religião universal, moralmente neutra. Era necessário que as novas gerações se deixassem moldar pelo “relativismo moral”, ou seja, não mais acreditassem em verdades imutáveis, válidas para pessoas de quaisquer épocas, mas em verdades flexíveis e adaptáveis a cada nova circunstância histórica. Papa Bento XVI não quis colaborar com esse programa insensato. Ao contrário, repudiou-o com veemência, cunhando-lhe uma expressão que ficou célebre — “ditadura do relativismo” —, e por isso teve, contra si, os inimigos mais poderosos do planeta. A grande mídia o atacava continuamente. Adversários internos, dentro da própria Igreja, o constrangiam a ceder às pressões do mundo. Mas ele foi firme e manteve-se fiel a Cristo.

  • A BANALIZAÇÃO DA SAGRADA COMUNHÃO

    Segue abaixo um artigo do Sr. Cônego Antonio M. da Cruz (arquidiocese de Juiz de Fora, MG), experimentado pastor, cujas ponderações merecem atenção, pois abordam problemas que freqüentemente são comentados em ambientes pastorais. – Ao sr. Cônego A. da Cruz seja consignada a gratidão de PR pela valiosa colaboração. BANALIZAÇÃO DA COMUNHÃO “A partir da publicação da instrução `Memoriale Domini’, portanto, de alguns anos para cá, algumas Conferências Episcopais pediram à Santa Sé para permitir que os ministros da Sagrada Comunhão, quando distribuem estas aos fiéis, possam depor as Espécies Eucarísticas nas mãos dos mesmos fiéis”. Assim se inicia a quarta parte da Instrução “Immensae Caritatis”, da Sagrada Congregação para o Culto Divino, de 29/01/73. Por sua vez a Instrução `Inaestimabile Donum” de 03/04/80, da mesma Sagrada Congregação, diz no n° 11: “Quanto ao modo de se apresentar à Comunhão, esta pode ser recebida pelos fiéis tanto de joelhos como de pé, de acordo com as normas estabelecidas pela Conferência Episcopal”. O modo de o fiel comungar de pé está autorizado também pela Nova Instrução sobre o Missal Romano, que diz no n° 160, conforme nos informa o liturgista Frei Alberto Beckhãuser, OFM, em seu recente livro “Novas Mudanças na Missa”: “Os fiéis comungam ajoelhados ou de pé, conforme for estabelecido pela Conferência dos Bispos”. Quanto à comunhão recebida na mão ou diretamente na boca, a Notificação da Sagrada Congregação para o Culto Divino, de 03/04/85 diz: “ Os fiéis jamais serão obrigados a adotara prática da Comunhão na mão ; ao contrário, ficarão plenamente livres para comungar de um ou de outro modo”, isto é, recebendo a sagrada Eucaristia na mão ou diretamente na boca. Com base, portanto, em documentos da Sagrada Congregação para o culto Divino, ficou praticamente instituída a comunhão em forma processional, de pé e recebida na mão. A comunhão recebida dessa maneira tem sem dúvida seu significado e seu simbolismo. Seus efeitos, porém, foram desastrosos, como veremos a seguir. A comunhão feita em fila, de pé e recebida na mão produziu uma sensível banalização da mesma a partir da década de 70, o que resultou em um rápido aumento do número de comunhões e também, como fruto da mesma banalização, um notável decréscimo do número de confissões , produzindo-se assim uma falsa convicção de que afinal não seria necessário ter tanta preocupação com o estado da alma, se em estado de graça ou não, para receber a Eucaristia e que bastaria “ se confessar com Deus “. Preocupado com essa situação o então bispo de Petrópolis, Dom Manuel Pedro da Cunha Cintra, emitiu na época uma circular denominada “Comungar dignamente”. O principal inconveniente causado pela comunhão feita em forma processional e recebida na mão e de pé é o caso de pessoas que, divorciadas e recasadas ou casadas com divorciados, se apresentam para receber a Eucaristia . Segundo comentários que se ouvem freqüentemente, isso dá a convicção de que pelo menos nas Missas dominicais de maior afluência sempre haverá uma ou mais comunhões feitas indevidamente. Outras pessoas não cumprem o preceito dominical, mas vêm à Missa de vez em quando e fazem a comunhão com o pecado de não terem cumprido aquele preceito . Outras, ainda (inclusive, embora raramente, bêbados) entram na fila porque outras pessoas entraram e às vezes nem sabem como receber a comunhão na mão, dando a nítida impressão de não estarem em condições de recebê-Ia. Outra conseqüência da banalização da comunhão é o fato de entrarem na fila pessoas com vestes reduzidas, com evidente falta de respeito para com o Ssmo. Sacramento. Há também o perigo de pessoas que, virando as costas com a partícula sagrada na mão, possam ocultá-la para ser levada para finalidades sacrílegas . Não só a comunhão de pé e recebida na mão produz os inconvenientes acima referidos, mas a própria forma processional de receber a comunhão de pé e na mão faz com que a pessoa seja menos notada e facilitada assim a comunhão indevida. Concorre também um pouco para a banalização da comunhão, a meu ver, a comunhão feita com as próprias mãos, por parte de “ministros” que se acham no presbitério, molhando a sagrada partícula no Preciosíssimo Sangue, como se fossem concelebrantes, o que é expressamente reprovado pela Instrução Interdicasterial da Santa Sé, de 15/8/97 (art. 8°, parágrafo 2), e ainda a distribuição da comunhão por ministros leigos quando o número de comungantes não “é tão elevado que o obrigaria a prolongar excessivamente o tempo da celebração da Missa”, condição posta pela Instrução “Immensae Caritatis”, acima citada, para que o ministro leigo possa exercer sua função, o que é igualmente exigido pela mesma Instrução Interdicasterial acima referida (art. 8°, parágrafo 2°). Por tudo isso o ideal é que, a meu ver, a fila fosse abolida pela CNBB e até pela Santa Sé, e que os comungantes se ajoelhassem um ao lado do outro no primeiro degrau do presbitério, o sacerdote com os ministros leigos iriam passando e dando a comunhão. Tenho a convicção de que dessa forma o número de comunhões feitas sem as disposições necessárias diminuiria bastante. ( Todas as vezes que falo sobre essas disposições necessárias para comungar dignamente, noto uma diminuição do número de comunhões ). Alguém poderia objetar que, sendo a Eucaristia um sacramento em forma de alimento, não deveria ser recebida de joelhos porque ninguém se alimenta ajoelhado. Essa comparação não se rege porque também ninguém se alimenta de pé, mas sentado, nem que seja de cócoras, como fazem os bóias-frias. A questão é preservar a honra e o respeito devidos ao Ssmo. Sacramento e prevenir, enquanto possível, as comunhões feitas sem as necessárias disposições. Aliás, quando eu era pároco, percebendo os inconvenientes da fila, pedi que os comungantes ficassem um ao lado do outro, embora de pé. Se naquela ocasião eu tivesse tido a oportunidade de adquirir a Instrução “Inaestimabile Donurn”, da Sagrada Congregação para o Culto Divino, de 3/4/80, teria pedido também aos fiéis que se ajoelhassem para fazer a comunhão. Pelos motivos aqui apontados, há grupos de leigos que preconizam a comunhão dessa forma, o que aliás é mais piedoso e respeitoso para com o Ssmo. Sacramento. É claro que em grandes concentrações, principalmente ao ar livre, a comunhão de joelhos não seria possível. Por outro lado, se o sacerdote fizer questão, embora indevidamente, de só dar a comunhão na mão, na prática é necessário obedecer. Uma vez eu estava hospedado em uma casa paroquial e o pároco teve que se ausentar. Viria outro sacerdote celebrar uma Santa Missa de formatura. No sacrário havia uma âmbula contendo hóstias até a meta de. Pensei comigo: “Em missa de formatura poucas pessoas comungam”; e não providenciei outro cibório. Ledo engano: Na hora da comunhão, estando a Igreja repleta, quase todo mundo entrou na fila. Há pessoas que em uma ocasião como essa acham que é chique comungar! Quando até pouco após o Concílio a comunhão era feita de joelhos, quem não tinha um mínimo de piedade não se aproximava para fazê-la. É verdade que comunhões sacrílegas sempre houve, mas não tanto como atualmente, ao que tudo indica. São Paulo, na 1á Carta aos Coríntios, já lamentava isso. D. Estevão Bettencourt, osb – Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS” – Nº 490 – Ano 2003 – p. 187 Leia também: As terríveis consequências da comunhão na mão A MUDANÇA DA PRÁXIS RELATIVA À RECEPÇÃO DA SAGRADA COMUNHÃO Por Padre José Eduardo Até o século XIX, os critérios para comungar eram doutrinalmente tão exigentes que, na prática, poucas pessoas comungavam. Considerava-se que, para além de uma preparação que eu chamaria de negativa — o fiel não deveria ter consciência de nenhum pecado grave –, era necessária uma cuidadosa preparação positiva: jejum eucarístico desde a meia noite, asseio e modéstia pessoais muito mais salientados que o normal, oração fervorosa com a repetição de inúmeros atos de fé, esperança, adoração, humildade, caridade etc. No dia-a-dia, as pessoas comungavam raramente, somente depois de se confessarem e fora da Santa Missa. Essa prática era tão consagrada, que Santa Teresa foi considerada suspeita de heresia porque desejava comungar todos os domingos. A propósito, o Concílio de Trento deixou muito clara a distinção entre o rito da Santa Missa (com a comunhão do sacerdote) e o rito da Santa Comunhão dos fieis, para salvar a Igreja do erro protestante de se considerar a Missa como somente uma Ceia e, portanto, a Comunhão como o momento essencial da ação litúrgica (e não a consagração). Os santos sempre sofreram com essa dificuldade em receber o Santíssimo Sacramento, a tal ponto que a própria Santa Teresinha do Menino Jesus chegou a dizer que, quando chegasse ao céu, a primeira coisa que pediria a Deus seria a “comunhão diária” para toda a Igreja. De fato, ela morreu em 1897 e, em 1903, foi eleito o grande São Pio X, que, em 1905, escreveu o Decreto “ Sacra Tridentina Synodos ”, oferecendo a todos os fieis a possibilidade de comungarem diariamente. Isso foi uma grande graça! Um tremendo prodígio! Contudo, a recepção diária não servia para afrouxar as exigências de uma preparação negativa e positiva para comungar. Antes, era instrumento para difusão de maior santidade na Igreja. Aconteceu, porém, que, com o passar do tempo, a disciplina se foi afrouxando e, de uma condição em que o fiel se sentia “ PROIBIDO DE COMUNGAR ”, passou-se a uma condição em que os fieis passaram a se sentir no “ DIREITO DE COMUNGAR ”: bastaria não ter um pecado grave na consciência que já se sentiriam aptos para aceder ao “sacrum convivium”, sem maiores exigências. Foi uma mudança de 180 graus, já foi uma queda!, mas ainda num quadro em que as pessoas se viam obrigadas a confessar, caso houvesse consciência de pecado mortal. A situação foi se alterando, porém. E, há algumas décadas, chegamos ao estado em que os fieis se sentem no “DEVER DE COMUNGAR” , como se a não recepção da comunhão fosse em si mesma um pecado. Esse dever, aliás, não é imputado apenas ao leigo, mas também à Igreja: parece que a única forma de inclusão é dar a comunhão, e ninguém possa ser privado desse sacramento, inclusive pelo próprio bem de sua alma. Não só o fiel teria o dever de comungar, mas o padre teria o dever de dar a comunhão a quem quer que seja! Hoje, as pessoas se confessam de terem ido à Missa e não terem comungado; ou de não terem ido à Missa por não poderem comungar; ou de terem comungado em pecado grave com a intenção de depois se confessarem, porque se sentiam no dever de fazê-lo ou tinham “necessidade” … QUANTA CONFUSÃO DOUTRINAL E QUANTO SACRILÉGIO! A doutrina da Igreja é clara, e não preciso aqui explicá-la. Para comungar, é preciso ter a consciência livre de qualquer pecado grave e estar fervorosamente em pelo menos uma hora de jejum e oração, aguardando a chegada do Senhor na alma! Na práxis pastoral hodierna, não é que mudamos 180 graus, isso já é coisa do passado! Conseguimos a “proeza” de ainda dar uma cambalhota para outros 180 graus, e parece-me que perdemos o caminho de volta. Viva a Sagrada Comunhão diária!, mas recebida com as devidas disposições, com aquele espírito sintetizado pelo Apóstolo das Gentes: “aquele que comunga sem distinguir o corpo do Senhor, comunga a sua própria condenação. Esta é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos” (1Cor 11,29-30). Não seria essa banalidade com que tratamos a Sacratíssima Eucaristia a razão de tanta falta de firmeza na fé, de tanta apostasia, de tanta irreligião, de tanto abandono de Deus e de sua Lei? #Comunhão #Eucaristia #FormaçõesCatólicas

