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  • A INDESEJADA DAS GENTES

    O que é que nos compete fazer diante do fato irreversível da morte alheia, quando a iniludível, a indesejada das gentes — assim a chamou o poeta Manuel Bandeira — visita uma pessoa querida e a arrasta à cama gélida de uma enfermaria? Eis uma pergunta difícil de responder. A verdade é que nunca entramos espontaneamente em hospitais: para lá somos arrastados, seja pela corrente da misericórdia ou da obrigação. Jamais algum hospital figurará em roteiros turísticos. Entre as paredes frias, percorrendo suas escadas e corredores, invejamos os funcionários da saúde quando passam por nós com sua profissional indiferença, manejando remédios, bisturis ameaçadores e outras ferramentas sofisticadas. Contamos os segundos para sair dali. Juramos que nosso lugar é lá fora, no torvelinho do dia a dia, esquecidos de que dispomos de algo muito precioso para esse momento crucial na vida do doente que visitamos: palavras de conforto. São as palavras mais valiosas do dicionário! Muitos de nós, convictos da salvação eterna das almas, trazemos ainda uma pequena bagagem de preces pessoais que, silenciosamente, podemos soprar no ouvido misericordioso de Deus. Mais do que os médicos, preocupados com o lado técnico da doença, nós estamos livres para assistir a um confronto privilegiado, que ali se oferece aos nossos olhos espantados: a luta entre a alma e o corpo. Percebemos o esforço desta última em segurar a primeira por mais um pouco de tempo, retendo-a no mundo que tanto a agradava. Notamos como a alma, apesar de sua natureza espiritual, visivelmente sofre com a possibilidade de perder o frágil vaso de barro que tão estreitamente a contém. Esse sofrimento da alma não será um dos principais indícios de sua vocação eterna de viver enlaçada a um corpo, coerente com a promessa cristã da futura ressurreição dos corpos? É bom não esquecer: um dia, para nossa surpresa, alguém muito próximo estará prestes a deixar este mundo ilusório e empreender a grande viagem rumo ao país verdadeiro, através do mar desconhecido da morte — estranha peregrinação da qual nós, espectadores imóveis no porto, só veremos o impulso inicial da partida do barco. O resto, a parte mais importante do trajeto, permanecerá para sempre irrevelável aos nossos olhos limitados de criaturas. A presença de um corpo moribundo está definitivamente fora da nossa capacidade humana de compreensão. Em sua luta de vida e morte — de vida que, com a sua impotente força humana, procura vencer a morte —, ocorre a mistura de duas coisas muito distintas, embora complementares: a condição humana, da qual julgamos saber muito, e o mistério divino, do qual não sabemos quase nada, além daquilo que Jesus revelou e a Igreja ensina (um “quase nada” que, no entanto, é suficiente para a salvação eterna das almas). É o que podemos oferecer aos que partem — companhia, palavra amiga e oração suplicante —, quando o destino nos colocar à beira deste que é um dos maiores privilégios da vida: estar diante de alguém que poderá presenciar, antes de nós, a inimaginável realidade do outro mundo, a face oculta de Deus finalmente desvelada.

  • Papa Francisco convoca 30 dias de oração pelo fim da pandemia em maio

    No próximo dia 1º de maio, o Santo Padre convoca os católicos a um período de 30 dias de oração para pedir a intercessão da Virgem Maria pelo fim da pandemia de Covid-19. A jornada de oração terá por tema: “A oração a Deus subia incessantemente por parte de toda a Igreja”. A iniciativa foi comunicada pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização e ressalta que a mesma ocorre a pedido do Papa Francisco: “A iniciativa envolverá de maneira especial todos os Santuários do mundo, para que promovam junto aos fiéis, famílias e comunidades a oração do Rosário pedindo o fim da pandemia. As orações serão dirigidas em trinta santuários representativos, espalhados por todo o mundo, e serão transmitidas ao vivo nos canais oficiais da Santa Sé às 18 horas (Roma hora), todos os dias”. Reze também Um mês com Maria – Padre Stefano Maria Manelli O Santuário de Fátima em Portugal, está na lista dos locais onde os fiéis poderão unir-se ao Santo Padre nesta intenção ou acompanhar desde suas casas a recitação do Rosário pedindo o fim da pandemia de Covid-19 que já deixou um saldo de mais de 3 milhões de mortos em todo o mundo desde seu início em 2020. Fonte: ACI Digital

  • Papa Francisco convoca 30 dias de oração pelo fim da pandemia em maio

    No próximo dia 1º de maio, o Santo Padre convoca os católicos a um período de 30 dias de oração para pedir a intercessão da Virgem Maria pelo fim da pandemia de Covid-19. A jornada de oração terá por tema: “A oração a Deus subia incessantemente por parte de toda a Igreja”. A iniciativa foi comunicada pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização e ressalta que a mesma ocorre a pedido do Papa Francisco: “A iniciativa envolverá de maneira especial todos os Santuários do mundo, para que promovam junto aos fiéis, famílias e comunidades a oração do Rosário pedindo o fim da pandemia. As orações serão dirigidas em trinta santuários representativos, espalhados por todo o mundo, e serão transmitidas ao vivo nos canais oficiais da Santa Sé às 18 horas (Roma hora), todos os dias”. Reze também Um mês com Maria – Padre Stefano Maria Manelli O Santuário de Fátima em Portugal, está na lista dos locais onde os fiéis poderão unir-se ao Santo Padre nesta intenção ou acompanhar desde suas casas a recitação do Rosário pedindo o fim da pandemia de Covid-19 que já deixou um saldo de mais de 3 milhões de mortos em todo o mundo desde seu início em 2020. Fonte: ACI Digital

  • QUANDO CRISTO CHEGOU AO BRASIL – Padre Paulo Ricardo

    Hoje, dia 22 de abril, celebra-se o descobrimento do Brasil. Há 521 anos, os navegadores portugueses avistaram ao longe uma montanha, o Monte Pascal, lá na Bahia. Passados uns dias em terra, resolveram celebrar a primeira Missa, no dia 26 do mesmo mês. Isso é um evento de primeira importância, de uma transcendência que não temos como dimensionar. Pela primeira vez, a redenção, a vida eterna, veio para o Brasil! Até então, só havia por aqui vida material, humana, biológica. Claro, as almas dos índios eram imortais; mas, sem a redenção de Cristo, obstinadas em seus pecados, estavam condenadas ao inferno. Agora, porém, com os navegadores portugueses, chega enfim a vida eterna às nossas terras. Quando o frei Henrique de Coimbra ergueu pela primeira vez a hóstia consagrada nas praias da Bahia, Cristo, com o seu sacrifício redentor, disse aos brasileiros o mesmo que diz hoje no Evangelho: “A minha carne dada para a vida do mundo”. É o sacrifício da Cruz. O Calvário veio até nós, e agora nós podemos, unidos a esse sacrifício de amor de Jesus na Missa, alimentar-nos do pão da vida, da Eucaristia, comer do pão que nos fará viver eternamente com a vida de Deus. Temos, pois, de render graças a Ele! O descobrimento do Brasil, para historiadores “mundanos” e seculares, pode ser considerado um “triunfo das navegações portuguesas” ou, na avaliação de alguns marxistas, uma “invasão dos europeus” no continente americano. Dê-se-lhe o nome que se queira… O fato é que, espiritualmente, a Eucaristia é de verdade a entrada da vida eterna! Deus em pessoa, Cristo ressuscitado, pôs os pés em nosso país e veio salvar-nos, veio arrancar-nos das garras do demônio e da perdição. Por isso, ler o discurso do pão da vida nesta data tão importante é dar-nos conta do quanto fomos agraciados. Cristo na Eucaristia veio até nós e espera de nós uma resposta, uma resposta de mudança de vida, de mentalidade na fé, e de comportamento no nosso dia a dia, observando os Mandamentos de Deus e correspondendo ao amor infinito que Cristo manifestou na santa Cruz. Que Deus abençoe o nosso país, nos dê a graça de correspondermos à vocação sobrenatural que o Brasil recebeu, ao receber seus primeiros cristãos e a Eucaristia como dom, pão vivo descido do céu. https://padrepauloricardo.org/episodios/quando-cristo-chegou-ao-brasil

  • JÁ VIMOS ESSE FILME…

    Nesses meses de covid, já vimos de tudo e mais um pouco. Noticiou-se que, em alguns lugares do mundo, autoridades recolheram moradores de rua, e os levaram a abrigos para velhos. A consequência foi uma mortandade generalizada. Já noutros lugares as autoridades fizeram diferente: recolheram os mesmos moradores de ruas e os isolaram. O número de mortos foi bem menor. O que deduzir das duas medidas? A segunda foi feita utilizando aquelas ferramentas preciosas que Deus deu aos homens: a vontade e a inteligência a serviço da ação prudente. No primeiro caso, somos levados a pensar que se tratou simplesmente de atitude irracional, incompetência, incúria, imbecilidade etc. No entanto, tendo em vista o que já ocorreu na história humana, acredito que temos o direito de pensar em coisas piores, como, por exemplo, a presença do mal subjacente a uma medida aparentemente idiota. Sabe-se o quanto a mentalidade eugenista e eutanásica têm crescido, nos últimos tempos, em todo o mundo ocidental, como um disfarce iluminista e progressista de algo mais profundo: o mistério da iniquidade de que falava São Paulo. Essa modalidade de mal não foi propriedade exclusiva de um cidadão austríaco chamado Hitler. A história da humanidade está cheia de déspotas sanguinários, verdadeiros facínoras no comando de nações inteiras, a começar por alguns contemporâneos do celerado nazista, como Stalin ou Mao Tse Tung. E o futuro não estará isento deles, infelizmente. Hoje em dia, as aulas de histórias, nas escolas, quase se reduzem ao espetáculo ideológico da luta de classes através dos tempos. É uma pena, pois o conhecimento dos homens virtuosos do passado, e também dos governantes mais cruéis, seria muito mais útil à formação moral da criança e da juventude do que a redução do estudo das épocas passadas a um falso embate entre classes dominantes e classes oprimidas.

  • A Igreja “oficial” na China celebra com entusiasmo o centenário da fundação do Partido C

    A ditadura chinesa está focada em celebrar o centenário da fundação do Partido Comunista. Para isso, conta com a colaboração entusiasmada do Conselho de Bispos e da Associação Patriótica Nacional, que declararam este centenário como o evento mais significativo para a Igreja na China. O bispo Yinglin, a quem o Papa levantou a excomunhão, clama por “amar o partido, amar a pátria e amar o socialismo” “Conhecer, agradecer, escutar, siguir o Partido”: com este lema, as celebrações são multiplicadas no país pelo centenário do nascimento do Partido Comunista Chinês. “Conhecer” significa “conhecer a história” do Partido. Para isso, é necessário assimilar uma profunda educação “comunista”. Em Fujian, de 12 a 14 de abril, algumas conferências e visitas a lugares significativos do comunismo foram realizadas sob o título “Amar o Partido, Amar a Pátria, Amar o Socialismo”. Mais de 50 representantes de todas as religiões oficiais (budismo, taoísmo, islamismo, catolicismo e protestantismo) participaram. Bandeira hasteada em templo católico O relato oficial do evento ressalta o surgimento de uma “Igreja do Estado”, totalmente obediente ao imperador: “uma cerimônia solene de semeadura de bandeiras foi realizada na Igreja Católica de Changting. Foi a primeira vez que as cinco principais religiões da província de Fujian realizaram uma cerimônia de bandeira juntos em um lugar onde ocorreram atividades religiosas”. Nos últimos dias, também foram realizados seminários sobre “conhecer, agradecer, escutar e seguir o Partido” em Guangdong. Em 17 de abril, o Comitê Permanente da Igreja de Guangdong desenvolveu os temas da “Igreja Independente, Autônoma e Auto-Eleita [nas nomeações e ordenações dos Bispos]”. Esses adjetivos da Igreja são aqueles que a Associação Patriótica – e antes, Mao Tsé-Tung – sempre quis para a Igreja Católica nacional, submetida ao poder partidário. As comunidades budistas também realizaram celebrações dedicadas de “ação de graças” da Festa.” Leia também: China decreta fechamento dos orfanatos católicos e um padre recorre ao papa O segundo seminário sobre a história do partido foi realizado em 15 de abril em Pequim. Foi chefiado por Liu Yuanlong, vice-presidente e secretário-geral da Associação Patriótica Nacional, e pelo Mons. Ma Yinglin, Presidente do Conselho de Bispos, um dos bispos que, graças ao acordo entre o Vaticano e a ditadura comunista, o Papa Francisco levantou a excomunhão. Mons. Yinglin: sem o Partido Comunista não seríamos felizes “Em seu discurso de encerramento”, informa Chronicle, “Monsenhor Ma Yinglin enfatizou que a história demonstrou plenamente que sem o Partido Comunista não haveria Nova China, nem socialismo com características chinesas, nenhuma vida feliz para nós hoje. A comunidade católica da China deve responder ativamente à iniciativa de “amar o Partido, amar a pátria, amar o socialismo”, apoiar fortemente a liderança do Partido Comunista Chinês, apoiar o sistema socialista com características chinesas, seguir firmemente o caminho do patriotismo e de amar e adaptar-se ativamente à sociedade socialista”. Em 11 de abril foi a vez de Shifang (Sichuan). Presidido pelo Pe. Liu Conghua, houve uma conferência sobre a história do Partido, de Luo Min, vice-diretor do Gabinete Municipal de Shifang, sobre “Desenvolvimento do Estudo da História partidária e propaganda educacional nos círculos religiosos”. Um representante da Frente Unida, Tang Jun, instou a Igreja Católica a “unir patriotismo e amor para ensinar a história do Partido”. Finalmente, na Páscoa viu-se uma verdadeira demonstração de “gratidão” para com o Partido Comunista em Zhengzhou (Henan). Lá, muitas igrejas estão fechadas por causa da pandemia, mas cinemas, restaurantes, fábricas e centros de lazer estão abertos. No entanto, um padre, padre Wang Yuesheng, em frente à entrada da igreja fechada, queria lançar um evento especial: uma exposição dedicada à “gloriosa história da fundação do Partido Comunista”. Dessa forma, o Partido é até agradecida por ter as portas da igreja fechadas. (B.C.)

  • A Igreja “oficial” na China celebra com entusiasmo o centenário da fundação do Partido C

    A ditadura chinesa está focada em celebrar o centenário da fundação do Partido Comunista. Para isso, conta com a colaboração entusiasmada do Conselho de Bispos e da Associação Patriótica Nacional, que declararam este centenário como o evento mais significativo para a Igreja na China. O bispo Yinglin, a quem o Papa levantou a excomunhão, clama por “amar o partido, amar a pátria e amar o socialismo” “Conhecer, agradecer, escutar, siguir o Partido”: com este lema, as celebrações são multiplicadas no país pelo centenário do nascimento do Partido Comunista Chinês. “Conhecer” significa “conhecer a história” do Partido. Para isso, é necessário assimilar uma profunda educação “comunista”. Em Fujian, de 12 a 14 de abril, algumas conferências e visitas a lugares significativos do comunismo foram realizadas sob o título “Amar o Partido, Amar a Pátria, Amar o Socialismo”. Mais de 50 representantes de todas as religiões oficiais (budismo, taoísmo, islamismo, catolicismo e protestantismo) participaram. Bandeira hasteada em templo católico O relato oficial do evento ressalta o surgimento de uma “Igreja do Estado”, totalmente obediente ao imperador: “uma cerimônia solene de semeadura de bandeiras foi realizada na Igreja Católica de Changting. Foi a primeira vez que as cinco principais religiões da província de Fujian realizaram uma cerimônia de bandeira juntos em um lugar onde ocorreram atividades religiosas”. Nos últimos dias, também foram realizados seminários sobre “conhecer, agradecer, escutar e seguir o Partido” em Guangdong. Em 17 de abril, o Comitê Permanente da Igreja de Guangdong desenvolveu os temas da “Igreja Independente, Autônoma e Auto-Eleita [nas nomeações e ordenações dos Bispos]”. Esses adjetivos da Igreja são aqueles que a Associação Patriótica – e antes, Mao Tsé-Tung – sempre quis para a Igreja Católica nacional, submetida ao poder partidário. As comunidades budistas também realizaram celebrações dedicadas de “ação de graças” da Festa.” Leia também: China decreta fechamento dos orfanatos católicos e um padre recorre ao papa O segundo seminário sobre a história do partido foi realizado em 15 de abril em Pequim. Foi chefiado por Liu Yuanlong, vice-presidente e secretário-geral da Associação Patriótica Nacional, e pelo Mons. Ma Yinglin, Presidente do Conselho de Bispos, um dos bispos que, graças ao acordo entre o Vaticano e a ditadura comunista, o Papa Francisco levantou a excomunhão. Mons. Yinglin: sem o Partido Comunista não seríamos felizes “Em seu discurso de encerramento”, informa Chronicle, “Monsenhor Ma Yinglin enfatizou que a história demonstrou plenamente que sem o Partido Comunista não haveria Nova China, nem socialismo com características chinesas, nenhuma vida feliz para nós hoje. A comunidade católica da China deve responder ativamente à iniciativa de “amar o Partido, amar a pátria, amar o socialismo”, apoiar fortemente a liderança do Partido Comunista Chinês, apoiar o sistema socialista com características chinesas, seguir firmemente o caminho do patriotismo e de amar e adaptar-se ativamente à sociedade socialista”. Em 11 de abril foi a vez de Shifang (Sichuan). Presidido pelo Pe. Liu Conghua, houve uma conferência sobre a história do Partido, de Luo Min, vice-diretor do Gabinete Municipal de Shifang, sobre “Desenvolvimento do Estudo da História partidária e propaganda educacional nos círculos religiosos”. Um representante da Frente Unida, Tang Jun, instou a Igreja Católica a “unir patriotismo e amor para ensinar a história do Partido”. Finalmente, na Páscoa viu-se uma verdadeira demonstração de “gratidão” para com o Partido Comunista em Zhengzhou (Henan). Lá, muitas igrejas estão fechadas por causa da pandemia, mas cinemas, restaurantes, fábricas e centros de lazer estão abertos. No entanto, um padre, padre Wang Yuesheng, em frente à entrada da igreja fechada, queria lançar um evento especial: uma exposição dedicada à “gloriosa história da fundação do Partido Comunista”. Dessa forma, o Partido é até agradecida por ter as portas da igreja fechadas. (B.C.)

  • Lembra-te de que és mortal

    Tempos atrás, li uma expressão que me chamou muito a atenção, a frase ‘ Memento Mori’. Essa era uma expressão utilizada pelos monges na idade média, que significa algo como “Lembra-te de que es mortal”, ao qual era respondida com ‘Carpe Diem’ , que significava “aproveite a vida”, para recordar que a efemeridade da vida não deve ser preenchida com vaidades e tolices, pois na vida tudo passa, inclusive a própria vida. . Isso se mostra em grande oposição ao espírito de nossa época. Hoje em dia, transformaram o significado do Carpe Diem medieval em puro hedonismo, que se tornou quase um mantra na busca pelo prazer incessante. Isso se deve ao fato de que a sociedade de hoje não sabe lidar com a morte, por isso inventa todo tipo artifício para posterga-la ou mascará-la. Desde cosméticos e intervenções cirúrgicas – tão procuradas para preservar a juventude – até músicas e filmes, que romantizam uma vida de eterna juventude. . Mas a realidade é inabalável, todo nós iremos morrer. Não importa sua cor, sua ideologia, sua riqueza ou pobreza; a morte é um nivelador de cedros e cajados. E se a morte está sempre as portas, sendo o nosso tempo é precioso e escasso, o que temos feito com ele? Discutindo inutilidades na internet? Tentando impressionar pessoas que não conhecemos nas redes sociais? Vivendo uma vida fútil e superficial? . O mundo sem Deus precisa se enganar sobre a morte, por isso não gostam de pensar sobre ela. Mas os cristãos não precisam se esconder. . Devemos olhar a vida com olhos mais urgentes, tendo sempre a realidade da morte diante de nós. Mas de maneira alguma isso deve produzir desespero, pois o desespero pertence a aqueles que não tem esperança na vida eterna, aqueles que tem somente consolo nesse mundo terreno. . Nunca podemos nos esquecer que somos peregrinos, como está escrito “não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura.” (Hb 13:14) O mundo tenta nos convencer que esse lugar é o nosso único lar, mas nosso lugar é a eternidade com Deus, e essa é a nossa única alegria e anseio. A morte, na visão cristã, já foi vencida. Ela não possui domínio sobre nós e seu reino já foi derrubado, portanto, não devemos teme-la, mas encará-la bravamente. Lutamos contra um inimigo já derrotado, pois Cristo já venceu a morte. Ele nos fez uma promessa, “Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá.” (Joao 11:25) Lembra-te todos os dias de que és mortal, mas jamais esqueça que a morte não é o fim, mas o início de uma nova vida com Cristo. “quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?” (Joao 11:26) Autor: Ramon Serrano

  • A CHINA E A CONQUISTA DO OCIDENTE PELA EDUCAÇÃO

    O jornalista italiano Giulio Meotti, redator cultural do jornal Il Foglio , resenha uma investigação recentemente publicada pelo semanário francês Le Point , sobre como Pequim vem comprando favores das universidades ocidentais. Seguem alguns parágrafos: “(…) Muitas escolas britânicas já estão sob o radar de influência e propaganda chinesa. Nigel Farage, líder do Partido Reformador do Reino Unido da Grã-Bretanha, recentemente tuitou que “bilionários chineses ligados diretamente ao PCC (Partido Comunista Chinês) estão comprando escolas britânicas e inundando o currículo com propaganda” e listou os nomes de algumas delas no Reino Unido que se encontram “sob controle chinês”: Abbots Bromley School, Bournemouth Collegiate, St Michael’s School, Bosworth College, Bedstone College, Ipswich High School, Kingsley School, Heathfield Knoll School, Thetford Grammar, Wisbech Grammar, Riddlesworth Hall, Myddelton College, CATS Colleges. (…) Nos últimos 15 anos foram abertos, na França, 18 Institutos Confúcio, com a clara intenção de lecionar chinês e promover a cultura chinesa. Em 2019, em plena Europa, a Bélgica expulsou o reitor do Instituto Confúcio da Universidade Livre Flamenga de Bruxelas, após os serviços de segurança o acusarem de espionagem. Françoise Robin, especialista em Tibete do Instituto Nacional de Línguas e Civilizações Orientais (Inalco), chama esses institutos de “armas de propaganda”. Em 2016, o Inalco convidou o Dalai Lama para uma conferência. “Chegou um ofício da embaixada chinesa pedindo que não o recebêssemos”, salientou Robin. (…) Pode ser que seja por isso que o novo indicado a chefe da CIA, William J. Burns, tenha assinalado que, se dependesse dele, fecharia os Institutos Confúcio nas universidades ocidentais. Na Grã-Bretanha, ao que tudo indica, também há justificada preocupação. De acordo com o jornal Daily Mail , centenas de escolas independentes, que apresentaram sérias dificuldades financeiras devido à pandemia do Vírus de Wuhan, foram desde então visadas por investidores chineses. A China está flagrantemente buscando expandir sua influência no sistema educacional britânico, a exemplo da sua atuação nos Estados Unidos. Dezessete escolas, no Reino Unido, já são de propriedade de empresas chinesas e esse número só tende a aumentar. E não para por aí: o jornal The Times revelou que a Universidade de Cambridge recebeu um “generoso presente” da Tencent Holdings, uma das maiores empresas de tecnologia da China envolvida com censura estatal. https://it.gatestoneinstitute.org/17186/cina-compra-universita-occidentali

  • Terroristas Islâmicos promovem massacre em Moçambique e o mundo fica em silêncio

