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- Novena pelas almas do Purgatório
Infelizmente, quantos cristãos fazem pouco ou nada pelos que já partiram! “Uma das obras mais santas, um dos melhores exercícios de piedade que podemos praticar neste mundo”, diz Santo Agostinho, “é oferecer sacrifícios, esmolas e orações pelos defuntos”. Além disso, quando uma alma é liberta dos terríveis sofrimentos do purgatório, quão grata ela não será por aqueles que rezaram por ela? Certamente os favorecerá com sua intercessão! Nesta novena escrita por Santo Afonso de Ligório, supliquemos a Deus, em nosso favor, a graça da salvação e, em favor das almas do Purgatório, a graça de serem admitidas o mais depressa possível à presença de Deus. A novena pode ser realizada a qualquer momento, mas tem significado especial nos dias que antecedem o dia de finados, de 24 de outubro a 01 de novembro. Orações iniciais para todos os dias da novena Ato de contrição. — Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, Criador e Redentor meu, em quem firmemente creio e espero e a Quem amo mais que a mim mesmo, mais do que todas as coisas, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração por vos ter ofendido, por serdes Vós quem sois, tão bom, santo, amável e adorável; pesa-me também, porque com os meus pecados tenho merecido as penas do Purgatório, e, quem sabe, se também os tormentos eternos do Inferno. Proponho, ajudado com a Vossa graça, nunca mais pecar, fugir de todas as ocasiões de ofender-Vos, confessar-me, corrigir e emendar os meus erros e perseverar até à morte na Vossa amizade. Peço-vos, meu Deus, esta graça, pelo amor que tendes às benditas almas do Purgatório, pelos méritos da Vossa paixão e pelas dores da Vossa aflitíssima Mãe. Amém. Oração inicial. — Ó Pai Eterno, amoroso e misericordioso, que impelido pela Vossa infinita misericórdia, tanto amastes o mundo, a ponto de lhe dardes o vosso Filho Unigênito, para que aqueles que n’Ele crerem não pereçam, mas vivam eternamente, permitireis acaso, ó Senhor, que sofram ainda por muito tempo no Purgatório essas almas queridas, filhas Vossas e esposas de Jesus Cristo, que as comprou com o preço infinito do Seu Sangue? Tende piedade dessas aflitas prisioneiras e livrai-as das suas penas e tormentos. Tende também compaixão da minha pobre alma, livrando-a do abismo do pecado. E se a Vossa justiça, não satisfeita ainda, exige maior reparação pelas faltas que cometeram, ofereço-vos os atos de virtudes que praticar durante esta novena. Nada, ou muito pouco, valem todos eles, é verdade; mas eu vo-los ofereço unidos aos merecimentos de Jesus Cristo, às dores de Sua Mãe Santíssima e às virtudes heroicas de todas as almas justas que até hoje têm vivido no mundo. Compadecei-vos dos vivos e dos defuntos e concedei-nos a todos a graça de cantarmos um dia no Céu os triunfos da Vossa misericórdia. Amém. Escolher o dia da novena 1º dia 2º dia 3º dia 4º dia 5º dia 6º dia 7º dia 8º dia 9º dia Orações finais Encomendamos agora a Jesus Cristo e à sua Santíssima Mãe todas as almas do Purgatório e, em especial, as dos nossos parentes, benfeitores, amigos e inimigos e, sobretudo, as daqueles por quem temos obrigação de pedir. Súplicas a Nosso Senhor Jesus Cristo , para que, pelas dores da sua Paixão, Se compadeça das almas do Purgatório : Ó dulcíssimo Jesus, pelo suor de sangue que derramastes no Horto do Getsêmani, tende piedade das almas do Purgatório. Ó dulcíssimo Jesus, pelas dores da Vossa crudelíssima flagelação, tende piedade das almas do Purgatório. Ó dulcíssimo Jesus, pelas dores da Vossa coroação de espinhos, tende piedade das almas do Purgatório. Ó dulcíssimo Jesus, pelas dores que sofrestes levando a Cruz, tende piedade das almas do Purgatório. Ó dulcíssimo Jesus, pela imensa dor que sofrestes ao separar-se a Vossa alma do Vosso sacratíssimo Corpo, tende piedade das almas do Purgatório. Encomendemo-nos a todas as almas do Purgatório , dizendo: Ó almas benditas, já que pedimos a Deus por vós, que tão amadas sois do Senhor, e tendes a certeza de nunca mais O perder, pedi-lhe por nós também, que estamos ainda em perigo de condenar-nos e perder a Deus para sempre. Amém. V. Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno. R. E a luz perpétua os ilumine. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, ouvi a minha súplica. R. E eleve-se até Vós o meu clamor. Oração às benditas almas, livres do Purgatório pelos nossos sufrágios (para o último dia da novena) . Ó felizes e bem-aventuradas almas, que tivestes a graça de entrar na pátria celestial! Felicitamo-vos com toda a efusão do nosso coração e em nome de toda a Igreja vos damos mil felicitações. Alegramo-nos convosco; unimos nossa alegria à dos Santos e Bem-aventurados; juntamos nossos louvores aos que vós rendeis ao Criador por tão imenso favor. Sim, almas ditosas, regozijai-vos. Já não há para vós tristezas nem angústias; acabaram-se já os perigos e as tentações. Agora tendes a paz, a felicidade, a alegria, o gozo, a consolação e o eterno descanso dos bem-aventurados. Que glória para vós se com os nossos sufrágios antecipamos a vossa eterna felicidade! Triunfai, pois, reinai e gozai do Céu, mas não esqueçais de nós, que ainda combatemos sobre a terra; olhai-nos com compaixão, porque estamos rodeados de numerosos e terríveis inimigos. Já que sois tão poderosas perante Deus, rogai pelos vossos devotos, para que sejamos fiéis e constantes no serviço de Deus e possamos também louvá-Lo e bendizê-Lo um dia convosco eternamente na glória celeste. Amém. Primeiro dia São muitas as penas que sofrem as benditas almas do Purgatório; mas a maior de todas é o pensamento de que foram elas próprias a causa dos seus sofrimentos pelos pecados que cometeram em vida. Ó Jesus, Salvador meu! Eu, que tantas vezes tenho merecido o Inferno, que pena não experimentaria agora, se me visse condenado, ao pensar que eu próprio fora a causa da minha condenação? Dou-Vos infinitas graças pela paciência que tendes tido em me suportar. Amo-vos, meu Deus, sobre todas as coisas, porque sois a Bondade Infinita; arrependo-me de todo o meu coração de vos ter ofendido e antes quero morrer, do que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da perseverança; tende piedade de mim e das benditas almas que sofrem no ardente fogo do Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com as vossas poderosas súplicas. Amém. 5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem. Propósito. — Formar a generosa resolução de rezar todos os dias da novena em sufrágio das benditas almas. 👉 Fazer as orações finais Segundo dia A pena que em segundo lugar atormenta excessivamente as benditas almas é a recordação do tempo que perderam durante a sua vida, durante o qual teriam podido adquirir maiores méritos para o Céu; e a lembrança de que esta perda é para sempre irreparável, pois que com a vida termina o tempo de merecer. Infeliz de mim, Senhor! Que, por espaço de tanto anos, tenho vivido sobre a terra, durante os quais só tenho merecido os castigos do Inferno. Dou-vos infinitas graças por me concederdes ainda tempo para remediar o mal que tenho feito. Arrependo-me, meu Deus, de vos ter ofendido, a Vós que sois infinitamente bom. Auxiliai-me para que, daqui até o fim da minha vida, empregue todos os momentos unicamente em servir-vos e amar-vos. Tende piedade de mim e dessas almas benditas que sofrem no Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com as vossas poderosas súplicas. Amém. 5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem. Propósito. — Assistir pela manhã, e sempre que se possa, ao Santo Sacrifício da Missa, em sufrágio das almas do Purgatório. 👉 Fazer as orações finais Terceiro dia Outra pena das maiores, que afligem as benditas almas do Purgatório, é a consideração dos pecados que estão expiados. Na vida presente não se conhece bem a fealdade dos pecados, mas compreende-se claramente na outra, e esta é uma das mais vivas dores que sofrem as almas no Purgatório. Ó meu Deus! Amo-vos sobre todas as coisas porque sois a Bondade Infinita; pesa-me de todo o meu coração de vos ter ofendido; antes quero morrer que tornar a ofender-vos; concedei-me a graça da santa perseverança; tende piedade de mim e das almas santas que estão ainda a purificar-se naquele fogo abrasador. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas, e rogai também por nós, que estamos ainda em perigo de nos condenarmos. Amém. 5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem. Propósito. — Pela manhã procuraremos sofrer com paciência os trabalhos que Deus nos enviar e as ofensas do nosso próximo, em sufrágio das benditas almas. 👉 Fazer as orações finais Quarto dia Uma outra pena que muito aflige no Purgatório as almas, esposas de Jesus Cristo, é o pensamento de que, durante a vida, desgostaram com suas culpas aquele Deus a quem tanto amam. Têm-se visto penitentes morrer de dor, ao meditar que ofenderam um Deus tão bom. Muito melhor que nós, conhecem as almas do Purgatório quão amável é Deus, e por conseguinte amam-No com todas as forças do seu coração, e, ao meditar que o desgostaram nesta vida, experimentam uma dor superior a qualquer outra. Ó meu Deus! Porque sois a infinita bondade, arrependo-me de todo o meu coração de vos ter ofendido, antes quero morrer do que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança; tende piedade de mim e daquelas santas almas que sofrem ainda no fogo do Purgatório e que vos amam de todo o seu coração. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Amém. 5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem. Propósito. — Formemos o propósito de beijar pela manhã três vezes a terra, em sufrágio das benditas almas, e em satisfação das palavras altivas que dissermos; e, se quisermos humilhar-nos mais, poderemos fazer com a língua uma pequena cruz no chão. “Peço-vos que tenhais compaixão das santas almas do Purgatório, admitindo-as o mais depressa possível à graça de vos amarem para sempre no Céu.” 👉 Fazer as orações finais Quinto dia Outra pena que tortura horrivelmente as benditas almas do Purgatório é o terem de sofrer os ardores de um fogo abrasador sem saber quando terão fim os seus tormentos. É verdade que têm certeza de ver-se um dia livres deles; mas é um tormento gravíssimo para elas a incerteza do tempo em que hão de acabar. Ó Senhor! Que grande desgraça seria a minha, se me tivésseis precipitado no Inferno, nesse lugar de tormentos donde com certeza nunca mais tornaria a sair! Amo-vos sobre todas as coisas, Bondade Infinita, e arrependo-me de vos ter ofendido; antes quero morrer que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça por intermédio das santas almas que estão ainda a acabar de purificar-se no fogo do Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Amém. 5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem. Propósito. — Não comer nada fora das horas costumadas, ou fazer alguma mortificação corporal em sufrágio das almas do Purgatório. 👉 Fazer as orações finais Sexto dia Quanto maior é a consolação que as benditas almas do Purgatório sentem, proporcionada pela recordação da Paixão de Jesus Cristo, por cujos méritos se salvaram, e do Santíssimo Sacramento do Altar, que tantas graças lhes dispensou e dispensa ainda, por meio de Missas e comunhões por elas aplicadas, tanto mais as atormenta o pensamento de não terem correspondido durante a vida a estes dois grandes benefícios do amor de Jesus Cristo. Ó meu Senhor Jesus Cristo! Vós morrestes também por mim e tendes vos dado muitas vezes a mim na Sagrada Comunhão; e eu sempre vos tenho correspondido com negra ingratidão; mas agora amo-vos sobre todas as coisas, meu sumo Bem. Arrependo-me de todo o coração de vos ter ofendido e prefiro antes a morte que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança e tende piedade de mim e das almas que ainda sofrem no Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Amém. 5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem. Propósito. — Aplicar em sufrágio das almas do Purgatório uma indulgência parcial que se pode lucrar por cada vez que se disser devotamente: “Jesus, Maria e José, eu vos dou meu coração e minha alma”. 👉 Fazer as orações finais Sétimo dia Aumenta também o sofrimento das benditas almas do Purgatório a lembrança dos benefícios particulares que receberam de Deus, como o ter nascido em país católico, ter recebido o Batismo e haver Deus esperado que fizessem penitência de seus pecados para conseguirem o perdão dos mesmos; porque todos estes favores lhes fazem conhecer agora melhor a ingratidão com que corresponderam a Deus. Ó meu Deus! Quem tem sido, mais ingrato do que eu? Vós tendes me esperado com tanta paciência, tendes-me tantas vezes e com tanto amor perdoado os meus crimes, e eu, depois de tantas promessas, tenho voltado a ofender-vos novamente. Oh! Não me precipiteis no Inferno. Ó Bondade Infinita! Arrependo-me sinceramente de vos ter ofendido e antes quero morrer, do que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança e compadecei-vos de mim e das almas que gemem ainda no fogo do Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Amém. 5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem. Propósito. — Dar uma esmola em sufrágio das almas do Purgatório. 👉 Fazer as orações finais Oitavo dia Outra pena que muito tortura as benditas almas do Purgatório, é o pensamento de que, durante a sua vida, Deus usou para com elas de muitas misericórdias especiais que não dispensou a muitas outras; e a lembrança também de que com os seus pecados O obrigaram muitas vezes a retirar-lhes a sua amizade e a condená-las ao Inferno, ainda que depois lhes tenha concedido o perdão e a graça da salvação. Senhor, eu sou um desses ingratos que, depois de ter recebido de Vós tantas graças, tenho desprezado o vosso amor e vos obriguei a condenar-me ao Inferno. Mas agora, ó Bondade Infinita, prometo que vos amarei sempre sobre todas as coisas; arrependo-me, de toda a minha alma, de vos ter ofendido e antes quero morrer, que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança, e tende piedade de mim e das almas do Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Amém. 5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem. Propósito. — O maior sufrágio que de nós reclama as benditas almas, e o mais importante para nós e agradável a Deus, é fazermos por elas uma boa confissão, não calando pecado algum, e com verdadeira dor e arrependimento. “Maria, Mãe de Deus, socorrei as almas do Purgatório e rogai também por nós, que estamos ainda em perigo de nos condenarmos.” 👉 Fazer as orações finais Nono dia São grandes todas as penas que sofrem as almas no Purgatório; o fogo, o tédio, a escuridão, a incerteza do tempo em que hão de ver-se livres de todos estes tormentos; mas a maior de todas é o verem-se separadas do seu divino Esposo e privadas dos prazeres da sua companhia. Ó meu Deus! Como tenho eu podido viver tantos anos longe de Vós e privado de vossa graça? Ó Bondade Infinita, amo-vos sobre todas as coisas; arrependo-me, de todo o meu coração, de vos ter ofendido e antes quero morrer do que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança, e não permitais que torne a cair outra vez no vosso desagrado. Peço-vos que tenhais compaixão das santas almas do Purgatório, as alivieis nos seus tormentos e abrevieis o tempo do seu desterro, admitindo-as o mais depressa possível à graça de vos amarem para sempre no Céu. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas, e rogai também por nós, que estamos ainda em perigo de nos condenarmos. Amém. 5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem. Propósito. — Formemos uma firme resolução de oferecer todas as nossas obras satisfatórias em sufrágio das necessitadas almas do Purgatório. 👉 Fazer as orações finais + Oração às benditas almas, livres do Purgatório pelos nossos sufrágios Fonte: Padre Paulo Ricardo #Finados #Novena #Purgatório
- Novena pelas almas do Purgatório
Infelizmente, quantos cristãos fazem pouco ou nada pelos que já partiram! “Uma das obras mais santas, um dos melhores exercícios de piedade que podemos praticar neste mundo”, diz Santo Agostinho, “é oferecer sacrifícios, esmolas e orações pelos defuntos”. Além disso, quando uma alma é liberta dos terríveis sofrimentos do purgatório, quão grata ela não será por aqueles que rezaram por ela? Certamente os favorecerá com sua intercessão! Nesta novena escrita por Santo Afonso de Ligório, supliquemos a Deus, em nosso favor, a graça da salvação e, em favor das almas do Purgatório, a graça de serem admitidas o mais depressa possível à presença de Deus. A novena pode ser realizada a qualquer momento, mas tem significado especial nos dias que antecedem o dia de finados, de 24 de outubro a 01 de novembro. Orações iniciais para todos os dias da novena Ato de contrição. — Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, Criador e Redentor meu, em quem firmemente creio e espero e a Quem amo mais que a mim mesmo, mais do que todas as coisas, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração por vos ter ofendido, por serdes Vós quem sois, tão bom, santo, amável e adorável; pesa-me também, porque com os meus pecados tenho merecido as penas do Purgatório, e, quem sabe, se também os tormentos eternos do Inferno. Proponho, ajudado com a Vossa graça, nunca mais pecar, fugir de todas as ocasiões de ofender-Vos, confessar-me, corrigir e emendar os meus erros e perseverar até à morte na Vossa amizade. Peço-vos, meu Deus, esta graça, pelo amor que tendes às benditas almas do Purgatório, pelos méritos da Vossa paixão e pelas dores da Vossa aflitíssima Mãe. Amém. Oração inicial. — Ó Pai Eterno, amoroso e misericordioso, que impelido pela Vossa infinita misericórdia, tanto amastes o mundo, a ponto de lhe dardes o vosso Filho Unigênito, para que aqueles que n’Ele crerem não pereçam, mas vivam eternamente, permitireis acaso, ó Senhor, que sofram ainda por muito tempo no Purgatório essas almas queridas, filhas Vossas e esposas de Jesus Cristo, que as comprou com o preço infinito do Seu Sangue? Tende piedade dessas aflitas prisioneiras e livrai-as das suas penas e tormentos. Tende também compaixão da minha pobre alma, livrando-a do abismo do pecado. E se a Vossa justiça, não satisfeita ainda, exige maior reparação pelas faltas que cometeram, ofereço-vos os atos de virtudes que praticar durante esta novena. Nada, ou muito pouco, valem todos eles, é verdade; mas eu vo-los ofereço unidos aos merecimentos de Jesus Cristo, às dores de Sua Mãe Santíssima e às virtudes heroicas de todas as almas justas que até hoje têm vivido no mundo. Compadecei-vos dos vivos e dos defuntos e concedei-nos a todos a graça de cantarmos um dia no Céu os triunfos da Vossa misericórdia. Amém. Escolher o dia da novena 1º dia 2º dia 3º dia 4º dia 5º dia 6º dia 7º dia 8º dia 9º dia Orações finais Encomendamos agora a Jesus Cristo e à sua Santíssima Mãe todas as almas do Purgatório e, em especial, as dos nossos parentes, benfeitores, amigos e inimigos e, sobretudo, as daqueles por quem temos obrigação de pedir. Súplicas a Nosso Senhor Jesus Cristo , para que, pelas dores da sua Paixão, Se compadeça das almas do Purgatório : Ó dulcíssimo Jesus, pelo suor de sangue que derramastes no Horto do Getsêmani, tende piedade das almas do Purgatório. Ó dulcíssimo Jesus, pelas dores da Vossa crudelíssima flagelação, tende piedade das almas do Purgatório. Ó dulcíssimo Jesus, pelas dores da Vossa coroação de espinhos, tende piedade das almas do Purgatório. Ó dulcíssimo Jesus, pelas dores que sofrestes levando a Cruz, tende piedade das almas do Purgatório. Ó dulcíssimo Jesus, pela imensa dor que sofrestes ao separar-se a Vossa alma do Vosso sacratíssimo Corpo, tende piedade das almas do Purgatório. Encomendemo-nos a todas as almas do Purgatório , dizendo: Ó almas benditas, já que pedimos a Deus por vós, que tão amadas sois do Senhor, e tendes a certeza de nunca mais O perder, pedi-lhe por nós também, que estamos ainda em perigo de condenar-nos e perder a Deus para sempre. Amém. V. Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno. R. E a luz perpétua os ilumine. V. Descansem em paz. R. Amém. V. Senhor, ouvi a minha súplica. R. E eleve-se até Vós o meu clamor. Oração às benditas almas, livres do Purgatório pelos nossos sufrágios (para o último dia da novena) . Ó felizes e bem-aventuradas almas, que tivestes a graça de entrar na pátria celestial! Felicitamo-vos com toda a efusão do nosso coração e em nome de toda a Igreja vos damos mil felicitações. Alegramo-nos convosco; unimos nossa alegria à dos Santos e Bem-aventurados; juntamos nossos louvores aos que vós rendeis ao Criador por tão imenso favor. Sim, almas ditosas, regozijai-vos. Já não há para vós tristezas nem angústias; acabaram-se já os perigos e as tentações. Agora tendes a paz, a felicidade, a alegria, o gozo, a consolação e o eterno descanso dos bem-aventurados. Que glória para vós se com os nossos sufrágios antecipamos a vossa eterna felicidade! Triunfai, pois, reinai e gozai do Céu, mas não esqueçais de nós, que ainda combatemos sobre a terra; olhai-nos com compaixão, porque estamos rodeados de numerosos e terríveis inimigos. Já que sois tão poderosas perante Deus, rogai pelos vossos devotos, para que sejamos fiéis e constantes no serviço de Deus e possamos também louvá-Lo e bendizê-Lo um dia convosco eternamente na glória celeste. Amém. Primeiro dia São muitas as penas que sofrem as benditas almas do Purgatório; mas a maior de todas é o pensamento de que foram elas próprias a causa dos seus sofrimentos pelos pecados que cometeram em vida. Ó Jesus, Salvador meu! Eu, que tantas vezes tenho merecido o Inferno, que pena não experimentaria agora, se me visse condenado, ao pensar que eu próprio fora a causa da minha condenação? Dou-Vos infinitas graças pela paciência que tendes tido em me suportar. Amo-vos, meu Deus, sobre todas as coisas, porque sois a Bondade Infinita; arrependo-me de todo o meu coração de vos ter ofendido e antes quero morrer, do que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da perseverança; tende piedade de mim e das benditas almas que sofrem no ardente fogo do Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com as vossas poderosas súplicas. Amém. 5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem. Propósito. — Formar a generosa resolução de rezar todos os dias da novena em sufrágio das benditas almas. 👉 Fazer as orações finais Segundo dia A pena que em segundo lugar atormenta excessivamente as benditas almas é a recordação do tempo que perderam durante a sua vida, durante o qual teriam podido adquirir maiores méritos para o Céu; e a lembrança de que esta perda é para sempre irreparável, pois que com a vida termina o tempo de merecer. Infeliz de mim, Senhor! Que, por espaço de tanto anos, tenho vivido sobre a terra, durante os quais só tenho merecido os castigos do Inferno. Dou-vos infinitas graças por me concederdes ainda tempo para remediar o mal que tenho feito. Arrependo-me, meu Deus, de vos ter ofendido, a Vós que sois infinitamente bom. Auxiliai-me para que, daqui até o fim da minha vida, empregue todos os momentos unicamente em servir-vos e amar-vos. Tende piedade de mim e dessas almas benditas que sofrem no Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com as vossas poderosas súplicas. Amém. 5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem. Propósito. — Assistir pela manhã, e sempre que se possa, ao Santo Sacrifício da Missa, em sufrágio das almas do Purgatório. 👉 Fazer as orações finais Terceiro dia Outra pena das maiores, que afligem as benditas almas do Purgatório, é a consideração dos pecados que estão expiados. Na vida presente não se conhece bem a fealdade dos pecados, mas compreende-se claramente na outra, e esta é uma das mais vivas dores que sofrem as almas no Purgatório. Ó meu Deus! Amo-vos sobre todas as coisas porque sois a Bondade Infinita; pesa-me de todo o meu coração de vos ter ofendido; antes quero morrer que tornar a ofender-vos; concedei-me a graça da santa perseverança; tende piedade de mim e das almas santas que estão ainda a purificar-se naquele fogo abrasador. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas, e rogai também por nós, que estamos ainda em perigo de nos condenarmos. Amém. 5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem. Propósito. — Pela manhã procuraremos sofrer com paciência os trabalhos que Deus nos enviar e as ofensas do nosso próximo, em sufrágio das benditas almas. 👉 Fazer as orações finais Quarto dia Uma outra pena que muito aflige no Purgatório as almas, esposas de Jesus Cristo, é o pensamento de que, durante a vida, desgostaram com suas culpas aquele Deus a quem tanto amam. Têm-se visto penitentes morrer de dor, ao meditar que ofenderam um Deus tão bom. Muito melhor que nós, conhecem as almas do Purgatório quão amável é Deus, e por conseguinte amam-No com todas as forças do seu coração, e, ao meditar que o desgostaram nesta vida, experimentam uma dor superior a qualquer outra. Ó meu Deus! Porque sois a infinita bondade, arrependo-me de todo o meu coração de vos ter ofendido, antes quero morrer do que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança; tende piedade de mim e daquelas santas almas que sofrem ainda no fogo do Purgatório e que vos amam de todo o seu coração. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Amém. 5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem. Propósito. — Formemos o propósito de beijar pela manhã três vezes a terra, em sufrágio das benditas almas, e em satisfação das palavras altivas que dissermos; e, se quisermos humilhar-nos mais, poderemos fazer com a língua uma pequena cruz no chão. “Peço-vos que tenhais compaixão das santas almas do Purgatório, admitindo-as o mais depressa possível à graça de vos amarem para sempre no Céu.” 👉 Fazer as orações finais Quinto dia Outra pena que tortura horrivelmente as benditas almas do Purgatório é o terem de sofrer os ardores de um fogo abrasador sem saber quando terão fim os seus tormentos. É verdade que têm certeza de ver-se um dia livres deles; mas é um tormento gravíssimo para elas a incerteza do tempo em que hão de acabar. Ó Senhor! Que grande desgraça seria a minha, se me tivésseis precipitado no Inferno, nesse lugar de tormentos donde com certeza nunca mais tornaria a sair! Amo-vos sobre todas as coisas, Bondade Infinita, e arrependo-me de vos ter ofendido; antes quero morrer que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça por intermédio das santas almas que estão ainda a acabar de purificar-se no fogo do Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Amém. 5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem. Propósito. — Não comer nada fora das horas costumadas, ou fazer alguma mortificação corporal em sufrágio das almas do Purgatório. 👉 Fazer as orações finais Sexto dia Quanto maior é a consolação que as benditas almas do Purgatório sentem, proporcionada pela recordação da Paixão de Jesus Cristo, por cujos méritos se salvaram, e do Santíssimo Sacramento do Altar, que tantas graças lhes dispensou e dispensa ainda, por meio de Missas e comunhões por elas aplicadas, tanto mais as atormenta o pensamento de não terem correspondido durante a vida a estes dois grandes benefícios do amor de Jesus Cristo. Ó meu Senhor Jesus Cristo! Vós morrestes também por mim e tendes vos dado muitas vezes a mim na Sagrada Comunhão; e eu sempre vos tenho correspondido com negra ingratidão; mas agora amo-vos sobre todas as coisas, meu sumo Bem. Arrependo-me de todo o coração de vos ter ofendido e prefiro antes a morte que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança e tende piedade de mim e das almas que ainda sofrem no Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Amém. 5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem. Propósito. — Aplicar em sufrágio das almas do Purgatório uma indulgência parcial que se pode lucrar por cada vez que se disser devotamente: “Jesus, Maria e José, eu vos dou meu coração e minha alma”. 👉 Fazer as orações finais Sétimo dia Aumenta também o sofrimento das benditas almas do Purgatório a lembrança dos benefícios particulares que receberam de Deus, como o ter nascido em país católico, ter recebido o Batismo e haver Deus esperado que fizessem penitência de seus pecados para conseguirem o perdão dos mesmos; porque todos estes favores lhes fazem conhecer agora melhor a ingratidão com que corresponderam a Deus. Ó meu Deus! Quem tem sido, mais ingrato do que eu? Vós tendes me esperado com tanta paciência, tendes-me tantas vezes e com tanto amor perdoado os meus crimes, e eu, depois de tantas promessas, tenho voltado a ofender-vos novamente. Oh! Não me precipiteis no Inferno. Ó Bondade Infinita! Arrependo-me sinceramente de vos ter ofendido e antes quero morrer, do que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança e compadecei-vos de mim e das almas que gemem ainda no fogo do Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Amém. 5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem. Propósito. — Dar uma esmola em sufrágio das almas do Purgatório. 👉 Fazer as orações finais Oitavo dia Outra pena que muito tortura as benditas almas do Purgatório, é o pensamento de que, durante a sua vida, Deus usou para com elas de muitas misericórdias especiais que não dispensou a muitas outras; e a lembrança também de que com os seus pecados O obrigaram muitas vezes a retirar-lhes a sua amizade e a condená-las ao Inferno, ainda que depois lhes tenha concedido o perdão e a graça da salvação. Senhor, eu sou um desses ingratos que, depois de ter recebido de Vós tantas graças, tenho desprezado o vosso amor e vos obriguei a condenar-me ao Inferno. Mas agora, ó Bondade Infinita, prometo que vos amarei sempre sobre todas as coisas; arrependo-me, de toda a minha alma, de vos ter ofendido e antes quero morrer, que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança, e tende piedade de mim e das almas do Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Amém. 5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem. Propósito. — O maior sufrágio que de nós reclama as benditas almas, e o mais importante para nós e agradável a Deus, é fazermos por elas uma boa confissão, não calando pecado algum, e com verdadeira dor e arrependimento. “Maria, Mãe de Deus, socorrei as almas do Purgatório e rogai também por nós, que estamos ainda em perigo de nos condenarmos.” 👉 Fazer as orações finais Nono dia São grandes todas as penas que sofrem as almas no Purgatório; o fogo, o tédio, a escuridão, a incerteza do tempo em que hão de ver-se livres de todos estes tormentos; mas a maior de todas é o verem-se separadas do seu divino Esposo e privadas dos prazeres da sua companhia. Ó meu Deus! Como tenho eu podido viver tantos anos longe de Vós e privado de vossa graça? Ó Bondade Infinita, amo-vos sobre todas as coisas; arrependo-me, de todo o meu coração, de vos ter ofendido e antes quero morrer do que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança, e não permitais que torne a cair outra vez no vosso desagrado. Peço-vos que tenhais compaixão das santas almas do Purgatório, as alivieis nos seus tormentos e abrevieis o tempo do seu desterro, admitindo-as o mais depressa possível à graça de vos amarem para sempre no Céu. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas, e rogai também por nós, que estamos ainda em perigo de nos condenarmos. Amém. 5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem. Propósito. — Formemos uma firme resolução de oferecer todas as nossas obras satisfatórias em sufrágio das necessitadas almas do Purgatório. 👉 Fazer as orações finais + Oração às benditas almas, livres do Purgatório pelos nossos sufrágios Fonte: Padre Paulo Ricardo #Finados #Novena #Purgatório
