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- Santo Antônio Maria Zaccaria, pioneiro da Pastoral Familiar – 5 de Julho
SANTO DO DIA – 05 DE JULHO – SANTO ANTONIO MARIA ZACCARIA Cofundador da Congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo (1502-1539) Antônio Maria nasceu na rica família Zacarias, da tradicional nobreza italiana, na cidade de Cremona, em 1502. Era o filho único de Lázaro e Antonieta, e seu pai morreu quando ele tinha apenas dois anos de idade. Nessa ocasião não faltaram os pretendentes à mão da jovem viúva, que contava com dezoito anos de idade. Mas Antonieta preferiu afastar-se de todos. Tornou-se exemplo de vida austera, séria e voltada para a fé, dedicando-se exclusivamente à educação e formação do filho. E seu empenho ilustra a alma do homem que preparou para o mundo e para a Igreja. Em pouco tempo, Antônio Maria era conhecido por sua inteligência precoce e, ao mesmo tempo, pela disposição à caridade e humildade. Contam os escritos que era comum chegar do colégio sem seu caro manto de lã, pois o deixava sobre os ombros de algum mendigo que estava exposto ao rigor do frio. Ao completar dezoito anos de idade, doou toda sua herança para sua mãe, e foi estudar filosofia em Pávia e medicina em Pádua. Ao contrário dos demais estudantes, que pouco aprendiam e mais se dedicavam à vida de diversões das metrópoles, como em todas as épocas, Antônio Maria usava todo o seu tempo para estudar e meditar. Em vez de vestir-se como fidalgo, preferia as roupas simples e comportava-se com humildade. Depois de formado, exerceu a medicina junto ao povo, cuidando principalmente dos que não tinham recursos. Conta a tradição que, além de curar os males do corpo, ele confortava as tristezas da alma de seus pobres pacientes. Distribuía os remédios científicos juntamente com o conforto, a esperança e a paz de espírito. Finalmente, sua espiritualidade venceu a ciência e, em 1528, Antônio Maria ordenou-se sacerdote. Com as bênçãos da mãe, que ficou feliz, mas sozinha, ele foi exercer seu apostolado em Milão. Ali, na companhia de Tiago Morigia e Bartolomeu Ferrari, fundou a Congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo, cujos membros ficaram conhecidos como ‘barnabitas’, pois a primeira Casa da Ordem foi erguida ao lado da igreja de São Barnabé, em Milão. Depois, com apoio da condessa de Guastalla, Ludovica Torelli, fundou também a Congregação feminina das Angélicas de São Paulo e criou o Grupo de Casais, para os leigos. Toda a sua Obra se voltou à reforma do clero e dos leigos, reaproximando-os dos legítimos preceitos cristãos. Tendo como modelo são Paulo, era também um devoto extremado da santa Eucaristia. Foi o padre Antônio Maria que instituiu as ‘quarenta horas de adoração ao Santíssimo Sacramento’, e também o soar dos sinos às quinze horas para indicar a Paixão de Jesus na cruz. Durante uma de suas numerosas missões de oração e pregação que efetuava na Itália meridional, foi acometido pela epidemia que se alastrava na região. Não tinha ainda completado os trinta e sete anos de idade quando isto aconteceu. Como médico que era, sabia que a morte se aproximava, voltou então para os braços da dedicada mãe Antonieta. Ele morreu, sob o teto da mesma casa onde nasceu, em 5 de julho de 1539, e foi canonizado em 1897. Tendo em vista a criação do Grupo de Casais, santo Antônio Maria Zacarias é considerado o pioneiro da Pastoral Familiar na história da Igreja. Conheça mais sobre Antônio Maria Zaccaria Antônio Maria foi o fundador da congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo, conhecidos como Barnabitas. Nascido em Cremona em fins de 1502, foi Santo Antônio Maria Zaccaria um dos grandes a lutar pela restauração da Santa Igreja na Itália, antes do Concílio de Trento. Órfão de pai em tenra idade, graças ao valor, à coragem da mãe, viúva aos dezoito anos, pode estudar. Em Pavia, cursou filosofia e, em Pádua, medicina, em que se doutorou. Principiava, então, a rebelião contra Roma, comandada por Lutero. Formado, de volta a Cremona, com vinte e dois anos, logo se sentiu Antônio Maria atraído para o rude trabalho de cuidar das almas. E, ao mesmo tempo que exercia a medicina, deu-se com todo o afinco à teologia. Na pequena igreja de São Vital, perto da casa em que vivia com a mãe, reunia alguns meninos e, muito docemente, principiou a ministrar-lhes aulas de catecismo. A pouco e pouco, foi-lhe invadindo a alma o desejo de somente procurar as coisas de Deus: em 1528, totalmente tomado por aquele afã, era ordenado padre. Em 1530, estava em Milão. Ali, com dois jovens, aos quais se ligaria por sólida amizade, membros duma sociedade chamada da Sabedoria Eterna, Tiago Antonio Morigia e Bartolomeu Ferrari, Zaccaria iria lançar os fundamentos dos clérigos regulares, ou seja, de padres que teriam uma regra e votos, mas que não seriam monges nem irmãos, mas pregadores e administradores dos sacramentos. Que escopo primordial teve a congregação que triunfaria sem peias? Era um contra-ataque à propaganda luterana. Em 1533, no dia 18 de Fevereiro, assinava o Papa Clemente VII um breve que aprovava a sociedade dos clérigos regulares, e, no ano seguinte, Antônio Maria dava aos irmãos o hábito de religião, que é o traje ordinário dos padres seculares. Paulo III, a 24 de Julho de 1535, nomeou-os clérigos regulares de São Paulo, clérigos que o povo logo passou a chamar paulinos. Luísa Torelli, condessa de Guastalla, desde 1530 que agrupara em Milão algumas moças e senhoras para levar, por amor de Deus, vida singela e penitente. Aquelas moças e senhoras grandemente auxiliaram Zaccaria no mister que se propusera. Dali nasceram as Angélicas, outra fundação do santo médico. Estabelecidos mais tarde na igreja de São Barnabé de Milão, os paulinos começaram a responder pelo nome de barnabitas. Paulatinamente, crescia a congregação e, com as constituições revistas por São Carlos Borromeu, em 1537, assentou-se definitivamente. Antônio Maria, na qualidade de fundador, era o superior geral. Morigia, porque o Santo queria levar mais longe o nome da sociedade, como missionário, eleito em 1536, tomou a seu cargo a administração. Em Vicência, Zaccaria adoeceu gravemente. Obrigado a voltar pra Cremona, abatido e fraco, encontrou a mãe alarmada, toda banhada em lágrimas. O Santo sorriu-lhe. Olhou-a muito ternamente: – Ah! Doce mãe! exclamou. Não chores mais! Logo tu te alegrarás comigo na glória eterna, onde espero entrar agora! No dia 5 de Julho de 1539, falecia o bom fundador, às três horas, justamente no momento em que iniciavam as vésperas da oitava dos santos Apóstolos. Ia-se para Deus com apenas trinta e seis anos. A causa da beatificação do pai dos barnabitas foi introduzida quando se assentava na Cátedra de Pedro o Papa Pio VI, em 1806. A heroicidade das virtudes dói proclamada em 1849, sob Pio IX, e, a 27 de Maio de 1897, era Antônio Maria Zaccaria elevado às honras dos altares, tendo o nome inscrito no catálogo dos santos. Célebre pelos milagres, veneram-lhe o corpo na igreja de São Barnabé de Milão. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XII, p. 205 à 207) SANTO ANTÔNIO MARIA ZACCARIA, Presbítero e Fundador dos Padres Barnabitas e das Irmãs Angélicas. Antônio Maria Zaccaria nasceu de nobre família de Cremona, na Alta Itália. Dotado de grande inteligência, dedicou-se bem cedo ao estudo das humanidades e, mais tarde, adquiriu os graus de doutor em medicina, em Pádua. Desde a infância, revelou um grande amor à SS. Virgem, Mãe de Deus, e invulgar caridade aos pobres e necessitados. Bem cedo Deus o fez perceber que a sua missão na terra era ser não tanto médico dos que sofriam fisicamente, mas do que necessitavam de assistência e medicação espirituais. Como médico de profissão e de alma, visitava os enfermos; aos meninos, ensinava a doutrina cristã; ao seu redor, reunia a juventude para incutir-lhe mais piedade; e adultos, não deixava de falar uma palavra de conforto ou um conselho útil para a emenda de vida. Não lhe era fácil, católico fervoroso que era, passar incólume por entre uma sociedade frívola, desrespeitadora e fortemente contagiada pelo paganismo e doutrinas heterodoxas. Na pessoa do grande Apóstolo dos gentios, reconheceu seu ideal a seguir e imitar. A leitura e o estudo das grandiosas epístolas de São Paulo, constituíam seu prazer, sua alegria, seu alimento espiritual. Com este grande arauto da fé, aprendeu o amor a Jesus, que lhe chegou ao grau de com seu mestre e Apóstolo poder dizer: “Nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem poderes, nada me poderá separar do amor de Cristo” (Rom 8,35). Respeito humano era-lhe coisa de todo desconhecida. Com o crucifixo na mão, pregava pelas ruas da cidade a penitência e o amor de Deus, manifestado na Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo. Com 26 anos de idade, tomou o hábito talar e ordenou-se sacerdote. Sua primeira Missa, desejou que fosse celebrada com simplicidade, apenas com a presença de sua amada mãe e alguns parentes. Conta à tradição, que durante sua Missa, Anjos foram vistos por alguns dos assistentes. Nesta nova fase de sua vida, redobrou o seu zelo pela causa de Cristo e pela salvação das almas. Era uma alma de fogo. Em Milão, associaram-se-lhe Bartolomeu Farrário e Jaime Morígia, dois jovens nobres, de virtude exemplar e animados igualmente pelo zelo apostólico, e com eles lançou os alicerces da Sociedade dos Clérigos Regulares. A grande devoção que os ligava ao Apóstolo das gentes, fê-los dar o nome de São Paulo à sua fundação. Reconhecida e aprovada pelos Papas Clemente VII e Paulo III, a Congregação tomou incremento e propagou-se em diversas regiões da Itália. Pela circunstância de os fundadores se terem instalado nas proximidades da Igreja de São Barnabé, receberam o nome de Barnabitas. Antônio Maria fundou uma Congregação religiosa feminina, à qual deu o nome de Angélicas de São Paulo. Com ânimo forte, enfrentou as dificuldades que se lhe opuseram na execução dos planos, que soube a Divina Providência ter lhe traçado: Tempestades dolorosas que contra si e suas instituições se levantaram, com paciência, firmeza e caridade soube amainar. Muitos sacerdotes, que à sua direção se confiaram, resolveram a viver de perfeito acordo com as exigências do seu santo estado e, segundo o exemplo do seu diretor, se dedicar a trabalhos apostólicos do seu ministério. Em muitas famílias conseguiu despertar o espírito de piedade e levá-las, pelo caminho do amor e temor a Deus. Com suas férvidas orações, incessantes penitências, e a insistência de sua palavra convencedora, obteve a conversão de muitos pecadores e, com isto, sua volta a uma vida reta e edificante. Modelando-se por São Paulo, mestre por excelência no amor de Jesus crucificado, de corpo e alma Antônio Maria se entregou ao apostolado deste amor, documentado e realizado no SS. Sacramento. Promover a adoração pública e solene de Jesus na Hóstia consagrada, e introduziu a prece permanente das “Quarenta Horas” diante do SS. Sacramento, exercício comemorativo das quarenta horas que o Corpo do Salvador esteve no túmulo. Foi também grande incentivador da leitura orante das Sagradas Escrituras. Após vida curta, mas riquíssima de extenuantes trabalhos e imperecíveis merecimentos, Antônio Zaccaria faleceu em 05 de julho de 1539. Rodeado da sua família religiosa, tendo ao seu lado sua própria mãe, à qual predisse morte próxima, consolado com a assistência visível dos Apóstolos, que lhe prenunciaram forte incremento das suas fundações, entregou a sua alma a Deus. Este glorificou o túmulo do seu fiel servo com muitos milagres, e em 1897, o Papa Leão XIII, inseriu o nome de Antônio Maria Zaccaria no catálogo dos Santos. #SantodoDia
- Santo Antônio Maria Zaccaria, pioneiro da Pastoral Familiar – 5 de Julho
SANTO DO DIA – 05 DE JULHO – SANTO ANTONIO MARIA ZACCARIA Cofundador da Congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo (1502-1539) Antônio Maria nasceu na rica família Zacarias, da tradicional nobreza italiana, na cidade de Cremona, em 1502. Era o filho único de Lázaro e Antonieta, e seu pai morreu quando ele tinha apenas dois anos de idade. Nessa ocasião não faltaram os pretendentes à mão da jovem viúva, que contava com dezoito anos de idade. Mas Antonieta preferiu afastar-se de todos. Tornou-se exemplo de vida austera, séria e voltada para a fé, dedicando-se exclusivamente à educação e formação do filho. E seu empenho ilustra a alma do homem que preparou para o mundo e para a Igreja. Em pouco tempo, Antônio Maria era conhecido por sua inteligência precoce e, ao mesmo tempo, pela disposição à caridade e humildade. Contam os escritos que era comum chegar do colégio sem seu caro manto de lã, pois o deixava sobre os ombros de algum mendigo que estava exposto ao rigor do frio. Ao completar dezoito anos de idade, doou toda sua herança para sua mãe, e foi estudar filosofia em Pávia e medicina em Pádua. Ao contrário dos demais estudantes, que pouco aprendiam e mais se dedicavam à vida de diversões das metrópoles, como em todas as épocas, Antônio Maria usava todo o seu tempo para estudar e meditar. Em vez de vestir-se como fidalgo, preferia as roupas simples e comportava-se com humildade. Depois de formado, exerceu a medicina junto ao povo, cuidando principalmente dos que não tinham recursos. Conta a tradição que, além de curar os males do corpo, ele confortava as tristezas da alma de seus pobres pacientes. Distribuía os remédios científicos juntamente com o conforto, a esperança e a paz de espírito. Finalmente, sua espiritualidade venceu a ciência e, em 1528, Antônio Maria ordenou-se sacerdote. Com as bênçãos da mãe, que ficou feliz, mas sozinha, ele foi exercer seu apostolado em Milão. Ali, na companhia de Tiago Morigia e Bartolomeu Ferrari, fundou a Congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo, cujos membros ficaram conhecidos como ‘barnabitas’, pois a primeira Casa da Ordem foi erguida ao lado da igreja de São Barnabé, em Milão. Depois, com apoio da condessa de Guastalla, Ludovica Torelli, fundou também a Congregação feminina das Angélicas de São Paulo e criou o Grupo de Casais, para os leigos. Toda a sua Obra se voltou à reforma do clero e dos leigos, reaproximando-os dos legítimos preceitos cristãos. Tendo como modelo são Paulo, era também um devoto extremado da santa Eucaristia. Foi o padre Antônio Maria que instituiu as ‘quarenta horas de adoração ao Santíssimo Sacramento’, e também o soar dos sinos às quinze horas para indicar a Paixão de Jesus na cruz. Durante uma de suas numerosas missões de oração e pregação que efetuava na Itália meridional, foi acometido pela epidemia que se alastrava na região. Não tinha ainda completado os trinta e sete anos de idade quando isto aconteceu. Como médico que era, sabia que a morte se aproximava, voltou então para os braços da dedicada mãe Antonieta. Ele morreu, sob o teto da mesma casa onde nasceu, em 5 de julho de 1539, e foi canonizado em 1897. Tendo em vista a criação do Grupo de Casais, santo Antônio Maria Zacarias é considerado o pioneiro da Pastoral Familiar na história da Igreja. Conheça mais sobre Antônio Maria Zaccaria Antônio Maria foi o fundador da congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo, conhecidos como Barnabitas. Nascido em Cremona em fins de 1502, foi Santo Antônio Maria Zaccaria um dos grandes a lutar pela restauração da Santa Igreja na Itália, antes do Concílio de Trento. Órfão de pai em tenra idade, graças ao valor, à coragem da mãe, viúva aos dezoito anos, pode estudar. Em Pavia, cursou filosofia e, em Pádua, medicina, em que se doutorou. Principiava, então, a rebelião contra Roma, comandada por Lutero. Formado, de volta a Cremona, com vinte e dois anos, logo se sentiu Antônio Maria atraído para o rude trabalho de cuidar das almas. E, ao mesmo tempo que exercia a medicina, deu-se com todo o afinco à teologia. Na pequena igreja de São Vital, perto da casa em que vivia com a mãe, reunia alguns meninos e, muito docemente, principiou a ministrar-lhes aulas de catecismo. A pouco e pouco, foi-lhe invadindo a alma o desejo de somente procurar as coisas de Deus: em 1528, totalmente tomado por aquele afã, era ordenado padre. Em 1530, estava em Milão. Ali, com dois jovens, aos quais se ligaria por sólida amizade, membros duma sociedade chamada da Sabedoria Eterna, Tiago Antonio Morigia e Bartolomeu Ferrari, Zaccaria iria lançar os fundamentos dos clérigos regulares, ou seja, de padres que teriam uma regra e votos, mas que não seriam monges nem irmãos, mas pregadores e administradores dos sacramentos. Que escopo primordial teve a congregação que triunfaria sem peias? Era um contra-ataque à propaganda luterana. Em 1533, no dia 18 de Fevereiro, assinava o Papa Clemente VII um breve que aprovava a sociedade dos clérigos regulares, e, no ano seguinte, Antônio Maria dava aos irmãos o hábito de religião, que é o traje ordinário dos padres seculares. Paulo III, a 24 de Julho de 1535, nomeou-os clérigos regulares de São Paulo, clérigos que o povo logo passou a chamar paulinos. Luísa Torelli, condessa de Guastalla, desde 1530 que agrupara em Milão algumas moças e senhoras para levar, por amor de Deus, vida singela e penitente. Aquelas moças e senhoras grandemente auxiliaram Zaccaria no mister que se propusera. Dali nasceram as Angélicas, outra fundação do santo médico. Estabelecidos mais tarde na igreja de São Barnabé de Milão, os paulinos começaram a responder pelo nome de barnabitas. Paulatinamente, crescia a congregação e, com as constituições revistas por São Carlos Borromeu, em 1537, assentou-se definitivamente. Antônio Maria, na qualidade de fundador, era o superior geral. Morigia, porque o Santo queria levar mais longe o nome da sociedade, como missionário, eleito em 1536, tomou a seu cargo a administração. Em Vicência, Zaccaria adoeceu gravemente. Obrigado a voltar pra Cremona, abatido e fraco, encontrou a mãe alarmada, toda banhada em lágrimas. O Santo sorriu-lhe. Olhou-a muito ternamente: – Ah! Doce mãe! exclamou. Não chores mais! Logo tu te alegrarás comigo na glória eterna, onde espero entrar agora! No dia 5 de Julho de 1539, falecia o bom fundador, às três horas, justamente no momento em que iniciavam as vésperas da oitava dos santos Apóstolos. Ia-se para Deus com apenas trinta e seis anos. A causa da beatificação do pai dos barnabitas foi introduzida quando se assentava na Cátedra de Pedro o Papa Pio VI, em 1806. A heroicidade das virtudes dói proclamada em 1849, sob Pio IX, e, a 27 de Maio de 1897, era Antônio Maria Zaccaria elevado às honras dos altares, tendo o nome inscrito no catálogo dos santos. Célebre pelos milagres, veneram-lhe o corpo na igreja de São Barnabé de Milão. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XII, p. 205 à 207) SANTO ANTÔNIO MARIA ZACCARIA, Presbítero e Fundador dos Padres Barnabitas e das Irmãs Angélicas. Antônio Maria Zaccaria nasceu de nobre família de Cremona, na Alta Itália. Dotado de grande inteligência, dedicou-se bem cedo ao estudo das humanidades e, mais tarde, adquiriu os graus de doutor em medicina, em Pádua. Desde a infância, revelou um grande amor à SS. Virgem, Mãe de Deus, e invulgar caridade aos pobres e necessitados. Bem cedo Deus o fez perceber que a sua missão na terra era ser não tanto médico dos que sofriam fisicamente, mas do que necessitavam de assistência e medicação espirituais. Como médico de profissão e de alma, visitava os enfermos; aos meninos, ensinava a doutrina cristã; ao seu redor, reunia a juventude para incutir-lhe mais piedade; e adultos, não deixava de falar uma palavra de conforto ou um conselho útil para a emenda de vida. Não lhe era fácil, católico fervoroso que era, passar incólume por entre uma sociedade frívola, desrespeitadora e fortemente contagiada pelo paganismo e doutrinas heterodoxas. Na pessoa do grande Apóstolo dos gentios, reconheceu seu ideal a seguir e imitar. A leitura e o estudo das grandiosas epístolas de São Paulo, constituíam seu prazer, sua alegria, seu alimento espiritual. Com este grande arauto da fé, aprendeu o amor a Jesus, que lhe chegou ao grau de com seu mestre e Apóstolo poder dizer: “Nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem poderes, nada me poderá separar do amor de Cristo” (Rom 8,35). Respeito humano era-lhe coisa de todo desconhecida. Com o crucifixo na mão, pregava pelas ruas da cidade a penitência e o amor de Deus, manifestado na Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo. Com 26 anos de idade, tomou o hábito talar e ordenou-se sacerdote. Sua primeira Missa, desejou que fosse celebrada com simplicidade, apenas com a presença de sua amada mãe e alguns parentes. Conta à tradição, que durante sua Missa, Anjos foram vistos por alguns dos assistentes. Nesta nova fase de sua vida, redobrou o seu zelo pela causa de Cristo e pela salvação das almas. Era uma alma de fogo. Em Milão, associaram-se-lhe Bartolomeu Farrário e Jaime Morígia, dois jovens nobres, de virtude exemplar e animados igualmente pelo zelo apostólico, e com eles lançou os alicerces da Sociedade dos Clérigos Regulares. A grande devoção que os ligava ao Apóstolo das gentes, fê-los dar o nome de São Paulo à sua fundação. Reconhecida e aprovada pelos Papas Clemente VII e Paulo III, a Congregação tomou incremento e propagou-se em diversas regiões da Itália. Pela circunstância de os fundadores se terem instalado nas proximidades da Igreja de São Barnabé, receberam o nome de Barnabitas. Antônio Maria fundou uma Congregação religiosa feminina, à qual deu o nome de Angélicas de São Paulo. Com ânimo forte, enfrentou as dificuldades que se lhe opuseram na execução dos planos, que soube a Divina Providência ter lhe traçado: Tempestades dolorosas que contra si e suas instituições se levantaram, com paciência, firmeza e caridade soube amainar. Muitos sacerdotes, que à sua direção se confiaram, resolveram a viver de perfeito acordo com as exigências do seu santo estado e, segundo o exemplo do seu diretor, se dedicar a trabalhos apostólicos do seu ministério. Em muitas famílias conseguiu despertar o espírito de piedade e levá-las, pelo caminho do amor e temor a Deus. Com suas férvidas orações, incessantes penitências, e a insistência de sua palavra convencedora, obteve a conversão de muitos pecadores e, com isto, sua volta a uma vida reta e edificante. Modelando-se por São Paulo, mestre por excelência no amor de Jesus crucificado, de corpo e alma Antônio Maria se entregou ao apostolado deste amor, documentado e realizado no SS. Sacramento. Promover a adoração pública e solene de Jesus na Hóstia consagrada, e introduziu a prece permanente das “Quarenta Horas” diante do SS. Sacramento, exercício comemorativo das quarenta horas que o Corpo do Salvador esteve no túmulo. Foi também grande incentivador da leitura orante das Sagradas Escrituras. Após vida curta, mas riquíssima de extenuantes trabalhos e imperecíveis merecimentos, Antônio Zaccaria faleceu em 05 de julho de 1539. Rodeado da sua família religiosa, tendo ao seu lado sua própria mãe, à qual predisse morte próxima, consolado com a assistência visível dos Apóstolos, que lhe prenunciaram forte incremento das suas fundações, entregou a sua alma a Deus. Este glorificou o túmulo do seu fiel servo com muitos milagres, e em 1897, o Papa Leão XIII, inseriu o nome de Antônio Maria Zaccaria no catálogo dos Santos. #SantodoDia
- Santa Isabel de Portugal, padroeira de Portugal, a rainha santa da concórdia e da paz – 04 de
SANTO DO DIA – 04 DE JULHO – SANTA ISABEL DE PORTUGAL Rainha (1271-1336) Isabel nasceu na Espanha, em 1271. Entre seus antepassados estão muitos santos, reis e imperadores. Era filha de Pedro II, rei de Aragão, que, no entanto, era um jovem príncipe quando ela nasceu. Sem querer ocupar-se com a educação da filha, o monarca determinou que fosse cuidada pelo avô, Tiago I, que se convertera ao cristianismo e levava uma vida voltada para a fé. Sorte da pequena futura rainha, que recebeu, então, uma formação perfeita e digna no seguimento de Cristo. Tinha apenas doze anos quando foi pedida em casamento por três príncipes, como nos contos de fadas. Seu pai escolheu o herdeiro do trono de Portugal, dom Dinis. Esse casamento significou para Isabel uma coroa de rainha e uma cruz de martírio, que carregou com humildade e galhardia nos anos seguintes de sua vida. Isabel é tida como uma das rainhas mais belas das cortes espanhola e portuguesa; além disso, possuía uma forte e doce personalidade, era também muito inteligente, culta e diplomata. Ela deu dois filhos ao rei: Constância, que seria no futuro rainha de Castela, e Afonso, herdeiro do trono de Portugal. Mas eram incontáveis as aventuras extraconjugais do rei, tão conhecidas e comentadas que humilhavam profundamente a bondosa rainha perante o mundo inteiro. Ela nunca se manifestava sobre a situação, de nada reclamava e a tudo perdoava, mantendo-se fiel ao casamento em Deus, que fizera. Criou os filhos, inclusive os do rei fora do casamento, dentro dos sinceros preceitos cristãos. Perdeu cedo a filha e o genro, criando ela mesma o neto, também um futuro monarca. Não bastassem essas amarguras familiares, foi vítima das desavenças políticas do marido com parentes, e sobretudo do comportamento de seu filho Afonso, que tinha uma personalidade combativa. Depois, ainda foi caluniada por um cortesão que dela não conseguiu se aproximar. A rainha muito sofreu e muito lutou até provar inocência de forma incontestável. Sua atuação nas disputas internas das cortes de Portugal e Espanha, nos idos dos séculos XIII e XIV, está contida na história dessas cortes como a única voz a pregar a concórdia e conseguir a pacificação entre tantos egos desejosos de poder. Ao mesmo tempo que ocupava o seu tempo ajudando a amenizar as desgraças do povo pobre e as dores dos enfermos abandonados, com a caridade da sua esmola e sua piedade cristã. Ergueu o Mosteiro de Santa Clara de Coimbra para as jovens piedosas da corte, O mosteiro cisterciense de Almoste e o santuário do Espírito Santo em Alenquer. Também fundou, em Santarém, o Hospital dos Inocentes, para crianças cujas mães, por algum motivo, desejavam abandonar. Com suas posses sustentava asilos e creches, hospitais para velhos e doentes, tratando pessoalmente dos leprosos. Sem dúvida foi um perfeito símbolo de paz, do seu tempo. Quando o marido morreu, em 1335, Isabel recolheu-se no mosteiro das clarissas de Coimbra, onde ingressou na Ordem Terceira Franciscana. Antes, porém, abdicou de seu título de nobreza, indo depositar a coroa real no altar de São Tiago de Compostela. Doou toda a sua imensa fortuna pessoal para as suas obras de caridade. Viveu o resto da vida em pobreza voluntária, na oração, piedade e mortificação, atendendo os pobres e doentes, marginalizados. A rainha Isabel de Portugal morreu, em Estremoz, no dia 4 de julho de 1336. Venerada como santa, foi sepultada no Mosteiro de Coimbra e canonizada pelo papa Urbano VIII em 1665. Santa Isabel de Portugal foi declarada padroeira deste país, sendo invocada pelos portugueses como ‘a rainha santa da concórdia e da paz’. Conheça mais sobre Santa Isabel Santa Isabel não é portuguesa de nascença. Quis a mão da Providência colhê-la no solo aragonês, onde veio ao mundo no longínquo ano de 1271. Precedeu-a em nobreza e santidade sua tia-avó, Santa Isabel da Hungria, de quem herdou, além do nome, os mais excelentes predicados. A pequena filha de Pedro III de Aragão e de Constança da Sicília foi, a exemplo de sua tia, grande seguidora de São Francisco de Assis e uma alma toda voltada para os pobres e necessitados. Em 1282 partiu para as terras lusas, a fim de contrair matrimônio com Dom Dinis, que acabava de subir ao trono. Pacificou ânimos e guerras desde o berço até a hora da morte, e não houve, entre o primeiro nobre e o último, doente quem se furtasse à sua tão benéfica influência. Todos saíam de sua presença dispostos a reconciliar-se com Deus e a perdoar o próximo. A oração e a vida de piedade exerceram papel primordial em sua existência, e foram a causa de todas as conquistas pelo bem do reino e das almas que ela obteve. Toda manhã assistia à Santa Missa em seu oratório com o espírito absorto em santas considerações. Desde os oito anos de idade recitava o Ofício Divino, e acrescentou depois a recitação diária dos salmos penitenciais e outras devoções em honra dos Santos e de Nossa Senhora. Sua devoção a Maria Santíssima foi terna e fecunda, legando à posteridade um traço indelével para a espiritualidade luso- brasileira: o patrocínio da Imaculada Conceição. De fato, foi Santa Isabel quem A escolheu como padroeira de Portugal e fez com que se celebrasse por primeira vez a sua festa, em 8 de dezembro de 1320, quando os raios das disputas teológicas em favor da Conceição Imaculada de Maria espargiam seus primeiros fulgores. A mais pungente atuação de Santa Isabel, a que lhe custou mais sofrimentos e angústias, foi a de enfrentar a rebeldia de seu filho contra o rei. Desejoso de mandar logo no reino e julgando que a coroa tardava muito, o invejoso herdeiro quis proclamar-se rei e declarou guerra a Dom Dinis. Desprezando todos os bons exemplos que sua mãe sempre lhe dera, organizou um exército e defrontou-se contra o autor de seus dias. Ao morrer Dom Dinis, em 1325, Santa Isabel contava 54 anos de idade, e ainda viveu mais onze. Nesse período abraçou a Ordem Terceira de São Francisco e abandonou as pompas da corte, a fim de viver exclusivamente para a oração e a caridade. Sua virtude heróica e a doação de si mesma atingiram o máximo esplendor; ela estava pronta para reinar no Céu. No dia 4 de julho de 1336, enquanto intermediava uma ação de paz em Estremoz, veio Maria Santíssima buscá-la para a pátria definitiva, onde gozaria da glória eterna. Enquanto todos choravam a perda insuperável, ela se rejubilava por estar na iminência da posse definitiva do Deus a quem tão bem servira. Suas últimas palavras foram: “Maria, Mãe da graça, Mãe de misericórdia, protege-nos do inimigo e recebe-nos à hora da morte”. Era desejo seu ser enterrada em Coimbra, no convento de Santa Clara, fundado por ela. Foi canonizada em 25 de Maio de 1625 pelo Papa Urbano VIII. Mãe e rainha, bondosa e decidida, corajosa e pacificadora, foi amada com paixão por seus súditos. Seu segredo: o amor a Jesus crucificado acima de todas as coisas. . Quem alguma vez teve a aprazível oportunidade de visitar Coimbra, certamente terá admirado suas numerosas maravilhas: desde o precioso jazigo de Dom Afonso Henriques,fundador do Reino de Portugal, até os variados e belos parques que adornam a cidade. Brilha ainda a histórica Universidade que, através de suas sólidas raízes e requintados frutos, é a instituição que representa a maior expressão da Língua Portuguesa. Contudo, quem vem de longe não deixa de notar o sincero carinho dos habitantes por sua insigne padroeira, a Rainha Santa Isabel: o anjo de bondade e de paz que o Senhor mandou para Portugal. Curiosamente, Santa Isabel não é portuguesa de nascença. Quis a mão da Providência colhê-la no solo aragonês, onde veio ao mundo no longínquo ano de 1271. Precedeu-a em nobreza e santidade sua tia-avó, Santa Isabel da Hungria, de quem herdou, além do nome, os mais excelentes predicados. A pequena filha de Pedro III de Aragão e de Constança da Sicília foi, a exemplo de sua tia, grande seguidora de São Francisco de Assis e uma alma toda voltada para os pobres e necessitados. Pacificou ânimos e guerras desde o berço até a hora da morte, e não houve, entre o primeiro nobre e o último, doente quem se furtasse à sua tão benéfica influência. Todos saíam de sua presença dispostos a reconciliar-se com Deus e a perdoar o próximo. Uma menina que dulcificava os corações Quando nasceu Santa Isabel, havia uma briga entre seu pai e seu avô, Jaime I, o Conquistador. Há tempo não se falavam, porque esse rei de Aragão não aprovava o casamento de seu filho Pedro com Dona Constança. Apenas nasceu a santa menina, foram-se apagando as desavenças domésticas e houve grande harmonia naquela casa real. O destemido avô não ocultava sua grande predileção por essa criança e fez questão de que ela fosse educada em seu palácio, para poder gozar de sua companhia. A razão mais profunda pela qual não queria separar-se dela era o sensível influxo de bênçãos e a suavidade que emanavam de sua pessoa. Num ambiente carregado de tensões e pesados encargos, aquele precioso tesouro dulcificava os corações. Após o falecimento de Jaime I, a infanta permaneceu ainda alguns anos com seus pais. Muito em breve ela se tornaria rainha de Portugal. Na corte de Portugal Em 1282 partiu para as terras lusas, a fim de contrair matrimônio com Dom Dinis, que acabava de subir ao trono. Nunca se tinha visto ali uma soberana de tamanha modéstia e amabilidade. Seu recolhimento e união com Deus não tardaram a cativar o povo, o qual logo retribuiu o amor de que estava sendo objeto. Para aumentar a confiança de todos na jovem soberana, concorreu a paz que ela obteve, logo ao chegar, entre Dom Dinis e seu irmão que lhe disputava a coroa. Sua vida na corte foi uma constante busca do sobrenatural. Sem omitir nenhuma das obrigações impostas pela sua condição de rainha, o seu coração não se prendeu a esta terra. Estava presente em todas as festividades do reino e sinceramente se regozijava com o povo; cingia a coroa e trajava os mais ricos vestidos para, ao lado do rei, receber as autoridades ilustres que vinham honrá-la e colocarse a seu serviço. Entretanto, nem por isso envaideceu-se e desejou aquelas glórias para si. Julgava-se pecadora e teria preferido mil vezes ser pobre a possuir todos os tesouros reais. Precursora da devoção à Imaculada A oração e a vida de piedade exerceram papel primordial em sua existência, e foram a causa de todas as conquistas pelo bem do reino e das almas que ela obteve. Toda manhã assistia à Santa Missa em seu oratório com o espírito absorto em santas considerações. Desde os oito anos de idade recitava o Ofício Divino, e acrescentou depois a recitação diária dos salmos penitenciais e outras devoções em honra dos Santos e de Nossa Senhora. Sua devoção a Maria Santíssima foi terna e fecunda, legando à posteridade um traço indelével para a espiritualidade luso- brasileira: o patrocínio da Imaculada Conceição. De fato, foi Santa Isabel quem A escolheu como padroeira de Portugal e fez com que se celebrasse por primeira vez a sua festa, em 8 de dezembro de 1320, quando os raios das disputas teológicas em favor da Conceição Imaculada de Maria espargiam seus primeiros fulgores. Sofrimentos de esposa e rainha Assim amparada pelas forças divinas, ela preparou-se para as grandes cruzes e Assistiu ainda com maior sofrimento às inimizades entre governantes cristãos seus parentes, que por ambição disputavam entre si terras e honrarias e, em conseqüência de suas pretensões, causavam derramamento de sangue. Corajosamente, Santa Isabel ergueu- se em toda a sua estatura e impediu uma grande quantidade de combates que estavam a ponto de estalar. Dom Dinis e Dom Afonso – irmão do rei – estavam em pé de guerra pela coroa de Portugal. O mesmo rei seu esposo tinha com o monarca de Castela, Sancho IX, sérias contendas em torno das fronteiras entre os reinos. Anos mais tarde, Dom Fernando IV de Castela – seu genro – e Dom Jaime II de Aragão – seu irmão – nutriam mutuamente uma feroz inimizade que caminhava para um terrível enfrentamento. Seu irmão, Frederico da Sicília, e Roberto de Nápoles guerreavam violentamente por razões políticas… Quantas lágrimas este quadro desolador custou a seu reto coração! Erguendo constantes preces a Deus e implorando a cada um desses soberanos que ouvisse a voz da justiça, ela saiu vitoriosa em todas as desavenças nas quais interveio. A Rainha Santa provou que a paz não se deve tanto a tratados e a considerações de caráter econômico, quanto a almas santas que aplaquem a ira e o ódio por meio da mansidão e da clemência. Coragem e intrepidez de mãe A mais pungente atuação de Santa Isabel, a que lhe custou mais sofrimentos e angústias, foi a de enfrentar a rebeldia de seu filho contra o rei. Desejoso de mandar logo no reino e julgando que a coroa tardava muito, o invejoso herdeiro quis proclamar-se rei e declarou guerra a Dom Dinis. Desprezando todos os bons exemplos que sua mãe sempre lhe dera, organizou um exército e defrontou-se contra o autor de seus dias. De um lado, o rei marcha diante de seus homens, disposto a tudo para manter o cargo que lhe cabe por direito. De outro, o filho insolente o enfrenta e despreza o mandato divino que obriga a honrar pai e mãe. No momento em que o silêncio nos dois campos inimigos indica o início da batalha, surge a figura intrépida da rainha: em sua veloz montaria, ela rasga a arena da discórdia e se interpõe entre as criaturas que mais ama neste mundo, para implorar o perdão e a paz. Seu olhar, sempre carregado de doçura, volta-se desta vez severo e penetrante para o filho ambicioso: “Como te atreves a proceder deste modo? Pesa- te tanto assim a obediência que deves a teu pai e senhor? Que podes tu esperar do povo no dia em que te caiba governar o reino, se estás a legitimar a traição com este mau exemplo? Enfim… se de nada te servem os meus conselhos e carinho de mãe, teme ao menos a ira de Deus, que justamente castiga os escândalos!” Seria possível resistir a este apelo materno, feito diante de milhares de súditos? Arrependido e cheio de confusão, o filho ajoelha-se sem replicar, pede perdão ao rei e jura-lhe fidelidade. Mais uma vez a Rainha Santa afasta as negras nuvens do horizonte e faz brilhar, para gáudio de todos, o arco-íris da bonança. A caridade e o amor aos pobres A par de seu espírito pacificador, foi na prática da caridade e no amor aos pobres que o seu amor a Deus se projetou inteiramente. Tanto se dedicou aos fracos, cuidou dos enfermos, fundou hospitais e protegeu toda categoria de desvalidos, que não é possível encontrar explicação humana para a fecundidade assombrosa de suas iniciativas. Quando a querida rainha saía no paço, uma multidão de infelizes a seguia, pedindo socorro, e nunca algum deles se retirava sem ser generosamente atendido. Gostava de cuidar pessoalmente dos leprosos mais repugnantes, tratar-lhes as chagas e lavar- lhes as roupas; encaminhava para uma vida digna os órfãos e as viúvas e até na hora da morte não abandonava os infelizes, para os quais providenciava uma sepultura digna e mandava celebrar Missas em sufrágio de suas almas. Como corolário de sua fé inabalável, não poucos eram os doentes que saíam de sua presença inteiramente curados. Morre como terciária franciscana Ao morrer Dom Dinis, em 1325, Santa Isabel contava 54 anos de idade, e ainda viveu mais onze. Nesse período abraçou a Ordem Terceira de São Francisco e abandonou as pompas da corte, a fim de viver exclusivamente para a oração e a caridade. Sua virtude heróica e a doação de si mesma atingiram o máximo esplendor; ela estava pronta para reinar no Céu. No dia 4 de julho de 1336, enquanto intermediava uma ação de paz em Estremoz, veio Maria Santíssima buscá-la para a pátria definitiva, onde gozaria da glória eterna. Enquanto todos choravam a perda insuperável, ela se rejubilava por estar na iminência da posse definitiva do Deus a quem tão bem servira. Suas últimas palavras foram: “Maria, Mãe da graça, Mãe de misericórdia, protegenos do inimigo e recebe-nos à hora da morte”. Era desejo seu ser enterrada em Coimbra, no convento de Santa Clara, fundado por ela. Sua memória rapidamente ultrapassou as fronteiras do reino, e em todo o orbe cristão era conhecida aquela soberana que foi o mais belo ornato do glorioso Portugal. Uma canonização singular O modo singular como Santa Isabel foi canonizada bem serve para mostrar o quanto, sendo a vontade Deus glorificar algum de seus filhos ilustres, nenhum obstáculo humano é capaz de impedi-Lo. Inumeráveis foram os milagres obtidos junto a seu corpo, que permanecia surpreendentemente incorrupto e exalava um bálsamo odorífico. Em Portugal e na Espanha os devotos ansiavam por vê-la nos altares e dedicar igrejas em sua honra. Os soberanos que dela descendiam insistiam junto às autoridades eclesiásticas para acelerarem o processo. Nos primórdios do séc. XVII, a canonização era o termo final de uma série de autorizações concedidas pela Santa Sé para a veneração dos santos. Sendo assim, era comum que apenas em algumas dioceses ou regiões se pudesse celebrar um bem-aventurado, mas Neste intuito reformador, apenas subiu ao sólio pontifício e logo declarou que não haveria de canonizar nenhum santo! E justo agora que tudo propiciava a glorificação definitiva da querida Rainha Isabel… Que fizeram os devotos agradecidos? Encomendaram aos céus o filial intento, e obtiveram pela oração o que pelos meios humanos não conseguiram. Após ter enviado várias cartas reforçando o pedido, e também um representante que muito insistiu junto a Urbano VIII, tudo o que o soberano então reinante, Filipe IV, conseguiu foi que o Papa, por educação e cortesia, aceitasse uma imagem da veneranda rainha. Entretanto, pairava um desígnio superior sobre o intrincado caso. Tendo o Papa caído gravemente enfermo, com febres malignas e já quase sem esperança de vida, lembrou-se da rainha de Portugal. Tanto se falava de seu amor pelos doentes, de seu incansável zelo por curar-lhes o corpo e a alma… Encomendou-se a ela o Papa também, esquecendo-se de sua prudente reserva para com os justos de Deus. Eis que no dia seguinte amanheceu bom, sem nenhum risco de vida! Tão comovido ficou por ver a bondade de sua protetora que mudou seu parecer. Canonizaria, por uma especial exceção, a rainha de Portugal; e o faria com o “coração grande”, alistando-se ele também nas fileiras de seus devotos. Assim se explica a magnífica cerimônia que teve lugar na Basílica de São Pedro, em 25 de maio de 1625. Nem antes nem depois, nos 21 anos de seu pontificado, Urbano VIII canonizou qualquer outro santo! * * * Como é eloqüente o exemplo que nos deu a bondosa rainha Santa Isabel, a qual se abriu sem reservas para a mensagem do Evangelho e compreendeu que o tempo é breve e a figura deste mundo passa! Enfrentando as amargas conseqüências do vício e da vanglória que a rodeavam, ela manteve a integridade de quem não se entregou ao pecado e correspondeu com alegria aos desígnios divinos. Em Coimbra se conserva um precioso manuscrito com estas belas palavras a seu respeito: “A Cruz e os espinhos do meu Senhor são o meu cetro e a minha coroa”. Eis o segredo de todos os maravilhosos frutos que ela colheu ao longo de sua vida: o amor a Jesus crucificado acima de todas as coisas. Sigamos seu rastro luminoso de quem só almeja os bens do alto, e obteremos também o inestimável dom da paz para nossos dias. (Revista Arautos do Evangelho, Julho/2007, n. 67, p. 22 à 25)
- Santa Isabel de Portugal, padroeira de Portugal, a rainha santa da concórdia e da paz – 04 de
SANTO DO DIA – 04 DE JULHO – SANTA ISABEL DE PORTUGAL Rainha (1271-1336) Isabel nasceu na Espanha, em 1271. Entre seus antepassados estão muitos santos, reis e imperadores. Era filha de Pedro II, rei de Aragão, que, no entanto, era um jovem príncipe quando ela nasceu. Sem querer ocupar-se com a educação da filha, o monarca determinou que fosse cuidada pelo avô, Tiago I, que se convertera ao cristianismo e levava uma vida voltada para a fé. Sorte da pequena futura rainha, que recebeu, então, uma formação perfeita e digna no seguimento de Cristo. Tinha apenas doze anos quando foi pedida em casamento por três príncipes, como nos contos de fadas. Seu pai escolheu o herdeiro do trono de Portugal, dom Dinis. Esse casamento significou para Isabel uma coroa de rainha e uma cruz de martírio, que carregou com humildade e galhardia nos anos seguintes de sua vida. Isabel é tida como uma das rainhas mais belas das cortes espanhola e portuguesa; além disso, possuía uma forte e doce personalidade, era também muito inteligente, culta e diplomata. Ela deu dois filhos ao rei: Constância, que seria no futuro rainha de Castela, e Afonso, herdeiro do trono de Portugal. Mas eram incontáveis as aventuras extraconjugais do rei, tão conhecidas e comentadas que humilhavam profundamente a bondosa rainha perante o mundo inteiro. Ela nunca se manifestava sobre a situação, de nada reclamava e a tudo perdoava, mantendo-se fiel ao casamento em Deus, que fizera. Criou os filhos, inclusive os do rei fora do casamento, dentro dos sinceros preceitos cristãos. Perdeu cedo a filha e o genro, criando ela mesma o neto, também um futuro monarca. Não bastassem essas amarguras familiares, foi vítima das desavenças políticas do marido com parentes, e sobretudo do comportamento de seu filho Afonso, que tinha uma personalidade combativa. Depois, ainda foi caluniada por um cortesão que dela não conseguiu se aproximar. A rainha muito sofreu e muito lutou até provar inocência de forma incontestável. Sua atuação nas disputas internas das cortes de Portugal e Espanha, nos idos dos séculos XIII e XIV, está contida na história dessas cortes como a única voz a pregar a concórdia e conseguir a pacificação entre tantos egos desejosos de poder. Ao mesmo tempo que ocupava o seu tempo ajudando a amenizar as desgraças do povo pobre e as dores dos enfermos abandonados, com a caridade da sua esmola e sua piedade cristã. Ergueu o Mosteiro de Santa Clara de Coimbra para as jovens piedosas da corte, O mosteiro cisterciense de Almoste e o santuário do Espírito Santo em Alenquer. Também fundou, em Santarém, o Hospital dos Inocentes, para crianças cujas mães, por algum motivo, desejavam abandonar. Com suas posses sustentava asilos e creches, hospitais para velhos e doentes, tratando pessoalmente dos leprosos. Sem dúvida foi um perfeito símbolo de paz, do seu tempo. Quando o marido morreu, em 1335, Isabel recolheu-se no mosteiro das clarissas de Coimbra, onde ingressou na Ordem Terceira Franciscana. Antes, porém, abdicou de seu título de nobreza, indo depositar a coroa real no altar de São Tiago de Compostela. Doou toda a sua imensa fortuna pessoal para as suas obras de caridade. Viveu o resto da vida em pobreza voluntária, na oração, piedade e mortificação, atendendo os pobres e doentes, marginalizados. A rainha Isabel de Portugal morreu, em Estremoz, no dia 4 de julho de 1336. Venerada como santa, foi sepultada no Mosteiro de Coimbra e canonizada pelo papa Urbano VIII em 1665. Santa Isabel de Portugal foi declarada padroeira deste país, sendo invocada pelos portugueses como ‘a rainha santa da concórdia e da paz’. Conheça mais sobre Santa Isabel Santa Isabel não é portuguesa de nascença. Quis a mão da Providência colhê-la no solo aragonês, onde veio ao mundo no longínquo ano de 1271. Precedeu-a em nobreza e santidade sua tia-avó, Santa Isabel da Hungria, de quem herdou, além do nome, os mais excelentes predicados. A pequena filha de Pedro III de Aragão e de Constança da Sicília foi, a exemplo de sua tia, grande seguidora de São Francisco de Assis e uma alma toda voltada para os pobres e necessitados. Em 1282 partiu para as terras lusas, a fim de contrair matrimônio com Dom Dinis, que acabava de subir ao trono. Pacificou ânimos e guerras desde o berço até a hora da morte, e não houve, entre o primeiro nobre e o último, doente quem se furtasse à sua tão benéfica influência. Todos saíam de sua presença dispostos a reconciliar-se com Deus e a perdoar o próximo. A oração e a vida de piedade exerceram papel primordial em sua existência, e foram a causa de todas as conquistas pelo bem do reino e das almas que ela obteve. Toda manhã assistia à Santa Missa em seu oratório com o espírito absorto em santas considerações. Desde os oito anos de idade recitava o Ofício Divino, e acrescentou depois a recitação diária dos salmos penitenciais e outras devoções em honra dos Santos e de Nossa Senhora. Sua devoção a Maria Santíssima foi terna e fecunda, legando à posteridade um traço indelével para a espiritualidade luso- brasileira: o patrocínio da Imaculada Conceição. De fato, foi Santa Isabel quem A escolheu como padroeira de Portugal e fez com que se celebrasse por primeira vez a sua festa, em 8 de dezembro de 1320, quando os raios das disputas teológicas em favor da Conceição Imaculada de Maria espargiam seus primeiros fulgores. A mais pungente atuação de Santa Isabel, a que lhe custou mais sofrimentos e angústias, foi a de enfrentar a rebeldia de seu filho contra o rei. Desejoso de mandar logo no reino e julgando que a coroa tardava muito, o invejoso herdeiro quis proclamar-se rei e declarou guerra a Dom Dinis. Desprezando todos os bons exemplos que sua mãe sempre lhe dera, organizou um exército e defrontou-se contra o autor de seus dias. Ao morrer Dom Dinis, em 1325, Santa Isabel contava 54 anos de idade, e ainda viveu mais onze. Nesse período abraçou a Ordem Terceira de São Francisco e abandonou as pompas da corte, a fim de viver exclusivamente para a oração e a caridade. Sua virtude heróica e a doação de si mesma atingiram o máximo esplendor; ela estava pronta para reinar no Céu. No dia 4 de julho de 1336, enquanto intermediava uma ação de paz em Estremoz, veio Maria Santíssima buscá-la para a pátria definitiva, onde gozaria da glória eterna. Enquanto todos choravam a perda insuperável, ela se rejubilava por estar na iminência da posse definitiva do Deus a quem tão bem servira. Suas últimas palavras foram: “Maria, Mãe da graça, Mãe de misericórdia, protege-nos do inimigo e recebe-nos à hora da morte”. Era desejo seu ser enterrada em Coimbra, no convento de Santa Clara, fundado por ela. Foi canonizada em 25 de Maio de 1625 pelo Papa Urbano VIII. Mãe e rainha, bondosa e decidida, corajosa e pacificadora, foi amada com paixão por seus súditos. Seu segredo: o amor a Jesus crucificado acima de todas as coisas. . Quem alguma vez teve a aprazível oportunidade de visitar Coimbra, certamente terá admirado suas numerosas maravilhas: desde o precioso jazigo de Dom Afonso Henriques,fundador do Reino de Portugal, até os variados e belos parques que adornam a cidade. Brilha ainda a histórica Universidade que, através de suas sólidas raízes e requintados frutos, é a instituição que representa a maior expressão da Língua Portuguesa. Contudo, quem vem de longe não deixa de notar o sincero carinho dos habitantes por sua insigne padroeira, a Rainha Santa Isabel: o anjo de bondade e de paz que o Senhor mandou para Portugal. Curiosamente, Santa Isabel não é portuguesa de nascença. Quis a mão da Providência colhê-la no solo aragonês, onde veio ao mundo no longínquo ano de 1271. Precedeu-a em nobreza e santidade sua tia-avó, Santa Isabel da Hungria, de quem herdou, além do nome, os mais excelentes predicados. A pequena filha de Pedro III de Aragão e de Constança da Sicília foi, a exemplo de sua tia, grande seguidora de São Francisco de Assis e uma alma toda voltada para os pobres e necessitados. Pacificou ânimos e guerras desde o berço até a hora da morte, e não houve, entre o primeiro nobre e o último, doente quem se furtasse à sua tão benéfica influência. Todos saíam de sua presença dispostos a reconciliar-se com Deus e a perdoar o próximo. Uma menina que dulcificava os corações Quando nasceu Santa Isabel, havia uma briga entre seu pai e seu avô, Jaime I, o Conquistador. Há tempo não se falavam, porque esse rei de Aragão não aprovava o casamento de seu filho Pedro com Dona Constança. Apenas nasceu a santa menina, foram-se apagando as desavenças domésticas e houve grande harmonia naquela casa real. O destemido avô não ocultava sua grande predileção por essa criança e fez questão de que ela fosse educada em seu palácio, para poder gozar de sua companhia. A razão mais profunda pela qual não queria separar-se dela era o sensível influxo de bênçãos e a suavidade que emanavam de sua pessoa. Num ambiente carregado de tensões e pesados encargos, aquele precioso tesouro dulcificava os corações. Após o falecimento de Jaime I, a infanta permaneceu ainda alguns anos com seus pais. Muito em breve ela se tornaria rainha de Portugal. Na corte de Portugal Em 1282 partiu para as terras lusas, a fim de contrair matrimônio com Dom Dinis, que acabava de subir ao trono. Nunca se tinha visto ali uma soberana de tamanha modéstia e amabilidade. Seu recolhimento e união com Deus não tardaram a cativar o povo, o qual logo retribuiu o amor de que estava sendo objeto. Para aumentar a confiança de todos na jovem soberana, concorreu a paz que ela obteve, logo ao chegar, entre Dom Dinis e seu irmão que lhe disputava a coroa. Sua vida na corte foi uma constante busca do sobrenatural. Sem omitir nenhuma das obrigações impostas pela sua condição de rainha, o seu coração não se prendeu a esta terra. Estava presente em todas as festividades do reino e sinceramente se regozijava com o povo; cingia a coroa e trajava os mais ricos vestidos para, ao lado do rei, receber as autoridades ilustres que vinham honrá-la e colocarse a seu serviço. Entretanto, nem por isso envaideceu-se e desejou aquelas glórias para si. Julgava-se pecadora e teria preferido mil vezes ser pobre a possuir todos os tesouros reais. Precursora da devoção à Imaculada A oração e a vida de piedade exerceram papel primordial em sua existência, e foram a causa de todas as conquistas pelo bem do reino e das almas que ela obteve. Toda manhã assistia à Santa Missa em seu oratório com o espírito absorto em santas considerações. Desde os oito anos de idade recitava o Ofício Divino, e acrescentou depois a recitação diária dos salmos penitenciais e outras devoções em honra dos Santos e de Nossa Senhora. Sua devoção a Maria Santíssima foi terna e fecunda, legando à posteridade um traço indelével para a espiritualidade luso- brasileira: o patrocínio da Imaculada Conceição. De fato, foi Santa Isabel quem A escolheu como padroeira de Portugal e fez com que se celebrasse por primeira vez a sua festa, em 8 de dezembro de 1320, quando os raios das disputas teológicas em favor da Conceição Imaculada de Maria espargiam seus primeiros fulgores. Sofrimentos de esposa e rainha Assim amparada pelas forças divinas, ela preparou-se para as grandes cruzes e Assistiu ainda com maior sofrimento às inimizades entre governantes cristãos seus parentes, que por ambição disputavam entre si terras e honrarias e, em conseqüência de suas pretensões, causavam derramamento de sangue. Corajosamente, Santa Isabel ergueu- se em toda a sua estatura e impediu uma grande quantidade de combates que estavam a ponto de estalar. Dom Dinis e Dom Afonso – irmão do rei – estavam em pé de guerra pela coroa de Portugal. O mesmo rei seu esposo tinha com o monarca de Castela, Sancho IX, sérias contendas em torno das fronteiras entre os reinos. Anos mais tarde, Dom Fernando IV de Castela – seu genro – e Dom Jaime II de Aragão – seu irmão – nutriam mutuamente uma feroz inimizade que caminhava para um terrível enfrentamento. Seu irmão, Frederico da Sicília, e Roberto de Nápoles guerreavam violentamente por razões políticas… Quantas lágrimas este quadro desolador custou a seu reto coração! Erguendo constantes preces a Deus e implorando a cada um desses soberanos que ouvisse a voz da justiça, ela saiu vitoriosa em todas as desavenças nas quais interveio. A Rainha Santa provou que a paz não se deve tanto a tratados e a considerações de caráter econômico, quanto a almas santas que aplaquem a ira e o ódio por meio da mansidão e da clemência. Coragem e intrepidez de mãe A mais pungente atuação de Santa Isabel, a que lhe custou mais sofrimentos e angústias, foi a de enfrentar a rebeldia de seu filho contra o rei. Desejoso de mandar logo no reino e julgando que a coroa tardava muito, o invejoso herdeiro quis proclamar-se rei e declarou guerra a Dom Dinis. Desprezando todos os bons exemplos que sua mãe sempre lhe dera, organizou um exército e defrontou-se contra o autor de seus dias. De um lado, o rei marcha diante de seus homens, disposto a tudo para manter o cargo que lhe cabe por direito. De outro, o filho insolente o enfrenta e despreza o mandato divino que obriga a honrar pai e mãe. No momento em que o silêncio nos dois campos inimigos indica o início da batalha, surge a figura intrépida da rainha: em sua veloz montaria, ela rasga a arena da discórdia e se interpõe entre as criaturas que mais ama neste mundo, para implorar o perdão e a paz. Seu olhar, sempre carregado de doçura, volta-se desta vez severo e penetrante para o filho ambicioso: “Como te atreves a proceder deste modo? Pesa- te tanto assim a obediência que deves a teu pai e senhor? Que podes tu esperar do povo no dia em que te caiba governar o reino, se estás a legitimar a traição com este mau exemplo? Enfim… se de nada te servem os meus conselhos e carinho de mãe, teme ao menos a ira de Deus, que justamente castiga os escândalos!” Seria possível resistir a este apelo materno, feito diante de milhares de súditos? Arrependido e cheio de confusão, o filho ajoelha-se sem replicar, pede perdão ao rei e jura-lhe fidelidade. Mais uma vez a Rainha Santa afasta as negras nuvens do horizonte e faz brilhar, para gáudio de todos, o arco-íris da bonança. A caridade e o amor aos pobres A par de seu espírito pacificador, foi na prática da caridade e no amor aos pobres que o seu amor a Deus se projetou inteiramente. Tanto se dedicou aos fracos, cuidou dos enfermos, fundou hospitais e protegeu toda categoria de desvalidos, que não é possível encontrar explicação humana para a fecundidade assombrosa de suas iniciativas. Quando a querida rainha saía no paço, uma multidão de infelizes a seguia, pedindo socorro, e nunca algum deles se retirava sem ser generosamente atendido. Gostava de cuidar pessoalmente dos leprosos mais repugnantes, tratar-lhes as chagas e lavar- lhes as roupas; encaminhava para uma vida digna os órfãos e as viúvas e até na hora da morte não abandonava os infelizes, para os quais providenciava uma sepultura digna e mandava celebrar Missas em sufrágio de suas almas. Como corolário de sua fé inabalável, não poucos eram os doentes que saíam de sua presença inteiramente curados. Morre como terciária franciscana Ao morrer Dom Dinis, em 1325, Santa Isabel contava 54 anos de idade, e ainda viveu mais onze. Nesse período abraçou a Ordem Terceira de São Francisco e abandonou as pompas da corte, a fim de viver exclusivamente para a oração e a caridade. Sua virtude heróica e a doação de si mesma atingiram o máximo esplendor; ela estava pronta para reinar no Céu. No dia 4 de julho de 1336, enquanto intermediava uma ação de paz em Estremoz, veio Maria Santíssima buscá-la para a pátria definitiva, onde gozaria da glória eterna. Enquanto todos choravam a perda insuperável, ela se rejubilava por estar na iminência da posse definitiva do Deus a quem tão bem servira. Suas últimas palavras foram: “Maria, Mãe da graça, Mãe de misericórdia, protegenos do inimigo e recebe-nos à hora da morte”. Era desejo seu ser enterrada em Coimbra, no convento de Santa Clara, fundado por ela. Sua memória rapidamente ultrapassou as fronteiras do reino, e em todo o orbe cristão era conhecida aquela soberana que foi o mais belo ornato do glorioso Portugal. Uma canonização singular O modo singular como Santa Isabel foi canonizada bem serve para mostrar o quanto, sendo a vontade Deus glorificar algum de seus filhos ilustres, nenhum obstáculo humano é capaz de impedi-Lo. Inumeráveis foram os milagres obtidos junto a seu corpo, que permanecia surpreendentemente incorrupto e exalava um bálsamo odorífico. Em Portugal e na Espanha os devotos ansiavam por vê-la nos altares e dedicar igrejas em sua honra. Os soberanos que dela descendiam insistiam junto às autoridades eclesiásticas para acelerarem o processo. Nos primórdios do séc. XVII, a canonização era o termo final de uma série de autorizações concedidas pela Santa Sé para a veneração dos santos. Sendo assim, era comum que apenas em algumas dioceses ou regiões se pudesse celebrar um bem-aventurado, mas Neste intuito reformador, apenas subiu ao sólio pontifício e logo declarou que não haveria de canonizar nenhum santo! E justo agora que tudo propiciava a glorificação definitiva da querida Rainha Isabel… Que fizeram os devotos agradecidos? Encomendaram aos céus o filial intento, e obtiveram pela oração o que pelos meios humanos não conseguiram. Após ter enviado várias cartas reforçando o pedido, e também um representante que muito insistiu junto a Urbano VIII, tudo o que o soberano então reinante, Filipe IV, conseguiu foi que o Papa, por educação e cortesia, aceitasse uma imagem da veneranda rainha. Entretanto, pairava um desígnio superior sobre o intrincado caso. Tendo o Papa caído gravemente enfermo, com febres malignas e já quase sem esperança de vida, lembrou-se da rainha de Portugal. Tanto se falava de seu amor pelos doentes, de seu incansável zelo por curar-lhes o corpo e a alma… Encomendou-se a ela o Papa também, esquecendo-se de sua prudente reserva para com os justos de Deus. Eis que no dia seguinte amanheceu bom, sem nenhum risco de vida! Tão comovido ficou por ver a bondade de sua protetora que mudou seu parecer. Canonizaria, por uma especial exceção, a rainha de Portugal; e o faria com o “coração grande”, alistando-se ele também nas fileiras de seus devotos. Assim se explica a magnífica cerimônia que teve lugar na Basílica de São Pedro, em 25 de maio de 1625. Nem antes nem depois, nos 21 anos de seu pontificado, Urbano VIII canonizou qualquer outro santo! * * * Como é eloqüente o exemplo que nos deu a bondosa rainha Santa Isabel, a qual se abriu sem reservas para a mensagem do Evangelho e compreendeu que o tempo é breve e a figura deste mundo passa! Enfrentando as amargas conseqüências do vício e da vanglória que a rodeavam, ela manteve a integridade de quem não se entregou ao pecado e correspondeu com alegria aos desígnios divinos. Em Coimbra se conserva um precioso manuscrito com estas belas palavras a seu respeito: “A Cruz e os espinhos do meu Senhor são o meu cetro e a minha coroa”. Eis o segredo de todos os maravilhosos frutos que ela colheu ao longo de sua vida: o amor a Jesus crucificado acima de todas as coisas. Sigamos seu rastro luminoso de quem só almeja os bens do alto, e obteremos também o inestimável dom da paz para nossos dias. (Revista Arautos do Evangelho, Julho/2007, n. 67, p. 22 à 25)
- São Tomé, o Apóstolo que tocou as chagas – 03 de Julho
SANTO DO DIA – 03 DE JULHO – SÃO TOMÉ Apóstolo (século I) Embora na nossa memória a presença de são Tomé faça sempre pensar em incredulidade e nos lembre daqueles que ‘precisam ver para crer’, sua importância não se resume a permitir a inclusão na Bíblia da dúvida humana. Ela nos remete, também, a outras fraquezas naturais do ser humano, como a aflição e a necessidade de clareza e pé no chão. Mas, e principalmente, mostra a aceitação dessas fraquezas por Deus e seu Filho no projeto de sua vinda para nossa salvação. São três as grandes passagens do apóstolo Tomé no livro sagrado. A primeira é quando Jesus é chamado para voltar à Judéia e acudir Lázaro. Seu grupo tenta impedir que se arrisque, pois havia ameaças dos inimigos e Jesus poderia ser apedrejado. Mas ele disse que iria assim mesmo e, aflito, Tomé intima os demais: ‘Então vamos também e morramos com ele!’ Na segunda passagem, demonstra melancolia e incerteza. Jesus reuniu os discípulos no cenáculo e os avisou de que era chegada a hora do cumprimento das determinações de seu Pai. Falou com eles em tom de despedida, conclamando-os a segui-lo: ‘Para onde eu vou vocês sabem. E também sabem o caminho’. Tomé queria mais detalhes, talvez até tentando convencer Jesus a evitar o sacrifício: ‘Se não sabemos para onde vais, como poderemos conhecer o caminho?’. A resposta de Jesus passou para a história: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim’. E a terceira e definitiva passagem foi a que mais marcou a trajetória do apóstolo. Foi justamente quando todos lhe contaram que o Cristo havia ressuscitado, pois ele era o único que não estava presente ao evento. Tomé disse que só acreditaria se visse nas mãos do Cristo o lugar dos cravos e tocasse-lhe o peito dilacerado. A dúvida em pessoa, como se vê. Mas ele pôde comprovar tanto quanto quis, pois Jesus lhe apareceu e disse: ‘Põe o teu dedo aqui e vê minhas mãos!… Não sejas incrédulo, acredita!’ Dessa forma, sua incredulidade tornou-se apenas mais uma prova dos fatos que mudaram a história da humanidade. O apóstolo Tomé ou Tomás, como também é chamado, tinha o apelido de Dídimo, que quer dizer ‘gêmeo e natural da Galiléia’. Era pescador quando Jesus o encontrou e o admitiu entre seus discípulos. Após a crucificação e a ressurreição, pregou entre os medos e os partas, povos que habitavam a Pérsia. Há também indícios de que tenha levado o Evangelho à Índia, segundo as pistas encontradas por são Francisco Xavier no século XVI. Morreu martirizado com uma lança, segundo a antiga tradição cristã. Sua festa é comemorada em 3 de julho. Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João ( Jo 20, 24-29) Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir as marcas dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” São Tomé esteve no Brasil? Um homem de longas barbas, a quem chamavam Sumé, de aspecto venerável, a ensinar a doutrina cristã e a aproveitar os recursos da terra. Era assim que os índios da Baia de Todos os Santos relatavam para os colonos e missionários aqui chegados. Os primeiros registros são de 1514. Seria verdade ou lenda? Vejamos os documentos da época, cuidadosamente conservados. Em 1549 chegam à Bahia o Pe. Nóbrega e Anchieta. Poucos dias depois em carta aos jesuítas de Lisboa (1) conta o Pe. Nóbrega ter ouvido dos índios referências a um evangelizador que, além de pregar a doutrina cristã, lhes ensinara a colher raízes comestíveis, como a mandioca. Quem seria ele? Pegadas misteriosas na rocha Informa o Pe. Nóbrega em sua carta: “Dizem eles que São Tomé, a quem chamam Sumé, passou por aqui. Isto lhes foi dito por seus antepassados.(…) E que suas pegadas estão marcadas [numa rocha à beira-mar] (2), as quais eu fui ver para ter mais certeza da verdade, e vi com os próprios olhos quatro pegadas muito assinaladas com seus dedos, as quais algumas vezes [a maré] cobre quando sobe.(…) Dizem também que lhes prometeu voltar outra vez.” Escrevendo no mesmo ano ao Dr. Martin de Azpicueta, de Coimbra, diz: “E também [os índios] têm notícia de São Tomé, e há em uma rocha nesta Bahia umas pisadas que se têm por suas, e outras em São Vicente”. Quando gravou milagrosamente na rocha as marcas de seus pés, estava o santo Apóstolo “fugindo dos índios que o queriam flechar”. Teria querido ele, num último ato de bondade, deixar aos índios um testemunho que os ajudasse a crer na palavra dos missionários chegados séculos depois? Pegadas de São Tomé ?- Paripe- Salvador-Bahia Jesuítas promovem romarias Em carta de 1552, o Pe. Francisco Pires relata uma das frequentes peregrinações ao local das pegadas: Disseram-nos [os índios] que morássemos ali [local chamado Paripe, a algumas léguas da cidade do Salvador] e que nós, que sabíamos, os ensinássemos e eles nos fariam uma casa nas pegadas do bem-aventurado Santo. Com eles partimos de manhã (…) Lá chegando era meia maré baixa, e vimos pegadas, que estão em pedra muito dura, (…) a pedra cedeu sob seus pés como se fosse barro”. A opinião de um abalizado historiador Sobre a passagem de São Tomé por terras americanas, escreve o conhecido historiador Rocha Pitta: “A vinda do glorioso Apóstolo S. Tomé anunciando a doutrina católica, não só no Brasil, mas em toda a América, tem mais razões para se crer que para se duvidar; pois mandando Cristo Senhor Nosso aos seus sagrados Apóstolos pregar o Evangelho a todas as criaturas e por todo o mundo, não consta que algum dos outros viesse a esta região, tantos séculos habitada antes da nossa Redenção;(…) não se pode imaginar que faltasse a providência de Deus a estas criaturas.(…) De ser o Apóstolo S. Tomé o que no Mundo Novo pregou a doutrina evangélica, há provas grandes, como testemunho de muitos sinais em ambas as Américas”.(2) (1) Cartas dos Primeiros Jesuítas do Brasil – I- (1538-1553) – Serafim Leite S.J. – São Paulo – 1954 (2) As palavras entre colchetes [ ] são precisões ao texto do Pe. Nobrega que julgava ser o local um rio, Na realidade é a Bahia de Todos os Santos, portanto Oceano Atlântico. (3) (História da América Portuguesa, vol. XXX – W.M. Jackson Inc. Editores — 1970). #FestasLitúrgicas #SantodoDia
- São Tomé, o Apóstolo que tocou as chagas – 03 de Julho
SANTO DO DIA – 03 DE JULHO – SÃO TOMÉ Apóstolo (século I) Embora na nossa memória a presença de são Tomé faça sempre pensar em incredulidade e nos lembre daqueles que ‘precisam ver para crer’, sua importância não se resume a permitir a inclusão na Bíblia da dúvida humana. Ela nos remete, também, a outras fraquezas naturais do ser humano, como a aflição e a necessidade de clareza e pé no chão. Mas, e principalmente, mostra a aceitação dessas fraquezas por Deus e seu Filho no projeto de sua vinda para nossa salvação. São três as grandes passagens do apóstolo Tomé no livro sagrado. A primeira é quando Jesus é chamado para voltar à Judéia e acudir Lázaro. Seu grupo tenta impedir que se arrisque, pois havia ameaças dos inimigos e Jesus poderia ser apedrejado. Mas ele disse que iria assim mesmo e, aflito, Tomé intima os demais: ‘Então vamos também e morramos com ele!’ Na segunda passagem, demonstra melancolia e incerteza. Jesus reuniu os discípulos no cenáculo e os avisou de que era chegada a hora do cumprimento das determinações de seu Pai. Falou com eles em tom de despedida, conclamando-os a segui-lo: ‘Para onde eu vou vocês sabem. E também sabem o caminho’. Tomé queria mais detalhes, talvez até tentando convencer Jesus a evitar o sacrifício: ‘Se não sabemos para onde vais, como poderemos conhecer o caminho?’. A resposta de Jesus passou para a história: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim’. E a terceira e definitiva passagem foi a que mais marcou a trajetória do apóstolo. Foi justamente quando todos lhe contaram que o Cristo havia ressuscitado, pois ele era o único que não estava presente ao evento. Tomé disse que só acreditaria se visse nas mãos do Cristo o lugar dos cravos e tocasse-lhe o peito dilacerado. A dúvida em pessoa, como se vê. Mas ele pôde comprovar tanto quanto quis, pois Jesus lhe apareceu e disse: ‘Põe o teu dedo aqui e vê minhas mãos!… Não sejas incrédulo, acredita!’ Dessa forma, sua incredulidade tornou-se apenas mais uma prova dos fatos que mudaram a história da humanidade. O apóstolo Tomé ou Tomás, como também é chamado, tinha o apelido de Dídimo, que quer dizer ‘gêmeo e natural da Galiléia’. Era pescador quando Jesus o encontrou e o admitiu entre seus discípulos. Após a crucificação e a ressurreição, pregou entre os medos e os partas, povos que habitavam a Pérsia. Há também indícios de que tenha levado o Evangelho à Índia, segundo as pistas encontradas por são Francisco Xavier no século XVI. Morreu martirizado com uma lança, segundo a antiga tradição cristã. Sua festa é comemorada em 3 de julho. Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João ( Jo 20, 24-29) Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir as marcas dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” São Tomé esteve no Brasil? Um homem de longas barbas, a quem chamavam Sumé, de aspecto venerável, a ensinar a doutrina cristã e a aproveitar os recursos da terra. Era assim que os índios da Baia de Todos os Santos relatavam para os colonos e missionários aqui chegados. Os primeiros registros são de 1514. Seria verdade ou lenda? Vejamos os documentos da época, cuidadosamente conservados. Em 1549 chegam à Bahia o Pe. Nóbrega e Anchieta. Poucos dias depois em carta aos jesuítas de Lisboa (1) conta o Pe. Nóbrega ter ouvido dos índios referências a um evangelizador que, além de pregar a doutrina cristã, lhes ensinara a colher raízes comestíveis, como a mandioca. Quem seria ele? Pegadas misteriosas na rocha Informa o Pe. Nóbrega em sua carta: “Dizem eles que São Tomé, a quem chamam Sumé, passou por aqui. Isto lhes foi dito por seus antepassados.(…) E que suas pegadas estão marcadas [numa rocha à beira-mar] (2), as quais eu fui ver para ter mais certeza da verdade, e vi com os próprios olhos quatro pegadas muito assinaladas com seus dedos, as quais algumas vezes [a maré] cobre quando sobe.(…) Dizem também que lhes prometeu voltar outra vez.” Escrevendo no mesmo ano ao Dr. Martin de Azpicueta, de Coimbra, diz: “E também [os índios] têm notícia de São Tomé, e há em uma rocha nesta Bahia umas pisadas que se têm por suas, e outras em São Vicente”. Quando gravou milagrosamente na rocha as marcas de seus pés, estava o santo Apóstolo “fugindo dos índios que o queriam flechar”. Teria querido ele, num último ato de bondade, deixar aos índios um testemunho que os ajudasse a crer na palavra dos missionários chegados séculos depois? Pegadas de São Tomé ?- Paripe- Salvador-Bahia Jesuítas promovem romarias Em carta de 1552, o Pe. Francisco Pires relata uma das frequentes peregrinações ao local das pegadas: Disseram-nos [os índios] que morássemos ali [local chamado Paripe, a algumas léguas da cidade do Salvador] e que nós, que sabíamos, os ensinássemos e eles nos fariam uma casa nas pegadas do bem-aventurado Santo. Com eles partimos de manhã (…) Lá chegando era meia maré baixa, e vimos pegadas, que estão em pedra muito dura, (…) a pedra cedeu sob seus pés como se fosse barro”. A opinião de um abalizado historiador Sobre a passagem de São Tomé por terras americanas, escreve o conhecido historiador Rocha Pitta: “A vinda do glorioso Apóstolo S. Tomé anunciando a doutrina católica, não só no Brasil, mas em toda a América, tem mais razões para se crer que para se duvidar; pois mandando Cristo Senhor Nosso aos seus sagrados Apóstolos pregar o Evangelho a todas as criaturas e por todo o mundo, não consta que algum dos outros viesse a esta região, tantos séculos habitada antes da nossa Redenção;(…) não se pode imaginar que faltasse a providência de Deus a estas criaturas.(…) De ser o Apóstolo S. Tomé o que no Mundo Novo pregou a doutrina evangélica, há provas grandes, como testemunho de muitos sinais em ambas as Américas”.(2) (1) Cartas dos Primeiros Jesuítas do Brasil – I- (1538-1553) – Serafim Leite S.J. – São Paulo – 1954 (2) As palavras entre colchetes [ ] são precisões ao texto do Pe. Nobrega que julgava ser o local um rio, Na realidade é a Bahia de Todos os Santos, portanto Oceano Atlântico. (3) (História da América Portuguesa, vol. XXX – W.M. Jackson Inc. Editores — 1970). #FestasLitúrgicas #SantodoDia
- O MAL DO SOCIALISMO E OS VÍCIOS DO CAPITALISMO
Você sabe o que a Igreja diz desses dois sistemas? Dentre as teorias econômicas em nossos tempos, o Capitalismo e o Socialismo são as duas vertentes que mais se destacaram e que na prática foram adotadas em diversas nações. A Igreja condena o Socialismo/Comunismo de índole revolucionária assim como algumas práticas do capitalismo, especialmente o consumismo, o primado do capital sobre a pessoa e outras mais. É necessário conhecer a doutrina da Igreja sobre esses sistemas afim de posicionar de maneira correta diante dessas teorias e realidades. Para assistir, acesse: ⚠️ Você é nosso convidado especial! A formação acontecerá hoje, domingo, 02/07 às 21h horário de Brasília. #Comunismo #Formaçõesaovivo
- O MAL DO SOCIALISMO E OS VÍCIOS DO CAPITALISMO
Você sabe o que a Igreja diz desses dois sistemas? Dentre as teorias econômicas em nossos tempos, o Capitalismo e o Socialismo são as duas vertentes que mais se destacaram e que na prática foram adotadas em diversas nações. A Igreja condena o Socialismo/Comunismo de índole revolucionária assim como algumas práticas do capitalismo, especialmente o consumismo, o primado do capital sobre a pessoa e outras mais. É necessário conhecer a doutrina da Igreja sobre esses sistemas afim de posicionar de maneira correta diante dessas teorias e realidades. Para assistir, acesse: ⚠️ Você é nosso convidado especial! A formação acontecerá hoje, domingo, 02/07 às 21h horário de Brasília. #Comunismo #Formaçõesaovivo
- Homilia da Solenidade de São Pedro e São Paulo
Leia o Evangelho deste domingo e em seguida escute a homilia da Solenidade de São Pedro e São Paulo . Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo (século V) O martírio dos santos apóstolos Pedro e Paulo consagrou para nós este dia. Não falamos de mártires desconhecidos. Sua voz ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do mundo a sua palavra (Sl 18,5). Estes mártires viram o que pregaram, seguiram a justiça, proclamaram a verdade, morreram pela verdade. São Pedro, o primeiro dos apóstolos, que amava Cristo ardentemente, mereceu escutar: Por isso eu te digo que tu és Pedro (Mt 16,19). Antes, ele havia dito: Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo (Mt 16,16). E Cristo retorquiu: Por isso eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei minha Igreja (Mt 16,18). Sobre esta pedra construirei a fé que haverás de proclamar. Sobre a afirmação que fizeste: Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo, construirei a minha Igreja. Porque tu és Pedro. Pedro vem de pedra; não é pedra que vem de Pedro. Pedro vem de pedra, como cristão vem de Cristo. Como sabeis, o Senhor Jesus, antes de sua paixão, escolheu alguns discípulos, aos quais deu o nome de apóstolos. Dentre estes, somente Pedro mereceu representar em toda parte a personalidade da Igreja inteira. Porque sozinho representava a Igreja inteira, mereceu ouvir estas palavras: Eu te darei as chaves do Reino dos Céus (Mt 16,19). Na verdade, quem recebeu estas chaves não foi um único homem, mas a Igreja una. Assim manifesta-se a superioridade de Pedro, que representava a universalidade e a unidade da Igreja, quando lhe foi dito: Eu te darei. A ele era atribuído pessoalmente o que a todos foi dado. Com efeito, para que saibais que a Igreja recebeu as chaves do Reino dos Céus, ouvi o que, em outra passagem, o Senhor diz a todos os seus apóstolos: Recebei o Espírito Santo. E em seguida: A quem perdoardes os pecados, eles serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos (Jo 20,22-23). No mesmo sentido, também depois da ressurreição, o Senhor entregou a Pedro a responsabilidade de apascentar suas ovelhas. Não que dentre os outros discípulos só ele merecesse pastorear as ovelhas do Senhor; mas quando Cristo fala a um só, quer, deste modo, insistir na unidade da Igreja. E dirigiu-se a Pedro, de preferência aos outros, porque, entre os apóstolos, Pedro é o primeiro. Não fiques triste, ó apóstolo! Responde uma vez, responde uma segunda, responde uma terceira vez. Vença por três vezes a tua profissão de amor, já que por três vezes o temor venceu a tua presunção. Desliga por três vezes o que por três vezes ligaste. Desliga por amor o que ligaste por temor. E assim, o Senhor confiou suas ovelhas a Pedro, uma, duas e três vezes. Num só dia celebramos o martírio dos dois apóstolos. Na realidade, os dois eram como um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações destes dois apóstolos. Evangelho (Mt 16,13-19) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 13 Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14 Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15 Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16 Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17 Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18 Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
- Homilia da Solenidade de São Pedro e São Paulo
Leia o Evangelho deste domingo e em seguida escute a homilia da Solenidade de São Pedro e São Paulo . Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo (século V) O martírio dos santos apóstolos Pedro e Paulo consagrou para nós este dia. Não falamos de mártires desconhecidos. Sua voz ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do mundo a sua palavra (Sl 18,5). Estes mártires viram o que pregaram, seguiram a justiça, proclamaram a verdade, morreram pela verdade. São Pedro, o primeiro dos apóstolos, que amava Cristo ardentemente, mereceu escutar: Por isso eu te digo que tu és Pedro (Mt 16,19). Antes, ele havia dito: Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo (Mt 16,16). E Cristo retorquiu: Por isso eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei minha Igreja (Mt 16,18). Sobre esta pedra construirei a fé que haverás de proclamar. Sobre a afirmação que fizeste: Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo, construirei a minha Igreja. Porque tu és Pedro. Pedro vem de pedra; não é pedra que vem de Pedro. Pedro vem de pedra, como cristão vem de Cristo. Como sabeis, o Senhor Jesus, antes de sua paixão, escolheu alguns discípulos, aos quais deu o nome de apóstolos. Dentre estes, somente Pedro mereceu representar em toda parte a personalidade da Igreja inteira. Porque sozinho representava a Igreja inteira, mereceu ouvir estas palavras: Eu te darei as chaves do Reino dos Céus (Mt 16,19). Na verdade, quem recebeu estas chaves não foi um único homem, mas a Igreja una. Assim manifesta-se a superioridade de Pedro, que representava a universalidade e a unidade da Igreja, quando lhe foi dito: Eu te darei. A ele era atribuído pessoalmente o que a todos foi dado. Com efeito, para que saibais que a Igreja recebeu as chaves do Reino dos Céus, ouvi o que, em outra passagem, o Senhor diz a todos os seus apóstolos: Recebei o Espírito Santo. E em seguida: A quem perdoardes os pecados, eles serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos (Jo 20,22-23). No mesmo sentido, também depois da ressurreição, o Senhor entregou a Pedro a responsabilidade de apascentar suas ovelhas. Não que dentre os outros discípulos só ele merecesse pastorear as ovelhas do Senhor; mas quando Cristo fala a um só, quer, deste modo, insistir na unidade da Igreja. E dirigiu-se a Pedro, de preferência aos outros, porque, entre os apóstolos, Pedro é o primeiro. Não fiques triste, ó apóstolo! Responde uma vez, responde uma segunda, responde uma terceira vez. Vença por três vezes a tua profissão de amor, já que por três vezes o temor venceu a tua presunção. Desliga por três vezes o que por três vezes ligaste. Desliga por amor o que ligaste por temor. E assim, o Senhor confiou suas ovelhas a Pedro, uma, duas e três vezes. Num só dia celebramos o martírio dos dois apóstolos. Na realidade, os dois eram como um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações destes dois apóstolos. Evangelho (Mt 16,13-19) — O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 13 Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14 Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15 Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16 Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17 Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18 Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.