    Grupo terrorista invade região no Norte de Moçambique assassinando mais de 5 mil pessoas, boa parte por esquartejamento, provocando um êxodo de mais de 750 mil refugiados. Rezemos por Moçambique! Em Pemba, capital da província de Cabo Delgado, em Moçambique, as pessoas aprenderam a dormir com um olho fechado e outro aberto: o aumento dos ataques na província que já matou mais de 5 mil pessoas, boa parte por esquartejamento, e fez com que mais de 750.000 pessoas fugissem de suas casas e alguns temem que a cidade portuária seja o próximo alvo. Terroristas muçulmanos querem controlar região rica em gás e petróleo para financiar suas atividades terroristas. Isso nos faz questionar por que o mundo não dá atenção ao terrorismo em países pobres? A vida dos ricos valem mais que a vida dos pobres? E também levanta o alerta de como podemos dar mais importância para as árvores da Amazônia enquanto vidas humanas estão sendo ceifadas? Assista o vídeo com relatos impressionantes da brutalidade terrorista em Moçambique: Moçambique: Bispos com “coração cheio de tristeza” pela tragédia em Cabo Delgado A Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), em conferência de Imprensa, nesta sexta-feira, 16, tornou públicas as conclusões saídas da sua Primeria Sessão Plenária de 2021. Os Bispos Católicos dizem estar com o “coração cheio de tristeza”, devido à situação trágica por que passa a população de Cabo Delgado.. Os Bispos estão ainda amargurados com a prevalência da insegurança nas populações do centro do País e inconformados com a insegurança alimentar e fome que afetam outras populações do País. Dom João Carlos Hatoa Nunes, Bispo de Chimoio, no Centro de Moçambique e porta-voz da Conferência Episcopal, falou a jornalistas nacionais e estrangeiros, em Maputo. O desespero dos jovens alicia-os à insurgência e criminalidade Os Bispos referem que um dos motivos que empurram os jovens ao serviço da insurgência e doutras práticas criminosas em Moçambique é o tamanho desespero, a ausência de esperança no seio destes. A Conferência Episcopal de Moçambique manifesta a sua total solidariedade e proximidade com os mais fracos, necessitados e vulneráveis, estes que caíram no leito de um desespero sem precedentes. Missão da Igreja: colaborar para o bem comum A Igreja Católica em Moçambique tem como missão colaborar para o bem da Nação moçambicana, apontando os perigos e soluções. De referir que os Bispos reúnem em sessão plenaria ordinária, duas vezes por ano. Os Bispos chocados com a situação de crise humanitária e ataques armados em Cabo Delgado pedem a quem de direito que acabe com estes males que enfermam a sociedade moçambicana. Texto integral do Comunicado da CEM: DECLARAÇÃO DOS BISPOS CATÓLICOS DE MOÇAMBIQUE Reunidos na nossa primeira Sessão Plenária deste ano, 2021, nós os Bispos Católicos de Moçambique, com o coração cheio de tristeza, como todo o cidadão moçambicano que se identifica com o bem do país, deploramos a trágica situação que vive a população de Cabo Delgado; lamentamos a prevalecente insegurança nas populações do Centro do país e estamos inconformados com a insegurança alimentar e a fome que afetam a outras populações, assim como a violência que de várias formas se alastra no país, e tudo isso num contexto de Pandemia do Covid-19. Deploramos e condenamos todos os actos de barbárie cometidos. Em Cabo Delgado pessoas indefesas são mortas, feridas e abusadas. Elas vêem seus bens pilhados, a intimidade dos seus lares violada, suas casas destruídas e cadáveres de seus familiares profanados. São obrigadas a abandonarem a terra que os viu nascer e onde estão sepultados os seus antepassados. Estes nossos concidadãos, a maioria mulheres e crianças, são empurrados para o precipício da insegurança e do medo. Deploramos a prevalência deste estado de coisas, sem indicações claras de que a breve trecho haverá superação das causas que alimentam este conflito. Este estado de coisas faz crescer e consolidar a percepção de que por de trás deste conflito há interesses de vária natureza e origem, nomeadamente de certos grupos de se apoderarem da nação e dos seus recursos. Recursos que, em lugar de serem postos ao serviço das comunidades locais e tornarem-se fonte de sustento e de desenvolvimento, com a construção de infraestruturas, serviços básicos, oportunidade de trabalho, são subtraídos, na total falta de transparência, alimentando a revolta e o rancor, particularmente no coração dos jovens, e tornando-se fonte de descontentamento, de divisão e de luto. Reconhecemos que um dos motivos fortes que move os nossos jovens a se deixarem aliciar e a juntarem-se às várias formas de insurgência, desde a criminalidade ao terrorismo, ou também aquela outra insurgência, não menos nociva, do extremismo político ou religioso, assenta na experiência de ausência de esperança num futuro favorável por parte dos nossos jovens. Para a maioria deles não há oportunidades de se construir uma vida digna. Sentem que a sociedade e quem toma as decisões ignoram o seu sofrimento e não escutam a sua voz. É fácil aliciar pessoas, cheias de vida e de sonhos, mas sem perspetivas e que se sentem injustiçadas e vítimas de uma cultura de corrupção, a aderirem a propostas de uma nova ordem social imposta com a violência ou a seguir ilusões de fácil enriquecimento que conduzem à ruína. Como podem ter os jovens perspetivas se o próprio país parece não ter rumo, um projeto comum, no qual são convidados a serem colaboradores ativos e que alimente a sua esperança? É nossa posição de que nada justifica a violência. Nem a situação difícil, de falta de uma perspetiva coletiva, partilhada como uma nação, nem ressentimentos, nem intolerância ou interesses de parte, de natureza religiosa, politica ou económica, devem desviar-nos, como um povo para o caminho de qualquer tipo de insurgência. Mais uma vez, manifestamos a nossa total solidariedade com os mais fracos e com os jovens que anseiam uma vida digna. As religiões têm uma grande contribuição a dar na resiliência das comunidades e perseguir um ideal de sociedade unida e solidária, limitar a sua acção não favorece a procura de soluções. Como missão da Igreja Católica tem sido sempre nosso compromisso colaborar para o bem da nação, apontando os perigos e esperando sempre que quem tem responsabilidades busque as devidas soluções. Sempre demos nossa colaboração concreta no campo do bem-estar do nosso povo na educação, na saúde e no desenvolvimento humano. Em tudo desejando colaborar na reconstrução do tecido social ferido por traumas antigos e recentes. Continuaremos a redobrar os esforços para ajudar os desamparados e acolher os deslocados, proporcionando-lhes escuta e consolação, além de meios de sustentação partilhados pelos crentes. Gostaríamos de poder oferecer, às nossas crianças e jovens, percursos educativos que os abram aos valores da tolerância, do respeito e da amizade e possam ver o sonho de um futuro melhor realizado. Reiteramos a nossa disponibilidade de colaborar com as forças vivas do nosso país para uma ordem social onde o egoísmo deixe o espaço à solidariedade, e juntos com as autoridades, se elabore um projeto de país que contemple todo o cidadão, privilegiando os mais marginalizados e desfavorecidos. Exortamos as forças políticas nacionais, as organizações presentes no país, a comunidade internacional para unirem esforços e, pondo de lado os interesses de parte, se socorram as populações deslocadas, as que vivem em grave insuficiência alimentar, expostas às doenças endémicas e sem acesso aos serviços básicos. Igualmente é urgente criar mais oportunidades de trabalho e de desenvolvimento para todos, particularmente para os jovens e, para tal, se apliquem in loco os ganhos dos recursos naturais disponíveis. Por fim, apelamos para que todos contribuam para a pacificação, protegendo a população, fechando as vias de financiamento à guerra, isolando e travando indivíduos ou grupos que tiram proveito da tragédia de Cabo Delgado. Apesar dos momentos difíceis que estamos a viver, ninguém perca a esperança. Como refere a Encíclica do Papa Francisco “Todos Irmãos” (Fratelli tutti), a “esperança é ousada, sabe olhar para além das comodidades pessoais, das pequenas seguranças e compensações que reduzem o horizonte, para se abrir aos grandes ideais que tornam a vida mais bela e digna. Caminhemos na esperança!”. Maputo, 16 de Abril de 2021 Bispos da CEM Católicos enviam ajuda a Moçambique após relatos de decapitação em massa No final de 2020, em resposta a relatos de que militantes ligados ao Estado Islâmico que na época já haviam decapitado mais de 50 pessoas no norte de Moçambique, uma instituição de caridade católica está enviando ajuda de emergência para a diocese afetada. A mídia local em Moçambique informou que militantes islâmicos realizaram execuções em um campo de futebol na vila de Muidumbe, na província de Cabo Delgado, no país. As Nações Unidas pediram a Moçambique em 10 de novembro que investigue os relatos de massacres e a decapitação de mulheres e crianças na região. A violência extremista aumentou este ano na província no norte de Moçambique, onde várias igrejas foram queimadas, pessoas decapitadas, jovens sequestradas e centenas de milhares de pessoas deslocadas pela violência. Pemba é uma cidade da província de Cabo Delgado. O bispo local Luiz Fernando Lisboa tem sido um defensor declarado das necessidades das mais de 300.000 pessoas que foram deslocadas pela insurgência. Mais de 1.000 pessoas foram mortas em ataques no norte de Moçambique desde 2017, de acordo com o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais. Alguns desses ataques foram reivindicados pelo Estado Islâmico, enquanto outros foram realizados pelo grupo ahlu Sunna Wal, que vem sequestrando homens e mulheres. Durante a Semana Santa do ano passado, insurgentes cometeram ataques a sete cidades e vilas na província de Cabo Delgado, incendiando uma igreja na Sexta-feira Santa, e matando 52 jovens que se recusaram a se juntar ao grupo terrorista, disse o bispo Lisboa à Ajuda à Igreja em Necessidade. O bispo de Pemba observou em abril que extremistas já haviam queimado cinco ou seis capelas locais, bem como algumas mesquitas. Ele disse que a histórica missão Sagrado Coração de Jesus em Nangolo também foi atacada este ano. Em junho, houve relatos de que os insurgentes tinham decapitado 15 pessoas em uma semana. No entanto, o bispo disse que a crise em Moçambique tinha sido em grande parte recebida com “indiferença” do resto do mundo. Padre insiste que insurgência em Moçambique é baseada na economia Em Pemba, capital da província de Cabo Delgado, em Moçambique, as pessoas aprenderam a dormir de um olho aberto: o aumento da violência na província fez com que mais de 750.000 pessoas fugissem de suas casas e alguns temem que a cidade portuária seja o próximo alvo. Embora os autores sejam frequentemente rotulados como “jiadistas” por causa de sua ligação com muçulmanos extremistas do exterior, moradores como o padre católico Kirikiwi Fonseca insistem que o conflito não é de natureza religiosa, mas apenas mais uma representação da ganância da humanidade. “É dinheiro, o que eles querem, é dinheiro”, disse Fonseca em uma chamada do Zoom com representantes globais da instituição de caridade papal Aid to the Church in Need, da qual crux participou. “Muitas pessoas estão sofrendo, pessoas morrendo, crianças sendo recrutadas.” Nos últimos meses, três paróquias de Pemba começaram a trabalhar juntas para alimentar o maior número possível de pessoas vivendo em campos administrados pelo governo. Eles tentam fornecer às pessoas recém-deslocadas comida, roupas e, acima de tudo, um ombro para chorar um. “Todos os dias falo com pessoas de Palma, a cidade que foi atacada pela última vez”, disse o padre. Muitos foram mortos, tão recentemente quanto [11 de abril]: 14 estrangeiros foram massacrados no hotel em que estavam hospedados.” Insurgentes ligados ao Estado Islâmico têm sido cada vez mais ativos na província de Cabo Delgado desde 2017. O distrito onde Palma está localizada é adjacente a projetos de gás natural no valor de US $ 60 bilhões. As Nações Unidas estimaram que antes do ataque altamente organizado em 24 de março, esta cidade abrigava cerca de 110.000 pessoas, 40% das quais haviam se estabelecido lá nos últimos três anos, depois de fugir de ataques em outros lugares. Os projetos que a igreja local está tentando liderar com a ajuda da Ajuda à Igreja em Necessidade vão além da ajuda emergencial. Fonseca espera poder construir casas para os deslocados, proporcionar-lhes acesso aos cuidados de saúde, e também criar uma estação de rádio capaz de transmitir programação que inspire diálogo e convivência entre povos de diferentes origens religiosas e étnicas que há muito tempo vivem juntos pacificamente. Fonseca insiste que o maior motor por trás da guerra em Cabo Delgado é econômico: “Eles estão usando a religião como causa, mas não é uma guerra religiosa. Há muito tempo vivemos aqui juntos cristãos e muçulmanos. Não é um problema étnico, porque nós, novamente, temos vivido juntos, temos casamentos inter-raciais. Então, concluímos que é tudo sobre dinheiro: essas pessoas querem dinheiro.” “As pessoas sabem que há uma guerra, mas a maioria não entende do que se trata, não percebem totalmente a riqueza que está em suas terras, mas entendem que sofrem por causa dos recursos, por causa dos minerais em suas terras”, disse ele. Durante a conversa de uma hora, o padre argumentou que, embora os insurgentes às vezes gritem “Allahu Akbar” e tenham uma aliança de promessas com o ISIS, eles não estão buscando um governo jihadista fundamentalista. Com estradas destruídas, as pessoas foram forçadas a evacuar Palma e cidades próximas de barco, e as agências das Nações Unidas estão lutando para manter os registros dos recém-chegados atualizados. “Muitas famílias estão separadas”, disse ele. “As mulheres, em particular, estão nos dizendo que não encontram seus filhos, e acredito que alguns desses terroristas levaram as crianças para transformá-las em soldados. Esta é uma pergunta que estamos tentando formular: Por que eles não voltam? Onde eles estão? Ele falou de duas irmãs religiosas, que permaneceram sem nome por preocupação com sua segurança, relatando a ele que viram crianças de 10 a 14 anos entre os que lutam. Como a cidade costeira mais estratégica da província, os temores são reais entre os moradores de Pemba de que eles possam ser o próximo alvo dos insurgentes. “Todos os dias, ouço histórias de pessoas que viram seus cônjuges serem massacrados, pessoas perderam a confiança umas nas outras e, às vezes, até têm medo de nós”, disse Fonseca. “A coisa mais importante que podemos fazer por eles é estar com eles, ouvi-los, incentivá-los a continuar vivendo e não perder a esperança.”

  • Terroristas Islâmicos promovem massacre em Moçambique e o mundo fica em silêncio

    Grupo terrorista invade região no Norte de Moçambique assassinando mais de 5 mil pessoas, boa parte por esquartejamento, provocando um êxodo de mais de 750 mil refugiados. Rezemos por Moçambique! Em Pemba, capital da província de Cabo Delgado, em Moçambique, as pessoas aprenderam a dormir com um olho fechado e outro aberto: o aumento dos ataques na província que já matou mais de 5 mil pessoas, boa parte por esquartejamento, e fez com que mais de 750.000 pessoas fugissem de suas casas e alguns temem que a cidade portuária seja o próximo alvo. Terroristas muçulmanos querem controlar região rica em gás e petróleo para financiar suas atividades terroristas. Isso nos faz questionar por que o mundo não dá atenção ao terrorismo em países pobres? A vida dos ricos valem mais que a vida dos pobres? E também levanta o alerta de como podemos dar mais importância para as árvores da Amazônia enquanto vidas humanas estão sendo ceifadas? Assista o vídeo com relatos impressionantes da brutalidade terrorista em Moçambique: Moçambique: Bispos com “coração cheio de tristeza” pela tragédia em Cabo Delgado A Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), em conferência de Imprensa, nesta sexta-feira, 16, tornou públicas as conclusões saídas da sua Primeria Sessão Plenária de 2021. Os Bispos Católicos dizem estar com o “coração cheio de tristeza”, devido à situação trágica por que passa a população de Cabo Delgado.. Os Bispos estão ainda amargurados com a prevalência da insegurança nas populações do centro do País e inconformados com a insegurança alimentar e fome que afetam outras populações do País. Dom João Carlos Hatoa Nunes, Bispo de Chimoio, no Centro de Moçambique e porta-voz da Conferência Episcopal, falou a jornalistas nacionais e estrangeiros, em Maputo. O desespero dos jovens alicia-os à insurgência e criminalidade Os Bispos referem que um dos motivos que empurram os jovens ao serviço da insurgência e doutras práticas criminosas em Moçambique é o tamanho desespero, a ausência de esperança no seio destes. A Conferência Episcopal de Moçambique manifesta a sua total solidariedade e proximidade com os mais fracos, necessitados e vulneráveis, estes que caíram no leito de um desespero sem precedentes. Missão da Igreja: colaborar para o bem comum A Igreja Católica em Moçambique tem como missão colaborar para o bem da Nação moçambicana, apontando os perigos e soluções. De referir que os Bispos reúnem em sessão plenaria ordinária, duas vezes por ano. Os Bispos chocados com a situação de crise humanitária e ataques armados em Cabo Delgado pedem a quem de direito que acabe com estes males que enfermam a sociedade moçambicana. Texto integral do Comunicado da CEM: DECLARAÇÃO DOS BISPOS CATÓLICOS DE MOÇAMBIQUE Reunidos na nossa primeira Sessão Plenária deste ano, 2021, nós os Bispos Católicos de Moçambique, com o coração cheio de tristeza, como todo o cidadão moçambicano que se identifica com o bem do país, deploramos a trágica situação que vive a população de Cabo Delgado; lamentamos a prevalecente insegurança nas populações do Centro do país e estamos inconformados com a insegurança alimentar e a fome que afetam a outras populações, assim como a violência que de várias formas se alastra no país, e tudo isso num contexto de Pandemia do Covid-19. Deploramos e condenamos todos os actos de barbárie cometidos. Em Cabo Delgado pessoas indefesas são mortas, feridas e abusadas. Elas vêem seus bens pilhados, a intimidade dos seus lares violada, suas casas destruídas e cadáveres de seus familiares profanados. São obrigadas a abandonarem a terra que os viu nascer e onde estão sepultados os seus antepassados. Estes nossos concidadãos, a maioria mulheres e crianças, são empurrados para o precipício da insegurança e do medo. Deploramos a prevalência deste estado de coisas, sem indicações claras de que a breve trecho haverá superação das causas que alimentam este conflito. Este estado de coisas faz crescer e consolidar a percepção de que por de trás deste conflito há interesses de vária natureza e origem, nomeadamente de certos grupos de se apoderarem da nação e dos seus recursos. Recursos que, em lugar de serem postos ao serviço das comunidades locais e tornarem-se fonte de sustento e de desenvolvimento, com a construção de infraestruturas, serviços básicos, oportunidade de trabalho, são subtraídos, na total falta de transparência, alimentando a revolta e o rancor, particularmente no coração dos jovens, e tornando-se fonte de descontentamento, de divisão e de luto. Reconhecemos que um dos motivos fortes que move os nossos jovens a se deixarem aliciar e a juntarem-se às várias formas de insurgência, desde a criminalidade ao terrorismo, ou também aquela outra insurgência, não menos nociva, do extremismo político ou religioso, assenta na experiência de ausência de esperança num futuro favorável por parte dos nossos jovens. Para a maioria deles não há oportunidades de se construir uma vida digna. Sentem que a sociedade e quem toma as decisões ignoram o seu sofrimento e não escutam a sua voz. É fácil aliciar pessoas, cheias de vida e de sonhos, mas sem perspetivas e que se sentem injustiçadas e vítimas de uma cultura de corrupção, a aderirem a propostas de uma nova ordem social imposta com a violência ou a seguir ilusões de fácil enriquecimento que conduzem à ruína. Como podem ter os jovens perspetivas se o próprio país parece não ter rumo, um projeto comum, no qual são convidados a serem colaboradores ativos e que alimente a sua esperança? É nossa posição de que nada justifica a violência. Nem a situação difícil, de falta de uma perspetiva coletiva, partilhada como uma nação, nem ressentimentos, nem intolerância ou interesses de parte, de natureza religiosa, politica ou económica, devem desviar-nos, como um povo para o caminho de qualquer tipo de insurgência. Mais uma vez, manifestamos a nossa total solidariedade com os mais fracos e com os jovens que anseiam uma vida digna. As religiões têm uma grande contribuição a dar na resiliência das comunidades e perseguir um ideal de sociedade unida e solidária, limitar a sua acção não favorece a procura de soluções. Como missão da Igreja Católica tem sido sempre nosso compromisso colaborar para o bem da nação, apontando os perigos e esperando sempre que quem tem responsabilidades busque as devidas soluções. Sempre demos nossa colaboração concreta no campo do bem-estar do nosso povo na educação, na saúde e no desenvolvimento humano. Em tudo desejando colaborar na reconstrução do tecido social ferido por traumas antigos e recentes. Continuaremos a redobrar os esforços para ajudar os desamparados e acolher os deslocados, proporcionando-lhes escuta e consolação, além de meios de sustentação partilhados pelos crentes. Gostaríamos de poder oferecer, às nossas crianças e jovens, percursos educativos que os abram aos valores da tolerância, do respeito e da amizade e possam ver o sonho de um futuro melhor realizado. Reiteramos a nossa disponibilidade de colaborar com as forças vivas do nosso país para uma ordem social onde o egoísmo deixe o espaço à solidariedade, e juntos com as autoridades, se elabore um projeto de país que contemple todo o cidadão, privilegiando os mais marginalizados e desfavorecidos. Exortamos as forças políticas nacionais, as organizações presentes no país, a comunidade internacional para unirem esforços e, pondo de lado os interesses de parte, se socorram as populações deslocadas, as que vivem em grave insuficiência alimentar, expostas às doenças endémicas e sem acesso aos serviços básicos. Igualmente é urgente criar mais oportunidades de trabalho e de desenvolvimento para todos, particularmente para os jovens e, para tal, se apliquem in loco os ganhos dos recursos naturais disponíveis. Por fim, apelamos para que todos contribuam para a pacificação, protegendo a população, fechando as vias de financiamento à guerra, isolando e travando indivíduos ou grupos que tiram proveito da tragédia de Cabo Delgado. Apesar dos momentos difíceis que estamos a viver, ninguém perca a esperança. Como refere a Encíclica do Papa Francisco “Todos Irmãos” (Fratelli tutti), a “esperança é ousada, sabe olhar para além das comodidades pessoais, das pequenas seguranças e compensações que reduzem o horizonte, para se abrir aos grandes ideais que tornam a vida mais bela e digna. Caminhemos na esperança!”. Maputo, 16 de Abril de 2021 Bispos da CEM Católicos enviam ajuda a Moçambique após relatos de decapitação em massa No final de 2020, em resposta a relatos de que militantes ligados ao Estado Islâmico que na época já haviam decapitado mais de 50 pessoas no norte de Moçambique, uma instituição de caridade católica está enviando ajuda de emergência para a diocese afetada. A mídia local em Moçambique informou que militantes islâmicos realizaram execuções em um campo de futebol na vila de Muidumbe, na província de Cabo Delgado, no país. As Nações Unidas pediram a Moçambique em 10 de novembro que investigue os relatos de massacres e a decapitação de mulheres e crianças na região. A violência extremista aumentou este ano na província no norte de Moçambique, onde várias igrejas foram queimadas, pessoas decapitadas, jovens sequestradas e centenas de milhares de pessoas deslocadas pela violência. Pemba é uma cidade da província de Cabo Delgado. O bispo local Luiz Fernando Lisboa tem sido um defensor declarado das necessidades das mais de 300.000 pessoas que foram deslocadas pela insurgência. Mais de 1.000 pessoas foram mortas em ataques no norte de Moçambique desde 2017, de acordo com o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais. Alguns desses ataques foram reivindicados pelo Estado Islâmico, enquanto outros foram realizados pelo grupo ahlu Sunna Wal, que vem sequestrando homens e mulheres. Durante a Semana Santa do ano passado, insurgentes cometeram ataques a sete cidades e vilas na província de Cabo Delgado, incendiando uma igreja na Sexta-feira Santa, e matando 52 jovens que se recusaram a se juntar ao grupo terrorista, disse o bispo Lisboa à Ajuda à Igreja em Necessidade. O bispo de Pemba observou em abril que extremistas já haviam queimado cinco ou seis capelas locais, bem como algumas mesquitas. Ele disse que a histórica missão Sagrado Coração de Jesus em Nangolo também foi atacada este ano. Em junho, houve relatos de que os insurgentes tinham decapitado 15 pessoas em uma semana. No entanto, o bispo disse que a crise em Moçambique tinha sido em grande parte recebida com “indiferença” do resto do mundo. Padre insiste que insurgência em Moçambique é baseada na economia Em Pemba, capital da província de Cabo Delgado, em Moçambique, as pessoas aprenderam a dormir de um olho aberto: o aumento da violência na província fez com que mais de 750.000 pessoas fugissem de suas casas e alguns temem que a cidade portuária seja o próximo alvo. Embora os autores sejam frequentemente rotulados como “jiadistas” por causa de sua ligação com muçulmanos extremistas do exterior, moradores como o padre católico Kirikiwi Fonseca insistem que o conflito não é de natureza religiosa, mas apenas mais uma representação da ganância da humanidade. “É dinheiro, o que eles querem, é dinheiro”, disse Fonseca em uma chamada do Zoom com representantes globais da instituição de caridade papal Aid to the Church in Need, da qual crux participou. “Muitas pessoas estão sofrendo, pessoas morrendo, crianças sendo recrutadas.” Nos últimos meses, três paróquias de Pemba começaram a trabalhar juntas para alimentar o maior número possível de pessoas vivendo em campos administrados pelo governo. Eles tentam fornecer às pessoas recém-deslocadas comida, roupas e, acima de tudo, um ombro para chorar um. “Todos os dias falo com pessoas de Palma, a cidade que foi atacada pela última vez”, disse o padre. Muitos foram mortos, tão recentemente quanto [11 de abril]: 14 estrangeiros foram massacrados no hotel em que estavam hospedados.” Insurgentes ligados ao Estado Islâmico têm sido cada vez mais ativos na província de Cabo Delgado desde 2017. O distrito onde Palma está localizada é adjacente a projetos de gás natural no valor de US $ 60 bilhões. As Nações Unidas estimaram que antes do ataque altamente organizado em 24 de março, esta cidade abrigava cerca de 110.000 pessoas, 40% das quais haviam se estabelecido lá nos últimos três anos, depois de fugir de ataques em outros lugares. Os projetos que a igreja local está tentando liderar com a ajuda da Ajuda à Igreja em Necessidade vão além da ajuda emergencial. Fonseca espera poder construir casas para os deslocados, proporcionar-lhes acesso aos cuidados de saúde, e também criar uma estação de rádio capaz de transmitir programação que inspire diálogo e convivência entre povos de diferentes origens religiosas e étnicas que há muito tempo vivem juntos pacificamente. Fonseca insiste que o maior motor por trás da guerra em Cabo Delgado é econômico: “Eles estão usando a religião como causa, mas não é uma guerra religiosa. Há muito tempo vivemos aqui juntos cristãos e muçulmanos. Não é um problema étnico, porque nós, novamente, temos vivido juntos, temos casamentos inter-raciais. Então, concluímos que é tudo sobre dinheiro: essas pessoas querem dinheiro.” “As pessoas sabem que há uma guerra, mas a maioria não entende do que se trata, não percebem totalmente a riqueza que está em suas terras, mas entendem que sofrem por causa dos recursos, por causa dos minerais em suas terras”, disse ele. Durante a conversa de uma hora, o padre argumentou que, embora os insurgentes às vezes gritem “Allahu Akbar” e tenham uma aliança de promessas com o ISIS, eles não estão buscando um governo jihadista fundamentalista. Com estradas destruídas, as pessoas foram forçadas a evacuar Palma e cidades próximas de barco, e as agências das Nações Unidas estão lutando para manter os registros dos recém-chegados atualizados. “Muitas famílias estão separadas”, disse ele. “As mulheres, em particular, estão nos dizendo que não encontram seus filhos, e acredito que alguns desses terroristas levaram as crianças para transformá-las em soldados. Esta é uma pergunta que estamos tentando formular: Por que eles não voltam? Onde eles estão? Ele falou de duas irmãs religiosas, que permaneceram sem nome por preocupação com sua segurança, relatando a ele que viram crianças de 10 a 14 anos entre os que lutam. Como a cidade costeira mais estratégica da província, os temores são reais entre os moradores de Pemba de que eles possam ser o próximo alvo dos insurgentes. “Todos os dias, ouço histórias de pessoas que viram seus cônjuges serem massacrados, pessoas perderam a confiança umas nas outras e, às vezes, até têm medo de nós”, disse Fonseca. “A coisa mais importante que podemos fazer por eles é estar com eles, ouvi-los, incentivá-los a continuar vivendo e não perder a esperança.”