- DE OLHO NO FILHO DE DAVI – Scott Hahn medita sobre o 30º Domingo do Tempo Comum
O evangelho de hoje é irônico. Um cego, Bartimeu, é o primeiro a reconhecer Jesus como o Messias (além dos apóstolos). Sua cura é o último milagre que Cristo faz antes de entrar na cidade santa de Jerusalém, na última semana de sua vida na terra. A cena, no caminho para Jerusalém, evoca a alegre procissão profetizada por Jeremias na primeira leitura de hoje. A profecia é cumprida em Cristo. Deus, através de seu Messias, liberta seu povo do exílio, trazendo-o dos confins da terra, com os cegos e coxos caminhando entre os demais. Jesus, como proclama Bartimeu, é o Filho tão esperado prometido a Davi (2S 7, 12-16; Is 11, 1; Jr 23, 5). Quando ele entrar triunfalmente em Jerusalém, todos reconhecerão que o reino eterno de Davi já chegou (Mc 11, 9-10). Como ouvimos na epístola de hoje, era esperado que o Filho de Davi fosse o Filho de Deus ( Sl 2, 7). Ele estava destinado a ser um sacerdote-rei, como Melquisedeque (Sl 110, 4), que ofereceu pão e vinho ao Deus Altíssimo no alvorecer da história da salvação (Gn 14, 18-20). Bartimeu é um símbolo do seu povo, o povo cativo de Sião, assunto do salmo que cantamos de hoje. Seu Deus fez grandes coisas por ele. Em toda a sua existência semeou entre lágrimas e pranto; agora, colhe uma vida nova. Bartimeu também deveria ser um sinal para nós. Quantas vezes Cristo passa diante de nós na pessoa dos pobres, ou disfarçado de um membro problemático da nossa família, ou como um companheiro difícil (Mt 25, 31-46), e nós não O vemos! Cristo continua a nos chamar através de sua Igreja, como ele chamou Bartimeu através de seus apóstolos. Contudo, nos encontra tantas vezes dando ouvidos à multidão e não aos ensinamentos da sua Igreja! Hoje, ele nos pergunta como fez a Bartimeu: “O que queres que eu te faça?” Com alegria, vamos também perguntar a Cristo: “O que queres que façamos por Ti, em gratidão por tudo o que fizeste por nós?” https://stpaulcenter.com/seeing-the-son-of-david-scott-hahn-reflects-on-the-thirtieth-in-sunday-ordinary-time/
- 43 anos atrás e hoje, João Paulo II nos exorta: ‘Não tenha medo’
O mundo diz que quer que você seja feroz. Os planejadores diários e as canecas de café recomendam que você “seja o dono do seu dia” e os adesivos de pára-choques ordenam que você “diga a verdade ao poder”. É tudo mentira. O mundo quer você com medo. O Pai das Mentiras, cujo único campo de operação é o nosso mundo decaído, quer que você tenha medo. Ai dele, além de já ter perdido a guerra, ele está em grande desvantagem enquanto luta. Ele não pode criar – ele pode apenas distorcer. Ele não pode substituir a virtude por algo próprio, então ele é forçado a se adaptar, a torcer a definição do mundo de bem para atender às suas necessidades. Nosso mundo ainda valoriza a coragem – portanto, você nunca deve pensar que está realmente vivendo com medo. Você deve sentir como se estivesse realmente sendo ousado e fortalecido enquanto se acovarda. É o medo insidioso, sussurrando mentiras, que diz a uma mulher que ela deve ser capaz de matar seu próprio filho, e que ela não pode ter sucesso sem esse direito – mas o mundo diz que é empoderamento. É o medo que está impedindo uma geração inteira de se comprometer com o casamento e a família – o mundo aplaude sua liberdade de espírito. É o medo de se engajar no mundo que mantém indivíduos perfeitamente saudáveis vivendo em sua bolha bidimensional atrás de uma tela de Zoom – mas foi rebatizado como uma ação heróica. Felizmente, como fez ao longo dos milênios, Deus deu ao mundo um santo para uma época tão arisca como esta. Em 22 de outubro de 1978, hoje há 43 anos, o Papa São João Paulo II, então o recém-eleito Vigário de Cristo, olhou para a multidão reunida na Praça de São Pedro para sua missa inaugural, e os exortou: “Sejam não tenho medo.” Essas palavras se tornariam um refrão familiar em seu papado, mas na realidade, elas haviam definido sua vida por muito tempo, e assim seriam até sua morte em 2005. São João Paulo II era destemido. Quando desafiou os nazistas como parte da resistência cultural polonesa, quando falou incansavelmente contra os males do comunismo, quando perdoou seu suposto assassino e quando passou seus últimos anos sucumbindo à doença, sua coragem nunca vacilou. Durante as quase três décadas em que liderou a Igreja Católica, a ousada proclamação da fé de João Paulo II foi maior que a vida, um testemunho vibrante em um mundo castigado por um século de guerras globais e genocídios. Sua alegria e coragem nunca vacilaram porque ele não era sua fonte. Cristo foi. Naquela primeira homilia de seu papado , ele apropriadamente capturou o desespero cultural de um mundo pós-cristão e apontou para o antídoto: “Muitas vezes hoje o homem não sabe o que está dentro dele, nas profundezas de sua mente e coração. Freqüentemente, ele fica incerto sobre o significado de sua vida nesta terra. Ele é assaltado pela dúvida, uma dúvida que se transforma em desespero. Pedimos-lhe, portanto, imploramos com humildade e confiança, que Cristo fale ao homem. Só ele tem palavras de vida, sim, de vida eterna. ” Ao longo de sua vida, João Paulo II lutou contra um mundo dilacerado pelo medo e pelo desespero. Sua vida e legado existem como uma grande refutação das mentiras de Satanás e da propagação do medo. Notavelmente, no entanto, ele não insistia frequentemente no inimigo em suas palavras, embora estivesse sempre ciente da ameaça. Em vez disso, com fé inabalável na Ressurreição, ele viveu sua vida com uma alegria tremenda, mesmo durante seus longos anos de sofrimento e doença. João Paulo II viu o mal em ação. Ele sabia exatamente onde a fraqueza e a violência dos homens poderiam levar. Mas ele também sabia a quem já pertencia a vitória e não tinha tempo a perder vivendo em uma prisão de medo. Além disso, ele não tinha interesse em ver ninguém cair em tais armadilhas. Falando para uma multidão de jovens em 1999, João Paulo II os encorajou : “Não se contente com a mediocridade. … Não tenha medo de ser santo! Tende a coragem e a humildade de vos apresentar ao mundo decidido a ser santo, porque a verdadeira e plena liberdade nasce da santidade. Essa aspiração o ajudará a descobrir o amor genuíno, não contaminado pela permissividade egoísta e alienante. ” Nestes tempos conturbados – e não, não são inéditos, pois pragas, guerras, injustiças e hedonismo não são exclusivos de nossa época – podemos agradecer a Deus pelo testemunho de São João Paulo II, e pela lembrança de que a vitória teve já foi ganho. FONTE: NATHIONAL CATHOLIC REGISTER #joãopauloii
- OS ATIVISTAS QUE QUEREM ELIMINAR TODAS AS EXPRESSÕES CULTURAIS DO OCIDENTE – Eric Zemmour
[Eric Zemmour, o jornalista conservador, de origem judaica, que provavelmente disputará com Macron, no próximo ano, a presidência da França, fazia uma boa síntese há quase cinco anos, em artigo para Le Figaro , da atual mentalidade politicamente correta. A seguir, trechos do artigo]. “[Esses] Pequenos grupos de feministas, gays e antirracistas, cada um seguindo seus próprios objetivos, na hora H se aliam contra seu inimigo comum: o homem branco heterossexual. Têm uma inspiração filosófica comum, vinda da famosa «French Theory», a teoria desconstrucionista que migrou para os campi americanos a partir da década de 1960 e lá se transformou no “politicamente correto” midiático e judiciário. Eles usam os fracos, mas são eles os verdadeiros poderosos. O Estado está ao lado deles. A máquina judiciária está ao seu serviço. A mídia de esquerda os apoia. Em nome dos direitos das minorias e do respeito pelas vítimas eternas — mulheres, homossexuais, minorias “racializadas” —, esses ativistas querem eliminar todas as expressões culturais do Ocidente. Seus métodos podem mudar, mas seu propósito permanece o mesmo. Transformam as mulheres cultas de Molière em feministas incendiárias. Acusam Michel Audiard [escritor e roteirista francês de direita] de ter sido um colaboracionista. Teriam censurado as canções de Georges Brassens ou Jacques Brel por homofobia ou misoginia. Acusam a gramática de manter as desigualdades entre homens e mulheres. Não deixam escapar nada, nem a menor piada, nem a mais leve expressão. Fizeram sua própria vulgata marxista de mistura com o gramscismo: a cultura é, para eles, o reflexo do equilíbrio de poder na sociedade. A cultura do homem branco heterossexual é essencialmente opressora; deve, portanto, ser deslegitimada, condenada ao ostracismo, demonizada. Deve ser erradicada. Deve ser substituída. “Nós só destruímos realmente o que substituímos”, disse Danton. Ces militants veulent effacer toute expression culturelle de l’Occident
- QUANDO O FUTURO NOS DISTANCIA DA ETERNIDADE
Um dos defeitos que mais nos pode afastar da confiança na Providência é a preocupação exagerada com o futuro. Ou seja, viver pensando quase obsessivamente nisto. Nas Cartas de um Diabo a seu Aprendiz , de C. S. Lewis, o demônio Berlicche dá este conselho a seu sobrinho Malacoda: “Nosso trabalho é distanciar (aqueles a quem quisermos tentar) tanto do eterno quanto do presente. (…). É muito mais útil deixar o homem viver no futuro. O futuro é desconhecido e, portanto, ao fazê-lo pensar nele, o fazemos pensar em coisas irreais. Em suma, o futuro é, de todas as coisas, a que menos se assemelha à eternidade.” Lo sai che il futuro è la cosa meno simile all’eternità?
- Bento XVI: “Espero me unir logo” aos amigos que já estão na eternidade
“Afetou-me profundamente a notícia da morte do professor dr. Gerhard Winkler. Ele chegou agora ao outro mundo, onde tenho a certeza de que muitos amigos já o aguardam” O Papa Emérito Bento XVI enviou uma carta aos padres da abadia de Wilhering, na Áustria, no dia 2 de outubro, para oferecer os seus pêsames pelo falecimento do pe. Gerhard Winkler, de quem era grande amigo. O monge cisterciense partiu deste mundo enquanto descansava numa casa de repouso para idosos, em Linz, na Áustria, onde vivia desde 2018. A residência é administrada por freiras. Ele havia nascido em Wilhering no ano de 1931 e tinha ingressado ao mosteiro cisterciense em 1951, adotando o nome religioso de Gerhard – seu nome de batismo era Bernhard. Foi ordenado sacerdote em 29 de junho de 1955, doutorou-se em teologia em 1956 e passou a atuar no mundo acadêmico, em cujo contexto trabalhou com Joseph Ratzinger, futuro Papa Bento XVI, na Universidade de Ratisbona. Ali deu aulas de História da Igreja entre 1974 e 1983. A partir de então, lecionou a mesma matéria na Universidade de Salzburg até se aposentar em 1999. A mensagem de condolências do Papa Emérito pela morte do pe. Gerhard foi divulgada pela própria abadia. No texto, Bento XVI afirma: “Foi-me transmitida e afetou-me profundamente a notícia da morte do professor dr. Gerhard Winkler O. Cist. Entre todos os colegas e amigos, era ele o mais próximo de mim. Sua alegria e profunda fé sempre me impactaram. Ele chegou agora ao outro mundo, onde tenho a certeza de que muitos amigos já o aguardam. Espero me unir logo a eles”. Bento XVI: “interiormente em peregrinação para Casa” O Papa Emérito, de 94 anos, vive em retiro no mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano, desde que renunciou ao pontificado numa decisão histórica anunciada ao mundo em fevereiro de 2013. Bento XVI só saiu da Itália uma única vez desde então: em junho de 2020, ele viajou a Ratisbona, Alemanha, para visitar seu irmão mais velho, o pe. Georg Ratzinger, então com 96 anos e gravemente enfermo. Foi uma viagem quase de emergência, com pouco tempo de planejamento. De fato, o pe. Georg faleceu em 1º de julho, pouco após o retorno do irmão ao Vaticano. Com a morte de Georg, o Papa Bento perdeu o único membro da sua família que ainda estava vivo nesta terra. O próprio Bento XVI já afirmou em diversas ocasiões que se prepara para a mesma viagem definitiva. Em 7 de fevereiro de 2018, por ocasião do quinto aniversário da sua renúncia, ele enviou uma carta ao jornal italiano Corriere della Sera confirmando a natural deterioração da sua saúde física e declarando, com grande simplicidade, que já estava “em peregrinação a caminho de Casa”. Ele escreveu: “Só posso dizer que, na lenta diminuição das forças físicas, estou interiormente em peregrinação para Casa. Para mim, neste último trecho do caminho, às vezes um pouco esgotador, é uma grande graça estar rodeado de amor e bondade tamanhos que eu não poderia ter imaginado”. A serenidade de Bento XVI diante do final da vida terrena é um sinal de fé. É a consciência de que a vida ilumina a morte e, portanto, a morte ilumina a vida. A morte, afinal, é apenas uma passagem. Gänswein nega que Bento XVI quer morrer em breve O secretário privado do Papa Emérito Bento XVI, o arcebispo Georg Gänswein, negou aos relatos da mídia de que o pontífice emérito “anseia pela morte”. Benedict é “absolutamente cheio de vida”, disse Gänswein ao jornal Bild na quinta-feira. (CNAd/InfoCatólica) Os sinos de alarme dispararam quando o conteúdo de uma carta de Bento XVI por ocasião da morte de um grande amigo dele, o padre cisterciano Gerhard Winkler, tornou-se conhecido. “A notícia da morte do Prof. Dr. Gerhard Winkler O. Cist., que você me transmitiu, me afetou profundamente”, escreveu Bento XVI. Ele acrescentou: «Entre todos os colegas e amigos, ele era o mais próximo de mim. Sua alegria e fé profunda sempre me atraíram. Agora ele chegou ao outro mundo, onde tenho certeza que muitos amigos já estão esperando por ele. Espero poder me juntar a eles em breve. Este parágrafo, simplesmente piedoso, provocou interpretações entre jornalistas alemães e, aliás, ao redor do mundo, sobre se Bento XVI tinha – literalmente – “o desejo de morrer”. Esta interpretação foi negada pelo Arcebispo Georg Gänswein,um confidente do papa emérito. O prelado disse que a carta foi “pensada com bondade” e veio do coração, mas isso não significa que Bento XVI “não tem mais vontade de viver. Pelo contrário”, disse Gänswein. Obviamente, apontou o Sr. Gänswein, o papa emérito se prepara conscientemente para a morte, como todo cristão deve fazer: “A arte de morrer bem, ou seja, o rabo moriendi, faz parte da vida cristã. O Papa Bento o faz há muitos anos. No entanto, é absolutamente cheio de vida. Estável em sua fraqueza física, com a cabeça muito clara e dotado de seu típico humor bávaro”. Com informações de Aleteia e InfoCatolica #PapaBentoXVI
- Bento XVI: “Espero me unir logo” aos amigos que já estão na eternidade
“Afetou-me profundamente a notícia da morte do professor dr. Gerhard Winkler. Ele chegou agora ao outro mundo, onde tenho a certeza de que muitos amigos já o aguardam” O Papa Emérito Bento XVI enviou uma carta aos padres da abadia de Wilhering, na Áustria, no dia 2 de outubro, para oferecer os seus pêsames pelo falecimento do pe. Gerhard Winkler, de quem era grande amigo. O monge cisterciense partiu deste mundo enquanto descansava numa casa de repouso para idosos, em Linz, na Áustria, onde vivia desde 2018. A residência é administrada por freiras. Ele havia nascido em Wilhering no ano de 1931 e tinha ingressado ao mosteiro cisterciense em 1951, adotando o nome religioso de Gerhard – seu nome de batismo era Bernhard. Foi ordenado sacerdote em 29 de junho de 1955, doutorou-se em teologia em 1956 e passou a atuar no mundo acadêmico, em cujo contexto trabalhou com Joseph Ratzinger, futuro Papa Bento XVI, na Universidade de Ratisbona. Ali deu aulas de História da Igreja entre 1974 e 1983. A partir de então, lecionou a mesma matéria na Universidade de Salzburg até se aposentar em 1999. A mensagem de condolências do Papa Emérito pela morte do pe. Gerhard foi divulgada pela própria abadia. No texto, Bento XVI afirma: “Foi-me transmitida e afetou-me profundamente a notícia da morte do professor dr. Gerhard Winkler O. Cist. Entre todos os colegas e amigos, era ele o mais próximo de mim. Sua alegria e profunda fé sempre me impactaram. Ele chegou agora ao outro mundo, onde tenho a certeza de que muitos amigos já o aguardam. Espero me unir logo a eles”. Bento XVI: “interiormente em peregrinação para Casa” O Papa Emérito, de 94 anos, vive em retiro no mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano, desde que renunciou ao pontificado numa decisão histórica anunciada ao mundo em fevereiro de 2013. Bento XVI só saiu da Itália uma única vez desde então: em junho de 2020, ele viajou a Ratisbona, Alemanha, para visitar seu irmão mais velho, o pe. Georg Ratzinger, então com 96 anos e gravemente enfermo. Foi uma viagem quase de emergência, com pouco tempo de planejamento. De fato, o pe. Georg faleceu em 1º de julho, pouco após o retorno do irmão ao Vaticano. Com a morte de Georg, o Papa Bento perdeu o único membro da sua família que ainda estava vivo nesta terra. O próprio Bento XVI já afirmou em diversas ocasiões que se prepara para a mesma viagem definitiva. Em 7 de fevereiro de 2018, por ocasião do quinto aniversário da sua renúncia, ele enviou uma carta ao jornal italiano Corriere della Sera confirmando a natural deterioração da sua saúde física e declarando, com grande simplicidade, que já estava “em peregrinação a caminho de Casa”. Ele escreveu: “Só posso dizer que, na lenta diminuição das forças físicas, estou interiormente em peregrinação para Casa. Para mim, neste último trecho do caminho, às vezes um pouco esgotador, é uma grande graça estar rodeado de amor e bondade tamanhos que eu não poderia ter imaginado”. A serenidade de Bento XVI diante do final da vida terrena é um sinal de fé. É a consciência de que a vida ilumina a morte e, portanto, a morte ilumina a vida. A morte, afinal, é apenas uma passagem. Gänswein nega que Bento XVI quer morrer em breve O secretário privado do Papa Emérito Bento XVI, o arcebispo Georg Gänswein, negou aos relatos da mídia de que o pontífice emérito “anseia pela morte”. Benedict é “absolutamente cheio de vida”, disse Gänswein ao jornal Bild na quinta-feira. (CNAd/InfoCatólica) Os sinos de alarme dispararam quando o conteúdo de uma carta de Bento XVI por ocasião da morte de um grande amigo dele, o padre cisterciano Gerhard Winkler, tornou-se conhecido. “A notícia da morte do Prof. Dr. Gerhard Winkler O. Cist., que você me transmitiu, me afetou profundamente”, escreveu Bento XVI. Ele acrescentou: «Entre todos os colegas e amigos, ele era o mais próximo de mim. Sua alegria e fé profunda sempre me atraíram. Agora ele chegou ao outro mundo, onde tenho certeza que muitos amigos já estão esperando por ele. Espero poder me juntar a eles em breve. Este parágrafo, simplesmente piedoso, provocou interpretações entre jornalistas alemães e, aliás, ao redor do mundo, sobre se Bento XVI tinha – literalmente – “o desejo de morrer”. Esta interpretação foi negada pelo Arcebispo Georg Gänswein,um confidente do papa emérito. O prelado disse que a carta foi “pensada com bondade” e veio do coração, mas isso não significa que Bento XVI “não tem mais vontade de viver. Pelo contrário”, disse Gänswein. Obviamente, apontou o Sr. Gänswein, o papa emérito se prepara conscientemente para a morte, como todo cristão deve fazer: “A arte de morrer bem, ou seja, o rabo moriendi, faz parte da vida cristã. O Papa Bento o faz há muitos anos. No entanto, é absolutamente cheio de vida. Estável em sua fraqueza física, com a cabeça muito clara e dotado de seu típico humor bávaro”. Com informações de Aleteia e InfoCatolica #PapaBentoXVI
- NOSTALGIA DO CÉU – Pe. Santiago Martín
O Papa Emérito Bento XVI escreveu um breve e afetuoso adeus a um amigo seu, um teólogo e monge cisterciense de 91 anos, que acaba de morrer. A parte mais comovente são estas palavras: “Ele chegou agora ao outro mundo, onde estou certo de que muitos amigos já estão à sua espera. Espero poder juntar-me a eles em breve.” “Espero poder juntar-me a eles em breve”, diz o Papa, mostrando assim um desejo de deixar este mundo para estar com Deus no céu, para sempre, e também com aqueles que para lá foram antes dele. Este anseio do Paraíso tem o selo das palavras de São Paulo, na Carta aos Filipenses : “Para mim, a vida é Cristo, e é lucro morrer”. Ou as de Santa Teresa: “Vivo sem viver em mim mesmo, pois espero uma vida tão elevada que morro porque não morro”. Os santos têm sempre os seus pés na terra, mas mantêm a cabeça no céu. Cristo não nos ensina a afastar-nos do mundo, como se o nosso objetivo fosse alcançar um nirvana de total indiferença por nossa própria dor ou pela dor de outras pessoas. Ele ensina-nos que devemos alimentar os famintos e vestir os nus, mas que tudo isto servirá para que um dia Ele nos diga: “Vinde, benditos do meu Pai”. Sem a referência permanente à vida eterna, a moralidade cristã perde a sua força e torna-se insuportável. Basta ler as bem-aventuranças para perceber que, para Cristo, tudo chega à sua plenitude para além desta vida, porque é ali, no céu, que os pobres serão satisfeitos, os misericordiosos receberão misericórdia, e os perseguidos, por serem fiéis a Cristo, receberão a coroa da glória. As promessas serão cumpridas, se houver vida eterna; se não houver vida eterna, tudo terá sido um engano colossal. Mas, como S. Paulo também disse: há vida eterna, porque Cristo ressuscitou dos mortos. Mas será que temos este anseio pelo céu? Será que a Igreja Católica de hoje — leigos, padres e bispos —, acreditam, acreditamos na vida eterna? A minha impressão é que a grande maioria não a tem em mente, em sua vida quotidiana. Alguns, incluindo uma boa parte da hierarquia, suprimiram da sua pregação — porque já a suprimiram da sua própria fé — a existência do inferno e do purgatório; e consideram de mau gosto falar sobre isso. Se se fala do céu, o que raramente se faz, passa-se a ideia de uma espécie de limbo nebuloso e indefinido, ao qual todos chegam sem grandes exigências. A mensagem clara e dura de Cristo sobre o Juízo foi guardada no velho baú das coisas inúteis, sem perceber que, ao fazê-lo, o homem fica privado do estímulo para fazer o bem e evitar o mal, tal como um aluno ficaria privado do estímulo para estudar, se lhe fosse dito, no início do curso, que não precisaria de estudar, pois de qualquer forma lhe seria dada uma nota de aprovação. Esta Igreja “boa samaritana” não conhece o homem e, com a melhor das intenções, causa-lhe muitos danos. Nem quer conhecer Deus, quando o que o Senhor diz é demasiado exigente. Que ninguém fale da cruz, que ninguém fale de sacrifício, que ninguém fale de esforço: estes parecem ser os slogans da nossa triste era. É por isto que aquelas palavras do Papa Emérito são um presente, mostrando-nos onde devem ser postos os nossos corações. Atribuem a Lope de Vega alguns versos que serviram de luz a muitos católicos e os ajudaram a fazer o bem e a evitar o mal: “A ciência mais acabada É que o homem na graça acabe, Pois que no final da estrada Aquele que é salvo sabe, E o que não é, sabe nada”. Embora chegue um dia o momento do “finalmente!”, como Santa Teresa exclamou quando ao chegar a sua hora, continuamos a lidar com as coisas aqui. Por exemplo, as exatas palavras do Cardeal Müller, que nos recordou que os bispos são sucessores dos apóstolos e não delegados do Papa, e que aqueles que são, verdadeiramente, pastores do seu povo, não se submetem aos ditames do mundo, mas seguem o Senhor e oferecem, aos seus paroquianos, em plenitude, as palavras do Mestre: só Ele é o Salvador do mundo; só Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Ansiamos pela hora do céu, confiando na misericórdia de Deus. Entretanto, pedimos ao Senhor que venha em breve para nos salvar, porque (como Ele disse a São Francisco) parece evidente que a Igreja, a Sua casa, ameaça ir à ruína.
