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  • Cardeal e Bispos convocam jornada internacional de Oração e Reparação

    O cardeal Zen de Hong Kong, dom Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Astana, no Cazaquistão, e dom Marian Eleganti, OSB, bispo auxiliar emérito de Coira, Suíça, publicaram junto com 15 sacerdotes e dezenas de intelectuais uma carta ao papa Francisco pedindo que “tome as devidas medidas” e acabe com o Caminho Sinodal Alemão. O “Apelo contra a tentativa de destruição do Matrimônio por parte do caminho sinodal alemão” e tem um total de 73 assinaturas até o momento e um endereço de correio eletrônico para receber mais adesões. A maioria das assinaturas são de sacerdotes e leigos. Segundo os assinantes, “o caminho sinodal alemão, apresentado em 2019, tem-se constituído, ao longo destes dois anos, um terreno fértil para a planificação e a consequente massificação de ideias e teorias claramente contrárias ao Magistério imutável e contínuo da Santa Igreja Católica, fundada pelo Divino Salvador sobre a rocha firme dos Apóstolos (Mt 16, 18)”. “Entre os erros difundidos, constam o ataque declarado ao Sacerdócio, tanto por meio da tentativa de abolição do celibato eclesiástico quanto pela imposição da ordenação de mulheres, e ao Matrimónio, concretamente querendo atacar a união indissolúvel entre um homem e uma mulher, e impondo e equiparando as uniões sodomitas àquele amor que Nosso Senhor Jesus Cristo elevou a sacramento”, afirmam. “A esse respeito, o Catecismo da Igreja Católica apresenta o pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si a comunhão íntima de toda a vida, ordenado pela sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole”, recorda o texto. Leia também Vaticano: A Igreja Católica não pode dar bênçãos às uniões homossexuais O 3º ponto do documento critica a atitude contrária de membros do Caminho Sinodal ao responsum da Santa Sé de 15 de março que veta bênção a uniões homossexuais porque a Igreja não pode abençoar o pecado. “O clero alemão, a começar pela hierarquia, salvo raras excepções, afastando-se escandalosamente do ensinamento constante da Igreja, sugere, entre outras coisas, a demolição do Matrimônio, tendo sido convocado, para 10 de maio, um dia de “bênção” para todos os apaixonados, incluindo, como seria de esperar, as parelhas homossexuais, em claro desrespeito do responsum da Congregação para a Doutrina da Fé, de 22 de Fevereiro de 2021, a um dubium sobre a bênção de uniões de pessoas do mesmo sexo”, lê-se no texto. “No documento vaticano, tornado público em várias línguas, lê-se que «não é lícito conceder uma bênção a relações, ou mesmo a parcerias estáveis, que implicam uma prática sexual fora do matrimónio (ou seja, fora da união indissolúvel de um homem e uma mulher, aberta por si à transmissão da vida), como é o caso das uniões entre pessoas do mesmo sexo», sendo reiterado que «a Igreja (…) não abençoa nem pode abençoar o pecado”, reiteram os assinantes afirmando ainda que “segundo consta, são já mais de 2,5 mil os sacerdotes, diáconos e demais agentes pastorais associados a esta iniciativa, o que demonstra uma manifesta aversão à Tradição da Igreja e às normas por ela estipuladas”. “Segundo o Código de Direito Canónico, o cisma é «a recusa da sujeição ao Sumo Pontífice ou da comunhão com os membros da Igreja que lhe estão sujeitos», incorrendo, desta forma, em excomunhão latæ sententiæ todo aquele que o promover. Tudo leva a crer que o caminho sinodal alemão, a cada dia, tende a converter-se num passo para o cisma e a heresia declarada”, diz o texto. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? Os assinantes do apelo escrevem: “Preocupados com esta lastimável situação, nós, Pastores da Igreja Católica e fiéis leigos empenhados na defesa da Verdade da Fé, apelamos ao Santo Padre que tome as devidas medidas para terminar com o caminho sinodal alemão e, se necessário, aplicar as respectivas sanções canónicas aos impulsionadores deste tremendo desvio doutrinal e de comunhão com as Chaves de Pedro”. “Por outro lado, convocamos, para o mesmo dia 10 de maio, uma jornada internacional de oração e de reparação por todas as ofensas e sacrilégios cometidos pelos Pastores desviados da Igreja alemã, apelando a que seja recitada, em público ou em privado, a ladainha do Sagrado Coração de Jesus e, sempre que possível, que seja oferecida a Santa Missa pro remissione peccatorum e a Comunhão reparadora”, conclui o texto. Além do cardeal Zen, dois bispos assinam o apelo: dom Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Astana, no Cazaquistão, e dom Marian Eleganti, OSB, bispo auxiliar emérito de Coira, Suíça. O apelo conta com a firma de padres do Brasil, Itália, Portugal e Estados Unidos e tem entre os advogados que assinam a lista, o nome do jurista católico brasileiro Ives Gandra da Silva Martins, de São Paulo. Com informações de ACI Digital Leia também Rebelião na Alemanha: padres anunciam que abençoarão uniões gays em 10 de maio #DomAthanasiusSchineider #AssembléiaSinodalAlemã #CardealZen #Alemanha #SínododaAlemanha

  • Papa institui o “ministério do catequista”

    A mídia vaticana anunciou que na terça-feira, 11 de maio, acontecerá a apresentação do Motu proprio Antiquum ministerium, pelo qual será instituído um novo ministério na Igreja: o catequista. Alessandro De Carolis nos diz no Vaticano News: Lembre-se que, em uma videochamada de 2018 aos participantes de uma conferência internacional sobre o assunto, Francisco havia afirmado claramente que “o catequista é uma vocação: ser catequista, esta é a vocação, não trabalhar como catequista ”. E pouco depois, acrescentou que esta forma de serviço “que se realiza na comunidade cristã” deve ser reconhecida “como um verdadeiro e genuíno ministério da Igreja”. Pois bem, parece que essa convicção se concretizou com o Motu proprio Antiquum ministerium, que será apresentado na manhã de terça-feira na Sala de Imprensa do Vaticano. O novo documento será apresentado por Dom Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção do Novo. Evangelização, de Franz-Peter Tebartz-van Elst, delegado para a catequese do Dicastério. Leia também Catecismo Essencial da Igreja Católica – o livro que todo católico deveria “saber de cor“ O Motu proprio estabelecerá formalmente o ministério catequista, “desenvolvendo aquela dimensão evangelizadora dos leigos que o Concílio Vaticano II esperava”, lemos nas Notícias do Vaticano. JUST IN: Next Tuesday, May 11, #PopeFrancis will issue a new apostolic letter (motu proprio), titled “Antiquum ministerium” with which he will institute an official “ministry” of catechist. More from Italian media here: https://t.co/EYPXbVmFt4 — Diane Montagna (@dianemontagna) May 5, 2021 Traduzido de Infovaticana #Catequese #Catequista #papafrancisco #Vaticano

  • Papa institui o “ministério do catequista”

    A mídia vaticana anunciou que na terça-feira, 11 de maio, acontecerá a apresentação do Motu proprio Antiquum ministerium, pelo qual será instituído um novo ministério na Igreja: o catequista. Alessandro De Carolis nos diz no Vaticano News: Lembre-se que, em uma videochamada de 2018 aos participantes de uma conferência internacional sobre o assunto, Francisco havia afirmado claramente que “o catequista é uma vocação: ser catequista, esta é a vocação, não trabalhar como catequista ”. E pouco depois, acrescentou que esta forma de serviço “que se realiza na comunidade cristã” deve ser reconhecida “como um verdadeiro e genuíno ministério da Igreja”. Pois bem, parece que essa convicção se concretizou com o Motu proprio Antiquum ministerium, que será apresentado na manhã de terça-feira na Sala de Imprensa do Vaticano. O novo documento será apresentado por Dom Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção do Novo. Evangelização, de Franz-Peter Tebartz-van Elst, delegado para a catequese do Dicastério. Leia também Catecismo Essencial da Igreja Católica – o livro que todo católico deveria “saber de cor“ O Motu proprio estabelecerá formalmente o ministério catequista, “desenvolvendo aquela dimensão evangelizadora dos leigos que o Concílio Vaticano II esperava”, lemos nas Notícias do Vaticano. JUST IN: Next Tuesday, May 11, #PopeFrancis will issue a new apostolic letter (motu proprio), titled “Antiquum ministerium” with which he will institute an official “ministry” of catechist. More from Italian media here: https://t.co/EYPXbVmFt4 — Diane Montagna (@dianemontagna) May 5, 2021 Traduzido de Infovaticana #Catequese #Catequista #papafrancisco #Vaticano

  • OS COLEGAS DE DEPARTAMENTO

    Nalguns poucos filmes ingleses ou americanos, se veem professores universitários vivendo com suas famílias em casas do próprio campus — no caso da Inglaterra, vivendas em simpático estilo medieval —, visitando-se, recebendo alunos, hospedando palestrantes de outras universidades, de certo modo passando a ideia de que entre o docente e o ambiente acadêmico haja uma perfeita integração, tanto de vida como de espírito. Tal construção idílica não resiste ao menor sopro de vida real. Mesmo onde isto ainda pareça existir, já foi totalmente revestido do pragmatismo contemporâneo, que já não deixa mais espaço algum para o velho otium , e tudo o que ela possa sugerir, como repouso, retiro, solidão, calma, sossego, tranquilidade, e os frutos espirituais que essas horas vagas possam ocasionar. O professor residente é só mais um funcionário da universidade — um “colega de departamento”, como se dizia antigamente, quando os institutos superiores se subdividiam de acordo com as disciplinas de uma determinada área —, encarregado de algumas funções comunitárias específicas para as quais a presença em tempo integral muito facilita, tais como planejamento de eventos acadêmicos, participação nas inúmeras e nem sempre necessárias comissões, maior disponibilidade para as infindáveis reuniões e, sem dúvida, muito almoço e janta com colegas e alunos que torcem para o mesmo partido político. Na universidade brasileira (que não parece ter conhecido a idílica modalidade do professor residente), os intelectuais acadêmicos são hoje, antes de tudo, colegas de disciplina ou de departamento, pessoas que, embora sem laço sanguíneo, são obrigadas a passar juntas uma parte considerável da vida, se não a maior parte, sem outros vínculos além dos profissionais e, cada vez mais, ideológicos, que transformaram a convivência acadêmica em mera luta pela ascensão na carreira, no plano interno, e, numa perspectiva mais geral, em luta pelo próprio poder político. Já ninguém ousa esperar que possam formar uma corporação espiritual, como ocorreu na Idade Média, quando nas universidades ensinavam religiosos dominicanos, beneditinos ou franciscanos. No entanto, esqueceram-se completamente de que são sustentados pela sociedade a que pertencem, antes de tudo, para serem servidores da inteligência. Debate sincero e “científico” de ideias é a última coisa que lhes passa pela cabeça, mesmo porque, no essencial, pensam de maneira muito subserviente à metodologia da moda imperante em sua área, via de regra adaptada às expectativas das agências financiadoras de pesquisa. As regras do jogo intelectual e os métodos para sua execução vêm de longe, das usinas geradoras de ideias na Europa e nos EUA, onde ficam as verdadeiras reitorias e os verdadeiros reitores — o “rector”, aquele que conduz, rege, governa mentalmente os professores, com muito mais poder do que os reitores meramente administrativos, escolhidos pelos votos de alunos, professores e funcionários. Os reitores ideológicos de hoje, como Derrida, Foucault, Lyotard, Habermas, Baudrillard — descendentes dos Kant, Hegel, Marx, Nietsche e Freud de ontem — possuem a bússola que governa o cérebro docente nas humanidades; são eles que dão o tom a toda a sinfonia acadêmica. No mais, são como todos os colegas do mundo, sejam acadêmicos ou não, no serviço público ou privado. Cada vez mais, as obrigações burocráticas roubam um tempo considerável do trabalho universitário. Exemplo são os questionários que, multiplicados com a informática e a internet, os professores têm de mandar continuamente para os órgãos administrativos, para provar que ainda são funcionários, estão vivos e ativos, dão aulas, produzem artigos, palestras, livros, capítulos de livros, viajam para congressos, participam de bancas examinadoras. Todas essas atividades dão a impressão de que a máquina acadêmica anda a todo vapor, e que o dinheiro empregado na universidade pelo Estado, ou pelas instituições que financiam pesquisas, esteja plenamente justificado. Na verdade, não há nada mais distante da atividade “espiritual” (compreendida essa palavra no sentido de vida inteligente, desligada de qualquer imediatismo pragmático) do que um campus universitário. Um “colega de departamento” que se preze já pouco se importa em saber quais livros o vizinho de sala está lendo; importa mais conhecer a sua posição política.

  • Ninguém pode abençoar uniões do mesmo sexo, afirma cardeal do Vaticano

    “Espero de todo meu coração que não haja cisma, e rezo por isso”, disse o cardeal Camillo Ruini ao jornal italiano Il Foglio. Ruini, vigário emérito para a Diocese de Roma, fez o comentário em entrevista publicada hoje, 4 de maio, por causa do desafio de padres e bispos alemães à proibição da Santa Sé às bênçãos para uniões homossexuais. A Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) publicou em 15 de março deste ano um “Responsum ad dubium”, uma resposta a uma dúvida, com a aprovação do Papa Francisco. Respondendo à pergunta: “a Igreja tem o poder de abençoar as uniões de pessoas do mesmo sexo”? A CDF respondeu que não. No dia 10 de maio, na Alemanha, sacerdotes católicos planejam um evento no qual abençoarão uniões do mesmo sexo. O nome da iniciativa é “dia de bênçãos para aqueles que se amam”. “Ninguém na Igreja, tem o poder de abençoar as uniões homossexuais”, disse o cardeal Ruini. “Certamente as pessoas podem ser abençoadas, mas para que se convertam, não para que sejam confirmadas em seu pecado. O próprio Deus abençoa o pecador para que se deixe transformar por Ele e assim supere o pecado, mas Deus não pode abençoar o pecado”. “Quero sublinhar a força deste posicionamento: Não se trata de algo que a Igreja decidiu não realizar, mas de algo que a Igreja não pode realizar”, afirmou. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? “A Igreja hoje é contra toda discriminação injusta de pessoas homossexuais e deseja que elas sejam acolhidas na comunidade cristã com respeito e consideração. O objeto da discussão está na avaliação moral das relações homossexuais e das uniões que as praticam”, afirmou Ruini na entrevista. “De acordo com o constante ensino da Sagrada Escritura, do Antigo e do Novo Testamento e da tradição eclesial, os atos homossexuais são intrinsecamente desordenados porque não são idôneos para transmitir a vida e não se baseiam em uma verdadeira complementaridade afetiva e sexual”, acrescentou. “Portanto, em nenhum caso eles podem ser aprovados”, concluiu. Sobre o risco de um cisma, o cardeal, de 90 anos de idade, fez referência à carta de 2019 na qual o papa Francisco pediu aos católicos alemães que mantivessem a “ligação com a Igreja universal”. “Estas palavras do papa oferecem um padrão e uma direção valiosa”, disse Ruini. “Não nego, portanto, que haja o risco de um cisma, mas confio que, com a ajuda de Deus, ele possa ser superado”. Dom Ruini, que foi vigário para a Diocese de Roma entre 1991 a 2008, e presidente da Conferência Episcopal Italiana durante 16 anos se une assim ao cardeal George Pell, que comandou a Secretaria para Economia no Vaticano entre 2014 e 2019, e também expressou preocupação pelo risco de um cisma na Igreja na Alemanha. Em entrevista ao canal EWTN no último 28 de abril, Pell afirmou: “há uma porcentagem da Igreja alemã que parece estar obstinada a caminhar na direção errada”. O bispo britânico Philip Egan de Portsmouth também se diz preocupado com o “Caminho Sinodal” da Igreja Alemã possa levar a um “cisma de fato”. O Caminho Sinodal é uma série de reuniões entre bispos e leigos na Alemanha que busca modificar práticas pastorais no país. Entre as propostas discutidas estão a mudança da doutrina moral sobre sexualidade, incluindo o homossexualismo, a ordenação de mulheres e o fim do celibato. Via ACI Digital #Homossexualismo #LGBT

  • Ninguém pode abençoar uniões do mesmo sexo, afirma cardeal do Vaticano

    “Espero de todo meu coração que não haja cisma, e rezo por isso”, disse o cardeal Camillo Ruini ao jornal italiano Il Foglio. Ruini, vigário emérito para a Diocese de Roma, fez o comentário em entrevista publicada hoje, 4 de maio, por causa do desafio de padres e bispos alemães à proibição da Santa Sé às bênçãos para uniões homossexuais. A Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) publicou em 15 de março deste ano um “Responsum ad dubium”, uma resposta a uma dúvida, com a aprovação do Papa Francisco. Respondendo à pergunta: “a Igreja tem o poder de abençoar as uniões de pessoas do mesmo sexo”? A CDF respondeu que não. No dia 10 de maio, na Alemanha, sacerdotes católicos planejam um evento no qual abençoarão uniões do mesmo sexo. O nome da iniciativa é “dia de bênçãos para aqueles que se amam”. “Ninguém na Igreja, tem o poder de abençoar as uniões homossexuais”, disse o cardeal Ruini. “Certamente as pessoas podem ser abençoadas, mas para que se convertam, não para que sejam confirmadas em seu pecado. O próprio Deus abençoa o pecador para que se deixe transformar por Ele e assim supere o pecado, mas Deus não pode abençoar o pecado”. “Quero sublinhar a força deste posicionamento: Não se trata de algo que a Igreja decidiu não realizar, mas de algo que a Igreja não pode realizar”, afirmou. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? “A Igreja hoje é contra toda discriminação injusta de pessoas homossexuais e deseja que elas sejam acolhidas na comunidade cristã com respeito e consideração. O objeto da discussão está na avaliação moral das relações homossexuais e das uniões que as praticam”, afirmou Ruini na entrevista. “De acordo com o constante ensino da Sagrada Escritura, do Antigo e do Novo Testamento e da tradição eclesial, os atos homossexuais são intrinsecamente desordenados porque não são idôneos para transmitir a vida e não se baseiam em uma verdadeira complementaridade afetiva e sexual”, acrescentou. “Portanto, em nenhum caso eles podem ser aprovados”, concluiu. Sobre o risco de um cisma, o cardeal, de 90 anos de idade, fez referência à carta de 2019 na qual o papa Francisco pediu aos católicos alemães que mantivessem a “ligação com a Igreja universal”. “Estas palavras do papa oferecem um padrão e uma direção valiosa”, disse Ruini. “Não nego, portanto, que haja o risco de um cisma, mas confio que, com a ajuda de Deus, ele possa ser superado”. Dom Ruini, que foi vigário para a Diocese de Roma entre 1991 a 2008, e presidente da Conferência Episcopal Italiana durante 16 anos se une assim ao cardeal George Pell, que comandou a Secretaria para Economia no Vaticano entre 2014 e 2019, e também expressou preocupação pelo risco de um cisma na Igreja na Alemanha. Em entrevista ao canal EWTN no último 28 de abril, Pell afirmou: “há uma porcentagem da Igreja alemã que parece estar obstinada a caminhar na direção errada”. O bispo britânico Philip Egan de Portsmouth também se diz preocupado com o “Caminho Sinodal” da Igreja Alemã possa levar a um “cisma de fato”. O Caminho Sinodal é uma série de reuniões entre bispos e leigos na Alemanha que busca modificar práticas pastorais no país. Entre as propostas discutidas estão a mudança da doutrina moral sobre sexualidade, incluindo o homossexualismo, a ordenação de mulheres e o fim do celibato. Via ACI Digital #Homossexualismo #LGBT

  • ‘Atração pelo mesmo sexo’, uma perspectiva diferente

    O Dr. GC Dilsaver disse uma vez algo muito provocativo sobre “atração pelo mesmo sexo” em uma entrevista com Mike Church. Para quem não está familiarizado, este é o termo cunhado recentemente usado para rotular as atrações intrinsecamente desordenadas também chamadas de “homossexuais” e outros adjetivos não mais considerados educados. (Pessoas como São Tomás e eu, que usam as palavras derivadas daquela cidade bíblica agora no fundo do Mar Morto , são agora consideradas antiquadas.) O neologismo tem uma utilidade discutível na medida em que se limita apenas à atração, abstraindo-se de atos particulares e do estilo de vida baseado nessa atração. Isso às vezes tem suas vantagens, mas é como considerar a atração pela violência doméstica enquanto prescinde inteiramente da dura realidade de suas vítimas traumatizadas. Mas o que foi aquela coisa provocativa que o Dr. Dilsaver disse? Ele disse que era a favor da “atração pelo mesmo sexo” – que isso é realmente uma coisa boa. Após um breve momento de desconforto suficiente para permitir que o valor do choque se manifestasse, ele se explicou, fazendo muito sentido: Quando um homem vê qualidades excelentes e virtudes masculinas em outro homem, ele se sente atraído por esses bens, e assim ele deveria estar. Tal atração leva o observador a admirar e desejar emular a virtude viril que ele vê em seu excelente exemplar. Isso é bastante natural e benéfico para todos os envolvidos. Nós, homens cristãos, recebemos o modelo de masculinidade perfeita em Nosso Senhor Jesus Cristo, o Homem-Deus. Depois dele, temos o mais perfeito de todos os homens, São José, em cujo mês de março nos encontramos atualmente. Devemos ser fortemente atraídos por esses grandes homens, um dos quais é uma Pessoa Divina, enquanto o outro é o guardião e protetor de Jesus e Maria divinamente designado – que, como cabeça da Sagrada Família, permanece como um ícone humano de Deus, o Pai. A provocação perspicaz do Dr. Dilsaver me veio à mente outro dia, enquanto eu estava lendo um livro do escritor espiritual marista, Padre Thomas Dubay, “E você é de Cristo”: O carisma da virgindade e a vida celibatária. Em seu prefácio, o Padre Dubay contrasta as diferentes formas como homens e mulheres vêem a vida consagrada virginal e celibatária. Vale a pena citar a passagem estendida, com minha ênfase sublinhada chamando a atenção para o que é mais pertinente ao meu ponto: Assim como no plano natural mulheres e homens diferem amplamente em sua visão da realidade, também variam em sua atração pela vida do celibato consagrado. Mulheres normais são facilmente atraídas para a imagem paulina da Igreja como a bela noiva casada com Cristo. Toda a inclinação da mulher é para as pessoas e o amor. Atraída naturalmente pelo homem e suas características, uma mulher com o carisma virginal e respondendo plenamente às suas implicações de um amor total e ardente por Deus, facilmente se vê entregue em um casamento celestial à Palavra eterna de Deus feito homem. Ela não tem problemas em ver sua vida, não como uma carreira impessoal – um trabalho a ser feito – mas como São Paulo a descreve, dando-lhe atenção total e casta a um Amado.Um homem vê o celibato consagrado de maneira um pouco diferente. Sua atração centra-se na figura imponente e viril de Cristo como um homem normal é atraído, com não a menor conotação erótica, para outro homem extraordinário – mas incomensuravelmente mais, pois este homem extraordinário é também o próprio Filho de Deus. Quando o homem responde plenamente ao seu dom celibatário e, assim, começa a crescer em um amor total e ardente por Cristo, ele se vê não, obviamente, como uma noiva, mas como um amigo íntimo e irmão. Essa, na verdade, é outra maneira de Jesus se dirigir aos íntimos escolhidos: “Não vos chamarei mais servos … Chamo-vos amigos [entes queridos]” (Jo 15:15).No entanto, os homens com o carisma celibatário precisam ser lembrados de que eles, junto com todos os homens e mulheres, são membros da Igreja virgem casados ​​com um marido. Diante de Deus cada pessoa é receptiva, feminina. O Padre Dubay prossegue explicando essa última afirmação de uma forma clara e satisfatória, usando passagens do Antigo e do Novo Testamento. Em relação a Deus, toda a criação é feminina. Esta é uma realidade cosmológica na ordem da natureza, mas na ordem superior da graça sobrenatural, assume uma especificidade mais “pessoal”: Em relação ao Logos Encarnado masculino , Jesus Cristo, a Igreja é feminina, pois a Igreja é a noiva de Cristo. Por isso, argumento que uma mulher consagrada é uma imagem mais perfeita do que um homem consagrado do que é a Igreja. Concentrando-me na passagem sublinhada, fiquei satisfeito ao ler que o Padre Dubay disse que o homem celibatário inflamado com “um amor total e ardente por Cristo” vê Nosso Senhor “como um amigo íntimo e irmão ”. Sim, Jesus Cristo é nosso amigo ; sim, ele é nosso irmão. Isso é verdade para todos os batizados, mas assim como a mulher virgem olha para Cristo de uma maneira especial como seu esposo, o homem celibatário consagrado vê Jesus especialmente como seu amigo e irmão. Naturalmente falando, a virtude e o caráter de um homem bom e nobre fazem dele o objeto de nossa atração. Se formos abençoados por ter um homem tão bom como nosso amigo, podemos discutir assuntos relativos à virtude e caráter com ele e, de uma forma completamente natural e não planejada, nossa conversa com ele abordaria qualquer tópico de interesse mútuo de o ponto de vista da virtude e do verdadeiro bem a ser considerado nesse tópico. Podemos aprender com aquele amigo tanto por sua palavra quanto por seu exemplo. Deve ser evidente para qualquer pessoa com um sensus Catholicus que amizades como essa podem e devem ser sobrenaturalizadas se nosso amigo pertencer à família da fé. Mas fica ainda melhor do que isso. Lendo os Evangelhos de uma forma meditativa e devota, podemos envolver Nosso Senhor em uma amizade semelhante. Ao fazer isso, passamos tempo com nosso amigo e irmão, aprendendo com Ele em palavras e ações, e falando com Ele sobre nossas lutas contra o pecado, nossas falhas em praticar a virtude, nossos relacionamentos difíceis, nossos desejos, nossas aspirações – ou qualquer tópico que discutiríamos com nosso amigo mais próximo. Isso não exclui os atos que são devidos somente a Deus em nosso culto à Santíssima Trindade: adoração, ação de graças, reparação e petição. De jeito nenhum. Mas acrescenta a eles uma certa intimidade que flui da bela condescendência divina da Encarnação. Quando nosso melhor amigo também é uma pessoa divina, Ele nos dá mais do que conselho, exemplo e um ouvido solidário: Ele nos dá graça. Já foi mencionado que este é o mês de São José, o modelo mais perfeito para nós, homens, depois de Nosso Senhor. Antes de encerrar, gostaria de dar uma olhada no Patriarca de Nazaré. Diz-se que o cavalheirismo morreu e que os homens não sabem mais tratar as mulheres. Para instituir um renascimento católico na cavalaria, acho que a devoção a São José é necessária. Podemos até elevar o cavalheirismo acima do que geralmente era no passado, tornando-o verdadeiramente sobrenatural. Aqui está um desafio para os homens católicos: Em suas interações com o sexo frágil, seja com suas esposas, irmãs, filhas, mulheres consagradas, ou quem quer que seja, esforce-se para ser cavalheiresco como São José. Você pode imaginar o temor, o respeito e a adoração perfeita a Deus que São José praticou diante do augusto mistério da santidade de Maria? Ele não só honrou sua virgindade, mas adorou o mistério da Encarnação nela, plenamente consciente de que a Santíssima Virgem concebeu o Espírito Santo. Não é de se admirar que ele se considerasse indigno desse arranjo e “quis interná-la em particular” (Mt 1:19). Eu percebo que estamos aqui considerando a Própria Escolhida, a Supernal e imaculada Mãe de Deus, que merece uma consideração mais elevada do que todas as outras (especificamente, o cultus hyperduliae) Sim, ela é “bendita entre as mulheres” (Lucas 1:28), mas todas as mulheres, seja como mães ou como virgens, podem ser imagens, ainda que imperfeitas, da Virgem Mãe de Deus, razão pela qual o cavalheirismo nasceu originalmente da devoção a a Bem-Aventurada Virgem Maria em primeiro lugar (cf. “Cavalheirismo e Nossa Senhora” de Gary Potter ). Para aqueles que objetam que algumas mulheres simplesmente não são damas e, portanto, não merecem tratamento cavalheiresco, tudo o que posso dizer é que, se fossem tratadas como damas, procurariam se tornar damas. Do contrário, pelo menos os homens que se esforçam para praticar o cavalheirismo elevarão sua própria sorte na tentativa. Eles estariam assim agindo mais como São José e Aquele que ele defendeu tão diligentemente. Etimologicamente , a palavra “atrair” vem das palavras latinas ad e trahere , que significa “atrair para”. É notável que, na Vulgata latina, São Jerônimo põe o mesmo verbo latino nos lábios do Mestre quando diz: “Ninguém pode vir a mim, a não ser que o Pai, que me enviou, o traga [ traxerit eum ]; e eu o ressuscitarei no último dia ”(João 6:44). Portanto, termino com outro desafio aos homens católicos: Agite em suas almas aquele “amor ardente por Cristo”, sobre o qual escreveu o Padre Dubay, dizendo a si mesmo com São Paulo que este exemplar celestial de toda virtude e virilidade, “ me amou e se entregou para mim ”- e deixe o Pai atrair você profunda e ardentemente para“ o Filho do seu amor ”(Col. 1:13). Irmão Andre Marie FONTE: https://catholicism.org/ad-rem-no-389.html em tradução livre pelo Google #cavalheirismo #jesuscristo #modelodemasculinidade #saojosé

  • Pare de idolatrar o capitalismo

    Em resposta aos devaneios autoritários e estatizantes dos socialistas e comunistas, muitas pessoas se posicionaram do lado oposto, passaram a idolatrar os princípios da economia capitalista, como se fossem “infalíveis” e responsáveis pela solução de todos os problemas da humanidade. O capitalismo proporcionou muitos benefícios de fato, ajudou a movimentar a pirâmide social e trouxe inúmeros avanços. Mas deixado a si mesmo, ele é apenas um conjunto de leis e pressupostos necessários para que as interações econômicas entre indivíduos livres possam ocorrer. Indivíduos estes, que podem usar desse meio para oprimir e explorar o seu próximo. O capitalismo se baseia basicamente na lei de oferta e procura, portanto, não opera pela moralidade ou justiça. Isso depende dos indivíduos, e é aí que o problema começa. Indivíduos pecadores podem e irão usar o sistema para o mal. Não acredito que o capitalismo possa ser saudável sem uma visão de moralidade que o sustente. Existem coisas legais perante a lei que são imorais, o aborto por exemplo. Tanto a tradição católica quanto reformada concorda que a moralidade é necessária para uma economia saudável. A encíclica do papa Leão XIII, Rerum Novarum, é um marco nesse sentido, o papa diz que: ” Explorar a pobreza e especular com a indigência, são coisas igualmente reprovadas pelas leis divinas e humanas.” A visão reformada é semelhante. Desde Calvino, Abraham Kuyper, Herman Dooyeweerd e os neo-calvinistas, defendem que Deus é o Senhor soberano de todas as esferas da sociedade, inclusive da econômica. Portanto, é a Deus que servimos, não as leis do mercado ou ao dinheiro. A Bíblia também nos traz muitos ensinos sobre moral nas interações econômicas, somos chamados a agir com justiça e verdade quando compramos e vendemos. O capitalismo pode proporcionar aumento de riqueza, segurança da propriedade privada, dentre outras boas coisas, mas também pode ser usado como uma ferramenta para o mal. Não pense que o capitalismo, socialismo ou qualquer doutrina de outra espécie irá trazer tempos de paz e justiça perpétuos. Não! O problema do mundo não é econômico, é espiritual. É um coração não regenerado entregue aos ídolos. Do mesmo modo como socialistas idolatram o controle governamental, muitos capitalistas tomam a liberdade individual e o dinheiro como ídolos. O cristão não serve a modelos econômicos ou ideologias políticas. Ele sabe, ou pelo menos deveria saber, que a salvação não é pela economia, intervenções estatais ou liberdades individuais, mas somente em Cristo, o único Senhor soberano sobre toda a criação. “ Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês.” (Mat 6:33) SOLA CHRISTUS #capitalismo #cristianismo #economia

  • TEMPO DOS INVASORES

    Buliçosos e brilhantes, Vêm de planetas distantes Com seus discos voadores. — É tempo dos invasores. Bem-falantes, bem-vestidos, Vêm em bandos coloridos Na luz dos televisores. — É tempo dos invasores. Mandam do lado de lá, Disfarçada, a bomba H Dentro de um maço de flores. — É tempo dos invasores. Para os narizes e ouvidos, Os mais fétidos odores, Os mais lúgubres ruídos. — É tempo dos invasores. Vêm chegando aos borbotões, Carros, navios, aviões, Com todos os seus motores. — É tempo dos invasores. Atacam por telefones, Microsistems, microfones E liquidificadores. — É tempo dos invasores .