  • UMA ‘SALVE RAINHA’ COMPOSTA POR BRASILEIRO

    O compositor e organista José Joaquim Emérico Lobo de Mesquita, ou, mais simplesmente, Lobo de Mesquita, nasceu na segunda metade do século XVIII na bela cidade colonial do Serro, em Minas Gerais, e em sua região natal viveu até perto do fim de sua vida, quando se mudou para Outro Preto e, mais tarde, para o Rio de janeiro, onde morreu provavelmente no início do século XIX. Sua produção esteve perdida por mais de um século e começou a ser resgatada pelo importante musicólogo alemão Curt Lange, a partir dos anos quarenta do século XX. A música de Lobo de Mesquita sofreu a influência de Haydn, e é toda ela sacra: algumas Missas e várias obras para-litúrgicas, compostas para ocasiões especiais do calendário católico. A sua Antífona de Nossa Senhora (de 1787) traz uma das mais belas Salve Rainhas já escritas na história da música. Sua primeira gravação se deu no final dos anos cinquenta, com a Associação de Canto Coral dirigida pela musicóloga Cléophe Person de Matos, e a Orquestra Sinfônica Brasileira sob a regência de Edoardo de Guarnieri. Há também uma gravação mais recente, com o coro e orquestra barroca Armonico Tributo, utilizando instrumentos de época, sob direção de Edmundo Hora. A gravação postada aqui foi feita pelo coral Ars Nova, da Universidade Federal de Minas Gerais. Mais detalhes sobre a vida e a obra de Lobo de Mesquita podem ser encontrados aqui .

  • 5 conselhos de São Bento para enfrentarmos a pandemia

    5 conselhos de São Bento para enfrentarmos a pandemia O que vamos lembrar deste tempo?” perguntou o Papa Francisco sobre a pandemia de Covid-19. “As coisas que nos unem.” Na Universidade Beneditina em Kansas, Estados Unidos, estamos lidando com algo comum a todas as faculdades: alunos positivos para a Covid-19 e alunos presos em casa de quarentena porque um colega de quarto ou amigo testou positivo. Isso significa que tivemos que criar uma nova equipe na faculdade: nosso esquadrão de quarentena, que presta assistências a esses estudantes. Um membro da equipe sugere que chamemos o projeto de “RB 36” – porque o capítulo 36 da Regra de São Bento trata de servir aos irmãos. Aliás, a Regra de São Bento nos oferecem ótimos conselhos para enfrentarmos essa pandemia. Seguem alguns. Primeiro: São Bento diz que não há maior responsabilidade do que cuidar dos enfermos – que são o próprio Cristo. “O cuidado dos enfermos deve estar acima de tudo, para que sejam verdadeiramente servidos como Cristo”, escreve São Bento. O cristianismo transformou o mundo de muitas maneiras, mas o tratamento dos enfermos foi dramático. Não amamos os enfermos apenas por causa de Cristo – os amamos como o próprio Cristo. Em segundo lugar, São Bento diz ao doente: evite a mentalidade de vítima. “Os enfermos, por sua vez, lembrem-se de que são servidos em honra a Deus, e não se preocupem com as exigências excessivas dos irmãos que os servem”, diz a Regra. Este é um assunto que os homens precisam aprender. “As mulheres que reclamam do parto não experimentaram em primeira mão como é difícil ser um homem resfriado”, gosto de dizer isso para ser engraçado. Minha esposa, que cuida de mim quando estou doente, sabe que isso é menos irônico do que posso fingir. São Bento provavelmente estava lidando com homens como eu quando escreveu essa regra. Terceiro: São Bento pede força para quem cuida dos doentes.“Mesmo assim, os irmãos enfermos devem ser suportados com paciência, porque servi-los leva a uma recompensa maior”, disse ele. Nosso próprio plano “RB 36” traz conselhos valiosos para estudantes universitários sobre o que fazer com os colegas que estão presos na quarentena, doentes ou não. “Pergunte: ‘do que você precisa?’, Mas também ofereça uma sugestão”, diz. Quarto: São Bento pede um cuidado especial para com os doentes. “Que seja designado um quarto separado para os enfermos e que sejam atendidos por um atendente temente a Deus, atencioso e preocupado”, diz ele, acrescentando algumas extravagâncias para a sua época: “Os doentes podem tomar banho sempre que for aconselhável, mas os saudáveis, e especialmente os jovens, devem receber permissão com menos prontidão. Além disso, para recuperar as forças, os enfermos que estão muito fracos podem comer carne, mas quando sua saúde melhorar, todos devem se abster de carne como de costume ”. O que seria equivalente no nosso tempo? Talvez isso: “Organize uma festa virtual, um clube do livro ou um jogo”, é o conselho para os estudantes universitários. Quinto: faça disso um dever. Como faz tantas vezes em sua Regra, São Bento enuncia os deveres do Abade, dizendo: “O abade deve ter o maior cuidado para que os despenseiros e os que servem os enfermos não os negligenciem, pois as deficiências dos discípulos são suas responsabilidade”. Essa é a tremenda praticidade de São Bento. Por fim, o nosso conselho: faça algo hoje. Como o Papa Francisco aponta, as gentilezas que fazemos agora serão lembradas por toda a vida. FONTE: https://pt.aleteia.org/2020/08/31/5-conselhos-de-sao-bento-para-enfrentarmos-a-pandemia/ #5conselhosdeSãoBentoparaenfrentarmosapandemia #SAOBENTO

  • Papa ordena um sacerdote brasileiro para a Diocese de Roma

    Papa ordena 9 novos sacerdotes para a Diocese de Roma, entre eles um brasileiro Entre os jovens a serem ordenados está o brasileiro Mateus Henrique Ataíde da Cruz, nascido em Afogados da Ingazeira, presente em Roma há 7 anos para frequentar o Seminário de Nossa Senhora do Divino Amor. Vatican News O Papa Francisco, como bispo de Roma, volta a ordenar sacerdotes para sua diocese. A celebração com o rito da ordenação terá lugar no próximo domingo, Domingo do Bom Pastor, às 9 horas, horário de Roma, com transmissão em português da Rádio Vaticano/Vatican News. Os nove jovens (e menos jovens) que serão ordenados – entre os quais um brasileiro – preparam-se para este grande momento com um retiro em um Mosteiro. Sua formação foi realizada em seminários da Diocese de Roma. Seis deles estudaram no Pontifício Seminário Maior Romano: Georg Marius Bogdan, Salvatore Marco Montone, Manuel Secci, Diego Armando Barrera Parra, Salvatore Lucchesi e Giorgio De Iuri. Dois deles foram formados no Colégio diocesano Redemptoris Mater – Riccardo Cendamo e Samuel Piermarini –  e um no Seminário Nossa Senhora do Divino Amor, precisamente o brasileiro Mateus Henrique Ataíde da Cruz. Mateus nasceu em Afogados da Ingazeira (PE) e mudou-se para Roma há sete anos, para frequentar o Seminário de Nossa Senhora do Divino Amor. “Quando eu tinha 15 anos – contou ele – comecei a trabalhar para um homem idoso, ajudava-o com o computador. No contrato de trabalho estava escrito que todos os dias eu também teria que rezar junto com ele e recitar o Rosário. O que a princípio vi como uma imposição, depois se tornou uma necessidade para mim”. Originário da Romênia Georg Marius Bogdan, frequentou inicialmente o Pontifício Seminário Menor e depois o Maior. “O meu desejo de ser padre – contou – nasceu ainda criança, quando tinha 9 anos e lia um livro intitulado “Vida de São João Bosco”. Sonhava ser como ele”. O exemplo de Dom Bosco também foi importante para Salvatore Marco Montone, 32 anos, natural da Calábria, que se mudou para a Cidade Eterna para seus estudos universitários. “Eu nasci no dia da Sexta-feira Santa de 1989, e para o dia do meu batismo, alguns meses mais tarde, haviam acabado as vestes brancas para as crianças. Então, o sacerdote me cobriu com a estola. Eu não me recordo, naturalmente, mas meus pais sempre me contam isso”. Salvatore passou a infância no Oratório dos salesianos de Spezzano Albanese, e quando chegou a Roma encontrou alojamento na residência universitária salesiana da Paróquia de São João Bosco. “Aqui, uma noite – recorda ele -, durante a Adoração Eucarística na Igreja, manifestou-se o chamado do Senhor”. Para o futuro sacerdote, foram particularmente importantes, durante os anos passados ​​no instituto de formação de Piazza San Giovanni, as experiências de serviço junto à Caritas diocesana: “Eu realmente experimentei aquela “igreja de hospital de campanha” de que nos fala o Papa Francisco,  e de alguma forma fui as mãos da Igreja de Roma que se estenderam para os mais pobres. Eu nunca vivi isso como um sacrifício, mas como parte integrante do meu ser sacerdote”. Palavras semelhantes vem de Diego Armando Barrera Parra, colombiano de 27 anos: “Assim que terminei o ensino médio, na Colômbia, fui voluntário em uma prisão juvenil e em uma fundação para viciados em drogas. Ali nasceu meu desejo de poder ajudar e servir aos outros para sempre”. O mais jovem dos nove diáconos é Manuel Secci, 26 anos, romano, criado em Torre Ângela, na Paróquia dos Santos Simão e Judas Tadeu, “onde o sentido de comunidade e as belas experiências – recorda ele – alimentaram a minha vocação”. Salvatore Lucchesi, siciliano de 43 anos, também estudou no Seminário Maior. A sua, é uma vocação tardia:  “Dou graças a Deus com a minha vida por toda a misericórdia que teve por mim”. Saindo de Bríndisi, sul da Itália, e vindo para Roma aos 29 anos para estudar Medicina, Giorgio De Iuri conta: “O desejo da vocação nasceu em mim quando eu tinha cerca de 15 anos, mas eu tinha deixado isso um pouco de lado. Então despertou novamente nos primeiros anos em que vivi aqui em Roma como estudante de fora, graças ao acolhimento que recebi na Paróquia de Santa Galla. Na oração – acrescenta – eu fiz experiência direta do fato de que o Senhor estava ali e não me pedia nada. Esta é a graça, o amor gratuito do Senhor”. Riccardo Cendamo, do Redemptoris Mater, na casa dos quarenta anos, sonhava em ser diretor, e o foi por alguns anos. Mas então percebeu que esse não era o seu caminho. “Se eu olhar para trás agora, percebo que sempre existiu o chamado para a vocação sacerdotal, e esse amor teve que amadurecer”. Já Samuel Piermarini, apaixonado por futebol, tem 28 anos, é o último de quatro irmãos e filho de um jornalista da redação italiana do Vatican News. “Tinha um bom nível de jogo, e o time do Roma chamou-me para um teste – recorda com um sorriso -. No final do treino Stramaccioni me chamou e disse: “Então Piermarini, você pode assinar com a gente!”. Mas eu respondi que não sentia isso”. Assim, acabou ingressando no Redemptoris Mater. Por fim, neste domingo, a ordenação presbiteral: “Mal posso esperar!” A presença da imprensa ocorrerá em regime de POOL. Mais informações estão disponíveis no sistema acreditação on-line da Sala de Imprensa da Santa Sé, no endereço: press.vatican.va/accreditamenti. Em conformidade com os regulamentos de saúde em vigor, o acesso está condicionado à verificação da temperatura corporal,  higienização das mãos e uso da máscara. FONTE: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2021-04/papa-francisco-missa-ordenacoes-sacerdotais-brasileiro.html #Papaordena9novossacerdotesparaaDiocesedeRoma #PapaordenaumsacerdotebrasileiroparaaDiocesedeRoma #nascidoemAfogadosdaIngazeira #MateusHenriqueAtaídedaCruz #presenteemRomahá7anosparafrequentaroSemináriodeNossaSenhoradoDivinoAmor

  • Arcebispo pede que comunhão não seja dada a nenhum político abortista

    O arcebispo de Denver (EUA), Samuel Aquila, juntou-se à lista de bispos que denunciam a comunhão para políticos pró-aborto e outros católicos dissidentes que persistem em pecados graves. Em um artigo de opinião publicado na revista jesuíta America, Heterodox e Pró-LGBT, Dom Aquila pediu aos católicos que abraçassem a “coerência eucarística” e “levassem o pecado a sério”. O arcebispado recordou a Primeira Carta aos Coríntios, na qual São Paulo avisa que qualquer um que participe da Eucaristia “de maneira indigna será culpado de profanar o Corpo e o Sangue do Senhor”. “Essas palavras sobre o amor da Igreja àqueles que ousam se aproximar do altar são palavras de cuidado e misericórdia, dadas a nós pelo Espírito Santo, para proteger e curar”, escreveu Aquila. “Mas oferece um aviso sóbrio: aqueles de nós que professam a fé da igreja devem viver como a igreja nos ordena porque através de sua igreja Jesus Cristo nos chama ao arrependimento, perdão e santidade. Aproximar-se da Eucaristia de outra forma é nos condenar no altar do Senhor”, exortou o arcebispo. Leia também Um padre pode negar a comunhão? «Isso é verdade para todos os católicos, mas é particularmente relevante em relação ao falso testemunho que muitos funcionários públicos às vezes mantêm em relação às verdades mais fundamentais da pessoa humana”, acrescentou o Arcebispo. O ensino da Igreja sustenta que os católicos, principalmente políticos e governantes, que promovem o aborto cometem pecado grave e não podem ser admitidos na Eucaristia. Dom Aquila apontou disposições semelhantes na lei canônica que proíbem dar a Santa Comunhão àqueles em estado objetivo de pecado mortal. Leia também “O PT não existiria se não fosse a Teologia da Libertação” revela Lula a Leonardo Boff «A eucaristia é um dom, não um direito, e a santidade desse dom só é diminuída pela recepção indigna”, disse ele. “Devido ao escândalo público causado, isso é especialmente verdadeiro no caso de funcionários públicos que governam persistentemente em violação do direito natural, em particular às questões preeminentes do aborto e da eutanásia, a tomada de vidas inocentes, bem como outras ações que não defendem o ensino da igreja no que diz respeito à dignidade da vida” Traduzido de InfoCatolica Leia também Como pode Joe Biden se declarar católico apesar de apoiar o aborto e a agenda gay?

  • Arcebispo pede que comunhão não seja dada a nenhum político abortista

    O arcebispo de Denver (EUA), Samuel Aquila, juntou-se à lista de bispos que denunciam a comunhão para políticos pró-aborto e outros católicos dissidentes que persistem em pecados graves. Em um artigo de opinião publicado na revista jesuíta America, Heterodox e Pró-LGBT, Dom Aquila pediu aos católicos que abraçassem a “coerência eucarística” e “levassem o pecado a sério”. O arcebispado recordou a Primeira Carta aos Coríntios, na qual São Paulo avisa que qualquer um que participe da Eucaristia “de maneira indigna será culpado de profanar o Corpo e o Sangue do Senhor”. “Essas palavras sobre o amor da Igreja àqueles que ousam se aproximar do altar são palavras de cuidado e misericórdia, dadas a nós pelo Espírito Santo, para proteger e curar”, escreveu Aquila. “Mas oferece um aviso sóbrio: aqueles de nós que professam a fé da igreja devem viver como a igreja nos ordena porque através de sua igreja Jesus Cristo nos chama ao arrependimento, perdão e santidade. Aproximar-se da Eucaristia de outra forma é nos condenar no altar do Senhor”, exortou o arcebispo. Leia também Um padre pode negar a comunhão? «Isso é verdade para todos os católicos, mas é particularmente relevante em relação ao falso testemunho que muitos funcionários públicos às vezes mantêm em relação às verdades mais fundamentais da pessoa humana”, acrescentou o Arcebispo. O ensino da Igreja sustenta que os católicos, principalmente políticos e governantes, que promovem o aborto cometem pecado grave e não podem ser admitidos na Eucaristia. Dom Aquila apontou disposições semelhantes na lei canônica que proíbem dar a Santa Comunhão àqueles em estado objetivo de pecado mortal. Leia também “O PT não existiria se não fosse a Teologia da Libertação” revela Lula a Leonardo Boff «A eucaristia é um dom, não um direito, e a santidade desse dom só é diminuída pela recepção indigna”, disse ele. “Devido ao escândalo público causado, isso é especialmente verdadeiro no caso de funcionários públicos que governam persistentemente em violação do direito natural, em particular às questões preeminentes do aborto e da eutanásia, a tomada de vidas inocentes, bem como outras ações que não defendem o ensino da igreja no que diz respeito à dignidade da vida” Traduzido de InfoCatolica Leia também Como pode Joe Biden se declarar católico apesar de apoiar o aborto e a agenda gay?

  • A ORDEM ATRAVÉS DO CAOS? – Arnaud de Lassus

    “Esta ordem [a nova ordem mundial] está sendo implementada através da aplicação de uma fórmula maçônica: ordo ab caos (a ordem através do caos). Como interpretar essa fórmula, a ordem a partir do caos? Ugo Gorel Porciatti, um maçom de altíssimo nível (33º grau), explicou do que se tratava: ‘Só se pode chegar a uma nova ordem por meio de uma desordem habilmente organizada’. E o que estamos testemunhando agora é a implementação dessa desordem habilmente organizada, mais do que a elaboração de uma ordem que se constrói. Essa desordem é essencial para a construção da nova ordem. Ordo ab caos : ou seja, primeiro o caos e depois a ordem. (…) A abolição das soberanias nacionais, objetivo político do globalismo, não pode ser alcançada, de fato, antes que os cidadãos dos vários países se tornem incapazes de reagir, completamente impotentes ou imbecilizados. Portanto, é importante criar essa desordem antes de passar para a fase política definitiva. O que estamos vendo, agora, é esta desordem organizada; a fase política do governo mundial ainda está em sua fase de gestação.” L’ordre à partir du chaos ?

  • Pesquisa aponta que 60% dos alemães acreditam que a Igreja não enriquece sua vida religiosa

    Dos católicos entrevistados, 24% consideram a Igreja e sua participação nela como valiosa ou enriquecedora para sua própria espiritualidade. 49% das pessoas alemãs batizadas não compartilham dessa postura. Esses números são extremamente preocupantes e demonstram que a verdadeira doutrina católica não está sendo transmitida aos fiéis. O Instituto INSA Consulere realizou uma pesquisa com toda a população católica e protestante da Alemanha, o que resultou em 60% deles não considerando que participar ou participar de suas igrejas enriquece sua vida espiritual. Esta pesquisa foi realizada a pedido do “Die Tagespost”, um seminário católico, e pediu aos participantes que respondessem a uma única declaração: “Acredito que a Igreja é um enriquecimento para minha vida espiritual”, selecionando se concordavam ou não. Leia também A decadência da Igreja na Alemanha Os que ficaram felizes com isso foram 18% das pessoas com mais de 60 anos, 15% entre 30 e 49 anos e apenas 13% dos entrevistados de 18 a 29 anos e 50 a 59 anos. Dos entrevistados católicos, 24% consideram a Igreja e sua participação nela como valiosa ou enriquecedora para sua própria espiritualidade. 49% das pessoas alemãs batizadas não compartilham dessa postura. Esses números são preocupantes e demonstram a inclinação do descontentamento dos fiéis com a Igreja neste país. Leia também Uma análise da queda dos católicos no Brasil Foram pesquisados 2.171 adultos entre 9 e 12 de abril. E em 11 de março de 2021, outra pesquisa também encomendada pela Tagespost revelou que um terço de todos os católicos alemães estão considerando deixar a Igreja. De acordo com os números mostrados, 33% estão pensando em deixá-la por escândalos de abuso sexual nas mãos do clero, enquanto 44% disseram que não abandonariam ou deixariam de apoiar a Igreja. Por fim, 14% dos entrevistados estavam indecisos e 9% não precisavam de uma posição. CNA Deutsche | traduzido de InfoCatólica Leia também A TRANQUILIDADE DOS PECADORES DENTRO DE NOSSAS IGREJAS

  • Pesquisa aponta que 60% dos alemães acreditam que a Igreja não enriquece sua vida religiosa

    Dos católicos entrevistados, 24% consideram a Igreja e sua participação nela como valiosa ou enriquecedora para sua própria espiritualidade. 49% das pessoas alemãs batizadas não compartilham dessa postura. Esses números são extremamente preocupantes e demonstram que a verdadeira doutrina católica não está sendo transmitida aos fiéis. O Instituto INSA Consulere realizou uma pesquisa com toda a população católica e protestante da Alemanha, o que resultou em 60% deles não considerando que participar ou participar de suas igrejas enriquece sua vida espiritual. Esta pesquisa foi realizada a pedido do “Die Tagespost”, um seminário católico, e pediu aos participantes que respondessem a uma única declaração: “Acredito que a Igreja é um enriquecimento para minha vida espiritual”, selecionando se concordavam ou não. Leia também A decadência da Igreja na Alemanha Os que ficaram felizes com isso foram 18% das pessoas com mais de 60 anos, 15% entre 30 e 49 anos e apenas 13% dos entrevistados de 18 a 29 anos e 50 a 59 anos. Dos entrevistados católicos, 24% consideram a Igreja e sua participação nela como valiosa ou enriquecedora para sua própria espiritualidade. 49% das pessoas alemãs batizadas não compartilham dessa postura. Esses números são preocupantes e demonstram a inclinação do descontentamento dos fiéis com a Igreja neste país. Leia também Uma análise da queda dos católicos no Brasil Foram pesquisados 2.171 adultos entre 9 e 12 de abril. E em 11 de março de 2021, outra pesquisa também encomendada pela Tagespost revelou que um terço de todos os católicos alemães estão considerando deixar a Igreja. De acordo com os números mostrados, 33% estão pensando em deixá-la por escândalos de abuso sexual nas mãos do clero, enquanto 44% disseram que não abandonariam ou deixariam de apoiar a Igreja. Por fim, 14% dos entrevistados estavam indecisos e 9% não precisavam de uma posição. CNA Deutsche | traduzido de InfoCatólica Leia também A TRANQUILIDADE DOS PECADORES DENTRO DE NOSSAS IGREJAS

  • NOTA DE FALECIMENTO – RICARDO JOSÉ MARI

    NOSSA EQUIPE ESTÁ EM LUTO! É com profundo pesar que registramos o falecimento de Ricardo José Mari, um dos jovens que nos fornecia conteúdo relacionado à Divina Vontade e nos orientava em relação à ela. Ricardo tinha um propósito: fazer com que os escritos de Luísa Piccarreta passassem do papel para os corações humanos, e se tornassem uma realidade presente e permanente na vida de cada pessoa. Viver na Divina Vontade era o seu propósito! Embora profundamente estarrecidos pela partida precoce, temos a certeza de que Ricardo está na visão beatífica do Pai, desfrutando das glórias reservadas a todos aqueles que souberam amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, uma vez que nessa terra ele estava diariamente em Sua Santa presença, por meio de orações ou atividades laborais. Pedimos as orações de todos para a consolação de seus familiares, a quem manifestamos nossas profundas e sinceras condolências. Atualmente ele trabalhava na Associação do Senhor Jesus e Rede Século 21, que divulgou a seguinte nota: COMUNICADO ASSOCIAÇÃO DO SENHOR JESUS A Associação do Senhor Jesus com muito pesar comunica o falecimento do querido amigo Ricardo Mari. Neste momento de dor e consternação, só nos cabe pedir a Deus que o ilumine e lhe dê o repouso eterno, e que Deus dê conforto aos seus familiares e a todos os amigos para que possam enfrentar esta imensurável dor com fé e com serenidade. Ricardo Mari contribuiu com a produção da Novena das Mãos Ensanguentadas de Jesus na TV, foi Idealizador do Troféu Louvemos o Senhor e contribuiu com a evangelização através de vários projetos da Associação do Senhor Jesus. Na foto, Ricardo Mari estava na premiação do Troféu Louvemos o Senhor. Com esta foto, recordamos com carinho nosso amigo Ricardo e pedimos as bençãos de Maria. Deixamos a seguir a reflexão atribuída a Santo Agostinho: “A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do Caminho. Eu sou eu, vocês são vocês. O que eu era para vocês, eu continuarei sendo. Me dêem o nome que vocês sempre me deram, falem comigo como vocês sempre fizeram. Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador. Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos. Rezem, sorriam, pensem em mim. Rezem por mim. Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo. Sem nenhum traço de sombra ou tristeza. A vida significa tudo o que ela sempre significou, o fio não foi cortado. Porque eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas? Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do Caminho… Você que aí ficou, siga em frente, a vida continua, linda e bela como sempre foi.” (Fonte da reflexão de Santo Agostinho: https://www.padrereginaldomanzotti.or…) #NOTADEFALECIMENTO #NOTADEFALECIMENTODERICARDOJOSÉMARI #RICARDOJOSÉMARI