- Fiéis pedem que missa de Paulo VI seja celebrada “com dignidade e fidelidade”
Numa carta dirigida aos bispos da França, oito fiéis que frequentam a santa missa segundo o Missal Romano de São Paulo VI pedem que a liturgia promulgada após o Concílio Vaticano II “seja celebrada com dignidade e fidelidade”, segundo o desejo expresso pelo Papa Francisco em seu motu próprios custódios Traditionis. Conscientes das palavras do Papa Francisco condenando, em seu próprio nome, os custódios Traditionis “os muitos lugares onde as prescrições do novo missal não são celebradas com fidelidade”, enviaram oito fiéis vinculados ao novo Ordo Missae – leigos, sacerdotes e religiosos uma carta aos bispos da França pedindo-lhes que promovam as indicações dadas pelo Concílio Vaticano II para a celebração litúrgica: o silêncio, a orientação, o latim e o próprio da missa, mas também o uso do canto gregoriano, a polifonia e o órgão. Eles também convidam os católicos que desejam enviar esta carta, em seu próprio nome, ao seu bispo. Carta dos fiéis aos bispos Excelências: Em 16 de julho, o Papa Francisco publicou Traditionis custodes, um motu proprio para restringir o uso da missa de acordo com o Missal de 1962, os livros litúrgicos publicados pelos santos papas Paulo VI e João Paulo II após o Vaticano II, convertidos no “único expressão da lex orandi do rito romano ». Depois da surpresa, o recebemos com confiança e queremos que ele contribua para a unidade do Povo de Deus. Em nossas paróquias, estamos comprometidos com o serviço da liturgia e aderimos ao Missal Romano publicado por São Paulo VI e posteriormente republicado por São João Paulo II. Gostamos da sua nobre sobriedade e da sua força espiritual e esperamos que una as comunidades paroquiais e que seja também do seu agrado. No entanto, dois pontos da carta aos bispos que acompanha o motu proprio chamaram nossa atenção: 1 – O Papa Francisco diz que está “entristecido pelos abusos de ambas as partes na celebração da liturgia”. Como Bento XVI, “ele condena o fato de que em muitos lugares a celebração não é fiel às prescrições do novo Missal, mas é mesmo entendida como uma autorização ou mesmo uma obrigação de criatividade, que muitas vezes leva a distorções. do suportável “: compartilhamos com ele esse sentimento e essa observação. Os abusos e a criatividade mencionados são comuns nas paróquias que frequentamos e nos impedem de deixar claro que, no Missal promulgado por Paulo VI, o Rito Romano não só foi preservado, mas foi renovado, respeitando fielmente a Tradição. 2 – O Papa pede que “cada liturgia seja celebrada com dignidade e fidelidade aos livros litúrgicos promulgados depois do Concílio Vaticano II”. A eficácia da liturgia na vida da Igreja depende em grande medida da fidelidade aos ritos prescritos, portadores da graça do sacramento. Sem esta fidelidade, o caráter humano da liturgia tende a prevalecer e a limitar o dom de Deus, se não a obstruí-lo totalmente. O Missal Romano e sua Instrução Geral especificam o uso desses ritos e os sinais sensíveis com os quais a fé é alimentada, fortalecida e expressa. Como o Papa Francisco, também nós vos repetimos que o povo de Deus precisa de vós para dar a conhecer e aplicar as normas estabelecidas pelo Concílio Vaticano II contidas no Missal Romano. Precisamos de vós, guardiães da Tradição, para nos nutrir do espírito da liturgia (SC nº 29; PGMR nº 387). Estamos empenhados em trabalhar convosco para manter este espírito vivo nas nossas paróquias. Preocupados com a unidade e com uma maior fidelidade à Igreja, parece-nos importante prestar uma atenção renovada a todas as indicações do Concílio Vaticano II e promover a sua utilização, que testemunham a nossa tradição litúrgica romana. Especificamente, o silêncio sagrado (SC n.30; PGMR n.45), aquele da Massa (PGMR n.48-87), orientação (PGMR n.146-154-157) e latim (SC n. 36-54) são dados a nós pelo Missal Romano para servir ao mistério que celebramos. No que diz respeito à música litúrgica, tanto o canto gregoriano (SC nº 116) como a polifonia (SC nº 112-113) e o órgão (SC nº 120) nos foram legados como um tesouro de valor inestimável que eleva fortemente a nossa. almas para o céu. Na véspera da nova tradução francesa do Missal, que este motu proprio seja para a nossa Igreja e as nossas comunidades uma oportunidade para aprofundar o mistério da Eucaristia, fonte e ápice da vida cristã. Que nos permita crescer na fidelidade às prescrições da Igreja, sacramento da unidade, para a santificação dos homens e a glorificação de Deus em Cristo. Garantimos nossas orações por seus ministérios e pela Igreja. Dom Loys DE THE,promotor da carta e membro da associação Eclesia Cantic (diocese de Chambéry) Msgr. Denis CROUAN,Doutor em Teologia e Presidente da Associação Pró Liturgia (Diocese de Estrasburgo) Dom Jean-François FREMONT,organista e mestre da capela da Igreja Dama (Diocese de Versalhes) Bispo Pierre FRIESS,pároco de Villars les Dombes (diocese de Belley Ars) Dom Bernard FROSSARD, membro da associação Esprit de la Liturgie (diocese de Roma) Bispo Pierre-Yves HUET, membro da comunidade Emmanuel (Diocese de Munique) Irmão Frédéric PERUTA,monge beneditino da Abadia de Santa Wandrille (diocese de Rouen) Dona Dona aFrançoise STREBLER, responsável pela música litúrgica e mestre da capela da catedral (diocese de Valência). Traduzido de InfoVaticana
- Fiéis pedem que missa de Paulo VI seja celebrada “com dignidade e fidelidade”
Numa carta dirigida aos bispos da França, oito fiéis que frequentam a santa missa segundo o Missal Romano de São Paulo VI pedem que a liturgia promulgada após o Concílio Vaticano II “seja celebrada com dignidade e fidelidade”, segundo o desejo expresso pelo Papa Francisco em seu motu próprios custódios Traditionis. Conscientes das palavras do Papa Francisco condenando, em seu próprio nome, os custódios Traditionis “os muitos lugares onde as prescrições do novo missal não são celebradas com fidelidade”, enviaram oito fiéis vinculados ao novo Ordo Missae – leigos, sacerdotes e religiosos uma carta aos bispos da França pedindo-lhes que promovam as indicações dadas pelo Concílio Vaticano II para a celebração litúrgica: o silêncio, a orientação, o latim e o próprio da missa, mas também o uso do canto gregoriano, a polifonia e o órgão. Eles também convidam os católicos que desejam enviar esta carta, em seu próprio nome, ao seu bispo. Carta dos fiéis aos bispos Excelências: Em 16 de julho, o Papa Francisco publicou Traditionis custodes, um motu proprio para restringir o uso da missa de acordo com o Missal de 1962, os livros litúrgicos publicados pelos santos papas Paulo VI e João Paulo II após o Vaticano II, convertidos no “único expressão da lex orandi do rito romano ». Depois da surpresa, o recebemos com confiança e queremos que ele contribua para a unidade do Povo de Deus. Em nossas paróquias, estamos comprometidos com o serviço da liturgia e aderimos ao Missal Romano publicado por São Paulo VI e posteriormente republicado por São João Paulo II. Gostamos da sua nobre sobriedade e da sua força espiritual e esperamos que una as comunidades paroquiais e que seja também do seu agrado. No entanto, dois pontos da carta aos bispos que acompanha o motu proprio chamaram nossa atenção: 1 – O Papa Francisco diz que está “entristecido pelos abusos de ambas as partes na celebração da liturgia”. Como Bento XVI, “ele condena o fato de que em muitos lugares a celebração não é fiel às prescrições do novo Missal, mas é mesmo entendida como uma autorização ou mesmo uma obrigação de criatividade, que muitas vezes leva a distorções. do suportável “: compartilhamos com ele esse sentimento e essa observação. Os abusos e a criatividade mencionados são comuns nas paróquias que frequentamos e nos impedem de deixar claro que, no Missal promulgado por Paulo VI, o Rito Romano não só foi preservado, mas foi renovado, respeitando fielmente a Tradição. 2 – O Papa pede que “cada liturgia seja celebrada com dignidade e fidelidade aos livros litúrgicos promulgados depois do Concílio Vaticano II”. A eficácia da liturgia na vida da Igreja depende em grande medida da fidelidade aos ritos prescritos, portadores da graça do sacramento. Sem esta fidelidade, o caráter humano da liturgia tende a prevalecer e a limitar o dom de Deus, se não a obstruí-lo totalmente. O Missal Romano e sua Instrução Geral especificam o uso desses ritos e os sinais sensíveis com os quais a fé é alimentada, fortalecida e expressa. Como o Papa Francisco, também nós vos repetimos que o povo de Deus precisa de vós para dar a conhecer e aplicar as normas estabelecidas pelo Concílio Vaticano II contidas no Missal Romano. Precisamos de vós, guardiães da Tradição, para nos nutrir do espírito da liturgia (SC nº 29; PGMR nº 387). Estamos empenhados em trabalhar convosco para manter este espírito vivo nas nossas paróquias. Preocupados com a unidade e com uma maior fidelidade à Igreja, parece-nos importante prestar uma atenção renovada a todas as indicações do Concílio Vaticano II e promover a sua utilização, que testemunham a nossa tradição litúrgica romana. Especificamente, o silêncio sagrado (SC n.30; PGMR n.45), aquele da Massa (PGMR n.48-87), orientação (PGMR n.146-154-157) e latim (SC n. 36-54) são dados a nós pelo Missal Romano para servir ao mistério que celebramos. No que diz respeito à música litúrgica, tanto o canto gregoriano (SC nº 116) como a polifonia (SC nº 112-113) e o órgão (SC nº 120) nos foram legados como um tesouro de valor inestimável que eleva fortemente a nossa. almas para o céu. Na véspera da nova tradução francesa do Missal, que este motu proprio seja para a nossa Igreja e as nossas comunidades uma oportunidade para aprofundar o mistério da Eucaristia, fonte e ápice da vida cristã. Que nos permita crescer na fidelidade às prescrições da Igreja, sacramento da unidade, para a santificação dos homens e a glorificação de Deus em Cristo. Garantimos nossas orações por seus ministérios e pela Igreja. Dom Loys DE THE,promotor da carta e membro da associação Eclesia Cantic (diocese de Chambéry) Msgr. Denis CROUAN,Doutor em Teologia e Presidente da Associação Pró Liturgia (Diocese de Estrasburgo) Dom Jean-François FREMONT,organista e mestre da capela da Igreja Dama (Diocese de Versalhes) Bispo Pierre FRIESS,pároco de Villars les Dombes (diocese de Belley Ars) Dom Bernard FROSSARD, membro da associação Esprit de la Liturgie (diocese de Roma) Bispo Pierre-Yves HUET, membro da comunidade Emmanuel (Diocese de Munique) Irmão Frédéric PERUTA,monge beneditino da Abadia de Santa Wandrille (diocese de Rouen) Dona Dona aFrançoise STREBLER, responsável pela música litúrgica e mestre da capela da catedral (diocese de Valência). Traduzido de InfoVaticana
- Madre Teresa: “O maior destruidor da paz hoje é o aborto”
Em 17 de outubro de 1979, Santa Teresa de Calcutá recebeu o Prêmio Nobel da Paz. A chave do comitê foram “esforços construtivos para acabar com a fome e a pobreza e garantir à humanidade uma comunidade mundial mais segura e melhor para se desenvolver deve ser inspirada no espírito de Madre Teresa, pelo respeito ao valor e à dignidade de cada ser humano”. 11 de dezembro daquele mesmo ano foi o dia em que ela fez o famoso discurso para toda a humanidade, onde ficou claro novamente por que ela levou o prêmio. A santa de hoje queria começar seu discurso antes de tudo para “agradecer a Deus pela oportunidade que temos de estar juntos hoje, pelo dom da paz que nos lembra que fomos criados para viver nessa paz, e que Jesus se tornou homem para nos trazer essa boa notícia aos pobres”. Em seu discurso, ela deu ênfase especial à questão do aborto, indo tão longe quanto afirmar que “muitas pessoas estão muito, muito preocupadas com as crianças na Índia, com crianças na África, onde muitos morrem, talvez por desnutrição, por fome ou outras coisas, mas milhões estão deliberadamente morrendo pela vontade da mãe. E esse é o maior destruidor da paz hoje”, disse ela em referência ao aborto. “Porque se uma mãe pode matar seu próprio filho, o que está faltando para eu matar você e você me matar?”, perguntou Madre Teresa de Calcutá em seu discurso. Sobre seu trabalho com os pobres e desfavorecidos, ela disse: “Eu realmente acredito que não somos assistentes sociais. Podemos estar fazendo um trabalho social aos olhos do povo, mas somos verdadeiros contemplativos no coração do mundo. Porque não paramos de tocar no Corpo de Cristo 24 horas por dia.” Aqui está o discurso de Madre Teresa ao receber o Prêmio Nobel da Paz de 1979: Neste momento em que nos reunimos aqui para agradecer a Deus pelo Prêmio Nobel da Paz, acho que seria lindo se todos orássemos a oração que São Francisco de Assyz compôs que sempre me surpreende muito – rezamos esta oração todos os dias após a Santa Comunhão – porque é muito apropriado para a vida de cada um de nós, E sempre me pergunto se há 400-500 anos, quando São Francisco de Assyson o compôs, eles tiveram as mesmas dificuldades que temos hoje, porque é uma oração que também se encaixa perfeitamente no mundo de hoje. Acho que alguns de vocês já entenderam isso, então vamos rezar juntos. Deixe-me agradecer a Deus pela oportunidade que temos de estar juntos hoje, pelo dom da paz que nos lembra que fomos criados para viver nessa paz, e que Jesus se tornou homem para trazer essa boa notícia aos pobres. Ele, sendo Deus, tomou a condição do homem em todos os aspectos como nós, exceto no pecado, e proclamou claramente que ele tinha vindo para proclamar a boa notícia. Essa boa notícia foi a paz a todos os homens de boa vontade e isso é algo que todos nós queremos – a paz do coração – e Deus amou tanto o mundo que deu ao seu filho – porque lhe foi dado – que é tanto quanto dizer que dói a Deus dar a ele, porque ele amava tanto o mundo que deu ao seu filho e deu à Virgem Maria, E o que ela fez com Ele? Assim que ele entrou em sua vida, Ela imediatamente correu para proclamar essa boa notícia, e assim que ela entrou na casa de seu primo, a criança – a criança não nascida – a criança no ventre de Elizabeth, saltou de alegria. Aquele garotinho ainda não nascido foi o primeiro mensageiro da paz. Ele reconheceu o Príncipe da Paz, ele reconheceu que Cristo tinha vindo para dar a boa notícia para você e para mim. E como se isso não bastasse, como se não bastasse se tornar um homem, ele morreu na cruz para mostrar um amor maior, e ele morreu por você e por mim e por esse leproso e por aquele homem morrendo de fome e aquela outra pessoa nua deitada na rua, não só de Calcutá, mas da África, Nova York, Londres e Oslo – e Ele insistiu que nos amássemos como Ele ama cada um de nós. E lemos tudo isso muito claramente no Evangelho — amor como eu te amei — como eu te amo — como o Pai me amou, então eu te amo — e quanto mais o Pai o amava, mais ele o dava a nós, e quanto mais nos amamos, mais devemos nos entregar um ao outro também até que doa. Não basta dizermos: eu amo Deus, mas não amo meu vizinho. St. John diz que somos mentirosos se dissermos que amamos Deus, mas não amamos nosso vizinho. Como você pode amar um Deus que você não vê, se você não ama seu vizinho que você vê, quem você toca, e com quem você vive? E é por isso que é tão importante perceber que o amor, para ser verdadeiro, deve doer. Magoou Jesus nos amar. E para ter certeza de que nos lembramos de Seu grande amor, Ele fez pão da vida para satisfazer nossa fome por Seu amor. Nossa fome por Deus, porque fomos criados para esse amor. Fomos criados à sua imagem. Fomos criados para amar e ser amados, e então ele se tornou homem para tornar possível para nós amarmos uns aos outros como ele nos amava. Ele se torna o faminto, o nu, o sem-teto, o doente, o prisioneiro, o solitário, o indesejado, e diz: Você fez isso comigo. Com fome de nosso amor e fome por nosso povo pobre. Esta é a fome que você e eu devemos encontrar e que pode estar em nossa própria casa. Nunca me esqueço da oportunidade que tive quando visitei um asilo onde foram deixados por seus filhos e filhas e talvez esquecidos. E eu fui lá, e vi que naquela casa eles tinham tudo, coisas bonitas, mas todos eles estavam olhando para a porta. E eu não vi um pobre sorriso em seus rostos. E virei-me para a irmã e perguntei-lhe como pode ser, como pode ser que essas pessoas que têm tudo, olhem para a porta, por que não sorriem? E eu estou tão acostumada a ver um sorriso em nosso povo, até mesmo o sorriso moribundo, e ela respondeu: Isso é quase todos os dias, eles estão esperando, eles estão esperando um filho ou filha para vir visitá-los. Eles estão magoados porque são esquecidos, e olha, é aqui que o amor é mostrado. Que a pobreza é o que é vivido em nossas próprias casas, é onde ocorre a negligência do amor. Talvez em nossa família tenhamos alguém que se sinta sozinho, doente ou preocupado, e estes são dias difíceis para todos. Estamos lá para recebê-los, a mãe está lá para receber seu filho? Fiquei muito surpreso ao ver tantos meninos e meninas no Ocidente cedendo às drogas, e tentei descobrir por que – por que isso acontece? e a resposta foi: porque não há ninguém na família que os acolha. O pai e a mãe estão tão ocupados que não têm tempo. Os pais jovens têm tantas ocupações que o filho volta às ruas e se envolve em outras coisas. Estamos falando sobre paz. São coisas que quebram a paz, mas acho que o maior destruidor da paz hoje é o aborto, porque é uma guerra direta, um assassinato direto da própria mãe. E lemos nas Escrituras, porque Deus diz claramente: Mesmo que uma mãe possa esquecer seu filho, eu não te esquecerei, eu carrego você gravada na palma da minha mão. Estamos gravados na palma da Sua mão, tão perto Dele que o nascituro foi esculpido na palma da mão de Deus. E é isso que mais me impressiona, o início daquela frase, que mesmo que uma mãe pudesse esquecer algo impossível – mas mesmo que pudesse esquecer – eu não te esquecerei. E hoje o mais importante, o maior destruidor da paz é o aborto. E para aqueles de nós que estão aqui presentes – nossos pais nos amavam. Não estaríamos aqui se nossos pais tivessem feito isso conosco. Amamos nossos filhos, os amamos, mas ai de milhões de crianças. Muitas pessoas estão muito, muito preocupadas com as crianças na Índia, crianças na África, onde muitos estão morrendo, talvez de desnutrição, fome ou outras coisas, mas milhões estão morrendo deliberadamente pela vontade da mãe. E esse é o maior destruidor da paz hoje. Porque se uma mãe pode matar seu próprio filho – o que falta para eu matar você e você me matar? – não há nada no meio. E aplico isso na Índia, aplico em todos os lugares: Vamos trazer a criança de volta, e neste ano que foi o ano da criança: O que fizemos pela criança? No início deste ano eu falei, falei em todos os lugares e disse: Vamos fazer com que este ano toda criança que nasce e por nascer seja amada. E hoje é o fim deste ano, nós realmente amamos as crianças? Eu vou te mostrar algo assustador. Estamos lutando contra o aborto com adoção, salvamos milhares de vidas, enviamos mensagens para todas as clínicas, todos os hospitais, todos os escritórios de polícia – por favor, não destrua a criança, nós pegaremos a criança. E como há sempre alguém a cada hora do dia e da noite, temos um grande número de mães solteiras – diga-lhes para virem, nós cuidaremos de você, cuidaremos de seus filhos e encontraremos um lar para você. Temos uma grande demanda por famílias que não têm filhos, essa é a grande bênção de Deus conosco. E também fazemos outra coisa que é muito bonita, ensinamos nossos mendigos, nossos leprosos, nossos pobres, nossos moradores de rua, o que é planejamento familiar natural. Em Calcutá, em apenas seis anos, somente em Calcutá, 61.273 crianças a menos nasceram graças à prática dos métodos naturais de abstenção, autocontrole… Ensinamos a eles o método de temperatura que é muito bonito e muito simples, e nossos pobres entendem isso. Sabe o que me disseram? Nossa família é saudável, nossa família está unida, e podemos ter um filho quando quisermos. Tão claro, aquelas pessoas na rua, aqueles mendigos, e eu acredito que se nossos pobres podem viver assim, quanto mais você e todos aqueles que têm a capacidade de conhecer os métodos e seu significado sem destruir a vida que Deus criou em nós. Os pobres são pessoas muito boas. Eles podem nos ensinar muitas coisas bonitas. Outro dia um deles veio me agradecer por algo e disse: Você, aqueles que têm o voto de castidade, são os melhores para nos ensinar sobre planejamento familiar, porque consiste em nada além de autocontrole e amor vivo pela outra pessoa. Sinceramente, acho que é uma boa declaração. E são pessoas que talvez não tenham nada para comer, talvez não tenham casa para morar, mas são ótimas pessoas. Os pobres são pessoas maravilhosas. Uma noite saímos e pegamos quatro pessoas na rua. E um deles estava na condição mais terrível — e eu disse para as irmãs: Vocês cuidam dos outros três, eu vou cuidar deste que parece pior. Então eu fiz por aquele homem tudo o que meu amor poderia fazer. Eu o coloquei na cama, e ele mostrou um belo sorriso no rosto. Ele pegou minha mão, enquanto dizia uma única palavra: obrigado – e ele morreu. Eu não conseguia parar de examinar minha consciência antes dela, e eu me perguntava o que ela teria dito se eu estivesse no lugar dela. E minha resposta foi muito simples. Eu teria tentado chamar um pouco a atenção para mim mesmo, eu teria dito que estava com fome, que estou morrendo, estou com frio, estou com dor, ou algo assim, mas essa pessoa me deu muito mais – ele me deu seu amor grato. E ele morreu com um sorriso no rosto. Como o outro homem que pegamos do ralo, meio comido por vermes, e levamos para casa. Eu vivi como um animal na rua, mas morrerei como um anjo, amado e cuidado. E foi maravilhoso ver a grandeza daquele homem que poderia falar assim, que poderia morrer assim, sem culpar ninguém, sem xingar ninguém, sem se comparar a ninguém. Como um anjo, esta é a grandeza do nosso povo. E é por isso que acreditamos no que Jesus disse: eu estava com fome, eu estava nua, eu estava na rua – eu não era querido, eu não era amado, ninguém cuidou de mim – e você fez isso comigo. Eu realmente acredito que não somos assistentes sociais. Podemos estar fazendo um trabalho social aos olhos do povo, mas somos verdadeiros contemplativos no coração do mundo. Porque não paramos de tocar no Corpo de Cristo 24 horas por dia. Mantemos 24 horas dessa presença, e que você e eu. Você também deve tentar manter essa presença de Deus em sua família, porque a família que reza junto permanece unida. E acredito que em nossas famílias não precisamos de bombas e armas para destruir a paz – mas para vivermos juntos, amando uns aos outros, para trazer essa paz, essa alegria, essa força da presença de cada um de nós em casa. E então seremos capazes de superar todo o mal do mundo. Há tanto sofrimento, tanto ódio, tanta miséria, e começamos em casa com nossa oração, com nosso sacrifício. O amor começa em casa, e não é tanto quanto fazemos, mas quanto amor colocamos nas coisas que fazemos. É Deus Todo-Poderoso, não importa o quanto seja feito, porque Ele é infinito, mas quanto amor colocamos nessa ação. Quanto fazemos por Ele na pessoa que estamos servindo. Há algum tempo, em Calcutá, tivemos grande dificuldade em obter açúcar, e não sei como as crianças puderam descobrir, e um menino de quatro anos, um menino hindu, foi à casa dele e disse aos pais: Não vou comer açúcar por três dias, vou dar meu açúcar para Madre Teresa pelos filhos dela. Depois desses três dias, seu pai e sua mãe o trouxeram para nossa casa. Eu nunca os tinha visto antes, e esse carinha mal conseguia pronunciar meu nome, mas ele sabia exatamente o que tinha vindo a fazer. Eu sabia que queria compartilhar o amor dela. E é por tudo isso que recebi tanto amor de todos vocês. Desde que cheguei aqui, fui cercado simplesmente de amor, e com amor verdadeiro e compreensivo. Parecia que todos os homens da Índia, todos os africanos eram muito especiais para você. E eu disse à irmã hoje que me senti em casa. Sinto-me no Convento com as Irmãs como se estivesse em Calcutá com minhas próprias irmãs. É assim que eu me sinto aqui. E então eu estou aqui falando com você, eu quero que você encontre os pobres aqui, antes de qualquer outro lugar em sua própria casa. E comece a amar lá. Seja uma boa notícia para seu próprio povo. E descobrir sobre a situação do vizinho da sua casa. Tive uma experiência extraordinária com uma família hindu que teve oito filhos. Um cavalheiro veio à nossa casa e disse: Madre Teresa, há uma família com oito filhos, você não come há muito tempo, por favor, faça alguma coisa. Então eu peguei um pouco de arroz e fui imediatamente. E eu vi as crianças – seus olhos estavam brilhando de fome – eu não sei se eles já viram fome. Mas eu vi isso muitas vezes. E ela pegou o arroz, dividiu o arroz, e saiu. Quando ele voltou eu perguntei- Onde você foi, o que você fez? E aquela mulher me deu uma resposta muito simples: eles estão com fome também. O que mais me impressionou foi que ela sabia e que eles eram uma família muçulmana – e ela sabia disso. Eu não trouxe mais arroz naquela noite porque eu queria que eles usassem a alegria de compartilhar. Mas havia as crianças, irradiando alegria, compartilhando a alegria com sua mãe porque ela tinha amor para dar. É aí que o amor começa, como você pode ver, em casa. E eu os amo e sou muito grato pelo que recebi. Foi uma bela experiência e eu volto para a Índia – espero estar de volta na próxima semana, no dia 15 – e eu vou ser capaz de trazer o seu amor.
- Madre Teresa: “O maior destruidor da paz hoje é o aborto”
Em 17 de outubro de 1979, Santa Teresa de Calcutá recebeu o Prêmio Nobel da Paz. A chave do comitê foram “esforços construtivos para acabar com a fome e a pobreza e garantir à humanidade uma comunidade mundial mais segura e melhor para se desenvolver deve ser inspirada no espírito de Madre Teresa, pelo respeito ao valor e à dignidade de cada ser humano”. 11 de dezembro daquele mesmo ano foi o dia em que ela fez o famoso discurso para toda a humanidade, onde ficou claro novamente por que ela levou o prêmio. A santa de hoje queria começar seu discurso antes de tudo para “agradecer a Deus pela oportunidade que temos de estar juntos hoje, pelo dom da paz que nos lembra que fomos criados para viver nessa paz, e que Jesus se tornou homem para nos trazer essa boa notícia aos pobres”. Em seu discurso, ela deu ênfase especial à questão do aborto, indo tão longe quanto afirmar que “muitas pessoas estão muito, muito preocupadas com as crianças na Índia, com crianças na África, onde muitos morrem, talvez por desnutrição, por fome ou outras coisas, mas milhões estão deliberadamente morrendo pela vontade da mãe. E esse é o maior destruidor da paz hoje”, disse ela em referência ao aborto. “Porque se uma mãe pode matar seu próprio filho, o que está faltando para eu matar você e você me matar?”, perguntou Madre Teresa de Calcutá em seu discurso. Sobre seu trabalho com os pobres e desfavorecidos, ela disse: “Eu realmente acredito que não somos assistentes sociais. Podemos estar fazendo um trabalho social aos olhos do povo, mas somos verdadeiros contemplativos no coração do mundo. Porque não paramos de tocar no Corpo de Cristo 24 horas por dia.” Aqui está o discurso de Madre Teresa ao receber o Prêmio Nobel da Paz de 1979: Neste momento em que nos reunimos aqui para agradecer a Deus pelo Prêmio Nobel da Paz, acho que seria lindo se todos orássemos a oração que São Francisco de Assyz compôs que sempre me surpreende muito – rezamos esta oração todos os dias após a Santa Comunhão – porque é muito apropriado para a vida de cada um de nós, E sempre me pergunto se há 400-500 anos, quando São Francisco de Assyson o compôs, eles tiveram as mesmas dificuldades que temos hoje, porque é uma oração que também se encaixa perfeitamente no mundo de hoje. Acho que alguns de vocês já entenderam isso, então vamos rezar juntos. Deixe-me agradecer a Deus pela oportunidade que temos de estar juntos hoje, pelo dom da paz que nos lembra que fomos criados para viver nessa paz, e que Jesus se tornou homem para trazer essa boa notícia aos pobres. Ele, sendo Deus, tomou a condição do homem em todos os aspectos como nós, exceto no pecado, e proclamou claramente que ele tinha vindo para proclamar a boa notícia. Essa boa notícia foi a paz a todos os homens de boa vontade e isso é algo que todos nós queremos – a paz do coração – e Deus amou tanto o mundo que deu ao seu filho – porque lhe foi dado – que é tanto quanto dizer que dói a Deus dar a ele, porque ele amava tanto o mundo que deu ao seu filho e deu à Virgem Maria, E o que ela fez com Ele? Assim que ele entrou em sua vida, Ela imediatamente correu para proclamar essa boa notícia, e assim que ela entrou na casa de seu primo, a criança – a criança não nascida – a criança no ventre de Elizabeth, saltou de alegria. Aquele garotinho ainda não nascido foi o primeiro mensageiro da paz. Ele reconheceu o Príncipe da Paz, ele reconheceu que Cristo tinha vindo para dar a boa notícia para você e para mim. E como se isso não bastasse, como se não bastasse se tornar um homem, ele morreu na cruz para mostrar um amor maior, e ele morreu por você e por mim e por esse leproso e por aquele homem morrendo de fome e aquela outra pessoa nua deitada na rua, não só de Calcutá, mas da África, Nova York, Londres e Oslo – e Ele insistiu que nos amássemos como Ele ama cada um de nós. E lemos tudo isso muito claramente no Evangelho — amor como eu te amei — como eu te amo — como o Pai me amou, então eu te amo — e quanto mais o Pai o amava, mais ele o dava a nós, e quanto mais nos amamos, mais devemos nos entregar um ao outro também até que doa. Não basta dizermos: eu amo Deus, mas não amo meu vizinho. St. John diz que somos mentirosos se dissermos que amamos Deus, mas não amamos nosso vizinho. Como você pode amar um Deus que você não vê, se você não ama seu vizinho que você vê, quem você toca, e com quem você vive? E é por isso que é tão importante perceber que o amor, para ser verdadeiro, deve doer. Magoou Jesus nos amar. E para ter certeza de que nos lembramos de Seu grande amor, Ele fez pão da vida para satisfazer nossa fome por Seu amor. Nossa fome por Deus, porque fomos criados para esse amor. Fomos criados à sua imagem. Fomos criados para amar e ser amados, e então ele se tornou homem para tornar possível para nós amarmos uns aos outros como ele nos amava. Ele se torna o faminto, o nu, o sem-teto, o doente, o prisioneiro, o solitário, o indesejado, e diz: Você fez isso comigo. Com fome de nosso amor e fome por nosso povo pobre. Esta é a fome que você e eu devemos encontrar e que pode estar em nossa própria casa. Nunca me esqueço da oportunidade que tive quando visitei um asilo onde foram deixados por seus filhos e filhas e talvez esquecidos. E eu fui lá, e vi que naquela casa eles tinham tudo, coisas bonitas, mas todos eles estavam olhando para a porta. E eu não vi um pobre sorriso em seus rostos. E virei-me para a irmã e perguntei-lhe como pode ser, como pode ser que essas pessoas que têm tudo, olhem para a porta, por que não sorriem? E eu estou tão acostumada a ver um sorriso em nosso povo, até mesmo o sorriso moribundo, e ela respondeu: Isso é quase todos os dias, eles estão esperando, eles estão esperando um filho ou filha para vir visitá-los. Eles estão magoados porque são esquecidos, e olha, é aqui que o amor é mostrado. Que a pobreza é o que é vivido em nossas próprias casas, é onde ocorre a negligência do amor. Talvez em nossa família tenhamos alguém que se sinta sozinho, doente ou preocupado, e estes são dias difíceis para todos. Estamos lá para recebê-los, a mãe está lá para receber seu filho? Fiquei muito surpreso ao ver tantos meninos e meninas no Ocidente cedendo às drogas, e tentei descobrir por que – por que isso acontece? e a resposta foi: porque não há ninguém na família que os acolha. O pai e a mãe estão tão ocupados que não têm tempo. Os pais jovens têm tantas ocupações que o filho volta às ruas e se envolve em outras coisas. Estamos falando sobre paz. São coisas que quebram a paz, mas acho que o maior destruidor da paz hoje é o aborto, porque é uma guerra direta, um assassinato direto da própria mãe. E lemos nas Escrituras, porque Deus diz claramente: Mesmo que uma mãe possa esquecer seu filho, eu não te esquecerei, eu carrego você gravada na palma da minha mão. Estamos gravados na palma da Sua mão, tão perto Dele que o nascituro foi esculpido na palma da mão de Deus. E é isso que mais me impressiona, o início daquela frase, que mesmo que uma mãe pudesse esquecer algo impossível – mas mesmo que pudesse esquecer – eu não te esquecerei. E hoje o mais importante, o maior destruidor da paz é o aborto. E para aqueles de nós que estão aqui presentes – nossos pais nos amavam. Não estaríamos aqui se nossos pais tivessem feito isso conosco. Amamos nossos filhos, os amamos, mas ai de milhões de crianças. Muitas pessoas estão muito, muito preocupadas com as crianças na Índia, crianças na África, onde muitos estão morrendo, talvez de desnutrição, fome ou outras coisas, mas milhões estão morrendo deliberadamente pela vontade da mãe. E esse é o maior destruidor da paz hoje. Porque se uma mãe pode matar seu próprio filho – o que falta para eu matar você e você me matar? – não há nada no meio. E aplico isso na Índia, aplico em todos os lugares: Vamos trazer a criança de volta, e neste ano que foi o ano da criança: O que fizemos pela criança? No início deste ano eu falei, falei em todos os lugares e disse: Vamos fazer com que este ano toda criança que nasce e por nascer seja amada. E hoje é o fim deste ano, nós realmente amamos as crianças? Eu vou te mostrar algo assustador. Estamos lutando contra o aborto com adoção, salvamos milhares de vidas, enviamos mensagens para todas as clínicas, todos os hospitais, todos os escritórios de polícia – por favor, não destrua a criança, nós pegaremos a criança. E como há sempre alguém a cada hora do dia e da noite, temos um grande número de mães solteiras – diga-lhes para virem, nós cuidaremos de você, cuidaremos de seus filhos e encontraremos um lar para você. Temos uma grande demanda por famílias que não têm filhos, essa é a grande bênção de Deus conosco. E também fazemos outra coisa que é muito bonita, ensinamos nossos mendigos, nossos leprosos, nossos pobres, nossos moradores de rua, o que é planejamento familiar natural. Em Calcutá, em apenas seis anos, somente em Calcutá, 61.273 crianças a menos nasceram graças à prática dos métodos naturais de abstenção, autocontrole… Ensinamos a eles o método de temperatura que é muito bonito e muito simples, e nossos pobres entendem isso. Sabe o que me disseram? Nossa família é saudável, nossa família está unida, e podemos ter um filho quando quisermos. Tão claro, aquelas pessoas na rua, aqueles mendigos, e eu acredito que se nossos pobres podem viver assim, quanto mais você e todos aqueles que têm a capacidade de conhecer os métodos e seu significado sem destruir a vida que Deus criou em nós. Os pobres são pessoas muito boas. Eles podem nos ensinar muitas coisas bonitas. Outro dia um deles veio me agradecer por algo e disse: Você, aqueles que têm o voto de castidade, são os melhores para nos ensinar sobre planejamento familiar, porque consiste em nada além de autocontrole e amor vivo pela outra pessoa. Sinceramente, acho que é uma boa declaração. E são pessoas que talvez não tenham nada para comer, talvez não tenham casa para morar, mas são ótimas pessoas. Os pobres são pessoas maravilhosas. Uma noite saímos e pegamos quatro pessoas na rua. E um deles estava na condição mais terrível — e eu disse para as irmãs: Vocês cuidam dos outros três, eu vou cuidar deste que parece pior. Então eu fiz por aquele homem tudo o que meu amor poderia fazer. Eu o coloquei na cama, e ele mostrou um belo sorriso no rosto. Ele pegou minha mão, enquanto dizia uma única palavra: obrigado – e ele morreu. Eu não conseguia parar de examinar minha consciência antes dela, e eu me perguntava o que ela teria dito se eu estivesse no lugar dela. E minha resposta foi muito simples. Eu teria tentado chamar um pouco a atenção para mim mesmo, eu teria dito que estava com fome, que estou morrendo, estou com frio, estou com dor, ou algo assim, mas essa pessoa me deu muito mais – ele me deu seu amor grato. E ele morreu com um sorriso no rosto. Como o outro homem que pegamos do ralo, meio comido por vermes, e levamos para casa. Eu vivi como um animal na rua, mas morrerei como um anjo, amado e cuidado. E foi maravilhoso ver a grandeza daquele homem que poderia falar assim, que poderia morrer assim, sem culpar ninguém, sem xingar ninguém, sem se comparar a ninguém. Como um anjo, esta é a grandeza do nosso povo. E é por isso que acreditamos no que Jesus disse: eu estava com fome, eu estava nua, eu estava na rua – eu não era querido, eu não era amado, ninguém cuidou de mim – e você fez isso comigo. Eu realmente acredito que não somos assistentes sociais. Podemos estar fazendo um trabalho social aos olhos do povo, mas somos verdadeiros contemplativos no coração do mundo. Porque não paramos de tocar no Corpo de Cristo 24 horas por dia. Mantemos 24 horas dessa presença, e que você e eu. Você também deve tentar manter essa presença de Deus em sua família, porque a família que reza junto permanece unida. E acredito que em nossas famílias não precisamos de bombas e armas para destruir a paz – mas para vivermos juntos, amando uns aos outros, para trazer essa paz, essa alegria, essa força da presença de cada um de nós em casa. E então seremos capazes de superar todo o mal do mundo. Há tanto sofrimento, tanto ódio, tanta miséria, e começamos em casa com nossa oração, com nosso sacrifício. O amor começa em casa, e não é tanto quanto fazemos, mas quanto amor colocamos nas coisas que fazemos. É Deus Todo-Poderoso, não importa o quanto seja feito, porque Ele é infinito, mas quanto amor colocamos nessa ação. Quanto fazemos por Ele na pessoa que estamos servindo. Há algum tempo, em Calcutá, tivemos grande dificuldade em obter açúcar, e não sei como as crianças puderam descobrir, e um menino de quatro anos, um menino hindu, foi à casa dele e disse aos pais: Não vou comer açúcar por três dias, vou dar meu açúcar para Madre Teresa pelos filhos dela. Depois desses três dias, seu pai e sua mãe o trouxeram para nossa casa. Eu nunca os tinha visto antes, e esse carinha mal conseguia pronunciar meu nome, mas ele sabia exatamente o que tinha vindo a fazer. Eu sabia que queria compartilhar o amor dela. E é por tudo isso que recebi tanto amor de todos vocês. Desde que cheguei aqui, fui cercado simplesmente de amor, e com amor verdadeiro e compreensivo. Parecia que todos os homens da Índia, todos os africanos eram muito especiais para você. E eu disse à irmã hoje que me senti em casa. Sinto-me no Convento com as Irmãs como se estivesse em Calcutá com minhas próprias irmãs. É assim que eu me sinto aqui. E então eu estou aqui falando com você, eu quero que você encontre os pobres aqui, antes de qualquer outro lugar em sua própria casa. E comece a amar lá. Seja uma boa notícia para seu próprio povo. E descobrir sobre a situação do vizinho da sua casa. Tive uma experiência extraordinária com uma família hindu que teve oito filhos. Um cavalheiro veio à nossa casa e disse: Madre Teresa, há uma família com oito filhos, você não come há muito tempo, por favor, faça alguma coisa. Então eu peguei um pouco de arroz e fui imediatamente. E eu vi as crianças – seus olhos estavam brilhando de fome – eu não sei se eles já viram fome. Mas eu vi isso muitas vezes. E ela pegou o arroz, dividiu o arroz, e saiu. Quando ele voltou eu perguntei- Onde você foi, o que você fez? E aquela mulher me deu uma resposta muito simples: eles estão com fome também. O que mais me impressionou foi que ela sabia e que eles eram uma família muçulmana – e ela sabia disso. Eu não trouxe mais arroz naquela noite porque eu queria que eles usassem a alegria de compartilhar. Mas havia as crianças, irradiando alegria, compartilhando a alegria com sua mãe porque ela tinha amor para dar. É aí que o amor começa, como você pode ver, em casa. E eu os amo e sou muito grato pelo que recebi. Foi uma bela experiência e eu volto para a Índia – espero estar de volta na próxima semana, no dia 15 – e eu vou ser capaz de trazer o seu amor.