  • A BANALIZAÇÃO DA SAGRADA COMUNHÃO

    Segue abaixo um artigo do Sr. Cônego Antonio M. da Cruz (arquidiocese de Juiz de Fora, MG), experimentado pastor, cujas ponderações merecem atenção, pois abordam problemas que freqüentemente são comentados em ambientes pastorais. – Ao sr. Cônego A. da Cruz seja consignada a gratidão de PR pela valiosa colaboração. BANALIZAÇÃO DA COMUNHÃO “A partir da publicação da instrução `Memoriale Domini’, portanto, de alguns anos para cá, algumas Conferências Episcopais pediram à Santa Sé para permitir que os ministros da Sagrada Comunhão, quando distribuem estas aos fiéis, possam depor as Espécies Eucarísticas nas mãos dos mesmos fiéis”. Assim se inicia a quarta parte da Instrução “Immensae Caritatis”, da Sagrada Congregação para o Culto Divino, de 29/01/73. Por sua vez a Instrução `Inaestimabile Donum” de 03/04/80, da mesma Sagrada Congregação, diz no n° 11: “Quanto ao modo de se apresentar à Comunhão, esta pode ser recebida pelos fiéis tanto de joelhos como de pé, de acordo com as normas estabelecidas pela Conferência Episcopal”. O modo de o fiel comungar de pé está autorizado também pela Nova Instrução sobre o Missal Romano, que diz no n° 160, conforme nos informa o liturgista Frei Alberto Beckhãuser, OFM, em seu recente livro “Novas Mudanças na Missa”: “Os fiéis comungam ajoelhados ou de pé, conforme for estabelecido pela Conferência dos Bispos”. Quanto à comunhão recebida na mão ou diretamente na boca, a Notificação da Sagrada Congregação para o Culto Divino, de 03/04/85 diz: “ Os fiéis jamais serão obrigados a adotara prática da Comunhão na mão ; ao contrário, ficarão plenamente livres para comungar de um ou de outro modo”, isto é, recebendo a sagrada Eucaristia na mão ou diretamente na boca. Com base, portanto, em documentos da Sagrada Congregação para o culto Divino, ficou praticamente instituída a comunhão em forma processional, de pé e recebida na mão. A comunhão recebida dessa maneira tem sem dúvida seu significado e seu simbolismo. Seus efeitos, porém, foram desastrosos, como veremos a seguir. A comunhão feita em fila, de pé e recebida na mão produziu uma sensível banalização da mesma a partir da década de 70, o que resultou em um rápido aumento do número de comunhões e também, como fruto da mesma banalização, um notável decréscimo do número de confissões , produzindo-se assim uma falsa convicção de que afinal não seria necessário ter tanta preocupação com o estado da alma, se em estado de graça ou não, para receber a Eucaristia e que bastaria “ se confessar com Deus “. Preocupado com essa situação o então bispo de Petrópolis, Dom Manuel Pedro da Cunha Cintra, emitiu na época uma circular denominada “Comungar dignamente”. O principal inconveniente causado pela comunhão feita em forma processional e recebida na mão e de pé é o caso de pessoas que, divorciadas e recasadas ou casadas com divorciados, se apresentam para receber a Eucaristia . Segundo comentários que se ouvem freqüentemente, isso dá a convicção de que pelo menos nas Missas dominicais de maior afluência sempre haverá uma ou mais comunhões feitas indevidamente. Outras pessoas não cumprem o preceito dominical, mas vêm à Missa de vez em quando e fazem a comunhão com o pecado de não terem cumprido aquele preceito . Outras, ainda (inclusive, embora raramente, bêbados) entram na fila porque outras pessoas entraram e às vezes nem sabem como receber a comunhão na mão, dando a nítida impressão de não estarem em condições de recebê-Ia. Outra conseqüência da banalização da comunhão é o fato de entrarem na fila pessoas com vestes reduzidas, com evidente falta de respeito para com o Ssmo. Sacramento. Há também o perigo de pessoas que, virando as costas com a partícula sagrada na mão, possam ocultá-la para ser levada para finalidades sacrílegas . Não só a comunhão de pé e recebida na mão produz os inconvenientes acima referidos, mas a própria forma processional de receber a comunhão de pé e na mão faz com que a pessoa seja menos notada e facilitada assim a comunhão indevida. Concorre também um pouco para a banalização da comunhão, a meu ver, a comunhão feita com as próprias mãos, por parte de “ministros” que se acham no presbitério, molhando a sagrada partícula no Preciosíssimo Sangue, como se fossem concelebrantes, o que é expressamente reprovado pela Instrução Interdicasterial da Santa Sé, de 15/8/97 (art. 8°, parágrafo 2), e ainda a distribuição da comunhão por ministros leigos quando o número de comungantes não “é tão elevado que o obrigaria a prolongar excessivamente o tempo da celebração da Missa”, condição posta pela Instrução “Immensae Caritatis”, acima citada, para que o ministro leigo possa exercer sua função, o que é igualmente exigido pela mesma Instrução Interdicasterial acima referida (art. 8°, parágrafo 2°). Por tudo isso o ideal é que, a meu ver, a fila fosse abolida pela CNBB e até pela Santa Sé, e que os comungantes se ajoelhassem um ao lado do outro no primeiro degrau do presbitério, o sacerdote com os ministros leigos iriam passando e dando a comunhão. Tenho a convicção de que dessa forma o número de comunhões feitas sem as disposições necessárias diminuiria bastante. ( Todas as vezes que falo sobre essas disposições necessárias para comungar dignamente, noto uma diminuição do número de comunhões ). Alguém poderia objetar que, sendo a Eucaristia um sacramento em forma de alimento, não deveria ser recebida de joelhos porque ninguém se alimenta ajoelhado. Essa comparação não se rege porque também ninguém se alimenta de pé, mas sentado, nem que seja de cócoras, como fazem os bóias-frias. A questão é preservar a honra e o respeito devidos ao Ssmo. Sacramento e prevenir, enquanto possível, as comunhões feitas sem as necessárias disposições. Aliás, quando eu era pároco, percebendo os inconvenientes da fila, pedi que os comungantes ficassem um ao lado do outro, embora de pé. Se naquela ocasião eu tivesse tido a oportunidade de adquirir a Instrução “Inaestimabile Donurn”, da Sagrada Congregação para o Culto Divino, de 3/4/80, teria pedido também aos fiéis que se ajoelhassem para fazer a comunhão. Pelos motivos aqui apontados, há grupos de leigos que preconizam a comunhão dessa forma, o que aliás é mais piedoso e respeitoso para com o Ssmo. Sacramento. É claro que em grandes concentrações, principalmente ao ar livre, a comunhão de joelhos não seria possível. Por outro lado, se o sacerdote fizer questão, embora indevidamente, de só dar a comunhão na mão, na prática é necessário obedecer. Uma vez eu estava hospedado em uma casa paroquial e o pároco teve que se ausentar. Viria outro sacerdote celebrar uma Santa Missa de formatura. No sacrário havia uma âmbula contendo hóstias até a meta de. Pensei comigo: “Em missa de formatura poucas pessoas comungam”; e não providenciei outro cibório. Ledo engano: Na hora da comunhão, estando a Igreja repleta, quase todo mundo entrou na fila. Há pessoas que em uma ocasião como essa acham que é chique comungar! Quando até pouco após o Concílio a comunhão era feita de joelhos, quem não tinha um mínimo de piedade não se aproximava para fazê-la. É verdade que comunhões sacrílegas sempre houve, mas não tanto como atualmente, ao que tudo indica. São Paulo, na 1á Carta aos Coríntios, já lamentava isso. D. Estevão Bettencourt, osb – Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS” – Nº 490 – Ano 2003 – p. 187 Leia também: As terríveis consequências da comunhão na mão A MUDANÇA DA PRÁXIS RELATIVA À RECEPÇÃO DA SAGRADA COMUNHÃO Por Padre José Eduardo Até o século XIX, os critérios para comungar eram doutrinalmente tão exigentes que, na prática, poucas pessoas comungavam. Considerava-se que, para além de uma preparação que eu chamaria de negativa — o fiel não deveria ter consciência de nenhum pecado grave –, era necessária uma cuidadosa preparação positiva: jejum eucarístico desde a meia noite, asseio e modéstia pessoais muito mais salientados que o normal, oração fervorosa com a repetição de inúmeros atos de fé, esperança, adoração, humildade, caridade etc. No dia-a-dia, as pessoas comungavam raramente, somente depois de se confessarem e fora da Santa Missa. Essa prática era tão consagrada, que Santa Teresa foi considerada suspeita de heresia porque desejava comungar todos os domingos. A propósito, o Concílio de Trento deixou muito clara a distinção entre o rito da Santa Missa (com a comunhão do sacerdote) e o rito da Santa Comunhão dos fieis, para salvar a Igreja do erro protestante de se considerar a Missa como somente uma Ceia e, portanto, a Comunhão como o momento essencial da ação litúrgica (e não a consagração). Os santos sempre sofreram com essa dificuldade em receber o Santíssimo Sacramento, a tal ponto que a própria Santa Teresinha do Menino Jesus chegou a dizer que, quando chegasse ao céu, a primeira coisa que pediria a Deus seria a “comunhão diária” para toda a Igreja. De fato, ela morreu em 1897 e, em 1903, foi eleito o grande São Pio X, que, em 1905, escreveu o Decreto “ Sacra Tridentina Synodos ”, oferecendo a todos os fieis a possibilidade de comungarem diariamente. Isso foi uma grande graça! Um tremendo prodígio! Contudo, a recepção diária não servia para afrouxar as exigências de uma preparação negativa e positiva para comungar. Antes, era instrumento para difusão de maior santidade na Igreja. Aconteceu, porém, que, com o passar do tempo, a disciplina se foi afrouxando e, de uma condição em que o fiel se sentia “ PROIBIDO DE COMUNGAR ”, passou-se a uma condição em que os fieis passaram a se sentir no “ DIREITO DE COMUNGAR ”: bastaria não ter um pecado grave na consciência que já se sentiriam aptos para aceder ao “sacrum convivium”, sem maiores exigências. Foi uma mudança de 180 graus, já foi uma queda!, mas ainda num quadro em que as pessoas se viam obrigadas a confessar, caso houvesse consciência de pecado mortal. A situação foi se alterando, porém. E, há algumas décadas, chegamos ao estado em que os fieis se sentem no “DEVER DE COMUNGAR” , como se a não recepção da comunhão fosse em si mesma um pecado. Esse dever, aliás, não é imputado apenas ao leigo, mas também à Igreja: parece que a única forma de inclusão é dar a comunhão, e ninguém possa ser privado desse sacramento, inclusive pelo próprio bem de sua alma. Não só o fiel teria o dever de comungar, mas o padre teria o dever de dar a comunhão a quem quer que seja! Hoje, as pessoas se confessam de terem ido à Missa e não terem comungado; ou de não terem ido à Missa por não poderem comungar; ou de terem comungado em pecado grave com a intenção de depois se confessarem, porque se sentiam no dever de fazê-lo ou tinham “necessidade” … QUANTA CONFUSÃO DOUTRINAL E QUANTO SACRILÉGIO! A doutrina da Igreja é clara, e não preciso aqui explicá-la. Para comungar, é preciso ter a consciência livre de qualquer pecado grave e estar fervorosamente em pelo menos uma hora de jejum e oração, aguardando a chegada do Senhor na alma! Na práxis pastoral hodierna, não é que mudamos 180 graus, isso já é coisa do passado! Conseguimos a “proeza” de ainda dar uma cambalhota para outros 180 graus, e parece-me que perdemos o caminho de volta. Viva a Sagrada Comunhão diária!, mas recebida com as devidas disposições, com aquele espírito sintetizado pelo Apóstolo das Gentes: “aquele que comunga sem distinguir o corpo do Senhor, comunga a sua própria condenação. Esta é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos” (1Cor 11,29-30). Não seria essa banalidade com que tratamos a Sacratíssima Eucaristia a razão de tanta falta de firmeza na fé, de tanta apostasia, de tanta irreligião, de tanto abandono de Deus e de sua Lei? #Comunhão #Eucaristia #FormaçõesCatólicas

  • Homilia do 4º Domingo da Quaresma

    Sermão do 4º Domingo da Quaresma | Ano A Leia o Evangelho deste domingo e em seguida escute a homilia: Anúncio do Evangelho (Jo 9,1.6-9.13-17.34-38) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 ao passar, Jesus viu um homem cego de nascença. 6 E cuspiu no chão, fez lama com a saliva e colocou-a sobre os olhos do cego. 7 E disse-lhe: “Vai lavar-te na piscina de Siloé” (que quer dizer: Enviado). O cego foi, lavou-se e voltou enxergando. 8 Os vizinhos e os que costumavam ver o cego — pois ele era mendigo — diziam: “Não é aquele que ficava pedindo esmola?” 9 Uns diziam: “Sim, é ele!” Outros afirmavam: “Não é ele, mas alguém parecido com ele”. Ele, porém, dizia: “Sou eu mesmo!” 13 Levaram então aos fariseus o homem que tinha sido cego. 14 Ora, era sábado, o dia em que Jesus tinha feito lama e aberto os olhos do cego. 15 Novamente, então, lhe perguntaram os fariseus como tinha recuperado a vista. Respondeu-lhes: “Colocou lama sobre os meus olhos, fui lavar-me e agora vejo!” 16 Disseram, então, alguns dos fariseus: “Esse homem não vem de Deus, pois não guarda o sábado”. Mas outros diziam: “Como pode um pecador fazer tais sinais?” 17 E havia divergência entre eles. Perguntaram outra vez ao cego: “E tu, que dizes daquele que te abriu os olhos?” Respondeu: “É um profeta”. 34 Os fariseus disseram-lhe: “Tu nasceste todo em pecado e estás nos ensinando?” E expulsaram-no da comunidade. 35 Jesus soube que o tinham expulsado. Encontrando-o, perguntou-lhe: “Acreditas no Filho do Homem?” 36 Respondeu ele: “Quem é, Senhor, para que eu creia nele?” 37 Jesus disse: “Tu o estás vendo; é aquele que está falando contigo”. Exclamou ele: 38 “Eu creio, Senhor!” E prostrou-se diante de Jesus. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

  • Homilia do 4º Domingo da Quaresma

    Sermão do 4º Domingo da Quaresma | Ano A Leia o Evangelho deste domingo e em seguida escute a homilia: Anúncio do Evangelho (Jo 9,1.6-9.13-17.34-38) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 ao passar, Jesus viu um homem cego de nascença. 6 E cuspiu no chão, fez lama com a saliva e colocou-a sobre os olhos do cego. 7 E disse-lhe: “Vai lavar-te na piscina de Siloé” (que quer dizer: Enviado). O cego foi, lavou-se e voltou enxergando. 8 Os vizinhos e os que costumavam ver o cego — pois ele era mendigo — diziam: “Não é aquele que ficava pedindo esmola?” 9 Uns diziam: “Sim, é ele!” Outros afirmavam: “Não é ele, mas alguém parecido com ele”. Ele, porém, dizia: “Sou eu mesmo!” 13 Levaram então aos fariseus o homem que tinha sido cego. 14 Ora, era sábado, o dia em que Jesus tinha feito lama e aberto os olhos do cego. 15 Novamente, então, lhe perguntaram os fariseus como tinha recuperado a vista. Respondeu-lhes: “Colocou lama sobre os meus olhos, fui lavar-me e agora vejo!” 16 Disseram, então, alguns dos fariseus: “Esse homem não vem de Deus, pois não guarda o sábado”. Mas outros diziam: “Como pode um pecador fazer tais sinais?” 17 E havia divergência entre eles. Perguntaram outra vez ao cego: “E tu, que dizes daquele que te abriu os olhos?” Respondeu: “É um profeta”. 34 Os fariseus disseram-lhe: “Tu nasceste todo em pecado e estás nos ensinando?” E expulsaram-no da comunidade. 35 Jesus soube que o tinham expulsado. Encontrando-o, perguntou-lhe: “Acreditas no Filho do Homem?” 36 Respondeu ele: “Quem é, Senhor, para que eu creia nele?” 37 Jesus disse: “Tu o estás vendo; é aquele que está falando contigo”. Exclamou ele: 38 “Eu creio, Senhor!” E prostrou-se diante de Jesus. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

  • OS 07 PECADOS CAPITAIS – Conhece-los para melhor os combater

    Os Sete Pecados Capitais são por muitos esquecidos, porém representam grande parte dos pecados cometidos atualmente. Portanto é muito importante para nós conhece-los para melhor os combater. Os sete pecados capitais denominam-se dessa forma por originarem outros pecados. No século IV, são Gregório Magno e são João Cassiano definiram-nos como sete: orgulho, avareza, inveja, ira, luxúria, gula e preguiça. Até hoje na Igreja existe um consenso doutrinal sobre essa classificação. No cotidiano, o católico pode lembrar desses pecados no exame de consciência que faz ao preparar-se para o sacramento da confissão. Eles servem de fonte de identificação para o defeito dominante que determina os outros, chamado de pecado hegemônico. Os pecados capitais vão além do nível individual. Iniciando no coração da pessoa, eles concentram-se em determinados ambientes, instalando-se em determinadas instituições. A corrupção que vigora no Congresso Nacional e na Presidência da República pode ser identificada com a avareza, que aniquila o interesse generoso e correto para o desenvolvimento e os cidadãos da nação, em prol de benefícios financeiros próprios. Na realidade urbana, o aumento da violência relaciona-se à ira e à gula, esta representada pelo uso de drogas. São Pedro alerta aos primeiros cristãos: “vigiai e sede sóbrios”, fortalecendo o espírito a fim de evitar que os pecados capitais tomem conta da vida das pessoas. “Estudar e entender os pecados capitais é um grande proveito para o progresso espiritual e santidade do católico”, afirma Pe. Roberto Paz, assessor de comunicação da Arquidiocese de Porto Alegre. Segundo ele isso acontece quando a pessoa volta-se para práticas penitencias que levam às virtudes dos cristãos. “Sem humildade ninguém incorpora nenhuma virtude”, afirma o sacerdote. Ele lembra santa Teresa D’Ávila que considerava a humildade como o chão das virtudes. “Qualquer virtude sem humildade cai, pois fica no ar sem ter em que se prender, assim ela não cresce, tão pouco se desenvolve.” Na vida dos santos encontram-se inúmeras atitudes de humildade. São Francisco de Assis, por exemplo, possuía um desprendimento tão grande que chamava a pobreza de irmã. Caso encontrasse pelo caminho alguém com uma veste em piores condições que a roupa que usava, não hesitava um segundo em trocá-la com seu próximo mais carente. 1 – A Gula Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida. Segundo tal visão, esse pecado também está relacionado ao egoísmo humano: querer ter sempre mais e mais, não se contentando com o que já tem, uma forma de cobiça. Ela seria controlada pelo uso da virtude da temperança. Do latim gula Romanos 6;12: ” Portanto, não permitam que o pecado continue os seus corpos mortais, fazendo que vocês obedeçam aos seus DESEJOS “ 2 – A Avareza É o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os e deixando Deus em segundo plano. É considerado o pecado mais tolo por se firmar em possibilidades. Na concepção cristã, a avareza é considerada um dos sete pecados capitais, pois o avarento prefere os bens materiais ao convívio com Deus. Neste sentido, o pecado da avareza conduz à idolatria, que significa tratar algo, que não é Deus, como se fosse deus. Eclesiástico 14;6: ” Nada é pior do que aquele QUE É AVARO consigo mesmo: eis aí o verdadeiro salário de sua maldade “. 3 – A Luxúria A luxúria (do latim luxuriae) é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material. Também pode ser entendido em seu sentido original: “deixar-se dominar pelas paixões”. Consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes; sexualidade extrema, lascívia e sensualidade. Do latim luxuria Tiago 1; 14-15: ” Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte “. 4 – A Ira A Ira é o intenso e descontrolado sentimento de raiva, ódio, rancor que pode ou não gerar sentimento de vingança. É um sentimento mental que conflita o agente causador da ira e o irado. A ira torna a pessoa furiosa e descontrolada com o desejo de destruir aquilo que provocou sua ira, que é algo que provoca a pessoa. A ira não atenta apenas contra os outros, mas pode voltar-se contra aquele que deixa o ódio plantar sementes em seu coração. Seguindo esta linha de raciocínio, o castigo e a execução do causador pertencem a Deus. Do latim ira. Eclesiastes 7;9: ” Não cedas prontamente ao espírito de irritação; é no coração dos insensatos que reside a irritação “. 5 – A Inveja A inveja é considerada pecado porque uma pessoa invejosa ignora suas próprias bênçãos e prioriza o status de outra pessoa no lugar do próprio crescimento espiritual. É o desejo exagerado por posses, status, habilidades e tudo que outra pessoa tem e consegue. O invejoso ignora tudo o que é e possui para cobiçar o que é do próximo. A inveja é freqüentemente confundida com o pecado capital da Avareza, um desejo por riqueza material, a qual pode ou não pertencer a outros. A inveja na forma de ciúme é proibida nos Dez Mandamentos da Bíblia. Do latim invidia, que quer dizer olhar com malícia. Eclesiástico 14; 3B: ” Para que serve o ouro ao homem invejoso? “. 6 – A Preguiça A Igreja Católica apresenta a preguiça como um dos sete pecados capitais, caracterizado pela pessoa que vive em estado de falta de capricho, de esmero, de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão e moleza, de causa orgânica ou psíquica, que a leva à inatividade acentuada. Aversão ao trabalho, frequentemente associada ao ócio, vadiagem. Do latim prigritia Provérbios 19;15: ” A preguiça cai no torpor: a alma indolente terá fome “. 7 – A Orgulho ou Vaidade Conhecida como soberba, é associada à orgulho excessivo, arrogância e vaidade. Em paralelo, segundo o filósofo Santo Tomás de Aquino, a soberba era um pecado tão grandioso que era fora de série, devendo ser tratado em separado do resto e merecendo uma atenção especial. Aquino tratava em separado a questão da vaidade, como sendo também um pecado, mas a Igreja Católica decidiu unir a vaidade à soberba, acreditando que neles havia um mesmo componente de vanglória, devendo ser então estudados e tratados conjuntamente. Do latim superbia, vanitas. Eclesiastes 1;2: ” Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade “. Enfim, pequenas, muito pequenas são, às vezes, as causas de grandes danos. Um descuido qualquer pode ter em conseqüência, grandes desastres. Na vida espiritual não é diferente. Quem se acostuma a cometer faltas leves, sem delas se arrepender, e nada faz para delas se livrar, está em grande perigo de cometer faltas graves. As faltas leves são definidas como pecados veniais. O PECADO MORTAL é de todos o maior e deve ser evitado a todo custo, porque é ele que nos exclui da felicidade eterna. Pecados veniais não tem este efeito, mas predispõem a alma a consentir infidelidades maiores e preparam o caminho para o pecado mortal. O Pecado mortal define-se como a transgressão dos Mandamentos da Lei de Deus. Já os pecados capitais são sete, e assim são chamados porque eles dão origem a inúmeros outros pecados e são a raiz onde brotam vários outros vícios. Memorizemos e cuidemos para não os praticar e, em caso de queda, não nos esqueçamos de purificar nossa alma através do Sacramento da Confissão. #FormaçõesCatólicas

