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- SAL OU AÇÚCAR? – Padre Santiago Martín
Uma estratégia política clássica é a de aproveitar os momentos de tensão, quando a atenção do mundo está concentrada em certos acontecimentos, para aprovar leis que, noutras circunstâncias, gerariam uma grande agitação social e a rejeição de parte da população. É isto que está acontecendo agora com a Ucrânia, numa situação que poderá ser o início de uma terceira guerra mundial. Enquanto os olhos do mundo estão postos na Ucrânia e grandes catástrofes são anunciadas, tais como que o país será arrasado e a sua capital, Kiev, saqueada, a cultura da morte continua a tomar medidas para consolidar a sua ditadura. Na União Europeia está estabelecido que, a cada seis meses, o governante de um dos estados membros detém a presidência. Desde 1º de Janeiro, esse posto é ocupado por Macron, o presidente francês. No seu discurso de tomada de posse, disse que o seu objetivo era fazer do aborto um direito e torná-lo um elemento essencial daquilo a que chamou “valores europeus”. Fazer do aborto um direito significaria que ninguém se pode opor a ele, ou mesmo criticá-lo. Significaria também que a objecção de consciência por indivíduos ou instituições — por exemplo, hospitais católicos — seria proibida. A lei seria aplicada com toda a força contra aqueles que criticam publicamente o aborto ou tentam dissuadir, pacificamente, alguém de fazer um aborto, tratando-os como se fossem criminosos ou mesmo terroristas. Isto colocaria a Igreja numa situação difícil, que poderia inclusive ser jogada na ilegalidade, a menos que ela mudasse os seus ensinamentos e aceitasse o aborto como apenas mais uma forma de controle da natalidade. Se se acrescentar a isto a perseguição que enfrentaria por continuar considerando a prática de homossexualidade um pecado, e insistir que o sexo das pessoas está ligado à biologia e não à sua própria opinião ou desejo, e seria uma tempestade perfeita contra a Igreja enquanto instituição e contra os católicos em particular. Mas isto não está acontecendo apenas na Europa. Nos Estados Unidos, o Presidente Biden continua insistindo em apoiar o aborto com todas as suas forças, fazendo dele, como na Europa, um direito a que ninguém se pode opor. Na América Latina, cada vez mais países estão se inclinando para esta espécie de qualificação de aborto, a fim de proibir qualquer tipo de objeção ao mesmo. O aborto, no entanto, é apenas a ponta de lança, porque juntamente com ele vem a eutanásia e todo o pacote de medidas legislativas ligadas à ideologia LGBT. Infelizmente, a opinião pública tem sofrido o efeito do que é conhecido como a “síndrome do sapo cozido”: em poucos anos, passou de considerar o aborto, a eutanásia e todo o resto como inaceitável, a considerá-lo como algo tolerado e, finalmente, a transformá-lo num direito. Este fenômeno também tem ocorrido no seio da Igreja, como evidenciado pelo desafio aberto da Igreja alemã a muitas normas morais católicas, sem rejeição pública e generalizada por parte da hierarquia e dos fiéis. A menos que uma catástrofe force aqueles que controlam o mundo a repensar a sua estratégia, a Igreja terá de escolher (a médio, ou mesmo a curto prazo) entre submeter-se ou aceitar as consequências de manter-se altiva. O excelente secretário do Episcopado espanhol, Monsenhor Argüello, disse há alguns dias que Cristo fundou a Igreja como o sal da terra e não como o açúcar do mundo. Ele está certo. Mas temos de estar preparados para pagar o preço de ser sal, fermento e luz que brilha na escuridão. É preciso preparar-se para isto. A água, em que o sapo está mergulhado, já está muito quente e há poucas hipóteses de ele saltar para fora da panela de cozimento. Está dormente e não percebe qual será o seu fim. O mesmo se aplica à maioria dos católicos praticantes, que são cada vez menos; estão cada vez mais velhos e não querem complicações (as suas rotinas lhes bastam). Ou despertamos a consciência daqueles que permanecem fiéis, ou acabaremos por ser o açúcar no café, em vez do sal da terra. Infelizmente, parece que não estamos nos preparando para ser sal, mas sim para nos tornarmos mais um elemento utilizado pelo sistema para adormecer as pessoas. Enquanto isto, a água vai ficando cada vez mais quente, sem que o sapo procure salvar-se a si próprio.
- PEQUENA CENA DE MISSA EM UM ROMANCE DE GILBERTO AMADO
[Gilberto Amado foi um escritor brasileiro do século XX, mais ou menos da idade de um Manuel Bandeira ou um Mário de Andrade, mas sem nenhuma ligação com o modernismo. Embaixador do Brasil em vários países, publicou ensaios, romances, memórias e até um livro de poemas. Era um nome bastante respeitado nas Letras e na política, cuja celebridade o tempo se encarregou de apagar, como ocorre com a imensa maioria dos escritores, mesmo os menos medíocres. Na passagem a seguir, extraída do romance Inocentes e culpados , o autor mostra um personagem em cena que é muito comum nas Missas: a falsa piedade]. Onde o sentimento de Emílio, a respeito da incolumidade do velho Sílvio a qualquer ideia de pecado, vinha mais agudamente espicaçá-lo era na missa. Liberalão — insincero como todo liberal —, repetia ele, Dr. Sílvio não se tolhia de comparecer a nenhuma missa a que devesse assistir, dominical, de festa ou de defunto. Era “obrigação” que não se furtava de cumprir. Se não rezava, ajoelhava-se como os outros; se não batia no peito à elevação do cálice, encolhia-se gravemente. Em mais de uma ocasião, Emílio se encontrou com os olhos em cima dele, acompanhando-lhe as atitudes: era perfeito. Durante a exposição da hóstia, respeitoso, os olhos para o chão. Mas em nenhuma passagem, mesmo nas mais solenes, naquelas em que mais terrivelmente se consuma o sacrifício, em que se invoca a união de Deus com os homens e se exalta a redenção; quando o sacerdote pronuncia palavras ressoantes em todas as almas, sentindo que lhe é permitido aproximar-se do trono divino com esperança, alça os olhos e o coração para o crucifixo, e chama o Espírito Santo para que bendiga o sacrifício preparado para a gloria do Seu nome — Veni Sanctificator, Omnipotens aeterne Deus —; nos salmos recitados em que se prometem a pureza de consciência e o horror de toda culpa; durante o “lavabo”, no Sanctus, na Consagração do Pão, na Consagração do Cálice, quando se atinge o supremo instante; quando o Verbo desce como na Encarnação, Hoc est enim corpus meum ; quando o silêncio na igreja é profundo e mais profundo o recolhimento interior das almas visitadas pela presença real do Senhor — nem uma vez, das numerosas em que o viu na missa, Emilio deteve na fisionomia do velho qualquer reflexo: sua calma era a de sempre, sua identificação consigo mesmo integral; tranquilo, distante, imperturbado. (Gilberto Amado, Inocentes e culpados . Rio, José Olímpio, 1941, p. 321)
- Qual é a sua opinião sobre a situação da Igreja e o que você pediria aos nossos pastores hoje?
Até agosto deste ano, todas as dioceses do mundo estão vivenciando a primeira fase do sínodo que terminará em outubro de 2023 em Roma. Nesta primeira etapa, pretende-se ouvir o “Povo de Deus” através de uma consulta a nível diocesano. Comunidades paroquiais, sacerdotes, diáconos e leigos são chamados a dar a sua opinião neste Sínodo. Um padre rural da diocese de Madri, que pastoreia com devoção as poucas almas que povoam as três cidades das quais é pároco, tem uma comunidade gigantesca de fiéis em uma espécie de paróquia digital. Este é o Padre Jorge González Guadalix que, através do seu blog, chega a milhares de fiéis que o lêem regularmente e com interesse. “Me permitam fazer essa pergunta hoje e pedir suas respostas”, começa o último artigo de González. “Tempo de sinodalidade. Hora de perguntar. Hora de ver o que as pessoas querem. Geralmente tenho muito medo de perguntar, principalmente porque quem responde mais é geralmente aquele que tem a menor ideia do que é pedido”, confessa o padre. González, portanto, considerando seus leitores “pessoas sérias”, quer saber sua opinião sobre a situação da Igreja e o que eles pediriam aos nossos pastores hoje. «Estou muito interessado porque nestes tempos de sinodalidade gostaria de trazer as vossas respostas às minhas reuniões obrigatórias. Eu vou, e terá força para dizer que este post foi lido por tantos milhares de leitores e eles dizem o seguinte». Leia também A escandalosa ignorância dos católicos a respeito de sua própria doutrina Encorajamos todos a participarem da pesquisa sinodal para a qual este padre convidou em seu blog. Tudo o que precisa fazer é clicar abaixo e deixar um comentário. Clique aqui para enviar seu comentário. Identifique-se dizendo que é do Brasil, sua diocese e qual sua opinião no campo dos comentários, no final do artigo. Procure outros meios de expressar sua opinião sobre a situação atual e os rumos igreja em sua própria diocese, através dos sacerdotes e o próprio bispo. Saiba mais informações sobre o sínodo 2023 no site da CNBB . Fonte: Infocatolica.com Leia também Bispos e padres revolucionários começam a sofrer oposição dos católicos dentro da Igreja #Sonodalidade
- Qual é a sua opinião sobre a situação da Igreja e o que você pediria aos nossos pastores hoje?
Até agosto deste ano, todas as dioceses do mundo estão vivenciando a primeira fase do sínodo que terminará em outubro de 2023 em Roma. Nesta primeira etapa, pretende-se ouvir o “Povo de Deus” através de uma consulta a nível diocesano. Comunidades paroquiais, sacerdotes, diáconos e leigos são chamados a dar a sua opinião neste Sínodo. Um padre rural da diocese de Madri, que pastoreia com devoção as poucas almas que povoam as três cidades das quais é pároco, tem uma comunidade gigantesca de fiéis em uma espécie de paróquia digital. Este é o Padre Jorge González Guadalix que, através do seu blog, chega a milhares de fiéis que o lêem regularmente e com interesse. “Me permitam fazer essa pergunta hoje e pedir suas respostas”, começa o último artigo de González. “Tempo de sinodalidade. Hora de perguntar. Hora de ver o que as pessoas querem. Geralmente tenho muito medo de perguntar, principalmente porque quem responde mais é geralmente aquele que tem a menor ideia do que é pedido”, confessa o padre. González, portanto, considerando seus leitores “pessoas sérias”, quer saber sua opinião sobre a situação da Igreja e o que eles pediriam aos nossos pastores hoje. «Estou muito interessado porque nestes tempos de sinodalidade gostaria de trazer as vossas respostas às minhas reuniões obrigatórias. Eu vou, e terá força para dizer que este post foi lido por tantos milhares de leitores e eles dizem o seguinte». Leia também A escandalosa ignorância dos católicos a respeito de sua própria doutrina Encorajamos todos a participarem da pesquisa sinodal para a qual este padre convidou em seu blog. Tudo o que precisa fazer é clicar abaixo e deixar um comentário. Clique aqui para enviar seu comentário. Identifique-se dizendo que é do Brasil, sua diocese e qual sua opinião no campo dos comentários, no final do artigo. Procure outros meios de expressar sua opinião sobre a situação atual e os rumos igreja em sua própria diocese, através dos sacerdotes e o próprio bispo. Saiba mais informações sobre o sínodo 2023 no site da CNBB . Fonte: Infocatolica.com Leia também Bispos e padres revolucionários começam a sofrer oposição dos católicos dentro da Igreja #Sonodalidade
- Holocausto: a fraternidade de uma paróquia romana durante o horror
No Dia da Memória das Vítimas do Holocausto, uma história de salvação: a de uma paróquia romana que salvou quinze meninas judias. Na igreja de Santa Maria ai Monti, a poucos passos do Coliseu, um grupo de meninas foram escondidas graças às irmãs e ao pároco durante as rondas nazistas de 1943. O pároco, padre Francesco Pesce: “Uma antecipação da fraternidade invocada pelo Papa na Fratelli Tutti”. Passavam o dia desenhando, sempre desenhando. Assim as meninas judias refugiadas em um túnel estreito e escuro sob o campanário da igreja romana de Santa Maria ai Monti se distraíam do incessante rumor das botas dos soldados sobre os paralelepípedos, durante o horrível mês de outubro de 1943. Um longo período de terror que transformou Roma em uma floresta onde os predadores alemães arrancaram de suas casas vítimas inocentes. As meninas desenhavam principalmente rostos: os de suas mães e pais para que o terror ou o tempo não turvassem sua memória, os das bonecas perdidas na fuga, o rosto da Rainha Esther segurando um kallá, o pão da oferta. Escreviam seus nomes e sobrenomes, Matilde, Clelia, Carla, Anna, Aida. Nas paredes desenhos, rostos, recordações Aida, cuja assinatura ainda está marcada nas paredes com sua elegante caligrafia: “Aida Sermoneta. Moro na sombra destes arcos“. Arcos nos quais são visíveis, embora desbotados pela umidade, peixes e frases em hebraico, dedicatórias à “Roma santa e popular”. Talvez com o atrito do carvão nas paredes, as meninas quisessem cobrir gritos, tiros, portas batidas. Refugiadas no convento Eram quinze, a menor tinha quatro anos de idade. Elas se salvaram escondendo-se em um espaço de seis metros de comprimento e dois metros de largura no ponto mais alto desta igreja do século XVI a poucos passos do Coliseu. Ali passavam horas agonizantes, que às vezes se transformavam em dias. Entre as paredes e os arcos moviam-se como sombras para escapar dos soldados e delatores. Ajudadas pelas irmãs e pelo pároco da época, padre Guido Ciuffa, elas escaparam do rastreamento e morte certa nos campos de concentração que levaram a vida de seus parentes. As mesmas pessoas que tiveram a coragem de confiá-las às Filhas da Caridade no então Convento das Neófitas. Misturadas com as estudantes e noviças, ao primeiro sinal de perigo, eram levadas à paróquia por uma porta interna de comunicação. O que não deve mais acontecer Hoje aquela porta é uma parede de concreto no sala da catequese. “Costumo explicar sempre às crianças o que aconteceu aqui e principalmente o que não deve mais acontecer”, explica ao Vatican News o padre Francesco Pesce, que é o pároco de Santa Maria ai Monti há doze anos. Padre Francesco é muito apreciado em toda a vizinhança, um emblema de uma Roma que ainda é capaz de fazer dialogar etnias e religiões. “Esta porta é simbólica, é uma passagem do desespero para a esperança, do mal para o bem”. Daquela porta as meninas corriam para a sacristia na direção de outra porta, disfarçada pelo padre Guido com tapeçarias, vestes, mantos de Nossa Senhora. Era o ponto de junção para subir a escada que levava sobre a abside, 30 metros acima do solo. Mais acima, tinham apenas os sinos. Ou o céu, a única via de fuga. A escada para a salvação Padre Francesco nos conduz nesta imensidão de memórias levando-nos escada acima, iluminada por uma tocha. Noventa e cinco degraus de uma escada em espiral escura. Uma espiral angustiante. Nos momentos de perigo, no entanto, o único caminho para a salvação. O chão range por causa das carcaças de pombos mortos, a respiração encurta e os olhos só se acostumam à escuridão após alguns minutos, quando janelas do tamanho de tijolos deixam entrar vislumbres de luz. As meninas subiam e desciam a torre, sozinhas, por sua vez, para recolher alimentos e roupas e levá-los às suas colegas, que esperavam na cúpula de concreto que cobria a abside. O mesmo que usavam nos raros momentos de brincadeira, quando os cantos da missa cobriam o barulho. Uma história de fraternidade A história de Santa Maria ai Monti não é apenas a história de uma Igreja comprometida em resistir à fúria dos nazistas, mas é uma história de fraternidade escrita entre as linhas do que o Papa Francisco chamou de ‘a página mais negra’ da humanidade. “Aqui tocamos o auge da dor, mas também o auge do amor”, diz ainda o pároco. “Toda a vizinhança ajudava, não apenas cristãos católicos, mas também irmãos de outras religiões que se mantiveram em silêncio e continuaram a obra de caridade. Nisso eu vejo uma antecipação da Fratelli tutti“. Silêncio e caridade Todos no bairro sabiam que tinha quinze meninas judias escondidas na paróquia, e todos faziam escudo para protegê-las. Não cederam a ameaças ou promessas de recompensas sujas de sangue, não quiseram compartilhar nem mesmo as informações necessárias para organizar as ajudas. Muito arriscado com soldados patrulhando o bairro continuamente; muito perigoso com delatores e espiões infiltrados nas missas para escutar e observar e depois vender a vida de outros. As meninas simplesmente tiveram que desaparecer. Todas elas foram salvas. Como adultas, tendo se tornado mães, esposas e avós, elas continuaram a visitar a paróquia. Uma delas continuou a visitar a paróquia até alguns anos atrás, indo ao refúgio até onde suas pernas permitissem. Mesmo quando ficou idosa, ela parava diante da porta da sacristia de joelhos e chorava. Assim como fazia 80 anos atrás. FONTE: VATICAN NEWS / Salvatore Cernuzio #Crianças #Holocausto #GUERRA #judeus #Igreja
- Exercícios para discernir se suas intuições vêm do Espírito Santo
Como identificar, no fluxo de pensamentos que atravessam a mente, as inspirações realmente vindas do Espírito Santo? Aqui está o método de São Francisco de Sales Por que é tão difícil levar a sério este conselho de São Paulo: “Deixai-vos conduzir pelo Espírito”? De fato, alguns consideram que uma vida guiada pelo Espírito Santo é reservada apenas para uma elite praticante de esporte radical. Para São Francisco de Sales, deixar-se conduzir pelo Espírito Santo não é um luxo nem uma extravagância, mas um fundamento essencial de toda a vida cristã. No livro “Introdução à Vida Devota”, o religioso recomenda prestar atenção às “inspirações interiores”, isto é, a “todas as atrações, os movimentos, os sentimentos de contrição, as luzes e a sabedoria que Deus torna conhecidos em nós”. No entanto, como explica o padre Joël Guibert em seu livro Le secret de la sérénité, la confiance en Dieu avec saint François de Sales (“O Segredo da Serenidade, Confiança em Deus com São Francisco de Sales“) essas inspirações sopradas pelo Espírito são extremamente delicadas, são tão sutis que podem simplesmente passar despercebidas. “A pessoa que não cultiva um certo silêncio em sua vida dificilmente poderá ouvir a voz do Espírito”, explica. Mas como podemos discernir esta voz sutil e discreta do Espírito? Como identificar no fluxo de pensamentos que atravessam a mente as inspirações vindas do Espírito Santo? Aqui está o método de São Francisco de Sales em quatro passos. 1. EVITAR OS PENSAMENTOS TÓXICOS Para ouvir as sugestões do Espírito, São Francisco de Sales aconselha a identificar sistematicamente todos os pensamentos tóxicos, como os relacionados à amargura, raiva, ao ciúme ou à vingança. Diz ele: “Essas pequenas tentações de raiva, suspeita, ciúme, inveja, infidelidade de coração, frivolidade, vaidade, fingimento, maus pensamentos… Se elas vierem te picar e pararem um pouco em seu coração, não as combata, não lhes responda, mas simplesmente retire-as de lá, protestando interiormente o contrário e principalmente o seu amor a Deus. Em vez disso, dirija seu coração a Jesus Cristo”. Ao contrário dos sussurros do Espírito, os pensamentos tóxicos fazem muito mais barulho e criam algum tumulto interior. 2. PRATICAR A ORAÇÃO DO CORAÇÃO Quem nunca passou um dia ruminando uma preocupação? Quem nunca cultivou com antecipação o cenário sombrio de uma entrevista ou reunião que desperta preocupação? Esses pensamentos podem parecer triviais e sem importância, mas acabam criando uma parede interna que o Espírito Santo não será capaz de derrubar. Por quê? “Quanto mais a preocupação nos domina, mais procuramos por nós mesmos e com tensão uma solução para dominá-la”, analisa o padre Joël Guibert, para quem a armadilha está justamente aí: “vamos gradualmente perdendo a confiança no poder do Espírito para nós, insistindo em cuidar de nós mesmos”. São Francisco de Sales deixa isso claro em uma carta a uma amiga: “Você deve se aliviar, desprezando todas aquelas sugestões tristes e melancólicas que o inimigo nos faz com o único propósito de nos cansar e nos preocupar.” Para ele só há um caminho: praticar a “oração do coração”. Em cada momento de angústia, repetir com fé: “Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim pecador! Também chamada de “oração de Jesus”, a prece visa tornar Cristo presente no coração de quem reza. 3. MANTER A FÉ O Espírito Santo age na medida da confiança depositada em sua ação. As curas relatadas no Evangelho ilustram isso muito bem. Ter fé é, portanto, fazer a escolha de se livrar da preocupação que sobrecarrega a mente e entregá-la a Deus. Parando o “mau pensamento”, deixamos o Espírito Santo agir. Assim explica Francisco de Sales numa carta a Santa Joana de Chantal: “Nosso Senhor quer despojá-la de todas as coisas para que somente Ele seja tudo para você.” 4 . TER CUIDADO COM O PERFECCIONISMO Entre a torrente de pensamentos excessivamente ruidosos e as sutis inspirações do Espírito, esse exercício de discernimento exige certa disciplina interior. Mas não se trata, sobretudo, de cair em certo perfeccionismo. São Francisco de Sales explica muito bem isso, dando este valioso conselho a um conhecido visivelmente envolvido em obras de caridade: “Cuidado com todos esses pensamentos mesquinhos de vanglória que vêm à sua alma entre as suas boas ações. Portanto, não se divirta examinando se você consentiu ou não; mas, simplesmente, continue seus trabalhos como se não fosse da sua conta”. Para os religiosos, só existe uma regra de ouro: o amor. Devemos rejeitar pensamentos tóxicos por amor a Deus. O que conta neste exercício não é o número de pequenas vitórias, mas uma atitude humilde e um desejo profundo de avançar neste caminho, de deixar-se guiar cada vez mais na vida pelo Espírito Santo. FONTE: ALETEIA #espiritosanto #inspirações #sãofranciscodesales
- «A Verdade vem antes dos mortais falíveis, a Fé é maior do que a “desobediência”», sustenta D. Richa
Prosseguindo as entrevistas que tem vindo a realizar, o portal Dies Iræ entrevistou D. Richard Nelson Williamson, que foi sagrado bispo, em 1988, por D. Marcel Lefebvre, e fundou, depois de ter abandonado a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, a entretanto extinta União Sacerdotal Marcel Lefebvre, conhecida como “Resistência”. Não obstante os posicionamentos ideológicos e doutrinais dos seus entrevistados, o Dies Iræ esclarece que as posições apresentadas e defendidas são da exclusiva responsabilidade de cada um deles. + Muito obrigado, Excelência, por nos conceder esta entrevista. Vossa Excelência nasceu na Inglaterra protestante e converteu-se ao catolicismo vindo do anglicanismo. O que suscitou esta conversão? Mais ou menos a partir dos vinte e quatro anos, Deus deu-me um verdadeiro sentido de desintegração civilizacional. A partir daí foi apenas uma questão de tempo, e de graça, antes que a busca da Verdade me levasse à Igreja Católica. 2. Foi ordenado sacerdote, em 1976, e, a 30 de Junho de 1988, foi sagrado bispo, em Écône, por D. Marcel Lefebvre, fundador da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, que viria a deixar em Outubro de 2012. Em 2015, sagrou bispo D. Jean-Michel Faure, alegando que precisava de ajuda para a administração dos Sacramentos aos fiéis da União Sacerdotal Marcel Lefebvre. Devemos ver Vossa Excelência como um resistente ou, pelo contrário, como um desobediente? Definitivamente mais “resistente” do que “desobediente”. A Verdade vem antes dos mortais falíveis, a Fé é maior do que a “desobediência”. Infelizmente, mesmo os sucessores do Arcebispo Lefebvre à frente da Fraternidade que ele fundou, falharam, tal como os clérigos do Vaticano II, em ter a sua compreensão da necessidade de “desobedecer” quando a Fé está em jogo. É melhor obedecer a Deus do que aos homens, diz São Pedro (Act 4, 19). Mas o drama da nossa pobre era é que o homem-massa perdeu o seu domínio sobre a verdade objectiva. Como o homem está supostamente acima de Deus, o sujeito está supostamente acima do objecto (Emmanuel Kant). Em Filosofia, este erro é chamado “subjectivismo”. 3. Ainda em relação à mencionada União Sacerdotal Marcel Lefebvre, por vezes também apelidada de “Resistência”, qual é a sua realidade a nível numérico, tanto de clero como de fiéis, e de presença geográfica? A União Sacerdotal Marcel Lefebvre extinguiu-se e foi dissolvida, logo após a sua fundação, devido a sérias dissensões entre os seus membros. Devido a esse episódio, a chamada “Resistência”, desde então, não está, de forma alguma, estruturada, é apenas uma associação informal de sacerdotes que, em todo o mundo, vêem a crise da Igreja da mesma forma, nomeadamente que nem a nova Igreja do Vaticano II, nem os “sedevacantistas” contra o Vaticano II (pelo menos os dogmáticos), nem a nova Fraternidade seguindo uma orientação diferente da do seu Fundador, o Arcebispo Lefebvre, têm a resposta certa para a crise da Igreja. Contudo, só a verdadeira Autoridade da Igreja pode impor aquilo que é a resposta de Deus, pelo que a associação informal de sacerdotes resistentes espera que Deus Omnipotente restabeleça o Seu Papado ferido. Entretanto, «o Pastor está ferido e as ovelhas dispersas». Número de sacerdotes resistentes no mundo? Impossível dizê-lo, porque eles não estão inscritos numa comunidade estruturada. Aproximadamente entre cinquenta e uma centena. Só Deus sabe. Talvez milhares de sacerdotes afirmassem estar a resistir à destruição da Igreja de hoje. 4. Mais de três décadas após a sua sagração episcopal, que diferenças significativas encontra Vossa Excelência entre a Roma da época e a Roma dos nossos dias? Eu diria que a Igreja de hoje está ainda mais abaixo no caminho da destruição total do que estava nos anos setenta ou oitenta. A descida será inexorável até os eclesiásticos abandonarem estes princípios desastrosos da Revolução Francesa e do mundo moderno, que foram concebidos, desde o início, pela judaico-maçonaria, para acabar com Deus, com Jesus Cristo e com a Sua Igreja Católica. Parece muito como se apenas um severo castigo de Deus trouxesse os eclesiásticos aos seus sentidos católicos. 5. Segundo consta, Roma estará a preparar, depois da publicação de Traditionis Custodes e da resposta aos dubia dirigidos à Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, dois novos documentos: um sobre a liturgia pós-conciliar e um outro a respeito das chamadas comunidades Ecclesia Dei. Poderá ser este o golpe fatal para aquelas comunidades? Pode ser o golpe fatal para todas aquelas comunidades que ainda se recusam a compreender que a Fé é maior do que a obediência, porque a obediência católica é apenas para a Fé. A autoridade existe na Igreja apenas para proteger a Verdade dos seres humanos, todos os que sofrem do pecado original. “A obediência não é escrava da obediência”, diz o provérbio espanhol. A obediência é a serva, não a mestra, da Verdade. 6. Depois de atacadas as comunidades Ecclesia Dei, considera Vossa Excelência que o próximo alvo do Papa Francisco será a obra fundada pelo Arcebispo Lefebvre? Se as comunidades Ecclesia Dei não se mantiverem firmes, então, sim, a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X será, certamente, o próximo alvo lógico para o ódio deste Papa à Tradição Católica. 7. Do ponto de vista litúrgico, são vários os sacerdotes e também os fiéis que desejam um regresso à liturgia anterior à reforma revolucionária de 1955. Parece-lhe esta uma exigência necessária e aceitável? Se os católicos vêem, finalmente, a necessidade de regressar à Tradição, é, pelo menos, completamente compreensível que desejem recuar mais do que a reforma litúrgica de 1965, porque esta reforma traz muitas marcas da esmagadora revolução litúrgica anticatólica dos anos sessenta. 8. Por fim, que mensagem deixaria aos fiéis católicos que, para procurarem a fidelidade à Roma de sempre, se vêem, não raras vezes, abandonados e perseguidos pela Hierarquia que, à semelhança do Seu Divino Mestre, os deveria autenticamente acolher e acompanhar? Os católicos que se apercebem, nos nossos dias, de que correm o risco de perder a Fé se obedecerem ao seu clero conciliar, precisam de fazer duas coisas. Primeiro, rezar todos os dias os quinze mistérios do Santo Rosário e não apenas cinco. Em segundo lugar, para se certificarem que salvam as suas almas para a eternidade, precisam de saber tudo sobre os Cinco Primeiros Sábados de Nossa Senhora de Fátima e, depois, fazê-los. Nossa Senhora irá, pois, tomar conta deles e protegê-los do mundo, da carne e do Diabo, como só Ela pode. E esses fiéis contribuirão para a Consagração da Rússia. FONTE: DIES IRAE
- Atualização sobre o estado de saúde do Padre Eduardo
Padre Eduardo Dougherty, fundador da Associação do Senhor Jesus, à qual pertence a Rede Século 21, está internado no Hospital Samaritano, em Campinas (SP), desde 22 de janeiro, por causa da covid-19. O sacerdote precisou ser internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) pois sua saturação de oxigênio no sangue está instável. Em nota, a Associação do Senhor Jesus informou que os médicos acharam melhor internar o padre Dougherty por causa de sua idade, já que ele completará 81 anos no próximo dia 29 de janeiro, e por ter diabetes. Segundo boletim médico encaminhado nesta manhã (26-01), Padre Eduardo Dougherty,SJ passou bem nas últimas 24 horas apresentando um quadro estável de forma geral. Os médicos comemoraram este resultado, pois segundo eles, é um reflexo positivo da resposta aos medicamentos utilizados até o momento. Ele permanece bastante ofegante por conta da inflamação em seus pulmões que é considerada grave. Sua resistência física tem sido um fator positivo para o combate ao vírus. Sua diabetes, seus batimentos cardíacos e a pressão estão controlados. O foco maior dos médicos neste momento é a atenção em sua oxigenação que continua relativamente baixa. Ele continua internado na UTI do Hospital Samaritano, em Campinas (SP), desde sábado (22/01). O motivo de sua internação foi a variação da saturação devido as complicações geradas pelo COVID-19. Padre Eduardo Dougherty nasceu em Nova Orleans, nos Estados Unidos, em 1941. Aos 18 anos, ingressou na Companhia de Jesus. Foi ordenado sacerdote em 5 de junho de 1970. Antes mesmo de se tornar padre, teve contato com a Renovação Carismática Católica (RCC), em 1969. Mais tarde, quando veio para o Brasil, passou a divulgar a RCC. Em 1980, fundou a Associação do Senhor Jesus (ASJ), para evangelizar através dos meios de comunicação. Em 1998, a Fundação Século Vinte e Um recebeu a concessão de um canal de televisão. No ano seguinte, padre Dougherty colocou no ar a TV Século 21, emissora que cresceu e se tornou, em 2013, a Rede Século 21, integrando novas emissoras de tv e outros meios de comunicação, como revista, Educação a Distância e internet. #PadreEduardoDougherty #RedeSéculo21