  • A SANTA MISSA NA BÍBLIA

    A Missa é uma partilha terrena da vida eterna, uma participação terrena na adoração do céu! Não se enganem sobre isso: a Missa é o cumprimento pela Igreja de uma ordem explícita de Jesus Cristo, emitida num momento crucial de Seu ministério, uma ordem registrada no Evangelho e numa carta de São Paulo. Aqui está, em sua forma mais primitiva: De fato, eu recebi pessoalmente do Senhor aquilo que transmiti para vocês. Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus, tomou o pão e, depois de dar graças, o partiu e disse: “Isto é o meu corpo que é para vocês; façam isto em memória de mim”. Do mesmo modo, após a Ceia, tomou também o cálice, dizendo: “Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; Todas as vezes que vocês beberam dele, façam isso em memória de mim” (1Cor 11,23-25). Uma ordem não poderia ser mais simples e direta do que esta: façam isto! E assim fizeram os cristãos, aonde quer que fossem. Já mencionei a passagem dos Atos (2, 42.46) na qual Lucas apresenta a “fração do pão” entre as características que definem a Igreja. Os capítulos restantes de Atos confirmam isto, como a comunidade “fazia isso” em memória de Jesus (ver, por exemplo, At 20,7 e 27,35). Em Atos 13,2, encontramos o culto publico da Igreja descrito por uma palavra familiar aos católicos, que é “liturgia” (da raiz grega, leitourgia). Nessa passagem, vemos que os Apóstolos jejuavam para a celebração da Missa, da mesma forma como fazem os católicos de hoje. O que Jesus fez, e o que Ele ordenou aos Apóstolos que fizessem, os católicos continuam a fazer hoje. Como tantas outras passagens da vida de Jesus, esta também foi predita e profetizada no Antigo Testamento. As Orações Eucarísticas da Igreja enfatizam isso ao mencionarem os sacrifícios de Abel e de Abraão e o pão e o vinho oferecidos por Melquisedeque. Já vimos que os Padres da Igreja viram o universalismo na Missa como o cumprimento da “oblação pura” do profeta Malaquias, de leste a oeste (Ml 1, 11). Os Padres também lembraram com carinho da Missa como o cumprimento do “banquete da Sabedoria” de pão e vinho (Pr 9, 1-6), e como o verdadeiro pão do viajante, significado pelo alimento do anjo ao profeta Elias (1Rs 19, 5-7). Assim como os Israelitas reverenciavam o pão dos sacrifícios (Ex 25, 29) e sua sacralidade (Lv 24, 9), também a Igreja adorava a Presença Real na Eucaristia e experimentava esta presença como uma fonte de graças. Leia também: O Valor da Santa Missa O que descobri quando participei pela primeira vez da Missa 5 razões para se animar a ir à Missa todos os dias 8 dicas para aproveitar melhor a missa Viver os quatro fins da Missa O sentido da Santa Missa Jesus ensinou que a Eucaristia foi prenunciada no maná dado por Deus durante o êxodo do povo de Israel do Egito (cf. Jo 6, 49-51). Na verdade, muito antes da Última Ceia, Jesus já havia prefigurado a Eucaristia ao multiplicar os pães para alimentar seu povo; ao mencionar cenas de banquetes em sua pregação e optando por nascer em uma cidade chamada Belém (em hebraico “a casa do pão”). E numa prefiguração explícita e prolongada, detalhou a teologia de Sua presença Eucarística no famoso discurso do “Pão da Vida” (Jo 6,26-58). “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá para sempre. E o pão que eu vou dar é a minha própria carne, para que o mundo tenha a vida” (Jo 6,51). Sua carne é pão; Seu sangue é bebida. Isso corresponde diretamente às Suas palavras sobre o pão e o vinho na Última Ceia: “Isto é o Meu corpo… Este é o cálice do Meu sangue” – a própria ação que Ele ordenou a seus Apóstolos para repetirem. É um fato curioso que, aqueles que comumente insistem numa leitura estritamente literal da Bíblia, irão interpretar essas passagens com a mesma insistência, em termos exclusivamente de uma metáfora (Isso foi o que eu mesmo fiz, há anos). No entanto, Jesus não tratou “pão”, “sangue” e “carne” como metáforas. No discurso do Pão da Vida, a Sua linguagem chocou seus ouvintes. Os verbos são mais plenos de sentido no grego; Ele está dizendo aos Seus ouvintes que eles devem “mastigar” ou “roer” a Sua carne. Tanto que, quanto mais as pessoas expressavam seu desgosto com tais palavras, tanto mais realista se tornava a fala de Jesus. “Muitos discípulos que ouviram, disseram então: ‘Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?’” (Jo 6, 60). Isso é verdade não só para aquelas pessoas que se reuniam em torno de Jesus naquele dia em Cafarnaum, mas também, para muitos cristãos ao longo da história. Parece estranho e impróprio para Deus ordenar os seus fiéis a comer a sua carne e beber o seu sangue. No mínimo, parece estranho para Ele prescrever pão como o objetivo de seu ato principal de adoração. Mas Ele o fez e, assim, nas gerações seguintes, os cristãos iriam suportar injustas acusações de canibalismo de seus perseguidores romanos, mas não negariam a presença corporal de Jesus na Eucaristia. Os católicos de hoje suportam até mesmo as vaias de outros cristãos, mas permanecemos com as inequívocas palavras do Novo Testamento. “Percebendo que Seus discípulos estavam murmurando por causa disso, Jesus perguntou: ‘Isso vos escandaliza?’” (Jo 6, 61). Ele passou a dizer “a carne para nada serve”, mas mesmo essa frase não fornecia nenhum entendimento fácil para além da Sua linguagem realista, pois Ele não estava falando aqui de Sua própria carne, a qual, certamente, nos serviria para nossa salvação! Jesus não deixou nenhuma brecha. Com São Pedro, o Católico deve responder: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna” (Jo 6, 68). Ouvimos essa “palavra de vida” – e nós as vemos encarnadas como o Pão da Vida – em cada Missa que participamos. Pois a Missa é uma partilha terrena da vida eterna, uma participação terrena na adoração do céu. Os primeiros cristãos, como os católicos de hoje, baseiam sua fé na Carta aos Hebreus e no livro do Apocalipse dentro do Novo Testamento. Ambos estão repletos de imagens do rito de adoração. Somos convocados para “a cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste; para a reunião festiva de milhões de anjos; para a assembleia dos primogênitos cujos nomes estão escritos no céu…; para Jesus, o mediador da nova aliança; e para a aspersão com um sangue mais eloquente que o de Abel” (Hb 12, 22-24). Esta é a antiga e perene compreensão Católica da Missa. O livro do Apocalipse descreve ainda esta assembleia como o “banquete das bodas do Cordeiro” (Ap 19, 9). Tal banquete tem lugar no altar de Deus (ap 8, 3), aonde os cálices são derramados (ap 14,10). No Apocalipse como na primeira Carta aos Coríntios, vemos que os cálices eucarísticos são taças de bênção para os fiéis, mas taças de condenação para os pecadores (ver 1Cor 10, 16). Eles vão para o céu, como João foi quando estava em Espírito no Dia do Senhor, e como os cristãos de Corinto foram quando eles “estavam reunidos como Igreja” (1Cor 11, 18). Os primeiros cristãos eram “a assembleia dos primogênitos… inscritos no céu”. E nós também somos! Retirado do livro: “Razões para Crer”. Scott Hahn. Ed. Cléofas. COMPRAR

  • COMPREENDENDO AS ESCRITURAS – Scott Hahn medita sobre o 3º Domingo da Páscoa

    Jesus, no Evangelho de hoje, ensina Seus apóstolos como interpretar as Escrituras. Diz-lhes que todas as Escrituras do que agora chamamos de Antigo Testamento se referem a Ele. Afirma que todas as promessas feitas no Antigo Testamento foram cumpridas em Sua Paixão, morte e Ressurreição. E diz-lhes também que essas Escrituras predizem a missão da Igreja: pregar o perdão dos pecados a todas as nações, começando em Jerusalém. Na Primeira Leitura e na Epístola de hoje, vemos iniciar-se essa missão. E vemos, também, os apóstolos interpretando as Escrituras tal como Jesus os ensinou. Segundo a pregação de Pedro, Deus cumpriu o que havia anunciado de antemão em todos os profetas. Seu sermão está repleto de imagens do Antigo Testamento. Ele evoca Moisés e o Êxodo, no qual Deus se revelou como o Deus ancestral de Abraão, Isaque e Jacó (ver Êxodo 3: 6, 15). E identifica Jesus como o servo sofredor de Isaías, que foi glorificado (ver Isaías 52:13). João também descreve Jesus com termos do Antigo Testamento. Aludindo aos sacerdotes de Israel, que ofereciam sacrifícios de sangue para expiar os pecados do povo (ver Levítico 16; Hebreus 9-10), ele diz que Jesus também intercede por nós diante de Deus (ver Romanos 8:34), e que Seu sangue é uma expiação sacrificial pelos pecados do mundo (veja 1 João 1: 7). Observe-se que, em todas as três leituras deste domingo, as Escrituras são interpretadas para servir e promover a missão da Igreja: levar as pessoas ao arrependimento e à purificação dos pecados, revelar a verdade sobre Jesus e a perfeição de seu amor por Deus. É assim que nós também devemos ouvir as Escrituras. Não para saber mais “sobre” Jesus, mas para conhecê-lo verdadeira e pessoalmente, e conhecer Seu plano para nossas vidas. Nas Escrituras, o esplendor de Sua face brilha sobre nós, como cantamos no Salmo de hoje. Conhecemos as maravilhas que Ele fez ao longo da história. Confiamos que, ao clamar por Jesus, ele nos ouve e nos atende. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/understanding-the-scriptures-scott-hahn-reflects-on-the-third-sunday-of-easter/

  • JUDEU, PROFESSOR DE HARVARD, VÊ A VIRGEM MARIA E JESUS E SE CONVERTE

    Judeu, professor de Harvard, vê a Virgem Maria e Jesus e se converte

  • O deserto dos Tártaros: Em busca de sentido.

    O romance O Deserto dos Tártaros, escrito pelo italiano Dino Buzatti, revela a universal busca pelo sentido da vida. Nele, o personagem Gionanni Drogo, cadete recém formado, é designado para servir num longínquo forte, próximo ao deserto, local onde esperava ser o início da sua gloriosa carreira como militar. Ao colocar nossas esperanças no trabalho, somos facilmente frustrados, assim como Drogo, quando percebeu que o forte onde fora designado a servir era praticamente inútil. Ele sonhava com as glórias militares, mas agora estava preso na rotina enfadonha do militarismo. O romance nos conta que Drogo teve a oportunidade de ir embora, mas percebeu que, após sair de sua casa, a vida de sua família e amigos seguiram normalmente e que sua ausência já não era mais sentida. A expectativa de uma batalha era a única coisa que trazia sentido para ele e para as pessoas do forte. Algo simplório, mas com uma fagulha de esperança. Como Drogo afirma: “é preciso ter esperança em alguma coisa.” Nos assemelhamos a Drogo quando nos apegamos à expectativas de realizações próprias e quando colocamos a nossa esperança nas coisas perecíveis. Dizemos o tempo todo a nós mesmos: “Quando tiver aquele trabalho tudo será perfeito”, “ quando tiver aquele salário tudo ficará bem”, “ quando terminar a faculdade estarei completo”. Puro engano! O que tem nos movido? O que nosso coração tem buscado? O que nos faz acordar todos os dias e encarar as dificuldades da vida? Será que apenas as vaidades superficiais são suficientes para satisfazer a nossa alma e a nossa busca por significado? Acredito que não. Mesmo com o passar de vários anos, o envelhecido Drogo mantinha firme sua esperança na batalha. Aquela centelha de esperança por encontrar um sentido de vida ainda existia. A batalha improvável enfim chegou, mas Drogo, velho e cansado, já não podia participar dela, e foi enviado para casa. Todos os anos de espera foram em vão. Assim é a nossa vida. Vivemos com o coração insatisfeito, e buscamos novamente algo para nos satisfazer. Passamos a vida presos num ciclo de ansiedade e insatisfação. Isso acontece porque não fomos feitos para esse mundo; nosso coração aponta para Algo fora dele. “Fizeste-nos, Senhor, para ti, e o nosso coração anda inquieto enquanto não repousar em ti.”, diz Santo Agostinho. Em Cristo temos o ponto onde todas as coisas convergem: A nossa salvação e plenitude de vida. Nele está o sentido da história, da vida e de todas as coisas, principalmente o do nosso coração. Ramon Serrano

  • A CRISE SANITÁRIA É VANTAJOSA PARA OS GLOBALISTAS – Phillipe de Villiers

    Descobri uma coisa incrível: tudo o que vivemos hoje já foi simulado antes. Foi no dia 18 de outubro de 2019, durante um encontro inusitado que aconteceu em Nova York, envolvendo pessoas poderosas, sem mandato político, fora dos circuitos oficiais das instituições multilaterais. Não foi um simpósio, mas um exercício de simulação de uma pandemia de coronavírus que reuniu as Big Pharma, Big Data, Big Finance, a Fundação Bill Gates e o Fórum de Davos. Esses novos senhores formam uma espécie de diretório de influência mundial, superior aos próprios poderes públicos. Até esta data, ninguém falava de Covid-19. Presumo que suspeitaram de algo. Não estou dizendo que eles “inventaram o vírus”, porque não sou conspiracionista. Digo somente que eles acolheram o vírus como uma boa oportunidade. Eles já esperavam por isso. Desde a criação da Organização Mundial do Comércio, em 1994, as elites da Aldeia Global queriam construir um mundo novo, sem fronteiras, como uma coisa só: algumas pessoas por cálculo, para criar um grande mercado de massa global, e outras por ideologia, para substituir “muros por pontes”, como diria o Papa Francisco. Eles fabricaram este mundo sem divisórias, sabendo que esse mundo seria violentamente patogênico. Quando se coloca 5 ou 6 bilhões de pessoas em um mesmo ambiente, o micróbio circula com mais facilidade. Eles sabiam, esperavam e estavam se preparando para isso. Em outras palavras, o vírus surgiu, para essa elite globalizada, como uma dádiva de Deus. Isso é o que diz Klaus Schwab, fundador e presidente do Fórum Econômico Mundial de Davos e o primeiro a apresentar a Covid-19 como uma “janela de oportunidade”. São palavras suas. É o que escreve, preto-no-branco, em seu manifesto Covid-19: o grande reset . Ninguém se engane: este livro é o equivalente ao Manifesto do Partido Comunista: desenha um novo paradigma em plena pandemia. O “Grande Reset”, longe de ser uma teoria da conspiração, é ao contrário um projeto exposto à luz do sol por esta elite. Ao ouvir, todos os dias, rádios e TVs falarem desses conspiracionistas que evocam, nas redes sociais, o “Grande Reset”, copiando-se uns aos outros em suas conjecturas, me perguntava quem era o mais doente dos doentes. Procurando o principal paciente, acabei encontrando uma pessoa bem saudável: Klaus Schwab. Ele é o inventor dessa nova semântica. Por cinquenta anos, Klaus Schwab, de seu chalé em Davos, personificou a principal plataforma de diálogo daqueles que governam o mundo, na interseção de riqueza e influência. É lá, em Davos, que se definem as linhas de frente do capitalismo globalizado. É em Davos que se aplicam as compressas de pano quente quando esse capitalismo de comparsas vai mal das pernas. É em Davos que se vem buscar a coroa de louros ou a aprovação pública: por exemplo, Greta Thunberg, a “Joana d’Arc” que ouve vozes no Instagram. É em Davos que se deve finalmente buscar a aprovação quando se quer entrar na política: em 2016, o jovem Emmanuel Macron deixou o casino de Touquet para ir a Davos e assim tornar-se, sob a proteção do Dr. Schwab (que lhe impôs as mãos), o “young global leader”. Dois anos depois, foi a vez de Marlène Schiappa receber a unção, e, neste ano, Gabriel Attal. Em seu livro, Klaus Schwab se regozija em alertar que a pandemia não é de forma alguma um parêntese, e que o retorno ao mundo anterior é uma ilusão. São palavras assustadoras. Elas devem ser citadas literalmente: “Muitos de nós estão se perguntando quando as coisas vão voltar ao normal. A resposta mais curta é: nunca”. Há um lado febril nessas trepanações. Klaus Schwab acrescenta que devemos fazer da Covid uma oportunidade para um “novo normal”, visando a “fusão de nossas identidades físicas, digitais e biológicas”. Quando o livro foi publicado, em 2 de junho de 2020, logo no dia seguinte, 3 de junho, para ser bem compreendido foi organizada uma videoconferência com a nata mundial, na presença do Secretário-Geral das Nações Unidas. Explicava o que era essa “janela de oportunidade”: significava, por um lado, a concretização da digitalização do mundo, e, de outro, o combate às mudanças climáticas. Resumindo: todos os gigantes digitais do mundo concordavam, com a classe dominante, nesse projeto de redefinição do mundo, para criar uma nova humanidade sob o império da inteligência artificial. O que vou dizer é monstruoso: estamos testemunhando o nascimento do capitalismo digital ambientalista. Não é à toa que Greta Thunberg yenha sido convidada para Davos. CO2 é o novo vírus oficial. Os ambientalistas apostam que a digitalização do mundo vai permitir que as pessoas fiquem trancadas em suas casas, com menos carros pela cidade, todo mundo andando de bicicleta, imobilizados os aviões, suprimida a propriedade privada, marcação pesada contra com a indústria porque ela polui, conversão da energia nuclear em energia eólica. O novo imperativo categórico é simples: digitalizar para descarbonizar. Mas essa aliança entre liberais e ambientalistas, em nome do CO2, é uma farsa gigantesca: os gigantescos centros de processamento de dados produzem uma vez e meia a mais de poluição do que a aviação civil. Em 2025, será três vezes mais, além dos resíduos que são devolvidos à natureza, que são extremamente poluentes. O consumo de eletricidade dos data centers é considerável. É uma farsa que busca salvar o poder digital de si mesmo. Os gigantes digitais e os ambientalistas se entendem muito bem e toda a classe política está seguindo o mesmo movimento. Este é o novo vírus: CO2. A França, por exemplo, contribui para o CO2 global com 0,9%. Pois bem, em nome deste 0,9% vão nos infligir a decadência e a permanente sujeição ao campo de reeducação dos “Khmer verdes” (ambientalistas radicais). Quando se atormenta uma população colocando medo em seu estômago, pode-se obter dela qualquer coisa. Estamos no regime do “medômetro” universal. Os franceses estão com medo. Na história humana, nenhuma constelação humana jamais teria imaginado, por preocupações de ordem sanitária, ser chamada a se tornar um povo-vegetal recluso numa estufa fechada. Ninguém faz nada. É a máscara, é a mordaça — e isso já dura um ano. Não pensamos em mais nada. Remove-se o pensamento para remover-se o sofrimento. A focinheira é universal. No entanto, se voltarmos a Aristóteles e a São Tomás de Aquino, fica claro que a política nunca foi um “biopoder”. O homem é um animal social. Política é vida. E vida não é uma coisa única, cabendo justamente à arte política cuidar de suas várias dimensões: há vida social, econômica, espiritual, cultural, emocional, familiar, criativa, esportiva, etc. A saúde também não é uma coisa única: é mental, física, intelectual, psíquica, etc. A honra de um político é assumir tudo isso, enfeixar tudo isso, e tudo isso proteger. É inédito, na história da humanidade, que em nome de um progressismo equivocado se escolha a saúde, a vida profilática, como um absoluto da arte política, eliminando tudo o mais. La crise sanitaire est une aubaine pour les mondialistes

  • Governo de SP anuncia liberação de missas em todo o estado

    Governo do estado anunciou recuo nas medidas de isolamento social. O governo do estado de São Paulo anunciou, nesta sexta-feira (16), a liberação das atividades religiosas presenciais. A medida foi anunciada pelo vice-governador Rodrigo Garcia. As atividades religiosas poderão ser realizadas com algumas medidas sanitárias, informou o vice-governador do estado. Garcia afirmou ainda que o estado viverá nas próximas duas semanas, a partir de domingo, 18 de abril, uma fase de transição do Plano SP de flexibilização econômica na pandemia. “O governo instituiu a partir do dia 6/3 o início da fase vermelha, depois a fase emergencial, o que durou até 28 de março. Na medida em que a fase vermelha foi implementada tivemos uma estabilização de crescimento nos números da pandemia. Começamos a ter uma redução progressiva na velocidade. Essa queda persiste e temos uma queda diária de número de pacientes de 0,8%”, diz Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência da Covid-19 em São Paulo. As medidas impostas pelo governador João Dória (PSDB) contra as atividades religiosas acabou sendo pivô de ação no Supremo Tribunal Federal (STF). Na ação, juristas questionavam a legalidade de medidas que restringem o direito de liberdade religiosa. Os ministros do Supremo acabaram decidindo de forma favorável ao governo paulista, mesmo que sendo essa medida considerada inconstitucional. Fonte: Gospel Prime.

  • Governo de SP anuncia liberação de missas em todo o estado

    Governo do estado anunciou recuo nas medidas de isolamento social. O governo do estado de São Paulo anunciou, nesta sexta-feira (16), a liberação das atividades religiosas presenciais. A medida foi anunciada pelo vice-governador Rodrigo Garcia. As atividades religiosas poderão ser realizadas com algumas medidas sanitárias, informou o vice-governador do estado. Garcia afirmou ainda que o estado viverá nas próximas duas semanas, a partir de domingo, 18 de abril, uma fase de transição do Plano SP de flexibilização econômica na pandemia. “O governo instituiu a partir do dia 6/3 o início da fase vermelha, depois a fase emergencial, o que durou até 28 de março. Na medida em que a fase vermelha foi implementada tivemos uma estabilização de crescimento nos números da pandemia. Começamos a ter uma redução progressiva na velocidade. Essa queda persiste e temos uma queda diária de número de pacientes de 0,8%”, diz Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência da Covid-19 em São Paulo. As medidas impostas pelo governador João Dória (PSDB) contra as atividades religiosas acabou sendo pivô de ação no Supremo Tribunal Federal (STF). Na ação, juristas questionavam a legalidade de medidas que restringem o direito de liberdade religiosa. Os ministros do Supremo acabaram decidindo de forma favorável ao governo paulista, mesmo que sendo essa medida considerada inconstitucional. Fonte: Gospel Prime.