  • OS 07 PECADOS CAPITAIS – Conhece-los para melhor os combater

    Os Sete Pecados Capitais são por muitos esquecidos, porém representam grande parte dos pecados cometidos atualmente. Portanto é muito importante para nós conhece-los para melhor os combater. Os sete pecados capitais denominam-se dessa forma por originarem outros pecados. No século IV, são Gregório Magno e são João Cassiano definiram-nos como sete: orgulho, avareza, inveja, ira, luxúria, gula e preguiça. Até hoje na Igreja existe um consenso doutrinal sobre essa classificação. No cotidiano, o católico pode lembrar desses pecados no exame de consciência que faz ao preparar-se para o sacramento da confissão. Eles servem de fonte de identificação para o defeito dominante que determina os outros, chamado de pecado hegemônico. Os pecados capitais vão além do nível individual. Iniciando no coração da pessoa, eles concentram-se em determinados ambientes, instalando-se em determinadas instituições. A corrupção que vigora no Congresso Nacional e na Presidência da República pode ser identificada com a avareza, que aniquila o interesse generoso e correto para o desenvolvimento e os cidadãos da nação, em prol de benefícios financeiros próprios. Na realidade urbana, o aumento da violência relaciona-se à ira e à gula, esta representada pelo uso de drogas. São Pedro alerta aos primeiros cristãos: “vigiai e sede sóbrios”, fortalecendo o espírito a fim de evitar que os pecados capitais tomem conta da vida das pessoas. “Estudar e entender os pecados capitais é um grande proveito para o progresso espiritual e santidade do católico”, afirma Pe. Roberto Paz, assessor de comunicação da Arquidiocese de Porto Alegre. Segundo ele isso acontece quando a pessoa volta-se para práticas penitencias que levam às virtudes dos cristãos. “Sem humildade ninguém incorpora nenhuma virtude”, afirma o sacerdote. Ele lembra santa Teresa D’Ávila que considerava a humildade como o chão das virtudes. “Qualquer virtude sem humildade cai, pois fica no ar sem ter em que se prender, assim ela não cresce, tão pouco se desenvolve.” Na vida dos santos encontram-se inúmeras atitudes de humildade. São Francisco de Assis, por exemplo, possuía um desprendimento tão grande que chamava a pobreza de irmã. Caso encontrasse pelo caminho alguém com uma veste em piores condições que a roupa que usava, não hesitava um segundo em trocá-la com seu próximo mais carente. 1 – A Gula Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida. Segundo tal visão, esse pecado também está relacionado ao egoísmo humano: querer ter sempre mais e mais, não se contentando com o que já tem, uma forma de cobiça. Ela seria controlada pelo uso da virtude da temperança. Do latim gula Romanos 6;12: ” Portanto, não permitam que o pecado continue os seus corpos mortais, fazendo que vocês obedeçam aos seus DESEJOS “ 2 – A Avareza É o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os e deixando Deus em segundo plano. É considerado o pecado mais tolo por se firmar em possibilidades. Na concepção cristã, a avareza é considerada um dos sete pecados capitais, pois o avarento prefere os bens materiais ao convívio com Deus. Neste sentido, o pecado da avareza conduz à idolatria, que significa tratar algo, que não é Deus, como se fosse deus. Eclesiástico 14;6: ” Nada é pior do que aquele QUE É AVARO consigo mesmo: eis aí o verdadeiro salário de sua maldade “. 3 – A Luxúria A luxúria (do latim luxuriae) é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material. Também pode ser entendido em seu sentido original: “deixar-se dominar pelas paixões”. Consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes; sexualidade extrema, lascívia e sensualidade. Do latim luxuria Tiago 1; 14-15: ” Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte “. 4 – A Ira A Ira é o intenso e descontrolado sentimento de raiva, ódio, rancor que pode ou não gerar sentimento de vingança. É um sentimento mental que conflita o agente causador da ira e o irado. A ira torna a pessoa furiosa e descontrolada com o desejo de destruir aquilo que provocou sua ira, que é algo que provoca a pessoa. A ira não atenta apenas contra os outros, mas pode voltar-se contra aquele que deixa o ódio plantar sementes em seu coração. Seguindo esta linha de raciocínio, o castigo e a execução do causador pertencem a Deus. Do latim ira. Eclesiastes 7;9: ” Não cedas prontamente ao espírito de irritação; é no coração dos insensatos que reside a irritação “. 5 – A Inveja A inveja é considerada pecado porque uma pessoa invejosa ignora suas próprias bênçãos e prioriza o status de outra pessoa no lugar do próprio crescimento espiritual. É o desejo exagerado por posses, status, habilidades e tudo que outra pessoa tem e consegue. O invejoso ignora tudo o que é e possui para cobiçar o que é do próximo. A inveja é freqüentemente confundida com o pecado capital da Avareza, um desejo por riqueza material, a qual pode ou não pertencer a outros. A inveja na forma de ciúme é proibida nos Dez Mandamentos da Bíblia. Do latim invidia, que quer dizer olhar com malícia. Eclesiástico 14; 3B: ” Para que serve o ouro ao homem invejoso? “. 6 – A Preguiça A Igreja Católica apresenta a preguiça como um dos sete pecados capitais, caracterizado pela pessoa que vive em estado de falta de capricho, de esmero, de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão e moleza, de causa orgânica ou psíquica, que a leva à inatividade acentuada. Aversão ao trabalho, frequentemente associada ao ócio, vadiagem. Do latim prigritia Provérbios 19;15: ” A preguiça cai no torpor: a alma indolente terá fome “. 7 – A Orgulho ou Vaidade Conhecida como soberba, é associada à orgulho excessivo, arrogância e vaidade. Em paralelo, segundo o filósofo Santo Tomás de Aquino, a soberba era um pecado tão grandioso que era fora de série, devendo ser tratado em separado do resto e merecendo uma atenção especial. Aquino tratava em separado a questão da vaidade, como sendo também um pecado, mas a Igreja Católica decidiu unir a vaidade à soberba, acreditando que neles havia um mesmo componente de vanglória, devendo ser então estudados e tratados conjuntamente. Do latim superbia, vanitas. Eclesiastes 1;2: ” Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade “. Enfim, pequenas, muito pequenas são, às vezes, as causas de grandes danos. Um descuido qualquer pode ter em conseqüência, grandes desastres. Na vida espiritual não é diferente. Quem se acostuma a cometer faltas leves, sem delas se arrepender, e nada faz para delas se livrar, está em grande perigo de cometer faltas graves. As faltas leves são definidas como pecados veniais. O PECADO MORTAL é de todos o maior e deve ser evitado a todo custo, porque é ele que nos exclui da felicidade eterna. Pecados veniais não tem este efeito, mas predispõem a alma a consentir infidelidades maiores e preparam o caminho para o pecado mortal. O Pecado mortal define-se como a transgressão dos Mandamentos da Lei de Deus. Já os pecados capitais são sete, e assim são chamados porque eles dão origem a inúmeros outros pecados e são a raiz onde brotam vários outros vícios. Memorizemos e cuidemos para não os praticar e, em caso de queda, não nos esqueçamos de purificar nossa alma através do Sacramento da Confissão. #FormaçõesCatólicas

  • POR QUE PESQUISADOR NÃO-CATÓLICO ESTÁ DESMASCARANDO SÉCULOS DE HISTÓRIA ANTI-CATÓLICA? – Por Carl E.

    Entrevista com o Dr. Rodney Stark, sociólogo e autor do livro Tolerando falsas testemunhas (Bearing False Witness)”. Dr. Rodney Stark escreveu cerca de 40 livros sobre variados temas, entre estes, alguns sobre a história do Cristianismo, do monoteísmo, do Cristianismo na China e as raízes da modernidade. Depois de iniciar como jornalista e passar algum tempo no Exército, Stark recebeu seu Ph.D. na Universidade da Califórnia, Berkeley, onde ocupou cargos como sociólogo e pesquisador no Departamento de Pesquisa no Centro de Estudos de Direito e Sociedade. Mais tarde foi Professor de Sociologia e de Religião Comparada na Universidade de Washington. Atualmente, ele está na Universidade de Baylor, onde ensina desde 2004. Stark é ex-presidente da Sociedade para o Estudo Científico da Religião e da Associação para a Sociologia da Religião, e ganhou vários prêmios nacionais e internacionais por distinta bolsa de estudos. Criado como um luterano, ele se identificou como um agnóstico, mas, mais recentemente, chamou a si mesmo de “cristão independente”. Seu livro mais recente é Tolerando falsas testemunhas: Contradizendo séculos de história anticatólica ( Bearing False Witness: Debunking Centuries of Anti-Catholic History. Templeton Press, 2016), que aborda os dez maiores mitos sobre a história da Igreja Católica. Dr. Stark recentemente respondeu, por e-mail, algumas perguntas de Carl E. Olson, editor do site Catholic World Report. Carl: Em primeiro lugar, você inicia o livro ressaltando a sua educação como protestante americano e, em seguida, examinando o “fanático ilustre”. O que é um “fanático ilustre”? E como essas pessoas influenciaram o modo como a Igreja Católica é compreendida e percebida por muitos americanos hoje? Dr. Rodney Stark: Ao distinguir o fanático, falo proeminentemente dos acadêmicos e intelectuais que claramente são antagônicos à Igreja Católica lançando falsas sentenças e afirmações históricas que são falsas. Carl: Como você identificou e selecionou os dez mitos anticatólicos que você refuta em seu livro? Até que ponto esses mitos fazem parte de uma cultura protestante em geral (embora às vezes vaga), e até que ponto eles são encorajados e difundidos por uma elite cultural mais secular? Dr. Stark: Na maior parte dos casos, encontrei esses mitos anticatólicos quando escrevi sobre vários períodos e acontecimentos históricos e descobri que esses conhecidos “fatos” eram falsos e, portanto, eu era forçado a lidar com eles nesses estudos. Esses mitos não se limitam a uma cultura protestante generalizada — muitos católicos, inclusive alguns bem conhecidos, também os repetiram. Esses mitos têm sido muitas vezes, e por muito tempo, admitidos como verídicos e verdadeiros por historiadores em geral. É claro que os secularistas — especialmente ex-católicos como Karen Armstrong — adoram esses mitos. Carl: O primeiro capítulo é sobre “os filhos do antissemitismo”. Talvez o mais decisivo e controverso dos tópicos que você aponta. Como seu ponto de vista sobre esses assuntos mudaram e por quê? Por que você acha que continua a existir uma ampla convicção ou impressão de que a Igreja Católica é intrinsecamente antissemita? Dr. Stark: Quando comecei como estudioso, “todos”, incluindo os principais católicos, tinham que a Igreja era a principal fonte de antissemitismo. Foi só mais tarde, quando trabalhei com documentos medievais sobre judeus, que descobri o papel efetivo da Igreja em opor-se e reprimir tais ataques — essa verdade é contada pelos cronistas judeus medievais e, portanto, certamente verdadeira. Por que tantos “intelectuais”, muitos deles ex-católicos, continuam a aceitar a noção de que o Papa Pio XII era “o Papa de Hitler”, quando isso é tão obviamente uma mentira viciosa? Só pode ser ódio à Igreja. Tenha em mente que são principalmente os judeus que defendem o Papa [Pio XII]. Carl: Por que vários historiadores, como Gibbons, apresentaram os antigos pagãos como benevolentes ou, na maioria, tolerantes com o cristianismo? Qual foi a relação real entre o cristianismo e o paganismo nos primeiros séculos da existência da Igreja? Dr. Stark: Naqueles dias, a maneira segura de atacar a religião era deixar os leitores assumirem que era apenas um ataque ao catolicismo, de modo que foi o que Gibbon e seus contemporâneos fizeram. Talvez surpreendentemente, uma vez que os pagãos já não eram capazes de perseguir os cristãos, eles foram praticamente ignorados pela Igreja e pelos imperadores e apenas desapareceram lentamente. Carl: Como se desenvolveu a mito da “Idade das Trevas”? Quais são alguns dos principais problemas com esse mito? Dr. Stark: Voltaire e seus associados fizeram a ficção da Idade das Trevas para que pudessem alegar os ter superados com o Iluminismo. Como todos os historiadores competentes (e até mesmo as enciclopédias) reconhecem agora, não houve Idade das Trevas! Ao contrário, foram nesses séculos que a Europa deu o grande salto cultural e tecnológico que a colocou tão à frente do resto do mundo. Carl: Que relação existe entre o mito da “Idade das Trevas” e o mito do “Iluminismo secular”? Quão racional e científico, de fato, foi o Iluminismo? Dr. Stark: Os “filósofos” do chamado “Iluminismo” não desempenharam qualquer papel na ascensão da ciência — o grande progresso científico da época foi alcançado por homens altamente religiosos, muitos deles clérigos católicos. Carl: As Cruzadas e as Inquisições continuam sendo apresentadas como épocas e eventos que envolveram a barbárie cristã e o assassinato de milhões. Por que esses mitos são tão populares e difundidos, especialmente depois que os estudiosos passaram décadas corrigindo e esclarecendo o que realmente aconteceu (ou não)? Dr. Stark: Sou competente para revelar que as Cruzadas eram legítimas guerras defensivas e que a Inquisição não era sangrenta. Não sou competente para explicar por que uma pilha de pesquisas finas que apoiam essas correções não teve impacto nos cursos desses tagarelas. Suspeito que esses mitos sejam preciosos demais para os antirreligiosos se renderem. Carl: Ao abordar a “Modernidade Protestante”, você afirmou categoricamente que a tese de Max Weber de que com o Protestantismo nasceu o capitalismo e a modernidade é “absurda” [nonsense]. Quais são os principais problemas com a tese de Weber? Dr. Stark: O problema é que o capitalismo simplesmente foi desenvolvido e cresceu na Europa muitos séculos antes da Reforma. Carl: Você afirma enfaticamente que, como um estudioso com um fundo protestante trabalhando em uma universidade Batista, você não escreveu seu livro como “uma defesa da Igreja”, mas “em defesa da história”. Por que isso é significativo? E, finalmente, você acha que a maioria dos americanos realmente dá mais crédito à história do que à Igreja? Dr. Stark: Eu acho que os ilustres fanáticos terão dificuldade em me acusar de ser um católico, tentando encobrir os pecados da Igreja. O único machado que tenho a moer é que a história deve ser honestamente relatada. Quanto ao seu ponto final: Eu não acho que “a maioria dos americanos” jamais saberá que este livro foi escrito. Só posso esperar que influencie intelectuais e escritores de livros didáticos — talvez. (Tradução de Allan L. Dos Santos. Publicado em: https://medium.com/@allandossantos/por-que-esse-pesquisador-não-católico-está-desmascarando-séculos-de-história-anti-católica-3fcabaeb9c84#.yqccej)

  • Homilia do 3º Domingo da Quaresma

    Sermão do 3º Domingo da Quaresma | Ano A Leia o Evangelho deste domingo e em seguida escute a homilia: Anúncio do Evangelho (Jo 4,5-15.19b-26.39a.40-42) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 5 Jesus chegou a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacó tinha dado ao seu filho José. 6 Era aí que ficava o poço de Jacó. Cansado da viagem, Jesus sentou-se junto ao poço. Era por volta de meio-dia. 7 Chegou uma mulher de Samaria para tirar água. Jesus lhe disse: “Dá-me de beber”. 8 Os discípulos tinham ido à cidade para comprar alimentos. 9 A mulher samaritana disse então a Jesus: “Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim, que sou uma mulher samaritana?” De fato, os judeus não se dão com os samaritanos. 10 Respondeu-lhe Jesus: “Se tu conhecesses o dom de Deus e quem é que te pede: ‘Dá-me de beber’, tu mesma lhe pedirias a ele, e ele te daria água viva”. 11 A mulher disse a Jesus: “Senhor, nem sequer tens balde e o poço é fundo. De onde vais tirar água viva? 12 Por acaso, és maior que nosso pai Jacó, que nos deu o poço e que dele bebeu, como também seus filhos e seus animais?” 13 Respondeu Jesus: “Todo aquele que bebe desta água terá sede de novo. 14 Mas quem beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede. E a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna”. 15 A mulher disse a Jesus: “Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede e nem tenha de vir aqui para tirá-la”. 19b “Senhor, vejo que és um profeta!” 20 Os nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis que em Jerusalém é que se deve adorar”. 21 Disse-lhe Jesus: “Acredita-me, mulher: está chegando a hora em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22 Vós adorais o que não conheceis. Nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. 23 Mas está chegando a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. De fato, estes são os adoradores que o Pai procura. 24 Deus é espírito, e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade”. 25 A mulher disse a Jesus: “Sei que o Messias (que se chama Cristo) vai chegar. Quando ele vier, vai nos fazer conhecer todas as coisas”. 26 Disse-lhe Jesus: “Sou eu, que estou falando contigo”. 39a Muitos samaritanos daquela cidade abraçaram a fé em Jesus. 40 Por isso, os samaritanos vieram ao encontro de Jesus e pediram que permanecesse com eles. Jesus permaneceu aí dois dias. 41 E muitos outros creram por causa da sua palavra. 42 E disseram à mulher: “Já não cremos por causa das tuas palavras, pois nós mesmos ouvimos e sabemos que este é verdadeiramente o salvador do mundo”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

  • Homilia do 3º Domingo da Quaresma

    Sermão do 3º Domingo da Quaresma | Ano A Leia o Evangelho deste domingo e em seguida escute a homilia: Anúncio do Evangelho (Jo 4,5-15.19b-26.39a.40-42) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 5 Jesus chegou a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacó tinha dado ao seu filho José. 6 Era aí que ficava o poço de Jacó. Cansado da viagem, Jesus sentou-se junto ao poço. Era por volta de meio-dia. 7 Chegou uma mulher de Samaria para tirar água. Jesus lhe disse: “Dá-me de beber”. 8 Os discípulos tinham ido à cidade para comprar alimentos. 9 A mulher samaritana disse então a Jesus: “Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim, que sou uma mulher samaritana?” De fato, os judeus não se dão com os samaritanos. 10 Respondeu-lhe Jesus: “Se tu conhecesses o dom de Deus e quem é que te pede: ‘Dá-me de beber’, tu mesma lhe pedirias a ele, e ele te daria água viva”. 11 A mulher disse a Jesus: “Senhor, nem sequer tens balde e o poço é fundo. De onde vais tirar água viva? 12 Por acaso, és maior que nosso pai Jacó, que nos deu o poço e que dele bebeu, como também seus filhos e seus animais?” 13 Respondeu Jesus: “Todo aquele que bebe desta água terá sede de novo. 14 Mas quem beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede. E a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna”. 15 A mulher disse a Jesus: “Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede e nem tenha de vir aqui para tirá-la”. 19b “Senhor, vejo que és um profeta!” 20 Os nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis que em Jerusalém é que se deve adorar”. 21 Disse-lhe Jesus: “Acredita-me, mulher: está chegando a hora em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22 Vós adorais o que não conheceis. Nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. 23 Mas está chegando a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. De fato, estes são os adoradores que o Pai procura. 24 Deus é espírito, e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade”. 25 A mulher disse a Jesus: “Sei que o Messias (que se chama Cristo) vai chegar. Quando ele vier, vai nos fazer conhecer todas as coisas”. 26 Disse-lhe Jesus: “Sou eu, que estou falando contigo”. 39a Muitos samaritanos daquela cidade abraçaram a fé em Jesus. 40 Por isso, os samaritanos vieram ao encontro de Jesus e pediram que permanecesse com eles. Jesus permaneceu aí dois dias. 41 E muitos outros creram por causa da sua palavra. 42 E disseram à mulher: “Já não cremos por causa das tuas palavras, pois nós mesmos ouvimos e sabemos que este é verdadeiramente o salvador do mundo”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