- Atualização sobre o estado de saúde do Padre Eduardo
Padre Eduardo Dougherty, fundador da Associação do Senhor Jesus, à qual pertence a Rede Século 21, está internado no Hospital Samaritano, em Campinas (SP), desde 22 de janeiro, por causa da covid-19. O sacerdote precisou ser internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) pois sua saturação de oxigênio no sangue está instável. Em nota, a Associação do Senhor Jesus informou que os médicos acharam melhor internar o padre Dougherty por causa de sua idade, já que ele completará 81 anos no próximo dia 29 de janeiro, e por ter diabetes. Segundo boletim médico encaminhado nesta manhã (26-01), Padre Eduardo Dougherty,SJ passou bem nas últimas 24 horas apresentando um quadro estável de forma geral. Os médicos comemoraram este resultado, pois segundo eles, é um reflexo positivo da resposta aos medicamentos utilizados até o momento. Ele permanece bastante ofegante por conta da inflamação em seus pulmões que é considerada grave. Sua resistência física tem sido um fator positivo para o combate ao vírus. Sua diabetes, seus batimentos cardíacos e a pressão estão controlados. O foco maior dos médicos neste momento é a atenção em sua oxigenação que continua relativamente baixa. Ele continua internado na UTI do Hospital Samaritano, em Campinas (SP), desde sábado (22/01). O motivo de sua internação foi a variação da saturação devido as complicações geradas pelo COVID-19. Padre Eduardo Dougherty nasceu em Nova Orleans, nos Estados Unidos, em 1941. Aos 18 anos, ingressou na Companhia de Jesus. Foi ordenado sacerdote em 5 de junho de 1970. Antes mesmo de se tornar padre, teve contato com a Renovação Carismática Católica (RCC), em 1969. Mais tarde, quando veio para o Brasil, passou a divulgar a RCC. Em 1980, fundou a Associação do Senhor Jesus (ASJ), para evangelizar através dos meios de comunicação. Em 1998, a Fundação Século Vinte e Um recebeu a concessão de um canal de televisão. No ano seguinte, padre Dougherty colocou no ar a TV Século 21, emissora que cresceu e se tornou, em 2013, a Rede Século 21, integrando novas emissoras de tv e outros meios de comunicação, como revista, Educação a Distância e internet. #PadreEduardoDougherty #RedeSéculo21
- Seminários dos EUA lidam com a questão dos candidatos transgênero
Após a divulgação no outono passado de que algumas mulheres biológicas foram admitidas em seminários, formadores católicos, canonistas e médicos discutem as medidas de precaução que os seminários precisam tomar. Com o aumento da aceitação social dos procedimentos de “redesignação de gênero”, alguns seminários dos EUA já foram forçados a lidar com candidatos que se identificam como homens, mas são biologicamente mulheres – e bispos e formadores de seminários foram alertados para se prepararem para um potencial aumento no número de número desses casos. As notícias da necessidade de exames adicionais surgiram no final de setembro, depois que o arcebispo Jerome Listecki, de Milwaukee, alertou os bispos dos EUA sobre casos em que “uma mulher que vive sob uma identidade transgênero” foi admitida para formação no seminário, de acordo com um memorando publicado pela CNA de 29 de setembro. relatório . O arcebispo Listecki pediu a outros bispos dos EUA que tomem medidas para garantir que os candidatos sejam biologicamente do sexo masculino – um requisito para ordenação válida – depois que um número não revelado de indivíduos que foram admitidos ao seminário ou casas de formação foram descobertos como nascidos do sexo feminino e vivendo sob um identidade masculina, sem o conhecimento de seus formadores. Pelo menos um caso envolveu uma mulher que falsificou seus registros sacramentais, informou o memorando. Neste outono, a Catholic News Agency e o Register investigaram os casos de dois indivíduos que foram identificados em registros públicos como mulheres até depois de se formarem no ensino médio, que posteriormente “transicionaram” para identidades masculinas e depois foram admitidos nos seminários católicos dos EUA. Nenhuma dessas pessoas ainda está presente nos seminários em que foram admitidos. À luz desses eventos, o Register conversou com especialistas em áreas de formação do seminário sobre processos de triagem apropriados que poderiam ser adicionados ao que já está em andamento. “A principal responsabilidade de supervisionar o processo de admissão ao seminário pertence ao bispo local”, disse um representante da USCCB ao Register. Enquanto isso, a diocese de onde o seminarista é enviado e o próprio seminário têm “procedimentos de triagem separados”, disse Anthony Lilles, reitor acadêmico do Seminário e Universidade de St. Patrick em Menlo Park, Califórnia, ao Register. Dito isto, ambos são guiados pelo Programa de Formação Sacerdotal da USCCB , que “requer limites de prontidão consistentes e a observância das mesmas normas”, acrescentou. Na triagem de potenciais candidatos transgêneros, Lilles disse que recomenda “examinar a certidão de batismo”, embora reconhecendo as limitações de tal documentação. “Ainda é considerada uma ferramenta, mas, como vimos mais recentemente, até mesmo essa ferramenta pode ser falsificada”, disse ele. “Nem sempre tem as informações de que precisamos.” Juntamente com a avaliação dos registros sacramentais, as avaliações psicológicas e médicas e uma autobiografia escrita pelo candidato estão incluídas entre as diretrizes listadas no Programa de Formação Sacerdotal. A Igreja sustenta firmemente que apenas um homem batizado pode ser validamente ordenado às ordens sagradas e, como a canonista Catherine Godfrey-Howell disse ao Register, não há precedente no ensino católico que possa ser chamado para distinguir entre sexo biológico e identidade de gênero em qualquer inquérito jurídico. Portanto, não existe base canônica sobre a qual uma mulher possa buscar entrada no seminário com base na crença de que sua identidade de gênero é masculina. “Não há interpretação de homem e mulher de tal forma que seja necessário dizer ‘homem biológico’ ou ‘mulher biológica’”, explicou Godfrey-Howell. “A linguagem canônica serve ao papel negligenciado de preservar uma interpretação correta da antropologia cristã, promulgando a lei natural inabalável”. “Como não há como argumentar a favor da interpretação ampla de ‘homem’ ou ‘mulher’, a questão de saber se uma mulher que se identifica como homem pode ser padre não é viável na esfera jurídica”, ela disse. disse. “Resta: ‘Por que uma mulher não pode ser padre?’ e nas esferas da teologia propriamente dita”. “Não há espaço para introduzir terminologias ou noções ‘trans’ sem assumir que esta é de fato uma realidade confirmada por outras disciplinas teológicas”, disse ela. Há um precedente na Igreja para o uso da medicina e da psicologia na seleção de candidatos ao seminário. Conforme declarado em um documento do Vaticano de 2008 sobre o uso da psicologia no processo de admissão, “a Igreja tem o direito de verificar a idoneidade dos futuros padres, inclusive por meio do recurso à ciência médica e psicológica”. As avaliações psicológicas são realizadas para garantir que o candidato ao seminário esteja psicologicamente e emocionalmente preparado para discernir livremente uma vocação ao sacerdócio celibatário e possua a resistência para enfrentar as exigências do sacerdócio. De fato, a “amência” (deficiência intelectual) e a “doença psíquica [mental]” estão incluídas como impedimentos para a ordenação, de acordo com o direito canônico . “A alegação de ser trans alerta mais para o fato de estar ‘desintegrado’ na psique, de tal forma que julgamentos de certa natureza são impossíveis”, disse Godfrey-Howell. “O discernimento vocacional estaria incluído nisso.” Timothy Lock, diretor de serviços psicológicos do Seminário St. Joseph em Yonkers, Nova York, disse ao Register que um candidato deve fornecer por escrito “consentimento prévio, explícito, informado e livre”, quando “o psicólogo tem permissão adequada para discutir os resultados da avaliação com o seminário”. “A Igreja deve conhecer o indivíduo que está se candidatando”, disse Lock. “O seminário tem por objetivo formar sacerdotes. Para fazer isso, eles querem saber o máximo possível sobre o homem.” Tendo em mente os detalhes altamente pessoais que são examinados durante o processo de habilitação, Lock enfatizou “que o Vaticano está preocupado com a privacidade do solicitante e a necessidade de preservar sua boa reputação”. Ao considerar outras opções potenciais para avaliação de candidatos, no entanto, Lock enfatizou a importância de esperar “por orientação formal dos bispos da USCCB sobre como proceder com o processo de admissão ao seminário e questões relacionadas à identidade de gênero e aqueles que fizeram a transição de mulher para mulher. macho.” Além de outros procedimentos de avaliação, uma simples avaliação médica, que é uma parte padrão da triagem do seminário, deve revelar o sexo biológico de uma pessoa em 99,8% das vezes, diz o Dr. Patrick Lappert, cirurgião plástico certificado pelo conselho e diácono da Diocese. de Birmingham, Alabama. “Como cirurgião plástico de 30 e poucos anos, posso dizer que parte do trabalho que fazemos é realmente atraente”, disse ele, mas é fácil discernir se uma mulher fez uma cirurgia genital para se apresentar como homem. Ele acrescentou que esses exames são uma parte normal dos exames médicos, e o processo “não precisa ser degradante”. Se, por algum motivo, tal exame não for suficiente para determinar o sexo da pessoa, um teste de DNA revelaria a realidade biológica, disse Deacon Lappert, ecoando as recomendações do arcebispo Listecki no memorando de setembro aos bispos. No entanto, ser geneticamente masculino não é o único fator para determinar a adequação ao sacerdócio do ponto de vista do sexo biológico. Por exemplo, existem casos médicos complexos de homens genéticos que – sem culpa própria – exibem genitália ambígua ou características sexuais secundárias femininas como resultado de um distúrbio de desenvolvimento sexual, o que pode afetar a adequação de um homem à ordenação. Deacon Lappert citou como exemplo o extremamente raro distúrbio de insensibilidade androgênica, no qual um homem genético experimenta sensibilidade aos hormônios masculinos, levando à aparência externa de ser feminino e esterilidade. “Eles têm um grande impedimento à vida como homem, então isso seria um impedimento à ordenação pelo mesmo motivo”, explicou o diácono. Os formadores do seminário dizem que a questão das mulheres biológicas que vivem sob identidades masculinas buscando admissão é um reflexo dos problemas mais amplos em relação à sexualidade nas culturas contemporâneas. Enquanto os jovens candidatos ao seminário geralmente têm boas intenções quando se apresentam para a formação, os seminários estão cientes dos efeitos profundos que a hipersexualização da cultura de hoje teve em sua identidade e senso de si. “Nossa cultura é tão sexualizada que há muitas feridas na sexualidade das pessoas quando elas chegam ao seminário”, disse Lilles. “Mesmo que tenham vivido castamente por dois ou três anos” antes de entrar no seminário, “é provável que tenham lutado com coisas como pornografia na internet ou atrações pelo mesmo sexo ou relacionamentos desordenados de todos os tipos”. “E nunca nos surpreendemos com o pecado”, disse ele, acrescentando que é papel dos formadores de seminário “acompanhar os homens fora do quebrantamento” para que eles possam consolar os fiéis. FONTE: NATHIONAL CATHOLIC REGISTER / Ann Schneible #SemináriosdosEUAlidamcomaquestãodoscandidatostransgênero
- NOVO LIVRO DE OTTO MARIA CARPEAUX
Homens e destinos , obra com ensaios ainda inéditos em livro de Otto Maria Carpeaux, é mais um recente lançamento da editora Sétimo Selo (do mesmo grupo responsável pela Vide e Ecclesiae), que tive a honra e o prazer de organizar. Prazer, pois são textos que se leem com muitíssimo agrado, mesmo quando não é possível concordar com o ponto de vista do autor; e honra, porque muito aprendi com o mestre austríaco (em especial, que as Letras são inseparáveis do conjunto das humanidades, e a literatura brasileira só pode ser plenamente compreendida na perspectiva mais ampla da literatura ocidental). Esse livro é fruto de uma pesquisa realizada há muito tempo, mas que só agora “vem a lume” (como se dizia antigamente). Ao todo, são vinte e sete artigos, todos publicados, entre 1952 e 1958, no mencionado e já extinto Diário de São Paulo , jornal que pertencia ao grupo dos Diários Associados, de Assis Chateaubriand. A diversidade de autores e assuntos, nesses artigos, é tipicamente carpeauxniana: boa parte trata de alemães, mas também franceses, americanos, ingleses, italianos, espanhóis, tchecos, russos; em geral são escritores, poetas, músicos, artistas plásticos; não falta, porém, o seu tanto de política, filosofia e educação. Os textos são breves, redigidos no corre-corre de uma sala de redação, mas neles comparece o velho Carpeaux já conhecido do leitor brasileiro: sempre perspicaz na avaliação das obras literárias e dos fatos culturais mais relevantes do período histórico em que viveu (com o qual a nossa confusa época ainda tem tudo a ver). https://editorasetimoselo.com.br/homens-e-destinos
- Santa Paula Romana, a primeira monja – 26 de Janeiro
SANTO DO DIA – 26 DE JANEIRO – SANTA PAULA Religiosa considerada co-patrona da Ordem de São Jerónimo (347-404) Santa Paula Romana, também conhecida como Santa Paula de Roma, nasceu no ano de 347 em Roma, descendia de tradicional família da nobreza desta corte. Aos quinze anos casou-se com Taxozio, que embora pagão, tolerava os cristãos. Ela era riquíssima e vivia no esplendor da opulência da aristocracia romana. Porém esta condição social não afetou seu caráter, não era uma pessoa orgulhosa o que a fazia ser amada e respeitada por todos, ricos ou pobres. Teve cinco filhos todos educados dentro da religião cristã. Sua vocação religiosa sempre foi muito forte, sentindo-se atraída pelo ideal ascético de outras damas da corte que, em Aventino, viviam em comunidade na casa de Marcela, hoje Santa. Ela transformara sua moradia quase num convento, onde se dedicavam às orações, caridade, penitência e a aprenderem a Palavra de Deus. É Santa Paula a mais ilustre das damas romanas que São Jerônimo instruiu nas santas letras. Era filha de Rogato e de Blesila. O pai, grego de origem, fazia subir a sua genealogia até Agamenon; a mãe descendia dos Cipiões, dos Gracos e dos Paulos-Emilios. Paula desposou Toxótio, da família Júlia e, por conseguinte, descendente de Iula e Enéias. Teve quatro filhas e um filho. A mais velha das filhas, Blesila, como a avó, esteve casada apenas sete meses, como Santa Marcela, e ficou viúva aos vinte anos de idade. São Jerônimo explicou o livro do Eclesiástico, para instigá-la ao desprezo do mundo. Rogou-lhe ela que lhe deixasse um pequeno comentário, a fim de poder compreender sem a sua presença; quando São Jerônimo se preparava para essa obra, morreu a jovem de uma febre que em pouco tempo a levou. Santa Paula, sua mãe, afligiu-se excessivamente, e São Jerônimo lhe escreveu uma carta de consolação, na qual assinala que Blesila falava tão bem o grego como o latim, e que aprendera em poucos dias o hebraico, trazendo sempre entre as mãos a Sagrada Escritura. A segunda filha de Santa Paula foi Paulina, que desposou Pamáquio, primo de Santa Marcela, da família Furia, e que, entre os antepassados, contava vários cônsules. Era velho amigo de São Jerônimo, que havia estudado com ele e, mais tarde, lhe dedicou vários trabalhos. Paulina morreu antes, e ele, vendo-se viúvo, sem filhos, entregou-se inteiramente ao serviço de Deus e das boas obras, abraçou a vida monástica e empregou os bens em socorrer os pobres, particularmente os estrangeiros, num abrigo estabelecido em Porto, nas proximidades de Roma. A terceira filha de Santa Paula foi Júlia Eustóquio, que jamais a abandonou, mantendo-se virgem; a quarta foi Rufina, que desposou Alétio, da ordem dos ilustres. O filho de Santa Paula recebeu o nome do pai, Toxótio. Desposou Leta, filha de Albino, pagão e pontífice dos ídolos, mas que se converteu na velhice, persuadido pela filha e pelo genro. Do casamento de Toxótio e de Leta nasceu a jovem Paula, sobre a qual escreveu Jerônimo a Leta, já viúva, um ensinamento acerca da maneira de a educar cristã. Eis aí a família de Santa Paula. A santa viúva deixou Roma pelo ano de 385, e embarcou para o Oriente, sem dar ouvidos à ternura materna, que devia impedir-lhe deixar a filha Rufina, já casadoura, e o filho Toxótio, ainda menino. Conduziu em sua companhia a filha Eustóquio, com pouquíssimos servidores, e, a princípio, deteve-se na ilha Pontia, nas costas da Itália, para visitar as celas em que Santa Domitila passara o exílio sob o imperador Domiciano, trezentos anos antes. Veja esta belíssima pintura que retrata o embarque de Santa Paula Romana. (Clique na imagem para ampliar) Em seguida, foi a Chipre, onde se lançou aos pés de Santa Epifânia, que a reteve dez dias para fazê-la descansar. Mas ela empregou o tempo em visitar os mosteiros do país, e ali distribuiu esmolas aos solitários que o amor do santo bispo atraíra de todos os lados do mundo. De lá transferiu-se para Antioquia, onde se viu detida um pouco pelo bispo Paulino. Partiu em pleno inverno, montada num burrico, em vez de ser transportada pelos eunucos, como estava acostumada. Atravessou a Síria e chegou a Sidon; nas cercanias, em Sarepta, entrou na pequena torre de Elias. Em Cesaréia, viu a casa do centurião Cornélio transformada em igreja; a casa de São Filipe e os quartos das quatro virgens profetisas, suas filhas. O governador da Palestina, que conhecia a família de Santa Paula, mandou na frente oficiais para que lhe preparassem o palácio em Jerusalém; mas ela deu preferência a uma pobre cela. Visitou os santos lugares com tal devoção que só deixava os primeiros pela pressa de ver os outros. Prostrada diante da cruz, adorava o Senhor, como se o estivesse vendo pregado. Entrando no sepulcro, beijava a pedra que o anjo tirara para abri-lo, e, mais ainda, o lugar na qual havia repousado o corpo de Jesus Cristo. No monte de Sião, mostraram-lhe a coluna a que ele fora seguro durante a flagelação, ainda tinta de sangue, e sustendo então a galeria de uma igreja. Mostraram-lhe o lugar em que o Espírito Santo descera sobre os apóstolos no dia de Pentecostes. Após distribuir esmolas em Jerusalém, tomou o caminho de Belém, e viu, de passagem, o sepulcro de Raquel. Entrando na gruta da Natividade, julgou ver o Menino Jesus adorado pelos reis Magos e pastores. Visitou a torre de Ader ou do Rebanho e os demais lugares célebres da Palestina. Viu, entre outras, em Betfagé, o sepulcro de Lázaro e a casa de Marta e Maria. No monte de Efraim, reverenciou os sepulcros de Josué e do pontífice Eleazar. Em Sichar, entrou na igreja construída sobre o poço de Jacó, onde o Salvador falou à Samaritana. Viu, depois, os sepulcros dos doze patriarcas, e em Sebasta ou Samaria, os de Eliseu e Abdias, e sobretudo o de São João Batista, onde a aterrorizavam os efeitos do demônio nos possessos. Viu em Morasti uma igreja onde estivera, outrora, o sepulcro do profeta Miquéias. É São Jerônimo que descreve a peregrinação de Santa Paula, e assim nos transmite os vestígios da sagrada antiguidade que, na sua época, se mostravam na Palestina (1) Santa Paula, acompanhada da filha Eustóquio e de outras virgens, rumou em seguida para o Egito. Chegou a Alexandria, depois ao deserto de Nítria, onde o bispo Isidoro, confessor, se lhe apresentou com inúmeros grupos de monges, dentre os quais vários eram sacerdotes e diáconos. Visitou os mais famosos solitários, entrou-lhes nas celas prostrou-lhes aos pés, e de muito boa vontade houvera permanecido naquele deserto, com as filhas, se a não a traísse o amor aos santos lugares. Voltou imediatamente à Palestina, e estabeleceu-se em Belém, onde ficou três anos num pequeno alojamento, até que mandasse construir algumas celas, mosteiros e casas de hospitalidade perto do caminho, para receberem os peregrinos. Foi lá que passou o resto dos dias, sob a guia de São Jerônimo que no mesmo lugar terminou a vida, dedicado ao estudo das Sagradas Escrituras e à hospitalidade para com os estrangeiros (2). Santa Paula morreu em 26 de Janeiro de 404. (1) Hieron., Epist. 27. (2) Acta SS. 26 de jan. #SantodoDia
- Santa Paula Romana, a primeira monja – 26 de Janeiro
SANTO DO DIA – 26 DE JANEIRO – SANTA PAULA Religiosa considerada co-patrona da Ordem de São Jerónimo (347-404) Santa Paula Romana, também conhecida como Santa Paula de Roma, nasceu no ano de 347 em Roma, descendia de tradicional família da nobreza desta corte. Aos quinze anos casou-se com Taxozio, que embora pagão, tolerava os cristãos. Ela era riquíssima e vivia no esplendor da opulência da aristocracia romana. Porém esta condição social não afetou seu caráter, não era uma pessoa orgulhosa o que a fazia ser amada e respeitada por todos, ricos ou pobres. Teve cinco filhos todos educados dentro da religião cristã. Sua vocação religiosa sempre foi muito forte, sentindo-se atraída pelo ideal ascético de outras damas da corte que, em Aventino, viviam em comunidade na casa de Marcela, hoje Santa. Ela transformara sua moradia quase num convento, onde se dedicavam às orações, caridade, penitência e a aprenderem a Palavra de Deus. É Santa Paula a mais ilustre das damas romanas que São Jerônimo instruiu nas santas letras. Era filha de Rogato e de Blesila. O pai, grego de origem, fazia subir a sua genealogia até Agamenon; a mãe descendia dos Cipiões, dos Gracos e dos Paulos-Emilios. Paula desposou Toxótio, da família Júlia e, por conseguinte, descendente de Iula e Enéias. Teve quatro filhas e um filho. A mais velha das filhas, Blesila, como a avó, esteve casada apenas sete meses, como Santa Marcela, e ficou viúva aos vinte anos de idade. São Jerônimo explicou o livro do Eclesiástico, para instigá-la ao desprezo do mundo. Rogou-lhe ela que lhe deixasse um pequeno comentário, a fim de poder compreender sem a sua presença; quando São Jerônimo se preparava para essa obra, morreu a jovem de uma febre que em pouco tempo a levou. Santa Paula, sua mãe, afligiu-se excessivamente, e São Jerônimo lhe escreveu uma carta de consolação, na qual assinala que Blesila falava tão bem o grego como o latim, e que aprendera em poucos dias o hebraico, trazendo sempre entre as mãos a Sagrada Escritura. A segunda filha de Santa Paula foi Paulina, que desposou Pamáquio, primo de Santa Marcela, da família Furia, e que, entre os antepassados, contava vários cônsules. Era velho amigo de São Jerônimo, que havia estudado com ele e, mais tarde, lhe dedicou vários trabalhos. Paulina morreu antes, e ele, vendo-se viúvo, sem filhos, entregou-se inteiramente ao serviço de Deus e das boas obras, abraçou a vida monástica e empregou os bens em socorrer os pobres, particularmente os estrangeiros, num abrigo estabelecido em Porto, nas proximidades de Roma. A terceira filha de Santa Paula foi Júlia Eustóquio, que jamais a abandonou, mantendo-se virgem; a quarta foi Rufina, que desposou Alétio, da ordem dos ilustres. O filho de Santa Paula recebeu o nome do pai, Toxótio. Desposou Leta, filha de Albino, pagão e pontífice dos ídolos, mas que se converteu na velhice, persuadido pela filha e pelo genro. Do casamento de Toxótio e de Leta nasceu a jovem Paula, sobre a qual escreveu Jerônimo a Leta, já viúva, um ensinamento acerca da maneira de a educar cristã. Eis aí a família de Santa Paula. A santa viúva deixou Roma pelo ano de 385, e embarcou para o Oriente, sem dar ouvidos à ternura materna, que devia impedir-lhe deixar a filha Rufina, já casadoura, e o filho Toxótio, ainda menino. Conduziu em sua companhia a filha Eustóquio, com pouquíssimos servidores, e, a princípio, deteve-se na ilha Pontia, nas costas da Itália, para visitar as celas em que Santa Domitila passara o exílio sob o imperador Domiciano, trezentos anos antes. Veja esta belíssima pintura que retrata o embarque de Santa Paula Romana. (Clique na imagem para ampliar) Em seguida, foi a Chipre, onde se lançou aos pés de Santa Epifânia, que a reteve dez dias para fazê-la descansar. Mas ela empregou o tempo em visitar os mosteiros do país, e ali distribuiu esmolas aos solitários que o amor do santo bispo atraíra de todos os lados do mundo. De lá transferiu-se para Antioquia, onde se viu detida um pouco pelo bispo Paulino. Partiu em pleno inverno, montada num burrico, em vez de ser transportada pelos eunucos, como estava acostumada. Atravessou a Síria e chegou a Sidon; nas cercanias, em Sarepta, entrou na pequena torre de Elias. Em Cesaréia, viu a casa do centurião Cornélio transformada em igreja; a casa de São Filipe e os quartos das quatro virgens profetisas, suas filhas. O governador da Palestina, que conhecia a família de Santa Paula, mandou na frente oficiais para que lhe preparassem o palácio em Jerusalém; mas ela deu preferência a uma pobre cela. Visitou os santos lugares com tal devoção que só deixava os primeiros pela pressa de ver os outros. Prostrada diante da cruz, adorava o Senhor, como se o estivesse vendo pregado. Entrando no sepulcro, beijava a pedra que o anjo tirara para abri-lo, e, mais ainda, o lugar na qual havia repousado o corpo de Jesus Cristo. No monte de Sião, mostraram-lhe a coluna a que ele fora seguro durante a flagelação, ainda tinta de sangue, e sustendo então a galeria de uma igreja. Mostraram-lhe o lugar em que o Espírito Santo descera sobre os apóstolos no dia de Pentecostes. Após distribuir esmolas em Jerusalém, tomou o caminho de Belém, e viu, de passagem, o sepulcro de Raquel. Entrando na gruta da Natividade, julgou ver o Menino Jesus adorado pelos reis Magos e pastores. Visitou a torre de Ader ou do Rebanho e os demais lugares célebres da Palestina. Viu, entre outras, em Betfagé, o sepulcro de Lázaro e a casa de Marta e Maria. No monte de Efraim, reverenciou os sepulcros de Josué e do pontífice Eleazar. Em Sichar, entrou na igreja construída sobre o poço de Jacó, onde o Salvador falou à Samaritana. Viu, depois, os sepulcros dos doze patriarcas, e em Sebasta ou Samaria, os de Eliseu e Abdias, e sobretudo o de São João Batista, onde a aterrorizavam os efeitos do demônio nos possessos. Viu em Morasti uma igreja onde estivera, outrora, o sepulcro do profeta Miquéias. É São Jerônimo que descreve a peregrinação de Santa Paula, e assim nos transmite os vestígios da sagrada antiguidade que, na sua época, se mostravam na Palestina (1) Santa Paula, acompanhada da filha Eustóquio e de outras virgens, rumou em seguida para o Egito. Chegou a Alexandria, depois ao deserto de Nítria, onde o bispo Isidoro, confessor, se lhe apresentou com inúmeros grupos de monges, dentre os quais vários eram sacerdotes e diáconos. Visitou os mais famosos solitários, entrou-lhes nas celas prostrou-lhes aos pés, e de muito boa vontade houvera permanecido naquele deserto, com as filhas, se a não a traísse o amor aos santos lugares. Voltou imediatamente à Palestina, e estabeleceu-se em Belém, onde ficou três anos num pequeno alojamento, até que mandasse construir algumas celas, mosteiros e casas de hospitalidade perto do caminho, para receberem os peregrinos. Foi lá que passou o resto dos dias, sob a guia de São Jerônimo que no mesmo lugar terminou a vida, dedicado ao estudo das Sagradas Escrituras e à hospitalidade para com os estrangeiros (2). Santa Paula morreu em 26 de Janeiro de 404. (1) Hieron., Epist. 27. (2) Acta SS. 26 de jan. #SantodoDia
- UM ROMANCE PROFÉTICO SOBRE A IGREJA ESCRITO POR UM AGNÓSTICO
O filme abaixo, com legendas em espanhol, é baseado no romance Catholics , do escritor inglês Brian Moore (que escreve o roteiro). Ainda sem tradução para o português, foi publicado em 1972, em pleno ambiente de mudanças, na Igreja Católica, derivadas das interpretações do Vaticano II em quase total ruptura com a tradição. O irlandês Brian Moore, de família católica, abandonou a Igreja na juventude, mas a Igreja parece nunca ter saído de sua alma. Seus enredos volta e meia traziam à tona questões religiosas mal resolvidas. No romance Católicos , imagina como estaria o catolicismo algumas décadas mais tarde, e profeticamente acerta: a Igreja, rendida ao falso ecumenismo, já se prepara para o Concílio Vaticano IV… A contracapa da tradução española, cujo título é O abade rebelde e foi publicada pela editora argentina Emecê, traz a seguinte síntese da trama: “Enviado por Roma, o padre americano James Kinsella chega de helicóptero à Abadia de Muck, localizada em uma ilha árida ao largo da costa da Irlanda. Sua delicada missão consiste em tentar fazer com que os monges aceitem as novas práticas litúrgicas, abandonando os ritos tradicionais, que converteram o local em santuário e ponto de peregrinação. Vestido com jeans e uma jaqueta de couro, falando com sotaque americano, Kinsella é o protótipo do padre moderno. Ele está convencido de que a revolução deve se estender a toda a estrutura da Igreja. No entanto, Kinsella encontra alguma semelhança entre sua fé sem-Deus e a do Abade de Muck, o velho monge que o tempo e as dúvidas transformaram em agnóstico. Ambos cobrem sua falta de fé sob o manto dos ritos.” Nos tensos diálogos dos monges com o visitador da Santa Sé, emerge o problema que mais nos inquieta hoje em dia: de lado (da parte dos monges) a defesa do cristianismo sobrenatural e transcendente, de outro a concepção imanentista e naturalista do padre Kinsella. As legendas em espanhol são de um escritor católico argentino, que assina com o pseudônimo de Jack Tollers.
- “The Catholic Priest On Public Education” by Michael Müller C.S.S.R.