- São Bernardino Realino, missionário Jesuíta – 02 de Julho
SANTO DO DIA – 02 DE JULHO – SÃO BERNARDINO REALINO Religioso jesuíta (1530-1616) Bernardino nasceu no dia 1º de dezembro de 1530, na rica e nobre família dos Realino, na ilha de Capri, em Nápoles. O jovem Bernardino aprofundou-se nas ciências humanísticas, estudando na academia de Modena e depois na Universidade de Bolonha, formando-se em filosofia, medicina, direito civil e eclesiástico. Com vinte e cinco anos de idade, enveredou por uma carreira administrativa sob a proteção do governador de Milão, um cardeal amigo pessoal de seu pai. Bernardino ocupou cargos importantes, social e politicamente. Foi prefeito de Felizzano de Monferrato, advogado fiscal em Alexandria, depois prefeito de Cassine, prefeito de Castel Leone e, finalmente, auditor e lugar-tenente de Nápoles. Todavia abandonou tudo, pois, quando doente, recebeu a aparição de Nossa Senhora carregando o Menino Jesus nos braços. Era o ano de 1564. Desde então, com a ajuda de um padre jesuíta que se tornou seu orientador espiritual, Bernardino assumiu definitivamente a vida religiosa. Aos trinta e cinco anos de idade, ele foi ordenado padre jesuíta. Além de continuar o trabalho social em favor dos pobres, que sempre realizara, tornou-se um perfeito pastor de almas: evangelizador e confessor . Possuindo o dom da cura e do conselho, era procurado por bispos e príncipes que desejavam sua iluminada orientação. O próprio papa Paulo V, assim como diversos soberanos, lhe escrevia, pedindo orações. Em 1574, foi enviado a Lecce para fundar um colégio jesuíta, onde exerceu o apostolado durante quarenta e dois anos. A sua atuação na comunidade foi tão vital para todos, que, quando estava no seu leito de morte, ele se viu cercado pelo Conselho Municipal, que pedia sua proteção eterna para a cidade. Equivale a dizer que estavam lhe pedindo ainda em vida que aceitasse ser o padroeiro daquela diocese, tal a sólida fama de sua santidade. Talvez um fato único já registrado pelos católicos. Isso porque santo protetor toda cidade escolhe um. Eleger um santo patrono antes mesmo de este ser canonizado também não é uma situação nova na história das comunidades cristãs. Mas pedir permissão pessoalmente a um homem para que aceite de viva voz ser o padroeiro de uma cidade, realmente, é um raro acontecimento na Igreja. Ele morreu aos oitenta e seis anos de idade, no dia 2 de julho de 1616, em Lecce. Cultuado em vida como santo, foi beatificado, em 1895, pelo papa Leão XIII e canonizado pelo papa Pio XII em 1947. São Bernardino Realino é o padroeiro das cidades de Lecce e Capri. Conheça mais sobre São Bernardino Realino São Bernardino Realino, jesuíta italiano, era de Carpi, perto de Módena, onde nasceu no dia 1 de Dezembro de 1530. O pai, militar, servia sob um príncipe de Gonzaga. Bernardino principiou os estudos em Carpi, continuou-os em Módena e finalizou-os em Bolonha, graduando-se em direito civil e em direito canônico. Podestá de Feliizano, advogado em Alexandria, governador de Cassino, juiz em Castiglione, intendente do marquês de Pescara, acabou por se fazer jesuíta. Com trinta e quatro anos, foi admitido como noviço no colégio de Nápoles. Era a 13 de Outubro de 1564. Ordenado Padre com trinta e sete anos, confiaram-lhe, de início, o cargo de mestre dos noviços, que levou até 1571. Pregava em diversas igrejas, e, querido pelo prelado Mário Carafa, foi enviado a Lecce, onde permaneceu quarenta e dois anos. Ali, pregava na catedral. Teve vida azafamada. Visitava doentes, hospitais, prisões, fazia conferências, catequizava, evangelizava. Em breve era o homem de Lecce, que as famílias convidavam para almoçar ou jantar e gostavam de ter ao lado. São Bernardino Realino amava muito particularmente os animais. Doía-lhe o coração quando via um passarinho aprisionado numa gaiola. Acercava-se, então, do dono, e negociava a ave. De posse do passarinho, ia-se-lhe a tristeza, e o soltava, atirando-o carinhosamente para o azul do céu, para a liberdade. Logo, porém, uma nuvem de tristeza ensombrecia-lhe o rosto: quantas avezinhas havia pelo mundo a viver encarceradas? Pelo inverno, espalhava grãos e migalhas de pão pelo pátio da casa em que morava, e um bando de passarinhos visitava-o todos os dias. Sem cerimônia, pousavam-lhe pelos ombros, na cabeça, a pipilar alegremente, chegando mesmo a entrar no quarto de estudo do santo e a pousar sobre a mesa, os livros e os papéis. E Bernardino, muito admirado e desvanecido, agradecia ao Criador aquela bondade. Em 1610, ficou quase cego, e, à medida que os anos iam avançando, foi-se tornando cada vez mais inválido, muito trôpego, muito acabado. Naquela época, coisa rara, concediam-lhe a comunhão diariamente. Um dia, foram procurá-lo os magistrados da cidade. Encontraram-no muito abatido, desdormido, fraquíssimo, enterrado quietamente numa vasta poltrona macia. Oficialmente, suplicaram-lhe que tomasse sob sua proteção a cidade, para sempre. Bernardino, comovido, aceitou, e uma ata, ali mesmo, foi gostosamente redigida. Pouco depois, Bernardino Realino vivia ainda, aqueles magistrados, compenetradamente, deram de pressionar o bispo para que abrisse um processo informativo para a futura canonização. Era a 15 de Dezembro de 1615. A 2 de Junho do ano seguinte, São Bernardino falecia, com oitenta e seis anos de idade. Fora grande amigo do bem-aventurado Carlos Spinola, martirizado no Japão, de São Roberto Belarmino, Doutor da Igreja, e de Santo André Avelino. Beatificado por Leão XIII, no dia 27 de Setembro de 1895, foi canonizado pelo Papa Pio XII a 22 de Julho de 1947, juntamente com São João de Brito, jesuíta, mártir, e São José Cafasso. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XII, p. 137 à 139) #SantodoDia
- São Bernardino Realino, missionário Jesuíta – 02 de Julho
SANTO DO DIA – 02 DE JULHO – SÃO BERNARDINO REALINO Religioso jesuíta (1530-1616) Bernardino nasceu no dia 1º de dezembro de 1530, na rica e nobre família dos Realino, na ilha de Capri, em Nápoles. O jovem Bernardino aprofundou-se nas ciências humanísticas, estudando na academia de Modena e depois na Universidade de Bolonha, formando-se em filosofia, medicina, direito civil e eclesiástico. Com vinte e cinco anos de idade, enveredou por uma carreira administrativa sob a proteção do governador de Milão, um cardeal amigo pessoal de seu pai. Bernardino ocupou cargos importantes, social e politicamente. Foi prefeito de Felizzano de Monferrato, advogado fiscal em Alexandria, depois prefeito de Cassine, prefeito de Castel Leone e, finalmente, auditor e lugar-tenente de Nápoles. Todavia abandonou tudo, pois, quando doente, recebeu a aparição de Nossa Senhora carregando o Menino Jesus nos braços. Era o ano de 1564. Desde então, com a ajuda de um padre jesuíta que se tornou seu orientador espiritual, Bernardino assumiu definitivamente a vida religiosa. Aos trinta e cinco anos de idade, ele foi ordenado padre jesuíta. Além de continuar o trabalho social em favor dos pobres, que sempre realizara, tornou-se um perfeito pastor de almas: evangelizador e confessor . Possuindo o dom da cura e do conselho, era procurado por bispos e príncipes que desejavam sua iluminada orientação. O próprio papa Paulo V, assim como diversos soberanos, lhe escrevia, pedindo orações. Em 1574, foi enviado a Lecce para fundar um colégio jesuíta, onde exerceu o apostolado durante quarenta e dois anos. A sua atuação na comunidade foi tão vital para todos, que, quando estava no seu leito de morte, ele se viu cercado pelo Conselho Municipal, que pedia sua proteção eterna para a cidade. Equivale a dizer que estavam lhe pedindo ainda em vida que aceitasse ser o padroeiro daquela diocese, tal a sólida fama de sua santidade. Talvez um fato único já registrado pelos católicos. Isso porque santo protetor toda cidade escolhe um. Eleger um santo patrono antes mesmo de este ser canonizado também não é uma situação nova na história das comunidades cristãs. Mas pedir permissão pessoalmente a um homem para que aceite de viva voz ser o padroeiro de uma cidade, realmente, é um raro acontecimento na Igreja. Ele morreu aos oitenta e seis anos de idade, no dia 2 de julho de 1616, em Lecce. Cultuado em vida como santo, foi beatificado, em 1895, pelo papa Leão XIII e canonizado pelo papa Pio XII em 1947. São Bernardino Realino é o padroeiro das cidades de Lecce e Capri. Conheça mais sobre São Bernardino Realino São Bernardino Realino, jesuíta italiano, era de Carpi, perto de Módena, onde nasceu no dia 1 de Dezembro de 1530. O pai, militar, servia sob um príncipe de Gonzaga. Bernardino principiou os estudos em Carpi, continuou-os em Módena e finalizou-os em Bolonha, graduando-se em direito civil e em direito canônico. Podestá de Feliizano, advogado em Alexandria, governador de Cassino, juiz em Castiglione, intendente do marquês de Pescara, acabou por se fazer jesuíta. Com trinta e quatro anos, foi admitido como noviço no colégio de Nápoles. Era a 13 de Outubro de 1564. Ordenado Padre com trinta e sete anos, confiaram-lhe, de início, o cargo de mestre dos noviços, que levou até 1571. Pregava em diversas igrejas, e, querido pelo prelado Mário Carafa, foi enviado a Lecce, onde permaneceu quarenta e dois anos. Ali, pregava na catedral. Teve vida azafamada. Visitava doentes, hospitais, prisões, fazia conferências, catequizava, evangelizava. Em breve era o homem de Lecce, que as famílias convidavam para almoçar ou jantar e gostavam de ter ao lado. São Bernardino Realino amava muito particularmente os animais. Doía-lhe o coração quando via um passarinho aprisionado numa gaiola. Acercava-se, então, do dono, e negociava a ave. De posse do passarinho, ia-se-lhe a tristeza, e o soltava, atirando-o carinhosamente para o azul do céu, para a liberdade. Logo, porém, uma nuvem de tristeza ensombrecia-lhe o rosto: quantas avezinhas havia pelo mundo a viver encarceradas? Pelo inverno, espalhava grãos e migalhas de pão pelo pátio da casa em que morava, e um bando de passarinhos visitava-o todos os dias. Sem cerimônia, pousavam-lhe pelos ombros, na cabeça, a pipilar alegremente, chegando mesmo a entrar no quarto de estudo do santo e a pousar sobre a mesa, os livros e os papéis. E Bernardino, muito admirado e desvanecido, agradecia ao Criador aquela bondade. Em 1610, ficou quase cego, e, à medida que os anos iam avançando, foi-se tornando cada vez mais inválido, muito trôpego, muito acabado. Naquela época, coisa rara, concediam-lhe a comunhão diariamente. Um dia, foram procurá-lo os magistrados da cidade. Encontraram-no muito abatido, desdormido, fraquíssimo, enterrado quietamente numa vasta poltrona macia. Oficialmente, suplicaram-lhe que tomasse sob sua proteção a cidade, para sempre. Bernardino, comovido, aceitou, e uma ata, ali mesmo, foi gostosamente redigida. Pouco depois, Bernardino Realino vivia ainda, aqueles magistrados, compenetradamente, deram de pressionar o bispo para que abrisse um processo informativo para a futura canonização. Era a 15 de Dezembro de 1615. A 2 de Junho do ano seguinte, São Bernardino falecia, com oitenta e seis anos de idade. Fora grande amigo do bem-aventurado Carlos Spinola, martirizado no Japão, de São Roberto Belarmino, Doutor da Igreja, e de Santo André Avelino. Beatificado por Leão XIII, no dia 27 de Setembro de 1895, foi canonizado pelo Papa Pio XII a 22 de Julho de 1947, juntamente com São João de Brito, jesuíta, mártir, e São José Cafasso. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XII, p. 137 à 139) #SantodoDia
- Quaresma de Santa Filomena
São João Maria Vianney, o Santo Cura d’Ars, dizia de Santa Filomena: “É ela a ‘Princesa do Paraíso’, a quem nada é negado. É grande seu poder junto dos Tronos de Jesus e Maria. Tenham confiança nela”. A quaresma de santa Filomena, que é uma das grandes mártires do início do cristianismo, é uma devoção que consiste em rezar durante 40 dias, entre o dia 1 de julho e o dia 10 de agosto, em memória aos 40 dias em que Santa Filomena ficou presa. Durante essa quaresma pedimos a intercessão dela que é considerada a padroeira das causas impossíveis. Por que rezar essa Quaresma? Para banir a descrença e suas desordens, promover o amor e adoração a Deus, veneração de nossa santa e mártir Santa Filomena e pela santificação das almas. Alguns dos mais iluminados servos de Deus são devotos desta jovem virgem-mártir – todos distinguidos pela santidade ou piedade de renome. Entre os apóstolos mais memoráveis dedicados a ela incluem: Padre Pio, São João Vianney, São Pedro Julião Eymard, Papa Pio IX, São João Newmann, entre muitos outros. Deus continua a realizar inúmeros milagres através de sua poderosa intercessão. Rezar a quaresma de santa Filomena é uma forma de honrar a sua fé, o seu amor e o seu sacrifício por Jesus Cristo, e de buscar as suas graças e milagres para as nossas necessidades. Muitos fiéis testemunham ter recebido favores especiais de santa Filomena após rezarem a quaresma com confiança e perseverança. Aprenda a Rezar: – Sinal da Cruz + 3 Pais-nossos + 3 Ave-Marias – Ato de Contrição – Oração Inicial – Oração do Dia – Oração Final – Ladainha de Santa Filomena (Opcional) – Coroinha de Santa Filomena (Opcional) Todas as orações estão disponíveis logo abaixo 👇 INÍCIO † Sinal da Cruz 3 Pai Nossos… 3 Ave Marias… ATO DE CONTRIÇÃO Para todos os dias da Quaresma Dulcíssimo Jesus, Deus e Homem verdadeiro, Pai, Criador e Redentor meu, em quem creio, em quem espero, a quem amo mais que a mim mesmo! Ó bondade infinita, digna de ser amada sobre todas as coisas! Ah! No mais íntimo de meu coração sinto ter pecado contra Vós. Ai! Oxalá, oxalá minha dor fosse tão forte, que neste mesmo instante se fizesse em pedaços o meu coração, ao considerar que tantas vezes o agravei! Pesa-me, meu Deus, de vos ter ofendido; pesa-me igualmente, porque podeis privar-me da glória e lançar-me no inferno. Proponho firmemente, com o auxílio de Vossa graça, nunca mais pecar. Perdoai, Senhor, as minhas culpas, para que limpa e pura, minha alma se dedique com mais afinco e fervor ao Vosso santo serviço, e louve a gloriosa Virgem e Mártir Santa Filomena, minha especial advogada. Dai-me, meu Deus, um espírito fervoroso para imitá-la na fé, na esperança, na caridade e nas demais virtudes, a fim de que, constante como ela em servir-te, vos louve também, em sua companhia, eternamente na glória. Amém. ORAÇÃO INICIAL Para todos os dias da Quaresma Ó Santa Filomena! Quão grande é a vossa alegria, contemplando a onipotência, majestade e grandeza de Deus no Céu! Ela durará enquanto Deus for Deus; e sem poder experimentar jamais a mínima tristeza, cantareis sempre com os bem-aventurados aquele cântico de eternos louvores, cântico de novas e eternas delícias: Santo, Santo, Santo . Este é o prêmio correspondente à vida fervorosa com que servistes ao Senhor. E eu… ai de mim! Me vejo sem virtudes, sem méritos, exposta está a minha alma. Ó minha Santa patrona! Volvei desde o céu os vossos olhos carinhosos e compassivos até essa pobre e miserável criatura; e por meio de Maria Santíssima, alcançai me de Jesus, a graça eficaz com que, de agora em diante, procure servir a Deus com todo o fervor, e lograr a bem-aventurança eterna. Oh, que satisfação será a vossa, ao ver que por vossa intercessão, uma criatura tão esquecida e tíbia como eu, passou ao estado de fervorosa! Confio, minha Santa, que me alcançareis esta graça, favor que cordialmente vos peço. ( fazer o pedido da graça… ). Escolha o dia da quaresma: 1º Dia 2º Dia 3º Dia 4º Dia 5º Dia 6º Dia 7º Dia 8º Dia 9º Dia 10º Dia 11º Dia 12º Dia 13º Dia 14º Dia 15º Dia 16º Dia 17º Dia 18º Dia 19º Dia 20º Dia 21º Dia 22º Dia 23º Dia 24º Dia 25º Dia 26º Dia 27º Dia 28º Dia 29º Dia 30º Dia 31º Dia 32º Dia 33º Dia 34º Dia 35º Dia 36º Dia 37º Dia 38º Dia 39º Dia 40º Dia ORAÇÃO FINAL PARA TODOS OS DIAS DA QUARESMA Ó Santa Filomena, minha protetora, digna da minha maior veneração! Contemplando-vos, ou entre as penas de vosso martírio, ou premiada com a coroa da glória que por ele merecestes, vos suplico que me alcanceis de Jesus, Vosso Dulcíssimo Esposo, a quem tanto amaste e por quem tanto padeceste, a luz de uma fé tão viva, que jamais se apague, uma esperança tão firme, que nunca desconfie, e um amor à Deus e ao próximo tão ardente, que sempre a minha vontade e o meu coração, unidos com meu Criador e Redentor, se transformem em atos fervorosos de santa virtude. Fazei que eu odeie a tal ponto a infidelidade e o paganismo, que derrame continuamente lágrimas pela conversão dos infiéis pecadores, que sem temor, se entregam a tantas desordens. E já que vós, por não ser infiel ao Esposo Jesus, e destes a vida com tantos tormentos, rogai pela salvação de todas as almas. Fazei com que, animados com a vossa poderosa proteção, sirvamos sempre fervorosos a Jesus, Nosso Salvador, e logremos a felicidade de ir ao Céu, para dar a Ele e a vós, as devidas eternas graças. Amém. Leia também Conheça mais sobre a vida de Santa Filomena LADAINHA A SANTA FILOMENA Composta pelo Cura d’Ars, São João Batista Maria Vianney Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós. Filho de Deus, Redentor do Mundo que sois Deus, tende piedade de nós. Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós. Trindade Santa, que sois um só Deus, tende piedade de nós. Santa Maria, Rainha das Virgens, rogai por nós. Santa Filomena, cheia de abundantes graças desde o berço, rogai por nós. Santa Filomena, fiel imitadora de Maria, rogai por nós. Santa Filomena, modelo das Virgens, rogai por nós. Santa Filomena, templo da perfeita humildade, rogai por nós. Santa Filomena, abrasada no zelo da glória de Deus, rogai por nós. Santa Filomena, vítima do amor de Jesus, rogai por nós. Santa Filomena, exemplo de força e de perseverança, rogai por nós. Santa Filomena, espelho das mais heroicas virtudes, rogai por nós. Santa Filomena, firme e intrépida em face dos tormentos, rogai por nós. Santa Filomena, flagelada como o vosso Divino Esposo, rogai por nós. Santa Filomena, que preferistes as humilhações da morte aos esplendores do trono, rogai por nós. Santa Filomena, que convertestes as testemunhas do vosso martírio, rogai por nós. Santa Filomena, que cansastes o furor dos algozes, rogai por nós. Santa Filomena, protetora dos inocentes, rogai por nós. Santa Filomena, padroeira da juventude, rogai por nós. Santa Filomena, asilo dos desgraçados, rogai por nós. Santa Filomena, saúde dos doentes e enfermos, rogai por nós. Santa Filomena, nova luz da Igreja peregrinante, rogai por nós. Santa Filomena, que confundia a impiedade do século, rogai por nós. Santa Filomena, cujo nome é glorioso no Céu e formidável para o inferno, rogai por nós. Santa Filomena, ilustre pelos mais esplêndidos milagres, rogai por nós. Santa Filomena, poderosa junto de Deus, rogai por nós. Santa Filomena que reinais na glória, rogai por nós. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Rogai por nós, santa Filomena. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém. Oração: Nós Vos suplicamos, Senhor, que nos concedais o perdão dos nossos pecados pela intercessão de Santa Filomena, Virgem Mártir, que foi sempre agradável aos vossos olhos pela sua eminente castidade e exercício de todas as virtudes. Santa Filomena, rogai por nós. (3 vezes) COROINHA DE SANTA FILOMENA Reza-se assim: 1 Credo … (na medalha) 3 Pai-Nossos (nas contas brancas) em honra da Santíssima Trindade, por cuja glória Santa Filomena deu a vida. 13 Ave-Marias (nas contas vermelhas) em louvor dos 13 anos em que viveu na terra a Virgem Mártir. A cada Ave-Maria acrescenta-se a jaculatória: Santa Filomena, pelo sangue que derramastes por amor a Jesus Cristo, alcançai-me a graça que vos peço . ou: Santa Filomena, pelo Vosso amor por Jesus e Maria, rogai por nós . Por fim: Oração a Santa Filomena : Ó gloriosa Princesa da Corte Celestial, Santa Filomena, prostrado diante de vós, rememorando as vossas virtudes e prodígios, minha alma engrandece ao Senhor que operou em vós tamanha maravilha de santidade. Querida Protetora venha em meu auxílio para conduzir-me pelos caminhos da virtude, para ser minha fortaleza em face do inimigo infernal, para me trazer do Coração de Jesus a riqueza dos auxílios divinos que são pra este devoto a saúde, a paz do coração, a solução de minhas dificuldades, o bem-estar de minha família e o consolo em toda tribulação. Milagrosa Santa Filomena, em Vós confio! Amém. Salve Rainha 1º DIA DA QUARESMA 01 de Julho 1 – Oração inicial para todos os dias da Quaresma 2 – Oremos: Ó Santa Filomena, modelo de perfeição cristã, Em que combate vos contemplo, quando Diocleciano vos pediu como esposa! Unir-se a um tirano, a um bárbaro? Abraçar as leis pagãs? Deixar o Senhor que vos criou para pertencer a um imperador? Ah, sem dúvida inspirada pela graça pensastes: – Meu Deus, eu Te conheço e Te adoro! Vos dignaste a erguer-te para esse imperador? Sem dúvida inspirada pela graça, pensastes: – Meu Deus, eu Te conheço e Te adoro; todas as criaturas me demonstram o Vosso infinito poder e a Vossa infinita bondade. Os astros do céu anunciam a Vossa glória com os seus cursos ordenados; a luz resplandecente das estrelas chamam minha atenção e revelam-me a imensa claridade em que participam os bem-aventurados no céu. Os animais, as árvores e as plantas com a variedade das suas espécies, com a beleza das suas flores e com os seus frutos saudáveis, tudo… Oh sim, todo o mundo é um testemunho evidente da Vossa sabedoria. Meu Deus, estando tudo ordenado até aos confins por Vossa infinita providência. A minha consciência ficaria confusa se não Vos amasse, e muito mais Vos ofenderia, vendo-me culpado de um inferno, de acordo com a Vossa divina justiça. Eu, pois, creio e confesso que me criastes, e que não fui capaz de me criar como criastes todos os outros seres, espero vivamente que o meu espírito se eleve a um alto conhecimento do Vosso Ser supremo que se dignou tirar-me do nada. Oh, assim ser verá com que fervor eu contemplarei os Vossos atributos e maravilhas! Obtém para mim, ó Santa Filomena, amada do meu coração, obtenha-me esta graça de Jesus por meio de Maria Santíssima. Com ela o meu espírito será todo de Deus, amando-O e adorando-O sempre, como sempre O amaste e adoraste. Amém. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 2º Dia da Quaresma ( 02 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma 2 – Oremos: Ó, elevada em Deus, Santa Filomena! Vossos sofrimentos começaram em horrível prisão; mas encontraste uma maneira de superá-los, elevando vosso coração ao Criador e Adorando-o. Essa comunicação tão necessária entre Deus e os homens, na qual o Criador se dá a conhecer às suas criaturas e estas O glorificam. Com que valentia dispusesse vosso interior? Pensavas: É necessário que exista um ser supremo, um Deus. Logo, também é preciso que Lhe tributemos culto, que O amemos e O louvemos”. Assim, discorrias quando sepultada em uma masmorra sombria. “Ó, Senhor!” – continuava – “Vós haveis me iluminado, dando- me conhecimento claro de Vossas perfeições infinitas. Eu sei que vós sois o ser supremo e que de vós dependem todas as coisas. Eu sei que vós sois o princípio e o fim de todos nossos bens, que vós sois infinitamente bom e liberal para nos socorrer em todas nossas necessidades. Sendo assim, o que tenho a temer? Ó Senhor, vós me ajudais, e por isso, desprezarei meus inimigos. Vós me amparais, e por isso não temerei o que maquinam os homens contra mim. Vós, Senhor, me salvareis em Vosso Nome. Ó minha Santa Filomena! Se eu iluminado pela graça conhecesse, amasse e adorasse ao Criador como vós… Ah, quanto e quão puro seria para minha fé. Quão fervoroso seria eu em meus atos. Meu coração, minha vontade… Ó, dignai- vos gloriosa Filomena, alcançar-me de Deus, por meio de Maria Santíssima, esta virtude da fé. Fé esta tão preciosa como necessária. Sim, com ela, à vossa semelhança, vencerei todas as tribulações desta vida. Amém. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 3º Dia da Quaresma ( 03 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa do meu coração, quão enamorado estava o teu espírito, embora no meio de tanta tristeza. Muitas vezes, na contemplação, discorrias assim: “- Só a religião cristã é o caminho certo que conduz à glória. Um só Deus, um só Deus, uma só providência, uma só fé. ” A concórdia do Antigo e do Novo Testamento, as figuras tão perfeitamente realizadas, a multidão de profetas que previram a vinda de Jesus Cristo, o seu Nascimento, Vida, Milagres, Paixão, Morte e Gloriosa Ressurreição, a vinda do Espírito Santo, a reprovação dos judeus, a vocação dos gentios, o estabelecimento da Igreja. Oh, tudo me fortalece na fé, esperança e amor de Jesus, o meu dulcíssimo esposo, Jesus. Vós nos falais, Senhor! Mas como és onipotente, fala-nos com milagres! Somente Vós podeis fazê-los; e como, por outro lado, Vos é impossível enganar-vos, com tais portentos, demonstra Vossa Divindade e as verdades que vos dignastes ensinar-nos. E diante de tais palpitantes provas, à vista de maravilhas tão estupendas, poderia eu render-me a um pagão? Abandonaria a fé que professo, a qual Jesus fundou e propagou através dos Apóstolos? Oh! Os Apóstolos eram homens rudes, fracos, sem aparato, sem a comitiva dos poderosos do mundo, e no entanto propagaram a religião católica, e com os mais admiráveis prodígios provaram ser toda divina, selando as suas crenças com o seu próprio sangue, que de bom grado derramaram. E eu, que sou cristão… seria infiel…? Não! Ó Santa Filomena, oxalá tivesse eu, como vós, profundamente gravado no meu espírito a religião cristã.. Quão bem ordenada, santa e fervorosa seria a minha vida! Sou cristão, é verdade; mas, miserável de mim. Como vivo descuidado. Alcançai-me pois, Santa Minha, a graça de apreciar como é devido a única religião verdadeira, a religião Católica! Alcançai-me tal graça por meio de Maria Santíssima, pois grade será vossa satisfação, se eu fervoroso, seguir os vossos passos. Amém. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 4º Dia da Quaresma ( 04 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó modelo de fé, Santa Filomena, que bela oportunidade Diocleciano vos deu para a fazer brilhar a religião católica, fazendo-vos sofrer dores incalculáveis! Bela ocasião, porque no meio de tantos tormentos como aquele bárbaro imaginava, manifestavas cada vez mais a fé que embelezava a tua alma. Heroína invicta teve de lutar contra uma paixão diabólica, com a qual o coração carnal e feroz do tirano foi abrasado. Os vossos pais, gloriosos Santos, abraçaram a fé de Jesus Cristo, e por este meio obtiveram o céu para vós de forma admirável. Por esta razão chamaram-vos Filomena, isto é, Filha da Luz, e vós, como filha dessa luz soberana, colocastes uma resistência às densas trevas do paganismo. Vós, estando numa prisão sombria… É possível agradar a Deus sem fé? “- Não! É impossível”, exclamas: “ – A alma que carece de fé, está perdida, condenada.” Posso então eu repudiá-la? Não, mil vezes não. Sustentado eu pela graça, nem mesmo a mesma morte me afastará da fé cristã, que eu alegremente confesso. Ó Santa Filomena, quão iluminado estava o vosso interior! Ah, Se a minha fé houvesse sido tão viva, como contemplaria a bondade e a misericórdia de Deus, e por isso lhe haveria servido com amor. Como haveria temido a Sua justiça, e por isso teria ficado horrorizado com as minhas culpas! Assim, a minha vida não teria sido tão mal orientada, mas santa e meritória! Ó Santa do meu coração! Rogai à Maria Santíssima de modo a me obter de Jesus esta joia preciosa da fé, e seja tão viva que me leve a viver santamente. E com tal fervor de modo que primeiro possa dar eu mil vidas antes de me apartar do credo dos Divinos Mistérios. Que assim seja. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 5º Dia da Quaresma ( 05 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó iluminada Santa Filomena. Em vão as tribulações se aglomeraram umas sobre as outras para vos assaltar. Em vão, pois, a glória que a esperava era mais do que suficiente para superá-las. Fixa a tua mente naquele palácio do Esposo por quem estavas a sofrer. Não, vossa vontade não foi abalada por maiores e por mais cruéis que fossem as batalhas e os sofrimentos. No meio daqueles dirias: – Oh, Senhor me ilumina, Ele é a minha saúde. Tenho pois de temer? O esposo Jesus já está à minha espera para me dar uma vida imortal no céu. Que alegria ver e desfrutar de Deus para sempre, banhando a alma à luz divina! Que alegria encontrar com Maria Santíssima, Rainha daquela Pátria soberana! Para voar nas asas do amor de Deus com os Anjos, Querubins e Serafins, e cantar com os bem-aventurados… Ó glória! Ó glória! Ó recompensa imponderável que a alma santa desfruta! Esta será a recompensa competente pelos tormentos que agora sofro. O Esposo prometeu-me. Ele é poderoso para me obtê-la, e a Sua misericórdia assegura-me. Ó Santa, apaixonada pelo céu! Se a minha esperança fosse tão grande como a vossa, com que calor trabalharia pela glória. Ah! Jesus morreu para me salvar… Ele me inspira… Ele me estimula com graça. Obtenha-me pois, do esposo Jesus com o auxílio de Sua Mãe Santíssima, uma esperança firme, fervorosa para merecer esse prêmio. Se o obtiverdes para mim, minha Santinha, seremos companheiros no céu, para o qual não deixarei de vos agradecer. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 6º Dia da Quaresma ( 06 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Em que situação vos encontrava, Santa Filomena, em comparação com a fraca força que tinha por natureza! Teria sido vítima da perfídia. Mas com que determinação Maria, Mãe da Graça, Mãe de Misericórdia, a protegeu em circunstâncias tão graves! Aquela graça com que estavas unida a Jesus, moveu- te a acolher a Sua Mãe Santíssima; oh, como lhe chamaste com ânimo: – Mãe Santíssima, consolação dos aflitos, minha vida, minha doçura, minha esperança! Ao sair do coração o nome mais doce da Mãe … Como se dissipavam aqueles tormentos e angústias! Com grande fé, se unia ao Esposo Jesus; e a confiança que tínheis na Sua Santíssima Mãe. Oh, se eu, como vós, a tomasse e a venerasse de todo o coração como minha Mãe! Que espírito seria o meu! Que confiança ela inspiraria em mim, e força para não cair nas tentações dos inimigos infernais! Livrai o meu coração, e quão generosamente eu me lançaria no caminho da virtude! O tentador nada poderia contra mim… Concede-me, minha intercessora Santa Filomena, a graça de me entregar como filho fidelíssimo à Maria, para que a possa servir fervorosamente e incessantemente durante toda a minha vida. Eis que terei a certeza da glória se obtenho o amparo de uma Mãe tão boa e tão poderosa protetora. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 7 º Dia da Quaresma ( 07 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó amada de Jesus, Santa Filomena! Os terrores que o bárbaro Diocleciano vos oprimiu não enfraqueceram o espírito com que amavas o Criador. Por mais que as águas das tribulações abundassem naquela prisão, nunca poderiam extinguir o fogo da caridade com que o vosso coração foi abrasado. Deus tendo-vos criado, minha amada Santinha, com uma alma tão nobre à sua imagem e semelhança, e para vos fazer feliz no céu, tendo vos redimido com o Seu sangue mais precioso, vos fez cristã, e sem qualquer mérito da vossa parte, vos tendo preservado a vida e os sentidos. Que grandes benefícios, recebidos da mão benéfica do Criador! Arrebatada a vossa vontade e sempre unida à bondade Divina, amor mais forte que a própria morte dizias: “- Te amarei, meu Deus!” – Tu exclamaste, “- Eu te amarei, ó Senhor, que sois a minha fortaleza, por mais que hajam os hororosos tormentos!” Ó Santa Filomena, tivesse eu este fervor, com que carinho amaria eu o Senhor, que se dignou criar-me, e fazer- me tantos e tão grandes benefícios. Como o meu coração ficaria aliviado! Santa Filomena, obtenha para mim de Jesus, com o patrocínio da Sua Mãe Santíssima, algumas centelhas deste fogo que santifica ; e a minha vontade… será sempre consagrada a Jesus que nos ama tanto. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 8º Dia da Quaresma ( 08 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó tão atribulada Santa Filomena. Entre dois males horríveis fostes assolada por aquele bárbaro imperador idólatra: O deixar de ser cristã e ser condenada, ou morrer com tormentos horríveis, se quisesse salvar-vos. Colocada em tal situação o vosso coração não foi aplacado de ódio contra esse tirano que tanto vos molestava. O vosso coração inflamado com o amor de Deus, estavas atenta a lei da caridade para com o próximo: – Faça o bem àqueles que te odeiam. Ou com que compaixão olhastes para o estado infeliz do tirano e dos seus soldados. Que desejo tinhas de que eles conhecessem o verdadeiro Deus, e abandonassem a idolatria! Os seus crimes trespassavam o vosso coração, afligido por tantos excessos, quer por ser contra o Criador, quer pela perda de tantas almas… Com que anseios pedirias a Jesus que lhes desse as graças para conhecerem o seu mau estado, para que pudessem então fazer penitência e se salvassem! Perdoa-lhes, Jesus, com fervor dirias, perdoa-lhes, Jesus, que não sabem o que fazem. Ó Santa de Deus e das almas apaixonadas! Ah se eu soubesse imitar-te, com que amargura de coração suportaria as ofensas cometidas contra o Salvador, com que amor e generosidade perdoaria as ofensas cometidas por meus irmãos! Alcançai-me de Jesus, pela intercessão de Maria, Mãe do Amor, esta graça para mim. Que felicidade será minha, se amando a Deus e aos meus irmãos, eu conseguir imitar o vosso exemplo, amada Santa Filomena. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 9º Dia da Quaresma ( 09 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena, toda de Jesus, que doce foi à memória de serdes toda de Deus, apesar de terdes sofrido tantas penas! Ainda na vossa tenra idade, iluminada pela graça divina, consagrando-vos com um voto perpétuo de castidade, determinastes generosamente não admitir como esposo outro que não fosse a Divina Majestade, Nosso Senhor Jesus Cristo. Que sábia resolução! Como estavas disposta a elevar o vosso espírito; pois a donzela virtuosa ocupa-se apenas das coisas do Senhor. Que agradável para Deus. Com que devoção meditaste atentamente sobre as perfeições divinas, o poder, majestade e glória, a bondade e beleza de Deus, esse amor infinito que nos ama tanto! A imensidão de bênçãos. Ó quão abstraída estavas das coisas terrenas! Com que fervor amou-O em vosso coração… Ó minha Santa Filomena, quão diferente da vossa foi a minha infância e toda a minha vida! Foste toda de Deus, toda dada a Deus, e eu? Ai de mim, miserável, quão esquecido eu fui do Senhor, não só nos meus primeiros anos, mas até hoje! Quão enormes e numerosas são as minhas culpas, e não saber, ai de mim, se Deus me ama! Ó compassiva Filomena! Pedi à Maria Santíssima que me obtenha de Jesus um espírito fervoroso para reparar a minha conduta de uma forma santa. Que alegria será para vós levar ao céu um pecador que passou tanto tempo em tão grande tibieza! Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 10º Dia da Quaresma ( 10 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena, abstraída das coisas do mundo! Em vão os vossos pais pensaram que serias a sucessora do seu Reino. Em vão Diocleciano tentou conquistar-te para a sua esposa com riquezas, delícias, aplausos, e a honra dominante do império da famosa Roma. O vosso coração já estava todo entregue a Jesus Cristo. Servia a Deus com fervor e fidelidade e dizias interiormente: “- Reinar na terra, e depois para sempre no céu” . Quão prudentes e santos fostes vosso pensamentos!” Meu Deus seria o vosso brasão, oprimida pelas penas com que o bárbaro imperador vos afligia. Ó Santa de Deus! A pureza da intenção, a retidão de vontade, a fidelidade e o amor com que serviste ao Criador, condena os meus desvios e apresenta à minha vista os enormes pecados, com os quais miseravelmente lhe tenho oferecido. Que terror e terror me causam! Quem me libertará das correntes da minha miserável escravidão? Ai de mim, que ofendi Deus de infinita bondade! A um Senhor onipotente, que poderia ter-me lançado no inferno… Ó Santa do meu coração! O se meu coração se despedaçasse de desgosto e tristeza! Alcançai-me de Jesus para mim, sob a proteção de Maria, Mãe de misericórdia, a graça do verdadeiro arrependimento. Se me obtiver esta graça, como o espero, que glória será para vós e para mim no céu! Oh, que felicidade! Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 11º Dia da Quaresma ( 11 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa de Meu Coração. Fixastes vossa atenção no apreço de Deus e nada tinhas das coisas deste mundo miserável. Firme em viver toda para Deus, nem o apreço e o carinho com que amáveis vossos pais, nem as felicidades e honras mundanas, nem as grandezas de um império, nem o perigo de perder a vida, nada foi suficiente para que desistisses da santa ideia que tinhas desde o início. “Ditosos…” – dizia – “…ditosos os que seguem o caminho da vida imaculada e da observância da Lei Divina. Eu sou de Jesus, não devo ser de nenhum outro, e menos ainda de um imperador bárbaro, idólatra, perseguidor de Jesus Cristo. É um mal menor que meus padres e seus vassalos padeçam, do que ser eu infiel ao Criador.” Que heroica foi vossa fidelidade ao Esposo Celestial. Que firmeza nas máximas da religião cristã. E eu? Que fraco e miserável. A cada passo, ai… vejo que transpassei a Lei Santa de Deus, aquela Lei que havia prometido observar no batismo. E tantos pecados… Ai… Deste modo talvez tenha a minha alma encarcerada. Não sabe o homem se é digno de ódio ou de amor. Livrai-me, minha querida Santa Filomena, de tão terrível miséria. Alcançai-me de Jesus, com a mediação de Maria Santíssima, amargas e contínuas lágrimas. Oh, se agora morresse eu de dor. Confio não serão em vão as minhas súplicas. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 12º Dia da Quaresma ( 12 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó invencível Santa Filomena! Qual sobressalto foi o vosso, ao ver entrar no cárcere o mesmo tirano que vos mandara oprimir, empenhado a que lhe desses vossa mão em casamento. Que temor causariam seus olhares, seu rosto feroz. Escutavas suas palavras e promessas enganosas, horrorizada com as expressões mais vivas de um coração torpemente enamorado, empenhado a vos seduzir. E vós, pensavas… “ Eu, separar-me de Jesus? Eu idólatra e esposa de um tirano idólatra? Como posso cometer maldade tão atroz e pecar contra meu Deus? Não não, bondade infinita, não!” Quão puro e santamente determinado estava vosso coração. Ai, se minha vontade de não mais pecar jamais fosse tão firme e constante como a vossa, de não ser infiel ao Senhor e de não ser pagã. Ó fidelíssima Santa. Intercedei com Maria Santíssima e alcançai-me de Jesus tão heroica resolução. Que satisfação para vós ver um pecador como eu, das trevas das culpas, passar a gozar da luz clara da graça, que corre rapidamente à eterna bem-aventurança. Que alegria será a minha, e ansiosa a espero. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 13º Dia da Quaresma ( 13 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Elevado o vosso espírito, com que claridade Jesus se dava a conhecer em vossas fervorosas orações? Infinitamente poderoso, sábio, criador de todas as coisas, de glória, bondade e imensa misericórdia, redentor das almas e de uma formosura… Quão cativada e arrebatada do amor a vossa vontade. Jesus se apresentava como o mais belo entre os filhos dos homens, darramada a graça em seus lábios. Mas Diocleciano, idólatra perseguidor… Ó minha santinha. Se eu soubera resistir aos insultos de meus inimigos, como fizeste com os vossos, dia e noite… Ah, como leões raivosos me rodeiam para tragar a minha alma! Ó, se o Senhor me concedesse que, elevando-se meu espírito à contemplação de Sua bondade e misericórdia, vitorioso burla os estratagemas e assaltos do maligno. Alcançai-me de Jesus, com a intercessão de Maria Santíssima, esta graça. Ela será um novo fomento para a venerarmos mais e colocar e vós maior confiança! Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 14º Dia da Quaresma ( 14 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena, irredutível no caminho da virtude! Não só o bárbaro Diocleciano vos afligia, senão também a triste memória da resolução que haviam tomado vossos pais. Pensavam eles que seria grande honra, agregar-se com o nobre poderoso império da famosa Roma. Que manteriam pacificamente a posse de seu reino na Grécia,e a felicidade dos vassalos e estas prosperidades. Ai, convenceram-se a dar-vos como esposa àquele bárbaro idólatra, e agora, são para vós um terrível sentimento as amarguras que os afligem. “Ó Deus!…” suspirando exclamarías: “…Vós dilatais minhas tribulações. Abri as portas de Vossa Misericórdia e ouvi minhas súplicas. Me oprimem a tribulação e as angústias. Eu meditarei vossa Santa Lei. Aqui fazem me em pedaços, nesta masmorra. Entregai-me às chamas! Não me perdoeis. Sou vossa por toda a eternidade.” Ó Santa Filomena, como era conformada com a divina Vontade! Se vias os tratos bárbaros do idólatra, por amor a Jesus, eras inalteravel. Se vias as amarguras de vossos pais, que perdiam uma filha a quem tanto amavam, por amor a Jesus, estavas consolada. Se considerasse que padecia sozinha, ausentes de vossos pais cujos nomes havia escrito em vosso coração, sendo para Jesus, não cessava no vosso exercício do amor: Toda para Deus… Oxalá que eu desfrutasse de uma paz como a vossa, Santa Filomena. Que agradável seria ao Criador. Alcançai-me esta graça de Jesus, por interseção de Maria Santíssima. Com ela, inalterável em todos os infortúnios farei sempre a Vontade Divina. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 15º Dia da Quaresma ( 15 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena! Totalmente entregue a Jesus Cristo. O imperador tentou de todas as maneiras conquistá-la, e sem dúvida repetiria as suas promessas, com novas carícias chocantes, propondo a alta dignidade da Imperatriz, e aplausos distintos de toda a nobreza do Império Romano, temperando assim a amargura que atravessava. Tentavam com que aquelas felicidades mundanas, balançassem vosso coração, para sair da escravidão e escapar dos tormentos com que estavas ameaçada. Mas vós… ó Deus, como poderias ceder a um idólatra? Vós, que, fiel à promessa que fizestes a Jesus Cristo, não prestastes atenção à ternura e às lágrimas dos vossos pais, nem à visão deles prostrados a vossos pés, pedindo-vos ansiosamente que désseis vossa mão de uma esposa a aquele Imperador? Tinhas escolhido passar uma vida mortificada. Agora és a imagem de Jesus, toda de Jesus. E tinhas isso gravado no vosso coração. Sabia que aquele que pertence a Jesus, que segue Jesus, não anda nas trevas do erro, e que ele possuirá a luz da vida; mas que vida? A vida eterna. Iluminada por essa luz misteriosa. Ó Santa Filomena, se eu soubesse o caminho seguro para agradar ao Senhor como vós o conhecíeis, quão abnegada seria a minha vontade, seguindo o Salvador pelo caminho da mortificação! Todos os meus poderes e sentidos trabalhariam para O imitar. Ó Filomena, sois toda virtude! Dignai-vos a obter para mim do esposo Jesus, através de Maria, esta graça do caminho da mortificação . Oh, se a obtiverdes para mim, como espero, nada me impedirá de seguir os seus passos. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 16º Dia da Quaresma ( 16 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena, determinada a sofrer por Jesus Cristo! As dores que vos afligiram na prisão, e as dores seguintes que vos ameaçaram, eram já o início do martírio, que purificaram enormemente o vosso coração e o inflamaram no amor ao Senhor, que vos tinha criado. Mas quando vos lembravas da disposição tirânica do Imperador, forçando os vossos pais a apresentar-vos, para satisfazer à sua bárbara e mundana vontade, até o vosso peito treme e palpita, embora em santa confiança no Esposo Celestial. – “ Aquele que não renuncia… ”, – Jesus disse-vos – com uma terna inspiração da Sua graça, “. ..aquele que não renuncia ao pai e à mãe, e a todas as coisas mundanas, não é digno de mim. Dai-me o vosso coração e Eu serei todo vosso, e tu serás toda Minha ”. Iluminada e animada com uma luz tão pura e clara, com fervorosa determinação se entregaria toda nos braços da Sua providência? E pronta para todos os acontecimentos! Pede a Jesus, ó minha Santa Filomena, que se digne conceder-me esta graça da renúncia. Peça-a através de Maria Santíssima, que, não tenho dúvidas, ficará feliz de me concedê-la. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 17º Dia da Quaresma ( 17 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena, sempre firme em vossos pensamentos… Que impressão poderia ter vos causado no coração a aparência imponente de um imperador poderoso, idólatra e bárbaro, determinado a forçar-vos a dar- lhe a mão como esposa e fazê-la renunciar a Jesus Cristo, ou a sofrer dos ímpetos de sua fúria? Vós, terna, delicada, sem experiência com calamidades e castigos ferozes. Uma princesa como era, criada na amável companhia e trato de vossos pais. Como podíeis superar combates tão horríveis como os que vos foram apresentados naquela prisão? O Espírito Santo… sim, certamente iluminada com a graça do Espírito Divino, com confiança e coragem recorreu ao Onipotente… “ Ninguém…” , – dizias “ …pode resistir à Sua vontade soberana, se quiser salvar-me. Não, não cederei, ajudada pela graça. Não cederei às pretensões de um idólatra tão poderoso como sanguinário. Antes serão derrubadas. Ele com o seu poder e orgulho, as suas astúcias e promessas mundanas serão derrubadas, e eu com a divina graça… ” Ó Santa extenuante! Ensina-me a recorrer a Deus em todos os apuros de minha vida. Em todas as dificuldades, tribulações e perseguições. Esta desejo eu ser a minha prática, se tiver eu um espírito fervoroso. Obtenha-me de Jesus, com o auxílio de Sua Mãe Santíssima, este espírito fervoroso em recorrer a Deus. S e o obtiver para mim como eu espero, grandes serão as vitórias contra os inimigos que me rodeiam para perder a minha alma. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 18º Dia da Quaresma ( 18 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena, entregue à contemplação! Trancada naquela prisão dolorosa. Estando privada das ajudas da terra, a presença de Deus temperava e adoçava as vossas penas e amarguras. “ – Deus criou-me….” – pensastes – “… Ele cuidará da minha subsistência.” “ – Deus ama-me e Ele me dará a graça de retribuir o Seu amor. – Deus vê-me e conhece até os movimentos mais secretos do meu coração. Ele me manterá sempre fiel na minha resolução.” “Ó Deus, se eu elevar os meus pensamentos ao céu, lá Vos encontro. Se fosse ao inferno, ali estais presente. Se o meu espírito sobe como uma águia, à Vossa presença é recriado. Se as penas me oprimem, como num dulcíssimo e pacífico sonho em Vós descansa o meu interior. Ó amada santa, amante do Criador! Que suaves afetos dispensava vosso coração ao considerar-vos na presença do Ser Supremo. Toda a agitação diabólica não foi capaz de vos perturbar, nem de vos entibiar. Eras toda amor. Ai de mim! Se soubesse vos imitar no pensar, falar e agir sempre na presença de Deus! Se eu tivesse feito sempre a séria reflexão: “ Deus olha para mim, Deus vê tudo o que acontece no meu coração ”, como teria sido santa a minha vida! Pedi à Maria Santíssima que me obtenha esta graça a Jesus, de imitar-vos, em pensar, falar e agir sempre na presença de Deus ! Que grande favor me farás! Oh, ela me fará correr fervorosamente pelo caminho da perfeição cristã. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 19º Dia da Quaresma ( 19 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: A considerar, ó Santa Filomena, como estava tão repleta e tão inflamada em amar Jesus, contemplo como tua alma se regozijou com os doçuras espirituais que Nosso Senhor vos revelou naquela prisão, desprezando assim, todos gostos da terra. Escolheste a melhor parte, viver toda para Jesus, ser toda de Jesus, sofrer apaixonada por Jesus… Que escolha feliz, da qual ninguém será capaz de vos privar ! Disseste ao Senhor: “ – Estou pronta, ansiosa por Vos ouvir e fazer a Vossa vontade.” Elevada como num arrebatamento muito doce, vosso amor intimamente unido à Divina Majestade, aprendias a mais alta doutrina e ficavas instruída para praticá-la fervorosa e sumamente, em atos da vossa alma daquelas virtudes, que vos tornariam digna daquela marca especial de glória, com a qual foste coroada no Céu, e és tão venerada na terra. Este era o ofício da vossa santidade, da vossa constância, do vosso mérito, ó Santa Filomena unida a Jesus! Oxalá que eu soubesse, como vós, a estar fervoroso, atento às inspirações da divina graça, e praticá-las como vós o fizeste! Com que coragem eu empreenderia o exercício das virtudes cristãs. Quão agradável seria ao Senhor! Obtenha de Jesus para mim esta graça, de ser fervoroso, atento às inspirações da graça divina, e praticá-las como vós , através de Maria Santíssima. Oh, será um favor agradável a Deus, aos anjos e à humanidade. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 20º Dia da Quaresma ( 20 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santíssima Filomena! Já desde a vossa infância eras um modelo de santidade; mas naquela prisão, sempre na presença de Deus, e prostrada aos pés de Jesus, o vosso dulcíssimo Esposo. A que perfeição ascenderam as virtudes e afetos com que O serviste? Aumentaram tanto que todas as astúcias e maldades do demônio não foram suficientes para a deter por um momento sequer no caminho que tinha começado. “- Eles não são nada!” – disseste para si mesma – “… nada são impérios, nada são reinos, nada é o mundo inteiro com todas as satisfações de grandeza, honras, gostos e riquezas, em comparação com a riqueza e satisfação da alma que fervorosamente serve ao Criado r.” Só Vós, ó Jesus! Só Vós sois o Senhor; Só Vós o Altíssimo, o único mestre do meu coração. Ó luz infinita! Iluminai cada vez mais esta pobre criatura. Abrasai sempre este meu Coração e vontade e o meu espírito… Oh, Santa Filomena, toda elevada a conhecer a Deus, amar a Deus, adorar a Deus!. Se ao menos um toque da graça divina se pusesse agora no meu interior! Quão desprendido viveria de mim, e de tudo o que é sensível. Com que sublimidade e afeto contemplaria as perfeições do Criador e Redentor! Obtém-me de Jesus, por intercessão de Maria Santíssima, esta graça, iluminai e queimai o meu coração. Intercedei para que venha prontamente o auxílio e que logo possa descansar a minha alma no meu Criador. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 21º Dia da Quaresma ( 21 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena, toda desprendida de si mesma, tinhas passado a vossa vida até agora mansa e humilde de coração; mas eras muito elevada à contemplação da majestade e grandeza de Deus. Ó quão humildemente pensastes em vós mesma! Atordoada com a visão de infinitas perfeições: “O que sou eu?” – vós dizeis – “… uma criatura miserável? Ai, menos que um verme, digna de opróbrio e desprezo do povo. Eu de mim, não sou nada. Criada do nada, de mim não tenho nada de ser, nada de existir, nada de conhecimento, nada de habilidade, que não seja um dom do Criador. Se busco saber para que fim sou criada, sei que é para servir a Deus e gozar de Sua glória. Mas que poderei eu fazer para cumprir aquela santa vontade e obter tão grande prêmio? Eu que sou incapaz de mover este meu coração, e de fazer um ato de mérito sem a influência da graça divina? Que distância de mim até Deus! É infinita! Só me resta confessar a minha ingenuidade, que sou um escrava do Senhor, e com a ajuda da graça dirigir zelosamente todos os meus pensamentos, palavras e obras para a Sua maior glória; até Aquele que se dignou criar-me. Ó Santa verdadeiramente humilde, se eu pensasse sobre mim como vós pensastes sobre vós, o inimigo não me teria cegado com tanta vaidade e orgulho. O meu humilde coração teria estado sempre sujeito à vontade Divina. Pelo menos agora, minha Santa, alcançai-me de Jesus, por Maria, a verdadeira humildade. Deus resiste aos soberbos. E aos humildes, Ele dá a Sua graça. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 22º Dia da Quaresma ( 22 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena! Sempre progredindo em virtude, em cada dia vos eram apresentadas novas batalhas contra a fé com que eras adornada. Visitada por aquele tirano bárbaro, as correntes que vos oprimiram foram removidas. Não para vos aliviar, mas para vos seduzir, e a cada palavra proferida por aquele idólatra blasfemo, quanto a vossa preciosa virtude foi aperfeiçoada e aumentada! “- Deus criou-me!” – disse iluminada com graça. “- Deus redimiu-me!” “- Deus me ama! Todas as coisas, ó Deus, estão sob o domínio da Vossa mão poderosa; Vós os dirigis para os fins admiráveis da Vossa amável providência. E eu, que fui criada para Vos amar e gozar da Vossa glória; eu, que conheço a Vossa bondade e as Vossas infinitas perfeições, como Vos dignaste a revelá-las a nós? Afastar-me-ei das verdades do Evangelho? Não! – Ó luz puríssima da revelação divina, que verdades me ensinais do Todo-Poderoso! Oh! Impressas em meu coração, arrebatam meu espírito para unir-me eternamente com a majestade do Criador, a quem adoro do meu coração. Ó Santa Filomena, que tíbia está em mim esta virtude da fé no Evangelho! Oxalá se avivasse e aperfeiçoasse a exemplo da vossa. Que fortaleza eu teria para rebater os insultos dos ímpios contra a nossa santa Religião! Obtenha para mim de Jesus, através da sua Mãe Santíssima, este valor cristão, a coragem e a fé iluminadas pelo Evangelho. Que grande favor isto será! Oh, serei ao menos um mártir em espírito, se não tiver a felicidade de sofrer por Jesus um verdadeiro e heroico martírio. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 23º Dia da Quaresma ( 23 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena, diante de Deus, sempre serena! Que satisfação sente o meu coração, ao considerá-la tranquila, em alta contemplação, conversando com Jesus! Sozinha naquela prisão terrível, quase totalmente esquecida pelo mundo, à disposição de um bárbaro. Com que calma e satisfação ficaste, quando com uma inspiração divina Nosso Senhor vos animava! Não precisas de ter medo, nem temer os poderosos que ameaçam cair sobre ti. Eu estarei na tua companhia, Eu serei a tua defesa! Lembrar-te-ias, sim, dos maus tratos e tormentos de dos muitos cristãos, corajosos que fostes ameaçada, mártires, que já tinham sofrido com aquele imperador desumano! Mas o vosso espírito Santa Filomena… sim, o vosso espírito, com que fidelidade e amor generoso se ofereceu a todas as dores, e à morte mais dolorosa Dirias ao poderoso amante: “Ó amado Esposo, a minha força, Jesus do meu coração! Com a Vossa graça, não temerei, ainda que se apresentem contra mim exércitos de inimigos formidáveis. Se tiver de lutar contra eles, não perderei o amor e a confiança.” Que disposição, que coragem para não se deixar abater! Um coração preso às coisas mundanas pode facilmente ser enganado com o respeito humano, temores, ou pelas próprias conveniências, mas o vosso, Santa Filomena, que sofreu na terra, no amor a Deus, estava firme, inalterável, em conformidade com a vontade Divina! Ó Santa toda de Deus e em Deus! Se tal fosse a minha paz nas contrariedades em que me possa encontrar, e mais ainda nos assaltos dos inimigos infernais que podem me atacar… Com que tranquilidade eu estaria sob as disposições do Senhor que nos governa! Obtém-me a graça da paz de Jesus, através de Maria Santíssima. E se a obtenho, como espero, quão virtuosa e santa será a minha alma! Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 24º Dia da Quaresma ( 24 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena, tão mergulhada na contemplação! As penas que sofrias e as que a ameaçavam já estavam esquecidas, tão elevado era o seu espírito em relação ao objeto do seu amor. “Meus olhos…” (este seria vosso exercício ordinário) “Meus olhos estão continuamente voltados para o Senhor.”. Ao Senhor, que era o vosso amparo, que vos movia à virtude, que vos convidava à glória. Ao Senhor, que, com a ajuda da graça, vos elevou a mais alta contemplação, fazia crescer o vosso mérito Dirias, espantada com as Suas imensas riquezas: “Todas as penas que podem ser sofridas neste mundo, não são dignas da Glória.” Ó infinita bondade! Ó glória incompreensível! Descanso eterno. “Quem poderá deter-me de ir a Vós, Deus do meu coração? A Vós, que, para me fazer participante da Vossa felicidade eterna, liberta os meus pés dos laços dos inimigos infernais.” “Oh! O meu espírito estará sempre elevado para contemplar as Vossas maravilhas…” Ó Santa, toda abstraída das coisas do mundo, e ocupada apenas com o Esposo Celestial! Se à vossa imitação eu soubesse elevar-me à contemplação das coisas divinas, abominando o mundo inteiro! Como o meu espírito seria aperfeiçoado! Obtém-me de Jesus através da sua Mãe a graça da mais pura elevação. Como podes obter para mim através dos vossos méritos, se as obtenho, o mundo para mim já não será mundo. E começarei a gozar de uma vida bem-aventurada! Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 25º Dia da Quaresma ( 25 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena! A prisão já se tornou para vós um jardim de delícias, iluminada com a graça Divina, contemplando o amor excessivo com que o Unigênito do Pai Eterno se tornou homem, para nos tirar da dura escravidão do pecado e do demônio. Assim, livres poderíamos alcançar a bem-aventurança eterna. Com que assombro e espanto consideraste o afeto com que Ele se encarnou como homem. Pensavas: “- Do Céu o Salvador veio ao ventre de Maria, dele, à manjedoura, da manjedoura à Cruz. E da Cruz?” Que consolo para vós e para nós! Da Cruz Ele ascendeu à Glória, e mostrou-nos o caminho e o fim da nossa peregrinação. Que luz admirável! Ao banir a escuridão daquela prisão, ilumina os tíbios, e também aqueles que se sentam na escuridão e nas sombras da morte. Ó Santa Filomena, com que singularidade contemplaste as admiráveis vestes do Esposo celestial! Um fervor ardente… Oh, se eu soubesse como seguir fervorosamente Jesus até à Glória…Tudo estaria em mim, com uma admiração pelo amor de Deus, gratidão por um benefício tão grande, pureza de intenção, desejo que todas as minhas obras fossem meritórias… Ó minha Santa Filomena, obtenha de Jesus, através de Maria Santíssima, estes afetos: a pureza de intenção, admiração pelo amor de Deus! Quão elevada será a minha contemplação das maravilhas divinas! Espero esta graça de vós. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 26º Dia da Quaresma ( 26 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena, tão zelosa pela a salvação das almas! A maravilhosa providência com se manifestava ser Jesus o Messias prometido aos Patriarcas, pronunciada pelos Profetas, e esperado pela redenção de Israel, tinha arrebatado o vosso coração! Pensastes: “- Com que cânticos de glória e júbilo os Anjos O anunciaram aos pastores aos Reis Magos com uma estrela prodigiosa?” Certamente sabiam que Ele era a verdadeira luz, que deveria iluminar a todos os homens. O Seu poder inefável resplandeceu, transformando água em vinho, fazendo-lhe obedientes o mar e os ventos, fazendo cessar as tempestades mais terríveis. Brilhava a Sua sabedoria com aquela eloquência divina com que interrogou e respondeu aos doutores no templo, e deixava admirados e sem palavras os doutores da lei, que o interrogaram maliciosamente Sua bondade, como se dava a conhecer com o trato virtuoso e amoroso aos enfermos, cegos e aos que estavam mortos para a vida eterna. Como é grande a Sua misericórdia, convidando os pecadores à penitência com um coração atrativo, e perdoando-os! E sobre o céu… Com que fervor ele ensinou as multidões as verdades eternas! “- Fazei penitência!” – dizia-lhes; “- O reino dos céus está próximo; Eu sou o caminho, a verdade e a vida.”, confirmando a Sua doutrina com frequentes e estupendos prodígios… Ó Santa Filomena, quão feliz estarias por pensares como é fácil para os homens serem salvos, conhecendo o Salvador tão claramente! Ó Pai Eterno proclama-O pelo seu Filho amado. Seguindo o vosso coração… Oh, se eu tivesse uma vontade ardentíssima da salvação de meu próximo. Como os edificaria com palavras e obras. Alcançai-me de Jesus, por interseção de Maria Santíssima este exercício fervoroso da penitência. É a obra mais divina! Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 27º Dia da Quaresma ( 27 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena! Toda dedicada ao culto do Criador. Vos Preocupáveis com as intenções perversas e as artimanhas com que o imperador tentava vos seduzir; o vício abominável da idolatria a deixava sumamente angustiada. Pensastes como aqueles homens não deveriam conhecer e amar o Criador do céu e da terra, tanto quanto os Anjos e os Santos O adoram e amam na glória! Como também não conheciam nem queriam conhecer o Ser Supremo, infinitamente poderoso e sábio, aquela infinita inteligência e bondade que se dignou cria-los à Sua imagem e semelhança, para fazê-los participantes da eterna bem-aventurança. Eles adoravam seus deuses. Ai que miseráveis! Eles adoram as boras de suas mãos, estátuas de ouro ou prata e de outros materiais, que não têm conhecimento, nem advertência que com olhos e orelhas, não veem e não ouvem. Têm mãos e pés e não tocam nem andam. Ó que loucura. E quantas almas miseravelmente se perdem enganadas pelo demônio. Santa do meu coração! Sofreste porque fostes fidelíssima à Soberana Majestade. Só a ela se dirigia vosso coração, para adorá-la, ao ver o estado infeliz de tantas almas…. Ai de mim! Não sou um idólatra, graças ao Senhor; mas tenho tido uma espécie de idolatria, tendo tanto afeto pelas coisas mundanas que me têm distraído de amar e adorar o Criador! Oxalá que ao menos desde agora, meu coração só se empregasse em amá-Lo e adorá-Lo. Alcançai-me de Jesus este exercício fervoroso: Adorá-lo e Amá-lo por Maria Santíssima nossa mediadora, e se eu a alcançar, como espero, serei semelhantes aos anjos da glória. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 28º Dia da Quaresma ( 28 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Compassiva Santa Filomena! Vistes as desordens dos idólatras, e ao considerar que levavam uma vida tão longe do caminho da salvação, o vosso coração se afligia e vos encontravas tão angustiada. Pensastes: – A soberba e a avareza, os gostos carnais e a ira acompanhada de horrendos estragos, como são a gula, a inveja, mãe de tantos distúrbios e ultrajes odiosos, e a negligência em olhar com o coração reto para quem é o Senhor que se dignou criar os homens, e a bem-aventurança para qual os criou!” Que dignos são de compaixão tantos que estão na escuridão do paganismo! Ó Jesus! Vós sois a verdadeira luz que ilumina todos os homens. Se estes não Vos conhecem, de onde lhes virá à luz clara da vida? Miseráveis almas na escuridão, cegas pelos seus erros. Abri, minha Santa Filomena, os olhos destas criaturas miseráveis. Faça-los abominar as suas desordens e falsas máximas, e que sejam movidos pela graça divina. Ó iluminada Santa Filomena, atende à minha necessidade, e obtém de Jesus, para mim através da Sua Santíssima Mãe,que possa sempre brilhar na minha alma a luz do benefício da criação, para que eu seja todo do Senhor, que se dignou criá-la sem qualquer mérito da minha parte, deixando de criar a tantas que haveriam correspondido melhor do que eu. Quão seriam agradecidas se as tivesse criado. Espero de vós com tanta confiança este favor singular, e desde agora, vos agradeço do fundo do meu coração. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 29º Dia da Quaresma ( 29 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena, perplexa pela ingratidão humana! Na prisão contemplavas o mistério inefável da Redenção humana, como o Salvador veio ao mundo, como Ele pregou, os tormentos e a morte afrontosa na cruz com que Ele desejava redimir-nos, e vos admiravas de um benefício tão singular…. Pensavas: Os homens não eram capazes de se redimir. O pecado que os tinha feito escravos, deserdados do céu eram de infinita malícia. Era necessário um homem-Deus para satisfazer a justiça Divina. E Jesus se deu plenamente por todos os homens, dando o Seu sangue e Sua vida a custo de indizíveis tormentos, como um homem, e como Deus conferindo um valor infinito para tal sacrifício! Quão plenamente foi cumprida a justiça Divina! Abertos a todos os portões do céu… Como se manifestam a onipotência, a sabedoria, a magnífica liberalidade e misericórdia de Deus nesta obra! A providência de Deus em fazer todas as coisas com tanto cuidado, e em tempo tão oportuno… Entretanto, os judeus obstinados não conheceram tão grande benefício, e a esta teimosia representava a de Diocleciano, que tanto a afligia, e por quê? Porque assim como os judeus perseguiam Jesus Cristo também o fariam a vós porque éreis cristã. Mas foste tão infundida com um benefício tão singular, ó Santa consagrada ao Redentor! Alcançai-me de Jesus com a proteção de Maria, de que possa eu ter sempre presente o benefício alcançado pela Redenção. Se obtenho esta graça que espero, sei que Jesus estará sempre no meu coração, e o meu coração no de Jesus para O adorar. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 30º Dia da Quaresma ( 30 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena, mártir de espírito. Se aproximavam os dias do triunfo a que o Esposo vos tinha destinado, e a coroa eterna com que Ele queria recompensar-vos. Estarias em alta contemplação do benefício de terdes vos tornado cristã, de teres aplicado a vós mesma os méritos da Sua Paixão e Morte no Santo Batismo, de ter sido infundida nas virtudes e dons do Espírito Santo, de ver-vos elevada a uma dignidade tão excelsa. Diríeis: – “O Salvador, para me fazer herdeira do céu, de Sua própria vontade Se ofereceu à morte e ao sacrifício. E sendo cristã, o meu espírito desfalecerá em vista das penas com que me ameaçam! Oh, como um Santo Estêvão, um São Tiago ou uma Santa Tecla, fosse eu uma vítima consagrada a Jesus, meu Redentor. Jesus está com os que padecem por Seu amor. Não são os mártires. É o Espírito do Pai Eterno que fala neles e os conforta, para confundir a impiedade e os erros. Jesus do meu coração! Minha alma não é minha, mas toda de vós. Sou cristã. Que quereis de mim? Que quereis que eu faça? Aqui está meu sangue e minha vida. Disponha deles conforme lhe convier com a Vossa graça. Ó corajosa santa, se eu, que sou cristão, tivesse uma vontade sincera e eficaz de morrer por Jesus como vós tínheis, quão elevado seria o meu coração. Quão tenaz contra as impiedades máximas! Obtenha de Jesus para mim, através de Maria Santíssima, este espírito de constância e coragem. Se os obtenho, como estarei preparado para não desistir da religião cristã que professo. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 31º Dia da Quaresma ( 31 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena, toda elevada em Deus no meio das tribulações. Com toda arrogância foram-vos apresentados novos e horríveis combates contra a fé e a pureza. A prisão em que estivestes é testemunha das palavras sedutoras e ameaças com que o imperador tentou aterrorizar-vos, para que, temerosa das torturas, abandonásseis a Jesus Cristo. A bárbara e brutal paixão daquele príncipe. Como exclamarías horrorizada “Não me aparto da lei cristã. Sou toda vossa, Senhor. Salva-me!” E já que Vós me destes a virtude e fortaleza, veja quanto necessito de Vossa proteção. Estou só, escrava e sem amparo nesta masmorra. Os pecadores me esperam para me perder. Sei que podeis libertar-me. Que Vossa bondade é infinita. Vossa formosura me arrebata. Conheço a santidade e a pureza de Vossa Santa Lei, que me convidam com o prêmio da Glória. Que fraqueza seria hesitar num assunto de tamanha importância! Jesus do meu coração! Sofrer, morrer… Ó dulcíssima esposa de Cristo. Já se aproxima o desposório eterno e não poderão provocar-vos as palavras e tormentos do bárbaro idólatra. Estais tão unida ao Criador. Oh, se o meu espírito estivesse preso como o Vosso! Quanto será feliz este momento, em que a minha alma estará toda consumida no infinito oceano da bondade de Deus? Obtém-me de Jesus esta graça, através da intercessão de Maria Santíssima. Se a obtenho, já não viverei, mas Cristo viverá em mim. Como será grande a minha felicidade! Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 32º Dia da Quaresma ( 32 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena, atormentada por angústias. Depois de tantos dias em que o idólatra tirano vos afligia, enfurecido, veio ter convosco naquela prisão horrenda. O seu rosto era feroz, os seus olhos altivos, vomitando pela boca o veneno do seu coração, com palavras de desprezo, ódio, rigor, tormentos; com a sua bestial e bárbara agitação… Oh, com que aparato de horror a viva apreensão de uma morte violenta e uma série de torturas a deve ter assaltado! Vós, magra por natureza, tenra por idade, delicada princesa, criada com o afeto dos vossos pais. Pensarias em vosso coração: “Eu, quebrar a promessa feita ao meu Esposo Jesus? Abandonar a Sua santíssima lei… e não O amar? Que horror !” “Ó Deus, Vós conheceis a minha vontade, e nesta terrível tempestade. Oh, um impulso da graça Divina basta para acalmar uma tempestade tão terrível.” “Vinde a mim…”, ouvistes dizer-vos interiormente – “Vinde a mim todos vós que estais aflitos com dores, e eu vos aliviarei; batei às portas da Divina Providência, e elas abrir-seão para o vosso remédio.” Ó como o vosso espírito foi encorajado, seguindo aquela luz Divina! Como se dissiparam estas angústias! Fortalecidas pela graça Divina, já não ansiavas senão pelo eterno, aquele gozo eterno, aquele amor eterno, aquele estar unido a Deus por toda a eternidade… Ficaste arrebatada pela bondade e beleza de Deus! Mas eu, ó mártir de espírito, eu, como um verme vil, não sei como me erguer da terra, e o menor desconforto deixa inquieto o meu coração. Quem dera, doravante o tivesse sempre em Deus, sempre a contemplar Deus, e sempre a amar Deus Obtém-me esta graça de Jesus, através de Maria Santíssima, e fazei que eu nunca cesse este exercício sagrado de sempre amar a Deus. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 33º Dia da Quaresma ( 33 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena, consolada no meio das angústias! Ó Todas as agressões de Diocleciano, ministro de Lúcifer, foram até agora derrotas para ele mesmo. Triunfos que haveis logrado com a Graça Divina. Suas tentativas perversas, truques maliciosos, promessas diabólicas, terror de tormentos horríveis. Sim, mas que invencível guerreira fostes vós… tudo em vão. Sustentada pela proteção de Jesus e Maria, nada teria força suficiente para fazer vacilar o vosso coração.Voltando os olhos para o Senhor: – “Tu estás conosco…”, disseste-lhe animada, “…conosco que invocamos o Vosso Santíssimo Nome, não nos abandones, ó Senhor nosso Deus.” Pensando que o braço de Deus era vosso, para vencer os horrendos suplícios, com que consolo se via vitoriosa sobre um inimigo tão cruel? A tribulação e a angústia vieram sobre mim. Clamei ao Senhor, e amoroso, Ele dignou-se a ouvir-me. Que alívio, assim consolada e encorajada, o vosso coração se derrete em ação de graças… Ó agradecidíssima Filomena, como vos colocais no altar do amor, exalando o incenso finíssimo da gratidão, como vos ofereceis por maiores sacrifícios! Se é a Vossa vontade, meu Deus! E se fosse a minha vontade tão fervorosa, como me ofereceria para sofrer novas e mais aflitivas dores para honrar o Salvador! Sofrer ou morrer seria o meu brasão. Eu padeceria corajosamente ainda mais e morreria para honrá-lo mais. Rogai por mim a Jesus, ó minha Santa Filomena, através da mediação de Maria Santíssima, para que Ele me conceda um espírito tão fervoroso como o vosso, para que não seja mais eu quem viva, mas para que Cristo, a quem eu adoro, viva em mim. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 34º Dia da Quaresma ( 34 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena, consumida com as iníquas pretensões de um bárbaro Imperador! Suas palavras arrogantes, seus gestos desmedidos, seus olhos penetrantes e aspecto de tirano, respirando fúria e barbárie, indicavam um espírito cruel, determinado a vingar-se. Vendo vencidas as suas ideias perversas e pretensões diabólicas, um pressentimento de que iria sofrer novos e mais terríveis combates, ocupavam o vosso coração. A viva apreensão de ser maltratada pelos carrascos, de feridas perfurantes e dolorosas, de derramar sangue, de morrer às mãos dos bárbaros perseguidores de Jesus Cristo…! Oh… E o que poderei eu, fraca? Mas tudo posso com Jesus que me conforta. Ele diz-me que não preciso temer aqueles que podem tirar a vida do corpo, mas sim só o Senhor, que pode condenar a minha alma. Ó Senhor, Criador, Redentor, Glorificador! Vosso é o meu sangue, a minha vida, dispõe de tudo que é meu. Que glória a minha se, com a ajuda da Vossa graça, eu for uma vítima atormentada, despedaçada, consagrada à Vossa honra! Se for da Vossa vontade… Ó esforçada heroína Santa Filomena, rogai por mim à Maria Santíssima, para que me obtenha de Jesus, que nos conforta, um coração invencível a todo aparato de tormentos deste mundo. Que jamais, sequer em um único instante, me aparte da doutrina de Jesus Cristo. Se obtenho esta graça que de vós espero, quantas vitórias lograrei contra a infidelidade e as máximas perversas. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 35º Dia da Quaresma ( 35 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Mãe…”, como exprimirias à Rainha do Céu e da Terra a grande necessidade que vos afligia na prisão! “…ó Mãe, Mãe de misericórdia e clemência! Ó nossa doçura e esperança nossa!” Quando é que uma mãe é mais solícita com o seu filho do que quando o vê em extrema necessidade? Ela deseja ajudá-lo com grande eficácia, e se não estiver ao seu alcance, que amargura sente? Olha para mim, Mãe, à mercê de um bárbaro, que, enfurecido, conspira para me tirar a vida se eu não deixar Jesus Cristo, e me encontro presa, assediada, indefesa, extremamente fraca, exposta…. Oh, que necessidade me aperta… Podeis ajudar-me, vós que sois a Mãe da Graça, a depositária das graças, e gozais da onipotência suplicante, partilhada pelo vosso Filho Onipotente. Nada vos falta para me ajudar nesta tão grande necessidade. Recordais que Jesus, antes de expirar da cruz, me confiou a vós como sua filha; e que nunca se viu alguém que fosse desamparado ao recorrer à vossa benevolência materna, já que tendes um coração de misericórdia! Ó Mãe, é chegado o momento. Olha-me com os vossos olhos misericordiosos, exposta como estou em tantos perigos à perfídia de um bárbaro idólatra. Se me protegerdes, como certamente espero, não, não serei derrotada; darei generosamente o meu sangue, a minha vida… Ó Santa amada de Jesus e Maria, quão glorioso será o triunfo da vossa fidelidade! Oh, se eu, como vós, soubesse pedir a Maria com fervor a sua proteção materna, toda a tribulação, toda amargura se converteria em bem para a minha alma! Rogai por mim a Jesus e Maria, pela graça da confiança na proteção materna de Maria e que eu seja fervoroso na sua prática. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 36º Dia da Quaresma ( 36 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena, filha amada de Maria Santíssima! A vossa necessidade era extrema, foste atacada contra a fé, perto de uma morte violenta, a vossa virtude em grande perigo, e à vontade de um bárbaro, idólatra carnal! Mas vós, a mais sublime… Como se transformou aquela prisão horrível no céu! Maria, a Mãe do amor, rodeada pela luz celestial, acompanhada de anjos, com o menino Jesus em seus braços, desceu do céu para vos visitar. Quão abstraída do mundo, arrebatada, divinizada, ficastes! “Filha…”, disse-vos, …passarás mais três dias nesta prisão, e no final do teu quadragésimo dia será libertada desta dolorosa situação”. E com esta notícia tão plausível, repentinamente passaste a uma agonia tal que pensaste que irias acabar com a vossa vida, acrescentando que irias sair para lutar uma batalha ainda mais terrível. Mas que coragem tiraste da promessa que ele vos fez de ajudar-lhe! “Filha minha…”, disse-vos, “…significarás a predileção com que te amo? Não tenha medo, Eu ajudarei.” E vós pensastes: Ó tão amada de Maria! Eu, encorajada, ajudada por Maria, confiada também ao Arcanjo Gabriel, que significa Força de Deus; com que fortaleza fostes disposta para entrar na última batalha, e para triunfar com a religião cristã. Aquele perfume celestial que ficou na prisão quando a Rainha divina desapareceu…! Como ficou perfumada a vossa alma de graças e desejo de morrer por Jesus Cristo e de passar à glória! Alcançai-me de Jesus, Ó disposta esposa! Rogai através da vossa Mãe Maria, para que a minha alma esteja sempre preparada à imitação da vossa, e com que desejo aguardarei a festa de casamento em glória! Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 37º Dia da Quaresma ( 37 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena, protegida por Maria Santíssima! Finalmente Diocleciano desencadeou a sua barbárie: a sua paixão brutal instigada por uma legião de demônios, como os judeus contra o Salvador. Fostes ferida, açoitada publicamente, ensanguentada, despedaçada com tanta crueldade e fúria, e vós, quase sem forças, pensastes que em breve terminaríeis a vossa vida. Estavas tão maltratada que ele ordenou que fosses removida da sua presença. Mas vós, quantos agradecimentos darias a Jesus na prisão, quando os anjos derramaram bálsamo celestial sobre as vossas feridas, e ficaste perfeitamente curada? Saudável, robusta, corajosa! “- O quê?” O tirano louco tentou vos convencer de que esta súbita cura era um benefício de um de seus deuses, Júpiter! Aquele falso deus queria que fosses Imperatriz de Roma! E com carícias lisonjeiras e promessas… Com que coragem o fizeste ver, que sua cura repentina era uma graça do redentor Jesus… Com tais argumentos provou-lhe que a religião cristã é a única verdadeira; que nem ele, nem qualquer outro dos seus carrascos teria palavras para responder. O Espírito de Deus falou em vós: Sim, sou cristã, sou a esposa de Jesus Cristo: – morrer e não prevaricar; morrer fiel e constante; morrer com firmeza pelo Seu amor. Quão ardente é o vosso espírito, ó Santa Filomena, que tal fosse o espírito de todos os cristãos! Interceda por todos nós nestes tempos calamitosos. Rogai à Santíssima Virgem, que é a dispensadora de todas as graças, que nos obtenha de Jesus o espírito ardente, que nem mesmo o inferno seja capaz de nos afastar das máximas cristãs. Que grande graça isto será! Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 38º Dia da Quaresma ( 38 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: O meu coração, ó Santa Filomena, é trespassado pelo pensamento dos tormentos em que sois colocada; mas o meu espírito toma coragem, vendo-vos vitoriosa. “Ao Rio Tibre!” Assim quis Diocleciano, zombando do céu que vos protegia, e confundido com os argumentos, que o Espírito Santo vos inspirou, quer que sejas atirada no rio Tibre com uma âncora atada ao pescoço. Bárbaro! Que desonra para um imperador… desencadear fúria contra uma donzela de treze anos, a única filha de um monarca! E por quê? Porque ela é cristã, uma jovem esposa consagrada a Jesus Cristo. Porque fiel e constante no serviço ao verdadeiro Deus, ela não quis abraçar às máximas pagãs. Como não confundirá Deus a fúria de tal idólatra? Que providência do Todo-Poderoso! Os anjos descem do céu, e na execução dessa tortura, cortam a corda da âncora e salvam a vida da Santa…. Que glória! os anjos carregam-na sã e salva no meio de uma multidão de espectadores daquele prodígio, e os pagãos são convertidos em grande número. Que fúria a de Diocleciano! Possuído pelo demônio, que agitou o seu coração contra Jesus Cristo. Ele não cessa, por mais que veja a mão de Deus visível contra as suas obras. “Que a arrastem…”, ordenou ele, “…pelas ruas de Roma, e depois, com um nevoeiro de setas, deixem-na ser atormentada, trespassada. O sangue corria através daquele corpo virginal, e tantas eram as feridas que, tendo perdido as suas forças, estava perto da morte. E aquele bárbaro, como estava confuso ao saber que Filomena, docemente adormecida na prisão, tinha sido prodigiosamente curada! Qual foi a sua fúria… Ó santa protegida de Jesus no martírio, quem não admirará, adorará e louvará a providência de Deus nos seus santos? Dignai-vos de obter para mim de Jesus, através de Maria, Rainha dos Mártires, este espírito de adoração. Como o meu coração será elevado a Deus! Louvarei sempre o Seu poder e bondade, e celebrarei a Sua fidelidade e constância. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 39º Dia da Quaresma ( 39 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Que satisfação é minha, ó Santa Filomena! Os vossos triunfos arrebatam-me, e a vossa glória, hoje o Esposo Jesus vai completá-la. Furioso, o tirano, ordenou que sejas atormentada com flechas afiadas, trespassada até à morte. Ó Deus, não se atendo à sua bárbara idéia, um furor infernal o atiça. Percebe os feitos como se fossem fruto de uma bruxaria, e persuadido que o fogo destruirá o “encantamento mágico” imaginado pelo louco. Ordena que com flechas flamejantes sejas atormentada, e são disparadas flechas contra vós, que barbárie! As flechas não vos alcançam, mas voltam! – que admiração! Ferem os carrascos! – Que castigo! Alguns morrem ali mesmo – que castigo do céu! Muitos dos arqueiros repudiam com isso, o paganismo! Que comoção nos corações! E o povo, sim, o povo começa a dar testemunho do verdadeiro Deus que vos sustenta! – que prodígio! É a mão direita do Exaltado, a mão direita do Onipotente! E quão enfurecido ficou o imperador Diocleciano que testemunhou estas maravilhas, temeroso de algum resultado desastroso, vendo o povo comovido, Confuso, bárbaro, desnaturado, furioso e louco nas máximas e perfídias… Ele ordena a vossa decapitação, ao golpe de machado. Ó noiva fiel de Jesus! Morta na terra, o vosso espírito voa para o céu. Que triunfo! Adornada com as palmas das mãos de uma noiva, da Virgem e Mártir. Que feliz, que doce! Ouvir aquele convite: – Entrai Filomena! Entrai acompanhada pelos Anjos; entrai para desfrutar da alegria de Deus e dos santos! Entrai na eterna bem-aventurança. E vós, exaltada com a recompensa correspondente aos vossos méritos… Ó minha Protetora! Peça a Jesus, através da Sua Mãe Santíssima, que acenda no meu coração um desejo muito veemente de levar uma vida santa, para que eu venha a possuir essa glória: ali, ali, na vossa companhia, a minha felicidade, a minha bem-aventurança, será completa. O sangue corre no chão e se espalha… Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 40º Dia da Quaresma ( 40 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena, gloriosa no céu. Com que ação de graças posso retribuir os benefícios que tão generosamente vos dignastes dar-me durante estes quarenta dias? Vós, amada esposa de Jesus, filha favorita de Maria, iluminada pela luz da glória, e gozando da visão beatífica da Santíssima Trindade, tens na vossa mão as graças que nós, os devotos que vos imploram, precisamos. Pois por aquela Mãe Divina, com o seu Anjo São Gabriel fostes amparada e axuliada naquele terrível martírio do qual saístes vitoriosa. E se de Jesus obtiveste espírito e força para triunfar sobre a barbárie dos tiranos e as suas máximas pagãs, o que poderão nos conceder eles agora quando, glorificada, desfrutais de Suas companhias no céu, com as coroas e palmas da virgindade, martiírio, e de noiva triunfante? No momento em que intercedeis por mim junto de vosso esposo Jesus por meio de Maria… sim, por meio de Maria Santíssima, já obtivestes para mim de Jesus as luzes, as inspirações, os toques interiores, os afetos do amor de Deus e de me salvar, a coragem contra as paixões, e contra os inimigos infernais, que, como chamas, me rodeiam para engolir a minha alma. Ó santa do meu coração, ó minha Protetora perpétua, que devo fazer que seja mais agradável para vós? Queres todo o meu coração? Aqui está! Quer tudo para o esposo Jesus? Aqui está. Quer tudo para Maria? Aqui está. Quereis que eu não viva em mim, senão em Deus? Que esteja morto para o mundo e que só viva em mim Jesus Cristo? Oxalá que fosse esta minha bem-aventurança. E já que esta é a oferenda que vos é mais agradável, aqui tens o meu coração, a minha vontade que com o maior afeto vos dou! Ó Virgem Mártir Santa Filomena! Rogai à Maria Santíssima que me obtenha do seu filho Jesus um coração puro, um espírito reto, e um fervor que jamais se apague, aspirando sempre a mais amor e perfeição. Que grande graça é esta que de vós espero, e pela qual me tornará pronto para ir para o céu, e na vossa companhia e na dos Anjos e Santos, cantarei eternos louvores ao Criador e à Maria Santíssima. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma #SantaFilomena
- Quaresma de Santa Filomena
São João Maria Vianney, o Santo Cura d’Ars, dizia de Santa Filomena: “É ela a ‘Princesa do Paraíso’, a quem nada é negado. É grande seu poder junto dos Tronos de Jesus e Maria. Tenham confiança nela”. A quaresma de santa Filomena, que é uma das grandes mártires do início do cristianismo, é uma devoção que consiste em rezar durante 40 dias, entre o dia 1 de julho e o dia 10 de agosto, em memória aos 40 dias em que Santa Filomena ficou presa. Durante essa quaresma pedimos a intercessão dela que é considerada a padroeira das causas impossíveis. Por que rezar essa Quaresma? Para banir a descrença e suas desordens, promover o amor e adoração a Deus, veneração de nossa santa e mártir Santa Filomena e pela santificação das almas. Alguns dos mais iluminados servos de Deus são devotos desta jovem virgem-mártir – todos distinguidos pela santidade ou piedade de renome. Entre os apóstolos mais memoráveis dedicados a ela incluem: Padre Pio, São João Vianney, São Pedro Julião Eymard, Papa Pio IX, São João Newmann, entre muitos outros. Deus continua a realizar inúmeros milagres através de sua poderosa intercessão. Rezar a quaresma de santa Filomena é uma forma de honrar a sua fé, o seu amor e o seu sacrifício por Jesus Cristo, e de buscar as suas graças e milagres para as nossas necessidades. Muitos fiéis testemunham ter recebido favores especiais de santa Filomena após rezarem a quaresma com confiança e perseverança. Aprenda a Rezar: – Sinal da Cruz + 3 Pais-nossos + 3 Ave-Marias – Ato de Contrição – Oração Inicial – Oração do Dia – Oração Final – Ladainha de Santa Filomena (Opcional) – Coroinha de Santa Filomena (Opcional) Todas as orações estão disponíveis logo abaixo 👇 INÍCIO † Sinal da Cruz 3 Pai Nossos… 3 Ave Marias… ATO DE CONTRIÇÃO Para todos os dias da Quaresma Dulcíssimo Jesus, Deus e Homem verdadeiro, Pai, Criador e Redentor meu, em quem creio, em quem espero, a quem amo mais que a mim mesmo! Ó bondade infinita, digna de ser amada sobre todas as coisas! Ah! No mais íntimo de meu coração sinto ter pecado contra Vós. Ai! Oxalá, oxalá minha dor fosse tão forte, que neste mesmo instante se fizesse em pedaços o meu coração, ao considerar que tantas vezes o agravei! Pesa-me, meu Deus, de vos ter ofendido; pesa-me igualmente, porque podeis privar-me da glória e lançar-me no inferno. Proponho firmemente, com o auxílio de Vossa graça, nunca mais pecar. Perdoai, Senhor, as minhas culpas, para que limpa e pura, minha alma se dedique com mais afinco e fervor ao Vosso santo serviço, e louve a gloriosa Virgem e Mártir Santa Filomena, minha especial advogada. Dai-me, meu Deus, um espírito fervoroso para imitá-la na fé, na esperança, na caridade e nas demais virtudes, a fim de que, constante como ela em servir-te, vos louve também, em sua companhia, eternamente na glória. Amém. ORAÇÃO INICIAL Para todos os dias da Quaresma Ó Santa Filomena! Quão grande é a vossa alegria, contemplando a onipotência, majestade e grandeza de Deus no Céu! Ela durará enquanto Deus for Deus; e sem poder experimentar jamais a mínima tristeza, cantareis sempre com os bem-aventurados aquele cântico de eternos louvores, cântico de novas e eternas delícias: Santo, Santo, Santo . Este é o prêmio correspondente à vida fervorosa com que servistes ao Senhor. E eu… ai de mim! Me vejo sem virtudes, sem méritos, exposta está a minha alma. Ó minha Santa patrona! Volvei desde o céu os vossos olhos carinhosos e compassivos até essa pobre e miserável criatura; e por meio de Maria Santíssima, alcançai me de Jesus, a graça eficaz com que, de agora em diante, procure servir a Deus com todo o fervor, e lograr a bem-aventurança eterna. Oh, que satisfação será a vossa, ao ver que por vossa intercessão, uma criatura tão esquecida e tíbia como eu, passou ao estado de fervorosa! Confio, minha Santa, que me alcançareis esta graça, favor que cordialmente vos peço. ( fazer o pedido da graça… ). Escolha o dia da quaresma: 1º Dia 2º Dia 3º Dia 4º Dia 5º Dia 6º Dia 7º Dia 8º Dia 9º Dia 10º Dia 11º Dia 12º Dia 13º Dia 14º Dia 15º Dia 16º Dia 17º Dia 18º Dia 19º Dia 20º Dia 21º Dia 22º Dia 23º Dia 24º Dia 25º Dia 26º Dia 27º Dia 28º Dia 29º Dia 30º Dia 31º Dia 32º Dia 33º Dia 34º Dia 35º Dia 36º Dia 37º Dia 38º Dia 39º Dia 40º Dia ORAÇÃO FINAL PARA TODOS OS DIAS DA QUARESMA Ó Santa Filomena, minha protetora, digna da minha maior veneração! Contemplando-vos, ou entre as penas de vosso martírio, ou premiada com a coroa da glória que por ele merecestes, vos suplico que me alcanceis de Jesus, Vosso Dulcíssimo Esposo, a quem tanto amaste e por quem tanto padeceste, a luz de uma fé tão viva, que jamais se apague, uma esperança tão firme, que nunca desconfie, e um amor à Deus e ao próximo tão ardente, que sempre a minha vontade e o meu coração, unidos com meu Criador e Redentor, se transformem em atos fervorosos de santa virtude. Fazei que eu odeie a tal ponto a infidelidade e o paganismo, que derrame continuamente lágrimas pela conversão dos infiéis pecadores, que sem temor, se entregam a tantas desordens. E já que vós, por não ser infiel ao Esposo Jesus, e destes a vida com tantos tormentos, rogai pela salvação de todas as almas. Fazei com que, animados com a vossa poderosa proteção, sirvamos sempre fervorosos a Jesus, Nosso Salvador, e logremos a felicidade de ir ao Céu, para dar a Ele e a vós, as devidas eternas graças. Amém. Leia também Conheça mais sobre a vida de Santa Filomena LADAINHA A SANTA FILOMENA Composta pelo Cura d’Ars, São João Batista Maria Vianney Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós. Filho de Deus, Redentor do Mundo que sois Deus, tende piedade de nós. Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós. Trindade Santa, que sois um só Deus, tende piedade de nós. Santa Maria, Rainha das Virgens, rogai por nós. Santa Filomena, cheia de abundantes graças desde o berço, rogai por nós. Santa Filomena, fiel imitadora de Maria, rogai por nós. Santa Filomena, modelo das Virgens, rogai por nós. Santa Filomena, templo da perfeita humildade, rogai por nós. Santa Filomena, abrasada no zelo da glória de Deus, rogai por nós. Santa Filomena, vítima do amor de Jesus, rogai por nós. Santa Filomena, exemplo de força e de perseverança, rogai por nós. Santa Filomena, espelho das mais heroicas virtudes, rogai por nós. Santa Filomena, firme e intrépida em face dos tormentos, rogai por nós. Santa Filomena, flagelada como o vosso Divino Esposo, rogai por nós. Santa Filomena, que preferistes as humilhações da morte aos esplendores do trono, rogai por nós. Santa Filomena, que convertestes as testemunhas do vosso martírio, rogai por nós. Santa Filomena, que cansastes o furor dos algozes, rogai por nós. Santa Filomena, protetora dos inocentes, rogai por nós. Santa Filomena, padroeira da juventude, rogai por nós. Santa Filomena, asilo dos desgraçados, rogai por nós. Santa Filomena, saúde dos doentes e enfermos, rogai por nós. Santa Filomena, nova luz da Igreja peregrinante, rogai por nós. Santa Filomena, que confundia a impiedade do século, rogai por nós. Santa Filomena, cujo nome é glorioso no Céu e formidável para o inferno, rogai por nós. Santa Filomena, ilustre pelos mais esplêndidos milagres, rogai por nós. Santa Filomena, poderosa junto de Deus, rogai por nós. Santa Filomena que reinais na glória, rogai por nós. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Rogai por nós, santa Filomena. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém. Oração: Nós Vos suplicamos, Senhor, que nos concedais o perdão dos nossos pecados pela intercessão de Santa Filomena, Virgem Mártir, que foi sempre agradável aos vossos olhos pela sua eminente castidade e exercício de todas as virtudes. Santa Filomena, rogai por nós. (3 vezes) COROINHA DE SANTA FILOMENA Reza-se assim: 1 Credo … (na medalha) 3 Pai-Nossos (nas contas brancas) em honra da Santíssima Trindade, por cuja glória Santa Filomena deu a vida. 13 Ave-Marias (nas contas vermelhas) em louvor dos 13 anos em que viveu na terra a Virgem Mártir. A cada Ave-Maria acrescenta-se a jaculatória: Santa Filomena, pelo sangue que derramastes por amor a Jesus Cristo, alcançai-me a graça que vos peço . ou: Santa Filomena, pelo Vosso amor por Jesus e Maria, rogai por nós . Por fim: Oração a Santa Filomena : Ó gloriosa Princesa da Corte Celestial, Santa Filomena, prostrado diante de vós, rememorando as vossas virtudes e prodígios, minha alma engrandece ao Senhor que operou em vós tamanha maravilha de santidade. Querida Protetora venha em meu auxílio para conduzir-me pelos caminhos da virtude, para ser minha fortaleza em face do inimigo infernal, para me trazer do Coração de Jesus a riqueza dos auxílios divinos que são pra este devoto a saúde, a paz do coração, a solução de minhas dificuldades, o bem-estar de minha família e o consolo em toda tribulação. Milagrosa Santa Filomena, em Vós confio! Amém. Salve Rainha 1º DIA DA QUARESMA 01 de Julho 1 – Oração inicial para todos os dias da Quaresma 2 – Oremos: Ó Santa Filomena, modelo de perfeição cristã, Em que combate vos contemplo, quando Diocleciano vos pediu como esposa! Unir-se a um tirano, a um bárbaro? Abraçar as leis pagãs? Deixar o Senhor que vos criou para pertencer a um imperador? Ah, sem dúvida inspirada pela graça pensastes: – Meu Deus, eu Te conheço e Te adoro! Vos dignaste a erguer-te para esse imperador? Sem dúvida inspirada pela graça, pensastes: – Meu Deus, eu Te conheço e Te adoro; todas as criaturas me demonstram o Vosso infinito poder e a Vossa infinita bondade. Os astros do céu anunciam a Vossa glória com os seus cursos ordenados; a luz resplandecente das estrelas chamam minha atenção e revelam-me a imensa claridade em que participam os bem-aventurados no céu. Os animais, as árvores e as plantas com a variedade das suas espécies, com a beleza das suas flores e com os seus frutos saudáveis, tudo… Oh sim, todo o mundo é um testemunho evidente da Vossa sabedoria. Meu Deus, estando tudo ordenado até aos confins por Vossa infinita providência. A minha consciência ficaria confusa se não Vos amasse, e muito mais Vos ofenderia, vendo-me culpado de um inferno, de acordo com a Vossa divina justiça. Eu, pois, creio e confesso que me criastes, e que não fui capaz de me criar como criastes todos os outros seres, espero vivamente que o meu espírito se eleve a um alto conhecimento do Vosso Ser supremo que se dignou tirar-me do nada. Oh, assim ser verá com que fervor eu contemplarei os Vossos atributos e maravilhas! Obtém para mim, ó Santa Filomena, amada do meu coração, obtenha-me esta graça de Jesus por meio de Maria Santíssima. Com ela o meu espírito será todo de Deus, amando-O e adorando-O sempre, como sempre O amaste e adoraste. Amém. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 2º Dia da Quaresma ( 02 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma 2 – Oremos: Ó, elevada em Deus, Santa Filomena! Vossos sofrimentos começaram em horrível prisão; mas encontraste uma maneira de superá-los, elevando vosso coração ao Criador e Adorando-o. Essa comunicação tão necessária entre Deus e os homens, na qual o Criador se dá a conhecer às suas criaturas e estas O glorificam. Com que valentia dispusesse vosso interior? Pensavas: É necessário que exista um ser supremo, um Deus. Logo, também é preciso que Lhe tributemos culto, que O amemos e O louvemos”. Assim, discorrias quando sepultada em uma masmorra sombria. “Ó, Senhor!” – continuava – “Vós haveis me iluminado, dando- me conhecimento claro de Vossas perfeições infinitas. Eu sei que vós sois o ser supremo e que de vós dependem todas as coisas. Eu sei que vós sois o princípio e o fim de todos nossos bens, que vós sois infinitamente bom e liberal para nos socorrer em todas nossas necessidades. Sendo assim, o que tenho a temer? Ó Senhor, vós me ajudais, e por isso, desprezarei meus inimigos. Vós me amparais, e por isso não temerei o que maquinam os homens contra mim. Vós, Senhor, me salvareis em Vosso Nome. Ó minha Santa Filomena! Se eu iluminado pela graça conhecesse, amasse e adorasse ao Criador como vós… Ah, quanto e quão puro seria para minha fé. Quão fervoroso seria eu em meus atos. Meu coração, minha vontade… Ó, dignai- vos gloriosa Filomena, alcançar-me de Deus, por meio de Maria Santíssima, esta virtude da fé. Fé esta tão preciosa como necessária. Sim, com ela, à vossa semelhança, vencerei todas as tribulações desta vida. Amém. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 3º Dia da Quaresma ( 03 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa do meu coração, quão enamorado estava o teu espírito, embora no meio de tanta tristeza. Muitas vezes, na contemplação, discorrias assim: “- Só a religião cristã é o caminho certo que conduz à glória. Um só Deus, um só Deus, uma só providência, uma só fé. ” A concórdia do Antigo e do Novo Testamento, as figuras tão perfeitamente realizadas, a multidão de profetas que previram a vinda de Jesus Cristo, o seu Nascimento, Vida, Milagres, Paixão, Morte e Gloriosa Ressurreição, a vinda do Espírito Santo, a reprovação dos judeus, a vocação dos gentios, o estabelecimento da Igreja. Oh, tudo me fortalece na fé, esperança e amor de Jesus, o meu dulcíssimo esposo, Jesus. Vós nos falais, Senhor! Mas como és onipotente, fala-nos com milagres! Somente Vós podeis fazê-los; e como, por outro lado, Vos é impossível enganar-vos, com tais portentos, demonstra Vossa Divindade e as verdades que vos dignastes ensinar-nos. E diante de tais palpitantes provas, à vista de maravilhas tão estupendas, poderia eu render-me a um pagão? Abandonaria a fé que professo, a qual Jesus fundou e propagou através dos Apóstolos? Oh! Os Apóstolos eram homens rudes, fracos, sem aparato, sem a comitiva dos poderosos do mundo, e no entanto propagaram a religião católica, e com os mais admiráveis prodígios provaram ser toda divina, selando as suas crenças com o seu próprio sangue, que de bom grado derramaram. E eu, que sou cristão… seria infiel…? Não! Ó Santa Filomena, oxalá tivesse eu, como vós, profundamente gravado no meu espírito a religião cristã.. Quão bem ordenada, santa e fervorosa seria a minha vida! Sou cristão, é verdade; mas, miserável de mim. Como vivo descuidado. Alcançai-me pois, Santa Minha, a graça de apreciar como é devido a única religião verdadeira, a religião Católica! Alcançai-me tal graça por meio de Maria Santíssima, pois grade será vossa satisfação, se eu fervoroso, seguir os vossos passos. Amém. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 4º Dia da Quaresma ( 04 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó modelo de fé, Santa Filomena, que bela oportunidade Diocleciano vos deu para a fazer brilhar a religião católica, fazendo-vos sofrer dores incalculáveis! Bela ocasião, porque no meio de tantos tormentos como aquele bárbaro imaginava, manifestavas cada vez mais a fé que embelezava a tua alma. Heroína invicta teve de lutar contra uma paixão diabólica, com a qual o coração carnal e feroz do tirano foi abrasado. Os vossos pais, gloriosos Santos, abraçaram a fé de Jesus Cristo, e por este meio obtiveram o céu para vós de forma admirável. Por esta razão chamaram-vos Filomena, isto é, Filha da Luz, e vós, como filha dessa luz soberana, colocastes uma resistência às densas trevas do paganismo. Vós, estando numa prisão sombria… É possível agradar a Deus sem fé? “- Não! É impossível”, exclamas: “ – A alma que carece de fé, está perdida, condenada.” Posso então eu repudiá-la? Não, mil vezes não. Sustentado eu pela graça, nem mesmo a mesma morte me afastará da fé cristã, que eu alegremente confesso. Ó Santa Filomena, quão iluminado estava o vosso interior! Ah, Se a minha fé houvesse sido tão viva, como contemplaria a bondade e a misericórdia de Deus, e por isso lhe haveria servido com amor. Como haveria temido a Sua justiça, e por isso teria ficado horrorizado com as minhas culpas! Assim, a minha vida não teria sido tão mal orientada, mas santa e meritória! Ó Santa do meu coração! Rogai à Maria Santíssima de modo a me obter de Jesus esta joia preciosa da fé, e seja tão viva que me leve a viver santamente. E com tal fervor de modo que primeiro possa dar eu mil vidas antes de me apartar do credo dos Divinos Mistérios. Que assim seja. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 5º Dia da Quaresma ( 05 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó iluminada Santa Filomena. Em vão as tribulações se aglomeraram umas sobre as outras para vos assaltar. Em vão, pois, a glória que a esperava era mais do que suficiente para superá-las. Fixa a tua mente naquele palácio do Esposo por quem estavas a sofrer. Não, vossa vontade não foi abalada por maiores e por mais cruéis que fossem as batalhas e os sofrimentos. No meio daqueles dirias: – Oh, Senhor me ilumina, Ele é a minha saúde. Tenho pois de temer? O esposo Jesus já está à minha espera para me dar uma vida imortal no céu. Que alegria ver e desfrutar de Deus para sempre, banhando a alma à luz divina! Que alegria encontrar com Maria Santíssima, Rainha daquela Pátria soberana! Para voar nas asas do amor de Deus com os Anjos, Querubins e Serafins, e cantar com os bem-aventurados… Ó glória! Ó glória! Ó recompensa imponderável que a alma santa desfruta! Esta será a recompensa competente pelos tormentos que agora sofro. O Esposo prometeu-me. Ele é poderoso para me obtê-la, e a Sua misericórdia assegura-me. Ó Santa, apaixonada pelo céu! Se a minha esperança fosse tão grande como a vossa, com que calor trabalharia pela glória. Ah! Jesus morreu para me salvar… Ele me inspira… Ele me estimula com graça. Obtenha-me pois, do esposo Jesus com o auxílio de Sua Mãe Santíssima, uma esperança firme, fervorosa para merecer esse prêmio. Se o obtiverdes para mim, minha Santinha, seremos companheiros no céu, para o qual não deixarei de vos agradecer. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 6º Dia da Quaresma ( 06 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Em que situação vos encontrava, Santa Filomena, em comparação com a fraca força que tinha por natureza! Teria sido vítima da perfídia. Mas com que determinação Maria, Mãe da Graça, Mãe de Misericórdia, a protegeu em circunstâncias tão graves! Aquela graça com que estavas unida a Jesus, moveu- te a acolher a Sua Mãe Santíssima; oh, como lhe chamaste com ânimo: – Mãe Santíssima, consolação dos aflitos, minha vida, minha doçura, minha esperança! Ao sair do coração o nome mais doce da Mãe … Como se dissipavam aqueles tormentos e angústias! Com grande fé, se unia ao Esposo Jesus; e a confiança que tínheis na Sua Santíssima Mãe. Oh, se eu, como vós, a tomasse e a venerasse de todo o coração como minha Mãe! Que espírito seria o meu! Que confiança ela inspiraria em mim, e força para não cair nas tentações dos inimigos infernais! Livrai o meu coração, e quão generosamente eu me lançaria no caminho da virtude! O tentador nada poderia contra mim… Concede-me, minha intercessora Santa Filomena, a graça de me entregar como filho fidelíssimo à Maria, para que a possa servir fervorosamente e incessantemente durante toda a minha vida. Eis que terei a certeza da glória se obtenho o amparo de uma Mãe tão boa e tão poderosa protetora. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 7 º Dia da Quaresma ( 07 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó amada de Jesus, Santa Filomena! Os terrores que o bárbaro Diocleciano vos oprimiu não enfraqueceram o espírito com que amavas o Criador. Por mais que as águas das tribulações abundassem naquela prisão, nunca poderiam extinguir o fogo da caridade com que o vosso coração foi abrasado. Deus tendo-vos criado, minha amada Santinha, com uma alma tão nobre à sua imagem e semelhança, e para vos fazer feliz no céu, tendo vos redimido com o Seu sangue mais precioso, vos fez cristã, e sem qualquer mérito da vossa parte, vos tendo preservado a vida e os sentidos. Que grandes benefícios, recebidos da mão benéfica do Criador! Arrebatada a vossa vontade e sempre unida à bondade Divina, amor mais forte que a própria morte dizias: “- Te amarei, meu Deus!” – Tu exclamaste, “- Eu te amarei, ó Senhor, que sois a minha fortaleza, por mais que hajam os hororosos tormentos!” Ó Santa Filomena, tivesse eu este fervor, com que carinho amaria eu o Senhor, que se dignou criar-me, e fazer- me tantos e tão grandes benefícios. Como o meu coração ficaria aliviado! Santa Filomena, obtenha para mim de Jesus, com o patrocínio da Sua Mãe Santíssima, algumas centelhas deste fogo que santifica ; e a minha vontade… será sempre consagrada a Jesus que nos ama tanto. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 8º Dia da Quaresma ( 08 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó tão atribulada Santa Filomena. Entre dois males horríveis fostes assolada por aquele bárbaro imperador idólatra: O deixar de ser cristã e ser condenada, ou morrer com tormentos horríveis, se quisesse salvar-vos. Colocada em tal situação o vosso coração não foi aplacado de ódio contra esse tirano que tanto vos molestava. O vosso coração inflamado com o amor de Deus, estavas atenta a lei da caridade para com o próximo: – Faça o bem àqueles que te odeiam. Ou com que compaixão olhastes para o estado infeliz do tirano e dos seus soldados. Que desejo tinhas de que eles conhecessem o verdadeiro Deus, e abandonassem a idolatria! Os seus crimes trespassavam o vosso coração, afligido por tantos excessos, quer por ser contra o Criador, quer pela perda de tantas almas… Com que anseios pedirias a Jesus que lhes desse as graças para conhecerem o seu mau estado, para que pudessem então fazer penitência e se salvassem! Perdoa-lhes, Jesus, com fervor dirias, perdoa-lhes, Jesus, que não sabem o que fazem. Ó Santa de Deus e das almas apaixonadas! Ah se eu soubesse imitar-te, com que amargura de coração suportaria as ofensas cometidas contra o Salvador, com que amor e generosidade perdoaria as ofensas cometidas por meus irmãos! Alcançai-me de Jesus, pela intercessão de Maria, Mãe do Amor, esta graça para mim. Que felicidade será minha, se amando a Deus e aos meus irmãos, eu conseguir imitar o vosso exemplo, amada Santa Filomena. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 9º Dia da Quaresma ( 09 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena, toda de Jesus, que doce foi à memória de serdes toda de Deus, apesar de terdes sofrido tantas penas! Ainda na vossa tenra idade, iluminada pela graça divina, consagrando-vos com um voto perpétuo de castidade, determinastes generosamente não admitir como esposo outro que não fosse a Divina Majestade, Nosso Senhor Jesus Cristo. Que sábia resolução! Como estavas disposta a elevar o vosso espírito; pois a donzela virtuosa ocupa-se apenas das coisas do Senhor. Que agradável para Deus. Com que devoção meditaste atentamente sobre as perfeições divinas, o poder, majestade e glória, a bondade e beleza de Deus, esse amor infinito que nos ama tanto! A imensidão de bênçãos. Ó quão abstraída estavas das coisas terrenas! Com que fervor amou-O em vosso coração… Ó minha Santa Filomena, quão diferente da vossa foi a minha infância e toda a minha vida! Foste toda de Deus, toda dada a Deus, e eu? Ai de mim, miserável, quão esquecido eu fui do Senhor, não só nos meus primeiros anos, mas até hoje! Quão enormes e numerosas são as minhas culpas, e não saber, ai de mim, se Deus me ama! Ó compassiva Filomena! Pedi à Maria Santíssima que me obtenha de Jesus um espírito fervoroso para reparar a minha conduta de uma forma santa. Que alegria será para vós levar ao céu um pecador que passou tanto tempo em tão grande tibieza! Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 10º Dia da Quaresma ( 10 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena, abstraída das coisas do mundo! Em vão os vossos pais pensaram que serias a sucessora do seu Reino. Em vão Diocleciano tentou conquistar-te para a sua esposa com riquezas, delícias, aplausos, e a honra dominante do império da famosa Roma. O vosso coração já estava todo entregue a Jesus Cristo. Servia a Deus com fervor e fidelidade e dizias interiormente: “- Reinar na terra, e depois para sempre no céu” . Quão prudentes e santos fostes vosso pensamentos!” Meu Deus seria o vosso brasão, oprimida pelas penas com que o bárbaro imperador vos afligia. Ó Santa de Deus! A pureza da intenção, a retidão de vontade, a fidelidade e o amor com que serviste ao Criador, condena os meus desvios e apresenta à minha vista os enormes pecados, com os quais miseravelmente lhe tenho oferecido. Que terror e terror me causam! Quem me libertará das correntes da minha miserável escravidão? Ai de mim, que ofendi Deus de infinita bondade! A um Senhor onipotente, que poderia ter-me lançado no inferno… Ó Santa do meu coração! O se meu coração se despedaçasse de desgosto e tristeza! Alcançai-me de Jesus para mim, sob a proteção de Maria, Mãe de misericórdia, a graça do verdadeiro arrependimento. Se me obtiver esta graça, como o espero, que glória será para vós e para mim no céu! Oh, que felicidade! Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 11º Dia da Quaresma ( 11 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa de Meu Coração. Fixastes vossa atenção no apreço de Deus e nada tinhas das coisas deste mundo miserável. Firme em viver toda para Deus, nem o apreço e o carinho com que amáveis vossos pais, nem as felicidades e honras mundanas, nem as grandezas de um império, nem o perigo de perder a vida, nada foi suficiente para que desistisses da santa ideia que tinhas desde o início. “Ditosos…” – dizia – “…ditosos os que seguem o caminho da vida imaculada e da observância da Lei Divina. Eu sou de Jesus, não devo ser de nenhum outro, e menos ainda de um imperador bárbaro, idólatra, perseguidor de Jesus Cristo. É um mal menor que meus padres e seus vassalos padeçam, do que ser eu infiel ao Criador.” Que heroica foi vossa fidelidade ao Esposo Celestial. Que firmeza nas máximas da religião cristã. E eu? Que fraco e miserável. A cada passo, ai… vejo que transpassei a Lei Santa de Deus, aquela Lei que havia prometido observar no batismo. E tantos pecados… Ai… Deste modo talvez tenha a minha alma encarcerada. Não sabe o homem se é digno de ódio ou de amor. Livrai-me, minha querida Santa Filomena, de tão terrível miséria. Alcançai-me de Jesus, com a mediação de Maria Santíssima, amargas e contínuas lágrimas. Oh, se agora morresse eu de dor. Confio não serão em vão as minhas súplicas. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 12º Dia da Quaresma ( 12 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó invencível Santa Filomena! Qual sobressalto foi o vosso, ao ver entrar no cárcere o mesmo tirano que vos mandara oprimir, empenhado a que lhe desses vossa mão em casamento. Que temor causariam seus olhares, seu rosto feroz. Escutavas suas palavras e promessas enganosas, horrorizada com as expressões mais vivas de um coração torpemente enamorado, empenhado a vos seduzir. E vós, pensavas… “ Eu, separar-me de Jesus? Eu idólatra e esposa de um tirano idólatra? Como posso cometer maldade tão atroz e pecar contra meu Deus? Não não, bondade infinita, não!” Quão puro e santamente determinado estava vosso coração. Ai, se minha vontade de não mais pecar jamais fosse tão firme e constante como a vossa, de não ser infiel ao Senhor e de não ser pagã. Ó fidelíssima Santa. Intercedei com Maria Santíssima e alcançai-me de Jesus tão heroica resolução. Que satisfação para vós ver um pecador como eu, das trevas das culpas, passar a gozar da luz clara da graça, que corre rapidamente à eterna bem-aventurança. Que alegria será a minha, e ansiosa a espero. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 13º Dia da Quaresma ( 13 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Elevado o vosso espírito, com que claridade Jesus se dava a conhecer em vossas fervorosas orações? Infinitamente poderoso, sábio, criador de todas as coisas, de glória, bondade e imensa misericórdia, redentor das almas e de uma formosura… Quão cativada e arrebatada do amor a vossa vontade. Jesus se apresentava como o mais belo entre os filhos dos homens, darramada a graça em seus lábios. Mas Diocleciano, idólatra perseguidor… Ó minha santinha. Se eu soubera resistir aos insultos de meus inimigos, como fizeste com os vossos, dia e noite… Ah, como leões raivosos me rodeiam para tragar a minha alma! Ó, se o Senhor me concedesse que, elevando-se meu espírito à contemplação de Sua bondade e misericórdia, vitorioso burla os estratagemas e assaltos do maligno. Alcançai-me de Jesus, com a intercessão de Maria Santíssima, esta graça. Ela será um novo fomento para a venerarmos mais e colocar e vós maior confiança! Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 14º Dia da Quaresma ( 14 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena, irredutível no caminho da virtude! Não só o bárbaro Diocleciano vos afligia, senão também a triste memória da resolução que haviam tomado vossos pais. Pensavam eles que seria grande honra, agregar-se com o nobre poderoso império da famosa Roma. Que manteriam pacificamente a posse de seu reino na Grécia,e a felicidade dos vassalos e estas prosperidades. Ai, convenceram-se a dar-vos como esposa àquele bárbaro idólatra, e agora, são para vós um terrível sentimento as amarguras que os afligem. “Ó Deus!…” suspirando exclamarías: “…Vós dilatais minhas tribulações. Abri as portas de Vossa Misericórdia e ouvi minhas súplicas. Me oprimem a tribulação e as angústias. Eu meditarei vossa Santa Lei. Aqui fazem me em pedaços, nesta masmorra. Entregai-me às chamas! Não me perdoeis. Sou vossa por toda a eternidade.” Ó Santa Filomena, como era conformada com a divina Vontade! Se vias os tratos bárbaros do idólatra, por amor a Jesus, eras inalteravel. Se vias as amarguras de vossos pais, que perdiam uma filha a quem tanto amavam, por amor a Jesus, estavas consolada. Se considerasse que padecia sozinha, ausentes de vossos pais cujos nomes havia escrito em vosso coração, sendo para Jesus, não cessava no vosso exercício do amor: Toda para Deus… Oxalá que eu desfrutasse de uma paz como a vossa, Santa Filomena. Que agradável seria ao Criador. Alcançai-me esta graça de Jesus, por interseção de Maria Santíssima. Com ela, inalterável em todos os infortúnios farei sempre a Vontade Divina. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 15º Dia da Quaresma ( 15 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena! Totalmente entregue a Jesus Cristo. O imperador tentou de todas as maneiras conquistá-la, e sem dúvida repetiria as suas promessas, com novas carícias chocantes, propondo a alta dignidade da Imperatriz, e aplausos distintos de toda a nobreza do Império Romano, temperando assim a amargura que atravessava. Tentavam com que aquelas felicidades mundanas, balançassem vosso coração, para sair da escravidão e escapar dos tormentos com que estavas ameaçada. Mas vós… ó Deus, como poderias ceder a um idólatra? Vós, que, fiel à promessa que fizestes a Jesus Cristo, não prestastes atenção à ternura e às lágrimas dos vossos pais, nem à visão deles prostrados a vossos pés, pedindo-vos ansiosamente que désseis vossa mão de uma esposa a aquele Imperador? Tinhas escolhido passar uma vida mortificada. Agora és a imagem de Jesus, toda de Jesus. E tinhas isso gravado no vosso coração. Sabia que aquele que pertence a Jesus, que segue Jesus, não anda nas trevas do erro, e que ele possuirá a luz da vida; mas que vida? A vida eterna. Iluminada por essa luz misteriosa. Ó Santa Filomena, se eu soubesse o caminho seguro para agradar ao Senhor como vós o conhecíeis, quão abnegada seria a minha vontade, seguindo o Salvador pelo caminho da mortificação! Todos os meus poderes e sentidos trabalhariam para O imitar. Ó Filomena, sois toda virtude! Dignai-vos a obter para mim do esposo Jesus, através de Maria, esta graça do caminho da mortificação . Oh, se a obtiverdes para mim, como espero, nada me impedirá de seguir os seus passos. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 16º Dia da Quaresma ( 16 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena, determinada a sofrer por Jesus Cristo! As dores que vos afligiram na prisão, e as dores seguintes que vos ameaçaram, eram já o início do martírio, que purificaram enormemente o vosso coração e o inflamaram no amor ao Senhor, que vos tinha criado. Mas quando vos lembravas da disposição tirânica do Imperador, forçando os vossos pais a apresentar-vos, para satisfazer à sua bárbara e mundana vontade, até o vosso peito treme e palpita, embora em santa confiança no Esposo Celestial. – “ Aquele que não renuncia… ”, – Jesus disse-vos – com uma terna inspiração da Sua graça, “. ..aquele que não renuncia ao pai e à mãe, e a todas as coisas mundanas, não é digno de mim. Dai-me o vosso coração e Eu serei todo vosso, e tu serás toda Minha ”. Iluminada e animada com uma luz tão pura e clara, com fervorosa determinação se entregaria toda nos braços da Sua providência? E pronta para todos os acontecimentos! Pede a Jesus, ó minha Santa Filomena, que se digne conceder-me esta graça da renúncia. Peça-a através de Maria Santíssima, que, não tenho dúvidas, ficará feliz de me concedê-la. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 17º Dia da Quaresma ( 17 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena, sempre firme em vossos pensamentos… Que impressão poderia ter vos causado no coração a aparência imponente de um imperador poderoso, idólatra e bárbaro, determinado a forçar-vos a dar- lhe a mão como esposa e fazê-la renunciar a Jesus Cristo, ou a sofrer dos ímpetos de sua fúria? Vós, terna, delicada, sem experiência com calamidades e castigos ferozes. Uma princesa como era, criada na amável companhia e trato de vossos pais. Como podíeis superar combates tão horríveis como os que vos foram apresentados naquela prisão? O Espírito Santo… sim, certamente iluminada com a graça do Espírito Divino, com confiança e coragem recorreu ao Onipotente… “ Ninguém…” , – dizias “ …pode resistir à Sua vontade soberana, se quiser salvar-me. Não, não cederei, ajudada pela graça. Não cederei às pretensões de um idólatra tão poderoso como sanguinário. Antes serão derrubadas. Ele com o seu poder e orgulho, as suas astúcias e promessas mundanas serão derrubadas, e eu com a divina graça… ” Ó Santa extenuante! Ensina-me a recorrer a Deus em todos os apuros de minha vida. Em todas as dificuldades, tribulações e perseguições. Esta desejo eu ser a minha prática, se tiver eu um espírito fervoroso. Obtenha-me de Jesus, com o auxílio de Sua Mãe Santíssima, este espírito fervoroso em recorrer a Deus. S e o obtiver para mim como eu espero, grandes serão as vitórias contra os inimigos que me rodeiam para perder a minha alma. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 18º Dia da Quaresma ( 18 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena, entregue à contemplação! Trancada naquela prisão dolorosa. Estando privada das ajudas da terra, a presença de Deus temperava e adoçava as vossas penas e amarguras. “ – Deus criou-me….” – pensastes – “… Ele cuidará da minha subsistência.” “ – Deus ama-me e Ele me dará a graça de retribuir o Seu amor. – Deus vê-me e conhece até os movimentos mais secretos do meu coração. Ele me manterá sempre fiel na minha resolução.” “Ó Deus, se eu elevar os meus pensamentos ao céu, lá Vos encontro. Se fosse ao inferno, ali estais presente. Se o meu espírito sobe como uma águia, à Vossa presença é recriado. Se as penas me oprimem, como num dulcíssimo e pacífico sonho em Vós descansa o meu interior. Ó amada santa, amante do Criador! Que suaves afetos dispensava vosso coração ao considerar-vos na presença do Ser Supremo. Toda a agitação diabólica não foi capaz de vos perturbar, nem de vos entibiar. Eras toda amor. Ai de mim! Se soubesse vos imitar no pensar, falar e agir sempre na presença de Deus! Se eu tivesse feito sempre a séria reflexão: “ Deus olha para mim, Deus vê tudo o que acontece no meu coração ”, como teria sido santa a minha vida! Pedi à Maria Santíssima que me obtenha esta graça a Jesus, de imitar-vos, em pensar, falar e agir sempre na presença de Deus ! Que grande favor me farás! Oh, ela me fará correr fervorosamente pelo caminho da perfeição cristã. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 19º Dia da Quaresma ( 19 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: A considerar, ó Santa Filomena, como estava tão repleta e tão inflamada em amar Jesus, contemplo como tua alma se regozijou com os doçuras espirituais que Nosso Senhor vos revelou naquela prisão, desprezando assim, todos gostos da terra. Escolheste a melhor parte, viver toda para Jesus, ser toda de Jesus, sofrer apaixonada por Jesus… Que escolha feliz, da qual ninguém será capaz de vos privar ! Disseste ao Senhor: “ – Estou pronta, ansiosa por Vos ouvir e fazer a Vossa vontade.” Elevada como num arrebatamento muito doce, vosso amor intimamente unido à Divina Majestade, aprendias a mais alta doutrina e ficavas instruída para praticá-la fervorosa e sumamente, em atos da vossa alma daquelas virtudes, que vos tornariam digna daquela marca especial de glória, com a qual foste coroada no Céu, e és tão venerada na terra. Este era o ofício da vossa santidade, da vossa constância, do vosso mérito, ó Santa Filomena unida a Jesus! Oxalá que eu soubesse, como vós, a estar fervoroso, atento às inspirações da divina graça, e praticá-las como vós o fizeste! Com que coragem eu empreenderia o exercício das virtudes cristãs. Quão agradável seria ao Senhor! Obtenha de Jesus para mim esta graça, de ser fervoroso, atento às inspirações da graça divina, e praticá-las como vós , através de Maria Santíssima. Oh, será um favor agradável a Deus, aos anjos e à humanidade. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 20º Dia da Quaresma ( 20 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santíssima Filomena! Já desde a vossa infância eras um modelo de santidade; mas naquela prisão, sempre na presença de Deus, e prostrada aos pés de Jesus, o vosso dulcíssimo Esposo. A que perfeição ascenderam as virtudes e afetos com que O serviste? Aumentaram tanto que todas as astúcias e maldades do demônio não foram suficientes para a deter por um momento sequer no caminho que tinha começado. “- Eles não são nada!” – disseste para si mesma – “… nada são impérios, nada são reinos, nada é o mundo inteiro com todas as satisfações de grandeza, honras, gostos e riquezas, em comparação com a riqueza e satisfação da alma que fervorosamente serve ao Criado r.” Só Vós, ó Jesus! Só Vós sois o Senhor; Só Vós o Altíssimo, o único mestre do meu coração. Ó luz infinita! Iluminai cada vez mais esta pobre criatura. Abrasai sempre este meu Coração e vontade e o meu espírito… Oh, Santa Filomena, toda elevada a conhecer a Deus, amar a Deus, adorar a Deus!. Se ao menos um toque da graça divina se pusesse agora no meu interior! Quão desprendido viveria de mim, e de tudo o que é sensível. Com que sublimidade e afeto contemplaria as perfeições do Criador e Redentor! Obtém-me de Jesus, por intercessão de Maria Santíssima, esta graça, iluminai e queimai o meu coração. Intercedei para que venha prontamente o auxílio e que logo possa descansar a minha alma no meu Criador. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 21º Dia da Quaresma ( 21 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena, toda desprendida de si mesma, tinhas passado a vossa vida até agora mansa e humilde de coração; mas eras muito elevada à contemplação da majestade e grandeza de Deus. Ó quão humildemente pensastes em vós mesma! Atordoada com a visão de infinitas perfeições: “O que sou eu?” – vós dizeis – “… uma criatura miserável? Ai, menos que um verme, digna de opróbrio e desprezo do povo. Eu de mim, não sou nada. Criada do nada, de mim não tenho nada de ser, nada de existir, nada de conhecimento, nada de habilidade, que não seja um dom do Criador. Se busco saber para que fim sou criada, sei que é para servir a Deus e gozar de Sua glória. Mas que poderei eu fazer para cumprir aquela santa vontade e obter tão grande prêmio? Eu que sou incapaz de mover este meu coração, e de fazer um ato de mérito sem a influência da graça divina? Que distância de mim até Deus! É infinita! Só me resta confessar a minha ingenuidade, que sou um escrava do Senhor, e com a ajuda da graça dirigir zelosamente todos os meus pensamentos, palavras e obras para a Sua maior glória; até Aquele que se dignou criar-me. Ó Santa verdadeiramente humilde, se eu pensasse sobre mim como vós pensastes sobre vós, o inimigo não me teria cegado com tanta vaidade e orgulho. O meu humilde coração teria estado sempre sujeito à vontade Divina. Pelo menos agora, minha Santa, alcançai-me de Jesus, por Maria, a verdadeira humildade. Deus resiste aos soberbos. E aos humildes, Ele dá a Sua graça. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 22º Dia da Quaresma ( 22 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena! Sempre progredindo em virtude, em cada dia vos eram apresentadas novas batalhas contra a fé com que eras adornada. Visitada por aquele tirano bárbaro, as correntes que vos oprimiram foram removidas. Não para vos aliviar, mas para vos seduzir, e a cada palavra proferida por aquele idólatra blasfemo, quanto a vossa preciosa virtude foi aperfeiçoada e aumentada! “- Deus criou-me!” – disse iluminada com graça. “- Deus redimiu-me!” “- Deus me ama! Todas as coisas, ó Deus, estão sob o domínio da Vossa mão poderosa; Vós os dirigis para os fins admiráveis da Vossa amável providência. E eu, que fui criada para Vos amar e gozar da Vossa glória; eu, que conheço a Vossa bondade e as Vossas infinitas perfeições, como Vos dignaste a revelá-las a nós? Afastar-me-ei das verdades do Evangelho? Não! – Ó luz puríssima da revelação divina, que verdades me ensinais do Todo-Poderoso! Oh! Impressas em meu coração, arrebatam meu espírito para unir-me eternamente com a majestade do Criador, a quem adoro do meu coração. Ó Santa Filomena, que tíbia está em mim esta virtude da fé no Evangelho! Oxalá se avivasse e aperfeiçoasse a exemplo da vossa. Que fortaleza eu teria para rebater os insultos dos ímpios contra a nossa santa Religião! Obtenha para mim de Jesus, através da sua Mãe Santíssima, este valor cristão, a coragem e a fé iluminadas pelo Evangelho. Que grande favor isto será! Oh, serei ao menos um mártir em espírito, se não tiver a felicidade de sofrer por Jesus um verdadeiro e heroico martírio. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 23º Dia da Quaresma ( 23 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena, diante de Deus, sempre serena! Que satisfação sente o meu coração, ao considerá-la tranquila, em alta contemplação, conversando com Jesus! Sozinha naquela prisão terrível, quase totalmente esquecida pelo mundo, à disposição de um bárbaro. Com que calma e satisfação ficaste, quando com uma inspiração divina Nosso Senhor vos animava! Não precisas de ter medo, nem temer os poderosos que ameaçam cair sobre ti. Eu estarei na tua companhia, Eu serei a tua defesa! Lembrar-te-ias, sim, dos maus tratos e tormentos de dos muitos cristãos, corajosos que fostes ameaçada, mártires, que já tinham sofrido com aquele imperador desumano! Mas o vosso espírito Santa Filomena… sim, o vosso espírito, com que fidelidade e amor generoso se ofereceu a todas as dores, e à morte mais dolorosa Dirias ao poderoso amante: “Ó amado Esposo, a minha força, Jesus do meu coração! Com a Vossa graça, não temerei, ainda que se apresentem contra mim exércitos de inimigos formidáveis. Se tiver de lutar contra eles, não perderei o amor e a confiança.” Que disposição, que coragem para não se deixar abater! Um coração preso às coisas mundanas pode facilmente ser enganado com o respeito humano, temores, ou pelas próprias conveniências, mas o vosso, Santa Filomena, que sofreu na terra, no amor a Deus, estava firme, inalterável, em conformidade com a vontade Divina! Ó Santa toda de Deus e em Deus! Se tal fosse a minha paz nas contrariedades em que me possa encontrar, e mais ainda nos assaltos dos inimigos infernais que podem me atacar… Com que tranquilidade eu estaria sob as disposições do Senhor que nos governa! Obtém-me a graça da paz de Jesus, através de Maria Santíssima. E se a obtenho, como espero, quão virtuosa e santa será a minha alma! Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 24º Dia da Quaresma ( 24 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena, tão mergulhada na contemplação! As penas que sofrias e as que a ameaçavam já estavam esquecidas, tão elevado era o seu espírito em relação ao objeto do seu amor. “Meus olhos…” (este seria vosso exercício ordinário) “Meus olhos estão continuamente voltados para o Senhor.”. Ao Senhor, que era o vosso amparo, que vos movia à virtude, que vos convidava à glória. Ao Senhor, que, com a ajuda da graça, vos elevou a mais alta contemplação, fazia crescer o vosso mérito Dirias, espantada com as Suas imensas riquezas: “Todas as penas que podem ser sofridas neste mundo, não são dignas da Glória.” Ó infinita bondade! Ó glória incompreensível! Descanso eterno. “Quem poderá deter-me de ir a Vós, Deus do meu coração? A Vós, que, para me fazer participante da Vossa felicidade eterna, liberta os meus pés dos laços dos inimigos infernais.” “Oh! O meu espírito estará sempre elevado para contemplar as Vossas maravilhas…” Ó Santa, toda abstraída das coisas do mundo, e ocupada apenas com o Esposo Celestial! Se à vossa imitação eu soubesse elevar-me à contemplação das coisas divinas, abominando o mundo inteiro! Como o meu espírito seria aperfeiçoado! Obtém-me de Jesus através da sua Mãe a graça da mais pura elevação. Como podes obter para mim através dos vossos méritos, se as obtenho, o mundo para mim já não será mundo. E começarei a gozar de uma vida bem-aventurada! Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 25º Dia da Quaresma ( 25 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena! A prisão já se tornou para vós um jardim de delícias, iluminada com a graça Divina, contemplando o amor excessivo com que o Unigênito do Pai Eterno se tornou homem, para nos tirar da dura escravidão do pecado e do demônio. Assim, livres poderíamos alcançar a bem-aventurança eterna. Com que assombro e espanto consideraste o afeto com que Ele se encarnou como homem. Pensavas: “- Do Céu o Salvador veio ao ventre de Maria, dele, à manjedoura, da manjedoura à Cruz. E da Cruz?” Que consolo para vós e para nós! Da Cruz Ele ascendeu à Glória, e mostrou-nos o caminho e o fim da nossa peregrinação. Que luz admirável! Ao banir a escuridão daquela prisão, ilumina os tíbios, e também aqueles que se sentam na escuridão e nas sombras da morte. Ó Santa Filomena, com que singularidade contemplaste as admiráveis vestes do Esposo celestial! Um fervor ardente… Oh, se eu soubesse como seguir fervorosamente Jesus até à Glória…Tudo estaria em mim, com uma admiração pelo amor de Deus, gratidão por um benefício tão grande, pureza de intenção, desejo que todas as minhas obras fossem meritórias… Ó minha Santa Filomena, obtenha de Jesus, através de Maria Santíssima, estes afetos: a pureza de intenção, admiração pelo amor de Deus! Quão elevada será a minha contemplação das maravilhas divinas! Espero esta graça de vós. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 26º Dia da Quaresma ( 26 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena, tão zelosa pela a salvação das almas! A maravilhosa providência com se manifestava ser Jesus o Messias prometido aos Patriarcas, pronunciada pelos Profetas, e esperado pela redenção de Israel, tinha arrebatado o vosso coração! Pensastes: “- Com que cânticos de glória e júbilo os Anjos O anunciaram aos pastores aos Reis Magos com uma estrela prodigiosa?” Certamente sabiam que Ele era a verdadeira luz, que deveria iluminar a todos os homens. O Seu poder inefável resplandeceu, transformando água em vinho, fazendo-lhe obedientes o mar e os ventos, fazendo cessar as tempestades mais terríveis. Brilhava a Sua sabedoria com aquela eloquência divina com que interrogou e respondeu aos doutores no templo, e deixava admirados e sem palavras os doutores da lei, que o interrogaram maliciosamente Sua bondade, como se dava a conhecer com o trato virtuoso e amoroso aos enfermos, cegos e aos que estavam mortos para a vida eterna. Como é grande a Sua misericórdia, convidando os pecadores à penitência com um coração atrativo, e perdoando-os! E sobre o céu… Com que fervor ele ensinou as multidões as verdades eternas! “- Fazei penitência!” – dizia-lhes; “- O reino dos céus está próximo; Eu sou o caminho, a verdade e a vida.”, confirmando a Sua doutrina com frequentes e estupendos prodígios… Ó Santa Filomena, quão feliz estarias por pensares como é fácil para os homens serem salvos, conhecendo o Salvador tão claramente! Ó Pai Eterno proclama-O pelo seu Filho amado. Seguindo o vosso coração… Oh, se eu tivesse uma vontade ardentíssima da salvação de meu próximo. Como os edificaria com palavras e obras. Alcançai-me de Jesus, por interseção de Maria Santíssima este exercício fervoroso da penitência. É a obra mais divina! Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 27º Dia da Quaresma ( 27 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena! Toda dedicada ao culto do Criador. Vos Preocupáveis com as intenções perversas e as artimanhas com que o imperador tentava vos seduzir; o vício abominável da idolatria a deixava sumamente angustiada. Pensastes como aqueles homens não deveriam conhecer e amar o Criador do céu e da terra, tanto quanto os Anjos e os Santos O adoram e amam na glória! Como também não conheciam nem queriam conhecer o Ser Supremo, infinitamente poderoso e sábio, aquela infinita inteligência e bondade que se dignou cria-los à Sua imagem e semelhança, para fazê-los participantes da eterna bem-aventurança. Eles adoravam seus deuses. Ai que miseráveis! Eles adoram as boras de suas mãos, estátuas de ouro ou prata e de outros materiais, que não têm conhecimento, nem advertência que com olhos e orelhas, não veem e não ouvem. Têm mãos e pés e não tocam nem andam. Ó que loucura. E quantas almas miseravelmente se perdem enganadas pelo demônio. Santa do meu coração! Sofreste porque fostes fidelíssima à Soberana Majestade. Só a ela se dirigia vosso coração, para adorá-la, ao ver o estado infeliz de tantas almas…. Ai de mim! Não sou um idólatra, graças ao Senhor; mas tenho tido uma espécie de idolatria, tendo tanto afeto pelas coisas mundanas que me têm distraído de amar e adorar o Criador! Oxalá que ao menos desde agora, meu coração só se empregasse em amá-Lo e adorá-Lo. Alcançai-me de Jesus este exercício fervoroso: Adorá-lo e Amá-lo por Maria Santíssima nossa mediadora, e se eu a alcançar, como espero, serei semelhantes aos anjos da glória. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 28º Dia da Quaresma ( 28 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Compassiva Santa Filomena! Vistes as desordens dos idólatras, e ao considerar que levavam uma vida tão longe do caminho da salvação, o vosso coração se afligia e vos encontravas tão angustiada. Pensastes: – A soberba e a avareza, os gostos carnais e a ira acompanhada de horrendos estragos, como são a gula, a inveja, mãe de tantos distúrbios e ultrajes odiosos, e a negligência em olhar com o coração reto para quem é o Senhor que se dignou criar os homens, e a bem-aventurança para qual os criou!” Que dignos são de compaixão tantos que estão na escuridão do paganismo! Ó Jesus! Vós sois a verdadeira luz que ilumina todos os homens. Se estes não Vos conhecem, de onde lhes virá à luz clara da vida? Miseráveis almas na escuridão, cegas pelos seus erros. Abri, minha Santa Filomena, os olhos destas criaturas miseráveis. Faça-los abominar as suas desordens e falsas máximas, e que sejam movidos pela graça divina. Ó iluminada Santa Filomena, atende à minha necessidade, e obtém de Jesus, para mim através da Sua Santíssima Mãe,que possa sempre brilhar na minha alma a luz do benefício da criação, para que eu seja todo do Senhor, que se dignou criá-la sem qualquer mérito da minha parte, deixando de criar a tantas que haveriam correspondido melhor do que eu. Quão seriam agradecidas se as tivesse criado. Espero de vós com tanta confiança este favor singular, e desde agora, vos agradeço do fundo do meu coração. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 29º Dia da Quaresma ( 29 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena, perplexa pela ingratidão humana! Na prisão contemplavas o mistério inefável da Redenção humana, como o Salvador veio ao mundo, como Ele pregou, os tormentos e a morte afrontosa na cruz com que Ele desejava redimir-nos, e vos admiravas de um benefício tão singular…. Pensavas: Os homens não eram capazes de se redimir. O pecado que os tinha feito escravos, deserdados do céu eram de infinita malícia. Era necessário um homem-Deus para satisfazer a justiça Divina. E Jesus se deu plenamente por todos os homens, dando o Seu sangue e Sua vida a custo de indizíveis tormentos, como um homem, e como Deus conferindo um valor infinito para tal sacrifício! Quão plenamente foi cumprida a justiça Divina! Abertos a todos os portões do céu… Como se manifestam a onipotência, a sabedoria, a magnífica liberalidade e misericórdia de Deus nesta obra! A providência de Deus em fazer todas as coisas com tanto cuidado, e em tempo tão oportuno… Entretanto, os judeus obstinados não conheceram tão grande benefício, e a esta teimosia representava a de Diocleciano, que tanto a afligia, e por quê? Porque assim como os judeus perseguiam Jesus Cristo também o fariam a vós porque éreis cristã. Mas foste tão infundida com um benefício tão singular, ó Santa consagrada ao Redentor! Alcançai-me de Jesus com a proteção de Maria, de que possa eu ter sempre presente o benefício alcançado pela Redenção. Se obtenho esta graça que espero, sei que Jesus estará sempre no meu coração, e o meu coração no de Jesus para O adorar. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 30º Dia da Quaresma ( 30 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena, mártir de espírito. Se aproximavam os dias do triunfo a que o Esposo vos tinha destinado, e a coroa eterna com que Ele queria recompensar-vos. Estarias em alta contemplação do benefício de terdes vos tornado cristã, de teres aplicado a vós mesma os méritos da Sua Paixão e Morte no Santo Batismo, de ter sido infundida nas virtudes e dons do Espírito Santo, de ver-vos elevada a uma dignidade tão excelsa. Diríeis: – “O Salvador, para me fazer herdeira do céu, de Sua própria vontade Se ofereceu à morte e ao sacrifício. E sendo cristã, o meu espírito desfalecerá em vista das penas com que me ameaçam! Oh, como um Santo Estêvão, um São Tiago ou uma Santa Tecla, fosse eu uma vítima consagrada a Jesus, meu Redentor. Jesus está com os que padecem por Seu amor. Não são os mártires. É o Espírito do Pai Eterno que fala neles e os conforta, para confundir a impiedade e os erros. Jesus do meu coração! Minha alma não é minha, mas toda de vós. Sou cristã. Que quereis de mim? Que quereis que eu faça? Aqui está meu sangue e minha vida. Disponha deles conforme lhe convier com a Vossa graça. Ó corajosa santa, se eu, que sou cristão, tivesse uma vontade sincera e eficaz de morrer por Jesus como vós tínheis, quão elevado seria o meu coração. Quão tenaz contra as impiedades máximas! Obtenha de Jesus para mim, através de Maria Santíssima, este espírito de constância e coragem. Se os obtenho, como estarei preparado para não desistir da religião cristã que professo. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 31º Dia da Quaresma ( 31 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena, toda elevada em Deus no meio das tribulações. Com toda arrogância foram-vos apresentados novos e horríveis combates contra a fé e a pureza. A prisão em que estivestes é testemunha das palavras sedutoras e ameaças com que o imperador tentou aterrorizar-vos, para que, temerosa das torturas, abandonásseis a Jesus Cristo. A bárbara e brutal paixão daquele príncipe. Como exclamarías horrorizada “Não me aparto da lei cristã. Sou toda vossa, Senhor. Salva-me!” E já que Vós me destes a virtude e fortaleza, veja quanto necessito de Vossa proteção. Estou só, escrava e sem amparo nesta masmorra. Os pecadores me esperam para me perder. Sei que podeis libertar-me. Que Vossa bondade é infinita. Vossa formosura me arrebata. Conheço a santidade e a pureza de Vossa Santa Lei, que me convidam com o prêmio da Glória. Que fraqueza seria hesitar num assunto de tamanha importância! Jesus do meu coração! Sofrer, morrer… Ó dulcíssima esposa de Cristo. Já se aproxima o desposório eterno e não poderão provocar-vos as palavras e tormentos do bárbaro idólatra. Estais tão unida ao Criador. Oh, se o meu espírito estivesse preso como o Vosso! Quanto será feliz este momento, em que a minha alma estará toda consumida no infinito oceano da bondade de Deus? Obtém-me de Jesus esta graça, através da intercessão de Maria Santíssima. Se a obtenho, já não viverei, mas Cristo viverá em mim. Como será grande a minha felicidade! Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 32º Dia da Quaresma ( 32 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena, atormentada por angústias. Depois de tantos dias em que o idólatra tirano vos afligia, enfurecido, veio ter convosco naquela prisão horrenda. O seu rosto era feroz, os seus olhos altivos, vomitando pela boca o veneno do seu coração, com palavras de desprezo, ódio, rigor, tormentos; com a sua bestial e bárbara agitação… Oh, com que aparato de horror a viva apreensão de uma morte violenta e uma série de torturas a deve ter assaltado! Vós, magra por natureza, tenra por idade, delicada princesa, criada com o afeto dos vossos pais. Pensarias em vosso coração: “Eu, quebrar a promessa feita ao meu Esposo Jesus? Abandonar a Sua santíssima lei… e não O amar? Que horror !” “Ó Deus, Vós conheceis a minha vontade, e nesta terrível tempestade. Oh, um impulso da graça Divina basta para acalmar uma tempestade tão terrível.” “Vinde a mim…”, ouvistes dizer-vos interiormente – “Vinde a mim todos vós que estais aflitos com dores, e eu vos aliviarei; batei às portas da Divina Providência, e elas abrir-seão para o vosso remédio.” Ó como o vosso espírito foi encorajado, seguindo aquela luz Divina! Como se dissiparam estas angústias! Fortalecidas pela graça Divina, já não ansiavas senão pelo eterno, aquele gozo eterno, aquele amor eterno, aquele estar unido a Deus por toda a eternidade… Ficaste arrebatada pela bondade e beleza de Deus! Mas eu, ó mártir de espírito, eu, como um verme vil, não sei como me erguer da terra, e o menor desconforto deixa inquieto o meu coração. Quem dera, doravante o tivesse sempre em Deus, sempre a contemplar Deus, e sempre a amar Deus Obtém-me esta graça de Jesus, através de Maria Santíssima, e fazei que eu nunca cesse este exercício sagrado de sempre amar a Deus. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 33º Dia da Quaresma ( 33 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena, consolada no meio das angústias! Ó Todas as agressões de Diocleciano, ministro de Lúcifer, foram até agora derrotas para ele mesmo. Triunfos que haveis logrado com a Graça Divina. Suas tentativas perversas, truques maliciosos, promessas diabólicas, terror de tormentos horríveis. Sim, mas que invencível guerreira fostes vós… tudo em vão. Sustentada pela proteção de Jesus e Maria, nada teria força suficiente para fazer vacilar o vosso coração.Voltando os olhos para o Senhor: – “Tu estás conosco…”, disseste-lhe animada, “…conosco que invocamos o Vosso Santíssimo Nome, não nos abandones, ó Senhor nosso Deus.” Pensando que o braço de Deus era vosso, para vencer os horrendos suplícios, com que consolo se via vitoriosa sobre um inimigo tão cruel? A tribulação e a angústia vieram sobre mim. Clamei ao Senhor, e amoroso, Ele dignou-se a ouvir-me. Que alívio, assim consolada e encorajada, o vosso coração se derrete em ação de graças… Ó agradecidíssima Filomena, como vos colocais no altar do amor, exalando o incenso finíssimo da gratidão, como vos ofereceis por maiores sacrifícios! Se é a Vossa vontade, meu Deus! E se fosse a minha vontade tão fervorosa, como me ofereceria para sofrer novas e mais aflitivas dores para honrar o Salvador! Sofrer ou morrer seria o meu brasão. Eu padeceria corajosamente ainda mais e morreria para honrá-lo mais. Rogai por mim a Jesus, ó minha Santa Filomena, através da mediação de Maria Santíssima, para que Ele me conceda um espírito tão fervoroso como o vosso, para que não seja mais eu quem viva, mas para que Cristo, a quem eu adoro, viva em mim. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 34º Dia da Quaresma ( 34 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena, consumida com as iníquas pretensões de um bárbaro Imperador! Suas palavras arrogantes, seus gestos desmedidos, seus olhos penetrantes e aspecto de tirano, respirando fúria e barbárie, indicavam um espírito cruel, determinado a vingar-se. Vendo vencidas as suas ideias perversas e pretensões diabólicas, um pressentimento de que iria sofrer novos e mais terríveis combates, ocupavam o vosso coração. A viva apreensão de ser maltratada pelos carrascos, de feridas perfurantes e dolorosas, de derramar sangue, de morrer às mãos dos bárbaros perseguidores de Jesus Cristo…! Oh… E o que poderei eu, fraca? Mas tudo posso com Jesus que me conforta. Ele diz-me que não preciso temer aqueles que podem tirar a vida do corpo, mas sim só o Senhor, que pode condenar a minha alma. Ó Senhor, Criador, Redentor, Glorificador! Vosso é o meu sangue, a minha vida, dispõe de tudo que é meu. Que glória a minha se, com a ajuda da Vossa graça, eu for uma vítima atormentada, despedaçada, consagrada à Vossa honra! Se for da Vossa vontade… Ó esforçada heroína Santa Filomena, rogai por mim à Maria Santíssima, para que me obtenha de Jesus, que nos conforta, um coração invencível a todo aparato de tormentos deste mundo. Que jamais, sequer em um único instante, me aparte da doutrina de Jesus Cristo. Se obtenho esta graça que de vós espero, quantas vitórias lograrei contra a infidelidade e as máximas perversas. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 35º Dia da Quaresma ( 35 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Mãe…”, como exprimirias à Rainha do Céu e da Terra a grande necessidade que vos afligia na prisão! “…ó Mãe, Mãe de misericórdia e clemência! Ó nossa doçura e esperança nossa!” Quando é que uma mãe é mais solícita com o seu filho do que quando o vê em extrema necessidade? Ela deseja ajudá-lo com grande eficácia, e se não estiver ao seu alcance, que amargura sente? Olha para mim, Mãe, à mercê de um bárbaro, que, enfurecido, conspira para me tirar a vida se eu não deixar Jesus Cristo, e me encontro presa, assediada, indefesa, extremamente fraca, exposta…. Oh, que necessidade me aperta… Podeis ajudar-me, vós que sois a Mãe da Graça, a depositária das graças, e gozais da onipotência suplicante, partilhada pelo vosso Filho Onipotente. Nada vos falta para me ajudar nesta tão grande necessidade. Recordais que Jesus, antes de expirar da cruz, me confiou a vós como sua filha; e que nunca se viu alguém que fosse desamparado ao recorrer à vossa benevolência materna, já que tendes um coração de misericórdia! Ó Mãe, é chegado o momento. Olha-me com os vossos olhos misericordiosos, exposta como estou em tantos perigos à perfídia de um bárbaro idólatra. Se me protegerdes, como certamente espero, não, não serei derrotada; darei generosamente o meu sangue, a minha vida… Ó Santa amada de Jesus e Maria, quão glorioso será o triunfo da vossa fidelidade! Oh, se eu, como vós, soubesse pedir a Maria com fervor a sua proteção materna, toda a tribulação, toda amargura se converteria em bem para a minha alma! Rogai por mim a Jesus e Maria, pela graça da confiança na proteção materna de Maria e que eu seja fervoroso na sua prática. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 36º Dia da Quaresma ( 36 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena, filha amada de Maria Santíssima! A vossa necessidade era extrema, foste atacada contra a fé, perto de uma morte violenta, a vossa virtude em grande perigo, e à vontade de um bárbaro, idólatra carnal! Mas vós, a mais sublime… Como se transformou aquela prisão horrível no céu! Maria, a Mãe do amor, rodeada pela luz celestial, acompanhada de anjos, com o menino Jesus em seus braços, desceu do céu para vos visitar. Quão abstraída do mundo, arrebatada, divinizada, ficastes! “Filha…”, disse-vos, …passarás mais três dias nesta prisão, e no final do teu quadragésimo dia será libertada desta dolorosa situação”. E com esta notícia tão plausível, repentinamente passaste a uma agonia tal que pensaste que irias acabar com a vossa vida, acrescentando que irias sair para lutar uma batalha ainda mais terrível. Mas que coragem tiraste da promessa que ele vos fez de ajudar-lhe! “Filha minha…”, disse-vos, “…significarás a predileção com que te amo? Não tenha medo, Eu ajudarei.” E vós pensastes: Ó tão amada de Maria! Eu, encorajada, ajudada por Maria, confiada também ao Arcanjo Gabriel, que significa Força de Deus; com que fortaleza fostes disposta para entrar na última batalha, e para triunfar com a religião cristã. Aquele perfume celestial que ficou na prisão quando a Rainha divina desapareceu…! Como ficou perfumada a vossa alma de graças e desejo de morrer por Jesus Cristo e de passar à glória! Alcançai-me de Jesus, Ó disposta esposa! Rogai através da vossa Mãe Maria, para que a minha alma esteja sempre preparada à imitação da vossa, e com que desejo aguardarei a festa de casamento em glória! Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 37º Dia da Quaresma ( 37 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Santa Filomena, protegida por Maria Santíssima! Finalmente Diocleciano desencadeou a sua barbárie: a sua paixão brutal instigada por uma legião de demônios, como os judeus contra o Salvador. Fostes ferida, açoitada publicamente, ensanguentada, despedaçada com tanta crueldade e fúria, e vós, quase sem forças, pensastes que em breve terminaríeis a vossa vida. Estavas tão maltratada que ele ordenou que fosses removida da sua presença. Mas vós, quantos agradecimentos darias a Jesus na prisão, quando os anjos derramaram bálsamo celestial sobre as vossas feridas, e ficaste perfeitamente curada? Saudável, robusta, corajosa! “- O quê?” O tirano louco tentou vos convencer de que esta súbita cura era um benefício de um de seus deuses, Júpiter! Aquele falso deus queria que fosses Imperatriz de Roma! E com carícias lisonjeiras e promessas… Com que coragem o fizeste ver, que sua cura repentina era uma graça do redentor Jesus… Com tais argumentos provou-lhe que a religião cristã é a única verdadeira; que nem ele, nem qualquer outro dos seus carrascos teria palavras para responder. O Espírito de Deus falou em vós: Sim, sou cristã, sou a esposa de Jesus Cristo: – morrer e não prevaricar; morrer fiel e constante; morrer com firmeza pelo Seu amor. Quão ardente é o vosso espírito, ó Santa Filomena, que tal fosse o espírito de todos os cristãos! Interceda por todos nós nestes tempos calamitosos. Rogai à Santíssima Virgem, que é a dispensadora de todas as graças, que nos obtenha de Jesus o espírito ardente, que nem mesmo o inferno seja capaz de nos afastar das máximas cristãs. Que grande graça isto será! Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 38º Dia da Quaresma ( 38 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: O meu coração, ó Santa Filomena, é trespassado pelo pensamento dos tormentos em que sois colocada; mas o meu espírito toma coragem, vendo-vos vitoriosa. “Ao Rio Tibre!” Assim quis Diocleciano, zombando do céu que vos protegia, e confundido com os argumentos, que o Espírito Santo vos inspirou, quer que sejas atirada no rio Tibre com uma âncora atada ao pescoço. Bárbaro! Que desonra para um imperador… desencadear fúria contra uma donzela de treze anos, a única filha de um monarca! E por quê? Porque ela é cristã, uma jovem esposa consagrada a Jesus Cristo. Porque fiel e constante no serviço ao verdadeiro Deus, ela não quis abraçar às máximas pagãs. Como não confundirá Deus a fúria de tal idólatra? Que providência do Todo-Poderoso! Os anjos descem do céu, e na execução dessa tortura, cortam a corda da âncora e salvam a vida da Santa…. Que glória! os anjos carregam-na sã e salva no meio de uma multidão de espectadores daquele prodígio, e os pagãos são convertidos em grande número. Que fúria a de Diocleciano! Possuído pelo demônio, que agitou o seu coração contra Jesus Cristo. Ele não cessa, por mais que veja a mão de Deus visível contra as suas obras. “Que a arrastem…”, ordenou ele, “…pelas ruas de Roma, e depois, com um nevoeiro de setas, deixem-na ser atormentada, trespassada. O sangue corria através daquele corpo virginal, e tantas eram as feridas que, tendo perdido as suas forças, estava perto da morte. E aquele bárbaro, como estava confuso ao saber que Filomena, docemente adormecida na prisão, tinha sido prodigiosamente curada! Qual foi a sua fúria… Ó santa protegida de Jesus no martírio, quem não admirará, adorará e louvará a providência de Deus nos seus santos? Dignai-vos de obter para mim de Jesus, através de Maria, Rainha dos Mártires, este espírito de adoração. Como o meu coração será elevado a Deus! Louvarei sempre o Seu poder e bondade, e celebrarei a Sua fidelidade e constância. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 39º Dia da Quaresma ( 39 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Que satisfação é minha, ó Santa Filomena! Os vossos triunfos arrebatam-me, e a vossa glória, hoje o Esposo Jesus vai completá-la. Furioso, o tirano, ordenou que sejas atormentada com flechas afiadas, trespassada até à morte. Ó Deus, não se atendo à sua bárbara idéia, um furor infernal o atiça. Percebe os feitos como se fossem fruto de uma bruxaria, e persuadido que o fogo destruirá o “encantamento mágico” imaginado pelo louco. Ordena que com flechas flamejantes sejas atormentada, e são disparadas flechas contra vós, que barbárie! As flechas não vos alcançam, mas voltam! – que admiração! Ferem os carrascos! – Que castigo! Alguns morrem ali mesmo – que castigo do céu! Muitos dos arqueiros repudiam com isso, o paganismo! Que comoção nos corações! E o povo, sim, o povo começa a dar testemunho do verdadeiro Deus que vos sustenta! – que prodígio! É a mão direita do Exaltado, a mão direita do Onipotente! E quão enfurecido ficou o imperador Diocleciano que testemunhou estas maravilhas, temeroso de algum resultado desastroso, vendo o povo comovido, Confuso, bárbaro, desnaturado, furioso e louco nas máximas e perfídias… Ele ordena a vossa decapitação, ao golpe de machado. Ó noiva fiel de Jesus! Morta na terra, o vosso espírito voa para o céu. Que triunfo! Adornada com as palmas das mãos de uma noiva, da Virgem e Mártir. Que feliz, que doce! Ouvir aquele convite: – Entrai Filomena! Entrai acompanhada pelos Anjos; entrai para desfrutar da alegria de Deus e dos santos! Entrai na eterna bem-aventurança. E vós, exaltada com a recompensa correspondente aos vossos méritos… Ó minha Protetora! Peça a Jesus, através da Sua Mãe Santíssima, que acenda no meu coração um desejo muito veemente de levar uma vida santa, para que eu venha a possuir essa glória: ali, ali, na vossa companhia, a minha felicidade, a minha bem-aventurança, será completa. O sangue corre no chão e se espalha… Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma 40º Dia da Quaresma ( 40 de Julho ) 1 – Rezar a oração inicial para todos os dias da Quaresma Oremos: Ó Santa Filomena, gloriosa no céu. Com que ação de graças posso retribuir os benefícios que tão generosamente vos dignastes dar-me durante estes quarenta dias? Vós, amada esposa de Jesus, filha favorita de Maria, iluminada pela luz da glória, e gozando da visão beatífica da Santíssima Trindade, tens na vossa mão as graças que nós, os devotos que vos imploram, precisamos. Pois por aquela Mãe Divina, com o seu Anjo São Gabriel fostes amparada e axuliada naquele terrível martírio do qual saístes vitoriosa. E se de Jesus obtiveste espírito e força para triunfar sobre a barbárie dos tiranos e as suas máximas pagãs, o que poderão nos conceder eles agora quando, glorificada, desfrutais de Suas companhias no céu, com as coroas e palmas da virgindade, martiírio, e de noiva triunfante? No momento em que intercedeis por mim junto de vosso esposo Jesus por meio de Maria… sim, por meio de Maria Santíssima, já obtivestes para mim de Jesus as luzes, as inspirações, os toques interiores, os afetos do amor de Deus e de me salvar, a coragem contra as paixões, e contra os inimigos infernais, que, como chamas, me rodeiam para engolir a minha alma. Ó santa do meu coração, ó minha Protetora perpétua, que devo fazer que seja mais agradável para vós? Queres todo o meu coração? Aqui está! Quer tudo para o esposo Jesus? Aqui está. Quer tudo para Maria? Aqui está. Quereis que eu não viva em mim, senão em Deus? Que esteja morto para o mundo e que só viva em mim Jesus Cristo? Oxalá que fosse esta minha bem-aventurança. E já que esta é a oferenda que vos é mais agradável, aqui tens o meu coração, a minha vontade que com o maior afeto vos dou! Ó Virgem Mártir Santa Filomena! Rogai à Maria Santíssima que me obtenha do seu filho Jesus um coração puro, um espírito reto, e um fervor que jamais se apague, aspirando sempre a mais amor e perfeição. Que grande graça é esta que de vós espero, e pela qual me tornará pronto para ir para o céu, e na vossa companhia e na dos Anjos e Santos, cantarei eternos louvores ao Criador e à Maria Santíssima. Pai Nosso, Ave Maria e Glória… 3 – Oração final para todos os dias da Quaresma #SantaFilomena
- Julho é o mês do Preciosíssimo Sangue de Cristo, conheça o por quê.
O Sangue de Cristo é o preço do nosso resgate: é por ele que o mundo é salvo; a Igreja, redimida; o demônio, vencido; e nós, inebriados de amor e misericórdia. Conheça as origens dessa devoção! Existe uma devoção particular na Igreja Católica que está ligada à Paixão de Jesus Cristo: é a honra do seu Precioso Sangue. Trata-se de um reconhecimento do sacrifício de Jesus e como ele derramou seu sangue para a salvação da humanidade. Além disso, este sangue é feito presente através do dom da Eucaristia e é algo que podemos comungar na Missa, juntamente com o corpo de Cristo, sob a aparência de pão e vinho. Com o passar do tempo, a Igreja desenvolveu várias festas do Preciosíssimo Sangue, mas foi no século 19 que uma festa universal foi estabelecida. Durante a Primeira Guerra Italiana pela Independência, em 1849, o Papa Pio IX foi para o exílio em Gaeta. Ele estava com Don Giovanni Merlini, terceiro superior geral dos Padres do Preciosíssimo Sangue. Enquanto a guerra ainda estava em fúria, Merlini sugeriu ao Papa Pio IX que ele criasse uma festa universal ao Precioso Sangue para implorar a ajuda celestial de Deus para acabar com a guerra e trazer a paz a Roma. Pio IX, posteriormente, fez uma declaração em 30 de junho de 1849 que ele pretendia criar uma festa em honra ao Precioso Sangue. A guerra logo terminou e ele retornou a Roma pouco depois. Em 10 de agosto, ele oficializou e proclamou que o primeiro domingo de julho seria dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo. Mais tarde, o Papa Pio X atribuiu o dia 1º de julho como a data fixa dessa celebração. Depois do Vaticano II, a festa foi removida do calendário, mas uma Missa votiva em honra do Preciosíssimo Sangue foi estabelecida e pode ser celebrada no mês de julho (assim como na maioria dos outros meses do ano). Por estas razões, todo o mês de julho é tradicionalmente dedicado ao Preciosíssimo Sangue, e os católicos são encorajados a meditar sobre o profundo sacrifício de Jesus e o derramamento de seu sangue para a humanidade. Leia também Reze a Ladainha em honra ao Preciosíssimo Sangue de Jesus Abaixo está a oração de abertura da Missa votiva, bem como uma oração adicional que pode ser usada como meditação pessoal ou oração durante o mês de julho: “Ó Deus, que pelo Precioso Sangue do teu Filho Unigênito redimiu o mundo inteiro, preserva em nós o trabalho de tua misericórdia, para que, sempre honrando o mistério da nossa salvação, possamos merecer obter bons frutos. Por nosso senhor Jesus Cristo, teu filho, que vive e reina na unidade do Espírito Santo, um só Deus, para todo o sempre. Amém.”“Admitidos à vossa mesa sagrada, ó Senhor, com alegria extraímos água das fontes do Salvador: que o vosso sangue, pedimos a vós, torne dentro de nós uma fonte de água que salta para a vida eterna. Amém.” Fonte: Aleteia
- Julho é o mês do Preciosíssimo Sangue de Cristo, conheça o por quê.
O Sangue de Cristo é o preço do nosso resgate: é por ele que o mundo é salvo; a Igreja, redimida; o demônio, vencido; e nós, inebriados de amor e misericórdia. Conheça as origens dessa devoção! Existe uma devoção particular na Igreja Católica que está ligada à Paixão de Jesus Cristo: é a honra do seu Precioso Sangue. Trata-se de um reconhecimento do sacrifício de Jesus e como ele derramou seu sangue para a salvação da humanidade. Além disso, este sangue é feito presente através do dom da Eucaristia e é algo que podemos comungar na Missa, juntamente com o corpo de Cristo, sob a aparência de pão e vinho. Com o passar do tempo, a Igreja desenvolveu várias festas do Preciosíssimo Sangue, mas foi no século 19 que uma festa universal foi estabelecida. Durante a Primeira Guerra Italiana pela Independência, em 1849, o Papa Pio IX foi para o exílio em Gaeta. Ele estava com Don Giovanni Merlini, terceiro superior geral dos Padres do Preciosíssimo Sangue. Enquanto a guerra ainda estava em fúria, Merlini sugeriu ao Papa Pio IX que ele criasse uma festa universal ao Precioso Sangue para implorar a ajuda celestial de Deus para acabar com a guerra e trazer a paz a Roma. Pio IX, posteriormente, fez uma declaração em 30 de junho de 1849 que ele pretendia criar uma festa em honra ao Precioso Sangue. A guerra logo terminou e ele retornou a Roma pouco depois. Em 10 de agosto, ele oficializou e proclamou que o primeiro domingo de julho seria dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo. Mais tarde, o Papa Pio X atribuiu o dia 1º de julho como a data fixa dessa celebração. Depois do Vaticano II, a festa foi removida do calendário, mas uma Missa votiva em honra do Preciosíssimo Sangue foi estabelecida e pode ser celebrada no mês de julho (assim como na maioria dos outros meses do ano). Por estas razões, todo o mês de julho é tradicionalmente dedicado ao Preciosíssimo Sangue, e os católicos são encorajados a meditar sobre o profundo sacrifício de Jesus e o derramamento de seu sangue para a humanidade. Leia também Reze a Ladainha em honra ao Preciosíssimo Sangue de Jesus Abaixo está a oração de abertura da Missa votiva, bem como uma oração adicional que pode ser usada como meditação pessoal ou oração durante o mês de julho: “Ó Deus, que pelo Precioso Sangue do teu Filho Unigênito redimiu o mundo inteiro, preserva em nós o trabalho de tua misericórdia, para que, sempre honrando o mistério da nossa salvação, possamos merecer obter bons frutos. Por nosso senhor Jesus Cristo, teu filho, que vive e reina na unidade do Espírito Santo, um só Deus, para todo o sempre. Amém.”“Admitidos à vossa mesa sagrada, ó Senhor, com alegria extraímos água das fontes do Salvador: que o vosso sangue, pedimos a vós, torne dentro de nós uma fonte de água que salta para a vida eterna. Amém.” Fonte: Aleteia
- Santo Oliver Plunkett, bispo e mártir – 01 de Julho
SANTO DO DIA – 01 DE JULHO – SANTO OLIVER PLUNKETT Bispo e Mártir (1625-1681) Oliver Plunkett, irlandês, nasceu no ano de 1625, em Loughcrew, numa família de nobres. Ele queria ser padre, mas para realizar sua vocação estudou particularmente e na clandestinidade. Devido à perseguição religiosa empreendida contra os católicos, seus pais o enviaram para completar o seminário em Roma, onde recebeu a ordenação em 1654. A ilha irlandesa pertence à Coroa inglesa e possuía maioria católica. Mas como havia rompido com a Igreja de Roma, o exército real inglês, liderado por Cromwel, assumiu o poder para conseguir a unificação política da Inglaterra, Escócia e Irlanda. Obcecado pelo projeto, mandara até mesmo assassinar o rei Carlos I. E na Irlanda não fez por menos, todos os religiosos, sem exceção, foram mortos, além de leigos, militares e políticos; enfim, todos os que fossem católicos. Por isso o então padre Plunkett ficou em Roma exercendo o ministério como professor de teologia. Em 1669, o bispo da Irlanda, que estava exilado na Itália, morreu. Para sucedê-lo, o papa Clemente IX consagrou o padre Oliver Plunkett, que retornou para a Irlanda viajando como clandestino. Dotado de carisma, diplomacia, inteligência, serenidade e de uma fé inabalável, assumiu o seu rebanho com o intuito de reanimar-lhes a fé. Junto às autoridades ele conseguiu amenizar os rigores impostos aos católicos. Porém Titus Oates, que fora anglicano e depois conseguiu tornar-se jesuíta, ingressando num colégio espanhol, traiu a Igreja romana. Ele, para usufruir os benefícios da Coroa inglesa, apresentou uma lista de eclesiásticos e leigos afirmando que tentariam depor o rei Carlos II. Nessa relação estava o bispo Plunkett, que foi condenado à morte por decapitação pública. A execução ocorreu em Londres, no dia 1o de julho de 1681. Antes, porém, ele fez um discurso digno de um santo e mártir. Segundo registros da época, o seu heroísmo na hora do martírio, somado ao seu discurso, contribuiu para a glória da Igreja de Roma mais do que muitos anos do mais edificante apostolado. O seu culto foi confirmado no dia 1o de julho ao ser beatificado em 1920. Canonizado pelo papa Paulo VI em 1975, santo Oliver Plunkett possui duas sepulturas. O seu corpo esta na Abadia de Downside, em Londres, enquanto sua cabeça esta na Abadia de Drogheda, na Irlanda. Ele foi o último católico condenado à morte na Inglaterra em razão de sua fé. #SantodoDia
- Santo Oliver Plunkett, bispo e mártir – 01 de Julho
SANTO DO DIA – 01 DE JULHO – SANTO OLIVER PLUNKETT Bispo e Mártir (1625-1681) Oliver Plunkett, irlandês, nasceu no ano de 1625, em Loughcrew, numa família de nobres. Ele queria ser padre, mas para realizar sua vocação estudou particularmente e na clandestinidade. Devido à perseguição religiosa empreendida contra os católicos, seus pais o enviaram para completar o seminário em Roma, onde recebeu a ordenação em 1654. A ilha irlandesa pertence à Coroa inglesa e possuía maioria católica. Mas como havia rompido com a Igreja de Roma, o exército real inglês, liderado por Cromwel, assumiu o poder para conseguir a unificação política da Inglaterra, Escócia e Irlanda. Obcecado pelo projeto, mandara até mesmo assassinar o rei Carlos I. E na Irlanda não fez por menos, todos os religiosos, sem exceção, foram mortos, além de leigos, militares e políticos; enfim, todos os que fossem católicos. Por isso o então padre Plunkett ficou em Roma exercendo o ministério como professor de teologia. Em 1669, o bispo da Irlanda, que estava exilado na Itália, morreu. Para sucedê-lo, o papa Clemente IX consagrou o padre Oliver Plunkett, que retornou para a Irlanda viajando como clandestino. Dotado de carisma, diplomacia, inteligência, serenidade e de uma fé inabalável, assumiu o seu rebanho com o intuito de reanimar-lhes a fé. Junto às autoridades ele conseguiu amenizar os rigores impostos aos católicos. Porém Titus Oates, que fora anglicano e depois conseguiu tornar-se jesuíta, ingressando num colégio espanhol, traiu a Igreja romana. Ele, para usufruir os benefícios da Coroa inglesa, apresentou uma lista de eclesiásticos e leigos afirmando que tentariam depor o rei Carlos II. Nessa relação estava o bispo Plunkett, que foi condenado à morte por decapitação pública. A execução ocorreu em Londres, no dia 1o de julho de 1681. Antes, porém, ele fez um discurso digno de um santo e mártir. Segundo registros da época, o seu heroísmo na hora do martírio, somado ao seu discurso, contribuiu para a glória da Igreja de Roma mais do que muitos anos do mais edificante apostolado. O seu culto foi confirmado no dia 1o de julho ao ser beatificado em 1920. Canonizado pelo papa Paulo VI em 1975, santo Oliver Plunkett possui duas sepulturas. O seu corpo esta na Abadia de Downside, em Londres, enquanto sua cabeça esta na Abadia de Drogheda, na Irlanda. Ele foi o último católico condenado à morte na Inglaterra em razão de sua fé. #SantodoDia
- Santos Protomártires da Igreja em Roma – 30 de Junho
SANTO DO DIA – 30 DE JUNHO – PROTOMÁRTIRES ROMANOS Martirizados em 64 Seu número não foi sequer contado. De seus nomes, a História registra apenas os dos Apóstolos Pedro e Paulo. Todos os outros luzem no firmamento da Igreja como uma constelação de astros anônimos, celebrados na Liturgia de 30 de junho. Durante O reinado de Nero, em Roma, ao lado da comunidade hebraica florescente e respeitada (Popéia, a mulherde Nero, era judia), vivia a exígua e pacífica comunidade cristã guiada pelo príncipe dos apóstolos. Por que Nero perseguiu os cristãos com tanta ferocidade? O historiador Cornélio Tácito nos oferece a explicação: ‘Visto que circulavam boatos de que o incêndio de Roma havia sido doloso, Nero apresentou-os como culpados, punindo com penas requintadíssimas aqueles que, obstinados por suas abominações, eram chamados pelo vulgo de cristãos’. Quais fossem suas culpas nós o sabemos muito bem: reuniam-se nas noites de sábado para celebrar a Eucaristia, na qual se fala de corpo e sangue de Cristo dado como alimento aos fiéis. O Martirológio romano diz: ‘Em Roma, celebra-se o natal de muitíssimos santos mártires que, sob o império de Nero, foram falsamente acusados do incêndio da cidade e por sua ordem foram mortos de vários modos atrozes: alguns foram cobertos com pêlos de animais selvagens e lançados aos cães para que os fizessem em pedaços; outros, crucificados e, ao declinar do dia, usados como tocha para iluminar a noite. Todos eram discípulos dos apóstolos e foram os primeiros mártires que a santa Igreja romana enviou a seu Senhor antes da morte dos apóstolos’. A ferocidade com a qual Nero golpeou os inocentes cristãos (o incêndio tinha sido provocado por sua ordem com o fim de reconstruir Roma com base num grandioso projeto) não encontra obviamente a justificação do supremo interesse do império. Aqueles pacíficos crentes em Cristo não constituíam ameaça. A selvageria usada contra eles foi tal que provocou horror e piedade nos próprios espectadores do circo. ‘Agora se manifestou piedade’, escreve ainda Tácito, ‘mesmo se tratando de gente merecedora dos mais exemplares castigos, porque se via que eram eliminados não para O bem público, mas para satisfazer a crueldade de um indivíduo.’ A perseguição durou três anos, e seu exórdio teve o mais ilustre dos mártires: Pedro. A conclusão foi assinalada pela decapitação de são Paulo. Conheça mais sobre os Santos Protomártires da Igreja de Roma O primeiro ato do drama de seu martírio teve início na noite de 19 de julho do ano 64, com os repetidos toques de trombetas dos vigias postados em pontos-chave da Capital do mundo. Toques de alerta, bem conhecidos e temidos, logo seguidos dos primeiros gritos: “Fogo!… Fogo!… Fogo!” Um incêndio dotado de grande poder destruidor Nessa cidade superpovoada, com bairros pobres nos quais se amontoavam casas de madeira, um incêndio não passava de um acidente corriqueiro. Este, porém, logo revelou ser dotado de grande poder destruidor. Em poucos minutos os brados de “Fogo!”, cada vez mais apavorados, se espalharam pelas ruas do bairro popular do Grande Circo e logo depois por outros bairros. As chamas pareciam ter-se estendido por várias regiões ao mesmo tempo, devorando implacavelmente lojas comerciais e residências. Encontrando em seu caminho alguns depósitos de óleo e outros materiais combustíveis, alastraram-se por toda a região em torno dos montes Palatino e Célio. Quando por fim elas se apagaram, seis dias depois, haviam destruído dez dos quatorze bairros da grande Metrópole imperial. Tão pavorosa fora a catástrofe que se tornou impossível calcular o número de mortos. “Não é permitido ser cristão” Durante esses terríveis dias, grandes grupos de homens impediam, por meio de ameaças, a ação de todos quantos queriam apagar o incêndio. Mais ainda, todos os historiadores antigos concordam em que foram vistos homens atiçando o fogo. Os habitantes de Roma imediatamente acusaram Nero de ter provocado o incêndio, ou pelo menos de o ter favorecido. Os antigos historiadores abonam essa acusação, enquanto alguns modernos a rejeitam. Deixando de lado a controvérsia histórica, o fato inegável é que o monstruoso Imperador, para se livrar da imensa onda de indignação levantada contra ele, lançou a culpa sobre os cristãos. Para o homem que havia mandado matar sua própria mãe, a invenção de uma tal calúnia pesava muito pouco na consciência. Agindo em conseqüência, Nero mandou prender, de início, todos quantos se proclamavam cristãos. Delatores movidos pelos mais espúrios interesses logo possibilitaram a prisão de muitos outros. Quantos concretamente? Não se sabe. Um historiador afirma ter sido “uma grande multidão”. Todos foram sumariamente condenados à morte. Em breve espalhou-se por todo o Império uma palavra de ordem: “Non licet esse christianus — Não é permitido ser cristão”. Pavorosas cenas do martírio O ódio bimilenar de Satanás e de seus asseclas humanos contra a Santa Igreja Católica está bem retratado nas cenas brutais e escabrosas dessa primeira perseguição. Não se limitaram os algozes a torturar e depois decapitar ou crucificar as inocentes vítimas, em espetáculos no Circo de Calígula e Nero, localizado na Colina do Vaticano. “Tudo quanto se pode conceber na imaginação de um sádico a quem se concedesse plena liberdade para praticar o mal, foi posto em prática numa atmosfera de pesadelo”, afirma o historiador Daniel Rops, em sua monumental obra História da Igreja de Cristo. O Imperador mandou franquear à populaça o jardim do parque imperial. Aí se organizaram “caçadas” nas quais os alvos eram cristãos revestidos de peles de animais ferozes para, assim, serem perseguidos e por fim dilacerados pelos cães. Mulheres eram arremessadas ao ar por brutais chifradas de touros, numa alegoria a episódios de uma fábula pagã. Não faltaram sequer ignominiosos ultrajes e atentados à virgindade das donzelas. Caindo a noite, os carrascos ergueram numerosos postes ao longo das alamedas do parque, nos quais amarraram corpos de cristãos besuntados de resina e pez, e lhes atearam fogo, a fim de servirem de iluminação para a “festa”. Vestido de cocheiro, Nero passeava com seu carro puxado a cavalos pelas alamedas abarrotadas de embasbacados espectadores e iluminadas por essas tochas humanas. São Clemente Romano, o terceiro sucessor de São Pedro, relata as horrorosas cenas dessa noite, das quais foi testemunha ocular. E o historiador latino Tácito, homem claramente hostil ao Cristianismo, escreveu que um tal excesso de atrocidade acabou por levantar em algumas parcelas da opinião pública um movimento de pena em relação aos cristãos. Estes são os Protomártires da Igreja de Roma. Seus nomes são desconhecidos nesta terra, mas no Céu eles brilham como sóis por toda a eternidade, e lá intercedem por nós que aqui celebramos sua gloriosa memória. São Pedro e São Paulo Os dois mais importantes varões da Santa Igreja também sofreram o martírio na perseguição de Nero. Os Apóstolos Pedro e Paulo foram presos e encerrados no cárcere Mamertino, onde não cessaram seu apostolado, conseguindo a conversão até dos próprios carcereiros. O Príncipe dos Apóstolos foi condenado à crucifixão. Julgando-se indigno de morrer como seu Mestre Divino, pediu aos algozes que o crucificassem de cabeça para baixo. No local de sua sepultura foi edificada a grandiosa Basílica de São Pedro. O Apóstolo dos Gentios, por ser cidadão romano, mereceu um pouco mais de consideração das autoridades imperiais. Conduzido para fora da cidade, morreu decapitado na Via Ostiense. Sobre o seu túmulo se encontra a magnífica Basílica de São Paulo Extramuros. Seis milhões de mártires A esta primeira perseguição sucederam-se nove outras, ao longo dos 250 anos subseqüentes, até a proclamação do Edito de Milão, em 313. Calcula-se que nessa primeira fase da Igreja 6 milhões de mártires selaram com a morte sua fé em Nosso Senhor Jesus Cristo. Ou seja, em média, 24 mil por ano, 66 por dia. “O sangue dos mártires é semente de novos cristãos”. Esse sangue bendito que regou a terra nos primeiros séculos do Cristianismo continua a produzir seus frutos até hoje, e assim será até o dia em que a humanidade inteira for convocada para o derradeiro ato da História, quando Cristo Glorioso ditará a última sentença: “Vinde, benditos de meu Pai” … “Afastai-vos de mim, malditos” (Mt 25, 34 e 41).