  • Prefeito persegue católicos e proíbe rosário em praça pública, no interior de SP

    Católicos denunciam, através das redes sociais, a perseguição religiosa de um prefeito no interior do estado de São Paulo. O Prefeito da cidade de Anhumas – SP, Adailton Menossi, se uniu ao governador João Dória e seu decreto no Estado de São Paulo, para perseguir a Santa Igreja Católica e proibir que os católicos rezem o Santo Rosário nas ruas! O prefeito ameaçou os católicos que, caso ousem fazê-lo, deverão sofrer as consequências de tal “ousadia”. Veja a notificação: Leia a denúncia publicada através das redes sociais: “O prefeito da cidade de Anhumas, interior de SP, Adailton Menossi, se acha superior a constituição deste país, talvez inspirados nas víboras anti-catolicas do STF, para querer PROIBIR os fiéis Católicos de Anhumas de rezarem o ROSÁRIO em praça PÚBLICA! Sim, é exatamente isso que vocês leram. O prefeito de Anhumas, Adailton Menossi, quer proibir os fiéis de rezarem o Rosário em praça pública. Eu pergunto ao prefeito: vai fechar os mercados também? Está tendo distanciamento social dentro dos ônibus? Se os fiéis forem rezar dentro de algum ônibus, ELES NÃO PODERÃO também??? Além de fechar as Igrejas, agora os católicos não podem nem mesmo professar a sua fé em público! É um absurdo tal decisão injusta! É um insulto a fé Católica! É um insulto a Nossa Senhora! Aqui em São Paulo, como todos vocês bem sabem, já fizemos DIVERSOS Rosários e PROCISSÕES públicas, na AVENIDA PAULISTA, e não sofremos nenhuma intimação por ninguém. E sabemos que, segundo a mídia, São Paulo é o centro da Pandemia atualmente. Ninguém pode ser impedido de REZAR na rua, ainda que seja sozinho ou com mais 5 ou 30 pessoas! A praça tem espaço suficiente para cada um ficar distante. E o Rosário não terá a participação de 1000 pessoas para que seja notificado a polícia ou ao corpo de bombeiros, quem dera fosse com mais de mil! Nós repudiamos essa nojenta intimação! Nenhum rosário público será cancelado, nem em Anhumas e nem na Avenida Paulista (que será realizado no próximo domingo) Nem o sr. Adailton e nem o sr. João Dória tem o poder e nem o direito de proibir qualquer fiel Católico de rezar publicamente! Peço o auxílio de todos vocês Católicos para este caso! O jovem e corajoso @felipe.capua , que está convidando os católicos para este Rosário público, não deve sofrer essas ameaças injustas! Torno a perguntar: o senhor prefeito proibirá estes católicos de rezarem dentro de algum mercado ou dentro do ônibus??? Católicos de Anhumas, não votem em quem se coloca contra a Igreja de Cristo! O prefeito é um SERVIDOR de vocês, e não o vosso dono!!” O Sangue dos mártires é Semente dos Novos Cristãos” – Tertuliano

  • Prefeito persegue católicos e proíbe rosário em praça pública, no interior de SP

    Católicos denunciam, através das redes sociais, a perseguição religiosa de um prefeito no interior do estado de São Paulo. O Prefeito da cidade de Anhumas – SP, Adailton Menossi, se uniu ao governador João Dória e seu decreto no Estado de São Paulo, para perseguir a Santa Igreja Católica e proibir que os católicos rezem o Santo Rosário nas ruas! O prefeito ameaçou os católicos que, caso ousem fazê-lo, deverão sofrer as consequências de tal “ousadia”. Veja a notificação: Leia a denúncia publicada através das redes sociais: “O prefeito da cidade de Anhumas, interior de SP, Adailton Menossi, se acha superior a constituição deste país, talvez inspirados nas víboras anti-catolicas do STF, para querer PROIBIR os fiéis Católicos de Anhumas de rezarem o ROSÁRIO em praça PÚBLICA! Sim, é exatamente isso que vocês leram. O prefeito de Anhumas, Adailton Menossi, quer proibir os fiéis de rezarem o Rosário em praça pública. Eu pergunto ao prefeito: vai fechar os mercados também? Está tendo distanciamento social dentro dos ônibus? Se os fiéis forem rezar dentro de algum ônibus, ELES NÃO PODERÃO também??? Além de fechar as Igrejas, agora os católicos não podem nem mesmo professar a sua fé em público! É um absurdo tal decisão injusta! É um insulto a fé Católica! É um insulto a Nossa Senhora! Aqui em São Paulo, como todos vocês bem sabem, já fizemos DIVERSOS Rosários e PROCISSÕES públicas, na AVENIDA PAULISTA, e não sofremos nenhuma intimação por ninguém. E sabemos que, segundo a mídia, São Paulo é o centro da Pandemia atualmente. Ninguém pode ser impedido de REZAR na rua, ainda que seja sozinho ou com mais 5 ou 30 pessoas! A praça tem espaço suficiente para cada um ficar distante. E o Rosário não terá a participação de 1000 pessoas para que seja notificado a polícia ou ao corpo de bombeiros, quem dera fosse com mais de mil! Nós repudiamos essa nojenta intimação! Nenhum rosário público será cancelado, nem em Anhumas e nem na Avenida Paulista (que será realizado no próximo domingo) Nem o sr. Adailton e nem o sr. João Dória tem o poder e nem o direito de proibir qualquer fiel Católico de rezar publicamente! Peço o auxílio de todos vocês Católicos para este caso! O jovem e corajoso @felipe.capua , que está convidando os católicos para este Rosário público, não deve sofrer essas ameaças injustas! Torno a perguntar: o senhor prefeito proibirá estes católicos de rezarem dentro de algum mercado ou dentro do ônibus??? Católicos de Anhumas, não votem em quem se coloca contra a Igreja de Cristo! O prefeito é um SERVIDOR de vocês, e não o vosso dono!!” O Sangue dos mártires é Semente dos Novos Cristãos” – Tertuliano

  • OS CISMÁTICOS DA IGREJA ALEMÃ

    A Igreja alemã continua desafiando o Vaticano. Está previsto para o próximo 10 de maio um protesto de padres — com a permissão dos seus bispos — contra o documento da Congregação para a Doutrina da Fé que proíbe a bênção dos casais homossexuais. Para melhor divulgação do evento, o protesto conta até com uma página na internet, na qual estão convidados a inscrever-se mais padres que desejam incluir as suas paróquias na cerimónia. É certo que se trata de uma minoria de heréticos: das dez mil paróquias católicas da Alemanha, até agora só quatorze aderiram à iniciativa (0,1% das paróquias alemãs). É esperar para ver quantas mais irão se envolver na brincadeira. Apesar, porém, de numericamente reduzida, a revolta promete ser barulhenta. Por exemplo, a paróquia de São Martin, na diocese de Münster, garante que a cerimónia — na qual não faltará, obviamente, o surreal beijo gay dos “noivos” — será filmada e amplamente divulgada na internet. Segundo o padre espanhol Santiago Martín, que tem observado há já um bom tempo o “cisma alemão”, os promotores do acontecimento querem deixar bem claro ao Vaticano que as suas normas são letra morta, sem autoridade para impor o que quer que seja. Estão convictos de que não haverá consequências, ainda mais porque seus próprios bispos já se apressaram a dizer que não castigarão os párocos responsáveis (entre os bispos coniventes está o da diocese de Essen, Franz-Josef Overbeck, à esquerda na foto acima, portando uma ecologicamente sustentável corrente de cenouras). Padre Santiago antecipa um cenário complicado pela frente: “…se o Vaticano não reagir com algum tipo de sanção, o escândalo será imenso e muitos católicos sentir-se-ão muito feridos nas suas convicções; além disso, serão apresentados argumentos àqueles que dizem que há duas medidas diferentes: uma muito dura para os conservadores e outra totalmente tolerante para os liberais, mais conhecidos como Catho-Protestantes. Mas se o Vaticano reagir e impor algum tipo de sanção, a imagem do Papa será grandemente afetada precisamente entre os setores eclesiais e sociais que mais o apoiaram desde que ele chegou ao Pontificado.” Enfim, Papa Bergoglio está numa verdadeira saia justa (ou batina justa, se se preferir). É um desafio direto ao Sumo Pontífice. Faça ele o que fizer, o desgaste será grande, seja para um lado ou para o outro. Padre Santiago fala em grave fratura na unidade da Igreja, se a autoridade do Papa for questionada publicamente sem maiores consequências. “Uma cisão é uma tragédia que deve ser evitada, mas a unidade não pode ser mantida a qualquer preço. Se esse tivesse sido o critério, teríamos de ceder aos Arianos (que negaram a divindade de Cristo), a Lutero, a Calvino ou a qualquer das heresias que já quebraram em mais de mil pedaços a única Igreja de Cristo”.

  • China decreta fechamento dos orfanatos católicos e um padre recorre ao papa

    O Partido Comunista Chinês decretou o fechamento e o cancelamento de todos os orfanatos católicos, muito valorizados por décadas pelos chineses até mesmo por membros do Partido. Um padre chinês, padre Wendao, faz um apelo ao Papa Francisco em nome desses órfãos. Veja o que ele escreve: Nos últimos tempos, tem havido muitas notícias sobre o fechamento ou supressão de casas para crianças deficientes ou órfãs administradas pela Igreja Católica. Alguns dos casos mais recentes são o Lar São José para Crianças Deficientes em Renqiu, Xianxian (Diocese de Cangzhou) e o Lar Liming (Dawn) em Zhaoxian, ambos em Hebei. Também há notícias sobre os orfanatos católicos Zhangjiakou e Zhengding, também em Hebei. Há dois anos o mesmo aconteceu com um orfanato em Baoji (Shaanxi), cuidado pelas Irmãs do Sagrado Coração. Muitos chineses olham para essas casas para crianças deficientes com respeito e amor; muitas pessoas os visitam e ajudam no serviço, dando bons frutos de amor na Igreja e na sociedade. Nesses lugares as pessoas aprendem a cuidar e respeitar os “pequeninos” de Deus. Tenho uma vívida memória de alguns anos atrás, quando fui forçado a assistir a uma sessão de “reforma” no Instituto Central para o Socialismo. Uma professora do curso compartilhou sua experiência depois de visitar os orfanatos católicos para crianças deficientes em Hebei. Ela disse que essas casas foram bem organizadas pela Igreja Católica e resolveram alguns problemas sociais, pois as crianças abandonadas encontraram alguém para cuidar delas. A professora continuou: “Os grupos católicos mostram que não fazem esse trabalho por lucro, mas por amor. E a equipe católica e as freiras que servem [essas crianças] merecem nosso respeito. O amor que eles dão às crianças abandonadas vem de sua fé em Deus. Esse é um fato incomum e raramente visto em outros setores da sociedade ”. Em resumo: embora fosse comunista, ateia, ela reconhecia os serviços que a Igreja Católica prestava à sociedade. Agora, o governo não está apenas ignorando a maravilhosa contribuição e o serviço social de alta qualidade que a Igreja Católica oferece, ele está destruindo-a! As autoridades ordenaram às freiras que fechassem os orfanatos e transferissem as crianças órfãs e deficientes que estavam com elas para instituições do Estado. Note-se que essas pessoas são os mesmos representantes do governo que, no passado, consideravam que o registro da identidade dessas crianças era um incômodo e não fazia sentido. O que aconteceu? Eles mudaram, eles se tornaram gentis durante a noite? É claro que o objetivo do governo não é servir às crianças abandonadas, mas seguir as ordens políticas de seus superiores: fazer todo o possível para reduzir a influência da Igreja Católica na China. Por isso, sejam os serviços sociais ou a vida da Igreja, o governo reprime implacavelmente tudo ou impõe uma série de medidas de controle. Leia também Caça aos cristãos: China oferece recompensas por informações sobre igrejas clandestinas Durante a Semana Santa e na Páscoa deste ano, muitos fiéis em diferentes partes da China espalharam mensagens cheias de tristeza porque não puderam participar das liturgias da Semana Santa. Dizem que gostariam de participar das cerimônias, mas as igrejas foram fechadas. Shopping centers e atrações turísticas estão abertos – por que não a igreja? Parece que isso se deve à pandemia, mas na verdade existe um controle mais rígido sobre a Igreja. Dias atrás, outra notícia triste foi divulgada de Xangai: “devido à pandemia de Covid-19, qualquer peregrinação a Sheshan (Xangai) será proibida” precisamente nos próximos meses, quando a bendita Mãe de Deus é homenageada e celebrada. Casos semelhantes ocorrem não apenas em igrejas, mas também em escolas em todos os níveis. O governo reforçou o controle sobre a fé religiosa de alunos e professores, do ensino fundamental à universidade, e eles fazem todo o possível para controlar todos os ambientes educacionais para que nenhuma atividade religiosa ou da Igreja ocorra. Alguns fiéis comentaram que a escola divulgou documentos para investigar a fé religiosa de alunos e professores. Quando descobrem que têm uma fé religiosa (e principalmente católica), alguns foram persuadidos a abandonar o caminho educacional, outros foram advertidos por pressões psicológicas; alguns professores receberam ameaças de que suas carreiras estavam em risco, outros foram desprezados em público. O objetivo é chegar a zero crentes na escola, fazendo com que alunos e professores entendam que é melhor não acreditar em nenhuma religião. Enquanto escrevo isto, o Acordo (provisório) entre a China e o Vaticano vem à mente. Quando foi assinado, a Igreja na China ficou muito animada. Todos eles esperavam por “dias melhores”. Além disso, um grande número de pessoas na igreja estava entusiasmado e para muitos fiéis a luz finalmente estava alcançando a China. A mídia chegou a dizer que o Papa viria à China em breve. À luz desta esperança, os fiéis chineses aceitaram esses bispos como pastores oficiais da Igreja. Mas, de fato, uma organização não reconhecida pela Igreja, a Associação Patriótica, ofuscou os princípios dos fiéis e se tornou um modelo oficial. Alguns padres que cultivam o “sonho de [ser] bispo” agitam a bandeira do pacto sem considerar se há vantagens para a Igreja, e impõem desavergonhadamente, como no mercado Liu’yin em Pequim, olhando para as próprias vantagens. Assista também uma análise sobre esse acordo: Vaticano entrega aos comunistas o controle da Igreja Católica na China Era inevitável que tudo isso acontecesse como consequência do Acordo Sino-Vaticano. E o acordo, bem como as indicações que o Papa deu à Igreja chinesa após o acordo, mostram que este “acordo” deve ser mantido. Todos esperavam que houvesse mais concessões em favor das autoridades da Igreja e dos interesses gerais das mesmas, pensando que em breve a Igreja faria mais ajustes. O que ocorreu depois do acordo do Vaticano com a China foi o inverso do esperado e isso congelou o sentimento dos fiéis. Muitas igrejas foram fechadas; os jovens menores de 18 anos estão proibidos de participar em qualquer atividade eclesial; os pequenos centros comerciais da Igreja [livrarias, objetos, lembranças, …] foram forçados a fechar; seminários menores também encerrados; publicações da igreja como “Faith Press Weekly” foram suspensas; a organização “Xinde (fé)” foi corrigida; todas as igrejas são obrigadas a pendurar cartazes e bandeiras para promover as idéias do Partido Comunista; e, finalmente, em nome da pandemia, todas as cerimônias da igreja pública foram proibidas. No passado, quando essas coisas aconteciam, a Igreja chinesa (e a Igreja universal) estava disposta a encorajar e apoiar. Agora, devido ao Acordo, a voz da justiça do Papa calou-se. Talvez tenha algum significado que a sé episcopal de Hong Kong ainda esteja vaga desde a morte [cerca de dois anos atrás] de Dom Michael Yeung Ming-cheung. Este é um fenômeno muito anormal na Igreja. Alguns padres dizem que isso também se deve ao acordo provisório sino-vaticano. Mesmo diante dos protestos de Hong Kong contra a lei de extradição, que mobilizou as manifestações de milhões de pessoas, e da perseguição, a Santa Sé permaneceu em silêncio. Embora seja o campo missionário mais importante da Ásia, os assuntos da Igreja na China derivam da Congregação para a Evangelização dos Povos – responsável pela obra missionária – e agora estão sob a responsabilidade direta do Secretário de Estado. Os assuntos da Igreja tornaram-se políticos e tudo está a serviço da política. É por isso que muitas vezes ouvimos o Cardeal Pietro Parolin dizer que “somos positivos e otimistas quanto às relações entre a China e o Vaticano. A Santa Sé está fazendo todo o possível para garantir a vida normal da Igreja chinesa, incluindo a liberdade de crença e a comunhão com o Papa. Leia também Governo chinês estabelece normas para nomeação de bispos sem participação do Vaticano O otimismo do Card. Parolin também nasce da esperança de que a assinatura do Acordo Provisório tenha despertado. Seguindo esta linha de pensamento, todos têm confiança, especialmente os bispos que ocupam “cargos públicos”. A sua voz festiva e confiante cobre a realidade da Igreja perseguida e cobre as outras vozes carregadas de emoções dolorosas. Na China, as pessoas que acreditam em Cristo são uma minoria. Freqüentemente, são discriminados e reprimidos. O mundo exterior tem dificuldade em ouvir suas vozes. E agora, com os gritos alternativos desses bispos com “cargos públicos”, as verdadeiras vozes ficam ainda mais obscurecidas. A maioria das crianças sob os cuidados das irmãs tem deficiências, algumas físicas, outras mentais. São pessoas que precisam de alguém para cuidar delas; são abandonados pelos pais e pela sociedade e sofrem dores físicas e emocionais. Diante dessas injustiças, eles são a voz mais fraca. E agora, diante desta dura realidade, a Igreja universal continuará calada e ignorando o seu pedido de ajuda? Por fim, gostaria de pedir ao Papa, pai da Igreja universal: Santidade, ouça esta voz, a voz mais fraca e verdadeira da Igreja na China. Postado originalmente em asianews.it | Traduzido de Infovaticana Leia também O Partido Comunista Chinês continua determinado a extinguir a fé católica

  • China decreta fechamento dos orfanatos católicos e um padre recorre ao papa

    O Partido Comunista Chinês decretou o fechamento e o cancelamento de todos os orfanatos católicos, muito valorizados por décadas pelos chineses até mesmo por membros do Partido. Um padre chinês, padre Wendao, faz um apelo ao Papa Francisco em nome desses órfãos. Veja o que ele escreve: Nos últimos tempos, tem havido muitas notícias sobre o fechamento ou supressão de casas para crianças deficientes ou órfãs administradas pela Igreja Católica. Alguns dos casos mais recentes são o Lar São José para Crianças Deficientes em Renqiu, Xianxian (Diocese de Cangzhou) e o Lar Liming (Dawn) em Zhaoxian, ambos em Hebei. Também há notícias sobre os orfanatos católicos Zhangjiakou e Zhengding, também em Hebei. Há dois anos o mesmo aconteceu com um orfanato em Baoji (Shaanxi), cuidado pelas Irmãs do Sagrado Coração. Muitos chineses olham para essas casas para crianças deficientes com respeito e amor; muitas pessoas os visitam e ajudam no serviço, dando bons frutos de amor na Igreja e na sociedade. Nesses lugares as pessoas aprendem a cuidar e respeitar os “pequeninos” de Deus. Tenho uma vívida memória de alguns anos atrás, quando fui forçado a assistir a uma sessão de “reforma” no Instituto Central para o Socialismo. Uma professora do curso compartilhou sua experiência depois de visitar os orfanatos católicos para crianças deficientes em Hebei. Ela disse que essas casas foram bem organizadas pela Igreja Católica e resolveram alguns problemas sociais, pois as crianças abandonadas encontraram alguém para cuidar delas. A professora continuou: “Os grupos católicos mostram que não fazem esse trabalho por lucro, mas por amor. E a equipe católica e as freiras que servem [essas crianças] merecem nosso respeito. O amor que eles dão às crianças abandonadas vem de sua fé em Deus. Esse é um fato incomum e raramente visto em outros setores da sociedade ”. Em resumo: embora fosse comunista, ateia, ela reconhecia os serviços que a Igreja Católica prestava à sociedade. Agora, o governo não está apenas ignorando a maravilhosa contribuição e o serviço social de alta qualidade que a Igreja Católica oferece, ele está destruindo-a! As autoridades ordenaram às freiras que fechassem os orfanatos e transferissem as crianças órfãs e deficientes que estavam com elas para instituições do Estado. Note-se que essas pessoas são os mesmos representantes do governo que, no passado, consideravam que o registro da identidade dessas crianças era um incômodo e não fazia sentido. O que aconteceu? Eles mudaram, eles se tornaram gentis durante a noite? É claro que o objetivo do governo não é servir às crianças abandonadas, mas seguir as ordens políticas de seus superiores: fazer todo o possível para reduzir a influência da Igreja Católica na China. Por isso, sejam os serviços sociais ou a vida da Igreja, o governo reprime implacavelmente tudo ou impõe uma série de medidas de controle. Leia também Caça aos cristãos: China oferece recompensas por informações sobre igrejas clandestinas Durante a Semana Santa e na Páscoa deste ano, muitos fiéis em diferentes partes da China espalharam mensagens cheias de tristeza porque não puderam participar das liturgias da Semana Santa. Dizem que gostariam de participar das cerimônias, mas as igrejas foram fechadas. Shopping centers e atrações turísticas estão abertos – por que não a igreja? Parece que isso se deve à pandemia, mas na verdade existe um controle mais rígido sobre a Igreja. Dias atrás, outra notícia triste foi divulgada de Xangai: “devido à pandemia de Covid-19, qualquer peregrinação a Sheshan (Xangai) será proibida” precisamente nos próximos meses, quando a bendita Mãe de Deus é homenageada e celebrada. Casos semelhantes ocorrem não apenas em igrejas, mas também em escolas em todos os níveis. O governo reforçou o controle sobre a fé religiosa de alunos e professores, do ensino fundamental à universidade, e eles fazem todo o possível para controlar todos os ambientes educacionais para que nenhuma atividade religiosa ou da Igreja ocorra. Alguns fiéis comentaram que a escola divulgou documentos para investigar a fé religiosa de alunos e professores. Quando descobrem que têm uma fé religiosa (e principalmente católica), alguns foram persuadidos a abandonar o caminho educacional, outros foram advertidos por pressões psicológicas; alguns professores receberam ameaças de que suas carreiras estavam em risco, outros foram desprezados em público. O objetivo é chegar a zero crentes na escola, fazendo com que alunos e professores entendam que é melhor não acreditar em nenhuma religião. Enquanto escrevo isto, o Acordo (provisório) entre a China e o Vaticano vem à mente. Quando foi assinado, a Igreja na China ficou muito animada. Todos eles esperavam por “dias melhores”. Além disso, um grande número de pessoas na igreja estava entusiasmado e para muitos fiéis a luz finalmente estava alcançando a China. A mídia chegou a dizer que o Papa viria à China em breve. À luz desta esperança, os fiéis chineses aceitaram esses bispos como pastores oficiais da Igreja. Mas, de fato, uma organização não reconhecida pela Igreja, a Associação Patriótica, ofuscou os princípios dos fiéis e se tornou um modelo oficial. Alguns padres que cultivam o “sonho de [ser] bispo” agitam a bandeira do pacto sem considerar se há vantagens para a Igreja, e impõem desavergonhadamente, como no mercado Liu’yin em Pequim, olhando para as próprias vantagens. Assista também uma análise sobre esse acordo: Vaticano entrega aos comunistas o controle da Igreja Católica na China Era inevitável que tudo isso acontecesse como consequência do Acordo Sino-Vaticano. E o acordo, bem como as indicações que o Papa deu à Igreja chinesa após o acordo, mostram que este “acordo” deve ser mantido. Todos esperavam que houvesse mais concessões em favor das autoridades da Igreja e dos interesses gerais das mesmas, pensando que em breve a Igreja faria mais ajustes. O que ocorreu depois do acordo do Vaticano com a China foi o inverso do esperado e isso congelou o sentimento dos fiéis. Muitas igrejas foram fechadas; os jovens menores de 18 anos estão proibidos de participar em qualquer atividade eclesial; os pequenos centros comerciais da Igreja [livrarias, objetos, lembranças, …] foram forçados a fechar; seminários menores também encerrados; publicações da igreja como “Faith Press Weekly” foram suspensas; a organização “Xinde (fé)” foi corrigida; todas as igrejas são obrigadas a pendurar cartazes e bandeiras para promover as idéias do Partido Comunista; e, finalmente, em nome da pandemia, todas as cerimônias da igreja pública foram proibidas. No passado, quando essas coisas aconteciam, a Igreja chinesa (e a Igreja universal) estava disposta a encorajar e apoiar. Agora, devido ao Acordo, a voz da justiça do Papa calou-se. Talvez tenha algum significado que a sé episcopal de Hong Kong ainda esteja vaga desde a morte [cerca de dois anos atrás] de Dom Michael Yeung Ming-cheung. Este é um fenômeno muito anormal na Igreja. Alguns padres dizem que isso também se deve ao acordo provisório sino-vaticano. Mesmo diante dos protestos de Hong Kong contra a lei de extradição, que mobilizou as manifestações de milhões de pessoas, e da perseguição, a Santa Sé permaneceu em silêncio. Embora seja o campo missionário mais importante da Ásia, os assuntos da Igreja na China derivam da Congregação para a Evangelização dos Povos – responsável pela obra missionária – e agora estão sob a responsabilidade direta do Secretário de Estado. Os assuntos da Igreja tornaram-se políticos e tudo está a serviço da política. É por isso que muitas vezes ouvimos o Cardeal Pietro Parolin dizer que “somos positivos e otimistas quanto às relações entre a China e o Vaticano. A Santa Sé está fazendo todo o possível para garantir a vida normal da Igreja chinesa, incluindo a liberdade de crença e a comunhão com o Papa. Leia também Governo chinês estabelece normas para nomeação de bispos sem participação do Vaticano O otimismo do Card. Parolin também nasce da esperança de que a assinatura do Acordo Provisório tenha despertado. Seguindo esta linha de pensamento, todos têm confiança, especialmente os bispos que ocupam “cargos públicos”. A sua voz festiva e confiante cobre a realidade da Igreja perseguida e cobre as outras vozes carregadas de emoções dolorosas. Na China, as pessoas que acreditam em Cristo são uma minoria. Freqüentemente, são discriminados e reprimidos. O mundo exterior tem dificuldade em ouvir suas vozes. E agora, com os gritos alternativos desses bispos com “cargos públicos”, as verdadeiras vozes ficam ainda mais obscurecidas. A maioria das crianças sob os cuidados das irmãs tem deficiências, algumas físicas, outras mentais. São pessoas que precisam de alguém para cuidar delas; são abandonados pelos pais e pela sociedade e sofrem dores físicas e emocionais. Diante dessas injustiças, eles são a voz mais fraca. E agora, diante desta dura realidade, a Igreja universal continuará calada e ignorando o seu pedido de ajuda? Por fim, gostaria de pedir ao Papa, pai da Igreja universal: Santidade, ouça esta voz, a voz mais fraca e verdadeira da Igreja na China. Postado originalmente em asianews.it | Traduzido de Infovaticana Leia também O Partido Comunista Chinês continua determinado a extinguir a fé católica