…The Public School system is a tree of which we must say what God said to Adam of the tree standing in the middle of paradise: “Of the tree of knowledge of good and evil thou shalt not eat. For in what day soever thou shalt eat of it thou shalt die the death.” (Gen. ii.17.) It is now time for me to speak as a priest of the Roman Catholic Church. It is the duty of the Catholic priest to teach the children of the Catholic Church the language of their spiritual Mother the Church. This language is no other than that of the Supreme Head of the church the Pope. Now the language of the Vicar of Christ in regard to godless education is very plain and unmistakable. Jesus Christ, our Divine Saviour, has said: “What doth it profita manif he gain the whole world,and suffer the loss ofhis own soul?” (Matt.xvi.26.) What will it profit you or your children to gain all knowledge,and to attain the greatest success in this world, if, through your fault,and through your exposing them to the danger of evil education,they suffer the loss of that faith,without which “it is impossible to please God”?(Heb.xi.) Teaching of the Syllabus. Guided by this principle, our Holy Father, Pope Pius IX., has declared that Catholics cannot ” approve of a system of educating youth unconnected with the Catholic Faith and the power of the Church, and which regards the knowledge of merely natural things,and only,or at least primarily,the ends of earthly social life.” *Catholic parents cannot approve of an education which fits their children only for this life,and ignores that life in which the soul is to live forever. As faith is the foundation of all our hopes for eternity, and as faith without good works is dead, we cannot choose for our children an education which would endanger their faith and morals, and consequently imperil their eternal welfare. Teaching of Pope Pius VII. This is no novel doctrine,as some assert. In the beginning of the century, the illustrious Pius VII., in an Encyclical letter addressed to the Bishops of the Catholic world, July 10th,1800, thus writes: “It is your duty to take care of the whole flock over which the Holy Ghost has placed you as Bishops, but in particular to watch over children and young men. They ought to be the special object of your paternal love,of your vigilant solicitude,of your zeal,of all your care. They who have tried to subvert society and families,to destroy authority,divine and human,have spared no pains to infect and corrupt youth, hoping thus the more easily to execute their infamous projects. They know that the mind and heart of young persons, like soft wax,to which one may give what form he pleases,are very susceptible of every sort of impression; that they keep tenaciously, when age has now hardened them, those which they had early received, and reject others. Thence the well-known proverb taken from the Scripture, ‘ A young man according to his way,even when he is old he will not depart from it.’ Suffer not, then, venerable brethren, the children of this world to be more prudent in this respect than the children of light. Examine, therefore, with the greatest attention, to what manner of persons is confided the education of children, and of young men in the colleges and seminaries;of what sort are the instructions given them;what sort of schools exist among you;of what sort are the teachers in the lyceums. Examine into all this with the greatest care, sound everything, let nothing escape your vigilant eye: keep off, repulse the ravening wolves that seek to devour these innocent lambs;drive out of the sheepfold those which have gotten in;remove them as soon as can be,for such is the power which has been given to you by the Lord for the edification of your sheep.” Rescripts of His Present Holiness Condemning the Queen’s Colleges of England. Our Holy Father Pope Pius IX., consulting for the special wants of the Catholics of Ireland, has not ceased, almost from the very beginning of his glorious pontificate, to repeat similar instructions in his apostolic letters to the Irish Bishops. Hence, by his rescripts of October 1847, and October 1848, he condemned,from their first institution, the Queen’s Colleges, on account of their “grievous and intrinsic dangers to faith and morals”; and since then he has frequently repeated his sacred admonitions, warning the bishops and the faithful people to beware of evil systems of public instruction;and to secure,by every means in their power, the blessings of Catholic education for the rising generation. Resolutions of Irish Bishops in 1824and1826. Nor have the Irish prelates been unmindful of their duty in this respect. In1824, that is to say, five years before Catholic emancipation, and in the midst of the struggle for that recognition of the existence of their people as citizens, they presented to Parliament a petition, from which I make the following extract, which clearly shows their conviction of the necessity of religious education: “That in the Roman Catholic Church the literary and religious instruction of youth are universally combined, and that no system of education which separates them can be acceptable to the members of her communion; that the religious instruction of youth in Catholic schools is always conveyed by means of catechetical instruction, daily prayer,and the reading of religious books,wherein the Gospel morality is explained and inculcated; that Roman Catholics have ever considered the reading of the Sacred Scriptures by children as an inadequate means of imparting to the religious instruction, between those who receive benefits and those who dispense them.”
- Médicos católicos italianos contra a eutanásia: não promoveremos a morte
A Associação de Médios Católicos Italianos publicou um documento explicando a necessidade de contrariar os desvios legislativos da eutanásia e apelando à implementação da lei de 2010 sobre os cuidados paliativos. O texto surge no momento em que o Parlamento italiano continua sua análise do projeto de lei Bazzoli sobre o fim da vida. Presidente Boscia: cultura mortal alimentada pelos problemas do sistema de saúde. Com o manifesto intitulado “O médico é pela vida, não ao razoável desumano por piedade”, a Associação de Médicos Católicos Italianos(AMCI) voltou a reiterar sua oposição a qualquer deriva da legislação e do sistema de saúde ligada à morte. Os profissionais divulgaram o texto no atual contexto político, que vê duas iniciativas favoráveis à eutanásia e ao suicídio assistido: uma é o referendo que visa descriminalizar o artigo 579 do Código Penal que pune o homicídio do concordante (questão cuja legitimidade será avaliada nas próximas semanas pela Consulta); a outra é representada pelo projeto de lei sobre o fim de vida Bazzoli, em discussão no Parlamento. Não confundir o desumano com piedade O manifesto dos médicos católicos reafirma a absoluta incompatibilidade entre o agir médico e o matar. Além disso, recorda a necessidade de garantir o acesso aos cuidados paliativos e à terapia da dor em todo o país. Denuncia também o perigo do abandono terapêutico para todos os sujeitos frágeis a quem gostariam de oferecer uma “doce morte” antes que cuidados médicos e proximidade humana. Os médicos exortam a “não confundir o desumano com piedade”. O texto, assinado pelo presidente da AMCI Filippo Maria Boscia, destaca que “alguns começam a distinguir entre ‘vida’ e ‘não-vida’, entre ‘digna’ e ‘não-digna’, entre o ‘morrer com dignidade’ e o ‘morrer sem dignidade’, rotulando assim, com juízos subjetivos, muitas condições de vida frágil”. “Reconhecemos que o pedido de suicídio assistido ou de eutanásia muitas vezes surge da recusa em continuar vivendo em condições de precariedade e grande sofrimento – continua Filippo. No entanto, deveríamos estar muito atentos para não aceitar facilmente o desumano por piedade, o desumano ‘razoável’ por compaixão”. A AMCI reconhece depois que uma morte digna deve ser assegurada para todos: este é um princípio essencial do cuidar e esta ação não pode encontrar atalhos no que diz respeito às práticas de apoio e acompanhamento aos doentes nas últimas fases de sua vida. A defesa dos princípios éticos e da objeção de consciência também é clara: o suicídio assistido e a eutanásia – reiteram – “não são opções terapêuticas possíveis ou praticáveis na aliança médico-paciente e na relação de tratamento e confiança”. Implementação imediata da lei sobre cuidados paliativos Por todas essas razões, a Associação de Médicos pede ao Estado italiano que não negue formas de assistência e proteção aos doentes crônicos, idosos, deficientes e doentes mentais, apoiando formas de eutanásia social ou seleção de frágeis e fracos. A AMCI exorta as administrações públicas a implementarem o grande potencial da Lei 38/2010 para garantir o acesso aos cuidados paliativos e à “terapia da dor”, acompanhando a “necessidade de manter o doente terminal num percurso existencial, consubstanciado ao máximo pelas relações humanas e afetivas”. Essa força, segundo a Associação, representa “uma oportunidade de diálogo e melhoria da assistência à eubiosia (o contrário da eutanásia), ou seja, uma vida boa, um verdadeiro desafio para um renovado humanismo do cuidado”. Boscia: tememos a cultura da eutanásia “Neste último período, a relevância do ‘bem viver’, está se esfacelando sob o peso da exaltação das liberdades individuais, num momento particular da pandemia em que se registra a recusa de tratamentos nos hospitais”. Foi assim que o presidente da AMCI Filippo Maria Boscia, aprofundou os temas mais importantes do manifesto à Rádio Vaticano-Vatican News. “Como médicos comprometidos com o tratamento – continua ele – devemos esclarecer a diferença entre o deixar morrer e o fazer morrer”. Segundo o presidente dos médicos católicos, vivemos uma cultura de eutanásia alimentada por alguns problemas no sistema de saúde, como a lotação de hospitais, adiamento de atendimentos e cirurgias e o abandono das famílias e dos pacientes. “Quando se percebe não ser aceitos na doença – continua Filippo – surge o desejo de dizer ‘vamos acabar com isso’. Mas é justamente aqui que devemos focar a questão”. Proximidade e cuidado para combater a cultura da morte Doutor Boscia destaca ainda a necessidade de os doentes e pessoas com deficiência viverem relações de proximidade: “é isso que falta e que leva as pessoas a pedir a morte. Não temos alternativa como médicos, podemos somente trabalhar pela vida. A descriminalização da eutanásia não pode nos entusiasmar. Se nos pedem para ajudar a morrer, comprometem os fundamentos do bem comum e os princípios da solidariedade e justiça para com os mais frágeis, é uma questão de civilização”. Razões econômicas por trás da eutanásia Por fim, o presidente da AMCI destaca a importância da terapia da dor. “Não existem doenças incuráveis. Existem doenças incuráveis crônicas, mas essas precisam ser melhor tratadas porque estamos diante de um paciente mais frágil que os outros”. Para Boscia, a “deriva mortal” também tem razões ligadas às escolha de alocação de recursos, “porque curar os mais frágeis custa caro”. Filippo, portanto, exclui qualquer tipo de “proximidade” dos médicos católicos a um texto da lei da eutanásia: “Faremos um caminho de escuta, mas que dever ser participado por todos os batizados na Igreja”. “O grito pela eutanásia é um grito de alarme de quem sofre – conclui – mas quando nós médicos nos aproximamos desta dor, cria-se um diálogo educativo, que também os jovens deveriam conhecer, porque estamos falando da passagem mais humana da nossa vida”. FONTE: Marco Guerra – Vatican News #EUTANÁSIA #Itália #MEDICINAESAÚDE #TUTELADAVIDA
- Olavo de Carvalho morre aos 74 anos
Morreu nesta segunda-feira (24/1), o escritor Olavo de Carvalho, aos 74 anos. A informação foi divulgada pelas redes sociais do filósofo na madrugada desta terça-feira (25/1). De acordo com o comunicado da família, Olavo estava internado em um hospital na região de Richmond, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos. A causa da morte ainda não foi divulgada. Como o filósofo almejava a criação de uma casta espiritual-intelectual que pretendia influenciar os rumos de uma nação a longo prazo. Carvalho deixa a esposa, Roxane, oito filhos e 18 netos. Nota de falecimento Olavo Luiz Pimentel de Carvalho (1947-2022) Com grande pesar, a família do professor Olavo de Carvalho comunica a notícia de sua morte na noite de 24 de janeiro, na região de Richmond, na Virgínia, onde se encontrava hospitalizado. O professor deixa a esposa, Roxane, oito filhos e 18 netos. A família agradece a todos os amigos as mensagens de solidariedade e pede orações pela alma do professor. Leia também Médica receita “Olavo de Carvalho” e diz para paciente evitar ambientes comunistas Nota de falecimento Olavo Luiz Pimentel de Carvalho (1947-2022) Com grande pesar, a família do professor Olavo de Carvalho comunica a notícia de sua morte na noite de 24 de janeiro, na região de Richmond, na Virgínia, onde se encontrava hospitalizado. pic.twitter.com/mNoZjhaEh6 — Olavo de Carvalho (@opropriolavo) January 25, 2022 Repercussão O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, lamentou, em post publicado no Twitter na madrugada desta terça-feira, 25, a morte do escritor Olavo de Carvalho. Leia as palavras do presidente: “Nos deixa hoje um dos maiores pensadores da história do nosso país. Olavo foi um gigante na luta pela liberdade e um farol para milhões de brasileiros. Seu exemplo e seus ensinamentos nos marcarão para sempre”, escreveu o presidente. – “Olavo foi um gigante na luta pela liberdade e um farol para milhões de brasileiros. Seu exemplo e seus ensinamentos nos marcarão para sempre.” – Continuou. – “Que Deus o receba na sua infinita bondade e misericórdia, bem como conforte sua família.” – concluiu o presidente Jair Bolsonaro. “Toda minha filosofia é transitória e pode ser superada. A única coisa em que realmente acredito é no Credo católico. Um dia, espero, estaremos todos lá, aos pés de Nosso Senhor, e nossas lágrimas de alegria inundarão universos inteiros […] Medo da morte eu não tenho nenhum. Eu tenho muita esperança de encontrar Nosso Senhor Jesus Cristo. Muita!” (Olavo de Carvalho, 1947-2022) Oração. — Pela vossa piedade nós vos pedimos, Senhor, que purifiqueis a alma de vosso servo Olavo de todas as suas faltas e, tendo-a livrado por fim das misérias da mortalidade humana, lhe concedais estar entre os vossos eleitos. Por Cristo, Senhor nosso. Amém. ℣. Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno. ℟. E que a luz perpétua o ilumine. ℣. Descanse em paz. ℟. Amém. Leia também Médica receita “Olavo de Carvalho” e “Padre Paulo Ricardo” diz para paciente evitar ambientes comunistas #OlavodeCarvalho
- Olavo de Carvalho morre aos 74 anos
Morreu nesta segunda-feira (24/1), o escritor Olavo de Carvalho, aos 74 anos. A informação foi divulgada pelas redes sociais do filósofo na madrugada desta terça-feira (25/1). De acordo com o comunicado da família, Olavo estava internado em um hospital na região de Richmond, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos. A causa da morte ainda não foi divulgada. Como o filósofo almejava a criação de uma casta espiritual-intelectual que pretendia influenciar os rumos de uma nação a longo prazo. Carvalho deixa a esposa, Roxane, oito filhos e 18 netos. Nota de falecimento Olavo Luiz Pimentel de Carvalho (1947-2022) Com grande pesar, a família do professor Olavo de Carvalho comunica a notícia de sua morte na noite de 24 de janeiro, na região de Richmond, na Virgínia, onde se encontrava hospitalizado. O professor deixa a esposa, Roxane, oito filhos e 18 netos. A família agradece a todos os amigos as mensagens de solidariedade e pede orações pela alma do professor. Leia também Médica receita “Olavo de Carvalho” e diz para paciente evitar ambientes comunistas Nota de falecimento Olavo Luiz Pimentel de Carvalho (1947-2022) Com grande pesar, a família do professor Olavo de Carvalho comunica a notícia de sua morte na noite de 24 de janeiro, na região de Richmond, na Virgínia, onde se encontrava hospitalizado. pic.twitter.com/mNoZjhaEh6 — Olavo de Carvalho (@opropriolavo) January 25, 2022 Repercussão O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, lamentou, em post publicado no Twitter na madrugada desta terça-feira, 25, a morte do escritor Olavo de Carvalho. Leia as palavras do presidente: “Nos deixa hoje um dos maiores pensadores da história do nosso país. Olavo foi um gigante na luta pela liberdade e um farol para milhões de brasileiros. Seu exemplo e seus ensinamentos nos marcarão para sempre”, escreveu o presidente. – “Olavo foi um gigante na luta pela liberdade e um farol para milhões de brasileiros. Seu exemplo e seus ensinamentos nos marcarão para sempre.” – Continuou. – “Que Deus o receba na sua infinita bondade e misericórdia, bem como conforte sua família.” – concluiu o presidente Jair Bolsonaro. “Toda minha filosofia é transitória e pode ser superada. A única coisa em que realmente acredito é no Credo católico. Um dia, espero, estaremos todos lá, aos pés de Nosso Senhor, e nossas lágrimas de alegria inundarão universos inteiros […] Medo da morte eu não tenho nenhum. Eu tenho muita esperança de encontrar Nosso Senhor Jesus Cristo. Muita!” (Olavo de Carvalho, 1947-2022) Oração. — Pela vossa piedade nós vos pedimos, Senhor, que purifiqueis a alma de vosso servo Olavo de todas as suas faltas e, tendo-a livrado por fim das misérias da mortalidade humana, lhe concedais estar entre os vossos eleitos. Por Cristo, Senhor nosso. Amém. ℣. Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno. ℟. E que a luz perpétua o ilumine. ℣. Descanse em paz. ℟. Amém. Leia também Médica receita “Olavo de Carvalho” e “Padre Paulo Ricardo” diz para paciente evitar ambientes comunistas #OlavodeCarvalho
- Afinal não foram assassinadas crianças em escolas Católicas no Canadá
No Verão de 2021, os jornalistas, ao serviço dos oligarcas, noticiaram o escândalo das crianças “desaparecidas”, “assassinadas” e “enterradas secretamente” em escolas católicas no Canadá. Isso levou a ataques incendiários contra igrejas católicas no país. O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, endossou as notícias falsas. O Canadá pôs a meia-haste as bandeiras em todos os prédios do Governo. A Amnistia Internacional, que defende o assassinato de crianças através do aborto, exigiu processar os responsáveis pelos “restos mortais” que foram “encontrados” em Kamloops. O Papa Francisco expressou a sua dor pela “chocante descoberta no Canadá dos restos mortais de 215 crianças” em Kamloops. Sete meses depois, o historiador Jacques Rouillard desmantelou a teia de mentiras. Escrevendo um texto no DorchesterReview.ca – no dia 11 de Janeiro – demonstrou que “nenhum corpo” foi encontrado fora de um cemitério normal na Kamloops Indian Residential School. A campanha de mentiras começou com resultados de radares subterrâneos que foram interpretados como “cadáveres”, embora fossem raízes de árvores, metal e pedras. Os cemitérios foram chamados “valas comuns”. Rouillard descobriu que 51 crianças morreram na escola residencial de Kamloops entre 1915 a 1964. Para 35 delas existem ainda hoje documentos que comprovam que morreram de doença ou em acidentes. in gloria.tv
- Afinal não foram assassinadas crianças em escolas Católicas no Canadá
No Verão de 2021, os jornalistas, ao serviço dos oligarcas, noticiaram o escândalo das crianças “desaparecidas”, “assassinadas” e “enterradas secretamente” em escolas católicas no Canadá. Isso levou a ataques incendiários contra igrejas católicas no país. O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, endossou as notícias falsas. O Canadá pôs a meia-haste as bandeiras em todos os prédios do Governo. A Amnistia Internacional, que defende o assassinato de crianças através do aborto, exigiu processar os responsáveis pelos “restos mortais” que foram “encontrados” em Kamloops. O Papa Francisco expressou a sua dor pela “chocante descoberta no Canadá dos restos mortais de 215 crianças” em Kamloops. Sete meses depois, o historiador Jacques Rouillard desmantelou a teia de mentiras. Escrevendo um texto no DorchesterReview.ca – no dia 11 de Janeiro – demonstrou que “nenhum corpo” foi encontrado fora de um cemitério normal na Kamloops Indian Residential School. A campanha de mentiras começou com resultados de radares subterrâneos que foram interpretados como “cadáveres”, embora fossem raízes de árvores, metal e pedras. Os cemitérios foram chamados “valas comuns”. Rouillard descobriu que 51 crianças morreram na escola residencial de Kamloops entre 1915 a 1964. Para 35 delas existem ainda hoje documentos que comprovam que morreram de doença ou em acidentes. in gloria.tv
- Malta, padre “homofóbico” acusado pelo Estado e pela Igreja
Comentando um crime hediondo, o padre Davide Muscat comenta que, do ponto de vista da doutrina, a prática homossexual é pior que a possessão. Esta consideração pode custar-lhe um ano de prisão e uma multa de 23.000 euros, além da suspensão que lhe pode ser imposta por Mons. Scicluna. Para entender o que poderia acontecer com alguns padres na hipótese de que uma lei contra a chamada “homofobia” – como a DDL Zan – seja introduzida também na Itália, basta dar uma olhada no que está acontecendo ao redor da península. Você não precisa ir muito longe. Basta atravessar o mar e chegar à ilha de Malta, onde no ano passado foi aprovada a modificação do código penal no espírito desejado pelo nosso senhor Zan e seus seguidores. Em Malta, nos últimos dias, um triplo ataque foi desencadeado contra o padre católico padre Davide Muscat por ministros e deputados do governo socialista de Robert Abela, a associação LGBT “Malta Gay Rights Movement” e o arcebispo liberal – o progressista maltês Monsenhor Carlos Scicluna. A história surge de uma história de crime. Em 1º de janeiro, uma polonesa de 29 anos, identificada com o nome de Paulina Dembska, foi estuprada e morta em um jardim público na cidade de Sliema. As investigações dos investigadores levaram à prisão do suposto assassino, um maltês de 20 anos, um certo Abner George Aquilina, que foi capturado imediatamente após sua intrusão em uma igreja durante uma missa. De fato, alguns momentos após a descoberta do corpo sem vida de Dembska, nas primeiras horas da manhã, Aquilina atacou a igreja paroquial de Balluta, derrubando bancos e o púlpito, antes de ser expulso pelos fiéis presentes e preso pela polícia. Pelas investigações iniciais, parece que o suposto assassino tinha um longo histórico de dependência de drogas, prostituição com homens e assédio sexual de mulheres jovens. Surgiram até rumores sobre o homem e fundadas suspeitas sobre a sua possessão diabólica, sustentadas pelo facto de ter a imagem do diabo tatuada no peito e o número 666 na perna, e por algumas das suas declarações prestadas à polícia, como a de estar ao serviço e às ordens das “frequências do diabo”. Aquilina foi, no entanto, submetido a um exame psiquiátrico para verificar seu estado mental. A indignação por este assassinato em Malta causou imediatamente sensação nas redes sociais locais, tanto que até o padre Davide Muscat, conhecido por suas posições leais ao Magistério da Igreja, interveio no caso, respondendo a um ativista LGBT. Em um comentário no Facebook ,Muscat falou da possibilidade de o suspeito do assassinato Abner Aquilina ser gay, bissexual ou possuído pelo diabo e, após reiterar a necessidade de ajudá-lo de forma séria e profissional, o mesmo padre disse que praticar a homossexualidade era pior do que estar possuído. Uma observação, aliás, teologicamente correta, em que a prática de atos homossexuais decorre de uma decisão resultante do livre arbítrio, enquanto a possessão diabólica é uma condição objetiva completamente involuntária. As declarações do padre Muscat provocaram a reação furiosa do governo socialista, do movimento gay e até do arcebispo da ilha Mons. Carlos Scicluna. Dois ministros denunciaram o padre por espalhar discurso de ódio “homofóbico”, pedindo sua prisão. O mesmo foi feito por membros do movimento LGBT maltês, enquanto o arcebispo Scicluna condenou publicamente o padre dizendo que tais discursos são completamente inaceitáveis e ordenando que ele exclua os comentários de sua página no Facebook. O arcebispo Scicluna chegou a ameaçar suspender o padre Muscat do exercício de seu ministério público. Além disso, é bem conhecida a orientação liberal-progressista do arcebispo maltês, assim como sua proximidade com os líderes das organizações homossexuais da ilha, que o consideram um grande amigo. Padre Davide Muscat foi convocado para a delegacia, onde soube que foi formalmente denunciado. Ele será julgado em 28 de janeiro. Evidentemente, por esses crimes, a justiça maltesa é muito famosa. A acusação é a de ter violado o art. 82A do Código Penal, alterado no ano passado, que afirma que “qualquer pessoa que use palavras ou adote comportamento ameaçador, ofensivo ou insultuoso, ou divulgue material escrito ou impresso com conteúdo ameaçador, ofensivo ou insultuoso, ou em qualquer caso fomente violência ou ódio racial ou religiosamente contra outra pessoa ou grupo por motivos de gênero, identidade de gênero, orientação sexual, raça, cor, idioma, origem étnica, religião ou crença ou opinião política ou de outra natureza, ou para os quais tal violência ou ódio racial ou religioso possa ser fomentado, tendo em conta todas as circunstâncias, é punido com prisão de seis a dezoito meses”. Além disso, a acusação de uso indevido de equipamentos de comunicações eletrónicas pode custar-lhe ainda uma multa de até 23 mil euros. No mundo católico, algumas vozes se levantaram em defesa do padre que acabou em apuros pela acusação de homofobia, mas o arcebispo Scicluna permanece inflexível. Ou o padre Muscat pede desculpas e apaga os comentários, ou será suspenso. A diocese de Malta não pode se dar ao luxo de ter um padre “homofóbico” entre suas fileiras. Nós, por outro lado, apoiamos publicamente o padre David Muscat com convicção contra o vergonhoso ataque de que foi vítima. E, como crentes, continuamos a orar por ele. FONTE: LA NUOVA BUSSOLA QUOTIDIANA Watch this video on YouTube. #HOMOSEXUALIDADE #POSSESSÃODEMONÍACA #TEOLOGIA #padre #HOMOFOBIA #igrejacatolica
- Bento XV, um Papa profético (mas negligenciado)
Há um século atrás, a 22 de Janeiro de 1922, morria, aos 67 anos, o Papa da paz: Bento XV, nascido Giacomo della Chiesa. Nascido em Génova, numa família nobre, a 21 de Novembro de 1854, licenciou-se em Direito aos 20 anos, tornou-se sacerdote aos 24, secretário do Núncio Apostólico em Madrid aos 28, minutador aos 32 e Substituto da Secretaria de Estado aos 46, Arcebispo de Bolonha, durante sete anos, aos 53, criado cardeal aos 59 e eleito Papa três meses mais tarde. Esta grande figura do século XX é injustamente negligenciada. Assistiu-se um ressurgimento de interesse quando Bento XVI, no início do seu Pontificado, disse: «Quis chamar-me Bento XVI para me relacionar idealmente com o venerado Pontífice Bento XV, que guiou a Igreja num período atormentado devido ao primeiro conflito mundial. Ele foi um profeta corajoso e autêntico de paz e comprometeu-se com coragem infatigável, primeiro, para evitar o drama da guerra e, depois, para limitar as consequências nefastas» (Bento XVI, Audiência Geral, 27 de Abril de 2005). A maioria das pessoas recorda Bento XV apenas pela sua oposição ao primeiro conflito mundial, à «mais negra tragédia do ódio humano e da demência humana» (Bento XV, Homilia, 30 de Julho de 1916). Recordam o autor da Exortação Apostólica Dès le début, enviada, a 1 de Agosto de 1917, aos líderes dos povos beligerantes, na qual são indicadas soluções particulares, adequadas para fazer cessar «esta tremenda luta, que, a cada dia, se mostra um massacre inútil». No entanto, vendo melhor, há muito a falar a propósito do seu breve Pontificado, que durou pouco mais de sete anos. De facto, como escreveu o Cardeal Giuseppe Siri (1906-1989), Arcebispo de Génova, no cinquentenário da morte de Bento XV: «Se alguém surgir para o escrutinar a fundo, fará justiça ao grande Papa e tornará a História mais honesta» (J. F. Pollard, Il papa sconosciuto. Benedetto XV, 1914-1922, e la ricerca della pace, San Paolo, Milão 2001, p. 5). Olhando através dos muitos campos em que o papa genovês esteve envolvido, encontramos: a relação com o mundo oriental, constituindo uma especial Sagrada Congregação para a Igreja Oriental e fundando, em Roma, um Pontifício Instituto Oriental; o problema das missões, promovendo a organização autónoma das igrejas locais nos territórios de missão e a libertação dos condicionamentos políticos e económicos da parte das nações europeias; a questão modernista, resolvendo-a com prudência; a disciplina eclesiástica, promulgando o Código de Direito Canónico, querido por São Pio X; a música sacra. Se São Pio X pode ser definido o grande Papa da música sacra, também Bento XV tem méritos relevantes para a reforma decretada pelo Papa Sarto. Muitas vezes encorajou a sua aplicação com a sua palavra e a sua mão generosa: no início do seu Pontificado, a 23 de Setembro de 1914, recebendo os representantes da Associação Italiana de Santa Cecília e da Pontifícia Escola de Música Sacra de Roma; nas audiências aos bispos e aos amantes de música; abençoando as novas instituições de música sacra nos Estados Unidos e Espanha; e enviando mensagens aos participantes de congressos litúrgicos ou de música sacra. Acima fazia-se referência àquilo que, hoje, é o Pontifício Instituto de Música Sacra: a escola, fundada, por São Pio X, em 1910 e inaugurada a 3 de Janeiro de 1911, foi, na verdade, fundada por Bento XV, que, a 10 de Julho de 1914, com um rescrito da Secretaria de Estado, a declarou “pontifícia” e lhe concedeu a faculdade de conferir graus académicos. Após um incêndio que deflagrou, na noite de 22 de Novembro de 1914, na sua modestíssima primeira sede, na Via del Mascherone, n.º 55, perto da Piazza Farnese, a escola, graças a Bento XV, transferiu-se, talvez a 15 de Março de 1915, para o Palácio de Santo Apolinário, então sede do Vicariato de Roma. A 7 de Maio de 1915, Bento XV concedeu a primeira audiência à Escola Pontifícia. Depois de a encorajar a continuar «constante no caminho iniciado», a desenvolver-se, a aperfeiçoar-se e a manter-se «digna das nobilíssimas tradições dos Pontifícios Institutos Romanos», acrescentou: «O Nosso encorajamento tem-se até agora limitado a dar mais amplos locais e mais decorosa sede à Escola; mas esperamos, em melhores circunstâncias, poder contribuir para lhe dar um maior impulso e um mais vigoroso desenvolvimento» (Il primo decennio della Pontificia Scuola Superiore di musica sacra in Roma, in La Civiltà cattolica, cad. 1674, Roma 1920, p. 528). Parte activa deste desenvolvimento foi levada pelo Auxiliary Committee to the Pontifical Institute of Sacred Music, fundado, no início de 1915, em Nova Iorque, pela escritora e música Justine Ward (1879-1975), com o duplo objectivo de restaurar a música sacra nos Estados Unidos e apoiar a Pontifícia Escola de Roma. Juntamente com uma outra benfeitora americana, Herbert D. Robbins, Ward doou o grande órgão Tamburini, opus 74, com três teclados e trinta registos, colocado na histórica Sala Gregório XIII, o Salão Académico ou Aula Magna do Instituto, inaugurado, a 6 de Novembro de 1921, pelo célebre organista e compositor Marco Enrico Bossi (1861-1925), que interpretou, pela primeira vez, o seu Tre momenti francescani, op. 140 (cf. E. Cominetti, Marco Enrico Bossi, Gioiosa Editrice, Sannicandro Garganico 1999, pp. 49, 110). Finalmente, em relação ao interesse do Pontífice nascido em Génova pela música sacra, não se deve esquecer a carta Non senza vivo, de 19 de Setembro de 1921, enviada ao Cardeal Vincenzo Vannutelli (1836-1930), Bispo de Ostia e Palestrina e Decano do Sacro Colégio Cardinalício, por ocasião da inauguração da estátua de Giovanni Pierluigi em Palestrina. Na carta, Bento XV quis «promover cada vez mais aquele fervor de restauração musical, que, felizmente iniciado pelo Nosso predecessor de veneranda memória, no primeiro ano do seu Pontificado, tem vindo a espalhar-se e a intensificar-se em todas as regiões da catolicidade» Não queria que o fervor acendido pelas «sapientes normas» do seu antecessor arrefecesse, «especialmente no que diz respeito à polifonia clássica, que, como egregiamente dito, atingiu o máximo da sua perfeição na Escola Romana pelo trabalho de Giovanni Pierluigi da Palestrina». FONTE: DIES IRAE / Massimo Scapin #BentoXV #papa #profecia #PROFECIAPAPAL
- ESTÁ DE VOLTA O ROMANCISTA OCTAVIO DE FARIA E SUA “TRAGÉDIA BURGUESA”
A recente editora Sétimo Selo, do Grupo Cedet (também responsável pelas bem sucedidas Vide e Ecclesiae), está repondo em circulação a Tragédia burguesa , o romance-rio de Octavio de Faria. Já foram lançados os dois tomos iniciais do conjunto: Mundos mortos e Os caminhos da vida . Essa obra terá futuro, em país que parece divorciado da cultura mais elevada, que é um produto bimilenar do cristianismo? Um Octavio de Faria só se tornou possível, no Brasil, porque havia um público de literatura que ia à Missa e não implicava com as coisas de Deus; com o desaparecimento de uma clientela católica letrada a partir dos anos sessenta, na segunda metade do século XX, suas obras saíram de catálogo e foram condenadas ao silêncio. Mas eis que recomeçam as conversões à Igreja. Não poucas pessoas das novas gerações, nascidas a partir dos anos setenta e oitenta, desiludidas com a falácia esquerdista e revolucionária, regressaram à religião de seus pais e avós. Há atualmente, no Brasil, uma direita católica muito presente nas redes sociais da internet. Sacerdotes como o Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, movimentos como o Opus Dei, o Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, ex-TFP (e mesmo sua dissidência comandada pelo paulista Orlando Fedeli), setores mais conservadores da Renovação Carismática, iniciativas como as do Centro Dom Bosco no Rio de Janeiro, sem esquecer a própria Fraternidade São Pio X — são, todos eles, fontes de renovação católica que, além de suas diferenças, têm atraído gente nova para a Igreja. Esses jovens talvez não desgostassem de acompanhar o esforço verdadeiramente heroico do Padre Luís, na Tragédia burguesa , para salvar as almas de seus penitentes, arrancando-as da comodidade e da mediocridade burguesa. Esse padre católico é um bom padrão para de certo modo avaliar e compreender boa parte do clero atual, seduzido por teologias heterodoxas. Não acredito que o Padre Luís de Octavio de Faria, se tivesse alcançado o Concílio Vaticano II, seguisse Monsenhor Lefebvre ou Dom Castro Mayer em sua insubmissão à Santa Sé. Contudo, mais preocupado com a alma dos fiéis do que com a mais-valia — era o anti-Leonardo Boff —, teria sofrido muito com os rumos da Igreja pós-conciliar. À margem da modernidade e seus filhotes pós-modernos, um pequeno rebanho de novos leitores avança pelo deserto brasileiro, sedento de água potável. Com a reposição dos livros de Octavio de Faria no catálogo das livrarias, a presença perturbadora de Padre Luís e de suas dezenas de pecadores — com toda a espécie de pecados que o leitor possa imaginar — tem tudo para atrair esse público recém-chegado. Trata-se de um público que já não aceita o que diz, por aí, muito romancista moderno — que a literatura nada pode “ensinar” —, pois sabe que da ficção ao mundo real a ponte é mais curta do que se imagina, e os romances podem, sim, interferir na maneira como lidamos com a realidade. Ou seja, quando sua fonte de criação também é a mesma realidade em que vivemos, e não aquela fantasia substitutiva, aquele faz-de-conta subjetivista que alimentou e continua alimentando a maior parte da criação literária contemporânea.