  • QUATRO GRAVÍSSIMAS CONSEQUÊNCIAS DA COMUNHÃO NA MÃO

    Quatro GRAVÍSSIMAS consequências da comunhão na mão O Bispo Athanasius Schneider da uma simples e esclarecedora explicação sobre a comunhão na mão, e cita quatro GRAVÍSSIMAS consequências dessa forma de comungar. O vídeo dispensa explicações devido a clareza do bispo. Se o fiel está em estado de graça, sem pecados mortais, ele pode comungar, e na boca se quiser. “A comunhão na boca é direito verdadeiro e próprio do fiel, ao passo em que a comunhão na mão é mero indulto. É o que nos diz, ainda, o n. 92 da Redemptionis Sacramentum, cuja tradução para o português ficou truncada e incompreensível. Diz o texto na nossa língua: Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento.” [1] “Portanto, ninguém pode negar a Sagrada Comunhão a um fiel que A peça diretamente na boca — a não ser que ele esteja «impedido pelo direito», caso em que ele não pode comungar nem na mão e nem de jeito nenhum. Se um fiel católico pode comungar, então ele pode comungar na boca: é a lei da Igreja.” [1] Assista ao vídeo do Bispo Athanasius Schneider: Referências: [1] A comunhão na boca é um direito que não se pode suprimir http://www.deuslovult.org/2016/04/11/a-comunhao-na-boca-e-um-direito-que-nao-se-pode-suprimir/ [2] REDEMPTIONIS SACRAMENTUM (92) http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/ccdds/documents/rc_con_ccdds_doc_20040423_redemptionis-sacramentum_po.html #FormaçõesCatólicas

  • QUATRO GRAVÍSSIMAS CONSEQUÊNCIAS DA COMUNHÃO NA MÃO

    Quatro GRAVÍSSIMAS consequências da comunhão na mão O Bispo Athanasius Schneider da uma simples e esclarecedora explicação sobre a comunhão na mão, e cita quatro GRAVÍSSIMAS consequências dessa forma de comungar. O vídeo dispensa explicações devido a clareza do bispo. Se o fiel está em estado de graça, sem pecados mortais, ele pode comungar, e na boca se quiser. “A comunhão na boca é direito verdadeiro e próprio do fiel, ao passo em que a comunhão na mão é mero indulto. É o que nos diz, ainda, o n. 92 da Redemptionis Sacramentum, cuja tradução para o português ficou truncada e incompreensível. Diz o texto na nossa língua: Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento.” [1] “Portanto, ninguém pode negar a Sagrada Comunhão a um fiel que A peça diretamente na boca — a não ser que ele esteja «impedido pelo direito», caso em que ele não pode comungar nem na mão e nem de jeito nenhum. Se um fiel católico pode comungar, então ele pode comungar na boca: é a lei da Igreja.” [1] Assista ao vídeo do Bispo Athanasius Schneider: Referências: [1] A comunhão na boca é um direito que não se pode suprimir http://www.deuslovult.org/2016/04/11/a-comunhao-na-boca-e-um-direito-que-nao-se-pode-suprimir/ [2] REDEMPTIONIS SACRAMENTUM (92) http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/ccdds/documents/rc_con_ccdds_doc_20040423_redemptionis-sacramentum_po.html #FormaçõesCatólicas

  • AS RAZÕES DA IGREJA SOBRE SEXO – Entrevista com a filósofa belga Thérèse Hargot, por Benedetta

    Hargot, em seu livro você fala do aborto como consequência da contracepção, e, em seguida afirma que a verdadeira liberdade está na prática de métodos naturais. Por quê? O fato de que as mulheres possam conhecer o seu corpo lhes dá grande autonomia, mas também para os seus homens. Para mim, a verdadeira liberdade não pode residir na dependência de um médico que me prescreve contracepção e uma empresa farmacêutica que produz contraceptivos. Por que  argumenta que a contracepção é responsável por uma visão social que tornou a figura da mãe antitética àquela da mulher que trabalha? Quando a mulher contemporânea chega ao momento fatal do nascimento do primeiro filho, percebe que existe uma incompatibilidade entre estas duas funções. Não porque o sejam, em si, mas porque a nossa sociedade tornou-os assim, impelindo a mulher a fazer carreira como um homem, conforme uma modalidade que não lhe pertence. Neste sentido, o feminismo falhou. A verdadeira revolução social, o novo feminismo, deveria ao contrário contribuir para que o mundo do trabalho permitisse às mulheres fazer carreira, tendo em conta o seu papel de mães, por ex., através de mais flexibilidade, segundo os tempos e modos adequados à natureza feminina. Seria necessário ajudar os adolescentes a ter confiança no próprio corpo e nos próprios desejos, inclusive o de formar uma família sem contraposição à vontade de desenvolver uma carreira. A maternidade valoriza a mulher em suas capacidades. A contracepção é o resultado de uma visão “libertina” resumida pelo slogan “o corpo é meu e eu o administro.” No entanto, nunca antes, como no século feminista, a mulher tornou-se um objeto. Por quê? Foi a pregação de que “o corpo é meu” e “eu o administro”,  que transformou o corpo feminino em um objeto, justificadora da mercantilização consensual do corpo. Vemos isso com relação à mãe de aluguel. “Se a mulher quer – diz-se por aí –, pode fazê-lo.” Mas quem aceita esse slogan acaba não tendo argumentos teóricos para refutar, por ex., a prática dos serviços sexuais de adolescentes em troca de dinheiro ou aparelhos celulares. Por isso, eu creio que seja uma hipocrisia das feministas oporem-se a essas práticas, inclusive o útero de aluguel, sem rever as premissas do seu pensamento resumida naquele slogan. Acha que há uma ligação entre os direitos feministas e a guerra que visa tornar a mulher e o homem inimigos entre si? O fato é que o feminismo de Simone de Beauvoir e suas companheiras produziu um ideal feminino superior ao dos homens, desprezando a igualdade dos sexos que diziam querer, pelo menos com palavras. Mas, também neste caso, o conflito só é possível graças à contracepção, que produz uma guerra interna nas mulheres, que lutam para compatibilizar o seu ser-mãe e o seu ser-mulher. É graças a esta luta interna que a guerra pode estourar também em nível social. Você descreve a mulher como um ser de natureza ambivalente: pode estar grávida, pode querer ter um filho e, ao mesmo tempo, ter dúvidas sobre isto. Pelo contrário, o homem é a autoridade que, garantindo a lei, lembra à mulher que seu filho deveria nascer. Desta maneira,você não termina também por contrapor os dois sexos? Não diria isto. O homem tem essa natureza em função protetora da mulher, embora a sociedade o tenha deposto deste papel. Basta pensar sobre a lei do aborto, que o priva de toda responsabilidade. Quando você fala da lei, o que quer realmente dizer? Não é da “lex”, mas da “ius”, ou seja, não da lei específica, adaptada a cada caso, mas da norma geral. Na verdade, há um nível objetivo fundamental da lei (ius), que depois se espalhou para vários níveis, para se adaptar a casos especiais (lex). A “lei” sobre o aborto contradiz a “ius”, banalizando o problema da maternidade. Mas eu gostaria de repetir que o problema subjacente continua a ser a contracepção, ao qual o aborto presta um serviço em caso de falha. Mas qual é, então, a função das mulheres em relação aos homens, e, portanto, em relação à sociedade? A mulher é um testemunho do mistério da vida. Gosto de uma frase de João Paulo II, segundo a qual “a mulher é uma testemunha do invisível”. Testemunha, ou seja, uma conexão com o sentido sagrado da existência. É por isso que o seu ministério é o da humildade, na medida em que tem a tarefa de lembrar ao homem que ele não é Deus. Por exemplo: quando uma mulher dá à luz com dor, lembra ao homem a sua impotência. Ele, naquele momento, tem a tarefa de protegê-la, mas ao mesmo tempo não pode fazer nada para impedir que o parto seja doloroso. Esta posição de humildade, em que o homem é colocado pela mulher, será para ele necessária para acompanhar o filho pela vida afora. Muitas vezes, o seu pensamento chegou às mesmas conclusões que o Magistério da Igreja. Você nunca se perguntou por quê? Eu me explico isso com o fato de que compartilhamos a mesma visão filosófica sobre a idéia de pessoa: para a Igreja, a fé e a razão são as duas asas com as quais o intelecto se eleva para a verdade. Este é o lado do meu trabalho que pode interessar aos católicos: compartilhando, como laica, o realismo do magistério católico, demonstro precisamente a razoabilidade da fé. (10/03/2017) (Este texto se encontra em: http://www.lanuovabq.it/it/articoli-parola-di-femministale-ragioni-dellachiesa-sul-sesso-19191.htm)

  • POR QUE TORNARIA A ME CONVERTER AO CATOLICISMO – Aldo Maria Valli

    Assim escreve Eric Sammons, um ex-protestante convertido ao catolicismo em 1993. Seu artigo, “Vinte e cinco anos depois, eu ainda me tornaria católico”, pode ser lido no site www.onepeterfive.com e é uma contribuição muito interessante, seja para entender o  estado de saúde atual da Igreja Católica, seja para considerar em que medida, e por que razões, a Igreja Católica, quando vista de fora, ainda pode ser atraente. No início dos anos noventa, lembra Sammons (que é pai de sete filhos, autor de livros sobre sua conversão e compromissos gerais com a evangelização), todos sentiam que finalmente terminava o período negro dos anos setenta e oitenta, e, sob o pontificado de João Paulo II,  veríamos a igreja de volta à sua antiga glória.” “A cada semana”, escreve Sammons, “mais um pastor protestante se tornava católico. Eu pensava que, uma vez  na Igreja Católica, me tornaria um defensor da verdade e dos valores cristãos, e assim permaneceria para o resto da minha vida.” “Vivi como católico por um quarto de século, cinco anos dos quais trabalhando para uma diocese. Foi uma viagem interessante, mais do que esperava… Eu me sentia privilegiado por ter entrado na Igreja sob o Papa João Paulo II. Literalmente pulei de alegria, quando o Cardeal Ratzinger, meu teólogo favorito, foi eleito papa em 2005. No entanto, desde aquele momento tenho testemunhado uma sucessão de escândalos na Igreja: a crise dos abusos cometidos por padres, a indiscutível homossexualidade entre o clero, paróquias mornas, falsos ensinamentos e ações covardes em todos os níveis da hierarquia”. Mas as coisas, sustenta Sammons, em muitos aspectos, estão piores agora. “Uma das principais razões pelas quais eu abandonei protestantismo foi que vi, na Igreja Católica, uma rocha segura sobre a qual pudesse permanecer firme em meio às águas turbulentas da modernidade. Um dos meus primeiros passos em direção do catolicismo foi motivado pela frustração causada pelos ensinamentos morais do protestantismo, ou melhor, a falta de ensinamentos. Eu era um membro da Igreja Metodista Unida, que aprovou tanto a contracepção artificial como o aborto. Apesar de ter levado em consideração outras denominações protestantes, não encontrava nenhuma que não estivesse contaminada pelos ventos do relativismo moral que caracterizam a vida moderna. Na Igreja Católica, no entanto, encontrei uma trincheira de força moral. Eu admirava o papa João Paulo II e sua disposição para lutar sem trégua pelos princípios morais, mesmo enfrentando forte oposição. Mas se alguém tivesse me dito, então, que um quarto de século mais tarde alguns sínodos romanos iriam colocar em causa as questões não-negociáveis, como o adultério, sob um olhar de aprovação do romano pontífice, eu teria me perguntado se valeria a pena abandonar a fé de minha juventude”. “Mas eu acho”, diz Sammons, “que, depois de tudo, valeu a pena. ” Se, olhando para os dois sínodos sobre o cuidado pastoral da família, o ex-protestante manifesta algumas dúvidas sobre a sua escolha, ele se sente muito mais fortalecido pensando nas promessas de Cristo em defesa de Sua Igreja. “Como Metodista”, escreve ele, “eu estava sempre preocupado que a minha comunidade continuasse a abandonar a moral tradicional para abraçar todos os aspectos da revolução sexual, como então realmente aconteceu. Eu sabia que era possível, pois Cristo nunca prometeu proteger a Igreja Metodista do erro. Como católico, porém, eu sou menos ansioso. Claro, eu me escandalizo quando líderes católicos abraçam a mentira e o mal, e quando o fazem de forma a causar prejuízos incalculáveis ​​às almas. No entanto, sei que a Igreja Católica não fracassará, e continuará a ser a Igreja de Cristo. Essa garantia não deve ser tomada como uma desculpa para permitir a propagação de mentiras ( “Foi apenas uma brincadeira em um avião, o que isso importa?”), mas para colocar as coisas em uma perspectiva correta. Se seguirmos os ensinamentos oficiais da Igreja Católica como um todo, seremos salvos. Nenhuma outra igreja pode dizê-lo.” “Outro aspecto da Igreja Católica, que nunca pode ser  subestimado”, diz Sammons, “é constituída pelos sacramentos. Você poderia ir a uma missa celebrada por um padre vestido de palhaço, e nós, fiéis, ainda assim receberíamos o Corpo e Sangue de Cristo na Eucaristia. “Esta consciência”, insiste Sammons, “não deve nos levar a subestimar o escândalo de uma missa mal celebrada, mas nos ajuda a sublinhar que o Senhor nunca deixará de derramar a sua graça sobre o mundo para a salvação das almas. Como católico, tenho o privilégio de encontrar Cristo na Santa Comunhão e na confissão. E a cada dia recebo graças através do sacramento do matrimônio. Estes são dons que superam infinitamente  quaisquer escândalos ou fraquezas dos ministros de Cristo”. “Outra razão pela qual ainda me converteria ao catolicismo”, Sammons diz, “é que quando eu era protestante o meu conhecimento da história cristã abrangia apenas o primeiro e o  XVI século, mas eu não sabia nada daquela maravilhosa tapeçaria composta pela vida dos santos, que testemunharam a verdade da Igreja. “Quando vejo as alturas de santidade que produz a Igreja Católica, sei que deve ser inspirada por Deus, porque nenhuma instituição humana poderia incluir membros tão luminosos. Eu quero ser parte da Igreja que incluiu São Pedro, Santo Atanásio, São Bento, São Francisco e Santa Clara, Santa Teresa de Ávila, Santa Teresa de Lisieux, São Maximiliano Kolbe. Cumpre notar que os maiores santos viveram em momentos das maiores crise na Igreja e no mundo. E se a Igreja pôde produzir tais gigantes da fé durante períodos de grande escândalo, talvez possa mudar para melhor até a mim mesmo…” “É por isso”, escreve Eric Sammons em conclusão, “que tornaria a me converter ao catolicismo: pois é verdadeiro! ” “Nunca iria participar de uma religião ou uma igreja para aderir ao culto da personalidade do seu líder, ou porque esteja livre de escândalos. Uno-me à Igreja Católica porque é verdadeira. A Igreja Católica ensina a verdade, e é a única via de acesso para o Caminho, a Verdade e a Vida. Há apenas uma Igreja: a Igreja Católica. Ser um seguidor de Cristo significa ser um membro da Igreja Católica. Ir a outro lugar significa abandonar Nosso Senhor”. “São Pedro, depois de Cristo revelar o seu ensinamento sobre a Eucaristia, perguntou ao Senhor: ‘Senhor, a quem iremos? Só Tu tens palavras de vida eterna; e nós acreditamos e sabemos que Tu és o Santo de Deus’ (João 6, 68-69) “. “Da mesma maneira”, diz Sammons, “quando estou frustrado ou escandalizado por causa do que eu vejo acontecer na Igreja de hoje, só posso exclamar: ‘Senhor, para onde devo ir? Estabeleceste a Igreja Católica como o caminho para a vida eterna; e acreditei; e vim a saber que ela é a verdadeira Igreja de Cristo’”. O que acrescentar a este belo testemunho de Eric Sammons? Apenas uma reflexão. Estamos tão preocupados em ver o que nos falta para sermos como os nossos amigos protestantes, que não nos damos conta do quanto possuímos, dos dons que o Senhor nos deu e do quanto falta aos protestantes para serem como nós. Não se trata de fazer classificações, porque o Espírito sopra onde e como quer, mas de enfrentar a realidade da Igreja Católica, a única verdadeira Igreja de Cristo. Expressão que hoje, na era “ecumenicamente correta”, pega mal, mas nem por isso deixa de ser verdadeira! (Este artigo foi extraído do blog do vaticanista italiano Aldo Maria Valli: http://www.aldomariavalli.it/2017/03/04/ecco-perche-tornerei-a-convertirmi-al-cattolicesimo/)

