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- DO COMUNISMO AO POLITICAMENTE CORRETO – Rino Cammilleri
Engana-se quem pensa que a Esquerda (isto é, o marxismo) fracassou porque já não se preocupa mais com o proletariado. Ele simplesmente mudou de montaria, mas em perfeita coerência com sua filosofia, a assim chamada esquerda hegeliana, em que o marxismo se insere. Seu método é a dialetização de contrastes para fazer triunfar a revolução. E qual é o propósito da revolução? A própria revolução. O fato é que a luta de classes, agora, já não é mais econômica, mas outra coisa: preto contra branco, mulher contra homem (feminismo), gay contra hétero e assim por diante. A última mutação da Esquerda é o Politicamente Correto. * Como boa ideologia, Politicamente Correto se vale da inquisição generalizada para silenciar dissidentes, como se não bastasse recorrer a manifestações de rua, intimidação, linchamento na imprensa ou nas redes sociais e, por fim, nos tribunais, onde é cada vez mais vitoriosa. Além disso, o braço político é cada vez mais pressionado para promulgar leis ad hoc. Que são pura e simplesmente liberticidas, sendo impensáveis tempos atrás, quando a palavra de ordem era “liberdade”… O círculo se fecha, e, quem não quiser encrenca, é obrigado a censurar-se e a usar as palavras da Novilíngua lançada pelas universidades americanas (todas as novidades vêm daí) e imposta ao resto do Império Ocidental. * O que foi feito pelo Politicamente Correto, que é a ideologia mais totalitária e difusa que o mundo já conheceu, não conseguiu fazer o marxismo soviético: mudar o pensamento a partir da substituição de palavras. Seu objetivo é conquistar cada ser humano em particular, mais que o poder político. De libertação em libertação, chegamos à libertinagem de massas, já prevista por Augusto Del Noce. * O politicamente correto, em resumo, é a última (por enquanto) ideologia totalitária com a qual temos que lidar. Em 2019 ocorreu o trigésimo aniversário da queda do comunismo (1989), mas este aniversário praticamente ninguém comemorou. Para efeito de comparação, o quinquagésimo aniversário de 1968 recebeu celebrações e encenações que começaram no final do ano anterior e continuaram, na mídia, mesmo depois de expirado o ano. Por quê? Porque são eles que comandam. Principalmente a mídia. * O Sessenta e Oito, particularmente na Itália, não foi de forma alguma (eu estava lá) aquela explosão de liberdade juvenil que os veteranos asseguram, mas uma explosão, isso sim, de intolerância e espancamentos nos que não concordavam. E tudo impresso com mimeógrafo, panfletos, grafites, jornais fundados inicialmente com pouco dinheiro (quem escrevia, o fazia de graça). Ninguém era mais revolucionário que um jornalista, e isso desde os tempos de Marat, passando por Mazzini, Marx, Lenin, até Mussolini. O jornalista é uma pessoa “consagrada”. Como o padre, que pode falar o que quiser aos fiéis todos os domingos. Falar ao povo, ensinar-lhes qual é o seu verdadeiro bem, apontar-lhes o pecado e os pecadores dos quais devem se precaver, mostrar-lhes continuamente o Reino dos Céus. Substitua este último pelo Sol do Futuro e tudo ficará claro. Como o Reino dos Céus, o Sol do Futuro também é inefável. Não pode ser descrito. Sabe-se apenas que será um paraíso e devemos acreditar em sua palavra. A diferença, claro, é óbvia: os crentes têm os santos como prova de que tudo é verdade; os convencidos pelos demagogos têm apenas a tagarelice destes. * O Politicamente Correto é puro marxismo, embora pós-soviético. Augusto Del Noce foi o primeiro que o percebeu, mas poucos acreditam nos profetas, pelo simples fato de que temos que esperar que a profecia se cumpra; só então alguém se lembrará, tarde demais, que o profeta o disse. Os mais eruditos sabem que, por trás de Sessenta e Oito, estava a filosofia-sociologia da chamada Escola de Frankfurt, marxista, cujos integrantes mais célebres foram Adorno, Marcuse, Horkheimer. Nos anos trinta, com o advento do nazismo, eles migraram. Para onde? Para os EUA, e ali, é claro, ensinaram nas universidades. Na verdade, esquecemos que 1968, bem antes do maio francês, estourou nos campi universitários americanos. E de onde vem, hoje, o Politicamente Correto? Também das universidades norte-americanas, onde atinge os picos do grotesco e da censura, que aqui, na periferia do império, ainda não foi visto. * A mecânica da revolução é sempre a mesma, emprestada da dialética hegeliana (o marxismo, repita-se, é hegelianismo de esquerda): “dialetizar os contrastes”, incitando (“conscientizando as pessoas”) a parte “fraca”. Hoje é mulher contra homem, e “homo” contra “hetero”. Já que aqui não havia preto para brigar com branco, importavam-se os negros. E, enquanto esperamos que cresçam em número, vamos aproveitar (por assim dizer) a parada gay. O mês é apropriado para comemorar a (sempre americana) revolta de Stonewall. Mas também é o mês do Sagrado Coração e do Corpus Domini. O que nos dá esperança. https://lanuovabq.it/it/dal-comunismo-al-politically-correct-perche-la-sinistra-non-ha-fallito
- Menina realiza sonho de receber primeira comunhão, enquanto espera por transplante em hospital
Equipe do hospital preparou a cerimônia de surpresa para a menina, que mora em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná, e tem 10 anos. Uma paciente do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, que tem 10 anos que está esperando por um transplante de coração, contou com a ajuda da equipe do hospital para realizar o sonho de fazer a primeira comunhão. A surpresa, feita da capela do hospital, foi no domingo (25). De vestido branco, flores no cabelo e tudo que ela tinha direito, Gabriela Romanoski de Andrade se emocionou durante a cerimônia e ao receber a hóstia consagrada das mãos do padre. Assista ao vídeo. A realização do sonho deu ainda mais forças para que a pequena Gabriela possa esperar pelo transplante, que ainda não tem data para ser realizado. Ela mora com a família em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, e está internada no hospital desde o dia 5 de outubro com miocardiopatia . A doença causa alterações no músculo cardíaco e impede o coração, parcial ou totalmente, de funcionar corretamente. “Quando as pessoas pensam em UTI, elas pensam no pior momento da vida, que é a morte. Eu acho que UTI não é só isso. Nós temos como proporcionar, na melhor forma possível, dentro do que a gente consegue oferecer, a melhor situação para a criança e para os pais. Então, fazer isso não é nada a mais do que a nossa própria obrigação que é dar não só saúde, mas amor também”, disse a médica Camila Camargo. Com informações de G1
- Menina realiza sonho de receber primeira comunhão, enquanto espera por transplante em hospital
Equipe do hospital preparou a cerimônia de surpresa para a menina, que mora em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná, e tem 10 anos. Uma paciente do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, que tem 10 anos que está esperando por um transplante de coração, contou com a ajuda da equipe do hospital para realizar o sonho de fazer a primeira comunhão. A surpresa, feita da capela do hospital, foi no domingo (25). De vestido branco, flores no cabelo e tudo que ela tinha direito, Gabriela Romanoski de Andrade se emocionou durante a cerimônia e ao receber a hóstia consagrada das mãos do padre. Assista ao vídeo. A realização do sonho deu ainda mais forças para que a pequena Gabriela possa esperar pelo transplante, que ainda não tem data para ser realizado. Ela mora com a família em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, e está internada no hospital desde o dia 5 de outubro com miocardiopatia . A doença causa alterações no músculo cardíaco e impede o coração, parcial ou totalmente, de funcionar corretamente. “Quando as pessoas pensam em UTI, elas pensam no pior momento da vida, que é a morte. Eu acho que UTI não é só isso. Nós temos como proporcionar, na melhor forma possível, dentro do que a gente consegue oferecer, a melhor situação para a criança e para os pais. Então, fazer isso não é nada a mais do que a nossa própria obrigação que é dar não só saúde, mas amor também”, disse a médica Camila Camargo. Com informações de G1
- Justiça proíbe “Católicas pelo Direito de Decidir” de usar “católicas” no no
Para TJ/SP, a finalidade da associação é incompatível com os valores adotados pela Igreja Católica de modo geral e universal. Por determinação da 2ª câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de SP, a associação pró-aborto Católicas pelo Direito de Decidir não poderá usar o “católicas” no nome. Para o colegiado, a finalidade da associação é incompatível com os valores adotados pela Igreja Católica de modo geral e universal. O pedido foi feito pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura, também católica. Segundo a entidade, o grupo questionado tem a pretensão de implementar agenda progressista e anticatólica, promovendo a descriminalização e legalização do aborto. Afirmou ainda que o uso da expressão “católicas” é ilícito e abusivo no caso concreto, constituindo verdadeira fraude, pois sob o pretexto de defender os “direitos reprodutivos das mulheres”, pratica-se autêntica promoção de conduta que nada mais é que o “homicídio de bebês no útero materno” em descompasso com a doutrina da Igreja. Sendo assim, solicitou reforma da decisão de 1º grau para impor a abstenção do uso da expressão “católicas” pela requerida. Leia também Alerta: “Católicas pelo Direito de Decidir” não são Católicas! O relator do recurso, desembargador José Carlos Ferreira Alves, disse em seu voto que a atuação concreta e a finalidade da associação requerida revelam “pública, notória, total e absoluta incompatibilidade com os valores mais caros adotados pela associação autora e pela Igreja Católica de modo geral e universal”. “Ao defender o direito de decidir pelo aborto, que a Igreja condena clara e severamente, há nítido desvirtuamento e incompatibilidade do nome utilizado em relação às finalidades e atuação concreta da associação, o que viola frontalmente a moral e os bons costumes, além de ferir de morte o bem e os interesses públicos.” Para o relator, a preservação de tal nome se traduz em “inegável desserviço à sociedade”. Assista: “A liberdade de expressão não estará minimamente prejudicada (não é disso que se está a tratar), podendo a associação requerida defender seus valores e ideias (inclusive o aborto) como bem entender, desde que utilize nome coerente, sem se apresentar à sociedade com nome de instituição outra que adota pública e notoriamente valores flagrantemente opostos, não se olvidando o fato de que também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes (Artigo 187 do Código Civil ).” O desembargador ressaltou que a associação tem o total direito de falar o que quiser e de manifestar livremente seu pensamento, mas não com o nome da Igreja e para veicular pensamento notoriamente contrário a doutrina. Leia também Alerta: “Católicas pelo Direito de Decidir” não são Católicas! Por esses motivos, o colegiado reformou a sentença e impôs a abstenção da expressão “católicas” no nome da associação. Processo: 1071628-96.2018.8.26.0100 Leia o acórdão . #Aborto #CatólicaspeloDireitodeDecidir
- Justiça proíbe “Católicas pelo Direito de Decidir” de usar “católicas” no no
Para TJ/SP, a finalidade da associação é incompatível com os valores adotados pela Igreja Católica de modo geral e universal. Por determinação da 2ª câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de SP, a associação pró-aborto Católicas pelo Direito de Decidir não poderá usar o “católicas” no nome. Para o colegiado, a finalidade da associação é incompatível com os valores adotados pela Igreja Católica de modo geral e universal. O pedido foi feito pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura, também católica. Segundo a entidade, o grupo questionado tem a pretensão de implementar agenda progressista e anticatólica, promovendo a descriminalização e legalização do aborto. Afirmou ainda que o uso da expressão “católicas” é ilícito e abusivo no caso concreto, constituindo verdadeira fraude, pois sob o pretexto de defender os “direitos reprodutivos das mulheres”, pratica-se autêntica promoção de conduta que nada mais é que o “homicídio de bebês no útero materno” em descompasso com a doutrina da Igreja. Sendo assim, solicitou reforma da decisão de 1º grau para impor a abstenção do uso da expressão “católicas” pela requerida. Leia também Alerta: “Católicas pelo Direito de Decidir” não são Católicas! O relator do recurso, desembargador José Carlos Ferreira Alves, disse em seu voto que a atuação concreta e a finalidade da associação requerida revelam “pública, notória, total e absoluta incompatibilidade com os valores mais caros adotados pela associação autora e pela Igreja Católica de modo geral e universal”. “Ao defender o direito de decidir pelo aborto, que a Igreja condena clara e severamente, há nítido desvirtuamento e incompatibilidade do nome utilizado em relação às finalidades e atuação concreta da associação, o que viola frontalmente a moral e os bons costumes, além de ferir de morte o bem e os interesses públicos.” Para o relator, a preservação de tal nome se traduz em “inegável desserviço à sociedade”. Assista: “A liberdade de expressão não estará minimamente prejudicada (não é disso que se está a tratar), podendo a associação requerida defender seus valores e ideias (inclusive o aborto) como bem entender, desde que utilize nome coerente, sem se apresentar à sociedade com nome de instituição outra que adota pública e notoriamente valores flagrantemente opostos, não se olvidando o fato de que também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes (Artigo 187 do Código Civil ).” O desembargador ressaltou que a associação tem o total direito de falar o que quiser e de manifestar livremente seu pensamento, mas não com o nome da Igreja e para veicular pensamento notoriamente contrário a doutrina. Leia também Alerta: “Católicas pelo Direito de Decidir” não são Católicas! Por esses motivos, o colegiado reformou a sentença e impôs a abstenção da expressão “católicas” no nome da associação. Processo: 1071628-96.2018.8.26.0100 Leia o acórdão . #Aborto #CatólicaspeloDireitodeDecidir
- A DITADURA DO RELATIVISMO ABRE CAMINHO A OUTRAS DITADURAS
Esta expressão — ditadura do relativismo — foi cunhada pelo Papa Bento XVI um pouco antes de sua eleição, quando ainda era Cardeal Ratzinger, decano do colégio cardinalício. Celebrava a tradicional Missa «Pro eligendo romano Pontifice», na abertura do conclave que o escolheria como sucessor de São João Paulo II. Era uma segunda-feira, dia 18 de abril de 2005. Dizia o cardeal na homilia: “Quantos ventos de doutrina conhecemos nestes últimos decénios, quantas correntes ideológicas, quantas modas do pensamento… A pequena barca do pensamento de muitos cristãos foi muitas vezes agitada por estas ondas, lançada de um extremo ao outro: do marxismo ao liberalismo, até à libertinagem e ao coletivismo radical; do ateísmo a um vago misticismo religioso; do agnosticismo ao sincretismo, e por aí adiante. Cada dia, surgem novas seitas e realiza-se quanto diz São Paulo acerca do engano dos homens, da astúcia que tende a levar ao erro (cf. Ef 4, 14). Ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, muitas vezes é classificado como fundamentalismo, enquanto o relativismo, isto é, deixar-se levar “aqui e além por qualquer vento de doutrina”, aparece como a única atitude à altura dos tempos hodiernos. Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo, que nada reconhece como definitivo e que deixa como última medida apenas o próprio eu e as suas vontades.” [http://www.vatican.va/gpII/documents/homily-pro-eligendo-pontifice_20050418_po.html] Estava lançado um dos motes do seu pontificado: o combate à “ditadura do relativismo”, que jamais se cansaria de denunciar: o eu como medida do ser e das coisas. E que ninguém exprimiu com mais demoníaca arte do que o antiprofeta Nietzsche, ao dizer: “Por maior que seja a minha avidez de conhecimento, não posso extrair das coisas mais do que o que já me pertence (o que é dos outros, continua nelas)”. A “ditadura do relativismo” é excelente arma para tirar do páreo o cristianismo. Feito isto, ela será substituída por outras ditaduras, a gosto do freguês: a ditadura comunista-mercadológica chinesa, a ditadura globalista da ONU (financiada por gente como Bill Gates e George Soros), a ditadura muçulmana (que, segundo o turco Erdogan, conquistará a Europa pela migração).
- Padre Zezinho reage contra manipulação das emissoras em notícias contra a vida e a família
Para “determinada emissora, que todos sabem qual é”, quem defende a vida agora é “ultraconservador” Emissoras brasileiras deturpam fatos em seus telejornais há décadas, mas há casos em que a sua ideologia de estimação fica particularmente gritante. Por isso, neste domingo, o pe. Zezinho escreveu em sua rede social: Um repórter capitalizou no aborto e o outro na pedofilia. Um a serviço de sua emissora, outro a serviço da sua igreja. Foi nesta semana de fim de outubro. O Brasil e mais de vinte nações votaram contra o aborto (confira reportagem). Esses repórteres, porém, esqueceram de sua função. Deveriam simplesmente escrever que, naquele encontro de nações, X nações votaram contra e Y nações votaram a favor! Isto seria verdade! Seriam fatos! Emissoras brasileiras deturpam fatos sobre o aborto Mas, para o Brasil, nos seus noticiários, repórteres a serviço de determinada emissora, que todos sabem qual é, repetiram dez vezes que o Brasil, o Egito e outras nações, por serem “ULTRACONSERVADORES“, votaram contra o aborto. Em outras palavras: só as nações que votaram a favor são nações EVOLUÍDAS… Só porque aquela emissora quer! Decidiram que apoiar o aborto é progresso e condená-lo é retrocesso! Votar a favor do aborto para aquela emissora é um ato civilizatório. Para a tal emissora, matar um feto ainda no ventre da mulher não é crime. O que morreu é um pequeno monte de carne!… Há jornais e revistas cantando os mesmos refrões. Quem defende a vida agora é ultraconservador e quem apoia o aborto é super-progressista! Emissoras brasileiras deturpam fatos sobre a Igreja Católica Na outra emissora, um jovem repórter, claramente evangélico, que todos os dias louva Jesus Cristo no seu programa cheio de notícias policiais, repetiu várias vezes que há padres pedófilos. Seis vezes!… E omitiu que também há pastores pedófilos, adultos não religiosos que também pecam por tal crime. Mas o repórter, sempre espetaculoso no seu horário de notícia, aproveitou para, seis vezes, destilar seu veneno contra os católicos e nada sobre os da sua igreja. Deu a entender que, na sua igreja, ninguém peca! Só os católicos! Se fosse repórter sério, mostraria que tal crime aconteceu em todos os espaços do país e muitas vezes na própria família. Mas, seis vezes, ele escolheu jogar seus telespectadores contra a nossa Igreja! E ele sempre termina seu trabalho louvando a Deus… Pois é! Padre Zezinho reage às provocações da TV Globo e aos seus ataques contra a família Em outra ocasião, ainda em 2017, o mesmo Padre Zezinho já havia se manifestado. Na berlinda por escancarar cada vez mais a sua real posição quanto a temas fundamentais para a sociedade, como família, amor, sexualidade e conceito de pessoa humana, a rede Globo de televisão tem tido que enfrentar algo incomum para a sua longa hegemonia como canal mais visto do Brasil: crescentes protestos e boicotes de famílias que não aceitam a forma impositiva com que a Globo tem insistido em impor ideologias subjetivistas e relativistas como se fossem absolutas, tanto em sua programação de entretenimento quanto nos programas supostamente “jornalísticos”. A emissora acusou o recibo neste mês ao lançar uma nova e peculiar campanha institucional na qual afirma que teria 100 milhões de telespectadores no Brasil, acrescentando que muitos gostam dela enquanto “outros dizem que não“. A ironia é dirigida, obviamente, a quem reage à ideologia que o canal está impondo com sanha cada vez mais incontida. No entanto, não é só o apelo ao deboche que revela o crescente desespero da emissora diante da reação de quem não está a fim de engolir o seu absolutismo ideológico: os próprios números de audiência são questionados até mesmo em sites dedicados ao mundo da televisão. Mauricio Stycer, do UOL, por exemplo, observou que este número está incluindo os acessos aos sites do grupo Globo. Outro “detalhe” questionável da campanha é a afirmação de que a Globo supostamente não fala com esses 100 milhões de modo genérico, mas sim com “cada um” dos seus telespectadores. Essa afirmação pode ser contestada pelo próprio fato de que a Globo prioriza defensores da sua visão de mundo em detrimento de quem a questiona, ou, em todo caso, evita dar espaço aos críticos que apresentam os argumentos mais objetivos contra as falácias contidas em suas novelas e matérias ditas “informativas”. Foi o que se viu, por exemplo, numa polêmica edição do Fantástico durante a qual foi disparada contra o público uma aberrante lista de informações manipuladas a respeito do aborto. Confira aqui e aqui. Recentemente, o bispo Dom Celso Marchiori, da diocese paranaense de Apucarana, foi explícito e contundente ao afirmar que “a Globo é um demônio dentro de nossas casas“. Líderes religiosos de diversos credos têm denunciado abertamente as manipulações veiculadas pela emissora. Desta vez, um dos sacerdotes mais conhecidos e queridos do Brasil, o Pe. Zezinho, também divulgou a sua opinião sobre os ataques da Globo contra o conceito natural de família, a assim chamada “família tradicional”. Reproduzimos o seu texto a seguir: Os novelistas da Globo e a Família Tradicional Se querem diálogo, dialoguemos. Se querem confronto, confrontemos. A Globo não tem medo de nós e nós também não temos medo da Globo. Não sei se você percebeu, mas o conflito e a ojeriza que se instalou entre a família tradicional e a família “mutante e avançada” foi causado pelos novelistas da Globo. A Globo ganhou rios de dinheiro com as audiências que os novelistas lhe deram. E eles foram ficando cada dia mais ousados. Quando veio a reação, lenta, mas inquietante para quem moveu bilhões de $$$, a Globo não sabe como voltar atrás. O SBT, a RECORD e a BANDEIRANTES, não porque sejam mais respeitosas em outros programas, mas porque nas suas entrevistas e outras mensagens defendem a família tradicional, estão carreando para si a audiência das famílias feridas na sua autoridade, na sua fé e nos seus conceitos de homem, mulher e filhos. Foi e continua sendo uma guerra de conceitos. E os novelistas, na sua maioria, vestiram a camisa da Globo; e, com exceção de alguns artistas, a Globo vestiu a camisa e a nudez dessas novelas. Quando levaram o debate para auditórios entre o que é “avançado” e o que é “tradição”, o conflito atingiu os artistas, porque estes agora já não estavam representando o que os novelistas escreviam, mas sim defendendo, como artistas, as suas próprias ideias. Sobrou para os artistas. Agora, o povo religioso – são milhões, mais do que a audiência da Globo – distingue entre deputados, artistas e diretores sérios e os inimigos de pais, mães, filhos e família. Se o conflito persistir, não haverá governo para subsidiar as perdas deste canal! Se existe uma coisa que um canal de TV teme é a perda de audiência e de anunciantes. E acho que é isso que vai acontecer quando as igrejas baterem de frente contra essas mensagens que as desrespeitam. A Globo está perdendo o coração e a cabeça do povo! Perdendo muito. Não adianta dizer que chegam a 100 milhões de telespectadores. As igrejas chegam a 180 milhões, embora nem todos frequentem. E nem os 100 milhões são fanáticos pela Globo. Duvido que os atuais novelistas sejam capazes de mudar os seus temas e o excesso de erotismo e sexo que tanto incomodou as famílias nestes últimos vinte anos! Se querem diálogo, dialoguemos. Se querem confronto, confrontemos. Não é a modernidade contra o passado: são 4 mil anos de fé judaica e cristã contra o ateísmo de quem acha que pai e mãe não têm mais poder. A babá-TV está perdendo o seu charme. Religiosos de todas igrejas, divulguem isso: vocês têm força. Nós temos força! Cansamos de ver sem reagir! Pe. Zezinho, scj Textos retirados do site Aleteia.org
- Padre Zezinho reage contra manipulação das emissoras em notícias contra a vida e a família
Para “determinada emissora, que todos sabem qual é”, quem defende a vida agora é “ultraconservador” Emissoras brasileiras deturpam fatos em seus telejornais há décadas, mas há casos em que a sua ideologia de estimação fica particularmente gritante. Por isso, neste domingo, o pe. Zezinho escreveu em sua rede social: Um repórter capitalizou no aborto e o outro na pedofilia. Um a serviço de sua emissora, outro a serviço da sua igreja. Foi nesta semana de fim de outubro. O Brasil e mais de vinte nações votaram contra o aborto (confira reportagem). Esses repórteres, porém, esqueceram de sua função. Deveriam simplesmente escrever que, naquele encontro de nações, X nações votaram contra e Y nações votaram a favor! Isto seria verdade! Seriam fatos! Emissoras brasileiras deturpam fatos sobre o aborto Mas, para o Brasil, nos seus noticiários, repórteres a serviço de determinada emissora, que todos sabem qual é, repetiram dez vezes que o Brasil, o Egito e outras nações, por serem “ULTRACONSERVADORES“, votaram contra o aborto. Em outras palavras: só as nações que votaram a favor são nações EVOLUÍDAS… Só porque aquela emissora quer! Decidiram que apoiar o aborto é progresso e condená-lo é retrocesso! Votar a favor do aborto para aquela emissora é um ato civilizatório. Para a tal emissora, matar um feto ainda no ventre da mulher não é crime. O que morreu é um pequeno monte de carne!… Há jornais e revistas cantando os mesmos refrões. Quem defende a vida agora é ultraconservador e quem apoia o aborto é super-progressista! Emissoras brasileiras deturpam fatos sobre a Igreja Católica Na outra emissora, um jovem repórter, claramente evangélico, que todos os dias louva Jesus Cristo no seu programa cheio de notícias policiais, repetiu várias vezes que há padres pedófilos. Seis vezes!… E omitiu que também há pastores pedófilos, adultos não religiosos que também pecam por tal crime. Mas o repórter, sempre espetaculoso no seu horário de notícia, aproveitou para, seis vezes, destilar seu veneno contra os católicos e nada sobre os da sua igreja. Deu a entender que, na sua igreja, ninguém peca! Só os católicos! Se fosse repórter sério, mostraria que tal crime aconteceu em todos os espaços do país e muitas vezes na própria família. Mas, seis vezes, ele escolheu jogar seus telespectadores contra a nossa Igreja! E ele sempre termina seu trabalho louvando a Deus… Pois é! Padre Zezinho reage às provocações da TV Globo e aos seus ataques contra a família Em outra ocasião, ainda em 2017, o mesmo Padre Zezinho já havia se manifestado. Na berlinda por escancarar cada vez mais a sua real posição quanto a temas fundamentais para a sociedade, como família, amor, sexualidade e conceito de pessoa humana, a rede Globo de televisão tem tido que enfrentar algo incomum para a sua longa hegemonia como canal mais visto do Brasil: crescentes protestos e boicotes de famílias que não aceitam a forma impositiva com que a Globo tem insistido em impor ideologias subjetivistas e relativistas como se fossem absolutas, tanto em sua programação de entretenimento quanto nos programas supostamente “jornalísticos”. A emissora acusou o recibo neste mês ao lançar uma nova e peculiar campanha institucional na qual afirma que teria 100 milhões de telespectadores no Brasil, acrescentando que muitos gostam dela enquanto “outros dizem que não“. A ironia é dirigida, obviamente, a quem reage à ideologia que o canal está impondo com sanha cada vez mais incontida. No entanto, não é só o apelo ao deboche que revela o crescente desespero da emissora diante da reação de quem não está a fim de engolir o seu absolutismo ideológico: os próprios números de audiência são questionados até mesmo em sites dedicados ao mundo da televisão. Mauricio Stycer, do UOL, por exemplo, observou que este número está incluindo os acessos aos sites do grupo Globo. Outro “detalhe” questionável da campanha é a afirmação de que a Globo supostamente não fala com esses 100 milhões de modo genérico, mas sim com “cada um” dos seus telespectadores. Essa afirmação pode ser contestada pelo próprio fato de que a Globo prioriza defensores da sua visão de mundo em detrimento de quem a questiona, ou, em todo caso, evita dar espaço aos críticos que apresentam os argumentos mais objetivos contra as falácias contidas em suas novelas e matérias ditas “informativas”. Foi o que se viu, por exemplo, numa polêmica edição do Fantástico durante a qual foi disparada contra o público uma aberrante lista de informações manipuladas a respeito do aborto. Confira aqui e aqui. Recentemente, o bispo Dom Celso Marchiori, da diocese paranaense de Apucarana, foi explícito e contundente ao afirmar que “a Globo é um demônio dentro de nossas casas“. Líderes religiosos de diversos credos têm denunciado abertamente as manipulações veiculadas pela emissora. Desta vez, um dos sacerdotes mais conhecidos e queridos do Brasil, o Pe. Zezinho, também divulgou a sua opinião sobre os ataques da Globo contra o conceito natural de família, a assim chamada “família tradicional”. Reproduzimos o seu texto a seguir: Os novelistas da Globo e a Família Tradicional Se querem diálogo, dialoguemos. Se querem confronto, confrontemos. A Globo não tem medo de nós e nós também não temos medo da Globo. Não sei se você percebeu, mas o conflito e a ojeriza que se instalou entre a família tradicional e a família “mutante e avançada” foi causado pelos novelistas da Globo. A Globo ganhou rios de dinheiro com as audiências que os novelistas lhe deram. E eles foram ficando cada dia mais ousados. Quando veio a reação, lenta, mas inquietante para quem moveu bilhões de $$$, a Globo não sabe como voltar atrás. O SBT, a RECORD e a BANDEIRANTES, não porque sejam mais respeitosas em outros programas, mas porque nas suas entrevistas e outras mensagens defendem a família tradicional, estão carreando para si a audiência das famílias feridas na sua autoridade, na sua fé e nos seus conceitos de homem, mulher e filhos. Foi e continua sendo uma guerra de conceitos. E os novelistas, na sua maioria, vestiram a camisa da Globo; e, com exceção de alguns artistas, a Globo vestiu a camisa e a nudez dessas novelas. Quando levaram o debate para auditórios entre o que é “avançado” e o que é “tradição”, o conflito atingiu os artistas, porque estes agora já não estavam representando o que os novelistas escreviam, mas sim defendendo, como artistas, as suas próprias ideias. Sobrou para os artistas. Agora, o povo religioso – são milhões, mais do que a audiência da Globo – distingue entre deputados, artistas e diretores sérios e os inimigos de pais, mães, filhos e família. Se o conflito persistir, não haverá governo para subsidiar as perdas deste canal! Se existe uma coisa que um canal de TV teme é a perda de audiência e de anunciantes. E acho que é isso que vai acontecer quando as igrejas baterem de frente contra essas mensagens que as desrespeitam. A Globo está perdendo o coração e a cabeça do povo! Perdendo muito. Não adianta dizer que chegam a 100 milhões de telespectadores. As igrejas chegam a 180 milhões, embora nem todos frequentem. E nem os 100 milhões são fanáticos pela Globo. Duvido que os atuais novelistas sejam capazes de mudar os seus temas e o excesso de erotismo e sexo que tanto incomodou as famílias nestes últimos vinte anos! Se querem diálogo, dialoguemos. Se querem confronto, confrontemos. Não é a modernidade contra o passado: são 4 mil anos de fé judaica e cristã contra o ateísmo de quem acha que pai e mãe não têm mais poder. A babá-TV está perdendo o seu charme. Religiosos de todas igrejas, divulguem isso: vocês têm força. Nós temos força! Cansamos de ver sem reagir! Pe. Zezinho, scj Textos retirados do site Aleteia.org