- Macron invoca “direito” a aborto na Carta dos Direitos da União Europeia
Emmanuel Macron indicou que quer inscrever o “direito ao aborto” (sic!) na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia. Ele fez o anúncio durante um discurso ao Parlamento Europeu Durante seu discurso ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo, por ocasião da presidência francesa da União Europeia, Emmanuel Macron anunciou que quer inscrever o “direito ao aborto” (sic!) na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia. “Vinte anos após a proclamação da nossa Carta dos Direitos Fundamentais, que consagrou em particular a abolição da pena de morte em toda a União, espero que possamos atualizar a Carta; em particular, para que seja mais precisa sobre a proteção do meio ambiente e o reconhecimento do direito ao aborto”, disse Macron. O presidente francês continuou: Abramos este debate livremente com os nossos concidadãos, com as grandes consciências europeias, para dar novo fôlego ao caminho dos direitos que forja esta Europa, forte nos seus valores, único futuro do nosso projeto político comum. Pró-vida à frente do Parlamento Europeu Essas afirmações do presidente francês devem ser lidas à luz de vários elementos: o primeiro é a eleição, na véspera deste discurso, ou seja, 18 de janeiro, da maltesa Roberta Metsola à frente do Parlamento Europeu. Deputada desde 2013, Roberta Metsola votou várias vezes contra resoluções que visam promover o aborto. A este respeito, enquanto alguns países torceram o nariz à adesão de Malta à União Europeia por causa de sua proibição ao aborto, Roberta Metsola recordou, em entrevista à imprensa maltesa, que se trata de um debate local de Malta e não na União Europeia. O discussão no Senado francês do projeto de lei que visa “fortalecer o direito ao aborto” – proposta que visa estender o prazo em que é permitido abortar até a 14ª semana – é outro elemento a ter em conta quando Emmanuel Macron propõe inscrever o “direito” ao aborto na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia. Desde dezembro de 2009 e a partir da entrada em vigor do Tratado de Lisboa, a Carta dos Direitos Fundamentais tem a mesma força jurídica que os Tratados: é, portanto, vinculativa para os Estados-Membro e todos os cidadãos podem interpor recurso em caso de não cumprimento do texto europeu. “Os valores do progressismo ocidental” As reações políticas ao discurso foram imediatas: Éric Zemmour acusou Emmanuel Macron e a Comissão Europeia de querer “impor os valores do progressismo ocidental” a países como Polônia e Hungria: A Europa de Emmanuel Macron é uma Europa sem corpo, uma Europa sem cabeça e uma Europa sem alma […]. É uma Europa teórica e, em última análise, artificial. É regida por elites abstratas, impessoais, desprovidas de qualquer legitimidade aos olhos dos povos. É uma Europa que abandona as suas raízes, que apaga a sua própria história, que não se identifica de forma alguma com a civilização de onde provém. FONBTE: ALETEIA / Agnès Pinard Legry #aborto #europa #FILHOS #MacroninvocadireitoaabortonaCartadosDireitosdaUniãoEuropeia
- Bispos católicos da Europa pedem orações pela paz na Ucrânia
Os bispos pediram à comunidade internacional que “ofereça seu apoio ao país diante do perigo de uma ofensiva militar russa”. Os bispos católicos da Europa expressaram apoio à Ucrânia e apelaram aos cristãos para que rezem pela paz. “Neste momento extremamente delicado, pedimos aos cristãos que rezem pelo dom da paz na Ucrânia, para que os responsáveis sejam preenchidos e irradiem uma paz que seja ‘contagiosa’ e que a crise seja superada exclusivamente pelo diálogo”. disse um comunicado do Conselho das Conferências Episcopais Europeias ( CCEE ). O arcebispo Gintaras Grušas, de Vilnius, presidente da CCEE, divulgou a declaração em nome do conselho em 21 de janeiro. Ele disse que os bispos católicos da Europa desejam expressar proximidade com o povo da Ucrânia “neste momento dramático de tensão”. “Enquanto toda a comunidade internacional interpreta as ações das forças militares russas como uma ameaça real à paz em todo o mundo, abraçamos – neste momento de medo e incerteza para o futuro do país – nossos irmãos e irmãs na fé e todos o povo da Ucrânia”, disse o arcebispo Grušas. A declaração dos bispos pediu à comunidade internacional que “ofereça seu apoio ao país diante do perigo de uma ofensiva militar russa”. “Nós também, como pastores do continente europeu, queremos apelar aos líderes das nações para que não se esqueçam das trágicas guerras mundiais do século passado e para que o direito internacional, bem como a independência e soberania territorial de cada país, será defendido”, disse o arcebispo Grušas. “Juntamente com o Santo Padre, queremos pedir aos governos que encontrem ‘soluções aceitáveis e duradouras’ na Ucrânia, baseadas no diálogo e na negociação e sem recorrer às armas”, disse o comunicado dos bispos. A Ucrânia, que tem uma população de 44 milhões de pessoas, é o segundo maior país em área da Europa depois da Rússia. O conflito entre os dois países – conhecido como Guerra Russo-Ucraniana – começou em fevereiro de 2014, com foco no leste da Ucrânia. As partes em conflito concordaram com um cessar-fogo em julho de 2020. A Rússia enviou cerca de 100.000 soldados para a fronteira ucraniana. O presidente dos EUA, Joe Biden, disse em uma entrevista coletiva em 19 de janeiro que esperava que o presidente russo, Vladimir Putin, ordenasse uma invasão. O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, se reuniu com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, em Genebra, Suíça, em 21 de janeiro. Blinken disse a jornalistas após a reunião bilateral que, se alguma força militar russa atravessar a fronteira da Ucrânia, “será recebida com uma resposta rápida, severa e unida dos Estados Unidos e de nossos parceiros e aliados”. O Papa Francisco abordou a situação na Ucrânia em seu discurso anual sobre o “estado do mundo” aos diplomatas na semana passada. “A confiança recíproca e a prontidão para se engajar em uma discussão calma também devem inspirar todas as partes em jogo, para que soluções aceitáveis e duradouras possam ser encontradas na Ucrânia”, disse o Papa em 10 de janeiro. O papa também fez um apelo pela “amada Ucrânia” em seu discurso do Angelus no mês passado, pedindo aos líderes mundiais que resolvam a crise por meio de “diálogo internacional sério e não com armas”. “Quero assegurar-vos as minhas orações pela amada Ucrânia, por todas as suas Igrejas e comunidades religiosas e por todo o seu povo, para que as tensões que está a viver sejam resolvidas através de um diálogo internacional sério e não com armas”, disse. FONTE: NATHIONAL CATHOLIC REGISTER #Ucrânia #Rússia #conselhodosbisposeuropeus #BisposcatólicosdaEuropapedemoraçõespelapaznaUcrânia #ArcebispoGintarasGrušas #Paz
- Padre Eduardo, fundador da Rede Século 21, está na UTI – Atualizado
Através de um comunicado oficial divulgado no inicio da noite deste Domingo (23) a Associação do Senhor Jesus pede oração por seu fundador que se encontra internado na UTI. Leia a nota na íntegra… NOTA OFICIAL ASSOCIAÇÃO DO SENHOR JESUS – 23/01/2022 Nosso Fundador e Presidente, Padre Eduardo Dougherty,SJ se encontra internado na UTI do Hospital Samaritano, em Campinas (SP), desde este sábado (22/01). O motivo de sua internação foi a variação da saturação. Os médicos julgaram melhor interná-lo por ter idade, diabetes e a saturação estar instável. Hoje, seu quadro clínico é estável. Ele está bem, conversando, se alimentando normalmente e lúcido. Precisamos, neste momento, esperar que melhore sua saturação, para que receba alta e retorne para suas atividades junto à Associação do Senhor Jesus e Rede Século 21. Leia também Padre Leo faz importante alerta: “Big Brother Brasil é a catequese do encardido” Agora, é a hora de nos unirmos em oração pelo Padre Eduardo, que sempre rezou por todos nós. Contamos com suas orações para que a saúde do nosso querido Fundador, Padre Eduardo Dougherty, se reestabeleça logo e possamos celebrar, no próximo sábado, dia 29 de janeiro, seus 81 anos de vida. “Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito.” (Jo 15,7) Da Associação do Senhor Jesus (23/01/2022 às 18h20) Assista também Mais de 100 filmes católicos para assistir online e crescer na vida espiritual ATUALIZAÇÃO Segue o boletim de atualização sobre o estado de saúde de nosso Fundador e Presidente, padre Eduardo Dougherty,sj. Como já foi informado anteriormente, nosso Fundador e Presidente, Padre Eduardo Dougherty,SJ, encontra-se internado na UTI do Hospital Samaritano, em Campinas (SP), desde sábado (22/01). O motivo de sua internação foi a variação da saturação devido as complicações geradas pelo COVID-19. Os médicos julgaram melhor interná-lo por ter idade, diabetes e a saturação estar instável. Segundo boletim médico encaminhado nesta manhã (24-01), seu quadro clínico é estável e ele se encontra lucido conversando com os médicos. Necessita de atenção clínica intensiva ainda, pois sua saturação está baixa. Ele obteve uma melhora (12%) de ontem para hoje no nível de oxigênio utilizado para sua respiração e começou a reagir aos medicamentos utilizados pelos médicos. Contamos com as orações de todos para que a saúde do nosso querido Fundador, Padre Eduardo Dougherty, se reestabeleça o quanto antes e o mesmo retorne as suas atividades junto à Associação do Senhor Jesus e Rede Século 21. Da Associação do Senhor Jesus (24/01/2022 – 13h00)
- Padre Eduardo, fundador da Rede Século 21, está na UTI – Atualizado
Através de um comunicado oficial divulgado no inicio da noite deste Domingo (23) a Associação do Senhor Jesus pede oração por seu fundador que se encontra internado na UTI. Leia a nota na íntegra… NOTA OFICIAL ASSOCIAÇÃO DO SENHOR JESUS – 23/01/2022 Nosso Fundador e Presidente, Padre Eduardo Dougherty,SJ se encontra internado na UTI do Hospital Samaritano, em Campinas (SP), desde este sábado (22/01). O motivo de sua internação foi a variação da saturação. Os médicos julgaram melhor interná-lo por ter idade, diabetes e a saturação estar instável. Hoje, seu quadro clínico é estável. Ele está bem, conversando, se alimentando normalmente e lúcido. Precisamos, neste momento, esperar que melhore sua saturação, para que receba alta e retorne para suas atividades junto à Associação do Senhor Jesus e Rede Século 21. Leia também Padre Leo faz importante alerta: “Big Brother Brasil é a catequese do encardido” Agora, é a hora de nos unirmos em oração pelo Padre Eduardo, que sempre rezou por todos nós. Contamos com suas orações para que a saúde do nosso querido Fundador, Padre Eduardo Dougherty, se reestabeleça logo e possamos celebrar, no próximo sábado, dia 29 de janeiro, seus 81 anos de vida. “Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito.” (Jo 15,7) Da Associação do Senhor Jesus (23/01/2022 às 18h20) Assista também Mais de 100 filmes católicos para assistir online e crescer na vida espiritual ATUALIZAÇÃO Segue o boletim de atualização sobre o estado de saúde de nosso Fundador e Presidente, padre Eduardo Dougherty,sj. Como já foi informado anteriormente, nosso Fundador e Presidente, Padre Eduardo Dougherty,SJ, encontra-se internado na UTI do Hospital Samaritano, em Campinas (SP), desde sábado (22/01). O motivo de sua internação foi a variação da saturação devido as complicações geradas pelo COVID-19. Os médicos julgaram melhor interná-lo por ter idade, diabetes e a saturação estar instável. Segundo boletim médico encaminhado nesta manhã (24-01), seu quadro clínico é estável e ele se encontra lucido conversando com os médicos. Necessita de atenção clínica intensiva ainda, pois sua saturação está baixa. Ele obteve uma melhora (12%) de ontem para hoje no nível de oxigênio utilizado para sua respiração e começou a reagir aos medicamentos utilizados pelos médicos. Contamos com as orações de todos para que a saúde do nosso querido Fundador, Padre Eduardo Dougherty, se reestabeleça o quanto antes e o mesmo retorne as suas atividades junto à Associação do Senhor Jesus e Rede Século 21. Da Associação do Senhor Jesus (24/01/2022 – 13h00)
- DE VOLTA AOS ANOS 70: E SE TODOS OS PADRES TRADICIONAIS FOREM SUSPENSOS (PARTE 1)
Más notícias estão se formando sobre o futuro das comunidades Ecclesia Dei à luz da promulgação do Papa Francisco da Traditionis Custodes , que tenta restringir severamente a celebração da Missa Tradicional nas dioceses, bem como elimina o uso de todos os outros sacramentos tradicionais com o objetivo da eventual abolição de todos os Ritos de 1962. Em 3 de dezembro de 2021, o Lifesite News informou o seguinte: Um site católico alemão informou que, de acordo com suas fontes, o Vaticano planeja uma repressão em breve às comunidades tradicionais da Ecclesia Dei, chegando ao ponto de implementar “delegados papais” para eles e suprimir o uso do missal romano tradicional e seus sacramentos. . LifeSiteNews encontrou uma fonte que confirmou que Roma está se preparando para visitas das três maiores comunidades a serem realizadas em fevereiro de 2022. Estas são a Fraternidade Sacerdotal de São Pedro, o Instituto de Cristo Rei Soberano Sacerdote e o Instituto do Bom Pastor d … Uma fonte sênior no Vaticano disse ao LifeSite: “O objetivo é a destruição das comunidades Ecclesia Dei e das ordens contemplativas”. [eu] Em um vídeo de 11 de janeiro de 2022 intitulado “The Hammer Is About To Fall On The FSSP”, o comentarista católico Anthony Stine afirma o seguinte: Minha fonte tem essa informação para nós. A Congregação para o Culto Divino, em nome de Francisco, o misericordioso, tem um documento em andamento que será lançado na quarta-feira de cinzas e é voltado diretamente para o que é chamado de “antigos institutos Ecclesia Dei” como a FSSP e o Instituto de Cristo o Rei entre outros grupos. O boato de Roma é que na quarta-feira de cinzas Francisco, por meio de seu mercenário, o arcebispo Roche, divulgará um documento destinado a tornar miserável a vida desses grupos. [ii] Especulando que a nova repressão exigirá que os sacerdotes tradicionais das comunidades Ecclesia Dei rezem a Missa Novus Ordo, o Sr. Stine afirma: …muitos dos padres do FSSP e do resto desses grupos se recusarão absolutamente a fazê-lo e eu sei disso porque ouvi muitos dos padres do FSSP dizerem isso pessoalmente. Já os ouvi dizer que não rezarão a Nova Missa… [iii] Mais recentemente, em 18 de janeiro de 2022, La Croix informou que novos documentos sobre as comunidades Ecclesia Dei devem ser entregues em março: Entende-se que o Vaticano também está preparando um novo decreto para lançamento em março sobre os chamados institutos Ecclesia Dei. Essas são as comunidades religiosas que foram autorizadas a se estabelecer para celebrar a liturgia exclusivamente no Rito Tridentino. [4] Se esta situação se concretizar, e os padres da Ecclesia Dei tomarem uma posição em não rezarem a Nova Missa, é previsível que eles incorram em ação disciplinar de Roma por nada mais do que quererem rezar a imemorial Missa Tradicional em Latim. Proibindo a Missa e os Sacerdotes que a rezam Há um forte argumento de que qualquer ato disciplinar feito nessa base seria ilegal. O Cardeal Alphonse Stickler estava na comissão de 1986 de nove cardeais nomeados por João Paulo II para examinar o status legal do rito tradicional da Missa. Em 1995, o Cardeal Stickler fez comentários sobre se a Missa Tradicional poderia ser revogada: Sua Eminência começou suas observações relatando um incidente em que Eric de Saventhem (ex-chefe da Una Voce na Europa) perguntou explicitamente se a Missa Tridentina havia sido proibida. O Cardeal Benelli nunca respondeu… nem sim, nem não. O Cardeal Stickler explicou que Benelli “… não poderia dizer ‘sim, ele (o Papa) proibiu”. Santos e Fiéis.” O Cardeal continuou, “a dificuldade era que ele (o Papa) não podia proibir isso, mas ao mesmo tempo, ele queria que a nova Missa fosse rezada… a nova Missa seja rezada’.” [v] No entanto, mesmo que a supressão da Missa Tradicional seja ilegal, acho que já sabemos que isso fará pouco para impedir o Arcebispo Roche. Afinal, o Arcebispo ainda está, sem vergonha, defendendo a posição de que a Missa Tradicional foi revogada por Paulo VI, posição que foi desacreditada de uma vez por todas pelo Papa Bento XVI há quase quinze anos. [vi] Portanto, o Arcebispo Roche, ou algum aparato vaticano, provavelmente passaria pela imposição de suspensões a tais sacerdotes fiéis pelo “crime” de continuar a rezar a Missa Tradicional em Latim. Podemos então imaginar um cenário futuro, uma Traditionis pós-apocalíptica Custódia de terreno baldio litúrgico, onde todo padre ou bispo que ousa oferecer a Missa em Latim Tradicional está sob algum tipo de proibição canônica, censura, suspensão, interdição, etc. Esta situação não é totalmente inédita, como foi a situação na maior parte do mundo depois que o seminário e a Sociedade sacerdotal do falecido Arcebispo Lefebvre foram suprimidos na década de 1970. De volta aos anos 70 A questão, então, é o que fazer em tal cenário. Digamos que você esteja em uma diocese onde suas opções “aprovadas” para a Missa incluem uma opção de Missa de guitarra folclórica hippie, uma opção de banda de rock “Life-Teen” ou uma variedade de jardim Novus Ordo Missa completa com Comunhão na Mão, leigo “Eucarístico Ministros”, sacerdote de frente para o povo, coroinhas, faixas de feltro, leitores e leitores leigos, padres pregando heterodoxia ou pontos de discussão políticos de esquerda, um sinal de paz alegre, potenciais apresentações de dança litúrgica e / ou shows de luz a laser [vii ] , e a congregação se vestindo como se estivesse indo direto da missa para a praia. [viii] Suponha também que os padres em sua área vejam o batismo como nada mais do que um rito de boas-vindas à comunidade cristã, diz pe. A visão de James Martin sobre a moralidade no confessionário, acredita no ensinamento de Amoris Laetitia de que seu cônjuge pode se divorciar de você, casar com outro e ainda receber a comunhão enquanto presidir seu casamento, sustentam que a confirmação é apenas um rito de passagem costumeiro e que a unção dos enfermos apenas dá algum conforto psicológico aos doentes e moribundos. Além disso, os professores de educação religiosa de sua paróquia local ensinam às crianças que a Eucaristia é simbólica, qualquer um pode receber a Sagrada Comunhão, as religiões não católicas são meios de salvação, o inferno está vazio e que Adão e Eva eram apenas figuras literárias. Do outro lado da rua há uma capela Tradicional montada por padres Tradicionais que acabaram de ser suspensos pelo Arcebispo Roche pelo “crime” de administrar os Sacramentos Tradicionais no FSSP, ICK, etc., exatamente como suas cartas e acordos com Roma permitiam. Eles estão em sua diocese a pedido desesperado de muitas famílias de católicos tradicionais, que lhes pediram que lhes fornecessem os sacramentos católicos livres de escândalo e erro, bem como o verdadeiro ensino e instrução católicos para si e seus filhos. Eles pediram isso porque é impossível para eles ter certeza dessas coisas, em um grau ou outro, devido à miríade de padres de esquerda de sua diocese que operam com abandono imprudente sob o bispo local que não apenas se recusa a discipliná-los, mas também compartilha muitos de seus pontos de vista. Os Neo-fariseus Segundo alguns apologistas católicos, a única escolha moral que os católicos têm nesta situação é assistir às missas desses padres “aprovados” para cumprir sua obrigação dominical. Afinal, não somos Donatistas! Enquanto esses padres tiverem ordenações válidas e faculdades do bispo local, eles administram todos esses sacramentos com validade. Portanto, se o padre em questão acredita na Eucaristia, ou se ele prega que é apenas um símbolo do púlpito, não se preocupe! Isso não afeta a validade do sacramento. Portanto, quando partículas da Hóstia caem no chão enquanto os congregados recebem na mão de um ministro leigo de short como se estivessem tirando um Dorito de uma tigela no domingo do Super Bowl enquanto uma guitarra elétrica uiva ao fundo, você pode ter certeza de que Cristo está realmente e verdadeiramente presente. Que reconfortante. Eles também nos asseguram que não há razão para temer receber os outros sacramentos de seu padre local neste cenário, porque seus outros atos sacramentais também são válidos. Portanto, quando você vai se confessar e o padre lhe diz que nenhuma dessas coisas é realmente pecado e lhe dá um livro de escrúpulos como sua penitência, não temer! Desde que o dito padre repita as palavras de absolvição corretamente, você está perdoado! Da mesma forma, apesar de seu padre lhe dizer que você pode se divorciar e viver em adultério, um casamento que ele testemunhar será válido. Quanto à educação religiosa, você pode simplesmente tentar ensinar seus filhos em casa exatamente o oposto dos erros flagrantes que aprendem nas aulas de educação religiosa, porque, afinal, o objetivo é apenas que eles recebam os sacramentos para os quais estão sendo educados. Seguindo o plano desses apologistas católicos, você ainda pode receber sacramentos válidos de ministros católicos legítimos com faculdades do bispo em “plena comunhão” com Roma. Claro que você pode ter que fazer sua família cobrir os olhos e ouvidos durante as missas, ignorar toneladas de instruções teológicas errôneas e prejudiciais e inocular sua família para acreditar exatamente no oposto de tudo o que eles dizem. No entanto, isso é certamente o que Cristo pretendia como Pe. Teilhard e o Bispo Cranmer foram ambos “enviados” por Nosso Senhor e Sua Igreja com a missão apostólica de salvar almas. A única coisa que você NÃO tem permissão para fazer moralmente, Deus me livre, de acordo com esses apologistas, é receber quaisquer sacramentos dos antigos padres tradicionais da FSSP e ICK do outro lado da rua, pois são ladrões e ladrões sacramentais não católicos sem missão legítima ou jurisdição ordinária do bispo. Portanto, receber quaisquer sacramentos desses sacerdotes Tradicionais seria cometer o pecado mortal de sacrilégio e estaria colocando em risco sua alma imortal. Portanto, os apologistas diriam para banir o próprio pensamento de sua cabeça antes de cometer um pecado mortal por permanecer nele por muito tempo. Em vez disso, leve-o diretamente ao Pe. Missa de discoteca das 17h do Teilhard antes de você perder sua obrigação de domingo. Hoje à noite a banda teen mudará as letras das músicas do ABBA para contar a história de David e Bathsheba. As diretivas severas desses apologistas são, obviamente, completamente divorciadas de toda realidade e bom senso. Seguindo a lógica deles, se um estiver em um bote salva-vidas e dois oficiais da Guarda Costeira vierem em um barco para lhe dar assistência, você deve primeiro perguntar se eles são oficiais em boas condições com permissão de seu superior para salvar sua vida. Se eles lhe disserem que ambos estão atualmente suspensos por não receberem suas vacinas obrigatórias, mas por acaso viram seu SOS e decidiram ajudar, você deve dizer a eles para se afastarem adequadamente, pois você esperará por um oficial “legítimo” para ajudar a ajudar. você em vez de ser parte de suas atividades não autorizadas. Deserto Litúrgico A realidade é que o estado da Missa Novus Ordo, que o Papa Francisco agora considera a “ expressão única da lex orandi do Rito Romano [ix] ”, como experimentada na grande maioria das paróquias do Ocidente, está em absoluta desordem. Mesmo se você deixar de lado, por um momento, a inferioridade da própria Missa Novus Ordo quando rezada em latim como promulgada em relação ao Rito Tradicional, o uso generalizado e endêmico de práticas litúrgicas deletérias “opcionais” não infalíveis permitidas por Roma em O topo dos abusos litúrgicos não autorizados generalizados perpetrados por padres com zero repercussões criou um terreno baldio litúrgico absolutamente devastador que é preciso navegar como católico. Este lamentável estado de coisas foi mesmo admitido por ninguém menos que o próprio Papa Bento XVI em relação a lugares como França e Alemanha em um encontro com o Bispo Bernard Fellay da Fraternidade São Pio X em 2005. O assunto surgiu durante a discussão como se havia um estado de necessidade na Igreja; o próprio estado de necessidade que a FSSPX usa para justificar suas ações sacramentais tradicionais, apesar de sua irregularidade canônica. O Bispo Fellay relatou o seguinte: Nós, por nossa vez, podemos trazer conosco uma opinião de maior peso sobre esse argumento. O Papa Bento XVI a forneceu diretamente, durante a audiência que nos concedeu em 29 de agosto de 2005. A certa altura [da audiência], o próprio Pontífice colocou o assunto na mesa: refletir sobre o estado da Igreja nos países como a França e a Alemanha, Bento XVI reconheceu como perfeitamente fundamentada a questão da subsistência do estado de necessidade em tais países… [sic] O Papa disse isso, não nós. [x] Até o próprio Paulo VI, o homem que encenou a Missa Novus Ordo, sabia dos problemas que estavam ocorrendo. O arcebispo Lefebvre relatou de um encontro que teve com Paulo VI em 1976: O Santo Padre havia dito no decorrer da conversa: “Bem, pelo menos temos um ponto em comum: ambos queremos acabar com todos esses abusos que existem atualmente na Igreja, para devolver à Igreja sua verdadeira semblante, etc… Eu respondi: “Sim, absolutamente.” … Eu disse: “Eu não sei, Santo Padre, se você sabe que existem vinte e três orações eucarísticas oficiais na França”. Ele ergueu os braços para o céu e disse: “Muito mais, monsenhor, muito mais!” [XI] O cardeal Virgilio Noe, o principal liturgista do Vaticano durante o pontificado de Paulo VI, afirmou em 2008 que a famosa referência de Paulo VI à “fumaça de Satanás” em seu discurso de 1972, estava se referindo ao estado da liturgia: Em relação à famosa observação do falecido Papa sobre a “fumaça de Satanás”, o cardeal Noe disse que sabia o que Paulo VI pretendia com essa declaração. Nessa denúncia, disse ele, o Papa “pretendeu incluir todos aqueles padres ou bispos e cardeais que não prestaram culto ao Senhor celebrando mal a Santa Missa por causa de uma interpretação errônea da implementação do Concílio Vaticano II. Ele falou da fumaça de Satanás porque ele sustentava que aqueles sacerdotes que transformaram a Santa Missa em escória em nome da criatividade, na realidade estavam possuídos da vanglória e do orgulho do Maligno. que queria distorcer os cânones tradicionais e litúrgicos da cerimônia eucarística”. Para o Papa Paulo VI, continuou o cardeal, o pior resultado da reforma litúrgica pós-conciliar foi o “desejo de estar no centro das atenções” que fez com que muitos padres ignorassem as diretrizes litúrgicas. O Cardeal Noe lembrou que o próprio Papa acreditava na adesão cuidadosa às rubricas da Missa, acreditando firmemente que “ninguém é o senhor da Missa”. [xii] João Paulo II também estava bem ciente dos abusos litúrgicos generalizados desde 17 de abril de 1980, dos quais ele contava como um coroinha, embora os canonistas tenham conseguido permissão mais tarde por meio de uma interpretação enganosa da lei canônica. [xiii] Em sua instrução Inaestimabile Donum ele declarou: Mas estes aspectos encorajadores e positivos não podem suprimir a preocupação com os variados e frequentes abusos relatados em diferentes partes do mundo católico: a confusão de papéis, especialmente no que diz respeito ao ministério sacerdotal e ao papel dos leigos (recitação compartilhada indiscriminada da Oração Eucarística, homilias