  • PECADO MORTAL – O OBSTÁCULO PARA NOSSA SALVAÇÃO

    O pecado mortal (ou grave) é uma desobediência grave à Deus e à sua Lei. O pecado é mortal quando: 1 – A matéria é grave (ou seja, quando se trata de algo importante) 2 – Existe o conhecimento de causa (ou seja, quando a pessoa sabe o que está fazendo) 3 – Há a vontade deliberada (ou seja, quando se faz por querer) Se faltar um desses três itens o pecado é leve ou venial. O pecado mortal é assim chamado porque nos faz perder a graça de Deus, ou seja, a comunhão com Deus, levando nossa alma a um estado de morte. Quem comete um pecado mortal, rompe por própria escolha a amizade com Deus e coloca-se debaixo da julgo de satanás. É por isso que a Bíblia diz que todo aquele que peca é do diabo (IJo. 3,8). O pecado mortal é o maior mal e a maior desgraça que um ser humano pode fazer nesta vida, justamente porque nos faz perder nosso maior bem que é Deus. Quem comete um pecado mortal torna-se réu do inferno, ou seja, torna-se merecedor do inferno, de modo que se morrer nesse estado, sem arrependimento, irá direto para o inferno. Antes de continuar a leitura, assista este vídeo detalhado sobre o assunto: Os pecados mortais mais comuns hoje são: – Faltar missa dominical por preguiça ou comodismo – Viver junto sem ser casado (amasiados ou casados só no civil) – Pratica sexual fora do casamento (adultério, fornicação, prática homossexual,etc) – Pornografia (incluindo novelas com cenas imorais, BBBs, etc) – Masturbação – Namoro indecente – Ter ódio das pessoas (quando se deseja o mal ao próximo) – Frequentar falsas doutrinas (espiritismo, macumbaria, maçonaria, magia, etc.) – Difamar e/ou caluniar pessoas – Inscrever-se ou votar em associações ou partidos abortistas ou que defendem ideias gravemente contrárias à família (como PT, PC do B, PSOL, PV, PSTU, PDT, etc.) – Praticar ou apoiar a prática do aborto, evitar filhos por métodos artificiais (pílulas, camisinhas, DIU, etc) – Embriagar-se ou fazer uso de drogas – Frequentar festas ou shows mundanos (carnaval, discotecas, boates, raves, bailes funks, etc.) – Entre muitos outros… A pessoa que está em estado de pecado mortal NÃO pode comungar, pois a SS Eucaristia é sacramento dos vivos, ou seja, só pode comungar quem está na graça de Deus, sem pecados mortais. Quem comunga estando em pecado mortal comete o gravíssimo pecado do sacrilégio, ou seja, da profanação do Santíssimo Corpo e Sangue de Deus. A pessoa que se arrepende de seus pecados, por mais numerosos e graves que sejam, poderá recuperar a graça de Deus e portanto a amizade com Cristo, se arrependida confessar seus pecados com o sacerdote e receber a absolvição sacramental (Jo. 20,22-23). A pessoa que morre em estado de pecado mortal se condena para sempre ao inferno (Mt. 25, 41). Por isso devemos nos esforçar para amar a Deus de verdade e fugir de todo pecado e de toda ocasião de pecado, pois só se salvam aqueles que no momento de sua morte estão na graça de Deus, ou seja, sem pecados mortais. Mas se por fraqueza, ilusão ou orgulho cairmos em algum pecado mortal, não permaneçamos deste modo, fora da comunhão com Deus… busquemos um sacerdote e contritos confessemos nossos pecados. Deus não rejeita ninguém que arrependido lhe suplica seu perdão. Devemos nos confessar com frequência (quinzenalmente ou ao menos mensalmente) como ensina o Código de Direito Canônico. Leia também: Exame de Consciência para uma boa Confissão O amor de Deus é maior do que todos os nossos pecados, portanto não há pecado que Deus não seja capaz de perdoar, desde que haja arrependimento e verdadeiro propósito para deixar o pecado e lutar para permanecer na comunhão com Deus. Templário de Maria Compartilhe a imagem abaixo e ajude, também seus irmãos, a não cometerem este erro tão grave: #FormaçõesCatólicas #pecadomortal #Salvação

  • PECADO MORTAL – O OBSTÁCULO PARA NOSSA SALVAÇÃO

    O pecado mortal (ou grave) é uma desobediência grave à Deus e à sua Lei. O pecado é mortal quando: 1 – A matéria é grave (ou seja, quando se trata de algo importante) 2 – Existe o conhecimento de causa (ou seja, quando a pessoa sabe o que está fazendo) 3 – Há a vontade deliberada (ou seja, quando se faz por querer) Se faltar um desses três itens o pecado é leve ou venial. O pecado mortal é assim chamado porque nos faz perder a graça de Deus, ou seja, a comunhão com Deus, levando nossa alma a um estado de morte. Quem comete um pecado mortal, rompe por própria escolha a amizade com Deus e coloca-se debaixo da julgo de satanás. É por isso que a Bíblia diz que todo aquele que peca é do diabo (IJo. 3,8). O pecado mortal é o maior mal e a maior desgraça que um ser humano pode fazer nesta vida, justamente porque nos faz perder nosso maior bem que é Deus. Quem comete um pecado mortal torna-se réu do inferno, ou seja, torna-se merecedor do inferno, de modo que se morrer nesse estado, sem arrependimento, irá direto para o inferno. Antes de continuar a leitura, assista este vídeo detalhado sobre o assunto: Os pecados mortais mais comuns hoje são: – Faltar missa dominical por preguiça ou comodismo – Viver junto sem ser casado (amasiados ou casados só no civil) – Pratica sexual fora do casamento (adultério, fornicação, prática homossexual,etc) – Pornografia (incluindo novelas com cenas imorais, BBBs, etc) – Masturbação – Namoro indecente – Ter ódio das pessoas (quando se deseja o mal ao próximo) – Frequentar falsas doutrinas (espiritismo, macumbaria, maçonaria, magia, etc.) – Difamar e/ou caluniar pessoas – Inscrever-se ou votar em associações ou partidos abortistas ou que defendem ideias gravemente contrárias à família (como PT, PC do B, PSOL, PV, PSTU, PDT, etc.) – Praticar ou apoiar a prática do aborto, evitar filhos por métodos artificiais (pílulas, camisinhas, DIU, etc) – Embriagar-se ou fazer uso de drogas – Frequentar festas ou shows mundanos (carnaval, discotecas, boates, raves, bailes funks, etc.) – Entre muitos outros… A pessoa que está em estado de pecado mortal NÃO pode comungar, pois a SS Eucaristia é sacramento dos vivos, ou seja, só pode comungar quem está na graça de Deus, sem pecados mortais. Quem comunga estando em pecado mortal comete o gravíssimo pecado do sacrilégio, ou seja, da profanação do Santíssimo Corpo e Sangue de Deus. A pessoa que se arrepende de seus pecados, por mais numerosos e graves que sejam, poderá recuperar a graça de Deus e portanto a amizade com Cristo, se arrependida confessar seus pecados com o sacerdote e receber a absolvição sacramental (Jo. 20,22-23). A pessoa que morre em estado de pecado mortal se condena para sempre ao inferno (Mt. 25, 41). Por isso devemos nos esforçar para amar a Deus de verdade e fugir de todo pecado e de toda ocasião de pecado, pois só se salvam aqueles que no momento de sua morte estão na graça de Deus, ou seja, sem pecados mortais. Mas se por fraqueza, ilusão ou orgulho cairmos em algum pecado mortal, não permaneçamos deste modo, fora da comunhão com Deus… busquemos um sacerdote e contritos confessemos nossos pecados. Deus não rejeita ninguém que arrependido lhe suplica seu perdão. Devemos nos confessar com frequência (quinzenalmente ou ao menos mensalmente) como ensina o Código de Direito Canônico. Leia também: Exame de Consciência para uma boa Confissão O amor de Deus é maior do que todos os nossos pecados, portanto não há pecado que Deus não seja capaz de perdoar, desde que haja arrependimento e verdadeiro propósito para deixar o pecado e lutar para permanecer na comunhão com Deus. Templário de Maria Compartilhe a imagem abaixo e ajude, também seus irmãos, a não cometerem este erro tão grave: #FormaçõesCatólicas #pecadomortal #Salvação

  • ESTARÁ A IGREJA DIVIDIDA?

    A IGREJA CATÓLICA ESTÁ DIVIDIDA? ASSISTA DOIS VÍDEOS MUITO IMPORTANTES E ESCLARECEDORES PARA SE COMPREENDER A EXORTAÇÃO “AMORIS LAETITIA” ASSISTA ABAIXO A ENTREVISTA DO CARDEAL BURKE Leia também: Sínodo da Amazônia: Dom Athanasius Schneider faz crítica incisiva ao Instrumentum laboris ASSISTA ABAIXO A ENTREVISTA DE DOM ATHANASIUS SCHNEIDER Leia também: Cardeal Brandmüller faz duras críticas ao documento do Sínodo da Amazônia, e pede que os bispos o rejeitem

  • ESTARÁ A IGREJA DIVIDIDA?

    A IGREJA CATÓLICA ESTÁ DIVIDIDA? ASSISTA DOIS VÍDEOS MUITO IMPORTANTES E ESCLARECEDORES PARA SE COMPREENDER A EXORTAÇÃO “AMORIS LAETITIA” ASSISTA ABAIXO A ENTREVISTA DO CARDEAL BURKE Leia também: Sínodo da Amazônia: Dom Athanasius Schneider faz crítica incisiva ao Instrumentum laboris ASSISTA ABAIXO A ENTREVISTA DE DOM ATHANASIUS SCHNEIDER Leia também: Cardeal Brandmüller faz duras críticas ao documento do Sínodo da Amazônia, e pede que os bispos o rejeitem

  • O ROMANCE CATÓLICO BRASILEIRO

    No século XX, em torno A ficção católica brasileira dos anos trinta era confessional, introspectiva, de sondagem da alma. A narração de fatos exteriores e rápidas pinceladas psicológicas, próprias da maneira realista, cediam lugar nos autores católicos a uma viagem mais demorada pelo mundo interior dos personagens, geralmente inspirando-se nas técnicas proustianas de construção da alma. O seu centro de interesse eram questões do tipo: fé e dúvida, crime e castigo, justiça e misericórdia, inocência e pecado, carne e espírito, prazer e sacrifício, obediência e rebeldia, ódio e piedade, bem e mal, vício e virtude, caridade e egoísmo, esperança e desespero, perdição e santidade. Vejamos alguns nomes representativos dessa importante vertente literária. OCTAVIO DE FARIA. Nasceu de família abastada. Depois de diagnosticar os problemas de sua própria classe na obra Tragédia burguesa, romance-rio com personagens recorrentes e sem grande brilho estilístico, achava que só o cristianismo poderia salvar a família moderna: nem o liberalismo do deus Mercado, nem o marxismo da divindade igualitarista. A propósito, há uma tirada espirituosa do escritor, que de si mesmo dizia ser não um romancista católico, mas um católico que escrevia romances. Um católico que escreveu os romances mais católicos da literatura brasileira… LÚCIO CARDOSO. Era o mais novo do grupo, mineiro, de família de fazendeiros. Além da ficção, praticou o teatro, a poesia e tentou o cinema. Começou mais ou menos naturalista, em 1934, com o romance Maleita, para depois descobrir o rico filão da narrativa psicológica. Adestrou a mão com uma série de romances antes de, em 1959, lançar-se à realização de sua indiscutível obra-prima no gênero: Crônica da casa assassinada. É um retrato de certa burguesia rural mineira, economicamente em decadência, flagrada em seus mais inconfessáveis pecados capitais. Foi filmado, em 1971, por Paulo Cesar Saraceni, com bela trilha sonora de Tom Jobim, em versão infiel ao espírito da obra: tem mais de “cinema novo” do que de Lúcio Cardoso. A preocupação com a decadência da família burguesa aproximou-o de Octavio de Faria, que cuidou postumamente da edição do seu último e incompleto romance, O viajante. JOSÉ GERALDO VIEIRA. Egresso da alta burguesia urbana, que lhe povoa os dez romances, era um virtuose do estilo. Médico, homem de formação enciclopédica, dominava a língua portuguesa como poucos colegas de sua geração. Algumas vezes, porém, abusava do virtuosismo: era capaz de, pela força dos detalhes e do rebuscamento estilístico, inflar seus textos de informações que acabavam por esconder o seu principal objetivo, que sempre foi o estudo das almas; as quais, inconformadas com os limites impostos por este mundo passageiro, andavam em permanente busca de transcendência: espacial, com as frequentes incursões europeias; cultural, com o papel privilegiado da arte na busca de sentido existencial; metafísica, com a convicção de que só o Paraíso é capaz de satisfazer as expectativas humanas. CORNÉLIO PENA. Pessoa discretíssima, durante muito tempo hesitou entre as artes plásticas e a literatura. Sempre desprezou a vida literária. Escrever, para ele, era algo íntimo, uma espécie de ascese, cuja cristalização em obras literárias era mais um acidente do que um objetivo. Ligado à burguesia rural, passou pedaços da infância em algumas cidades mortas de Minas Gerais, ambiente que marcaria para sempre os seus quatro romances, de mistura com velhas fazendas paulistas do café; não pelos aspectos sociológicos da decadência, mas pela oportunidade de ali emoldurar seus dramas intimistas, de profunda angústia existencial e religiosa, para sempre marcado pelos escritores russos que devorou na juventude. Os ambientes mortos de Minas impregnaram o seu estilo, de rio largo e parado que avança lentamente pela trama, sem pressa de chegar ao final do enredo. Disse em entrevista, certa vez, que o homem, caso queira salvar-se, deve comparecer voluntariamente perante o Criador. Seus personagens foram criados com essa finalidade: responder ao apelo intransferivelmente pessoal de Deus. GUSTAVO CORÇÃO. Foi engenheiro elétrico de profissão. Não só sabia calcular probabilidades, mas acreditava também na possibilidade da intervenção de Deus na natureza. Escreveu, lamentavelmente, só um romance: Lições de abismo, publicado no início dos anos cinquenta. Mergulho corajoso nos porquês da vida diante da morte, é um dos principais romances de sua geração e dos maiores de toda a literatura brasileira, tendo provocado inesperados elogios de um velho comunista, Oswald de Andrade, que equiparou com justiça o seu fino humorismo e a sua prosa concisa à de Machado de Assis. Prosa e humor que já estavam em seu primeiro, A descoberta do outro, de 1944, autobiografia espiritual em que o escritor, com arte consumada de romancista, relata a sua conversão à Igreja Católica (a quem dedicou toda a sua maturidade estilística, em artigos, ensaios e livros cuja arte apuradíssima é ressaltada até por inimigos). Quem escreveu com mais equilíbrio, em língua portuguesa moderna, do que esse inquieto autor de um único romance?

