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- Santa Coleta, abadessa – 06 de Março
SANTO DO DIA – 06 DE MARÇO – SANTA COLETA Reformadora das Ordens das Irmãs Clarissas e dos Irmãos Menores de São Francisco (1381-1447) Na época em que Deus salvava a França por Santa Joana d’Arc e santificava a Suíça pelo bem-aventurado Nicolau de Flue, restabelecia por Santa Coleta a austeridade primitiva num ramo da família de São Francisco. Nasceu a santa no ano 1380, em Córbia, na Picardia. O pai, carpinteiro de profissão, chamava-se Roberto Boillet, e a mãe Margarida. Recebeu o batismo o nome de Coleta, isto é, Nicolina, por causa da devoção que os pais tinham a São Nicolau. Foi educada no amor das humilhações e austeridades da penitência. O temor de ferir a virtude da pureza a fez renunciar a todas as companhias, mesmo à das pessoas do próprio sexo; ou, se às vezes via estas últimas, era só para lhes dar instruções salutares sobre as vaidades do mundo. Seus discursos tinham então uma unção que, ajudava pela graça, tocava os corações mais insensíveis. A humildade era sua virtude favorita, e a alegria lhe aumentava na proporção do desprezo que se fazia de sua pessoa. Vivamente penetrada do sentimento de sua baixeza e de suas misérias, não ousava aparecer aos olhos do mundo sem corar. A si mesma considerava como grandíssima pecadora e prevenia as menores recidivas de amor-próprio pela prática de toda sorte de humilhações. Os pobres e os doentes achavam nela uma benfeitora, ou antes, mãe: servia-se com afeição que por si só teria sido capaz de suavizar-lhes o rigor da sorte. Impusera a si mesma a solidão na casa paterna, vivendo retirada num pequeno quarto onde partilhava o tempo entre a prece e o trabalho manual. Alarmada com o perigo ao qual a beleza a expunha, pediu a Deus que lha tirasse e tornou-se tão magra e pálida que era apenas reconhecível. Cooperou na mudança, de seu lado, por meio de rudes macerações. Isso não impediu, contudo, que lhe restasse certo ar de majestade, doçura e modéstia, que edificava todos os que a viam. O pai e a mãe, que descobriam nela a orientação extraordinária em seus exercícios e lhe deixavam a tal respeito inteira liberdade. Depois da morte de seus virtuosos pais, Coleta distribuiu aos pobres os poucos bens que eles lhe deixaram e se retirou entre as beguinas estabelecidas em Flandres na Picardia e na Lorena. Era uma sociedade de mulheres piedosas que subsistiam do trabalho de suas mãos e que, levando vida regularíssima sem fazer votos, mantinham uma espécie de meio entre as mulheres do século e as que se haviam consagrado a Deus na solicitude do claustro. Não tendo encontrado bastante austeridade entre as companheiras, nossa bem-aventurada abandonou-as e tomou, a conselho de seu confessor, o hábito da ordem terceira de São Francisco, dita dos Penitentes. Três anos depois, foi ter entre as religiosas de Santa Clara, chamadas Urbanistas, do nome do Papa Urbano IV, que lhes mitigara a regra. Seu desígnio era trabalhar na reforma da ordem e reconduzi-la à primitiva pureza institucional. A fim de se preparar para essa grande obra, cuja idéia lhe fora inspirada pelo espírito de Deus, encerrou-se, com permissão do abade de Córbia, num pequeno eremitério, onde passou três anos, toda ocupada em práticas da mais rigorosa penitência e favorecida por várias revelações celestes. Foi ter em seguida entre as Clarissas de Amiens e de vários outros lugares; mas, persuadida de que em seu piedoso desígnio só conseguiria tanto quanto lhe fosse autorizado, fez a viagem de Nice à Provença, a fim de ali conferenciar como Papa sob o nome de Bento XIII. Ele recebeu-a com bondade, prometeu-lhe proteção, e deu-lhe o título de superiora geral das Clarissas, com pleno poder de estabelecer nessa ordem todos os regulamentos que julgasse próprios para contribuir à glória de Deus e à salvação das almas. Coleta, inflamada de novo zelo, percorreu as dioceses de Paris, Beauvais, Noyon e Amiens, a fim de reconduzir às diferentes casas de sua ordem o verdadeiro espírito de São Francisco; mas experimentou grandes dificuldades da parte de todos aqueles que não sabiam discernir a obra de Deus; trataram-na mesmo de visionária e fanática. Sofreu com alegria as injúrias com que a cumulavam e pôs toda a confiança em Deus, que cedo ou tarde faz triunfar as empresas das quais sua glória é o princípio. Retirou-se para a Sabóia, onde os espíritos estavam melhor dispostos; ali estabeleceu sua reforma, que logo depois foi adotada na Borgonha, em França, em Flandres e na Espanha. Além de várias antigas casas que a receberam, a bem-aventurada introduziu-a em dezessete novos conventos que fundou em vida, e todas essas religiosas foram em seguida distinguidas das Urbanistas pelo nome de pobres Clarissas. Houve também várias comunidades de homens que se submeteram à reforma da bem-aventurada Coleta. A serva de Deus tinha extraordinário amor pela pobreza: queria que tudo respirasse essa virtude nas igrejas e casas de sua ordem. Não usava sandálias e andava sempre descalça. Seu hábito era não somente de tecido grosseiro, mas de diferentes retalhos reunidos e costurados. Inculcava fortemente às irmãs a necessidade de mortificar a vontade. Não tendo Jesus Cristo jamais feito, dizia ela, senão a vontade de seu Pai desde o primeiro instante de sua vida até o último, como poderíamos nós fazer a nossa? Quem acrescentava, está firmemente ligado a seus sentidos, anda no caminho do inferno. A Paixão do Salvador era o assunto mais comum de suas meditações. Às sextas-feiras, aplicava-se a este santo exercício desde às seis horas da manhã até seis horas da tarde, sem tomar nenhum alimento. Durante todo esse tempo, seu espírito e coração se ocupavam somente com os sofrimentos de Jesus Cristo e os olhos se transformavam em abundante fonte de lágrimas. O fervor por Jesus Cristo ainda redobrava na Semana Santa, Não podia moderar os transportes de amor durante o augusto sacrifício da missa e confessava-se frequentemente antes de assistir a ela, a fim de o fazer com maior pureza de alma. Por uma conseqüência de grade caridade que tinha pelo próximo, solicitava continuamente, por meio de orações fervorosas, a conversão dos pecadores e a salvação das almas do prugatório. Enfim, nossa santa adoeceu em Gand e aí morreu, munida dos sacramentos da Igreja, a 6 de Março de 1447, aos sessenta anos de idade. Seu corpo dói exposto à veneração pública na Igreja do monastério de sua ordem, chamado Belém, depois transferida para Poligny no Franco-Condado, quando as pobres Clarissas de Gand aí se refugiaram para evitar as perseguições do imperador José II contra as casas religiosas. Santa Coleta foi canonizada a 24 de Maio de 1807, festa da Santa Trindade. Santa Coleta Nascida em 13 de janeiro de 1381, em Corbie, na região francesa de Amiens, Nicoleta Boilet, apelidada de Coleta, recebeu este nome em homenagem a são Nicolau. Seus pais estavam com a idade avançada e sem filhos quando pediram pela intercessão desta graça ao santo, do qual eram devotos. O pai era um artista abastado, que trabalhou no mosteiro beneditino de Corbie, onde a família viveu por alguns anos. A educação e o convívio religioso ali recebidos influenciaram muito na espiritualidade de Coleta, que nunca mais se afastou da religião e contribuiu vigorosamente para a construção e afirmação da Igreja Católica. Aos dezoito anos ficou órfã. Distribuiu os bens aos pobres para viver reclusa na Ordem Terceira de São Francisco. Neste período, teve uma visão de Cristo que lhe incumbiu de reformar as Clarissas. No início, resistiu em cumprir a missão que tão claramente lhe foi dada. Mas, depois de ficar muda e cega por alguns dias, entendeu que era um sinal pela sua desobediência, e aconselhada pelo frei Henrique Baume, irmão menor, se apresentou ao papa Bento XIII, que estava em Nice, e lhe expôs a vontade de Deus. Coleta foi admitida e consagrada pelo Papa e, ele mesmo a consagrou com o hábito e a professou na Ordem primeira de Santa Clara. Em seguida a nomeou superiora geral de todos os conventos que fundasse ou reformasse e confiou a ela a reforma das três ordens religiosas em todos os mosteiros de Clarissas da França, hoje conhecidas como irmãs Claras Coletinas e o dos Irmãos Menores de São Francisco. Em 1410, inaugurou o seu primeiro mosteiro reformado em Besanzon, seguido depois de outros dezesseis. Também reformou outros sete masculinos. Sua ação reformadora logo ultrapassou a França, chegando na Espanha, Bélgica e Itália. Juntamente com são Vicente Ferrer, Coleta lutou para acabar com o cisma do Ocidente, que culminou com a eleição simultânea de três papas: um em Roma; outro em Avinhon; e o terceiro em Pisa. Entretanto, seu principal trabalho, além da prática da caridade para com os doentes e pobres, foi trazer de volta para os conventos e mosteiros, no século XV, o espírito de pobreza implantado por São Francisco de Assis, dois séculos antes. Coleta morreu em Gand, Bélgica, no dia 6 de março de 1447. Vários registros foram encontrados, narrando os prodígios que ela realizava, ainda em vida. Depois seu culto se intensificou com inúmeras graças alcançadas por sua intercessão. Santa Coleta foi canonizada pelo Papa Pio VII em 1807, que indicou o dia de sua morte para as homenagens. Os séculos se passaram e até hoje, os mais de cento e quarenta mosteiros das Coletinas sempre estiveram ativos na maior parte da Europa, como também na América, Ásia e África, onde estão presentes. Santa Coleta de Corbie A devoção a Santa Coleta para obter a graça de ter um bom parto nasceu do fato de que a mãe dela a gerou em idade avançada, com riscos na gravidez e no parto. Além disso, Coleta teve especial veneração pela Encarnação e Nascimento de Jesus. Assim, As Clarissas divulgam esta devoção, porque recorrendo à intercessão de Santa Coleta muitas mulheres grávidas recebem a graça de ter um feliz parto e dar à luz uma criança saudável. Oração a Santa Coleta Ó Santa e gloriosa virgem coleta, pelo ardente amor e fervorosa devoção que abrasava o teu coração diante do mistério da Encarnação e Nascimento de Jesus, pelas graças maravilhosas com que o Senhor vos enriqueceu, em virtude da sua concepção e nascimento, pela amável e calorosa ternura que tiveste à sua Sagrada Família, porquanto como que transformada em Jesus Cristo por verdadeiro amor e participação nos seus sofrimentos de criança e na sua pobreza, alcança-me dele a graça de serem atendidos os meus pedidos, o que espero por tua valiosa intercessão. Amém. (pede-se a graça de um bom parto) #SantodoDia
- Santa Coleta, abadessa – 06 de Março
SANTO DO DIA – 06 DE MARÇO – SANTA COLETA Reformadora das Ordens das Irmãs Clarissas e dos Irmãos Menores de São Francisco (1381-1447) Na época em que Deus salvava a França por Santa Joana d’Arc e santificava a Suíça pelo bem-aventurado Nicolau de Flue, restabelecia por Santa Coleta a austeridade primitiva num ramo da família de São Francisco. Nasceu a santa no ano 1380, em Córbia, na Picardia. O pai, carpinteiro de profissão, chamava-se Roberto Boillet, e a mãe Margarida. Recebeu o batismo o nome de Coleta, isto é, Nicolina, por causa da devoção que os pais tinham a São Nicolau. Foi educada no amor das humilhações e austeridades da penitência. O temor de ferir a virtude da pureza a fez renunciar a todas as companhias, mesmo à das pessoas do próprio sexo; ou, se às vezes via estas últimas, era só para lhes dar instruções salutares sobre as vaidades do mundo. Seus discursos tinham então uma unção que, ajudava pela graça, tocava os corações mais insensíveis. A humildade era sua virtude favorita, e a alegria lhe aumentava na proporção do desprezo que se fazia de sua pessoa. Vivamente penetrada do sentimento de sua baixeza e de suas misérias, não ousava aparecer aos olhos do mundo sem corar. A si mesma considerava como grandíssima pecadora e prevenia as menores recidivas de amor-próprio pela prática de toda sorte de humilhações. Os pobres e os doentes achavam nela uma benfeitora, ou antes, mãe: servia-se com afeição que por si só teria sido capaz de suavizar-lhes o rigor da sorte. Impusera a si mesma a solidão na casa paterna, vivendo retirada num pequeno quarto onde partilhava o tempo entre a prece e o trabalho manual. Alarmada com o perigo ao qual a beleza a expunha, pediu a Deus que lha tirasse e tornou-se tão magra e pálida que era apenas reconhecível. Cooperou na mudança, de seu lado, por meio de rudes macerações. Isso não impediu, contudo, que lhe restasse certo ar de majestade, doçura e modéstia, que edificava todos os que a viam. O pai e a mãe, que descobriam nela a orientação extraordinária em seus exercícios e lhe deixavam a tal respeito inteira liberdade. Depois da morte de seus virtuosos pais, Coleta distribuiu aos pobres os poucos bens que eles lhe deixaram e se retirou entre as beguinas estabelecidas em Flandres na Picardia e na Lorena. Era uma sociedade de mulheres piedosas que subsistiam do trabalho de suas mãos e que, levando vida regularíssima sem fazer votos, mantinham uma espécie de meio entre as mulheres do século e as que se haviam consagrado a Deus na solicitude do claustro. Não tendo encontrado bastante austeridade entre as companheiras, nossa bem-aventurada abandonou-as e tomou, a conselho de seu confessor, o hábito da ordem terceira de São Francisco, dita dos Penitentes. Três anos depois, foi ter entre as religiosas de Santa Clara, chamadas Urbanistas, do nome do Papa Urbano IV, que lhes mitigara a regra. Seu desígnio era trabalhar na reforma da ordem e reconduzi-la à primitiva pureza institucional. A fim de se preparar para essa grande obra, cuja idéia lhe fora inspirada pelo espírito de Deus, encerrou-se, com permissão do abade de Córbia, num pequeno eremitério, onde passou três anos, toda ocupada em práticas da mais rigorosa penitência e favorecida por várias revelações celestes. Foi ter em seguida entre as Clarissas de Amiens e de vários outros lugares; mas, persuadida de que em seu piedoso desígnio só conseguiria tanto quanto lhe fosse autorizado, fez a viagem de Nice à Provença, a fim de ali conferenciar como Papa sob o nome de Bento XIII. Ele recebeu-a com bondade, prometeu-lhe proteção, e deu-lhe o título de superiora geral das Clarissas, com pleno poder de estabelecer nessa ordem todos os regulamentos que julgasse próprios para contribuir à glória de Deus e à salvação das almas. Coleta, inflamada de novo zelo, percorreu as dioceses de Paris, Beauvais, Noyon e Amiens, a fim de reconduzir às diferentes casas de sua ordem o verdadeiro espírito de São Francisco; mas experimentou grandes dificuldades da parte de todos aqueles que não sabiam discernir a obra de Deus; trataram-na mesmo de visionária e fanática. Sofreu com alegria as injúrias com que a cumulavam e pôs toda a confiança em Deus, que cedo ou tarde faz triunfar as empresas das quais sua glória é o princípio. Retirou-se para a Sabóia, onde os espíritos estavam melhor dispostos; ali estabeleceu sua reforma, que logo depois foi adotada na Borgonha, em França, em Flandres e na Espanha. Além de várias antigas casas que a receberam, a bem-aventurada introduziu-a em dezessete novos conventos que fundou em vida, e todas essas religiosas foram em seguida distinguidas das Urbanistas pelo nome de pobres Clarissas. Houve também várias comunidades de homens que se submeteram à reforma da bem-aventurada Coleta. A serva de Deus tinha extraordinário amor pela pobreza: queria que tudo respirasse essa virtude nas igrejas e casas de sua ordem. Não usava sandálias e andava sempre descalça. Seu hábito era não somente de tecido grosseiro, mas de diferentes retalhos reunidos e costurados. Inculcava fortemente às irmãs a necessidade de mortificar a vontade. Não tendo Jesus Cristo jamais feito, dizia ela, senão a vontade de seu Pai desde o primeiro instante de sua vida até o último, como poderíamos nós fazer a nossa? Quem acrescentava, está firmemente ligado a seus sentidos, anda no caminho do inferno. A Paixão do Salvador era o assunto mais comum de suas meditações. Às sextas-feiras, aplicava-se a este santo exercício desde às seis horas da manhã até seis horas da tarde, sem tomar nenhum alimento. Durante todo esse tempo, seu espírito e coração se ocupavam somente com os sofrimentos de Jesus Cristo e os olhos se transformavam em abundante fonte de lágrimas. O fervor por Jesus Cristo ainda redobrava na Semana Santa, Não podia moderar os transportes de amor durante o augusto sacrifício da missa e confessava-se frequentemente antes de assistir a ela, a fim de o fazer com maior pureza de alma. Por uma conseqüência de grade caridade que tinha pelo próximo, solicitava continuamente, por meio de orações fervorosas, a conversão dos pecadores e a salvação das almas do prugatório. Enfim, nossa santa adoeceu em Gand e aí morreu, munida dos sacramentos da Igreja, a 6 de Março de 1447, aos sessenta anos de idade. Seu corpo dói exposto à veneração pública na Igreja do monastério de sua ordem, chamado Belém, depois transferida para Poligny no Franco-Condado, quando as pobres Clarissas de Gand aí se refugiaram para evitar as perseguições do imperador José II contra as casas religiosas. Santa Coleta foi canonizada a 24 de Maio de 1807, festa da Santa Trindade. Santa Coleta Nascida em 13 de janeiro de 1381, em Corbie, na região francesa de Amiens, Nicoleta Boilet, apelidada de Coleta, recebeu este nome em homenagem a são Nicolau. Seus pais estavam com a idade avançada e sem filhos quando pediram pela intercessão desta graça ao santo, do qual eram devotos. O pai era um artista abastado, que trabalhou no mosteiro beneditino de Corbie, onde a família viveu por alguns anos. A educação e o convívio religioso ali recebidos influenciaram muito na espiritualidade de Coleta, que nunca mais se afastou da religião e contribuiu vigorosamente para a construção e afirmação da Igreja Católica. Aos dezoito anos ficou órfã. Distribuiu os bens aos pobres para viver reclusa na Ordem Terceira de São Francisco. Neste período, teve uma visão de Cristo que lhe incumbiu de reformar as Clarissas. No início, resistiu em cumprir a missão que tão claramente lhe foi dada. Mas, depois de ficar muda e cega por alguns dias, entendeu que era um sinal pela sua desobediência, e aconselhada pelo frei Henrique Baume, irmão menor, se apresentou ao papa Bento XIII, que estava em Nice, e lhe expôs a vontade de Deus. Coleta foi admitida e consagrada pelo Papa e, ele mesmo a consagrou com o hábito e a professou na Ordem primeira de Santa Clara. Em seguida a nomeou superiora geral de todos os conventos que fundasse ou reformasse e confiou a ela a reforma das três ordens religiosas em todos os mosteiros de Clarissas da França, hoje conhecidas como irmãs Claras Coletinas e o dos Irmãos Menores de São Francisco. Em 1410, inaugurou o seu primeiro mosteiro reformado em Besanzon, seguido depois de outros dezesseis. Também reformou outros sete masculinos. Sua ação reformadora logo ultrapassou a França, chegando na Espanha, Bélgica e Itália. Juntamente com são Vicente Ferrer, Coleta lutou para acabar com o cisma do Ocidente, que culminou com a eleição simultânea de três papas: um em Roma; outro em Avinhon; e o terceiro em Pisa. Entretanto, seu principal trabalho, além da prática da caridade para com os doentes e pobres, foi trazer de volta para os conventos e mosteiros, no século XV, o espírito de pobreza implantado por São Francisco de Assis, dois séculos antes. Coleta morreu em Gand, Bélgica, no dia 6 de março de 1447. Vários registros foram encontrados, narrando os prodígios que ela realizava, ainda em vida. Depois seu culto se intensificou com inúmeras graças alcançadas por sua intercessão. Santa Coleta foi canonizada pelo Papa Pio VII em 1807, que indicou o dia de sua morte para as homenagens. Os séculos se passaram e até hoje, os mais de cento e quarenta mosteiros das Coletinas sempre estiveram ativos na maior parte da Europa, como também na América, Ásia e África, onde estão presentes. Santa Coleta de Corbie A devoção a Santa Coleta para obter a graça de ter um bom parto nasceu do fato de que a mãe dela a gerou em idade avançada, com riscos na gravidez e no parto. Além disso, Coleta teve especial veneração pela Encarnação e Nascimento de Jesus. Assim, As Clarissas divulgam esta devoção, porque recorrendo à intercessão de Santa Coleta muitas mulheres grávidas recebem a graça de ter um feliz parto e dar à luz uma criança saudável. Oração a Santa Coleta Ó Santa e gloriosa virgem coleta, pelo ardente amor e fervorosa devoção que abrasava o teu coração diante do mistério da Encarnação e Nascimento de Jesus, pelas graças maravilhosas com que o Senhor vos enriqueceu, em virtude da sua concepção e nascimento, pela amável e calorosa ternura que tiveste à sua Sagrada Família, porquanto como que transformada em Jesus Cristo por verdadeiro amor e participação nos seus sofrimentos de criança e na sua pobreza, alcança-me dele a graça de serem atendidos os meus pedidos, o que espero por tua valiosa intercessão. Amém. (pede-se a graça de um bom parto) #SantodoDia
- Meditações Quaresmais – A Virtude da Oração
Estas meditações nos apresentam algumas dicas sobre como vivenciar melhor o tempo quaresmal. Durante algumas semanas da Quaresma será oferecido um roteiro de meditações e dicas de vida espiritual para que possamos tirar maior proveito deste tempo tão importante para a Santa Igreja. Nesta segunda semana da quaresma meditaremos sobre a virtude da oração.
- Meditações Quaresmais – A Virtude da Oração
Estas meditações nos apresentam algumas dicas sobre como vivenciar melhor o tempo quaresmal. Durante algumas semanas da Quaresma será oferecido um roteiro de meditações e dicas de vida espiritual para que possamos tirar maior proveito deste tempo tão importante para a Santa Igreja. Nesta segunda semana da quaresma meditaremos sobre a virtude da oração.
- Homilia Diária | Por que devemos nos confessar a um padre?