- As palavras imprudentes do Papa sobre as uniões civis vão prejudicar a Igreja
O programa Fantástico (rede globo) deste domingo, seguindo a linha editorial dos maiores jornais do mundo, iniciou fazendo o entusiasmado anúncio: “Na quarta-feira um terremoto sacudiu o menor país do mundo, o Vaticano. Uma nova declaração do Papa Francisco deixou confusos os fiéis, entusiasmados os progressistas e alarmados conservadores da igreja.“ Traduzido de Catholic Herald Em um novo documentário, o Papa Francisco diz de casais gays: “O que temos que criar é uma lei da união civil. Dessa forma, eles são legalmente cobertos. ” Como acontece com tantas declarações papais, isso levará a intermináveis especulações sobre as intenções de Francisco. Haverá debate, também, sobre como isso se encaixa com declarações anteriores do Vaticano, como uma declaração de 2003 da Congregação para a Doutrina da Fé de que “todos os católicos são obrigados a se opor ao reconhecimento legal das uniões homossexuais”. Francisco está atacando os ensinamentos da Igreja? Ou existe alguma leitura engenhosa que salvaria as observações do Papa? Por exemplo, ele pode estar se referindo apenas a certas vantagens legais – o direito de herdar uma propriedade ou visitar um ente querido no hospital – que poderiam ser oferecidas a todos os adultos, incluindo familiares e amigos de longa data. No entanto, esses esclarecimentos deveriam ter sido feitos pelo próprio Papa, em detalhes reais, se ele quisesse levantar a questão. O fato de ele não ter explicado seu ponto de vista é em si um golpe para a coerência do testemunho católico. Por enquanto, o simples fato é que seus comentários vão dificultar a vida dos fiéis. Para a escola católica que não quer ensinar a nova ortodoxia sexual; para o dono da padaria católica pediu para fazer um bolo com a bandeira do arco-íris; para o trabalhador de escritório católico chamado para o treinamento em diversidade; para o jovem católico gay cujo círculo social não consegue entender por que ele simplesmente não supera seus problemas religiosos e começa a namorar; para pais católicos que estão tentando educar seus filhos para acreditar nos ensinamentos difíceis da Igreja. Todos eles terão que enfrentar a perplexa ou alegre pergunta: “Mas o Papa não disse …?” Na verdade, isso já está acontecendo. Nas Filipinas, onde as uniões entre pessoas do mesmo sexo estão sendo debatidas, um porta-voz do presidente acaba de declarar : “Com nada menos que o papa apoiando, acho que mesmo o mais conservador de todos os católicos no Congresso não deveria mais ter uma base para objetando. ” Alguns dos defensores do Papa afirmam que, ao falar abertamente, ele ajudará gays que são rejeitados por suas famílias e comunidades, ou que são alvo de leis cruéis. Mas Francisco poderia ter defendido sua causa sem convocar as uniões civis. Existem sociedades tradicionais onde os gays são o bode expiatório; o Papa poderia ter exortado essas sociedades a respeitarem a dignidade humana, assegurando-lhes que isso não significa que devam dar reconhecimento legal especial às relações entre pessoas do mesmo sexo. Em vez disso, sua mensagem será associada ao “colonialismo ideológico” pelo qual o Ocidente tenta redefinir o casamento e a família em todo o mundo. O Papa tem uma influência enorme. Os católicos têm o direito de ficar alarmados quando ele o usa de forma tão imprudente. Este artigo aparece na edição de novembro do Catholic Herald #Homossexualismo #LGBT #papafrancisco #Vaticano
- As palavras imprudentes do Papa sobre as uniões civis vão prejudicar a Igreja
O programa Fantástico (rede globo) deste domingo, seguindo a linha editorial dos maiores jornais do mundo, iniciou fazendo o entusiasmado anúncio: “Na quarta-feira um terremoto sacudiu o menor país do mundo, o Vaticano. Uma nova declaração do Papa Francisco deixou confusos os fiéis, entusiasmados os progressistas e alarmados conservadores da igreja.“ Traduzido de Catholic Herald Em um novo documentário, o Papa Francisco diz de casais gays: “O que temos que criar é uma lei da união civil. Dessa forma, eles são legalmente cobertos. ” Como acontece com tantas declarações papais, isso levará a intermináveis especulações sobre as intenções de Francisco. Haverá debate, também, sobre como isso se encaixa com declarações anteriores do Vaticano, como uma declaração de 2003 da Congregação para a Doutrina da Fé de que “todos os católicos são obrigados a se opor ao reconhecimento legal das uniões homossexuais”. Francisco está atacando os ensinamentos da Igreja? Ou existe alguma leitura engenhosa que salvaria as observações do Papa? Por exemplo, ele pode estar se referindo apenas a certas vantagens legais – o direito de herdar uma propriedade ou visitar um ente querido no hospital – que poderiam ser oferecidas a todos os adultos, incluindo familiares e amigos de longa data. No entanto, esses esclarecimentos deveriam ter sido feitos pelo próprio Papa, em detalhes reais, se ele quisesse levantar a questão. O fato de ele não ter explicado seu ponto de vista é em si um golpe para a coerência do testemunho católico. Por enquanto, o simples fato é que seus comentários vão dificultar a vida dos fiéis. Para a escola católica que não quer ensinar a nova ortodoxia sexual; para o dono da padaria católica pediu para fazer um bolo com a bandeira do arco-íris; para o trabalhador de escritório católico chamado para o treinamento em diversidade; para o jovem católico gay cujo círculo social não consegue entender por que ele simplesmente não supera seus problemas religiosos e começa a namorar; para pais católicos que estão tentando educar seus filhos para acreditar nos ensinamentos difíceis da Igreja. Todos eles terão que enfrentar a perplexa ou alegre pergunta: “Mas o Papa não disse …?” Na verdade, isso já está acontecendo. Nas Filipinas, onde as uniões entre pessoas do mesmo sexo estão sendo debatidas, um porta-voz do presidente acaba de declarar : “Com nada menos que o papa apoiando, acho que mesmo o mais conservador de todos os católicos no Congresso não deveria mais ter uma base para objetando. ” Alguns dos defensores do Papa afirmam que, ao falar abertamente, ele ajudará gays que são rejeitados por suas famílias e comunidades, ou que são alvo de leis cruéis. Mas Francisco poderia ter defendido sua causa sem convocar as uniões civis. Existem sociedades tradicionais onde os gays são o bode expiatório; o Papa poderia ter exortado essas sociedades a respeitarem a dignidade humana, assegurando-lhes que isso não significa que devam dar reconhecimento legal especial às relações entre pessoas do mesmo sexo. Em vez disso, sua mensagem será associada ao “colonialismo ideológico” pelo qual o Ocidente tenta redefinir o casamento e a família em todo o mundo. O Papa tem uma influência enorme. Os católicos têm o direito de ficar alarmados quando ele o usa de forma tão imprudente. Este artigo aparece na edição de novembro do Catholic Herald #Homossexualismo #LGBT #papafrancisco #Vaticano
- QUANDO O MEDO DA COVID SE MASCARA DE PRUDÊNCIA – Luisela Scrosatti
[A adoção de comportamentos, que deveriam ser definidos como compulsivos, tornou-se sinônimo de virtude. Dessa maneira, a prudência foi desvalorizada em seu real significado, tornando-se mero disfarce de nossos medos mais ou menos justificados, quando ela é, na verdade, a capacidade de alcançar com meios adequados o sumo Bem, que não pode ser confundido, certamente, com a saúde física]. “Devemos ser prudentes”. “Prudência nunca é demais”. É com expressões semelhantes que hoje, face à presença da Covid-19, se vão justificando progressivas restrições à vida dos homens, até uma nova quarentena geral. Adotar condutas que, para dizer a verdade, deveriam ser definidas como compulsivas, tornou-se sinônimo de virtude; e quem não concorda, ou mesmo se opõe a ela, é um imprudente, a ser banido da sociedade e do debate público; enfim, um daqueles que, nas várias revoluções ditatoriais da história recente, foi definido como “inimigo do povo”. A prudência teve o mesmo destino das outras virtudes: a palavra que a representa foi perdendo o seu real significado, devido àquele instinto com que o homem procura calar a própria consciência (afirmando que o mal é só outra forma de ver o bem). E, assim, a prudência acabou se tornando o manto de nossos temores mais ou menos justificados e a máscara da hipocrisia. O Catecismo da Igreja Católica adverte-nos a respeito dessa adulteração: a prudência «não se confunde com timidez ou medo, nem com duplicidade ou dissimulação. Ela é chamada de auriga virtutum (cocheira da virtude): ela dirige as outras virtudes, indicando suas regras e medidas. É a prudência que guia imediatamente o julgamento de consciência». Em suma, o homem prudente deve ter “atributos”: não vive fugindo, nem se tranca em casa para evitar problemas, mas os enfrentas com coragem e inteligência. O mesmo parágrafo do Catecismo explica que a prudência “é a virtude que dispõe a razão prática para discernir nosso verdadeiro bem em todas as circunstâncias e escolher os meios adequados para realizá-lo. (…) Graças à virtude da prudência aplicamos princípios morais a casos particulares, sem cometer erros, e superamos as dúvidas sobre o bem a ser feito e o mal a evitar”. O bem e o mal. Não compete à prudência conhecê-los especulativamente, mas reconhecê-los no singular, sugerindo os meios adequados para realizar o bem e evitar o mal. Pauca inteligente [“ao bom entendedor, poucas palavras bastam”]; portanto, é difícil falar de prudência quando se perde de vista quem é o homem e qual é o seu fim. Já São Tomás, retomando a Ética de Aristóteles, afirmou em termos inequívocos que os pecadores não são prudentes. A razão é simples: quem não é bom não se orienta para o bem e, portanto, a prudência que exerce é adulterada. Na Suma teológica , art. 13 da II-II, Tomás explica que existem três tipos de prudência. A primeira, falsa, é a daqueles que usam meios adequados para alcançar um fim iníquo; é a esperteza sinistra e malandra, por exemplo, do ladrão ou do assassino, que coloca tudo em perfeita ordem para atingir seu fim inaceitável. Depois, há a prudência imperfeita, que não olha para o fim da vida humana, mas apenas para um aspecto dela: o montanhista que usa todos os meios para chegar ao cume, ou o comerciante que procura ganhar com sua venda. A prudência também pode ser imperfeita quando é ineficaz no comando da ação, ainda que mantenha o fim universal. Enfim, a verdadeira e perfeita prudência — explica Santo Tomás — é aquela que “delibera, julga e dirige retamente as coisas ordenadas ao fim de toda a vida. Só esta pode ser chamada de prudência, em sentido absoluto. E não pode ser encontrada nos pecadores». E distingue: «O primeiro tipo de prudência só se encontra nos pecadores. Por outro lado, a prudência imperfeita é comum aos bons e aos maus: especialmente aquela que é imperfeita, porque voltada a um fim particular. Na verdade, a que é imperfeita por ausência do ato principal encontra-se, também ela, só nos maus”. Regressar aos grandes mestres é um ótimo exercício para manter a lucidez, nestes tempos de histeria e confusão. É evidente que, quando nos deparamos com medidas que reduzem o homem à sua dimensão biológica, e o fim da vida à sobrevivência na luta contra o Covid — ou, pior ainda, simplesmente fugir de testar positivo —, estamos totalmente fora do horizonte da verdadeira e perfeita prudência. Esta dita pandemia está, seguramente, chamando a atenção para o reducionismo antropológico de nosso tempo, com suas graves consequências, que não demorará a apresentar a conta a todos nós. Podemos continuar, ainda mais um pouco, a pensar que o importante é salvar a nossa pele, mas o edifício da vida económica, social e psicológica já começa a fazer sentir o estalar do seu desgaste e do colapso dramático que se aproxima. Portarias proibindo relações sociais; que fazem com que o homo ludens se satisfaça, permitindo-lhe ir a um jogo de futebol, enquanto mortifica o homo sapiens , impedindo a realização de congressos; que tratam o culto a Deus e a vida religiosa pública como atividades recreativas… Tudo isso fala da banalização do fim do homem, e sua manipulação pelo tecnocientismo, fundamento de uma falsa e imperfeita prudência, que responde aos nefastos princípios de um certo “novo humanismo”; um humanismo que nada mais é do que a sedução da besta que sai da terra (cf. Apocalipse 13, 11-18) e a realização do que pregava o falso profeta (cf. Apocalipse 16, 13; 19, 20; 20) , 10). Acredite-se ou não no Apocalipse, hoje nos deparamos com um evidente reducionismo do homem, que se faz passar por única e verdadeira antropologia objetiva, porque pode ser averiguada (e manipulada) pela ciência. Há exatamente dez anos, Bento XVI, falando no Westminster Hall, destacou que o problema do bem comum (e, portanto, a questão da verdade sobre o mundo e sobre o homem) não pode ser adiado indefinidamente: “Cada geração, enquanto tenta promover o bem comum, deve se perguntar sempre de novo: quais são as exigências que os governos podem razoavelmente impor aos seus cidadãos, e até onde elas podem se estender? A que autoridade se pode apelar para resolver dilemas morais? Essas questões nos levam diretamente aos fundamentos éticos do discurso civil. Se os princípios morais, que sustentam o processo democrático, não se baseiam, por sua vez, em nada mais sólido do que o consenso social, então a fragilidade do processo se mostra em toda a sua evidência. Aqui está o verdadeiro desafio para a democracia”. Toda crise, seja financeira, sanitária ou social, é uma campainha de alarme para chamar os homens de volta ao fundamento, para impedir que fuja no encalço de meras soluções pragmáticas e temporárias. E a fé cristã existe para impedir que os homens continuem a evitar a questão fundamental, ou de só dar a esta questão respostas perigosamente redutoras: “Sem o corretivo fornecido pela religião, até a razão pode ser vítima de distorções, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou aplicada de forma só parcial, sem levar plenamente em conta a dignidade da pessoa humana. Afinal, foi esse uso distorcido da razão que deu origem ao comércio de escravos e, em seguida, a muitos outros males sociais, em especial as ideologias totalitárias do século XX”. Todo totalitarismo tem sede dessa distorção da recta ratio : manter bem vivo o pânico da Covid impele o homem não só a aceitar, mas até a desejar ser considerado uma mera máquina biológica que deve ser mantida viva. Todos os direitos humanos estão, agora, se resumindo a um único e admitido “direito”: o da saúde. Um direito sob medida à iminente ditadura sanitária. https://lanuovabq.it/it/la-paura-del-covid-mascherata-da-prudenza
- O MANDAMENTO DO AMOR – Scott Hahn medita sobre o 30º Domingo do Tempo Comum
Jesus veio não para abolir a lei do Antigo Testamento, mas para cumpri-la (ver Mateus 5:17). E, no Evangelho de hoje, Ele revela que o amor — de Deus e do próximo — é o cumprimento de toda a lei (ver Romanos 13: 8-10). Os israelitas devotos deveriam guardar todos os 613 preceitos que se encontram nos primeiros cinco livros da Bíblia. Jesus afirma, na liturgia de hoje, que tudo isso, somado aos ensinamentos dos profetas, podem ser resumidos em dois versículos dessa lei (ver Deuteronômio 6: 5; Levítico 19:18). Jesus vai resumir as duas tábuas de pedra, aquelas nas quais Deus gravou os Dez Mandamentos (ver Êxodo 32: 15–16). A primeira tábua continha três leis sobre o amor a Deus, como, por exemplo, o mandamento de não tomar Seu nome em vão; a segunda tábua continha sete mandamentos relativos ao amor ao próximo, como não roubar e não cometer adultério. O amor é a dobradiça que liga as duas tábuas da lei. E não podemos amar a Deus, a Quem não vemos, se não amarmos o nosso próximo, a quem estamos vendo (ver 1 João 4: 20-22). Mas esse amor, ao qual somos chamados, é muito mais do que um simples afeto ou um sentimento caloroso. Devemos nos entregar completamente a Deus, amando-O com todo o nosso ser, nosso coração, nossa alma e nosso entendimento. O amor ao próximo deve exprimir-se em ações concretas, como está dito na primeira leitura de hoje. Amamos porque Ele nos amou primeiro (ver 1 João 4:19). Como cantamos no Salmo de hoje, Ele é o nosso salvador e a nossa força, pois não podemos nos defender sozinhos dos nossos maiores inimigos: o pecado e a morte. Amamos em ação de graças pela salvação que Ele nos trouxe. E, assim, nos tornamos imitadores de Jesus, como Paulo nos diz na Epístola de hoje: entregando nossas vidas diariamente, nas coisas grandes ou pequenas, visíveis ou invisíveis, oferecendo-as como um contínuo sacrifício de louvor (ver João 15: 12–13; Hebreus 13:15). https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/love-commanded-scott-hahn-reflects-on-the-thirtieth-sunday-in-ordinary-time/
- Católicos rezam por clareza na Praça de São Pedro após os comentários do Papa Francisco sobre as uni
A iniciativa surge em resposta às declarações do Papa Francisco, proferidas num novo documentário, no qual deu o seu mais claro apoio às leis da união civil para casais do mesmo sexo. CIDADE DO VATICANO – Um grupo de fiéis leigos e padres se reuniram na Praça de São Pedro esta tarde para pedir ao Papa Francisco que esclarecesse suas declarações sobre as uniões civis do mesmo sexo, visto que a mídia e os políticos de todo o mundo as interpretam como uma mudança significativa no ensino da Igreja. O grupo, liderado pelo leigo austríaco Alexander Tschugguel, que ganhou destaque no ano passado depois de jogar as estátuas da Pachamama no Tibre durante o Sínodo da Amazônia, se reuniu à sombra da basílica de São Pedro por volta das 17h, onde eles se levantaram e se ajoelharam em oração silenciosa. Diante deles, junto à cerca perimetral da praça, os participantes ergueram uma grande faixa que dizia: “Santo Padre, pedimos clareza sobre as uniões civis do mesmo sexo”, que as autoridades do Vaticano permitiram que fossem exibidas por 10 minutos antes pedindo que seja retirado. É raro que um grande banner desse tipo tenha sido permitido ser exibido tão perto da praça e dado tanto destaque. A iniciativa vem em resposta às declarações de Francisco , proferidas em um novo documentário chamado Francesco, no qual ele deu seu apoio mais claro às leis de união civil para casais do mesmo sexo. O Vaticano ainda não ofereceu qualquer esclarecimento ou resposta sobre os comentários. Os críticos dizem que os comentários do Papa, embora expressos como opinião pessoal, significam uma ruptura com o ensino da Igreja sobre as uniões civis do mesmo sexo, notadamente um documento do Vaticano de 2003 que claramente se opõe a eles. Eles pediram uma retratação. Os políticos e a mídia também distorceram seus comentários para sugerir que o papa estava dando não apenas um endosso tácito aos estilos de vida homossexuais, mas também a adoção homossexual, a que ele se opôs firmemente no passado. “O objetivo de todo o nosso encontro aqui não foi causar escândalo, mas levar uma mensagem ao Santo Padre”, disse Tschugguel, que dirige o Instituto São Bonifácio, uma organização fundada para ajudar os leigos católicos a se manifestar. Mas Tschugguel acrescentou que “o problema com esta citação do Papa é que ela foi usada para introduzir uma dura agenda anticatólica”. Ele se referiu em particular ao presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, que na quinta-feira pediu ao parlamento de seu país que discutisse o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, citando os comentários do Papa. “Maduro agora se sente com poder para dar este grande passo”, disse Tschugguel. Os proponentes de um projeto de lei de parceria civil nas Filipinas, que incluem o presidente do país, também usaram os comentários do Papa para ajudar a aprovar a legislação, enquanto pelo menos um jornal de ampla circulação no Reino Unido interpretou as declarações do Papa sobre uniões civis do mesmo sexo como bênção “casamentos gays”. Tschugguel disse que “não importa” que o Papa pense diferente e tenha defendido o casamento tradicional apenas entre um homem e uma mulher. “Sabemos que ele pensa isso, mas a mídia de todo o mundo, de um jornalzinho de metrô a grandes jornais, não falou isso. Eles não dizem que não é uma mudança de doutrina, mas todos dizem que isso pode significar uma mudança da lei. ” Os cerca de 50 participantes, que incluíam um grupo de 15 austríacos de 20 a 30 anos que haviam vindo de Viena, bem como pessoas de várias outras nacionalidades, ajoelharam-se por meia hora em oração silenciosa na praça e terminaram com o Salve Regina . “Oramos porque se você pedir qualquer coisa sem oração, é inútil”, disse Tschugguel. “Não queremos que nada de ruim aconteça por causa da nossa ação hoje”, acrescentou. “Queremos apenas pedir respeitosamente ao Santo Padre que nos dê clareza sobre isso.” #papafrancisco #Vaticano
- Católicos rezam por clareza na Praça de São Pedro após os comentários do Papa Francisco sobre as uni
A iniciativa surge em resposta às declarações do Papa Francisco, proferidas num novo documentário, no qual deu o seu mais claro apoio às leis da união civil para casais do mesmo sexo. CIDADE DO VATICANO – Um grupo de fiéis leigos e padres se reuniram na Praça de São Pedro esta tarde para pedir ao Papa Francisco que esclarecesse suas declarações sobre as uniões civis do mesmo sexo, visto que a mídia e os políticos de todo o mundo as interpretam como uma mudança significativa no ensino da Igreja. O grupo, liderado pelo leigo austríaco Alexander Tschugguel, que ganhou destaque no ano passado depois de jogar as estátuas da Pachamama no Tibre durante o Sínodo da Amazônia, se reuniu à sombra da basílica de São Pedro por volta das 17h, onde eles se levantaram e se ajoelharam em oração silenciosa. Diante deles, junto à cerca perimetral da praça, os participantes ergueram uma grande faixa que dizia: “Santo Padre, pedimos clareza sobre as uniões civis do mesmo sexo”, que as autoridades do Vaticano permitiram que fossem exibidas por 10 minutos antes pedindo que seja retirado. É raro que um grande banner desse tipo tenha sido permitido ser exibido tão perto da praça e dado tanto destaque. A iniciativa vem em resposta às declarações de Francisco , proferidas em um novo documentário chamado Francesco, no qual ele deu seu apoio mais claro às leis de união civil para casais do mesmo sexo. O Vaticano ainda não ofereceu qualquer esclarecimento ou resposta sobre os comentários. Os críticos dizem que os comentários do Papa, embora expressos como opinião pessoal, significam uma ruptura com o ensino da Igreja sobre as uniões civis do mesmo sexo, notadamente um documento do Vaticano de 2003 que claramente se opõe a eles. Eles pediram uma retratação. Os políticos e a mídia também distorceram seus comentários para sugerir que o papa estava dando não apenas um endosso tácito aos estilos de vida homossexuais, mas também a adoção homossexual, a que ele se opôs firmemente no passado. “O objetivo de todo o nosso encontro aqui não foi causar escândalo, mas levar uma mensagem ao Santo Padre”, disse Tschugguel, que dirige o Instituto São Bonifácio, uma organização fundada para ajudar os leigos católicos a se manifestar. Mas Tschugguel acrescentou que “o problema com esta citação do Papa é que ela foi usada para introduzir uma dura agenda anticatólica”. Ele se referiu em particular ao presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, que na quinta-feira pediu ao parlamento de seu país que discutisse o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, citando os comentários do Papa. “Maduro agora se sente com poder para dar este grande passo”, disse Tschugguel. Os proponentes de um projeto de lei de parceria civil nas Filipinas, que incluem o presidente do país, também usaram os comentários do Papa para ajudar a aprovar a legislação, enquanto pelo menos um jornal de ampla circulação no Reino Unido interpretou as declarações do Papa sobre uniões civis do mesmo sexo como bênção “casamentos gays”. Tschugguel disse que “não importa” que o Papa pense diferente e tenha defendido o casamento tradicional apenas entre um homem e uma mulher. “Sabemos que ele pensa isso, mas a mídia de todo o mundo, de um jornalzinho de metrô a grandes jornais, não falou isso. Eles não dizem que não é uma mudança de doutrina, mas todos dizem que isso pode significar uma mudança da lei. ” Os cerca de 50 participantes, que incluíam um grupo de 15 austríacos de 20 a 30 anos que haviam vindo de Viena, bem como pessoas de várias outras nacionalidades, ajoelharam-se por meia hora em oração silenciosa na praça e terminaram com o Salve Regina . “Oramos porque se você pedir qualquer coisa sem oração, é inútil”, disse Tschugguel. “Não queremos que nada de ruim aconteça por causa da nossa ação hoje”, acrescentou. “Queremos apenas pedir respeitosamente ao Santo Padre que nos dê clareza sobre isso.” #papafrancisco #Vaticano
- O Papa Francisco não mudou o ensino da Igreja sobre o casamento