  • Monsenhor Jonas Abib é diagnosticado com câncer e inicia novo tratamento

    A Comunidade Canção Nova anunciou nesta terça-feira (4) um novo tratamento de saúde iniciado por seu fundador. Leia o comunicado: Em 27 de abril de 2021, o fundador da Comunidade Canção Nova, Monsenhor Jonas Abib, 84 anos, passou por um cateterismo cardíaco bem sucedido. Desde então, permaneceu internado para se recuperar do procedimento e realizar outros exames, entre os quais, biópsia da medula óssea e PET-Scan, para investigar a causa da anemia e alteração nos rins. A avaliação diagnóstica apontou um mieloma. Leia também É inaugurado o maior monumento dedicado a Nossa Senhora do mundo O sacerdote segue em bom estado geral, sob o ponto de vista clínico, e inicia novo tratamento no hospital, para acompanhamento de possíveis reações. Monsenhor Jonas Abib pede a todos que continuem em oração pelo restabelecimento completo de sua saúde e envia sua bênção. Leia também Não se case na Igreja… sem antes ler este texto #CançãoNova

  • Monsenhor Jonas Abib é diagnosticado com câncer e inicia novo tratamento

    A Comunidade Canção Nova anunciou nesta terça-feira (4) um novo tratamento de saúde iniciado por seu fundador. Leia o comunicado: Em 27 de abril de 2021, o fundador da Comunidade Canção Nova, Monsenhor Jonas Abib, 84 anos, passou por um cateterismo cardíaco bem sucedido. Desde então, permaneceu internado para se recuperar do procedimento e realizar outros exames, entre os quais, biópsia da medula óssea e PET-Scan, para investigar a causa da anemia e alteração nos rins. A avaliação diagnóstica apontou um mieloma. Leia também É inaugurado o maior monumento dedicado a Nossa Senhora do mundo O sacerdote segue em bom estado geral, sob o ponto de vista clínico, e inicia novo tratamento no hospital, para acompanhamento de possíveis reações. Monsenhor Jonas Abib pede a todos que continuem em oração pelo restabelecimento completo de sua saúde e envia sua bênção. Leia também Não se case na Igreja… sem antes ler este texto #CançãoNova

  • Policiais tentam interromper missa mas padre não permite, na Argentina

    Uma tentativa de acabar com uma Missa de Primeira Comunhão viralizou nas redes sociais. Um grupo de policiais entrou nas dependências de uma paróquia para suspender a celebração, mas o padre não permitiu. O episódio ocorreu no sábado, 1º de maio, na cidade de Adrogué, província de Buenos Aires, Argentina. O Pe. Guillermo Robles, da paróquia de Corpus Christi, estava celebrando a Missa de Primeira Comunhão em um espaço aberto. Aparentemente, os vizinhos informaram à polícia que havia uma concentração ilegal de pessoas que violava um decreto nacional. Foi isto que aconteceu durante a Missa: Es una vergüenza esto que padecieron el padre Tito Robles y quienes participaban de una misa AL AIRE LIBRE en Temperley, provincia de Bs As. pic.twitter.com/ftWpwKi3b4 — Gonzalo Aziz (@gonzaloaziz) May 2, 2021 O vídeo nos mostra a tentativa de interromper a celebração. A polícia entra no terreno da paróquia para suspender a missa. Enquanto isso acontecia, os paroquianos cantavam. Os oficiais caminham até o altar e se dirigem ao padre, que no microfone diz: “Vamos falar tranquilamente, na lei que o governador de Buenos Aires Axel Kicillof aprovo diz que pode ser feito com uma capacidade de 30%, li no jornal”. O padre lembrou que o local tinha capacidade para 400 pessoas, e que no momento havia 120, ou seja, 30%. O policial respondeu: “o presidente disse ‘sem batismo, sem casamento’”, ao que o padre respondeu: “Ele não disse isso, você está errado. Tem que ler bem, foi o que lemos no jornal”. A situação foi gerada por uma confusão quanto à interpretação do Decreto 287/2021 emitido pelo Poder Executivo Nacional da Argentina, que, entre muitas disposições, reduziu as reuniões em espaços exteriores a apenas 10 pessoas. Também suspende todos os tipos de eventos religiosos em locais fechados. Aparentemente, o padre havia lido um decreto anterior que estabelecia a capacidade de 30%. As declarações do padre O Padre Guillermo comentou a uma mídia local que a celebração era a Primeira Comunhão de 10 crianças de uma escola. “No ano passado, lhe disseram que não podiam comungar. Fui para confessar naquela escola e as mães me pediram ajuda. As crianças não podem ser deixadas de lado quando a Igreja diz que é preciso estar ao lado dos mais vulneráveis. As mães me pediram e eu não ia dizer não”, disse ele. Além disso, apesar da tentativa de acabar com a missa, acrescentou: “Eu ia continuar com a missa da mesma forma. Não é um show. Uma vez que começa, é preciso terminá-la. Não é uma brincadeira, estou celebrando Cristo e Cristo é mais importante do que eles e eu”. Apesar da confusão, o padre Guillermo disse que “os policiais foram muito cordiais. Era notório que eles vieram obrigados. Suponho que um vizinho fez uma reclamação”. E aproveitou para esclarecer que antes, durante e depois da celebração, todos os protocolos contra o coronavírus foram cumpridos. “Medimos a temperatura quando entramos e as pessoas estavam afastadas e de máscaras”, disse ele. No final, “acabou tudo bem. Seguiu-se a missa e os meninos comungaram. O povo saiu meia hora depois deles, assim que terminamos a missa”. Fonte: churchpop.com

  • Policiais tentam interromper missa mas padre não permite, na Argentina

    Uma tentativa de acabar com uma Missa de Primeira Comunhão viralizou nas redes sociais. Um grupo de policiais entrou nas dependências de uma paróquia para suspender a celebração, mas o padre não permitiu. O episódio ocorreu no sábado, 1º de maio, na cidade de Adrogué, província de Buenos Aires, Argentina. O Pe. Guillermo Robles, da paróquia de Corpus Christi, estava celebrando a Missa de Primeira Comunhão em um espaço aberto. Aparentemente, os vizinhos informaram à polícia que havia uma concentração ilegal de pessoas que violava um decreto nacional. Foi isto que aconteceu durante a Missa: Es una vergüenza esto que padecieron el padre Tito Robles y quienes participaban de una misa AL AIRE LIBRE en Temperley, provincia de Bs As. pic.twitter.com/ftWpwKi3b4 — Gonzalo Aziz (@gonzaloaziz) May 2, 2021 O vídeo nos mostra a tentativa de interromper a celebração. A polícia entra no terreno da paróquia para suspender a missa. Enquanto isso acontecia, os paroquianos cantavam. Os oficiais caminham até o altar e se dirigem ao padre, que no microfone diz: “Vamos falar tranquilamente, na lei que o governador de Buenos Aires Axel Kicillof aprovo diz que pode ser feito com uma capacidade de 30%, li no jornal”. O padre lembrou que o local tinha capacidade para 400 pessoas, e que no momento havia 120, ou seja, 30%. O policial respondeu: “o presidente disse ‘sem batismo, sem casamento’”, ao que o padre respondeu: “Ele não disse isso, você está errado. Tem que ler bem, foi o que lemos no jornal”. A situação foi gerada por uma confusão quanto à interpretação do Decreto 287/2021 emitido pelo Poder Executivo Nacional da Argentina, que, entre muitas disposições, reduziu as reuniões em espaços exteriores a apenas 10 pessoas. Também suspende todos os tipos de eventos religiosos em locais fechados. Aparentemente, o padre havia lido um decreto anterior que estabelecia a capacidade de 30%. As declarações do padre O Padre Guillermo comentou a uma mídia local que a celebração era a Primeira Comunhão de 10 crianças de uma escola. “No ano passado, lhe disseram que não podiam comungar. Fui para confessar naquela escola e as mães me pediram ajuda. As crianças não podem ser deixadas de lado quando a Igreja diz que é preciso estar ao lado dos mais vulneráveis. As mães me pediram e eu não ia dizer não”, disse ele. Além disso, apesar da tentativa de acabar com a missa, acrescentou: “Eu ia continuar com a missa da mesma forma. Não é um show. Uma vez que começa, é preciso terminá-la. Não é uma brincadeira, estou celebrando Cristo e Cristo é mais importante do que eles e eu”. Apesar da confusão, o padre Guillermo disse que “os policiais foram muito cordiais. Era notório que eles vieram obrigados. Suponho que um vizinho fez uma reclamação”. E aproveitou para esclarecer que antes, durante e depois da celebração, todos os protocolos contra o coronavírus foram cumpridos. “Medimos a temperatura quando entramos e as pessoas estavam afastadas e de máscaras”, disse ele. No final, “acabou tudo bem. Seguiu-se a missa e os meninos comungaram. O povo saiu meia hora depois deles, assim que terminamos a missa”. Fonte: churchpop.com

  • PETER PHILIPS, PADRE E COMPOSITOR INGLÊS CONTEMPORÂNEO DE SHAKESPEARE

    A Igreja comemora, hoje, os protomártires cartuxos Giovanni Houghton, Roberto Lawrence e Agostino Webster e o monge Brigidine Riccardo Reynolds, todos martirizados em 4 de maio de 1535 na forca Tyburn, perto do atual Marble Arch. Eles foram os primeiros a sofrer o martírio por se recusarem a fazer o juramento ao Ato de Supremacia de 1534, que declarou Henrique VIII como chefe supremo da Igreja da Inglaterra. O terror de Henrique VIII foi revivido por sua filha Elizabeth (nascida de sua amante Ana Bolena), algumas décadas mais tarde, quando assumiu o trono no lugar de sua irmã Maria Tudor (filha da primeira mulher de Henrique VIII), que restabelecera por cinco anos o catolicismo na Inglaterra. Uma vítima do terror elisabetano foi o compositor inglês Peter Philips. Nascido provavelmente em Londres em 1560 ou 1561, Peter Philips — homônimo de um dos netos da atual Rainha da Inglaterra — foi um sacerdote católico e notável compositor inglês, contemporâneo de Shakespeare. Em 1582, com mais ou menos vinte anos, teve de fugir da Inglaterra por ser católico, e, assim, escapar da perseguição movida aos “papistas” pela rainha Elizabeth. Não fez como muitos católicos ingleses de então, que optaram por permanecer na Inglaterra e praticar ocultamente a sua fé, como provavelmente terá sido o caso da família de Shakespeare. Exilado, Peter Philips viveu inicialmente na Holanda. Em 1593, foi acusado pelas autoridades holandesas de ter planejado o assassinato da despótica rainha. Preso e levado a julgamento, foi logo posto em liberdade. Quatro anos mais tarde, em 1597, mudou-se para Bruxelas, então pertencente ao reino espanhol, onde se tornou organista da capela real do arquiduque Alberto da Áustria. Foi na Bruxelas espanhola e católica que morreu como cônego, em 1628, depois de haver composto nos principais gêneros de sua época: Missas, madrigais, motetos e música para órgão. Muito de vasta produção se perdeu.

  • Urgente: PL contra ativismo judicial pode ser aprovado amanhã!

    O Projeto de Lei 4754/2016, que tipifica como crime de responsabilidade, passível de impeachment, a usurpação de competência do Poder Legislativo ou Executivo pelos ministros do STF, está pautado para votação nesta terça-feira, 4 de maio. O Projeto de Lei 4754/2016, que tipifica como crime de responsabilidade passível de impeachment a usurpação de competência do Poder Legislativo ou do Poder Executivo por parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal, está pautado para ser votado nesta terça-feira na Comissão de Constitucionalidade e Justiça da Câmara dos Deputados. A previsão é que, contrariamente a situações anteriores e diante do novo ambiente político, o projeto tenha grande probabilidade de ser aprovado. A manifestação dos cidadãos pode ser o fator decisivo. Os ministros do Supremo Tribunal Federal têm abusado de suas competências para legislar e modificar a Constituição. Os abusos são tão constantes e notórios que não é necessário enumerá-los. A menos que não se crie a legislação adequada para que os poderes Executivo e Legislativo possam defender-se destes abusos, o STF poderá proximamente impor o ensino obrigatório da ideologia de gênero para todo o sistema escolar e aprovar o aborto totalmente livre no país. O PL 4754/2016 não irá remediar o problema, mas é o pressuposto jurídico para que os verdadeiros remédios possam ser elaborados. O ativismo judicial é crime gravíssimo, mas antes que se possam elaborar medidas legislativas contra qualquer crime, o próprio crime tem de ser tipificado e reconhecido como tal pela lei. É isto o que faz o PL 4754/2016. A justificativa deste Projeto de Lei é simples e curta, consistindo apenas de um único parágrafo: A Constituição atribui competências específicas a cada um dos três poderes, exigindo que estes zelem pela preservação das mesmas. A Lei 1079/1950, que define os crimes de responsabilidade, é pródiga ao listar os crimes de responsabilidade do Presidente da República e dos Ministros de Estado, mas lacônica ao fazer o mesmo com os membros do judiciário. Sem dúvida este fato se deve ao modo exemplar como os juízes têm desempenhado suas funções em nosso país. Sabe-se, entretanto, que a doutrina jurídica recente tem realizado diversas tentativas para justificar o ativismo judiciário, algo praticamente inexistente em nosso país nos anos 50, época em que foi promulgada a lei que define os crimes de responsabilidade. Este ativismo, se aceito como doutrina pela comunidade jurídica, fará com que o Poder Judiciário possa usurpar a competência legislativa do Congresso. Não existem atualmente, por outro lado, normas jurídicas que estabeleçam como, diante desta eventualidade, esta casa poderia zelar pela preservação de suas competências. De onde decorre a importância da aprovação deste projeto. O PL 4754 é, portanto, bastante simples. Ele só explicita o que é pressuposto da própria Constituição: que os três poderes são independentes e um não pode se imiscuir nas competências do outro. Pedimos, pois, a todos os que receberem esta mensagem, que telefonem, enviem e-mails e se comuniquem com os deputados da Comissão de Justiça e Constitucionalidade da Câmara através de suas redes sociais, para que votem favoravelmente à matéria pautada. Abaixo se encontram: a lista dos contatos dos deputados da CCJ por partido; a lista dos telefones dos deputados da CCJ por estado; a lista dos e-mails e perfis no Instagram de todos os deputados da CCJ. No momento de se comunicar com os deputados, sejam eles quais forem, seja educado ao extremo, mas firme e claro na expressão de suas posições. Mais importante do que o e-mail é telefonar de viva voz e manifestar-se nas redes sociais. Ligue primeiro para os deputados de seu estado e identifique-se como cidadão desta unidade da federação. Você é eleitor deles, eles representam você, e lhe darão mais atenção se for do mesmo estado. Em seguida, ligue também para os deputados dos demais estados. É muito importante explicar claramente aos assessores dos deputados a importância do PL 4754/2016. Leia também A Ditadura do STF e a perseguição aos conservadores Estamos em uma democracia, e não numa monarquia ou aristocracia. Insistam em comunicar-se e fazer com que mais pessoas entrem em contato. Não deixem a tarefa apenas para autoridades e especialistas. Isso vai fazer toda a diferença. Ao deixar sua mensagem, não copie e cole. Não faça nada padronizado. Use suas próprias palavras. Seja você mesmo. Mostre que o que você diz é a expressão de sua própria cidadania, e não da dos outros. Não delegue suas obrigações políticas aos outros. #STF

  • Urgente: PL contra ativismo judicial pode ser aprovado amanhã!

    O Projeto de Lei 4754/2016, que tipifica como crime de responsabilidade, passível de impeachment, a usurpação de competência do Poder Legislativo ou Executivo pelos ministros do STF, está pautado para votação nesta terça-feira, 4 de maio. O Projeto de Lei 4754/2016, que tipifica como crime de responsabilidade passível de impeachment a usurpação de competência do Poder Legislativo ou do Poder Executivo por parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal, está pautado para ser votado nesta terça-feira na Comissão de Constitucionalidade e Justiça da Câmara dos Deputados. A previsão é que, contrariamente a situações anteriores e diante do novo ambiente político, o projeto tenha grande probabilidade de ser aprovado. A manifestação dos cidadãos pode ser o fator decisivo. Os ministros do Supremo Tribunal Federal têm abusado de suas competências para legislar e modificar a Constituição. Os abusos são tão constantes e notórios que não é necessário enumerá-los. A menos que não se crie a legislação adequada para que os poderes Executivo e Legislativo possam defender-se destes abusos, o STF poderá proximamente impor o ensino obrigatório da ideologia de gênero para todo o sistema escolar e aprovar o aborto totalmente livre no país. O PL 4754/2016 não irá remediar o problema, mas é o pressuposto jurídico para que os verdadeiros remédios possam ser elaborados. O ativismo judicial é crime gravíssimo, mas antes que se possam elaborar medidas legislativas contra qualquer crime, o próprio crime tem de ser tipificado e reconhecido como tal pela lei. É isto o que faz o PL 4754/2016. A justificativa deste Projeto de Lei é simples e curta, consistindo apenas de um único parágrafo: A Constituição atribui competências específicas a cada um dos três poderes, exigindo que estes zelem pela preservação das mesmas. A Lei 1079/1950, que define os crimes de responsabilidade, é pródiga ao listar os crimes de responsabilidade do Presidente da República e dos Ministros de Estado, mas lacônica ao fazer o mesmo com os membros do judiciário. Sem dúvida este fato se deve ao modo exemplar como os juízes têm desempenhado suas funções em nosso país. Sabe-se, entretanto, que a doutrina jurídica recente tem realizado diversas tentativas para justificar o ativismo judiciário, algo praticamente inexistente em nosso país nos anos 50, época em que foi promulgada a lei que define os crimes de responsabilidade. Este ativismo, se aceito como doutrina pela comunidade jurídica, fará com que o Poder Judiciário possa usurpar a competência legislativa do Congresso. Não existem atualmente, por outro lado, normas jurídicas que estabeleçam como, diante desta eventualidade, esta casa poderia zelar pela preservação de suas competências. De onde decorre a importância da aprovação deste projeto. O PL 4754 é, portanto, bastante simples. Ele só explicita o que é pressuposto da própria Constituição: que os três poderes são independentes e um não pode se imiscuir nas competências do outro. Pedimos, pois, a todos os que receberem esta mensagem, que telefonem, enviem e-mails e se comuniquem com os deputados da Comissão de Justiça e Constitucionalidade da Câmara através de suas redes sociais, para que votem favoravelmente à matéria pautada. Abaixo se encontram: a lista dos contatos dos deputados da CCJ por partido; a lista dos telefones dos deputados da CCJ por estado; a lista dos e-mails e perfis no Instagram de todos os deputados da CCJ. No momento de se comunicar com os deputados, sejam eles quais forem, seja educado ao extremo, mas firme e claro na expressão de suas posições. Mais importante do que o e-mail é telefonar de viva voz e manifestar-se nas redes sociais. Ligue primeiro para os deputados de seu estado e identifique-se como cidadão desta unidade da federação. Você é eleitor deles, eles representam você, e lhe darão mais atenção se for do mesmo estado. Em seguida, ligue também para os deputados dos demais estados. É muito importante explicar claramente aos assessores dos deputados a importância do PL 4754/2016. Leia também A Ditadura do STF e a perseguição aos conservadores Estamos em uma democracia, e não numa monarquia ou aristocracia. Insistam em comunicar-se e fazer com que mais pessoas entrem em contato. Não deixem a tarefa apenas para autoridades e especialistas. Isso vai fazer toda a diferença. Ao deixar sua mensagem, não copie e cole. Não faça nada padronizado. Use suas próprias palavras. Seja você mesmo. Mostre que o que você diz é a expressão de sua própria cidadania, e não da dos outros. Não delegue suas obrigações políticas aos outros. #STF

  • É inaugurado o maior monumento dedicado a Nossa Senhora do mundo

    Com quase 100 metros de altura, o monumento marca os 500 anos do cristianismo no seu país Segundo o portal Aleteia, a maior estátua de Maria do mundo está sendo inaugurada em 2021 para marcar os 500 anos do cristianismo nas Filipinas e, mesmo que a pandemia de covid-19 jamais tivesse sido imaginada quando as obras começaram, a inauguração deste impressionante monumento acaba também se transformando num sinal de esperança em meio ao drama sanitário mundial que estamos vivendo. Com quase 100 metros de altura, o monumento-escultura-santuário mariano Mãe de Toda a Ásia, também chamado de “Torre da Paz”, fica no Mary’s Mount (Monte de Maria), um local de peregrinação da cidade filipina de Batangas. A nova imagem de Nossa Senhora nas Filipinas é dedicada à unidade e à paz de todos os povos da Ásia, especialmente ao sul do continente. Maior estátua de Maria do mundo A obra do escultor filipino Eduardo de los Santos Castrillo tem 98,15 metros de altura, o que lhe dá o título de mais alta estátua da Virgem Maria existente hoje no mundo. Ela supera o monumento venezuelano a Nossa Senhora da Paz, construído em 1983 e que tem 46,72 metros. A imagem também é mais alta do que o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e do que a Estátua da Liberdade, em Nova Iorque. O local de peregrinações também conta com um santuário dedicado São João Paulo II, doze capelas marianas no terceiro andar, um restaurante, salas de conferências e projeções audiovisuais, lojas e uma plataforma de observação no 17º andar. O site Monte Maria informa que a construção, iniciada em 2013, foi completada “justo a tempo” das celebrações de 2021 pelos 500 anos da cristianização das Filipinas. No entanto, a página também comunica que o monumento está provisoriamente fechado ao público devido às atuais medidas restritivas de combate à pandemia. Leia também Nova estátua de Cristo vai superar a do Rio de Janeiro em tamanho Fonte: Aleteia #NossaSenhora

  • É inaugurado o maior monumento dedicado a Nossa Senhora do mundo

    Com quase 100 metros de altura, o monumento marca os 500 anos do cristianismo no seu país Segundo o portal Aleteia, a maior estátua de Maria do mundo está sendo inaugurada em 2021 para marcar os 500 anos do cristianismo nas Filipinas e, mesmo que a pandemia de covid-19 jamais tivesse sido imaginada quando as obras começaram, a inauguração deste impressionante monumento acaba também se transformando num sinal de esperança em meio ao drama sanitário mundial que estamos vivendo. Com quase 100 metros de altura, o monumento-escultura-santuário mariano Mãe de Toda a Ásia, também chamado de “Torre da Paz”, fica no Mary’s Mount (Monte de Maria), um local de peregrinação da cidade filipina de Batangas. A nova imagem de Nossa Senhora nas Filipinas é dedicada à unidade e à paz de todos os povos da Ásia, especialmente ao sul do continente. Maior estátua de Maria do mundo A obra do escultor filipino Eduardo de los Santos Castrillo tem 98,15 metros de altura, o que lhe dá o título de mais alta estátua da Virgem Maria existente hoje no mundo. Ela supera o monumento venezuelano a Nossa Senhora da Paz, construído em 1983 e que tem 46,72 metros. A imagem também é mais alta do que o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e do que a Estátua da Liberdade, em Nova Iorque. O local de peregrinações também conta com um santuário dedicado São João Paulo II, doze capelas marianas no terceiro andar, um restaurante, salas de conferências e projeções audiovisuais, lojas e uma plataforma de observação no 17º andar. O site Monte Maria informa que a construção, iniciada em 2013, foi completada “justo a tempo” das celebrações de 2021 pelos 500 anos da cristianização das Filipinas. No entanto, a página também comunica que o monumento está provisoriamente fechado ao público devido às atuais medidas restritivas de combate à pandemia. Leia também Nova estátua de Cristo vai superar a do Rio de Janeiro em tamanho Fonte: Aleteia #NossaSenhora

  • Mau presságio: o sangue de San Genaro não se liquefaz pela segunda vez

    O sangue de San Gennaro não se dissolveu no final da celebração eucarística na Catedral de Nápoles. Como na última comemoração, no último dia 16 de dezembro. O relicário foi retirado do cofre pela primeira vez pelo arcebispo Dom Mimmo Battaglia, que celebrou a liturgia em uma das três datas, o primeiro sábado de maio, em que se celebra a liquefação do sangue do padroeiro no dia 19 de setembro. . e a 16 de dezembro. “Peço-lhe hoje que não ceda à tentação de ficar no limiar da superfície, intrigado com o prodígio, tomado pelo desejo de ler nele bons votos ou presságios agourentos para o nosso futuro”, disse ele durante a homilia. «O sangue, quer se derreta quer permaneça na sua santidade imutável, remete-nos para o sangue de Cristo, em cujo mistério pascal ainda nos encontramos e que é o único que dá sentido ao grande e intenso ícone do sangue que é. se dissolve, para nos lembrar que está sempre viva no sofrimento e na esperança de todos vocês – de todos nós, eu também estou lá, napolitanos – e de todos os homens e mulheres que sabemos serem salvos por Jesus, cujo ‘imenso aliança de amor ainda hoje, em breve: «Este é o meu sangue, o sangue pela nova e eterna aliança, derramado por ti e por todos» », afirmou. No final da missa, o arcebispo retirou o relicário anunciando que o sangue ainda não havia dissolvido. Após um breve momento de oração, “Don Mimmo” deu a bênção e encerrou a celebração. De amanhã a 9 de maio, das 9 às 12h30 e das 16h30 às 19h, os fiéis poderão ir à Sé Catedral, ao altar-mor, rezar diante das relíquias e venerar a padroeira. A missa será celebrada às 9, 10 e 12 nos dias de semana, bem como às 18h30. SEGUNDA PROCISSÃO CANCELADA Também neste ano, devido à crise de saúde provocada pela pandemia Covid-19, não será realizada a procissão que, segundo a tradição, na tarde de sábado anterior ao primeiro domingo de maio, sempre se realizou do Duomo à igreja de Santa Chiara, com o santuário contendo o sangue e com o busto da padroeira de Nápoles e da Campânia, juntamente com as estátuas de alguns santos padroeiros. Nesta ocasião, aconteceu (quase sempre) o evento prodigioso da liquefação do sangue do mártir Gennaro. A procissão teve lugar em memória da Tradução das Relíquias da Santa desde o cemitério situado na zona rural de Marciano, no território de Fuorigrotta, até às Catacumbas de Capodimonte, então denominadas, por este motivo, de San Gennaro. Esta procissão era também chamada de «dos infrascati», devido ao costume dos clérigos participantes de se protegerem do sol, cobrindo as cabeças com grinaldas de flores. A coroa de prata que domina o dossel que, em público, segura o santuário com o sangue da santa e que traz ao centro uma enorme esmeralda, de origem centro-americana, presente da cidade de Nápoles, é disso que nos faz lembrar. Também no aniversário deste ano haverá apenas a Celebração Eucarística na Igreja Catedral, com a presença total de duzentas pessoas. O RITUAL O Santuário com o Sangue do Santo Mártir é retirado do cofre, na Capela a ele dedicada, pelo Arcebispo Metropolitano Dom Mimmo Battaglia, coadjuvado pelo Abade Dom Vincenzo De Gregorio e pelo Prefeito Luigi De Magistris, por Estatuto O Presidente da Deputação, assim como o Governador da Região, Vincenzo De Luca, apresentam o Pároco Dom Enzo Papa, mestre de cerimónias e dois dos “familiares” de San Gennaro. O Teca, em procissão, é carregado no altar-mor da Catedral para dar início à celebração eucarística. Se ocorrer a prodigiosa liquefação do Sangue, o Arcebispo a anuncia à Assembleia enquanto ocorre o histórico agitar do lenço branco por um Representante da Deputação. No final, o Arcebispo traz a Teca para o adro da Catedral para mostrá-la idealmente à cidade e abençoar todos os napolitanos e a Campânia. Em seguida, volte ao altar-mor para a bênção final. Nos dias seguintes, de 2 a 9 de maio, das 9 às 12h30 e das 16h30 às 19h, os fiéis podem dirigir-se à Sé Catedral, ao Altar-Mor, para rezar diante das relíquias e venerar a padroeira. Às 9, 10 e 12 nos dias de semana, bem como às 18:30 a celebração da Missa. FONTE: https://www.ilroma.net/news/cronaca/san-gennaro-non-fa-il-miracolo-il-sangue-non-si-scioglie-la-seconda-volta #CatedraldeNápoles #DonMimmo #sanguedeSanGennaro

  • “Ofereçam as mãos, os pensamentos e o tempo a Jesus”

    Papa a acólitos em Fátima: ofereçam as mãos, os pensamentos e o tempo a Jesus Por ocasião XXV Peregrinação Nacional dos Acólitos, no Santuário de Fátima, em Portugal, Francisco enviou uma mensagem que foi lida na missa de abertura do encontro, no último sábado (1). O Pontífice recordou os desafios de quem serve ao Altar e exortou os jovens a serem santos e originais: colocando “todo o entusiasmo da idade no encontro com Jesus escondido sob o véu eucarístico” e oferecendo-Lhe “as tuas mãos, os teus pensamentos e o teu tempo, Ele não deixará de te recompensar.” Uma mensagem do Papa Francisco por ocasião dos 25 anos de Peregrinação Nacional dos Acólitos, reunidos no Santuário de Fátima, em Portugal, foi lida no início da missa do último sábado (1). O local retomou a programação oficial com peregrinos em 15 de março, cumprindo com as regras sanitárias em vigor no país, como o uso de máscara em todos os espaços do santuário, frequente higienização das mãos e distanciamento físico entre as pessoas. De fato, o número tradicional de 5 mil acólitos presentes precisou ser reduzido este ano para mil deles, paramentados, para conseguir manter os protocolos de segurança. Com o tema “Sê Santo, Sê Original” – expressão usada pelo Beato Carlo Acutis, o ponto alto da peregrinação deste ano foi a própria celebração eucarística com a participação do Papa através da mensagem. O texto, escrito em português, foi dirigido a dom José Manuel Garcia Cordeiro, presidente da Comissão Episcopal Portuguesa de Liturgia e Espiritualidade. A profissão de fé dos acólitos Na saudação, o Pontífice recordou a importância dos acólitos na missa, cada vez que se aproxima do Altar por poder “colaborar de perto” para o milagre da pequena partícula de pão que se torna Corpo de Cristo e o vinho do cálice que se torna Sangue de Cristo. “Os teus olhos não veem Jesus, mas o coração e os lábios adoram-No”, escreveu o Papa na mensagem, ao acrescentar: “Hás de comportar-te como convém no serviço das coisas santas. A tua atitude interior e exterior esteja de acordo com o que fazes, sobretudo quando te encontras junto do altar, quando fazes o sinal da cruz, quando te ajoelhas, quando estás sentado ou quando participas na oração e nos cânticos em comum. Animado de respeito e recolhimento interior, o teu serviço de acólito tomar-se-á uma profissão de fé para a comunidade. Para isso, põe todo o entusiasmo da tua idade no encontro com Jesus escondido sob o véu eucarístico. Oferece a Jesus as tuas mãos, os teus pensamentos e o teu tempo, e Ele não deixará de te recompensar.” “Sê santo”, mas “sê original” O Papa, então, trouxe o exemplo dos Santos que encontraram na Eucaristia “o alimento para o caminho de perfeição, senão mesmo da vida corporal”, como o Santo Cura d’Ars e a Beata Alexandrina de Balazar  – 14 anos se alimentando apenas da Comunhão: “quantas vezes eles se comoveram até às lágrimas na experiência de tão grande mistério”, lembrou Francisco, vivendo “horas indescritíveis de alegria diante do Santíssimo Sacramento”. A primeira coisa que pede Jesus, assim, é ser santo; a segunda, afirmou o Pontífice, é ser original, como exorta o tema da peregrinação deste ano. O próprio Beato Carlo Acutis já observava que “todos nascem como originais, mas muitos morrem como fotocópias”. Por isso, o Papa encorajou os acólitos a não copiar o modo de ser e de viver a santidade dos outros, através de um pensamento já compartilhado na sua Exortação Apostólica “Christus vivit”. São testemunhos que pode ser úteis para estimular e motivar, mas não para copiar: “Tens de descobrir quem és e desenvolver o teu modo pessoal de seres santo, independentemente daquilo que digam e pensem os outros. Fazeres-te santo é tomar-te mais plenamente tu próprio, aquele que Deus quis sonhar e criar, não uma fotocópia. A tua vida deve ser um estímulo profético que sirva de inspiração para os outros, que deixe uma marca neste mundo, aquela marca única que só tu poderás deixar. (nº 162)” Acólitos, sigam a esperança de Deus! Por fim, o Pontífice também exortou a invocar São José, Guardião da Sagrada Família e Padroeiro da Igreja Universal, para “servir sempre dignamente o milagre da descida de Jesus à terra que diariamente se realiza nos Altares”. “Por favor, querido acólito, não te deixes cair na mediocridade, que rebaixa e nos torna cinzentos. Mas a vida não é cinzenta, a vida deve apostar em grandes ideais. Não sigas pessoas negativas, mas continua a irradiar à tua volta a luz e a esperança que vêm de Deus! Como sabes, esta esperança não desilude; nunca desilude! Com Deus, nada se perde, mas sem Ele tudo está perdido. Não tenhas medo, pois, de lançar-te nos braços do Pai do Céu, e confiar n’Ele, que providenciará fazer de ti o santo original que Ele quer.” Andressa Collet – Vatican News FONTE: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2021-05/papa-francisco-mensagem-xxv-peregrinacao-acolitos-fatima-port-21.html Watch this video on YouTube. #Aprofissãodefédosacólitos #ComissãoEpiscopalPortuguesadeLiturgiaeEspiritualidade #XXVPeregrinaçãoNacionaldosAcólitos #PapaaacólitosemFátima #SantuáriodeFátima #domJoséManuelGarciaCordeiro