Terça-feira da 3.ª Semana da Quaresma Quando se fala do sacramento da Confissão, é comum ouvirmos, tanto dos inimigos da Igreja quanto dos católicos mais relapsos, objeções como: “Eu me confesso diretamente a Deus”, ou: “Deus já conhece a minha consciência, não preciso contar meus pecados a um padre”. O Evangelho de hoje, no entanto, sobre a importância de perdoar, recorda-nos que a salvação que recebemos de Cristo é inseparável do perdão que damos aos nossos irmãos, membros que são da Igreja, corpo místico do mesmo Redentor. Ouça a homilia desta terça-feira e perceba que o próprio Cristo estabeleceu que o perdão dos pecados seria dado em nome de Deus e de sua Igreja! Santo do Dia: São João José da Cruz Evangelho (Mt 18,21-35) — Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai! — Voltai ao Senhor, vosso Deus, ele é bom, compassivo e clemente. (Jl 2,12-13) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 21 Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: ‘Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?’ 22 Jesus respondeu: ‘Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25 Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26 O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo’. 27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei’. 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31 Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32 Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33 Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34 O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35 É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão.’ — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
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Terça-feira da 3.ª Semana da Quaresma Quando se fala do sacramento da Confissão, é comum ouvirmos, tanto dos inimigos da Igreja quanto dos católicos mais relapsos, objeções como: “Eu me confesso diretamente a Deus”, ou: “Deus já conhece a minha consciência, não preciso contar meus pecados a um padre”. O Evangelho de hoje, no entanto, sobre a importância de perdoar, recorda-nos que a salvação que recebemos de Cristo é inseparável do perdão que damos aos nossos irmãos, membros que são da Igreja, corpo místico do mesmo Redentor. Ouça a homilia desta terça-feira e perceba que o próprio Cristo estabeleceu que o perdão dos pecados seria dado em nome de Deus e de sua Igreja! Santo do Dia: São João José da Cruz Evangelho (Mt 18,21-35) — Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai! — Voltai ao Senhor, vosso Deus, ele é bom, compassivo e clemente. (Jl 2,12-13) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 21 Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: ‘Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?’ 22 Jesus respondeu: ‘Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25 Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26 O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo’. 27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei’. 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31 Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32 Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33 Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34 O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35 É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão.’ — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- São João José da Cruz – 05 de Março
SANTO DO DIA – 05 DE MARÇO – SAO JOÃO JOSÉ DA CRUZ Religioso (1654-1734) Nasceu na ilha de Ischia com o nome de Carlos Caetano Calosirto, aos 15 de agosto de 1654, na cidade de Ponte, Itália, filho do nobre José e de Laura. Recebeu os ensinamentos básicos e os alicerces religiosos frequentando os colégios dos padres agostinianos, na própria ilha. Aos quinze anos optou pela vida religiosa pela grande vocação que sentia, ingressando na Ordem dos Franciscanos descalços da Reforma de São Pedro de Alcântara, conhecidos também como alcantarinos, pela austeridade das Regras dessa comunidade, dependentes do convento de Santa Lucia, em Nápolis. Tomou o nome de João José da Cruz e fez o noviciado sob a orientação monástica do padre José Robles. Em 1671 foi enviando com mais onze sacerdotes, dos quais ele era o mais jovem, para o Piedimonte d’Alife para construírem um convento. Diante das dificuldades encontradas no local não hesitou em juntar as pedras com suas próprias mãos, depois usando cal, madeira e um enxadão fez os alicerces. Estimulando assim os outros sacerdotes e o povo, que no começo acharam que ele era louco, mas, percebendo que estavam errados começaram a ajudá-lo, de modo que um grande convento foi edificado em pouco tempo. João José da Cruz ordenou-se sacerdote em 1677. Ao completar vinte e quatro de idade foi nomeado mestre dos noviços e, quase ao mesmo tempo, guardião da ordem do convento. Durante a sua permanência em Piedimonte, construiu, num local isolado na encosta do bosque, um outro pequeno convento chamado de ‘ermo’, ainda hoje meta de peregrinações, para poder rezar em retiro. Conseguiu ainda, trabalhando de forma muito ativa e singular, construir o convento do Granelo em Portici, também em Nápolis. João José da Cruz era muito austero, comia pouco, só uma vez ao dia, dormia poucas horas, tinha o hábito de se levantar a meia noite para agradecer a Deus pelo novo dia. Tornou-se famoso entre o povo por sua humildade e foi venerado ainda em vida pela população por causa de sua extrema dedicação aos pobres e doentes. Fazia questão de ser pobre na vida e na própria personalidade, como São Francisco de Assis, seu modelo de vida. Em 1702 foi nomeado vigário provincial da Reforma de São Pedro de Alcântara, na Itália. Assim a Ordem, abençoada por Deus, desceu de Norte a Sul, adquirindo um bem espiritual tão grande que chegou ao Vaticano, o qual tornou a reunir os dois ramos dos alcantarinos. Dessa forma, o convento de Santa Lúcia voltou para os padres italianos e João José da Cruz retornou para lá. Nele viveu mais doze anos na santa austeridade e, segundo os registros da Igreja e a tradição, realizando prodígios e curas para seus amados pobres e doentes. Morreu no dia 05 de março 1734, sendo sepultado nesse mesmo convento. Foi beatificado em 1789 e canonizado pelo papa Gregório XVI, em 1839. As relíquias de São João José da Cruz, foram transferidas para o convento franciscano da ilha de Ischia, onde nasceu, e é venerado no dia se sua morte. São João José da Cruz São João da Cruz veio ao mundo em 15 de A gosto de 1652, na cidade de Ísquia, situada numa ilha do mesmo nome, mais ou menos em frente da cidade de Nápoles. No mesmo dia, desta da Assunção da Virgem, recebeu o batismo e o nome de Caitano. Seus pais pertenciam a uma família nobre, mas distinguiam muito mais ainda por elevada piedade. Tinham muitos filhos; cinco dos filhos deixaram o mundo para retirar-se nos claustros e só viver para Deus. Um deles, sobretudo Carlos Caitano, deu, desde os primeiros anos, as mais belas esperanças. Não se notava nele nada de pueril; sempre amigável para com toda a gente, jamais mostrou mau-humor para quem quer que fosse. Tinha particular devoção pela bem-aventurada Mãe de Deus, em honra da qual erigira pequeno altar num lugar retirado da casa paterna, aonde ia constantemente dirigir-lhe preces com filialíssima confiança. Desde que ficou em idade de compreender a importância e a grandeza dos sacramentos, os pais o fizeram aproximar-se dos da penitência e da santa comunhão. Cada semana, preparava-se para recebê-lo pelo silêncio, jejum e práticas de penitência; pois desde então tinha o cuidado de se deitar em leito duríssimo. Não mais se apartou desse gênero de vida, quando em idade mais avançada se voltou ao estudo das ciências. Toda ofensa a Deus o afligia profundamente. E todos os seus esforços, palavras e exortações tendiam a afastar do pecado os companheiros de estudo, que o consideravam modelo de pureza de todas as virtudes. Quis Deus ter essa bela alma inteiramente para si na flor da juventude. Assim Caitano, com a idade de dezessete anos apenas, redobrava esforços para levar vida mais austera e merecer, por fervorosas preces, as luzes do Espírito Santo. Precisamente nessa época, chegou da Espanha à Itália o servidor de Deus, João de São Bernardo, franciscano descalço, da reforma de São Pedro de Alcântara, para propagar, naquele país essa ordem severa. Quando chegou à pátria de nosso santo, de tal maneira o transportou com seus discursos e virtudes que este logo tomou a resolução de se ligar a ele e não mais conservou nenhuma dúvida sobre a vontade de Deus a esse respeito. Logo partiu, pois, para Nápoles, onde solicitou com ardor sua admissão na ordem e, depois de receber o hábito, mudou de nome para João José da Cruz. Os superiores decidiram que faria o noviciado em Nápoles e aí pronunciaria os solenes votos. Suas práticas de devoção, nessa época, apresentavam caráter de extraordinária austeridade; jejuava todos os dias, só dormia poucas horas e por toda a parte levava consigo, segundo as palavras de São Paulo, a mortificação de Jesus Cristo no espírito e no coração. Esforçou-se particularmente por imitar o fundador da ordem, São Francisco, assim como a São Pedro de Alcântara. Se observava com fidelidade os mandamentos de Deus e da Igreja, não era menos exato no cumprimento das menores regras da ordem. Um de seus irmãos que se distinguisse pela mais elevada prática de alguma bela virtude, ele se esforçava logo por igualá-lo, não por sentimento de ciúme, mas para aproveitar a graça que Deus lhe concedia ao pôr-lhe tão belos exemplos sob os olhos. Quando fez seus votos, em 25 de Junho de 1671, os superiores lhe deram a missão especial de ir fundar novo convento no Piemonte, em Áfila. O Santo não recuou diante de nenhuma fadiga para levar a termo feliz a grande empresa; consagrou-lhe todas as forças e todos os cuidados. Foi mesmo tão longe que desejou que essa casa, a primeira da ordem fundada na Itália, não somente rivalizasse com a de Pedroso, estabelecia na província de Extremadura, na Espanha, por São Pedro de Alcântara, mas ainda que a superasse pela severidade da regra. Não contente de ver ali a santa virtude de pobreza observada com todo o rigor, quis que, segundo o espírito dos primeiros conventos, reinasse o mais absoluto silêncio, que as regras da ordem fossem observadas com a maior pontualidade e que, no canto das horas, realizado com longas pausas, se introduzissem outras preces. A obediência lhe deu o dever de receber o sacerdócio e, em seguida, de se entregar ao exercício do santo ministério no tribunal da penitência. Deus lhe concedeu, sobretudo, o dom de distinguir os espíritos e logo só se falou de sua instrução extraordinária que ele mostrava em todos os julgamentos vinha menos dos estudos que fizera do que de suas conversações com Deus, que lhe dera particular talento para fazer os pecadores entrar de novo no caminho da salvação. Aspirava à completa solidão; mas foi nomeado quatro vezes mestre dos noviços, depois provincial e, enfim, geram da ordem. Amava a pobreza evangélica a tal ponto que não só jamais quis possuir nada de próprio, mas desejaria mesmo dispensar coisas as mais necessárias, das quais entretanto a regra permite o uso. Todo o mobiliário do quarto consistia em uma imagem de Jesus Cristo e da Santa Virgem, um breviário e um leito duríssimo, composto de duas peles e uma coberta de lã; Tinha apenas um só hábito da ordem, do pano mais grosseiro; e aquele com que estava, ao morrer, fazia sessenta e cinco anos que o usava. A vista de um pobre o fazia experimentar tão viva emoção que jamais despediu um só sem lhe dar esmola. Punha de lado, para eles, a maior parte do alimento que lhe serviam, só guardando para si a menor e pior. Malgrado vida tão austera e penitente, viveu além de oitenta e quatro anos e só morreu em 1737, honrado por milagres antes e depois da morte. Foi beatificado em 20 de Janeiro de 1789, por seu contemporâneo Pio VI, e canonizado em 26 de Maio de 1839, POR Gregório XVI. #SantodoDia
- São João José da Cruz – 05 de Março
SANTO DO DIA – 05 DE MARÇO – SAO JOÃO JOSÉ DA CRUZ Religioso (1654-1734) Nasceu na ilha de Ischia com o nome de Carlos Caetano Calosirto, aos 15 de agosto de 1654, na cidade de Ponte, Itália, filho do nobre José e de Laura. Recebeu os ensinamentos básicos e os alicerces religiosos frequentando os colégios dos padres agostinianos, na própria ilha. Aos quinze anos optou pela vida religiosa pela grande vocação que sentia, ingressando na Ordem dos Franciscanos descalços da Reforma de São Pedro de Alcântara, conhecidos também como alcantarinos, pela austeridade das Regras dessa comunidade, dependentes do convento de Santa Lucia, em Nápolis. Tomou o nome de João José da Cruz e fez o noviciado sob a orientação monástica do padre José Robles. Em 1671 foi enviando com mais onze sacerdotes, dos quais ele era o mais jovem, para o Piedimonte d’Alife para construírem um convento. Diante das dificuldades encontradas no local não hesitou em juntar as pedras com suas próprias mãos, depois usando cal, madeira e um enxadão fez os alicerces. Estimulando assim os outros sacerdotes e o povo, que no começo acharam que ele era louco, mas, percebendo que estavam errados começaram a ajudá-lo, de modo que um grande convento foi edificado em pouco tempo. João José da Cruz ordenou-se sacerdote em 1677. Ao completar vinte e quatro de idade foi nomeado mestre dos noviços e, quase ao mesmo tempo, guardião da ordem do convento. Durante a sua permanência em Piedimonte, construiu, num local isolado na encosta do bosque, um outro pequeno convento chamado de ‘ermo’, ainda hoje meta de peregrinações, para poder rezar em retiro. Conseguiu ainda, trabalhando de forma muito ativa e singular, construir o convento do Granelo em Portici, também em Nápolis. João José da Cruz era muito austero, comia pouco, só uma vez ao dia, dormia poucas horas, tinha o hábito de se levantar a meia noite para agradecer a Deus pelo novo dia. Tornou-se famoso entre o povo por sua humildade e foi venerado ainda em vida pela população por causa de sua extrema dedicação aos pobres e doentes. Fazia questão de ser pobre na vida e na própria personalidade, como São Francisco de Assis, seu modelo de vida. Em 1702 foi nomeado vigário provincial da Reforma de São Pedro de Alcântara, na Itália. Assim a Ordem, abençoada por Deus, desceu de Norte a Sul, adquirindo um bem espiritual tão grande que chegou ao Vaticano, o qual tornou a reunir os dois ramos dos alcantarinos. Dessa forma, o convento de Santa Lúcia voltou para os padres italianos e João José da Cruz retornou para lá. Nele viveu mais doze anos na santa austeridade e, segundo os registros da Igreja e a tradição, realizando prodígios e curas para seus amados pobres e doentes. Morreu no dia 05 de março 1734, sendo sepultado nesse mesmo convento. Foi beatificado em 1789 e canonizado pelo papa Gregório XVI, em 1839. As relíquias de São João José da Cruz, foram transferidas para o convento franciscano da ilha de Ischia, onde nasceu, e é venerado no dia se sua morte. São João José da Cruz São João da Cruz veio ao mundo em 15 de A gosto de 1652, na cidade de Ísquia, situada numa ilha do mesmo nome, mais ou menos em frente da cidade de Nápoles. No mesmo dia, desta da Assunção da Virgem, recebeu o batismo e o nome de Caitano. Seus pais pertenciam a uma família nobre, mas distinguiam muito mais ainda por elevada piedade. Tinham muitos filhos; cinco dos filhos deixaram o mundo para retirar-se nos claustros e só viver para Deus. Um deles, sobretudo Carlos Caitano, deu, desde os primeiros anos, as mais belas esperanças. Não se notava nele nada de pueril; sempre amigável para com toda a gente, jamais mostrou mau-humor para quem quer que fosse. Tinha particular devoção pela bem-aventurada Mãe de Deus, em honra da qual erigira pequeno altar num lugar retirado da casa paterna, aonde ia constantemente dirigir-lhe preces com filialíssima confiança. Desde que ficou em idade de compreender a importância e a grandeza dos sacramentos, os pais o fizeram aproximar-se dos da penitência e da santa comunhão. Cada semana, preparava-se para recebê-lo pelo silêncio, jejum e práticas de penitência; pois desde então tinha o cuidado de se deitar em leito duríssimo. Não mais se apartou desse gênero de vida, quando em idade mais avançada se voltou ao estudo das ciências. Toda ofensa a Deus o afligia profundamente. E todos os seus esforços, palavras e exortações tendiam a afastar do pecado os companheiros de estudo, que o consideravam modelo de pureza de todas as virtudes. Quis Deus ter essa bela alma inteiramente para si na flor da juventude. Assim Caitano, com a idade de dezessete anos apenas, redobrava esforços para levar vida mais austera e merecer, por fervorosas preces, as luzes do Espírito Santo. Precisamente nessa época, chegou da Espanha à Itália o servidor de Deus, João de São Bernardo, franciscano descalço, da reforma de São Pedro de Alcântara, para propagar, naquele país essa ordem severa. Quando chegou à pátria de nosso santo, de tal maneira o transportou com seus discursos e virtudes que este logo tomou a resolução de se ligar a ele e não mais conservou nenhuma dúvida sobre a vontade de Deus a esse respeito. Logo partiu, pois, para Nápoles, onde solicitou com ardor sua admissão na ordem e, depois de receber o hábito, mudou de nome para João José da Cruz. Os superiores decidiram que faria o noviciado em Nápoles e aí pronunciaria os solenes votos. Suas práticas de devoção, nessa época, apresentavam caráter de extraordinária austeridade; jejuava todos os dias, só dormia poucas horas e por toda a parte levava consigo, segundo as palavras de São Paulo, a mortificação de Jesus Cristo no espírito e no coração. Esforçou-se particularmente por imitar o fundador da ordem, São Francisco, assim como a São Pedro de Alcântara. Se observava com fidelidade os mandamentos de Deus e da Igreja, não era menos exato no cumprimento das menores regras da ordem. Um de seus irmãos que se distinguisse pela mais elevada prática de alguma bela virtude, ele se esforçava logo por igualá-lo, não por sentimento de ciúme, mas para aproveitar a graça que Deus lhe concedia ao pôr-lhe tão belos exemplos sob os olhos. Quando fez seus votos, em 25 de Junho de 1671, os superiores lhe deram a missão especial de ir fundar novo convento no Piemonte, em Áfila. O Santo não recuou diante de nenhuma fadiga para levar a termo feliz a grande empresa; consagrou-lhe todas as forças e todos os cuidados. Foi mesmo tão longe que desejou que essa casa, a primeira da ordem fundada na Itália, não somente rivalizasse com a de Pedroso, estabelecia na província de Extremadura, na Espanha, por São Pedro de Alcântara, mas ainda que a superasse pela severidade da regra. Não contente de ver ali a santa virtude de pobreza observada com todo o rigor, quis que, segundo o espírito dos primeiros conventos, reinasse o mais absoluto silêncio, que as regras da ordem fossem observadas com a maior pontualidade e que, no canto das horas, realizado com longas pausas, se introduzissem outras preces. A obediência lhe deu o dever de receber o sacerdócio e, em seguida, de se entregar ao exercício do santo ministério no tribunal da penitência. Deus lhe concedeu, sobretudo, o dom de distinguir os espíritos e logo só se falou de sua instrução extraordinária que ele mostrava em todos os julgamentos vinha menos dos estudos que fizera do que de suas conversações com Deus, que lhe dera particular talento para fazer os pecadores entrar de novo no caminho da salvação. Aspirava à completa solidão; mas foi nomeado quatro vezes mestre dos noviços, depois provincial e, enfim, geram da ordem. Amava a pobreza evangélica a tal ponto que não só jamais quis possuir nada de próprio, mas desejaria mesmo dispensar coisas as mais necessárias, das quais entretanto a regra permite o uso. Todo o mobiliário do quarto consistia em uma imagem de Jesus Cristo e da Santa Virgem, um breviário e um leito duríssimo, composto de duas peles e uma coberta de lã; Tinha apenas um só hábito da ordem, do pano mais grosseiro; e aquele com que estava, ao morrer, fazia sessenta e cinco anos que o usava. A vista de um pobre o fazia experimentar tão viva emoção que jamais despediu um só sem lhe dar esmola. Punha de lado, para eles, a maior parte do alimento que lhe serviam, só guardando para si a menor e pior. Malgrado vida tão austera e penitente, viveu além de oitenta e quatro anos e só morreu em 1737, honrado por milagres antes e depois da morte. Foi beatificado em 20 de Janeiro de 1789, por seu contemporâneo Pio VI, e canonizado em 26 de Maio de 1839, POR Gregório XVI. #SantodoDia
- Homilia Diária | Não há conversão sem humildade
Segunda-feira da 3.ª Semana da Quaresma A incredulidade dos habitantes de Nazaré diante da pregação de Cristo é mais uma prova de que Deus, ainda que prodigalize milagres e sinais, não pode vencer a dureza de um coração soberbo, não por falta de poder, mas porque a graça, que é um dom para criaturas livres, não penetra em quem livremente se fechou a ela. Não há convertidos que antes não foram humildes, nem soberbos que se convertam sem antes se humilharem. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 4 de março, e medite conosco mais uma página do santo Evangelho. Santo do Dia: São Casimiro Evangelho (Lc 4,24-30) — Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai! — No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra. Pois no Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção. Cf. Sl 129(130),5.7 — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! Jesus, vindo a Nazaré, disse ao povo na sinagoga: 24 “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25 De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26 No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. 27 E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”. 28 Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29 Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até o alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30 Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Não há conversão sem humildade
Segunda-feira da 3.ª Semana da Quaresma A incredulidade dos habitantes de Nazaré diante da pregação de Cristo é mais uma prova de que Deus, ainda que prodigalize milagres e sinais, não pode vencer a dureza de um coração soberbo, não por falta de poder, mas porque a graça, que é um dom para criaturas livres, não penetra em quem livremente se fechou a ela. Não há convertidos que antes não foram humildes, nem soberbos que se convertam sem antes se humilharem. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 4 de março, e medite conosco mais uma página do santo Evangelho. Santo do Dia: São Casimiro Evangelho (Lc 4,24-30) — Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai! — No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra. Pois no Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção. Cf. Sl 129(130),5.7 — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! Jesus, vindo a Nazaré, disse ao povo na sinagoga: 24 “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25 De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26 No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. 27 E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”. 28 Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29 Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até o alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30 Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- São Casimiro – 04 de Março