  • O Primeiro Domingo da Quaresma

    Neste domingo, 5/03/2017, as leituras bíblicas na Missa são: Genesis 2, 7-9; 3, 1-7 – Carta de Paulo aos Romanos – Rom 5, 12- 19 e o Evangelho de Mateus 4, 1 – 11. Segue cópia da Reflexão sobre as leituras de hoje produzida pela Paróquia de São Luis do Algarve – Portugal: REFLEXÃO: No início da nossa caminhada quaresmal, a Palavra de Deus convida-nos à “conversão” – isto é, a recolocar Deus no centro da nossa existência, a aceitar a comunhão com Ele, a escutar as suas propostas, a concretizar no mundo – com fidelidade – os seus projectos. A primeira leitura afirma que Deus criou o homem para a felicidade e para a vida plena. Quando escutamos as propostas de Deus, conhecemos a vida e a felicidade; mas, sempre que prescindimos de Deus e nos fechamos em nós próprios, inventamos esquemas de egoísmo, de orgulho e de prepotência e construímos caminhos de sofrimento e de morte. A primeira parte (cf. Gn 2,7-9) do texto que nos é proposto apresenta-nos dois quadros significativos. O primeiro quadro (vers. 7) pinta – com cores quentes e sugestivas – a origem do homem: “o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e insuflou-lhe nas narinas um sopro de vida”. O verbo utilizado para descrever a acção de Deus é o verbo “yasar” (“formar”, “modelar”), que é um verbo técnico ligado ao trabalho do oleiro. Deus aparece, assim, como um oleiro, que modela a argila. Estamos muito próximos das concepções mesopotâmicas, onde o homem é criado pelos deuses a partir do barro (o jogo de palavras “’adam” – “homem” – e “’adamah” – “terra”, sugere que o homem – “’adam” – vem da “terra” – “’adamah” – e, morrendo, voltará à terra de onde foi tirado). No entanto, o homem formado da terra não é apenas terra, pois ele recebe também o “sopro” (“neshamá”) de Deus. A palavra hebraica utilizada significa “sopro”, “hálito”, “respiração”. É a vida que vem de Deus que torna o homem vivo… O homem tem qualquer coisa de divino; a vida do homem procede, directamente, de Deus. É significativa a forma como o jahwista sublinha o cuidado de Deus na criação do homem: Deus é o oleiro que modela cuidadosa e amorosamente a sua obra; e, ainda mais, transmite a esse homem formado da terra a sua própria vida divina. O homem aparece, assim, como o centro do projecto criador de Deus: ele ocupa um lugar especial na criação e é para ele que tudo vai ser criado. No segundo quadro (vers. 8-9), o autor jahwista reflecte sobre a situação do homem criado por Deus… Para que é que Deus criou o homem? Para ser escravo dos deuses e prover ao sustento das divindades, como nos mitos mesopotâmicos? Não. Na perspectiva do nosso catequista, o homem foi criado para ser feliz, em comunhão com Deus. Para descrever a situação ideal do homem, criado para a felicidade e a realização plena, o jahwista coloca-o num “jardim” cheio de árvores de fruta. Para um povo que sentia pesar constantemente sobre si a ameaça do deserto árido, o ideal de felicidade seria um lugar com muitas árvores e muita água. Os mitos mesopotâmicos apresentam, aliás, as mesmas imagens. No meio dessa vegetação abundante, o autor coloca duas árvores especiais: a “árvore da vida” e a “árvore do conhecimento do bem e do mal”. A “árvore da vida” é o símbolo da imortalidade concedida ao homem. Provavelmente, ao falar da “árvore da vida”, o autor está a pensar na “Lei”: desde o início, Deus ofereceu ao homem a possibilidade da vida plena e imortal, que passa por uma vida percorrida no caminho da Lei e dos mandamentos… Ao lado da “árvore da vida” e em contraposição a ela (pois traz a morte), está a “árvore do conhecimento do bem e do mal”. Provavelmente, representa o orgulho e a auto-suficiência de quem acha que pode conquistar a sua própria felicidade, prescindindo de Deus. “Comer da árvore do conhecimento do bem e do mal” significa fechar-se em si próprio, querer decidir por si só o que é bem e o que é mal, pôr-se a si próprio em lugar de Deus, reivindicar autonomia total em relação ao criador. O homem que renuncia à comunhão com Deus está a seguir o caminho da morte. A ideia do nosso catequista é esta: Deus criou o homem para ser feliz; deu-lhe a possibilidade de vida imortal; mas o homem pode escolher prescindir de Deus e percorrer caminhos onde Deus não está. Na segunda parte do nosso texto (cf. Gn 3,1-7), o autor jahwista reflecte sobre a questão do mal. De onde vem o mal que desfeia o mundo e que impede o homem de ter vida plena? Esse mal – sugere o nosso teólogo jahwista – vem das opções erradas que, desde o início da história, o homem tem feito. Para dizer isto, o autor jawista recorre à imagem da serpente. Entre os povos antigos, a serpente aparece como um símbolo por excelência da vida e da fecundidade (provavelmente por causa da sua configuração fálica). Entre os cananeus, estava também bastante difundido o culto da serpente. Nos santuários cananeus invocavam-se os deuses da fertilidade (representados muitas vezes pela serpente) e realizavam-se rituais mágicos destinados a assegurar a fecundidade dos campos… Ora, os israelitas, instalados na Terra, depressa se deixaram fascinar por esses cultos e praticavam os rituais dos cananeus destinados a assegurar a vida e a fecundidade dos campos e dos rebanhos. No entanto, isso significava prescindir de Jahwéh e abandonar o caminho da Lei e dos mandamentos. A “serpente” surge aqui, portanto, como símbolo de tudo o que afasta os homens de Deus e das suas propostas, sugerindo-lhes caminhos de orgulho, de egoísmo e de auto-suficiência. Em conclusão: Deus criou o homem para ser feliz e indicou-lhe o caminho da imortalidade e da vida plena; no entanto, o homem escolhe muitas vezes o caminho do orgulho e da auto-suficiência e vive à margem de Deus e das suas propostas. Na opinião do autor jahwista, é essa a origem do mal que destrói a harmonia do mundo. A segunda leitura propõe-nos dois exemplos: Adão e Jesus. Adão representa o homem que escolhe ignorar as propostas de Deus e decidir, por si só, os caminhos da salvação e da vida plena; Jesus é o homem que escolhe viver na obediência às propostas de Deus e que vive na obediência aos projectos do Pai. O esquema de Adão gera egoísmo, sofrimento e morte; o esquema de Jesus gera vida plena e definitiva. Para deixar bem claro que a salvação foi oferecida por Deus aos homens através de Jesus Cristo, Paulo recorre aqui a uma figura literária que aparece, com alguma frequência, nos seus escritos: a antítese. Em concreto, Paulo vai expor o seu raciocínio através de um jogo de oposições entre duas figuras: Adão e Jesus. Adão é a figura de uma humanidade que prescinde de Deus e das suas propostas e que escolhe caminhos de egoísmo, de orgulho e de auto-suficiência. Ora, essa escolha produz injustiça, alienação, sofrimento, desarmonia. Porque a humanidade preferiu, tantas vezes, esse caminho, o mundo entrou numa economia de pecado; e o pecado gera morte. A morte deve ser entendida, neste contexto, em sentido global – quer dizer, não tanto como morte físico-biológica, mas sobretudo como morte espiritual e escatológica que é afastamento temporário ou definitivo de Deus (a fonte da vida autêntica). Cristo propôs um outro caminho. Ele viveu numa permanente escuta de Deus e das suas propostas, na obediência total aos projectos do Pai. Esse caminho leva à superação do egoísmo, do orgulho, da auto-suficiência e faz nascer um Homem Novo, plenamente livre, que vive em comunhão com o Deus que é fonte de vida autêntica (a vitória de Cristo sobre a morte é a prova provada de que só a comunhão com Deus produz vida definitiva). Foi essa a grande proposta que Cristo fez à humanidade… Assim, Cristo libertou os homens da economia de pecado e introduziu no mundo uma dinâmica nova, uma economia de graça que gera vida plena (salvação). Não é claro que Paulo se esteja a referir, aqui, àquilo que a teologia posterior designou como “pecado original” (ou seja, um pecado histórico cometido pelo primeiro homem, que atinge e marca todos os homens que nascerem em qualquer tempo e lugar). O que é claro é que, para Paulo, a intervenção de Cristo na história humana se traduziu num dinamismo de esperança, de vida nova, de vida autêntica. Cristo veio propor à humanidade um caminho de comunhão com Deus e de obediência aos seus projectos; é esse caminho que conduz o homem em direcção à vida plena e definitiva, à salvação. O Evangelho apresenta, de forma mais clara, o exemplo de Jesus. Ele recusou – de forma absoluta – uma vida vivida à margem de Deus e dos seus projectos. A Palavra de Deus garante que, na perspectiva cristã, uma vida que ignora os projectos do Pai e aposta em esquemas de realização pessoal é uma vida perdida e sem sentido; e que toda a tentação de ignorar Deus e as suas propostas é uma tentação diabólica e que o cristão deve, firmemente, rejeitar. A catequese sobre as opções de Jesus aparece em três quadros ou “parábolas”. A primeira “parábola” (vers. 3-4) sugere que Jesus poderia ter escolhido um caminho de realização material, de satisfação de necessidades materiais. É a tentação – que todos nós conhecemos muito bem – de fazer dos bens materiais a prioridade fundamental da vida. No entanto, Jesus sabe que “nem só de pão vive o homem” e que a realização do homem não está na acumulação egoísta dos bens. A resposta de Jesus cita Dt 8,3 e sugere que o seu alimento – isto é, a sua prioridade – não é um esquema de enriquecimento rápido, mas é o cumprimento da Palavra (isto é, da vontade) do Pai. A segunda “parábola” (vers. 5-7) sugere que Jesus poderia ter escolhido um caminho de êxito fácil, mostrando o seu poder através de gestos espectaculares e sendo admirado e aclamado pelas multidões (sempre dispostas a deixarem-se fascinar pelo “show” mediático dos super-heróis). Jesus responde a esta tentação citando Dt 6,16, e sugere que não está interessado em utilizar os dons de Deus para satisfazer projectos pessoais de êxito e de triunfo humano. “Não tentar” o Senhor Deus significa, neste contexto, não exigir de Deus sinais e provas que sirvam para a promoção pessoal do homem e para que ele se imponha aos olhos dos outros homens. A terceira “parábola” (vers. 8-10) sugere que Jesus poderia ter escolhido um caminho de poder, de domínio, de prepotência, ao jeito dos grandes da terra. No entanto, Jesus sabe que a tentação de fazer do poder e do domínio a prioridade fundamental da vida é uma tentação diabólica; por isso, citando Dt 6,13, diz que, para Ele, só o Pai é absoluto e que só Ele deve ser adorado. As três tentações aqui apresentadas não são mais do que três faces de uma única tentação: a tentação de prescindir de Deus, de escolher um caminho de egoísmo, de orgulho e de auto-suficiência, à margem das propostas de Deus. Mas, para Jesus, ser “Filho de Deus” significa viver em comunhão com o Pai, escutar a sua voz, realizar os seus projectos, cumprir obedientemente os seus planos. Ao longo da sua vida, diante das diversas “provocações” que os adversários Lhe lançam, Jesus vai confirmar esta sua “opção fundamental” e vai procurar concretizar, com total fidelidade, o projecto do Pai. Israel, ao longo da sua caminhada pelo deserto, sucumbiu frequentemente à tentação de ignorar os caminhos e as propostas de Deus. Jesus, ao contrário, venceu a tentação de prescindir de Deus e de escolher caminhos à margem dos projectos do Pai. De Jesus vai nascer um novo Povo de Deus, cuja vocação essencial é viver em comunhão com o Pai e concretizar o seu projecto para o mundo e para os homens.

  • Curso da Total Consagração à Santíssima Virgem

    Faça o curso para melhor compreender a Total Consagração à Santíssima Virgem pelo método de São Luís Maria Grignion de Montfort. [Primeira Aula] Apresentação [ Segunda Aula] A Consagração como auxílio para nossa Vida Espiritual [ Terceira Aula] Primeiro Capítulo: Os Fundamentos da Total Consagração | Curso da Total Consagração  [Quarta Aula] Segundo Capítulo do Tratado da Verdadeira Devoção | Curso da Total Consagração [Quinta Aula] Terceiro Capítulo: As falsas e a Verdadeira Devoção | Curso da Total Consagração [Sexta Aula] Quarto Capítulo do Tratado da Verdadeira Devoção | Curso da Total Consagração [Sétima Aula] Quinto Capítulo do Tratado da Verdadeira Devoção | Curso da Total Consagração [Oitava Aula] Sexto Capítulo do Tratado da Verdadeira Devoção | Curso da Total Consagração [Nona Aula] Sétimo Capítulo do Tratado da Verdadeira Devoção | Curso da Total Consagração [Décima Aula] Oitavo Capítulo do Tratado da Verdadeira Devoção | Curso da Total Consagração

  • Curso da Total Consagração à Santíssima Virgem

    Faça o curso para melhor compreender a Total Consagração à Santíssima Virgem pelo método de São Luís Maria Grignion de Montfort. [Primeira Aula] Apresentação [ Segunda Aula] A Consagração como auxílio para nossa Vida Espiritual [ Terceira Aula] Primeiro Capítulo: Os Fundamentos da Total Consagração | Curso da Total Consagração  [Quarta Aula] Segundo Capítulo do Tratado da Verdadeira Devoção | Curso da Total Consagração [Quinta Aula] Terceiro Capítulo: As falsas e a Verdadeira Devoção | Curso da Total Consagração [Sexta Aula] Quarto Capítulo do Tratado da Verdadeira Devoção | Curso da Total Consagração [Sétima Aula] Quinto Capítulo do Tratado da Verdadeira Devoção | Curso da Total Consagração [Oitava Aula] Sexto Capítulo do Tratado da Verdadeira Devoção | Curso da Total Consagração [Nona Aula] Sétimo Capítulo do Tratado da Verdadeira Devoção | Curso da Total Consagração [Décima Aula] Oitavo Capítulo do Tratado da Verdadeira Devoção | Curso da Total Consagração

  • Homilia da Quarta-Feira de Cinzas

    Sermão da Quarta-Feira de Cinzas Leia o Evangelho deste domingo e em seguida escute a homilia. Anúncio do Evangelho (Mt 6,1-6.16-18) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1 “Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. 2 Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3 Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4 de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. 5 Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6 Ao contrário, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. 16 Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 17 Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18 para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

  • Homilia da Quarta-Feira de Cinzas

    Sermão da Quarta-Feira de Cinzas Leia o Evangelho deste domingo e em seguida escute a homilia. Anúncio do Evangelho (Mt 6,1-6.16-18) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1 “Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. 2 Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3 Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4 de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. 5 Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6 Ao contrário, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. 16 Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 17 Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18 para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

  • POETAS CATÓLICOS BRASILEIROS NOS ANOS 30

    O renascimento da espiritualidade brasileira, sobretudo do pensamento católico, irrigaria um vasto território literário a partir de trinta. Essa tendência foi bastante auxiliada pela fundação do Centro Dom Vital e de sua revista A Ordem, criados em 1922 (mesmo ano da exageradamente famosa semana paulista) pelo pascaliano Jackson de Figueiredo, morto prematuramente em 1927 e principal responsável pela conversão de Alceu Amoroso Lima, que assumiria em 1928 a direção do centro e da revista no lugar de Jackson. Num país em que os principais críticos literários eram homens sem fé religiosa, ou já sem entusiasmo pela fé, a militância católica de Alceu de Amoroso Lima foi uma extraordinária novidade, de extensa repercussão. Ainda está por ser feito o estudo definitivo da importância, para o pensamento brasileiro, do Centro Dom Vital, cujo nome era uma homenagem ao bispo pernambucano que muito lutou em sua época contra a influência da maçonaria no clero brasileiro; e de sua revista — que ecumenicamente acolhia ensaístas não católicos —, responsáveis pela criação de uma mentalidade cultural cristã disposta a discutir a realidade contemporânea e nela influir. Direta ou indiretamente, muito influenciou a corrente literária dita espiritualista, mas basicamente católica, que reunia nomes como Murilo Mendes, Jorge de Lima, Cornélio Pena, Lúcio Cardoso, Octavio de Faria (cunhado de Alceu), Gustavo Corção, Plínio Salgado, Augusto Frederico Schmidt, e até o Vinícius de Moraes da primeira fase. Não se deve excluir desta lista o poeta Manuel Bandeira, que foi recuperando a fé à medida que envelhecia — até aparecer, numa de suas últimas fotos, abraçado a um crucifixo —, nem Mário de Andrade, católico que parecia não o ser. É preciso não esquecer que esses romancistas e poetas eram contemporâneos do modernismo, mas caminhavam quase todos noutra direção, mais disponíveis a voos metafísicos do que a mergulhos etnológicos na cultura nacional, embora sofressem aqui e ali alguma influência das vanguardas europeias. No caso de nossos “poetas em Cristo”, não tinham algo de novo a dizer, mas algo permanente sob nova roupagem. O mais uniforme desses poetas católicos foi, sem dúvida, o curitibano Tasso da Silveira, filho do poeta simbolista Silveira Neto. Também escreveu romances, dramas, ensaios, mas sua obra se encontra, infelizmente, esquecida dos editores e do público. Além de hábil manipulador das formas fixas, seu verso livre tem, nos melhores momentos, uma admirável plasticidade e um senso do ritmo próprio de quem conhece o ofício. Em certos momentos, logrou fundir o integralismo de Plínio Salgado com o versos larguíssimos de Walt Whitman. Se a dispersão neorromântica ameaça a sua produção desse período, a sua poesia retornou, nos últimos livros, com surpreendente amadurecimento, às formas fixas do início, resultando nos belos, clássicos e densos poemas de Puro canto e Regresso à origem. Quando o melhor de Tasso for reeditado, os futuros leitores de poesia tombarão de espanto (na remota hipótese dessa espécie, a dos leitores de poesia, sobreviver aos predadores culturais desta e das próximas décadas). Quanto a Jorge de Lima, que também foi pintor e romancista, em suas obras da maturidade dialogaria com as Sagradas Escrituras e a tradição da Igreja, extraindo delas um rico material para suas ideias e imagens, depois de uma experiência tipicamente modernista, de louvor às coisas regionais e elogio da miscigenação. O agnóstico Drummond foi um bom poeta para o “chão de ferro” do nosso tempo. Jorge de Lima, sobretudo o de A túnica inconsútil — e, de maneira velada, hermética, quase surreal, em Invenção de Orfeu — é um poeta voltado para o alto, para a eternidade, num tenso diálogo com as coisas permanentes. É isto que o poeta alagoano tinha e ainda tem a nos oferecer. Já Murilo Mendes foi um católico progressista. Tinha pouco domínio sobre a versificação tradicional e destacou-se no verso livre, muito marcado pelo surrealismo e outros movimentos artísticos de vanguarda. Gostava de experimentar novos caminhos, e muitas vezes se perdeu na busca. Sua poesia, que se esforçou pateticamente por conciliar a doutrina cristã com o marxismo e a psicanálise, antecipou em alguns aspectos o espírito da “teologia da libertação”, o que faria de Murilo o mais palatável desses poetas católicos junto ao público acadêmico. Augusto Frederico Schmidt foi outro grande poeta católico desse período, ideologicamente oposto a Murilo, mas com ele igualando-se no desinteresse das técnicas tradicionais do verso. Rico empresário, descendente de judeus, tinha porém em Cristo a chave e a medida de sua poesia, de cadências largamente bíblicas que ora lembravam Péguy, ora Claudel, mas que traziam a sua inconfundível marca pessoal, como, por exemplo, no uso muito criativo da repetição, de grande efeito rítmico. Finalmente, Vinícius de Moraes, que trocaria a Congregação Mariana da juventude pelo animismo dos terreiros de candomblé. O futuro grande letrista de sambas tentou ser poeta metafísico, fez no início alguns belos poemas com cadência bíblica e inspiração cristã, mas o apelo da transcendência era demais para sua energia difusamente panteísta, de vitorioso atleta do sexo, e se encaminhou cada vez mais para o seu próprio e inelutável destino, o de poeta da MPB, cujas letras de música, a partir dos anos cinquenta, fariam escola. Uma escola sob muitos aspectos nociva, pois dava a impressão de que a poesia em vinil substituiria finalmente a poesia impressa. Foi nisso que gastou todo o seu talento: na exiguidade das letras de música, em que pôde exprimir livremente o seu paganismo afro-brasileiro. Não tinha nascido para o ar rarefeito do lirismo cristão: era prato raso demais para tão nobre sopa (para usar uma imagem do católico Cornélio Pena a propósito do agnóstico Marques Rebelo). (Trecho de ensaio publicado na revista Nabuco)

  • BISPO CATÓLICO EXPLICANDO QUE CARNAVAL NÃO É DE DEUS E QUE “HOMENAGEM” A NOSSA SENHORA F

    Além de fazer uma bela homilia, com conteúdo realmente católico, Dom José Chaves, bispo emérito de Uruaçu-GO, explica que o carnaval não é de Deus e que a “homenagem” à Nossa Senhora foi uma profanação. Assista: #Carnaval #FormaçõesCatólicas

  • BISPO CATÓLICO EXPLICANDO QUE CARNAVAL NÃO É DE DEUS E QUE “HOMENAGEM” A NOSSA SENHORA F

    Além de fazer uma bela homilia, com conteúdo realmente católico, Dom José Chaves, bispo emérito de Uruaçu-GO, explica que o carnaval não é de Deus e que a “homenagem” à Nossa Senhora foi uma profanação. Assista: #Carnaval #FormaçõesCatólicas

  • Homilia do 8º Domingo do Tempo Comum

    Sermão do 8º Domingo do Tempo Comum | Ano A Leia o Evangelho deste domingo e em seguida escute a homilia: Anúncio do Evangelho (Mt 6,24-34) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 24 “Ninguém pode servir a dois senhores; pois, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro. 25 Por isso eu vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida, com o que havereis de comer ou beber; nem com o vosso corpo, com o que havereis de vestir. Afinal, a vida não vale mais do que o alimento, e o corpo, mais do que a roupa? 26 Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem nem ajuntam em armazéns. No entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta. Vós não valeis mais do que os pássaros? 27 Quem de vós pode prolongar a duração da própria vida, só pelo fato de se preocupar com isso? 28 E por que ficais preocupados com a roupa? Olhai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. 29 Porém, eu vos digo: nem o rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. 30 Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no forno, não fará ele muito mais por vós, gente de pouca fé? 31 Portanto, não vos preocupeis, dizendo: ‘O que vamos comer? O que vamos beber? Como vamos nos vestir? 32 Os pagãos é que procuram essas coisas. Vosso Pai, que está nos céus, sabe que precisais de tudo isso. 33 Pelo contrário, buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo. 34 Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia bastam seus próprios problemas”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

  • Homilia do 8º Domingo do Tempo Comum

    Sermão do 8º Domingo do Tempo Comum | Ano A Leia o Evangelho deste domingo e em seguida escute a homilia: Anúncio do Evangelho (Mt 6,24-34) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 24 “Ninguém pode servir a dois senhores; pois, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro. 25 Por isso eu vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida, com o que havereis de comer ou beber; nem com o vosso corpo, com o que havereis de vestir. Afinal, a vida não vale mais do que o alimento, e o corpo, mais do que a roupa? 26 Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem nem ajuntam em armazéns. No entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta. Vós não valeis mais do que os pássaros? 27 Quem de vós pode prolongar a duração da própria vida, só pelo fato de se preocupar com isso? 28 E por que ficais preocupados com a roupa? Olhai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. 29 Porém, eu vos digo: nem o rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. 30 Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no forno, não fará ele muito mais por vós, gente de pouca fé? 31 Portanto, não vos preocupeis, dizendo: ‘O que vamos comer? O que vamos beber? Como vamos nos vestir? 32 Os pagãos é que procuram essas coisas. Vosso Pai, que está nos céus, sabe que precisais de tudo isso. 33 Pelo contrário, buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo. 34 Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia bastam seus próprios problemas”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

  • Oração

    Ó Deus, Criador do Céu e da Terra, Ato Perfeito, pureza perfeita, Sabedoria infinita que nos orienta, nos guia na curta existência terrena. Ó Deus, Que é causa e efeito de tudo, o que existe e existirá. Em ti nada falta, tudo abunda na sua perfeição. Ó Deus, Eu que sou o oposto de Ti, Criatura em que tudo falta, em que tudo é potência à espera de atualização, rogo-te: Dai-me sabedoria, inspiração, inteligência para que possa compreender e realizar os Teus desígnios.