- Cardeal Müller: “Verdadeiros bispos católicos não se submetem à opinião pública”
“Os verdadeiros bispos católicos não se submetem à opinião pública, mas testemunham o ‘ensino sólido’ do Evangelho de Cristo, fortalecido pelo poder do Espírito Santo.” Isso foi apontado pelo prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Gerhard Ludwig Müller, em entrevista. O cardeal fez uma declaração por ocasião da premiação do “Leão de Ouro de Veneza pela Paz”. Devemos saber os nomes dos bispos “que são capazes de dialogar com o povo de hoje que possui um alto nível intelectual, mas não os nomes dos cortesãos que lisonjeiam o príncipe”. Além disso, ele foi expurgado, lembrando o que foi indicado nas Escrituras –“Portanto, cuide de você e de todo o rebanho em que o Espírito Santo o colocou como bispos, para alimentar a Igreja do Senhor, que ele ganhou pelo seu sangue”(Atos 20:28) – ele ressaltou que os bispos não são funcionários da Santa Sé, mas “têm uma responsabilidade como representantes de Cristo e não como delegados do Papa”. Na entrevista, o ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé explica: “O Papa Bento me pediu para publicar sua ‘Opera omnia’ em 16 grandes volumes. Tem a qualidade teológica de um pai da igreja da era moderna.” Por sua vez, opinou que “o carisma do Papa Francisco é seu compromisso com os pobres, também amplia nossos horizontes para os povos da ‘periferia’ na África, Ásia, América do Sul e não apenas na América do Norte e europa”. Quando perguntado sobre o papel do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ele afirmou: “Os prefeitos das congregações da Cúria Romana aconselham e apoiam o Papa em sua missão, em seu ensino e na direção da Igreja Universal. Uma vez que a Igreja é uma comunhão de fé revelada, a Congregação para a Doutrina da Fé é fundamental para o ministério petrino.” E finalmente, ele disse: «A igreja não é e não pode ser uma ONG,nem se tornar uma organização religioso-social no caminho para um paraíso terrestre que falhará, mas é um organismo vivo, o corpo de Cristo, que é sua cabeça universal e seu Dalvador. As pessoas não podem reformar ou reconstruir a Igreja à sua conveniência, mas é Deus quem nos reforma, nos renova para que possamos ser bons cristãos, membros vivos de seu corpo (eclesial através dos sacramentos); Cristo é a Cabeça. Os bispos. e também o Bispo de Roma, eles são apenas seus servos (1 Co 4:1). (1 Corinthians 3:11). Esta palavra divina deve ser a máxima do próximo sínodo.” Fonte: Kath.net/InfoCatólica
- Cardeal Müller: “Verdadeiros bispos católicos não se submetem à opinião pública”
“Os verdadeiros bispos católicos não se submetem à opinião pública, mas testemunham o ‘ensino sólido’ do Evangelho de Cristo, fortalecido pelo poder do Espírito Santo.” Isso foi apontado pelo prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Gerhard Ludwig Müller, em entrevista. O cardeal fez uma declaração por ocasião da premiação do “Leão de Ouro de Veneza pela Paz”. Devemos saber os nomes dos bispos “que são capazes de dialogar com o povo de hoje que possui um alto nível intelectual, mas não os nomes dos cortesãos que lisonjeiam o príncipe”. Além disso, ele foi expurgado, lembrando o que foi indicado nas Escrituras –“Portanto, cuide de você e de todo o rebanho em que o Espírito Santo o colocou como bispos, para alimentar a Igreja do Senhor, que ele ganhou pelo seu sangue”(Atos 20:28) – ele ressaltou que os bispos não são funcionários da Santa Sé, mas “têm uma responsabilidade como representantes de Cristo e não como delegados do Papa”. Na entrevista, o ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé explica: “O Papa Bento me pediu para publicar sua ‘Opera omnia’ em 16 grandes volumes. Tem a qualidade teológica de um pai da igreja da era moderna.” Por sua vez, opinou que “o carisma do Papa Francisco é seu compromisso com os pobres, também amplia nossos horizontes para os povos da ‘periferia’ na África, Ásia, América do Sul e não apenas na América do Norte e europa”. Quando perguntado sobre o papel do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ele afirmou: “Os prefeitos das congregações da Cúria Romana aconselham e apoiam o Papa em sua missão, em seu ensino e na direção da Igreja Universal. Uma vez que a Igreja é uma comunhão de fé revelada, a Congregação para a Doutrina da Fé é fundamental para o ministério petrino.” E finalmente, ele disse: «A igreja não é e não pode ser uma ONG,nem se tornar uma organização religioso-social no caminho para um paraíso terrestre que falhará, mas é um organismo vivo, o corpo de Cristo, que é sua cabeça universal e seu Dalvador. As pessoas não podem reformar ou reconstruir a Igreja à sua conveniência, mas é Deus quem nos reforma, nos renova para que possamos ser bons cristãos, membros vivos de seu corpo (eclesial através dos sacramentos); Cristo é a Cabeça. Os bispos. e também o Bispo de Roma, eles são apenas seus servos (1 Co 4:1). (1 Corinthians 3:11). Esta palavra divina deve ser a máxima do próximo sínodo.” Fonte: Kath.net/InfoCatólica
- A emocionante carta de Bento XVI
A emocionante carta de Bento XVI A emocionante carta de Bento XVI a um mosteiro austríaco, em Wilhering, datada de 2 de outubro de 2021, causou comoção no mundo católico. O papa emérito, a escreveu logo após tomar conhecimento da morte de um dos monges, um colega, que lhe era muito próximo e sempre o motivava. Numa página escrita em alemão e com a assinatura autografada do pontífice Joseph Ratzinger, ele confessa ao abade do mosteiro cisterciense, que ouvir a notícia da morte do professor Gerhard Winkler foi algo que o afetou profundamente. A carta foi dirigida a Reinhold Dessl, superior da comunidade e encarregado de levar a notícia a Ratzinger. O pontífice emérito confessou. “de todos os meus colegas e amigos, ele era o mais próximo a mim. Sua alegria e profunda fé, sempre me atraíram”. Bento XVI prosseguiu assinalando que o falecido professor “chegou agora à vida após a morte, onde certamente muitos amigos o aguardam”. Ele escreveu ainda: “Espero poder me juntar a eles em breve”. A carta conclui, reconhecendo que “enquanto isso, estou ligado a ele e à comunidade monástica de Wilhering em oração”. Watch this video on YouTube. Rezemos muito pela saúde do nosso querido Papa Emérito, Bento XVI. Louvado seja Deus! #AemocionantecartadeBentoXVI #BENTOXVI #CARTADEBENTOXVI #EMOCIONANTECARTADEBENTOXVI #PAPAEMÉRITOBENTOXVI
- São João Nepomuceno, mártir do sigilo da Confissão
Pode-se morrer para manter o segredo da Confissão? Aconteceu ao mártir João Nepomuceno, geralmente representado com o dedo sobre os lábios cerrados ou acompanhado por um anjo que se apresenta do mesmo modo; noutras representações, por outro lado, é retratado enquanto ouve a confissão da Rainha da Boémia, Joana da Baviera (1362-1386), consorte de Venceslau IV (1361-1419), e todas as suas efígies são comumente colocadas perto das pontes, nas igrejas ou junto dos confessionários. Nascido, por volta de 1350, na cidade de Nepomuk, na Boémia (actual República Checa), ingressou no clero secular, estudando, primeiro, Teologia e Direito na Universidade de Praga, e, depois, na Universidade de Pádua, onde obteve, em 1387, uma licenciatura em Direito Canónico. Foi nomeado Cónego na Igreja de Santo Egídio, em Praga, e, em 1389, tornou-se Pároco da Igreja de São Galo, bem como Cónego da Catedral de Vyšehrad. Em 1390, renunciou à Paróquia de São Galo para se tornar Arcediago de Žatec e, ao mesmo, tempo Cónego da Catedral de São Vito. Fez-se notar pelas suas habilidades como Notário na Chancelaria Episcopal e, depois, como Protonotário e Secretário do Arcebispo de Praga, João de Jenštejn (1347/48-1400), este último nomeou-o Presidente do Tribunal Eclesiástico e, em 1393, seu Vigário-Geral. Foi então que foi envolvido no violento conflito que opôs São João ao Rei da Boémia e da Alemanha, que, no contexto do desenvolvimento do movimento dos hussitas (seguidores da doutrina do teólogo boémio Jan Hus, que fundou um grupo revolucionário cristão na Boémia do século XV; foram os precursores, juntamente com os lollardos, de John Wycliffe, da Revolução Protestante), queria estender a sua influência com o objectivo de colocar as mãos sobre os bens eclesiásticos. Em 1392, esta luta entrou numa fase aguda quando Venceslau IV fez com que três clérigos fossem julgados por um dos seus juízes e, desejando fundar uma nova diocese para um dos seus favoritos, ordenou que, com a morte do Abade Racek, do Mosteiro de Kladruby, nenhum novo abade fosse eleito e que a igreja da abadia fosse transformada numa sede episcopal sob o seu controlo. O Vigário-Geral, João, opôs-se vigorosamente a esta ordem, que violava o Direito Canónico. Quando o Abade Racek morreu, em 1393, os monges de Kladruby imediatamente elegeram o monge Olenus e o Vigário-Geral prontamente confirmou essa escolha, independentemente das reacções de Venceslau IV, que o prendeu juntamente com o Vigário da Catedral, o P. Venceslau de Meissen, o assistente do Arcebispo e, sucessivamente, o Decano dos Cónegos da Catedral. Foram torturados, a 4 de Março de 1393, e três deles cederam aos pedidos do rei, enquanto João resistiu até o fim, apesar da fúria dos torturadores, que também o sujeitaram à queima dos seus quadris com tochas, mas tudo foi inútil. Finalmente, a 20 de Março, o soberano ordenou que o conduzissem pelas ruas de Praga para atirá-lo ao rio Moldava. Por isso, o local da sua execução, a ponte Carlos IV, tornou-se objecto de veneração e o martírio é recordado por uma placa. O seu corpo foi encontrado a 17 de Abril, encontrando repouso no magnífico monumento sepulcral, totalmente cinzelado, na Catedral de São Vito, em Praga. Nas décadas de 20 e 30 do século XV, os escritores checos e alemães espalharam o boato de que São João tinha sido o confessor da esposa de Venceslau IV, que queria saber esses segredos, todavia, porque se recusou a revelar-lhe as confidências que dela recebera, para não trair o sigilo da Confissão, o rei submeteu-o à tortura, mas, diante da sua determinação de conservar o silêncio absoluto, condenou-o à morte. No século XVIII, graças aos Jesuítas, o seu culto teve uma enorme difusão em grande parte da Europa. Em 1672, a estátua do santo foi colocada na ponte Carlos IV, em Praga, e outros monumentos foram colocados em muitíssimas igrejas e santuários. O processo de elevação à honra dos altares iniciou-se, em Praga, no século XVII, e terminou com a beatificação, em 1721, e a canonização, em 1729, sob o pontificado de Bento XIII (1649-1730). Os actos da canonização baseiam-se na tradição de que o santo morreu, em 16 de Maio de 1383, assassinado por causa da sua recusa em revelar o que a rainha lhe dissera em confissão. Devido às dúvidas sobre a historicidade de São João, entre 1919 e 1920, muitos monumentos a ele dedicados na Boémia foram destruídos. Em 1973, pesquisas antropológicas sobre os seus vestígios confirmaram a sua compatibilidade cronológica com o período histórico ao qual foram atribuídos, de modo que o culto recuperou vigor. Em 1993, seis séculos após a sua morte, foi declarado, pelo Arcebispo de Praga, Cardeal Miloslav Vlk (1932-2017), o “ano de São João Nepomuceno”. Na Itália, são muitas as estátuas erguidas a São Nepomuceno presentes nas igrejas, em pontes e nas praças. Depois da canonização, o seu culto também rapidamente se espalhou para Veneza. No bairro de San Polo, na igreja homónima, acima da entrada, há uma luneta com afrescos que o retrata; na capela a ele dedicada na mesma igreja, o retábulo de Giovanni Battista Tiepolo retrata-o em veneração a Nossa Senhora com o Menino e uma outra tela do seu filho, Giovanni Domenico, representa o seu martírio. Também em Veneza, a presença do santo boémio é generalizada em muitos lugares sagrados, como nas Igrejas dos Santos Apóstolos, de Santo Estêvão, de São Nicolau dei Mendicoli, de São Jeremias, de São Martinho. Uma estátua a ele dedicada está localizada no Grande Canal, na entrada do canal de Cannaregio. Juntamente com a Virgem Maria, São João Nepomuceno é o patrono e protector dos gondoleiros. FONTE: DIES IRAE / Cristina Siccardi
- A Arquidiocese de Vaduz não participará no “Processo Sinodal”
Com data de 15 de Outubro, o Arcebispo de Vaduz, no Principado de Liechtenstein, Mons. Wolfgang Haas, escreveu uma carta à sua diocese a informar que, ao contrário do que estão a fazer as restantes dioceses, salvo eventuais excepções, não participará no Sínodo que discutirá, precisamente, a grave problemática da “sinodalidade”. O portal Dies Iræ disponibiliza, na sua tradução, o texto completo de Mons. Hass. + 15 de Outubro de 2021 O Papa Francisco iniciou um chamado “Processo Sinodal” mundial, que agora está em curso em cada uma das dioceses. Para isso, a Secretaria do Sínodo dos Bispos já publicou uma série de documentos em várias línguas, que estão disponíveis na Internet. Penso que, na nossa pequena Arquidiocese, a implementação de um procedimento tão complexo e, às vezes, até complicado, que nas nossas latitudes corre o risco de ser explorado ideologicamente, pode ser evitada por boas razões. Por um lado, as relações próximas nas nossas paróquias permitem o contacto mútuo de pastores e leigos de forma rápida e fácil, de modo que um intercâmbio intelectual e espiritual sempre foi e é possível. Todos aqueles que o desejam, podem dialogar uns com os outros, ouvir-se uns aos outros e cultivar a comunicação pessoal sobre sugestões, desejos e ideias para a vida quotidiana da igreja. Nos conselhos paroquiais e religiosos, bem como nas instituições escolares, sociais e de caridade e nas instituições de ensino, há contactos constantes entre os interessados, nos quais pode haver uma interacção responsável, palpável e sensível. Por outro lado, é verdade que as consultas têm lugar a vários níveis, nomeadamente também a nível diocesano, ainda que neste momento, “devido ao Coronavírus”, nem tudo seja possível através de reuniões presenciais. Por outro lado, qualquer pessoa que queira expressar por escrito os desejos, preocupações e sugestões para a formação da vida eclesiástica na nossa diocese pode ainda fazê-lo e contactar directamente o Arcebispo ou o Vigário-Geral. No Vademecum para o Sínodo sobre a Sinodalidade, como manual oficial para as deliberações nas igrejas locais, a principal tarefa do bispo é vista na escuta, não em grandes discussões e longos debates. É para ser uma escuta daquilo que o Espírito Santo nos quer dizer. Esta escuta pressupõe a nossa oração pelo dom espiritual do discernimento. Acima de tudo, gostaria de encorajar a oração por este dom especial e pedir a bênção de Deus para todos. † Wolfgang Haas, Arcebispo de Vaduz FONTE: DIES IRAE Documento preparatório Sínodo 2023 Diocese argentina publica uma “oração” a pachamama (e então é forçada a se desculpar) #AArquidiocesedeVaduznãoparticiparánoProcessoSinodal
- O PERENE E O CIRCUNSTANCIAL NO PENSAMENTO DE JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA: O CATÓLICO E O MAÇOM
Acabo de ler Projetos para o Brasil (Publifolha, São Paulo, 2000), uma boa compilação de escritos diversos de José Bonifácio de Andrada e Silva. José Bonifácio é um dos poucos homens públicos brasileiros que desde jovem me chamou a atenção e admirei. Sabia que José Bonifácio era o responsável pelo bom sucesso do processo de independência do Brasil em 1822. Sabia, como qualquer brasileiro, que tinha tido um tremendo conflito com D. Pedro I e vítima de injustiça. Sabia que a causa do conflito era sua defesa de uma monarquia constitucional, à inglesa, ameaçada pelo pendor absolutista do nosso primeiro imperador. Sabia também que era um homem inteligente, culto, fino, de boa família, mas não sabia que era um grande estadista, um pensador, um homem que tinha, realmente, um projeto para a nação que começava a engatinhar. Há várias coisas a considerar a respeito de Projetos do Brasil . Em primeiro lugar, deve-se dizer que se trata de escritos esparsos, de notas pessoais, que não se destinavam à publicação, de modo que apresentam um tom muito intimista e pessoal. José Bonifácio expressa uma visão abrangente, perspicaz, dos problemas e desafios do Brasil de então, visão que conserva uma atualidade impressionante. Percebia que o Brasil era um país completamente heterogêneo, com grupos humanos marginalizados, como os negros e índios, além de imensas regiões isoladas. Em poucas palavras, o Brasil tinha-se constituído um Estado independente em virtude de uma crise política, sem que de fato houvesse uma nação brasileira. Esta tinha de ser construída, com muita prudência e sabedoria, qualidades que distinguiam o caráter do patriarca da independência. Via com clareza o problema da escravatura. Propugnava pelo fim do tráfico negreiro e pela abolição gradual do cativeiro. Denunciava com agudeza os males morais decorrentes do regime escravocrata. A escravidão, dizia, produz uma degradação geral da sociedade, favorecendo o surgimento de todos os vícios. Queria a integração dos índios à civilização. Combatia as injustiças cometidas contra ambas etnias, silvícolas e negros africanos, dizendo que os reis de Portugal tinham tentado defender os primeiros, mas tinham fomentado a exploração dos negros. Como solução de tantos problemas, e visando à construção da nacionalidade, defendia a miscigenação, através da qual seria possível construir uma nação brasileira homogênea. E reconhecia a necessidade de, uma vez abolida a escravidão, garantir aos ex-escravos trabalho no campo por meio de uma reestruturação do sistema fundiário que corrigisse injustiças na distribuição da propriedade rural. Ademais, José Bonifácio de Andrada e Silva tinha consciência da necessidade de preservar nossas florestas e rios, proteger a natureza em geral, destruída pela ignorância de um povo que não tinha conhecimento da ciência agrícola. Via igualmente os malefícios da monocultura da cana de açúcar e clamava pelo incentivo da agricultura, especialmente pela produção de alimentos essenciais, assim como pelo incentivo da piscicultura e apicultura. Dava-se conta também da necessidade premente de fomentar a vida intelectual do país através da criação de escolas, fundação de jornais, etc. Por outro lado, sob o aspecto político, a visão de José Bonifácio de Andrada e Silva é de uma sensatez e de um realismo admiráveis. Tendo conhecido de perto os horrores da Revolução Francesa – esteve na França poucos meses antes do regicídio – e vendo o perigo da anarquia revolucionária, queria para o Brasil uma monarquia constitucional, pois pensava que uma república seria incapaz de preservar a integridade do território do antigo império português na América, além de outros inúmeros males que grassavam nas republiquetas nascidas sobre as ruínas do antigo império espanhol e poderiam repetir-se no Brasil. Cumpre dizer que, como maçom e iluminista, José Bonifácio de Andrada e Silva, não obstante sua defesa de uma monarquia constitucional, não esconde sua simpatia pelo despotismo esclarecido. Elogia os cognominados grandes da Rússia, Pedro e Catarina, bem como Frederico II da Prússia, chegando a dizer que, se D. Pedro I fosse como este último, ele lhe perdoaria as injustiças. Mas não poupa duras críticas ao caráter do príncipe, dizendo que era um sultão, que chegaria às mais baixas grosserias da luxúria, a ponto de adquirir um coração insensível, incapaz de nutrir amizade e respeito por alguém. Após a leitura tão edificante de Projetos para o Brasil , impõe-se a questão: o projeto de José Bonifácio para o Brasil era um projeto maçônico incompatível com nossa consciência moral e nossos valores católicos tradicionais e irrenunciáveis? Sou pela negativa. Os princípios fundamentais do projeto do nosso patriarca são os princípios perenes da moral católica e do direito natural. Em várias páginas o patriarca diz que as bases de uma nação são a família, a religião e a propriedade privada. Seus argumentos mais contundentes contra a escravatura são de natureza teológica, porquanto diz que uma instituição tão desumana contradiz a lei do Evangelho. É bem verdade que em várias páginas respinga um anticlericalismo maçônico, a zombaria dos padres e frades, mas sempre em razão de uma crítica legítima: a conivência do clero secular e religioso com a injustiça da escravidão. Por outro lado, enaltece o padre Vieira, paladino dos direitos dos índios e negros. É certo que tem um preconceito contra o celibato eclesiástico, compreensível pelo ambiente intelectual em que se formou e quem sabe justificado por maus exemplos que presenciou. Terá formulado talvez um juízo injusto da obra de evangelização dos jesuítas junto aos indígenas. Mas é preciso reconhecer que não se trata de um assunto tão simples: por um lado, os jesuítas foram heróicos e beneméritos evangelizadores, defendendo e civilizando os índios, por outro lado, parece terem cometido um erro (assim dizem alguns críticos eruditos), mantendo-os em um estado infantil, não os preparando para viverem como homens adultos integrados na sociedade civil. Os jesuítas teriam tentado uma utopia na América. Da leitura do texto de José Bonifácio de Andrada e Silva não resulta a conclusão, como pretende o autor do posfácio, Omar Ribeiro Thomas, de que o patriarca defendesse para a construção da nação brasileira uma ideologia iluminista, como se estivesse convicto de que bastavam as luzes da deusa Razão para a felicidade e progresso do Brasil. Se lia Voltaire, era porque estava na moda – como muitos hoje incensam cretinamente Saramago -, mas não porque dissesse com o ímpio francês ecrasez l’infame . A ser correta a interpretação do sr. Ribeiro Thomas, como explicar que José Bonifacio, embora não fosse um católico fervoroso, sublinhasse em várias passagens o valor da religião, a importância da catequese na educação da juventude (chega a falar da reza do terço de Nossa Senhora como parte da catequese dos índios!), tivesse a sensatez de propugnar por uma monarquia, e não fosse um republicano furibundo? Ademais, José Bonifácio distancia-se da ideologia maçônico-iluminista criticando os devaneios de Rousseau (o mito do bom selvagem) e formulando um juízo criterioso sobre a inquisição, ao dizer que esse tribunal em Portugal e na Espanha não agrediu a sociedade porque o ponto de honra era ser ortodoxo. Em suma, Projetos para o Brasil revelam um homem de um bom senso extraordinário, muito distinto de um ideólogo iluminista revolucionário ou mesmo reformista. Revelam um homem dotado de notável prudência, dócil à realidade, consciente da importância dos valores tradicionais para a saúde de uma sociedade. Sem dúvida, José Bonifácio de Andrada e Silva estava influenciado pelo iluminismo à portuguesa, mas o argumento substancial de todo o seu discurso expressa as constantes da civilização na busca do aperfeiçoamento das instituições sociais e da elevação moral do homem. O acidental e circunstancial, que não compromete o valor dos seus escritos, são algumas diatribes sectárias de anticlericalismo e antijesuitismo, que alguns mais tarde seriam declaradas por José de Alencar, em célebre discurso contra a maçonaria e em defesa do Estado confessional, como relíquias de um passado morto. Oxalá a figura exponencial do patriarca da Independência inspirasse os nossos políticos de hoje a lutar pela defesa dos valores morais da família brasileira, pela libertação dos novos escravos, os jovens usuários de drogas, explorados pelos traficantes, tão execráveis quanto os antigos mercadores do tráfico negreiro. Oxalá os ajudasse a ver a necessidade da educação religiosa e moral da juventude. Oxalá os encorajasse na defesa da propriedade privada, sobretudo da propriedade rural, vilipendiada pelos criminosos baderneiros do MST acobertados pelo governo petista. Oxalá nos ensinasse a todos brasileiros a edificar instituições políticas em harmonia com nossas raízes históricas. Anápolis, 30 de dezembro de 2010. http://santamariadasvitorias.org/o-perene-e-o-circunstancial-no-pensamento-de-jose-bonifacio-de-andrada-e-silva-o-catolico-e-o-macom/
- Deputado pede desculpas por exagero após xingar dom Orlando Brandes e papa Francisco
O deputado estadual Frederico D’Ávila (PSL) pediu desculpas “pelas palavras e exagero” em seu discurso no dia 14 de outubro na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), quando xingou o papa Francisco, o arcebispo de Aparecida (SP), dom Orlando Brandes, e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). D’Ávila, no entanto, reafirmou que seu discurso foi em resposta a “líderes religiosos que ultrapassam os limites da propagação da fé e da espiritualidade para fazer proselitismo político”. Na segunda-feira, 18 de outubro, representantes da CNBB entregaram ao presidente da Alesp, deputado Carlão Pignatari (PSDB), a carta aberta na qual pedem que a casa legislativa tome medidas cabíveis contra o discurso de D’Ávila. Durante a sessão plenária na Alesp em 14 de outubro, o deputado Frederico D’Ávila se referiu à homilia de dom Orlando Brandes no dia 12 de outubro, no Santuário de Aparecida, quando o arcebispo disse que “para ser pátria amada não pode ser pátria armada” numa de várias alusões claras a políticas do presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar usou termos como “safados”, “vagabundos” e “pedófilos” ao se referir ao arcebispo, ao papa e à conferência episcopal brasileira. Após o episódio, a CNBB publicou uma carta aberta pedindo que a Alesp adote “medidas internas eficazes, legais e regimentais, para que esse ultrajante desrespeito seja reparado em proporção à sua gravidade”. A entidade também disse que “tratará esse assunto grave nos parâmetros judiciais cabíveis”. A carta foi entregue ao presidente da Alesp na segunda-feira pelo presidente do Regional Sul 1 da CNBB e bispo de Mogi das Cruzes (SP), dom Pedro Luiz Stringhini. Também na segunda-feira, o deputado Frederico D’Ávila publicou em seu site uma carta aberta e afirmou que seu pronunciamento motivado pela homilia de dom Orlando Brandes “foi inapropriado e exagerado pelo calor do momento”. “Lembro, no entanto, que o mesmo clérigo que fez críticas à política armamentista do Presidente, disse outrora que a ‘Direita é Injusta e Violenta’, frase esta que ofendeu a mim e muitas outras pessoas. Portanto a minha manifestação tratou-se, pois, de uma reação a injustas agressões contra o Presidente da República e os 57 milhões de brasileiros que o elegeram”, afirmou. O deputado estadual citou ainda uma publicação feita pelo bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Vicente Ferreira, no Twitter, “chamando o MST para a luta, invocando Pátria Livre e que para vencer o primeiro passo seria o ‘#FORABOLSONARO’”. Na postagem de 16 de outubro, dom Ferreira comentou sobre o discurso de D’Ávila. “Deputado bolsonarista chamando o papa e o arcebispo de vagabundos, a CNBB de câncer e incitando a violência contra as vias campesinas. Se os ricos estão nervosos é porque estamos no caminho certo. MST! A Luta é pra valer. Pátria livre! Venceremos. Primeiro passo: #ForaBolsonaro”, escreveu o bispo. Leia também Quem não concorda com o Papa é desobediente? Em sua carta, D’Ávila também disse que não teve a intenção de “desrespeitar o Papa Francisco, líder sacrossanto e chefe de Estado”. “Inserir o Papa em minha fala foi um erro, pelo qual humildemente peço desculpas a todos os católicos do Brasil e do mundo, pois não considerei a figura espiritual que ele representa”. Segundo o deputado, seu discurso foi “inflamado por problemas havidos nos dias anteriores”. Ele contou que no dia 12 de outubro quase foi “vítima de homicídio” em frente à sua esposa e filhos em São Paulo. No mesmo dia, disse, soube da homilia de “dom Orlando Brandes, referente à política contra o armamento das pessoas de bem”. Outro episódio que inflamou seu discurso, segundo D’Ávila, foi “a invasão da APROSOJA” (Associação dos Produtores de Soja) em Brasília “pelo MST e Via Campesina”. Tais fatos, disse, “me geraram grande inconformismo”. Na Alesp, durante abertura da sessão plenária de segunda-feira, o deputado Carlão Pignatari se manifestou sobre o caso . “Em nome de todo o parlamento paulista, como presidente desta Casa, repudio todo e qualquer uso da palavra que vá além da crítica e que se constitua em ataques, extrapolando os limites da liberdade de expressão e da imunidade parlamentar, concedida aos representantes públicos eleitos”, disse. Também pediu desculpas ao papa Francisco, a dom Orlando Brandes e “a todos que se sentiram ofendidos pelas palavras que não representam a opinião da Assembleia Legislativa de São Paulo”. Segundo o jornal ‘O Globo’, só na segunda-feira, o deputado Frederico D’Ávila foi alvo de quatro representações por quebra de decoro no Conselho de Ética da Alesp. Ao site, a presidente do Conselho, deputada Maria Lucia Amary (PSDB), disse que “os pedidos serão encaminhados a todos os integrantes do Conselho de Ética, o deputado Frederico D’Ávila será notificado para apresentar a defesa em até cinco dias”. Após a apresentação da defesa, o conselho vota se as representações serão aceitas ou não e, então, tem início o processo por quebra de decoro. Fonte: ACI Digital
- Deputado pede desculpas por exagero após xingar dom Orlando Brandes e papa Francisco