COMENTÁRIO: Há menos nos comentários do Santo Padre do que aparenta, mas continua a ser uma declaração impactante, contudo o que significa exatamente permanece obscuro. Padre Raymond J. de Souza | Traduzido de National Catholic Register As manchetes globais informando que o Papa Francisco é a favor das uniões civis para casais do mesmo sexo apresentaram os comentários do Santo Padre como uma mudança dramática no ensino da Igreja Católica sobre as relações homossexuais. Há menos aqui do que aparenta, mas continua sendo uma afirmação significativa. O que isso significa exatamente permanece obscuro. Os breves comentários do Santo Padre – algumas frases – em um documentário lançado em 21 de outubro não faziam parte de um discurso cuidadosamente redigido, muito menos de um documento formal de ensino. Os comentários têm o mesmo peso e caráter das conferências de imprensa aerotransportadas que o Papa Francisco não teve a oportunidade de realizar neste ano pandêmico. Talvez este filme tenha sido abraçado como uma oportunidade de coçar aquela coceira tagarela. Mas tem havido discussão de que a edição inadequada das declarações do Papa gerou muita confusão. Há algo de “imbergoglio” em tudo isso. (imbróglio) Uma operação de comunicação modestamente competente do Vaticano deveria ter previsto o documentário e preparado materiais de base explicativos para ajudar os telespectadores a entender o que o Santo Padre estava fazendo – e o que ele não estava fazendo. O que o Papa Francisco fez É uma característica marcante do pontificado de Francisco que ele se aproxima dos que estão nas “periferias”, dos que sofrem e dos feridos. Na verdade, é um dos aspectos mais atraentes de seu testemunho e ministério. Se o movimento pelos “direitos dos homossexuais” está nas periferias é discutível, mas o fato de que há aqueles na comunidade “LGBT” que se sentem excluídos, até mesmo condenados ao ostracismo, da vida da Igreja é uma realidade pastoral que o Santo Padre tem procurado abordar. Seu comentário inicial é totalmente consistente com muitas de suas declarações e ações anteriores: “Os homossexuais têm o direito de pertencer a uma família. Eles são filhos de Deus. Você não pode expulsar alguém de uma família, nem tornar sua vida miserável por isso. ” Deve-se notar que o uso da sigla “LGBT” em muitas notícias e comentários é, neste caso, extremamente impreciso. O Santo Padre falou de “pessoas homossexuais” (LGB) e não de pessoas “trans” (T); pelo contrário, o Papa Francisco é talvez o líder mundial que mais veementemente se opõe ao que ele freqüentemente denuncia como “ideologia de gênero”. A segunda parte do comentário do Santo Padre tratou dos arranjos legais para casais do mesmo sexo: “O que temos que criar é uma lei da união civil; dessa forma, eles são legalmente cobertos.” Como foi bem documentado nas biografias do Papa Francisco, em 2010 como arcebispo de Buenos Aires ele lutou contra o “casamento” de pessoas do mesmo sexo, mas defendeu as “uniões civis” ou algumas proteções legais para casais do mesmo. A distinção que ele fez na época foi que apenas casamento é casamento – significando um homem e uma mulher – mas que os indivíduos em outros relacionamentos podem receber a proteção da lei. O fato de o Santo Padre ter dito que “temos que criar” foi interpretado por alguns como uma espécie de mandato pontifício, mas isso é demais para um comentário passageiro. Em qualquer caso, o cavalo da união civil há muito deixou o celeiro, então não está claro quais situações o Santo Padre tinha em mente. Em grande parte do mundo, as uniões civis seriam vistas como um retrocesso em relação aos direitos do mesmo sexo; em outras partes do mundo, é considerado uma distração do prêmio do “casamento” do mesmo sexo. É estranho, mas verdadeiro, que a declaração do Papa Francisco seja quase totalmente irrelevante para o mundo. Continua relevante para a Igreja (veja abaixo). Dado que se referiu à sua posição em 2010 – “Eu defendi isso” – é perfeitamente possível que tenha feito um comentário explicativo sobre a história recente. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? O que o Papa Francisco não fez O Santo Padre não mudou os ensinamentos da Igreja sobre a natureza do casamento, nem sugeriu que outros arranjos poderiam tornar as relações entre pessoas do mesmo sexo equivalentes ao casamento. “Seus comentários de forma alguma indicam um afastamento do ensino da Igreja Católica a respeito do casamento ou da homossexualidade”, disse o bispo David Zubik, de Pittsburgh. “Trata-se, sim, de uma abordagem pastoral dessas questões”. Dom Zubik observou que a exortação papal Amoris Laetitia (2016) convida à compaixão pelos homossexuais e suas famílias (250). Esse mesmo documento também ensina que “não há absolutamente nenhuma base para considerar as uniões homossexuais como de alguma forma semelhante ou mesmo remotamente análoga ao plano de Deus para o casamento e a família” (251). Ao dizer que “pessoas homossexuais” têm o “direito” de estar “em uma família” ou “parte da família” (dependendo da tradução), não parece que o Papa Francisco está falando sobre questões jurídicas complexas como FIV ou adoção. Ele provavelmente está se referindo às famílias de origem e que os homossexuais não devem ser expulsos ou privados do amor de seus pais, irmãos e parentes. Se o Santo Padre tivesse mais do que isso em mente, ele o teria dito; ele está repetindo aqui o que ensinou em Amoris Laetitia . The San Francisco Solution Em 1997, a cidade de San Francisco determinou que os empregadores – incluindo a Igreja Católica – fornecessem benefícios para casais do mesmo sexo. O arcebispo William Levada – o futuro prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé sob Bento XVI – propôs uma solução diferente. Um funcionário pode designar outra pessoa no mesmo endereço para compartilhar os benefícios. Isso atenderia às exigências da cidade de que casais do mesmo sexo em um relacionamento sexual teriam benefícios, mas também não envolvia a Igreja no reconhecimento formal de tais relacionamentos como equivalentes ao casamento. (A mesma lógica se aplica às relações de direito comum.) A solução de São Francisco permitiria a um funcionário designar um irmão, um pai idoso ou um filho adulto, e por isso argumentou-se que se tratava de uma política pró-família em vigor, mesmo que não tivesse se originado como tal. O atual arcebispo de São Francisco, Salvatore Cordileone, emitiu uma declaração sobre as declarações do Santo Padre que colocam as “uniões civis” no contexto da solução de São Francisco: “Eu acrescentaria que uma união civil desse tipo (que não é equiparada a casamento) deve ser tão inclusiva quanto possível, e não se restringir a duas pessoas do mesmo sexo em uma relação sexual presumida. Não há razão, por exemplo, para que um irmão e uma irmã, ambos solteiros e que apoiam um ao outro, não tenham acesso a esses tipos de benefícios. O casamento é único porque é a única instituição que conecta as crianças às suas mães e pais, e, portanto, é presumido ser uma relação sexual.” Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? Casamento falso Em 2017, o colunista Michael Sean Winters do National Catholic Reporter , um autodenominado católico liberal simpático ao “casamento” do mesmo sexo, esboçou um cenário em que ele entraria em um (falso) “casamento” do mesmo sexo: “Se amanhã eu descobrisse que estava com câncer e só tinha seis meses de vida, me casaria com meu ex-colega de quarto, que também é homem. Eu não faria isso porque somos amantes, mas não somos. Eu não faria isso porque pretendia, com essa ação, aproximar de qualquer maneira o sacramento do casamento que a Igreja concede. Não, eu faria isso porque, tendo sido o executor da propriedade relativamente pequena e simples de meu pai, eu sei que seria muito, muito mais fácil lidar com coisas como minhas contas bancárias e, mais especialmente, meu cachorro se eu tivesse um esposo que viveu depois de mim. ” Winters não está discutindo um relacionamento homossexual, mas as questões legais e logísticas são semelhantes. Uma “união civil” permite que outros relacionamentos – incluindo, mas não se limitando a relacionamentos sexuais entre pessoas do mesmo sexo – tratem de tais questões. Dependendo de como redigidas, tais disposições evitariam a necessidade de Winters e outros como ele optarem por um casamento falso, mas desfrutando de proteções legais. Padre James Martin O padre jesuíta James Martin explica por que considera os comentários do Santo Padre “importantes”: “Primeiro, ele os diz como Papa, não como Arcebispo de Buenos Aires. Em segundo lugar, Francisco está claramente apoiando, não simplesmente tolerando, as uniões civis. Terceiro, ele está dizendo isso para as câmeras, em um novo documentário, não em particular. (Eu vi o filme e o cineasta o mostra sabiamente dizendo isso para a câmera, não como uma narração.) “Este é um passo histórico à frente para a Igreja em seu relacionamento com as pessoas LGBTQ e os católicos LGBTQ.” O Padre Martin está para o pontificado do Papa Francisco como o Padre Robert Barron foi para Bento XVI ou o Padre Richard John Neuhaus foi para São João Paulo II – o intérprete sacerdotal americano privilegiado. Ele capta de uma maneira particular a intenção, ou sabor, do que o Santo Padre deseja fazer e a atenção deve ser prestada. O padre Martin recebe considerável atenção dos meios de comunicação que o consideram um defensor da mudança do ensino católico sobre a homossexualidade. E, embora haja menos aqui do que aparenta, não é insignificante. E o significado não é determinado apenas pela análise sintática, mas como as coisas são recebidas. Afinal, a frase de assinatura de todo o ministério do Papa Francisco – sua versão de João Paulo II de “Não tenha medo!” – foi um comentário extemporâneo semelhante sobre pessoas homossexuais: “Quem sou eu para julgar?” Leia também Quem não concorda com o Papa é desobediente? #papafrancisco
- O Papa Francisco não mudou o ensino da Igreja sobre o casamento
COMENTÁRIO: Há menos nos comentários do Santo Padre do que aparenta, mas continua a ser uma declaração impactante, contudo o que significa exatamente permanece obscuro. Padre Raymond J. de Souza | Traduzido de National Catholic Register As manchetes globais informando que o Papa Francisco é a favor das uniões civis para casais do mesmo sexo apresentaram os comentários do Santo Padre como uma mudança dramática no ensino da Igreja Católica sobre as relações homossexuais. Há menos aqui do que aparenta, mas continua sendo uma afirmação significativa. O que isso significa exatamente permanece obscuro. Os breves comentários do Santo Padre – algumas frases – em um documentário lançado em 21 de outubro não faziam parte de um discurso cuidadosamente redigido, muito menos de um documento formal de ensino. Os comentários têm o mesmo peso e caráter das conferências de imprensa aerotransportadas que o Papa Francisco não teve a oportunidade de realizar neste ano pandêmico. Talvez este filme tenha sido abraçado como uma oportunidade de coçar aquela coceira tagarela. Mas tem havido discussão de que a edição inadequada das declarações do Papa gerou muita confusão. Há algo de “imbergoglio” em tudo isso. (imbróglio) Uma operação de comunicação modestamente competente do Vaticano deveria ter previsto o documentário e preparado materiais de base explicativos para ajudar os telespectadores a entender o que o Santo Padre estava fazendo – e o que ele não estava fazendo. O que o Papa Francisco fez É uma característica marcante do pontificado de Francisco que ele se aproxima dos que estão nas “periferias”, dos que sofrem e dos feridos. Na verdade, é um dos aspectos mais atraentes de seu testemunho e ministério. Se o movimento pelos “direitos dos homossexuais” está nas periferias é discutível, mas o fato de que há aqueles na comunidade “LGBT” que se sentem excluídos, até mesmo condenados ao ostracismo, da vida da Igreja é uma realidade pastoral que o Santo Padre tem procurado abordar. Seu comentário inicial é totalmente consistente com muitas de suas declarações e ações anteriores: “Os homossexuais têm o direito de pertencer a uma família. Eles são filhos de Deus. Você não pode expulsar alguém de uma família, nem tornar sua vida miserável por isso. ” Deve-se notar que o uso da sigla “LGBT” em muitas notícias e comentários é, neste caso, extremamente impreciso. O Santo Padre falou de “pessoas homossexuais” (LGB) e não de pessoas “trans” (T); pelo contrário, o Papa Francisco é talvez o líder mundial que mais veementemente se opõe ao que ele freqüentemente denuncia como “ideologia de gênero”. A segunda parte do comentário do Santo Padre tratou dos arranjos legais para casais do mesmo sexo: “O que temos que criar é uma lei da união civil; dessa forma, eles são legalmente cobertos.” Como foi bem documentado nas biografias do Papa Francisco, em 2010 como arcebispo de Buenos Aires ele lutou contra o “casamento” de pessoas do mesmo sexo, mas defendeu as “uniões civis” ou algumas proteções legais para casais do mesmo. A distinção que ele fez na época foi que apenas casamento é casamento – significando um homem e uma mulher – mas que os indivíduos em outros relacionamentos podem receber a proteção da lei. O fato de o Santo Padre ter dito que “temos que criar” foi interpretado por alguns como uma espécie de mandato pontifício, mas isso é demais para um comentário passageiro. Em qualquer caso, o cavalo da união civil há muito deixou o celeiro, então não está claro quais situações o Santo Padre tinha em mente. Em grande parte do mundo, as uniões civis seriam vistas como um retrocesso em relação aos direitos do mesmo sexo; em outras partes do mundo, é considerado uma distração do prêmio do “casamento” do mesmo sexo. É estranho, mas verdadeiro, que a declaração do Papa Francisco seja quase totalmente irrelevante para o mundo. Continua relevante para a Igreja (veja abaixo). Dado que se referiu à sua posição em 2010 – “Eu defendi isso” – é perfeitamente possível que tenha feito um comentário explicativo sobre a história recente. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? O que o Papa Francisco não fez O Santo Padre não mudou os ensinamentos da Igreja sobre a natureza do casamento, nem sugeriu que outros arranjos poderiam tornar as relações entre pessoas do mesmo sexo equivalentes ao casamento. “Seus comentários de forma alguma indicam um afastamento do ensino da Igreja Católica a respeito do casamento ou da homossexualidade”, disse o bispo David Zubik, de Pittsburgh. “Trata-se, sim, de uma abordagem pastoral dessas questões”. Dom Zubik observou que a exortação papal Amoris Laetitia (2016) convida à compaixão pelos homossexuais e suas famílias (250). Esse mesmo documento também ensina que “não há absolutamente nenhuma base para considerar as uniões homossexuais como de alguma forma semelhante ou mesmo remotamente análoga ao plano de Deus para o casamento e a família” (251). Ao dizer que “pessoas homossexuais” têm o “direito” de estar “em uma família” ou “parte da família” (dependendo da tradução), não parece que o Papa Francisco está falando sobre questões jurídicas complexas como FIV ou adoção. Ele provavelmente está se referindo às famílias de origem e que os homossexuais não devem ser expulsos ou privados do amor de seus pais, irmãos e parentes. Se o Santo Padre tivesse mais do que isso em mente, ele o teria dito; ele está repetindo aqui o que ensinou em Amoris Laetitia . The San Francisco Solution Em 1997, a cidade de San Francisco determinou que os empregadores – incluindo a Igreja Católica – fornecessem benefícios para casais do mesmo sexo. O arcebispo William Levada – o futuro prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé sob Bento XVI – propôs uma solução diferente. Um funcionário pode designar outra pessoa no mesmo endereço para compartilhar os benefícios. Isso atenderia às exigências da cidade de que casais do mesmo sexo em um relacionamento sexual teriam benefícios, mas também não envolvia a Igreja no reconhecimento formal de tais relacionamentos como equivalentes ao casamento. (A mesma lógica se aplica às relações de direito comum.) A solução de São Francisco permitiria a um funcionário designar um irmão, um pai idoso ou um filho adulto, e por isso argumentou-se que se tratava de uma política pró-família em vigor, mesmo que não tivesse se originado como tal. O atual arcebispo de São Francisco, Salvatore Cordileone, emitiu uma declaração sobre as declarações do Santo Padre que colocam as “uniões civis” no contexto da solução de São Francisco: “Eu acrescentaria que uma união civil desse tipo (que não é equiparada a casamento) deve ser tão inclusiva quanto possível, e não se restringir a duas pessoas do mesmo sexo em uma relação sexual presumida. Não há razão, por exemplo, para que um irmão e uma irmã, ambos solteiros e que apoiam um ao outro, não tenham acesso a esses tipos de benefícios. O casamento é único porque é a única instituição que conecta as crianças às suas mães e pais, e, portanto, é presumido ser uma relação sexual.” Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? Casamento falso Em 2017, o colunista Michael Sean Winters do National Catholic Reporter , um autodenominado católico liberal simpático ao “casamento” do mesmo sexo, esboçou um cenário em que ele entraria em um (falso) “casamento” do mesmo sexo: “Se amanhã eu descobrisse que estava com câncer e só tinha seis meses de vida, me casaria com meu ex-colega de quarto, que também é homem. Eu não faria isso porque somos amantes, mas não somos. Eu não faria isso porque pretendia, com essa ação, aproximar de qualquer maneira o sacramento do casamento que a Igreja concede. Não, eu faria isso porque, tendo sido o executor da propriedade relativamente pequena e simples de meu pai, eu sei que seria muito, muito mais fácil lidar com coisas como minhas contas bancárias e, mais especialmente, meu cachorro se eu tivesse um esposo que viveu depois de mim. ” Winters não está discutindo um relacionamento homossexual, mas as questões legais e logísticas são semelhantes. Uma “união civil” permite que outros relacionamentos – incluindo, mas não se limitando a relacionamentos sexuais entre pessoas do mesmo sexo – tratem de tais questões. Dependendo de como redigidas, tais disposições evitariam a necessidade de Winters e outros como ele optarem por um casamento falso, mas desfrutando de proteções legais. Padre James Martin O padre jesuíta James Martin explica por que considera os comentários do Santo Padre “importantes”: “Primeiro, ele os diz como Papa, não como Arcebispo de Buenos Aires. Em segundo lugar, Francisco está claramente apoiando, não simplesmente tolerando, as uniões civis. Terceiro, ele está dizendo isso para as câmeras, em um novo documentário, não em particular. (Eu vi o filme e o cineasta o mostra sabiamente dizendo isso para a câmera, não como uma narração.) “Este é um passo histórico à frente para a Igreja em seu relacionamento com as pessoas LGBTQ e os católicos LGBTQ.” O Padre Martin está para o pontificado do Papa Francisco como o Padre Robert Barron foi para Bento XVI ou o Padre Richard John Neuhaus foi para São João Paulo II – o intérprete sacerdotal americano privilegiado. Ele capta de uma maneira particular a intenção, ou sabor, do que o Santo Padre deseja fazer e a atenção deve ser prestada. O padre Martin recebe considerável atenção dos meios de comunicação que o consideram um defensor da mudança do ensino católico sobre a homossexualidade. E, embora haja menos aqui do que aparenta, não é insignificante. E o significado não é determinado apenas pela análise sintática, mas como as coisas são recebidas. Afinal, a frase de assinatura de todo o ministério do Papa Francisco – sua versão de João Paulo II de “Não tenha medo!” – foi um comentário extemporâneo semelhante sobre pessoas homossexuais: “Quem sou eu para julgar?” Leia também Quem não concorda com o Papa é desobediente? #papafrancisco
- PARA MÉDICOS POLONESES, COMUNHÃO DIRETAMENTE NA BOCA E DE JOELHOS É MAIS SEGURA QUE NA MÃO
O diário católico polonês Nasz Dziennik (“Nosso Diário”) publicou, em sua edição do fim de semana passado, uma carta aberta, assinada por mais de 60 médicos, dirigida a “bispos, padres e irmãos e irmãs na fé da Igreja Católica”, destacando que, em tempos de epidemia, a forma tradicional de receber a comunhão é muito mais segura que a comunhão na mão. Os três primeiros signatários do documento são patologistas da Universidade Médica de Białystock: Dr. Marek Baltaziak, Dra. Maria Elżbieta Sobaniec-Łotowska e Dr. Stanisław Sulkowski. “Estamos preocupados que, nos últimos meses, os padres tenham encorajado (e até mesmo ordenado, em algumas paróquias) a receber a Comunhão nas mãos como um método mais higiênico para proteger os fiéis da Covid 19. Não sabemos em que base, particularmente em que pesquisa científica, tal tese foi construída, ou que postulados médicos a confirmam. Acreditamos, do ponto de vista médico, que não se pode considerar a comunhão na mão um método muito mais seguro do que a comunhão oral.” Eles enfatizam que as mãos são o ponto de contato entre o corpo humano e seu ambiente. Muitos especialistas apontaram a existência de vários microrganismos (que podem incluir patógenos nas mãos), e listaram os germes e seus efeitos adversos no corpo humano. “Mesmo que espalhemos desinfetante nas mãos, antes de entrar na igreja, devemos lembrar que, durante a Missa, elas tocam coisas ou lugares que não desinfetamos: bancos, roupas, óculos, cabelos. e até dinheiro (que é ambiente de muitos germes)”. Os médicos acrescentam: “Do ponto de vista epidemiológico, devemos advertir que ficar de pé também incentiva a propagação da infecção, porque torna o padre e o comungante mais vulneráveis à infecção mútua. De fato, um pode infectar o outro mais facilmente, quando estão no mesmo plano, com gotículas pelo ar que passam de uma boca à outra, ou mesmo pelo nariz e os olhos. Portanto, é desejável que os comungantes recebam a comunhão o mais longe possível do rosto do sacerdote, ou seja, de joelhos.” “Deve ser dito, do ponto de vista médico, que dar a Sagrada Comunhão diretamente na boca e de joelhos é um método decididamente mais seguro e mais apropriado do que receber a Sagrada Comunhão nas mãos e em pé. Preocupados com a saúde dos fiéis, desejamos lançar um vigoroso apelo ao episcopado polonês, aos bispos e a todos os sacerdotes, para um rápido retorno à administração do Corpo de Cristo na língua e aos fiéis ajoelhados. No mês passado, 17 médicos alemães redigiram um texto semelhante, mas confidencial, para a conferência dos bispos alemães. O interessante, no caso do texto polonês, é que seja publicado na íntegra, em um diário católico, e em um país onde os bispos não são hostis a priori à comunhão na língua… A foto acima pode ser vista nas estradas polonesas (com endereço, na internet, do belo site “Corpo de Cristo”), com a seguinte inscrição: “Deixemos de receber na mão a Sagrada Comunhão!” http://yvesdaoudal.hautetfort.com/archive/2020/10/23/la-communion-sur-la-langue.html https://www.lifesitenews.com/news/communion-on-the-tongue-safer-than-communion-in-the-hand-polish-doctors
- Brasil assina declaração internacional contra o aborto e a favor da família tradicional
Na quinta-feira, os Estados Unidos foram o anfitrião da cerimônia de assinatura da “Geneva Consensus Declaration” (Declaração de Consenso de Genebra), um documento histórico que rachaça a afirmação de que o aborto é um direito humano internacional. “Hoje deixamos um marco claro; as agências da ONU não podem mais reinterpretar e interpretar erroneamente a linguagem acordada sem render contas”, disse o secretário de Serviços Humanos e de Saúde (HHS) dos Estados Unidos, Alex Azar, durante a cerimônia em 22 de outubro. “Sem desculpas, afirmamos que os governos têm o direito soberano de fazer suas próprias leis para proteger a vida de inocentes e de redigir seus regulamentos sobre o aborto”, acrescentou Azar. Disse também que, “ao assinar a declaração hoje, os Estados Unidos têm a honra de estar ao lado de Brasil, Egito, Hungria, Indonésia e Uganda, os co-patrocinadores inter-regionais da declaração”. Um total de 32 países assinaram a declaração, representando mais de 1,6 bilhão de pessoas. Azar classificou a assinatura como o “ponto alto” de sua passagem pela chefia do departamento e assinalou que os países que ainda não assinaram o documento ainda podem fazê-lo. “A Declaração de Consenso de Genebra é um documento histórico, que estabelece claramente nossa posição como nações sobre a saúde das mulheres, a família, a honra à vida e a defesa da soberania nacional”, disse Azar, classificando-a de “muito mais do que uma declaração de crenças”. “É uma ferramenta crítica e útil para defender esses princípios em todos os organismos das Nações Unidas e em todos os entornos multilaterais, utilizando uma linguagem previamente acordada pelos estados membros desses organismos”, explicou. A declaração foi escrita parcialmente em resposta a uma “tendência inquietante” nas Nações Unidas, disse. “Cada vez mais, algumas nações ricas e agências da ONU em dívida com elas afirmam erroneamente que o aborto é um direito humano universal”, acrescentou. Azar disse que essas políticas têm o efeito de obrigar os países a implementar leis de aborto “progressivas” ou enfrentar a perda de financiamento ou prestígio internacional. Acusou algumas nações de ter “um enfoque míope em uma agenda radical que é ofensiva para muitas culturas e inviabiliza o acordo sobre as prioridades de saúde das mulheres”. A coalizão de países signatários “responsabilizará as organizações multilaterais”, explicou, ao denunciar essas organizações por “promoverem posições que jamais poderão obter consenso”. “Declararemos inequivocamente que não existe um direito internacional ao aborto. Com orgulho, colocaremos a saúde da mulher em primeiro lugar em cada etapa da vida”, assinalou. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, também falou na cerimônia e classificou a declaração como um “compromisso profundo e pessoal para proteger a dignidade humana” e “a culminação de muito trabalho árduo”. Pompeo destacou a “defesa sem precedentes dos nascituros no estrangeiro” por parte do governo Donald Trump e disse que “os Estados Unidos defenderam a dignidade da vida humana em todos os lugares e sempre” durante os últimos quatro anos. “É histórico estar aqui. É a primeira vez que se cria uma coalizão multilateral em torno do tema da defesa da vida”, afirmou. A Declaração de Consenso de Genebra, disse Pompeo, é um “compromisso de trabalharmos juntos na ONU e em outros cenários internacionais para alcançar resultados tangíveis”, algo que ele “confia” que acontecerá. Acrescentou que estava “verdadeiramente orgulhoso” do trabalho que estava sendo feito. Valerie Huber, Representante Especial para a Saúde Global da Mulher no HHS dos Estados Unidos, apresentou os antecedentes da declaração. A declaração, explicou Huber, estava destinada a ser assinada na conclusão da cúpula global da saúde da mulher da Assembleia Mundial da Saúde, que foi cancelada devido à pandemia Covid-19. “Decidimos seguir em frente com a declaração agora, porque acelerar os avanços em saúde para as mulheres não pode esperar”, disse. “Apoiar o valor intrínseco da família não pode esperar. A proteção da vida, nascida e não nascida, e a soberania das nações para fazerem suas próprias leis sobre o assunto não podem esperar”, concluiu. Texto: ACI Digital
- Brasil assina declaração internacional contra o aborto e a favor da família tradicional
Na quinta-feira, os Estados Unidos foram o anfitrião da cerimônia de assinatura da “Geneva Consensus Declaration” (Declaração de Consenso de Genebra), um documento histórico que rachaça a afirmação de que o aborto é um direito humano internacional. “Hoje deixamos um marco claro; as agências da ONU não podem mais reinterpretar e interpretar erroneamente a linguagem acordada sem render contas”, disse o secretário de Serviços Humanos e de Saúde (HHS) dos Estados Unidos, Alex Azar, durante a cerimônia em 22 de outubro. “Sem desculpas, afirmamos que os governos têm o direito soberano de fazer suas próprias leis para proteger a vida de inocentes e de redigir seus regulamentos sobre o aborto”, acrescentou Azar. Disse também que, “ao assinar a declaração hoje, os Estados Unidos têm a honra de estar ao lado de Brasil, Egito, Hungria, Indonésia e Uganda, os co-patrocinadores inter-regionais da declaração”. Um total de 32 países assinaram a declaração, representando mais de 1,6 bilhão de pessoas. Azar classificou a assinatura como o “ponto alto” de sua passagem pela chefia do departamento e assinalou que os países que ainda não assinaram o documento ainda podem fazê-lo. “A Declaração de Consenso de Genebra é um documento histórico, que estabelece claramente nossa posição como nações sobre a saúde das mulheres, a família, a honra à vida e a defesa da soberania nacional”, disse Azar, classificando-a de “muito mais do que uma declaração de crenças”. “É uma ferramenta crítica e útil para defender esses princípios em todos os organismos das Nações Unidas e em todos os entornos multilaterais, utilizando uma linguagem previamente acordada pelos estados membros desses organismos”, explicou. A declaração foi escrita parcialmente em resposta a uma “tendência inquietante” nas Nações Unidas, disse. “Cada vez mais, algumas nações ricas e agências da ONU em dívida com elas afirmam erroneamente que o aborto é um direito humano universal”, acrescentou. Azar disse que essas políticas têm o efeito de obrigar os países a implementar leis de aborto “progressivas” ou enfrentar a perda de financiamento ou prestígio internacional. Acusou algumas nações de ter “um enfoque míope em uma agenda radical que é ofensiva para muitas culturas e inviabiliza o acordo sobre as prioridades de saúde das mulheres”. A coalizão de países signatários “responsabilizará as organizações multilaterais”, explicou, ao denunciar essas organizações por “promoverem posições que jamais poderão obter consenso”. “Declararemos inequivocamente que não existe um direito internacional ao aborto. Com orgulho, colocaremos a saúde da mulher em primeiro lugar em cada etapa da vida”, assinalou. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, também falou na cerimônia e classificou a declaração como um “compromisso profundo e pessoal para proteger a dignidade humana” e “a culminação de muito trabalho árduo”. Pompeo destacou a “defesa sem precedentes dos nascituros no estrangeiro” por parte do governo Donald Trump e disse que “os Estados Unidos defenderam a dignidade da vida humana em todos os lugares e sempre” durante os últimos quatro anos. “É histórico estar aqui. É a primeira vez que se cria uma coalizão multilateral em torno do tema da defesa da vida”, afirmou. A Declaração de Consenso de Genebra, disse Pompeo, é um “compromisso de trabalharmos juntos na ONU e em outros cenários internacionais para alcançar resultados tangíveis”, algo que ele “confia” que acontecerá. Acrescentou que estava “verdadeiramente orgulhoso” do trabalho que estava sendo feito. Valerie Huber, Representante Especial para a Saúde Global da Mulher no HHS dos Estados Unidos, apresentou os antecedentes da declaração. A declaração, explicou Huber, estava destinada a ser assinada na conclusão da cúpula global da saúde da mulher da Assembleia Mundial da Saúde, que foi cancelada devido à pandemia Covid-19. “Decidimos seguir em frente com a declaração agora, porque acelerar os avanços em saúde para as mulheres não pode esperar”, disse. “Apoiar o valor intrínseco da família não pode esperar. A proteção da vida, nascida e não nascida, e a soberania das nações para fazerem suas próprias leis sobre o assunto não podem esperar”, concluiu. Texto: ACI Digital
- PRESSÕES DA NOVA ORDEM MUNDIAL SOBRE O CATOLICISMO AFRICANO
“Nos últimos anos, especialmente na era Obama, uma enorme pressão foi exercida sobre os líderes africanos para introduzir no continente todos os ‘ismos’ ocidentais, como condição para receber ajuda”. Foi que revelou o cardeal Wilfrid Fox Napier, arzobispo de Durban, cidade costeira da África do Sul. E esclareceu: “A legalização do aborto e da homossexualidade era o que mais importava”. Referiu-se também ao martírio dos jovens de Uganda, conhecidos como os “Mártires de Uganda”, que se deu precisamente porque eles resistiram aos assédios homossexuais de seu rei. “Que irônico se um bispo de Uganda apoiasse algo que levou à morte os seus correligionários!”, disse o cardeal.