  • Estudo sobre a submissão no casamento

    Falar sobre submissão da mulher no casamento, é certamente entrar em terreno escorregadio. Mas isso não deveria ser assim. A submissão bíblica, de maneira alguma é motivo de degradação, muito pelo contrário. Para falar sobre esse tema, precisamos esclarecer 3 pontos. A criação, a queda e a redenção em Cristo. Criação: Na narrativa bíblia, após Deus criar todo o universo, ele forma o homem do pó da terra, e diz que tudo era “muito bom”. A única coisa que Deus disse que não era boa, foi a solidão de Adão (Gen 2:18), e Deus então cria a mulher. O verbo usado para “auxiliadora/ajudadora”; no hebraico עֵזֶר |ʿēzer; o mesmo usado em outras partes da Bíblia para se referir a ajuda de Deus ao povo de Israel. Sabemos que para ajudar, o ajudador sempre está em melhores condições do que o ajudado, então, de modo algum essa posição é indigna. Vemos que homem foi feito do barro, e a mulher da costela do homem. Ela não foi feita da lama da terra, de um material bruto e sujo, mas da carne. E o que isso significa? Que sua origem pode ser considerada mais refinada e organizada que a do homem. Vemos que homem foi feito do barro, e a mulher da costela do homem. Ela não foi feita da lama da terra, de um material bruto e sujo, mas da carne. E o que isso significa? Que sua origem pode ser considerada mais refinada e organizada que a do homem. Não é à toa que nenhum artista jamais pintou a figura de Satanás com traços femininos, mesmo apesar de originalmente Satanás ter sido um anjo, e sempre as figuras angélicas serem retratadas com traços mais femininos. Satanás sempre teve os traços brutos e rudes do homem. Vemos que a mulher veio para auxiliar o homem, pois o homem é um ser que necessita de auxílio. Caso não precisasse, Deus não teria providenciado. Mas como o próprio Deus disse, “não é bom que o homem esteja só.” Queda: Deus advertiu ao casal para não comer do fruto da árvore, mas isso não foi o suficiente. A tentação de Satanás foi dirigida primeiramente a Eva, não por acaso. Mesmo ciente da proibição de Deus, Eva toma as rédeas da situação, não delibera com seu marido sobre se eles deveriam comer ou não o fruto, mas ela simplesmente come, e estende o fruto pecaminoso a Adão. Eva toma as decisões, enquanto Adão — que deveria proteger e cuidar da mulher que deus havia criado — age passivamente. Adão não somente age passivamente, mas de modo covarde, pois ao serem questionados por Deus, Adão culpa a mulher, que por sua vez põe culpa na serpente. Adão foi incapaz de proteger sua mulher, e agora a responsabiliza por seu erro. Parece a narração de um casamento moderno, não? O marido falha em exercer seu papel, a mulher tenta consertar e assume as rédeas do relacionamento, tudo se perde, um coloca a culpa no outro, então vem o divórcio. A maioria dos casais de hoje são como Adão e Eva, e enquanto não tiverem o entendimento transformado pelo evangelho, entendendo os papéis de cada um dentro do matrimônio, seu fim será o mesmo, serão expulsos do paraíso. A redenção em Cristo: A submissão no casamento é um preceito bíblico inquestionável. Não é algo “para época”, mas atemporal, pois é um ensino que tem como fundamento o amor de cristo. A submissão é o antídoto para o veneno que levou ao pecado no jardim do Éden. O pecado que levou Eva a assumir um papel que pertencia ao seu marido, é o mesmo que atinge as mulheres de hoje, que sentem calafrios ao ouvir a palavra ‘submissão’. Também é o mesmo pecado que leva os homens, ao não cumprirem seu papel no casamento, a se tornarem abusivos, como forma de compensar sua omissão. Como foi demostrado, a submissão não é subserviência, não é se tornar um “faz tudo”, um escravo. Essa é uma visão errada, que ignora o que a própria Escritura diz. O texto mais famoso sobre submissão no matrimônio é de Efésios 5, que diz assim: “ Mulheres, sujeitem-se a seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja”. (Ef 5:22,23) Mas não podemos esquecer da parte importante sobre os homens: “ Maridos, amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela para santificá-la.” (Ef 5:25) A palavra da discórdia aqui é ‘sujeitem-se’, ou ‘sejam submissas’, em algumas versões. No texto grego, sujeitem-se (ὑποτάσσω | hupotassó) significa ‘estar debaixo de; sujeita a’. Para se ter uma ideia, o mesmo verbo é usado em Lucas 10:17, onde diz que os demônios estão sujeitos a autoridade de Cristo. Mas o apóstolo também exige algo dos maridos. Reparem duas coisas. O amor que Paulo se refere ao dizer ‘amem suas mulheres’ é ‘ἀγαπᾶτε; agapate’, o famoso amor ágape, o amor doador e sacrificial que Jesus nos ensina. Por isso, ele ordena que o amor do marido seja como o de Cristo pela Igreja. Repare que “assim como” (καθώς / kathōs), significa do mesmo modo, da mesma maneira. Os maridos devem amar suas esposas da mesma maneira que Cristo amou a sua Igreja, com o mesmo amor. E o que Cristo fez por amor pela Igreja? Amou-a até o fim, se sacrificou, suportou seus pecados, perdoou, teve misericórdia, redimiu, cuidou, guardou, fez perseverar. Dos maridos e mulheres é exigido algo. Cada um é chamado a cumprir seu papel, glorificando a Deus. Não existe mais importante ou melhor, pois um casamento não é uma disputa, mas uma união. A submissão é algo que esmaga os nossos egos, destrói nossa pretensa autonomia e humilha nossa vontade. Mas é exatamente assim que nos aproximamos de Deus, quando nós diminuímos e Ele cresce em nós. A história do mundo começa com um casamento, Adão e Eva, que devido ao pecado não um modelo a ser seguido. Mas a consumação de todas as coisas, terminará também com um casamento, o de Cristo e sua Igreja. Isso mostra que o casamento representa muito mais do que normalmente se pensa. O verdadeiro casamento é baseado no amor, não no amor eros, sentimental e passageiro, mas no amor de Cristo, que é profundo, doador e sacrificial. Em Cristo, a submissão não é um fardo, mas uma demonstração do verdadeiro amor.  — — Autor: Ramon Serrano

  • Padre jesuíta pede que jovens sejam proibidos de frequentar missas tradicionais

    Padre Thomas Reese, sj, que foi editor-chefe da America Magazine da Sociedade de Jesus nos EUA, até que Bento XVI recebeu cartas sobre o assunto e foi substituído, escreveu um artigo criticando o motu proprio Summorum Pontificum e pedindo que crianças e jovens fossem impedidos de participar da missa de acordo com o rito extraordinário. Ele também deprecia o dogma da transubstanciação. (InfoCatólica) O padre Thomas Reese, um jesuíta, foi por vários anos editor da revista America, uma posição que ele teve que renunciar após indicações da Congregação para a Doutrina da Fé então presidida pelo Cardeal Ratzinger por causa da posição contrária à doutrina católica sobre questões morais, o trabalho do teólogo ou do Dominus Iesus. O padre jesuíta escreveu para o Religion News Service um artigo intitulado “O Futuro da Reforma Litúrgica Católica” no qual critica claramente a decisão de Bento XVI de liberalizar a missa de acordo com o rito extraordinário, antes da reforma do Novus Ordo, sob a alegação de que ele prejudica a autoridade dos bispos em questões litúrgicas: Após as reformas paulinas (ndr: de São Paulo VI) da liturgia, presumiu-se que a “tridentina” ou a missa latina desapareceriam. Os bispos receberam autoridade para suprimi-lo em suas dioceses, mas alguns se agarraram à antiga liturgia ao ponto do cisma. Bento tirou a autoridade dos bispos e ordenou que qualquer padre pudesse celebrar a missa tridentina sempre que quisesse. O jesuíta, sem dar uma única razão para sustentar uma atitude totalitária contrária à Tradição, propõe nada mais ou menos do que revogar a missa tridentina e, enquanto tal coisa é alcançada, impedir que crianças e jovens assistam a essa missa. É hora de devolver aos bispos a autoridade sobre a liturgia tridentina em suas dioceses. A Igreja deve deixar claro que quer que a liturgia não reformada desapareça e que ela só permitirá que ela seja por bondade pastoral aos idosos que não entendem a necessidade de mudança. Crianças e jovens não devem poder participar dessas missas. Como se isso não bastasse, o padre jesuíta demonstra um claro desprezo pelo dogma da transubstanciação e adoração eucarística: “Mais importante do que a transformação do pão e do vinho no corpo e no sangue de Cristo é a transformação da comunidade no corpo de Cristo para que possamos viver a aliança que temos através de Cristo. Nós não adoramos Jesus, neste sentido; com Jesus adoramos o Pai e pedimos para ser transformados pelo poder do espírito no corpo de Cristo.” Como era de se esperar, o religioso também é a favor da interseção entre católicos e protestantes, pelo menos quando se trata de um casamento misto no qual um dos cônjuges é protestante. A desculpa: crianças. “Teologicamente, se um casal está unido no sacramento do casamento, como não vamos permitir que eles se unam na Eucaristia? Pastoralmente, a prática de proibir a comunhão ao pai não católico dá às crianças a impressão de que a Igreja acha que seu pai é uma pessoa ruim.

  • Padre jesuíta pede que jovens sejam proibidos de frequentar missas tradicionais

    Padre Thomas Reese, sj, que foi editor-chefe da America Magazine da Sociedade de Jesus nos EUA, até que Bento XVI recebeu cartas sobre o assunto e foi substituído, escreveu um artigo criticando o motu proprio Summorum Pontificum e pedindo que crianças e jovens fossem impedidos de participar da missa de acordo com o rito extraordinário. Ele também deprecia o dogma da transubstanciação. (InfoCatólica) O padre Thomas Reese, um jesuíta, foi por vários anos editor da revista America, uma posição que ele teve que renunciar após indicações da Congregação para a Doutrina da Fé então presidida pelo Cardeal Ratzinger por causa da posição contrária à doutrina católica sobre questões morais, o trabalho do teólogo ou do Dominus Iesus. O padre jesuíta escreveu para o Religion News Service um artigo intitulado “O Futuro da Reforma Litúrgica Católica” no qual critica claramente a decisão de Bento XVI de liberalizar a missa de acordo com o rito extraordinário, antes da reforma do Novus Ordo, sob a alegação de que ele prejudica a autoridade dos bispos em questões litúrgicas: Após as reformas paulinas (ndr: de São Paulo VI) da liturgia, presumiu-se que a “tridentina” ou a missa latina desapareceriam. Os bispos receberam autoridade para suprimi-lo em suas dioceses, mas alguns se agarraram à antiga liturgia ao ponto do cisma. Bento tirou a autoridade dos bispos e ordenou que qualquer padre pudesse celebrar a missa tridentina sempre que quisesse. O jesuíta, sem dar uma única razão para sustentar uma atitude totalitária contrária à Tradição, propõe nada mais ou menos do que revogar a missa tridentina e, enquanto tal coisa é alcançada, impedir que crianças e jovens assistam a essa missa. É hora de devolver aos bispos a autoridade sobre a liturgia tridentina em suas dioceses. A Igreja deve deixar claro que quer que a liturgia não reformada desapareça e que ela só permitirá que ela seja por bondade pastoral aos idosos que não entendem a necessidade de mudança. Crianças e jovens não devem poder participar dessas missas. Como se isso não bastasse, o padre jesuíta demonstra um claro desprezo pelo dogma da transubstanciação e adoração eucarística: “Mais importante do que a transformação do pão e do vinho no corpo e no sangue de Cristo é a transformação da comunidade no corpo de Cristo para que possamos viver a aliança que temos através de Cristo. Nós não adoramos Jesus, neste sentido; com Jesus adoramos o Pai e pedimos para ser transformados pelo poder do espírito no corpo de Cristo.” Como era de se esperar, o religioso também é a favor da interseção entre católicos e protestantes, pelo menos quando se trata de um casamento misto no qual um dos cônjuges é protestante. A desculpa: crianças. “Teologicamente, se um casal está unido no sacramento do casamento, como não vamos permitir que eles se unam na Eucaristia? Pastoralmente, a prática de proibir a comunhão ao pai não católico dá às crianças a impressão de que a Igreja acha que seu pai é uma pessoa ruim.

  • Nova estátua de Cristo vai superar a do Rio de Janeiro em tamanho

    Uma pequena cidade no sul do Brasil está construindo uma nova estátua gigante de Cristo que vai superar o tamanho do famoso Cristo que domina o Rio de Janeiro a partir do morro do Corcovado. A construção da estátua, cujos braços e pernas foram instalados nesta semana, teve início em 2019 em Encantado (22 mil habitantes), localizada a 144 km de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul. A obra deve ser concluída até o final do ano, segundo a Associação dos Amigos de Cristo, que coordena sua realização. “É certamente um dia de celebração, de devoção”, disse Gilson Conzatti, assessor de projetos e filho do iniciador do dourado, Adroaldo Conzatti, ex-prefeito da cidade que morreu em março de complicações relacionadas ao Covid-19, nas redes sociais. A estátua de Cristo, o Protetor dos Encantados, terá 43 metros de altura, incluindo o pedestal, tornando-se a terceira estátua mais alta do gênero no mundo. Trinta e seis metros separam uma mão da outra. O monumento será equipado com um elevador interno e coberto por um mirante. O Cristo Redentor do Corcovado, ícone do Brasil, tem 38 metros de altura, incluindo o pedestal e foi inaugurado em outubro de 1931. A nova estátua, instalada em um morro chamado Cerro de las Antenas, foi projetada por um padre de Encantado para “transmitir a fé do povo de Encantado e promover o turismo na região”. A execução da estátua foi confiada aos escultores Gênesio e Markus Moura, que são pai e filho. O projeto envolve dois milhões de reais (cerca de 295.000 euros), financiados com doações e sem dinheiro público, segundo a Associação dos Amigos de Cristo. O projeto original do Cristo Redentor no Rio de Janeiro O primeiro projeto escolhido mostrava Jesus com uma cruz na mão direita e o globo terrestre seguro pela mão esquerda. Certamente a proposta era bem intencionada, mas o então Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Sebastião Leme, pediu ao Engenheiro que se buscasse um sentido mais religioso e humano para a estátua. O pedido foi compreendido e atendido, e para tal contou com colaboração do artistas, desenhista e pintor brasileiro Carlos Oswald, que elaborou a figura de Cristo com o aspecto de cruz, estendendo os braços sobre a cidade, como se vê nos dias atuais.

  • Nova estátua de Cristo vai superar a do Rio de Janeiro em tamanho

    Uma pequena cidade no sul do Brasil está construindo uma nova estátua gigante de Cristo que vai superar o tamanho do famoso Cristo que domina o Rio de Janeiro a partir do morro do Corcovado. A construção da estátua, cujos braços e pernas foram instalados nesta semana, teve início em 2019 em Encantado (22 mil habitantes), localizada a 144 km de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul. A obra deve ser concluída até o final do ano, segundo a Associação dos Amigos de Cristo, que coordena sua realização. “É certamente um dia de celebração, de devoção”, disse Gilson Conzatti, assessor de projetos e filho do iniciador do dourado, Adroaldo Conzatti, ex-prefeito da cidade que morreu em março de complicações relacionadas ao Covid-19, nas redes sociais. A estátua de Cristo, o Protetor dos Encantados, terá 43 metros de altura, incluindo o pedestal, tornando-se a terceira estátua mais alta do gênero no mundo. Trinta e seis metros separam uma mão da outra. O monumento será equipado com um elevador interno e coberto por um mirante. O Cristo Redentor do Corcovado, ícone do Brasil, tem 38 metros de altura, incluindo o pedestal e foi inaugurado em outubro de 1931. A nova estátua, instalada em um morro chamado Cerro de las Antenas, foi projetada por um padre de Encantado para “transmitir a fé do povo de Encantado e promover o turismo na região”. A execução da estátua foi confiada aos escultores Gênesio e Markus Moura, que são pai e filho. O projeto envolve dois milhões de reais (cerca de 295.000 euros), financiados com doações e sem dinheiro público, segundo a Associação dos Amigos de Cristo. O projeto original do Cristo Redentor no Rio de Janeiro O primeiro projeto escolhido mostrava Jesus com uma cruz na mão direita e o globo terrestre seguro pela mão esquerda. Certamente a proposta era bem intencionada, mas o então Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Sebastião Leme, pediu ao Engenheiro que se buscasse um sentido mais religioso e humano para a estátua. O pedido foi compreendido e atendido, e para tal contou com colaboração do artistas, desenhista e pintor brasileiro Carlos Oswald, que elaborou a figura de Cristo com o aspecto de cruz, estendendo os braços sobre a cidade, como se vê nos dias atuais.

  • RELIGIÃO NÃO É OBRA DE MÃOS HUMANAS, MAS DA MISERICÓRDIA DIVINA

    “A religião não é a conclusão de um raciocínio, nem uma exigência ética, nem um estado de sensibilidade, nem um instinto, nem um produto social. A religião não tem raízes no homem.” (Nicolas Gomez Dávila) “A Religião é tão natural ao homem, que todos os esforços de um governo para destruí-la seriam inúteis: só conseguiriam fazê-la renascer sob a forma de superstições: os povos se tornariam crédulos, quando deixassem de ser crentes.” (Louis de Bonald) “Quando se deixa de acreditar em Deus, passa-se a acreditar em qualquer coisa”. (Frase atribuída a Chesterton) “O respeito por todas as religiões é irreligioso. Quem acredita não faz reverência a ídolos.” (Nicolas Gomez Dávila) “Quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.” (São Paulo) “Desfrutar de tudo neste mundo para a glória de Deus, mas renunciar a tudo por amor de Deus.” (Friedrich Schlegel) “Só se pode suportar o peso deste mundo prostrado de joelhos.” (Nicolas Gomez Dávila)

  • EUA: mais de 30 estados aprovarão leis para que atletas “trans” não concorram em esporte

    Nos EUA, mais de 30 estados aprovaram ou têm coragem de aprovar uma legislação que proíbe crianças e homens que “se identificam como mulheres” de participar em esportes femininos. (LSN) Mississippi, Arkansas e Tennessee já promulgaram tal legislação, e o governador republicano da Virgínia Ocidental, Jim Justice, disse no fim de semana que assinará a lei que restringe a participação de atletas transgêneros nas escolas. Medidas semelhantes já foram aprovadas em uma das câmaras legislativas do Alabama e montana e estão sendo revistas na outra. Em uma lista online acompanhando de pertoa legislação esportiva transgênero, a União Americana das Liberdades Civis (ACLU) informou que os seguintes estados estão desenvolvendo e/ou aprovando tais medidas: Alabama, Arkansas, Arizona, Connecticut, Flórida, Geórgia, Havaí, Iowa, Kansas, Louisiana, Kentucky, Maine, Michigan, Minnesota, Missouri, Mississippi, Montana, New Hampshire, Nova Jersey, Dakota do Norte, Novo México, Ohio, Oklahoma, Pensilvânia, Carolina do Sul, Dakota do Sul, Tennessee, Texas, Utah, Wisconsin e West Virginia Idaho lidera o movimento A origem da legislação que busca proteger os esportes femininos, proibindo homens confusos de gênero de competir em atletismo estudantil feminino remonta à legislação inovadora do ano passado em Idaho. A delegada Barbara Ehardt, republicana de Idaho Falls, ex-jogadora de basquete bolsista da Universidade Estadual de Idaho que treinou na Cal State-Fullerton, Brigham Young University e Washington State University, disse que seu projeto de lei busca proteger oportunidades para as mulheres praticarem esportes e preservar conquistas sob a lei federal Title IX. , de acordo com uma reportagem do Big Country News. “Houve muitas mulheres que pavimentaram meu caminho, a maioria das quais eu nem conhecia”, disse Ehardt. “Senti que cabe a mim fazer o mesmo por meninas e mulheres que vieram depois.” Ehardt teve a ideia de apresentar uma lei de proibição de transexualidade quando soube de uma reunião de atletismo em uma escola de Connecticut onde dois garotos surpreendentemente ganharam os testes de atletismo feminino. «Eu pensei que era errado; meninos biológicos não deveriam competir contra meninas biológicas”, disse Ehardt. “Eu percebi que se não fizermos algo sobre isso, todos nós sabemos onde isso vai parar.” Erhardt acabou indo para a Aliança Defendendo a Liberdade (ADF) para ajudá-lo a desenvolver e promover a legislação entre seus colegas na Câmara dos Deputados do Estado de Idaho. Embora o governador republicano de Idaho, Brad Little, tenha assinado a medida na primavera passada, um juiz federal emitiu uma ordem judicial para impedir a proibição em agosto. O caso ainda está sob análise. ACLU vs. ADF A ACLU, que defende os direitos especiais do coletivo LGBT, acredita que esses esforços legislativos “excluem jovens transgêneros do atletismo” em vez de proteger o esporte feminino e feminino da invasão masculina. Os advogados da ADF e da ACLU são absolutamente confrontados em múltiplas batalhas judiciais nas quais os direitos esportivos e de privacidade das mulheres estão sob os holofotes para as novas noções de “direitos” trans. «Se a ACLU se safar, os esportes femininos deixarão de existir”,disse Roger Brooks, advogado-chefe da ADF. “Haverá esportes masculinos e haverá esportes semi-island, e mulheres e meninas em … eles serão perdedores. Enquanto isso, TransAthlete.com informou que 16 estados atualmente “têm políticas amigáveis que ajudam a facilitar a inclusão total de estudantes trans/não-binários/GNC (gênero não compatível) no atletismo do ensino médio”, incluindo Califórnia, Colorado, Connecticut, Flórida, Maryland, Massachusetts, Minnesota, Nevada, New Hampshire, Nova Jersey, Nova York, Oregon, Rhode Island, Vermont, Washington State e Washington, D.C. Traduzido de InfoCatólica

  • EUA: mais de 30 estados aprovarão leis para que atletas “trans” não concorram em esporte

    Nos EUA, mais de 30 estados aprovaram ou têm coragem de aprovar uma legislação que proíbe crianças e homens que “se identificam como mulheres” de participar em esportes femininos. (LSN) Mississippi, Arkansas e Tennessee já promulgaram tal legislação, e o governador republicano da Virgínia Ocidental, Jim Justice, disse no fim de semana que assinará a lei que restringe a participação de atletas transgêneros nas escolas. Medidas semelhantes já foram aprovadas em uma das câmaras legislativas do Alabama e montana e estão sendo revistas na outra. Em uma lista online acompanhando de pertoa legislação esportiva transgênero, a União Americana das Liberdades Civis (ACLU) informou que os seguintes estados estão desenvolvendo e/ou aprovando tais medidas: Alabama, Arkansas, Arizona, Connecticut, Flórida, Geórgia, Havaí, Iowa, Kansas, Louisiana, Kentucky, Maine, Michigan, Minnesota, Missouri, Mississippi, Montana, New Hampshire, Nova Jersey, Dakota do Norte, Novo México, Ohio, Oklahoma, Pensilvânia, Carolina do Sul, Dakota do Sul, Tennessee, Texas, Utah, Wisconsin e West Virginia Idaho lidera o movimento A origem da legislação que busca proteger os esportes femininos, proibindo homens confusos de gênero de competir em atletismo estudantil feminino remonta à legislação inovadora do ano passado em Idaho. A delegada Barbara Ehardt, republicana de Idaho Falls, ex-jogadora de basquete bolsista da Universidade Estadual de Idaho que treinou na Cal State-Fullerton, Brigham Young University e Washington State University, disse que seu projeto de lei busca proteger oportunidades para as mulheres praticarem esportes e preservar conquistas sob a lei federal Title IX. , de acordo com uma reportagem do Big Country News. “Houve muitas mulheres que pavimentaram meu caminho, a maioria das quais eu nem conhecia”, disse Ehardt. “Senti que cabe a mim fazer o mesmo por meninas e mulheres que vieram depois.” Ehardt teve a ideia de apresentar uma lei de proibição de transexualidade quando soube de uma reunião de atletismo em uma escola de Connecticut onde dois garotos surpreendentemente ganharam os testes de atletismo feminino. «Eu pensei que era errado; meninos biológicos não deveriam competir contra meninas biológicas”, disse Ehardt. “Eu percebi que se não fizermos algo sobre isso, todos nós sabemos onde isso vai parar.” Erhardt acabou indo para a Aliança Defendendo a Liberdade (ADF) para ajudá-lo a desenvolver e promover a legislação entre seus colegas na Câmara dos Deputados do Estado de Idaho. Embora o governador republicano de Idaho, Brad Little, tenha assinado a medida na primavera passada, um juiz federal emitiu uma ordem judicial para impedir a proibição em agosto. O caso ainda está sob análise. ACLU vs. ADF A ACLU, que defende os direitos especiais do coletivo LGBT, acredita que esses esforços legislativos “excluem jovens transgêneros do atletismo” em vez de proteger o esporte feminino e feminino da invasão masculina. Os advogados da ADF e da ACLU são absolutamente confrontados em múltiplas batalhas judiciais nas quais os direitos esportivos e de privacidade das mulheres estão sob os holofotes para as novas noções de “direitos” trans. «Se a ACLU se safar, os esportes femininos deixarão de existir”,disse Roger Brooks, advogado-chefe da ADF. “Haverá esportes masculinos e haverá esportes semi-island, e mulheres e meninas em … eles serão perdedores. Enquanto isso, TransAthlete.com informou que 16 estados atualmente “têm políticas amigáveis que ajudam a facilitar a inclusão total de estudantes trans/não-binários/GNC (gênero não compatível) no atletismo do ensino médio”, incluindo Califórnia, Colorado, Connecticut, Flórida, Maryland, Massachusetts, Minnesota, Nevada, New Hampshire, Nova Jersey, Nova York, Oregon, Rhode Island, Vermont, Washington State e Washington, D.C. Traduzido de InfoCatólica

  • O Papa: Santa Teresa de Ávila, exemplo do papel das mulheres na Igreja e na sociedade