proferidas por leigos, leigos distribuindo a Comunhão enquanto os sacerdotes se abstêm de fazê-lo); uma crescente perda do sentido do sagrado (abandono das vestimentas litúrgicas, a Eucaristia celebrada fora da igreja sem necessidade real, falta de reverência e respeito ao Santíssimo Sacramento, etc.); incompreensão do caráter eclesial da Liturgia (o uso de textos privados, a proliferação de orações eucarísticas não aprovadas, a manipulação dos textos litúrgicos para fins sociais e políticos). Nenhuma dessas coisas pode trazer bons resultados. As consequências são – e não podem deixar de ser – o comprometimento da unidade da fé e do culto na Igreja, incerteza doutrinal, escândalo e perplexidade entre o Povo de Deus, e a quase inevitabilidade de reações violentas. …Há, naturalmente, vários papéis que as mulheres podem desempenhar na assembléia litúrgica: estes incluem a leitura da Palavra de Deus e o anúncio das intenções da Oração dos Fiéis. As mulheres não estão, no entanto, autorizadas a atuar como coroinhas [xiv] A ironia é que nenhuma dessas palavras de João Paulo II valeu nada, pois não foram cumpridas e, portanto, foram sumariamente ignoradas por bispos e padres. Assim, os abusos continuaram inabaláveis, forçando João Paulo II a mencionar novamente esses mesmos abusos vinte e três anos depois, em 17 de abril de 2003, em sua encíclica Ecclesia de Eucharistia : Em alguns lugares, a prática da adoração eucarística foi quase completamente abandonada. Em várias partes da Igreja ocorreram abusos, levando à confusão no que diz respeito à sã fé e à doutrina católica sobre este maravilhoso sacramento. Às vezes encontramos uma compreensão extremamente redutiva do mistério eucarístico. Despojado de seu significado sacrificial, é celebrado como se fosse simplesmente um banquete fraterno. Além disso, a necessidade do sacerdócio ministerial, fundado na sucessão apostólica, é por vezes obscurecida e a natureza sacramental da Eucaristia é reduzida à sua mera eficácia como forma de anúncio. Isso levou aqui e ali a iniciativas ecumênicas que, embora bem intencionadas, se entregam a práticas eucarísticas contrárias à disciplina pela qual a Igreja expressa sua fé. Como não expressar profunda tristeza por tudo isso? A Eucaristia é um dom demasiado grande para tolerar a ambiguidade e a depreciação. …Deve-se lamentar que, especialmente nos anos que se seguiram à reforma litúrgica pós-conciliar, como resultado de um senso de criatividade e adaptação equivocado, tenha havido uma série de abusos que foram fonte de sofrimento para muitos. Uma certa reação contra o “formalismo” levou alguns, especialmente em certas regiões, a considerar as “formas” escolhidas pela grande tradição litúrgica da Igreja e seu Magistério como não vinculativas e a introduzir inovações não autorizadas e muitas vezes completamente inadequadas. [xv] Por último, mas não menos importante, também o atual Pontífice, que anteriormente, teve a audácia de lamentar os abusos litúrgicos do Novus Ordo em sua carta de acompanhamento de 2021 às Traditiones Custodes , que busca eliminar a Missa Tradicional: Ao mesmo tempo, entristece-me os abusos na celebração da liturgia por todos os lados. Em comum com Bento XVI, deploro que “em muitos lugares as prescrições do novo Missal não sejam observadas na celebração, mas cheguem a ser interpretadas como uma autorização ou mesmo uma exigência de criatividade, o que leva a distorções quase insuportáveis ”. …Ao mesmo tempo, peço-vos que estejais vigilantes para que cada liturgia seja celebrada com decoro e fidelidade aos livros litúrgicos promulgados após o Concílio Vaticano II, sem as excentricidades que podem facilmente degenerar em abusos. Os seminaristas e os novos sacerdotes devem ser formados na fiel observância das prescrições do Missal e dos livros litúrgicos, nas quais se reflete a reforma litúrgica desejada pelo Concílio Vaticano II. [xvii] Assim, por mais de meio século, desde que a Missa Novus Ordo foi instituída em 1970, cinco sucessivos Vigários de Cristo (dois deles agora canonizados por Francisco), todos com plenos poderes concedidos a eles de jurisdição universal e imediata e autoridade suprema como explicado no Pastor Aeternus do Vaticano I, foram e ainda permanecem absoluta e totalmente impotentes para parar o que todos eles admitem ser uma praga generalizada de abusos litúrgicos que infectam as Missas Novus Ordo em todo o mundo. É neste contexto que deve ocorrer qualquer análise moral do que os católicos podem fazer para salvar suas almas se todos os padres tradicionais forem suspensos. Continua… [i] https://www.lifesitenews.com/blogs/vatican-source-pope-to-attack-ecclesia-dei-communities-in-february/ [ii] https://returntotradition.org/the-hammer-is-about-to-fall-on-the-fssp/ [iii] Identificação. [iv] https://international.la-croix.com/news/religion/how-pope-francis-sees-church-tradicionalists/15495 [v] https://www.olrl.org/new_mass/latinmass_cfn.shtml (Reimpresso da edição de fevereiro de 1998 de Notícias da Família Católica) [vi] https://www.ncregister.com/cna/vatican-liturgy-chief-tradicional-latin-mass-abrogated-by-pope-st-paul-vi [vii] https://www.catholicnewsagency.com/news/249996/chicago-mass-father-pfleger-cupich [viii] Além disso, Le Croix informa que um novo documento será emitido em março, potencialmente relaxando as regras estritas de tradução de textos litúrgicos para o vernáculo. Portanto, um retorno às terríveis traduções anteriores do Novus Odo em inglês é inteiramente possível, incluindo o erro de tradução de “para todos” em vez de “para muitos” na oração de consagração e a adição imprecisa de “Vamos proclamar ..” na frente de “ O mistério da fé”. Veja https://international.la-croix.com/news/religion/how-pope-francis-sees-church-tradicionalists/15495 [ix] https://www.vatican.va/content/francesco/en/motu_proprio/documents/20210716-motu-proprio-traditionis-custodes.html [x] https://rorate-caeli.blogspot.com/2008/01/fellay-report-ii-pope-himself.html [xi] https://sspxasia.com/Documents/Archbishop-Lefebvre/Apologia/Vol_one/Chapter_14.htm [xii] https://www.catholicculture.org/news/features/index.cfm?recnum=58473 [xiii] http://destroyerofheresies.blogspot.com/2018/02/altar-girls-and-continuing-collapse-of.html [xiv] https://www.newadvent.org/library/docs_dw80id.htm [xv] https://www.vatican.va/content/john-paul-ii/en/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_20030417_eccl-de-euch.html [xvi] [xvii] https://www.vatican.va/content/francesco/en/letters/2021/documents/20210716-lettera-vescovi-liturgia.html FONTE: REMNANT NEWSPAPER / Chris Jackson Publicado em Fetzen Fliegen #missatradicional #LifeSiteNews #TraditionesCustodes #MissaNovusOrdo #DEVOLTAAOSANOS70ESETODOSOSPADRESTRADICIONAISFOREMSUSPENSOSPARTE1
- AURORA DE UM NOVO DIA – Scott Hahn medita sobre o 3º Domingo do Tempo Comum
O significado da liturgia deste domingo é sutil e cheio de camadas. Precisamos de algumas informações para compreender o que está acontecendo na primeira leitura de hoje. Tendo sido derrotada a Babilônia, o rei Ciro, da Pérsia, decretou que os judeus exilados poderiam voltar a suas casas, em Jerusalém. Eles reconstruíram o templo em ruínas (Esdras 6, 15-17) e, sob Neemias, terminaram de reconstruir as muralhas da cidade (Neemias 6,15). O palco estava montado para a renovação da aliança e o restabelecimento da Lei de Moisés como regra de vida do povo. É isso que ocorre na primeira leitura de hoje: Esdras lê e interpreta (Neemias 8: 8) a Lei e as pessoas respondem com um grande “Amém!” Israel, como cantamos no Salmo de hoje, está novamente dedicando-se a Deus e Sua lei. Aquela cena lembra a profecia de Isaías, que Jesus lê no Evangelho de hoje. Vejamos todo o capítulo 61 de Isaías. As “boas novas”, trazidas por Isaías, incluem as seguintes promessas: a libertação dos prisioneiros (61, 1); a reconstrução de Jerusalém ou Sião (61, 3-4; v. também Isaías 60, 10); a restauração de Israel como um reino de sacerdotes (61, 6; Êxodo 19, 6); e a forja de uma aliança eterna (61, 8; e também Isaías 55, 3). Soa muito parecido à primeira leitura. Jesus, por sua vez, declara que a profecia de Isaías se cumpre Nele. A cena do Evangelho também lembra a Primeira Leitura. Como Esdras, Jesus está diante do povo, recebe um pergaminho, desenrola-o, depois o lê e interpreta (comparem-se Lucas 4, 16-17, 21 com Neemias 8, 2–6, 8–10). Testemunhamos, na liturgia de hoje, a criação de um novo povo de Deus. Esdras começou a ler no alvorecer do primeiro dia do ano novo judaico (Levítico 23, 24). Jesus também proclama um “sabbath”, um grande ano de Jubileu, uma libertação da escravatura do pecado, uma quitação das dívidas que temos com Deus (Levítico 25, 10). Esdras foi saudado pela multidão das pessoas, como se esta fosse um único homem. E, como ensina a epístola deste domingo, no Espírito o novo povo de Deus — a Igreja — se fez “um só corpo” com Ele. https://stpaulcenter.com/new-day-dawns-scott-hahn-reflects-on-the-third-sunday-in-ordinary-time/
- SOBRE OS PERIGOS DA DELICADEZA
O bispo de Formosa, GO, Dom Adair Guimarães, anda meditando, nos últimos dias, o Tratado prático dos vícios e das virtudes , escrito pela mística mexicana María Concepción Cabrera de Armida, a beata Conchita (sua beatificação se deu recentemente, em 2018). Conchita teve nove filhos antes de enviuvar-se, aos 39 anos, quando então buscou conciliar vida doméstica e vida religiosa. Fundou quatro institutos religiosos. Escreveu muito. Em 1913, o Papa Pio X autorizou-a a fazer a profissão religiosa sem deixar o ambiente familiar. Esse corajoso bispo da roça, com sua linguagem franca e simples, durante os dois últimos anos de coronavírus tem exortado quase diariamente os ouvintes a lutar contra pandemia do medo e a frouxidão de espírito, exercitando os músculos da alma na única academia capaz de curá-la: a prática das virtudes. Em sua “Oração da manhã”, no dia 22 de janeiro deste ano, programa diário que faz para a rádio de sua diocese, o bispo leu um trecho do livro que trata da falsa delicadeza, registrando o que o próprio Jesus havia dito à beata: “A delicadeza é filha da moleza. Não falo aqui daquela delicadeza pura e espiritual, que busca a pureza da alma e lastima até a menor sujeira que a mancha. Pelo contrário, o vício da delicadeza consiste num refinamento polido, de exagerada sensualidade. Parece que até a luz lamenta essa debilitação satânica da delicadeza. O amor-próprio, isto é, o excessivo cuidado consigo mesmo, reina absoluto na delicadeza. As almas e os corpos, abrigados no ninho dourado da delicadeza, merecem o purgatório e ainda se expõem, por vezes, ao inferno. O mundo, e até algumas comunidades religiosas, estão cheios desse mal tão pernicioso. Essa delicadeza maldita é tão penetrante, que se insinua, suavíssima, em todo e qualquer lugar. Ai das almas que por elas se deixam seduzir. Desgraçadas! A delicadeza afastá-las-á a da minha Cruz e de mim; e quem se afasta de mim, perde-se sem remédio. Abomino infinitamente esse laço de satanás, pois somente eu consigo medir os infindos prejuízos que a delicadeza causa nas almas. A delicadeza não existe, e não poderia existir, na vida espiritual. Dito de outra forma, não pode haver vida espiritual onde há delicadeza: uma é inimiga da outra, e jamais podem juntar-se. A delicadeza foge da Cruz, enquanto a vida espiritual abraça-a. A delicadeza detesta a dor em todas as suas manifestações. A vida espiritual encontra na dor a sua maior felicidade. A delicadeza se compraz com os mais requintados prazeres. A vida espiritual os repele, afasta-se deles. A delicadeza ama o descanso e a inação. A vida espiritual a arde e abraça o fogo vivo do amor divino, que nunca busca nem aceita descanso, porque seu descanso consiste em não descansar. Existe uma absoluta contraposição entre a delicadeza indolente e a vida perfeita de amor e sacrifício. O remédio contra a delicadeza consiste na transformação total da alma por meio da crucifixão própria. Aqui precisamos de todas as virtudes guerreiras, para matar toda a condescendência e debilidade da alma. Só com o vigor heroico e a força formidável destas virtudes poder-se-á derrotar e destruir este vício brando e oleoso, que tantas almas afunda na eterna perdição. Que as almas abram os olhos e enxerguem, na delicadeza, o caminho direto para o sua eterna ruína, e na Cruz a senda segura para a eterna salvação. A dor vem destruir a delicadeza, removê-la de seu trono, desmascarar satanás, alertar milhares de almas enganadas e adormecidas pelo licor embriagante da delicadeza.” Dom Adair encerrou com um comentário breve e direto, onde nem faltam alguns neologismos, pois quase nada mais haveria que acrescentar a tão sábias palavras: “Geralmente”, disse o bispo , “nós entendemos por delicadeza aquela amabilidade e educação das pessoas. Tudo bem; é isso mesmo. Agora, aquela [outra] delicadeza é pagã; você vive uma falsidade. Na verdade, é isto: a delicadeza, para a Conchita, é uma espécie de falsidade, em que você se torna encapsulado por uma espécie de veludo de proteção contra todas as dificuldades e sofrimentos. Você se torna essa pessoa delicada, cheia de aprazeiramentos, que não quer se envolver com as dificuldades, com aquilo que vem da Cruz. [Com] esse tipo de delicadeza nós temos que romper em nós, porque ela é falsidade, ela é mentira, e aquilo que é falsidade e mentiroso não pode se abrigar no coração de quem é realmente de Deus. Então, nós vamos pensar nisto e procurar, cada vez mais, aprimorar a nossa santificação, fugindo dessas falsidades, dessa maneira de sermos delicados, pessoas muito enveludadas, o que não passa de uma falsidade e de uma tremenda oposição àquilo que são as virtudes de Deus”.
- Jovem é condenada à morte após compartilhar caricaturas de Maomé no Paquistão
Tribunal ordenou que jovem de 26 anos, que foi presa em maio de 2020, fosse ‘pendurada pelo pescoço até a morte’ no país, que trata blasfêmia como crime capital Uma jovem muçulmana foi condenada à morte no Paquistão após ser acusada de enviar textos blasfemos e caricaturas do profeta Maomé via WhatsApp, informou um tribunal nesta quinta-feira, 20. A blasfêmia é um assunto muito delicado no Paquistão, país de maioria muçulmana e onde a lei contempla a possibilidade de pena capital para esses casos, embora nunca tenha sido aplicada até agora. Aneeqa Ateeq, de 26 anos, foi presa em maio de 2020 e acusada de enviar “material blasfemo” pelo WhatsApp, segundo o resumo divulgado pelo tribunal. Quando um amigo pediu que ela excluísse a mensagem, ela reenviou o material, apontou. Caricaturas de Maomé são proibidas pelo Islã. A sentença foi anunciada em Rawalpindi e o tribunal ordenou que ela fosse “pendurada pelo pescoço até a morte”. Leia também Cardeal Sarah: “O islamismo é um fanatismo monstruoso que deve ser combatido com força e determinação” Mais de 80 pessoas estão presas no Paquistão sob acusação de blasfêmia. Metade enfrenta prisão perpétua ou pena de morte, de acordo com a Comissão Internacional de Liberdade Religiosa dos Estados Unidos. Em dezembro, um trabalhador do Sri Lanka que trabalhava no Paquistão foi linchado e queimado por uma multidão após ser acusado de blasfêmia. Fonte: Jovem Pan News
- Jovem é condenada à morte após compartilhar caricaturas de Maomé no Paquistão
Tribunal ordenou que jovem de 26 anos, que foi presa em maio de 2020, fosse ‘pendurada pelo pescoço até a morte’ no país, que trata blasfêmia como crime capital Uma jovem muçulmana foi condenada à morte no Paquistão após ser acusada de enviar textos blasfemos e caricaturas do profeta Maomé via WhatsApp, informou um tribunal nesta quinta-feira, 20. A blasfêmia é um assunto muito delicado no Paquistão, país de maioria muçulmana e onde a lei contempla a possibilidade de pena capital para esses casos, embora nunca tenha sido aplicada até agora. Aneeqa Ateeq, de 26 anos, foi presa em maio de 2020 e acusada de enviar “material blasfemo” pelo WhatsApp, segundo o resumo divulgado pelo tribunal. Quando um amigo pediu que ela excluísse a mensagem, ela reenviou o material, apontou. Caricaturas de Maomé são proibidas pelo Islã. A sentença foi anunciada em Rawalpindi e o tribunal ordenou que ela fosse “pendurada pelo pescoço até a morte”. Leia também Cardeal Sarah: “O islamismo é um fanatismo monstruoso que deve ser combatido com força e determinação” Mais de 80 pessoas estão presas no Paquistão sob acusação de blasfêmia. Metade enfrenta prisão perpétua ou pena de morte, de acordo com a Comissão Internacional de Liberdade Religiosa dos Estados Unidos. Em dezembro, um trabalhador do Sri Lanka que trabalhava no Paquistão foi linchado e queimado por uma multidão após ser acusado de blasfêmia. Fonte: Jovem Pan News
- São Vicente, diácono e mártir – 22 de Janeiro
SANTO DO DIA – 22 DE JANEIRO – SÃO VICENTE Diácono e Mártir (+304) O diácono espanhol, são Vicente, é o mártir mais célebre da península ibérica. Um século após o seu martírio, santo Agostinho dedicava-lhe o dia 22 e, nesse dia, fazia um sermão sobre ele. Vicente era natural de Huesca e pertencia a uma das mais distintas famílias da Espanha. Desde menino, foi entregue por seus pais à orientação do bispo Valério, de Saragoça, recebendo uma sólida formação religiosa e humana. Muito jovem ingressou na vida religiosa e logo foi ordenado diácono da Igreja. Depois, devido ao seu preparo intelectual e tendo o dom da palavra, foi escolhido para assistir o bispo, ficando encarregado do ministério da pregação do Evangelho. Isto porque o bispo, em virtude da idade avançada, já não tinha mais forças para exercer esta tarefa. Vicente desempenhou este cargo com total dignidade e, graças a eloquência dos seus sermões e obras, obteve expressivos resultados para a Igreja convertendo à fé, grande número de pagãos. Neste período, iniciava a terrível perseguição decretada pelos imperadores romanos Diocleciano e Maximiano, no solo espanhol. Daciano, governador da província de Saragoça e Valência, querendo mostrar a sua lealdade e obediência aos decretos imperiais, mandou prender Valério e Vicente, ordenando que fossem levados para a prisão de Valência. Depois de processados foram condenados à morte, mas o governador mostrando uma certa clemência para o bispo muito idoso, mandou que fosse exilado. Entretanto reservou seu requinte de crueldade para Vicente, que foi barbaramente chicoteado e esfolado, tendo os nervos e músculos esmigalhados. Mas ele continuava vivo entoando hinos de louvor à Deus. Os carrascos ficaram tão espantados e assustados, que desistiram da tortura, e tiraram Vicente da cela quando então ele morreu. Era o ano 304. Segundo a tradição, Daciano mandou que seu corpo fosse atirado num terreno pantanoso, para que os animais pudessem devorá-lo, mas acabou protegido por um corvo enorme, que não permitiu que seus restos fossem tocados. Por isto, transtornado o governador mandou que o jogassem ao mar, com uma grande pedra amarrada no pescoço. O corpo de Vicente não afundou. O Senhor o conduziu à praia, onde os fiéis o recolheram e sepultaram fora dos muros da cidade de Valência. Neste lugar foi construída a belíssima Basílica dedicada à ele e que guarda suas relíquias até hoje. São Vicente, diácono, é o mártir mais célebre da Espanha e Portugal. Um século após o seu testemunho da fé no Cristo, Santo Agostinho, doutor da Igreja, lhe dedicava todos os anos neste dia uma missa. Por este motivo a Igreja manteve a sua festa nesta data. Diz dele santo Agostinho: “Era tanta a crueldade que afligia o corpo do mártir e tanta a tranquilidade que transparecia na sua voz, era tanta a dureza com que eram maltratados os seus membros e tão grande a segurança que ressoava nas suas palavras, que poderia parecer que, de algum modo maravilhoso, enquanto Vicente suportava o martírio, fosse torturada uma pessoa diferente da que falava”. Pertencia a uma ilustre família. O avô patera fôra consul. Jovem e bem proporcionado, fizera excelentes estudos, e o bispo de Saragoça, após o instruir na ciência divina, o ordenara seu arquidiácono, com a incumbência de instruir os outros, no seu lugar, por não lhe ser possível falar com facilidade. O bispo chamado Valério, pertencia igualmente a uma família distinta, que já dera vários bispos. O governador Daciano mandou que tanto um como o outro fossem presos. Torturaram-nos a princípio em Saragoça; depois, transferiram-nos para Valência, onde foram lançados a uma horrível prisão. Daciano lá os conservou longo tempo, carregados de grilhões e privados do necessário alimento. Esperava o tirano que o peso das correntes e os padecimentos da fome lhes abatesse o corpo e a alma. Mandando-os chamar, surpreendeu-se ao vê-los de corpo vigoroso e espírito inquebrantável. Repreendeu os guardas, como se não tivessem executado as ordens no tocante aos prisioneiros; e em seguida, tratou de a estes conquistar com promessas e ameaças. Visto que Valério, em virtude da sua dificuldade de falar, nada respondia, disse-lhe Vicente: Meu pai, se me ordenares, falarei. – Meu caro filho, retrucou Valério, assim como vos confiei a palavra de Deus, assim também vos encarrego de responder pela fé que aqui sustentamos. Vicente, então, declarou que eram ambos cristãos e prontos a tudo padecer pelo único e verdadeiro Deus, e por Cristo. Daciano, encolerizado, condenou o bispo ao exílio, e submeteu Vicente à tortura. Em primeiro lugar, mandou que o pusessem no cavalete, e ordenou aos verdugos lhe puxassem os pés e as mãos com cordas, o que eles fizeram com tal violância, que lhe deslocaram os ossos. A tal tortura, acrescentaram-lhe unhas de ferro. Vicente dizia tranquilamente ao governador: -” Eis o que sempre desejei; eis o fim de todos os meus desejos. Nunca ninguém me deu, como tu, tão grande prova de amizade.” Ria-se dos verdugos, e lhes censurava a falta de força e coragem.Teve o santo alguns momentos de descanso, enquanto os verdugos eram esbordoados por ordem de Daciano que deles desconfiava. Não tardaram, porém, em voltar, resolvidos plenamente satisfazer a barbaridade do amo, que os instigava por todos os meios possíveis. Por duas vezes interromperam as torturas, a fim de descansar e de tornarem mais vivas as dores do mártir, deixando que as chagas se esfriassem. Em seguida, animados de nova fúria, recomeçaram, rasgaram-lhe todas as partes do corpo com tal desumanidade que, em vários pontos, se viam os ossos e as entranhas. Daciano manifestava a ira pelos violentos tremores do corpo, pelos olhos brilhantes, pela voz entrecortada. O mártir, sorrindo, disse-lhe: “Eis aqui o que se lê alhures: os que vêem não verão, os que ouvem não ouvirão, pois eu S VICENTE_1.jpgconfesso a Cristo, Senhor, Filho do Altíssimo, do Pai, Filho único de um Pai único; e confesso que é um só e o mesmo Deus com o Pai e o Espírito Santo. Confesso a verdade, e tu asseguras que a nego. Sem dúvida, deverias atormentar-me se mentisse, se chamasse deuses os teus príncipes. Atormentar-me ainda mais, não cesses, para que possas ao menos, dessa maneira, com o teu espírito, por mais sacrílego que seja, respirar a verdade assim experimentada, e reconhecer em mim o seu invencível confessor. Quanto aos deuses que queres que eu reconheça, são ídolos de pedra e de madeira. Torna-te tu, se assim o desejas, mártir deles, torna-te o pontífice morte de mortas divindades; quanto a mim, sacrifico ao único Deus vivo, abençoado em todos os séculos.” Confessou-se Daciano vencido, e foi como se a raiva lhe desaparecesse um pouco. Mandou cessar a tortura na esperança de que pelos caminhos da doçura obtivesse, talvez, o fim almejado. “Apiada-te de ti próprio, disse a Vicente; sacrifica aos deuses ou pelo menos dá-me as Escrituras dos cristãos, segundo os últimos éditos que ordenam sejam queimadas.” A única resposta do mártir foi que temia muito menos a tortura que a falsa compaixão. Daciano, mais furioso do que nunca, condenou-o ao suplício do fogo, o mais cruel. Vicente, insaciável de sofrimento, montou sem hesitar no instrumento do suplício. Tratava-se de um leito de ferro, cujas barras, feitas em forma de foice e guarnecidas de pontas agudíssimas, ficavam por cima de um braseiro ardente. Estenderam e amarraram o santo no leito. Todas as partes do seu corpo que não se encontravam voltadas para o lado do fogo, foram dilaceradas a chicotadas e queimadas com lâminas incandescentes. Lançaram-lhe sal nas chagas. Torturaram-lhe, em seguida, da mesma maneira as diversas partes do corpo, e por repetidas vezes. A gordura, que se derretia de todos os lados, servia de alimentos às chamas. Tal suplício que nos faz estremecer de horror só de imaginá-lo, parecia reanimar incessantemente a coragem de Vicente, pois, quanto mais sofria, tanto mais alegre e contente parecia. O juiz, confuso e arrebatado de cólera, já se não dominava. Perguntava sempre aos ministros da sua crueldade o que fazia, o que dizia Vicente: “Continua o mesmo, respondiam-lhe; persiste na primeira resolução; dir-se-ia que os tormentos só lhe aumentam e firmam a constância.” Com efeito o invencível mártir nada perdia da soberana tranqüilidade. Limitava-se a erguer os olhos para o céu e a conversar, interiormente, com Deus, por meio de constante oração. O Governador, desesperado, mandou que o pusessem num calabouço repleto de cacos, para lhe renovar as chagas: deixaram-no lá, sozinho, com os pés estendidos. Adormeceu e, ao despertar, viu o calabouço iluminado por uma luz celestial e os cacos transformados em flores: viu, mais, um grupo de anjos que iam consolá-lo e com eles entoou os louvores de Deus. Os guardas, ouvindo aquelas vozes tão suaves, espreitaram pelas frestas da porta, e viram que o mártir passeava, cantando. Diante do milagre, converteram-se, e o mártir os confirmou com as suas palavras. Sabedor do que se havia passado, Daciano, querendo tirar-lhe a glória de morrer no tormento, mandou que o colocassem num fofo leito, para deixá-lo repousar e, depois, atormentá-lo de novo. Acudiram os fiéis da cidade; beijaram-lhe as chagas e enxugaram-nas com panos, para conservar aquele sangue, benção da família deles. O mártir, mal se viu no leito, morreu. Daciano ordenou fosse o corpo atirado a um campo, para que os animais o comessem; mas um corvo o defendeu das demais aves, e até expulsou um lobo que pretendia aproximar-se. Daciano, então mandou que lançassem aquele corpo em alto mar, metido num saco e preso numa pedra. Mais uma vez malogrou o intento governador; o saco foi repelido para a praia. O mártir, aparecendo, a um santo varão, declarou-lhe que chegara à terra, e mostrou-lhe o lugar. Hesitando o santo varão, duvidoso da verdade da visão, uma santa viúva foi também avisada, em sonho, do lugar em que o corpo se achava coberto pela areia; contou aquilo a vários cristãos, e guiando-os, descobriram o santo corpo e levaram-no a uma igrejinha, em que o sepultaram. (1) (Livro Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume II, p. 100 à 104) Vicente venceu onde o mundo foi vencido Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo (Sermão 276.1-2: PL 38, 1256) (Sec. V) A vós foi concedida a graça, não só de acreditardes em Cristo, mas também de sofrerdes por Ele. Um e outro dom recebera o levita Vicente; recebera-os e guardara-os. Se os não tivesse recebido, como os guardaria? Tinha confiança na palavra, tinha coragem no sofrimento. Ninguém se envaideça da sua força interior, quando fala; ninguém confie nas suas forças, quando sofre a tentação; porque, se falamos bem e com prudência, é d’Ele que vem a nossa sabedoria; e se suportamos os males com coragem, é d’Ele que vem a nossa força. Recordai-vos de Cristo Senhor no Evangelho, exortando os seus; recordai-vos do Rei dos mártires, instruindo nas armas espirituais os seus exércitos, exortando-os para a guerra, fornecendo-lhes auxílio, prometendo a recompensa. Ele, que disse aos seus discípulos: Neste mundo haveis de sofrer, logo os consolou, ao vê-los assustados: Não temais; Eu venci o mundo. Como nos admiraremos então, caríssimos, que Vicente tenha vencido n’Aquele que venceu o mundo? Neste mundo haveis de sofrer, diz o Senhor: o mundo persegue, mas não triunfa; ataca, mas não vence. O mundo conduz uma dupla batalha contra os soldados de Cristo: lisonjeia-os para os enganar, aterroriza-os para os quebrar. Não nos preocupe o nosso bem-estar, não nos assuste a crueldade alheia, e vencido está o mundo. A ambas as brechas acorre Cristo, e o cristão não é vencido. Se neste martírio se considera a capacidade humana de o suportar, o facto torna-se incompreensível; mas se se reconhece o poder divino, nada tem de espantoso. Era tanta a crueldade que afligia o corpo do mártir e tanta a tranquilidade que transparecia na sua voz, era tanta a dureza com que eram maltratados os seus membros e tão grande a segurança que ressoava nas suas palavras, que poderia parecer que, de algum modo maravilhoso, enquanto Vicente suportava o martírio, fosse torturada uma pessoa diferente da que falava. E era realmente assim, irmãos, era mesmo assim: era outro que falava. Também isto o prometeu Cristo, no Evangelho, às suas testemunhas, quando as preparava para o combate. Na verdade, assim falou: Não vos preocupeis com o que haveis de dizer. Não sois vós que falais, mas o Espírito do vosso Pai que fala em vós. Portanto, a carne era torturada e o Espírito falava: e enquanto o Espírito falava, não só era vencida a impiedade, mas também era confortada a fraqueza. #SantodoDia