O deputado estadual Frederico D’Ávila (PSL) pediu desculpas “pelas palavras e exagero” em seu discurso no dia 14 de outubro na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), quando xingou o papa Francisco, o arcebispo de Aparecida (SP), dom Orlando Brandes, e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). D’Ávila, no entanto, reafirmou que seu discurso foi em resposta a “líderes religiosos que ultrapassam os limites da propagação da fé e da espiritualidade para fazer proselitismo político”. Na segunda-feira, 18 de outubro, representantes da CNBB entregaram ao presidente da Alesp, deputado Carlão Pignatari (PSDB), a carta aberta na qual pedem que a casa legislativa tome medidas cabíveis contra o discurso de D’Ávila. Durante a sessão plenária na Alesp em 14 de outubro, o deputado Frederico D’Ávila se referiu à homilia de dom Orlando Brandes no dia 12 de outubro, no Santuário de Aparecida, quando o arcebispo disse que “para ser pátria amada não pode ser pátria armada” numa de várias alusões claras a políticas do presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar usou termos como “safados”, “vagabundos” e “pedófilos” ao se referir ao arcebispo, ao papa e à conferência episcopal brasileira. Após o episódio, a CNBB publicou uma carta aberta pedindo que a Alesp adote “medidas internas eficazes, legais e regimentais, para que esse ultrajante desrespeito seja reparado em proporção à sua gravidade”. A entidade também disse que “tratará esse assunto grave nos parâmetros judiciais cabíveis”. A carta foi entregue ao presidente da Alesp na segunda-feira pelo presidente do Regional Sul 1 da CNBB e bispo de Mogi das Cruzes (SP), dom Pedro Luiz Stringhini. Também na segunda-feira, o deputado Frederico D’Ávila publicou em seu site uma carta aberta e afirmou que seu pronunciamento motivado pela homilia de dom Orlando Brandes “foi inapropriado e exagerado pelo calor do momento”. “Lembro, no entanto, que o mesmo clérigo que fez críticas à política armamentista do Presidente, disse outrora que a ‘Direita é Injusta e Violenta’, frase esta que ofendeu a mim e muitas outras pessoas. Portanto a minha manifestação tratou-se, pois, de uma reação a injustas agressões contra o Presidente da República e os 57 milhões de brasileiros que o elegeram”, afirmou. O deputado estadual citou ainda uma publicação feita pelo bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Vicente Ferreira, no Twitter, “chamando o MST para a luta, invocando Pátria Livre e que para vencer o primeiro passo seria o ‘#FORABOLSONARO’”. Na postagem de 16 de outubro, dom Ferreira comentou sobre o discurso de D’Ávila. “Deputado bolsonarista chamando o papa e o arcebispo de vagabundos, a CNBB de câncer e incitando a violência contra as vias campesinas. Se os ricos estão nervosos é porque estamos no caminho certo. MST! A Luta é pra valer. Pátria livre! Venceremos. Primeiro passo: #ForaBolsonaro”, escreveu o bispo. Leia também Quem não concorda com o Papa é desobediente? Em sua carta, D’Ávila também disse que não teve a intenção de “desrespeitar o Papa Francisco, líder sacrossanto e chefe de Estado”. “Inserir o Papa em minha fala foi um erro, pelo qual humildemente peço desculpas a todos os católicos do Brasil e do mundo, pois não considerei a figura espiritual que ele representa”. Segundo o deputado, seu discurso foi “inflamado por problemas havidos nos dias anteriores”. Ele contou que no dia 12 de outubro quase foi “vítima de homicídio” em frente à sua esposa e filhos em São Paulo. No mesmo dia, disse, soube da homilia de “dom Orlando Brandes, referente à política contra o armamento das pessoas de bem”. Outro episódio que inflamou seu discurso, segundo D’Ávila, foi “a invasão da APROSOJA” (Associação dos Produtores de Soja) em Brasília “pelo MST e Via Campesina”. Tais fatos, disse, “me geraram grande inconformismo”. Na Alesp, durante abertura da sessão plenária de segunda-feira, o deputado Carlão Pignatari se manifestou sobre o caso . “Em nome de todo o parlamento paulista, como presidente desta Casa, repudio todo e qualquer uso da palavra que vá além da crítica e que se constitua em ataques, extrapolando os limites da liberdade de expressão e da imunidade parlamentar, concedida aos representantes públicos eleitos”, disse. Também pediu desculpas ao papa Francisco, a dom Orlando Brandes e “a todos que se sentiram ofendidos pelas palavras que não representam a opinião da Assembleia Legislativa de São Paulo”. Segundo o jornal ‘O Globo’, só na segunda-feira, o deputado Frederico D’Ávila foi alvo de quatro representações por quebra de decoro no Conselho de Ética da Alesp. Ao site, a presidente do Conselho, deputada Maria Lucia Amary (PSDB), disse que “os pedidos serão encaminhados a todos os integrantes do Conselho de Ética, o deputado Frederico D’Ávila será notificado para apresentar a defesa em até cinco dias”. Após a apresentação da defesa, o conselho vota se as representações serão aceitas ou não e, então, tem início o processo por quebra de decoro. Fonte: ACI Digital
- OS DESCENDENTES DE BABEL E A UTOPIA GLOBALISTA
Um governo mundial — por ser Indiferente à “lógica” do Logos divino, revelada sobrenaturalmente ou pelas leis inscritas por Deus na própria estrutura do mundo real — é um projeto utópico. Utopia é, por definição, algo irrealizável, e os homens que estão por trás desse projeto — filhos espúrios do Ocidente — sabem disto muito bem, pois são espertos como serpentes. Compreendem que não podem dominar todos os povos: o que pretendem é unificar politicamente o mundo ocidental, que se transformaria numa grande frente única contra os atuais inimigos: Rússia, China e os povos muçulmanos. A expectativa ocidental era a de que, com a queda do comunismo, a Rússia se ocidentalizasse de vez; e isto não ocorreu. O mesmo sonhava o Ocidente, quando incrementou o capitalismo na China, acreditando que a economia de mercado derrotasse para sempre o estatismo totalitário. E ainda espera, ilusoriamente, ocidentalizar os muçulmanos, acolhendo-os em massa na Europa. A verdade é que continuamos na mesma confusão de sempre. Somos descendentes dos arquitetos que tentaram construir a Torre de Babel. Só Deus poderia refazer a unidade anterior à divisão babélica do mundo, jamais a ONU, jamais um governo mundial. Deus tem feito a Sua parte: fundou há dois mil anos a Igreja Católica (o adjetivo “católico”, em grego, significa universal), que sempre teve por propósito refazer aquela unidade perdida em Babel. “Que todos sejam um”, disse o Cristo (São João, 17, 21). A língua latina foi, durante mais de um milênio, uma arma importante contra a divisão babélica que dilacerou a humanidade; foi ela que unificou a Europa, criou uma civilização, uma arte, uma literatura. A Igreja, de certa forma, presidia um governo espiritual de ambições planetárias. Com uma diferença, em relação ao pretenso governo mundial de hoje: se nunca deixou de ter os pés bem fixos no chão deste mundo, apontava permanentemente para o alto e a eternidade. Por isso, é preciso destrui-la, a começar de dentro, com os inimigos astutamente infiltrados na própria hierarquia eclesial. Conseguirão? Mesmo que o cristianismo se reduzisse a um pequeno rebanho (“…quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?”), Jesus garantiu que satanás não prevaleceria sobre sua Igreja; e Ele estaria com os seus todos os dias, até o fim dos tempos.
- Pai do Dr. Ítalo Marsili é morto em assalto no Rio de Janeiro
Cláudio é pai do conhecido psiquiatra católico @italomarsili . Pedimos orações pela alma do Dr. Cláudio e por toda a família neste momento de dor. O médico Cláudio Marsili foi morto a tiros, na manhã desta terça-feira (19), ao chegar para o trabalho na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, há menos de 500 metros da sede da Delegacia de Homicídios. Testemunhas relataram que o cirurgião plástico Claudio Marsili, de 64 anos, estacionava seu carro quando foi surpreendido por três criminosos que efetuaram os disparos. De acordo com a Polícia Militar, equipes do 31º BPM (Barra da Tijuca/Recreio dos Bandeirantes) foram acionadas para um ocorrência com vítima de tiros na região da Barra. No local, já encontraram o homem sem vida. O corpo foi removido por volta das 10h e levado para Instituto Médico Legal (IML). Familiares estiveram no local do crime, mas, ainda abalados com a tragédia, não comentaram sobre o caso. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o filho do cirurgião plástico, Dr Ítalo Marsili, juntamente com um sacerdote, no local rezando e velando o corpo do pai. Diversos seguidores prestaram homenagens e enviaram mensagens de apoio e conforto aos famíliares da vítima neste momento de extrema dor. Leia também Aprenda porque os católicos rezam pelos mortos Filha de médico morto sofreu sequestro relâmpago na Barra há um mês Uma das filhas do cirurgião plástico Claudio Marsili, que foi morto a tiros na manhã desta terça-feira, no Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, também foi vítima de violência. Mila Marsili sofreu um sequestro-relâmpago quando estava com o marido e a filha, de 2 meses, na mesma região, no dia 1º de setembro. Por volta das 20h30, os criminosos entraram no carro da família, um Mini Cooper, na Praça Professor Souza Araújo. A família foi levada até a Linha Amarela e abandonada no pedágio. De acordo com o registro do crime, feito na 16ª DP (Barra da Tijuca) a que o EXTRA teve acesso, o marido de Mila dirigia o veículo quando recebeu uma fechada de um Nivus branco. Três três homens armados desembarcaram. Um deles assumiu a direção do carro de Mila e levou a família pela Avenida das Américas, no sentido Recreio dos Bandeirantes. Na delegacia, as vítimas relataram que os bandidos estavam perdidos. Leia também Quando nos consagramos a Nossa Senhora, podemos rezar por outras pessoas? Cirurgião plástico Em seu site, Claudio se apresentava como cirurgião plástico “com vasta experiência”. “Sempre em busca do rigor técnico e respeitando os critérios máximos de segurança exigidos. Visa a harmonia e delicadeza no contorno corporal e facial e aborda a beleza como conceito de saúde e autoestima elevada”, dizia. No Instagram, o médico tinha 15,8 mil seguidores. Na tarde de ontem, ele fez uma postagem: “A expectativa de ter sua segurança e sua autoestima de volta muitas vezes pode fazer com que as pacientes realizem a cirurgia de forma rápida, sem conhecer o profissional muito bem e isso acaba atrapalhando no resultado final do procedimento. Para toda cirurgia ser um sucesso, existem etapas que precisam ser cumpridas, desde a primeira consulta até o pós-cirúrgico. É muito importante estar ciente de que, para atingir o resultado mais próximo do que você deseja, é necessário que você conheça o profissional e se sinta confortável com ele”, escreveu. Em uma de suas últimas postagens, Marsili citou sobre a insegurança de seus pacientes ao buscarem atendimento em uma consulta. Você se sente insegura ao ir em uma consulta? Vejo muitas pacientes que demoraram para ir à uma consulta por medo ou por não saberem o que de fato queriam ou precisavam. Antes de mais nada a consulta é um espaço onde iremos conversar. Meu objetivo é que você se sinta confortável e saia confiante do que você deseja. Conversar diretamente com o cirurgião pode te dar um parâmetro de como o procedimento será realizado e como será a recuperação, o espaço da consulta é inteiramente seu. Não deixe o medo te impedir de realizar seu desejo! Leia também Filmes católicos para assistir online e crescer na vida espiritual
- Pai do Dr. Ítalo Marsili é morto em assalto no Rio de Janeiro
Cláudio é pai do conhecido psiquiatra católico @italomarsili . Pedimos orações pela alma do Dr. Cláudio e por toda a família neste momento de dor. O médico Cláudio Marsili foi morto a tiros, na manhã desta terça-feira (19), ao chegar para o trabalho na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, há menos de 500 metros da sede da Delegacia de Homicídios. Testemunhas relataram que o cirurgião plástico Claudio Marsili, de 64 anos, estacionava seu carro quando foi surpreendido por três criminosos que efetuaram os disparos. De acordo com a Polícia Militar, equipes do 31º BPM (Barra da Tijuca/Recreio dos Bandeirantes) foram acionadas para um ocorrência com vítima de tiros na região da Barra. No local, já encontraram o homem sem vida. O corpo foi removido por volta das 10h e levado para Instituto Médico Legal (IML). Familiares estiveram no local do crime, mas, ainda abalados com a tragédia, não comentaram sobre o caso. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o filho do cirurgião plástico, Dr Ítalo Marsili, juntamente com um sacerdote, no local rezando e velando o corpo do pai. Diversos seguidores prestaram homenagens e enviaram mensagens de apoio e conforto aos famíliares da vítima neste momento de extrema dor. Leia também Aprenda porque os católicos rezam pelos mortos Filha de médico morto sofreu sequestro relâmpago na Barra há um mês Uma das filhas do cirurgião plástico Claudio Marsili, que foi morto a tiros na manhã desta terça-feira, no Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, também foi vítima de violência. Mila Marsili sofreu um sequestro-relâmpago quando estava com o marido e a filha, de 2 meses, na mesma região, no dia 1º de setembro. Por volta das 20h30, os criminosos entraram no carro da família, um Mini Cooper, na Praça Professor Souza Araújo. A família foi levada até a Linha Amarela e abandonada no pedágio. De acordo com o registro do crime, feito na 16ª DP (Barra da Tijuca) a que o EXTRA teve acesso, o marido de Mila dirigia o veículo quando recebeu uma fechada de um Nivus branco. Três três homens armados desembarcaram. Um deles assumiu a direção do carro de Mila e levou a família pela Avenida das Américas, no sentido Recreio dos Bandeirantes. Na delegacia, as vítimas relataram que os bandidos estavam perdidos. Leia também Quando nos consagramos a Nossa Senhora, podemos rezar por outras pessoas? Cirurgião plástico Em seu site, Claudio se apresentava como cirurgião plástico “com vasta experiência”. “Sempre em busca do rigor técnico e respeitando os critérios máximos de segurança exigidos. Visa a harmonia e delicadeza no contorno corporal e facial e aborda a beleza como conceito de saúde e autoestima elevada”, dizia. No Instagram, o médico tinha 15,8 mil seguidores. Na tarde de ontem, ele fez uma postagem: “A expectativa de ter sua segurança e sua autoestima de volta muitas vezes pode fazer com que as pacientes realizem a cirurgia de forma rápida, sem conhecer o profissional muito bem e isso acaba atrapalhando no resultado final do procedimento. Para toda cirurgia ser um sucesso, existem etapas que precisam ser cumpridas, desde a primeira consulta até o pós-cirúrgico. É muito importante estar ciente de que, para atingir o resultado mais próximo do que você deseja, é necessário que você conheça o profissional e se sinta confortável com ele”, escreveu. Em uma de suas últimas postagens, Marsili citou sobre a insegurança de seus pacientes ao buscarem atendimento em uma consulta. Você se sente insegura ao ir em uma consulta? Vejo muitas pacientes que demoraram para ir à uma consulta por medo ou por não saberem o que de fato queriam ou precisavam. Antes de mais nada a consulta é um espaço onde iremos conversar. Meu objetivo é que você se sinta confortável e saia confiante do que você deseja. Conversar diretamente com o cirurgião pode te dar um parâmetro de como o procedimento será realizado e como será a recuperação, o espaço da consulta é inteiramente seu. Não deixe o medo te impedir de realizar seu desejo! Leia também Filmes católicos para assistir online e crescer na vida espiritual
- FINS DA ORAÇÃO MENTAL
FINS DA ORAÇÃO MENTAL In meditatione mea exardescet ignis — “Na minha meditação se acenderá o fogo” (Ps. 38, 4). Sumário. Para fazer bem a oração mental e tirar proveito dela, é preciso conhecer os seus fins, que são principalmente três: primeiro, a união mais íntima com Deus; segundo, a obtenção das graças necessárias; terceiro, o conhecimento da Santíssima vontade de Deus e a força para executá-la plenamente. Enganam-se, pois, aqueles que deixam de fazer meditação, porque nela não acham consolações ou doçuras. Lembremo-nos bem, que o que não faz oração mental, dificilmente perseverará na graça de Deus e dificilmente se salva. *************************** I. Para que façamos bem a oração mental e tiremos dela grande fruto para a alma, devemos fixar o fim pelo qual a queiramos fazer. Primeiro, devemos fazer oração para nos unir mais a Deus. O que nos une a Deus, não são tanto os bons pensamentos do espírito, como os atos da vontade, os santos afetos. E são estes afetos que se excitam na meditação: como sejam os afetos de humildade, de confiança, de desapego, de resignação e, sobretudo, os de amor e de arrependimento dos próprios pecados. Os atos de amor, diz Santa Teresa, conservam aceso no coração o fogo do santo amor. Em segundo lugar, devemos fazer a meditação a fim de alcançarmos de Deus as graças necessárias para progredir no caminho da salvação e especialmente a fim de alcançarmos a luz divina para evitar os pecados e empregar os meios que nos conduzem à perfeição. O grande fruto da oração é excitar-nos a rogar graças, visto que, de ordinário, Deus não concede as graças senão ao que as pedir. Escreve São Gregório: Deus quer ser rogado, quer ser constrangido, quer ser vencido pela importunação. Notemos estas palavras: Vult quadam importunitate vinci — “Quer ser vencido pela importunação”. Para obtermos certas graças mais importantes, às vezes não será bastante que as peçamos; deveremos insistir, e com nossos pedidos obrigar Deus a no-las conceder. Verdade é que em todo tempo o Senhor está pronto para nos atender; mas no tempo da meditação, quando estamos mais recolhidos a Deus, Ele nos concede auxílio com mais liberalidade. O que sobretudo devemos pedir na oração é a perseverança e o santo amor. A perseverança não é uma única graça, senão uma corrente de graças, à qual deve corresponder a corrente de nossas orações. Se deixarmos de rezar, Deus deixará de nos dar o seu auxílio e assim nos perderemos. O que não medita, dificilmente perseverará na graça de Deus até à morte. — Devemos rezar e rezar muito, para obtermos de Deus o seu divino amor. Dizia São Francisco de Sales que o santo amor traz unidas consigo todas as virtudes: Venerunt autem mihi omnia bona pariter cum illa (1) — “Juntamente com ela vieram-me todos os bens”. II. A oração não é senão um colóquio entre Deus e a alma. Esta lhe manifesta os seus afetos, os seus desejos, os seus temores, os seus pedidos; e Deus lhe fala ao coração, fazendo-lhe conhecer a sua bondade, o amor que lhe tem e o que a alma deve fazer para lhe agradar. D´onde resulta que não devemos ir à meditação para nela gozarmos consolações espirituais, mas principalmente para conhecermos o que Deus quer de nós. Digamos a Deus com Samuel: Loquere, Domine, quia audit servus tuus (2) — “Senhor, fazei-me conhecer o que quereis de mim, que eu quero fazê-lo”. Alguns perseveram na oração, enquanto durem as consolações; mas, cessando estas, deixam a oração. Enganam-se, pois, saibamos bem, que em regra geral as almas santas sofrem aridez. Por isso escreve Santa Teresa: “O Senhor experimenta os que o amam com aridez e tentações. Mas por mais que dure a aridez, não deixe a alma de fazer oração; tempo virá em que tudo lhe será pago com abundância.” — O tempo de aridez é, portanto, o tempo de maior lucro. Humilhemo-nos e resignemo-nos; porque tal oração nos trará mais fruto do que qualquer outra. Se não pudermos fazer mais, basta que repitamos então: † Meu Jesus, misericórdia! Senhor, ajudai-me tende piedade de mim, não me abandoneis. Recorramos também à nossa consoladora, Maria Santíssima. Bem-aventurado o que não deixa a oração no tempo de desolação! Deus o encherá de graças. Ah, meu Deus! Como posso pretender ser consolado por Vós, eu que mereci estar no inferno, separado de Vós para sempre e sem esperança de Vos poder ainda amar? Não me queixo, pois, meu Senhor, de que me privais das vossas consolações; não as mereço nem as exijo. Contento-me em saber que não repelis a alma que Vos ama. Não me priveis de vosso amor e depois tratai-me como quiserdes. Se é vossa vontade que até minha morte e por toda a eternidade eu esteja em aflição e desolação, fico satisfeito. Basta que deveras Vos possa dizer: Jesus, meu Deus, amo-Vos sobre todas as coisas. — Maria, Mãe de Deus, tende piedade de mim! (*II 271.) Sap. 7, 11. 2. I Reg. 3, 10. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo III – Santo Afonso FONTE: DOMINUS EST #ORAÇÃOMENTAL
- “Clima” para impor a agenda abortista
De 1 a 12 de Novembro, decorrerá, em Glasgow, a conferência anual da ONU sobre as mudanças climáticas, chamada COP26. Uma coligação de mais de 60 organizações pró-aborto escreveu uma carta a Alok Sharma, Presidente da Conferência Climática COP26, pedindo ao Reino Unido que mudasse os critérios de admissibilidade ao financiamento climático, que remonta a 11,6 biliões de libras, incluindo projectos para subsidiar a chamada saúde reprodutiva. Por outras palavras, as organizações pro-choice pedem que algum dinheiro destinado ao clima acabe por financiar o aborto, a contracepção e a esterilização. Um porta-voz do Foreign, Commonwealth & Development Office, prontamente declarou: «O Reino Unido é um líder global seja na igualdade de género como na luta contra as mudanças climáticas. É evidente que apoiar as mulheres, também por meio do planeamento familiar e da instrução das meninas, ajuda as comunidades a adaptarem-se e a serem mais resilientes às mudanças climáticas. É por isso que estamos a assegurar que os nossos financiamentos internacionais para o clima respondam às questões de género e estamos a usar a nossa presidência da COP26 para convidar os outros a fazerem o mesmo». Bethan Cobley, director da organização abortista MSI Reproductive Choices, ex-Marie Stopes International, quis precisar «que o que querem verdadeiramente» as comunidades mais afectadas pela emergência climática «é o acesso a cuidados de saúde reprodutiva, para que possam escolher quando ou se ter filhos». Na mesma frequência de onda, a Professora Susannah Mayhew, da London School of Hygiene & Tropical Medicine, que afirma que existe uma ligação entre o clima e o acesso à contracepção e ao aborto: «as pessoas que foram afectadas pelas mudanças climáticas e que têm pouco acesso a serviços de saúde de qualidade, compreendem esta ligação muito mais do que nós». Em suma, parece que milhões de mulheres africanas querem abortar devido ao aquecimento global. Mas depois de dois ocidentais, damos a palavra a um africano, a um insider: Obinuju Ekeocha, fundador e Presidente da Culture of Life Africa. Diante destes argumentos, Ekeocha objectou do seguinte modo: «Se falamos de aborto, bem, não creio que nenhum país ocidental tenha o direito de pagar pelos abortos num país africano, especialmente quando a maioria das pessoas não quer o aborto. Em tal caso, então, seria uma forma de colonização ideológica». Ekeocha lembrou, ainda, que os programas de planeamento familiar das organizações internacionais enviam cerca de 2 biliões de preservativos, por ano, para a África, com um custo de 17 milhões de dólares, dinheiro que poderia ser destinado ao acesso a alimentos acessíveis, a fontes de água potável, à saúde e à educação. O Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) tem uma opinião diferente, que usa como pretexto a questão das mudanças climáticas para justificar o aborto em todo o Mundo. O UNFPA publicou um documento intitulado Cinco maneiras pelas quais a mudança climática prejudica mulheres e meninas. Na quinta maneira, lê-se: «Como demonstrou o COVID-19, as emergências desviam os recursos sanitários para combater a ameaça sanitária mais recente e distraí-los dos serviços considerados menos essenciais. As emergências devido às mudanças climáticas vão-se tornar mais frequentes, o que significa que os serviços para a saúde e para os direitos sexuais e reprodutivos podem estar entre os primeiros a serem reduzidos». Com franqueza arrepiante, o documento, relembrando a devastação do ciclone Idai, que atingiu o Malawi em 2019, relata o testemunho do Dr. Treazer Masauli, que trabalha no Hospital Distrital de Mangochi: «Tivemos que usar um helicóptero para chegar a áreas que não eram acessíveis por estrada para fornecer serviços de saúde sexual e reprodutiva, como preservativos, método de planeamento familiar e para a prevenção do HIV e doenças sexualmente transmissíveis». O leitor percebeu bem: os socorristas descolaram de helicóptero para distribuir preservativos aos habitantes que ficaram feridos, com sede, fome, frio, debatendo-se na água, que tinham a casa destruída e choravam pelos seus entes queridos mortos. Não levavam água, comida, bens de primeira necessidade e medicamentos, mas preservativos e pílulas abortivas. O documento do UNFPA continua: «As colheitas perdidas devido às mudanças climáticas também podem afectar a saúde sexual e reprodutiva. Um estudo descobriu que, após um choque, como a insegurança alimentar, as mulheres tanzanianas que trabalhavam na agricultura recorreram ao sexo transaccional para sobreviver, o que contribuiu para taxas mais elevadas de infecção por HIV/SIDA». Traduzido: mulheres empobrecidas por falta de colheitas devido a uma mudança autodenominada mudança climática acabaram no tráfico internacional da prostituição. A partir daí, gravidezes indesejadas e doenças venéreas. Conclusão: as mulheres, devido às mudanças climáticas, precisam de aborto e contracepção. O UNFPA é extraordinário: em vez de se preocupar em encontrar recursos para interromper os danos causados pelas colheitas perdidas, para encorajar as mulheres a ficarem em casa para trabalhar e para desencorajar o tráfico de escravas sexuais, preocupa-se em fornecer-lhes instrumentos abortivos e anticoncepcionais, dado que se prostituem, acabando, assim, por incentivar a prostituição propriamente dita, considerando que assim se tornará mais segura para as mulheres. Conclusão: o clima é apenas um pretexto para disseminar ainda mais o credo abortista no Mundo. FONTE: DIES IRAE / Tommaso Scandroglio #Climaparaimporaagendaabortista
- Tempos que mudam: as religiosas que invocam o horário sindical
Em tempo de feminismo triunfante (do qual o politicamente correcto é apenas a concreta aplicação), uma instituição estritamente hierárquica e de preponderância masculina, como a Igreja, não poderia deixar de ser o alvo principal. As mulheres pressionam para serem sacerdotes e as religiosas começam com as reivindicações. De facto, na Igreja, as mulheres são maioria (uma das coisas que, diz-se, nem sequer o Papa sabe é o número exacto das comunidades religiosas femininas) e alguns robin-hood espreitam para, finalmente, tomarem consciência do seu estado de exploradas (onde já ouvimos discursos do género?). Todavia, vendo-se o mensário Donne-Chiesa-Mondo, do L’Osservatore Romano, algumas queixas têm fundamento. Algumas religiosas são realmente tratadas como empregadas, cuidadoras, enfermeiras, cozinheiras, lavadeiras sem muito cuidado e, muitas vezes, sem se lembrar que, ao contrário das trabalhadoras leigas correspondentes, as religiosas, no final do turno, não vão relaxar ao cinema ou ao bar ou no passeio com o namorado, mas cumprir todas as obrigações religiosas que a sua regra prescreve, obediência em mente (a mais gravosa). Não faltam as usuais entrevistas com religiosas americanas que, intolerantes ao hábito religioso, adoptaram outro uniforme igualmente uniforme: blusa cinza, saia cinza, corte de cabelo curto, mas com ondas perfeitas. Coleccionadoras de licenciaturas e masters em todos os ramos da Psicologia e da Sociologia, alertam, precisamente, que muitas religiosas correm o risco de burn-out, ou seja, de rebentar por sobrecarga. No entanto, alguém poderia perguntar por que, então, exigem um maior envolvimento na tomada de decisões na Igreja? Ser sacerdote é menos cansativo? Assistir a cem mil conferências, depois de ter preparado os relatórios, é realmente mais gratificante do que dar de comer a um idoso inábil? Se sim, não haverá uma fuga da humildade? Note-se, são perguntas, não julgamentos. O abaixo-assinado, depois de uma certa experiência de hagiografia, recorda que o nome oficial das comunidades religiosas católicas é Institutos de Perfeição. Na verdade, nesses entra-se, livremente, porque se quer praticar os famosos “conselhos evangélicos”. Caso contrário, não há razão para que alguém se arregimente numa espécie de quartel. Muitos santos fundadores criaram comunidades femininas a partir de uma necessidade concreta. Por exemplo: limpar, lavar, cozinhar para os seminaristas. O seminário em questão é pobre, não pode pagar um serviço externo. Aqui estão as religiosas, que o fazem, precisamente, gratis et amore Dei. E com Perfeição, porque (leia-se Santa Teresinha) é esforçando-se por fazer bem as pequenas coisas hic et nunc que se vai ao Reino dos Céus. Os grandes fundadores das ordens hospitaleiras (São Camilo, São João de Deus, etc.) perceberam que as enfermeiras leigas assalariadas tinham amor pelo salário, não pelo doente. Em vez disso, a religiosa enfermeira é chamada a ver Cristo no paciente. Entendamos por nós mesmos que tudo muda. Uma religiosa que invocasse o horário sindical ter-se-ia enganado na vocação. Certa vez, recém-saído da faculdade, cuidei da administração de certas religiosas espanholas que cuidavam de idosos. Eu ficava maravilhado, cada vez que lá ia, com a perfeição dos ambientes. Não havia uma partícula de pó, tudo estava em ordem. Uma noite, era tarde e tive que ficar lá a dormir. No quarto que me prepararam, encontrei, num pacote, um pijama, chinelos e uma escova de dentes. Tudo novo. Outra vez fui convidado de um arcebispo para almoçar. As religiosas também haviam preparado a pilha de jornais que era habitual consultar antes da refeição: estavam perfeitamente dobrados sobre uma consola, na ordem exacta em que o prelado os lia. A história católica está repleta de santas religiosas que, mesmo fazendo-se as últimas entre as últimas, escreviam tratados e batiam em papas. Que as ouviam. Os tempos mudaram? Em dois mil anos, mudaram duas mil vezes. Rino Cammilleri / DIES IRAE #Temposquemudamasreligiosasqueinvocamohoráriosindical
- A FONTE DA RAZÃO HUMANA
Os gregos inventaram a disciplina que revela como funciona a máquina mental de produzir ideias: é a lógica. A lógica tem por propósito ensinar a arte de raciocinar com rigor e ordem; portanto, é a porta de entrada da filosofia e da ciência. A palavra “lógica” deriva de “logos”, palavra grega que pode significar, ao mesmo tempo, linguagem e pensamento, numa maravilhosa intuição dos gregos, pois de fato ideias e palavras são coisas umbilicalmente unidas. Alguns séculos depois de Aristóteles, que foi o principal sistematizador da lógica enquanto disciplina filosófica, Deus avisou, pela boca do evangelista João, que o fundamento da lógica era ele mesmo: o Logos divino, o Verbo feito carne, a segunda pessoa da Trindade. Depois do cristianismo, tornou-se portanto impossível dissociar o pensamento humano e o divino, pois este é a fonte permanente e inesgotável daquele. Como se manifesta a “lógica” do Logos divino? Por revelação sobrenatural ou pelas leis inscritas por Deus na natureza, na forma mesma como estruturou o mundo real. No entanto, há quem procure cortar os vínculos que unem geneticamente o pensamento humano e o divino, negando que este seja a fonte permanente daquele. Não são mais filósofos, escritores e cientistas espalhados aqui ou ali, na academia ou nas manifestações culturais, mas configuram a quase totalidade do mundo intelectual. A cultura moderna já é fundamentalmente laica (no sentido novo que esse adjetivo adquiriu atualmente, para qualificar a pessoa independente de qualquer confissão religiosa, ou até antirreligiosa). Essa quase unanimidade não poderia deixar de se refletir nas instituições, nacionais ou internacionais, como a ONU, por exemplo. A Organização das Nações Unidas, de organismo surgido para evitar guerras que comprometam a convivência entre as nações, transformou-se numa verdadeira hidra política, com dezenas de tentáculos — UNESCO, OMS, IPCC, FAO etc. —, com poder crescente de interferência nos governos nacionais, como se visasse o estabelecimento de um governo planetário segundo uma nova ordem moral, cultural, econômica, social e política. Esse projeto de poder global tem, contudo, um problema muito grave: não foi elaborado de olho nas leis que Deus inscreveu no coração da realidade e do ser humano, que ainda são pessoas particulares, de carne e osso, não entidades abstratas e deslocadas. Vivem em nações com sua história, sua cultura, sua língua, suas crenças religiosas. Só mesmo com o punho de aço totalitário para homogeneizar abstratamente o que nasceu para a diversidade e a diferença. O único fator de unificação da humanidade é o Logo divino, jamais a lógica dos interesses políticos e financeiros.