SANTO DO DIA – 04 DE MARÇO – SÃO CASIMIRO Príncipe polonês (1458-1484) Casimiro nasceu na Croácia no dia 03 de outubro de 1458 e era o décimo terceiro filho do rei da Polônia, Casimiro IV, e da rainha Elisabete d’Asburgo. Ele poderia muito bem colocar sobre a cabeça uma coroa e reinar sobre um território, como todos os seus doze irmãos o fizeram. Porém, apesar de possuir os títulos de príncipe da Polônia e grão-duque da Lituânia, não seguiu esse caminho. Desde pequeno abriu mão do luxo da corte, suas ricas festas e todas as facilidades que a nobreza proporcionava. Fez voto de castidade e vivia na simplicidade do seu quarto, que transformou numa cela como a de um eremita, dedicando-se à oração, disciplina, penitência e solidão. Quando os húngaros se rebelaram contra o seu rei, Mateus Corvino, e ofereceram ao jovem príncipe Casimiro, então com treze anos, a coroa, ele a renunciou tão logo soube que seu pai havia se declarado contra a deposição daquele rei e a imposição pela força de outro, no caso ele. O príncipe tinha de fato apenas uma ambição, se é que assim pode ser chamada, dedicar-se ao ideal da vida monástica. Entretanto não fugia dos deveres políticos, tendo ajudado o pai nos negócios do reino desde os dezessete anos, principalmente nos problemas referentes à Lituânia, onde era muito querido pelo povo. Com a conversão do rei da Hungria que abdicou para entrar num mosteiro, o rei Casimiro IV, seu pai, herdou esses domínios que incluíam além da Hungria a Prússia. Porém, isso também não entusiasmou o jovem príncipe a se coroar. Desde a infância levava uma vida ascética, muito humilde, jejuando continuamente e dormindo no chão, por isso sua saúde nunca foi perfeita. Dessa forma, o jovem príncipe acabou contraindo a tuberculose. Mesmo assim seu pai lhe confiou a regência do reino, por um breve período. O rei desejando ampliar ainda mais os domínios do já imenso império, pretendia firmar um contrato de matrimônio para o filho com a bela e rica herdeira de Frederico III, cujas fronteiras passariam a ser o mar Báltico e o mar Negro, realizando seu velho sonho. Por isso, precisava se ausentar, pois queria tratar pessoalmente de tão delicado assunto. Casimiro, como príncipe regente, não se furtou às obrigações junto ao seu amado povo. Cumpriu a função com inteligente política, todavia sem se deixar seduzir pelo poder. Depois, o rei teve de se conformar, porque Casimiro preferiu o celibato e o tratado do matrimônio foi desfeito. Ele preferiu ser lembrado por ficar entre os pobres de espírito, entre aqueles que receberam o reino de Deus, do que ser recordado entre os homens famosos e poderosos que governaram o mundo. Morreu aos vinte e cinco anos de idade e foi sepultado em Vilnius, capital da Lituânia, em 04 de março de 1484. Logo passou a ser venerado por todo o povo polonês, lituano, húngaro, russo. Seu culto acabou sendo introduzido na Europa ocidental através dos peregrinos que visitavam sua sepultura. Menos de quarenta anos após sua morte já era canonizado pelo Papa Leão X. São Casimiro foi declarado padroeiro da Lituânia e da juventude lituana; também da Polônia, onde até hoje é considerado um símbolo para os cristãos, que o veneram como o protetor dos pobres. Conheça mais sobre São Casimiro São Casimiro, príncipe da Polônia, foi o terceiro dos treze filhos que Casemiro III, rei da Polônia, teve de Isabel da Áustria, filha do imperador Alberto II. Veio ao mundo em 5 de Outubro de 1458 e demonstrou, desde a infância, muita inclinação para a virtude. Teve por preceptor João Dlugosz, denominado Longino, cônego de Cracóvia e historiador da Polônia, homem que juntava rara piedade a grande extensão de conhecimentos e que recusou, por humildade, vários bispados que seu mérito extraordinário fizera lhe fossem oferecidos. Casemiro e os outros príncipes, seus irmãos, lhe eram tão ternamente afeiçoados que não podiam tolerar que os separassem dele um momento; mas nosso santo foi aquele que mais aproveitou as lições de tão hábil mestre. Viram-no, na flor da idade, entregar-se com ardor aos exercícios da piedade e às práticas da mortificação. Tinha profundo horror pelo luxo e pela ociosidade reinantes na corte dos reis; trazia um cilício debaixo das vestes, que eram sempre muito simples; muitas vezes, deitava-se no chão nu e passava grande parte da noite a orar e meditar. A paixão de Jesus Cristo era o assunto mais costumeiro de suas meditações. Saía frequentemente à noite para ir rezar à porta das igrejas, onde esperava se abrissem para assistir às matinas. Espírito e coração continuamente unidos a Deus, a paz interior de sua alma se manifestava a toda a gente pela serenidade do rosto. Cheio de respeito por tudo o que concernia ao culto divino, as mais freqüentes cerimônias da igreja lhe interessavam a piedade. Uma coisa se lhe tornava cara a partir do momento em que a glória de Deus fosse dela objeto. Tinha particular devoção a Jesus que sofreu e jamais pensava no mistério de nossa redenção sem desfazer-se em lágrimas e sentir-se abrasado de amor. Quanto ao santo sacrifício da missa, a ele assistia com tanto fervor e recolhimento que parecia maravilhado em êxtase. Para marcar a confiança que possuía da Santa Virgem, compôs, ou ao menos recitava frequentemente, em sua honra, o hino que traz seu nome e, ao morrer, quis que uma cópia lhe fosse posta no túmulo. Amava ternamente os pobres que lhe sentia de certo modo as misérias. Não contente de lhes distribuir os bens, empregava ainda, para aliviá-los, tudo o que possuía de crédito junto a seu pai e seu irmão Uladislau, rei da Boêmia. Os húngaros, descontentes com Matias, seu rei, quiseram elevar nosso santo ao trono, em 1471; enviaram para esse fim uma deputação ao rei da Polônia, seu pai. O jovem Casemiro, que não tinha ainda treze anos completos, desejaria bem recusar a coroa que lhe ofereceram; mas para agradar ao pai, partiu à testa de um exército, a fim de sustentar o direito de sua eleição. Tendo chegado às fronteiras da Hungria, soube que Matias acabava de reunir dezesseis mil homens para ir à frente dos poloneses e que tornara a conquistar o coração dos súditos. Soube também, que o Papa Sisto IV se declarar pelo rei destronado e enviara uma embaixada a seu pai para fazê-lo abandonar a empresa. Todas essas circunstâncias reunidas deram secreta alegria ao jovem príncipe. Pediu ao pai que voltasse sobre os próprios passos, o que só com muita dificuldade lhe foi concedido; mas, para não aumentar o desgosto que o pai sentia por ter visto malograr seus desígnios, evitou a princípio aparecer em sua presença; em lugar de ir direto a Cracóvia, retirou-se ao castelo de Dobzski, que fica a uma légua, e lá passou três meses na prática de austera penitência. Tendo reconhecido, em seguida, a injustiça da expedição que o tinham forçado a empreender contra o rei da Hungria, recusou constantemente render-se a segundo convite que lhe fizeram os húngaros, e isso malgrado as solicitações e ordens reiteradas do pai. Casemiro empregou os doze últimos anos de vida em consumar a obra de sua santificação. Viveu na maior continência, malgrado as razões prementes que se alegavam para levá-lo ao casamento. Morreu de tísica em Vilna, capital da Lituânia, a 4 de Março de 1483, com a idade de vinte e quatro anos e cinco meses. Predissera a morte antes que ela chegasse e para isso estava preparado por um redobramento de fervor e pela recepção dos sacramentos da Igreja. Foi enterrado na igreja de Santo Estanislau, Operou-se grande número de milagres por sua intercessão. O Papa Leão X canonizou-o no ano 1522. Cento e vinte anos após sua morte, encontraram-lhe o corpo sem corrupção. Os ricos tecidos com os quais o tinham envolvido, foram também achados inteiros, malgrado a excessiva umidade do jazigo onde fora enterrado. Mandaram construir uma capela magnífica de mármora para nela serem depositadas suas relíquias. São Casemiro é patrono da Polônia, e o propõem comumente aos jovens como perfeito modelo de pureza. (1) #SantodoDia
- São Casimiro – 04 de Março
SANTO DO DIA – 04 DE MARÇO – SÃO CASIMIRO Príncipe polonês (1458-1484) Casimiro nasceu na Croácia no dia 03 de outubro de 1458 e era o décimo terceiro filho do rei da Polônia, Casimiro IV, e da rainha Elisabete d’Asburgo. Ele poderia muito bem colocar sobre a cabeça uma coroa e reinar sobre um território, como todos os seus doze irmãos o fizeram. Porém, apesar de possuir os títulos de príncipe da Polônia e grão-duque da Lituânia, não seguiu esse caminho. Desde pequeno abriu mão do luxo da corte, suas ricas festas e todas as facilidades que a nobreza proporcionava. Fez voto de castidade e vivia na simplicidade do seu quarto, que transformou numa cela como a de um eremita, dedicando-se à oração, disciplina, penitência e solidão. Quando os húngaros se rebelaram contra o seu rei, Mateus Corvino, e ofereceram ao jovem príncipe Casimiro, então com treze anos, a coroa, ele a renunciou tão logo soube que seu pai havia se declarado contra a deposição daquele rei e a imposição pela força de outro, no caso ele. O príncipe tinha de fato apenas uma ambição, se é que assim pode ser chamada, dedicar-se ao ideal da vida monástica. Entretanto não fugia dos deveres políticos, tendo ajudado o pai nos negócios do reino desde os dezessete anos, principalmente nos problemas referentes à Lituânia, onde era muito querido pelo povo. Com a conversão do rei da Hungria que abdicou para entrar num mosteiro, o rei Casimiro IV, seu pai, herdou esses domínios que incluíam além da Hungria a Prússia. Porém, isso também não entusiasmou o jovem príncipe a se coroar. Desde a infância levava uma vida ascética, muito humilde, jejuando continuamente e dormindo no chão, por isso sua saúde nunca foi perfeita. Dessa forma, o jovem príncipe acabou contraindo a tuberculose. Mesmo assim seu pai lhe confiou a regência do reino, por um breve período. O rei desejando ampliar ainda mais os domínios do já imenso império, pretendia firmar um contrato de matrimônio para o filho com a bela e rica herdeira de Frederico III, cujas fronteiras passariam a ser o mar Báltico e o mar Negro, realizando seu velho sonho. Por isso, precisava se ausentar, pois queria tratar pessoalmente de tão delicado assunto. Casimiro, como príncipe regente, não se furtou às obrigações junto ao seu amado povo. Cumpriu a função com inteligente política, todavia sem se deixar seduzir pelo poder. Depois, o rei teve de se conformar, porque Casimiro preferiu o celibato e o tratado do matrimônio foi desfeito. Ele preferiu ser lembrado por ficar entre os pobres de espírito, entre aqueles que receberam o reino de Deus, do que ser recordado entre os homens famosos e poderosos que governaram o mundo. Morreu aos vinte e cinco anos de idade e foi sepultado em Vilnius, capital da Lituânia, em 04 de março de 1484. Logo passou a ser venerado por todo o povo polonês, lituano, húngaro, russo. Seu culto acabou sendo introduzido na Europa ocidental através dos peregrinos que visitavam sua sepultura. Menos de quarenta anos após sua morte já era canonizado pelo Papa Leão X. São Casimiro foi declarado padroeiro da Lituânia e da juventude lituana; também da Polônia, onde até hoje é considerado um símbolo para os cristãos, que o veneram como o protetor dos pobres. Conheça mais sobre São Casimiro São Casimiro, príncipe da Polônia, foi o terceiro dos treze filhos que Casemiro III, rei da Polônia, teve de Isabel da Áustria, filha do imperador Alberto II. Veio ao mundo em 5 de Outubro de 1458 e demonstrou, desde a infância, muita inclinação para a virtude. Teve por preceptor João Dlugosz, denominado Longino, cônego de Cracóvia e historiador da Polônia, homem que juntava rara piedade a grande extensão de conhecimentos e que recusou, por humildade, vários bispados que seu mérito extraordinário fizera lhe fossem oferecidos. Casemiro e os outros príncipes, seus irmãos, lhe eram tão ternamente afeiçoados que não podiam tolerar que os separassem dele um momento; mas nosso santo foi aquele que mais aproveitou as lições de tão hábil mestre. Viram-no, na flor da idade, entregar-se com ardor aos exercícios da piedade e às práticas da mortificação. Tinha profundo horror pelo luxo e pela ociosidade reinantes na corte dos reis; trazia um cilício debaixo das vestes, que eram sempre muito simples; muitas vezes, deitava-se no chão nu e passava grande parte da noite a orar e meditar. A paixão de Jesus Cristo era o assunto mais costumeiro de suas meditações. Saía frequentemente à noite para ir rezar à porta das igrejas, onde esperava se abrissem para assistir às matinas. Espírito e coração continuamente unidos a Deus, a paz interior de sua alma se manifestava a toda a gente pela serenidade do rosto. Cheio de respeito por tudo o que concernia ao culto divino, as mais freqüentes cerimônias da igreja lhe interessavam a piedade. Uma coisa se lhe tornava cara a partir do momento em que a glória de Deus fosse dela objeto. Tinha particular devoção a Jesus que sofreu e jamais pensava no mistério de nossa redenção sem desfazer-se em lágrimas e sentir-se abrasado de amor. Quanto ao santo sacrifício da missa, a ele assistia com tanto fervor e recolhimento que parecia maravilhado em êxtase. Para marcar a confiança que possuía da Santa Virgem, compôs, ou ao menos recitava frequentemente, em sua honra, o hino que traz seu nome e, ao morrer, quis que uma cópia lhe fosse posta no túmulo. Amava ternamente os pobres que lhe sentia de certo modo as misérias. Não contente de lhes distribuir os bens, empregava ainda, para aliviá-los, tudo o que possuía de crédito junto a seu pai e seu irmão Uladislau, rei da Boêmia. Os húngaros, descontentes com Matias, seu rei, quiseram elevar nosso santo ao trono, em 1471; enviaram para esse fim uma deputação ao rei da Polônia, seu pai. O jovem Casemiro, que não tinha ainda treze anos completos, desejaria bem recusar a coroa que lhe ofereceram; mas para agradar ao pai, partiu à testa de um exército, a fim de sustentar o direito de sua eleição. Tendo chegado às fronteiras da Hungria, soube que Matias acabava de reunir dezesseis mil homens para ir à frente dos poloneses e que tornara a conquistar o coração dos súditos. Soube também, que o Papa Sisto IV se declarar pelo rei destronado e enviara uma embaixada a seu pai para fazê-lo abandonar a empresa. Todas essas circunstâncias reunidas deram secreta alegria ao jovem príncipe. Pediu ao pai que voltasse sobre os próprios passos, o que só com muita dificuldade lhe foi concedido; mas, para não aumentar o desgosto que o pai sentia por ter visto malograr seus desígnios, evitou a princípio aparecer em sua presença; em lugar de ir direto a Cracóvia, retirou-se ao castelo de Dobzski, que fica a uma légua, e lá passou três meses na prática de austera penitência. Tendo reconhecido, em seguida, a injustiça da expedição que o tinham forçado a empreender contra o rei da Hungria, recusou constantemente render-se a segundo convite que lhe fizeram os húngaros, e isso malgrado as solicitações e ordens reiteradas do pai. Casemiro empregou os doze últimos anos de vida em consumar a obra de sua santificação. Viveu na maior continência, malgrado as razões prementes que se alegavam para levá-lo ao casamento. Morreu de tísica em Vilna, capital da Lituânia, a 4 de Março de 1483, com a idade de vinte e quatro anos e cinco meses. Predissera a morte antes que ela chegasse e para isso estava preparado por um redobramento de fervor e pela recepção dos sacramentos da Igreja. Foi enterrado na igreja de Santo Estanislau, Operou-se grande número de milagres por sua intercessão. O Papa Leão X canonizou-o no ano 1522. Cento e vinte anos após sua morte, encontraram-lhe o corpo sem corrupção. Os ricos tecidos com os quais o tinham envolvido, foram também achados inteiros, malgrado a excessiva umidade do jazigo onde fora enterrado. Mandaram construir uma capela magnífica de mármora para nela serem depositadas suas relíquias. São Casemiro é patrono da Polônia, e o propõem comumente aos jovens como perfeito modelo de pureza. (1) #SantodoDia
- Campanha Da Fraternidade, Amizade Social, Coleta da CNBB e Financiamento da Apostasia
Todos os anos a Campanha da Fraternidade vem “infernizar” a vida de milhões de católicos no Brasil. Infelizmente ainda são poucas as paróquias com padres realmente católicos que abolem essa deformação da quaresma de suas liturgias. Para a grande maioria dos católicos a Campanha da Fraternidade vem politizar aquele que seria o principal tempo litúrgico capaz de gerar verdadeira conversão. Na formação ao vivo de hoje vamos apresentar meios sobre como combater esse terrorismo litúrgico e apontar os caminhos da verdadeira quaresma, há muito esquecida. Para assistir, acesse: #Formaçõesaovivo
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Todos os anos a Campanha da Fraternidade vem “infernizar” a vida de milhões de católicos no Brasil. Infelizmente ainda são poucas as paróquias com padres realmente católicos que abolem essa deformação da quaresma de suas liturgias. Para a grande maioria dos católicos a Campanha da Fraternidade vem politizar aquele que seria o principal tempo litúrgico capaz de gerar verdadeira conversão. Na formação ao vivo de hoje vamos apresentar meios sobre como combater esse terrorismo litúrgico e apontar os caminhos da verdadeira quaresma, há muito esquecida. Para assistir, acesse: #Formaçõesaovivo
- Beato Pedro de Palermo, dominicano – 03 de Março
SANTO DO DIA – 03 DE MARÇO – BEATO PEDRO DE PALERMO Dominicano (1399-1452) Foi na cidade de Palermo, na Sicília, que nasceu, no ano 1381, o bem-aventurado Pedro, da nobre família dos Jeremi. Começou os estudos naquela cidade e foi acabá-los em Bolonha, cuja universidade, então na maior celebridade, contava grande número de distintos professores e atraía jovens das regiões longínquas. Pedro fez rápidos progressos na ciência do direito, que era a de seu pai; quando o professor ficava impedido de dar aula, ele o substituía, com os aplausos dos condiscípulos. Uma noite em que estudava a fim de se preparar para o doutorado, bateram-lhe violentamente à janela. Assustado, a princípio, acabou por perguntar quem era que se permitia perturbá-lo daquela maneira. Uma voz respondeu: – “Sou um de vossos parentes, não mediocremente versado em um ou outro direito. Advogado, eu dava conselhos aos outros a evitar as peças dos adversários e não quis evitar as peças do inimigo comum do gênero humano; saí deste mundo, não como defensor, mas como culpado e para sofrer penas eternas. Escutai-me, ou antes, escutai a Deus, que me envia para vos advertir: Fugi a essa gloríola que passa, assim como às insígnias do doutorado.” Dito isso, a visão desapareceu. A estranha advertência, Pedro a aproveitou. Resolveu entrar numa ordem religiosa. Para experimentar primeiro a si mesmo, cingiu o corpo com uma corrente de ferro de dezoito libras. Depois do que, apresentou-se ao convento dos dominicanos, e ali pediu e recebeu o hábito. Seu pai, que era controlador geral das finanças na Sicília, ao saber do passo dado pelo filho, foi enfurecido a Bolonha, para arrancá-lo do mosteiro. Mas aconteceu coisa adversa do que pensava. Quando o filho o soube à porta do convento, pediu ao superior que ele próprio fosse apaziguá-lo e consolá-lo. O pai ficou muito zangado por não terem sequer permitido ver o filho. Voltou quinze dias depois, e obteve com grande dificuldade que o veria de longe, mas sem lhe falar. Quando o percebeu num canto do mosteiro, vendo-lhe a modéstia e a piedade, a cólera se lhe fundiu em lágrimas, levantou as mãos para o céu, deu graças a Deus e desejou ao filho toda sorte de bênçãos. Tendo afinal obtido permissão para conversar com ele antes de partir de novo para a Sicília, não só o desviou de sua vocação,mas o exortou longamente à piedade e à virtude. Logo que Pedro de Palermo foi ordenado sacerdote começou a desempenhar, com zelo, as funções do ministério evangélico. São Vicente Ferrer que foi à Bolonha em 1416, visitar o corpo de São Domingos, exortou-o vivamente a continuar, assegurando-lhe que seus trabalhos eram agradáveis a Deus. Com efeito, o santo religioso não omitia nada do que pudesse atrair a benção do céu sobre suas pregações. Preces fervorosas, mortificações assíduas, humildade profunda, tais são os meios pelos quais procurava sobretudo converter os pecadores. Recorreu mesmo a um gênero de penitência extraordinária que o espírito de Deus sem dúvida lhe inspirara: encerrou o corpo em cinco círculos de ferro e os apertou com tanta força que, mesmo depois de morto, não puderam retirá-los, porque lhe tinham penetrado as carnes. Foi preciso esperar, para tirá-los, que o corpo estivesse inteiramente dessecado. Exemplos tão impressionantes deviam produzir frutos. Foi assim que se viram vários jovens senhores de família nobres, tocados por aquele desprendimento e por aquela vida austera, renunciar às vaidade do século para seguir Jesus Cristo, entre outros o bem-aventurado Licci, que lhe deveu sua entrada na ordem dos dominicanos. Mais tarde, teve ocasião de desenvolver zelo e prudência de maneira toda particular na direção que lhe foi confiada de várias casas da ordem. Sobretudo, esforçou-se em restabelecer ali a disciplina com todo o vigor e, acabando o exemplo o que as pregações haviam começado, teve a consolação de conseguí-lo quase geralmente. Eugênio IV mandou chamá-lo ao concílio de Florença, onde ele se distinguiu pela santidade e a doutrina. Não tendo o Papa podido fazê-lo aceitar as dignidades da Igreja, enviou-o como visitador da ordem e missionário apostólico à Sicília. Pedro produziu grandes frutos de salvação com suas prédicas, exemplos e milagres. O povo acorria em tão grande número para ouvi-lo que ele era obrigado a pregar nas praças públicas. Em 1444, quando estava em missão em Catânia, o monte Etna apareceu em fogo; uma torrente de lava candente avançava para a cidade, ameaçando-a de completa destruição. O clero e o povo de Catânia, suplicam ao bem-aventurado que leve o véu de Santa Á gata, virgem e mártir, à frente de uma procissão. Ao aproximar-se o véu da santa levado por um santo, o incêndio toma outro curso, e extingue-se vinte dias depois. De regresso a Palermo, o bem-aventurado Pedro ressuscitou uma jovem morta e, com suas preces, proporcionou víveres aos habitantes em fome. Teve, a vida toda, de sofrer particularmente nas pernas. Suportava, as dores com paciência tão maravilhosa que, quando diminuíam, afligia-se como se Deus o abandonasse. Morreu nessas disposições heróicas, em 3 de Março de 1452, aos setenta e um anos de idade. Seu culto foi aprovado pelo Papa Pio VII. Conheça também São Marino, outro santo celebrado em 03 de Março #SantodoDia
- Beato Pedro de Palermo, dominicano – 03 de Março
SANTO DO DIA – 03 DE MARÇO – BEATO PEDRO DE PALERMO Dominicano (1399-1452) Foi na cidade de Palermo, na Sicília, que nasceu, no ano 1381, o bem-aventurado Pedro, da nobre família dos Jeremi. Começou os estudos naquela cidade e foi acabá-los em Bolonha, cuja universidade, então na maior celebridade, contava grande número de distintos professores e atraía jovens das regiões longínquas. Pedro fez rápidos progressos na ciência do direito, que era a de seu pai; quando o professor ficava impedido de dar aula, ele o substituía, com os aplausos dos condiscípulos. Uma noite em que estudava a fim de se preparar para o doutorado, bateram-lhe violentamente à janela. Assustado, a princípio, acabou por perguntar quem era que se permitia perturbá-lo daquela maneira. Uma voz respondeu: – “Sou um de vossos parentes, não mediocremente versado em um ou outro direito. Advogado, eu dava conselhos aos outros a evitar as peças dos adversários e não quis evitar as peças do inimigo comum do gênero humano; saí deste mundo, não como defensor, mas como culpado e para sofrer penas eternas. Escutai-me, ou antes, escutai a Deus, que me envia para vos advertir: Fugi a essa gloríola que passa, assim como às insígnias do doutorado.” Dito isso, a visão desapareceu. A estranha advertência, Pedro a aproveitou. Resolveu entrar numa ordem religiosa. Para experimentar primeiro a si mesmo, cingiu o corpo com uma corrente de ferro de dezoito libras. Depois do que, apresentou-se ao convento dos dominicanos, e ali pediu e recebeu o hábito. Seu pai, que era controlador geral das finanças na Sicília, ao saber do passo dado pelo filho, foi enfurecido a Bolonha, para arrancá-lo do mosteiro. Mas aconteceu coisa adversa do que pensava. Quando o filho o soube à porta do convento, pediu ao superior que ele próprio fosse apaziguá-lo e consolá-lo. O pai ficou muito zangado por não terem sequer permitido ver o filho. Voltou quinze dias depois, e obteve com grande dificuldade que o veria de longe, mas sem lhe falar. Quando o percebeu num canto do mosteiro, vendo-lhe a modéstia e a piedade, a cólera se lhe fundiu em lágrimas, levantou as mãos para o céu, deu graças a Deus e desejou ao filho toda sorte de bênçãos. Tendo afinal obtido permissão para conversar com ele antes de partir de novo para a Sicília, não só o desviou de sua vocação,mas o exortou longamente à piedade e à virtude. Logo que Pedro de Palermo foi ordenado sacerdote começou a desempenhar, com zelo, as funções do ministério evangélico. São Vicente Ferrer que foi à Bolonha em 1416, visitar o corpo de São Domingos, exortou-o vivamente a continuar, assegurando-lhe que seus trabalhos eram agradáveis a Deus. Com efeito, o santo religioso não omitia nada do que pudesse atrair a benção do céu sobre suas pregações. Preces fervorosas, mortificações assíduas, humildade profunda, tais são os meios pelos quais procurava sobretudo converter os pecadores. Recorreu mesmo a um gênero de penitência extraordinária que o espírito de Deus sem dúvida lhe inspirara: encerrou o corpo em cinco círculos de ferro e os apertou com tanta força que, mesmo depois de morto, não puderam retirá-los, porque lhe tinham penetrado as carnes. Foi preciso esperar, para tirá-los, que o corpo estivesse inteiramente dessecado. Exemplos tão impressionantes deviam produzir frutos. Foi assim que se viram vários jovens senhores de família nobres, tocados por aquele desprendimento e por aquela vida austera, renunciar às vaidade do século para seguir Jesus Cristo, entre outros o bem-aventurado Licci, que lhe deveu sua entrada na ordem dos dominicanos. Mais tarde, teve ocasião de desenvolver zelo e prudência de maneira toda particular na direção que lhe foi confiada de várias casas da ordem. Sobretudo, esforçou-se em restabelecer ali a disciplina com todo o vigor e, acabando o exemplo o que as pregações haviam começado, teve a consolação de conseguí-lo quase geralmente. Eugênio IV mandou chamá-lo ao concílio de Florença, onde ele se distinguiu pela santidade e a doutrina. Não tendo o Papa podido fazê-lo aceitar as dignidades da Igreja, enviou-o como visitador da ordem e missionário apostólico à Sicília. Pedro produziu grandes frutos de salvação com suas prédicas, exemplos e milagres. O povo acorria em tão grande número para ouvi-lo que ele era obrigado a pregar nas praças públicas. Em 1444, quando estava em missão em Catânia, o monte Etna apareceu em fogo; uma torrente de lava candente avançava para a cidade, ameaçando-a de completa destruição. O clero e o povo de Catânia, suplicam ao bem-aventurado que leve o véu de Santa Á gata, virgem e mártir, à frente de uma procissão. Ao aproximar-se o véu da santa levado por um santo, o incêndio toma outro curso, e extingue-se vinte dias depois. De regresso a Palermo, o bem-aventurado Pedro ressuscitou uma jovem morta e, com suas preces, proporcionou víveres aos habitantes em fome. Teve, a vida toda, de sofrer particularmente nas pernas. Suportava, as dores com paciência tão maravilhosa que, quando diminuíam, afligia-se como se Deus o abandonasse. Morreu nessas disposições heróicas, em 3 de Março de 1452, aos setenta e um anos de idade. Seu culto foi aprovado pelo Papa Pio VII. Conheça também São Marino, outro santo celebrado em 03 de Março #SantodoDia
- Homilia Dominical | O que Jesus nos ensina expulsando os vendilhões do Templo?