- BISPO THOMAS TOBIN, DA DIOCESE DE PROVIDENCE (EUA), PEDE QUE PAPA ESCLAREÇA DECLARAÇÃO PRÓ-CASAMENTO
O bispo americano Thomas Tobin, da diocese de Providence (capital do estado norte-americano de Rhode Island), fez o seguinte comentário às declarações do Papa sobre união civil ou o “casamento” entre homossexuais: “O aparente apoio do Santo Padre ao reconhecimento das uniões civis para casais do mesmo sexo precisa ser esclarecido. A declaração do Papa contradiz explicitamente o que tem sido o antigo ensinamento da Igreja sobre as uniões do mesmo sexo. A Igreja não pode apoiar a aceitação de relacionamentos objetivamente imorais. Indivíduos com atração pelo mesmo sexo são filhos amados de Deus e devem ter seus direitos humanos pessoais e civis reconhecidos e protegidos por lei. Contudo, a legalização de suas uniões civis, que buscam simular o sagrado matrimônio, não é admissível.” https://dioceseofprovidence.org/news/statement-of-bishop-thomas-tobin-on-the-comments-of-pope-francis-regarding-civil-unions
- Papa Francisco expressa apoio a uniões civis homossexuais em novo documentário
O Papa Francisco, em um novo documentário, pediu a criação de leis de união civil para casais do mesmo sexo, no que é o seu mais claro apoio à questão até o momento. No documentário, de acordo com a Agência Católica de Notícias, Francis diz que os casais do mesmo sexo devem ser “legalmente cobertos”. Em um documentário que estreou nesta quarta-feira em Roma, o Papa Francisco se mostrou favorável à aprovação de leis de união civil para casais do mesmo sexo, tomando assim distância da atual posição do Vaticano e dos seus predecessores em relação ao tema. Os comentários surgiram em meio a uma parte do documentário que reflete, entre outros temas, sobre a pastoral dedicada a pessoas que se identificam como LGBT. “Os homossexuais têm o direito de fazer parte da família. Eles são filhos de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deve ser expulso ou ter uma vida miserável por causa disso”, disse o Papa Francisco no filme ao comentar o trabalho desta pastoral. Após essas observações, e em comentários que provavelmente causarão controvérsia entre os católicos, o Papa Francisco emitiu uma opinião pessoal sobre o tema das uniões civis para casais do mesmo sexo. “O que precisamos é criar uma lei da união civil. Dessa forma, eles estarão cobertos pela lei”, disse o Papa. “Eu defendi isso,” asseverou. Os comentários são expostos no novo documentário sobre o Papa chamado, “Francesco”, que fala sobre a vida e o ministério do Papa Francisco que estreou hoje, 21, no Festival de Cinema de Roma, e está programado para fazer sua estreia na América do Norte este domingo. O filme narra a abordagem do Papa Francisco às questões sociais urgentes e ao ministério pastoral entre aqueles que vivem, nas palavras do pontífice, “nas periferias existenciais”. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? Apresentando entrevistas com personalidades do Vaticano, incluindo o cardeal filipino Luis Tagle e outros colaboradores do papa, “Francesco” analisa a defesa que o Papa faz dos migrantes e refugiados, dos pobres, seu trabalho no tema dos abusos sexuais do clero, o papel das mulheres na sociedade e aqueles que se identificam como LGBT. O filme aborda o alcance pastoral do Papa Francisco àqueles que se identificam como LGBT, incluindo uma história do pontífice encorajando dois homens italianos a manter um relacionamento do mesmo sexo a criarem seus filhos em sua igreja paroquial, que, segundo um dos homens, era muito benéfico para seus filhos. Assista o trailer: “Ele não mencionou qual era a sua opinião sobre a minha família. Provavelmente ele está seguindo a doutrina sobre este ponto”, disse o homem, enquanto elogiava o Papa por sua disposição e atitude de boas-vindas e encorajamento. Os comentários do Papa sobre as uniões civis aparecem precisamente nesta parte do documentário. O cineasta Evgeny Afineevsky disse à CNA, a agência em inglês do grupo ACI, que o Papa expressou o pedido por uniões civis na entrevista que o produtor conduziu com o pontífice. O apelo direto do Papa por leis de união civil representa uma mudança da perspectiva de seus antecessores e de suas próprias posições a respeito das uniões civis no passado. Em 2010, enquanto era arcebispo de Buenos Aires, o Papa Francisco se opôs aos esforços para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Entretanto, Sergio Rubin, futuro biógrafo do Papa, sugeriu que Francisco apoiava a ideia de uniões civis como uma forma de evitar que crianças fossem dadas em adoção massivamente a estes casais, Miguel Woites, que trabalhou diretamente com a Conferência Episcopal da Argentina e a Arquidiocese de Buenos Aires dizia que esta afirmação era falsa. Porém, o fato do próprio Papa afirmar no documentário ter “defendido” anteriormente as uniões civis homossexuais parece confirmar os relatos de Rubin e outros que afirmavam que, de forma reservada, o então cardeal Bergoglio apoiava a ideia. No livro “No Céu e na Terra”, de 2013, o Papa Francisco não descarta por completo a possibilidade das uniões civis, mas afirma que as leis que “assimilam” ao casamento as práticas homossexuais eram “uma regressão antropológica”. Ele expressou ainda preocupação de que casais do mesmo sexo “tenham direito a adotar filhos, pois isto poderia afetar as crianças”. “Cada pessoa precisa de um pai e uma mãe que possam ajudá-los a formar sua identidade”, afirmava. Em 2014, Pe. Thomas Rosica, que então trabalhava na assessoria de imprensa da Santa Sé, disse à CNA que o Papa Francisco não expressou apoio às uniões civis de pessoas do mesmo sexo, depois que alguns jornalistas relataram que ele o teria feito durante uma entrevista. Naquela altura, uma proposta de união civil era debatida na Itália e Pe. Rosica enfatizou que Francisco não iria opinar no debate, mas que ele daria ênfase à doutrina católica sobre o casamento. Em 2003, sob a liderança do Cardeal Joseph Ratzinger e sob a direção do Papa João Paulo II, a Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano ensinou que “o respeito pelos homossexuais não pode levar de forma alguma à aprovação do comportamento homossexual ou ao reconhecimento legal de uniões homossexuais. O bem comum exige que as leis reconheçam, promovam e protejam o casamento como a base da família, a unidade primária da sociedade”. “O reconhecimento legal das uniões homossexuais ou colocá-las no mesmo patamar do casamento significaria não só a aprovação do comportamento desviante, com a consequência de torná-lo modelo na sociedade atual, mas também obscureceria valores básicos que pertencem à comum herança da humanidade. A Igreja não pode deixar de defender esses valores, para o bem de homens e mulheres e para o bem da própria sociedade”, acrescentou a CDF, chamando estas uniões de “gravemente imorais”. “Nem mesmo em um análogo sentido remoto, as uniões homossexuais cumprem o propósito pelo qual o casamento e a família merecem reconhecimento categórico específico. Pelo contrário, existem boas razões para sustentar que tais uniões são prejudiciais ao bom desenvolvimento da sociedade humana”, afirma o documento. A assessoria de imprensa do Vaticano não respondeu às perguntas da CNA sobre os comentários do Papa no filme. Enquanto os bispos em alguns países não se opuseram às propostas de união civil do mesmo sexo e tentaram diferenciá-las do casamento civil, os oponentes das uniões civis há muito alertam que elas servem como ponte legislativa e cultural para iniciativas de casamento entre pessoas do mesmo sexo, alegando ainda que a sociedade não deve aprovar a imoralidade nem podem deixar de proteger o direito das crianças de serem educadas por um pai e uma mãe. Afineevsky disse à EWTN News este mês que tentou em “Francesco” apresentar o Papa como ele o viu, e que o filme pode não agradar a todos os católicos. Ele disse à CNA na quarta-feira que, em sua opinião, o filme não é “sobre” o apelo do papa a favor de uniões civis, mas “sobre muitas outras questões globais”. “Não estou olhando para ele como o Papa, estou olhando para ele como um ser humano humilde, um grande modelo para a geração mais jovem, um líder para a geração mais velha, um líder para muitas pessoas, não no sentido católico , mas no sentido de liderança pura, no terreno, nas ruas ”, acrescentou Afineevsky. O cineasta disse que começou a trabalhar com o Vaticano para produzir um filme sobre o Papa Francisco em 2018 e teve acesso sem precedentes ao Papa até a conclusão das filmagens em junho, em meio aos bloqueios devido à pandemia na Itália. Afineevsky, é um cineasta russo que mora nos EUA e que em 2015 foi indicado ao Oscar e ao Emmy pela obra “Winter on Fire”, um documentário que narra os protestos Euromaidan de 2013 e 2014 na Ucrânia. Seu filme de 2017, “Cries from Syria”, foi indicado a quatro prêmios Emmy de notícias e documentários e a três prêmios de escolha da crítica. Na quinta-feira, Afineevsky receberá nos Jardins do Vaticano o prestigioso Prêmio Kineo Movie for Humanity, que reconhece cineastas que apresentam questões sociais e humanitárias em documentários. O prêmio foi criado em 2002 pelo Ministério da Cultura da Itália. Rosetta Sannelli, a criadora dos Prêmios Kineo, observou que “cada viagem do Papa Francisco a várias partes do mundo está documentada na obra de Afineevsky, em imagens e notícias, e se revela como um olhar autêntico dos acontecimentos de nosso tempo, uma obra histórica em todos os aspectos”. Fonte: ACI Digital Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? Como devemos reagir a uma notícia dessas? Algumas perguntas, observando uma afirmação do papa, ou mesmo boatos, que contradizem em partes a doutrina da Igreja, se questionam como devem reagir? Não existe uma resposta simples para este questionamento. O básico é que devemos sempre buscar conhecer a Doutrina da Igreja; A melhor forma de reagir é simplesmente continuar vivendo como ensina a Santa Igreja. Sobre este assunto específico, a Doutrina da Igreja orienta que não pode haver casamento entre pessoas do mesmo sexo, pois a prática homossexual, ou como é chamada pela igreja, Pecado Impuro contra a Natureza, é considerada como um dos quatro (4) Pecados que Bradam o Céu e pedem Vingança a Deus. Deste modo é impossível que a interpretação da igreja mude sobre este assunto. Os pecados que bradam ao Céu e pedem vingança a Deus são quatro: 1º Homicídio voluntário; 2º Pecado impuro contra a natureza; (atos homossexuais, bestialidades, sexo anal ou oral mesmo que hetero, etc.) 3º Opressão de órfãos e viúvas; 4º Não pagar o salário a quem trabalha. Por que se diz que estes pecados pedem vingança a Deus? Diz-se que estes pecados pedem vingança a Deus, porque o diz o Espírito Santo, e porque a sua malícia é tão grave e manifesta, que provoca o mesmo Deus a puni-los com os mais severos castigos. Leia também Quem não concorda com o Papa é desobediente? #homossexualidade #LGBT #papafrancisco #Vaticano
- Papa Francisco expressa apoio a uniões civis homossexuais em novo documentário
O Papa Francisco, em um novo documentário, pediu a criação de leis de união civil para casais do mesmo sexo, no que é o seu mais claro apoio à questão até o momento. No documentário, de acordo com a Agência Católica de Notícias, Francis diz que os casais do mesmo sexo devem ser “legalmente cobertos”. Em um documentário que estreou nesta quarta-feira em Roma, o Papa Francisco se mostrou favorável à aprovação de leis de união civil para casais do mesmo sexo, tomando assim distância da atual posição do Vaticano e dos seus predecessores em relação ao tema. Os comentários surgiram em meio a uma parte do documentário que reflete, entre outros temas, sobre a pastoral dedicada a pessoas que se identificam como LGBT. “Os homossexuais têm o direito de fazer parte da família. Eles são filhos de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deve ser expulso ou ter uma vida miserável por causa disso”, disse o Papa Francisco no filme ao comentar o trabalho desta pastoral. Após essas observações, e em comentários que provavelmente causarão controvérsia entre os católicos, o Papa Francisco emitiu uma opinião pessoal sobre o tema das uniões civis para casais do mesmo sexo. “O que precisamos é criar uma lei da união civil. Dessa forma, eles estarão cobertos pela lei”, disse o Papa. “Eu defendi isso,” asseverou. Os comentários são expostos no novo documentário sobre o Papa chamado, “Francesco”, que fala sobre a vida e o ministério do Papa Francisco que estreou hoje, 21, no Festival de Cinema de Roma, e está programado para fazer sua estreia na América do Norte este domingo. O filme narra a abordagem do Papa Francisco às questões sociais urgentes e ao ministério pastoral entre aqueles que vivem, nas palavras do pontífice, “nas periferias existenciais”. Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? Apresentando entrevistas com personalidades do Vaticano, incluindo o cardeal filipino Luis Tagle e outros colaboradores do papa, “Francesco” analisa a defesa que o Papa faz dos migrantes e refugiados, dos pobres, seu trabalho no tema dos abusos sexuais do clero, o papel das mulheres na sociedade e aqueles que se identificam como LGBT. O filme aborda o alcance pastoral do Papa Francisco àqueles que se identificam como LGBT, incluindo uma história do pontífice encorajando dois homens italianos a manter um relacionamento do mesmo sexo a criarem seus filhos em sua igreja paroquial, que, segundo um dos homens, era muito benéfico para seus filhos. Assista o trailer: “Ele não mencionou qual era a sua opinião sobre a minha família. Provavelmente ele está seguindo a doutrina sobre este ponto”, disse o homem, enquanto elogiava o Papa por sua disposição e atitude de boas-vindas e encorajamento. Os comentários do Papa sobre as uniões civis aparecem precisamente nesta parte do documentário. O cineasta Evgeny Afineevsky disse à CNA, a agência em inglês do grupo ACI, que o Papa expressou o pedido por uniões civis na entrevista que o produtor conduziu com o pontífice. O apelo direto do Papa por leis de união civil representa uma mudança da perspectiva de seus antecessores e de suas próprias posições a respeito das uniões civis no passado. Em 2010, enquanto era arcebispo de Buenos Aires, o Papa Francisco se opôs aos esforços para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Entretanto, Sergio Rubin, futuro biógrafo do Papa, sugeriu que Francisco apoiava a ideia de uniões civis como uma forma de evitar que crianças fossem dadas em adoção massivamente a estes casais, Miguel Woites, que trabalhou diretamente com a Conferência Episcopal da Argentina e a Arquidiocese de Buenos Aires dizia que esta afirmação era falsa. Porém, o fato do próprio Papa afirmar no documentário ter “defendido” anteriormente as uniões civis homossexuais parece confirmar os relatos de Rubin e outros que afirmavam que, de forma reservada, o então cardeal Bergoglio apoiava a ideia. No livro “No Céu e na Terra”, de 2013, o Papa Francisco não descarta por completo a possibilidade das uniões civis, mas afirma que as leis que “assimilam” ao casamento as práticas homossexuais eram “uma regressão antropológica”. Ele expressou ainda preocupação de que casais do mesmo sexo “tenham direito a adotar filhos, pois isto poderia afetar as crianças”. “Cada pessoa precisa de um pai e uma mãe que possam ajudá-los a formar sua identidade”, afirmava. Em 2014, Pe. Thomas Rosica, que então trabalhava na assessoria de imprensa da Santa Sé, disse à CNA que o Papa Francisco não expressou apoio às uniões civis de pessoas do mesmo sexo, depois que alguns jornalistas relataram que ele o teria feito durante uma entrevista. Naquela altura, uma proposta de união civil era debatida na Itália e Pe. Rosica enfatizou que Francisco não iria opinar no debate, mas que ele daria ênfase à doutrina católica sobre o casamento. Em 2003, sob a liderança do Cardeal Joseph Ratzinger e sob a direção do Papa João Paulo II, a Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano ensinou que “o respeito pelos homossexuais não pode levar de forma alguma à aprovação do comportamento homossexual ou ao reconhecimento legal de uniões homossexuais. O bem comum exige que as leis reconheçam, promovam e protejam o casamento como a base da família, a unidade primária da sociedade”. “O reconhecimento legal das uniões homossexuais ou colocá-las no mesmo patamar do casamento significaria não só a aprovação do comportamento desviante, com a consequência de torná-lo modelo na sociedade atual, mas também obscureceria valores básicos que pertencem à comum herança da humanidade. A Igreja não pode deixar de defender esses valores, para o bem de homens e mulheres e para o bem da própria sociedade”, acrescentou a CDF, chamando estas uniões de “gravemente imorais”. “Nem mesmo em um análogo sentido remoto, as uniões homossexuais cumprem o propósito pelo qual o casamento e a família merecem reconhecimento categórico específico. Pelo contrário, existem boas razões para sustentar que tais uniões são prejudiciais ao bom desenvolvimento da sociedade humana”, afirma o documento. A assessoria de imprensa do Vaticano não respondeu às perguntas da CNA sobre os comentários do Papa no filme. Enquanto os bispos em alguns países não se opuseram às propostas de união civil do mesmo sexo e tentaram diferenciá-las do casamento civil, os oponentes das uniões civis há muito alertam que elas servem como ponte legislativa e cultural para iniciativas de casamento entre pessoas do mesmo sexo, alegando ainda que a sociedade não deve aprovar a imoralidade nem podem deixar de proteger o direito das crianças de serem educadas por um pai e uma mãe. Afineevsky disse à EWTN News este mês que tentou em “Francesco” apresentar o Papa como ele o viu, e que o filme pode não agradar a todos os católicos. Ele disse à CNA na quarta-feira que, em sua opinião, o filme não é “sobre” o apelo do papa a favor de uniões civis, mas “sobre muitas outras questões globais”. “Não estou olhando para ele como o Papa, estou olhando para ele como um ser humano humilde, um grande modelo para a geração mais jovem, um líder para a geração mais velha, um líder para muitas pessoas, não no sentido católico , mas no sentido de liderança pura, no terreno, nas ruas ”, acrescentou Afineevsky. O cineasta disse que começou a trabalhar com o Vaticano para produzir um filme sobre o Papa Francisco em 2018 e teve acesso sem precedentes ao Papa até a conclusão das filmagens em junho, em meio aos bloqueios devido à pandemia na Itália. Afineevsky, é um cineasta russo que mora nos EUA e que em 2015 foi indicado ao Oscar e ao Emmy pela obra “Winter on Fire”, um documentário que narra os protestos Euromaidan de 2013 e 2014 na Ucrânia. Seu filme de 2017, “Cries from Syria”, foi indicado a quatro prêmios Emmy de notícias e documentários e a três prêmios de escolha da crítica. Na quinta-feira, Afineevsky receberá nos Jardins do Vaticano o prestigioso Prêmio Kineo Movie for Humanity, que reconhece cineastas que apresentam questões sociais e humanitárias em documentários. O prêmio foi criado em 2002 pelo Ministério da Cultura da Itália. Rosetta Sannelli, a criadora dos Prêmios Kineo, observou que “cada viagem do Papa Francisco a várias partes do mundo está documentada na obra de Afineevsky, em imagens e notícias, e se revela como um olhar autêntico dos acontecimentos de nosso tempo, uma obra histórica em todos os aspectos”. Fonte: ACI Digital Leia também PODE UMA PESSOA COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS SER UM BOM CATÓLICO? Como devemos reagir a uma notícia dessas? Algumas perguntas, observando uma afirmação do papa, ou mesmo boatos, que contradizem em partes a doutrina da Igreja, se questionam como devem reagir? Não existe uma resposta simples para este questionamento. O básico é que devemos sempre buscar conhecer a Doutrina da Igreja; A melhor forma de reagir é simplesmente continuar vivendo como ensina a Santa Igreja. Sobre este assunto específico, a Doutrina da Igreja orienta que não pode haver casamento entre pessoas do mesmo sexo, pois a prática homossexual, ou como é chamada pela igreja, Pecado Impuro contra a Natureza, é considerada como um dos quatro (4) Pecados que Bradam o Céu e pedem Vingança a Deus. Deste modo é impossível que a interpretação da igreja mude sobre este assunto. Os pecados que bradam ao Céu e pedem vingança a Deus são quatro: 1º Homicídio voluntário; 2º Pecado impuro contra a natureza; (atos homossexuais, bestialidades, sexo anal ou oral mesmo que hetero, etc.) 3º Opressão de órfãos e viúvas; 4º Não pagar o salário a quem trabalha. Por que se diz que estes pecados pedem vingança a Deus? Diz-se que estes pecados pedem vingança a Deus, porque o diz o Espírito Santo, e porque a sua malícia é tão grave e manifesta, que provoca o mesmo Deus a puni-los com os mais severos castigos. Leia também Quem não concorda com o Papa é desobediente? #homossexualidade #LGBT #papafrancisco #Vaticano
- O PAPA E AS UNIÕES HOMOSSEXUAIS: FRASES DESCONCERTANTES QUE OS FIÉIS NÃO SÃO OBRIGADOS A ACEITAR – S
Ontem foi divulgada a seguinte frase pronunciada pelo Papa Francisco: “Os homossexuais têm direito a ser uma família. Eles são filhos de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deve ser deixado à margem ou ficar infeliz por isso. O que precisamos é criar uma lei sobre as uniões civis. Dessa forma, eles estarão legalmente cobertos. Tenho lutado por isso”. É uma frase desprovida de verdade e, portanto, falsa. Não requer o consentimento de um fiel — como, por exemplo, quem escreve essas linhas —, mesmo que tenha sido dita pelo Papa. Na verdade, os fiéis são obrigados a pensar o contrário, mesmo que este Papa não o diga, porque todos os outros Papas antes dele o disseram. O fiel não deve se sentir desconfortável ao rejeitar um ensinamento equivocado: deve estar mais preocupado, e até angustiado, com a situação da Igreja, que uma frase desse tipo inevitavelmente põe a nu. Desconfortável devia se sentir o Papa por ter dito algo contrário ao que foi dito por todos os outros Papas. Não vou examinar aqui todos os problemas que decorrem dessa desconcertante intervenção do Papa Francisco. Não vou examinar que espécie de magistério é esse: os canonistas o farão. Não vou examinar a divisão profunda que isso causa na Igreja: os teólogos o farão. Não vou examinar o escândalo causado em tantas almas, especialmente nos jovens. Não examino as aberturas que esta frase comporta: a procriação artificial, o sacrifício de embriões humanos, a filiação em laboratório, o sacrifício de crianças entregues para adoção no altar dos desejos não naturais, o útero de aluguel e assim por diante. São consequências insólitas que estão subtendidas naquela frase. Falaremos sobre elas, mas não agora. Não vou examinar as contradições com outras declarações do próprio Papa Francisco, nem estou interessado agora em sua coerência lógica. Não vou examinar nenhuma dessas tragédias que tiveram início ontem, a partir daquela frase. Nem estou interessado nos possíveis esclarecimentos dos assessores de imprensa do Vaticano. O que há para esclarecer, em face de um cataclismo desse tipo? Nem, por agora, podemos examinar o mistério que permitiu a um Papa dizer tais coisas. Aqui, e agora, estou só interessado em uma coisa: afirmar que essa frase é falsa e injusta, e dizer por que nunca vou aceitá-la ou utilizá-la. A Revelação, o ensinamento perene da Igreja e a reta razão sempre estiveram de acordo em dizer que a família é a união indissolúvel de um homem e uma mulher, fundada no matrimônio e aberta à vida. Isso é de direito natural e divino, e ninguém pode mudá-lo, nem mesmo um Papa. Para fazer isso, ele deve nos fazer acreditar que a tradição da Igreja tenha caído em erro e que a própria razão humana sempre se enganou a esse respeito. Não posso aderir a uma autoridade da Igreja que deseja que eu acredite nisso, pois ao me pedir isto ela deixa de ser uma autoridade. O Papa sustenta que mesmo as pessoas homossexuais (creio que queira dizer, com isso, pessoas com “conduta homossexual”) têm o direito de ter uma família, com o que ele chama de família essas uniões, colocando-as no mesmo nível da família acima mencionada. Portanto, aceita a existência de vários tipos de família, o que é inaceitável. Seria como dizer que a Criação, neste ponto, foi falha, os textos sagrados caíram em erro e a ordem natural e social não é mais finalística, mas convencional, dependente de situações existenciais. São coisas que um Papa não pode sustentar, mesmo se, ao fazê-lo, pense que esteja agindo como Papa. A autoridade política não pode reconhecer, por lei, o que não respeita a ordem natural e finalística da sociedade humana, porque neste caso trabalharia para o mal comum e não mais para o bem comum. Não basta um desejo para fazer de dois indivíduos uma família, nem mesmo se esse desejo for natural, e muito menos ainda se não for natural. Em vez disso, é necessária uma vocação que garanta que as duas pessoas não se aproximem meramente como dois indivíduos, mas se unam e se completem segundo uma ordem que não depende delas. Admitir uma família de dois homossexuais significa considerar a sociedade como uma soma de indivíduos que se aproximam com base em desejos individuais, e isso nenhuma autoridade política legítima pode admitir. A família e a sociedade não são um monte de indivíduos assexuados ou indivíduos com sexualidade diversamente intermutável, mas nascem de uma complementaridade polar masculino-feminino, aberta à vida. Ninguém tem direito a uma família. Ser filhos de Deus, como diz o Papa Francisco, não nos dá o direito de ter uma família. A família é um dever e o dever é uma vocação, não um direito; não somos nós que definimos os deveres: eles se impõem pela sua moralidade e nos atraem pela sua bondade, coisa que a homossexualidade não permite. A frase do Papa Francisco perturba a relação entre direitos e deveres e é incapaz de fundar os deveres na ordem finalística das coisas. A ideia de direito, contida naquela frase do Papa, é radical e anárquica; não é cristã, nem está em conformidade com a tradição filosófica e teológica cristã. Nessas poucas linhas, a lei natural e divina é atropelada, a lei moral natural é demolida, o conceito de lei é perturbado, e se faz coincidir autoridade com poder. Com poucas palavras, todas as bases da doutrina social da Igreja são negadas, e mais de cem anos de ensinamentos são cancelados com um piparote. O Papa não fala em casamento, mas em uniões civis para proteger juridicamente o casal homossexual. Mas este ponto já foi esclarecido pela Igreja, e com razão: não é possível tutelar juridicamente a relação homossexual; é possível tutelar indivíduos que, como tais, já estão protegidos pelo sistema jurídico. Não só a relação homossexual, mas nenhuma outra união, nem mesmo a heterossexual, pode ter reconhecimento jurídico: ou porque se realiza entre duas pessoas do mesmo sexo, ou porque recusa o matrimônio, ou por ambos os motivos. Quando a autoridade política concede este reconhecimento, é como se atestasse que essa relação é funcional para o bem comum, o que é impossível, porque só a verdadeira união familiar é capaz de desempenhar esse papel; as demais sempre provocam abusos e violência. É preciso ser cego para não o ver. Quando isso é negligenciado, a sociedade desmorona. O Papa Francisco, nessa frase, nega a tradição, rejeita a reta razão, enfraquece a Igreja e dissolve a sociedade. https://lanuovabq.it/it/papa-e-gay-frasi-sconcertanti-ma-il-fedele-e-obbligato-a-pensare-il-contrario
- MIGUEL DE UNAMUNO E A PROCURA DE DEUS
Don Miguel de Unamuno, que sabia combinar o cargo de reitor da Universidade de Salamanca e o gosto de pescar de varinha, teve sempre uma postura corajosa diante dos valores ingenuamente cosmopolitas da cultura contemporânea, uma maneira muito pessoal de abordar as ideias e os problemas do mundo, dominado sempre pelo que chamava de “paixão do pensamento” (ainda que isso soe paradoxal). Foi esse cristão sem Deus, embora profundamente saudoso do Absoluto, quem disse, certa vez, num belo poema: “Senhor, por que consentes que os ateus te neguem? Por que, Senhor, nos deixa na dúvida, dúvida de morte? Por que te escondes? Por que incendiaste nosso peito com a ânsia de te conhecer, a ânsia de que existas, para te esconder assim de nossos olhares? Onde estás, meu Senhor? Acaso existes?” Sua teologia desesperada e contraditória foi além. Num soneto de 1911, intitulado “A oração do ateu”, começa com este verso: “Ouve meu pedido, Tu, Deus que não existes.” Sempre gostava de entrevistar-se com esse Deus que, para ele, era ou problemático ou inexistente. Não aceitava nem a ideia nem o fato da morte. Achava-a tremendamente absurda. Tudo o que escreveu está repassado dessa grande fome de imortalidade. Poderia ter escrito, antes do poeta inglês Dylan Thomas, aquele verso terrível: “Raiva, raiva da luz que vai morrendo!” Era um tradicionalista: preferia a Espanha antiga e católica ao país moderno que tentava acertar o passo com a Europa da segunda Revolução Industrial. Apreciava muito da vida no campo e das pequenas cidades, concordando com Aristóteles que dizia ser impossível viver num lugar com mais de cem mil homens (cada homem com uma alma, cada alma com seus infinitos abismos). E eis aqui um elemento fundamental do pensamento de Unamuno: a sua preocupação com a cidade humana. Sua filosofia é também política, interessada no destino dos indivíduos e da sociedade, embora nunca visse com simpatia as “massas rebeldes” das grandes cidades e sempre desprezasse as elites indiferentes. Escreveu certa vez a respeito do escritor francês Anatole France, cético e marmóreo, dizendo ser ele “incapaz de indignar-se”. Na antítese dessa definição está o próprio Unamuno, que era o oposto do intelectual impassível e conformado. Jamais o relapso e pouco didático professor de Salamanca deixou de ser um homem indignado, em especial com a falta de inteligência e a injustiça. Indignou-se a vida inteira: com os alunos na sala de aula ou na “calle” da Universidade, na reitoria ou na imprensa, nos seus ensaios, poemas e narrativas. Partiu indignado para o exílio, quando Primo de Rivera impôs sua ditadura à Espanha, entre 1923 a 1930. Falando um dia sobre os livros que levaria consigo, se tivesse de se isolar numa ilha, Unamuno foi incisivo: carregaria única e exclusivamente o Evangelho Segundo São João , no original grego (era, como se sabe, professor de língua e literatura grega). Foi o que acabou ocorrendo com esse conhecedor de tantas línguas e tantas literaturas, esse ateu sempre perseguido pela ideia de Deus: partiu, já mais paciente que indignadamente, para o exílio em Fuerteventura com o Evangelho Segundo São João debaixo do braço. Morreu em 1936, no início da guerra civil espanhola, sempre em dissídio com o Deus que nunca deixou de procurar.