- O CÁLICE DA SALVAÇÃO – Scott Hahn medita sobre o 29º Domingo do Tempo Comum
No evangelho que nos é apresentado hoje, os filhos de Zebedeu não sabem o que estão pedindo. Seu modo de pensar evoca o modo como os gentios governam, com privilégios e honras. Mas o caminho para o reino de Cristo é através da sua cruz. Para compartilhar sua glória, devemos estar dispostos a beber da taça da qual ele bebe. A taça (ou “cálice”) é uma imagem que, no Antigo Testamento, se refere ao julgamento de Deus. Os maus teriam que dela beber em punição por seus pecados (v. Sl 75, 9; Jr 25, 15.28; Is 51, 17). Mas Jesus veio para tomar este cálice em nome de toda a humanidade. Ele veio para ser batizado, isto é, mergulhar ou submergir-se nos sofrimentos que merecemos pelos nossos pecados (v. Lc 12, 50). Desta forma, ele cumprirá a missão prefigurada pelo Servo Sofredor de Isaías, sobre o qual dá noticia a primeira leitura deste domingo. Como o Servo de Isaías, o Filho do Homem oferecerá a sua vida pelos pecados, assim como os sacerdotes de Israel ofereciam sacrifícios pelos pecados do povo (Lv 5, 17-19). Jesus é o Sumo Sacerdote celestial de toda a humanidade, como está dito na Epístola deste domingo. Os Sumos Sacerdotes de Israel ofereciam o sangue de bodes e bezerros, no santuário do Templo. Mas Jesus entrou no santuário do Céu com o seu próprio sangue (v. Heb 9, 12). Ao carregar nossa culpa, e oferecer sua vida em cumprimento da vontade de Deus, Jesus resgatou “muitos”, pagando o preço da redenção da humanidade, libertando-a da escravidão espiritual do pecado e da morte. “Ele nos libertou da morte”, como dizemos, com alegria, no Salmo de hoje. Devemos permanecer firmes na profissão de nossa fé, como nos exorta a Epístola desta Missa. Precisamos ver nossas provações e sofrimentos como a parte que nos toca do cálice que Cristo prometeu àqueles que Nele creem (v. Cl 1,24). Devemos lembrar que fomos batizados em sua Paixão e Morte (v. Rm 6, 3). https://stpaulcenter.com/cup-of-salvation-scott-hahn-reflects-on-the-twenty-ninth-sunday-in-ordinary-time/
- Quais pastores vão praticar a sinodalidade?
A sinodalidade é o grande carisma da Igreja deste século XXI. A Igreja é a humanidade caminhando atrás de Cristo e, portanto, a sinodalidade também se torna um grande paradigma que convoca todos os seres humanos, como fez o Papa Francisco em ‘ Fratelli tutti’ . Temos sofrido muito com a falta de sinodalidade! Arbitrariedade, obscurantismo, sigilo, clientelismo, expulsões de grupos inteiros, perseguições, impunidade, etc. Há e sem controle de tudo. E todos resistiram com resignação pelas pessoas que permaneceram, depois que centenas de milhões de pessoas partiram a despeito de si mesmas. Isso é o que a Igreja nunca menciona quando fala de descristianização. Este grande kairós na sinodalidade que começa a Igreja universal é o núcleo deste pontificado e seu grande legado. E esse é o alvo da resistência contra Francisco e que Paulo VI já sofreu na época. Um setor quer uma Igreja a serviço do poder ou que faça parte da cultura do poder. O espírito sinodal e as reformas que requer nos costumes e estilos inicialmente têm dificuldade em encarnar. A principal delas é que o autoritarismo está profundamente enraizado em um setor do clero e também dos leigos. Este presbitério é a chave para “permitir” que a paróquia, as comunidades diocesanas e as organizações cristãs sejam sinódicas. Jovens tradicionalistas Mas todos sabemos que grande parte da jovem geração de pastores é notavelmente tradicionalista, inoportuna com os tempos sinodais em que vivemos. Eles são o resultado de uma reação à sociedade hiper-liberal, mas também foi programada por várias décadas de treinamento monocolor nos seminários, o controle dos novos movimentos sobre seus padres e uma teologia presbiteral superficial. Que pastores estão preparados para praticar a próxima sinodalidade? #Quaispastoresvãopraticarasinodalidade
- Jean-Marc Sauvé: “Mais países devem fazer suas denúncias de abusos na Igreja”
Um relatório de 2.000 páginas que revela 330.000 vítimas em 70 anos. É o resultado da Comissão Independente sobre Abuso Sexual na Igreja Francesa. Os números são assustadores e continuam a ser assimilados pela Conferência Episcopal da Gália, que destinou três milhões de euros para esta auditoria. À frente deste trabalho, Jean-Marc Sauvé, vice-presidente do Conselho de Estado da França e presidente do Instituto Francês de Ciências Administrativas. PERGUNTA.- Qual tem sido sua experiência nos dois anos e meio que durou a investigação? RESPOSTA.- Este caminho tem sido uma prova intelectual, pessoal e espiritual. Intelectual, porque se tratava de analisar, ao longo de um período muito longo, realidades ocultas que quase não deixaram vestígios. A Comissão tem trabalhado de forma multidisciplinar, com especialistas em diferentes áreas: médicos, psicólogos, juristas, historiadores, sociólogos, teólogos, assistentes sociais … Tudo isso com pessoas de todos os horizontes religiosos, mesmo que fosse para investigar a Igreja Católica. Um grande desafio. Mas o mais difícil foi o choque quando encontramos as vítimas, descobrimos o que significa seu sofrimento, sua incapacidade de viver, mesmo décadas depois dos acontecimentos. Com base nos mais de 2.800 e-mails que recebemos e nas 243 entrevistas que realizamos, posso dizer que mais da metade das pessoas que sofreram violência sexual estão hoje em uma situação mental ruim ou péssima. Esse tipo de violência atinge as profundezas de uma pessoa. O teste mais doloroso é o das vítimas. Ao dar seu testemunho, eles revivem sua história, seu trauma é reativado. Falha institucional P.- O relatório fala de abusos massivos, de natureza “sistêmica”. Que fatores da cultura eclesial o permitiram? R.- Houve erros criminais e civis em relação aos agressores e, às vezes, por parte de dirigentes eclesiais, mas, de uma forma mais geral, houve uma falha institucional: a Igreja não soube ou não quis ver o que aconteceu, você não tomou as medidas necessárias para evitar abusos. É por isso que podemos dizer que a responsabilidade da Igreja tem um caráter sistêmico. Sem culpa, estamos diante de um fracasso da instituição, com negligência em todos os níveis. Embora seja verdade que a Igreja só conhecia cerca de 4% dos casos, não foi capaz de detectar outros sinais fracos ou resolver os problemas quando teve oportunidade de o fazer. Durante décadas, os casos de abuso foram resolvidos com o deslocamento dos abusadores. Quando se ouviram boatos sobre padres muito próximos das crianças, nada foi feito. E ainda assim, houve muitas situações que deveriam ter despertado alguma vigilância . P.- Existem especificidades da violência sexual no âmbito da Igreja? R.- Os abusos estão presentes em todas as áreas da sociedade, desde que existam idosos em cargos de autoridade ou educação com menores. Mas também existem riscos específicos no ambiente eclesial. Uma doutrina católica desviante – por exemplo, sobre a figura do padre, que é igualado a Cristo ou ao próprio Deus – criou um clima favorável ao abuso. Isso contribui para a ausência de resistência por parte das vítimas. O abuso na Igreja é mais perverso, porque é cometido acessando a consciência da vítima. E não há nada mais frágil do que a consciência de um menor. Na esfera católica, o abuso sexual muitas vezes é consequência do abuso de consciência, como explica o Papa. P.- O Direito Canônico também faz parte do problema? R.- Uma legislação eclesiástica adequada poderia ter permitido uma gestão interna eficiente. É preciso reconhecer que o Direito Canônico não funciona bem. Não existem regras para um processo justo como em qualquer país. A vítima, por exemplo, não tem papel no julgamento. Há também outro problema fundamental: a concentração excessiva de poderes. O bispo é o superior dos sacerdotes da sua diocese, nomeia os juízes, decide o andamento do processo e a aplicação das penas. Nenhum sistema pode funcionar adequadamente nessas condições. FONTE: VIDA NOVA DIGITAL #JeanMarcSauvéMaispaísesdevemfazersuasdenúnciasdeabusosnaIgreja
- Sínodo sobre sinodalidade: seguindo um caminho diferente
À medida que a Igreja inicia o Sínodo sobre Sinodalidade global convocado pelo Papa Francisco, seria bom evitar tomar o mesmo caminho que o horrendo ‘Caminho Sinodal’ da Alemanha. À medida que o Sínodo sobre o processo sinodal de dois anos começa, é imperativo que os católicos reflitam coletivamente sobre o que a sinodalidade realmente significa, por que é importante e o que o Papa Francisco pretende ao inaugurar este processo sinodal específico. Uma compreensão autenticamente católica do propósito e escopo da sinodalidade e da participação adequada com base nesse fim é crucial para que a Igreja fique longe dos perigos reais que podem estar associados a ela. Esses perigos estão em exibição pública por meio dos desenvolvimentos profundamente perturbadores que continuam a surgir da Igreja no processo mal considerado “Caminho Sinodal” da Alemanha, que, sob o pretexto de abordar o abuso sexual clerical, procurou mudar o ensino católico sobre a sexualidade, o exercício do poder e a natureza dos sacramentos. Historicamente, os primeiros sínodos da Igreja – a palavra “sínodo” é derivada de uma palavra grega que tradicionalmente significava uma reunião ou concílio, mas que também foi interpretada como “viajar juntos” – referia-se aos concílios de bispos que, sob o papa autoridade, foram convocados para tratar de assuntos importantes que afetaram todo o corpo de crentes cristãos. Nos séculos posteriores, um tipo diferente de sínodo também começou a ocorrer em nível diocesano, com o termo se aplicando a reuniões locais encomendadas por bispos para traçar políticas relativas ao cuidado pastoral de seus rebanhos individuais. Esses sínodos locais, é claro, nunca tiveram a menor autoridade sobre a doutrina católica, como o sínodo alemão pretende fazer. É fundamental compreender que, em ambos os casos, os sínodos nunca foram capazes de agir por conta própria. A aprovação explícita do papa sempre foi necessária para colocar em prática os resultados do sínodo dos bispos, e o bispo local relevante tem autoridade explícita no caso de sínodos diocesanos para implementar o trabalho de um processo sinodal dentro de sua diocese, desde que como os resultados promovem a unidade da Igreja universal. Nos últimos 50 anos, os sínodos ganharam relevância, desde que o Papa São Paulo VI instituiu um Sínodo permanente dos bispos com o objetivo de ajudar a renovar a Igreja para evangelizar com mais eficácia no mundo contemporâneo. Ele proclamou especificamente que seria um corpo consultivo que cairia “imediatamente e diretamente” sob a autoridade papal. Nos anos desde o Concílio Vaticano II, os Papas São Paulo VI, São João Paulo II, Bento XVI e agora Francisco convocaram assembleias específicas do Sínodo dos Bispos, a fim de coletar conselhos de uma amostra representativa dos bispos do mundo com a respeito de questões importantes que esses papas solicitaram que considerassem. Desta vez, a questão importante que o Santo Padre escolheu para enfocar a Igreja é a própria sinodalidade – isto é, refletir sobre o próprio processo do que significa caminhar juntos como Povo de Deus. O Santo Padre comunicou ao longo do seu papado a prioridade que atribui ao reforço da natureza sinodal da Igreja. Uma das razões é combater alguns dos problemas que ele identificou como prejudicando gravemente o testemunho evangélico da Igreja. Mas, embora esses objetivos específicos estejam envolvidos, eles são secundários em relação à sua intenção mais fundamental em defender uma Igreja sinodal que está pronta para “ encontrar, ouvir e discernir ”. Esses são os temas que o Papa Francisco expôs quando abriu o sínodo, intitulado “Por uma Igreja Sinodal: Comunhão, Participação e Missão”, em uma missa de 10 de outubro na Basílica de São Pedro. A liturgia papal lançou um processo de dois anos que ocorre pela primeira vez em nível diocesano em todo o mundo. Os bispos em suas respectivas Igrejas locais celebraram liturgias em 17 de outubro para abrir a fase diocesana do Sínodo. Em outubro próximo, a fase continental envolverá conferências episcopais e, no ano seguinte, o processo culminará com a reunião da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em Roma. Através deste processo sinodal, o Papa está destacando a sinodalidade como uma prioridade fundamental na esperança de alargar a avenida através da qual o Espírito Santo atua na vida da Igreja institucional, na vida de todos os fiéis e, na verdade, na vida de toda a humanidade. Embora haja uma grande promessa potencial neste processo global, existem armadilhas potenciais. Um é a falta de tempo de preparação. Como o processo sinodal foi anunciado há apenas alguns meses, e seus documentos de base foram divulgados apenas um mês antes do pontapé inicial, em 10 de outubro, do nível diocesano de abertura das discussões sinodais, as dioceses nos Estados Unidos ainda estão lutando para organizar seus processos sinodais locais. . Essa dificuldade é agravada pelo fato de que as dioceses já estão gravemente sobrecarregadas pelos desafios colocados pela pandemia de COVID-19. Também existe a realidade de que sempre há perigos associados ao convite a uma discussão extremamente ampla sobre um tema que não foi claramente definido de antemão. O maior perigo aqui vem daquelas forças dentro da Igreja que, desde o encerramento do Concílio Vaticano II, têm afirmado falsamente que os Padres conciliares pretendiam retrabalhar os elementos mais básicos do ensino católico e da estrutura da Igreja, conformando-os ao “progressista” agendas políticas e sociais contemporâneas, em vez da mensagem imutável do Evangelho de Jesus sobre a salvação das almas. Isso nos leva às discussões atuais sobre o “Caminho sinodal” da Alemanha. Aqui, a falsa “hermenêutica da descontinuidade e da ruptura”, como foi caracterizada pelo Papa Bento XVI , está sob controle total. Enquanto o processo alemão foi ostensivamente organizado para responder ao escândalo de abuso sexual, seus organizadores realmente querem utilizar a crise para institucionalizar agendas dissidentes que a ala progressista dominante da Igreja alemã tem perseguido por décadas. Essas agendas incluem endosso de divórcio, contracepção e comportamento homossexual; a ordenação de mulheres; o fim do celibato obrigatório para os padres; e “democratizar” a estrutura hierárquica da Igreja para retirar a autoridade dos bispos e padres. Além disso, as ambições dos organizadores do Caminho Sinodal Alemão vão muito além da Alemanha. É seu desejo fervoroso que, imediatamente após suas agendas serem consolidadas em nível nacional, elas sejam exportadas para a Igreja global por meio de vários mecanismos, começando com o Sínodo sobre a Sinodalidade. Como as ambições problemáticas do Caminho Sinodal Alemão foram tão transparentes, os líderes da Igreja em Roma solicitaram repetidamente que mudasse de curso. Mais notavelmente, o próprio Papa Francisco escreveu uma carta à Igreja Alemã em junho de 2019, aconselhando que seu foco deveria ser a evangelização em face da “erosão” e “declínio da fé” em seu país e alertando contra “tentações” que podem conduzem a “uma complicada série de argumentos, análises e soluções sem outro efeito senão afastar-se do encontro real e diário com os fiéis e com o Senhor”. Impedido por esta intervenção papal, ou por várias tentativas subsequentes de correção por outros altos funcionários do Vaticano, o “Caminho Sinodal” alemão continua a avançar com suas demandas potencialmente cismáticas por reformas radicais que divergem da doutrina católica fundamental e minam a eclesiologia católica. À luz desses eventos do outro lado do Atlântico, é obrigatório que os católicos fiéis aqui nos Estados Unidos façam nossas vozes serem ouvidas no Sínodo sobre as discussões da Sinodalidade e para ajudar a evitar quaisquer esforços para cooptá-los como o curso desastroso da Alemanha. A este respeito, podemos ouvir uma mensagem muito oportuna do Bispo Thomas Tobin de Providence, Rhode Island. “Embora sejamos exortados a ser uma ‘Igreja que escuta’, é um bom momento para lembrar que Jesus nos comissionou antes de tudo para sermos uma Igreja que prega e ensina”, ele tuitou em 11 de outubro, quando o processo sinodal começou. “Nós discernimos os sinais dos tempos e então pregamos e ensinamos a verdade imutável de Cristo que o mundo sempre precisa ouvir.” As sábias palavras de Dom Tobin resumem o que o Espírito Santo realmente deseja de nós, como fiéis católicos que amam a nossa Igreja. Deus te abençoe! FONTE: NATHIONAL CATHOLIC REGISTER #Sínodosobresinodalidadeseguindoumcaminhodiferente
- Aborto: ‘Um terrível comércio de mentiras, miséria e morte existe na sociedade’
O novo CEO da Sociedade para a Proteção de Crianças Não Nascidas avalia o cenário pró-vida do Reino Unido. Em 1º de setembro, a Sociedade Britânica para a Proteção de Crianças Não Nascidas (SPUC) tem um novo CEO: John Deighan. Fundado em 1967, o SPUC é a organização educacional e de campanha pró-vida mais antiga do mundo. Sua fundação coincidiu com o projeto de lei sobre o aborto britânico sendo então debatido no Parlamento. Esse projeto se tornaria a Lei do Aborto de 1967. Continua a ser a base da provisão para aborto na Grã-Bretanha. Em 8 de outubro, o Register conversou com Deighan para descobrir o que vem por aí para a instituição de caridade pró-vida mais antiga da Grã-Bretanha e para perguntar se a causa pró-vida no Reino Unido é “uma causa perdida”. “Não acho que possa ser definitivamente perdido porque tem a verdade e a bondade ao seu lado”, respondeu Deighan, antes de acrescentar: “Mas não há dúvida de que o campo está fortemente inclinado contra nós”. Dito isso, ele vê o Reino Unido de hoje como “um ambiente muito hostil” para os pró-vida, visto que o principal desafio é uma sociedade onde “muitos se radicalizaram para se opor instintivamente à posição pró-vida”. Isso, ele sente, ocorreu em grande parte, mas não exclusivamente, por meio de instituições nacionais em toda a sociedade que foram “capturadas por ideólogos com sua própria ‘religião’ secular, que tem o aborto como um princípio sagrado”. Paralelamente, ele sente uma censura à liberdade de expressão sobre o tema do aborto, agravada por quem controla o fluxo de informações na sociedade e tem suas próprias agendas. Deighan acredita que existe um perigo real de que aqueles que sustentam pontos de vista pró-vida sejam completamente “expulsos da vida pública”. Hoje, no Reino Unido, é fácil se desesperar com esse clima antivida. Também é fácil ficar sobrecarregado com os desafios apresentados. Mas qual desses desafios preocupa mais Deighan? “O colapso da razão e o entorpecimento da mente das pessoas em nossa era de entretenimento”, respondeu ele. “Há algo de errado com nosso sistema educacional quando ele produz tantas pessoas que não estão dispostas a pensar por si mesmas, embora muitas vezes sejam boas em regurgitar o que lhes foi dito para acreditar.” Em nenhum lugar, diz ele, essa forma de aceitação passiva é vista mais do que na Câmara do Parlamento do Reino Unido quando se trata de aborto. “Há tanta conformidade entre os políticos”, lamentou Deighan. “Eles normalmente assumem a posição da matilha, que atualmente é fortemente pró-aborto”. E dado que esta doutrinação anti-vida chegou ao parlamento da terra, como ele vê seu novo papel na luta para mudar isso? “Meu papel é maximizar a eficácia do SPUC na luta pró-vida”, disse Deighan. “Isso inclui garantir que o trabalho de nossa equipe esteja alinhado aos objetivos estratégicos que podem derrotar o aborto e que ajudemos nossos apoiadores a ter um impacto significativo nas áreas políticas e de formação cultural da sociedade. Em última análise, o impacto na vida política é o que é necessário se quisermos obter leis justas ”. Antes de sua última nomeação nacional como CEO do SPUC, Deighan liderou o SPUC Escócia. Antes de ingressar no SPUC em 2015, foi parlamentar e porta-voz regular da Conferência dos Bispos Católicos da Escócia. Isso envolveu um tempo de trabalho no Parlamento Escocês, onde esteve envolvido na direção da campanha “ Escócia pelo Casamento ”, bem como na organização de campanhas bem-sucedidas contra o suicídio assistido e projetos de eutanásia no Parlamento Escocês. Após seus 16 anos de serviço na Conferência dos Bispos Católicos da Escócia, o Papa Francisco concedeu a Deighan o título de cavaleiro papal. Além disso, ele é vice-presidente da União Católica da Grã-Bretanha, uma organização cujo objetivo é promover um ponto de vista cristão nas questões públicas. Hoje, como em 1967, o SPUC faz campanha contra o aborto. Ele defende a necessidade de uma ética de vida consistente, que valorize a vida de todos os seres humanos. Como resultado, também faz campanha contra outras ameaças diretas à vida de pessoas vulneráveis, como a eutanásia e o abuso de embriões. O SPUC continua sendo uma organização de base com mais de 60 filiais locais na Grã-Bretanha e agora possui milhares de apoiadores em todo o Reino Unido. Sua sede nacional no Reino Unido fica em Londres, com escritórios regionais na Escócia e na Irlanda do Norte. A partir desses locais, ela trabalha para apoiar seus membros locais: planejando campanhas políticas, executando um serviço de comunicação pró-vida, organizando conferências e divulgação, bem como enviando palestrantes para escolas e se engajando em pesquisas acadêmicas. Segundo o seu site: o SPUC baseia o seu trabalho nos princípios da justiça natural, nomeadamente de que é errado matar seres humanos inocentes; todos devem ser tratados igualmente; todos os seres humanos são pessoas com direitos; as crianças merecem proteção e cuidados especiais; e os mais fracos da sociedade devem ser protegidos pela lei. Desde o início, o SPUC sempre foi uma organização não religiosa, obtendo o apoio ecumênico de pessoas de todas as religiões e de nenhuma. No entanto, na Grã-Bretanha decididamente secular, existe o perigo de qualquer organização pró-vida ser vista simplesmente como dominada pelos católicos? “A menos que as pessoas tenham um ponto de referência fora de sua cultura atual”, disse Deighan, “elas simplesmente adotam os valores dessa cultura de maneira semelhante à osmose. A Igreja Católica é uma instituição que transcende o tempo e a cultura, de modo que aqueles que aderem à fé católica normalmente têm uma oportunidade maior de acessar informações que podem inoculá-los dos erros de nossa época. Portanto, não é surpreendente que tenhamos muitos católicos nos apoiando ”. Ele ressaltou que outras religiões e filosofias também podem “fornecer as ferramentas para avaliar nossa cultura. Os valores do SPUC estão de acordo com a razão e, portanto, acessíveis a qualquer pessoa. ” “Nosso apoio não deve ser apenas católico. À medida que a difusão da tirania do secularismo revela sua verdadeira natureza, ele se mostra cada vez mais contra a razão, a liberdade e a democracia; tem que dar origem a uma contracultura daqueles que sabem que esses valores são importantes. ” Enfrentar a disseminação da “tirania do secularismo” não é uma tarefa fácil, no entanto, particularmente na Grã-Bretanha do século 21. Então, o que dá esperança ao novo CEO do SPUC? “Meu predecessor imediato, John Smeaton, deixa um legado e uma visão para chegar ao cerne da luta pró-vida, incluindo os principais desafios legais e um compromisso inabalável de ser uma voz confiável de testemunha. Eu quero viver de acordo com esse exemplo. A posição pró-aborto se espalhou por meio de desinformação e distorção e, portanto, é defendida pela maioria das pessoas ”, observou Deighan. “Significa que sempre corre o risco de ser derrubado, [pois] é preciso muito esforço para continuar a fazer propaganda que vai contra a razão. “Lembro-me das palavras de [William] Wilberforce,” Deighan continua, “quando ele tentou acabar com o comércio de escravos no Parlamento: ‘A natureza e todas as circunstâncias desse comércio estão agora abertas para nós: Não podemos mais alegar ignorância; não podemos evitá-lo; … Não podemos nos desviar. ‘”Deighan apontou que Wilberforce levou mais 20 anos para alcançar o sucesso, mas o CEO do SPUC sente que“ os pró-vida têm a mesma atitude e vão vencer ”. Agora, com o SPUC com mais de 50 anos de existência, como ele vê as próximas décadas? “Combater o bom combate em face do colapso cultural”, respondeu Deighan sem hesitação. “Certamente estou trabalhando com o objetivo de ter uma sociedade que mais uma vez veja o aborto como impensável, assim como Wilberforce fez quando confrontado com o tráfico de escravos. Minha consciência não me permite ficar de lado quando sei que um terrível comércio de mentiras, miséria e morte existe na sociedade ao meu redor. Não estou planejando levar 50 anos, mas o futuro depende da eficácia das minorias criativas. E quem sabe o que a Providência divina nos reserva. ” FONTE: NATHIONAL CATHOLIC REGISTER #AbortoUmterrívelcomérciodementirasmisériaemorteexistenasociedade
- A GRANDEZA DA MISERICÓRDIA DE MARIA SANTÍSSIMA
Quando a Santíssima Virgem vivia ainda na terra, já não podia ver algum necessitado semsocorrê-lo. Quanto mais misericordiosa não será agora que está no céu, de onde melhor vê as nossas misérias e nos ama com coração de Mãe! Não nos descuidemos portanto de recorrer a uma Mãe tão boa em todas as nossas necessidades e de pôr nela toda a nossa esperança. Mas, ao mesmo tempo, deixemos de lhe amargurar o coração pela nossa tibieza e pelos nossos pecados. I. Considera que Maria é uma advogada tão piedosa, que não só ajuda ao que a ela recorre, mas ela mesma vai à procura dos miseráveis para os defender e salvar. Eis como ela convida a todos, animando-nos a esperarmos todos os bens, se a ela recorrermos: “ Passai-vos a mim todos e enchei-vos dos meus frutos. ” — “ O demônio ”, diz São Pedro, “ vai sempre ao redor de nós, buscando quem possa tragar ”; mas nossa divina Mãe, acrescenta Bernardino de Bustis, vai sempre ao redor de nós buscando a quem possa salvar: Circuit, quaerens quem salvet . Maria é Mãe de misericórdia porque a piedade que tem de nós faz que de nós se compadeça e procure sempre salvar-nos; assim com uma mãe não pode ver seus filhos em perigo de se perderem e deixar de os ajudar. E quem, depois de Jesus Cristo, pergunta São Germano, interessa-se mais pela nossa salvação do que vós, ó Mãe de misericórdia? — Ela certamente nos ajudará quando a invocarmos e nunca jamais foi alguém por ela desamparado. Isso, porém, não basta a seu Coração piedoso. Como diz Ricardo de São Victor, ela previne as nossas súplicas e procura ajudar-nos antes que nós a invoquemos. Apenas vê alguma miséria, socorre logo e não pode ver algum necessitado sem o ajudar. A Santíssima Virgem assim praticava desde a sua vida terrestre, como sabemos pelo fato sucedido nas bodas de Caná na Galileia. Vindo a faltar o vinho, ela não esperou até ser rogada; mas, compadecendo-se da aflição e do pejo daqueles esposos, pediu ao Filho que os consolasse dizendo: Vinum non habent (1) — “ Eles não têm vinho ”; e obteve que seu Filho, por um milagre, convertesse a água em vinho. Pois bem, diz São Boaventura, se foi tão grande a piedade de Maria para com todos quando estava ainda em terra, muito maior sem dúvida será a sua piedade para nos socorrer, agora que está no céu, onde conhece melhor as nossas misérias e mais de nós se compadece. II. Ah! Não nos descuidemos jamais de recorrer à nossa divina Mãe em todas as nossas necessidades, pois que sempre será achada com as mãos repletas de misericórdia; sempre disposta a ajudar ao que a invoque, e tão desejosa de nos fazer bem e de nos ver salvos, que ela mais deseja conceder-nos graças do que nós desejemos recebê-las. São Boaventura chega a dizer que a Bem-aventurada Virgem se julga ofendida não só pelos que a injuriam positivamente, mas também por aqueles que lhe não pedem graças. Recorramos, pois, sempre a esta Mãe de misericórdia e digamos-lhe o que dizia o mesmo Santo: In te, Domina, speravi, non confundar in aeternum — “ Em vós, Senhora, esperei, não permitais que eu seja confundido para sempre ”. Mas ao mesmo tempo deixemos de lhe amargurar o Coração pela nossa tibieza e pelos nossos pecados. Ó Rainha do céu, Maria Santíssima, eu, que era outrora escravo do demônio, consagro-me agora e sempre a vosso serviço e ofereço-me a vós, para vos honrar e servir pelo restante da minha vida. Recebei-me, então para vosso servo, e não me rejeiteis como o merecera. Ó minha Mãe, em vós hei posto todas as minhas esperanças. Eu bendigo e agradeço a Deus, que por sua misericórdia me deu esta confiança em vós. Verdade é que, no passado, caí desgraçadamente no pecado; mas tenho confiança de haver obtido perdão pelos merecimentos de Jesus e vossas orações. Entretanto, isto não basta, ó minha Mãe; um pensamento me aflige: posso de novo perder a graça de Deus. Os perigos são contínuos, os inimigos não dormem, novas tentações virão assaltar-me. Ah! Soberana minha, protegei-me, socorrei-me nos assaltos do inferno, e não permitais me aconteça ainda no futuro cometer pecado e ofender a vosso divino Filho Jesus. Não, não perca eu de novo a minha alma, o paraíso e Deus. Peço-vos esta graça, ó Maria, não m’a recuseis, antes alcançai-m’a pela vossa intercessão. Assim espero. (*II 152.) Io. 2, 3. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano : Tomo III – Santo Afonso Fonte: Católicos de Ribeirão Preto #FormaçõesCatólicas #SantíssimaVirgem #VirgemMaria