3º Domingo da Quaresma Como estava próxima a Páscoa dos judeus, uma multidão subia até o Templo de Jerusalém para oferecer seus sacrifícios a Deus. Jesus também subiu e realizou um sinal profético: com um chicote de cordas, feito por Ele mesmo, “expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas”. Agindo dessa forma, Nosso Senhor estava não só purificando o Templo da iniquidade que dele se apossou, mas também mostrando que há outro templo que Ele quer purificar: o nosso coração, que se acostumou a viver longe de Deus e da sua santa vontade. Anúncio do Evangelho (Jo 2,13-25) — Glória e louvor a vós, ó Cristo. — Tanto Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único; todo aquele que crer nele há de ter a vida eterna. (Jo 3,16) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. 13 Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. 14 No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. 15 Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. 16 E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isso daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” 17 Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. 18 Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” 19 Ele respondeu: “Destruí este Templo, e em três dias eu o levantarei”. 20 Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?” 21 Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. 22 Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele. 23 Jesus estava em Jerusalém durante a festa da Páscoa. Vendo os sinais que realizava, muitos creram no seu nome. 24 Mas Jesus não lhes dava crédito, pois ele conhecia a todos; 25 e não precisava do testemunho de ninguém acerca do ser humano, porque ele conhecia o homem por dentro. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
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3º Domingo da Quaresma Como estava próxima a Páscoa dos judeus, uma multidão subia até o Templo de Jerusalém para oferecer seus sacrifícios a Deus. Jesus também subiu e realizou um sinal profético: com um chicote de cordas, feito por Ele mesmo, “expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas”. Agindo dessa forma, Nosso Senhor estava não só purificando o Templo da iniquidade que dele se apossou, mas também mostrando que há outro templo que Ele quer purificar: o nosso coração, que se acostumou a viver longe de Deus e da sua santa vontade. Anúncio do Evangelho (Jo 2,13-25) — Glória e louvor a vós, ó Cristo. — Tanto Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único; todo aquele que crer nele há de ter a vida eterna. (Jo 3,16) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor. 13 Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. 14 No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. 15 Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. 16 E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isso daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” 17 Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. 18 Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” 19 Ele respondeu: “Destruí este Templo, e em três dias eu o levantarei”. 20 Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?” 21 Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. 22 Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele. 23 Jesus estava em Jerusalém durante a festa da Páscoa. Vendo os sinais que realizava, muitos creram no seu nome. 24 Mas Jesus não lhes dava crédito, pois ele conhecia a todos; 25 e não precisava do testemunho de ninguém acerca do ser humano, porque ele conhecia o homem por dentro. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- São Simplício, Papa defensor da doutrina católica – 02 de Março
SANTO DO DIA – 02 DE MARÇO – SÃO SIMPLÍCIO Papa (século V) Simplício nasceu na cidade italiana de Tivoli e seu pai se chamava Castino. Depois disso, os dados que temos dele se referem ao período que exerceu a direção da Igreja, aliás uma fase muito difícil da História da humanidade, a queda do Império Romano. Ao contrário do que se podia esperar, teve um dos pontificados mais longos do seu tempo, quinze anos, de 468 a 483. Nessa época, Roma, depois de resistir às invasões de godos, visigodos, hunos, vândalos e outros povos bárbaros, acabou sucumbindo aos hérulos, chefiados pelo rei Odoacro, que era adepto do arianismo e depôs o imperador Rômulo Augusto. A partir daí, conquistadores de todos os tipos se instalaram, depredaram, destruíram e repartiram aquele Império, tido como o centro do mundo. Roma, que era sua capital, sobreviveu. Nesse melancólico final, a única autoridade moral restante, a que ficou do lado do povo e acolheu, socorreu, escondeu e ajudou a enfrentar o terror, foi a do Papa Simplício. Ele fazia parte do clero romano e foi eleito para suceder o Papa Hilário. Tinha larga experiência no serviço pastoral e social da Igreja e uma vantagem: ter convivido com o Papa Leão Magno, depois proclamado santo e doutor da Igreja, que deteve a invasão de Átila, o rei dos bárbaros hunos. Ao Papa Simplício, nunca faltou coragem, fé e energia, virtudes fundamentais para o exercício da função. Ele soube manter vivamente ativas as grandes basílicas de São Pedro, São Paulo Fora dos Muros e São Lorenço, que a partir do seu pontificado passaram a acolher os católicos em peregrinação aos túmulos dos Santos Apóstolos. Depois, construiu e fundou muitas igrejas novas, sendo as mais famosas aquelas dedicadas a São Estevão Rotondo e a Santa Bibiana. Trabalhou para a expansão das dioceses e reafirmou o respeito à genuína fé em Cristo e à Igreja de Roma. Os escritos antigos registram suas várias cartas à bispos, orientando sobre a forma de enfrentar o nestorianismo e o monofisitismo, duas heresias orientais que na época ameaçavam a integridade da doutrina católica e vinham se espalhando por todo o mundo cristão. Mas o Papa Simplício se manteve ativo ao lado do povo, ensinando, pregando, dando exemplo de evangelizador, apesar dessas e outras dificuldades. Além disso mostrou respeito a todo tipo de expressão da arte; foi ele que ordenou para serem colocados à salvo da destruição dos bárbaros os mosaicos considerados pagãos, da igreja de Santo André. Morreu, amado pelo povo e respeitado até pelos reis hereges, no dia 10 de março de 483. Suas relíquias são veneradas na sua cidade natal, Tivoli, Itália. Foi assim que Roma, graças à atuação do Papa Simplício, apesar de assolada por hereges de todas as crenças e origens, deixou de ser a Roma dos Césares passando a ser a Roma dos Papas e da Santa Sé. A sua comemoração litúrgica ocorre no dia 02 de março. #SantodoDia
- São Simplício, Papa defensor da doutrina católica – 02 de Março
SANTO DO DIA – 02 DE MARÇO – SÃO SIMPLÍCIO Papa (século V) Simplício nasceu na cidade italiana de Tivoli e seu pai se chamava Castino. Depois disso, os dados que temos dele se referem ao período que exerceu a direção da Igreja, aliás uma fase muito difícil da História da humanidade, a queda do Império Romano. Ao contrário do que se podia esperar, teve um dos pontificados mais longos do seu tempo, quinze anos, de 468 a 483. Nessa época, Roma, depois de resistir às invasões de godos, visigodos, hunos, vândalos e outros povos bárbaros, acabou sucumbindo aos hérulos, chefiados pelo rei Odoacro, que era adepto do arianismo e depôs o imperador Rômulo Augusto. A partir daí, conquistadores de todos os tipos se instalaram, depredaram, destruíram e repartiram aquele Império, tido como o centro do mundo. Roma, que era sua capital, sobreviveu. Nesse melancólico final, a única autoridade moral restante, a que ficou do lado do povo e acolheu, socorreu, escondeu e ajudou a enfrentar o terror, foi a do Papa Simplício. Ele fazia parte do clero romano e foi eleito para suceder o Papa Hilário. Tinha larga experiência no serviço pastoral e social da Igreja e uma vantagem: ter convivido com o Papa Leão Magno, depois proclamado santo e doutor da Igreja, que deteve a invasão de Átila, o rei dos bárbaros hunos. Ao Papa Simplício, nunca faltou coragem, fé e energia, virtudes fundamentais para o exercício da função. Ele soube manter vivamente ativas as grandes basílicas de São Pedro, São Paulo Fora dos Muros e São Lorenço, que a partir do seu pontificado passaram a acolher os católicos em peregrinação aos túmulos dos Santos Apóstolos. Depois, construiu e fundou muitas igrejas novas, sendo as mais famosas aquelas dedicadas a São Estevão Rotondo e a Santa Bibiana. Trabalhou para a expansão das dioceses e reafirmou o respeito à genuína fé em Cristo e à Igreja de Roma. Os escritos antigos registram suas várias cartas à bispos, orientando sobre a forma de enfrentar o nestorianismo e o monofisitismo, duas heresias orientais que na época ameaçavam a integridade da doutrina católica e vinham se espalhando por todo o mundo cristão. Mas o Papa Simplício se manteve ativo ao lado do povo, ensinando, pregando, dando exemplo de evangelizador, apesar dessas e outras dificuldades. Além disso mostrou respeito a todo tipo de expressão da arte; foi ele que ordenou para serem colocados à salvo da destruição dos bárbaros os mosaicos considerados pagãos, da igreja de Santo André. Morreu, amado pelo povo e respeitado até pelos reis hereges, no dia 10 de março de 483. Suas relíquias são veneradas na sua cidade natal, Tivoli, Itália. Foi assim que Roma, graças à atuação do Papa Simplício, apesar de assolada por hereges de todas as crenças e origens, deixou de ser a Roma dos Césares passando a ser a Roma dos Papas e da Santa Sé. A sua comemoração litúrgica ocorre no dia 02 de março. #SantodoDia
- Homilia Diária | Precisamos voltar para o Pai!
Sábado da 2.ª Semana da Quaresma A vida do homem sobre a terra é uma grande Quaresma. Enquanto caminhamos neste mundo, a caminho da casa do Pai, somos chamados a deixar o pecado e a loucura de querer encontrar, entre a lavagem dos porcos, uma felicidade que só Ele pode nos dar. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, 2 de março, e, como filhos pródigos cheios de arrependimento, apressemos o passo e voltemos ao Pai de quem nunca nos deveríamos ter afastado. Santo do Dia: São Simplício, Papa defensor da doutrina católica Evangelho (Lc 15,1-3.11-32) — Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai! — Vou voltar e encontrar o meu pai e direi: meu pai, eu pequei contra o céu e contra ti. (Lc 15,18) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2 Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3 Então Jesus contou-lhes esta parábola: 11 “Um homem tinha dois filhos. 12 O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. 13 Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14 Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. 15 Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16 O rapaz queira matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. 17 Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18 Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19 já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. 20 Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos. 21 O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. 22 Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23 Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24 Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa. 25 O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26 Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27 O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. 28 Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29 Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30 Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’. 31 Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32 Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado”’. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Precisamos voltar para o Pai!
Sábado da 2.ª Semana da Quaresma A vida do homem sobre a terra é uma grande Quaresma. Enquanto caminhamos neste mundo, a caminho da casa do Pai, somos chamados a deixar o pecado e a loucura de querer encontrar, entre a lavagem dos porcos, uma felicidade que só Ele pode nos dar. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, 2 de março, e, como filhos pródigos cheios de arrependimento, apressemos o passo e voltemos ao Pai de quem nunca nos deveríamos ter afastado. Santo do Dia: São Simplício, Papa defensor da doutrina católica Evangelho (Lc 15,1-3.11-32) — Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai! — Vou voltar e encontrar o meu pai e direi: meu pai, eu pequei contra o céu e contra ti. (Lc 15,18) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 1 os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2 Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3 Então Jesus contou-lhes esta parábola: 11 “Um homem tinha dois filhos. 12 O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. 13 Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14 Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. 15 Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16 O rapaz queira matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. 17 Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18 Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19 já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. 20 Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos. 21 O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. 22 Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23 Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24 Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa. 25 O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26 Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27 O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. 28 Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29 Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30 Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’. 31 Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32 Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado”’. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | A Paixão de Cristo e nosso dever de reparação
Sexta-feira da 2ª Sem. da Quaresma Jesus Cristo “é o mesmo ontem, hoje e sempre”. Sendo Ele Deus feito homem, o seu Coração Sagrado via, desde o ventre de Maria Santíssima, todos e cada um dos homens, e sua alma sofria contemplando todos os pecados cometidos e por cometer, sempre pronta a expiá-los tão logo fosse entregue às mãos dos gentios. Ora, se foi por nossa causa que Jesus sofreu e passou pelo vale da morte, é nosso dever reparar, quanto nos for possível, os pecados com que aumentamos as dores de sua Paixão. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 1º de março, e que a Mãe do nosso Redentor nos dê a graça de desagravarmos convenientemente nossas ofensas a Deus. Santo do Dia: São Suitberto de Kaiserswerth, missionário 1ª Leitura Salmo Evangelho Evangelho (Mt 21,33-43.45-46) — Jesus Cristo, sois bendito, sois o Ungido de Deus Pai! — Deus o mundo tanto amou que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer, encontre vida eterna. (Jo 3,16) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, dirigindo-se Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo, disse-lhes: 33 “Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. 34 Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35 Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. 36 O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 37 Finalmente, o proprietário, enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’. 38 Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ 39 Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. 40 Pois bem, quando o dono da vinha voltar, que fará com esses vinhateiros?” 41 Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”. 42 Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?” 43 Por isso eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos. 45 Os sumos sacerdotes e fariseus ouviram as parábolas de Jesus, e compreenderam que estava falando deles. 46 Procuraram prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões, pois elas consideravam Jesus um profeta. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | A Paixão de Cristo e nosso dever de reparação
Sexta-feira da 2ª Sem. da Quaresma Jesus Cristo “é o mesmo ontem, hoje e sempre”. Sendo Ele Deus feito homem, o seu Coração Sagrado via, desde o ventre de Maria Santíssima, todos e cada um dos homens, e sua alma sofria contemplando todos os pecados cometidos e por cometer, sempre pronta a expiá-los tão logo fosse entregue às mãos dos gentios. Ora, se foi por nossa causa que Jesus sofreu e passou pelo vale da morte, é nosso dever reparar, quanto nos for possível, os pecados com que aumentamos as dores de sua Paixão. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 1º de março, e que a Mãe do nosso Redentor nos dê a graça de desagravarmos convenientemente nossas ofensas a Deus. Santo do Dia: São Suitberto de Kaiserswerth, missionário 1ª Leitura Salmo Evangelho Evangelho (Mt 21,33-43.45-46) — Jesus Cristo, sois bendito, sois o Ungido de Deus Pai! — Deus o mundo tanto amou que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer, encontre vida eterna. (Jo 3,16) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, dirigindo-se Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo, disse-lhes: 33 “Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. 34 Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35 Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. 36 O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 37 Finalmente, o proprietário, enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’. 38 Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ 39 Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. 40 Pois bem, quando o dono da vinha voltar, que fará com esses vinhateiros?” 41 Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”. 42 Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?” 43 Por isso eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos. 45 Os sumos sacerdotes e fariseus ouviram as parábolas de Jesus, e compreenderam que estava falando deles. 46 Procuraram prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões, pois elas consideravam Jesus um profeta. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- São Suitberto de Kaiserswerth – bispo, monge e missionário – 01 de Março
SANTO DO DIA – 01 DE MARÇO – SÃO SUITBERTO DE KAISERSWERTH Missionário (647-713) Suitberto era um monge beneditino que dedicou praticamente toda sua força vital, física e espiritual à evangelização do centro-norte da Europa, território anglo-saxão ainda pagão. Inglês, nascido no ano 647, foi considerado um dos mais genuínos continuadores da obra de São Patrício, que evangelizara o território irlandês, um século antes. Ele foi educado nas rígidas regras dos mosteiros beneditinos, sob a direção espiritual do bispo Egberto, do qual se tornou discípulo e o acompanhou à Irlanda, enquanto se preparava para o apostolado. Egberto, que depois a Igreja elevou aos altares, tinha um projeto para evangelizar as regiões germânicas ainda pagãs, mas não poderia executa-lo pessoalmente. Por isso enviou outro monge, Vigberto, inicialmente para a Frísia, hoje Holanda. A obra desse primeiro discípulo, foi impedida pelo príncipe pagão Radibodo e Vigberto teve de retornar ao solo inglês, sem atingir os resultados desejados. Então Egberto trabalhou duramente para organizar outra expedição que seguiu para lá com doze missionários, chefiada por Willibrordo, depois também canonizado, que desembarcou às margens do rio Reno, na Alemanha, em 690. Suitberto fazia parte desse grupo. Ele foi designado para pregar na Frígia. A região era dominada pelo pagão Radibodo, mas acabara de ser conquistada pelo rei Pepino, cristão e muito devoto, como também era a própria rainha. Suitberto estendeu sua árdua missão evangelizadora também para Flandres, atual Bélgica. Sua atuação foi tão produtiva que conseguiu converter milhares de pagãos que viviam nessas extensões, de modo que acabou sendo nomeado Bispo da Frígia pelo Papa Sérgio I. Suitberto pôde então ampliar ainda mais sua evangelização, alcançando o ducado de Berg e o condado de Mark, na Alemanha. Tudo isso ele realizou enfrentando, além dos problemas com os pagãos, sucessivas invasões das tribos bárbaras dos saxões que, muitas vezes, impediam ou desfaziam todo seu trabalho. Depois de vinte anos nessa intensa luta evangelizadora de apostolado, Suitberto recolheu-se ao mosteiro fundado por ele na ilha de César, situada no rio Reno e que lhe fora doada pelo rei Pepino. Lá ele faleceu, consumido pela fadiga de sua missão apostólica, no dia primeiro de março de 713, sendo sepultado na igreja desse mosteiro. A fama de sua santidade correu veloz por todas regiões que atravessara levando a Palavra de Cristo. Por sua intercessão, muitas graças e prodígios foram confirmados, tornando vigorosa a sua veneração entre os fiéis cristãos. Em 810, o Papa Leão III proclamou Santo Suitbeto, oficializando o seu culto para o dia de sua morte. Conheça mais sobre São Suitberto Convertidos ao cristianismo pelos missionários do Papa São Gregório o Grande, os anglo-saxões, vindos da Germânia para a Grã-Betanha, tiveram, por seu turno, muito zelo pela conversão das nações germanas de que haviam saído, em particular pela conversão da Frísia. São Vilfrido, arcebispo de York, foi o primeiro apóstolo dela, mas por acidente. Ele ia da Inglaterra para Roma no ano 678, quando uma tempestade o lançou às costas da Frísia, cujos habitantes eram ainda idólatras. Pô-se a pregar-lhes a fé, e o fez com tanto êxito, que batizou quase todos os senhores e vários milhares no povo. Mas não ficou no país senão o inverno e dali partiu o começo da primavera de 679, para continuar viagem para Roma. Em 686, Santo Egberto, nobre inglês que abraçara a vida monástica na Irlanda, dispunha-se a passar o mar para continuar a obra de São Vilfrido: mas pensou naufragar no porto onde queria embarcar. Um de seus companheiros, chamado Vigberto, chegou até à Frísia e, durante dois anos seguidos, pregou o Evangelho a essa nação e a seu Rei Radbod; mas, vendo que não produzia nenhum fruto, voltou para seu mosteiro na Irlanda. Entretanto, São Vigberto tentou novo ensaio. Escolheu doze homens zelosos e virtuosos, dos quais os principais eram São Vildberto e São Willebrod. Tendo chegado à Frísia no ano 690, esse doze missionários foram muito bem recebidos por Pepino, duque dos francos e intendente do palácio, cognominado de Heristal. Ele acabava de conquistar sobre Radbod a Frísia Citerior, entre o Reno e o Mosa. Eis porque para ali os enviou a pregar e lhes deu proteção, proibindo lhes causassem qualquer desgosto e concedendo graças aos que abraçavam a fé: o que produziu, em pouco tempo, a conversão de grande número de idólatras. Então, os missionários escolheram Suiberto para ser ordenado bispo. Antes de chegar à Frísia, ele era padre e abade do mosteiro de Dacor, nos confins da Escócia. Enviaram-no de novo para a Inglaterra, onde encontrou vaga a sede de Cantuária, no intervalo entre a morte de São Teodoro e a ordenação de São Britwald, isto é, no ano de 692. São Suiberto dirigiu-se, pois, a São Vilfrido, arcebispo de York, que o ordenou bispo. A missão da Frísia se achou assim consolidada por aquele meso que a começara acidentalmente. O Papa Sérgio fez ali uma igreja completa em 696, onde sagrou São Willebrod arcebispo dos frisões. Quanto a São Suiberto, em seu retorno à Germânia, passou entre os brúcteros, povos dos arredores de Colônia, e converteu vários deles. Mas, pouco tempo depois, tendo sido esses povos derrotados pelos saxões, os cristãos-novos se dispersaram por toda parte e São Suiberto foi encontrar Pepino, que, à recomendação de sua mulher, Plectudra, lhe deu, para ali se retirar, uma ilha do Reno, onde ele construiu um mosteiro chamado Verden e em seguida Keiserswert, isto é, a ilha do imperador. São Suiberto morreu no ano de 713, e a Igreja lhe honra a memória em 1° de Março. Conheça também São Davi de Menevia, outro santo celebrado em 1º de Março
- São Suitberto de Kaiserswerth – bispo, monge e missionário – 01 de Março