- São Vicente, diácono e mártir – 22 de Janeiro
SANTO DO DIA – 22 DE JANEIRO – SÃO VICENTE Diácono e Mártir (+304) O diácono espanhol, são Vicente, é o mártir mais célebre da península ibérica. Um século após o seu martírio, santo Agostinho dedicava-lhe o dia 22 e, nesse dia, fazia um sermão sobre ele. Vicente era natural de Huesca e pertencia a uma das mais distintas famílias da Espanha. Desde menino, foi entregue por seus pais à orientação do bispo Valério, de Saragoça, recebendo uma sólida formação religiosa e humana. Muito jovem ingressou na vida religiosa e logo foi ordenado diácono da Igreja. Depois, devido ao seu preparo intelectual e tendo o dom da palavra, foi escolhido para assistir o bispo, ficando encarregado do ministério da pregação do Evangelho. Isto porque o bispo, em virtude da idade avançada, já não tinha mais forças para exercer esta tarefa. Vicente desempenhou este cargo com total dignidade e, graças a eloquência dos seus sermões e obras, obteve expressivos resultados para a Igreja convertendo à fé, grande número de pagãos. Neste período, iniciava a terrível perseguição decretada pelos imperadores romanos Diocleciano e Maximiano, no solo espanhol. Daciano, governador da província de Saragoça e Valência, querendo mostrar a sua lealdade e obediência aos decretos imperiais, mandou prender Valério e Vicente, ordenando que fossem levados para a prisão de Valência. Depois de processados foram condenados à morte, mas o governador mostrando uma certa clemência para o bispo muito idoso, mandou que fosse exilado. Entretanto reservou seu requinte de crueldade para Vicente, que foi barbaramente chicoteado e esfolado, tendo os nervos e músculos esmigalhados. Mas ele continuava vivo entoando hinos de louvor à Deus. Os carrascos ficaram tão espantados e assustados, que desistiram da tortura, e tiraram Vicente da cela quando então ele morreu. Era o ano 304. Segundo a tradição, Daciano mandou que seu corpo fosse atirado num terreno pantanoso, para que os animais pudessem devorá-lo, mas acabou protegido por um corvo enorme, que não permitiu que seus restos fossem tocados. Por isto, transtornado o governador mandou que o jogassem ao mar, com uma grande pedra amarrada no pescoço. O corpo de Vicente não afundou. O Senhor o conduziu à praia, onde os fiéis o recolheram e sepultaram fora dos muros da cidade de Valência. Neste lugar foi construída a belíssima Basílica dedicada à ele e que guarda suas relíquias até hoje. São Vicente, diácono, é o mártir mais célebre da Espanha e Portugal. Um século após o seu testemunho da fé no Cristo, Santo Agostinho, doutor da Igreja, lhe dedicava todos os anos neste dia uma missa. Por este motivo a Igreja manteve a sua festa nesta data. Diz dele santo Agostinho: “Era tanta a crueldade que afligia o corpo do mártir e tanta a tranquilidade que transparecia na sua voz, era tanta a dureza com que eram maltratados os seus membros e tão grande a segurança que ressoava nas suas palavras, que poderia parecer que, de algum modo maravilhoso, enquanto Vicente suportava o martírio, fosse torturada uma pessoa diferente da que falava”. Pertencia a uma ilustre família. O avô patera fôra consul. Jovem e bem proporcionado, fizera excelentes estudos, e o bispo de Saragoça, após o instruir na ciência divina, o ordenara seu arquidiácono, com a incumbência de instruir os outros, no seu lugar, por não lhe ser possível falar com facilidade. O bispo chamado Valério, pertencia igualmente a uma família distinta, que já dera vários bispos. O governador Daciano mandou que tanto um como o outro fossem presos. Torturaram-nos a princípio em Saragoça; depois, transferiram-nos para Valência, onde foram lançados a uma horrível prisão. Daciano lá os conservou longo tempo, carregados de grilhões e privados do necessário alimento. Esperava o tirano que o peso das correntes e os padecimentos da fome lhes abatesse o corpo e a alma. Mandando-os chamar, surpreendeu-se ao vê-los de corpo vigoroso e espírito inquebrantável. Repreendeu os guardas, como se não tivessem executado as ordens no tocante aos prisioneiros; e em seguida, tratou de a estes conquistar com promessas e ameaças. Visto que Valério, em virtude da sua dificuldade de falar, nada respondia, disse-lhe Vicente: Meu pai, se me ordenares, falarei. – Meu caro filho, retrucou Valério, assim como vos confiei a palavra de Deus, assim também vos encarrego de responder pela fé que aqui sustentamos. Vicente, então, declarou que eram ambos cristãos e prontos a tudo padecer pelo único e verdadeiro Deus, e por Cristo. Daciano, encolerizado, condenou o bispo ao exílio, e submeteu Vicente à tortura. Em primeiro lugar, mandou que o pusessem no cavalete, e ordenou aos verdugos lhe puxassem os pés e as mãos com cordas, o que eles fizeram com tal violância, que lhe deslocaram os ossos. A tal tortura, acrescentaram-lhe unhas de ferro. Vicente dizia tranquilamente ao governador: -” Eis o que sempre desejei; eis o fim de todos os meus desejos. Nunca ninguém me deu, como tu, tão grande prova de amizade.” Ria-se dos verdugos, e lhes censurava a falta de força e coragem.Teve o santo alguns momentos de descanso, enquanto os verdugos eram esbordoados por ordem de Daciano que deles desconfiava. Não tardaram, porém, em voltar, resolvidos plenamente satisfazer a barbaridade do amo, que os instigava por todos os meios possíveis. Por duas vezes interromperam as torturas, a fim de descansar e de tornarem mais vivas as dores do mártir, deixando que as chagas se esfriassem. Em seguida, animados de nova fúria, recomeçaram, rasgaram-lhe todas as partes do corpo com tal desumanidade que, em vários pontos, se viam os ossos e as entranhas. Daciano manifestava a ira pelos violentos tremores do corpo, pelos olhos brilhantes, pela voz entrecortada. O mártir, sorrindo, disse-lhe: “Eis aqui o que se lê alhures: os que vêem não verão, os que ouvem não ouvirão, pois eu S VICENTE_1.jpgconfesso a Cristo, Senhor, Filho do Altíssimo, do Pai, Filho único de um Pai único; e confesso que é um só e o mesmo Deus com o Pai e o Espírito Santo. Confesso a verdade, e tu asseguras que a nego. Sem dúvida, deverias atormentar-me se mentisse, se chamasse deuses os teus príncipes. Atormentar-me ainda mais, não cesses, para que possas ao menos, dessa maneira, com o teu espírito, por mais sacrílego que seja, respirar a verdade assim experimentada, e reconhecer em mim o seu invencível confessor. Quanto aos deuses que queres que eu reconheça, são ídolos de pedra e de madeira. Torna-te tu, se assim o desejas, mártir deles, torna-te o pontífice morte de mortas divindades; quanto a mim, sacrifico ao único Deus vivo, abençoado em todos os séculos.” Confessou-se Daciano vencido, e foi como se a raiva lhe desaparecesse um pouco. Mandou cessar a tortura na esperança de que pelos caminhos da doçura obtivesse, talvez, o fim almejado. “Apiada-te de ti próprio, disse a Vicente; sacrifica aos deuses ou pelo menos dá-me as Escrituras dos cristãos, segundo os últimos éditos que ordenam sejam queimadas.” A única resposta do mártir foi que temia muito menos a tortura que a falsa compaixão. Daciano, mais furioso do que nunca, condenou-o ao suplício do fogo, o mais cruel. Vicente, insaciável de sofrimento, montou sem hesitar no instrumento do suplício. Tratava-se de um leito de ferro, cujas barras, feitas em forma de foice e guarnecidas de pontas agudíssimas, ficavam por cima de um braseiro ardente. Estenderam e amarraram o santo no leito. Todas as partes do seu corpo que não se encontravam voltadas para o lado do fogo, foram dilaceradas a chicotadas e queimadas com lâminas incandescentes. Lançaram-lhe sal nas chagas. Torturaram-lhe, em seguida, da mesma maneira as diversas partes do corpo, e por repetidas vezes. A gordura, que se derretia de todos os lados, servia de alimentos às chamas. Tal suplício que nos faz estremecer de horror só de imaginá-lo, parecia reanimar incessantemente a coragem de Vicente, pois, quanto mais sofria, tanto mais alegre e contente parecia. O juiz, confuso e arrebatado de cólera, já se não dominava. Perguntava sempre aos ministros da sua crueldade o que fazia, o que dizia Vicente: “Continua o mesmo, respondiam-lhe; persiste na primeira resolução; dir-se-ia que os tormentos só lhe aumentam e firmam a constância.” Com efeito o invencível mártir nada perdia da soberana tranqüilidade. Limitava-se a erguer os olhos para o céu e a conversar, interiormente, com Deus, por meio de constante oração. O Governador, desesperado, mandou que o pusessem num calabouço repleto de cacos, para lhe renovar as chagas: deixaram-no lá, sozinho, com os pés estendidos. Adormeceu e, ao despertar, viu o calabouço iluminado por uma luz celestial e os cacos transformados em flores: viu, mais, um grupo de anjos que iam consolá-lo e com eles entoou os louvores de Deus. Os guardas, ouvindo aquelas vozes tão suaves, espreitaram pelas frestas da porta, e viram que o mártir passeava, cantando. Diante do milagre, converteram-se, e o mártir os confirmou com as suas palavras. Sabedor do que se havia passado, Daciano, querendo tirar-lhe a glória de morrer no tormento, mandou que o colocassem num fofo leito, para deixá-lo repousar e, depois, atormentá-lo de novo. Acudiram os fiéis da cidade; beijaram-lhe as chagas e enxugaram-nas com panos, para conservar aquele sangue, benção da família deles. O mártir, mal se viu no leito, morreu. Daciano ordenou fosse o corpo atirado a um campo, para que os animais o comessem; mas um corvo o defendeu das demais aves, e até expulsou um lobo que pretendia aproximar-se. Daciano, então mandou que lançassem aquele corpo em alto mar, metido num saco e preso numa pedra. Mais uma vez malogrou o intento governador; o saco foi repelido para a praia. O mártir, aparecendo, a um santo varão, declarou-lhe que chegara à terra, e mostrou-lhe o lugar. Hesitando o santo varão, duvidoso da verdade da visão, uma santa viúva foi também avisada, em sonho, do lugar em que o corpo se achava coberto pela areia; contou aquilo a vários cristãos, e guiando-os, descobriram o santo corpo e levaram-no a uma igrejinha, em que o sepultaram. (1) (Livro Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume II, p. 100 à 104) Vicente venceu onde o mundo foi vencido Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo (Sermão 276.1-2: PL 38, 1256) (Sec. V) A vós foi concedida a graça, não só de acreditardes em Cristo, mas também de sofrerdes por Ele. Um e outro dom recebera o levita Vicente; recebera-os e guardara-os. Se os não tivesse recebido, como os guardaria? Tinha confiança na palavra, tinha coragem no sofrimento. Ninguém se envaideça da sua força interior, quando fala; ninguém confie nas suas forças, quando sofre a tentação; porque, se falamos bem e com prudência, é d’Ele que vem a nossa sabedoria; e se suportamos os males com coragem, é d’Ele que vem a nossa força. Recordai-vos de Cristo Senhor no Evangelho, exortando os seus; recordai-vos do Rei dos mártires, instruindo nas armas espirituais os seus exércitos, exortando-os para a guerra, fornecendo-lhes auxílio, prometendo a recompensa. Ele, que disse aos seus discípulos: Neste mundo haveis de sofrer, logo os consolou, ao vê-los assustados: Não temais; Eu venci o mundo. Como nos admiraremos então, caríssimos, que Vicente tenha vencido n’Aquele que venceu o mundo? Neste mundo haveis de sofrer, diz o Senhor: o mundo persegue, mas não triunfa; ataca, mas não vence. O mundo conduz uma dupla batalha contra os soldados de Cristo: lisonjeia-os para os enganar, aterroriza-os para os quebrar. Não nos preocupe o nosso bem-estar, não nos assuste a crueldade alheia, e vencido está o mundo. A ambas as brechas acorre Cristo, e o cristão não é vencido. Se neste martírio se considera a capacidade humana de o suportar, o facto torna-se incompreensível; mas se se reconhece o poder divino, nada tem de espantoso. Era tanta a crueldade que afligia o corpo do mártir e tanta a tranquilidade que transparecia na sua voz, era tanta a dureza com que eram maltratados os seus membros e tão grande a segurança que ressoava nas suas palavras, que poderia parecer que, de algum modo maravilhoso, enquanto Vicente suportava o martírio, fosse torturada uma pessoa diferente da que falava. E era realmente assim, irmãos, era mesmo assim: era outro que falava. Também isto o prometeu Cristo, no Evangelho, às suas testemunhas, quando as preparava para o combate. Na verdade, assim falou: Não vos preocupeis com o que haveis de dizer. Não sois vós que falais, mas o Espírito do vosso Pai que fala em vós. Portanto, a carne era torturada e o Espírito falava: e enquanto o Espírito falava, não só era vencida a impiedade, mas também era confortada a fraqueza. #SantodoDia
- «Os bispos não têm o direito de reter os Sacramentos aos católicos e de fechar as igrejas», reitera
Nascido em Mainz, na Alemanha, a 31 de Dezembro de 1947, o Cardeal Gerhard Ludwig Müller foi, entre 2012 e 2017, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, a mais importante das congregações vaticanas. Depois de ter sido afastado, por Francisco, da Cúria Romana, o Cardeal Müller tem vindo a tomar posições por muitos consideradas contrárias ao rumo seguido pelo actual Pontificado. O portal Dies Iræ entrevistou, em exclusivo, o purpurado alemão, tendo sido abordadas questões que tratam desde a acção pastoral de Müller até à forma como vê a liturgia e o caos provocado pelo COVID-19. + Eminência, permita-nos que reverentemente lhe agradeçamos por nos conceder esta entrevista que, certamente, é há muito tempo esperada pelos nossos leitores habituais. O que faz, neste momento, Vossa Eminência? Como pastor e teólogo, continuo a ser activo na pregação, no trabalho pastoral e na investigação. Em Março, será publicado um livro sobre oMilagre da Imortalidade. O que vem depois desta vida terrena? 2. Dos tempos em que Vossa Eminência foi Prefeito da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, nomeadamente entre 2012 e 2017, comparando com estes últimos anos fora da Cúria Romana, que diferenças notou em contacto com fiéis, organizações e associações católicas mundo fora? Que observações tira Vossa Eminência desses contactos relativamente ao período como Prefeito? Muito frequentemente sou convidado em diferentes países para palestras, retiros e para colaborar em grandes projectos. De acordo com a natureza humana, aqueles que anteriormente prometeram a si próprios atenção e vantagens da proximidade com o Prefeito da mais importante Congregação, mantêm-se afastados. Mas somos e continuamos católicos porque somos baptizados em nome do Deus Trino e, por isso, incorporados na Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. 3. A propósito dos Motu Proprio Summorum Pontificum, do Papa Bento XVI, e Traditionis Custodes, do Papa Francisco, temos o relato fidedigno de alguém que viveu e está a viver os seus desenvolvimentos. Vem da América do Sul, concretamente do Brasil. A Santa Missa vetus ordo local tinha, em 2010, entre 10 a 20 fiéis. Hoje, a Capelania tridentina tem mais de 600 fiéis e está num florescimento rápido, firme e constante. A média de idade dos seus devotos ronda os 25 anos. Por que motivo perseguir um rito que tem atraído tantas conversões, sobretudo de jovens? Ninguém compreende porque é que esta questão está agora a ser trazida à ribalta, como se a unidade da Igreja e a liturgia dependessem da supressão da Missa no rito extraordinário. O regulamento anterior foi bem pensado em termos teológicos e pastorais. Espero que, na prática, seja feito de forma sensata e com respeito. Acima de tudo, seria importante ultrapassar os abusos que não poucos justificam com o novus ordo da Missa e, ao fazê-lo, aplicar a teologia da liturgia tal como desdobrada em Sacrosanctum Concilium, a constituição litúrgica do Vaticano II. 4. É por muitos considerado um Prelado que, após ter sido afastado da liderança da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, tem vindo a tomar posturas hostis em relação à Santa Sé e, em concreto, ao Pontífice reinante. Como responderia a estas críticas? Uma afirmação tão disparatada só pode vir de ignorantes teológicos. Como bispo católico e cardeal romano, estou do lado do Papa por princípio. Fiz, sem dúvida, um trabalho melhor do que qualquer outro teólogo católico de hoje, justificando a primazia e defendendo-a contra os seus críticos entre os protestantes, os ortodoxos e os liberais anti-clericais. Deve-se ler primeiro o meu livro de 620 páginas: El Papa, misión y cometido (BAC, Madrid 2018). Respondo livremente a perguntas de católicos preocupados. Sou de opinião que bons argumentos teológicos ajudam o Papa Francisco mais do que falsos amigos com os seus elogios néscios. 5. Numa recente entrevista, Vossa Eminência considerou que o actual “estado pandémico” beneficia personagens como George Soros e Bill Gates, promovendo aquilo que caracteriza como um «estado de vigilância global». De que lado deve estar a Igreja e a sua cabeça visível? Pode-se ler em todo o lado que, durante a pandemia, os poucos multimilionários da Big Tech/Big Pharma se tornaram enormemente mais ricos e milhões de pessoas, especialmente no Terceiro Mundo, foram apanhadas na miséria. Se é tão mau para toda a humanidade, o fardo deve ser partilhado igualmente. Com a teologia da libertação, sempre advoguei a opção pelos pobres. Existe uma má forma de globalismo onde apenas um punhado de pessoas ricas, poderosas e belas determinam o que as massas têm de pensar e falar, consumir, quando as crianças têm de nascer, abortar e quando pessoas idosas e doentes têm de morrer por eutanásia. As belas palavras dos seus programas não me convencem, apenas se mostrarem actos e reconhecerem realmente cada ser humano como uma pessoa livre e digna criada por Deus, então as coisas podem melhorar no mundo, no sentido dos ensinamentos sociais católicos. 6. Em Portugal, a título de exemplo, os Bispos católicos decretaram a suspensão das Missas antes mesmo de o Governo socialista decretar medidas restritivas aquando do surgimento, em meados de 2020, de casos COVID-19 em território nacional. Foram longos os meses em que os fiéis ficaram privados dos Sacramentos. Olhando para o passado glorioso da Igreja, temos muitos exemplos edificantes de santos, e não só, que doaram a sua vida para assistir física e espiritualmente os fiéis que padeciam de doenças contagiosas, como o caso de São Roque, São Carlos Borromeu, São Luís Gonzaga ou Santa Virgínia Centurione Bracelli. Hoje, pelo contrário, vemos uma Igreja retraída e alinhada com o sistema político vigente. Vale tudo em nome da saúde do corpo? Uma coisa são as medidas necessárias para a protecção contra infecções e para a cura. Os bispos não têm o direito de reter os Sacramentos aos católicos e de fechar as igrejas. Isso é contra a vontade de Deus. Mas a Igreja tem um mandato de Deus para estar presente para as pessoas que vivem e morrem. Não somos mercenários, mas bons pastores que, como Jesus, damos a vida para que os fiéis a nós confiados possam experimentar a presença e o amor de Deus. Certamente trata-se de toda a pessoa, que não pode ser dividida em corpo e alma. Mas existe uma salvação temporal – transitória e eterna – imperecível. E a Igreja, isto é, a totalidade dos crentes com os seus pastores nomeados por Deus, serve a salvação eterna, que já começa agora com o Baptismo e o seguimento de Cristo. 7. Em 2019, apresentou um documento, a que deu o nome de “Declaração de Fé”, que terminava do seguinte modo: «Que Maria, Mãe de Deus, implore a graça de nos apegarmos à confissão da verdade de Jesus Cristo sem vacilar». Voltados dois anos, considera que este seu manifesto surtiu algum efeito prático na Igreja? Não podemos medi-lo quantitativamente. Muitos amigos cristãos escreveram-me e agradeceram-me por isso. Também não se trata de mim, mas da fé da Igreja na qual somos baptizados. Apenas sublinhei os pontos centrais e mostrei a forma como Jesus nos precede. 8. Na perspectiva de Vossa Eminência, quais devem ser as prioridades da Igreja num momento em que assistimos a uma Europa cada vez mais afastada de Deus e dos seus ideais fundadores? Jesus diz aos Seus discípulos de então e de agora: «Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida» (Jo 8, 12). Deus, em Cristo, é a salvação do mundo. Ele é «o Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14, 6). Só Deus pode salvar-nos e nenhum outro poder no mundo. 9. Quando teremos a honra de receber Vossa Eminência em Portugal? Já estive em Portugal muitas vezes, especialmente em Fátima. E, se Deus quiser, aí voltarei para a pregação da Palavra, para a celebração dos Santos Mistérios ou para uma conversa sobre a verdade e a beleza da fé cristã. FONTE: DIES IRAE #sacramentos #católicos #OsbisposnãotêmodireitodereterosSacramentosaoscatólicosedefecharasigrejasreiteraoCardealMüller #CardealMüller #fecharasigrejas
- PREPARE-SE! A PROFECIA DE 1921 DO PADRE DOLINDO COMEÇOU A SE CUMPRIR
O padre Dolindo Ruotolo foi um frade capuchinho que nasceu em 1882 e faleceu em 1970. Ele morava em Nápoles, na Itália, onde exercia seu sacerdócio. Dentre suas atividades, destacam-se as visões místicas e a atuação como diretor espiritual do Padre Pio. A propósito, o Padre Pio costumava dizer aos peregrinos de Nápoles que iam visitá-lo: “Por que vocês vêm aqui, se vocês têm Dom Dolindo em Nápoles? Vão até ele. Ele é um santo!”. O texto que desse vídeo foi escrito em 1921 no livro intitulado “Assim vi a Imaculada”, após a morte do padre Dolindo:. Ele tem a forma de 31 cartas, uma para cada dia do mês de maio, escritas a algumas filhas espirituais do místico napolitano, enquanto ele estava em Roma, sendo “interrogado” pelo Santo Ofício. A profecia foi dirigida às filhas espirituais do Padre Dolindo. É surpreendente: foram redescobertas há exatamente cem anos após a sua revelação ao mundo, e reflete a realidade que estamos vivendo. Nossa Senhora disse ao Padre Dolindo, em 1921: Watch this video on YouTube. #PREPARESEAPROFECIADE1921DOPADREDOLINDOCOMEÇOUASECUMPRIR
- Irmã da vida Bethany Madonna: ‘Há tantas razões para ter esperança’