  • HISTÓRIA VERSUS HISTORIADORES – G. K. Chesterton

    Em minha inocente e ardente juventude eu tinha uma fantasia fixa. Eu defendia que às crianças na escola se deveria ensinar história, e que nada mais se deveria ensinar. A história da sociedade humana é, além da religião, a única estrutura fundamental na qual tudo pode encontrar o seu lugar apropriado. Um menino é incapaz de ver a importância do latim simplesmente aprendendo latim. Mas ele poderia vê-la ao estudar a história dos latinos. Ninguém pode ver sentido algum em aprender geografia ou em aprender aritmética – ambos são estudos obviamente sem sentido. Mas na ávida véspera de Austerlitz, quando Napoleão combatia uma força superior num país estrangeiro, alguém poderia notar a necessidade de que Napoleão conhecesse um pouco de geografia e um pouco de aritmética. Tenho pensado que, se as pessoas só aprendessem história, elas aprenderiam a aprender tudo o mais. A Álgebra pode parecer feia, porém o próprio nome dela está ligado a algo tão romântico quanto as Cruzadas, pois a palavra vem dos Sarracenos. A Grécia pode parecer feia até que se conheçam os gregos, mas certamente não depois disso. A História é simplesmente a humanidade. E a história humanizará todos os estudos, até mesmo a antropologia. Desde aquela época de inocência eu percebi, entretanto, que há uma certa dificuldade nesse ensino de história. E a dificuldade é a de que não há história para se ensinar. Isto não é uma amostra de cinismo – é o resultado genuíno e necessário dos muitos pontos de vista e separações mentais vigorosas de nossa sociedade, posto que em nossa época cada homem tem seu próprio cosmo e se encontra, portanto, terrivelmente sozinho. Não há história; há somente historiadores. Agora contar uma coisa é claramente muito mais difícil do que contá-la de maneira enganosa. Deixar os fatos em paz é antinatural; pervertê-los é instintivo. As próprias palavras que aparecem nas crônicas – “Pagão”, “Puritano”, “Católico”, “Republicano”, “Imperialista” – são palavras que nos fazem saltar de nossas cadeiras. Nenhum bom historiador moderno é imparcial. Todos os historiadores modernos são divididos em duas classes –os que contam metade da verdade, como Macaulay e Froude, e os que nada contam da verdade, como Hallam e os Imparciais. Os historiadores raivosos vêem só um lado da questão. Os historiadores calmos não vêem coisa alguma, nem mesmo a própria questão. Mas há uma outra atitude possível com relação aos registros do passado, e eu nunca consegui entender por que ela não foi adotada mais vezes. Para colocar do modo mais seco, a minha proposta é a seguinte: a de que não deveríamos ler os historiadores, mas a história. Vamos ler os textos atuais das épocas. Vamos recusar, por um ano, ou um mês, ou uma quinzena, a ler qualquer coisa sobre Oliver Cromwell, exceto o que foi escrito enquanto ele estava vivo. Há material de sobra: de minha própria memória (que é tudo que tenho em que confiar no lugar onde eu escrevo) eu poderia mencionar sem dificuldade muitos longos e famosos esforços da literatura inglesa que cobrem o período. A história de Clarendon, o diário de Evelyn, a vida do Coronel Hutchinson. Acima de tudo, vamos ler todas as cartas e discursos de Cromwell, como Carlyle os publicou. Vamos apagar em cada memória escrita toda e qualquer nota crítica e parágrafo moderno. Por um tempo, deixemos por completo de ler os homens vivos em seus temas mortos. Leiamos somente os homens mortos em seus temas vivos. Acabo de chegar por acidente a um caso contundente do que quero dizer. A maioria das noções modernas da mais antiga e melhor Idade Média é tirada ou de historiadores ou de romances. Entre ambos, os romances são muito mais confiáveis. O romancista ao menos tem que tentar descrever seres humanos, algo que o historiador frequentemente nem tenta. Mas, falando em geral, é primeiramente aos romances e depois aos historiadores partidários que devemos nossas impressões dessa época. A ideia que o inglês comum tem da Idade Média é uma estratificação de muitas visões modernas acerca dela, que podem ser resumidas assim: 1. A Velha Visão Romântica, com seus cavaleiros errantes e princesas raptadas. De acordo com esta, a Idade das Trevas não era assim tão obscura, como se iluminada exclusivamente pelo luar. Esta visão era fictícia, mas não falsa; pois, como o amor e a aventura existiram em todas as épocas, eles de fato existiram na Idade Média. 2. A Visão Barata de Manchester, na qual Dickens chafurdou em sua feliz ignorância, que possibilitou o comerciante presunçoso dizer, com um riso, que sem dúvida alguma era muito romântico para um judeu ter seus dentes arrancados; e até mesmo sugerir que os heróis feudais cuidassem em se cobrir de aço e ferro antes de se aventurar em uma batalha. Para esta, uma resposta óbvia seria perguntar ao comerciante se o cavaleiro já esteve tão ingloriosamente seguro quanto o seu armeiro, e se até mesmo o seu armeiro não foi um homem mais corajoso do que o comerciante que, na moderna Birmingham, vive de fazer ferramentas de morte. 3. A Visão de Rossetti, de que aquela época foi de delicadas transparências e sagrados perfumes; para isto, poderia se recomendar uma forte dose do Miller de Chaucer, como um remédio desesperado. 4. A Visão Condescendente; como quando Macaulay disse dos Peregrinos, com a maior solenidade, que numa época em que os homens eram ignorantes demais para viajar por curiosidade, “ou por desejo de ganho”, era natural que viajassem por superstição. Sempre me encantou essa ideia de que o viajante extasiado e o viajante heróico fossem meras prefigurações e profecias do viajante comercial. O romeiro beijou a Terra de Cristo, e o cruzado caiu com quarenta feridas em Ascalão para que eles pudessem aplainar no deserto uma via expressa para o caixeiro viajante. Agora, Dickens e Rossetti e Macaulay foram homens realmente grandes, e, apesar de nenhum deles saber muito sobre a Idade Média, suas visões sobre aquele período devem ser interessantes. Mas há uma outra classe de homens humildes que poderia ter a permissão de nos contar algo sobre a Idade Média. Falo dos homens que viveram na Idade Média. As memórias medievais existem – e são quase tão divertidas quanto as de Pepys, e muito mais verdadeiras. Na Inglaterra elas são quase inteiramente desconhecidas. Mas estou muito contente em descobrir que as Crônicas de Joinville e a Crônica de Villehardouin foram traduzidas em um inglês excelente. Qualquer um que abrir a errante história de Joinville sentirá a Idade Média de Macaulay e Rossetti e Dickens e da srta. Jane Porter cair como uma capa desajeitada. Então se encontrará entre homens tão humanos e sensíveis quanto si próprio, um pouco mais corajosos e muito mais convictos de seus primeiros princípios. Joinville revela-se tão inocentemente quanto Pepys, e revela-se um camarada muito melhor. O leitor achará impossível não respeitar o sujeito; sua opressiva meticulosidade acerca da verdade, quando explica qual parte de uma cena ele viu com os próprios olhos e de qual ele ouviu dizer; sua diligente e instintiva veracidade, como quando São Luís lhe pergunta, “é melhor ser um leproso ou cometer um pecado mortal?”, e ele responde, “preferiria cometer cinquenta pecados mortais”; seu perpétuo e generoso louvor dos outros em batalha; sua afeições arraigadas e seu orgulho simples na afeição dos outros por ele; sua leve irritabilidade com respeito à sua dignidade enquanto cavalheiro, que São Luís repreendeu nele, mas que é, por pouco que seja, a exata irritabilidade de Coronel Newcome. Acima de tudo, devemos agradecê-lo por seu retrato do Grande Rei no qual o leão deita-se com o cordeiro. As flechas do julgamento de São Luís voam através das épocas e acertam as articulações em qualquer armadura. Eu pretendia contar algumas fábulas desses livros, mas devo no mínimo adiá-las. Todas elas estariam ao som da mesma melodia, a melodia sob a qual caminhavam os peregrinos de Chaucer quando o Moleiro com sua gaita de fole os conduziu para fora da cidade. Se o século XVIII foi a Idade da Razão, o século XIII foi a Idade do Senso Comum. Quando São Luís disse que vestidos extravagantes eram mesmo pecaminosos, mas que os homens deveriam se vestir bem “para que suas esposas os amassem mais facilmente”, podemos sentir a época que fala sobre fatos, e não sobre modas. Havia muito romance, de fato; não apenas vemos São Luís emitindo julgamentos engraçados sob uma árvore do jardim, também vemos São Luís pulando de seu navio ao mar com o escudo ao pescoço e a lança na mão. Mas não é um romance de trevas, nem um romance ao luar, e sim um romance do sol ao meio-dia. [Tradução de Luiz Fernando Alves do capítulo “History versus the Historians”, incluído na obra póstuma Lunacy and Letters , de 1958. A tradução foi publicada na revista digital Terminal , que já não existe mais].

  • NÓS E A VIDEIRA – Scott Hahn medita sobre o 5º Domingo da Páscoa

    No Evangelho de hoje, Jesus nos diz que Ele é a videira verdadeira que Deus gostaria que Israel fosse: fonte da vida divina e sabedoria para todas as nações (ver Eclesiástico 24: 17-24). No Batismo, cada um de nós foi unido a Ele pelo Espírito Santo. Como um ramo cresce de uma árvore, é do Cristo que nossas almas devem extrair vida, nutrida por Sua palavra e pela Eucaristia. Paulo, na primeira leitura de hoje, procura ser enxertado na videira verdadeira, que é a Igreja (expressão visível de Cristo neste mundo). Como antes era o principal perseguidor da Igreja, Paulo encontra resistência e suspeita no início. Mas logo é reconhecido por seus frutos, pelo poderoso testemunho do Senhor operando em sua vida (ver Mateus 7: 16-20). Nós também somos convocados, hoje, a dar bons frutos como Seus discípulos, para que nossas vidas glorifiquem a Deus. Como Paulo, nossas vidas também devem ser testemunhas de Sua bondade. Contudo, Jesus avisa-nos que, se dermos frutos, podemos esperar pela “poda” de Deus, assim como um jardineiro apara e corta uma planta para que ela cresça mais forte e dê ainda mais frutos. Ele está nos ensinando, hoje, como olhar nossos sofrimentos e provações com os olhos da fé. Precisamos ver nossos combates como uma poda, pela qual somos disciplinados e treinados para crescer em santidade e dar frutos de justiça (ver Hebreus 12: 4-11). Temos de permanecer sempre enraizados Nele, como nos diz a Epístola de hoje. Permanecemos Nele quando guardamos o Seu mandamento de amor; quando observamos Suas palavras, deixando-as perseverar frutuosamente em nós (ver Colossenses 3:16); e quando procuramos fazer o que Lhe agrada. Em tudo, devemos ser guiados pela humildade, lembrando que, longe Dele, nada podemos fazer. Como cantamos o Salmo de hoje, devemos cumprir nossos votos, voltando-nos para o Senhor em adoração, proclamando seus louvores, até que todas as famílias conheçam a Sua justiça em suas vidas. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/on-the-vine-scott-hahn-reflects-on-the-fifth-sunday-of-easter/

  • ORAÇÃO DO PAPA JOÃO PAULO II DE ENTREGA, DE CONFIANÇA E DE CONSAGRAÇÃO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

    “À vossa proteção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus”! Ao pronunciar estas palavras da antífona com que a Igreja de Cristo reza há séculos, encontro-me hoje neste lugar escolhido por Vós, ó Mãe, e por Vós especialmente amado. Estou aqui, unido com todos os Pastores da Igreja por aquele vínculo particular, pelo qual constituímos um corpo e um colégio, assim como Cristo quis os Apóstolos em unidade com Pedro. No vínculo desta unidade, pronuncio as palavras deste Ato, no qual desejo incluir, uma vez mais, as esperanças e as angústias da Igreja no mundo contemporâneo. Há quarenta anos atrás, e depois ainda passados dez anos, o Vosso servo o Papa Pio XII, tendo diante dos olhos as dolorosas experiências da família humana, confiou e consagrou ao Vosso Coração Imaculado todo o mundo e especialmente os Povos que eram objeto particular do vosso amor e da vossa solicitude. Este mundo dos homens e das nações também eu o tenho diante dos olhos, hoje, no momento em que desejo renovar a entrega e a consagração feita pelo meu Predecessor na Sé de Pedro: o mundo do Segundo Milénio que está prestes a terminar, o mundo contemporâneo, o nosso mundo de hoje! A Igreja, lembrada das palavras do Senhor: “Ide… e ensinai todas as nações… Eis que eu estou convosco todos os dias, até ao fim do mundo” (Mt 28, 19-20), no Concílio Vaticano II, renovou a consciência da sua missão neste mundo. Por isso, ó Mãe dos homens e dos povos, Vós que “conheceis todos os seus sofrimentos e as suas esperanças”, Vós que sentis maternamente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas, que abalam o mundo contemporâneo, acolhei o nosso clamor que movidos pelo Espírito Santo, elevamos diretamente ao Vosso Coração, e abraçai com o amor da Mãe e da Serva este nosso mundo humano, que Vos confiamos e consagramos, cheios de inquietação pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos. De modo especial Vos entregamos e consagramos aqueles homens e aquelas nações, que desta entrega e desta consagração particularmente têm necessidade. “À Vossa proteção nos acolhemos Santa Mãe de Deus”! Não desprezeis as nossas súplicas, pois nos encontramos na provação! Não desprezeis! Acolhei a nossa humilde confiança e a nossa entrega! 2. “Porque Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que n’Ele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo. 3, 16). Precisamente este amor fez com que o Filho de Deus se tenha consagrado a si mesmo: “Eu consagro-me por eles, para eles serem também consagrados na verdade” (Ibid. 17, 19). Em virtude desta consagração, os discípulos de todos os tempos são chamados a empenhar-se pela salvação do mundo, a ajuntar alguma coisa aos sofrimentos de Cristo em benefício do Seu Corpo, que é a Igreja (Cfr. 2Cor. 12, 15; Col 1, 24). Diante de Vós, Mãe de Cristo, diante de Vosso Coração Imaculado, desejo eu, hoje, juntamente com toda a Igreja, unir-me com o nosso Redentor nesta sua consagração pelo mundo e pelos homens, a qual só no seu Coração divino tem o poder de alcançar o perdão e de conseguir a reparação. A força desta consagração permanece por todos os tempos e abarca todos os homens, os povos e as nações, e supera todo o mal, que o espírito das trevas é capaz de despertar no coração do homem e na sua história, e que, de facto, despertou nos nossos tempos. A esta consagração do nosso Redentor, mediante o serviço do sucessor de Pedro, une-se a Igreja, Corpo místico de Cristo. Oh! quão profundamente sentimos a necessidade de consagração, pela humanidade e pelo mundo: para nosso mundo contemporâneo, na unidade com o próprio Cristo! Na realidade, a obra redentora de Cristo deve ser participada pelo mundo pela mediação da Igreja. Oh! quanto nos penaliza, portanto, tudo aquilo que na Igreja e em cada um de nós se opõe à santidade e à consagração! Quanto nos penaliza que o convite à penitência, à conversão, à oração, não tenha encontrado aquele acolhimento que devia! Quanto nos penaliza que muitos participem tão friamente na obra da Redenção de Cristo! Que tão insuficientemente se complete na nossa carne “aquilo que falta aos sofrimentos de Cristo!” (Col 1, 24). Sejam benditas portanto, todas as almas que obedecem à chamada do Amor eterno! Sejam benditos aqueles que, dia após dia, com generosidade inexaurível acolhem o Vosso convite, ó Mãe, para fazer aquilo que diz o Vosso Jesus (Cfr. Io 2, 5) e dão à Igreja e ao mundo um testemunho sereno de vida inspirada no Evangelho. Sede bendita, acima de todas as criaturas, Vós, Serva do Senhor, que mais plenamente obedeceis a este Divino apelo! Sede louvada, Vós que estais inteiramente unida à consagração redentora do Vosso Filho! Mãe da Igreja! Iluminai o Povo de Deus nos caminhos da fé, da esperança e da caridade! Ajudai-nos a viver com toda a verdade da consagração de Cristo pela inteira família humana, no mundo contemporâneo. 3. Confiando-Vos, ó Mãe, o mundo, todos os homens e todos os povos, nós Vos confiamos também a própria consagração em favor do mundo, depositando-a no Vosso Coração materno. Oh, Coração Imaculado! Ajudai-nos a vencer a ameaça do mal que tão facilmente se enraíza nos corações dos homens de hoje e que, nos seus efeitos incomensuráveis, pesa já sobre a nossa época e parece fechar os caminhos do futuro! Da fome e da guerra, livrai-nos! Da guerra nuclear, de uma autodestruição incalculável e de toda espécie de guerra, livrai-nos! Dos pecados contra a vida do homem desde os seus primeiros instantes, livrai-nos! Do ódio e do aviltamento da dignidade dos filhos de Deus, livrai-nos! De todo o género de injustiça na vida social, nacional e internacional, livrai-nos! Da facilidade em calcar aos pés os mandamentos de Deus, livrai-nos! Dos pecados contra o Espírito Santo, livrai-nos, livrai-nos! Acolhei, ó Mãe de Cristo, este clamor carregado do sofrimento de todos os homens! Carregado do sofrimento de sociedades inteiras! Que se revele, uma vez mais, na história do mundo, a força infinita do Amor misericordioso! Que ele detenha o mal! Que ele transforme as consciências! Que se manifeste para todos, no Vosso Coração Imaculado, a luz da Esperança! Quero dirigir-vos ainda uma oração especial, ó Mãe que conheceis as ansiedades e as preocupações dos vossos filhos. Suplico-vos, em imploração ardente e dorida que interponhais a vossa intercessão pela paz no mundo, pela paz entre os povos que, em diversas partes, contrastes de interesses nacionais e actos de prepotência injusta opõem sangrentamente entre si. Suplico-vos, em particular, que cessem as hostilidades que dividem já, há muitos dias, dois grandes Países nas águas do Atlântico meridional, causando dolorosas perdas de vidas humanas. Fazei com que se encontre finalmente uma solução justa e honrosa entre as duas Partes, não apenas pela controvérsia que as divide e ameaça com consequências imprevisíveis, mas também, e sobretudo para o restabelecimento entre elas da mais digna e mais profunda harmonia, como convém à sua História, à sua civilização e às suas tradições cristãs. Que em breve a grave e preocupante controvérsia seja superada e concluída, de tal maneira que também se possa realizar felizmente a minha projetada viagem pastoral à Grã-Bretanha, para ser satisfeito não só o meu desejo pessoal, mas também o de todos aqueles que esperam ardentemente esta visita e que com tanto empenho e com todo o coração a têm vindo a preparar. Fátima, 13 de Maio de 1982 #ORAÇÃODOPAPAJOÃOPAULOIIDEENTREGA #ORAÇÃODOPAPAJOÃOPAULOII #PAPAJOÃOPAULOII #DECONFIANÇAEDECONSAGRAÇÃOAOIMACULADOCORAÇÃODEMARIA #IMACULADOCORAÇÃODEMARIA

  • Conheça a origem da devoção ao Imaculado Coração de Maria

    Em Fátima, a Virgem Maria ensinou aos três pastorinhos a devoção ao seu Imaculado Coração A revelação da devoção reparadora ao Imaculado Coração começou na segunda aparição da Santíssima Virgem Maria, em 13 de junho de 1917, em Fátima, Portugal, aos pastorinhos: Lúcia, Francisco e Jacinta. A Virgem Maria disse à pequena Lúcia, a mais velha dos três pastorinhos: “Ele [Jesus] quer estabelecer no mundo a devoção do meu Imaculado Coração”1. Logo após ouvir essas palavras, os pastorinhos viram Nossa Senhora com um coração na mão, cercado de espinhos. As três crianças compreenderam que aquele era o Coração Imaculado da Santíssima Virgem, ofendido pelos pecados da humanidade, que necessitavam de reparação. Na aparição seguinte, no dia 13 de julho, Nossa Senhora concedeu às três crianças uma experiência extraordinária! Elas viram, no inferno, os demônios e as almas dos condenados, que gritavam e gemiam de dor e desespero. Depois de dar-lhes essa visão assustadora, disse aos pastorinhos: “Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração”2. No entanto, a Virgem não revelou como deveríamos fazer essa reparação, mas disse que voltaria para pedir essa devoção reparadora. Sete anos depois, no dia 10 de dezembro de 1925, em Pontevedra, na Espanha, a Santíssima Virgem revelou à então postulante Lúcia a devoção reparadora dos cinco primeiros sábados. Entretanto, somente dois anos mais tarde, em dezembro de 1927, por ordem de seu confessor, Lúcia deu a conhecer as palavras de Nossa Senhora: “Olha, minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos, que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar, e dize que todos aqueles que, durante cinco meses, no primeiro sábado, confessarem-se, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço, e Me fizerem quinze minutos de companhia, meditando nos quinze mistérios do Rosário, com o fim de me desagravar, Eu prometo assistir-lhes, na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas”3. Origem da devoção ao Imaculado Coração de Maria A memória litúrgica do Imaculado Coração de Maria é comemorada no sábado seguinte à solenidade do Sagrado Coração de Jesus, celebrada na segunda sexta-feira depois da solenidade de Corpus Christi. No entanto, a devoção ao Imaculado Coração de Maria remonta aos inícios da Igreja, pois tem suas raízes mais profundas nas Sagradas Escrituras. Nelas, encontramos referências ao Imaculado Coração no Evangelho segundo São Lucas, o “pintor” da Santíssima Virgem: “Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração” (Lc 2,19). “Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração” (Lc 2,51). A semente do Evangelho, plantada pelos apóstolos e discípulos de Jesus Cristo, germinou na doutrina dos Santos Padres e desenvolveu-se com os teólogos e místicos da Idade Média. Nos séculos seguintes, surgiram outros grandes devotos do Imaculado Coração de Maria, bem como do Coração de Jesus, como São Bernardo, Santa Gertrudes, Santa Brígida, São Bernardino de Sena e São João Eudes. Este último foi o maior apóstolo da devoção ao Coração de Maria. Em 1648, o Padre João Eudes obteve do Bispo de Autun, na França, a aprovação da celebração da festa. A Santa Sé mostrou-se favorável ao culto ao Imaculado Coração no início do século XIX. Em 1805, o Papa Pio VII concedeu a autorização para a celebração da festa às dioceses e às congregações religiosas que lhe pediam. No ano de 1855, o Papa Pio IX aprovou a Missa e o Ofício próprios do Imaculado Coração de Maria. Durante a Segunda Guerra Mundial, em 8 de dezembro de 1942, na Solenidade da Imaculada Conceição, o Papa Pio XII consagrou a Igreja e todo o gênero humano ao Coração Imaculado de Maria e, três anos depois, estendeu a festa do Imaculado Coração de Maria para toda a Igreja Católica. A partir das aparições de Nossa Senhora, em Fátima, a devoção ao Imaculado Coração de Maria ganha ainda mais força, especialmente na devoção particular dos fiéis, como aconteceu com a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. A esse respeito, escreveu o Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom Manuel Gonçalves Cerejeira: “A missão especial de Fátima é a difusão no mundo do culto ao Imaculado Coração de Maria. À medida que a perspectiva do tempo nos permitir julgar melhor os acontecimentos de que fomos testemunhas, estou certo que melhor se verá que Fátima será, para o culto do Coração de Maria, o que Paray-le-Monial foi para o Coração o de Jesus4″. A consagração dos sábados e a devoção ao Imaculado Coração de Maria A consagração dos sábados a Virgem Maria não é nenhuma novidade na Igreja. Todavia, o pedido dessa devoção por Nossa Senhora foi uma magnífica confirmação dos Céus de uma antiga piedade mariana. O sábado, como dia especialmente consagrado a Virgem Maria, é uma tradição que tem sua origem muito provavelmente nos primeiros séculos da Igreja. “A presença da Missa de Nossa Senhora nos Sábados, no missal romano de São Pio V, de 1570, mostra a antiguidade dessa prática, que consiste em honrar especialmente a Santa Mãe de Deus nesse dia da semana”5. Apoiados nesta bela e piedosa tradição da Igreja, os membros das confrarias do Rosário consagravam especialmente a Santíssima Virgem quinze sábados consecutivos de cada ano litúrgico. Durante esses sábados, “eles se aproximavam dos sacramentos e cumpriam exercícios de piedade particulares em honra dos quinze mistérios do santo rosário. Em 1889, o Papa Leão XIII concedeu a todos os fiéis uma indulgência plenária a ser ganha durante um desses quinze sábados”6. Entretanto, foi com o grande Papa São Pio X que a devoção dos primeiros sábados foi aprovada e encorajada pela Santa Sé que, em 10 de julho de 1905, indulgenciou, pela primeira vez, essa devoção mariana. Em 13 de junho de 1912, São Pio X concedeu “indulgência plenária, aplicável às almas dos defuntos, no primeiro sábado de cada mês, por todos aqueles que, nesse dia, se confessarem, comungarem, cumprirem exercícios particulares de devoção em honra da bem-aventurada Virgem Maria, em espírito de reparação”7. Por desígnio da Divina Providência, cinco anos depois, na mesma data, aconteceu a “segunda aparição de Nossa Senhora em Fátima, durante a qual os três pastorinhos testemunharam a primeira grande manifestação do Imaculado Coração da Virgem Maria, vendo-o ‘cercado de espinhos que pareciam enterrados nele. Compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria ultrajado pelos pecados da humanidade que queria reparação’”8. Os termos usados pelo Papa São Pio X são quase exatamente os mesmos do pedido de Nossa Senhora a Irmã Lúcia, principalmente no que diz respeito “à extrema importância da intenção reparadora, única capaz de afastar e apaziguar a cólera de Deus”9. Depois de conhecer um pouco mais a história da Igreja, percebemos que, em Fátima e em Pontevedra, a Virgem Maria não é inovadora, mas nos deu uma confirmação do Céu e um novo impulso à devoção dos primeiros sábados, unindo-a com a devoção ao seu Imaculado Coração. Por que cinco sábados em reparação ao Imaculado Coração? Em 1930, padre José Bernardo Gonçalves, então confessor da Irmã Lúcia, intrigado com a devoção dos cinco primeiros sábados em reparação ao Imaculado Coração de Maria, perguntou à Irmã: “Por que hão de ser ‘cinco sábados’ e não nove ou sete em honra das dores de Nossa Senhora?”10 Mas Lúcia não soube responder a pergunta do confessor. Irmã Lúcia não sabia o que fazer ou dizer, até que, durante uma de suas orações, na noite do dia 29 para 30 de maio de 1930, nosso Senhor Jesus Cristo revelou a ela a razão da devoção dos cinco primeiros sábados: “Minha filha, o motivo é simples: são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias contra o Imaculado Coração de Maria: 1 – As blasfêmias contra a Imaculada Conceição; 2 – Contra a Sua virgindade; 3 – Contra a Maternidade Divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens; 4 – Os que procuram publicamente infundir, nos corações das crianças, a indiferença, o desprezo e até o ódio para com esta Imaculada Mãe; 5 – Os que a ultrajam diretamente nas suas sagradas imagens. Eis, minha filha, o motivo pelo qual o Imaculado Coração de Maria Me levou a pedir essa pequena reparação; e, em atenção a ela, mover a minha misericórdia ao perdão para com essas almas que tiveram a desgraça de a ofender”11. A primeira ofensa é a negação do dogma da Imaculada Conceição, promulgado pelo Papa Pio IX em 8 de dezembro de 1854. A segunda, a negação da Doutrina Católica a respeito da virgindade perpétua de Nossa Senhora. São opositores dessa verdade as pessoas que negam que a concepção e o parto de Jesus não foram virginais, e que a Mãe de Deus não conservou a virgindade depois do parto, bem como aquelas que dizem que a Santíssima Virgem teve mais filhos além de Jesus. A terceira, a negação da maternidade divina e espiritual da Virgem Maria, declarada no III Concílio de Constantinopla, no ano de 680. Nossa Senhora é Mãe de Deus e, ao mesmo tempo, Mãe espiritual dos homens, pela sua participação no mistério da Redenção de toda a humanidade. A quarta, é o ódio para com a Santíssima Virgem Maria colocado, à força de falsas doutrinas, injúrias e blasfêmias, no coração das crianças. Desde o século passado, “a ideologia marxista-comunista procurou eliminar todos os vestígios de religião, a começar pelas crianças. […] Ensinava-se às crianças o racionalismo puro e, além disso, em certa nação, os pequeninos aprendiam ‘ladainhas’ de injúrias contra a Mãe de Deus”12. A quinta, é o desrespeito para com as sagradas imagens de Nossa Senhora. Como outrora, não é raro, em nossos dias, o ultraje, o sacrilégio, o vandalismo, a destruição das imagens da Virgem Maria, principalmente quando estão expostas em locais públicos. Além disso, as pessoas que tiram as suas imagens das igrejas e capelas, ou as reduzem ao mínimo, ofendem também o Coração Imaculado da Santíssima Virgem e contrariam o que foi dito no Concílio Vaticano II a respeito das imagens sacras: “Observem religiosamente aquelas coisas que nos tempos passados foram decretadas acerca do culto das imagens de Cristo, da Bem-aventura Virgem e dos Santos”13, ou seja, devemos zelar pela tradicional e salutar devoção às sagradas imagens. Como praticar a devoção dos cinco primeiros sábados? A própria Virgem Maria nos ensinou a praticar a devoção reparadora das ofensas ao seu Imaculado Coração. Para praticar perfeitamente essa devoção, devemos – durante cinco primeiros sábados de cinco meses seguidos, na intenção geral de reparar nossos próprios pecados e os de toda a humanidade contra o Coração Imaculado de Maria – realizar quatro atos de piedade: 1 – A Confissão: devemos confessar preferencialmente no primeiro sábado. Caso seja impossível, ou muito difícil, podemos confessar com até oito dias ou mais de antecedência. Todavia, recordamos que é necessário estar em estado de graça no primeiro sábado do mês, a fim de fazer comunhão reparadora. Na confissão, é indispensável a intenção de reparar as ofensas contra o Imaculado Coração de Maria. Essa intenção reparadora não precisa ser dita ao confessor, mas apenas colocada mentalmente diante de Deus antes da confissão. Jesus Cristo disse à Irmã Lúcia que, se esquecermos da intenção reparadora, podemos colocar essa intenção na confissão seguinte, aproveitando a primeira ocasião que tivermos para nos confessar; 2 – O Terço: a tradicional oração do Terço mariano também faz parte da devoção dos cinco primeiros sábados, que deve ser rezado na intenção da reparação do Imaculado Coração da Santíssima Virgem; 3 – Os 15 minutos de meditação dos mistérios do Rosário: Nossa Senhora pediu que fizéssemos companhia a ela durante pelo menos 15 minutos, meditando sobre os 15 mistérios do Rosário14, na intenção da reparação ao seu Imaculado Coração. Essa meditação não precisa ser de todos os 15 ou 20 mistérios do Rosário. Podemos meditar apenas um, dois, três ou mais mistérios, conforme a nossa escolha. Outra opção é a meditação dos mistérios do Rosário conforme o tempo litúrgico. Por exemplo: no tempo do Advento, podemos meditar os mistérios Gozosos; no tempo da Quaresma, os Mistérios Dolorosos; no Tempo Pascal, os Mistérios Gloriosos; no Tempo Comum, podemos meditar aqueles mistérios que mais dizem respeito à Liturgia do dia ou do domingo; 4 – A comunhão: é um ato essencial da devoção reparadora ao Imaculado Coração de Maria. Para compreender bem a sua importância, lembremos que a devoção da comunhão das nove primeiras sextas-feiras tem como intenção a reparação das ofensas contra o Sagrado Coração de Jesus. Recordemos também que a comunhão milagrosa, dada aos três pastorinhos de Fátima pelo Anjo da Guarda de Portugal, no outono de 1916, teve um caráter eminentemente reparador. Essa intenção evidencia-se na oração ensinada pelo Anjo da Paz, repetida seis vezes, três vezes antes e três vezes depois da comunhão: Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos adoro profundamente e vos ofereço o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido; e pelos méritos infinitos de seu Sacratíssimo Coração e do Imaculado Coração de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores15. Como nos casos acima, a intenção reparadora na devoção dos cinco primeiros sábados é muito importante, porque as ofensas contra o Imaculado Coração de Maria também ofendem gravemente o Sacratíssimo Coração de Jesus. Essa devoção reparadora, como um todo, pode ser também feita no domingo seguinte ao primeiro sábado, desde que seja por motivos justos e autorizado por um padre. O poder e a eficácia sobrenaturais da devoção ao Imaculado Coração de Maria Assim, a devoção ao Imaculado Coração, praticada nos primeiros sábados em reparação das ofensas cometidas contra a Virgem Maria, foi-nos revelada para salvação de muitas almas do inferno. Pois, cada vez mais, em nosso tempo, multiplicam-se os ataques contra a dignidade, os privilégios, as honras devidas a Nossa Senhora. Além disso, há uma diminuição considerável do culto mariano em quase toda a Igreja, em consequência principalmente dos erros espalhados pelo comunismo no mundo todo. Sendo este o estado das coisas em nossos dias, a impiedade de muitos para com a Santíssima Virgem é ainda pior do que outrora. Por isso, certamente é mais do que essencial a intenção reparadora de nossa prática da devoção dos cinco primeiros sábados. Reparemos as ofensas cometidas contra o Imaculado Coração de Maria, tão ultrajado pela ingratidão dos homens, através da devoção que ela mesma nos indicou. Na carta a Dom Manuel Maria Ferreira da Silva, Arcebispo titular de Gurza, escrita em 27 de maio de 1943, Irmã Lúcia nos ajuda a compreender o poder e a eficácia sobrenaturais da devoção ao Imaculado Coração de Maria: “’Os Santíssimos corações de Jesus e Maria amam e desejam este culto [para com o Coração de Maria], porque dele se servem para atrair todas as almas a eles, e isso é tudo o que desejam: salvar as almas, muitas almas, todas as almas’. Nosso Senhor me dizia há alguns dias: ‘Desejo ardentemente a propagação do culto e da devoção ao Coração de Maria, porque este Coração é o ímã que atrai as almas para mim, a fornalha que irradia na terra os raios de minha luz e de meu amor, fonte inesgotável de onde brota na terra a água viva de minha misericórdia‘”16. Com a certeza desta eficácia sobrenatural, peçamos a Mãe de Deus, com insistência e perseverança, as boas disposições de nossa alma para bem praticar a devoção dos cinco primeiros sábados. Imaculado Coração de Maria, rogai por nós! Referências: 1 SANTUÁRIO DE FÁTIMA. A segunda aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria (13.06.1917), p.4. http://www.fatima.pt/files/upload/estudos/E008_A%20segunda%20aparicao%20de%20Nossa%20Senhora.pdf 2 Idem. A terceira Aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria em 13 de julho de 1917, p. 6. http://www.fatima.pt/files/upload/estudos/E006_A%20terceira%20aparicao%20de%20Nossa%20Senhora.pdf 3 CAPELA. A devoção reparadora dos cinco primeiros sábados do mês. http://www.capela.org.br/Artigos/convidados/delestre1.htm#_ftnref11 4 UNIVERSO CATÓLICO. Imaculado Coração de Maria. http://www.universocatolico.com.br/index.php?/imaculado-coracao- de-maria.html 5 CAPELA. Op. cit. 6 Idem, ibidem. 7 Idem, ibidem. 8 Idem, ibidem. 9 Idem, ibidem. 10 SANTUÁRIO DE FÁTIMA. Comunhão Reparadora nos Primeiros Sábados. http://www.santuario-fatima.pt/pt/news/devocao-cinco- primeiros-sabados 11 Idem, ibidem. 12 Idem, ibidem. 13 CONCÍLIO VATICANO II. Constituição Dogmática Lumen Gentium, 67. 14 Na época, o Rosário tinha apenas quinze mistérios. Hoje, podemos acrescentar também os cinco Mistérios Luminosos. No entanto, meditar estes não é obrigatório. 15 CAPELA. Op. cit. 16 Idem, ibidem. Padre Natalino Ueda Natalino Ueda é brasileiro, católico, formado em Filosofia e Teologia. É o autor do blog Todo de Maria, que tem como temas principais a devoção mariana e a consagração a Nossa Senhora segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort FONTE: https://formacao.cancaonova.com/nossa-senhora/devocao-nossa-senhora/conheca-origem-da-devocao-ao-imaculado-coracao-de-maria/ #devoçãoaoseuImaculadoCoração #AconsagraçãodossábadoseadevoçãoaoImaculadoCoraçãodeMaria #origemdadevoçãoaoImaculadoCoraçãodeMaria #Comopraticaradevoçãodoscincoprimeirossábados #AsblasfêmiascontraaImaculadaConceição #IMACULADOCORAÇÃODEMARIA #PorquecincosábadosemreparaçãoaoImaculadoCoração