SANTO DO DIA – 01 DE MARÇO – SÃO SUITBERTO DE KAISERSWERTH Missionário (647-713) Suitberto era um monge beneditino que dedicou praticamente toda sua força vital, física e espiritual à evangelização do centro-norte da Europa, território anglo-saxão ainda pagão. Inglês, nascido no ano 647, foi considerado um dos mais genuínos continuadores da obra de São Patrício, que evangelizara o território irlandês, um século antes. Ele foi educado nas rígidas regras dos mosteiros beneditinos, sob a direção espiritual do bispo Egberto, do qual se tornou discípulo e o acompanhou à Irlanda, enquanto se preparava para o apostolado. Egberto, que depois a Igreja elevou aos altares, tinha um projeto para evangelizar as regiões germânicas ainda pagãs, mas não poderia executa-lo pessoalmente. Por isso enviou outro monge, Vigberto, inicialmente para a Frísia, hoje Holanda. A obra desse primeiro discípulo, foi impedida pelo príncipe pagão Radibodo e Vigberto teve de retornar ao solo inglês, sem atingir os resultados desejados. Então Egberto trabalhou duramente para organizar outra expedição que seguiu para lá com doze missionários, chefiada por Willibrordo, depois também canonizado, que desembarcou às margens do rio Reno, na Alemanha, em 690. Suitberto fazia parte desse grupo. Ele foi designado para pregar na Frígia. A região era dominada pelo pagão Radibodo, mas acabara de ser conquistada pelo rei Pepino, cristão e muito devoto, como também era a própria rainha. Suitberto estendeu sua árdua missão evangelizadora também para Flandres, atual Bélgica. Sua atuação foi tão produtiva que conseguiu converter milhares de pagãos que viviam nessas extensões, de modo que acabou sendo nomeado Bispo da Frígia pelo Papa Sérgio I. Suitberto pôde então ampliar ainda mais sua evangelização, alcançando o ducado de Berg e o condado de Mark, na Alemanha. Tudo isso ele realizou enfrentando, além dos problemas com os pagãos, sucessivas invasões das tribos bárbaras dos saxões que, muitas vezes, impediam ou desfaziam todo seu trabalho. Depois de vinte anos nessa intensa luta evangelizadora de apostolado, Suitberto recolheu-se ao mosteiro fundado por ele na ilha de César, situada no rio Reno e que lhe fora doada pelo rei Pepino. Lá ele faleceu, consumido pela fadiga de sua missão apostólica, no dia primeiro de março de 713, sendo sepultado na igreja desse mosteiro. A fama de sua santidade correu veloz por todas regiões que atravessara levando a Palavra de Cristo. Por sua intercessão, muitas graças e prodígios foram confirmados, tornando vigorosa a sua veneração entre os fiéis cristãos. Em 810, o Papa Leão III proclamou Santo Suitbeto, oficializando o seu culto para o dia de sua morte. Conheça mais sobre São Suitberto Convertidos ao cristianismo pelos missionários do Papa São Gregório o Grande, os anglo-saxões, vindos da Germânia para a Grã-Betanha, tiveram, por seu turno, muito zelo pela conversão das nações germanas de que haviam saído, em particular pela conversão da Frísia. São Vilfrido, arcebispo de York, foi o primeiro apóstolo dela, mas por acidente. Ele ia da Inglaterra para Roma no ano 678, quando uma tempestade o lançou às costas da Frísia, cujos habitantes eram ainda idólatras. Pô-se a pregar-lhes a fé, e o fez com tanto êxito, que batizou quase todos os senhores e vários milhares no povo. Mas não ficou no país senão o inverno e dali partiu o começo da primavera de 679, para continuar viagem para Roma. Em 686, Santo Egberto, nobre inglês que abraçara a vida monástica na Irlanda, dispunha-se a passar o mar para continuar a obra de São Vilfrido: mas pensou naufragar no porto onde queria embarcar. Um de seus companheiros, chamado Vigberto, chegou até à Frísia e, durante dois anos seguidos, pregou o Evangelho a essa nação e a seu Rei Radbod; mas, vendo que não produzia nenhum fruto, voltou para seu mosteiro na Irlanda. Entretanto, São Vigberto tentou novo ensaio. Escolheu doze homens zelosos e virtuosos, dos quais os principais eram São Vildberto e São Willebrod. Tendo chegado à Frísia no ano 690, esse doze missionários foram muito bem recebidos por Pepino, duque dos francos e intendente do palácio, cognominado de Heristal. Ele acabava de conquistar sobre Radbod a Frísia Citerior, entre o Reno e o Mosa. Eis porque para ali os enviou a pregar e lhes deu proteção, proibindo lhes causassem qualquer desgosto e concedendo graças aos que abraçavam a fé: o que produziu, em pouco tempo, a conversão de grande número de idólatras. Então, os missionários escolheram Suiberto para ser ordenado bispo. Antes de chegar à Frísia, ele era padre e abade do mosteiro de Dacor, nos confins da Escócia. Enviaram-no de novo para a Inglaterra, onde encontrou vaga a sede de Cantuária, no intervalo entre a morte de São Teodoro e a ordenação de São Britwald, isto é, no ano de 692. São Suiberto dirigiu-se, pois, a São Vilfrido, arcebispo de York, que o ordenou bispo. A missão da Frísia se achou assim consolidada por aquele meso que a começara acidentalmente. O Papa Sérgio fez ali uma igreja completa em 696, onde sagrou São Willebrod arcebispo dos frisões. Quanto a São Suiberto, em seu retorno à Germânia, passou entre os brúcteros, povos dos arredores de Colônia, e converteu vários deles. Mas, pouco tempo depois, tendo sido esses povos derrotados pelos saxões, os cristãos-novos se dispersaram por toda parte e São Suiberto foi encontrar Pepino, que, à recomendação de sua mulher, Plectudra, lhe deu, para ali se retirar, uma ilha do Reno, onde ele construiu um mosteiro chamado Verden e em seguida Keiserswert, isto é, a ilha do imperador. São Suiberto morreu no ano de 713, e a Igreja lhe honra a memória em 1° de Março. Conheça também São Davi de Menevia, outro santo celebrado em 1º de Março
- Homilia Diária | A responsabilidade de quem muito tem
Quinta-feira da 2.ª Semana da Quaresma Ao ouvirmos a parábola do rico epulão e do pobre Lázaro, a primeira coisa que nos chama a atenção é a desigualdade material entre as duas personagens. No entanto, o que é realmente decisivo para o destino eterno de quem quer que seja não são os bens perecíveis deste mundo, mas o tesouro de graças, méritos e virtudes que podemos acumular. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 29 de fevereiro, e peçamos a Deus que crie em nós um coração generoso, capaz de dispor dos bens que possui em favor de quem mais necessita. Evangelho (Lc 16,19-31) — Glória a Cristo, palavra eterna do Pai que é amor! — Felizes os que observam a palavra do Senhor, de reto coração; e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes! (cf. Lc 8,15) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: 19 “Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. 20 Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. 21 Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas. 22 Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. 23 Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. 24 Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’. 25 Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te de que recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. 26 E, além disso, há grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’. 27 O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28 porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’. 29 Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os profetas, que os escutem!’ 30 O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’. 31 Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos”’. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | A responsabilidade de quem muito tem
Quinta-feira da 2.ª Semana da Quaresma Ao ouvirmos a parábola do rico epulão e do pobre Lázaro, a primeira coisa que nos chama a atenção é a desigualdade material entre as duas personagens. No entanto, o que é realmente decisivo para o destino eterno de quem quer que seja não são os bens perecíveis deste mundo, mas o tesouro de graças, méritos e virtudes que podemos acumular. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 29 de fevereiro, e peçamos a Deus que crie em nós um coração generoso, capaz de dispor dos bens que possui em favor de quem mais necessita. Evangelho (Lc 16,19-31) — Glória a Cristo, palavra eterna do Pai que é amor! — Felizes os que observam a palavra do Senhor, de reto coração; e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes! (cf. Lc 8,15) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: 19 “Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. 20 Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. 21 Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas. 22 Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. 23 Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. 24 Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’. 25 Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te de que recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. 26 E, além disso, há grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’. 27 O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28 porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’. 29 Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os profetas, que os escutem!’ 30 O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’. 31 Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos”’. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Cardeal Burke promove novena de nove meses em resposta aos “desafios de nosso tempo”
Esta semana, o prefeito emérito da Assinatura Apostólica, cardeal Raymond Burke, fez um convite aos católicos de todo o mundo para que se unam a uma novena de nove meses, buscando a intercessão e a proteção de Nossa Senhora de Guadalupe como resposta aos desafios de nosso tempo. Por ACI Digital “Em um mundo que enfrenta uma grande doença, uma guerra persiste na Europa. Depois de anos de trégua, uma nova invasão da Palestina ameaça desestabilizar o Oriente Médio. Os debates teológicos estão politizados e levam milhões de fiéis a abandonar sua fé. Um bispo escreve: se a mão de Deus não intervir diretamente, tudo estará perdido”, diz o site oficial da iniciativa de oração. A novena começará no dia 12 de março e terminará no dia 12 de dezembro de 2024, coincidindo com a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, dia em que também ocorrerá uma consagração especial à Mãe de Deus. Durante esse período de oração, os católicos que se inscreverem e se comprometerem a participar da novena receberão não apenas reflexões e orações mensais regulares por escrito via e-mail, mas também mensagens de incentivo e conselhos espirituais em vídeo do cardeal Burke, que é o fundador do Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe em Wisconsin, EUA. Em uma mensagem de vídeo publicada no fim de semana, o cardeal disse que Deus “não nos chamou para temer”. Ele disse que, apesar da escuridão de nossos tempos, as pessoas de fé estão enraizadas na “verdade e no amor de Cristo”, bem como no “cuidado fiel de sua mãe”. O cardeal Burke contextualizou essa mensagem lembrando um período histórico semelhante ao atual: “Foi em uma época muito semelhante à nossa que Nossa Senhora apareceu pela primeira vez a são Juan Diego, há cerca de 500 anos. Naquela época, também, o mundo lutava contra a fome e as doenças, e a guerra na Terra Santa ameaçava reduzir essa bela e torturada região ao caos. Além disso, a confusão venenosa dentro da Igreja corroía a fé dos cristãos em todo o mundo”. Naquela época, disse, notou-se como “as forças do pecado recuavam diante da presença de Nossa Senhora”. Com a ajuda de são Juan Diego, Nossa Senhora levou “quase nove milhões de novas almas para a Igreja na época da morte de são Juan Diego, em 1548”. “É esse mesmo cuidado e proteção maternal que buscamos hoje: um cuidado e uma proteção que ela nos concederá se pedirmos com fervor”, disse o cardeal. Para se inscrever na novena, acesse: https://novena.cardinalburke.com/maria#sign-up-form #CardealBurke #Vaticano
- Cardeal Burke promove novena de nove meses em resposta aos “desafios de nosso tempo”
Esta semana, o prefeito emérito da Assinatura Apostólica, cardeal Raymond Burke, fez um convite aos católicos de todo o mundo para que se unam a uma novena de nove meses, buscando a intercessão e a proteção de Nossa Senhora de Guadalupe como resposta aos desafios de nosso tempo. Por ACI Digital “Em um mundo que enfrenta uma grande doença, uma guerra persiste na Europa. Depois de anos de trégua, uma nova invasão da Palestina ameaça desestabilizar o Oriente Médio. Os debates teológicos estão politizados e levam milhões de fiéis a abandonar sua fé. Um bispo escreve: se a mão de Deus não intervir diretamente, tudo estará perdido”, diz o site oficial da iniciativa de oração. A novena começará no dia 12 de março e terminará no dia 12 de dezembro de 2024, coincidindo com a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, dia em que também ocorrerá uma consagração especial à Mãe de Deus. Durante esse período de oração, os católicos que se inscreverem e se comprometerem a participar da novena receberão não apenas reflexões e orações mensais regulares por escrito via e-mail, mas também mensagens de incentivo e conselhos espirituais em vídeo do cardeal Burke, que é o fundador do Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe em Wisconsin, EUA. Em uma mensagem de vídeo publicada no fim de semana, o cardeal disse que Deus “não nos chamou para temer”. Ele disse que, apesar da escuridão de nossos tempos, as pessoas de fé estão enraizadas na “verdade e no amor de Cristo”, bem como no “cuidado fiel de sua mãe”. O cardeal Burke contextualizou essa mensagem lembrando um período histórico semelhante ao atual: “Foi em uma época muito semelhante à nossa que Nossa Senhora apareceu pela primeira vez a são Juan Diego, há cerca de 500 anos. Naquela época, também, o mundo lutava contra a fome e as doenças, e a guerra na Terra Santa ameaçava reduzir essa bela e torturada região ao caos. Além disso, a confusão venenosa dentro da Igreja corroía a fé dos cristãos em todo o mundo”. Naquela época, disse, notou-se como “as forças do pecado recuavam diante da presença de Nossa Senhora”. Com a ajuda de são Juan Diego, Nossa Senhora levou “quase nove milhões de novas almas para a Igreja na época da morte de são Juan Diego, em 1548”. “É esse mesmo cuidado e proteção maternal que buscamos hoje: um cuidado e uma proteção que ela nos concederá se pedirmos com fervor”, disse o cardeal. Para se inscrever na novena, acesse: https://novena.cardinalburke.com/maria#sign-up-form #CardealBurke #Vaticano
- Homilia Diária | O mistério que se esconde na Cruz
Quarta-feira da 2.ª Semana da Quaresma Se olhamos para a Cruz de Cristo sem fé e de coração gelado, o que vemos não é mais do que um injustiçado, coberto de chagas e de aspecto repulsivo. Mas, se o nosso olhar está iluminado pela fé e o nosso coração, inflamado de caridade, somos capazes de enxergar, naquele crime, um Deus que nos ama sem limites, oferecendo-nos por suas dores na terra a recompensa de uma felicidade eterna no Céu. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 28 de fevereiro, e peçamos ao Espírito Santo que inflame o nosso coração de caridade e ilumine com mais fé a nossa inteligência. Santo do Dia: Beato Timoteo Trojanowski Evangelho (Mt 20,17-28) — Salve, Cristo, luz da vida, companheiro na partilha! — Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida. (Jo 8,12) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 17 enquanto Jesus subia para Jerusalém, ele tomou os doze discípulos à parte e, durante a caminhada, disse-lhes: 18 “Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à morte, 19 e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, para flagelá-lo e crucificá-lo. Mas no terceiro dia ressuscitará”. 20 A mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21 Jesus perguntou: “Que queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”. 22 Jesus, então, respondeu-lhe: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. 23 Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”. 24 Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25 Jesus, porém, chamou-os, e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26 Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; 27 quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28 Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | O mistério que se esconde na Cruz
Quarta-feira da 2.ª Semana da Quaresma Se olhamos para a Cruz de Cristo sem fé e de coração gelado, o que vemos não é mais do que um injustiçado, coberto de chagas e de aspecto repulsivo. Mas, se o nosso olhar está iluminado pela fé e o nosso coração, inflamado de caridade, somos capazes de enxergar, naquele crime, um Deus que nos ama sem limites, oferecendo-nos por suas dores na terra a recompensa de uma felicidade eterna no Céu. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 28 de fevereiro, e peçamos ao Espírito Santo que inflame o nosso coração de caridade e ilumine com mais fé a nossa inteligência. Santo do Dia: Beato Timoteo Trojanowski Evangelho (Mt 20,17-28) — Salve, Cristo, luz da vida, companheiro na partilha! — Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida. (Jo 8,12) — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 17 enquanto Jesus subia para Jerusalém, ele tomou os doze discípulos à parte e, durante a caminhada, disse-lhes: 18 “Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à morte, 19 e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, para flagelá-lo e crucificá-lo. Mas no terceiro dia ressuscitará”. 20 A mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21 Jesus perguntou: “Que queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”. 22 Jesus, então, respondeu-lhe: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. 23 Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”. 24 Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25 Jesus, porém, chamou-os, e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26 Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; 27 quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28 Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Beato Timoteo Trojanowski – 28 de Fevereiro
SANTO DO DIA – 28 DE FEVEREIRO – BEATO TIMOTEO TROJANOWSKI, (Stanislaw Tymoteusz) Religioso e Mártir (1908-1942) Stanislaw Antoni nasceu 29 julho 1908, na aldeia de Sadlowo, na diocese de Plock, na Polônia. A precariedade da família levou-o a trabalhar a partir de uma idade precoce. Em 5 de Março de 1930 ele entrou no convento dos Frades Menores Conventuais e Niepokalanow. De janeiro de 1931 ele foi capaz de iniciar o seu noviciado com o nome de Tymoteusz. Toda a vida religiosa foi realizada em Niepokalanow, trabalhando no departamento de expedição da revista “Cavaleiros da Imaculada”, no entreposto e fornecimento nell’infermeria, onde se dedicou aos doentes. Em 3 de Maio de 1937 comunicada ao seu superior a sua vontade de ir em uma missão “em qualquer lugar, qualquer hora, desde a vontade de Deus.” Irmão disciplinado e fiel à sua vocação, tinha uma grande confiança por parte de seu famoso pai superior Kolbe. À eclosão da II Guerra Mundial em 1939, ele optou por permanecer Niepokalanow. Em 14 de Outubro de 1941 ele foi preso pela Gestapo com seis irmãos, incluindo um Bonifacy, e encarcerados na prisão de Varsóvia. Na prisão ele foi capaz de dedicar muito tempo à oração, dando coragem a outros e oferecer cada vez para um trabalho árduo. Em 8 de Janeiro de 1942 ele foi novamente deportado com Bonifacy entre o campo de concentração de Oswiecim com o número 25431. Foi originalmente destinado ao transporte de materiais de construção e, em seguida, de escavação e transporte de cascalho. Sempre suportou com grande coragem, a fome, o frio e trabalho árduo. Acometido de pneumonia, morreu em 28 julho 1942. Foi proclamado Beato pelo Papa João Paulo II em 13 de Junho de 1999 em Varsóvia, o grupo de 108 mártires polacos do nazismo. #SantodoDia
- Beato Timoteo Trojanowski – 28 de Fevereiro
SANTO DO DIA – 28 DE FEVEREIRO – BEATO TIMOTEO TROJANOWSKI, (Stanislaw Tymoteusz) Religioso e Mártir (1908-1942) Stanislaw Antoni nasceu 29 julho 1908, na aldeia de Sadlowo, na diocese de Plock, na Polônia. A precariedade da família levou-o a trabalhar a partir de uma idade precoce. Em 5 de Março de 1930 ele entrou no convento dos Frades Menores Conventuais e Niepokalanow. De janeiro de 1931 ele foi capaz de iniciar o seu noviciado com o nome de Tymoteusz. Toda a vida religiosa foi realizada em Niepokalanow, trabalhando no departamento de expedição da revista “Cavaleiros da Imaculada”, no entreposto e fornecimento nell’infermeria, onde se dedicou aos doentes. Em 3 de Maio de 1937 comunicada ao seu superior a sua vontade de ir em uma missão “em qualquer lugar, qualquer hora, desde a vontade de Deus.” Irmão disciplinado e fiel à sua vocação, tinha uma grande confiança por parte de seu famoso pai superior Kolbe. À eclosão da II Guerra Mundial em 1939, ele optou por permanecer Niepokalanow. Em 14 de Outubro de 1941 ele foi preso pela Gestapo com seis irmãos, incluindo um Bonifacy, e encarcerados na prisão de Varsóvia. Na prisão ele foi capaz de dedicar muito tempo à oração, dando coragem a outros e oferecer cada vez para um trabalho árduo. Em 8 de Janeiro de 1942 ele foi novamente deportado com Bonifacy entre o campo de concentração de Oswiecim com o número 25431. Foi originalmente destinado ao transporte de materiais de construção e, em seguida, de escavação e transporte de cascalho. Sempre suportou com grande coragem, a fome, o frio e trabalho árduo. Acometido de pneumonia, morreu em 28 julho 1942. Foi proclamado Beato pelo Papa João Paulo II em 13 de Junho de 1999 em Varsóvia, o grupo de 108 mártires polacos do nazismo. #SantodoDia
- Convento que guarda mão de santa Teresa está para fechar por falta de vocações
Segundo o ACI Digital, a mão esquerda incorrupta de santa Teresa de Ávila, uma de suas relíquias mais conhecidas, tem destino incerto por causa da falta de vocações no convento carmelita de Ronda, em Málaga, Espanha, onde se encontra. Há quatro anos, havia nove freiras Convento do Coração Eucarístico de Jesus. Desde então cinco delas morreram. Das quatro irmãs que restaram na comunidade, uma tem a doença de Alzheimer. O papa Francisco determinou na Constituição Apostólica Vultum Dei quaerere, de 29 de junho de 2016, que o número mínimo em um convento é de seis irmãs. A Santa Sé ainda não estipulou um prazo para o fechamento do convento, segundo Ecclesia, portal de informação da Conferência Episcopal Espanhola, mas para evitar isso a comunidade necessita da incorporação imediata de duas professas solenes, já que o período de formação para novas irmãs é de 12 anos. Centenário da comunidade carmelita de Ronda A situação de emergência ocorre no centenário da fundação da comunidade em 1924 e a celebração de um ano jubilar que começou no passado dia 21 de janeiro e se estende até novembro próximo. A mão incorrupta de santa Teresa Santa Teresa de Jesus, doutora da Igreja, morreu em 1582 e foi sepultada em Alba de Tormes, em Salamanca. Nove meses depois do seu enterro, ela foi exumada porque se pensou que o caixão havia quebrado e encontraram o corpo incorrupto, como se ela tivesse morrido recentemente. Antes de enterrá-la novamente, o padre provincial Jerónimo Gracián decidiu cortar a mão esquerda da santa. Com o passar do tempo, a relíquia de primeiro grau foi levada para uma nova fundação em Portugal. Em 1910, o Governo Português decretou a expulsão das ordens religiosas do país. As carmelitas de Portugal chegam a Badajoz, com a relíquia, que levaram para Ávila. As irmãs portuguesas se espalharam por toda a Espanha. Quando a fundação de Ronda foi promovida, reconstituíram a sua comunidade e reivindicaram a relíquia. Com a perseguição religiosa que começou alguns anos depois, que se intensificou durante a Guerra Civil, os milicianos republicanos perseguiram a comunidade carmelita para que lhes entregasse a mão incorrupta de santa Teresa, reformadora da Ordem do Carmelo. As irmãs, então, entregaram a mão no início do confronto fratricida, no verão de 1936. Meses depois, as tropas nacionais encontraram a relíquia e transferiram-na para Burgos, onde ficava o Quartel-Geral do General Francisco Franco. A partir de então, até sua morte em 1975, ele a manteve consigo. Dizem que ficava na mesa de cabeceira, ao lado da cama. No dia 21 de janeiro de 1976, a relíquia voltou ao convento de Ronda, depois de quatro décadas. Quase meio século depois, o destino da mão incorrupta de santa Teresa é incerto. Outras relíquias de santa Teresa A mão direita da santa de Ávila não é o único membro venerado como relíquia. O Mosteiro da Anunciação de Nossa Senhora, em Alba de Tormes, conserva o túmulo com o resto do corpo, além do braço esquerdo e do coração, que constituem outras duas importantes relíquias Um dos seus pés encontra-se no convento de Santa Maria de la Escala, em Roma, e a sua mão esquerda encontra-se em Lisboa. Também há suas relíquias na Igreja de São Pancracio. Segundo um blog especializado em informações sobre Alba de Tormes, existem relíquias da santa em lugares como Nápoles, Bruxelas, Ávila, Paris, Toledo, Santiago de Compostela, Puebla, Valladolid, Palência e Sevilha. De santa Teresa, também se conservam o seu cajado, o rosário, a sandália e a tira do hábito com que foi sepultada, bem como punhados de terra com que foi enterrada pela primeira vez.
- Convento que guarda mão de santa Teresa está para fechar por falta de vocações
Segundo o ACI Digital, a mão esquerda incorrupta de santa Teresa de Ávila, uma de suas relíquias mais conhecidas, tem destino incerto por causa da falta de vocações no convento carmelita de Ronda, em Málaga, Espanha, onde se encontra. Há quatro anos, havia nove freiras Convento do Coração Eucarístico de Jesus. Desde então cinco delas morreram. Das quatro irmãs que restaram na comunidade, uma tem a doença de Alzheimer. O papa Francisco determinou na Constituição Apostólica Vultum Dei quaerere, de 29 de junho de 2016, que o número mínimo em um convento é de seis irmãs. A Santa Sé ainda não estipulou um prazo para o fechamento do convento, segundo Ecclesia, portal de informação da Conferência Episcopal Espanhola, mas para evitar isso a comunidade necessita da incorporação imediata de duas professas solenes, já que o período de formação para novas irmãs é de 12 anos. Centenário da comunidade carmelita de Ronda A situação de emergência ocorre no centenário da fundação da comunidade em 1924 e a celebração de um ano jubilar que começou no passado dia 21 de janeiro e se estende até novembro próximo. A mão incorrupta de santa Teresa Santa Teresa de Jesus, doutora da Igreja, morreu em 1582 e foi sepultada em Alba de Tormes, em Salamanca. Nove meses depois do seu enterro, ela foi exumada porque se pensou que o caixão havia quebrado e encontraram o corpo incorrupto, como se ela tivesse morrido recentemente. Antes de enterrá-la novamente, o padre provincial Jerónimo Gracián decidiu cortar a mão esquerda da santa. Com o passar do tempo, a relíquia de primeiro grau foi levada para uma nova fundação em Portugal. Em 1910, o Governo Português decretou a expulsão das ordens religiosas do país. As carmelitas de Portugal chegam a Badajoz, com a relíquia, que levaram para Ávila. As irmãs portuguesas se espalharam por toda a Espanha. Quando a fundação de Ronda foi promovida, reconstituíram a sua comunidade e reivindicaram a relíquia. Com a perseguição religiosa que começou alguns anos depois, que se intensificou durante a Guerra Civil, os milicianos republicanos perseguiram a comunidade carmelita para que lhes entregasse a mão incorrupta de santa Teresa, reformadora da Ordem do Carmelo. As irmãs, então, entregaram a mão no início do confronto fratricida, no verão de 1936. Meses depois, as tropas nacionais encontraram a relíquia e transferiram-na para Burgos, onde ficava o Quartel-Geral do General Francisco Franco. A partir de então, até sua morte em 1975, ele a manteve consigo. Dizem que ficava na mesa de cabeceira, ao lado da cama. No dia 21 de janeiro de 1976, a relíquia voltou ao convento de Ronda, depois de quatro décadas. Quase meio século depois, o destino da mão incorrupta de santa Teresa é incerto. Outras relíquias de santa Teresa A mão direita da santa de Ávila não é o único membro venerado como relíquia. O Mosteiro da Anunciação de Nossa Senhora, em Alba de Tormes, conserva o túmulo com o resto do corpo, além do braço esquerdo e do coração, que constituem outras duas importantes relíquias Um dos seus pés encontra-se no convento de Santa Maria de la Escala, em Roma, e a sua mão esquerda encontra-se em Lisboa. Também há suas relíquias na Igreja de São Pancracio. Segundo um blog especializado em informações sobre Alba de Tormes, existem relíquias da santa em lugares como Nápoles, Bruxelas, Ávila, Paris, Toledo, Santiago de Compostela, Puebla, Valladolid, Palência e Sevilha. De santa Teresa, também se conservam o seu cajado, o rosário, a sandália e a tira do hábito com que foi sepultada, bem como punhados de terra com que foi enterrada pela primeira vez.