Enquanto a irmã Bethany Madonna se prepara para falar na marcha pró-vida e comício One Life LA neste fim de semana, ela discute o chamado para apoiar a vida e como ela e suas irmãs em Phoenix estão respondendo. Desde a primeira vez que a Irmã da Vida Bethany Madonna rezou o Rosário em um centro de aborto em Orlando, Flórida, como caloura da faculdade, ela sentiu que dedicaria sua vida a defender a sacralidade da pessoa humana. Hoje, ela está atendendo a esse chamado com uma equipe de quatro irmãs em Phoenix que estão acompanhando mulheres grávidas vulneráveis e ministrando a jovens estudantes universitários por meio de sua presença e evangelização. Irmã Bethany Madonna atua como superiora local e coordenadora de missão da nova fundação Phoenix da comunidade religiosa fundada em Nova York que faz o voto de proteger e melhorar a vida . Como palestrante na caminhada pró-vida em Los Angeles em 22 de janeiro e no festival OneLife LA , a irmã Bethany Madonna disse que inspirará e incentivará as mulheres a receber seus presentes ao compartilhar sua paixão pela vida. Nesta entrevista, Irmã Bethany falou sobre seu chamado pró-vida e vocação religiosa, o trabalho de sua comunidade e suas esperanças pela causa da vida. Quando você tomou consciência da realidade do aborto? Crescendo em Melbourne, Flórida, aprendi sobre aborto muito cedo lendo um adesivo de pára-choque. Eu tive uma conversa profunda com minha mãe por volta dos 9 anos sobre aborto que realmente perfurou meu pequeno coração. Eu não rezei ativamente em clínicas de aborto até estar na faculdade, embora tenha sido criado como católico com um profundo entendimento de que a vida é sagrada e vale a pena ser defendida. Você pode falar sobre seu despertar na Universidade da Flórida Central? Uma amiga que passou por uma conversão radical me convidou para ir com ela a uma clínica de aborto. Fiquei muito assustado com a perspectiva de ser preso. … Meu amigo me disse que estaríamos rezando o Rosário, e eu estava convencido. Fui com ela num sábado de manhã que jamais esquecerei enquanto viver: vi o sol nascer sobre o prédio, revelando toda uma fila de mulheres que se preparavam para o aborto. Naquele dia, o aborto se tornou muito mais do que um tema de debate, questão política, procedimento médico ou pecado: era como se o aborto tivesse um rosto; e eram as meninas das minhas aulas, minhas amigas e os pequenos que não iam ver a luz daquele dia. Vê-los tão assustados e abandonados e sozinhos, era tão injusto. Isso não é tanto uma escolha, mas é o que eles sofrem, pois sentem desespero por causa de suas circunstâncias. As lágrimas simplesmente escorriam pelo meu rosto. Lembro-me de pensar: “Vou viver e morrer por eles”, e algo na minha vida tinha tudo a ver com esse momento. Eu não sabia o que o Senhor me pediria, mas estava tão claramente colocado em meu coração que toda a minha vida seria sobre a sacralidade da pessoa humana. Como você discerniu um chamado para as Irmãs da Vida? Eu conheci as Irmãs da Vida dentro de um ano. Eu tinha pressentimentos de um chamado à consagração e à vida religiosa no último ano do ensino médio, mas eles foram rapidamente enterrados. Namorei e discerni o casamento. Foi somente através da oração e do convite de Jesus para considerar ser totalmente Dele que comecei a discernir uma vocação religiosa. Quando ouvi sobre o quarto voto das Irmãs para proteger e aumentar a sacralidade da vida humana e sobre seu carisma de [proclamar que] cada pessoa humana única e irrepetível é boa, amada e querida por Deus intencionalmente para um propósito, foi como se eu estivesse ouvindo meu próprio coração definir as palavras. Ao me consagrar totalmente a [Cristo], posso ser noiva, mãe, advogada e curadora. Você falaria sobre o apostolado de sua comunidade de Phoenix que começou em setembro passado? Recebemos telefonemas, mensagens de texto e temos reuniões com gestantes vulneráveis aqui no convento de Santa Inês. Além disso, estamos construindo uma rede de Colaboradores da Vida: homens e mulheres que nos ajudam a servir essas mulheres. Eles oferecem uma variedade de dons, talentos e tempo para apoiar as mulheres que escolhem a vida para si e para seus filhos. Nossa missão secundária é de oração, presença, programação e evangelização no campus Tempe da ASU. Realizamos noites femininas mensais para formar mulheres na beleza, dignidade e dom da feminilidade. O que mantém você e as irmãs em Phoenix inspiradas e motivadas? Parece simples, mas é a resposta: Jesus. Somos contemplativos-ativos, então passamos quatro horas por dia em oração. Quando você está em Sua Presença, quando você o adora e o recebe na Sagrada Comunhão, é tão transformador que você quer compartilhar sua vida e amor, e quer que outros conheçam sua misericórdia, ternura e poder. Quais são as maiores necessidades que você vê em seu trabalho e no movimento pró-vida em geral? Estamos aprendendo espanhol para que possamos ministrar à comunidade latina. Eu diria também, apenas divulgando que existem recursos para as mulheres que desejam escolher a vida. [Um programa diocesano] está atendendo a uma necessidade fundamental de divulgar que há uma família inteira, uma rede, uma comunidade de braços abertos para você, e você não precisa escolher o aborto. Como você vê o envolvimento dos leigos no movimento pró-vida? Crítico. Temos tantas Co-Workers of Life que são incrivelmente impressionantes na maneira como vivem suas vidas: mulheres que são mães e basicamente estão dispostas a ser mães e mentoras de outras mulheres. Conhecemos mulheres que sofreram a dor e a traição do aborto e são capazes de falar com tanta eloquência sobre a ferida que é. Conhecemos mulheres que escolheram heroicamente a vida e são capazes de ser essa testemunha radiante. Os leigos, basicamente nossos Colaboradores da Vida são os leigos, colaboramos com eles, oferecemos formação para eles e para o ministério, e dependemos deles para nos ajudar. O caso Dobbs v. Jackson Woman’s Health Organization está agora na Suprema Corte dos EUA afetando as atitudes e a motivação dos pró-vida? Acho que é um momento importante em nossa nação. Eu estava ouvindo os argumentos [do caso Mississippi que desafia a decisão de 1973 Roe v. Wade que legaliza o aborto federalmente]. Na verdade, temos a oportunidade de ouvir articulado onde está a cultura em relação às mulheres, o nascituro e os direitos e a verdadeira liberdade. Fiquei profundamente magoado ao ouvir as mulheres presentes porque o que percebi foi realmente, em um nível profundo, um ódio às mulheres, nossos corpos e nossa capacidade de mãe, como se fosse de alguma forma um fardo imposto. Isso me inspirou a querer falar com clareza, alegria e ousadia sobre o presente precioso de ser mulher e mãe. Quão importante é o testemunho de vida da Igreja neste momento? De uma maneira muito real, a Igreja é mãe. Os olhos do mundo olham para a Igreja e reconhecem que ela pertence a Jesus. Acho que quanto mais podemos testemunhar a misericórdia de Jesus, sua compaixão e seus braços abertos para acolher quem se encontra em crise e sofre: A Igreja tem respostas sobre a pessoa humana, nossa grande dignidade e a sacralidade de cada vida , não importa quão forte ou fraco, rico ou pobre, saudável ou doente. Você vê outras razões para ter esperança agora no movimento pró-vida? Parece haver uma renovação na vida familiar e no casamento e os casais se unindo para viver fiel e belamente seu sacramento e testemunho. Vejo uma renovação na Igreja onde os jovens estão se formando na teologia do corpo e na compreensão de que uma vida casta é santa, libertadora, alegre e pela qual vale a pena lutar. Vejo especialmente no campus universitário uma sede nos corações dos jovens de ouvir a verdade e ter testemunhas a seguir ao viver essa verdade. Vejo tantos ministérios de cura surgindo para ministrar ao sofrimento após o aborto e novos empreendimentos criativos e evangelismo para aqueles em crise. Há tantas razões para ter esperança. NATHIONAL CATHOLIC REGISTER / Susan Klemond #BethanyMadonna
- O célebre Novus Ordo: um mito? #traditioniscustodes
Uma análise muito interessante da Paix Liturgique sobre a forma “única” da lex credendi : ela é realmente única ou é múltipla, dependendo de quem a celebra? São adições e invenções imaginativas estranhas ao Novus Ordo ou talvez encontrem terreno fértil lá? Certamente conhecemos (muito raros) padres que celebram a liturgia reformada com devoção, sacralidade e até com elementos tradicionais (por exemplo, coram Deo ), mas sabemos bem que existem exceções louváveis e às vezes desencorajadas pelas próprias hierarquias, enquanto em quase todos os lugares pode encontrar massas criativas com mais variantes de um vírus … Há algumas semanas, um grupo de sacerdotes, religiosos e leigos animados por nosso amigo Denis Crouan, da associação Pró-Liturgia, aproveitou a publicação do Traditionis Custódios do próprio Papa Francisco para lançar um apelo aos nossos pastores para que seja ” enfim” aplicou o Novus Ordo de acordo com suas normas litúrgicas, abandonando todas aquelas iniciativas que segundo elas o distorceriam, constituindo uma das razões para se afastar dele, para os fiéis ligados à liturgia tradicional. É um mito tão antigo quanto a própria existência do Novus Ordo. As experiências de “boa celebração” da Missa de Paulo VI são, na realidade, tentativas de mascarar suas intrínsecas fragilidades. Além disso, são consideradas pelas autoridades como celebrações “integralistas” e, portanto, reprimidas. Evocamos em nossa carta 683 de 19 de fevereiro de 2019 o caso do abade Jean-François Guérin, mais tarde fundador da comuna Saint-Martin, que em 1969 adotou o novo rito por obediência, continuando a celebrá-lo com toda a tradicional solenidade e ortodoxia, que implicava, e foi imediatamente admoestado por Mons. François Marty, cardeal arcebispo de Paris, que não quis dizer assim… Ou seja, para Mons. Marty, a celebração do Novus Ordo, não deveria ser permeada por um espírito de tradição litúrgica e teológica, mas por um espírito litúrgico e teológico completamente novo. Também podemos mencionar os esforços dessa extraordinária figura do clero parisiense, Abbé Gabriel Grimaud (“um padre ultratradicionalista”, Médiapart, 19 de fevereiro de 2017), ex-capelão da escola da Legião de Honra, que administra o Foyer Jean Bosco, na rue de Varize 23. Desde sua ordenação, há cerca de 50 anos, padre Grimaud faz questão de celebrar o Novus Ordo com dignidade, ad orientem, sem nunca concelebrar, com amplo uso do latim. E, claro, foi perseguido pela arquidiocese de Paris como se fosse um fundamentalista intolerável. Como dissemos, este estado de espírito levou muitos fiéis, que se reuniram em torno desses sacerdotes, a escolher finalmente a fidelidade à liturgia tradicional, uma liturgia que às vezes eles não conheciam, mas que parecia mais de acordo com sua fé, suas tradições .religiosos e os de seus ancestrais. Sem querer ofender esses dignos padres (podemos mencionar também o falecido Abbé Montarien, que celebrou em latim na paróquia polonesa de Paris); os fiéis preferiam o original tradicional à cópia. É um pouco patético ver que os amigos de Denis Crouan e alguns outros mantiveram suas ilusões sobre a realidade da natureza da reforma litúrgica decorrente do Concílio Vaticano II e vê-los, novo Sísifo, ou melhor, novo Dom Quijote, continuar à cruzada por uma causa perdida: querem corrigir os efeitos (os “abusos” litúrgicos), mas sem atacar a causa (uma reforma que fez explodir o ritualismo). Para responder e esclarecer nossos leitores, reproduzimos o texto claro e límpido de Cyril Farret d’Astiès, que responde aos fiéis vinculados ao missal romano de São Paulo VI. Rev. pai, irmão, queridos amigos, Li com grande interesse a carta que o senhor dirigiu aos bispos, em nome dos fiéis ” ligada ao Missal Romano de São Paulo VI para que, em toda parte, a liturgia seja celebrada com dignidade e fidelidade aos textos promulgados depois do Vaticano II Conselho”. Para começar, peço perdão, porque sei que vou ofendê-la e talvez machucá-la. A liturgia é um tema tão central, tão importante, tão constitutivo da Igreja e da nossa vida de baptizados, que não pode ser diferente. E parece-me bastante saudável que não sejamos insensíveis a isso, porque em nenhum outro lugar, a não ser na liturgia, nos aproximamos das realidades sobrenaturais em que acreditamos. Mas a busca da verdade, a esperança de sair da crise atual e o amor pela própria liturgia me levam a publicar esta resposta, muito curta, que espero que continue aqui e em outros lugares com você e outros. Essa era minha intenção quando publiquei um ensaio sobre o assunto há um ano. Mas quem teria coragem de organizar um debate sério e franco sobre essa questão essencial? Jean-Marie Guénois? Imagem marcial? Aymeric Pourbaix? Dito isto, e peço-lhe mais uma vez que acredite na minha fraterna sinceridade, devo agora contradizê-lo e levantar as incoerências em sua carta. Porque devemos dizer o que vemos e, como pediu Péguy, ver o que vemos, o que é mais difícil. Julga que a criatividade é comum nas paróquias e que, como tal, é um problema. Caros amigos, a criatividade faz parte da nova liturgia, e é incentivada e esperada em todos os lugares, num quadro que certamente não permite todos os excessos, mas que permite muitas fantasias. Em um de seus prefácios (para Cérémonial de la sainte messi à l’usage ordinaire des paroisses suivant le missel romain de 2002 et la pratique léguée du rit romain de Mutel e Freeman, sei o quanto este manual lhe é caro), Mons. .falou-se de uma ” vaguidade descritiva ” nas rubricas do novo missal, o que dá origem a uma espécie de ” obrigação à criatividade “. Esta descrição fala muito sobre a profunda dificuldade de entender o que exatamente é esperado e pedido do celebrante e dos fiéis. Na Instrução Geral do Missal Romano (OGMR de 2002, o texto da mais alta autoridade que estabelece concretamente o que deve ser feito para a celebração da Missa) a expressão “se for o caso” é usada 29 vezes, ” pode ” 113 vezes,a menos que »10 vezes,« de qualquer forma »33 vezes,« julgue »13 vezes,« em vez de »2 vezes,« recomendado »7 vezes,« desejável »4 vezes,« geralmente »13 vezes,« adaptação «22 vezes… todas essas expressões estão relacionadas às possibilidades e opções oferecidas à livre escolha e inspiração. Então. 352 afirma também que “ A eficácia pastoral da celebração aumenta se os textos das leituras, orações e cantos corresponderem o melhor possível às necessidades, preparação espiritual e capacidades dos participantes. Isso se consegue usando convenientemente aquela múltipla faculdade de escolha que será descrita mais adiante “e, de fato, as possibilidades descritas são numerosas (ver n. 390) … O senhor escreve que ” a eficácia da liturgia na vida da Igreja se deve em grande parte à fidelidade aos ritos prescritos, portadores da graça ligada ao sacramento “. Essa palavra ” eficácia ” não machuca seus ouvidos? Essa intrusão taylorista e gerencial no santuário litúrgico, todo vidrado de cristianismo e já tingido de cores do céu, não parece incongruente? No entanto, só posso concordar convosco que é precisamente para uma maior eficácia, sobretudo pastoral (por exemplo, Sacrosanctum Concilium no n. 49, ou o OGM no n. 352), que a reforma foi desejada, levada avante e aplicada. Ao contrário, o espírito litúrgico como sempre foi entendido na Igreja até meados do século XX sempre buscou a lentidão, a inutilidade, a imprudência (flores, velas, incenso) e a irracionalidade para prestar a Deus o culto devido. Você pede aos nossos bispos que dêem a conhecer e apliquem as normas estabelecidas pelo Concílio Vaticano II e incluídas no Missal Romano. Esta é realmente uma tarefa enorme. Que regras? As que consistem em usar o cingolo e a dalmatica ad libitum , em recitar este ou aquele credo, em escolher esta ou aquela leitura e, mais problemática, porque estamos lidando com o cerne da questão da reforma litúrgica, a norma que não faz diferença entre o cânon romano e as orações eucarísticas pelas crianças (OGMR n° 365)? Em seguida, você aborda alguns aspectos práticos e concretos em seu pedido aos bispos. Vamos analisá-los brevemente: Silêncio sagrado A nova Missa, que se baseia em uma necessidade muito forte da comunidade, constitui um lugar extremamente importante para as admoestações, comentários, palavras de boas-vindas, avisos… As admoestações propostas são numerosas e também difíceis de contar com certeza. falar em todos os lugares: acolhendo a comunidade, antes da liturgia da palavra, antes e depois da oração universal, antes e depois da comunhão… ministerial no OGM (n. 105). É difícil restabelecer o silêncio e sobretudo o espírito litúrgico do silêncio descrito de forma notável pelo Abbé de Tanouarn nas suas meditações sobre a Missa no capítulo 26. O Próprio da Missa O próprio da Missa e os belos textos que oferece sofrem o esmagamento causado pelas escolhas deixadas ao arbítrio do celebrante e seu conselho (ver OGMR 58 para o intróito e seu substituto, por exemplo). Mesmas causas, mesmos efeitos. Eu não insisto. Orientação De fato, a orientação não é impossível na nova Missa (por ocasião da Candelária, os papas praticam esse uso na Sistina há alguns anos), mas certamente a nova Missa não foi concebida para esse uso. Alguns exemplos demonstram amplamente isso: Novamente com o objetivo de incentivar a participação, o OGMR sugere repetidamente que os fiéis vejam o que o padre está fazendo no altar; então. 307 pede que o posicionamento dos castiçais não impeça “não impeça o fiel de ver confortavelmente o que está sendo feito ou colocado sobre o altar”. Então. 299 afirma muito claramente que ” o altar é construído destacado da parede, para poder contorná-lo facilmente e celebrar de frente para o povo: o que convém fazer sempre que possível “. Então. 303 pede que « nas igrejas já construídas, quando o altar antigo for construído de forma a dificultar a participação do povo […] , seja construído outro altar […]. Só neste altar se realizam as celebrações sagradas ». E se na verdade o OGMR afirma várias vezes (nos. 154, 157, 158, 185) que o sacerdote “ volta -se ” para os fiéis, esta formulação sugere realmente mais do que uma inversão de 180° (e tendo em conta o que acabamos de recordar) que o padre “volte” sua atenção para os fiéis, que os olhe, que seu pedido passe do altar para a comunidade. O missal de 1965 já estava concebido para uma celebração dirigida ao povo e no vernáculo (o próprio Papa deu o exemplo). Por fim, lembre-se da enxurrada de golpes que caíram sobre os ombros frágeis do querido Cardeal Sarah quando ele tentou restaurar seu direito à orientação na conferência internacional da Sagrada Liturgia na Inglaterra em 2016. latim Nem o latim (ainda mais que a orientação) é proibido, mas mesmo aí o espírito e a letra do novo missal dizem outra coisa. Permitam-me uma longa citação do próprio Papa Paulo VI, o legislador supremo que não pode ser suspeito de não compreender o espírito do missal que leva seu nome. Esse discurso foi proferido em 26 de novembro de 1969 sobre a adoção do novo missal, que viria quatro dias depois: “Aqui, é claro, sentir-se-á a maior novidade: a da linguagem. O latim não será mais a língua principal da Missa, mas a língua falada. Para quem conhece a beleza, o poder, a sacralidade expressiva do latim, certamente a substituição do vernáculo é um grande sacrifício: perdemos a fala dos séculos cristãos, nos tornamos quase intrusos e profanos no recinto literário da expressão sagrada, e assim perderemos grande parte desse estupendo e incomparável fato artístico e espiritual, que é o canto gregoriano. Sim, temos motivos para lamentar e quase nos perder: o que substituiremos essa linguagem angelical? É um sacrifício inestimável. E por qual motivo? O que vale mais do que esses valores altíssimos de nossa Igreja? A resposta parece banal e prosaica; mas é válido; porque humano, porque é apostólico. A inteligência da oração vale mais do que as roupas sedosas e antigas com as quais ela se revestiu; vale mais a participação do povo, do que esse povo moderno saturado de palavras claras e inteligíveis que podem ser traduzidas em sua conversa profana. Se a estrela latina mantivesse a infância, a juventude, o mundo do trabalho e dos negócios segregados de nós, se fosse um diafragma opaco, em vez de um cristal transparente, nós, pescadores de almas, faríamos um bom cálculo para mantê-lo domínio exclusivo. e conversa religiosa?“. Canto gregoriano Em toda a Instrução Geral do Missal Romano de 2002, é mencionado apenas uma vez, no n. 41 (de um total de 399). Polifonia Também é mencionado no n. 41, que os demais gêneros musicais “ respondam ao espírito da ação litúrgica e favoreçam a participação de todos os fiéis ”. A OGMR delega (no n. 393) às conferências episcopais a tarefa de « aprovar melodias adequadas […]. Além disso, é sua competência julgar quais formas musicais, quais melodias e quais instrumentos musicais podem ser admitidos no culto divino, para que sejam verdadeiramente adequados ao uso sagrado ou possam se adaptar a eles ”. O órgão O mesmo vale para o órgão, que permanece, mas ao lado de tudo o que a imaginação e as culturas locais querem usar em nome da participação e da pastoral. Aqui, muito brevemente, estão algumas observações sobre esses pontos. Obviamente, como ela diz, todas essas coisas nos são ” legados como um tesouro inestimável que pode elevar poderosamente nossas almas ao céu “. Mas já não são parte constitutiva da liturgia reformada, são opções, possibilidades que, aliás, para alguns deles, vão bastante contra o edifício geral, penso em particular no latim, na orientação e no gregoriano. A nova Missa, contrariamente ao que deseja, já não considera este tesouro como inestimável, pois coloca a prática deixada em herança no mesmo nível de todas as invenções do dia (quando não favorece estas últimas). Caros amigos, infelizmente acredito que procurando no novo missal o que não está mais lá, se não por acaso ou por acaso, você estará perseguindo alguma quimera ou unicórnio. Mas, o que é mais triste, priva-se inconscientemente da grande urna da liturgia tradicional que está à mão e que encheria sua alma, porque obviamente você tem uma grande piedade litúrgica. Em primeiro lugar, e isto é obviamente o mais importante, aí encontrareis o admirável Ofertório e o Cânon Romano, e certamente dele tirareis uma renovada e aprofundada devoção à Sagrada Eucaristia. Mas você também descobrirá muitos outros tesouros: o subdiaconado, as ordens menores e suas funções litúrgicas, um calendário admirável, um magistral pontifício com incomparáveis lições de eclesiologia e uma infinidade de pequenas colunas muito agradáveis… “De onde virá o renascimento para nós, que sujamos e esvaziamos todo o globo? Só do passado, se o amarmos ” (Simone Weil, Gravity and Grace ). Cyril Farret d’Astiès REFLEXÕES DA PAIX LITURGIQUE – Há um Novus Ordo “sonhado” pelos amigos da Pró-Liturgia e alguns outros e um verdadeiro Novus Ordo que lhe é completamente estranho e que não constitui uma forma litúrgica, mas uma infinidade de possibilidades litúrgicas. – Portanto, não é incoerente pensar que não existe um Novus Ordo “real” , mas tantos Novus Ordo quantos os sacerdotes que o celebram ou as circunstâncias em que é celebrado. – Como, então, este Novus Ordo pode ser a única expressão da Lex Credendi quando ela mesma expressa uma infinidade de Lex Credendi nas várias ocasiões de sua celebração? FONTE: http://blog.messainlatino.it/ #OcélebreNovusOrdoummitotraditioniscustodes
- FOLHEANDO JORNAIS
Man newspaper reading on table Foi criada uma nova categoria política: o extremo-centrismo. * Presidente de uma associação francesa de proteção às vítimas de homofobia é acusado de agressão sexual. * Da época em que a China produzia provérbios chineses: “Quando o sábio aponta a lua, o idiota olha o seu dedo.” * “O cristianismo democratizou o heroísmo através do testemunho dos mártires, que incluíam pessoas comuns, mulheres e escravos”. (George Weigel) * Um professor americano, Mark Bauerlein, garante que a ascensão da estupidez, em nossa época, é consequência inevitável do declínio da leitura. Como contestar? * “A santidade é a única solução para a crise do nosso tempo”. (Roberto de Mattei)
- O CRÍTICO ADALBERTO QUEIROZ E O PROFESSOR ADRIANO FERREIRA LEITE CONVERSAM SOBRE POETAS CATÓLICOS
S O canal do youtube Oratório virtual , criado pelo Padre Gilson Magno (que também é professor da Universidade Federal da Bahia), mistura de forma interessante catolicismo e literatura. Entre vídeos do Padre Gilson, com suas homilias e celebrações eucarísticas, há “lives” sobre literatura e a situação atual da cultura no mundo globalizado, vídeos de poetas falando de sua conversão, palestras sobre escritores e poetas etc. No vídeo abaixo, o jornalista e escritor Adalberto Queiroz (autor do recém-lançado livro de ensaios Os fios da escrita ) e o professor de literatura Adriano Ferreira Leite conversam sobre alguns poetas católicos brasileiros, como Jorge de Lima, Murilo Mendes, Augusto Frederico Schmidt, Tasso da Silveira, e terminam falando sobre alguns dos mais novos.
- Papa Francisco elogia os 50 anos de ministério LGBT da irmã Jeannine Gramick em carta manuscrita
Papa Francisco (foto CNS) e Irmã Jeannine Gramick, 30 de maio de 2000 (foto CNS de Nancy Wiechec) Em outro sinal de apoio aos católicos LGBT e àqueles que defendem em seu nome, o Papa Francisco enviou uma carta manuscrita em 10 de dezembro a Jeannine Gramick, SL, co-fundadora do apostolado católico New Ways Ministry . A irmã Gramick está comemorando 50 anos de trabalho e defesa de pessoas LGBT. Observando seu aniversário como o motivo de sua carta, o papa a parabenizou em espanhol por “50 anos de proximidade, compaixão e ternura” em um ministério que ele descreveu como “ao estilo de Deus”. Em outro sinal de apoio aos católicos LGBT e àqueles que defendem em seu nome, o Papa Francisco enviou uma carta manuscrita em 10 de dezembro à irmã Jeannine Gramick. A carta do Papa Francisco à irmã Gramick é a mais recente de uma série de cartas do papa escritas para católicos gays e outros que estão servindo e defendendo as pessoas LGBT. Em sua carta, o papa elogiou a irmã Gramick por sua disposição de sofrer por amor. “Você não teve medo da ‘proximidade’”, escreveu ele, “e ao se aproximar você o fez ‘sentindo a dor’ e sem condenar ninguém, mas com a ‘ternura’ de uma irmã e de uma mãe”. “Obrigada, irmã Jeannine”, concluía a carta, “por toda a sua proximidade, compaixão e ternura”. Quase desde o início de seu trabalho no New Ways Ministry, a irmã Gramick e o cofundador do New Ways Ministry, Robert Nugent, SPS, encontraram resistência por parte das autoridades da igreja pelos programas que ofereciam em todo o país, que educavam os católicos sobre a ciência, sociologia e teologia da homossexualidade. Alguns bispos nos Estados Unidos pressionaram os superiores da Irmã Gramick para que a removessem do ministério. “Obrigado, irmã Jeannine”, concluiu a carta do papa, “por toda a sua proximidade, compaixão e ternura”. Quando eles se recusaram a fazê-lo, a Congregação para a Doutrina da Fé lançou uma investigação de 11 anos que terminou em uma notificação , que afirmou que as apresentações da irmã Gramick e do padre Nugent sobre a homossexualidade não representavam com precisão “o mal intrínseco dos atos homossexuais e a desordem objetiva da inclinação homossexual”, e baniu os dois de qualquer trabalho pastoral relacionado às pessoas LGBT. Um ano depois, a irmã Gramick descreveu sua experiência com o Vaticano como semelhante à de uma mulher espancada. Em resposta às exigências do Vaticano para que ela pare de falar sobre a investigação, ela respondeu: “Depois de encontrar minha voz para contar minha história, escolho não colaborar com minha própria opressão restringindo um direito humano básico”. Irmã Gramick acabou deixando sua comunidade religiosa de origem, as Irmãs Escolares de Notre Dame, e se unindo às Irmãs de Loretto para continuar seu ministério. No mês passado, depois que a Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos do Vaticano removeu um link para um webinar organizado pelo New Ways Ministry de seu site, New Ways revelou que o Papa Francisco havia escrito duas cartas no início deste ano elogiando seu ministério. O link foi restaurado posteriormente. Nessas cartas, Francis, escrevendo sobre a irmã Gramick, reconheceu que sabia “o quanto ela sofreu”, descrevendo-a como “uma mulher valente que toma suas decisões em oração”. “Depois de encontrar minha voz para contar minha história, escolho não colaborar com minha própria opressão, restringindo um direito humano básico.” A irmã Gramick disse à América que muitos católicos lerão a chegada dessas cartas como uma afirmação institucional de seu ministério. Ela observou que será mais difícil para os bispos e outros católicos “que não apreciam o trabalho do New Ways Ministry fazer comentários depreciativos”. No início deste mês, Francis DeBernardo, diretor executivo da New Ways, falando sobre o papa, disse da mesma forma: “Acreditamos que ele quer que as pessoas LGBTQ falem”. Mas a irmã Gramick resiste à ideia de que esta carta represente algum tipo de “reabilitação” de sua vida ou ministério porque ela sempre se entendeu como fazendo o trabalho da igreja. “Sempre senti que o Espírito Santo estava me guiando”, explicou ela. “Eu me senti maravilhosa, é claro”, disse a irmã Gramick ao receber a carta manuscrita. “Mas a Escritura que me veio foi de João: ‘Eu não chamo vocês de servos, chamo vocês de amigos.’ “Foi assim que me senti, como se estivesse recebendo uma carta de um amigo”, disse ela. “Acho que é assim que o Papa Francisco quer que vivamos. E é o que espero que sejamos como povo de Deus: uma comunidade de amigos”. Texto completo da carta 10 de dezembro de 2021 Irmã Jeannine Gramick, SL Querida irmã, Muito obrigado por sua carta. Fiquei feliz em receber a notícia do seu 50º aniversário. Sua carta me lembrou “o estilo” de Deus… Deus tem seu próprio estilo para se comunicar conosco. E poderíamos resumir esse estilo em três palavras: proximidade, compaixão, ternura. E penso nos seus 50 anos de ministério, que foram 50 anos com este “estilo de Deus”, 50 anos de proximidade, de compaixão e de ternura. Você não teve medo da “proximidade”, e ao se aproximar você o fez “sofrendo com” [compaixão] e sem condenar ninguém, mas com a “ternura” de uma irmã e de uma mãe. Obrigado, Irmã Jeannine, por toda a sua proximidade, compaixão e ternura. Eu rezo por você. Por favor, não se esqueça de orar por mim. Saudações a Yayo (Obdulio). Que Jesus te abençoe e a Virgem Santa te proteja. Fraternalmente, Francisco Correção, 11 de janeiro : A ordem religiosa conhecida como Irmãs de Loretto foi inicialmente escrita incorretamente neste artigo. FONTE: AMERICA THE JESUIT REVIEW / https://www.americamagazine.org/ #irmãJeannineGramick #ministérioLGBT #papafrancisco
- Relatório alemão acusa Bento XVI de encobrimento de abusos. O que diz?