  • O CATÓLICO VISCONDE DE CAIRU NA FORMAÇÃO DA CULTURA POLÍTICA BRASILEIRA

    Nascido em Salvador, Bahia, em 1756, e falecido no Rio, em 1836, José da Silva Lisboa, o Visconde de Cairu, foi um dos intelectuais brasileiros mais representativos no período joanino e no Primeiro Império, ocupando vários cargos públicos: ensinou hebraico e grego no Real Colégio das Artes, em Coimbra; de volta ao Brasil, enquanto advogava na Bahia, continuou professor (de filosofia e de grego); chamado ao Rio em 1808 por Dom João VI, foi nomeado desembargador e mais tarde censor encarregado do exame das obras destinadas à publicação na tipografia real; foi deputado antes da independência e senador no período pós-independência. Homem de vasta e sólida cultura — estudou filosofia e teologia, direito e economia —, lia o hebraico, o grego e o latim, além das principais línguas europeias de sua época (francesa. Inglesa, italiana e espanhola). Sua formação intelectual se deu na Universidade de Coimbra, que naquela virada do século XVIII para o XIX ainda era uma trincheira conservadora na Europa marcada pelos avanços revolucionários. Cairu não era um católico jansenista, que visse o ser humano como presa irremediável da corrupção moral, concepção que, pelas vias do calvinismo, fundamentava o liberalismo de origem inglesa que ele, logo no primeiro Império, desejava transplantar para o Brasil. Acreditava que a moral cristã pudesse enfrentar, e com dificuldade dominar, as paixões que moveriam o ser humano na produção de riquezas. Quis conciliar os princípios da economia liberal com a fé cristã. Escreveu uma obra numerosa, que ia de trabalhos na área da economia política até manuais de formação moral. Influenciado pelas ideias de Adam Smith e Edmund Burke, o visconde estava convicto de que o único caminho econômico para o desenvolvimento do Brasil era o do livre-comércio e o fim do escravagismo, mas para atingir essa meta necessitava de cidadãos livres. E a única maneira de preparar os cidadãos para a liberdade (a liberdade que seria possível neste mundo marcado pelo pecado original) era educando-os na moral católica. Por isso, ao lado dos livros de economia, o visconde conservador — inimigo da Revolução Francesa, mas aberto às reformas necessárias — escreveu várias obras destinadas à formação do caráter, o combate dos vícios, o aprendizado das virtudes. De pouco valia abrir todos os portos do país ao mercado das nações, se as almas continuavam fechadas às virtudes mais elementares da vida cívica. É uma lição que continua válida até hoje, principalmente agora, em que o país faz uma inesperada experiência conservadora no poder executivo federal e começa a ter uma pequena militância à direita nas redes sociais. Para Tristão de Athayde, se José Bonifácio foi o patriarca da nossa independência política, Cairu terá sido o patriarca da nossa independência moral e intelectual. Escreve Tristão sobre o intelectual Cairu: Pressentindo de longe, a aproximação do tropel revolucionário e a agitação do espirito de “anarquismo” ou “jacobinismo”, como então se dizia, jogou-se desde logo, com desassombro e sem temor, contra a corrente demagógica, traduzindo Burke; escrevendo biografias; mostrando os benefícios do Governo de D. João VI, e defendendo o espírito de conciliação, pelo Reino Unido, com a capital no Rio de Janeiro, contra o de imediata separação; apregoando os benefícios da ordem, e acompanhando em pequenas gazetas por ele mesmo redigidas o movimento de independência, num diapasão cada vez mais inflamado em favor do rompimento definitivo entre Portugal e Brasil. Inspirado sempre no espírito britânico, que seus adversários chamavam de anglomania, foi talvez o maior esteio da grande influência intelectual e política que teve a Inglaterra sobre o Brasil na primeira metade do século passado. E graças a essa influência e à ação de homens como ele, que para aqui canalizaram o equilíbrio britânico contra o jacobinismo francês daquela época — é que o Brasil pôde em grande parte livrar-se da contaminação revolucionária, que certamente o levaria ao desmembramento, como levou a América Latina. Podemos dizer que o Brasil não deve a Cairu apenas a influência decisiva para a sua independência económica, de 1808, que precede de catorze anos a sua independência política. Deve-lhe também em grande parte a sua unidade cultural e política, apesar de nunca ter ele participado do poder público, talvez pelo gênio agreste e independente e pela sua predileção pela vida de gabinete. Como homem de estudo, aliás, é que a sua figura avulta no mesmo plano de um José Bonifácio.

  • PADRE NICHOLAS GRUNER: a conscientização e obediência à Mensagem de Nossa Senhora de Fátima

    Padre Nicholas Gruner (1942-2015) Padre Nicholas Gruner, STL, STD (Can.), Foi o diretor fundador da Cruzada Internacional do Rosário de Fátima (mais conhecida como The Fatima Center), o maior apostolado do mundo dedicado a promover a conscientização e obediência à Mensagem de Nossa Senhora de Fátima . O Padre Gruner nasceu em Montreal, Canadá, onde também iniciou seus estudos superiores, obtendo o diploma de Bacharel em Comércio pela Universidade McGill. Seguindo para a Pontifícia Universidade Santo Tomás de Aquino de Roma (o “Angelicum”), obteve a pós-graduação e a licenciatura em Teologia Sagrada, concluindo também com as mais altas honras todos os cursos do Doutorado em Teologia Sagrada. O Padre Gruner foi ordenado sacerdócio em 22 de agosto de 1976. Em 1978, com a permissão de seu bispo, ele começou seu compromisso de tempo integral com o Apostolado de Nossa Senhora, no qual trabalhou – incansavelmente, sem medo e abnegadamente, por amor de Jesus Cristo, para honra do Imaculado Coração de Maria e para o bem das almas – até à sua inesperada morte a 29 de abril de 2015, aos 39 anos como sacerdote, e poucos dias antes de completar 73 anos. No decurso dos seus 37 anos à frente do Apostolado e como guardião oficial da Estátua da Virgem Peregrina do Canadá, abençoada pelo Papa Paulo VI em 1967, o Padre Gruner tornou-se uma figura internacionalmente conhecida – o “Padre de Fátima”. Pregando e conduzindo conferências sobre a Mensagem de Nossa Senhora em mais de 500 cidades e 30 países ao redor do mundo, o Padre foi amplamente reconhecido como uma das maiores autoridades mundiais em Fátima. O Padre Gruner usou todos os meios disponíveis para levar a Mensagem de Fátima ao maior número de almas possível. O seu jornal principal, uma revista trimestral chamada The Fatima Crusader , está a ser publicado desde o início do Apostolado em 1978, com uma tiragem que acabou por chegar a 500.000, tornando-se o maior jornal do mundo dedicado à Mensagem de Nossa Senhora de Fátima. Em 1987, o Padre Gruner começou a apresentar o seu próprio programa de rádio diário intitulado Heaven’s Peace Plan , e em 1989 trouxe a Mensagem de Fátima para a televisão pela primeira vez com a sua série semanal de documentários Fatima: The Moment has Come , transmitida em mais de 200 cidades. Estados Unidos e Canadá. Documentários produzidos pelo Padre Gruner incluem Heaven’s Key to Peace e The Secret Still Silenced . Foi também em 1989 que o braço editorial do Fatima Center, Immaculate Heart Publications, começou a levar a Mensagem de Fátima à consciência pública, em detalhes poderosos e exaustivos, através de livros completos de uma variedade de estudiosos de Fátima, começando com o do próprio Padre Gruner. primeiro livro, Escravização Mundial ou Paz … Depende do Papa . Outros títulos muito importantes e influentes que o Pai publicou incluem as edições em inglês do estudo fundamental de Frère Michel em três volumes, The Whole Truth about Fatima , e seu resumo complementar em quatro volumes de Frère François, Fatima: Intimate Joy, World Event , bem como Fr. O clássico e comovente relato de João de Marchi sobre as aparições, A verdadeira história de Fátima . Outros estudiosos cujas obras importantes foram publicadas pelo Padre Gruner incluem o Padre Paul Kramer (editor de The Devil’s Final Battle e autor de O Suicídio da Alteração da Fé na Liturgia e O Mistério da Iniquidade ), Christopher Ferrara ( O Segredo Ainda Escondido , Falso) Amigos de Fátima ) e Mark Fellows ( Fátima no Crepúsculo , Irmã Lúcia: Apóstolo do Imaculado Coração de Maria ). O Fatima Center continua a distribuir estes títulos em todo o mundo a preços extremamente modestos, tornando a maioria deles disponível para leitura online sem custos. Em Outubro de 1992, em Fátima, Portugal, o Padre Gruner conduziu a primeira das suas muitas Conferências Internacionais de Paz em Fátima. As conferências subsequentes foram realizadas na Cidade do México, México (1994); Roma, Itália (1996, 2001, 2010, 2011, 2012); Hamilton, Canadá (1999); Nova York, EUA (2001); Tuy, Espanha (2006); Botucatu, Brasil (2007); Chennai, Índia (2008); Cataratas do Niágara, Canadá (2013); e Washington, DC (2015, realizando postumamente os planos do Pai para este evento). As apresentações dos oradores destes e de muitos outros eventos menores são preservadas no site do Fatima Center em formato de vídeo e transcrição . O trabalho incansável e aparentemente interminável do padre Gruner deu – e continua a dar – frutos notáveis. Não há dúvida de que foi a pressão implacável e informada que o Apostolado de Nossa Senhora gerou e exerceu sobre os funcionários do Vaticano que finalmente os induziu a publicar uma parte do Terceiro Segredo em junho de 2000. Mas o fruto interior produzido nas almas através do Pai A campanha de décadas para “dar a conhecer” a verdadeira e completa Mensagem de Nossa Senhora é, sem dúvida, o seu maior legado. E embora impossível de rastrear ou medir, não foi sem sinais tangíveis. Em 1995, o Padre Gruner devotou mais de dez anos de trabalho aos 25 milhões de católicos que viviam na Índia (utilizando o escritório do Apostolado lá, através do qual literalmente milhões de sacramentais e peças de literatura promovendo a devoção a Nossa Senhora foram distribuídos, e incontáveis ​​procissões , reuniões de oração e vigílias durante toda a noite foram realizadas). O próprio Padre Gruner visitou a Índia em quatro ocasiões distintas para levar a estátua da Virgem Peregrina aos entes queridos de Nossa Senhora naquele país pobre, atraindo centenas de milhares de fiéis. Então, em 1995, o Padre Gruner recebeu uma de suas maiores honras e alegrias – a saber, No seu apelo aos apoiantes do Fatima Center para o capacitarem a empreender esta grande e necessária obra de misericórdia, o Padre Gruner disse aos seus leitores sobre a situação das crianças pobres da Índia: “Quando você vê uma criança morrendo de fome ou de uma doença que podemos prevenir ou curar, é algo que nunca se esquece. Um grande número de bebês indianos morrem antes de seu quarto aniversário. Existem literalmente centenas de milhares de crianças sem-teto e sem pais vivendo nas ruas e becos da Índia. Muitos estão famintos e doentes. Por causa da má nutrição e da falta de água potável, medicamentos e instalações médicas básicas, doenças e feridas que são facilmente curadas na América do Norte ou na Europa costumam ser fatais para o corpo desnutrido dessas crianças. Uma infecção como cólera ou sarampo pode rapidamente se espalhar por uma área, deixando dezenas de milhares de mortos ou enfermos. Muitas crianças sobrevivem à custa de graves problemas de saúde e deficiências, incluindo malformação dos ossos, espinhas torcidas, Sob a direção do padre Gruner, um esforço heróico e contínuo foi feito para resolver essa situação terrível. Uma base de doadores foi estabelecida, um orfanato foi construído (e ainda está em operação hoje) e um poço foi cavado para fornecer água potável – não apenas para os ocupantes do prédio, mas para uso de toda a vila local. Nas últimas duas décadas, e com o apoio do Fatima Center, as heróicas Irmãs do Orfanato do Imaculado Coração trabalharam dia após dia, ano após ano, abrigando, alimentando e instruindo 100 ou mais crianças de uma vez. É impossível calcular quantas vidas e almas foram salvas e melhoradas através dos inúmeros atos de caridade feitos ali em nome de Nossa Senhora. Em 1997, a primeira edição de uma biografia do Padre Gruner foi publicada com o título de Padre de Fátima , para a qual o próprio Padre contribuiu com uma secção substancial intitulada “In Your Own Words”. Em 2014, esta biografia entrou em sua quinta edição. Finalmente, no último ano de sua vida, o pai publicou seu segundo livro, Crucial Truths to Save Your Soul , seu presente de despedida para o mundo, por assim dizer, e uma advertência sincera de que não seremos vítimas da perda contínua e generalizada de fé predita por Nossa Senhora de Fátima, que já se concretizou de forma dramática desde os dias do Concílio Vaticano II. Assim, mesmo até os dias atuais – agora alguns anos após a morte do padre Gruner – seu trabalho crucial continua vivo. O Apostolado de Nossa Senhora continua a ser a voz mais proeminente no mundo anunciando a Mensagem de Fátima na sua plenitude exata e não diluída, apesar da poderosa oposição a essa Mensagem que emana tanto de dentro como de fora da Igreja. Com sede em Fort Erie, Ontário, com escritórios em todo o mundo, o Fatima Center opera mais de 40 sites (incluindo sites em italiano, espanhol, português e francês, todos acessíveis em www.fatima.org ). Utilizando os próprios métodos do Padre Gruner para promover a compreensão e consciência do público sobre os pedidos de Nossa Senhora de Fátima, o Apostolado continua a promover a Mensagem COMPLETA de Fátima e as verdades católicas para que a Mensagem urgente de Fátima seja conhecida, compreendida e obedecida e, assim, concretize o Triunfo do Imaculado Coração de Maria, que promete a paz mundial e a salvação de muitas almas. FONTE: https://fatima.org/father-nicholas-gruner/ #PadreNicholasGruner #CruzadaInternacionaldoRosáriodeFatima  #TheFatimaCenter #MensagemdeNossaSenhoradeFatima #MensagemdeFatima #FatimaeoComunismo #maiorapostoladodomundo #TheFatimaCrusader #PADRENICHOLASGRUNERaconscientizaçãoeobediênciaàMensagemdeNossaSenhoradeFátima #MensagemdeNossaSenhoradeFátima #PadreGruner #PadredeFátima #TheFatimaCenter #nossasenhoradefatima #IMACULADOCORAÇÃODEMARIA #EstátuadaVirgemPeregrinadoCanadá #maiorjornaldomundodedicadoàMensagemdeNossaSenhoradeFátima #CruzadaInternacionaldoRosáriodeFátima #ApostoladodeNossaSenhora #jesuscristo #MensagemdeNossaSenhora

  • A ALEMANHA ESTÁ PIORANDO A CADA DIA – Pe. Santiago Martín

    Alguns alemães estão determinados não só a criar um novo cisma na Igreja, mas também a provar que não é verdadeira a merecida reputação de que os alemães são inteligentes. Refiro-me, hoje, ao reitor da catedral de Münster, que diz que as pessoas estão abandonando a Igreja Católica porque ela não aceita as reformas que ela estão propondo (aceitação da ideologia de género, sacerdócio feminino, intercomunhão com luteranos, entre outras). Se assim fosse, essas pessoas iriam para a Igreja Luterana, que lhes oferece tudo isso e, além disso, os luteranos não estariam perdendo paroquianos; contudo, a realidade é que os luteranos perdem ainda mais fiéis do que os católicos, pelo que é evidente que a causa da saída de pessoas da Igreja nada tem a ver com a reforma promovida pelos “católicos protestantes”. Para culminar o disparate antirracional, esta semana um conhecido teólogo alemão disse que quem se opõe ao sacerdócio feminino é racista; esse “brilhante” intelectual acaba de criar uma nova raça, que não é branca, nem negra, nem desta ou daquela nação, mas é simplesmente feminina; para ele, as mulheres constituem uma raça à parte. Repito, alguns alemães estão determinados a acabar com a reputação de inteligência que sempre tiveram. Mas a verdadeira notícia veio do presidente do Episcopado Alemão, Monsenhor Bätzing. Por um lado, disse que não concorda com a decisão de abençoar casais homossexuais, que terá lugar no dia 10 em várias paróquias alemãs, porque, diz ele, “não é um sinal útil nem um caminho a seguir”. Mas se, surpreendentemente, se pronunciou contra a “bênção do pecado”, usando o mesmo termo utilizado pela Congregação para a Doutrina da Fé, disse também que, em 15 de Maio, num congresso ecuménico de que participarão milhares de católicos e protestantes, qualquer pessoa que queira poderá receber a comunhão. Bätzing acha que não seja útil abençoar o pecado, mas acha que é bom cometê-lo. E não apenas qualquer pecado, mas um que é sacrilégio e que ofende diretamente a coisa mais sagrada que nós católicos temos: a presença real de Jesus na Eucaristia. Para ele, a bênção não é algo útil, mas parece que o sacrilégio sim. Não será sempre muito pior cometer um pecado do que abençoá-lo? Estranha reflexão por parte do presidente dos bispos alemães. Estou certo de que o Vaticano interveio para fazer com que o Bätzing repudiasse suavemente — não houve avisos de sanções canónicas — aqueles que abençoariam as uniões homossexuais. Parece que se alcançou um acordo mínimo. Mas, agora, o Vaticano deve intervir novamente para impedir o sacrilégio de dar comunhão a protestantes. Se isto for feito, não só será um escândalo para milhões de católicos e um imenso descrédito para o Papa, como também ofenderá gravemente o Senhor, pois será feito de forma pública, consentida e até encorajada pela Igreja. Esta é uma linha vermelha que não pode ser atravessada. Se for cruzada, tudo é possível. Não podemos aceitar que Cristo seja ofendido desta forma. Devemos rezar por uma mudança na decisão dos bispos alemães, e devemos também expressar, pacificamente, mas com a máxima firmeza, a nossa oposição radical à intercomunhão (independentemente da religião a que pertença a pessoa e do estado de graça em que se encontra a sua alma). Isto não deve acontecer. Caso aconteça, ninguém deve ser surpreendido com as consequências.

  • Justiça decide que filme sobre Jesus gay do Porta dos Fundos não ofende cristãos

    O filme da produtora Porta dos Fundos que apresenta Jesus como homossexual não apresenta ataques ao Cristianismo e, portanto, “não ocorreu qualquer intolerância religiosa”, decidiu a Justiça carioca. A juíza Adriana Sucena Monteiro Jara Moura julgou no último dia 21 de abril improcedentes os pedidos da Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura (CDB) em Ação Civil Pública ajuizada contra o Porta dos Fundos e a plataforma de streaming Netflix por causa do “Especial de Natal do Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”, que estreou em 2019. O filme, lançado pela Netflix com legendas em inglês, italiano e francês, além de mostrar Jesus como homossexual, retrata a Virgem Maria como prostituta e os apóstolos como alcoólatras. A Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura (CDB), que ajuizou a ação civil pública, diz que recorrerá. O Centro Dom Bosco entrou com a ação pedindo a retirada do filme do ar, bem como a indenização por danos morais no valor do faturamento das empresas com o vídeo, em um total de R$ 2 milhões (correspondentes a cerca de R$0,02 por brasileiro que professa a fé católica). Em sua decisão, a juíza Jara Moura considerou que o filme está disponível na Netflix para exibição “para os seus assinantes. Ou seja, não se trata de exibição em local público e de imagens que alcancem àqueles que não desejam ver o seu conteúdo”. Assim, afirma que resta “assegurada a plena liberdade de escolha de cada um de assistir ou não ao filme e mesmo de permanecer ou não como assinante da plataforma”. Ao julgar improcedentes os pedidos do CDB, a magistrada afirmou ainda que “não ocorreu no caso em julgamento qualquer intolerância religiosa, sendo que esta não pode ser confundida com a crítica religiosa, realizada por meio de sátira, a elementos caros ao Cristianismo”. Para ela, “a sátira em questão, um esquete humorístico que utiliza figuras históricas e religiosas como pano de fundo, não possui o condão de vilipendiar ou abalar os valores da fé cristã, que são muito mais profundos”. Assista antes de continuar a leitura: Além disso, considerou que “não merece amparo o pedido de indenização por dano moral”, por considerar que “para a configuração do dano moral coletivo” é preciso “ter uma conduta antijurídica a afetar intoleravelmente e injustamente os valores e interesses coletivos fundamentais ou a tranquilidade social, mediante a ocorrência de conduta maculada de grave lesão”. No seu julgamento, a juíza se mostrou em linha com posicionamento adotado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no mesmo caso. Em janeiro de 2020, o desembargador Benectido Abicair, do TRJ, atendeu a um pedido liminar para suspender a exibição do filme, bem como trailers, making of, propaganda e qualquer publicidade da obra. No dia seguinte, o então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, concedeu uma liminar autorizando a Netflix a exibir o filme, decisão referendada pela Segunda Turma do Supremo, em novembro do ano passado. A ação, então, “seguiu curso regular, com a apresentação da defesa dos réus e admissão de amigos da Corte e terceiros interessados, entre os quais entidades de juristas católicos e mesmo islâmicos, em apoio ao ponto de vista defendido pelo CDB”, relatou à ACI Digital o advogado do Centro Dom Bosco, Leonardo Camanho Camargo. Segundo ele, “diante do entendimento expresso pelo Supremo Tribunal Federal, no sentido da impossibilidade de suspensão da exibição do filme, o CDB já esperava que esse pedido fosse julgado improcedente”. Entretanto, ressaltou “tinha confiança em que o pedido de indenização por danos morais coletivos fosse acolhido, inclusive porque boa parte da fundamentação contrária à exibição da película orientou-se no sentido de que não cabe impedir a divulgação de conteúdo, mas tão somente postular reparação em perdas e danos, quando o ato questionado extrapolar os limites da liberdade de expressão”. De acordo com o advogado, o Centro Dom Bosco “recorrerá ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro”. Leonardo Camanho explicou que, “como consta da jurisprudência da Corte Europeia de Direitos Humanos, que inspira tantas decisões judiciais no Brasil, o Estado, mesmo laico, pode legitimamente considerar necessário adotar medidas destinadas a reprimir certas formas de conduta, incluindo a transmissão de informações e ideias consideradas incompatíveis com o respeito pela liberdade de pensamento, consciência e religião de outros”. Para ele, “o respeito pelos sentimentos religiosos dos crentes pode ser legitimamente considerado violado por retratos provocativos de objetos de veneração religiosa; e esses retratos podem ser considerados uma violação maliciosa do espírito de tolerância, que também deve ser uma característica da sociedade democrática”. Qualquer pessoa que tiver contato com o “Especial de Natal do Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo” pode “constatar o quanto ele é agressivo aos valores e sentimentos dos cristãos, constitucionalmente protegidos”, diz o advogado. O Centro Dom Bosco “considera que o tipo de agressão perpetrado contra os cristãos, a gerar indignação e repúdio não só no Brasil, mas em todo o mundo, é incompatível com os primados da proteção da dignidade da pessoa humana e da liberdade de religião e de crença, albergados pela Constituição brasileira”. Fonte: ACI Digital Leia também: PORTA DOS FUNDOS: BLASFÊMIA E ESCÁRNIO CONTRA A FÉ CRISTÃ

  • Justiça decide que filme sobre Jesus gay do Porta dos Fundos não ofende cristãos

    O filme da produtora Porta dos Fundos que apresenta Jesus como homossexual não apresenta ataques ao Cristianismo e, portanto, “não ocorreu qualquer intolerância religiosa”, decidiu a Justiça carioca. A juíza Adriana Sucena Monteiro Jara Moura julgou no último dia 21 de abril improcedentes os pedidos da Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura (CDB) em Ação Civil Pública ajuizada contra o Porta dos Fundos e a plataforma de streaming Netflix por causa do “Especial de Natal do Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”, que estreou em 2019. O filme, lançado pela Netflix com legendas em inglês, italiano e francês, além de mostrar Jesus como homossexual, retrata a Virgem Maria como prostituta e os apóstolos como alcoólatras. A Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura (CDB), que ajuizou a ação civil pública, diz que recorrerá. O Centro Dom Bosco entrou com a ação pedindo a retirada do filme do ar, bem como a indenização por danos morais no valor do faturamento das empresas com o vídeo, em um total de R$ 2 milhões (correspondentes a cerca de R$0,02 por brasileiro que professa a fé católica). Em sua decisão, a juíza Jara Moura considerou que o filme está disponível na Netflix para exibição “para os seus assinantes. Ou seja, não se trata de exibição em local público e de imagens que alcancem àqueles que não desejam ver o seu conteúdo”. Assim, afirma que resta “assegurada a plena liberdade de escolha de cada um de assistir ou não ao filme e mesmo de permanecer ou não como assinante da plataforma”. Ao julgar improcedentes os pedidos do CDB, a magistrada afirmou ainda que “não ocorreu no caso em julgamento qualquer intolerância religiosa, sendo que esta não pode ser confundida com a crítica religiosa, realizada por meio de sátira, a elementos caros ao Cristianismo”. Para ela, “a sátira em questão, um esquete humorístico que utiliza figuras históricas e religiosas como pano de fundo, não possui o condão de vilipendiar ou abalar os valores da fé cristã, que são muito mais profundos”. Assista antes de continuar a leitura: Além disso, considerou que “não merece amparo o pedido de indenização por dano moral”, por considerar que “para a configuração do dano moral coletivo” é preciso “ter uma conduta antijurídica a afetar intoleravelmente e injustamente os valores e interesses coletivos fundamentais ou a tranquilidade social, mediante a ocorrência de conduta maculada de grave lesão”. No seu julgamento, a juíza se mostrou em linha com posicionamento adotado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no mesmo caso. Em janeiro de 2020, o desembargador Benectido Abicair, do TRJ, atendeu a um pedido liminar para suspender a exibição do filme, bem como trailers, making of, propaganda e qualquer publicidade da obra. No dia seguinte, o então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, concedeu uma liminar autorizando a Netflix a exibir o filme, decisão referendada pela Segunda Turma do Supremo, em novembro do ano passado. A ação, então, “seguiu curso regular, com a apresentação da defesa dos réus e admissão de amigos da Corte e terceiros interessados, entre os quais entidades de juristas católicos e mesmo islâmicos, em apoio ao ponto de vista defendido pelo CDB”, relatou à ACI Digital o advogado do Centro Dom Bosco, Leonardo Camanho Camargo. Segundo ele, “diante do entendimento expresso pelo Supremo Tribunal Federal, no sentido da impossibilidade de suspensão da exibição do filme, o CDB já esperava que esse pedido fosse julgado improcedente”. Entretanto, ressaltou “tinha confiança em que o pedido de indenização por danos morais coletivos fosse acolhido, inclusive porque boa parte da fundamentação contrária à exibição da película orientou-se no sentido de que não cabe impedir a divulgação de conteúdo, mas tão somente postular reparação em perdas e danos, quando o ato questionado extrapolar os limites da liberdade de expressão”. De acordo com o advogado, o Centro Dom Bosco “recorrerá ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro”. Leonardo Camanho explicou que, “como consta da jurisprudência da Corte Europeia de Direitos Humanos, que inspira tantas decisões judiciais no Brasil, o Estado, mesmo laico, pode legitimamente considerar necessário adotar medidas destinadas a reprimir certas formas de conduta, incluindo a transmissão de informações e ideias consideradas incompatíveis com o respeito pela liberdade de pensamento, consciência e religião de outros”. Para ele, “o respeito pelos sentimentos religiosos dos crentes pode ser legitimamente considerado violado por retratos provocativos de objetos de veneração religiosa; e esses retratos podem ser considerados uma violação maliciosa do espírito de tolerância, que também deve ser uma característica da sociedade democrática”. Qualquer pessoa que tiver contato com o “Especial de Natal do Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo” pode “constatar o quanto ele é agressivo aos valores e sentimentos dos cristãos, constitucionalmente protegidos”, diz o advogado. O Centro Dom Bosco “considera que o tipo de agressão perpetrado contra os cristãos, a gerar indignação e repúdio não só no Brasil, mas em todo o mundo, é incompatível com os primados da proteção da dignidade da pessoa humana e da liberdade de religião e de crença, albergados pela Constituição brasileira”. Fonte: ACI Digital Leia também: PORTA DOS FUNDOS: BLASFÊMIA E ESCÁRNIO CONTRA A FÉ CRISTÃ

  • Vereadores congratulam padre que criticou medidas que tiram a liberdade na pandemia

    A Câmara dos vereadores de Rio Preto, no interior de SP, parabenizou o padre Oscar pela coragem em criticar as medidas ditatoriais que tiram a liberdade do povo durante a pandemia. A Câmara de Rio Preto aprovou nesta terça-feira, 27, por 12 votos, o requerimento de congratulação ao padre Oscar Donizete Clemente, da paróquia Imaculado Coração de Maria, em Rio Preto que, durante missa transmitida ao vivo no último dia 2, Sexta-Feira Santa, criticou as medidas restritivas impostas pelo governo de São Paulo e chamou o governador João Doria (PSDB) de “imundície”. Além disso, o padre ainda fez ilações a países como Venezuela e Bolívia. O discurso de Clemente foi feito durante a homília da celebração, transmitida de maneira virtual. O pároco do bairro Santa Cruz atribuiu as restrições à influência do “Partido Comunista Chinês”, além de chamar os comunistas de “vagabundos”. “Por que isso está acontecendo? Por causa do partido comunista chinês. Este bando de vagabundo não quer mais que Deus esteja presente. Então vamos distanciar, afastar o povo de Deus. Se a gente não reagir, se a gente não bater de frente com esses vagabundos políticos, o Brasil vai ser um país comunista”. Ele afirmou ao Diário que não se arrepende das afirmações. O padre afirma ainda que “na Venezuela, as autoridades políticas estão fazendo os chefes de famílias, depois de serem torturados, comer as folhas da Bíblia”. Sobre a Bolívia, disse que não seria mais permitido evangelizar. Disse depois que não sabia que suas afirmações eram fake news. Assista o vídeo: O requerimento foi apresentado pelo vereador Anderson Branco (PL). Além dele, votaram a favor do requerimento Bruno Marinho (Patriota), Bruno Moura (PSDB), Cláudia de Giuli (MDB), Francisco Júnior (DEM), Jean Charles (MDB), Jorge Menezes (PSD), Júlio Donizete (PSD), Karina Caroline (Republicanos), Odélio Chaves (PP), Paulo Pauléra (PP) e Robson Ricci (Republicanos). O vereador Celso Peixão (MDB) não votou. Renato Pupo (PSDB), Rossini Diniz (PL) e João Paulo Rillo (Psol) foram contra a aprovação do requerimento. Na sessão do dia 13 de abril, Anderson Branco parabenizou o padre pela “coragem que ele teve de abordar a situação que está acontecendo em nosso País”, comparando-o outros líderes religiosos, como o pastor Silas Malafaia. Nesta terça, voltou a tecer elogios aos religiosos. “Faria de novo e faria várias vezes para padres e pastores de Rio Preto”, disse.