- Santos Protomártires da Igreja em Roma – 30 de Junho
SANTO DO DIA – 30 DE JUNHO – PROTOMÁRTIRES ROMANOS Martirizados em 64 Seu número não foi sequer contado. De seus nomes, a História registra apenas os dos Apóstolos Pedro e Paulo. Todos os outros luzem no firmamento da Igreja como uma constelação de astros anônimos, celebrados na Liturgia de 30 de junho. Durante O reinado de Nero, em Roma, ao lado da comunidade hebraica florescente e respeitada (Popéia, a mulherde Nero, era judia), vivia a exígua e pacífica comunidade cristã guiada pelo príncipe dos apóstolos. Por que Nero perseguiu os cristãos com tanta ferocidade? O historiador Cornélio Tácito nos oferece a explicação: ‘Visto que circulavam boatos de que o incêndio de Roma havia sido doloso, Nero apresentou-os como culpados, punindo com penas requintadíssimas aqueles que, obstinados por suas abominações, eram chamados pelo vulgo de cristãos’. Quais fossem suas culpas nós o sabemos muito bem: reuniam-se nas noites de sábado para celebrar a Eucaristia, na qual se fala de corpo e sangue de Cristo dado como alimento aos fiéis. O Martirológio romano diz: ‘Em Roma, celebra-se o natal de muitíssimos santos mártires que, sob o império de Nero, foram falsamente acusados do incêndio da cidade e por sua ordem foram mortos de vários modos atrozes: alguns foram cobertos com pêlos de animais selvagens e lançados aos cães para que os fizessem em pedaços; outros, crucificados e, ao declinar do dia, usados como tocha para iluminar a noite. Todos eram discípulos dos apóstolos e foram os primeiros mártires que a santa Igreja romana enviou a seu Senhor antes da morte dos apóstolos’. A ferocidade com a qual Nero golpeou os inocentes cristãos (o incêndio tinha sido provocado por sua ordem com o fim de reconstruir Roma com base num grandioso projeto) não encontra obviamente a justificação do supremo interesse do império. Aqueles pacíficos crentes em Cristo não constituíam ameaça. A selvageria usada contra eles foi tal que provocou horror e piedade nos próprios espectadores do circo. ‘Agora se manifestou piedade’, escreve ainda Tácito, ‘mesmo se tratando de gente merecedora dos mais exemplares castigos, porque se via que eram eliminados não para O bem público, mas para satisfazer a crueldade de um indivíduo.’ A perseguição durou três anos, e seu exórdio teve o mais ilustre dos mártires: Pedro. A conclusão foi assinalada pela decapitação de são Paulo. Conheça mais sobre os Santos Protomártires da Igreja de Roma O primeiro ato do drama de seu martírio teve início na noite de 19 de julho do ano 64, com os repetidos toques de trombetas dos vigias postados em pontos-chave da Capital do mundo. Toques de alerta, bem conhecidos e temidos, logo seguidos dos primeiros gritos: “Fogo!… Fogo!… Fogo!” Um incêndio dotado de grande poder destruidor Nessa cidade superpovoada, com bairros pobres nos quais se amontoavam casas de madeira, um incêndio não passava de um acidente corriqueiro. Este, porém, logo revelou ser dotado de grande poder destruidor. Em poucos minutos os brados de “Fogo!”, cada vez mais apavorados, se espalharam pelas ruas do bairro popular do Grande Circo e logo depois por outros bairros. As chamas pareciam ter-se estendido por várias regiões ao mesmo tempo, devorando implacavelmente lojas comerciais e residências. Encontrando em seu caminho alguns depósitos de óleo e outros materiais combustíveis, alastraram-se por toda a região em torno dos montes Palatino e Célio. Quando por fim elas se apagaram, seis dias depois, haviam destruído dez dos quatorze bairros da grande Metrópole imperial. Tão pavorosa fora a catástrofe que se tornou impossível calcular o número de mortos. “Não é permitido ser cristão” Durante esses terríveis dias, grandes grupos de homens impediam, por meio de ameaças, a ação de todos quantos queriam apagar o incêndio. Mais ainda, todos os historiadores antigos concordam em que foram vistos homens atiçando o fogo. Os habitantes de Roma imediatamente acusaram Nero de ter provocado o incêndio, ou pelo menos de o ter favorecido. Os antigos historiadores abonam essa acusação, enquanto alguns modernos a rejeitam. Deixando de lado a controvérsia histórica, o fato inegável é que o monstruoso Imperador, para se livrar da imensa onda de indignação levantada contra ele, lançou a culpa sobre os cristãos. Para o homem que havia mandado matar sua própria mãe, a invenção de uma tal calúnia pesava muito pouco na consciência. Agindo em conseqüência, Nero mandou prender, de início, todos quantos se proclamavam cristãos. Delatores movidos pelos mais espúrios interesses logo possibilitaram a prisão de muitos outros. Quantos concretamente? Não se sabe. Um historiador afirma ter sido “uma grande multidão”. Todos foram sumariamente condenados à morte. Em breve espalhou-se por todo o Império uma palavra de ordem: “Non licet esse christianus — Não é permitido ser cristão”. Pavorosas cenas do martírio O ódio bimilenar de Satanás e de seus asseclas humanos contra a Santa Igreja Católica está bem retratado nas cenas brutais e escabrosas dessa primeira perseguição. Não se limitaram os algozes a torturar e depois decapitar ou crucificar as inocentes vítimas, em espetáculos no Circo de Calígula e Nero, localizado na Colina do Vaticano. “Tudo quanto se pode conceber na imaginação de um sádico a quem se concedesse plena liberdade para praticar o mal, foi posto em prática numa atmosfera de pesadelo”, afirma o historiador Daniel Rops, em sua monumental obra História da Igreja de Cristo. O Imperador mandou franquear à populaça o jardim do parque imperial. Aí se organizaram “caçadas” nas quais os alvos eram cristãos revestidos de peles de animais ferozes para, assim, serem perseguidos e por fim dilacerados pelos cães. Mulheres eram arremessadas ao ar por brutais chifradas de touros, numa alegoria a episódios de uma fábula pagã. Não faltaram sequer ignominiosos ultrajes e atentados à virgindade das donzelas. Caindo a noite, os carrascos ergueram numerosos postes ao longo das alamedas do parque, nos quais amarraram corpos de cristãos besuntados de resina e pez, e lhes atearam fogo, a fim de servirem de iluminação para a “festa”. Vestido de cocheiro, Nero passeava com seu carro puxado a cavalos pelas alamedas abarrotadas de embasbacados espectadores e iluminadas por essas tochas humanas. São Clemente Romano, o terceiro sucessor de São Pedro, relata as horrorosas cenas dessa noite, das quais foi testemunha ocular. E o historiador latino Tácito, homem claramente hostil ao Cristianismo, escreveu que um tal excesso de atrocidade acabou por levantar em algumas parcelas da opinião pública um movimento de pena em relação aos cristãos. Estes são os Protomártires da Igreja de Roma. Seus nomes são desconhecidos nesta terra, mas no Céu eles brilham como sóis por toda a eternidade, e lá intercedem por nós que aqui celebramos sua gloriosa memória. São Pedro e São Paulo Os dois mais importantes varões da Santa Igreja também sofreram o martírio na perseguição de Nero. Os Apóstolos Pedro e Paulo foram presos e encerrados no cárcere Mamertino, onde não cessaram seu apostolado, conseguindo a conversão até dos próprios carcereiros. O Príncipe dos Apóstolos foi condenado à crucifixão. Julgando-se indigno de morrer como seu Mestre Divino, pediu aos algozes que o crucificassem de cabeça para baixo. No local de sua sepultura foi edificada a grandiosa Basílica de São Pedro. O Apóstolo dos Gentios, por ser cidadão romano, mereceu um pouco mais de consideração das autoridades imperiais. Conduzido para fora da cidade, morreu decapitado na Via Ostiense. Sobre o seu túmulo se encontra a magnífica Basílica de São Paulo Extramuros. Seis milhões de mártires A esta primeira perseguição sucederam-se nove outras, ao longo dos 250 anos subseqüentes, até a proclamação do Edito de Milão, em 313. Calcula-se que nessa primeira fase da Igreja 6 milhões de mártires selaram com a morte sua fé em Nosso Senhor Jesus Cristo. Ou seja, em média, 24 mil por ano, 66 por dia. “O sangue dos mártires é semente de novos cristãos”. Esse sangue bendito que regou a terra nos primeiros séculos do Cristianismo continua a produzir seus frutos até hoje, e assim será até o dia em que a humanidade inteira for convocada para o derradeiro ato da História, quando Cristo Glorioso ditará a última sentença: “Vinde, benditos de meu Pai” … “Afastai-vos de mim, malditos” (Mt 25, 34 e 41).
- Solenidade de São Pedro e São Paulo, Pilares da Igreja – 29 de Junho
Solenidade de São Pedro e São Paulo A solenidade de são Pedro e de são Paulo é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. Já no século IV havia a tradição de, neste dia, celebrar três missas: a primeira na basílica de São Pedro, no Vaticano; a segunda na basílica de São Paulo Fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos apóstolos ficaram escondidas para fugir da profanação nos tempos difíceis. E mais: depois da Virgem Santíssima e de são João Batista, Pedro e Paulo são os santos que têm mais datas comemorativas no ano litúrgico. Além do tradicional 29 de junho, há: 25 de janeiro, quando celebramos a conversão de São Paulo; 22 de fevereiro, quando temos a festa da cátedra de São Pedro; e 18 de novembro, reservado à dedicação das basílicas de São Pedro e São Paulo. Antigamente, julgava-se que o martírio dos dois apóstolos tinha ocorrido no mesmo dia e ano e que seria a data que hoje comemoramos. Porém o martírio de ambos deve ter ocorrido em ocasiões diferentes, com são Pedro, crucificado de cabeça para baixo, na colina Vaticana e são Paulo, decapitado, nas chamadas Três Fontes. Mas não há certeza quanto ao dia, nem quanto ao ano desses martírios. A morte de Pedro poderia ter ocorrido em 64, ano em que milhares de cristãos foram sacrificados após o incêndio de Roma, enquanto a de Paulo, no ano 67. Mas com certeza o martírio deles aconteceu em Roma, durante a perseguição de Nero. Há outras raízes ainda envolvendo a data. A festa seria a cristianização de um culto pagão a Remo e Rômulo, os mitológicos fundadores pagãos de Roma. São Pedro e são Paulo não fundaram a cidade, mas são considerados os “Pais de Roma”. Embora não tenham sido os primeiros a pregar na capital do império, com seu sangue “fundaram” a Roma cristã. Os dois são considerados os pilares que sustentam a Igreja tanto por sua fé e pregação como pelo ardor e zelo missionários, sendo glorificados com a coroa do martírio, no final, como testemunhas do Mestre. São Pedro é o apóstolo que Jesus Cristo escolheu e investiu da dignidade de ser o primeiro papa da Igreja. A ele Jesus disse: “Tu és Pedro e sobre esta pedra fundarei a minha Igreja”. São Pedro é o pastor do rebanho santo, é na sua pessoa e nos seus sucessores que temos o sinal visível da unidade e da comunhão na fé e na caridade. São Paulo, que foi arrebatado para o colégio apostólico de Jesus Cristo na estrada de Damasco, como o instrumento eleito para levar o seu nome diante dos povos, é o maior missionário de todos os tempos, o advogado dos pagãos, o “Apóstolo dos Gentios”. São Pedro e são Paulo, juntos, fizeram ressoar a mensagem do Evangelho no mundo inteiro e o farão para todo o sempre, porque assim quer o Mestre. Fonte: Paulinas SÃO PEDRO E SÃO PAULO ARAUTOS DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO As figuras dos grandes Apóstolos Pedro e Paulo, como as retrata a iconografia católica, sugere a Dr. Plinio os comentários transcritos a seguir, pontuados de devoção e enlevo por esses baluartes da Igreja, os quais — juntos — confessaram com seu martírio a fé inabalável no Filho de Deus. Certa feita, mostraram-me a fotografia de uma iluminura que representava o enterro de Nossa Senhora. Em linguagem piedosa, dá-se o nome de “dormição” (dormitio em latim) ao passamento de Maria Santíssima, a fim de significar que sua provável morte foi como um doce e aprazível sono. Seja como for, a ilustração apresenta o sepultamento da Mãe de Deus, cujo caixão é conduzido pelos Apóstolos, de modo saliente por São Pedro e São Paulo. E sobre estes cabe um comentário. Vigor e venerabilidade próprios ao chefe da Igreja São Pedro aparece como um ancião venerável, resoluto, de barba branca, abundante, caudalosa, voltada para a frente, indicando vigor e mais hombridade do que se fosse direcionada para baixo. O pintor o imaginou calvo, com uma moldura de cabelos formando tufos copiosos nas laterais do rosto. Tudo nele indica vitalidade, não possuindo as características rugas da velhice. Sua face é quase corada, rósea. É o grande São Pedro que ainda deverá lutar tanto pela Igreja Católica. Assim, à robustez da juventude ele alia a venerabilidade da idade madura, cujo aspecto respeitável é bem expresso pelo artista, dando-lhe o tônus conveniente ao primeiro Papa, chefe da Igreja. Resolução e força de São Paulo São Paulo, por sua vez, parece ser bem mais moço que São Pedro. Forte, sua fisionomia transpira resolução: o que ele deseja fazer, executa. Percebe-se nele o homem que percorrerá as regiões em torno do Mediterrâneo, enfrentando imensos perigos. Por exemplo, certa vez, para fugir dos que o perseguiam, ele desceu de um sobrado por uma cesta amarrada a uma corda, e se afastou correndo a fim de não ser capturado e morto. Noutra circunstância, estando num navio, sobreveio uma tempestade que fustigou a embarcação e os tripulantes durante vários dias, até naufragarem perto de uma ilha à qual todos chegaram sãos e salvos. No martírio de São Pedro, a homenagem ao Papado Os dois Apóstolos são vistos inundados de glória, participando do triunfo da Santíssima Virgem e, sobretudo, empenhados em exaltá-La. Sabe-se que esses dois atletas, arautos de Nosso Senhor Jesus Cristo, padecerão juntos o martírio e morrerão no mesmo dia. Presos pelos romanos pagãos, sofreram diversos suplícios. São Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, o que devia significar um doloroso processo de morte, pois o sangue, atraído pela lei da gravidade, aflui ao cérebro e não tarda em produzir derrame ou apoplexia. A crucifixão poderia ser feita por meio de cordas que amarravam o corpo à cruz, ou por cravos que pregavam no madeiro as mãos e os pés dos condenados, como sucedeu com Nosso Senhor Jesus Cristo. Os que crucificavam o Príncipe dos Apóstolos não tinham idéia de quanto, procedendo daquele modo, prestavam homenagem ao Papado. Disse o Divino Mestre ao primeiro Papa: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18). Para São Paulo, a celeste coroa de justiça De outro lado, sendo cidadão romano, São Paulo pereceria pela espada. Prestes a ser decapitado, talvez tenha se lembrado de suas magníficas palavras, as quais me comprazo em recordar por muito admirá-las: Bonum certamen certavi, cursum consummavi (2Tm 4, 7) — “combati o bom combate, completei o circuito da carreira inteira que eu deveria percorrer”. Era uma alusão aos que disputavam corridas no circo romano. E acrescenta: “Guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa de justiça que o Senhor justo juiz, me dará” (2Tm 4, 7-8). Vale notar a extrema beleza do modo pelo qual a Providência guia as almas. São Paulo revela aqui a certeza de que ele não tem perdão a pedir, porque já está perdoado de tudo, tendo levado uma vida ilibada após a sua conversão. Nisto ele demonstra uma extraordinária segurança. Em linguagem contemporânea, dir-se-ia que São Paulo lança um “cheque” para o Céu: Resta-me agora receber a coroa da justiça. Senhor, Vós prometestes vossa glória a quem combatesse o bom combate e percorresse a carreira inteira que deveria percorrer. Eu o fiz. Agora, dai-me o vosso prêmio!” Difícil não apreciar este modo varonil de se exprimir, próprio de um homem de fé que crê em Nosso Senhor Jesus Cristo, na Santa Igreja, e por isso não tem dúvida alguma de que será recompensado. O carrasco cortou-lhe a cabeça e esta — segundo uma bonita lenda — ao cair no chão saltou três vezes. Em cada lugar do solo tocado pela venerável cabeça do Apóstolo teria nascido uma fonte. Donde o local em que houve este milagre ser chamado de tre fontane: as três fontes. Objetos de inimaginável perdão Frisamos o que há de imensamente belo no trato da Providência com os homens. Tal sobressai quando uma pessoa possui grande vocação e, apesar de suas infidelidades, a graça continua a lhe fazer insistências extraordinárias. Pode a alma se encontrar numa lamentável situação, mas o chamado de Deus conserva todo o frescor primitivo. Disso constitui a vida dos dois Apóstolos excelente exemplo. O olhar de Jesus para São Pedro, durante a Paixão, é característica manifestação desse misericordioso procedimento divino. O Redentor teve pena dele, fitou-o e São Pedro, então receoso e pusilânime, passou a ser outro. São Paulo, o Apóstolo das Gentes, confessa ter entrado para o colégio apostólico como um ente abortivo, depois de ter perseguido brutalmente a Igreja. Chegou a ser cúmplice do martírio de Santo Estevão, tendo vigiado as vestes daqueles que apedrejaram o primeiro mártir do cristianismo (AT 7, 58; 8, 1). Ora, em determinado momento este homem é convertido de modo extraordinário e levado por Nosso Senhor ao deserto, onde recebe graças que não foram concedidas a nenhum outro apóstolo. Quer dizer, Jesus o chamou do fundo da ignomínia e lhe deu aquele dom incomparável. É uma tão sublime lição em meio a tantos perdões, e um tal perdão ao lado de tantas lições, que nossa pobre cogitação não alcança medi-los… Plinio Corrêa de Oliveira (Extraído de conferências em 20/7/1988 e 22/11/1991) Fonte: Fatima.org.br #SantodoDia #SãoPaulo #SãoPedro
- Solenidade de São Pedro e São Paulo, Pilares da Igreja – 29 de Junho
Solenidade de São Pedro e São Paulo A solenidade de são Pedro e de são Paulo é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. Já no século IV havia a tradição de, neste dia, celebrar três missas: a primeira na basílica de São Pedro, no Vaticano; a segunda na basílica de São Paulo Fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos apóstolos ficaram escondidas para fugir da profanação nos tempos difíceis. E mais: depois da Virgem Santíssima e de são João Batista, Pedro e Paulo são os santos que têm mais datas comemorativas no ano litúrgico. Além do tradicional 29 de junho, há: 25 de janeiro, quando celebramos a conversão de São Paulo; 22 de fevereiro, quando temos a festa da cátedra de São Pedro; e 18 de novembro, reservado à dedicação das basílicas de São Pedro e São Paulo. Antigamente, julgava-se que o martírio dos dois apóstolos tinha ocorrido no mesmo dia e ano e que seria a data que hoje comemoramos. Porém o martírio de ambos deve ter ocorrido em ocasiões diferentes, com são Pedro, crucificado de cabeça para baixo, na colina Vaticana e são Paulo, decapitado, nas chamadas Três Fontes. Mas não há certeza quanto ao dia, nem quanto ao ano desses martírios. A morte de Pedro poderia ter ocorrido em 64, ano em que milhares de cristãos foram sacrificados após o incêndio de Roma, enquanto a de Paulo, no ano 67. Mas com certeza o martírio deles aconteceu em Roma, durante a perseguição de Nero. Há outras raízes ainda envolvendo a data. A festa seria a cristianização de um culto pagão a Remo e Rômulo, os mitológicos fundadores pagãos de Roma. São Pedro e são Paulo não fundaram a cidade, mas são considerados os “Pais de Roma”. Embora não tenham sido os primeiros a pregar na capital do império, com seu sangue “fundaram” a Roma cristã. Os dois são considerados os pilares que sustentam a Igreja tanto por sua fé e pregação como pelo ardor e zelo missionários, sendo glorificados com a coroa do martírio, no final, como testemunhas do Mestre. São Pedro é o apóstolo que Jesus Cristo escolheu e investiu da dignidade de ser o primeiro papa da Igreja. A ele Jesus disse: “Tu és Pedro e sobre esta pedra fundarei a minha Igreja”. São Pedro é o pastor do rebanho santo, é na sua pessoa e nos seus sucessores que temos o sinal visível da unidade e da comunhão na fé e na caridade. São Paulo, que foi arrebatado para o colégio apostólico de Jesus Cristo na estrada de Damasco, como o instrumento eleito para levar o seu nome diante dos povos, é o maior missionário de todos os tempos, o advogado dos pagãos, o “Apóstolo dos Gentios”. São Pedro e são Paulo, juntos, fizeram ressoar a mensagem do Evangelho no mundo inteiro e o farão para todo o sempre, porque assim quer o Mestre. Fonte: Paulinas SÃO PEDRO E SÃO PAULO ARAUTOS DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO As figuras dos grandes Apóstolos Pedro e Paulo, como as retrata a iconografia católica, sugere a Dr. Plinio os comentários transcritos a seguir, pontuados de devoção e enlevo por esses baluartes da Igreja, os quais — juntos — confessaram com seu martírio a fé inabalável no Filho de Deus. Certa feita, mostraram-me a fotografia de uma iluminura que representava o enterro de Nossa Senhora. Em linguagem piedosa, dá-se o nome de “dormição” (dormitio em latim) ao passamento de Maria Santíssima, a fim de significar que sua provável morte foi como um doce e aprazível sono. Seja como for, a ilustração apresenta o sepultamento da Mãe de Deus, cujo caixão é conduzido pelos Apóstolos, de modo saliente por São Pedro e São Paulo. E sobre estes cabe um comentário. Vigor e venerabilidade próprios ao chefe da Igreja São Pedro aparece como um ancião venerável, resoluto, de barba branca, abundante, caudalosa, voltada para a frente, indicando vigor e mais hombridade do que se fosse direcionada para baixo. O pintor o imaginou calvo, com uma moldura de cabelos formando tufos copiosos nas laterais do rosto. Tudo nele indica vitalidade, não possuindo as características rugas da velhice. Sua face é quase corada, rósea. É o grande São Pedro que ainda deverá lutar tanto pela Igreja Católica. Assim, à robustez da juventude ele alia a venerabilidade da idade madura, cujo aspecto respeitável é bem expresso pelo artista, dando-lhe o tônus conveniente ao primeiro Papa, chefe da Igreja. Resolução e força de São Paulo São Paulo, por sua vez, parece ser bem mais moço que São Pedro. Forte, sua fisionomia transpira resolução: o que ele deseja fazer, executa. Percebe-se nele o homem que percorrerá as regiões em torno do Mediterrâneo, enfrentando imensos perigos. Por exemplo, certa vez, para fugir dos que o perseguiam, ele desceu de um sobrado por uma cesta amarrada a uma corda, e se afastou correndo a fim de não ser capturado e morto. Noutra circunstância, estando num navio, sobreveio uma tempestade que fustigou a embarcação e os tripulantes durante vários dias, até naufragarem perto de uma ilha à qual todos chegaram sãos e salvos. No martírio de São Pedro, a homenagem ao Papado Os dois Apóstolos são vistos inundados de glória, participando do triunfo da Santíssima Virgem e, sobretudo, empenhados em exaltá-La. Sabe-se que esses dois atletas, arautos de Nosso Senhor Jesus Cristo, padecerão juntos o martírio e morrerão no mesmo dia. Presos pelos romanos pagãos, sofreram diversos suplícios. São Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, o que devia significar um doloroso processo de morte, pois o sangue, atraído pela lei da gravidade, aflui ao cérebro e não tarda em produzir derrame ou apoplexia. A crucifixão poderia ser feita por meio de cordas que amarravam o corpo à cruz, ou por cravos que pregavam no madeiro as mãos e os pés dos condenados, como sucedeu com Nosso Senhor Jesus Cristo. Os que crucificavam o Príncipe dos Apóstolos não tinham idéia de quanto, procedendo daquele modo, prestavam homenagem ao Papado. Disse o Divino Mestre ao primeiro Papa: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18). Para São Paulo, a celeste coroa de justiça De outro lado, sendo cidadão romano, São Paulo pereceria pela espada. Prestes a ser decapitado, talvez tenha se lembrado de suas magníficas palavras, as quais me comprazo em recordar por muito admirá-las: Bonum certamen certavi, cursum consummavi (2Tm 4, 7) — “combati o bom combate, completei o circuito da carreira inteira que eu deveria percorrer”. Era uma alusão aos que disputavam corridas no circo romano. E acrescenta: “Guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa de justiça que o Senhor justo juiz, me dará” (2Tm 4, 7-8). Vale notar a extrema beleza do modo pelo qual a Providência guia as almas. São Paulo revela aqui a certeza de que ele não tem perdão a pedir, porque já está perdoado de tudo, tendo levado uma vida ilibada após a sua conversão. Nisto ele demonstra uma extraordinária segurança. Em linguagem contemporânea, dir-se-ia que São Paulo lança um “cheque” para o Céu: Resta-me agora receber a coroa da justiça. Senhor, Vós prometestes vossa glória a quem combatesse o bom combate e percorresse a carreira inteira que deveria percorrer. Eu o fiz. Agora, dai-me o vosso prêmio!” Difícil não apreciar este modo varonil de se exprimir, próprio de um homem de fé que crê em Nosso Senhor Jesus Cristo, na Santa Igreja, e por isso não tem dúvida alguma de que será recompensado. O carrasco cortou-lhe a cabeça e esta — segundo uma bonita lenda — ao cair no chão saltou três vezes. Em cada lugar do solo tocado pela venerável cabeça do Apóstolo teria nascido uma fonte. Donde o local em que houve este milagre ser chamado de tre fontane: as três fontes. Objetos de inimaginável perdão Frisamos o que há de imensamente belo no trato da Providência com os homens. Tal sobressai quando uma pessoa possui grande vocação e, apesar de suas infidelidades, a graça continua a lhe fazer insistências extraordinárias. Pode a alma se encontrar numa lamentável situação, mas o chamado de Deus conserva todo o frescor primitivo. Disso constitui a vida dos dois Apóstolos excelente exemplo. O olhar de Jesus para São Pedro, durante a Paixão, é característica manifestação desse misericordioso procedimento divino. O Redentor teve pena dele, fitou-o e São Pedro, então receoso e pusilânime, passou a ser outro. São Paulo, o Apóstolo das Gentes, confessa ter entrado para o colégio apostólico como um ente abortivo, depois de ter perseguido brutalmente a Igreja. Chegou a ser cúmplice do martírio de Santo Estevão, tendo vigiado as vestes daqueles que apedrejaram o primeiro mártir do cristianismo (AT 7, 58; 8, 1). Ora, em determinado momento este homem é convertido de modo extraordinário e levado por Nosso Senhor ao deserto, onde recebe graças que não foram concedidas a nenhum outro apóstolo. Quer dizer, Jesus o chamou do fundo da ignomínia e lhe deu aquele dom incomparável. É uma tão sublime lição em meio a tantos perdões, e um tal perdão ao lado de tantas lições, que nossa pobre cogitação não alcança medi-los… Plinio Corrêa de Oliveira (Extraído de conferências em 20/7/1988 e 22/11/1991) Fonte: Fatima.org.br #SantodoDia #SãoPaulo #SãoPedro
- Quando o braço de Cristo se soltou de um crucifixo para absolver um pecador
Na igreja do povoado espanhol de Furelos é venerado um Crucifixo que tem o braço direito desprendido da cruz e abaixado. Conta-se que, aos pés de um grande crucifixo junto ao confessionário de uma igreja de povoado, um pecador confessou certa vez os seus pecados e o padre hesitou em absolvê-lo, porque o pobre homem recaía sempre nas mesmas faltas. O sacerdote lhe administrou o perdão de Cristo, mas repetiu: — Procura não mais recair. O penitente prometeu. Mas era fraco – e recaiu. Tornou então ao sacerdote, que o acolheu desta vez com severidade: — Desta vez não te absolvo! O penitente replicou: — Quando eu prometi, fui sincero. Mas também sou fraco. Padre, dê-me a absolvição! E novamente o confessor o perdoou, mas reforçou com ênfase: — É a última vez! Algum tempo depois, o penitente voltou. O sacerdote foi áspero: — Você recai sempre! O seu propósito não é sincero. O penitente respondeu: — É verdade, padre, que eu recaio sempre, porque sou fraco, porque sou doente. Mas o meu arrependimento é sincero! O padre, porém, não recuou: — Não. Não há perdão para você. Do Crucifixo, no entanto, sentiu-se um pranto. O Cristo Crucificado desprendeu a mão direita da cruz e, levantando-a, traçou sobre a cabeça daquele pecador o sinal da absolvição. Contemporaneamente, a voz que vinha da cruz disse ao sacerdote: — Tu não derramastes o teu sangue por ele! Crucifixo original do relato. Leia também O Milagre da Escada de São José Este relato popular ilustra o quanto é delicado o equilíbrio entre a Justiça de Deus e a Sua Misericórdia: sim, é fundamental que o pecador se arrependa sinceramente, porque Deus não nos força a amá-Lo quando nós mesmos, em plena liberdade, não aceitamos o Seu Amor; sim, é obrigatório para qualquer sacerdote levar em conta, a partir dos fatos concretos, o grau de sinceridade na emenda do pecador ao lhe administrar a absolvição conforme o mandamento de Cristo; mas também é crucial à fé cristã recordar incansavelmente que a Misericórdia de Deus está sempre, sempre à nossa espera para nos receber quando houver sinceridade em nosso propósito de não nos afastarmos mais d’Ele, apesar de todas as nossas fraquezas. Via Aleteia.pt Leia também A carta do assassino de Santa Maria Goretti – Testemunho de conversão
- Quando o braço de Cristo se soltou de um crucifixo para absolver um pecador
Na igreja do povoado espanhol de Furelos é venerado um Crucifixo que tem o braço direito desprendido da cruz e abaixado. Conta-se que, aos pés de um grande crucifixo junto ao confessionário de uma igreja de povoado, um pecador confessou certa vez os seus pecados e o padre hesitou em absolvê-lo, porque o pobre homem recaía sempre nas mesmas faltas. O sacerdote lhe administrou o perdão de Cristo, mas repetiu: — Procura não mais recair. O penitente prometeu. Mas era fraco – e recaiu. Tornou então ao sacerdote, que o acolheu desta vez com severidade: — Desta vez não te absolvo! O penitente replicou: — Quando eu prometi, fui sincero. Mas também sou fraco. Padre, dê-me a absolvição! E novamente o confessor o perdoou, mas reforçou com ênfase: — É a última vez! Algum tempo depois, o penitente voltou. O sacerdote foi áspero: — Você recai sempre! O seu propósito não é sincero. O penitente respondeu: — É verdade, padre, que eu recaio sempre, porque sou fraco, porque sou doente. Mas o meu arrependimento é sincero! O padre, porém, não recuou: — Não. Não há perdão para você. Do Crucifixo, no entanto, sentiu-se um pranto. O Cristo Crucificado desprendeu a mão direita da cruz e, levantando-a, traçou sobre a cabeça daquele pecador o sinal da absolvição. Contemporaneamente, a voz que vinha da cruz disse ao sacerdote: — Tu não derramastes o teu sangue por ele! Crucifixo original do relato. Leia também O Milagre da Escada de São José Este relato popular ilustra o quanto é delicado o equilíbrio entre a Justiça de Deus e a Sua Misericórdia: sim, é fundamental que o pecador se arrependa sinceramente, porque Deus não nos força a amá-Lo quando nós mesmos, em plena liberdade, não aceitamos o Seu Amor; sim, é obrigatório para qualquer sacerdote levar em conta, a partir dos fatos concretos, o grau de sinceridade na emenda do pecador ao lhe administrar a absolvição conforme o mandamento de Cristo; mas também é crucial à fé cristã recordar incansavelmente que a Misericórdia de Deus está sempre, sempre à nossa espera para nos receber quando houver sinceridade em nosso propósito de não nos afastarmos mais d’Ele, apesar de todas as nossas fraquezas. Via Aleteia.pt Leia também A carta do assassino de Santa Maria Goretti – Testemunho de conversão
- Santo Irineu de Lyon, bispo e mártir – 28 de Junho
SANTO DO DIA – 28 DE JUNHO – SANTO IRINEU DE LYON Bispo e mártir (130-202) Padre da Igreja, grego de nascimento, filho de pais cristãos, nasceu na ilha de Esmirna, no ano 130. Foi discípulo de Policarpo, outro Padre e santo da Igreja. Dele Irineu pôde recolher ainda viva a tradição apostólica, pois Policarpo fora consagrado bispo pelo próprio João Evangelista, o que torna importantíssimos os seus testemunhos doutrinais. Muito culto e letrado em várias línguas, Irineu foi ordenado por são Policarpo, que o enviou para a Gália, atual França, onde havia uma grande população de fiéis cristãos procedentes do Oriente. Lá, trabalhou ao lado de Fotino, o primeiro bispo de Lyon, que, em 175, o enviou a Roma para, junto do papa Eleutério, resolver a delicada questão doutrinal dos hereges montanistas. Esses fanáticos, vindos do Oriente, pregavam o desprezo pelas coisas do mundo, anunciando o breve retorno de Cristo para o juízo final. Contudo tanto o papa quanto Irineu foram tomados pela surpresa da bárbara perseguição decretada pelo imperador Marco Aurélio. Rapidamente, em 177, ela atingiu a cidade de Lyon, ocasionando o grande massacre dos cristãos, todos mortos pelo testemunho da fé. Um ano depois, Irineu retornou a Lyon, onde foi eleito e aclamado sucessor do bispo mártir, Fotino. Nesse cargo ele permaneceu vinte e cinco anos. Ocupou-se da evangelização e combateu, principalmente, a heresia dos gnósticos, além das outras que proliferavam nesses primeiros tempos. Obteve êxito, junto ao papa Vitor I, na questão da comemoração da festa da Páscoa, quando lhe pediu que atuasse com moderação para manter a união entre a Igreja do Ocidente e a do Oriente. A sua obra escrita mais importante foi o tratado ‘Contra as heresias’, onde trata da falsa gnose, e depois, de todas as outras heresias da época. O texto grego foi perdido, mas existem as traduções latina, armênia e siríaca. Importante não só do lado teológico, onde expôs já pronta a teoria sobre a autoridade doutrinal da Igreja, mas ainda do lado histórico, pois documentou e nos apresentou um quadro vivo das batalhas e lutas de então. Mais tarde, um outro tratado, chamado ‘Demonstração da pregação apostólica’, foi encontrado inteiro, numa tradução armênia. Além de vários fragmentos de outras obras, cartas, discursos e pequenos tratados. Irineu morreu como mártir no dia 28 de junho de 202, em Lyon, e sua festa litúrgica ocorre nesta data. As relíquias de santo Irineu estão sepultadas, junto com os mártires da Igreja de Lyon, na catedral desta cidade. Conheça mais sobre Santo Irineu Santo Irineu era discípulo de São Policarpo, bispo de Esmirna, e quase contemporâneo dos apóstolos. Era sacerdote de Lion, quando o santo bispo Potino ali foi martirizado pela metade do segundo século, com um grande número de fiéis. Esses mártires, consultados pelos cristãos da Ásia Menor, se haviam cabalmente pronunciado contra a heresia dos montanistas. Mas como não ignorassem que todas as Igrejas do mundo estão obrigadas a concordar com a Igreja Romana, escreveram ao Papa Eleutério que ocupava, então, o lugar de príncipe dos Apóstolos. Escolheram para levar as cartas a Roma o mais ilustre personagem do clero de Lion e Viena, Santo Irineu, que recomendaram vivamente ao Papa, louvando seu zelo pela lei de Jesus Cristo. Muito se admira quando se pensa que em tempo tão calamitoso, no mais aceso da perseguição, estando já morto o bispo Potino, e, por conseguinte, viúva esta igreja, e quando os principais vultos do clero, presos e encerrados em horríveis calabouços, esperavam de uma hora para outra serem degolados ou atirados às feras, tivessem querido privar esta cristandade desolada de pessoa tão necessária, o que nos leva a crer que esta legação tinha ainda por objetivo o interesse de sua igreja. Após a morte de Potino, a principal solicitude dos santos confessores e de todo o clero foi dar a este rebanho atribulado um novo pastor que pudesse preservá-los de completa destruição, e terminada a tempestade, levar o redil as ovelhas dispersas, e reparar as perdas com novas conquistas. Ninguém mais adequado do que Irineu. Foi, pois, escolhido, de comum acordo, pelos mártires e pelo clero para suceder a Potino. Devendo, pois, ir a Roma para receber a ordenação do santo Papa Eleutério, encarregaram-no das cartas concernentes aos assuntos da religião e prestando, segundo os requisitos das regras da Igreja, um testemunho autêntico de sua fé, piedade e mérito. Santo Irineu compôs contra as principais heresias do tempo uma refutação completa em cinco livros. Eis o conteúdo e modo de exposição: a unidade de Deus, criador do céu e da terra, é proclamada por todos os séculos e todos os homens. A Igreja católica é a fiel depositária dessa tradição universal. A santidade é inseparável dessa Igreja. A Igreja é universal. É apostólica. Para confundir todos os hereges, basta a tradição da Igreja romana. (…) (…) Santo Irineu, após haver defendido a fé contra os hereges da época, após havê-la propagado nas Gálias pelos homens apostólicos que enviou de um lado a outro, como por exemplo os Santos Ferreol e Ferrúcio a Besançon, os Santos Félix, Fortunato e a Quileu, A Valência, selou, por fim, com o seu sangue durante a perseguição de Severo. O que torna sua glória ainda mais resplandecente é que quase todo o povo morreu mártir com ele. Uma antiga inscrição, que se vê em Lion, na entrada de sua igreja, traz o nome de dezenove mil homens, sem contar as mulheres e os filhos. Seu sangue corria em rios nas praças públicas. Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 245-246-253) #SantodoDia
- Santo Irineu de Lyon, bispo e mártir – 28 de Junho
SANTO DO DIA – 28 DE JUNHO – SANTO IRINEU DE LYON Bispo e mártir (130-202) Padre da Igreja, grego de nascimento, filho de pais cristãos, nasceu na ilha de Esmirna, no ano 130. Foi discípulo de Policarpo, outro Padre e santo da Igreja. Dele Irineu pôde recolher ainda viva a tradição apostólica, pois Policarpo fora consagrado bispo pelo próprio João Evangelista, o que torna importantíssimos os seus testemunhos doutrinais. Muito culto e letrado em várias línguas, Irineu foi ordenado por são Policarpo, que o enviou para a Gália, atual França, onde havia uma grande população de fiéis cristãos procedentes do Oriente. Lá, trabalhou ao lado de Fotino, o primeiro bispo de Lyon, que, em 175, o enviou a Roma para, junto do papa Eleutério, resolver a delicada questão doutrinal dos hereges montanistas. Esses fanáticos, vindos do Oriente, pregavam o desprezo pelas coisas do mundo, anunciando o breve retorno de Cristo para o juízo final. Contudo tanto o papa quanto Irineu foram tomados pela surpresa da bárbara perseguição decretada pelo imperador Marco Aurélio. Rapidamente, em 177, ela atingiu a cidade de Lyon, ocasionando o grande massacre dos cristãos, todos mortos pelo testemunho da fé. Um ano depois, Irineu retornou a Lyon, onde foi eleito e aclamado sucessor do bispo mártir, Fotino. Nesse cargo ele permaneceu vinte e cinco anos. Ocupou-se da evangelização e combateu, principalmente, a heresia dos gnósticos, além das outras que proliferavam nesses primeiros tempos. Obteve êxito, junto ao papa Vitor I, na questão da comemoração da festa da Páscoa, quando lhe pediu que atuasse com moderação para manter a união entre a Igreja do Ocidente e a do Oriente. A sua obra escrita mais importante foi o tratado ‘Contra as heresias’, onde trata da falsa gnose, e depois, de todas as outras heresias da época. O texto grego foi perdido, mas existem as traduções latina, armênia e siríaca. Importante não só do lado teológico, onde expôs já pronta a teoria sobre a autoridade doutrinal da Igreja, mas ainda do lado histórico, pois documentou e nos apresentou um quadro vivo das batalhas e lutas de então. Mais tarde, um outro tratado, chamado ‘Demonstração da pregação apostólica’, foi encontrado inteiro, numa tradução armênia. Além de vários fragmentos de outras obras, cartas, discursos e pequenos tratados. Irineu morreu como mártir no dia 28 de junho de 202, em Lyon, e sua festa litúrgica ocorre nesta data. As relíquias de santo Irineu estão sepultadas, junto com os mártires da Igreja de Lyon, na catedral desta cidade. Conheça mais sobre Santo Irineu Santo Irineu era discípulo de São Policarpo, bispo de Esmirna, e quase contemporâneo dos apóstolos. Era sacerdote de Lion, quando o santo bispo Potino ali foi martirizado pela metade do segundo século, com um grande número de fiéis. Esses mártires, consultados pelos cristãos da Ásia Menor, se haviam cabalmente pronunciado contra a heresia dos montanistas. Mas como não ignorassem que todas as Igrejas do mundo estão obrigadas a concordar com a Igreja Romana, escreveram ao Papa Eleutério que ocupava, então, o lugar de príncipe dos Apóstolos. Escolheram para levar as cartas a Roma o mais ilustre personagem do clero de Lion e Viena, Santo Irineu, que recomendaram vivamente ao Papa, louvando seu zelo pela lei de Jesus Cristo. Muito se admira quando se pensa que em tempo tão calamitoso, no mais aceso da perseguição, estando já morto o bispo Potino, e, por conseguinte, viúva esta igreja, e quando os principais vultos do clero, presos e encerrados em horríveis calabouços, esperavam de uma hora para outra serem degolados ou atirados às feras, tivessem querido privar esta cristandade desolada de pessoa tão necessária, o que nos leva a crer que esta legação tinha ainda por objetivo o interesse de sua igreja. Após a morte de Potino, a principal solicitude dos santos confessores e de todo o clero foi dar a este rebanho atribulado um novo pastor que pudesse preservá-los de completa destruição, e terminada a tempestade, levar o redil as ovelhas dispersas, e reparar as perdas com novas conquistas. Ninguém mais adequado do que Irineu. Foi, pois, escolhido, de comum acordo, pelos mártires e pelo clero para suceder a Potino. Devendo, pois, ir a Roma para receber a ordenação do santo Papa Eleutério, encarregaram-no das cartas concernentes aos assuntos da religião e prestando, segundo os requisitos das regras da Igreja, um testemunho autêntico de sua fé, piedade e mérito. Santo Irineu compôs contra as principais heresias do tempo uma refutação completa em cinco livros. Eis o conteúdo e modo de exposição: a unidade de Deus, criador do céu e da terra, é proclamada por todos os séculos e todos os homens. A Igreja católica é a fiel depositária dessa tradição universal. A santidade é inseparável dessa Igreja. A Igreja é universal. É apostólica. Para confundir todos os hereges, basta a tradição da Igreja romana. (…) (…) Santo Irineu, após haver defendido a fé contra os hereges da época, após havê-la propagado nas Gálias pelos homens apostólicos que enviou de um lado a outro, como por exemplo os Santos Ferreol e Ferrúcio a Besançon, os Santos Félix, Fortunato e a Quileu, A Valência, selou, por fim, com o seu sangue durante a perseguição de Severo. O que torna sua glória ainda mais resplandecente é que quase todo o povo morreu mártir com ele. Uma antiga inscrição, que se vê em Lion, na entrada de sua igreja, traz o nome de dezenove mil homens, sem contar as mulheres e os filhos. Seu sangue corria em rios nas praças públicas. Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 245-246-253) #SantodoDia
- Aprenda a Devoção das três Ave-Marias
Nossa Senhora prometeu que quem rezar diariamente as três Ave Marias, receberá seu auxílio durante a vida e uma especial assistência no momento de sua morte. Durante uma aparição de nossa Senhora a santa Matilde freira Benedita, Nossa Senhora faz uma promessa e um pedido: “Eu te assistirei na hora da tua morte, mas quero que, por tua parte, me rezes diariamente três Ave-Marias” Santa Matilde, apesar da sua vida de penitência como freira beneditina, temia o momento da morte. Por isso, rezava a Nossa Senhora pedindo a sua assistência na hora derradeira. E a Virgem, em 1285, lhe apareceu e consolou com esta resposta: “Sim, o farei; mas quero que, por tua parte, me rezes diariamente três Ave-Marias”. Aprenda como rezar: Todos os dias, rezar o seguinte: Maria, Mãe minha; livrai-me de cair em pecado mortal! Pelo o Poder que te concedeu o Pai Eterno. Rezar uma Ave-Maria. Pela Sabedoria que te concedeu o Filho. Rezar uma Ave-Maria. Pelo Amor que te concedeu o Espírito Santo. Rezar uma Ave-Maria. Oração da Ave-Maria: Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém. Leia também: O que é o Pecado Mortal, o maior inimigo do homem Intenções de cada uma das três Ave Marias A Mãe de Deus explicou em seguida a intenção pela qual cada Ave Maria deveria ser rezada. “A primeira Ave-Maria, pedindo que, assim como Deus Pai me elevou a um trono de glória sem igual, fazendo de mim a mais poderosa no céu e na terra, assim também eu te assista na terra para fortificar-te e afastar de ti toda potestade inimiga”. “A segunda Ave-Maria, pedindo que, assim como o Filho de Deus me concedeu a sabedoria em tal extremo que tenho mais conhecimento da Santíssima Trindade que todos os santos, assim eu te assista na passagem da morte para encher a tua alma das luzes da fé e da verdadeira sabedoria, para que não a obscureçam as trevas do erro e da ignorância”. “A terceira Ave-Maria, pedindo que, assim como o Espírito Santo me concedeu as doçuras do Seu amor e me fez tão amável que depois de Deus sou a mais doce e misericordiosa, assim eu te assista na morte, enchendo a tua alma de tal suavidade de amor divino que toda pena e amargura da morte seja transformada para ti em delícias”. A prática desta devoção consiste em rezar todos os dias três Ave-Marias agradecendo à Santíssima Trindade os dons de Poder, Sabedoria e Amor que outorgou à Virgem Imaculada e pedindo a Maria que use deles em nosso auxílio. A origem da devoção das três Ave Marias A origem desta prática data do Século XIII e está ligada a Santa Matilde de Hackeborn, uma freira alemã beneditina, a quem Nossa Senhora revelou um modo de elevar uma ação de graças à Santíssima Trindade pelos privilégios concedidos à Virgem Maria. Santa Matilde nasceu em 1241 em uma nobre família. Certa vez, pensando em sua morte, suplicou com grande fervor para que a Mãe de Deus lhe assistisse nos últimos momentos de sua vida. Foi então que ouviu Nossa Senhora lhe dizendo: “Sim, eu farei o que pedes, mas quero que, de sua parte, rezes todos os dias três Ave Marias”. Santa Gertrudes e a devoção das três Ave Marias Esta não seria a única revelação que uma Santa teria em relação à devoção das três Ave Marias. Outra religiosa contemporânea de Matilde, Santa Gertrudes, também teve uma visão que confirmaria a revelação anterior. Assim aconteceu: eram as vésperas da festa da Anunciação, e ao cantar a Ave Maria, Gertrudes viu, de repente, emergindo do Coração do Pai, do Filho e o Espírito Santo três fontes de água que penetravam no Coração de Maria Santíssima. Neste instante, ela ouviu uma voz que lhe disse: “Depois do Poder do Pai, a Sabedoria do Filho e a ternura Misericordiosa do Espírito Santo, nada se compara ao Poder, Sabedoria e Ternura Misericordiosa de Maria”. Promessas de Nossa Senhora para quem rezar diariamente as três Ave Marias Nossa Senhora prometeu que quem rezar diariamente as três Ave Marias, receberá seu auxílio durante a vida e uma especial assistência no momento de sua morte, apresentando-se a Mãe de Deus com um brilho e uma beleza tal que só de vê-la receberá o consolo e as alegrias do Céu. Além destas Santas, outros santos foram especiais difusores desta devoção, como Santo Afonso Maria de Ligório, que aconselhava com frequência esta bela prática de piedade; São João Bosco, que a recomendava aos jovens; e São Pio de Pietrelcina, que disse que muitos se converteram só por praticar essa devoção. #NossaSenhora
- Aprenda a Devoção das três Ave-Marias
Nossa Senhora prometeu que quem rezar diariamente as três Ave Marias, receberá seu auxílio durante a vida e uma especial assistência no momento de sua morte. Durante uma aparição de nossa Senhora a santa Matilde freira Benedita, Nossa Senhora faz uma promessa e um pedido: “Eu te assistirei na hora da tua morte, mas quero que, por tua parte, me rezes diariamente três Ave-Marias” Santa Matilde, apesar da sua vida de penitência como freira beneditina, temia o momento da morte. Por isso, rezava a Nossa Senhora pedindo a sua assistência na hora derradeira. E a Virgem, em 1285, lhe apareceu e consolou com esta resposta: “Sim, o farei; mas quero que, por tua parte, me rezes diariamente três Ave-Marias”. Aprenda como rezar: Todos os dias, rezar o seguinte: Maria, Mãe minha; livrai-me de cair em pecado mortal! Pelo o Poder que te concedeu o Pai Eterno. Rezar uma Ave-Maria. Pela Sabedoria que te concedeu o Filho. Rezar uma Ave-Maria. Pelo Amor que te concedeu o Espírito Santo. Rezar uma Ave-Maria. Oração da Ave-Maria: Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém. Leia também: O que é o Pecado Mortal, o maior inimigo do homem Intenções de cada uma das três Ave Marias A Mãe de Deus explicou em seguida a intenção pela qual cada Ave Maria deveria ser rezada. “A primeira Ave-Maria, pedindo que, assim como Deus Pai me elevou a um trono de glória sem igual, fazendo de mim a mais poderosa no céu e na terra, assim também eu te assista na terra para fortificar-te e afastar de ti toda potestade inimiga”. “A segunda Ave-Maria, pedindo que, assim como o Filho de Deus me concedeu a sabedoria em tal extremo que tenho mais conhecimento da Santíssima Trindade que todos os santos, assim eu te assista na passagem da morte para encher a tua alma das luzes da fé e da verdadeira sabedoria, para que não a obscureçam as trevas do erro e da ignorância”. “A terceira Ave-Maria, pedindo que, assim como o Espírito Santo me concedeu as doçuras do Seu amor e me fez tão amável que depois de Deus sou a mais doce e misericordiosa, assim eu te assista na morte, enchendo a tua alma de tal suavidade de amor divino que toda pena e amargura da morte seja transformada para ti em delícias”. A prática desta devoção consiste em rezar todos os dias três Ave-Marias agradecendo à Santíssima Trindade os dons de Poder, Sabedoria e Amor que outorgou à Virgem Imaculada e pedindo a Maria que use deles em nosso auxílio. A origem da devoção das três Ave Marias A origem desta prática data do Século XIII e está ligada a Santa Matilde de Hackeborn, uma freira alemã beneditina, a quem Nossa Senhora revelou um modo de elevar uma ação de graças à Santíssima Trindade pelos privilégios concedidos à Virgem Maria. Santa Matilde nasceu em 1241 em uma nobre família. Certa vez, pensando em sua morte, suplicou com grande fervor para que a Mãe de Deus lhe assistisse nos últimos momentos de sua vida. Foi então que ouviu Nossa Senhora lhe dizendo: “Sim, eu farei o que pedes, mas quero que, de sua parte, rezes todos os dias três Ave Marias”. Santa Gertrudes e a devoção das três Ave Marias Esta não seria a única revelação que uma Santa teria em relação à devoção das três Ave Marias. Outra religiosa contemporânea de Matilde, Santa Gertrudes, também teve uma visão que confirmaria a revelação anterior. Assim aconteceu: eram as vésperas da festa da Anunciação, e ao cantar a Ave Maria, Gertrudes viu, de repente, emergindo do Coração do Pai, do Filho e o Espírito Santo três fontes de água que penetravam no Coração de Maria Santíssima. Neste instante, ela ouviu uma voz que lhe disse: “Depois do Poder do Pai, a Sabedoria do Filho e a ternura Misericordiosa do Espírito Santo, nada se compara ao Poder, Sabedoria e Ternura Misericordiosa de Maria”. Promessas de Nossa Senhora para quem rezar diariamente as três Ave Marias Nossa Senhora prometeu que quem rezar diariamente as três Ave Marias, receberá seu auxílio durante a vida e uma especial assistência no momento de sua morte, apresentando-se a Mãe de Deus com um brilho e uma beleza tal que só de vê-la receberá o consolo e as alegrias do Céu. Além destas Santas, outros santos foram especiais difusores desta devoção, como Santo Afonso Maria de Ligório, que aconselhava com frequência esta bela prática de piedade; São João Bosco, que a recomendava aos jovens; e São Pio de Pietrelcina, que disse que muitos se converteram só por praticar essa devoção. #NossaSenhora
- São Cirilo de Alexandria, bispo e doutor da Igreja – 27 de Junho
SANTO DO DIA – 27 DE JUNHO – SÃO CIRILO DE ALEXANDRIA Bispo e doutor da Igreja (376-444) Cirilo nasceu no ano de 370, no Egito. Era sobrinho de Teófilo, bispo de Alexandria, e substituiu o tio na importante diocese do Oriente de 412 até 444, quando faleceu aos setenta e quatro anos de idade. Foram trinta e dois anos de episcopado, durante os quais exerceu forte liderança na Igreja, devido à rara associação de um acurado e profundo conhecimento teológico e de uma humildade e simplicidade próprias do pastor de almas. Deixou muitos escritos e firmou a posição da Igreja no Oriente. Primeiro, resolveu o problema com os judeus que habitavam a cidade: ou deixavam de atacar a religião católica ou deviam mudar-se da cidade. Depois, foi fechando as igrejas onde não se professava o verdadeiro cristianismo. Mas sua grande obra foi mesmo a defesa do dogma de Maria, como a Mãe de Deus. Ele se opôs e combateu Nestório, patriarca de Constantinopla, que professava ser Maria apenas a mãe do homem Jesus e não de Um que é Deus, da Santíssima Trindade, como está no Evangelho. Por esse erro de pregação, Cirilo escreveu ao papa Celestino, o qual organizou vários sínodos e concílios, onde o tema foi exaustivamente discutido. Em todos, esse papa se fez representar por Cirilo. O mais importante deles talvez tenha sido o Concilio de Éfeso, em 431, no qual se concluiu o assunto com a condenação dos erros de Nestório e a proclamação da maternidade divina de Nossa Senhora. Além, é claro, de considerar hereges os bispos que não aceitavam a santidade de Maria. Logo em seguida, todos eles, ainda liderados por Nestório, que continuaram pregando a tal heresia, foram excomungados. Contudo as ideias ‘nestorianas’ ainda tiveram seguidores, até pouco tempo atrás, no Oriente. Somente nos tempos modernos elas deixaram de existir e todos acabaram voltando para o seio da Igreja Católica e para os braços de sua eterna rainha: Maria, a Santíssima Mãe de Deus. Cultuado na mesma data por toda a Igreja Católica, do Oriente e do Ocidente, são Cirilo de Alexandria, célebre Padre da Igreja, bispo e confessor, recebeu o título de doutor da Igreja treze séculos após sua morte, durante o pontificado do papa Leão XIII.
- São Cirilo de Alexandria, bispo e doutor da Igreja – 27 de Junho
SANTO DO DIA – 27 DE JUNHO – SÃO CIRILO DE ALEXANDRIA Bispo e doutor da Igreja (376-444) Cirilo nasceu no ano de 370, no Egito. Era sobrinho de Teófilo, bispo de Alexandria, e substituiu o tio na importante diocese do Oriente de 412 até 444, quando faleceu aos setenta e quatro anos de idade. Foram trinta e dois anos de episcopado, durante os quais exerceu forte liderança na Igreja, devido à rara associação de um acurado e profundo conhecimento teológico e de uma humildade e simplicidade próprias do pastor de almas. Deixou muitos escritos e firmou a posição da Igreja no Oriente. Primeiro, resolveu o problema com os judeus que habitavam a cidade: ou deixavam de atacar a religião católica ou deviam mudar-se da cidade. Depois, foi fechando as igrejas onde não se professava o verdadeiro cristianismo. Mas sua grande obra foi mesmo a defesa do dogma de Maria, como a Mãe de Deus. Ele se opôs e combateu Nestório, patriarca de Constantinopla, que professava ser Maria apenas a mãe do homem Jesus e não de Um que é Deus, da Santíssima Trindade, como está no Evangelho. Por esse erro de pregação, Cirilo escreveu ao papa Celestino, o qual organizou vários sínodos e concílios, onde o tema foi exaustivamente discutido. Em todos, esse papa se fez representar por Cirilo. O mais importante deles talvez tenha sido o Concilio de Éfeso, em 431, no qual se concluiu o assunto com a condenação dos erros de Nestório e a proclamação da maternidade divina de Nossa Senhora. Além, é claro, de considerar hereges os bispos que não aceitavam a santidade de Maria. Logo em seguida, todos eles, ainda liderados por Nestório, que continuaram pregando a tal heresia, foram excomungados. Contudo as ideias ‘nestorianas’ ainda tiveram seguidores, até pouco tempo atrás, no Oriente. Somente nos tempos modernos elas deixaram de existir e todos acabaram voltando para o seio da Igreja Católica e para os braços de sua eterna rainha: Maria, a Santíssima Mãe de Deus. Cultuado na mesma data por toda a Igreja Católica, do Oriente e do Ocidente, são Cirilo de Alexandria, célebre Padre da Igreja, bispo e confessor, recebeu o título de doutor da Igreja treze séculos após sua morte, durante o pontificado do papa Leão XIII.
- Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – 27 de Junho
Dos inumeráveis títulos da Mãe de Deus, poucos são tão expressivos quanto o de Perpétuo Socorro. A milagrosa imagem venerada sob essa invocação é rica em simbolismo. O culto ao ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro tem uma história que conta com um período de esquecimento e de restauração, na qual os Missionários Redentoristas tiveram um papel determinante. Foi no dia 26 de abril de 1866, numa procissão comovente, que o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi entronizado na igreja de Santo Afonso e pode então ser novamente venerado publicamente. Papa Pio IX ao entregar o quadro aos Missionários Redentoristas pediu: “Façam-na conhecida no mundo inteiro”. A história do ícone envolve um roubo, uma tormenta em alto mar, uma mensagem de Nossa Senhora a uma criança, tempos de veneração, de esquecimento e uma guerra até chegar às mãos da Congregação do Santíssimo Redentor. Antes de continuar a leitura, assista este vídeo com um resumo da maravilhosa história de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro: O quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um ícone bizantino antigo que representa a Virgem da Paixão como o Menino Jesus nos braços. Essa imagem mariana foi pintada para animar a esperança e a oração dos cristãos, e sua profunda mensagem espiritual transparece em sua beleza artística. Ele é uma pintura em madeira, com 54 centímetros de altura por 41,5 de largura. Atualmente, o quadro original encontra-se na Igreja de Santo Afonso, em Roma . É considerado um ícone mariano com rico simbolismo de formas e cores. A mensagem do ícone Ícone é o nome dado a uma pintura que, não sendo apenas um quadro ou uma obra de arte, é carregada de significados sagrados e leva seu observador à oração. O Ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é formado por quatro figuras: Nossa Senhora, o Menino Jesus e dois arcanjos. A aparição dos arcanjos com uma lança e a cruz mostram ao Menino Jesus os instrumentos de sua Paixão. Assustado corre aos braços da Mãe. Por causa do movimento brusco desamarra a sandália. Maria o acolhe com ternura e lhe transmite segurança. O olhar de Nossa Senhora não se dirige ao Menino, mas a nós. Porém, sua mão direita nos aponta Jesus, o Perpétuo Socorro . As mãos de Jesus estão nas mãos de Maria. Gesto de confiança do Filho que se apóia na Mãe. Na riqueza de seus símbolos, o ícone bizantino tem ainda muito a revelar. Conheça mais sobre Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Haverá alguém que nunca tenha se sentido aflito em horas de dificuldades ou na perspectiva de alguma tragédia? Ou que jamais tenha tido necessidade de uma ajuda, seja ela espiritual, psicológica, afetiva ou material? Com toda certeza, não, pois o ser humano, longe de ser auto-suficiente, é contingente por natureza: não tem condições de viver sem apoio de seus semelhantes, muito menos sem a contínua sustentação de Deus, Criador do universo. Uma carência inevitável, uma solução infalível Para esse estado de carência inevitável, Deus nos oferece uma solução infalível: o recurso à sua e nossa Mãe. Daí ser muito apropriado o título de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, com o qual se patenteia a certeza do auxílio que Ela nos dá quando a Ela recorremos. “Perpétuo Socorro” indica uma fonte de misericórdias que nunca se esgota, jamais se interrompe. “Nunca” significa em nenhum tempo, nenhum lugar, nenhuma circunstância. Por pior que seja a situação, por mais graves e numerosos que sejam nossos pecados, a Virgem Maria quer manter-nos continuamente sob sua insondável proteção e celestial amparo. Não é de espantar, pois, que a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro tenha se espalhado por todo o mundo. Como surgiu ela? Furto sacrílego, incrível recalcitrância Por volta de 1496, venerava-se numa igreja da Ilha de Creta um milagroso quadro da Virgem Maria. Segundo antiga tradição, fora pintado em fins do séc. XIII por um artista desconhecido, inspirado em uma pintura atribuída a São Lucas. Para nós, a história do venerável quadro começa nesse ano, com um crime sacrílego: na esperança de vendê- lo por bom preço, um negociante o furtou e fez-se com ele ao mar, escondendo- o entre suas mercadorias.No ano seguinte, chegou a Roma, onde adoeceu gravemente e foi hospedado em casa de um amigo, também mercador. Na iminência da morte, contou a seu amigo o vergonhoso furto e pediu-lhe que conduzisse o quadro a uma igreja onde pudesse receber um culto condigno. O romano lhe prometeu assim fazer. Morreu o mercador, e o romano se dispunha a cumprir o prometido, mas sua mulher o persuadiu a reter na casa o quadro. Apareceu-lhe então a Virgem Maria e lhe disse que o levasse para uma igreja. Ele não obedeceu. Voltou a Mãe de Deus mais duas vezes e o ameaçou de morte se continuasse desobedecendo. Sua esposa porém se opôs novamente, e ele mostrou-se mais submisso a ela do que à Rainha dos Anjos. Numa quarta aparição, esta lhe comunicou: – Avisei-te, ameacei-te, não quiseste obedecer. Agora sairás primeiro desta casa, depois sairei Eu à procura de um lugar mais honroso. E de fato logo saiu em primeiro lugar o recalcitrante homem, dentro do caixão, a caminho da sepultura. A Santíssima Virgem apareceu então à sua filha de seis anos, e lhe disse: – Avisa à tua mãe e ao teu tio que Santa Maria do Perpétuo Socorro quer que a tireis desta casa, se não quereis morrer todos sem demora. A viúva tomou a sério a advertência, pois ela tinha tido uma visão igual à da menina. Uma sua vizinha, porém, convenceu-a a continuar retendo o quadro em sua casa. Atacada logo em seguida por uma terrível enfermidade, essa vizinha arrependeu- se de sua má ação, recorreu à misericórdia de Nossa Senhora e foi curada após tocar o milagroso quadro. A Santíssima Virgem apareceu mais uma vez à menina e lhe comunicou que ele deveria ser levado para a Igreja de São Mateus, situada na Via Merulana, entre as basílicas de Santa Maria Maior e São João de Latrão. Uma das igrejas mais visitadas de Roma A viúva, a filha e a vizinha apressaram- se em comunicar esses prodigiosos fatos aos Padres Agostinianos, encarregados da mencionada igreja. Como um rastilho de pólvora, espalhou-se a notícia por toda a cidade. Assim, na hora de para lá transportar o quadro, em 27 de março de 1499, formou-se uma grandiosa procissão acompanhada por inúmeros membros do clero e uma multidão de fiéis. Durante três séculos a imagem sagrada foi venerada na Igreja de São Mateus. Ali acorriam de todas as partes os fiéis em tão grande número que, em pouco tempo, ela se tornou uma das igrejas mais visitadas de Roma, devido à fama dos milagres operados por intercessão da Virgem do Perpétuo Socorro. Abandonada numa capela, esquecida de quase todos Novas dificuldades, porém, se interporiam entre a Mãe de Misericórdia e seus filhos. Em 1798 as tropas de Napoleão Bonaparte invadiram Roma, exilaram o Papa Pio VI e, sob pretexto de fortalecer as defesas da cidade, destruíram 30 igrejas, entre elas a de São Mateus. Nessa ocasião perderam-se incontáveis relíquias e grande número de imagens sagradas. Contudo, o milagroso quadro foi salvo à última hora por um sacerdote que o levou para a Igreja de Santo Eusébio e depois para a capela privada dos agostinianos no convento de Santa Maria in Posterula. No turbilhão dos acontecimentos políticos e das guerras que marcaram as primeiras décadas do séc. XIX, apagou-se quase completamente a lembrança da inefável bondade com que a Mãe do Perpétuo Socorro acolhia todos quantos a Ela recorriam. Assim, sua imagem sagrada acabou relegada por mais de meio século a uma capela secundária de Roma, sem qualquer ato de devoção especial, sem ornamentação, sem uma lâmpada sequer que indicasse sua augusta presença, esquecida de quase todos. “Fazei com que Ela seja conhecida no mundo inteiro” Esquecida de quase todos… não, porém, de Frei Agostinho Orsetti, que havia sido frade na Igreja de São Mateus. Em seu coração não diminuíra o fervor, em sua mente não se apagara a lembrança dos incontáveis milagres obtidos por intercessão dessa incomparável Mãe de todos os necessitados. Por volta de 1850, estando já idoso e quase cego, travou amizade com um jovem coroinha chamado Miguel Marchi, que freqüentava a capela de Santa Maria in Posterula. Muitos anos depois, sendo já sacerdote redentorista, o antigo coroinha relatou que “aquele bom frade” costumava referir-se com ansiedade à triste situação em que se encontrava a tão querida imagem. “Não te olvides, meu filho, de que a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está em nossa capela. Era muito milagrosa. Nunca te olvides, entendeste?” Frei Agostinho faleceu em 1853, sem ver efetivado seu desejo de que a Virgem do Perpétuo Socorro fosse de novo exposta à veneração pública. Na aparência, haviam sido infrutíferos os esforços e as confiantes orações desse zeloso agostiniano. Só na aparência, porque o jovem coroinha, mais tarde Pe. Miguel Marchi CSsR, não se olvidou! Em meados do séc. XIX, a Congregação dos Padres Redentoristas foi convidada pelo Bem-Aventurado Pio IX a instalar em Roma sua Casa Generalícia. Para essa finalidade, e sem terem conhecimento dos fatos acima relatados, adquiriram um terreno na Via Merulana… justamente no local onde existira a Igreja de São Mateus. Como se verá, quem, pela voz do Papa, atraía à Cidade Eterna essa Congregação era a própria Mãe do Perpétuo Socorro. Ali construíram os Padres Redentoristas um convento e a Igreja de Santo Afonso. Um deles, estudando o setor da cidade no qual estavam estabelecidos, não tardou a descobrir que a Igreja de Santo Afonso tinha sido construída exatamente no local onde existira outrora a Igreja de São Mateus, na qual fora venerada durante séculos a milagrosa pintura de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. E relatou a seus irmãos de hábito essa auspiciosa descoberta. Entre os sacerdotes que o ouviam encontrava-se o Pe. Miguel Marchi. Este então, por sua vez, narrou tudo quanto lhe havia dito a respeito dessa imagem o velho frade agostiniano do convento de Santa Maria in Posterula. Aqui se vê bem a mão da Virgem Santíssima guiando os acontecimentos. Ela inspirou nos corações daqueles seus filhos missionários o ardente desejo de expor novamente à veneração pública o milagroso quadro. Estes instaram o Superior Geral da Congregação, Pe. Nicolas Mauron, a fazer diretamente ao Papa um pedido com esse objetivo. Recebido em audiência por Pio IX, o Superior Geral narrou-lhe a história do quadro e apresentou-lhe a solicitação de que ele fosse confiado à guarda de sua Congregação para voltar a receber as honras e súplicas dos fiéis no mesmo local escolhido por Nossa Senhora em 1499. O Papa ouviu tudo com atenção e escreveu de próprio punho este bilhete, com data de 11 de dezembro de 1865: “O Cardeal Prefeito da Propaganda chamará o Superior da comunidade de Santa Maria in Posterula e lhe dirá que é Nosso desejo que a imagem da Santíssima Virgem, à qual se refere esta petição, seja de novo colocada entre [as basílicas de] São João [de Latrão] e Santa Maria Maior; os Redentoristas vão substituí-la por um outro quadro adequado”. Em seguida o Santo Padre deu aos Redentoristas, na pessoa de seu Superior Geral, a missão de difundir a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro: “Fazei com que ela seja conhecida no mundo inteiro!” “Ó Maria, terminai o que começastes!” Os Padres Agostinianos anuíram com respeito filial ao desejo do Sumo Pontífice e entregaram o milagroso quadro aos seus novos guardiões. Numa solene procissão, cerca de 20 mil fiéis o conduziram pelas ruas ornadas de flores até a Igreja de Santo Afonso. A Mãe do Perpétuo Socorro manifestou seu contentamento já nesse dia, através de alguns milagres. “Querida Mãe, cure meu filho ou leve-o para o Céu!” – implorou da janela de sua casa uma angustiada mãe, erguendo nos braços seu filhinho moribundo quando passava o quadro. Logo o menino ficou curado. Pouco adiante, outra mãe pediu para curar sua filha atingida por uma paralisia total. Imediatamente a menina ganhou força nas pernas, porém, apenas o suficiente para começar a andar. Mãe e filha foram no dia seguinte à Igreja de Santo Afonso e suplicaram: “Ó Maria, terminai o que começastes!” E a menina de lá saiu completamente restabelecida. Iniciou-se, assim, uma nova fase na luminosa história da milagrosa pintura da Virgem Santíssima. Até hoje ela acolhe maternalmente seus filhos e filhas no Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. E, graças ao zelo dos Padres Redentoristas, milhares de igrejas se erigiram em sua honra em todas as partes do mundo. Um quadro rico em símbolos O milagroso ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro mede 53 por 41,5 centímetros. É uma pintura de estilo bizantino, executada em madeira sobre fundo dourado, cor muito usada pelos artistas no antigo Império Romano quando se tratava de retratar grandes personalidades. O ouro, no caso, é um expressivo símbolo da glória da Rainha dos Céus. Mais do que um simples retrato de Maria, a pintura reproduz uma cena. A Virgem Mãe segura com desvelo, afeto e adoração o Menino- Deus; seu olhar, porém, não está voltado para Ele, mas para nós, seus filhos adotivos. Jesus não olha nem para sua Mãe nem para nós, mas parece querer abarcar com seu olhar divino os dois anjos que seguram os instrumentos da Paixão: à esquerda, São Miguel, de manto verde, com a lança e a esponja de fel; à direita, São Gabriel, de manto lilás, com a cruz e os cravos que perfuraram pés e mãos do Redentor. Pormenor altamente expressivo é a sandália pendente do pé direito do Menino Jesus, segura por um fio, quase caindo. Ela é bem o símbolo da situação da alma em estado de pecado mortal: presa a Jesus por um fio, a devoção a Nossa Senhora. Sob o manto azul, Maria veste uma túnica vermelha. Nos primórdios do Cristianismo, as virgens se distinguiam pela cor azul, símbolo da pureza, e as mães pela cor vermelha, signo da caridade. Essa combinação cromática define, pois, excelentemente Nossa Senhora, Virgem e Mãe. Nota-se também o verde no forro de seu manto. Ora, a composição dessas três cores era de uso exclusivo da realeza. Assim, a dignidade régia da Rainha dos Anjos e dos Santos está bem representada em suas vestimentas. Bem no alto do quadro, metade em cada lado, estão escritas, em letras gregas, as iniciais da expressão “Mãe de Deus”; ao lado da cabeça do Menino Jesus, as iniciais de “Jesus Cristo”; acima do anjo da esquerda, “Arcanjo Miguel”; e do anjo da direita, “Arcanjo Gabriel”. (Revista Arautos do Evangelho, Jun/2006, n. 54, p. 36 à 39) #NossaSenhora #NossaSenhoradoPerpétuoSocorro
- Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – 27 de Junho
Dos inumeráveis títulos da Mãe de Deus, poucos são tão expressivos quanto o de Perpétuo Socorro. A milagrosa imagem venerada sob essa invocação é rica em simbolismo. O culto ao ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro tem uma história que conta com um período de esquecimento e de restauração, na qual os Missionários Redentoristas tiveram um papel determinante. Foi no dia 26 de abril de 1866, numa procissão comovente, que o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi entronizado na igreja de Santo Afonso e pode então ser novamente venerado publicamente. Papa Pio IX ao entregar o quadro aos Missionários Redentoristas pediu: “Façam-na conhecida no mundo inteiro”. A história do ícone envolve um roubo, uma tormenta em alto mar, uma mensagem de Nossa Senhora a uma criança, tempos de veneração, de esquecimento e uma guerra até chegar às mãos da Congregação do Santíssimo Redentor. Antes de continuar a leitura, assista este vídeo com um resumo da maravilhosa história de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro: O quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um ícone bizantino antigo que representa a Virgem da Paixão como o Menino Jesus nos braços. Essa imagem mariana foi pintada para animar a esperança e a oração dos cristãos, e sua profunda mensagem espiritual transparece em sua beleza artística. Ele é uma pintura em madeira, com 54 centímetros de altura por 41,5 de largura. Atualmente, o quadro original encontra-se na Igreja de Santo Afonso, em Roma . É considerado um ícone mariano com rico simbolismo de formas e cores. A mensagem do ícone Ícone é o nome dado a uma pintura que, não sendo apenas um quadro ou uma obra de arte, é carregada de significados sagrados e leva seu observador à oração. O Ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é formado por quatro figuras: Nossa Senhora, o Menino Jesus e dois arcanjos. A aparição dos arcanjos com uma lança e a cruz mostram ao Menino Jesus os instrumentos de sua Paixão. Assustado corre aos braços da Mãe. Por causa do movimento brusco desamarra a sandália. Maria o acolhe com ternura e lhe transmite segurança. O olhar de Nossa Senhora não se dirige ao Menino, mas a nós. Porém, sua mão direita nos aponta Jesus, o Perpétuo Socorro . As mãos de Jesus estão nas mãos de Maria. Gesto de confiança do Filho que se apóia na Mãe. Na riqueza de seus símbolos, o ícone bizantino tem ainda muito a revelar. Conheça mais sobre Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Haverá alguém que nunca tenha se sentido aflito em horas de dificuldades ou na perspectiva de alguma tragédia? Ou que jamais tenha tido necessidade de uma ajuda, seja ela espiritual, psicológica, afetiva ou material? Com toda certeza, não, pois o ser humano, longe de ser auto-suficiente, é contingente por natureza: não tem condições de viver sem apoio de seus semelhantes, muito menos sem a contínua sustentação de Deus, Criador do universo. Uma carência inevitável, uma solução infalível Para esse estado de carência inevitável, Deus nos oferece uma solução infalível: o recurso à sua e nossa Mãe. Daí ser muito apropriado o título de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, com o qual se patenteia a certeza do auxílio que Ela nos dá quando a Ela recorremos. “Perpétuo Socorro” indica uma fonte de misericórdias que nunca se esgota, jamais se interrompe. “Nunca” significa em nenhum tempo, nenhum lugar, nenhuma circunstância. Por pior que seja a situação, por mais graves e numerosos que sejam nossos pecados, a Virgem Maria quer manter-nos continuamente sob sua insondável proteção e celestial amparo. Não é de espantar, pois, que a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro tenha se espalhado por todo o mundo. Como surgiu ela? Furto sacrílego, incrível recalcitrância Por volta de 1496, venerava-se numa igreja da Ilha de Creta um milagroso quadro da Virgem Maria. Segundo antiga tradição, fora pintado em fins do séc. XIII por um artista desconhecido, inspirado em uma pintura atribuída a São Lucas. Para nós, a história do venerável quadro começa nesse ano, com um crime sacrílego: na esperança de vendê- lo por bom preço, um negociante o furtou e fez-se com ele ao mar, escondendo- o entre suas mercadorias.No ano seguinte, chegou a Roma, onde adoeceu gravemente e foi hospedado em casa de um amigo, também mercador. Na iminência da morte, contou a seu amigo o vergonhoso furto e pediu-lhe que conduzisse o quadro a uma igreja onde pudesse receber um culto condigno. O romano lhe prometeu assim fazer. Morreu o mercador, e o romano se dispunha a cumprir o prometido, mas sua mulher o persuadiu a reter na casa o quadro. Apareceu-lhe então a Virgem Maria e lhe disse que o levasse para uma igreja. Ele não obedeceu. Voltou a Mãe de Deus mais duas vezes e o ameaçou de morte se continuasse desobedecendo. Sua esposa porém se opôs novamente, e ele mostrou-se mais submisso a ela do que à Rainha dos Anjos. Numa quarta aparição, esta lhe comunicou: – Avisei-te, ameacei-te, não quiseste obedecer. Agora sairás primeiro desta casa, depois sairei Eu à procura de um lugar mais honroso. E de fato logo saiu em primeiro lugar o recalcitrante homem, dentro do caixão, a caminho da sepultura. A Santíssima Virgem apareceu então à sua filha de seis anos, e lhe disse: – Avisa à tua mãe e ao teu tio que Santa Maria do Perpétuo Socorro quer que a tireis desta casa, se não quereis morrer todos sem demora. A viúva tomou a sério a advertência, pois ela tinha tido uma visão igual à da menina. Uma sua vizinha, porém, convenceu-a a continuar retendo o quadro em sua casa. Atacada logo em seguida por uma terrível enfermidade, essa vizinha arrependeu- se de sua má ação, recorreu à misericórdia de Nossa Senhora e foi curada após tocar o milagroso quadro. A Santíssima Virgem apareceu mais uma vez à menina e lhe comunicou que ele deveria ser levado para a Igreja de São Mateus, situada na Via Merulana, entre as basílicas de Santa Maria Maior e São João de Latrão. Uma das igrejas mais visitadas de Roma A viúva, a filha e a vizinha apressaram- se em comunicar esses prodigiosos fatos aos Padres Agostinianos, encarregados da mencionada igreja. Como um rastilho de pólvora, espalhou-se a notícia por toda a cidade. Assim, na hora de para lá transportar o quadro, em 27 de março de 1499, formou-se uma grandiosa procissão acompanhada por inúmeros membros do clero e uma multidão de fiéis. Durante três séculos a imagem sagrada foi venerada na Igreja de São Mateus. Ali acorriam de todas as partes os fiéis em tão grande número que, em pouco tempo, ela se tornou uma das igrejas mais visitadas de Roma, devido à fama dos milagres operados por intercessão da Virgem do Perpétuo Socorro. Abandonada numa capela, esquecida de quase todos Novas dificuldades, porém, se interporiam entre a Mãe de Misericórdia e seus filhos. Em 1798 as tropas de Napoleão Bonaparte invadiram Roma, exilaram o Papa Pio VI e, sob pretexto de fortalecer as defesas da cidade, destruíram 30 igrejas, entre elas a de São Mateus. Nessa ocasião perderam-se incontáveis relíquias e grande número de imagens sagradas. Contudo, o milagroso quadro foi salvo à última hora por um sacerdote que o levou para a Igreja de Santo Eusébio e depois para a capela privada dos agostinianos no convento de Santa Maria in Posterula. No turbilhão dos acontecimentos políticos e das guerras que marcaram as primeiras décadas do séc. XIX, apagou-se quase completamente a lembrança da inefável bondade com que a Mãe do Perpétuo Socorro acolhia todos quantos a Ela recorriam. Assim, sua imagem sagrada acabou relegada por mais de meio século a uma capela secundária de Roma, sem qualquer ato de devoção especial, sem ornamentação, sem uma lâmpada sequer que indicasse sua augusta presença, esquecida de quase todos. “Fazei com que Ela seja conhecida no mundo inteiro” Esquecida de quase todos… não, porém, de Frei Agostinho Orsetti, que havia sido frade na Igreja de São Mateus. Em seu coração não diminuíra o fervor, em sua mente não se apagara a lembrança dos incontáveis milagres obtidos por intercessão dessa incomparável Mãe de todos os necessitados. Por volta de 1850, estando já idoso e quase cego, travou amizade com um jovem coroinha chamado Miguel Marchi, que freqüentava a capela de Santa Maria in Posterula. Muitos anos depois, sendo já sacerdote redentorista, o antigo coroinha relatou que “aquele bom frade” costumava referir-se com ansiedade à triste situação em que se encontrava a tão querida imagem. “Não te olvides, meu filho, de que a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está em nossa capela. Era muito milagrosa. Nunca te olvides, entendeste?” Frei Agostinho faleceu em 1853, sem ver efetivado seu desejo de que a Virgem do Perpétuo Socorro fosse de novo exposta à veneração pública. Na aparência, haviam sido infrutíferos os esforços e as confiantes orações desse zeloso agostiniano. Só na aparência, porque o jovem coroinha, mais tarde Pe. Miguel Marchi CSsR, não se olvidou! Em meados do séc. XIX, a Congregação dos Padres Redentoristas foi convidada pelo Bem-Aventurado Pio IX a instalar em Roma sua Casa Generalícia. Para essa finalidade, e sem terem conhecimento dos fatos acima relatados, adquiriram um terreno na Via Merulana… justamente no local onde existira a Igreja de São Mateus. Como se verá, quem, pela voz do Papa, atraía à Cidade Eterna essa Congregação era a própria Mãe do Perpétuo Socorro. Ali construíram os Padres Redentoristas um convento e a Igreja de Santo Afonso. Um deles, estudando o setor da cidade no qual estavam estabelecidos, não tardou a descobrir que a Igreja de Santo Afonso tinha sido construída exatamente no local onde existira outrora a Igreja de São Mateus, na qual fora venerada durante séculos a milagrosa pintura de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. E relatou a seus irmãos de hábito essa auspiciosa descoberta. Entre os sacerdotes que o ouviam encontrava-se o Pe. Miguel Marchi. Este então, por sua vez, narrou tudo quanto lhe havia dito a respeito dessa imagem o velho frade agostiniano do convento de Santa Maria in Posterula. Aqui se vê bem a mão da Virgem Santíssima guiando os acontecimentos. Ela inspirou nos corações daqueles seus filhos missionários o ardente desejo de expor novamente à veneração pública o milagroso quadro. Estes instaram o Superior Geral da Congregação, Pe. Nicolas Mauron, a fazer diretamente ao Papa um pedido com esse objetivo. Recebido em audiência por Pio IX, o Superior Geral narrou-lhe a história do quadro e apresentou-lhe a solicitação de que ele fosse confiado à guarda de sua Congregação para voltar a receber as honras e súplicas dos fiéis no mesmo local escolhido por Nossa Senhora em 1499. O Papa ouviu tudo com atenção e escreveu de próprio punho este bilhete, com data de 11 de dezembro de 1865: “O Cardeal Prefeito da Propaganda chamará o Superior da comunidade de Santa Maria in Posterula e lhe dirá que é Nosso desejo que a imagem da Santíssima Virgem, à qual se refere esta petição, seja de novo colocada entre [as basílicas de] São João [de Latrão] e Santa Maria Maior; os Redentoristas vão substituí-la por um outro quadro adequado”. Em seguida o Santo Padre deu aos Redentoristas, na pessoa de seu Superior Geral, a missão de difundir a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro: “Fazei com que ela seja conhecida no mundo inteiro!” “Ó Maria, terminai o que começastes!” Os Padres Agostinianos anuíram com respeito filial ao desejo do Sumo Pontífice e entregaram o milagroso quadro aos seus novos guardiões. Numa solene procissão, cerca de 20 mil fiéis o conduziram pelas ruas ornadas de flores até a Igreja de Santo Afonso. A Mãe do Perpétuo Socorro manifestou seu contentamento já nesse dia, através de alguns milagres. “Querida Mãe, cure meu filho ou leve-o para o Céu!” – implorou da janela de sua casa uma angustiada mãe, erguendo nos braços seu filhinho moribundo quando passava o quadro. Logo o menino ficou curado. Pouco adiante, outra mãe pediu para curar sua filha atingida por uma paralisia total. Imediatamente a menina ganhou força nas pernas, porém, apenas o suficiente para começar a andar. Mãe e filha foram no dia seguinte à Igreja de Santo Afonso e suplicaram: “Ó Maria, terminai o que começastes!” E a menina de lá saiu completamente restabelecida. Iniciou-se, assim, uma nova fase na luminosa história da milagrosa pintura da Virgem Santíssima. Até hoje ela acolhe maternalmente seus filhos e filhas no Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. E, graças ao zelo dos Padres Redentoristas, milhares de igrejas se erigiram em sua honra em todas as partes do mundo. Um quadro rico em símbolos O milagroso ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro mede 53 por 41,5 centímetros. É uma pintura de estilo bizantino, executada em madeira sobre fundo dourado, cor muito usada pelos artistas no antigo Império Romano quando se tratava de retratar grandes personalidades. O ouro, no caso, é um expressivo símbolo da glória da Rainha dos Céus. Mais do que um simples retrato de Maria, a pintura reproduz uma cena. A Virgem Mãe segura com desvelo, afeto e adoração o Menino- Deus; seu olhar, porém, não está voltado para Ele, mas para nós, seus filhos adotivos. Jesus não olha nem para sua Mãe nem para nós, mas parece querer abarcar com seu olhar divino os dois anjos que seguram os instrumentos da Paixão: à esquerda, São Miguel, de manto verde, com a lança e a esponja de fel; à direita, São Gabriel, de manto lilás, com a cruz e os cravos que perfuraram pés e mãos do Redentor. Pormenor altamente expressivo é a sandália pendente do pé direito do Menino Jesus, segura por um fio, quase caindo. Ela é bem o símbolo da situação da alma em estado de pecado mortal: presa a Jesus por um fio, a devoção a Nossa Senhora. Sob o manto azul, Maria veste uma túnica vermelha. Nos primórdios do Cristianismo, as virgens se distinguiam pela cor azul, símbolo da pureza, e as mães pela cor vermelha, signo da caridade. Essa combinação cromática define, pois, excelentemente Nossa Senhora, Virgem e Mãe. Nota-se também o verde no forro de seu manto. Ora, a composição dessas três cores era de uso exclusivo da realeza. Assim, a dignidade régia da Rainha dos Anjos e dos Santos está bem representada em suas vestimentas. Bem no alto do quadro, metade em cada lado, estão escritas, em letras gregas, as iniciais da expressão “Mãe de Deus”; ao lado da cabeça do Menino Jesus, as iniciais de “Jesus Cristo”; acima do anjo da esquerda, “Arcanjo Miguel”; e do anjo da direita, “Arcanjo Gabriel”. (Revista Arautos do Evangelho, Jun/2006, n. 54, p. 36 à 39) #NossaSenhora #NossaSenhoradoPerpétuoSocorro
- São Josemaria Escrivá, um santo extraordinário que viveu a santidade no ordinário – 26 de junh
SANTO DO DIA – 26 DE JUNHO – SÃO JOSEMARIA ESCRIVA DE BALAGUER Fundador do Opus Dei (1902-1975) Josemaría Escrivá de Balaguer nasceu em Barbastro, Huesca, na Espanha, no dia 9 de janeiro de 1902. Os pais, José e Dolores, tiveram seis filhos, sendo que as três meninas mais novas morreram ainda criança. O casal deu aos filhos uma profunda educação cristã. Em 1915, a indústria de tecido do pai faliu e a família mudou-se para Logronho, onde havia mais trabalho. Nessa cidade, Josemaría reconheceu sua vocação religiosa. Intuiu que Deus desejava algo dele, depois de observar na neve algumas pegadas dos pés descalços de um frade. Em vez de ficar tentando descobrir o que ele lhe pedia, decidiu primeiro tornar-se sacerdote. Ingressou no seminário de Saragoça, onde também cursou direito como aluno voluntário. Seu pai morreu em 1924, e ele se viu como chefe de família. No ano seguinte, recebeu a ordenação sacerdotal e foi exercer o seu ministério numa paróquia rural e, depois, em Saragoça também. Com autorização do seu bispo, em 1927 foi para Madri, com o objetivo de formar-se em direito. Um ano depois, durante um retiro espiritual, pediu a Deus para mostrar-lhe com clareza o que precisava ser feito e, assim, funda a Opus Dei, um caminho moderno de evangelização para a Igreja. Desde então, trabalhava na instituição, ao mesmo tempo que continuava exercendo o seu ministério, especialmente entre os pobres e doentes. Além disso, estudava na Universidade de Madrid e dava aulas para manter a família. A missão da Opus Dei é a de promover entre os fiéis cristãos de qualquer condição social uma vida plenamente coerente com a fé no meio do mundo e contribuir, assim, para a evangelização de todos os ambientes da sociedade. Ou seja, difundir a mensagem de que todos os batizados estão chamados a procurar a santidade e a dar a conhecer o Evangelho, tal como recordou o Concílio Vaticano II. Quando rebentou a Guerra Civil espanhola, e com ela a perseguição religiosa, ele exercitou o ministério na clandestinidade, até conseguir sair de Madri e fixar residência em Burgos. Acabada a guerra, em 1939, regressou a Madri e obteve o doutorado em direito. Nos anos que se seguiram, dirigiu numerosos retiros para leigos, sacerdotes e religiosos. Em 1946, fixou residência em Roma, fazendo o doutorado em teologia pela Universidade Lateranense. É nomeado consultor de duas congregações da Cúria Romana, membro honorário da Academia Pontifícia de Teologia e prelado honorário do papa. De Roma desloca-se, em numerosas ocasiões, a diversos países da Europa, América Central e do Sul, a fim de impulsionar o estabelecimento e a consolidação da Opus Dei nessas regiões. Josemaría morreu em consequência de uma parada cardíaca, no dia 26 de junho de 1975, em seu quarto de trabalho e aos pés de um quadro de Nossa Senhora, a quem lançou o seu último olhar. Todavia a Opus Dei já estava presente nos cinco continentes, contando com mais de sessenta mil membros de oitenta nacionalidades. Foi Beatificado no dia 17 de maio de 1992 e foi canonizado em 6 de outurbro de 2002 pelo papa João Paulo II na praça de São Pedro em Roma. A festa litúrgica de São Josemaría Escrivá de Balaguer é celebrada no dia 26 de junho. O seu corpo repousa na igreja prelatícia de Santa Maria da Paz, em Roma. “Cumprir a vontade de Deus no trabalho, contemplar a Deus no trabalho, trabalhar por amor a Deus e ao próximo, converter o trabalho em meio de apostolado, dar às coisas humanas um valor divino” – nestas densas palavras do Fundador se pode resumir o carisma, ao mesmo tempo contemplativo e ativo, do Opus Dei. Conheça mais sobre São José Maria Escrivá No dia 6 de outubro de 2002, na Praça de São Pedro do Vaticano, perante uma multidão de mais de 300 mil pessoas de todas as idades e condições procedentes dos cinco continentes, o Papa João Paulo II celebrou a solene cerimônia de canonização de São Josemaria Escrivá, Fundador do Opus Dei. Na homilia da Missa, o Santo Padre resumiu nesse dia, em poucas palavras, a essência da mensagem espiritual de Mons. Escrivá: “Elevar o mundo a Deus e transformá-lo a partir de dentro: eis o ideal que o Santo Fundadorlhes indica, queridos irmãos e irmãs que hoje se alegram pela sua elevação à glória dos altares”. Na manhã seguinte, 7 de outubro, foi celebrada na própria Praça de São Pedro uma solene concelebração em ação de graças pela canonização. Terminada a Missa, o Papa João Paulo II, acolhido com uma calorosa manifestação de entusiasmo, dirigiu a palavra à multidão de fiéis, cooperadores e amigos do Opus Dei, que – como no dia anterior – atulhava a Praça e se estendia pela Via della Conciliazione e as outras ruas adjacentes, chegando até ao Castelo de Sant’Angelo. Na sua alocução, João Paulo II voltou a frisar o cerne do carisma, da mensagem espiritual de São Josemaría com as seguintes palavras: “São Josemaria foi escolhido pelo Senhor para anunciar a chamada universal à santidade e mostrar que as atividades correntes que compõem a vida de todos os dias são caminho de santificação. Pode-se dizer que foi o santo do cotidiano. De fato, estava convencido de que, para quem vive sob a ótica da fé, tudo é ocasião de um encontro com Deus, tudo se torna um estímulo para a oração. Vista desta forma, a vida diária revela uma grandeza insuspeita. A santidade apresenta-se verdadeiramente ao alcance de todos.” Os fiéis que ouviam essas palavras do Papa tinham escutado pouco antes, na Missa, a homilia do Prelado do Opus Dei, Dom Javier Echevarría que lhes recordara palavras de São Josemaria a seus filhos espirituais, escritas nos primórdios do Opus Dei, em 24 de março de 1930: “Viemos dizer, com a humildade de quem se sabe pecador e pouca coisa -‘ homo peccator sum’ (Lc 5, 8), dizemos com Pedro – mas com a fé de quem se deixa guiar pela mão de Deus, que a santidade não é coisa para privilegiados, que o Senhor chama-nos a todos, de todos espera Amor: de todos, estejam onde estiverem; de todos, seja qual for o seu estado, a sua profissão ou ofício. Porque essa vida corrente, cotidiana, sem relevo, pode ser meio de santidade: não é preciso abandonar o próprio estado no mundo para procurar a Deus, se o Senhor não dá a uma alma a vocação religiosa, uma vez que todos os caminhos da terra podem ser ocasião de um encontro com Cristo”. Com isso, São Josemaria nada mais fazia do que frisar, mais uma vez, o núcleo da mensagem que recebera de Deus, em 2 de outubro de 1928, data da fundação do Opus Dei. Após anos de oração e penitência constantes, naquela data Deus lhe mostrara a sua Vontade – hámuitos anos pressentida, sem conseguir ver o que era -, e o Mons. Josemaria compreendeu que a única razão da sua existência devia ser entregarse inteiramente, com todas as forças, ao cumprimento desse desígnio divino: o Opus Dei. Todos são chamados à santidade Em uma entrevista concedida a L’Osservatore della Domenica, em 1968, Mons. Escrivá definia assim o que caracteriza a vocação para o Opus Dei: Vou dizê-lo em poucas palavras: é procurar chegar à santidade em meio do mundo, no meio da rua. Quem recebe de Deus a vocação específica para o Opus Dei sabe – e vive – que deve alcançar a santidade em seu próprio estado, no exercício de seu trabalho, manual ou intelectual. A finalidade a que o Opus Dei aspira – esclarecia na mesma entrevista – é favorecer a procura da santidade e o exercício do apostolado por parte de cristãos que vivem no meio do mundo, seja qual for o seu estado ou condição. A Obra nasceu a fim de contribuir para que esses cristãos, inseridos no tecido da sociedade civil – com a sua família e as suas amizades, o seu trabalho profissional, as suas aspirações nobres -, compreendam que a sua vida, tal como é, pode vir a ser ocasião de um encontro com Cristo: quer dizer, que é um caminho de santificação e apostolado (…). A vida de um simples cristão – que talvez a alguns pareça vulgar e acanhada – pode e deve ser uma vida santa e santificante” (1). Deus dissipava assim o mal-entendido, freqüente entre muitos católicos, de que, para aspirar à santidade, seria “indispensável abandonar o mundo, afastar-se dele… ou dedicar-se a uma atividade eclesiástica” (2). Já no seu livro “Caminho”, o Mons. Escrivá deixara estampada uma afirmação que vinha repetindo desde a fundação da Obra: “Tens obrigação de santificar-te. – Tu também. – Alguém pensa, por acaso, que é tarefa exclusiva de sacerdotes e religiosos? A todos, sem exceção, disse o Senhor: ‘Sede perfeitos, como meu Pai Celestial é perfeito’” (3). Anos depois, a Igreja, no capítulo VI da Constituição Lumen gentium consagrou e pôs em destaque essa doutrina de entranha evangélica proclamando a Vocação universal à santidade de todos os batizados. Caminho de santificação no trabalho e nos deveres cotidianos Um traço específico do carisma do Opus Dei, com o qual Nosso Senhor abriu caminhos práticos para a santificação do cristão no meio do mundo, é a percepção de que o trabalho profissional (e quem diz trabalho diz família, diz deveres sociais, diz atividade cultural, diz lazer, diz, em suma, vida cotidiana) pode e deve ser meio e ocasião de santidade e de apostolado. Viemos chamar de novo a atenção – esclarecia o Fundador – para o exemplo de Jesus que, durante trinta anos, permaneceu em Nazaré trabalhando, desempenhando um ofício. Nas mãos de Jesus, o trabalho, e um trabalho profissional semelhante àquele que desenvolvem milhões de homens no mundo, converte-se em tarefa divina, em trabalho redentor, em caminho de salvação” (4). Neste sentido, Bento XVI, falando do trabalho aos artesãos da Itália, dizia que São Josemaria Escrivá, um santo desta nossa época, observa que o trabalho, tendo sido desempenhado por Cristo que trabalhou como artesão, “se torna uma atividade redimida e redentora: não somente é o âmbito em que o homem vive, mas também instrumento e caminho de santidade, realidade santificável e santificadora (Homilia ‘É Cristo que passa’, n. 47)” (5). Não se cansava, por isso, de ensinar que, para os cristãos comuns, “a vida corrente é o verdadeiro lugar da existência cristã”. Um pensamento cheio de conseqüências que expôs, com vivacidade e clareza sobrenatural, numa homilia pronunciada em 8 de outubro de 1967, numa Missa celebrada no campus da Universidade de Navarra (6): Meus filhos: aí onde estão nossos irmãos os homens, aí onde estão as nossas aspirações, o nosso trabalho, os nossos amores – aí está o lugar do nosso encontro cotidiano com Cristo. É em meio às coisas mais materiais da terra que nós devemos santificar-nos, servindo a Deus e a todos os homens. Tenho-o ensinado constantemente com palavras da Escritura Santa: o mundo não é ruim, porque saiu das mãos de Deus, porque é criatura d’Ele, porque Javé olhou para ele e viu que era bom (Cfr. Gn, 1, 7 ss.). Nós, os homens, é que o fazemos ruim e feio, com nossos pecados e nossas infidelidades. Não duvidem, meus filhos; qualquer modo de evasão das honestas realidades diárias é para os homens e mulheres do mundo coisa oposta à vontade de Deus. Pelo contrário, devem compreender agora – com uma nova clareza – que Deus os chama a servi-Lo em e a partir das tarefas civis, materiais, seculares da vida humana. Deus nos espera cada dia: no laboratório, na sala de operações de um hospital, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no seio do lar e em todo o imenso panorama do trabalho. Não esqueçamos nunca: há algo de santo, de divino, escondido nas situações mais comuns, algo que a cada um de nós compete descobrir (…). Não há outro caminho, meus filhos: ou sabemos encontrar o Senhor em nossa vida de todos os dias, ou não O encontraremos nunca.” Com uma expressão sintética, que gostava de repetir, resumia esse ideal de santidade dizendo que consiste em “santificar o trabalho, santificar-se no trabalho e santificar os outros através do trabalho”. “ O primeiro sucessor de São Josemaria à frente do Opus Dei, o Servo de Deus D. Álvaro del Portillo, fazia eco a essa mensagem, dizendo: “Pregou incessantemente que o cristão deve ocupar-se do trabalho sabendo que Deus o contempla… A sua tarefa tem que ser, portanto, uma tarefa santa e digna d’Ele: acabada em todos os seus pormenores – realizada com competência técnica e profissional – e levada a cabo com retidão moral, com hombridade, com nobreza, com lealdade, com justiça. Nessas condições, o seu trabalho profissional surgirá como algo de reto e santo, ao mesmo passo que, também por esse título de oferecimento ao Criador, será oração” (7). “. A oração dos filhos de Deus “O trabalho será oração”. A seus filhos, São Josemaria costumava dizer que, na sua vida, deveria chegar um momento em que não fosse mais possível distinguir oração e trabalho, porque o trabalho (e os outros deveres cotidianos) devem transformar-se em oração. A quem desconhecesse o carisma do Opus Dei, poderia causar estranheza ouvir o Fundador afirmar que a vocação para a Obra de Deus é essencialmente contemplativa. No entanto, esta é a meta, este o ideal para quem é chamado a santificarse no mundo: fazer da vida ordinária uma contínua oração, um diálogo ininterrupto com Deus – com a Virgem Santíssima, com os santos Anjos… -, com esse Deus “que nos fala constantemente, através dos acontecimentos e das pessoas”, e que através de tudo nos dá seu amor e nos pede amor. O Papa João Paulo II expressou esse mesmo pensamento nos dias da canonização, com estas palavras: “O Senhor fez com que São Josemaria entendesse profundamente o dom da nossa filiação divina. E ele ensinou a contemplar o rosto terno de um Pai no Deus que nos fala através das mais diversas vicissitudes da vida. Um Pai que nos ama, que nos acompanha passo a passo e nos protege, nos compreende e espera de cada um de nós uma resposta de amor. A consideração desta presença paterna, que acompanha o cristão a toda parte, proporciona-lhe uma confiança inquebrantável; em todos os momentos deve confiar no Pai celestial. Nunca se sente só nem tem medo. Quandose depara com a Cruz, não vê nela um castigo, mas uma missão que lhe foi confiada pelo próprio Senhor”. O sentido da filiação divina era, para Mons. Escrivá, o alicerce, o fundamento da vida espiritual. “A filiação divina – afirmava – é uma verdade feliz, um mistério consolador. A filiação divina empapa toda a nossa vida espiritual, porque nos ensina a procurar, conhecer e amar o nosso Pai do Céu, e assim cumula de esperança a nossa luta interior e nos dá a simplicidade confiante dos filhos pequenos. Mais ainda: precisamente porque somos filhos de Deus, esta realidade leva-nos também a contemplar com amor e com admiração todas as coisas que saíram das mãos de Deus Pai Criador. E deste modo somos contemplativos no meio do mundo, amando o mundo” (8). Unidade de vida; piedade, trabalho, apostolado Deste modo, São Josemaria podia afirmar que a fisionomia espiritual própria do Opus Dei consiste na unidade de vida. Se a vida cristã tem como base a filiação divina – fundamento da piedade -; se procuramos que o trabalho santificado e santificador seja o eixo da vida espiritual; se a oração, a mortificação, o trabalho… apontam para a missão apostólica no meio do mundo, então os diversos aspectos da vida cristã se fundem e compenetram numa unidade harmônica: são, na simplicidade do cotidiano, como facetas de um único diamante. Cumprir a vontade de Deus no trabalho – escrevia o Fundador em 1940 -, contemplar a Deus no trabalho, trabalhar por amor a Deus e ao próximo converter o trabalho em meio de apostolado, dar às coisas humanas um valor divino, esta é a unidade de vida, simples e forte, que devemos ter e ensinar” (9). “Elevar o mundo a Deus – dizia o Papa na homilia da canonização de São Josemaria – e transformá-lo a partir de dentro: eis o ideal que o Santo Fundador lhes indica”. E lembrava que São Josemaria, movido por Deus, “sentiu surgir no seu interior a apaixonante chamada para evangelizar todos os ambientes”, e a seguir evocava o constante ensinamento do santo para que esse ideal apostólico se tornasse realidade: “Primeiro, oração; depois, expiação; em terceiro lugar, ação” (10). Esta convicção de que “a fecundidade do apostolado encontra-se, antes de tudo, na oração e numa vida sacramental intensa e constante – concluía o Papa – é, no fundo, o segredo da santidade e do verdadeiro sucesso dos santos”. Cristo, Maria, o Papa Não ficaria completo este esboço, forçosamente sumário, do carisma e da mensagem espiritual do Fundador do Opus Dei, se não mencionássemos a sua cálida e intensa devoção a Nossa Senhora (a quem invocava, em tudo e para tudo, sem A separar jamais de São José) e o seu amor apaixonado à Igreja Santa, ao Romano Pontífice e aos bispos em comunhão com a Santa Sé. Omnes cum Petro, ad Iesum per Mariam – Todos, com Pedro, a Jesus por Maria (11). Eis o roteiro espiritual que, desde a fundação, propôs como lema aos seus filhos espirituais, e que, seguindo o seu exemplo e os seus ensinamentos, os fiéis da Prelazia do Opus Dei procuram seguir e difundir com alegria e fidelidade. “Sê de Maria e serás nosso”, escrevia nos anos trinta. “A Jesus sempre se vai e se ‘volta’ por Maria”, afirmava como um axioma sobrenatural. E frisava: “O amor à Senhora é prova de bom espírito, nas obras e nas pessoas singulares. – Desconfia do empreendimento que não tenha esse sinal” (12). E, quanto ao amor ao Papa, rezava assim: “Obrigado, meu Deus, pelo amor ao Papa que puseste em meu coração” (13). “Católico, Apostólico, Romano! – Gosto de que sejas muito romano. E que tenhas desejos de fazer a tua romaria, videre Petrum, para ver Pedro” (14). É significativo que as últimas palavras de São Josemaria nesta terra, pouco antes de que Deus o chamasse a Si, fossem uma exortação feita a um grupo das suas filhas, em Castelgandolfo, para que amassem com toda a alma a Igreja e o Papa. “Quando fordes velhos – tinha dito fazia pouco tempo, abrindo a alma -, e eu tiver prestado contas a Deus, haveis de dizer como o Padre amava o Papa com toda a sua alma, com todas as suas forças” (15). Este amor a Maria, à Igreja e ao Papa é um dos mais vincados traços do seu espírito, que gravou indelevelmente na alma dos fiéis da Prelazia, e que, por meio deles, vai ficando gravado no coração de quantos se aproximam do Opus Dei e procuram viver o seu espírito. (Revista Arautos do Evangelho, Agosto/2007, n. 68, p. 18 à 22) Pe. Francisco Faus ordenou-se em 1955 e é licenciado em Direito pela Universidade de Barcelona e Doutor em Direito Canônico pela Universidade de São Tomás de Aquino de Roma. 1) J. Escrivá, Questões atuais do Cristianismo, 3ª ed., Quadrante 1986, nn.60 e 62. 2) Cf. Ibid., n. 60. 3) Caminho, n. 291. 4) Questões atuais do Cristianismo, n. 55 5) Bento XVI, discurso em 31/03/07. 6) Essa homilia pode ser ouvida – na voz do próprio São Josemaria – no site www.opusdei.org.br. 7) Josemaria Escrivá, instrumento de Deus, Ed. Quadrante, São Paulo 1992, p. 52. 8) São Josemaria Escrivá, É Cristo que passa, Quadrante 1975, n. 65. 9) Carta, 11 de março de 1940. 10) Caminho, n. 82. 11) Cf. Caminho, n. 833. 12) Cf. Ibid., nn. 494, 495 e 505. 13) Ibid. n. 573. 14) Ibid, n. 520. 15 Salvador Bernal, Perfil do Fundador do Opus Dei, Ed. Quadrante, São Paulo 1977, p. 108. #SantodoDia #SãoJosemariaEscrivá
- São Josemaria Escrivá, um santo extraordinário que viveu a santidade no ordinário – 26 de junh
SANTO DO DIA – 26 DE JUNHO – SÃO JOSEMARIA ESCRIVA DE BALAGUER Fundador do Opus Dei (1902-1975) Josemaría Escrivá de Balaguer nasceu em Barbastro, Huesca, na Espanha, no dia 9 de janeiro de 1902. Os pais, José e Dolores, tiveram seis filhos, sendo que as três meninas mais novas morreram ainda criança. O casal deu aos filhos uma profunda educação cristã. Em 1915, a indústria de tecido do pai faliu e a família mudou-se para Logronho, onde havia mais trabalho. Nessa cidade, Josemaría reconheceu sua vocação religiosa. Intuiu que Deus desejava algo dele, depois de observar na neve algumas pegadas dos pés descalços de um frade. Em vez de ficar tentando descobrir o que ele lhe pedia, decidiu primeiro tornar-se sacerdote. Ingressou no seminário de Saragoça, onde também cursou direito como aluno voluntário. Seu pai morreu em 1924, e ele se viu como chefe de família. No ano seguinte, recebeu a ordenação sacerdotal e foi exercer o seu ministério numa paróquia rural e, depois, em Saragoça também. Com autorização do seu bispo, em 1927 foi para Madri, com o objetivo de formar-se em direito. Um ano depois, durante um retiro espiritual, pediu a Deus para mostrar-lhe com clareza o que precisava ser feito e, assim, funda a Opus Dei, um caminho moderno de evangelização para a Igreja. Desde então, trabalhava na instituição, ao mesmo tempo que continuava exercendo o seu ministério, especialmente entre os pobres e doentes. Além disso, estudava na Universidade de Madrid e dava aulas para manter a família. A missão da Opus Dei é a de promover entre os fiéis cristãos de qualquer condição social uma vida plenamente coerente com a fé no meio do mundo e contribuir, assim, para a evangelização de todos os ambientes da sociedade. Ou seja, difundir a mensagem de que todos os batizados estão chamados a procurar a santidade e a dar a conhecer o Evangelho, tal como recordou o Concílio Vaticano II. Quando rebentou a Guerra Civil espanhola, e com ela a perseguição religiosa, ele exercitou o ministério na clandestinidade, até conseguir sair de Madri e fixar residência em Burgos. Acabada a guerra, em 1939, regressou a Madri e obteve o doutorado em direito. Nos anos que se seguiram, dirigiu numerosos retiros para leigos, sacerdotes e religiosos. Em 1946, fixou residência em Roma, fazendo o doutorado em teologia pela Universidade Lateranense. É nomeado consultor de duas congregações da Cúria Romana, membro honorário da Academia Pontifícia de Teologia e prelado honorário do papa. De Roma desloca-se, em numerosas ocasiões, a diversos países da Europa, América Central e do Sul, a fim de impulsionar o estabelecimento e a consolidação da Opus Dei nessas regiões. Josemaría morreu em consequência de uma parada cardíaca, no dia 26 de junho de 1975, em seu quarto de trabalho e aos pés de um quadro de Nossa Senhora, a quem lançou o seu último olhar. Todavia a Opus Dei já estava presente nos cinco continentes, contando com mais de sessenta mil membros de oitenta nacionalidades. Foi Beatificado no dia 17 de maio de 1992 e foi canonizado em 6 de outurbro de 2002 pelo papa João Paulo II na praça de São Pedro em Roma. A festa litúrgica de São Josemaría Escrivá de Balaguer é celebrada no dia 26 de junho. O seu corpo repousa na igreja prelatícia de Santa Maria da Paz, em Roma. “Cumprir a vontade de Deus no trabalho, contemplar a Deus no trabalho, trabalhar por amor a Deus e ao próximo, converter o trabalho em meio de apostolado, dar às coisas humanas um valor divino” – nestas densas palavras do Fundador se pode resumir o carisma, ao mesmo tempo contemplativo e ativo, do Opus Dei. Conheça mais sobre São José Maria Escrivá No dia 6 de outubro de 2002, na Praça de São Pedro do Vaticano, perante uma multidão de mais de 300 mil pessoas de todas as idades e condições procedentes dos cinco continentes, o Papa João Paulo II celebrou a solene cerimônia de canonização de São Josemaria Escrivá, Fundador do Opus Dei. Na homilia da Missa, o Santo Padre resumiu nesse dia, em poucas palavras, a essência da mensagem espiritual de Mons. Escrivá: “Elevar o mundo a Deus e transformá-lo a partir de dentro: eis o ideal que o Santo Fundadorlhes indica, queridos irmãos e irmãs que hoje se alegram pela sua elevação à glória dos altares”. Na manhã seguinte, 7 de outubro, foi celebrada na própria Praça de São Pedro uma solene concelebração em ação de graças pela canonização. Terminada a Missa, o Papa João Paulo II, acolhido com uma calorosa manifestação de entusiasmo, dirigiu a palavra à multidão de fiéis, cooperadores e amigos do Opus Dei, que – como no dia anterior – atulhava a Praça e se estendia pela Via della Conciliazione e as outras ruas adjacentes, chegando até ao Castelo de Sant’Angelo. Na sua alocução, João Paulo II voltou a frisar o cerne do carisma, da mensagem espiritual de São Josemaría com as seguintes palavras: “São Josemaria foi escolhido pelo Senhor para anunciar a chamada universal à santidade e mostrar que as atividades correntes que compõem a vida de todos os dias são caminho de santificação. Pode-se dizer que foi o santo do cotidiano. De fato, estava convencido de que, para quem vive sob a ótica da fé, tudo é ocasião de um encontro com Deus, tudo se torna um estímulo para a oração. Vista desta forma, a vida diária revela uma grandeza insuspeita. A santidade apresenta-se verdadeiramente ao alcance de todos.” Os fiéis que ouviam essas palavras do Papa tinham escutado pouco antes, na Missa, a homilia do Prelado do Opus Dei, Dom Javier Echevarría que lhes recordara palavras de São Josemaria a seus filhos espirituais, escritas nos primórdios do Opus Dei, em 24 de março de 1930: “Viemos dizer, com a humildade de quem se sabe pecador e pouca coisa -‘ homo peccator sum’ (Lc 5, 8), dizemos com Pedro – mas com a fé de quem se deixa guiar pela mão de Deus, que a santidade não é coisa para privilegiados, que o Senhor chama-nos a todos, de todos espera Amor: de todos, estejam onde estiverem; de todos, seja qual for o seu estado, a sua profissão ou ofício. Porque essa vida corrente, cotidiana, sem relevo, pode ser meio de santidade: não é preciso abandonar o próprio estado no mundo para procurar a Deus, se o Senhor não dá a uma alma a vocação religiosa, uma vez que todos os caminhos da terra podem ser ocasião de um encontro com Cristo”. Com isso, São Josemaria nada mais fazia do que frisar, mais uma vez, o núcleo da mensagem que recebera de Deus, em 2 de outubro de 1928, data da fundação do Opus Dei. Após anos de oração e penitência constantes, naquela data Deus lhe mostrara a sua Vontade – hámuitos anos pressentida, sem conseguir ver o que era -, e o Mons. Josemaria compreendeu que a única razão da sua existência devia ser entregarse inteiramente, com todas as forças, ao cumprimento desse desígnio divino: o Opus Dei. Todos são chamados à santidade Em uma entrevista concedida a L’Osservatore della Domenica, em 1968, Mons. Escrivá definia assim o que caracteriza a vocação para o Opus Dei: Vou dizê-lo em poucas palavras: é procurar chegar à santidade em meio do mundo, no meio da rua. Quem recebe de Deus a vocação específica para o Opus Dei sabe – e vive – que deve alcançar a santidade em seu próprio estado, no exercício de seu trabalho, manual ou intelectual. A finalidade a que o Opus Dei aspira – esclarecia na mesma entrevista – é favorecer a procura da santidade e o exercício do apostolado por parte de cristãos que vivem no meio do mundo, seja qual for o seu estado ou condição. A Obra nasceu a fim de contribuir para que esses cristãos, inseridos no tecido da sociedade civil – com a sua família e as suas amizades, o seu trabalho profissional, as suas aspirações nobres -, compreendam que a sua vida, tal como é, pode vir a ser ocasião de um encontro com Cristo: quer dizer, que é um caminho de santificação e apostolado (…). A vida de um simples cristão – que talvez a alguns pareça vulgar e acanhada – pode e deve ser uma vida santa e santificante” (1). Deus dissipava assim o mal-entendido, freqüente entre muitos católicos, de que, para aspirar à santidade, seria “indispensável abandonar o mundo, afastar-se dele… ou dedicar-se a uma atividade eclesiástica” (2). Já no seu livro “Caminho”, o Mons. Escrivá deixara estampada uma afirmação que vinha repetindo desde a fundação da Obra: “Tens obrigação de santificar-te. – Tu também. – Alguém pensa, por acaso, que é tarefa exclusiva de sacerdotes e religiosos? A todos, sem exceção, disse o Senhor: ‘Sede perfeitos, como meu Pai Celestial é perfeito’” (3). Anos depois, a Igreja, no capítulo VI da Constituição Lumen gentium consagrou e pôs em destaque essa doutrina de entranha evangélica proclamando a Vocação universal à santidade de todos os batizados. Caminho de santificação no trabalho e nos deveres cotidianos Um traço específico do carisma do Opus Dei, com o qual Nosso Senhor abriu caminhos práticos para a santificação do cristão no meio do mundo, é a percepção de que o trabalho profissional (e quem diz trabalho diz família, diz deveres sociais, diz atividade cultural, diz lazer, diz, em suma, vida cotidiana) pode e deve ser meio e ocasião de santidade e de apostolado. Viemos chamar de novo a atenção – esclarecia o Fundador – para o exemplo de Jesus que, durante trinta anos, permaneceu em Nazaré trabalhando, desempenhando um ofício. Nas mãos de Jesus, o trabalho, e um trabalho profissional semelhante àquele que desenvolvem milhões de homens no mundo, converte-se em tarefa divina, em trabalho redentor, em caminho de salvação” (4). Neste sentido, Bento XVI, falando do trabalho aos artesãos da Itália, dizia que São Josemaria Escrivá, um santo desta nossa época, observa que o trabalho, tendo sido desempenhado por Cristo que trabalhou como artesão, “se torna uma atividade redimida e redentora: não somente é o âmbito em que o homem vive, mas também instrumento e caminho de santidade, realidade santificável e santificadora (Homilia ‘É Cristo que passa’, n. 47)” (5). Não se cansava, por isso, de ensinar que, para os cristãos comuns, “a vida corrente é o verdadeiro lugar da existência cristã”. Um pensamento cheio de conseqüências que expôs, com vivacidade e clareza sobrenatural, numa homilia pronunciada em 8 de outubro de 1967, numa Missa celebrada no campus da Universidade de Navarra (6): Meus filhos: aí onde estão nossos irmãos os homens, aí onde estão as nossas aspirações, o nosso trabalho, os nossos amores – aí está o lugar do nosso encontro cotidiano com Cristo. É em meio às coisas mais materiais da terra que nós devemos santificar-nos, servindo a Deus e a todos os homens. Tenho-o ensinado constantemente com palavras da Escritura Santa: o mundo não é ruim, porque saiu das mãos de Deus, porque é criatura d’Ele, porque Javé olhou para ele e viu que era bom (Cfr. Gn, 1, 7 ss.). Nós, os homens, é que o fazemos ruim e feio, com nossos pecados e nossas infidelidades. Não duvidem, meus filhos; qualquer modo de evasão das honestas realidades diárias é para os homens e mulheres do mundo coisa oposta à vontade de Deus. Pelo contrário, devem compreender agora – com uma nova clareza – que Deus os chama a servi-Lo em e a partir das tarefas civis, materiais, seculares da vida humana. Deus nos espera cada dia: no laboratório, na sala de operações de um hospital, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no seio do lar e em todo o imenso panorama do trabalho. Não esqueçamos nunca: há algo de santo, de divino, escondido nas situações mais comuns, algo que a cada um de nós compete descobrir (…). Não há outro caminho, meus filhos: ou sabemos encontrar o Senhor em nossa vida de todos os dias, ou não O encontraremos nunca.” Com uma expressão sintética, que gostava de repetir, resumia esse ideal de santidade dizendo que consiste em “santificar o trabalho, santificar-se no trabalho e santificar os outros através do trabalho”. “ O primeiro sucessor de São Josemaria à frente do Opus Dei, o Servo de Deus D. Álvaro del Portillo, fazia eco a essa mensagem, dizendo: “Pregou incessantemente que o cristão deve ocupar-se do trabalho sabendo que Deus o contempla… A sua tarefa tem que ser, portanto, uma tarefa santa e digna d’Ele: acabada em todos os seus pormenores – realizada com competência técnica e profissional – e levada a cabo com retidão moral, com hombridade, com nobreza, com lealdade, com justiça. Nessas condições, o seu trabalho profissional surgirá como algo de reto e santo, ao mesmo passo que, também por esse título de oferecimento ao Criador, será oração” (7). “. A oração dos filhos de Deus “O trabalho será oração”. A seus filhos, São Josemaria costumava dizer que, na sua vida, deveria chegar um momento em que não fosse mais possível distinguir oração e trabalho, porque o trabalho (e os outros deveres cotidianos) devem transformar-se em oração. A quem desconhecesse o carisma do Opus Dei, poderia causar estranheza ouvir o Fundador afirmar que a vocação para a Obra de Deus é essencialmente contemplativa. No entanto, esta é a meta, este o ideal para quem é chamado a santificarse no mundo: fazer da vida ordinária uma contínua oração, um diálogo ininterrupto com Deus – com a Virgem Santíssima, com os santos Anjos… -, com esse Deus “que nos fala constantemente, através dos acontecimentos e das pessoas”, e que através de tudo nos dá seu amor e nos pede amor. O Papa João Paulo II expressou esse mesmo pensamento nos dias da canonização, com estas palavras: “O Senhor fez com que São Josemaria entendesse profundamente o dom da nossa filiação divina. E ele ensinou a contemplar o rosto terno de um Pai no Deus que nos fala através das mais diversas vicissitudes da vida. Um Pai que nos ama, que nos acompanha passo a passo e nos protege, nos compreende e espera de cada um de nós uma resposta de amor. A consideração desta presença paterna, que acompanha o cristão a toda parte, proporciona-lhe uma confiança inquebrantável; em todos os momentos deve confiar no Pai celestial. Nunca se sente só nem tem medo. Quandose depara com a Cruz, não vê nela um castigo, mas uma missão que lhe foi confiada pelo próprio Senhor”. O sentido da filiação divina era, para Mons. Escrivá, o alicerce, o fundamento da vida espiritual. “A filiação divina – afirmava – é uma verdade feliz, um mistério consolador. A filiação divina empapa toda a nossa vida espiritual, porque nos ensina a procurar, conhecer e amar o nosso Pai do Céu, e assim cumula de esperança a nossa luta interior e nos dá a simplicidade confiante dos filhos pequenos. Mais ainda: precisamente porque somos filhos de Deus, esta realidade leva-nos também a contemplar com amor e com admiração todas as coisas que saíram das mãos de Deus Pai Criador. E deste modo somos contemplativos no meio do mundo, amando o mundo” (8). Unidade de vida; piedade, trabalho, apostolado Deste modo, São Josemaria podia afirmar que a fisionomia espiritual própria do Opus Dei consiste na unidade de vida. Se a vida cristã tem como base a filiação divina – fundamento da piedade -; se procuramos que o trabalho santificado e santificador seja o eixo da vida espiritual; se a oração, a mortificação, o trabalho… apontam para a missão apostólica no meio do mundo, então os diversos aspectos da vida cristã se fundem e compenetram numa unidade harmônica: são, na simplicidade do cotidiano, como facetas de um único diamante. Cumprir a vontade de Deus no trabalho – escrevia o Fundador em 1940 -, contemplar a Deus no trabalho, trabalhar por amor a Deus e ao próximo converter o trabalho em meio de apostolado, dar às coisas humanas um valor divino, esta é a unidade de vida, simples e forte, que devemos ter e ensinar” (9). “Elevar o mundo a Deus – dizia o Papa na homilia da canonização de São Josemaria – e transformá-lo a partir de dentro: eis o ideal que o Santo Fundador lhes indica”. E lembrava que São Josemaria, movido por Deus, “sentiu surgir no seu interior a apaixonante chamada para evangelizar todos os ambientes”, e a seguir evocava o constante ensinamento do santo para que esse ideal apostólico se tornasse realidade: “Primeiro, oração; depois, expiação; em terceiro lugar, ação” (10). Esta convicção de que “a fecundidade do apostolado encontra-se, antes de tudo, na oração e numa vida sacramental intensa e constante – concluía o Papa – é, no fundo, o segredo da santidade e do verdadeiro sucesso dos santos”. Cristo, Maria, o Papa Não ficaria completo este esboço, forçosamente sumário, do carisma e da mensagem espiritual do Fundador do Opus Dei, se não mencionássemos a sua cálida e intensa devoção a Nossa Senhora (a quem invocava, em tudo e para tudo, sem A separar jamais de São José) e o seu amor apaixonado à Igreja Santa, ao Romano Pontífice e aos bispos em comunhão com a Santa Sé. Omnes cum Petro, ad Iesum per Mariam – Todos, com Pedro, a Jesus por Maria (11). Eis o roteiro espiritual que, desde a fundação, propôs como lema aos seus filhos espirituais, e que, seguindo o seu exemplo e os seus ensinamentos, os fiéis da Prelazia do Opus Dei procuram seguir e difundir com alegria e fidelidade. “Sê de Maria e serás nosso”, escrevia nos anos trinta. “A Jesus sempre se vai e se ‘volta’ por Maria”, afirmava como um axioma sobrenatural. E frisava: “O amor à Senhora é prova de bom espírito, nas obras e nas pessoas singulares. – Desconfia do empreendimento que não tenha esse sinal” (12). E, quanto ao amor ao Papa, rezava assim: “Obrigado, meu Deus, pelo amor ao Papa que puseste em meu coração” (13). “Católico, Apostólico, Romano! – Gosto de que sejas muito romano. E que tenhas desejos de fazer a tua romaria, videre Petrum, para ver Pedro” (14). É significativo que as últimas palavras de São Josemaria nesta terra, pouco antes de que Deus o chamasse a Si, fossem uma exortação feita a um grupo das suas filhas, em Castelgandolfo, para que amassem com toda a alma a Igreja e o Papa. “Quando fordes velhos – tinha dito fazia pouco tempo, abrindo a alma -, e eu tiver prestado contas a Deus, haveis de dizer como o Padre amava o Papa com toda a sua alma, com todas as suas forças” (15). Este amor a Maria, à Igreja e ao Papa é um dos mais vincados traços do seu espírito, que gravou indelevelmente na alma dos fiéis da Prelazia, e que, por meio deles, vai ficando gravado no coração de quantos se aproximam do Opus Dei e procuram viver o seu espírito. (Revista Arautos do Evangelho, Agosto/2007, n. 68, p. 18 à 22) Pe. Francisco Faus ordenou-se em 1955 e é licenciado em Direito pela Universidade de Barcelona e Doutor em Direito Canônico pela Universidade de São Tomás de Aquino de Roma. 1) J. Escrivá, Questões atuais do Cristianismo, 3ª ed., Quadrante 1986, nn.60 e 62. 2) Cf. Ibid., n. 60. 3) Caminho, n. 291. 4) Questões atuais do Cristianismo, n. 55 5) Bento XVI, discurso em 31/03/07. 6) Essa homilia pode ser ouvida – na voz do próprio São Josemaria – no site www.opusdei.org.br. 7) Josemaria Escrivá, instrumento de Deus, Ed. Quadrante, São Paulo 1992, p. 52. 8) São Josemaria Escrivá, É Cristo que passa, Quadrante 1975, n. 65. 9) Carta, 11 de março de 1940. 10) Caminho, n. 82. 11) Cf. Caminho, n. 833. 12) Cf. Ibid., nn. 494, 495 e 505. 13) Ibid. n. 573. 14) Ibid, n. 520. 15 Salvador Bernal, Perfil do Fundador do Opus Dei, Ed. Quadrante, São Paulo 1977, p. 108. #SantodoDia #SãoJosemariaEscrivá
- LULA COM O PAPA: Quando a perversidade e a apostasia se encontram
A visita que o chefe de quadrilha, atual ocupante da presidência do Brasil fez ao Papa Francisco na última semana, explícita (mais uma vez) a convergência ideológica dos dois governantes, que sendo de uma esquerda revolucionária atuam para implantar uma agenda que promova os interesses de um governo mundial, onde não haverá espaço para uma religião que se pretenda como única verdadeira, nem para nações soberanas, mas que, no melhor estilo maçônico, quer relativizar tudo, colocando no mesmo patamar todas as religiões e subjugando, desde fora, todas as nações que deverão obedecer as diretrizes de um governo global. O visitante, notório por seus crimes de corrupção, aliado de todas as ditaduras que existem no planeta, trabalha para destruir a soberania no Brasil e influenciar o restante da América Latina para aderir à Nova Ordem Mundial. O anfitrião, chefe visível supremo da Igreja Católica, trabalha para quebrar a resistência da única instituição capaz de barrar o avanço do mal. Combatendo a Tradição, perseguindo comunidades e lideranças católicas fiéis, promovendo o relativismo doutrinário, litúrgico e moral, deixando um cenário de confusão e desorientação dentro da Igreja Católica que possui mais de 1,2 bilhão de membros, de modo que os fiéis, na sua grande maioria despreparados, se tornem vítimas fáceis do discurso globalista e mesmo contribuam para a implantação do mal. Que Deus tenha misericórdia da humanidade e venha em socorro de seu povo. Para assistir, acesse: #Lula #papafrancisco
- LULA COM O PAPA: Quando a perversidade e a apostasia se encontram
A visita que o chefe de quadrilha, atual ocupante da presidência do Brasil fez ao Papa Francisco na última semana, explícita (mais uma vez) a convergência ideológica dos dois governantes, que sendo de uma esquerda revolucionária atuam para implantar uma agenda que promova os interesses de um governo mundial, onde não haverá espaço para uma religião que se pretenda como única verdadeira, nem para nações soberanas, mas que, no melhor estilo maçônico, quer relativizar tudo, colocando no mesmo patamar todas as religiões e subjugando, desde fora, todas as nações que deverão obedecer as diretrizes de um governo global. O visitante, notório por seus crimes de corrupção, aliado de todas as ditaduras que existem no planeta, trabalha para destruir a soberania no Brasil e influenciar o restante da América Latina para aderir à Nova Ordem Mundial. O anfitrião, chefe visível supremo da Igreja Católica, trabalha para quebrar a resistência da única instituição capaz de barrar o avanço do mal. Combatendo a Tradição, perseguindo comunidades e lideranças católicas fiéis, promovendo o relativismo doutrinário, litúrgico e moral, deixando um cenário de confusão e desorientação dentro da Igreja Católica que possui mais de 1,2 bilhão de membros, de modo que os fiéis, na sua grande maioria despreparados, se tornem vítimas fáceis do discurso globalista e mesmo contribuam para a implantação do mal. Que Deus tenha misericórdia da humanidade e venha em socorro de seu povo. Para assistir, acesse: #Lula #papafrancisco
- São Guilherme de Vercelli, Confessor – 25 de junho
SANTO DO DIA – 25 DE JUNHO – SÃO GUILHERME DE VERCELLI Eremita e abade (1085-1142) Guilherme nasceu em Vercelli, no ano de 1085, de uma rica família da nobreza francesa. Aos quinze anos, já vestia o hábito de monge e era um fervoroso peregrino. Percorreu toda a Europa visitando os santuários mais famosos e sagrados, pretendendo tornar-se um simples monge peregrino na Terra Santa. Foi dissuadido ao visitar, na Itália, João de Matera, hoje santo, que lhe disse, profeticamente, que Deus não desejava apenas isso dele. Contribuiu também, para sua desistência, o fato de ter sido assaltado por ladrões de estrada, que lhe aplicaram uma violenta surra. O incidente acabou levando-o a procurar a solidão na região próxima de Avellino, na montanha de Montevergine. Era uma terra habitada apenas por animais selvagens, onde, segundo a tradição, um lobo teria matado o burro que lhe servia de transporte. Guilherme, então, teria domesticado toda a matilha, que passou a prestar-lhe todo tipo de auxílio. Vivia como eremita, dedicando-se à oração e à penitência, mas isso durou pouco tempo. Logo começou a ser procurado por outros eremitas, religiosos e fiéis. Acabou fundando, em 1128, um mosteiro masculino, o qual colocou sob as regras beneditinas e dedicou a Maria, ficando conhecido como o Mosteiro de Montevergine. Dele Guilherme se tornou o abade, todavia por pouco tempo, pois transmitiu o cargo para um monge sucessor e continuou peregrinando. Entretanto tal procedimento se tornou a rotina de sua vida monástica. Guilherme acabou fundando um outro mosteiro beneditino, dedicado a Maria, em Monte Cognato. Mais uma vez se encontrou na posição de abade e novamente transmitiu o posto ao monge que elegeu para ser seu sucessor. Desejando imensamente a solidão, foi para a planície de Goleto, não muito distante dali, onde, por um ano inteiro, viveu dentro do buraco de uma árvore gigantesca. E eis que tornou a ser descoberto e mais outra comunidade se formou ao seu redor. Dessa vez teve de fundar um mosteiro ‘duplo’, ou seja, masculino e feminino. Contudo criou duas unidades distintas, cada uma com sua sede e igreja própria. E foi assim que muitíssimos mosteiros nasceram em Irpínia e em Puglia, como revelou a sua biografia datada do século XII. Desse modo, ele, que desejava apenas ser um monge peregrino na Terra Santa, fundou a Congregação Beneditina de Montevergine, que floresceu por muitos séculos. Somente em 1879 ela se fundiu à Congregação de Montecassino. Guilherme morreu no dia 25 de junho de 1142, no mosteiro de Goleto. Teve os restos mortais transferidos, em 1807, para o santuário do Mosteiro de Maria de Montevergine, o primeiro que ele fundara, hoje um dos mais belos santuários marianos existentes. Em 1942, o papa Pio XII canonizou-o e declarou são Guilherme de Vercelli Padroeiro principal da Irpínia. Conheça mais sobre São Guilherme Natural de Vercelli, na Lombardia, onde nasceu no ano de 1085, Guilherme logo cedo perdeu os pais, muito ricos e nobres. Adotado por parentes, aos quinze anos resolveu retirar-se do mundo para dar-se a uma vida penitente. Vestindo um hábito monástico, começou por peregrinar a Santiago de Compostela, santuário muito procurado na Idade Média. Ia a pé, descalço, e portando um cilício. Visitou depois outros santuários famosos na Europa, pensando em ir em peregrinação aos Lugares Santos. Entretanto, encontrou-se com João de Matera, hoje canonizado, que lhe disse que não era isso que Deus desejava dele, mas que permanecesse e se santificasse na Itália. Guilherme vendeu então todos os bens que tinha herdado, distribuiu o alcançado pelos pobres, abandonou sua terra, e dirigiu-se para o sul do país aonde encontrou, na região de Avelino no Reino de Nápoles, uma montanha deserta que podia ser adaptada para a vida de isolamento e oração que projetava. Essa região inóspita era habitada por animais selvagens. Segundo a tradição, tendo um lobo matado o burro que lhe servia de transporte, o santo o domesticou bem como toda sua matilha. Como o aroma da santidade é semelhante ao das flores que, quanto mais se esconde, mais dão seu perfume, Guilherme foi logo descoberto por outros eremitas e religiosos, atraídos por suas virtudes. Crescendo sua fama, ele resolveu fugir, e chegou a um monte entre Nola e Benevento que se chamava Virgílio, por causa da tradição de lá ter estado o grande poeta romano. Aí Guilherme fundou um mosteiro que logo atraiu vários discípulos, entre eles alguns sacerdotes. Com isso lá ele erigiu uma bela igreja dedicada a Nossa Senhora de Montevérgine, o que deu nome ao monte no qual se localizava. O crescimento da comunidade lhe permitiu fundar a Congregação dos Eremitas de Montevérgine , que muito se difundiu em todo o sul da Itália. Esta congregação unir-se-à à dos beneditinos de Subiaco no século XIX. São Guilherme não prescreveu a seus religiosos uma regra. Contentou-se com o ensino oral e o exemplo. Mas era tudo tão rigoroso que, por fim seus discípulos, não podendo acompanhar o ritmo do mestre, pediram-lhe que os deixasse, e fosse fundar outros mosteiros. O rei Rogério I de Nápoles queria conhecer o santo, e o chamou à sua corte. Guilherme para ela se dirigiu, ficando o monarca tão cativado com sua amabilidade e unção, que lhe facilitou a fundação de uma casa em Salerno. Pediu-lhe também que pregasse e reformasse os abusos que havia na Corte. Entretanto, como toda obra realmente de Deus, vieram logo as queixas e calúnias contra o Santo. O próprio rei começou a duvidar da santidade do monge, e resolveu testá-la de uma maneira infame: recorreu a uma prostituta para tentá-lo, e ver até onde ele resistiria. Guilherme a recebeu em seu quarto, deitado numa cama coberta com carvões ardentes. O milagre foi duplo: o santo nada sofreu, e a mulher, horrorizada, converteu-se seriamente, e foi fazer penitência num convento, do qual tornou-se abadessa. Por sua vez o rei, que utilizara tão infame recurso, edificado restituiu a Guilherme sua antiga amizade. E para não perder a sabedoria dos seus conselhos e de sua santidade, e para tê-lo sempre junto a si, construiu-lhe um mosteiro ao lado de seu palácio, em Salerno. São Guilherme, sabendo por revelação divina que seu fim estava próximo, retirou-se para seu mosteiro de Gugieto, onde morreu no dia 25 de junho de 1142 aos 57 anos. Seus restos mortais foram transferidos em 1807 para o santuário do Mosteiro de Maria de Montevergine, o primeiro que fundara, e que hoje é um dos mais belos santuários marianos existentes. Apesar de sua fama de milagres, somente em 1942 foi que o papa Pio XII canonizou-o, e o declarou Padroeiro principal da Irpínia, distrito das Montanhas Apeninas em Avelino, a 50 km a este de Nápoles.