- Homilia Diária | Os frutos da verdadeira oração
Terça-feira da 2.ª Semana da Quaresma No Evangelho de hoje, Jesus está em polêmica com os fariseus. A discussão, no fundo, pode ser resumida assim: os fariseus ensinam bem a Lei de Deus, mas não a praticam; por isso, não devem ser imitados em suas ações. Jesus põe o dedo na ferida, que é também um dos problemas básicos das pessoas religiosas: a tendência a viver a religião apenas por obras exteriores, piedosas e até boas, mas sem que o coração as acompanhe. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, 27 de fevereiro, e medite conosco mais uma página do santo Evangelho! Santo do Dia: São Gabriel da Virgem Dolorosa Evangelho (Lc 6,36-38) — Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor! — Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna! (Jo 6,63c.68c) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 36 “Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38 Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- Homilia Diária | Os frutos da verdadeira oração
Terça-feira da 2.ª Semana da Quaresma No Evangelho de hoje, Jesus está em polêmica com os fariseus. A discussão, no fundo, pode ser resumida assim: os fariseus ensinam bem a Lei de Deus, mas não a praticam; por isso, não devem ser imitados em suas ações. Jesus põe o dedo na ferida, que é também um dos problemas básicos das pessoas religiosas: a tendência a viver a religião apenas por obras exteriores, piedosas e até boas, mas sem que o coração as acompanhe. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, 27 de fevereiro, e medite conosco mais uma página do santo Evangelho! Santo do Dia: São Gabriel da Virgem Dolorosa Evangelho (Lc 6,36-38) — Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor! — Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna! (Jo 6,63c.68c) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 36 “Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38 Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- São Gabriel da Virgem Dolorosa – 27 de Fevereiro
SANTO DO DIA – 27 DE FEVEREIRO – SÃO GABRIEL DA VIRGEM DOLOROSA Religioso passionista (1838-1862) No dia primeiro de março de 1838 recebeu o nome de Francisco Possenti, ao ser batizado em Assis, sua cidade natal. Quando sua mãe Inês Friscioti morreu, ele tinha quatro anos de idade e foi para a cidade de Espoleto onde estudou em instituição marista e Colégio Jesuíta, até aos dezoito anos. Isso porque, como seu pai Sante Possenti era governador do Estado Pontifício, precisava mudar de residência com frequência, sempre que suas funções se faziam necessárias em outro pólo católico. Possuidor de um caráter jovial, sólida formação cristã e acadêmica, em 1856 ingressou na congregação da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, fundada por São Paulo da Cruz, ou seja, os Passionistas. Sua espiritualidade foi marcada fortemente pelo amor a Jesus Crucificado e a Virgem Dolorosa Depois foi acolhido para o noviciado em Morrovalle, recebendo o hábito e assumindo o nome de Gabriel de Nossa Senhora das Dores, devido à sua grande devoção e admiração que nutria pela Virgem Dolorosa. Um ano após emitiu os votos religiosos e foi por um ano para a comunidade de Pievetorina para completar os estudos filosóficos. Em 1859 chegou para ficar um período com os confrades da Ilha do Grande Sasso. Foi a última etapa da sua peregrinação. Morreu aos vinte e quatro anos, de tuberculose, no dia 27 de fevereiro de 1862, nessa ilha da Itália. As anotações deixadas por Gabriel de Nossa Senhora das Dores em um caderno que foi entregue a seu diretor espiritual, padre Norberto, haviam sido destruídas. Mas, restaram de Gabriel uma coleção de pensamentos dos padres; cerca de 40 cartas testemunhando sua devoção à Nossa Senhora das Dores e um outro caderno, este com anotações de aula contendo dísticos latinos e poesias italianas. Foi beatificado em 1908, e canonizado em 1920 pelo Papa Bento XV, que o declarou exemplo a ser seguido pela juventude dos nossos tempos. São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, teve uma curta existência terrena, mas toda ela voltada para a caridade e evangelização, além de um trabalho social intenso que desenvolvia desde a adolescência. Foi declarado copatrono da Ação Católica, pelo Papa Pio XI, em 1926 e padroeiro principal da região de Abruzzo, pelo Papa João XXIII, em 1959. O Santuário de São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, meta de incontáveis peregrinações e assistido pelos Passionistas, é um dos mais procurados da Itália e do mundo cristão. A figura atual deste Santo jovem, mais conhecido entre os devotos como o ‘Santo do Sorriso’, caracteriza a genuína piedade cristã inserida nos nossos tempos e está conquistando cada dia mais o coração de muitos jovens, que se pautam no seu exemplo para ajudar o próximo e se ligar à Deus e à Virgem Mãe. Assista antes de continuar a leitura de aprofundamento sobre a vida do santo: Conheça mais sobre São Gabriel de Nossa Senhora das Dores Gabriel de Nossa Senhora das Dores, a quem Leão XIII chamava o São Luiz Gonzaga de nossos dias, nasceu em Assis a 1 de março de 1838, filho de Sante Possenti di Terni e Inês Frisciotti. No mesmo dia que viu a luz do mundo, recebeu a graça do batismo, na mesma pia, em que foi batizado o grande patriarca S. Francisco, na Igreja de S. Rufino. O pai do Santo, já com vinte e dois anos era governador da cidade de Urbânia, cargo que sucessivamente veio a ocupar em S. Ginésio, Corinaldo, Cingoli e Assis. Como um dos magistrados dos Estados Pontifícios, gozava de grande estima do Papa Pio IX e Leão XIII honrava-o com sua sincera amizade. A mãe era de nobre família de Civitanova d’Ancona. Estes dois cônjuges apresentavam modelos de esposos cristãos, vivendo no santo temor de Deus, unidos no vínculo de respeito e amor fidelíssimo, que só a morte era capaz de solver. Deus abençoou esta santa união com treze filhos, dos quais Gabriel era o undécimo. Este, no batismo recebeu nome de Francisco, em homenagem a seu avô e ao Seráfico de Assis. Dando testemunho da educação que recebiam na família, no Processo da beatificação do Servo de Deus, os seus irmãos declararam: “Nós fomos educados com o máximo cuidado, no que diz respeito à piedade e à instrução. Nossa mãe era piedosíssima e nos educou segundo as máximas da nossa santa Religião”. Nos braços, sobre os joelhos de uma mãe profundamente religiosa o pequeno Francisco aprendeu os rudimentos da vida cristã e pronunciar os santos nomes de Jesus e Maria. A grande felicidade que na infância reinava, experimentou um grande abalo, quando inesperadamente o anjo da morte veio visitar aquele lar e arrebatar-lhe a mãe. D. Inês sentindo a última hora se aproximar, na compreensão do seu dever de mãe cristã reuniu todos os filhos à cabeceira do leito mortal, estreitou-os, um por um, ao seu coração, selou a sua fronte com o último beijo, deu-lhes a bênção, distinguindo com mais carinho os de tenra idade, entre estes, Francisco; munida de todos os sacramentos, confortada pela graça de Deus, na idade de 38 anos deixou este mundo, para, na eternidade, perto de Deus, receber o prêmio de suas raras virtudes. Do pai, o próprio filho Francisco ao seu diretor espiritual deu o seguinte testemunho: Meu pai, declarou, tinha por costume levantar-se bem cedo. Dedicava uma hora à oração e meditação; se neste tempo alguém desejava falar-lhe, havia de esperar pelo fim das práticas religiosas. Terminadas estas, ia à igreja assistir a santa Missa e costumava levar consigo dos filhos os que não fossem impedidos. Finda a santa Missa metia-se ao trabalho. À noite reunia seus filhos e dava-lhes sábios conselhos e úteis exortações. Falava-lhes dos deveres para com Deus, do respeito devido à autoridade paternal e do perigo das más companhias. “Os maus companheiros, dizia ele, são os assassinos da juventude, os satélites de Lúcifer, traidores escondidos e por isso para os temer e deles ter cuidado”. Os biógrafos de Francisco fazem ressaltar em primeiro lugar a extraordinária bondade de coração do menino, principalmente para com os pobres. Muitas vezes ficou ele sem a merenda, por tê-la dado aos pobres. Entre seus irmãos era ele o anjo da paz, sempre pronto para desculpar e para defendê-los, quando acusados injustamente. Não suportava a injúria, fosse ela atirada a si ou a um dos seus. Com a maior facilidade se desfazia de objetos de certo valor, com que tinha sido homenageado. Assim presenteou a um de seus irmãos de uma bela corrente de prata, que tinha recebido de um parente. Estes belos traços no caráter de Francisco não afastam certas sombras que nele subsistiam também. Os que o conheciam meigo, bondoso, compassivo, sabiam-no também ser nervoso, impaciente, irascível. Por felicidade sua o senhor Sante, seu pai não era daqueles que desculpam os caprichos de seus filhos, pretextando serem crianças, sem pensar que mais tarde terão de pagar bem caro esta condescendência e fraqueza. O verdadeiro amor cristão fê-lo combater sem tréguas todos os defeitos. Francisco era obediente e tinha grande respeito ao pai, o que aliás não impedia que diante de uma severa repreensão desse largas ao seu gênio impulsivo, com palavras e gestos demonstrando o seu descontentamento, sua raiva. Mas tudo isto era fogo fátuo. Logo voltava às boas; sua boa índole não permitia, que estas revoltas interiores durassem muito tempo. Era encantador ver, momentos depois, o menino desfeito em pranto, procurar o pai e por seus modos ingênuos e infantis, assegurar-se do perdão e do amor do Sr. Sante. Este, fingindo não dar crédito a estas demonstrações, retrucava bruscamente: “Nada de carícias; quero ver fatos”. Então o menino se atirava ao colo do pai, beijava-o e sentia-se feliz, em ter voltado a paz, com o perdão paterno. Nesta escola de sábia pedagogia Francisco cedo aprendeu combater e vencer seus defeitos. Por algum tempo Francisco ficou entregue aos cuidados de um mestre; depois freqüentou o colégio dos Irmãos das Escolas Cristãs, onde fez rápidos progressos, figurando sempre entre os melhores alunos. Na idade de sete anos fez a sua primeira confissão. Um ano depois, em junho de 1846 recebeu o sacramento da confirmação. Tudo isto prova que o menino já se achava bem instruído nas verdades da nossa fé, graças ao sólido ensino que lhe dispensavam os beneméritos Irmãos Sallistas. Nesse mesmo tempo caiu também a data da sua primeira comunhão, para qual se preparou com todo o esmero. Testemunha de vista desse grandioso ato diz: “O fervor com que o vi chegar-se da sagrada mesa, o espírito de fé, que se estampava no seu semblante, o vigor dos seus afetos foram tais, que se chegava a crer ser ele levado por um Serafim”. Esses sentimentos de fé e de piedade, aquelas chamas de amor ao SS. Sacramento não mais se separaram do coração de Francisco nos anos de sua mocidade, nem no meio de uma vida dissipada de certo modo mundana. Não menos certo é que a freqüente recepção da santa comunhão preservou-o de graves desvios no meio das tentações do mundo. Terminados os estudos elementares, o pai pensou em procurar para Francisco uma educação mais elevada, de acordo com a sua posição social e confiou seu filho aos Padres Jesuítas que na cidade de Spoleto dirigiram um colégio. Neste educandário passou Francisco os anos todos de sua mocidade no mundo e chegou a cursar os quatro semestres de estudos filosóficos. Estudante inteligente e cumpridor exato de seu dever que era, deixou boa memória naquele colégio e formavam-se as mais belas esperanças a seu respeito. Ano não passava, que não tirasse um prêmio; no fim dos seus estudos foi distinguido com uma medalha de ouro. Mestres e colegas igualmente o estimavam. Tudo nele encantava: os seus modos delicados e gentis, a modéstia no falar, o sorriso benévolo que lhe afloravam aos lábios, o garbo com que se sabia ver em circunstâncias mais solenes, os sentimentos nobres que dominam em todo o seu proceder. Aos seus mestres devotava sempre a máxima estima e profunda gratidão. Das práticas de piedade era rígido observador e com regularidade freqüentava os santos sacramentos. Não há dúvida, que, dada a ocasião, o seu gênio impetuoso e quente o levava a transportes de veemência e de cólera. Mais estes excessos eram sempre seguidos de lágrimas de arrependimento e de penitência . Desde a sua infância mostrou devoção particular a Nossa Senhora das Dores, uma imagem da qual se conservava em sua família; e cabia-lhe a ele adorná-la de flores e manter acesa uma lâmpada diante da estátua. Afirma um dos seus irmãos, Eurique Possenti, que viu Francisco, no último ano que passou em casa, usar de cilício de couro com pontinhas de ferro. Outro testemunho, da família Parenzi, declara: “Sua conduta religiosa e moral tem sido irrepreensível; dada a grande vigilância de meus pais, não teria sido admitido em nossa família, se não fosse realmente virtuoso”. Para completar a imagem do jovem estudante e assim melhor poder compreender a mudança que nele mais tarde se efetuou, tenha aqui lugar a descrição da solene distribuição de prêmios, da última em que Francisco tomou parte no colégio dos Jesuítas em Spoleto, em setembro de 1856. Os melhores alunos tinham sido escolhidos para abrilhantar a cerimônia com discursos e declamações poéticas. Entre eles Francisco ocupava o primeiro lugar. Ninguém se lhe igualava em elegância exterior, no garbo de representar, na graça de declamar, na graciosidade da gesticulação, no timbre encantador da voz. Podendo representar no palco, parecia estar no seu elemento e fazia-o com toda a naturalidade e perfeição. Em sua aparência não deixava nada a desejar: tudo obedecia às exigências da última moda: o cabelo esmeradamente penteado, o traje elegante e ricamente adornado, as luvas brancas, gravata de seda, sapatos luzidios e artisticamente acabados, a tudo isso Francisco ligava máxima importância. Em certa ocasião recitou com tanto ardor e tamanho foi o entusiasmo que excitou no auditório, que o delegado apostólico Mons. Guadalupe, que presente se achava, ao pai de Francisco que ao seu lado se achava disse: “se vosso filho aqui presente estivesse, abraçava-o em vosso lugar”. As raras qualidades morais, que o adornavam, a figura simpática e atraente na flor da mocidade, a extrema vivacidade que nele se observava, não deixaram de emprestar-lhe um leve sombreado de vaidade, que de algum modo chegou a dominá-lo. Esta vaidade se lhe patenteava na exigência que fazia no modo de se trajar, sempre na última moda, de perfumar o cabelo e este sempre tratado com cuidado, de se aborrecer com uma nódoa por mais insignificante que fosse, no fato, no amor que tinha a divertimentos alegres e aos esportes mundanos. O inimigo das almas tirou proveito dessas fraquezas. Se não conseguiu roubar-lhe a inocência, não foi porque não lhe poupasse contínuos assaltos, bem sucedidos. A paixão pelo teatro, a verdadeira mania por bailes, o amor à leitura de romances eram tantos escolhos, tantos perigos, que é de admirar que o jovem Francisco não caísse presa das ciladas diabólicas. Tão pronunciada era sua paixão às danças, que lhe importou a alcunha de “bailarino”. Assim um dos seus mestres, Pe. Pinceli, Jesuíta, quando soube da inesperada fuga de Possenti do mundo para o convento, disse: “O bailarino fez isto? Quem esperava uma tal coisa! Deixar tudo e fazer-se religioso no noviciado dos Padres Passionistas!” Francisco bem conhecia o perigo em que nadava, e não faltava quem o chamasse à atenção, o lembrasse da necessidade da oração, da vigilância, da mortificação, da devoção a Jesus e Maria, de não perder de vista a eternidade, etc. Em uma carta que lhe escreveu o Pe. Fedeschini, S. J. há todos estes avisos; o conselho de fugir das más companhias, de dar desprezo à vaidade no vestir e falar, de largar o respeito humano, de fazer meditação diária e receber os sacramentos. Com todas as leviandades e suas perigosas tendências para o mundo, Francisco não deixava de ser um bom e piedoso jovem, a quem homens sábios e virtuosos não pudessem escrever com confiança, benevolência e estima e cujas palavras não fossem aceitas com respeito e gratidão. “Muitas vezes” – diz quem bem o conhecia – “Possenti sentiu o chamado de Deus, de deixar a vida no mundo e trocá-la com o estado religioso”. Seu diretor, Pe. Norberto, Passionista, declara: “A vocação, se bem que descuidada e sufocada, estava nele havia muito tempo e ele a sentiu desde os mais tenros anos. Muitas vezes o servo de Deus disse-me isto, lastimando a sua ingratidão e indiferença”. O mesmo sacerdote relata: “A sua vocação se manifestou do seguinte modo: Não sei em que ano foi, sentiu-se ele acometido de um mal, que o fez pensar na morte. Teve então a inspiração de prometer a Deus entrar numa Ordem religiosa, caso recuperasse a saúde. A promessa foi aceita, pois melhorou prontamente e em pouco tempo se achou restabelecido. A promessa ficou como se não fosse feita. O jovem tornou a dar o seu afeto ao mundo e se entregou à dissipação como antes. Não tardou que Deus lhe mandasse outra enfermidade, uma inflamação interna e externa da garganta, tão grave, que parecia a morte iminente já na primeira noite, tornando-se-lhe dificílima à respiração. Novamente o enfermo recorreu a Deus e invocando Santo André Bobola, aplicou ao lugar dolorido uma estampa do mesmo Santo,e renovou a promessa de abraçar o estado religioso. As melhoras se acentuaram quase instantaneamente e teve o enfermo uma noite tranqüila e não mais voltaram as angústias da dispnéia. Deste extraordinário favor o jovem se lembrou sempre com muita gratidão. Manteve também por algum tempo o propósito de fazer-se religioso, mas diferindo-lhe a execução, o amor ao mundo voltou e no mundo continuou a viver. Das paixões de Francisco, uma das mais fortes foi a da caça. A esta paixão ele pagava tributos bem pesados e seu diretor espiritual não hesitou em atribuir a este esporte a cruel moléstia, que o ceifou na flor da idade. Certa vez, em pular uma cerca, chegou a cair e com tanta infelicidade, que quebrou-lhe um osso do nariz. O fuzil disparou e o projétil passou-lhe rentinho pela testa, pouco faltando que lhe rebentasse o crânio. Francisco reconhecendo logo a providência deste aviso, renovou a sua promessa. Ficou com as cicatrizes, mas deixou-se ficar no mundo. A graça divina também não se deu por vencida. Rejeitada três vezes, tentou um quarto golpe, mais doloroso ainda. De todos de sua família Francisco dedicava terníssima amizade a sua irmã Maria Luzia, nove anos mais velha que ele, e esta amizade era correspondida com todo afeto. Em 1855 irrompeu em Spoleto a cólera e Maria Luiza foi a primeira vítima da terrível epidemia. Foi no dia Corpus Christi, e a notícia alcançou Francisco, quando, na procissão, levava a cruz. A morte da irmã feriu profundamente o coração do jovem e mergulhou sua alma em trevas nunca antes experimentadas. Perdeu o gosto de tudo e se entregou a uma tristeza inconsolável. Parecia, que com este golpe a graça divina tivesse removido o último obstáculo de a promessa se cumprir. Assim ainda não foi. Todo acabrunhado, Francisco manifestou ao pai sua resolução de entrar para o convento chegando a dizer que para ele tudo se tinha acabado nesta vida. Possenti, receando perder seu filho a quem muito amava, não recebeu bem a comunicação e pediu-lhe nunca mais tocasse neste assunto. Aconselhou-o a se distrair, a afastar os pensamentos tristes a procurar a sociedade, freqüentar o teatro; chegou a insinuar-lhe a idéia de procurar a amizade de uma donzela distinta, de família igualmente conceituada, na esperança de nos entendimentos inocentes ela conseguir de fazê-lo esquecer-se dos seus intentos religiosos. Na igreja metropolitana de Spoleto gozava de uma veneração singular uma imagem de Nossa Senhora; a esta imagem chamava simplesmente “a Icone”. Na oitava do dia 15 de agosto esta imagem era levada em solene procissão por dentro da igreja e não havia quem não se ajoelhasse à sua passagem. Em 1856 Francisco Possenti achava-se no meio dos fiéis e todo tomado de amor por Maria Santíssima, os seus olhos se fixavam na venerada imagem como que esperando por uma bênção especial. Pois, quando a “Icone” vinha aproximando-se do jovem, parecia ela lhe atirar um olhar todo especial e lhe dizer: “Francisco, o mundo não é para ti; a vida no convento te espera”. Esta palavra, qual uma seta de fogo cravou-lhe no coração; assim saiu da igreja desfeito em lágrimas. Estava resolvido a realizar desta vez o plano de alguns anos. Tratou, porém, de não dar por enquanto nenhuma demonstração do seu intento. Embora certo de sua vocação, mas desconfiando da sua fraqueza, e para não ser vítima de uma ilusão procurou seu mestre no liceu e diretor espiritual Pe. Bompiani, Jesuíta e a ele se abriu inteiramente, fazendo do conselho do mesmo depender sua resolução definitiva. O exame foi feito com toda sinceridade e tendo tomado em consideração todos os fatores influentes no passado da vida do jovem, o Pe. Bompiani não duvidou de se tratar de uma vocação verdadeira e animou o jovem a seguí-la. Consultas que fez com mais dois sacerdotes de sua inteira confiança, tiveram o mesmo resultado. Francisco se resolveu então a pedir sua admissão na Congregação dos Passionistas. Comunicar ao pai a resolução tomada, não foi fácil. Mas desta vez o Sr. Sante, homem consciencioso, vendo a aflição e a firmeza de seu filho, não mais se opôs; tomado, porém, de espanto quando soube que a Congregação por Francisco escolhida, a dos Passionistas, era de todas a mais austera. Se bem que não se opusesse à vontade do filho, tratou de procrastinar a execução do seu plano e impor condições. Francisco, porém, ficou firme. Tomou ainda e pela última vez, parte na solenidade da distribuição dos prêmios, no colégio dos Jesuítas, fez como sempre um papel brilhante no palco, despediu-se dos seus professores, dos seus amigos e em companhia de seu irmão Luiz, da Ordem Dominicana, por ordem de seu pai, fez uma visita a seu tio Cesare, cônego da Basílica de Loreto e a um parente de seu pai, Frei João Batista da Civitanova, guardião de um convento dos capuchinhos, levando para ambos carta de Sante Possenti em que este pedia examinassem a vocação do jovem. Tanto o cônego como o capuchinho carregaram bastante as cores da vida austera na Congregação dos Passionistas, que absolutamente não lhe conviria, a ele, moço de dezoito anos, acostumado a seguir às suas vontades, sem restrição de comodidades. A visita à Santa Casa em Loreto Francisco aproveitou largamente para recomendar-se a N. Sra. Não mais arredou do caminho encetado. De Loreto foi para convento Morrovale, dos Passionistas onde já em 21 de setembro de 1856 recebeu o hábito com o nome de Gabriel dell’Adolorata. Admitido no noviciado, escreveu ao pai e aos irmãos, comunicando-lhes o fato. Ao pai pede perdão, aos irmãos recomenda amor filial e boa conduta. A carta, embora de simplicidade encantadora, é um documento admirável de sentimento filial e católico. Aos companheiros seus de estudo dirigiu cartas também. Despede-se, pede perdão de maus exemplos que julgava ter dado; aconselha-os a fugir das más companhias, do teatro, das más leituras e das conversas inúteis. Convencidíssimo da sua vocação religiosa, longe do mundo, da sociedade e da família, não mais teve outro ideal que subir as culminâncias da perfeição. Inconfundível era sua personalidade no meio dos seus companheiros do noviciado. Sem perder as notas características do seu caráter, a jovialidade, a alegria de espírito, a amenidade de trato, era ele inexcedível não só na exatidão do cumprimento dos exercícios regulares, como também na prática das virtudes cristãs e monásticas. E se perscrutarmos as causas profundas desta mudança radical na vida de Gabriel, duas conseguiremos encontrar, aliás suficientes e esclarecedoras: o ardente amor a Jesus Crucificado, à Santa Eucaristia, sua devoção singular a Mãe de Deus, em particular à Nossa Senhora das Dores e sua inalterada mortificação, por meio da qual deu morte aos seus desordenados apetites, um por um. Tendo corrido o ano de provação, Gabriel foi admitido à profissão e mandado para várias casas da Congregação, com o fim de completar os seus estudos de teologia. Durante os anos de preparação para o sacerdócio, superiores e companheiros viram no santo jovem o modelo mais perfeito de todas as virtudes, e cumpridor exatíssimo dos seus deveres. Quando chegou à idade de vinte e três anos, anunciaram-se os primeiros sintomas da moléstia, que no prazo de um ano havia de levá-lo ao túmulo: a tuberculose pulmonar. O longo tempo da sua enfermagem Gabriel o aproveitou para ainda mais se aprofundar na sua devoção predileta à Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo e à Maria Santíssima, mãe das dores. Em fevereiro de 1862 ainda pôde andar e receber a santa comunhão na igreja, junto com seus companheiros. Inesperadamente o mal se agravou; foi preciso avisá-lo para receber os últimos sacramentos. A notícia assustou-o por um momento só; mas imediatamente recuperou a habitual calma, que logo se transformou numa alegria antes nunca experimentada. O modo de receber o santo viático comoveu e edificou a todos que assistiram. Não mais largava a imagem do crucificado, que cobria de beijos, e ao seu alcance tinha a estátua de N. Sra. das Dores, que freqüentemente apertava ao seu peito, proferindo afetuosas jaculatórias, como estas: “Minha mãe, faze depressa!” – “Jesus, Maria, José, expire eu em paz em vossa companhia!” – “Maria, mãe da graça, mãe da misericórdia, do inimigo nos protegei, e na hora da morte nos recebei”. – Poucos momentos antes do desenlace, o agonizante, que parecia dormir, de repente, todo a sorrir, virou o rosto para esquerda, fixando olhar para um determinado ponto. Como que tomado de uma grande comoção diante de uma visão impressionante, deu um profundo suspiro de afeto e nesta atitude, sempre sorridente, com as mãos apertando as imagens do crucifixo e da Mater dolorosa, passou desta vida para a outra. Assim morreu o santo jovem na idade de vinte e quatro anos, na manhã de 27 de fevereiro de 1862. Foi sepultado na igreja da Congregação, em Isola Del Gran Sasso. Trinta anos depois fêz-se o reconhecimento do seu corpo. Nesta ocasião com o simples contacto de suas relíquias verificou-se a cura prodigiosa de uma jovem que a tuberculose pulmonar tinha reduzido ao último estado. Reproduziram-se aos milhares os prodígios que foram constatados à invocação do Santo. Em 1908 o Papa Pio X inscreveu o nome de Gabriel da Virgem Dolorosa no catálogo dos Beatos e em 1920 Bento XV decretou-lhe as solenes honras da canonização. Pio XI estendeu a sua festa a toda a Igreja, em 1932. #SantodoDia