    O Papa: Santa Teresa de Ávila, exemplo do papel das mulheres na Igreja e na sociedade O exemplo de Santa Teresa de Jesus não é apenas para os que sentem o chamado à vida religiosa, mas “para todos os que desejam progredir no caminho da purificação de toda a mundanização”: são palavras do Papa Francisco, em sua Mensagem dirigida ao Congresso Internacional “Mulher Excepcional” por ocasião do 50º aniversário do Doutorado da Santa de Ávila, refere-se à Santa, da qual ele diz que “tê-la como amiga, companheira e guia em nossa peregrinação terrena dá segurança e paz de espírito” “É bonito lembrar que todas as graças místicas que recebia a trasladavam ao céu; mas ela sabia como trasladar o céu para a terra, fazendo de sua vida uma morada de Deus, na qual todos tinham um lugar”: são palavras do Papa Francisco referindo-se a Santa Teresa de Jesus em uma Mensagem dirigida ao Bispo de Ávila, Dom José María Gil Tamayo, com a qual ele falou aos participantes do Congresso Internacional que se realiza de 12 a 15 de abril na Universidade Católica de Santa Teresa de Jesus de Ávila, na Espanha, por ocasião do 50º aniversário do Doutorado da Santa de Ávila. Assinado na Solenidade de São José, e lido na abertura do Congresso, o Sucessor de Pedro remonta a figura da santa de Ávila, que recebeu de São Paulo VI em 27 de setembro de 1970 o título de Doutora da Igreja, sendo a primeira mulher a receber o título que, como escreve o Santo Padre, “reconhece o precioso ensinamento que Deus nos deu em seus escritos e no testemunho de sua vida”. Uma chama que continua a brilhar Com as palavras de Paulo VI, Francisco recorda a natureza excepcional desta mulher, cuja coragem, inteligência, tenacidade, à qual ela uniu “uma sensibilidade pela beleza e uma maternidade espiritual para com todos os que se aproximavam de sua obra”, são “um exemplo único do papel extraordinário que a mulher desempenhou ao longo da história na Igreja e na sociedade”. “Apesar dos cinco séculos que nos separam de sua existência terrena, – diz o Pontífice – a chama que Jesus acendeu em Teresa continua a brilhar neste mundo sempre necessitado de testemunhas corajosas, capazes de derrubar qualquer muro, seja ele físico, existencial ou cultural.” Exemplo para os que querem progredir na purificação O Santo Padre afirma que Santa Teresa “continua a falar-nos hoje através de seus escritos”. Sua mensagem – acrescenta – está aberta a todos, para que, conhecendo-a e contemplando-a, possamos ser seduzidos pela beleza da palavra e pela verdade do conteúdo, e possa fazer surgir em nós o desejo de avançar no caminho da perfeição. Tê-la como amiga, companheira e guia em nossa peregrinação terrestre confere segurança e paz de espírito. Seu exemplo não é apenas para nossos irmãos e irmãs que sentem o chamado à vida religiosa, mas para todos os que desejam progredir no caminho da purificação de toda a mundanização, que leva ao desposório com Deus, às elevadas moradias do castelo interior. Santa Teresa sabia como trazer o céu à terra Encorajando todos os membros dessa Igreja particular e os organizadores e participantes do Congresso a continuarem a aprofundar a mensagem da Santa de Ávila, escreve: “É bonito lembrar que todas as graças místicas que recebia as trasladavam ao céu; mas ela sabia como trasladar o céu para a terra, fazendo de sua vida uma morada de Deus, na qual todos tinham um lugar. Para que nossa sociedade seja cada vez mais humana e para que todos possamos viver na fraternidade que vem do mesmo Pai, é importante ouvir seu convite a “entrar em nós mesmos” para encontrar o Senhor, e assim testemunhar que “Deus é suficiente”” A devoção de Santa Teresa a São José Por fim, o Papa conclui recordando a grande devoção de Santa Teresa a São José, a quem a Santa “tomou como seu mestre, advogado e intercessor”: “a ele ela se confiou”, lembrou o Papa, “estando certa de que receberia as graças que pedia”. A partir de sua experiência, ela encorajou outros a fazerem o mesmo. Tal era sua devoção que percorreria as terras de Castilha e Andaluzia acompanhada pela imagem de São José. “Os santos andam sempre de mãos dadas e nos sustentam pela confiança depositada em sua intercessão. Que eles intercedam por todos” A mensagem de Francisco foi assinada na Basílica de São João de Latrão em 19 de março de 2021, na Solenidade de São José, Padroeiro da Igreja Universal. https://homilias.com.br/wp-content/uploads/2021/04/136002898_F136002898.mp3 FONTE: Vatican News / https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2021-04/santa-teresa-de-avila-mensagem-papa-francisco.html #exemplodopapeldasmulheresnaIgrejaenasociedade #OPapaSantaTeresadeÁvila #SantaTeresadÁvila

  • Rebelião na Alemanha: padres anunciam que abençoarão uniões gays em 10 de maio

    Alguns setores da Igreja Católica na Alemanha estão prestes a desafiar Roma formalmente! Pedimos a todos que estão lendo para que rezem e ofereçam sacrifícios pela Igreja na Alemanha. Um grupo de padres católicos alemães decidiu estabelecer um dia de bênção para todos os uniões LGBT+ em 10 de maio, algo diametralmente oposto à doutrina bi-milenar da Igreja e que o próprio Vaticano, com o próprio Papa no comando, lembrou há alguns dias. Em 15 de março de 2021, o Vaticano emitiu um “responsum“, uma resposta, reiterando a doutrina católica sobre casais de pessoas do mesmo texto: a Igreja não pode abençoar essas uniões. Este documento, elaborado pela Congregação para a Doutrina da Fé – organismo que guarda o depósito da doutrina da Igreja e aprovado pelo Papa Francisco, provocou uma verdadeira revolta nos setores mais progressistas da Igreja Católica – evidentemente a favor da bênção – e no centro de todos os protestos, a Alemanha ganha destaque. Dois padres alemães, Bernd Munkebscher e Burkhard Hose, publicaram uma declaração de protesto e estão coletando assinaturas para buscar apoio. De acordo com o site da iniciativa, 8.534 pessoas teriam assinado a declaração. Párocos, diáconos, agentes pastorais se uniram em um abaixo assinado e estão convidando outros padres de todo o território da República Federal da Alemanha para se juntarem a um dia de bênçãos para “todos as uniões de pessoas que se amam” que acontecerá em 10 de maio. O evento foi lançado nas redes sociais com o slogan “Não negamos uma bênção” e pode ser encontrado nas hashtags: “abençoe com coragem” (#mutwilligSegnen) e o “amor vence” (#liebegewinnt). Leia também Vaticano: A Igreja Católica não pode dar bênçãos às uniões homossexuais “Tendo em vista a recusa da Congregação para a Doutrina da Fé de abençoar as uniões homossexuais, levantamos nossas vozes e dizemos: Continuaremos acompanhando as pessoas que se reúnem em uma união vinculante no futuro e abençoamos sua relação. Não rejeitamos uma cerimônia de bênção”, diz no comunicado. “Respeitamos e apreciamos seu amor, e também acreditamos que as bênçãos de Deus estão sobre eles”, continua a declaração, “não aceitamos que uma moralidade sexual exclusiva e antiquada subscreva nosso trabalho na pastoral”, finaliza a escrita. O site tem um espaço para solicitações voluntárias do clero que querem contribuir ativamente para a causa. Na verdade, preenchendo um formulário simples, você pode designar a própria paróquia com a possibilidade de transmitir a bênção por streaming. Além da bênção, os organizadores convidam os católicos a “enviarem sinais criativos” para que “muitas pessoas no interior da Igreja entendam como uma bênção e um enriquecimento a multiplicidade colorida de projetos de vida e histórias de amor”. O desafio formal a Roma foi anunciado em 10 de maio, segundo eles, um dos dias em que Noé é comemorado – na Igreja Católica é 10 de novembro – vale lembrar que eles se “apropriaram” do arco-íris, claramente associado a esta figura bíblica. Roma ainda não se manifestou sobre essa afronta declarada. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? A reação virulenta do lobby LGBT ao documento doutrina da fé mergulhou a Santa Sé em um silêncio absoluto sobre esta questão, embora certos meios de comunicação e pessoas que falaram com o Papa afirmam que o Pontífice está descontente com o dicastério presidido pelo Cardeal Ladaria. “Nada de punição”: Bispo alemão autoriza padres a abençoarem uniões homossexuais O bispo Franz-Josef Overbeck de Essen, na Alemanha, afirmou em uma entrevista que os padres em sua diocese não enfrentarão quaisquer consequências ou punições caso ignorem a proibição de abençoar uniões homossexuais explicitada em março deste ano pelo Vaticano. Um evento convocando padres de todo o país a um dia de bênçãos para “todos as uniões de pessoas que se amam” acontecerá em 10 de maio sob o auspício do movimento LGBT e o bispo de Essen foi o primeiro a declarar que não haverá punição para os sacerdotes que abençoarem uniões homossexuais. “Não vou fazer isso com os padres”, disse o bispo explicitando que “não vai suspender nem aplicar a lei canônica” a um sacerdote que vier a abençoar um relacionamento homossexual. O bispo de Essen surpreendeu os fiéis em entrevista ao canal WDR por motivo da Páscoa afirmando que na Igreja na Alemanha “existem muitas bênçãos para pares do mesmo sexo”. Na ocasião ele também admitiu que a Igreja não deve rejeitar os homossexuais, e sim encontrar formas de que “os homossexuais possam viver juntos”. A resistência aberta ao Vaticano de um grupo de bispos alemães – que além de Overbeck conta com o Cardeal Reinhard Marx e os bispos Franz-Josef Bode, Georg Bätzing, Peter Kohlgraf, Helmut Dieser e Heinrich Timmerevers, tem causado sensação na imprensa mundial e escândalo entre fiéis na Alemanha. A iniciativa foi lançada no 15 de março, o mesmo dia da publicação do “Responsum da Congregação para a Doutrina da Fé sobre um dubium (dúvida) sobre a bênção das uniões do mesmo sexo”, por um pároco da localidade de Hamm, Monsenhor Bernd Mönkebüscher (arquidiocese de Paderborn), junto de um capelão universitário na diocese de Würzburg, Pe. Burkhard Hose, e o Pe. Carsten Leinhäuser, sacerdote da diocese de Speyer. Na ocasião, Dom Dieser disse que a resposta do Vaticano só serviu para causar “raiva e irritação” entre os católicos da Alemanha. A funcionária do ZdK que o acompanhava, Birgit Mock, foi ainda mais longe: Ela descreveu a declaração de Roma como incompatível com “nossa imagem de homem e Deus” e exigiu – como o bispo Georg Bätzing e vários outros representantes da Igreja alemã – uma revisão da doutrina da Igreja a respeito das uniões homossexuais. Altos representantes da Igreja da Áustria, Bélgica e outros países também criticaram o esclarecimento de Roma. Por outra parte, alguns bispos alemães saudaram expressamente a carta do Vaticano com uma resposta definitiva para o tema das bênçãos e, ao mesmo tempo, ratificaram que não permitirão a prática em suas dioceses. Entre eles estão o cardeal Rainer Maria Woelki de Colônia e os bispos Stephan Burger de Friburgo, Ulrich Neymeyer de Erfurt, Gregor Maria Hanke de Eichstätt, Wolfgang Ipolt de Görlitz, Stefan Oster de Passau e Rudolf Voderholzer de Regensburg. Desde 2019 a Igreja na Alemanha se encontra realizando um ciclo de reuniões chamado “Caminho Sinodal”, uma espécie de conferências reunindo bispos, clérigos, religiosos e leigos para encontrar novos caminhos para a evangelização da Alemanha. Propostas como ordenação de mulheres, bênçãos para homossexuais e extinção da regra do celibato têm sido amplamente discutidas e os bispos promotores destas reuniões querem que as decisões sejam vinculantes para todos as igrejas particulares. A postura de bispos do Caminho Sinodal como Overbeck, em aberto confronto com a diretiva de Roma, aumenta a cobrança sobre o Papa Francisco para responder à resistência de alguns prelados alemães bem como as atitudes e declarações de sacerdotes, comitês e ativistas LGBT que atuam dentro da Igreja Católica gerando divisão e confusão entre os fiéis. Com informações de Infovaticana e ACI Digital

  • Rebelião na Alemanha: padres anunciam que abençoarão uniões gays em 10 de maio

    Alguns setores da Igreja Católica na Alemanha estão prestes a desafiar Roma formalmente! Pedimos a todos que estão lendo para que rezem e ofereçam sacrifícios pela Igreja na Alemanha. Um grupo de padres católicos alemães decidiu estabelecer um dia de bênção para todos os uniões LGBT+ em 10 de maio, algo diametralmente oposto à doutrina bi-milenar da Igreja e que o próprio Vaticano, com o próprio Papa no comando, lembrou há alguns dias. Em 15 de março de 2021, o Vaticano emitiu um “responsum“, uma resposta, reiterando a doutrina católica sobre casais de pessoas do mesmo texto: a Igreja não pode abençoar essas uniões. Este documento, elaborado pela Congregação para a Doutrina da Fé – organismo que guarda o depósito da doutrina da Igreja e aprovado pelo Papa Francisco, provocou uma verdadeira revolta nos setores mais progressistas da Igreja Católica – evidentemente a favor da bênção – e no centro de todos os protestos, a Alemanha ganha destaque. Dois padres alemães, Bernd Munkebscher e Burkhard Hose, publicaram uma declaração de protesto e estão coletando assinaturas para buscar apoio. De acordo com o site da iniciativa, 8.534 pessoas teriam assinado a declaração. Párocos, diáconos, agentes pastorais se uniram em um abaixo assinado e estão convidando outros padres de todo o território da República Federal da Alemanha para se juntarem a um dia de bênçãos para “todos as uniões de pessoas que se amam” que acontecerá em 10 de maio. O evento foi lançado nas redes sociais com o slogan “Não negamos uma bênção” e pode ser encontrado nas hashtags: “abençoe com coragem” (#mutwilligSegnen) e o “amor vence” (#liebegewinnt). Leia também Vaticano: A Igreja Católica não pode dar bênçãos às uniões homossexuais “Tendo em vista a recusa da Congregação para a Doutrina da Fé de abençoar as uniões homossexuais, levantamos nossas vozes e dizemos: Continuaremos acompanhando as pessoas que se reúnem em uma união vinculante no futuro e abençoamos sua relação. Não rejeitamos uma cerimônia de bênção”, diz no comunicado. “Respeitamos e apreciamos seu amor, e também acreditamos que as bênçãos de Deus estão sobre eles”, continua a declaração, “não aceitamos que uma moralidade sexual exclusiva e antiquada subscreva nosso trabalho na pastoral”, finaliza a escrita. O site tem um espaço para solicitações voluntárias do clero que querem contribuir ativamente para a causa. Na verdade, preenchendo um formulário simples, você pode designar a própria paróquia com a possibilidade de transmitir a bênção por streaming. Além da bênção, os organizadores convidam os católicos a “enviarem sinais criativos” para que “muitas pessoas no interior da Igreja entendam como uma bênção e um enriquecimento a multiplicidade colorida de projetos de vida e histórias de amor”. O desafio formal a Roma foi anunciado em 10 de maio, segundo eles, um dos dias em que Noé é comemorado – na Igreja Católica é 10 de novembro – vale lembrar que eles se “apropriaram” do arco-íris, claramente associado a esta figura bíblica. Roma ainda não se manifestou sobre essa afronta declarada. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? A reação virulenta do lobby LGBT ao documento doutrina da fé mergulhou a Santa Sé em um silêncio absoluto sobre esta questão, embora certos meios de comunicação e pessoas que falaram com o Papa afirmam que o Pontífice está descontente com o dicastério presidido pelo Cardeal Ladaria. “Nada de punição”: Bispo alemão autoriza padres a abençoarem uniões homossexuais O bispo Franz-Josef Overbeck de Essen, na Alemanha, afirmou em uma entrevista que os padres em sua diocese não enfrentarão quaisquer consequências ou punições caso ignorem a proibição de abençoar uniões homossexuais explicitada em março deste ano pelo Vaticano. Um evento convocando padres de todo o país a um dia de bênçãos para “todos as uniões de pessoas que se amam” acontecerá em 10 de maio sob o auspício do movimento LGBT e o bispo de Essen foi o primeiro a declarar que não haverá punição para os sacerdotes que abençoarem uniões homossexuais. “Não vou fazer isso com os padres”, disse o bispo explicitando que “não vai suspender nem aplicar a lei canônica” a um sacerdote que vier a abençoar um relacionamento homossexual. O bispo de Essen surpreendeu os fiéis em entrevista ao canal WDR por motivo da Páscoa afirmando que na Igreja na Alemanha “existem muitas bênçãos para pares do mesmo sexo”. Na ocasião ele também admitiu que a Igreja não deve rejeitar os homossexuais, e sim encontrar formas de que “os homossexuais possam viver juntos”. A resistência aberta ao Vaticano de um grupo de bispos alemães – que além de Overbeck conta com o Cardeal Reinhard Marx e os bispos Franz-Josef Bode, Georg Bätzing, Peter Kohlgraf, Helmut Dieser e Heinrich Timmerevers, tem causado sensação na imprensa mundial e escândalo entre fiéis na Alemanha. A iniciativa foi lançada no 15 de março, o mesmo dia da publicação do “Responsum da Congregação para a Doutrina da Fé sobre um dubium (dúvida) sobre a bênção das uniões do mesmo sexo”, por um pároco da localidade de Hamm, Monsenhor Bernd Mönkebüscher (arquidiocese de Paderborn), junto de um capelão universitário na diocese de Würzburg, Pe. Burkhard Hose, e o Pe. Carsten Leinhäuser, sacerdote da diocese de Speyer. Na ocasião, Dom Dieser disse que a resposta do Vaticano só serviu para causar “raiva e irritação” entre os católicos da Alemanha. A funcionária do ZdK que o acompanhava, Birgit Mock, foi ainda mais longe: Ela descreveu a declaração de Roma como incompatível com “nossa imagem de homem e Deus” e exigiu – como o bispo Georg Bätzing e vários outros representantes da Igreja alemã – uma revisão da doutrina da Igreja a respeito das uniões homossexuais. Altos representantes da Igreja da Áustria, Bélgica e outros países também criticaram o esclarecimento de Roma. Por outra parte, alguns bispos alemães saudaram expressamente a carta do Vaticano com uma resposta definitiva para o tema das bênçãos e, ao mesmo tempo, ratificaram que não permitirão a prática em suas dioceses. Entre eles estão o cardeal Rainer Maria Woelki de Colônia e os bispos Stephan Burger de Friburgo, Ulrich Neymeyer de Erfurt, Gregor Maria Hanke de Eichstätt, Wolfgang Ipolt de Görlitz, Stefan Oster de Passau e Rudolf Voderholzer de Regensburg. Desde 2019 a Igreja na Alemanha se encontra realizando um ciclo de reuniões chamado “Caminho Sinodal”, uma espécie de conferências reunindo bispos, clérigos, religiosos e leigos para encontrar novos caminhos para a evangelização da Alemanha. Propostas como ordenação de mulheres, bênçãos para homossexuais e extinção da regra do celibato têm sido amplamente discutidas e os bispos promotores destas reuniões querem que as decisões sejam vinculantes para todos as igrejas particulares. A postura de bispos do Caminho Sinodal como Overbeck, em aberto confronto com a diretiva de Roma, aumenta a cobrança sobre o Papa Francisco para responder à resistência de alguns prelados alemães bem como as atitudes e declarações de sacerdotes, comitês e ativistas LGBT que atuam dentro da Igreja Católica gerando divisão e confusão entre os fiéis. Com informações de Infovaticana e ACI Digital

  • DA ARTE DE CAMINHAR NAS TREVAS SEM PERDER A MEMÓRIA DA LUZ

    Em nossa época, quando o homem se liberta do chão, da aldeia, da “terra natal”, e se transforma em cidadão do planeta, a literatura e demais artes só parecem ter sentido se assumirem uma função mnemônica: lembrar ao ser humano a sua real e modesta proveniência. É isso o que ela pode e deve fazer: trazer de volta à realidade o ser humano, que acredita, como criança, ter descoberto a suprema forma de felicidade com a tecnologia avançada, sobretudo com essas sofisticadas maquininhas de produzir e multiplicar informações. Mal percebemos o quanto as forças da destruição se espalham pelo atual planeta sem fronteiras. Como na alegoria platônica, à literatura e aos bons filmes caberá em nossos dias o papel de avisar que continuamos presos na caverna da condição humana. Dando as costas à única saída da prisão — que levaria ao espaço aberto, azul e sobrenatural que há do lado de fora, e ao qual ainda não temos acesso direto —, preferimos crer que a verdadeira realidade é o pouco de luz que o sol projeta no fundo da caverna. A grande literatura avisa que estamos enganados, quando chamamos de realidade àquilo que não passa de uma grande ilusão. São sonhos sonhados por sombras. Nada mais. No entanto, mesmo encerrados no fundo de uma caverna, escravos de vícios e paixões, a vida é bela, estranhamente bela. Não teria existido a grande literatura se o homem não estivesse permanentemente sujeito à corrupção e à morte. A mais alegre e celebratória das obras de arte não deixe de ser, por isso mesmo, uma espécie de elegia, pois o que é belo se avilta e corrompe. Mas, curiosamente, a arte mais pessimista não deixa de ser um canto de afirmação da vida, pois se o homem não tivesse a intuição de sua eternidade jamais tomaria da caneta para garatujar seus desconcertos e inquietações. Essa função recordativa da grande arte — de avisar que estamos olhando para o lugar errado, que a verdadeira realidade não se encontra na falsa imagem projetada ao fundo da caverna, mas nas sombras dos nossos vícios e paixões desordenadas, e lá fora, no sol divino que ainda não podemos encarar diretamente — deixa muitas vezes os poetas e os artistas exageradamente vaidosos, donos da tola e ilusória presunção de se crerem novos Prometeus, bons ladrões que, como Robin Hood, roubam o precioso fogo divino para o benefício do gênero humano. Não são raras as vezes em que os poetas buscam colocar asas angélicas nas costas da humanidade, esquecidos de nossos pés de chumbo. A literatura não existe para salvar nada e ninguém para este mundo, como parece ser o sonho do chamado “transumanismo”; quem sabe, antes, pudesse salvar o homem do excesso de confiança em si mesmo, através das armas sempre eficientes do humour e da sátira.

  • Padre Zezinho concorda que católicos fiquem sem missas: “não sou ultrapassado”

    Em um texto compartilhado via rede social, o padre Zezinho acusa de fanatismo aqueles que consideram que a Santa Missa essencial, mesmo em meio a pandemia. Eis o que ele escreveu: “Não sou tão avançado a ponto de dizer que não precisamos de templos para ir lá orar. Acho que templos ajudam muito as comunidades a viver referências de unidade! Mas também não sou ultrapassado a ponto de achar que não se pode regular a frequência ao templo, quando há uma perigosíssima epidemia grassando no nosso país. Sabendo usar velas não haverá incêndios. Sabendo usar a fé não haverá fanatismo. Sabendo usar a pertença a uma igreja não haverá aglomeração na hora de orar!” Leia também STF decide que a Missa não é um direito essencial na pandemia O padre prosseguiu: “Creio em templos de portas abertas durante o dia. Creio em igrejas que entendem que não é hora de celebrar com o risco de aglomerar. Creio em crentes que sabem se comportar nos templos. Eu ainda preciso de missa e de celebração. E, quando não houver mais perigo de contágio, estarei incentivando a ida ao templo para celebrar nossa fé na Eucaristia”. Leia também Eucaristia: um direito, antes que um dever

  • Padre Zezinho concorda que católicos fiquem sem missas: “não sou ultrapassado”

    Em um texto compartilhado via rede social, o padre Zezinho acusa de fanatismo aqueles que consideram que a Santa Missa essencial, mesmo em meio a pandemia. Eis o que ele escreveu: “Não sou tão avançado a ponto de dizer que não precisamos de templos para ir lá orar. Acho que templos ajudam muito as comunidades a viver referências de unidade! Mas também não sou ultrapassado a ponto de achar que não se pode regular a frequência ao templo, quando há uma perigosíssima epidemia grassando no nosso país. Sabendo usar velas não haverá incêndios. Sabendo usar a fé não haverá fanatismo. Sabendo usar a pertença a uma igreja não haverá aglomeração na hora de orar!” Leia também STF decide que a Missa não é um direito essencial na pandemia O padre prosseguiu: “Creio em templos de portas abertas durante o dia. Creio em igrejas que entendem que não é hora de celebrar com o risco de aglomerar. Creio em crentes que sabem se comportar nos templos. Eu ainda preciso de missa e de celebração. E, quando não houver mais perigo de contágio, estarei incentivando a ida ao templo para celebrar nossa fé na Eucaristia”. Leia também Eucaristia: um direito, antes que um dever