- A GRANDEZA DA MISERICÓRDIA DE MARIA SANTÍSSIMA
Quando a Santíssima Virgem vivia ainda na terra, já não podia ver algum necessitado semsocorrê-lo. Quanto mais misericordiosa não será agora que está no céu, de onde melhor vê as nossas misérias e nos ama com coração de Mãe! Não nos descuidemos portanto de recorrer a uma Mãe tão boa em todas as nossas necessidades e de pôr nela toda a nossa esperança. Mas, ao mesmo tempo, deixemos de lhe amargurar o coração pela nossa tibieza e pelos nossos pecados. I. Considera que Maria é uma advogada tão piedosa, que não só ajuda ao que a ela recorre, mas ela mesma vai à procura dos miseráveis para os defender e salvar. Eis como ela convida a todos, animando-nos a esperarmos todos os bens, se a ela recorrermos: “ Passai-vos a mim todos e enchei-vos dos meus frutos. ” — “ O demônio ”, diz São Pedro, “ vai sempre ao redor de nós, buscando quem possa tragar ”; mas nossa divina Mãe, acrescenta Bernardino de Bustis, vai sempre ao redor de nós buscando a quem possa salvar: Circuit, quaerens quem salvet . Maria é Mãe de misericórdia porque a piedade que tem de nós faz que de nós se compadeça e procure sempre salvar-nos; assim com uma mãe não pode ver seus filhos em perigo de se perderem e deixar de os ajudar. E quem, depois de Jesus Cristo, pergunta São Germano, interessa-se mais pela nossa salvação do que vós, ó Mãe de misericórdia? — Ela certamente nos ajudará quando a invocarmos e nunca jamais foi alguém por ela desamparado. Isso, porém, não basta a seu Coração piedoso. Como diz Ricardo de São Victor, ela previne as nossas súplicas e procura ajudar-nos antes que nós a invoquemos. Apenas vê alguma miséria, socorre logo e não pode ver algum necessitado sem o ajudar. A Santíssima Virgem assim praticava desde a sua vida terrestre, como sabemos pelo fato sucedido nas bodas de Caná na Galileia. Vindo a faltar o vinho, ela não esperou até ser rogada; mas, compadecendo-se da aflição e do pejo daqueles esposos, pediu ao Filho que os consolasse dizendo: Vinum non habent (1) — “ Eles não têm vinho ”; e obteve que seu Filho, por um milagre, convertesse a água em vinho. Pois bem, diz São Boaventura, se foi tão grande a piedade de Maria para com todos quando estava ainda em terra, muito maior sem dúvida será a sua piedade para nos socorrer, agora que está no céu, onde conhece melhor as nossas misérias e mais de nós se compadece. II. Ah! Não nos descuidemos jamais de recorrer à nossa divina Mãe em todas as nossas necessidades, pois que sempre será achada com as mãos repletas de misericórdia; sempre disposta a ajudar ao que a invoque, e tão desejosa de nos fazer bem e de nos ver salvos, que ela mais deseja conceder-nos graças do que nós desejemos recebê-las. São Boaventura chega a dizer que a Bem-aventurada Virgem se julga ofendida não só pelos que a injuriam positivamente, mas também por aqueles que lhe não pedem graças. Recorramos, pois, sempre a esta Mãe de misericórdia e digamos-lhe o que dizia o mesmo Santo: In te, Domina, speravi, non confundar in aeternum — “ Em vós, Senhora, esperei, não permitais que eu seja confundido para sempre ”. Mas ao mesmo tempo deixemos de lhe amargurar o Coração pela nossa tibieza e pelos nossos pecados. Ó Rainha do céu, Maria Santíssima, eu, que era outrora escravo do demônio, consagro-me agora e sempre a vosso serviço e ofereço-me a vós, para vos honrar e servir pelo restante da minha vida. Recebei-me, então para vosso servo, e não me rejeiteis como o merecera. Ó minha Mãe, em vós hei posto todas as minhas esperanças. Eu bendigo e agradeço a Deus, que por sua misericórdia me deu esta confiança em vós. Verdade é que, no passado, caí desgraçadamente no pecado; mas tenho confiança de haver obtido perdão pelos merecimentos de Jesus e vossas orações. Entretanto, isto não basta, ó minha Mãe; um pensamento me aflige: posso de novo perder a graça de Deus. Os perigos são contínuos, os inimigos não dormem, novas tentações virão assaltar-me. Ah! Soberana minha, protegei-me, socorrei-me nos assaltos do inferno, e não permitais me aconteça ainda no futuro cometer pecado e ofender a vosso divino Filho Jesus. Não, não perca eu de novo a minha alma, o paraíso e Deus. Peço-vos esta graça, ó Maria, não m’a recuseis, antes alcançai-m’a pela vossa intercessão. Assim espero. (*II 152.) Io. 2, 3. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano : Tomo III – Santo Afonso Fonte: Católicos de Ribeirão Preto #FormaçõesCatólicas #SantíssimaVirgem #VirgemMaria
- Bispo reconhece aparições de Nossa Senhora em Cimbres, que alertou o Brasil contra o Comunismo
Nossa Senhora apareceu em Pernambuco? Bispo responde. O bispo de Pesqueira (PE), dom José Luiz Ferreira Salles, reconheceu as “presumíveis aparições de Nossa Senhora da Graça” a duas crianças na Vila de Cimbres, em 1936, em carta pastoral publicada no início de outubro. Nas aparições, a Virgem teria alertado Maria da Luz e Maria da Conceição sobre três castigos que seriam enviados por Deus e pediu oração e penitência. Dom Salles considerou que as mensagens dessa aparição estão de acordo com as “verdades da fé cristã” e permitiu que os fiéis continuem com a devoção à Virgem Maria no local. Em sua carta pastoral, o bispo de Pesqueira afirma que “nas relatadas aparições da Virgem Maria, na Aldeia da Guarda, sob o título de ‘Nossa Senhora da Graça’, há elementos, traços e sinais que abalizam e sinalizam a grande probabilidade do caráter sobrenatural da experiência vivida pelas jovens Maria da Luz (Irmã Adélia) e Maria da Conceição”. Segundo dom Salles, “as mensagens comunicadas durante as alocuções com as videntes documentadas e cuidadosamente analisadas, estão em profunda consonância com as verdades da fé cristã, contidas nas Sagradas Escrituras e na Doutrina Católica e, em nada, contrastam com a moral e os costumes”. O bispo, então, concedeu “a permissão para que os fiéis possam, nessas terras. continuar com a devoção e a veneração à Virgem Santíssima, Mãe de Deus, invocada com o título de ‘Nossa Senhora da Graça’”. O bispo também disse que “a diocese de Pesqueira é a responsável direta pelo cuidado pastoral da Aldeia Guarda e proporcionará, através dos meios que se fizeram necessários, a assistência sacramental e espiritual a peregrinos e devotos que acorrem ao lugar”. Disse ainda que “interpretações, posicionamentos oficiais acerca das mensagens ou quaisquer conteúdos relativos às presumíveis aparições são exclusivamente do Magistério da Igreja e, de modo particular, do bispo diocesano de Pesqueira, a quem compete vigiar e dar o consentimento prévio sobre o assunto”. A carta pastoral foi assinada durante um ato no local das aparições, a Aldeia Guarda, em Vila de Cimbres, no dia 2 de outubro. Na ocasião, dom Salles afirmou que ao longo destes anos, a diocese “vem fazendo um caminho de escuta do Espírito” e, “em meio a crises e desafios, buscou acolher em seu seio as expressões populares, seja de devoção, seja de vivência comunitária da fé”. “Ainda que, às vezes de forma silenciosa, aguardando o tempo do Espírito, a nossa diocese não deixou de olhar e acompanhar com amor de mãe este local e as suas mensagens”, disse. Por isso, afirmou que “por várias vezes e em vários anos, a Aldeia Guarda, as supostas aparições de Nossa Senhora estiveram presentes para contemplar e avaliar a ação pastoral à época existente. Mas sempre de acordo com as orientações da Igreja”. Padre Fábio Pereira, Vigário Geral e membro da Comissão Diocesana de investigação e aprofundamento sobre as aparições disse ao site da diocese de Pesqueira que “a Igreja é sempre prudente em relação a assuntos ligados a aparições, e assim deve ser”. Segundo ele, o bispo diocesano “constituiu uma comissões para estudos junto a teólogos e historiadores”. “Depois de um longo período, é chegado o tempo em que a Diocese sentiu a necessidade de dizer algo sobre as ‘presumíveis aparições’. Nós estamos escrevendo ao Vaticano, junto com o bispo diocesano, uma resposta, mediante a pergunta: O que de fato aconteceu naquele lugar? Depois de 85 anos, a Igreja de Pesqueira vem se pronunciar sobre o fato”, afirmou. Autora do livro ‘O diário do silêncio – O alerta da Virgem Maria contra o comunismo no Brasil’, sobre as aparições em Cimbres, Ana Lígia Lira disse à ACI Digital que recebeu “com muita alegria esta carta pastoral” e vê “como uma atitude de muita coragem do bispo, porque foram 85 anos de silêncio”. Para ela, este documento é “um ato de desagravo à memória de tantas pessoas que foram perseguidas e ridicularizadas no passado por não negar as aparições, como Maria da Conceição, a irmã Adélia (nome que Maria da Luz adotou ao ingressar no Instituto das Religiosas da Instrução Cristã), padre Kehrle” (um dos responsáveis que investigou o caso na época). “Esta carta pastoral traz a palavra do pastor e da Igreja, por isso, traz credibilidade para as aparições. É o sim da Igreja para algo que antes já havia recebido o sim do povo, porque primeiro vem a devoção popular e depois a Igreja investiga e dá o seu sim”, disse a autora, que é mestre em História. Na carta pastoral, dom Salles também informa que “no que concerne especificamente à irmã Adélia Teixeira de Carvalho, morta em odor de santidade, já solicitamos e estamos aguardando o Nihil Obstat da Congregação das Causas dos Santos, autorizando a abertura oficial do seu Processo de Beatificação e Canonização em nossa Diocese”. Para a autora Ana Lígia Lira, irmã Adélia teve grande visibilidade, pois “estava em uma congregação religiosa muito ativa”. “E acredito que mesmo que ela não tivesse sido uma das videntes, também seria vista como modelo de santidade, porque teve uma vida de entrega como religiosa, trabalhava sempre pelos pobres e mais humildes”, afirmou. Entretanto, destacou que é preciso lembrar que houve outra vidente, Maria da Conceição, “também tem em sua vida um testemunho de fé, tendo vivido mais recolhida, na simplicidade, pobreza, humildade. Mas, sua vida também tem um histórico de possível santidade e acredito que um dia a Igreja possa olhar para ela”. O alerta de Nossa Senhora para o Brasil Muitos não sabem, mas o Brasil recebeu, na década de 1930, uma aparição de Nossa Senhora das Graças. Consigo, a Mãe de Deus trazia uma mensagem importante, um verdadeiro alerta para nossa nação. Assista o vídeo… A Mãe do Senhor, sob o título de Nossa Senhora das Graças, visitou o Brasil na década de 1930, aparecendo para duas jovenzinhas num sítio em Cimbres, no interior de Pernambuco. Uma das videntes, a Irmã Adélia, faleceu no dia 13 de outubro p.p., contudo, a mensagem a ela transmitida pela Virgem Santíssima continua atual e oportuna. Em perfeita consonância com as suas demais aparições, a Senhora das Graças preveniu as jovens de que três castigos se abateriam sobre o Brasil e que o país seria tomado pelo comunismo. Ora, a situação da sociedade brasileira não deixa margem para dúvida de que a Senhora estava certa. O país está cada mais mergulhado no ideal socialista e no marxismo cultural. Felizmente, além de alertar para o perigo, a Virgem Santíssima ofereceu também o remédio: oração e penitência. Portanto, que todos A obedeçam intensificando as súplicas e os atos de reparação para evitar que a chaga do comunismo se abata definitivamente nesta Terra de Santa Cruz. Antes de continuar a leitura, assista o vídeo e conheça mais detalhes sobre o alerta de Nossa Senhora: As aparições de Nossa Senhora da Graça em Cimbres As aparições de Nossa Senhora em Cimbres tiveram início no dia 6 de agosto de 1936. Naquele dia, Maria da Luz e Maria da Conceição foram colher sementes de mamona no sítio. Na época o cangaceiro Lampião e seu bando agiam na região com roubos e assassinatos. Maria da Luz, então, perguntou à amiga o faria se Lampião aparecesse. Maria da Conceição respondeu: “Nossa Senhora haveria de dar um jeito de nos proteger”. Em seguida, as meninas viram no alto da serra a imagem de uma mulher com uma criança nos braços que acenava para que elas se aproximassem. Ao retornarem para casa, segundo relata o site das Religiosas da Instrução Cristã, “contaram a história para os pais de Maria da Luz, Arthur Teixeira de Carvalho e Auta Monteiro de Carvalho. Inicialmente, os dois não acreditaram e Arthur foi com as meninas até o local da aparição, que era de difícil acesso. Chegando lá, as duas viram novamente a mulher. Sem conseguir enxergar e achando que era alucinação das garotas, o pai de Maria da Luz pediu que ela perguntasse para a moça quem era Ela e o que queria. ‘Eu sou a Graça’, respondeu. ‘Vim para avisar que hão de vir 3 castigos mandados por Deus. Diga ao povo que reze e faça penitência’”. A notícia logo se espalhou pela região e muito passaram a ir ao local para rezar ou por curiosidade. Algumas pessoas pediram um sinal visível. Em 10 de agosto, quando as meninas foram visitar o local, a imagem lhes apontou a água que saía da rocha em frente ao lugar da aparição. Há na rocha uma pequena cavidade sem rachadura e estava cheia de água e receberam esta resposta: “Para curar doenças”. Muitos, então, acorreram ao monte onde se verificou a presença da água e, no lugar onde sempre se colocava a imagem, uma marca branca e, ao lado, duas marcas de pés, sendo uma de mulher e outra de uma criança pequena. Segundo a carta pastoral de dom Salles, “os dias que se seguiram foram marcados por uma inicial desconfiança dos familiares, silenciamento das autoridades eclesiásticas e a tentativa de parte dos governantes de interromper a devoção do povo. Devido às movimentações no local após as primeiras visões, os relatos se tornaram caso de polícia, com a detenção do pai de Maria da Luz, a presença de vigilância armada na região e ameaças às manifestações de fé. No entanto, as aparições foram acompanhadas por um processo de legitimação dos fiéis que, em uma região com diferentes problemas sociais, buscavam conexões com o divino”. “São vários os relatos de curas, graças, milagres e conversões alcançadas por fiéis que visitaram a localidade das presumíveis aparições desde agosto de 1936”, afirmou o bispo. Recordou ainda que, “por determinação de dom Adalberto Accioli Sobral (1887-1951)3, o padre José Kehrle (1891-1978), seu secretário, e frei Estevam Roettger, OFM (1877-1955), acompanharam os fatos, com diferentes interrogatórios às crianças, com o parecer favorável sobre os eventos e o atestado da sua veracidade”. “Durante as análises, os eclesiásticos fizeram investigações das mais variadas formas, com interrogatórios e observações do que foi relatado pelas videntes. Entre as suas estratégias, acompanharam pessoalmente as presumíveis aparições, com indagações que buscavam confrontar as informações e identificar alguma suposta inverdade. Mesmo assim, todos os relatos foram confirmados”, disse. Para dom Salles, “as narrativas históricas sobre os eventos na diocese de Pesqueira podem ser compreendidas a partir das afirmativas presentes no Diário do Frei Estevam Roettger”. O religioso escreveu que quem “acompanha atentamente os acontecimentos do Sítio Guarda no ano de 1936, há-de se convencer que foi ‘Nossa Senhora da Graça ou das Graças’ que se manifestou e que na bondade do seu Coração maternal quer ajudar aos homens a se salvarem”. Por isso, o bispo de Pesqueira declarou que “as romarias, as ações de fiéis e religiosos mantidas até os dias atuais demonstram a importância do evento para as ações religiosas da Igreja Católica, não apenas em nossa diocese, mas em todos os espaços e manifestações do culto mariano”. Fonte: ACI Digital Leia também Revolução e guerra civil: Uma profecia de Nossa Senhora para o Brasil #Cimbres
- Bispo reconhece aparições de Nossa Senhora em Cimbres, que alertou o Brasil contra o Comunismo
Nossa Senhora apareceu em Pernambuco? Bispo responde. O bispo de Pesqueira (PE), dom José Luiz Ferreira Salles, reconheceu as “presumíveis aparições de Nossa Senhora da Graça” a duas crianças na Vila de Cimbres, em 1936, em carta pastoral publicada no início de outubro. Nas aparições, a Virgem teria alertado Maria da Luz e Maria da Conceição sobre três castigos que seriam enviados por Deus e pediu oração e penitência. Dom Salles considerou que as mensagens dessa aparição estão de acordo com as “verdades da fé cristã” e permitiu que os fiéis continuem com a devoção à Virgem Maria no local. Em sua carta pastoral, o bispo de Pesqueira afirma que “nas relatadas aparições da Virgem Maria, na Aldeia da Guarda, sob o título de ‘Nossa Senhora da Graça’, há elementos, traços e sinais que abalizam e sinalizam a grande probabilidade do caráter sobrenatural da experiência vivida pelas jovens Maria da Luz (Irmã Adélia) e Maria da Conceição”. Segundo dom Salles, “as mensagens comunicadas durante as alocuções com as videntes documentadas e cuidadosamente analisadas, estão em profunda consonância com as verdades da fé cristã, contidas nas Sagradas Escrituras e na Doutrina Católica e, em nada, contrastam com a moral e os costumes”. O bispo, então, concedeu “a permissão para que os fiéis possam, nessas terras. continuar com a devoção e a veneração à Virgem Santíssima, Mãe de Deus, invocada com o título de ‘Nossa Senhora da Graça’”. O bispo também disse que “a diocese de Pesqueira é a responsável direta pelo cuidado pastoral da Aldeia Guarda e proporcionará, através dos meios que se fizeram necessários, a assistência sacramental e espiritual a peregrinos e devotos que acorrem ao lugar”. Disse ainda que “interpretações, posicionamentos oficiais acerca das mensagens ou quaisquer conteúdos relativos às presumíveis aparições são exclusivamente do Magistério da Igreja e, de modo particular, do bispo diocesano de Pesqueira, a quem compete vigiar e dar o consentimento prévio sobre o assunto”. A carta pastoral foi assinada durante um ato no local das aparições, a Aldeia Guarda, em Vila de Cimbres, no dia 2 de outubro. Na ocasião, dom Salles afirmou que ao longo destes anos, a diocese “vem fazendo um caminho de escuta do Espírito” e, “em meio a crises e desafios, buscou acolher em seu seio as expressões populares, seja de devoção, seja de vivência comunitária da fé”. “Ainda que, às vezes de forma silenciosa, aguardando o tempo do Espírito, a nossa diocese não deixou de olhar e acompanhar com amor de mãe este local e as suas mensagens”, disse. Por isso, afirmou que “por várias vezes e em vários anos, a Aldeia Guarda, as supostas aparições de Nossa Senhora estiveram presentes para contemplar e avaliar a ação pastoral à época existente. Mas sempre de acordo com as orientações da Igreja”. Padre Fábio Pereira, Vigário Geral e membro da Comissão Diocesana de investigação e aprofundamento sobre as aparições disse ao site da diocese de Pesqueira que “a Igreja é sempre prudente em relação a assuntos ligados a aparições, e assim deve ser”. Segundo ele, o bispo diocesano “constituiu uma comissões para estudos junto a teólogos e historiadores”. “Depois de um longo período, é chegado o tempo em que a Diocese sentiu a necessidade de dizer algo sobre as ‘presumíveis aparições’. Nós estamos escrevendo ao Vaticano, junto com o bispo diocesano, uma resposta, mediante a pergunta: O que de fato aconteceu naquele lugar? Depois de 85 anos, a Igreja de Pesqueira vem se pronunciar sobre o fato”, afirmou. Autora do livro ‘O diário do silêncio – O alerta da Virgem Maria contra o comunismo no Brasil’, sobre as aparições em Cimbres, Ana Lígia Lira disse à ACI Digital que recebeu “com muita alegria esta carta pastoral” e vê “como uma atitude de muita coragem do bispo, porque foram 85 anos de silêncio”. Para ela, este documento é “um ato de desagravo à memória de tantas pessoas que foram perseguidas e ridicularizadas no passado por não negar as aparições, como Maria da Conceição, a irmã Adélia (nome que Maria da Luz adotou ao ingressar no Instituto das Religiosas da Instrução Cristã), padre Kehrle” (um dos responsáveis que investigou o caso na época). “Esta carta pastoral traz a palavra do pastor e da Igreja, por isso, traz credibilidade para as aparições. É o sim da Igreja para algo que antes já havia recebido o sim do povo, porque primeiro vem a devoção popular e depois a Igreja investiga e dá o seu sim”, disse a autora, que é mestre em História. Na carta pastoral, dom Salles também informa que “no que concerne especificamente à irmã Adélia Teixeira de Carvalho, morta em odor de santidade, já solicitamos e estamos aguardando o Nihil Obstat da Congregação das Causas dos Santos, autorizando a abertura oficial do seu Processo de Beatificação e Canonização em nossa Diocese”. Para a autora Ana Lígia Lira, irmã Adélia teve grande visibilidade, pois “estava em uma congregação religiosa muito ativa”. “E acredito que mesmo que ela não tivesse sido uma das videntes, também seria vista como modelo de santidade, porque teve uma vida de entrega como religiosa, trabalhava sempre pelos pobres e mais humildes”, afirmou. Entretanto, destacou que é preciso lembrar que houve outra vidente, Maria da Conceição, “também tem em sua vida um testemunho de fé, tendo vivido mais recolhida, na simplicidade, pobreza, humildade. Mas, sua vida também tem um histórico de possível santidade e acredito que um dia a Igreja possa olhar para ela”. O alerta de Nossa Senhora para o Brasil Muitos não sabem, mas o Brasil recebeu, na década de 1930, uma aparição de Nossa Senhora das Graças. Consigo, a Mãe de Deus trazia uma mensagem importante, um verdadeiro alerta para nossa nação. Assista o vídeo… A Mãe do Senhor, sob o título de Nossa Senhora das Graças, visitou o Brasil na década de 1930, aparecendo para duas jovenzinhas num sítio em Cimbres, no interior de Pernambuco. Uma das videntes, a Irmã Adélia, faleceu no dia 13 de outubro p.p., contudo, a mensagem a ela transmitida pela Virgem Santíssima continua atual e oportuna. Em perfeita consonância com as suas demais aparições, a Senhora das Graças preveniu as jovens de que três castigos se abateriam sobre o Brasil e que o país seria tomado pelo comunismo. Ora, a situação da sociedade brasileira não deixa margem para dúvida de que a Senhora estava certa. O país está cada mais mergulhado no ideal socialista e no marxismo cultural. Felizmente, além de alertar para o perigo, a Virgem Santíssima ofereceu também o remédio: oração e penitência. Portanto, que todos A obedeçam intensificando as súplicas e os atos de reparação para evitar que a chaga do comunismo se abata definitivamente nesta Terra de Santa Cruz. Antes de continuar a leitura, assista o vídeo e conheça mais detalhes sobre o alerta de Nossa Senhora: As aparições de Nossa Senhora da Graça em Cimbres As aparições de Nossa Senhora em Cimbres tiveram início no dia 6 de agosto de 1936. Naquele dia, Maria da Luz e Maria da Conceição foram colher sementes de mamona no sítio. Na época o cangaceiro Lampião e seu bando agiam na região com roubos e assassinatos. Maria da Luz, então, perguntou à amiga o faria se Lampião aparecesse. Maria da Conceição respondeu: “Nossa Senhora haveria de dar um jeito de nos proteger”. Em seguida, as meninas viram no alto da serra a imagem de uma mulher com uma criança nos braços que acenava para que elas se aproximassem. Ao retornarem para casa, segundo relata o site das Religiosas da Instrução Cristã, “contaram a história para os pais de Maria da Luz, Arthur Teixeira de Carvalho e Auta Monteiro de Carvalho. Inicialmente, os dois não acreditaram e Arthur foi com as meninas até o local da aparição, que era de difícil acesso. Chegando lá, as duas viram novamente a mulher. Sem conseguir enxergar e achando que era alucinação das garotas, o pai de Maria da Luz pediu que ela perguntasse para a moça quem era Ela e o que queria. ‘Eu sou a Graça’, respondeu. ‘Vim para avisar que hão de vir 3 castigos mandados por Deus. Diga ao povo que reze e faça penitência’”. A notícia logo se espalhou pela região e muito passaram a ir ao local para rezar ou por curiosidade. Algumas pessoas pediram um sinal visível. Em 10 de agosto, quando as meninas foram visitar o local, a imagem lhes apontou a água que saía da rocha em frente ao lugar da aparição. Há na rocha uma pequena cavidade sem rachadura e estava cheia de água e receberam esta resposta: “Para curar doenças”. Muitos, então, acorreram ao monte onde se verificou a presença da água e, no lugar onde sempre se colocava a imagem, uma marca branca e, ao lado, duas marcas de pés, sendo uma de mulher e outra de uma criança pequena. Segundo a carta pastoral de dom Salles, “os dias que se seguiram foram marcados por uma inicial desconfiança dos familiares, silenciamento das autoridades eclesiásticas e a tentativa de parte dos governantes de interromper a devoção do povo. Devido às movimentações no local após as primeiras visões, os relatos se tornaram caso de polícia, com a detenção do pai de Maria da Luz, a presença de vigilância armada na região e ameaças às manifestações de fé. No entanto, as aparições foram acompanhadas por um processo de legitimação dos fiéis que, em uma região com diferentes problemas sociais, buscavam conexões com o divino”. “São vários os relatos de curas, graças, milagres e conversões alcançadas por fiéis que visitaram a localidade das presumíveis aparições desde agosto de 1936”, afirmou o bispo. Recordou ainda que, “por determinação de dom Adalberto Accioli Sobral (1887-1951)3, o padre José Kehrle (1891-1978), seu secretário, e frei Estevam Roettger, OFM (1877-1955), acompanharam os fatos, com diferentes interrogatórios às crianças, com o parecer favorável sobre os eventos e o atestado da sua veracidade”. “Durante as análises, os eclesiásticos fizeram investigações das mais variadas formas, com interrogatórios e observações do que foi relatado pelas videntes. Entre as suas estratégias, acompanharam pessoalmente as presumíveis aparições, com indagações que buscavam confrontar as informações e identificar alguma suposta inverdade. Mesmo assim, todos os relatos foram confirmados”, disse. Para dom Salles, “as narrativas históricas sobre os eventos na diocese de Pesqueira podem ser compreendidas a partir das afirmativas presentes no Diário do Frei Estevam Roettger”. O religioso escreveu que quem “acompanha atentamente os acontecimentos do Sítio Guarda no ano de 1936, há-de se convencer que foi ‘Nossa Senhora da Graça ou das Graças’ que se manifestou e que na bondade do seu Coração maternal quer ajudar aos homens a se salvarem”. Por isso, o bispo de Pesqueira declarou que “as romarias, as ações de fiéis e religiosos mantidas até os dias atuais demonstram a importância do evento para as ações religiosas da Igreja Católica, não apenas em nossa diocese, mas em todos os espaços e manifestações do culto mariano”. Fonte: ACI Digital Leia também Revolução e guerra civil: Uma profecia de Nossa Senhora para o Brasil #Cimbres