  • Vereadores congratulam padre que criticou medidas que tiram a liberdade na pandemia

    A Câmara dos vereadores de Rio Preto, no interior de SP, parabenizou o padre Oscar pela coragem em criticar as medidas ditatoriais que tiram a liberdade do povo durante a pandemia. A Câmara de Rio Preto aprovou nesta terça-feira, 27, por 12 votos, o requerimento de congratulação ao padre Oscar Donizete Clemente, da paróquia Imaculado Coração de Maria, em Rio Preto que, durante missa transmitida ao vivo no último dia 2, Sexta-Feira Santa, criticou as medidas restritivas impostas pelo governo de São Paulo e chamou o governador João Doria (PSDB) de “imundície”. Além disso, o padre ainda fez ilações a países como Venezuela e Bolívia. O discurso de Clemente foi feito durante a homília da celebração, transmitida de maneira virtual. O pároco do bairro Santa Cruz atribuiu as restrições à influência do “Partido Comunista Chinês”, além de chamar os comunistas de “vagabundos”. “Por que isso está acontecendo? Por causa do partido comunista chinês. Este bando de vagabundo não quer mais que Deus esteja presente. Então vamos distanciar, afastar o povo de Deus. Se a gente não reagir, se a gente não bater de frente com esses vagabundos políticos, o Brasil vai ser um país comunista”. Ele afirmou ao Diário que não se arrepende das afirmações. O padre afirma ainda que “na Venezuela, as autoridades políticas estão fazendo os chefes de famílias, depois de serem torturados, comer as folhas da Bíblia”. Sobre a Bolívia, disse que não seria mais permitido evangelizar. Disse depois que não sabia que suas afirmações eram fake news. Assista o vídeo: O requerimento foi apresentado pelo vereador Anderson Branco (PL). Além dele, votaram a favor do requerimento Bruno Marinho (Patriota), Bruno Moura (PSDB), Cláudia de Giuli (MDB), Francisco Júnior (DEM), Jean Charles (MDB), Jorge Menezes (PSD), Júlio Donizete (PSD), Karina Caroline (Republicanos), Odélio Chaves (PP), Paulo Pauléra (PP) e Robson Ricci (Republicanos). O vereador Celso Peixão (MDB) não votou. Renato Pupo (PSDB), Rossini Diniz (PL) e João Paulo Rillo (Psol) foram contra a aprovação do requerimento. Na sessão do dia 13 de abril, Anderson Branco parabenizou o padre pela “coragem que ele teve de abordar a situação que está acontecendo em nosso País”, comparando-o outros líderes religiosos, como o pastor Silas Malafaia. Nesta terça, voltou a tecer elogios aos religiosos. “Faria de novo e faria várias vezes para padres e pastores de Rio Preto”, disse.

  • MALTHUS LIDO PELO VISCONDE DE CAIRU HÁ DUZENTOS ANOS

    [Defensor da economia de mercado, e mais tarde firmemente católico, José da Silva Lisboa, o Visconde de Cairu, resume o pensamento de Malthus em sua obra Estudos do bem comum e economia política , publicada em 1819 pela Impressão Régia. Era o início do século XIX, quando Dom João VI ainda estava no Brasil. Num país que, então, não podia pensar em outra coisa a não ser crescer demograficamente, soaria no mínimo cômico dizer que era preciso limitar o crescimento da população, alegando-se que a “força da geração, nos homens e animais, é muito superior e desproporcionada à força da vegetação da terra na produção das plantas alimentares”. Pelo menos Malthus, ao contrário dos neo-malthusianos de hoje, não pregava aborto nem pílula do dia seguinte, mas fazia recomendações morais sobre continência sexual, casamento em idade avançada, busca de renda compatível etc. ]. Em 1798 se publicou em Londres o Ensaio sobre o Princípio da População de T. R. Malthus, depois celebrado Professor de História e Economia Política no Colégio da Companhia da índia Oriental, que fez revolução nas ideias ordinárias sobre as causas da Pobreza do Corpo principal de todos os países; propondo, como sua descoberta, uma Lei da Natureza, até então desconhecida, pela qual (diz) a força da geração nos homens e animais é muito superior e desproporcionada à força da vegetação da terra na produção das plantas alimentares; sendo aquela crescente na progressão geométrica 1: 2: 4: 8: 16: 32; e esta na progressão aritmética 1: 2: 3 : 4: 5: 6. Daí resulta (diz ele ) que, dando os homens livre carreira ao princípio da geração, ou por apetite vicioso, ou ainda por casamento intempestivo, e imprudente, sem probabilidade de ganharem os consortes, por seu trabalho, os necessários cômodos gerais, nem tendo economia e previdência do futuro, nascem filhos numerosos, só para serem vítimas da indigência, miséria e morte prematura, por falta de bons e suficientes alimentos, e dos que os Ingleses chamam confortos da vida; e que, ainda os que sobrevivem por força de sua compleição, não obstante a inópia e dureza da criação, depois, por falta de educação, obra e subsistência, se precipitam a crimes, ou contraem servis e maus hábitos, prontos à sedução dos amotinadores, ou conquistadores, para turbarem o Estado e serem satélites dos tiranos de qualquer país. Em consequência, afirma que o excesso da população (a que todos os países tendem por força irresistível da dita Lei) é o maior mal da sociedade, e a causa da extrema pobreza das classes ínfimas, com a qual comparada todas as outras causas das misérias sociais (como mau governo, ou erros da Administração) são inconsideráveis. O único remédio que indica é a restrição moral como expediente preventivo do excesso da população, e que reduz aos seguintes meios: virtude da castidade; casamento em idade provecta; reserva de fundo competente para cada um manter a sua prole no grau de decência proporcionada à sua classe; hábitos de ativa indústria; e independência de mercê alheia. Do contrário, a natureza inexorável castiga a transgressão de suas Leis com pena de miséria e morte, tendo, por terríveis corretivos da excessiva população, a fome, a peste e a guerra. Enfim, sustentou que todos os Planos, ainda os mais plausíveis e bem-intencionados, de melhorar a sorte dos povos eram ilusórios e absurdos nos governos que promoviam o progresso da população, em país cheio de gente sem meios de subsistência. Com esta Teoria, pela qual foi conceituado, até por alguns Homens de Estado de Inglaterra, como o Newton da Economia Política, propôs o seu Plano de gradual abolição do intitulado Estatuto dos Pobres, que teve origem no reinado da Rainha Isabel, pretendendo mostrar que ele ainda mais agrava e perpetua, com inexterminável e progressiva miséria, imensa parte do corpo do povo; dizendo mais, que este oneroso imposto de caridade compulsória só produzia inércia, ingratidão e imoralidade. Presentemente agita-se no Parlamento esta Causa da Humanidade, para reforma daquele Estatuto. Muitos escritores atacaram este sistema como paradoxal, desumano e até ímpio, por atribuir ao Autor da Natureza os maiores males da sociedade, que aliás evidentemente são o efeito da ignorância e malícia dos homens, por falta de inquirição e observância das Leis do Mundo Físico e Moral; e com especialidade das bárbaras e odiosas Leis Civis contra a imigração e comunicação leal dos povos de todas as regiões da terra, as quais obstam a sustentarem com seus trabalhos e esforços das faculdades do corpo e espirito a Grande Tarefa Social, para troco e desfruto dos bens e conhecimentos de todos os climas. Quatro opositores sobressaíram; Godwin, Wieyland, Grahame, Ensor; mas as respostas de Malthus a seus censores tem aumentado a própria reputação. O sobredito ensaio já foi traduzido na França, onde também achou panegiristas, e críticos.

  • Como fazer o Cenáculo de Nossa Senhora?

    Nossa Senhora pede que façamos os Cenáculos, pois, através do Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria, adentramos no Jardim do seu Coração Imaculado, para lá recebermos de maneira mais eficaz a ação seu esposo, o Espírito Santo. 1) Por isso, iniciar o Cenáculo sempre com a oração que NOSSA SENHORA nos ensinou em sua mensagem de 7-6-81, na Festa de Pentecostes: “VINDE, ESPÍRITO SANTO, VINDE POR MEIO DA PODEROSA INTERCESSÃO DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA, VOSSA AMADÍSSIMA ESPOSA”. (3X) 2) Reza do terço, meditando os mistérios, diante de uma imagem de NOSSA SENHORA. No final rezar pelo Papa e suas intenções – um Pai-nosso, uma Ave-Maria e um Glória ao Pai e uma Ave-Maria pelo Pe. Gobbi. Os cânticos são livres e podem ser intercalados durante o Cenáculo. Ex. : A 13 de Maio , Maria de Nazaré etc. 👉 Clique aqui para aprender como rezar o Santo Terço (depois de rezar o santo terço retorne para essa página) 3) Leitura de uma mensagem do livro: Aos Sacerdotes, filhos prediletos de Nossa Senhora. Segue-se um breve comentário. Os que desejarem adquirir o livro Aos Sacerdotes, filhos prediletos de Nossa Senhora (do Movimento Sacerdotal Mariano, que contem as mensagens recebidas através da locução pelo Padre Gobbi, podem fazer o pedido: Telefones: 11 99142-5460 – What’s App | 11 95877-9222 | 11 93146-4619 | 11 3847-4709 Email: corim@expand.com.br ou corim.msm@gmail.com 4) Também é recomendado meditar o Catecismo da Igreja Católica (nos Cenáculos familiares, de jovens e de crianças). Clique aqui para ter acesso ao catecismo essencial . 5) Fraternidade: troca de experiências para que nos conheça­mos, nos ajudemos mutuamente a irmos adiante e nos amemos sempre mais. 6) Ato de Consagração ao Coração Imaculado de Maria (usar sempre a consagração que se encontra logo abaixo). É o ato mais importante do Cenáculo, através do qual nós entramos dentro do Coração Imaculado de Maria para ali encontrar conforto, amor, luz, graça, paz, fé e a segurança do refúgio seguro que nos protege e defende de todos os perigos. Se na conclusão do Cenáculo houver celebração da Santa Missa, o Ato de Consagração deve ser feito antes do ofertório. 7) Ação de Graças: após a comunhão, dizer a JESUS o que NOSSA SENHORA nos ensinou na mensagem “Mãe da adoração e da reparação”, de 21 de agosto de 1987: “JESUS, TU ÉS O NOSSO AMOR; JESUS, TU ÉS O NOSSO ÚNICO GRANDE AMIGO; JESUS, NÓS TE AMAMOS; JESUS, NÓS ESTAMOS APAIXONADOS POR TI”. 8) Pedir a benção de Deus por intercessão da Virgem Maria. AS QUATRO PROMESSAS DE NOSSA SENHORA Nossa Senhora fez quatro promessas às famílias· que fizerem o Cenáculo: Abençoará o casal e cimentará o seu amor mútuo, defen­dendo-os contra as chagas do divórcio, da separação e da infidelidade; Salvação das almas dos filhos, defendendo-os de todos os perigos de se perderem; Cuidará de todas as suas necessidades materiais e espirituais, pois Nossa Senhora é nossa Mãe, pensa em tudo; Durante o período do castigo promete proteger a família com o Seu manto, contra todos os males. Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria (Para Religiosos e Fiéis que aderiram ao Movimento Sacerdotal Mariano) Virgem de Fátima,/ Mãe de Misericórdia,/ Rainha do Céu e da Terra,/ Refúgio dos pecadores,/ nós aderindo ao Movimento Mariano,/ consagramo-nos de modo especialíssimo ao vosso Coração Imaculado. Com este ato de consagração/ pretendemos viver, convosco/ e por meio de Vós,/ todos os compromissos/ assumidos na nossa consagração batismal./ Comprometemo-nos, igualmente,/ a realizar em nós/ a conversão interior/ tão pedida no Evangelho,/ a qual nos liberte de todo apego a nós mesmos/ e dos compromissos fáceis com o mundo,/ para estarmos, como Vós, sempre e unicamente/ dispostos a fazer a vontade do Pai. E enquanto pretendemos confiar-Vos, a Vós/ Mãe dulcíssima e misericordiosa,/ a nossa vida e vocação cristã/ para que tudo disponhais/ para os vossos desígnios de salvação/ nesta hora decisiva que pesa sobre o mundo,/ comprometemo-nos a vivê-la/ segundo os vossos desejos/ em particular em um renovado Espírito de Oração e de Penitência,/ na participação fervorosa na celebração da Eucaristia,/ no apostolado,/ na reza diária do santo terço/ e num modo austero de vida,/ conforme ao Evangelho,/ que a todos dê bom exemplo/ de observância da Lei de Deus/ e do exercício das virtudes cristãs,/ especialmente da pureza. Prometemos-vos, ainda,/ mantermo-nos unidos ao Santo Padre,/ à Hierarquia e aos nossos Sacerdotes,/ de modo a opormos uma barreira/ à onda de contestação do Magistério,/ que ameaça a Igreja até aos fundamentos. Debaixo do vosso amparo/ queremos tornar-nos apóstolos/ desta hoje tão necessária união de Oração/ e de amor ao Santo Padre,/ para quem suplicamos a vossa especial proteção. Prometemos-vos, por último,/ levar quanto nos for possível,/ as pessoas com as quais entrarmos em contato/ a renovar a sua devoção para convosco./ Conscientes de que o ateísmo/ fez naufragar na fé, grande número de fiéis,/ de que a dessacralização entrou no templo santo de Deus,/ de que o mal e o pecado inundam cada vez mais o mundo,/ ousamos levantar confiantes os nossos olhares para Vós,/ Mãe de Jesus e Mãe nossa,/ misericordiosa e poderosa,/ e ainda hoje invocar,/ e esperar de Vós,/ a salvação para todos os vossos filhos,/ ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria. Conheça mais sobre o Cenáculo de Nossa Senhora Assista esta entrevista e aprenda mais sobre o Padre Gobbi, suas mensagens e o Movimento Sacerdotal, diretamente com o melhor amigo do Padre Gobbi, o Otávio Piva. Hino do Movimento Sacerdotal Mariano Imaculado Coração de Maria Imaculado Coração de Maria És luz e guia, és luz e guia És luz e guia dos teus filhos aqui Os sacerdotes a ti consagrados Os sacerdotes a ti consagrados Olha com amor, aperta ao coração Faze-os semelhantes Ao teu filho Jesus Ao teu filho Jesus Os fiéis a ti consagrados Os fiéis a ti consagrados Reúne em teu exército Preparados pra batalha Pra que triunfe logo O Imaculado Coração Ao chegar nossa última hora Ao chegar nossa última hora Vem sem demora Vem sem demora Vem sem demora A levar-nos para o céu #Oração #FormaçõesCatólicas #Terço #CenáculodeNossaSenhora #Vidadeoração

  • Como fazer o Cenáculo de Nossa Senhora?

    Nossa Senhora pede que façamos os Cenáculos, pois, através do Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria, adentramos no Jardim do seu Coração Imaculado, para lá recebermos de maneira mais eficaz a ação seu esposo, o Espírito Santo. 1) Por isso, iniciar o Cenáculo sempre com a oração que NOSSA SENHORA nos ensinou em sua mensagem de 7-6-81, na Festa de Pentecostes: “VINDE, ESPÍRITO SANTO, VINDE POR MEIO DA PODEROSA INTERCESSÃO DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA, VOSSA AMADÍSSIMA ESPOSA”. (3X) 2) Reza do terço, meditando os mistérios, diante de uma imagem de NOSSA SENHORA. No final rezar pelo Papa e suas intenções – um Pai-nosso, uma Ave-Maria e um Glória ao Pai e uma Ave-Maria pelo Pe. Gobbi. Os cânticos são livres e podem ser intercalados durante o Cenáculo. Ex. : A 13 de Maio , Maria de Nazaré etc. 👉 Clique aqui para aprender como rezar o Santo Terço (depois de rezar o santo terço retorne para essa página) 3) Leitura de uma mensagem do livro: Aos Sacerdotes, filhos prediletos de Nossa Senhora. Segue-se um breve comentário. Os que desejarem adquirir o livro Aos Sacerdotes, filhos prediletos de Nossa Senhora (do Movimento Sacerdotal Mariano, que contem as mensagens recebidas através da locução pelo Padre Gobbi, podem fazer o pedido: Telefones: 11 99142-5460 – What’s App | 11 95877-9222 | 11 93146-4619 | 11 3847-4709 Email: corim@expand.com.br ou corim.msm@gmail.com 4) Também é recomendado meditar o Catecismo da Igreja Católica (nos Cenáculos familiares, de jovens e de crianças). Clique aqui para ter acesso ao catecismo essencial . 5) Fraternidade: troca de experiências para que nos conheça­mos, nos ajudemos mutuamente a irmos adiante e nos amemos sempre mais. 6) Ato de Consagração ao Coração Imaculado de Maria (usar sempre a consagração que se encontra logo abaixo). É o ato mais importante do Cenáculo, através do qual nós entramos dentro do Coração Imaculado de Maria para ali encontrar conforto, amor, luz, graça, paz, fé e a segurança do refúgio seguro que nos protege e defende de todos os perigos. Se na conclusão do Cenáculo houver celebração da Santa Missa, o Ato de Consagração deve ser feito antes do ofertório. 7) Ação de Graças: após a comunhão, dizer a JESUS o que NOSSA SENHORA nos ensinou na mensagem “Mãe da adoração e da reparação”, de 21 de agosto de 1987: “JESUS, TU ÉS O NOSSO AMOR; JESUS, TU ÉS O NOSSO ÚNICO GRANDE AMIGO; JESUS, NÓS TE AMAMOS; JESUS, NÓS ESTAMOS APAIXONADOS POR TI”. 8) Pedir a benção de Deus por intercessão da Virgem Maria. AS QUATRO PROMESSAS DE NOSSA SENHORA Nossa Senhora fez quatro promessas às famílias· que fizerem o Cenáculo: Abençoará o casal e cimentará o seu amor mútuo, defen­dendo-os contra as chagas do divórcio, da separação e da infidelidade; Salvação das almas dos filhos, defendendo-os de todos os perigos de se perderem; Cuidará de todas as suas necessidades materiais e espirituais, pois Nossa Senhora é nossa Mãe, pensa em tudo; Durante o período do castigo promete proteger a família com o Seu manto, contra todos os males. Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria (Para Religiosos e Fiéis que aderiram ao Movimento Sacerdotal Mariano) Virgem de Fátima,/ Mãe de Misericórdia,/ Rainha do Céu e da Terra,/ Refúgio dos pecadores,/ nós aderindo ao Movimento Mariano,/ consagramo-nos de modo especialíssimo ao vosso Coração Imaculado. Com este ato de consagração/ pretendemos viver, convosco/ e por meio de Vós,/ todos os compromissos/ assumidos na nossa consagração batismal./ Comprometemo-nos, igualmente,/ a realizar em nós/ a conversão interior/ tão pedida no Evangelho,/ a qual nos liberte de todo apego a nós mesmos/ e dos compromissos fáceis com o mundo,/ para estarmos, como Vós, sempre e unicamente/ dispostos a fazer a vontade do Pai. E enquanto pretendemos confiar-Vos, a Vós/ Mãe dulcíssima e misericordiosa,/ a nossa vida e vocação cristã/ para que tudo disponhais/ para os vossos desígnios de salvação/ nesta hora decisiva que pesa sobre o mundo,/ comprometemo-nos a vivê-la/ segundo os vossos desejos/ em particular em um renovado Espírito de Oração e de Penitência,/ na participação fervorosa na celebração da Eucaristia,/ no apostolado,/ na reza diária do santo terço/ e num modo austero de vida,/ conforme ao Evangelho,/ que a todos dê bom exemplo/ de observância da Lei de Deus/ e do exercício das virtudes cristãs,/ especialmente da pureza. Prometemos-vos, ainda,/ mantermo-nos unidos ao Santo Padre,/ à Hierarquia e aos nossos Sacerdotes,/ de modo a opormos uma barreira/ à onda de contestação do Magistério,/ que ameaça a Igreja até aos fundamentos. Debaixo do vosso amparo/ queremos tornar-nos apóstolos/ desta hoje tão necessária união de Oração/ e de amor ao Santo Padre,/ para quem suplicamos a vossa especial proteção. Prometemos-vos, por último,/ levar quanto nos for possível,/ as pessoas com as quais entrarmos em contato/ a renovar a sua devoção para convosco./ Conscientes de que o ateísmo/ fez naufragar na fé, grande número de fiéis,/ de que a dessacralização entrou no templo santo de Deus,/ de que o mal e o pecado inundam cada vez mais o mundo,/ ousamos levantar confiantes os nossos olhares para Vós,/ Mãe de Jesus e Mãe nossa,/ misericordiosa e poderosa,/ e ainda hoje invocar,/ e esperar de Vós,/ a salvação para todos os vossos filhos,/ ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria. Conheça mais sobre o Cenáculo de Nossa Senhora Assista esta entrevista e aprenda mais sobre o Padre Gobbi, suas mensagens e o Movimento Sacerdotal, diretamente com o melhor amigo do Padre Gobbi, o Otávio Piva. Hino do Movimento Sacerdotal Mariano Imaculado Coração de Maria Imaculado Coração de Maria És luz e guia, és luz e guia És luz e guia dos teus filhos aqui Os sacerdotes a ti consagrados Os sacerdotes a ti consagrados Olha com amor, aperta ao coração Faze-os semelhantes Ao teu filho Jesus Ao teu filho Jesus Os fiéis a ti consagrados Os fiéis a ti consagrados Reúne em teu exército Preparados pra batalha Pra que triunfe logo O Imaculado Coração Ao chegar nossa última hora Ao chegar nossa última hora Vem sem demora Vem sem demora Vem sem demora A levar-nos para o céu #Oração #FormaçõesCatólicas #Terço #CenáculodeNossaSenhora #Vidadeoração

  • ENTRE O CETICISMO E O CATECISMO…

    Trocar o ceticismo pelo catecismo não é tão simples como pegar a primeira sílaba da palavra, tirar o “e” e botar o “a” no lugar. Para toda uma vida mudar de rumo e sentido — que é o que acontece quando se troca o ceticismo pelo catecismo —, é preciso um pouco mais de esforço. Conversão é coisa um pouco mais complicada do que simplesmente trocar uma letra por outra, ou um conceito por outro. O escritor Graham Greene fez isto e logo retornou ao agnosticismo de antes de sua conversão assepticamente “conceitual”. Na verdade, a substituição da dúvida pela fé leva tempo, como toda maturação. São raros os casos em que é suficiente sofrer uma queda, nalguma estrada de Damasco da vida, para ver a luz da verdade. * Que diferença entre o ceticismo, fundado na dúvida sistemática, e o realismo, em que a ausência de certeza é só um estágio na busca da verdade! Os filósofos de pés no chão mostram que, quando se pretende compreender um fato, a saída é colocar sobre a mesa as várias hipóteses possíveis que procuram explicá-lo e confrontá-las com a realidade. É o único critério digno de respeito. Também não é coisa fácil, mas é o único caminho que pode levar à verdade. * O momento mais belo do ceticismo é quando ele está emitindo os últimos suspiros de vida… Quando o cético, enfim, se deixa surpreender exatamente pelo contrário da expectativa (negativa e suspensiva) permanentemente criada pelo ceticismo.

  • Um problema de imensa importância: o casamento e a família cristã

    A família sofre uma crise, mas aí chegou, porque se afastou da verdadeira fonte da vida: a fé e a vida de oração, responsáveis por sustentar os nossos valores morais. (Assista a formação no final da matéria) O homem moderno, que conseguiu desvendar cada vez mais o véu que ocultava a natureza, com suas esplêndidas descobertas, pensou ser o matrimônio passível de se solucionar pelas leis da natureza, como um problema da matemática. Teve, porém, grande desilusão. Após amargas experiências, foi obrigado a reconhecer que o casamento não é um problema numérico, que se possa resolver única e totalmente pelo raciocínio. Não; o casamento – a família – constitui uma “equação” de várias incógnitas, que a matemática não resolverá porque é, segundo a expressão de S. Paulo, “um grande mistério” (Ef 5, 32), que só o homem enraizado em Deus pode dominar e resolver. Não existe verificação que atualmente mais se ouça do que esta: “A família em nossos dias passa por séria crise”. Seria impossível, e mesmo injusto, não lembrar que há muitas e complexas causas a influir na crise atual da família. Seria injustiça negar que uma dessas causas é a crise econômica com todas as suas consequências: desemprego, falta de hábitação, privações e, por consequência, atritos e pontos de vista diversos entre os esposos, além do crescente nervosismo, impaciência, egoísmo, etc. Tudo isso é verdade e bem verdade. Entretanto, meus irmãos, se de uma parte o reconhecemos com toda franqueza, de outra parte outra verificação nos adverte que a atual crise da família não pode ser suficientemente explicada por causas exclusivamente econômicas. Leia também Desvantagens do filho único e vantagens de uma família numerosa Verificamos, com efeito, que a família está abalada não só entre pessoas necessitadas, mas que, ao contrário, a crise é maior e mais triste entre famílias cuja situação material é boa e nas quais não se fala em privações. E a prova de que a mediocridade e a pobreza não são os verdadeiros inimigos da família são os exemplos dos esposos para os quais a vida familiar e o amor recíproco se tornam mais fortes pela pobreza, e eles mesmos mais unidos, porque a luta pela vida suscitou neles valores morais: valores cuja existência, antes, eles ignoravam em si mesmos. Se para a família ressoa o apelo de socorro dos navios em perigo de naufrágio – S.O.S. (=’Save our souls’; ‘salvai nossas almas’) – é preciso recordar que não poderemos salvar a família em perigo senão pela salvação da alma e dos valores morais. A família precisa realmente de uma “reforma”, mas essa reforma só se realizará respeitando-se novamente o ideal cristão do casamento. Leia também Não se case na Igreja… sem antes ler este texto A CRISE FAMILIAR E A SUA RAZÃO PRINCIPAL. Sejamos claros. A família sofre uma crise, mas aí chegou, porque se afastou da fonte da vida, do terreno religioso. A família, realmente, necessita de uma reforma, isto, porém não é possível se não lhe dermos mais moral. Há necessidade, para a reabilitação da família, de instituições sociais, de medidas legislativas, e do concurso do Estado, mas tudo isto seria inútil, se esquecêssemos o essencial: elevar novamente a vida de família à altura da moralidade. A pérola mais preciosa da humanidade, a de maior valor, é a família; porque é de sua força e de sua energia que dependem a força e a energia da sociedade. A vida familiar pode, também, perder o seu brilho e sua força nas mãos do homem, pode mesmo ficar completamente arruinada, e ela não recuperará sua força, enquanto não a recolocarmos em sua fonte primitiva onde se originou: sobre o pedestal de uma concepção séria e religiosa do mundo. Quantas coisas abalaram a família atual : a crise econômica, o trabalho das mulheres e das crianças, a crise da habitação, as privações; O GOLPE, contudo, mais terrível lhe foi vibrado por este fato doloroso: O DE SE TER ELA AFASTADO DE CRISTO, pois, uma vez d’EIe afastada, perdeu sua base mais sólida. Trechos extraídos do livro “O Matrimônio Cristão” , do Mons. Tihamer Toth. Formação especial para Mães Cristãs Aqueles que desejarem podem assistir a seguinte formação, especialmente voltada para mães e pais cristãos. Clique aqui para assistir: Leia também Educação dos filhos: onde foi que eu errei? #Família #famíliasnúmerosas #FormaçõesCatólicas

  • Um problema de imensa importância: o casamento e a família cristã

    A família sofre uma crise, mas aí chegou, porque se afastou da verdadeira fonte da vida: a fé e a vida de oração, responsáveis por sustentar os nossos valores morais. (Assista a formação no final da matéria) O homem moderno, que conseguiu desvendar cada vez mais o véu que ocultava a natureza, com suas esplêndidas descobertas, pensou ser o matrimônio passível de se solucionar pelas leis da natureza, como um problema da matemática. Teve, porém, grande desilusão. Após amargas experiências, foi obrigado a reconhecer que o casamento não é um problema numérico, que se possa resolver única e totalmente pelo raciocínio. Não; o casamento – a família – constitui uma “equação” de várias incógnitas, que a matemática não resolverá porque é, segundo a expressão de S. Paulo, “um grande mistério” (Ef 5, 32), que só o homem enraizado em Deus pode dominar e resolver. Não existe verificação que atualmente mais se ouça do que esta: “A família em nossos dias passa por séria crise”. Seria impossível, e mesmo injusto, não lembrar que há muitas e complexas causas a influir na crise atual da família. Seria injustiça negar que uma dessas causas é a crise econômica com todas as suas consequências: desemprego, falta de hábitação, privações e, por consequência, atritos e pontos de vista diversos entre os esposos, além do crescente nervosismo, impaciência, egoísmo, etc. Tudo isso é verdade e bem verdade. Entretanto, meus irmãos, se de uma parte o reconhecemos com toda franqueza, de outra parte outra verificação nos adverte que a atual crise da família não pode ser suficientemente explicada por causas exclusivamente econômicas. Leia também Desvantagens do filho único e vantagens de uma família numerosa Verificamos, com efeito, que a família está abalada não só entre pessoas necessitadas, mas que, ao contrário, a crise é maior e mais triste entre famílias cuja situação material é boa e nas quais não se fala em privações. E a prova de que a mediocridade e a pobreza não são os verdadeiros inimigos da família são os exemplos dos esposos para os quais a vida familiar e o amor recíproco se tornam mais fortes pela pobreza, e eles mesmos mais unidos, porque a luta pela vida suscitou neles valores morais: valores cuja existência, antes, eles ignoravam em si mesmos. Se para a família ressoa o apelo de socorro dos navios em perigo de naufrágio – S.O.S. (=’Save our souls’; ‘salvai nossas almas’) – é preciso recordar que não poderemos salvar a família em perigo senão pela salvação da alma e dos valores morais. A família precisa realmente de uma “reforma”, mas essa reforma só se realizará respeitando-se novamente o ideal cristão do casamento. Leia também Não se case na Igreja… sem antes ler este texto A CRISE FAMILIAR E A SUA RAZÃO PRINCIPAL. Sejamos claros. A família sofre uma crise, mas aí chegou, porque se afastou da fonte da vida, do terreno religioso. A família, realmente, necessita de uma reforma, isto, porém não é possível se não lhe dermos mais moral. Há necessidade, para a reabilitação da família, de instituições sociais, de medidas legislativas, e do concurso do Estado, mas tudo isto seria inútil, se esquecêssemos o essencial: elevar novamente a vida de família à altura da moralidade. A pérola mais preciosa da humanidade, a de maior valor, é a família; porque é de sua força e de sua energia que dependem a força e a energia da sociedade. A vida familiar pode, também, perder o seu brilho e sua força nas mãos do homem, pode mesmo ficar completamente arruinada, e ela não recuperará sua força, enquanto não a recolocarmos em sua fonte primitiva onde se originou: sobre o pedestal de uma concepção séria e religiosa do mundo. Quantas coisas abalaram a família atual : a crise econômica, o trabalho das mulheres e das crianças, a crise da habitação, as privações; O GOLPE, contudo, mais terrível lhe foi vibrado por este fato doloroso: O DE SE TER ELA AFASTADO DE CRISTO, pois, uma vez d’EIe afastada, perdeu sua base mais sólida. Trechos extraídos do livro “O Matrimônio Cristão” , do Mons. Tihamer Toth. Formação especial para Mães Cristãs Aqueles que desejarem podem assistir a seguinte formação, especialmente voltada para mães e pais cristãos. Clique aqui para assistir: Leia também Educação dos filhos: onde foi que eu errei? #Família #famíliasnúmerosas #FormaçõesCatólicas