- Cristofobia: Igrejas são incendiadas e destruídas durante protesto no Chile
Quando a cúpula da pequena igreja da Assunção pegou fogo, após o desabamento da estrutura, vários manifestantes comemoraram A Igreja da Assunção, nas proximidades da Praça Itália em Santiago, foi completamente incendiada no domingo depois de ser atacada por encapuzados em meio a uma grande manifestação pelo primeiro aniversário do início dos protestos sociais no Chile. A pequena igreja foi o segundo templo a ser atacado durante este dia de protestos em Santiago. Quando a cúpula pegou fogo após o desabamento da estrutura, vários manifestantes comemoraram. A estrutura foi atacada por manifestantes encapuzados no momento em que várias horas de manifestação pacífica ocorreram ao redor da Praça Itália, onde eles comemoraram o início dor protestos de 18 de outubro de 2019. Quando a igreja pegou fogo, bombeiros e equipes de resgate fizeram uma cerca para evitar que o colapso da estrutura atingisse as pessoas. “Deixa cair, deixa cair”, gritaram alguns encapuzados, que festejaram a subsequente queda da cúpula da igrejinha, também conhecida como “freguesia dos artistas”, segundo a imprensa chilena. Antes, bem próximo ao local onde ocorreu o incêndio, outro templo, dos ‘Carabineros’, foi saqueado e queimado, mas os bombeiros conseguiram apagar as chamas antes que elas causassem maiores danos. “Queimar igrejas é uma expressão de brutalidade”, afirmou o ministro do Interior e Segurança, Víctor Pérez, ao destacar que durante o dia a polícia protegeu as estações de metrô de Santiago, os ônibus do transporte público e outros alvos dos violentos ataques do ano passado. O ministro disse que “grupos minoritários” dentro da manifestação foram responsáveis pelos atos de violência. Igrejas ⛪️ históricas sendo queimadas no Chile , Essa é a verdadeira Face da Esquerda no mundo , O ódio ao Cristianismo é cada dia mais Obscuro e Real pic.twitter.com/Z47JbbTsKg — Tenente Nascimento 🇧🇷 (@TenNascimento) October 19, 2020 Desde cedo, os manifestantes – na maioria jovens, mas também famílias e idosos – compareceram à Praça Itália, rebatizada pelos manifestantes como “Praça da Dignidade”, para comemorar o dia em que “o Chile acordou”, como afirmam os manifestantes, mas também para se reunir novamente em um grande protesto após meses de pausa devido à pandemia. Embora a Polícia tenha chegado cedo ao local, parte do efetivo se retirou com o aumento do número de manifestantes na praça, coberta por cartazes e bandeiras. Somente no começo da noite, alguns efetivos retornaram. A manifestação de domingo aconteceu uma semana antes do plebiscito em que os chilenos vão decidir se mudam ou não a Constituição que permanece como herança da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). O referendo foi convocado após um amplo acordo político alcançado após semanas de protestos violentos no ano passado. Várias pesquisas apontam que a opção de aprovar a mudança constitucional poderá vencer com mais de 60% dos votos, após um ano em que a demanda por maior bem-estar social tem um apoio transversal na sociedade, além de uma forte condenação à violência nas ruas. Texto: Correio Braziliense Comentário da Deputada Chris Tonietto Leia o comentário da Deputada Católica Chris Tonietto sobre o ocorrido: Todas as vezes que falamos de cristofobia, muitos se negam a reconhecer a existência de um verdadeiro ódio que existe por parte dos progressistas a Nosso Senhor Jesus Cristo. Pois bem, aí está a prova do que falamos: gritos de comemoração ao fogo consumindo locais santos no aniversário da insurreição comunista. Como pode exigir respeito e tolerância aquele que compactua com tamanha barbárie? Podemos perceber a falsidade dos ideais daqueles que levantam bandeiras em protesto ao passo em que vandalizam e desrespeitam símbolos religiosos e monumentos históricos. Portanto, não podemos permitir que tais indivíduos e suas ideias se alastrem. Não demoraria até que nós próprios estivéssemos em chamas, enquanto alguém brada palavras de ordem “pela paz e pela justiça”. #Cristofobia #Feminismo
- Cristofobia: Igrejas são incendiadas e destruídas durante protesto no Chile
Quando a cúpula da pequena igreja da Assunção pegou fogo, após o desabamento da estrutura, vários manifestantes comemoraram A Igreja da Assunção, nas proximidades da Praça Itália em Santiago, foi completamente incendiada no domingo depois de ser atacada por encapuzados em meio a uma grande manifestação pelo primeiro aniversário do início dos protestos sociais no Chile. A pequena igreja foi o segundo templo a ser atacado durante este dia de protestos em Santiago. Quando a cúpula pegou fogo após o desabamento da estrutura, vários manifestantes comemoraram. A estrutura foi atacada por manifestantes encapuzados no momento em que várias horas de manifestação pacífica ocorreram ao redor da Praça Itália, onde eles comemoraram o início dor protestos de 18 de outubro de 2019. Quando a igreja pegou fogo, bombeiros e equipes de resgate fizeram uma cerca para evitar que o colapso da estrutura atingisse as pessoas. “Deixa cair, deixa cair”, gritaram alguns encapuzados, que festejaram a subsequente queda da cúpula da igrejinha, também conhecida como “freguesia dos artistas”, segundo a imprensa chilena. Antes, bem próximo ao local onde ocorreu o incêndio, outro templo, dos ‘Carabineros’, foi saqueado e queimado, mas os bombeiros conseguiram apagar as chamas antes que elas causassem maiores danos. “Queimar igrejas é uma expressão de brutalidade”, afirmou o ministro do Interior e Segurança, Víctor Pérez, ao destacar que durante o dia a polícia protegeu as estações de metrô de Santiago, os ônibus do transporte público e outros alvos dos violentos ataques do ano passado. O ministro disse que “grupos minoritários” dentro da manifestação foram responsáveis pelos atos de violência. Igrejas ⛪️ históricas sendo queimadas no Chile , Essa é a verdadeira Face da Esquerda no mundo , O ódio ao Cristianismo é cada dia mais Obscuro e Real pic.twitter.com/Z47JbbTsKg — Tenente Nascimento 🇧🇷 (@TenNascimento) October 19, 2020 Desde cedo, os manifestantes – na maioria jovens, mas também famílias e idosos – compareceram à Praça Itália, rebatizada pelos manifestantes como “Praça da Dignidade”, para comemorar o dia em que “o Chile acordou”, como afirmam os manifestantes, mas também para se reunir novamente em um grande protesto após meses de pausa devido à pandemia. Embora a Polícia tenha chegado cedo ao local, parte do efetivo se retirou com o aumento do número de manifestantes na praça, coberta por cartazes e bandeiras. Somente no começo da noite, alguns efetivos retornaram. A manifestação de domingo aconteceu uma semana antes do plebiscito em que os chilenos vão decidir se mudam ou não a Constituição que permanece como herança da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). O referendo foi convocado após um amplo acordo político alcançado após semanas de protestos violentos no ano passado. Várias pesquisas apontam que a opção de aprovar a mudança constitucional poderá vencer com mais de 60% dos votos, após um ano em que a demanda por maior bem-estar social tem um apoio transversal na sociedade, além de uma forte condenação à violência nas ruas. Texto: Correio Braziliense Comentário da Deputada Chris Tonietto Leia o comentário da Deputada Católica Chris Tonietto sobre o ocorrido: Todas as vezes que falamos de cristofobia, muitos se negam a reconhecer a existência de um verdadeiro ódio que existe por parte dos progressistas a Nosso Senhor Jesus Cristo. Pois bem, aí está a prova do que falamos: gritos de comemoração ao fogo consumindo locais santos no aniversário da insurreição comunista. Como pode exigir respeito e tolerância aquele que compactua com tamanha barbárie? Podemos perceber a falsidade dos ideais daqueles que levantam bandeiras em protesto ao passo em que vandalizam e desrespeitam símbolos religiosos e monumentos históricos. Portanto, não podemos permitir que tais indivíduos e suas ideias se alastrem. Não demoraria até que nós próprios estivéssemos em chamas, enquanto alguém brada palavras de ordem “pela paz e pela justiça”. #Cristofobia #Feminismo
- “FAÇAM SEXO DE MÁSCARA!” – Dr. Paolo Gulisano
[A Ordem dos Médicos da região de Veneza fez o seguinte apelo aos casais: “Façam sexo de máscara”. Entre os vários conselhos do mesmo tipo, presentes em outras publicações, podem-se ler semelhantes e grotescas indicações. Se este é o nível atual da classe médica, será difícil confiar nela. No entanto, quanto mais o sexo é privado de ternura e reduzido à prática genital, mais diminui o desejo. Basta conferir os números]. Em “tempo de guerra”, todo soldado deve cumprir seu dever. Também se serve a Pátria — dizia-se — economizando um litro de gasolina. Hoje, a causa da luta contra a Covid deve contar com a contribuição de todos e, em particular, de cada médico, seja qual for sua especialidade. Não apenas especialistas em doenças infecciosas, virologistas, epidemiologistas, mas também outros especialistas, principalmente ginecologistas. E eis que, nos últimos dias, partiu de ginecologistas e de uma Ordem dos Médicos da região de Veneza um apelo que virou notícia nos jornais, despertando a hilaridade de muitos leitores. Mas não há motivo para rir, pois os profissionais que deram o alarme não estavam brincando: “Faça sexo com máscara”, disseram. A máscara, como sabemos, tornou-se uma obrigação, um objeto totêmico, o símbolo do medo epidêmico. Pretendíamos mantê-la longe do tálamo conjugal? Absolutamente não. Esta decisão foi tomada depois de uma série de publicações recentes na área médica. Se é verdade que devemos ter medo, ou até horror do vírus, há outras preocupações que é preciso ter em mente. Por exemplo, soou há pouco o seguinte alarme: os italianos, durante a quarentena, fizeram menos sexo. São dados que emergiram de uma pesquisa recente, que envolveu uma amostra de pessoas com idades compreendidas entre os 16 e os 55 anos, com o objetivo de medir o impacto da quarentena nos hábitos sexuais. Dos entrevistados, 83% confessaram uma queda geral do desejo e da prática sexual durante o período de lockdown . Entre os principais motivos para justificar essa diminuição estão ansiedade e depressão, mas também o medo do contágio. Eis, portanto, que — como lemos em uma publicação médica — “neste momento histórico, é imprescindível que as pessoas tenham um comportamento sexual mais consciente quanto à prevenção do contágio da Covid-19, e mais ainda, sobre a importância de se defender do vírus HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis”. Por isso, um grupo de especialistas médico-científicos do Departamento de Doenças Infecciosas do Hospital Sacco de Milão (onde trabalha o professor Galli, um dos médicos mais expostos na mídia neste período), elaborou um código de conduta em relação à atividade sexual para tempos de Covid. Entre os vários conselhos, que também aparecem noutras publicações, se podem ler indicações muito detalhadas e às vezes grotescas. Sobrou para todos: heterossexuais, homossexuais e até para pobres solteiros sem nenhum tipo de parceiro. Pedimos desculpas aos leitores mais sensíveis, mas eles devem saber que há conselhos higiénico-sanitários até para quem pratica o autoerotismo, atividade para a qual “é preciso ter sempre o cuidado de lavar bem as mãos”. Mas há um ponto importante dessa higienização da atividade sexual, que é preciso sublinhar: o uso da máscara nas relações íntimas tem por objetivo eliminar a perniciosa prática do beijo. Essa “prática” — pode-se ler no documento — “é a principal fonte de contágio, pois envolve — como todos sabemos — a potencial transmissão do vírus pela saliva. Deverá ser evitado, portanto, mesmo no período pós-Covid”. Sim, porque é preciso continuar a viver no pesadelo de uma volta do vírus, mesmo depois de sermos vacinados contra a Covid. A “espada de Dâmocles” de novas ondas ainda permanecerá sobre nossas cabeças. Portanto, impõe-se o distanciamento afetivo. A Nova Ordem Sanitária não pretende vetar o sexo. Imagine! Essas proibições são coisas da Igreja Católica pré-conciliar… A Nova Ordem quer evitar a ternura, da qual o beijo é uma das mais belas expressões. Ela quer que se faça sexo, mas não amor. Sem expressões de doçura e carinho. Ou seja, com distanciamento afetivo. Que haja somente uma mera relação genital, obviamente acompanhada de preservativo. Preservativo e máscara. Não é de espantar-se que diminua o interesse pelos relacionamentos íntimos. Os neo-malthusianos ficarão felizes ao ver a taxa de natalidade cair ainda mais. Quanto aos bebês que continuam a nascer, o mercado lançou o “baby shield” [protetores faciais para recém-nascidos], escudos de acrílicos de onde saem luvas pretas de soldadores para segurar os bebês nos braços, sem tocá-los com as mãos nuas e sem beijá-los. Um verdadeiro pesadelo distópico. Em suma: no próximo mundo novo, devemos esquecer os beijos. O beijo será um gesto subversivo. Contudo, há um pequeno detalhe que deve ser lembrado às pessoas tomadas pelo pânico, antes de aceitarem o distanciamento afetivo, e lembrado aos hipersaudáveis do sexo blindado: qual o risco que existe, se esses contatos íntimos ocorrerem dentro de um relacionamento exclusivo, único e fiel? A resposta não é difícil. https://lanuovabq.it/it/delirio-dei-ginecologi-fate-sesso-ma-in-mascherina
- CÉSAR E O VERDADEIRO REI – Scott Hahn medita sobre o 29ª Domingo do Tempo Comum
O Senhor é rei sobre toda a terra, conforme cantamos no Salmo de hoje. Os governos ascendem e tombam por Sua permissão, sem nenhuma autoridade além da que vem do Alto (ver João 19:11; Romanos 13: 1). Com efeito, Deus diz a cada governante o que diz ao rei Ciro, na primeira leitura de hoje: “Chamei-te (…) e não me reconheceste.” O Senhor fortaleceu Ciro para trazer de volta do exílio os israelitas e reconstruir Jerusalém (ver Esdras 1: 1-4). Ao longo da história da salvação, Deus usou governantes estrangeiros para o benefício de Seu povo escolhido. O coração do Faraó foi endurecido para que fosse revelado o poder de Deus (ver Romanos 9:17). Exércitos invasores foram usados para punir os pecados de Israel (ver 2 Macabeus 6: 7-16). Também a ocupação romana, durante o tempo de Jesus, foi um julgamento sobre a infidelidade de Israel. Provam-no as célebres palavras de Jesus, no Evangelho de hoje (“Dai a César o que é de César”). Palavras que também nos convidam a manter viva a nossa lealdade: somente o Senhor é o nosso rei. Seu reino não é deste mundo (ver João 18:36), mas ele começa aqui, em Sua Igreja, que difunde Sua glória entre todos os povos. Como cidadãos do céu (ver Filipenses 3:20), somos chamados a ser luz para o mundo (ver Mateus 5:14), atuando com nossa fé, esforçando-nos em nossa caridade e com a firmeza de nossa esperança, como aconselha a epístola de hoje. Devemos ao governo civil o cuidado com o bem comum e a obediência às leis — exceto quando que entrem em conflito com os mandamentos de Deus, segundo a interpretação da Igreja (ver Atos 5:29). Mas é a Deus a quem devemos tudo. A moeda leva a imagem de César, mas trazemos em nós a própria imagem de Deus (ver Gênesis 1:27). Devemos a Ele a nossa própria vida: todo o nosso coração, nosso entendimento, nossa alma e nossa força, que devemos oferecer como sacrifício vivo de amor (ver Romanos 12: 1-2). Rezemos por nossos líderes, para que, como Ciro, façam a vontade de Deus (ver 1 Timóteo 2: 1-2). Do nascer ao pôr do sol, toda a humanidade saiba que Jesus é o Senhor. https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/caesar-and-the-king-scott-hahn-reflects-on-the-twenty-ninth-sunday-in-ordinary-time/
- PADRE DA FSSPX REFUTA PADRE CALDERÓN
A EXTREMA DIREITA: O “MAGISTEROVACANTISMO” O título certamente fará o leitor sorrir. Na verdade, talvez este tenha sido o único “-ismo” ainda ausente entre os muitos que pontilharam a galáxia tradicionalista na era pós-conciliar (foram cunhados os termos sedevacantismo, sedeprivacionismo, anticonciliarismo e certamente muitos outros que escapam àqueles que, como este autor, geralmente preferem se ater a apenas um: o são realismo da filosofia perennis). No entanto, descreve uma atitude que não está de modo algum ausente, mas antes bastante difundida nestes círculos. É a ideia de que, depois do Concílio Vaticano II, o Magistério simplesmente deixaria de existir. Tout court. Esta tese assume nuances diferentes de acordo com a posição eclesial daqueles que a afirmam (para alguns é uma consequência lógica do fato de que, a partir do Concílio, a Sé Apostólica estaria vaga; para outros, derivaria da ausência da intenção de ensinar magisterialmente pelos Pontífices a partir de Paulo VI), mas em todo caso colide tanto com o sensus Ecclesiæ quanto, mais simplesmente, com o sentido da realidade. Essa visão se choca com o senso eclesial porque, se o Magistério é, como ensina Pio XII, a norma próxima da fé[2], o resultado é que a Igreja, assim como não poderia manter-se por muito tempo (como os sessenta anos que nos separam do último Concílio) sem um Papa reinante, tampouco poderia manter-se assim sem o Magistério (exercido in actu). Portanto, afirmar que, por mais de cinquenta anos, o Magistério não existe mais (a não ser em estado de pura potência) abre as portas para as mesmas consequências às quais o sedevacantismo conduz, ou seja, questionar a promessa de Jesus Cristo à sua Igreja: “As portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18). Mas também se choca com o simples senso da realidade, com um realismo saudável, pois não somos nós que podemos determinar a priori, com base em uma tese pré-concebida, qual é a autoridade de um texto promulgado pelo Papa, mas é o próprio Papa que manifesta sua intenção (a sua mens [intenção], segundo o termo consagrado). Agora, é certamente inegável que a concepção do Magistério sofreu uma profunda mudança ao longo das últimas décadas (pense, como sinais externos desta mudança, no fato de que o número de pronunciamentos do Magistério cresceu enormemente, enquanto sua solenidade diminuiu proporcionalmente, e que mais e mais órgãos foram acrescentados aos tradicionais, como as Comissões pontifícias ou teológicas, cujo grau de autoridade nem sempre é totalmente claro). Os argumentos a favor desta tese não são, portanto, inteiramente sem fundamento[3]. No entanto, seu limite consiste na tentativa de demonstrar que esta nova concepção diz respeito a todos os atos do Magistério pós-conciliar sem exceção, quando os fatos parecem mostrar o contrário: isto é, que mesmo em um contexto tão confuso, não faltam pronunciamentos oficiais cujo conteúdo, tom e propósito mostram claramente que o Papa realmente pretende fazer uso de sua autoridade magisterial, da maneira e sentido tradicionais do termo. Vamos citar alguns exemplos. O Concílio Vaticano II “ensina […] que com a consagração episcopal é conferida a plenitude do sacramento da ordem” (Lumen Gentium, 22). Este ensino correspondia, além disso, aos votos de uma grande maioria dos Padres Conciliares (incluindo Mons. Lefebvre)[5]. Certamente não é uma definição de fé, mas seria contra todo bom senso dizer que neste ponto preciso o Concílio não empenhou sua autoridade como autêntico Magistério (aos teólogos então resta discutir o status teológico exato do pronunciamento: aquele de doutrina católica pareceria, entretanto, à primeira vista, a mais apropriada[6]). Outro exemplo bastante claro é, para permanecer nos anos do Concílio, a solene proclamação por Paulo VI de Maria “Mãe da Igreja”, um ato ao qual “nada faltava… para que fosse verdadeiramente inspirado pelo Espírito Santo… um acontecimento extraordinário…, [sobre o qual] nunca se falará o suficiente, porque na história da Igreja, o Concílio Vaticano II permanecerá acima de tudo o que proclamou Maria “Mãe da Igreja”. […] Nenhuma das verdades afirmadas no Concílio terá, de fato, a mesma importância que esta”[7] (Mons. Lefebvre); ou mesmo (alguns anos depois) o “Credo do Povo de Deus” do próprio Pontífice, “um ato que, do ponto de vista dogmático, é mais importante que todo o Concílio […]. Este Credo, que foi elaborado para afirmar a fé de Pedro, e pelo sucessor de Pedro, foi revestido com uma solenidade absolutamente extraordinária, porque o Papa manifestou sua intenção de fazê-lo como sucessor de Pedro […], como Vigário de Cristo. […] Consequentemente, realizou um ato que empenha a fé da Igreja. Assim temos o consolo e a confiança de sentir que o Espírito Santo não abandona Sua Igreja”[8] (Mons. Lefebvre). Em tempos mais recentes, podemos citar como exemplos o documento (Ordinatio sacerdotalis) no qual João Paulo II reafirmou, em termos de solenidade igual apenas nos Papas pré-conciliares[9], a impossibilidade de conferir o sacramento da ordenação às mulheres, e as passagens da encíclica Evangelium vitæ em que reitera a condenação do aborto (diferentemente dos argumentos filosóficos apresentados no mesmo texto em apoio a esta condenação, que não têm necessariamente a mesma autoridade). O católico que verdadeiramente reconhece (ou seja, com todas as consequências que isso implica) que o Papa é tal e a Sé não está vaga, como poderia negar o caráter magisterial de tais pronunciamentos[10]? Nem mesmo o fato de que os mesmos documentos, em outros pontos, apresentem doutrinas diferentes das do Magistério anterior pode constituir uma objeção a seu valor magisterial, pois “há um Magistério pastoral ordinário que pode conter erros ou simplesmente expressar opiniões”[11] (Mons. Lefebvre). [2] Cf. PIO XII, Encíclica Humani generis de 12 de agosto de 1950: “Embora este Magistério sagrado deva ser para qualquer teólogo, em matéria de fé e moral, a próxima e universal norma de verdade (na medida em que Cristo Senhor lhe confiou o depósito da fé – isto é, a Sagrada Escritura e a Tradição Divina – para ser guardada, defendida e interpretada), às vezes é ignorado, como se não houvesse o dever por parte dos fiéis de evitar até mesmo aqueles erros que, em maior ou menor medida, se aproximam da heresia”. Os teólogos geralmente tiram daí a conclusão de que a Sagrada Escritura e a Tradição constituem a “norma remota” da fé, da qual a inteligência dos fiéis não pode tirar conclusões diretas sobre as verdades da fé, mas sempre mediatamente, ou seja, através de uma norma última (o Magistério) que regule sua consciência de forma mais próxima. [3] Outros sinais interessantes desta nova concepção do Magistério podem ser vistos em algumas passagens extraídas dos próprios textos do Magistério, como a Encíclica Ecclesiam suam de Paulo VI, na qual o Papa declara que deseja dar a seu ministério uma finalidade principalmente dialógica e pastoral (cf. § 7: “A Igreja deve entrar em diálogo com o mundo em que se encontra vivendo. A Igreja se torna palavra; a Igreja se torna mensagem; a Igreja se torna colóquio”). Quando é esta forma de exercício “dialógico” do Magistério que se exerce, pode-se de fato perguntar, por meio de hipóteses teológicas, se estes atos podem realmente enquadrar-se nas categorias tradicionais do Magistério. No entanto, mesmo admitindo a validade desta hipótese, o fato de os Pontífices pós-conciliares terem, por um lado, em grande parte assumido este exercício “dialógico” do