  • Apologética Cristã

    O temo apologética, como usado neste blog, não se refere à matéria ensinada nos cursos de teologia. O termo é empregado aqui para significar a defesa do cristianismo, particularmente do catolicismo, no meio universitário visto que muitos dos que escreverão neste espaço são professores universitários, pesquisadores e cientistas profissionais. A apologética cristã, de forma geral, é uma necessidade vital, em minha opinião, nestes tempos conturbados em que vivemos uma crise sem precedentes. Esta crise se manifesta com muitas faces: crise social, econômica, educacional, política, cultural, ambiental, etc, mas se expressa agudamente no sistema educacional, principalmente no ambiente universitário. Nestes ambientes, a  crise da modernidade assume a configuração de verdadeira guerra civilizacional, de choque de visões de mundo antagônicas que não se resolverá pela síntese, pela incorporação de uma pela outra, mas sim pela destruição, pela erradicação de uma delas. Estas visões antagônicas são na realidade princípios da própria definição do ser humano e serão determinantes para o rumo que nossa civilização tomará no futuro. Trata-se de uma guerra, de uma luta de vida ou morte. De um lado desta batalha temos o cristianismo e a sua tradição cultural que gerou a civilização ocidental e a seu enorme progresso. Do outro lado temos a negação do cristianismo em favor de um materialismo cientificista que nega a existência do espírito em quaisquer de suas manifestações. A natureza do universo é material em todas as suas manifestações e Deus não existe. A negação de Deus, este materialismo abjeto característico da modernidade, vem transformando o homem, de ser divino, de ser espiritual, em animal, em corpo biológico desprovido de qualquer transcendência; animalidade rebaixada, obediente  a esquemas sensórios e psicológicos reativos cujo funcionamento independe de qualquer valor absoluto ou divino: temos aqui o homem máquina de Descartes ou o zumbí pós-moderno que se liquefaz no tempo e no espaço, vítima do utilitarismo destrutivo de suas próprias fraquezas. O resultado desta visão desestruturante  é a queda do homem, a queda da civilização que conhecemos e dos seus conceitos mais vitais: valores, família, justiça, paz, caridade, respeito, gratidão, religião, Deus. Conceitos que não mais tem significado absoluto visto que o homem moderno está sendo elevado a ser a medida de todas as coisas como propunha Protágoras. Como mencionado anteriormente, o embate destas forças é agudo na Universidade, paradoxalmente a maior criação secular da igreja católica; ali é que o cientificismo – a face perversa e irracional da ciência materialista – tenta abolir e proibir todo o pensamento teológico, cristão, católico e mesmo deísta. A universidade moderna, materialista, ateia, antirreligiosa  é muitas vezes, entretanto, adepta desta religião sem deus descrita apropriadamente pelo termo “cientificismo”: a religião materialista que presta culto ao deus “ciência”. Este blog é motivado pela defesa da visão cristã e, particularmente da visão católica do universo. Não interessa aqui a defesa dos dogmas cristão visto que os envolvidos, na sua maioria, não são teólogos; importa aqui o combate à visão unilateral e, na minha visão, equivocada da matéria como principio primeiro do Universo e tudo que dele decorre. Este combate não se fará com argumentos de autoridade ou de fé, mas com argumentos filosóficos e científicos originados da ciência verdadeira, aquela que examina e tenta explicar o universo, mas que se recusa a fixar verdades eternas dado o caráter provisório de suas conclusões. Os estudantes universitários, os professores, os intelectuais, católicos ou não, estão convidados a participar e contribuir com o debate.

  • Virtudes Esquecidas

    Os males de nosso tempo são muitos e variados. Nossos valores tradicionais estão derretendo a olhos vistos. O que antes era o certo, hoje parecer ser o errado e vice-versa, o que antes era errado hoje parece o certo. De forma geral, nossa sociedade parece, cada vez mais, estar de cabeça para baixo. Porque estamos nesta situação? O que deu errado com este país tão grande e tão rico? Porque não conseguimos superar este estado calamitoso de coisas? As respostas são muitas e variadas. Mas para mim uma, em particular, está na raiz do problema.  Estamos deixando de viver uma vida virtuosa. Cada um de nós, aos poucos, estamos perdendo a noção do que é virtuoso, do que é o bem e de como devemos viver. Na realidade não se fala mais em virtudes. Falamos e ouvimos falar muito dos pecados que cometemos todos os dias, mas não sabemos mais o que é a virtude. Não sabemos mais que a virtude é o contrário do pecado. Não somos mais ensinados, nem pela família, nem pela escola, nem pelas religiões, sobre a virtude. Como resultado, cada vez menos os hábitos virtuosos são praticados. Mas o que é a virtude? A virtude é a orientação para o bem; a orientação para a prática das boas ações. A orientação geral que deveria nos mover, que deveria nos orientar pela vida. Estamos deixando de ser virtuosos e nos transformando apenas em pecadores, apenas em pessoas sem qualidades morais, sem valores verdadeiros, orientados apenas por desejos egocêntricos. Não sabemos mais distinguir o que é o vício e  pecado, daquilo que é a virtude e a justiça. Vivemos em confusão, perdidos num mundo que às vezes parece sucumbir diante de tanta iniquidade. Viver bem e melhor significa, antes de tudo, viver virtuosamente. Mas quais são estas virtudes abandonadas, esquecidas e que tanto falta nos faz? São poucas: Coragem, Verdade, Honra, Fidelidade ou Lealdada, Disciplina, Hospitalidade, Perseverança, Laboriosidade e Independência. Segundo Santo Tomas de Aquino as virtudes são sete. Três delas são as chamadas Virtudes Teologais, aquelas que vem diretamente de Deus: Fé, Esperança, Caridade ou Amor Quatro são humanas, aquelas que devem ser buscadas constantemente para a perfeição humana: Prudência – disposição para identificar o bem e agir em sua função. É a virtude mãe. Justiça – vontade de dar aos outros o que lhes é devido. Fortaleza – firmeza na dificuldade e constância na procura do bem. Equilibrio – moderação no uso dos recursos colocados ao nosso dispor. Estas virtudes, como se observa, constituem exatamente o lado humano de nossa existência, o sal da terra como diriam os sábios, aquelas razões intrínsecas que poderiam melhorar e dar sentido ao nosso viver nestes tempos de caos e dor. (Postado originalmente no blog Paralaxes)

  • São Bento e a fundação do Ocidente

    Havia, à época de São Bento, duas formas de praticar-se a solidão monástica: a eremítica e a cenobítica. São Bento, nascido de família nobre quase quinhentos anos depois de Cristo, em pequena cidade perto de Roma, teve uma educação bem cuidada. Ainda jovem, sentiu o chamado para a vida eremítica, própria dos que se isolam em lugares desertos, rezando e fazendo penitência. Fez-se monge eremita, não demorando porém a perceber, por inspiração divina, que seu caminho era outro: a vida comunitária (ou cenobítica). Essa troca foi fundamental para a vida de todos nós, como veremos a seguir. São Bento, a partir de então, dedicará toda a sua vida a fundar mosteiros, a começar pela grande Abadia de Monte Cassino. Funcionavam regidos por um estatuto que ele mesmo redigiu, conhecido como “Regra de São Bento”, que delimitava os princípios da vida e da espiritualidade beneditina, cuja base era deixar sempre Cristo em primeiro lugar (Christo nihil praeponere). A comunidade beneditina tinha como propósito fundamental conduzir seus membros à união íntima com Deus, pela prática da oração e a conquista da vida virtuosa, sem desprezo, porém, pelo trabalho material e intelectual. Sua filosofia está condensada em sentença que ficou famosa: “Ora et labora” (Reza e trabalha). Um monge que vive em comunidade deveria dosar, obviamente, solidão e convivência. A razão do sucesso da ordem religiosa fundada por São Bento estava justamente na integração de valores aparentemente discordantes, como o isolamento e a comunidade, o trabalho e a oração, vida prática e vida contemplativa, razão e ação. São Bento viveu à época da queda do Império Romano, quando o mundo civilizado corria o sério risco de desaparecer e viver sob a mais completa barbárie. De fato, algo mais ou menos parecido ocorreu na História: os povos bárbaros, entre os séculos VI e VIII, passavam sobre o Ocidente como uma máquina de rolo compressor, destruindo o grande patrimônio cultural que gregos e latinos tinham legado à humanidade: o pensamento lógico e a ordenação jurídica da sociedade. Outros, porém, eram os planos de Deus. As forças das trevas não venceriam. De fato, não venceram: a fé cristã ergueu das ruínas romanas uma nova civilização, juntando à filosofia grega e ao direito romano a sua nova mensagem, cuja base era a crença na vida eterna e a idéia do ser humano como pessoa inviolável. Os monges provinham de todas as classes sociais: eram nobres e plebeus, operários e camponeses, cultos e analfabetos. Um grande respeito pelo estudo e pela pesquisa foi o traço distintivo da ordem beneditina, que transformou os monastérios medievais em verdadeiras ilhas de cultura, espalhadas por toda a Europa — trincheiras de uma guerra santa, em que as principais armas eram a oração, o trabalho e o estudo. A cópia perseverante de manuscritos antigos ligava o passado ao presente, impedindo que desaparecessem as lições do passado. A necessidade de sobrevivência obrigava os monges a preparar a terra e plantar, a maioria das vezes em terrenos inóspitos, levando-os a descobrir novas técnicas agrícolas. Foram pioneiros da pesquisa científica, e as escolas monásticas se transformaram em embriões das futuras universidades, fundadas pela Igreja a partir do século XII (e que, mal fundadas, já começariam a trair a sua natureza). Mas nada disso teria ocorrido sem a força da oração, sem o contraponto da vida contemplativa, combustível espiritual que abasteceria essa grande máquina de fabricar cultura que foi a Ordem Beneditina. São Bento não tinha em mente fundar uma nova civilização, mas somente conservar os valores básicos do cristianismo, mas, ao fazer isto, criou a maior civilização da história humana: a ocidental. Jesus Cristo, através da Igreja Católica, será sempre a principal fonte das coisas boas, das coisas belas e das coisas verdadeiras.

  • Gustavo Corção

    Recentemente conheci três obras de Gustavo Corção, grande pensador brasileiro do século XX, talvez um dos maiores. Os livros em questão são: Dois Amores e Dois Mundos (volumes 1 e 2) e o Século do Nada. Juntamente com “A Descoberta do Outro” que já havia lido, estes livros me revelaram um pensador católico de profundidade e fecundidade abissais quando comparado com a média brasileira. Corção revela, em vários momentos, sua admiração por pensadores como Chesterton e Jacques Maritain, luminares do pensamento católico do Século XX e que exerceram profunda influência sobre o seu pensamento. A prosa de GC é clara, límpida e o seu raciocínio segue uma lógica impecável. Sua imaginação é fertilissima; as imagens que usa são belissímas, os exemplos apaixonantes. Na minha adolescência, lá pelos idos de 1970, ouvi falar de Gustavo Corção e também de Alceu Amoroso Lima, talvez os dois maiores pensadores católicos do Brasil. As notícias que tinha naquela época eram carregadas de preconceitos político-ideológicos; seus nomes eram citados como sinônimos de reacionarismo e atraso político, verdadeiros porta-vozes do carolismo católico. No caso de GC, que agora conheço melhor, vejo claramente que ele foi vítima da patrulha comunista daquela época e também da atual. Somou-se a este preconceito a campanha de combate levada a efeito pela chamada Teologia da Libertação, outro nome do movimento comunistas infiltrado no clero católico.. O Brasil, país carente de intelectuais do porte de GC, não pode continuar olvidando este grande pensador e negar a sua existência. Ao contrário, faz-se necessário recuperar a sua obra e usá-la com pedra basilar na reconstrução da identidade to pensamento católico entre nós. As obras citadas podem ser baixadas pela internet. (Este post foi originalmente publicado no meu Blog “Paralaxes” e, agora, republico aqui neste Blog aceitando convite do Prof. Dimas Tadeu Covas)

  • A Igreja e a Educação

    O Papa Bento XVI em uma de suas visitas aos EUA, especificamente à Universidade Católica da América declarou: “A educação é integrante da missão da Igreja para proclamar a Boa Nova. Primeiro e mais importante é que toda instituição educacional católica é um local de encontro com Deus vivo, que em Jesus Cristo revela seu amor transformador e a verdade” (cf. Spe Salvi, 4) Em sua mensagem à Convenção Diocesana de Roma em junho de 2007, escreveu: “A educação católica é responsabilidade de toda a igreja. A totalidade da Comunidade Cristã, com todos os seus braços e componentes, é desafiada pelo importante objetivo de conduzir as novas gerações ao encontro com Cristo. Vivemos em uma sociedade crescentemente materialista e secular que coloca em risco constante os ensinamentos e valores católicos. A ênfase nos direitos individuais tem erodido o conceito de bem comum e nossa capacidade de convencer as pessoas a aceitar os ensinamentos revelados que não podem ser mudados por processos democráticos”. Estes dois excertos  do grande Papa nos mostram  caminhos que a Igreja Católica deve seguir. O assunto é de fundamental importância para todo católico e para o mundo atual. Voltaremos a ele com frequência.

  • Homilia do 7º Domingo do Tempo Comum

    Sermão do 7º Domingo do Tempo Comum | Ano A Leia o Evangelho deste domingo e em seguida escute a homilia: Anúncio do Evangelho (Mt 5,38-48) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 38 “Vós ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’ 39 Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! 40 Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! 41 Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! 42 Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado. 43 Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ 44 Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! 45 Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos. 46 Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? 47 E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito!” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

  • Homilia do 7º Domingo do Tempo Comum

    Sermão do 7º Domingo do Tempo Comum | Ano A Leia o Evangelho deste domingo e em seguida escute a homilia: Anúncio do Evangelho (Mt 5,38-48) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 38 “Vós ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’ 39 Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! 40 Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! 41 Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! 42 Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado. 43 Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ 44 Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! 45 Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos. 46 Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? 47 E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito!” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

  • O que significa o apoio de religiosos à exposição de símbolos cristãos no Carnaval?