- São Guilherme de Vercelli, Confessor – 25 de junho
SANTO DO DIA – 25 DE JUNHO – SÃO GUILHERME DE VERCELLI Eremita e abade (1085-1142) Guilherme nasceu em Vercelli, no ano de 1085, de uma rica família da nobreza francesa. Aos quinze anos, já vestia o hábito de monge e era um fervoroso peregrino. Percorreu toda a Europa visitando os santuários mais famosos e sagrados, pretendendo tornar-se um simples monge peregrino na Terra Santa. Foi dissuadido ao visitar, na Itália, João de Matera, hoje santo, que lhe disse, profeticamente, que Deus não desejava apenas isso dele. Contribuiu também, para sua desistência, o fato de ter sido assaltado por ladrões de estrada, que lhe aplicaram uma violenta surra. O incidente acabou levando-o a procurar a solidão na região próxima de Avellino, na montanha de Montevergine. Era uma terra habitada apenas por animais selvagens, onde, segundo a tradição, um lobo teria matado o burro que lhe servia de transporte. Guilherme, então, teria domesticado toda a matilha, que passou a prestar-lhe todo tipo de auxílio. Vivia como eremita, dedicando-se à oração e à penitência, mas isso durou pouco tempo. Logo começou a ser procurado por outros eremitas, religiosos e fiéis. Acabou fundando, em 1128, um mosteiro masculino, o qual colocou sob as regras beneditinas e dedicou a Maria, ficando conhecido como o Mosteiro de Montevergine. Dele Guilherme se tornou o abade, todavia por pouco tempo, pois transmitiu o cargo para um monge sucessor e continuou peregrinando. Entretanto tal procedimento se tornou a rotina de sua vida monástica. Guilherme acabou fundando um outro mosteiro beneditino, dedicado a Maria, em Monte Cognato. Mais uma vez se encontrou na posição de abade e novamente transmitiu o posto ao monge que elegeu para ser seu sucessor. Desejando imensamente a solidão, foi para a planície de Goleto, não muito distante dali, onde, por um ano inteiro, viveu dentro do buraco de uma árvore gigantesca. E eis que tornou a ser descoberto e mais outra comunidade se formou ao seu redor. Dessa vez teve de fundar um mosteiro ‘duplo’, ou seja, masculino e feminino. Contudo criou duas unidades distintas, cada uma com sua sede e igreja própria. E foi assim que muitíssimos mosteiros nasceram em Irpínia e em Puglia, como revelou a sua biografia datada do século XII. Desse modo, ele, que desejava apenas ser um monge peregrino na Terra Santa, fundou a Congregação Beneditina de Montevergine, que floresceu por muitos séculos. Somente em 1879 ela se fundiu à Congregação de Montecassino. Guilherme morreu no dia 25 de junho de 1142, no mosteiro de Goleto. Teve os restos mortais transferidos, em 1807, para o santuário do Mosteiro de Maria de Montevergine, o primeiro que ele fundara, hoje um dos mais belos santuários marianos existentes. Em 1942, o papa Pio XII canonizou-o e declarou são Guilherme de Vercelli Padroeiro principal da Irpínia. Conheça mais sobre São Guilherme Natural de Vercelli, na Lombardia, onde nasceu no ano de 1085, Guilherme logo cedo perdeu os pais, muito ricos e nobres. Adotado por parentes, aos quinze anos resolveu retirar-se do mundo para dar-se a uma vida penitente. Vestindo um hábito monástico, começou por peregrinar a Santiago de Compostela, santuário muito procurado na Idade Média. Ia a pé, descalço, e portando um cilício. Visitou depois outros santuários famosos na Europa, pensando em ir em peregrinação aos Lugares Santos. Entretanto, encontrou-se com João de Matera, hoje canonizado, que lhe disse que não era isso que Deus desejava dele, mas que permanecesse e se santificasse na Itália. Guilherme vendeu então todos os bens que tinha herdado, distribuiu o alcançado pelos pobres, abandonou sua terra, e dirigiu-se para o sul do país aonde encontrou, na região de Avelino no Reino de Nápoles, uma montanha deserta que podia ser adaptada para a vida de isolamento e oração que projetava. Essa região inóspita era habitada por animais selvagens. Segundo a tradição, tendo um lobo matado o burro que lhe servia de transporte, o santo o domesticou bem como toda sua matilha. Como o aroma da santidade é semelhante ao das flores que, quanto mais se esconde, mais dão seu perfume, Guilherme foi logo descoberto por outros eremitas e religiosos, atraídos por suas virtudes. Crescendo sua fama, ele resolveu fugir, e chegou a um monte entre Nola e Benevento que se chamava Virgílio, por causa da tradição de lá ter estado o grande poeta romano. Aí Guilherme fundou um mosteiro que logo atraiu vários discípulos, entre eles alguns sacerdotes. Com isso lá ele erigiu uma bela igreja dedicada a Nossa Senhora de Montevérgine, o que deu nome ao monte no qual se localizava. O crescimento da comunidade lhe permitiu fundar a Congregação dos Eremitas de Montevérgine , que muito se difundiu em todo o sul da Itália. Esta congregação unir-se-à à dos beneditinos de Subiaco no século XIX. São Guilherme não prescreveu a seus religiosos uma regra. Contentou-se com o ensino oral e o exemplo. Mas era tudo tão rigoroso que, por fim seus discípulos, não podendo acompanhar o ritmo do mestre, pediram-lhe que os deixasse, e fosse fundar outros mosteiros. O rei Rogério I de Nápoles queria conhecer o santo, e o chamou à sua corte. Guilherme para ela se dirigiu, ficando o monarca tão cativado com sua amabilidade e unção, que lhe facilitou a fundação de uma casa em Salerno. Pediu-lhe também que pregasse e reformasse os abusos que havia na Corte. Entretanto, como toda obra realmente de Deus, vieram logo as queixas e calúnias contra o Santo. O próprio rei começou a duvidar da santidade do monge, e resolveu testá-la de uma maneira infame: recorreu a uma prostituta para tentá-lo, e ver até onde ele resistiria. Guilherme a recebeu em seu quarto, deitado numa cama coberta com carvões ardentes. O milagre foi duplo: o santo nada sofreu, e a mulher, horrorizada, converteu-se seriamente, e foi fazer penitência num convento, do qual tornou-se abadessa. Por sua vez o rei, que utilizara tão infame recurso, edificado restituiu a Guilherme sua antiga amizade. E para não perder a sabedoria dos seus conselhos e de sua santidade, e para tê-lo sempre junto a si, construiu-lhe um mosteiro ao lado de seu palácio, em Salerno. São Guilherme, sabendo por revelação divina que seu fim estava próximo, retirou-se para seu mosteiro de Gugieto, onde morreu no dia 25 de junho de 1142 aos 57 anos. Seus restos mortais foram transferidos em 1807 para o santuário do Mosteiro de Maria de Montevergine, o primeiro que fundara, e que hoje é um dos mais belos santuários marianos existentes. Apesar de sua fama de milagres, somente em 1942 foi que o papa Pio XII canonizou-o, e o declarou Padroeiro principal da Irpínia, distrito das Montanhas Apeninas em Avelino, a 50 km a este de Nápoles.
- Solenidade da Natividade de São João Batista – 24 de junho
SANTO DO DIA – 24 DE JUNHO – NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA Profeta e mártir (século I) A Bíblia nos diz que Isabel era prima e muito amiga de Maria, e elas tinham o costume de visitarem-se. Uma dessas ocasiões foi quando já estava grávida: ‘Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo'(Lc 1,41). Ainda no ventre da mãe, João faz uma reverência e reconhece a presença do Cristo Jesus. Assim os evangelistas apresentam com todo rigor a figura de João como precursor do Messias, cujo dia do nascimento é também chamado de ‘Aurora da Salvação’. É o único santo, além de Nossa Senhora, em que se festeja o nascimento, porque a Igreja vê nele a preanunciação do Natal de Cristo. Ele era um filho muito desejado por seus pais, Isabel e Zacarias, ambos de estirpe sacerdotal e já com idade bem avançada. Isabel haveria de dar à luz um menino, o qual deveria receber o nome de João, que significa ‘Deus é propício’. Assim foi avisado Zacarias pelo anjo Gabriel. Conforme a indicação de Lucas, Isabel estava no sexto mês de gestação de João, que foi fixado pela Igreja três meses após a Anunciação de Maria e seis meses antes do Natal de Jesus. O sobrinho da Virgem Maria foi o último profeta e o primeiro apóstolo. ‘É mais que profeta, disse ainda Jesus. É dele que está escrito: eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele preparará o teu caminho diante de ti’. Ou seja, o primo João inicia sua missão alguns anos antes de Jesus iniciar a sua própria missão terrestre. Lucas também fala a respeito da infância de João: o menino foi crescendo e fortificando-se em espírito e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel. Com palavras firmes, pregava a conversão e a necessidade do batismo de penitência. Anunciava a vinda do Messias prometido e esperado, enquanto de si mesmo deu este testemunho: ‘Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitarei o caminho do Senhor…’ Aos que o confundiam com Jesus, afirmava com humildade: ‘Eu não sou o Cristo’ e ‘Não sou digno de desatar a correia de sua sandália’. Sua originalidade era o convite a receber a ablução com água no rio Jordão, prática chamada batismo. Por isso o seu apelido de Batista. João Batista teve a grande missão de batizar o próprio Cristo. Ele apresentou oficialmente Cristo ao povo como Messias com estas palavras: ‘Eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo… Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo’. Jesus, falando de João Batista, tece-lhe o maior elogio registrado na Bíblia: ‘Jamais surgiu entre os nascidos de mulher alguém maior do que João Batista. Contudo o menor no Reino de Deus é maior do que ele’. Ele morreu degolado no governo do rei Herodes Antipas, por defender a moralidade e os bons costumes. O seu martírio é celebrado em 29 de agosto, com outra veneração litúrgica. São João Batista é um dos santos mais populares em todo o mundo cristão. Conheça mais sobre São João Batista A liturgia faz-nos celebrar a Natividade de São João Batista, o único Santo do qual se comemora o nascimento, porque marcou o início do cumprimento das promessas divinas. João é aquele «profeta», identificado com Elias, que estava destinado a preceder imediatamente o Messias para preparar o povo de Israel para a sua vinda … Depois de Nossa Senhora, talvez seja João Batista o santo mais venerado pelos Cristãos. Como a Santa Mãe de Deus, dele também se celebra a data de dois nascimentos: para a vida terrena, em 24 de junho, e para a vida eterna em 29 de agosto. Aliás, São João e Maria Santíssima eram parentes bem próximos. Já no Antigo Testamento encontramos trechos que se referem a São João Batista, o Precursor: estrela da manhã que com o seu brilho excedia o brilho de todas as outras estrelas e anunciava a manhã do dia abençoado, iluminado pelo Sol espiritual de Cristo (Mal. 4:2). Ver Isaías. Por causa de suas pregações, São João foi logo tido como profeta. Aquela categoria de homens especialmente escolhidos pela Providencia que, falando por inspiração divina, prenunciam os acontecimentos, ouvem e interpretam os passos do Criador na história, orientando o caminhar do povo de Deus. Os Santos Evangelhos referem-se a ele como sendo um desses homens. Talvez como sendo o maior deles (Lc 7, 26-28), uma vez que com São João Batista a missão profética atingiu sua plenitude e ele é um dos elos de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento. Os outros profetas foram um prenúncio do Batista. Só ele pôde apresentar o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo em pessoa como sendo o messias prometido, o salvador e redentor da humanidade. * * * * * * * * O Evangelista São Lucas nos conta que João, o “Batista”, o “Precursor”, nasceu numa cidade do reino de Judá, perto de Hebron, nas montanhas, ao sul de Jerusalém e que era descendente do santo patriarca Abraão, iniciador da historia do povo de Israel. Seu pai foi o sacerdote São Zacarias (da geração de Aarão) e sua Mãe foi Santa Isabel (da geração de Davi), prima da Virgem Maria, mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo. São Lucas ressalta também as circunstâncias sobrenaturais que precederam o nascimento de João Batista: Isabel, estéril e já idosa, viu ser possível realizar seu justo desejo de ter um descendente quando o arcanjo São Gabriel anunciou a Zacarias, seu esposo, que ela daria a luz a um filho. O menino deveria chamar-se João e seria o precursor do Salvador. Pela graça de Deus o menino não foi morto no massacre dos inocentes quando milhares de crianças foram assassinadas na região de Belém a mando de Herodes. Alguns meses depois de engravidar-se, Isabel recebeu a visita de Nossa Senhora: “Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio.” (Lc 1:39-44). Essas circunstâncias, impregnados de um clima sobrenatural, foram preparadas sabiamente pela Divina Providencia para que o papel de João Batista fosse realçado como precursor de Cristo. Esses fatos aconteceram por volta do ano 5, antes de Cristo, no território onde habitava a tribo de Judá. * * * * * * * * Estando ainda em sua juventude, João retirou-se para o deserto. Nesse ambiente austero, recolhido e afastado dos homens ele preparou-se para sua missão. Vestido de pêlos de camelo e um cinturão de couro, ele alimentava-se apenas de mel silvestre e gafanhotos. Com jejuns e orações, colocou-se por inteiro na presença do Altíssimo, levando uma vida extremamente coerente com seus ensinamentos. Permaneceu no deserto até por volta de seus trinta anos quando iniciou suas pregações às margens do rio Jordão. * * * * * * * * A relevância do papel de São João Batista reside no fato de ter sido ele o “precursor” de Cristo. Foi ele a voz que clamava no deserto anunciando a chegada do Messias não cessando, jamais, de chamar os homens à conversão: “Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo”. Em suas pregações Insistia sempre para que os judeus, pela penitência, se preparassem pois estava próxima a chegada do Messias prometido. João passou a ser conhecido como “Batista” por causa da importância que dava ao batismo, um ritual de purificação corporal onde a imersão na água simbolizava a mudança de vida interior do batizado. Não deixava nunca de salientar aos seus ouvintes e discípulos que “Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque antes de mim ele já existia! Eu também não o conhecia, mas vim batizar com água para que ele fosse manifestado a Israel”. * * * * * * * * João pregou também na corte de Herodes Antipas, tetrarca da Galiléia. Foi ai que ele teve oportunidade de denunciar a vida escandalosa que o governante levava. E foi também essa denuncia que serviu de motivo para que João Batista fosse preso. Ele só não foi condenado à morte nessa ocasião porque o tetrarca sabia da popularidade do já muito conhecido pregador e temia a reação do povo diante dessa medida extrema. Porém, como relata o evangelista São Marcos (6: 21-29), aconteceu que durante as comemorações do aniversário de Herodes, Salomé, filha de Herodíades – mulher com a qual o governante mantinha um relacionamento irregular e imoral – agradou tanto ao aniversariante que este prometeu atender qualquer pedido feito pela moça. Instigada pela mãe, ela pediu a cabeça de João Batista. Herodes cumpriu o que havia prometido: mandou degolar João Batista e sua cabeça foi trazida numa bandeja e entregue a Salomé. * * * * * * * * “Entre os filhos de mulher, ninguém ultrapassa João Batista” (Lc 7,28): a vaidade, o orgulho, a soberba, jamais encontraram lugar em seu coração. Por causa de sua austeridade e de sua fidelidade cristã, ele foi confundido com o próprio Jesus Cristo, mas, imediatamente, ele retruca: “Eu não sou o Cristo, mas fui enviado diante dele.” (Jo 3, 28) e “não sou digno de desatar a correia de sua sandália”. (Jo 1,27). João batizou Jesus, embora não quisesse fazê-lo, dizendo: “Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim ?” (Mt 3:14). Quando seus discípulos hesitantes não sabiam a quem seguir, ele apontava na direção daquele que é o único caminho: “Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. (Jo 1,29). E dava testemunho de Jesus: “Eu vi o Espírito descer do céu, como pomba, e permanecer sobre ele. Pois eu não o conhecia, mas quem me enviou disse-me: Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, é ele que batiza com Espírito Santo. Eu vi, e por isso dou testemunho: ele é o Filho de Deus!” #SantodoDia #SãoJoãoBatista
- Solenidade da Natividade de São João Batista – 24 de junho
SANTO DO DIA – 24 DE JUNHO – NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA Profeta e mártir (século I) A Bíblia nos diz que Isabel era prima e muito amiga de Maria, e elas tinham o costume de visitarem-se. Uma dessas ocasiões foi quando já estava grávida: ‘Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo'(Lc 1,41). Ainda no ventre da mãe, João faz uma reverência e reconhece a presença do Cristo Jesus. Assim os evangelistas apresentam com todo rigor a figura de João como precursor do Messias, cujo dia do nascimento é também chamado de ‘Aurora da Salvação’. É o único santo, além de Nossa Senhora, em que se festeja o nascimento, porque a Igreja vê nele a preanunciação do Natal de Cristo. Ele era um filho muito desejado por seus pais, Isabel e Zacarias, ambos de estirpe sacerdotal e já com idade bem avançada. Isabel haveria de dar à luz um menino, o qual deveria receber o nome de João, que significa ‘Deus é propício’. Assim foi avisado Zacarias pelo anjo Gabriel. Conforme a indicação de Lucas, Isabel estava no sexto mês de gestação de João, que foi fixado pela Igreja três meses após a Anunciação de Maria e seis meses antes do Natal de Jesus. O sobrinho da Virgem Maria foi o último profeta e o primeiro apóstolo. ‘É mais que profeta, disse ainda Jesus. É dele que está escrito: eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele preparará o teu caminho diante de ti’. Ou seja, o primo João inicia sua missão alguns anos antes de Jesus iniciar a sua própria missão terrestre. Lucas também fala a respeito da infância de João: o menino foi crescendo e fortificando-se em espírito e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel. Com palavras firmes, pregava a conversão e a necessidade do batismo de penitência. Anunciava a vinda do Messias prometido e esperado, enquanto de si mesmo deu este testemunho: ‘Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitarei o caminho do Senhor…’ Aos que o confundiam com Jesus, afirmava com humildade: ‘Eu não sou o Cristo’ e ‘Não sou digno de desatar a correia de sua sandália’. Sua originalidade era o convite a receber a ablução com água no rio Jordão, prática chamada batismo. Por isso o seu apelido de Batista. João Batista teve a grande missão de batizar o próprio Cristo. Ele apresentou oficialmente Cristo ao povo como Messias com estas palavras: ‘Eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo… Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo’. Jesus, falando de João Batista, tece-lhe o maior elogio registrado na Bíblia: ‘Jamais surgiu entre os nascidos de mulher alguém maior do que João Batista. Contudo o menor no Reino de Deus é maior do que ele’. Ele morreu degolado no governo do rei Herodes Antipas, por defender a moralidade e os bons costumes. O seu martírio é celebrado em 29 de agosto, com outra veneração litúrgica. São João Batista é um dos santos mais populares em todo o mundo cristão. Conheça mais sobre São João Batista A liturgia faz-nos celebrar a Natividade de São João Batista, o único Santo do qual se comemora o nascimento, porque marcou o início do cumprimento das promessas divinas. João é aquele «profeta», identificado com Elias, que estava destinado a preceder imediatamente o Messias para preparar o povo de Israel para a sua vinda … Depois de Nossa Senhora, talvez seja João Batista o santo mais venerado pelos Cristãos. Como a Santa Mãe de Deus, dele também se celebra a data de dois nascimentos: para a vida terrena, em 24 de junho, e para a vida eterna em 29 de agosto. Aliás, São João e Maria Santíssima eram parentes bem próximos. Já no Antigo Testamento encontramos trechos que se referem a São João Batista, o Precursor: estrela da manhã que com o seu brilho excedia o brilho de todas as outras estrelas e anunciava a manhã do dia abençoado, iluminado pelo Sol espiritual de Cristo (Mal. 4:2). Ver Isaías. Por causa de suas pregações, São João foi logo tido como profeta. Aquela categoria de homens especialmente escolhidos pela Providencia que, falando por inspiração divina, prenunciam os acontecimentos, ouvem e interpretam os passos do Criador na história, orientando o caminhar do povo de Deus. Os Santos Evangelhos referem-se a ele como sendo um desses homens. Talvez como sendo o maior deles (Lc 7, 26-28), uma vez que com São João Batista a missão profética atingiu sua plenitude e ele é um dos elos de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento. Os outros profetas foram um prenúncio do Batista. Só ele pôde apresentar o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo em pessoa como sendo o messias prometido, o salvador e redentor da humanidade. * * * * * * * * O Evangelista São Lucas nos conta que João, o “Batista”, o “Precursor”, nasceu numa cidade do reino de Judá, perto de Hebron, nas montanhas, ao sul de Jerusalém e que era descendente do santo patriarca Abraão, iniciador da historia do povo de Israel. Seu pai foi o sacerdote São Zacarias (da geração de Aarão) e sua Mãe foi Santa Isabel (da geração de Davi), prima da Virgem Maria, mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo. São Lucas ressalta também as circunstâncias sobrenaturais que precederam o nascimento de João Batista: Isabel, estéril e já idosa, viu ser possível realizar seu justo desejo de ter um descendente quando o arcanjo São Gabriel anunciou a Zacarias, seu esposo, que ela daria a luz a um filho. O menino deveria chamar-se João e seria o precursor do Salvador. Pela graça de Deus o menino não foi morto no massacre dos inocentes quando milhares de crianças foram assassinadas na região de Belém a mando de Herodes. Alguns meses depois de engravidar-se, Isabel recebeu a visita de Nossa Senhora: “Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio.” (Lc 1:39-44). Essas circunstâncias, impregnados de um clima sobrenatural, foram preparadas sabiamente pela Divina Providencia para que o papel de João Batista fosse realçado como precursor de Cristo. Esses fatos aconteceram por volta do ano 5, antes de Cristo, no território onde habitava a tribo de Judá. * * * * * * * * Estando ainda em sua juventude, João retirou-se para o deserto. Nesse ambiente austero, recolhido e afastado dos homens ele preparou-se para sua missão. Vestido de pêlos de camelo e um cinturão de couro, ele alimentava-se apenas de mel silvestre e gafanhotos. Com jejuns e orações, colocou-se por inteiro na presença do Altíssimo, levando uma vida extremamente coerente com seus ensinamentos. Permaneceu no deserto até por volta de seus trinta anos quando iniciou suas pregações às margens do rio Jordão. * * * * * * * * A relevância do papel de São João Batista reside no fato de ter sido ele o “precursor” de Cristo. Foi ele a voz que clamava no deserto anunciando a chegada do Messias não cessando, jamais, de chamar os homens à conversão: “Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo”. Em suas pregações Insistia sempre para que os judeus, pela penitência, se preparassem pois estava próxima a chegada do Messias prometido. João passou a ser conhecido como “Batista” por causa da importância que dava ao batismo, um ritual de purificação corporal onde a imersão na água simbolizava a mudança de vida interior do batizado. Não deixava nunca de salientar aos seus ouvintes e discípulos que “Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque antes de mim ele já existia! Eu também não o conhecia, mas vim batizar com água para que ele fosse manifestado a Israel”. * * * * * * * * João pregou também na corte de Herodes Antipas, tetrarca da Galiléia. Foi ai que ele teve oportunidade de denunciar a vida escandalosa que o governante levava. E foi também essa denuncia que serviu de motivo para que João Batista fosse preso. Ele só não foi condenado à morte nessa ocasião porque o tetrarca sabia da popularidade do já muito conhecido pregador e temia a reação do povo diante dessa medida extrema. Porém, como relata o evangelista São Marcos (6: 21-29), aconteceu que durante as comemorações do aniversário de Herodes, Salomé, filha de Herodíades – mulher com a qual o governante mantinha um relacionamento irregular e imoral – agradou tanto ao aniversariante que este prometeu atender qualquer pedido feito pela moça. Instigada pela mãe, ela pediu a cabeça de João Batista. Herodes cumpriu o que havia prometido: mandou degolar João Batista e sua cabeça foi trazida numa bandeja e entregue a Salomé. * * * * * * * * “Entre os filhos de mulher, ninguém ultrapassa João Batista” (Lc 7,28): a vaidade, o orgulho, a soberba, jamais encontraram lugar em seu coração. Por causa de sua austeridade e de sua fidelidade cristã, ele foi confundido com o próprio Jesus Cristo, mas, imediatamente, ele retruca: “Eu não sou o Cristo, mas fui enviado diante dele.” (Jo 3, 28) e “não sou digno de desatar a correia de sua sandália”. (Jo 1,27). João batizou Jesus, embora não quisesse fazê-lo, dizendo: “Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim ?” (Mt 3:14). Quando seus discípulos hesitantes não sabiam a quem seguir, ele apontava na direção daquele que é o único caminho: “Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. (Jo 1,29). E dava testemunho de Jesus: “Eu vi o Espírito descer do céu, como pomba, e permanecer sobre ele. Pois eu não o conhecia, mas quem me enviou disse-me: Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, é ele que batiza com Espírito Santo. Eu vi, e por isso dou testemunho: ele é o Filho de Deus!” #SantodoDia #SãoJoãoBatista
- Santa Maria D Oignies – 23 de Junho
SANTO DO DIA – 23 DE JUNHO – SANTA MARIA D OIGNIES Nascida em 1177, em Nivelle, Brabante, de uma família riquíssima, as riquezas jamais lhe impressionaram a alma, mesmo na mais tenra idade. Jamais ou raramente, a viram tomar parte nos brinquedos da infância, não pela morosidade do caráter, mas porque desde então a graça divina a atraía para as coisas do céu. Desde a infância, levantava-se de noite, punha-se de joelhos ao pé da cama, e repetia as orações que havia aprendido de cor. A misericórdia e a piedade pareciam ter nascido com ela e nela cresciam com os anos. Criança ainda, quando via passar religiosos cistercienses diante da casa do pai, seguia-os às escondidas, cheia de admiração e, não podendo fazer outra coisa, punha os pés nas suas pegadas. Os pais, como era costume das pessoas do mundo, quiseram adorná-la de vestes preciosas; ela usava-as com tristeza, como se lesse na alma o que os apóstolos São Pedro e São Paulo haviam dito contra os ornamentos femininos. Os pais surpresos, zombavam dela: “Mas que será de nossa filha?” Casaram-na com a idade de quatorze anos a um jovem que muito lhe convinha pela doçura da natureza. Afastada dos pais, seu fervor e austeridades não conheceram limites. Frequentemente, após haver empregado parte da noite no trabalho Manuel e em oração, repousava sobre tábuas que escondia sob o leito. Como não tinha liberdade de dispor do corpo abertamente, servia-se, em segredo, de uma corda rude que trazia sobre a carne. O marido, de nome João, vivia primeiramente com ela como esposa, mas em breve, conquistado por seu exemplo, não a considerava senão irmã e companheira na piedade. Desde então, não somente levou vida casta, mas foi o guardião fiel da castidade da esposa, cuidando do que lhe faltava, a fim de que nada a afastasse da contemplação e dos exercícios de piedade que ocupavam todas as horas de sua vida. Com ela, deu aos pobres o que possuía e juntou-se a ela na oração e em todas as obras da caridade às quais podia tomar parte. De sorte que, quando mais dela se separou corporalmente, renunciando a toda afeição carnal, mais se lhe unia pelos laços de uma sociedade toda espiritual. Não se contentaram em crucificar a carne em tão grande juventude; mas, esquecendo-se de si próprios, aplicaram-se em servir os leprosos na cidade de Nivelle. Os homens do século não tardaram em censurar conduta que lhes parecia surpreendente; e os parentes de um e outra não mais podiam vê-los senão com despeito. Parecia que houvesse tido uma conspiração geral em todo o país para zombar deles e deles fazer o objeto das zombarias públicas. Do mesmo modo que todos os respeitavam quando ricos, assim todos os desprezavam quando voluntariamente se tinham tornado pobres por amor de Jesus Cristo. Consideravam-nos pessoas insignificantes, e quanto mais humildes e pacientes os viam, mais procuravam ultrajá-los com injúrias. Maria, bem como o marido, recebia-as com alegria, no desejo ardente de participar das humilhações que Jesus Cristo havia sofrido na cruz. O princípio de sua conversão perfeita, a causa de seu amor sempre mais fervente por Deus, foi a cruz do Salvador. Um dia, a meditação dos sofrimentos a impressionou com tal compunção, que seu lugar na igreja se encontrou inundado de lágrimas. Depois, ela permaneceu longo tempo sem poder olhar uma imagem da cruz, nem falar ou ouvir falar de Jesus Cristo, sem que caísse em desmaio que ia até o êxtase. Havia recebido de Deus o dom das lágrimas a tal ponto, que não lograva a reter-lhes o curso. A magreza extrema, a que a tinham reduzido os longos jejuns e longas vigílias, não a impedia de derramá-las em abundância. Dizia aos que temiam que estivesse enferma que tais lágrimas eram o seu alimento; que longe de lhe fazerem mal, lhe aliviavam as penas. Quase sempre era a vista do que Cristo havia sofrido pelos pecados dos homens que a faziam derramá-las. Por seu turno, empenhava-se em nada fazer que pudesse obrigá-la a derramá-las por si própria. Vigiava com tanto cuidado a alma e os sentidos, e conservava o coração em tão grande pureza, que seu diretor jamais nela notou palavra indecente, olhar mal regrado, ação um tanto mais livre, nem riso imoderado, nem gesto que não fosse modesto. Quando, à noite, examinava severamente tudo o que havia feito durante o dia, e julgava haver-se excedido na menor coisa, confessava-se imediatamente ao padre, com viva contrição. O amor do Salvador a fazia amar a cruz. Tinha feito a deus o sacrifício dos bens, e fazia perpetuamente o sacrifício do corpo com mortificação contínua. Usava do alimento somente para não morrer; comia uma vez por dia e em pequena quantidade; no verão, na hora das vésperas, no inverno, na primeira hora da noite. Não bebia vinho e não comia carne; seus alimentos mais comuns eram frutas, ervas e legumes; por muito tempo costumava comer um pão negro, tão seco e duro, que lhe magoava a garganta, à medida em que o tomava. Três anos a fio jejuou a pão e água, desde a exaltação da santa cruz até a Páscoa, e isso sem em nada diminuir o trabalho manual. Algumas vezes, durante trinta e cinco dias, repousava afetuosamente com o Senhor, em doce e bem-aventurado silêncio, não tomando qualquer alimento corporal, e não proferindo mais que esta palavra: Quero o corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Havendo-o recebido, permanecia em silêncio com o Senhor. Nesses dias, sentia o espírito como que separado do corpo, encontrando-se como que num vaso de lama, tal era o seu desprendimento das coisas sensíveis, e arrebatada acima delas. Enfim, após cinco semanas de arrebatamento, para grande espanto de todos, voltava a si, falava aos presentes e tomava alimento. Quanto mais enfraquecia o corpo pelos jejuns, mais o espírito se lhe fortificava na prece. Orava de dia e de noite com assiduidade infatigável; orava sem cessar, ou no silêncio do coração sem emprego da palavra, ou exprimindo pela boca os sentimentos do coração. Mesmo quando fiava ou executava outro trabalho Manuel, tinha sempre o saltério aberto diante dela para cantar os louvores de Deus e tê-lo sempre presente no pensamento. Não passava ano que não fosse em peregrinação a Nossa Senhora d’Oignies; ali, sempre obtinha algumas graças de Deus pela intercessão da santa Virgem. Essa igreja situava-se a uma légua de Nivelle, e o caminho era quase inviável em todas as estações: Maria percorria-o com os pés nus, mesmo nos maiores rigores do inverno. Não comia nada durante todo esse dia e passava toda a noite em oração na igreja, não se alimentando senão no regresso, após as vésperas. Estava, por outro lado, acostumada a vigilar assim na Igreja de Willenbrock, bairro de Nivelle, onde morava; vigilava em oração, com a licença do sacristão, até que, não mais podendo resistir o sono, apoiava a cabeça na parede para tomar um instante de repouso. O leito que tinha, e onde quase nunca se deitava, apenas continha um pouco de palha, como todo conforto. Em comunhão perpétua com Deus, com os anjos e santos, Maria teve grande número de visões sobrenaturais e de revelações. O cardeal Jácomo de Vitri, seu diretor espiritual e biógrafo, cita diversas. Havia recebido de Deus um maravilhoso discernimento para distinguir o que vinha realmente de Deus do que procedia da natureza ou do anjo das trevas. Permaneceu alguns anos reclusa em Willenbrock; mas não podendo mais suportar a multidão dos que vinham por devoção vê-la de Nivelle, pediu a Deus que lhe desse a conhecer lugar mais favorável para não se ocupar senão d’Ele. Não encontrou local mais favorável a esse propósito do que em Oignies, tanto por estar afastado das estradas como por ser pobres. Ademais, havia já visto algumas servas de Deus, com as quais esperava servi-lo com mais fervor ainda. Para lá se dirigiu com permissão do marido, e de Gui, seu cunhado, que havia escolhido por pai espiritual, ao qual unia o célebre Jácomo de Vitri, que foi depois cardeal-arcebispo de Túsculo. Ali viveu sem obstáculo na perfeição a que aspirava. Enfim Deus, tendo-a cumulado de graças em profusão contínua, fê-la chegar ao término que havia marcado para concluir os trabalhos de sua vida mortal. Jácomo de Vitri, tendo recebido ordem do Papa Inocêncio III de pregar a cruzada contra os maniqueus albigenses, foi obrigado a deixá-la no mesmo ano em que ela morreu. Predisse-lhe ela que não a reveria senão para assisti-la no último instante; e fez o seu testamento, legando-lhe o cinto usado e o velho lenço regado com lágrimas. Consolou-se da ausência de tal diretor, com a expectativa da transmigração próxima e a presença do bispo Foulque de Tolosa, que, expulso de sua sede pelos albigenses, viera refugiar-se em Liége. Sua última enfermidade foi extremamente longa e acompanhada de dores atrozes. Mas as consolações espirituais lhe igualavam, e mesmo, ultrapassavam os sofrimentos. Durante os três últimos meses de vida, não tomou senão onze vezes alimento: a repugnância não cessava senão com a recepção do sacramento da Eucaristia. Mostrava a alegria que lhe inundava o coração com hinos e cânticos, que entoava continuamente em língua romana e em ritmo ou rima. Poucos dias antes de morrer, mandou transportar o leito para a igreja, ao pé do altar, a fim de que os objetos de sua piedade lhe fossem mais sensíveis. Continuou a entoar os cânticos de alegria, o Magnificar e o Nunc dimittis, em meio aos sofrimentos, até que, no domingo, dia 23 de Junho de 1213, entregou a alma a Deus, com a idade de trinta e seis anos. Fotos: santiebeati.it / (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 119 à 125)
- Santa Maria D Oignies – 23 de Junho
SANTO DO DIA – 23 DE JUNHO – SANTA MARIA D OIGNIES Nascida em 1177, em Nivelle, Brabante, de uma família riquíssima, as riquezas jamais lhe impressionaram a alma, mesmo na mais tenra idade. Jamais ou raramente, a viram tomar parte nos brinquedos da infância, não pela morosidade do caráter, mas porque desde então a graça divina a atraía para as coisas do céu. Desde a infância, levantava-se de noite, punha-se de joelhos ao pé da cama, e repetia as orações que havia aprendido de cor. A misericórdia e a piedade pareciam ter nascido com ela e nela cresciam com os anos. Criança ainda, quando via passar religiosos cistercienses diante da casa do pai, seguia-os às escondidas, cheia de admiração e, não podendo fazer outra coisa, punha os pés nas suas pegadas. Os pais, como era costume das pessoas do mundo, quiseram adorná-la de vestes preciosas; ela usava-as com tristeza, como se lesse na alma o que os apóstolos São Pedro e São Paulo haviam dito contra os ornamentos femininos. Os pais surpresos, zombavam dela: “Mas que será de nossa filha?” Casaram-na com a idade de quatorze anos a um jovem que muito lhe convinha pela doçura da natureza. Afastada dos pais, seu fervor e austeridades não conheceram limites. Frequentemente, após haver empregado parte da noite no trabalho Manuel e em oração, repousava sobre tábuas que escondia sob o leito. Como não tinha liberdade de dispor do corpo abertamente, servia-se, em segredo, de uma corda rude que trazia sobre a carne. O marido, de nome João, vivia primeiramente com ela como esposa, mas em breve, conquistado por seu exemplo, não a considerava senão irmã e companheira na piedade. Desde então, não somente levou vida casta, mas foi o guardião fiel da castidade da esposa, cuidando do que lhe faltava, a fim de que nada a afastasse da contemplação e dos exercícios de piedade que ocupavam todas as horas de sua vida. Com ela, deu aos pobres o que possuía e juntou-se a ela na oração e em todas as obras da caridade às quais podia tomar parte. De sorte que, quando mais dela se separou corporalmente, renunciando a toda afeição carnal, mais se lhe unia pelos laços de uma sociedade toda espiritual. Não se contentaram em crucificar a carne em tão grande juventude; mas, esquecendo-se de si próprios, aplicaram-se em servir os leprosos na cidade de Nivelle. Os homens do século não tardaram em censurar conduta que lhes parecia surpreendente; e os parentes de um e outra não mais podiam vê-los senão com despeito. Parecia que houvesse tido uma conspiração geral em todo o país para zombar deles e deles fazer o objeto das zombarias públicas. Do mesmo modo que todos os respeitavam quando ricos, assim todos os desprezavam quando voluntariamente se tinham tornado pobres por amor de Jesus Cristo. Consideravam-nos pessoas insignificantes, e quanto mais humildes e pacientes os viam, mais procuravam ultrajá-los com injúrias. Maria, bem como o marido, recebia-as com alegria, no desejo ardente de participar das humilhações que Jesus Cristo havia sofrido na cruz. O princípio de sua conversão perfeita, a causa de seu amor sempre mais fervente por Deus, foi a cruz do Salvador. Um dia, a meditação dos sofrimentos a impressionou com tal compunção, que seu lugar na igreja se encontrou inundado de lágrimas. Depois, ela permaneceu longo tempo sem poder olhar uma imagem da cruz, nem falar ou ouvir falar de Jesus Cristo, sem que caísse em desmaio que ia até o êxtase. Havia recebido de Deus o dom das lágrimas a tal ponto, que não lograva a reter-lhes o curso. A magreza extrema, a que a tinham reduzido os longos jejuns e longas vigílias, não a impedia de derramá-las em abundância. Dizia aos que temiam que estivesse enferma que tais lágrimas eram o seu alimento; que longe de lhe fazerem mal, lhe aliviavam as penas. Quase sempre era a vista do que Cristo havia sofrido pelos pecados dos homens que a faziam derramá-las. Por seu turno, empenhava-se em nada fazer que pudesse obrigá-la a derramá-las por si própria. Vigiava com tanto cuidado a alma e os sentidos, e conservava o coração em tão grande pureza, que seu diretor jamais nela notou palavra indecente, olhar mal regrado, ação um tanto mais livre, nem riso imoderado, nem gesto que não fosse modesto. Quando, à noite, examinava severamente tudo o que havia feito durante o dia, e julgava haver-se excedido na menor coisa, confessava-se imediatamente ao padre, com viva contrição. O amor do Salvador a fazia amar a cruz. Tinha feito a deus o sacrifício dos bens, e fazia perpetuamente o sacrifício do corpo com mortificação contínua. Usava do alimento somente para não morrer; comia uma vez por dia e em pequena quantidade; no verão, na hora das vésperas, no inverno, na primeira hora da noite. Não bebia vinho e não comia carne; seus alimentos mais comuns eram frutas, ervas e legumes; por muito tempo costumava comer um pão negro, tão seco e duro, que lhe magoava a garganta, à medida em que o tomava. Três anos a fio jejuou a pão e água, desde a exaltação da santa cruz até a Páscoa, e isso sem em nada diminuir o trabalho manual. Algumas vezes, durante trinta e cinco dias, repousava afetuosamente com o Senhor, em doce e bem-aventurado silêncio, não tomando qualquer alimento corporal, e não proferindo mais que esta palavra: Quero o corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Havendo-o recebido, permanecia em silêncio com o Senhor. Nesses dias, sentia o espírito como que separado do corpo, encontrando-se como que num vaso de lama, tal era o seu desprendimento das coisas sensíveis, e arrebatada acima delas. Enfim, após cinco semanas de arrebatamento, para grande espanto de todos, voltava a si, falava aos presentes e tomava alimento. Quanto mais enfraquecia o corpo pelos jejuns, mais o espírito se lhe fortificava na prece. Orava de dia e de noite com assiduidade infatigável; orava sem cessar, ou no silêncio do coração sem emprego da palavra, ou exprimindo pela boca os sentimentos do coração. Mesmo quando fiava ou executava outro trabalho Manuel, tinha sempre o saltério aberto diante dela para cantar os louvores de Deus e tê-lo sempre presente no pensamento. Não passava ano que não fosse em peregrinação a Nossa Senhora d’Oignies; ali, sempre obtinha algumas graças de Deus pela intercessão da santa Virgem. Essa igreja situava-se a uma légua de Nivelle, e o caminho era quase inviável em todas as estações: Maria percorria-o com os pés nus, mesmo nos maiores rigores do inverno. Não comia nada durante todo esse dia e passava toda a noite em oração na igreja, não se alimentando senão no regresso, após as vésperas. Estava, por outro lado, acostumada a vigilar assim na Igreja de Willenbrock, bairro de Nivelle, onde morava; vigilava em oração, com a licença do sacristão, até que, não mais podendo resistir o sono, apoiava a cabeça na parede para tomar um instante de repouso. O leito que tinha, e onde quase nunca se deitava, apenas continha um pouco de palha, como todo conforto. Em comunhão perpétua com Deus, com os anjos e santos, Maria teve grande número de visões sobrenaturais e de revelações. O cardeal Jácomo de Vitri, seu diretor espiritual e biógrafo, cita diversas. Havia recebido de Deus um maravilhoso discernimento para distinguir o que vinha realmente de Deus do que procedia da natureza ou do anjo das trevas. Permaneceu alguns anos reclusa em Willenbrock; mas não podendo mais suportar a multidão dos que vinham por devoção vê-la de Nivelle, pediu a Deus que lhe desse a conhecer lugar mais favorável para não se ocupar senão d’Ele. Não encontrou local mais favorável a esse propósito do que em Oignies, tanto por estar afastado das estradas como por ser pobres. Ademais, havia já visto algumas servas de Deus, com as quais esperava servi-lo com mais fervor ainda. Para lá se dirigiu com permissão do marido, e de Gui, seu cunhado, que havia escolhido por pai espiritual, ao qual unia o célebre Jácomo de Vitri, que foi depois cardeal-arcebispo de Túsculo. Ali viveu sem obstáculo na perfeição a que aspirava. Enfim Deus, tendo-a cumulado de graças em profusão contínua, fê-la chegar ao término que havia marcado para concluir os trabalhos de sua vida mortal. Jácomo de Vitri, tendo recebido ordem do Papa Inocêncio III de pregar a cruzada contra os maniqueus albigenses, foi obrigado a deixá-la no mesmo ano em que ela morreu. Predisse-lhe ela que não a reveria senão para assisti-la no último instante; e fez o seu testamento, legando-lhe o cinto usado e o velho lenço regado com lágrimas. Consolou-se da ausência de tal diretor, com a expectativa da transmigração próxima e a presença do bispo Foulque de Tolosa, que, expulso de sua sede pelos albigenses, viera refugiar-se em Liége. Sua última enfermidade foi extremamente longa e acompanhada de dores atrozes. Mas as consolações espirituais lhe igualavam, e mesmo, ultrapassavam os sofrimentos. Durante os três últimos meses de vida, não tomou senão onze vezes alimento: a repugnância não cessava senão com a recepção do sacramento da Eucaristia. Mostrava a alegria que lhe inundava o coração com hinos e cânticos, que entoava continuamente em língua romana e em ritmo ou rima. Poucos dias antes de morrer, mandou transportar o leito para a igreja, ao pé do altar, a fim de que os objetos de sua piedade lhe fossem mais sensíveis. Continuou a entoar os cânticos de alegria, o Magnificar e o Nunc dimittis, em meio aos sofrimentos, até que, no domingo, dia 23 de Junho de 1213, entregou a alma a Deus, com a idade de trinta e seis anos. Fotos: santiebeati.it / (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 119 à 125)
- Ensinamentos de Tomas More para os políticos e advogados do século XXI
A Igreja celebra hoje (22) são Tomás More, político, professor de direito e advogado do século XVI, cuja vida pode dar ensinamentos para profissionais do direito e da política do século XXI. Veja também na segunda parte da matéria 7 dados sobre a vida e a obra de são Tomás More. Por ACI Digital – Tomás More pode ensinar aos políticos e advogados do século XXITomás More, padroeiro dos políticos e governantes, costumava dizer que “o homem não pode ser separado de Deus, nem a política da moral”. O advogado e mestre em Direito, Alberto González Cáceres, presidente do Centro de Estudos Jurídicos Santo Tomás More, do Peru, falou da férrea “defesa da consciência e da verdade” deste santo. “Refiro-me à única verdade: aquela que nos diz que Eu sou a verdade, o Caminho e a Vida. Não a verdade relativista do mundo atual que não hesita em justificar seus vícios com meias verdades e nos apresenta falsos caminhos”, disse em entrevista à ACI Prensa, do grupo EWTN, ao qual pertence a ACI Digital. O advogado comentou que embora Tomás More tenha sido um advogado com “muito talento jurídico”, antes disso era “um homem de família, muito dedicado à mulher e aos filhos e comprometido nas suas obrigações profissionais”. “Especificamente, ele era um homem correto”, disse. Tomás More nasceu em Londres em 1477. Formou-se como advogado na Universidade de Oxford e teve uma carreira de sucesso que acabou levando-o ao parlamento inglês e depois ao cargo de chanceler de Henrique VIII, rei da Inglaterra. Ele foi casado com Jane Colt, com quem teve quatro filhos; também é lembrado por defender com a vida a indissolubilidade do casamento. Tomás More foi preso e morreu mártir por permanecer fiel ao primado do papa e por não aceitar que Henrique VIII se separasse da Igreja Católica para se divorciar e se casar novamente. “À medida em que Henrique VIII vai se entregando às suas paixões e em que o mundo de seu tempo vai se rendendo com pouca oposição ao poder e às leis que justificam suas imoralidades, surge o momento dos homens de verdade, aqueles que não se submetem ao poder efêmero e à bajulação dos poderosos”, disse González. “Diante dessas circunstâncias, são Tomás More entrega a vida dele em defesa de sua própria consciência. Sua consciência reta o obrigava a permanecer firme na defesa da verdadeira Igreja de Jesus Cristo: a Igreja Católica Apostólica Romana”, disse. Depois de passar 14 meses na prisão, Tomás More foi decapitado e morreu como mártir em 6 de julho de 1535. Na forca, antes de ser executado, o santo disse à multidão: “Morro como bom servidor do rei, mas primeiro como servidor de Deus”. Para González, o que mais lhe impressiona sobre seu padroeiro é “a sua firmeza durante o martírio”. “Sua firmeza enquanto estava preso, sozinho e abandonado na Torre de Londres e seu brilho e calma total quando ele finalmente foi decapitado”, disse ele. Por fim, o advogado católico lembrou que “os cristãos são chamados a ser outros Cristos”, assim como o fez Tomás More. “Ele é o modelo do mártir, mas vamos abordar o martírio não como a morte que acaba com as nossas vidas terrenas”, disse ele. “Refiro-me ao martírio do homem que nega a si mesmo por amor à esposa, ao martírio do filho que se nega por amor aos pais, ao martírio do governante pelo amor e pelo bem do seu povo, ao martírio do funcionário que faz a coisa certa para o bem da comunidade”, disse. González disse que isso “é o que Jesus Cristo e sua mãe Maria Santíssima nos ensinaram”. Sete dados sobre a vida e a obra de são Tomás More A Igreja celebra hoje (22) são Tomás More, advogado e escritor inglês que se destacou pela defesa do matrimônio na Igreja Católica contra o divórcio do rei Henrique VIII, que no século XVI fundou a Igreja da Inglaterra, separando-a de Roma. São Tomás More trabalhou toda a sua vida como pai e político para que os cidadãos respeitassem a fé, a ética e a moral católicas. Ele costumava dizer que “o homem não pode ser separado de Deus, nem a política da moral”. 1. Ele é padroeiro dos políticos Em 31 de outubro de 2000, são João Paulo II declarou são Tomás More o padroeiro dos políticos e governantes. “São Tomás More se distinguiu pela sua constante fidelidade à Autoridade e às instituições legítimas, porque pretendia servir nelas, não ao poder, mas ao ideal supremo da justiça. A sua vida ensina-nos que o governo é, primariamente, um exercício de virtude”, disse João Paulo II. 2. Foi um pai e marido exemplar São Tomás More foi casado com Jane Colt, com quem teve quatro filhos: um homem e três mulheres. Após ficar viúvo, o santo casou-se pela segunda vez com Alice Middleton, que era viúva e tinha uma filha. São João Paulo II disse que “diariamente, Tomás participava da missa na igreja paroquial,” e que “ao longo de toda a sua vida, foi um marido e pai afetuoso e fiel, cooperando intimamente na educação religiosa, moral e intelectual dos filhos”. “A sua casa acolhia genros, noras e netos, e permanecia aberta a muitos jovens amigos que andavam à procura da verdade ou da própria vocação. Na vida de família dava-se largo espaço à oração comum e à lectio divina, e também a sadias formas de recreação doméstica”, acrescentou. 3. Defensor do matrimônio São Tomás More destacou-se por defender com a vida a indissolubilidade do matrimônio, pois ocupando o cargo de chanceler de Henrique VIII, rei da Inglaterra, enfrentou a coroa ao se recusar a assinar a Ata de Sucessão e Supremacia. Aqueles que assinavam este documento aceitavam a decisão do monarca de se separar da Igreja Católica para se divorciar da esposa e se casar novamente, e também o reconheciam como chefe supremo da Igreja Anglicana, substituindo o papa. Como esta decisão ia contra a Igreja Católica e contra a natureza intrínseca do sacramento do matrimônio, o santo tentou dissuadi-lo, mas como não teve sucesso, renunciou a todos os seus cargos. Mais tarde, ele foi preso e condenado à morte. 4. Ele se destacou na literatura universal São Tomás More, amigo de Erasmo de Roterdã e de Luis Vives, figuras ilustres da cultura renascentista, publicou em 1516 “Utopia”, uma crítica contundente às mazelas sociais de seu tempo. A obra, essencial na história do pensamento ocidental por sua riqueza filosófica, política e teológica, chamou a atenção do monarca inglês Henrique VIII, que o convocou para fazer parte da administração pública. 5. Ele rezava a Deus para ter senso de humor Entre os muitos de seus escritos, são Tomás More criou uma oração com a qual pedia bom ânimo a Deus. “Dá-me, Senhor, senso de humor. Concedei-me a graça de compreender as brincadeiras, para que eu conheça um pouco da alegria da vida e possa comunicá-la aos outros”, rezava. 6. Ele escreveu obras na prisão Durante os 14 meses que passou na prisão, o santo fez vários escritos que, em suma, testemunham “a fidelidade do ser humano à sua consciência, à verdade e aos seus princípios”. Além de suas cartas, uma “Instrução para Receber o Corpo de Cristo” e várias orações, o santo escreveu duas importantes obras: “Um diálogo da fortaleza contra a tribulação” e a obra inacabada “A Agonia de Cristo”. 7. Morreu como mártir São Tomás More foi decapitado e morreu como mártir em 6 de julho de 1535, após se opor à ruptura com a Igreja Católica. Na forca, antes de ser executado, o santo disse à multidão: “Morro como bom servidor do rei, mas primeiro como servidor de Deus”. Em 19 de maio de 1935, o papa Pio XI canonizou são Tomás More e o bispo são João Fisher, que o apoiou em sua luta pela defesa da indissolubilidade do matrimônio e também morreu decapitado poucos dias antes dele. Sua festa litúrgica é celebrada todo dia 22 de junho, junto com são João Fisher.