Magistério, não os impede de recorrer também, em outras circunstâncias, ao modo tradicional de exercício do Magistério. [4] Mesmo o fato de que os Pontífices do Pós-Concílio admitam o princípio da liberdade religiosa tal como formulado pelo Concílio Vaticano II em Dignitatis Humanæ não pode constituir um argumento em apoio a esta tese, porque neste documento, se se afirma o direito de não ser impedido no exercício do culto religioso ao qual se adere em consciência, certamente não é negado que o Magistério da Igreja é vinculante à consciência daqueles que aderem ao culto católico. [5] De fato, os teólogos haviam debatido por muitos séculos se o episcopado, considerado distintamente do presbitério, era um sacramento. E, mesmo antes do Concílio, o próprio Pio XII, em Sacramentum Ordinis, embora não dirima definitivamente a questão, parece alinhar-se decisivamente com a solução afirmativa (cf. FRANCISCO A. SOLÁ S.I., De sacramentis vitæ socialis christianæ, em AA.VV., Sacræ theologiæ summa, BAC, Madrid 1957, vol. IV, pp. 596-607). [6] Ver I. SALAVERRI S.I., De Ecclesia Christi, in AA.VV., Sacræ theologiæ summa, BAC, Madrid 1962, vol. I, p. 793: “A ‘doutrina católica’, entendida estritamente, é aquela que o Magistério universal ensina de forma meramente autêntica, isto é, por um ato de verdadeira autoridade doutrinária, mas sem excluir completamente a possibilidade de erro. De fato […] existe na Igreja um Magistério universal e autêntico ao qual se deve o assentimento interno e religioso, embora não tenha a intenção de definir algo por um ato de autoridade infalível […]. Uma doutrina ensinada autenticamente pela Igreja com este menor grau de autoridade, já que é proposta pelo Magistério universal, é habitualmente chamada de ‘doutrina católica’ no sentido estrito. E uma doutrina contrária a ela pode ser definida como ‘erro na doutrina católica’ (Doctrina Catholica stricte est ea quam universale Magisterium docet mere authentice, actu nempe doctrinalis veræ auctoritatis, sed non excludente possibilitatem erroris. Nam […] est in Ecclesia Magisterium universale et authenticum, cui debetur assensus internus et religiosus, etsi non intendat auctoritatis actu infallibili aliquid definire […]. Doctrina quæ hoc minori auctoritatis graduada ab Ecclesia authentice docetur, quia ab universali Magisterio proponitur, appelari consuevit Doctrina Catholica stricte. Contraria vero dici potest error in Doctrina Catholica). [7] M. LEFEBVRE, Marie, Mère de l’Eglise, in Lettres pastorales et écrits, Editions Fideliter, Escurolles 1989, p. 211-212. Esta citação, retirada de uma das circulares (Avis du mois) que Mons. Lefebvre, como Superior Geral dos Padres do Espírito Santo, enviava mensalmente a seus coirmãos, é datada de 1965. Seu tom de elogio ao Concílio não deve surpreender nem contradiz as críticas que o Arcebispo, já no ano seguinte, faria contra vários pronunciamentos do Concílio: estas linhas só mostram que, até que, pouco tempo depois, tivesse provas em contrário, Mons. Lefebvre ainda queria esperar que o Concílio trouxesse aquelas luzes e aqueles frutos que, ainda no momento de sua convocação e seus procedimentos, ele esperava dele; e, também, que sempre manteve um julgamento equilibrado, sabendo distinguir desde o início os pronunciamentos nos quais o Concílio realmente comprometeu sua autoridade magisterial, fazendo eco da Tradição, daqueles nos quais se desviou. [8] Id. in M. Lefebvre, Après le Concile: l’Eglise devant la crise moral contemporaine (Conferência ocorrida em 1969 na Faculdade Autonôma de Economia e Direito de Paris), in M. Lefebvre, Un évêque parle, Dominique Martin Morin, Parigi 1974, pp. 104-105. [9] “A fim de eliminar toda dúvida sobre um assunto de grande importância, que diz respeito à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmação dos irmãos, declaro que a Igreja não tem de modo algum o poder de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser mantida definitivamente por todos os fiéis da Igreja” (n. 4). [10] Não confundir “magisterial” com “infalível”. Uma coisa é verificar o caráter magisterial de um texto, outra bem diferente é determinar seu status teológico e, eventualmente, sua infalibilidade. [11] M. LEFEBVRE, Réflexions sur la question du magistère de l’Eglise, in Cor Unum. Vinculum membrorum Fraternitatis Sancti Pii X, n. 101, p. 30. A redação deste texto foi ocasionada por uma frase em um artigo de Fideliter, a revista do Distrito francês da Fraternidade de São Pio X, que causou alguma controvérsia. A frase acusada foi a seguinte: “Ao contrário de todos os Concílios Ecumênicos anteriores, o Vaticano II quis a si mesmo como ‘Concílio Pastoral’ e não definiu nenhum ponto de doutrina no sentido de uma definição irreformável e infalível: os documentos do Concílio, consequentemente, pertencem no máximo ao Magistério ordinário da Igreja, do qual não está excluída a possibilidade de se encontrarem erros” (Fideliter, n. 46, julho-agosto de 1985). D. Lefebvre tomou a defesa da Fideliter, afirmando que esta frase “não é em si mesma suscetível de incriminação, desde que não se refira ao Magistério ordinário e universal como definido pelo Vaticano I. Certamente existe um Magistério pastoral comum que pode conter erros ou expressar opiniões simples”. #USA #France #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Apologética #sedevacantes #desenvolvimentodoutrinal #Doctrinaldevelopment #Concílio
- Bispo de Caruaru orienta fiéis a votarem contra o comunismo
Em nota pública da Diocese de Caruaru diz que a Igreja Católica tem grande aversão ao comunismo. O bispo Dom José Ruy Gonçalves Lopes, da Diocese de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, emitiu uma nota sobre as eleições de 2020 orientando os fiéis a votarem contra o comunismo. “A Igreja Católica possui grande simpatia pela Democracia e grande aversão ao comunismo, diz a sua doutrina (DSI, 160). Por isso o voto consciente é a melhor forma não apenas de reivindicar, mas de determinar o futuro da sociedade”, diz a nota pública. Apesar de o bispo justificar o posicionamento em um documento católico, o tópico 160 da Doutrina Social da Igreja, citado por ele, não trata do comunismo ou tem qualquer relação com posicionamento ideológico. Ainda na nota, o bispo diz que a Igreja Católica não possui partidos políticos e não apoia candidatos. A nota pública gerou críticas de setores mais progressistas da igreja. Na publicação do texto no Facebook pela Diocese, um internauta que se identifica como padre de Minas Gerais criticou a parcialidade da mensagem. “O número dois dessa nota omite que a igreja também combate o liberalismo. Está bastante parcial nesse quesito, dando a entender que se deve votar em partidos de direita”, ele escreveu. Dom José Ruy tomou posse como quinto bispo da Diocese de Caruaru em setembro de 2019. Em 2014, quando estava à frente da Diocese de Jequié, na Bahia, publicou um texto criticando o PT por projeto da “questão de gênero”. No artigo, o bispo diz que “vem se manifestar peremptoriamente contrária a esta ideologia do partido que governa a nação que deseja ‘impor’ pela maioria de sua base aliada um projeto que quer eliminar a ideia de que os seres humanos se dividem em dois sexos, afirmando que as diferenças entre homem e mulher não correspondem a uma natureza fixa, mas são produtos da cultura de um país, de uma época. Algo convencional, não natural, atribuído pela sociedade, de modo que cada um pode inventar-se a si mesmo e o seu sexo”. O religioso diz que a tal ‘ideologia de gênero’ é baseada na análise marxista da história como luta de classes, dos opressores contra os oprimidos, “sendo o primeiro antagonismo aquele que existe entre o homem e a mulher no casamento monogâmico”. Ele diz que as pessoas devem se atribuir o real valor que possuem, mesmo que seja politicamente incorreto e contrarie o “modismo imposto pela mídia e pelo governo”. Também em 2014, Dom José Ruy voltou a dizer que a Igreja Católica restringe e censura o marxismo, citando dessa vez a encíclica Centesimus annus, escrita por João Paulo II um ano e meio após a queda do Muro de Berlim. Leia também Alerta a todos os cristãos em tempo de eleições: Como escolher um candidato? Nota Pública da Diocese de Caruaru sobre as eleições 2020 divulgada em 26 de setembro. Confira o texto na íntegra abaixo: Fundamentados na Doutrina Social da Igreja, apresentamos algumas orientações normativas desta Igreja Particular a respeito do pleito eleitoral. 1) Embora “não tenhamos aqui cidade permanente, mas vamos em busca da futura” (Hb 13,14); e ainda, “A pátria do cristão é o céu”, como diziam os antigos Padres da Igreja, somos cidadãos brasileiros e vivemos nos municípios, onde recebemos os bens de Deus e padecemos, muitas vezes, das mazelas da má administração e da corrupção. Por isso, enquanto cidadãos e construtores do bem comum, da Civilização do Amor que se alicerça sobre a justiça e a paz, não podemos nos omitir na escolha dos candidatos ao Executivo e ao Legislativo. 2) A Igreja Católica possui grande simpatia pela Democracia e grande aversão ao comunismo, diz a sua doutrina (DSI, 160). Por isso o voto consciente é a melhor forma não apenas de reivindicar, mas dedeterminar o futuro da sociedade. 3) A Igreja Católica não possui partidos políticos, proíbe aos seus Clérigos a filiação partidária (Código de Direito Canônico, 278,3 e 287,2) e não apoia candidatos. Incentiva, porém, os leigos a assumirem o seu protagonismo social. Configurados ao ministério de Cristo, devemos trabalhar pela unidade do povo de Deus e não ser causa de divisão. Somos de Cristo e Cristo é de Deus (1 Cor 3, 22-23); 4) Fotografias de candidatos em festas de padroeiros, do Papa, com os Bispos, padres ou diáconos não representam absolutamente que possuem o apoio da Igreja Católica; 5) Deste modo, campanhas políticas dentro de espaços físicos da Igreja são expressamente vetadas. Tanto o bom senso cristão como a lei civil, que considera crime a propaganda política no interior dos templos, ou abuso de poder religioso, exigem a nossa imparcialidade; 6) O que está claro na Doutrina Social da Igreja e assim ela orienta os seus fiéis nas eleições é: a) Compromisso com a vida, desde a sua concepção até sua consumação na morte natural. Um cristão não pode ser favorável ao aborto e à eutanásia, mas sempre a favor da vida; b) Compromisso com a família e com o combate à violência doméstica, à exploração sexual, à prostituição e ao abuso de menores; c) Compromisso com a superação da pobreza; d) Compromisso com a defesa do meio ambiente (destino correto do lixo e sua reciclagem, saneamento básico, cuidado com os mananciais e a preservação da cobertura vegetal) e o sadio lazer; e) Compromisso com o Bom Comum. Por isso, um Sistema Único de Saúde (SUS) bem apoiado,especialmente nesse tempo com as urgências de combate à pandemia. Estas orientações sejam publicadas em todas as redes de comunicação das paróquias de nossa Diocese de Caruaru. Nossa Senhora das Dores e o Mártir São Tomás More, patrono dos políticos, intercedam a Deus por nosso povo. Caruaru, 26 de setembro de 2020. Dom José Ruy G. Lopes, OFM Cap Bispo Diocesano. Leia também Alerta a todos os cristãos em tempo de eleições: Como escolher um candidato? #Comunismo #Eleições #Política
- Bispo de Caruaru orienta fiéis a votarem contra o comunismo
Em nota pública da Diocese de Caruaru diz que a Igreja Católica tem grande aversão ao comunismo. O bispo Dom José Ruy Gonçalves Lopes, da Diocese de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, emitiu uma nota sobre as eleições de 2020 orientando os fiéis a votarem contra o comunismo. “A Igreja Católica possui grande simpatia pela Democracia e grande aversão ao comunismo, diz a sua doutrina (DSI, 160). Por isso o voto consciente é a melhor forma não apenas de reivindicar, mas de determinar o futuro da sociedade”, diz a nota pública. Apesar de o bispo justificar o posicionamento em um documento católico, o tópico 160 da Doutrina Social da Igreja, citado por ele, não trata do comunismo ou tem qualquer relação com posicionamento ideológico. Ainda na nota, o bispo diz que a Igreja Católica não possui partidos políticos e não apoia candidatos. A nota pública gerou críticas de setores mais progressistas da igreja. Na publicação do texto no Facebook pela Diocese, um internauta que se identifica como padre de Minas Gerais criticou a parcialidade da mensagem. “O número dois dessa nota omite que a igreja também combate o liberalismo. Está bastante parcial nesse quesito, dando a entender que se deve votar em partidos de direita”, ele escreveu. Dom José Ruy tomou posse como quinto bispo da Diocese de Caruaru em setembro de 2019. Em 2014, quando estava à frente da Diocese de Jequié, na Bahia, publicou um texto criticando o PT por projeto da “questão de gênero”. No artigo, o bispo diz que “vem se manifestar peremptoriamente contrária a esta ideologia do partido que governa a nação que deseja ‘impor’ pela maioria de sua base aliada um projeto que quer eliminar a ideia de que os seres humanos se dividem em dois sexos, afirmando que as diferenças entre homem e mulher não correspondem a uma natureza fixa, mas são produtos da cultura de um país, de uma época. Algo convencional, não natural, atribuído pela sociedade, de modo que cada um pode inventar-se a si mesmo e o seu sexo”. O religioso diz que a tal ‘ideologia de gênero’ é baseada na análise marxista da história como luta de classes, dos opressores contra os oprimidos, “sendo o primeiro antagonismo aquele que existe entre o homem e a mulher no casamento monogâmico”. Ele diz que as pessoas devem se atribuir o real valor que possuem, mesmo que seja politicamente incorreto e contrarie o “modismo imposto pela mídia e pelo governo”. Também em 2014, Dom José Ruy voltou a dizer que a Igreja Católica restringe e censura o marxismo, citando dessa vez a encíclica Centesimus annus, escrita por João Paulo II um ano e meio após a queda do Muro de Berlim. Leia também Alerta a todos os cristãos em tempo de eleições: Como escolher um candidato? Nota Pública da Diocese de Caruaru sobre as eleições 2020 divulgada em 26 de setembro. Confira o texto na íntegra abaixo: Fundamentados na Doutrina Social da Igreja, apresentamos algumas orientações normativas desta Igreja Particular a respeito do pleito eleitoral. 1) Embora “não tenhamos aqui cidade permanente, mas vamos em busca da futura” (Hb 13,14); e ainda, “A pátria do cristão é o céu”, como diziam os antigos Padres da Igreja, somos cidadãos brasileiros e vivemos nos municípios, onde recebemos os bens de Deus e padecemos, muitas vezes, das mazelas da má administração e da corrupção. Por isso, enquanto cidadãos e construtores do bem comum, da Civilização do Amor que se alicerça sobre a justiça e a paz, não podemos nos omitir na escolha dos candidatos ao Executivo e ao Legislativo. 2) A Igreja Católica possui grande simpatia pela Democracia e grande aversão ao comunismo, diz a sua doutrina (DSI, 160). Por isso o voto consciente é a melhor forma não apenas de reivindicar, mas dedeterminar o futuro da sociedade. 3) A Igreja Católica não possui partidos políticos, proíbe aos seus Clérigos a filiação partidária (Código de Direito Canônico, 278,3 e 287,2) e não apoia candidatos. Incentiva, porém, os leigos a assumirem o seu protagonismo social. Configurados ao ministério de Cristo, devemos trabalhar pela unidade do povo de Deus e não ser causa de divisão. Somos de Cristo e Cristo é de Deus (1 Cor 3, 22-23); 4) Fotografias de candidatos em festas de padroeiros, do Papa, com os Bispos, padres ou diáconos não representam absolutamente que possuem o apoio da Igreja Católica; 5) Deste modo, campanhas políticas dentro de espaços físicos da Igreja são expressamente vetadas. Tanto o bom senso cristão como a lei civil, que considera crime a propaganda política no interior dos templos, ou abuso de poder religioso, exigem a nossa imparcialidade; 6) O que está claro na Doutrina Social da Igreja e assim ela orienta os seus fiéis nas eleições é: a) Compromisso com a vida, desde a sua concepção até sua consumação na morte natural. Um cristão não pode ser favorável ao aborto e à eutanásia, mas sempre a favor da vida; b) Compromisso com a família e com o combate à violência doméstica, à exploração sexual, à prostituição e ao abuso de menores; c) Compromisso com a superação da pobreza; d) Compromisso com a defesa do meio ambiente (destino correto do lixo e sua reciclagem, saneamento básico, cuidado com os mananciais e a preservação da cobertura vegetal) e o sadio lazer; e) Compromisso com o Bom Comum. Por isso, um Sistema Único de Saúde (SUS) bem apoiado,especialmente nesse tempo com as urgências de combate à pandemia. Estas orientações sejam publicadas em todas as redes de comunicação das paróquias de nossa Diocese de Caruaru. Nossa Senhora das Dores e o Mártir São Tomás More, patrono dos políticos, intercedam a Deus por nosso povo. Caruaru, 26 de setembro de 2020. Dom José Ruy G. Lopes, OFM Cap Bispo Diocesano. Leia também Alerta a todos os cristãos em tempo de eleições: Como escolher um candidato? #Comunismo #Eleições #Política
- Sociedade do cansaço
SOCIEDADE DO CANSAÇO O filósofo Byung-Chul Han diz que o homem moderno sofre a doença do excesso de positividade. De forma resumida, ele explica que, em nosso tempo, somos levados a sermos sempre produtivos, imbatíveis e altamente eficazes, não somente no trabalho, mas também na vida. Em nossa forma de pensar, precisamos ser sempre autênticos e originais, e reconhecidos pelas nossas produções. O autor chama de “infarto da alma” o esgotamento mental gerado pelo excesso de estímulos em que algumas pessoas se colocam. Esse esgotamento gera o sentimento de angústia, tristeza e sofrimento que temos claramente visto nos índices crescentes de depressão e suicídio, principalmente entre os jovens. A realidade é que, com o avanço do secularismo e o abandono da vida com Deus, o homem buscou outros deuses para servir. Como João Calvino, teólogo do século XVI, brilhantemente diz: “o coração do homem sempre se inclinará a Deus ou a um ídolo”. O ser humano cercou-se de estímulos, buscou esquecer quem de fato era, entregou-se a suas próprias paixões e ergueu altares à sua própria capacidade produtiva. Mesmo sendo um tanto quanto irônico, o homem, desejando ser livre, tornou-se escravo de si mesmo; da sua ganância, do seu egoísmo e da sua vaidade que o impede de enxergar as coisas simples da vida, tal como elas são! Cristo diz: “Olhais os lírios do campo”. Mas estamos tão sufocados pelos estímulos que não mais admiramos as obras da criação de Pai. Precisamos lembrar que Ele nos oferece o alívio para as nossas cargas: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Mt 11:28); Ele nos oferece também a verdadeira autenticidade: sermos seus imitadores (1 Co 11:1). De fato, o mundo moderno nos oferece muitos desafios e muitas são as dificuldades diárias, mas como nos encoraja o apóstolo: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados” (2 Co 4:8). Vivemos na sociedade do cansaço, mas não somos parte dela. Ainda que o cansaço nos alcance, somos encorajados, pelo Senhor, a prosseguir: “tenham ânimo! Eu venci o mundo”. (Jo 16:33 ).
- A CRISE DA IGREJA E O ESQUECIMENTO DO SOBRENATURAL – Carlos Esteban
[O jornalista espanhol Carlos Esteban, do conhecido site de informação católica Infovaticana , faz algumas reflexões indiretamente suscitadas pela encíclica Fratelli tutti , recém publicada]. A crise que a Igreja vive, hoje, é basicamente o silenciamento de partes essenciais de sua doutrina, a ausência de sua pregação habitual, tanto maior quanto mais alto se sobe na hierarquia. Não que elas sejam negadas; referências raras e ocasionais podem até ser feitas a elas, mas isto ocorre como que de passagem e sem praticamente jamais constituir o centro da mensagem dos pastores. Referimo-nos especificamente à parte sobrenatural de nossa fé e, mais especificamente ainda, ao que se refere ao destino eterno de cada alma. Para fazer um jogo de palavras, a novidade agora é esquecer os Novísimos [as questões sobre a morte, o julgamento, a perdição, a salvação]. É duplo o problema criado por esse vazio: de um lado, o abandono da fé da parte da maioria; de outro, o indiferentismo religioso [não há religião superior]. Em primeiro lugar, essa parte tacitamente negada de nossa fé — os Novísimos — é justo a que mais nitidamente a distingue das filosofias e modas ideológicas mundanas. Se as ideologias padecem de uma óbvia desvantagem, uma falha fatal em seu desig n, é que elas não falam nem buscam compreender o mais universal dos fenômenos humanos: a morte. Embora as ideologias sejam apresentadas como explicações multicompreensivas e globais de todos os aspectos da experiência humana, ao deixar de fora da equação o que é mais saliente da experiência do homem — o fato de que todos iremos morrer –, deixam seus adeptos sem resposta para a questão mais urgente que existe: por que e para que estou aqui? Mesmo em termos meramente humanos, eis a grande vantagem da fé: ela possui uma resposta a esta pergunta. Por isso, quando a instituição eclesial ignora este aspecto essencial, tende a se tornar uma gigantesca ONG assistencialista, na medida que o conteúdo de seus documentos, não trazido diretamente pela fé, é tomado de empréstimo das ideias mundanas, juntando-lhes um leve verniz de retórica cristã. Naturalmente, com isso tal conteúdo perde a sua “vantagem comparativa” na batalha cultural das ideias, e não ganha nada, porque as pessoas que se sentem atraídas por suas novas ênfases — ecologia, pauperismo ou imigracionismo — tenderão a preferir o original à cópia, diluída e sobrecarregada por uma estrutura hierárquica e litúrgica que os espectadores reputam desnecessária. Em outras palavras, a Igreja se torna irrelevante ao repetir a mesma mensagem que as elites intelectuais seculares vêm pregando há décadas. O segundo problema é ainda mais grave: é que o aspecto sobrenatural, a mensagem salvífica e o apelo urgente a considerar que, em cada segundo de nossa vida neste mundo, estamos jogando uma eternidade de inefável felicidade (Céu) ou de um tormento sem fim (inferno), é tão obviamente essencial, que ignorá-lo ou preteri-lo equivale a haver deixado de acreditar. Em nossa vida diária, os homens não só acreditamos ou deixamos de acreditar nas afirmações alheias por causa de seu “valor nominal”, mas por causa de muitos outros sinais, como a insistência. Se um conhecido (façamos uma analogia) nos diz que encontrou a mulher dos seus sonhos e é correspondido, acabaremos por descrer de sua história, se nunca o ouvirmos antes falar dela. Não estaremos convencidos de que alguém acredita de fato em um perigo terrível e iminente, se o virmos colocar-se permanentemente em uma situação que o provoque. Não se trata, pois, como muitos dos entusiastas da “renovação da Igreja” insistem, que aqueles de nós que alertam sobre esta crise sejamos partidários de uma ideologia política contrária àquela que, agora, virou moda defender pela hierarquia eclesiástica do momento. O que denunciamos é uma mundanização da mensagem cristã, que a esvazia de sentido, sem que haja necessidade de negá-la ou alterá-la de maneira visível.