    O QUE REALMENTE SIGNIFICOU O APOIO E A BÊNÇÃO À EXPOSIÇÃO DA IMAGEM DE NOSSA SENHORA NO CARNAVAL? As muitas manifestações ocorridas em torno da polêmica ocasionada pelo apoio de autoridades católicas à exposição da imagem de Nossa Senhora na festa do carnaval deve-nos fazer dar conta da grande confusão e profunda desorientação em que se encontra o nosso povo. O avançado processo de deterioração da sociedade, resulta sobretudo, do avançado processo de deterioração do clero católico. Embora a Igreja possua uma doutrina clara e princípios sólidos que devem nortear a conduta moral de seus fiéis, desde há muito, esta clareza e a solidez destes princípios vêm sendo omitidos, negados e combatidos de forma sistemática dentro da própria Igreja. Os fiéis estão confusos e desorientados. Perdeu-se a consciência da universalidade e perene validade dos princípios morais, dos mandamentos de Deus e da lei objetiva que devem orientar a conduta dos cristãos. Têm-se a impressão que a doutrina católica muda de paróquia para paróquia, de diocese para diocese, à depender do padre ou bispo que esteja à frente. São poucos os pastores de almas que assentam a sua pregação na solidez da Palavra de Deus, do Magistério e da Tradição, aplicando os princípios perenes para orientar os fiéis nas questões práticas do dia a dia. Embora nos tenha advertido fortemente Bento XVI, a ditadura do relativismo vai se impondo de maneira inexorável e atordoante. O despreparo, a omissão, a covardia, bem como a infiltração herética e revolucionária dentro do clero católico, é sem dúvida, o principal fator da marcha deste relativismo que avança dentro da Igreja e da sociedade. Primeiro se combatia a Igreja, depois, de maneira orquestrada, passou-se a contestar a doutrina e os princípios cristãos no meio intelectual, desde fora pelos não católicos, e desde dentro pelos infiltrados ou por aqueles que iam se convencendo da validade das novas ideias, sem contar um grande número daqueles que, por causa da mediocrização da formação e afastamento da sã doutrina, sequer eram (e são) capazes de perceber o problema. Colocadas as bases teóricas para se estabelecer a confusão, passou-se à aplicação prática da heterodoxia que agora, em um mundo relativizado, poderia ser apresentada como uma interpretação da “verdade”, pior ainda, como uma necessária e “legítima” forma de apresentar a doutrina para o mundo atual. É neste último estágio, que se insere a ação de muitas autoridades da Igreja hoje, incluindo os lamentáveis episódios das bênçãos a sambódromos e à autorização do uso da imagem de Nossa Senhora na festa do carnaval. Ao autorizarem e abençoarem o uso da imagem de Nossa Senhora, em meio à podridão moral que significa o carnaval, as autoridades religiosas estão acenando ao povo que o carnaval é algo bom e a presença dos cristãos é algo desejável. Deste modo, se quebra a resistência de muitos que apegando-se à Palavra de Deus, à pregação dos santos, e às muitas mensagens de Jesus e Maria, condenavam as práticas promovidas por tal evento. Leia também: CUIDADO: SUA ROUPA PODERÁ TE LEVAR AO INFERNO A Palavra de Deus condena veementemente as orgias, bebedeiras, impurezas, promiscuidades, adultérios, roubos, devassidão e tantas outras práticas promovidas pelo carnaval. Desde que se tem registros destas festas na era cristã, todos os santos, pastores e missionários, pregaram contra tal evento, por significarem evidente meio de perdição e condenação. São Vicente Ferrer chamava o carnaval de tempo infelicíssimo em que muitos cristãos corriam apressuradamente para a condenação. Com razão, São João de Foligno chamava o carnaval de colheita do diabo. À Santa Margarida Maria Alacoque, Jesus lamentava profundamente a enormidade e quantidade dos pecados cometidos nesta festa mundana. São João Maria Vianey, o Cura D’Ars, dizia que, não há um só mandamento que os bailes não transgridam, e que os mesmos são caminhos certos para o Inferno. Em 1940, Jesus pediu à Lúcia de Fátima que transmitisse ao Cardeal Patriarca de Lisboa, seu desejo de que fossem abolidas as festas profanas do carnaval, e fossem substituídas por orações e sacrifícios com preces públicas, isto como forma de reparação e súplica por Portugal e demais nações. No final da década de 80 (1989), o então Cardeal do Rio de Janeiro, Dom Eugênio Sales, impediu a exposição da imagem do Cristo Redentor pelo carnavalesco Joãozinho Trinta da Escola de Samba Beija Flor, por compreender que tal exposição seria uma profanação e levaria à confusão entre os fiéis que poderiam pensar que a Igreja aprova este evento pernicioso. Em nossos dias, quase 80 anos após o pedido de Jesus à vidente de Fátima para que se abolisse o carnaval, e quase 30 anos após de o grande Cardeal Dom Eugênio Sales ter impedido a profanação da imagem do Cristo Redentor, o Cardeal de São Paulo juntamente com uma Comissão de Bispos aprovam por unanimidade a exposição da imagem de Nossa Senhora no carnaval de São Paulo por parte de uma escola de samba. Devemos nos perguntar: O que faz estes senhores bispos pensarem que sua atitude foi boa? Só haveriam duas possibilidades da atitude destas autoridades ser boa: Ou de 80 anos para cá o carnaval tornou-se uma festa santa, familiar e promotora da virtude ou Jesus mudou de ideia e os princípios da moral cristã perderam sua validade… Se descartarmos firmemente as duas teses esdrúxulas, temos que forçosamente concluir que a atitude dos bispos e padres que autorizaram, abençoaram ou apoiaram tal apresentação da sagrada imagem de Nossa Senhora em meio a promiscuidade do carnaval, está profundamente equivocada e têm levado à confusão, à tristeza, à indignação e à perplexidade inúmeros fiéis. Longe de nós querermos julgar a intenção dos corações de nossos pastores, entretanto é nosso dever expor o erro, o grave erro dos mesmos e as consequências desastrosas para a vida da Igreja e dos fiéis, pois o que está em questão é a Palavra de Deus e a salvação de muitas almas. A partir do momento em que bispos e padres (famosos ou não) aprovam, abençoam e apoiam uma festa como o carnaval, estão se colocando na contramão da Palavra de Deus, dos princípios cristãos, das pregações dos santos e das muitas mensagens de Jesus e Maria. Ainda que não seja a intenção dos mesmos, acabam por relativizar a mensagem do Evangelho e contribuem para remover o pouco que ainda resta dos princípios da moral cristã que orienta os que ainda possuem a ventura de crer. O povo em geral não estuda princípios morais ou éticos, mas para quem mal lê ou escuta o Evangelho, as palavras e atitudes de seus pastores acabam por ser critérios para muitos se orientarem. Ao “abençoar” um sambódromo ou aprovar a exibição da imagem de Nossa Senhora no carnaval, imagem de Jesus ou qualquer outro simbolo cristão, a maior parte das pessoas entenderão que se trata de uma festa boa e que o que ali acontece não é algo de tão execrável assim. Se existe a bênção e o apoio de bispos e padres a uma festa onde se promove a nudez, a pornografia, a promiscuidade, o adultério, a bebedeira, as drogas, que ocasionam violência e inúmeros abortos e outros tantos males, ficará difícil condenar estes mesmos vícios e males que tanto mal fazem ao nosso povo, às famílias e à sociedade em geral. O carnaval não é apenas um meio “privilegiado” e eficiente que o diabo usa para aprisionar as pessoas no vício e conduzi-las ao Inferno; É também um grande desastre social na medida em que introduz muitíssimas pessoas nos vícios do alcoolismo e das drogas, o que por sua vez gerará muitos assassínios e roubos, lança muitíssimos outros na estatística dos positivados em HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis (pois ao contrário da propaganda oficial, os preservativos não seguram muita coisa), provoca inúmeros abortos como consequência da promiscuidade, introduz muitos jovens no mundo do tráfico e da prostituição, etc, etc, etc… Leia também: Curiosidades sobre a história da Imagem de Nossa Senhora Aparecida Quanto custará ao Estado a recuperação de cada viciado? O tratamento de cada um dos contaminados pelo HIV e outras DST’s? A manutenção dos que foram presos? O cuidado das que provocam aborto? Isto sem contar toda sujeira e poluição que os foliões deixam para trás. Chega a ser patético o esforço que muitas autoridades da Igreja tem feito para justificar o seu apoio e bênção à apresentação da imagem de Nossa Senhora na festa profana do carnaval. Para justificar o injustificável, evocam a presença de Jesus entre prostitutas e pecadores, esquecendo-se do fato de que a presença de Jesus em meio aos pecadores jamais foi com o objetivo de aprovar ou abençoar seus vícios, mas sim de chamá-los à conversão. As autoridades da Igreja envolvidas no atual episódio, perderam singular ocasião de à exemplo do grande Cardeal Eugênio Sales, reafirmar a solidez dos princípios cristãos, a perenidade dos mandamentos de Cristo, a perversidade de festas como o carnaval e sua clara incompatibilidade com a reta conduta cristã, bem como a reafirmação do respeito que se deve ter ao sagrado símbolo de nossa fé. O relativismo doutrinal e moral, o politicamente correto, o respeito humano e a covardia têm feito naufragar na fé muitas autoridades da Igreja, e desgraçadamente muitas ovelhas que destes dependem. Não foi em vão que no início da década de 60, Nossa Senhora disse em Garabandal: “Muitos Cardeais, bispos e padres estão a caminho do inferno e a levar muitas almas consigo.” Ao discordar e se opor à atitude de nossos pastores, não se tem a intenção de faltar o respeito às autoridades estabelecidas, mas sim de mostrar o fato de que estas mesmas autoridades são falhas e que em muitas ocasiões (por diferentes razões), estão em contradição com o Evangelho e com a Tradição da Igreja. Muitos classificam como ousado ou desrespeitoso o fato de nos opormos a uma autoridade, mas não vêem nenhum problema em estas mesmas autoridades atropelarem a Palavra de Deus e os princípios cristãos, expondo ou induzindo ao erro muitíssimos fiéis. Resguardando o devido respeito e caridade, é preciso chamar as coisas pelo nome e orientar o povo na verdade do Evangelho sempre ensinada pela Igreja, pois disto dependerá a salvação de cada um. A palavra de Deus diz: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz e da luz trevas.” (Isaias 5,20)… Pois “o meu povo se perde por falta de conhecimento.” (Oséias 4,6). Nestes tempos de apostasia em que a caridade se esfriou, muitos pastores de almas mesmo conhecendo a verdade têm medo de expô-la ao povo. Zelosos com o próprio bem estar, estão mais preocupados em preservar o seu sossego e conservar a sua pele do que salvar as suas ovelhas. Como dizia o benemérito e já citado Cardeal Eugênio Sales: “O que falta na Igreja são calças… E também o conteúdo das mesmas.” Que Jesus mesmo vos dê a graça de conhecermos e vivermos a verdade é dê à sua Igreja, pastores zelosos que não tenham medo de dar a vida por suas ovelhas e conduzí-las ao caminho estreito da salvação. Templário de Maria Assista os vídeos relacionados ao assunto: #CNBB #Brasil #NossaSenhora #Carnaval #Crisenaigreja

  • O que significa o apoio de religiosos à exposição de símbolos cristãos no Carnaval?

    O QUE REALMENTE SIGNIFICOU O APOIO E A BÊNÇÃO À EXPOSIÇÃO DA IMAGEM DE NOSSA SENHORA NO CARNAVAL? As muitas manifestações ocorridas em torno da polêmica ocasionada pelo apoio de autoridades católicas à exposição da imagem de Nossa Senhora na festa do carnaval deve-nos fazer dar conta da grande confusão e profunda desorientação em que se encontra o nosso povo. O avançado processo de deterioração da sociedade, resulta sobretudo, do avançado processo de deterioração do clero católico. Embora a Igreja possua uma doutrina clara e princípios sólidos que devem nortear a conduta moral de seus fiéis, desde há muito, esta clareza e a solidez destes princípios vêm sendo omitidos, negados e combatidos de forma sistemática dentro da própria Igreja. Os fiéis estão confusos e desorientados. Perdeu-se a consciência da universalidade e perene validade dos princípios morais, dos mandamentos de Deus e da lei objetiva que devem orientar a conduta dos cristãos. Têm-se a impressão que a doutrina católica muda de paróquia para paróquia, de diocese para diocese, à depender do padre ou bispo que esteja à frente. São poucos os pastores de almas que assentam a sua pregação na solidez da Palavra de Deus, do Magistério e da Tradição, aplicando os princípios perenes para orientar os fiéis nas questões práticas do dia a dia. Embora nos tenha advertido fortemente Bento XVI, a ditadura do relativismo vai se impondo de maneira inexorável e atordoante. O despreparo, a omissão, a covardia, bem como a infiltração herética e revolucionária dentro do clero católico, é sem dúvida, o principal fator da marcha deste relativismo que avança dentro da Igreja e da sociedade. Primeiro se combatia a Igreja, depois, de maneira orquestrada, passou-se a contestar a doutrina e os princípios cristãos no meio intelectual, desde fora pelos não católicos, e desde dentro pelos infiltrados ou por aqueles que iam se convencendo da validade das novas ideias, sem contar um grande número daqueles que, por causa da mediocrização da formação e afastamento da sã doutrina, sequer eram (e são) capazes de perceber o problema. Colocadas as bases teóricas para se estabelecer a confusão, passou-se à aplicação prática da heterodoxia que agora, em um mundo relativizado, poderia ser apresentada como uma interpretação da “verdade”, pior ainda, como uma necessária e “legítima” forma de apresentar a doutrina para o mundo atual. É neste último estágio, que se insere a ação de muitas autoridades da Igreja hoje, incluindo os lamentáveis episódios das bênçãos a sambódromos e à autorização do uso da imagem de Nossa Senhora na festa do carnaval. Ao autorizarem e abençoarem o uso da imagem de Nossa Senhora, em meio à podridão moral que significa o carnaval, as autoridades religiosas estão acenando ao povo que o carnaval é algo bom e a presença dos cristãos é algo desejável. Deste modo, se quebra a resistência de muitos que apegando-se à Palavra de Deus, à pregação dos santos, e às muitas mensagens de Jesus e Maria, condenavam as práticas promovidas por tal evento. Leia também: CUIDADO: SUA ROUPA PODERÁ TE LEVAR AO INFERNO A Palavra de Deus condena veementemente as orgias, bebedeiras, impurezas, promiscuidades, adultérios, roubos, devassidão e tantas outras práticas promovidas pelo carnaval. Desde que se tem registros destas festas na era cristã, todos os santos, pastores e missionários, pregaram contra tal evento, por significarem evidente meio de perdição e condenação. São Vicente Ferrer chamava o carnaval de tempo infelicíssimo em que muitos cristãos corriam apressuradamente para a condenação. Com razão, São João de Foligno chamava o carnaval de colheita do diabo. À Santa Margarida Maria Alacoque, Jesus lamentava profundamente a enormidade e quantidade dos pecados cometidos nesta festa mundana. São João Maria Vianey, o Cura D’Ars, dizia que, não há um só mandamento que os bailes não transgridam, e que os mesmos são caminhos certos para o Inferno. Em 1940, Jesus pediu à Lúcia de Fátima que transmitisse ao Cardeal Patriarca de Lisboa, seu desejo de que fossem abolidas as festas profanas do carnaval, e fossem substituídas por orações e sacrifícios com preces públicas, isto como forma de reparação e súplica por Portugal e demais nações. No final da década de 80 (1989), o então Cardeal do Rio de Janeiro, Dom Eugênio Sales, impediu a exposição da imagem do Cristo Redentor pelo carnavalesco Joãozinho Trinta da Escola de Samba Beija Flor, por compreender que tal exposição seria uma profanação e levaria à confusão entre os fiéis que poderiam pensar que a Igreja aprova este evento pernicioso. Em nossos dias, quase 80 anos após o pedido de Jesus à vidente de Fátima para que se abolisse o carnaval, e quase 30 anos após de o grande Cardeal Dom Eugênio Sales ter impedido a profanação da imagem do Cristo Redentor, o Cardeal de São Paulo juntamente com uma Comissão de Bispos aprovam por unanimidade a exposição da imagem de Nossa Senhora no carnaval de São Paulo por parte de uma escola de samba. Devemos nos perguntar: O que faz estes senhores bispos pensarem que sua atitude foi boa? Só haveriam duas possibilidades da atitude destas autoridades ser boa: Ou de 80 anos para cá o carnaval tornou-se uma festa santa, familiar e promotora da virtude ou Jesus mudou de ideia e os princípios da moral cristã perderam sua validade… Se descartarmos firmemente as duas teses esdrúxulas, temos que forçosamente concluir que a atitude dos bispos e padres que autorizaram, abençoaram ou apoiaram tal apresentação da sagrada imagem de Nossa Senhora em meio a promiscuidade do carnaval, está profundamente equivocada e têm levado à confusão, à tristeza, à indignação e à perplexidade inúmeros fiéis. Longe de nós querermos julgar a intenção dos corações de nossos pastores, entretanto é nosso dever expor o erro, o grave erro dos mesmos e as consequências desastrosas para a vida da Igreja e dos fiéis, pois o que está em questão é a Palavra de Deus e a salvação de muitas almas. A partir do momento em que bispos e padres (famosos ou não) aprovam, abençoam e apoiam uma festa como o carnaval, estão se colocando na contramão da Palavra de Deus, dos princípios cristãos, das pregações dos santos e das muitas mensagens de Jesus e Maria. Ainda que não seja a intenção dos mesmos, acabam por relativizar a mensagem do Evangelho e contribuem para remover o pouco que ainda resta dos princípios da moral cristã que orienta os que ainda possuem a ventura de crer. O povo em geral não estuda princípios morais ou éticos, mas para quem mal lê ou escuta o Evangelho, as palavras e atitudes de seus pastores acabam por ser critérios para muitos se orientarem. Ao “abençoar” um sambódromo ou aprovar a exibição da imagem de Nossa Senhora no carnaval, imagem de Jesus ou qualquer outro simbolo cristão, a maior parte das pessoas entenderão que se trata de uma festa boa e que o que ali acontece não é algo de tão execrável assim. Se existe a bênção e o apoio de bispos e padres a uma festa onde se promove a nudez, a pornografia, a promiscuidade, o adultério, a bebedeira, as drogas, que ocasionam violência e inúmeros abortos e outros tantos males, ficará difícil condenar estes mesmos vícios e males que tanto mal fazem ao nosso povo, às famílias e à sociedade em geral. O carnaval não é apenas um meio “privilegiado” e eficiente que o diabo usa para aprisionar as pessoas no vício e conduzi-las ao Inferno; É também um grande desastre social na medida em que introduz muitíssimas pessoas nos vícios do alcoolismo e das drogas, o que por sua vez gerará muitos assassínios e roubos, lança muitíssimos outros na estatística dos positivados em HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis (pois ao contrário da propaganda oficial, os preservativos não seguram muita coisa), provoca inúmeros abortos como consequência da promiscuidade, introduz muitos jovens no mundo do tráfico e da prostituição, etc, etc, etc… Leia também: Curiosidades sobre a história da Imagem de Nossa Senhora Aparecida Quanto custará ao Estado a recuperação de cada viciado? O tratamento de cada um dos contaminados pelo HIV e outras DST’s? A manutenção dos que foram presos? O cuidado das que provocam aborto? Isto sem contar toda sujeira e poluição que os foliões deixam para trás. Chega a ser patético o esforço que muitas autoridades da Igreja tem feito para justificar o seu apoio e bênção à apresentação da imagem de Nossa Senhora na festa profana do carnaval. Para justificar o injustificável, evocam a presença de Jesus entre prostitutas e pecadores, esquecendo-se do fato de que a presença de Jesus em meio aos pecadores jamais foi com o objetivo de aprovar ou abençoar seus vícios, mas sim de chamá-los à conversão. As autoridades da Igreja envolvidas no atual episódio, perderam singular ocasião de à exemplo do grande Cardeal Eugênio Sales, reafirmar a solidez dos princípios cristãos, a perenidade dos mandamentos de Cristo, a perversidade de festas como o carnaval e sua clara incompatibilidade com a reta conduta cristã, bem como a reafirmação do respeito que se deve ter ao sagrado símbolo de nossa fé. O relativismo doutrinal e moral, o politicamente correto, o respeito humano e a covardia têm feito naufragar na fé muitas autoridades da Igreja, e desgraçadamente muitas ovelhas que destes dependem. Não foi em vão que no início da década de 60, Nossa Senhora disse em Garabandal: “Muitos Cardeais, bispos e padres estão a caminho do inferno e a levar muitas almas consigo.” Ao discordar e se opor à atitude de nossos pastores, não se tem a intenção de faltar o respeito às autoridades estabelecidas, mas sim de mostrar o fato de que estas mesmas autoridades são falhas e que em muitas ocasiões (por diferentes razões), estão em contradição com o Evangelho e com a Tradição da Igreja. Muitos classificam como ousado ou desrespeitoso o fato de nos opormos a uma autoridade, mas não vêem nenhum problema em estas mesmas autoridades atropelarem a Palavra de Deus e os princípios cristãos, expondo ou induzindo ao erro muitíssimos fiéis. Resguardando o devido respeito e caridade, é preciso chamar as coisas pelo nome e orientar o povo na verdade do Evangelho sempre ensinada pela Igreja, pois disto dependerá a salvação de cada um. A palavra de Deus diz: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz e da luz trevas.” (Isaias 5,20)… Pois “o meu povo se perde por falta de conhecimento.” (Oséias 4,6). Nestes tempos de apostasia em que a caridade se esfriou, muitos pastores de almas mesmo conhecendo a verdade têm medo de expô-la ao povo. Zelosos com o próprio bem estar, estão mais preocupados em preservar o seu sossego e conservar a sua pele do que salvar as suas ovelhas. Como dizia o benemérito e já citado Cardeal Eugênio Sales: “O que falta na Igreja são calças… E também o conteúdo das mesmas.” Que Jesus mesmo vos dê a graça de conhecermos e vivermos a verdade é dê à sua Igreja, pastores zelosos que não tenham medo de dar a vida por suas ovelhas e conduzí-las ao caminho estreito da salvação. Templário de Maria Assista os vídeos relacionados ao assunto: #CNBB #Brasil #NossaSenhora #Carnaval #Crisenaigreja

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