- Homem mata parlamentar pró-vida em igreja
O parlamentar britânico do Partido Conservador David Amess, de 69 anos, morreu nesta sexta-feira, 15, durante um culto em uma igreja do distrito de Southend West, na região de Essex. Segundo a emissora Sky News, David recebeu os primeiros socorros no local, mas não resistiu aos ferimentos. A polícia prendeu o criminoso após ele ter sido imobilizado por fiéis. Ainda não se sabe o que motivou o assassinato do congressista. David foi eleito para o parlamento pela primeira vez em 1983, para representar o distrito de Basildon, mas passou a concorrer no distrito de Southend West a partir de 1997. Entre suas bandeiras estavam a defesa de pautas ligadas a movimentos pró-vida e ao direito dos animais. FONTE: TERRA BRASIL NOTÍCIAS #DavidAmess
- O POETA JOSÉ ALBANO – Manuel Bandeira
[Manuel Bandeira organizou e prefaciou a edição da “poesia completa” do poeta católico brasileiro José Albano. A edição saiu em 1948, pela Pongetti, sob o título de Rimas . O texto a seguir é o prefácio de Bandeira na íntegra]. José de Abreu Albano nasceu em Fortaleza a 12 de abril de 1882. Era filho do negociante José Albano Filho e de D. Maria de Abreu Albano; neto, pelo lado paterno, de José Francisco da Silva Albano e de D. Maria Liberalina da Silva Albano, Barões de Aratanha, e, pelo materno, de Ildefonso José de Abreu e de D. Josefa Zulmira de Abreu. Foi aluno do Seminário Episcopal de Fortaleza em 1892 e 1893. Neste último ano mandou-o o pai para a Europa, onde completou a sua educação de humanidades na Inglaterra (Stonyhurst College, dos jesuítas, em Blackburn, 1893 e 1894), na Áustria (Colégio Stella Matutina, também dos jesuítas, em Feldkirch, 1894-1897) e na França (Colégio dos Irmãos da Doutrina Cristã, em Dreux, 1897-1898). Voltando em 1898 para Fortaleza, trabalhou algum tempo na casa comercial do pai, deixando-a para fazer os preparatórios no Liceu do Ceará. Em 1902 embarcou para o Rio com o propósito de estudar Direito. Interrompeu, porém, o curso e durante o ano de 1904 foi professor de Latim no Liceu do Ceará. No ano seguinte veio trabalhar no Ministério das Relações Exteriores. 1906 casou-se com D. Gabriela da Rocha, filha do Coronel Manuel Antônio da Rocha e de D. Rosa Bandeira da Rocha. Cinco filhos teve do matrimônio: José Maria e Teófilo, mortos na infância, Maria José, Maria Justina e Ângelo. Em 1908 foi o poeta transferido para o nosso consulado geral em Londres, onde serviu até 1912. Nesse ano abandonou o emprego público e viajou pela Europa (Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Hungria, Suíça, Itália, Romênia, Turquia), pela Ásia (Turquia, Palestina) e pela África (Egito), regressando a Londres em 1913. Adoecendo gravemente em 1914, veio para o Brasil e após três anos de tratamento recuperou a razão abalada. Partiu então do Estado natal para o Rio (1917) e no ano seguinte para Paris, falecendo cinco anos mais tarde, a 11 de julho, em Montauban (Haute Garonne). Por esses breves dados biográficos, que me foram fornecidos por Ildefonso Albano, irmão do poeta, vê-se que José Albano recebeu sólida educação humanística. Tinha excepcional facilidade para as línguas: era forte no latim e no grego, falava corrente e corretamente o francês, o inglês, o alemão, o italiano e o espanhol, conhecia ainda o holandês, o provençal, o catalão, o galego… Com ser tão versado em idiomas estrangeiros, prezava como ninguém a pureza do vernáculo. Pode-se dizer que a língua portuguesa foi a grande paixão de sua vida. Indignava-se contra os que via encobrindo-a de “ornamentos estranhos”. Queria-a naquela singeleza primitiva, naquela verdadeira formosura que farei que no verso meu reviva. Fê-la de fato reviver, com todas as graças e castidade quinhentistas, e um tal acento de ingenuidade, que, ao lê-lo, não temos a menor sensação de pastiche, e é como se estivéssemos diante de um autêntico homem do grande século português. “Era um antigo”, disse dele Graça Aranha, “e desprezava a vida moderna. A sua arte inspirava-se nas raízes do espírito oriental mediterrâneo”. * Mário de Alencar, que durante anos privou com ele quotidianamente, assim o descreve: “Barbas densas e grandes de rabi, cenho repuxado pelo monóculo retangular, olhos incisivos que olhavam um pouco de alto e de esguelha, davam-lhe do rosto, viril e bem afeiçoado, uma expressão antipática; o molde da roupa, o chapéu luso e desabado, o andar, as maneiras, completavam a estranheza da figura, que a muitos parecia excêntrica. Conversado, sentia-se-lhe o orgulho, gerado por desdém e descontentamento dos homens e das coisas, do meio e do tempo. Criticava a todos e a tudo, mas sem inveja, sem vaidade, apenas porque todos e tudo não lhe respondiam ao gosto e ao ideal. A sua sensibilidade chocava-se com a natureza brasileira: e aborrecia-lhe o presente por falta de perspectiva”. O retrato está exato. Assim vi eu o poeta umas duas vezes, na Livraria Garnier, de sobrecasaca preta, de uma feita retrucando sem cerimônia a João Ribeiro — a João Ribeiro! —, seu amigo e grande admirador: “Não diga asneiras, João Ribeiro! Não diga asneiras!” O que me deixou estarrecido. * Dos últimos anos da vida do poeta em Paris nos fala comovidamente Luís Aníbal Falcão em seu livro Do meu alforje: “Vestindo sempre um terno de veludo marrom, que me dizia ser a última moda de Londres, não dispensava as luvas, que de tão gastas mostravam todas as pontas dos dedos, nem a bengala curva, de falso junco. Um chapéu machucado e já com mais de um furo cobria-lhe a basta cabeleira. O rosto cheio, de linhas puras e finas, de nariz estreito e reto, tinha a sua palidez quase transparente realçada pela larga barba castanha. Assim, na sua majestade inata, na sua beleza desdenhosa, José Albano relembrava algum rei assírio, poderoso e displicente”. Vivia o poeta ali, manso extravagante, da mesada que lhe enviava a família. Certa noite foi surpreendido por Graça Aranha num dos restaurantes mais caros da Rue Royale, sozinho a uma mesa, diante de uma garrafa de champanhe. À suspeita de uma censura, que aliás não lhe foi formulada, exclamou jovialmente: — É apenas champanhe. Mas se vivêssemos numa sociedade bem-organizada, nós poetas teríamos direito ao néctar! Com Luís Aníbal Falcão ficava horas esquecidas rememorando “as suas viagens, piedosas peregrinações aos sítios mais ilustres: a Grécia, e Troia, onde fora reler a Ilíada, e Weimar, onde evocara Goethe, a velha Costela, onde refizera o itinerário de Dom Quixote, indo procurar, na obscura aldeia de Toboso, a casa da tão amada Dulcineia”. * Ocupava-o então a ideia de publicar por subscrição um volume de luxo em que reeditasse as suas obras esgotadas. Não lhe permitiram as circunstâncias pô-la jamais em efeito. Só hoje [1948], vinte e cinco anos depois de sua morte, se vai cumprir aquele seu desejo. Confiou-me a família de José Albano o honroso e grato mister de preparar esta edição. O material que me foi entregue compunha-se do seguinte: as edições anteriores, feitas em vida do poeta, a saber, Rimas de José Albano — Redondilhas, Oficinas de Fidel Giró, Barcelona 1912, Rimas de José Albano — Alegoria, Oficinas de Fidel Giró, Barcelona 1912, Rimas de José Albano — Canção a Camões e Ode à Língua Portuguesa, Oficinas de Fidel Giró, Barcelona 1912, Sonnets by Joseph Albano with Portuguese prose-translation, Ex Typografia Hodierna Fortalexiæ 1918, Comédia Angélica de José Albano, Tipografia Moderna, Fortaleza 1918, Antologia Poética de José Albano, Ex Typis Assis Bezerra Fortalexiæ 1918; em cópias datilografadas: várias poesias em alemão e uma em português, escritas nos anos de 1895-1897, muitas poesias em português, escritas entre 1900 e 1902, e certo número de sonetos, entre os quais os dez preferidos pelo autor. * O valor poético de José Albano era conhecido e foi calorosamente louvado por alguns raros espíritos que tiveram a fortuna de com ele privar: João Ribeiro, Graça Aranha, Tristão da Cunha, Mário de Alencar, Antônio Sales, o Barão de Studart, todos já falecidos. Entre os vivos, contam-se pelos dedos os que lhe conhecem os versos e sobre eles escreveram: Américo Facó, Da Costa e Silva, Múcio Leão, Sílvio Júlio, Luís Aníbal Falcão. Para a generalidade dos seus contemporâneos o poeta admirável da “Ode à Língua Portuguesa” era apenas um excêntrico que fazia versos e os publicava em “plaquettes” requintadas que hoje são raridades bibliográficas. O grande público sempre o ignorou. Para as novas gerações José Albano é apenas um nome. Assim sendo, pareceu-me que, no momento, editar sem escolha a sua obra completa seria desservir-lhe a memória. Havia que apresentá-lo primeiro no que ele deixou de melhor — os poemas que fez imprimir em vida, os dez sonetos de sua predileção — acrescentando-lhes algumas produções que, a meu juízo, merecem ser incorporadas desde já ao inestimável pecúlio de uma poesia tão rica de sentimento, tão bela e tão pura de forma. Link para download do livro Rimas , de José Albano: https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/7073
- CURSO PARA PAIS E CATEQUISTAS
Apresentamos o curso de formação com metodologia, conteúdo e espiritualidade para catequistas e pais que desejam ensinar seus filhos. Aquilo o que é necessário para ensinar autêntica doutrina católica para seus filhos ou alunos, e ajudá-los a viver como verdadeiros cristãos. Este curso também pode ser utilizado para Catequese de Adultos ou por pessoas que queiram se aprofundar na Doutrina Católica. Assista a apresentação: Clique aqui para se inscrever Curso de Formação para Catequistas e Pais que desejam dar catequese aos Filhos Conteúdo, metodologia e espiritualidade 🔰 O curso visa preparar os pais para educar seus filhos na fé, ensinando o conteúdo, a forma de transmitir e como vivenciar a nossa religião; 🔰 16 Aulas; 🔰 Aproximadamente 25 horas de formação; 🔰 Espaço para dúvidas através de email; 🔰 Acesso vitalício às aulas; 🔰 Taxa de inscrição R$ 99,90 (pagamento único); Clique aqui para se inscrever
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- ONU QUER CRIMINALIZAR OS CRÍTICOS DA IDEOLOGIA DE GÊNERO (INCLUSIVE A IGREJA)
Um novo relatório encaminhado pelo Secretário-Geral da ONU à Assembleia Geral das Nações Unidas pede sanções criminais contra qualquer pessoa que critique a teoria de gênero, a orientação sexual, a identidade de gênero e até a educação sexual. O relatório de setembro, produzido por Victor Madrigal-Borloz, “especialista independente” das Nações Unidas para “Proteção contra a violência e a discriminação com base na orientação sexual e identidade de gênero”, diz que há um “retrocesso” substancial contra os avanços dos direitos humanos feitos por homossexuais, pessoas trans; e que isso ameaça e permite a violência contra essas pessoas. Madrigal-Borloz observa que essa reação vem de uma “A rápida ascensão de líderes políticos ultraconservadores e seus grupos religiosos, que usam suas plataformas para promover o fanatismo, a desumanização das pessoas … e fomentar o estigma e a intolerância entre os membros de sua comunidade.” Madrigal-Borloz cita um relatório que afirma que os grupos “anti-sexo” dos EUA levantaram US $ 6,2 bilhões entre 2008 e 2013 e que esses grupos conseguiram US $ 1 bilhão de dólares para combater o aumento das demandas LGBT. Este relatório vem do The Philanthropic Project, uma coalizão de fundações de esquerda das quais duas — a Fundação Ford e a Fundação Arcus — têm uma gestão combinada de US $ 14,7 bilhões em gestão financeira. O grupo “anti-gênero” mencionado em seu relatório é a Organização Internacional para o Casamento, que arrecadou apenas US $ 247.000 em 2019. Um dos poucos grupos que Madrigal-Borloz menciona pelo nome é a Igreja Católica. Madrigal-Borloz declarou: “A doutrina da complementaridade da Santa Sé (…) considera que as mulheres não são iguais, mas desempenham funções sociais complementares.” Madrigal-Borloz argumenta que a visão da Igreja Católica sobre a família é uma violação das leis de direitos humanos existentes. Este relatório não tem força legal, mas certamente será usado por outros agentes das Nações Unidas para promover essas ideias. https://www.lesalonbeige.fr/un-rapport-de-lonu-veut-criminaliser-la-critique-de-lideologie-du-genre-nouvelle-menace-contre-leglise/ https://c-fam.org/friday_fax/un-rapport-des-nations-unies-criminalise-la-critique-de-la-theorie-du-genre/
- Clipe LGBT é gravado dentro de Igreja Católica em Manaus
Grupo grava clipe que faz apologia de pecado ao 6º mandamento diante do altar na Paróquia de São Sebastião em Manaus. Tudo isto com autorização de um frei! Foi lançado neste sábado (9) o clipe ‘Glowria’ pela companhia amazonense Ateliê 23. O vídeo tem como protagonistas artistas LGBT e o principal cenário da produção é uma tradicional Igreja no Centro de Manaus – AM. Com a autorização do Frei Paulo Xavier, a gravação aconteceu no interior da conhecida Igreja de São Sebastião e a performance, além de danças indecentes, contém palavras de ataque à Doutrina da Igreja Católica na letra, como por exemplo: “Se pecar é pregar o amor, vou pecar muito mais”, fazendo apologia explícita ao pecado, tudo isso gravado em diante do altar com Jesus Eucarístico no sacrário. A primeira exibição do clipe ocorreu na manhã do último sábado, para uma plateia que compareceu ao Teatro Amazonas. O público ovacionou essa aberração dentro do templo sagrado. Grupos católicos estão se organizando para promover orações de reparação! Veja a publicação do Centro Católico Santa Catarina de Sena: Em razão das blasfêmias e ofensas realizadas no interior da Paróquia de São Sebastião que se tornaram conhecidas por todos nos últimos dias, será realizado um ato público de desagravo em reparação a Nosso Senhor Jesus Cristo. Duas coisas importantes: 1) Não é a ação de um grupo específico, mas todos aqueles que desejam honrar nosso Salvador e sua Santíssima Mãe são convidados a participar 2) Não é um protesto, uma manifestação ou um evento para se fazer acusações. É um ato de piedade; quem não tiver a intenção de rezar, por favor, nem saia da sua casa. Todos são convidados! Será em frente a Igreja de São Sebastião – Rua 10 de Julho/Manaus – às 16h no horário local. Você de outra cidade ou estado, pode unir-se em oração conosco no mesmo horário. Para fazer um bom ato de reparação: 1) Procure confissão antes do sábado 2) Faça jejum na sexta-feira 3) Reze conosco e faça uma comunhão sacramental na mesma intenção #Profanação
- Clipe LGBT é gravado dentro de Igreja Católica em Manaus
Grupo grava clipe que faz apologia de pecado ao 6º mandamento diante do altar na Paróquia de São Sebastião em Manaus. Tudo isto com autorização de um frei! Foi lançado neste sábado (9) o clipe ‘Glowria’ pela companhia amazonense Ateliê 23. O vídeo tem como protagonistas artistas LGBT e o principal cenário da produção é uma tradicional Igreja no Centro de Manaus – AM. Com a autorização do Frei Paulo Xavier, a gravação aconteceu no interior da conhecida Igreja de São Sebastião e a performance, além de danças indecentes, contém palavras de ataque à Doutrina da Igreja Católica na letra, como por exemplo: “Se pecar é pregar o amor, vou pecar muito mais”, fazendo apologia explícita ao pecado, tudo isso gravado em diante do altar com Jesus Eucarístico no sacrário. A primeira exibição do clipe ocorreu na manhã do último sábado, para uma plateia que compareceu ao Teatro Amazonas. O público ovacionou essa aberração dentro do templo sagrado. Grupos católicos estão se organizando para promover orações de reparação! Veja a publicação do Centro Católico Santa Catarina de Sena: Em razão das blasfêmias e ofensas realizadas no interior da Paróquia de São Sebastião que se tornaram conhecidas por todos nos últimos dias, será realizado um ato público de desagravo em reparação a Nosso Senhor Jesus Cristo. Duas coisas importantes: 1) Não é a ação de um grupo específico, mas todos aqueles que desejam honrar nosso Salvador e sua Santíssima Mãe são convidados a participar 2) Não é um protesto, uma manifestação ou um evento para se fazer acusações. É um ato de piedade; quem não tiver a intenção de rezar, por favor, nem saia da sua casa. Todos são convidados! Será em frente a Igreja de São Sebastião – Rua 10 de Julho/Manaus – às 16h no horário local. Você de outra cidade ou estado, pode unir-se em oração conosco no mesmo horário. Para fazer um bom ato de reparação: 1) Procure confissão antes do sábado 2) Faça jejum na sexta-feira 3) Reze conosco e faça uma comunhão sacramental na mesma intenção #Profanação
- Renomado “Bispo” Anglicano converte-se ao Catolicismo
Michael Nazir-Ali, é um dos maiores intelectuais do mundo anglicano. Nasceu no Paquistão, no seio de uma família muçulmana embora o seu pai se tenha convertido ao cristianismo. Daí ter trabalhado durante vários anos nas relações entre anglicanismo e islamismo. Foi nomeado “Bispo” de Rochester em 1984. Nazir-Ali tem lutado abertamente contra o aborto, eutanásia e todas as ideologias imorais que ameaçam a Civilização Ocidental. É considerado mais “conservador” até do que a maioria dos Bispos católicos. Como as “ordenações” sacerdotais anglicanas são inválidas (Papa Leão XIII, Bula Apostolicae Curae), Michael Nazir-Ali será ordenado sacerdote católico neste mês de Outubro. Passará depois a fazer parte do clero do Ordinariato de Nossa Senhora de Walsingham, criado em 2011 pelo Papa Bento XVI para receber convertidos do anglicanismo ao catolicismo. É provável que ele seja nomeado Monsenhor pelo Papa Francisco, em consonância com os títulos anteriormente concedidos aos bispos anglicanos que se transferiram para Roma. Esta é considerada a conversão mais notável desde 1994, quando se converteu Basil Hume, que viria mais tarde a ser Cardeal. Fonte: Senza Pagare
- Renomado “Bispo” Anglicano converte-se ao Catolicismo
Michael Nazir-Ali, é um dos maiores intelectuais do mundo anglicano. Nasceu no Paquistão, no seio de uma família muçulmana embora o seu pai se tenha convertido ao cristianismo. Daí ter trabalhado durante vários anos nas relações entre anglicanismo e islamismo. Foi nomeado “Bispo” de Rochester em 1984. Nazir-Ali tem lutado abertamente contra o aborto, eutanásia e todas as ideologias imorais que ameaçam a Civilização Ocidental. É considerado mais “conservador” até do que a maioria dos Bispos católicos. Como as “ordenações” sacerdotais anglicanas são inválidas (Papa Leão XIII, Bula Apostolicae Curae), Michael Nazir-Ali será ordenado sacerdote católico neste mês de Outubro. Passará depois a fazer parte do clero do Ordinariato de Nossa Senhora de Walsingham, criado em 2011 pelo Papa Bento XVI para receber convertidos do anglicanismo ao catolicismo. É provável que ele seja nomeado Monsenhor pelo Papa Francisco, em consonância com os títulos anteriormente concedidos aos bispos anglicanos que se transferiram para Roma. Esta é considerada a conversão mais notável desde 1994, quando se converteu Basil Hume, que viria mais tarde a ser Cardeal. Fonte: Senza Pagare
- “Fátima – a história de um milagre” estreia hoje nos cinemas do Brasil
Um maravilhoso filme que conta a história das aparições da Virgem Maria em Fátima entre os meses de maio e outubro de 1917 acaba de chegar aos cinemas. Uma excelente oportunidade para quem deseja não apenas assistir um grande filme, mas se aprofundar nas mensagens de Deus através de sua Santa Mãe! O enredo é sobre três crianças que testemunham seis visões da Virgem Maria entre os meses de maio e outubro de 1917. Após contar para adultos céticos, a Igreja Católica romana valida a visão das crianças, transformando a cidade de Fátima em um dos principais lugares de peregrinação. O filme “ Fátima – a história de um milagre ” estreia nos cinemas de todo o Brasil, no dia 14 de outubro de 2021. O longa-metragem conta com a direção de Marco Pontecorvo, que também foi diretor de fotografia de episódios das séries “Game of Thrones” e “Roma”. No elenco, a participação da atriz brasileira consagrada internacionalmente, Sônia Braga. Ela interpreta a Ir. Lúcia na idade adulta. A trilha sonora conta a canção “Gratia Plena”, interpretada pelo tenor católico Andrea Bocelli. Leia também Filmes católicos para assistir online e crescer na vida espiritual Fátima – a história de um milagre “Fátima – a história de um milagre” é uma coprodução realizada nos Estados Unidos, Itália e Portugal. Assista o trailer no final da matéria. O filme conta a história de Lúcia, Francisco e Jacinta, os três pastorinhos que viram Nossa Senhora em Fátima, Portugal. O drama narra a saga das crianças para convencer as pessoas sobre a veracidade das aparições. Muitos duvidavam dos testemunhos e das mensagens de Nossa Senhora. Outros, entretanto, partiram em peregrinação ao local das aparições, na esperança de presenciar um milagre. Vale dizer que, na época, o mundo vivia o pesadelo da Primeira Guerra Mundial e a iminência de uma pandemia (Gripe espanhola). Inspirado nas memórias da Irmã Lúcia, o filme recebeu uma carta de felicitação pelo projeto assinada pelo reitor do Santuário de Nossa Senhora de Fátima. É muito importante prestigiar produções como essa no cinema para incentivar a produção de novos filmes católicos! A estreia no Brasil estava prevista para 2020, mas foi adiada por causa da pandemia. Já nos Estados Unidos, há mais de um ano, os telespectadores puderam assistir ao filme em cinemas drive-in. Leia também Mais de 70 mil pessoas testemunharam o Milagre do Sol em Fátima: “para que todos acreditem” Assista o trailer oficial : #Filmes #FilmesCatólicos
- “Fátima – a história de um milagre” estreia hoje nos cinemas do Brasil
Um maravilhoso filme que conta a história das aparições da Virgem Maria em Fátima entre os meses de maio e outubro de 1917 acaba de chegar aos cinemas. Uma excelente oportunidade para quem deseja não apenas assistir um grande filme, mas se aprofundar nas mensagens de Deus através de sua Santa Mãe! O enredo é sobre três crianças que testemunham seis visões da Virgem Maria entre os meses de maio e outubro de 1917. Após contar para adultos céticos, a Igreja Católica romana valida a visão das crianças, transformando a cidade de Fátima em um dos principais lugares de peregrinação. O filme “ Fátima – a história de um milagre ” estreia nos cinemas de todo o Brasil, no dia 14 de outubro de 2021. O longa-metragem conta com a direção de Marco Pontecorvo, que também foi diretor de fotografia de episódios das séries “Game of Thrones” e “Roma”. No elenco, a participação da atriz brasileira consagrada internacionalmente, Sônia Braga. Ela interpreta a Ir. Lúcia na idade adulta. A trilha sonora conta a canção “Gratia Plena”, interpretada pelo tenor católico Andrea Bocelli. Leia também Filmes católicos para assistir online e crescer na vida espiritual Fátima – a história de um milagre “Fátima – a história de um milagre” é uma coprodução realizada nos Estados Unidos, Itália e Portugal. Assista o trailer no final da matéria. O filme conta a história de Lúcia, Francisco e Jacinta, os três pastorinhos que viram Nossa Senhora em Fátima, Portugal. O drama narra a saga das crianças para convencer as pessoas sobre a veracidade das aparições. Muitos duvidavam dos testemunhos e das mensagens de Nossa Senhora. Outros, entretanto, partiram em peregrinação ao local das aparições, na esperança de presenciar um milagre. Vale dizer que, na época, o mundo vivia o pesadelo da Primeira Guerra Mundial e a iminência de uma pandemia (Gripe espanhola). Inspirado nas memórias da Irmã Lúcia, o filme recebeu uma carta de felicitação pelo projeto assinada pelo reitor do Santuário de Nossa Senhora de Fátima. É muito importante prestigiar produções como essa no cinema para incentivar a produção de novos filmes católicos! A estreia no Brasil estava prevista para 2020, mas foi adiada por causa da pandemia. Já nos Estados Unidos, há mais de um ano, os telespectadores puderam assistir ao filme em cinemas drive-in. Leia também Mais de 70 mil pessoas testemunharam o Milagre do Sol em Fátima: “para que todos acreditem” Assista o trailer oficial : #Filmes #FilmesCatólicos
- Joe Biden tem duas opções: rejeitar o aborto ou mudar de religião, exige arcebispo
Mesmo se declarando “católico”, Joe Biden sempre defendeu o aborto, e isso se concretizou sendo o aborto uma das pautas principais do atual presidente dos Estados Unidos. O arcebispo de Kansas City, dom Joseph Naumann, expressou sua decepção com o presidente Joe Biden, e exigiu que ele atue como o “católico devoto” que afirma ser. Em entrevista ao canal católico EWTN no dia 8 de outubro, Naumann lamentou a decisão de Biden de reverter uma regra deixada por seu antecessor, Donald Trump, que restringia o financiamento do aborto. “É realmente triste”, disse o prelado, já que a administração Biden está “sob o controle de extremistas do aborto”. As duras críticas do Bispo de Kansas City foram dirigidas à decisão da administração Biden de reverter a “Regra de Proteção da Vida”, que impediu que dinheiro recolhido em impostos fosse oferecido a organizações que promovem abortos. Naumann urgiu Biden, o segundo presidente católico da história dos EUA, a defender e valorizar a vida humana. “Ele gosta de ser tratado como um católico devoto. Eu exigiria que ele começasse a agir como tal, especialmente em questões relacionadas à vida”, disse. “E também para que realmente permita que sua fé perfile sua consciência e as decisões que está tomando, não sua plataforma partidária”, acrescentou ele. Leia também Padre de coragem ensina porque, definitivamente, católico não pode ser a favor do Aborto Biden tem expressado reiteradamente seu apoio ao aborto. Depois de décadas de apoio à Emenda Hyde, que impede o financiamento do aborto financiado pelos contribuintes, ele mudou sua posição durante a campanha presidencial. Mais recentemente, diante de uma nova lei no estado do Texas que proíbe o aborto a partir do momento em que um batimento cardíaco é detectado pela ultra-som, Biden confirmou que sua administração está “profundamente comprometida” com o aborto como um direito constitucional. Segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, Biden “acredita que cabe à mulher tomar essas decisões e cabe à mulher tomar essas decisões com seu médico”. Neste momento, segundo o arcebispo, a administração Biden tem “aproveitado todas as oportunidades para expandir o aborto”. Em uma declaração divulgada no dia 7 de outubro, dom Naumann enfatizou que o programa do Título X, uma política pública para oferecer planejamento familiar aos cidadãos, foi originalmente “destinado e autorizado a ser um programa totalmente separado do aborto”. O aborto, concluiu ele, não é planejamento familiar. Pelo contrário, disse ele, prejudica as mulheres e “tira a vida de uma criança já concebida e em crescimento”. Leia também Padre da Canção Nova é criticado nas redes após apoiar o presidente pró-aborto, Biden #Aborto






