- São Gabriel da Virgem Dolorosa – 27 de Fevereiro
SANTO DO DIA – 27 DE FEVEREIRO – SÃO GABRIEL DA VIRGEM DOLOROSA Religioso passionista (1838-1862) No dia primeiro de março de 1838 recebeu o nome de Francisco Possenti, ao ser batizado em Assis, sua cidade natal. Quando sua mãe Inês Friscioti morreu, ele tinha quatro anos de idade e foi para a cidade de Espoleto onde estudou em instituição marista e Colégio Jesuíta, até aos dezoito anos. Isso porque, como seu pai Sante Possenti era governador do Estado Pontifício, precisava mudar de residência com frequência, sempre que suas funções se faziam necessárias em outro pólo católico. Possuidor de um caráter jovial, sólida formação cristã e acadêmica, em 1856 ingressou na congregação da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, fundada por São Paulo da Cruz, ou seja, os Passionistas. Sua espiritualidade foi marcada fortemente pelo amor a Jesus Crucificado e a Virgem Dolorosa Depois foi acolhido para o noviciado em Morrovalle, recebendo o hábito e assumindo o nome de Gabriel de Nossa Senhora das Dores, devido à sua grande devoção e admiração que nutria pela Virgem Dolorosa. Um ano após emitiu os votos religiosos e foi por um ano para a comunidade de Pievetorina para completar os estudos filosóficos. Em 1859 chegou para ficar um período com os confrades da Ilha do Grande Sasso. Foi a última etapa da sua peregrinação. Morreu aos vinte e quatro anos, de tuberculose, no dia 27 de fevereiro de 1862, nessa ilha da Itália. As anotações deixadas por Gabriel de Nossa Senhora das Dores em um caderno que foi entregue a seu diretor espiritual, padre Norberto, haviam sido destruídas. Mas, restaram de Gabriel uma coleção de pensamentos dos padres; cerca de 40 cartas testemunhando sua devoção à Nossa Senhora das Dores e um outro caderno, este com anotações de aula contendo dísticos latinos e poesias italianas. Foi beatificado em 1908, e canonizado em 1920 pelo Papa Bento XV, que o declarou exemplo a ser seguido pela juventude dos nossos tempos. São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, teve uma curta existência terrena, mas toda ela voltada para a caridade e evangelização, além de um trabalho social intenso que desenvolvia desde a adolescência. Foi declarado copatrono da Ação Católica, pelo Papa Pio XI, em 1926 e padroeiro principal da região de Abruzzo, pelo Papa João XXIII, em 1959. O Santuário de São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, meta de incontáveis peregrinações e assistido pelos Passionistas, é um dos mais procurados da Itália e do mundo cristão. A figura atual deste Santo jovem, mais conhecido entre os devotos como o ‘Santo do Sorriso’, caracteriza a genuína piedade cristã inserida nos nossos tempos e está conquistando cada dia mais o coração de muitos jovens, que se pautam no seu exemplo para ajudar o próximo e se ligar à Deus e à Virgem Mãe. Assista antes de continuar a leitura de aprofundamento sobre a vida do santo: Conheça mais sobre São Gabriel de Nossa Senhora das Dores Gabriel de Nossa Senhora das Dores, a quem Leão XIII chamava o São Luiz Gonzaga de nossos dias, nasceu em Assis a 1 de março de 1838, filho de Sante Possenti di Terni e Inês Frisciotti. No mesmo dia que viu a luz do mundo, recebeu a graça do batismo, na mesma pia, em que foi batizado o grande patriarca S. Francisco, na Igreja de S. Rufino. O pai do Santo, já com vinte e dois anos era governador da cidade de Urbânia, cargo que sucessivamente veio a ocupar em S. Ginésio, Corinaldo, Cingoli e Assis. Como um dos magistrados dos Estados Pontifícios, gozava de grande estima do Papa Pio IX e Leão XIII honrava-o com sua sincera amizade. A mãe era de nobre família de Civitanova d’Ancona. Estes dois cônjuges apresentavam modelos de esposos cristãos, vivendo no santo temor de Deus, unidos no vínculo de respeito e amor fidelíssimo, que só a morte era capaz de solver. Deus abençoou esta santa união com treze filhos, dos quais Gabriel era o undécimo. Este, no batismo recebeu nome de Francisco, em homenagem a seu avô e ao Seráfico de Assis. Dando testemunho da educação que recebiam na família, no Processo da beatificação do Servo de Deus, os seus irmãos declararam: “Nós fomos educados com o máximo cuidado, no que diz respeito à piedade e à instrução. Nossa mãe era piedosíssima e nos educou segundo as máximas da nossa santa Religião”. Nos braços, sobre os joelhos de uma mãe profundamente religiosa o pequeno Francisco aprendeu os rudimentos da vida cristã e pronunciar os santos nomes de Jesus e Maria. A grande felicidade que na infância reinava, experimentou um grande abalo, quando inesperadamente o anjo da morte veio visitar aquele lar e arrebatar-lhe a mãe. D. Inês sentindo a última hora se aproximar, na compreensão do seu dever de mãe cristã reuniu todos os filhos à cabeceira do leito mortal, estreitou-os, um por um, ao seu coração, selou a sua fronte com o último beijo, deu-lhes a bênção, distinguindo com mais carinho os de tenra idade, entre estes, Francisco; munida de todos os sacramentos, confortada pela graça de Deus, na idade de 38 anos deixou este mundo, para, na eternidade, perto de Deus, receber o prêmio de suas raras virtudes. Do pai, o próprio filho Francisco ao seu diretor espiritual deu o seguinte testemunho: Meu pai, declarou, tinha por costume levantar-se bem cedo. Dedicava uma hora à oração e meditação; se neste tempo alguém desejava falar-lhe, havia de esperar pelo fim das práticas religiosas. Terminadas estas, ia à igreja assistir a santa Missa e costumava levar consigo dos filhos os que não fossem impedidos. Finda a santa Missa metia-se ao trabalho. À noite reunia seus filhos e dava-lhes sábios conselhos e úteis exortações. Falava-lhes dos deveres para com Deus, do respeito devido à autoridade paternal e do perigo das más companhias. “Os maus companheiros, dizia ele, são os assassinos da juventude, os satélites de Lúcifer, traidores escondidos e por isso para os temer e deles ter cuidado”. Os biógrafos de Francisco fazem ressaltar em primeiro lugar a extraordinária bondade de coração do menino, principalmente para com os pobres. Muitas vezes ficou ele sem a merenda, por tê-la dado aos pobres. Entre seus irmãos era ele o anjo da paz, sempre pronto para desculpar e para defendê-los, quando acusados injustamente. Não suportava a injúria, fosse ela atirada a si ou a um dos seus. Com a maior facilidade se desfazia de objetos de certo valor, com que tinha sido homenageado. Assim presenteou a um de seus irmãos de uma bela corrente de prata, que tinha recebido de um parente. Estes belos traços no caráter de Francisco não afastam certas sombras que nele subsistiam também. Os que o conheciam meigo, bondoso, compassivo, sabiam-no também ser nervoso, impaciente, irascível. Por felicidade sua o senhor Sante, seu pai não era daqueles que desculpam os caprichos de seus filhos, pretextando serem crianças, sem pensar que mais tarde terão de pagar bem caro esta condescendência e fraqueza. O verdadeiro amor cristão fê-lo combater sem tréguas todos os defeitos. Francisco era obediente e tinha grande respeito ao pai, o que aliás não impedia que diante de uma severa repreensão desse largas ao seu gênio impulsivo, com palavras e gestos demonstrando o seu descontentamento, sua raiva. Mas tudo isto era fogo fátuo. Logo voltava às boas; sua boa índole não permitia, que estas revoltas interiores durassem muito tempo. Era encantador ver, momentos depois, o menino desfeito em pranto, procurar o pai e por seus modos ingênuos e infantis, assegurar-se do perdão e do amor do Sr. Sante. Este, fingindo não dar crédito a estas demonstrações, retrucava bruscamente: “Nada de carícias; quero ver fatos”. Então o menino se atirava ao colo do pai, beijava-o e sentia-se feliz, em ter voltado a paz, com o perdão paterno. Nesta escola de sábia pedagogia Francisco cedo aprendeu combater e vencer seus defeitos. Por algum tempo Francisco ficou entregue aos cuidados de um mestre; depois freqüentou o colégio dos Irmãos das Escolas Cristãs, onde fez rápidos progressos, figurando sempre entre os melhores alunos. Na idade de sete anos fez a sua primeira confissão. Um ano depois, em junho de 1846 recebeu o sacramento da confirmação. Tudo isto prova que o menino já se achava bem instruído nas verdades da nossa fé, graças ao sólido ensino que lhe dispensavam os beneméritos Irmãos Sallistas. Nesse mesmo tempo caiu também a data da sua primeira comunhão, para qual se preparou com todo o esmero. Testemunha de vista desse grandioso ato diz: “O fervor com que o vi chegar-se da sagrada mesa, o espírito de fé, que se estampava no seu semblante, o vigor dos seus afetos foram tais, que se chegava a crer ser ele levado por um Serafim”. Esses sentimentos de fé e de piedade, aquelas chamas de amor ao SS. Sacramento não mais se separaram do coração de Francisco nos anos de sua mocidade, nem no meio de uma vida dissipada de certo modo mundana. Não menos certo é que a freqüente recepção da santa comunhão preservou-o de graves desvios no meio das tentações do mundo. Terminados os estudos elementares, o pai pensou em procurar para Francisco uma educação mais elevada, de acordo com a sua posição social e confiou seu filho aos Padres Jesuítas que na cidade de Spoleto dirigiram um colégio. Neste educandário passou Francisco os anos todos de sua mocidade no mundo e chegou a cursar os quatro semestres de estudos filosóficos. Estudante inteligente e cumpridor exato de seu dever que era, deixou boa memória naquele colégio e formavam-se as mais belas esperanças a seu respeito. Ano não passava, que não tirasse um prêmio; no fim dos seus estudos foi distinguido com uma medalha de ouro. Mestres e colegas igualmente o estimavam. Tudo nele encantava: os seus modos delicados e gentis, a modéstia no falar, o sorriso benévolo que lhe afloravam aos lábios, o garbo com que se sabia ver em circunstâncias mais solenes, os sentimentos nobres que dominam em todo o seu proceder. Aos seus mestres devotava sempre a máxima estima e profunda gratidão. Das práticas de piedade era rígido observador e com regularidade freqüentava os santos sacramentos. Não há dúvida, que, dada a ocasião, o seu gênio impetuoso e quente o levava a transportes de veemência e de cólera. Mais estes excessos eram sempre seguidos de lágrimas de arrependimento e de penitência . Desde a sua infância mostrou devoção particular a Nossa Senhora das Dores, uma imagem da qual se conservava em sua família; e cabia-lhe a ele adorná-la de flores e manter acesa uma lâmpada diante da estátua. Afirma um dos seus irmãos, Eurique Possenti, que viu Francisco, no último ano que passou em casa, usar de cilício de couro com pontinhas de ferro. Outro testemunho, da família Parenzi, declara: “Sua conduta religiosa e moral tem sido irrepreensível; dada a grande vigilância de meus pais, não teria sido admitido em nossa família, se não fosse realmente virtuoso”. Para completar a imagem do jovem estudante e assim melhor poder compreender a mudança que nele mais tarde se efetuou, tenha aqui lugar a descrição da solene distribuição de prêmios, da última em que Francisco tomou parte no colégio dos Jesuítas em Spoleto, em setembro de 1856. Os melhores alunos tinham sido escolhidos para abrilhantar a cerimônia com discursos e declamações poéticas. Entre eles Francisco ocupava o primeiro lugar. Ninguém se lhe igualava em elegância exterior, no garbo de representar, na graça de declamar, na graciosidade da gesticulação, no timbre encantador da voz. Podendo representar no palco, parecia estar no seu elemento e fazia-o com toda a naturalidade e perfeição. Em sua aparência não deixava nada a desejar: tudo obedecia às exigências da última moda: o cabelo esmeradamente penteado, o traje elegante e ricamente adornado, as luvas brancas, gravata de seda, sapatos luzidios e artisticamente acabados, a tudo isso Francisco ligava máxima importância. Em certa ocasião recitou com tanto ardor e tamanho foi o entusiasmo que excitou no auditório, que o delegado apostólico Mons. Guadalupe, que presente se achava, ao pai de Francisco que ao seu lado se achava disse: “se vosso filho aqui presente estivesse, abraçava-o em vosso lugar”. As raras qualidades morais, que o adornavam, a figura simpática e atraente na flor da mocidade, a extrema vivacidade que nele se observava, não deixaram de emprestar-lhe um leve sombreado de vaidade, que de algum modo chegou a dominá-lo. Esta vaidade se lhe patenteava na exigência que fazia no modo de se trajar, sempre na última moda, de perfumar o cabelo e este sempre tratado com cuidado, de se aborrecer com uma nódoa por mais insignificante que fosse, no fato, no amor que tinha a divertimentos alegres e aos esportes mundanos. O inimigo das almas tirou proveito dessas fraquezas. Se não conseguiu roubar-lhe a inocência, não foi porque não lhe poupasse contínuos assaltos, bem sucedidos. A paixão pelo teatro, a verdadeira mania por bailes, o amor à leitura de romances eram tantos escolhos, tantos perigos, que é de admirar que o jovem Francisco não caísse presa das ciladas diabólicas. Tão pronunciada era sua paixão às danças, que lhe importou a alcunha de “bailarino”. Assim um dos seus mestres, Pe. Pinceli, Jesuíta, quando soube da inesperada fuga de Possenti do mundo para o convento, disse: “O bailarino fez isto? Quem esperava uma tal coisa! Deixar tudo e fazer-se religioso no noviciado dos Padres Passionistas!” Francisco bem conhecia o perigo em que nadava, e não faltava quem o chamasse à atenção, o lembrasse da necessidade da oração, da vigilância, da mortificação, da devoção a Jesus e Maria, de não perder de vista a eternidade, etc. Em uma carta que lhe escreveu o Pe. Fedeschini, S. J. há todos estes avisos; o conselho de fugir das más companhias, de dar desprezo à vaidade no vestir e falar, de largar o respeito humano, de fazer meditação diária e receber os sacramentos. Com todas as leviandades e suas perigosas tendências para o mundo, Francisco não deixava de ser um bom e piedoso jovem, a quem homens sábios e virtuosos não pudessem escrever com confiança, benevolência e estima e cujas palavras não fossem aceitas com respeito e gratidão. “Muitas vezes” – diz quem bem o conhecia – “Possenti sentiu o chamado de Deus, de deixar a vida no mundo e trocá-la com o estado religioso”. Seu diretor, Pe. Norberto, Passionista, declara: “A vocação, se bem que descuidada e sufocada, estava nele havia muito tempo e ele a sentiu desde os mais tenros anos. Muitas vezes o servo de Deus disse-me isto, lastimando a sua ingratidão e indiferença”. O mesmo sacerdote relata: “A sua vocação se manifestou do seguinte modo: Não sei em que ano foi, sentiu-se ele acometido de um mal, que o fez pensar na morte. Teve então a inspiração de prometer a Deus entrar numa Ordem religiosa, caso recuperasse a saúde. A promessa foi aceita, pois melhorou prontamente e em pouco tempo se achou restabelecido. A promessa ficou como se não fosse feita. O jovem tornou a dar o seu afeto ao mundo e se entregou à dissipação como antes. Não tardou que Deus lhe mandasse outra enfermidade, uma inflamação interna e externa da garganta, tão grave, que parecia a morte iminente já na primeira noite, tornando-se-lhe dificílima à respiração. Novamente o enfermo recorreu a Deus e invocando Santo André Bobola, aplicou ao lugar dolorido uma estampa do mesmo Santo,e renovou a promessa de abraçar o estado religioso. As melhoras se acentuaram quase instantaneamente e teve o enfermo uma noite tranqüila e não mais voltaram as angústias da dispnéia. Deste extraordinário favor o jovem se lembrou sempre com muita gratidão. Manteve também por algum tempo o propósito de fazer-se religioso, mas diferindo-lhe a execução, o amor ao mundo voltou e no mundo continuou a viver. Das paixões de Francisco, uma das mais fortes foi a da caça. A esta paixão ele pagava tributos bem pesados e seu diretor espiritual não hesitou em atribuir a este esporte a cruel moléstia, que o ceifou na flor da idade. Certa vez, em pular uma cerca, chegou a cair e com tanta infelicidade, que quebrou-lhe um osso do nariz. O fuzil disparou e o projétil passou-lhe rentinho pela testa, pouco faltando que lhe rebentasse o crânio. Francisco reconhecendo logo a providência deste aviso, renovou a sua promessa. Ficou com as cicatrizes, mas deixou-se ficar no mundo. A graça divina também não se deu por vencida. Rejeitada três vezes, tentou um quarto golpe, mais doloroso ainda. De todos de sua família Francisco dedicava terníssima amizade a sua irmã Maria Luzia, nove anos mais velha que ele, e esta amizade era correspondida com todo afeto. Em 1855 irrompeu em Spoleto a cólera e Maria Luiza foi a primeira vítima da terrível epidemia. Foi no dia Corpus Christi, e a notícia alcançou Francisco, quando, na procissão, levava a cruz. A morte da irmã feriu profundamente o coração do jovem e mergulhou sua alma em trevas nunca antes experimentadas. Perdeu o gosto de tudo e se entregou a uma tristeza inconsolável. Parecia, que com este golpe a graça divina tivesse removido o último obstáculo de a promessa se cumprir. Assim ainda não foi. Todo acabrunhado, Francisco manifestou ao pai sua resolução de entrar para o convento chegando a dizer que para ele tudo se tinha acabado nesta vida. Possenti, receando perder seu filho a quem muito amava, não recebeu bem a comunicação e pediu-lhe nunca mais tocasse neste assunto. Aconselhou-o a se distrair, a afastar os pensamentos tristes a procurar a sociedade, freqüentar o teatro; chegou a insinuar-lhe a idéia de procurar a amizade de uma donzela distinta, de família igualmente conceituada, na esperança de nos entendimentos inocentes ela conseguir de fazê-lo esquecer-se dos seus intentos religiosos. Na igreja metropolitana de Spoleto gozava de uma veneração singular uma imagem de Nossa Senhora; a esta imagem chamava simplesmente “a Icone”. Na oitava do dia 15 de agosto esta imagem era levada em solene procissão por dentro da igreja e não havia quem não se ajoelhasse à sua passagem. Em 1856 Francisco Possenti achava-se no meio dos fiéis e todo tomado de amor por Maria Santíssima, os seus olhos se fixavam na venerada imagem como que esperando por uma bênção especial. Pois, quando a “Icone” vinha aproximando-se do jovem, parecia ela lhe atirar um olhar todo especial e lhe dizer: “Francisco, o mundo não é para ti; a vida no convento te espera”. Esta palavra, qual uma seta de fogo cravou-lhe no coração; assim saiu da igreja desfeito em lágrimas. Estava resolvido a realizar desta vez o plano de alguns anos. Tratou, porém, de não dar por enquanto nenhuma demonstração do seu intento. Embora certo de sua vocação, mas desconfiando da sua fraqueza, e para não ser vítima de uma ilusão procurou seu mestre no liceu e diretor espiritual Pe. Bompiani, Jesuíta e a ele se abriu inteiramente, fazendo do conselho do mesmo depender sua resolução definitiva. O exame foi feito com toda sinceridade e tendo tomado em consideração todos os fatores influentes no passado da vida do jovem, o Pe. Bompiani não duvidou de se tratar de uma vocação verdadeira e animou o jovem a seguí-la. Consultas que fez com mais dois sacerdotes de sua inteira confiança, tiveram o mesmo resultado. Francisco se resolveu então a pedir sua admissão na Congregação dos Passionistas. Comunicar ao pai a resolução tomada, não foi fácil. Mas desta vez o Sr. Sante, homem consciencioso, vendo a aflição e a firmeza de seu filho, não mais se opôs; tomado, porém, de espanto quando soube que a Congregação por Francisco escolhida, a dos Passionistas, era de todas a mais austera. Se bem que não se opusesse à vontade do filho, tratou de procrastinar a execução do seu plano e impor condições. Francisco, porém, ficou firme. Tomou ainda e pela última vez, parte na solenidade da distribuição dos prêmios, no colégio dos Jesuítas, fez como sempre um papel brilhante no palco, despediu-se dos seus professores, dos seus amigos e em companhia de seu irmão Luiz, da Ordem Dominicana, por ordem de seu pai, fez uma visita a seu tio Cesare, cônego da Basílica de Loreto e a um parente de seu pai, Frei João Batista da Civitanova, guardião de um convento dos capuchinhos, levando para ambos carta de Sante Possenti em que este pedia examinassem a vocação do jovem. Tanto o cônego como o capuchinho carregaram bastante as cores da vida austera na Congregação dos Passionistas, que absolutamente não lhe conviria, a ele, moço de dezoito anos, acostumado a seguir às suas vontades, sem restrição de comodidades. A visita à Santa Casa em Loreto Francisco aproveitou largamente para recomendar-se a N. Sra. Não mais arredou do caminho encetado. De Loreto foi para convento Morrovale, dos Passionistas onde já em 21 de setembro de 1856 recebeu o hábito com o nome de Gabriel dell’Adolorata. Admitido no noviciado, escreveu ao pai e aos irmãos, comunicando-lhes o fato. Ao pai pede perdão, aos irmãos recomenda amor filial e boa conduta. A carta, embora de simplicidade encantadora, é um documento admirável de sentimento filial e católico. Aos companheiros seus de estudo dirigiu cartas também. Despede-se, pede perdão de maus exemplos que julgava ter dado; aconselha-os a fugir das más companhias, do teatro, das más leituras e das conversas inúteis. Convencidíssimo da sua vocação religiosa, longe do mundo, da sociedade e da família, não mais teve outro ideal que subir as culminâncias da perfeição. Inconfundível era sua personalidade no meio dos seus companheiros do noviciado. Sem perder as notas características do seu caráter, a jovialidade, a alegria de espírito, a amenidade de trato, era ele inexcedível não só na exatidão do cumprimento dos exercícios regulares, como também na prática das virtudes cristãs e monásticas. E se perscrutarmos as causas profundas desta mudança radical na vida de Gabriel, duas conseguiremos encontrar, aliás suficientes e esclarecedoras: o ardente amor a Jesus Crucificado, à Santa Eucaristia, sua devoção singular a Mãe de Deus, em particular à Nossa Senhora das Dores e sua inalterada mortificação, por meio da qual deu morte aos seus desordenados apetites, um por um. Tendo corrido o ano de provação, Gabriel foi admitido à profissão e mandado para várias casas da Congregação, com o fim de completar os seus estudos de teologia. Durante os anos de preparação para o sacerdócio, superiores e companheiros viram no santo jovem o modelo mais perfeito de todas as virtudes, e cumpridor exatíssimo dos seus deveres. Quando chegou à idade de vinte e três anos, anunciaram-se os primeiros sintomas da moléstia, que no prazo de um ano havia de levá-lo ao túmulo: a tuberculose pulmonar. O longo tempo da sua enfermagem Gabriel o aproveitou para ainda mais se aprofundar na sua devoção predileta à Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo e à Maria Santíssima, mãe das dores. Em fevereiro de 1862 ainda pôde andar e receber a santa comunhão na igreja, junto com seus companheiros. Inesperadamente o mal se agravou; foi preciso avisá-lo para receber os últimos sacramentos. A notícia assustou-o por um momento só; mas imediatamente recuperou a habitual calma, que logo se transformou numa alegria antes nunca experimentada. O modo de receber o santo viático comoveu e edificou a todos que assistiram. Não mais largava a imagem do crucificado, que cobria de beijos, e ao seu alcance tinha a estátua de N. Sra. das Dores, que freqüentemente apertava ao seu peito, proferindo afetuosas jaculatórias, como estas: “Minha mãe, faze depressa!” – “Jesus, Maria, José, expire eu em paz em vossa companhia!” – “Maria, mãe da graça, mãe da misericórdia, do inimigo nos protegei, e na hora da morte nos recebei”. – Poucos momentos antes do desenlace, o agonizante, que parecia dormir, de repente, todo a sorrir, virou o rosto para esquerda, fixando olhar para um determinado ponto. Como que tomado de uma grande comoção diante de uma visão impressionante, deu um profundo suspiro de afeto e nesta atitude, sempre sorridente, com as mãos apertando as imagens do crucifixo e da Mater dolorosa, passou desta vida para a outra. Assim morreu o santo jovem na idade de vinte e quatro anos, na manhã de 27 de fevereiro de 1862. Foi sepultado na igreja da Congregação, em Isola Del Gran Sasso. Trinta anos depois fêz-se o reconhecimento do seu corpo. Nesta ocasião com o simples contacto de suas relíquias verificou-se a cura prodigiosa de uma jovem que a tuberculose pulmonar tinha reduzido ao último estado. Reproduziram-se aos milhares os prodígios que foram constatados à invocação do Santo. Em 1908 o Papa Pio X inscreveu o nome de Gabriel da Virgem Dolorosa no catálogo dos Beatos e em 1920 Bento XV decretou-lhe as solenes honras da canonização. Pio XI estendeu a sua festa a toda a Igreja, em 1932. #SantodoDia
- Homilia Diária | O “preço” da misericórdia de Deus
Segunda-feira da 2.ª Semana da Quaresma 12 O nosso tempo se preza de ser muito compreensivo e tolerante. Gostamos de olhar no espelho da história e contemplar como somos bons e evoluídos, enquanto os que nos precederam não passam de uns selvagens desalmados. Para eles, tudo eram pecados, tudo eram culpas, tudo eram motivos para pedir perdão; para nós, tudo são licenças, tudo são liberdades, tudo são razões para pedir mais permissão. Mas, se nos orgulhamos de ter jogado fora essa velharia chamada pecado, como é que queremos ainda falar de misericórdia? Se as virtudes nos escandalizam e os vícios nos edificam, como iremos entender o que custou a Cristo alcançar o perdão de que nem nós cremos mais necessitados? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, 26 de fevereiro, e supliquemos a Deus que nos inspire um sentimento muito profundo de arrependimento, porque foram as nossas culpas que pregaram na Cruz o Filho de Deus encarnado. Santo do Dia: São Porfírio de Gaza, eremita e bispo Evangelho (Lc 6,36-38) — Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor! — Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna! (Jo 6,63c.68c) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 36 “Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38 Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