O papa emérito Bento XVI está nas manchetes na quinta-feira, quando um novo relatório alega que ele lidou mal com casos de abuso enquanto servia como líder de uma arquidiocese alemã nas décadas de 1970 e 1980. Para ajudar a entender o que foi alegado, The Pillar responde às suas perguntas: O que aconteceu? Um escritório de advocacia alemão publicou na quinta-feira um relatório há muito aguardado sobre abuso sexual de menores e adultos vulneráveis na Arquidiocese de Munique e Freising. O relatório, encomendado pela arquidiocese de Munique, abrange o período entre 1945 e 2019. O escritório de advocacia Westpfahl Spilker Wastl conduziu a revisão independente de todos os supostos casos de abuso sexual por clérigos ou outros funcionários da arquidiocese, abrangendo a liderança dos seis arcebispos do pós-guerra. Entre eles estão o papa emérito Bento XVI, que liderou a arquidiocese por cinco anos de 1977 a 1982, e o atual arcebispo, cardeal Reinhard Marx, membro do conselho de cardeais conselheiros do Papa Francisco. Tanto Bento XVI quanto Marx são acusados de lidar mal com casos de abuso. O que há no relatório? O relatório abrange mais de 80 anos de liderança diocesana. O relatório disse que quase 500 vítimas provavelmente foram abusadas por mais de 250 abusadores afiliados à arquidiocese, incluindo 173 padres. Ele acrescentou que pode muito bem ter havido mais vítimas. Em 2018, um relatório independente sobre abuso em toda a Alemanha disse que mais de 3.600 pessoas provavelmente foram abusadas por clérigos entre 1946 e 2014. Cardeal Ratzinger O relatório recém-emitido concluiu que o papa emérito Bento XVI, então cardeal Joseph Ratzinger, poderia ser “acusado de má conduta” ao lidar com quatro casos durante seu tempo no comando da arquidiocese. Dois desses casos envolvem padres que cometeram atos de abuso enquanto Ratzinger liderava a arquidiocese e permaneceram no ministério mesmo depois de enfrentarem punições criminais em tribunais seculares. Os sacerdotes aparentemente não enfrentaram quaisquer sanções ou processos canônicos. No início deste mês, o jornal alemão Die Zeit publicou uma longa reportagem acusando Ratzinger de má conduta no tratamento de outro padre na arquidiocese durante a década de 1980, que também se acredita ser um dos quatro mencionados no relatório. Nesse caso, um conhecido padre abusador mudou-se para a arquidiocese para se submeter a terapia psicológica, mas depois recebeu uma atribuição ministerial dentro da arquidiocese. Ele passou a abusar novamente, depois que Ratzinger deixou a arquidiocese. O secretário particular de Bento XVI, o arcebispo Georg Ganswein, no passado emitiu declarações em nome do ex-papa de 94 anos, negando que ele tivesse conhecimento de que o padre recebeu uma atribuição ministerial. A Arquidiocese de Munique também disse que Ratzinger não sabia que o padre tinha permissão para exercer o ministério, dizendo que a decisão foi tomada pelo então vigário geral da arquidiocese, Mons. Gerhard Gruber, que assumiu total responsabilidade pela decisão. Bento XVI, que vive em um pequeno mosteiro nos jardins do Vaticano, enviou mais de 80 páginas ao escritório de advocacia detalhando suas próprias lembranças de seu tempo no cargo e do caso relacionado a esse período. Na quinta-feira, o advogado que apresentou o relatório disse que, embora Bento XVI “afirme ignorância… em nossa opinião, isso é difícil de conciliar com a documentação”. Cardeal Marx O atual arcebispo de Munique, o cardeal Reinhard Marx, também foi apontado pelo relatório pela suposta má gestão de dois casos de abuso. Além de liderar a diocese mais proeminente da Alemanha, ele é o ex-presidente da Conferência Episcopal Alemã e continua a ocupar vários cargos importantes no Vaticano; Marx atua no conselho de cardeais conselheiros do papa e é presidente do Conselho de Economia da Santa Sé. Em junho de 2021, Marx ofereceu ao Papa Francisco sua renúncia como arcebispo de Munique (embora não como cardeal ou de qualquer um de seus cargos no Vaticano). Embora o cardeal tenha negado irregularidades pessoais, ele disse que queria compartilhar a responsabilidade por abuso e encobrimento na Igreja alemã e dar o exemplo. O papa não aceitou a renúncia do cardeal. Em uma declaração de 20 de janeiro sobre o relatório recém-emitido, Marx disse que estava “chocado e envergonhado”, mas não comentou sobre sua suposta má gestão de dois casos de abuso. O cardeal pediu desculpas em nome da diocese, reconhecendo que os agressores nem sempre foram “responsáveis da maneira correta” dentro da Igreja e dizendo que em alguns momentos “os responsáveis fizeram vista grossa”. O que o Vaticano disse? A assessoria de imprensa do Vaticano disse na quinta-feira que a Santa Sé “revisará [o relatório] e… examinará adequadamente seus detalhes” nos “próximos dias”. “A Santa Sé acredita que tem a obrigação de dar séria atenção ao documento”, disse o porta-voz do Vaticano Matteo Bruni na quinta-feira. “Reiterando seu sentimento de vergonha e remorso pelos abusos de menores cometidos por clérigos, a Santa Sé assegura sua proximidade com todas as vítimas e confirma o caminho percorrido para proteger os mais jovens, garantindo ambientes seguros para eles”, acrescentou Bruni. FONTE: https://www.pillarcatholic.com/ #RelatórioalemãoacusaBentoXVIdeencobrimentodeabusosOquediz
- Para a Universidade Católica dos EUA, os gêneros são nove
Janeiro 17, 2022 Uma certa resignação à cultura dominante, mesmo no mundo católico, respira-se, infelizmente, há anos. Na realidade, parece cada vez mais claro. Além disso, lutar contra a agenda LGBT não é de todo fácil: implica ter de se preparar para críticas pesadíssimas, por vezes até mesmo para o ridículo público. Se não for justificável, então pelo menos compreensível é a atitude daqueles que não têm vontade de dar a cara, pelo menos já não, em batalhas que, muitas vezes, parecem estar perdidas no início. Todavia, é outra coisa muito diferente mudar de lado, decidindo promover a propagação dos dogmas do arco-íris. E isto é, infelizmente, o que estamos a começar a ver também nas universidades cristãs. Emblemática, a este respeito, é a decisão da DePaul University – que, naturalmente, não é apenas uma universidade cristã entre muitas, sendo a maior universidade católica dos Estados Unidos (forma milhares de estudantes de 49 estados americanos e de 136 Países de todo o mundo) – de abraçar plenamente uma antropologia gender fluid. Sim, porque uma das novidades recentemente introduzidas por esta universidade é, precisamente, a previsão da possibilidade de se reconhecer entre «vários géneros». A clamorosa viragem teve lugar dentro da plataforma online da universidade, Campus Connect, que oferece agora aos estudantes inscritos a possibilidade de escolher entre nada menos do que nove «opções de género». Atenção para não subestimar este facto. O sistema Campus Connect é, de facto, o portal web que hospeda informações sobre e para estudantes, docentes e pessoal, para o intercâmbio de comunicações. E, a partir de hoje, permite nove identificações de género, sendo possível escolher entre masculino, feminino, intersexual, não-binário, transexual masculino, transexual feminino, cisgénero, «não especificado» e «não desejo identificar-me». Isto seria considerado quase normal numa universidade estatal, mas numa universidade católica é, pelo menos, surreal. É preciso dizer que esta novidade arco-íris na DePaul University é, em certa medida, uma novidade. Basta dizer que, naquela universidade, o misgendering – ou seja, chamar uma pessoa transexual pelo artigo, desinência ou pronome errados – é agora considerado «um acto de violência». E embora alguns estudantes encarem esta tendência com preocupação, a tendência geral é de preocupante aceitação deste rumo. Quando contactados pelo jornal online College Fix – que noticiou esta incrível reviravolta em termos de género –, os responsáveis da universidade não estavam disponíveis, nem quiseram dar qualquer explicação para a singular previsão da sua plataforma online. Reforça-se, inevitavelmente, a suspeita de uma escolha deliberada, inteiramente consciente, embora tratando-se de um dramático afastamento da moral católica. A questão é que não se trata de um caso isolado. A confusão reina soberana em grande parte das realidades cristãs universitárias, incluindo as que operam nas universidades mais exclusivas. Em Setembro passado, estas páginas relatavam o incrível apoio do Harvard Catholic Center à recente nomeação, como novo presidente dos capelães da Universidade de Harvard, de Greg Epstein, uma pessoa sem dúvida respeitável mas de fé… ateísta. Na altura, fez, de facto, notícia. Mas a este ritmo, não tardará muito até termos um capelão transexual, que será defendido pontualmente – se não for proposto – por uma universidade católica, pelo menos de fama. Dies Irae #ParaaUniversidadeCatólicadosEUAosgênerossãonove
- A Ordem de Malta ficaria sujeita à Santa Sé ao abrigo da nova Constituição
A Ordem de Malta ficaria sujeita à Santa Sé ao abrigo da nova Constituição Janeiro 20, 2022 Séculos de independência diplomática para a Ordem Soberana e Militar de Malta poderiam chegar ao fim se uma nova Constituição elaborada pelo Vaticano para a Ordem fosse posta em prática. A nova Constituição poderia ver a ordem religiosa perder o seu estatuto de Observador Permanente nas Nações Unidas e poria em perigo os seus laços diplomáticos bilaterais. A nova Constituição, que definiria explicitamente a Ordem como um «sujeito» da Santa Sé, acabaria com quase um milénio de independência soberana para a ordem religiosa, teria implicações de grande alcance nas suas relações diplomáticas com mais de 100 nações e as Nações Unidas, e teria impacto no seu trabalho humanitário em todo o mundo. O novo projecto de Constituição, cuja cópia foi obtida pelo The Pillar, foi elaborado sob a autoridade do Delegado Especial do Papa Francisco para a Ordem, o Cardeal Silvano Tomasi. O cardeal recebeu poderes especiais em Outubro, autorizando, efectivamente, Tomasi a governar a Ordem por decreto papal – parte de um esforço para reformar a ordem religiosa com quase mil anos, que tem uma relação única tanto com a Santa Sé como com a comunidade internacional. O artigo 4 da actual Constituição da Ordem define a sua relação com a Santa Sé no primeiro parágrafo: «A Ordem é uma entidade jurídica reconhecida pela Santa Sé». A sua independência soberana em relação ao Vaticano é ainda enfatizada pela disposição de que a Ordem «tem representação diplomática junto da Santa Sé, de acordo com as normas do direito internacional». A versão revista do referido artigo, tal como redigida pelo Vaticano sob Tomasi, começa agora: «A Ordem está sujeita à Santa Sé, que também a reconhece e protege como uma entidade de direito internacional. Goza ipso iure de personalidade jurídica pública na Igreja». O revisto projecto constitucional suprime inteiramente a disposição pela qual a Ordem tem representação diplomática na Santa Sé, como qualquer outra entidade soberana. As alterações propostas são significativas porque a soberania da Ordem no direito internacional permite-lhe emitir os seus próprios passaportes e manter relações diplomáticas bilaterais com mais de 100 países – o que ajuda nas suas missões humanitárias e médicas globais. A Ordem tem o estatuto de Observador Permanente nas Nações Unidas – o mesmo tipo de filiação e reconhecimento que a Santa Sé. Esse estatuto, e o reconhecimento internacional da Ordem de Malta como sujeito soberano de direito internacional, seria posto em causa se a própria Constituição da Ordem a definisse como sujeito de outro poder. A Ordem foi proposta para o estatuto de Observador Permanente na ONU em 1994. A resolução da ONU sobre o assunto foi introduzida pelo Embaixador da Itália, que observou que a Ordem «não é, certamente, uma organização não governamental; nem é um Estado, uma vez que não tem território nem população própria: é o que os romanos costumavam chamar um sui generis institutio, na situação única de ter perdido o seu poder territorial há dois séculos, mas gozando de reconhecimento internacional». Esse estatuto único, e a independência que o acompanha, foi afirmado pelos membros das Nações Unidas. Mas nos termos da nova Constituição, com a Ordem definida explicitamente como sujeita à Santa Sé, essa independência diplomática seria funcionalmente revogada, e, provavelmente, desencadearia uma revisão do seu estatuto na ONU e das suas relações diplomáticas em todo o mundo. Durante séculos, a Ordem de Malta existiu como uma instituição soberana. Governou a própria Malta até que a ilha foi invadida, por Napoleão, em 1798, e os cavaleiros da Ordem foram forçados ao exílio. Mas mesmo sem território, desde o início do século XIX, a Ordem tem sido formalmente reconhecida como uma entidade soberana não territorial em tratados e leis internacionais, afirmada por vários governos, incluindo a Santa Sé. A Ordem opera esforços de ajuda humanitária em todo o mundo. Embora seja uma ordem religiosa católica, cujos membros professos fazem votos de pobreza, castidade e obediência, a Constituição da Ordem tem, até à data, distinguido a lealdade religiosa da Ordem à Igreja como instituição católica da sua independência de governo como instituição soberana. Na sexta-feira, fontes próximas da sede da Ordem em Roma confirmaram ao The Pillar que o envolvimento do Vaticano nos assuntos internos da Ordem levou recentemente a um impasse nas negociações diplomáticas com, pelo menos, um país. As fontes expressaram a preocupação de que outros Estados possam rever a sua relação bilateral com a Ordem de Malta, se for tornado claro que a Ordem não é realmente independente da Santa Sé. Membros da Ordem dizem que o seu estatuto diplomático é crucial para o seu trabalho humanitário em vários países do mundo, uma vez que os governos lhe concedem acesso para operar como uma parte neutra em zonas de conflito. A sua independência diplomática em algumas regiões é vital, especialmente no Médio Oriente, onde os governos podem estar menos dispostos a permitir o seu funcionamento se for vista como um braço do Vaticano, embora sob uma bandeira diferente. A nova Constituição, juntamente com um novo Código Legal, deverá ser apresentada à liderança da Ordem durante uma reunião de dois dias, com início a 25 de Janeiro, após a qual Tomasi deverá convocar um Capítulo Geral da Ordem para adoptar a nova Constituição no final deste ano. A Ordem tem vindo a trabalhar para uma nova Constituição desde 2017, quando o Papa Francisco forçou a abdicação do Grão-Mestre da Ordem, Fra’ Matthew Festing, no decurso de uma disputa interna entre Festing e o Grão-Chanceler da Ordem, Albrecht von Boselager. Após a abdicação, o Papa criou o cargo de “Cardeal Delegado”, efectivamente deixando de lado o tradicional cargo de Cardeal Patrono da Ordem, detido pelo Cardeal Raymond Burke desde 2014. Francisco nomeou inicialmente o Cardeal Angelo Becciu para o papel de Delegado Especial para supervisionar a reforma «espiritual e moral» da Ordem, mas Becciu foi forçado a demitir-se desse cargo quando o Papa lhe ordenou que renunciasse aos seus cargos e direitos de cardeal em Setembro do ano passado, no meio de alegações de abuso de cargo e de crimes financeiros. Tomasi foi nomeado para o seu lugar a 2 de Novembro de 2020. Após a demissão de Festing, Fra’ Giacomo Dalla Torre foi eleito para liderar a Ordem, mas morreu em 2020. Durante quase um ano, a Ordem foi liderada por Fra’ Marco Luzzago, que foi eleito Lugar Tenente de Grão-Mestre pouco depois da nomeação de Tomasi e a quem foram dados plenos poderes governativos por um mandato de um ano. Em Outubro de 2021, Francisco concedeu a Tomasi amplos poderes para governar directamente a Ordem, suspender a sua liderança, e fazer alterações ad hoc à composição e procedimentos do Capítulo Geral, a fim de levar a cabo a reforma constitucional da Ordem e a eleição de um novo Grão-Mestre. Dies Irae #AOrdemdeMaltaficariasujeitaàSantaSéaoabrigodanovaConstituição
- A Missa de sempre: o baluarte da ortodoxia
A Missa de sempre: o baluarte da ortodoxia Janeiro 19, 2022 O motu proprio Traditionis Custodes, de 16 de Julho de 2021, e as respostas aos recentes dubia (levantados por quem não nos é dado saber), de 18 de Dezembro último, suscitaram uma séria resistência, especialmente do ponto de vista jurídico, uma vez que ambas as disposições apresentam anomalias canónicas que estão longe de ser negligenciáveis. Todavia, quando se deve interpretar um texto legislativo, a regra de ouro é remontar à mens legislatoris, a mente do legislador. Ora, numa leitura objectiva de ambos os documentos, a mente do legislador é claríssima: a Missa reformada de Paulo VI é a única expressão do Rito Romano e a chamada Missa “tradicional” deve desaparecer lenta, mas inexoravelmente. Por muito doloroso que seja, isto não surpreende, estando em perfeita coerência com outras intervenções magisteriais deste pontificado e, em parte, com os anteriores. A Liturgia é o dogma rezado. É, por outras palavras, a ortodoxia da fé católica expressa na oração oficial da Igreja. Quando São Pio V restaurou (não reformou) o Missal Romano de 1570, quis não só restaurar a unidade litúrgica fragmentada por muitas inovações indevidas, mas também erguer um baluarte da fé católica contra a alastradora heresia protestante, uma vez que a Missa Romana tradicional continha os elementos próprios do dogma católico que os protestantes consideravam intoleráveis. Por outras palavras, São Pio V sabia que, ao participar nessa Missa, as pessoas preservariam a fé católica. A partir do Concílio Vaticano II, mas com uma enorme aceleração no último pontificado, assistimos a um desmantelamento sistemático do dogma católico. Pensemos – entre os documentos e os acontecimentos mais recentes – em Amoris Lætitia, que abre a Comunhão aos divorciados recasados, atacando evidentemente três Sacramentos: Matrimónio, Confissão, Eucaristia. Pensemos na introdução da Pachamama no Vaticano, com que se mina o primeiro Mandamento. Pensemos na alastradora mentalidade homossexual, promovida maliciosamente pelos homens da hierarquia da Igreja, violando o mais elementar direito natural. Pensemos nas declarações ecuménicas e inter-religiosas que, há 50 anos, equiparam todas as religiões, com evidente insulto a Deus e consequente confusão dos fiéis… Qual é o objectivo disto? Salientava-o, no século passado, o grande filho de São Domingos e defensor da fé que foi o Padre Calmel, quando escrevia: «Desviados pela quimera de querer descobrir os meios fáceis e infalíveis para, finalmente, realizar a unidade religiosa do género humano, alguns prelados que ocupam os postos mais importantes trabalham para inventar uma Igreja sem fronteiras, na qual todos os homens, dispensados antecipadamente de renunciar ao mundo e a Satanás, não demorariam a encontrar-se em liberdade e fraternidade. Dogmas, ritos, hierarquia, mesmo ascese, se nos preocuparmos com isso, tudo subsistiria da Igreja precedente, mas tudo privado das devidas protecções queridas pelo Senhor e especificadas pela Tradição, e, por esta razão, tudo privado da seiva católica, ou seja, da graça e da santidade». Poder-se-ia perguntar: não bastava desmantelar o dogma para alcançar o objectivo quimérico de uma «unidade religiosa do género humano» e de uma «Igreja sem fronteiras»? A resposta é NÃO, não basta desmontar o dogma através de documentos, mensagens, gestos, insinuações e entrevistas. Tudo isto não basta até que seja destruída a Liturgia, porque é a Liturgia que preserva o dogma. Lutero compreendeu isto muito bem e, por isso, tinha um ódio implacável pela Missa papista, porque – dizia – «é sobre a Missa como sobre uma rocha que todo o sistema papal é construído, com os seus mosteiros, os seus episcopados, as suas igrejas, os seus altares, os seus ministros, a sua doutrina, isto é, com tudo o resto. Tudo isto não deixará de ruir quando a sacrílega e abominável Missa (católica) for destruída». A reforma litúrgica de Paulo VI, como explicaram ilustres estudiosos, enfraqueceu gravemente, se não anulou, o baluarte colocado pela Liturgia em defesa do dogma. Desde então, os erros e os horrores entraram no recinto da Igreja, mas a Missa tradicional continuou sempre e, assim, foi mantida a fé, mesmo se em poucos. É então evidente que, para prosseguir um total desmantelamento do dogma, era necessário derrubar o último e mais importante baluarte: a Missa católica de sempre. Daí os dois últimos documentos confusos que chegam a fazer consistir o Rito Romano numa liturgia inventada há 50 anos, que no futuro poderá, provavelmente, ser verosimilmente eliminada passando-lhe uma esponja, como as liturgias com menos de 200 anos que foram eliminadas por São Pio V. A este respeito, deve também notar-se que o célebre liturgista Klaus Gamber, quando questionado se um Papa pode modificar um rito, respondeu negativamente, uma vez que o Papa é o guardião e garante da Liturgia (bem como dos Dogmas), e não o seu dono. «Nenhum documento da Igreja – escreve –, nem sequer o Código de Direito Canónico, diz expressamente que o Papa, como Supremo Pastor da Igreja, tem o direito de abolir o Rito tradicional. À plena et suprema potestas do Papa são claramente postos limites. […]. Mais de um autor (Gaetano, Suárez) exprime a opinião de que a abolição do Rito tradicional não se enquadra nos poderes do Papa. […] Não é certamente tarefa da Sé Apostólica destruir um Rito de Tradição Apostólica, mas é seu dever mantê-lo e transmiti-lo». Gamber afirma também que o Novus Ordo não pode, de modo algum, ser definido Rito Romano, mas, no máximo, Ritus Modernus: «Falamos mais de Ritus Romanus e contrastamo-lo com o Ritus Modernus». Perante a última batalha modernista contra a Liturgia de sempre, o Padre Calmel adverte-nos com a sua inteligência luminosa: «O modernismo não ataca abertamente, mas sim dissimuladamente, introduzindo o equívoco em todo o lado. Portanto, confessar a fé perante as autoridades modernistas significa rejeitar qualquer equívoco, tanto nos ritos como na doutrina. Significa aderir à Tradição, porque essa, tanto nas definições dogmáticas como no ordenamento ritual, é precisa, leal e irrepreensível». E como numa visão profética do que estava para vir e do que está agora diante dos nossos olhos, escreveu: «Perante autoridades que querem impor a mentira na sua pior forma – a forma modernista – e no meio de um povo cristão desnorteado por esta impostura sem precedentes, percebemos imediatamente que confessar plenamente a fé plena na Igreja, guardiã da verdadeira Missa, significa, antes de mais, continuar a celebrar a Missa de sempre. Se é verdade que isto não acontece sem sofrimento, não é menos verdade que a Igreja, cuja verdadeira Missa celebramos, nos dá, precisamente através dela, a força para suportar esta pena com coragem e desembaraçadamente». É precisamente a partir da celebração da Missa tradicional – que querem fazer morrer – que os sacerdotes irão retirar a coragem e a força para resistir a leis injustas e, provavelmente, inválidas. E podemos estar certos de que enquanto houver mesmo uma Missa tradicional celebrada num canto remoto da terra, o dogma católico será preservado, a fé será mantida, mesmo que com imensa dor, como a Santíssima Virgem que, no Calvário, o único altar do mundo, guardou a fé de toda a Igreja. Cristiana de Magistris / Dies Irae
- Escola católica faz importante alerta contra símbolos anti-família no material de alunos
A escola católica Recanto do Espírito Santo, em Itaúna (MG), emitiu comunicado aos pais e responsáveis sobre símbolos “anti-família”. O texto, que trata de imagens usadas em material de alunos na escola, como unicórnios, caveiras, bandeira do orgulho gay e o rosto do líder revolucionário comunista Ernesto Che Guevara, viralizou nas redes sociais. “As estampas nos objetos que utilizamos também dizem muito a respeito do que vivemos e acreditamos”, diz o comunicado da escola. “Aliás, a moda é um forte instrumento de identificação de grupos. Você já pensou que a escolha dos itens escolares também faz parte da formação das crianças? Antes de escolher, faça a si mesmo algumas perguntas: Qual o significado desta estampa? O que ela representa para meus filhos?”. A escola identifica nos “cadernos e camisetas com caveiras” uma apologia da cultura de morte. O emblema da foice e do martelo, e o rosto de Che Guevara, “grande assassino e revolucionário comunista, estão na moda há décadas”, continua o texto, que está assinado pela direção da escola. O comunicado identifica alguns novos riscos. O arco-íris, símbolo de aliança de Deus com Noé, “foi raptado pela militância LGBT”, assim como a figura do unicórnio, perigosa por representar pessoas não-binárias, alguém que “não se enquadra em nada e vive totalmente sem padrões. Resumindo, é mais um símbolo contrário à lei natural, contrário aos planos de Deus”. A escola cita o Shake Unicórnio, sobremesa lançada pela rede de restaurantes Burger King em comemoração ao dia da parada gay, em apoio de sua interpretação do símbolo. O comunicado do colégio gerou comentários contrários e favoráveis nas redes sociais. “Os responsáveis pelo colégio estão de parabéns. Cumpriram a missão de educador que é orientar o educando”, escreveu Periscópio. “Cruz credo”, disse Sueli.
- Escola católica faz importante alerta contra símbolos anti-família no material de alunos
A escola católica Recanto do Espírito Santo, em Itaúna (MG), emitiu comunicado aos pais e responsáveis sobre símbolos “anti-família”. O texto, que trata de imagens usadas em material de alunos na escola, como unicórnios, caveiras, bandeira do orgulho gay e o rosto do líder revolucionário comunista Ernesto Che Guevara, viralizou nas redes sociais. “As estampas nos objetos que utilizamos também dizem muito a respeito do que vivemos e acreditamos”, diz o comunicado da escola. “Aliás, a moda é um forte instrumento de identificação de grupos. Você já pensou que a escolha dos itens escolares também faz parte da formação das crianças? Antes de escolher, faça a si mesmo algumas perguntas: Qual o significado desta estampa? O que ela representa para meus filhos?”. A escola identifica nos “cadernos e camisetas com caveiras” uma apologia da cultura de morte. O emblema da foice e do martelo, e o rosto de Che Guevara, “grande assassino e revolucionário comunista, estão na moda há décadas”, continua o texto, que está assinado pela direção da escola. O comunicado identifica alguns novos riscos. O arco-íris, símbolo de aliança de Deus com Noé, “foi raptado pela militância LGBT”, assim como a figura do unicórnio, perigosa por representar pessoas não-binárias, alguém que “não se enquadra em nada e vive totalmente sem padrões. Resumindo, é mais um símbolo contrário à lei natural, contrário aos planos de Deus”. A escola cita o Shake Unicórnio, sobremesa lançada pela rede de restaurantes Burger King em comemoração ao dia da parada gay, em apoio de sua interpretação do símbolo. O comunicado do colégio gerou comentários contrários e favoráveis nas redes sociais. “Os responsáveis pelo colégio estão de parabéns. Cumpriram a missão de educador que é orientar o educando”, escreveu Periscópio. “Cruz credo”, disse Sueli.
- RICHARD WAGNER ENTRE O CÉU E O INFERNO
Não me esqueço quando, em 2005,a mídia noticiou que o maestro indiano Zubin Metha, então regente da Filarmônica de Israel, tinha eliminado (“cancelado”, prefere-se dizer hoje) o compositor Richard Wagner do repertório daquela orquestra. Ao contrário do que alguns haviam insinuado, Metha disse à imprensa que não nutria nenhuma antipatia pessoal pela obra do compositor alemão, como seria normal em alguém com a sua formação musical. Pelo contrário: entre suas regências e gravações, encontram-se o Tristão e Isolda , Tannhäuser , O anel dos Nibelungen , A valquíria , O crepúsculo dos deuses . Ninguém estudaria nem regeria (por algumas boas horas) essas longas peças, se não as amasse. No mesmo ano o maestro esteve no Brasil, e, em entrevista gravada para o programa Roda-Viva, da TV Cultura, explicou que a exclusão de Wagner era respeito aos sobreviventes do holocausto que ainda viviam em Israel. Certamente, a não execução de Wagner em Israel — restrição vigente até hoje — devia ser uma “cláusula pétrea” no contrato de Mehta com a Filarmônica daquele país, que o regente respeitou e inclusive disse compreender. Se a música de Wagner fazia os sobreviventes lembrarem-se dos ignóbeis campos de concentração, era justo, segundo ele, que não se tocasse Wagner em território israelense. Não bastava evitar a execução do “Coro dos peregrinos”, da ópera Tannhauser , que os nazistas mandavam sadicamente tocar durante o sacrifício humano? Parece que não. Era preciso cancelar todo o Wagner, pois tinha sido particularmente venerado pelos nazistas não só o compositor de tantos e belos dramas musicais, como o desprezível autor de panfletos antissemitas, que a seu modo colaboraram para o surgimento e fortalecimento, na Alemanha, daquela torpe ideologia. Zubin Metha não via por que submeter as vítimas a essa dura experiência. Afinal, as lembranças, quando vêm pela música, vêm mais intensas. É humanamente compreensível a decisão do maestro; nem é razoável duvidar de sua sinceridade, pois não lhe faltariam orquestras para reger, com excelentes e mais flexíveis contratos, em qualquer país da Europa ou nos Estados Unidos. Contudo — sempre haverá lugar para uma incômoda adversativa nos complicados parágrafos desta vida —, uma decisão desta espécie provoca algumas questões, das quais não se pode fugir. A principal delas talvez seja a seguinte: não é possível separar o trigo da produção artística de alguém, do joio de suas equivocadas ideias políticas, morais e religiosas? Outra questão: o “cancelamento” de Wagner não seria, antes, produto de um certo ressentimento vitimista? É sabido que Wagner era um mau-caráter. Mas foi, também, um artista que não só inovou como compositor — criou alguns dramas musicais que entraram tanto para a história da literatura como para a história da música; criou um estilo de orquestração todo seu, com rica e sábia exploração dos timbres orquestrais —, mas também influenciou a própria maneira de interpretar as obras musicais de seus predecessores e contemporâneos. Foi um divisor de águas. É um nome, portanto, que a história da música não pode ignorar, independentemente do que ele pensou fora dos muros estritamente musicais. Homens das mais variadas colorações políticas e religiosas têm amado a música de Wagner, nos quase dois últimos séculos. Tanto quanto Hitler, o próprio Theodor Herz, nome fundamental na criação do estado israelense, também era grande admirador do mestre que compôs Parsifal . O mesmo ocorre com um dos maiores regentes vivos (e, também, grande pianista), o judeu-argentino Daniel Baremboim. Ninguém pode garantir que o homem Richard Wagner esteja, hoje, no inferno, embora tenha feito todo o possível para abrir e pavimentar a larga estrada que a ele conduz. Que suas grandes obras, porém, tenham ido diretamente para o Céu, todos os amantes da boa música seriam unânimes em afirmar.
- DE UM SERMÃO DO PADRE VIEIRA SOBRE A ORAÇÃO VOCAL E A MENTAL
“Quanta é a diferença que têm (posto que estejam tão juntos) na rosa, o cheiro e a virtude; na árvore, a folha e o fruto; no mar, a concha e a pérola; no céu, a aurora e o dia; no homem, o corpo e a alma. E para que digamos por seus próprios termos: quanta é a vantagem que faz o entendimento à voz, tanta é a que tem (posto que irmãs entre si) a oração mental sobre a vocal. A vocal é o exterior da oração, a mental, o interior; a vocal é a parte sensível, a mental a que não sente; a vocal é um corpo formado no ar, a mental o espírito que a informa, e lhe dá vida. A vocal recita preces, a mental contempla mistérios; a vocal fala, a mental medita; a vocal lê, a mental imprime; a vocal pede, a mental convence. A vocal pode ser forçada, a mental sempre é voluntária; a vocal pode não sair do coração, a mental entra nele e o penetra; e, se é duro, o abranda. A vocal exercita a memória, a mental discorre com o entendimento, e move a vontade; a vocal caminha pela estrada aberta, a mental cava no campo, e não só cultiva a terra, mas descobre tesouros.” (Padre Antônio Vieira, “Terceiro Sermão sobre o Rosário”)
- “Big Brother Brasil é a catequese do encardido” alerta Padre Leo
A catequese do “encardido” chamada Big Brother – Trecho de uma pregação de Padre Léo Se você quer uma catequese do demônio, para descobrir tudo que o demônio tem a ensinar as famílias para que elas se destruam, chama-se Big Brother. Clique aqui para assistir a pregação: Assista também Porque muitos, mesmo dentro da Igreja, estão a caminho do inferno? A maior catequese demoníaca contrária à família. Se você quer uma catequese do demônio, para descobrir tudo que o demônio tem a ensinar as famílias para que elas se destruam (e aí o lobo entra lá com facilidade), chama-se Big Brother. Aí você tem uma aula completa. E é terrível! Hoje faz uma semana que eu li na Folha de São Paulo, um jornal sério, um grande jornal (e também não iria publicar uma matéria dessas se não tivesse provas), que o Big Brother, criado pela Endemol… Olha o nome da empresa: Endemol… O Big Brother já passou em 27 países do mundo. Na Espanha, por exemplo, já chegou na quinta edição. No Brasil está na *quarta… Ele já foi assistido por 2 bilhões de telespectadores no mundo. E, como eles estão espalhados no mundo inteiro, criaram então o Big Brother árabe, muçulmano, pra passar em vários países da Arábia. O programa foi feito nos Emirados Árabes. Os doze participantes, um de cada país, pegando toda a região da Arábia, toda a região muçulmana. E tomaram os cuidados, lá, por exemplo: o quarto das moças separado do quarto dos rapazes. Os rapazes não podiam entrar no quarto das moças e as moças não podiam entrar no quarto dos rapazes, como é a lei muçulmana. As moças podiam ficar com a veste até o pé, como elas usam, inclusive uma delas, dizia o jornal, o tempo todo estava com aquela veste. Eles tinham, dentro da casa do Big Brother, um quarto especial para oração, que o muçulmano tem que rezar três vezes por dia. Portanto, eles tomaram muitos cuidados! Estreou, foi ao ar e saiu do ar dois dias depois! Porque a população de 12 países muçulmanos disse: “Nós não queremos isso em nossa casa”. Lá na Arábia. Agora, sabe o que deixa a gente envergonhado? Nos países que já fizeram a terceira, a quarta, a quinta edição, a maioria da população se diz católica. Não é uma vergonha? A própria Folha de São Paulo dizia que, há três semanas atrás, quando tinha a eliminatoria do Big Brother, tiveram a alegria de ter 11 milhões de telefonemas. Onze milhões de telefonemas! Com excessão do estado de São Paulo e de Minas, nenhum outro estado do Brasil tem uma população tão grande. Onze milhões? Pra que, gente? Pra eliminar alguém! Leia também NOVELAS E A PERDA DOS PRINCÍPIOS CRISTÃOS Qual é a grande catequese que ensina o Big Brother? Que você pra ganhar na vida, você tem que ir, pouco a pouco, eliminando as pessoas. Olha se não é o demônio que taí? É o contrário do Evangelho. Por isso, eles gastam tanto dinheiro, por isso tem tanta propaganda, tanta empresa grande patrocinando. É a catequese do inferno pra destruir família. A imoralidade corre solta! Por acaso eles colocam lá um irmão, uma irmã de verdade? Porque aí ia defender o irmão… Eles colocam gente estranha. Eles colocam lá gente que tenha coragem de se mostrar, gente que tenha coragem de ficar pelado. Gente que tenha coragem de se prostituir e sabendo que está sendo tudo filmado. Gente que não tem pudor. Gente que não tem vergonha na cara. E mostra que a família está apoiando essa pouca vergonha! Porque cada semana, pra eliminatória leva.. a Globo paga uma fortuna pra levar a família de avião, fica em hotel 5 estrelas, os amigos, vão buscar “véio, a véia”, eles vão buscar todo mundo em cadeira de rodas, tudo eles levam…cPra mostrar que a família está apoiando a pessoa lá dentro. Apoiando o quê, gente? Pra ganhar o quê? Pra ganhar não sei quantos mil reais, claro, não é todo esse dinheiro que vai pra mão da pessoa, isso é óbvio que não é. Se fosse assim os que tivessem ganhado antes estavam já milionários. Num país feito o nosso ganhar 500 mil reais! Estão programando um lá na França e outro na Espanha, com duração de um ano. O prêmio vai ser um milhão de euros. Dá mais ou menos 3.700 mil reais. Uma loucura! Uma fortuna! Esse vai ser o prêmio. Então, vai ensinando a pessoa que pra você conseguir, primeiro, que a felicidade é consequência daquilo que eu tenho. Que eu preciso de muito dinheiro pra ser feliz. E para conseguir muito dinheiro eu preciso fazer o quê? Eliminar as pessoas. Leia também A PERSEGUIÇÃO DA REDE GLOBO CONTRA OS BONS Eu vou dizer uma coisa a você, na nossa Comunidade Bethânia, nós já temos muitos filhos e filhas que foram eliminados pela família. Quantas pessoas você já eliminou da sua vida? Ah, tem um amigo e ele prejudicou você? Elimina! Seu marido não faz você mais feliz? E você nasceu para ser feliz, você tem direito de ser feliz? Você assistiu isso na novela… Tem direito de ser feliz? Elimina o marido. Quantos maridos já eliminaram a esposa? Alguns chegam a eliminar, mandam matar mesmo! Não foi ontem no shopping, aqui? Eliminaram um casal aí. Meteu fogo! Dez metros aí do estacinamento do shopping da cidade. Tá no jornal de hoje, notícia do jornal de Joinville. Elimina! Seu vizinho tá te incomodando? Elimina! Ah, não precisa ir longe, lá no seu Grupo de Oração tem alguém te incomodando? Elimina! Como você não tem coragem de eliminar ele matando, como você não tem coragem de ir lá no confessionário pra eliminar ele, você mata com sua língua através da fofoca, da mentira, da calúnia… Elimina. Porque a hora que elimina a comunidade… Por isso, o demônio não gosta de comunidade. A comunidade constrói. Gente, o encardido é terrível! Hoje, a Nova Era patrocina religiões que se dizem catolicas. Nós sabemos que, por exemplo, quantas comunidades católicas tem em Joinville! Quantas comunidades evangélicas sérias tem em Joinville! Santa Catarina tem uma dívida imensa aos irmãos, principalmente aos irmãos da Confissão Luterana, por exemplo… Quantos! Leia também Padre Léo sobre Lula: “Se transformou em um instrumento do encardido!” Como é que surge uma comunidade? A gente arruma dinheiro, e vai lá e compra um teatro? Nós temos dinheiro pra comprar aqui o Ivan Rodrigues e transformá-lo numa Igreja? Temos? Não. Uma comunidade vai sendo contruída tjolo por tijolo. Ou você constrói ou o lobo derruba! Pois o encardido está criando igrejas que se dizem cristãs, que usam o nome de Jesus. Usando dinheiro de droga, dinheiro internacional. Vai lá no centro da cidade, compra um teatro, compra um cinema. Compra isso, compra aquilo… E a partir de então põe uma fachada lá na frente dizendo: Essa igreja é de Nosso Senhor Jesus Cristo. E eu digo a você: essa não é a igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Transcrição de um áudio de pregação de padre Léo encontrado no YouTube. * A quarta edição do BBB aconteceu em 2004, o que nos leva a conclusão que a pregação acima transcrita é do referido ano e ocorreu em Joinville-SC, de acordo com a narração de Padre Léo dos fatos daquele fim de semana. Leia também Um grave problema: Terceirizar a educação dos filhos #BBB #BigBrotherBrasil #PadreLeo

