  • Desvantagens do filho único e vantagens de uma família numerosa

    Em nossa sociedade presenciamos uma forte tendência à limitação da prole até mesmo por famílias cristãs. Alguns casais, buscando maior conforto e sob pretexto de oferecer “uma vida melhor” para o filho, se contentam a ter apenas um filho. Veja o que diz o Padre Jean Viollet sobre as desvantagens do filho único e vantagens de uma família numerosa. O amor mútuo dos pais pode-se desvirtuar e, destruindo a dedicação que lhe é o fundamento, arrumar, em seu germe, às disposições generosas da criança. É o caso dos esposos que reduzem o número de filhos, sob pretexto de melhor pertencerem-se um ao outro. Essa restrição voluntária, baseada no egoísmo, cria um ambiente familiar susceptível de prejudicar, grandemente, o desabrochar das qualidades morais infantis. Leia também Como católicos, podemos escolher a quantidade de filhos? Não se pode comparar a influência espiritual, da casa do filho único, com a do que vive no meio de numerosos irmãos. As condições necessárias, à formação do caráter, são desfavoráveis quando o educando é sozinho a aproveitar os benefícios da vida do lar. Facilmente, ele é levado a crer que tudo lhe é devido, pois, sempre recebe, sem jamais partilhar. Torna-se, exageradamente, mimado por seus pais, que não repartem com outros seus cuidados e suas ternuras. É da mais alta importância que o ambiente onde evolui a criança, permita a eclosão das boas e das más inclinações, a fim de que, conhecidas desde os primeiros anos, elas possam ser, facilmente, orientadas ou reprimidas. Leia também Um problema de imensa importância: o casamento e a família cristã Em uma família onde os filhos são numerosos, os caráteres manifestam, desde cedo, suas secretas tendências e cada um acha-se na obrigação de adaptar-se, corrigindo ou dominando seus defeitos. Se não o faz de modo próprio, as reações dos irmãos infligem-lhe, por bem ou por mal, lições salutares. A repressão das paixões é facilitada pelo fato de os desentendimentos nascerem espontaneamente nas relações cotidianas da criança. Graças aos choques dos temperamentos, podem os educadores descobrir, ao vivo, as tendências de cada um. Bem longe de serem considerados simples distribuidores de benefícios materiais, como, muitas vezes, os representa o filho único, eles simbolizam a autoridade encarregada de restabelecer a paz, quando esta é perturbada, juízes que atalham, imparcialmente, as contendas, castigando, ou, recompensando, segundo as circunstâncias. Leia também Educação dos filhos: onde foi que eu errei? Pelo contrário, o verdadeiro caráter do filho único permanece, muitas vezes, escondido e impenetrável. É uma água adormecida, que não foi agitada pela tempestade das brigas infantis. É, de recear-se, que suas paixões só se manifestem tardiamente, quando ele deixar o ambiente de casa, para chocar-se com as dificuldades e tentações da vida. Já não será mais tempo de intervir com proveito. Na família numerosa, a criança, por ser obrigada a prestar serviços à comunidade, forma-se, naturalmente, no esquecimento de si e na generosidade. Enquanto que sendo única, torna-se propensa ao egoísmo por ser, sempre servida, sem jamais ter de pensar nos outros. ———— Trecho extraído do livro “Pequeno Tratado de Pedagogia”, do Padre Jean Viollet. Leia também Se os casais católicos não podem evitar filhos, para que serve o Método Billings? #Família #famíliasnúmerosas #FormaçõesCatólicas

  • Desvantagens do filho único e vantagens de uma família numerosa

    Em nossa sociedade presenciamos uma forte tendência à limitação da prole até mesmo por famílias cristãs. Alguns casais, buscando maior conforto e sob pretexto de oferecer “uma vida melhor” para o filho, se contentam a ter apenas um filho. Veja o que diz o Padre Jean Viollet sobre as desvantagens do filho único e vantagens de uma família numerosa. O amor mútuo dos pais pode-se desvirtuar e, destruindo a dedicação que lhe é o fundamento, arrumar, em seu germe, às disposições generosas da criança. É o caso dos esposos que reduzem o número de filhos, sob pretexto de melhor pertencerem-se um ao outro. Essa restrição voluntária, baseada no egoísmo, cria um ambiente familiar susceptível de prejudicar, grandemente, o desabrochar das qualidades morais infantis. Leia também Como católicos, podemos escolher a quantidade de filhos? Não se pode comparar a influência espiritual, da casa do filho único, com a do que vive no meio de numerosos irmãos. As condições necessárias, à formação do caráter, são desfavoráveis quando o educando é sozinho a aproveitar os benefícios da vida do lar. Facilmente, ele é levado a crer que tudo lhe é devido, pois, sempre recebe, sem jamais partilhar. Torna-se, exageradamente, mimado por seus pais, que não repartem com outros seus cuidados e suas ternuras. É da mais alta importância que o ambiente onde evolui a criança, permita a eclosão das boas e das más inclinações, a fim de que, conhecidas desde os primeiros anos, elas possam ser, facilmente, orientadas ou reprimidas. Leia também Um problema de imensa importância: o casamento e a família cristã Em uma família onde os filhos são numerosos, os caráteres manifestam, desde cedo, suas secretas tendências e cada um acha-se na obrigação de adaptar-se, corrigindo ou dominando seus defeitos. Se não o faz de modo próprio, as reações dos irmãos infligem-lhe, por bem ou por mal, lições salutares. A repressão das paixões é facilitada pelo fato de os desentendimentos nascerem espontaneamente nas relações cotidianas da criança. Graças aos choques dos temperamentos, podem os educadores descobrir, ao vivo, as tendências de cada um. Bem longe de serem considerados simples distribuidores de benefícios materiais, como, muitas vezes, os representa o filho único, eles simbolizam a autoridade encarregada de restabelecer a paz, quando esta é perturbada, juízes que atalham, imparcialmente, as contendas, castigando, ou, recompensando, segundo as circunstâncias. Leia também Educação dos filhos: onde foi que eu errei? Pelo contrário, o verdadeiro caráter do filho único permanece, muitas vezes, escondido e impenetrável. É uma água adormecida, que não foi agitada pela tempestade das brigas infantis. É, de recear-se, que suas paixões só se manifestem tardiamente, quando ele deixar o ambiente de casa, para chocar-se com as dificuldades e tentações da vida. Já não será mais tempo de intervir com proveito. Na família numerosa, a criança, por ser obrigada a prestar serviços à comunidade, forma-se, naturalmente, no esquecimento de si e na generosidade. Enquanto que sendo única, torna-se propensa ao egoísmo por ser, sempre servida, sem jamais ter de pensar nos outros. ———— Trecho extraído do livro “Pequeno Tratado de Pedagogia”, do Padre Jean Viollet. Leia também Se os casais católicos não podem evitar filhos, para que serve o Método Billings? #Família #famíliasnúmerosas #FormaçõesCatólicas

  • Pornografia, um problema de saúde pública que já “esterilizou gerações inteiras de homens̶

    O impacto da pornografia não é apenas individual: milhões de homens perderam o espírito empreendedor e a virtude do esforço, diz Auguste Meyrat. O impacto social dessa perda é incalculável. É cada vez mais consciente do risco individual que implica o consumo de pornografia devido à sua natureza viciante e seu impacto negativo nas relações pessoais. É ignorada, porém, sua capacidade de transformar a sociedade como um todo, um efeito ainda mais dramático, que é cada vez menos abordada. É a perspectiva de Auguste Meyrat, PhD em Humanidades, em um artigo recente na Revista Crise : A pornografia da sociedade Num momento em que, ciclicamente, o discurso público se concentra no tema da pornografia, ela sempre surge em termos de indivíduo. Há muita ciência que mostra que o consumo de pornografia afeta o cérebro e a saúde reprodutiva, e que tem uma natureza viciante. Muitos críticos também apontam como a estimulação constante do conteúdo pornográfico distorce a visão de uma pessoa sobre sexo e pessoas. Além disso, para atrair um público mais amplo, a linguagem [da pornografia] é sempre secular e fria, com pouca referência à moralidade. Quando a moralidade entra na conversa, geralmente é em referência aos produtores de pornografia. Eles exploram e coisificam as pessoas envolvidas (principalmente as mulheres). E, em muitos casos, eles também abusam e coagem menores , o que até provocou críticas de escritores do New York Times. Aqueles que defendem a pornografia como a mera exposição de uma atividade entre adultos que dão seu consentimento devem entender que são pessoas que vendem seus corpos e sua dignidade por dinheiro e têm seguidores. Na maioria dos casos, são vulneráveis a predadores que se aproveitam de sua baixa autoestima, desespero econômico e ingenuidade. Como resultado, muitos atores pornôs lutam contra o vício, relacionamentos abusivos e suicídio. Diferença com outros vícios No entanto, apesar de reconhecer os danos que a pornografia causa aos indivíduos envolvidos, poucas pessoas consideram o efeito que isso tem na comunidade. Embora alguns tenham comparado a pornografia a outros vícios, como alcoolismo ou vício em drogas, essa analogia é enganosa por duas razões. Primeiro, assistir pornografia é muito mais difundido, já que quase 80% dos americanos a consomem mensalmente. Se esse mesmo percentual fosse aplicado a álcool ou drogas, uma parcela significativa da população estaria morta. Em segundo lugar, ao contrário do alcoolismo e do vício em drogas, o vício em pornografia não é imediatamente visível. Enquanto em um alcoólatra ou viciado em drogas os sinais de seu hábito são rapidamente vistos na deterioração corporal e perda de vigor, assistir pornografia não deixa sinais claros sobre o usuário. Muitos considerarão isso para mostrar que a pornografia não prejudica ninguém, exceto aqueles que crescem em lares sexualmente repressivos e desenvolvem complexos de culpa. Um freio no impulso e criatividade No entanto, a pornografia deixa um sinal no usuário, e isso pode ser visto no mundo desenvolvido. De fato, esterilizou gerações inteiras de homens que agora não têm a iniciativa de se casar e ter filhos. Ele também emasculou homens em geral, que já não se sentem tão inclinados a construir e alcançar suas conquistas. Demografia, isso é um desastre, já que muitos países agora têm taxas de natalidade abaixo do nível de reposição, o que significa menos trabalhadores e mais idosos. É também um desastre cultural, pois leva diretamente a uma sociedade decadente e não criativa, composta por adultos egoístas que vivem e encontram sentido no momento presente e nada mais. Isso é porque a pornografia destrói o impulso humano. Quando se trata de tirar o telefone e assistir vídeos emocionantes, namorar uma pessoa e ter uma conversa é difícil e não é uso. Quando comparado com o prazer fácil da pornografia, o prazer duradouro de um casamento feliz, ou mesmo um trabalho bem feito, é relativamente inútil. Em comparação com a satisfação livre de estresse do sexo virtual, a satisfação adquirida com o esforço para criar filhos e construir um negócio é irreal. Como Rousseau aponta no último livro de Emílio (e como o programa Futurama ilustra com humor em um de seus episódios), muitas realizações pessoais e civilizatórias são baseadas no desejo natural dos homens de impressionar as mulheres. Leia também Como vencer o pecado da masturbação? Impacto social da luxúria Este é o principal problema da luxúria. Embora associada a paixões descontroladas e agressões, a luxúria tem mais em comum com a inatividade e a mediocridade da preguiça do que com a destrutividade ardente da raiva ou do orgulho. Shakespeare expressa em Soneto 129: “O gasto do espírito em um desperdício de vergonha é luxúria em ação.” Santo Agostinho também atesta este efeito engarrafamento da luxúria em suas Confissões. Mesmo depois de ter resolvido suas objeções intelectuais ao cristianismo, só quando ele renunciou à sua luxúria ele poderia finalmente tomar medidas e converter-se. Como Marc Barnes explica em um brilhante ensaio sobre o assunto, grande parte do mundo atual se voltou para a pornografia. E enquanto a maioria dos homens definham em sua luxúria, as mulheres os superaram em todas as esferas da vida: na escola, nos negócios, na política e, quando apropriado, em casa. Embora isso pudesse ser considerado um triunfo do feminismo, também poderia ser visto como um triunfo da pornografia. As mulheres parecem ter subido tanto quanto os homens caíram. Embora essa evolução possa levar algumas mulheres a se vangloriar e alguns homens reclamarem, a maioria dos homens e mulheres simplesmente lamenta o desafio de encontrar um parceiro do sexo oposto com o qual estar no mesmo nível. Não é por acaso que os dois maiores exemplos de culturas pornográficas são os dois países que vivem atualmente um declínio populacional: Japão e Alemanha. Esses dois países, outrora potências industriais e tecnológicas, estão agora no crepúsculo de sua prosperidade. Ambos adotaram pornografia irrestrita e sexo virtual, e agora, longe de serem as sociedades militantes e energéticas que eram há um século, são nações passivas “herbívoras”. Muitas mulheres desistiram de encontrar um parceiro, já que muitos dos homens perderam a masculinidade e preferem intimidade com mulheres artificiais. No entanto, quando surge o problema da despopulação, poucos ou nenhum demógrafo menciona a presença e influência da pornografia. Em vez disso, eles olham para fatores econômicos como a urbanização e a secularização que tornaram o casamento e a falta de filhos. Então, quando eles fazem propostas para neutralizar as baixas taxas de natalidade, é sempre sobre subsidiar a paternidade de alguma forma. Recentemente, a Hungria implementou tais políticas com sucesso, obtendo a aprovação de muitos conservadores. Progressistas, mesquinhos, significam, tendem a trazer mais imigrantes para compensar a perda de população. No entanto, uma solução muito mais simples seria proibir completamente a pornografia na internet. Essa sugestão foi avançada por alguns conservadores, que têm argumentado que o fácil acesso à pornografia na internet é um mal da sociedade que deve ser eliminado pelo bem comum. Libertários rejeitaram essa ideia reivindicando liberdade e argumentando que estavam tentando “legislar a moralidade”. O debate tornou-se rapidamente a ideia de se os conservadores devem priorizar o bem comum ou a liberdade. Quanto à proibição da pornografia, essa ideia não chegou a lugar nenhum e foi abandonada. A Missão da Igreja Uma vez que a pornografia nunca será proibida – na verdade, é mais provável que o governo bana as críticas à pornografia, considerando-as uma desinformação odiosa – cabe às pessoas normais fazê-lo por conta própria. Esta é uma área em que a Igreja deve desempenhar um papel muito mais ativo pregando regularmente contra a pornografia, reconhecendo que sua influência perniciosa sobre a alma está diretamente relacionada com a formação das famílias e a realização da excelência moral. E, mais importante, os pais devem colocar limites rígidos em seus dispositivos, até mesmo limitar completamente o uso da internet, fazendo o seu melhor para eliminar a tentação para si e seus filhos. É claro que remover o acesso à pornografia não resultará imediatamente em uma casa e comunidade renovadas e vibrantes, mas serve para estabelecer as bases. Este problema não foi resolvido por muito tempo, minando o impulso de muitos homens que entram na idade adulta. Se você começar a agir agora, você pode não recuperar essa inocência anterior, mas você tem a energia. Por sua vez, eles serão capazes de canalizar essa energia para ter suas próprias famílias e, esperançosamente, preservar a inocência de seus próprios filhos. Traduzido de Religion en Libertad Leia também Estudo: Crianças de apenas sete anos assistindo pornografia A Pandemia da Pornografia em maconha, nem crack, nem cocaína… A mais nova e popular droga do momento se chama pornografia. É isso mesmo! Está comprovado que a pornografia age realmente como uma droga no corpo humano. Além de afetar o comportamento e a atividade cerebral, a exposição contínua a material pornográfico pode causar vício e dependência. Aprenda como vencer a pornografia e a masturbação nesta série de aulas : #FormaçõesCatólicas

  • Pornografia, um problema de saúde pública que já “esterilizou gerações inteiras de homens̶

    O impacto da pornografia não é apenas individual: milhões de homens perderam o espírito empreendedor e a virtude do esforço, diz Auguste Meyrat. O impacto social dessa perda é incalculável. É cada vez mais consciente do risco individual que implica o consumo de pornografia devido à sua natureza viciante e seu impacto negativo nas relações pessoais. É ignorada, porém, sua capacidade de transformar a sociedade como um todo, um efeito ainda mais dramático, que é cada vez menos abordada. É a perspectiva de Auguste Meyrat, PhD em Humanidades, em um artigo recente na Revista Crise : A pornografia da sociedade Num momento em que, ciclicamente, o discurso público se concentra no tema da pornografia, ela sempre surge em termos de indivíduo. Há muita ciência que mostra que o consumo de pornografia afeta o cérebro e a saúde reprodutiva, e que tem uma natureza viciante. Muitos críticos também apontam como a estimulação constante do conteúdo pornográfico distorce a visão de uma pessoa sobre sexo e pessoas. Além disso, para atrair um público mais amplo, a linguagem [da pornografia] é sempre secular e fria, com pouca referência à moralidade. Quando a moralidade entra na conversa, geralmente é em referência aos produtores de pornografia. Eles exploram e coisificam as pessoas envolvidas (principalmente as mulheres). E, em muitos casos, eles também abusam e coagem menores , o que até provocou críticas de escritores do New York Times. Aqueles que defendem a pornografia como a mera exposição de uma atividade entre adultos que dão seu consentimento devem entender que são pessoas que vendem seus corpos e sua dignidade por dinheiro e têm seguidores. Na maioria dos casos, são vulneráveis a predadores que se aproveitam de sua baixa autoestima, desespero econômico e ingenuidade. Como resultado, muitos atores pornôs lutam contra o vício, relacionamentos abusivos e suicídio. Diferença com outros vícios No entanto, apesar de reconhecer os danos que a pornografia causa aos indivíduos envolvidos, poucas pessoas consideram o efeito que isso tem na comunidade. Embora alguns tenham comparado a pornografia a outros vícios, como alcoolismo ou vício em drogas, essa analogia é enganosa por duas razões. Primeiro, assistir pornografia é muito mais difundido, já que quase 80% dos americanos a consomem mensalmente. Se esse mesmo percentual fosse aplicado a álcool ou drogas, uma parcela significativa da população estaria morta. Em segundo lugar, ao contrário do alcoolismo e do vício em drogas, o vício em pornografia não é imediatamente visível. Enquanto em um alcoólatra ou viciado em drogas os sinais de seu hábito são rapidamente vistos na deterioração corporal e perda de vigor, assistir pornografia não deixa sinais claros sobre o usuário. Muitos considerarão isso para mostrar que a pornografia não prejudica ninguém, exceto aqueles que crescem em lares sexualmente repressivos e desenvolvem complexos de culpa. Um freio no impulso e criatividade No entanto, a pornografia deixa um sinal no usuário, e isso pode ser visto no mundo desenvolvido. De fato, esterilizou gerações inteiras de homens que agora não têm a iniciativa de se casar e ter filhos. Ele também emasculou homens em geral, que já não se sentem tão inclinados a construir e alcançar suas conquistas. Demografia, isso é um desastre, já que muitos países agora têm taxas de natalidade abaixo do nível de reposição, o que significa menos trabalhadores e mais idosos. É também um desastre cultural, pois leva diretamente a uma sociedade decadente e não criativa, composta por adultos egoístas que vivem e encontram sentido no momento presente e nada mais. Isso é porque a pornografia destrói o impulso humano. Quando se trata de tirar o telefone e assistir vídeos emocionantes, namorar uma pessoa e ter uma conversa é difícil e não é uso. Quando comparado com o prazer fácil da pornografia, o prazer duradouro de um casamento feliz, ou mesmo um trabalho bem feito, é relativamente inútil. Em comparação com a satisfação livre de estresse do sexo virtual, a satisfação adquirida com o esforço para criar filhos e construir um negócio é irreal. Como Rousseau aponta no último livro de Emílio (e como o programa Futurama ilustra com humor em um de seus episódios), muitas realizações pessoais e civilizatórias são baseadas no desejo natural dos homens de impressionar as mulheres. Leia também Como vencer o pecado da masturbação? Impacto social da luxúria Este é o principal problema da luxúria. Embora associada a paixões descontroladas e agressões, a luxúria tem mais em comum com a inatividade e a mediocridade da preguiça do que com a destrutividade ardente da raiva ou do orgulho. Shakespeare expressa em Soneto 129: “O gasto do espírito em um desperdício de vergonha é luxúria em ação.” Santo Agostinho também atesta este efeito engarrafamento da luxúria em suas Confissões. Mesmo depois de ter resolvido suas objeções intelectuais ao cristianismo, só quando ele renunciou à sua luxúria ele poderia finalmente tomar medidas e converter-se. Como Marc Barnes explica em um brilhante ensaio sobre o assunto, grande parte do mundo atual se voltou para a pornografia. E enquanto a maioria dos homens definham em sua luxúria, as mulheres os superaram em todas as esferas da vida: na escola, nos negócios, na política e, quando apropriado, em casa. Embora isso pudesse ser considerado um triunfo do feminismo, também poderia ser visto como um triunfo da pornografia. As mulheres parecem ter subido tanto quanto os homens caíram. Embora essa evolução possa levar algumas mulheres a se vangloriar e alguns homens reclamarem, a maioria dos homens e mulheres simplesmente lamenta o desafio de encontrar um parceiro do sexo oposto com o qual estar no mesmo nível. Não é por acaso que os dois maiores exemplos de culturas pornográficas são os dois países que vivem atualmente um declínio populacional: Japão e Alemanha. Esses dois países, outrora potências industriais e tecnológicas, estão agora no crepúsculo de sua prosperidade. Ambos adotaram pornografia irrestrita e sexo virtual, e agora, longe de serem as sociedades militantes e energéticas que eram há um século, são nações passivas “herbívoras”. Muitas mulheres desistiram de encontrar um parceiro, já que muitos dos homens perderam a masculinidade e preferem intimidade com mulheres artificiais. No entanto, quando surge o problema da despopulação, poucos ou nenhum demógrafo menciona a presença e influência da pornografia. Em vez disso, eles olham para fatores econômicos como a urbanização e a secularização que tornaram o casamento e a falta de filhos. Então, quando eles fazem propostas para neutralizar as baixas taxas de natalidade, é sempre sobre subsidiar a paternidade de alguma forma. Recentemente, a Hungria implementou tais políticas com sucesso, obtendo a aprovação de muitos conservadores. Progressistas, mesquinhos, significam, tendem a trazer mais imigrantes para compensar a perda de população. No entanto, uma solução muito mais simples seria proibir completamente a pornografia na internet. Essa sugestão foi avançada por alguns conservadores, que têm argumentado que o fácil acesso à pornografia na internet é um mal da sociedade que deve ser eliminado pelo bem comum. Libertários rejeitaram essa ideia reivindicando liberdade e argumentando que estavam tentando “legislar a moralidade”. O debate tornou-se rapidamente a ideia de se os conservadores devem priorizar o bem comum ou a liberdade. Quanto à proibição da pornografia, essa ideia não chegou a lugar nenhum e foi abandonada. A Missão da Igreja Uma vez que a pornografia nunca será proibida – na verdade, é mais provável que o governo bana as críticas à pornografia, considerando-as uma desinformação odiosa – cabe às pessoas normais fazê-lo por conta própria. Esta é uma área em que a Igreja deve desempenhar um papel muito mais ativo pregando regularmente contra a pornografia, reconhecendo que sua influência perniciosa sobre a alma está diretamente relacionada com a formação das famílias e a realização da excelência moral. E, mais importante, os pais devem colocar limites rígidos em seus dispositivos, até mesmo limitar completamente o uso da internet, fazendo o seu melhor para eliminar a tentação para si e seus filhos. É claro que remover o acesso à pornografia não resultará imediatamente em uma casa e comunidade renovadas e vibrantes, mas serve para estabelecer as bases. Este problema não foi resolvido por muito tempo, minando o impulso de muitos homens que entram na idade adulta. Se você começar a agir agora, você pode não recuperar essa inocência anterior, mas você tem a energia. Por sua vez, eles serão capazes de canalizar essa energia para ter suas próprias famílias e, esperançosamente, preservar a inocência de seus próprios filhos. Traduzido de Religion en Libertad Leia também Estudo: Crianças de apenas sete anos assistindo pornografia A Pandemia da Pornografia em maconha, nem crack, nem cocaína… A mais nova e popular droga do momento se chama pornografia. É isso mesmo! Está comprovado que a pornografia age realmente como uma droga no corpo humano. Além de afetar o comportamento e a atividade cerebral, a exposição contínua a material pornográfico pode causar vício e dependência. Aprenda como vencer a pornografia e a masturbação nesta série de aulas : #FormaçõesCatólicas

  • UMA ANÁLISE FILOSÓFICA DA ATUAL CRISE SANITÁRIA

    O filósofo italiano Stefano Fontana publicou , no último 26 de abril, uma interessante análise da atual situação sanitária do mundo. Não minimiza a doença da covid, que já dura um ano e não pode ser considerada irrelevante do ponto de vista antropológico, mas admite que não se trata apenas de um vírus. O problema adquiriu novas dimensões. Segundo ele, as medidas sociais e sanitárias que foram, e ainda são adotadas para enfrentar a peste chinesa, dependem de uma certa concepção do ser humano, de uma particular visão antropológica, que já existia antes da covid e que se pretende incrementar a partir “das ruínas das políticas anticovid por aqueles que têm as alavancas do poder em suas mãos”. A visão do homem que possui essa gente é a da modernidade: o homem é um indivíduo isolado, atomizado, não relacionado, gerido por outro Grande Indivíduo, o Estado. Quando apareceu a covid, a doença logo foi vista como algo que atinge principalmente indivíduos e não coletividades, e as políticas antivírus são implementadas pela máquina do sistema sanitário, que é, antes de tudo, uma máquina política. A ideia básica, insiste o filósofo, é que o indivíduo deve depender da máquina sanitária de modo que fique dependente da máquina política. O indivíduo não passaria de uma pura e desarmada unidade numérica diante da Grande Máquina dirigida pelo Ministro da Saúde. Ao primeiro cabe esperar pelas orientações e dados de contágio fornecidos pelo segundo, que também saberá enviar a ambulância na hora certa de interná-lo numa dependência de terapia intensiva da Grande Máquina. Esse indivíduo reduzido a número já não necessita de relações humanas, que devem ser eliminadas por razões de higiene (que, no fundo, não passam de razões políticas). Os próprios familiares são considerados como inimigos potenciais. O clínico geral não deve ser consultado: um tratamento doméstico personalizado, com medicamentos experimentais, não harmoniza bem com a ideia do indivíduo-massa, anônimo, coisa entre coisas, igual a todos os demais. A vacina permanente se ajusta melhor a tal concepção de ser humano. Por isto, os confinamentos e limitações — funcionamento de escolas, restaurantes, hotéis etc. — servirão tanto ao indivíduo que vive numa cidade com vários milhões de habitantes ou num pequeno vilarejo do interior. As políticas anti-covid pressupõem, segundo Fontana, uma massa humana desencarnada, que parece mesmo feita para este fim: desencarnar-se e assumir cada vez mais a condição pela pura unidade numérica, um apêndice passivo do sistema. Sem uma natureza própria e indiscutivelmente humana, não passa de algo plasmável, potencialmente mutável como matéria em evolução. Isto fica claro na forma como os hábitos são tratados pela Grande Máquina: no “novo normal”, podem ser mudados à vontade, mesmo aqueles não intercambiáveis, que têm a ver com a vida humana verdadeira, como guardar dias santos, visitar a parentes e amigos doentes, fazer obras de caridade presenciais e não à distância. Já não servem as velhas maneiras de trabalhar e aprender, rezar e chorar os mortos. É um homem “heterodirigido”, submetido a senhas de acesso e cartões eletrônicos, guiado por uma entidade supra-humana que o priva de consciência e responsabilidade (por serem perigosas tanto para a saúde pública, como para o bom funcionamento da sociedade). A Grande Máquina, comandada por ateus, lhe dirá em quais cientistas convêm acreditar ou não, o que deve ser dito e o que é melhor calar. Convém que esse “indivíduo não relacionado, terminal passivo do sistema, plasmável pelo poder, homem-massa heterodirigido, bloqueado pelo medo induzido”, seja também ele salutarmente ateu. “Todas essas coisas”, finaliza Stefano Fontana, “que já foram ditas por Thomas Hobbes, o pai (desesperado) da política moderna”.