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Segunda-feira da 2.ª Semana da Quaresma 12 O nosso tempo se preza de ser muito compreensivo e tolerante. Gostamos de olhar no espelho da história e contemplar como somos bons e evoluídos, enquanto os que nos precederam não passam de uns selvagens desalmados. Para eles, tudo eram pecados, tudo eram culpas, tudo eram motivos para pedir perdão; para nós, tudo são licenças, tudo são liberdades, tudo são razões para pedir mais permissão. Mas, se nos orgulhamos de ter jogado fora essa velharia chamada pecado, como é que queremos ainda falar de misericórdia? Se as virtudes nos escandalizam e os vícios nos edificam, como iremos entender o que custou a Cristo alcançar o perdão de que nem nós cremos mais necessitados? Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, 26 de fevereiro, e supliquemos a Deus que nos inspire um sentimento muito profundo de arrependimento, porque foram as nossas culpas que pregaram na Cruz o Filho de Deus encarnado. Santo do Dia: São Porfírio de Gaza, eremita e bispo Evangelho (Lc 6,36-38) — Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor! — Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna! (Jo 6,63c.68c) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 36 “Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38 Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
- São Porfírio de Gaza, eremita e bispo – 26 de Fevereiro
SANTO DO DIA – 26 DE FEVEREIRO – SÃO PORFÍRIO DE GAZA Eremita e bispo (347-420) Porfírio teve muitos fatos prodigiosos em sua vida que começou em Tessalônica, na Grécia, onde nasceu no ano 347. Ele já era formado nas ciências quando, aos trinta e um anos, decidiu viver no deserto de Scete, no Egito onde se tornou um eremita e ficou por cinco anos. Depois visitou os lugares santos de Jerusalém e se estabeleceu às margens do rio Jordão, por outros cinco anos. Nessa ocasião conheceu o discípulo Marcos e se juntou à ele na evangelização. Mas a caverna onde residia era tão insalubre que Porfírio ficou muito doente, tendo que voltar a Jerusalém. Recebeu então a notícia da morte dos pais, de quem tinha grande herança para receber. Mas, ele decidiu continuar pobre e mandou que todos os bens fossem divididos entre os pobres de sua terra natal. Depois, Porfírio teve um desmaio em Jerusalém e, de repente, viu-se frente a frente com Cristo crucificado, tendo ao seu lado o bom ladrão, Dimas. Jesus mandou que este levantasse Porfírio do chão, depois desceu Ele mesmo da cruz e deu-a ao santo, ordenando-lhe que cuidasse dela. Ao voltar do desmaio, Porfírio estava curado. A ordem recebida na visão foi aplicada por João, bispo de Jerusalém, que nomeou Porfírio como ‘guarda do santo lenho’. As notícias sobre as graças e prodígios que aconteciam com ele se espalharam e os sacerdotes de Gaza, após a morte do bispo, pediram que Porfírio assumisse o posto. A sua modéstia o impedia de aceitar, mas tantos foram os pedidos e a insistente atuação dos pagãos idólatras era tão intensa na cidade, que ele acabou concordando. Existia em Gaza um grande templo para adoração das divindades pagãs. Os infiéis, sabendo da decisão de Porfírio de combatê-los, planejaram matá-lo. Entretanto, o bispo acabou vencendo todos os inimigos pela fé. Uma seca violenta assolou a região e os agricultores, desesperados, faziam muitos sacrifícios nesse templo, pedindo chuva aos deuses pagãos. Nenhuma gota de água caía do céu. Porfírio ordenou então, um dia de jejum. Depois comandou uma procissão de penitência à uma capela situada na periferia da cidade. Mal terminou a procissão, a chuva começou a cair, abençoada e insistente. A partir daí, a maioria dos pagãos passou a se converter. Porém, sobraram ainda alguns poucos pagãos para tramar a morte do bispo Porfírio. Aconteceu, porém, que o imperador também passou a ficar contra os pagãos e o bispo conseguiu autorização para derrubar o templo pagão que estava instalado na diocese de Gaza. Ficou na cidade apenas uma última estátua pagã, a da deusa Vênus. Certo dia, o bispo colocou-se diante dela e a estátua desmoronou sozinha, formando dezenas de pedaços. Era o que faltava para que mais pagãos se convertessem. A fama de santidade acompanhou o bispo Porfírio até sua morte, em 26 de fevereiro 420, aos setenta e três anos de idade, quando, depois dos vinte e cinco anos de episcopado, quase não havia pagãos na sua querida diocese de Gaza. Conheça mais sobre São Porfírio São Porfírio, nasceu em Tessalônica, na Macedônia. Instruído nas ciências, tendo a idade de 25 anos, retirou-se para a solidão de Scete, onde passou cinco anos numa gruta, nas proximidades do Jordão. A insalubridade do lugar causou-lhe grande mal à saúde, e doente chegou a Jerusalém, onde teve a notícia da morte dos pais. Em sua companhia achava-se um jovem de nome Marco. A este incumbiu de receber a herança e distribuir o dinheiro entre os pobres, o que se fez. Porfírio, não tendo reservado nada para si, viveu sempre pobre. Na visita diária aos Santos Lugares teve uma vez um desmaio que se transformou em visão. Apareceu-lhe Nosso Senhor na Cruz e com ele o Bom Ladrão. Jesus Cristo deu a este um sinal de ajudar Porfírio a levantar-se do chão. O Bom Ladrão estendeu-lhe a mão e disse: “Agradece a teu Salvador tua cura”. No mesmo momento Jesus Cristo desceu da Cruz e entregou-lhe a mesma, com a recomendação de guardá-la bem. Quando o Santo voltou a si, notou que estava perfeitamente curado. O sentido das palavras de Cristo, porém ficou-lhe enigmático, até que o Bispo de Jerusalém o ordenou e o nomeou guarda do santo Lenho. Os sacerdotes da diocese de Gaza, tendo perdido o Bispo, insistiram com Porfírio para que aceitasse a direção da diocese orfanada. Embora sua modéstia quisesse fugir dessa dignidade, à obediência teve de sujeitar-se. Existiam em Gaza muitos pagãos e um templo magnífico para o culto das divindades. Os idólatras, conhecendo já de antemão o zelo do novo Bispo, assentaram matá-lo antes de tomar posse do rebanho. Este plano ímpio, por qualquer circunstância imprevista, não pôde ser efetuado. Bem se arrependeram da iniqüidade, pois Porfírio, pela modéstia, paciência e caridade, soube ganhar os corações dos próprios pagãos. Um fato extraordinário, que se deu logo no princípio do seu governo, aumentou ainda a confiança e veneração para com o novo Pastor. Uma seca atroz de muitos meses aniquilara as esperanças dos lavradores e o espectro da fome começava a apavorar os ânimos. Nesta expectativa desoladora os sacerdotes de Marnas, a quem era devotado o templo, se dirigiram à sua divindade com preces e sacrifícios, para obter o benefício de uma chuva. Marnas, porém, chuva nenhuma mandou e a seca continuou a assolar a região. Porfírio, condoído com a miséria pública, ordenou um dia de jejum, organizou uma procissão de penitência a uma capela situada fora da cidade. Apenas recolhida à procissão, caiu uma chuva abundantíssima, refrigerando a terra ressecada. Muitos, diante deste espetáculo e vendo nisto o grande poder do Deus dos cristãos, converteram-se. Outros, porém, encheram-se de inveja e forjaram novos planos malignos contra a vida do santo Bispo e de alguns cristãos. Entretanto, veio um édito do imperador Arcádio, ordenando o fechamento dos templos pagãos. Esta ordem foi por muitos funcionários obedecida, por outros não. Assim ficou aberto o templo de Marnas. Porfírio, desejando ardentemente a execução da ordem imperial, conseguiu em Constantinopla a autorização para derrubar o templo em Gaza. A influência, porém, de ministros subornados pelos sacerdotes pagãos, fez com que o imperador revogasse a autorização exarada. Não obstante, algum tempo depois, foi publicada nova ordem no mesmo sentido de fechar os templos pagãos, sob pena de os refratários perderem a colocação; mas mesmo assim, o templo não se fechou. A imperatriz Eudóxia prometeu a Porfírio empregar toda a influência junto ao imperador, para conseguir o fechamento e a destruição do templo. Porfírio, inspirado por Deus, predisse à imperatriz o advento de um filho. Logo que esta profecia se cumpriu, dirigiu-se o Bispo a Constantinopla, para administrar o sacramento do Batismo ao príncipe herdeiro. Aconselhado pela imperatriz, Porfírio redigiu novamente o requerimento ao imperador. A petição foi entregue ao monarca logo depois do ato religioso, por assim dizer, pela criança recém – batizada. Arcádio achou-a depositada sobre o peito do filhinho. No momento em que a abria, a pessoa que segurava nos braços a criancinha disse-lhe: “Digne-se Vossa Majestade de deferir o requerimento apresentado por seu filho”. O imperador respondeu com sorriso nos lábios: “Como poderia eu negar o primeiro pedido de meu filhinho?” – Imediatamente foi mandado para Gaza um oficial do exército, com ordem estrita de demolir o templo de Marnas. Poucos dias depois, quando Porfírio se aproximou da cidade, os cristãos, seus diocesanos, receberam-no com muita solenidade. O préstito havia de passar por um lugar onde se achava uma imagem de Vênus, ponto predileto para reuniões de mulheres, que costumavam encontrar-se lá, para tratar projetos de casamentos. Mal o Bispo se achava defronte daquela estátua, quando esta, sem que pessoa alguma lhe tivesse tocado, ruiu por terra, fazendo-se em pedaços. Este fato causou grande sensação e foi o início de muitas conversões. O templo de Marnas desapareceu e em seu lugar se ergueu uma belíssima Igreja, dedicada a Deus vivo e verdadeiro. O triunfo de Porfírio sobre a idolatria foi completo. Quando, em 421, Deus o chamou para o descanso eterno, o santo Bispo teve a grande satisfação de ver muito reduzido o número de pagãos em sua diocese.
- São Porfírio de Gaza, eremita e bispo – 26 de Fevereiro
SANTO DO DIA – 26 DE FEVEREIRO – SÃO PORFÍRIO DE GAZA Eremita e bispo (347-420) Porfírio teve muitos fatos prodigiosos em sua vida que começou em Tessalônica, na Grécia, onde nasceu no ano 347. Ele já era formado nas ciências quando, aos trinta e um anos, decidiu viver no deserto de Scete, no Egito onde se tornou um eremita e ficou por cinco anos. Depois visitou os lugares santos de Jerusalém e se estabeleceu às margens do rio Jordão, por outros cinco anos. Nessa ocasião conheceu o discípulo Marcos e se juntou à ele na evangelização. Mas a caverna onde residia era tão insalubre que Porfírio ficou muito doente, tendo que voltar a Jerusalém. Recebeu então a notícia da morte dos pais, de quem tinha grande herança para receber. Mas, ele decidiu continuar pobre e mandou que todos os bens fossem divididos entre os pobres de sua terra natal. Depois, Porfírio teve um desmaio em Jerusalém e, de repente, viu-se frente a frente com Cristo crucificado, tendo ao seu lado o bom ladrão, Dimas. Jesus mandou que este levantasse Porfírio do chão, depois desceu Ele mesmo da cruz e deu-a ao santo, ordenando-lhe que cuidasse dela. Ao voltar do desmaio, Porfírio estava curado. A ordem recebida na visão foi aplicada por João, bispo de Jerusalém, que nomeou Porfírio como ‘guarda do santo lenho’. As notícias sobre as graças e prodígios que aconteciam com ele se espalharam e os sacerdotes de Gaza, após a morte do bispo, pediram que Porfírio assumisse o posto. A sua modéstia o impedia de aceitar, mas tantos foram os pedidos e a insistente atuação dos pagãos idólatras era tão intensa na cidade, que ele acabou concordando. Existia em Gaza um grande templo para adoração das divindades pagãs. Os infiéis, sabendo da decisão de Porfírio de combatê-los, planejaram matá-lo. Entretanto, o bispo acabou vencendo todos os inimigos pela fé. Uma seca violenta assolou a região e os agricultores, desesperados, faziam muitos sacrifícios nesse templo, pedindo chuva aos deuses pagãos. Nenhuma gota de água caía do céu. Porfírio ordenou então, um dia de jejum. Depois comandou uma procissão de penitência à uma capela situada na periferia da cidade. Mal terminou a procissão, a chuva começou a cair, abençoada e insistente. A partir daí, a maioria dos pagãos passou a se converter. Porém, sobraram ainda alguns poucos pagãos para tramar a morte do bispo Porfírio. Aconteceu, porém, que o imperador também passou a ficar contra os pagãos e o bispo conseguiu autorização para derrubar o templo pagão que estava instalado na diocese de Gaza. Ficou na cidade apenas uma última estátua pagã, a da deusa Vênus. Certo dia, o bispo colocou-se diante dela e a estátua desmoronou sozinha, formando dezenas de pedaços. Era o que faltava para que mais pagãos se convertessem. A fama de santidade acompanhou o bispo Porfírio até sua morte, em 26 de fevereiro 420, aos setenta e três anos de idade, quando, depois dos vinte e cinco anos de episcopado, quase não havia pagãos na sua querida diocese de Gaza. Conheça mais sobre São Porfírio São Porfírio, nasceu em Tessalônica, na Macedônia. Instruído nas ciências, tendo a idade de 25 anos, retirou-se para a solidão de Scete, onde passou cinco anos numa gruta, nas proximidades do Jordão. A insalubridade do lugar causou-lhe grande mal à saúde, e doente chegou a Jerusalém, onde teve a notícia da morte dos pais. Em sua companhia achava-se um jovem de nome Marco. A este incumbiu de receber a herança e distribuir o dinheiro entre os pobres, o que se fez. Porfírio, não tendo reservado nada para si, viveu sempre pobre. Na visita diária aos Santos Lugares teve uma vez um desmaio que se transformou em visão. Apareceu-lhe Nosso Senhor na Cruz e com ele o Bom Ladrão. Jesus Cristo deu a este um sinal de ajudar Porfírio a levantar-se do chão. O Bom Ladrão estendeu-lhe a mão e disse: “Agradece a teu Salvador tua cura”. No mesmo momento Jesus Cristo desceu da Cruz e entregou-lhe a mesma, com a recomendação de guardá-la bem. Quando o Santo voltou a si, notou que estava perfeitamente curado. O sentido das palavras de Cristo, porém ficou-lhe enigmático, até que o Bispo de Jerusalém o ordenou e o nomeou guarda do santo Lenho. Os sacerdotes da diocese de Gaza, tendo perdido o Bispo, insistiram com Porfírio para que aceitasse a direção da diocese orfanada. Embora sua modéstia quisesse fugir dessa dignidade, à obediência teve de sujeitar-se. Existiam em Gaza muitos pagãos e um templo magnífico para o culto das divindades. Os idólatras, conhecendo já de antemão o zelo do novo Bispo, assentaram matá-lo antes de tomar posse do rebanho. Este plano ímpio, por qualquer circunstância imprevista, não pôde ser efetuado. Bem se arrependeram da iniqüidade, pois Porfírio, pela modéstia, paciência e caridade, soube ganhar os corações dos próprios pagãos. Um fato extraordinário, que se deu logo no princípio do seu governo, aumentou ainda a confiança e veneração para com o novo Pastor. Uma seca atroz de muitos meses aniquilara as esperanças dos lavradores e o espectro da fome começava a apavorar os ânimos. Nesta expectativa desoladora os sacerdotes de Marnas, a quem era devotado o templo, se dirigiram à sua divindade com preces e sacrifícios, para obter o benefício de uma chuva. Marnas, porém, chuva nenhuma mandou e a seca continuou a assolar a região. Porfírio, condoído com a miséria pública, ordenou um dia de jejum, organizou uma procissão de penitência a uma capela situada fora da cidade. Apenas recolhida à procissão, caiu uma chuva abundantíssima, refrigerando a terra ressecada. Muitos, diante deste espetáculo e vendo nisto o grande poder do Deus dos cristãos, converteram-se. Outros, porém, encheram-se de inveja e forjaram novos planos malignos contra a vida do santo Bispo e de alguns cristãos. Entretanto, veio um édito do imperador Arcádio, ordenando o fechamento dos templos pagãos. Esta ordem foi por muitos funcionários obedecida, por outros não. Assim ficou aberto o templo de Marnas. Porfírio, desejando ardentemente a execução da ordem imperial, conseguiu em Constantinopla a autorização para derrubar o templo em Gaza. A influência, porém, de ministros subornados pelos sacerdotes pagãos, fez com que o imperador revogasse a autorização exarada. Não obstante, algum tempo depois, foi publicada nova ordem no mesmo sentido de fechar os templos pagãos, sob pena de os refratários perderem a colocação; mas mesmo assim, o templo não se fechou. A imperatriz Eudóxia prometeu a Porfírio empregar toda a influência junto ao imperador, para conseguir o fechamento e a destruição do templo. Porfírio, inspirado por Deus, predisse à imperatriz o advento de um filho. Logo que esta profecia se cumpriu, dirigiu-se o Bispo a Constantinopla, para administrar o sacramento do Batismo ao príncipe herdeiro. Aconselhado pela imperatriz, Porfírio redigiu novamente o requerimento ao imperador. A petição foi entregue ao monarca logo depois do ato religioso, por assim dizer, pela criança recém – batizada. Arcádio achou-a depositada sobre o peito do filhinho. No momento em que a abria, a pessoa que segurava nos braços a criancinha disse-lhe: “Digne-se Vossa Majestade de deferir o requerimento apresentado por seu filho”. O imperador respondeu com sorriso nos lábios: “Como poderia eu negar o primeiro pedido de meu filhinho?” – Imediatamente foi mandado para Gaza um oficial do exército, com ordem estrita de demolir o templo de Marnas. Poucos dias depois, quando Porfírio se aproximou da cidade, os cristãos, seus diocesanos, receberam-no com muita solenidade. O préstito havia de passar por um lugar onde se achava uma imagem de Vênus, ponto predileto para reuniões de mulheres, que costumavam encontrar-se lá, para tratar projetos de casamentos. Mal o Bispo se achava defronte daquela estátua, quando esta, sem que pessoa alguma lhe tivesse tocado, ruiu por terra, fazendo-se em pedaços. Este fato causou grande sensação e foi o início de muitas conversões. O templo de Marnas desapareceu e em seu lugar se ergueu uma belíssima Igreja, dedicada a Deus vivo e verdadeiro. O triunfo de Porfírio sobre a idolatria foi completo. Quando, em 421, Deus o chamou para o descanso eterno, o santo Bispo teve a grande satisfação de ver muito reduzido o número de pagãos em sua diocese.
- O Povo nas Ruas e a Luta pela Liberdade
Nós vivemos uma constante guerra contra as Forças do Mal, e isso se verifica tanto pela batalha espiritual intensa que ocorre a todos instante, como também na sociedade ao nosso redor. Porém se há um campo em que essa batalha é ainda mais constante é na política. Como cristãos temos o dever moral de não ignorar a guerra de valores que acontece a cada segundo na política. Deus já concedeu a nós a revelação de que somos um povo abençoado, mas isso não isenta a nossa responsabilidade de fazer com que o Brasil continue sendo a Terra de Santa Cruz! Clique aqui para assistir a formação: #Formaçõesaovivo
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- Homilia Dominical | A Transfiguração do Senhor e as nossas “transfigurações”
2.º Dom. da Quaresma No monte Tabor, ao ver o esplendor da glória de Cristo, São Pedro entusiasmado afirma: “Mestre, é bom ficarmos aqui”. Essa empolgação de Pedro também é vivida por nós a cada momento que temos pequenas consolações e percebemos o quanto Deus nos ama. Nosso Senhor, porém, desce do Tabor para mostrar a Pedro e a todos nós que não basta sabermos que somos amados, mas precisamos amar de volta, transformando em amor os sofrimentos e adversidades desta vida. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este 2º Domingo da Quaresma e entenda o que podemos aprender com a Transfiguração do Senhor. Santo do Dia: Santa Valburga, padroeira dos nutricionistas e protetora contra a fome Anúncio do Evangelho (Mc 9,2-10) — Louvor a vós, ó Cristo, rei da eterna glória. — Numa nuvem resplendente fez-se ouvir a voz do Pai: Eis meu Filho muito amado, escutai-o, todos vós. (cf. Lc 9,35) — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 2 Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e os levou sozinhos a um lugar à parte sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles. 3 Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar. 4 Apareceram-lhe Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus. 5 Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. 6 Pedro não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo. 7 Então desceu uma nuvem e os encobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!” 8 E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus com eles. 9 Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos. 10 Eles observaram essa ordem, mas comentavam entre si o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor. #HomiliaDiária
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- Santa Valburga, uma princesa que tornou-se monja – 25 de Fevereiro
SANTO DO DIA – 25 DE FEVEREIRO – SANTA VALBURGA Abadessa beneditina (710-779) Valburga nasceu em Devonshire, na Inglaterra meridional em 710. Era uma princesa dos Kents, cristãos que desde o século III se sucediam no trono. Ela viveu cercada de nobreza e santidade. Seus parentes eram reverenciados nos tronos reais, mas muitos preferiram trilhar o caminho da santidade e foram elevados ao altar pela Igreja, como seu pai, são Ricardo e os irmãos Vilibaldo e Vunibaldo. Valburga tinha completado dez anos quando seu pai entregou o trono ao sobrinho, que tinha atingido a maioridade e levou a família para viver num mosteiro. Poucos meses depois, o rei e os dois filhos partiram em peregrinação para Jerusalém, enquanto ela foi confiada à abadessa de Wimburn. Dois anos depois seu pai morreu em Luca, Itália. Assim ela ficou no mosteiro onde se fez monja e se formou. Depois escreveu a vida de Vunibaldo e a narrativa das viagens de Vilibaldo pela Palestina, pois ambos já eram sacerdotes. Em 748, foi enviada por sua abadessa à Alemanha, junto com outras religiosas, para fundar e implantar mosteiros e escolas entre populações recém-convertidas. Na viagem, uma grande tempestade foi aplacada pelas preces de Valburga, por ela Deus já operava milagres. Naquele país, foi recebida e apoiada pelo bispo Bonifácio, seu tio, que consolidava um grande trabalho de evangelização, auxiliado pelos sobrinhos missionários. Designou a sobrinha para a diocese de Eichestat onde Vunibaldo que havia construído um mosteiro em Heidenheim e tinha projeto para um feminino na mesma localidade. Ambos concluíram o novo mosteiro e Valburga eleita a abadessa. Após a morte do irmão, ela passou a dirigir os dois mosteiros, função que exerceu durante dezessete anos. Nessa época transpareceu a sua santidade nos exemplos de sua mortificação, bem como no seu amor ao silêncio e na sua devoção ao Senhor. As obras assistenciais executadas pelos seus religiosos fizeram destes mosteiros os mais famosos e procurados de toda a região. Valburga se entregou a Deus de tal forma que os prodígios aconteciam com frequência. Os mais citados são: o de uma luz sobrenatural que envolveu sua cela enquanto rezava, presenciada por todas as outras religiosas e o da cura da filha de um barão, depois de uma noite de orações ao seu lado. Morreu no dia 25 de fevereiro de 779 e seu corpo foi enterrado no mosteiro de Heidenheim, onde permaneceu por oitenta anos. Mas, ao ser trasladado para a igreja de Eichestat, quando de sua canonização, em 893, o seu corpo foi encontrado ainda intacto. Além disso, das pedras do sepulcro brotava um fluído de aroma suave, como um óleo fino, fato que se repetiu sob o altar da igreja onde o corpo foi colocado. Nesta mesma cerimônia, algumas relíquias da Santa foram enviadas para a França do Norte, onde o rei Carlos III, o Simples, havia construído no seu palácio de Atinhy, uma igreja dedicada a Santa Valburga. O seu culto, em 25 de fevereiro, se espalhou rápido, porque o óleo continuou brotando. Atualmente é recolhido em concha de prata e guardado em garrafinhas distribuídas para o mundo inteiro. Os devotos afirmam que opera milagres. #SantodoDia
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SANTO DO DIA – 25 DE FEVEREIRO – SANTA VALBURGA Abadessa beneditina (710-779) Valburga nasceu em Devonshire, na Inglaterra meridional em 710. Era uma princesa dos Kents, cristãos que desde o século III se sucediam no trono. Ela viveu cercada de nobreza e santidade. Seus parentes eram reverenciados nos tronos reais, mas muitos preferiram trilhar o caminho da santidade e foram elevados ao altar pela Igreja, como seu pai, são Ricardo e os irmãos Vilibaldo e Vunibaldo. Valburga tinha completado dez anos quando seu pai entregou o trono ao sobrinho, que tinha atingido a maioridade e levou a família para viver num mosteiro. Poucos meses depois, o rei e os dois filhos partiram em peregrinação para Jerusalém, enquanto ela foi confiada à abadessa de Wimburn. Dois anos depois seu pai morreu em Luca, Itália. Assim ela ficou no mosteiro onde se fez monja e se formou. Depois escreveu a vida de Vunibaldo e a narrativa das viagens de Vilibaldo pela Palestina, pois ambos já eram sacerdotes. Em 748, foi enviada por sua abadessa à Alemanha, junto com outras religiosas, para fundar e implantar mosteiros e escolas entre populações recém-convertidas. Na viagem, uma grande tempestade foi aplacada pelas preces de Valburga, por ela Deus já operava milagres. Naquele país, foi recebida e apoiada pelo bispo Bonifácio, seu tio, que consolidava um grande trabalho de evangelização, auxiliado pelos sobrinhos missionários. Designou a sobrinha para a diocese de Eichestat onde Vunibaldo que havia construído um mosteiro em Heidenheim e tinha projeto para um feminino na mesma localidade. Ambos concluíram o novo mosteiro e Valburga eleita a abadessa. Após a morte do irmão, ela passou a dirigir os dois mosteiros, função que exerceu durante dezessete anos. Nessa época transpareceu a sua santidade nos exemplos de sua mortificação, bem como no seu amor ao silêncio e na sua devoção ao Senhor. As obras assistenciais executadas pelos seus religiosos fizeram destes mosteiros os mais famosos e procurados de toda a região. Valburga se entregou a Deus de tal forma que os prodígios aconteciam com frequência. Os mais citados são: o de uma luz sobrenatural que envolveu sua cela enquanto rezava, presenciada por todas as outras religiosas e o da cura da filha de um barão, depois de uma noite de orações ao seu lado. Morreu no dia 25 de fevereiro de 779 e seu corpo foi enterrado no mosteiro de Heidenheim, onde permaneceu por oitenta anos. Mas, ao ser trasladado para a igreja de Eichestat, quando de sua canonização, em 893, o seu corpo foi encontrado ainda intacto. Além disso, das pedras do sepulcro brotava um fluído de aroma suave, como um óleo fino, fato que se repetiu sob o altar da igreja onde o corpo foi colocado. Nesta mesma cerimônia, algumas relíquias da Santa foram enviadas para a França do Norte, onde o rei Carlos III, o Simples, havia construído no seu palácio de Atinhy, uma igreja dedicada a Santa Valburga. O seu culto, em 25 de fevereiro, se espalhou rápido, porque o óleo continuou brotando. Atualmente é recolhido em concha de prata e guardado em garrafinhas distribuídas para o mundo inteiro. Os devotos afirmam que opera milagres. #SantodoDia




