- Assista a “Milenarísmo e o Anticristo” no YouTube
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA O logro do Anticristo começa a tomar forma no mundo toda vez que se reivindica poder realizar dentro da história aquela es esperança messiânica que pode ser realizada apenas além da história, por meio do julgamento escatológico. A Igreja rejeitou até mesmo formas modificadas dessa falsificação do reino que está por vir, chamando-as de milenarismo, em especial a forma política “intrinsecamente perversa” de um messianismo secular. § 675-676 #Apocalipse #Igreja
- Um milhão de crianças rezam o terço pela Paz e Unidade no Mundo
Famílias, catequistas, professores estão todos convidados a rezar o Rosário com as crianças no domingo, 18 de outubro! O Rosário das Crianças pela paz e unidade no mundo! No dia 18 de outubro, a ACN (Ajuda à Igreja que Sofre) convida todas as crianças, de onde estiverem, a se unirem para rezar o Terço pela paz e o fim da pandemia no mundo. O que é esta campanha de oração? “O objetivo principal da iniciativa é mostrar que a oração confiante das crianças chega diretamente ao coração de Deus, como uma flecha, por isso tem um poder tão grande. Por isso, a recitação do Rosário pelas crianças é eficaz para a paz e a unidade nas famílias, no seu país e em todo o mundo”. O Rosário será celebrado no domingo, 18 de outubro, enquanto para jardins de infância e escolas na segunda-feira, 19 de outubro. Como participar? Você pode se inscrever através do site www.millionkidspraying.org e, desta forma, idealmente juntar-se a muitas outras crianças de todo o mundo. A Ajuda à Igreja que Sofre visa alcançar um milhão de crianças conectadas; De fato, São Pio afirmou a este respeito: “Quando um milhão de crianças rezarem o Rosário, o mundo mudará”. Um balcão virtual e um mapa interativo estão sempre disponíveis no site, que atualizam constantemente o número de associados e consequente número de filhos que cada associação contém. O material disponível Encontram-se disponíveis materiais que ajudam não só a divulgar o convite, mas também a inspirar-se em cada participação individual, como o “kit de oração” que ilustra o Rosário de forma simples, oferece os textos das invocações e propõe o ” Rosário alegre para as crianças ”. Também há páginas para colorir para os mais pequenos. O nascimento da iniciativa A ideia da campanha nasceu em 2005 em Caracas, capital da Venezuela. Algumas crianças rezaram o Rosário em um santuário votivo ao longo da estrada, e muitas mulheres presentes sentiram a presença da Virgem. Aqui o link para a profecia de São Pio: “Quando um milhão de crianças rezarem o Rosário, o mundo mudará”. Também a referência ao ensinamento de Jesus é imediata: «Em verdade vos digo: se não vos convertirdes e vos tornardes como crianças, não entrareis no reino dos céus» (Mt 18,3). Por que 18 de outubro? “Outubro é tradicionalmente o mês do Rosário e em particular o dia 18 é o dia da festa de São Lucas Evangelista. Ele nos transmitiu a história da infância de Jesus e, segundo a tradição, diz-se que esteve próximo de Nossa Senhora, a Mãe de Deus, por isso é uma data particularmente significativa ”. Clique aqui para acessar o site e conhecer um pouco mais dessa iniciativa tão bonita. Lá no site você consegue fazer o download do Kit para rezar o Terço com as crianças – composto por 1 carta, 1 livrinho para rezar o Rosário, 1 carta às crianças, 1 carta do Cardeal Mauro Piacenza, desenhos para colorir e 1 guia para confeccionar uma dezena do Terço. Agora assista ao vídeo institucional da iniciativa: #Crianças #Rosário #Terço
- Um milhão de crianças rezam o terço pela Paz e Unidade no Mundo
Famílias, catequistas, professores estão todos convidados a rezar o Rosário com as crianças no domingo, 18 de outubro! O Rosário das Crianças pela paz e unidade no mundo! No dia 18 de outubro, a ACN (Ajuda à Igreja que Sofre) convida todas as crianças, de onde estiverem, a se unirem para rezar o Terço pela paz e o fim da pandemia no mundo. O que é esta campanha de oração? “O objetivo principal da iniciativa é mostrar que a oração confiante das crianças chega diretamente ao coração de Deus, como uma flecha, por isso tem um poder tão grande. Por isso, a recitação do Rosário pelas crianças é eficaz para a paz e a unidade nas famílias, no seu país e em todo o mundo”. O Rosário será celebrado no domingo, 18 de outubro, enquanto para jardins de infância e escolas na segunda-feira, 19 de outubro. Como participar? Você pode se inscrever através do site www.millionkidspraying.org e, desta forma, idealmente juntar-se a muitas outras crianças de todo o mundo. A Ajuda à Igreja que Sofre visa alcançar um milhão de crianças conectadas; De fato, São Pio afirmou a este respeito: “Quando um milhão de crianças rezarem o Rosário, o mundo mudará”. Um balcão virtual e um mapa interativo estão sempre disponíveis no site, que atualizam constantemente o número de associados e consequente número de filhos que cada associação contém. O material disponível Encontram-se disponíveis materiais que ajudam não só a divulgar o convite, mas também a inspirar-se em cada participação individual, como o “kit de oração” que ilustra o Rosário de forma simples, oferece os textos das invocações e propõe o ” Rosário alegre para as crianças ”. Também há páginas para colorir para os mais pequenos. O nascimento da iniciativa A ideia da campanha nasceu em 2005 em Caracas, capital da Venezuela. Algumas crianças rezaram o Rosário em um santuário votivo ao longo da estrada, e muitas mulheres presentes sentiram a presença da Virgem. Aqui o link para a profecia de São Pio: “Quando um milhão de crianças rezarem o Rosário, o mundo mudará”. Também a referência ao ensinamento de Jesus é imediata: «Em verdade vos digo: se não vos convertirdes e vos tornardes como crianças, não entrareis no reino dos céus» (Mt 18,3). Por que 18 de outubro? “Outubro é tradicionalmente o mês do Rosário e em particular o dia 18 é o dia da festa de São Lucas Evangelista. Ele nos transmitiu a história da infância de Jesus e, segundo a tradição, diz-se que esteve próximo de Nossa Senhora, a Mãe de Deus, por isso é uma data particularmente significativa ”. Clique aqui para acessar o site e conhecer um pouco mais dessa iniciativa tão bonita. Lá no site você consegue fazer o download do Kit para rezar o Terço com as crianças – composto por 1 carta, 1 livrinho para rezar o Rosário, 1 carta às crianças, 1 carta do Cardeal Mauro Piacenza, desenhos para colorir e 1 guia para confeccionar uma dezena do Terço. Agora assista ao vídeo institucional da iniciativa: #Crianças #Rosário #Terço
- UM GIRO PELO OUTRO MUNDO COM DANTE ALIGHIERI – Giovanni Fighera
Por que a Divina comédia de Dante atrai tanto? Porque intercepta os desejos mais profundos do homem, sabe falar da vida e o faz com a força e a capacidade de comunicação típicas do gênio de Dante. Toda obra-prima consegue falar ao coração de cada homem, seja qual for a época e o povo a que pertence. Se todos se impressionam com as palavras corteses de Francesca, com a força de espírito de Farinata e seu desejo de “fazer o bem”, com o ardor de conhecimento de Ulisses, é porque o poeta conta histórias que revelam o coração do homem de todos os tempos . Percebemos uma comunhão universal entre nós, modernos, e aqueles homens antigos; entre as nossas e suas aspirações de salvação, felicidade e eternidade. Notamos que o velho Dante sabe nos expressar melhor do que nós mesmos o faríamos, assim como o mestre Virgílio, na viagem com o discípulo cristão, sabe como compreendê-lo melhor do que este o saberia fazer. A viagem pelos três reinos representa o caminho da vida: a vida de cada homem. Todos nós nos reconhecemos no Dante que pretende subir, sozinho, a colina luminosa, no início do Inferno. Devemos compreender que sozinhos não o conseguiremos; e devemos também, como Dante, implorar e gritar: “Miserere di me” [Tem piedade de mim]. O poeta nos propõe, nessa obra, empreender a viagem da vida: seu propósito é o de libertar o homem da condição de pecado e infelicidade, acompanhando-o ao estado de felicidade e bem-aventurança. Portanto, na aventura de viajar em companhia de Dante estão em jogo a felicidade e a salvação de todos nós. https://lanuovabq.it/it/allinferno-con-dante-parte-la-nuova-video-rubrica
- Vaticano lança moeda comemorativa com estampa da Pachamama?
O Escritório Filatélico e Numismático do Vaticano colocará à venda a partir do dia 16 de outubro uma moeda de prata de dez euros por ocasião do 50º aniversário do Dia Mundial da Terra, com a figura de uma mulher nativa amazônica grávida e que nas redes sociais foi associada a Pachamama ou “Mãe Terra”, divindade que gerou polêmica no Sínodo da Amazônia. De acordo com o site do escritório do Vaticano, a moeda criada por Luigi Oldani “representa uma mãe carregando a Terra, a qual devemos cuidar e amar como se fosse uma filha, com longas espigas de trigo nos cabelos, em uma referência cruzada entre o passado e o futuro que se torna atemporal, portanto eterna”. Indicou-se também que um total de 3.300 moedas foram cunhadas no Istituto Poligrafico e Zecca dello Stato (IPZS) italiano, sob a supervisão da Zecca (Casa da Moeda) do Estado da Cidade do Vaticano. Também no dia 16 de outubro, será colocada à venda uma moeda de prata no valor de cinco euros, dedicada ao Dia Mundial do Migrante e do Refugiado. Esta mostra São Pedro que “acolhe, protege e cuida de todos aqueles que se refugiam na Igreja e nos interrogam, uma Igreja sem fronteiras, mãe de todos”, segundo o site do Escritório Filatélico e Numismático do Vaticano. A Mãe Terra A Mãe Terra ou Pachamama é uma divindade andina identificada com a fertilidade; no entanto, durante o Sínodo da Amazônia, foi apresentada como se pertencesse à cosmovisão amazônica. A polêmica começou no dia 4 de outubro de 2019, em um evento realizado nos Jardins do Vaticano e organizado pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), com o Movimento Católico pelo Clima. Naquele dia, alguns dos participantes realizaram um ritual indígena no qual havia duas figuras femininas que, com o decorrer dos dias, foram identificadas como a Pachamama. As imagens, que mostravam uma mulher grávida nua, foram instaladas e expostas em um altar na igreja de Santa Maria em Traspontina, dos carmelitas, a poucas quadras do Vaticano. Em 21 de outubro daquele ano, dois homens não identificados roubaram pelo menos cinco esculturas de madeira e as jogaram no rio Tibre. Nessa mesma igreja, como informou o Grupo ACI, foi realizado de 4 a 27 de outubro de 2019 um evento sincrético que mesclava tradições indígenas da Amazônia com referências cristãs. Em novembro de 2019, o Bispo emérito de Marajó, na Amazônia brasileira, Dom José Luis Azcona, denunciou a “idolatria” e o “escândalo” em torno de algumas polêmicas imagens da Pachamama, que estiveram presentes em diversos eventos do Sínodo da Amazônia. Texto: ACI Digital #Pachamama
- Vaticano lança moeda comemorativa com estampa da Pachamama?
O Escritório Filatélico e Numismático do Vaticano colocará à venda a partir do dia 16 de outubro uma moeda de prata de dez euros por ocasião do 50º aniversário do Dia Mundial da Terra, com a figura de uma mulher nativa amazônica grávida e que nas redes sociais foi associada a Pachamama ou “Mãe Terra”, divindade que gerou polêmica no Sínodo da Amazônia. De acordo com o site do escritório do Vaticano, a moeda criada por Luigi Oldani “representa uma mãe carregando a Terra, a qual devemos cuidar e amar como se fosse uma filha, com longas espigas de trigo nos cabelos, em uma referência cruzada entre o passado e o futuro que se torna atemporal, portanto eterna”. Indicou-se também que um total de 3.300 moedas foram cunhadas no Istituto Poligrafico e Zecca dello Stato (IPZS) italiano, sob a supervisão da Zecca (Casa da Moeda) do Estado da Cidade do Vaticano. Também no dia 16 de outubro, será colocada à venda uma moeda de prata no valor de cinco euros, dedicada ao Dia Mundial do Migrante e do Refugiado. Esta mostra São Pedro que “acolhe, protege e cuida de todos aqueles que se refugiam na Igreja e nos interrogam, uma Igreja sem fronteiras, mãe de todos”, segundo o site do Escritório Filatélico e Numismático do Vaticano. A Mãe Terra A Mãe Terra ou Pachamama é uma divindade andina identificada com a fertilidade; no entanto, durante o Sínodo da Amazônia, foi apresentada como se pertencesse à cosmovisão amazônica. A polêmica começou no dia 4 de outubro de 2019, em um evento realizado nos Jardins do Vaticano e organizado pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), com o Movimento Católico pelo Clima. Naquele dia, alguns dos participantes realizaram um ritual indígena no qual havia duas figuras femininas que, com o decorrer dos dias, foram identificadas como a Pachamama. As imagens, que mostravam uma mulher grávida nua, foram instaladas e expostas em um altar na igreja de Santa Maria em Traspontina, dos carmelitas, a poucas quadras do Vaticano. Em 21 de outubro daquele ano, dois homens não identificados roubaram pelo menos cinco esculturas de madeira e as jogaram no rio Tibre. Nessa mesma igreja, como informou o Grupo ACI, foi realizado de 4 a 27 de outubro de 2019 um evento sincrético que mesclava tradições indígenas da Amazônia com referências cristãs. Em novembro de 2019, o Bispo emérito de Marajó, na Amazônia brasileira, Dom José Luis Azcona, denunciou a “idolatria” e o “escândalo” em torno de algumas polêmicas imagens da Pachamama, que estiveram presentes em diversos eventos do Sínodo da Amazônia. Texto: ACI Digital #Pachamama
- O CORONAVÍRUS E A GUERRA AOS REMÉDIOS BARATOS – Dr. Paolo Gulisano
[O católico Paolo Gulisano, nascido em Milão em 1959, é médico e professor de História da Medicina, além de escritor de romances e ensaios literários, com mais de quarenta títulos publicados nas últimas duas décadas. Fundou e é vice-presidente da Sociedade Chestertoniana Italiana. Entre suas obras de apologética católica, está o livro A arte de curar: a história da medicina através dos santos, de 2011]. Cloroquina, heparina, cortisona funcionam bem contra Covid, mas têm uma “falha”: são de baixíssimo custo. Eles podem acabar com a festa para quem gostaria de aproveitar a situação de “emergência” para conquistar o mercado farmacológico com os mais novos medicamentos apresentados como panaceia. Ao longo da história da medicina, as principais emergências de saúde sempre estimularam a pesquisa e os estudos para poder afrontá-las de forma mais eficaz, muitas vezes estimulando a criatividade de médicos e cientistas. Durante a atual epidemia de Covid-19, parece que a pesquisa foi conduzida em uma única direção, uma direção obrigatória: a da vacina. Que, aliás, não é uma cura, mas um método de prevenção, e certamente não o único. A mídia e autoridades governamentais, e a própria OMS, têm focalizado todas as suas atenções na vacina. Mas, na verdade, temos muitas outras possibilidades de tratamento, agora e já. Possibilidades que foram negadas e dificultadas de todas as formas desde o início, talvez com algumas exceções. Nos primeiros meses da epidemia, ouvimos falar de medicamentos antivirais prodigiosos, talvez de produção chinesa, um país para o qual a OMS (e o governo italiano) olham com extrema simpatia. Mas, na realidade, se a mortalidade em poucos meses foi reduzida em 99,6%, é devido ao uso de medicamentos já conhecidos e de baixíssimo custo. Graças às valiosas informações fornecidas pelas autópsias (que o governo Conte havia proibido), entendeu-se que a gravidade da infecção da Covid reside nos graves processos inflamatórios que ela desencadeia. Portanto, a doença é controlável, tratável, curável graças aos antiinflamatórios, a começar pela cortisona, que foi recentemente administrada ao presidente Trump. Depois, há a cloroquina, que, como a este jornal havia documentado desde a primavera passada, é uma droga altamente eficaz, mas que tem sido objeto de uma verdadeira campanha de difamação com o objetivo de desacreditá-la. Por fim, outro achado simples, produto da observação clínica e corroborado pelos resultados das autópsias, é o de um tromboembolismo difuso causado pela ação de Covid, que pode ser combatido graças a medicamentos antitrombóticos há muito conhecidos, como a heparina [anticoagulante]. Resumindo: cloroquina, heparina e cortisona funcionam bem, mas talvez tenham um “defeito”: são de baixíssimo custo, exatamente como aqueles suplementos que intervêm nos mecanismos de entrada do vírus nas células e de que também já falou este jornal (v. aqui). Esses medicamentos de baixo custo poderiam, obviamente, acabar com a festa de quem gostaria de aproveitar a situação de “emergência” (na qual, no imaginário coletivo, a Covid ainda é vista — ou melhor, apresentada pela mídia — como uma espécie de peste bubônica), para conquistar o mercado farmacológico com drogas da mais recente produção, oportunamente apresentada como a panaceia — junto com a vacina — para salvar o mundo. Resumindo: existe uma “guerra farmacológica” pouco disfarçada. Talvez para mudar a produção e o uso dos remédios. Devido ao lockdown imposto pelo governo, o uso de algumas terapias medicamentosas (principalmente aquelas para doenças assintomáticas e preventivas) foi reduzido, chegando a 40%. Mas também houve forte diminuição (de até 85% em alguns casos) das prescrições para pacientes recém-diagnosticados. Diminuiu-se o uso de terapias para doenças crônicas, para a prevenção de eventos cardiovasculares, fraturas ósseas ou para controlar a progressão da artrite reumatoide. Diversas instituições científicas, inclusive a Associação Nacional de Pacientes Reumáticos, decidiram denunciar a situação e exigir um esforço de prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares, ósseas e reumáticas. É compreensível, pois não existe apenas a Covid. Há uma realidade amplamente negligenciada hoje (e só porque atualmente temos um aumento de testes positivos em pessoas que têm, em média, 22 anos e são assintomáticas), que é a da cronicidade, especialmente nos pacientes de maior risco, que mais correm o risco de serem penalizados por dificuldades de acesso aos cuidados. Quantas serão as mortes por essa forma de déficit de assistência farmacológica? Ninguém vai nos falar sobre isso; não vão entrar nas estatísticas, que aparecem todos os dias e semeiam o terror. Essas pessoas devem ser salvas. A esses pacientes se deve continuar garantindo os medicamentos necessários e indispensáveis, antes de sonhar com novas e futurísticas terapias antivirais e monoclonais para impedir o avanço do coronavírus, o qual pode ser erradicado com medicamentos conhecidos, confiáveis, eficazes e baratos. Talvez os negócios sofressem um pouco, mas ganharia a saúde das pessoas. https://lanuovabq.it/it/covid-la-guerra-ai-farmaci-business-free
- Papa concede Indulgência Plenária pelos 450 anos da Virgem da Vitória de Lepanto
O Ano Mariano terá início no primeiro domingo do Advento (29 de novembro de 2020) e será encerrado no dia de Cristo Rei do Universo (28 de novembro de 2021). A Penitenciária Apostólica, em nome do Santo Padre Francisco, concedeu à diocese de Alcalá de Henares, na Espanha, a graça de um Ano jubilar mariano, com o dom da indulgência plenária, por ocasião do 450º aniversário da Virgem da Vitória de Lepanto que é venerada em Villarejo de Salvanés. O decreto é assinado em Roma em 7 de outubro de 2020 pelo Cardeal Mauro Piacenza, da Penitenciária Maior. Papa São Pio V organizou a Santa Liga para combater os turcos otomanos Quando em 1571 o Papa São Pio V organizou a Santa Liga contra os Otomanos, ele encarregou Dom João d’Áustria de liderar a Armada Espanhola e todos aqueles que colaboraram na guerra. Por sua vez, Felipe II propôs Luís de Requesens, Comandante-Mor de Castela da Ordem de Santiago, como vice-almirante e homem de confiança de Dom João d’Áustria, que tinha 24 anos. Nossa Senhora, a Virgem de Vitória de Lepanto Luis de Requesens, que era natural de Barcelona, tinha seu quartel-general como Comandante Maior em Villarejo de Salvanés e havia sido embaixador da Espanha junto à Santa Sé. Depois da batalha de Lepanto ficou tão grato à Santíssima Virgem Maria, que a levava na proa do seu próprio navio. Ele implorou ao Papa São Pio V a concessão para poder erigir um convento em Villarejo de Salvanés. Requesens entronizou no mosteiro uma imagem do Virgem que, segundo a tradição, o próprio Papa lhe deu. O convento foi confiado aos franciscanos e a imagem da Virgem tina o nome de “Nossa Senhora, a Virgem de Vitória de Lepanto”. A batalha de Lepanto foi “a ocasião mais elevada de sempre”, dizia Cervantes Desde então, a devoção à Virgem da Vitoria cresceu em Villarejo de Salvanés, e em outras cidades da diocese de Alcalá de Henares. A oração do Santo Rosário e as Irmandades que tinham o objetivo de sua divulgação se espalhou. Como dizia Miguel de Cervantes, natural de Alcalá de Henares, a batalha de Lepanto foi “a ocasião mais elevada de sempre”. Texto: GaudiumPress #Indulgências #Lepanto
- Papa concede Indulgência Plenária pelos 450 anos da Virgem da Vitória de Lepanto
O Ano Mariano terá início no primeiro domingo do Advento (29 de novembro de 2020) e será encerrado no dia de Cristo Rei do Universo (28 de novembro de 2021). A Penitenciária Apostólica, em nome do Santo Padre Francisco, concedeu à diocese de Alcalá de Henares, na Espanha, a graça de um Ano jubilar mariano, com o dom da indulgência plenária, por ocasião do 450º aniversário da Virgem da Vitória de Lepanto que é venerada em Villarejo de Salvanés. O decreto é assinado em Roma em 7 de outubro de 2020 pelo Cardeal Mauro Piacenza, da Penitenciária Maior. Papa São Pio V organizou a Santa Liga para combater os turcos otomanos Quando em 1571 o Papa São Pio V organizou a Santa Liga contra os Otomanos, ele encarregou Dom João d’Áustria de liderar a Armada Espanhola e todos aqueles que colaboraram na guerra. Por sua vez, Felipe II propôs Luís de Requesens, Comandante-Mor de Castela da Ordem de Santiago, como vice-almirante e homem de confiança de Dom João d’Áustria, que tinha 24 anos. Nossa Senhora, a Virgem de Vitória de Lepanto Luis de Requesens, que era natural de Barcelona, tinha seu quartel-general como Comandante Maior em Villarejo de Salvanés e havia sido embaixador da Espanha junto à Santa Sé. Depois da batalha de Lepanto ficou tão grato à Santíssima Virgem Maria, que a levava na proa do seu próprio navio. Ele implorou ao Papa São Pio V a concessão para poder erigir um convento em Villarejo de Salvanés. Requesens entronizou no mosteiro uma imagem do Virgem que, segundo a tradição, o próprio Papa lhe deu. O convento foi confiado aos franciscanos e a imagem da Virgem tina o nome de “Nossa Senhora, a Virgem de Vitória de Lepanto”. A batalha de Lepanto foi “a ocasião mais elevada de sempre”, dizia Cervantes Desde então, a devoção à Virgem da Vitoria cresceu em Villarejo de Salvanés, e em outras cidades da diocese de Alcalá de Henares. A oração do Santo Rosário e as Irmandades que tinham o objetivo de sua divulgação se espalhou. Como dizia Miguel de Cervantes, natural de Alcalá de Henares, a batalha de Lepanto foi “a ocasião mais elevada de sempre”. Texto: GaudiumPress #Indulgências #Lepanto
- NA BÍBLIA DO PARTIDO COMUNISTA CHINÊS, JESUS APEDREJA A ADÚLTERA
[O jornalista Cameron Hilditch, em artigo para o National Review , mostra e comenta um trecho de tradução recente da Bíblia patrocinada pelo Partido Comunista Chinês. Aqui vai a primeira parte: a adulteração que os comunistas chineses fizeram da passagem da… adúltera que Jesus salvou do apedrejamento]. No início deste ano, circulou a notícia sobre a intenção do Partido Comunista Chinês (PCC) de elaborar a sua própria “tradução” do texto da Bíblia aprovado pelo Estado. Obviamente, as Sagradas Escrituras não são tão afins com a ortodoxia do PCC quanto o comitê executivo do partido gostaria. De acordo com a agência de notícias estatal Xinhua, o Partido reuniu no final do ano passado um grupo de “especialistas” (obedientes e dóceis) para a tarefa de “realizar uma interpretação precisa e bem fundamentada das doutrinas clássicas, harmonizando-as com nossa época”. Em outras palavras, o PCC planeja transformar as Escrituras em mais um veículo de propaganda do regime, reescrevendo-a a seu bel prazer. Ainda não temos acesso a toda a “versão do Presidente Xi” da Bíblia, mas os primeiros frutos desse esforço sórdido foram divulgados na semana passada, quando uma editora do governo publicou um manual escolar para alunos do ensino médio. O livro, que é usado para ensinar “ética profissional e direito”, inclui uma passagem do capítulo oito do Evangelho de São João: é a passagem da famosa história da mulher apanhada em adultério e apresentada a Jesus, por seus inimigos, para que Ele a julgasse. Esta história é usada pelos autores do livro como um exemplo de uma conduta moral aprovada pelo Partido: a obediência à lei é absolutamente necessária, um princípio básico a ser instilado nos alunos por um governo que não tolera qualquer desobediência às suas próprias leis. Aqueles familiarizados com esta passagem saberão da dificuldade de usá-la, se tomada ao pé da letra, para instruir os alunos na arte da submissão total ao Partido. O PCC está obviamente ciente disso e fez alterações significativas no texto. Nós a transcrevemos tal como aparece no Evangelho de João (8, 2-11): Ao romper da manhã, voltou ao templo e todo o povo veio a ele. Assentou-se e começou a ensinar. Os escribas e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher que fora apanhada em adultério. Puseram-na no meio da multidão e disseram a Jesus: “Mestre, agora mesmo esta mulher foi apanhada em adultério. Moisés mandou-nos na Lei que apedrejássemos tais mulheres. Que dizes tu sobre isso?”. Perguntavam-lhe isso, a fim de pô-lo à prova e poderem acusá-lo. Jesus, porém, se inclinou para a frente e escrevia com o dedo na terra. Como eles insistissem, ergueu-se e disse-lhes: “Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra”. Inclinando-se novamente, escrevia na terra. A essas palavras, sentindo-se acusados pela sua própria consciência, eles se foram retirando um por um, até o último, a começar pelos mais idosos, de sorte que Jesus ficou sozinho, com a mulher diante dele. Então, ele se ergueu e vendo ali apenas a mulher, perguntou-lhe: “Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou?”. Respondeu ela: “Ninguém, Senhor”. Disse-lhe então Jesus: “Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar”. A “tradução” do Partido Comunista Chinês reproduz a história com relativa fidelidade, até o momento em que Jesus é deixado sozinho com a mulher. A partir daí, os eventos tomam um rumo completamente estranho e diabólico: Quando a multidão desapareceu, Jesus apedrejou a mulher até a morte, dizendo: “Eu também sou um pecador. Mas se a lei só pudesse ser executada por homens imaculados, estaria morta.” É isto mesmo. O texto diz que, nesta história, Jesus se livra da multidão para ter Ele mesmo o prazer de apedrejar a mulher.
- OS CATÓLICOS SÃO OBRIGADOS A CONDENAR A PENA DE MORTE E A GUERRA JUSTA? – Fala o Cardeal Ratzinger
[Em carta aos bispos norte-americanos de junho de 2004, o então prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, cardeal Ratzinger, faz a distinção entre a gravidade do aborto e da eutanásia, em comparação com a guerra justa e a pena de morte]. “Nem todas as questões morais têm o mesmo peso que o aborto ou a eutanásia. Por exemplo, se um católico se opusesse ao Santo Padre quanto à pena de morte ou à decisão de declarar guerra, ele não seria, por esta razão, considerado indigno de se apresentar à Sagrada Comunhão. Embora a Igreja exija que as autoridades civis busquem a paz e não a guerra, e usem de discrição e piedade na aplicação da pena de morte aos criminosos, é possível pegar em armas para repelir um agressor ou recorrer à pena de morte se necessário. Pode haver uma diversidade legítima de opiniões entre os católicos sobre se é legítimo fazer a guerra ou recorrer à pena de morte, mas não sobre o aborto e a eutanásia.” https://www.evangelium-vitae.org/documents/2348/le-pape-nous-dit/beno%C3%AEt-xvi/cardinal-ratzinger-/lettre-du-cardinal-ratzinger-aux-ev%C3%83ques-am%C3%83ricains-juin-2004.htm
- O que são as cadeias da Santa Escravidão?