  • A decadência da Igreja na Alemanha

    Fiéis em fuga, queda de vocações, igrejas fechadas e edifícios à venda. Os números implacáveis de um cristianismo desaparecendo no coração da Europa, a Alemanha. Uma realidade que não tarda a chegar nas Américas… O bispo luterano Jobst Schoene explicou que “estamos nos aproximando de uma situação semelhante ao trágico destino do cristianismo no norte da África nos primeiros dias do Islã”. Nos tempos romanos, a Argélia e a Tunísia eram totalmente cristãs e deles vieram Tertullian e Agostinho. Dois séculos depois, o cristianismo foi extinto, substituído pela civilização árabe-islâmica. O “nós” do Bispo Schoene é o coração da velha Europa: o cristianismo alemão. A Alemanha a impôs como o aríete da secularização na Europa. Hemorragia dos fiéis Os números são óbvios. A Conferência Episcopal Alemã anunciou um recorde de 272.771 pessoas que deixaram a Igreja Católica em 2019. Um aumento de mais de 56.000 em relação aos 216.000 que o abandonaram em 2019, superando em muito o recorde de 218.000 em 2014. A Igreja Protestante Alemã viu um declínio semelhante: 270.000 deixaram de pertencer a ela em 2019, um aumento de 22% em relação ao ano anterior. A tendência é assustadora. Em um estudo encomendado pela Conferência Episcopal, pesquisadores da Albert-Ludwig-Universitat, em Freiburg, concluiu que o número total de confissões cristãs – juntamente com católicos e protestantes – passarão dos atuais 45 milhões para 34 milhões em 2035, e em quarenta anos eles terão sido reduzidos para 22 milhões. O número de protestantes na próxima geração cairá dos atuais 21,5 milhões para 10,5 milhões, e o dos católicos de 23 milhões para 12,3 milhões. Os cristãos entre 25 e 40 anos já não estão mais batizando seus filhos. Isso quando os têm, pois os cristãos têm cada vez menos filhos. Erfurt, a capital luterana da Turíngia, tem metade dos filhos que teve em 1990. Bitterfeld-Wolfen viu sua população cair de 75.000 pessoas em 1989 para 40.500 hoje. Em Kothen, onde Johan Sebastian Bach compôs os Concertos de Brandemburgo, todos eles são velhos, há poucas crianças. O Grande Frio das Vocações Faltam Crianças e faltam sacerdotes. Em 1963, as ordenações na Alemanha eram de 400; em 1993, caíram para 238; 2013 a 98; em 2015 a 58… Revela uma pesquisa do jornal da própria Baviera católica, o Soddeutsche Zeitung. A Igreja Católica na Alemanha enfrenta uma dramática falta de padres. Nunca antes tão poucos homens se ordenaram padres católicos como no ano passado. A diocese de Mainz não ordenou nenhum padre em um ano. “É uma tendência alarmante”, disse Thomas Sternberg, presidente do Comitê Central dos Católicos Alemães (Zdk), explicando que “no ano passado, de cada onze padres que atingiram a idade de aposentadoria, houve apenas uma ordenação”. “O número de candidatos ao sacerdócio católico caiu de 594 em 2011 para 211 hoje”, explica Heinrich Timmerevers, bispo de Dresden-Meissen. O número de seminaristas caiu. Apenas três seminários diocesanos – Mainz, Munique e Munster – podem permanecer abertos, como observou o grupo de trabalho da Conferência Episcopal Alemã, co-presidida por Timmerevers. Protestantes estão fugindo em massa do cristianismo. “A Alemanha como o país da Reforma é coisa do passado”, escreveu Astrid Prange na Deutsche Welle. Na Alemanha, berço do protestantismo, um estudo realizado pela Universidade de Munster revelou que a adesão a igrejas protestantes caiu de 59% para 29% em poucos anos. Protestantes serão extintos em pouco mais de uma geração. “Socorro, vai desmoronar!”, tem intitulado o Zeit, colocando uma igreja na capa. “As igrejas calcularam seu futuro, mas agora quase ninguém está falando sobre o novo estudo e sobre seu fim”, escreve o primeiro semanário alemão. Leia também Bispos alemães enfrentam o Papa Francisco e seguem em frente com sínodo na Alemanha Igrejas fechadas De acordo com Dretlef Pollack, professor de sociologia religiosa da Universidade de Munster, apenas 4% dos cidadãos protestantes alemães frequentam regularmente na igreja hoje, em comparação com os 15% que o fizeram em 1950. No Estado da Saxônia-Anhalt, onde está localizado Wittenberg de Lutero, apenas 13,8% da população pertence à Igreja Protestante. A Igreja Evangélica Alemã perdeu oito milhões de membros de 1990 a 2016. Um estudo do Evangelische Bank, um banco alemão ligado à principal Igreja Protestante, reproduz entrevistas com 145 gerentes de edifícios em 126 distritos eclesiásticos. 90% deles dizem ter vendido seus bens nos últimos cinco anos. Além disso, 69% pretendem vender mais prédios no futuro. O protestantismo alemão foi colocado à venda. Somente em Essen, no centro da Alemanha, um quarto das igrejas será fechada. Um estudo do Dresdner Bank prevê que, nos próximos anos, metade das igrejas alemãs terão que ser fechadas ou habilitadas para outros usos. Se perdem as histórias de lugares de culto que foram “desconsagrados”: a igreja de São Rafael, em Berlim-Gatow, foi fechada e reestruturada para abrigar um centro comercial; a igreja paroquial de Neuruppin (no nordeste do país) é agora usada como um centro de congressos para gestores; na Igreja de St. Martin em Bielefeld, oeste do país, festas de casamento e banquetes são agora organizados; A Igreja Milow (leste do país) foi transformada na filial de um banco de poupança. Vamos ver o caso Frankfurt. Na década de 1950, quando Konrad Adenauer era chanceler, 430.000 protestantes viviam nesta cidade. Hoje são 110 mil. A consequência é que um quarto das igrejas da cidade fechou. Uma das dioceses católicas mais antigas do país, Trier, passará de 172 para 35 paróquias, com uma redução de 80%, conforme anunciado pela porta-voz, Judith Rupp. “A fé evaporou”, disse um melancólico Cardeal Friedrich Wetter, arcebispo de Munique de 1982 a 2007, uma posição que anteriormente era de Joseph Ratzinger. A Arquidiocese de Munique atraiu um único candidato ao sacerdócio em um ano. Ao longo da Arquidiocese de Munique, terra de origem de Bento XVI, existem atualmente apenas 37 seminaristas nas várias etapas de formação, em comparação com um número de quase 1,7 milhões de católicos. Em comparação, a diocese americana de Lincoln, Nebraska, atualmente tem 49 seminaristas para cerca de 96.000 católicos. A Arquidiocese de Colônia é a maior da Alemanha e uma das mais ricas do mundo, mas planeja reduzir suas paróquias de 500 para 50 até 2030. Leia também O verdadeiro perigo “cisma” vem da Alemanha Tendências irrefutáveis Em 2001, o então cardeal Joseph Ratzinger disse ao seu futuro biógrafo, Peter Seewald: “A Igreja encolherá numericamente. Quando eu fiz esta declaração, reprovações me choveram todo porque eles disseram que eu era pessimista. Hoje, todas as proibições parecem ter caído em desuso, exceto pelo que é chamado de pessimismo e que muitas vezes não passa de realismo saudável. Em uma cidade como Magdeburg, a porcentagem de cristãos é de apenas 8% da população, incluindo – veja o fato! – todas as confissões cristãs. Dados estatísticos mostram tendências irrefutáveis.“ Sabe-se há anos sobre a descrinianização radical de todos os países da Europa Central e do Norte: Suíça, Holanda, Inglaterra, Suécia, Dinamarca… Agora a secularização está sangrando os antigos “bastiões” católicos: Espanha, França, Portugal, Irlanda, Alemanha…. Em 1996, falando aos jornalistas spiegel,o filósofo alemão Martin Heidegger declarou: “Só um Deus já pode nos salvar”. Ok, mas qual? Traduzido de Infovaticana Bento XVI está ciente e preocupado com a crise da Igreja na Alemanha Em uma entrevista publicada por “Alfa e Omega”, na edição do último dia 9, o Bispo Dom Georg Gänswein, secretário de Bento XVI e prefeito da Casa Pontifícia, confirmou que o Papa emérito está ciente do que vem acontecendo com a Igreja Católica em seu país natal. Na entrevista, a jornalista Maria Martinez Lopes, perguntou a Dom Gänswein como o Papa Francisco pôde se beneficiar do conhecimento de Bento XVI sobre a Igreja na Alemanha neste momento de crise e como vive o Papa Emérito esta situação. De sua posição privilegiada como secretário de Bento XVI e prefeito da Casa Pontifícia, o sempre discreto Dom Gänswein respondeu: “Os encontros entre o Papa Francisco e Bento XVI, geralmente no mosteiro Mater Ecclesiae, são sempre encontros extremamente confidenciais. Os detalhes do que falam são apenas conhecidos por eles. Obviamente, nunca me permiti a liberdade de perguntar a qualquer um deles sobre o conteúdo de suas entrevistas. Mas, independentemente disso, é claro que a situação da Igreja Católica na Alemanha é atualmente caracterizada por tensões e confusão que são fonte de preocupação. Bento XVI está ciente dessa situação em sua pátria. Ele percebe e reconhece a falta de unidade em muitos aspectos fundamentais da fé. Infelizmente, falta uma abordagem unitária no episcopado alemão, que exige um esclarecimento o mais rápido possível, evitando consequências graves para a fé e para a Igreja na Alemanha. ” (JSG)

  • A decadência da Igreja na Alemanha

    Fiéis em fuga, queda de vocações, igrejas fechadas e edifícios à venda. Os números implacáveis de um cristianismo desaparecendo no coração da Europa, a Alemanha. Uma realidade que não tarda a chegar nas Américas… O bispo luterano Jobst Schoene explicou que “estamos nos aproximando de uma situação semelhante ao trágico destino do cristianismo no norte da África nos primeiros dias do Islã”. Nos tempos romanos, a Argélia e a Tunísia eram totalmente cristãs e deles vieram Tertullian e Agostinho. Dois séculos depois, o cristianismo foi extinto, substituído pela civilização árabe-islâmica. O “nós” do Bispo Schoene é o coração da velha Europa: o cristianismo alemão. A Alemanha a impôs como o aríete da secularização na Europa. Hemorragia dos fiéis Os números são óbvios. A Conferência Episcopal Alemã anunciou um recorde de 272.771 pessoas que deixaram a Igreja Católica em 2019. Um aumento de mais de 56.000 em relação aos 216.000 que o abandonaram em 2019, superando em muito o recorde de 218.000 em 2014. A Igreja Protestante Alemã viu um declínio semelhante: 270.000 deixaram de pertencer a ela em 2019, um aumento de 22% em relação ao ano anterior. A tendência é assustadora. Em um estudo encomendado pela Conferência Episcopal, pesquisadores da Albert-Ludwig-Universitat, em Freiburg, concluiu que o número total de confissões cristãs – juntamente com católicos e protestantes – passarão dos atuais 45 milhões para 34 milhões em 2035, e em quarenta anos eles terão sido reduzidos para 22 milhões. O número de protestantes na próxima geração cairá dos atuais 21,5 milhões para 10,5 milhões, e o dos católicos de 23 milhões para 12,3 milhões. Os cristãos entre 25 e 40 anos já não estão mais batizando seus filhos. Isso quando os têm, pois os cristãos têm cada vez menos filhos. Erfurt, a capital luterana da Turíngia, tem metade dos filhos que teve em 1990. Bitterfeld-Wolfen viu sua população cair de 75.000 pessoas em 1989 para 40.500 hoje. Em Kothen, onde Johan Sebastian Bach compôs os Concertos de Brandemburgo, todos eles são velhos, há poucas crianças. O Grande Frio das Vocações Faltam Crianças e faltam sacerdotes. Em 1963, as ordenações na Alemanha eram de 400; em 1993, caíram para 238; 2013 a 98; em 2015 a 58… Revela uma pesquisa do jornal da própria Baviera católica, o Soddeutsche Zeitung. A Igreja Católica na Alemanha enfrenta uma dramática falta de padres. Nunca antes tão poucos homens se ordenaram padres católicos como no ano passado. A diocese de Mainz não ordenou nenhum padre em um ano. “É uma tendência alarmante”, disse Thomas Sternberg, presidente do Comitê Central dos Católicos Alemães (Zdk), explicando que “no ano passado, de cada onze padres que atingiram a idade de aposentadoria, houve apenas uma ordenação”. “O número de candidatos ao sacerdócio católico caiu de 594 em 2011 para 211 hoje”, explica Heinrich Timmerevers, bispo de Dresden-Meissen. O número de seminaristas caiu. Apenas três seminários diocesanos – Mainz, Munique e Munster – podem permanecer abertos, como observou o grupo de trabalho da Conferência Episcopal Alemã, co-presidida por Timmerevers. Protestantes estão fugindo em massa do cristianismo. “A Alemanha como o país da Reforma é coisa do passado”, escreveu Astrid Prange na Deutsche Welle. Na Alemanha, berço do protestantismo, um estudo realizado pela Universidade de Munster revelou que a adesão a igrejas protestantes caiu de 59% para 29% em poucos anos. Protestantes serão extintos em pouco mais de uma geração. “Socorro, vai desmoronar!”, tem intitulado o Zeit, colocando uma igreja na capa. “As igrejas calcularam seu futuro, mas agora quase ninguém está falando sobre o novo estudo e sobre seu fim”, escreve o primeiro semanário alemão. Leia também Bispos alemães enfrentam o Papa Francisco e seguem em frente com sínodo na Alemanha Igrejas fechadas De acordo com Dretlef Pollack, professor de sociologia religiosa da Universidade de Munster, apenas 4% dos cidadãos protestantes alemães frequentam regularmente na igreja hoje, em comparação com os 15% que o fizeram em 1950. No Estado da Saxônia-Anhalt, onde está localizado Wittenberg de Lutero, apenas 13,8% da população pertence à Igreja Protestante. A Igreja Evangélica Alemã perdeu oito milhões de membros de 1990 a 2016. Um estudo do Evangelische Bank, um banco alemão ligado à principal Igreja Protestante, reproduz entrevistas com 145 gerentes de edifícios em 126 distritos eclesiásticos. 90% deles dizem ter vendido seus bens nos últimos cinco anos. Além disso, 69% pretendem vender mais prédios no futuro. O protestantismo alemão foi colocado à venda. Somente em Essen, no centro da Alemanha, um quarto das igrejas será fechada. Um estudo do Dresdner Bank prevê que, nos próximos anos, metade das igrejas alemãs terão que ser fechadas ou habilitadas para outros usos. Se perdem as histórias de lugares de culto que foram “desconsagrados”: a igreja de São Rafael, em Berlim-Gatow, foi fechada e reestruturada para abrigar um centro comercial; a igreja paroquial de Neuruppin (no nordeste do país) é agora usada como um centro de congressos para gestores; na Igreja de St. Martin em Bielefeld, oeste do país, festas de casamento e banquetes são agora organizados; A Igreja Milow (leste do país) foi transformada na filial de um banco de poupança. Vamos ver o caso Frankfurt. Na década de 1950, quando Konrad Adenauer era chanceler, 430.000 protestantes viviam nesta cidade. Hoje são 110 mil. A consequência é que um quarto das igrejas da cidade fechou. Uma das dioceses católicas mais antigas do país, Trier, passará de 172 para 35 paróquias, com uma redução de 80%, conforme anunciado pela porta-voz, Judith Rupp. “A fé evaporou”, disse um melancólico Cardeal Friedrich Wetter, arcebispo de Munique de 1982 a 2007, uma posição que anteriormente era de Joseph Ratzinger. A Arquidiocese de Munique atraiu um único candidato ao sacerdócio em um ano. Ao longo da Arquidiocese de Munique, terra de origem de Bento XVI, existem atualmente apenas 37 seminaristas nas várias etapas de formação, em comparação com um número de quase 1,7 milhões de católicos. Em comparação, a diocese americana de Lincoln, Nebraska, atualmente tem 49 seminaristas para cerca de 96.000 católicos. A Arquidiocese de Colônia é a maior da Alemanha e uma das mais ricas do mundo, mas planeja reduzir suas paróquias de 500 para 50 até 2030. Leia também O verdadeiro perigo “cisma” vem da Alemanha Tendências irrefutáveis Em 2001, o então cardeal Joseph Ratzinger disse ao seu futuro biógrafo, Peter Seewald: “A Igreja encolherá numericamente. Quando eu fiz esta declaração, reprovações me choveram todo porque eles disseram que eu era pessimista. Hoje, todas as proibições parecem ter caído em desuso, exceto pelo que é chamado de pessimismo e que muitas vezes não passa de realismo saudável. Em uma cidade como Magdeburg, a porcentagem de cristãos é de apenas 8% da população, incluindo – veja o fato! – todas as confissões cristãs. Dados estatísticos mostram tendências irrefutáveis.“ Sabe-se há anos sobre a descrinianização radical de todos os países da Europa Central e do Norte: Suíça, Holanda, Inglaterra, Suécia, Dinamarca… Agora a secularização está sangrando os antigos “bastiões” católicos: Espanha, França, Portugal, Irlanda, Alemanha…. Em 1996, falando aos jornalistas spiegel,o filósofo alemão Martin Heidegger declarou: “Só um Deus já pode nos salvar”. Ok, mas qual? Traduzido de Infovaticana Bento XVI está ciente e preocupado com a crise da Igreja na Alemanha Em uma entrevista publicada por “Alfa e Omega”, na edição do último dia 9, o Bispo Dom Georg Gänswein, secretário de Bento XVI e prefeito da Casa Pontifícia, confirmou que o Papa emérito está ciente do que vem acontecendo com a Igreja Católica em seu país natal. Na entrevista, a jornalista Maria Martinez Lopes, perguntou a Dom Gänswein como o Papa Francisco pôde se beneficiar do conhecimento de Bento XVI sobre a Igreja na Alemanha neste momento de crise e como vive o Papa Emérito esta situação. De sua posição privilegiada como secretário de Bento XVI e prefeito da Casa Pontifícia, o sempre discreto Dom Gänswein respondeu: “Os encontros entre o Papa Francisco e Bento XVI, geralmente no mosteiro Mater Ecclesiae, são sempre encontros extremamente confidenciais. Os detalhes do que falam são apenas conhecidos por eles. Obviamente, nunca me permiti a liberdade de perguntar a qualquer um deles sobre o conteúdo de suas entrevistas. Mas, independentemente disso, é claro que a situação da Igreja Católica na Alemanha é atualmente caracterizada por tensões e confusão que são fonte de preocupação. Bento XVI está ciente dessa situação em sua pátria. Ele percebe e reconhece a falta de unidade em muitos aspectos fundamentais da fé. Infelizmente, falta uma abordagem unitária no episcopado alemão, que exige um esclarecimento o mais rápido possível, evitando consequências graves para a fé e para a Igreja na Alemanha. ” (JSG)

  • Perguntas e respostas sobre o Ramadã

    Entenda como funciona o Ramadã, o mês do jejum islâmico, e qual a importância dele para os cristãos perseguidos Hoje começa o Ramadã, o jejum islâmico que une os muçulmanos de todo o mundo em um só propósito Neste dia 12 de abril de 2021, após o pôr-do-sol, tem início mais um Ramadã, o mês do jejum islâmico. São 30 dias de jejum, indo até 11 de maio. Você tem perguntas sobre o Ramadã? Talvez você tenha dúvidas sobre o que o Ramadã tem a ver com os cristãos e por que a Portas Abertas aborda o assunto. Aqui você encontrará as explicações necessárias sobre o Ramadã e suas implicações para a Igreja Perseguida. Veja abaixo o mapa de oração com pedidos em todos os dias durante o Ramadã (para ver a lista com os dias de oração clique no ícone ao lado de “Ramadã – 30 dias de oração”). Leia a seguir uma série de perguntas e respostas sobre o tema. Por que o Ramadã importa para os cristãos? Porque muitos cristãos perseguidos vivem no contexto de países islâmicos, onde os muçulmanos são a maioria. Nesses locais é comum que eles enfrentem a opressão islâmica como o principal tipo de perseguição. Prova disso é que dos 50 países da Lista Mundial da Perseguição 2021, 34 têm a opressão islâmica como tipo de perseguição. Assim, o Ramadã afeta diretamente a Igreja Perseguida nos países de maioria muçulmana. No Ramadã, os muçulmanos se sentem mais unidos do que nunca em uma comunidadhttps://www.portasabertas.org.br/lista-mundial/paises-da-listae global. Esse sentimento dá espaço a um exclusivismo religioso, em que todos os que não praticam essa fé são vistos como infiéis e, em casos mais extremos, dignos de algum tipo de punição. Assim, é inaceitável para a maioria muçulmana de um país islâmico que não muçulmanos possam comer enquanto eles jejuam. Por que o Ramadã é importante para a fé islâmica? O Ramadã é o nono mês do calendário islâmico e celebra a primeira revelação que Maomé recebeu do Alcorão. O propósito do jejum realizado durante todo esse mês é tirar os muçulmanos de seu cotidiano e fazê-los reexaminar sua vida sob o contexto de um ideal maior. Por exemplo, quando você experimenta fome, torna-se mais consciente do sofrimento dos pobres; e, ao passar por um sofrimento real, mas limitado, pode se preparar para provas mais duras. O jejum do Ramadã é um dos cinco pilares do islamismo e é obrigatório para todos os seus seguidores. Mesmo muçulmanos nominais, não tão conservadores, observam o Ramadã. O sentimento de comunidade é muito forte durante o período. O que os muçulmanos devem fazer durante o Ramadã? Todos os muçulmanos devem se abster de comer, fumar, beber (até mesmo água) e ter relações sexuais, entre outras restrições, durante o dia, isto é, do nascer até o pôr-do-sol. Excluem-se da obrigação crianças menores de 12 anos, mulheres grávidas ou que amamentam, pessoas debilitadas, idosas e enfermas. Qual é a base das datas do Ramadã? Por que elas mudam a cada ano? As datas do Ramadã são estabelecidas segundo o calendário lunar, que tem 354 dias. Os meses estão divididos em meses lunares e cada um tem 29 ou 30 dias. Cada dia começa com o pôr do sol (não à meia-noite). O período de jejum normalmente começa e termina com a visualização da lua nova no nono mês, que ocorre em época diferente a cada ano e em dias diferentes dependendo do lugar do planeta em que se está. Por exemplo, na Indonésia pode começar em um dia e no Marrocos no dia seguinte, pois o Ramadã só começa quando se avista a lua nova no céu. O que é essencial saber sobre o islã? A palavra “islã” significa “submissão”. O islã é uma religião monoteísta que surgiu no século 7, sob a liderança de Maomé. Maomé é considerado o “homem ideal”, mas não divino. É apontado como o último profeta, aquele que trouxe a revelação final de Alá. Seguidores do islã são chamados islâmicos ou muçulmanos, que significa “aqueles que se submeteram”. O estudo e a prática do islã envolvem “As cinco doutrinas do islã” (crenças) e “Os cinco pilares do islã” (obrigações). Há correntes no islamismo, entretanto, que não concordam em todos esses aspectos. A palavra árabe para Deus é Alá. Para os muçulmanos, Jesus é um dos grandes mensageiros enviados por Alá e não possui nenhuma divindade. Quais são as principais correntes do islã? Sunitas: a maioria dos muçulmanos pertence a esse grupo. São seguidores de Abu Bakr como sucessor de Maomé. Eles acreditam que não há homem santo que precise vir entre uma pessoa e Alá. Xiitas: são seguidores de Ali, primo e genro do profeta Maomé. Para eles, há um imã – homem santo, que precisa agir como intermediário entre os muçulmanos e Alá. Sufistas: um grupo pequeno de muçulmanos que procura encontrar a verdade do amor e conhecimento divino através de experiências pessoais e diretas com Alá. Quais são os cinco pilares do islamismo? Os pilares são as cinco práticas a que um muçulmano devoto precisa se dedicar durante a vida. Shahada: converter-se pela citação do credo: “Não existe outro deus senão Alá, e Maomé é o seu profeta”. Salat: orações diárias cinco vezes ao dia, em horários específicos. Zakat: dar aos pobres uma parte da renda. Saum: jejuar, especialmente durante o mês sagrado do Ramadã. Há outros jejuns, mas só o Ramadã é obrigatório. Hajj: fazer a peregrinação à Meca, na Arábia Saudita, pelo menos uma vez na vida. Neste período de Ramadã, enquanto os muçulmanos oram e jejuam a Alá, nós oramos por eles! Pedidos de oração Clame pelos muçulmanos, para que Deus continue se revelando a eles através de visões, sonhos, milagres e testemunhos dos cristãos. Ore também para que conheçam cristãos que apresentem Cristo para eles como o único caminho para a vida eterna. Para os cristãos que vivem em países muçulmanos, é grande a probabilidade de que a pressão e a perseguição aumentem durante o Ramadã. Ore por força, sabedoria e proteção para nossos irmãos que confessam Jesus como Senhor durante o Ramadã. Apoie cristãos ex-muçulmanos Além de orar, você pode contribuir para fortalecer os cristãos que vivem em contexto islâmico, como nossos irmãos da Indonésia. Contribua com o discipulado de cristãos ex-muçulmanos no país com a maior população islâmica do mundo. Fonte: https://www.portasabertas.org.br/noticias/cristaos-perseguidos/perguntas-e-respostas-sobre-o-ramada #NOTÍCIASCATÓLICAS #PorqueoRamadãimportaparaoscristãos #SITEPORTASABERTAS

  • CONY, CORÇÃO E ATUAL CULTURA DA DESFORRA

    Navegando, um dia desses, por alguns sites de literatura, atraquei no porto da Academia Brasileira de Letras. Já levantava âncora, desanimado, quando esbarrei numa palestra do finado Carlos Heitor Cony sobre o romance brasileiro contemporâneo. Era um depoimento de escritor sobre seus pares, descontraído, feito ao sabor das ondas da memória. Nada de muito solenemente sério. De qualquer modo, e apesar de todas as lacunas que possa haver em improviso dessa natureza, ainda agrada mais que os artigos corretos e quadrados produzidos em série pela universidade, em seus sisudos periódicos. O que me chamou a atenção na palestra do ateu Cony foi a menção inesperada a um escritor católico, atualmente à margem da república da Letras, sem direito a cidadania literária na universidade: trata-se de Gustavo Corção, sobre quem, em suas crônicas lá dos anos sessenta, o esquerdista Cony sempre bateu pesado. Não perdoava, no católico direitista, as suas posições abertamente conservadoras, sobretudo seu apoio ao regime miliar de 1964. Corção deve ter retribuído na mesma proporção. Também nunca deve ter visto com simpatia o ex-seminarista Carlos Heitor Cony, que quase ordenou-se sacerdote e perdeu a fé (experiência que contou em seu romance Informação ao crucificado ), transformando-se num dos mais badalados romancistas de esquerda do período ditatorial. Os dois escritores — Gustavo Corção e Carlos Heitor Cony — tinham motivos de sobra para se odiarem e, no entanto, era provável que se amassem literariamente. A prova, pelo menos da parte do Cony, está nessa palestra em que considera uma obra-prima o romance Lições de abismo , de Corção, segundo ele um dos romances mais bem realizados na literatura brasileira contemporânea. Aqueles intelectuais têm muito a nos ensinar, a nós que vivemos nestes dias de inúteis polarizações, incapazes de convivência civilizada com os inimigos de ideias. Eles sabiam defender o próprio território, mas não recusavam ao adversário o aplauso que, honestamente, lhe fosse devido.

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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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