  • A primeira Missa que deu início à história do Brasil

    Quis a Divina Providência que uma Missa marcasse o início da História da maior nação católica do mundo. Pois, de fato, dos méritos infinitos do sacrifício incruento que se renova sobre o altar, ou seja, da Eucaristia, procedem e se ordenam, como a seu fim, todas as grandes obras da História da Igreja. (Cf. Sacrosanctum Concilium, n. 10). A primeira Missa no Brasil foi no iluminado dia 26 de abril de 1500, domingo da oitava de páscoa, quando os portugueses encontraram um ilhéu seguro – o da Coroa Vermelha – onde poderiam celebrar a primeira Missa no Brasil. Hoje, a ilhota não existe mais. Devido ao movimento das marés o ilhéu da primeira Missa se uniu a terra formando uma ampla e alva praia. Em uma carta dirigida ao Rei de Portugal, D. Manuel, o venturo, Pero Vaz de Caminha, escrivão mor da esquadra, narra todos os detalhes do episódio que marca o início da História do Brasil. Ao ler estas linhas, observa-se um profundo espírito evangelizador, como Margarida Barradas de Carvalho observa, “o tema da obrigação de levar a palavra de Cristo a seres humanos, vivendo na ignorância, se coloca em toda a sua pureza realmente cristã”.[1] Após 47 dias de viagem pelo Atlântico, todos os preparativos para Missa estavam terminados. Frei Henrique com os demais clérigos a celebrou em “voz entoada”. Eram oito missionários franciscanos e alguns sacerdotes seculares entre os quais um vigário destinado a Índia[2]. Sob um belo docel, ergueram “um altar mui bem corregido”[3]. O capitão Pedro Álvares Cabral com “a bandeira de Cristo”, convocou todos os seus 1000 subalternos, oficiais e marinheiros “muito bem escolhidos e armados”[4], enquanto que na praia do continente, cerca de duzentos índios acompanhavam atentos tudo o que se passava na ilhota. Relata Caminha que a missa “foi ouvida por todos com muito prazer e devoção”[5]. Terminada a cerimônia, desparamentou-se o sacerdote e subindo em uma cadeira alta fez “uma solene e proveitosa pregação”[6] à assembléia a sentada sobre fina e branca areia do aconchegante litoral baiano. Descreve Pero Vaz de Caminha que “tratou da nossa vinda e do achamento desta terra, conformando-se com o sinal da Cruz, sob cuja a obediência viemos, o que foi muito a propósito e fez muita devoção”[7]. Nos dias subseqüentes, 27 de abril a 1º de maio, os portugueses desbravaram a nova terra e estabeleceram afetuosas relações com os indígenas. Trabalhavam em escupir uma grande cruz de madeira. Os indígenas, impressionados com os instrumentos de metal, contemplavam o trabalho. O capitão, membro da ordem de Cristo, recomendava que os portugueses se pusessem de joelhos diante da Cruz e a beijassem[8] para que os indígenas entendessem a veneração que os homens do mar tinham pelo símbolo Cristão. Um após o outro, todos os lusos oscularam-na. Ao convite dos portugueses os dez ou doze nativos que aí estavam fizeram o mesmo, com tal inocência e candura que os portugueses ficaram muito tocados, como descreve o relato de Caminha, ao Rei de Portugal, “Parece-me gente de tal inocência que, se homem os entendesse e eles a nós, seriam logos cristãos. E, portanto, se os degredados, que aqui hão de ficar, aprenderem bem a sua fala e os entenderem, não duvido que eles, segundo a santa intenção de vossa alteza, se hão de fazer-se cristãos e crer em nossa santa fé, à qual praza a Deus Nosso Senhor que os traga, porque, certo, esta gente é boa e de boa simplicidade. E imprimir-se-á ligeiramente neles qualquer cunho que lhes quiserem dar. E pois Nosso Senhor, que lhes deu bons corpos e bons rostos, como a bons homens, por aqui nos trouxe, creio que não foi sem causa. Portanto Vossa Alteza, que tanto deseja acrescentar a santa Fé católica, deve cuidar de sua salvação. E prazerá a Deus que com pouco trabalho seja assim.”[9] No segundo domingo pascal, dia 1° de maio, estavam concluídos os preparativos para a cerimônia de tomada de posse da nova terra pelas armas portuguesas. Encabeçado pelo capitão que portava a bandeira de Cristo, a Cruz foi conduzida, ao som de cânticos religiosos, até a foz do rio Mutari “para melhor ser vista”. Cerca de setenta indígenas assistiam o cerimonial. Ao verem os portugueses carregar a Cruz meteram-se embaixo dela para também ajudar. A sombra da Cruz, Frei Henrique celebrou a segunda Missa, desta vez no continente, na presença de todos os religiosos, oficiais, soldados e cerca de 150 índios. Conforme as partes da Missa, os indígenas acompanhavam todos os movimentos dos portugueses. Ajoelhavam-se e levantavam-se “em tal maneira sossegados, que certifico a Vossa Alteza nos fez muita devoção” relata Caminha. Permaneceram até a comunhão, quando o capitão e os seus receberam o corpo de Cristo. Um dos nativos com cerca de cinqüenta anos acenava aos outros índios apontando para o altar e para o Céu[10]. Após a pregação foram distribuídas cruzes de estanho para que os tupis pendurassem ao pescoço após oscularem-na e levantarem as mãos ao céu. Pero Vaz de Caminha encantado com a receptividade e inocência dos índios escrevia ao Rei de Portugal: “segundo que a mim e a todos pareceu, esta gente não lhes falece outra coisa para ser toda cristã, senão entender-nos, porque assim tomavam aquilo que nos viam fazer. Por isso, se alguém vier, não deixe logo de vir clérigo para os batizar porque assim já terão mais conhecimentos de nossa fé”.[11] Após a cerimônia, dois degredados os quais a justiça do Rei punira permaneceram entre a população enquanto as naus portuguesas partem. Uma vai a Portugal com a carta de Caminha e informações de navegação, aos outras continuam a missão para Índia a fim de restabelecerem as delicadas relações com os reis hindus. Carta de Pero Vaz de Caminha “Ao domingo de Pascoela pela manhã, determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu. Mandou a todos os capitães que se aprestassem nos batéis e fossem com ele. E assim foi feito. Mandou naquele ilhéu armar um esperável, e dentro dele um altar mui bem corregido. E ali com todos nós outros fez dizer missa, a qual foi dita pelo padre frei Henrique, em voz entoada, e oficiada com aquela mesma voz pelos outros padres e sacerdotes, que todos eram ali. A qual missa, segundo meu parecer, foi ouvida por todos com muito prazer e devoção. Ali era com o Capitão a bandeira de Cristo, com que saiu de Belém, a qual esteve sempre levantada, da parte do Evangelho. Acabada a missa, desvestiu-se o padre e subiu a uma cadeira alta; e nós todos lançados por essa areia. E pregou uma solene e proveitosa pregação da história do Evangelho, ao fim da qual tratou da nossa vinda e do achamento desta terra, conformando-se com o sinal da Cruz, sob cuja obediência viemos, o que foi muito a propósito e fez muita devoção. Enquanto estivemos à missa e à pregação, seria na praia outra tanta gente, pouco mais ou menos como a de ontem, com seus arcos e setas, a qual andava folgando. E olhando-nos, sentaram-se. E, depois de acabada a missa, assentados nós à pregação, levantaram-se muitos deles, tangeram corno ou buzina, e começaram a saltar e dançar um pedaço.“ A principal riqueza da terra Em 1501, após ter viajado por toda a América, o florentino Américo Vespúcio comentava do litoral brasileiro que “se algures na terra existe o paraíso terrestre, não pode ele estar longe daqui”[12]. Pero Vaz de Caminha também relata as riquezas do Brasil. A vastidão, o clima e a fertilidade faz o escrivão mor exclamar: “dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem”. A região é formosa e agradável, com palmitos saborosos, belas aves, enormes camarões e madeira em quantidade, todavia, “sem ouro nem prata, nem nenhuma coisa de metal”[13]. Talvez, por esta última razão, a terra de Santa Cruz ficou relegada ao segundo plano no interesse luso, pois as especiarias da Índia e as riquezas da África rendiam muito mais que o pau-brasil. Contudo, o inteligente Pero Vaz de Caminha ressalta ao rei de Portugal, “o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar”[14]. Quanto as maravilhas do litoral, a fecundidade da terra e as possibilidades de evangelização, Caminha vaticinou com precisão. Em um lento povoamento, portugueses, africanos[15] e o elemento nativo, miscigenaram-se formando um povo homogêneo. Acontecimento explicável por causa do fator que realmente une culturas tão diversas sob a bandeira de um único ideal: a religião católica. Ademais, contribuíram para esse resultado uma inumerável avalanche de padres seculares e religiosos de todas as ordens, que “vieram com a sua fé, a sua doçura e a sua perseverança, vencer a bravesa do íncola”.[16] Em função da devoção Eucarística, clero e laicato realizaram este grande escopo. Atestam isto tantas Igrejas, suntuosas ou singelas, esparsas pelo Brasil, onde reflete-se a piedade eucarística dos primeiros brasileiros. Hoje, a Igreja colhe os frutos deste imenso esforço, deste “grande passado”[17], na expressão de Bento XVI. Observa o Pontífice que, “o Brasil ocupa um lugar muito especial no coração do Papa, não somente porque nasceu cristão e possui hoje o mais alto número de católicos, mas, sobretudo, porque é uma nação rica em potencialidades, com uma presença eclesial que é motivo de alegria e esperança para toda a Igreja.” Realmente, o Brasil nasceu cristão. Como os relatos de Caminha deixam entrever, nas atitudes de indígenas e portugueses, a bondade, hospitalidade e generosidade características do espírito brasileiro é patente. Essa bondade provem do amor à Cruz. De fato, o mais alto símbolo da Fé Cristã não apenas pendia apenas ao pescoço de índios e europeus, mas também, protegia as velas das naus, abençoava o estandarte da ordem de Cristo e as armas de Portugal. Ela estava plantada na nova terra e reluzente no céu do cruzeiro do sul. Dir-se-ia que vendo tanta piedade, o Crucificado quis também estar presente nos dez primeiros dias do Brasil. Realmente, o Divino Mestre esteve presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade sob as espécies Eucarísticas. Foi com a Santa Missa que começou repleta de empreendimento e alegria; bondade e Fé, a História de um país que “nasceu cristão”[18] ajoelhado à sombra da Cruz, adorando a Jesus Sacramentado. Fato que cumpre aquilo do Papa João Paulo II (Ecclesiae de Eucharistia, n. 22), “Portanto, a Igreja recebe a força espiritual necessária para cumprir sua missão, perpetuando o sacrifício da Cruz na Eucaristia e comunicando o corpo e o sangue de Cristo. Assim, a Eucaristia é a fonte e, ao mesmo tempo, o ápice de toda evangelização, pois tem como objetivo a comunhão dos homens com Cristo e, Nele, com o Pai e com o Espírito Santo. (Cf. Homilias sobre la 1 Carta a los Corintios, 24,2: PG 61,200; cf. Didaché, IX,5: F.X. Funk, I,22; San Cipriano, Ep. LXIII,13: PL 4,384.)” A Eucaristia salvou o Brasil do ateísmo Fenômeno de público, os Congressos Eucarísticos reavivaram nos brasileiros a consciência de que “o Brasil nascera católico e como tal deveria continuar, não obstante a aberração laicista da primeira República”. O Brasil é mundialmente conhecido como o país mais católico do mundo. Os cinco milhões de jovens que lotaram a praia de Copacabana, sob as bênçãos do Cristo Redentor e do Papa, durante a Jornada Mundial da Juventude em 2013, reforçaram ainda mais essa ideia. Mas quem desconhece o passado e se impressiona facilmente com os números, não imagina que, um dia, o país cuja Constituição de 1988 foi promulgada “sob a proteção de Deus” quase se tornou ateu. A situação da Igreja Católica no Brasil nunca foi tranquila. Apesar de a carta de Pero Vaz de Caminha atestar que o intuito das navegações era a evangelização dos povos, a verdade é que os missionários católicos tiveram de amargar muitas provações para tornar o Evangelho de Cristo conhecido nestas terras. No período monárquico, o regime de padroado causou muita dor de cabeça para os católicos, sobretudo ao clero e aos religiosos. O rei D. Pedro I atuou de forma regalista contra as ordens religiosas, interferindo em suas constituições e confiscando seus bens, de modo que a Igreja passou por um período de severa estagnação. E pouco mudou durante o regime de D. Pedro II, quando, aliás, estourou a Questão Religiosa, que culminou na famosa prisão do arcebispo de Olinda, Dom Vital. “A cruz permanece de pé enquanto o mundo dá voltas”. Do mesmo modo, o Santíssimo Sacramento salvou e continuará a salvar o Brasil. Essas dificuldades, porém, não impediram que o povo brasileiro entrasse “na história sob o signo da cruz de Cristo, e com o viático de Jesus sacramentado no coração” [1]. A própria Questão Religiosa serviu para despertar alguns católicos da letargia, dada a coragem de Dom Vital contra os abusos da Coroa e da Maçonaria, o que lhe rendeu a alcunha de “Atanásio do Brasil”. Se o imperador apresentava algumas ambiguidades com relação à fé, o povo, porém, era católico na sua essência e “não havia cidade ou vila que se não assinalasse na devoção ao Santíssimo Sacramento” [2]. Foi apenas com a proclamação da República que esse quadro se viu ameaçado. No dia 7 de janeiro de 1890, o governo provisório deu início à separação entre Igreja e Estado, declarando extinto o padroado e todas as suas instituições. Embora os métodos fossem diferentes, “a República, baseando-se nos princípios positivistas ou comtistas, se mostrou, desde os primeiros dias de sua existência, não menos ofensiva à Igreja do que o fora o Império” [3]. Para acabar com a influência católica na sociedade, os colégios e os cemitérios foram secularizados e o casamento religioso foi substituído pelo casamento civil. Mas a cartada final veio mesmo com a nova Constituição, sancionada em 1891 sem sequer citar o nome de Deus. Estava pavimentado, assim, o caminho para um Brasil sem religião. Os católicos brasileiros ainda hoje devem procurar segurança no Santíssimo Sacramento, sabendo que nenhum poder temporal é capaz de suplantar a Igreja. Os anos da primeira República foram caracterizados por um forte laicismo. Diante desse novo contexto, os bispos do Brasil logo se organizaram para estabelecer os critérios de reação e promover a restauração católica no país. Com o apoio do Papa, novas dioceses foram criadas e outras congregações religiosas puderam vir para o Brasil, inclusive os jesuítas, os quais haviam sido banidos pela lei pombalina. A hierarquia católica tomava uma nova dimensão. No início da década de 1930, a Igreja já estava organizada o suficiente para empreender o projeto de uma “nova evangelização” e barrar tanto o laicismo quanto as ideias socialistas, que começavam a pipocar por todo lugar. “O mundo atual oscila entre duas bandeiras: a branca do Vaticano e a vermelha de Moscou. Estamos diante do dilema: a Cruz ou o martelo”, disse o padre Arruda Câmara durante uma das edições do Congresso Eucarístico Nacional, o evento que marcaria a tônica do episcopado brasileiro em defesa da fé católica no Brasil [4]. A primeira edição do evento ocorreu em Salvador, na Bahia, em 1933, com o tema: “Vinde, adoremos o Santíssimo Sacramento”. Foi com estas palavras que, a 6 de agosto de 1931, o arcebispo primaz Dom Augusto da Silva anunciou o Congresso: É o país todo, é a nação em peso que se vai prostrar aos pés de Jesus para aclamá-lo Rei, não só de cada um dos corações dos seus filhos, mas ainda do coração da Pátria, do seu povo, de seus homens públicos, de suas instituições civis, de seus governos, de sua Constituição, de suas leis, do presente e o futuro da Nação. [5] Os Congressos Eucarísticos foram um fenômeno de público e serviram para reavivar nos brasileiros a consciência de que “o Brasil nascera católico e como tal deveria continuar, não obstante a aberração laicista da primeira República” [6]. Para a mentalidade da época, ser brasileiro significava ser cristão e “não se conhecia honra maior que a de poder comungar, nem maior infâmia do que a de ser privado da mesa eucarística” [7]. A vitória sobre o ateísmo marxista e positivista se deu, portanto, por um sentimento de “patriotismo católico”, que fazia questão de ser visível a toda a sociedade. Foi nesta mesma década, aliás, que o então arcebispo do Rio de Janeiro, o Cardeal Sebastião Leme, mandou erigir o Cristo Redentor sobre o monte do Corcovado. A presença de Jesus deveria estar tanto no coração quanto nas praças. Na 3.ª edição do Congresso, realizada na Arquidiocese de Olinda e Recife, em 1939, as 60 mil pessoas que lotaram o parque Treze de Maio, centro de Recife, cantaram por uma semana o hino composto por Dom Aquino Corrêa, bispo de Cuiabá: Aos Clarins do Congresso Sagrado Pernambuco se ergueu varonil E o Recife se fez lado a lado Catedral onde reza o Brasil Eia sus! Oh leão do norte Ruge ao mar o teu grito de fé Creio em ti Hóstia Santa até a morte Quem não crê brasileiro não é O maior Congresso Eucarístico realizado até hoje foi o do Rio de Janeiro, em 1955, quando 1 milhão de pessoas se reuniram para honrar o Santíssimo Sacramento, motivo pelo qual o Papa Pio XII dizia bendizer ao Senhor pelo reflorescimento da piedade entre os brasileiros. A pujança da Igreja Católica no Brasil veio especialmente pela Eucaristia, que, como disse o mesmo Santo Padre, “uniu os ânimos para a vitória” contra “a invasão de armas estrangeiras, ervadas de heresia, [que] ameaçava a unidade e mais ainda a integridade da fé católica” [8]. Congresso Eucarístico Nacional realizado no Rio de Janeiro, em 1955. Ao término desse congresso, o senador Nereu Ramos, então presidente do Senado, consagrou o Brasil ao Sagrado Coração de Jesus em nome de todo o parlamento: “A consciência e os sentimentos cristãos do povo brasileiro, por suas expressões mais lídimas e afirmativas, vêm desde muito revelando o nobre desejo, o elevado propósito e a inafastável aspiração de entregar os destinos da pátria ao Sagrado Coração de Jesus, no qual, segundo o apóstolo, estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência (…) Entreguemos, pois, numa reafirmação de confiança e de fé ao Sagrado Coração de Jesus, ratificando solenemente a vitoriosa consagração do Excelso Episcopado Nacional, os superiores destinos do Brasil (…) Assim, em meio às tormentas que desabaram sobre a Terra, poderemos dizer sempre como aquele excelso sucessor de São Pedro: ‘O Coração Santíssimo de Jesus é sinal divino de vitória. Nele colocamos todas as nossas esperanças. Dele é que devemos esperar a salvação’.” O Brasil enfrenta hoje outros desafios e é ele um dos últimos bastiões contra a cultura da morte no mundo. Mas, assim como no passado, também hoje os católicos devem procurar segurança no Santíssimo Sacramento, sabendo que nenhum poder temporal é capaz de suplantar a Igreja, contra a qual Nosso Senhor prometeu que as portas do inferno não prevalecerão. Esses esforços anticristãos passarão, assim como passaram o Império e outros governos republicanos. Como disse certa feita Dom Vital: “A Igreja nasceu, cresceu e vigorou no meio das perseguições e, por isso, nada há de recear. Mas o Estado? O futuro encarregar-se-á de nos responder” [9]. A história de nossa instabilidade política todos já conhecem… e estão presenciando até os dias de hoje. O que importa mesmo é que, assim como “a cruz permanece de pé enquanto o mundo dá voltas” (stat crux dum volvitur orbis), assim também o Santíssimo Sacramento salvou e continuará a salvar o Brasil. 521 anos da primeira Missa no Brasil (26/04/2021) No que se refere à primeira evangelização do continente americano, “numa perspectiva histórica, é possível querer fazer um balanço e perguntar-se se foi maior o bem do que o mal; já numa visão de fé, essa postura não teria sentido. As duas coisas — o bem e o mal — não podem ser comparadas porque pertencem a dois autores diversos, a dois planos diferentes. Só Deus pode fazer a parte exata de um e de outro. Além disso, teríamos de reconhecer que não eram apenas os homens daquela época que estavam sujeitos aos condicionamentos de seu tempo; nós também o estamos quando tentamos julgá-los.” Numa visão de fé, deve-se “reconhecer que tudo o que aconteceu nela de bom e de evangélico provém de Deus e de sua graça, ao passo que tudo o que se mostrou equivocado, antievangélico e até cruel provinha do pecado dos homens. Por conseguinte, aquilo que podemos e devemos fazer […] é agradecer e pedir perdão a Deus — agradecer-lhe por sua obra e pedir-lhe perdão pela obra dos homens.” “Assim como Jesus veio ao mundo pela primeira vez de uma genealogia marcada pelo pecado de alguns de seus antepassados humanos, assim também ocorre sempre que Cristo vem a um lugar novo e numa época nova. Ele vem através dos pecados e das faltas daqueles que o transmitem e apesar deles, ‘para que a excelência do poder seja de Deus e não pareça dos homens’ (cf. 2Cor 4,7).” “A um mundo sem o pecado de Adão mas também sem Cristo a Igreja prefere um mundo com o pecado mas com Cristo. Por isso, na noite de Páscoa, a liturgia exclama: O felix culpa… Ditoso o pecado que nos possibilitou conhecer um Salvador tão belo e tão grande! De fato, os homens com seus erros passam, mas Jesus Cristo permanece; é um bem que ninguém pode tirar.” “O que aconteceu de importante há 500 anos […] não foi a descoberta da América por Cristóvão Colombo. Foi que a América descobriu Cristo!” Cardeal Cantalamessa #Brasil

  • A primeira Missa que deu início à história do Brasil

    Quis a Divina Providência que uma Missa marcasse o início da História da maior nação católica do mundo. Pois, de fato, dos méritos infinitos do sacrifício incruento que se renova sobre o altar, ou seja, da Eucaristia, procedem e se ordenam, como a seu fim, todas as grandes obras da História da Igreja. (Cf. Sacrosanctum Concilium, n. 10). A primeira Missa no Brasil foi no iluminado dia 26 de abril de 1500, domingo da oitava de páscoa, quando os portugueses encontraram um ilhéu seguro – o da Coroa Vermelha – onde poderiam celebrar a primeira Missa no Brasil. Hoje, a ilhota não existe mais. Devido ao movimento das marés o ilhéu da primeira Missa se uniu a terra formando uma ampla e alva praia. Em uma carta dirigida ao Rei de Portugal, D. Manuel, o venturo, Pero Vaz de Caminha, escrivão mor da esquadra, narra todos os detalhes do episódio que marca o início da História do Brasil. Ao ler estas linhas, observa-se um profundo espírito evangelizador, como Margarida Barradas de Carvalho observa, “o tema da obrigação de levar a palavra de Cristo a seres humanos, vivendo na ignorância, se coloca em toda a sua pureza realmente cristã”.[1] Após 47 dias de viagem pelo Atlântico, todos os preparativos para Missa estavam terminados. Frei Henrique com os demais clérigos a celebrou em “voz entoada”. Eram oito missionários franciscanos e alguns sacerdotes seculares entre os quais um vigário destinado a Índia[2]. Sob um belo docel, ergueram “um altar mui bem corregido”[3]. O capitão Pedro Álvares Cabral com “a bandeira de Cristo”, convocou todos os seus 1000 subalternos, oficiais e marinheiros “muito bem escolhidos e armados”[4], enquanto que na praia do continente, cerca de duzentos índios acompanhavam atentos tudo o que se passava na ilhota. Relata Caminha que a missa “foi ouvida por todos com muito prazer e devoção”[5]. Terminada a cerimônia, desparamentou-se o sacerdote e subindo em uma cadeira alta fez “uma solene e proveitosa pregação”[6] à assembléia a sentada sobre fina e branca areia do aconchegante litoral baiano. Descreve Pero Vaz de Caminha que “tratou da nossa vinda e do achamento desta terra, conformando-se com o sinal da Cruz, sob cuja a obediência viemos, o que foi muito a propósito e fez muita devoção”[7]. Nos dias subseqüentes, 27 de abril a 1º de maio, os portugueses desbravaram a nova terra e estabeleceram afetuosas relações com os indígenas. Trabalhavam em escupir uma grande cruz de madeira. Os indígenas, impressionados com os instrumentos de metal, contemplavam o trabalho. O capitão, membro da ordem de Cristo, recomendava que os portugueses se pusessem de joelhos diante da Cruz e a beijassem[8] para que os indígenas entendessem a veneração que os homens do mar tinham pelo símbolo Cristão. Um após o outro, todos os lusos oscularam-na. Ao convite dos portugueses os dez ou doze nativos que aí estavam fizeram o mesmo, com tal inocência e candura que os portugueses ficaram muito tocados, como descreve o relato de Caminha, ao Rei de Portugal, “Parece-me gente de tal inocência que, se homem os entendesse e eles a nós, seriam logos cristãos. E, portanto, se os degredados, que aqui hão de ficar, aprenderem bem a sua fala e os entenderem, não duvido que eles, segundo a santa intenção de vossa alteza, se hão de fazer-se cristãos e crer em nossa santa fé, à qual praza a Deus Nosso Senhor que os traga, porque, certo, esta gente é boa e de boa simplicidade. E imprimir-se-á ligeiramente neles qualquer cunho que lhes quiserem dar. E pois Nosso Senhor, que lhes deu bons corpos e bons rostos, como a bons homens, por aqui nos trouxe, creio que não foi sem causa. Portanto Vossa Alteza, que tanto deseja acrescentar a santa Fé católica, deve cuidar de sua salvação. E prazerá a Deus que com pouco trabalho seja assim.”[9] No segundo domingo pascal, dia 1° de maio, estavam concluídos os preparativos para a cerimônia de tomada de posse da nova terra pelas armas portuguesas. Encabeçado pelo capitão que portava a bandeira de Cristo, a Cruz foi conduzida, ao som de cânticos religiosos, até a foz do rio Mutari “para melhor ser vista”. Cerca de setenta indígenas assistiam o cerimonial. Ao verem os portugueses carregar a Cruz meteram-se embaixo dela para também ajudar. A sombra da Cruz, Frei Henrique celebrou a segunda Missa, desta vez no continente, na presença de todos os religiosos, oficiais, soldados e cerca de 150 índios. Conforme as partes da Missa, os indígenas acompanhavam todos os movimentos dos portugueses. Ajoelhavam-se e levantavam-se “em tal maneira sossegados, que certifico a Vossa Alteza nos fez muita devoção” relata Caminha. Permaneceram até a comunhão, quando o capitão e os seus receberam o corpo de Cristo. Um dos nativos com cerca de cinqüenta anos acenava aos outros índios apontando para o altar e para o Céu[10]. Após a pregação foram distribuídas cruzes de estanho para que os tupis pendurassem ao pescoço após oscularem-na e levantarem as mãos ao céu. Pero Vaz de Caminha encantado com a receptividade e inocência dos índios escrevia ao Rei de Portugal: “segundo que a mim e a todos pareceu, esta gente não lhes falece outra coisa para ser toda cristã, senão entender-nos, porque assim tomavam aquilo que nos viam fazer. Por isso, se alguém vier, não deixe logo de vir clérigo para os batizar porque assim já terão mais conhecimentos de nossa fé”.[11] Após a cerimônia, dois degredados os quais a justiça do Rei punira permaneceram entre a população enquanto as naus portuguesas partem. Uma vai a Portugal com a carta de Caminha e informações de navegação, aos outras continuam a missão para Índia a fim de restabelecerem as delicadas relações com os reis hindus. Carta de Pero Vaz de Caminha “Ao domingo de Pascoela pela manhã, determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu. Mandou a todos os capitães que se aprestassem nos batéis e fossem com ele. E assim foi feito. Mandou naquele ilhéu armar um esperável, e dentro dele um altar mui bem corregido. E ali com todos nós outros fez dizer missa, a qual foi dita pelo padre frei Henrique, em voz entoada, e oficiada com aquela mesma voz pelos outros padres e sacerdotes, que todos eram ali. A qual missa, segundo meu parecer, foi ouvida por todos com muito prazer e devoção. Ali era com o Capitão a bandeira de Cristo, com que saiu de Belém, a qual esteve sempre levantada, da parte do Evangelho. Acabada a missa, desvestiu-se o padre e subiu a uma cadeira alta; e nós todos lançados por essa areia. E pregou uma solene e proveitosa pregação da história do Evangelho, ao fim da qual tratou da nossa vinda e do achamento desta terra, conformando-se com o sinal da Cruz, sob cuja obediência viemos, o que foi muito a propósito e fez muita devoção. Enquanto estivemos à missa e à pregação, seria na praia outra tanta gente, pouco mais ou menos como a de ontem, com seus arcos e setas, a qual andava folgando. E olhando-nos, sentaram-se. E, depois de acabada a missa, assentados nós à pregação, levantaram-se muitos deles, tangeram corno ou buzina, e começaram a saltar e dançar um pedaço.“ A principal riqueza da terra Em 1501, após ter viajado por toda a América, o florentino Américo Vespúcio comentava do litoral brasileiro que “se algures na terra existe o paraíso terrestre, não pode ele estar longe daqui”[12]. Pero Vaz de Caminha também relata as riquezas do Brasil. A vastidão, o clima e a fertilidade faz o escrivão mor exclamar: “dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem”. A região é formosa e agradável, com palmitos saborosos, belas aves, enormes camarões e madeira em quantidade, todavia, “sem ouro nem prata, nem nenhuma coisa de metal”[13]. Talvez, por esta última razão, a terra de Santa Cruz ficou relegada ao segundo plano no interesse luso, pois as especiarias da Índia e as riquezas da África rendiam muito mais que o pau-brasil. Contudo, o inteligente Pero Vaz de Caminha ressalta ao rei de Portugal, “o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar”[14]. Quanto as maravilhas do litoral, a fecundidade da terra e as possibilidades de evangelização, Caminha vaticinou com precisão. Em um lento povoamento, portugueses, africanos[15] e o elemento nativo, miscigenaram-se formando um povo homogêneo. Acontecimento explicável por causa do fator que realmente une culturas tão diversas sob a bandeira de um único ideal: a religião católica. Ademais, contribuíram para esse resultado uma inumerável avalanche de padres seculares e religiosos de todas as ordens, que “vieram com a sua fé, a sua doçura e a sua perseverança, vencer a bravesa do íncola”.[16] Em função da devoção Eucarística, clero e laicato realizaram este grande escopo. Atestam isto tantas Igrejas, suntuosas ou singelas, esparsas pelo Brasil, onde reflete-se a piedade eucarística dos primeiros brasileiros. Hoje, a Igreja colhe os frutos deste imenso esforço, deste “grande passado”[17], na expressão de Bento XVI. Observa o Pontífice que, “o Brasil ocupa um lugar muito especial no coração do Papa, não somente porque nasceu cristão e possui hoje o mais alto número de católicos, mas, sobretudo, porque é uma nação rica em potencialidades, com uma presença eclesial que é motivo de alegria e esperança para toda a Igreja.” Realmente, o Brasil nasceu cristão. Como os relatos de Caminha deixam entrever, nas atitudes de indígenas e portugueses, a bondade, hospitalidade e generosidade características do espírito brasileiro é patente. Essa bondade provem do amor à Cruz. De fato, o mais alto símbolo da Fé Cristã não apenas pendia apenas ao pescoço de índios e europeus, mas também, protegia as velas das naus, abençoava o estandarte da ordem de Cristo e as armas de Portugal. Ela estava plantada na nova terra e reluzente no céu do cruzeiro do sul. Dir-se-ia que vendo tanta piedade, o Crucificado quis também estar presente nos dez primeiros dias do Brasil. Realmente, o Divino Mestre esteve presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade sob as espécies Eucarísticas. Foi com a Santa Missa que começou repleta de empreendimento e alegria; bondade e Fé, a História de um país que “nasceu cristão”[18] ajoelhado à sombra da Cruz, adorando a Jesus Sacramentado. Fato que cumpre aquilo do Papa João Paulo II (Ecclesiae de Eucharistia, n. 22), “Portanto, a Igreja recebe a força espiritual necessária para cumprir sua missão, perpetuando o sacrifício da Cruz na Eucaristia e comunicando o corpo e o sangue de Cristo. Assim, a Eucaristia é a fonte e, ao mesmo tempo, o ápice de toda evangelização, pois tem como objetivo a comunhão dos homens com Cristo e, Nele, com o Pai e com o Espírito Santo. (Cf. Homilias sobre la 1 Carta a los Corintios, 24,2: PG 61,200; cf. Didaché, IX,5: F.X. Funk, I,22; San Cipriano, Ep. LXIII,13: PL 4,384.)” A Eucaristia salvou o Brasil do ateísmo Fenômeno de público, os Congressos Eucarísticos reavivaram nos brasileiros a consciência de que “o Brasil nascera católico e como tal deveria continuar, não obstante a aberração laicista da primeira República”. O Brasil é mundialmente conhecido como o país mais católico do mundo. Os cinco milhões de jovens que lotaram a praia de Copacabana, sob as bênçãos do Cristo Redentor e do Papa, durante a Jornada Mundial da Juventude em 2013, reforçaram ainda mais essa ideia. Mas quem desconhece o passado e se impressiona facilmente com os números, não imagina que, um dia, o país cuja Constituição de 1988 foi promulgada “sob a proteção de Deus” quase se tornou ateu. A situação da Igreja Católica no Brasil nunca foi tranquila. Apesar de a carta de Pero Vaz de Caminha atestar que o intuito das navegações era a evangelização dos povos, a verdade é que os missionários católicos tiveram de amargar muitas provações para tornar o Evangelho de Cristo conhecido nestas terras. No período monárquico, o regime de padroado causou muita dor de cabeça para os católicos, sobretudo ao clero e aos religiosos. O rei D. Pedro I atuou de forma regalista contra as ordens religiosas, interferindo em suas constituições e confiscando seus bens, de modo que a Igreja passou por um período de severa estagnação. E pouco mudou durante o regime de D. Pedro II, quando, aliás, estourou a Questão Religiosa, que culminou na famosa prisão do arcebispo de Olinda, Dom Vital. “A cruz permanece de pé enquanto o mundo dá voltas”. Do mesmo modo, o Santíssimo Sacramento salvou e continuará a salvar o Brasil. Essas dificuldades, porém, não impediram que o povo brasileiro entrasse “na história sob o signo da cruz de Cristo, e com o viático de Jesus sacramentado no coração” [1]. A própria Questão Religiosa serviu para despertar alguns católicos da letargia, dada a coragem de Dom Vital contra os abusos da Coroa e da Maçonaria, o que lhe rendeu a alcunha de “Atanásio do Brasil”. Se o imperador apresentava algumas ambiguidades com relação à fé, o povo, porém, era católico na sua essência e “não havia cidade ou vila que se não assinalasse na devoção ao Santíssimo Sacramento” [2]. Foi apenas com a proclamação da República que esse quadro se viu ameaçado. No dia 7 de janeiro de 1890, o governo provisório deu início à separação entre Igreja e Estado, declarando extinto o padroado e todas as suas instituições. Embora os métodos fossem diferentes, “a República, baseando-se nos princípios positivistas ou comtistas, se mostrou, desde os primeiros dias de sua existência, não menos ofensiva à Igreja do que o fora o Império” [3]. Para acabar com a influência católica na sociedade, os colégios e os cemitérios foram secularizados e o casamento religioso foi substituído pelo casamento civil. Mas a cartada final veio mesmo com a nova Constituição, sancionada em 1891 sem sequer citar o nome de Deus. Estava pavimentado, assim, o caminho para um Brasil sem religião. Os católicos brasileiros ainda hoje devem procurar segurança no Santíssimo Sacramento, sabendo que nenhum poder temporal é capaz de suplantar a Igreja. Os anos da primeira República foram caracterizados por um forte laicismo. Diante desse novo contexto, os bispos do Brasil logo se organizaram para estabelecer os critérios de reação e promover a restauração católica no país. Com o apoio do Papa, novas dioceses foram criadas e outras congregações religiosas puderam vir para o Brasil, inclusive os jesuítas, os quais haviam sido banidos pela lei pombalina. A hierarquia católica tomava uma nova dimensão. No início da década de 1930, a Igreja já estava organizada o suficiente para empreender o projeto de uma “nova evangelização” e barrar tanto o laicismo quanto as ideias socialistas, que começavam a pipocar por todo lugar. “O mundo atual oscila entre duas bandeiras: a branca do Vaticano e a vermelha de Moscou. Estamos diante do dilema: a Cruz ou o martelo”, disse o padre Arruda Câmara durante uma das edições do Congresso Eucarístico Nacional, o evento que marcaria a tônica do episcopado brasileiro em defesa da fé católica no Brasil [4]. A primeira edição do evento ocorreu em Salvador, na Bahia, em 1933, com o tema: “Vinde, adoremos o Santíssimo Sacramento”. Foi com estas palavras que, a 6 de agosto de 1931, o arcebispo primaz Dom Augusto da Silva anunciou o Congresso: É o país todo, é a nação em peso que se vai prostrar aos pés de Jesus para aclamá-lo Rei, não só de cada um dos corações dos seus filhos, mas ainda do coração da Pátria, do seu povo, de seus homens públicos, de suas instituições civis, de seus governos, de sua Constituição, de suas leis, do presente e o futuro da Nação. [5] Os Congressos Eucarísticos foram um fenômeno de público e serviram para reavivar nos brasileiros a consciência de que “o Brasil nascera católico e como tal deveria continuar, não obstante a aberração laicista da primeira República” [6]. Para a mentalidade da época, ser brasileiro significava ser cristão e “não se conhecia honra maior que a de poder comungar, nem maior infâmia do que a de ser privado da mesa eucarística” [7]. A vitória sobre o ateísmo marxista e positivista se deu, portanto, por um sentimento de “patriotismo católico”, que fazia questão de ser visível a toda a sociedade. Foi nesta mesma década, aliás, que o então arcebispo do Rio de Janeiro, o Cardeal Sebastião Leme, mandou erigir o Cristo Redentor sobre o monte do Corcovado. A presença de Jesus deveria estar tanto no coração quanto nas praças. Na 3.ª edição do Congresso, realizada na Arquidiocese de Olinda e Recife, em 1939, as 60 mil pessoas que lotaram o parque Treze de Maio, centro de Recife, cantaram por uma semana o hino composto por Dom Aquino Corrêa, bispo de Cuiabá: Aos Clarins do Congresso Sagrado Pernambuco se ergueu varonil E o Recife se fez lado a lado Catedral onde reza o Brasil Eia sus! Oh leão do norte Ruge ao mar o teu grito de fé Creio em ti Hóstia Santa até a morte Quem não crê brasileiro não é O maior Congresso Eucarístico realizado até hoje foi o do Rio de Janeiro, em 1955, quando 1 milhão de pessoas se reuniram para honrar o Santíssimo Sacramento, motivo pelo qual o Papa Pio XII dizia bendizer ao Senhor pelo reflorescimento da piedade entre os brasileiros. A pujança da Igreja Católica no Brasil veio especialmente pela Eucaristia, que, como disse o mesmo Santo Padre, “uniu os ânimos para a vitória” contra “a invasão de armas estrangeiras, ervadas de heresia, [que] ameaçava a unidade e mais ainda a integridade da fé católica” [8]. Congresso Eucarístico Nacional realizado no Rio de Janeiro, em 1955. Ao término desse congresso, o senador Nereu Ramos, então presidente do Senado, consagrou o Brasil ao Sagrado Coração de Jesus em nome de todo o parlamento: “A consciência e os sentimentos cristãos do povo brasileiro, por suas expressões mais lídimas e afirmativas, vêm desde muito revelando o nobre desejo, o elevado propósito e a inafastável aspiração de entregar os destinos da pátria ao Sagrado Coração de Jesus, no qual, segundo o apóstolo, estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência (…) Entreguemos, pois, numa reafirmação de confiança e de fé ao Sagrado Coração de Jesus, ratificando solenemente a vitoriosa consagração do Excelso Episcopado Nacional, os superiores destinos do Brasil (…) Assim, em meio às tormentas que desabaram sobre a Terra, poderemos dizer sempre como aquele excelso sucessor de São Pedro: ‘O Coração Santíssimo de Jesus é sinal divino de vitória. Nele colocamos todas as nossas esperanças. Dele é que devemos esperar a salvação’.” O Brasil enfrenta hoje outros desafios e é ele um dos últimos bastiões contra a cultura da morte no mundo. Mas, assim como no passado, também hoje os católicos devem procurar segurança no Santíssimo Sacramento, sabendo que nenhum poder temporal é capaz de suplantar a Igreja, contra a qual Nosso Senhor prometeu que as portas do inferno não prevalecerão. Esses esforços anticristãos passarão, assim como passaram o Império e outros governos republicanos. Como disse certa feita Dom Vital: “A Igreja nasceu, cresceu e vigorou no meio das perseguições e, por isso, nada há de recear. Mas o Estado? O futuro encarregar-se-á de nos responder” [9]. A história de nossa instabilidade política todos já conhecem… e estão presenciando até os dias de hoje. O que importa mesmo é que, assim como “a cruz permanece de pé enquanto o mundo dá voltas” (stat crux dum volvitur orbis), assim também o Santíssimo Sacramento salvou e continuará a salvar o Brasil. 521 anos da primeira Missa no Brasil (26/04/2021) No que se refere à primeira evangelização do continente americano, “numa perspectiva histórica, é possível querer fazer um balanço e perguntar-se se foi maior o bem do que o mal; já numa visão de fé, essa postura não teria sentido. As duas coisas — o bem e o mal — não podem ser comparadas porque pertencem a dois autores diversos, a dois planos diferentes. Só Deus pode fazer a parte exata de um e de outro. Além disso, teríamos de reconhecer que não eram apenas os homens daquela época que estavam sujeitos aos condicionamentos de seu tempo; nós também o estamos quando tentamos julgá-los.” Numa visão de fé, deve-se “reconhecer que tudo o que aconteceu nela de bom e de evangélico provém de Deus e de sua graça, ao passo que tudo o que se mostrou equivocado, antievangélico e até cruel provinha do pecado dos homens. Por conseguinte, aquilo que podemos e devemos fazer […] é agradecer e pedir perdão a Deus — agradecer-lhe por sua obra e pedir-lhe perdão pela obra dos homens.” “Assim como Jesus veio ao mundo pela primeira vez de uma genealogia marcada pelo pecado de alguns de seus antepassados humanos, assim também ocorre sempre que Cristo vem a um lugar novo e numa época nova. Ele vem através dos pecados e das faltas daqueles que o transmitem e apesar deles, ‘para que a excelência do poder seja de Deus e não pareça dos homens’ (cf. 2Cor 4,7).” “A um mundo sem o pecado de Adão mas também sem Cristo a Igreja prefere um mundo com o pecado mas com Cristo. Por isso, na noite de Páscoa, a liturgia exclama: O felix culpa… Ditoso o pecado que nos possibilitou conhecer um Salvador tão belo e tão grande! De fato, os homens com seus erros passam, mas Jesus Cristo permanece; é um bem que ninguém pode tirar.” “O que aconteceu de importante há 500 anos […] não foi a descoberta da América por Cristóvão Colombo. Foi que a América descobriu Cristo!” Cardeal Cantalamessa #Brasil