Com a popularização da Consagração Total a Nossa Senhora, ou Santa Escravidão de Amor , tornaram-se cada vez mais comuns encontrar católicos utilizando as cadeias. A cadeia, ou corrente, é um sacramental (desde que seja abençoada). É um sinal visível de uma realidade invisível, que é a total entrega de amor a Jesus Cristo, pelas mãos da Virgem Maria. Estas correntes também simbolizam o rompimento com a escravidão do pecado! Assista a formação neste vídeo : Aqueles que são consagrados, podem fazer uso deste sinal externo. Nós temos alguns modelos disponíveis em nossa loja virtual, acesse aqui: https://loja.totalconsagracao.com.br/cadeias
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- A MAÇONARIA
A MAÇONARIA A bibliografia maçônica no Brasil tende a produzir mais retórica e emoção do que fatos históricos. Entre os maçons brasileiros, o escritor mais prolífico é o polemista Araci Tenório de Albuquerque. Entretanto, outros autores poderiam ser citados, tais como Adelino de Figueiredo Lima, Jorge Buarque Lyra e A. Campos Porto, assim como Tito Lívio Ferreira e Manuel Rodrigues Ferreira. O trabalho conjunto destes dois últimos, A Maçonaria na Independência Brasileira, é o mais interessante dos estudos maçônicos brasileiros publicados durante a passada décadas”(Manuel Rodrigues Ferreira e Tito Lívio Ferreira, A Maconaria na Independéncia Brasileira (2 vls. São Paulo: Gráfica Biblos, 1962 apud Gueiros Vieira). Entre os autores não maçõnicos, dois nomes de destacam: Frei Dr. Boaventura Kloppenburg, O.F.M., que estudou a maçonaria do ponto de vista católico, e Eduardo Carlos Pereira, um ministro presbiteriano, que também escreveu contra aquela organização (Kloppenburg, op. Cit., passim; Eduardo Carlos Pereira, A Maçonaria e a Igreja Crista. (São Paulo: Livraria Independente Editora, 1945 apud Gueiros Vieira). E por demais óbvio que a historiografia brasileira aproveitaria muito com um estudo erudito da maçonaria nacional, que desapaixonadamente pesquisasse todos os aspectos daquela organização e no que, tanto de bom como de mau, se tem constituído a sua contribuição para a história brasileira. A tarefa é difícil porque os registros maçonicos só estão à disposição dos maçons. Até aqui a maçonaria brasileira não produziu historiadores proeminentes, com exceção talvez do pernambucano Mário Melo Carneiro do Rego, que não era um escritor desapaixonado (Mario Melo, Frei Caneca. (Recife: 1933); A Maçonaria e a Revolução Republicana de 1817, (Recife: 1912) A Maçonaria no Brasil. Prioridade de Pernambuco. (Recife: 1909) citados por Thornton, op cit. Pp. 274-281 apud Gueiros Vieira). A primeira notícia escrita que se teve no estrangeiro sobre o estabelecimento da maçonaria no Brasil, foi o manifesto de 1832, publicado no Masonic World-Wide Register, redigido por José Bonifácio de Andrada e Silva. Nesse manifesto, Bonifácio afirmou que lojas brasileiras tinham sido fundadas em 1801 e 1802, respectivamente no Rio e na Bahia, e tinham-se filiado à Grande Loja francesa (Robert Freke Gould, et al, A Library of Freemasonry Comprising Its History, Antiquiries, Symbols, Constitutions, Customs, etc. And Concordant Orders of Royal Arch, Knights Tem- plar, A.A.S. Rite, Mystic Shrine With Other Important Masonic Information of Value to the Fraternity Derived from Official and Standard Sources Through the Word From the Earliest Period to the Present Time, (5 vols.; London: The John C. Yorston Publishing Co., 1906, IV, pp. 188-189 apud Gueiros Vieira). O Padre Kloppenburg relata que, em 1804, a Grande Loja portuguesa enviou um Emissário para obter a filiação e a lealdade das lojas brasileiras. O emissário português, entretanto, não foi bem sucedido na sua missão, contudo, conseguiu fundar no Rio duas outras lojas de filiação portuguesa. Outras lojas de rito francês foram também estabelecidas na Bahia (1807-1813) e em Pernambuco (1809), mas essas, que eram puramente revolucionárias, tornaram-se inativas depois do fracasso da revolução de 1817. A maçonaria brasileira tem sido atormentada por dissensões desde a sua fundação. Essas dissensões foram, a princípio, entre republicanos radicais e monarquistas, num tempo em que o rito “moderno” francês era dominante (Lima, op. Cit., p. 134. 63 apud Gueiros Vieira) Esse rito tinha sido formulado em 1786 pelo Grande Oriente da França e, em si mesmo, representava um sincretismo de diversos outros (criados pela fortíssima imaginação francesa) com o Rito Escocês dos “Maçons Antigos, Livres e Aceitos” (Henry Wilson Coil, Coil’s Masonic Encyclopedia. (New York: Macoy Publishing and Masonic Supply Co. 1961l n 104 apud Gueiros Vieira). O envolvimento macônico nos acontecimentos que conduziram à independência do Brasil parece-me ter sido corretamente delineado por Sérgio Correia da Costa. O Principe Dom Pedro, que estava ciente do poder da maçonaria e do sentimento republicano generalizado no país, uniu-se à mesma a fim de controlá-la, afirma Costa. A maçonaria brasileira, naquele tempo, estava dividida em duas facções rivais, a de Joaquim Gonçalves Ledo e a de José Bonifácio de Andrada e Silva. Duas organizações maçônicas existiam então: o “Grande Oriente”, formado em 28 de maio de 1822 e o “Apostolado da Nobre Ordem dos Cavaleiros da Santa Cruz”, forma cinco dias depois, a 2 de junho de 1822. Tanto José Bonifácio como Gonçalves Ledo pertenciam às duas organizações. A primeira era dominada pelos republicanos, a segunda (apesar de Rito Carbonário) era conservadora. Segundo Costa, o Príncipe Dom Pedro, primeiramente, filiou-se ao Apostolado, e só mais tarde (a 13 de julho de 1822) uniu-se ao Grande Oriente. De fato, o Grande Oriente tinha convidado José Bonifácio para ser seu Grão-Mestre a fim de que atraísse o Príncipe para suas fileiras (Sergio Corrêa da Costa, As Quatro Coroas de D. Pedro I, 3ª ed. (Rio: Graf. Record Editora, 1968 Pg.. 42-52.64). De uma maneira ou de outra, é fato por demais conhecido que José Bonifácio Persuadiu Dom Pedro a fechar o Grande Oriente como perigosa organização republicana exilou do Brasil seus membros. Do outro lado, o Grande Oriente revidou acusando o Apostolado de estar tramando o assassínio do Imperador. Num gesto inesperado, o Imperador fechou também o Apostolado. Há uma tradição oral, entre os maçons brasileiros, que o Imperador Dom Pedro I antes de ser forçado a abdicar do Trono, foi submetido a um julgamento maçônico, depos do que foi “devidamente punido”. Este autor não encontrou ainda nenhuma evidencia documentária de que isto tenha acontecido. Alguma verdade parece haver nessa tradição Alguns autores chegam a afirmar que o Imperador foi forçado a abdicar pelas maquinações das Lojas Maçônicas que tinha fechado (Costa, op. Cit., pp. S7-58; Barroso, op. Cit., pp. 130). Em 1832, depois da abdicação de Dom Pedro I, o Grande Oriente do Brasil reinicio seus trabalhos. Nesse mesmo ano, o Rito Escocês dos “Maçons Antigos, Livres e Aceitos foi introduzido no Brasil por intermédio de uma carta de autorização belga. Espalhou-s muito rapidamente. Descobre-se que em 1867, por exemplo, 56 das 73 lojas que compunham o Grande Oriente do Lavradio (mais adiante citadas neste estudo como loja monárquica”) tinham adotado o Rito Escocês. Entre as outras lojas do Grande Oriente, uma tinha adotado o Rito Adonhiramita (uma loja germânica na Colônia Dona Francisca, em Santa Catarina) e somente 16 lojas mantinham, ainda, o Rito Francês Moderno (Folhinha Maçônica para o Ano de 5865, Contendo Quadros da LL: do Gr: Or: do Bras: ao Vat: du Lavradio etc.(Rio: Eduardo e Henrique Laemmert, 1867), pp. 27-33). Presentemente o Rito Escocês é seguido por 90% das lojas maçônicas brasleiras A introdução do Rito Escocês foi mais um passo para o afastamento do radicalismo político. A ala revolucionária republicana foi sobrepujada pela influência do novo Rito uma mudança que, em si mesma, tinha algumas implicações filosóficas. O republicanismo outra vez, reapareceria dentro da maçonaria brasileira nos fins da década de 1860, mas então já não era o republicanismo francês “vermelho”. Era fortemente influenciado pelo republicanismo norte-americano, que foi mais tarde sincretizado com conceitos positivistas. Note-se que a maçonaria representou uma das primeiras tentativas para formar-se uma irmandade ecumênica de pessoas de todas as religiões. Pedia-se apenas que o maçon declara se crer em Deus, chamado o “Supremo Arquiteto do Universo”, visto como a palavra “Deus” tem uma conotação cristā e a maçonaria devia ser accessível aos seguidores de todas as religiões (Esse ecumenismo da Maçonaria a princípio era extensivo apenas aos Cristãos. Passou-se muito tempo antes que os primeiros judeus e outros não-cristãos fossem admitidos à fraternidade. Ver Jacob Kartz, Jews and Freemasonry in Europe, 1723-1939 Trad. Leonard Oschry. (Cambridge: Harvand university press, 1970 ) Esse “ecumenismo” da maçonaria foi um dos aspectos que mais perturbou os ultramontanos, especialmente ao tempo da Contra-Revolução. Ainda mais, esse grande medo do que chamo de “ecumenismo” estava também patentemente presente na bula do Papa Clemente XII, In eminenti apostolatus specula, datada de 28 de abril de 1738. Nessa bula o papa atacou o que ele chamou de “associações altamente suspeitas” que costumam chamar-se maçons, nas quais “se congregam homens de todas as religiões e todas as seitas, sob aparência de honestidade natural”, mas cujos desígnios reais eram provavelmente maus. O Papa Clemente XII então proibiu todos os católicos de se filiarem ou, de qualquer maneira, de ajudar essas sociedades. Treze anos mais tarde (18 de maio de 1751), Benedito XIV voltou ao assunto na sua bula Providas romanorum pontificum. Nessa, claramente declarou que entre as proibições e condenações mais graves, da acima mencionada bula anti-maçônica do seu antecessor, a mais grave era que “nas tais sociedades e assembleias secretas, estão filiados indistintamente homens de todos os credos; daí ser evidente a resultante de um grande perigo para a pureza da religião católica. Sem ser indevidamente severo, podia-se dizer que, considerando-se a terrível arma que as nações católicas tinham nas mãos, a saber, a Inquisição, a posição do papado contra a maçonaria redundou (em termos modemos) em um overkill. Os processos inquisitoriais contra a maçonaria portuguesa, a espanhola e a italiana apenas impeliram aquela organização, nesses países, a um maior movimento secreto de resistência, e deixou-a aberta à infiltração de elementos extremamente radicais. Este foi particularmente o caso da Itália, onde não pôde ser formado um Grande Oriente autorizado resultando na aparição da Carbonária. Desde então, o papado não mais teve de contender com homens tementes a Deus e cumpridores da lei, diletantes especuladores filosóficos, mas com uma sociedade secreta, extremamente radical, de homens de detestadores de Roma e da Monarquia(sic), ajuramentados para destruir Roma e toda sorte de “tirania” por qualquer meio disponível, mais das vezes, pela espada, (Para uma série de documentos da Carbonária veja-se Kloppenburg, op. Cit., pp. 304-316; (Giuseppe Bartoldi) Memoirs of the Secret Societies of the South of Italy, Particularly the Carbonari. Translated from the Original M.S. (London: Murray, 1821); Giuseppe Leti, Carbonaria e massoneria nel risorgimento italiano: saggio di critica storica (Bologna: Forni, 1966); Augusto Pierantoni, Ed., I carbonari dello Stato pontificio ricercati dalle inquisizione austriache nel regno Lombardo-Veneto, 1817-1825 Documenti Inediti. (2 vols. Roma: Soc. Editrice Dante Alighieri, 1910. A bibliografia no assunto é bem extensa). O seguinte ponto de interesse, no tocante à maçonaria, seria seu caráter “revolucionário, especialmente o da maçonaria francesa. A qualidade característica da maçonaria francesa, em geral, era tão aristocrática relata Coil, que durante a Revolução, seu Grão-Mestre era o Duque de Orleans. Esse cavalheiro, inteiramente amedrontado com o Reino do Terror, mudou o nome para Citoyen Egalité, e publicou notas nos jornais repudiando toda ligação com a maçonaria e o Grande Oriente, os quais na mente dos revolucionários estavam ligados à realeza e a nobreza. Isto, naturalmente, não o livrou de perder a cabeça na guilhotina É verdade que quase todos os enciclopedistas, os precursores filosóficos da Revolução, evidentemente ligaram-se à maçonaria. Em 1776 a “Loja Nove Imās” foi fundada pelo astrônomo Joseph Jérome Le Français de Lalande, o filósofo Denis Diderot, os matemáticos Jean de Rond d’Alembert e o Marquês Pierre Simon de Laplace, apenas para citar alguns dos luminares franceses que lhe pertenceram. O grande acontecimento dessa Loja entretanto, teve lugar quando o próprio Voltaire, já com 84 anos de idade, foi iniciado nela pouco antes de sua morte (ibid., P. 258; Lima, nos bastidores). É fato notório que a Revolução destruiu a maçonaria francesa pré-revolucionária. O Grande Oriente francês entrou em recesso. As lojas de Paris, como foi assinalado acima, eram inteiramente aristocráticas, e seus mestres, eleitos ad-vitam, eram membros da no breza. Quase todos eles foram executados. Durante a Revolução somente três lojas parisienses conseguiram permanecer abertas. Pode-se bem supor que essas foram lojas da classe média, que tomaram um aspecto revolucionário Em 1795 o Grande Oriente francês ressuscitou com apenas 18 lojas que tinham sobrevivido ao Reino do Terror. Pelos idos de 1804, o Grande Oriente começara a prosperar novamente, no entanto, tornou-se extremamente adulador de Bonaparte, e veio a ser veículo para a divulgação do “republicanismo” bonapartiano. Dividiu-se em duas organizações, ambas controladas pelos Bonapartes: a) o Supremo Concílio do Rito Escocês dos “Maçons Antigos, Livres e Aceitos”, cujo Grão-Mestre foi Luiz Bonaparte, e b) o Grande Oriente, que nomeou tanto a Luiz como a José Bonaparte, bem como ao Marechal Joaquim Murat para seus mais altos cargos. Assim, as lojas maçônicas portuguesas, bem como as lojas brasileiras filiadas às Grandes Lojas francesas, não eram verdadeiramente revolucionárias (em termos de 1789), mas apenas instrumentos do programa expansionista de Napoleão. Deste modo, não é nada surpreendente descobrir-se que, em 1808, um grupo maçônico português, formado por ex-exilados, cooperou com Junot e foi até o extremo de presentear o comandante francês com um projeto constitucional para Portugal semelhante à Constituição do Grão-Ducado de Varsóvia. Além disso, também não causa surpresa encontrarem-se agentes franceses e norte-americanos, partidários de Napoleão, envolvidos com a revolução pernambucana de 1817, dirigida pela maçonaria (Alfredo Carvalho, Aventuras e Aventureiros no Brasil. (Rio: Emp. Gráfica Editora, 1929), p. 17-292, Oliveira Lima, “Notas Biográficas e Documentárias”, apensas à op. Cit., do Padre Muniz Tavares, p. 375; J. A. Ferreira da Costa, “Napoleão I no Brasil. Tentativa de Evasão do Prisioneiro de Santa Helena Concertado entre os Emigrados Franceses nos Estados Unidos e os Agentes da Revolução Pernambucana de 1817”, RIAGP, Vol. X, n. 57, 1903, p. 197-217). A maçonaria nos países protestantes foi também facilmente controlada pelo Estado. Era uma coisa natural que a irmandade cooperasse com o Estado onde não era perseguida. A constituição maçônica exigia que o maçon fosse um cidadão cumpridor da lei. Na segunda recomendação da Constituição de Anderson intitulada “Do Magistrado Civil supremo e subordinado” lê-se como segue: “Um maçon é súdito pacífico dos poderes civis onde quer que resida ou trabalhe, e nunca se envolve em complôs e conspirações contra a paz e o bem-estar da nação, nem se comporta indevidente para com os magistrados inferiores.” É digno de nota que, de acordo com Gould, dois Grandes Orientes apareceram em 1831 no Brasil: o de José Bonifácio (Grande Oriente n° 1) que Gould chamou “despótico” e outro (Grande Oriente n° 2) que era, segundo afirma, “democrático”. Em 1833 o Visconde de Jequitinhonha recebeu uma carta de autorização do Supremo Concilio Belga e formou uma terceira organização, um Supremo Concílio Escocês de 33° grau. Entretanto, por volta de 1835, tal era a dissensão dentro da maçonaria brasileira que a mesma se dividiria em dois Grandes Orientes e quatro Supremos Concílios. Para confundir ainda mais a questão, a Grande Loja da Inglaterra começou a dar cartas de autorização a lojas de língua inglesa no Brasil. Já em 1842, o Grande Oriente n° 2 uniu-se com o Supremo Concílio n°2 e abertamente rejeitou o Rito Moderno francês. Em 1860 o Masonic World Wide Register arrolava 130 lojas brasileiras. Naquele mesmo ano, a 30 de setembro, o Grande Oriente nº 2 e o Supremo Concilio nº I eram dissolvidos e extintos por decreto imperial. Desta forma o original Grande Oriente (n° 1) absorveu todos os outros e tornou-se o único Grande Oriente do Brasil. Essa união forçada entre maçons liberais-republicanos e os conservadores não durou muito. Em 1863, o Grande Oriente Brasileiro dividiu-se novamente. Os dois novos Grandes Orientes tomaram os nomes das ruas onde suas respectivas Grandes Lojas estavam localizadas: 1) O Grande Oriente do Vale do Lavradio (Conservador) sob a liderança do Barão de Cairu, e 2) o Grande Oriente do Vale dos Beneditinos, sob a direção do liberal republicano Dr. Joaquim Saldanha Marinho, que foi seu Grão-Mestre de 1864 até 1883. No entanto, em geral, as lojas filiadas às duas Grandes Lojas adotavam o Rito escocês, que na Alemanha, sob a hegemonia de Frederico, o Grande (1712-1786), tinha-se tornado um instrumento dos reis prussianos. Esse rito, na Prússia, havia-se dedicado principios monárquicos. Como já foi esclarecido, o Rito Escocês entrou no Brasil vindo da Bélgica, e as lojas belgas tinham sofrido forte influência prussiana. O programa da maçonaria brasileira conservadora, como se deduz deste estudo, patece ter sido: a) conservar a nação unida a qualquer preço, usando o Trono como seu ponto de apoio; b) controlar a Igreja, conservando-a liberal, dominada pela Coroa, com um clero não educado e sobretudo, não ultramontano, e c) lutar pelo “progresso” do Brasil por meio do desenvolvimento da educação leiga, da expansão do conhecimento científico e técnico (não estorvado pela teologia) e da importação de imigrantes progressistas” e tecnicamente educados, dos Estados Germânicos, da Inglaterra e de outras nações protestantes Este programa, se foi ou não tramado” e claramente arquitetado pela maçonaria brasilesra, torna-se-á bem claro nos artigos seguintes. Dever-se-ia notar que os irmãos Ferreira, em sua obra de dois volumes, escoraram-se muito pesadamente no estudo de Bernard Fay sobre a maçonaria e a revolução intelectual do século XVIII. A tese de Fay, como os irmãos Ferreira, a interpretaram, era de que a Revolução Francesa tinha sido uma trama britânica levada a efeito com a participação ativa de Benjamin Franklin, com o declarado propósito de destruir a França. Baseados na interpretação acima, os Ferreiras chegaram à conclusão de que a luta entre a maçonaria conservadora (a “Loja Azul”) de José Bonifácio, e a maçonaria republicana (a “Loja Vermelha”) fora uma continuação da trama britânica para obter ascendência sobre todo o mundo através da sua própria forma de maçonaria. Essa “Loja Azul” brasileira, de acordo com os Ferreiras, era um movimento monarquista cruel, que destruiu à espada todas as aspirações “democráticas” republicanas, representadas nos grandes levantes durante a Regência (1832-1845) tais como a revolta de Cuiabá, a Revolução do Pará e Guerra dos Farrapos no Rio Grande do Sul. Essas revoltas, afirmam os Ferreiras, foram não apenas lutas políticas, mas uma guerra entre duas filosofias maçõnicas opostas”. A tese dos Ferreiras, a despeito de sua conexão com o fantasmagórico complô maçonico-hanoveriano para destruir a França e estabelecer a hegemonia inglesa por todo mundo, fortifica nosso ponto de vista acima citado, de que a transferência da maçonaria brasileira do Rito Francês para o Escocês tinha em si uma inferência filosófica profunda uma total mudança de programa. O Rito Escocés colocou a Bíblia no altar maçônico, A Biblia foi chamada a “regra da vida” e as reuniões começaram e terminam com citações bíblicas, como ainda hoje é feito. Desse modo o Rito Escocês predispôs o seguidor da ordem maçônica a olhar para a Bíblia como algo especial, merecedor de respeito, e digno de ser propagado. Por esta razão não é surpreendente notar que os grandes defensores da Bíblia no Brasil, no século XIX, que protegeram os vendedores de Bíblias e travaram batalha contra os ultramontanos, em sua defesa, foram maçons, tais como Tito Franco de Almeida, Dr. Demétrio Ciríaco Tourinho, Francisco Gonçalves Martins (Visconde de São Lourenço), General José Inácio de Abreu e Lima, Visconde Vieira da Silva, José Tomás Nabuco de Araújo, Joaquim Saldanha Marinho e grande número de outros cujos nomes aparecerão no decorrer deste estudo. A maçonaria brasileira dominante não era carbonária, bem como não o eram a A francesa e a italiana. Entretanto, a presença, acima observada, de republicanos radicais e carbonários nos primeiros dias do Império, leva-nos à questão: até que ponto a carbonária e outros elementos estranhos estavam presentes nos distúrbios de orientação maçônica, e que quase esfacelaram o Primeiro Império Brasileiro (1822-1831) e a Regência (1831-1840)? Esse é assunto que não tem sido estudado seriamente no Brasil, e do qual este autor não se diz possuidor de conhecimento especial. Entretanto, dever-se-ia destacar que Líbero Badaró (1798-1830) o italiano radical, editor do jornal anti-monárquico de São Paulo, O Observador Constitucional (1829-1830), muito provavelmente era carbonário. Badaró foi assassinado em novembro de 1830. Sustentava-se que seu assassinio fora levado a efeito por ordem do próprio Dom Pedro I. Outros afirmavam que fora assassinado por ordem da organização maçônica (criada por José Clemente Ferreira) leal à Monarquia, que se denominava “Colunas do Trono”. A verdade acerca desta questão ainda está por ser elucidadas (Barrosos, op.cit., p.131-135). Deve ser lembrado, também, o comentário feito por José Bonifácio, quando ordenou a prisão dos maçons republicanos, no qual se referiu, sem mencionar nomes, a representantes estrangeiros “protetores dos republicanos e carbonários”. Entretanto, é impossível apurar essa alegada influência de carbonários na maçonaria brasileira antiga sem um estudo cuidadoso dos registros maçônicos. Outro nome de estrangeiro que aparecerá umas poucas vezes neste estudo é o de Giuseppe Garibaldi. Assim, seria proveitoso indagar-se até que ponto o “Garibaldismo” poderia ter influenciado a Questão Religiosa. Bibliografia; David Gueiros Vieira, O Protestantismo, A maçonaria e A Questão Religiosa no Brasil #Apologética #HistóriadaReligiãonoBrasil
- A BÚSSOLA DA IDADE MÉDIA
O cristianismo foi a única doutrina religiosa que dividiu a História em antes e depois, pois era absolutamente novo aquele projeto pessoal e universal que consistia em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo — amar inclusive os piores inimigos da sociedade —, fundado na promessa de uma vida eterna com a ressurreição corpórea dos mortos. Não foi tarefa fácil. Nos primeiros cinco séculos depois de Cristo, os cristãos viviam numa civilização de empréstimo, que não haviam construído. Eram estranhos no meio de estranhos, mesmo quando convertidos do próprio paganismo. Com a ruína do mundo antigo e do homem velho, iniciou o cristianismo o lento e trabalhoso edifício de uma nova civilização — a medieval —, que não foi criada ex nihilo , como Deus fez com o universo, mas usando materiais anteriores bem diferentes que, ao fim e ao cabo, resultaram bem cosidos: a fé de Jerusalém, as ideias de Atenas e as leis de Roma. Esses três ingredientes se procuraram e encontraram muitas vezes, antes da Idade Média, sobretudo nas obras dos Padres da Igreja, em especial Santo Agostinho, que antes de sua conversão viveu dramaticamente aquela tríade. Foi o Bispo de Hipona que, na obra Cidade de Deus , lançaria as bases da filosofia cristã da história e influenciaria todo o pensamento medieval posterior. Santo Agostinho concebia a história humana a partir de dois amores opostos, que remontavam ao mundo angélico. Esses dois amores fundaram duas cidades distintas: o amor a Deus e desprezo de si mesmo criou a Cidade de Deus; e o amor de si, com desprezo de Deus, lançou as bases da “cidade dos homens”. A Cidade de Deus é peregrina: desceu do céu, caminhará pela Terra e depois voltará ao ponto de partida — o Paraíso —, enquanto a “cidade dos homens” provém de baixo, lutará com a outra Cidade enquanto houver História, e um dia retornará aos abismos: o inferno. Aqui estão os dois horizontes — paraíso e inferno — que norteiam toda a cultura medieval, culminando em seus maiores produtos artísticos e literários, como a Divina comédia , a Suma teológica , as catedrais góticas, o canto gregoriano. A Cidade de Deus, que se confunde com a própria Igreja, regula-se pelos mandamentos mosaicos e as virtudes cristãs, enquanto a “cidade dos homens” cria os próprios valores, geralmente invertendo os princípios normativos fundados na revelação divina. Essa filosofia da história foi a bússola da Idade Média, obedecendo-a ao ponto de arriscar a própria vida em defesa do Reino de Deus, como na Cavalaria e nas Cruzadas. Não se pode perder de vista a concepção cristã do mundo, predominante na Idade Média, quando se deseja bem compreender aqueles monumentos artísticos e literários, cuja estrutura conceitual está toda assentada na existência daquelas duas “cidades” espirituais — inferno e paraíso —, com as marcas registradas de cada uma delas: salvação ou perdição eterna.
















