- Ensinamentos de Tomas More para os políticos e advogados do século XXI
A Igreja celebra hoje (22) são Tomás More, político, professor de direito e advogado do século XVI, cuja vida pode dar ensinamentos para profissionais do direito e da política do século XXI. Veja também na segunda parte da matéria 7 dados sobre a vida e a obra de são Tomás More. Por ACI Digital – Tomás More pode ensinar aos políticos e advogados do século XXITomás More, padroeiro dos políticos e governantes, costumava dizer que “o homem não pode ser separado de Deus, nem a política da moral”. O advogado e mestre em Direito, Alberto González Cáceres, presidente do Centro de Estudos Jurídicos Santo Tomás More, do Peru, falou da férrea “defesa da consciência e da verdade” deste santo. “Refiro-me à única verdade: aquela que nos diz que Eu sou a verdade, o Caminho e a Vida. Não a verdade relativista do mundo atual que não hesita em justificar seus vícios com meias verdades e nos apresenta falsos caminhos”, disse em entrevista à ACI Prensa, do grupo EWTN, ao qual pertence a ACI Digital. O advogado comentou que embora Tomás More tenha sido um advogado com “muito talento jurídico”, antes disso era “um homem de família, muito dedicado à mulher e aos filhos e comprometido nas suas obrigações profissionais”. “Especificamente, ele era um homem correto”, disse. Tomás More nasceu em Londres em 1477. Formou-se como advogado na Universidade de Oxford e teve uma carreira de sucesso que acabou levando-o ao parlamento inglês e depois ao cargo de chanceler de Henrique VIII, rei da Inglaterra. Ele foi casado com Jane Colt, com quem teve quatro filhos; também é lembrado por defender com a vida a indissolubilidade do casamento. Tomás More foi preso e morreu mártir por permanecer fiel ao primado do papa e por não aceitar que Henrique VIII se separasse da Igreja Católica para se divorciar e se casar novamente. “À medida em que Henrique VIII vai se entregando às suas paixões e em que o mundo de seu tempo vai se rendendo com pouca oposição ao poder e às leis que justificam suas imoralidades, surge o momento dos homens de verdade, aqueles que não se submetem ao poder efêmero e à bajulação dos poderosos”, disse González. “Diante dessas circunstâncias, são Tomás More entrega a vida dele em defesa de sua própria consciência. Sua consciência reta o obrigava a permanecer firme na defesa da verdadeira Igreja de Jesus Cristo: a Igreja Católica Apostólica Romana”, disse. Depois de passar 14 meses na prisão, Tomás More foi decapitado e morreu como mártir em 6 de julho de 1535. Na forca, antes de ser executado, o santo disse à multidão: “Morro como bom servidor do rei, mas primeiro como servidor de Deus”. Para González, o que mais lhe impressiona sobre seu padroeiro é “a sua firmeza durante o martírio”. “Sua firmeza enquanto estava preso, sozinho e abandonado na Torre de Londres e seu brilho e calma total quando ele finalmente foi decapitado”, disse ele. Por fim, o advogado católico lembrou que “os cristãos são chamados a ser outros Cristos”, assim como o fez Tomás More. “Ele é o modelo do mártir, mas vamos abordar o martírio não como a morte que acaba com as nossas vidas terrenas”, disse ele. “Refiro-me ao martírio do homem que nega a si mesmo por amor à esposa, ao martírio do filho que se nega por amor aos pais, ao martírio do governante pelo amor e pelo bem do seu povo, ao martírio do funcionário que faz a coisa certa para o bem da comunidade”, disse. González disse que isso “é o que Jesus Cristo e sua mãe Maria Santíssima nos ensinaram”. Sete dados sobre a vida e a obra de são Tomás More A Igreja celebra hoje (22) são Tomás More, advogado e escritor inglês que se destacou pela defesa do matrimônio na Igreja Católica contra o divórcio do rei Henrique VIII, que no século XVI fundou a Igreja da Inglaterra, separando-a de Roma. São Tomás More trabalhou toda a sua vida como pai e político para que os cidadãos respeitassem a fé, a ética e a moral católicas. Ele costumava dizer que “o homem não pode ser separado de Deus, nem a política da moral”. 1. Ele é padroeiro dos políticos Em 31 de outubro de 2000, são João Paulo II declarou são Tomás More o padroeiro dos políticos e governantes. “São Tomás More se distinguiu pela sua constante fidelidade à Autoridade e às instituições legítimas, porque pretendia servir nelas, não ao poder, mas ao ideal supremo da justiça. A sua vida ensina-nos que o governo é, primariamente, um exercício de virtude”, disse João Paulo II. 2. Foi um pai e marido exemplar São Tomás More foi casado com Jane Colt, com quem teve quatro filhos: um homem e três mulheres. Após ficar viúvo, o santo casou-se pela segunda vez com Alice Middleton, que era viúva e tinha uma filha. São João Paulo II disse que “diariamente, Tomás participava da missa na igreja paroquial,” e que “ao longo de toda a sua vida, foi um marido e pai afetuoso e fiel, cooperando intimamente na educação religiosa, moral e intelectual dos filhos”. “A sua casa acolhia genros, noras e netos, e permanecia aberta a muitos jovens amigos que andavam à procura da verdade ou da própria vocação. Na vida de família dava-se largo espaço à oração comum e à lectio divina, e também a sadias formas de recreação doméstica”, acrescentou. 3. Defensor do matrimônio São Tomás More destacou-se por defender com a vida a indissolubilidade do matrimônio, pois ocupando o cargo de chanceler de Henrique VIII, rei da Inglaterra, enfrentou a coroa ao se recusar a assinar a Ata de Sucessão e Supremacia. Aqueles que assinavam este documento aceitavam a decisão do monarca de se separar da Igreja Católica para se divorciar da esposa e se casar novamente, e também o reconheciam como chefe supremo da Igreja Anglicana, substituindo o papa. Como esta decisão ia contra a Igreja Católica e contra a natureza intrínseca do sacramento do matrimônio, o santo tentou dissuadi-lo, mas como não teve sucesso, renunciou a todos os seus cargos. Mais tarde, ele foi preso e condenado à morte. 4. Ele se destacou na literatura universal São Tomás More, amigo de Erasmo de Roterdã e de Luis Vives, figuras ilustres da cultura renascentista, publicou em 1516 “Utopia”, uma crítica contundente às mazelas sociais de seu tempo. A obra, essencial na história do pensamento ocidental por sua riqueza filosófica, política e teológica, chamou a atenção do monarca inglês Henrique VIII, que o convocou para fazer parte da administração pública. 5. Ele rezava a Deus para ter senso de humor Entre os muitos de seus escritos, são Tomás More criou uma oração com a qual pedia bom ânimo a Deus. “Dá-me, Senhor, senso de humor. Concedei-me a graça de compreender as brincadeiras, para que eu conheça um pouco da alegria da vida e possa comunicá-la aos outros”, rezava. 6. Ele escreveu obras na prisão Durante os 14 meses que passou na prisão, o santo fez vários escritos que, em suma, testemunham “a fidelidade do ser humano à sua consciência, à verdade e aos seus princípios”. Além de suas cartas, uma “Instrução para Receber o Corpo de Cristo” e várias orações, o santo escreveu duas importantes obras: “Um diálogo da fortaleza contra a tribulação” e a obra inacabada “A Agonia de Cristo”. 7. Morreu como mártir São Tomás More foi decapitado e morreu como mártir em 6 de julho de 1535, após se opor à ruptura com a Igreja Católica. Na forca, antes de ser executado, o santo disse à multidão: “Morro como bom servidor do rei, mas primeiro como servidor de Deus”. Em 19 de maio de 1935, o papa Pio XI canonizou são Tomás More e o bispo são João Fisher, que o apoiou em sua luta pela defesa da indissolubilidade do matrimônio e também morreu decapitado poucos dias antes dele. Sua festa litúrgica é celebrada todo dia 22 de junho, junto com são João Fisher.
- Comissão investiga “odor de santidade” da vidente de Nossa Senhora das Lágrimas
O “possível odor de santidade” da irmã Amália de Jesus Flagelado será matéria de uma Comissão de Estudos que o arcebispo de Campinas (SP), dom João Inácio Müller criou, segundo decreto divulgado pela arquidiocese . Por ACI Digital – Irmã Amália, da Congregação das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado, teria tido uma visão de Nossa Senhora das Lágrimas em 8 de março de 1930. Segundo o site do apostolado de Nossa Senhora das Lágrimas, em Campinas, no dia 8 de novembro de 1929, um parente da irmã Amália a procurou no convento por causa de uma doença grave de sua mulher. A religiosa foi para a capela do convento em de joelhos diante do altar, disse a Jesus Sacramentado: “Se já não há salvação para a mulher de T., eu mesma estou disposta a oferecer a minha vida pela mãe desta família. Que quereis que eu faça?” Jesus lhe respondeu: “Se deseja obter essa graça, peça-a a Mim pelos merecimentos das Lágrimas de Minha Mãe”. A irmã Amália perguntou então como deveria rezar. E Jesus lhe ensinou as invocações: “Meu Jesus, ouvi os nossos rogos, pelas Lágrimas de Vossa Mãe Santíssima. Vede, ó Jesus, que são as lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na Terra, e que mais Vos ama no Céu”. Ao final, Jesus disse: “Minha filha: o que os homens Me pedem pelas lágrimas de Minha Mãe, Eu amorosamente concedo.” Em 8 de março de 1930, irmã Amália estava rezando na capela do convento, de joelhos, quando Nossa Senhora das Lágrimas apareceu “com uma túnica violeta, um manto azul e um véu branco que cobria seu peito e ombros” e entregou à religiosa a Coroa (ou Rosário) das Lágrimas e disse: “Este é o rosário de Minhas lágrimas que foi prometido pelo Meu Filho ao nosso querido Instituto como uma parte de seu legado. Ele também já lhe deu as orações. Meu Filho quer Me honrar especialmente com essas invocações e, além disso, Ele concederá todos os favores que forem pedidos pelos merecimentos de Minhas lágrimas. Este rosário alcançará a conversão de muitos pecadores, especialmente dos possuídos pelo demônio. Uma especial graça está reservada para o Instituto de Jesus Crucificado, principalmente a conversão de vários membros de uma parte dissidente da Igreja. Por meio deste rosário o demônio será derrotado e o poder do inferno destruído. Arme-se para a grande batalha”. Um mês depois, Nossa Senhora pediu a religiosa que mandasse cunhar uma medalha de Nossa Senhora das Lágrimas e de Jesus Manietado (com as mãos atadas), e que essa mesma medalha fosse muito divulgada para que o poder de Satanás no Mundo fosse vencido e acrescentou: “todos os fiéis que a trouxerem com amor e devoção obteriam inúmeras graças”. Após ouvir relatos de inúmeros fiéis e sacerdotes da arquidiocese de Campinas (SP) e de outras dioceses sobre a vida da religiosa, o arcebispo instalou a comissão para “averiguar a situação e proceder às diligências necessárias, conforme a orientação da igreja, para a possível abertura de processo de beatificação, em que se examinará odor de santidade ou menos, por heroicidade das virtudes evangélicas e doação de vida da referida religiosa”. Amália Aguirre, conhecida como irmã Amália de Jesus Flagelado, nasceu em 22 de julho de 1901, em Riós, na Galiza, junto à fronteira da Espanha com Portugal. Em 1928, aos 26 anos, pertenceu ao primeiro grupo de jovens freiras, co-fundadoras da Congregação das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado, fundada, no Brasil, pelo segundo bispo de Campinas, dom Francisco de Campos Barreto e madre Maria Villac. Ela fez seus votos perpétuos no dia 8 de dezembro de 1931. #NossaSenhoradasLágrimas
- Comissão investiga “odor de santidade” da vidente de Nossa Senhora das Lágrimas
O “possível odor de santidade” da irmã Amália de Jesus Flagelado será matéria de uma Comissão de Estudos que o arcebispo de Campinas (SP), dom João Inácio Müller criou, segundo decreto divulgado pela arquidiocese . Por ACI Digital – Irmã Amália, da Congregação das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado, teria tido uma visão de Nossa Senhora das Lágrimas em 8 de março de 1930. Segundo o site do apostolado de Nossa Senhora das Lágrimas, em Campinas, no dia 8 de novembro de 1929, um parente da irmã Amália a procurou no convento por causa de uma doença grave de sua mulher. A religiosa foi para a capela do convento em de joelhos diante do altar, disse a Jesus Sacramentado: “Se já não há salvação para a mulher de T., eu mesma estou disposta a oferecer a minha vida pela mãe desta família. Que quereis que eu faça?” Jesus lhe respondeu: “Se deseja obter essa graça, peça-a a Mim pelos merecimentos das Lágrimas de Minha Mãe”. A irmã Amália perguntou então como deveria rezar. E Jesus lhe ensinou as invocações: “Meu Jesus, ouvi os nossos rogos, pelas Lágrimas de Vossa Mãe Santíssima. Vede, ó Jesus, que são as lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na Terra, e que mais Vos ama no Céu”. Ao final, Jesus disse: “Minha filha: o que os homens Me pedem pelas lágrimas de Minha Mãe, Eu amorosamente concedo.” Em 8 de março de 1930, irmã Amália estava rezando na capela do convento, de joelhos, quando Nossa Senhora das Lágrimas apareceu “com uma túnica violeta, um manto azul e um véu branco que cobria seu peito e ombros” e entregou à religiosa a Coroa (ou Rosário) das Lágrimas e disse: “Este é o rosário de Minhas lágrimas que foi prometido pelo Meu Filho ao nosso querido Instituto como uma parte de seu legado. Ele também já lhe deu as orações. Meu Filho quer Me honrar especialmente com essas invocações e, além disso, Ele concederá todos os favores que forem pedidos pelos merecimentos de Minhas lágrimas. Este rosário alcançará a conversão de muitos pecadores, especialmente dos possuídos pelo demônio. Uma especial graça está reservada para o Instituto de Jesus Crucificado, principalmente a conversão de vários membros de uma parte dissidente da Igreja. Por meio deste rosário o demônio será derrotado e o poder do inferno destruído. Arme-se para a grande batalha”. Um mês depois, Nossa Senhora pediu a religiosa que mandasse cunhar uma medalha de Nossa Senhora das Lágrimas e de Jesus Manietado (com as mãos atadas), e que essa mesma medalha fosse muito divulgada para que o poder de Satanás no Mundo fosse vencido e acrescentou: “todos os fiéis que a trouxerem com amor e devoção obteriam inúmeras graças”. Após ouvir relatos de inúmeros fiéis e sacerdotes da arquidiocese de Campinas (SP) e de outras dioceses sobre a vida da religiosa, o arcebispo instalou a comissão para “averiguar a situação e proceder às diligências necessárias, conforme a orientação da igreja, para a possível abertura de processo de beatificação, em que se examinará odor de santidade ou menos, por heroicidade das virtudes evangélicas e doação de vida da referida religiosa”. Amália Aguirre, conhecida como irmã Amália de Jesus Flagelado, nasceu em 22 de julho de 1901, em Riós, na Galiza, junto à fronteira da Espanha com Portugal. Em 1928, aos 26 anos, pertenceu ao primeiro grupo de jovens freiras, co-fundadoras da Congregação das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado, fundada, no Brasil, pelo segundo bispo de Campinas, dom Francisco de Campos Barreto e madre Maria Villac. Ela fez seus votos perpétuos no dia 8 de dezembro de 1931. #NossaSenhoradasLágrimas
- Vaticano abre caminho para beatificação da Irmã Lúcia
Aprovação do Decreto pelo Papa é um passo significativo no processo de beatificação e canonização da agora venerável vidente de Fátima. No Santuário de Fátima os sinos tocaram a repique Por Ecclesia – O Papa aprovou hoje a publicação do decreto que reconhece as “virtudes heroicas” da Irmã Lúcia (1907-2005), vidente de Fátima, anunciou o Vaticano. Esta é uma fase do processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, penúltima etapa para a declaração da santidade; para a beatificação, é agora necessária a aprovação de um milagre atribuído à intercessão da religiosa carmelita. O decreto foi tornado público após uma audiência concedida por Francisco ao cardeal Marcello Semeraro, prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos. Em outubro de 2022, o processo de beatificação e canonização da religiosa tinha conhecido um novo desenvolvimento, com a entrega, no Vaticano, do documento sobre as virtudes heroicas. Colecçao Arquivo Oficial Propriedade do Arquivo Fotografico do Santuario de Fatima SESDI – Santuario de Fatima, apartado 31 – 2496-908 Fatima Portugal No ato de entrega da ‘Positio Super Vita, Virtutibus et Fama Sanctitatis’ (sobre a vida, virtudes e fama de santidade), em Roma, estiveram presentes o cardeal Marcello Semeraro; o postulador geral da causa de canonização, padre Marco Chiesa; a vice-postuladora, irmã Ângela de Fátima Coelho; o relator, monsenhor Maurizio Tagliaferri; e a irmã Filipa Pereira, colaboradora da causa. Este volume contém a biografia da Irmã Lúcia, feita a partir dos documentos recolhidos na fase diocesana do processo (que decorreu na Diocese de Coimbra entre 2008-2017); a ‘Informatio’ (informação), que descreve as virtudes vividas pela religiosa, bem como o elenco dos depoimentos das testemunhas, o seu Diário e outros documentos inéditos, “considerados relevantes no processo”. Este documento foi analisado por um conjunto de nove teólogos que emitiram o seu parecer favorável sobre a prática das “virtudes em grau heroico”. O parecer positivo do Dicastério para as Causas dos Santos foi apresentado ao Papa, que aprovou a publicação do respetivo decreto, passando a Irmã Lúcia, agora, a ser designada como venerável. Para a etapa de beatificação é necessária a aprovação de um milagre atribuído à intercessão da vidente de Fátima. “A Causa ganha, assim, um novo impulso, esperando-se agora um milagre que, uma vez aprovado, levará à sua Beatificação e, um outro que levará à Canonização. Pedimos a todos os que se sentem tocados pela Luz de Jesus que se reflete na sua vida, que a ela recorram com fé e confiança a fim de Deus nos conceder o tão desejado milagre”, referem os responsáveis pelo processo, em nota divulgada online. A fase diocesana do processo de beatificação e canonização da Irmã Lúcia de Jesus chegou ao fim a 13 de fevereiro de 2017, na igreja do Carmelo de Coimbra. O processo implicou a análise de milhares de cartas e textos, além da auscultação de 61 testemunhas. Lúcia Rosa dos Santos, a Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado, faleceu a 13 de fevereiro de 2005, aos 97 anos de idade, depois várias décadas vividas em clausura no Carmelo de Coimbra. Este processo teve início em 2008, três anos após a sua morte, tendo na altura o agora Papa emérito Bento XVI dispensado o período de espera de cinco anos determinado pelo Direito Canónico. Francisco e Jacinta Marto, os outros dois videntes de Fátima, foram canonizados pelo Papa Francisco, na Cova da Iria, a 13 de maio de 2017. Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado A Irmã Lúcia de Jesus nasceu a 28 de março de 1907, em Fátima, filha de Maria Rosa e António dos Santos. Dois dias depois foi batizada e aos 6 anos fez a sua Primeira Comunhão, na Igreja Paroquial. Aos 10 anos, com os primos S. Francisco e S. Jacinta Marto, foi agraciada com as aparições do Anjo de Portugal (1916) e da Virgem Maria (1917), em Fátima. Após a morte dos primos, totalmente comprometida com a missão que recebeu da parte de Deus, através das mãos da Senhora do Rosário – Jesus quer servir-se de ti para me fazer conhecer e amar – Lúcia deixa a sua terra natal e parte para o Porto, com apenas 14 anos. No desejo de se entregar exclusivamente a Deus, ingressa no Instituto das Irmãs de Santa Doroteia em 1925, onde permaneceu até 1948. O seu percurso como Religiosa Doroteia foi maioritariamente vivido em Espanha, onde teve as duas Aparições que completam o ciclo da mensagem de Fátima, com os pedidos da Devoção dos Primeiros Sábados (1925), em Pontevedra, e da Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria (1929), em Tuy. Ainda durante este tempo, por ordem do Bispo de Leiria, escreve as suas primeiras Memórias, dando assim início a um dos meios através do qual divulgará a mensagem de Fátima: a sua obra escrita. Aspirando a um maior recolhimento e entrega ao Senhor e ao serviço da mensagem de Fátima, entrou no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, a 25 de março de 1948, onde permaneceu até à sua morte. Uma das principais virtudes que marcam a espiritualidade desta religiosa é a humildade. Diante da enorme quantidade de cartas que recebe ou de pessoas que a procuram, dirá sempre, com clarividência, que tudo “é por causa de Nossa Senhora”. Ao mesmo tempo, Lúcia tem uma consciência clara da sua missão: sabe-se profeta de uma mensagem que o Céu lhe confiou, ainda menina, e à qual será fiel até ao fim, com perseverança, ousadia e coragem. Nada a detém quando se trata de anunciar o que o Imaculado Coração de Maria lhe comunicara, e esta determinação vê-se refletida no seu pensamento e na sua escrita, aliada a uma profunda sensibilidade poética. A obediência, a alegria e a fidelidade são a atmosfera em que Lúcia desenvolve a sua vocação como carmelita e a sua missão como profeta da mensagem de Fátima, vivendo sempre a sua consagração com um profundo espírito eclesial. O eixo central da sua vida foi a intimidade com Deus, alimentada pela adoração eucarística. Contudo, na sua oração não esquece o Santo Padre, a unidade da Igreja, a conversão dos pecadores, a sua comunidade e a multidão silenciosa que, de todo o mundo, se recomendava às suas orações. De facto, ao Carmelo de Coimbra chegaram milhares e milhares de cartas com o rumor de tantas necessidades e intenções. A cela da irmã Lúcia, terreno sagrado que testemunhou a entrega silenciosa desta mulher, tornou-se num lugar com uma dimensão universal. A 25 de março de 1984, viu finalmente cumprir-se a Consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, quando o Santo Padre em união com todos os Bispos realizou o pedido de Nossa Senhora, para o qual Lúcia se empenhou arduamente. Uma das maiores exigências da sua longa vida foi certamente a de viver em harmonia a espiritualidade do Carmelo e a da Mensagem de Fátima, conciliando a dimensão mística e profética da sua vocação e missão. A partir do ano 2000, após a Beatificação dos seus primos e a publicação da terceira parte do Segredo, Lúcia sente que a sua missão está cumprida e cresce em si o desejo do céu, para onde parte no dia 13 de fevereiro de 2005, com 97 anos de idade. Os seus restos encontram-se sepultados na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, em Fátima, desde o dia 19 de fevereiro de 2006. O dia 15 de fevereiro de 2005, por decisão do Governo português, foi um dia de luto nacional pela morte desta “figura ímpar da igreja e do século XX portugueses”, acrescentando o Decreto que “a Irmã Lúcia foi uma das mulheres cuja atuação marcou mais profundamente a sociedade portuguesa atual”. A Igreja e a sociedade portuguesas estão, assim, gratas a esta humilde carmelita pela luz de Cristo de que a sua vida foi transparência e irradiação. #NossaSenhoradeFátima
- Vaticano abre caminho para beatificação da Irmã Lúcia
Aprovação do Decreto pelo Papa é um passo significativo no processo de beatificação e canonização da agora venerável vidente de Fátima. No Santuário de Fátima os sinos tocaram a repique Por Ecclesia – O Papa aprovou hoje a publicação do decreto que reconhece as “virtudes heroicas” da Irmã Lúcia (1907-2005), vidente de Fátima, anunciou o Vaticano. Esta é uma fase do processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, penúltima etapa para a declaração da santidade; para a beatificação, é agora necessária a aprovação de um milagre atribuído à intercessão da religiosa carmelita. O decreto foi tornado público após uma audiência concedida por Francisco ao cardeal Marcello Semeraro, prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos. Em outubro de 2022, o processo de beatificação e canonização da religiosa tinha conhecido um novo desenvolvimento, com a entrega, no Vaticano, do documento sobre as virtudes heroicas. Colecçao Arquivo Oficial Propriedade do Arquivo Fotografico do Santuario de Fatima SESDI – Santuario de Fatima, apartado 31 – 2496-908 Fatima Portugal No ato de entrega da ‘Positio Super Vita, Virtutibus et Fama Sanctitatis’ (sobre a vida, virtudes e fama de santidade), em Roma, estiveram presentes o cardeal Marcello Semeraro; o postulador geral da causa de canonização, padre Marco Chiesa; a vice-postuladora, irmã Ângela de Fátima Coelho; o relator, monsenhor Maurizio Tagliaferri; e a irmã Filipa Pereira, colaboradora da causa. Este volume contém a biografia da Irmã Lúcia, feita a partir dos documentos recolhidos na fase diocesana do processo (que decorreu na Diocese de Coimbra entre 2008-2017); a ‘Informatio’ (informação), que descreve as virtudes vividas pela religiosa, bem como o elenco dos depoimentos das testemunhas, o seu Diário e outros documentos inéditos, “considerados relevantes no processo”. Este documento foi analisado por um conjunto de nove teólogos que emitiram o seu parecer favorável sobre a prática das “virtudes em grau heroico”. O parecer positivo do Dicastério para as Causas dos Santos foi apresentado ao Papa, que aprovou a publicação do respetivo decreto, passando a Irmã Lúcia, agora, a ser designada como venerável. Para a etapa de beatificação é necessária a aprovação de um milagre atribuído à intercessão da vidente de Fátima. “A Causa ganha, assim, um novo impulso, esperando-se agora um milagre que, uma vez aprovado, levará à sua Beatificação e, um outro que levará à Canonização. Pedimos a todos os que se sentem tocados pela Luz de Jesus que se reflete na sua vida, que a ela recorram com fé e confiança a fim de Deus nos conceder o tão desejado milagre”, referem os responsáveis pelo processo, em nota divulgada online. A fase diocesana do processo de beatificação e canonização da Irmã Lúcia de Jesus chegou ao fim a 13 de fevereiro de 2017, na igreja do Carmelo de Coimbra. O processo implicou a análise de milhares de cartas e textos, além da auscultação de 61 testemunhas. Lúcia Rosa dos Santos, a Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado, faleceu a 13 de fevereiro de 2005, aos 97 anos de idade, depois várias décadas vividas em clausura no Carmelo de Coimbra. Este processo teve início em 2008, três anos após a sua morte, tendo na altura o agora Papa emérito Bento XVI dispensado o período de espera de cinco anos determinado pelo Direito Canónico. Francisco e Jacinta Marto, os outros dois videntes de Fátima, foram canonizados pelo Papa Francisco, na Cova da Iria, a 13 de maio de 2017. Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado A Irmã Lúcia de Jesus nasceu a 28 de março de 1907, em Fátima, filha de Maria Rosa e António dos Santos. Dois dias depois foi batizada e aos 6 anos fez a sua Primeira Comunhão, na Igreja Paroquial. Aos 10 anos, com os primos S. Francisco e S. Jacinta Marto, foi agraciada com as aparições do Anjo de Portugal (1916) e da Virgem Maria (1917), em Fátima. Após a morte dos primos, totalmente comprometida com a missão que recebeu da parte de Deus, através das mãos da Senhora do Rosário – Jesus quer servir-se de ti para me fazer conhecer e amar – Lúcia deixa a sua terra natal e parte para o Porto, com apenas 14 anos. No desejo de se entregar exclusivamente a Deus, ingressa no Instituto das Irmãs de Santa Doroteia em 1925, onde permaneceu até 1948. O seu percurso como Religiosa Doroteia foi maioritariamente vivido em Espanha, onde teve as duas Aparições que completam o ciclo da mensagem de Fátima, com os pedidos da Devoção dos Primeiros Sábados (1925), em Pontevedra, e da Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria (1929), em Tuy. Ainda durante este tempo, por ordem do Bispo de Leiria, escreve as suas primeiras Memórias, dando assim início a um dos meios através do qual divulgará a mensagem de Fátima: a sua obra escrita. Aspirando a um maior recolhimento e entrega ao Senhor e ao serviço da mensagem de Fátima, entrou no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, a 25 de março de 1948, onde permaneceu até à sua morte. Uma das principais virtudes que marcam a espiritualidade desta religiosa é a humildade. Diante da enorme quantidade de cartas que recebe ou de pessoas que a procuram, dirá sempre, com clarividência, que tudo “é por causa de Nossa Senhora”. Ao mesmo tempo, Lúcia tem uma consciência clara da sua missão: sabe-se profeta de uma mensagem que o Céu lhe confiou, ainda menina, e à qual será fiel até ao fim, com perseverança, ousadia e coragem. Nada a detém quando se trata de anunciar o que o Imaculado Coração de Maria lhe comunicara, e esta determinação vê-se refletida no seu pensamento e na sua escrita, aliada a uma profunda sensibilidade poética. A obediência, a alegria e a fidelidade são a atmosfera em que Lúcia desenvolve a sua vocação como carmelita e a sua missão como profeta da mensagem de Fátima, vivendo sempre a sua consagração com um profundo espírito eclesial. O eixo central da sua vida foi a intimidade com Deus, alimentada pela adoração eucarística. Contudo, na sua oração não esquece o Santo Padre, a unidade da Igreja, a conversão dos pecadores, a sua comunidade e a multidão silenciosa que, de todo o mundo, se recomendava às suas orações. De facto, ao Carmelo de Coimbra chegaram milhares e milhares de cartas com o rumor de tantas necessidades e intenções. A cela da irmã Lúcia, terreno sagrado que testemunhou a entrega silenciosa desta mulher, tornou-se num lugar com uma dimensão universal. A 25 de março de 1984, viu finalmente cumprir-se a Consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, quando o Santo Padre em união com todos os Bispos realizou o pedido de Nossa Senhora, para o qual Lúcia se empenhou arduamente. Uma das maiores exigências da sua longa vida foi certamente a de viver em harmonia a espiritualidade do Carmelo e a da Mensagem de Fátima, conciliando a dimensão mística e profética da sua vocação e missão. A partir do ano 2000, após a Beatificação dos seus primos e a publicação da terceira parte do Segredo, Lúcia sente que a sua missão está cumprida e cresce em si o desejo do céu, para onde parte no dia 13 de fevereiro de 2005, com 97 anos de idade. Os seus restos encontram-se sepultados na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, em Fátima, desde o dia 19 de fevereiro de 2006. O dia 15 de fevereiro de 2005, por decisão do Governo português, foi um dia de luto nacional pela morte desta “figura ímpar da igreja e do século XX portugueses”, acrescentando o Decreto que “a Irmã Lúcia foi uma das mulheres cuja atuação marcou mais profundamente a sociedade portuguesa atual”. A Igreja e a sociedade portuguesas estão, assim, gratas a esta humilde carmelita pela luz de Cristo de que a sua vida foi transparência e irradiação. #NossaSenhoradeFátima
- São Thomas More, mártir padroeiro dos Governantes e Políticos – 22 de junho
SANTO DO DIA – 22 DE JUNHO – SÃO TOMÁS MORE Mártir (1478-1535) – Padroeiro dos Governantes e Políticos De Conselheiro do Rei a “traidor” da Coroa. Conheça a vida de São Thomas More, “o homem que não vendeu a sua alma”. Tomás More nasceu em 1478, em Chelsea, na capital da Inglaterra, Londres. Era filho de uma família cristã, que educou seus filhos na fé. Com apenas treze anos, assumiu o trabalho de mensageiro do arcebispo diocesano de Canterbury. O bispo notou a inteligência brilhante do garoto e enviou-o para estudar na Universidade de Oxford. O pai de Tomás More era juiz, mas enviava para o filho somente o necessário para suas despesas. Aos vinte e dois anos, Tomás More já tinha doutorado em Direto. Além disso, tinha se tornado um professor brilhante. Sem dinheiro, sua distração ler e era escrever bons livros. Tinha uma mente brilhante, era culto, grande intelectual e muito simpático. Além disso, era dono de um humor excelente e uma fortíssima devoção cristã. Tomás More pensou seriamente em se tornar religioso. Por isso, viveu durante quatro anos num mosteiro, mas viu que não tinha vocação monástica. Depois, tentou ser franciscano, mas viu que este também não seria caminho. Então, descobriu que sua vocação era para o casamento. Então, Tomás More se casou. Teve quatro filhos e desempenhou suas funções de marido e pai de maneira excelente. Era sempre presente e carinhoso. Mas ele tinha também a vocação para a política e para a literatura. Por outro lado, Tomás More estava sempre perto dos pobres e necessitados. Visitava-os sempre, para compreender e atender suas necessidades. Sua casa era um contraste: vivia cheia de intelectuais e de pessoas simples humildes. Seu prazer estava muito mais na companhia dos pobres do que na dos ricos. Assim, ele evitava a vida luxuosa e mundana da corte. Tomás More era muito admirado por sua esposa e filhos por causa de seu caráter e do bom humor, que ele mantinha constantemente, em todas as situações. A contribuição São Tomás More para a literatura universal foi marcante. Ele foi autor de obras famosas, tais como: “O diálogo do conforto contra as tribulações” , que se tornou um dos livros mais respeitados de toda a literatura britânica. Ele escreveu ainda outros livros famosos como: “Utopia” e “Oração para o bom humor” . No ano 1529, Tomás More tinha se tornado o chanceler do Parlamento da Inglaterra. O rei, de então, era Henrique VIII. No ano seguinte, o rei quis desfazer seu casamento legítimo com a rainha Catarina de Aragão. Sua intenção era unir-se a uma cortesã chamada Ana Bolena. Houve longa polêmica sobre o assunto, de forma que a Igreja e o país se envolveram. Henrique VIII acabou se casando com Ana. Para tanto, usou o Parlamento da Inglaterra. Este, se dobrou diante do rei e proclamou o Ato de Supremacia. Este ato dava poderes de chefes da Igreja local ao rei e a seus sucessores. Depois da usurpação do poder eclesiástico, o rei mandou que seus opositores fossem presos e mortos. Entre os opositores figuravam o chanceler Tomás More e o bispo João Fisher. Esses dois era, na verdade, os mais influentes da corte inglesa. Ambos foram decapitados. Dom João, o bispo, morreu primeiro, no dia 22 de junho de 1535. Duas semanas mais tarde, São Tomás More entregava sua alma a Deus da mesma maneira. Sua família chegou a pedir que ele renegasse a fé e fugir com eles, mas ele não aceitou. Preferiu a morte a renegar sua fé. São Tomás More registrou sua irreverência diante daquela farsa montada pelo rei, através de uma declaração pública pronunciada antes de sua morte: “Sedes minhas testemunhas de que eu morro na fé e pela fé da Igreja de Roma e morro fiel servidor de Deus e do rei, mas primeiro de Deus. Rogai a Deus a fim de que ilumine o rei e o aconselhe”. São Tomás More e o santo bispo Dom João foram mártires da Inglaterra. Deram testemunho cristão até o fim, defenderam a unidade da Igreja Católica Apostólica Romana, numa época de muita violência e desordenadas paixões. Os dois são exemplos reverenciados na Igreja. A canonização dos dois foi celebrada na mesma cerimônia, através do papa Pio XI, no ano 1935. O Papa instituiu o dia 22 de junho para a celebração festiva dos dois. No ano 2000, o Papa João Paulo II declarou São Tomás More como o Padroeiro dos Políticos. Oração composta por São Tomás More “Se eu me distraio, a Eucaristia me ajuda a recolher-me. Se me oferecem oportunidades para ofender a Deus, me apego cada dia mais a Eucaristia e fujo do erro. Se necessito de uma luz especial e prudência para desempenhar minhas pesadas obrigações, me achego ao Senhor e busco seu conselho e iluminação”. Conheça mais sobre São Thomas More, o gênio que se tornou mártir Quando falamos de São Thomas More é difícil começar por apenas um ponto específico de sua vida, era por formação um jurista e um advogado, porém sua carreira se estendeu por diversos ramos como o da política, filosofia, diplomacia, funcionário público e no seu ápice foi chanceler do reino (o primeiro plebeu em séculos a exercer o cargo), ele é considerado um dos grandes expoentes filosóficos do renascimento na Europa e principalmente, Thomas More é santo da Santa Igreja Católica devido a seu martírio na mão dos protestantes liderados por Henrique VIII. Início da Vida (1478–1505) Thomas More nasce em Londres no dia 7 de fevereiro de 1478, filho de Sir John More, um famoso advogado e de sua esposa, Agnes. Ao fazer 7 anos de idade, More foi mandando a Saint Anthony School, uma das escolas mais renomadas da Inglaterra, tendo como seu tutor o Arcebispo de Canterbury, para quem posteriormente More se tornaria pagem. O arcebispo era um grande defensor do estilo de educação humanística que vigorava na época e via grande potencial em More, que após se formar em Saint Anthony, foi indicado pelo tutor para estudar na universidade de Oxford. No ano de 1492, então com 14 anos, More se junta a universidade de Oxford, onde estuda sob tutela de grande mestres da filosofia, história e das línguas, é em Oxford onde More se especializa e se torna fluente em diversas línguas, como o francês, o latim, o grego, italiano e também é onde se destaca como escritor de pequenos textos políticos e históricos. No entanto, em 1495, por insistência de seu pai, More deixa a faculdade de Oxford para estudar direito em Londres, onde em 1502 se forma pela Escola de Lincoln e se especializa como advogado. Em 1503, More conhece a mulher com quem viria a se casar, Jane Colt, que era uma amiga do bairro onde morava, Jane era 5 anos mais nova que More, na época com 28 anos, que queria dar uma educação melhor a sua amiga, passando a lhe ensinar música e literatura, no ano de 1505 eles se casam e teriam quatro filhos. Início da carreira política, segundo casamento, trabalhos literários e vida pessoal. (1505–1529) Foi em 1504 que após uma brilhante dissertação perante o parlamento, More foi eleito para para o mesmo representando o distrito de Great Yarmouth, porém a felicidade durou pouco já que em 1505 sua esposa, Jane, morre devido a uma doença, deixando 4 filhos pequenos aos cuidados de More. Após isso, More, indo contra o conselho de seus amigos e parentes, se casa rapidamente com uma rica viúva, Alice Harpur, que apesar de não ter a doçura e gentileza de Jane, era uma mulher de respeito e de grande estima na sociedade, com essa união, More ainda se torna padrasto da filha de Alice. O casamento foi tão repentino e rápido que More teve que conseguir autorização legal das autoridades locais, o que devido a sua grande fama entre a alta sociedade, conseguiu rapidamente. Posteriormente, More ainda viria a tutelar duas pequenas garotas (uma delas casaria com um de seus filhos e da outra com seu sobrinho), ele era tão afável e carinhoso com os pequenos que era constantemente requisitado por seus pares do parlamento para dar ‘’dicas’’ de como educar bem as crianças, impressionando até mesmo o rei Henrique VII, que pediu conselhos para o então príncipe herdeiro, Henrique. (futuro Henrique VIII, o homem que condenaria More a morte). Em 1510, More foi eleito para o parlamento para representar a própria Londres (um distrito que era destinado a homens de grande capacidade), onde exerceu com tal maestria seu cargo que neste mesmo ano foi designado como Xerife de Londres (Uma espécie de promotor público), onde também desempenhou bem seu papel. No ano de 1514, More passa a ser Mestre dos pedidos, cargo onde atendia diretamente as demandas e pedidos do parlamento e do povo e as passava para o monarca, nessa época, Henrique VIII, foi nesse período que More passa a escrever biografias como a de Henrique III (publicada postumamente) e seu livro mais famoso, ‘’Utopia’’, onde o protagonista, uma alusão ao anjo Rafael, discute e crítica hábitos morais e sociais de uma ilha fictícia chamada Utopia, onde a política e círculos sociais suplantavam as morais cristãs. Posteriormente, More foi eleito para diversos cargos, como o de tesoureiro do reino, conselheiro da corte de Londres, foi diplomata entre o reino da Inglaterra e o Sacro Império Romano Germânico, se tornando altamente influente na corte inglesa e na Europa em geral, em 1525 se torna o Orador da Casa (é o ‘’presidente’’ do parlamento’’) e em 1529 a pedido do rei Henrique, More se torna chanceler do reino, cargo existente até hoje que é hierarquicamente superior ao do primeiro ministro, o dever é de manter em funcionamento toda esfera pública e administrativa do reino. Chanceler do Reino e a luta contra os protestantes (1529–1532) Estando a pouco tempo no cargo, More já se deparava com a crise que levaria a sua morte. A reforma protestante se alastrava pela Europa, com diversos estados nórdicos, germânicos e alguns focos em países latinos se tornando declaradamente protestantes, More que era um católico fervoroso agiu energicamente contra qualquer atividade reformista, que ele via como uma ameaça a unidade da fé católica e também a própria estabilidade europeia. More inicia uma perseguição a protestantes na Inglaterra, proibindo a tradução e a publicação de livros da reforma, prendendo quem desobedecesse as imposições. Durante a chefia de More, seis pessoas foram queimadas na fogueira, apesar de se saber que More apoiava estas execuções, ele não estava envolvido diretamente nelas, após sua morte, More seria acusado por diversas vezes de crueldade, torturador, alegações que foram desmentidas no decorrer do tempo. Se excluindo a questão protestante, More executou seu trabalho com maestria, sendo considerado até hoje um dos melhores a assumir esta posição no governo inglês. Ficou famoso por aprovar e dar suporte a medidas que melhoravam a educação, a infraestrutura e a relação do reino com países vizinhos. Resignação(1532) No ápice da disputa da supremacia religiosa entre e o papa e o rei Henrique VIII, deflagrada devido ao fracasso do monarca em produzir um herdeiro varão, exigindo um divórcio ilegal da rainha consorte, Catarina de Aragão, e consumindo ilegalmente um matrimonio com Ana Bolena, onde Henrique exigiu do clero e dos nobres total submissão perante o monarca, através da reinstituição da ordem da praemunire (uma lei medieval usada por Ricardo II, para restringir os poderes papais em solo inglês, porém, com Henrique VIII, ela praticamente aboliu a igreja católica do reino, tornando-a ilegal e confiscando sua propriedade e tesouros). More e outros membros do governo e da igreja,(nota-se o também santo, cardeal John Fisher), se recusaram a aceitar a praemunire, More resignou de seu cargo no dia seguinte a assinatura da lei pelo parlamento e da aceitação pelos membros da igreja da Inglaterra, porém ainda continuou nas graças do rei devido ao trabalho prestado para coroa durante tanto tempo. Prisão e julgamento (1533–1535) No ano de 1533, More se recusou a comparecer na coroação da nova rainha, Ana Bolena, porém isso não era necessariamente considerado traição, já que More havia previamente declarado boas intenções ao novo matrimônio do rei, porém, essa atitude afastou More das graças do monarca. Algum tempo depois More sofreu uma gama de acusações, como corrupção e de ter conexões com a ‘’Santa Donzela de Kent’’, Elizabeth Barton, uma freira que falou abertamente contra o rei e profetizou uma morte horrível para Henrique VIII ( Ela não errou), após responder cordialmente perante estas acusações, a suprema corte da Inglaterra o considerou inocente. Em 1534, More foi solicitado a comparecer perante a corte novamente e prestar juramento ao ato de sucessão ( Lei que tornava a princesa Elizabeth, futura Elizabeth I, a herdeira do trono), ele e o cardeal John Fisher aceitaram a rainha Ana como mulher legal do monarca, porém se recusaram a aceitar a supremacia do rei como líder da igreja da Inglaterra, posteriormente no mesmo ano, More e Fischer declararam publicamente que eram contra ao novo matrimônio do rei e também contra sua herdeira e qualquer prole que viessem a ter, isso selou o destino dos dois. More e Fisher foram acusados por traição e presos quatro dias após a declaração, ficando sob custódia até o dia 1 de julho de 1535, dia do julgamento de More. O julgamento foi presidido pela suprema corte da Inglaterra, com Thomas Cromwell acusando More, foram dispostas diversas acusações, porém a grande maioria foi provada falsa pela defesa, feita pelo próprio More. Apesar de seu sucesso na argumentação, o júri decidiu em quinze minutos pela condenação de More, ele foi sentenciado a morte, onde seria arrastado por cavalo da prisão até o local da execução, asfixiado, castrado, teria seus órgãos internos expostos, por fim seria decapitado e esquartejado (essa era a pena comum para traidores na Inglaterra até o século XVII), porém, por apelo do júri, o rei trocou a sentença para decapitação. Após a sentença, More falou abertamente sobre sua opinião de que, ‘’Nenhum homem temporal foi feito para deter o poder da espiritualidade’’, também defendeu que que a praemunire era contra a magna carta, contra as leis da santa sé e contra as leis da igreja. A execução foi marcada para o dia 6 de julho de 1535. Execução (6 de julho de 1535) Thomas More passou os últimos dias na prisão sem comer, o que fez com que ficasse bastante fraco fisicamente, escreveu seu último testamento onde deixou a seus filhos suas posses e a sua filha o dever de dar um sepultamento digno a seu corpo, além disso ele escreveu uma pequena oração que é usada pelos devotos do santo até os dias atuais. No dia do cumprimento da sentença, More acordou cedo, por volta das 5 da manha, foi lhe permitido realizar sua última confissão e comer um pequeno café da manha, as 9 horas ele foi levado de carroça até o cadafalso, onde uma pequena multidão simpática ao mártir gritava, ‘’Deus abençoe São Thomas More!’’, ao descer da carroça, devido a seu fraco estado físico, More caiu ao subir as escadas, porém insistiu que fizesse o caminho sozinho, ao se levantar e chegar ao topo do cadafalso, ele fez seu último testemunho público, onde disse: ‘’ Morrerei agora por e pela minha fé na Santa Igreja Católica Apostólica Romana, peço sinceramente que rezem pelo rei, para que ele faça o que for melhor a esta nação, digam a ele, que morri seu bom servente mas Deus vem primeiro’’ Foi registrado por testemunhas que o carrasco chorava e se ajoelhou pedindo perdão a More, que lhe dirigiu as palavras ‘’que hoje você me de o maior benefício que algum homem jamais me deu, tenha coragem homem e não tenha medo de cumprir com seu dever’’, se ajoelhou e recitou o miserere, ‘’tenha piedade de mim, senhor, de acordo com sua grande misericórdia’’, colocou a cabeça na tabua de madeira e sinalizou ao carrasco que estava pronto, trinta minutos após sair da prisão, o machado encerrava a vida de São Thomas More. Seu corpo foi entregue a sua filha, porém sua cabeça foi espetada por uma lança e deixada durante um mês na torre de Londres como era de costume com traidores, passado esse tempo, a cabeça foi recuperada e hoje acredita-se estar sepultada na igreja de Saint Dustan, Canterbury, seu amigo, o cardeal John Fisher sofrerá o mesmo destino duas semanas antes. Legado e Canonização São Thomas More foi canonizado no dia 19 de maio de 1935, pelo então papa Pio XI, ele é considerado o padroeiro dos políticos e dos funcionário públicos. O legado de More se deu instantaneamente após sua morte, sabe-se que o rei Henrique VIII, ao escutar sobre o cumprimento da sentença, se sentou e disse ‘’me dói saber que eu matei o homem mais honesto da Inglaterra’’. Thomas Cromwell que fora o acusador de More, se declarou arrependido de ter condenado ‘’o homem mais integro da história da Inglaterra’’. More tem seu legado literário mantido até hoje, ele é grandemente elogiado por escritores socialistas devido a seu livro, ‘’Utopia’’, onde consideram More um comunista antes de seu tempo, porém outros escritores entendem o livro como uma grande sátira de uma sociedade igualitária comandada por um rei louco. Suas cartas com o cronista holandês Erasmus, são de grande valor histórico, demonstrando uma grande analise da sociedade renascentista europeia e de seus costumes e valores religiosos. ao ouvir sobre a morte de More, o imperador Carlos V do sacro império romano declarou, ‘’fosse eu o monarca de tal homem, preferiria perder 100 cidades do que perde-lo’’. Posteriormente More entrou na lista de pessoas reabilitadas tanto pelo governo inglês quanto pela igreja anglicana, que apesar de não reconhece-lo como santo, o reconhece como uma vítima dos desmandos da igreja anglicana primitiva, G.K. Chesterton, um filosofo anglicano que se converteu ao catolicismo disse que ‘’um dia Thomas More sera visto como o um dos maiores britânicos da história, ou pelo menos um grande personagem nacional’’, o religioso anglicano, Jonathan Swift, declarou que ‘’ More foi a pessoa de maior virtude que este reino já produziu’’. More foi o autor de mais de 20 obras literárias que incluem temas como filosofia, política, religião, novelas e ensaios, também é o autor de centenas de cartas e artigos, muitos atualmente perdidos ou danificados, tem seu lugar de honra em mais de 20 locais da Inglaterra, também foi representado por diversas vezes em filmes, seriados, peças teatrais, novelas e músicas, em 2002 foi eleito o 37º maior inglês de todos os tempos.
- São Thomas More, mártir padroeiro dos Governantes e Políticos – 22 de junho
SANTO DO DIA – 22 DE JUNHO – SÃO TOMÁS MORE Mártir (1478-1535) – Padroeiro dos Governantes e Políticos De Conselheiro do Rei a “traidor” da Coroa. Conheça a vida de São Thomas More, “o homem que não vendeu a sua alma”. Tomás More nasceu em 1478, em Chelsea, na capital da Inglaterra, Londres. Era filho de uma família cristã, que educou seus filhos na fé. Com apenas treze anos, assumiu o trabalho de mensageiro do arcebispo diocesano de Canterbury. O bispo notou a inteligência brilhante do garoto e enviou-o para estudar na Universidade de Oxford. O pai de Tomás More era juiz, mas enviava para o filho somente o necessário para suas despesas. Aos vinte e dois anos, Tomás More já tinha doutorado em Direto. Além disso, tinha se tornado um professor brilhante. Sem dinheiro, sua distração ler e era escrever bons livros. Tinha uma mente brilhante, era culto, grande intelectual e muito simpático. Além disso, era dono de um humor excelente e uma fortíssima devoção cristã. Tomás More pensou seriamente em se tornar religioso. Por isso, viveu durante quatro anos num mosteiro, mas viu que não tinha vocação monástica. Depois, tentou ser franciscano, mas viu que este também não seria caminho. Então, descobriu que sua vocação era para o casamento. Então, Tomás More se casou. Teve quatro filhos e desempenhou suas funções de marido e pai de maneira excelente. Era sempre presente e carinhoso. Mas ele tinha também a vocação para a política e para a literatura. Por outro lado, Tomás More estava sempre perto dos pobres e necessitados. Visitava-os sempre, para compreender e atender suas necessidades. Sua casa era um contraste: vivia cheia de intelectuais e de pessoas simples humildes. Seu prazer estava muito mais na companhia dos pobres do que na dos ricos. Assim, ele evitava a vida luxuosa e mundana da corte. Tomás More era muito admirado por sua esposa e filhos por causa de seu caráter e do bom humor, que ele mantinha constantemente, em todas as situações. A contribuição São Tomás More para a literatura universal foi marcante. Ele foi autor de obras famosas, tais como: “O diálogo do conforto contra as tribulações” , que se tornou um dos livros mais respeitados de toda a literatura britânica. Ele escreveu ainda outros livros famosos como: “Utopia” e “Oração para o bom humor” . No ano 1529, Tomás More tinha se tornado o chanceler do Parlamento da Inglaterra. O rei, de então, era Henrique VIII. No ano seguinte, o rei quis desfazer seu casamento legítimo com a rainha Catarina de Aragão. Sua intenção era unir-se a uma cortesã chamada Ana Bolena. Houve longa polêmica sobre o assunto, de forma que a Igreja e o país se envolveram. Henrique VIII acabou se casando com Ana. Para tanto, usou o Parlamento da Inglaterra. Este, se dobrou diante do rei e proclamou o Ato de Supremacia. Este ato dava poderes de chefes da Igreja local ao rei e a seus sucessores. Depois da usurpação do poder eclesiástico, o rei mandou que seus opositores fossem presos e mortos. Entre os opositores figuravam o chanceler Tomás More e o bispo João Fisher. Esses dois era, na verdade, os mais influentes da corte inglesa. Ambos foram decapitados. Dom João, o bispo, morreu primeiro, no dia 22 de junho de 1535. Duas semanas mais tarde, São Tomás More entregava sua alma a Deus da mesma maneira. Sua família chegou a pedir que ele renegasse a fé e fugir com eles, mas ele não aceitou. Preferiu a morte a renegar sua fé. São Tomás More registrou sua irreverência diante daquela farsa montada pelo rei, através de uma declaração pública pronunciada antes de sua morte: “Sedes minhas testemunhas de que eu morro na fé e pela fé da Igreja de Roma e morro fiel servidor de Deus e do rei, mas primeiro de Deus. Rogai a Deus a fim de que ilumine o rei e o aconselhe”. São Tomás More e o santo bispo Dom João foram mártires da Inglaterra. Deram testemunho cristão até o fim, defenderam a unidade da Igreja Católica Apostólica Romana, numa época de muita violência e desordenadas paixões. Os dois são exemplos reverenciados na Igreja. A canonização dos dois foi celebrada na mesma cerimônia, através do papa Pio XI, no ano 1935. O Papa instituiu o dia 22 de junho para a celebração festiva dos dois. No ano 2000, o Papa João Paulo II declarou São Tomás More como o Padroeiro dos Políticos. Oração composta por São Tomás More “Se eu me distraio, a Eucaristia me ajuda a recolher-me. Se me oferecem oportunidades para ofender a Deus, me apego cada dia mais a Eucaristia e fujo do erro. Se necessito de uma luz especial e prudência para desempenhar minhas pesadas obrigações, me achego ao Senhor e busco seu conselho e iluminação”. Conheça mais sobre São Thomas More, o gênio que se tornou mártir Quando falamos de São Thomas More é difícil começar por apenas um ponto específico de sua vida, era por formação um jurista e um advogado, porém sua carreira se estendeu por diversos ramos como o da política, filosofia, diplomacia, funcionário público e no seu ápice foi chanceler do reino (o primeiro plebeu em séculos a exercer o cargo), ele é considerado um dos grandes expoentes filosóficos do renascimento na Europa e principalmente, Thomas More é santo da Santa Igreja Católica devido a seu martírio na mão dos protestantes liderados por Henrique VIII. Início da Vida (1478–1505) Thomas More nasce em Londres no dia 7 de fevereiro de 1478, filho de Sir John More, um famoso advogado e de sua esposa, Agnes. Ao fazer 7 anos de idade, More foi mandando a Saint Anthony School, uma das escolas mais renomadas da Inglaterra, tendo como seu tutor o Arcebispo de Canterbury, para quem posteriormente More se tornaria pagem. O arcebispo era um grande defensor do estilo de educação humanística que vigorava na época e via grande potencial em More, que após se formar em Saint Anthony, foi indicado pelo tutor para estudar na universidade de Oxford. No ano de 1492, então com 14 anos, More se junta a universidade de Oxford, onde estuda sob tutela de grande mestres da filosofia, história e das línguas, é em Oxford onde More se especializa e se torna fluente em diversas línguas, como o francês, o latim, o grego, italiano e também é onde se destaca como escritor de pequenos textos políticos e históricos. No entanto, em 1495, por insistência de seu pai, More deixa a faculdade de Oxford para estudar direito em Londres, onde em 1502 se forma pela Escola de Lincoln e se especializa como advogado. Em 1503, More conhece a mulher com quem viria a se casar, Jane Colt, que era uma amiga do bairro onde morava, Jane era 5 anos mais nova que More, na época com 28 anos, que queria dar uma educação melhor a sua amiga, passando a lhe ensinar música e literatura, no ano de 1505 eles se casam e teriam quatro filhos. Início da carreira política, segundo casamento, trabalhos literários e vida pessoal. (1505–1529) Foi em 1504 que após uma brilhante dissertação perante o parlamento, More foi eleito para para o mesmo representando o distrito de Great Yarmouth, porém a felicidade durou pouco já que em 1505 sua esposa, Jane, morre devido a uma doença, deixando 4 filhos pequenos aos cuidados de More. Após isso, More, indo contra o conselho de seus amigos e parentes, se casa rapidamente com uma rica viúva, Alice Harpur, que apesar de não ter a doçura e gentileza de Jane, era uma mulher de respeito e de grande estima na sociedade, com essa união, More ainda se torna padrasto da filha de Alice. O casamento foi tão repentino e rápido que More teve que conseguir autorização legal das autoridades locais, o que devido a sua grande fama entre a alta sociedade, conseguiu rapidamente. Posteriormente, More ainda viria a tutelar duas pequenas garotas (uma delas casaria com um de seus filhos e da outra com seu sobrinho), ele era tão afável e carinhoso com os pequenos que era constantemente requisitado por seus pares do parlamento para dar ‘’dicas’’ de como educar bem as crianças, impressionando até mesmo o rei Henrique VII, que pediu conselhos para o então príncipe herdeiro, Henrique. (futuro Henrique VIII, o homem que condenaria More a morte). Em 1510, More foi eleito para o parlamento para representar a própria Londres (um distrito que era destinado a homens de grande capacidade), onde exerceu com tal maestria seu cargo que neste mesmo ano foi designado como Xerife de Londres (Uma espécie de promotor público), onde também desempenhou bem seu papel. No ano de 1514, More passa a ser Mestre dos pedidos, cargo onde atendia diretamente as demandas e pedidos do parlamento e do povo e as passava para o monarca, nessa época, Henrique VIII, foi nesse período que More passa a escrever biografias como a de Henrique III (publicada postumamente) e seu livro mais famoso, ‘’Utopia’’, onde o protagonista, uma alusão ao anjo Rafael, discute e crítica hábitos morais e sociais de uma ilha fictícia chamada Utopia, onde a política e círculos sociais suplantavam as morais cristãs. Posteriormente, More foi eleito para diversos cargos, como o de tesoureiro do reino, conselheiro da corte de Londres, foi diplomata entre o reino da Inglaterra e o Sacro Império Romano Germânico, se tornando altamente influente na corte inglesa e na Europa em geral, em 1525 se torna o Orador da Casa (é o ‘’presidente’’ do parlamento’’) e em 1529 a pedido do rei Henrique, More se torna chanceler do reino, cargo existente até hoje que é hierarquicamente superior ao do primeiro ministro, o dever é de manter em funcionamento toda esfera pública e administrativa do reino. Chanceler do Reino e a luta contra os protestantes (1529–1532) Estando a pouco tempo no cargo, More já se deparava com a crise que levaria a sua morte. A reforma protestante se alastrava pela Europa, com diversos estados nórdicos, germânicos e alguns focos em países latinos se tornando declaradamente protestantes, More que era um católico fervoroso agiu energicamente contra qualquer atividade reformista, que ele via como uma ameaça a unidade da fé católica e também a própria estabilidade europeia. More inicia uma perseguição a protestantes na Inglaterra, proibindo a tradução e a publicação de livros da reforma, prendendo quem desobedecesse as imposições. Durante a chefia de More, seis pessoas foram queimadas na fogueira, apesar de se saber que More apoiava estas execuções, ele não estava envolvido diretamente nelas, após sua morte, More seria acusado por diversas vezes de crueldade, torturador, alegações que foram desmentidas no decorrer do tempo. Se excluindo a questão protestante, More executou seu trabalho com maestria, sendo considerado até hoje um dos melhores a assumir esta posição no governo inglês. Ficou famoso por aprovar e dar suporte a medidas que melhoravam a educação, a infraestrutura e a relação do reino com países vizinhos. Resignação(1532) No ápice da disputa da supremacia religiosa entre e o papa e o rei Henrique VIII, deflagrada devido ao fracasso do monarca em produzir um herdeiro varão, exigindo um divórcio ilegal da rainha consorte, Catarina de Aragão, e consumindo ilegalmente um matrimonio com Ana Bolena, onde Henrique exigiu do clero e dos nobres total submissão perante o monarca, através da reinstituição da ordem da praemunire (uma lei medieval usada por Ricardo II, para restringir os poderes papais em solo inglês, porém, com Henrique VIII, ela praticamente aboliu a igreja católica do reino, tornando-a ilegal e confiscando sua propriedade e tesouros). More e outros membros do governo e da igreja,(nota-se o também santo, cardeal John Fisher), se recusaram a aceitar a praemunire, More resignou de seu cargo no dia seguinte a assinatura da lei pelo parlamento e da aceitação pelos membros da igreja da Inglaterra, porém ainda continuou nas graças do rei devido ao trabalho prestado para coroa durante tanto tempo. Prisão e julgamento (1533–1535) No ano de 1533, More se recusou a comparecer na coroação da nova rainha, Ana Bolena, porém isso não era necessariamente considerado traição, já que More havia previamente declarado boas intenções ao novo matrimônio do rei, porém, essa atitude afastou More das graças do monarca. Algum tempo depois More sofreu uma gama de acusações, como corrupção e de ter conexões com a ‘’Santa Donzela de Kent’’, Elizabeth Barton, uma freira que falou abertamente contra o rei e profetizou uma morte horrível para Henrique VIII ( Ela não errou), após responder cordialmente perante estas acusações, a suprema corte da Inglaterra o considerou inocente. Em 1534, More foi solicitado a comparecer perante a corte novamente e prestar juramento ao ato de sucessão ( Lei que tornava a princesa Elizabeth, futura Elizabeth I, a herdeira do trono), ele e o cardeal John Fisher aceitaram a rainha Ana como mulher legal do monarca, porém se recusaram a aceitar a supremacia do rei como líder da igreja da Inglaterra, posteriormente no mesmo ano, More e Fischer declararam publicamente que eram contra ao novo matrimônio do rei e também contra sua herdeira e qualquer prole que viessem a ter, isso selou o destino dos dois. More e Fisher foram acusados por traição e presos quatro dias após a declaração, ficando sob custódia até o dia 1 de julho de 1535, dia do julgamento de More. O julgamento foi presidido pela suprema corte da Inglaterra, com Thomas Cromwell acusando More, foram dispostas diversas acusações, porém a grande maioria foi provada falsa pela defesa, feita pelo próprio More. Apesar de seu sucesso na argumentação, o júri decidiu em quinze minutos pela condenação de More, ele foi sentenciado a morte, onde seria arrastado por cavalo da prisão até o local da execução, asfixiado, castrado, teria seus órgãos internos expostos, por fim seria decapitado e esquartejado (essa era a pena comum para traidores na Inglaterra até o século XVII), porém, por apelo do júri, o rei trocou a sentença para decapitação. Após a sentença, More falou abertamente sobre sua opinião de que, ‘’Nenhum homem temporal foi feito para deter o poder da espiritualidade’’, também defendeu que que a praemunire era contra a magna carta, contra as leis da santa sé e contra as leis da igreja. A execução foi marcada para o dia 6 de julho de 1535. Execução (6 de julho de 1535) Thomas More passou os últimos dias na prisão sem comer, o que fez com que ficasse bastante fraco fisicamente, escreveu seu último testamento onde deixou a seus filhos suas posses e a sua filha o dever de dar um sepultamento digno a seu corpo, além disso ele escreveu uma pequena oração que é usada pelos devotos do santo até os dias atuais. No dia do cumprimento da sentença, More acordou cedo, por volta das 5 da manha, foi lhe permitido realizar sua última confissão e comer um pequeno café da manha, as 9 horas ele foi levado de carroça até o cadafalso, onde uma pequena multidão simpática ao mártir gritava, ‘’Deus abençoe São Thomas More!’’, ao descer da carroça, devido a seu fraco estado físico, More caiu ao subir as escadas, porém insistiu que fizesse o caminho sozinho, ao se levantar e chegar ao topo do cadafalso, ele fez seu último testemunho público, onde disse: ‘’ Morrerei agora por e pela minha fé na Santa Igreja Católica Apostólica Romana, peço sinceramente que rezem pelo rei, para que ele faça o que for melhor a esta nação, digam a ele, que morri seu bom servente mas Deus vem primeiro’’ Foi registrado por testemunhas que o carrasco chorava e se ajoelhou pedindo perdão a More, que lhe dirigiu as palavras ‘’que hoje você me de o maior benefício que algum homem jamais me deu, tenha coragem homem e não tenha medo de cumprir com seu dever’’, se ajoelhou e recitou o miserere, ‘’tenha piedade de mim, senhor, de acordo com sua grande misericórdia’’, colocou a cabeça na tabua de madeira e sinalizou ao carrasco que estava pronto, trinta minutos após sair da prisão, o machado encerrava a vida de São Thomas More. Seu corpo foi entregue a sua filha, porém sua cabeça foi espetada por uma lança e deixada durante um mês na torre de Londres como era de costume com traidores, passado esse tempo, a cabeça foi recuperada e hoje acredita-se estar sepultada na igreja de Saint Dustan, Canterbury, seu amigo, o cardeal John Fisher sofrerá o mesmo destino duas semanas antes. Legado e Canonização São Thomas More foi canonizado no dia 19 de maio de 1935, pelo então papa Pio XI, ele é considerado o padroeiro dos políticos e dos funcionário públicos. O legado de More se deu instantaneamente após sua morte, sabe-se que o rei Henrique VIII, ao escutar sobre o cumprimento da sentença, se sentou e disse ‘’me dói saber que eu matei o homem mais honesto da Inglaterra’’. Thomas Cromwell que fora o acusador de More, se declarou arrependido de ter condenado ‘’o homem mais integro da história da Inglaterra’’. More tem seu legado literário mantido até hoje, ele é grandemente elogiado por escritores socialistas devido a seu livro, ‘’Utopia’’, onde consideram More um comunista antes de seu tempo, porém outros escritores entendem o livro como uma grande sátira de uma sociedade igualitária comandada por um rei louco. Suas cartas com o cronista holandês Erasmus, são de grande valor histórico, demonstrando uma grande analise da sociedade renascentista europeia e de seus costumes e valores religiosos. ao ouvir sobre a morte de More, o imperador Carlos V do sacro império romano declarou, ‘’fosse eu o monarca de tal homem, preferiria perder 100 cidades do que perde-lo’’. Posteriormente More entrou na lista de pessoas reabilitadas tanto pelo governo inglês quanto pela igreja anglicana, que apesar de não reconhece-lo como santo, o reconhece como uma vítima dos desmandos da igreja anglicana primitiva, G.K. Chesterton, um filosofo anglicano que se converteu ao catolicismo disse que ‘’um dia Thomas More sera visto como o um dos maiores britânicos da história, ou pelo menos um grande personagem nacional’’, o religioso anglicano, Jonathan Swift, declarou que ‘’ More foi a pessoa de maior virtude que este reino já produziu’’. More foi o autor de mais de 20 obras literárias que incluem temas como filosofia, política, religião, novelas e ensaios, também é o autor de centenas de cartas e artigos, muitos atualmente perdidos ou danificados, tem seu lugar de honra em mais de 20 locais da Inglaterra, também foi representado por diversas vezes em filmes, seriados, peças teatrais, novelas e músicas, em 2002 foi eleito o 37º maior inglês de todos os tempos.


















