  • GRAHAM GREENE DIANTE DO ABISMO

    O grande romancista Graham Greene, sempre catalogado entre os maiores romancistas católicos do século XX, experimentou a depressão desde a infância e teve uma vida espiritual atormentada (suas duas autobiografias o testemunham). Gostava de uma frase de Thomas Browne, que exprimia a sua própria luta interior: “Há um outro homem, dentro de mim, que está zangado comigo”. E, de fato, tentou algumas vezes o suicídio. Graham Greene nasceu, em 1904, na pequena cidade histórica de Berkhamsted, na região leste da Inglaterra. Foi jovem para Londres e estudou em Oxford. Aos vinte e um anos, em 1926, conheceu aquela que seria sua esposa, Vivien Dayrell-Browning, jovem de vinte anos que, quatro anos antes, tinha escandalizado a própria família ao deixar o anglicanismo e fazer a profissão de fé católica. Ela teve um desenvolvimento intelectual precoce e aos treze anos já publicava seu primeiro livro, prefaciado por ninguém menos do que Chesterton, que era amigo da família. No início do relacionamento com a católica Vivien, o agnóstico Graham sentiu a necessidade intelectual de conhecer melhor a fé professada pela moça, e inscreveu-se, por esta única razão, numa paróquia londrina para o curso de catequese. Contudo, após alguns encontros com o sacerdote, já não tinha dúvidas sobre a plausibilidade lógica do catolicismo. E, assim, esse homem, intelectualmente convertido, aceitou batizar-se na Igreja romana. Conta, em sua autobiografia, que quando foi recebido na Igreja, não se sentiu tocado emocionalmente, mas apenas intelectualmente convicto da verdade católica. Praticava formalmente a religião: ia à Missa aos domingos, confessava-se mais ou menos uma vez ao mês e, nas horas vagas, lia sempre com interesse os teólogos, ora fascinado, ora com repulsa. Foi nesse contexto que ele e Vivien se casaram, tiveram dois filhos e permaneceram juntos por vinte anos, de 1927 a 1947. Quando Graham pediu o divórcio, a católica Vivien recusou, e eles permaneceram oficialmente casados até 1991, quando o marido morreu, depois de mais ou menos trinta anos de relacionamento com Yvonne Cloetta, sua última amante. Graham Greene deixava, então, uma obra literária das mais respeitadas, no terreno da ficção. Alguns de seus romances, entre as dezenas que publicou, como O condenado (Brighton Rock,1938), O poder e a glória (The power and the Glory, 1940), O cerne da questão (The Heart of the Matter, 1948), Fim de caso (The End of the Affair, 1951), inscrevem-se na lista permanente dos grandes romances contemporâneos. O grande conflito interior de Graham Greene — Deus existe ou não? —, aliado à bipolaridade psíquica, fez de sua vida um verdadeiro inferno, mas, é preciso reconhecer, foi a matéria-prima privilegiada de seus romances carregados de verdadeira humanidade, nos quais o ser humano aparece por inteiro, corpo e espírito, ao contrário da maioria de seus colegas de ofício, que ideologicamente tendiam a reduzir o comportamento humano a algo por demais simplificado, à margem da realidade sobrenatural.

  • A VOZ DO PASTOR – Scott Hahn medita sobre o 4º Domingo da Páscoa

    Jesus, no Evangelho de hoje, diz que Ele é o bom pastor que os profetas prometeram a Israel. Ele é o príncipe pastor, o novo Davi, que liberta as pessoas da escravidão do pecado e as reúne num rebanho, que é a Igreja, sob uma nova aliança feita com Seu próprio sangue (ver Ezequiel 34: 10-13, 23-31) . Seu rebanho inclui outras ovelhas, diz Ele, além dos filhos dispersos de Israel (ver Isaías 56: 8; João 11:52). E Ele deu a Sua Igreja a missão de pastorear todos os povos, conduzindo-os ao Pai. Na Primeira Leitura de hoje, vemos o início dessa missão no testemunho de Pedro, a quem o Senhor designou pastor de Sua Igreja (ver João 21: 15-17). Pedro diz, aos líderes de Israel, que o Salmo que cantamos hoje é uma profecia do que eles fizeram com Cristo, ao rejeitá-lo e crucificá-lo. Diz também, aos “construtores” do templo de Israel, que Deus fez da pedra, que eles rejeitaram, a pedra angular de um novo templo espiritual: a Igreja (ver Marcos 12: 10-13; 1 Pedro 2: 4-7). Por meio do ministério da Igreja, o pastor continua falando (ver Lucas 10:16), perdoando pecados (ver João 20:23), e tornando Seu corpo e Seu sangue presentes, para que todos possam conhecê-Lo no partir do pão ( veja Lucas 24:35). É uma missão que continuará até que todo o mundo seja um só rebanho sob um único pastor. Ao dar Sua vida e recuperá-la, Jesus tornou possível que conhecêssemos a Deus como Ele próprio O conhece: como filhos e filhas de um Pai que nos ama. Conforme ouvimos na Epístola de hoje, Ele nos chama de Seus filhos, assim como chamou Israel de Seu filho quando o tirou do Egito e fez com ele uma aliança (ver Êxodo 4: 22-23; Apocalipse 21: 7). Ouçamos, hoje, a Sua voz enquanto Ele fala conosco nas Escrituras, e prometamos novamente ser mais fiéis em seu seguimento. E vamos dar graças pelas bênçãos que Ele nos concede de Seu altar. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/the-shepherds-voice-scott-hahn-reflects-on-the-fourth-sunday-of-easter/

  • Arquidiocese francesa dá dinheiro para construir grande mesquita

    A situação financeira da Arquidiocese de Tours foi gravemente afetada pela crise do COVID-19, levando a um apelo dramático do Arcebispo Vincent Jordy este mês. Vincent Jordy, recentemente nomeado arcebispo de Tours no centro da França, foi forçado a publicar uma declaração após declarações de um líder muçulmano local revelarem que a diocese católica deu fundos para a construção de uma grande mesquita, e que esses fundos podem ser financiados pelo “negador du culte”: contribuições paroquiais dadas pelos católicos na diocese para seus custos de manutenção e operação. A história surgiu há dez dias, quando um jornal local, la Nouvelle République, publicou uma história para o início do Ramadã em 13 de abril, com comentários do presidente da comunidade muçulmana do departamento de Indre-et-Loire no vale do Loire explicando que a nova Grande Mesquita de Menneton ainda não estava pronta para receber os fiéis muçulmanos, em particular em suas áreas destinadas à adoração pública. Salah Merabti, falando sobre as restrições do COVID que impedirão os fiéis de “quebrar o jejum” em jantares comunitários em sua mesquita atual, disse esperar que no próximo ano, as obras tenham sido concluídas no novo edifício, para o qual já foram gastos 4 milhões de euros (cerca de 5 milhões de dólares). Faltam 2 milhões de euros em fundos para pagar o telhado, a cúpula e o trabalho de vedação. O projeto de construção já está várias semanas ou meses atrasado por causa do COVID-19, e agora o preço dos materiais de construção aumentou vertiginosamente, comprometendo a capacidade da comunidade muçulmana de financiar contratos futuros. Foi neste ponto que Merabti falou sobre aqueles que ajudaram ou ainda estão ajudando com o financiamento do projeto: “Em Paris, conheci o chefe da Coca-Cola Argélia que nos deu a quantia de € 150.000 pelo telhado. Isso é excepcional. Também recebemos presentes de funcionários eleitos da metrópole [Tours], da comunidade judaica de Tours, e da diocese, para a área de adoração da mesquita. Este é um grande conforto. A história foi captada pelo site católico independente “Riposte-Catholique”, que perguntou: “Devemos entender que o financiamento paroquial da igreja foi desviado para as necessidades da comunidade muçulmana? Essa é uma questão que deve ser colocada no escritório de contabilidade da diocese.” A diocese de Tours normalmente recebe um orçamento global anual de cerca de € 1,6 milhão através de contribuições paroquiais, em comparação com os custos operacionais anuais de cerca de € 6,7 milhões, para os quais coleções dominicais, presentes por ocasião de casamentos e funerais e intenções de missa também fornecem. Embora a diocese tenha uma quantia confortável de quase 9,5 milhões de euros escondidos no final de 2019, sua situação financeira foi gravemente afetada pela crise do COVID-19, levando a um apelo dramático do bispo Jordy este mês. Ele ressaltou a “diminuição total” das coletas dominicais desde o início das medidas de contenção da pandemia, bem como uma redução quase total das contribuições por ocasião de alguns sacramentos e do financiamento paroquial; mesmo os presentes para as intenções de massa diminuíram “muito significativamente”, ele lamentou. Jordy pediu a todos os católicos de sua diocese para participar,acrescentando que isso era “vital”. Nestas circunstâncias, o momento da expressão de Salah Merabti de agradecimento à Arquidiocese de Tours dificilmente poderia ter sido mais infeliz, especialmente quando foi captado por Riposte catholique e comentado nas redes sociais, e perguntas seguidas aos funcionários diocesanos. O bispo Vincent Jordy publicou uma declaração em 15 de abril, apenas dois dias após a notícia do financiamento diocesano para uma mesquita em Tours vazar: Em 1996, durante a visita ao Papa São João Paulo II, como os subsídios eram quase inexistentes, a diocese havia lançado um apelo por doações para garantir o financiamento desta recepção. Nesta ocasião, a comunidade muçulmana de Tours queria fazer uma doação simbólica. Em troca, a diocese de Tours quis fazer uma doação semelhante e simbólica por ocasião do lançamento do projeto mesquita Tours há mais de 15 anos. Ele acrescentou (em uma frase em grande parte incompreensível que parece colocar as celebrações cristãs e muçulmanas em par): “Como as comunidades cristãs vivem à luz das celebrações da Páscoa e as comunidades muçulmanas entraram no período do Ramadã, este lembrete nos permite medir nossas vidas como crentes.” Parece, portanto, que a doação da arquidiocese para a construção de um local de culto muçulmano realmente ocorreu sob o antecessor de Jordy, e há muito tempo. Mas os católicos locais estão pedindo explicações: por que não foram informados dessa doação? Quanto foi dado para a visita de João Paulo II pelos muçulmanos, e foi uma quantia equivalente doada para a mesquita? O que o bispo quis dizer com um presente “semelhante” e “simbólico”? Um membro de um fórum católico na internet escreveu: Quanto ao “lembrete” de uma doação feita por uma comunidade muçulmana de Tours em 1996, há 25 anos, para a visita de João Paulo II, o que justificaria uma doação em troca hoje, é uma piada completa. Eu não sei por que esta comunidade muçulmana queria fazer esta doação, se é verdade, mas de qualquer forma, esta comunidade muçulmana nunca financiou a construção de uma igreja. O fato de que a diocese de Tours quer aparecer como um dos financiadores da mesquita Tours marca o fim de sua existência como uma diocese católica. Deixe-o pedir desculpas aos seus doadores, se ele ainda tem a força. Outros católicos ressaltaram que uma coisa é ajudar a pagar a visita de um Papa a uma comunidade local, e outra para financiar a construção de um local de adoração duradouro. Tais críticas têm sido alimentadas nos últimos anos após uma série de ataques islâmicos atingirem a França, incluindo o corte da garganta de um velho padre, padre Jacques Hamel, enquanto ele celebrava a missa, e outro ataque terrorista contra católicos em uma igreja em Nice no início do ano passado. Mas mesmo sem esses trágicos incidentes, a presença de uma comunidade muçulmana crescente e vital na França, que se beneficia das leis locais de “antidiscriminação”, levou a temores e tensões. É um sinal dos tempos em que, no ano passado, o presidente Emmanuel Macron se juntou a uma festa muçulmana celebrando o fim do Ramadã em junho, mas nem sequer enviou desejos de Natal ou Páscoa aos católicos franceses nos últimos meses. Também foram levantadas questões sobre o direito da diocese de usar fundos dados por doadores católicos para um objeto tão obviamente distante das razões pelas quais foram dados. Os fiéis contribuem para o financiamento da adoração católica em todas as suas dimensões, incluindo a manutenção de igrejas paroquiais e edifícios diocesanos, e renda para padres diocesanos — não o financiamento de locais de culto para outras religiões. A associação diocesana de estatutos oficiais de Tours lembra laconicamente que seus fundos são para cobrir “a manutenção da adoração”. Adoração católica, é claro… Um católico local reclamou: “Se eu quisesse financiar a construção de uma mesquita, eu mesmo teria feito isso diretamente.” Outro comentou: “João Paulo II foi embora, mas a mesquita permanecerá.” Esta não é a primeira vez que uma diocese francesa doa dinheiro doado pelos fiéis para os interesses islâmicos. A reconstrução de um local islâmico de adoração que foi destruído por incêndios criminosos foi ajudada ao montante de € 5.000 pela diocese de Auch (sudoeste da França) em 2015. “A caridade não conhece fronteiras”, explicou o bispo local, Maurice Gardès, na época. Esta doação também desencadeou uma onda de críticas, levando a diocese a afirmar mais tarde que também havia dado € 12.000 para cristãos perseguidos no Oriente Médio. Pelo menos a diocese de Auch anunciou publicamente o presente quando foi feito. A notícia levou a um declínio acentuado nas doações de financiamento da paróquia. No semanário católico Famille chrétienne, especialista do Islã, Annie Laurent, também sublinhou o perigo do relativismo ligado a tal participação na construção de mesquitas islâmicas na França: “A mensagem corânica visa desacreditar os grandes mistérios cristãos da Encarnação, da Trindade, da Redenção, da Ressurreição de Jesus, etc.”, escreveu ela. Em maio do ano passado, a diocese de Bordeaux pediu aos católicos locais que doem generosas doações para a conta de fundos de benefícios sociais das mesquitas locais, a fim de ajudar “estudantes subsaarianos que vivem em Bordeaux e seus arredores”. Devido às restrições do COVID, quatro mesquitas locais haviam pedido dinheiro para pagar pacotes de comida para muçulmanos carentes que de outra forma teriam se juntado às refeições na mesquita. Tal ajuda alimentar está obviamente em outro nível que o financiamento de locais de culto, mas ao mesmo tempo a diocese católica de Bordeaux recentemente multiplicou eventos junto com dignitários islâmicos que vão além de gestos humanitários, como quando um imã local, Hassan Belmajdoub, conhecido por ter convidado pregadores radicais para sua mesquita, foi convidado a falar em uma igreja católica em novembro de 2017 sobre o tema : “Encontrando o outro em toda sinceridade.” Traduzido de LifeSiteNews

  • Arquidiocese francesa dá dinheiro para construir grande mesquita

    A situação financeira da Arquidiocese de Tours foi gravemente afetada pela crise do COVID-19, levando a um apelo dramático do Arcebispo Vincent Jordy este mês. Vincent Jordy, recentemente nomeado arcebispo de Tours no centro da França, foi forçado a publicar uma declaração após declarações de um líder muçulmano local revelarem que a diocese católica deu fundos para a construção de uma grande mesquita, e que esses fundos podem ser financiados pelo “negador du culte”: contribuições paroquiais dadas pelos católicos na diocese para seus custos de manutenção e operação. A história surgiu há dez dias, quando um jornal local, la Nouvelle République, publicou uma história para o início do Ramadã em 13 de abril, com comentários do presidente da comunidade muçulmana do departamento de Indre-et-Loire no vale do Loire explicando que a nova Grande Mesquita de Menneton ainda não estava pronta para receber os fiéis muçulmanos, em particular em suas áreas destinadas à adoração pública. Salah Merabti, falando sobre as restrições do COVID que impedirão os fiéis de “quebrar o jejum” em jantares comunitários em sua mesquita atual, disse esperar que no próximo ano, as obras tenham sido concluídas no novo edifício, para o qual já foram gastos 4 milhões de euros (cerca de 5 milhões de dólares). Faltam 2 milhões de euros em fundos para pagar o telhado, a cúpula e o trabalho de vedação. O projeto de construção já está várias semanas ou meses atrasado por causa do COVID-19, e agora o preço dos materiais de construção aumentou vertiginosamente, comprometendo a capacidade da comunidade muçulmana de financiar contratos futuros. Foi neste ponto que Merabti falou sobre aqueles que ajudaram ou ainda estão ajudando com o financiamento do projeto: “Em Paris, conheci o chefe da Coca-Cola Argélia que nos deu a quantia de € 150.000 pelo telhado. Isso é excepcional. Também recebemos presentes de funcionários eleitos da metrópole [Tours], da comunidade judaica de Tours, e da diocese, para a área de adoração da mesquita. Este é um grande conforto. A história foi captada pelo site católico independente “Riposte-Catholique”, que perguntou: “Devemos entender que o financiamento paroquial da igreja foi desviado para as necessidades da comunidade muçulmana? Essa é uma questão que deve ser colocada no escritório de contabilidade da diocese.” A diocese de Tours normalmente recebe um orçamento global anual de cerca de € 1,6 milhão através de contribuições paroquiais, em comparação com os custos operacionais anuais de cerca de € 6,7 milhões, para os quais coleções dominicais, presentes por ocasião de casamentos e funerais e intenções de missa também fornecem. Embora a diocese tenha uma quantia confortável de quase 9,5 milhões de euros escondidos no final de 2019, sua situação financeira foi gravemente afetada pela crise do COVID-19, levando a um apelo dramático do bispo Jordy este mês. Ele ressaltou a “diminuição total” das coletas dominicais desde o início das medidas de contenção da pandemia, bem como uma redução quase total das contribuições por ocasião de alguns sacramentos e do financiamento paroquial; mesmo os presentes para as intenções de massa diminuíram “muito significativamente”, ele lamentou. Jordy pediu a todos os católicos de sua diocese para participar,acrescentando que isso era “vital”. Nestas circunstâncias, o momento da expressão de Salah Merabti de agradecimento à Arquidiocese de Tours dificilmente poderia ter sido mais infeliz, especialmente quando foi captado por Riposte catholique e comentado nas redes sociais, e perguntas seguidas aos funcionários diocesanos. O bispo Vincent Jordy publicou uma declaração em 15 de abril, apenas dois dias após a notícia do financiamento diocesano para uma mesquita em Tours vazar: Em 1996, durante a visita ao Papa São João Paulo II, como os subsídios eram quase inexistentes, a diocese havia lançado um apelo por doações para garantir o financiamento desta recepção. Nesta ocasião, a comunidade muçulmana de Tours queria fazer uma doação simbólica. Em troca, a diocese de Tours quis fazer uma doação semelhante e simbólica por ocasião do lançamento do projeto mesquita Tours há mais de 15 anos. Ele acrescentou (em uma frase em grande parte incompreensível que parece colocar as celebrações cristãs e muçulmanas em par): “Como as comunidades cristãs vivem à luz das celebrações da Páscoa e as comunidades muçulmanas entraram no período do Ramadã, este lembrete nos permite medir nossas vidas como crentes.” Parece, portanto, que a doação da arquidiocese para a construção de um local de culto muçulmano realmente ocorreu sob o antecessor de Jordy, e há muito tempo. Mas os católicos locais estão pedindo explicações: por que não foram informados dessa doação? Quanto foi dado para a visita de João Paulo II pelos muçulmanos, e foi uma quantia equivalente doada para a mesquita? O que o bispo quis dizer com um presente “semelhante” e “simbólico”? Um membro de um fórum católico na internet escreveu: Quanto ao “lembrete” de uma doação feita por uma comunidade muçulmana de Tours em 1996, há 25 anos, para a visita de João Paulo II, o que justificaria uma doação em troca hoje, é uma piada completa. Eu não sei por que esta comunidade muçulmana queria fazer esta doação, se é verdade, mas de qualquer forma, esta comunidade muçulmana nunca financiou a construção de uma igreja. O fato de que a diocese de Tours quer aparecer como um dos financiadores da mesquita Tours marca o fim de sua existência como uma diocese católica. Deixe-o pedir desculpas aos seus doadores, se ele ainda tem a força. Outros católicos ressaltaram que uma coisa é ajudar a pagar a visita de um Papa a uma comunidade local, e outra para financiar a construção de um local de adoração duradouro. Tais críticas têm sido alimentadas nos últimos anos após uma série de ataques islâmicos atingirem a França, incluindo o corte da garganta de um velho padre, padre Jacques Hamel, enquanto ele celebrava a missa, e outro ataque terrorista contra católicos em uma igreja em Nice no início do ano passado. Mas mesmo sem esses trágicos incidentes, a presença de uma comunidade muçulmana crescente e vital na França, que se beneficia das leis locais de “antidiscriminação”, levou a temores e tensões. É um sinal dos tempos em que, no ano passado, o presidente Emmanuel Macron se juntou a uma festa muçulmana celebrando o fim do Ramadã em junho, mas nem sequer enviou desejos de Natal ou Páscoa aos católicos franceses nos últimos meses. Também foram levantadas questões sobre o direito da diocese de usar fundos dados por doadores católicos para um objeto tão obviamente distante das razões pelas quais foram dados. Os fiéis contribuem para o financiamento da adoração católica em todas as suas dimensões, incluindo a manutenção de igrejas paroquiais e edifícios diocesanos, e renda para padres diocesanos — não o financiamento de locais de culto para outras religiões. A associação diocesana de estatutos oficiais de Tours lembra laconicamente que seus fundos são para cobrir “a manutenção da adoração”. Adoração católica, é claro… Um católico local reclamou: “Se eu quisesse financiar a construção de uma mesquita, eu mesmo teria feito isso diretamente.” Outro comentou: “João Paulo II foi embora, mas a mesquita permanecerá.” Esta não é a primeira vez que uma diocese francesa doa dinheiro doado pelos fiéis para os interesses islâmicos. A reconstrução de um local islâmico de adoração que foi destruído por incêndios criminosos foi ajudada ao montante de € 5.000 pela diocese de Auch (sudoeste da França) em 2015. “A caridade não conhece fronteiras”, explicou o bispo local, Maurice Gardès, na época. Esta doação também desencadeou uma onda de críticas, levando a diocese a afirmar mais tarde que também havia dado € 12.000 para cristãos perseguidos no Oriente Médio. Pelo menos a diocese de Auch anunciou publicamente o presente quando foi feito. A notícia levou a um declínio acentuado nas doações de financiamento da paróquia. No semanário católico Famille chrétienne, especialista do Islã, Annie Laurent, também sublinhou o perigo do relativismo ligado a tal participação na construção de mesquitas islâmicas na França: “A mensagem corânica visa desacreditar os grandes mistérios cristãos da Encarnação, da Trindade, da Redenção, da Ressurreição de Jesus, etc.”, escreveu ela. Em maio do ano passado, a diocese de Bordeaux pediu aos católicos locais que doem generosas doações para a conta de fundos de benefícios sociais das mesquitas locais, a fim de ajudar “estudantes subsaarianos que vivem em Bordeaux e seus arredores”. Devido às restrições do COVID, quatro mesquitas locais haviam pedido dinheiro para pagar pacotes de comida para muçulmanos carentes que de outra forma teriam se juntado às refeições na mesquita. Tal ajuda alimentar está obviamente em outro nível que o financiamento de locais de culto, mas ao mesmo tempo a diocese católica de Bordeaux recentemente multiplicou eventos junto com dignitários islâmicos que vão além de gestos humanitários, como quando um imã local, Hassan Belmajdoub, conhecido por ter convidado pregadores radicais para sua mesquita, foi convidado a falar em uma igreja católica em novembro de 2017 sobre o tema : “Encontrando o outro em toda sinceridade.” Traduzido de LifeSiteNews

  • Atender confissões, mesmo ao ar livre, se tornou crime durante a pandemia

    As restrições impostas contra a pandemia despertou a inteligência e criatividade dos sacerdotes mais zelosos para a prática do bem. Assim, nos locais onde os templos eram obrigados a fechar, procuraram se disponibilizar para atender as confissões ao ar livre, desse modo os penitentes poderiam vir a confessar. Entretanto as autoridades da Irlanda resolveram transformar esta prática em um crime. Uma lei recém-aprovada na Irlanda sobre encontros religiosos torna ilegais – e puníveis – até mesmo confissões em espaços abertos, uma prática que se espalhou em vários países devido ao fechamento de templos, espontaneamente estrelados por padres preocupados com as almas dos fiéis. Essa é pelo menos a opinião de Oran Doyle, professor da Trinity College Dublin Law School, em declarações ao jornal católico irlandês. Doyle observa que a articulação da nova norma aplica restrições tanto às atividades internas quanto externas, o que a torna diferente da aplicada a outras ocupações restritas. Leia também Terroristas Islâmicos promovem massacre em Moçambique e o mundo fica em silêncio Para Doyle, esta criminalização deste último recorre a um sacramento essencial para um cristão inegavelmente prova que o governo de Michéal Martin mente quando afirma que seu gabinete não é movido por um humor “antirreligioso”. Leia também Prefeito persegue católicos e proíbe rosário em praça pública, no interior de SP

  • Atender confissões, mesmo ao ar livre, se tornou crime durante a pandemia

    As restrições impostas contra a pandemia despertou a inteligência e criatividade dos sacerdotes mais zelosos para a prática do bem. Assim, nos locais onde os templos eram obrigados a fechar, procuraram se disponibilizar para atender as confissões ao ar livre, desse modo os penitentes poderiam vir a confessar. Entretanto as autoridades da Irlanda resolveram transformar esta prática em um crime. Uma lei recém-aprovada na Irlanda sobre encontros religiosos torna ilegais – e puníveis – até mesmo confissões em espaços abertos, uma prática que se espalhou em vários países devido ao fechamento de templos, espontaneamente estrelados por padres preocupados com as almas dos fiéis. Essa é pelo menos a opinião de Oran Doyle, professor da Trinity College Dublin Law School, em declarações ao jornal católico irlandês. Doyle observa que a articulação da nova norma aplica restrições tanto às atividades internas quanto externas, o que a torna diferente da aplicada a outras ocupações restritas. Leia também Terroristas Islâmicos promovem massacre em Moçambique e o mundo fica em silêncio Para Doyle, esta criminalização deste último recorre a um sacramento essencial para um cristão inegavelmente prova que o governo de Michéal Martin mente quando afirma que seu gabinete não é movido por um humor “antirreligioso”. Leia também Prefeito persegue católicos e proíbe rosário em praça pública, no interior de SP

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